Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06162


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Full Text
X
AIIO IXITII IDIERO 73
Por tres mezes adiantados 5$000
Pr tres mezes, vencidos 6$000


SiBBADO 30 DE MARCO DE lili
Por anno adianUdt 19 $00 0
Porte franco para o subscriptor.
Mili
r.NC\RRBGADOS DA BUB3CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr^Manoel Jos Mar-
tins Ribeiro Guimares ; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'AIU li>A-> DOS WUHUU3.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Ciruar, Allinho e
Garaohuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Liraoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Kx as quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha)
EPHEUERIDES DO HEZ DE MARCO.
3 Quarto minguanle as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
11 La nova ss 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescenle as 3 horas 0 13 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55aminutos da man.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 7 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tarde.
DAS da semana.
25 Segunda. =g- Annanciacio de N. Senhora.
26 Terca. S. Lodgerob. ; S. Braulio b. m.
27 Quarta de Tretas. S. Roberto b. S. Flelo.
28 Quinta de F.ndoencas (~p do meio dia em d.
29 Sexta daPaixao (cga al ao meio dia.)
30 Sabbado de Alleluia. S. Joo Climaco.
31 Domingo de Paschoa. S. Balbina v. m.
IAUUlhitilAS UUS TRIBUNA..: DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relado: ter;as, quintas e sabbados as 10 horas.
I Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas,
iuizo do commercio : quartas aomeio dia:
Dito de orph&os: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda Tara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SUL*
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babi.
Sr. Jos Marllos Altes; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa d
Paria,na sua livraria praca da Independencia ns-
6e8.
PARTE OFFICIAL.
m
Guveroi) da provincia.
Expediente do dia 26 de mar(o de 1861.
Officio ao Exm. baro de Mamanguape, primei-
ro vice-presidente da provincia da Parahiba.
Fico sciente de haver V. Exc, como me commu-
uicou em seu oflkio de 17 do correte, lomado
conta da administrado dessa provincia na quali-
dado de primeiro vice-presidente, por ter de ir
tomar assento na cmara temporaria o Exm. Sr.
Dr. Luiz Antonio da Silva Nuoes.
Dito ao Exm. Dr. Roberto Calheiros de Mello,
primeiro vice-presidente das Alagoas.Acensan-
do recebido o officio de V. Exc. de 16 do corren-
te, no qual communica haver tomado conta da
administrado dessa provincia na qualidade de
primeiro vice-presidente por ter embarcado para
o Maranho o Exm. Sr. Dr. Pedro Leo Velloso,
nomeado presidente para aquella, declaro a V.
Exc. que me achara sempre prompto cumprir
suas ordeos, sejam relativas ao servico publico
ou ao particular de V. Exc.
Dito ao coronel commandanto das armas.Sir-
va-se V. S. de mandar por em liberdade, dando-
Ihe baixa se j estiver alistado, o recruta Seve-
riaoo Rodrigues dos Santos, que provou sendo
legal.Communicou-se ao commandaote supe-
rior do Recite que sollicitra a soltura deste re-
cruta, visto ser guarda do segundo batalhao de
inantaria.
Dito aocapilodo porto.Pode V. S. mandar
.por em franqua, at que sejam dcsineclados pe-
la repartido de saude do porto, como solicita o
respectivo inspector no officio de 21 do corrente,
que devolvo, os navios que procederem da cida-
de da Baha, inclusive os vapores da companha
Lrasileita de paquetes, visto reinar no porto da
mesma cidade a tabre amarella, deven lo, porm,
esse servico ser feito de modo que nao cause o
menor estorvo s embarcados e aos passa-
geiros.
Fica assim respondido o 3eu officio datado de
21 do corrente.
Dito ao mesmo.Faco apresentar a V. S. afim
do serem inspeccionados os recrutas destinados
para a armada Gemiuiano Serafina de Oliveira
Mello, Salvino Vicente Ferreira, Joaquim Vicen-
te Das, Joo Francisco dos Santos, Jos Ferreira
da Silva, Francisco Xavier da Silva, e Silvestre
Jos Pereira.
Dito ao commandante superior de Olinda.Ex-
peca V. S. as suas ordena para que o nono ba-
talhao de infantaria da guarda nacional sob seu
commando superior acompanhe a prucisso de
enterro, que tem de sahir da capeila da ordera
terceira de Sao Francisco da cidade de Olinda no
lia 29 do corrente.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. dar baixa ao soldado do corpo sob
sen commando, Themoleo Francisco de Oliveira,
visto quo se acha elle impossibililado de conti-
nuar no servico. como consta da atteslado annexo
ao seu otlicio numero D4 de 31 de jsueiro ul-
timo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Estando satisfeila a sua requisico comida em
officio de 12 do corrente, sob numero 188, mande
V. S. pagar, conforme se ordenou em 11 deste
raez, a quanlia de 338$500 em que, segundo os
documento-, que devolvo, importa o gas consu-
mido no hospital militar o nosquarteis do nono e
dcimo batalhes de infantaria durante o mez de
Janeiro ultimo.
Dito ao mesmo.Tendo nesta dala prorogado
por mais trnta das o prazo concedido a Leone
Raphael de Moraes e Silva para apresentar o seu
titulo de escrivao do hospital militar ; assim o
declaro a V. S. para seu conhecitnenlo. Com-
municou-se tambem ao coronel commandante das
armas.
Dilo ao inspector
4160 Jos de Mendonca Ayala Brrelo.- Nao
ha vaga.
4161.--Joo Carlos Augusto de Figueiredo.--
Informe o Sr. inspector da thesouraria da fa-
zenda.
4162.Pedido do balalho de artilharia p
a. 4.
Em Wurtemberg a dieta foi aberta em 28 de
fevereiro. Segundo se esperava o governo ten-
cionav apresentar finalmente a concordata con-
cluida em 1857 com a Santa S ; mas no ulti-
mo momento o governo na certeza de que a die-
ta nao approvaria a concordata se decidi caira-
mente, spresentanlo respectiva commisso da
4163.Joo Ily potito de Meira Lima.Infor-I dieta urna proposta para o regulamento da posico
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DK PER-
NAMBUCO.
HAMBIBGO
5 de marco de 1861.
A novidade do dia a nova constituirlo da
Dep'ois de longa hesitado e longas esperances! ul5'"a r?solucao, mas sem resultado, e de-
ella appareeeu Analmente no d-a28de fevereiro.' EJ?*8"" Pr,n>ei" clonaba oppos.cao se po-
As suas principaes determinaces sao 8S se- def'" Pr rio a rejego da concordata,
guintes : Quanto a questao Allemaa Diuamarqueza, ja
Para a legislacao do imperio existir un
da igreja catholica no paiz por viada legislado.
Dssa rdaneira o governo esperava poder subira-
hir dieta o conhecimento da concordata. Mas
a segunda cmara logo na sua primeira sesso
mallogrou os planos do ministerio. A' proposta
do antigo ministro Duvernoy, ella resolveu de
por n'uma das prximas ordens do dia o relato-
rio da respectiva commisso j prompta ha um
anno, para decidir, se urna convenci com Rom
seria, ou nao, o nico modo admiasivel para re-
gular a questao. O ministerio combalteu viva-
os consolidados inglezes teera sido colados a 91
5|8 a 344. A renda franceza de 3 OO a 67 fr.
95 c.
Os fundos brasileiros 5 0)0 de 99 a 100; e os
4 1|2 0|0 de 1860 a 85 5|8. Os 6 0|0 de Buenos-
Ayres a 921|4. Os portuguezes 3 OO a 46 3|4.
Os sardos 5 J|U a 82 1|2. Os 4 0|0 turcos garan-
tidos a 90 \8. E es mexicanos 3 0,0 a 23 1|2.
Seguiram de Inglaterra para diversos portos do
norte do Brasil nos ltimos quinze diasosseguin
tes navios:
De Raoisgate Cari XV (25 de fevereiro) para
Pernambuco; de Cirdiff Albeu (-25) para Per-
nambuco ; de Liverpool Suceess (271 para a Ba-
ha ; e de Carditl Caroline Appen (27) para Per-
nambuco.
No mesmo periodo chegaram do norte do Bra-
sil a diversos portos da Gra-Bretanha os se-
guinles:
De Pernaubuco Sea Nymph (22) i Falmoulh ;
da Parahiba Balclutha (27) Clyde ; de Per-
nambuco Nirtkor (27) Clyde ; de Macelo
Miranda (Iodo corrente) Queenstown ; da Ba-
re-
relatamos que a cmara do llolstein se reu- hia Omntum(28) Falmouth ; do Rio Grande
nira em Ilzehoe no dia 6 do corrente tendo si-, habella (28) i Queeustown ; do Rio Grande Zoo-
para esse dia, para "
presentado do imperio, debaixo do nomo conse-' An *J*_
Iho do imperio, formado por duas cmaras; a convocada para esse dta. para receber phite (3) Fdmoutb ; e da Baha Shoolxng Star
cmara dos senhores, e a cmara dos dePu- ^ePrl\do governo dinamarquez novas propos- (6) Deal.
' 1 las a respeilo da constituido. Ategora nem de >. M. a Rsnha dever regressar hoje Lon-
tados.
isra dos senhores se rompe dos principes Parle da Allemanha, nem de parte da Dinamar- dres de Osb.rne, onde tem ltimamente estado
a casa imperial, dos chefes das | ".'emoc"rndo ot
.archiduques) da casa imperial." dos chefes das .."= "ccornao cousa alguma de novo nessene- com toda a sia real familia e em companha do
grandes familias nobres do paiz, dos arcebispos e f?c,,0> eJs .vol<> da cmara do Holstein deci- grao-duque luiz de Hesse, que no prximo anno
bispos revestidos da dignidade de principes, o' ?'fa os dea passos nessa questao. A cmara cassr com apnoceza Alice.
dos membros nomeados pelo imperador portera- fu> convocada p8ra 0 lempo de quatro semanas,' J daqui prtio ha das para Berlim o marquez
po de vida e eleilos entre os grandes'dignatarios. % corrido esse lempo tambem acaba o termo Oe Ureadalbaie com a ordem da Jarreleira para o
e entre as capacidades scientificas e artsticas do ae.8e,s semanas que a resoluto da Dieta Alie- re da Prussa, a quem a rainha havia ultimamen-
imperio. maa em 7 de fevereiro marcou Dinanmca. confendoessa marca de distioccao.
Acamara dos depulados se compe de 343 .N. P"meiro lugar da situado europea se acha As sessoe: do parlamento britnico nada teem
membros eleitos pelas dietas dos differenles pai-1 a.inda q"lao da Syria. A conferencia de Pa- apresentadode importante quanto a poltica in-
zes do imperio entro os seus proprios membros.! r'.z a repe"o da mesma, como sabemos, se reu- enor.
Desses 343deputados a dieta da Ungria elege85, i ni no dla 2 de fevereiro. Desde ocomeco as Na caman doscommuns tem continuado a dis-
a da Boleroia 54, a da Galicia 38, da Transylva- vis,ss das differentes potencias se mostravam cussao sobre o projecto de le para a abolido do
nia 26, a da Moravia 22. a da Venecia 20, as dos! muil divergentes, e a consequencia disso foi imposto par a igreja (Church rales), parecendo
archiducados da Austria cima e a baixo do Ems "lue, a conferencia Ocou adiada inmediatamente lora deduvica que a cmara adoptar essa medi-
respeclivamente 18 e 10, a da Slyria 13, a da i ? *'ranca exi6ia a prolongado por tanto lempo
Croalia e Slavona 9, a do Tirol 12, as de Carnio- I mdeunilo. do seu mandato para a occupacao da
le, Silesia o a cidade de Trieste cada urna 6, as s.yr's sendo nisso vivamente apoiada pela Rus-
da Dalmacia, Carinthia e Bukowina cada urna 5, e sia.- Mas com igual energa a Inglaterra e a Tur-
o ducado de Salzburgo 3. 1uia se opposeram i essa pretendo, e exigiram
O imperador nomeia os presidentes e vice-pre- I .ue a Franca retirasse inmediatamente as suas
sidenles d'enlre do meio de cada cmara. Da tropas da Syria. A I'russis e a Austria julgavam
competencia da legislado do imperio sao a todos deroais spera essa ultima exigencia, e tambem
os negocios que se referen) sobre o modo e re- nao oatavam entendidas com a prolongado por
gula ment da conscripc"
cao ; os negocios compre-! 'empo indefinito, mas nao se queriam declarar |eresso pelo recei
oto da administrado roo- contra toda e qualquer prolongaco. Uro accor- ongar all de um
meara, os impostse com-ldo "e opinio nao se pode conseguir por ora, e ca0 militar : Ion
A__1__._. _-_ i__________-__lonmn ar<*Hm a a A n JU.. m t i... .f i*..: .j:_ CDIlrl fina rnm n
daf mas cr-se que esse projecto ser repellido
na cmara des lords, onde os bispos lhe sao op-
postos alm ce grande numero de pares que con-
siderara a conservado daquelle imposto como
um forte auxiliar para a manutendo da igreja An-
glicana.
Pelo que respeila poltica exterior, ero ambas
as cmaras tem o governo sido interpellado acer-
ca da quetto da Syria, que aqu excita vivo in-
teresse pelo receio de que a Franca dezeje pro-
viva fermentado em favor das ideas all domi-
nantes de restaurado da oacionalidade polaca ;
e coosegumtemente o partido nacional exaltado
procurara desde muito pretexto para dar de si
um sgnal de vidia. Este pretexto appareeeu no
11. de feTereiro ultimo, anniversario da ba-
lalha de Grochow, pelejada junto dos muros de
Varsovia e em que o marechal Debitch Qcou tri-
umphante frente de duzentos mil soldados rus-
sos datando de ento (cerca de trinta annos) a
ultima submisso da Polonia pela Russia, e des-
de quando tem os Polacos procurado em vo
chamar em seu favor as sympsthias da generosa
Franca e da liberal Inglaterra. Havia aquelle
partido resolvido celebrar esse anniversario com
um officio fnebre religioso por alma dos bravos
quecabiram naquella memoravel batalha, e para
esse fim destinara a igreja de S. Bernardiuo. As
autoridades rnssas, tendo sido informadas de que
esse successo levava em vista urna demonstrarlo
poltica, haviam tomado as cautelas necessarias
aliin de que a ordem publica nao fosse alterada,
fazendo tomar as armas guarnido russa; e
assim dispostas aguardaram esse dia, em que de-
veria ter lugar aquelle servi;o religioso. Com
effeito no mencionado dia as ras da capital da
Polonia appareceram frequentadas por urna mul-
tido de liberaes cima de trinta mil homens,
que frente da bandeira polaca, diante da qual
se ia ajoelhando a populacho que presenciava
esse espectculo, se diriga para aquelle templo;
e foi nessas circunstancias que a guarnido rus-
sa, julgando o momento critico e capaz de pro-
duzir urna serie exaltacao revolucionaria, csrre-
gou a mullido, fazendo oito morios e maior
numero de feridos.
grande parte se coropoe o imperio da Austria, a
nestas circumstanrias segu avante o conflicto
entre Vienna e a Hungra, meacandu a cada mo-
mento a paz da Europa.
A questio altemaa-dioamarqueza parece ter
chegado a urna soluco pacifica, se vetdade o
o que afflrmam as folhas europeas, de haTer o
gabinet dinamarqoez chnseotido em que os es-
tados do Holstein possam discutir os seus orna-
mentos na presente reunio que deveria ter sido
inaugurada no dia 6 do corronte Parece que essa
resoludo do gabinete de Copenhague devida
influencia da Franca e da Inglaterra.
O presidente Lincoln chegou Washington no
dia 26 de fevereiro, havendo sido recebido com
grande enthuissmo. Durante o sau trajelo para
all, fezem varias localidades discursos polticos
de muita moderado, e que denotara sua inien-
io de pugnar pela conciliaeaj dos partidos. A
conferencia d a paz continuava em Washington
seus trabathos, sem haver com ludo chegado
um resultado favoravel.
Os estados separatistas, e j separados, e quo
se haviam reunido em Monlgomery votaram j e
juraram urna ccnstituic,o, nomeando para preai-
dente da confederarlo do sul Mr. Davis; A paz,
porm, entre os separatistas e as autoridades fe-
deraes que anda se acham no sul, nao havia sido
rompida.
hendendo o regulamento da administrado roo- contra toda e qualquer prolongaco. Um accor- longar ai de um modoindefenidoa sua oceupa-
netaria, linanceira e bancaria, osimpostos ecom- do de opinio nao se pode conseguir por ora, e ca0 militar : lord John Russell, respondendo na
mercio, as bases da adminislraco dos correios, como acabamos de dizer, a conferencia foi ada- cmara dos communs a essa interpellaco.decla-
estradas de ferro e telegrapliicos"; todos os neg-1da- Tambera nao leve anda lugar urna segunda rou .ue nas conferencias de Pars onde actual-
cios financeiros do imperio em geral, especial- ; sesso ; tanto niais vivamente negocisrio entre- mente se tem tratado aquella questao se decidir
mente os {amentos da receila e despeza, o tanto os dilTerentes governos entre si, porque o om principio que a oceupado da Syria seria in
1 lempo apertava, decorrendo no dia 4, o lermo dubttavelmente temporaria, podendo todava ser
Gxado para a oceupago franceza. Conveio-se estondida alm do prazo que acaba de flodar, ca-
pois em um provisorio, e a oceupago franceza so em v>rtude das circurastancias excepciooaes
da Syria fui prolongada at maio. em que anda se acha aquella porc&o do imperio
El-rei de aples, Francisco II, se acha ain- Turco as conferencias entendam que assim con-
*:* "~.-. tosposa e com sua coroi- Tem fazer-
uva. Hessina e a pequea iunaieza civiteiia del Aa u1,||"*ij o uinn o a<> .....
Tronto recusaran de capitular. Continuam ain- ler Puco satisfactorio, annuuciando que os Dru-
da os pequeos combates com bandos boubonoa soa se aPieseotam novamente com um carcter
As suas discusses serio publicas, ordinaria- ios Abruzzos. ameacador contra os catholicos e que provavel-
menle. No parlamento italiano foi apresentado pelo mente novas lulas sanguinosas comecariam logo
Todas as leis exigem o accordo de ambas as ca- i governo, e quast unanimente aceito uo senado, 1u se retirasse da Syria a expedido franceza.
maras do imperador. Se durante o lempo em o projecto de le que confere a el-rei Vctor Em- Neste estado de cousas provavel que as con-
que o conselho do imperio nao se acha reunido,! maouel e aos seus successores o titulo de rei ferenclas de Pars resolvam, de perfeito acedrdo
se devero tomsr medidas urgentes acerca de da Italia j com a Porta Oltomsna, que a oceupado militar
exame das contas, os eraprestimos, a converso
de dividas publicas, a venda transformarlo e hy-
potheca do bens imnoveis do estado, a elevac&o
de iropostos em vigor e o estabolecimenlo de no-
vo irrjnnslos. direitos, etc. A divida publica se
acna debaixo da inspec^-au uu cuuseiuv uu tu.
perio.
O conselho do imperio tem o direito da inicia-
tiva.
um assumpto da sua competencia, o ministerio
fica obrigadoa expor prxima reunio os moti- I
vos e resultados -> disposto. O adiamento do
consellio, assim como a dissoludo da cmara dos I
depulados tem lugar por ordem do imperador.
LONDRES,
8 de marco de 1861.
j franceza se prolongue all at mais algum tempo,
.; afim de que as autoridades possam ganhar o pres-
ligio de que carecem.
Segundo escrevem de Paria varios correspon-
Eslamos aqu anda sera a mala do Brasil que denles, as grandes potencias se achara de accor- completa restaurado, quando a Franca quizer
um dia tomar deceddaraenre si a causa polaca ;
Em caso do dissoluco se proceder a novas elei- i era devida em Soulharopton no dia 6 do corren- 00 sobre essa prolongaco at juoho, havendo a
coes. Pela primeira vez o conselho do imperio 'o ; e provavelmenle nao a receberemos antes da F*russia dado uliiajamente a sua adhesao naquelle
! ser aborto no dia 26 de abril do correle' ooite de hoje ou no decurso do dia de ama- sentido,
da thesouraria provincial.; anno. nha, porque o vapor Magdalena que a iraz s A questao da Italia tem continuado a ser dis-
Rccomraendo a V. S. que nos termos de sua in-
formado de 21 do corrente, sob numero 104, di-
da com refereocia da contadoria dessa thesou-
raria, mande pagar Justiniano Manoel de Bar-
cellos o dote ,que lhe compete, na importancia
de 200j(000, por haver casado com a exposla Re-
gelina Mara da Conceigo.
Dito cmara municipal de Goianna: Con-
vrn que a cmara municipal de Goianna me ha-
bilite com a sua informado de modo a poder sa-
tisfazer o que exige o Exm. Sr. ministro da jus-
lica no aviso coostanlo da copia junta, que vae
annexo o requerimento do prior do convento do
Carmo da mesma cidade.
Ao lado da representado na legislacao do im- deixou Lisboa na tarde do dia 5. O telegrapho cutida ero ambas escasas do parlamento inglez,
perio, os dilTerentes paizes da corda teem as suas dessa capital nos annunciou para aqui que a de- mas sem intereswpovo.
proprias dietas para a legislado especial do paiz. mora na viagem do Magdalena at all fra cau- gobern brifPflnico, bem como a maioria das
Essas dietas se reunem urna vez por anno e tem sada pelo mo tempo que esse paquete soffrera, cmaras, fazemeonstantes votos pela consolida-
0 direito de iniciativa ; as suas sessoes sao pu- de modo que apenas na manha de 5 pode entrar ca0 da nora ordem de cousas na Italia ; e aquel-
blicas. Par que urna lei lenha validade, pre- 00 Tejo. 1 le acaba de despedir o encarregado de negocios
ciso o accordo entre adieta e o imperador. To- O servico da companha real ingleza de paque- io'erino do rei Francisco II, que aqui Qcraquan-
das as Dietas se reunirao este anno 00 dia 6 de tos para o Brasil vai cada dia peiorando, e isso do parti o ministro conde de Ludolf.
abril. ; tinha eu j previsto desde que come^ou a nova .Anda acerca da poltica exterior da Inglaterra,
O prximo tempo j nos far ver em quanto linha de paquetes de Brdeos. Aquella compa- i discutio-se na ultima semana na cmara dos
essa nova constituirlo do imperio se mostrar ca- nhia tem soffrido prejuizos cousideravels nao s cummuns a questao da escravatura, tomando
paz de viver. no numero de passageiros que pelos seus paque- ne"a prande parte lord Palmerstoo.
A esse respeilo a deciso depender sobreludo tes segoiam para o Brasil e Rio da Prata, como! 1>r e3la occaslo a Hespanha, cootra quem se
da Ungria. At agora a imprensa ungara de to- ; no frete, tendo cessado a remessa que por essa dirigiram os atlaques do primeiro ministro in-
ulto cmara municipal da villa do Bom Con- dos os partidos protesta unanimente cootra a no- liona se fazia de arligos de modas francezas hoie 6'ez> 'ot vivamente injuriada, attribuindo-se
\u. D.nnn.l. .. .ffi.;. .... J..;.u .. -. l~: m.. :_______:. -____i <____j_ j.______i_ ____: n.i.J.________-___;,_ -i_o.i__i.-_- .' ., _.( IA ..___________-* ___. .__J_ .-
va le do imperio, a quaj yerdade se acha mui-
to em contradicho com a atitiga constituido da
Ungria.
chanceller imperial pela Ungria. A gizeta ffi-
cialWiener Zeitungdesculpou essa falta com
a ausencia do baro de Vay por causa da moles-
tia. Mas o dito Chanceller imperial j se acha de
volta em Vienna, o al este momento nada se diz
de haver elle revestido da sua assignatura o dito
decreto imperial}
Em lugar disso o telegrapho nos trouxe a no-
aelho.--Respondo ao officio que me dirigi a c-
mara municipal da villa do Bom Conselho em
26 de fevereiro ultimo, declarando que pode a
mesma cmara pdr em execugao temporaria-
mente as disposi;es das posturas municipaes
deGaranhuns, convindo porm que formule e re-
mella quanto antes um projecto de posturas pe-
culiares para o seu municipio, afim de ser sub-
mettiilo ao conhecimento da assembla provin-
cial em sea prxima reunio.
Dilo a directora da companhia do Beberibe.
Emquanto se nao effectua o novo contrato cuja
copia acompanhou o oflicio da directora da com-
panha do Beberibe de 22 do corrente para o for-
necimento d'agua polavcl ao palacio da presi-
dencia, deve a mesma directora considerar de
nenlium effeito o meu officio de 14 desto mez, e
subsistente o de 31 de agosto do anno passado
acerca desse foroecimenio, atientas as razes al-
legadas pela mencionada directoria no citado of-
ficio de 22 do correte que fica assim respondido.
Portsria.~0 presidente da provincia, atten-
dendo ao que lhe requereu o soldado de 4o ba-
talhao de artilharia p Manoel Paulo Ferreira
e tendo em vista o parecer da junta militar de
saude, resolve conceder-lhe tres mezes de licen-
ca na forma da lei para tratar de sua saude fra | favor das leis de 1848. Tambem nos outros paizes
"Dita.Os Srs. agentes da companhia braslleira as opinioes acerca da nova constituido parecem
de paquetes vapor, manden, dar transporte pa- at agora muito divididas, e sobreludo nao agra-
ra a Baha, por conla do ministerio da guerra, no dou a determinado de que na ausencia do cense-
enviadas para a America do Sul pelos p
de Brdeos. A carga que hoje receben, os vapores j
de Southamplon grossa e mais volumosa, oc- '
quetes! sua m f na. execnco do tratado para a extioc-
apores cao do trafico o incremento que este tem tomado
Um fado notavel % que no decreto imperial cupando por conseguinte mais ps cbicos; cir-
promulgando a nova ^constituido em 26 de fe- cumstancia que tambem tem influido desfavora-
vereiro, falta a assignatura do baro de Vay. o velmenle sobre a renda que essa companhia apu-
ra va pelo frele. Demais para acelerar as suas
viagens esses paquetes sao obrigados a consumir
maior combuslivel, succedendo por esse modo
que as despezas da companhia nesse artigo tem
actualmente augmentado ; e por todas as causas
citadas se calcula que a companhia Real tem sof-
frido, desde o estabelecimento da nova linha de
Brdeos, urna diminuido na sua receila em ra-
licia de havr> o baro de Vay tomado a sua de- zo de 35 OO. Suppoe-se at que em 1863, quan-
do tem de tintar o contrato dessa companhia com
o governo inglez para a condcelo das malas, a
directora impetrar do governo augnento de
subveocio, estando disposla a suspender o servi-
raissao.
Em geral se julga que a dieta da Ungria, cha-
mada para o dia 6 de abril, s se reunir para
levafitr-um protesto enrgico contra a nova
primeiro vapor que passar do norte, ao soldado
desertor do batalhao de caladores daquella pro-
vincia Luiz Jos de Souza.
Mandou-se tambero dar passsgero para o Pa-
ra, por conta do ministerio da marinha ao' Io
machinisla Jos Joaquim do Sacramento; que
vai servir no vapor Piraj.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. director geral da secretaria da
guerra De conformidade cora as ordens do
Exm Sr, presidente da provincia, devolvo o re-
querimento de Francisco Pereita Vianna, que
V. Exo. me enviou com o sou cfficio n. 1 de 7 do
corrente, para ser sellado um dos documentos
com que est instruido o que se acha salisfeilo.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti a V. S., de ordem de S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, a inclusa ordem do the-
souro nacional, n. 35.
Dilo ao cirurgio Jos Francisco Pinto Guima-
res.O Exm Sr. presidente da provincia manda
aecusar recebido o officio de 22 do correte, era
do emprego de cirurgio do hospital Pedro II
por se ter inalisado em 20 deste mez a licenca
que gozava.
DESPACHOS DO DIA 26 DE MABCO DE 1861.
Rtqverimentot.
4158Francisco Pereira VIenBa.Nao ha vaga.
4159.Francisco da Rocha Aciole Vanderley.
Prove o supplicante o que allega ; para o quo
se lhe marca o prazo de 30 das.
Iho do imperio, o governo tem o direito de pro-
ceder iodependentemente em assim chamado-
casos urgentes, sem a obrigaco de requerer des
poiso consentimento do conselho do imperio.
As duas cmaras do parlamento prussiano se
oceuparam nas ultimas semanas quasi exclusiva-
mente cora o exame dos differentes, requerimento
e a cmara dos deputados comecou a discusso
do budget.
1, ni requerimento concernente a queslo alle-
maa deu moiivo para novas mui vivas discus-
ses, commentando o respectivo parapho no en-
derezo de resposta da mesma cmara el-rei, de
urna maneira que mostrou mu claramente a di-
vergencia da sua opinio da do ministerio, Co-
mo ja disseroos n'uma das nossas ultimas, a c-
mara dos deputados nao quer por ora um rompi-
menlo aberto com o ministerio, e por isso ella se
contenta de lhe fazer apposi(o nas discusses,
sem contudo tomar decises positivamente hostis.
Em algum tempo se espera na cmara dos se-
nhores o cometo da discusso sobre a lei dosca-
samenlos, e na dos depuladbs a discusso acerca
da lei sobre imposto dos bens de raz. O baro de
Vinke, por urna carta dirigida Gazeta Peiseve-
ranza de Miln, recusou o teslemunho de ho-
menagem que oa italianos lhe queriam dar por
causa do seu additamento acerca da queslo ita-
liana no enderezo da cmara dos depulados, pe-
dindo.de empregar a somma para esse fim desti-
nada em favor das familias dos italianos que lo-
maran) Gaela,
cooslituico do imperio, e que em nenhuro caso i 5 do Brasil se aquelle augmento lhe fr recusa-
procedera s eleices para o conselho do imperio, j do. So tal succeder, teremos nesse facto mais
O governo em previso desse caso, so reservou o unja pro va do que por vezes tenho dilo ceres
direito de deixar os differentes cercos, cidades e da quasi impossibilidade de se sustentarem dif-
corporacoes effectuar as eleices; roas nao h ferentes linhas de paquetes a vapor para o 13.a-
muita probabilidade que essa reserva lhe aeja de sil; visto como essa dispendiosa navegado nao
utilidade na Ungria, onde ludo se declarou em encontra por ora no commercio do Brasil e do
Rio da Prata nem no concurso de passageiros en-
tre esses pontos e a Europa, e vice-versa, tama-
nho incremento que possa pagar os excessivos
gastos de semelhante navegaco dando ao mesmo
tempo um juro razoavel aos capitaes para esse
fim empregados.
As circunstancias polticas dos Estados-Unidos
e as financeiras da Porta-Oltomana continuam a
influir dcsfavoravelmeote sobre o mercado mo-
netario de Londres, donde sahem diariamente
sommas enormes em metal para esses pontos.
Deste modo o descont no banco de Inglaterra
se tem conservado de 7 3(4 a 8 0|0 ; e no Stock-
Exchange de 6 a 7 0|0 sobre letra de prazo curto
e do primeira qualidade.
O algodo de Pernambuco tem sido vendido em
Liverpool a 8 d. 1(2 por libra ; e o da Baha a
8 d. 1[4. A importaco desse artigo naquelle mer-
cado durante a ultima semana foi de 64,480
saceos.
O coco do Brasil (I d. de direito por libra) fica
de 54 s. a 66 s. por cwt.
Caf (3 d. de direito por libra) de primeira qua-
lidade 60 s. a 70 s.; segunda 54 s. a 60 s.; e or-
dinario 50 s. a 53 s. 6 d. per cwt.
Pao Brasil 80 s. a 85 por tonelada, livre de
direitos.
Assucar branco de Pernambuco e da Parahiba
25 8. 6 d. a 30 s.; mascavado 18 s. 6 d. a 24 s.
5 d. Bahia branco 23 s. 6 d. a 29 s.; o masca-
vado 19 s. a 23 s. 6 d. per cwt.
Couros salgados 5 3(4 d. a 7 1|2 por libra ; sec-
cos 9 d. a 9 1|2; e seceos salgados 6 d. a 8 li2 d.
As aeces da estrada de ferro do Recife flcai
a descont de St 27i8 ; e as da Bahia ao de
I5M3[4.
que
especialmente na ilba da Cuba.
Os Estados-Unidos foram tambem aquinhoados
naquella increpado pelo que lhes toca;
para notar que desta vez o gabinete britnico
sollou as suas furias contra a ax-Unio-Ameri-
cana de um modo desusad*, deixando assim
perceber que hoje por uiurf^ca de circumslan
cas nao receia fallar fivremente d'aquella grande
potencia, que anda pouco tempo lhe causava
grande ndo.
S o Brasil foi tratado benignamente nessa
discusso por lord Palmerstoo, que o apontou
como modelo de boa f na execuco do tratado
para a extioedo do trafico; mas nem por isso
deixou aquelle ministro de dar a entender que
esse benfico resultado frs devido poltica de
coerco exercida pela Inglaterra durante muito
tempo sobre o imperio. E' sabido que'lord Pal-
merstoo busca sempre nesta questao os loursju.
victeria para a Gra-Bretanha I
De Turin, annunciam as folhas desta capital que
o Parlamento Italiano adoptara por unanimidade
menos dous votos, o projecto de lei que confere
ao rei Viclor-Emmsnuel e aos seus successores o
titulo de rei da Italia : resta agora que as poten-
cias estrangeiras reconhecam aquelle soberano
em semelhante qualidade.
A queslo romana, a que anda de perto "5e
prende a Italiana, parece aproximar-se de urna
soluco.
O gabinete do Pars moslra-se disposto a in-
sistir junto de sua santidade para que este prin-
cipe entregue ao vigsrio d'el-re Viclor Emma-
nuel o patrimonio de S. Pedro, at agora defen-
dido pelas armas francezas; e parece que no caso
de obstinado retirar o imperador NapoleSo as
suas tropas de Roma, quo logo ser oceupsda pe-
los piemontezes, Dcando assim resolvida a ques-
lo de Roma.
Nas cmaras francezas o partido Ultramontano
tem procurado fazer passar urna emenda res-
posta falla do ihrono, em que se pede ao impe-
rador que sustente o poder temporal*do papa;
mas o ministerio se tora declarado contra essa
medida, que pois ser rejeitada.
O principe Napoleo, orando no senado em res-
posta ao discurso da corda, pronunciou-se termi- ____
nanlemente contra o podar temporal do papa : tee tem des'appairecidodo^o dYtaUaTa ex-
esse discurso '
7oravel.
Lisboa 19 de marco.
Os annuncios de um meeting, de que lhe fal-
lava na minha ultima correspondencia teem pro-
_ duzido a serie de acontecimentos mais ou menos
Dentro de poucas horas esse Dm_definidos que actualmente oceupam a at-
tenco publica neste paiz e sobretudo na capital.
A existencia da congregarlo das irms de
caridade em Portugal, nao prestando obediencia
ao prelado diocesano, tem trazido oa nimos in-
quietos, extremndose acaloradamente os ar-
rayaos partidarios sobre esta infracqo das leis
do reino. Segundo se ve de importantes docu- -
mentos que o governo apresentou as cmaras e
fez logo publicar na folha otficial, desde novem-
bro pretrito que o cardeal patriar cha de Lisboa
havia informado o ministerio da n&o obediencia da
coogregaco sua autoridade episcopal. Entre-
tanto o governo foi deixando passar tempo, at
que os discursos da associaco patritica do Boc-
eo d j Rozendo deram de si a convocado <*o mee-
tiog para o dia 10 do corrate, no Roci. Este
meeting deveria, segundo os primeiros conviles
publicados oceupar-se da queslo das irmas da
caridade. A 6 do corrente porm, lia-sa no Dia-
rio otficial a portara que abaixo lhe transcrevo :.
Sua Magestade ol re a quem foi presente o re-
sultado dos meios enpregados pelo cardeal pa-
triareba em conformidade do regio aviso de 3 de
outuuro de 1860, para que as irms de caridade.
se sugeitassem obediencia, que segundd a le-
gislado vigente e aa boas doatrinas cannicas,
deviam exclusivamente prestar autoridade dio-
cesana ;
Visto que o prelado diocesano foi oeste empe-
nho formalmente desobedecido com menoscabo
doa caonea da igreja catholica e oTensa do po--
der temporal, que tem direito e obrigaco do
maoter a autoridade episcopal, como prolector
e defensor di religio do estado ;
Visto que a corpora;o das irms de caridade
se acha actualmente subordinada a um prelado
estrangeiro;
Considerando que toda e qualquer communi-
dade, congregado ou associaco religiosa regu-
lar porlugueza, que por algum modo negar obe-
diencia ao prelado diocesano, ou a prestar a um
prelado estrangeiro em contravengo dts leis do
reino, deve ser inmediatamente dissolvida ;
Ha por bem, tendo ouvido a commisso crea-
da por decreto de 3 de selembro de 1858 para
ostudar a questao daa irmas de caridade e pro-
por as medidas necessarias para a reorgaoisado
do seu instituto em Portugal, e conformando-sa
alem disso com o parecer de outras pessoas com-
petentes, ordenar o seguinte:
1. As irmas de caridade constituidas em con-
gregado no extinelo hospicio dos carmelita^ des-
calzos Sania Martha, que recusaran prestar
ebediencia pura e simples ao prelado diocesano,
sero intimadas para abrir mo do edificio, em
que a mesma congregado se acha collocada, a
fazer entrega por inventario de lodos e quaesquer
bens perteucenles commuoidade, devendo es-
tes actos effectuar-se dentro do prazo de 40 dias
que para isso lhe ser mareado.
2." A corporaco, assim intimada, ser dissol-
vida e seus bens iucorporados nos proprios na-
cionaes, em conformidade do disposlo no ari, 4-
do decreto com forca de lei de 9 de agost
1833.
3 So todava as irmas de qjdado. portu-
guezas ou algumas deltas voltarem a suMic
cannica do seu prelado diocesano, deshglfflH-
se.de qualquer oulra a que se acharem sugeitasv
ser*, conservadas no edificio de Santa Martha.
para servirem dg ncleo ao instituto portuguez.
das irmas da caridade, cuja reorganisago o go-
verno de S. Magefnpe lenciona propor as corte
tornanJo-se etrectiva'i dolago, que originaria-
mente lhe fra estabelecida pelo decreto com
torca de lei de 14 de abril de 1819. -
4* No caso de existir alguma outra commuoi-
dade, ongregago ou associaco religiosa, ille-
galmenteiconstituida ou quando venba a consti-
iuir-sejjflro_aulor.i8adP_lO-.al. ser s ella desde
logo dis3o"lv"idaT cujprindo que aos refractarios
das leis seja mpoa^f sanc.o, que por ellas s
achar estabelecida.
incidente eslava passado sem graves consequen-
cias para a ordem publica, mas dous dias depois
deveria anda ler lugar nutro incidente serio, em
que porm as autoridades militares russas se
houvcram com summa prudencia.
Por occasio do funeral daquellas victimas, o
que succedeu dous dias depois desse successo
lamentavel, mais de cem mil pessoas se apre-
senlaram para honrar o cortejo fnebre de com-
patriotas que haviam cessado de existir por vir-
tude de urna exaltacao patrstica ; e por sua par-
te as tropas russas. coin quanto em armas.se
abstiveram de impedir aquella imponente, mas
pacifica demonstraco, prestando pelo contrario
as honras militares ao cortejo, quando este ia
passando por defronte dos quarteis. E deste mo-
do fiodou a primeira parte daquelle successo,
senlo infelizmente a segunda de um carcter in-
teiramente pacifico e legal, como se deprehende
do que esse respeilo acaba de dizer para aqui o
telegrapho de Varsovis.
A'vista dos tristes acontecimentos. occorridos
naquella capital, os cidadaos mais proeminentes
do partido nacional moderado, recorrern) ao
principe Gorlhschacoff, governador da cidade,
Qediudo-Ihe que empregasse toda sua autoridade
em prevenir conflictos futuros entre o povo e a
guarnido ; e ao mesmo tempo dirigirn, urna
representado ao imperador, em que irapelram
Aa Sin Magpoi.Ho -nnpnv.t;i n restabt'lecio.eQto
da constituido polaca de 1815, suspensa desde
os successos polticos que occorreram na Polonia
em 1830. O publico europu se applaude de que
esse movimento revolucionario tomasse urna se-
melhante direcdo sob o ponto de vista legal ;
d'onde espera que cora prudencia da parle do
gabinete de S. Petersburgo possa desvanecer-se
por meio de alguma adequada concesso a causa
da fermentado poltica existente na Polonia.
Entretanto ningucm espera que o imperador
Alexandre venha reslabelecer a autonoma des-
se dilacerado paiz, que s podera aspirar urna
o que brevemente far o imperador emancipar
all, como em (oda Russia, a classe servil.
O governo russo linha ltimamente concentra-
do numerosos torcas na Polonia, receioso de que
o movimento revolucionario da Hungra tosse con-
tagioso nas suas possesses polacas ; e nenhuma
duvida ha hoje de que a exattago dos espiritos
nessa parte dos dominios russos seja tambem pro-
veniente da situado anormal em que se acha o
reino da Huogria.
Este paiz, como a Polonia, foi j independente
com tradicOesque anda conserva, e com leis pro-
prias, que hoje todava nao tem execugo ; e
pugna actualmente, como aquelle lem tambera
por vezes j pugnado, pela sua antonomia amea-
cando a Austria de urna desmembrado, caso o
gabinete de Vienna seja surdo vos do povo
hngaro que geme, conforme tem ousado dizer
-o imperador varias corporaces enviadas pelas
dietas provinciaes.
Ora, essa analoga de causas nao poda deixar
de influir no animo dos patriotas polacos, que ho-
je veem a Hungra quasi restaurada na sua auto-
noma pela attitude bellica com que se tero op-
poslo s meias medidas do goarerno de Vienna ; e
por conseguinte anhelavam por um^retexto que
os aulorisasse a darem de si sigoT de vida. Qs
homeDS sensatos, porm, laraentsm a cegu^fa
com que o partido polaco olha par aj. actilrsi-
tuado poltica do oorte da Europa, sBfencherga^
que a Prussia, a Austria e a Russia^Bteressadas
Da desmembrado actual da PolonflRe darao as
mos no momento critico para supplantarem a
revoludn que tiver de levantar cabe.a na Po-
lonia. .
Assim, pois, as demonstrares polticas que re-
ceritemente liveram lugar em Varsovia, lem me-
Lrecido geralnente a reprova^o^os homens po-
lticos que bem avaliam"a'preSente situaQio da
poltica europea. "m
As corresporrdjfl_K? de Sao Petersburgo tem
para aqui a nniijnj.it rio que em breve o imperador
Alexandre p.ubliear"o seu ultase relativo cmac-
cipse*'4fs sfrvos em lodos os dominios do im-
peritf-rossDi; c" mesmo pretenden, que esse de-
Lpreto seria promulgado no dia 6 do corrente, an-
niversario do dia em que g actual mooarcha su-
bi ao throno. ^%i '
Essj> medfda tem sido""r.aloj>3^meote, discutida
no crji^elho do imperio, s.ujj. .Ivspta^se acha o
proprio imperfforj e parece*quojapaiortU-fi-
fexqjj^ao _tera procedido .do
equer paraidemnisar o?-44
autor dessa bella id^a ljbjv
o diante de^-Bculd-uJes'; e, qu
irtu-
.
cuidado nara a
quantum qu
nl-.ofe
O cz
nao te
por m
quer por og
a somma.c
nada emao
O espirif
ciedade a
mo entre
nao pode e:
im grande, empresrtmo nacional .Mrquez de Loul.
_._.__L._____' .-.. ATC- 5" X..I m-..(--I a A <._..
5. E' excitado a observancia das providencias
eslabelecidas pelo decreto de 3 de selembro da.
1858, maiormente das que se referen legisla-
cao, segundo a qual prohibido, aos estabeleci-
men,tos particulares de educado geral ou espe-
cial, empregar no magisterio iodividu.0 algum
nacicnal ou estrangeiro, secular, ou pertencente
a conmunidade, congregado ou associago re-
ligiosa, sem que esse individuo tenha todos o
requisitos e habilitarles, que pelas leis e regula-
meatos sao exigidos para os exefeicios escolares,
nos ditos estabelecimentos.
. O que assim se participa pela secretaria de es-
tado dos negocios do reino ao governador civil.
e Lisboa, para sua iotelligencia. e execuco, de.
cojo resultado dar conta por este ministerio.
Paco das Necessidades, em 5 de marco del86T.
combinado, est tlilposto a crear
que ven ha" realisar-se a mencio-
Sao. "-'
lico r>aBussia aguarda com an-
ao dessa reforma ; o enthuslas-
m pela magaanimidade do czar
r-se.K '
Da Austracas noticias polticas continuam a ser
de um carcter pouco satifeitorio. Hoje que o
receio de urna guerra propina cootra essa po-
leo, aqui feito sensaco muito fa-
A situado de aples continua suspensa. As
fortalezas de Civitella de Messina se acham
ainda em poder dos partidarios do rei Francis-
co II.
Os jornaes europeos esto presentemente cheios
dos ltimos successos polticos occorridos em
Varsovia. A guerra da Italia que leve lugar ha
pouco mais de um anno, a libertado de aples
pelo famoso patriota Garibaldi. e ltimamente a
queda de Gaets, causan na rolonia urjas, mui
Esta medida 4 sem duvida,terminante e peremp-
toria. Como consequencia inevilavel, discutio-se
mais a sua oppoilunidade que o espirito dola.
Realmente o que neste documento se determina
esta va j anteriormente determinado, salvo a fi
xaco do curto prazo para a sua execuco- Quan-
to opporlunidade, nao poda deixar de produ-
zir effeito a circumstancia de apparecer qnairo
dias antes d'aqoec que ora aonunciado pe .os pa-
triotas para o meeting. D'ahi vem que a oppesi-
co toedu logo a rebate bradando que a goveraa
estara dominado pela gente do Poco do torra-
tem, e que ae o becco do Rozendo o araeacasse.
um bello dia de sabir ra com outras exigen-
cias, o governo curvardo-se influencia popu-
lar se prestara a condescender coa todos os
seuMNprichdS.
Ulotanlo assim, o governo. como defensor
da religio do estado e pro'.ecior 40S ca0one8.
fez o que na* podia deixar de fazer, prestando o
auxilio do poder civil & f_atoridade episcopal fla-
graolemente desobedecida; o obstante a oc-
citacio da Hungra oflerece aioda seras difficul-
dades que ameagam a tranquilidade do imperio
austraco.
Apezar das novas conce&soes feilas pelo impe-
rador, e do que dei um "resumo na minha ultima
carta, as dietas hngaras nao cessara deimpor ao
governo de Vienn.i, pedindo o rstabelecimento
da Pragnatca com todas as leis promulgadas du-
rante a revo'.oce de 1848 ; mas a isso se oppe
o gabinete, de Vienna, que considera umaaeme-
Ihanlc concesso como abdicado das ideas alie- _
n>.jas acerca do elomenio hngaro, de que em \casiao 6 que foi uso. pouco serdia, pois esse es-
u iri^r\/iri I


t)
t 1

I II

ARIO DI rBRlAMBQQO. SABBADO 3d DI MAEgo B 1M1.
tado de cousas nio era novo e ainda que" o nao Fernando presidente daquella corporagio Miera
quiresse, linha o rrinisterio todas r de obedecer
asintlraagoes de urna assembWe pouco
noe pouco importante.
na. Era peen a rnaisde ama hora quando se ebrio |
sessio. O Sr. Avila, vico-presidente fez o seu
discorso de abertura e deu a palavr* aos Sr Men-
Tublicada a portera, os annuncios quoidlanos des Leal e Latino Coelho, secretarios para 1er em
do mecting variaram de redaccao ;o poto era os relatnos dos trabalhos da academia.
convocado para pedir providencias sobre diversos
aasasaptas de intersea aaciou al. Dio designados.
Eartretanlo, as car legislativas multiplica-
vam-ae de dia para dii es interpellaees e desaf-
togavam-ee amargos qiielxuaaes costra a aappos-
U preponderancia do clsvb patritica. Mas eom-
auo, a impeessao que en geral causara a por-
tara de ia 5 era inquestioaaveinenle boa, eo
governo ganhava terreno sobra o espirito pu-
blico por na energa. A orjposicio, isto e, os
deputados da oppoiigie reatiireea-se para deli-
berar sobre se conviria dar featalhe ao ministerio
sobre a.j u-elle thema. As phalanges nao esta varo
cumpromeflidas ; .apenas uo ou oulro escara-
in ucador -se tinha aventurado a aggredir o gabi-
nete com violencia aquelle respeito. Depois de
grande embale de opinides nessa reuniio, dici- [
<3iu-se optar por urna retirada airosa, desampa- i
rendo na cmara aquellas quo linham corre-
gmio.
No dia seguale, votou-se peis que os docu-
entos a presentados pelo ministerio (como jus-
lificagao e fundamento da portara de 5 do
anaigo) fossem remettidos a urna commissao es-
pecial que daria sobre elles o seu parecer.
Chegou entretantanto dia aprazado para o
grandeajuntamenlo popular, prdigamente an-
cunda pelas esquinas, pelos jorttaes, etc. Na
vespera, rcsoU-eram os patriotas na essociagao do
Poco do Bowatem que se limitasse o urado'r que
mmm fallar turba, a pedir un voto de agrade-
intenlo ao gabinete por let attendido as suas
opiuies e providenciado sobre a queeto do laz-
zarismo em harmona como as leis do reino e
priucipios lioeraes.
Asdez horas da manhia de domingo, achava-
*c j pe I o ilo qu.iro mil pescos no Roclo, urnas
levadas da cariostdade que sempre oxcitam estes
actos, algumas 0e muito bwi f. O individuo fo-
fa incumbido de fallar ao povo, comegou refe-
nndo-se providencia de governo, necessida-
de de occorrer a varias reformas deixando entre-
ver que era urgente a da cmara des pares, o
estado de perturbado em que se ia achar o paiz
com os novos tributos e a necessidade que haiia
le collocar testa da administragio urna espada
invicta, um homem enrgico. etc., etc. Quera
aera este homem ? perguntava o orador. Um
oz, o'eotre a multido resdondeu-lhe: E' o
Juque de Saldanha !!Viva o duque ds Salda-
dla, viva l!l
Estamos atraicoados clamavam alguns pa-
triotas dos que haviam assistido i sessao prepa-
--ratoria do Becco do Rozendo e viara que lhes era
por aquelle modo excedida a procurago que li-
nliam dado ao seu tribuno. Effectivamente aquel-
los vivas, aquella designacao do illustie general
.para salvador da repblica, aquelle movimento
inesperado da multidao a favor do primeiro no-
o>e que lhes foi I aneado dos degru* do incom-
pleto monumento da praga de D. Pedro, eram
cousas eslasque nao estavam do programmado
lub patritico.
Vamos casa do marecbal II Vamos ao
paleo do Gerardesl!
E' l*8e poztudo a caminho para casa do ma-
rechal Saldanha, livrando-se a turba do calor
tropical e eminentemente abrasador quefazia a
praga.
a tropa da guarnico, o os corpos de polica
municipal iiahara tica do nos quarteis ; as mais
enrgicas e opportunaa providencias se tnham i
tomado para que se nao alterasse a ordem pu- i
baca, lao Ucil de perturbar mais leve exctia-
ao. O duque eslava era Oeiras.e a genio que o foi
procurar so cncontrou o guarda porto. llouve
nlao quem leiobrasse all a conveniencia de
irem ao passo das Necessidades. Tomou-se, I
porra. urna resolugio que desviou os mais im-
pacientes, nomeando-se urna commissao cncar-
regada de redigir all mesmo urna representa-
cao, ou manifest que se deveria entregar ao
duque no dia seguinle, acompaufaando outra re-
presentado para o marechal deper as mos do
soberano.
A direegao iaesperada que tomn este aiunts-
iii en lo popular, esi sendo ha tres dias couimen-
tada por lodosos partidos, por toda a poplaco,
por loia a iropreosa, com urna vivacidade, "um
pouco desusada. EITectivameute, estanJo as cor-
tes sbertas e a admiuistracao do paiz n'um esta-
do normal, nao se justifica este modo de exercer
o dtreito.de peliQo, nomeado na pra?a publica
para interprete da voulade popular quem se acha
Vastado dos negocios. Os progressistas da asso-
iagao patritica, declaram-so engaados pelo
orador liibuoicio que assim abusara do seu mn-
dalo ; a impreusa toda qualiGca de meeling da
ridicula e inconveniente a oppoaico das duas c-
maras, deu tregoas ao governo, preslando-se e
dar-lhe toda a orca de que viesse acajecer para
xestabelecer a Irauquillidade ea ordem. De mo-
do que no dia 11 a vutaco da commissao que
dever examinar os documentos justificativos da
portara foiunauime, recahindo aescolha em ca-
valleirosde ambos oslados da cmara. Pode,
meu charo reiactor, avaliar por esta atliiude que
acamara lomou, como foi recebida pelos homens
influentes de lodos os paitidos a perspectiva da
ituaco que poderia nascer do ajuntameolo do
ocio, se um partido perfillasse aquelle grito e
lhe desse corpo re(orc,aodo-o com o seu apoio.
Este armisticio, porm, dever ter um termo.
Qual ser a solucu singuen] o sabe por ora, an-
da que todos se lancam em conjecturas mais ou
menos plausiveis.
A cmara dos deputados chegra a um estado
Depois o Sr. Latino Coelho, a quem pertencem
qa foi appiancho palas gato iecatylo ecorrec-
ae noael com quo fora'eacriatav "O Sr. Tialo
rico do academice
Comparando parcialmente a importacio (vid.
caria j citada) com a exportacao, acharemos o
seguiite balango ou differeuca :
Da praga do Porto com a Uraa-Dretanha, a
favor da exportacao i,575:889S915.
dem com o Brasil,(que j no resumo da
m que a dissolucao se tinha turnado nao s oe- '""Potlago (hemos, como nos coropria, este
cessariamas urgente. Acamara dos pares, aue lraBalr'o mais detidamentela favor da importa-
gao 2<)8:639i55.
lea a elogio historie o acadmico Nevea e por
altimo aSr. Mrquez de Rtense leu o elogio de
Jote de Seabra. ministro da Sra. D. Mara L
t. S. A? ultima hors.
Diz-setuearaantaa ser lidonas cortes O de-
creto de addlamento.
Espera-se que o duque de Saldanha t i cma-
ra dos pares dar as suas explicaces o declinar
de si toda a patereidaoo se lhe psesam oufpor
no movimento do dia 10. AcrescenU-se que no
domingo prximo haver novos ajuotameolos,
airrda que o governo deixe de conceder liceiic.s
para essas reunies populares.
Port* 11 de marco.
Principiamos por declarar que vimos aqui de
corda e cilicio penitenciar um grande peceado
que commetlemos na nossa carta anterior.
E' bem feitol Ninguem nos manoou pedir aos
amigos compositores que nao confundissem os
algarismos que a mesma carta conlinha; pedido
que motivamos em cortos desarranjos qae en-
contravamos to lr as nossas correspondencias
no Diario, nao nos pascando nem se quer de
relance pela ideaque seria possivel nos mesmo
ter confundido alguns d'esses algarismos.
E de tal natoreza foi a coufusao, que nos
obriga a rectificar tres erros que encontramos,
dias depois de termos expedido a-referida cor-
respondencia, nos apontamentos qae flzeramos
para organiaar o resumo do commercio deim-
pertacaoda praca do Porto no aono econmico
de 1852=1860.
Os dous importantes erros sao no periodo que
cornejaNos gneros coloniaes bouve o aug-
mento, etconde se diz,hilando no despacho
do assucar na alfandega do Porto,que coslu-
mava ser, termo medio, de 6 mil a 8 mil e tantos
arralis,devia dizer-se de 600 mil a 800 mil
c tanlus arralis.
E no fim d'este mesmo periodo, onde se 16
nos mezes por outros a mais de mil arratsii
-devia ter-se escripto a mais de 1,100:000
arrateis.
O terceiro erro na confrontado dos valores
entre a imporlacao e exportacao da praga do
Porto cotn o Brasil, onde se dizha a difTerenca
a favor da importaco de 299,639:455 devia
ter-se dilo 298,639:455: repetindo-se este
mesmo erro na deduejo final que llzemos para
achar o saldo, etc.
Mas nao se regozijem os amigos compositores
com a confissaodestes peccados que aqui humil-
demente confessamos, e queremos expiar. Come
estamos no lempo santo, pedimos aos uossos
amigos que facam exame de conscienca, que
afinal hao de conveocor-se, se quizerem alean-
car o reino do co, que tecra de impetrar do
leilor o perdo dos grandes erros lypographicos
que commettero.
Nio queremos eximir-nos da fragilidade a que
o ser humano est sujeito, porm' v a cada um
o que lhe pertence............
No resumo que ruemos da importacio, rela-
cionamos apenas as nagoes, cujas mercaduras,
admittiJas a despacho ni alfandega do Porto,
excederam a 30 contos de ris, porque, n'este
nosso trabalho, levamos nicamente em vista o
mostrar as naces que em maior escala esto
ligadas commercialmenle com a praca do
Porto. *
Seria alongar demasiado estes resumos, sem
lhes augmentar inleresse, o relacionar viole e
cinco nacdos com as quaes a mesma praga en-
treleve permutadlo durante o acno a que se
referom os mappas que nos servem de guia.
Como o leitor curioso poder verificar, se
quizer, comparando o valor das mercadorias
exportadas pelas oito nages que mencionamos
na imporlacao (carta anterior) com a somma total
desta, achara apenas adifferenca de 105,771:630,
que em valores relativamente insignificantes
cabe s quinze_ nacoes restantes.
Na exportacao partiremos, pois, do mesmo
valor, superior a 30 contos; mas para estabele-
cer o quadro comparativo do commercio, ou
apresentar o saldo resultante s favor das nacoes
com as quaes o Porto mais largamente commer-
cou, inra oo nauav letaciooar na exportacao,
embora nesta o nao devessem ser, aquellas que
o foram na importago, e assim poreraos pela
ordem dos valores exportados, iocluindo os
di rollos :
GrSa-Bretanha..... 5,104:313$415
Brasil.............. 1,018:959625
Hamburgo.........* 158:129670
Suecia.............. 82:1225615
Estados-Unidos.... 76:505&793
Russia.............. 70:4509260
Dinamarca......... 39:6519570
Hespanha.......... 28:387453
Pranja......^..... 13:710j050
Total........ 6,592:230*485
A Gria-Bretanba a principal importadora,
m77q6S50.C6beU "W bU W lh fi-lM-
Ralbou-se multo quando prnciaon a expot-
tssio do gado, em grande escala, e'atsdahostns
quem s impugne; porm forado tord'
?U^lci>.mm.erfl^.Mn'i'doprogressivmen
* ^V*m *** verba a favor desta praes.
; WMIl STIall 011A
Na
co oo
urna tornada puderia ter tornado mais sympatica,
precisa de urna reforma que a opioio publica
deseja e reclama. Palla-se ii'uma traosaejc
com os homeos do patudo regenerador que nao
tjuerem ir j ao poder, por se nao acharem com '2:2199615.
dem com Hamburgo,'
40:676$36O
dem com a Suecia, a favor
i
.elementos de guvorno, e muilo menos com tor-
cas de presidirem cobranja das novas coniribui-
ces. Neste seutido mesmo parece que se pro-
ara urna reunio do ministerio cum os deputa-
os de ambos os lados da cmara afim de virem
aumaccordo, -Far-se-ha incoodicionalmeate t
Nao trar esta fuso a necessidade de recompor
a. ministerio, subsiituindo algum ou alguns dos
Ministros por gente da fraccao regeneradora ?
Quem serio os excluidos ? Encontram-se neste
ponto as sympalhias e antagonismos pessoaes;
uns enlendem que Avila iodispensavel no ga-
binete ;outros desjam ver o seu lugar oceupa-
do por ou'ro estadista mais de sua feigo parti-
daria; estes, indigilam ao ostracismo os miuis-'f'mpollscSo e exportacao da alfandega, porque
rosque nao leem anda levado ao parlamento
propostasde certo alcance econmico ou adminis-
trativo.
Anda urna queslao :convir acreditar que o
-fado do Roco nao tem raizes mais longe ? O
marechal, conta quo diz nao estar disposto a oc-
cupar-se actualmente das cousas publicas ;re-
erera oulros que o plano, fossem quaes fossem
os seus autores, linba ramificacoes extensas, e
que dous regimectos da capital nao eram extra-
nhos combinajo. Uavia ao que parece, quem
isper.-.sse qsa ao Porto, mesma hora, se mani-
festasse um movimento no mesmo sentido ; en-
tretanto, o telegrapho aptessou-se a desmentir o
*oato.
No meio de ludo isto foi votado na geoeralida-
de, por grande maioria na cmara alta, o projeclo
de lei para a desamortisacao dos bens das freirs,
declarando outra vez, solemne e explcitamente
o ministro dos negocios estrangeiros e da fazenda
.que o governo nao reputava o breve pontificio in-
dispensavel para a eaocucao desta lei, mas oe-
ossario e conveniente. Un aioda quem persista
m nao dar importancia a esta dislinceio, mas a
historia de urna lei anloga no reino vizioho e o
que succedeu ha pouco nesse paiz com a desamor
tiaacao, abonara a prudencia do governo, que
ueste ponto esta disposto a seguir o melhor ca-
minho, sem cocotudo comprometler a indepen-
dencia do poder civil.
Nao me alargarei mais boje em considerando*
por ventura inuteis sobre a fitaacio poltica de
Portugal. Os seus horisonles ; seno se acham
absolutamente carregados, nio permitiera, po-
rm, que se veja com facilidade e desenlace de
urna ordem de cousas, que por outra parte, nao
pode tambemcontinuar por muito lempo indecisa.
Devia ler-lho mencionado que ao dia 6 foi a
^presentado pelo governo As corles o projeclo de
aei para a creagio de um instituto nacional de Ir-
jnaas de caridade, prestando inteira obediencia
?,ml Portogeez. No dizer de alguns dos
2 i wmmentadores desta propostaSipro-
f .* IV ere,?* oma CMgregeao reTlgio-
'??*' ? "B>?1~ inicial6 do parlamenfo.
aU taTel0,.r "*< -f?!? I n1 u' IC,SDCW' 1 anistiram 9. M.
I-iei o D. Pedro V. e s* augusto pai el-ri D.
favor da exportacao
da exportacao
favor d
dem com os Estados-Unidos, a
exportacao 45:2119795.
dem com a Russia. a favor da imporlacao
111:8859090 ^
dem com a Hespanha,a favor da ira porta cao
179:3139345.
dem cora a Franca, a favor da importaco
596 6759820.
Idera com a Dinamarca,(que nSo foi incluida
na importacio, patr isso que o valor d'esla foi
apenas 8:2309)a favor da exportacao..........
31:4219570.
lenvem advertir que estes resultados nao sao
exactamente os que se acham no mappa geral da
lendo-oos guiado para o resumo da imporlacao
pelos mappas parciaes, como nio podamos dei-
xar de o fazer, appareceram-nos algumas diffe-
rencas insignificantes na comparadlo dos valo-
res : de 400 ris com a Hespanha, de 50 ris
com a Russia, e de 600 ris com es Estados
Unidos.
Nao aconteceTf ocm. assim nos mappas n. 2
pag. 6, e no n. 4 pag, 23, cujos valores importa-
dos combinara oestes dous mappss, mas differem
no mappa geral (n. 12 pag 174) que d aos va-
lores dos gneros despachados juvra consumo a
lolaldade de 6,146:9799840; 40 passo que
mappas apparece a dauV.......
no antecedente no valor de 26 ttQagOO
25^63SSoBf"U',,* C8b* 4,1M**>. e"o Brasil
Noeerioaceos, que ale os valores 44:4529tM.
compete ao Brasil 40:56O*0. cejas maioreVver-
bas provea de eijau (44:5123600.) e das baU-
tae. '
as grassinas tem o Brasil 96:4829610. Os ar-
wgea mais un por tantea ees- o aseite, a* carnea de
porco ensacadas e salgada, e o cebo em pi e
manufacturado em relias.
As lias e pellos sommam os valores 255:718*400
a mais do aono anterior 62*80fi400. A Gra Bre-
tanha imporlou 225;1329060.
iaN?s 'i"008 *r\ qt absorve a qaasi tota-
lidade d esta clisse/qoe de 44:405*600, lecan-
do-lhe 43 492992a E' a liaba o principal
artigo. r r
Os metaes sommam 869:259J970. A Cr3a-
Bretanha importou o valor de 672:001*761. e o
Brasil 190:7339045; sendo o chimbo de rauai-
jao, o ferro forjado em enchadw. fechaduras.
ete., o fundido em obras diversas, e a prata em
obras simples de oorives, oe frincipaes ar-
Nas sedas, coja quantia de 4T:4719750. im-
?nrS"L?.?ra,il *6*64J1660. s ao retroz compete
40:2329113.
4c^i^f^f mente, fruetss e plantas, que somma
6 :7999300, entra a Graa-Bretanh. coa........
101.637933. e o Brasil cora 47:8315420, aval-
lando os albos, as azeitonas, is amendoas, as
ceblas, as laranjae e as macaa.
Na classevarios artigosfiguro a Brasil com a
quantia de 37:t3lf935.
O* chapus de feltro de lia, doce de calda e
secco, as msgeos da madeira, e ovime em obra
do coude$a, sao os principaes liaos.
O sarro de vinho, que anda hapoucos annos
comecou a exportarse, figura no mappa coro a
importancia- de 57:4429840 quaa o dobro do
valor do aono anterior.
0 valor das mercadorias exprtalas, iocluindo
os direitos, de 6,652:289^80.
Finalizaremos estes extractos na prxima
carta.
Na correspondencia de 26 de jineiro demos
cunta das transactes do banco wramereial do
l orto durante o aneo ultimo ; hofc cumpre-oos
dar igual noticia do banco Mercartil Portuense,
que a exceptuar a caixa filial do banco do Portu-
gal, sao os nicos esUbelecimeutos nooetarios no
Pono.
O banco mercantil entrou no 6" anno da sua
existencia. Pelo relatoiio e conta: apresentadas
pelos seus gerentes em assembla (eral do l.de
marco correte, e refer las ao ano econmico
ue comecou em 25 de favereiro di 1860 o aca-
bou em 24 de igual mezdo present anno. v-se
que o movimento da caixa fot de 16356.849747 ;
que e trausfereocia de fundos entres praca, sede
do banoo, e diversas pracas nacionies e ostran-
gciras ebegaram a 6,087^879137 : que foram
Jl8"1*'1'18 2,240 letras na totildade de ris
1,1 JI:j93550; ue osemprestirnossobre penho-
res prezeram a quantia de 417:1139175 ; e que
a(S'ir2l^a?,e-"nid*8d<*s iepositanlts suinmram
4,o>o:4.9j9585.
O empreslimo que o banco lima contratado
com o governo paia as obras da saira do Douro
acha-se completo.
N* eo"' de ganhos o perdas appsiece o sold
de 76:2375030, permitliodo fazer-se um rateio no
2 semestre, de 5 porceolo, ou 109 Pr accio, o
qual reunido ao que fra eito no Io semestre,
P n t 7 e meio Dor ceul ou ^ poraccao.
i-7wviUZm,l0"S0 do 8*,d0 tesUnte a quantia de
lo 0009para o fundo de reserva e a porcentagem
concedida gerencia pelo regulamento do banco
sobre os dividendos, leon por dividir 8987S030
para azer frente a qualquer eventuahdade no
aono futuro.
A direccao fiscal, a quem compete pelo esta-
tuto do banco examiuar ascontas, approvou ple-
namente a gerencia da direccao.
O resumo do aaivo e passivo do banco vai no
um desta carta.
O banco Mercantil traz urna lamentavel pen-
lor...,-. ja4i,i.l u O. SduarUO llo.gr, 0011
instituidor, sobre .o quantum da retribuicao pelos
seus trabalhos. E queslao velha, e que o tribu-
nal de primeira ioslancia decidi que essa retri-
buido fosee fizada por peritos, os quaes anda nao
foram nomeados.
As tabellas de segurps de vida que flzersm par-
te dos trabalhos do Sr Moser para o eslabeleci-
mento do banco, aiada nao foram approvadas
pelo governo, por isso que o seu autor, em con-
sequenciada desiniellgencia que levamos dita,
j declarou que se nao preslava a dar os esclare-
cimeoios pedidos.
__ No Io do corren te leve lugar a abertura da ses-
sao ordinaria da junta geral do districlo do Porto.
O Sr. governador civil fez a leilura do seu ro-
tatorio que a avaliar polos que nos aunos anterio-
res primeira autoridade administrativa do dis-
triclo tem apresentado naquelle tribunal, deve
ser um trabalho importante e curioso.
O relatoriu costuma ser dade ao prlo, porra
s muito mais larde que tem poulicidade. Do
ullimo anno econmico Uzeraos as alguns extrac-
tos na carta de 26 de julho passado.
de algasia forma suavisar a dor que os alludidos
,a2J**f Jtossem causado.
^T.y**"* d'a at gosto do corrente
2**f P*** ? o*rtura da exposicao dos productos
?J??"*orlORue"' Promovida pela asso-
csaoaa Indostnal Portuense. Sio convidadas a
cacorrer \es\e torneio civilissdor do abalbo
e da laasdrsa ociedade seaeneure do Ble de
Jane a Filial da associseto Indestrial Port-
e?8 wnsgaua. Pode eoncorrer expoai-
;ao os prodactos das industrias fabril e mineira,
assim ciaoe 4t bellas artes e os de agricultu-
ra qee estejaesem relacio mais oa menos direc-
ta com a uatotria fabril, excepte osanimaes e
s plantas esa estado de vida-as materias vege-
taes e animase anda frescas e cnsceptiveis de
alleracao, as materias detonantes, e geralmenle
todas as subsUncias reputadas perigosas.
Os proJuct08 formarao duas divisoes distinc-
r** :, _** P^orfociw de inrfusirta, compre-
hende 7 grupos divididos em 27 classes ; e a 2*.
objettot de arte, consta d'um s grupo, e di-
vido em 3 classes. r
A" 1.a divisio, el. grupo pertencem as indus-
las que tem por objecto principal a exiracco
produegao das materias brutas: ao 2. as
ou
industrias q'ue tem por objecto especial)
prego das forcas mechaaicas ; ao 3. as industrias
especialmente fundadas sobre o emprego dos
agentes physicos, chimicos ou relalivos scien-
wa e aoenslno, ao 4." as industria relativas es-
pecialmente > profissoes scieolificas ; ao 5. as
manufacturas dos productos mioeraea ; ao 6.* as
manufacturas de tecidos: e ao 7.* movis o or-
natos, modas desenho industrial, impressio o
msica.
A' segunda divisao e nico grupobellas ar-
tes-pertence a pintara, gravura e llhographia ;
escultura e gravura era medalhas, e archileslura.
Haver um jury qualificador nomeado pela
Associacao Industrial Portuense, para julgare
avahar os productos que vierem exposicao para
os quaes, segundo o sen merecimento, ha quatro
graos de recompensas : medalha de ooro, 2o
dita de prata, 3o dita de cobre e 4o mencio hon-
rosa.
Sao isentos de direitos, quando lenhas de ser
reexportados, oe prodactos remettidos exposicao
pela sociedades madrepora do Rio de Janeiro, e
Filialide Barcelona; 00 caso, porm, de serem
vendidos pagaro os direitos respectivos.
A exposicao encerrar-se-ha no dia 31 de agoslo.
Trata-se de organisar nesta cidade ama socie-
dade anonyma por aeces de cem mil ris, para
edificar em ptlacio agricolo-industral e artsti-
co, de cristal, com o capital de 150:0009. para
cujo fim jcorrem i represaos os respeclivos pros-
pectos, Y
A ida muito digna de ser aceita, e a sua
realisaco seria mais um tituleWienroso para unir
aos que o Porlo j tem nos annaes da civilisacio
e do progresso deste seculo ; porm eremos que
os autores do projectado palacio de cristsl ho
de encontrar algumas difculdades, que aperar
dos seus grandes esforjos e boas desejos, lhes
nao seja dado vencer.
O prospecto avahando debaixo de dous pontos
de vista esta empreza diz, em primeiro lugar, que
o favor e bem que se faz agricultura, indus-
tria e arles, offerecendo-lhes um elegante e es-
picoso recinto, a abrigo das intemperies das es-
lacoes na qual, j em exposicoes parciaes e pe-
rennes, e j em exposicoes geraes e peridicas,
se provoque e excite a altencao publica sobro os
producto da trra, que melhor descobre seus
ihesouros aos que a cultivara ; sobre os artefac-
tos com que muilos delles sao moditados, ou
apropriados ao nosso uso ; e sobre as artes libe-
raes que apascentam e Ilustrara o engeuno hu-
muna; e acrescenta ero segundo lugar, que a
compensado do desembolso que exige obra lao
insigne e sumptuosa, e cuja compeosacao segu-
ramente ser alcaocada, porquaoto o palacio de
cristal vira a ser inallivelmente o reiuiez-vous
preferido de todas as classes sociaes. offerecendo
simultneamente recreio e nsiruccao.
O palacio de cristal comprebender :grande
gabinete de leitura, grande bazar e feira perma-
nente de brinquedos para creancas; harmonas
com grande orgo aproprisdo ao palacio, duas
yezes por dia ; concert* ao ar livre no parque e
jardins pelas msicas militares, bazar ou liloes
para asylos e outros estabelecimentos pios : jo-
gos de aguas; jardim de invern, flora extica de
aclimalaco; grande parque ou passeio publico
arborisado; proleccoes populares; muzeu agrico-
lo-industrial e artstico ; grande cafe ; escola po-
pular de canto, gratuita ; exhbses extrsordina-
nas; exposicoes agrcolas, exposicoes iudustriaes
e ciMusicura o.i,io em uws resrvados ; gran-
des concerlos reunidos, por convite s pbylar-
monicas do norte e aos professores ; grandes
restas nocturnas annuaea e grandes illumioacoes
a gaz, e finalmente, grandes bailes de mascaras,
etc.
O plano, como o leitor vera de ver, grandio-
so, mas precisa de um capital de 150 contos para
ser levado a effeilo, e os capitaes portuguezes,
para empreza de certa ordem, nio se prestara
fcilmente.
O projeclo de lei de qae demos noticia na car-
ta passada, para autorisar a cmara municipal a
cobrar as cootribuices indirectas, por ella legal-
mente eslabelecidas, no acto om que os gneros
tributados para consumo, derem entrada na ci-
dade, j lei no municipio do Porlo.
As coulribuices sao ao presente 11 ris em
arratel de carne, 180 ris em caoeca de boi, 80
ris em dita do vitella e de carnero, 100 ris em
cada couro, 200 ris em cada falo e 20 ris em
arroba de sebo.
Os pharmaceulicos do Porto reuoiram-se, a
exemplo dos seus collegas de Lisboa, para o lira
Masca vado do Maranhao 1(600 a 1/800. e a
mesma qualidade do Rio de Janeiro lj&OO a
19900.
O branco vindo de Inglaterra 1/980 a 11300,
?JL.m,,*caTag'0 da mesen procedencia 19100 a
9OU0.
lgodao.Entraran) 35 saccas de Pernambuco
a*flpttd0 a fardos de Liverpool
Houve pequeas vendas. Preces) 140 a 190 o
arratel havendo teadencu para elevacao, sois ha
poMutdores do genero qae exigen) por elle 160
O deposito clenla-se eo 120 saccas do Mara-
nhao e 116 fardos d'Ameriee. ^^
Arroz.ImporUram-se 4083 saceos da India
vindo por Inglaterra Tem prompta venda. O da-
quella procedencia obtem 4/150 a 51500, confor-
me a qualidade.
Do do Brasil ha falta completa.
Agurdenle.Entraram 118 pipas da iogleza,
e 507 da hespanhola.
A ingleza obtem, segundo os graos, de 1459 a
1808 a pipa, e a hespanhola 22'. 9 a 2409.
Cafe.Imporlaram-se 1214 saceos do Rio de
Janeiro na barca Santa Clara.
Do da Baha ha falta.
EfTecluaram-se pequeas vendas. Preeos, do
?l-a qualidade, 3/800 45OOO; 2.', 35550 a
39800.
A boa qualidade procurada, e na inferior ha
tendencia para baixsr o preco.
Couro*.Entraram : do Rio da Janeiro 2052
pela barca Silencio, 707 pela Santa Clara ; de
Pernambuco 1123 pelo Promptidio 11, e de Lis-
boa 1360.
As vendas consistirm era 4000 espichados do
Rio Grande de 230 a 240 rs. o arratel, 410 seceos
de Bihia do 190 a 200 rs., 500 salgados do Mara-
nhao de 175 a 165 rs.
O deposito em primeiras raaos grande, espe-
rando-se dentro em pouco lempo alguns carre-
gamentos. ,
Parinha de pao.Nao honre importacio.
As vendas sao calculadas em 270 saceos ao ore-
50 de 39350 a 3&600 o quintal.
Tem prompta venda para a qual influe a falta
do arroz de inferior qualidade.
Na alfandega exisiem 1150 saceos e 48 bar-
ricas.
ilelaco.Entraram 35 pipas de Pernambuco, no
Prompttdao 11; e 18 ditas do Rio de Janeiro, na
barca Silencio.
Continua a ter prompta venda, sustentando o
preco de 3# a 3400 o al mude.
Na alfandega existem 2700 almudes.
Gomma.Importarara-se apenas 10 barra do
Bio de Janeiro. As vendas foram 50 paneiros para
consumo, e 268 para Lisboa. Presos 1|500 a
19850.
Acges do Banco Commercial do Porto, no-
minal 2009, venda 2709; do Mercantil, norai-
mal 2009, venda 2669 a 2709.
Metaes .pegas portuguezas de 4 oitavas 79980
a 89aguias de ouro dos Estados. Unidos 189450
a 189520ouro cerceado 1S980 a 2oncas hes-
panholas I09 a 159100. ditas araexcanas 149100
a 149240pesos hespaohoes 940 a 950, ditos
mexicanos 930 a 955patacas brasileiras, anti-
gs, 920 a 950, ditas, novas, 880 a 920sobera-
nos 49490 a 495O0.
Papis de crditolnscrip;5es com coupons
48 p. c, ditas de assentamento, sao procuradas
a 48papel moeda (amigo) 24.
Cambios sobre Londres a 60 d. v. 54 a 54
1/4, 90 d 54 3/8 a 54 3/4 ; Hamburgo 60 d. 47
1/i a 48 ; Amsierdam. dem, 42 a 42 1/2; Paris
90 d. 529 ; Hadrid 10 d. 935.
Eotraram no Douro :em 4 de margo as
barcas Silencio e Sania Clara, ambas do Rio de
Janeiro por Lisboa,em 6 a barca Novo Tenta-
dor do Ri de Janeiro.por Lisboa.
Sahiram :em 3 de margo a galera Cam-
poneza para o Rio de Janeiro ;em 4 o patacho
?oa flota para o Para, e a barca Adtlaide para o 1
Rio de Janeiro,em 10 a barca brasileira Bri-1
ihanie para o Maranhao, a galera Amizade para o
Rio de Janeiro, o a barra Palmeira para o Para.
cros animsm os introductores ; que agora mes-
oto a goverao hespaohol mendou construir des-
goletos de hlice para vigierem as costas da Iba
de Coba; qae j u'outra oCcasiio se dirigiram
Hespanb. iguaes increpages e o governo ingles
navia reconheeido a sua ioiastica, e que n'etta
coxuuoctura aoaaUcer eanoamo tn,fra ssaej
rio competente do governo hesponot neo Unh
cnegsdo e enamnaicagan ees qae lord Palmers-
too disse que se haviam dirigida i Hespaeha
Phrases seaelbaatea s darissiaaae pala.ras por
elle proferidas; por quaalo. se o governo tftes-
e^ecebido tal eammuakacio, l-U-hia darol-
0 Sr Goaaales Bravo agradecen aa gowne-, e
exaltou naei*. ianeia^o com indlgasiada as
palavrae do ministra ingles.
Chegou A Madrid o Sr. Morfori incumbido de
comprar e mobiliar urna casa para o duque de
valenda, sera qne por isso deva entender-ae
que est prximo o regresso do general Nar-
_.. 'Jo de saude da rainha mii (D. Mara
t-nristraa) nao lao asausiador como a principio
o divnlgou em Madrid. Coroludo carias fide-
dignas de Roma referem que esta senhora soffra
um torte ataque de ictericia, consequencia de
seus graves padeesmentos moraes.
O desgragado Nieto Imaz. culpado de atleotar
contra a vida do presidente do cooaeloo, falle-
ceu is 3 horas da tarde do dia 2, no hospital
A autopsia do cadver mmlfestou que elle ti-
nha estragados os pulmes e quasi em estado de
suppuraeao, e aprosentoa outras indicaces etn
vista daa quaes pareca quasi impossivel como
ames viva. .
No coogreseo leu-se ama eommuetcagao da
que s. M. C. e real familia passariam pare Aran-
juez no da 23.
No congresso urna queslao movida pelo Sr:
iagosla produrio explicaces do governo sobre
a sua exposigao e opinides relativamente aos
assumptos da Italia, sustentando o governo a
sua neutralidade. e
Nao certo que no dia 22 do mez passado so
uvosse assignado nevo e definitivo convenio com
Marrocos ; porquanlo interpellado o governo na
sessao do congresso de 25 a este respeito. res-
pondeu o presidente do conselho que nenhum
convenio existia assignado, mas que esli ajus-
tado que o governo marroqoino depois de entre-
gar cinco milhoes de pesos duros Hespanha
alm de sete milhoes que j entregara, se obri-
gar ao pagamento do resto da indemuisaco
pela roetade do rendimento annaal de seas al-
fandegas, as quaes assistiram para esle enVito-
delegados hespanhes.
Alm disso. o governo de S. M. C. vai levando-
acabo a fortiflcago avangada de Ceuta, e em
breve sahna um navio do armada conduiindo
oiciaes competentes para designarem o sitio
mais apropriado ao estabelecimeoto de pesceria
em Santa Cruz la pequea na costa occidental
do imperio raarroquiuo.
Participages aulorisadas de Paris chegadas
Madrid, diiera que em virtude das observacoes
fetas pelo embaixador francez e juavez, esto
maoifestara-se disposlo a dar completa aatis-
fagao a Hespanha, comegaodo por demiltir o
ministro dos negocios estrangeiros que assigora
o cilicio de despedida ao Sr. Pacheco-
Em consequencia disto, consta que regressa S
Hespanha o Sr. Pacheco, deixando no Mxico-
um encarregado de negocios hespanhol.
Consta que o ministerio romano lazii grandes
esforgos para que o general carlista Cabrera, se
ponha frente doexercito do Papa, e acrescen-
la que Cabrera aceita o compromisso, e intenta
orgaoissr ama legiao hespanhola com os restos
despersos do carlismo, para o qae euviou seas
agentes Franca. Blgica, Allemsnha e outros
paizes onde vivem os seus antigos subordi-
nados.
I.
a negocios de expediente, e a trabalhos em cora-
ra isso es.
O Jornal o Purgatorio, que por vezes ha ag-
gredido o Sr. Sobral, commaodante da guarda
municipal do Porto, tem ltimamente insistido
em pedir ao governo a sua demisso, porque o
Sr. Sobral nem desiroe pela imprensa as graves
aecusaces que lhe ho sido feilas, nem recorre
aos Iribunaes para desafiroular a sua honra gra-
vemente comptometlida.
Anda ha pouco o citado jornal, dirigindo-se
aaSr. ministro do reino lhe diz entre outras
amabilidades : que o Sr. marques de Loul
nao pode continuar t merecer o respeito de nin-
guem. O homem que calca aos ps todas as leis
da honra e do decoro, s merece desconside-
ragee.
O ministerio nao se lava da nodos de corrup-
go, que lhe vem com esta-questo do comman-
dante da guarda municipal do Porto. Nao sao
corruptos s os que fazem jusliga pordioheiro.
Corrupto o ministro que atiende aos pedidos
dos amigos, e deixa por isso de fazer justiga.
A aspereza da lioguagem, e o azedume da
phrase bem mostram o empenho com que o jor-
nalista aecusador pretende obter a punigo do 'ho-
rnera que elle tem denunciado de levar pelo uni-
forme s pragas de pret da guarda municipal,
mais do que a despez feita cm o mesmo ; de
trazer alistados individuos que nio fazem servigo
o que nem se quer teem fardamento militar; de
n'aa IIp. don ",VkVVT^ *1T" *"" a,isUr os flln8 de alguns offlcaes nicamente
6 7Wai PP apparece a **....... Pa Perceberem o sold, e de mutos outros a-
vlJZr a v busos e arbitrariedades,
rt.a hi ff a,deKClf,raCa Por1unaTnd-DOs! Sem podermos avaliar bem o fundamento de
d manraS d.' *- '* "C qUe '"'"i' I ^^ aS accus4Soe8 <**" o Sr. Sobral, todava
pode alguem, movido certo que algumas das increpages que se Ibefa-
rouco inleresse teem ofierecido, poreraquaoto, | do eleger urna commissao que deve fazor as cas-
as sessoes da junta. Quasi queso tem limitado : Ucages reguladoras para a distribuigao do ira-
dos mappas da alfi
pela curiosidada azer confronlagao dos a _
riamos, e attribuir-nos erros que nao commet-
lemos. Jt -as
Deixando o incidente, attiSaamos. o nosso
tesumo. ass
O genero mais valioso de.exportaaj Jao Porto
6 o vinho. -JV
A elle pertence a importante cyjEatii de......
4,427:0749075. Ocando para Aviabpelss outras
mercadorias exportadas 2,295:2259905.
V-se do mappa comparativo de exportagio
que os vinhos saludes pela barra do Douro
excederam em valor es do aonv econmico
anterior 1,447:835#000, e nos direlG...........
19-95t980. fc
Pode objectar-se que esta differenga provm do
preco elevado a que tem subido o vinho pelas
causas, bem sabida*vde lodos,porm nao assim,
porque no anno econmico de 18581859 expor-
taram-se 17595 pipas e no seguinle 25909 resul-
tando a differenga a favor do ultimo de 8312.
As naces importadoras deste genero em maior
proporgo forama Inglaterra, em..............
3,643:773*340, o Brasil em 381:1009645. os Es-
tados-Unidos em 65:1549250, e a Dinamarca em
34:3929005, iocluindo em todas estas verbas os
direitos.
Na classe 2*. animaei, foi exportagio do
valor de 3039028900, o os direitos 1:5199510,
excedendo a do anoo anterior no valor de.......
47:147f000.
zera teem fortes indicios de'probabiiidade. Ve-
remos era que tica esta queslao, queja agora nio
posto industrial langado aos pharmaceulicos des-
ta cidade.
Tem havido motlns populares em algumas Ier-
ras das proviocias por causa dos tribuios. Se os
cheles das fraeces polticas do partido liberal
nio tivessem tomado o bom rumo de s fazer vi-
gorar a3 suas opinides pelos meios conslitucio-
naes, a occasiio era propicia para o appello das
armas.
O Viriato, jornal de Vizeu, diz que no dia 2
do corrente cahio sobre Castro Daire urna forga
de populares com o fim de deslruirem os papis
da repariic.au de fazenda. Nao conseguirn) o
seu intento, porque um destacamento do 9 de
infantaria, que se encaminhava para Lamego,
chegou inesperadamente, e a sua presenca (-los
debandar. Parece que a forga de populares era
superior a 200 homeos
Nao houve insultos, nem excessos, quer por
parte do povo, quer pela da tropa.
Em S. Pedro do Sul tambem se preparara urna
demonslragio do povo contra os tributos, porm
foi evitada pelo bom senso das pessoas influentes
desta localidade.
Desde a ultima vez que fallamos 00 tbealro ita-
liano, tem all havido cousas do arco da velha.
limas vezes es clculos econmicos e financeiroa
do emprezario, outras vezes as exigencias, nem
sempre justas, d'uma parte da platea, e anda a
intriga de bastidores e o estoui-ameno da rapa-
zeada, teem dado ao theatro de S. Joio, em al-
gumas noiles de espectculos, as apparencias de
circo de cavollnhos. Ante-hontera noile as im-
mediages do iheatro ofiereciam o aspecto de urna
praga assediada. As autoridades quizeram preve-
nir um espectculo que nio eslava nos cartazes,
mas que es peridicos linham aonuociado oas no-
ticias locaes Era urna estrondosa e infernal pa-
teada para a qual os estudantes da polylechnica
se haviam conluiado, em consequencia da prisao
P.T1, !''-a lf POtUT\ 1ue 8ufffam tres dos seus collegas, por causa
Jt2Z 1 RaA Penodl" Iweleico. tem des- dos grandes destemperos por elles praticados no
pedido algumas descarga, elctricas contra o Sr. espectculo anterior. Aa autoridades consegui-
.V-2 a ""P^'^o deslas desear- ram o seu fim, mas para isso foi preciso reforcar
gas formadas n urna atraosphera desmasiamente a guarda do theatro. estabelecer patrulhas de ca-
ulo, os seus effeitos sao mais vallara, e por em pralica outras medidas energi-
para rir do que para aggravar.
No eotanto nio o iotendea assim o corpo de
commercio da praga do Porto em referencia ao
que este ullimo peridico escrevera a respeito do
Sr. Joaquim Jos Alvares de Paria, juiz de pri-
meira instancia do tribunal do commercio desta
cidade. Urna maoifestagao assigoada por duzen-
tos e tantos respeilaveis commercuntes foi en-
tregue por intermedio de urna commissao, na
secretaria daquelle. tribunal, ao digno e probo
juiz injustamente aggredldo. Nesta maoifestagao
se diz qne oa negociantes na mesma assignados
hio sido testemunhas durante muilos annos, do
procedimenlo esclarecido, recto e iolegerrimo do
Sr. Alvares de Paria no desempenho das suas ar-
duas funeges, e que tendo visto com profunda
magoa alguns escriptos que se teem publicado,
e cuja condemnagio estara na indignagio que
elles leem prodazido no publico, que justamente
os acoima de calumniosos, jolgaram por isso do
sea dever dsr ao dilo juiz um publico lestemunho
da sua elevada consideragio, esperando que este
leu proceder conscieocloso e espontaneo poderse
cas de polica.
A causa de todos estes transtornos de cabeca
tem origem na primazia que ana querem dar
moderna dama Briol, e outros Donati.
O movimento do mercado durante o mez, em
referencia aos generes abaixo mencionados foi o
seguinle:
Assucar.Entraram 1890 saceos e 15 barricas
do Rio de Janeiro ; 290 saceos e 7 barricas de
Pernambuco pelo brigue Promptido II ; 1142
saceos de Inglaterra, e 20 caixas por Lisboa.
Venderam-se 20 caixas mascavado do Rio ; 800
saceos branco e mascavado de Pernambuco; 107
caixas e 90 barrica, das duas referidas qnalida-
des, di Babia ; 120 saceos masesvado do Mara-
Resumo do actiuo e passivo do Banco Mercantil
Portuense em 23 de fevtrtiro ie 1861.
Activo.
Exateocia em dinheiro metlico.. 456 288JJ959
Letras descontadas e a receber... 791:3749647
Emprestinios sobre penbores..... 145:2739595
Acges di companhia Utilidade
Publica......................... 9:1809000
Movis e utensilios............... 953|U0
I* rnp-tmo ^.. orno > vbia
do Douro....................... 57:2509360
Empreslimo ao governo para as
obras da barra.................. 121:6009395
Apolices em ser.................. 152:2009000
Diversas liquidages.............. 22.5209532
Devedores em Lisboa e as pro-
vincias......................... 54:648g208
Devedores no eslrangeiro........ 960:9139762
2.772:2039488
Passivo.
Capital actual do Banco..........
Diversos depositantes.............
Obrigages do Banco a prazo.....
Notas em circulago..............
Amorlisago do empreslimo para
o Douro........................
Amortsagao do empreslimo para
a barra.........................
Juros de apolices vencidos e por
P'gar...........................
Dividendos a pagar...............
Fundo de reserva................
Reserva para garanta de crditos
duvidosos......................
Ganhos e perdas..................
1,300:0008000
872:443.420
121 2779074
366:6199000
9989235
1:6784315
6329000
3-3699000
11:3659915
17:5839499
76:2379030
Porto e Banco Mercantil Portense,
fevereiro de 1861.
2.772:2039488
cm 25 de
DIARIO OE PERNAMBUCO-
]Ic*panha.
Lisboa, ii de margo.
Publicou-se a lei, sanecionada pela rainha,
facultando ao governo um crdito de 16 milhoes
de reales, para prover de remedio as perdas os-
casiooadas pelas inundages em difiranles pro-
vincias ; desta somma deslinam-ae 6 milhoes pa-
ra soccorros aos que por essas desgragas cahis-
sem em pobreza, facilitando-se os 10 milhoes
restantea, como empreslimos tem juros, pagaveis
dentro do prazo de oito annos, quelles que pelo
mesmo motivo se vem imposibilitados de con-
tinuar seus trabalhos.
A ordem publica foi temporariamente pertur-
bada por alborolos|em Vigo e Pontevedra, mas
em breve se reslabeleceu a tranquillidade.
Na cmara dos senadores, em sessao de 5, D.
Jos Concha pedio a palavra para urna tnterpel-
lagio ao governo sobre os aggravos inferidos
nagao hespanhola por lord Palmerston as ca- seus direitos
maras inglezas, afim de que o ministerio dsse
as explicagoes convenientes, accresceotando que
a explicara, se o gabinete eslivesse preparado
para responder.
O presidente do conselho de ministros declarou
ue eslava promplo a dar a resposta ; e o Sr.
oncha explicou a interpeliagio, dizendo que
sempre teem sido offensivas as palavraa de lord
Palmerston, quando no parlamento brilaonico se
tem tratado da ilha de Cuba ; mis agora o sao
mais, inculcando que somonte a Hespanha por
fraqueza ou incuria conservou a esclavatura em
Cuba, nio tendo feito mengo dos estados ame-
ricanos do sul, que tambem a conservera e muito
mais repugnante e gravosa do que em Cuba, on-
de o trauco se faz em navios anglo-americanos e
com a bandeira americana vista de todo o mun-
do. Na Cuba se emancipam cada anno dous mil
escravos, e nao pode abolir-se o trafico por ora,
porque prejudicaria os ioteressea da colonia, pu-
dendo nicamente substituir a esclavatura ame-
ricana a emigragio china. Comparou a admi-
nistrago ingleza nss suas colonias com a hespa-
nhola as Antilhas, e julga que o rencor de lord
Palmerston contra a Hespanha tem por causa o
estado florescente e prospero de Cuba, produc-
tora do assucar que tanta inveja despert aos in-
glezes.
Osjornaes, dando este extracto ultima hora,
ainda nio podiam referir a reaposta do ministro.
Porm, tendo-se suscitado igual incidente por
parte do Sr. Gonzalos Bruno, j o presidente do
conselho, que tambem ministro do ultra-mar,
As cartas e jornaes da Europa, de que foi por-
tador o Tyw alcangam : de Londres 8, de
Hamburgo 5, de Bruxellas e Paris 7, de Hespa-
nha 12. do Porlo 11, e de Lisboa 12.
A siluago da Italia depois da capilulagio do
Gaela, e da approvagao do projeclo aprestando
s cmaras italianas, para dar Vctor Emmanuel
o titulo de re da Italia, nio tiuha mudado de-
ri j- ..hiua ds uttiuiu paquete aa nuropa. as
cidadellas de Messina na Sicilia, e de Civiteila
del Ironto nos Abruzzos, nicos reductos onde
anda ae conserveva o poder napolitano, acbavara-
se sitiadas pelos piemonlezes comraaudados por
Ualdini e Mazzacapo.
O general realista Fergola que commandaaci-
ddella de Uessina, nao se prestara entrega da
cidadella, e respoodeu inlimaco feila pelos
piemonlezes, que coosiderava anda que Francis-
co II tinha os mesmos direitos que quando esla-
va no throno de aples, e que se o seu sobera-
no tinha sido Irahido por muitos, elle quera
mostrar que sabia defender a sua causa. Espera-
va-aeque comegasse o fogo contra esta praga no
da 10 ou 15 de margo ; a cidadella bem forti-
Ucada e lem vveres e muoigoes para mais de
quatro mezes, mas alguns desertores de Messina
declararam que ae esperaran maoifestages da
parte da guaroigio da praga para obrigar o gene-
ral Fergola render- se.
Civiteila est situada em urna monlanha inac-
cessivel, mas os engeoheiros piemonlezes eons-
truiram bailaras de mosleirns, em pontos taes
que o seu fogo nao pode deixar de iocommodar
muilo os defensores.
fogo j comegou, havendo alguns estragos
mas pouco consideraveis.
Os soldados (napolitanos prisioneros em Gaela
serio internados as ilhss situadas entrada do
golfo da cidade de aples, e serio postos eox
liberdade s depois de terem capitulado as duas
cidadellas, segundo as condiges da canilu-
lagao. r
Alguns jornaes lem transcripto urna circular do
ministro dos negocios estrangeiros de Francisco
II, dirigida aos representantes daquelle soberano
no eslrangeiro, para lhes annunciar que a praca
ia capitular. ^
Neste documento indica Casella as razea que
apnal decidiram Francisco II cessar a sua in-
sistencia intil, dando evidentemente entender
que censura o procedimealo de Cialdini que se
recusou suspender as hostilidades, em quauto
durarsm as oegociages.
Ainda se uio sabe com certeza onde Francisco
II se ir estabelecer, anda que so tem dilo que
tenciona dirigir-se Baviera.
Entretanto a Agencia Reuler annuncia que
Francisco II permanecer em Roma em quanto
durar a oceupagio franceza.
Assegura-se que Francisco II, dirigir dentro
em poucos das todas as potencias um memo-
rndum, no qual protestar querer defender os
perante o congresso, que possa ser
nhao, e 115 saceos e 10 caixas do vindo de Ingle- tinha declarado que a Hespanha compre religio-
p** !.-*-. 1 aamonle o traUdo de 1835 para a supsreesao do
u oSLv a.ni?de Qualidade, de Peruana-, trauco negreiro ; que o proprio governo inglez
Su. -SK0 aJ$T50*-de 2 ^^ 8 28500,-de tinha confessado, era urna communicagao de 4
i. zgzoo a 2J350; e o inferior 29 a 29IOO. de Janeiro, que oa cruzeiros hespaohoes linham
mascavado obleve de 19700 a 1*800. eito varias presas; que este trafico se faz hoje
ie^DCiJr*n "hl" ,800 a 1|11900' e majeaTadojem navios dos Eatados-oidos; quo a suppres-
jjjow a 190W. ] jj0 total jmpossivel, porquanlo, os grandes lu-
convocado para regular os negocios da Italia.
Haver porm esse congresso ? Quando ter lu-
gar a sua reuoiao ? Ha ainda alguem que espera
pela reuniio de tal congresso, e quo mesmo es-
pera muilo dos resultados delle favor da causa
italiana, mas ha ainda muilo mais quem descon-
fie da sua reuniio, e com muito boas razea.
Algumas cartas de Roma contara a recepgo de
Francisco U aquella cidade. Francisco II era es-
petado fra de Roma por muilas pessoas nota-
veis, e pelo corpo diplomtico, maa demorndo-
se muito foram lodos espera-lo no Quirinal.
Chegou all 1 hora da noile do dia 15, e foi
suachegada muilo festejado.
Sua Sanlidade ordenou que o servigo de honra
aos aposentos do rei e da rainha fossem feitos
pela sua guarda nobre. O papa visitava Francis-
co II no dia 17 s qualro horas, demorando se
juntos uns tres quartoa de hora. A' sabida foi
Sua Sanlidade vicloriado pelo povo que ae acba-
va reunido na praga de Quirinal, dande-se depois
vivas ae rei e rainha.
Urna partida de insurgentes capitaneada pelo
conde de Ghrsten atacou os voluntarios italia-
nos em Caraoli. O resultado do ataque nio foi
fa v ora vel aos voluntarios, tendo estes de retirar;
diz-se que foram soccorrldos' pelo coronel Msz-
zi, e major Viscentini, que lomando a offeosiva,
obrigaram fuga os iasurgentes, depois de lhes
haverem causado grandes perdas segundo dizem
os despachos.
Em Na polea, reina a tranquilidade. Tem appa-
recido porm alguns paaquins reclamando a au-
tonoma, e lem circulado impressos coaira o no-
vo governo. O principe de Carlgnan, decretou a
suppressao das communidades reiigiosaa, e esta
medida deu lugar alguna disturbios, que os
reaccionarios prelendem fazer sobresahir favor
da sua causa. Logo depois de promulgada a or-
dem. o povo agiopou-se ao difiere&les pontos e
dirigio-se aos conventos, com o fim de tirar al-
"I~
ill PCX/FI
rea



r
ujuo tm nMMwwp. a*Biux> *> Manco di imi.
=E
(9
%mjpr0Te,l di "dld* adoptada ; mas auto-
ridade constituida, juerendn evitar os inconve-
nientes jne deviam resultar de semelhante el-
tacao, ordenou que os conrelos (ossem occupa-
aos pela guarda nacional a pela guaroieo pie-
monle*. Tajs qserlam algias csrresponden-
tes infenr que o poro se tinha manifestado contra
* ** do 'ice-rei, quando todo o deixa suppor
,* (Ara bem acalhido, mas que appareccu, co-
sas esa laes occasl&es costuma apparecer, qaem
qutaosse approprivr em proreito proprio dos
trensdae communidades.
A eamara italiana Totou, como j dtssemos, o
projecto concedendo o titulo de rei da Italia ao
rei do Piemonte.
Urna folha de Milo declara que o conselho re-
solver que, nao obstante O sen noro carcter, o
rei nao tomar o titulo de Vctor Emmanuel I,
mas que conservar o de Viclor Emmanuel II, a
eiemplo do qoo pralieou uu sea antecessor Vc-
tor Amadeu que trocando o titulo de duque pe-
lo de rei, continuou a chamar-se Vctor Ama-
dea II.
Vctor Emmanuel receben a deputago que em
nomo das senhorae de Tarim lha offerecea una
corea, comprada par meio de urna subscripco
entre as damas d'aquella cidade.
A deputago era presidida pelo conde de Cos-
silla, syndico da cidade, e pela marqueta de Ad-
da, esposa do gorernador.
A exposigo (o lida em alta ror, e Vctor Em-
manuel agradecen cordealmente deputago, in-
eistindo muito no apreso que fazia de to lison-
geira demonstrago por parte de urna cidade co-
mo-a de Turim, da qual se gloriara de ser cida-
do.
O rei dirigio-se depois marqueta de Adda e
demais seo horas que a- cerca vara, manifestando a
todas a sua gratido, e satisfaco que Ihe cau-
sara a man eir porque as ra associar no seu tes-
temunho de adheso cansa da liberdade ita-
liana. Viclor Emmanuel mostrando quanto deria
aos poros da Italia pelas repetidas demonslragdes
do sea amor, despedio-se da deputago, que se
mostrou su almamente lisongeada pelo acolhi-
menlo que leve do soberano.
Lord John Russell tratando na cmara dos
communs a respeito dos negocios da Italia dase
que os excessos que se censuraram s tropas sar-
das, erara nicamente actos de repressSo, e de-
bidos s atrocidades que anteriormente havian
sido coinmellidae pelos insurgentes.
O despacho qae leu na eamara mostra a in-
fluencia que a queda de Gaeta dte ter para o
restabelectmento da ordom, e mostra lambem a
esperanza de que a Italia meridional ha, de den-
troem pouco gozar da mesoia tranquillidade que
goza a Italia central.
Vu nnramente ser restabelecidas as relages
diplomticas entro o gabinete de Turim e o de
Paris; o embaixador pternontez dentro em pouco
iroecupar o seu anligo lugar na capital do im-
perio ; nao pnrem provarelque regresse Tu-,
rim Mr. de Talleyrand, por laso que a sua posi
Qao na carreira diplomtica nao anda bastante
elerada, para que possa desempenhar o cargo de
embaixador. Naturalmente ser substituido por
Mr. Benier, que em iples eslava encarregado
das fuoccoes deste cargo.
A opposic.o do senado francezapreaentou urna
emenda ao projecto da resposta ao discurso da
cora, tendente a sustentar ideas farorareis ao
poder temporal do Papa. Esta emenda foi rejei-
tada, mas por pequea maioria, o que prora que
o espirito da cmara nao inteirameote farorarel
fis ideas unitarias, qne o imperador tem manifes-
tado na questao italiana.
Um dos membros da eamara inlerpellou o go-
verno sobre a couserraco das torgas fraocezas
em Boma e nos demais estados pontificios, pro-
curando saber se elle tenciona retirar j essa for-
ra ou se se propunha marcar um prazo para es-
sa retirada. O governo imperial nao se prestou
a responder, o que causou grave impresso, por
que este modo de proceder parece querer incul-
car o proposito de allastar as tropas imperiaes dos
estados da igreja, seguiodo assim as ideas sus-
tentadas no folhetoque ltimamente se publicou.
Telegrammas de Vienna declaram que o governo
austraco esi resolridu a fazer oceupar Boma
cora as suas tropas, no momento em qua os Fran-
cezes deixera aquelle paiz.
Alguns jornaes de Paris fallara em urna nota
que o governo franco', dirigi a todas as poten-
cias calholicas, declarando que a oceupago de
Roma pelos Prancezes tem por Gm proteger a
pessoa e a independencia da cabera espiritual da
igreja, e que essa oceupacao se prolongar al
que as poleadas e a Santa S (eoham regulado
de accordo os intresses que esto ligados nesla
questao importante
O Times publica um extenso artigo demonstran-
do que a presenta das tropas trance as, esta tan-
to em opposico com os desejos da Italia, como
com os rerdadeiros inleresses do papado.
O Morning-Post acompanha aquella folha, para
manifestar a coviccao cm quo est de que o es-
tado de cousas, tal" como existe em Roma, um
obstculo ao rcgulamento definitivo dos negocios
da pennsula. Alm disso parecc-lho lambem um
escndalo para a Europa civilizada, assim como
um ultrage feito humanidade. Ao jornal iu-
glez parece impossirel que esta siluaco possa
durar por muito lempo.
C partido democrtico do senado francez lam-
bem apresonlou urna emenda, aflm de introduzir
reformas radicaes no actual rgimen poltico. Pe-
lo que se doprehende de um lelegramma de Pa-
ris, quer-se a reforma da le de imprensa era ri-
gor, para assim se garantir a liberdade do es-
criptor, que o complemento da liberdado de
pensar.
O corpo legislativo roclama lambem melhora-
mentos as lea municipaes, e a le de seguranza
geral, tambem se comprchendu na emenda.
Correspondencias do Boma dao a entender que
n'aqu-.-lla cidade era to grande a agitacao que as
autoridades pontificias, assim como o general
commandante do exercito francez, tinham sido
obrigadas a tomar medidas extraordinarias para
evitar, que rompeudo alguma uiauitesiago, che-
gasse a proclaraar-se Viclor Emmanuel,
O general (Joyn fez publicar urna ordem do
dia, na qual censura as publicares e demonstra-
oes da commissao nacional estabolecida naquel-
a cidade ; o general regeita as felicilagoes diri-
gidas por essa commissao ao exercito francez, e
recommenda aos seus soldados que se nao enrol-
vam nos tumultos.
Esta ordem do da nao produzir bom effeilo
cas disposices ero que se acham os Romanos,
principalmente se for rerdade, como se affirnia,
que se preparam para proclamar a soberana de
Vctor Emmanuel, convidando-o a dirigir-se
liorna. Se esta noticia se verificar qual ser o
procedimenlo do Goyoo ? Mandar prender os
membros da commissao directora, quando se
tem dito que elle est nicamente encarregado de
vigiar pela seguranza peasoal do Santo Padre ?
lia urna ora complicarlo entre o governo de
Turim, e a curia romana. O Sanio Padre nomeou
um arcebispo para s vacante de Milo, som
que precedesse, como estar eslabetacdo na ul-
tima concrdala, a necessaria presentarlo. Esta
circumslancia deu lugar a que o gorerno pie-
monlez uxpedisse ordena para Milo para que o
cabido e ni ais autoridades, assim civis como ec-
clesiasticas nao recontiecessera o arcebispo, nem
cousenlissem que elle toraasse posse ou exer-
cesse jurisdicau, determinando ao ruesmo tempo
que nao fossem reconhecidas as bullas de nomea-
$o.
Na Ilungria toioam algumas corporaces a
mostrar-so hostia ao gabinete de Vienna. Este
estabeleceu o estado de sitio n'alguns pontos
daquelle paiz, o que produzto mo effeilo nos
nimos irritados dos poros, A dieta hngara de-
ve-se reunir no dia 2 de abril, em caja- abertura
dere achar-se presente o imperador ds Austria.
E' ento que ter lugar a coroacao deste como
rei da Hungra, assim como a etaigio e a discus-
sao de leis muito importantes. Paraca qae a iu-
surreicao hngara seacha adiada, e j nio ter
lugar nesla primavera, devnndo esperar-se que
as circunstancias da Europa ofarecam ecasio
mais opportuna. Paraca ove feto ata ligado com
a suspenso de ataque coa isa Vonaza -por Gaii-
baldi. 0^>T
O governo austraco trata de atllrar es traba-
lhos que emprehender para por em astado de
defeza as Oifferentes fortalezas do reino, e expe-
didlo ordem para que aa obras continen! da dia
e de noite. Nao s a Austria quem fazos seus
preparativos d guerra. A Inglaterra continua
a fortificar a loda apressa as suas coala; guar-
nece e fortifica Pater, Papin, Scowslou. Bulwsl,
e Thom, em somma em todos os pontos da cos-
ta onde se poderla temer um desembarque, A
A Dinamarca, oSo obstante o catarle conciliador
que lomant os seus negocios, nao deixa de pro-
ceder aos seus araameiitoi uavaas.. A Prussia
trabalha constantemente na lahricac&o de arti-
Iheria do doto systema. As fabricas de Sora-
oerdan acabam de preparar, SO jnil espingardas
para os ceotingentes de Saionia-Weimar, Od-:
bourg e Waldek, Hamburgo e Lubeck. 0 fia-
norer nao Oca atraz. Uaveado oa fabricantes do
paiz declarado que nie podiam ter preparados no
prazo marcado os projectis eacooimeodados, o
gorerno msndou proceder ao seu fabuco no ea-
Uangeiro. Todos estes preparativos de guerra
nao sao solidas garantas de paz, maa acrediu-se
com bons fundamentos que a paz geral da Euro-
pa nio ser alterada.
Um jornal allemo escreveu que Koisuth que
est residindo em Londres, fizera ltimamente
imprimir uns ttulos a que cbsma notas io banco
Kossuth, no valor de trila mlboes de florins
austracos. Em couaequenca disto o embaixa-
dor austraco em Inglaterra dirigio-se a Lord John
Russell; o ministro britmnico consulton o adro-
gado da coroa e este magistrado depois de pen-
sar maduramente declarou, que nenhuraa le in-
Sleza se poda oppor impressio das olas do
anco Kossuth. Este fcto multo significativo
no momento em qne a agitarlo da Hungra se
mostra todoa os diaa mais ameacadora.
J ha alguna pormenores sobre aa manifesta-
cOes que tireram lugar em Varsoria ao dia do
a un i versa rio da balalha de Grochow. batalha da-
da pelos polacos conten os russos ha trinta an-
nos. No dia 25 de fererere o poro reunido le-
rsntou a bandeira nacional, cujas cores sao bran-
cas e escarales. Interveio a torta publica e na
lula morreram oito ou dez pessoas, havendo
bastantes (eridos. O povo dirigio-se casa do
cnsul de Franca, em frente da qual collocou os
cadveres dos morios, dando vivas a Napolefto,
e pedindo o auxilio da Pran;a. As autoridades
empregaram segunda vez a torca armada para
dispersar a muliido. Quando a 28 tere lugar o
enterro das victimas, bou ve urna maniteslaco
a que concorreram mais de cem mil peaseas.
Depois de estabelecida a ordem, o poro fprmu-
lou urna pelicao em que pedia a autonoma do
paiz e o restabelecimento da constituicao de 1812.
O procedimenlo do prncipe de Gorstcbakoff ues-
te assumpto nao foi muito agradarel ao impera-
dor Alexandre.
Diz-ae que a Russis so oceupa da confeceo de
urna constituicao, cujo principal elemento ser
urna assembla em que estejam representadas
todas as prorincias do imperio.
Nao ha durida alguma em que na conferencia
que se reuni em Paris se coneignou a pensa-
monlo de continuar a oceupaco das tropas fran-
cezas na Syria al o piimeiro de malo. Assim o
declarou lord John Russell na cmara dos com-
muns,- e se se nao chegou a tomar disposiclo al-
guma neste sentido porque se conheceu a ne-
cessidade de fazer certas communicages para
Constantinopla.
As ultimas noticias rindas desta cidade produ-
zir urna grande seosacao no mundo comtnercial,
assim em Londres como em Pars. Naquelle
paiz que lula com incrireis difficuldades, rr.os-
trara-se imminente a quebra de algumas casas
notareis, parecendo inevitarel a creago do pa-
pel moda. A posigo de imperio ottomano
mostra-se todos os dias msis uieiiudrosa; a si-
tuago Qoanceira do imperio lameolarel, e as
diQiculdades administratiras, dando animo aos
parlidos extremos produzem um pnico geral. e
encaminham as cousas para urna dissoluco.
A Russia conserra para all filos os olftos. A
reunio do exercito rnssiano em Sities inquieta
os turcos o promore desconfianzas que parecem
ser mais ou menos fundadas.
Parece que a Inglaterra ra recomegar as nos
lilidades contra o Japo ; o gorerno inglez pede
indemnisaQes ao japonez por alguns actos de
violencia que se dizem pralicados contra subditos
britaunicos. All pelas leis do paiz, prohi-
bido dar tiros, a alguns inglezes que forara in-
timados neste sentido quando andaram caca,
quizeram disparar, ou dispararan) effecliramenle
contra a polica que fez a intimacao. O gorerno
inglez exige indemnisacoes que provarclmente
apoiar por meio da (orga, anda que nao pode
deixar de reconhecer que nao approreitou um
pretexto justo nem ptausirel.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Nos informam que ha nesta cidade um indivi-
duo de cor preta, que costuma a inlroduiir-se
furtivamente as casas de mulheres de m rida ;
das quaes subtrabe o quo pode harer, alm do
por meios violentos obter d'algurnas concessoes,
que o pudor manda calar*
Este fado ainda quarta-feira reproduzio-se
na ra das Aguas-Verdes, lograodo o tal larapio
amantelico eradir-ee seu salvo, depois de con-
seguido o seu duplo lira.
Importa que o respectivo Sr. subdelegado
desenvolra a sua scllndade, para o flm de ver
se colhe o referido meliante, e era seguida Ihe
dar o conveniente destino ; pois que original
sobremodo que taes infamias se deem nesta ci-
dade sem urna prompta eoerco.
No dia 22 do correte reassuraio o exerci-
cio de cirurgio do hospital Pedro II, o Sr. fa-
cultativo Jos Francisco Pinto Guimares, por
harcr Qnalisado a licenca de que estar go-
zando.
Foi autorisads a cmara municipal da o-
ra villa do Bora-Cooselho, comarca de Gara-
nhuns, a por em execuco temporariamente as
disposicOes das posturas municipaes desta villa
como proprias, al que formulo um projecto
dellcs, peculiar ao respectivo municipio.
IIojo tem lugar a sesso preparatoria da
assembla provincial, cuja installacao deve ser
na segunds-feirs prxima.
Passageiros do vapor Paran saludo para
o sul : Francisco Jos de Brjto, Joio de AI-
meida Amida, Dr. Joo Coimbra, tenento A.
dos Santos Caria, Conslantino Goncalves, Jos
Tupinarab, criado do lente Caria, Jos Marta
Salgado, Antero Pereira de Araujo e 1 criado,
Joo Damasceno de Araujo, Scmeao Francisco
Ignacio Machado. Luiz Pereira do Araujo, Dr.
Prudencio de Brito Cotegipe, sua senhora e 1
menino, Guilherme S. da Cruz, Dr. Prederico
Relac, Augusto Ernesto Cerqueira, Joo Leite
Biltcncourt, Diocleciano da Rocha Vianna, Dr.
Francisco Carlos Brando e 1 criado, Leopol-
dina Carolina de Souza Pitanga, 2 meninos me-
nores de 10 annos, 3 de menor idado e 1 criado,
Mauoel Casemiro. Manoel Pinto c 1 escraro, Jo-
s Antonio da Silva Garralbo, Luiz Pereira Ra-
malho, 1 cadete Antonio Fausto de Abreu C,
1 sargento Jos Josqulra Pinto de Azeredo, 2o
cadete Luiz Dias Toledo, 1 recruta, 3 desertores,
o Africano livro Pedro Jos da Silra a escrara
Rayraunda, de Thomaz de Faria e mais 29 es-
craVos pertenoentes a passageiros, e a en-
tregar,
Passageiros do vapor brasileiro Tyne, en-
trado de Soulhsmpton e portos intermedios :
Jos de Albuquerque Hollanda Caralcanti, Fre-
derick W. Arknnight, G- W. Freueh.
Passageiro da polaca hespanhola nilla,
vindi de Montevideo : Francisco Mellet.
Passageiro do vapor inglez Tyn, sahido no
dia 28 ; John Borslelmao.
Communicados.
Hirendo 0 ultimo numero do Constitucional
trazido um artigo acerca da administrarlo do ac-
tual presidente desta provincia, emprazamos o
collega lidador spreseotar fa-ctos, e sempre tac-
tos verdicos, que provem os mios passos dados
pelo Exm. Sr. Dr. Ambrosio, durante os onze
mezes de sus presidencia.
Nao st eris, porm, qae empacharemos nos-
tas armas para responder diatrbes e apodos,
nem mesaao prelecges do diseilo admini&tra-
li vp. s argumentaremos cem acto e docu-
mentos.
Qualqtaer que saja a Cace porque o liega ata
que i adrainistrago, encontrar soldados naa
trincheiras embalados e promptos ao primoiro
loque. .
O Guar; nacional.
*"--------"-r-^
Para o Exm. SrjMV^iBte da pro-
Ura desses homens, que nao vacillam em de-
Irair repuMajprjlaa Midi lagairntraente
twdit'fflMrao tnugenio talaran
baseadas, anf' WPHItrw seu genio calumnioso
e pagar bajulaces que ree4>era, sci que pintara
eranje sfii Exc, 0 Sr, presidepJe da prorjas,
me*t mUte tacase *$W.Ji *m*i TrT-
nsco de AzevedO lira, dgrrlssimo presidente da
caraira do BoniU, coma um aearehiaU, e per- -
fcioao i aociedade, sendo futa, por sua arae- e
la influencia, a atcao da juetica ni* achara n- a
irada oe lugar da ftapncaia {da regsezw de Bi-
uriJ 9u4j mora aat au uUvac mw,
aua matto boacada illusloe fanaia. A eatnsi-
tissima anisada que me prende, por lacea in-
dissoloveis. a toda essa iUastte familia, pode-
rla ser parte bastante para aa a tafear sanaito
no que loca ao san vsrdadeiro mrito, alias re-
couhecido e acatado pjpr tedas na notaos conter-
rneos, a mais por todo o centro da firovitcla:
essa amisade fraternal pois me embargara a voz,
e me obrigara a ver calado tao atroz calumnia,
que, nao obstante ser tal, noderia influir no
antmo de S. Exc, por laso que ella partir de
nm alto personagera da comarca do Bonito, e
applaudlda pelo seu immediato.
Hoje o meu amigo Sr. Lira offerece-me boas
armas para debellar essa negra calumnia: e eu,
dando-me parabens por ter n'um carcter lo
nobre um amigo muitissimo dedicado e sincero,
felicto-me por ter de spreseotar aos olhos do
publico, e de S. Esc, os ltalos pelos quaes
o mea amigo geralmente acatado, o goza, com o
Sr. coronel Francisco Xavier de Lima, seu digno
sogro, de orna influencia real, legitima e ina-
balavel.
Esses altestados, a.ue abaixe fago transcrever,
nao sao documentos oficiosos e auapeitos, par
que sao foroeoidos por pessoas nao so de loda a
verdade, como per algumas proeminencias de
credo politice opposto ao do meu amigo, como
sejam o Sr. commandante superior do Bonito,
ao Sr. tesante coronel Jos Joaquim Bizarra de
Mello, muito digno chele do partido conservador
daquella freguezia.
E' muilo de pooderar-se que Inimigos polti-
cos, ba poucos dias sahidoa de ama peleja aseas
calorosa, recoohecam laes virtudes na pessoa do
chefe de seus adversarios. Ease fsete abona mul-
to a ci/ilisago desses esvalheiros, que aa nao
deixam cegar pelo frenes poltico, ao ponto de
nao verem o merecimento alheio.
Praza a Dos que o novo systema eleitoral,
que entroduziram as comarcas de Garanhans e
Bonito, nio erraste em soa trrenle de immora-
lidades os caracteres nobres, que ainda nellas ae
encontrara, e que tanto me ennobrecem.
Em nomo do meu illuslre amigo Lira, appello
para o lestemuoho dos Srs. Drs., l.ourenqo Fran-
cisco de Almeida Calaoho. Delfloo Augusto Ca-
valcanti e Albuquerque, Jos Filippe de Souza
Leao, Manoel Correia Lima, Pedro Camello Pes-
soa e outros msgislrados que teem tido a comar-
ca do Bonito, o elles que, por sua honra, digam
se dito meu amigo merecedor o traaraento
iniquo, que acaba traicoeiramente de receber
daquelle personagera a que cima me refiro.
Com a publicagao da presente, e dos docu-
mentos abaixo, muito obrigarao, Srs. redacto-
ros, ao de Vs. Ss. reapeitador e criado.
Keeife, 27 de margo de 1861.
Jos Leandro de Godoy Vasconcellos.
DOCUMENTOS.
Illms. Srs.Manoel Francisco de Azeredo Li-
ra, morador na freguezia de Bezerros,.desta co-
marca do Bonito, alim de remover de sua repu-
tado urna grare calumnia que Ihe fot argida,
requer a todas as auloridadas civis, eclesistica
e militares desla comarca se digoem attestar ao
p deste o seguinle :
"Se o supplicanle desrespeitador das leis
e daa autoridades constituidas.
2.Se tem pralicado aclos que Ihe possa ca-
ber o epitheto de anarchista e desordeiro.
3'Se no lugsr denominado Sapucaia, mora-
da do supplicanle e sua familia, nao entra a ac-
co dajustica, por opoosiejio delle ou dos mem-
bros da sua familia.
4.Se nesse lugar da Sapucaia se abrigan)
malfeilores, criminosos, desertores, ou individuos
que merecam censura e correigo publica.
5." finalmente Qual a sua conducta clril e
moral, e o quo consta de sua rida publica e par-
ticular,
Nestes termos pede a Vv. Ss. deferimenlo.
ER. M.
Manoel Francisco de Azeredo Lira.
Tenho a informar aos quesilos da petico re-
tro :
1.'Que o supplicanle o mais respeitador
das leis e autoridades.
2.Que o supplicanle o mais constitucio-
nal possirel e amante da paz.
3.Que se no lugar da Sapucaia nao tem en-
trado a aejao da ustica, porque naquelle lu-
gar s habitara pessoas amantes das leis e auto-
ridades, pessoas finalmente dignas de respeito.
4.Que no supradilo lugar nao habitam pes-
soas malfazejas, ou desertores, pelo contrario,
habitado por urna familia pacifica e do bem.
5. finalmente.Que osupplicunte nunca tere
a menor nota em sua rida, quer civil, quor mo-
ral e quor privada, sendo sempre tido e respai-
lado como hornera de bem.
E' o que tenho a informar como autondade.
Bezerros 10 de marro de 1861.
Francisco Bezerra de Vasconcellos Torres,
Commandante superior.
Tenho a attestar que o supplicanle o mats
respeitador possirol as leis e legitimas autorida-
des, seguodo, que de maneira alguma cabe ao
supplicanle o epitheto de anarchista e desordeiro;
pelo contrario amigo da paz e sempre promplo
a ajudar as autoridades no cumprimento dos seus
dereres.
Terceiro, que se no lugar da Sapucaia nao tem
entrado a aeco da justlca porque nao tem ha-
rido necessidade, sendo os habitantes daquelle
lugar pessoas de paz
Quarto, que no dilo lugar de Sapucaia s ha-
bitara pessoas dignas de respeito, pois o suppli-
canle e os mais habitantes d'ahi s dao abrigo a
pesseas de bem e respetadores da le e autorida-
des.
Quinto, que osupplieante tem to boa cunduc-
la ciril, moral e particular, qua dere sor imi-
tado,
B' o que tenho a informar como autoridade,
por isso me constar, mesmo desde o tempo que
nao era autoridade.
Bezerros 10 de margo de 1861.
Manoel das Neres Vleira
Subdelegado supplente em exercicio.
Atiesto que o Sr, Manoel Francisco de Azevedo
Lyra tem sido muito respeitador das leis e de to-
das as autoridades, quaesquerque sejam.
Quanto ao segundo qusito : attesto em como
ao supplicanle smente pode caber o titulo de
muito pacifico, e mantenedor da ordem.
Quanto ao terceiro ; attesto que no lugar da
Sapucaia, onde mora o supplicanle e sua illuslre
familia, nao entra a aegio da Justina criminal, por
que ali nao se praticara seno actos de moralida-
de, paz e honradez.
Quanto ao quarto : atiesto, que no lugar da
Sapucaia s habitam homens .a toda prora bem
couceituados, sendo qne osupplieante se tem fei-
to notare!, e geralmente respeitado, por ser a sua
vida publiea e particular urna serie nao inlerrom -
pida de actos de rirtudes,
E' o que afflrmo em f de sacerdote.
Bezerros 10 de marco de 1860.
O rtgario Trajaon de PiguQiredo Lims.
Attesto, sobre lodos osquisitns do supplicanle,
referiodo-roeao cima dito, ero t de mea cargo.
Dislriclo policial da freguezia de S. Caetano da
Raposa, 12 demarco da 1861.
Joaquim Tbnotooio da Silva Lyra.
Subdelegado.
Pelo eonriecimento que tenho do Illm. Sr. pe-
ticionario Manoel Francisco de Azevedo Lyra,
pelas informacoes que sempre tenho tido de al-
gumas autoridades respeitareis com quem tenho
communicado a seu respeito, mesme de todos ;
tempre tenho tido a feliz notieia das boas quali-
dades civis, moraes e religiosas do supplicanle,
t outros habitadores de Sapucsia aos quaes co-
cheen) nao sel que em tempo algum commettes-
se crime, e pela quielaoo, bons coslumes, e me-
recido respeito desta, e mais habitadores de Sa-
pucaia nao sei que nessa localidade tenha entra-
do tropa alguma, excepto a que persegua o in-
feliz criminoso Gouveia, em cuja prisao muito io-
leressaram os pacifico, ejemplares habitadores
de Sipucaia.
Refiro-me no mais ao que aftesta'o' respeitarel
vigario de Bezerros. E' a f de parocho.
AliUh 14 de masen de 1861.
O vigario Agestinh de Godos; e Varsacellcs.
Befiro-mo ao altesfsdo do Rrm. vigario desta
freguezia, por me ser patente sua veracidade, e
lambem e atiesto em f de meu cargo.
Altbshe 14 de marco de 1861.
Dionisio Rodrigues Jacobins.
Juiz de paz Ia votado da freguezia.
Com quanto seja en da comarca de Caruar,
por me ser presentada a pat4dio tetior, e cn-
nhecer peticionario, emulo o que me consta, o
negativamente aas qutsilpf da setitio. Cons-
ta-mo ser o Sr. Manoel Francisco de Azovedo Ly-
raneedienle a leus oidsdao psetllco. o nem por
Imsassjrinsa 4* noticias dadas por pessasa sgaos
de erilero eanau aua-ama radia io ausplinaaaa
e aua femilia, aemsse era atgom lempo daesyte
a pessoas criminosas. Tudo mais pela verdade
do Rrm. Sr. vigaroTrajano da quemparochia-
no o supplicasue s sua tesilis*
E o ana Hsajs a stisstsr am M da
Sao Castao da Raposa 15 da marco da 1861.
Padre Jos Fidells da Salva Sosa.
_ Viaariaaaoaaamendads.
Por lar atmro conheeioMaU so su pen te re-
firo-me se altestados dosaeoaor* coaamandaa-
tea superieaea a igarise das reguezias da Bezer-
ros Allinha, a Sea Caataaa da Raposa,; o qua
tudo alteis ani> o juramento que prestoi.
Cidade de Caruata U da marco do 18Si.
Jalo Fraaeseo Florencio.
Delegado supplente em eiercicio.
Rafiro-me aos attestadoa cima mencionados.
Caruar 16 de mareo de 18CI.
Joao Joaquim da SUvs Letnos.
Sudetegado.
Atiesto polo que me-consta e leoho teatemu-
nhado ;em quanto ao 1 e 1 qaisilo negativa-
mente : em quanto ao 3* que quas nunca eatra a
accao da jusliga no logar Sapucaia, Bao pela op-
posico que sinta da familia do supplicante a
maior e nica importante quo alt mora, e sm
por qae o seu, procedimsnta lio moral que nao
neeessita que a josliga vele sobre ella ; e, quan-
do por accaso apparaco algum faeto criminoso
pralicado por algum membr da outra, ella
prompta, e diligente em prestar auxilio a justiea :
em quanto ao 4" pela negativa: em quanto ao 5
finalmente, que nada me consta que posea ma-
rear a conducta do supplicanle, civil o moral,
quor em sua vida publica, qoar Da particular.
Caruar U de margo de i<-61.
O vigara Antonio Freir de Carralho.
Attesto que lenboinleiro oonbecimento da con-
ducta ciril o moral do supplicanle e refiro-me
aos atlestados cima.
Cidade de Carear i de margo de 1861.
Manoel Flix Caluaabi.
Juiz de paz 1 votado.
Atiesto que o Sr. Manoal Francisco de Azevedo
Lyra, tem sido muito respoilador das leis quaes-
quer que sejam.
Ao segundo, que s su-ppltcsote o mais cons-
titucional possivej. e que s Ihe pode caber o ti-
tulo de muilo pacifico e mantenedor da ordem.
Ao terceiro, que no logar da Sapucaia nao tem
entrado a accao da jusliga por que naquelle lagar
s habitara pessoas amantas da leis e autoridades,
finalmente dignas de respeito, e a loda prova
honradas.
Ae qu/lo, attesto que no lugar de Sapucaia
nao habitam pessoas malfazejas o desertores, s
homens a tola prova bem conceituadoe, sendo
que o supplicanle se tem feito notar el, e geral-
mente respeilado por ser sua rida publica e par-
ticular ama serie nao inlerrompida de actos de
rirtudes.
Quieto finamente, o supplicanle nunca tere a
menor nota, sendo sempre tido e respeilado co-
mo borneen de bem.
E' o que teoho attestar como autoridade.
Bonito 19 Jos Joaqnim Bezerra de Mello.
Juiz cuoicipal supplente em exercicio.
Attesto que tenho inteiro conhecimento da
couducta airil e moral do Sr. Manoel Francisco
do Azeredo lira, o refiro-me ao alicatado do Sr.
tenente-corosel Jos Joaquim Bezerra de Mello,
juie municipil supplente em exercicio.
Villa do Bonito 20 margo de 1861.O tenante-
coronel e delegado supplente em exercicio,
Jcsd Antonio Porcluncula da Lage.
Altalo qui o Sr. Manoel Francisco de Azeredo
Lira um ciladao amante da paz, pelo que nao
poda desrespeilar as lea e aa autoridades, nem
tao pouco ser anarchista e desordeiro, que o lu-
gar Sapucaia, em que habita com sua religiosa
familia gaza de tanto socego, que a acglo da jus-
liga ali deinecesssra, e impossirel barerem
malfeitores, criminosos, desertores, etc. onde re-
side urna familia, eujos membros, recommenda-
reis pela uoio, quo desveladamente conservam
entre si, mtito capricham em sustentar a morali-
dade do lugar.
Finalmente, o Sr. Lira um pai de familia
muilo honrado e moralisado, um amigo sincero e
no todo iralavel por suas maneiras delicadas,
lano que goza de nao pequea sympalhia nesta
comarca.
E' quanto tenhor dizer.
Bonito 21 de margo de 1861 0 vigario,
Joaquim da Cunha Caralcanti.
Atiesto que o Sr. Manoel Francisco de Azere-
do Lira pelo que me consta e lenho lesterounha-
do, tem sido muito respeitador das leis e de todas
as autoridades, quaesquer que sejam.
Quanto ao segundo quisilo, altesto em como ao
suppiicaute smenle pode caber o titulo de muito
pacifico c amante da ordem.
Quanto ao terceiro, atiesto quo uu lugai Sa-
pucaia, onde habita o supplicanle com sua reli-
glSSa familia, goza de tanto socego, que a acgo
da jusliga all desnecessaria, e impossirel 6 ha-
verem malfeilores, criminosos e desertores etc.
onde reside urna familia, cujos membros, recom-
mendareis pela unio, que desveladamente con-
serrara entre si, muito capricham em eustentar
a moralizado do lugar.
Finalmente, o Sr. Lira um pai de familia
muito honrado e moralisado.
E' quanto teoho dizer.
Grarat 23 de margo de 1861. Padre Tilo de
Barros Correia, vigario encommendado.
Illm. Sr.Manoel Francisco do Azovedo Lira,
morador na freguezia de Bezerros desta comarca
do Bonito, aflm do remover de sua reputago
urna gravo calumnia que Ihe foi argida, requer
i V. S. so digne de attestar ao p desla o se-
guate :
Ia Se o supplicanle respeitador da le e das
sutoridades constituidas.
2 Se no lugar denominado Sapucaia, morada
dq supplicanle e sua familia, nao entra a acgo
da jusliga por opposigo delle ou dos membros de
sus familia.
3" Se nesse lugar da Sapucaia se abrigara mal-
feilores. criminosos e desertores, ou individuos
que merecera censura e correcgo publica.
4* Finalmente, qual a sua conduela ciril e mo-
ral, e o que consta de sua rida publica e parti-
cular.
Nestes termos :
Pede a V. S. Illm. Sr, Dr. juiz municipal, se
digne attestar.
Manoel Francisca de Azeredo Lira.
Jos Mara Freir Gameiro Jnior, bacbarel for-
mado em clireito e juiz municipal e de orphJos
do termo de Caruata, por S. M. I. e Constitu-
cional etc. ele.
Atiesto quanto ao primeiro qusito, que o sup-
plicanle respeitador da lei, e vire em harmo-
na cora as autoridades desta comarca, e presta-
se de bom grado, todas as vezes quo o servigo
publiee precisa de seu auxilio, paja manirtengo
da ordem publica.
Quanto ao segando, nao roe consta de acto al-
gum que possa mareara reputago do supplican-
le, e menos de sua familia, pelo contrario quan-
do se trata de perseguir o criminoso, nao s e
supplicanle como sua familia prestam-se ponto
de sacrificareru-se, corso suceedeu com a prisao
do faceisera Thomaz de Gouveia, que nao ser a
parle que lomou osupplieante e sua familia, por
cerlo que teamos de lamentar os tristes -
desse facinora.
Qsanto.ao tereeiro, nao me consta de protec-
g qued o supplicanle o sua familia indivi-
duo criminoso, e menos desertores.
Quanto finalmente ao quarto, atiesto que a con-
ducta do supplicanle ptima, sendo bom e sin-
sero amigo, e melhor esposo.
E' o que tenho a attestar em f de meu grao e
csrgo, e sendo necessaria jurarei.
Caruar 19 de margo de 1861. Jos Maria
Freir Gameiro Jnior.
lha arrtolha, e para onde nosjp
do a passos lentos.
8. Ese., sem durida, procurar
palpitantes neeessidadea da
psranda oa seus vancimento* s suaa daspaias
indispensaveis,e desla forma justificar ao mun-
do inteiro, de que nao impaseivel asa males
dsqueUes, qua por mais de ama vas oa tem con-
duzdo ao campo da honra,, e eom alies psrtl-
Ihado dos tsrmeie effsilaa ds guerra, sotaste*
succedidss pela saoJBfacaa das victorias
Digae-se, sois, a philantrpico general desci-
par asa seus cesepan-heiros d'arma, se parvas-
tura offendsrem su modestia, com s presente
publicagao; aceitando entretanto ss felicitages.
que com o mais vivo enthnsiasmo e calamen-
to, Ihe dirigera, por ter ainda S. Exc. occaslo
de provar ao paiz, qae tem jus estima do So-
berano e gratido do exercito. O Infante.
Tendo oceasiao do ter urna correspondencia do
Sr. capito Domingos Jos Alves de Siqoeira,
publicada no Diario de ^ernamhuoo, de sabbado
23 do crrante, depare! eom algumas expresares,
que me diziara respeito na qualidade de juiz de
direilo, ue ento exercia interinamente na co-
marca de Flores ; entretanto, de men rigorosa
dever agradecer ao Sr. capito Alves de Siqueira
as maneiras atteitctosas de que se servio para
com migo, e ao mesmo lempa declarar ao Ilus-
trado publico qse o fado de neo ter eu eppellado
da deciso do jury de Iegazeira, que absolveu ao
mesmo Sr. capito e a seus fHhos, funda-se na
consciencia que tenho,de qne, proeedendo assim,
Qz a derida jusliga e eumpri a lei.
Queiram, Srs. Redactores, dar publicidade a
estas poucas linhas quo muito gaslo Ihes flear
qaem tem a honra de ser de Vs. Se. alenlo ve-
nerador e criado.
Recite 26 de margo de 1861.
Joaquim Thtotonio Soares de Aceitar.
o****0**-1 poete do chefe de polica ; sendo qoe, cem s-
rm* i ooRianle proposta, mostrou o Sr. Dr. Asma
fOciatfdaaV m!! 3ue ** P)prlos ehefes do partido saeta M.
bem considerar ana rasgados honestos e inteUi-
gentes. ~"
Quando a nomeaco do Dr.Antonlo CsrraJfto>
lot contienda, o Despertador entoou bosaasa
em pro! do administrador imparcial, que sabe>
apreciar e aprovettsr a mrito fundado na -
sudez na independencia a na illoslrago: esa
qne o DespvrloaW nio eslava apaixonade. sote-
eiava os actos do9r. Sil, trunes, como o prat-
ea o esenptor sub ico que
oros da interprete da apirri.
Corra o tempo-,
contiooareo a ocenpar a etteneo des coile
do jornalisnro, quando a atleoto publica dei-
xando de parte questde pequeeinas, se volteta
para a reomio dos eleitos da provincia, que li-
nnam de verificar seua poderes e serem consti-
tuidos em eorpo deliberativo.
fr'easa poca appareceacheio de vida e rzo*
o lmpartnat que disae ao que rlnha o nara
onde a^r-aeodo o Despertador com eu prose-
oer injusto e apatronado pra com atros o nao
para eom o Sr. Silra Nanas, que dera lugar a.
nossa apparigo opporiuna i diroccSo da opini
que se dosvairara com os excessos das parciali-
dades na impr-ensa. e smente na impreoa.
qoer gozar o
e as disese? apaixondaa>
A' sentirla mora de D, Ambroziun
Candida da Rucha
Urna flor dessappareceu da trra, urna alma pu-
ra, e virtuosa foi unir-se ao creador.
Ambrosina Candida da Rocha j nao existe.
Na aurora da vida, oa estago dos prazeres, es-
sa creatura anglica baixou a sepultura.
Esposa fiel, me terna e carinhosa, deixou sua
familia incoosolarel.
Nascida no engenhoDous Irmioseducada
segundo os preceitos da religio, e da moral, ella
recebera da Exma. Sra. D. Maria Candida de
Magalhes, sua me adoptira, todas as rirtudes,
que depois desenvolver como esposa,como me,
e como amiga.
Urna enfermidade cruel, e que resistir a todas
as applicages da scicncta a arrebalon, e al os
seus ltimos momentos, Deus, seu marido, seua
filhos e sua me adoptira foram o seu nico pen-
samento, sua idea exclusira.
No leito da dor suas virtudes se acrisolarais.
Paciente o resignada at expirar, nao se Ihe ou-
rio urna nica pslaVra de descrenga, on de de-
sespero.
Existencia a todos os respeltos preciosa, pelo
que ella foi c na ierra, de crcr que esteja go-
zando da eterna bemareiuranga.
Assim seja. *
Recite, 27 de marco de 1861.
Publicagoes a pedido.
D. Maria das NevesCarneiro da Cunha, viura
do finado tcnente coronel Joo Vieira da Caoba,
chegando ao seu conhecimento que seus filhos de
menor idade Ildefonso Vieira da Cunha e Anto-
nio Jos Vieira da Cunha, que se acham no ser-
lo em suas fazendas de Olho d'Agua do Cunha,
Pogo Verde, Pogo da Pedra, Aogicos, Poginbo,
Gangura, sitio do Mello, Riacho e Jalob, terri-
torio da comarca de S. Joo de Carirys, provincia
da Parahiba, dispondo dos gados que existem em
ditas fazendas, participa a quem couvier que di-
tos menores nao podem dispor do mencionado
gado que Ibes nao pertence ainda quando perlen-
cessem nao podertam vender por serem menores
e existirem sob sua tulella; e por tanto a abaixo
assignada protesta contra quem comprar ditos ga-
dos, cuja renda Dcar de nenhum effeilo, pois,
que a annunciante tratar de desfazo-las usando
assim do aeu direito.
D. Maria das Neres Carneiro da Cunha.
Engenho Araripe de Baixo, 10 de margo do 1861.
A eseolha qne o soaso excelso monareha aca-
ba de (azor do distincto e bravo general o Exm.
Sr. marquez de Caxias, para preeidenle do con-
selho do ministrse encarregado dos negocios
da guerra, nos lera evidencia do passo, e da
bem merecida codfianea que o mesmo Augusto
Seohor, deposita em to forte sustentculo das
instiUiigns do Brasil.
O exercito brasileiro jamis pade ss tornar in-
d Ulerate, vendo 4 tests da direcoao ds seas ne-
gocios, ao justieoso general, que ha dado peo-
vas irracuaare de eonhexer e squilstar ss pri-
rages quo flagelan sea asna ceenpanbeiros d'ar-
mas ; sajo motivo imperioso, por sem durida, o
levou a aceitar sao;afdar trela, sjute para
dssi'arle conj UeUisade pul vanear tasaos so ri-
me alo*. .>
A guernielo de Pernsmboca, cerno parte inte-
grante do exercito, nao pode deixar de maotes-
tar de um modo solemos, a-completo jubilo que
lente, em ver entregas can raaos do eximio ge-
oral, a pasta da guerra, porque recooheco ter
S precisa tdooefdede. para sslisacleriaaveete
desempease- as soosoas wberssts a lio eteva-
pela verdade dn cargo ; nulrindo ifitsira cOBHSQit de que,
$. Exc. se esjosear. cano j ha dada a coutae-
cer, par* iosriar o sxaroilo do sayirno que se
PARADYBA.
0 Exm. Sr. Dr. Luiz Antonio da Siloa Nunes.
A' 17 de abril do anno paisalo o Sr. Silra Nu-
nes recebeu das mos do Exm. Sr. Dr. Manoel
Clementino Carneiro da Cunha as redeas ds a l-
minislrago desta provincia, que este senhor as
havia recebido dous dias antes das do Exm. Sr.
Dr. Ambrozio Leito da Cunha, e passou-as S.
Exc. a 17 do enrrente ao Exm. Sr. baro de Ma-
manguape, 1* vice-presidelo. que pela quart
vez se acha frcnlo dos destinos de sua provin-
cia natal.
Onze mezes governou o Sr. Silra Nunes a esta
provincia, no correr dos quaes passaram-se duas
pocas importantes; a da eleigo para veteado-
res e juizes de paz, e da eleigo primaria na ul-
tima domioga do mez de dezembro.
Ao lomar conta da adrainistrago da prorincia,
o Sr. Silva Nunes foi compriraentado pelo jorna-
lisrao da prorincia, pertencente s parcialidades
combutentes que, esperangado por urna adrainis-
trago Ilustrada e jusliceira, procurou continuar
as aggresses recprocas, para assim ver se con-
segua antes este do que seu adrersario as
grecas do poder.tudo quanto aspirara as par-
cialidades.
S Exc. olliava para proceder to inconreniente
eom magoa profunda ; mas, estranho s lulas da
prorincia, e querendo conhecer por si os homens
e ss cousss, tratou de conrocar a reunio da as-
sembla provincial, qoo hara sido adiada por
seu antecessor' para poca um tanto afaslada, e
designou para csse flm o dia 15 de junho, no
qual tere lugar a abertura da assembla provin-
cial, peranlo a qual deu S. Exr. um bem elabo-
rado relalorio, fruclo da sua obserrago e estudo
pessoal acerca dos negocios pblicos da pro-
vincia.
No curto espago de dous mezes Incompletos
nao possirel se possa conseguir dados sufficien-
tes que habiliten] um administrador a araliar
com scieocia e consciencia dos rariados o impor-
tantes objectos concernentes administrago;
mas a dedicago esforcada de S. Exc. e os coohe-
eimentos de que dispunha permittiram ao Sr.
Silra Nunes a confeceo do relatorio que, como
dissemos, foi lido no dia da abertura da assem-
bla provincial, e acerca do qual disse a redac-
go do Despertador em o n. 115 de 26 de junho
do anno nassado que muitas ideas boas e at
de reconhectda vautagem exslem registradas no
relatorio eom que o Exm. presidente da provin-
cia abri a prsenle sesso: que ellas sejam
aproreitadas e se (era dado j um grande pas-
so.
O Sr. Silra Nunes encontrn na interlnidade
acto de chefe de polica ao Sr. Dr. Assls Rocha, con-
tra quem, por mais de orna rez, se pronunciara
O Despertador, cuja redago no n. 106 affirmava
achar-se S. S. na chefarura interina da polica
da provincia e na effectiva do partido conserva-
dor. Mis o presidente da provincia, que espe-
rava que a cada momento se apresenlasse o che-
fe de polica noroesteo, conservou a interintdade
que achou e leve de observar que as aecusngdes
que diriga o Despertador ao Sr. Dr. Assis nao
tinham fundamento, dispensando ento toda a
confianza que lem direito todo o magistrado
oe ae sabe collocar na altura que chegou o
Dr. Assis
Ao passo que o Despertador classifleava ao Sr.
Dr. Assfs de chefe de partido, de fnnecionaro
apaixonado, declarara que appellava para o Sr.
Silra Nunes que nao partencia velhi escola
dos presidentes de provincia, qua eram so mes-
mo tempo ehefes de um dos parlidos em que el-
las se dividan que nao lem interesse no tr-
umpho deste ou daquelle lado poltico, nem pro-
cura saber quem sejam os candidatos para pro-
teg-los ou guerrea-Jos por cerlo que provi-
denciar sobre o estado por qae se seos orgasi-
sada a provincia, toda favoravel a nm dos par-
tidos, que se antepor aoa desmaneas de polica,
e a Cari recuar as estrada errada que rao se-
gurado.
O Detptrlader nessa poca (alises sem pelxio
acarea o S*.. Sitas Jtanss, sen qasato esperan
gado da sea
a a verdade, a rtahuma razas tsm hoja para
pensar de ootra MftO. salva ss f uasii a isrrsr-
estada pssaiaaia avisas dos raaosdas.
Naoasjstaote ***** O Srv Qt. Assis sssunida s
efcefatn Jo* Milu, o f. Br. AatOP ds Bau-
za Carvalho fot nssaaado delegado dn terna ds
capital, isto a 19 de malo. E sabe o Despertador
W m>q simalbfnAes we feitassab pso-
KeuoMososdeputados para-verficagao dos no-
deres, np-se um fado bein sizniticativo da exa-
cerbaglo dos-esptritos duas mesas constituida
por aclamago urna dos rasgados outra do
osetas.
Esse faeto,. porem, que indicara tima perma-
nencia de hostilidades constante, nenhum outror
rosultado desfavoravel produzio o-que foi em beta
oa moraltdade de urna corporaco, cutas imnor-
tantes funegees poderiam ser desvirtuadas era
prejuuo das instuigoes que felizmente nos re-
A semelhante respeito assim ae prouuocla o>
Uespertodor cm artigo ediotorial oo n. 114 de 21
de junhe. v **
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, era
todo esse negocio sempre mostrou a mais rigo-
rosa impsrcialtdade, procurando por suas ma-
neiras dilicada e civis agradar a lodos e plan-
lar concillare- dos nimos to repellida sem-
pre pelos rispidos boetas
No dia immedialono paco da assembla i*
respirara um ar mais lirre e assim corrern
todos os trabalhos at o dia l, em que S. Exc
c depois-das formalidades do esio leu o seu bes
elaborado relatorio, mostrando as necessidade*
da prorincia e algumas medidas acertadas qua
ja anlenormenlo hara lomado.
Estado to lisongeiro corra por conta do pre-
sidente que-soube plantar a conciliaco^cntra
osdeputados permiiUodo a estesrespirassem
um r mais hvre. r
Assim correram os dous mezes de sesso da as-
sembla pronncialque em corporago 15 da
agosto renda as deridas homeuagens ao
administrador que so dtgoou honra-la cora seu
forte o Jeal apoo. dkslinguindo-a com o matar-
aprego e considerago.
To;as as medidas solicitadas da sssombloa
pela presidencia foram concedidas algumas e ou-
tras foram autorisadas.
Se no centro da iourarel e poltica harmona,
que reinou entre o administrador e a assembla,
exista algnin desconteole, sua roz nao se faziav
ourir ; tudo era harmona.
Urna brilhante reunio enchia os salos do pa-
lacio do governo. na noite de 15 de agosto, todo*
era_familia mostraram-se esquocdos do passado
satisfettos com o prsenle e espsrangados no fu-
i' er.a que ,iu,la e*toi* um pouco distante a
poca eleitoral, era que os parlidos quedara sa-
tisfacer ao gorerno, satisazendo a si proprios.
Dtssolvida a reunio da assembla, seguiram
os polticos para a parle pratica da poltica, a
na revista que passarara era sua gente co-
nneceram que lites era impossirel em quas a to-
talidade di freguezias o rencimenlo, tato quan-
to aos rasgados, que redobraram em esforgos: o
excessos da imprensa continuaran!, e elle* pro-
^uraram, desconceituaodo a seus adrersarios qua
exerciara cargos policiaes o na guarda nacional
conseguir subslituigoes qne lhes (ossem provei-
tosas, mas foram iofelizes, porque o gorerno
quena fados, e os fados licaram em declamagoe*
sedigas, e nada que tjresse risos de verdade era
merecido ao esclarecido criterio do Sr. Silva
INunes, que al enfo continuara no iroceder im-
parcial e justo que sempre distingui o seu pro-
cedtmento na alia gerencia dos negocios pbli-
cos da provincia.
ir
A eleigo para juizes de paz e vereadores foi a
pedra de toque para as parcialidades que se es-
torgsram no vencimento, cabendo a palma do
trtumpho so partido conservador que trabalhara
cora interesse, desalojando de alguns pontos ao*
liberaes vencedores em lempos paseados ; era
que a maioria da provincia se pronunciou pela*
ideas sustentadas pelos conservadores.
Nolou-se que os excessos de outrss eras apena*
foram pralicados: em um oulro ponto da prorin-
cia, d*ndo em resultado a transferencia da elei-
Cao para outro dia, |o os recetas de violencias a
perlurbages no socego e tranquilidade publica
desappareceram vista da alliludo garantido
3ue tomara a presidencia fazendo sentir a aeco
a autoridade prompta a reprimir os excessosde
2uem quer que se esquecesse da obediencia que
ere lei: O resultado mostrou que os princi-
pios de ordem esto araigados dos peilos para-
lbanos, amantes da ordem e tranquilidade pu-
blica a garanta do roto 'o urna realidade.
Desde que o Sr. Silva Nunes chegou a esta pro-
vincia, fui sabido por quem o frequentava qua
pretenda S. Exc. realisar urna viagem ao inte-
rior da prorincia com o lira de conbecerpor si os
homens o araliar as cousas.
A' 17 de selembro deixou o Sr. Nunes esta ca-
pital em demanda dos serles da provincia, du-
rante a sua riagem um mez dia dia, recebeoda
em todos os pontos, em que se deraorou, proras
Dconcussas do alto aprego em que tinham o pa-
ralbanos S. Exc, que redobroao interesse qua
o dominara, de por si conhecer os homens e ava-
llar as cousas.
De volla capital, recebeu S. Exe. orna alta a
significativa prova do merecido aprego em qua
tinha a officialidade de linha ao administrador in-
telligenle e Dcansavel.
Um.baile tere lugar na noite de 94 de outabra
nos salos da assembla provincial, ao qusl coa
correu um creacido numero de senhora e caval-
leiros, estes de ambas as parcialidades : era
que as decepges nao bavism ainda gerado a
odio.
O pessoal da iostruegio publica chamou espe-
cialmente a attengo de S. Exc. que usando da
autorisago que Ihe tara conferida petaaasembl
provincial, exptxrgou-o dos pranlas ds magis-
terio.
Nenhurna censara fizeram os jornaes aos aclos
deS. Exc. e o silencio da imprensa em circuns-
tancias laes autovas izer-se que o Sr. Silva
Nunes fra levado pelos rigorosos principios da
justiga.
A chegada esta provincia dos ex-represen-
tantes, deu aova faca a* nagocios i a paslisiali
dade rasgada oopodeudo mais aupporor am si-
lencio a approximsgio da derrota que coniavsna-
inevitavel, reselveu, segundo foi annnnciado pelo
Despertador, hostiliser so Sr. Silva Manes, qaa
era o apstol da resmetelo dos parlidos cora
lodo* os excessos e desvanos ; era qa conrinba
justificar a derrota innevitavel, visto s eertezada
triumpho dos adversarios.
O presidente que nao precissva de, por faetoa
mostrar a saa imparcialidad ;. o presidente qua
nao partencia retha escota de presidentes cho-
tas de partidos ; o presidente que nao querva sa-
ber quaes os candidatos para proteger satas a ua-
do qae s outros, foi trazido e amarrado a o poeta
do Despertador, qae ha desenvolvido, desda meta-
dos de dezembro, orna opposico caprichosa e in-
dsesnta.
O despeito transaada em todos ae escripia* da
opposico, o furor de suas dialribes mostra a
prova todos s Inz que esses slilinsiias sao
desabafos proprios bossena que hoje contrara**
o qu hentem ssatmarsa.
Um asniirasa sagat a i si preprta : d a saa.
ousta qua sit tem sata defoitov
Apezar do desahrmsnSo taeoosidsrsdo de op-
posige, o Sr. Silva Nanos eonttoaa a roaar da
estima, conaidasacAo a rasscUo dos darsaibanoa
rmheeidos ao administrador ralelKaaato, qua
snvolveu constante aatiridaile, pan* conse-
ir a* boa gisgas de S. Ro.} atalauir amainar os espiritas, pwdendo o* exaltados
i a occasio que se lhes entolhsva de sstblazerem
, diogsneas.
Na impossibilidsnto do triamphes a adrota ge-
rou duplcalas ; sotes esta*dsfcapta ptUcbacoea
na ordem e tranquillidade pabhcaa,
[ O flm da opposigo tem.sido.dasvsjtata opi-
qio, expondo os tactos s*u |Silo, paj T6t Mi
coasayioas fina qua tea am vista.


C)
DUBlO'WtfEiq^MiOQQ. SAMADO 56 DE MARCO *>E HU
O falsearaento da opinio o* pode aproTeiUr
e nadainflue em um paiz onde o goveroo tem
sus origem as malorias, onde as maiorias sao
o apoio e sustentculo dos gorornos.
Deixemosas observaces e passemos aos facUw,
pois convm terminar.
Urna ora prora de alio apreco dada ao Sr.
Sil'a Nunes, que acaba de recebar um outro bai-
le 16 do correato, que estere brilbaale o muito
concorrido.
sehilliag, sem que por isso o negocio n tornasse
mais animado.
Durante o met passado se veod erara cerca de
5 mil saceos de assucar mascarado da Baha
17 1/i marcos, e cerca de 3 mil seceos do dito
de Pemambuco 17 marcos,
Cutamos :
Da Babia em caixas branco.
Dito dito mascarado...,.,.
Dito em saceos mascarado.
S. Exc. nao mais presidente dests proviucia, De Pernambuco, saceos ter.
brere deixar a trra parshibana.
Nio nos possirel em um artigo do jornal re-
ferir a historia completa e fiel da administrsco
do Sr. Silva Nunes, sem termos mo todos os
dados precisos tal flm, entregues apenas dos
recursos de nossa memoria ; mas o relatorio da
entrega, que devo parar em mos do Exm. Sr.
oaro de Mamaoguape, serrir-nos-ha de apoio
real ao que vimos de dizer.
Deixa S. Exm. a prorincia ; outros deveres
mais importantes o chamara cooapor o corpo
dos legisladores brasileiros, e permita Deus pos-
sa S. Exc. permanecer no pensamento do que a
verdadeira scleocia < para tornar-nos felizes
amarnosso derer, e n'elle procurar aosso prazer.
Desojamos que brisas bonanzosas e mar sereno
conduzam a S. xJxc e sua Exm.* familia salva-
mento ao porto de seu destino.
(Imparcial.)
A Associago popular de Soccerres Mutuos,
lendo autorisade em sesso da assombla geral
do dia 21 de fevereiro ultime, a urna commisso
de seu seio para solicitar de Exm. presidente da
prorincia esetarecimentos sobre a rerdadeira lor-
es e legrtim inlerpretacas do 5 do arl. 32 do
decreto n. 2711 de 19 de dezembro de 1860, e
tendo a mesma cornmissae podido realisar o iim
do sua misso, obtendo a acertada deciso da
presidencia.
A directora desla associagao julgou convenien-
te dar publicidale nao s do requertmentn apro-
seatadu pela commisso que abaixo se ve, como
18 1/222
16 18
16 1/218
19 1/2-23
161/218
S
s 5
semanas
primeira
Dito dito' mascarado.......
Importada de oasuoor al fin de fevereiro.
1861 5 3/4 milhoei de libras.
1890-4 dem.
18596 dem.
Em ser em fins de fevereiro.
18618 3/4 milhes de libras.
1860-7 3/4 idem.
18594 idem.
Tabmco.Veoderam-se as ultimas
200 pacoles de tabaco do Brasil em
mo ao prec.o de 6 1/2 schilliog, e cerca de 500
pacotes era segunda mo por 6 1/43/8 schil-
lings
O deposito em primeira mo insignifi-
cante.
Colamos o tabaco do Brasil:
Superior...... 1013 schillings.
l'qualidade.. 71/48 idem.
2e3s........ 66 1/iidem.
Em rollos.... 1214 idem.
O cacao fei menos procurado, e os presos ape-
nas se sustentan:.
Os cauro mereceram maior altencao depois
da reabertura da navegaco eveoderam-se algu-
raas partidas maiores.
Os couros pesados sao apreciadoe, ao mesms
tempo que os leres sao menos procurados.
No mez de fevereiro se vendern)
3.0J0 cowos do Rio-Grande do Sul i 6 3/16
schillings banco.
E 1,000 ditos da Baha 8 1/2 idem.
Em ser:
transaeces
chegados consislem em 190
tambem da respectiva declarace. aGm) de que^ 5,700 do Rio-Grande.
chegue ao cenhecimenle de todes os socios que ,9,700 de diferentes procedencias do Brasil,
nao comparecen) com assiduidade aos trabalhos Tapioca e chifres nao tem tido extracci
da mesma, arredando-os por esta forma do esla-iguma.
extrac;o al-
elo do du vidas de quo se acham possuidos.
lllra o Exm. Sr. A Associacao Popular de
Soccorros Mutuos estibclecida uegla cidade, de-
sejando em ludo marchar de accordo com os flus
philaulropicos de sua iostituico, e caminhar de
accordo cora as leis o os regulamenlos que tem
sido expedidos relatiramente s associacoes de
iguaes naturezas, tomou a deliberarlo de rir res-
peilosamente consultar V. Exc. sobre o verda-
deiro e legitimo sentido do 5 do arl. 32 do de-
creto n. 2711 de 19 de dezembro de 1860, de que
trata da nomeacao do presidente para cada urna
dessas mesmas associacoes. Ella espera que V.
Exc, solicito como oo que se refere ao bem
dos seus subordinados, se prestir a esclarece-la
sobre o poni que pasja i apresentar sabia con-
sideraco de V. Exc.
O citado psragrapho determina que sendo ele-
giris todos os cargos na Associacao do Soccor-
ros Mutuos o do presidente das ditas associacoes
derer ser de nomeacao do gorerno na cort, e
dos Exms. Srs. presidentes as provincias.
A' primeira rista parece de simples inierpreta-
Co liileral desla disposi^o, que o gorerno po-
der nomear, para presidir a urna associacao des-
ta ordem, a qualquer individuo, aioda quando
este nao pertenca ao corpo da sociedade. Mas
pensa a Associacao Popular de Soccorros Mutuos
que esta interpretarlo, bem que lilteral nao pode
ser a rerdadeira e legitima interprtaco, porque
claro que s podem tomar interesse por urna
associacao, especialmente de flns humanitarios,
aquellos individuos que a ella se acham liga-Ios,
que pertengara a ella e que rirem em commum
accordo de ideas e de principios com todos os
seus consocios. Trataodo-se purm, da designa-
rlo de urna pessoa para dirigir e regular urna
sociedado desla?, aquella conrenioncia e neces-
sidade para que se tornam mais evidentes e ele-
O Jacaranda contioa muito procurado: as
486 pecas rindas pelo Brasil Packet do Rio de
Janeiro, foram rendidas em leilo a 18 1/2 mar-
cos de banco por 100 libras, termo medio.
O algodo estere frouxo; os prejos retrogra-
darais de cerca 3/4 schillings por libra. Nao
existe algodo brasileiro neste mercado.
Est a partir para esse porto o nario Georg,
capito Bleicken.
vados; e a Associacao Popular de Soccorros Mu-
tuos, com a devida renia nao pode comprehen-
der que um individuo alheio sociedado, o sem
lago algum que o prenda a ella, esteja no caso
do boro prest li-la, e possa rir a gorerna-la de
um modo conveniente.
Ella humildemente entende que urna noraea-
Co para presidente de urna associacao semelhan-
te pode muibera ser feilo pelo gorerno d'eolro
os diversos individuos que compdr o quadro da
mesma associacao, e que offereQam as condiedes
de aplido e idoneidade para esse cargo, e nada
obstara a que de urna lista apresentada ao go-
rerno, c na qual se contiresse os nomes dos dif-
erentes membros da associagao, como proposta
sujeila ao seu Ilustrado criterio, fosse nomeado
pulo proprio gorerno aquelle que julgasso mais
habilitado para desempenharesse lugar, compre-
liendido assim a disp03codo citado paragrapho,
cabe sempre a autoridade administrativa o direi-
to de fazer semelhante nomeacao, e deste modo
sempre se harmonisam os inleresses e os flns das
sociedades do que se trata, com o espirito e a
rraa da le correspondente.
Entretanto a associacao Popular de Soccorros
Mutuos nao pode saber se a interpretlo, como
ella a formula, a quo de ve rigorar, se assim
que so dere entender ou nao aquelle paragrapho :
e neste estado de durida, requera V. Exc. que se
digne esclarece-la, sobre a rerdadeira torga e le-
gitima interpretado d'aquelle paragrapho, por-
quanto o que ella deseja sobretodo ter um per-
feilo conhecimento do sentido era qtio estas pa-
tarras devera ser tomadas, am de que possa di-
rigir-se em seus desenrolrimentos.
Nestes termos a Associagao Popular de Soccor-
ros Mutuos pede V. Exc, que atlendendo ao
que respetosamente expdem se digno diffrir-lhe.
A commisso,
Joo Xavier e Silva.
Joo Francisco Marques,
ianoel Coriolano dos Santos.
Pernambuco, 26 de ferereiro de 1861.
4.a secgo.Palacio do gorerno de Pernam-
buco, 9 de margo de 1861.
Uedara a associacao Popular de Soccorros Mu-
tuos desla cidade, em solugo do que consulta em
data de 26 de fevereiro ultimo, que comquanto
seja genrica e taxativa a disposigo do 5 do
ait. 32 do decreto n. 2711 de 19 de dezembro do
snno finio, que d ao gorerno na corle, e aos
presidentes as prorincias, a faculdade de no-
mear os presidentes de associacoes de igual na-
tereza ; comtudo curial, e conforme ao espirito
e razio da citada disposigo, que, para taes car-
gos, sejam nmeados d'enlreos membroc de laes
sociedades aquelles, que, pelo canceito e dis-
tinego de qu gozam, forera dignos da escolha
de orerno.
A. Leilo da Cunto
Sala das sesses da Associacao Popular de Soc-
corros Mutuos, 20 de margo de 1861.
Angelo Jos Temolheo,
Director.
Joo Francisco Margues,
Io secretario.
.-inonio Macario de Assis,
a secretario interino.
COUMLRCIO.

D

D


d

b
o
REVISTA COMMERCIAL.
LISBOA, 11 DE MAligo DE 1861.
Precos correales dos gneros de importacio do
Brasil.
Algodao de Pernambuco. %
Dilo do Maranho .... o
Dito de Angola.....-
Assucar de Pernambuco b. (>
Dito raascavado .....o
Dilo do Rio de Janeiro m.
Dito da Baha b.....o
Dilo dilo mascavado .... a
Dito do Maraohao braoeo ... o
Dilo dito mascarado......
Dito do Para bruto d
Dito de Cabo Verde.....
Alpisla............A
Arroz da India. GOa qq
Arroz da Maranho e Pariup.
Dilo dilo bom .......
DUo dilo ordinario. .
Dito dito miudo......
Caf do Rio primeira sorte .
Dito dito segunda dita. .
Dito dito terceira dita h
Dilo de boa escolha. .
Dito de Cabo Verde ....
Dito de S. T. e Principe. .
Dilo de Angola.......
Cacao do Para......
Dito da Baha.......
Dito de San Thom.....d
Cera amareila de Angola <8
Dita dila de Benguela. ... s
Cravo do Maranho......
Craro de Girofe ......ar.
Chifres ...... M
Cauros teccos do Rio.....
Ditos verdes do Para
Ditos ditos da Baha.....
Ditos ditos de Angol.i......
Ditos lgidos do Maranho .
Dilos ialg. de Pernambuco .
Oilos ditas da Bahia.......
Ditos dilos de Angola. .
Dilos difbi da Cabo Verde. .
Ditos dilos das libas.....
Dilo ditos mouros.......
Comh.los.........(g)
Denles de marfim lei......
Dilos dito meiao........
Dilos dilo escravelho.....
Erva doce..........rg
Farinha de pao......A
Gomma copal superior..... >
Dila dita regular.......d
Dila dita ordinaria.......
Dita dila do Brasil.....
Melago..........
Oleo de copahiba ....
Ouruc. .........
Piroenta da India.......
Salsa pardilla superior..... @
Dila dita regular....... s
Dita dita ordinaria......
Taipoca boa..........@
Urzella de Angola......(j
120
2J0OO
1500
1#400
18900
ljj500
1S800
1430
19450
2j>3J0
700
4*200
6&100
r>*600
52O0
43000
4S000
35500
3I50
2J500
58800
4230
399OO
392OO
3g'.00
310
316
600
100
150
150
130
29700
1S950
19800
29200
18800
28100
19700
19700
29500
750
49409
69500
69900
59400
49400
49200
3J800
39350
260O
590o
4gi00
49200
4;ooo
39*00
39660
315
320
700
120
30SOO0 809000
157
117
177
100
157
197
127
100
140
195
120
33600
19150
19000
600
39300
800
45500
29300
19400
19750
P 449000
b 549OOO
% 100
130
Hatnbarffe 5 de mareo de 18G1.
Dolelim commercial.
O aereado tem estado mais animado durante
a ultima quinzena; a falla de depsitos se torna
muito senslrel.
O caf tem tomado urna posigo cada rez mais
rme; .os possuidores das ultimas importages
nao moslram grande rorvlade para vender pelos
pregos exigientes, e esperara que os depsitos
exceasivameute reduzidos em toda a parle nao
deiiaro de influir sobu 01 precos, sobretudo
porque os carregameotos expedidos do Brasil
para este mrcalo, dos quaes urna parla foi di-
rigida para outrot portoa, podem ser chamados
moderados proporcionalmente.
Colamos:
Caf do Rio ordinario.
Hito regular dito......
Dito bom dito..........
Dito fino dilo.,........
Dito de Santos dito....
Dito de Campias......
5 5/8-5 7/8 schillings.
6 6 1/8 idem.
6 6 7/16 idem.
61/2-0 3/* dem.
6 3/8- 1/2 idem,
6 5/8-7 1/8 idem,
Importaco do caf at fias d fevtrsiro.
1861 7 1/2 ilho de libras.
1860 10 idem.
1856 11 1/4 idem:
1858 3 ideo.
1857 4 idem.
Em ser em fins de fevereiro.
1S61-.5 anUades de libros.
1860-6 em, -
1859-11 idem,
85841 idea.
- 1857-12 idem.
Asittcar.Q* presos ba.ixiraia do nova do 8
Dita de Benguela.......
Dita de Cabo Verde...... o
Vaquetas do Maranho.....orna
Dila de Pernambuco ... a
ExportagUo.
Agurdente......
Azeite doce......,
Amendoa doce era milo
Banha de poreo. .
Batatas.........,
Cera branca em grume. .
Dita dila em velas. ,
Ceblas.
217
122
187
185
197
207
157
170
155
205
150
39OOO
iSloo
19250
I9IOO
49600
900
59IOO
29500
19300
29400
469O0O
559OOO
140
140
19g000 2O9OOO
129000 163000
109000 II9OOO
I920O 29*00
99OOO II90OO
109000 139000
109000 129000
Cenleio......
Cevada ......
Carne de vacca. .
s de porco
Chourigos ,
Farinha de triga.
Milho.......
Paios.......
Presuntos .
Sal.
Alna.

.
Ib.
B
O
M
A
A
6 @
f
A
Duz.
@
19600
2S0OO
69200
39550
3920O
300
380
400
180
410
310
29200
292OO
79000
39650
4S00O
39600
350
400
420
200
420
320
I29OOO
209000
39600
99000
400
900
49800
Trigo rijo do Reino.....A
Moio 19400 19500
Dilo molla.
Toucinho.........
Vinlio de Lisboa tinto .
Dito dilo branco ....
Vinagre de Lisboa linio
Dilo dilo branco ....
Cambios.
511/2
y o 5"26
... 523
. 48 ljS
42 fU
700 760
700 730
3920O
9O9OOO IO69OOO
B 1159000 1209000
P. 459OOO5O9OOO
45S000 509000
Londre 90 d|d .
Pars 100 did .
Genova 3 tn\d. .
Hamburgo 3 in|d.
Amslerdarn 3 m|d
Madrid 8 d|v........325
Porto 8 d|v.........par
Me taes.
Pesas de 89OOO ....
Ongai hespanholas. .
Ditas mexicanas. .
Agaias de ooro dosEsta-
doi-L'nidoi ....
Soberanos (a prata). .
Ouro cerceado (a ooro) .
Patacos hespanholas .
Ditas brasileirat .
Ditas mexicanas .
Cinco trancos ....
Prata (marco).....
Fundos e acgOss.
3 por eoalo de asssntarn. 48 a 48 1 2
CooDons ......
Divida differida .
Banco de Portogal. .
Dito commercial do Porto
Dito Mercantil do dito .
Depois da nossa anterior retiste o mercado em
gerl foi regular em transacces, e apenas cestas
ultimas semanas so notc-u afgutfa apethia, prin-
cipalmente nos gneros de exportado.
No mercado de fundos, anda que a sa" P*-
ragoee nao foram alm do ordinario, couoeceu-
o com iodo mate autmagio do'-qoe Iho destCB-
mofe em nossi precedente reviste.'
89020
14tf900
1*9100
189250
49490
.19980
930
930
930
875
79950
89040
159100
149200
18940Q
49500
29010
950
950
950
885
89020
47 3|4 a 48 1/4
391|4s39 3/4
5559000 a 5579OOO
2581000 a 2581000
2601000 a 262SO00
Aasucar.Ao contrario do que se esperara, o
eupprimentos do assucar novo do Pernambuco ti- '
reram boa aceitago, tanto assim que a carga do
Esperanga destinada a praco do Potto foi a.qui
vendida. A continoago dos supprinjontoo do
asnear da. pommoes iogleaas, tem Vto eem
que elle eaja hora mais oflerecido do que procu-
e",;. Parece-oe' tem~ razoee para af-
flrmar, que se as remessss do assucar do Brasil
vierem gradualmeulo como at agora, os precos
hao de susiealar-se com firmeza. v\*
Aa entradas do assucar durante o periodo que
passamos em revista, foram de 2420 saccas e 347
barricas de Pernambuco, 327 barricas e 286 sac-
Verde, 11 barricas e 1970 saccas de Londres,
416 saccas de Liverpool e 100 caixas de Cadlx.
A existencia actual deste genero de
Caixas. Feixes. Barricas. Sacoas. Giftos
1406 328 2077 1725 220
Algodo.As tvsnsacgoos que se effecluaram
para -o Porto, reduziram o deposito a um terco
em pnmeiras mos, e estes possuidores eleva-
ra m logo as sms pretengoes, e anda que os nos-
sos fabricantes se conserrassem afastados do
mercado, foram comtudo alguns delles forcados
a ceder aos pregos que colamos em
de pouco vulto.
Os supprimentos
fardos de Liverpool.
Agurdente do Bsasil. O supprimento que
mencionamos em nossa ultima reviua comecou
arender-se por 709, hoje offerecido j a 6O9,
nao encontr assim mesmo comprador. A en-
o de vlp" de Pernamauco e 40 do
1 reste.
Azeite.Tem-8eeffectuado embarques de con-
sideragao para S. Pelersburgo, o mercado deste
genero est animado, e diversas transaegoes se
tem euecluado ltimamente.
Arroz.Pequeas transaegoes tem tido lugar e
as rendas sao muito limitadas, e lio somente
destinadas ao consumo pequeos embarques ti-
reram lugar para frica e para as posaas ilhas.
Luiraram do Para 3365alqueires, de Londres 200
saccas, o de Liverpool 1100 dilas.
Alpiste. Poucas rendas. O prego pode re-
putar-se como nominal.
Caf.O priraeiro supprimento que tiremos
vendeu-se a 69100, e o segundo a 5/800, de ma-
neira que as primeiras sortea do R de Janeiro
que suslenUram altos precos, desceram comtu-
do alguma cousa.
A exportagao que tiremos melhorou de posi-
go as segundas qualidsdes, Qcaodos desatten-
didas as inferiores, e a escolha que mesmo offe-
recida aos mnimos pregos difcilmeale encontra
comprador.
O de S. Ihom limila-se etlretei nocessida-
de do consumo, e os compradoresguardam no-
ras chegadas, e mesmo por que estando hoje os
direilos do caf cstrangeiro com una reduego
de 300 ris em arroba,'esperam qu os pregos
baixem.
Desde a nossa anterior rerista chegaram do
? ,de,Jane,ro 291 saccas e 1 barrici, de S. Tho-
m 194 saccas e de Cbo-Verde 102 litas.
Cera.Apezar da grande exportagao que men-
cionamos em nossa ultima rerista, os pregos nao
se elevaran), porque o deposito aiola abun-
dante, e tendj cessado as ordena dos mercados
estrangeiros, os pregos ficam reduzidos tas nossas
cotages. Chegaram de Loanda 191 gamellas, o
de Pernambuco 20 barricas de cera em grume.
Cacao.Em consequancia das trarsages que
lireram lugar e de que demos conta em nossa
ultima rerisla, o prego par* o do Par elevou-se
a 4jj000, mas insignilicanles vendas st fizeram a
este prego. No de S. Thom os possuidores ce-
deram ltimamente aos-mnimos pregos de nos-
sas colagoes ea elles so realisaram cerca de 960
saccas. As entradas foram de 242 saccas do Pa-
ra e 31 de S. Thom.
Couro.--Poucas transaegoes teem tiJo lugar, e
apenas esta ultima semana houveram rendas
para exportar dos salgados do Maranho, e para
consumo dos salgados de Aogola e Ctbo Verde.
Ossupnmentoschegados sao de 2,010 do Para,
loo" e 338 raquetas de Pernambuco, 128 de Loan-
da, 156 de Cabo Verde, 124 da Madeira, e 40 far-
dos de Gibrallar.
Gomma copal.Os pregos conlinuam a sus-
tentar-se com firmeza, mas os possuidores teem
exigencias laes que alguma transaego que se
tem effectuado de pouca importancia.
Nao filemos supprimento algum.
Gomma do Brasil.O mercado para este gene-
ro -rariarel, porque urna pane dos possuidores
desejosos de realiar6m, cederara aos pregos co-
lados, eoutra parte esperara melhor poca, fun-
dando-se no maior consumo qus este genere
lem sempre no voro.
Notamos que ha urna nica marca conhecida
do Maranho, que oblem sempie para cima de
35 ris. De Pernambuco vteram 144 saccas.
Melaco.Os compradores eslo suppridos, e
como as fabricas de destillago se fecharam, o
mercado est completamente paralysado.
A entrada foi de 321 cascos e 141 barris de Per-
nambuco, 223 barris e 74 potes do Para, e 126
cascos da Liverpool.
Marfim.-Sem alterago do que dissemos na
ultima rerista. Enlraram de Loanda 278 postas.
Salsa.Poucas transaegoes se realisaram em
razo das altas pretengoes dos possuidores. A en-
trada foi de 581 rollos do Para.
Sal.O mercado conserrou-se regnltr, e di-
rersos embarques tem tido lugar para os portos
ostraogeiros.
O Laura Camabell carregou aqui para Mon-
tevideo 691,360 litros.
Urzella.O mercado continua frouxo, e a ex-
portagao deste genero apenas montou a 659 sac-
cas, sendo mais de metade da Cabo Verde.
Os supprimentos chegsdos foram de 571 sac-
cas de Loanda, c 237 de Cabo Verde.
Vinhos.O mercado continua com pouca ani-
raago, e muito limitados os embarques para o
Brasil.
Pernambuco.Florinda (brig. port.) com 368
latas, 10 de raos, 5 pedras, 11 volumes com lac-
eadas de dita. 42 pipas, 196 barris e 20 aocoretas
de vinho, 41 barris de toucinho, 190 de azeite,
40 de carne eosaccada, 30 de linguica, 4 de ba-
nha, 10 pipas e 10 barris de vinagre, 220 saceos
de farelo, 145 Caixas e 160 quartos de ditas com
pasjas, ll volumes dirersos, 1 caixa de doce, 7
caixoles de figos, 4 de peras seceos, 20 barricas
de carvo animal, 10 sacos de herra doce, 6 bar-
ricas de linhaga, 33 de alpisla, 600 volumes com
arcos para barril, 120 saceos de feijo, 2 de tre-
mogos, 500 caixas de batatas, 84 decera em re-
as e 250 de ceblas.
Relmpago (brig. port.) com 16 saceos de
teijo, 42 pipas, 322 barris e 90 ancoretas de vi-
nho, 1 caixote de dito do Porto. 1 de dito de Car-
carello, I de dito malrazia, 229 barris de azeite,
14 pipase 40 barris de vinagre, 200 barris de tou-
cinho, 3 barricas do cera em grumo, 30 caixoles
e 76 caixas de dita em reas, 4 caixas de doce,
215 caixas de ceblas, 26 volumes de drogas, 12
caixas de ridros, 350 caixas de batatas, 30 barris
de carne ensaccada, 14 barris de gesso, 12 barri-
cas com garrafas de limonadas gazosas, 200 barris
de cal, 200 saceos de semeas, 300 de farelos e 54
volumes diversos.
Maranho.Feliz Unio (barc. port.) com 250
pedras de cantarla, 43 volumes de drogas, 4 cai-
xas de sebo, 7 pipas e 140 barris de vinho, 20 cai-
xas de cera, 3 barricas de dita em grumo, 1,000
molhos de ceblas, 15 e 10 meias pipas de vina-
gre, 5 campas de pedra, 3 hombreiras de dita e
10 rolumes dirersos.
Aurora (gal. port.) com 14 pipas e 80 bar-
ris de rinho, 20 barris de vinagre, 201 podras de
Sentara, 200 molhos de ceblas, 5 saceos de her-
ra doce, 5 de corainhos, 6 caixas de rap, 20 cai-
xas e 1 barriea de bacalho, 50 caixas de btalas,
2 caixoles de doce, 14 rolumes de drogas, 4 bar-
ra de azeitonas, 15 caixas e 50 meias ditas e 40
quartos de caixa com paseas e 15 rolumes di-
rersos.
Para.-'-Amazonas (bar, port.) com 207 barris
de vinho, 2 volumes com objeetos de ouro, 60
barris de vinagre, 25 de azeite, 65 barricas de
bacalho, 40 caixas de massas, 15 de massinhas,
10 barra de chourigos, 15 de toucinho, 11 saceos
de comiahoe, 11 de berva-doee, 6 do grao, 13 de
alfazema, 13 de noxes, 200 caixas de batatas, 17
de doce, 3 caixas do peixe de escabeche, 8 barris
de dito salgado, 104 ancoretas de azeitonas, 81
volumes de drogas, 6 grades de queijos, 5 barricas
tremogos, 7 aixas de cera ea velas, 6 barricas
de amendoa coca, 309 moios de sal, 60 caixas e
1,000 molhos de cebollas, e 58 volumes di-
versos.
Barra de Lisboa.
Entradas.
Fevereiro 15 Gralido, PesUna, Pernambuco
> 17 Guienne (v.) Filiout, Brasil.
19 Liada, Neres, Para.
> 22 Ligeiro II, Basto; Para.
t M Jferance, Cem, Fernamlmee.
mnathia, Santos, Pernambuco. i
5 Magdalena (v.) Wooward, Brasil.
Margo
a
Sahidis.
Fevereiro 13 Ooeyda (v.J Bevis, Brasil.
24 Relmpago, Pontees, Pernambuco:
24 Feliz Unio, Congelres, Maranho.
2* Amazonas, Leile Jnior, Para.
25 Florinda, Souza, Pernambuco.
27 Aurora, Lopos, Maranho.
1 Nararte (v.) Vedel, Brasil.



Margo
dr'ilhes) novas vistas por um systema pouco :o-
nheeido entre nos.
As disposigSes do regulamento interno appro-
"do pelo Illm. Sr. Dr. chele de polica serio
Belmente observadas.
Os candes estaro venda no pavimento ler-
reo f^ d0 baU* !' damas gratis, cavalhei-
ros 2SO00.
Bmbarcacoes despachadas.
PernambucoBarca Gratido.
Maranho.Brigue Bom Successo.
ParaBriguos Feliz Ventura, LUeiro II, e bar-
ca Linda.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 28.
Soulhamplon e portos intermedios19 das, va-
por ingle Tine, eommandante Jellecoe.
1 %n"06'015 das, brigue nacional Veloz
de 201 toneladas, capilo Manoel Ferreira Le-
te, equipagem 10, em lastro, a Azevedo &Men-
des.
Mnt'a34 das, polaca hespanhola Antilla,
ae 150 toneladas, capilo Eleonor Millet, equi-
pagem 12, carga 2500 quiotaes de carne, a Bsl-
thar Oliveire.
Phlad^Lpni,~48 dia8'D,rca americana Margarit
de 249 toneladas, capito Daniel Quing, equi-
pagem II, carga 2300 barricas com farinha de
trigo e mais gneros, a Saonder Brothers & C
Terra Nova34 dias, brigue ingiez Dante, de 176
toneladas, capilo John Glass, equipagem 12
carga 2350 barricas com bacalho, a Johnslo
rater & C.
Honolula-5 mezes, galera americana George Si
Susan, de 356 toneladas, capito Robert Jones,
equipagem 29, carga azeite de peixe. ao capi-
lo, veio refrescar e segu para New Bedford.
Navios sahidos no mesmo dia.
Portos do Sulvapor nacional Paran, eomman-
dante o capilo lente Jos Leopoldo de N.
Corralo.
demvapor ioglez Tyne, eommandante Jelle-
coe.
O) 05 a. a. m m . T a 0 09 0. m S Horas
w V a 5 c p z B c Almosphtra. 0 ce oa P3 5= < 0 BE W
* CA O O Direcco. H se H 0
* 5 ca n 0 a 0 0 m a Intensidadt.
3 g 00 ce 00 -a co Fahrenheit. H n 9 M O M H "I s 0
I 0 O .8 te O "-1 Centgrado. II c es ? ce
O) 03 ce -1 os ce 8 Hygrometro.
0 O O e * Cisterna hydro-metrica.
00 -1 01 00 S OS S5 1 t 1 Francez. W > O s 3 0
te u {5 5 "0 0 C (O g "8 co 0 2 .8 Ingle.
A noite de aguaceiros, vento variavel dos qua-
drantes do SE e SO e assim amanheceu.
OSCItACAO DA MARE'.
Preamar as 6 h. e 6' da tarde, allnra 7, p.
Baixamar as 11 h. e 54' da manba, altura 0 9 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 28 de
margo de 1861.
Romano Stepple,
Io lente.
Declarares.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6* dividendo
de 12#500 por aeco.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de_guerra, tem de comprar os objeetos
seguales :
Par.s armazens do arsenal de guerra.
10 duzias do taboas de louro de assoalho de 13
a 16 pollegadas de largura e de 26 a 28 palmos
de comprmeme
1 duzia de costadinho de smarello.
12 c meia arrobas de arcos de ferro de polle-
gada e meia.
5 arrobas de oteo de linhaga.
Quem quizer vender taes objeetos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3 de
abril prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsonal de guerra. 22 de
marco de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
iT I^uarassu 22 da margo.Na cadeia desla
villa para um mulato que diz chamar-se Anto-
nio, pertencenle ao Sr. Dr. Joo da Rocha, do
eogenho Harrees, e que antes dra captivo do
5 j de Amorim Salgado; quem 6r procu-
rador do senhor apresento documentos para lhe
ser entregue.Joo Carvalho Raposo, subdele-
gado.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do Imposto de eatabelecimentos, fln-
da-se no ultimo do corrente mez, e lodos aquel-
les que nao pagarem dentro do prazo marcado,
cam sujeilos mulla respectiva.
Contadoria municipal do Recife 20 de marco de
1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimento ilda-
se no uliimo de marco vindouro, e todos aquelles
ue nao pagarem dentro do prazo, ficam sujeilos
q mulla de tresporcento.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno findo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicSo das notas de 20 da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
CASSINO POPULAR
H0
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 30 do corrente.
A sociedade Canino tesa a honra de annunciar
ao respeitavel publico, quo dar ao dia 30 um
sumptuoso baile de mascaras e phantasia empre-
ganoo-se os melos poseiveis para que nada deise
a desejar.
Os concurrentes terso de apreciar no gabinete
ptico (antes do baile e nos nter vellos das qua-
Avisos martimos.
t
ranea. Na agencia ra do Tra-
piche n-. 9, se daro todos, os esclarecimentos oe<
cessarios.
Para a Babia
A sumaca nacional Hortencia platearte se-
guir com muita brevidade. tem parte de seo car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta
trala-se com os seus consignatarios Azevedo 4
Benaes, no seu escriplorio ruada Crux n. 1.
Para o Aracaly
O hiate Camaragibe: para carga e passageiros,
trala-se na ra do Vigario n. 5.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemente o hiate
Exalaco : para carga e passageiros, trata-so
com Gurgel Irmos, na ra da Cadeia do Recife
o. 28, primeiro andar.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Damoo pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do corrente ; s recebe passageiros
e escravos a frote, para os quaes tem excellentes
com modos : trala-se com os seus consignatarios
Azevedo 4 Mendes, no seu escriptorio roa da
Cruzn.l.
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer serviqo tendente
ao mesmo vapor.
Para o Mar-
nho,
tocando no Acarac, segu brevemente o patacho
EmulacJo, capilo Antonio Gomes Pereira :
para alguma carga que lhe falta, trala-se com
Moreira dt Ferreira, rus da Madre de Dos n. 4,
ou com o capito.
Leudes.

LEILAO
DE
Urna taberna.
Terca-feira 2 de abril.
Costa Carvalho far leilo por mandado do Exm
Sr. Dr.juiz especial do eommercio a requeri-
mento de Prxedes da Silva Gusmo, da laberoa
do pateo do Terco n. 14 de Francisco deOliveira
Jnior & C, no dia cima s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceicio pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passageiros e escravos a frete, para os
quaes tem excellentes commodos : trala-se com
os seus consignatarios Azevedo 4 Meades, no seu
escriptorio ra da Cruz n. 1.
Para
segu impreterivelmente no dia 4 de abril o hiate
Eialacao, capilo Trajano Antunes da Costa .
para o resto da carga, trata-se oom o frelador Jo-
s Raimundo Ferreira, ra do Queimado n. 14.
DAS
Messagerics imperiales.
Al o dia 1 de abril espera-se dos portos do
sul o vapor francez Navarre, eommandante Ve-
del, o qual depois da demora do costume segui-
r para Bordeaux tocando em Sito Vicente com
correspondencia para Gore (costa d'Africa] e
Lisboa, para passageiros, encommendas ele, a
tratar na agencia ra do Trapiche o. 9.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
frJMMrans ojupdi.
O vapor Cruzeiro do Sul, eommandante o
capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
perado dos portos do sul al o da 30 do cor-
rente, o qual depois da demora do costume
seguir para os portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaia-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
COHPAMIA PERYAMBICANA
DE
Navegacaocosleiraavapor
O vapor Jaguaribe, eommandante Lobato, se-
Ru para os portos do norte at a Granja no dia
6 de abril s 5 horas da taide.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros e dinheiro a Irete at o dia
da sahidas 2 horas: escriptorio no Forte de
Ma.tos o. 1.
COMPANHIA PEMAIBUCANA
DK
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, eommandante Moura, se-
gu para os portos do sul em 5 do abril s 5 ho-
ras da tarde. Recebe carga al o dia 4 ao meio
dia. Passageiros e dinbeiro a frete at o dia da
sabida s S horas : escriptorio oo Porte do Mat-
tos n. 1.
Precisa um homem solteiro de um criado
forro ou escravo, que saiba cozinhar: a tratar na
ra da Imperalriz n. 8, terceiro andar;
Feitor
Precisa-se de um feitor que saiba deaempenhar
o lugar de seu efflcio, para casa de um estran-
geiro. que seja capaz e fiel, e que d conheci-
mento de sua conducta, preferindo-se solteiro
dirija-se ao sitio de porlo de ferro, na trente do
palacio do bispo.
Aluga-se a loja n. 9 na ra Direita : a Ira-
lar na ra atraz da matriz da Boa-Vista n. 36.
A quem convier.
Um empregado pubhco bem conhecido. e que
offeraceas necessarias garantas, recebe em sua
casa lo a ltestudantes de preparatorios sob sua
direcco, nao lendo seus psis ou correspondentes
o menor cuidado com elles para que entrera na
academia. Urna casa commoda, bom tratsmenlo,
?<^h10r *ollcllude. Pe' *u PPlica5o. para que
tenham bom resultado nos exsmes; e finalmente
uma gratificado a mais mdica e razoavel : taer
sao as vantagens que encoutraro. Podem-se In-
formar dos Illms. Srs. Figueiroa, Drs. Sabino, Ga-
briel S. R. da Camara.Luiz F. S. Leo, Agoslioho
?8,_e m8Jr Js Joaquim Antunes, ou na
ra do Rngel n. 73. onde se trata.
Precisa-se de nm bom criado para o servia
50 de sala e quarto dando fiador: na ra do Tra-
piche n. 12.
Precisa-se para uma casa estrangelra de um
bom coznheiro e um copeiro de afiancada con-
ducta : dinja-se a ra do Vigario n. 2.
PERMTA-SE
por uma morada de casa nesta praca, duas mora-
das de casa, uma sita no Poco da Panella, de pe-
dra e cal, com quatro quartos, cozioha fra, quin-
tal murado, porlo, cacimba, solo com janella
que deita para fra e margom do Capibarlbe
outra meia-agu* na ra de Sanla-Thereza, nest
cidade, que rende mensalmente 129000: a tratar
na ra Imperial casa n. 5.
Caetano de Assis Campos, cidado brasilei-
ro, vai a Lisboa tratar de sua saude.
v ~1 A,pp8Soa 1ue lier e quizer a lugar um so-
brado de um andar, bem assim um l.ou2.(>
que seu aluguel nao exceda de 25 a 30, ou qu-
quizer trocar por um na ruado Rangel, pode di-
ngir-se a mesma ra n. 11.
Companhia do Be-
beribe.
, Para cumprimento do disposto no
art. 1- do decret n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados o
Srs. accionistas da Companhia do Be-
beribe a se reunirem em assemblea ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companhia. Re-
cife 21 de marco de 1861.O secreta-
rio, Manoel Gtntil da Costa Alves.
I Precisa-se de uma pes-
soa comhabilitaces para ser
coutramestre de uma casa de
alfaiate: na ra da Madre de
Dos n* 36, primei andar.
Costureiras.
Ainda precisase de algumas costu-
reiras que estejam acostumadas a coser
costuras dealfaiates, para trabalharpor
dia em casa de familia : na ra Nova
jnuto a Conceicao dos Militares n. A7.
Traspassa-se o arrendamenlo do engenho
Junqueira, na comarca do Cabo, ao p da esta-
co da Ilha ; quem preteoder, dirija-se ao mes-
mo eogonho, a tratar com o rendelro.
Aluga-se a loja do sobrado da ra
da Impcratrizn. 38; a tratar na mes-
ma ra n. 40.
Muita attenco.
Na ruado Imperador n. 16, conlinua-se are-
ceber qualquer encommenda para jantares de
todas as qualidades, tanto para casa estrangei-
ra, como naeiones, a saber : pao de 16, podios,
pastelees, presuntos do fiambres mullo bem en-
lejiado ; aprompta-se qualquer ave de penna
tanto de forno como de cozinha, assim como to-
das as qualidades de sobremesa, ludo com o-
raaior asseio e pelo preco mais commodo pos-
sivel.
Roga-se aos Srs. Jos Fiel de Jess Leile,
Francisco Gon;j|ves de Souza e Joaquim Vicenta
Marques, que qoeiram ter a bondade de compa-
recer praca da Boa-Vista n. 16 A, negocio.
A padaria do leao do norte, na ra do Co-
lrelo, precisa de um trabalhador demasseira, e
que tambem entregue pao. com um preto, duas
freguezias, bem pertoda porta, paga-se bem dan-
do fiador do sua conducta.
Quem anounciou a compra de um habito-
da imperial ordem Aa Rosa, appareca quanto an-
tes na ra da Aurora n. 10, das 4 s 6 horas da
tarde, que encontrar obra muito chique e sem
uso algum.
Precisa-se fallar ao americano Alberto So-
lomo Lapart para se lhe comprar um remedia,
do qual j usou uma senhora moradora no enge-
nho Ora e que precisa continuar com o mesmo-
remedio ; a fallar no dito engenho com o Sr. Ja-
cintho Gomes Borges Uchde, ou nesta praca na
ra da Crux n. 61, terceiro andar.
COMPAMHIJL
DAS
Nessageries imperiales.
ieloi
hla so "encarrega
paquetes i
Previne-se os earregadores pe
vapor francezes que a companhia
de segurar looas as mareaiforia, valores ele".,
que so carregar a bordo dos ditos paquetes se-
gundo u clausuras cortics* fe ussi apolle
v -^ i
P. Villela, retratista da angosta casa imperial
em seu estabelecimento na ra doCabog n 18
primeiro andar, entrada polo pateo a matru,
2lii*1.flM,cS-da 0uro dMel P"* *"-
rem-se retratos. No mesmo estabelecimento tl-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por ntelalootvpe
Sobre panno encerado, proprioa para remetlo-
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou talco, especaes para al-
finetes ou catsolelas.
Retratos transparentes, offereeeodo o roesa
retrato doas vistas,
nma em cores outra em prelo a branco.
Witqe a oleo, de todos os tnjannos al o
posto nataral. ^" m- "w -
U
T*~a
- II
L
-T


Diario de pernjmco. ,^ SabbaDo ao m^m#C;^bI6i.
(5)
O EXTEACTO
COMPOSTO BE *
SALSA PARRDLHA B R. TOWNSMIB
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIREGCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tara na economa animal.
A rjuantidade do singue u'um humera d'es-
tatura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
palsacao duas ongas sahem do^coracao nos bofes
e dalh todo o sangue passa alera no corpo huma-
no era menos de qoatro Minutos. Urna dis-
posicao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribnir e fater
circular esta correrte de vida por todas as
partes da organiss$e. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual 6 a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora velocidide elctrica a comidi as
mais remotas e mais pequeas panes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo o cada teagem se fai completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenea. Nao obstante pode tam-
bem crurar com igual poder nacriago desande.
Estivesseocorpo infeccionado da doenea maligna,
ou local oa geral, e situada no syslema nervoso
ou glan Juloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puroe saudavel ficar superior
a doenea e inevitavlmente expelr da oonsli-
tuicjio.
O grande roanancial de doenea entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue o ponto no qual
se ha myster ftxar a attenc,ao.
O ORIGINAL E O GIKUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
New-York, ha vemos vendido duran te muitos an-
cos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico,
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND d Co, 218 Peall
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD 4 Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM4 Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlSlreet.
R. B. HA VIL AND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 134W ater Street.
TH0MA.S & MAL, WELL 80 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
don Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, H6&
106 Jobo. St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlSlreet.
HAVILAND KEESE& Co, 80Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK &Co, HOBroadway,
10 ster.
Honse, and 278 Broadway, cor. o! Cham-
bers Street.
PH1UP SCHIEFFELIN, & CO107Wtr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RST & HOUGHTON, 83 Jonn Street.
I.MINOR& Co. 214 Futan Street.
INGERSOLL &BR0THER, 230 Pearl Street.
HASKELL 4 MERRICK, 10 Gold Street.
R. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVOBE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos setu Effeitoi
O extracto eoroposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-se tao maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODR1DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prapara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washinglom, Brooklym, sob & inspeccao directa
do muilo conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cujacer-
lidd e asstgnatura se acha na apa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTACTO COMPOSTO DE salsapahrilha.
0 DR. TOWNSEND.
O grande purificador do sangue
CURANDO
160 rs.
Dita dita
820 rs.
JOSEPHE. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIESACLAY, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenvreh
Street.
fomwnias k aei.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhnha de porta ou KALENDARIO eetesiastico e civil para o
--~- bispadode Peroambuco.. .'.'.'. r." !T" f-;
Dita de algibeira comeado alm do kalendario ecclesiastico e civil,
expliea$ao j das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commereio;
ditas, do sella; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, pronciaes e municipaes, ao
que se jttntou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade.
. contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumearoe do tribunal do commereio ; ditas des impostos
gefaes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os oficios que a
igreja costuma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixao, (em portuguez). preco.....
Ditddt) lmanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de: ...... .
Para facidade do uso deste almanak, augmenlou-se
de formato, e fizeram-se umitas alteracies, sendo a correc-
$ao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os das soffre mudancas) aerescentando-se a nu-
merado dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
quesedeseja pela oocupaco do individuo dequem sequer
saber a residencia.
i
320 rs.
19000
OReirs
A Hertsipela,
A ADSTOICr.AODO VEN-
TEE,
AsAlporcas
Os EFFEITOS 00 AZOC-
6UE,
Dispepsia,
AS OENCAS,DETIflA-
vo,
AHtdcopesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatisbo,
As Chacas
A Debilidabe geral
As Doencasde pellb
As Borbollas na ca-
ra,
As Tosscs,
Pflde-e o r. Jos de S teito Arnoso, de
Manaus, proviocia 3e Amazonas, pregado da
arrecada^ao, e engenbeiro, e sopplente diputa-
do, teaha a boudade de mandar pagar os objectos
que Vmc. levou para negocio quando aqui andou,
1e mais urna letra vencida desde juuho de 1859,
fazendas para se gasto ; e a quantia de 98J de
encommendaspara seu cunhadodoutorfardr-se,
como diz em sua eaita. Estescnhor entende que
os mais devem o sustentar.
Francisco Xavier de S Leitao.
Roga-se aoSr. Joaquim Theophiio dos San-
toa G. queira annunciar a sua morada para se
lhe fallar sobre um particular.
Aluga-se urna negra para lodo o servido de
urna casa de pouca familia ; no becco do Cam-
pello d. 4.
Acha-se fgido o moleque Aatooino. fule,
secco, de idade de 15 annos, costuma estar pela
Passagem, ende mora o pai, o preto Flix que
foi escravo do lr, Lopes Netto : quem o pegar,
queira entrega-lo na ra do Imperador o. 73, ou
na roa Bella n. 33, que ser recompensado.
. Duas peasoas inglesas desajam lomar lijocs
no idioma portugoez : para informales dirijam-
se ao escriptorio desle jornal em caria techada
com as ioiciaes E. B.
Alugam-se duas escravas ^ee cozinham
bem : a tratar no terceiro andar da casa n. 2 d*
travessa das Cruzes,
Procisa-se de 2 oa 3 officiacs de charuteiro
quesejam perfeilos nos seas trabalhos : a fallar
na ra da Lingoeta par ca* do deposita ds.Sr.
Cu riba.
Precisa-se de um menino de 14 a \i annos
e que lenha alguma Vratica de taberna para ir
para o malo perlo 4a praga : a Iralar na ra X)i-
reita o. 55.
I
No pnmeiro aadar da ra do Cabug n. 7,
preetsa-se contratar, para feitor de um angenlio,
um l'ortnguez, rasado, robusto, que entenda de
agricultura, e que d Qadoc a sua conducta.
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qna-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor era
todo o respeito a algum outro purifimder do
sangue, conserva-se era lodos os climas por cer-
toespaoo de lempo.
Townsend tem assignalura e a ceriidao do Dr. J. R. Chlitton,
na apa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Rroadway, New Vork, eem Pernamuco na ra da Cruz n. 2 L, escriptorio, 1. aiadat, tam-
bem na-botica da ra Direita n, 88 do Sr. Paranhos.
CONSULTORIO ESTECIALHOHEOPilUCO
DO DOUTOR
SABINO a. L. PINHO.
Rsade Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultis ledos os das uteis desde-as 10 horas
zK meio dia, acerca das segulutes molestias :
1.* molestias ios mulleres, molestias das crian
Cas, molestias da pille, molestias dos olhos, mo-
lestias stthilUicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas ccnseqvencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOHEOFaTHICA .
Verdadeiros medicamentos hcrmeopalhicos-fire-
parados som torres as cautelas necessarias, in-
falliTeistm seus elTeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodoa pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos 4o Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; -todos
que o torear tra delta sao falsas.
Todas as cerleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, tendo ao
redor ai seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Piohn, medico brasiieiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carleira* que aolevarem esse impresso
ssim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do t, Sabino sao falsos.
Compras.
9
CONSULTORIO
DO
ii i?. &a mm mmmm
MEDICO PARTEI RO E OPERADOR.
3 RIJA DAGLOIRIA, CITADO FUMO 03
Clnica por ambos os sy stemas.
O Dr. Cobo Mosooso d consultas iodos os dias pela manhaa,de tardedepoisde 4
Loras. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidado, eemopara oongenbes
u octras prapriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua -sasa at s t-0 horas da manha e em caso
(k urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo -por escriptsem que se declare
nome da possoa, .o da ra e o numero da asa.
Nos esos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecrfepo-
derao femetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Crtiz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianie achar-se-ha constan temen te os methores odiea-
rcer-lcefiornecpathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........109000
Dita de 24 ditos.........;....'.... 155000
Oit de 36 ditos....................205000
Dita de 48 ditos. ,.......-...,.... 257000
Dita de 60 ditos.'................. 309000
Tubos avtrtsos cada um.........: 19000
Frascos de tinturas. j j............. 2*000
- Manual de medicina homeoptica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, oom o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, .oro diccionario. 109000
_______Repertorio do Dr. Mello Maraes......., 6900*
"Olcina de fflarmoreT^
Caes do Ramos n. 30.
Pela escu na sarda Annessione recenlemente
ebegada a este porto, receberam-se podras de
manaore de Genova, proprias para aparadores,
banbeiros, m'aas, consolos, ele. Recebe-m-se
encommeodas de tmulos, urnaa, e todos os mais
objectos propriios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravara-se epilapbios e toda
a sorle de inar.ripcoee para os mesmos monu-
mentos. Presos mdicos.
- Na travessa da roa
das Cruzes n. 2, primeiro andar, continua-se a
lingir com toda a perfeic&o para qualquer clr, e
o mais barato peesirel.
Aluga-se, ecclosive a loja, o sobrado n. 31
sito na rus ou pateo do Livramento, tem dous
andares com excelleotes accommodacoes, e que
se acham em bom estado de aceio, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso terraco com
coberta, tem caeimba e pequeo quintal, e lam-
bem sotao com cozioha espagosa e 2 quartos :
trata-se do aluguel. na ra Direita, padaria nu-
mero 4. _.. .
Manoel Ignacio de Ohveira & Fubo saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
ama nova edica-o da cartilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequcutas se
tem impresso, pw quanto abrange tudo quanto
contralla a aotiga cartilha do abbade Sa4omonde
e pedre mestre Ignacio, acrescen lando -so mu i las
orares que aquellas nao tinham ; modo de a-
conjpauhar un moribundo nos ultimes momen-
tos da vida, eem a tabella das (estas mudaveis,
eeorjpses desde o corrale anno ateo de 1903,
seguida da foHiinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excelencia da
icnpresso, do a esta edijeo da cartilha urna
preferencia aseas imprtente: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Attencao
.
Precisa-ae de alguma quantia de dinheiro a
premio sobre bypothcca de predios nesta cidade;
quem pretender fazer este negocio, dirija-se a
esta typographia em carta fechada eom as ini-
indicando sua morada para ser
ciacs A B. C,
procurado
Aviso
Pianos.
Mudanca de domicilio.
Joao Laumonnier transferio seu eelabeleci-
menlo da ra da Cdeia do Jlecife para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Eocar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos iiistru-
meolos.
ificasftfti&difi mi rtr ~9r ~t ra- um tr
II M. J. Leite, roga a seus deve- S
dores que se dignem mandar pa- n
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
terulo-se pata esse fin com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
I0IAS.
Jcaquim"Meatciro de Oliveira Guimares com
Loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa soe seus amigos freguezes e ao publico em
geral,que se ada sortida dea mais bellas c deli-
cadas obras de uro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender tasas ba-
rato do q je em outra parte, garantindo ae ditas
obraa. passande conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhae, pa-
gando o ouro.por mais do auc em outra parto. J
CASA
deS.
aosterceiros da rdem
Francisco.
Na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas,
vende-ae estamenha par habites a 29200 o co-
v.do, en ajpmpUm os meeots*babHos .on-
tade do irms a 45 cada um. otra ouito bem
JiJEJ^H
Precisa-se. alugsr urna escrava que saiba
cozinhar e comprar, para casa de pouca familia
quem-tiver o quizer. alegar, dirija-te a ra
Santa Isabel a. 1.
Aluga-se o segundo andar do "Obrado n. 32
da ra estreita do Rosario: na ra do Quemado
n. U, primeiro aadar.
de
Aluga-se
por lodo o preco que for conveniente a loja da
ra Direita n. 87, com a armacao propria para
todo equalquer eslabelecimealo"; a tratar na lo-
ja da ra do Queimado n. 46.
Mudanca de esta-
belecim^nto.
Jos Moreira Lopes avisa aos seos amigos e
freguezea desta e de oulras provinciaa, que mn-
dou o seu ealabeleeimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Bolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeoto
de fazendas de todas as qualidades para vender
em groase e a retalho por precos muilo baratos:
ra do Crespo, sobrado de i andares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de uta andar 0. 86.
Na livraria n. 6 e 8 dsr praca da
Independencia precisa-se fallar a Sr.
UKsses Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no raesano sobrado.
Preciia-se de urna ama para comprar c0*
zinhar, na rus das Aguas Verdes o. 86. ,
de commis6aode escravos, pa-
te do Paraizo n 16, sobra-
do que ioi do fallecido Ni
colo
Para a dita-casa,foi transferido o antigo escrip-
torio de commisseo de escra vos, que se achava
estabelecido oa ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da metma maneira se contina a receber es-
cravos para oerem veodidos por commisso, e
.por conta de aeua senheres ; nao se poupando os -
forgos para que os mesmos sejam vendidos com
.promptido, afisa de que seus senhoresno sof-
fram empates com .a .venia delles. Nek3te mesmo
eetabeJecimenlo ba sempre para vender escravos
de anrbos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Traepasea-se urna nova padaria com lodos
os seus pertences, prompia de um tudo atraba-
lharem muilo bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da rsda por seu dono ter de retirarse
para fora da cidade: quem pretender dirija-se
i ra do Queimado loja n. 30.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servido de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma caca precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quam tiver pode dirigir-se i
roa do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horaa da manhaa s 4 da larde.
Aluga-se urna crioula de idade de 18 annos
propria para o servico de urna senhora, cose, en-
gomma, lava : na ra da Unio d bairro da Boa-
Vista,-casa n. 32, atraz do palacete do Exm. Sr.
Visconde da Boa-Vista.
Aviso aos credores da
massa fallida de Antonio
Jacinto Pacheco.
Os administradores da massa fallida de Anto-
nio Jacinto Pacheco convidara aos credores da
referida maesa, que presenten) seus ttulos e
contas nos ascriptorios dos mesmos administra-
dores, silos na ra do Amorim n. 46, afim de
proceder-se a Terifkacao e elassifleaco de cr-
ditos, para a qual-eat marcado pelo Exm.. Sr.
Dr. iuiz de direito do commereio, odia 11 de
abril prximo vindouro, s 10 horas da manba,
o que fazem publico.
'Precisa-ae lugar um preto fiel para casa
de pouco serrico; a lrl O abaixo assignado despedio o seu caixeiro
Joao Ignacio Pereira desde o dia 25 do corrente.
Joao Duarte Uaginario.
A pessoa que annunciou querec comprar
um banco que sirva para marcineiro, menos a
ferramtnta, procure na ra do Bange\n. 17. Na
mesma casa se dir quem vende urna rotula em
bom estado, tudo tralo.
Aluga-se a casa terrea da rualfireita n.US,
a qual sempre foi muilo boa para loja de miude-
zas ou outro qualquer estabelecimento ; quem
pretender, dirija-se a ra da Perrha n. 5.
> Aluga-se-o sitio da Capunga nova, o qual
fica em frente da ra que vai tercm S. Jos do
Nanguiuho, tendo grande e excellenle casa asso-
bradado, cocheira, casa para criados, e. frrande
banheirocom tanque, boa estribara, e bastantes
arvores fructferas : a tratar'no sobrado da ra]
Nova n. 56.
Precisa-se de 1:9005000 i 1 1\2 per cento, I
dando por hypotheca urna casa nesta praca :
quem tiver, annuncie sua -morada para-ser pro-
curado.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier,-eirurgio dentista, faz
i todas as operacoes da sua arle e colloca
don tes artificiaos, ludo com a superiori-
dade a perfeico qoe as pessoas entendi-
dos lhe reconhecem.
Tom agua e ps'dentifricios etc.
0 hachare! WITRUV10 pode ser
irreetrado na-roa Aova n..2*3, primeiro
andar, do sobrao-da esquina qae volla
para a Gamboa do Carino.
Agencia dos fabricantes americanos
Grou-ver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Jobetoo &C, ra l3Roga-se ao Sr. Joaquim Theophiio dos San-
tos G queira a snocciar sua morada .para lhe
faliar-cobre um particular.
lOTlitl
Acham-se a venda os no vos. bilhetes e
rneiosda quinta parte da quinta e pri-
meira da sexta lotera a beneficio do
hospital,"Pedro II, na thesoui aria das lo-
teras ra do Queimado n. 12, primeiro
andar, e as lojas oommissionadas na
prac;.a da imdependencia n. 22 doSr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do-Sr. Cbagas, no Hecrfe ra da
Cadeia loja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos.
A.extraccao -tera' lugar Jmpreterive!-
meme no dia i- de abril prximo, .&*
sortea serlo pagas com promptido a
entrega das listas no dia isnmediato ao
da extraccao.Othesoureiro, Antonio
Jos Rodrigues ele Souza.
Na ra do Pilar n. 82, obrado,
ba para vender urna mobilia randa', e algum outros trastes tudem
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
SOCIEDADE BAKGA8I4 ElICOM-
MAMD1TA.
Amorim, Fragoso Santos
Gompanhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas
contas correales serio reguladas da maneira se-
guale :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100J, para
cima, e pagar-se-ha vista at 5:000, sendo
dabi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous por cento, menos do que a laxa
por que a caita filial do Banco do Brasil descon-
U letras, sendo estes juros contados e capilali-
sados de 6 em meses.
Tambera sero abertas contas correntes sob
condicoes de ser pagas avista qualquer quan-
tia independente de aviso, contande-ae aomenle
juros de S 0|0 ao anno na forma cima declarada
Recife |. de .mareo de 1861.
Manoel Ferreira da Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. %8, saca sobre
a cidade do Porto.
COflPANUA BA VIA FERHEA
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitave4 publico,que terca-feira
26 de margo e al otro aviso o trem para a Es-
cada partir, das Cinco r-antss as 8 lf2 horas da
manhaa e v ollar* da Escada para asCinco Pontas
a 1 3|4 horas da O trem que partir das Cinco Pontas as 4 Ii2
horas da ia rdo efeegar -comente at a Villa do
Cabo.
AssigeadoE. ILBramah,
Superintendente.
*> Compra-se moedas de ouro de
20^; ; na ra da Cadeia loja de cambio
n. 08.
Compram-se escravos do sexo masculico de
ta a 20 annos, cabras tm viegros oa ra da rmpe-
ralriz n. 12 loja.
Comprf.rn-se no\%% de \% e 5 vethas, com
mdico, descont : na praca da Independencia
numero 22.
Comfiram-Sftwoedas de ouro de 20g ; r.a
ra Nova :n. 36, Voja.
Compram-se
garrafas oe Bordeaux valias usadas e
novas ; na ra da Cruz n. 17.
Compra-se um livro de Rodolpho para sol-
fejo que tenha algum uso ; na ra larga do Ro-
sario n. 18, o lerceiro andar.
Compra-se urna cabra (bicho) com bom lei-
te ; na ra Compra-se urna mobilia de Jacaranda 'm
muilo bom estado ; quem tiver annuncie.
Compra-se urna negra de 18 a
24 annos de idade, de boas qualidades
e que nao tenha vicios nem achaques e
saiba comprar na ra e fazer bem o
servicode urna familia : na ra do Vi-
gario n. 5, terceiro andar.
Compram-se es-
Jos (Roncal ves Ferreira da : Costa
para ven muito bom uso pela quantia de^fiOj?.
tem
em
Cura completa
deumagi'awlelaiammaeao do II-
sado.
O abaixo assiignado declara que urna de suss
fllhasde idade de 14 annos, sofiria, ba Ires an-
uos, de orna grande inflammacao de finado que
a privava da res.oiracao, cavsaodo-lhe agudas pi-
sadas, tirando-lhe o somno, o appetite e as co-
ree; e vendo-a neste triste padecimeolo, recor-
reu sabedoria de alguna professores de medi-
cina e cirurgia, aos quaesoao 'foi possivel acer-
tar com o curativo proprio para sua salvacao
mflm, vendo-a no mesmo estado ou peior, re-
correu entao s chapas medicaes do Sr. Ricar-
do Kirk com-escriptorio na ra do Parto n. 119
e fazcfido-lhc.applicaco dellis no lugar aggra-
vado, obteve melhoras progressivas, a qual se
acha completamente boa ; e por ser verdade
cra\os
de ambos os setos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Mathias Te-
reira da Costa, ra Dircila n. 66.
seu aotor e pro-
declara para crdito e gloria de
va Domingos Gomes Ribeiro.
Beconhecida verdadeira a assignalura
pelo tabello Pedro.Jos do Castro,
supra
Collegio Bom Conselk
Ra da Aurora n 50.
OS cursos da pbilosophia e geometra cpntt-
uam da mesma forma, eSs mesmas horas, se-
gunda-feira 1. de.abril.
COLLEGIO BOM C00SELU0.
Os curaos de geographiq e rhatorica abrem-se
no 1." de abril. As horaa das aulaa sao de 81|8
as 51|2. As oulrag >jl out'rauam a unecionar
s mesmas horas.
O escriptorio de Ricardo Kirk, silo na ra do
Parlo n. 119, estar aJxsrlo todos os dias des 9
horas daaanbaa s 2 da tarde.
A firma commercial que nesta praca tem rv-
rado sob a raio de SerapLim Teixeira Rasto fi-
ca substituida pela de S. \ Basto & Irmaos des-
de o principio do corrente mez ; assim como a
que no Par yrava fob a de Antonio Joaquim
rixeira Basto, fica sendo Teixeira Basto Irmos
fleando estes esporteareis pela liquidaco da-
q-uellas. Os sosios que azem parte das novas fir-
ma*, sao Antonio Joaquim Teixeira Basto e Joa-
qun Jos Teixeira Basto, residente no Para e
Serapbim Toixeira Basto, nesta praca. Pernam-
buco 28 de marco de 1861.
- O abaixo assignado tem justo com o Sr. Ma-
noel Joaquim de Oliveira a compra da sua offi-
cina de earrocas da ra do Progresso ; quem se
Julgar com direito a mesma, haja de declarar no
brazo de 8 das, e lindo os quaes nao se admiltl-
rreclamacao alguma. Recif 24 de marco de
iooi.Joiquim remandes dos Santos.
Aluga-ee a loja do sobrado n. 9 a ru das
Cruzes, quem vai da ra do Queimado para S
Francisco, lado direilo : quem a pretender, falle
no mesmo sobrado.
Sincera gratidao.
Forte erupcao de pelle,
- Padecendo eu ha moito lempo de urna forte
erupcao de pelle na palma da mo direita, que
muilo me incommodava, usei de muitos un-
gentos, dos quaes nio recebi melbora alguma
e tendo a felicidade de ficar perfeitamente curada'
com a applicaeo de urna das chapas medleinaes
do Sr. Ricardo Kirk com escriptorio na ra do
Parto n. 119, faltara ao meu dever se nio publi-
caase a minha sincera gratidao ao mesmo ssnhor
Roa do Conde n. 13, Rio de Janeiro.
.. D. Isabel Caedida.
2*aDjily Raines retira-se para Inglaterra.
Precisa-se alugar um primeiro andar na roa
da Cruz: a tralar na loja p. 2 junio ao arco da
Conceiclo.
Precisa-sede um bomem de meia idade e
que d conhecimento de ana conducta para ensi-
llar prineiras letras a 6 meninos em um engenho
chalante deata praca 10 legoas ; na roa da Cruz n
62 terceiro andar, re dar as explica-ede, ou se
dirija ao engenho Novo da Ribelra do Pi d'Alho
-- Venrora da Silva Boavirta, estando em li-
guidacio de sua caa na roa de Santa Tteres* n.
w, roga a todos os seus devedores virem sal-
dar seua deitoa no prazo de 8 dias (alem de tres
meaos que j deu) ando es quaes ser foreado a
bonstituir um prooufldor pera prooorer a co-
cranja ludiealmeole,
Vendas.
Para bailes e casamen*
tos.
Bolinaa de setim branco com salto e sem alio
na loja do vapor na ra Nova n. 7
A 2,000 e 1,000 o corle.
Casemiras inglezas miudas com toque de ava-
de .D FrndS?: Sbrad '",re,, ,8'
Canoas deamarello.
Vendem-se canoas do araarello de muito boa
2Uhud,e,.de26 "40 pala,os de aprmenlo
e bastante largura, as qnaes se acham o arma-
zem dos Srs. Antones Guimares 4 C. no largo
da Assembla; a tratar na ra do Crespo n 14
Vidrilho de todas as cores.
Na kja d'agula de ouro, ra do Cabag. n 1 B
^n.e;SeF,rilh0?ret0!"ul' branco ssetinado,'
que so vende por baratlssimo preco de 2S500 a
libra : s na iguia de ouro. '
Milho e farello.
Vende-se milho a 3M0O. farelo muito barato,
ro,lho em cuia a 160 o 200 rs.: oa travessa do
relio? 1Z "" pinlada da ama-
Cascarrilhas para enfeites.
HVi-dei"e 4,00 pe5a na rua d0 Queima-
do.^ loja de miudezas b. 35. da Boa-Fama.
Ricos cintos com fivella de ac
Vende-se a 4.000 e 5,000 rs., ditos dourados a
mnu?/8-H "'"o d0 Quei,Daao n. 35. loja de
miudeza da Boa-Fama.
Ricos enfeites de fitas de ve-
Judo com ^idrilho,
Vende-se a 8,000 rs., ditos de vidrilho a
d.oui rs.: na rua do Queimado n. 35, loja de
miudezas da Boa-Fama.
Luvas de pellica, seda e retroz
Veo^e-se a 2,500 rs., 2,000 rs. e 1,280 rs
roz para meninas a 1,000 : na rua do
n. 35, loja de miudezas da Roa-
Leques de madreperola e osso
para senhora. .
Vende-se a 12,000
na rua do Queimado
Boa-Fama.
Sapalinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua oronda
encommenda, delicados sapalinhos de setim n!
^ha.m!nl- bordad8. > auaes esl vendendo
P- nAw"St,M,m? prec. de S. (esse genero nao
mpffiif i d"ma,s pefreitos]..ssim como oulros de
merino tambera bordados a 1600 e 2. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, tendo at. propria para os
meninos e meninas qoe serven) de anjos as pro-
cissoes; lem brancas, de listas, de florzinbas e
o bocal lecido de borlacha, o mala eogrca'do
possivel : tudo isso no isa rua do Queimado lo-
ja da agnia branca n. 16.
Queimado
Fama.
rs.. 6,000 rs. o 3,000 rs. :
n. 35, loja de miudeza da
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Sanios avisa ao
seus freguezes desta praca e os de fra que tem
exposto venda sabio de sua fabrica denominada
-Reeifeno armasem doaSrs. Travassos Junjor
& C. na rea do Amenran.5B; masaa amarell,
castaoha, preta e outras qualidades por menor
preco qoe do outras fabricas. No mesmo arma-
tem tora feito osea deposito de velas'de carnau-
ba simples sern mistura alguma, como as do
pofcposico.


(>
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores d *few-York;Singer
<& C, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat 4 C.
Estas ma-
chinas c-ue
sio ai melho-
res e toaia
i u t adouras
moslram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar nas
casas dos Com-
pradores ga-
ranttado-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
china* de
Ravraundo Carlos Leite & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigameate aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos eorles de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas ptatis de mofo,
que mal se conhece, os quaes ae tam vendido por
t60. e que ee randera por -805.
Ditos ditos sem ser bordado* a velludo, (azoa-
da milito boa e encornada por 55$ e 60g.
Mantas pretas de linho bardadas a 85.
Visitas pretas milito bem enfeitadas a 12$.
Ditas de seda de cores muito liadas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 2&200 e 2$, e
muito largo a 2$800.
Sarja preta hespanhola boa a 2*.
Velludo preto liso muito bom a 4$, 5* e 6.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 5*090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 10*000.
Calcas de casomira preta fina a 10 e 12$.
Casacas esobrecasacas pretas bem feitas a 30$.
Gorguro preto e bordado de cor delicada, o
covado 4$.
Colletes de casemira prelos bordados a 8$.
Taletots de panno preto a-12$ e-HJ$.
Ditos de alpaca preta a 3, 4, 5 e 68, e muito
fioo a 8*000.
Saias bailo a 4$.
Chales de merino bordados, grandes a 5$. 6S
78000.
Ditos do seda prelos grandes a 14$.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenua muito boa com algura mofo a 40 e 60J>.
Ditos oe phaolasia em carto a 155.
Calcas de casemira de cor a 6$, 8, 9 e10$.
Saceos de taj>ote de diversos tamanhos para
viagera a 5$. f
Malas desoa para viagemvle 12$ a 18$.
Chapeos prelos francezes fihos a 85
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
ljOOO. E oulras multas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife a. 50, de Cunha e
Silva.
^M WMMW* SABB106 M MA1CO Di lfi.
pora
Qaeimado n.
Caigas de casemira.
vQ. Wtao-se acabando : na ra do
22, loja da boa f.
A1000.
S Remedios americanos
$
DO DOCTOR

gRadway & C, de New-Yorkf
I Pihuas reguladoras^
1 rJlea \eme*i0?i* o 1i bem eonhe-
3 f:1!08 Pe"^"i curasqB. tam ob- f
w chronicas, molestias de senhoras, de pe-
w e etc., etc., confrmese v nas instruc-
ae acham traducidas em por-
alsa parrilha legitima e,
originaldoatigo
CAPORAL
B*t*siU tas autaturas imperiaes deran^.
ip raiscos paro cima com cescento de 24
o verfatfo papel fe finfr, fm cgirros
1*
------f^uau^, unouiuonie na ra nova n. 39,
10 mseos Paro cim, Wc'ei^8 Pr mfS3 de hecU)8rn'08 W00 e em porcia
,nt0 de 2A pw cerno; no oasmo estabelaci manto acha-suntan
COMMERCIAL
15-RuadaCadeiadoRecife 15
AEMAZEM DE TABACO, CH4WJTOS K CIGARROS
fOR. JACOB fOiaiol
i S-^S?"" lif leonoldo Bourgird
Rheumatismo. Catarrho. 2 CliarutOS SUSDrOS d. n^
Rheumatismo. Catarrho.
Cbagas. Doencasde figado.
Alporcw. Effeitosdoazougua.
m Impingeos. Molestias do palle.
9 Vende-se no armazem de fazendas de
$ Raymuodo Carlos Leite & Irmo, ra do
lmperatrun 12.
a9@ 99e99mm9
Attenfo.
W. 40~Rna do Amorim-N. 40.
Vendern-ae saceos grande* com tros cuartas de
farinba de mandioca a 2$500.
Charutos suspiros dl
nelro por contj da grande hA^^^^^^^0' f ? *' '"
porcao e aretalho, alm disto tem semore crand^rti??Hff^ O.* Temend-ae em
uusoa o bamiwrg. pre |raDde wr"wto de charutos manilha, havana,
Charutos suissos a
SI Cigarros de panel" ** ai]hk' t"m4* "peror *aug M reol" ^
com agarras de metal a 1$ cada
ditos
:m fe

Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mui barato preco os movis seguin-
tes : uuia cama de casal, embutida ;
urn porta-serviior ; um colxao de mo-
las ; una commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
utnapparador ; urna mesa para dore
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuias (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'fnclos), em duas ricas molduras. Ten-
do sen dono de retirarsepara o campo,
por isso desaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com perfeirSo
a apurado gosto.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
de Tasso Irmos.
VenJem-se por preco coraraodo urna por-
Qao de tunis de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para as destilacSes
dos engenhos, assim como para depsitos de
agoa era casas particulares: para ver e tratar,
aa loja da ra do Queimado u. 41.
ielogios t
Suissos.
Em casa de Schafleltltn & C.rua da Cruz n.
3, vende-se um grande e variado sorUmeato
de relogios de algibeira horisontaes, patentes.
chronometros,meioschronomelrosdeo*ro|nra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo astea relo-
giosdos pnmeirosfabricantes da Suiasa, qua se
vonderao cor precosrazaaveis
ullias sendo em oarcao
aans nom, sans titre, arroz, vidauras e hespanhol pa-
a 320 rs uo mnai ng caaa um
Tabaco caporal r, *.*
Iid.de. F fww. vrAdeiro em macos de diversos (amanhw; garante-ie
Tabaco turco
Tabaco fleur AtSiebfc"^ "* V"dpum *<"*iaio''
chimbos, fazendo-se al hl"llil ""
Tabaco americano
direses tamaoha, para cigarro e ca-

Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Palutots de panno preto a 22J, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
briui e de ganga, ditas de brira branco. paletots
de bramante a 4, ditos de fustao de cores a 4JJ,
ditos de estameolia a 4J, ditos de brim pardo a
3j>. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
clleles de velludo prelos e de cores, ditos de
gorguro de seda, gravatas de linho as mais mo-
peruas a 200 rs. cada urna, collariuhos de linho
da uliima moda, todas eslas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberla das 6 ho-
ras da manha al as 9 da noite.
Em casa de Mills LaTh?.& a^Sf i
da Cadeia do Recife n.52, vende-se : A
Vinho do Porto.
Dito Xerez engarrafado d muito supe- e
or quahdade. Z
9 Oleo de liohaca. S
m Alvaiade.
H Secante.
9 Azar cao.
$} Encarnado venerianoem p.
Vendem-se e Irocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, roa Direita n. 66.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
das capellas de flores unas para as noiras. e as
est vendendo a 6 e a 8j>, conforme o seu trro-
Queimalt'ie" l0J" ''^ *""> roa tfo
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar contas;
chapeos do Chille para hornera e menino a 3*500
cortes de casemira de cores 3 3*500. pecas de ba-
sados largos e transparentes a 3, pecas de cam-
Draia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos miudos-
do cores escuras o goslos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas Isrgas cores escuras e claraa a 240 ra.
cassas de cores de bons goslos a 210, organdys
muito fino e padroes noros a 500 re-, o covado,
pecas de ntremelos bordados finos a 1*500. ba-
ilados bordados a 320 a vara, golinbas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e Al a 2*. bra-
man'e dQ algodao com 9 palmos de largura
18280 a vara, sobrecasacas de panno lino a 20 e
2>S, paletots do pasmo e casemira de 16 a 203
dita de alpaca prelos de 39600 a 71, dito d
bnm de 3 a 5*. calcasde casemira preta e de co-
la superior.
gesso, louc.ar na-
Machinas e P^' ^tT *' ""^ '
VsosTe^ilTeni nMS8 daoma Hbra e dito,dt aeia libra **
p^ *? ebarro P"" l*seo '"P*-
rnospnoros e iscas ^ *. .,
Cachimbos "" q s para eharutos-
Vendem-se toda 4 para cach,a>bos e cgarros a m "-a HbM-
Garante se f"end" "'" bar"do que em 8ulra *** ^,e-
do nao 5lSf!StjS&!^ tornando-se a receber (induindo os= riiaruto^. qua-
r^dPe.8 'n "SC eoc(Maaiend". ewxotam-se e remelle- aos seus destiles com bre^
Alm
' m.MerflCaeXp0Sl0traumTardowrlm9nt0 a objectos-proprios para o senhorea-fu-
barato d/St; ql0que7,arfe.dreClamenle' mtT ******* Tender multo meis-
Vender muito para vender barato
^eDder barato para vender muito.
Grosdenaples baratis-
simos.
VenjJem^seiosMnairfea preto pelo
covado:
/oa do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
CUUs fraicasas cores Bus e lindos desea
aWO ts. o corado dio-ie amostras coa pubar!
Na loja de fazendas
aopedo arco
de Santo Antonio,
assim como chapeos e touquinhas do ulUmoiws
le lencoa e froohaa de labyrintho. bioss da tatcii
? hK W caais" de "enina. aaiaa ?Mk
bahfisinhos de mariscos e de tartarg"3pr!w
para jo.as e outras multas fazendas de goato i por
pregos com.modosl 6 K
Meias pretas e brancas.
. JS2a d'*g".ia om*> n* ^b^g n. i B.
i o par, ditas de laia muito superior a 21500.
400 ?rSn!"*i1.W*a00e *40"-' n,uiU *-
pardo e ^""c" '. ? 400 re. par, dita
Dar mama a B40, ditas para menino a S00 e a
. bug/8n.:,1na,0ia,,a8Ua C-
Toucinho de Santos a 280
rs. a libra
Vende-se na'ros das Crasos 0. 24, esquina da
a qua- Iravessa do Ouvidor.
Veode-se farinh de'mandioca muito boa
sacco grande, por 5*500, ajdioheiro ; aa ras No-
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos beoela ioglezcs de gor-
guro e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droes a 18500. Esses bonets por soas boas qua-
Oades e maita duracio toroam-se amd proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
elo ; assim como oatres bonets de palba e pssj-
no nno, etc. eU., e mui bonitos
4, o melhor possirel: na
16, loja d'aguia branca:
Fil preto.
w\d^Fo2 1Dh0 Pret0 ll Pelo bswUs-
oa ra do Quei-
simo p:
mado o
reco de 800 rs. a vara
' 22. loja da boa f.
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 82.
Ditos pretos com pello a 10.
Ditos dito* rapados a 9.
Ditos de massa finos iyI,
"j*dU.,6|.
!SJ.^I5ftS00 ne,(e geoero <
Fazendas pretas para a
quaresma
Na wa do Queimado n. tr
toja de quatro portas
BE
Joaquim Rodrigues Tarares
de-Mello.
.-nje* a*r*>*Mos de se da pretas bordados a
to ncamente eafeil^os a %" feigoi e aPffl
roa
a 2g500, 3$ e
do Queimado n.
Prelo e milho
para
loja
Cintos
horae menina : na roa
e Leandro Lopes Das.
do Crespo n. 8,
res para lodos os precos, ditas de brim de cores e
brancas de 2S5O0 a 5S, colleles de casemira
iaoos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
en armazem, ne pracade Gorpo Santn. 11,
algunS pianos do ultimo gosto recentimente
segados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J. Broadvood & Sons de Londres e
muito proprio jara este clima
Na cocheira de P. Eduardo Boargeols, ra
Nova n. 59, vende-se um lindo cabriolet novo,
d e 2 rodas, eom o erreio. (Preco 800$). Tambem
vende um par de arreios, guarnicao prateada. e
vaquetas grandes para cobrir carros, chegados
ltimamente.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Olireira l'ilho, do largo do Corpo Santo.
La^edo.
Nendem-se 200 varas de lagedo chegado lti-
mamente de Lisboa ae brigue portaguez Flo-
rinds ; a tratar com F. S. Rabello & Filho, lar-
go da Assembla n. 1S.
No escriptorio de Claudio Dubeui vende-se
multo baratinho, dinheiro & vista, o seguinle:
chumbo munic&o de todos os nmeros, vidros de
todos os tamanhos para vidracas, eslampase ora-
torios, os quaes se vendem tambem em caixas,
chicotes de baleia para carro e cabriolet, velas
mixtas de nova composicao para malar foemigas,
as fuaes com um so maco de 10 velas, e pela
quantia de 59006 se distrae um ou mais formi-
gueiros.
Luvas de Jonvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que ae ppdem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para, ho
como para senhora : na ra do nlmado n.
loja da boa l.
Vende-se o engeulip Triuinphante
situado no V*o de Una : a tratar na ra
do Crespo n. 20K, ou ta cidade do Rio
Formoso com o Sr. Dr. Gaspar de Me-
nezes Vawoncello de Drutnmond.
- de
cores e prelos, ditos de selim preto, ludo a 5a
corles de cassa de cores a 2J,. pecas de madapo-
lao fino a 43500, assim como outras muitas- fa-
zendas que se venderlo por meos do seu valor
oara acabar.
Vende-se urna preta da Costa de meia Ida-
de. muito boa vendedora de ru o aem vicios, eom
flllios, sendo 1 de 12 annos.-fldelO, e outro de
8 ; a tratar na ra da Senzala Nova d. 42, eom
M. J. do Paraizo.
Relogios.
Vende-se em casa de Joonston Pater riC.,
ra do Vigario n. 3 ura bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingles-, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
mesmos.
SEDULAS
def$e5#0GG.
Continua-se a trocar sedulas de urna- s ugura
por metade do descont que exige a Ihesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mondes, ra da Cruze
Peebineba!!! *
Ametra, talharim e macarro a 400 rs a libra-
veDde o Brandao. na Liogoela n. 5.
Vidrilhosdetodasas
core^
Na- loja da aguia de ouro, roa do CabegA b. 1
B. vende-se yidnlbo preto, auil e branco asse-
IV0' qoe 8e TPnde Pr tissimo
2,500ts. a libra, s na aguia branca.
preco do
ss3^S3i3 mimm&M
Attenco.
E* barato que admi
Urna 6#000.
Mantas pretas de Dl de seda. Monde
e dentelle : na ra do Crespo n. 8.
^Manteletes de gFosdenaolj
e B16 e de dentelle, pretos.
Casacas, calcas, colletes
pretos omito Onas e baratas.
As verdadeiras lu-
vas de Joovd.
A leja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conbecida
por quaotos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem raa do Queimado.
loja d aguia branca o. 16. asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorli-
mentode todas as-cores tanto para hornera como
para senhora.
** Machinan de vapor. m
Rodas d'agua. m
Moendas deosnna. p>
W> Taixas.
9 Rodas dentadas. S
# Bronzes e aguilhoes.
Alambiques de ferro.
Crivos, padroes etc., et:
Nafundic4de ferrede D. W. Bowman
Aruado-Brum passande-- chafara. i_
da<9
Vende-se um terreno com 30,40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor coavior ao com-
prador, lado aterrado, situado na roa do Brum
junto afudicSo ingleza, com mais de 300 pal-
mos datando, e prometo para ae edificaren] ro-
finacSes, padarias, ou oatres quaesquer estabele-
cimentos por ter excelteate porto para embarque
e desembarque de gneros: na ra da Madre e
Dos, armaaein n. 20.
Sarja e setimmaco preto
grosdenaple e nobreza lavrada, pretas
mais barato do que em outra qualqaer
parte para liquidar: na ra do Crespa n.
8. loja do sucessor de Antoaio Francisco
Pereira.
Cera de car-
naba,
No largo da Assembla n. 15, armazem de An-
tunesCuimaresi C, ha conlinuamenle daste
genere para Tender.
Xarope peitoral brasi-|
leiro.
Os Srs. jeoSoum C, nicos possoidorea des-
te xarope j4 bem conhecido pales seus bons e-
eilos, eontiauam vende-lo palo preo da t
cada vidro. fazem uraa Oiffarenca aa peeco eos
collegaa ai todaas pessoas qua tonurem da 11
vid ros para cima.
Vende-M pe* de iarangeirasde umbig* da
china, desapoti, ruU pie, i sacate, lissao para
cerca e outras qualidades de (rucias. Na pona,
de UchOa sitio de rinra do Joio Gaxxoii. ,

Attenco.
Na ra Direita n. 7y vende-se um moleqne pe-
ca, sem defello algum, cozinha, e tem oulras
multas habilidades, que se far ver ao com-
prador.
Os melhores cigarros
que, rcconhecidamente sao os da fabrica de Gui-
maraes & Coitioho, do Rio de Janeiro: vendem-
se a- mdico prego ; no armazem da ra da-Ma-
dre de Dos n. 4.
Cascarrilhas de seda de tortas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebe
cousas-vindas pelo ultimo rapo
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sortimento das cores excelleale
inclusive a preta. que lera de diversas larguras,
e obra de Unto gosto. s so enooalra na loja
d aguiabranca. ra do Queimado n. 16.
Labyrinthos.
Na ruada Cadeia do Recife n. 2&prmeiro an-
dar, vendem-se lencos e toalhas de labyrinthoe.
Pechkicha.
Vendem-se balees de 30 arcos, pele- diminuto
pre;o de4$: na raa da Cadeia n. 2*.
Saceos muito grandes e de muiio boa qualida-
i ; no largo da Assombla n. 15, armazem
Antones Guimaries Uajaforn as domis
arWancez, mui no-
4 dinheiro.
I Fazendas boas e baratas.)
| GlIRGEL & PERDIG.ll).
lllna da Cadeia loja n. 23.
i Grosdenaples prelo muito encorpado e
! bstanle largo a 2 val 23500.
Vestidos prelo bordados a velludo
\ barra aquille e seda de duas saias.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados e mais modernos.
I
Vestidos ae Monde eom manta, capel-
flores e mais pertences.
8BL0GI0S.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & fr
prara do Corpo Saato, relogioa do afamado fa-
bricaute Roskell, por precos c&mmodos a tam-
ben trancellins e cadeias para os mesmos de
excellenie gosto.
Mirare
i
Sedas ae quadriDhos, grosdenaples de
.todas aa corea moreaniiqu.
dos.
Vestidos de cambraia bramos borda-
Vestidos de pbantasia diflerenles qua-
Itdades.
Vestidos da seda de cores de babadi-
nhos.
Saias balan de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
Camisas- de linho para senhora, de
algodao pasa, me ni nos de todas aa idades.
Pentesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10 a 30.
Cassas. organdys;' diamantina, chitas
claras e escuras, fraBcezas e inglesas
BAILE E PARTIDAS.
Ricos vestidos de fil de seda brancos
bordados de seda e guarnecidos de froco.
Saidas de baile ou bournus bedouine.
Neste eslabetecimento se encontra um
completo sortimento de fazendas de moda
e de roupa feita para homem : na roa da
loja n. 23. dao-se as amostras. |
Para cabecaa de senhoras, ebegados pelo ni ti-
mo vapor, assim como cintos pretos com i velas
Otas pretas para cintos, grande sortimento le fi-
mtns e senhoras
Crespo n.4*
em casa de J. Falque, ra do
Luyas de toreal
de barateirs, asU vaadeodo tat era VbBt
hars preUs de toreal era vidrilbo al-o ear-
a eUas, antas que se cabero : na rea de (*aei-
oudo, loja d'aguia branca o, 16,
em saceos grandes : -ende-ae a 39600, no arma-
zem de Moretea & Parrplca, ra da Madre de
Dos n. .4.
Proprio para mimo.
1 B chegado um completa sortimento de cel-
mntaspamciNftura de ledas ,s tamanhos, as-
das eom tareaece* atrito Snea neamenta enfei-
tadas, proprns arra avetqaer mmo de senhora
do CamiR n.1!,
Vendem-se por preco commoda caixas com
^drMpararidraejethujribo mbarra: a/lM-T
tar na roa to-^atimtlo n. U.
Attenco.
Em S. Jos do Hanguinho vende-se um grande
sino com bastantes e bons arvoredos de fructo
grande baix para capim.caaa para grande fami-
lia, cochelrar estribara, casa para pretos, cozi-
nha com boa agoa, bomba e tanque para banho-
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51.
ou a ra da Prait, serrarla n. 5.
Villa do Cabo.
armazem do barateiro.
Ra doLivramenfo, esquina da traves-
a da Torrinha.
O Alachado avisa a seus numerosos fregoezes.
que em sen armazem tem sempre grande sorti-
mento de todos os gneros aecessares, e com es-
pecialidade carne e baealho, e contina a ven-
der pelos mesmos precos dr> Recife ; tornando-se
muito eommodo este estabetecimento, nao s por
vender barato como por livrarem-se de incom-
mudo de mandarem ao Recite.
Attenco.
Na ra do Trapiche-o. 46, em casa de Rostron
nooker j. C, existe um bom sortimento de li-
onas da cores e brancas-em eaneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as-quaes se vendem por
precos mui razoareis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores Ca;
a doze vileos o corado, 6 mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se aeabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conbecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na raa do Queimado m. 2&.
est muito sortida,
e vende muito batato t
rim branco de puro linhe trancado a 1J00O e
Jo/n e vr; oito pareo muito superior a
Ij20 a vara;.gangas- franeezas muito finas de
padroes escuras a 500 rs.; riscadinbos de linho
proprios- para obra de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de calco de meia casimira a 1S6O0 ;
ditos de brim de Itabo de edres a 29 rs.; br-eta-
nha de linbo muito fina a 209, 223 e a 24 is. a
peja com 30 jardas; atealhado d'algodio muito
superior a 1*400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2-varas de largara a 2$400 a vara ; tangos
de cambraia braacos para algibeira a 20400 a
duxia; ditos matare a 3g; dito de cambraia
de ltaho a 63. 79 o 8g rs. a duzia ; ditoaborda-
dos muito fios a 8* rs. cada um ; ditos de cam-
brai da algodao cosa bico l*vgo de linbo em
rolla a. 19280; ditos eom renda, bico a iabyri-
lo a 20000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se reodem muito barato a dinheiro a
vista : aa ra do Queimado a.28, tata da Bol .
Cheguem ao barato
O P regaifa, est que inundo, em sua 1 o na
ra do Queimado n. 1.
Pecas da brotanha de rolo o*m 10 varas a
28, casemira escura infaslada aiopria para cal-
$n, collete epaliiots a 960 rs. o covado. cam-
*mla orgaady de muito bom gosto a 480, is.
rtra, dita liza transronte muito aa a 39,
V5*'*6* P5* diu uPtd w *0 vw8
a 59 e 69 a peca.cbitai largas de moderaos e
scolbidospadreesa 840, 260e 280 rst oaova-
do.riquissimas cfratas de aserio estaspado a
T a 89, ditos bordados com daas palmas, fa-
senda muito d* tanda a t cai.ua, ditos com
amas palma, moho finos a 83400, ditaslises
com tanjas da seda a 59, Uaeo* do usas e*m
baiw a 130, lo, i0 cada om, meta, mnite
"i*1;* "*" i^ijuSi, diu da boa
qualidadea 33 33500 a dusia, chitas fram-
ceraa MTimdeWeUte,fKdtteaa a 383 ri.
o eoTtdo, cbittseiooras ingresas a 59300 a
*^ 160 ta. o ovado Wfli IraB'tP 4 pwo
Unho a 19, 19200 e 13600 a vara, dito preto
ais atMoryado a 19300 a vara, bnlbann
ral a 400rs. o covado, alpacas da difiere*lee
aoves a 360 n. e aovada, enjamina prataa
finas a 23IQ0, 39 a 39500 o aovado, cambraia
prata a de sal pieos a 300 i, a rara, arras
muhas falendas qua m far patenta ao compra-
dor, a da todas te darlo amoatru gom panhor,
Novos e bonitos
enfeites de yettudo.
.im^!"Si-br8B,:* mha de peto ul-
eneitea de velludo es mais modernos e bonitos
que aqu tem viudo, e de seu costme est n-
dendo mai baratas a 10J cada um ; porIssodL
Pechincha para a
quaresma.
n,5fnn!*,5te" a4*"?- la fil de aeda
8 10 ?reS' Pe' "'" P"co de 59.
89, lOg e 129 : na roa do Queimado n. 44.
Vende-se na cidade do Iracarv ama casa
tarrea com sotao, bom quintil cacimba, na prin-
?lp'IIiru,ldeo"rel1propria para quem qui-
" M'^lecer-se, per ter nao s ommods
precisos para residencia, como lambem loja, arma-
ail il: -" "Ur na n>-eWM cidade co,n Srs.
Gurgel Irmaos. que estao autorisados para esse
m, ou nesta praca na ra ooCabugi, lc}a n. 11.
Superiores manteletes.
Tendem-se superiores manteletes prelos rica-
mente bordados, peta baratissimo preco de 35
na ra do Queimado n. 22, loj. da boa f. "
Ruada Senzala Noya n .42
Vende-se em caaa da 8. P. Jonhston SC,
sellinse silbos nglazes, eandeeiros e easticae
bronieados, lonas ngleaes, fio do vela, chicote
par carros, a mamaria, arralo para carro da
um a dous cvales relegios da ouro paiente
mgtac.
Caes do Ramos armazem
n 24.
e pinho
toja das G portas
Vendem-se taboas de amarello. leuro
por pregos razoaveis
EU
Em frente do Livramente
Lavwde torcal-si 800 rer9 par.
Chitas eacuras francezas. tintas seguras a 220
n. o covado, ditos estreitas com muito bom pan-
no a 160 o covado, eassaa de cores seguras a
200 rs. o eovado, peCas de bretanh de rolo a 2
brlmzinhe dequadrinhesa 169 o covado, musse-
lina encarnada fina a 330 o covado, algodao do
?.UA9.larSE," 6*? ** teDOO de Pin-
tados a 120 rs. cada um. seda preta de ramagem
a 800 re. o covado, fil de Unho preto com sal-
piao a 13400a vara, luvae de tarca! muilo finas a
manbaas 9 da noite.
Franjas de toreal par* mante-
letes.
Venda-ae mui larga* e benitas franjas de tor-
eal, preprias para enfeites de meatetetes, corpo
_veslidosetc., etc.. e mesmo para pannos fi-
ndB em lugar de relo ros presos s o baralissi-
tcas,.4 vista das larguras eubom gosta. de tae
franjas sao de 1S2W) a 3,0O0 a vara ; na ra do
(Juimado, loja d'aguia branca n. 16. '
A | 0*5
Na ra do Queimado v. 47, vende-se chapeos
deso de aeda, inglez, de boa qaalidade.
Vnde-se um pianno de mesa, com pooco
ao e ^eserve pava principianta aprender mui-
to barata ; no paleo do Cirmo n. 9, prmeiro
andar.

.

Franjas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello a
vanado sorUmeato de ranjasde seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a arela, tanto cem
vtanlhos come sem alies, e das larguras diu
dedo at meto palmo, aos preces de 500 rs.
29300 a vara ; vista do comprador todo aeao-
\E ar,P*"putardiaheiro: ama deQei-
mado n. 16, taja d'aguia branca.
Priaseaas pretas a 380 rs. o asada nln*o.
(rata a 480rs. o'covado. mei'.s pmft
160 rs. a par : aa ra de Qamimao* a. 47.
Grinaldas de flores.
Na taja d'aguia de euro, ra da ftabuga n. 1 R_
HnartATdeMrece^,d" "?a WPa^eommanS
Undas grinaldas de flores; tanto para senhoras
como para meninas, ojae M venan petobarsUasi-
mo preco de 8 e 4# : t na taja d'agnia da aawT
la do Cakug a. 1 B. *-- anto,
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d'aguia de ouro. r.a V Cabug n.
1 B fraonde as seas*raa atalo Sudos clnto
tent para senhora coao pfeaTes^nV; 0, msUri-
SESM* ~taJi. douradrn"
j. ~i-~..-.. ..um uouraao nno.
omracoms. q em viste do ultim
ninguem delur*
'aguia de onro, roa i
'"So 4lab&Tr_: V ""^
Farirtade
mandioca
de muito
icea
a Madre de Deoa'n. 4,"
boa qualldide i Tfnde-ae a 33500 a
no armatemTe Horelra .4 Fa^aSa/m


OU1I0 Df 11*IUH1COO. ** AaMAJ 4* 4* MA1CO 01 UBI.
f
ROJPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40RUADOQIEIMAD040
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento haaempre um sortimenio complelo da roupa feita de todaa aa
qualidades, e tambem 88 manda execular por medida, ronlade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno prelo. 40$, 359 e 909000
Sobrecasaca de dito, 35 e 30JOO
Palitots de dito e de cores. 355, 30,
25$000 e 20*000
Dito de csimra de cores, '25JOOO,
159, 129 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9g000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brisa de cores, 5f, 49500,
4g000e
Ditos de bramante de linho branco,
6S000. 59000 e
Ditos de merino de cordo preto.
159000 o
Calass de casimira preta e de cores,
129.109. 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dio pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores.
5S0O0, 4j50O e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res; lisos e bordados, 129, 93 e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
99OOO
11SO0O
8*000
39500
39500
395OO
4$000
89000
6JO00
49500
2500
3$000
89OOO
39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5}000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7$000, 69OOO e 09OOO
Ditos de brim e fusto branco,
395OO e S9OOO
Seroulas che brim de linho 29280
Ditas de algoda, lg600 1 $280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 3*000
Ditas de madapolio branco e de
caree, 39. 2*500, 29 e I98OO
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,89500e 7*000
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
franceies 149,12$. U| e
Collsrinhos de linho muite finos,
novos feitios. da ultima moda
Ditos de algodo
Relogioa de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 909, 80* e
Ditos de praia galvaoisados, pa-
tente hosontaes, 40$
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras, rosetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12*000 e
29OOO
7*000
9800
9500
709000
309000
I
109000
UBICA
DE
Aigo&ft mwistro.
Vende-se algodao moastro com duas larguras,
muito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar teda e qualquer costura, pele baratissimo
prego de 600-re.a vara ; na raa do Queimado a.
22, aa loja da ba f.
OKflMMMM stHRflnMeeiedisx
0 BASTOS
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expoe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguins de bezerro de Meli -
Ditos de Naoles sola patente
Ditos de dito sola fina
Bitos dito de dito
Ditos francezesde lustre de 69, 79 e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatosde lustre a 3$ at
Ditos de bezerro a 39500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola com sallo
Ditos de 1 sola sem salto
10$000
99000
8SC0O
7g000
89OOO
6*500
58000
5*000
5*000
4*000
33000
2*000
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos preto*
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de corea para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapalos de tranca para meninos de lfl
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
69000
59500
59000
4*000
49000
39OOO
39OOO
38000
29500
19800
19280
1000
AR1I4ZEM PROGRESSO
DE
largo da Ten lia
O proprietario deste armazem par-
Manteiga ingleza pertcitanieute ilor. ,,,
rril se far algum abatimenlo. 800 rs. a libra, e em bar-
M.ai\tei;& f ranceza m. _.
rvs. ova que ha no cercado vende-se 720 rs. a libra.
lana perola, vyson e ureto
19600 rs. a libra. r os melhores que ha neste genero a 29500, 2$ e
Quelios llmenlos .
cao%e far ajgum .balSanlo. n6Sle U"im0 Tp0r de Eur0Pa S ,*600 enl Por"
libra. U1SS decentemente chegado e de superior qualidade vende-se a 640 rs. a
*l^*tf^^ !WL^-."Wff,ffi -itorescaes e de
i.aix.in\ias eom ama eaaas libras .
Passas multo aovas
gresso a 29 cada urna. em CmM C M a 151bras Tende-*e feamente no Pro-
ieos &e comadre .
Jf ~"*'**^ em caixas de 15 libras a 29 s no Piogresso.
Ameixas franeezas A itn~ ,k
Mamelada imperial? 7 T?*"""" ar a,gum abat'-
Liabo. a 800 rs. a libra. *fclMdo Abre' e de oul^o "> Ubricantea de
Isaas eom oYac\Tvanas de soda
differentes qualidades. venae-se a I96OO, rs. cada urna com
ClioeoVate
~ o m"18 8Upenor que ,em Tind0 a esle m"ado a 900 rs. a libra.
mia$& de tomate om ,, A .,.,.
libra. em Ut"de hbra a ,Ba,9 D0" 1U* ha no mercado a 900 rs. a
eras seecas em conde5 de 8 libra8 pot ^m t
Conservas francez,* se inglesas
das em direilura a 800 rs. o frasco.
AAetria, macarrao e talYiarim. u
roba por 89. a 4 a llDri e em caixas de urna ar-
Palitos de dente \ i xa dos a 1U
Toaeinbo de Lisboa ~ cm 2mciDh0S por 200"'
a arroba a 9$. maiS noTO que ha no mercado 320 r. a libra em barril
Presunto muil0 Tende.se para acabar a m n ^ ^^
Choarieas e paios 0 0 Ha
a Hbra. q de bom neste genero Por ,eretn m1 novos a 560 rs.
Banha de poreo retinada. m, .
480 rs. a libr e em barril a 400 rs. *1" qDe P*'6 h,Ter M mercado Tend-e
L.atas com peixe de posta nron M ^
re qualidades de peiie queb. em PortugU ^lJSf W^lSStiUJSSSl
l^u.tinha em lata, menores a 900 rs., VerdadeioV cbarnt" 'suspTrw e de otai S*iu.
qualidade. do. melbore. fabricantes de Sio Flix, cnamp.nhe tt&Jj^
cerveja de ditas, marrasquino de zara, licor francer de toda, as ualldadu MeiU df^J''
braa.0 I V ""{'; DZeS 32 Ub?' Vilh" ^KSSw S, k
wrata. e ouiro. mullos genero, que encontrarlo ludo de superior qualidade. wlWBU
as mais oras que ha por serem rin-
que outr'ora tinba loja na raa do
mado m. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seu. nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo .ido
substituida por nm sen mano do mesmo
nome, por isso flcou gyraado a mesma
firma de Ges fRastos, auim cerno a pro-
veila a occasio paro anaunciar abertura
do sea grande armazem na ra Nova jun-
to a Cooceicao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DS
Bastos com um grande e numeroso sottimenlo do
roupasfeitaa e fazendas de aparado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu costnme, assim como* sejam : r-
eos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cor a 25$, 288 e 30, casacas
do mesmo panno a 309 o a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 228, ditos saceos de panno preto a
12e a 14$, dito, de casemira de cor
muito fina modelo ioglez a 98, 109, 129
e 149, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 49, sobreeasacos de me-
rino de cordo a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguia
pardo fino a 49,49500 e 58,ditos de fus-
to de cor a 39, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 5950O,dito, de brim pardo
fino sacco a 28800, calcas de brim de cor
finas a 39. 39500,4e 48500. ditas de di-
to branco finas a 58 e 6J500, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de cordo preto fino a 5j) e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9
el09, colletes de casemira de cor e pre-
ta a4g500e59, ditosdo seda branca para
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 3.colletes de me-
rino para luto a 48 e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 128 e
149,casacas do mesmo panno a 158,calsas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para os esmos,
sapalos de tranca para homem e aenbo-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189 e 8<# a doria, camisas francezas fi-
nas de core brancas de doto, modelos a
178.189.209,248.289 e 309 a duzia!
ditas de peitos ae linho a 309 a duzia di-
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas
grvala, brancas para casamento a I98OO
e29 cada urna, rico, uniformes de case-
mira de carde muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di-
minuto prego de 358. e s com avista se
pode reconhecer que barato, rica, capa
de casemira para senhora a tj e 209
e muitas outras fazenda. de excellenl
gosto que se deixam de mencionar que
por ser grande quantidade ae torna en-
tadonho, assim como se recebe teda e
qualquer encommenda de roupas feita
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande officina
dealfaiateque pela suapromptido e per-
fegao nada deixa a deseiar
XeHStt-fittfltt MSWMNMMg^wS
Cassas de cores.
mil* V v.*dem de core fixas. padrees
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240rs
o carado, e mais barato que chita: na ra do'
BoaT! 22, bem ""tecld. loja da
Calvice.
Como se pode ver pelos
livros dos capites Cook,
Bougainville e outros via-
jantes, os habitantes de al-
gumas ilhas da Oceania,
conservara anda em su a
ve 1 hice cabellos que causara
admirado -dos estrangei-
ros. Ochimico de Paris,
autor da pomada indiana,
depois de 1er esludado suas preparacoe, coose-
guio curar-se da calvice e foi a pedido das pes-
soas que j ftzeram uso della que se resolveu a
ntrodnzi-la no commercio. Deposito em Per-
nambuco na ra do Imperador n. 59 e roa do
Crespo o.3,eein Pars Bonlevard Bonne Nou-
velle. Preco cada frasco 39.
Mi
k fama Iriumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
Guimaraes & Villar.
|Rua do Crespo numero 17.]
Vendem riquissimos chapeos de seda '
branco para senhora a 158, admiravel
a pechiocba.
Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 289 8 35J.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda prela borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por preco baratissimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe-
los pregos de 19900, 28, 28100. 8*700 o
covadp affiangando-se ser estes precos
menos 400 rs. em covsdo do que se pode
comprar em outra parte.
Ricos enfeites imperalriz o melhor
que tem vindo a provincia.
*. S0tes d2 co,letes "e velludo prelo
bordado a 58 o corte, incrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas core, e desenhos
pelo baratissimo prejo de 280 rs.- o co-
vado, afflanca-se serem to boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
comi 9 varas a peca por 69500, ricos cor-
les ae cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
ba.df Pr S. corte de las a Garlbaldi
a 1U9 com 25 corados, bales de 30 ar-
cos e outros de musselina a 59.
Salas bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
Manleletea pretos comprido kordados
a iW8, saludas de baile o que ha de me-
lhor, esparttlhos de toda as qualidades.
Grande sortimenio de
roupa. feita, sobrecasaca. pilelot, col-
letes, calcaa, camisas, seroulas, meias,
grvala etc. '
Calcado Meli
ltimamente chegado de Pari, Incrlfel
O M V6DQ0.'
\GKWCI\
rinwoiow-wv,
Ktt aSeitalia Hot i.4.
Neste estabelecimento contina a haw um
completo sortimenio da moendas emeias moca-
das para engenho, machinas da vapor e lauta
te ferro batido o coado, da todos os tamaahos
para dito,
Tachas e moendas
_ Braga Silva & C, tero serepre no san depo-
site da toa da Moeda n. 3 A, nm grande sor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Rl a-w a tra-
tar no metmo deposito ou na ra do Trapiche
n*0.
As verdadeiras luvas de pelli-
ea Jouvin.
S na laja dagaia de ouro, roa do Gabogi n.
1 B, recebera-ee um completo- sorlimcnle daa
verdadeiras 1Uts de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de cama, amatellas
e brancas, sortimenio complelo, tanto para ho-
rnera como para aenhora, pois aiancamo a boa
qualidade freaquido, pois se recebe a em di-
reilura palo vapor francez: s na loia d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado; CMnbraias francezas muito fia
na a 640 r. a vara; dem lisa muito fina a
49500 e a 6$0O a peg com 8 1(2 vara; di-
muito superior a 88000 a pega com 10 varas[;
dita fina com salpico a 49800 a peca com 8 1(2
raras; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara; tarlatana branca e decores a 800 rs. a va-
ra ; outras militas fazenda que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Tendem-se lenco muiio finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59OOO a duzia: na ra do Queimado n. 22, ni
oja da Boa f.
Sor lmenlo de chapeos
ftm do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 98.
I>il08 decastor pretos e brincos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Bitos ditos para menino a 5|.
Liado gorroa para meninos a 38.
Bonels de velludo a 59.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 48>
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos ingleses de 10, 129 e139 para wm.
- Vende-te nm. bonito moleque, o
motivo da venda por ter o senhor del-
le de se retirar para Europa : na ra
Imperial n. I.
Vinho de Bordeaux em barris
e em caixas.
Agua de Se.tz (da Fonte) em
botijas.
Espingardas de caca de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
Praeger & C ra da Ci uz nu-
mero 17.
Bd-Mante-
letesalOj e a il$.
Ainda continuamos a ter grande
quantidade de manteletes modernos pe-
lo diminuto preco de 10# ea 12#: no
armazem de Bastos & Reg, na ra No-
va junto a ConceicSo dos Militares nu-
mero 47.
Vende-se ama escrava crioula de 28 annos
de idade, com urna cria de wm anno, perita en-
gommadeira, cozinbeira, ensaboadeira, e taz do-
ces de diversas qualidades ; a tratar na ra es-
trella do Rosario n. 11.
Veode-se um moleque de 10 a 11 annos,
bonita figura, sem vicios e nem achaques ; na
mesma casa compra-se um preto de meia idade,
e prefere-se que saiba alguma cousa de cotia!:a;
na ra larga do Rosario n. 18, no lerceiro andar.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
-ftua de pollo n. 6.
Vende-se assucar refinado desde 39200,39600,
49 e 48480 por cada arroba, e por 5120 e 6940O
do crystalisado.
5^'** uuiuaBsw wsw 8ftrnS5w?BB
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a hbrS, a
superior e al va potassa do acredi-
tado fabricante J0S0 Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
eito e igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
da como da Russia : no deposito,
ruada Gadeia n. 47, esenptorio
de Leal Res.

45 Ra Direito -^ 48
Fo sem divida que o Sr.ex-ministro da fazenda
eslava despeitado com os delicados pea das nossas
mayis patricias I Prova-o bailante o augmento
de 160'lo ros dlreitos que pagam as botinas de
senhora em rela^ao s de homem que apenca li-
veram a da 25 "i. 1 S.Exc.dtseiava que ellas tro-
cassem urna beso feita bolina /o/y,por algum ch-
nelo mal amanhsdo, eocosturadode popa i proa,
aflm de obstar a que ostentassem comlgarbo o mi-
moso p da bella pernambocana, que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. as S. Exc. leve
de encontrar urna opposi(ie firmo e enrgica no
proprietario do estabelecimento da ra Direiu d,
45, que nao quiz vender aa suas botinas a 79000
como S Exc. prelendeu, e sim pelos precos se-
gua tes :
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). 6000
Dito f^com laco e fivella). 5|500
Austraco (sem laco). 5#000
Joly (gaspa baixa)..... 4J5OO
Para menina.
De 23 a 30...... ^000
De J 8 a 22.......50500
Para homem.
Nantei (2 bateras). 10$000
Francezes (diversos autores. 9#000
Inglezes de bezerro, inteiri^os 9^000
Ditos (cano de pellica). 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8#500
Ditos Dernambucanos CfOOO
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5.J600
1 batera )Suzer).....5(200
Soladebater(Suzer). 50000
Meios borzegins (lustre). 6JJ0Q.0
Sapates (com elstico). 5#000
Ditos para menino. ?#500 e 40000
Muito calcado bem feito no paiz por precos ba-
rastanos: assim como couro de lustre, marro-
quina, bezerro francez, courinho, vaquetas pre-
Earadas, sola, fio etc. em abundancia e muito
arato.
g^flKMSflKaKfleo sKeegfiKfiiSB
01PA FEITA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
ES
Fazendas e obras fettas.!
i
LOJA E ARMAZEM
DE
jfies k Basto!
ViDhos engarrafados^.
Termo-
Collares.
Lavradie.
Madeira.
Gsrcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de orna doria da garrafas ;
na ra do Visario n. 1, primeiro andar.
Queijos do vapor.
poder aturar muito lempo de freacos que sao na
.d.Te'.d.pXd0 Part0 n-,6-1^caM >*-
Queijos muito frescaes a
11700. I
nnVnmm"M *"$** B,00 ** CbegadOS
Crozes n. 24, esquina da travssa do Ouridor. !
Venda. '
oaraesala"oeu,{^,l.l8 Vdro n0T0' PronrlQ f
NA
Una do Queimado
n. 46, frente amar ella.
; Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
ae panno e de cores muito fino a 28j>
!- S? P?1?10'8 esmos pannes
a 20S, S2$ e 2$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18. casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecaaacas de
eoaemira de core muito finos a 15 16J
r ; dito* iaccs da mesmaa casemi-
lt\K m e W' calas pre, *
casennra flDa para homem a 8, 9. 10#
3. 3500. 4 e 45w. dtas de Dea M.
i." f nc/" COre8 a e 4S50. mol-
letes pretos de casemira a bj," 68' dilo,
de ditos de cores a 4J500 e *; Jjgf
brancos de seda para casamento a s<
I ditos de 6, colletes de brim branco e de
, fusto a 3, 35500 e 4. ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
cordio sacco e sobrecasaco a 7#, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5'
1 cas pretas de merino a 4500 5, pa-
1 letots de alpaca prela a 3500 e 4g, ditos ,
sobrecasaco a 6,7e 8J, muito fino col- 1
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
, 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobreeasacos a 5$ e 55500,
1 calcas de casemira pretas e decores a 6,
65500 e 7, camisas para menino a 20
i a duzia, camisas ioglezaa pregas largas
1 muito superior a|32j a duzia para acabar.
Assim come temos urna officina deal-
| faiate onde mandamos ezecutar todas as
J obras com brevidade.
lewewfiHfiKfiH ocdKdKfissie
Charutos da Havana,
Na loja de chapeos de-Maia Irmos ao arco de
Santo Antonio, vendem-se superiores charutos
da Havana, lanceiros, regalia, orientaes e outros
diversos, os quaes se vende por muito baizo pre-
co para se dar conta de venda pelo primeiro va-
por a seguir para a Europa.
Paletos.
Vendem-se peletes' d bem feitos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5 rs.; ditos de setioeta escaros a 3500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da -Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem esl virgem ern,
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou nermula-se por escravos acos-
tamados a agricultura um grande sitio com por-
cio de coqueiral, olaria, diversas errores de
fructe, viveiros de peize, pastagem para vaccas
de leite, bsiza para capim, bom norto para em-
barque em qualquer mar, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Afanoel Hrmino Fer-
reira, na ra da Concordia, ou com Balbino Luiz
Franca, no Giqui.
Vendem-te noventa apolices da
companhiado Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Ricos manteletes de seda
pretos.
Na ra do Queimado a. 18 A esquina da na
io Rosario, lem para vender rieos manteletes de
seda pretos com enfeites de vidrilho e duas or-
de 20,
amnmm x lazfDdas
_ ai
Ra do Queimado n. 19.
Cotertaa da chita, gosto ehinez, a 1800.
Lenqes.
Lengesde panno de linho fino a 1$900.
Crtesele casemira.
r.top,reAodede45;.,Dr" Btti, fin". Hl >-
Tarlatana.
hJ'il*.!LDna bran"l" orro de vestido, pele
baratissimo pre?o de 260 ts. s vara.
Gambraia de cor.'
Cantea naUzada fia. a 340 ra. 0 covado.
covdo? r"Ce"8 Pe, b"at0 P"50 de 220 rs. o
Esteira da India,
le 4,5 s 6 palmos de terso nJi .
sala e canas. 8 PrePrfa para forrar
Cortes de collete
Cortes Vreliado preto bordad.. V*.-
Manta de tlonde.
Mantas de blonda preta. de todM ,s qualidades
Cambraia branca.
^s de cambraia branca fina 2800, 3000 e
Toalhas.
Toalhas de fusilo .600 rs. cadauma.
n ,1 ^ ^"tissimol
Td.Gon"Ia dAraCaty.
Pentes de tartaruga a i
ratnz a 8^000.
do vapor na ra Nova n. 7. e"reil na lq>a
lsTJende'"e u"?a'ecraTa moca de
15 a 16 annos, sadia e emdeeitos, bea
costurejra : na Pastgem da Magdalena
pum.deja ponte pequea, casa 15?
novo possuidor da ta-
berna da ra estreita do Ro-
2? n*18' esta resolvido a
an?rr'ff,dl, d Porto "l^OOm e lem
libra ; maulad, do meXlVbncane 0 S a"
lS,te^^^
muito no%. pel preco lt)0laC^'/lh" ,dl'Ma
Aos senhores capi-
tes de navio.
.jyg'yw" e correles inteiramenlo
fer"ena^nronS.C0""0d-.,MIa como dlTs
Pteco a Tn PKaf"DaT09' Dor baratissimo
XPeraraeZn!rdr.ScairUC8n0 d> IUB
Aencao.
Vende-se um bolo novo com 24 palmos de
ve^lK.0 6 7 de b.occa> b0D, forma ; para
vereconlratar, no estaleiro de Machado Freir
me'roe7?an" "'" NoTa' U rua do Nogueira ui
r7.Vmee ?" Permu.,a*e por casas nesla
T. lente sitio no Caldeireiro, em
5 bairoVarS1 t TT*tm d0 CaP"ibe. olaria
dade rendan 'bab"na; esta proprie-
quer negocioM"almcnle **!*> e "-" u.l-
r^lirBr-afinnr.U,.0DSequencia do proprietario
CU a IraUr nfe iem,P Para fra da provin-
louga 29. r' da 5*S d0 R. '"Ja 0
Arados amencanoi e macbina-
patalavar roupa: em casa de S.P. Je
bnston 4 C. rua dsSenzala n.42.
Camas de amarello.
Vendem-se 17 camas de amsrello, as qnaes
anda se achaca a bordo de urna barcaca vinda de
Alagoas : a tratar na rua do Crespo n. 14.
Manguitos egola.
. 2en.dem"sevgu.arDSe8 de cambraia muito fina
llliifla moda de Pars
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de boin gosto.
So na loja d'aguia de eoro, rua do Cabug b.
l JJ.e sonde as senhorss acuario um completo i
sortimenio de enfeites de cabe5a, tanto pretos l
como de lindas cores, da ultima moda de Paris. '
recebidos no d 16 pele vapor fraacu, pojs as
senhoras que desej.rem ver podero mandar pe-
dir, que promptamente selho mandarao as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
ft"^.^e."0,"eelxar de comprar:
istonaload-ago deouro, rua do Calugfi
EscraTos fgidos.
mJ/Sbr' v a'Dda- U?da a negra Maria- "-
va de Feliz Venancio de Cantalice, com os sr-
naes sguinles : estatura regular, cara curta afi-
nando para baizo, e ten o costme de soprar
pelas rentas, eom SS ou SSS no peito esquerdo
os dedos dos pea pouco separados uos dos outros
algumas marcas de bezigas na cara pouco v2il
veis, e consta que apparece em diversos pontos
''mi^ COm : Bo"-Vls". Santo Anto-
nio, e em Olinda com o nome mudado para Mar-
Sf.ro.a,:n^ie"SeH,p08' M "ondades polici.es
que a apprehendam, ou a pessoa que isto flzer
?omJp^naattarU" lBpen,a' n" 57. que ser re-
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
lembro prximo passado, um eecravo do eon-
mandinle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco baria comprado ao Sr, Beoto
Loureofo Collares, da nome Joaquim, de idade
de cincoenia a lanos annos, fulo, alto, magro,
denlas grandes, e com falla de siguas na frente,
queixo fino, pos grandes, e eom os dedos gran-
des dos ps bem aterios, muito palavriador, m-
culci-se forro, e tem signaos de ter sido surrado.
Cons que este escravo apparecera no dia 6 da>
eorrente, vindo do lado das CineoPonlas, e sen-
do enterrogado por nm pareeeiro seo conhecido,
disse que tinha sido Tendido por sen seabor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der* levar em Peraambueo aos Srs. Busto !>
nos, que gratificario generosunenie,
n


I

w
WAIIO M MUUftfitHSd, *AMaDO 35 t)g MitCd M 1841.
Litteratura.
----------
m-
:

A Hesurreicao.
Nolite Umere ros : mo eniB
quod Jesum, qui crucifixus est.
quaeritis. Non est hic : surreiit
enim, sicutdixil.
S.Malli. cap. 28 v. i.
Se a rcenle commemorajo do deicido, desse
crime nico e tremendo, que mancha, o mancha-
r sempre a historia de um povo ingrato, vestiu
cora lanta razo ochristianismo de negros creps,
e he iiiillrou n'alma aquella profunda magua, e
acerbissima dor, que a memoria do tertivel dra-
ma do Calvario acende no coracao verdadeiramen-
te calholico; sea egreja, recordando-se triste-
mente dos improperios, e dos tratos selvagens,
que precederam morte do justo, acaba de sol-
tar plageoles, doridos e to motivados lamentos;
se a idea medonha do enorme sacrificio, queso-
freu o Cordeiro Immaculado para remir o mundo
al ali escravo da culpa e do demonio, mergu-
lhou n'um abysmo de tristeza a christandade, nao
, por cerlo, com menos razio, que a egreja tra-
ja neste momento vistosas galla?, que se reper-
cuten) as abobadas do templo os echosde festi-
vas hrrmoniss, que a voz do campanario resea
alegremente, que o jubilo assoma todos os la-
bios christaos.
Ha pouco a Victima impeccavel renda o espi-
rito n'um madeiro de infamia, lutando ateo ul-
timo instante com as mais atrozes o mais pun-
gentes barbarias: boje o Suppliciado deGolgoiha,
resurge gloriosamente, como estar desde longo
lempo annunciado, e confunde a incredulidade
dos que o haviam esperado tanto, e o nao conhe-
ceram, e o injuriaran), e o crucificaran) como se
fura o mais perverso dos acelerados I
Ha pouco a Yirgem Mae.juntolda cruz, onde ja-
-zia trucidado brbaramente o sacrosando corpo
do Salvador, regava aquello patbulo, at ali af-
frontoso, com tantas e to olorosas lagrimas,
quanlas as gotas de sangue, com que o Filho o
eslava regando por amor ainda daquelles que o
blaspbemaram, que o escarnecern), que Ihe cus-
piram no rosto, quo Ihe deram a morte depoisde
esgolados lodos os tormentos, que a mais louca
perversidade Ihes tinha suggerido : hoje desee
4o cu trra um anjo do Senhor, remove a lou-
sa do santo sepulcro, senla-se nelta fulgurante,
e diz s duas piedosis mulheres, que vinham vi-
sitar aquelle sarcophago to venerando : Tran-
quilisae-vos Sei que procuraes Jess crucifica-
do. Nao est aqu: resuscitou como o hara pre-
dto I
Ha pouco o Nazareno era vencido pela o? orle :
hojea mortesuecumbe diaute do poder irresisli-
rel do Homem-Deusl
Ha pouco os pruprios seres inanimados horro-
risavam-se na presencia do mais nefando dos de-
lirios, a natureza envolvia-se n'um luctuoso
manto, proclamara espavorida a consummajo
de um immenso e temeroso sacrificio, o conimet-
limonlo de um crime sem exemplo na estalislica
dos mais hrridos attentados : hoje em todo o
orbe christo louva-se, e glorifica-se o Seohor
Deus de infinita bondade, congratulan)-so mutua-
mente todos os poros, lirres dos ferros do Sata-
naz, bemdizem o Creador em cnticos rescenden- ;
tes de ineffarel, e religiosa gratidao, porque o
Redemptor demonstrou aos que, Ihe disseram
zombando sacrilegamente, quando penda do alto
do lenho, onde rendeu o espirito Se 3 Filho
de Deus, desee da cruz que era verdadeiro
Filho de Deus pelo fado da resurreijo, alm de
mil outras provas, que s nao conrenceram a du-
reza, e a cegueira de um povo rebelde, mas devi-
damente fulminado pelo mais horrivel dos ana-
themas que s nao persuaden) a verdade dos al-
tos mysterios, que a egreja acaba de celebrar aos
que ah diariamente sacrificara o Christo com as
biasphemias que vomitara, com as torpezas que
commettem, com os eiro3 que propalan), com os
escndalos que exercitam.
Nao os imille o nosso bom poro ; e em-
quanto aquella raga de modernos scribase pbari-
seus dardeja injurias, e apodos execrandos sobre a
religio sellada com o sangue do Prometlido das
naces, e tenta com incrivel pertinacia corrom-
per ?sta naco ainda to cath)lica, proslrado an-
te a cruz, ore por elles, como o Salvador pediu
pelos qu o suppliciaram to atrozmente, com a
roz, e com a alma rendida a immeosa grandeza
dos beneficios divinos, diga com a egreja Scimus
Chrislum surreicisse mortuis ver. Tu nobis,
rictor Rex, miserere. Amen. Alleluia.
[Naco.)
Conferencias de Nossa Scuhora de
Pars, pek) K. Padre Flix.
ii
[Concluso.)
necessidade, como de sua primeira p*ao, sua
sua primeira aspirejio, finalmente como do pro-
Pro elemento desea vida.
Assim, pois, a alma do menino, antes de ser
manchada pelo espirito do mal, se inclina para
Oeul: es harmonas da religio corresponden) s
harmonas do seu corajo ; ella exerce sors si,
mesmosem se aperceber, como que urna seduc-
jo sagrada. O menino lem necessidade de ado-
rar, abre pois o seu coracao Deus, e Deus ali
penelra com a religio como n'um sacrario. Este
phenomeoo se produz, porque Deus se tero j as-
signalado na alma do menino por um refiero da
sua divindade ; e quando aquello se aprsenla
a religio, dizendo : Eis-aqui o leu Deus Ielle
o reconhece como um amigo, cojo retrato lives-
se guardado emsua casa. Para logo desperla-se-
Ihe o desejo de entrar em doco famiiaridade com
o seu Deus; procura o seu sorriso, o^seo amor,
as snas caricias e as suas benjos, e com urna
facilidade inexprimirel, com um encanto arre-
batador que elle, cahudo de joelhos, exclama
juntando as suas maozinhas, e olbando para o
cu : Nosso Pae I
Tal a primeira inclinarlo, dizei antes, a pri-
moira elevajio da alma, quando o mal nao a
lem ainda pervertido. Logo lodo o preceptor ou
instruidorda infancia, que nao corresponde es-
ta nobre ioclinajio, dirigindo-a como deve, fal-
sifica radicalmente a edneajio, e prejudica mor-
lalmente a vida moral do hornero. E assim se-
nhores: quando a educajo nao favorece o
desenrolvimento progressiro desses instinctos an-
glicos ; quando nao se esforja por Iluminar e
engrandecer essa divina imagem, que o proprio
Deus lem imprimido na alma do menino; quan-
do finalmente nao correspondo pelas ceremonias
do culto, pelos impulsosda supplica, epeloeom-
merco das cousas sagradas, necessidade que
lera o mesmo menino de adorar, ento essa ne-
cessidade, fundo divino da alma humana, se vol-
ta para a creatina ou recahe na mesma pessoa
que a scoto.
Neste coso o menino se acha prompto para to-
das as idolatras, para todas as vilezas e oppro-
brios da vida ; e j to joren, ainda as grajas da
infancia, sent o peso da irreligio fanar-lhe a
existencia, desfigura-la, e deshonra -la I A irre-
ligio o corrompe no lugar mais delicado e ce-
leste de seu ser. vicii-o, rouba-lhe acordada
innocencia, rouba-lhe a sua mais celeste candu-
ra, a sua belleza mais ideal I
So nada ha mais bello de conlemplar-se do que
o menino religioso proslrado perante Deus como
o anjo da supplica, tambero nada ha mais triste
de rer-se do que o menino j impo. Sempre
desoladora onde quer que se produza na alma,
como urna apparijo de satanaz no homem, a ir-
religiSo no menino offerece um espectculo duas
rezes lamentare!, mais triste que as tristes cou-
sas que ; ra. Quando eu pens em encontrar um menino
nestas circunstancias, quereria ler as lagrimas de
Jeremas para chorar sobie essa Jerusalom pre-
maturamente deslrojads, em quo a religio se
occulla sob o monlo das ruinas Entrae em urna
casa de educaco, n'um collegio ou instiluic,io,
onde a religio nao s desprezada como cora-
mcrcio intil, mas tambem abatida e anniquilada
na alma dos meninos. Que doloroso espectculo 1
Que degradarlo moral na edade em que a vida d
ordinario despede os seus mais bellos raios I Pro-
curac ali meninos que saibam domar o seu egos-
mo, seu orgulho e independencia, sua colera, e
sobretudo a sua concupiscencia nao os encon-
trareis : porque o menino sem religio nao do-
mina as suas paitos. Ali s encontrareis por
toda a parte meoinos incrdulos, impos talvez__
e esses jorens impos nao podera deUor de er
alliros, orgulhosos, revoltosos, insolentes, rros-
seiros, libidinosos, rous, e quasi barbaros I Sua
educaco sem religio se destre p" s mesma :
sua *ida, quem falla o elemento primordial,
senle-se abalada oo vacuo, ou definha no lodajal
do crime.
~ i .
,
^>
Os charlates modernos, que hSo conspur-
cado o titulo de philosophos, ensinam por m-
thodos bem difTerentes ; elles enipenham-* sem
cessar na separacao da moral e da eligio, e
sobretudo nos recommendam que nao deixemos
ao cuidado do sacerdole a educado dos primei-
ros annos do homem. Um delles lerou o seu ar-
rojo ao ponto de declarar que aos meninos nao
se dere fallar do Deus: paradxo este que toca
to de perto demencia, que at excita pie-
d3del
Como esse nos temos philosophos mais moder-
nos ainda, que nao sao mais prudentes, e enten-
didos. Dir-se-hia que a religio o que elles
mais receiam na educajo, pois que sem religio
nao pode mesmo haver educaco : recommen-
dam egualmenle quo nao se entregue ao cuidado
do sacerdote a primeira educajo do menino,
sem duvida porque o menino v- no sacerdote a
principal personificado da religio, cuja influen-
cia lhes aqueja o ciun-.e.
Que a educaco do homem dere ser imminen-
temento religiosa um principio eslo resultan-
te destas duas rerdades incontestareis, que res-
plandecen com o brilho da sua propria eviden-
cia : nao ha educaco sem moral; oo ha moral
sem religio : logo a educaco nao pode deixar
de ser religiosa. Tal a demonstrado eterna-
mente popular do principio que estabeleci; e
ninguem o pode mais aprofuodar, e oinguem po-
de fechar os olhos luz de tanta evidencia. Mas
deixemos urna demooslrajo, de que me dispen-
sa a intelligencia esclarecida do meu ilustre au-
ditorio, e busquemos na propria significajio da
palavr urna revelado mais intima do mesmo
principio, e da mesma verdade.
A educaco, como sea nome o revela, um
desenrolvimento e urna expanso; desenrolri-
mento dos inslinctos os mais generosos, expan-
so das necessidades mais legitimas da rida. Des-
cortinar com o olhar penetrante do amor o que
ha de mais legitimo e mais nobre, de mais pro-
fundo e mais sublime na alma do menino, e dar
& ludo isso, pelo contacto da palarrs, d'alma, e
do corac.o, urna expanso harmooiosa e um
desenrolvimento fecundo, eis a educaco. Ora, a
necessidade mais profunda e mais legitima, que
pode ter a alma humana desabrochando
necessidade de Deus: o seu ioslinclo mais deli-
cado, mais sublime, e mais; divino o instincto
religiosoaspirado da alma ao infinite.
Eis-aqui porque a religio a primeira paixio
da alma humana, assim como tambem a sua
ultima e derradeira paixo ; pois quando o des-
potismo da carne ou do espirito, a tyrannia do
orgulho ou da roluptuosidadea tem cessade de
opprimir sob o jugo das paixes inferioresessa
sublime paixio se despert no fundo d'alma com
urna forja multiplicada pbr todos os soflmen-
los, que a comprimirn) nos longos das de es-
crarido. E essa alma que se esqueceu de Deus(
semelhante um serqoeperdeu osen elemento,
delle se torna lembrar, como de sua primeira
A' rista d-'j'O, senhores, seguir um syslema de
educarJi cm 1ue o ha religio, ou, o que ain-
d e mas desastroso, em que se aprende des-
presar e insultar a religio, e planlar-se na
alma da mocidade todas as perversidades, todas
as degradarles da rida. Educar o homem no
despreso de Deuse das cousas santas- essa urna
educaco que por si mesma se destte ; preten-
der elevar a rida coraecaudo por anmquilla-la, e
roubando-lhe o seu mais alto cume ; querer eji-
grandece-la destruindo a sua grandeza mais di-
vina, e despojando o menino da primeira mages-
tade do homem ; desenvolver no intimo do seu
ser a causas mais activa de todas as decadencias,
destruindo ali o principio divino do verdadeiro
progresso ; despedazar na rida, que comeca, a
nica torga capaz de fazer elerar-se todas as suas
potencias e todas as suas faculdades ; tomar em
sentido contrario o moviroento da rida; n'uma
palarra precipitar o homem, desviando-o de
Deus, para quem deve gravitar toda a vida pro-
gressiva.
Julgo supperfluo insistir mais nesto ponto, so-
bre o qual supponho que estamos lodos de ac-
cordo. Quem ousaria.hojo dizer : A educago
nada tem com a religio? Instruidos por tantas
e to tristes lirocs reconhecemos voluntariamen-
te que deve ser religiosa a educaco. Porm que
religio deve penetrar com a sua forja a educa-
co da infancia ? Ser essa religio vaga, inter-
minada, sentimental, humanitaria, que nao for-
mula urna s creoja, que nao impe um s de-
ver, que nao d ao homem um freio para conter-
se, urna forja para veocer-se ? Ser essa reli-
gio chamada universal por novos apostlos, e
que consiste em nao ddgmatisar alguma verdade(
em nao excluir algum erro ?
Nao, senhores, mil vezes nao. A religio que
deve hoje penetrar em vossos filhos coma sua di-
vina luz, com a sua influencia fecunda, a vossa
religio : o christianismo, o christiaoismo ver-
dadeiro. Nao basta que a educaco seja simples-
mente religiosa, cumpre que seja tambem profun-
damente christs. Ainda ha pouco, fallando da
civilisa;o eda barbaria, eu vos disse que a edu-
caco ero geral que as faz distinguir urna da ou-
tra; agora dign ainda mais, e afhrmo que a
educaco christa que de facto distingue os po-
vos barberos dos povos civilisados.
Ha no mundo duas grandes divisoes: a huma-
nidade barbara, e a humanidade cirilisada. En-
re estos dous polos do mundo moral existem in-
termediarios quo sao : os semi-barbaros e os se-
no i-civilisados ; mas no fundoadiviso subsiste-
barbaria e cirilisacao. A humanidade avanca ou
recua no meio destes pontos extremos : aquellas
duas patarras significanchristianismo e ante
christianismoslo aqoillo que christo, e
aquillo que o no .
Percorrel lodos os poros, quem o Christo nao
tem assignalado com o seu cunbo indelerel: per'
correi esses immensos paizes em que nao reina o
christianismo, ou em que s reina em algumas
dae-lhes bem o injerior; rere por toda a parte
escripia esta palarra nos seus costa mea e ao seu
carcter: brbaro*. Neste ponto Druzzot e Maho-
metanos, Indios e Trtaros, Chnete e Cecbin-
chinero* se perdeos na masma egwlecao, offe-
rocendo apenas aos elhoe do observador peque-
as dif!eren?as n barbaria, pequeas distinegoes
na decadencia E com effeito o que quenotaes
entre esses poros, que se acham fra do gremio
do christianismo, ainda mesmo enlre aquelles
que sao menos arllados ? Falta de humanida-
de, de dedieajo, de caridade e de sacrificio ; fal-
ta de castidade, de humildade, de fralernidade,
egualdade e liberdade ; eo que ainda mais
caracterislicofalta de justija, de boa f, e de
sinceridado. Ero lugar de todos esses sigoaes
gloriosos da cirilisacao o quo quo redes entre
elles ? Egosmo, cobija, arareza, crueldade, im-
pureza, mentira e perfidia.
Nao quero com iato dizer, senhores, que os'po-
ros cirilisados estejam iseotos de taes ricioa :
mas ao passo que enlre estes elles apparecem
como urna aberrsjo do espirito geral, e como
uma ofleosa feita conscieneia publica, entre os
poros barbaros constituem o seu carcter. Con-
tra esses ricios arraigados, o por assim dizer
naluralisados por seculos de abjeejao, nao se er-
gue uma s prolestajo da conscieneia humana.
No centro dos poros christaos as insolencias da
injuslija, e o cynismo da perfidia, prorocam sem-
pre no fundo das almas um lesleraunho que con-
demna esses vicios al mesmo na gloria do seu
Iriumpho: se as consciencias desarmadas sao po-
den vencer com a forja moral a brutatidade da
forja material em serrijo do mal, abarfam em si
as suas surdas indignajoes, que cedo ou tarde re-
benlam como uma reparajo solemne, e como
uma satisfsjo justica e cirilisacao, depois
das satumaes do crime, depois dos trie-mphos da
barbaria. Porm no centro dos poros barbaros
os triumphos da forja brutal, as orgias da immo
ralidade, as oslenlajes da perfidia e da mentira,
nao sao cousas estranhss ; nem as alnas-cem el-
las se oflendem, nemas consciencias se revolam,
nem os corajdes se abalam I
De onde nasce essa differenca profunda ? O
que quer dizer esse contraste manifest ? Um
s -palarra explica ludo : elles nao sao christaos.
As naces as mais altiras, e naturalmente as mai*
poderosas, pateoteam na barbaridade dos seus>
coslumes o vestigio desse raio inftammado pela
primeira rebellio, e que cae para derorar a ci-
vilissjo rerdadeira, por toda a parle em que es-
ta nao encontra o patronato dirino, a cruz assig-
nalada coro o sangue regenerador, a eiuz, emble-
ma sagrado de todo o progresso peTe christianis-
mo : a cruz que hoje btilhe, plantada pela mo
dos nossos soldados, ne cimo da eathedral de
Pekn, para atlestar o Iriumpho da civilisajo
sobre a barbaria, e presagiar novas victorias
esse pendo conquistador, nico que, pode-se
dizer sem recelo, tari a rolta do mando. Por
toda a parte; aonde fr elle levado pela mo dos
nossos soldados, ou melbor ainda pela mo de-
sarmada dos nossos misionarios, a civilisajo
brotar na sua paseagem, e a barbaria recuera na
sua presenj.
E assim senhores : em todd o tempe e por.
toda a parle a fronteira christa quem marca a
ronteira da cirilisacao ; e de todo o meu corajo
concordo com esta mxima de um joren e bri-
Ihante escriplor do nosso lempo :
< A christandade tem direilo de chamar br-
baro tudo o quo nao ella.
Quero ousar centesta-lo, reteber o- drymla"l,i"
do universal de todas as h""'as e M 'odas
as cirilisajes passaoas, presentes e futuras.
Aquelles que no passado n*o cpnhecepam o
Christo, ainda mesmo uo luto da jciencia e
d litio.uura, forara barbaros; aquelles que
no presente nao o adoram, sao e ajantinuam
ser barbaros tambem; e aquelles que, depois
de o haverem conhecido e adorado no presente
e no passado, vieren) i desconhece-lo no fu-
turo, cahiro neeessariamente na barbaria. Esta
verdade se acha consignada por quasi toda a par-
te na frica, na Asa, na America, e at na
nossa Europa, as ruinas que abi esto clamando
mais do que i Deus, cobertes com a mascara da
religio e apostatas da rirtade, inimigos da rer-
dade, condemnados pela corrompidos pela
intelligencia, assim como pelo corajio [ Ad TU
moth. III, 1.). E, accresceota em outra parte o
mesmo pintor do- anli-chrstanismo: c Horneas
carregados de tudo o que iniqatdsde, impure-
za, malicia e avareza, cheios de inreja, sden-
los de homicidios, astuciosos, malignos.
Senhores, ouvindo estas patarras, o que vos
parecen ellas? patarras de um propheta, annun-
ciando a futura apparijo dessa raja perrersa,
ou palavras do um historiador, descrerendo tra-
jo por trajo essa raja j apparecida? Dizei-me
ros, que tendes conscieneia da rida contempor-
nea essa humanidade descripta por S. Paulo
nao ros parece antes uma allegoria ao sec-
lo XIX? Quem j nao percebeu nos Hrros, nos
discursos, em toda* as cousas, e as proprias as-
pirares das almas, o contacto dessa humanida-
de barbara, que embaraja a eirilisajio ehrista
consternando-a? Quem nao tem ouvido retum-
bar no mundo o tenebroso ruiJo dos seus golpes,
quem nao tem reconbeeido as menores cousas
o vestigio dos seus passos ?
Descendentes dos erusados, raja de enrisco*,
filhos dessa eirilisajio que ao imperio da forc*
aubstituiu o imperio do direilo, que ao dominio
da espada substituiu o reino da justica, pois nao
estaes rendo erguer-se no rosso centro uma bar-
baria ora contra ros mesmo*, mais temirel que
aquella qne rencestes e nrqoastes? Nao estaes
rendo passar sobre todos os eaminhos, e atrares-
sar as cidades abaladas da relba Europa, a ora
raja que cada da eogrossa mais e augmenta com
homens sem f, sem principios, sem costumes,
sem religfao e sem Deus ? Nao a estaes ourindo
repetir por lodos os chos do muud esta senten-
ja que ha tres mil annos j diziam os barbaros
que se encontraran) em Jerusslm, ne- selo do po-
ro escolhido: A lei da nossa justica a nossa
forja ex justicia nostrec fortitudo noHra ?
Essa barbaria que desprza todo o direilo, que
anniqmla toda a juatja. anima desejos insuda-
reis, arabijoes sem limites. Um dia coro e* seus
olhos mojosos riu os rossos bens, e disse:
Elles sao ricos e nos somos pobres ramos,
pois, despoja-los do que pessuem. Viu o aro-
prios potentados estremecendo sobre os seus thro-
nos ao som das suas ameacas-, e disse : Vamos
derriba-Ios-. Viu o mundo moderno cheio de
suas invenjes e engenhos-, e disse : Vamos pos-
8ui-lo. Sim, na hora ent que estamos, mesmo
sob as rossa rista, ella dh essa eirilisajio
material, rossa gloria e tambem rosso pergo :
Arante I arante l mais descobertas ainda ; mais
machinas, narios e canhe ? mais telegraphos e
eaminhos de ferro : marchae, marchae sempre f
Um dia rir, e esse dia n esl tonge, em que
sero meus os rossos narios, eaminhos de ferro,
canhoes rayados e telegraphos-. E quando tirer
tudo isso oas minhas mos, encera re a minha
obra de deslrucao, e a trra tremer perante
miro, mais do que perante Alesendre.
Assim, pois, uma barbaria sen algum freio mo-
ral ou religioso, derorada pelo immenso desejo
de gozos e de dominio, uma barbaria que parece
estender a mo para apodersr-se de uma outra
exlromidade do globo de todas- as armas de des-
truirlo creadas pelo rosso genio eis-aqui o que
eu rejo no seio da vellu Europa :. e aquelle que
o nao v porque est ou se faz ceg I Dae o no-
me que quizerdes essa barbaria:. que importara
os nomes quando a cousa visir el, viva e amea-
jadora? Quanlo a mira, tomo-por. leslemunhas o
cu e a Ierra, Deus e os homen em como ella
p...., o .e ;em como ella- s odia a
arocaja... e s espera
chegue a hora I
ros rerelei, oo dominio de uma Casta, nio
trabslho exclusiro de cma clsese de borneas, pola
que pertence todo o chiito, i todo o qua re-
prsenla o Christo n'uma palarra sincera, n'um
corajo dedicado. Aquelle que s>r mais christs
do que ou marche adianle da-ndm, t faja mata
do que eu teuho feilo ; aquelle qae a* sent com
maor ambijo de dedicar-se, e de soffrer, para
crear o menino no amor de Jess Christo, seja" o
primeiro apparecer : ludo ser bom, cosa lano
que Jess Christo se formo e penetre na infancia,
e que esse seo desenvolvimento na mesma infan-
cia vcnha. ser a rgese rajo do mundo, e opro-
gresso da humanidade pela educajio christa.
(U Monde Silveir )
pela resurreijo, e pela vida com o Christo re-
para auniquilar-vos que
generador.
Sim, essas ruinas da civilisajo, que a barba-
ria lem multiplicado por onde passa, ossas ruinas
que representam como que os restos da vida mo-
ral pulverisada pela forja brutal, sao bem elo-
quentes: ellas atiestan o passado, lastiman) o
presente o prophetisam o futuro: ellas bradam
para quem as quer ouvir que onde nao houver
Christo, nao poder haver civilisajo.
Porm, senhores, notae bem que essas duas
humanidades barbara e cirilisada nao- se
acham hoje geographicameote separadas por 11-
nhas palpaveis e fronteiras maleriaes, por raoa-
tanhas ou rios, por mares ou continentesr pois
que, no seio mesmo da barbaria, existe urna ci
vilisajo, no seio mesmo da civilisajo existe
uma barbaria.
No meio dos povos barbaros ha gente civilisa-
da, porque ha christaos no mel delles A se-
ment divina da civilisajo, espalhada ao sopro
do cu, e fecundada no seio da dedicacao, ha
brotado sobro todas as margeos; e por toda a
parte regada com o sangue dos nossos marlyres,
Sua flor se produz em qualquer terreno, e desa-
brocha sob qualquer temperatura. A civilisajo
est na China, na Corea, as Indias e na Ocea-
nia; est no fundo de todas as solidoes, solidoes
da trra e solidos do mar, o apparece aqu e
acola, como o oasis no meio do deserto, bella
todas as vistas, e mais bella ainda ao corajo
que a oncontra no seu caminho. E se nossos ir-
mos viajando, perdidos em paizes-barbaros e
selvsgens solidoes, respirara, por ali passando.
um perfume dessa civilisajo que floresceu ao re-
dor do seu berjo, porque ali j o nome de
Chrislo tem sido pronunciado, j o seu symbolo
tem apparecido, j o seu sangue tem corrido.
E assim como ha gonl airilisada no meio dos
poros barbaros, tambem ba gento barbara no
meio dos poros civilisados, phenomeno este ain-
da mais nolavel, e que deve muito mais dar que
reGectir aos espirites meditativos. Nao fallo so-
mente de alguna Chinezes, mui raros, Indios ou
Mahometanos, que por casualidade apparecem
oo cenlro das nossas grandes cidades cirilisadas :
fallo de uraa barbaria que rebenla do nosso pro-
prio slo, que sabe do nosso proprio sangue
barbaria estranba, assustadors, que traz na sua
fronte estampado o sello obscuro do seu baptis-
mo, vestigio mal apagado de m christianismo
que se rae extinguindo todos oa dias.
a Sabei, disse S. Paulo, que rir um lempo
em que o mundo ha de presenciar dias perigo-
sos: instabunt tmpora periculosa. Usa raja
s de homens apparecer que ha. de ser c terror e
* o flagello das sociedades; e eis arqui osagnaes
por onde os conbecereis Homens egostas, lera-
dos pelo amor de si meamos, cobijosos, arro-
gantes, orgulhosos, blasphemadores, desobedien.
les, ingratos, sceleratos, agitadores, incapazes
d estar socegados e de deixar os oulros soce-
cegarero, homens calumniadores, dissolutos,
Deque pensses ros que se eompoe essa barba-
ria ora, que se ostenta s oessas vistas, face
do christianismo, revestida de-manto da civilisa-
jo ?' Compde-se de todos os que nao sao chris-
taos, progride e augmenta com todos aquelles
que tero em horror o sacerdole, a-egreja, o Papa,
o Christo e a proprio Deus I'
Nada ha mais cerlo do que isto, senhores : no
mundo s ha dous grandes estandartes que divi-
dem a, humanidade o estandarte da civilisajo
e'o da barbaria ; o que quer dizer o estandarte
do christianismo e o do- anti-ehristianismo. O
segundo so* recuar diante do primeiro, e o.que
ha de faze-lo recuar oo ser o soldado armado
da bayoneta, da melralha e do canho, anda
mesmo que seja o soldado francez, apellidado
primeiro-soldado do mundo : o que far a barba-
ria recuar ser o Christo o Christo, triumpha-
dor das almas por sua verdade, dos corajdes por
seu amor, e das rontades por sua autoridade.
Continuaremos, pois, com Jess Christo a nossa
marcha progressiva, ou retrogradaremos, des-
viando-nos delle, para as fronteira da barbaria ?
Eis uma queslo que diz respeito ao futuro.
E quem poder resolver essa queslo que com-
sigo encerra a barbaria ou a civilisajo, a deca-
dencia ou o- progresso ? Quem ? a educajo.
Para suspender os passos progressivos da barba-
ria renascenle, hz-se preciso urna grande rege-
neracao christa. E como se renovar, o chris-
tianismo na sua immortal juvenlude ? Como?
pela educajo christa, isto pela formajo e
pela restaurarlo de Jess Christo as geracoes
modernas.
PAGINA SAGRADA.
Resurreijo ale Jess Christo,
Responden* autem angelos
dixil muliertbus -.nolileli-
mere vox; sexo enim quod
Jesum Nmarenum cruci-
fixum queeritis. Surrtxit
non est hic.
( Math. V. Maro. VI )
Vimos em nosso anterior artigo sobrea pai-
xio morte de Jess Cristo a causa da ioiqui-
dade e iujutija rencedra, e levando de renci-
da a rerdade, a justija e a innocencia de Jess
Christo ; rimos como sua natureza humana foi
abatida por lodos os tormentos, por todos os op-
probrios e por todas as flageltajtoa que podiam
imaginar encandecidas mentes de depravados
perseguidores : rimos sua cabeja paseada de pe-
netrantes espinhos, sua face esbofeteada, suas
mos rasgadas, seus ps turados, seu lado aber-
lo, o Calvario larado pelo sangue do jesto, ra-
mos, hoje, pondo de parte as angustias desla
scena rer os clculos judaicos lanzados por Ierra
os crueis tyrannos se conver tereco em tremlos
espectadores deste facto grandioso, que nem se
quer Ibes passari pela mente que se transforma-
ra em realidade. Amorte de Jesu Christo so-
por si uma prora ioconcussa da sna dirindade,
nao seria- preciso mai nada para atiesta-la-por
que, no drzer de Massilloo (II- aquelle que rem
se propor aos homens como o objecto de seu
amor um impo e um impostor que quer usur-
par o direilo mais essencral do ser supremo ;
um monstro de orgulho e extravagancia que quer
e elevar altares at nos eerajes, nico san-
tuario que a divindade nao cedeu aos dolos pro-
fanos Entretanto faz-se preciso que apresen-
temos uma prora tanto ou mais corroborante i
sua nalurez dirina, quaremee fallar da sua re-
surreijo.
O tmulo que em relajo aos outros horneo
lera por fin transformar o seu elemento material
em p, para Jess lem um mister muito mais
importante erle oberjo d'onde o- limem-Deus
sse respiandecente da mais radiante gloria ;
nelle que rompendo as cadas da morle Jess
Christo resgals o genero humano : se para os ho-
mens o tmulo o lugar do repouso, onde des-
eanjando das lides da vida elle permanece at
desfazer-se era p, cinza e nada, para Jess o
deposito onde elle guardaseusultrajes, seus tor-
mentos e seus padecraentos para reapparecer
mais candido e mais bello, offuscando seas ini-
migos.
Nos tmulos humanos aeha-se um epitaphio
lgubre, lascado pela mjo do homem para de-
signar o companheiro aue-ftudou s sua peregri-
na jao, epitaphio luctuoso que atiesta a fraqueza
humana ; ne tmulo divino, no tmulo de Jesu
nao se ve este lulo, ni' se encenlra esta com-
punejo, tudo abi rerella alegra, ludo ahi de-
nota prazer e contenlamento : smrrexit, o-
seu epitaphio, se este nome Ib pode ser dado.
seu meslre, elles dererem obserra-lo ou como
um impostor que os engasto por falsas promes-
sas, oo como um espirito fraco qoe se tinha Ilu-
dido por ioneas esperan jas. Que inleresse poda,
pas, forja-lw affrontsr o odio dos Jodeus e o
pergo do supplicio para sustentar a honra de Je-
ss, para persuadir sua reinrret'coo, para faze-la
reaoobecer como o Messiaa .' Elles oo podiam
esperar nem engaar os Judeus, aem evitar o
castigo, nem seduzir o mundo inteiro. i (3J Seu
crime 3eria intructifero. lias supponhsmos que
os apostlos conseguissem roubar o corpo de Je-
ss ; que persuaso podero fazer apparecer esto
corpo iuanimado ? Elle comprometteria a dou-
trioa e a ruissao dirina de Jess Chrislo, em lu-
gar de levar aos espirilos a cooriecao mais evi-
dente respeito da sanidade de sna doutrina e
da divindade de sua jaisseo, elle comprometteria
mesmo as posteriores pregajes destes mesmos
apostlos.
Mas Jess n&o appareceu inanimado, elle re-
surgiu rictorioso, e apreseotou-se como d'aotes ;
Jess nao foi roubado do sepulcro, resusetton
por aua propria forja e poder.
almas, e no seio de algumas familias predestina-1 crueis, mus, traidores, insolentes, ensoberbec
Sim, senhores, o Christo formado e crescendo
nos rossos filhos, o Christo na intelligencia des-
tes, no seu corajo, na sua alma, na sua ronlade,
em summa em todo o seu ser; a rida do Chrislo
finalmente trasbordando pelo corajo do menino
as reas da humanidade: eis o aqu progresso
oo futuro. Em sessenla annos, senhores, tereis
desapparecido da trra ; uma outra humanidade
ros substituir na scena do mundo. Porm que
humanidade ser ella ? cirilisada e progressi-
va, ou retrograda e barbara? E'esle um segredo
de Deus, mas um segredo que est as mos dos
hemens. O orculo do futuro responde desde j
essa questo do presente, e res diz e ros pro-
phelisa pels. minha roz : essa humanidade ser
aquillo que ros a flzerdes ; ser barbara e re-
trograda se ros a preparardes sem ou contra os
preceitos de Jess Christe ; ser cirilisada e pro-
gressiva se ros a preparardes em Jess Christo e
por Jess Christo.
Eis como ser o futuro, sou eu quem ro-lo diz :
e eis a nossa soberana, a nossa nica ambijo :
queremos uma grande renovaco christa para a
sociedade moderna, e para preparar essa renora-
jo, que s ella nos pode salvar da barbaria, nao
desejamos mais que uma cousa, ross a desojamos
enrgicamente : queremos Jess Christo nos vos-
sos filhos, Jess Christo e sua doutrina, Jess
Christo e sen amor, Jess Chrislo e sua autori-
dade, Jesu3 Chrislo o sua santidade, Jess Chris-
to e sua pureza, Jess Chrislo todo inteiro cres-
cendo nos vossos filhos, ou antes os vossos filhos
crescendo e se desenrolreodo em Jess Christo
por todas as formas.
Eu o repilo esta a nossa ambijo. E para
semelhante obra tao sublime, que ao mesmo lem-
po prepara o futuro e o seu progresso, estendo a
mo todos aquelles que, como eu, tm cons-
cieneia de nao haver oulro meio mais adequado.
Sacerdotes ou leigos, paes de familia ou celiba-
tarios, homens do claustro, do sanctuario, ou do
mundo que importa? Para essa obra frater-
nal, social e christa, ninguem deremos ex
Que Jess Christo haria de resuscitar depois-
de estar tres dias as entranbas- da Ierra, tinha-
sido previsto pelos prephetas e figurado por Jo-
as. Assim como Adi, em-quem duassubs-
tanciaadifferentes, o, espirito a- materia se reo*
oiram para formar uma s natureza, figurou a
incarnacio de Jess Christo, em quem duas na-
tureza, a divina e a human, formaran) uma s
pessoa : assim como Moyses- figurou seu nasci-
mente, Abel sua innocencia No suas funejees,
Melchisedech seu sacerdocio, Job seus se&ri-
menios, David suas persegjiices, Salomao sua
realeza, Jos sua exaltajo eSansio sua morte;
assim foi reservado particularmente Joas fi-
gurar sua resurreijo sna gloria (2)..
E' o mesmo- Salvador quem isto prephelisa,
elle quem nos diz : assim como Junas depois
de ter estad. Ices dias e tres noites as entra-
nbas da baleia sabiu vivo : assim o Blho do Ho-
rnera, depois de ler estado tres dias e tres noites
as enlranhas da trra, sahir resuseitado :
sicutfecit Joas in. ventre celi tribus diebus el tri-
bus noctibus, tic eral Filius hominis tu ventre
trras. Estara reserrado Joas figurar o
maior e> o mais bello dos mysterios, a resurrei-
jo de Jess Christo. Depois de harer toda a
paridade enlre a morte do propheta e a morte do
Salvador, era preciso que hauresse egualmenle
na sua ressurreijo ; a Jones renasco das. enlra-
nhas da baleii para ir pregar a penitencia em
Ninire : e Jess apenas sahido do tmulo orde-
na seus discpulos irem pregar em seu nome
a penitencia e o perdi ao mundo inteire :
cuntes ergo et doctteomnesgentes.
A ressurreijo de Jesas Chrislo um fado in-
cootestarel, to evidente quanlo a sua morte ; se
elle foi visto soffreodo lodos os tormentos e ex-
pirando no madeiro, nio o foi menos quando ap-
pareceu revestido dos esplendores de sua magni-
ficencia, e quando cercado da brilhante aureola
de sua gloria subiu publicamente ao cu.
Registremos esta scena.
Reinara a angustia por loda a parle, a- nalurez-
mostrara-se coberla de luto, o sol conservara a
ua luz ecclipsada, as estrellas seu brllbo perdi-
do, as campias suas reirs dessecadas, a tristeza
e a agona pintara-senos semblantes dos hocen
rerdadeiros quando de repente trsnsformou-
se a scena da natureza, o sol apresentou o seu
fulgurante elarao, as estrellas readqiriram o seu
brilho, as campias rererdescerat a triteza e a
genia desappareceram, dos rerdatfeiros crente
para dar lug>r alegra o ao prazer mais dilata-
do. E entretanto qual a causa de ludo-isto ? por
quo se operou esta completa melhamerphose ?
Chrislo resuscitou, ja abandonou o sepulcro
*rrear< NOn est hit. Todos commemonram a
resurreijo de Jess- ehnsto e com ella o resgato
da humanidade, s o duro Judeu de corajo em-
pedernido nao se commoreu cem esta scenar mag-
nifica, unica'esem egual.
O dia comeeara despentir, e eheiaa de rw-
datteiro pesar urnas santas mofberes das quaera
Iradicjo s cooserrou Mara-Magdalena, Mara
Cophas, Macis Salom e Joanna se dirigirn ao
sepulcro de Jesu para aromarem seu corpe
em prora de aeu acrisolado amor. Ellas iam
oompungidas com recelo de neo poderem leran-
Ur a pedra do sepulcro para executarem o seu
piedoseproposito ; como diziam ellas, eonsegui-
remos levantar a pedra que cobre o sepntero, se
0 seu pese superior s nossas-forjas rQuit re-
volvet nobi lapiden-{ ostio monumento* Mas
chegadas que foram ao sepulcro,, ellas o- encon-
traran) aberlo, e em lagar do corpo de Jess que
procurara dous candidos anjo de- atrneteotes
vesles;
A' este especlaculo inexperado as santamu-
lheres se eixaram tomar de pavor;.porm um
dos aojos sao deixou segmentar seu espanto
* nio, ni ros espntete ; eu bem conheco a3
puras e sartas intenjeeeque ros trouzeram-aqui;
ros procuraes-Jess Nazareno, nao rerdade?
poisibera eu ros digo que Jess nao est mais
aqui; Elle resucitou eorno bar predito. Vin-
de, rinde rr o lugar onde estera o Senhor:
*oliU limert vos ; tcio ouia Jesum Nmzarmttm
ticut dixit. Venite tt videte locum ubi potitos
trat Domintm. (A)
o o.t.jj melgas palavras por que um aojo
recebe aquellas que, entiesas, aineiam tributar
Jesos prora de sem amor. Consideremos
bem no sentido desla patarraso crucificado
resucitoutrucifixut ruurrtxit;.- porque el-
las significan aquelloque choraos, mulheres
piedosas e Deis, come tendo suecumbido morte
mais ignominiosa e mais cruel, ji passou ipos-
so da mais doce e da-mais. gloriosa da todas as
ridas; et ao passo qua a grandeza e o poder dos
reis da trra espirara no tmulo, do-tmulo
que datam hoje a grandeza, o poder en imperio
dos res- dos cus.
Fado portentosa-! era preciso que Carillo-res-
suscitasse para que a humanidade como.que re-
sucitaste tambem de abatrnoslo mortaJ- era. que se
achara, otcasioBado pelo crime do A\dSo. Mas
agora acabou de eompletar-se a obra da dirin-
dade; agora cumpriu-se a> propheeia de lsaia3
que diziase elle d sna. rida pele peccado,
riverapor isso que elle soffreu. tornar rer
a lei: sipossuerit pro peccato animam suam,
videbit semen longamum. ..pro o- quod labora-.
vil animan,tjun, videbit et taturabiiur.
Maa. Magdalena ainda. se asba no sepulcro
chorando a ausencia do seu mestre, quando.este
Ihe appareceu incgnito :nutUier, disse-lheaile,
porque- choraes, quem. procuraes ?Atsants
mulher nio conheceu,.o o tosnou pelo jardinei-
ro :se fostet vos qMem o tirastes, replitou ella,
di sei-me ondeo poses tes su s'rei ter com tile.
Basten esta ternura e amts&de de Mara para que
o Salvador exclamasse *\faria .' Ajxlarou-s.
o Bvsterio I A serva reeonheceu o seu Senhor r
E com este reconheeimente ella proslrou-sa &
seus ps, arrebatada de alegra, e pronunciando
apenas a palarra-Mestre l-Ainda aqpi o Sajador
mostrou-lhe uma prora de conanja ; %ao me
toquis, adrertiu-the elle, porqu* ainda nio su-
b tneu Pae .* mas vae meus irmsaa di:e-
Ihe: que vou, para t vosso Paeparomett e dos
\so Deus.
das. Observae bem o exterior desses poros, son-Idos com o seu orgulho, arnindo a sensualdade|clnir; a edgeaco, de. que fatlei, e cojo segredo 4 430.
Tem-se altribuido aos apostlos o roubo de Je-
ss quando se achara no sepulcbro, porm nada
mais inverosmil, nada mais destituido de funda'
ment. Quaes seriara estes apostlos que ou-
sriara affronlar a ir" e o furor dos Judeus, que
alrerer-se-hiam-se affronlar um corpo de guarda
para roubar o corpo de seu mestre ? Sera Pe-
dro que receiou confessar-se por seu discpulo
Seriara os outros que permaneceram occullos du-
rante o supplicio de Jess, com medo da colera
dos Judeus? nao : homens qoe denotara tanta
fraqueza nio tem o atrerimenlo e a ousadia de
praticar um facto desta ordem. S o discpulo
que nio abandonou Jess, que assislin ao p da
cruz sua hora oxtrema seria aquelle que conv
metlou um facto to momentneo ? lias isto
facto para ser pratiesdo por um s homem ? Um
's homem levanta a enorme pedra da um sepul-
cro, faz frente uma guarda e consegue praticar
o que quer ? Muito pode a cegueira no peito hu-
mano I Mas com que inleresse fariam isto os
apostlos? Uma vez convencidos da morte de
(I) Sermao para o dia da circumeisio II parle.
(i] Ventura, Etcolta tos mifoorii t. 3 pags. 4^9
Entreunto um fado lio compre-rado at celos
proprios Jndeos que nunca coniradisseram os a-
postolos, tem sido posto em duvida por alguns
espirilos; < eu nio conhejo este milagro como
oj outros senio pelos bornees; quem vi. esta
milagre? homens; quem m'o refere? hemens;
sempre homens entre Deus e eu l nio era mais
simples que elle mesmo me fallasse ? Cora
estas palavras, e com este senlimento Jean Jac-
ques moslra-se Inconsecuente : aecsita a tradic-
jio para a existenoia, dos grandes homens e su-
jeits-a para a res-jrreijio de Chrislo, Ella qui-
zera que Dous apparecesse parculamenle e
sempre todos ; mas ento atludo qp.8 o homem
nio lem merecimenlos para teto, a T desappare-
ceria por que a f consiste prix'.epijn80ie era
crer-se^nsquillo que se nao re.
A resurreijo para nos upara todo o ho-
mem verdaderamente, christo de uma 9/idencia
inabaiarel, a base, primordial de todo o nosso
edificio religioso.
Recife, S9 de marjo de 1861.
Joaquim Guennes da Silva e Mello.
(3] aergier-Dict. de Iheol., t. 5. psg. 502.
(4) Vent. Escolla dos milagrea, t. 3 pag. 48
449.
PIRU.- TYP.DIM. F. D5 PARIA. -1861.
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