Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06161


This item is only available as the following downloads:


Full Text
w

AIIO IIXT1I 1DIE10 72
Por (res mezes adiantados 5$000
Por tres mezes vencidos 65OOO
S Q
QDI1T1 FE1BA 28 PE MABgO 9E ISCI
Porannoadiaitadoi9$000
Porte franco para o subscriptor.
PERNA
.. BJCCAERBGADOS DA 8BSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Leraos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiio Guimares; Para., o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAKT1UAS UUS UKUE.1U.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parabiba as segundas e
sextas-eiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as ter;as-feiras.
Pao d'AIho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quarta* feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 1Q horas da manhaa)
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
lo ;ua n0Ta as ** noras 18 "tanto da man.
i Quarto crescente as 8 horas e 12 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
DAS da semana.
25 Segunda.^ Annunciagao de N. Senhora.
26 Terga; S. Ludgero b. ; S. Braulio b. m.
27 Quarta de Trevas. S. Roberto b.; S. Flelo.
28 Quinta de Endoensas (cga do meio dia em d.
29 Sexta da Paixo [% al ao meio dia.)
30 Sabbado de Alleluia. S. Joo Climaeo.
31 Domingo de Paschoa. S. Balbina r. m.
AUUlbNUlA UUS IKlBUNAfcs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco: tersas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda tersas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tersas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: ter;as e sextas ao meio
da.
quartas e sabbados a 1
Segunda rara do civel:
hora da tarde.
parte official
engarregados da subscripca ndo su**
Alagoas, o Sr. Claudino Fako Das Babia
Sr. Jas Martina A!ies; Ri d* J.n,ir0, g
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMtCCO.
O preprietario de mamo IhmI Figaeiroa 4a.
Parala sus livraria prasa da Independencia na-
6e 8.
I Ministerio da guerra.
Regulamenlo para o laboratorio do Campinho,
mandado executar por aviso desta data.
CAPITULO I.
Do laboratorio.
Art. 1. O laboratorio de Campinho, que se
aqha estabelecdo no lugar do antigo forte desta
denominacao, ser regido pelo presente regula-
mento, organsado em virtude flu n. 3 do at'i. 6
da lei n. 1,114 de 27 de setembro de 1860.
Art 2. E' destinado o laboratorio do Campinho
ao fabrico de todas as munices e artificios de
gyerra de que carecer o exercito.
Art. 3. No numero das muuicoea e artiflcios
de guerra, de que trata o artigo precedente, nao
se comprehendem'aquelles objeelos que por sua
simplicidade nao dependerem do emprego de pes-
soal profesional, como seja o cartuxame para as
armas de cano liso, cuja confecso licar a cargo
do laboratorio do Caslello.
Art. 4. O laboratorio do Campinho ser tam-
bem considerado urna escola pratica de pyrote-
china militar, na qual deveru habilitar-se os ar-
tfices de fogo que trabilharem nasproviucias em
que houver laboratorios.
, Art. 5. Poder servir o laboratorio do Campi-
nho para os exefcicios praticos de pyrotechnia
militar, quer dos alumnos da escola militar, quer
dos officiaees, cadetes e inferiores que estiverom
na escola de tiro do Ompo Grande.
CAPITULO II.
Das divisbes do laboratorio.
| Art. 6. O estabelecimento do laboratorio do
Campinho se dividir em tres secses :
1. A primeira secso comprehender todas
as officinas propriamente pyrotechnicas; a saber:
A fabrica de capsulas fulminantes ;
A ofiicina de munico para as armas raiadas.
O laboratorio de pognetes de guerra.
A sala de artfices diversos.
O gabinete de preparases pyrotechnicas.
2. A segunda secgao abranger as ofcinas
ccessoriasou auxiliares que sao :
O laboratorio chimico.
A ofiicina de fundiso.
A oflicina de serralheiros.
A ofiicina de carpinteiros.
A sala de pinturas.
3. A lerceira secso ser coroposta de todas
as dependencias do estabelecimento nao mencio-
nadas nos 5 1 e 2, isto :
O armazem de materias primas.
O deposito de plvora e productos manufactu-
rados.
A casa da directora e morada dos empregados.
O quartel, xadreze cocheira do laboratorio.
A enfermara, botica e capella.
Os teiheiros em qne se recolhem as carrosas.
Os trrenos que constituem o proprio nacional.
CAPITULO 111.
Do pessoal do laboratorio e seus vencimenlos.
Art. 7. Para a administraso e para os diffe-
rentes servaos do laboratorio naver :
Unj director do estabelecimento.
Um sjudante do director.
l'm almojarife ou fiel dos armazens.
Um escripturario da directoria.
Um escrivo.
Um preparador de chimica.
Um facultativo meoico-cirurgico.
Um capellao.
Um enfermeiro e um ajudanle.
Um guardada directoria, capellao e edificios.
Um carroceiro e tres serventes.
Um destacamento militar com as pracas pre-
cisas.
Art. 8. Compete ao director, ajudanle, fiel, es-
cripturario, escrivo e preparador, os vencimen-
los constantes da tabella junta.
Art. 9. O facultativo, capellao, enfermeiro e
seu ajudante percebero os vencimentos.que lhes
corapetirem, comopragas do exercito, e se o nao
forem, aquelles por que se contrataren).
Art. 10. O guarda, carroceiro e serventes terao
as diarias, nunca superiores a dous mil e qui-
nientos, que forem marcados pelo director, com
approvaso do governo.
CAPITULO IV.
Do director.
Art. 11. A administraso e inspeccao superio-
res de todo o laboratorio sao confiadas ao direc-
tor pelo governo, e tirado de um dos corpos ou
armas scienlificas do exercito.
Art. 12. O director residir no laboratorio e a
primeira auloridade do estabelecimento e como
tal immediatamente sujeito ao ministro da guer-
ra, para quem o nico orgo official.
Art. 13. E' perante o governo o primeiro re-
ponsavel por todo o pessoal, e pelo manejo mate-
rial do laboratorio : observar e far observar o
presente regulamenlo e as instruesesque receber.
Art. 14. Ter igualmente ainspeeso de toda a
conlibilidade e escripluraso relativas ao estabe-
lecimento, (cando a fiscahsagao Onal da receita e
despeza a cargo da terceira ou quarta directoras
da secretaria da guerra, conforme a natureza do
objecto ; e enviar mensalmcnle s referidas di-
rectoras lodos os documentos e esclarecimentos
Becessarios para se avahar o movimenlo dos va-
lores entrados e sahidosdo laboratorio.
Art. 15. Presidir s sesses do cooselho eco-
nmico da enfermarla do laboratorio, fazendo ob-
servar a respeito as instruesoes que forem expe-
didas polo governo.
Art. 16. Poder suspender do exercicio a qual-
quer dos empregados de nomeaso do governo,
que pelo seu procedimento torne necessaria esta
medida, dando parle dos motivos que para isso
teve, quando a suspenso exceder a oito dias.
Art. 17. Poder igualmente advertir, reprehen-
der, prender e suspender sua ordem at o pra-
zo de oito das, a qualquer empregado, so assim
fOr conveniente, participando lado ao governo.
Art. 18. O director nunca dar licensa aos em-
pregados por mais 4 dias em cada um trimestre,
e isto sement no caso de nao provir della incon-
veniente aoserviso.
Art. 19. Far entrar nos armazens do labora-
torio todos os productos do estabelecimento e
quaesquer gneros que se compraren), ou forem
remeitidos de oulras eslases, tendo a maor
cautela que sejam devidaracnle examinados.
Art. 20. No principio de cada semestre manda-
r o director proceder a inventario de todos os
armazens, ofcinas e oulras dependencias do la-
boratorio ; e dar parte do occorrido ao governo
para providenciar como fr conveniento.
Art 21. De tres em tres mezes remetiera ao
ministro da guerra urna exposisio dos trabalhos
_ felos durante o trimestre, nao 6 em relaso s
munices e artificios pyrotechnicos, como cons-
truccao de casas que lenha sido determinada pe-
lo governo para desenvolvimenlo do laboratorio ;
fazendo acompaohar a mesma exposicao dosmap-
pas e esclarecimenlo.
Art. 22. O director organisari os regulamentos
speciaes, instruesoes e programmas que forem
necessaros para o bom andamento do servico e
xecusaodo prsenle regulamenlo ; submolleado
& approvaso do governo aquelles que depende-
rem de medidas que nao esliverem na sua al-
eada.
Art. 23. Compele mais ao director:
1. Dirigirs ofcinas, tanto de fogo como ac-
cessorias ; sendo o principal responsavel pela
execuso technica dos objoclos manufacturados
no laboratorio.
2. Fscalisaro consumo das materias primas
pedidas pelos meslres, e fazer executar religiosa-
mente as inslruccoes e modelos de escripluraso
que forem determinados.
3. Vigiar a boa guarda e conservacao dos pro-
ductos manufacturados as ofcinas, alegue se-
jam entregues legalmente ao fiel dos armazens.
4. Examinar e assignar as ferias dos opera-
rios, orgaoisadas i vista do livro do ponto, na
forma das ordens e modellos que forem marca-
dos.
5. Velar sobre a polica interna das ofilcinas,
tendo em vista sobretudo as pyrotechnicas, para
as quaes se confeccionaro instruesoes espe-
ciaos.
6. Examinar ou mandar examinar as subs-
tancias e reagenles chimicos quo houverem de
ser empregados, nao consentindo que em ofiicina
alguma se lance mo de materias que nao esle-
jam as precisas condigocs de pureza.
7. Estabelecer as officinas o modo pratico
dos trabalhos que julgar mais conveniente para
apresen'ar boos resultados, comtanto que nao
contrare as instrueses quo se expedirem para
execuso deste regulamenlo.
8. Fazer aquellas experiencias que forem
necessarias afim de julgar da qualidade dos arti-
ficios cuio fabrico estiver em andamento as of-
ficinas ; e lomar, em taes casos, nota dos effeitos
que observar para bem descobrir as causas pro-
vaveis do erro.
9. Velar em que o aceio e a boa ordem rei-
nen sempre as officinas, e os respectivos opo-
rarios cumpram os seus deveres e funejes, re-
movendo quanto fr possivel todas as causas de
sioistros.
10. Propor ao governo a diaria dos meslres
e operarios das officinas accessorias, atleodeodo
ao servico que prestara e ao seu merecimento
relativo.
11. Solicitar do ministro da guerra todos os
meios que precisos forem para salisfazer os seus
encargos, taes como adraisso do pessoal, remo-
cao do que nao lhe merecer confianza, excep-
tuando porm os operarios que, por desnecessa-
rios ao serviso, ou por mal comportados, nao
devam continuar no laboratorio. A demisso e
nomeaso dos operarios pertencem ao director.
12 Propor as mudancas, alleracoes e me-
lhoramentos que julgar de urgente nacessidade
introduztr as officinas e no syslema de trabalho
approvado ej adoptado; cumprindo que as pro-
postas sejam acompaohadas de urna eiposico
das razes e resultados de observares regulajes
sobre que se basearem.
13. Tara inspeegao dos armazens tanto de
materias primas, como productos manufactu-
rados.
14. Assistir entrada dos gneros compra-
dos ou foroecidos por outras estases para pro-
vimeoto dos armazens, nao consentindo que o
fiePreceba cousa alguma que nao esleja confor-
me com uj pedidos e amostras anteriormente
examinadas.
15. Assistir timbera ao encunhetamenlo das
munices e artificios de guerra que devem ser
armazenados no laboratorio, ou que delle hou-
verem de sahir; fazendo contar tudo, e fechar
os respectivos cofres, na forma das ordens que
existirem.
16. Fazer cora que o fiel dos armazens le-
nha oo melhor acondicionamento os objeelos ar-
recadados, prestando a maior attenco possivel
polica que deve haver no latvdoi do deposito
de plvora e artificios de guerra.
17. Assistir a todos os inventarios e balan-
Sos que se derem nos armazens, enfermara, bo-
tica e oulras dependencias do laboratorio, na
forma prescripta as inslruccoes e ordens em
vigor.
18. Zelar a boa ordem, aceio e conservaso
externa e interna dos edificios, e fiscalisar o coa-
sumo dos objeelos pedidos pelos embregados, e
bem assim o desempenho dos deveres destes
19. Providenciar sobre a remessa de muni-
Soes, artificios de guerra e outros objeelos, bem
como acerca das materias primas e quaesquer
gneros comprados ou fornecidos por oulras es-
tases, que teoham de entrar para o laboratorio,
afim de serem guardados nos respectivos ar-
mazens.
20. Visitar o quartel e suas dependencias,
sempre que julgar conveniente para ver se as
praras sao bem tratadas e alimentadas.
21. Inspeccionar o serviso a cargo do feitor,
examinando principalmente o modo por que elle
elle cuida dos Africanos livres e fiscalisando ao
mesmo tempo a despeza feita com o rancho des-
tes e com as forragens dos- animaes pertencen-
tes ao estabelecimento.
22. Visitar a enfermara regularmente, afim
de observar o aceio dos leitos, se os doenles
sao medicados a tempo, e as dietas distribuidas i
hora.
23. Propor ao governo quaesquer alleracoes
que se devam fazer neste regulamenlo, segundo
as necessidades que forem indicadas pela ex-
periencia.
capitulo v.
Do ajudante.
Art. 24. O ajudante do director ser nm offi-
cial nomeado pelo governo, que o tirar de
qualquer corpo ou arma do exercito, ou mesmo
da classe dos reformados, comtanto porm que
seja mais moderno ou menos graduado que o di-
rector.
Arl. 25. O ajudanle execntar as ordens que
receber do director, e os mais empregados sao
obrigados a comprir as que lhes forem por elle
dadas. Substituir sempre o mesmo director as
suas rallas ou impedimentos se o governo nao
nomear quem interinamente sirva o lugar de di-
rector.
Cpitilo vi.
Do escrivo.
Art. 26. O escrivo o eocarregado de toda a
escripluraso relativa s officinas, quer ella se
refira ao pedido e recebimento das materias pri-
rais necessarias, quer ao seu consumo.
Arl. 27. Ser responsavel por qualquer falta
que se encontrar na escripluraso a sen cargo,
ou della provenha, devida a deleixo ou omisso.
Art. 28. A nomeaso do escrivo ser feita
pelo ministro da guerra, mas nunca de official do
exercito tirado da primeira classe de qualquer
das armas ou corpos do exercito, excepto o do
estado-maior da segunda classe.
Art. 29 As instruesoes por que se deve reger
o escrivo sero confeccionadas e determinadas
pela secretaria de estado dos negocios da guerra.
Art. 30. Compete-lhe tambem executar toda a
escripluraso relativa ao movimenlo dos ar-
mazens.
CAPITtXO VII.
Do preparador:
Art. 31. O preparador ser nomeado por acto
do governo, sob proposta do director do labora-
torio.
Art. 32. Cumpre-lhe fazer preparasao de to-
dos os productos chimicos, sob a direcsao e fis-
calisaso do director.
Art. 33. Ter a sea cargo o respectivo labora-
torio, por cojos apparelhos e reactivos responde-
r perante o director
CAPITULO VIII.
Do almoxarife ou fiel, e outros empregados.
Arl, 34. O almoxarife responder pela conser-
vacao e bos arrecadasao dos objeelos de que es
lhe fizer carga, dirigindo-se em conformidade dos
legulamenios de fazend en vigor, e nada entre-
gar dos armazens a seu cargo sem ordem por
escripio do director.
Arl. 35. Ser nomeado pelo governo, poden-
do ser paisano ou official reformado, ou do esta-
do-maior da segunda classe, e prestar a flanea
exigida pela lei.
Art. 36. As despezas relativas compra de
quaesquer gneros para onsumo das officinas,
que nao sejam de grande valor, sero ordenadas
polo director, o qual, depois de comprado o ob-
jecto pelo almoxarife, examinar ou far exami-
nar a sua qualidade por pessoa idnea.
Para taes despezas, ou compras feitas a di-
nheiro vista, que nao podero exceder cada
urna a 30 por semana, e pelo mesmo genero o
laboratorio ter urna consignaso mensal de 3005,
que ser recebida no Ihesouro com a precisa an~
lecipaso pelo almoxarife, o qual prestar men-
talmente contas desta quantia, aprffsentando os
documentos legalisados das despezas que houver
feto por ordem do director, nao podendo rece-
ber a prestaeo de um mez sem. mostrar estsr
quite com a fazenda nacional em relaso do
mez anterior.
Arl. 37. O guarda, carroceiro e serventes se-
ro de nomeaso do director, que participar i in-
mediatamente ao governo.
CAPITULO c.
Do pessoal das officinas.
Arl. 38. Um destacamento do corpo de artfi-
ces, nunca superior a 50 presas, formar o pes-
soal ordinario, quer para as officinas pyrotechni-
cas, quer para as accessorias. Esse destacamen-
to ser commandado por um official subalterno
do mesmo corpo. Alera disto, o director, pre-
cedendo autorisiso do governo, poder admiltir
ao trabalho operarios paisanos, porm em ne-
nhum caso para as officinas de fogos ; sendo os
respectivos salarios por elle arbitrados com ap- !
provaso do misnistro da guerra.
Art. 39. O destacamento dever eo'nter dous
carpinteiros, dous serralheiros, um ferreiro e um
pintor.-
Art. 40, Quarenla prasas, ao mximo, do mes-
mo destacamento, formaro os artfices de fogo
do laboratorio, e nao podero de modo algum
ser distrahidas em serviso alheio sua profisso.
Estas prssas sero divididas em tres classes di-
versas, segundo o grao de habilitaedes que pos- ;
suirern.
Art. 41. Ser considerado artfice de fogo de
3," classe toda e qualquer prasa do corpo de ar-
tfices que houve praticado por espaso de um an-
co pelo menos em algum laboratorio pyrotechni-
co, deveodo conhecer praticamente a confecso
dos cartuxames, nao s para as armas portateis
como para a artilnaria, comprehendido todo o
serviso relativo fuodicco e moldsgem das ba-
las de chumbo.
*$*; <2- Para passar, porm, a artfice de ogo
de 2. classe mister, alm de urna continuada
pralica de dous aonos em trabalhos pyrotechni-
cos, e de saber 1er,1 escrever e executar as qua-
Iro operases fundsmentaes ds arithmetica so-
bre os nmeros ioleiros. que o candidato soffra
um exame, em que mostr conhecimento nao so
das materias designadas no artigo antecedente,
mas tambem da preparasao e douragem dos'nffx-.
tos, nao inflammaveis, empregados nos artificios
de guorra ordinarios, da confecso de todos os
syslemas de espoletas nao fulminantes, das ve-
loa de compostrao, morrOes, estopins e outros
artificios semelhantes.
Art. 43. Para ser elevado i calegoria de art-
fice de fogo de 1.a classe preciso que o candi-
dato, alera de haver pratfcado por espaso de 3
annos em laboratorio, e de possuir todas as ha-
bilitaces cima mencionadas, mostr conhecer
perfeitamente a confecso dos artificios de guer-
ra usada no exercito, a mampulaso de todos os
fulminantes o o fabrico dos foguetes e das capsu-
las fulminantes. >
Art. 44. O director do laboratorio organisar
os programmas para os exames que devem pres-
tar os caoditatos e artfices de fogo de 1.* e 2.*
CAPTULO X.
Do escripturario da directoria.
Art. 55. O escripturario ser de nomeaco do
do governo imperial.
Cumpre-lhe :
1. Fazer toda a correspondencia official do
director, registrando-a nos respectivos livros.
2. Eocarregar-se de toda e qualquer es-
cripluraso .que nao possa ser feita pela es-
crivo
3.* Incumbir-se da escripluraso da cons'e-
Iho econmico da enfermara, observando as or-
dens estabelecidas.
4. Ter a seu cargo arrecadasao e guarda dos
papis, livros, instrumentos e outros objeelos
pertencentes directoria.
CAPITULO XI.
Do tempo de trabalho.
Art. 56. Sero em regra dias de trabalho, os
que nao forem domingos ou dias de guarda e de
testas nacionaes. Quando, porm, houver ur-
gencia de serviso, nenhuma excepeo ser oer-
mittida.
Art. 57. Eotender-se-ht por dia de trabalho
para todos os operarios do laboratorio o tempo
de dez horas uteis uo invern e de doze no
verao.
Arl 58. O director organisar urna tabella da
flistribuisao do tempo que, depois de approvada
pelo governo, ser posta em execuco.
Art. 59. Em casos urgentes os serqys sero de
tres a seis horas, vencendo us operarios salarios
correspondentes meio-dia de trabalho no pri-
meiro caso, e de salario inteiro no segundo.
Art. 60.Nao haver sero nem meio sero
seno as officinas accessorias, podendo sement
em casos muito extraordinarios have-lo uas py-
rotechnicas, por ordem do director, que seri para
isso previamente aulorisado pelo governo.
Art. 61. Era caso algum trabalhar-so-ha
noite na ofiicina de preparasao de mixtos, bem
como na do carregamonto e brocamento de fo-
guetes de guerra.
submeltondo-os approvaso do go-
classes
vorno.
Art. 45. Os artfices de fogo do estabelecimen-
to serao coosiderados : 6 de 1." classe, que po-
dero usar da insignia de 1. sargento ; 12 de
2.* classe, aos quaes se permittir o uso da in-
signia de 2. sargento ; e 22 da 3 ', sem gradua-
Sao alguma. una e outros traro o uniforme do
c"rPa qu pertencerem, cora a diflereosa po-
rera, de que usaro de urna bomba no benet.
Art. 46. Os artfices de fogo terao, alm das
vanlagens militares que por lei lhes compelen),
"seguales diarias : 3500 os de de 1.a clasie,
2J400 os de 2.a classe e 1280 os de 3.a Mesmo
doentes percebero estas vanlagens, urna vez que
a molestia seja motivada por algum sinistro so-
brevindo no trabalho,. e para o qual o artfice
nao lenha concorrido.
Art. 47. Aquellas prasas do corpo de artfices
que, apezarde nao possuirem ashabililasas pre-
cisas para ser classificadas em alguma das Ires
classes de artfices de fogo, trabalharem as offi-
cinas pyrotechnicas do laboratorio, sero consi-
deradas aprendizes, e percebero urna diaria de
640 ris.
Art. 48. O director poder, qnando assim exi-
gir a urgencia de serviso, chamar para as offici-
nas pyrotechincas quaesquer prasas que estejam
destacadas no estabelecimento, abonando lhes
urna diaria nnnea maior do que a marcada no ar-
tigo antecedente.
Art. 49. As prasas de artfices destacadas no
laboratorio sero inteiramente desligapas do cor-
po a que pertencerem ; ficando immedialamen-
le sujeilas ao director e s autoridades supe-
riores. r
Art. 50. A parle puramente pratica dos traba-
lhos pyrotechmcos do estabelecimento ser con-
fiada a um s individuo com as precisas habilita-
Soes oesse ramo de techoica militar, sejam ellas
adquiridas ao peiz ou no estrangeiro. Eslein-
deviduo dominar-se-ha mestre geral de fogos e
seu vencimento ser marcado pelo governo p'or
simples ajuste, ou por meio de contrato formal,
conforme fr mais conveniente.
Art. 51. Haver mais, para as officinas do la-
boratorio, um machinista : preferindo-se o que
houver trabalhado em arsenaes de guerra, ou fa-
bricas militares. O seu vencimento ser estipu-
lado pelo governo.
Art. 52. As officinas accessorias se oceuparo
na fsbricaso de cofres de muoiso, cunhetes,
caudas para foguetes e outros trabalhos de
carpintaria indispensaveis concluso e a acon-
dicionamento dps artificios manufacturados no
laboratorio ; bem assim, na execuco de todo e
metal que requerer a promptificaco dos tubos
de ferro paja os congreves e o fabricos de ou-
tros artigos bellicos.
Art. 53. Haver em cada urna des officinas ac-
cessorias, alm dos operarios que exigir o servi-
co, um meslre e um conlra-mestre, cojos sala-
rio sero marcados pelo director com approva-
S*o do governo,
Art. 54. Os operarios que precedendo approva-
so do goveroo, forem chamados em caso de
necessidade, leram vencimenlos diarios prepor-
cioanaes aos seus prestimos. Os jorrfaes sero
determinados pelo director quando os trabalhos
se nao posssm fazer por contrato ou arremata-
So ; devendo o valor dos salarios e da arrema-
tado ; ser ptefiamente approvado pelo governo,
CAPITULO XII.
Da enfermara.
Arl. 62. Haver urna enfermara proporciona-
da ao numero de trabalhadores e s necessida-
des do laboratorio.
Art. 63. O facultativo nomeado pelo governo
ser o encarregado d'ella, podendo ser paisano
no caso de haver falta de cirurgies no corpo de
siude do exercito.
Arl. 64. Cumpre aolfacultativo :
1." Examinara qualidade dos medicamentos
comprados ou fornecidos por outras estases.
J* Dirigir a preparasao dos medicamentos.
8 3. Ver se os remedios sao applicados tem-
po e as quantidades proscriptas pelo seu recei-
tuario.
*.* Inspeccionar a prepwaco e dislribuicao
das dietas.
5. Propor ao director lodas as medidas hy-
giemeas a bem de eslabelecimeolo em geral.
6. Velar pela ordem e asseio internada en-
fermara, botica e cozioha, solicitando sempre as
providencias necessarias para esso fim.
7." Vigiar que os empregados subordinados
sua autoridade cumpram os deveres que lhes
competem.
8. Pedir todas as drogas, utensis e mais ob-
jeelos precisos.
9. Velar pela conservaso dos vasos e ap-
parelhos pertencentes ao respectivo laboratorio
pbarmiceulco.
8 10. Responder pelo consumo dos medica-
mentos.
Art. 65. O facultativo receber na enfermara
todo e qualquer individuo que fr mandado pelo
director, nao se negando ao tratamenlo dos em-
pregados que so acharem enfermos em suas
casas.
Art. 66. A enfermara ter um conselho econ-
mico que se regular pelas instruesoes que forem
expedidas pelo governo.
Art. 67, Ter tambem um enfermeiro e um
ajudante, servindo um dellesdo amanuense ; e
bem assim um cozinheiro, que ser contratado
pelo director com approvaso do governo.
Art. 68. Os empregados da enfermara esto
subordinados ao facultativo, e este ao director ;
e devero todos residir no estabelecimento.
CAPITULO XIII.
Do Culto Divino.
Art. 69. O capellao ministrar aos enfermos que
precisarem os soccorros espirituaes, celebrar o
santo sacrificio da missa aos domingos e dias de
guarda, e presidir lodos os mais actos reli-
giosos Perceber os vencimenlos corresponden-
tes aos capelles alferes do exercito.
Art. 70. O asseio da capella, e a conservaso
das pertensas ficaro cargo do capellao.
CAPITULO XIV,
Dispotices geraes.
Art. 71. O governo poder, se julgar conve-
niente, entregar o commando dos dous destaca-
menlos a um s official, ainda mesmo refor-
mado.
Art. 72. as nomeasoes que o governo tiver
de fazer para provimonto dos logares creados pelo
presente regulamenlo sero preferidos, em igual-
dade de habilitacoes, os officiaes reformados, ou !
quaesquer individuos que leham servido no
exercito, com bom comportamenlo, o lempo da
lei.
- Art.73. Tolas as pessoas empregadas no labo-
ratorio teem direito aposentadoria com a totali-
dade dos vencimenlos que perceberem, ou com
parte delles, conforme as circunstancias, caso se
iulilisem por algum sinistro acontecido no ser-
viso, e para o qual nao hsjam concorrido.
Art. 74. O governo dar casa lodos os em-
pregados que por este regulamento forem obriga-
dos a morar no laboratorio.
Art. 75. A permisso para a visila do estabe-
lecimento s poder ser concedida pelo director.
A visita, porm, das officinas de foguetes e
mnguem permiltida sem liceos* do governo.
Arl. 76. Todo o pessoal do laboratorio estar
sujeito ao rgimen militar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro
de 1861.Sfbattiaa. do Reg Barros^
TABELLA DOS VENC1MENT0S DOS EMPREGADOS DO LA-
______________BORATORIO DO CAMPINHO.
EMPRECOS.
Director.......
Ajudante do di-
rector ......
Almoxarife ou
fiel, sendo of-
ficial, alm do
sold e van-
tagens de es-
tado maior de
2 classe ....
Escripturario,
sendo official,
alm do sold
e vantagens
de estado
maior de 2,a
classe........
Escrivo, sen-
do official. a-
lm do sold
e vantagens
de estado-
raaior de 2.
classe!........
Os militares te-
rao os venci-
menlos de es-
tado-maior de
2.a classe se
per fi zerem
aomma igual
que perce-
bem os pai-
sanos ; se os
vencimenlos
militares, po-
rm, forem
menores a es-
tes se junta-
r, como gra-
ti fie a sao, a
diflereoca___
MILITA-
RES.
Gratifi
caeoes.
PAISANOS.
Orde-
nados.
3:400$
1:400J
1:000$
800
800
Gratifi
cacte
1:600$
600$
500
400
400$
TOTAL,
5:000$
2000
1:500
1:200
1:200
Palacio do Rio deJaoeiro, em 28 de 'fevereiro
de 1861.Sebaslido do Reg Barros.
Goveroo da provincia.'
Expediente do dia 23 de marco de 1861.
Officio ao Exra. presidenle das Alagoas.Ten-
do de seguir para essa provincia, afim de reunir-
se ao corpo de guarnido desla, o primeiro cade-
te Antonio Fausto de Abren Conlreiras, rogo a
aaI que lhe mande transporte para a ci-
dade do Penedo, por conta do ministerio da
guerra, em um dos vapores da companhia Ba-
hianna.
Dilo ao Exra. presidente da Parahiba. Dei o
conveniente destino ordem do Exm. Sr. minis-
tro da fazendi de 23 de fevereiro ultimo, que se
refere o officio dessa presidencia, sob n. 1061, e
dala de 7 do correte.
Dito ao coronel commandante das armas.Sir-
va-se V. S. de mandar inspeccionar o voluntario
oonsalves de Freilas Fragoso, e assentar-lhe pra-
Sa no caso de ser considerado apto para isso.
Dito ao inspeclor da thesouraria de fazenda.
De conformidade com a sua informaco datada
de 1 2docorrente, expe$a V. S. as suas ordens
para que o collector de rendas geraes do Limoei-
ro abone ao respectivo delegado a importancia
precisa para occorrer ao pagamento da despera
fazer-se com diarias aos recrutas que se apura-
ren) naquelle termo.
Dilo ao mesmo. Ao lenente-coronel Fran-
cisco Antonio de Barros e Silva, ou ao seu pro-
curador, mande V. S. pagar nao s os vencimen-
los relativos ao mez de fevereiro ultimo, do des-
tacamento de guardas nacionaes da villa da Es-
cada, mas tambem a despeza feita naquelle mez
com o fornecimento de luz para o quartel do mes-
mo deslacamento, urna vez que estejam nos ter-
mos legaes os.inclusos documentos que me foram
remeltidos pelo respectivo commandante supe-
rior com officio de 20 do corrente. Communi-
cou-se ao aupradito commandante superior.
Dilo ao mesmo. Transmiti V. S. para o
fim conveniente o incluso aviso de letra na im-
portancia de 1:600*000, aaccada pela thesouraria
de rendas da provincia do Rio Grande do Norte
sobre essa, e a favor de Jos Joaquim de Lima,
ou sua ordem.Communicou-se ao Exm pre-
sidente daquella provincia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar ao capito Timoleo Peres de
Albuquerque Maranho, ex-delegado de polica
do termo de Cimbres, a quantia de 30$000 por
elle despendida, como se v dos inclusos docu-
mentos, com o aluguel de cavallos, para a con-
dusao do alfdres Miguel Augusto Barbalho Pican-
eo quando em diligencias policaesna comarcado
Brejo.
Dito ad juiz d e paz mais volado do primeiro
dislnctoda freguezla de Caruar.Inteirado pelo
seu officio de 11 dp corrente, das razdes que in-
fluirn) para nao ser iostallada no dia 10 deste
mez, como determinei em officio de 29 de agos-
to ultimo,a juirit de qualificacao dessa freguezia,
recommendo Vmc. que, fazendo a convocaso
de que trata o artigo 4 da lei de 19 de agosto de
1846, rena a respectiva junta no dia 12 de maio
prximo viodouro, que para esse fim designo, e
prosiga nos demais termos do processo de quali-
ficaso, tudo de conformidade com as disposises
em vigor
Ditoaos gerentes da companhia da illumioaco
a gaz, De conformidade com o officio do coro-
nel commandanlo das armas de 21 do correle,
recommendo aos senhores gerentes da companhia
de illomioaso gaz que mandem supprimir
duas luzes que exislem as coxias juntas scorn-
panhias primeira, segunda, stima e oitava do
dcimo batalho de infanlaria, collocando urna
luz no centro das mesmas coxias em um s lam-
peo. Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao juiz municipal da primeira vara.Com-
muoico a Vmc. (para sua intelligencia e governo
quedeferindo arepresentaso do lente Antonio
Francisco Lisboa Eateves, resolv mandar trans-
ferido da fortaleza do Brum, onde se acha preso,
para o quartel de polica, onde ficar disposi-
Sao de Vmc. Offlciou-se ao commandante das
armas para fazer effectiva a transferencia, e ao
commandante de polica para receber o preso no
quartel do mesmo corpo.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coronel commandante das armas.__
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
ciapasso s mos de V. S. o incluso requeriraen-
lo de Rosa Mara das Mereez, afim de que se sir-
va de informar cerca do que ella pede.
Enviou-se tambem para o mesmo fim o reque-
rimento de Herculana Mara da Conceisio
Dito ao inspector 4o arsenal de manoha.De-
termina o Exm. Sr. presidente da provincia que
V. S. mando toraecer com urgencia os vivare*,
aguada, a mais objectos que lhe foiea pedtoi
para fornecimento da corveta Bahiana destinada
Europa em vgMn de inatrucro.
Dito ao mesmo. O Esm. Sr. presidente da
provine, manda remetier 4 V. S. ,TiocU... p
no de urna lancha para o.erviqo da praiicisein
da barra do C.bedello. afim de que s .kTde
m?i" rE0We '"Pectivo orerseme com
SSViafe Sr' Dresi,,l ProvinciaTm
oincio de 16 do corrente.
Dito ao commandante superior do Recite *.
SueT's ..Sr* PrMjdeD,e d Provincia,
que V S. expesa as snss ordens para que o pri-
meiro bal.lho de arlilharia da guarda nacional
desle municipio, acomp.nheo Saotiaairoo Secr*V
merao em procisso na freguezia do Hecie no
aia 23 do crrenle : o que communico a V. S
para ter a devida execuso
Dito ao commandante do corpo de oolicia a
mnd.?!-*1*-08'- Pre8den,e *f~**Z
mandeV S. apreseutar ao Dr. chele de polica
X,rC\d0 P"!V d0 corP D eu com-
mando afim de escoltar sete criminosos at 4
de olicia "n8Com,nun":o-se ao chefe
n.',?, *-8 ageD,e da companhia brasileira da
paquetes a vapor.-Deterraina o Exm. Sr. presi-
dente da provincia que Vmcs. mandem dar trans-
porte para as Alagoas, por conta do ministerio
unnf-'!' ,n "P,or 5ue Pra do norte, ao
lente Antonio dos Sanios Caria, que vai reu-
mr-se ao corpo de guarni desta provincia.
DESPACHOS DO DIA 23 DE MAHQO DI 1861.
Requtrimtntos.
4149.Temoleo Peres de Albuquerque Mara-
0hfrDl,'a:8e "'Mour.ria provincial
4150 -Bacharel Manoel Mamede da Silva Cos-
Se7d? DSpec,or da thesouraria de
[u4151. Jos Teixera Cumaries. Nao lem
m!?lr.?0S.MarJa da SilTei" Call.Ca.-lnfor-
me o Sr. director do arsenal de guerra!
nn T ?n" ,0a(iu'na.Fasa epresentar o me-
ktStSr-'D*pe,c,or d0 arseMl do marioba.
ni UDCa,fe" de Ero" Fragoso.Anre-
a er Lnn0oqUar,eid0 """"lo d armase-
ra ser inspeccionado. *
mreqrCSnU Jaquina d Lima Nunes.-Co-
leme56,~Benl Perera Rodri8u- Pe pa-
COMANDO DAS ARIAS.
Ooartel do commando das arana*
necire, 6 de marco de 1861
ORDEM DO DIA N. 86.
.."coroneI commandante das armas. f publi-
hil 91h PP U e8Janento que contra-
diifS,?i,COru n,e ? anspeada d0 *' ^"'ho
vir Sr il: ^aDOel Pereir*d. Silva para ser-
ni.? 6 ""03' Percehendo o premio e
decefo niJ1?. ? re*ula'<> oexo ao
i^-a:rCaWfl.
EHERior
Respeitamos profundamente a academia. Em
nosso pensar, ella pedera ser urna das nossaa
mais uteis e mais filustres nstlui5es.
Nestes ltimos lempos, algumas almas mes-
qu.nhas. ainds que cheias de fel conl. ST;
n. Pronunciado a seu respeito mais o., me-
Tr*''mo.ae"dnienle> '"da que nao sem um cer-
to resaco de mordacidade. Ha pouco exclama-
va um esenptor serio e de nota : "C,,B,
A erudita associaslo eoganou-se redonda-
mente ; a despeno da nova lei dos ttulos ella
aespreza seus verdadeiros antepassados e creia.
uovos conrorma o pedem u eircuinstancias. Ella
2TE ?' ta?.malico. e s quer deseen-'
der de Richelieu, o poltico.
Iso nao era mais do que um espirituoso repen-
te, urna simples eslravagancia humorstica. Ouan-
io a nos, dizemo-lo com toda a sinceridade, foi
ao principio com interesas que vimos a politice
entrar pela academia. Havia de ser curioso o
instructivo ao mesmo tempo ouvr os naufrago
oa vespera doulrinarem os atrevidos pilotos que
no da seguate haviam tomado o leme que esca-
para de suas mos imprudentes.
A infehcidade, como sabido, urna escola de-
experiencia e de modestia, e s vezes podia acon-
tecer que um bom conseibo fosse discreta e deli-
cadamente oflerecido por urna daquellas nume-
rosas victimas de nossas tempestades sociaes.
Mas para isso seria misler que a academia se en- *
cerrasse rigorosamente no papel passivo que o
nico que lhe asseola; que fusso poltica em
theoria, mas nao praticamento. J que ousava.
ter as prelenses de um parlamento em mioia-
lura; devia contar em seo seio algum Matheo
Mole e Achules de Hadar, e nlo somonte Brous-
sel e d'Esprmesnil.
Que espectculo foi a sesso de anle-hontem 1
Viam-se algumas personagens que linham toma-
do urna parle mais ou menos activa nos negocio*
de seu paiz. Todos ou quasi lodos, quando no-
poder, foram inimigos constantes da liberdade, e>
coratudo era em nomo da liberdade qne vinham
esmolar applausos. Porque essa contradi;o t
Sena a coofisso tarda de seus erros ? Seria c
brado caritativo do hemem que assigoala ao pr-
ximo o cachopo onde elle sossobrou f
Nao, nada disso. Felicitavam-se reciproca-
mente aquelles filustres estadistas que successi-
vamente perderam tres governos ; que por duas.
vezes compromelteram a honra e a salvaso da
Franca. Em seu tempo, tudo ia bem ou quasi
bem ; hoje ludo vao mal.
Com efleito, grande a dflerensa, forcoso
convir. Nao estamos mais na poca em quo um
ministro d'el-rei deixava escapar estas tristes
merooraveis palavras : *
E' preciso que a Fransa se habitu de hoje em
dianle a nao ser no mundo mais do que a primei-
ra das potencias de segunda ordem.
O imperio fez mentir a prophecia doulrioaria :
elle reslituio Fransa o lugar que lhe perteoce.
lirou-a das continuas humiliases e lornou a col-
loca-la na vanguarda da civilisaso a do pro-
gresan.
A Europa reeeia-nos errneamente poraav
respeita-nos com razan; ella sabe que temo
agora um governo nacional, cioso de grupar ao>
redor de si todas as torcas vivas do paiz, orgu-
Ihoso de sua origen), e confiado em seos des-
lios.
Mas, dizem a cada plsso, para um grande povo-
no bastante ser Ilustre, forte, prospero, bs-
tanle ser livre. Urna simples obiervaqao : os bo-
rneo que por um decreto, por urna queslo da
reforma, por menos que isso, por um banqueta
deixaraui fazer duas revolusoes e expulsar duas
dyna.'tias, deveriam recusar e oao tomar a liber-
dade de censurar um rgimen, que mais hbil
prudente, nao espera que lhe pessam, vaa ao
1 encontr de todos os votos, e or si mesmo con-
cede mais liberdade do que talvez lke pedias**.


I TIF-
I)


.
1T n kfffl K
HA-RIO DI lERSUIUCO. QUINTA X HU a* Di MAR^O M 1861.
f ? A
5232
jr?-i
mi"
A
HA
O padre Lacordaire quiz rer nesse pouco dis-
velo da democraciafrancea pela liberdade o in-
dicio de sua infenoridade moral. Por entre na
anplausos unnimes da patritica a***mbla, fez
He um parallelo injurioso entre nos e os ameri-
canos. "' *
Na vexiiadc, a occasii podri ser raelhor es-
colhida. Bra justamemen* hora eaa qae a grao*
saltaros principios qne a fundaran. Era no
lilianlo em qae a questo da escrasidao la pro-
ducir taires a guerra civil, que vinham dizer-oos
que o americano quer que. A coroecar por sua
aba*), seja Uvnludo quanlo fca pertence e o cer-
ca ; era no oreara o Ha em que sa hara-confirma-
da a septracao faroravel tfo norte e do sal que
lonvaram os Estados Unidos por nao darem
unidad* da patria senae justamente o que era
misler para formar um corpo.
Mas o padre lepubltcano precisara a todo o
custo desse parallelo singular : careca de um
.pretexto para aecusar a democracia (ranceza.
Pobre democracia Tranceza 1 a trem culpada 1
Ella prefere < a gualda Je na servidas a urna li-
berdade sustentada pela hierarchiadasclasses.
Ou estas palavras nada signiQcam, ou querem di-
zer quo o padre Larordaire um aristcrata, um
penal i moncao dos leparatistas, adoptou a con-i mente poderem conseguir] a deputagio, ou tran-
vengae da Georgia por 165 contra 130, resoluges zigir cora os collegas de urnas para ontras pro-
que fortaleces! o direito e o dever de sahir da ~
oiao, nomeendo urna commisso de dezesete
membros para redigirem urna ordenanca de se-
paraco. Isto fati o quinto estado separado da
Unio. Nao se duvidava de que a convengio da
Luiataaia aaguiase o maamo exemplo a 23 d* ja
neiro.
Um fado mais inesperado a aterainagio te-
mada pela legislatura do Missouri de conreear
urna conrencio de estada. O roto que sancckraoe
esse primeiro passo na estrada da separadlo
tapio-nai* sigo i fi catiro quanto tere lagar pela
enorme matoria de IOS votos contra 17.
Aqu se acabara aa mis noticias.
Eisae noticias boas comparativamente.
Os senadores de Alabama, ora em Washing-
ton, receberam o aviso de nio abandonar seus
portos al nova orden, porque caitos membros
da convenas remida nesse estado recusaran) aa-
signar a ordenanca de separacao rotada per elles,
querendo deferir a eiecucao ale de ruarlo, epo-
cha da riistallagao do Sr. Linela.
A 'Carolina do Norte vida recusara conrocar
urna convenci. *
Na Virginia, a cmara des delegados em Rich-
vincias, a lira de sahirem eleitos.
Emquanto hourerem estas ambiges nos lo-
gares administrativos, por certo que a arna nao
pede ser lio livre quanto era para deseje r, nea
de Justina para os empregados que se envolvem
ea rleig***pde ser ioteira, recta e iaeapeeaeear-
tenas deatiesootenae-nomeacoea,quer^ior*ven-
cidos quer para reveedores,
i Basta, pas; de maralidades em poltica, pois
qae o nossa fin noticiar semeatrar em maiorea
deaenvoirineatos.
Passo, periantocomo*mea costme, aosne
gueses csseeaueiaes.
Por etaeaanto as noticia* sao desaniraadoras
i praca, pois as quebras e as fugas conll-
cidadio sea que toase juiz de paz; notaodo-ie
que, admitUda a passibilidade que renha 4 en-
rr tf votaste de tal collegio, nio pode harer
tUerogo aa lista trplice. Eis o resumo geral:
aDr. Miguel Fernandos Vieira............ 76
tm 1tyownddFerreira do Araujo Lima.. 530
Desembargador Antonio Jos Machado....
0 '^n*?*****'.........................
"* i^oesr*>ae asno...................
Visitador Plato de Mendonca..............
D. Jaguribe.................. ...........
Padre Pompeo..............................
Orto Cario*..................................
Dr. Francisco Deaingues..................
Desembargador Graca......................
Diremos agora duas palavra* acerca doe*-
i na provincia tal eteicao. Como j
Francisco Pidelis
Manoel Soares da
516
47*
S73
47
as7
oligarcha, como quizerem. Oque la-lo-hia crer, mond oceupava-se com um plano approvado pe-
ai parecer elle lamentar a condico do pevo roma- j los personagens mais distinctos da opinio con-
tjo governador por um pairkiado secular e d'a- serradora, e que adoptando por base o compro-
fii recebend o impulso que o fazia livro com mrsse do Sr. Criltenden, emendado pelo Sr. Dou-
freie que o tornava forte. Bem ; porm ueste glas, convidara o governo federal e os estados
caso, bao de en n fe tsar que o provincial domioi- separatistas para suspendere*} toda acc, eia-
tno est bem longe da doulrina do fundador de | quanlo esperassem pelo resultado das uegocia-
sua ordem, e que o ex-defenscr de Ledru-Kol- gees entaboladas pela Virginia.
lin desperdiga s tlieorias do roestre.
Novo crime da democracia franceza -. Elle
-oppriraeo hornera tode para Ihe crear urna es-
lreita prisao sob o norae de patria. > Nao dis-
cutiremos essa aecusacao, que nao outra cousa
seno a negaco de todo o patriotismo. Como'l
um christo, um padre que escolheu por pri-
sao voluntaria as paredes de meu claustro, quem
dos lanca em rosto o encerrarmo-noa as fron-
teiras de nossa patria ? O homem que fez o sa-*
cxicio absoluto, al da liberdade moral, tas
maos de meu superior, quem censura a uro ci-
dado por fazer o lei commum o sacrificio rea-
tiro de algumaa de suas liberdadea rivls I
E' mister concluir. Tanto mais que essa in-
justicia .yslemalica contra homens e instiluifes,
ase desprezo Untado aos senlimentos mais no-
bres e elevados nada leem mais que devam sor-
prender viudos da parle do padre Lacordaire.
Censuram-nus hoja portermo-lo julgaJo mui se-
veramente. Nao retiramos urna so palavra : *no
-celebre conferenciarlo, o homem todo est no
habito do frade. Assim tambera o jolgou o Sr.
Cuizol ; e havia mulla ironia em suas palavras
puritanas quando elle lerobrou ao recipiendario o
conselho prophelico de Berryer: A advocada
nao Ihe convera ; ordeue-ae, e ha de ser bem
succedido.
O padre Lacordaire fui bem suceedido, eis lu-
do. Fui bem succedido no pulpito, niufragou
na tribuna, ejobtereum triumpho na acade-
mia. O novo eleito lem todos os requisitos para
tigurar vantjosamente naquelle pequeo grupo
de rhetoricos que nunca admittiram que a Fran-
ca pOde prosperar sera sen auxilio. Elles teem
sido sempre os mesmos em todos os seculos e
em todos os paizes, e Montesquieu j os conhe-
cia quando dizia a respeito do mais ilhi-tre d'en-
tre elles: Cato quera salvara repblica para
salva-la, e Cicero para vangloriar-se.
A .IUMH.I 11.1.0 1.
[Conslituc'ionnel.II. uperron.)
a**eain(a_ha por ahi gante do commercie ta* disaemos cm nossos precedentes, nio tendo ha-
A legislatura do estado do Maino, lia pouco um
des Teos do abolicionismo, mostrou-se disposta
a exlingui-lo com suas proprias maos tomando
em coneideracao ama moncao para o reslabcle-
cimento das leis do liberdade pessoal decretadas
contra a eilradicao dos escravos.
lUsolveu por tres votos contra dous nao fazer
relatorio a commisso do saude encarregada de
examinar a aomesrao do Sr. Mac Intire para the-
sooroiro das alfandegas em Charleatowo. Acha-
ac, pois, desfeilo ao menos momentneamente
esse novo obstculo.
Seo Sr. Buchanan mandou, como dizem, ins-
tr uccoes enrgicas ao commandante do forte Som-
ier, e se nao parece mais disposto a entrar em
correspondencia com o commissario delegado da
Carolina do Sul, assagurava-so por outro lado
que este moderara suas intencoes desde que che-
gara a Washington, e que os proprios exaltados
de Charlestowo haviam abrandado tambem. At-
Iribuia-se tal mudanca a cor consumista tomada
pela re-volura> caroliniense, e centava-se a his-
toria do Sr Willijo. Aicken, rico plantador, ha
pouco ardente separatista, de quem haviam to-
mado e forra o em presumo de 80.000$ rs. Essa
pessua desilludida por tamanha sangra, decla-
rou a quem quiz ouvir que prefera ser simples
operario n'um estado do norte do que proprieta-
rio em taes condicoes n'um estado do sul.
Eperava-se, pois, qne o bem sahisse do -
cesso do mal, e que os factos, raelhor do que as
palavras. levassem o sul a recoohecer oe benefi-
cios da Uuiao. Alias, anda ha alguem quenada
oise, o chamado deste gigante. Este nao dei-
xar julgarsem que o oucam, era pleito que Ihe
iuteresse mais do que todos os uniros, e capaz
de chamar razo o sol ou o norte, e at ambos
em caso de necessidade.
F. GaILI.miuH.
[La Presse.. Duperron.)
Os jornaes de New-York, de 17 a 19 de Janeiro,
otferecem elementos de apreciado para lodos os
gostos. Os pessimistas e os optimistas podem
igualmente finar satisfeitos. O boletim poltico do
Correio dos Estados-Unidos acaba com este arti-
go : S por meio de um milagro nao se perder
a UniD, c o nico voto que resta a fazer que
ella nao se afogue em sangue. O boletim finan-
ceiro do mesmo jornal comer com estas pata-
rras : 0 mercado est cuito activo, e a alta
gcral.
A situago est toda oestes dous factos contra-
dictorios.
Consideremos primeiro o lado roio.
issemos que o Sr. Seward, chefe mais emi-
nente do partido abolicionista, o designado como
primeiro ministro do futuro presidente, havia
pronunciado um discurso conciliador no senado
de Washington. Esse discurso uo foi s urna
magnifica pagina que hade ficar nosannaes par-
lamentares da repblica americana, foi urna boa
arrao. Convidando todos os partidos para iramo-
larem no altar da patria seus resenlimtntos e suas
doutrinas absolutas, o honrado senador deu o
exemplo da abnegaco que elle pedia aos oulros,
formulando seis propostas de paz que consliluem
o sacrificio mais completo a quo jamis se resig-
aou um chefe de partido.
Reconhccimenlo explcito do direito de pro-
priedade sobre os escravos ; ofTerecimento de to-
das as garantas desejaveis para a restiiuico dos
escravos fgidos ; renuncia absoluta e perpetua
toda inlervenco as questes de escravido ; pro-
mesan de legislaco penal contra lodo o [#utor de
baolicionismo ; consentionenio para que, urna vez
admiltido o Kansas na Uuiao, todo o resto do
territorio seja dividido em dous grandes estados,
a um dos quaes s se prohibir a escravido; e
finalmente reviso do pacto federal pelo mesmo
povo.
Eis-tudo oque offerecia o Sr. Seward, mas sob
condico de se adiar a realisaco para lempos
mais tranquillos, daqui ha um, dous ou tres
annos,quando os estados schismaticosobtives-
sem voltado para o seio da Unio, cuja integri-
fiade deria primeiro que tudo ser proclamada e
restsbelecida. Tal era a nica restrkcao fcita a
esse inesperado complexo de concesses.
Esse discurso, ou ante3 esse acto do Sr. Seward
produzio ao principio urna grande impresso, e
talvez houresse desarmado o sul, se o partido re-
publicano sanceionasse esses primeiros passos.
Estes, porm, foram laxados de fraqueza pelos di-
rectores desse partido, e a Tribuna de New-York
doclarou desejando que compreheodessem que
fallara com aittorisa$o que o presidente Lincolu
ao eslava aisposto a fazer concesses ao poder
selavagistn nem a tomar qualqner medida ten-
dente a humiliac.o da libeidado e dos estados li-
rres. Assim dcsapprova oSr. Lincoln o homem
que apoolam como fuluro chefe de seu gabi-
nete.
Resta saber at que ponto est realmente au-
, tensada a Trt&una para annunciar essa resolu-
560 do presdeme republicano, a qual seria urna
rerdadeira decleracao de guerra.
O procedimento de seus amigos no eongresso .
infelizmente mui conforme com essa linguagem.
No senado fuerana regeUar a proposta do Sr. Crit-
tendeo para se appellar para o poro, por maioria
de um voto derfdo a complicidad o de alguos es-
clavagistas do sul. No dia seguinte, foi a liga
destes ltimos com os abolicionistas profligada
m termos enrgicos pele Sr. Criltenden, que lo-
jdou a palavra inopinadamente e ab irato. De-
larou o respeilavel patriota que os separatistas
ae enganavam contando com o Kenlucky, que
sse estado nao havia de Irocar a psito ceotral
que oceupa boje na repblica por urna posigao
tte estado fronteiro, exposto a mil inconvenien-
tes, e que a opinio de seus compatriotas, assim
como a sua, era que a Unio devia ser manlida
a todo o custo. Essa proQsso de f cansou urna
vira sensaco nos separatistas. Ella lembrou a
declaracode Manrique Clay, aquelle oatro Ken-
turkense, que o deste nao consentirla nunca,
nunca, minea 1 em deixar as bocas do Mississi-
pi em maos estrangelras.
Sob a pressao desss commoco, voltou o se-
ado a tratar do roto pelo qual havia sido regei-
tada a proposta do Sr. Criltenden, e decidlo que
ua discussao recome;asse segunda-feira 21 de
Janeiro. Mas essa mudanza foi derida ausencia
4a tres senadores republicanos, e admittindo que
um acaso semelhante llzesse passar a medida na
rotaco, ha motivo para recetar que ella nao va
cahir na cmara.
Nesla, o Sr. Sicklus, um dos representantes do
.estado de New-York, pedio que o presidente to-
xnasse forca os arsenaes e as fortalezas fede-
raos, e o general Sandford, de New-York, ofle-
receu ao governo desse estado per s sua disposi-
eo em viole e quatro horas a primeira dirisao da
xnilicra, forte de 4,^71 homens, para defender a
Unio. Mas alguna eartazes affixados as ras de
New-York protestaran] contra essa iniciativa do
general Sandford, e convidaran a poro para que
s*o se dsixass levar a tomar urna attitude hos-
til para com o aul.
N" m*"a legislatura propoz o Sr. Mac Kaan
am o// tendo por fin fechar a toda a importa-
cao eslrangelra os partos de Charbsttrwo, George-
toron e Beaufort, na Carolina do Sul, e mandar
floreas navaes svfficleotes para estabelecer o Wo-
***.
Apeur deasas aatacas offldaes do esUdo im-
DIARIO OE PERNAMBUCO-
llontem fundeou em nosso porto o rapar Pa-
ran, lindo des portos do norte do imperio, sen-
do portador de noticias das provincias desse la-
do, cora dalas : do Amazonas al 7 de fevereiro,
do Par 16, do Maranhao 19, do Piauhy 8, do
Cear 23, do Rio Grande do Norte 2i, e da Para-
hyba 26 do correle.
Amazonas.No dia 30 de Janeiro procedeu-
se na capital aleico para deputados assem-
bla geral, e obtiveram votos os Srs.:
Angelo Thomaz do Amaral.......... 40
Dr. Francisco de Serra, Carneiro...... 35
Joaquim Jos Ignacio................ 5
Dr. Antonio Jos Moreira........... 2
Joo Wilkeos de Mallos.............. 1
Jos Coelho Leo Jnior............. 1
Tomaram-se em separado os seguintes votos
dos eleitores de Tanapessass, um da capital e
um de Canuman, quo foram assim divididos:
Amaral.............. 5
Dr. Serra Carneiro... 1
Joaquim J. Ignacio.. 1
Dr. Moreira.......... 1
A febre amarella ceifava com intensidade a
populaco da capital.
Pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi man-
dado abrir um crdito, para soccorrer as victimas
atacadas desse mal, creando urna enfermara para
o tralamento dos indigentes, sob a direceo do
Dr. David Cannavarro.
Para.A presento carta do nosso correspon-
dente narra o que de importante por aili oc-
correu :
Esto finalmente acabadas as eleicoes nao s
desla provincia como as do Amazonas
J Ihe noticiei os deputados desta, assim
como os daquella e por tanto escusado repetlf
urna cousa j sabida o conhecida.
Disse-lhe na minha ultima que se fallavapor
aqui em que a cmara municipal pretenda dar
cinco diplomar a cinco candidatos a representa-
r o nacional; eutretsoto que o Para s d tres
deputados.
Disse-lhe mais que se isto se veriQcasse,
cojistava tambem que o presidente pretenda sus-
pender os camaristas.
Igualmente Ihe fiz ver em consequencia des-
tes boates que se suspeilave, dado qualquer con-
flicto, haver algura receio da alteraco publica;
entretanto que eu confiara no ciiterio e bom sea-
so dos vereadores da municipalidade, porque
embora tivessem poltica adversa ao resultado
das urnas, comtudo erara caracteres, pela maior
paite, sobre os quaes do deviam recahir to
graves e prematuras suspeitas, cora o um de pro-
moverem um cooflicto com a presidencia que em
resultado trouxesso a desordena e as difficuldades
publicas.
Na verdade quanto linha previsto se reali-
sou, pois que no primeiro e segundo diasdo mez
corrente, logo se soube que a apuracao geral se
fazia em plena paz, e que se deram orden
para a expedi^o dos diplomas to smente aos
tres deputados, assim como que a noticia de se
nao querer dar posse dous dos vereadores sup-
plenies do partido conservador nao foi em ludo
real, porque desles um tomou assento na cmara
antes da apurarlo, nao sucedendo assim com a
outro, porque o vereador eectivo nenhuma parto
havia dado de molesto ou impedido.
Entretanto os receios de alteraco na ordem
esto sanados satisfactoriamente, e a provincia
camjoha como at aqui em plena paz e seguran-
gi. Mas o que tem desgostado aos homens ho-
nestos sao as personalidades, as invectivas epara
melhor dizer, as descomposturas que lodos os dias
os jornaes dos dous paitidos publicam contra os
seus chefes e principaes corrigionarios.
O Exm. Sr. presidente Amaral por um lado,
e o Dr. Tito por airo, sao os personagens que
mais teem soffrido na luta jornalislica. E sio os
negocios de Camela quo tem dado panno para
tantas camisas de onze varas 1
Mas o que certo quu o negocio eleltoral
est mais liquido, depois que foram publicadas
as pegas ofnciaes e o relatorio do Dr. chefe de
polica, por occasio de sua estada em Camela
por causa das eleiges.
Ahi remeti esse trabalho policial para pu-
blicar em separado, e nao emiti opinio sobre
a questo, para que o publico ahi aprecie com
imparcialidade semelhante negocio.
Em consequencia do que levo dito sao estas
varias demissoes e nomeacoes policiaes, especial-
mente para os varios districlos de Camela.
a Nao concordo com a poltica das demissoes,
quando um partido vence as eleicoes. cima de
tudo est a moralidade publica porque se os em-
pregados policiaes de Camela e de oulros pontos
se envolveram em eleicoes, favor deste ou da-
quelle candidato do seu partido, ahi esto em ou-
lros pontos autoridades conserradoras que fize-
ram outro tanto i respeiio dos seus amigos.
Se as autoridad pslieiae* indebilamente se
envolverem em eleicoes ferindo as leis e compro-
metiendo a sua posico e a ordem publica, en-
tendo que nio derem s ser demitlldas, mas tam-
ben reiponsabiliada e proeesaadas; mas isto
niodevBser gmente pplieadoao partipo venci-
do na lutaeleitoral, esa eioo os empregados
policiaes que aba*m des us fungues pira pro-
tegerera e derrotaren) candidatos.
a E para isso tamben preciso que o governo
castra! nio eoosMt* quenas provincias estejam
pretleOTtei portts de outrag pon mais factl-
amarella e lio espantada qualquer rumor ou
4Trortaw.yxe"iaz_afi;
A borracha e eulros gneros, anda conti-
nuara sera grande procura, avistadas noticias da
Europa.
Os negocios sepsristaanort'americanos ca-
da vez aqui dos chegam mais assustad'ores, por-
que a guerra nos Estadas-Unidos inevitavel,
apesardos esforcos qaefazem os homens dos es-
tados do norte para conjurar a horrirel tempes-
tade.
O que pode fazer o commercio de Para em
semelhante crise e no momento em que por to-
do o imperio os homens da vida e das especo-
lacOe* meroaoli*saretraaeou e apreseulam
desanimados ?
Nada mais do qae ir esperando melhor fu-
turo, iudo-se segurando quem o poder con-
seguir I
E* a pocha em que o juizo do commercio
tem tido mais que fazer nesta praca, entretanto,
iofeliz commercio, para maior cumulo da sua
desgraca esta vara lo importante, aqui anoexa
municipal, suda sempre de mos eu maos de
una para eulros leigo* I
fia dias fngio desta cidade am individuo
casado, delxando a mulher no abandono e al-
gn filhinhos!___
Este individuo chama-se Jos Mara do Re-
g Barros, e marcineiro.
O motivo de sua fuga foi devido falta de
meios c as dividas que linha, occasionadas tam-
bera por urna vida bstanle irregular.
Consta qae seguir no Cruzeiro do Sul pa-
ra alguma das provincias do imperio, uo sSudo
para admirar que em seguida este fseto mais
tarde apparecam outros.
Acaba de fallecer quasi repentinamente nes-
ta cidade o Ia cirurgiio da armada, Dr. Joaquim
Barata Ges, doixando na pobreza urna viuva
moga o dous filhinhos.
a A sua morle foi devida um ataque de ery-
sipela testicular, que o proslrou de tal serte du-
rando apenas quarenta e oilo horas 1
Acaba de noticiar o Gram-Par, que para a
ra das Flores desla cidade temos nova dia-
brura, semelhante a da villa de Ourero.
Dizem que ba um individuo n'ama casa que
de noile sent e v golejar sangue do leihado.
Consta que alguna religiosos l foram benzer a
casa, mas que a polica tendo melhor agua ben-
ta fra chamada para dar cabo ti > diabo, que
fazia as lelhas verter sangue. Que lembraoga 1
Este mezj tivemos algumas-sshidas de na-
vios, mas a maior parte em lastro ou pouca
carga.
A' 2 do*correole sabio para Lisboa a bares
Flor do Vez, com um carregamento no valor
de 22 eootos de ris; e para o Porto a barca
Unio, coa outro carregamento no valor de 15
contos.
A' 9 sahio o brigue sueco Sundwal para C-
lese e para Cerolina do Sul a barca iogleza fun-
chely em lastro.
A* 10 parlio deste port com varios gneros
para Liverpool a escuna ingleza Tit Bit.
A' 14 sahio a barca (ranceza Guajar, car-
regada para Naotes.
a Temos tambem tido eale mez entradas de
navios dos Estidos-Unidos, Ioglaterra, Franga e
dos portos do sul.
De Portugal oeste mez nao houve ainda en-
trada de navios, mas espera-sede Lisboa a barca
Amazonas e o brigue Feliz Ventura, do Porto
a barca Palmeira eo patseho Boa-Nova.
Para Liverpool dere sahir at 20 po corren-
te a barca portugueza Nereida.
Para Lisboa at o flm do corrente o brigue
Ligeiro.
Para essa provincia o patacho Garibaidi es-
t annunciado, assim como o Patrila para Ma-
ranhao.
O vapor Paran trouxe alm das noticias
sahidas pelo seu jornal, a designago de novos
presidentes para varias provincias de sul, en-
trando a substiiuigo do Exm. Dr. Leilio presi-
dente dessa, pelo xea. Sr Antonio Marcellino
Nuoes Gongalves.
Este mogo pessea mui destnela por sua
dignidade e inteltigcncia ; Pernambuco foi bem
fadado na escolha do governo imperial, e Dos
queira que S. Exc. nao desmiota nessa trra o
bom conceito que gosa no norte do imperio.
Diz-se que o Sr. Atnaral desta provincia
tambem est mudado, uns apresentam o Sr.
Bruscky presidente do Santa Catharina, outros
o Dr. Manoel Clementino Carneiro da Cunha, do
Amazonas para aqui.
luclino-me A crer ser antes este uiiimo por
estar maia perto.
Dos levo o Sr. Amaral em paz, e que seja
breve a sua retirada para ao meos ver, se os
malditos jornaes das personalidades e das des-
composturas acabam com taes questes.
Nada mais ha de importante, e aqui fico
como sempre.
Maranhao.A cmara municipal da capital
procedeu a apuracao da eleigo de deputados ge-
raes pelo Io districlo da provincia, declarando
taes e expedindo diploma aos Srs.:
Dr. Joo Pedro Dias Vieirs................ 192
Dr. l.uiz Antonio Vieira da Silva........... 183
Dr. Fabio Alesandrino de Carvalbo Res.... 181
Piauhy.De urna certa particular, de pessoa
de confiaiic, extrahimos o seguate, nicas no-
ticias que temos desta provincia.
Nada por agora teria que contar-lhe, se a
cmara municipal desta cidade nao me fornecesse
materia sufflciente.
Anciosos esperramos o dia 4 do corrente;
por ser o dia marcado pelo Exm. Sr. presidente
para a appurago geral dos votos dos deputados
desta provincia, ne tendo sido no dia marcado
por lei, por nao lerem chegado as actas dos col-
legios de Paranagua, Bom Jess e Jeromenha,
que distam para mais de 160 leguas da capital.
Amaoheceu o aimejado dia, e as 8 1/2 horas na
raanha o Dr. Antonio de Saospaio Almendra,
na qualidade de presidente da cmara com mais
4 vereadores dirige-se ao pago municipal, e to-
mando a cadeira presidencial, declara inmedia-
tamente deputados geraes por esta provincia os
Srs. Conselheiros Paranagua, Dr. Almendra e
Dr. Gil Castello Branco, e levanta a seaaio s 8
3/* I
Sendo immediatamenle o Exm. Sr. presi-
dente sabedor desse acto nullo e criminoso, di
as providencias, que o case exige; suspende a
cmara, manda respansabilisa-la, e convoca para
o dia scguinie outra cmara para oa forma Ha lei
fazer a apurago.
Foram votados para deputados os Srs. se-
guintes: Exm. Paranagua com 336 votos, Dr.
Simplicio de Souza Mendes com 267, e tabellio
Flalho cora 156 seguindo-se o Dr. Almendra
com 121, e o Dr Candido Gil com 117.
S. Exc. o Sr. Dr. Duarte de Azevedo con-
tinua em sua marcha brilhante na administra-So
desta provincia, seus actos tem sido bem repu-
tados por todos. A imparcialidade preside suas
aeges.
Francisco Mendes de Souza, por anlhono-
masia pilho, de quem Ihe fallei na minha ulti-
ma foi condemnado definitivamente i i 1/2 mn-
zes de prisao, e multa correspondente metade
do lempo, Est tirando sino, fogio. Depois de
prostrar-se em mui los ps, com metiendo mil
vilezas, e nada conseguir, nio leve resignago
de soffrer as consequencias de seu orgulho. Quiz
imitar a -2 presos que a dias fugiram com a es-
colta que os guardara: um condemnado morle,
e o outro e 20 annos com trabalho.
a No da 4 deste tomou posse de inspector da
tbesouraria provincial o Sr. major Odorico Bra-
selioo de Albuquerque Reza.
Foi urna nomeago que muilo honra ao go-
verno, e ao nomeado. Contina o estado mise-
ra vel dos cofres proviociaes, e sem esperaos* al-
guma de melhora.
Cear.A carta abaixo transcripta do nosso
correspondente diz-oos o que occorreu anos a
sahids do Jaguarike:
Encelo a presente noticiando o eiioVratum
da rotceo de todos os collegios da provincia
pan a eleigao de um senador; exclusivo col-
legio da Granja coja eleigao foi prendida por am
vido chapa do
foram
chele dos conservadores
aquellp candiditoa que qaweraa
appreseotar-se ae corpo eleitoral. Da pro-
j pria votagio se evidencia* que temos avangado
Com algaras adnriragio entrn para a lista
trplice um caodidato que se julgava seria um
dos menos votados por nio ter relagoes quasi oe-
unumas Da provincia e A muito nella nao residir
etc., etc.
Achando-se, pois, terminada a quadra eloi-
toral, deixamos sera saudaie, ante cora muito
prazer,. de tratarmos lio cedo sobre lo arduo
assompto ; pois por mais imparcial que seja o
correspondente bem cora* o mais indulgente,
sempre desagrada.
O commercio nesta acha-se nos ltimos pa-
roxismos.... As bancas-rotas rao por diante___
S ae observa protestos e mais protestos de letras
nao pagas.
E' um clamor pela falta que ha de dinheiro.
Muito teem sido victimas de flearem sem o seu
dinheiro que haviam dado premio e que era
todo seu possuido. Urna casa commerciai na pro-
vincia, do grosso trato, *uebrou ha poucos mezes
pascados em avuliada somma de centenas de
contos, e nada apresentou seu credores I e ten-
de em lempo tomado boa somma a premio, S
grandes e pequeos. Algn* desles indo tratar e
implorar que se Ihe pagasse, que era o que pos
suiam nicamente; responderam-Ihe com todo
desembarace : Voss sabe trsbalhar ? v ga-
nhar outro dinheiro 1 Um desees credores pos-
suindo apenas dez contos de ris, ficou sem elles,
sem o nico arrimo que linha para manter A 8 ou
10 filbos e mait familia. Diz-ss que nio houve
juiz que se atrev*seeai abrir falleocia 111....
Nao isto succedido em urna remota aldeia
do centro; sim bem s portas da capital, e.al
nesta mesma parece que tambera alguma cousa
tem havido, ha e haver. Para muitos segredo
de abelha a maior parte das bancas-rotas de con-
tos de ris. *
Apenas feitas e alcangadas as transaegoes de
ante-mo, acaba-se lambera a allegada pobreza
motivada de prejuizos. Um, dous e tres aooos
antes, toma-se dinheiro todo o mundo, apre-
goando-se incontinente que po-suem mundos e
(undos, que so ganhou contos e contos com es-
peeulages de taes e taes gneros : depois apre-
sentam s prejuizoslll___
O cdigo do commercio s tem eahido e ser-
vido contra alguna taberneiros, salvas raras ex-
cepces ; e isso s por algum lempo, porque em
coaclusao, apparecem as innocencias, eos mel-
ros vo gozar do bom fresco com a casualidad*
no final decontas. Talvez nio admire porque es-
tamosem poca de progresso.
a Nao ha muilo que ouvirnos tratar que um in-
dividuo dessa hara ahi feito um seguro de 70
contos de goneros que tioha carregado para esta.
Succedeu, porm, que o que se achou oa alfan-
dega desta, nos rolumes do tal carregamento se-
gurado, o mais imporlaote que havia, eram al-
guos pares de tamsneos.... o mais constara de
lijlos envollos em papis, palhas, garrafas pou-
caa boas e oulras quebradas, etc.
Disse-se, e com fundamento, que as vistas
do tal esperlalhao, era de conluio para perder-se
a embarcacao, morrease embora quem morrease '.
(o carregador nio vinha oella e sim no rapor), e
elle depois de ir re ce be r do seguro essa boa som-
ma de 70 contos que o progresso de um tal musa
concebeu 1 Nao succedeu, felizmente, tal perda
de embarcacio e alguma coma mais, porque ai-
tribue-se a melhor pensamenlo daquelle que po-
da dar com o barco era algum escolho. Parece
que era um acto de jusliga dar com tal inius'
trioso na cadeia, em antes que elle recorra ou-
tro meio que coosumma e v arruinar a outros ;
tanto mais que se diz que tal industrioso mogo
e bem disposto, solteiro e estrangeiro, de vida
volante e dizem chamar-se Francisco de tal Os-
tro; felizmente nao o conhecemos ; mas se
exacto como corre, que elle o autor de-tal car-
regamento de algn parea de tantlicos, lijlos,
uaitia e yidros, segurado por 70 eootos de ris ;
sem duvida alguma desejarao-lhe o regresao para
fra do paiz, por bem do mesmo.
< II poucos dias foram laogadas ao mar 100
barricas de bacalbo por eaUrcm eu peamo os-
lado, como foi averiguado oa alfandega por dous
facultativos. Nao sei como dram esse puxo....
pois nao pequea porco deste tal genero e em
mo estado tem viodo ao mercado e passado io-
colume. i
JA demos a noticia da installago da Santa
Casa da Misericordia desta, que tevo lugar no dia
14 do correte. Agora diremos alguma cousa
mais A respeito.
A Santa Casa possue pouco mais de 20:000$,
provenientes de esmolas que promoveu u Exm.
Sr. Dr. Vicente Pires da Molla quando presidente
da provincia.
f Entendamos, pois, que vista de um fuodo
lo limitado que nao se devena em principio no
mear almoxarife, escrivo e continuo quo absor-
vem logo 1:7203 de ordenado e pode-se dizer sem
haver n que fazer.
Acharaos mesmo quo o ordenado ao medico
de 1:000$ muilo dinheiro, morraeote em co-
mego, pois de presumir que nj passe de meta
duzia de docntes oeste primeiro anuo, pois os
Jocotes aqui teem seus precoucoitos contra o
hospital, palavra que sa mal a seus ouvidos.
Acresce mais que haveodo oito facultativos uesta
pequea capital eremos pamente que todos ou a
maioria delles nao se negariam a frequeotar a
casa de caridade-gralis; pelo menos haveria
quem se preslasse A ser medico da Santa Casa por
metade da quantia que ora se dispende cora tal.
empiegado, o qual al o presante ainJa nao tem
um doente para tratar.
A vista do dispendio s com empregados de
tal estabelecimento pi,.parece-nos que em pou-
co lempo findar-se-ha os 20:000f do fundo quo
pertence A Saota Casa ; e para diaole virA o co-
fre provincial a carregar com mais eas despera
annua, alm de seis cootos de ris jA decretados
pela assembla provincial. OxalA que claudique-
mos no juizo quo ora fazemos.
A assembla provincial docrelou diversas
loteras beneficio da Santa Casa da Misericor-
dia e matrizea da provincia. Foi nomeado the-
soureiro das loteras o Sr, commeodador Miguel
Feroandes Vieira. o qual tez logo correr a pri-
meira, e oo dia 30 do correte, correr irapreie-
rivelmeole a segunda. Cerca de 2 OOOpOOO rs.
o beneficio de cada lotera, o que um excel-
lente adjuctorio para o m benfico que a leiap-
plicou.
< SucceJe, porm, que o Sr. Dr. Miguel nio
continua mais A ser o tbesoureiro depois que cor-
rer a segunda lotera, visto que tem de ir para o
Rio de Janeiro. Pode, pois, dizer-se que nao
correr mais lotera alguma na provincia.
Fuucciona o jury desta capital desde o dia
20, e por ora corre regularmente.
Com a chegada do Oyapock no dia 21, sou-
be-se da cahida do ministerio e npmeacio do novo
gabinete. Tal noticia foi recebida como um acto
ordinario.
Consta-nos que o Exm. Sr. Dr. Antonio
Marcellino presidente nomeado d'essa provincia
pretende seguir para seu destino no regresso do
Oyapock que dere sabir d'este porto no dia 2
de abril prximo. Agradou summamenle a
nomeago do presidente d'esta o Exm. e-
nhor Dr. Antonio Aires de Souza Carra-
lho. Espera-se por S. Exc. oo rapor do
aul que dover chegar A eale porto no dia 3 do
prximo mez de abril. OxalA que assim suceeda
por que evitam-se as interinidades quetao quasi
sempre ms.
i Realisou-se o contrato de urna casa para
residencia do Exm. e Rvm." Sr. bitpo desta pala
quantia da 4:100*000 rs por ano*.
* Ha grande aoeieade pela viada do Exm. e
Rvm.* Sr. biipo, e que inda nio se sabe quando
terA lugar, lia pois serios dase jos pela chegada
do noro prelada para bem. do clero.
Alea diseo la-mos no Ptdro II;
Por perlaria de 26 de forereiro ultimo fo-
ram Borneados para Saeta Casa da Miseri-
cordia :
Vice provedor.O mijor Joo Serenan o Ri-
MM.
parti-
* Thesoureiro. Coronel
Barroso.
t Procurador geral. Dr.
Silva Beterra.
Moraomos. Teneate-coronel Luiz Antonio
da Silva Viann, inspector Luit Vieira da Costa
Delgada Perdigo, padre Mipolito "
coaaandante superior Jei* Anto
rice-eo*sul Mauoet Anteas* da Rocha Jnior,
che* de secgo Mansa! Nuoe* de Mallo, capilia
Antalo Gongalves da Justa a teneote-coroeai
Joaqnim da Cunha freir.
Substitutos do* nrardoaos.Pharmaceutico
Antonio Theodorico da Costa, major JeaFeraao-
7 deso* Araujo Vame, negociante Lutr Rrheiro
da Cunha, Dr. Thspphilo Rufino Bezcrra de
Menezoe, conego Maaael Roberto Sonreir ma-
jor Sereriaao Kibeiro da Cunha.
, Por portara de 2, 11 e 12 do correle mar-
co :
Escrivae.O capltio Jos Nunes de Mello,
com o ordenado de720#rs.
Medico da casa. O Dr. Joaquim Antonio
Aires Ribeiro, com o ordenado de 1:0000000
reis.
Capellao.0 conego Antonio de Castro Sil-
va, com o ordenado de 9009 '
Almoxarife. Jos Peij de Mello Jnior,
com o ordenado de 600$ rs.
< Continuo. Manoel Rodrigues da Silva, com
ordenado de 4000 rs.
Rio Grande do Nork. A rcinuciosidade da
carta-de nosso correspondente, dispensa-nos de
qualquer accrescentamento de noticias:
Teodo-lhe eseripio ainda autehontem pelo
Jaguaribe, bem v Vrac, que s por fado de
escrerer, eu amor de manter a regularidade da
tarefa, de qne espontneamente me incumb, di-
rijo-lhe esia hoja pelo Paran; por quanto nes-
ta trra, sbmoj Ihe tenho dito mais de umi vea,
nada ha lio eusloso, como seja eneontrar-se
cousas, ou norldades dignas de escrerer-se para
um jornal to scientifico e elevado come ese
Diario, que nao pode, nem dero entreter-se
com bagatellas, que aqui mesmo nao desafia-
ran) nenhum inleresse.
A peste da bexiga fez casa no litloral desta
provincia, onde parece ter levantado o seu ga-
smetro, para d'aqui, por meio de tubos assen-
tados no rumo do norte e do sul inocular o seu
puz em todas as mais localidades do imperio.
Tendo assolado ltimamente a cidade de S.Jos,
e Villa do Papary, que Ihe Oca adiacente A urna
legua de distaocia, pareca, que tarta de malar,
e beber sangue dormia osorano da gula saciada,
quando -do repente desperton, e foiassaltar a
povoagio de Macahyba d'aqui A 5 leguas, ende
se acha flagelando aquelle misero poro. O go-
verno porm, que nio dorme, e lera os olhos de
lynce para ella, ji 1A mandou um medico fazer-
Ihe urna vizila, expUrar o campo, e indicar os
meios mais proprios do acombaler : reremos
pois final de contas, o que se refere da batalha.
No dia 20 do correlo amanheceu aqui o
Oyapock trasendo-nos as noticias dos presidentes
removidos, dos exonerados, e dos comeados;
assim como a retirad do ministerio Perraz-, e
entrada da gabineteCaxias.
Cada um acceitou estas nordades conforme
suas opinioes polticas, e seus interesses
culares.
Os que tinham promessas de despachos, e
raelhoraraento de posigio, amofinaram-ee, por
que ficaram logrados, perdendo o seu lempo,
snas fadigas,eos eropenhos. e talvez suas des-
pesa; e agora necessitam de noros trabalhos,
outros gastos, e padriohos differeutes, para ve-
rem su coneeguem o triumpho de suas preteo-
goes.
Dizem-me tambem, que os liberaes nao fi-
caram contantes com esta peripecia, por que na
ora orgauisago ministerial nio entrou um s
membro da sua poltica, o nem ha esperanga de
que entre algum, quando definitivamente se
completar o ministerio, por quanto os comes
dos apoatados para encherem as 3 ragas, com
os Saraivas, Nebias, Taques, e Camaragibes, sao
oulros tantos protestos vivos, de que na con-
fecgo do gabinete de 3 de margo, nao ba pro-
babilidadede que entre urna s partcula do ele-
mento liberal, nem mesmo alguma dose do da
conciliario. Se assim socceder, est visto, que
esle ministerio vae por o s'lo n estremanga
das politicas primitivas do Brasil, i saber liberal,
e conservadora; o acabar com essas fuses in-
termedias, com essas combmages de fraege,
que nada, absolutamente nada, adiantaodo a
prosperidade do imperio, s serviram para com-
plicar a poltica, e dividir o povo em tamas par-
celias, que a fallar a verdade jA este nao sabia,
a quantas andava '. era urna mesma aldea havia
um chefe conservador estacionario, um outro
que se dizia conservador progresslsta : um chefe
liberal vermelho, outro liberal quandmine ;
ura chefe ligueiro, um conciliador, e um fi-
nalmente, que se apregoava tudo isto, e alguma
cous mais.
Para mtm que em poltica nao enchergo alera
da ponta do meu nariz, quo feliz ou infelizmente
nao do lamaoho do da estanqueira do Loreto
era Lisboa, nem mesmo do do poeta amoroso,
que niorreu degradado no Ponto Euxino, eslas
dirises e Sfcbdirises eram urna rerdadeira mor-
liucago, por isso que quanto mais m'as explica-
vam, meos eu as entenda ; urna intelligcncia
acariada como a minha, nio comprehenda as
ideas complexas, e quando entende as simplices
nao faz to pouco : para mira, pois, torno a di-
zer, urna vaotsgem o simplicarem-se as cou-
sas, e acabar-secom essas composigesinintelli-
giveis ; gosto muito desta originakidade,Wigt,
Tory Bourboo, Booapartislaliberal, conser-
vadore assim progressivamente.
" Foi isto, pois, ludo quanto ganbei na nova
ordem de cousas.
llsrece-me, porm, que os que devem estar
verdaderamente contentes sao os conservadores
radieses, e os deputados oovamenle eleitos.
i Estes, cooderanados come estavam A se reu-
nirem sob a direcgo de um ministerio jA um
pouco gasto, rodeado de fugo, se me posso assim
explicar, e que em nada concorrera para a sus
eleigo, achar-se-hiamcollocada* na dura alter-
nativa ou de o sustentaren], e defeaderem contra
os ataques de seus terriveis adversarios, ou de
o desampara rom e corabalerem de commum ac-
cordo cora estes para o anoiquillarem.
No primeiro caso seria retribuir com um sa-
crificio muito caro, qual o de urna adheso for-
gada, e simulada urna iogralido publica, e re-
connecida ; no segundo a sttusgio seria aioda
mais lamentare), porque alm do constraogi-
mento, e desgosto, que sempre se sent, quando
se combate a correligionarios, que militam de-
baixo das luesmaa baadeiraa, aeraseis o horroroso
perigo de ura appello A opinio do paiz ; e sabe
Vine, que nada neets mundo pode assombrar
tanto A um deputado, coma seja a dissolucao da
respectiva Cmara, especialmente agora, que es-
se acto pode equivaler para alguos a perda de
uns dez, vinto e mais eootos de ris, sem fallar
na de grandes trabalhos e fadigas, na de todas asi
mais lisoogeiras esperances, e finalmente no ris-
co de una cruel dcepgao oa nova luta.
Felizmente porm o ministerioFerraz.
que em abono ds verdade foi um ministerio ho-
nesto, esclarecido, honrado, e consciencioso, e
quo effclivamente fez ao paiz grandes beneficios,
sejam quaes forem as queixas, que contra elle
tenham es seus adversarios, oonheceodo a colli-
sio, em que ia collocar a aova cmara ; compos-
ta em grande maioria da seus correligionario
polticos, com a sua continuacio na direcgo su-
prema da adaiaistrago publica, eihibibio a ul-
tima prora de sos lealdade, dando a sus demis-
sao ; com a qual 4esappareci*m todas essas es-
ses escolhos que se apresentsrsm na prxima
re unio do corpo legislativo.
ES. M. o Imperador aceitando-a prora pa-
mente, cada vez nais noa fortiucou na crenga
deque a sua alta sabedora eao sea acrisolado
patriotismo nio escapa una a occasio de silrar
o piz, cajos destinos lea ea suss mo, e do
qusl nao s pai desreilado, como tambem in-
caugavel defensor perpetuo.
< Ea minha humilde opinio, portaoto, esli
sanadas todas as duvidaa, e reposta a machina
social em seu estado normal. Um ministerio no-
vo, como o actual, nao pode autorisar oppoaigo
alguma da parte de seus propric correligiona-
rios, parque se elle pela ampies- iniciacie de
eus actos ainda nio revelou toda iolegridade de
seus pensrnoslos pra provocar un apelo un-
nime e decidida, aeha-se entretanto por tal for-
ma desenliado, e definido en seu carcter pes-
soal, que ton lodo o dirailo A sporar das sana-
ras unaatealaeia igualmente boa avala ym_
pathica. O Sr. marquez de 0ios'sajas** peto
exercito brasiloiro, como era Cesar idolatrado
pela* tropas, cea que oonqaistara a Calila, tem
feito Ue i aportantes ssrsigos ao imperio, o a
poltica cooserradora que a* ufana da o contar
noseu lsdo, qua nio paaairw duvidar por en
moaenio do sea leal paUiolisno, de sua 1*1
adheso i sssa mesma poltica, que sa lempo
amina qeereri ser deseenhesida e ingrsU ao*
serricos qua presin S. Exc ao Maranhao, ea
Santa Luna do Sabara, na Venda-Grande, em
Sorof jii>.nii planicie do Rio Graode do Sol,
r"' u*n*r.*il n,< "'os do Uruguay, e por ultimo no seu
Uomas Brazil, tsiaeisii minssassaJ
'^"^ Si^S-a&^^ff^^wSr
o nao s **at das mais sectarseioaa Motil'
tencua da sos ctaasa, seoo toa**a as* do sea*
mata distinctos caracteres : ookorta d*> serrie**,
eacompanbado do reconhostaertto poblie*. o
Sr. Jaaquia Jos Ignacio entra par* aioistorio
sos as mais auspiciosa* coeaigoes.aao posse da-
se jar um rjooprnt*.
A honrada corporaeao dr aarroara coaaidera
este seto ooma um triuaph* ganho para as
causa : e desde j prer* reslisadas as esperangas
do.seu melbor futura, como diz ua da sena er>
(ros mais eloquentes na Resenha Jfartima n.
59 do Diario de 18 do corrente.
O Sr. Say.io Lobata 6 ua magistrado oo-
nheeidono Brasil, t^nto por la illustragaoscien-
tifloa. come pela sereriade de seus cestuaes,
at hoja irreprehensireis. A inalienabilidade
de suas opinioes polticas, sempre puras o cens-
cienciosas.e a preserrerangs com quo as sostentou
no parlamento, e ainda sustenta na imprens,
elevaram-no A aliura dos primeiros vultos da po-
ltica conservadera, como ura dos maia extremos,
e inteligentes deffeosores della.
Cooheceodo por experiencia propria a Inde-
clinavel necessidade, que ha, de una reforma ra-
dical em nosso cdigo criminal, e do processo,
como bem da orgauisago do peder judttiore,
impossirel que S. Exe. se es juega, ou ponha
margera estes sitos interesses, assim como o ae-
lhoramento da sorte da magistratura do Brasil,
para limitar-se ao expediente ordinario da pasta,
que lio digas, o acertadamente Ihe foi confiada.
O Sr. Sayao Lobato deixai para ornar outra ca-
bega a cora de gloria, quo o Brasil tem reserva-
da para o ministro, que Ihe prestar este eminen-
te serrgo ?
O nome do Sr. Jos Mara da Silva Paranhos
a expresso resumida de urna intelttgsncia ras-
ti, e rariadamente cultivada ; de ura coracaod-
cil, de ura espirito recto e de um patriotismo
limpo de toda nodo*. Dirigindo as finangas do
imperio, S. Exc. urna garanta segura, de que
ella bio de prosperar com a msior vantagem
para o thesouro, e o menor detrimento para os
contri buin les. *
c A' un ministerio dests natureza nio cri-
vel, que fagan opposigio os seas proprios corre-
ligionarios ; e urna vez que estes a nio fecem
evidente, que nenhum perigo carrera os conser-
vadores e os seas representantes no parlamento.
A opposigio da poltica adversa antea ora
elemento de orden, do que de desorden ; a mor-
le da liberdade nos aovemos representativos ni
a diversidade das opinioes polticas, seoo a
sua psrfeila homogeneidade.
< Por esta pequea e mal stlnfiarada deaons-
tragio j v Vmc, que quen gaohou na mudan-
ca nao foram os prelenoeates logrados, nio foram
os liberaos, nao fui eu, seno o conservadores
extremos ; elles,, pois, os parabeos.
Oh I Agora 4, que dou f, que larguei o ca-
mioho da chronica, pjra me atrar no ocano da
poltica. &3 tiresse lenpo ia referraar lodo, e
reduzir isto somente ao paragrapho das bexigas
de Macahiba ; mas como jA ahi eUA o vapor, in-
cumbe Vmc. de cortar por mim tudo quanto
nao prestar, ou de emendar aquillo que eslirer
errado, pois que nio s oeste esse, como ea to-
dos os oulros, eu rae encommendu A sua f o
lealdade.
Parahiba.Ainda quanlo A esta provincia li-
milamo-nos ao que a nossa correspondencia :
Nem por estarmos na semana sants, contina
a opposigio em seu desabrimento de linguagem, a
pooto do offerecer, ao resumido numero deleito-
res do Disperlador urna nova catilinaria, em for-
ma devista retrospectiva sobre a adminis-
trado do Sr. Dr. Silva Nunes, na qual S. Exe.
atrozmente calumniado.
Todos os actos que praticou o Sr. Dr. Silva
Nunes sao deturpades com ioquelificavel cinismo,
admirando sobre tudo ache agente de seme-
lhante jornal mos actualmente actos que em ou-
tra occasio denottvam imparcialidade, lino, il-
lustraco e criterio que foram, pela mesma pe-
na que hoje os deturpados elogiados com furor
eothusiaslieo I
Todo assim e mais teremos que rer.
O Sr. Dr. Araujo Lims ainda nao est na ge-
rencia dos negocios pblicos jA os elogios se
aonunciam o auguram urra nova repetigao sediga
e muilo lida ; terA, o Sr. Dr. Araujo Lima o mes-
mo tralamento que tem o Sr. Dr Ambrosio, o Sr.
Dr. Silva Nuoes e tantos outros que lera gorer-
nado a provincia sem a inlervenrao iodebita des-
Bes sbyssinios polticos, que s cuidan em satis-
facer os seus interesses esquecidos dos princi-
pios polticos do que se apregoam sectarios
quando o prcsidsnte os satisfaz ..pois a querem
elles o arraojo domestico, oque conseguido
tudo mais se esquece.
O Sr. Dr. Silva Nunes retira-se ds provincia
sem deixar enthusiastas polticos, porque nio
foi presidente chefe de partido como ji o disse
o Disperlador anles das eleiges; mas dere S.
Exe. estar saliafeito com as proras expontaneas e
mltipla do spreco em que o lem a Parahiba,
da considerago e estima que Ihe consagTam to-
dos os Parahibanos, que, extremo de decenges
podem avahar e dar em conta osesfergos de unta*
nlelligencia vigorosa, de urna acliridade iocan-
savel.
O Sr. Dr. Silva Nunes segu no Paran em
companhia de S Exma. familia, que deixa affei-
goes sinceras e dursdourss.
Teve S. Exc. um brilhante acompanhamen-
to, receberam as honras devidas asaltas funrges
que exercera oa provincia, sendo acompanhado
por moitos amigos, que seguem A bordo do rapor
at a poroago do Ca bedel lo, d'onde devem vollar.
D -se urna coincidencia que me nio posse*
furiar em referi-la.
O presidente, que foi o orgo da assembla
provincial' oa felicilago que a mesma dirigi
S. Exc. quando foram encerrados os trabalhos
leaislaiivosacompaoha ao Sr. Dr. Silva Nunes
ate essa provincia, onde vai tratar de negocios
particulares, sendo para notar que nao foi procu-
rada a occasiio.
:< Pallo do disuado e Ilustre Parahibsno o Sr.
padre Felippe Benicio da Fonceea Galvo que
um bello carcter.
Nada mais ha de aovo e mesmo hoje oio me
resta moite lempo para alongar-me em obser-
veges.
PEBmiHBUCO.
REVISTA DIARIA- "
Hoje traz a oossa igreja A lembranga o ac-
to msis portentoso, que urna religiio pode exhi-
bir como prova de sua sublimidade.
E' por ito que, em seu ferror, o poro appelli-
ds a este dia de quinla-feirs santa.
E' ella com elleito santa, pelo que nos offerece
cootemplaglo.
E' olla santa ainda, porque aprsenla um Deua
se hamithando, at o extremo de praticar acto
servs.
B' ella santa sobretudo, por que nesse dia ns-
lluio Christo, con a palavra e pelo exemplo a
iheoria sublime da fraternidade e do amor uni-
versal na enunciacao divina, mandado nono vos
dou, que vos amis uns aos outros.
O orgulho humano que tudo cresta, oio A ama
plaot* do eraogelho; e o acto do Redemptor de
larar os ps de pecesdores una ligio proficua,
que deremos tomar, para seguir os camiohos do
Senhor, que nos urna obrigago indeclioarel e
decorrente de sua paixio, amanhia representada
pela ora* santa igreja.
No dia 86 nio houve o concurso para prali-
cantes da alfandega, por falta de concurrentes.
Este fado prora oque dissemos anteriormen-
te sobre as materias exigidas para semelhanUs
lugares.
O Sr. Duprai, en seu empenh pelo desen-
rolvinento deste paiz, oude rire ha tantos an-
nos, reraettendo-nos urna serle de artigo sobre
a agricultura, de que se ba oceupado, pede-no*
a respectiva publicagao, A qual acquiescemos de
boa ronlade, agradecendo a sua deferencia.
Tratando de una materia vital, os oscripio*
do Sr. Doprat se recommendam A um* leitura
reBeetida d* parte de todo o brasiieiro: a quem
ni* pode ser indifireme esse rano da riqueza
publica; e qaal deste centro irradia-se para**
vasta circumferencia daquella dos particulares.
Recomraendsmo* postante essa lei tura, da qual
dse jamos que tiren {roetes eonrenieater
ARfCLTeRA.
A ** langa *xperiencis e a*observate qae
temos feito oestes ltimos anoor, nerleTaara


DURIO BB MUU1MDQ0. QUWTA FBIRA JH MARCO J)l WC
w.

V
chimar a attengo e o concurso dos msis inte
ressados sobra a absoluta necessidade de melho-
ramentos, exigidos imperiosamente, peta indus-
tria agrcola em todos os seus ramos;, e 6010 rela-
jeo i Mas as provincias do Brsi\.
A perspectiva que se oilerece sos nossos
agricultores no decrescimento nrogreseivo dos
pregos do assucar, nosso principal prodseto, sua
mi fabntagao, seu pone* reodimenCo relativo,
fazem com que os assucares do Brasil, nao obs-
tante mram os de Peroj tabuco os melbores, nao
possam competir com as cjualrdades nem com os
Iirecos do erimeiro cusi dos assucares das Anti-
baae da lodia. w
; A falta de brajbs, e o prego elevado dos es-
cravos 'o^nSMHvez mais palpitante a neces-
sidade, qo*4M Ijpres de engenhoa teem de sa-
bir do siadeyJJ Szo e de rotioa em quelabo-
ram, podendo'mi|jpjque depois da ioiroducgao
da cultura da caVnme assucar neste vasto Im-
perio, poucos ou nerjnVps mclhoramentos impor-
tantes tena se iotroduziao at-boje no amanha-
menlo das Ierras, no planto, cultura, eolheita e
abricago do assucar, nesta provincia partcula r-
roente.
< Os hornees da sciencia, em snas analyses da
canna de assucar teem adiado que ella eonlm
18 a 20% de assucar cryslalisavel; todava pon-
eos ou nenhuns sao os nossos engenhos que ti-
rara da canna mais de 5 % de assucar cryslali-
ssvel.
A'vista de semelhante resultado, fcil re-
conhecer a impossibilidade de competencia da
nossa fabricado com a das Antilhas, qne extra-
hem geralmete de 8 a 10 % pelo systema a fo-
go n, e rauito mais pelo systema de caldeiras a
vapor ou appsrelhos pelo vacuo.
< A falta de meios sufeietties para que cada
um dos nossos principies senhotes de engenho
possa adquirir apparelbos aperfeigoados de Des-
rone &. Cail, boje Cail & C, ou outros, suggerira
ao Sr. de Lahautiere a idea de associar-se a um
certu numero de seohores de engenho, no mais
central dos quaes deviam ser assentados os ap-
parelbos aperfuicoados, cujos planos e orgamen-
tos trouxera de Franja em 1857. O lempo que
o Sr. de Labautiere passou em Franga a estudar
praticamente a fabricigo do assucar e a condu-
va importar nesta provincia, assim como o lempo
empregHilo aqui em conferencias com muitos dos
nossos mais abastados senhores de engenho, ha
sido em pura perda al hoje, por falta de aecrdo
entre os senho/es de eogenhos, e talvez por ellas
Bao seolirem na dita poca de 1856 1857 a dif-
ferenga que hoje sentem ; isto o desfalque em
seus reudimenlos, por causa dos pregos dos assu-
cares seren ento rauito superiores aosde hoje ;
e de passagem lembraremos aos senhores de en-
genho que a razao da grande procura o dos pre-
gos allissimos do assucar tero pouco a pouco
dosapparecido ; por este motivo somos tamoem
levados a crer que os pregos do assucar podero
voltar aos amigos pregos de 15230 a I3GO o
nrascavado, eade 25 a 35 a arroba do branco.
Oapparecimenlo do Oidium e em seguimen-
to a destruigo da capa da vinha tinham aniqui-
lado o vinho em todos os pa'ues vlahisolas da
Europa. A industria consumindo cada vez mais
alcool em seus differentes uamos de fabricago,
as fabricas de assucar betlerave em lugar de
crystalisar, levaram o caldo logo ao alambique e
faziam o oleool ; o mesmo deslino tinham os as-
sucares ordinarios do Brasil ; os outro: eram re-
finados. Pouco a pouco, de 1858 para c, tem-se
replantado a viuha ; o aleool de vinho vai to-
mando o lugar que Ibe pertcncia, o as fabricas de
assucar de belterave cuidam em crystalisar o seu
producto como d'antes.
Em 1859, quando S. M. I. esteve nesia capi-
tal manifestou o desejo de fundar aqui um insti-
mulo agrcola ; diversos seohores de ongeoho dos
mais importantes apressaram-se a corresponder
ao desejo do raonareba; cada um clles subs-
creveu, nomeou-se urna direegao, commissoes,
etc., etc., c ludo flcou n'isso at hoje, e flcar se
o paternal governo de S. M. I. nao eslender sua
mo poderosa e protectora deQuhadn agricul-
tura dcsla rica e iraporiante provincia, que jaz
ha tantos annos atolada na rotioa, na qual a tem
sempre feilo permanecer o seu orgnlho mal en-
tendido, sua falta de energa e mais anda a
falla que tem de capitaes disponiveis ou de espi-
rito de associago do pequeo capital, alavanca
infallivel para a realsagao das mais dificultosas
e mais poderosas emprezas dos lempos modernos.
a quadra actual o melhor meio de sanar
por urna vez o mal existente, o meio de salvar e
agricultura do abysmo para que vai camiohando,
e abrir pelo contraro urna era nova, que nao pe-
der deixar do ser acompanhada dos mais vanla-
josos successos para agricultura em geral, para
o bem.publicoe ao mesmo lempo para o engran-
decimento dos rendimentos do estado, em nos-
sa opinio o estabeleeiineolo, o msis breve pos-
sivel, de escolas normaes de agricultura as tres
principaes provincias do imperio.
Os grandes resultados que derivariam desles
tres grandes eslabelecimentos, sao de tal impor-
tancia material e financeira para o prompto aug-
mento da fortuna publica e privada, que a pers-
picacia do nosso paternal governo, particular-
mente agora que vamga ter um miuislro especial
de agricultura, do commercio, etc., nao deixar
escapar nina occasiao loo bella do acompanhar
na elevacao que do agricultura, principal fon-
te da riqueza publica, as nacoes mais adianta-
das da Europa : a Inglaterra, a Allemanha e a
Franga.
o A agricultura lom-se tornado neste ultimo
seculo urna sciencia que os homens mais distinc-
tos e mais elevados na escala social da Europe
tem em grande honra de cultivar e do elevar
quanlo podem ; no numero delles mencionaremos
um dos mais eminentes da epocha, S. M. I. Na-
poleo III.
A primeira p irle deste nosso artigo, tornan-
do-se talvez um pouco por demais exieusa, pu-
blicaremos a segunda em outro artigo.
A cerca do estado do nosso mercado de al-
godSo, enviaram-nos o seguinle artigo, que sub-
metiemos leitura publica
A sua materia convida i providencia, que nelle
se reclama, para o lira de cooseguir-se o indicado
melhorameuto desituago.
O NOSSO MERCADO DE ALGOD.lO.AgOja que
muito se aproxima a abertura do nossa assembla
provincial devoraos tratar deste precioso ramo de
nossa agricultura, de que a renda do estado tira
mui soffrivel cifra-
Em alguns dos relatorios dos nobros admi-
nistradores da provincia se ha consignado a ur-
gente necessidade de dar incremento similhante
ramo de agricultura, que definha. e com effeilo
algumas- providencias forara j lomadas peU as-
sembla provincial como,v. g.aboligao da
inspecgo, que tanto apoqueolava este ramo de
nossa riqueza publica, por so persuadir, que,
segundo o preceilo constitucional nem urna cen-
sura previa podem comportar ns gneros de pro-
duego agrcola no imperio. Mas isto. nao bas-
tn, a mesquinhez das safras tem continuado, e
dessa mesma pequenhez (sabe-se) parte reti-
rada para as provincias limitrophes ao norte e
Bul da Pernambuco.
< Quil a causa de urna e de oalra cousa?
Cumpre pesquiza-Ia para dat-the o remedio pre-
ciso, sena que de forma alguma, se coarcte a li-
berdado plena, que tem o productor de poder le-
var aonde mais lhe convenha seus productos: mas
parece-nos. que a causa da deficiencia do algodo
c a Ja falta da plantago da arvoreque oproduz,
conseguinlemente convm dar-se providencias
ao sentido de ser ellaanimadao que sera du-
vida est as altribuces do poder legislativo
provincial, estabelecendo premios, e dando ou-
tros favores aos agricultores, sua propria colheiu, certo e determinado nume-
ro de arrobas de algodo eraramae de boa
sement, fozendo extensivo estes favores aos a-
gricultores sem essas dependencias, que os tor-
nam utios.
Isio quanlo a deficiencia.
Qoanlo, porem, aos que fogera do nosso mer-
cado para os das provincias limhrophes, onde o
prego sempre menor ao de Pornambuco, nos
parece, que a causa disto o veame que se d
aa forma da classicago do governo.
DemoDsiremii-lo ; cima disse ruos, que a
inspecgo que havia nesta provincia para co os
gneros de produegao agrcola fon abolida pela
lei provincial n ..; mas ento a mesa do consu-
lado feral leudo precisao de dar ao algodo
qualidadel* e 2a sortea para a recepeo dos
direiios, maodou desde logo praticar esse servigo
por um de seus feitores eo ufe rente, que mais ou
menos entendido la se havia com sua consciun-
cia e coas as ordene, ou instrueges que recebia
de seu chefe, e fazia estampar com Ierro e tinta
as cabegas dos fardosa qualidade do algo-
do qne contiena Ia 2* e at mullas veres JJ^-tor-
terque pr um arbitrio eaiupide inatrtaira
alm das primeira e saganda sem orden argoma
bstituida a inspaccio, o?ie era taita sera. por
dous inspectores nomeados, um par parto do
commercio, outro pela da agricultura, pela
de um s, e esse sem conheciment algnm
do genero, ou usando de oceulos para cumulo do
mal; se os viirm ou lentas, serven para aug-
mentar os objectos, indebiuvelmenle nao podem
servir para eualificaeao do algodo em rama.
porque;wn arguirai se*Ihesfigurar nn caval-
leiro, e taremos em resultado, que um algodo
queesf no aso de passar para Ia surte, por
esse aagraenlo de aujo, que lhe dio os vid ros
dos oceulos -do ou pregado, l vai para 2 sorto
ou para 3 sem d nem compaixa..........
c Quem o prejudicado com isto T O pobre
agricultor, que d3o lera presente advogado al-
gnm seu para o defender, como tinha quando ha-
via inspecgo, que se v privado inleiramente de
tragos para a cultura e para o laboro do algodo.
Daqui segue-se^o desesperopreferem coodu-
zilo sonde o reame nao tamanho, embora l
o vendara por menos. Ahi esto as safras das
provincias da Parabyba e das Alagoas para o
provarem a quem duvldar desta exposigo teste-
mnnhada por todos nesta cidade e particular-
mente no Forte do Malosno pavimento terreo
do passo da assembla provincial onde prati-
cado,vfsto por todos.
Apareceodo o novissimo regulamento de 19
de selembro ultimo para as alfandegas, passaram
a ser exercldas por ellas as atlribuigoes das me-
sas dos consulados, e pois suppoz-se que conti-
nuara a&sira o peso ofQcial das saccas porque
isto de urgente e palpitante necessidade, mas
que ce3saria, ou pelo menos seria muito modifi-
cado o processo da qualificaco mormente tendo
de ser a paula semanal eitipelo .tormo medio
a um s prego para qualquor qualidade.
Nao acontecen porm assim, pralica-se pela
antiga forma e pratica-secom um rigor de mais
para a agricultura I
< Chamamos a altengao do Sr* inspector
da alfandega para semelhante processo, sem que
com isto pretendamos ofTander o empregado que
o pratica, j que a sua conviego o leva a tanta ;
mas hornera e como tal poda errarou mesmo
possuir umscismaa semelhante respeito, mas
que a agricnltura nao est para osupportar, e
temos muia conanga em S. S. queconpene-
trando-se da razo ha de fazer cessar laes auste-
ridades e abusos.
Uonvm que averige se os fardos de algo-
do cootem avariado, se tem pedraseu qualquer
outro corp estraoho,neste sentido sao as or-
denanzas do governo nicamente, e se alguem o
contiver applique-se-lhes a pena; mas que se
cate a la, que se lhe procure qualquer sujo da
folha, para se lhe dar urna sorle inferior, o que
nao pode ser tolerado, porque at infringe essas
ordeos do governo e mais disposiges a respei-
to, e como que semelhante procedimentoins-
tauraa inspecgo, que pelos poderes compe-
tentes foi abolida, zombando-se assim do seu
podersoberano.
< Se considerarmos ainda acerca dos pregos re-
gularmente estabelecidos para a compra do al-
godoacharemos que na primeira qualidade ha
dous pregosum para o qne chamara superior,
e oulro para o que dizom regular.
O superior val mais 200 rs* por arroba que
o regular, depois ha a 2a sorle que val menos
IS20X) por arToba do que o superior III e ha ainda
essa 3a sortearbitrariaque val menos 2*000
por arroba que o regular; de sorle que pouco
falla para que se tire o pello ao pobre matulo
que vera vender algodo no Recito.
Sao pois sem duvida esta? as causas, que
afugentara do nosso mercado, d^ s o nosso
algodo como o das outras provincias ao norte e
sul; cum pois remedia-las tsmbem praticaodo-
se compre equidade para com a agricultura,
que tanto direilo tem a ella, como o tem o
commercio.
Parlara pois ellas sera demora de quem com-
potera, e assim o esperamosa benelicio de se-
melhanle agricultura, que digna de toda a
protecgo e favor.
Depais fallaremos do mais como for mister.
Remetie-nos o seguinle :
< Como alguns suicidios se tem dado nosla nos-
sa provincia, nos pareceu conveniente dizer al-
guma cousa sobre um acto to repugnante e con-
trario natureza, que nos recommendd a propria
conservajao.
Sim, o suicidio urna especie de loucura ;
elle porem tem a sua origem na corrupgo do co-
ragao.
Ello nao se nao o derradeiro attentado de
uraa vida culpare!: o ultimo accesso do delirio
de ura insensato, que passou seus annos, sem re-
flectir, que viveu na escravido dos sentidos,
correntio de vicio em vicio, e de excesso em ox-
cesso.
Qualquer que tivesse pensado seriamente na
mortc, jamis se dara ella.
O nosso dever, a nossa gloria fugir sem-
pre adiante dalla, sem j mais a perder de vista.
O hornera extremece pela idea da morle. El-
le avanga trmulo sobfp a horda desse principio
incgnito, e desde que elle se Inclina, u langa as
vistas para a sua profuodidade, recua espavo-
rido.
A sabia nalurezi couheceu o homcm, que el-
la formou. Prevendo, que o amor da propria
conservacao seria muilas vezes um lago asss fra-
co para o deter na vida, ella collocou o terror a
borda do abysmo, como um phantasma armado
de uraa espada rutilante, que delle apartasso os
mortaes.
Se elle nao detivesse* o hornera de bem, nada
demorara sua alma impaciente a langar-se na
imraorlalidade.
a Nao echando seno desgoslo fatigante nos
mais doces prazeres da vida, elle depositara no
meio de sua marcha aquelle fardo, que o impor-
tuua.
E o mo ; quem o forrara a prolongar seus
lagos al o termo prescripto pela Providencia?
Quem o poJeria demorar, quando a sombra me-
lancola do crirao desee para sua alma, e que os
reraorsos o sequestram, e o agitara?
Sem oteiror, que o repelle iucessanlemcnte
para a vida, nos seus transportes de raiva, elle
quebrara os seus ferros, saltara a barretra, ese
abysmaria na morte.
< Aquolles, que aioda tem a feliz fraqueza de
temer este horrivel desespero, e que se nao II-
songeam de entrar com insensiblidade no tmu-
lo, devem cuidar na escolha dos seus prazeres, e
consultar o seu ser todo ioleiro, sujeitando os
bens da fortuna saude do corpo, o corpo alma,
e a alma Ueus.
Em seguindo-se esta gradago natural, se
poder elevar o edicio do urna felicidade dura-
doura.
c Destruir esta ordem oecessaria, querer, que
o cume de urna pirmide lhe sirva de base, e a
sustente.
O vicio, nem os sentidos, nem as chimoras
da iraaginago podem dar a felicidade, que con-
vm um ser immorlal.
Vaos prazeres, que pouco duram, nao fo-
rara feitos para encher a capacidade do seu cora-
gao.
Procuremos pois na virtude aquella alegra
pura, qne engrandece, e enobrece o hornera, que
sempre inexgolavel, d incessanlemenle, o pro-
meti ainda mais; que nos ajuda a atravessar em
paz o espago da vida, e mostra a felicidade no
termo da sua marcha.
c Aquella alegra celeste, que est isenta do
imperio do acaso, do lempo, e da morlc; que a
morte ainda augmenta, e que sempre crescer
tanto, quaoto durar a longa jomada da eterni-
dade.
< Aquella alegra calma, que a osperanga a-
companha, e nao nos aparta da tristeza, se nao
para nos aproximar do ser bem fazejo, cuja mo
liberal misturou tantas raaravilhas, e qualidades
divinas na poeira do boraem.
Se estas reflexes, senborea redactores, vos
merecerem as honras da publicidade, assim ani-
mado confirmara o-rosso constante leitor.
Foram recolhidos casa de detengo no dia
26 do crreme, 5 homens e 1 mullier, livre 1,
escravoa 5; a ordem do Dr. chefe de polica 3, a
ordem do subdelegado do Recife 1, a ordem do
de Santo Antonio lea ordem do da Ba-Vista 1.
Passageiros entrados do Para pelos porlos
intermedios, que trouxe a seu bordo o vapor
Paran: Miguel Jos Haia, Jos Pioheiro,
Joaqun Marcos Carreira Guerra, Antonio Joa-
quina, Antonio Jacinlho Simes, Luiz de Maga-
thes, Jos Antonio Ernesto, Silvestre Pialo dos
Re, Case miro Pereira Barros, Agoslinho Jos
Jorge Vieira, Balthazar Gongalves Hachado, Gar-
los Francisco d'Araujo Costa m escravo Luiz,
9r, *o* Rodrigue Coelho deMeeedo e m -
cravo Joao, Jos Pedro dos Sawtos Jnior, Joo
Jos Blas Cadete, Iderfonso Raymundo Jorge. Dr.
Adenle anoel de Meeiros e um criado, Joan
Paulino Rooutt, JosMendes da Cruz Guimaraes,
Jos Hendes, I. S. Ganport sua saohora una
cravo a entregar de nona Marcos, a Ferreira 4
Martina, Joaqun Getttniano a-'Arruda, Francisco
Tereira Baetoa, JoM Brptistt Blfaozo, Jos
Narcizo de Carvalha, Stopiicio Nartizo de Garva-
Ihoe uneserave Ltanaee, Padraifppe Beni-
cio da Feosaea Gatvao e on aerave Bvaogelista,
Augusto Emilio da FoosacaGalvao, Je'aTfuim Soa-
res Neves, Antonio deSeun Cruz, Luihgards Aa-
reliano Poggi de Fiyeerdo,-MeBel da Fonseca
Galvo.
Soguera para o sal: |Jos Bonifacio d'An-
drada Wsnderley, sua senhora e um menor, D.
Constanca Joaquina do Espirito Santo e una cria-
da, Jos Vicente Barretto e um escravo, Joo Jo-
s Marques, Dr. Jos Augusto Hollaoda da Costa
Freir e tres escravos, tenente Joo Baptista Frei-
r, sua senhora e dous filboa, Mauricio Suwoab,
Joo Jos Ales e um irmo, Joo Luiz Olivar,
Antonio Gooealves dos Santos, Baria Amalia, Dr.
Domingos Nogueira Jaguariba, Joao Francisco do
Monte, capito Eiesbo Mara Bittancourt, Manoel
do Couto, Dr. Leandro de Chaves Mello Ratisbo-
na, Dr. Jernimo Macario Figueira de Mello, dous
sobrinhos equatro eseravos, Joaquim Zeferinode
Andrade Penna, cirurglo Dr. Antonio Luiz de
Souza Seixas, sua senhora uraa filha e uraa cria-
da, Francisco Ignacio da Cunha, Dr. Norberto
Mendonga de S Leilao e urna neta, Dr. Luiz
Antonio da Silva Nunes, sua senhora e urna Bina,' g libras de algodo.
90 saccas larelo ; a Manoel B, a Silra Maga-
lhaw.
90 barra touclnbo, 10 ditos vinagre; a SUra &
Sanios.
Exporinfao.
Do dia 23 "e mwgo.
Calara iagleza elphin, para Liverpool car-
regma :
James Ryder & C, 47 saccas com 252 arrobas
e 22 librea de algoiao. *
Galera franeeza cSolferioo, pata o Havre, car-
rega : .
Feliciano Jos Gomes, 200 saceos com 1,000
arrobas de assucar.
Briguedinamaequez HoUtein,. para o Rio da
Prata, carregam:
Bastos & Lemos 170 barricas, 60 raeiss e 3 sac-
eos com 1,548 arrobaa e 5 libras de assucar.
Dta26.
Escena hollndose Anne Willem, para'o
Canal, carregam :
N. O. Bieber& C. 3,000 saceos com 15,000 ar-
robas deassuear.
Galera Ingiera Dslphin, para Liverpool, cer-
rega :
Saunders Brothers & C. 668 cauros com
17.976 libra.
Patn Nash & C 76 saceos-com 446 arrobas e
urna irmaa com dous menores e urna criada e
tres escravos, varios eseravos a entregar, dous
desertores do exercilo e 8 recrulas.
Passageiro sabido para o Rio Grande do Sul,
que Ievou a seu bordo a barca nacional Ligeira
Jos Mara dos Heis.
MORTALIDADE DO DIA 27.
Constancia, branca, 7 annos, febre naligna.
Anastacio Xavier de Couto, branco, viuvo, 45 ana
nos, interite chronica.
Joaquim, pardo, 9 mezes conrulsdes.
Manoel, pardo, 6 das, aexigas.
COMMERCIO.
Praca do Recife 26 de
mar$odel86i.
iVs tres oras da tarde.
Coti^es ofRciaes.
Cambio sobre Londres 26 3(8 e 26 li2 d. por
ua
Descont de letras10 0|0ao anno.
Acedes da caita filial do banco do Brasil 220)
cada urna.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Barca francesa Solferino, para o Havre, car-
rega
Tisset freres 1,005 Couros com 28 959 libras-
Patacho americano Lanzarote, para Boston
carrega s
Heory Portier & C, 1,203 saceos eom 6,015
arrobas de assucar.
Ueccbedoria de rendas Internas
geraes de Peruambuco.
Rendimento do dia 1 a 26. 52:550#727
dem do dia 27....... 919al72
53.4692899
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 26. 52:2990737
dem do dia 27. ... 2:502366
54 8023103
CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL.
EM 26 DE MARCO DE 1861.
A caixa descoota letras a 10 % sendo as de
seu aceite a 9 /0, loma saques sobre a praca do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 %,.
axlfandega,
Rendimento do dia 1 a 26. .
dem do dia 27. .... ,
321:1073600
14:!80421
335:788*021
Hovimento da alfandega,
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.. 403
Voluntes
>
sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
------403
76
238
314
MoYiiaeiito do porto.
Navios entrados no da 27.
Do Para pelos portos intermediosem 9 das e
18 horas, e do ultimo porto em 12 horas o pa-
quete Paran commandaote o C. tenente Jos
Leopoldo de Sorouha Torrezao, oquipagem 56
e 840 toneladas.
Navios sahidos no mesmo dia.
La Guayra (Puerto Cabello) galiota Oldembur-
gueza Adeli, capitao C. H. Ustede em lastro.
Rio Grande do Sulpolaca barca nacional Ligeira,
capitao Hermogenes Hyppolito da Fonceca,
carga assucar e agurdente.
Observacao.
Apparece ao norte urna barca americana.
superior, que tal permitase ; assim poi, toiav- eicollad) f pr?* tw ttt o BiUiU, um a
Descarregam hoje 30 de fevereiro.
Barca bremenseMalomemercaduras.
Barca bremenseClarissao resto.
Barca americanaFamefarinha de trigo.
Brigue portuguezFlorinda ceblas e batatas.
Brigue porluguezRelmpagoceblas, farelo e
batatas.
Brigue brasileiroConceiQodiversos gneros.
Iinpor tayiio.
Brigue nacional Veloz, vindo do Montevi-
deo, consignado a Arnoriui & Irmios, manifes-
tou o seguinle :
10,570 quintaes carne secca e 50 couros sal-
gados ; aos mesmos.
Vapor nacional Paran, precedente dos
portos do norte, manifestou o seguinte:
188 rolos de salsa ; a Bastos & Iranio?.
33 ditos de dita; a B. Francisco de Souza.
1 caixote; a Jos Henriques Cordeiro de Cas-
tro Jnior.
1 caixole; a Joo Ferreira Ramos.
i dito e 2 volumes;; a J. O. C. Doyle.
1 encapado, a Antonio Carlos Damaceno.
1 diiu; a Antonio Jos de Azevedo.
1 dito ; a Jos Guilherme Guiraaraes.
1 dito : a Jos Augusto Galvo Pires.
1 dito ; a Jos Vlceute da Costa Bastos.
2 volumes ; a Rayraundo C. Volente.
3saceos; a D. Francisco Balthazar da Sil-
veira.
14 saceos; a Joaquim Lopes Ferreira.
1 caixa ; a|Jos Francisco da Silva Novaes.
2 caixoles ; a Joo Vauna de Mello.
1 pacote; a Marques Ramos & C
2 caixas ; a Luiz Antonio Siqueira.
Hiale nacional Dous Irmos, vindo de Ma-
cu, raauifeslou o seguinte:
310 courinhos de cabra, 11 arrobas de cera
de carnauba; a Cunba Irmos & C.
16 saceos cora 60 arrobas de cera de carnauba,
10 couros espichados; a Bernardino Jos Mon-
tero & Irmos.
52 couros salgados, 108 molhos courinhos de
cabra, 19 raeiosdc sola, 12 saccas la de algo-
do, 7 ditos cera de carnauba; a Porto & Ir-
mos.
6 barricas cera de carnauba, 12 moios de sola,
17 couro3 salgados, 72 molhos com 720 couri-
nhos, 1 caixole pennas de ema; a Luiz Borges
de Cerqueira.
32 saceos 14 barricas 192 arrobas e 21 libra de
cera de carnauba, 17 couro3 salgados e 30 meios
de sola; a Salustiino Jos da Silva.
22 alqueircs de sal; a ordem.
Brigua nacional Conceigo, vindo do Rio de
Janeiro, manifestou o seguinle:
100 barra rnanteiga, 40 barricas alpiste, 30
pipas vinhos, 1 barrica queijos, 2 fardos fazen-
das de la, 1 caixo estampas para quadros, 501
caixas sabo, 2 caixoes chapeos, 4 pipas azeite,
50 barricas sebo coado, 266 soceos caf; a or-
pem de diversos.
Brigue porluguez Florinda, vindo de Lisboa,
consiguado a F. S. R. & Filho, manifestou o se-
guinte :
1 caixotinno snalos o borzeguios para ho-
mem ; a Francisco Antonio Abreu Pereira.
120 barris azeite de oliveira, 120 ditos touci-
nho, 4 ditos baoha de porco, 10 ditos carne, 71
ditos e 27 pipas vinho, 10 ditas vinagre, 3 cai-
xoles vidros, 1 dito livros impressos, pedras, co-
pos e dados para gamo, 200 saceos farelo, 145
caixinhas passas, 50 caixas batatas, 368 lages, 2
pedras de cantara ; a F. S. Rabello & Filho.
I caixa umaimagem ; a Manoel GoncaWes da
Silva.
II saccadas de pedra ; a Bastos & Lemos.
3 ditas de caotaria ; a Victorino Jos de Sauza
Montciro.
7 pipas e 55 barris vinhos, 25 dilos loucinho e
15 ditos carne ; a Thomaz de Aquioo Fonseca.
160 caixinhas passas, 400 ditas batatas ; a Al-
meias Gomes.
113 saceos feijaa ; a Pelmeira Beltro.
10 ditos erva doce, 9 barris linhanca, 33 ditos
alpista ; a Aranaga Hijo dr-C.
5 caixas chapeos, 8 pipas e 37 barris vinho ; a
Manoel Joaquim R. e Silva.
20 barril carvo animal; a Manoel Marques de
Amorira.
250 caixas ceblas, 30 barris Hngoicas ; a Luiz
Jos da Costa Amorim.
tOdegrrs de pedra ; a Angelo Baptista do
Nascimeoto.
5i caixas cera en velas ; a Fortunado C. -de
ouvea.
13 barris vinho. e 600 varas arcos para barril;
a Antooio Joaqun de Campos.
50 ditosaztite de oliveira, 50 diloi touciuho ;
a MoRa & Irmos.
25 ditos touciuho, 15 ditos carne ; a Jos Mar-
ceiltno da Rosa.
10barra aaeilede oliveira, 20 ditos e 26 an-
corlas vinho : a Amorim & Irmos.
7 saceos feijo, 2 dilos tremoles; a Joio do
Reg Lima & Irmo.
4 etixoles peras seecas, 7 dilos figos, 1 dito
dece ; t A. C. A A.
O) ce a. a. m m . *M B. 5" o 2 s-B floras
C V 1 B c z i' er tviOtphsra. o
g * v> en O Direcfo. ca a M e en 98
* w -i i ?a a.
-J oo 00 t/ 3 Fahrenheit. 1 -i e ae M 4 = p ^4
m ka $ -* en "en o to "te Centigrado. 1 i O C r-c c. r.
-4 -J te ?- -J 2 00 Hygrometro.
O o o ca o Cisterna hydr mtrica. 0-
en oo -4 pe O p OS -4 s *- -4 en i Francex. 1 Cd 33 O te H H ~ O
ec o o to ce O ti p i Inglei.
A noite a principio nublada e depois de fortes
aguaceiros, vento regular do SE at as 2 h. da
manha que refreseou.
OSCILACAO DA HAR*.
Preamar as 5 h. e 18' da tarde, altura 7,3 p.
Baixamar as 11 h. e 6' da manha, altura 0.7 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 27 de
margo de 1861.
Romano Stepple,
Io lenlo.
_____Declarares.
Santa casa da misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da sania
casa de misericordia do Recife, manda convidar
aos senhores irmos instaladores da mesma ir-
mandade para no dia 28 do correte, pelas 11
horas da manha assislirem a exposigo do San-
tissimo Sacramento na respectiva igreja de N. S.
do Paraizo.
Secretaria da santa casa de misericordia do
Recife 27 de margo de 1861.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Correio geral
RelaQo das cartas seguras vindas do norte pelo
vapor Paran, para os senhores abaixo de-
clarados : .
Antonio Jos de Souza Cousseiro.
Francisco Cuncalves Guimares.
Francisco Gongalves da Justa.
Francisco Joo Octavio Vieira.
Francisco de Paula Andrade.
Jos Antonio de Magalhes Castro Sobrinho.
Jos Goo;alves Malveira.
Jos Joaquim Ramos Ferreira.
Luiz Francisco Henriques.
Paulino Nogueira B. da Fonseca.
Sull & C.
Pela administrarlo do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor Paran para os portos do sul, fechar-
se-ho hoje ao meio dia. Os seguros sero feitos
at 11 horas do dia.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6- dividendo
de 12j50U por accao.'
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguiutes :
Para os armazens do arsenal de guerra.
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 13
a 16 pollegadas de largara e de 26 a 28 palmos
de comprimento.
1 dozia de costadinho de smarello.
12 e meia arrobas de arcos de ferro de polle-
gada e meia.
5 arrobas de oleo de linhaca.
Quem quizar vender taes objectos aprsente as
sua.- propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3de
abril prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
marco de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pertira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Iguarass villa para um mulato que diz chamar-se Anto-
nio, perteneente ao Sr. Dr. Joo da Rocha, do
eegenho Harrees, e qne antes fora captivo do
Sr. Paulo de Amorim Salgado; quem for procu-
rador do senbor aprsente documentos pata ihe
er entregue.-Joo CarvaWjo Raposo, aubdele-
gado.
O IRm. Sr. fegednr do Gymnase manda
avisar ros paee. totoras nu orreapMdeoles dos
alumnos interne, meie-peneioeistaa e extevaea
do meewo Gymaaeio, que no dia 23 lo corrate
principia o racebimeoto das mensalidades, cor-
respondente ao V trimestre, do Io de abril ao ul-
timo de juaho.
Secretaria do Gymnasio Provincia! de Pernam-
buco, 22 de narco de 1881.
O secretario,
A. A. Cabral.
Pela coBtadoria da caara municipal do
Recife ae (aa publico, que o prese ateado para
pagamento do Imposto de atabeleeineotos, fin-
da-se-ne ultimo de correaje mez, e todos aquel-
es que nopagarem dentro do prazo marcado, -
cam sujeitoa i multa respectiva.
Conladoria municipal do Recife 20 de marco da
1861.O contador,
Joaquim lavares Rodovalho.
Tela contadoria da cmara municipal de
.Recife se faz publico, que o piazo marcado para
pasamento do imposto de estonelecimento nda-
se no ultimo de margo vindouro, e todos aquelles
ue nao pegarem dentro do prazo, ficam sajeito
q multa de tres por cenlo.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tarares Rodovalho.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anuo lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituirlo das notas de 20$ da emisao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 demar-
co de fcv61.O secretario da directora
francisco Joao de Barros. .
Secretaria da polica de Pernambuco 26>
de marco de 1861.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico para os dos convenientes, que, na forma
do artigo 14 das posturas addicionaes da cmara
municipal desta cidade, de 18 de julho de 1855,
a nenhuro carro, sege, mnibus, cabriole! e ou-
tros semelhaules vehculos permillido transitar
pelas ras desta cidade nos dias de quinta e sex-
ta-feira santa prximos. Os infractores incor-
rerao naa penai do artigo 17 das mesmas postu-
ras. No impedimento do secretario, oofflcialda
2.a secQo, Joaquim Gilseno de Mesquita.
Pela subdelegada dos Afogados se faz pu-
blico que se achara legalmente depositados 4 ca-
vados, sendo 3 alasos e 1 caslanho. os quaes uns
foram achadoi dentro dos matos peiados de tres
ps, e outro apprehendidos, tornando-so assim
suspeitos de serem furtados. visto que at esta
dsta nao tem apparecido quem reclame ; porlan-
to quem se julgar com direilo a el les comprela,
que provando, lhe sero entregues.
Afogados 26 de margo de 1861.
Jos Francisca Csrneiro Mooteiro.
Subdelegado.
CONSELHO DE COMPRAS NAVAES
Contrata este conselho cm sesso de 30 do an-
dante mez, os seguintes fornecimenlos por lem-
po de tras mezes lindos em junho. do correte
anno.
De vveres e outros objectos para consumo dos
navios da armada, e eslabelecimentos de mari-
nha, sendo arroz do Maranho, agurdente, as-
sucar branco grosso, bacalho, azeite doce de
Lisboa, vinagre dito, pao, bolacha, caf em grao,
carno secca, dita verde, cangica ou milho pila-
do, farinha de mandioca, manteiga, malte, fei-
jo, touciuho de Lisboa, velas stearinas, ditas de
carnauba, e sabo.
De dietas para os doentes dos ditos navios, e
da enfermara de marinha, compostas de ararula,
aletria, assucar branco relioado, bolachioha, ce-
vadinha, cha, galinhas, manteiga, tapioca e vi-
nho de Lisboa.
De podra do alvenaria grossa, dita de cantara,
cal e tijolo do alvenaris grossa para as obras a
cargo do arsenal de marinha.
De pecas de fardamenlo para as pravas do cor-
po deinaperiaes marinbeiros, e da companhia de
aprendizes ditos desta provincia,compondo-se es-
sas pecas de farda, camisa de brim, dita do algo-
do azul, calca de brim, sapalos, manta e sacco.
De pegas tambera de fardamento, e outros ob-
jectos para a companhia de aprendizes artfices,
sendo bonel de uoilorrae, lenco de seda preta,
frdela de panno, caiga de dito, dita de brim.
dita de algodo, beluza de brim, dita de algodo,
sapalos, camisas de algodo. saeco, colxo de
riscado do linho chero de pelha, travesseiro na
mesma conformidad?, coberta de la, lencol de
algodo, fronha e colcha de dito.
E de lavagem de roupa ds enfermara de ma-
rinha, aprendizes artfices do arsenal, e toda
mais do mesmo arsenal.
Estes contratos effectuam-se por va de propos-
tas distinttas recebidas daquelle dia at as 11
horas da raanha, bem como sob as condigdesde
garanti-los, Dador idneo, e de pagsrem os con-
tratantes a multa de 50 0)0 do valor dos objectos,
na falta de serem entregues, ou promplificados
em lempo conveniente ; sendo que os mesmos
contratantes teem a favur a de receberem o ira-
porte do que entregarem ou promptiDcarem logo
no mez seguinte.
Sala do conselho ae compras navaes de Per-
nambuco, em 22 de margo de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
COMPANHIA
DAS
Messagerres imperiales.
Previne-ae os corregidores pelos paquetes i
vapor franceses qoe a ompanhia se encarreg
de segurar tonas aa mercadoriaa, valores etc.
que s* carregar a bordo dos ditos paquetea a
gundo as clausulas e condiegea de urna apoheo
assigoada em Franca. Na agencia ra dv Tra-
piche n: 9, n daro todos os esclarecimeatos ne-
cessarios.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem condecido brigue nacional
Darao pretende seguir para o Rte de Janeiro
al o dia 28 do cerrante ; s* recebe passageiros
e escravos a frele, para os quaes tem excellenjas
commodoa : trala-secom os seu consignatarios
Azevedo & Monde.* no seu escriptorio ra da
Cruzn.l.
A agencia do vapor de
reboque a cha-se estabelecida no escrip-
torio di companlira Pfemarnb-ucana no
Forte do Mattos n. 1, onde Se receben!
avisos para qualquer servic^v tendente
ao mesmo vapor.
Para o Mar-
nho,
tocando no Acarae. segu brevemente o patacho)
Emulagso, capito Antonio Gomes Pereira ;
para alguma carga que lhe falta, trata-se cara.
Moreira & Ferreira, rus da Madre de Dos n. 4_
ou com o capito.
REAL COflPAMn
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o da 28 do corrente espera-se da Europa
O vapor Tyne, rom n.andante Jelicoc, o-qual de-
pois da demora do costume seguir para o Rio>
de Janeiro tocando na Baha, para passageos
etc., tratase com os agentes Adamsoo. Howie ir
C, ra do Trapiche Novo n. 42.
ID
Riode Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceigo pretende seguir com muita brevidade, s
recebe passtgeiros e escravos a frete, para o
quaes tem excellentes commodos : trala-so cotn
os seus consignatarios Azevedo & Meades, no seu
escriptorio ra da Cruz o. 1.
rv>.
rara
1U
J
segu irapreterivelraenle no dia 4 de abril o hiato
Exalaco, capito Trajino Aolunes da Costa :
para o resto da carga, trata-se oorn o frotador Jo-
s Raimundo Ferreira, ra do Queimado n. 14.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgatar as notas
de sua emisso de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possudores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anuo, em conformidade do aviso
do ministerio da azenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra*o s po-
der* ter lugar a substituicao ou res-
gate com o descont memal e progressi-
vo de 10 porcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectore gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
(comiMiiiH
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 1 de abril espera-se dos portos do-
sul o vapor francez Navabrk, commandaote Ve-
de!, o qual depois da demora do costme segui-
r para Bordeaux tocando em Silo Vicente cona
correspondencia para Gore (costa d'Afrie*) e
Lisboa, para passageiros, encomraendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
GASS1N0 POPIMR
K0
MAGESTOSO SALO
>
no
PALACETE DA RITA DA PRAIA.
Sabbado, 86 do correte.
A sociedade Casino teaa a honra de annunciar
ao reapeitavel publico, eae dar no dia 30 um
aumptuoso baile de mascaras e phantasia eropre-
gando-se os meios possiveis para que nada deixe
a desejar.
Os concurrentes tero de apreciar no gabinete
ptico (antes do baile e nos intervallos das qua-
drilhas) novas vistas por um syatema pouco :o"-
nhecido entre nos.
As disposiettes do regulamento iatorno appro-
vado pelo lllm. Sr. Dr. cele de polica sero
Fielmente observadas.
Os carios ealaro i venda no pavimento ter-
reo no dia do Baile para damas gra'tis, cavalhei-
rosJOOO.
COMPANHIA BRASILEA
. DE
Moinnis IIJUNML
O vapor Cruzeiro do Sul, commandaote o>
capitao de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
perado dos portos do eul at o dia 30 do cor-
rente, o qual depois da demora do costume
seguir para os porlos do norte.
Desde ji recebem-se passageiros e engaja-so
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
C0MPAM4 PERMMBimA
DE
[\avegacocosleiraavapor
O vapor Jaguaribe, commandaote Lobato, ae
gue para os portos do norte al a Granja oo dia
6 de abril As & bocas da larde.
Recebe carga al o dia 5 ao meio dia. Encona
mendas, passageiros e dinheiro a Ir te at o dia
da sabida. As 9 horaa : escriptorio no Forte do
Ma.tos a. 1.
AyIsos martimos.
ParaUracaty
O hiale Canaragibe: pata carga e passageiros,
trata-se na ( do Vfgatio o. 5.
COmPlfflA rHHMBUCAIU
na
Naiega(acosteiraavapr
O vapor Parstutuija, comraandanta Meara, na-
gua para os portos do tul em 5 de abril a ba-
a da tarda. Recebe carta at e di* 4 ao maio
dia. "assgeiree e diahaira a treta al a dia 4a.
sabida ae horas : escriptorio oo Forte do Mal-
los D. 1.
JII
k


r~
(>
Al M ANABUOCO. QUHTA IBRA UN 1URC0 DE lUt.
Aracaty.
Para este porto seguir breremente o hiale
Exalago : para carga a passageiros, trala-ae
com Gurgel Trmos, na ra da Cadeia do Recite
p. 28. gjiaiejro andar.
Avisos diversos.
Festa de Nossa Senhora
dJSoledade.
Tera' lugar de ser celebrada na igreja
dos Prazeres, em uararapes, no da
13 de abril de 1861.
FLEICO.
Juiz perpetuo.
Tolycarpo Ramos.
Juiz protector;
Bartholomeu Nunes.
Juiza protectora.
Justina Maria da Conceigao.
Juiz.
Luiz de Franca I.eite.
Juiz pardo.
Jos Patrocinio do Rosario.
Juiz branco.
Joo Baptista da Silva Prxedes.
Juiza parda.
Maria Celestina' do Rosario.
Juiza branca.
Carlota Hermina Leite Godesladia.
Escrivo.
Manoel Domingos.
Juiz por devogo.
Joo Nepomuceno da Costa.
Juiza por dcvogao.
paulina Mara da Conceico.
COHPAMIA Di VIA FRREA
DO
fiedle a Sao Francisco.
"Limitad.
At outro aviso a partida dos trens ser regu-
lada pela tabella spguinle :
C0MPA\HIA DA YLA FErVREA
RECBFE A. SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que terga-feira
26 da margo e at suiro aviso o trem para a Es-
cada partir das Cinco Pautas as 8 1|2 horaa da
manhae voltarda Escada para as Cinco Ponas
a t 3|4 horas da torda.
O Irem que partir das Cinco Pon tas as 4 ll2
heTas da tarde chegar somente at a Villa do
Cabo.
AssignadoE. II. Bramab,
Superintendente.
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira & Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo-
res a mesma roassa, queirain
vir satisfazer seus dbitos no
prazodel5dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobranca judicial.
Precisa-se a lugar urna casi em qualquer das
ras de Santa Antonio ou 8. Jos", paga-se bom
aloguel : qaem tiver annuncie.
MMk>
Precisa-se. de urna ama para servir urna mu-
Iber que est doente : a tratar na ra do Nouoei-
ra n. 21.
/. A,0*ae unJ grande sitio na estrada de Joo
ae Barros, com casa para grande familia, cochei-
ra, estribara, casa para pretos, boa cacimba com
tanque, e um grande vireiro, boas baixas para
capim, muitos arvoredos de varias qualidades : a
trauma mesma estrada, casa antes de chegar a
capella. "
Adreno Bibeiro Barros, brasileiro. tai
Europa tratar de sua saude.
Traspassa-ae o arrendamento do engenho
Junqueira, na comarca do Cabo, ao p da esta-
gao da Ilha ; quem pretender, dirija-se ao mes-
mo engenho, a tratar com o rendeiro.
Aluga-ie a lojado sobrado da ra
da Impcratrizn. 38; a tratar na mes-
ma ra n. 40.
DE
1 -1 1 - i 1 ; O O O 1 >-" 1 pM-vo l-e<-^ |
1 w
! !
es . 3
ao t- ! 2
BQ ;iom>N(- J
_, a !
sx 9S a i
o 1
M oo fe ea S e O
w H 2 i s < = ?5-wt3 U* Iwwm 3
CO
3 Et-.i~t~coa330ooe5090o>
O _- a
4 a o
% g i ^ w
< H
h sj
~
05 o < S "* l ItS I5 O
u K H se -a a
B i o
j a Soot i inme io"5Q
w e.
S - < "~
.2 2 3 m
9
2COXOOS)910S10COO
_

........*
g o ........ ._

I ^ -0 Sf "* H < U "-c o S. ja ft< ,2 o- -a "o i S. i 9 5 io = = -a ^ SoSl = -5-.5aS ._ O i- O *- ^^" >
J ( ' ! s SinuSii immoo [o
= i w
a S
I s as
1 S3 en < orj '
1 l QQ W*^^f3artiftaOaftD
es O
n
1 2 ce o 9
orj
O E z

w o ! CO
H 0 -^ 2 0(0-<0'^NN
O
M

O O
Q iS"3^ I2JS52 12
(A e Id O as 9
as
-= d .
w m a H 2* si w < y> n eo eo ?s -?
-o o
a E a
B i
. o % i mino o i o
s S i z g 1 ^^C 1 i
a

- en
--: g t~ t-1^ r-1^ oo oo


m
....... "O
B
9)
3 o -a .....^i.
9 ' *1 '3 '- 'i 'S i c- t. ca < o

A8! ignado fi. U. bratnah.
Suoerintenden le.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATHICO
DO
DR. CAS.WOVA,
30--Raa das Cruzes-30
Nesle consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
lellan e Weber.por pregos razosveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
' pessoa.
Muita attenco.
Na ruado Imperador n. 16, continua-se are-
ceber qualquer encommonJa para jantares de
todas as qualidades, Unto para casa estrangei-
ra, como naciones, a saber : po de l, podins,
pastelees, presuntos de fiambres muilo bom en-
fetaao; aprompla-se qualquer ave de penna,
tanto de torno como de cozinlia, assim como to-
das as qualidades de sobremesa, ludo com o
maior asseio e pelo prego mais commodo oos-
sirel. v
Alenco.
Vende-so um bote novo com 24 palmos de
comprimento e 7 de bocea, bonita forma ; para
ver e contratar, no estaleiro de Machado Freir,
ra de Santa Rita Nora, ou ra do Nogueira nu-
mere 7.
Um homem brasileiro, que nao tem m le-
tra, e com alguma pratica de commercio, deseja
mpregar-seem qualquer eslabelecimento a ex-
cepgao do de taberna ; pessoa de reeonhecids
probidade ministrar as ioformaees necessarias
acerca do pretendente : quem precisar, annun-
cie por este Diario.
Precisa-se (aliar ao americano Alberto So-
lomio Lapart para se lhe comprar um remedio,
do qual j usou urna senhora moradora no enge-
nho Ora e que precisa continuar com o mesmo
remedio ; a fallar no dito engenho com o Sr. Ja-
intho Gomes Borges Uchda, ou nesta pragi na
arua da Cruz n. 62, lerceiro andar.
Precisase de um homem de meia idade e
que d couhecimeato de sua conducta para ensi-
nar primeirss letras a 6 meninos em um engenho
distaale desla praca 10 legos ; na ra da Cruz n.
62, terceiro andar, se dar as explicaedes, ou se
dirija ao engenho Novo da Ribetra do Pao d'Alho
7- Ventara da Silva Boavista, estando em li-
60, roga a todos os seus deredores a virem sal-
dar seus dbitos no prazo de 6 das (ilesa de tres
anezes que j deu) Ando os quaes ser forgado a
Constituir um procurador oara promover a eo-
crana judicialmente.
COMPAMHA DA \IA FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
Avisa-se ao respeitavel publico que na sexta-
feira da Paixo 29 do presente mez nao haver
trem para parte alguma.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Aviso aos credores da
massa fallida de Antonio
Jacinto Pacheco.
Os administradores da massa fallida de Anto-
nio Jacinto Pacheco convidan) aos credores da
referida massa, que nprcsenlem seus ttulos e
contas nos ascriptorios dos mesmos administra-
dores, sitos na ra do Amorim o. 46, aflm de
proceder-se a vericagSo e classiicago de cr-
ditos, para a qual est marcado pelo Exm. Sr.
Dr. juizde direilo do commercio, odia 11 de
abril prximo vindouro, s 10 horas da manha,
o que fazem publico.
~ Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar, na ra das Aguas Verdes n. 86.
-- Rogase aos Srs. Jos Fiel de Jess Leite,
Francisco Gongslvesde Souza e Joaquim Vicente
Marques, que queiram ler a bondade de compa-
recer praga da Boa-Vista n. 16 A, negocio.
A padaria do leo do norle, na ra do Co-
lrelo, precisa de um trabalhador de masseira, e
quo tambem entregue pao, com umprelo, duas
freguezias, beni perlo da porta, paga-so boai dan-
do fiador do sua conducta.
Quem annunciou a compra de um habito
da imperial ordem da Rosa, apparega quanto an-
tes na ra da Aurora n. 10, das 4 s 6 horas da
tarde, que encontrar obra muito chique e som
oso algn.
O hoyo possuidor da ta-
berna da ra estreita do Ro-
sario n. 18, est resolvido a
vender os gneros mais baratos do que outro
qualquer eslabelecimento para adquerir fregue-
zia, e que sempre continuar, os precossao osse-
guintes: viuho muito superior a 64<>. 560 e 480 rs.
a garrafa, dito do Porto a 1*700, 1&800 e 18600
engarrafado; manleiga ingleza muito bd a igOOO
960,800, e 720; dita franceza. idera a 720 e 640:
dita para lempgro, idem, a 560, a gosto do com-
prador, tambem so veodem paios muilo bons a
400 rs. a libra e queijos do reino chegados no ul-
timo paquete, muio bons pelo diminuto prego
de 13450 ; massa de tomates do mais afamado
fabricante de Lisboa ; familia do Reino a 140 a
libra ; marmclada do melhor fabricante o Sr. A-
breu o fabricante mais>famado de Lisboa a 720 a
libra, tem latas de urna libra, de urna, meia e de
duas; massas de todas as qualidades e de diffe-
renles pregos; latas com bolachinhas de soda
muito novas pelo prego 1J550; cha perola hyson
e preto pelo prego de 2500, 2000 e 1600 ; fa-
rinha de tapioca a 180 rs. a libra e gomma mui-
to bfta a 160 Na mesma casa acha-so um com-
pleto sorlimento de lodos os gneros da Ierra
como estsangeiros.
Manely Baines retira-se para Inglaterra.
Precisa-se alugar um primeiro andar na,rua
da Cruz: a tratar na loja n. 2 junto ao arc da
Conceigao..
O abaixo assignado tem justo com o Sr. Ma-
noel Joaquim de Oliveira a compra da sua offi-
cina de carrogas da ra do Progresso ; quem se
julgar com direilo a mesma, hajs de declarar no
prazo de 3 das, e Qndo os quaes nao se admitti-
r reclamagao alguma. Recife 24 de marco de
1861.Joaquim Fernandes dos Santos.
Aluga-se a loja do sobrado n. 9 na ra das
Cruzes, quem rai da ra do Queimado para S
Francisco, lado direilo : quem a pretender, falle
fio mesmo sobrado.
Sincera gratidao.
Forte erapc&o de pelie,
Padecendo eu ha muito tempo de urna forte
erupgo de pello na palma da mo direiti, que
muito me incommodara, usei de muilos un-
gentos, dos quaes nao recebi melhora alguma,
e tendo a felicidade de flear perfeitamente curada
com a applicagSo de urna das chapas medlctnaes
do Sr. Micardo Kirk com escriplorio na ra do
Parto o. 119, faltara ao aeu derer se nao publi-
cassea minha sincera gratidao ao mesmo sentar.
Bus do Conde n. 13, Rio de Janeiro.
D. Isabel Gandida.
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
"numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seus senhores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o bom trala-
mento psra os mesmos. afim deque os senhores
dos mesmos escravos flquem salisfeitos cora m
diligencias que da paite do commissionado flzer,
para em ludo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sus confiarle, no que es-
pera merecer altengo tanto dos senhores que
El os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ler sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
Altencao.
A pessoa que tiver urna escrava de boa con-
ducta, que saiba cozinhar soffrivelmente e en-
gommar, querendo aluga-la, dirija-se a ra do
Hospicio n. 35, que se pagar com generosidade.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por Z%
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3$
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um ortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebidoum sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No graude salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoasque desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condiedes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenlioras saoconvida-
do* a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Anlonoj Pereira da Costa Lima, vendeu a
sua taberna s ta na ra Direita n. 113. ao Sr. Ma-
noel Pedro de Oliveira. Recie, 23 de mar-
go de 1861.
Troca-se urna celia de Santo Antonio, ri-
camente ornada e acabada de novo, obra de gos-
to, o um nincho de Jacaranda dourado por den-
tro e do muito gosto, com as imagens seguintes:
um menino Deusgrando, com resplandor e alper-
catas de ouro fino em urna rica peanha dourado,
um aujq Raphael com Tobias pela mo, obra de
pedra e ricamente perfeita, um Senhor dos Pas-
sos com unica bordada de ouro e todo prompto
e tres imagens de Nossa Senhora da Saude. tudo
novo e recntenteme chegado; na ra da Impe-
ralriz n. 29.
Na ra Nova n. 55 precisa-se fallar com o
Sr. Manoel Pereira de Andrade.
Precisa-se alugar um preto fiel para casa
de pouco servigo; a tratar na ra da Cadeia n. 30.
-- 0 Sr. que levou da loja da praga da Inde-
pendencia ns. 1 e 3 duas pegas de cambria lisa
no dia 18 do correle, bem conbecido, e por
isso tenha a bondade de as vir pagar, vislo o al-
finete que deixou nao valer a metade, do con-
trario se far ver ao publico o seu nome.
Precisa-se de urna ama de leite para aca-
bar de criar um menino com 9 mezes, paga-se
bem : na ra larga do Rosario n. 5.
Manoel Jos do Nascimento Silva e Nasciso
Jos Nelto, subditos porluguezes, retiram-se pa-
ra Portugal.
Aluguel
Precisa-se de urna ama de leite sem filho ; na
estrada de Olinda, a quinta casa depois da pada-
ria (Lisboa),onde se tratar.
Na ra da Cadeia n. 3, escriplorio de Gouveia
& Filho, ou na ra do Queimado n. 29, precisa-
se fallar ao Sr. lente Joaquim Jos da Costa a
negocio de seu interease.
Manoel Cavalcante de Albuquerque e Joa-
quim Cavalcante de Mello, da provincia de Ala-
goas, retiro-se para ra do Imperio.
Quem precisar de nma ama para todo o ser-
vigo interior d'uma casa ; dirija-se a ra do
Apollo n. "7. L' portugus existe nesta trra a
quatorae mezes j est pratica nos coslumes do
pair.
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em seu eslabelecimento na ra doCabug n. 18
primeiro andar, entrada pelo pateo da matriz'
tem lindos alfinetos de ouro de lei para colloca-
rem-se retratos. No mesmo eslabelecimento ti-
ram-se retratos por
Ambrolypo e por melainolypo
Sobre panno encerado, proprios para remelte-
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou laico, especiaes para al-
finetes ou cassoletas.
Retratos transparentes, offerecendo o mesmo
retrato duas vistas,
urna em cores oulra em preto e branco.
Retratos a oleo, de todos os tamanhos al o
ponto natural.
Companhia do Be-
beribe.
Para cumprimento do dieposto no
art. i* do decreto n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados os
Srs. accionistas da Companlna do Be-
beribe a se reunirem em assemblea ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companhia. Re-
cife 21 de marco de 1861.O secreta-
rio, Manoel Gentil da Costa A Ivs.
Precisa-se de urna pes-
soa comhabilita^es para ser
contramestre de urna casa de
alfaiate: na ra da Madre de
Dos n* 36, primeiro andar.
Costureiras.
Ainda preca-se de algumas costu-
reiras que estejam acostumadas a coser
costuras de alfaiats, para trabalharpor
dia em casa de familia : na ra Nova
jnuto a Conceico dos Militares "n. V7.
PERMUTA-SE
Pnblicacdes do instituto
Uta do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA UOMEOPATIIICA
Obra indispensavel todas as
pessoas que quizerem corar ho-
meopathica mente;
Vende-se nma casa nova na cidsde de Olin-
da, com coramodos para grande familia, quintal
murado, cacimba, espire, cocheira, etc.; a,tra-
tar no Recite, na botica da ra da Cadeia, com o
Sr. Antonio Jos Lopes da Silva, e na cidade com
o Illm.Sr. Dr. Queiroz Fonseca.
Collegio Bom Conselk
Ra d# Aurora n. 50.
Os cursos de philosophia e geometra cont-
mm fin maimt fn*m. r____r____i____
auam da mesma forma, e
gunda-feira 1. de abril.
COLLEGIO BOX
Os cursos de geographia
no 1. de abril. As horas d
CONTKNDO:
A definicio clara dos termos de medicina: as
causas mais frequenlet das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem eonkectr : os me-
dicamentos que melhor Ihes corretpondem : a
quantidadedas dses de cada medicamento e\ iUulSautreAu?,?*
seus respectivos intervalos as molestias aqu-' S* lVlJr-LU auUs c
das echronicas: a hora d* dia oudanoile,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os en venena men-
tos, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as quegras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, quir
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, quir logo depois do nasc-
tnento, gur durante, a infancia : os perigos
que eslo sujeitos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital inleresse; bem como urna descripcao con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que entram na com-
posico do corpo humano, etc., tic, com duas
estampas, urna mostrando qaanlo possivel lo-
dos os orgos internos, com a sua explicaco
phisiologica e oulra mostrando as differenles
regies abdomivaes. [Aprimeira colorida pa-
ra os senhores assignantes.)
mesmas horas, se-
LHO-
rica abrem-se
sao de 3 l|2a
funecionar
Precisa-se para urna casa estrangelra de ata
Dom coznheiro e um copeiro de afiancada con-
ducta : dirija-se a ra do Vigario n. 2.
Yende-se ou permula-se por casas nesta
praga um excellente sitio no Caldeireiro, em
cnaos proprios, com boa casa de ?ivenda, grande
baixa de capim margem do Capibaribe, olaria
e barro para trabalhar na mesma ; esta proprie-
dade rende annualmenle 1:700. e faz-se qual-
?eUiirr.rne0nn,.T C0?M1uencia do proprietario
reiirar-se poralgum lempo para fra da provn-
Suca n 29" "" da C*deU do Recie loi* de
X
v
PELO DOCTOR
SABINO OLEGARIO LIDGERO PIMO.
0 Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pratica dos homeopathas europeos,
americanos, particularmente dos Rrasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes deeftabelecimenlo, capites de
navio, curas d'almas, etc., quo por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos eTeitos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveilsndo sua
viagem Europa,fazer imprimir all o fliectona-
no Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incetar a publicago visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
por urna morada de casa nesta praca. duas mora- ? 1l- resol>eu mudar inteiramenle o
das de casa, urna sita no Poco da Panella de da- P- lue naTla concebido, e dar toda i expan-
* ------------ o o clareza a essa obra, de modo que tanto os
ora e cal, com qustro quarlos, cozinha fra, quin-
tal murado, portao. cacimba, sotao com janella
que deita para fra e margem do Capibaribe ;
oulra meia-agui na ra de Santa-Thereza, nesta
cidade, que rende mensalmente 12}000 : a tratar
oa ra Imperial casa n. 5.
Para a Baha.
A sumaca nacional aHortencia pretende se-
guir com muita brevdade, tem parte do seu car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta
trata-se com os seus consignatarios Azevedo &
nendes, no seu escriplorio ra da Cruz n. t.
Caetano de Assis Csmpos, cidadao brasilei-
ro, vai a Lisboa tratar de sua saude.
Acha-se aioda fgida a negra Maria, escra-
va de Flix Venancio de Cantalice, com os sig-
naes seguintes : estatura regular, cara curta afi-
nando para baixo, e tem o costumo de soprar
pelas ventas, com SS ou SSS no peito esquerdo,
os dedos dos ps pouco separados uns dos outros,
algumas marcas de bexigas na cara pouco vzi-
veis.e consta que apparece em diversos pontos
da cidade, bem como : Boa-Vista, Santo Anto-
nomens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous lergos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio \i-
nhaorganisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
tAica,.como agora est composlo ser sem duvi-
da a obra (Bis til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15j>, pagos na occasio de assig-
nar. [Depois de impresso cuslar 253.)
Acha-se igualmente em va de pnblica-
co a segunda edieco do
THESOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em tudo superior pri-
meira. tanto no que diz respeilo disposigo das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
~T^m'rZLTir" "UB-"0; ?""' *nio- ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos
ttrida n?. .. Cm- DOme .m"dad pa" M,r' s moles,ias hereditarias a contagiosas!" he:
fueaNnf.rfhlnrf'P013' aulor,dd"' .pociaes ne pratica. etc., etc. Com urna estampa dmous-
apprebendam, ou a pessoa que isto fizer, trativa da conlinuidade do tubo intestinal desde*
dirija-se a ra do Imperador n. 57. que ser re-
compensada.
A pessoa que tiver e quizer alugar um so-
Drado de um andar, bem assim um l.ou 2.
que seu aluguel nao exceda de 25 a 3WJ, ou que
quizer trocar por um na ruado Rangel, pode di-
ngir-se a mesma ra n. 11.
Ordem Terceira
do Carmo.
O abaixo assignado, secretario da veneravel
ordem terceira do Carmo do Recife scientiflea aos
rmaos da mesma ordem queteem de assistir aos
actos do couvento do Carmo nos das quinta-fei-
ra sania, sexta esabbado, e no domingo a pro-
cisso da ressurreico, que comparegam para-
mentados com seus hbitos para asslstirem os
mesmos actos, sendo na quinta-feira as 9 horas
da manha. e na sexta as mesmas horas, e igual-
mente sabbado. Secretaria da veneravel ordem
serceira do Carmo do Recife 26 de margo ce 1861
Antonio da Silva Gusmao Jnior.
Precisase alugar urna escrava que saiba
cozinhar e comprar, para casa de pouca familia :
quem tiver e quizer alugar, dirija-se a ra de
Santa Isabel d. 1.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 32
da ra estrella do Rosario: na ra do Queimado
n. lz, primeiro andar.
Villa do Cabo.
rmazem dobarateiro.
Ra do Livramento, esquina da traves-
sa da Torrinha.
0 Machado avisa a seus numerosos fregoezes.
que em seu armazem tem sempre grande sorti-
mento de lodos os gneros necessarics, ecom es-
pecialidade carne e bacalho, e contina a ven-
der pelos mesmos pregos do Recife ; tornando-se
muito commodo esle eslabelecimento, nao s por
vender barato como por livrarem-se do incom-
modo de mandarem ao Recife.
Precisa um homem solteiro de um criado,
forro ou escravo, que saiba coziohar: a tratar na
ra da Imperalriz n. 8, terceiro andar;
Feitor
Precisa-se de um feitor que saiba desempenhar
o lugar de seu cilicio, para casa de um estran-
geiro. que seja capaz e fiel, e que d conheci-
mento do sua conducta, preferindo-se solteiro :
dirija-se ao sitio de portao de ferro, na frente do
palacio do bispo.
-! Aluga-se a loja n. 9 na ra Direita : a tra-
tar na ra atraz da matriz da Boa-Vista n. J6.
A quem eonvier.
Um empregado publico bem conhecido, e que
olferace as necessarias garantas, recebe em sua
casa 10 a 12estudantes de preparatorios sob sua
direceo, nao tendo seus pas ou correspondentes
o menor cuidado com elles para que enlrem na
academia, lima casa commoda, bom tratamenlo,
a maior solicitude pela sus applicagio, para que
tenham bom resultado nos exsmes; e finalmente
urna gralificagao a mais mdica e razoavel : laes
sao as vantagens que encontrarlo. Podem-se in-
formar dos Illms. Srs. Figueiroa, Dra. Sabino, Ga-
briel S. R. da Cmara, Luiz P. S. Leo, Agostinho
E. Pina, e major 'os Joaquim Anlunes, ou na
ra do Rangel n. 73, onde se trata.
Aos senhores capi-
tes de navio.
Vendem-se ancoras e correles Integramente
novas, por prego commodo, assim como diversas
ferragens proprias para navios, por baratissimo
prego ; a tratar no bazar pernambucano da ra
do Imperador defronte da polica.
Compra-se ama mobilia de jatarand un
muito bom estado; quem tiver annuncie,
a bocea at o recto.
A assignatura de 88 pagos na occasio de as-
signar. (depois de impresso cuslar 12 pelo
menos.) -v r
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
lra obra pagaro apenas 20 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao pr acompanhada
a* respectiva importancia, nao ser considerada
[ como tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Sanio A-
maro, (Mundo Novo] n. 6.
8YSTE MA MEDICO DE HOLLWAY
, PILTJLASH0LLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu
no era alguma outra substanciadelecteria. Be
nigno mais tenrainfancia rn^;--. s n,eDC.'onados avista de todos os commercian-
HL.H. ;.,.! f ""nP'e'Caomais tea e agricultores devem ir examinar os ditos es-
delicada igualmente prompto e seguro para taluls e com duas asignaturas e mensalidades e
desarreigar o mal na compleigao mais robusta Proraoyerem andamento dessa agencia, da qual
enteramente innocente em suas 0Der8coef.' EETL* l^m.e'?,do.CODl.raer.cio .e Proaperi-
enteiramente innocente em suas operageseef-
feitos; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos osoutrosremedtos.
As mais adictas nao devem entregar-se a des-
esperado; fagam um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assorobrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Luvas
Jouvin para hi
ilque, ra do (
Perda.
de pellica preta Jouvin para homense senhoras -
em casa de J. Falque, ra do Crespo n. i.
Perdeu-se desde o da quiota-feira da semana
paseada meio bilhele da lotera do Rio de Janeiro,
sendo da 40 lotera concedida a beneficio da em-
preza lyrica daquella corte, esperando-se no fim
Oeste mez a lista ; o numero 964 e est assig-
nado por Francisco Pereira da Costa e Jos Pe-
reira Bastos : quem o achou far o favor de le-
va-lo a ra do Queimado n. 25, que ser bem
giatiflcado.
Compra-se urna negra de 18 a
24 i nnos de idade, de boa_s qualidades
e que nao tenha vicios nem achaques e
saiba comprar na ra e fazer bem o
servicode urna familia : na ra do Vi-
gano n. 5, terceiro andar.
- Vende-se um bonito moleque, o
motivo da yenda por ter o senhor del-
le de se retirar para Europa : na ra
Imperial n. 1. #
STAHL C,
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
J Roa da Imperalriz numero 14
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
t Retratos em todos es-
tyloa e tamaitos.
| Pintura ao natural em
g oleo eaquarella.
e Coplas de dagnerreo-
typo e outros arte-
factos.
| iVmbrotypos.
|Paisagens.
!
Vttcnvao, senhores habitantes da
Eseada.
No armazem e na loja doslllms. Srs.Capies Js-
s Lucio MoDieiro datFranca e Thomaz Rodrigues
Pereira, subscreve-sa para urna agencia commer-
cial e particular entre a villa da Escada e o Re-
cife pela diminuta quanta de tres mil ris, men-
saes: as vantagens que esta agencia offereco lano
ao commercio como agricultura e a todas as pes-
soas em geral sao immencas e sse podem avaliar
a vista dos estatutos que Isto patentes nos luga-
res mencionados avista de todos os commercian-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de)
Asthma.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoB extenua-
go.
Debilidade ou falla de
forgas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqneca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflara mages.
Irregularidades
menslruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgo de ventre.
Phtysica on consnmp-
pulmonar.
Retengao deourina.
Rheumatismo.
Sy m plom as secu ndarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
- Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 2*24, Strand, ena loja di
todos os boticarios droguistaeou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as boeetinhas a 800 rs. cada
nma dallas, contera ama instruegao em portu-
guez para explicar o modo de se usar des tas p-
lalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico na ra da Cruz n. 22 em Per-
nsmbuco.
Precisa-se de um bom criado para o servi-
go de sala e quarlo dando fiador: na roa do Tra-
piche n. 12.
O secretario da irmandade de N. S. do Ter-
co de ordea da mesa convida a lodos os eharos
irmos para na sexta feira pelas 5 boraa da tar-
de e no domingo da Reaurreigo pelas 6 horas
se reunirem em nossa igreja para irmosacompa-
nhar a procisao de enterro e Resurreico do cen-
vento dos religiosos carmelitas.
enrique Jos dos Ssotos.Secretrio,
dade dessa villa ; pela quantia de ires mil "ris
mensaes, qualquer pessoa pode ler um portador
seguro para o Recife todos os das uteis, preco
este muito abaixo de urna s viagem pela via fr-
rea, aioda mesmo na terceira classe, estas vanta-
gens eslo bem ao alcance de qualquer intelli-
gencia.
es
o
fco 0
o -9
Si SO
Ci
a ^ &5
W C/3
*^ ^
*0 *5 t*1 014 O
!W 1 9
ECO o 2 o SO
CO s so 9 09
,00 t- O w
o 5 o XI
c/> O
M l-H H 9
5s O
K) o
!>> s
fc
O abaixo assignado despedio o seu caixeir
Joo Ignacio Pereira desde o dia 25 do corrente.
Joo Duarle Haginario.
A pessoa que annunciou querer comprar
um banco que sirva para marcineiro, menos a
ferramenla, procure na ra do Rangel n. 17. Na
mesma casa se dir quem vende urna rotula em
bom estado, tudo barato.
Aluga-se a casa terrea da ra Direita n. 83,
a qual sempre foi muito boa para loja de miude-
zas ou outro qualquer eslabelecimento ; quem
pretender, dirija-se a ra da Penha n. 5.
Aluga-se urna escrava moga e robusta,
quem pretender dirija-se praga da Boa-Vista
na ra da Conceigao n. 25. '
Alugi-se o sitio da Caponga nova, o qual
fita em frente da ra que vai ter em S. Jos do
Manguiuho, tendo grande e excellente casa asse-
Dradado, cocheira, casa para criados, e grande
banheiro com tanque, boa estribara, e bastantes
arvores fructferas : a tratar no sobrado da ra
Nova d. 56.
Precisa-se de l:500f000 11j2 por cento,
dando por bypotheca urna casa nesta prega :
quem tiver, annuncie sua morada para ser pro-
curado.

4A


^^

DI ARIO DE PEEK11BCO. QUIETA E1AA i DE MARCO DI 1861.
()
s
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA iPARKOLHA B R. T@WKI8EI1-
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimico e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIOR1DADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e qaasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saoda ou a infermidade
depenJe directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quanlidade do sangue n'um homem d'es-
tatura mediana est avaliada pelas as priraeiras
autoridades era vinte e oito arralis. F.m cada
pulsacao duas orinas sahem do coraeo nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
cora adrairavel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corente de vida por todas as
partes da organisagao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora velocidade ELCTRICA a corrupto as
mais remolas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capiltarios,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desia maneira
a circulago evidentemente se faz um bngbnuo
poderoso de doenga. Nao obstante pie tam-
bera obrar com igual poder nacriagao de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no syslemal nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se somonte o san-
supeiior
New-York, havemos vendido durante muitos an-
cos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo-lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sol este come foi
aposentado ao publico.
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND 4 Co, 218 Peail
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Laae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlSlreet.
R.B. HiVILAND &jCo, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 134 W ater Street.
giM pode fazer-se puro e sasdavel ficar
a doenca e inevitavelmente expellir da coosli-
luigo.
O grande mananctal e doenca emito como
d'aqui consta no fluido.circulante, e rw-
nhurn medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gara direito ao cuidado do publico.
O sansce O sangue 1 o ponto no qual
se ha raysler fixar a altengao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os As signan te?, Droguista na cidade de
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water* Street,
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK* WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M RFSSOT&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER& Co, 146&
> 106JobnSt.
LKWIS & PR1CE. 55 Pearl Street.
HAVILAND..KEESE& Co, 80Maiden La-
e.
RUSHTON,CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadvay, eor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street. '
POU & PALANCA, 96 Jofcn Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Slreot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co. 214 Firton Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreat.
ONDE
ONDE
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 Joha sVeel.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS ;
B IGUALMENTE
Conheeemoi uro Medicamento noi seus Effeitos
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend esl.
OMED1C4MEM0DO POYO1-'.
Adala-se tao maravilhosamente a conslituic,o
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBlLIDADfi,
fortalece;
E' CURRUPCAO,
purifica;
E* PODR1DO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washington!, Brooklym, sob a inspeccao directa
do mutio conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cuja cer-
dao e assignatura se echa na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande puricador do sangue
CURANDO
AHvdropesia.
A Impingb
As Ulceras
O Rheumatismo,
As Chacas
A DEBlLIDADfi GERAL
AS DOENCASDEPELLB
AS BORBULHASWA CA-
RA i
AsTossbs,
320 rs.
rOWMNAS GE IW.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha d6 porta ou KALENDARIO eeclesiasiico e civil para o
bispadode Pamambuco.. ". r.T n M 60 rs*
Dita de aloibeira contendo alm do kalendario eeclesiasiico e civil,
explicagao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prounciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collecgo de belles e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade.
Dita dita .... contendo alm do kalendario eeclesiasiico civil, expli-
caco das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os offieios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego. .
Ditado almanak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augnientou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentaudo-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupacao do individuo de quem se quer
saber residencia.
320 rs.
15000
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 CoTtland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLA^, 2l8Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
O Herpes
A Hertsipela,
A Adstriccaodo yen-
tre,
As Alporcas
Os Effeitos do aiou-
suk,
Dispepsia,
AsD0ENgAS,DEFISA-
do,
Os Catarrbos, As Tisicab, btc.
O Extrato acha-so comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor em
lodo o respeiio a algum outro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cor-
to espajo de lempo,
a cenido do Dr. J. R^ Chliiton, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem essignatara e
exterior de papel verde. ., ._, .i., ,.^_
No escriptorio do proptielario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra d Cruz n. 21, escnptorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. faranhos. ________ .________________

CON
LTORIO
DO
Nova carlilha.
MEDICO PARTEIR* E OPERADOR.
3 RlTl DAGLOIIIA9AISIADOFlTllD03
Clnica por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moseoso d consultas todos-os dias ftpla manhia, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar animalmente, nao sopara acidade, como para o engenhos
u outras propriedades ruraee. \
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em case
le urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escripioeui qe se declare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa. _
Nos casos que no forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro dRecifepo
dero remellar seus billietes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja do
ivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velba.
Nesca loja e na casa da annuncianieachaf-se-ha constantemente os melhores medica
mritos homeopalhicos j bom conhecidos e pelos presos seguiates:
Rotica de 12 tubos grandes......'.....10*000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditas................... 209000
Dita de 48 ditos............,.....25O0O
Dita de 60 ditos. .......-......- 309000
Tubos avulsos cada um.........: 1|000
Frascos de tinturas. .: :| ............. 2*000
Manualde medicina homedpathica pelo Dr. Jahr, ira-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgiai etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr.jHering, .cora diccionario. ,109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes....... .' 6900*
Offlcia do marmrea
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Aonessione recenleranle
chegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, proprias para aparadores,
baohekos. mesas, consolos, etc. Itecebeip-se
eacomaaendas de tmulos, urnas, e todos os mais
o-bjeclos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravam-se epilaphios e toda
a sarta de inscripces para os mesmos monu-
meatos. Presos mdicos. I
- Na Iravessa da ra
i
das Cruzes n. 2, primeiro andar, coolinua-se a
tiogir com toda aperfei^o para qualquer cor, e
o mais barato possivel. \
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado o. 31
Ato na ra ou paleo do Lirrament, tem dous
' aa-d.ues com excellentes accoratnodaces, e que
soacham em bom estado deaceio, priooipalmeoW
te s primeiro, que tem um famoso terrado com
coberta, tem cacimba e pequeuo quintal, e tam^
bera solio com cozinha espacosa e 2 quartos
trata-ee do aluguel, na ra Direita, padaria nu
mero 84.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam1
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
cma novaedicio da ortilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tndo quanto
conlinha a antiga caitha do bbade Salomonde
e padre mostr Ignacio, acrescenlando-se muitas
oacoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropauhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da-vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhinha ou. kalendario para os mes-
mos aonos. Abondade do papel e-eicellencia da
impresso, do a esta edi;ao da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns.- e 8 da praoa da Indepen-
dencia.
CONSULTORIO ESPECIAL IMEOPATHICO
DO DOL'TOR
SABINO 0. L. PINHO. ,
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1. molestias das mu\here$, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias siphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consecuencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalhicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
alliveis em seus efleilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
- N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fia della sao falsas.
Tedas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino 0. L.
Pmho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
do, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
C ompras.
Frederic Gaulier, cirurgio dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo eom a superiori-
dade o perfeico que as pessoas entendi-
das lbereconhecem.
Tem agua e pos dentifricios te.
JOIVS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Cuimares ccoi
loja deourives na ruado Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro o prata, e querendo acabar
como'negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, passaodo coota com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, p-
t gando o ouro por mais do que em outra parte, j
Attencao
__ Precisa-se de alguma quanlia de dinheiro a
premio sobre bypoiheca de predios nesta cidade;
uem pretender fazer este negocio, dinja-se a
esta typographia em carta fechada com as lo-
ciaea A. B. C, indicando sua morada para ser
procurado
Aviso
deS.
aosterceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas,
vende-se eslamenha para hbitos a 2&20G o co-
vado,ese apromplam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmos a 45|cada um, obra muilo bem
feita.
Peixe barato.
Na terja, quarta, quinta e sexta-tetra da sema-
na santa ; po viveiro do Muniz, oo aterro dos
Afogados.
CASA
Pianos.
[, Mudanza de domieilio.
Joo "Laumonnier transferio seu eetabeleci-
mento da ra da Cudeia do Recite para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Encar-
regs-se de afinar e concertar os mesmoe instru-
mentos.
ummm asees mm^^mu
|| M. i. Leite, rof;a a seus eleve- ||
dores que se dignetu mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do'Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse m com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Aluga-se
por todo o preco que for conveniente a loja da
ra Direita n. 8T, com a armicao propria para
todo e qualquer estabelecimento ; s tratar na lo-
ja da ra do Queimado n. 46.
Muanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seas amigos e
freguezes deita e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onda tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidadea 'para vender
em grosso e a retalho por procos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 indares n. 13, eroa
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar d. 36.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho :
na ra do Raigel n. 7, segundo andar.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Uliues Cokles Cavalcanti de Melc-
Aluga-se a loja do spbrad da ra das u'~
tes d. 16 i i trabar no mespo sobrado,
de commisse de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16^ sobra-
do que foi do falleeido Ni
colo.
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de-escravos, que se achava
-estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meima maneira se contina a receber es-
oravos para serem vendidos por commisso, e
por conla de seus senhores ; nao se poupando es-
ferros para que os mesmos sejam vendidos com
promplido, aflm de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ha sempse para vender escravos
de a.iibos os sesos, bellos e mocos.
Aluga-ce o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no beeco da
Boia j a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Trsspassa-se urna nova padaria com todos
os seus pertences, prompta de um ludo atraba-
Iharem muito bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da venda por seu dono ler de retirarse
para fora da cidade : quem pretender dirija-se
i ra do Queimado loja n. 30.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava qde saiba engom-
mar, coaer, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozioha : quem tivec pode dirigir-se i
ra do Imperador n. 27 confroote a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhia s 4 da tarde.
Aluga-se urna crioula de idade de 18 aonos
propria para o servico de urna senbora, cose, en-
gomma, lava : na ra da Uniio do bairro da Boa-
Vista, casa n. 32, atraz do palacete do Exm. Sr.
Visconde da Boa-Vista.
8. Lowden, subdito inglez, vai ao Rio de
Janeiro.
Troca ou venda
Troca-se por predios na praqa, ou vende-se o
engenhoCapoeiras. moente e correle, sito na
freguea de Serinhaem e na margen do rio do
mesmo nome, distante da linba terrea orna le-
goa, bom de agua, com capacidade para se le-
vantar una daus ou tres, todos de agua, por ter
urna legoa de trra quadrada e paca mais de dous
tercos ainda em mata. Tambem se far nego-
cio com a safra criada, bolada equarto de carga,
e at mesmo alguna escravos : a quem convier,
procure para o ajuste a Bernardo Jos da Cma-
ra, no engenho Cuyambuca, em Agoa-preta ; e
para informaedes. na praca ao Sr. Luiz Jos Pe-
reira Simdes, na ra do Livrameoto o. 24.
0 bacharel \\ mil VIO pode ser
procurado na ra Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que ve lia
para a Gamboa do Carmo.
Agencia dos fabricantes americanos
GrouverA Baker.
Machinas de coser: em casad o Samuel P.
Johston &C, ra da Sonzalla Nova o. 52.
H.Roga-se ao Sr. Joaquim Theophilo dos Sao-
tos G. queira a nnuociar sua morada para lho
fallar sobre um particular.
LOTERA
Aclism-e a venda os novos l>ilbetes e
meiosda quinta parte da quinta e pri-
mara da soxta lotera a beneicio do
hospital Pedro II, na thesouraria das lo-
teras ra do Queimado n. 12, primeiro
andar, e as lojas commissionadas na
praca da imdependencia n. 22 do Sr-
Saritos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeia loja n. i5 dos Srs. Porto Irmaos.
A^xtracqao teca' lugar impreterivel-
mcnie no dia 4 de abril prximo, as
sortee ser5o pagas com promptido a
entregadas listas jio dia immediato ao
daextraccao.Otiiesoureiro, Antonio
Jos Rodrigues d Souza.
Ba ra de Pilar n. 82. sobrado,
ha para vender urna mobilia de jaca-
randa', e algum outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
SOCIEDADE BASCARA EMCON-
MASDITA.
Amorim, Fragoso Santos
Gompanhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas
contascrrenles serSo reguladas da maneira se-
gu ote :
Receber-s-ba qualquer quanlia de 100g para
cima, e pagar-se-ba vista at 5;000>, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dons por cento, menos do que a laxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon-
la letras, sendo estes juros contados e capital!-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem sero abertas contas correles sob
condiedes de ser pagas vista qualquer quan-
lia independente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0(0 ao anno na forma cima declarada
Recife 1. de margo de 1861.
Aluga-se o t e 2o andares do sobrado n.
112 sito na ra Imperial junto a fabrica do sa-
bio, com bastantes commodos para urna familia
grande : quem o pretender, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6.
Manoel Ferreira dar Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. 28, saca sobre
a cidade do Porto.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragozo. Santos & C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi*
ment terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
Compra-se moedas de ouro de
20# : na ra da Cadeia loja de cambio
n. 58.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ralriz n. 12 luja.
Compram-se notas de 1$ e 55 velhas, com
mdico descont : na praca da Independencia
numero 22.
Compra-se um pBrdo moco, sadio e inteli-
gente, cuja idade nao exceda de 16 aonos ; a
tratar no tfoodego, casa n. 103..
Compra-se um preto mogo e robusto para o
servigo de campo : a tratar no Mondcgo, casa
numero n. 103.
Compra-se urna preta moca e robusta, que
saiba cozinhar o diario de urna casa, e que faga
as compras: a tratar no Mondego, casa n. 103.
Compram-se moedas de ouro de 20g ; na I
ra Nova n. 36, loja.
Compra-se um banco para um ofDcial de |
marcineiro, com a competente ferraracnta : por
detraz do palacete do Exm. Sr. Visconde da Boa-
Vista, casa n. 32.
Compra-se ou aluga-se um preto ou prcte
que saiba coziuhar : emfra de portas ra do Pi-
lar n. 143.
Compram-se
garrafas ae Bordeaux vanas usadas e
novas ; na ra da Cruz n. 17.
Coropra-se um livro de Rodolpho para sol-
fcjoquetenha algum uso ; na ra larga do Ro-
sario n. 18, no terceiro andar.
Compra-se urna fabrica de velas com todos
os pertences, porm por enmmodo prego : quem
a liver, pode dirigirse a ra eslreita do Rusario
o. 1, que achara sum quem tratar.
Coropra-se urna cabra (bicho) com bom lei-
te ; na ra do Queimado n. 4, segundo andar.
Vendas.
Milho e farello.
Vende-se milho a 39600, farelo muito barato,
e milho em cuia a 160 c 20O rs.: na iravessa do
paleo du Paraizo n. 16, casa piolada da ama-
rello.
Cascarrilhas para enfeites.
Yende-se 4,000 rs. a peca na ra do Queima-
do, loja'de miudezas n. 85, da Boa-Fama.
Ricos cintas com fivella de ac
Vende-se a'.4,000 e 5,000 rs., ditos douradosa
2.000 rs. : na ra do Queimado n. 35, loja de
miudezada Boa-Fama.
Ricos enfeites de fitas de ve-
ludo com \idrilho,
Vende-se a 8.0CO rs, ditos de vidriiho a
3,000 rs.: na ra do Queimado n. 35, loja de
miudezas da Boa-Fama.
Luvas de pellica, seda e retroz
Vende-se a 2.500 rs., 2.000 rs. e 1,280 rs.;
ditas de retroz para meninas a 1,000 : na ra do
Queimado n. 35, loja de miudezas da Boa-
Fama.
Leques de madrepcrola e osso
para senhora.
Vende-se a 12,000 rs.. 6,000 rs. e 3,000 rs.:
na ra do Queimado n. 35, loja de miudeza da
Boa-Fama.
Sapatinhos de setim e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
eocommenda, delicados sapatinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os quaes est vendendo
pelo baratissimo prego de 39, (nesse genero nao
se pode dar mais peifeitos),assim como outros de
merino tambem bordados a 1;600 e 2#. Recebeu
igualmente mu finas e bonitas meias de seda de
diversos lmannos, lendo al, proprias para os
meninos e meninas que servem de anjos las pro-
cisses; tem brancas, de listas, de florzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engrgado
possivel : tudo isso na ra ra do Queimado lo-
ja da guia branca n. 16.
11LWOTB
imperatriz.
Para cabegas de senhora, chegados pelo ulti-
mo vapor, assim como cinlos pelos com Ovela?,
Olas prelaspaia cintos, grande sortimento de fi-
Tn,*?MM,,lvers" e luvas do pellica
JOVIN prelas, brancas e cor de canna para ho-
mens e senhoras ; cm casa de J. Falque, ra do
Crespo n. 4.
Luvas de torcal
com vidriiho a 1$000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidriiho a 1 o par ;
a ellas, arHes que se acabera : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas eslao perfeitas, e o
prego convida :
CaUas de clcheles a 40 rs.
Car toes de ditos a 20 rs.
Groza de pencas de ago muilo finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 002$500.
Groza de botOes de louga a 120 rs. .
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muilo fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com li2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas.com obreias muilo novas a 40 r*.
Ditas com ph> sphoros especiaes a melhor aue
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas p.ra homem a 160 r?.
Ditos de dilas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de laa muilo bonitas cores* *
8C0 rs.
Duzia desabneles muilo finos a 600rs.
Iscss para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Carlas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas fraotezas a 120 rs.
Pares desapatos de tranca de algodao a \,
Ditos de la para meninos a 200 is.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e gartos de cabo preto a 3.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
llassos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito ti&::*.
500 rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito grosso a 80 r..
Cordoes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 1?.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Milho novo
em saceos grandes : vende-se a 38600, no arma-
zem de Moreira & Ferreira, ra da Madre de
Dos n. 4.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, ebegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n. 1 B.
I 4 dinheiro.
EFazenda boas e baratas.s
GURGEL & PERDIGiO.
\Rua da Cadeia loja n. 23.1
Grosdenaples preto muilo encorpado e
bastante largo a 2$ val 2$500.
Vestidos pn tos bordados a velludo,
barra aquille e seda de duas saias.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados e mais modernes.
Vestidos e bloade com manta, capel-
la, flores e mais pertences.
Sedas oe quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreaniique.
Vestidos de cambraia
dos.
braucos borda-
Vestidos de phantasia differenles qua-
lidades.
Vestidos de seda de
nhos.
cores de babadi-
Saias balo de todas as quaiidades e
tamanhos para senhoras e menina?.
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de (odas as idades,
Pentesde tartaruga modernos e dos
mais acreditadas fabricantes de 1C& a 30jf.
Salio.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta priga e os de fra, que tem
exposto i venda sabio de sua fabrica denominada
Recifeno armazerr dos Srs. Transaos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanha, preta e outras quaiidades por menor
prego que do outras fabricas. No mesmo arma-
re m tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composigio.
Venda.
Vende-se um lustre de vidro novo, proprio
para sala ou igreja, por barato prego : no pateo
do Carmo n. 9, primeiro andar.
Luvas de Joiivin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sidorecebidas pelo vapor francs, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Vende-se o engenho Triumphante
situado no Vao de Una : a tratar na ra
do Crespo n. 20 A, ou na cidade do Rio
Formosocom o Sr. Dr. Gaspar de Me-
nezes Vasconcelios de Drummond.
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, trancezaseinglezas
BAIL E PXRTIDAST"
Ricos vestidos de fil de seda hrancos
^ bordados de seda e guarnecidos de troco.
U Saidas de baile ou bournus bedouine.
a Neste estabelecimento se enconlra um
j| completo sortimento de fazendas de moda
e de roupa feita para homem : na ra da
jfj Cadeia loja n. 23, do-se as amostras.
Alteneo.
Vende-se o engenho Mussaiba, silo na fregue-
zia de Santo Amaro de Jaboatao, moente corren-
te com agua e muito bom moedor, com obras no-
vas e bem construidas, e muilo boas matas, dis-
tante da praga 4 legoas ; vende-se com a grande
safra que se acha creada, assim como com a fa-
brica, boiada e carros; tambem vende se o sitio
Pogo-prelo, silo na freguezia da Luz, unido ao
mesmo engenho Mussaiba, advertiodo que este
mesmo sitio di um ptimo engenho 'agua, pois
tem proporgio : por isso os pretendentes hajam
de dirigir-seso mesmo engenho, que setfar to-
d" negocio i vista do comprador. \
JVo armazem de Nurie e
Irmao, ra da Madre
de Deus n. 5.
Milho sem estar furado a sac-
ca a 2#500 a dinheiro avista.
Milho do Maranhao a 3#500
a sacca.
Milho de Tamauda ii a 3#500 a
sacca.
Toucinho de Santos a 280
rs. a libra
Vende-se na ra das Cruies n. 24, esquina da
Iravessa do Ouvidor.
Vnde-se um pianno de mesa, com pouco
uso e que serve para principlante aprender, mui-
to barato ; do pateo do Carmo n. 9, primeiro
andar.
..,...,


()
W^W WBllHAlWDCO.-HQeTA FEffiA U M M&Bg* *| 1861.
As melhores machtaas de co-
zerdosmais afamados au-
tores de New-York, Singer
fe C, Wheoler A Wilson e
Geo. B. Sloat A .
ma-
que
elho-
Estas
chinas
sao as me
res e mais
i uraourae
moslram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas ios com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chi n as de
Rayrauado Garlos Leite <& Irmao, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigatnenta aterro da Boa-Visla
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdenaple prelo
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
qu* mal se conhece, os quacs se tem vendido por
160S, eque se vendem por 80J>.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boa e encorpada por 55$ e 60$
Mantas pretas de linho bordadas a 8&.
Visitas pretas muito bem eofeitadas a 12fJ.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20j>.
Grosdenaple preto superior de 2200 e 2$, e
muito largo a 2$800.
Sarja prela hespanhola boa a 2$.
Velludo prelo liso muito bom a 4$, 53 e 6J.
Corles de casemira preta bordada para collete
55090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 10$00.
Calcas de casoraira preta fina a 10 e 12#.
Casacasesobrecasacas pretas bem feitas a 30jS.
Gorgurao prelo e bordado de cor delicada, o
corado 4j>.
Colletes de casomira pretos bordados a 8$.
Paletots de panrio preto a 12# e 18j.
Ditos de alpaca preta a 38, 4, 5 e 6$, e muito
fino a 8000.
Saias balo a 45.
Chales de merino bordados, grandes a 58, 68
e 7SO0O.
Ditos do seda pretos grandes a 14fl.
Vestidos de soda de cor bordados de duas saias,
faionda muito boa rom algura molo a 40 e 603.
Ditos oe pbantasla em carto a lj.
Calcas de casemira de cor a 6-3, 8, 9 e IOS.
Saceos de tapete de diversos tamaitos para
Tiagern a 53-
Malas desoa para viagem de 12; a 18?.
Chapeos pretos francezes linos a 8g ,
Dilos de castor branco sem pello muito bons a
12J00O. E outras multas fazendas-, que para li-
quidar, vendern-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife n. 50, do Cunha e
Silva.
Vendem-se
Na ra das Gruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato preco os movis seguin-
tes : urna cma de casal, embutida ;
u;u porta-servi lor ; um col.\ao de mo-
las ; urna commoda : um espellio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas;um porta-licores ; serrico de
porcelana para jantar; um relogio dk*
n re negro, representando Aligue!
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
fiados), a :i duas ricis molduras. Ten-
do sen t >no d.? retirar-e para o campo,!
por isso desaz-se destes objectos, man- j
dados vil evprcssamente de Pars, aon-;
du- for un confeccionados com
3 apurado gosto.
Caigas de casemira.
, .yndam-ee ealceade casemira preta muito bem
(eitaa a 10, dita* de dita de cor oraito superior a
a f ,.L"8^ TCabando : na ra do Queimado d.
zz, toja da boa f.
A1000.
Grevata* preta* de setim : na ra do Queima-
do d. 22, loja da boa f.
S Remedios americanos
9 w
Radway & C, de New-Yorkg
I Pihuas reguladoras.
a,!HEslesr.eme?iosJa8O P cidos pelas admiraveiacurasque tem ob-
5 udo em 'oda a sorte de fehre mnlaati.
JL
CAPORAL
-
J orle de febrea, molestias
chronicas, molestia* de senhora, de pe-
le etc., etc., conforme se ve na* instruc-
coes que se acham
tuguez.
traduzidas em por-
#
Salsa parrilha legitima eg
original do antigo
DR. JACOBTOUNSENDl
| 0 melhor purificadar do saogue I
% cora radicalmente
9 Erisipela. Phtisicas.
& Rheuraatismo. Catarrho.
9 Chagas. Doengasdefigado.
9 Alporcas. Efleitosdoazougue. Z,
Impingan*. Molestias de pelle.
@ Vende-s* no armazem de fazendas de m
^ Raymundo Carlos Leite &Irmo, ra do
a lmperatrun 12.
Def osito das manufaeturas impetiaes Franca.
fAMRi^inr ntoii.m0 "^"* 6Posl*io' retmente na roa Nova a. 23, KSQDIlfA DA
Vn y JOCARMO; o qual se rende por mseos de 2 hectogramos a 1000 e em porcio de
2E3? P'r "? ?"? ce,como de tor cenl ; = raesmo estabelecimenlo acha-se ttmoem
o vertfadeiro papal de linho para cigarros.
CENTRO COMERCIAL
15 RuadaCadeiadoRecife 1S
ASMAZEMDE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
lose Leopoldo Boiirgard
Charutos suspiros n.K
netro por cont, la grandeTfabric,Vd!.^^P-0A,,.e--'!,S.eii?r cl?tos do Rio de Ja-
ossrs Domingos Al*e. Machado &C, reodeodo-ae
porcao a arelalho, alm disto iem m ? ,nacnaao & C-. rendendo-ae em
uissos e hamburgo. m 8empre grande or^^o de charutos manilha, havana.
Atten^o.
N. 40~Rna do Amorim--N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres quartas de
fannha de mandioca a 2#30O.
ielogios
Suissos.
Charutos suissos *
r;n___ 305 o milheiro, fazenda auperior eq
Cigarros de papel
ue se venda a 45#.
yswyflh sass- usa sjwst- '*>
metal al cada um, ditos para cigarros
cez
verdadeiro em magos de diversos lmannos, garnte-
se a qua-
EraeasadeScJiafleitlln& C,ra da Cruz n.
8. vende-se um grande e variado aortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
cnronometros.meioschronomelrosdeourojpra-
la dourada e foleados a ouro, sendo este* relo-
giosdos pnmeiros fabricantes da Suissa, qu se
vauderao or precosrazoaveis
* ^@ 9
Em casa de Mills Latham & C. na ra
j da Cadela do Kecife n. 52, vende-se :
Vinhn do Porto.
;: Dito Xerez engarrafado da muito supe- 3b
9 noi qualidade.
@ Oleo de linhaga.
Alvaiade. ^
Secante.
M Azarco.
e ca-
Manteig* ingleza
em barris de vinte
da Taso Irmos.
e tantas libras : no armazem
Xarope peitoral brasi-
leiro.
o ^rs. Joao soun C nicos possuidores des-
te tarop j bem condecido pelos seus bons ef-
eilos, cootiuuam a veiile-lo plo preco de lj)
cala vidro, fazem una diffaren;a no prego aos
co'legas e a leda* as pessoas que tomarcoi de 12
vidroa nara ciir.a.
Vende-se pea de larangeirasde umbigo e da
c'.-.ina, do sipoli, fruta pao, sbacato, liroao para
cerra e oulras qualidades de fructas. Na ponte
de rjchfta sitio de vinva do Joao Curroll.
_ Vendem-se por preco coramodo nina por-
?ao do loneis do varios tamanhos, muito proprios
para deposito* de mel, ou para as destilagOes
dos engonhos, assim romo pata deposilos de
goa em casas .articulares: para ver e tratar,
na loja da rui do Queimado u. 41.
Loj
a das seis portas em
fenle do Livramento.
Roupa feita pira acal r,
Palctots de panno prelo a 22*, fazenda fina,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, paletols
de bramante a 4j, dilos de fu'slao de cores a 4,
dito* de estamenlia a 4g, ditos de brim pardo a
35, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo prntos e de cores, ditos de
gorgurao de soda, grvalas de linho as mais mo-
peruas a 200 rs. cada urna, collariohos de linho
da uliirna moda, lodas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loia est aberta das 6 bo-
ros da msnhaa aleas 9 dt noile.
fi Eocarnado venerianoem p.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fura da provincia como para a ci-
dade : no escriplorio de Francisco Mathias Te-
reira da Cosa, ra Direila n. 66.
Vendem-se e trocam-se
escravo de ambos os sexos : no escriplorio de
I-rancisco M. P. da Costa, ra Direila n. 66.
- Vende se urna varanda de ferro com 30 pal-
mos por prego barato : a tratar na ra do Quei-
mado n. 48.
Capelias finas para noivas.
| A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
nerfeirao' ,clipe, de fl 'res r,nas P"a as noivas, e as
esl vendendo a6}ea 89, conforme o seu pro-
posito de baraleira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
flua do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por precos baratissimos, para fechar conlas:
chapeos do Chille para homom e menino a M500
cortes de casemira de cores a 38500. pegas de ba-
bados largos e transparentes a 3#, pegas de cam-
braia lisa fina a 3, sedas de quadrinhos mrudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
Jo. chitas largas cores escuras e claras a 240 r.
cassasde cores de bons gostos a 240, orgaudys
muito Uno e padroes novos a 500 rs. o covado
pecas de entremeios ttordados finos a 1500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a oiO, manguitos de cambraia e fil a 2, bra-
imoa d al'odao com 9 palmos de largura a
l'zoO a vara, sobrecasacas de panno Ono a 20 e
2j#, paletols do panno e casemira de 16 a 205
dita de alpaca prelos de 3500 a 7g. ditos d
uncu dt> 3 a 5S. caigas de casemira prela e de co-
r.'s para lodos os prego*, ditas de brim de cores e
brancas de 2^500 a 5$. colletes de casemira de
cores o prelos, dilos de setira preto, tudo a 5j
corles de casia de cores a 2J, pegas de madapo-
lao fino 8 48500, assim como outras muitas fa-
zendas que se venderao por menos do seu valor
uara acabar.
Bocaes para charutos com agarr d.
Papel para cisrarro
cam os cigarro* de w^BTEP**"*" ***** cig.rreiro* que f.bri-
Tabaco caporal franc
lidade.
Tabaco turco ** .
Tabaco fleur deharlbeke V" e'g"r! *"**"
Chib, f^ao.,, .b.lln,010 **" ''""" ""1". "" *"
MaSVe pT Iha '- '=
R 5 i- iJ,FCi para cigarros de manilha.
ranSST T maSS de ma Ubra e dHos de meia lbra fazeDda 8uperior-
nl_ iV,"V e barro para tabaco e rap.
Pnosphoros e iscas a h
Cachi mh *^ao de diversas qualidades para charutos.
do nao agrad'eao0 comJperC;dor,:e0ddOS ota^^ ceber (incluindo os charutos) qa.n-
APr3t,U"Se encomn>"1as. encaixotam-se e remeilem-se aos seu,destinos com bre-
Alm
tioa para os senhore* fu-
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-ae grosdenaplea aratoapelo baratiaai.
nragodollMe a 2 o eon*5: na ru. ndo n. h, loja da boa f.
/ua do rspo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechinvha que admira.
Sf*flVVeI!-rMflm elindos enhoa
240 rs. o corado dao-ae amostras esm penhor
Na loja de fazendas
ao p do arco
de Santo Antonio,
Chegou om completo a rico aortimento de
eoeiros bordados e j preparados para bapUiado
assim como chapeos e touqtrinhas do ultimo gos-
to para o mesmo Qm. Ha tambem constantemen-
te lenges e fronhaa delabyrintho, biees da trra
boneta de velludo do ultimo gosto para menino*
*T*m/** can>ss Je menino, saias a balo
com babadas e sem elles. gollinhas. mangoilos.
bahusinhos de mariscos e de tartaruga, proprios
Sre^scommoo" mUM ^^ ** *l<> "
Meias pretas e brancas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
iT1denT"SI,meiJsPrela8deseda P"a l>>em a'
19 o par, tas de laia muito superior a 2S500.
dU brancas a 160.200 e 240 rs muilo Sas
400 r. o dita* pretas para senhora a 5O0 r*.,
brancas a 240 e 320. fln.s 400 rs. o par, dita*
para menina a 240, ditas para menino a 200 e a
240 rs. : s na loja d'aguia do ouro, ra do Ca-
Vende-se a taberna da ra da Praia n. M
muito afreguezada com pocos ruados propria para
principiante quera a pretender derija-ae na mes-
ma cima. '
Vende-se farinln de mandioca mnito
Fil preto.
Vende-ae fil de linho preto li*o palo barata-
preco de 800 r*. a Tara : na ra do Qnel-
23. loja da boa f. w"
simo
mado n
yH!]IM(g&(D
Chapeos na ra larga do
Ditos preto* com pello a 10.
Ditos ditos rapados a 99.
Ditos de massa finos a 79.
Dito* de dita a 6.
Kft.a^nonetflen-^
Fazendas prelas para a
quaresma
^ia rea do Queimado n. S9
Loja de quatro portas
les?8 fiCa eip0Sl t0m Um r"iaj0 srl"o de objectos prop
manes.
Recebem-se lodos
barato XZn^it?^d^*> **" pe' qual Se P6'le 'endor mu<> *
Vender muito para veu Jer barato
Vender barato para vender muito.
SEOULAS
de ige 5^000.
CoHlinua-se a trocar sedulas de urna s figura
por matada do descont que exige a thesouraria
desla provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abale de 5 por c"">- ~:-
de Azeredo Atten^o,
peno com o abate de 5 por cento: no escrip-
lorio de Azeredo & Mendes, ra da Cruzo
n. 1,

\ende-se urna prela da Costa de meia ida-
de.muilo boa Tendedora de ra o sem vicios, com
i filhos, sendo 1 de 12 anuos, 1 de 10, e outro de
8 ; a tratar na ra da Senzala Nova n. 42. com
M. J. do I'araizo.
Relogios,
Vende-se em casa de Johnston Pater & Q.
ra do Vigario n. 3 um bello aortimento de
relogios de ouro, palele inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; lambem
urna variedade de bonitos trancelins para os
niesmos.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
ea armazem, na praca do Corpo Santn. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
anegados dosbem coabecido e acreditadosfa-
hricantes J. Broadwood & Sons de Londre 1
muito oroDriooara esteclima
Na cocheira de P. Eduardo Bourgeois, ra
Nova n. 59, vxnde se um lindo cabriolet novo,
d e 2 rodas, com o arreio. (Prego 800J). Tambem
Teode um par de arreios, suarnigo prateada, e
raquetas grandes para cobrir carrea, chegados
ultima mente.
Libras sterlioas.
Vendem-se no escriplorio de Manoel Ignacio
de Olireira & Filho, no largo do Corpo Sanio.
Lagedo.
Vendem-se 200 varas de lagedo chegado lti-
mamente de Lisboa no brigue porluguez Flo-
rinds ; a tratar com F. S. Rabello & Filho, lar-
go da Assembla 11. 12.
No escriptorio de Claudio Dubeux vende-se
muito baratinho, dinheiro vista, o seguiqle:
chumbo munigao de todos os nmeros, vidros de
toaos os tamanbo para vidragas, estampa* eora-
torios, os quaes se vendem tambem em caira?,
chicotes de baleia para carro e cabriolet. Telas
mixtas de nova comoosicao para matar formigas,
as quaes com um s mago de 10 velas, e pele
quantia de 5$000 so distroe um ou Bilis formi-
gueiros.
Vende-se um cabriolet e cevallo. s coro a
tista se poderS ajustar : no pateo do Carino n.,
primeiro andar.
1 Attencao.
|E' barato que admiirai
I Urna 6#G00.
Mantas pretas de fil de seda, blonde
na ra do Crespo n. 8.
e dentelle
Manteletes de grosdenaple!
e fil e de dentelle, pretos.
Casacas, calcas, colletes
prelo* muilo finas e baratas.
NfiA'^9^au2attfi suba asA^nuiflaiaA^
"reas*9!M B1 'M*J uR VmSsSisgg^mS*
Sarja e settmmacopreto
grosdeoaple a nobreza levrada. pretas
mais barato do que em outra qualquer
parte para liquidar: na ra do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
Pereira.
Ceradecaf
No Jan
tunes Gu
genero para vender
Aletria talharim e macarrio a 400 rs a libra-
vende o Brandao. na Lingoela n. 5.
Aossenhores deengenho
grande reduc^o.
Braga Silva & C, achando-se era liquidacio,
e para fecharem contas, resolveram fazer urna
grande reduegio nospregosdas moendas, o roeias
moendasde lodas as dimenses existentes no seu
armazem na ruada Moeda (Forte do Mato)
Os compradores queiram dirigir-se ao escrip-
lorio n. 44. ra do Trapiche.
Recife, 11 de margo de 1861.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se Tidnlho preto, azul e branco asse-
0' >ue,tse ""16 Por baratissimo prego de
2,500 rs. a libra, s na aguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo Tapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridad j bem conhecida
porquantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirern ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas nd mercado. Tem sorli-
menlo do todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Machinas de vapor. M
@ Rodas d'agua. 2
$ Moendas de canna. .
9 Taixas.
Rodas dentadas. S
9 Bronzes e aguilhes. Z
55 Alambiques de ferro. a
9 Crivos, padrees etc., ate: e*
9 Na fundicao de ferro de D W. Bowman
9 ra do Brum paseando o chafuiz. m
Vende-ae um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brum
junto afuudigo ingleza, com mais de SOOxial-
mos de fundo, e prompto para se edificaren! re-
finages, padarias, ou outro* quaesquerestabele-
cimentos por ter excellente porte para embarque
e desembarque de gneros: na ra da Madre do
Dos, armazem n. 20.
Na ra Direila n. 76, vende-se um moleque pe-
ga, sera def.'ito algum, cozinha, c tem outras
mullas habilidades, que se far ver ao com-
prador.
Os melhores cigarros
que. roconhecldamenle, sao os da fabrica de Gui-
maraes & Coitinho, do Rip de Janeiro : vendem-
se a mdico prego ; no armazem da ra da Ma-
dre de Deosn. 4.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia branca recebeu com as deraais
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeiles
de vestido. O sorlimenlo das cores excellente
mi:jusive a preta, que lera de diversas largura*
e obra de laoto gosto. s se encontra
d aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Quarta, quinta e sexta feira
da P
na loja
pesca o viveiro da
barato, nos Afogidos.
1 ranga
se
vende-se
sacco grande, por 59500, aJdinhaiVo ;~na""ra No-
VA D. OO.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezos de gor-
gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droas a 1^500. Esses booels por sua* boas qua-
lidades e multa duragao tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, a mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets dejialha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonito* a 2J500, 39 e
te ? .me!,nor PO*sivel: na ra do Queimado n
o, loja d aguia branca:
Pecbincha,
Vendem-se bales de 30 arcos, pelo diminuto
prego de 4*: na ra da Cadeia n. 24.
Pardo e milho
Saceos muito grandes e de muo boa qualida-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
Antunes(juimarkes& C.
Attencao.
Em S. Jos do Manguioho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim.casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, caaa para pretos, cozi-
nha com boa agua, bemba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
de Santo Antonio, S Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em urna das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, se dir' com
quem se (Jeve tratar.
Attencao.
Na ra do Trapiche n. 46, em casa de Roslron !
Rooker [ C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se Tendem por
precos mui razoaveis.
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
S?.*?,..-Te'lid08- "" Pretos bordados a
Iludo muitosupenores a 120. ditos hnrrt.rtn
!"?. ".periores a 120*. ditos bordado
fazenda em"d.r"ho "^ it0* ^rilaios a sedas
fazenda muito superior a 70*. manteletes de fil
fo ric.~g.08l0S ,8 !r8' dUos de f rosdenple p
to ncamente enfeitados a 20. 5 30*Fe a 3M
Cintos
para senhora e menina: na roa
loja de Leandro Lopes Dias.
do Crespo 0.
8.
Novos c bonitos
enfeites de velludo.
iiJ^8 d'afU braDCa BCaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna peuoena amuXilJ
enfeiUs de velludo os m2!?!!^^
que aqui tem viodo, e de seu 'cosYume m SS
dando mu barato* a 10* cada um ; por isso di-
Pechincha para a
quaresma.
Mantelete* da grosdeDaple e d* fil de aeda
8 l0e ?0reS' Pel* ^r;lig"o Preco de 59,
9. lOg e 129 : na ra do Queimado n. 44.
Vende-se na cidade do Aracaly urna casa
terrea cora sotao, bom quintal e cacimba, na prin-
lPra.HUa,dtC1omIne^cio'ProPri,, P" qem qui-
n,"-.VeaUbeIec?I"M? Pr ler Bao 5 commodos
precisos para residencia, como lambem loja. arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmao*. que estao autorisado* para ess
fim, ou nesta praga na ra do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes prelo* rica-
mente bordados, pelo baraliasimo preco de 35 -
na ra do Oueimado n. 82, loja da boa f. '
Ruada Senzala Noya n.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston dC,
sellinse silhes nglezes, eaodeeiros e easticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, enlomara, arreios para carro
um a dous cvalos relegios de ouro
inglaz.
Caes do Ramos armazem
n 24.
porpredSeorraezoa.ve".de mmllo> 6 #*
Loja das 0 portas
KM
Ein freute do Livramente
de
patente
Ricos cortes de se-
da preta com ba-
bados.
Na ra do Queimado n. 18 A esquina da ra do
Rosario, tem para vender ricos cortes de seda
nreta com babados, pelo baratissimo preco de
50 cada um.
Vanden.se por preco commodo caixas com
vidros para vidraca e chumbo em barra : a tra-
tar na ra do Queimado n. 41.
IELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praca. do Corpo Santo, relogioa do afamado fa-
naba,
go da Assembla n. 15. armazem de An< Jr,e,ute Ko*n, por precos commodos e tam-
nmaraes 4 c., ha coulinuament Ueste "eiB iraneetlins e cadetas para os mesmos de
excellente gosto.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze vintn* o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabara
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo- !
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado u. 2>2>
est muilo surtida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1JO00 e
1400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
1S200 a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a lg60 f
ditos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20, 22 e a 24* r*. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodo muilo
superior a 1400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibaira a 2*400 a
duzia; ditos maiore* a 3 ; ditos de cambraia
da linho a 6. 7S e 83 rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8J rs. cada um ; dito* de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
rolla a 1*280} dito eom renda, bico e labyrin-
lo a 2*000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Ghegaem ao barato
O P regaifa est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretaoba de rolo ae-m 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para eal-
Qa, collete e paliie-ts a 960 rs. o covado, eam-
bralaorgandy de-muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita fiza transparente muito fina a 39,
4, 5, e69 a pepa, dita tapada, com 10 varas
a 50 e 69a peca.chias largas de moderaos e
escolhides padrees a 840, Sr60e280 rs. o ova-
do, rirjuissimos chales de merino estanpado a
7# e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 cada um, ditos com
urna s palma, muito Saos a 8#500, oYitoslisos
eom franjas de seda a 5, lencos de cassas eom
barra a 100, 120 e 160 cada um, meiaa muito
finas psra senhora a 49 a duzia, ditas da bea
qualidadea 3 e 39500 a duzia, chitas fraa-
eezas de ricos desenhos, para eoberia a 280 rs.
o covado, chiuseacuras ioglezas a 5*009 a
tobarlos e deseobertoar pequeas e grandes, de 1*** 160 r-o eo*de, brim branco deparo
ouro patate inglez, para homem e senhora de ,* !**00 e 19600 a Tara, dito preto
muho eneorpado a 1950 a var*. brilhantin
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
ua do Queimado u.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno flao obra muito bem fei-
ta, de 35* a 40* cada urna.
Paleto** de panno fino prelo, de 25* a 30*.
Colletes de velludo preto bordado, a 12*
um.
cada
Dito* de gorgurJo preta 7* idem.
Ditos de 8etim maco a 6$ idem.
Ditos de casemira preta a 59 idem.
Galga de casemira preta fina de 12 a 14
Paletols do estamea* a 5*.
Ditos de alpaca pret, saceos de 4* a 5a,
Ditos de dita sobrecasacos de 8* a 9*.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12a
Ditos de meia casemira a 10*.
Ditos de casemira muilo fina a 14$.
Um completo sortimento de paletols da fueteo a
brim, e caigas a coletea, que tudo se vende or
prego em conta. r
Luvas de lorral a 800 rs, o par
Chitas escuras fraucezas, tintas seguras, a 220
nS a*?**' dil0s e9lrei">!. com muil bom "
oo a 160 rs. o covado, cassa* de cores seguas a
200 rs. o covado, pegas de bietanha de rolo a 2S
brimzinho de quadriohos a 160 o covado, rousse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
faT.'"^" 64?8 "" > cassa pi!
lados a 120 r*. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com saU
p.co a ISlOOa vara, luvas de .ort?lraui.o finas
LS-' *p i loja e9, aberla aas 6 horas da
manhaas 9 danoite.
Franjas de torzal para manle-
. Tetes.
Veide-8e mui largas e bonitas franjas de tor-
cal, propria* para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., ele, e meimo para pannos fi-
nos era lugar de relo: os prego* sao baratissi-
mos, vista das larguras e bom gosto, de laes
franjas sao de lg200 a 3JO0O a vara ; na ra do
Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
um dos melhores fabricantes de Liverpool, viu-
dos pele ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellor d G.
Labyrinthos.
Na ra da Cadeia do Recife n. 2Spriaaaira aa-
dar, vendem-se Ienjo e loalhu de labyiiathoi.
azul 400rs. o oorado,alpacas de dTorantes
corea a 360 rs. o cavado, casero ras pretas
finas a 2*500, 39 e 3*500 o covado, cambraia
prflta e de salpico* a 500 rs. a rara, e outras
muitas fazendas qua secar patenta ao compra-
dor, da toda* se darlo amostras com penhor.
A12J0OO
Na roe do Queimado u. 47, vende-se chapeos
deso de seda, mgler, de boa qualidade.
Veadem-se pegas de franjas de seda com
10 varas propnas para vestido, a 1<8M a peca^
nada mais baralo ; na ra do Queimado n. 47.
Fragas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se onconlra um bello a
vanado sortimento do franja* de seda de differen-
les larguras e cores, inelusive a prete, tanto com
vidrilhos como sem elles, e da* larguras de um
dedo al meio palmo, ao* pregea de 500 rs. a
ZKoOU a vara ; avista do comprador lodo eco-
co se far para apuiar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16. loja d'aguia branca.
T **" PretB5 280 r*. o covado, alpaca
preta a 480 rs. o covado. meias para homem a
iou rs. o par : na ru do Queimado n. 47.
Grinaldas de flores.
Na leja d'aguia de ouro, ra'do Cabu
acaba-se de recebe de sua propri
linda* grinaldas de flores. Unto
ame para menina, q<
n. 1 B
i encommenda
para senhoras
-_ se veBde pelo baratissi-
Z 'fi&l'A Bf ^ '* oor^.
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
S na loja d-agaia de airro. roa do Cabug n.
1 B aonde s seaaoras acbaro os liados cintos
tanto para senhora comop.n menina, os msU ri-
cos que se pode encontrar, lano dourado fino
coma de oatsaa cotoa, que ero 1ta do ultim
gosto ninguem deixar de comprar: naloi"
d aguia de ouro, ra do Cabug n. IB. J
Farinha de
mandioca
de milita, boa qualidada ; vende-se a 3*500 a
sacca : no armazem de Moreira & Ferreira roa
da Madre de Deosn. 4. naira, raa


-***
DlillO 31
MJaaaVHAICO DI 18M.
r
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
CRIADO QUEMADO 4
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabeleciraento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vontade dosfreguezes, para o
que tem um dos melboaes professores.
Algodo vmn.
Vende-se algodae monatro com djias largura,
muito praprio para toalhas e lenc,es por dispen-
sar toda e qualquer coatara, pelo baratissimo
Sseo de 600rs. a Tara ; na ra doQueimado d.
, na loja da boa (.
m*etm&s&& aicfiKiefiieK
0 BASTOS
Casacas de panno preto, 409, 355 e 309000
Sobtecasaca de dito, 355 e 30500
Palitots de dito e decores, 35$, 305,
25g000e
Dito de casimira de cores, 22J0OO,
15$, 129 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo.
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9gO0O
Ditos de alpaki de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 59, 45500,
fOOOe
Ditos de bramante de linho branco,
6g800. 59000 e
Ditos de merino de cordio preto,
159000 o
Calsas de casimira preta e decores,
129.109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cer-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5S000. 49500 e
Ditas de ganga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9g e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 55 e
205000
99OOO [
11S00O
89OOO
39500
395OO
39500
4$000
89OOO
6g000
49500
29500
3$000
89OOO
39500
Ditos de setim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurgHrao de seda pretos e
de cores, 7g000, 69OOO e
Ditos de brim e fusto branco.
395OO e
"Seroulae de brim de linho
Ditas de algodio, IgGOO e
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e
Ditas de pcito de linho 6J e
Ditas de madapolao branco e de
cores, 39, 25500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,89500 e 79000
Ditos de fuliro, 69, 5$, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 12$, 11$ e
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e
Ditos de prata galvanisads, pa-
tente hosoolaes, 40$
Obras de ouro, aderecos e meios
adrenos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 129000 e
59000
59000
59000
39OOO
29200
1S280
29300
35000
19800
15000
79OOO
709000
309000
109000
llBAEl
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
fiorzeguins de bezerro de Meli a
Ditos de Nantes sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito de dito
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatos de lustre a 3$ at
Ditos de bezerro a 39500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola com salto
Ditos de 1 solasem salto
lOgOOO Borzeguine de setim branco 69000
99000 Ditos de duraque dito 59500
8gOOO Ditos pretos 53000
7g000 Ditos de cores 490OO
89OOO Ditos de cores panno de duraqne 49000
69500 Ditos dito de dito 39000
5g000 Ditos de cores para menina 39000
59000 Ditos de dito todos de duraque 38000
59OOO Ditos de dito dito 29500
49OOO Sapatos de traeca para meninos de 1$ a 19200
3g000 Ditos de lustre para Senhora 19280
29500 .Ditas de tranca francezes para homem IgOOO
ARMAZEM PROGRESSO
DE
largo da Penlta
O proprietario deste armazem par-
ticipa aos seus numerosos freguezes assim como aos Srs. amigos do bom e barato que se acha com
um grande sortimeuto de geBeros os melhores que tem vindo a este mercado e por ser parte delles
vindos porconta propna, vende-os por menos do que em outra qualquer paite
Mantelga inglexa perfectamente flor. ^ a libr,, e em b_
rnl se far algum abatimento.
* *~ eeza a mais noTa que ha no mercad0 vende.ge a 720 rs# a Ubt8t
lJooTsuta.^8011 e PTet S melh0r6S h en" a ***
2^^^*?taSlo.^gtdM ",U UUm0 TaPr de Eurpa 1#60 em por"
libra recenlemente chegado e de superior qaalidade vende-se a 640 re. a
fc.J? ma8 mell?.0Kres que.t?m 'iodo t este mercado por serem muito froscae e do
boa qualidade a 640 rs. a libra e oteiro se far algum abatimento.
Caixtnhas com urna e laslibras i
,. ... ... v u9 nuiaa elegantemente enfeitadas contendo
pp^^ ue h* ms8
^aa!SS a^lVl*08em caixu com u a i5 Hbr" TeDde-se ]
igos Ae comadre em caixss de 15 Ubral a ^ 00 Progresso<
Ameixas raueezas. ta ,.
M w*Wi a 480rs. a libra em porco se fara algum aba timen to.
Marmelada imperial dn,,. 4K
Lisboa a 800 rs. a libra. ****' Kb"a' 6 de outrot mu,M ^nte. do
Latas com bolacuinuas de soda
differen.es qualidades. Vend'-9e 1600- "d ?
** le 0 mais superior que tem vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
a Uba, em latasde libr. mais nova que ba no mercado a 900 rs. a
Peras SeCCaS em condec de 8 abras por 3J500 a retalho a 480 rs. a libra.
Lonservas francezes e Inslezas
das em direitura a 800 rs. o frasco. malS a1U qUB *" Pr 8erem Tfa'
Aletria, maearrao e taluarim inn ,
roba por 89. j a 400 rs. a libra e em canas de ama ar-
Palitos de dente libados.. molhos corn m macnhoa por rs.
}*S L4lSb0a ""'^ ^ "" D -rcado .320. a Hbr, em barr,
v. mnlt0 n0T0 Tnde-se para acabar a 4O0 rs. a libra.
CAiouricas e oaios .
a libra* r***"* o que ha de bom neste genero por serem muito novos a 560 rs.
llanka de porco retinada .
480 rs. a librT e em barril a 40oTs "" *" ^ *** h"e' 'BBrC"<,) dW, *
Latas com peixe de nosta
r< finalid.dPR rt mi T r Proparado da melhor maneir* possivel dasmelho-
?i?*.dn^ <*wtot wspir o de outraa muitas
etorildit^tLlT^*?-M Freh1' chmP" da/m. acreditadas marcas.
Z&1VJL *w n,"rMuno de zara, licor francez de todaa as qualidadea. axoite doce nu-
rracado a la garrafa, nozes a 320 rs. a llbrafervilha. frarreeiaa. tVuctl em raido, azeUoau
toarataa o outros muitos gneros que encoatmao todo de raperior quallda.de. mmut
que outi'ora tinha loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Gea & Bastos participa aoa seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficon gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veila a occasiao para annoncisr abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Concei(o doa Militares a. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos com um grande e numeroso sortimento de
ronpasfeitaa e fazendas de apurado gos-
to, por presos muito modificados como
de seu costme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cor a 25g. 28g e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobreeasacados do mesmo panno a I89,
1 209 e a 225, ditos saceos de par.no preto a
129 o a 14$, ditos de casemira de edr
muito fina modelainglez a 9g, IO9, 12 ;
e 149, ditos de estamenha fazenda de '
apurado gosto a5J e 6g. ditos de alpaca 1
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me- '
rio de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiio
pardo fino a 49,49500 e 5j[, ditos de fus-
tao de cor a 39, 39500 o 49, ditos brin-
cos a 49500 e 595OO, ditos de brim pardo
Qno sacco a 2g80O, caigas de brim de cor
finas a 39. 39500,49e 4g50O. ditas de di-
to branco finas a 5g e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4g, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
el09, colletes de casemira de cor e pre-
ta a4500e5, ditosdoseda branca par*
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49. ditos de cor a 39.colletes de me- |
ri para luto a 4g e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa- %L
letots de panno, fino para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panno a 15$,caigas S
de brim e de casemira para meninos, pa- 9c
letots de alpaca ede brim para os mesmos, jfc
sapatos de tranga para homem e senho- 5
ra a 19 e 19500, ceroelas de bramante a W.
189e 209 a duzia, camisas francezas fl- o
as de cor e brancas de novos modelos a
17$, 189, 209. 24$. 389 e 309 a duzia S
I ditas de peilos ae linho a 309a duzia di- M
tas para menino a 1|800 cada urna, ricas tt
grvalas brancas para casamento a I98OO %
e e29 cada urna, ricos uniformes de case- SK
I mira de cerdo muito aparado gosto tanto
U no modello como na qualidade pelo di- S
o minuto prego de 35$, e so com avista se
le pode recoohecer que barato, ricas capas S
de casemira para senhora a 189 e 209, '
H e muitas outras fazendas de excellente 8
5" gosto que se deiiam de mencionar quo 2
por ser grande quantidade se torna en- W
fadonho, assim como se recebe teda e o
qualquer encommenda de ronpas feitas, 31
n para o que ha um grande numero de fa- o
zendasescolhidase urna grande officina 3|
dealfaiateque pela suapromptldioeper-
feQao nada deixa a deseiar. H
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores flxas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs
o covado^ o mais barato que chita : na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa fe. *
iVGl&TICIA
s
Calvice*
Como se pode ver pelos
livros dos capitaes Cook,
Bougainville e outros via-
jantes, os habitantes de al-
gumas ilhas da Oceania,
conservam ainda em aua
velhice cabellos quecausam
admiracao dos estraogei-
ros. O chimico de Paris,
autor da pomada iodiana,
depois de ier esludado suas preparagdes, conse-
guio curar-seda calvice o fji a pedido das pes-
soas que j Ozeram uso della que se resolveu a
introduzi-la no commercio. Deposito em Fer-
nambuco na ra do Imperador n. 59 e ra do
Crespo n. 3, e em Paris Boulevard Bonne Nou-
vdle. Prego cada frasco 89.
mm&mm tmtmtm&& mmmm
4 fama (riutnpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
[Ra do Crespo numero 17.]
Vendem riqaissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 15$, admiravel
a pechincba.
Riquissimos chapeos de paiha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 289 e 35$.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda
dados a velludo de 2 aaias e outros de 7
babados por pregos baratissimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe-
los pregos de 19900, 2$, 2$100. 29700 o
covado affiangando-se *er estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parte.
Ricos enfeites imperatrit o melhor
que tem vindo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 5$ o corte, incrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Orgsndizes de ricas cores e desechos
pelo baratissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianga-se serem t&o boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas-a pea por 69500, ricos cor-
tes de cambrai bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 35$, cortes de lias a Garlbaldi
a 109 com 25 covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 59.
Saias bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordada a 49 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 30$, sahidas de baile o que ha de m- :
Ihor. espartilhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roopas feitas, sobrecasacas, psletots, col-
1 retesjcalcas, camisas, teroulas, meias,
I gravaras ele. ** '
Calcado Meli
: ltimamente chegado do Perio, incrivel
i so'se vendo.
DA
INWC0 LOW-HHW,
Roa da Senzalla No\a n.42.
Nesta estabeleciraento eontina ahaverum
completo sortimento de moendat emeias moen-
das para eogenho, machinas do vapor e taixas
te ferro blido e coado, d todos ostamanbea
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem seropre no sen depo-
site da roa da Moeda o. 3 A, um grand"sor-
menio do tachas e moendas para engenbo, de
muito aeroditado fabricante Edwin Maw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, recebera-se um completo sortimento das
verdadeiras luvas de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pr*tas, cor de canna, amarellas
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois afianzamos a boa,
qualidade e fresquidao, poia se recebeu em di-
reitura pelo vapor francez: s na loja d'aguia de
ouro, iub o Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6g000 a pega com 8 \\t varas; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas!;
dita fina com salpicos a 49800 a pega com 8 1{2
varas; fil de linho Use multo fino a800 rs. a
vara; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ra do
Queimado n. 22. ns loja da Bea f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
59000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/toa do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 59-
Cindos gorros para meninos a 3$.
Bonets de velludo a 59.
Ditos depalha muito bem enfeitados a 4$.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 139 para um.
Vende-se urna varanda de ferro com 30
palmos, por prego barato; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Vinho de Bordeaux em barris
e em caixas.
Agua de Sdtz (da Fonte) em
botijas.
Espingardas de caca de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
Praeger & C ra da Cruz nu-
mero 17.
OdIfaiite-
letes a 10$ e a 12$.
Ainda continuamos a ter grande
quantidade de manteletes modernos pe-
lo diminuto preqo de 10# e a 12#: no
armazem de Bastos & Reg, na ra No-
va junto a Con cena o dos Militares nu-
mero 47.
Vende-se urna esenrva crioula de 28 anuos
de idade, com urna cria de um anno, perita en-
gommadeira, cozinheira, ensaboadeira, e faz do-
ces de diversas qualidades ; a tratar na ra es-
treita do Rosario n. 11.
.Vende-se um moleque de 10 a 11 annos.
booita figura, sem vicios o nem achaques ; ne
mesma casa compra-se um preto de meia idade,
e prefere-se que saiba alguma cousa de cozinha;
na ra larga de Rosario n. 18, no terceiro andar.
Vende-se ora preto bastante robusto, com
a habilidade de ser bom forneiro e perfeito amas-
sador, e juntamente trabalha em massa fina para
bollos : na' roa Direila n. 66.
Deposito da fabrica do
Aua-de Apollo n. 6.
Vende-so asaltear refinado desde 39200,39600,
49 e 48480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do crystasado.
gasas eieaseis 9 nm^mmm
Potassa. *
Vende-se a 240 r*. a libr, a
superior e aira potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
~* feito igual ou superior a de
3 Hamburgo, feralmente conheci-
Sda como da Russia : no deposito, j
ruada Cadeia n. 47, escriptorio "
de Leal Reis. 8
*^VdIios engarrafados^
Termo'
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
rintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixas de orna dazia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Oueijos do vapor.
45 Ra Direit 45
Por sem duvida que o Sr.ex>-minislro da fazenda
eslava despeilado com os delicados ps dasnossas
amaveis patricias 1 Prova-o bastante o augmento
de 160|0 nos dlreitos que psgam as botinas do
senhora em relaco s de homem que apenas ti-
veram o de 23 "i,! S.Exc.deseiava que ellas tro-
cassem urna bem feita botina joly,por algum ch-
nelo mal amanhsdo, eocosturado de popa proa,
afim de obstar a que ostentassem com[garboo mi-
moso p da bella pernambucana, que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Has S. Exc. teve
de encontrar urna opposiclo firme e enrgica no
proprietario do estabelecimento da ra Direila n.
45, que nao quii vender as suas bolinas a 79000
como S.Eic. pretendeu, e sim pelos presos se-
guales :
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina). 6$000
Dito (com laco e iivella). 5#500
Austraco (sem lqo). 5J000
Joly (gaspa baixa)..... 4^500
Para menina.
De 23 a 30......, 40000
De 18 a 2a. 3$500
Para homem.
Nantes (2 baterias). 10#000
Francezes (diversos autores. 9^000
Inglezes de bezerro, inteiricos 9#000
Ditos (cano de pellica). 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8$500
Ditos pernambucanos 6#000
Sapa toes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5'600
1 bateria )Suzer).....5^200
Soladebater(Suzer). 5^000
Meios borzegins (lustre). 60000
Sapates (com elstico). 5$000
Ditos para menino ."#500 e "4$000
Muilo calcado bem feito no paiz por precos ba-
ratsimos: assim como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
barato.
|0K9KW3MHK9I8 9N [
IROIPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
DI
[Fazendas e obras feitas.1
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
ities k Basto!
NA
Hua do Queimado
46, frente amareWa.
| Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
anpaDD0 e de cores ojuito fino a 289,
2 35*' Pa,et0,8 dos mesmos pannes
20S, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149,169 e 18J, casa-
cas pretasmuitobem feitas edesuperior
panno a 289, 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core mullo finos a 159,16$
e 18J, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IOS, 129 e 14g, caifas pretaa de
casemira fina para homem a 89, 99, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$, 89,
99 e 109, ditas de brim brancoa muilo
flBa a 5g e 69, ditas de ditos de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
, semira de ricas oores a 4J e 4JJ500, col-
; leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4|500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59,
1 ditos de 69, colletes d brim branco e de
1 fusto a 39, 39500 e ". ditos de cores a
29500 e 89, paletotspretos de merino de
1 cordao sacco e sobrecasaco a ~, 89 e 99
I colletes pretos para lulo a 49500 059'
cas pretas de merino a 4950O e 59, pa-
1 letots de alpaca preta a 39500 e 4g, ditos
1 sobrecasaco a 69,79e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3980O e 48. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149. 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
1 79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
' 39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500,
' caigas de casemira pretas e decores a 69,
6(500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
' muito superior a|329 a duzia para acabar.
1 Assim como temos urna officina deal-
1 faiate onde mandamos executar todas as
' obras com brevidade.
Charutos da Havana,
Na loja de chapeos de Maia Irmos ao arco de
Santo Antonio, vendem-se superiores charutos
da Havana, lanceiros. regala, orientaes e outros
diversos, os quses se vende por muito baixo pre-
50 para se dar conta de venda pelo primeiro va-
por a seguir para a Europa.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 39500,
muito barato, aproveitem : na ruado Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou permuta-se por escravos acos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
co do coqueiral, olaria, diversas errores de
fructo, viveiros de peixe, pastagem para vaccas
de leile, bsixa para capim, bom porto paro em-
barque em qualquer mere, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Manoel Firmino Fer-
reira, na ra da Concordia, ou com Balbino Lufa
Franca, no Giqui.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. .14, primeiro andar.
Vendem-se queijos vindos no ultimo vspor a
1*600 e 19600, s serve para comer j por nao
poder aturar muito lempo dfrescos queio :na
Iravessa do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pi-
, Vueljosmuito frescaesa BlCOS BKfflteteteS (fe $&
*^700.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados
no ultimo vapor rrancez a 1{700 ; na roa das
Causes n. 24, esquina da travesea do Guvidor.
Z~ eD*-'* ni sobrado de tres andares, em
ama das prineipaes ras do bairrosde Santo An-
tonio ; quem o pretender dirija-so a roa do Cres-
po n. v.
pretos.
Na roe do Qnoimade n. 18 A esquina da roa
do Rosario, tem para vender ricos manteletes de
sede pretos com enfeites de vidrilho e dnas or-
/c.toeLi5cio.1u,ri,,iBo de,'
(^
Arniazcffl de fazendas
DA
Ra do Qtetfimado n. 19.
Cobertaa de chita, gosto chinez, a lf80O.
Lences.
Lences de panno de linho fino a I $900.
rv ^ Cortes de casemira.
r.Co0preecodedeCa5rr' d nui'0 fiD8 "el b-
Tarlatana.
barass!^ %Y6% 5".?* >
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fin. a 240 rs. o covado.
;,, Clta iranceza.
coido".' """ Pe' b*r,l Pr^ 220 rs. o
a t K e Fteira d India,
s.ei.4em6.s',n,08de,8rg0' PrPri N-INW
Cortes de coUete.
Cortes do velludo preto bordados a 6J.
Mantas de fclonde.
Mantas de blonde preta. de toda. qualidades
Cambraia branca.
395W" dC Cambr'ia br8DM fln 29800. 39000 e
Toalhas.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
h baratissimo 1
ratissimo preco: dio-so amostras com penhor.
bomma doAracatv.
Vende-se excellente gomma do amc.i. ...
ru. da Cadeia do Recifef primeira ad'a"^"
Pentes de tartaruga a impe-
ratriz a 8^000.
Luvas de torgal com vidrilho a 19200 enfeito.
de vidrilho, fila preta de velludo esS % f
do vapor na ra Nova u. 7. ",,clia "* toja
4ti~"Jendese uma Mcrava ffloca de
lo a 16 annos, sadia e semdefeitos, boa
costureira : na Passgem da Magdalena
passando a ponte pequea, casa n. 15.
Ges & Bastos.
Ra do Queimado o. 46.
des a grande cidade, apresentam concurrencia
2nSiV.1iUf-5d0pU'?1CO' mai8 moderno, varia-
de f.,Pnihld S"Liaie0t0 de rouP" "'ers.se
de fazendas escolladas para todas as oate&ea:
Sempre solcitos em bem servir aos mmK
v?dade a8cUahZ.eSdnl S em pre0> wmo" "K-
'd'de "I^ba de augmentar o pessoal de sua of-
na, sendo ella d'ara em diante dirigida pe o
insigne mestre LADRIANO JOS' DE BARROS
?..^,n0SfeUS Dumeero<"> freguezes podem pro-
""na {a .- o no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, as,im pois em poucos
das se aprompt. qualquer encommendai quer
casaca, quer fardoes doa Srs. officiaes de marinha
ISft rUU0 8i? commendam aos Srs
^J"11!11' grande^sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as dades. v
Arados americanosemachna-
paialavarroupa:cmcasadeS.P. Jol
hnston & C. ra d&Senzala n.42.
Camas de amarello.
Vendem-se 17 camas de amarello, as qnses
anda se acham bordo de uma barcaca vinda de
Alagoas : a tratar na ra do Crespo n. 14.
Manguitos e golla.
0 .6Hdem"SeK6l!arnii6es de Dibrsia muito fica
e muilo bem bordadas, pelo baratissimo preco de
da boa'f"" : n"ri" doQueimado 22. loja
llima moja de Pars
Enfeites decabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
1 I0*"' lolf d'8uifl,de ouro. ra do Cabug n.
.AHiaiDde"S?^.oras achar5 UIn rorapleto
sortimento de enfeites de cabeca, tanto prelos
como de lindas cores, da ultima moda de Paris,
recebidos 00 da 16 pelo vapor francez, iiojs as
senhoras que desejarem ver poderlo mandar pe-
dir, que promptamente se Iho mandarSo as amos-
iras, pois estamos bem convencidos que em vista
de neos que ro ninguem deixar de comprar:
ni B D* J* 98Ua de Ur* rua do CaLu6
Vende-se uma rede de costa com parle de
seus pertences : quem qoizer ver o seu estado,
a rua do Livramento n. 13, que se dir quem
a tem. *
Escravos fgidos.
a 7 Pes8Preceu, no dia 20 do crtenle, da-ci-
dade de Ohuda, uma preta de nome Luiza do O'
que representa 50 annoa de idade, pouco mais o
menos, levando vestido saia de musselina encar-
nada, panne da costa j velbo ;seccado corpo.
poma finas e bastante cabello branco ; algum
lanto maluca, em consequencia da idade. Pro-
lesta-se contra quem a liver acoutada, e pede-se
a quem a apprehendes de leva-la agencia de
correioem Olinda, que se gratificar.
Fugio da cidade do Aracaiy, no mez de se-
tembro prximo passsdo, nm escravo do com-
msBdante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, do nome Joaqnim, de idade
de eincoenta e tantos annqs, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de aJguns Ba frente,
queixo fino, ps grandes, a com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, b-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 de
corrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro sen oonhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pagar o po-
der levar em Peroambuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, que gratiflearo generosamenie.
Continua a estar fgido o mole-
que Antonino, de idade de 15 annos
pouco mais ou menos, falo, seco, mui-
to ligeiro, foi escravo do Dr. Lopes Net-
to,. continua estar pelos arrabalds da
Cidade e principalmente pela Pass-
gem, aonde mora o pai o crioulo Flix,
que tambem foi escravo do mesmo Dr.,
mas ltimamente foi preso em Beberibe
aonde dizem que havia feito um roubo
de roupa: quem o apprebender leve-o
a rua do Imperador n. 73, que sera're-
compensado.
Fugio no dia-14 do corrente mor a escreva
Ignez, negra fula, representa ter 17 annos. poueo
mais on menos, levou vestido um roupao de chi-
ta escura com chales encarnado, e sabio com um
veatido de cassa rOxa, feito uma trooxa, de baixo
do braco, indo calcada. E' negra acoslumadaa
fugir para as bandas de Iguarass, "onde foi
vendida pelo Sr. SehasUao de Mello Reg, a
quem pertence : quem a pegar ou della der no-
ticia. .0 abaixo assignado, na roa do Trapiche a.
11, ser recompensado convenienlemeata.
Augusto Pinto de Lemos.


()
DU1I0 01 JIMlMUCO*- ftISTl flttl Jg Df IlAftCO ft i*4i4
Litteratura.
Trndidit Splritum,
ODE.
Morreu I... e o mundo attonito
Da nova vinda duvida I...
O inferno ulula parido,
O cu s'tspanta!... a vida
O Filho de Deus nico
Pelo honiem deu na Cruz!...
Ferido, exsngue, glido
Ioforrae, o Justado
L sl : em rez da victima
No altar pelo pecccado
De uto lenho pende lvido
O corpo de Jess I
Em roda do patbulo
No pincaro do monte
Curvae-ros, povos ; bsnhe-se
No s.ingue que, essa onte
Manou abundantissimo
O mundo lodo ru.
O Verbo, delle prdigo,
Verlendo-o sobre a trra,
Lavou o antigoaoathema ;
E em si (al prego encerra,
Oue apaga o crime, abrindo-nos
A entrada para o cu.
Nos plaioos de Edn florido
Contente Ado viva ;
Gozando doces jbilos
Coro Deus em hartnoaia,
Senhor e rei foi arbitro
Da immensa crescao.
Ingrato I... ingrato, as dadivas,
Os dons do Eterno esquece I
Peccou ; que resta ao misero ?
Orar?... Que vale a prece?
Irado o cu responde-lbe
Castigo, maldicol...
Do mal aos fundos nfimos
Arrasla a humana rara...
No mar do crime naufraga,
Como ha de encontrar graga
Que valha contra a colera
as iras do Senhor ?..,
Do sol a luz esplendida,
O brilho das estrellas
Tornaram-se mais lnguidos.
Veodo obra melhor, que ellas,
Cahirdosummo vrtice,
Perder o seu primor.
Desgranas tacs chorando-lhc
Murchou no campo a relva,
A flor fecliou seu clice,
As aves pela selva
No emmudecer dos cnticos
Mostraram-lheseu d.
E negro manto lgubre
Vesta a nalureza,
Ao ver que o crime squlido
Fizera delle preza ;
Ao vercom maguas improbas
Seu rei lutando s 1
Perdido, as raias ultimas
Medir desventara 1
Se adiante enxerga os sculos
O alivio, que procura,
Em curas fraguas muda-se
D'inflnda immensa dor I
Ali cora o ferro brbaro
Em guerra tantos povos I...
Alm mil falsos dolos,
Milbes de cultos novos 1
Do fraco o forte liodo-se...
Escravos e Senhor !...
Mais longe o vicio ttrico
Impera e lem altares :
Virtude vil escarneo,
Piedade, impos folgares 1...
Capricho d'alroz dspota
Das leis governa em vez !
E segue-o urna voz intima
Que dentro clama ao triste :
Peior, que esse espectculo,
Ado, que em torno viste
.''angustias e de lagrimas,
Contempla outro revez.
Aps do ti precipites,
Teus filhos, desditoso,
Malditos por Deus, reprobos
Comtigo sem repouso
No escuro infernal brathro
Sem lii/i iro jazer 1
Ai, basta I... prestes, sbito
Soccorre, Deus, minh'alma 1...
Tu. Christo piedosissimo
Ouviodo-o, dacs-lhe calma ;
Do cu a esp'ranga dando-lhe,
Polgasle em leu poder.
Disseste : meu anhlito,
Pae, salvar o mundo l
Salvar essa obra mxima
Do teu saber profundo.
Sem mim os homens perdeni-se,
Dos homens sou cauco.v
E logo a etherea abobada
Sollou-te alegre hosanna;
Co'a trra em notas mysticas
Cantou, que a prole humana,
Vencida a serpe indmita,
Teria alCra perdo.
E teve ; Onda a poca
Descesle ao mundo, Christo ;
Tomaste a carne invlida,
Fosle homem ; e malquisto
E oppresso e triste, placido,
Oraste, Deus, por nos I
Depois subiste ao Golgotha,
E sob o cr madeiro
Vergavas ; era a divida
Tomada ao mundo inteiro,
A Ti das culpas hrridas
Impondo o peso atroz 1
EmQm, sobre o patbulo
Ficaste omem de dora 1
Puniu-te o cu colrico
Vasando os seus furores !..:
Soffreste... queassim tcito
Ado soffria em Ti I
Mas eis que a trra abla-se,
Da campa, o morlo surge,
A luz do sol extiogue-se,
Eatla a rocha, e absorto
O mundo... das o Espirito 11...
Remindo o mundo ali 1...
Venceste, pois : as ulceras
Que abrir o crime feias.
Curaste-las co' o balsamo
Tirado Tuas veias.
No longo Tcu marlyrio
Qae immenso amor transluz I 1
Por isso a trra supplico
Em torno vs agora
Saudando-Te n'essa arvore
Que vida lho vigora I
Oh I salve esp'ranr.a nica,
Salve Sagrada Cruz I
B. OS MAMA DA PIEDADE E LEKCASTRE, [marqUtZ
d'Abrantes.)
E de Sobrina a turba amotinada,
E a cohorte romana,
* o sacerdote, o escriba e o magistrado
Insultando Jess crucificado.
Sarcasticos, grosseiros epigramma9,
Motejos, gritos, raas,
Amargosa bebida em rude lar;, '
Tuda euiprega a cruel, proscripta raja.
Mas que voz d'Eslentor soa nos ares,
Echoa na montanha ?...
n/1c!"" "usa o extremo brado. :
INada falla, est ludo consummado]...
E a cabecs inclinando para o lado
Onde a Me persislia,
Ultimo adeus de lerno filho seu
A vida lerminou.na cruz morreu...
Ao Calvario I .. Corre!, filhos da cruz,
Vede quanlo custou
Ao Deus, piedoso Pae da huuianidade,
uos homens e do mundo a liberdade.
Escondam-se esses das porcellosos.
Ero que os poros se sgitam
Sangue d irmaos frenticos derramam,
E livres, sondo injustos se proclaman).
Um s da quebrou os nossos ferros :
O da do Calvario
O dia da geral restaurado
O da d'hoje o dia da PAIXO.
0 beneficiado F. R. da S. U.
[Naco.)
SEMAVY SAMA.
O CALVARIO.
Consuromatuai est.
As lerriveis palavras de agona extrema acaba-
J vam de soar do alto do Calvario I
i O Homeoi-Deus. expirando-lhe a vid3 nos la-
bios, soltara este brado de suprema angustia :
' sl meu Deusl porque me desampa-
rasie y i r
E inclinando a fronte sobre o peito, o espirito
. toara-lhe aos seios do Eterno Pae I
O sol negou a sua luz esta scena de horror e
i desolado !
Um manto de trevas envolveu a tetra, que, em
convulsao intima, fendeu os montes, fez recuar a
j torrente dos rios e abriu as sepulturas d'onde sur-
j girara os morios.
O Tu do templo rasgou-se de alto baixo.
O deserto emmudeceu do terror; e este silencio
solemne foi s quebrado pelos gemidos das aguas
. do Cedrn, que, plangentes e lgubres, estorcen-
do-se em seu leito sinuoso, accordaram oschos
j do valle de Joraphal e da gruta de Gethsemani.
[ como outros lautos solugos da natureza no exas-
i pero d urna tribulagao infinita.
, Sio, ferida pelos erros de seus filhos, dobrou
a fronte, abysmada em tamaoha dr!
I i I
Tudo est consummsdo I
1 O tremendo pacto da redernpgao foi assellado
Pe' sng"e do Justo nos cimos do Golgotha.
j O filho de Deus padeceu morle opprobriosa pe-
; las culpas dos homens.
i Mas a sua morte conquistou o futuro e remiu
o passado.
i Abrindo os bragos sobre o lenho alTroutoso,
; abragou a humanidade, deixando pender o rosto
de encontr ao peito, como para a abencoar.
1 Tudo est consummado.
O Deus que nascra n'um presepio, expirou so-
bre um supplicio, porque a sua vida Un ha de ser
de huniildade e exemplo; e a sua morte de ex-
piage.
; To augusta missao eslava cumprida.
A verdadeira moral, a virtude infinita, fez-se
, marlyr para fecundar com o seu sangue urna ci-
j rilisago mais perfeila.
! Esta scena, a mais sublime o terrivel do dra-
ma da sabedoria divina, em lata com o erro e
perversidade humana, abre urna nova era hu-
manidade.
I Ante a palavra de Jess, que se diffundir dos
cimos da montanha como a torrente que parle
i fertilisar os campos mais ridos e pedregosos, as
I ideas, os costumes e o homens se transforma-
ran!, reconstruindo-se novas sociedades com ins-
tluigoes, cuja excellencia as abrace e fortifique
no scio de urna commuiihao, aceita umversal-
mente pelo amor e verdade iuGnila de seus dog-
! mas.
Nao foi s a culpa de Ad.io que foi lavada com
o sangue do Martyr do Golgotha, foi a nalureza,
( o genio, a virtude tornada carne, o homem di-
| vino, a divindada encarnada, que abriu as portas
d'um futuro melhor, que sanificou cora a sua
; morte um cdigo de sabedoria eterna, e que fez
i refulgir novos liorisontes de consolado, de f e
* esperanza ante as amarguras da alma afilela.
O Calvario j nao o lugar do um supplicio af-
frontoso, agora a balisa que divide dous mun-
dos, o mando antigo eay mundo moderno ; o
I ponto de partida de urna idea que nivela os po-
vos e os res pelos diclames da dignidade huma-
na, de urna civilisacao que tudo transformou, de
urna palavra que achou chos em todos os pon-
tos do gtobo, de urna douiroa que elevou o ho-
mem verdadeira altura da sua excellencia mo-
ral.
Ei cruz to pouco j esse symbolo de igno-
minia, seno o emblema de urna religio toda
esperanca e amor; o lbaro pe urna crenra que
percorr.'u victoriosa todos os pontos do universo,
reroindo os povos no abraco eslreito dos dogmas
sacrosantos da fraternidad, e fazendo curvar os
potentes da trra pela verdade de seus principios
de jusliga.
O SEPULCRO.
memde Deus, correndo-lbe dos olhos dous fios
de lagrimas.
III
< Como assim est solitaria e deserta urna ci-
dade anda ha pouco lio cheia de por* I Chegou
ser como viava a seohora das genios; Cerne
triste a rainha das nages sujeili so tributo dos
estranhos I
Chorou sem cessar durante a norte, e as la-
grimas correram-lhe pelas faces, oulr'ora rubras
pelos folguedos da prostituirlo. Nao ha quem a
consol entre lodosos seas amados 1 Todos os
seus amigos lhe voltarara costas, e os inimigos
cospem-lhe no rosto em signal de zombaria.
_ As ras de Siao gemem em silencio, porque
nao ha quem venha s solemnidades: todas aa
suas portas eslo abatidas; os seas sacerdotes
pranteam; eas suas vrgen esqualidas solucam
oppressas de amargura !
Os seus adversarios assenhorearara-'e d'ella
e ennqueceram-se os seas inimigos; porque o
Senhor follou contra ella pela muliido de suas
iniquidades : os seus filhos feram arrestados ao
captivetro entre os apupos e escrneos dos que a
alnbulavam I .
E desterrou-se da filha dsSUo (oda a formo-
sura I Os seus principes caram sendo como car-
neros, que nao achara pastagens ; e os seus tem-
plos expoliados de suas riquezas, sao como prs-
uoulos que ninguem visita!
Jerusalem corametleu um grande peccado f
ror isso a sua gloria se apagou como a luz im-
pellida pelo vento do deserto, e os seus dias fo-
rara coutados como os urna condomnada ao sup-
plicio. r
Todo o seu povo esl gemendo e mendigan-
do o pao. Os sarcasmos e as chufas dos estra-
nhos chovem sobre elle, como a chava de fogo
sobre as cidades reprovadas.
Gomo, no seu furor, o Senhor reduziu ao si-
lencio dos sepulcros a formoaa filha de So !
A virgera do Jud passou escrava e humi-
Ihada outro paiz.
a y* Senhor' vilipendio que eslou redu-
Z1Q8 I
O' vos todos que passaes pelo camioho, at-
55? ev6de *e ha dr semelhanle miaba
dor! w
A IV
Assim cantava o sacerdote, e aquellas exproba-
coes sentidas do propheta pareciam atravessar o
lapso dos seculose virem gravar-se na face das
geracoes presemes.
SURREXIT l
Alleluia! Alleluia Alleluia !
Mas que vivido fulgor rompe por entre as na-
ves do templo?
Que vozes sao estas ? Que cnticos so ouvem
das alturas ?
A trra estremeceu I
O sepulcro est aberlo I
O cenlurio, que o guardava, cahiu deslumhra-
do pelo explendor da roagestade summa.
Sobre a lapida, que jaz abatida, vse um anjo,
cuja face resplandece como o relmpago, e de to
niveas vestes que o seu alvor cega.
Surgiu o Eterno I
A sua gloria infinita derramou-se por lodos os
ngulos da Ierra.
O coro dos archanjos encheu os ares de hym-
nos festivos, que foram respondidos com jubilo
por lodos os quatro pontos cardeaes.
Paz Ierra e gloria aos cus, o brado que en-
che os coragoes de alegra, e que abalo os filhos
do erro.
As prophecias eslo cumpridas em toda a sua
verdade de inspirago divina. .
L do cimo do Golgotha soou o perdi.
A humanidade por elle resgatada.j lem aber-
to o caminho do cu pela esperanga.
A promessa do Eterno foi cumprida.
II
Porm, q sepulcro l esl, como o symbolo da
verdade mais irrefragavel que jamis se dorra-
mou no mundo !
Nunca pedra alguma c da trra se tornou fuo-
damenlo de (o colossal edificio I
Nunca doutrina, sepultada depois de tres dias
ou de tres sceulos, quebrou mais victoriosamen-
te o rochedo com que a mo do homem intentara
esraaga-la, o deu um desmentido mais solemne,
mais positivo e irrevogavel da verdade de seus
dogmas e excellencia de seus exemplos !
Nunca tmulo algum foi mais fecundo I
Ali existe urna das fontes mysteriosas da rcli-
giao mais universal e fruclificadora que, depois
de dous mil annos. tem corrido pelas naces, par-
undo das montanhas de Galilea.
E' aquella urna das suas origens, aquella pedra
singella e tosca, mettida na cavidade de urna ro-
cha I
Foi d'ali que parliu o grande acontecimento
que transformou o mundo poltico, e cajos effei-
los se erguerain s ospheras mais elevadas das
ideas.
' finalmente aquella lousa como o ultimo po-
der que fundameniou mais forlemente easseilou
o christianismo I Manancial obscuro quo reben-
tou n'um estabulo de Bethlem ; gotla de agua
imperceptivel brotada das rochas de Nazareth,
que um raio de sol teria seccado logo, e que de-
pois, como o ocano dos espirito, irrompeu pe-
las obstinagoes mais impas, cobriu de suas aguas
o abysmo da incredulidade humana e banhou
com ondas serapre cresceotes, sempre espuman-
tes e alterosas o passado, o presente o o porvir.
Troslreroo-nos dianle de tantos prodigios !
Com a face no chao, adoremos o Filho de Deus,
a Virtude Infinita, a Magestade Summa, o Mar-
lyr da Montanha, o Justo por excellencia, o
Meslre, o Christo I
Jos Mara d'Amdrade Ferreira.
[Commercio do-Porto.)
dado de circamslandas nao se nota o menor vis-
lumbre de contradiegio, todo a todos marchara
na mais bella harmona, reina entre ellos a mais
admirare! coherencia; o admiragao be de pon-
i quando se roconheee que oenhuma destas cir-
cumstancias deixou da ser realisada, quo todaa
Uveram o seu devido cumprimento.
Jess Chrislo que reiu ao mundo para bem da
humanidade, que nao teve oulra missao senao a
de resgatar o genero humano, que nao veiu ao
muHdo para fazer a sua vonlade, mas siro a da-
quelle que o enviou-no ten ul facial voln-
tale meam, sed voluntatem ejus qui misil me
isto que veiu cumprir a promessa feila por
seu Eterno Pac, que nao veiu para derrubar a
le j existente, mas sim para amplia-la, para
dar-lhe o seu completo desenvolvimento-noi
rent solvere legem sed adimplere,nlo foi com-
prehendida pela humanidade, e foi por ella des-
presado, elle que era o seu maior bemXettor foi
tratado como se fra o seu mais accerrimo inimi-
go, celia feichou os olhos luz e recusou reco-
nhec-lo pelo Messias. >
Submergido o genero humano em um-mare-
aonam.-de miserias e iniquidades, a palavra
divina nao podia ser ouvda com aquella alten-
gao que era de esperar, por isso que esla palavra
lioha de condemnar esta hodionda collecgao de
crimea e vicios que corroiam a humanidade em
suas bases; e esta a razio pea quat o povo
judeu recusou altender estas palavras daquelle
que voio para seu resgate-se nao acreditan nos
meus discursos, acreditas as minhas
ellas d&o testemunho de mim
sou o enviado, o filho de Deus.
Sim, povo empedernido, se as palavras de um
Deus nao te comovem. se ellas nao te sensibili-
sam o endurecido cor.gao. se nao sao bstanles
para te fazer penetrar da verdade de Jess Chns-
to-v este banquete onde a agua transfor-
mada no mais puro e delicioso vioho, v ests
viuva que traspassa-se de jubilo ao tornar seu
filho da morte vida, v este ceg de Descimen-
t que em um momelo sent seus olhos se abri-
rem em frenle da verdadeira 1, v Lzaro que
depois de estar eutregue ao seio da trra res-
tituido ao pleno gozo da vida e depois de tantos
prodigios, de tantos milagros oo lngaras ades-
crenga para fra de teu pello? oo prestarseul-
to verdade. que se le aprsenla to bella e to
ingenua? V que s o povo de que falla Izaias,
que andando as trevas viu a grande luz-pon.
lus gux ambulabat in tenebris vidit lucen mag-
obras ;
e provam que est
non. (1)
Mas o povo judeu dospreza a luz que o circun-
da e persiste em continuar viver
As palavras de Jess Christo o
tanto
V Paixao de Nosso Senhor Jess
Christo.
CHRISTDS K0S LIBERAYIT.
d. Gal. IK, 31.
Ao Calvario... Correi, filhos da cruz,
Curvac, curvae as fronles,
Cheios de gratido, do f, d'amor,
Ante o lenho do Deus libertador.
Que vedes?... Sangue, chagas, pallidez,
Diadema d'espinhos,
Posto por escarneo, e com fereza,
Na cabega do Rei da natureza.
Que vedes?... O innocente entre malvados,
Junto ao cepo da cruz,
O Galileu, exposlo todo odamno,
A Mulher que lbe deu o ser humano.

Peccalum peccavit, Jerusalem |-
1
Um silencio augusto enche a casa do Senhor I
Nem ura cbo sequr acorda as arcaras golhi-
cas, cujas columnas, alvas e esguiss, se perdem
no vago das sombras, como rolos de incens er-
guendo-se pela nave do santuario.
A escurido profunda.
Apenas se percebes luz trmula e paluda do
lampadario, que arde em face do altar.
nica, mas viva, esta luz refulge por entre as
trevas que sepultam o templo, como emblema da
f que nao se apaga, antes mais recresco em pre-
senta da reproducido dos augustos myslerios do
grande poema do Evangelho.
Avancemos.
Que noite I que silencio no fundo do recinto
augusto I
0 pavimento treme sob a presso dos passos.
A baga claridade da lampada reflecte sobre a
pedra do sepulcro, que, encravado na rocha, al-
vejasemelliante ura fulgor de esperanca no
seio do lulo, em que se mergulham todos os pen-
smenlos.
A lurba ora com fervor.
Todas aquellas fronles proslradas, o fogo que
as abraza, os perfumes que recendom nos ares, os
suspiros que se exhalam do santo lugar, as exhor-
lages intimas e inflammadas pelo spro ardente
de urna idea religiosa, as lagrimas em xtasi, tu-
do annuncia, tudo asevera que oeste lugar se
cumpre um mystero tremendo do grande drama
da Redempgo. '
Ura santo terror enche o espirito de mil ideas
melanclicas ao presenciar esta scena, que de-
pois de tantos seculos decorridos ainda nao po-
deram tirar toda a sublimldade tradicional.
E' oestes momentos de revelacao intima que o
homem sent em si todo o calor o elerago dossa
contelha deum fogo divino, eque soltando-a das
cadeias terrenas, e alliviando-a de todo o fardo
das miserias humanas, se eleva as verdadeiras
conteroplages do Ser Infinito.
II
Mas ons sons graves e plangentes quebrara a
mudez que os chos mais loogiquos respeitam I
Urna harmona triste, como a voz chorosa da
alma que suspira de piedade, turba o repouso do
recinto augusto 1
O cntico do sacerdote fez-se ouvir voando pe-
las abobadas; e todos escutsm aquella msica
solemne, que parece fallar alma mesruo nos
maiores arrojos da sua elevagao, o cujos scen-
los palheticos e interrompidos transuitliu aos
chrislos o povo hebrea.
E' a roz dos prophetas que chora as desgracas
da rainha das gentes.
E' Jeremas que, sentado sobre s ruinas de
Jerusalem, lamenta a sorte que a leraram os
seus vicios e impiedades.
Silencio que a filha de Siio, meditando na
sua desgraga, inclina a fronte suspirando, o viu-
va da sua gloria, escula a exprobrago do ho-
PAGINA SAGRADA.
Paixao e morte de Jess Christo.
Depois ds sessenla e duas
semanas o Christo ser
entregue morle e o povo
que rejeitar nao ser
mais seu povo ; urna na-
o eslrangeira vira com
o seu chefe, destruir a
cidade e o sanctuario e a
guerra seguir-se-ha com
urna inteiro desolando.
{Daniel ix, 26.)
Nao ha nos annaes da historia da humanida-
de um fado to maravilhoso e lao locante, como
aquelle que nos representa' Jess Christo, o Ho-
mem Deus levantado em urna cruz expiando
as nossas fallas! O genero humano tinha presen-
ciado muitos fados estupendos, muitis victorias
grandiosas, mas um Deus morrendo pelos ho-
mens, urna victoria to respleodente, um facto
nico,que excede toda a comprehenso humana!
E' elle que vae oceupar hoje nossa penna.
Eslava escripto no livro da Providencia que o
crime de Ado era um crime to enorme c to
offensivo dignidade divina que s podia ser re-
parado pelo proprio Deus: o homem que o com-
mettra nao tinha torgas sufflcieotes para repa-
ra-lo ; que a offensa fra infinita e a sua repa-
go devia tambem ser infinita, por que s assim
(Icaria desagravada a magestade de Deus.
As prophecias se achavam feitas e tinham de
ser cumpridas em toda a sua inteireza : nao era
possivel que a promessa de Deas manifestada
neslas prophecias' ficassem sem o seu cumpri-
mento, por que as prophecias nao sao urna cou-
sa vasia de signifleago, sao a predigo do futu-
ro, inspirada por Deus quelle quo tere mereci-
mentos para isto.
Aotes d Jesas Christo vir ao mundo j sua vi-
da havia sido descripta pelos prophetas com to-
dos os promenores ; desde o seu nascimenlo na
manjedoura'de Bethlem at i sua gloriosa aseen-
gao ao cu, visivel para todos. Seas passos fo-
ram caraclerisados por estes homens inspirados
com a maior perfeigo, seas soflmenlos foram
piolados com as mais vivas cores o com toda a fi-
delidade, sua morle foi a descripgo mais perfei-
la do quadro mais tocante de .sua vida : ahi to-
das as circumstancias sao minuciosamente rela-
tadas, ainda as mais diminutas; e entretanto
tiesta rariedade de propheta? e nesla multiplici-
na treva
incommodam,
seus milagrea fazem nascer nos principes dos sa-
cerdotes e no doutore d leiainveja amis
negra, como se este seu precedimento podesse
embargar os paesos daquelh, que havia reunido
em si a humanidade e a diriodade, se na esli-
vesse nos plano da Providencia que tudo isto
assim devia succeder. Entretanto houve quem
de.se crdito Jess e isto deu-se mesmocom
alguus senadores;. porm o apego aos beas-da
trra e influencia da synagoga faziam com que
este sentimento ficasse suffocado em seus cora-
eoes temerarios, elles nao ousavam declarar os
seuspensamenlos.sacrificavam suas conviceoes
as aras do interesse.
Enlo formaram conselo com receio de que
se deminuisse o seu poderse o-povo acredtale
em Jess Christo* conselho que foi predominado
por este pensamento:- Que fosemos? este ho-
mem fazmuitoa milagros ; s odeixarmos obrar,
todos crero nelle, e os romanos-viro earruiaa-
ro nossa nagoe nossa cidade. J aqu se
aha presenlimento do cumprimento da prophe-
a que se acha em nosso texto, isto que urna
agao eslrangeira vira com seu. ehefe e destruir
a cidade. Caiphaz eniao como que prophetica-
mente aventurou o principio que era til que um
homem nascess pelo povo, eque a nato-no
perecesse. A'visla dcsts voz sinislra do summo
sacerdote elleem urna nova- reunio determi-
naran a priso de Jesue. Como porm se leva-
r efTeito esla prsao? Elles-ahi vacillam. po-
rm a preserva de Judas o tira do mb.rago
em que se achavam. Judas, o mesmo que-havia
exprobrado i Mara irma do Lzaro a aego de
lavar em perfume os ps de- Jess, movido pelo
espirito de eubiga e ambigo- tinha de ser aquelle
que entregara o Divino Mesrre as roaos de seus
algozes.
Elle nao trepida dianle da Iraigo mais revol-
n V Va negra acgodeve ser executada.
nada disto que se premeditara nos negrejados
antros judaicos era desconhecido pela victima
que devia ser immolada pelos crmes da huma-
nidade, perdida logo noprimeiro homem : ella
sabia o que lhe eslava reservado soflrer na ple-
nilude dos lempos, ella nao ignorara os amargu-
eados transes porquetiohade paasarasua nalureza
linmana.ella bem conhecia que um ioteiro cum-
primento devia ser dado esta prophecia iua
iao e seus ps traspassados ; todos os seus ossos
marcados em sua pelle, suas vestiduras dividi-
das, sua tnica lancada sor le, sua lingoa en-
sopada emfel e vinagre, seus inimigos bramindo
em torno delle como um rebanho de animaes fu-
riosos, ardentespor se sactarem emseu sangue.
Ma ella tambem nao ignorara qne a mais com-
pleta victoria tinha de coroar todos os seus sof-
fnmentos, tinha prsenle a promessa de seu
Eterno Pae feit Adi no paraso terrestre
quando disse serpete tentadora eu porei a
inimisade entre a mulher e ti, entre sua raga e a
la. e esta raa le esmagar a cabera.
Foi com pleno conhecimento de que era che-
gada a hora em que elle devia delxar o mundo
P"? voltar seu Eteruo Pae qu> Jess Christo
sahiu do cenculo atravessou a torrente do Ce-
drn e enlrou no jardim das oliveiras (2) para
orar seu Eterno Pae, e- como para preparar-se
ah por meio das suas preces s amarguras da sua
paixo dolorosissims:
Chegado este lugar o seu espirito so turba
minha alma est tomada de una tristeza mortal
disse elle seus trez discpulos Pedro, Thiago
e Joo Seu corago palpita e estremece de
angustia. Ao mesmo lempo elle tem diante de
seus olhos e gravados na sua alma todas as cir-
cumstancias e todos os tormentos do sua palxo.
V o discpulo iuflel, que o acaba de Irair, Pedro
que o tem de negar, os apostlos que o desam-
parara, as lagrimas eospadecimentosdesua me
considera-se as dores da flagellaco, soffre s
impresso da corda do espinhos, que lem de pe-
netrar sua cabega innocenlissima, as convulsoes,
e os espasmos sobre a cruz, abrange em Dm em
suas consideragoes no Horto de Gethsemani, to-
das as dores, todos os ultrages e todas as cir-
cumstancias da sua morte. Ve claramente, que
incumbindo-se de remir o homem peccador, seu
Pae o dere olhar, nao como filho, mas como urna
victima de expiagio : v urna na ao inteira, a sua
mesma patria, conspirando contra elle, desde o
ultimo homem da plebe al ao summo sacerdo-
te, e no meio d'este transe do amargura inex-
plicavel conbece que nem todos sero salvos .
E este o maior pensamento que o peisegue.
Entio neste estado elle dirige seu Pao esta
oraco Meu Pae, ss i possivel. faxti guese
desvie de mim este calix de mtnha paixao; en-
/refaflo n3o faga-se a minha mas a tossa von-
lade. Mas quem era eite quo hila urna suppli-
ca lao humilhante ? Era Jess Christo, era o
mesmo Deus revestido da forma humana. No
mesmo instante desee um anjo do cu para con-
sola-lo. Elle levantj-sc vae ter com os trez dis-
cipulos que havia delxado a alguns passo* mas
estes dormiao ; < a hora aproximase, Ihes diz
elle, evantae-vot; vamos, aquelle que me ha de
trairja esla perla de nos E com effeito a tur-
ba mfrene que vioha encarregada de o prender
j se avisinhava do sitio fatal da sua perdigo.
Apenas o cordeiro acaba de pronunciar oslas
palavras apreienta-se a cohorte ingrata, quaes
furiosos lobos sedelos de sangue humano, tia-
zendo sus freute o traidor, que vioha comple-
tar a sua execranda obra, e atira-se sobre Jess
merme que acabava de fazer a sua oragao. Jess
que nada ignorava adianla-se e pergunta-lhe a
quem procuraes ? A Jess Nazareno, respon-
dern) elles. Eu sou, replica Jess. A estas
palavras, quaes um raio partido das nuvens, a
lurba (angada por Ierra confundida pelo pesode
suapropriaioiquidade. Julgar-se-ia por isto que o
cordeiro eslava livre das garras dos lobos : mas,
nao ; eram fados necessarios que se deviam pas-
sar. Jesusinterroga-os.de novos, elles respon-
dem pea mesma mancira ; ento o sculo de
Judas vem ofender o meslre em sua propria face,
bsle sculo para elle mais offensivo do que
iodos os tormentos por que vae passar que 1
Judas trairo filho do homem por um sculo !
Juda > sculo Flium hominis tradis E' esta
apenas a palavra que sahe da bocea de um Deus
otTeudido ; elle poda fazer que os seus perse-
guidores fossem rojados do p do seu nada, po-
rm a humanidade oecessitava ser resgatada e
s podia s-lo pelo seu saogue, pelo sangue do
Eis comegada a obra dainiquidade : sigamo-la
com o pensamento.
A revolta da humanidade nao podia ir mais
alm ; coroprehende-se que o homem peaue
porque esta urna consequencia da sua frgil na-
lureza, o complemento do crime de Ado, mas
que elle chegue i por mos sacrilegas do seu
proprio Deus, e o que a razo repelle e que en-
tretanto a f nos obriga crer. Triste humani-
dade I infeliz Adao, qual foi o paradeiro do teu
crime I E assim se v a magestade de um Deus
ultrajada pelo homem, lautas proras de amor
s delle podamos receber.
Depofj de se apossar de sua presa a desnatu-
rada cohorte a leva para casa do summo sacer-
dote, onde se achara reunido o conselho dos scri-
bas e doloures da le. Oiphaz ahi interroga
Jess, que cholo da sereuidade o prudencia, que
scnipre o acompanharam, responde eu nao
lenho ensinado em segredo ; os judeus me ouvi-
ram no templo e as synagogas, elles sabem o
que Ihes tenho dito; interrogaios o seu testemu-
nho vos ser menos susptilo que o meu. Onde
jamis appareceu urna resposta mais ingenua,
locante e respetosa ? Entretanto ella eslava
reservada para dar motivo um novo escanda-lo
ella devia servir para qwe de novo o Salvador
fosse ultrajado. Ura creado descarregando urna
tremenda bofetada na face do justo loe pergunta
assim que respondis ao summo sacerdote ?
E' este o preludio dos maiores tormentos para o
Salvador.
Elle nao se pertuba, revestido da mesma pa-
ciencia torna-lhe se eu fallei mal, d (w
testemunho do mal; mas se fallei bem porque
meferes? Nada mais era preciso para desmas-
carar seus gratuitos inimigos e provar a innocen-
cia de Jess Christo, porm era isto que nao
conviene, era preciso que elle fosse juhrado cul-
padoreentaoassalariam duas testemunhas queo
aecusom de haver diloqae podia destruir o
templo de Deus e reediftca-lo em tres dias. Em
o grande crime do salvador; prophetisar o que
tinha do succeder:; porgue quando elle iste
dizia, referase ao templo de seu corpo, que tinha
de permanecer na trra tres dias e depois resus-
citar.
A' visla deste depoimento faJso, o summo sa-
cerdote levantmdo-ae diznada respondis ao
que esses depoetn contra voz i*Mas Jess guar-
dou silencio. Caiphaz replicou-lhe eu vos
conjuro pelo Deus vivo que nos digaes se sois o
Chrislo p.tho de Deus-;=vs o dissesles eu o sou,
respondeu Jesu3. Nao era preciso mais para
exacerbar os corlypheos do crime : o mesmo sa-
cerdote rasga suas vestes exclamando : blas-
phemou: que neceseidade temo j de testemu-
nhar ? eis ahi aca'toi&de ouvir urna blasphemia,
que vos parece.' a sentenga que lodos elles deram
foi que era ru de morte. Logo ahi comega a
scena mais cruel e desoladora;vendam-lho os
olhos, oospera-lhe na faco, do-lhe punhadas e
escarnecendo dizera Christo adevinha. Nesles
supplicios passou Jess a noute.
Urna nova scena e um novo escndalo se pre-
parara no Pretorio para onde Jess Christo foi
conduzidoilogo que amaoheceu : ahi linha-se de
desenhar a fraqaeza do juiz curvando-se amea-
ga da turba insensata; nao bastava a scena bar-
bara que haremos descripto era ainda misler que
se passassera os horrores do pretorio; nao bas-
tava a auloridade despertad*, era preciso que
apparecessea autordade fraca e frouxa no exer-
cicio de suss funeges e temeraria nc- cumpri-
mento de seus deveres.
(II Isa. IX, 2.
(2) Assim chamado porque era plantado des-
tas arvores. O .jardim das oliveiras perlence
hoje religiosos que o compraram com seu di-
oheiro ; v-se ainda a gruta onde o Salvador
derramouum suor de sangue, pronunciando es-
tas palavras : Ah I meu Pac azei, se possi-
vel, que este calix de minha paixao passe e se
aparto de mim. Esta gruta irregular lem-te
n'ella construido altares. A' alguns pasaos dis-
tante se acha o lugar em que Judas traa seu
meslre por um beijo. Guillois Exd. h,itt.
dogm, morlHwq t ef can, rf eneh.
Plalos o typo destes joizes que coohecendo
o lado bom e o lado mo da causa quo Ihes est
pendente deciden em favor deste cora prejuizo
d'aquolle pelo afierro ao lugar que oceupam
com prejuizo da mesma dignidade : deste3 juizes
que sacrificam a causa da jusliga & eausa do n-
taresse pessoal: destes juizes quo preferem o
gozo pessoal ao interesse bem entendido do
povo.
Temos Christo no pretorio eas frente de Pila-
toseste juiz reconhece nelle a mais pura inno-
cencia nao o acha culpado de crime algum. De
que aecusais vos este homem .'E' por esla per-
gunta quo o juiz comega o seu interrogatorio o
recebe esta resposta se elle nao fosse um
malfeitor nao vo-le trariamos. Elle dit-se o
Messias, o santo de Deus, o rei dosjudeos, tem
sublevado a norrio e impedido que se pague o
trbulo Cezar.At aqu Plalos ainda conser-
va toda probidade, elle nao se fia na resposta de
um povo despertado, contina interrogar o pa-
dceme:Sois rei?=Sim, mas meu reino nao
d'este mundo; eu vim aterra para dar teste-
munho da verdade. Respoodendo por esle modo
o Salvador fez Plalos confirmar ainda mais o
juizo que seu respeilo havia formado, elle
capacila-se mais deque Jess Christo era inno-
cente; entretanto a firmeza de carcter, e a in-
tegrdade de juiz j principia abandona-lo; em
vez de absolver e livrar a victima das mos dos
incarnigados algozes, elle imaginou envia-lo
Berodes. Este magistrado corrompido satisteito
com a deferencia de Pilatos toma Jess por um
insqnsato e lhe veslindo urna tnica branca o
reenvia ao Pretorio.
Eis pela segunda vez Jess em presenga de
Plalos, deste juiz que tinha de trahir a causa da
jusliga. Pilatos coavoca os principes dos sacer-
dotes e Ihes diz: < Vs me tendee aprsenla-
do este homem como conduzindo o poto revol-
ta, e entretanto tendo-o interrogado e exami-
nado com cuidado, nao o tenho ochado culpado
de algum crime. Berodes quem o enviei jul-
gou pela mesma mancira ; eu osoltarei portanl
depois de o haver feito castigar. Cootradicgo
palpa vel! No mesmo momento em que Plalos
julga-o innocente declara que ra mandal-o cas-
ligar ; porque ? qual o seu. crime ? Accaso a
innocencia tambem est sujeila s penas? Eo-
tretanto ainda que Pilatos pratica esle mal para
evitar um mal maior. costume no fesla de
Paschoa soltar eu um preso: escolhei, de Jess
e Barrabas qual queris que ponha em liberda-
de. Urna Tozeria confusa exclama Enlre-
gai-rtos Barrabas I Porm o juiz ainda vacllla
elle insiste por nao fazer morrer o justo. Mas
que farei eu de Jess ? = Que seja crucificado I
respoodem em choro os desalmados algozes. Pi-
latosainda resisteque mal fez elle ? A turba nao
quera prestar ouvidoa voz da razo o da jusli-
ga, ella s quera saciar os seus instinelos ferozes,
e entio gritam mais altoque seja crucificado!
Pilatos admirado da escoiha dos judeus condemoa
Jess & flagellago dos agoutes.
a Os soldados do governador despojara Jefes
de suas vestes, prendem-no A urna columna fa-
zem cahtr sobre elles um gbOTiro de golpes;
todo o sea corpo transforma-se logo em urna
vasta ebega em urna massa informe e sngren-
la. Ellos o reresum, por mora, com um manto
de purpura; pem-lhe ama canoa em a aao
direlta ; depois eoiralagando alguns espinhos uds
nos outro, e lhe formam ama especie de
Tendo-o assim ransformado em rei de
tneatro elles dobram o joelho dianle delle dizen-"
o.-Ksilve re dos judeus !-Cospm-!he na
face, cobrem-lhe o sentanle do bofetadas, e '
tomando a caaos que lhe ho dado, balem com
ella em sua cabega c enterrara nella os espinhos
cora violencia. Cada pona forma urna chaga, do
cada chaga corre uro rio de sangue, e esle sangue
e=palhado pelo Posto do Salvador forma um obiecto
do compaixo e do horror. [3]
A' vista deste espetaculo sanguinolento Plalo
secommoro, e espera que os mesmos inimigos
de Jess se commovero; nesta persvaato que
elle chega em urna janella de seu palaeio e to-
mando-o pela mo o aprsenla ao pov ingrato
dizendoecce homo.Ainda assim este povo,
mais insensivel que o marmore nao se commo-
ve; elle grita furiosa (roi'-o, tira't-o de nossas'
vistas crucificai-o. Acha pouco o sangue der-
ramado e pede a immolago da victima, exige-a
sua morte.
Pilatos torna a entrar para o pretorio interroga
de novo a Jess, m vio, elle nio o pide jal-
gar culpado, reconhece-o innocente, e lenta
ainda abrandar o corago de ferro deste povo
ceg; mas este impacientando-se responde-He
se soltaes este homem nao sois amigo Cezar.
Ao nome de Cezar partido da multidao Pilatos
estremece ; elle v de um lado a vidima expia-
toria, o justo esperando a sentenga de sua con-
deranago, o de outro v o povo exasperado; re-
flecte na perda do lugar que eccupa pela amcaga
que acaba de receber, e varilla; porm o lem-
po urge, preciso decidir-se. Elle sbw para o
pretorio e com a mo trmula,. sacriDeaodo a
posigo de juiz e abatmdb os remorsos de soa
coosciencia lavra a sentenga condemnatoria de
Jess! Ah! vencen a sobra da leiquidade E
este juiz tcmerarario que lem a cooriegio d1 in-
nocencia do aecusado, que conhece r calumnia
Iramada pelo povo, nao pode resistir ao-titulo de
Bimigo de Cezar, nio pode considerar-sa fra>
da soa posigo e condemna Jesas- L ?ae o no-
vo Abel subir a escabrosa montanha cora o ins-
trumento do seu proprio sacrificio sacrificio que
ser consummado porque a mo do anjo cao virl
suspender os golpes dos algozes!
A desabrida cohorte aposta-se do novo- Je-
ss, e tomada de alegra rae continuara execu-
co de seus planos : despera-no das vestes reaes-
que por-zombaria lhe haviam posto, sobrecarre-
gam seus-hombros com urna pesada cruz, e pre-
parara-se para leva-lo ao calvario, lugar de sen
supplicio.. Ide, bom Jess, ide dar-nos a prora-
do vosso grandissimo e eximio-amor.
Chega erafirn a vidima ao Calvario: ahi que.
se prepara o espectculo mais- compungidor,
ahi que se tem de terminar o drama sanguino-
lento da paixao do Redemptor. A eolera de seus
inimigos ainda nao est applacada ; elles o des-
pera e forga d6 fortes pancadas- e duros cravos
que traspassam suas maos e seuwps o pregam
aa cruz Ainda havia, porm, urna prophecia de
Izaias curoprir-sec elle foi posto no numero
dos sceleralosenm sceferafis rsputatus est:
e por isto que elle foi crucificado, leudo i
seus lados dous ladros oo mesmo s-upplicio. E'
assim queso vio complotando as-negras conse-
quencias da Iraigo do discpulo lgralo.
Pilatos fez. enlo orna ioscrpgao, nesles ter-
mosJesue Ntuarmius rex Judceorum,a. qual foi
collocadano alto da cruz; e desta maneira Pila-
tos cootradizia inteiramente o povo i quem se
havia curvado. Os principes dos-sacerdotes re-
clamara cODlra a inscripgo para que so nao po-
nhare* dos- judeosmas que elle se dizia tal;
mas Plalos nao querendo sujetar-se esta nova
humiliagio declara-lhes que oque tinha escrip-
to eslava-oscripto quod scripsi, scripsi.
Nao param anda aqui os tormentos e os ultra-
ges feito i Jess; todos eslo contra elle, nao
se oave no Calvario seno eslas-palavrase s
filho de Deus desee da cruz I se s rei de Israel
desee da cruz e ns creremos en-ti. Se s filho
de Deus, Deusque telivre.y,. Porm,.o Salvador
ninguem responde nem ao mesmo ladro quo
o ullrajou crucificado seu lado ; mas nao; nos-
enganaraos, elle responde, elle intercede por
elles: Meu Pae, perdoae-lhes;:porque elles na
sabem o que fazem. E* o que elle responde
s imprecages de seus inimigos. Mesmo na
cruz,, nos maiores de seas tormentos elle nao.se.
esquece que veio para libertar os homens. ella,
promette o cu ao bom ladrio que o invoca:
hoje estaris comigo no panizo.
Elle do alio da cruz nao v mais do. que sua
me e seus discpulos e a humanidade poc quem
veio,Ello olha para sua me v ella lagrimosa
e penetrada de dores, v o discpulo que nao aban-
donou, o discpulo que mais amava ao. seu lado
passado de sentimento; ento elle dia sua me
Saotissimamulher, eis o leu filhontWier, seto
filius tuus, o ao mesmo tempo diz ao discpulo
amadoeis aqui la meecce maler tua.Su-
blimes palavras, legado de um Deus feito hu-.
manidade.
Passa-se um momento de silencio depois Jesas
para cumprlr-se a nica prophecia que fallir*
s-lo disse tenho sde.Ot, soldados ensopando
urna esponja em fel e vinagre, levara-lhe-aos
labios; elle apenas tocae vendo que nada mais
faltara bradacansummalum esttudo esVl con%
sumadoe expirou el expiravit.
A' esle brado, ao espectculo de ura Deus
morto a trra se obscurece, o Tu do templo se
rasga de cima i baixo, os tmulos se abrem o
alguns morios ressuscitam, e tudo isto mostra
que Jess o filho de Deus: que Jess tono,
eenle sacrificado colera dos jadeas.
Jess sobre a cruz tinha as costas Toltadaa
para Jerusalem e para o oriente, e olha va par
ooeideote, tinha o norte sea direita e o sul 5
sus esquerda; estava na mesma posigo quand*
subi ao cu. Neslas duas duas circuataaeias
por consequencia, elle voltava os olhos para a
egreja romana, situada no occidente, egrja que
i logo fundar pelo ministerio de S, P/adro e E.
Paulo seus principaes apostlos.
Recife, 27 de margo de 1861.
Joaquim Gutmm.ia Silva JRfo.' $
(3) GailloUobra rilada.
FIR.~ TYP, DKM, f. PB FAMA. -Wl,
es*


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFCZUAQFX_WKRE78 INGEST_TIME 2013-04-13T01:35:33Z PACKAGE AA00011611_06161
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES