Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06195


This item is only available as the following downloads:


Full Text
*nno
XXIV.
Segunda-feira II
fa nl mo pubcMC todoi os din que n.o
, At cuarda: o preco da aaslgnatiira he
''..ir. p.)rnuarM,|Mjw*'"*<'M. Os
" *Mm "".Or por Urda, 40 ra. em tjrpo dlf-
i"" .,,repelle* I*' mUde. Oa nao
''"", s'e. pagar 80 ". por linha e II ra
^'^.odiUcreote, por cada publicacSo.
'pHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
.,, a 3, a 3 horaa e 47 mln. da Urde.
*"?<., a 10, a 9 horaa e25 min.da manh.
L.Z*u a 17. as 8 hora e 53 min. da manh.
sjct ^ *horM e 3 ,n'n *tarde-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Golanna e Parahiba. ia aegi. c aeiUa-felraa.
lUo-G.-do-Norte.iiulntaa-relraa ao meio-dia.
Cabo, Serlnhaem, Rlo-Pormoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a II e 21 de cada mei.
Garanhuna e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vi su e Floros, a 13 e 28.
Victoria, i quintaa-felras.
Olinda, todoa oa dlaa.
PREAMAR DE BOJE.
Prmelra, ia 5 horai c 18 minutos da manh
Segunda, a 5 boraa e 42 minutoa da tarde
(1 c Dczembro de 184*.
N. 577.
das da semana.
11 Segunda. S. Dainaio. Aud. doJ. doi or-
jihaosdoJ.cl. edo J.M.da2. v.
12 Terca. S. Justino. Aud. du J. do c. da
1 t. e do J. de paz do 2. dlit de t.
13 Quarta. S, Liuia. Aud. do J. do c. da 2.
v. c do I. de pai do 2 din. de t.
14 Quinta. S. Agnello. Aud. do i. de or-
ShSoa c do J. M. da I v.
;xta. S. Euxebio Verselenac. Aud. do J.
dociv. edoJ.depaidotdist.de t.
IB Sabbado. S. Ananlas. Aud. do J. do c.
da I v. e do J. de pai do 1 dist de t.
17 Domingo..S. BartholomeodeS.Geminlano
CAMBIOS NO Bt DK 0 DEZEMBRO.
Sobre Londres a 2.'. d. por 1 000 ri. a 60 diaa.
Paria
Lisboa 120 por cento de puano.
u RlO-de-Janelro ao par.
Dcsc. de lett.de boaa firmas a 1* .ftaomei.
AccOesda comp. de Heberlbe. aMf Waoj>.
Om Oncas heapauliolaa .0*i00 a ._I#ihi
Modaadeu#400v. 17/000
de u/400 n. l/200 a
de 4>O00... 9/200 a
PrttaPatacoei braaileiroa 1/940 a
Peaos columnarioa. 1/940 a
Ditoi mexlcanoi..... 1/880 a
17/200
10/400
9/300
1/9B0
1/900
1/900
I ARIO DE PERWAMBUCO
PARTE 0FFICIAL.
G0VERNO DA PROVINCIA.
0 presidente da provincia, considerando que ain-
j, subsisten as rases constantes da portara de 13
Je novembro prximo passado, pelas quaes resolve-
r adiar para o da 17 do corrente mez a eleiclo das
niaras municipaes e juizes de paz em todas as fre-
gurziisdesta capital e seu municipio, e dos de Olin-
da Iguarass, Goianna, Po-d'Alho, Nazareth, Li-
moelro, Santo-Antfio, Rio-Formoso, Serinhuem, A-
goa-PretaeCabo, ordena que ella fique ainda adia-
do at o dia que se houver de designar logo que es-
leja reslabelecida a tranquiilidado e seguranza publi-
ca continuando era exercicio os actuaos vereadores
ejuizesde pazemquantonSopodrem ser legalnien-
te substituidos.
Palacio do governo da provincia de Pernambuco,
o Je dezombro de 18*8.
HhHCCLANO FEBRS1RA PeSSA.
N. B. Na mesma data ofllciou-se s cmaras mu-
nicipaes, remettendo-llies por copia a portaria, ci-
ma transcripta, e rccommendando-lhcs que, sera
pcrJa de lempo, a communicassem aos juizes de paz
das parochias.
EXPEDIENTE DO DA 7 DE DF.ZEMBRO.
-d^oaon^rero,^^
ros. Expediram-se as necess.nas participados. Joaqu desembargador Lefio ao Sr. des- ..__, n0 seguinte n. do Diario, como corpo de
Officlo. Ao inspector da thesouraria da fazenda,
iutorisando-o a mandar entregar ao commissario-
pagadora Quanlia de 61:000.000 do ris pira a des-
pezasda rubricatorca de linha-no presente mez,
visto S. 8. informar que com essa qunntia nflo se
excede do crdito do ministerio la guerra para o
cxercieio correte.
Dito.Ao enmmissario-pagador, ordenando pa-
gue a Francisco Jos Martina da Costa a quanlia de
105,990 ris, importancia do fornecimenlo d agoa
por elle feito no mez de novembro ultimo aos cornos
eeslaees militares da provincia, soac.onta.el?"
enmonto, que remelle, cstejam de ~nformidade
com o contrato celebrado pelo mesmo Costa naquol-
lapagndoria. ,. __.
Dilo.-Ao inspector da thesouraria da fazenda pro-
vincial, determinando mande entregar ao procura-
dor-fiscal da mesma thesouraria, Jos Bernardo Gal-
vilo Alcanforado, a quantia de quatroecntos mil rs.
que elle requisitou para promover o adiantamenio
das causas provinciaes, e declarando que elle lea
ohrigado a prestar contns dessa quantia.-Commun-
coii-sc ao referido procurador-fiscal.
Dilo.-Ao consmissario-pagador, ordenando pa-
gue a Sebagtifio Ramos da Silva o aluguel de um ca-
valloque prestou para diligencia do servido publico
da villa do Limoeiro para esta capital, como se ve ao
documonto que rcmette.
llo.-Ao delegado do S. districto do termo do
llccife.Sciente de achar-seem plena paz e inteira-
mente expurgada de bandos de revoltosos a povoa-
c3o de Santo-Amaro deJaboato, segundo Vmc. me
participa cm officio de hoje, lhe declaro que vou ol-
ficiarao brieadeiro commandante das armas, para-
que providencie acerca da ida de um oflicial hbil
del." linha para esse lugar, visto que Vmc. o repu-
ta necessario. Entretanto, leo certo de que Vmc.
nada poupar para manter a ordem e a tranquil ida-
de publ tea no dstricto sb sua jurisdiccao.-llici-
ou-se a respeito ao commandante das armas.
Portaria.Constando de oflicio do commandante
interino do corpo de policia, datado de hoje, que o
3 commandante da 1." companhia do mesmo cor-
po, Zeferino Fernandes da Silva Manta, alm de ha-
ver commettido oulras faltas, abandonou o com-
mando do destacamento da cidade da Victoria, e re-
gressou para esta capital, onde fra proso e reco-
lado a fortaleza do Brum, o presidente da provincia
resolve demitti-lo e ordena que pela secretaria se
expecam as convenientes participacOes.--Fizeram-se
*s participacOes do eslylo.
Dita. Mandando passar patente de maior (lo
quarto batalbfio da guarda nacional do municipio do
Recife, que se acha vago, por no ter solicitado o ti-
tulo dentro do praso marcado Francisco de Paula
Connives da Silva, aocidadSo Luiz da Costa l'orto-
Carrciro. Parlicipou-so ao nomeado o ao comman-
dante superior respectivo. ,
Dita. -Dispensando do cargo da cirurgo-mor do
corpo de policia a Miguel Folicio da Silva. Com-
municou-se ao inspector da thesouraria da fazenda
Provincial e ao commandante interino do corpo de
polica.
Dita. Nomepndo a Manoel Pedro deSouza para
opostodeterceiro commandante da primeira com-
panhiado corpo de policia.Parlicipou-se ao com-
mandante interino do referido corpo e ao inspector
da thesouraria da fazenda provincial.
Dita. Reformando ocorotiel chele da segunda
'ego da guarda nacional do municjpio do Cabo
Jofin Cari- ._ ''"slcstlts. Cn!2~!n'enil-Ri
10 commandante superior respectivo.
TRIBUNAL DA RELAGAO.
SESSAO DE 9 DE DEZEMBRO DE 1848.
raesiDENCta do sn". desmdaboador azevdo.
Achando-se presentes os S. desembargadores
Ponce, Ramos. Villares, Bastos, l.ello, unes Macha-
do, e o Sr. juiz de direito Pereira Monteiro, abno-se
a sessio s horas do estylo.
Julgamentoi.
Foi propogta a peliQlo de habeai-eorput de Thomaz
Francisco Pereira. Negaram a soltura.
Forana propostos os seguintes aggravos de pe-
liQlo :
De Gabriel Antonio. Negaram provimento.
De Jo.1o Nepomuceno Fcrreira de Mello. Negaram
provimento.
Foram propostas as seguintes appellaQfies civeis
cm que silo:
Appellante, Antonio Fernandes Ribeiro ; appellado,
Manoel Florencio Alves de Moraos. Confirmaram
a sentenca. ...An
Appellanto, Jos Herculano de Carvalho ; appellado,
Manoel Jos Goncalves Bastos. Confirmaram a
sentenca em parte. ..
Appcllantes, Manoel Antonio da Silva e sua mulher
appellado, Domingos Jos Pereira Pacheco. Con-
firmaram a sentencia em parte.
Appellante, Francisco de Barros Reg; PPe"ad"'
Jofio Carlos Leite de Albuqucrque. Julgaram
millo o processo por falla de coiiciliaQfo.
Appellante, Gabriel Antonio; appollados, l.uiz irn-
cisco de Barros, sua mulher e outros. Dospre-
zaram.o8ombargosdosappellado8.
Appellantes, Aotonio da Silva & Companhia; appella-
do, o juizo da provedoria. Receberau oa em-
bargos do appellante. .%.!.!
Appellante, a fazenda ; pDaltados, MD,,er^'*d^
Antonio da Silva & Companhia. Receberam N
embargos do appellado. .^^.
Appellante, Rita Mara de Si kUtl*>J *FP**y
Antonio Jos de Mello, tutor de seu filho. Man-
daram ouvir o doutor curador geral.
Appellanles, Francisco Ribeiro de Buto c sua mu-
lher: appcllados, Antonio Pereira e sua mulher.
Desprezaram os embargos dos appellados.
Aonellanles, Jo.l Xavier Carneiro e outros; appella-
da D.Joaquina Mara Pereira Vianna. Julga-
ram a habilitacao dos berdeiros de Henrique Pop-
pe Gir3o.
Foi assignado o dia da primeira sesso para erem
julgadas as seguintes appellac.oes civeis em que
silo '
Appellante, Antonio Pedro doMendonca Corle Real;
appeHada, Maria Candida do Magalliflcs.
Appellante, Manoel da CosU Prazeres; appcllada,
Josefa Maria do Sacramento Costa. ___
Appellante, Jos Gomes Villar; appellado Leopoldo
Jos da Costa e Araujo. rh.ea
Appellante, Schaften tTobler ; appellado, Chaves
ApAp'elUnle, Jos Goncalves Seona ; appellado, Do-
mingo Jos Pereira Pacheco. ., .
Appellante, Antonio Ribeiro GuimarSes; appellado,
Apellante, Jos Estanislao Fcrreira j'appellado, Vic-
torino Pereira Maia.
Appellante, D. Anna da Paz Portella; appellado, Ma-
noel Antonio dos Santos.
Revirfts.
Joaquim renx aa om" omu b( --------
Passaram do Sr. descrabargador I.e3o aoSr. des- blcaremos no seguinte n. do Diario, como corpo de
embargador Nunes Machado as seguintes appella- de|jcto des3ecabec|hae dos noscios que oacompa-
cOos:
Appellante. Jos Roborto deMoraes Silva ; appella
do, ChrislovUo Starr. i*-A-
Appellante, Vicente Jos Gomes; appellado, Josl Es
tanisloFerreira.
- iihnvam.
Este novo Uiumplio da causa da legalidade sobre
a da revolta s nos custou a muita sentida mora
r. --.---; a ua revuita au um ......^ .....~ ------------
s Appellante, oj'uizo'de direito crime ; appellado, Jos do valentc alforesMenezos do 5." batalho de fuzi-
Comes.
Passou do Sr. desembargador Nunes Machado ao
Sr. desembargador Ponce a seguinte appellaSao :
Appellanles, I). Maria Elena Pessoa do Mello e Pedro
CavalcantideAlbuquerquoLins; appellado, Joa-
quina da Silva Pereira.
Pediram a providencia dalei para a appellacjloci-
velem queso :
Appellante, Benlo de Barros FalcSo do I.acerda ; ap-
pellada, Petronilla Florentina da Soledade.
Distribuan.
AoSr. desembargador Ponoe asappellacOcciveis
em que sBo:
Appellante. Joflo Pinto de Lemos; appellado, Manoel
Appel.dnetcMOJUoquim Francisco de Mello Cavalcanti ;
appellado, Manoel Elias de Moura.
Ao Sr. desembargador Ramos as appellacfles civeis
emquesSo:
Appelladtes, Francisco Jos Meira e sua mulher ; ap-
pellados, Antonio Fernandes Luna e sua miiller.
Appellante. Anna Elisabet Adelle Poirson ; appella-
do, Alfonso Saint-Martn.
AoSr. desembargador Villares as appella?oes ci-
vois em que silo : .
Appellante, a azenda ; appellada, a cmara munici-
pal desla cidade. ,
Appellante, Juliao Beranger; appellado, Jos Anto-
nio LourenQO.
Ao Sr. desembargador Bastos as appellacfles civeis
em que silo:
Anoellante, Antonio Manoel de Moraes de Mesquita
Pimentel; appellada, Anna Francisca dos Res Mi-
ADneUa'rites, os administradores da casa de Jo3o Ma-
ra Svo ; appellado, Elias Coelho Cintra.
Ao Sr. desembargador LeDo as appellac.oes civeis
em que s3o :
Appellantes, JosThom Rodrigese outros; appel-
lado, Anastacio Francisco Braga. .....
Anncllanlcs, Jos de Barros Wanderle eoutro, ap-
pellado, Jofio Carlos Bezcrra Cavalcanti.
AoSr. desembargador Nunes Machado aappella-
^ocivel era quosfi:
Appellantes, Mendes & Tarrozo; appellado, Francis-
co da Silva Medeiros.
Levantou-se a sessfio a 1 hora e mela da tarde.
loiros, c o ferimento de um destemido soldado.
Estfio, portanto, desvanecidas as mais lisongeiras
esperanzas dos promotores da revolta ; o bando do
Catuc, com que elles mais contavam, e de que alar-
deavam quotidianamente ousando ameacar a pro-
pria capital, j nRo existe, e eremos firmemente quo
nfoquerer mais reunir-so em qualqiicroulro pon-
to para medir suas armas fratricidas com as dos va-
lentes legalistas.
Assim, pois, consideramos muilo adianlada a
grando obra da pacificaclo da provincia, que om
breve lempo esperamos v.'-r concluida mediante as
providencias dos Exms. Srs. presidente da provin-
cia e commandante das armas, auxiliados pela dedi-
cac.o da tropa, pela vigilancia e energa das autori-
dades locaes, e pelo bom senso de todos os Pernam-
bucanos amigos do seu paiz.
Desejosos de transmittir aos nossos leitores a no-
ticia deste successo no mesmo momento om que S.
Exc. o Sr. commandante das armas acabava de da-
la ao Exm. Sr. presidente da provincia, lmitamo-
nos a este resumo, promottendo publicar as partes
ofllciaes logo que as obtivermos,
Pasiaram doSr. desembargador Ponce ao Sr. des-
embargador Ramos as seguintes appellacoes:
Appellartto, Caetano Pereira Goncalves daCunha;
appellado, Clirislovflo Dionisio de Barros. .
Appellante. Bernardo Jos de Barros; appellado, Mo-
Appedlante, Jos Joaquim da Silva Maia ; appellado,
Antonio Ignacio da Roza. ,iv.a_
Appellante, Agoslinho Fernandes Catanho deVai-
concello!; appellado, Jofio Freder.co de Abreu
Appellante, Manoel Alves Guerra; appellado, Fran-
cisco de Paula Pires Ramos.
Passaram do Sr. desembargador Ramos aoSr. des-
embargador Villares as seguutes appeliacOes ;
aviuva herdoiros de Ignacio Francisco Pereira
An^niate o iuizo criminal dacidado da Fortaleza
APoCearV; amellado, Joaquim Marques de 01,-
veira.
RepartQio da polica.
EXTRACTO DIARIO DOS DAS 8 E 9 DO CORRENTE.
Foram presos: ordem do Sr. desombargador
chcfo do policia, o pardo Manoel Vieira do Espirito-
Santo por ter sido encontrado com urna faca de
.,onta* o padre Jos das.Candeias e Mello, por indi-
ciado em crime de sediQfio, e o preto Paulo da Costa,
para urna averiguarlo. ...
r O 1. Amanuense,
Aprigio Jo$ da Silva
limtlOllE PERNAMBUCO.
I
ILADO
Passou do Sr. desembargador Villares ao Sr. des-
embargador Bastos a seguinte -"
Appellante, Francisco Jos Barboza; appellado, An-
tonio Gomes Villar.
i>..r.m dn*r. desembargador Bastos ao Sr. des-
cante superior respect.vo. erab.rg.dor Lefio as seguintes W^^
Dita. Mandando passar patente de coronel che-j Appellante, Henrique Merges; appella, Ignacio j-
fo da segunda legifio da guarda nacional do muoici-1 s da Mello.
aici***, io oswwBao si ie*a.
COMPLETA DERROTA DOS BADIU08 DO CATCCa"
Eram qualro horas da tarde e ia entramo prelo
este n. do Piano, quando chegou capital o Exm.
Sr. general Jos Joaquim Coelho, que na noite an-
tecedente havia marchado para as maltas do Catu-
c, trazendo a importante noticia de terom sido
completamente desbaratados pelas briosas fr?as le-
galistas os revoltosos que se achavam reunidos no
interior das mesmas maltas.
Aaccfiofoi pessoalmenle dirigida pelo benem-
rito general que affrontou todos os perigos inhe-
rentes a tilo rude combale, para ter a salisfafio de
achar-se com os bravos do seu commando no pro-
prio acampamento inimigo ; e oa revoltosos deban-
ATTBNCXO !
Perfidia dos director da revolta.
Os leitores lembrar-se-bfio, sem duvida, de ha-
vermos nos dito em o n. 288, quando faziamos a de-
fesa da guarda nacional ultrajada, que essa briosa
corporaefio conservava-se fiel ao governo, o que
aquella parte dola que linha apparecido no campo dos
revoltosos, havia sido arrastrada para ahi por meio
da illusfio, o persuadida do que ia pugnar pola causa
da legalidade. Quando assim nos exprimamos,
annunciavamos urna verdade, communicavamos ao
publico urna convicefio profunda cm que estavamos,
e que era altestada por muitos fados testemunbados
na capital; mas nfio pensavumos que dentro em pou-
00* dial viria ter a nossasmfios um documento au-
thentico do semelhanto asserto : entretanto ei-lo
que se nos offereco, e vera constituir-nos em cir-
cumstancias de confundir mais urna vez os nossos
dotractores,-e os interessados na revolta, provando-
Ihes quanto sfio injustos quando nos suppom capa-
zes de escrever e fazer imprimir o contrario daquillo
quo sentimos e sabemos.
c lllm. e Exm. Sr. presidente da provincia.Diz
Joaquim Das Borba, capilSo da guarda nacional
da comarca de Nazareth, e ora preso a bordo da
a fragata ConstiluicaS, surta no porto desla cidade,
quo elle fra na verdade encontrado com as armas
na mflo em o alaque que no dia 28 do prximo
nassado mez leve lugar na villa de Nazareth, e por
a isso acha-se hoje detento ; mas o supplicante pro-
Testa V. Exc. que elle est sofTrendo um cons-
trangimento sem culpa ; porquanto, estando o
supplicante mui pacificamente cuidando de seus
trabadlos agrcolas, recebeu aviso do seu com-
mandante do batallifio, Joaquim Goncalves Cuer-
ee ra. para reunir companhia e marchar para ISaza-
retha executar as ordens do governo, que esta va
as mfioado desembargador Joaquim Nunes Ma-
diado, emquanto nfio vinha tomar conta o desem-
bargador Antonio Pinto Chichorro da Cama, que
estiva a chegar rom a nomeaefio imperial; e nes-
ta supposico foi que o supplicanle so prestou,
sem pensar quo pesaoas que se presumim cora a -
. um carcter fssem capazes de .Iludir a boa-fe
. do homens incautos como o supplicante e todos
cuantos formavam a sua companhia, e que hoje
. cslarfio nromptos a preslarem seus servidos ao go-
verno legtimo, visto quetom para elles cahido o
veo da illusfio, e conhecido est o embuste com
que se teem levado muitas victimas ao tnatadou-
ro. O supplicante, pois, vem implorar a clemen-
,c ca de V. Exc, para quo se digne manda-lo por
em liberdade, ou om prisfio de trra, de donde
daram inleiramentc, dcix.ndo sobre a campo, alm '.^r^sui'ioencia.'-E. Mc.-
de alguna morios e feridos, todo o armamento el y^ffg^S!Znaltmtnm MJBrtr.
muniefio. todas asprovisoes de bocea, o urna coi-1 IUpr0 do proprio Joaquim Das Borba,^porque.as-
r^c^n *Vi expedidas era nome de JofioU severou na minba prosenca e das testemuubas



BB
Ul!
o a'iaixn assignndas liav-ln frito do sen proprio pu-
nho, o que para mnior clareza so tornava a assig-
u riarao p do prsenlo, Fortaleza do Itrum. 8 do
dezcnibro de 1848.--Kstava o signal publico.-.Etn
(pstemuiihode verdade, o tahelliflo publico, C.ut-
herm l'alriiio turra Cuvutcanli.Juaquim iat
Jlorb Como losteiliutilia, Antonio Comes Leal,
tetiente-coronel comtnandantc da fortaleza.An-
ionio Dorntllat Cantara, ctn\\.ini.Manml da Silva
hile, tenuntc.
E vista desta confissflo ingenua, fcita mui vo-
luntariamente o ratificada na presentado tres (es-
tcmunbas, pois tanto importa a segunda assigna-
lura de quem o imou, ainda haver quem nos con-
teste que somonte a illusio e a m fe hflo conduzido
para os campos da revolta o por consoguinte para
o maladouro a inuitus centenas de nossos irmflos .v
Ainda haver quem acredito as fementidas pro-
messas dos promotores dessa revolta, tanto mais
injustiticavel quanto nio tem por objecto senflo o
sustentar as posices officiaes de alguns bomens quo
teem a estulta prcteneflo do quercrem ser agentes
do um governo que guerreiam e buscam desacre-
ditar por todos os modos? Cromos que nflo. Somos
os pnmeiroa a reconliecer a bondado do carcter
de nossos concidadfios ; sabemos quo 'elles silo na-
turalmente propensos ordem, o que muilo so dis-
tinguen por essa obediencia que os coracoes bem
formados nio sabem negar a una auloridade quo
so acba no cxcrcicio pleno e legitimo das respec-
tivas funches; e, pois, temos f que, descoberto
como se acba o plano dos que blo provocado o der-
lamamcnto de tanto sangue, nio mais podero elles
proseguir na obra de devastaQflo que tilo crimino-
samente cncetaram.
Consta-nos que, oponas recebido o requer ment
que ah lica registrado, ordenara S. Ex. o Sr. presi-
dente que o copitflo Borba fsse transferido para
a fortaleza do Brum, recommendando quo se Iho
lacilitassem lodos os meios de provar na forma de-
vida a sua allcgacflojo temos muitas rasOes para
crerquo nflo s elle como todos os comprometi-
dos quo se ncharem em idnticas circunstancias cu-
contraifloasmais benignas disposicOos da parte do
governo, que na confusto da revolta sabor fazer
a distincc.flo, que a Justina e a impacalidadeacon-
solbam, entro os autores das calamidades que allli-
gem a provincia, o os que teem sido arrastrados e
Iludidos pelos prfidos meios de quo acabamos de
dar aos nossos Icitores urna prova irrefragavel.
Costa Cabra) j tinlia partido par* Madrid.
O governo e as cortos daquelle reino linliim con-
cedido a Luiz Vicente da l''onseca, deputado pela
ilhada Madeira, ampios privilegios para o eslabele-
cimento de duas linhasdo vapores. Urna destas li-
ndas devera partir de Lisboa para o Algarve, Cdiz,
illia da Madeira, e ilbas Canarias; a outra de Lisboa
para o Algarvo, Cdiz, i I lia de S.-Miguel, ilba Ter-
ccira, o ilba do Faial, voltando ambas a Lisboa pela
mesma derrota, Assegura-so que se pretende lam-
ben) ligar a linlia da Madeira com o Brasil, por meio
de vapores que naveguem daquella ilba paro esta
provincia de Pernambuco, locando em Cabo-Verde.
Os cinco por cento portuguezes linbam ficado
de 47 a 48; os qnalro por ccnlo, de 37 1/2 a 39; as
cdulas de 500,000 ris do banco de Portugal, do 45
a 50 mil ruis de descont por notas do banco do Lis-
boa; as de 00,000 rs. do banco do Porto, de 25 a 38
mil ris do premio ambem por notas do banco de
Lisboa, as quaes ficaram a 41 por cento de descont.
Vi llespanba nada de extraordinario havia acon-
tecido.
Corra em Madrid que as cortes soriam convocadas
para o fim de dezembro.
Segundo o Heraldo um grande numero de sedicio-
sos lem-se submcltido ao governo da rainha, assim
na Calalunho, como em Valencia ; oaquellesquo
por sua conducta passada n.lo podiam esperar mise*-
riconlia, reunidos dcbaixo do commando do Gamun-
di, refugaram-sc na provincia de Ternel, onde, per-
| seguidos por cinco columnas do tropas, talvez j
tenham sido desbaratados; entretanto o Clamor fu-
liioi annuncia que um bando de progressistas com-
mandados por Jeronymo Cruz o Modesto Reverter se
huviam sublevado nns vizinhancas de Saragoca, pro-
clamando-so os libertadores do Alto e llaixo Mon-
ea i o.
Erna noite do 2t de outubro fra preso na palacio
real, junto ao quarto do dormir da rainha, o depu-
tado por Saragoca, Mariano Montas, pertcncente
ao partido exaltado, e sendo-lhc perguntado o que
queria com a rainha, responden quo viera para ca-
sar com ella. O infeliz cstava louco.
A Franca ficra em socego, e no momento em
traca mos estas linhas, parece-nos que lodos os ses
filhos estarflo cheios do orgulho o prazor. Sim, boje
be odia marcado para aquello povo exorcer ornis
solemne acto de sua soberana; boje eleger elle
Dvrcmenlc aquello por quem quer ser governado.
Saiam os Francezes triumphan tes desta ultima prova,
que dcixarflo confundidos todos os seus tiimigos.
Luiz Napoleflo eo general Cavaignac sanos dous
candidatos quo, segundo geralmente se ere, hiio de
obter maior numero devotos, e posto que quasi to-
da a imprensa nflos da capital, senflo tambero dos
departamentos, so lenha declarado contra o primei-
ro, todava os partidarios doseguno nto contavam
ainda com a victoria.
A assembla nacional oceupava-se com revis.lo
da consttuieflo, qual os amigos do general Cavai-
Vlli UM IIOBO EM NOME DA LIBEBDADK.
Antes de derrotados, os bandidos acoutados no
Catucforam duas vezes aoengcnho Paratibo, pro-
priedado do Sr. l'rancisco de Paula Souza Lcflo.
Na primeira excursflo, roubaram urna vacca de
lete, e prenderam a dous trabajadores; mas, ao
approximarem-sodas matlas, soltaram estes, c con-
duziram aquella, que era smenlo o que Ibes impor-
tan : na segunda, porm, estenderam-se a mais,
pois carregaram nove bois mansos e grande poreflo
de assucar.
lie para notar que constava de 80 salteadores a
malla que assim defraudou a propriedade albeia, e
que o roubo foi perpetrado no meio do vocferacos
e insultos ao dono do engonho, que nao eslava pre-
sente.
NOTICIAS ESTBANGE1RAS.
Recebemos differentesjornaes estrangeiros, Ingle-
yes e frnncezes, alguns dos qu,aes alcancam uto 4 de
novembro.
A Inglaterra ficra tranquilla, bem quo ge'mcndo
debaixo dos acoutes do cholera, o qual, comquanto
nflo tenliii apparecido all tilo destructivo como em
outras partes da Europa, todava vai lavrando gra-
dualmente pelo paiz.
A 2 de novembro reuniram-se pro furnia ns duas
casas do parlamento, o qual em noine da rainha fo-
ro de novo adiado para odia 19 de dezembro.
Na India soffreram ns tropas inglezasum consde-
ravel revez ilianto do Mooltan, ern cunsequencia da
tlesercflo das tropas auxiliaros sikh.
Justamente quaudo as operaces da brigada do
general Whish tinhain comecado, SltereSingh com
a Toreado sou commando, a qual compunha-se de
5,000 bomens pouco mais ou menos, passou-se pa-
ra o Dewan. Este acontecimento obrigou o general
inglez a levantar immcdiatamenle o cerco e a fazer
um inuviinento retrogrado, alim de reunir as suas
forjas em um campo fortificado, s1. millias distante
da citado.
Os Inglezes liveram quo lamentar a morto do mu-
tos dos seus bravos ; entre oulros, os Indios mata-
ram Ihes o coionel Pattoun, o major Montizambert,
oquartel-mestreTaylor, o tenente Cubitt eo porta-1
bandera Lloyd, tomando-Ibes prisioneiros dous of-
ficiaes engenhehos
Ocxorcito indio, pela junceflo deShere Singb, ti-
nba sido elevado a 20,000 bomens, ecria-se geral-
mente que em breve estara duplicado. .
As notas do banco licaram, de 189 a 197 ; os cun-
tolt, de 861/8 a 86 1/4; os tres por cento reduzidos,
de 85 a 851/4 ; os tres e um qurto por cento, do
85 5/8 a 85 3/4; as a plices da India, de 233 a 236 ; e
os bilhetes ditos, de 40 s. a 43 s. de premio.
Os fundos brasileiros ficaram : os pequeos, do
72 a 78 t/*; os novos, a 73; os chilenos, a 84; os
granadinos, de 12 5/8 a 13; os mexicanos, do 21
3/8 a 215/8; os peruvianos, a 32; os russianos, a
99 1/2 ; os cinco por cento haspaiihes, de II 1/2 a
11 3/4; oa Ir por cento ditos, de 23 !/2 a 23 3/4 :
e os quatro e meio por cento belgas, a 71.
Portugal continuava a fruir a docuraa da paz.
gnae, com o fim do apartarem da presidencia a Luiz
Napoleflo, tinbam resolvido oflerecer urna emenda,
exigndo dos candidatos a esta diguidade urna re-
sidencia de cinco anuos na Franca ou no territorio
francez.
O ministro da fazenda, Mr. de Goudchaux, dera a
sua deniissio, e em scu lugar fra nomeado Mr.
Trouv Chauvel.
Corra em Paris que, no caso de ser eleito Luiz Na-
poleio, o gabinete francez seria organisado da nia-
noiru seguinto.'
Tbiers, negocios estrangeiros.
Olilon Barrot, interior.
Victor Hugo, instruceflo publica.
O general Oudinot, guerra.
I)u PetilThouart, muriuha.
Fould, fazenda.
Vivicn, justica.
Len l-'anchor, commercio.
Rerausal, obras publicas.
Girardin, director geral do corroio.
Len de Mallevllle, prefeito de polica.
Delastcrio, prefeito do Sena.
Cartas de Caen annunciam quo Mr. Guizot seria
sem duvida nenhuma oleito representante do fovo
polo departamento d Calvados em lugar de Mr, Du-
ra nd que fallecer.
Mr. Mole, que no da 23 de fevereiro substituio a
Mr. Guizot.e Mr. Tliiors, quo substituio a Mrr Mole, ja
silo membros da assembla nacional; falta va quo
fosso eleito Mr. Guizot para quo o inundo presencias-
se o singular espectculo de lerom assenlo em urna
cmara republicana, escolhidos por suffragio uni-
versal, os tres ltimos presidentes do concelho da
monarchia franceza.
Segundo o Moniltur orendimento dasalfandcgas
da Franca no moz de septembro foi de 8,733,654 frs.;
2,121,286 frs. menos que no mesmo mez doanno
prximo pssado. Durante os nove primeiros mezes
do correle anno o rendimento dasalfandegasfci do
62,826,100 frs.; 37,021,199 frs. menos que p do mes-
mo lempo do anno prximo passado.
Onumero dos navios Trancezes entrados nos por-
tos da Franca durante os ltimos nove mezes foi
4,897 com 596,806 toneladas; 825 navios e 66,198 to-
neladas menos que no periodo correspondente do
anno de 1817.
O numero dos navios estrangeiros'entrados na-
quelles portns durante o mesmo periodo foi 5,359
com 739,807 toneladas ; 5,201 navios e 695,381 tone-
ladas menos que em 1847.
Eis us fructos de urna revoluto.
No (lia 28 de outubro, Vienna, a capital d'Auslra,
fra atacada pelo exercilo imperial que sitiavs,
em numero de 70 a 80,000 homeiis, commandado pe-
lo principe Windischgratz ; mas, comquanto o fogo
tivesso durado desde as 10 horas da man hila ale a
noite, as tropas nflo lograram penetrar na cidode.
Os Vienennses combaleram com extraordinario va-
lor, e assegura-so que estflo resolvidos a deTeudsrem-
so al a ultima extremidade.
VARIEDADES.
JEItONYMO PATUROT
EM BITSCA DAJtEUIOR IS REPBLICAS,
Por Luiz Reybaud.
A UKDALUA B O REVERSO.
(ConHnuafAo do numero antecedente.)
A primeira pessoa a quem mo dirig era umeom-
mercantode grusso trato, hornero honrado c sin-
ceramente rcpublidno.
Ah senhor, respondeu-me olle o ao me eijs
perguntando '! I'ois nflo vedes o que so'passa ? Vio-
lo banqueirosda primeira ordem recusam slisfazer
os seus empenhos ; muitos outros ainda looin de
suecumbir. Oslesadosentram em liquidarlo. Em
menos de dous mezes nflo haver em Paris urna cai-
xa sequr para as lettras do commercio. Talvez que
mesmo ncm baja mais lettras. Que queris ? Osini-
milhoes csvnem-se as nossas carteiras ; he para
causar d. Nflo ha valor quo nflo esteja esmagado,
nflo ha penhor que se nBo torne suspeito. Descon-
lia-se do todos de vos, do mim do banco e do the-
souro. O crdito est perdido a confianza extincta.
Eis os Tactos; bastante saltam elles aos olhos. Ah .'
senhor, bem grandes sSo as culpas do governo de-
cahido !
Estes queixumes do commcrciante fizeram-me
grande impressflo ; 19o amargos eram que descon-
liei delles. Acudo-me por instantes a ideia de que
esse liomem eslava vendido reacQflo. Para absol-
v6-lo deasecrimo quelhe eu imputava foi-me preci-
so o concurso de outros testemunhos. Porm servio-
mo isto de liefo. Dora em diante nio me dirgirei
aenfloaos republicanos puros, experimentados, e
toda prova. Tal era, pdr cxcmplo o labriCante a
quem expuz as minhs duvidas.
i A industria, cidadflo Perguntais-me pela in-
dustria Fra o mesmo que perguntar pela sade
de um defunlo. Oulr'ora dava eu que fazer na mi-
nga officina a dous mil obreiros ; boje om dia nao
tenho mais que cem o esses mesmos conservo-os
por hiimanidade. Nada so vende, os productos nflo
teem sabida. A patria exigi que Ihe sacrificassemos
duas horas do trabalho por dia. Assim se pralicou ;
eu, pela minha parte, fiz o sacrificio, depu-lo no
altar da patria o nflo me arrependo. Cada qual do-
ve saber fazer desapparecer o seu interesse ante, os
principios. Mas duas horas de trabalho dt menos fo
dez por cento que accroscem ao valor da niflo de
obra, acorn eu nfloganhava, termo medio, senflo
5 por cento j vedes que vi-me obrigadn a desar-
mar os meus leares. Se o publico se resignar a dar-
me mais dinheiro pela fazenda, entflo veremos. Mas
est me parecendo que elle a tal nflo se decide. Bem
insto freguezia cidadflo, he a de gente empobre-
cida I Tenho estado por um triz a mudar-me para a
America com os meus conlra-meslres o os meus pri-
vilegios de manufactura eu que sou a dlor dos pa-
trilas Por ah julgai dos oulros. Entretanto o go-
verno decahido ho que lie causa do tudo isto. Infame
governo !
Esta ultima refiexflo porecia-me um echo ; o cem-
merciante e o manufaclureiro se confundan no
mesmo anathema. Chegoua vez do capitalista.
Queris (car com os meus ttulos de renda?
dsse-mo elle; posso ccder-vo-los por bem pouco.
Comprei outi'oraapolices de cinco por cento a 122,
o de tres por cento a 84 : isso se explica pela con-
fianza que as cousas me inspiravam. Mas eis que as
de tres por cento desceram boje a 34 o as de cinco a
50. Fazei agora o calculo. Tambem era accionista
de todas as emprezas de caminhos de ferro : do r-
lenos, do-Norte ,do Ruflo, de Marselha, deNantes,
deStrasburgo. Sabe Dos o bom dinheiro que ludo
islo me custou I lioje em dia (odas essas aceces se
acham quasi reduzidasa papel sujo; aqu estilo el-
las azues, verdes, cor de rosa. Antes quizera ter
aeces do Mississipi. Tambem linda eu bilhetes do
thesouro ; era dinheiro que ou tintn emprestado a j
governo divida sagrada o por isso conlava com o
prompto embolso. Vou, pois, ao thesouro, mas acho
o postigo trancado e a porta fechada. Viuda outro
dia, amigo, que entflo veremos como ha de ser. Se
tendea pressa de dinheiro ide prac,a do commercio
quo l acharis quem vo-los rebala razflo de 500
francos por mil. Nflo se deve ser exigente com os
amigos. Ora, agora sommai as parcelas, senhor
Em fundos pblicos um miihflo ; em caminhos de
ferro, tres milbOes ; em bilhetes do thesouro, dous
milhes sem incluir na conta o imposto dos cente-
simos addicionaes sobre os bens da raz, e o im-
posto sobre os eniprestimos hypothecarios. Eisomeu
balanco.
Pobre liomem 1 exclamei eu.
Porm nflo sou injusto; a repblica nflo tem
culpa do nada disto ; Dos me livro de accusa-la. o
nico culpado he o governo decahido.
Anda bem, disse eu commigo.
Bem pouco satisfactorios tinham sido at entflo os
resultados da minha pesquisa. Todos solriam, to-
dos se queixavam. Os advogados vam-se sem de-
mandas, os magistrados sem pleitos. Al os guar-
dis de commercio levantavam a sua celeuma : um
decreto acabava de suppnmir a prisflo por divida.
Quanto aos empregadospnblicos, os que nflo eram
demilldos eram postos a meia ragflo. O exercito sof-
fra a marinha igualmente : repetidos decretos
pondo gente em disponibilidade passavam como um
fiagollo pelos quadros das classes da frga armada.
At a natureza pareca concorrer para aggravar as
circunstancias, eprivava os mdicos dos seus lu-
cros. Ja nflo havia doencas, tinham como que des-
appsrecido na piscina da revolueflo.
Eu, porm, s mo liulia dirigido al entflo s clas-
ses liberaes : talvez que as outras houvesse com-
lensacOes.
Eia pois, completemos a pesquisa, disse com-
migo: beimpossivel que urna metamorphose 13o
gloriosa nflo tenha deixado algores fecundos ger-
mens e vanlagens visiveis. Esses com quem al ago-
ra hei fallado sflo os que tinham abusado da fortuna,
clora.eslilo sendo castigados. Estfloa expiar em um
uia as culpas de 20 annos. Tinham adormecido no
misto e na corrupto e agora acordam no meio das
ruinas, lie a mnmlesiarao da justica de Deosqueem
um dia faz desaliar ludo o que havia do also e arti-
ficial em suas existencias. Nada mais natural. Ti-
nham acreditado em um podero e opulencia eter-
na : tudo de repnle Ihes escapa ; e quem ousaria
dizer quo o castigo nflo he merecido? A roda da for-
tuna temum movimenlo ; outros agora hilo de es-
lar de cima. Esquegamo-nos dos anligos validos;
vamos ter com os novos. Para esses, ao menos a
repblica deve ter sido boa mili.
Dirigi-mo, portanto, s classes a quem a nova
ordem de cousas dava a primazia : o negociante de
retalho .ocontra-meslre de fabrica, o obreiro. E,
pois, fui procurar na loja e na officina os homens fe-
lizcs da revolugflo.
Ah cidado, nflo me fallis em tal, disse-me o
negociante de varejo ; o coho testemunha do que
ludo hei sacrificado a bem da repblica. Gonspirei e
bali-me por amor della. Em julho e em fevereiro
aprosentei-me de espingarda ao hombro por detrs
das barricadas. Tomei urna vez o Louvro outra vez
asTuIherias. Nao achaisquedei provas do bom pa-
triota ? Pois betn Sabis o que com isso lucroi ?
Estar com as prateleiras da loja cheias de fazenda e
com a gaveta vasia. II i dous mezes que a minha lo-
ja esl como quo eiidemoninhada : ninguem entra
nella. Dopois, os que nos devem nflo nos pagam o
nos nflo temos remedio scr.flo pagar s quem deve-
nios. A pobre gante da nossa laia cidadflo, nflo tem
se recebe dinheiro, e vem-se approximando o di>
seus-encimcnto, Iragam-se hem terrivos amar'
res. He urna angustia de que nflo so pode fozer id.i I
Soffrem-se entflo privaces economiss-sn au.,, *'
sobre quantia alechugar a conta; equnndo est,
completa, respira-se dous dias espera de pasar n
va lellrn que nflo tarda a vencor-se. Ora. ri-, "
se islo he vida
dizej-
Olhai se eu nflo recuaSse 't-T
idcia de deixar meus fllbos em penuria a esnn I
quem amo em prematura viuvez, jamis do urna,'
teria dado do mflo a esto vivor para ir ver o quo I
faz no outro mundo. Mo quero com Isto accusir**!
repblica; longedemim tal pensamento. '
blica precisa tompo para ostbelerer-se e n=ne"
dar-se, e de bom grado lh*o outorgo. A culpa i'"
sua, entendis? Ella faz o que pode. Ha ne||a n
soas do monto e de illibada probidade. O gover
decahido beque he o culpado do as cousas so oh '
rem no estado em qne se acham.
Assim me fallou o negociante do retalho : eis as
ra como se exprimi um obreiro : Queris iab l
qual be a minha opiniflo, cidadflo Dirvo-la-hei en
clareza e sem robuco- A empreza Talhou he mku I
recomega-la Disseram-nos: ponda mflos revolt?
demos palavra, e cumprimos a promessa. Com dual
palhetadas cstava tudo Teilo. E entflo dissemos-
aqui esl a vossa encommenda, que he do dinlic
ro ? Ahi comecaram as difficuldades. Organisemn'
o trabalho gritarom elles no Luxemburgo. p0i
hem cidadflo, organisai-o quem he que vos nee 3
O obreiro tem junto algum dinheiro das suas eco
nomias, o pode esperar. Passam-se3. 4 dias f.
zem-se discursos, dflo-se a bracos, prodigalium-se
mutuos parabens. E nisto se fica.. 0 obreiro cscolha
delegados entre os seus companheiros que vilo lo
mar assenlo as cadeiras dos pares ; se isto nflo en- i
che a barriga, sempro he urna honra. O obreiro re"
veste-se, pois, de paciencia, esquece-se de si pori-
mor dos outros ; alm de que, se st na ra qc-
cupa ao menos a calcada, o que semprc ho um con-
solo. Nesse cmenos ergue-se urna voz ds Luxem-
burgo : vamos tratar de organisar o trabalho. Com
osdiabos.' diz comsigo o obreiro ;pois noprimeiro
dia organisam o trabalho, e agora rilo tratar de or/|
ganisa-lo / Por este andar a cousa bem pouco se
adianta. Es'-me parecendo que ludo se limitar a
alguns exercicios recreativos proporcionados aos
companheiros. O caso he que o obreiro entretanto
v-se sem trabalho, e mais om apuros do que nun-
ca. Pouco a pouco esvaem-se-lhes as economas,
consomom-se os seus minguados recursos, e te
perde o credilo. Qucr voltar para a sua ofDcina, achi-
a fechada ; vai bater a outra porta, a mesma cous.
Fecham-se-lhe todas as portas. Emquanto tratavim
de organisar o trabalho, tinha este desapparecido.
Nflo digo bem, ainda o havia ; mas es9e tinha usur-
pado esse nome, e com elle se enfeilava; nflo era
trabalho, era esmola, e mais fcil me seria quebrar
os bracos do que a elle recorrer.
lie com ell'elo bem triste, disse cu entre mim.
Mas entretanto nflo havia remedio senflo esso-
tar o fundo do sacco, porque emfim era preciso vi-
ver. Lancemos mflo do que temos na caixa econ-
mica, disse eu entflo comigo. E fui pedir ao governo
o dinheiro que Ihe tinha confiado. Haveis de cr-lo '
Nflo m'o quizerarn dar. Entflo quo historia he esta !
Exclamei eu. i'ois recusam pagar em continente o di-
nheiro do pobre, o bolo do desgranado 1 E isso do-
pois de urna revoluto! Bem vos dizia eu, cidadflo,
que era preciso recomecar. Convidam-uos para um
assalto, nos nos prestamos. Dizem-nos : Desla vez
h para vosso bem. Nos engulimos a pilla. E
depois, quabdo os laes sujeitosse pilliam em cima,
quando galgain o pqleiro, trepando por cima dos
nossos hombros, a primeira cousa quo fazem ha
fallar ao que nos tinham promettido. Pois passem
por l multo bem, meus senhores Nflo esta m a
lograeflo! Ora melta-se um liomem a fazer revo-
luces / Nflo pretendo com isto dizer que Ihes quero
mal, cidadflo ; o obreiro nflo he injusto, e sabe ac-
commodar-se s circunstancias. Os "nossos homens
fazem quanto pdem, bem o sei ; maso antigo go-
verno linlia-nos indianamente roubado, e levou
comsigo para o eslrungeiro as caixas econmicas.
Queris saber? Havia oulr'ora tres mil aristcratas
que ha viole annos faitavain-so cusa do dinheiro
e do suor do pobro. Eis a origom de todo o mal.
Quando disso me lembro sobe-mo o sangue a cabe-
ca. Cumpre confessar, cidadflo, quo o tal governo
decahido era una formidavel podrigueira.
Terminada eslava a minha pesquiza, linha-me el-
la mergulhado em profundo desanimo : desde o pon-^1
to mais culminante at ao mais nfimo da escala
social, lodos solidan), lodos se queixavam. Cada
qual variava o queixume a seu talante; maso the-
ma era sempro o mesmo.
Sim, disse eu commigo repetindo o estribilho, e
govorno decahido he um grande criminoso; mas
onde estflo os homens a quem a repblica tornou
olizes ?
Osear estava a meu lado, expuz-lhe as duvidas qu
acabavam de assaltar-me e os escrpulos que eu
tinha.
Pois he este o nosso sonho? Perguntel-lne;
todos soqueixam, todos se lamentam.
He urnaaffectacflo que adoptaran), meu charo,
nflo passa disso. Queres tu saber o que os IjUeralo
eos pintores tambem se lombraram de adoptar? I>i-
zem uns que vflo malar a sJe com a tinta) de *scre"
vor, e os outros a fome com as cores da pintura He
um modo de tornarem-so interessantes, nada mais.
Estamos, pelo contrario, em uui verdadero paraso
terrestre: Jerony mo, acredita-o, acrediUen um lio-
mem que sabe o que diz.
Tinha eu emfim cbadoo horneo) feliz da repbli-
ca, -r Era Osear.
{Jornal do Comajwrcio.)
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
RENDIMENTO DO DIA 9.........
- Deicarriga hoje, II Utdtiembro.
pipas, barricas vasiaj,
3:418,315
Barca
Tenlatiua-Felis
sabflo fumo.
IMPOllTAGAO'.
Sword-Fih, galera ingleza.vinda de Liverpool, en-
trada neste mez consignada a Me. Calmont L-
manifostou o soguiule : .
35 pecas e7 cixas machinismo, 57 taixas ue ici
ro ; a Kruckeruer i C.
51 Tardos e 1 caixa fazendas do algodfio urna uua
por si senflo a honra e por isso muito a prezamos. lobjectos do oscrip torio 10 ditas Cobre em faina,*
Urna leltra a vencer he cousa sagrada. E quando nflo IC. /. Astly.



,s
s=
" t fardos lonas, 100 barris manteiga 5 caixas fa-
renlas>le IgoilSo elinho 15 pegas, 3 caixas e 3
uacotes machinas 20 taixas do forro 34 fardos fa-
zenda de algodSo, 9 caixas faxendts de seda e al-
,.,, 1:1,), 3 ditas fazendas de seda, I dila Bmostras de
assucar, 1 dila conservas 1 barril carne 1 em-
brulbo fto,-17 caixas cassas de algodSo; a Me.
Calmont&C.
5 caixas e 22 fardos fazendas de algodio ; a Deane
Voule & C.
7 caixas e 39 fardos fazendas de algodSo 2 barri-
cas e 2 caixas ferragens, 5 fardos lonas, 2 ditos bac-
as, 3 caixas chales de algodIJo, 1 dita sellins, 13
barricas enxadas; a G. Kenworthy & C.
i; barris el caixa ferragens, 498 fogareros; a Jo-
bnston & C.
13 fardos fazendas de algodio, l embrulho tape-
te, (caixa e 3 fardos fazenda de linho, 100 barris
manteiga 10 caixas lia de algodSo; a Johnston Pa-
ter & C.
1 iungol de Chumb ; a A. V. da Silta Barroca.
i caixas fazendas de linho, 10 fardos fazendas de
algodao 2 ditos de laia; a Russell Mellors & C.
30 caixas vinho 25 barris cerreja ; a Luttkens.
1 caiu cassas, 1 dita fazendas da moda; a Fot
Brothers.
1 barril vinho 7 caixas fazendas de algodao ; a
R. Rojle.
I barrica louga ;a Taylor.
15 fardos el caixa fazendas de algodSo 7 ditas
cassas; a l.alham & Hibbert.
100 barris manteiga ; a I. Cochshott & C.
i Cesto de langa ; ao Dr. May.
14 fardos e 6 caixas fazendas de algod.lo, 1 barril
' mantimentos 1 caixa miudezas ; a II. Gibson.
5 caixas e 1 barril conservas mostarda o queijos ,
i pares de rodas, 5 cachorros ; a It. Creen.
32 caixas e 66 fardos fazendas de algodio 15
caixas fazendas de linho 2 Tardos cobertores, 1
caixa conservas, 1 cesto plantas, 2 fardos fazendas
Je laia; a Jones Paln & C.
2 caixas e 5 barricas drogas; a V. Bravo & C.
19 caixas e 5 fardos fazendas de algodSo ; a Adam-
ton Howie & C.
h 1 caixa livrosimpressos, 6 relogios de ouro; a
Cliristopher & C.
I fardo cobertores de algodSo 1 dito de ditos de
13a ; a Rosas Braga & C.
1 barrica ferragens, 1 caixa livros 2 toneladas
de arcos de farro ; a llrandera Brandis.
4 liamcas e 1 caixa ferragens ; a W. C. Cox.
1 caisa com balara galvnica ; ao Dr. M. llardy.
1 embrulho livros'; a C. Starr & C.
1 caixa fazenda da moda e fato; a I, Stewart.
1 embrulho livros j a Bowman.
7 pegas o 3 caixas machinismo 2 caldeiras de co-
bre 200 Mimas de ferro, 1 caixa instrumentos ma-
Naviot lahidot no da 10.
Baha ; patacho americano Ellia-Nelion, capitio An-
sel Eldridge, carga a mosma quo trouxe.
Santa-Calharina patacho hrasileiro Espadarle, ca-
pitio Mancio Soares de Noronha, carga assucar.
Genova ; polaca sarda Dina, capitio Francisco Dode-
ro, carga assucar, romos e unhas do boi.
Liverpool por Parahiba ; brgue nglez Spray, capi-
tio Archibald Steele, carga assucar e bacalho.
Marseiles ; polaca franceza Furel. capitSo F. Drago,
carga assucar e algodSo.
Em commiss.o ; brigue-escuna de guerra hrasileiro
Canopo, commandante o primeiro lente Jos de
Mello Christa-d'Ouro.
ObtervaqaB.
Fundiou no I.ameirSo um brigue sueco que anda
n!o mandou a trra.
Declaracoes.
thematicos, 1 caixa vid ros 1 dita sellins, 1 carro
e pertencos : a A. de Mornay.
60 soberanos; a J, A. Araujo.
I caixa amostras de assucar 1 pacote fazendas de
la a J.Crabtree&C.
1 caixa livros; JG. J. Snow.
7T----------
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DA 9.
Ceral .
Diversas
provincias.
5:287,804
20,508
5:308,312
O arsenal de guerra precisa comprar, para a ilha
de Fernando, o seguinte : 990 alqueres do fari-
nha de mandioca pela medida velha; e bem assim
3:000 lelhas, 20 enchameis de vinte palmos, 100 cai-
bros, 2:000 pregos caixaes, e 3 arrobas de ferro da
Sueca : quem taes gneros se propbzer a vender
pode comparecer na sala da directora do mesmo ar-
senal no da 11 do corrento mez com sua proposta
em carta fechada. Arsenal de guerra, 7 de dezembro
de 1818.
Joo Ricardo da Silva.
Amanuense,
O arsenal de guerra precisa comprar os medi-
camentos necessarios para a ilha de Fernando de
Nozonha ; a saber : agoa destilada de rozas, goa des-
tilada de flor de laranja, agoa de louro-serejas, agoa
de colonia, agoa d'alface, avenca, ameixas, cevada,
eremorlartaro, cantridas, canphora, extracto de
beladona, emplastro emoliente, emplastro de aqui-
ISo gommado, emplastro de cantridas, flores de sa-
bugo, flores de rosas, flores de violas, flores de malvas,
flores de tilia, gomma alcalira em p, gomma ara-
bia, herva cidreira, jlappa, lo roy purgante, lini-
mento anodino, man, manteiga de cacu, macol-
la, nitrado de .praia lina, oleo de recio, oleo de al-
fazema, oleo do amendoa, pomada mercurial, pedra
lipi, papoilas brancas, pandara, quina, sement de
linho, Salga parrilha, trra foliada de trtaro, tr-
taro emtico, vitriolo branco, ungento d'alhoa,
ungento pupuliflo, tamesis de seda e de cabello,
coleo de rosas : os Srs. pharmaceuticos que quize-
rem fornecer os mencionados medicamentos pdom
comparecer na sala da directora do mesmo arsenal
no da II do correte mez com sua proposta em car-
la fechada ; (cando certos que os medicamentos
serijo examinados por um facultativo, e rejeitados
os quo niio so acharem silos. Arsenal de guerra ,7 de
dezembro de 1848.
Joio Ricardo da Silva.
Amanuense.
As malas que tem de conduzir o paquete in-
glez Pettrelpara o Rio-de-Janeiro e Baha fechara-se
boje, 11 do.corrento, ao meo-dia.
Para Lisboa pretende sabir, no da 24 do cor-
rente, o brigue hrasileiro Viriato : quem quizer car-
regar ou ir de passagom para o qu tem os me-
Ihorescommodos dirija-se ao consinnatario, Tho-
maz de Aquino Fonscca na ra do Vigario n. 19,
ou ao capitSo na praga do Gommcrcio.
Leao.
Domingos Alves Malheus transfero o lelSo de
veame, cabos ancoras, ancoreta, vergas, e um
ptimo chronometro novo e do mais acreditado au-
tor inglez para hoje, II do corrente s 10 horas
da manhffa quando Ser cffectuado, por interven-
gSodo corretor oliveira, no armazera do Araujo,
berro do Congalves.
Avisos diversos.
Tendo o Sr. Francisco Ignacio de Paiva soffrido
um roubo dequinhentos a seisceutos mil ris em a
sua fazenda do Jupy, na comarca de Garanhuns, e
espalhando-sc logo a r.oticia de ter sido esto fado
praticado por pessoasda propria familia do roubado
Paiva, o abaixo assignado, desojando remover de si
nSos qualquer suspeita maligna que possa acarre-
lar-lhe detrimento a sua reputagSo, como prevenir-
se contra toilo equalquer damno que porventura se
Ihe possa seguir para o futuro, pelo presente annun-
cio exige do referido Sr Paiva, em qualidade deseu
sogro, que pelas mesmas vias do prelo e jornaes p-
blicos, de quo o annuncianto se ha servido para a
exigencia aqu contida, Ihe declaro se est convenci-
do de ter o dito annuncianle lido parte nesse succes-
so criminoso, protestando elledeque o silencio do
offtindido importar a convicgo da innocencia do
abaixo assignado, e a salva-guarda do seu dircito,
para que Ihe nflo seja imputado em seu prejuizo fado
alheio, e possa delle usar contra qualquer que se
provar have-lo praticado. Insta, pois, o abaixo assig-
nado, e roga aos Scnhores Redactores que, pelo sou
acreditado jornal, deem publicidade ao presento an-
nuncio, que ihes ser obrigado
Joaquim Bazilio de Barro Santiago.
_ Precisa-se de 6 serventes depedreiro: quem os
tiver, dirija-so a ra das Cruzes n 42.
O abaixo assignado, londo no peridico Vox do
Brasil um artigo em que se diz quo os Srs. Gaudino
e Amorlm nSo vendem carne secca a Brasileiros,
nem mesmo que seja a. dinheiro, o mesmo abaixo.
assignado nega este fado o justifica o contrario,
pois quo he Brasileiro, compra a todos e paga quan-
do tem e pode, e assim os mais, a excepgSo dos
que......
Francisco Sancho Ribeiro do Amaral.
O abaixo assignado tem encarregado ao Snr.
JoSo Gualborto de Carvalho de promover a cobi an-
ca das dividas da luja que levo na ra Nova, n.5,
tanto amigavel como judicialmente para cujo fim
o dito Sr. Carvalho desde hoje (fica autorisado por
procuragSo bastante : por isso faz certo aos seus de-
vedores que nao devnrSo pagar a oulra pessoa sob
pena de o fazerem segunda vez a dilo Sr. Carvalho.
Recite} 4 de dezembro de 1848. Joo da Silva
Braga.
Precfsa-se de urna ama para criar urna menina
Lotera do theatro publico*
A venda dos respectivos bilhetesesl quasi para-
usada, e por esta rasSo deixaram ainda as rodas de
ter andamento no dia 9 do corrente, segunda vez
para este (m marcado. A visla, pois, disto o thesou-
reiro so escusa por ora de marcar novo dia, o que
Cara brevemente, visto que est disposto a empregar
todas as diligencias para que as ditas rolas anden
antes da fesla.
csappareceu, no dia 5 do corrente, da casado
abaixo assignado, um relogio de ourol sabonete ,
com urna poquena cadeia e chave lambem de ouro ;
cujo relogio foi mostrado no mesmo dia 5, a tarde ,
aoSr. Meroz fiara oavaliar, sendo o dito relogio ja
usado, com as molas fracas tendo a caixa de dentro
muito fina. Roga-se a pessoa a quem tenha sido ven-
dido ou empenhado a bondade de dirigir-se ao
quartel do primeiro batalhSo de cagadores de li-
nda ou annunciar sua morada para ser procura-
do : advertindo-se que Ihe ser embolgada a quau-
tia despendida sobre o mesmo relogio. J. G. ti.
Aluga-se um sobrado de dous andares e sotSo ,
com um grande quintal, e urna casa terrea no fun-
do do meimo, que bota para a parte da maro gran-
de na ra Imperial, n. 169 : a tratar no Atcrro-da-
Boa-Vista ,n.27.
AtTonsoSahit-Marlin, com
loja na praga da Independencia, n. 38, tem para ven-
der chapeos de seda domis elegante gosto para sa-
lidoras, assim cmodo palhinha abertoselisos, tan-
to enfeitados como so os cascos, lindos ramos do
flores artiflciaes, litas para os mesmos, capellas do
flores do phantasia, ditas de llores de larangeira pa-
ra noivas, e ramos das inesmas para peito, superio-
res sedas protas para vestidos, bicos do blond para
os mesmos, manteletas, visitas e palitos ricamente
guarnecidos, corles de seda para-vestidos, mantas o
lencos grandes de seda com franjas, etc. : se levar
ao domicilio.
Compras.
Avisos martimos.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 9........... 2:694,123
{.--------------
PRAGA DO RECIPE, 9 DE DEZEMBRO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Reviila semanal.
Cambios ----- NSo houve saques esta semana.
Os ultimos foram feitos a 25
d. por 1,000 rs.
AlgodSo ----- Emrarain 808 saccas, e estevo
frouxo, sendo pouco procurado
a 4,000 rs. por arroba de primei-
ra sorte.
Assucar- .... vieram ao mercado 102 caixas e
abundancia de saceos. Fize-
ram-se vendas doencaixado do
700 a 750 rs. por arroba sobre o
ferro; do ombarricado eensac-
cado branco de 1,700 a 2,300 rs.
por(S), e do mascavado a 1,400
rs. a frouxoii nos ultimos das.
Couros ------ KfTcctuaram-se algumas vendas a
90 rs. por libra.
Bacalho ----- Tivemos tres carregaraentos esta
semana, dos quaes um seguid pa-
ra o sul, eos dous que ficaram
inda nflo fram vendidos. Re-
talhou-se de 11,500 a 12,000 rs.
por'barrica.
Barricas vasias Venderam-se a 700 rs.
Carne secca O deposilq est reduzido a 22000
arrobas. A do Itio-Crande ven-
deu-se de 2,000 a 3,600 rs. e a de
Buenos-A y res de 2,000 a 2,600
rs. por arroba.
Paridla de trigo -Existen! por vender 2,500 barri-
cas. Os pregos nflo soflreram
alterago.
'mienta da India Vndeu-se a 220 rs. por libra.
1 e --..__ dem a 9,500 rs. por barril do a-
_ mericano.
'spermacete------dem a 850 rs. por libra de velas.
F'caram no porto 66 navios, a saber: 4 america-
nos, 2 austracos, 25 brasileiros, 5 dinamarqueses, 4
rancezes, 12 inglezes, 1 lubequense, 1 oriental, 5
Pcrluguezcs, 1 sardo c 6 suecos.
Movimiento do Porto*
. i...
Navio entrado no da 9.
Terr*-Nova; 50 das, brigue inglez Wutmoreland, de
'95 toneladas, capitSo N. Conway, equipagem 10,
Jj^Ra 2,500 barricas com bacalho ; a Lathain o
mtibert&Coropanhia.
em ; 40 diaa, patacho americano hlUa-Taylor, de
'4 toneladas, capitSo Ansel Eldridge, equipagem
rV.wrg'. *?685 brr*cw com bacalho; ajames
Lrblre& Companhia.
Para o Rio-Grande-do-Sul seguir breve o pa-
tacho Dous-de-Marco, o qual ainda pode receber al-
guma carga o escravos a frote : quem no mesmo qui-
zer carregarou embarcar escravos, entenda-se com
os consignatarios, Amorim IrmSos, ra da Cadeia,
n. 39.
Para o Aracaly sabe no dia 12 do corrente o
hisle Flor-do-Ricife : para o resto da carga o passa-
geiros, trala-se na ra de Vigario, n. 5.
Par o Itio-nc-Janeiro sahe. com muita brovida-
do o brigue brasileiro Ltao, por ter a maior parte
de seu carregamento prompla : quem no mosmo
quizer carregar, ou ir de passagem dlrija-se ao pa-
teodoCarmo n. 17, a tratar com Gabriel Antonio.
Para o Rio-Grande-do-Sul sahir, breve o bri-
gue /.Jo, recebe garga e escravos: quem preten-
der pode entonder-se com os consignalarios, Amo-
rim IrmSos, ra da Cadeia n. 39.
Para o Rio-de-Janeiro seguir em poucos dias,
a barca Tentativa a qual est com seu carregamen-
to engajado ; podo, porm, receber escravos, o tem
bous rom modos para passageiros, para estes pde-
so tratar a bordo com o capitSo o equelles com os
consignatarios, Amorim IrmSos.
A barca nacional Tentativa-Ftli segu para o
Rio-de-Janeiro com muita brevidade, por ter gran-
de parle de seu carregamento prompta : para o res-
to c passageiros para o que offerce os mais ricos
assciados commodes, assim como para escravos,
trata-sena ra da Moda, n. 11, com Silva i Grillo.
Para o Aracaly sahe, imprelerivelmente ate o
dia 20 do corrente' a mais lardar com a carga que
tiver a bordo ohiale Novo-Olinda, por ter j enga-
jada parte de seu carregamento: quem nelle qui-
zer carregar, se entender com o mestro do mes-
mo, Antonio Jos Vianna no trapiche novo ou na
ra da Cadeia-Volha, n. 17, segundo andar.
~ Para o Aracaty sahe, em poucos dias, por j (er
parte de seu carregamento prompta, o hiate Flor-do-
Recife, forrado e pregado de cobre : para o resto da
carga e passageiros, trata-se na ra do Vigario, n. 5.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, com a maior brevi-
dade posaivel, o brigu nacional Ligeiro, de pri-
meira marcha : para carga, escravos a froto e pas-
sageiros, para o que tem xcellentes commodos, tra-
la-se com Manoei Joaquim Soares na loja de fer-
ragens ao p do arco da ConceigAo, ou com No-
vaos & Companhia na ra do Trapiche, n. 34.
Para o Rio-de-Janeiro segu, com brevidade, o
brigue-escuna nacional Olinda : tem psrte de sua
carga engajada para o resto, passageiros e escra-
vos a frete, trata-so com Machado & Pinheiro, na ra
da Cadeia do Recife, n. 37. -1^ 1
Para o Rio-de-Janeiro sahe, imprelerivelmente
no dia 15 de dezembro, o brigue Anombro, forrado
de cobre e de primeira marcha por ter o seu car-
regamento quasi completo : para o resto da carga e
passageiros trata-se com Joo Jos Fernandos Ma-
galhflos, na ra da Cadeia do Hecofe, botica n. 61.
Para a cidade do Porto pretende sahircom bre-
vidadea barca llella-Pernambucana, capilSo Manoei
Francisco ii'ugueira, por er a maior psrle de sua
carga engajada : quem nella quizer carregar, ou ir
de passagem, para o que offeroce bons commodos,
enlciida-se com o consignatario, Antonio Francisco
de Moraes, na ra da Cruz, n. 34, tercoiro andar, ou
com o capitSo na Pracji-do-Commercio.
Compra-se um cachorro bastante
braho, para botar sentido a um sitio :
quem tiver annuncie.
Compram-se escravos que sejam oflicias de car-
pina, de 18 a 25 annos o de boas liguras ; pagam-se
hem sendo do bons costumes e peritos no seu olll-
eio poissSo para urna oncoinmenda do kio-de-Ja-
neiro : na ra do Amorim, o. 35, a fallar com J. J.
Tasso Jnior.
Compra-sc urna escrava que saiba coser; nSo
sendo viciosa paga-so bem : na ra de Agoas-Ver-
des, n.46.
Compra-se urna escrava moga, de bonita (gu-
ra, propria para mucama, que nio tenha vicios ou
achaques, o s ja perita engommadeira, costureira,
o coziuheira ; paga-se bem: na ra do Vigario n. 7.
Compra-se um sobrado de um andar, em boa
ra: dirijam-se a praga da Independencia, livraria n.
6e8.
Compram-se cffeclivamente, botijas e garrafas
vasias : no Aterro-da-Boa-Vista fabrica de licores,
n. 17.
Compra-se urna preta ou parda que tenha fl-
de!um mez: na ra larga doRozano, n. 20, segn-(gura e alguma habilidado : nobeccodo Sarapatel ,
do andar. (sobrado n. 12.
O Sr. Antonio Annes Jacome tem cartas na ra I
Direita, venda, n. 4.
Aluga-se urna casa terrea na ra Bella com
2 salas, Salcovas, cozinha fra quintal e cacim-
ba : a tratar na ra do Collegio, n. 15, segundo
andar.
Precisa-se de urna mulher idosa para ama do
urna casa de pouca familia, que seja (el e capa/ :
na ra da Moda, 11. 15, primeiro andar.
Bernardo Mello de Figuciredo, subdito porlu-
guez, rctira-se para fra do imperio.
PerJeu-se, sabbado, 9 do corrente, de tarde,
urna cdula de 50,000 rs. : ha disconfianga que um
molequeaapanhou : roga-se a qualquer pessoa que
der noticia, ou que a queira restituir, de dirigir-so a
ra da Cruz, 11. 50, que recebera seu adiado.
Na rualoQueimado n. 14, so dir quem d
dinheiro a premio com penhores.
O bacharel Miguel Archanjo da Silva Costa,profes-
sor de inglez e francez do collcgjo das artos.avisa a
quem convier, que se achara regularmente no exer-
ciciode seus trabalhos desde 10 horas da manhfla
at urna da tardo dos dias uteis, no terceiro andar
da casa n. 56 da ra da Aurora.
--Precisa-se de um caixeiro do 12 a 14 annos,
para urna venda : na ra da Florentina n. 30.
Jos Rodrigues do Porto, subdito portuguez, re-
tira-se para fra da provincia.
Arrenda-so una casa de laipa bem construida,
no lugar da Torre e periodo rio: a tratar na ra
Nova, armazeip n 67.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra da
Praia, n. 43, com muito bons commodos e fresco:
a tratar na ra do Vigario, n. 19, escriptorio dcTho-
maz de Aquino Fonscca.
Os abaixo assignados declaram que hoje paga-
ran) aos Srs. Witch Bravo & Companhia a quantia de
seisceotos mil ris, importe de urna lettra quo da
Babia sacou o Sr. Jos Joaquim Pinto Lima, cuja
primeira va com o aceito foi desencaminhada, o por
conseguinle sem nonhum effeito vista do recibo
que os mesmos Srs. W. Bravo & Companhia passa-
ram na segunda via. Recife, 7 de dezembro de 1848
Kovaes & CompanKia.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
do Rangel defronle da botica: a fallar na ra do Ca-
bug loja do miudoza de Francisco Joaquim Duarte.
Precisa-se alugar um sitio pertoda praga, que
tenha pasto para tres ou quatro vaccas de leite, e quo
tenha arvoredos de fructos, ainda quo a casa seja
detaipa: quom tiver, querendo fazer este negocio,
dirija-se a ra de Hortas n. 52, ou annuncie por es-
ta folha.
Trocam-se tres bonitos sanctuarioscomassuas
competentes imagens, assim como as imagens do
Christo, N.SenhoraoS. JoSo, para se botaren) em
sancfuai ios; urna imagem de Christo, grande, muito
propria para um altar de igreja, ou para algum ora-
torio particular, de se dizer missa em casa; um mui-
to rico e asseiado prezepe do Menino Dos nascido,
muito proprio para os festejos da fusta .- ludo viudo
pelo ultimo navio chegado de Portugal : na ra da
Cruz do Recife, n. 34, terceiro andar.
Jos de Souza Teixeira faz sciente a quem con-
vier que sudes !'J venda de Fra-de-Porlas pira 2
ra nova da Aurora-de-S -Amaro, n.
Aluga-se o bem conhecido sitio na estrada do
Cordeiro, de Nuno Mara de Seixas, so proprio para
algum negociante estrangeiro ou oulra pessoa qne
tenha tralamcnto : na ra do Amoro, a. 15.
Vendas.
FOLIMHAS PARA 1849.
FOLIIIN1IA DE PORTA,a 160rs.
Dita do ALGIBEIRA, contendo, alm do kalenda-
rio, urna collecgflo desenredos o remedios para uso
domestico, a 320 rs.
Dita a quo so reuni o AI.MANAK administrativo,
mercantile industrial da provincia : este almanak es-
t accresccntado com todos os estabelecimentos de
porta a berta, a 320 rs.
Vendem-se na praga da Independencia, livraria
ns. 6 e 8 ; no Atorro-da-Ba-Vista, botica do Senhor
Moreira ; o em Olinda, botica do Senhor Rapozo, ra
do Amparo.
tfovas pechinclias.
Vendem-se saccas com farinha lina da Muribeca ;
ditas de feijio mulntijiho r branco; ditas de arroz
pilado; dilas de milho e de arroz de casca ; balaios
ocondessas de verguinha, de todos os tamanhos ;
baldes para compras; esteiras finas da India; ditas
de Angola,, grandes e pequeas ; ditas do Aracaty :
na ra da Cadeia do Recifo, armazcm, n. 8.
Vende-se um negro de boa figura; ao compra-
dor so dir o motivo : na ra das Cinco-Pontas, nu-
mero 69.
Vendetn-se duas travs de 6i pal-
mos cada urna ; 11 ditas de 4> 4-*> e 5
ditcs de comprimento, ede g a io polle-
gadas de grossura, de qualidade de siciip-
ra ; 5 pranebdes de dito de 3o palmos de
comprimento e a de largura, e de 9 a ia
pollegadasde grossura : ao pias de pedra
para filtrar agoa : tudo a retalho : na ra
da Praia, 11. 15, serrara de Silva Car-
dial.
Vende-se, na ra do Trapiche, armazcm de
Raymond 61 Companhia, n. 34, defronte do hotel
Pistor, quoijos de Minas de superior qualidade, avul-
sos ou em latas de 12 cada urna, por prego commo-
do, vindas do Rio-de-Janeiro no brigue brasileiro
Ligeiro, em 20 do passado, com urna viagem de 8
dias.
Batatas,
chogadasltimamente, em canastrts de arrobas
meia pelo diminuto prego do 1,200 rs, cada canas-
tra : no caes da Alfandcga, armazem 11. 1.
Feijo barato
em saccas de 3 quartas, pelo diminuto prego de 5
rs 110 caes da Alfandega armazem 5.
Vende-se una canoa aberta que pega oitocen-
tos lijlos, por prego commodo : na ra Direita, fa-
brica do licores, n. 17.


, T.
v^: ?

- "
, '- :-.>,.. .,-:..^ -
A
Vende-se urna bonita negrota pe-
ca, de naco, que engomma e cozinha ;
urna dita crioula, que coze e cozinha ;
urna moleca de idade de i!\ annos, boa
para se ensillar a engommar, por ser
milito forte; tres molcqucs de bonitas
figuras, de idade de i3, i5 e 17 annos ;
nin bonito negro de nacao, muito moco
e bom para lrabalbar ein algum armazem
ile assucar, por ja estar acostumado a
este ser'vico 5 mu dito de rrieia idade,
bom para algum sitio, por entender de
plantacoes ; um dito que nio tem mais
de a5 annos, bom ganbailor, por 35o'ooo
rs.; um mulato bom cozinheiro enaomo
marinbeiro ; todos estes cscravos ven-
dem-sc baratissimos, por dccjar-sc fe-
char as contas deste anno : na ra das
Larangeiras, n. 14, segundo andar.
Cobre
nara forro de navios e para caldoireiro : na ra da
<:ruz, no Ittife, n. 17.
Vende-so urna rica toalha toda aberta do lava-
rinto coni l)ico bastante largo muito bem feita e
de gosto : na ra do Cabug, loja do ourives, junto
a botica ,n. 9.
- Vende-se familia e milboem saccas, por pre-
gocommodo : na ra larga do Rozario,?n. 27.
_- Vende-se algodio da trra de superior qualida-
de : "a ra do Queimado, n. 20.
-- Vende-se una mobilia de Jacaranda o cadeiras
n. 31. .
Vende-se cal virgem de Lisboa em barris de 4
arrobas chegada pelo ultimo navio, por preco comnio-
do : a tratar com Almeida& Fonseca,narua do Apollo
Algoriito trancado da fabrica
de Todos-os-Santos da
Baha ,
muito proprio para saceos de assucar c roupa de cs-
cravos : vende-se em casa de N. O. Bicber & Com-
panbia na ra da Cruz, n. 4.
Vende-se ca? virgem de Lisboa,
chegada no ultima navio, em barris pe-
queos, por menos do que em outra qual-
quer parte : na ra do Trapiche, arma-
zem n. I7.
Conlina-se a vender, na ra da
Cruz, n. Go, caixas com cera de Lisboa,
sorlimenlo vontadedo comprador.
Farelo,
em barricas a 4,000 rs.; saccas grandes, a 3.50o
rs., ditas pequenas a 2,800 rs : no armazem de J.
J. Tasso Jnior, na ra do Amorim, n. 3.
FARELO
em saccas muito grandes,
a 3s'6oo rs. a sacca:
no armazem do Rragucz ao pe do arco da Conccigio.
Vende-se gomma de mandioca, em
saccas: na ra da Cadeia do Hecife, n. q.
PURO VINHO DA FIGUF.IRA.
Existe
po-Sanlo
no armazem de motilados, atrs do Cor-
, n. 06 urna grande porglo dcste genui-
no vi ti lio queso est vendando pelo diminuto pre-
co de 1,120 rs a caada c a 160 rs. a garrafa ; tam-
bem lia em pipas que se vender mais em con la : be
esto o melhor de lodosos vinhos que se teem nn-
nunciado ,pela suasimplicidade e ptimo paladar:
quem urna vez o beber jamis deixar do o com-
prar.
Vendem-se saceos com farelo,
chegados ltimamente, pelo diminuto
preco de 3,400 rs.: na ra da Sanzalla-
Velha, n. i38.
Vendem-se esteiras de palha de car-
nauba ; chapeos de dita, por preco com-
modo, em porcao e a relalho : na ra da
Cadeia do Recife, n.9.
Vendem-se barris pequeos coin cal virgem de Lis-
boa, a mais nova que ha no mercado, por preco com-
inciilo : na ra da Moda armazem n. 17.
CHA'BRASH.EIRO.
Vende-so, no armazem de |molhados, atrs do
Corpo-Santo, n. 66, o mais excedente cha produzi-
do emS.-Paulo que tem vindo a este mercado ,
por preco muito commodo. .
Vende-se muito superior lagedo de Lisboa, e
cal virgem em barris de 4 arrobas, por mdico preco:
na ra do Viga rio, n. 19.
-- Na padaria da ra da Guia, no Recita haver
lodos os das a venda o novo pilo de Provenga fa-
bricado poroutro modo que o actual e da melhor
farinha que ha no mercado : por esle motivo na"o so
pode fazer senlo a 40,80 e 160 rs.
Saccas com milho ,
a 5,200 rs.:
vendem-ss no armazem do Bacelar, no caes da Al-
fandega.
Vendem-se os fileiros e balero que
forana da armacao velha da loja do Duarte,
proprios para qualquer estabelecimento,
j,or preco. nuio uuiniuviiu : a tratar na
nicsiiia.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, desembarcada hontem, por pre-
90 muito rasoavel, vista de sua muito
superiorqualidade : na ruado Trapiche,
n. 17, e ra da Cadeia, n. 34*
Agencia da fundico
Low-Hoor, ra da Seiizalla-
nova, 11. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moendas
e meias moendas, para engenho; ma-
chinas de vapor,e tachas de ferro batido e
comi, de todos os tamanhos, para dito.
Polassa.
Desembarcou ha poucos das urna por.
cao de barris pequeos, com muito nova
e superior potassa, e se acham venda,
por preco mais barato do que ltima-
mente se vendia, na ra da Cadeia-Velha,
armazem de fialtar & Oliveira, n. 12.
Na ra do Crespo loja de 4 portas n. 12, ven-
dem-sc chapeos do castor pretos, do muito boa qua-
lidado a 4,400 rs.
Vcnde-so una porcSo de cera de carnauba de
superior qualidade chegada do Aracaty no hiato
Duviihio : a tratar com Antonio Joaquim do Souza
itibeiro.
Vendem-se saccas com tres quartas o meia de
farinha muilo alvaeengommada, a 3,000 rs. : no
caes du Alfandega armazem n. 1.
Vinho barato.
Acha-sc estabelecido na ra da MaJrc-dc-Deos,
n. 36, um armazem de
Vinhos da Figticira,
de ptima qualidade, a preco de 1)120 rs. a caada,
c a 160 rs-a garrafa ( e para no haver dolo do com-
prador serlo lacradas as garrafas e com rotulo, re-
cebendo-se a garrafa vasia, o dando-se inmediata-
mente a outra cheia 1 tambem ha barris muito pe-
queos proprios para quem passa a fesla. O pro-
pietario desto estabelecimento pede encarecida-
mente que se nio illudam avahando, pelo diminuto
preco e sem conhecimento de causa a qualidade de
na fa7enrl dign por corto da p.limn Ana yarja-
deiros amantes da boa pinga. Elle cunta que quem
urna vez provar, continuar com gosto o sem arre-
pendimento. E o bom preco!!/ A todo o exposto
accresce o asscio e boro acoudicionamento o que
tudo se poder verificar em dilo estabelecimento.
Vende-se alcatrao da Suecia ; farinha de trigo
SSS e de outros autores, em meias barricas; vi-
nho do Porto em pipas e barris de todos os tama-
nhos ; fechaduras grandes de broca para portas de
armazem; coeiros de algodflo ; penetras de rame;
cal em barris pequeos ; arcos para barricas : tudo
por prego commodo : na ruado Vigario n. 11, pri-
meiro andar.
Vendcm-se barris com quatro ar-
robas de superior cal virgem de Lisboa,
por preco muito commodo: na ra da
Cadeia do Recife, luja 11. 5o, de Cunha
& Amorim.
Vende-se panno de algodio da tr-
ra, a aoo e 220 rs. a vara: na ra do
Queimado, loja n. 29.
Vendem-se presuntos para fiambre; queijos
londrinos ; ditos de pralo; latas com bolachinha
tina de Lisboa ; ditas de, ararula ; conservas novas
mostarda ; potes com sal fino ; latas com mermela-
da nova ; ditas coin homilas ; ramullas com mas-
sas linas ; vinho moscatel de Setubal; dilo Shrry ;
licores linos ; e outros mais gneros, por prego com-
modo : na ra da Cruz, no llecife, n. 46.
Farinha de mandioca,
No armazem da ra do Collegio, vende-se farinha
de Mago, muito fina em saccas grandes : e tambem
maisgrossa de Caravellas, Cear e da Ierra por
menor prego de que em onlra qualquer parte.
A 1,800 rs. a peca de 20
jardas.
Na loja de GuimarSes & Companhia, ra do Cres-
po n. 5, vendem-se pegas de algodozinho do boa
qualidade, com um pequeo loque de avaria,
pelo barato prego de 1,800 rs. a pega de 20 jardas.
Vendem-se 6 lindos molequs de 19 46 annos ;
4 protosde25 a 30 annos; 4 pardos de 12 a 20 an-
nos ; urna mulalinha de 7 anuos ; 3 nogrinhas de II
a 12 annos, com principios de habilidades; 4 prelas
de 16 a 20 annos com habilidades : na ra do Col-
legio,n 3, se dir quem vende.
Vende-se una venda muito boa para quem
quizer principiar, ecom os fundos a conlendo do
comprador ou .rnente a armagfto sita na ra do
Caldeireiro n. 94 : a tratar na mesina venda ou no
pateo do Torco, n. 139.
Vende-se para pagamento dos credores, a
venda da esquina -tefroute da igreja dos Martyrios ,
com os fundos de 300 000 a 400,000 rs. -. quem a pre-
tender dirija-se a ra da Madre-de-Deos, a tratar
com Vicente Ferreir.da Costa o qual prometa fa-
zer negocio e vender barato para realisar.
Vondem-se pegas de madapolilo com 20 varas,
a 2,800 rs. ea relalho u 7 o 8 vinlcns : na ruado
l'asseio, n. 17.
Acaba de chegarum completo sortimento para
os Srs. armadores, bem como trina ; volantes lar-
gos o cstroilos, gal.lo de todas as qualidades finos
o ordinarios; o outros mu tos objeclos que se acham
a venda na ra larga do Rozario, n. 24.
Rap novo Lisboa.
A elle antes que se acabe,
flur.ni nftn lomar un. nl.ll. H.jl** r?n Cf'n!"""*-
te no saliera apreciar os deleites da vida contem-
pornea. Acaba de chegar do Kio-de-Jtneiro, e ven-
de-se no deposito do mesmo, na ra dos Quarteis,
n. 24.
Vendem-se acedes da ex-
tincta companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira lrmos & C, ra da Cruz,
n.9.
-- Vendem-se velas de cera do carnauba chega-
das ullimameRle do Aracaty no hiato Duvidoto j
bem condecidas neste mercado, sendo em caixas
de urna arroba do 6 em libra e de p.inieira sorle,
a 280 rs, e de 7 em libra, a 260 rs.; urna mu la ti-
rilla de 11 a 12 annos bem parecida faz renda e
he propria para quem tiver familia: ha pracinlia do
l.ivraniiito loja de fazondas, a. 45,
FOL1IINIIAS DEPORTAE.ALGIBEIIU COM ALMANAK:
vendem-se na livraria da esquina do Collegio pelo
prego do costuroe,
Chapeos do Chili.
Na praca da Independencia, n. 37, ha snperioesr
chapeos do Chili, chegados no ultimo vapor.
Chocolate homeopathico.
Na fabrica de licores do Aterro-da-Boa-Vista n.
17, alm do chocolate do canella, baunilha, side ,
ferruginoso e musco islndico ha do homeopa-
thico o qual he muito til para as pessoas que se
cu rain pea medicina homecepathica.
Cigarrilhos hespanhes.
O proprietario do armazem n. 66, atrs da igreja
do Corpo-Santo no Recife, faz sciente aos fuman-
tes do bom lom que elle recebe por todos os vapo-
res viudos do sul, estes deliciosos cigarrilhos, que
sao do nico deposito hespanhol que ha no Rio-de-
Janeiro,
Bolachinha de aramia.
Vende-se a mais nova e superior, no
caes da Alfandega, armazem n. 7, con-
fronte a arvore: no mesmo tem saccas
com boa farinha, por preco commodo.
Chocolate amargo de musgo
islndico, ou thesouro do
peilo, preparado por Mr. J. G. C
As affecgOos do peito offerecem todas um sympto-
ma geral e constante. A tosse, esta doenga tito com"
iiiuiii quando descuidada, tilo graves sflo suas con"
sequencias quanto parece ligeira em seu principio ,
lito matadora por si s como todas as mitras doen-
gas que consomem a especie humana nio tinha pa-
ra combato-la e dostrui'-Ia uro medicamento especial
o nico. Todas as paitlhas exaropes que teem ap-
parecido ale hoje, teem sido impotentes.
Nio tem acontecido isto com o chocolato de mus-
cu preparado por J. G. C. principio que forma a
sua base principal oITcrece propiedades incontesta-
veis e reconhecidas depois de muito lempo, e nin-
guem ignora os felizes rdsultados da sua applicacSo
cm todas as phleugmasias agudas ou ctironicas ,
do pulinSo affecges do peilo pthysica, defluxos,
toces, ele., para dar tom ao estomago, abrir o voli-
tado de comer conservar as gengivas eo bom au-
to, mataras lombrigas, principalmente as crian-
cas.
Toma-se puro mascando-o, e pde-se tomar tam-
bem combinado em agoa como oulro qualquer cho-
colate e com leito, tomando-se urna das doses marca*
das em urna chavana dos ditos lquidos ou mais de
urna conforme a gravidade da doenga. Vende-se
nicamente na ra do Queimado, n. 17.
boas habilidades; urna moleca ; urna mulata boa
ama de urna casa por 300,000 rs. *
J,
RA DO CRESPO, N.
Novo* riscados ndianna, a
280 rs. o covado.
Na ioja de Guimarfles & Companhia vendem-se
os moyos riscados indianos, de quatro palmos de
largura cores finas e padrOes muito modernos, pelo
barato prego de 280 rs. o covado.
10 fti0100!010!*!0!t910l**i0
Vende-se na ra da Cadeia do j&
t Recife, n. 3y, cera em velas, Cauri-
cadas no Hio-de-Janeiro, em urna
r das melhores fabricas, e em caixas
0 pequenas, muito bem sortijas, por
% ser de 3 ate 16 em libra; e tara-
a bem ha velas, de urna e de meia libra,]
' brand5es, por preco mais barato do <
p que em outra qualquer paite. \
i.^0^0i0t0m0i0m0fe0to0T0W
Vende-se um piano forte, vertical e de Jacaran-
da, chegado ltimamente com muito boas vozes,
e de um machinisino de nova invengao para pOr as
vozes mais baias at ilous tons, o que loma este
instrumento muito vantajoso para cantona ; cha-
rutos de llavana por prego mais commodo do que
em outra qualquer parle; un completo sortimento
de instrumentos de msica, tanto de metal como
de madeira ; bustos de gesso representando muito
fielmente a rainha Victoria e o principe Alberto ;
relogiosdeouroe de prala, chegados ltimamente
da Suissa. Estes relogios que sflo muito bem aca-
bados, se tornam muilo recominendaveis a qual-
quer particular e adverte-se que ha entre elles
alguns que andam oilodias-sem precisarem de cor-
da : na ra da Cruz, no llecife, n. 55.
Vendem-se os verdadeiros
charutos de San-Felix : na roa da
Cruz, n. 43.
Vende-se um lindo inolecote, de
17 a 18 annos de idade, que sabe coti-%
nhar : na ra da Cadeia do Recife, n. 37^
Na ra de Agoas-Verdes, n. 46,
vende-se um bonito escravo de nagSo, perito offl-
cial de pedreiro ; dous lindos moloques ; dous cs-
cravos para todo o servlgo; 3 bonitas escrayas com
Na toja de ferragens de Joaquim da Costa Maya
recebou-se de novamenle um sorUiuenl de appire-
Utos de metal fino para cha, jarros, bacas, bules e
cafeteiras do metal, por prego commodo.
Vende-se a fabrica de fazor chapeos, com to-
dos os seus utensilios e armacSo muito propria pi-
ra qualquer -estabelecimchto, por barato prego
tambem se vendem os chapeos quena dita existirn^
ou o que o comprador quizer separado : no Aterro-
da-Bo-Vista.n. 12.
Vende-se urna banca redonda de meio desala,
de Jacaranda: um trem com espellio; toucadores pe-
queo; jogos'de bancas de smarello; sophs de oleo;
mesas com duas gavetas ; um relogio patente, de
prata ;2oaixasdeprata sendo urna domada ; la-
vatorio do smarello na ra da Cadeia do S.-Anto-
nio, n. 21.
Vendem-se dous quartaos, por prego commo-
do : no Aterro-da-Boa-Vista, loja n. 8.
Vende-se um selliiu em bom uso : na ra No-
va, n. 67.
-Na ra eslreita do Rozario, toja de etica Joiiu-
gflo, n. 34, vendem-se as seguintes obras: o Panora-
ma, 8 v. ; o Musco Piltorescp, t v.; Historia de Por-
tugal, 2 v.; o Espi.lo do campo neutral, 4 v.; Eva-ff
ristoe Theodora, 4 v.; Formidoro eZelinda, 2 v. ;
Cartas de Elloisa a Abeillard,2 v. ;|Pormosa donzella
de Porth, 2v.: Historia do Brasil, l#.j Justino Lu-
sitano 1 v.; vozes saudosas, 1 v. j Novo testamen-
to 1 v. ; MeditagOesde Ervei, 1 v.; Meditagflo ds
Jos Agosliuho, 1 v.; Poesas de Costa e Silva 2 v. ;
Malaca conquistada ,1 v.; Gergicas portuguezas,
1 v.; EstagOes do anno, 1 v.; ditas do dia, 1 v.; Jor-
nal potico, 1 v.; Caremur. 1 v.; Animaos falli-
les i 3 v.; Cora Serfica ,1 v.; Manual Clirislflo, t
v. ;a Phlosopha por amor, 9 v.; Bruto, tragedia, \
v.; Clara de Alba, 1 v.; Elogio da loucura, 1 v.; Hi-
sanlhropia e arrependimenlo, t v. ; Tito Livio, 1 v.;
Historia de ingiaierra i v. Burro de Sisli, i
v.; Crammalca latina, Iv ; dita ingleza t v.:
tambem se vendem livrosem branco para escrlptu-
ragflo; encaderna-se com muita perfeigao e segu-
ranga : tudo por pBego muito rasoavel: bem como
trocam-so quaesquer destas obras por outras.
Vendo-se um oilanto em muito bom estado,
por prego commodo : na loja de cabos do Sr. Gaeta-
no da Cosa Moreira.
Vende-se um bonito moleque de 13 annos; um
dito de 19; urna mulalinha de 7 annos, mu linda ,
e que cose : tudo para fechar contas de venda este
anno : na ra larga do Rozarlo, loja de mudezas,
n. 25.
Vende-so urna casa terrea em bom lugar na rus
do Noguoira : na ra da Cruz, n. 50, se dir quem
vende.
Vendem-se canoas grandes que servem para car-
regai ai oa joios, ou outra quaiquer COUSa, por
prego commodo; as quaes estilo ao pe do chafa riz da
Fra-de-Portas : na ra do Trapiche, defronte do
caes da l.mgocla, u. 30.
Contina-se a vender manteiga, a 400, 500, 600
e 800 rs. a libra ; bom cha a 2,000 rs.; caf mol-
do, a 160 rs.; dito em grSo a120rs.; cevada nova,
a 100 rs.; carnauba de 6, 7 e 9 em libra, a 280 rs. ;
espermacete de 6 em libra a 880 rs.; litria nova ,
a 200 o 280 rs. ; macarrao e talharim a 200 rs.; h-
lalas novas, a 40 rs. ; passas, a 320 rs ; bolachinha
ngleza, a 200 rs. ; dita doco a 200 rs.; dita de an-
ruta a 480 rs.; feijflo prelo e mulatinho, a 400 rs.
a cuia ; arroz de casca a 140 rs. a cuia ; vinho bom,
a ICO, 200, 2*0, 280 o 400 rs. a garrafa ; caixfles de
goiaba de 6 cm arroba a 800 rs. ; queijos a 1,600
r : no pateo do Carmo loja do sobrado de Gabriel^
Antonio o. 17.
Madeira de pinho.
Vende-se a melhor madeira de pinito que tera
vindo a este mercado: na ra da Madrc-de-l>eos,
armazem de Vicente Ferreiraxla Costa.
Vende-se panno de algado da Ierra em por-
gSo : na ra do Queimado loja n. 18.
Escravos Fgidos
Fugio, no da 22 de novembro prximo passa-
do do engenho Muss freguezia da Escada o pe-
lo Nicolao, de nagito Angola de 40 annos pouco
mais 011 menos, estatura regular, reforgado do cor-
po, barba serrada; tem urna falta de cabellos no
meio da cabega, proveniente, decarregar; lwu "';
case camisa do algodflo di1 trra, outra daida
baca verde, e chapeo da palha. Roga-se as aulori
dados policiaese espitaos de campo, queo1 appre
hondam o levem-no ao dito engenho Mussu, ou1 a rus
da Cruz no Recife, u. 43, que serao generosamon
te recompensados.
-- Fugio, de bordo do brigue Sirtorio, na manhaa
do dia 5 de julho prximo passado, um oscravo rna-
rinheiro de nomo Francisco do nagflo Jang, re
resenla ter 30a 35 annos ; tem um signal na ace es
querda, /alia muitodescangada ; levou caigas eca
misa de algodio azul, chapeo de palha pintado
branco, o balde de trazer ragOes e 7,000 rs. em ce-
dulas ; falla hespanhol: quem o pegar Icve-noa
ra da Moda n. 7, que ser.bem recompensado.
-Fugio, no da 18 de outubro, do engenho .-
Jo3o, no Cabo, Marcolino, pardo trigueiro, de 1 ai .
nos, estatura regular, dar redonda, olhos P0Pu0n0;
denlos limados ; levou duas caigas unta de ^
pardo e outra do riscado azul; quem o *8*r>
ao referido engenho ou a casa de Lulz pop j.
reir, no Mondego, que ser generosamente recou. ^
nonca/l/
PtBN.! NA TY*. DI DE
FAHIA.1848
MELHOR EXEMPL/i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EKAI3I9PG_D1MYFP INGEST_TIME 2013-04-13T01:58:01Z PACKAGE AA00011611_06195
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES