Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06160


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Full Text
..
1110 XXXTII HOMERO 71
Por tres mezes adianlados 5$000
Por tres mexes vencidos 6$000
QUIETA FEIRA 27 DE MAEgO DE
- PraiBoadian(adtl8$000
Parle franco para o subscriptor.
* "
BNCARREGADOS DA. SUBSCRlPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino da Lima *
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
ly, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceari o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimares; Para, q Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa. j
FAKIDAS DUS UUKHIUUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sexias-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csruar, Allinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flore, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios portem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
Jl ua n0Ta as nra8 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
, tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
ISegundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
DAS da semana.
25 Segunda, ega Annunciago de N. Senhora.
26 Terga. S. Ludgerob. ; S. Braulio b. m.
27 Quarla de Trevas. S. Roberto b.; S. Flelo:
28 Quinta de Endoencas (cga do meio dia em d.;
29 Sexta da Paixio (ej at ao meio dia.)
30 Sabbado de Alleloia. S. Jlo Climaco.
31 Domingo de Paschoa. S. Balbina v. m.
AUUlKNlilAS UOS TRlBUNAEs DA CAPITAL."
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relacao: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tergas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do ciTel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do civel :
hora da tarde:
quartas e sabbados a 1
PARTE OFFICIAL.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO SL-
Alagoas, o Sr. Claudico Vako Dias; Baha
Sr. Jos Msrtins Aires; Rio de Janeiro, o s
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do oame Manoel Figoelroa do
Faria.na sua liTraria praga 6e8.
Governo da provincia.
Expediente do dia 22 de maro de 1861.
Officio ao comraandante das armas.Tendo
Jos Rodrigues Sordos provado perieocer-lhe na
qualidade de escravo o crioulo Francisco, que se
acha alistado no batalho n. 9 de infantaria,
cora o nomede Jos Francisco de Olireira, srva-
se V. S. de mandar dar-lhe baixa, visto que est
comprehendido na disposigo do art. 23 do re-
glamento do Io de maio de 1858. como V. S.
declarou em sua informaco de 21 do corrente.
Dito ao chefe de diviso Francisco Manoel Bar-
roso.Recebi o seu officio de 20 corrente, e fleo
inteiradodeque V. S pretende aproveilar o va-
por Thtles para se transportar provincia da
Baha, onde vai lomar o comruando da respecti-
va estadio naval, passando na vespera de su
partida o commaodo da que existe nesta provin-
cia ao capitdO de fragata Joo Gomes de Aguiar.
Dito ao inspector do arsenal de raarinha.
Avista do que V. S. informou em officio de 21 do
correte, o autoriso mandar fornecer urna luz
diaiament com os necessarios pertences, ao
quartel da guamlgo dos escsleres da capitana
do porto.Communicou-se ao capito do porto.
Dito ao mesmo. Mande V. S. admittir na
companhia do aprendizes marinheiros os meno-
res Pedro Antonio de S e Jos, que Ihe sero
apresentados, este por parte de Ignez Joaquina e
aquelle por Francisca Mara da Couceico.
Dito ao chefe de polica. Expedindo ordem
para que recolha-se esta capital o destacamen-
to de polica existente no termo Ce Cimbres, as-
sim o declaro V. S. para seu conhecimento, e
afim do que recommende ao respectivo delegado
que requesite auxilio de forga guarda nacioual
quando o servigo assim exigir.Expediu-se a
ordem para a retirada do destacamento.
Dito ao commandante superior do Recife.
Expela V. S. as convenientes ordens para que as
procisses de enterro e resurreigo, que tem de
sahir da egroja de Santa Rita nos dias 29 e 31
deste mez sejam acompanhadas a Ia per urna
guarda de honra e a 2a por um batalbo da guar-
da nacional sob seu commaodo.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. apresentar ao Dr. chefe de policia,
hoje s 2 horas da tarde, 4 pragas do corpo sob
seu commaodo, aQm de escoltarem um crimino-
so de morte at o termo de Goianna.Commu-
uicou-se ao chefe de polica.
Oto ao inspector da thesouraria de fazenda.
Restiluo V. S. os documentos, que acorapanha-
ram a sua ioformagao de hontem, sob n. 219,
aura do que mande pagar ao alferes Antonio Bor-
ges de Araujo, ou ao seu procurador, alferes Jos
Kaymundo Pereira, conforme requisltou o chefe
170, a quantia de 36J720 rs.. em que, segundo o
exame que se procedeu nessa thesouraria, Im-
portara as despezasfeitas, desde oulubrodo anno
prximo passado at Janeiro ultimo, com o for-
neciraento de luz para a o quartel do destaca-
mento de Villa-Bella.Communicou-se ao chefe
de policia.
Dito ao mesmo.Remello incluso o requeri-
menlo que me dirigiu o juiz de direito Hercula-
no Antonio Pereira da Cunha, afim de que V.
S. proponha a ajuda de custo que na forma do
art. 26 do decreto de 26 de julho de 1850 lhe
compete por ter sido removido da comarca de
Nazarelh para a de branles na provincia da Ba-
.hia.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar ao Dr.
juiz de direito Uerculano Antonio Pereira da Cu-
nha, que fui removido da comarca de Nazarelh
desta provincia para a de branles na Baha, o
ordenado quo ti ver vencido at o fim de feverei-
ro ultimo, e bem assim o que fdr vencondo den-
tro do praso de tres mezes, que lhe foram mar-
cados em 25 desse mez para entrar no exercicio
do novo lugar.
Dito acamara municipal do Recife.Ao offi-
cio que me dirigiu a cmara municipal do Reci-
te em 18 deste mez, respondo dizendo que os ar-
tigos de posturas, que acompanharam o seu offi-
cio de 5 de dezembro de 1849, e cuja approva-
go agora solicita, foram em 5 de margo do anno
passado submettidos ao conhecimento da assem-
bla legislativa provincial, que at esta data na-
da resolveu.
Dito ao director geral da ioslrucgao publica.
Designo os professores Miguel Arcanjo Mindello,
e Joaquim Antonio de Castro Nunes para com-
porem a commisso de exame de habillago,
que voluntariamente se subaetteu o profejsor
publico da villa de Ingazeira, Marcolino Antonio
Xavier; ficando assim respondido o officio de
Vmc. de 21 do corrente, sob n. 62.
Dito.Autoriso o consolho administrativo
comprar na cooformidade do seu regulamento,
para fornecimento da pharmacia do hospital mi-
litar os objectos mencionados no incluso pedi-
do. Coramunicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Portara.O presidente da provincia, tendo em
vista o que expriz o inspector da thesouraria
provincial em officio de 21 do correte com refe-
rencia ao resultado do curso que se procedeu
em 18 desle mez, resolve nomear Manoel Pe-
reira da Cunha, e o amanuense Balduino Jos
Tavares da Silva para os lugares vagos de 2.0S
escriturarios da mesma thesouraria.
Dita.O presidente da provincia resolve no-
mear para o lugar de amanuense da thesouraria
provincial o pralicante lysses Juslioiano de
Oliveira. e para este lugar Pedro Alexsndrino
Machado.
Dita.O presidente da provincia, tendo em
-vista o que representou o administrador da rece -
bedoria de rendas om officio de 19 do corrente,
resolve demiltir Glicerio Pergenlino da Silva
Braga do lugar de corrcio da mesma recebedo-
ia. Communicou-se thesoraria de fa-
zenda.
Dita.O presidenta da provincia, attendendo
ao que requereu o bacharel Lourengo Jos de
Figueirdo, juiz municipal do termo do Bonito,
resolve conceder-lhe um mez de ricenga com
ordenado para tratar de sua saude nesta capi-
tal.Fizeram-se as communicagoes precisas.
Djt.O presidente da provincia, annuindo ao
que requisitou o inspector da thesouraria de fa-
zenda em officio de hontem, sob n. 218, resolvo
designar para examinadores no concurso, que
se tem de proceder n'aquella repartigo, nos dias
26 do corrente e 1 de abril prximo futuro para
preenchimeuto dos logares vagos da mesma
thesouraria e da alfandega, os professores e em-
pregados abaixo declarados :
IoJos Soares de Azevedo, para analyse
grammatical da lingua nacional.
2oJos Francisco de Moura, para crlbogra-
phia.
3oBacharel Joao Vicente da Silva Costa, para
arithimetica e suas applicagoes ao commercio
com especialidade a reduego de pesos e medidas
acionaes e estrangeiros, calculo de descont e
jaros simples e_ compostos, theorias de cambios
e suas applicagoes.
4oAntonio Egidio da Silva para noges de
algebra.
5oDr. Francisco Pinto Pessoa, para traduego
da lingua ingleza.
6*Antonio Jos de Moraes Sarment, para a
da liDgua franceza.
7Bacharel Antonio Rangel de Torres Ban-
deira, para principios geraes de geographia,
historia do Brasil e estatistica commerclal.
Os examinadores cima designados devero
apresentar-se ao mencionado inspector no cita-
do dia 26 s 10 horas da manha.Fizeram-se
respoito os officios necessarios.
Dita.Os senhores agentes da companhia
brasileira de patinetas s vapor maroUm dar
transporte para a corte por conta do ministerio
da guerra, no Io vapor que passar do norte, ao
capitao de cavallaria Luiz Muniz Barretto Netto,
que vai reunir-se ao corpo 6 que pertence
Officiou-se thesouraria de fazenda para ajus-
taras contas desse official, e communicou-se ao
commandante das armas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao juiz de direito de Pao d'Alho.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda aecusar
recebido o offi :io de 5 do corrente, em que V. S.
lhe commuoicou ter nessa data pronunciado
como incurso no art. 154 do cdigo criminal o
juiz municipal desse termo, bacharel Francisco
Teixeira de S, que passou o exercicio da juris-
dicao ao 4o supplente Christovo de Hollaoda
Cavalcante de Albuquerque. Fizeram-se as
communicagoes do estylo.
DESPACHOS DO DIA 22 DE MAUQO DE 1861.
Requerimintos.
4141.Bacharel Antonio Witruvio Pinto Ban-
dera e Accioli de Vasconcellos.Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
4142. Bernardo Alves Pinheiro. Prestada
nanga idnea, nos termos do art. 2o do decreto
n. 2692, de 14 de novembro de 1860, volte.
4143.Barros & Silva.Informe o Sr. inspec-
tor da thesouraria provincial.
4144.Candido de Oliveira.Requeira pelos
canses competentes.
4145.Francisco Luiz Vires.Pssse-se por-
tara, concedendo a licenga podida.
4146Francisca Mara da Conceigo.Apr-
sente o menor ao Sr. inspector do arsenal de ma-
rinha, para ser alistado na companhia do apren-
dizes marinheiros.
4147.Felden Brothers Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda se ha crdito.
4148.Dr. Herculano Antonio Pereira da Cu-
nha.Dirija-se ao Sr. inspector da thesouraria
de fazenda.
Reptrtigo fiscal da estrada de forro do Recife
S. Francisco.Recife 25 do margo do 1861.
Ulm. e Exm. Seohor.Cumpriudo o respeitavel
despacho de V. Exc. langado no requermento
junto do coraraendador Joaquim Lucio Monteiro
da Franca, cabe-me informar V. Exc. que o
supplicante nao pode ser admitlido concorrer
para o transporte que se tem de effectuar da es-
tago das Cinco-pontas para o bairro do Recife,
dos gneros conduzidos pela via forrea, por isso
que um contrato para este fim acha-sc celebrado
entre a companhia e um negociante desta praca,
tendo precedido ao mesmo contrato todas as for-
malidades exigidas as instrueges approvadas
pelo governo imperial por aviso do ministerio do
imperio de 6 de fevereiro ultimo.
A arrematago, de que se trata, fazendo objec-
to de um contrato particular com a companhia
da estrada de ferro, e competndo esta nica-
mente a gerencia dos negocios da mesma estra-
da, nada tem aquella com a legslago sobre as
arrematagoes publicas : se para a sua realisago
precedeu autorisago do governo, foi simples-
monte por se ter de elevar a tarifa dos transpor-
tes, afim de que nao fosse elle oneroso receila
[revenue] da estrada.
Era segundo lugar o procedimeoto que teve o
superintendente em todo esse negocio foi justo e
regular, visto que, obrando do conformidadecom
as precitadas inslrucces, preferiu aquelle dos
concurrentes, quo mais vantagens e garantas
ouereceu, como se v6 das proposlas aposen-
tadas.
Nao se fez contrato algum anterior ao que nos
occupa.como affirmt o supplicante, e conseguin-
teraente nao houve deciso do governo imperial,
que mandssse annulla-lo ; estabeleceu-se ape-
nas a concurrencia, sendo esta annunciada pelos
jornaes desta cidade, e receberam-se no dia mar-
cado as propostas pedidas. Nao se tendo, porm,
conformado o mesmo governo com as respostas
dos proponentes, mandou que estes respondessem
novos quisitos, e que o contrato fosse celebra-
do na forma por mira indicada, o que ludo consla
do aviso j citado de 6 de fevereiro. A'vista
disso foram convidados os antgos concurrentes
para modificaren) suas proposlas de conformida-
de com as condigoes novamente apresentada,
formuladas pelo superintendente e approvadas
por V. Exc.
Do que acabo de expr ver V. Exc, que tendo
o governo mantido o que anteriormente se havia
praticado, nao poda a companhia s por si esta-
beleser uma nova concurrencia em prejuizo do
seu crdito.
Cumpre declarar egualmente, que tendo V, Exc.
mandado vigorar as ordens anteriores ao officio
em que se ordenou que se fizessem novos avisos,
ticando este sem effeito, o superintendente tem
contratado o dito transporte com um dos con-
currentes, cujo contrato ser dentro em pouco
submetlido V. Exc. para ser approvado pelo
governo imperial.
E' o que tenho informar i V. Exc. Deus
guarde 4 V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr. Ambro-
zio Leitao da Cunha, digaissimo presidente ds
provincia.IfanoeZ Buarque de Macedo. euge-
nheiro fiscal.
EXTERIOR.
Por via da Inglaterra recebemos noticias cir-
cumstanciadas dos Estados-Unidos. Aqui damos
em resumo as da capital federal, que ofTerecem
um interesse particular.
A' 9 de Janeiro, foi apresentada no senado a
medsagem do Sr. Buchanan. Essa mensagem deu
immediatamente lugar uma discossio comeca-
da pelo senador Davis, do Mississipi. Esse ora-
dor censurou a lingusgem do presidente ; tomou
a defeza dos commissarios da Carolina do Sul, e
pedio que fosse aulorisada a leitura de sua carta
ao Sr. Buchanan.
Sem duvida trata-se da carta que os commis-
sarios haviam dirigido ao Sr. Buchanan em res-
posta juslificagao que este ultimo dora res-
peita do comportamente do major Anderson,
commandante dos fortes de Charlestoroo, carta
que o presidente reenviara a seas autores decla-
rando-lhe aer ella do natureza tal que elle nao
poda recebe-la. A indicagao do Sr. senador
Davis foi adoptada por 36 votos contra 13.
Tendo o Sr. senador Critteoden pedido em se-
guida para desenvolver seus argumentos em fa-
vor de uma emenda constituigo, o Sr. senador
Charle, do New Hampchiere.e pertencenle ao par-
tido republicano, propoz substitui-la por oulro
projecto, onde se declara : que a constituigo tal
qual est, sufficiente para a manulengao da
Unio proteegio dos interesses do paiz ; qu
antes convm cuidar em execula-la do que em
reforma-la ; que, am de solver as difficuldades
actuaes, coavm contar com esforgos enrgicos
feitosem ordem execugo das leis antes do que
com garantas novas, comproroissos ou concesses
.exigencias dessrrasoadas; que seria Ilusorio es-
perar uma reconstituigao da Unio, uma vez des-
truida, eque ppr coDsequeocia deve o governo fa-
zer ludo para conserva-la.
Decidi o senado que taes resolnces toasem
impressss e examinadas ulteriormente.
Abnuiiom uu senado as petiges viudas dos es-
lados do Norte e pedindo a conservagao da
Unio.
No dia 11, o Sr. Servard, que, segundo dzem,
deve oceupar um lugar importante no gabinete
doSr. Lincoln, apresentou uma memoria dosci-
dados de New-York, a qual tinha por objeto
pedir que se adoptassem medidas prudentes, jus-
tas e razoaveis, afim de se conservar a Unio.
Outro senador, o Sr. Kennedy, tambera apre-
sentou uma memoria de 12,000 cidadaos de Bal-
limore, pedindo que se empreguem os meios de
restabelecer a paz e a concordia.
Outras petigdes com o mesmo Ato foram anda
dopostas sobre a mesa do senado ; os cidadaos
de Now-Jersey queriam que se reunisse uma
coovengo de todos os estados para emendar a
constituigo ; os de Philadelphia pedem apenas
que se adoptem as resoluges do Sr. Crittenden,
que propde emendas ao pacto federal.
A' 11 de Janeiro teve lugar umadiscusso sobre
esses projecto;, discusso essa que flcou adiada.
No correr da discusso, declarou um senador, o
Sr. II un ter, que o Sul possuia em seus proprios
limites todos os elementos de um imperio, eque
a nica cousa que d'ali em diante podia restabe-
lecer a paz era adopgo de certas emendas cu-
ja leitura fez ao senado. Essas emendas permit-
iera apreciar as exigencias actuaes dos estados de
escravos.
Dizem ellas que o congresso nao ter o direito
de abolir a escravido no districto federal de
Columbia nem nos fortes e arsenaes federaes ;
que nada se far para impedir o commercio do
escravos entre os estados ; que serdodever de
cada estado supprimir as invasdes armadas em
outro estado ; que os novos estados sero admil-
tidos na Unio com escravos ou sem elles, segun-
do o desejo do povo ; que os estados resliluiro
os escravos fgidos, ou pagaro o valor delles ;
que o congresso reconhecer e proteger a pro-
priedade (isto o direito de propriedade, sobre
os.escravos), por toda a parte onde se estende a
jurisdiego exclusiva do governo federal.
A' 9, na cmara dos representantes, a mensa-
gem do presidente foi enviada uma commisso
especial de cinco membros.
Essa commisso dever investigar se ultima-
mente se transportaran! armas para Pitlsburgo, e
no caso de ser assim, em virtude de que autorida-
de e porque razo.
A' 0 e 11 nnhuma discusso importante teve
lugar uo congresso.
O presidente nomeou o Sr. Dx secretario do
thesouro, e o Sr. Kelly foi chamado para o mi-
nisterio do inlejior, vago pela demisso do Sr.
Thompson.
O governo recebeu do major Anderson a asse-
veracao de que o forte Sumpter eslava prepara-
do para sustentar um longo cerco; com tudo re-
solveu-se mandar-lhes alguus reforgos custasse o
que custasse.
H. Mame Martin.
[Conililucionnel.H. Duperron.)
Os acontecimentos, assim como os quadros dos
mestres, teem uma perspectiva necessaria. Vis-
tos de mui perto, impressionam o animo por un
s de seus aspectos, ao passo que o mais flea
sombra. O mesmo se d a respeito dos tactos
contemporneos. Para os apreciar, para perce-
ber o todo e nao deixar escapar s relagdes exac-
tas, preciso sepaiar-se delles, abstrahir-se, por
assim dizer, e de quando em quando, contem-
pla-los n'um looginquo relativo.
Isto verdade, mrmenle acerca dos successos
que teem lugar em nosso paiz. Nao podendo ex-
tremarmo-nos completamente de nossss ideas e
paixes de seita e partido, bom a certos res-
peitos ouvir o que dizem os estrangeiros de nos-
sos negocios. Para julgar-nos, teem elles uma
liberdade intima que muitas vezes nos falta. E
quando reunem elevago da intelligencia a in-
dependencia da posigo e a influencia esclarecida
do centro em que vivem, eremos que elles sao
perfectamente capazes de verem e julgarem com
acert.
Entre esses observadores excellentes, nao hesi-
tamos em classificar os membros daquella aris-
tocracia antes europea do que russa ou polaca,
de quo fallramos aqui mesmo ha alguns dias.
Nao pedindo Frang seno o espectculo sem-
pre bello e instructivo de uma sociedade vigoro-
sa que resplandia em torno de si mesma com
tanto brilho como forga ; nao obedecendo a ne-
nhum desse* movis interesseiros que langam
um veo suspeito entre o olhar do observador e
a realidade observada, seu pensamento nao pro-
cura na especulago mais do que o conhecimen-
to e a bitola da verdade. Suas impresses teem
visos da sinceridade de um grande jury interna-
cional. E se ha entre os contemporneos al-
guns homens que anteeipsdamenle nos possam
dar uma prova dos juizos da posteridade, sao
justamente essos observadores tao felizmente
collocados para ver tudo, que contemplam os
factos no longinquo favoravel, que crea para si
mesmo entre as paixoes e as opinioes do dia,
um homem intelligente, perfeitamente indepen-
dente e livre.
Taes nos parecem as considerares que con-
tem algumas paginas mui notaveis de um es-
criptor digno a todos os respeitos de ser posto
entre esses observadores privilegiados. As con-
cepgoes do Sr. conde de Raczymki sobre a poli-
tica contempornea attestam ao mesmo lempo
elevada intelligencia, rara penelrago e o habito
de encarar as cousas de alto. O que diz do lem-
po presente, do progresso das ideas realisado sob
o imperio revela uma intelligencia verdadera-
mente philosopbica.
Colloquemo-nos por um instante fra da Fran-
ca pelo pensamento ; cootemplemo-la, nao co-
mo cidadaos apaixonados de seu poder, nao co-
mo rlvaes ciosos de sua gloria, nao como inimi-
gos inquietos de sua forga : mas, como especta-
dores desinteressados. Nao divisamos, por entre
as oscillages apparenles de sua politica, o fio
profundamente oceulto, porm solido que a
;uia ? Nao se v ahi um pensamento vasto e pro-
undo que despena e contm ao mesmo tempo
as torgas vivas desse grande paiz ha tanto tempo
comprimidas e em estado latente?
Como uma tempestado que transporta as aguas
do Ocano, e que poe em secco suas profundida-
des, a Franca de 848 agila-se confusamente so-
bre si mesma. Entretanto, o grande rio, asesar
de sua impetuosidade, nao sahe do leito. E* tal,
porm, a forga da impulso que o impelle que
ludo abala ao redor delle. Abatem-se os anligos
Ihronos. Os povos, detidos desde 1815 em suas
aspiragoes autonoma e independencia, appa-
recem em pessoa superficie dos acontecimen-
tos. Mudaram-se de repente as condigoes de
existencia politica dos estados europeus. Espe-
rae um pouco ; e as chancellara mais submis-
sas as tradiges do passado deixaram logo de
crer que, uma voz restabelecida a ordem mate-
rial, poder a erupgao do volco ser desta vez
ainda considerada como nao vinda.
Com effeito, eU que no meio da agagao uni-
versal, quando o mundo pareca entregue sem
f.0 e .8em osaola s paixes que germinara
continuadamente as entranhas das antigs so-
ciedades, a urna popular langa Europa um no-
me admirado. E* elle o maior nome da historia.
Quem o tem quasl desconhecido. Esse nome,
o.n m,8co. Procurs-se, olha-se, todos
doWT,*n.JiiD1l?,v,J?m qunto a Franga. flan-
ao-se n aquelle que poz a >ua nc.i.o, .^cn.0%,
em sua propria consciencia, os acontecimentos
comegam a desenhar-se no exterior.
Primeiramente, a expedigo de Roma que faz
parar em seu comego a revolugo italiana, e que
lhe mostra como ella aodava errada querendo
revolver por si s. como uma queslo puramento
municipal, os mtiores problemas europeus.
E ao depois a guerra do oriente, onde a espada
da Franga, dirigida por uma diplomacia superior,
obiem dous Ons : de accordo com os inglezes, ella
sepulli virlualmente as trincheiras de Sebasto-
pol os tratados de 1815, em quanto que a Aus-
tria, por sua attitude hostil Russia na Gallicia
e nos principados danubianos, rasga com suas
proprias mos os ltimos fragmentos da santa
amanea.
N'esse momento, aquelles que sabem vor e pe-
netrar no amago das cousas preseotiram bam de-
pressa a repercusso que iam ter todos esses fac-
tos na marcha dos negocios. J o congresso de
Taris, inspirando-se de uma sabedoria generosa,
restitue s populages da Romania a autonoma
e a independencia. Onde ha pouco vegetaran)
opprimidas e afflictas por influencias oppressi-
vas essas nobres populages, v-se formar uma
nagao que inspira vivo interesse e faz conceber
magnificas esperangss aos amigos da liberdade
povos Por seu turno, prepara-se a nago
a geographia, o
constituidas, o
A nacionalidade das populages,
consenlimento das autoridades
suffragio do povo....
Tem o Sr. Rogerio Raczynski um modo bem
origina de por em relevo as relages da moral e
aa poltica.
Eis alguns exemplo*
A ingratido, por mais vil que seja, pode ser
JI ... miliiiiHiioa quo TYcm tCtupor.rUrtlPnlo A
que .lo protegidoa pela forga poltica. Masi ai
retagoes das nages sao de ordem bem diversa e
e tal essa ordem que toda a ingratido de sua
parle, anda que apparentemente desculpavel,
causa-lhes todava prejuizosmais intensos e mui-
to mais certos. Nao pode faltar a occasio da
vinganga, e infallive! o abandono dos alliados
trahidos.
Algures ainda: A idea da juslga cresceu
sempre e constantemente em todos os espiritos.
Naodecerlo por effeito da virtude humana,
mas porque no meio de todos os progressos da
sciencia e da industria, toda a queslo e toda a
angustia do progresso so resume ua questo de
justiga. Quando a vida cresceu tanto, forgoso
tamoem que a moral so estenda, sob pena de re-
urar-se, e assim que a grande moral da polti-
ca e a pequea que a verdadeira mostram uma
tendencia necessaria a se harmonisar.
Appheando esses pensamentos aos aconteci-
mentos que tiveram lugar em Franga, o nobre
estrangeiro assim os resume : tos corages sim-
ples que votaram em 1848 e em 1852 mostraram
ostinclos e sympathias polticas muito mais am-
pias do que os theorcos consummados. Os ama-
dores de sabedoria perdiam-se na meditago das
difficuldades e dos detslhe, ao passo que o espi-
) do povo que de uma s pega, permaneca
si T- ----- '"'p i/icpam-auauca mu uu povo que e de urna s oera nprmant>ri
riffita aTU,ZPOri"" W b?rd?de T f,el ^ei-rincipio S7.,?SdS5S
muida aoi povos pelo amquillamento da santa justiga dos direitos.
alhanga. E a Franca levadi i Lombardia por
provocagao da Austria, ahi readquire definitiva-
mente sua anliga tradigo de gloria e de influen-
cias, condigao normal de sua prosperidade e do
repouso do mundo.
As pessoas de talento oceupavam-se em ames-
qumhar os principios e em diminuir o raio de
aegao do paiz. Procuraram a bitola com tanta
paixao. que excederam a mediocridade esquecen-
>re tudo que com uma heranga como a de
FRANCIS RA! X.
[Le Constitulionel.I. Duperron)
INTERIOR.
rrS 'MgMhK na paz de h. ^BJaSKSSttX," '
f-. mJ.r.r*PfiC Hem *".* s a l^t? &. Profu.ndamfl>te sabia, que para quem exphea o poder de acgo do governo impe-
frite n..' D88c>08 exteriores o que a es- nal tanto no interior como no exterior? V por-
nh "hJrS f..fS .p"ae! "'I''"68, o testemu-, que elles veem que o novo direito publico, iau-
d n.fiSrpmeiBAgen! POlp'CO- N l?ta" Ura? peIa Fran5a' nSo Pd8 "P"""' "nao nos
tri. qn. o f m, enla CD,r? a Fraca e a Ai"- dire,tos PrP"os das naC8. ao passo que o an-
nM polenc18 qe tnumpha com ideas ligo rgimen fundava o seu direito nos direitos
T M reP,reenta o Pasado, apparece. feudaes, que tantos espiritos sympalhisam na
Is^' "H .orn>ulada, ao menos escripia pela Europa com as vistas e approvam os triumphos
mo da victoria, o principio de quo os povos per- da politica franceza. iuuiPhus
ifm"nin,em0S I Com eff8it0 a democracia franceza est tran-
ra,\t? ?' pueDS,em 1ue pensarem do que se tem quilla, pois lera conflanga em seu chefe e en-
rttntf Ia anD8. tor.nou-se um fado evi- trev, com acalma de uma esperanga que nao
rf!l a ipiroducgo de principios novos na or- pode ser mais illudida, seu grande e verdadeiro
dem pollina. Os povos mais ou menos violen- destino. seo reruaueiro
lados al aqui em sua vida moral e poltica, res-
piram e entrevem a aurora de melhores diaa.'
sentem-se chamados para iotervir mais ou me- !
nos directa, mais ou menos extensamente, mais
positivamente na direcgo de seus proprios ne- '
gocios. Essa intervengo era apenas um sonho '
de philosophos, dizia a sabedoria dos estadistas
X'III seculo. E' hoje um facto cuja frisante
realidade v o mais humilde contemporneo I I
t na elaborago desse grande facto, pertence o
maior quioho, como ninguem o contesta, ao so- '
berano feliz e hbil que tudo previo, tudo dispoz'
e dirigi. Architecto ousado e prudente Napo-
leao III, na renovago da Europa moderna, foi o
pnmeiro que soube por cada cousa em seu lugar
janeando mo dos materiaes, que havia prepara-
do a historia da primeira metade deste seculo.
Eis, segundo nos parece, em algumas succiotas
palavras, o que um observador pode ver e pen-
sar.da Franga e da Europa actual. O Sr. conde
Rogerio Raczynski, no trabalho que acaba de pu-
blicar, collocando-se nessa altura, reconheco e
tonfessa o poder do principio das nacionalidades
serias, e procura assigoalar-lhe e prever-lhe as
as consequencias mais ou menos prximas. Ve-
rifica tambem com uma penetrante sagacidade,
que o exercicio do suffragio universal eminen-
temente proprio para fazer penetrar as carnadas
mais profundas da sociedade a idea de justiga
que deve cada vez mais guiar a politica do fu-
turo, i
CEAB.
SANTA-CASA DA MISERICORDIA.
ACTA DA lXSTAlLAgAO.
Aos 14 dias do mez de margo do anno do
Nascimeolo de Nosso Senhor Jesus-Christo de
mil oitocentos sessenta e um na casa do hospi-
tal da Santa Casa da Misericordia d'esta capital
onde se achavam reunidas as differentes irraan-
dades e pessoas gradas d'esta cidade. e na frente
do edificio postado o primeiro balalho de gua-
ardas nacionaes, comparecen e foi recebido com
as formalidades do estylo, o Exm. Sr. Dr. An-
tonio Marcellino Nunes Gongalves, presidente da
provincia, e provedor e protector da irmandade
da referida Santa Casa de Misericordia, criada
nesta capital em virtude do compromisso de 12
de fevereiro ultimo, que baixou para execugo
da le provincial numero 923 de 14 de agosto do
anno prximo passado, e procedida a bengeo
do mencionado edificio cujo acto religioso fi
praticado pelo reverendo vigario d'esta freguezia
Carlos Augusto Peixoto de Alencar lo rao u o mes-
, mo Exm. Sr. presidente da provincia assento
r. a esse respeito entra elle em expheagoes e cabeceira da mesa que se achava collocada em
apreciagoes que o pequeo espago de que dispo- lugar proprio, tendo a sua esquerda o vice-pro-
mos mpede-nos de acompanha-lo. Teriamos vedor major Joo Severiano Ribeiro, e em re-
sem duvida de fazer restrieges em mais de um dor da mesma mesa o Ihesoureiro-esmoler coro-
po,t0' i nel Prancisco Fidelis Barroso, procurador geral
Mas anda quando se resiste sua lgica, nao Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra, e mordomos
se pode deixar de admirar o vigor de seas tragos, lenle coronel Luiz Antooio da Silva Vianna
a extenso desse pensamento que abraga de alto padre Hypolito Gomes Brazil, Luiz Vieira da
e em seu todo factos apparentemente absurdos, e Costa Delgado Perdigo, capitao Antooio Gongal-
que mostra a sua intima relago. i ves da Justa, capitao Joaquim da Cunha Freir
O estylo fcil, florido, atiesta um nro confie- Manoel Antonio da Rocha Jnior, coronel Jo
cimento de nossa lingua. Talvez mesmo que o Antonio Machado e Manoel Nunes de Mello di-
autor empregue demasiadas imagens e metha- rigiu o mesmo Exm. Sr. presidente uma allcu-
phoras que desviara e distraem a allengo. Seu gao anloga ao objecto, lindo o que declarou
pensamento nao um rio que corre lmpido e intallada a irmandade da Sania Casa de Miseri-
socegado, fertilisando as margena; antes a suc- cordi d'esta capital, e depois da leitura do com-
cessao de torrentes impetuosas que saltara em promisso deferio perante os referidos membros
onihantes cscalas, masque a vista custa a ac-1 da mesa administrativa eos houve por impossa-
corapanharem seus caprichos, admirando sempre' dos nos respectivos lugares, dando-se por rindo
a sua forga. i os trabalhos as 6 horas da Urde, depois de uma
mas para darcomludo ama idea de seu estylo,' allocugo feila pelo vice-provedor. Bo que para
citaremos aqu suas ideas sobre a intervengo constar se lavrou a presente acia em que todos
mais ou menos decidida do principio moral as assignaram. E eu Jos Nunes de Mello, escrivo
retagoes polticas e internaciones dos povos, e O escrevi.
sobre o que ha de generoso na poltica im-j Antonio Marcellino Nunes Gongalves.Joo
penY.: Severiano Ribeiro.Luiz Vieira da Costa Delga-
Domina a situagao em seu todo, diz elle, o do Perdigo. Luiz Antonio da Silva Vianna.
reconhecimento do imperio e a transformarlo Antonio Gongalves da Justa.Joaquim da Cu-
profundamente liberal de sua politica. Os ioi-' nha Freir. Manoel Aotonio da Rocha Jnior,
nativos generosos do imperio subjugsm os ho- Francisco Fidelis Barroso.Manoel Soares da
mons voluntariamente, e unnime em seu fa- Silva Bizerra. Padre Hypolito Gomes Brazil
vor a voz Uo despresada e to poderosa de todos Manoel Nunes de Mello. Joo Antonio Ma-
aquelles a quem se tem feito mal. Toda a de-' chado.
teocracia das nages. tudo o que christo sem Sijchores.Nao um festim industrial, em
ter a honra de ser allemo, s v a salvago na que o espirito se alucina as combinagoes lu-
nV a crativas, nao sao as ovages aos polenta los, e
nao e um engodo, porm uma necessidade,' as homenagens a opulencia que hoje aqui nos
pois que todos elles nao podem reconquistar nem congregara. Nao, a sociedade qne se confra-
ainoa manter o direito de viver seno reunindo- lernisa, e o triumpho da abenegago sobre o
se a uma s bandeira. E verdade que de seu la- egosmo, a vaidade que cede o passo a phi-
ao, os povos germnicos desconfiam e se armara,1 lanlropia finalmente o consorcio da religio
nao so porque se rebellam contra a idea do di- com o sentimento em favor da humanidade des-
reilo coramum da liberdade, mas ainda porque valida. E era tempo I que as lagrimas'da viu-
se Ju.Ui.am ameagsdos em seus lares deserem of-; va, os lamentos doorpho ; os gemidos do en-
tendidos em sua independencia e honra. AEu- fermo e a nudez da indigencia, deixando de ser
ropa parece dividida em dous campos. Os alie-; um epigrarama nossa civilisago, recebesse
maes nao ?eem na politica do imperio seno o hoje o mais solemne testemunho da commise-
lado do passado.... O campo das osges, pelo rago publica.
contrario, v na acgo presente da Franga os' Longe vo os tempos do paganismo, em que a
veraaaeiros penhores do futuro. Por outro lado, sorte dos pobres e de todos aquelles que com o
uogem receiar pela integridade dos tratados, e, bergo recebiam o infortunio se traduz-a oa es-
de outro, espera-se que v ser rlscada umalettra cravido e no infantecido. em que os felizes do
mn* 1e nata.... mundo se consideravam aerea previlegiados da
iteconnece o judicioso poltico que foi a ordem natureza, para desdenharem as desgracas dos
na democracia e a igualdade no direito civil e po- seus semelhantes.
Iilico, caracteres eminentes da revolugo de 1789 A feliz revolugo que operou-se em nossos
quem deram tanta forga s ideas francezas desde costumea pela li do Crucificado, de mao dadas
o comego deste scalo. com a philosophia e com as sciencias adminis-
c a tai ponto, diz elle, que uma revolugo po- tralivas, nao loleraram esse quadro de miserias
tutea tomou-se tao geral como as transforraages que na eloquente frase de Chevalier. o laco
religiosas da humanidade. gavillante que escraviae e encad, a alma e o
ror isso comprehende elle sem hesitago a so- corpo, porque o homem que atormentado pela
licitude dos povos da Saboia e de Nice em vota- tome e pelo fro nao e livre, sua aelividade se
rem peta annexago Franga, transaego que, no extingue, aeus sentimentos se embrutecen do
l0, Pfnsa^. tom. os caracteres de legitimidade. mesmo modo que os aeus msculos lhe recusara
Pde-se dizer com a preciso de um legista que todo esforgo que delles se exige.
on.Ma?m. i .?" f!?0" ,de Ti8ta "0D 1al 8e Em tu,nl a conoojia poltica pela diviso
? n,f"t IntiUmidade du um regulamento de do trabalho, pelo desenvolvimento do crdito, e
tronteiras, que nio teja fvoravel a MneM5io.' pelo incremento dos melhoramentos materiaes,
estuda e resolve o grande problema social do
pauperismo, o chrstianismo pela mais santa
das virtudes, a caridade, nos prescreve o sagra-
r A6Jer 08n>0, obras pas.
LSde casas paginas memoraveis em qne se
?,^an,T Ptriln pBrfpit.mpnle #vanBelico d
Zna maiores vultos da lilteratu8,. m0!
f,^.1-*1'8'*0- di*rh*leaubriaii. qnerendn r-
S? cora5a(>.n?ano, e dar asVsmaffi-
goes o typo da virtude, inventou nma nova pai-
zao, que nao se exprimem com a paiavra amor
aue. menos severa, nem com a da amisade'
que se perde no tmulo, e nem com a da pie-
dade. muito visioha do orgulho. Ella a define
com a expressao Caridade qne comprehende
o amor, a amizade e a piedade. mas que ao mes-
mo lempo rene alguma cousa de eeleste. E*
por meio d esta virtude quo nossas inclinages
se purificara, e se elevara al ao Creador. .
A caridade como virtude chriata directamen-
te emanada do Eterno, acha-se lambem em
perfeila allianga com a natureza. e por esta
harmona continua do cu e da trra, de Deus e
a humanidade, que se reconhece o carcter da
verdadeira religio. Bem differentemente das
instiiuigoes moraes e polticas da antiguidade
emcontradigao com os sentimentos d'alma. o
chrstianismo sempre do accordo como o co-
ragao nao exige virtudes abstractas e solita-
rias, mais tiradas das nossas necesstdades e uteis
a todos.
Quando depois da ultima revolugo da Fran-
ga se inscrevia no pavilho nacional a paiavra
fralernidade como symbolo da escola so-
cialista instituida pelos reformadores, quaodo
. t,abet escrevendo aos seus discpulos so-
ore o dogma communitario, dizia: Meu prin-
cipio a fraternidade: minha theoria a fra-
lernidade : meu systema a fraternidade: mi-
nha sciencia a fraternidade, faUeava-se evi-
dentemente o sentimento religioso, que s as-
senta na espontaneidade e na vossa consciencia.
pretendendo-se converle-lo em um incoherente
e impralicavel systema poltico de perigosas
consequencias, contra o qual protestara os tac-
tos econmicos e as proprias leis do progresso e
do aperfeigoamenlo humano. Mas do excesso
mesmo do absurdo e da utopia da idea, resma-
se o pensamento grandioso do amor da humani-
dade, pensamento que convenientemente regu-
lado e medanle a poderosa alavanca do princi-
pio de associago tem sido frtil entre os povos
mais civihsados na creago das escolas de artes
e officios, dos hospicios de alienados, dos insti-
tutos de cgos, do mudos e sardos, dos asylos
de mendicidade, dos hospitaes. dos montes de
soccorro e de piedade, das caixas econmicas e
de tantas outras instituic.es de beneficencia
que honram as luzes e fazem o orgulho de nosse*
S6UlO*
Desgragadamente ainda nao apreciamos os
inicios de to ioteressantes estabelecimentos que
sao entre nos completamente desconhecidos. e
entretanto qual de vos deixar de ter sentido a
mais vira compungi ao contemplardes essas
scenas de desolago, de dores e de soffrimeotos
que se representam as choupanas dos centena-
res de infelizes que povoam as ras e os suburbios,
desta cidade?
Pois bem. seja o nosso primeiro passo ni me-
ritoria consolago aos adictos, a ioaugurago
da santa casa da Misericordia, que hoje aqui so-
lera nisamoa, sob os felizes auspicios, que nos
assegura a escolha do dia, em que transportados
de jubilo, commemoramos o natalicio da mais.
beneucenle, da mais piedosa e da mais caritativa
das princezas. augusta esposa do nosso adorado
monarcha. Possa este venturoso acontecimento
que assim se exalta al o throno da magestade,
associando-se um dos mais charos penhores
do amordoa Braaileiroa, preservar a pa funda-
gao cearense da acgo corrosiva das dissen-
goes polticas, do indiflerentismo e do desalent-
dos homens I
E vos, senhores membros da mesa adminis-
trativa, ides sellar com o vosso juramento, as
obrigagoes prescriptas no compromisso que agora
deposito em vossas mos, como a lei orgnica,
do instituto, cojos destinos sois chamados a di-
rigir. Obreiros da caridade publica, elevai o*
vossos esforgos altura da missao que vos
encarregada. O sscrificio da cruz seja a estrella
que vos guie na romagem, e as bengos e>
as preces do povo agradecido vossa recom-
pensa.
Palacio do governo do Cear em 14 de marco-
de 1861.
Antonio Marcellino Nunes Goncalvu.
Senhores da mesa administrativa e membros-
da sania casa de Misericordia.
DiiTerentes adminislrages se succederam de-
pois da que concebeu, e tralou de realisar a ben>
importante e piedosa lda da construego desta
edificio destinado a um estabelecimento de cari-
dade na capiial, o primeiro e nico desta ordem
na provincia; e embora, como ereio, todas
mais ou menos interessadas em leva-lo a efieito,
nenhuma, talvez por difficuldades inveociveis
que nao nos dado apreciar, ebegou a impri-
mir-lhe o carcter de existencia, e til acgo,
que coube ao Exm. Sr. presidente Pr. Antonio*
Marcellino Nunea Gongalves animar, e agora fa-
zer proceder.
Competentemente nomeado, senhores, come*
sabis, vice provedor, que tem de immediata
mente presidir os trabalhos da mesa administra-
tiva do referido estabelecimento, eu nio dei-
peoso-me, mesmo depois da anloga e espiri-
tuosa allocugo que nos vem de fater o dito
Exm. Sr. no duplo carcter de administrador da
provincia, e provedor necessariodo mesmo esta-
belecimento, de dirigir-vos algumas palavras
oeste acto solemne de sua ioaugurago e posa
do peasoal da respectiva admiolatrago, sem qu
entretanto me faga cargo de ama desenvolvida
apreciago das vantagens que so representam
inherentes esta pia creago, dos beneficios
que a provincia em geral, e em particular esta
capital rasoavelmente deve della esperar, e em
summa dos saos favores d caridade que mes-
ma se prendera e que tanto, seno melhor do-
que eu, comprehendeis.
Lisongo-me asss de haver merecido o lugar
de honra e conflanga, que me foi dado entre vos,
e entro comvosco na gestao das incumbencias
previstas pelo compromisso oa lei orgnica do
estabelecimento menos seguro da consciencia da
bem pod-lo preencher, e assim corresponder
lembranga e expectativa da escolha de que forte
pela conviego de que nio ficar mal quem, co-
mo eu, conta com o valioso auxiliar de vossa
concurso, boas intenges e illustragao.
Conjuremo-nos, pois, senhores, com os senti-
mentos do maior interesse, e pura religiosidade
para o grandioso fim da prosperidade deste novo,
estabelecimento, de sabida honra para a provin-
cia, e teremos assim, alm das heneaos da Pro-
videncia, o favor do publico acolhimenlo, e ai
grata satisfaco do governo da provincia, qu
cheio de conflanga aqui nos congregou.
Cidade da Fortaleza, em 14 de margo da
Joao Severiano Ribeiro.
lhcufio dirigida pelo Dr. Manoel de Souzo,
G*rcm, no acto da vnstallaco da irmandade.
| Eu tos sado, irt., em oome da F, Esperan-



1)
I-------------------" !>- -1 ...'<"
c e Caridade; e. celIocandoroe sombra lio
santa quaoto vistvel dessa trlndade; Uto 4 do
amor de Deus, do amor de vos meemos e do amor
do prximo, chave da ordena" na sociedade em
que vivis, alma da religio que seguis, cont
cota vossa extrema indulgencia no ponto que
julguei dever direr neste instante em que ae
xealies, com prazer o tantos, o mais sublime
pensa ment carittao.
Dando este passo, folgo, senhores, de me mos-
trsr anda urna vez consecrante na minha vida
quaai ignorada.
Montera apatrocioei o desvalido encarcerado,
sean paga sem gloria ; hivje sdvogo o desvalido
enfermo, sem remunera;!* sena applauso. Os
deveies que me levsm isso nascem da raesma
fontea Rellgiio.
lARlO DI FERsUMlUGO. m QUARTA JE1RA *> DI MARCO DI llfil.
S. Fre Pedro Goncalves, no convento gtoioa Carmelitas e na egreja 4o Sacia-Rita de
Cassia.
O vapor Prsenunja, vndo dos portoa do
sul de sua escala, Irouxe-nos joraaes de Alagas
ate 23 do corrate.
Lemos no Ccrreio Oficial :
Um ultimo e solemne desmentido aos 4et-
afflectos do Eso. Sr. Loso Valioso foi o latid
impotUnte concurso de pessoes que tristonhas o
acompanharam emeu embarque.
A's 5 horas da tonto do dia 15, Rio obstante
'. a lila chave, parti 8. Bxc. para Jaguar*, se-
! guido pelos Srs. Exm. vice-presiento Dr. Rober-
to Calneiros de Mallo, bario de Jaguar o Ala-
I laia, Dr. Benjamn de Rocha Vieira, commanden-
te superior Dr. Sobral, inspectores das theseura-
E' que aqueilas existencias sao irmias, e mol-1 rias de fazenda geral e provincial, coronel Mo-
tas vezes gemcas, orna, tosida ao chao despido,i raes, presidente da cartara municipal, director da
sorvendo sol e a tirara, que a repassam; a
oulra, chumbada sos etos da cadeia, que arras-
tra, respirando a costo, longe do sol e da (res-
cura, a athmosphera abafada e doentia, que a
froslra.
Venho bem d'rzer, Srs., possuido de respeilo e
profunda estima, a fundagao que tem boje aqui
logar do hospital de caridade.
A corporacio, pois, que leve este pensamen-
to, e o administrador que lio depressa o reirii-
*ou, merece-m muito desla provincia, e, dissera
da patria, se nao eoubera, que Deus que "nos
ouve, tendo em seus labios infinitos um sorriso
de piedade pela ooaaa ceguewa, com que rios-
tra que a verdadeira patria do homem o Co,
guarda para esses benemritos o gallardas que s
elle sabe dar.
Pensareis commigo; que era urna lactina la-
tnentavel, quer no ponto de vista chrrstao, quo
cao tem poca, quer no estado de vosso adan-
lamento, a falta nesta cidade de um hosoital; o
bciu o que e o que vale, em relacao a vs e a
stranhos. Ella 6 aba"l* <, oom.
modas, ou luxuosas: as migalhas do vosso ban-
quete, ou das vossas farlurus ; "finalmente, a
hospedara dos desgracados do mundo.
Em vossas casas, hospedis ou rccolbejs os
que vos aprazem, e uss condices vantajosas ao
vosso modo de viver; nessaa abas, hospedis
lambem e recoltieis a esses outros naufrago* da
Ierra, que do de encontr s esquinas, que se
abrigam s portas dos edificios, fechados para
lies, e quo dormem as escadarias dos templos,
espera de um coracao caridoso.
Sim, Srs., a caridade publica leve hoje o seu
dia de osta lambem ne.-ta capital; e bemdiclos
sejam aquellos que contribuirn) para ella. Nella,
com vanlagem s oulras testas, o ser que con-
corre, espiritualisa-se, purifica-se pela esmola e
aproxima-se do seo ureador; nella, eso nella,
sente-se esse puro prazer do coracao, que alisa
o ruga prematura na face daquelle que, no ex-
clusivo commercio do mundo, sendo surpreheo-
dido pela ruina do jogo. pela iufidelidade da
mulher, a traicio do amigo, a guerra da invej,
o esquecimenlo e a injusiica do poder, foi dis-
crente, se quer um iustanle, com olleusa da re-
ligiu que professa.
Outr'ora, a Roma dos Cesares, a Roma dos
fastos, a conquistadora e legisladora do mundo,
dava por medida da torca, da importancia e da
civilisaco de urna nacho a dssolaro na guerra,
o berdadura das logas e o ouro que humilhava.
Hoje, a Roma chri-taa, e com ella as naces
que sao cultas, teem por divisa, a F, Esperan-
za e Cari-tade.
E' que o-Circo cedeu seus alicerces ao Templo
e ao Hospicio.
E' que o despreso e abjeccSo quo envelheciam
os plebeus, e os lees que devoravam os escla-
vos no Circo para deverlimento dos imperadores
sem caridade, desappnreceram com essa civilisa-
co sem amor, boje, que a caridaJe approxima
todas as condices, e poupam-se os saos, e cu-
rara-so os enfermos, at por iniciativa do gover-
io___ E' ero cedeodo sua cadeira ao Papa 1
Um peosameuto nao deve esquecer: nao ra-
ras a outrem o que nao queresquete facam a ti.
Este pensamenlo immineutemente social, chris-
tao e civiiisador, que devia ser escriplo na 1*
pagina dos cdigos, e ser 1* phrase as boceas
iufantis, vos anime no louvavel proposito de fa-
zer prosperar a Santa Casa de Misericordia. Por
esse pensamenlo, repara-sea injustiga, tranquil-
lisa-se a consciencia, e, pela forja da F e da
Esperanza, dispoe-sc para o dia seguinte, que
s Reos perlence, aquillo de que nem se so-
ulia hoje carecer----a caridade alheia.
Termino : a Santa Casa da Misericordia tem a
esperar ludo do publico auxilio para chegar ao
des*jxdo grao de prosperidade uesla capital, que
augmenta de dia para dia.
e alguns sei, que trazem ne coracao essa
idea. Eu, que cheguei a atrever-me a approva-
la perante vos, sem prestigio como me conheceis,
e o que peior, com a palavra inculta que vos
nao prende a aliencio; e o digno Exm. presi-
dente, cujo3 esforcos deve a provincia a reali-
sacao da raesma idea, bem como outros benefi-
cios. Desgragadameute, eu nada posso: e elle,
que tanto se iuleressou pela ordem e prosperi-
dade desta provincia, vai delxar-nos em breve,
quando esta instituico roais careca delle como
a abobada anda nao' consolidada dos apareihos
que a sustentara.
{Pedro II.)
succedeu o terrivel stnislro d malladada corveta i
D. Isabel, procedeu perfetUtBente, do accerdo
aos desejos de notaos offlciaea de marrnhs.
S&o instructores dos gnarda roarionaa na ro-
sele commissao os Srs. t lenle Aotoaie da
Silva Teixeira, e 2 lenle Manoel Perelra Res,
este de hydrographia, e aquella de historia mar-
tima e toctfea aval: ambostom kaMIHaotaopo-
ra corretpoBderem hoarooa tsaollM que mere-
cer m.
Entro os offlciaea notam-ee tres que anda i
peuco deixararo de com mandar, e aio os Srs. ce-
pilo-tenente Jos Antonio do Paria, e primeiros
teaenles Joaqun Jos Pinto o Airare Augusto de
Carvalho.
Reina i bordo a melhor harmona postivel en-
tre toda a officialidade, que tem dado ao digno
eommandante inequvocas pravas da considera-
cao e estima, sendo que foi este obsequiado no
dia IS m om alie jantor dado por aquella.
E' mui provavel que este mesme espirito se
alimente, e consolide cada vez mais no decurso
da commissio ; porque se o eommandante Jos
Mara Rodrigues goza da reputoeio do severo na
disciplina, encontrn offlciaea, que leeenhecem a
necessidade desta severidade, que o nao de coad-
jurar constantemente, e destruir, por conseguin-
te, as causas que poderiam justificar o uso desta
severidade.
E' esta a terceira commiseao importante con-
fiada crvela Bahiana: na primeira dobrou el-
la o Cabo de lloro, sob o commande do diiticto
Sr. chefe de divisao, actual eommandante desta
estacio, e visitou varios portos do Pacifico, onde
nunca anteriormente tinha fluctuado a bandeira
brasileira em um vaso de guerra : na segunda
percorreo diversos portos da Europa, sob o com-
raando do Sr. chefe de divs5o d'Handain ; e to-
instroccao publica Correa Titara, teooote-corouel
Nicolao Rodrigues da Silva, procurador fiscal in-
terino Dr. Flix da Costa Moraes, corarcendador
Oiticica, depulados provnciaes Manoel JosTei-
xeira de Oliveira, Joa Bernardo da Coala Graca,
major Manoel Claudino de Arroxellas Jayme, of-
Qcial da guarda nacional, e do cerpo de polica,
juiz municipal de Laguna, promotores pblicos
da capital, de Penedo e de Ataieia, e muitos ci-
dauSos conspicuos desta provincia.
Ao chegar ao embarque urna grande guarda
de honra fez as continencias do eslylo, deixando
fluctuar o estandarte brasileiro, como urna prova
de que o cidadao presidente por seu carcter ai-
rado, seus conhecimentos e sua administrado
nesta provincia, nem de leve tinha mereado o
brilho da gloria do chefe do estado, de qacm foi,
e anda delega Jo ; ao que nao s S. Exc. como
todos que o acompanharam, deseobriram-se em
sigaal de respeto naco representada por sua cou-lhe agora igual commissio.
bandeirs. E[um excellente navio, dotado
, 3noora lagrimas, porm, parliram expona*
neamente Je cut amigos, quando S. R*" "" i
eiiieio sensibilisado, os apertava ao peito, ao
aom do hymno brasileiro, tocado por urna msica
marcial.
< Foi urna scena locante, e bem expressiva de
que S. Exc. deixou amigos e homens que preza-
rara suas ptimas qualidades.
Os conservadores moderados,como o Sr. ba-
rio de Jaragu, Oiticica, Dr. Sobral, coronel Mo-
raes, Costa Graca, Titara, Nicolao, Teixeira, Dr.
Flix, Manoel Claudino e outros de enrolla com
adversarios politicos, muitos fuuccionarios p-
blicos a par da guarda uacioual, se apreseolando
nesla occesiio e recebendo commovidos o adeus
da despedida, nao s provaram que a administra-
cao do Exra. Sr. Leo Velloso nao foi hostil a
partido algum poltico, como uio foi prejudicial
ao funecionalismo, como se quiz fazer acreditar.
i Recebendo, pois, S. Exc. urna prova lio ir-
refragarel de tonsidetaco o amisade, e tendo
nos una juslificacao brilhanle do que diziamos
de S. Exc, devem de estar no todo confusos por
tal demonstrado de apreso os seus obscuros de-
selTeclos.
A familia de S. Exc. foi acompanhada por
diversas oulras com (juera aqui tinha enlretido
relaces de sympathia e amisade.
Assim o Exm. Sr. comnaendador Pedro Leio
Velloso, presidente da provincia do Maranhao e
ex-presidenle de AUgoas e EspiritoSl,desmeotio i
cabalmente, pulverisou complelamenleseus gra- *z.eTe de Andrade, Ur. Jos Antonio de Maga-
tuitose desarrazoados inimigos. se tal neme me- Jnaes. Bastos e um escravo, Joao Lsiz de Paula
rece um pequeo grupo de espiraos mesquinhos.
< V S. Exc. salisfeito, porque o deve estar,
com a provincia de Alagoas : os homens sensa-
tos o apreciaram, equatito ao mais..............
nao era elle moeda de ouro.
Continu na vereda que tem trilhado, mar-
a recum-
A novo jury.
Appellanle. 0 Jolzo appellado, Francisco Xa-
tier e Silva.
Improcedente,
Appellante, o juizo ; appellado, Joio Baptiita
Roarignes.
Improcedente a appellacio.
Appeltonto, o juizo ; appeodo, Simplicio Ma-
noel do* Passoe.
A novo jury.
. Appelmnte, Antonio Jos da Costo appellado,
juizo.
Improcedente.
Appellanle, o juizo", appellado, Fio
Itunes da Silva.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Joa Luiz de
Barcellos.
Improcedente.
chegando ao sen conhecimeoto que seus filhosde
menor idade Ildefonso Vieita da Cuan*. Anto-
nio Jos Vieira da Cuoha, que ae acbaa 00 ser-
lio em suas fazendas de Olho d'Agua do Cunha,
Poco Verde, Poco da Pedra, Aogicoi, Pojinho,
Gangora, sitio do Mello. Riachio e Jatobs, terri-
torio da comarca de S. Joo de Carirya, provincia
da Parahiba, dispondo dos gados oaexiste* em
ditas fazendas, participa a qeem confiar que di-
toa menores nao poeem dirpor do mencionado
gado que lhes nio festonee ainda quando peiten-
; ceeaam nio podonam vender por serem menores
e eiistirem sob um tutella ; e por tanto a abaizo
Uno asaiguada protesta contra quem comorar ditos ga-
dos, cuja venda Acara do nenhum etfeito, pois,
que a annuncianto tratari de desfaze-laa osando
assim do seu direito.
D. Mario, das Iftves Carntiro da Cunha.
Eogenho Araripe de Baixo, 10 de marco de 1861.
Navio* intrads no dia 26.
Liaboo17 das, nrigue portaguez Relmpago, de
S3 tosolada, capitio Joio Xavier da Fonse-
ca, eqnipagem 15, carga vinho, cebla e mais
- eneres; a Thomaz da Aquino Fooseca.
Philadelphia49 dias, barca bremense Malvina,
o 160 l iHl>i, capiU f. Mj. t
11, carga t,*M barricas con fa*Maa 1
ais gneros ; a Malhew Anatal.
Lirerpool-M dias, brigito ingle w. de 186
toaeladss, eaptOe James HansaN. equtoagem
12, carga fazendas e mala gneros ; s Johns-
too Pator & C
Nio honestan, sabidas.
e trigo, a
-
das melhores
qualidades nuticas, e monta em batera 22 ca-
phes nhn Ho mHIm r-iAtiaua. roi cons-
Iruida no Rio de Janeiro ba poucoa annos.
Fazemes votos para que a crvela Bahiana re-
gresse aos patrios mares com felicidade, depois de
ter conseguido plantar nos paizes que vai visitar
o respeilo e eslima i nossa naci, de tornar nel-
les mais conhecida a nossa civilisaco e progres-
so, que um s dos seus escaleres, um nico ho-
mem de sua tripolacao bastario para attestar.
Seria para desejar que ella vollasse armada
hlice, como propozemos que se flzesse i D. Isa-
bel ; o que com muila probabilidade a tea sal-
vado de seu desditoso flm.
_ O novo ministro de marinha, que um profis-
sional Ilustrado, apreciara perfeitamente esta
nessa lembranca.
Foram recolbidos casa de detencie nos
dias 43,24 e 25 do correte 18 horneas e 3 mu-
Iheres, sendo livres 14 e escravos 7. a saber: i
ordem do Dr. chefe de polica 4, ordem do juiz
dos foitos da fazenda 1, ordem do delegado do
Io dislricto 1, ordem do subdelegado do Recite
4, ordem do de Santo Antonio 8, i ordem do
de S. Jos 1, e ordem do da Boa-Vista 2.
Passageiros do brigue porluguez Flcrinda,
entrado de Lisboa :Jos Antonio Ribeiro e Ma-
noel Martins.
Passageiros do vapor nacional Persinunga,
entrado de Macei e portos intermedios :teneu-
te-coronel Jos Antonio Lopes e 2 criados, Jos
x APPELLAQOES CIVEIS.
Appellanle, Jos das Naves Wsnderley ; ap-
pellado, Joaquina do Nascimento Costa Cunha
Lima.
Reformada a senteoca.
Appellanle, Antonio Goncalves da Silva ; ap-
pellado, Joaquina Antonio da Silveira.
Desprezaram-se os embargos.
Appellanle, a fazenda ; appellado, Antonio da
Silva Gusmie.
Desprezaram-so os embargos.
Appellanle, Izidro Goncalves da Cruz e outros;
appellado. o juizo de capellss.
Reformada em parte a sentenca.
Appellanle, Estevio Jos Paes Brrelo ; ap-
pellado, Gabriel Germano de Aguiar Montar-
royos.
Desprezaram-se os embargos.
Appellanle, Jos Norberto Caslello-Branco;
appellado, Francisco Cavalcanli do Albuquerque
Mello.
DiLiasnoiAc cbimpc
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellaQes crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao Ferro.
Appellanle, o juizo ; appellrdo, Francisco An-
tonio Marques.
Appellanle, Joaquim Campanha Wanderley ;
appellado, o juizo.
Appellanle, o promotor; appellado, Francisco
Alves da Silva.
Appellanle, Manoel Precopio de Aquino ; ap-
pellado, o juizo.
MSTR1BU1C,ES.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces crimes :
Appellanle, Jos Araujode Lima ; appellado,
o juizo.
As 3 horas encerrou-se a sesso.
COMMERCIO*
Alfandega.
Rendimeoto do dia 1 a 23. .
dem do dia 26. .... ,
299:0729006
220355594
3
o-
B
B
"5"
B

32t:107600
Moviuaento da alfaodeara.
Volumes entrados com fazendas..
com generes.. 100
Volumes
a
sabidos

com
com
fazendas..
generoa.
------100
174
Communicados.
lua explicacao ao publico.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Hoje commemora a nossa igreja a agona, a
oracao e o suor do saogue, vertido pelo Salva-
dor, vendo aproximar-se a hora da paixao, o mo-
mento de consummar-seosterilicio grandioso.
Neste dia mil outras cousas altissimas, e todas
chchs de grandes docurrentos moraes, sio-nos
offerecidas contemplado di alma, que se pros-
terna perante a msgnelude de um Deus, que se
humanisa, para remire regenerar lhos deca-
lados para desobediencia original.
esto dia, quandu Christo ora no jardim das
Oliveiras, agonisa esasangue, seus fiis apos-
tlos de cansados adormecer ; mas elle des-
perla-os por vezes, e lhes repele estas pala-
bras -
Vigiai, e orai para nao entrardes em lenta-
4ao I
Que doutrina em ludo islo 1 exclama alguem,
do quem havemos bebido estas palavras.
A morle intimida ao proprio Homem-Dcus I
A lenta;ao nao perda nem aos que vivem mais
perto delle 1
A vigilia e a prece sendo o regresso nico con-
tra a lenlactto, acooselhamo-las, pois, is almas
piedosas e creles, para que dellas colham o fruc-
to por Christo apodado aos seus apostlos.
A companhia de transportes impenaes (mes-
oageries imperiales) segura ludo quanto for em-
barcado em seus vapores as viagens da Europa
para os nossos portos, bem como destes para os
daqdella.
Para estes seguros sao observadas as clausulas
condices consignadas em urna apolice assigna-
da em 'ranca ; e os esclarecimenlos a respeilo
sao fornecidos na agencia da companhia nesla ci-
dade.
Sabbado ultima-se o prazo marcado para
-o pagamento do imposto municipal sobre estabe-
lecimentos.
A nao salisfacao deste imposto at esse dia,
eugeits o contribuinte multa de tres por cenlo.
Nesta semana hoje o ultime dia, em que
ba descontos na caixa filial, segundo resolucao
tomada pela respectiva directora, em consequen-
cia de serem santificados os dias seguinles.
No caes que oceupa o espaco intermedio is
duas pontos, acha-se desde domiogo um cavallo
anorto, cujo estado de patrefaccio iraz all a todos
-em grande incommodo.
Nio ser mo que o Sr. fiscal o mande remover
indagando ao meamo tempo a quem pettenca
para os fins convenientes.
Alguos moradores da villa da Escada quei-
zsram-se-nosde qe se houvessefeito mudenca
maa horas do trem daquella localidade, sem a an-
tecedencia necessaria, o que impossiblitou
snuiloB passageiros a viada ao Recife, como dese-
javam.
Ne sabbado SO do correte tem lugar a nica
eessao preparatoria da assembla provincial, no
presento anno, devendo nella marcar-se a hora
em que S. Exc. o Sr. presidente da provincia
proceda i abertura dostrabalhos, leudo o relalorio
do eslylo.
_ Por ordem do Dr. chefe de polica foi prohi-
bido o transito de qualquer vehculo durante os
dous dias de quieta a sexta-feira da presente se-
mana.
Ilavero os actos, que formara a Sania Pai-
xao de Nosso Senhor Jess Christo, na matriz de
che impvido despresando zoilos, que a recom-
pensa mais cedo ou arde hado vir : a cora c-
vica bella, mas custosa.
c Aftas oes.
Amante da sociedade e de sua properidade,
especialmente quando se traa dos beneficios
prestados nossa religo, nio posso deixar em
silencio os relevantes sorvicos, que acaba de
prestar a esta freguezia o muito digno e virtuoso
missiooario fre Sebastiao da Virgen, mostrando
d'est'arte asilluslres qualidades que caraclerisam
sua benemrita pessoa.e muito honrara classe a
que elle perlence.
No dia 14 da mez passado, das 11 horas para
o meio dia, propagou-se nesla villa a noticia de
que o referido niissiooario se achava em jornada
para esta freguezia, vindo de Papacara, onde
acabava de missionar.
A esta voz os povos desle lugar e de seus
suburbios, obedientes como sao aos preceitos
evanglicos, o foram encontrar d'aqui a urna
legoa; pessoas a cavallo e a p, sendo estas
ultimas de ambos os sexos, forraaram uro grande
e luzido acompanbamento, indo a frente delle
seu muito digno e zeloso pastor o Rvm. Nemesis
de S. Joio Gualberto.
-. A's cinco horas da tarde do mesmo dia aqui
chegou esse levita do Senhor que foi bem rece-
bido.
A 16 do mesmo mez deu priucipio is mis-
ses, is quaes concorreram mais de oito mil
pessoas; maior numero se apresentaria se a
islo se nao oppozesse a estacio invernosa.
Concluiram-se as missdes a 3 do correte, e
durante ellas o Rvm. fre Sebastiao tornou-se
incaneavel, j na edificacio de um grande ali-
cerce de um dos corredores que faltava i nossa
matriz, e ji na de um magcsioso cemiterio.
Tivomos mais a felicidade de ver distribuido
o Sacramento da contirmacio a todos aquelies
que procuravam esla fuiieaeo, porque o nosso
digno prelado, usando da caridade como cosluma,
concedeu essa ficuldade ao Rvm. frei Sebastiio
cedeodo em favor da conslrucco da nossa matriz
as olleras recebidas, no que foi acompanhado
por este muilo digno missionario, que nada quiz
aceitar para si.
Naamesmas missdes chrismaram-se mais de
duas mil pessoas, distribuio-se o Sacramento do
baptsnio a cento e ooze enancas e houve vinle
e cinco casamenlos, sendo doze de pessoas que
ha muilos annos Viviana no pessimo estado de
concubinato.
a Esse virtuoso levita promoveu esmola para a
matriz no valor de duzenlos mil ris, que som-
mados com as oblaces da chrisma (5363000 rs )
prefizeram a quantia de sele ceios e trinta e
seis mil ris, que est depositada em poder do
digno vigario, para applicala s obras sob a sua
direcQao.
Cavalcanti, Estevio Jos do Espirito Santo, Jos
Pereira dos Sontos, D. Anna Augusta de Castro
Accioly, Haria l'ereira, Isabel Maiia, Paulina de
Jess, Jos Fernaodes,do Carmo Willism E.
Jermely.
MATAOOURO PUBLICO :
Malaram-se no dia 24 do correte para o con-
sumo desla cidade 80 rezes.
No dia 25 do crrante71 ditas.
No dia 26 do correte26 ditas.
MORTALIDAPE B0 B1A 26.
Joao, branco, 2 dias ; couvulses.
Viclor, branco, 11 mezes; hepalite.
Apolinario Umbelino Freir, pardo, soltero, 19
annos; febre cerebral.
Simplicio Rertoldo dos Santos, pardo, solteiro, 45
annos; hernia cxlrangulada.
Mara da Conceigio. branca, solteira, 70 annos ;
alienacao mental.
Zulmira, branca, 5 annos; intento ckronica.
Mara Francisca da Conceicio, pardi, casada, 36
annos ; bexigas.
Cosma Mara da Conceicio, parda, solteira, 36
annos; phtysica.
Anastacia, parda, 3 mezes ; espasmo.
Rita Francisca, prela, casada, 56 aonos; polmo-
nia chrouica.
Descarregam hoje 27 de fevereiro.
Barca bremenseClarissafarioha de trigo.
Barca bremenseMatoinamercadorias.
Brigue porluguezFlorinda ceblas e batatas.
Rrieun inglezMinatillanlouca e ferro.
Barca americanaTamafarioha de Irigo.
Brigue.brasileiroCoBceicic mercadorias,
ornes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 23. 49:5348945
dem do dia 26......; 3:015782
52:550727
O
O
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Atmotpherm.
Direcco.
3
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Intensidad!.

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Hygrometro.



3
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Vo
Cisterna- hydro-
metrica.
Praneex.
ce
8
S
8
Ingles.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 23. 50 034326
dem do dia 6.......2:26531l
52:299~37
Unidades. Valores.
CHR0N1CAJU1CIARIA.
TRIBUNAL DA RELAClO.
SESSAO EM 26 DE MARQO DE 1861.
PRESIDENCIA 00 EXM. SR. CONSELHEIRO ERMELIKO
DE LEO.
Revestido da caridade e paciencia, que lhe
sao tio familiares, esse santo homem nio se en-
fadava, quer na admiuistracao dos Sacramentos,
quer na inspeejao das obras que aqui fez, mos-
trando senapre 'muila resignaco ecoragem ; to-
dos aquelies que tiveram a felicidade de ouvi-lo.
emseu apartamento ficaram transidos de sauda-
des, e jamis se esquecerio da sua memoria e a
saa doutrina por elle pregada consista na paz do
peccador com Deus, com a sua consciencia e com
o seu prximo, como elle mesmo declarou.
Mil beocaos e louvores sejam dados ao nosso
prestanlissimo prelado pela faculdade concedida
e pelas olleras feitas a nossa matriz ; ao Rvm.
frei Sebastiio pelos muilo relevantes servicos por
elle emprebendidos e execulados em prol da re-
ligio e dos moradores desla freguezia ; ao Rvm.
prefeilo frei Caetano de Messina pelo consenso
que deu para termos tanta gloria c felicidade ; e
ao Rvm. vigario pelos grandes esforcos que em-
pregou, para que seus freguezes usufruissem es-
ses beneficios.
Aceite, finalmente, o Rvm. e muito virtuoso
fre Sebastiio os votos de estima, respeito, grati-
dio e humildade que lhe tributa.
0 paire Joao Soares de Albuquerque.
a CaTanhuns, 8 de fevereiro de 1861.
Desde sabbado que se acha tundeada no
lamarao a crvela nacional Bahiana, que sabio
do Rio de Janeiro no dia 2 do crrenle,' e sob o
commando do digno Sr. capitio de mar e guerra
Jos Mara Rodrigues, se empresa em viagem de
instruccio com 23guardas-marinhas, que acabam
de sahir da respectiva academia.
A crvela tocou oeste porto para receber agua-
da e refrescar; apenas fundeou salvou ao Sr.
chefe da estacio naval, e o brigue barca Itama-
rac correspondeu logo i esta salva : actualmen-
te oceupa-se ella em tirar os cabos do apparelbo,
servico que as chovas destes dias tem empalado
muito, e deve seguir na segunda-felra prxima
para New-York: all entrar em urna decapara
limpar o fundo, e depois seguir para a Europa,
onde tocar em Corks na Irlanda, em Pembroke,
Plymoulh, Brest, Ferrol, Lisboa, Cadix, Gibral-,
lar, Tnger eMadeira, de volla para o Rio de Ja-
neiro.
F um itinerario inleresssnte esse que ella tem
de percorrer, e a distiucla officialidade que a
guarnece, e os jovens guardas-marinhas hao de
aproveitar bastante na visita aquelies portoa.
0 governo imperial mandando oulro navio de
guerra ajia lugares prximos aquello em que
As lO.horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Caetano Santiago, Silveira, Gilirana, Silva Go-
mes, Lourenco Santiago, Costa Molla, e Guerra,
procurador da cora, foi aberla a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
No processo crime de responsabldade contra
o Dr. juiz de direilo da comarca de Pao d'Alha,
Manoel Teixeira Peixolo, mandou-se inquirir le-
lemunhas.
APFELLAQES CRIMES.
Appellanle, Manoel Gomes Ribeiro Jnior; ap-
pellado, Luiz Jos Dantas.
Improcedente.
Appellanle, Jeronymo Barbosa Pessoa ; appel-
lado, o juizo.
A uovojury.
Appellanle, o juizo; appellado, Jos de Mello
Albuquerque Montenegro.
Improcedente.
Appellanle, o juizo; appellado, AlexandreGo-
mes da Silva.
Ficou adiado.
Appellanle, Joio dos Santos Caneca ; appella-
do, o juizo.
Reformou-se a sentenca para o medio.
Appellanle, Jos do Prado Xavier; appellados,
Domingos Jos Alves de Siqueira e outros.
Improcedente.
Appellanle, o promotor ; appellado, Luiz An-
tonio Cabug.
Ficou adiado.
Appellanle, Jos Victorino de Sania Auna ;
appellado, o juizo.
Improcedente
Appellanle, o juizo ; appellado, Domingos Pe-
reira da Silva.
Improcedente.
Appellanle, o juizo : appellado, Leandro Be-
zerra Los.
Improcedente.
Appellanle. ojuizo ; appellado, Joio Chrysos-
tomo da Costa.
Improcedente.
Appellanle, o juizo ; appellado, Amonio Pinto
da Cruz.
Nao sei porque fatalidade hei de sempre por
motivos anormaes, ser levado ou antes arrestado
a collocar me em situacio que naturalmente
odeio, e que a meu pezar, por amor de minha re-
putado, son toreado a busca-la, mesmo quando
livesse a certoza de suecumbir na luta, com tan-
to que a mentira rasgasse seu nojento involucro
em homenagem verdade.
O pleito estabelecido pela intelligencia em fa-
vor da cofiservacao dos principios que manteem a
sociedade, nio por certo, esse que nutre a vi-
da do nosso jornalismo, que abusando de sua
bem entendida liberdade, transforma a melhor das Assucar mascavado
invencoes do homem n'um sopplicio de babaros, .dem branco
que acontando a honra, laceram igualmeute a
vida, e nisso faz consistir seu padrio de gloria 1..
O Rio Grandense do Norte est no pleno gozo
dessa soberana. Despeitado pela natural repulsa
que soffreu das urnas o seu redactor em chefe,
aggressor despejado e virulento da actual admi-
nistrarlo, que animou-se a nio impor essa can-
didatura descooceituada, busca esse candidato
derrotado, em seu furor, apedrejar a todos que
cercam ao Ilustrado e jusliceiro presidente.
E' bem natural tudo isto. A historia do paiz
nio desmente as tradiccoes geraes que temos dos
candidatos mallogrados, e especialmente os que
professam o liberalismo (mormente o desta pro-
vincia que nisso tem a sua especislidade).
Se no Rio Grandense do Norte escrevessem se-
ment os vampiros e miseraveis vagabundos, que
s leem por futuro a enxerga dos hospitaes, eu
nio dcsceria dar meia palavre, porm, pessoas
ha a quem nio posso pelo respeilo que lhes devo
deixarde explicar-lhea faetoa disvirtusdos, que a
tem por fim marear a minha reputacio ; por isso
venho hoje imprensa para moralisa-los com o
dever de homem e de funeciooario publico. O
Sr. Dr. Luiz Carlos Los Wanderley urna das
pessoas a quem me retiro. Tendo sempre dado a
esse cavalhero as provas mais edificantes de ami-
zade fraternal, mantida duranto nossa vida Ilite-
raria por muilos annos e conservada nesto solo
do noile, at ha bem pouco tempo, em que a sua
monomana poltica (-lo quebrar tio estreitos
lacos; eu poda sem fallar a coofianca de um
amigo, aconselhar a outro e preveni-lo de algum
successo que lhe fosse menos favoravel....
Suspeitando que S. Exc. pretenda exonerar ao
Sr. Dr. Wanderley da regencia da cadeira de
fraocez, porque dias antes indo assistir alguna
exames dessa disciplina, sahindo descontente, re-
solveu demitt-lo pelas razes exposlas no Dous
de Dezembro n. 26: eu na qualidAde de director
do Alheneu e amigo do Sr. Luiz Carlos nio poda
interceder por elle, porque nessa occasiio o Ato
Grandense publicava arligosverdadeiros amel-
gamos d'e injurias e infamiascontra o honrado
administrador da provincia, e ao Sr. Luiz Carlos
se dava a paternidade de laes arligos. Resolv
escrever ao Sr. Dr. Wanderley pedindo-lhe urna
conferencia, que s no dia immediato leve lugar
n'uma das salas reservadas do Alheoeu, e ah pe-
di-lho o mais rigoroso sigillo para nossa con-
ser vacuo, e declarei que elle seria naquelle
dia naturalmente demitlido ; Qz-lhe ver que seu
sogro o inspector da thesouraria provincial esla-
va no exercicio desse lugar, depois do desfalque
do cofre provincial, e da prisio do lenle coro-
nel Fooseca Lima, s por bondade indisivel da-
quelle que por elles eram lio liberalmente oiTen-
dido ; que ainda ha bem pouco lempo um seu
cunhado tinha sido nomeado amanuense da se-
cretaria do governo, e que elle mesmo o Dr. Luiz
Carlos tinha por esse presidente sido nomeado
lente de francez e geometiia, e finalmente nio
deviam morder a mao que s bem lhes ha va
feito. Disse ainda ao Sr. Luiz Carlos, que se o
administrador obrava illegalmente, que o argase
com a le, menos com o iosulto, que ningueai ti-
nha direito de liberalisar a outro os baldos de
sua lavra I....
^ ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Paula*dos prepos dos gneros sujeitos direitos
de exportaco. Semana de 26 a 30 de marco
de 1861.
Mercadorias.
Abanos.....
Agurdenle de cana. .
dem restilada e do reino .
dem caxaea ......
dem genebra......
dem alcool ou espirito de
agurdente......
Algodo em caroco ....
dem em rama ou em la. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
cenlo
caada
D

>
1*000
9640
8640
#300
640
arroba


>

D
caada
>
arroba
dem refinado......
Azeite de' amendoim ou mon-
dobim........
dem de coco......
dem de mamona.....
Bala tus alimenticias ....
Bolacha ordinaria propria para
embarque....... .>
mfindeees........ >
Caf bom...... :
dem escolha ou restolho >
dem terrado...... libra
Caibros........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ...
Carvao vegetal......
Cera de carnauba em bruto. libra
dem idem em velas. ...
Charutos. ...... cento
Cocos seceos....... >
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
dem verdes...... >
dem de cabra corridos um
dem de onca......
Doces seceos...... libra
dem em geleia ou massa
dem em calda.
Espanadores grandes. um
dem pequeos.....
Esteiras para forro ou estiva de
navio ........ cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
Feijao de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario eu restolho. >
dem em rolo bom .... >
dem ordinaro restolho... >
$700
2S025
85100
$700
2g700
2*100
3g300
s
A ooite iguaceiros, calma at as 3 h. queco-
mecou a soprar do SE deseo e assim amanheceu.
OBClLAfjAO DA ARE'.
Preamar as 4 h. e 30' da tarde, altura 7,4 p.
Baixamar as 10 b. e 18' da manhia, altura 0.7 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 26 de
margo de 1861.
Ronio Stepple,
i" lente.
Editaes.
Improcedente.
Appellanle, o juizo; appellado, Benlo Jos
Pereira e outros.
Improcedentes.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Ri-
beiro dos Santos.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joio Lopes de
Andrade e outros.
A' novo jury.
Appellanle, o juizo; appellado, Francisco, es-
cravo.
Improcedente.
Appellanle, Joaquim Das de Moraes; appel-
lada, a justica.
Improcedente.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio, es-
cravo.
A novo jury.
Appellante, Antonio Coelho do Nascimento ;
appellado, ojuizo.
A novo jury.
Appellanle, ojuizo; appellado, Jos Pinto de
Meirelles.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Alves
Sabino de Oliveira.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Sebastiao Jos
Rodrigues e outros.
A novo jury.
Appellante, Joaquim Gomes Ferreira ; appel-
lado, ojuizo.
Afinal poda succeder, que esses beneficios
fossem subsltiuidos pela justica smeote, que en-
lao pouco lhes agradara. A ludo islo respondeu
o Sr. Luiz Carlos, dizeodo que por tudo espera-
va, e de nada se importava porque tinha em vis-
ta iuutilisar (111) o presidente da provincia.
Recfleli-lhe que nio obrava bem, que elle tioha
a seu cargo a educacio da mocidade e que por-
lanto, a elle cumpria dar exemplos de prudencia
e moderacao I....
Era o amigo que falla va, e ao mesmo lempo o
director do Atheneu que aconselhava a morali-
dade e o respeito a ludo que legal.
E se por ventora o Sr. Dr. Luiz Carlos aceilas-
se os meus conselhos de amigo eu ousaria ro-
gar a S. Exc. para que dsse mais essa prova de
bondade. Isto que se passou em reservado com
o Sr. Wanderley, momentos depois se perverta
as tascas e beccos com diversas apreciarles a
contento dos historiadores, bem como em papis
ofliciaes e pasquina pblicos.
Algumas horas depois de minha conferencia,
recebi a coramunicacao da exoneraco do Sr.
Wanderley. Juro, com a f de chrislao que son,
em presenca de Deus e dos homens, que nada do
occorrido refer ao Exm. presidente antes de rece-
beressa communicacio e que smente noite al
gumas palavras disse, p'revenindo-o contra os boa-
tos que de proposito se fazia espalhar. Juro igual-
mente com a f de homem honrado, que me
preso em se-lo, que a minha conferencia com o
Sr. Luiz Carlos, foi acto de espontaneo servico a
um amigo de nove annos......
E o Sr. Dr. Lios Wanderley que julgo nio ter
ainda estragado a aua consciencia fique entregue
reprovacio de seu acto, para delle arrepender-
se conmemorando a sua ingratidio.
Natal, 22 de marco de 1861.
Dr. Manoel Antonio Marques de faria.
momma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........ >
Lenhas e esteios..... um
Mcl ou melaco...... caada
Milho........ arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedras de amolar urna
dem de filtrar.....
dem rebolo...... >
Piassava........ molhos
Ponas ou chifles de vaccas e
novilhos....... cento
Pranches de amarello de
2000
2*500
i $280
1*000
3SO00
73500
6S00
3J500
5300
3400
9200
5400
45OOO
1$600
*280
5400
2*500
45000
5*205
*350
*135
5280
IO5OOO
1*000
*500
*500
4S0O0
25OOO
20*000
1J600
15000
65000
15500
55OOO
16S00O
850OO
123000
65000
2*400
255000
23000
10*000
505OOO
240
800
10*0C0
IO5OOC
132(0
5200
4*000
16*C00
dem louro..... . 85000
Sabio...... . . libra ;080
255OOO
55000
Sola ou vaqueta . , urna 254OO
Taboas de amarello . . d uas 104*500
dem diversas .... . : > 70*000
Tapioca...... . arroba 3*200
Travs....... . urna 10*000
Unhas de boi . . cento 8300
*280
Alfandega de Pernambuco 23 de marco de 1861.
O primeiro conferenle.Clemente Jos Ferreira
da Costa. O segundo conferenle, Jos Alfonso
Ferreira.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 16 de
margo de 1861. Barros.
Conforme. Joio Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escriturario.
Mo vimento do porto.
Publicaeoes a pedido.
Navios entrados no dia 25.
Lisboa27 dias, brigue poitogoez Florinda, de
237 toneladas, capitio Joaquim Augusto de Sou-J
za, equipagem 12, carga vinho cebollas a mais
gneros; a Amorim Irmio.
Macelo e portos intermedios42 horas vapor na-
cional Persinunga, eommandante M. R. dos
Santos Moura.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio da Pralabrigue dinamarquez Holstend*. ca-
pitio P. Meyer, carga assucar.
viuvalBahiaescuna nacional Carlota, capitio Benlo
D. Mara das Neves Carneiro da Cunha,
do finado tenente coronel Joao Vieira da Cunha-, I* 'Jos Pereira, carga differentes gneros
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para coohecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedadea pertencentes
ao patrimonio dos orphaos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesla the-
souraria, certos de que, se o nio fizerem, serio
os mesmos dbitos remeitidos para juizo*, afim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou afilxar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Amorira.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de divisao, capitio do
porto, se fas publico que nenhum navio, tundea-
do no porto, poder. em vista do art. 26 do re-
gulamenlo p. 447, de 19 de maio de 1846, deitar
o pao de bujarrooa antes da vespera da sabida, o
isto mesmo depois de oblida nesta reparticao a
respectiva licenca.
Capitana do porto de Pernambuco, 20 de maio
de 1861.O secretario, Joao B. de Mello Reg.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenio da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 21 do correte, manda
fazer publico, que no dia 21 de abril prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria se ba de arrematar a quem por menos
fizer a obra do calcamenio da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia at a
praca do Collegio inclusive, pelo syslema de pa-
rallepipedos, avalUda em 212:905*.
A arrematado ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854 e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas, e com o aba-
timiento da quantia de 222503, offerecido pelo
Bario do Livramento.
As pessoas que so propozerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar n presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de marco de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annuociaco.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
contar da dato da arrematacao e concluida no
p*azo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a attender as
observaces concernenles boaexecucio da obra
felta pelo eogenheiro encarregado da sua fiscali-
sacio.
3.a O pagamento ser dividido em qualro pres-
tares iguaes, correspoodeodo cada urna a um
quarto do valor da obra constante do ornamento,
sendo era dinheiro ou apolices da divida publica.
4.a Para se proceder ao pagamento sera a obra
avallada era bracas quadradas, (cando o arrema-
tante sujeilo pelo prego do ornamento no aug-
mento da obra, se o goveruo assim o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir in-
teiramente as obrigaces comidas no arl. 36 da
lei n. 286 e nos mais arligos da mesma lei, que
regula as arrematarles.
6.a A pedra deve ser de granito ou outra pedra
de muito boa qualidade e igualmente dura.
7.a As pedras serio arrumadas sobre urna ca-
rnada de argamassa de cal e areia, posta sobre o
terreno bem socado, e depois de asseotadas se-
rio pisadas com um maco pesado.
8.a O arrematante ser obrigado a botar urna
carnada de argamassa liquida por cima das mes-
mas pedras, para Ibes encher os intersticios.
9.a O pre(o aqui mencionado dever incluir
qualquer aterro que seja preciso fazer para levan-
tar o nivel das ras.
Conforme.O secretarlo,
A. F. d'Annuociaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provia
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 21 do correle, manda
fazer publico, que no dia 18 de abril prximo vin-
douro, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos
fizer a obra do calcameolo da ra do Imperador,
a partir da porta do palacio da presidencia al a
praca do Collegio inclusive, pelo syslema de Mac-
Adam, avahada em 86:542*.
A arrematacao ser feita na forma da Tai pro-
vincial n. 343 de 15 de Janeiro de 1854, e son as
clausulas especiaes abaixo copiadas. -^
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na sala das sesses da mesma
junta no dia cima declarado, pelo meio da com-
petentemente habilitadas.
E para constar se mandou afilxar *o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de marco de 1861.
O secretario,
A. F. d'Annunciaeio.
Clausulas especiaes para m arrematacao.
1.a A obra ser principiada em dous mezes a
contar da data da arrematacao e concluida no
prazo de 10 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado a altender as
observaces concernenles a boa execuQao da obra
feita pelo eogenheiro encarregado da sua flscali-
sscio.
3.a O pagamento ser dividido em qualro prei-
taces iguaes, correspondendo cada urna um
quarto do valor da obra constante do orcamento.
4.a Para ae proceder ao pagamento ser a obra
avahada em bragas quadradas, fleando o arrema-
tante sujeito pelo prego do orcamento ao aug-
mento da obra, se o governo aasmi o entender.
5.a O arrematante ser obrigado a seguir res-
trictamente as obrigaie conlidas no art. 36 da
le n. 286 e nos mais arligos da mesma lei, que
regula as arremataces.
Conforme.O secretario,
Antonio F. d'Annuociaco.
-



tUfiJO M ffRJUIMDCP. QIU&TA fBlRA jtf OE 94*90 DI J961.
P
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem di Rosa,da de Christo.e juiz
da direito especial do commercio deita cidade
do Recite e sennermo, capital da provincia de
Peraambaco, por S. M. Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber pelo presente, qne do dia 17 de abril
do corrente anuo se hao de arrematar em praga
publica deste juio. quem mala dr, na sala dos
auditorios, dous guarda-roupas botos de madei-
ra de ama relio, pertencentes a Jos Estanislao dos
Passos, avallados ambos era 160$, e to i praga
por execugo de Antonio Martins da Silva Cam-
pos contra o mesmo Jos Estanislao dos Pasaos e
Joaquim Pereira da Silva Santos, e serio arre-
matados na falla de licitantes pato prego da ad-
judicado com o respectivo abatimento da lei.
E para que cbegae ao eonhecimento de todos,
mandei passar odtaes que serio afiliados nos lu-
gares docostume e publicar pela imprensa.
Dado a paseado nesla cidade do Recite de Per-
nambuco aes 20 dias do mez de margo de 1861,
cuadragsimo da independencia e do imperio do
Brasil. Eu, Manoel de Carvalbo Paes de Andra-
de, escrivo do juizo especial do commercio o Oz
escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo e
juiz de direito especial do commercio deste
cidade do Recite e seu termo, capital da pro-
vincia de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber pelo presente, que no dia 3 de
abril do corrente aono se ba de arrematar por
venda quem mais der em praga publica deste i em lempo conveniente ;sendo que os'mesmos
juizo e na sala dos auditorioa, um sobrado de um |contratantes leem a favur a de receberem o im-
andar na travessa do Carmo n. 10, com 3 janellas porte do que entregaren! ou promptificarem logo
Lisboa, rinagre dito, pi, bolacha, caf em gtf,
carne secca, dita verde, cangiea ou mllho pila-'
do, fsrinha de mandioca, manteiga, malte, fel-
jio, toucioho de Lisboa, velas sleariaas, ditas de
carnauba, e sabio.
De dietas para os -doeo tes dos ditos navios, a
da enfermarla de marioha, coaspoetas da araruta,
aletria, assucar branco refinado, bolachioha, ce-
vadioha, cha, galinhae, manteiga, tapioca e vi-
nho de Lisboa.
De podra do alvenaria grossa, dita de cantara,
cal e tijolo de alvenaria grossa para as obras a
cargo do arsenal de mannha.
De pegas de fardamento para as pfagss do cor-
po de imperiaes marinheiros, e da companhia de
aprendices ditos desta provincia,compondo-se es-
sas pegas de farda, camisa de brim, dita do algo-
do azul, caiga de brim, eapatos, manta e aacco.
De pegas tambera de fardamento, e eutros ob-
jectos para a companhia de aprendizes artfices,
sendo bonet de uniforme, lenco de seda preta,
frdela de panno, caiga de dito, dita de brim,
dita de algodio, beluza de brim, dita de algodo,
sapatos, camisas de algodio, sacco, colzao de
riscado de linho cheio de palha, traresseiro na
mesraa oonformidade, coberta de lia, lengol de
algodo, fronha e colcha de dito.
1 de laragem de roupa da enfermara de ma-
rioha, aprendizes artfices do arsenal, e toda
mais do mesnio arsenal.
Estes contratos effectuam-se por via de propos-
tas distinctas receidas daquelle dia at as 11
horas da manhia, bem como sob as condigdes de
garanti-los, fiador idneo, e de pagarem os con-
tratantes a multa de 500|0 do valor dos objectos,
na falta de seren entregues, ou promplificados
quaes tem excallentes commodos : trata-se com
, -a consignatarios Asevado 4 Mondes, no sau
^Kripto:,ot,,Crot-1-
(CilIPJillLfi
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 1 de abril espera-se dea partos do
sul o vapor fraocez Navahre, commandante Ve-
de!, o q'ial depoia da demora do costume segui-
r para Bordeaos tocando em Sao Vicente com
correspondencia para Gore {costa d'Africa] e
Lisboa, para pasaageiros, encommendas etc., a
tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
h&i

na frente e dous quartos pequeos, avahado em
4:0009000, penhorado a Manoel Luiz Coelho de
Almeida e sua mulher por execugo que contr
estes encamioha Manoel Firmino Ferreira ; e na
falta de licitantes ser arrematado pelo prego da
adjudicado com o respectivo abatimento da lei.
E para que chegue noticia a quem interessar
possa, mandei passar editaos, que serio afilia-
dos nos lugares do costume e publicados pela
imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recite de Per-
nambuco, aos 13 dias do mez de margo de 1861.
Eu Manoel ae Carvalho Paes de Andrade* es-
crivo do juizo especial do commercio
crover.
Anselmo Francisco Peretli.
no mez seguale.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco, em 22 de margo de 1861.
O secretario,
Alfxandrt Rodrigues dos Anjos.
Pela adrainistrago do correio desta cidade
se faz publico, que em virtude da convenci pos-
tal celebrada pelos governos brasileiro e fraocez,
serio expedidas malas para a Europa no dia 31
de margo, de conformidadecom oannuncio deste
correio, publicado no Diario de 29 do Janeiro ul-
limo. As cartas serio recebldas al duas horas
o Dz es- antes da que foi marcada para a sahida do vapor,
\ e os jornaes at quatro horas antes.
Declarares.
Correio de Pernambuco 27 de margo de 1861.
Domingos dos Passos Miranda.
Administrador.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
O Illm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos paes, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos '
do mesmo Gymnasio, que no dia 23 do correle
principia o recebimento das mensalidades, cor-
respondente ao 2o trimestre, do 1 de abril ao ul-
timo de junho.
Secretaria do Gymnasio Provincial de Pernam-
buco, 22 de margo de 1861.q ^^.^ I nua a substituir ou a resgatar as notas
A. A. Cabra). ;de sua enJssao de 10$ e 20$ sem prejui-
Pela contadoria da cmara municipal do zo dos possuidores por mais dous mezes
Recite se faz publico, que o prazo marcado para r ,__\ n ,__
pagamento do Imposto de eatabelecimentos, fin- que hao de lindar em 9 de maio do cor-
da-se no ultimo do correte mez, e lodos aquel- rente anuo, em conformidade do aviso
les que nao pagarem dentro do prazo marcado,' do ministerio da fazenda de 31 deja-
licam suieilos mulla respectiva. .. *
Contadpria municipal do Recite 20 de margo de neiro ultimo e lindo este pra*o so po-
1861.O contador, 'dera' ter lugar a substituidlo ou res-
Joaquim Tavares Rodovalho. _af_ __ ft Hernntn mpmal
Pela contadoria da cmara municipal do <
e progressi-
to de lOporcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Avisos martimos.
COMPANHIA DRAS1LEIRA
DE
MAairis & wi.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capitao de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
perado dos portos do sul at o dia 30 do cor-
rente, o qual depoia da demora do costume
seguir para os porios do norte.
Desde j recebem-se passageiroa e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzlr, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escritorio de Azeve-
do & Meodes.
COMPANHIA PER\AMBLCA\4
DI
Navegado costeira a vapor
O vapor laguaribe, commandante Lobato, se-
gu para os portos do norte at a Granja no dia
6 de abril s 5 horas da tatde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
mendas, passageiros edinheiro a (rete at o dia
da sahida s 2 horas : oscriptorio no Forte do
Ma.tos o. 1.
Leiles.
COJIPANIIIJL
DAS
Messageries imperiales.
Recite se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimento linda-
se no ultimo de margo vindouro, e todos aquelles
Sue nio pagarem denlro do prazo, fleam sujeitos
q multa de tres porcento.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no ari. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anuo lindo, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituicao das notas de 20$ da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar- Previno-se os carregadores pelos paquetes
QO de 1861.O secretario da directora vapor francezes que a companhia se encarrega
e.. i.;, j. D. de segurar todas as mercadorias, valores etc ,
Francisco Joao de Barros. que *, carregar a bordo dos dil0 pa(,ueies se:
TTS^^. r^nMn.ilA<]n J^ gundo as clausulas e condieges de urna apolice
Vice Consulado de ss-y-as-jsssiai'Jiv
Espaa.
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de las cartas de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M.
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para vermcar-los, advirliendos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de multa, con destinos
ala Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza- commodos : trala-se com os seus consignatarios
miento, los que no se hayan presentado no Azevedo & alendes, no seu escriptorio ra da
sern considerados como Espaoles y no recibi- Cruzn.l.
ran proteccin y auxilio de este vice consulado
cuando lo necesiten J ----- \ agencia do VaDOI* de
Pernambuco, 20 de marzo de 1861El-vice ., r
cnsul, Juan Anglada Hejo. ; reboque acha-se estabelecida no esenp-
NOVO BaDCO de Pernambuco, tor0 d-i companhia Pernambucana no
O novo banco paga o 6- dividendo Fo.rte do Mattos n. 1, onde se recebem
de 125500 por accao. [avisospara qualquer servio
i ao mesmo vapor.
Conselho administrativo!
0 conselho administrativo, para fornecimento j
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos.
seguiules :
Para os armazens do arsenal de guerra. \
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 13 '
a 16 pollegadas de largura e de 26 a 28 palmos
de comprimenlo.
1 duzia de c.osladinho de smarello. |
12 c meia arrobas de arcos de ferro de polle- j
gada e meia. locando no Acarac, segu brevemente o patacho
5 arrobas de oleo de linhaga. i Emulagao, capitao Autonio Gomes Pereira:
Quem quizer vender taes objectos aprsente as! para alguraa carga que Ihe falta, trata-se com
suas propostas em carta fechada na secretaria; Moreira & Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4,
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3 de ou com ocapitSo.
abril prximo vindouro.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Damoa pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do corrente ; s recebe passageiros
e escravos a frete, para os quaes tem excellenles
ifl&iaiUll
Quara-feira 27 do corrente
O agente Camargo tara' leilao poi
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimentode Fer-
reira & Martins da taberna da ra do
Rangel, a qual oi arrestada a Antonio
Bento de Campos, consistindo em ar-
madlo, gneros e mais objectos, no
mencionado dia as 11 horas era ponto.
CMPliii da viOHm
IECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-sa ao respeitarel publico ^eterga-feira
26 le margo e at ostro aviso o trem p.Y* a aj-
eada partir das Cinco Pantas as 8 1[2 horas <>
irianhaa e voltar da Escadi para as Cinco Ponas
a 1 3|* horas da Urde.
O trem que partir das Cinco Pontea as 4 Ii2
horas da tarda chegar somente at a Villa do
Cabo.
AssignadoE. 11. Braman,
Superintendente.
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira A Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo -
res a mesma iiassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazo de 15 dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobrancajudicial.
*^9^-ai^9iM&fiieageieK
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATIHCO
no
DR. CASAXOVA,
30-Raa das Crnzes-30
Neste consultoriotem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) por Ca-
tellan e Weber.por presos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Muita attenco.

Na ruado Imperador n. 16, continua-se a ro-
ceber qualquer encommcoJa para janlares de
todas as qualidades, tanto para casa estrangei-
ra, como naciones, a saber: pao de 16, podios,
pasteloes, presuntos de fiambres mullo bem en-
feitado; aprompta-se qualquer ave de penna,
tanto de torno como de cozinha, assim como to-
das as qualidades de sobremesa, ludo com o
maior asseio e pelo preQO mais commodo pos-
sivel.
Preclsa-se alugar orna casa em qualquer das
ruia de Santo Antonio ou S. Jos, paga-se bom
aloguel : quem livor annuocle.


k.
MM*
Precisa-se de urna ama para aerrir urna mu-
lher que est doente : a tratar na ra do Nogei-
ra n. 21.
Aluga-se um grande sitio na estrada 4eiao
de Barros, com casa paraacaade familia, eonhei-
ra, estribara, casa para nretos, boa cacimba com
tanoue, nni granle vifeiro, boas baixas para
capia, aiukoa arvoredos da raas qualidades : a
tratar na mesma estrada, casa antes de chegar a
capalja.
Adrelino Rbelro Barros, brasileiro, vai
i.;.1 ropa i iratar de sua saude.
frMpasa*-se o arreodamento do eogenhe
Junqoeira, a comarca de Cabo, ao p da esta-
(o da Ilha ; quem pretender, dirjase ao mea-
mo eaganho, a tratar com o rendelro.
- Aluga-se a lo ja alo 'sobrado da ra
da Impcratriz n. 38; a tratar na mes-
ma ra n 40.
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesla aova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para aerem
vendidos por coota de seus aeohores, afianzndo-
se a prompta venda, assim como o boas traa-
ment pra os mesmos, afim deque os aeohores
dos mesmos escravos flquem salisfeitoa com a
diligencias que da parte do commissionado fixer,
para em tuda agradar aquelles senhores que o
qulzerem honrar com a sua confian;), no que es-
pera merecer attenco tanto dos senhores que
Ih'os quizerem confiar para vender, como aquel-
lefque pretendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
Allenfo.
A pessoa que tiver urna escrava de boa con-
ducta, que saiba cozinhar aoffrivelmente e en-
iommar, querendo aluga-la, dirija-se a ra do
Hospicio n. 35, que se pagar com generosidade.
27 do corrente.
N. O. Bieber & G. farao leilao por iotervencao
do agente Oliveira, de urna caixa comeado 20 das capellas de flores finas para as noivas, e as
naoao na naaanMpac a i\i\lmrt nt-trw Sil nuaga ra Bt I I _
COMPAA DA*\U FRREA
DO
Recife ao Sao Francisco.
Avisa-se ao respeitavel publico que na sexta-
feira da Paixo 29 do presente mez nao haver
trem para parle alguma.
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
Capellas finas para noivas.
A loja d'aguia branca recebeu novas e delica-
pecas de casemiras eoulra com 60 pegas de al-
godo de listras, avarados d'agua salgada abor-
do da barc ingleza Diana, capitao B. Joel, na
sua ultima viagem de Liverpool a este porto :
quarta-feira 27 do corrente ao meio dia em pon-
0, porta da altandega.
Avisos diversos.
tendente
Para o Mar-
nho,
Attenco, senhores hariitantes da
Escada.
No armazcm e na loja doslllms. Srs.Cspites Jo-
s Lucio Monteiroda.Franca e Thomaz Rodrigues
Pereira, subscreve-se para urna agencia commer-
cial e particular entre a villa da Escada e o Re-
cite pela dmiuuta quantia de tres mil ris, men-
saes: as vanlagensque esta agencia o florece tanto
ao commercio como agricultura e a todas as pes-
soas cm geral sao immencas e sse podem avaliar
a vista dos estatutos que esto patentes nos luga-
res mencionados avisti de todos os commercian-
tes e agricultores devem ir examinar os ditos es-
tatutos e com duas assignaturas e mentalidades e
proraoverem o andamento dessa agencia, da qual
depende o augmento do commercio e a prosperi-
dad dessa villa ; pela quantia de tres mil ris
mensaes, qualquer pessoa pode ter um portador
seguro para o Recife todos os dias uteis, preco
este muito abaixo de urna s viagem pela via ter-
rea, anda mesmo na lerceira classe, estas vanta-
gens esto bem ao alcance de qualquer intelli-
gencia.
Festa de Nossa Senhora
Veneravel
contraria de Santa Rita de
Cas&ta.
, Convido peto presente a todos os cha ri sai moa
umaos a comparecern paramentados de habilo
B sosaa igreja oos dias do eorreoie aa 8 ha-
ras da manhia, a as da tarde ; no dia 29 as
** hora ; no dia 80 as 7 horas da manhia ;
e no da 31 as 7 horas da machia, afim de assia-
urem osactoa da aemana aanta, e acompanha-
rem as procisades de Senbor morto e reaaanai-
lado: assim eomo peca em nome da mesa ra-
gedora aos moradoras dasruas ptlaa quaea toan da
passar as meamas prscissoesde rnaatUarea varrer
as (estadas de suas casas, que ato aa eeguintes :
ra de Santa Bita, traveaaa da ra de 8. Joe\
roa de Santa Cecilia e resto da ra da Santa Bi-
ta, largo daPeoba, Rangel, Queimado, Praea da
Pedro II, Imperador, ao vallar para a ra das
Cruies, Praga da Independencia, Cabug*. Hot.
Flores, Camboa a largo da Carmo, Hortas at a
chafariz ao volUr para a ra Imperial, Cinco
Pontas, Direita ao sahir na ra do Lmamento,
follando pela ra da Penha, ra da Assump^aa
Nogueira, Santa Rita a recolher-se. Pego 'aos
respectivos irmos que se digoarem acompanhar
as procissoes de comparecerem as horas do con-
vite.O eacrivio,
Joao Pedro de Jess da Malta.
Precisa-ae de um rapazinho de 12 a 15 an-
nos, e que d flanea de boa couducla para cai-
xeiro ; oo estabelecimenlo photographico, rus
da Imperatriz n. 14.
Victorino Teixeira Leile, Icodo no Diario
de Pernambuco de 21 do corrente um annancia
do Sr. Jos Das da Silva, do qual uio s declarar
nio poder o respndeme retirar-se para fra da
provincia sem que Ihe pagua a quantia que Ihe ft
ievedor, como oasou pedir ao Sr. Dr. ehefe d
polica privasse a sahida do mesmo respondente ;
declara ao dito Sr. Dias da Silva nada dever-lhe,
como ji por vezes Ihe tem feilo scicnto, pois
divida a que o mesmo senhor se refere est com-
petentemente paga pelo respondente desde 4 de
dezembro de 1849, e o recibo abaixo copiado,
que o respondente tem em seu poder, o prova:
se o annunciante julga-se, nao obstante isio, cora
algum direito, proponha sua aegao, e o respon-
dente protesta defeoder-se.
Recibo.Becebi do Sr. Victorino Teixefra Lei-
ie a quantia de 5O2$8O0 de duas letras, assim co-
rvo recebi os juros e a importancia dos protestos
das mesmas. ticando assim pagaa ditas letras, e
fie-indo eu obrigado a dar-lhe as ditas letras lo-
go que decidir-se a questo que teoho com meu
irmo o Sr. Jos Dias da Silva, em poder de
quem esto as ditas letras sem eu Ihe ter passado
pertence, e nem cesso alguma : e por eu estar
pago e salisfeito. passei o presente, que assignei,
ticando ditas letras sem vigor algum. Recife 4 de*
dezembro de 1849.Joaquim da Silva Mourao.
Em vista disto avalie oSr. Dr. chefe de po-
lica e o publico da boa f do Sr. Jos Dias da
Silva. Recife 22 de margo de 1861.
Victorino Teixeira Leile.
igreja
no dia
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
margo de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Secretaria da polica de Pernambuco 26
de marco de i 861.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda fazer
publico para os flus convenientes, que, na forma
do artigo 14 das posturas addicionaes da cmara
municipal desta cidade, de 18 de julho de 1855,
a nenhura carro, sege. mnibus, cabriolot e ou-
tros semelhautes vehculos permillido transitar
pelas ras desta cidade nos dias de quiota e sex-
ta-teira santa prximos. Os infractores incor-
rero as penas do artigo 17 das mesmas postu-
ras. No impedimento do secretario, o oflicial da
2.a seceo, Joaquim Gilseno de Mosquita.
Pela subdelegada dos Afogados ae faz pu-
blico que se acham legalmente depositados 4 es-
tallos, sendo 3 alasios el castanho, os quaes una
foram adiados dentro dos matos peiados de tres
ps, e outros apprehendidos, lomando-se assim
suspeitos de serem furtados, visto que at esta
data nao tem apparecido quem reclame; porlan-
*o quem se julgar com direito a elles comprela,
qne provando, Ihe serio entregues.
Afogados 26 de margo de 1861.,
Jos Francisca Carneiro Mooteiro.
Subdelegado.
- CONSELHO DE COMPRAS NAVAES.
Contrata este conselho cm sesaio de 30 do an-
dante mez, os seguinles forneeimenlos por lem-
po de tres mezes fiados em junho do correal*
anne.
De vveres a eelros objectos para consumo dos
navios da armada, e ealabelecimentes de man-
cha, sendo arroz do Maranho, agurdente, as-
sucar branco grosso, bacalho, azelte doce de
REAL f.0MP\MII\
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 28 do correte espera-se da Europa
o vapor Tyne, commandanteJelicoc, o qual de-
pois da demora do costume seguir para o Rio
de Janeiro locando na Rahia, para passagens
ele., trata-se com os agentes Adamson. Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42. -
Para a Rahia segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga .qua
Ihe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
ciscoT. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos,
n. 12,
Para o Araealy
O hiate Camaragibe: para carga e passageiros,
trala-se na ra do Viga rio n. 5.
Rio de Janeiro,
o veleiro e bem conhecido brigue nacional Con-
ceigo pretende seguir com muita brevidade, s
I recebe passageiros e escravos a frete, para os
da Soledade.
Tera' lugar de ser celebrada na
dos Prazeies, em Guararapes,
15 de abril de 1861.
FLEigO.
Juiz perpetuo.
Polycarpo Ramos.
Juiz protector.
Bartholomeu Nones.
Juiza protectora.
Justina Miria da Conceigao.
Juiz.
Luiz de Franga Leile.
Juiz pardo.
Jos Patrocinio do Rosario.
Juiz branco.
Joo Baptisla da Silva Prxedes.
Juiza parda.
Maria Celestina'do Rosario.
Juiza branca.
Carlota Ilermina Leite Godesladia.
Escrivo.
Manoel Domingos.
Juiz por devogo.
Joo Nepomuceno da Costa.
Juiza por devogo.
Paulina Mara da Conceigao.
Iguarass 22 da marco.Na cadeia desta
villa para um mulato que diz chamar-se Anto-
nio, perlcncente ao Sr. Dr. Joo da Rocha, do
engenho Harrees, e que antes fra captivo do
Sr. Paulo de Amorim Salgado; quem fr procu-
rador do senhor apresento documentos para Ihe
ser entregue.Joo Carvalho Raposo, subdele-
gado.
Aluga-se urna escrava moc,a e robusta,
quem pretender dirija-so praga da Boa-Vista,
na ra da Conceigao n. 25.
Aluga-ae o sitio da Capuoga nova, o qual
fica em treme da ra que vai ter cm S. Jos do
Uaoguiuho, ten do grande e excedente casa asso-
bradado, cocheira, caaa para criados, e grande
banheiro com tanque, boa estribara, e bastantes
arvores fructferas : a tratar no sobrado da ra
Nova n. 56.
est vendendo a 6fe a 8J, conforme o seu pro-
posito de baraleira loja d'agua branca, ra do
Queimado n. 16.
Cascarrilhas de seda de todas
as cores.
A loja d'aguia hranca recebeu com as domis
cousas vindas pelo ultimo vapor francez, mui no-
vas e bonitas cascarrilhas de seda para enfeites
de vestido. O sorliniento das cores excellente
inclusive a preta, que tem de diversas larguras,
o obra de tanto gosto, s se encootra na loja
d'aguia branca, ra do Queimado n. 16.
Aviso aos credores da
massa fallida de Antonio
Jacinto Pacheco.
Os administradores da massa fallida de Anto-
nio Jacinto Pacheco convidara aos credores da
referida massa, que apresentem seus ttulos e
contas nos ascriptorios dos mesmos administra-
dores, sitos na ra do Amorim n. 46, afim de
proceder-se a vcrilicagao a classiflcaco de cr-
ditos, para a qual est marcado pelo Exm. Sr.
Dr. juiz de direito do commercio, o dia 11 de
abril prximo vindouro, s 10 horas da manha,
o que fazem publico.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar, na ra das Aguas Verdes n. 86.
-- Roga-se aos Srs. Jos Fiel de Jess Leile,
Francisco GoncalvesdeSouza e Joaquim Viceote
Marques, que queiram ter a bondade de compa-
recer pra$a da Boa-Vista n. 16 A, negocio.
A padaria do leo do norte, na ra do Co-
lrelo, precisa de ura trabalhador de masseira, e
que tambem entregue pao, com um preto, duas
freguezias, bem perto da porta, paga-se bem dan-
do fiador da sua conduela.
Sua do Crespo,
JUteiHjao.
Vende-se un bote novo com 24 palmos de
comprimenlo e 7 de bocea, bonita forma ; para
ver e contratar, no estaleiro de Machado Freir,
ra de Sania Rita Nova, ou ra do Nogneira nu-
mero 7.
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vendem-
se por pregos baratissimos, para fechar contas:
chapeos do Chille para hornero e menino a 39500,
cortes de casemira de cores a 39500, pegas de ba-
badas largse transparentes a 39, pegas de cam-
braia lisa fina a 39, sedas de quadrinhos miudos
de cores escuras e gostos novos a 800 rs. o cova-
do, chitas largas cores escuras e claras a 240 rs.,
cassas de cores de bons gostos a 240, organdys
muito tino e padres novos a 500 rs. o covado,
pecas de entremeios bordados finos a 19500. ba-
bados bordados a 320 a vara, golinhas bordadas
a 640, manguitos de cambraia e fil s 29, bra-
mante de algodo com 9 palmos de largura a
1S2S0 a vara, sobrecasacas de panno fino a 20 e
259, palelots do panno e casemira de 16 a 203,
dita de alpaca prelos de 39500 a 7$, ditos de
brim de 3 a 59, caigas de casemira preta e do co-
res para todos os pregos, ditas de brim de crese
braecas de 29500 a 59, colletes de casemira de
cores e prelos, ditos de setim preto, tudo a 59,
cortes de cassa do cores a 29, pegas de madapo-
lo fino a 49500, assim como outras muitas fa-
zendas que se veoderao por menos do seu valor
para acabar.
Quem anounciou a compra de um habito
da imperial ordem da Rosa, apparega quanto an-
tes na ra da Aurora n. 10, das 4 is 6 horas da
tarde, que encontrar obra muito chique e sem
uso algum.
Attenco.
Na rus Direita n. 76, vende-se um moleque pe-
ta, sem defeito algum, cozinha, e tem outras
muitas habilidades, que se far ver ao com-
prador.
Os melhores fcigarros
que, reconhecidamenle, sao os da fabrica de Gui-
arles & Coiiinho, do Rio 4* Janeiro: veudem-
80- a mdico progo ; no armazem da roa da Ma-
dre de Dos n. 4.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Igaado
de Oliveira & Filho, no largo do Corpo Santo.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por o$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 5j(
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
No grande salo da ra do Imperador
A. W. Usborn, o retratista araerica.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos arte-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharo o abaixo assignado
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
Os cavalbeirosesenhoras saoconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra evammarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Antonioi Pereira da Costa Lima, vendeu a
sua taberna s la na ra Direita n. 113, ao Sr. Ma-
noel Pedro de Oliveira. Recife, 23 de mar-
go de 1861.
Troca-se urna clula de Santo Antonio, ri-
camente ornada e acabada de novo, obra de gos-
to, e um nincho de Jacaranda dourado por den-
tro e do muito gosto, com as imageos seguintes :
um menino Deus grande, cora resplandor e alper-
catas de ouro fino em urna rica peanha dourado,
um aojo Raphacl com Tobas pela mo, obra de
pedra e ricamente perfeita, um Senhor dos Pas-
sos com tnica bordada de ouro e todo prompto
e tres imagens de Nossa Senhora da Saude, tudo
novo e recentemente chegado ; na ruada Impe-
ratriz n. 29.
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em seu estabelecimento na ra do Cabug n. 18,
primeiro andar, entrada pelo pateo da matriz'
lem lindos alfinetes de ouro de lei para colloca-
rem-se retratos. No mesmo estabelecimento li-
ram-se retratos por
Ambrotypo e por melainotypo
Sobre panno encerado, proprios para remelte-
rem-se dentro da carias.
Sobre malacicheta ou ti
finetes ou
Ico, especiaes
cassolelas.
para al-
Ratratos transparentes, ottececendo o mesmo
retrato duas vistas,
urna em cores oulra em preto a branco.
Retratos a oleo, de todos os tamanhos al o
ponto natural.
Attenco.

Rogamos aos Srs. que tiverem contas a receber
de I.ouis Lucieo Poulain, deterem a bondade de
apresenla-las al o Orn do correle mez, para
serem pagas no armazem de Lelellier Perard, na
ra da Cadeia do Recife n. 14.
Companhia do Be-
beribe.
Para cumplimento do disposto no
art. 1- do decreto n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados os
Srs. accionistas da Companhia do Be-
beribe a se reunirem em assemble'a ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companliii. Re-
cife 21 de marco de 1861.O secreta-
rio. Manoel Gentil da Costa Alves.
A mesa regedora dairmandadeda
Santissimo Sacramento da matiiz da
Boa Vista convida a todos seus irmaos
para comparecerem na mesmi matnz
no dia 27 do corrente mez as 6 horas
da manha afim de acompanhar ao Se-
nhor Sacramentado aos enfermos. Con-
sistorio 2 i demarco de 1861.
Precisa-se de urna pes-
soa comhabilitaces para ser
coDtramestre de uina casa de
alfaiate : oa ra da Madre de
Ders n* 36, primeir* andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel do Nasci-
mento Leitao, que mora em Olinde, nesta typo-
graphia.
Duarle Almrida & Silva tem justo e contra-
tado com o Sr. Manoel Jos de Castro Guimares
a taberna sila no pateo do Carmo n."9, .e por isso
fazem scieote pelo presente annuncio.para no ca-
so que alguem se julgue credor da dita taberna
aprsente suas contas no prazo de 8 dias,a cootar
desta data, na rus do Imperador n. 27, segundo
andar. Recife 22 de margo de 1861.
Na ra Nova n. 55 precisa-se fallar com o
Sr. Manoel Pereira de Andrade.
Precisa-se alugar um preto fiel para casa
de pouco servico ; a tratar na ra da Cadeia o. 30.
O Sr. que levou da loja da praga da Inde-
pendencia ns. 1 e 3 duas pegas de cambria lisa
no dia 18 do corrente, bem conhecido, e por
isso leona a bondade de as vir pagar, visto o al-
finete que deixou nao valer a metade, do con-
trario se far verao publico o seu nome.
Precisa-se de urna ama de leite para aca-
bar de criar am menino com 9 mezes, paga-se
bem : na ra larga do Rosario n. 5.
Manoel Jos do Nascimento Silva e Nasciso
Jos Nello, subditos portuguezes, retiram-se pa-
ra Portugal.
Aluguel
Precisa-se d urna ama de leile sem filho ; na
estrada de Olinda, a quinta casa depois da pada-
ria (Lisboa),onde se tratar,
Na ra da Cadeia n. 3. escriptorio de Gouveia
& Filha, ou na ra do Queimado n. 29, precisa-
se fallar ao Sr. lente Joaquim Jos da Costa a
negocio de sen intereaae.
Manoel Cavalcante do Albuquerque e Joa-
quim Cavalcante de Mello, da provincia de Ala-
goas, retiro-se para fbra do Imperio.
Quem precisar de ama ama para todo o ser-
vico interior d'uma -casa ; dirija-te a ra do
Apollo o. 7. K' portuguai exiate nesla larra a
quatorze anexes ja. esta pratica aos coslsjfce do
lpais.;
SIAHL C.
RETRATISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
Roa da Imperatriz numero i4
(Outr'ora Aterro da Roa-Vista.)
Retratos em tolos estelos
e tamaitos.
Pintura ao natural em
oleo eao^narella.
Coplas de dagnerreotyno
e ontros artefactos.
\mbrotypos.
Paisagens.
Costureiras.
Anda precisa-se de algumas costu-
reiras que estejam acostumadas a coser
costuras de alfaiates, para trabalhar por
dia em casa de familia: na ra Nova
jauto a Coaceicfio dos Militares n. 47.


w
<.
blRiO fcS PEftflABMCO. QUARTA FURA 17 M MARCO DE 1861.
Lagedo.
Fazendas de todas as qualidades.
DE
Joaquim F. dos Santos.
40- -RIJA DO QUEMADO -40
Defronte do beccotla Congregaco letreiro verde.
Grosdenaple relo o covado a 38,
250O, 2J a 1J60O
Seda lavrada preta e branca o co-
vado 3 ,2500 e 2$000
Selim preio superior o covado a 4$000
Cortes de vestidos de gorguro de
seda prelo de 2 saias a 80$ e 70$000
Mantas de blonde pratas e brancas
para senhora a 12$ e 8g000
Lencos de gorguro de seda preto a 2$0C0
Ditos de seda roxos para senhora
a 2g e lg600
Tafel preto e r6xo a Ifle 500
Mantas de fil de linho pretas a 16gOOO
Sedas de cores o corado a 1S5O0,
1$, 900 e 800
Diversas fazendas de l o seda. g
Cambraia e seda o covado a 500,
640, 800, 1$ e l$20O
Velludo preto multo superior o co-
vado a 55OOO
Panno e casemira preta e do cores
de todas as qualidades $
Casemira preta de cores de 2 largu-
ras covado 2jj000
Organdys muito fino ede novos de-
sen hos vara IgOOO
Veos de cores para cabera de se-
nhora a 3;000
Tiras e eolremeios 9
Sargelim de cores pratiado covado 320
Merino selim preto e de cores pro-
prio at para vestuarios de me-
ninas o covado
Enfeites para cabeca de senhora
Saias balo de madapolo, de rnus-
selina e de 30 arcos a 3*500,
Ai, 45O0, 5 e
Selim preto azul e encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o covado
Luva preta de seda de todas as
qualidades para senhora;, bo-
mens e meninos
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chales de meiin bardados, lisos' e
estampados de todas as quali-
dades
Ditos de touquim branco muito fi-
no.
Corles de vestido de gaze do seda
e phantasia
Peilosde cambraia de linho para
camisa lisos e bordados
Ditos de madapolo brancos e de
cores
Chitas francezas a 260, 280, 300 e
Cassas francezas preta e cor de
rosa a 600 e
Lencos bordados e lisos de cam-
braia de linho e de algodo
1$000
I
690OO
15600
500
AMI RALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n. 22
Vendem-se 100 vara* de lagedo chegado lti-
mamente de Lisboa no brigue porluguez Flo-
rinda ; a tratar cora P. S. Rabello & Fitho, lar-
go da Asserabla n. 12.
Aluga-se urna crioula de idade de 18 annoi
propria para o servico de orna senhora, cose, en-
gomma, lava : na ra da Uniio do bairro da Boa-
Vista, casa n. 32, alraz do palacete do Exm. Sr
Visconde da Boa-Vista.
Um homcm brasileiro, que nao lem m le-
tra, e com alguma pratica de commercio, deseja
empregar-se em qualquer estabelecimento a ex-
cepc&o do de taberna ; pesaos de reeonhecida
probidade ministrar as infjrmac.oes necessarias
cerca do pretendenle : quem precisar, annurj-
cie por este Diario.
Precisa-se fallar ao americano Alberto So-
lomo Lapart para se lhe comprar um remedio,
do qual j usou urna senhora moradora no enge-
nho Ora e que precisa continuar com o mesmo
remedio ; a fallar no dito engenho com o Sr. Ja-
cintho Gomes Borges Uchoa, ou nesta prac.a na
ra da Cruz n. 62, terceiro andar.
Precisa-se de um homem de meia idade e
que d coohecimenlo de sua conducta para ensi-
nar primeiraa letras a 6 meninos em um engenho
distante desta pra;a 10 legoas ; na ra da Cruz n.
62, terceiro andar, se dar as explicacoes, ou se
dirija ao engenho Novo da Bibelra do Pao d'Alho
Precisa-se de 1:5008000 a 1 1(2 por ceoto,
dando por hypoiheca urna casa nesta praca :
quem tiver, annuncie sua morada para ser pro-
curado.
Ventora da Silva Boavista, estando em li-
quidarlo de sua casa na ra de Santa Thereza n.
60, roga a todos os seus devedores a virem sal-
dar seus debito/no prazo de 8 dias (alem de tres
mezes que j deu) findo os quaes ser forcado a
constituir um procurador para promover a co-
branza judicialmente.
A pessoa que no Diario de 22 do corrente
anDunciou precisar de um quarto para homem
solteiro, qneira dirigir-se a ra da Liogoeta n. 5
tratar, pois lem um para alugar cm urna das
melhores mas da freguezia de Santo Antonio.
Vende-se urna prela da Costa de meia Ida-
de, muito boa vendedora de ra o sera vicios, com
3 fllhos, sendo 1 de 12 annos, 1 de 10, e outro de
8 ; a tratar na ra da Senzala Nova n. 42, com
M. J. do Paraizo.
Vende-se um moleque de 10 a 11 annos.
bonita figura, sem vicios ^e nem achaques; ne
mesmacasa compra-se um preto de meia idade,
e prefere-se que saiba alguma cousa de cozinba ;
na ra larga do Rosario n. 18, no terceiro andar.
Compra-se um livro de Rodolpho para sol-
fejo que teoha algum uso ; na ra larga do Ro-
sario n. 18, no terceiro andar.
Compra-se urna fabrica de velas com todos
os pertences, porm por commodo prego : quem
a tiver, pode dirigir-se a ra estreila do Rosario
o. 1, que achara som quem tratar.
Compra-se urna cabra (bicho) com bom lei-
te ; na ra do Queimado o. 4, segundo andar.
_ 1 -Mil 1 -JIW. at
DeOldekop fe-Mareilhac
Si. Julien.
St. Julien Mdoc.
Qiateau Loville.
Cognac om barris qualidade fina.
Cogote em caltas qualidade inferior.
Na mesma casa h
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barril.
para
CASA DE SALDE
DOS
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB MltCO DE E- KERWiD-
Esle hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
valor paraos brasileiros e porluguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua psito
urna das melhores da cidaJe, por se achar nao so prximo s estaques de caminhos de ferro, da
Alleraanha o Franja, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos; e,
alm disso, os mdicos preces convidam
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez.allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, para acompanhar as lourislas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por procos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 49000)
por dia. #
Durante o espaco de ito a Jez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edeserabargador Pontes Visgueiro ( do Brasil,) e muit as ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4&000 4&500.)
No hotel encontram-se informacoes exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro
APPROVACiO E AtlTORISACiO
DA
IJIS& a Si AMS S Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimento continua debaixoda administra cao dos pro-
pnetarios a receber doenles de qualquer naturezaou cathegoria que
seja.
O zelo e cuidado all era pregados para o prompto restabelecimen
to dos doentes geralmente conhecido.
Quem se quizerutllisar pode dirigir-se as casas dos proprietarios
ambos more dores na ra Nova, u entender-secom o regente no esta-
tabelecimento.
Reforma de presos.
Escravos.......20000
Marojos ecriados, .... 2,so00
Primeira classe 3jf e. o,s500
As operaqoesserSo previamente ajustadas.
a
Roa estreita do Rosario3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles arlifciaes tanto por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras prepsraces as mais acreditadas
para conservado da bocea.

agoii immL m muuu
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
mmm mmmm
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
De Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e era toda
vincias deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se le
as emfermarias abaixo escripias, o queseprova com innmeros alteslados que existem
soas capazes de distincooes.
Com esias Chapas-electro-magneticas-epispasticas obtera-se urna cura rad
fallivel em todos os casos de inflammacao ( cansado ou falta de respirado), sejam in
externas, como do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpilaco de corago, gar-
ganta, olhos, erysipelas, rheumatismo, paralysia e todas as affec^oes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differentes especies de tumores, como lombinhos escrfulas etc., seja qual fdr o
seu taraafiho e profundeza, por meio da suppur-ac,ao sero radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselhado por habis e distinctos facultativos.
As encommeudas das provincias devera ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para homem, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco coxa, perna, p, ou tronco
do corpo, declarando a circunferencia: e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o molde do seu ta-
manho em um pedaco de papel ea declaracao onde existem, afim de que as cbapaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de lodos os accesso-
O novo possuidor da ta-
beroa da ra estreita do Ro-
sario n. 18, est resolvido a
baratos do que outro
ios para a coocacie dellas.
Consulla as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriptorio,
se achara aberto todos os dias, sem excepto, das 9 horas da manhia s 2 da Urde.
que
||9 Ra do Parto || PERTO DO LARGO DA CARIOCA
vender os gneros mais baratos do
qualquer estabelecimento para adquerir fregue-
zia, e que sempre continuar, os precos sao osse-
guinles: vinho muilo superior a 64o,' 560 e 480 rs
a garrafa, dito do Porto a 15700, 13800 e 13600
engarrafado; manteiga ingleza muito boa IjjOOO,
960,800, e 720; dita franceza. idem a 720 e 640;
dita para leroporo, idem, a 560, a gosto do com-
prador, tambem se Tendera paios muilo bons a
400 rs. a libra e queijos do reino chegados no ul-
timo paquete, muijo bons pelo diminuto preco
de 19450 ; massa de tomates do mais afamado
fabricante de Lisboa ; farinha do Reino a 140 a
libra ; marmclada do melhor fabricante o Sr. K-
breu o fabricantejmaislafamado de Lisboa a 720 a
libra, lem latas de ama libra, de urna, meia e de
duas; massas de todas as qualidades e de diffe-
rentes precos; latas com bolachinhas de soda
muito novas pelo preco 15550; cha perola hysen
e preto pelo preco de 2#500, 2$0Q.e 19600 ; fa-
rinha de tapioca a 180 rs. a libra e gdmma mui-
to boa a 160' Na mesma casa acha-se'um com-
pleto sorlimeolo de todos os gneros da trra
como estsaogeiros.
Manely Baines relira-se para Inglaterra.
Precisa-se alugar um primeiro andar na ra
da Cruz: a tratar na loja n. 2 junto ao arco da
Conceigao.
Precisa-se de um bom criado para o servi-
co de sala e quarto dando fiador: na ra do Tra-
piche n. 12.
O secretario da irmandade de N. S. do Ter-
co de ordera da mesa convida a lodos os charos
irmos para na sexta feira pelas 5 horas da tar-
de e no domingo da Resurreicao pela3 6 horas
se reuoirem em nossa igreja para irmos acompa-
nhar a procissao de enterro e Resurreico do con-
vento dos religiosos carmelitas.
Henrique Jos dos Santos.Secretario.
Roga-se-ao Sr. Joaquim Theophilo dos San-
tos 6. queira a nnunciar sua morada para lhe
fallar sobre um particular.
Compram-se es-
cravos
de ambos os sexos e de toda idade, tanto para
exportar para fra da provincia como para a ci-
dade : no escriptorio de Francisco Hathias Pe-
reira da Costa, ra Direita n. 66.
Vendem-se e trocam-se
escravos de ambos os sexos : no escriptorio de
Francisco M. P. da Costa, ni* Direita n. 66.
- Vende-se urna varanda de ferro com 80 pal-
mos por preco barato: a tratar na ra do Quei-
mado d. 48.
Aluga-se por lodo o prego que for conve-
niente, a loja da rus Direita o. 87, com armario
propria para todo e qualquer estabelecimento : a
tratar na loja da ra do Queimado n. 46.
No escriptorio de Claudio Dubeux vende-se
muilo baralinho, dinheiro vista, o seguinle :
chumbo munigo de todos os numeres, vidros de
todos os tamanhos para vidragas, estampas e ora-
torios, os quaes se vendem tambem em caixas,
chicotes de baleia para carro e cabriolet, velas
mixtas de nova compoiicao para matar formigas.
as quaes com um s mago de 10 velas, e pela
quantia de 5^000 so distroe um ou mais formi-
gueiros.
Camas de amarello.
Vendem-se 17 camas de amarello, as qnaes
inda se acham a bordo de urna barcaga vinda de
Alagoas : a tratar na ra do Crespo n. 14.
Aluga-se a loja do sobrado n. 9 na ra das
Cruzes, quem vai da ra do Queimado para S.
Francisco, lado direito : quem a pretender, falle
no mesmo sobrado.
Sincera gratidao.
Forte erupcao de pelie,
Padecendo eu ba muito lempo de urna forte
eropgo de pelle na palma da mi direita, que
muilo me incommodava, usei de muilos un-
gentos, dos quaes nao recebi melhora alguma,
e tendo a felicidade de Qcar perfeitamente curada
com a applicaco de urna das chapas medleinaes
do Sr. Ricardo Kirk com escriptorio na ra do
Parlo o. 119, faltara ao meu dever se nao publi-
cassea mioha sincera gratidio ao mesmo senhor.
Ra do Conde n. 13, Rio de Janeiro.
D. Isabel Candida.
O abaixo assignado despedio o seu caixeiro
Joo Ignacio Pereira desde o dia 25 do corrente.
Joo Duarte Maginario.
A pessoa que annunciou querer comprar
um banco que sirva para roarcineiro, menos a
ferramenla, procure na ra do Rangel n. 17. Na
mesma casa se dir quem vende urna rotula em
bom estado, tudo barata.
Aluga-se a casa terrea da ra Direita n. 83,
a qual sempre foi muilo boa para loja de miode-
zas ou outro qualquer estabelecimento ; quem
pretender, dirija-se a ra da Penha n. 5.
O abaixo assignado tem justo com o Sr. lia-
noel Joaquim de Oliveira a compra da sua offl-
cina de carrocas da ra do Progresso ; quem se
julgar com direito a mesma, baja de declarar no
prazo de 3 dias, e findo os quaes nao se admitti-
r reclamagao alguma. Recife 24 de margo de
1861.Joaquim Fernandes dos Santos.
Quem precisar de urna ama prela orra pa-
ra lavar, engommar, cozinhar de forno e fogo, ei c
fazer alguna doces, dirija-se a ra das Cinco Pon- au ""Pn*
tas o. 72; previoe-se que o seu alague! de 25f
mensaes, e que alem do que cima flea dito, fax
todo o servico do interior de urna casa.
Vende-se um mulatinho de idade de 11 an-
nos, muito ladino, proprio para pagem ; a tratar
na ra estreita de Rosario n. 1.
SYSTE MA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILTJLASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compltelo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operagoese el-
feitos ; pois busca e remo ve as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslava mas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude e forcas, dep'ois dehaver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais a (Dictas nao devem en tregar-se a des-
esperago; fagarn um competente ensaiodose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da sande.
Nao se. perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado o. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes anigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esto perfeitas, e o
prego convida :
Caixas de clcheles a 40 rs.
Cartoes de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito finos, caixa com 0029500.
Groza de botoes de louga a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muilo fina a 320 rs.
Dito dito dito a 500 rs.
Banha em lata com 1\2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixas com obreias muito .novas a 40 rs.
Ditas com ph< sphoros especiaes e melhor aue
hs a 160 rs.
Pares de meias croas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de laa muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia de sabonetes muito finos a 600 rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Carlas de alfinetes finos a 100 rs.
Calzas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1$.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macassi perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garios de cabo preto a 31.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muilo finas a
500 rs.
Pegas de (ranga de lia com 10 Taras a 320.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito groso a 80 rs.
Cordoes para espartilho a 80 rs.
Caixas para rap muito in-as a 19.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Publicaces do instituto lioraeopa-
llia do Brasil.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA H0IE0FATH1CA
Obra indispensavel todas as
pessoas que quizerem curar ho-
meopatnica mente; .
CONTENDO :
definigo clara do termot de medicina : as
causas mai$ frequentet das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes correspondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das echronics: a hora do dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa acedo : a maneira de alternar os medica-
mentos : a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
auedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as que gras-
sam no Brasil, quir as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, quir logo depois do nasci-
mento, quir durante a infancia : os perigos
que esto sujeilos todos os que lomam reme-
dios allopalhicos: e muilos outros arligos de
vital inleresse; bem como urna descripio con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas exlranhas medicina, dos
orgaos mats importantes, que entram na com-
posico do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanlo i possivel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicacao
phisiologica e outra mostrando as differentes
regies abdomivaes. [Xprimeira coloridapa-
ra os senhores assignanles.)
t*~
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ara polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figade.
Ditas venreas. ?
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
Inflammagoes.
Irregularidades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstruec.ao de ventre.
Phlysica ou consnrop-
pulmonar.
Retencao deourina.
Rheumatismo.
Sy m ptomas secu ndar os.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, aStrand, e na loja di
todos os boticarios droguista e ou tras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
Sul, Havana e Hspanha:
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contera nma instrucelo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Se. Sonm
dEarmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambnco. *
Vinho de Bordeanx.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, roa da
Crnz n. 10 eneontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. Oldekop Mareilac & C, ea Bordeaos.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg freres.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Cbiteau Loville
Chteau Margaux.
PELO DOCTOR
SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
Ihica urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pratica dos hozeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais an-
da aos paes de familias, qur das cidsdes, qur
do campo, chefes de estabelecimento, capitaes de
navie, curas d'almas, etc., quo por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effellos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveilando sua
viagem a Europa,fazer imprimir alli o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acontecen
que antes de incelara publicado visse elle obras
mui modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar inleiramente o
plano que havia concebido, e dar loda a expan-
sio e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na sciencia, como os que o nao
sao, podessem tirar delta o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais ulil de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso custar 25$.)
Acha-se igualmente em va de publica-
cao a segunda edieco do
THSOURO HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova edieco em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposico dts
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos tamperameolos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, etc., etc. Com urna eslampa demons-
traliva da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignatura de 8$ pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 12$ pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 20$ em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qaa nao for acompanhada
da respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo) n. 6.
Novos cintos
com fivelas de a$o.
A loja d'sguia branca receben novos cintos pa-
ra senboras e meninas, com flvelaa de aso po-
lido e lapidadas-, e bonitas fitas de chamalote, as
quaes poderlo ser substituidas por outras de vel-
ludo cor de caf, rflxo, azul, encarnado e prelo,
liso ou de listraa, conforme o goeto do compra-
dor, e como sempre esti vendendo por menos do
que em outra qualquer parle 49 o cento : na
ra do Queimado, loja d'agoia branca n. 10.
Vende-se a casa lenea com sotao n. 52 da
ra da Roda no bairro de Santo Antonio ; a fal-
lar com o Lima no Forte do Mallos.
Vende-se a loja de calcado da ra do Li-
vramento n. 35 : a tratar na mesma ros, loja nu-
mero 6.


'
DIARIO DE PERNAMBUCO. *- QUARTa EIBA 27 DE MARCO DE 1861.
(*>
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PARUDLHA E> R- T@WW8IIIIE)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
ehlmlco e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um saba que a saude ou a infermidade
depenJe directamente do estado desto fluido VI-
TAL. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal,
A quantidade do sangue n'ura hornera d'es-
tatura mediana est avallada pelas as priraeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas ongas sahem do corceo nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qdatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta correrte de vida por todas as
partes da orgaoisa^ao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com telocidade ELECrRlCA a corrupto as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos caplarios,
at cada orgo ecada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circularlo evidentemente se faz um engenho
PODEROSO de doenfa. Nao obstante pode tam-
bera obrar com igual poder nacriac,o de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local oa goral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doeoQa e inevitavelmente expellir da consli-
tuigao.
O grande raanancial de doenca enlo como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhara medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gara direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue o ponto no qual
se ba rayster fixar a atiendo.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
New-York, ha vemos vendido durante muitos an-
cos extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo -lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD PAUL, 40 Gortland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pear!
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM & Co, 10 Od Llip.
OSGOOD 4 JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, l83WaterStreet
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 146&
106JobnSt.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILANDKEESE & Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MIN0R& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreat.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KLNSLEY, 45 Corlland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAT, 218 Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICKfc 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARYORE E SU AS FRU-
TAS }
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Efeitot
O extracto eomposlo de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO! 1
Adata-se tao maravillosamente a constituyo
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
E' CURRUPCiO,
purifica;
E' PODR1DO,
ONDE
ONDE
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que tao
servicos presta a bumanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washinglom, Brooklym, sob a inspeccSo directa
do muito condecido chinaco e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cuja cer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR, TOWfiSEND.
O grande purlcador to sangue.
CURANDO
AHtoropesia.
AImpinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Debilidade geral
AS DOENCASDE PELLB
AS BORBULHASNA CA-
RA;
As Tosses,
rpwis DE IVM.
Acham-se a venda na livraria da praca da ijflependen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folb.inb.as impressas nesta
typographia
Folhinha dt porta ou KALENDARIO eecleiiastico e civil para o
bispadode Pernambuco.. '. r. %" f. I'. 160 rs.
Ditd de laibeira contendo alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e eccaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos genes, proviqciaes e municipaes, ao
que se juntou urna eolleceao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i ment da mocidade. 320 rs.
Ditd ditd .... coatendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
ca;) das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo-de confessar-se, e comungar, e os oficios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego..... 320 rs.
Dita do almanak eiv, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:....... 10O0
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimenfos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
mura
a imoeratriz.

Para caberas de senhoras, chegados pelo ulti-
mo vapor, assim como cintos prelos com fivela.
Otas prelas para cintoa, grande sortimento de fi-
'a de diversas qualidades, e luvaa de pellica
JOUV1N prelas, brancas e cor de canoa para ho-
mens e senhoras ; em casa de 1. Falque, ra do
Crespo o. 4.
Luvas de tonjal
com vidrilho a 1#000 o par.
A toja d'aguia branca, firme no seu proposito
de barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
lavas prelas de torzal com vidrilho a 1$ o par;
a ellas, aoles que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Lavas de Jonvin.
Vende m-se as melhores e mais frescas lavas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor frsncez, sendo
brancas, pretaa e de cores, tanto para bomem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
^* em CJAV BaiW o. wrow ocdV vBFawBWlrtB% WSJw^w
O Herpes
AHertsipbla,
A Adstriccaodo VBN-
TRE,
As Alporcas
OsEffeitos do azoc-
OUB,
Dispepsia,
AsD0ENCAS,DEFIGA-
D0,
Townsend tem assignatura e a
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melbor em
todo o respeito a algum oulro purificador do
sangue, conserra-se em todos os climas por cer-
to espaco de lempo.
certidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Nos, os Assignanles, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde. a
No escriptorio do proprielario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cru n. 21, esenptono, l. andar, tam-
ben) na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPAI'IIICO
DO DOVTOR
SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias otis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1.' molestias das muieres, molestias das crian-
zas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphiliticas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL H0ME0PATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas oecessarias, in-
falliveis em seus effcilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelus presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forera fia della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguiutes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam-na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
Compras.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARfEIROEOPERADOR.
3 RIJA A GLOHIA, CASADO FUMDA03
CUnea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Hoscoso d consultes todos os dias pele manhaa, e de tardedepoisde 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao s para acidade, como para o eagenhos
u outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s (O horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoemque -se declare
o nome da pessoa, o da ra e o humero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
derao remelter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velba.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melhoee edica-
mentoc homeopathicos j bom conhecido* e pelos prego* seguintes:
Botica de 42 tubos grandes......% 109000
Dita de 24 ditos. ................. 159000
Dita de 36 ditos. ................20&0G0
Dita de 48 ditos. ... -............25OO0
Dita de 60 ditos. ............... 308000
Tubos avulsos cada um.........: 19000
Frascos de tinturas. ; .:............29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario doe termos
de medicina, cirurgia etc.. etc. 208000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 108000
______Repertorio do Dr. Mello Moraes. ...-..' 6800
Olliriiia de marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Annessione receotemente
chegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, propriaa para aparadores,
baoheiros, mesas, consolos, etc. Recebem-se
encommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravam-se epilaphios e toda
j sorte de ioscripgoes para os mesmos monu-
mentos. Presos mdicos.
- Na travessa da ra
das Gruzcs o. 2, primeiro andar, continua-se a
fingir com toda a perfeico para qualquer cOr, e
o mais barato possivel.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado o. 31
sito na ra ou paleo do Livramento, tem dous
andares com excellentes accommodaedes, e que
se acham em bom eelado de aceio, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso lerraco com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bera sotao com eozioha espa;osa e 2 quartos :
trata-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Gorpo Santo,
ecriptorio.
Compra-s moedas de ouro de
20# : na ra da Cadeia loja de cambio
n. 38.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se olas de 1$ e 5$ velhas, com
mdico descont : na prara da Independencia
numero 22.
Compra-se um pardo moqo, sadio e inteli-
gente, cuja idade nao exceda de 16 anuos ; a
tratar no Mondego, casa n. 103.
Compra-se um preto moQO e robusto para o
servico de campo : a tratar no Mondego, casa
numero n. 103.
Compra-se urna preta mora e robusta, que
saiba cozinhar o diario de urna casa, e que faca
as compras: a tratar no Mondego, casa n. 103.
Compram-se moedas de ouro de 20$ ; na
ra Nova n. 36, loja.
Compra-se um banco para um official de
marcineiro, com a competente ferramonta : por
detraz do palacete do Exm.Sr. Visconde da Boa-
Vista, casa n. 32.
Compra-se ou aluga-se um preto ou preta
que saiba coziuhar : emfra de portas ra do Pi-
lar n. 143.
de pechincha
NA
Encyclopedica
LOJA DE
Guimares Villar.!
Ra do Crespo n. 17.
A 320 rs. o covado.
Riquissimos bareges de laa bordados a
seda.
A 30#000.
Sobrecasacas de superior panno fino
preto do fabricante Colar.
A 240 e 280 rs. o covado.
Riquissimos orgndys de cores.
MSI wfmm omvmV CD co>v erBl VlBm Vam rH% Mr*
Milho novo
vende-se a 39600, no arma-
Ferreira, ra da Madre de
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edico da carlilha ou compendio de
doutrma christa, a mais completa de quantas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
conttoha a anliga carlilha do bbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-so muitas
ora^oes que aquellas nao linham ; modo de a-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
o eciypsos desde o torrente anno al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalenda-rio para os mes-
mes annos. A boadade do pape-I e excellencia da
impressao, dao a esta edi?ao da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
JOIAS,
Attencao
Frecisa-se de alguma quantia de dinheiro a
premio sobro bypotheca de predios nesla cidade;
quem pretender fazer este negocio, dirija-se a
esta typographia em carta fechada com as ini-
ciaos A B. C, indicando sua morada para ser
procurado
Pianos.
Mudanca de domicilio.
Joao Laumonoier transterio seu estabeleci-
mento da ra daGudeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Encar-
rega-se de afinar e con ce i lar os mesmos instru-
mentos.
313ieai2 SS Si6i3ti251iift
SM. J. Leite, roga a seus de ve- S|
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da 8
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Joaquim Morrteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa eos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolviilo a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.)
CASA
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se eslamenha para hbitos a 29200 o co-
vado, e se apromptam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmos a 459 cada um, obra muito bem
feita.
Peixe barato.
Na terca, quarta, quinta esexta-feira da sema-
na santa ; no vivero do Munn, no aterro dos
logados.
Aluga-se
por lodo o preco que for conveniente a loja da
ra Direita n. 87, com a armico propria para
todo e qualquer eslabelecimento ; s tratar na lo-
ja da ra do Queimado n. 46.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazeodas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazemquefoidos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazeodas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho :
na ra do Rangel n. 7, segando andar.
Na livraria n. 6 e 8 d praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Usses Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se aloja do sobrad da ruadas Cru-
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
eolo
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commissae de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meima maneira se contina a receberes-
oravos para serem vendidos por commisso, e
Sior conta de seus sentares; nao se poupando es-
arQOS para que es meemos sejam vendidos com
promptido, atim de que seus enhoresno sof-
fram empales com a venda delles. Neste mesmo
estabelecimento ba eempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Traspassa-se urna nova padaria com lodos
os seus pertenec, prompta de um ludo atraba-
Iharem muito bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da venda por seu dono ler de retirar-se
para fora da cidade : quem pretender dirija-se
ra do Queimado loja n. 30.
^ Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de eozioha : quem tiver pode dirgir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
Pesca-se.
Na terca, quarta, quinta e sexta-feira da sema-
na santa no viveiro Jo Muniz, no aterro dos
ATogados.
S. Lowden, subdito inglez, vai ao Rio de
Janeiro.
Troca ou venda
Troca-se por predios na praca, ou vende-se o
engenbo Capoeiras. moente e correte, silo na
freguezia de Serinhem e na margena do rio do
mesmo nome, distante da linha frrea urna le-
goa, bom de agua, com capacidade para se le-
vantar uns deus ou tres, todos de agua, por ter
urna legoa de trra quadrada e para mais de dous
tarcos ainda em meta. Tambem se far nego-
cio com a safra criada, bolada equartode carga,
e at mesmo siguas escravos : a quem convier,
procure para o ajaste a Bernardo Jos da Cma-
ra, no engenbo Cuyambuca, em Agoa-preta ; e
para informacoes. na praca ao Sr. Luiz Jos Pe-
reiri Simoes, oa ra do Livramento n, 24.
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes arlificiaes, tu do cena a su pe rior i-
dade e perfeiQo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Bmmmmimmimimii ra~ m ~a~ *
O baeharel W1TRI VIO pode ser
procurado na roa Noya n. 23,primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Gamboa do Carmo.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machines de coser: em casad e Samuel P.
Johston&C, ra da Senzalla Nova n. 52.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho :
na ra de Hortas n. 22, segundo andar, ou no
pateo do Ter;o o. 26.
sLOTIBIl
Acham-se a venda os novos bilhetes e
meiusda quinta parte da quinta e pri-
meira da sexta lotera a beneficio do
hospital Pedro II, na thesouraria das lo-
teras ra do Queimado n. 12, primeiro
andar, e as lojas 'comm6sionadas na
praca da independencia n. 22 do Sr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeia loja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos.
A extraccao tera' lugar impreterivel-
menie no dia 4 de abril prximo, as
sortes serao pagas com promptido a
enfrega das listas no dia immediato ao
da extraccao.Othesoureiro, Antonio
Jos Rodrigues de Souza.
Na ra de Pilar n. 82. sobrado,
ha para vender urna mobilia de jaca-
randa', e alguns outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
SOCIEDADE BASCARI4 EMCOM-
MAND1TA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas
cobIbs correles sero reguladas da maneira se-
guinle :
Receber-se-ba qualquer quantia de 100j para
cima, e pagar-se- ha vista al 5:000, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se joros de dous porcento, menos do que a taza
por que a caixa filial do Banco do Brasil descori-
ta letras, sendo estes joros contados e capitali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem sero abertas coritas correntes sob
condicoes de ser pagas vista qualquer quan-
tia independente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0|0 ao anno na forma cima declarada
Recife i. de margo de 1861.
Aluga-se o 1 e 2 andares do sobrado n.
112 sito na ra Imperial junto a fabrica do sa-
bio, com bastantes commodos para urna familia
grande : quem o pretender, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6.
Manoel Ferreira da Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. 28, saca sobre
a cidade do Porto.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragozo. Santos & C. mu-
daran] o seu escriptorio para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
Cornpi
ram-se
garrafas ae Bordeaux varias usadas e
novas ; na ra da Cruz n. 17.
Yendas.
Milho e farello.
Vende-se milho a 39600, farelo muito barato,
e milho em cuia a 160 c 200 rs.: na travessa do
pateo do Paraizo n. 16, casa piulada da ama-
rello.
Cascarrilhas para enfeites.
Vende-se S 4,000 rs. a peqa na ra do Queima-
do, loja de miudezas n. 35, da Boa-Tama.
Ricos cintos com fivella de ac
Vende-se a'.4,000 e 5,000 rs., ditos douradosa
2,000 rs. : na ra do Queimado n. 35, loja de
miudeza da Boa-Fama.
Ricos enfeites de fitas de ve-
ludo com > idrilho,
Vende-se a 8.0C0 rs., ditos de vidrilho a
3,000 rs.: na ra do Queimado n. 35, loja de
miudezas da Boa-Pama.
Luvas de pellica, seda e retroz
Veo de-se a 2,500 rs., 2,000 rs. e 1,280 rs.;
ditas de retroz para meninas a 1,000 : na ra do
Queimado n. 35, loja de miudezas da Boa-
Pama.
Leques de madreperola e osso
para senhora.
Vende-se a 12,000 rs.. 6,000 rs. o 3,000 rs.:
na ra do Queimado n. 35, loja de miudeza da
Boa-Fama.
Sapaiinhos de se ti ni e
meias de seda para bap-
tizados.
Alojadaaguia branca recebeu de sua propria
encommenda, delicados sapaiinhos de setim. pri-
morosamente bordados, os auaes est vendendo
pelo baratissimo preco de 3?, (nesse genero nao
se pode dar mais peifeitos).assim como outros de
merino tambem bordados a 19600 e 2$. Recebeu
igualmente mui finas e bonitas meias de seda de
diversos lamanhos, lendo at, proprias para os
meninos e meninas que s. rvem de anios as pro-
cissoes; tem brancas, de listas, de orzinhas, e
o bocal tecido de borracha, o mais engranado
possivel : ludo isso na ra ra do Queimado lo-
ja da aguia braoca n. 16.
em saceos grandes
zem de Moreira &
Dos o. 4.
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, chegado um completo sortimento de cai-
xinhas para costura de lodos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enfei-
tadas, proprias para qualquer mimo de senhora
ou menina : isto s na loja d'aguia de ouro, ra
do Cabug n.1 B.
**mmgammammmmmam* ato ajgftiyg ajjftttfc" '
mWeroB WbWIW ol Wd% oaSVtTOOTSw#*
A dinbeiro. |
iFazendao boas e baratas.!
GURGEL & PERDIGO.
[Ra da Cadeia loja n. 23.]
Grosdenaples preto muito encorpado e
bastante largo a 2 val 25O0.__________
Vestidos prctos bordados a velludo,
barra aquille e seda de duas saias.
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Vestidos de blondo com manta, capel-
la, flores e mais perteuces.
Sedas de quadrinhos, grosdeoaples de
todas as cores e moreantique.
Vestidos de cambraia bramos borda-
dos.
Sabo.
Joaquim Francisco de Mello Santos avisa aos
seus freguezes desta praca e os de fra, que tem
exposto venda sabaode sua fabrica denominada
Recifeno armazem dos Srs. Travassos Jnior
& C, na ra do Amorim n. 58; massa amarella,
castanba, preta e outras qualidades por menor
prego que de outras fabricas. No mesmo arma-
zem tem feito o seu deposito de velas de carnau-
ba simples sem mistura alguma, como as de
composicao.
Venda.
Vende-se um lustre de vidro novo, proprio
para sala ou igreja, por barato prego : no pateo
do Carmo n. 9, primeiro andar.
Vnde-se um pianno de mesa, com pouco
uso e que serve para principiante aprender, mui-
to barato ; no pateo do Carmo n. 9, primeiro
andar.
Franjas de torzal para mante-
letes.
Vende-se mui largas e bonitas franjas de tor-
ca), proprias para enfeites de manteletes, corpos
de vestidos etc., etc., e mesmo para pannos fi-
nos em lugar de relo: os precos sao baratissi-
izos, vista das larguras e bom goslo, de taes
franjas ao de IfSOO a SfOOO a vara; na ra do
Queimado. loja d'aguia branca n. 16.
A12|000
Na ra do Queimado n. 47, vende-se chapeos
de sol de seda, inglez, de boa qualidade.
Vendem-se pecas de franjas de seda com
10 varas, proprias para vestido, s IffifcM a pec.a,
nada mais barato ; na ra do Queimado d. 47.
Vestidos de phantasia diferentes qua-
lidades.
Vestidos, de seda de cores de babadi-
nhog. ________________
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e menina?.
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as idades,
Pentesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10$ a 30$.
Cassas, orgndys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezas c inglezas
BAILE E PARTIDAS.
Ricos vestidos de fil de seda brancos
bordados de seda e guarnecidos de froco.
Saidas de baile ou bournus bedouine.
Neste estabelecimento se encontr um
j| completo sortimento de fazendas de moda
*e de roupa feita para homem : na ra da
Cadeia loja n. 23, do-se as amostras, ff
id err wn t.t( vaiven &?raEaTvnnojSVMi
Attencao.
Vende-se o engenbo Mussaiba, sito na fregue-
zia de Santo Amaro de JaboatSo, moente corren-
te com agua e muito bom moedor, com obras no-
vas e bem construidas, e muito boas malas, dis-
tante da praca 4 legoas ; vende-se com a grande
safra que se acha creada, assim como com a fa-
brica, boiada e carros ; tambem vende-se o sitia
Poco-prelo, lito na freguezia da Luz, unido ao
mesmo engenho Mussaiba, advertindo que est
mesmo sitio di um ptimo engenbo d'agua, pois
tem proporcio : por isso os pretendentes hajara
de dirigir-s ao mesmo engenbo, que se far to-
do negocio vista do comprador.
JVo armazem de Nune e
Irmo, ra da Madre
de Deus n. 5.
Milho sem estar furado a sac-
ca a 2$500 a dinheiro avista.
Milho do Maranho a 3#500
a sacca.
Milho de Tamauda a 3#500 a
sacca.
Toucinho de Santos a 280
rs. a libra *
Vende-so na rus das Cruzes o. 24, esquina da
travessa do Ouvidor.
Quarta, quinta e sexta-feira se
pesca o viveiro da Piranga e vende-se
barato, nos Afogados. J| j
Vende-se o engenho Trtumphante
situado no Vao de Una : a tratar na ra
do Crespo n. 20 A, ou na cidade do Rio
Formosocom o Sr* Or. Gaspar de Me-
nezes Vasconcellos de Drummond.
Vende-se um cabriolet e cavallo, s com a
vistai se poder ajusfar : no pateo do Carmo n. 9,
primeiro andar.
am ii
T


(>
DIARIO 08 Pl&mumO. ~ ftDARTA FRIRA M MARgO Al 1861.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat 6 C.
ma-
q ue
lelho-
EsUs
chinas
sito as me
res e mais
dui adouns
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
do : no depo-
sito de ma-
chinas de
Rsymuado Garlos Leite & Irmo, ra da I rape-
ratriz n. 11, adtigamente aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos corles do rostidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quars se tem vendido por
1605, eque se veodem por 805.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boa e encorpada por 559 e 60$.
Mantas pretas de lioho bordadas a 85.
Visitas pretas muito bem enditadas a 12$.
Ditas de seda de cores muito liadas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 2$z00 e 89, e
muito largo a 3300.
Sarja preta hnspaohola boa a 25.
Velludo preto liso milito bom a 4}, 55 e 6$.
Cortes de casemira preta bordada para collete
t59090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a IO9OOO.
Caigas de casomira preta una a 10 e 129.
Casacas esobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casomira pretos bordados a 85.
Paletots de panno preto a 129 e 189-
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 e 6$, e muito
fino a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59, 69
e 79000.
Dito do seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algara mofo a 40 e 609.
Ditos oe phantasia em cario a 159.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos lmannos para
viagem a 59.
Malas desoa para viagem da 129a 18?.
Chapeos pretos francezes finos a 8$
Ditos de castor branco sem pello muito bonsa
I25OOO. E oulras mullas fazendas, que para li-
quidar, vendera-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadcia do Recite n. 50, do Cimba e
Silva.
Vendera-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
por mu barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casa!, embutida ;
um porta-servi ior ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espllio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jautar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, .Moliere em casa de Ninon de
I'inclos), en duas ricas molduras. Ten-
do seu dono di; retirar-se para o campo,
por Uso desaz-se destes objectos, man-
dados vil e\;>ressa mente de Paris, aon-
de forana confeccionados com perfeirao
9 apurado gosto.
Calcas de casemira.
r y*n<,^5r86 "'CMde casemira preta muito bem
Jiaa a ion, ditas de dita de cor manto uperior a
S' Fao.-,e c,b8nao : na rea do Qoeimado n.
zz, loja da boa fe.
A 1^000.
Grvalas pretas de setim : na roa 4o Qoeima-
do b. 22, loja da bo* f.
#
S Remedios americanos
2 no nouTOR
SRadway & C, de New-York|
| Pilulas reguladoras. I
Esles remedios j sao aqui bem coihe-
Pedos pelasadmiraveiscurasquetem ob-
tido em toda a sorte defebres. molestias
m chromcas molestias de senhoras. de pe-
ie etc., etc., confrmese v as instruc-
coes que se acham traduzidas em por-
tuguez. r
Salsa parrilha legitima e9
original do antigo
DR. JACOB TOUNSEND
O melhor panficador do sangne #
cora radicalmente
Erisipela. Phlisicas.
Rheumatismo. Catarrho.
Chagas. Doencasdeflgado.
$ Impingeos. Molestias de pelle.
^ Vende-se no armazem de fazendas de *
@ Raymundo Carlos Leite fc Irmo, roa do l
j* lmperatrizn 12.
9
Atten^o.
N. 40-Rua do Amorm~N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tresquartas de
farioha de mandioca a 20500.
TASC CAPORAL
Deposito as manufacturas imperiaes deF ranea.
rAMIuS^iSrlRVn0 "*?"* dePwi*,- '"amento n. ra Nova n. M, ESQUINA DA
CAMBOA DOGARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclograraos a 1000 e em poreao de
oveHTr^i^rhC^nl-de25p*rMDU,; eWelerimento at^seulnben.
o verdadeiro papel de linho para agarros.
CENTRO C0MMERCI4L
1S Ra da Cadeia do Recife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bonrgard
elogios
Suissos.
a.
Era easadeSchafleitlln C,ra da Cruz
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosdeouroSpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeirosfabricantes da Suissa, qu se
vanderao Dor precosrazoaveis
ra

W Em casa de Mills Lathara & C. n
9 da Cidela do Recife n.52, vende-se :
W Vinho do Porto.
3| Dito Xerez engarrafado do muito supe- .
nor qualidade. j|
Oleo de liohaga. ^
# Alvaiade. J
^ Secante. 9
Azarcao.
5$ Encarnado veoerianoem p.
Goianna.
-se a qua-
Baratissiinos paliteiros da
rorcelana dourada.
A loja da agnia branca esl vendendo palitei-
ros de porcelana dourada de muilo bonitas figu-
ras e moldes pelos baralissiruos precos de 1#,
13200 e lgOO cada um, por lao diminutis quan-
lias ninguem deixar de comprar urna obra de
que precisa redosos das e se pela nnrateza al-
gucmduvijar da bondade e perfeico delles
djrigir-se ra do Queimado n. 16 loja d'agnia
branca, que so convencer da verdade e infalli-
velmente comprar.
Manteiga ingleza
cm barris de vinte e tantas
de Tasso Irmaus.
libras: no armazem
Xarope pdtoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Soura & C nicos possuidores des-
te xarope j bem couhecido pelos seus bons ef-
feilos, continuaui a venle-lo pelo preco de lj>
cada vidro, fazem urna differenca no preco aos
collegas e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros Dar cima.
Vende-se ps de larangeirasde umbige e da
china, de s*poti, fruta pao, abacate, limao para
cerca e outras qualidades de fructas. Na ponte
de Cchda sitio de vinva do Joo Carroll.
_ Vendem-se por preco commodo urna por-
Sao de toneis de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para as deslilacOes
dos engenhos, ossim como para deposilos' de
agoa em casas particulares : para ver e tratar,
na loja da ra do Queimado n. 41.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Roupa feita para acabur,
Paletots de panno preto a 22#, fazenda fina,
calcas de casemira pretas e de cores, dilas de
bnm e de gaDga, ditas e brim brauco. palelots
de bramante a 4, ditos de fusto de cores a 4*
ditos de estamenha a 4S, ditos de brim pardo
3g, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos
colletes de velludo pretos o de cores, dilos d
gorgurao de seda, grvalas de lioho as mais mo-
dernas a 200 rs. eada urna, collarinhos de linho
da ulnma moda, todas oslas fazendas se vende
baralo para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manhaa at as 9 da noile.
Veniem-se as seguintes propriedades
novas, bem construidas de tijolo e cal,
proprias para todo e qualquer estabe-
le^imentoporserem todas as ras priu-
cipaes da cidade de Goianna, a saber :
Urna casa na esquina da ra Diieita
e becco do Pavao, conlendo 4 porrtas
de cada lado.
Urna dita na esquina da ra Direita
e ra d3 Padre Reinaldo, com 9 portas
de um lado e 4 para a ra Direita.
Urna dita confronte na outta esquina
da ra Direita e ra do Padre Reinal-
do, com 2 portas n'um lado e 6 n'ou-
tra, com 2 quarfos na ra Direita e ca-
da qua i to contm 2 portas.
Duas ditas na ra Direita que servera
de armazem de assucar, sendo urna
com 5 portas e outra com 2.
Duas'ditas na ra do Padre Reinaldo
annexas com 2 portas cada urna.
Urna dita era Portas de Roma esquina
da ra do Rosario, sendo divididas em
moradas, todas oceupadas com esta-
belecimentos.
Urna dita nova na ra do Rio anda
em respaldo, perto do embarque, cuja
casa esta' confronte ao theatro do Illm,
Sr. tenente-coronel Antonio Francisco,
tendo 70 palmos de frente e 90 de fun-
do, polendo alevantar-se um bom so-
brado, Vendem se estas casas barato a
diulieiro ou a prazo com garantas a
contento : a tratar na cidade de Goian
na com o seu proprietario abaixo assig-
nado na ra de Jos Caetano n. 2i.
liartholomeu Gomes de Albuquerque.
Charutos suspiros *, R.hi,
nelro por cont da erandoTfahrir* rt!=gc n <,eP0S1,0Aa,e uperorea charutos do Rio de Ja-
porcSoe^relaho lmdio m D^.ngoa AlvMMachado i C, veedeodo-se em
saiVso. e hambar. Sempre gr"nde 80rl,,Benl0 ** charutos manilha. havana,
CigarroT d^DaDel" ^ n'i,belro, f"enda 8Perior e qu<5 8e TeDdia' **
.Ora ^uarUlOS com agarras de matal 1 cada um, ditos par, cgam)s .
*^2- Sf^rrSWiS?. IK?r.5i! M fa"'"U' da ^"^ e "reros V* UW-
lid2e.CaP fraQC"' Terdadeiro em ma;os de diversos tamanhos, garante-
Tabaco turco K ,
Tabaco eur delarebeTe2 7 T dg""" V"bimU'-
Machinas e papel *P"'"'""t0' P"d',5*' **fc
T A i- ^a"cl P cigarros de manilha.
VaLsrdeaioucaM T "'*" m' "^e ds de "ta Ubra azeDda superior-
D, "Va e barro para tabaco e rap.
Cachfmb1*08 C SCaS de diversas qualidades para charnt08-
TabSKr Ee^ l00C"
Vendem-se todas p,cadpa"cachimbos e cigarros a 800 rs'a ,ibra-'
Garante se ma,8 b"aldo que em oulra qua,quer par,e-
do nao agradmao comJp9MSor,:eD<,dOS tornand-8e 'eber (incluindo o. charutos) qaa-
Pr A 1t' n
' m.nVs?efiCaeXpOSl0t0mun,Tariadosorli'^^ objectos proprios par os senhores fu-
Grosdenaples baratis-
simos
Vendem-se grosdenaples preto apelo baratissi-
mc-preco d1g800 e 2 o covao: na ra do
Qoeimado n. fi, loja da boa f.
/?ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
. Wfll!i$ fan.CnVa4S C0M fi"s e "" deaenhos
O ra. o covado dao-se aaoatraa com prahor.
Naloja de fazendas
ao p do arco
de Santo Antonio,
-SS5IL5 con?P,el e e<> ortimento de
coeiroa bordados e j preparados para baptisado,
assim como chapeos e touqainhas do ultimo ros-
Jo para o mesmo Qm. Ha tambem constantemen-
te lencos e ronhas do labyrintho, bicoa da Ierra
bonels de veUudo do ultimo gosto para meninos'
?nm hW camis" d8 menino, saias a bala
HZb- i"d0!. e Mln elle8' >'inhas. manguitos,
bahsinhos de manscos e de tartaruga, proprios
??e5a0,caomeeUJroas8mUla8ta"nt,aS -^ '"
Meias pretas e brancas.
*Qna 1<>,a daguia de out0' roa ao Cabug n. 1 B,
vendem-se meias pretas de seda para hornero
1 o par, ditas de lafa muito superior a 2JJ500
4O rs. o par, ditas pretas para aenhora a 500 ra.,
branca a 240 e 320. Qnas a 400 r. o par, dilas
para menina a 240, ditas para menino a 800 e a
bugi n.:iSB 8 gQa deouro' adoCa-
m,7.nV.*r^!S"Be,Jlaberna d,rua daPraian. 54
muito afreguezad com pocos fundos propria para
principiante quem a pretender deriia-se na mes-
m cima. '
Vende-se farinba de mandioca muilo boa
sacco graude. por 5500, a/dioheiro ; na roa No-
78 O. Jo.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
barato do^S Ml2.l"Brt^WtaB,B,e' "oUf pe, "ual 8e P6de "nd" nuito mais
Vender muito para ven 1er barato
Vender barato para vender muito.
SEDULAS
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu roui finas, e gran-
| des estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de aojos, etc.,
CoBtinua-se a trocar eriuU. d* ..m. .a n e outras a morle do peccador cercado de demo-
por melado do dS^.^ntri" '^ S "' ^dade. inleressantes essas
desta provincia, e as notas das mais oracas do
imperio com o abate de 5 por cenTb": no escrib
tono de Azevedo & lleudes, ra da Cruze
A'etriallharim e macarrao a 400 rs a libra :
vende o Brando. na Lingoela n. 5.
Aos senhores de engenho
grande reducto.
Braga Silva & C, achando-se em liquidaco,
e para lecharem contas, resolveram fazer urna
grande redueco nos pregos das moendas, o meias
moendasde todas as dimeosoes existentes no seu
armazem jia ra da Moeda (Forle do Mato)
Os compradores queiram dirigir-se ao escrip-
lorio n. 44, ra do Trapiche.
Recife, 11 de margo de 1861.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, venoe-se vidrilho preto, azul e branco asse-
-,' Ai0' q,ie se vende Pr baratissirao preco de
2,500 rs. a libra, s na yguia branca.
As verdadeiras lu-
yas de Jouvin.
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se lurnam dous quadros dignos de se possuir. e
?e^?vnnpe,a. raridade delles aqui. Vendem-se
a J^OO cada estimpa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Queijos.
Vendem-se queijos os melhores que tem
vindo a este mercado a 1J7C0 cada um ; no an-
tigo eslabelecimenlo junto ao sobrado novo do
^r. Figueirda. Assim como no eslabelecimento
da ra larga do Rosario de Joaquim da Silva Cos-
a & Irmo n. 50, taberna da esquina.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C.
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, palenle inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna varieJade de bonitos trancelins para os
mes mos.
Piano;
Atenco.
|E' barato que admira!
Urna 6#000.
Mantas pretas de Dlrt de seda, blonde
e entalle : na ra do Crespo n. 8.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quanlos as tem comprado, e ser mais po
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento do todas as cores tanto para hornera como
para seohora.
t Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
Moendas decanna.
@ Taixas.
@ Rodas dentadas.
Bronzese aguilhea.
Alambiques de ferro.
9d9*91d
i
^Manteletes de grosdenaple!
e fil e de dentelle, prelos. '.
Casacas, calcas, colletes
pretos muilo finas e baratas.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca de Corpo Santn. 11
alguna pianos do ultimo gosto recentiment
chegadoe dosbem conbecido e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londrea t
muito oroDrio Dar este clima
Na cocheira de P. Eduardo Bourgeois, ra
Nova n. 59, vende se um lindo cabriolel novo,
de2 rodaa, com o arreio. (Preco 8605). Tambem !
vende um par de arreios, (uaroicao prateada. e
vaquetas grandes para cobrir carros, chegados
ltimamente.
Na ru do Imperador d. 18 ha para vpoder
tres spparelhoa de ferros proprio para cortar
carne noaacoaguea, vindo de Franca, e duas
balances de columna propriae pira botica oudo-
poaito, e dous temos de peso, por preco com-
Sarja e setim maco preto
grosdenaple e nobreza lavrada, pretas
mais barato do que em outra qualquer
parte para liquidar: na ra do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
Pe reir.
f era de car-
naba,
No largo d Assembla a. 15, armazem de An-
tones Guimaraes C., ha continuamente daste
geneeo para Tender.
i
_eD. W. BowmanJJ
9 ra do Brum paasando "o chafariz.
H Crivos, padres ele, etc:
S Na fundido de ferro de
Vende-se um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brum,
junto afuudigao ingleza, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para se edificaren re-
HnacOea, padanas, ou outros qoaesquerestabele-
ciraentos porter eicellente porto para embarque
e desembarque de gneros: na ra da Madre do
Oeos, armazem n. 20.
Ricos cortes de se-
da preta com ba-
bados.
Na ra do Queimado n. 18 A esquina da ra do
Rosario, tem para vender ricos corlea de aeda
n!ta com Dab*aoj. Pelo baratuaimo proco de
50$ cada um.
Vedem-ao por preco commodo caixas em
vidros para vidraca e chumbo em barra : a tra-
tar oa ra do Queimado n. 41.
ELOGIOS.
?eode-se em casa de Sanndres Brothers 4 C
praca do Corpo Sanio, relogios do afamado fa-
kneouto Hoskeii, por presos coramodos e tam-
bem traaceUios e ctdeiag
xcellente gosto.
para os mesmos de
Vendem-se mui booitos bonets inglezes de gor-
gurao e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
dres a 15500. Esses bonets por suas boas qua-
iiades e muita duraco tornam-se mui proprios
par os meninos do escola, e mesmo para pas-
selo ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 28500, 3 e
4. o melhor possivel: na ra do Queimado n
o, loja d aguia branca:
Pechincha.
Vendem-se baldes de 30 arcos, pelo minuto
pre;o de 4: na ra da Cadeia n. 24. '
Farelo e milito
Saceos muito grandes e de muiio boa qualida-
de ; no largo da Assorabla n. 15, armazem de
Antunes Guimares 4 C.
Atteiico.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo
grande baixa para eapiro, casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozi-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
de Santo Antonio, S Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em urna das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, se dir' com
quem se deve tratar.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Kooker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
precos mu razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores fixa;
a doze vinteoso corado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na tua Ao Queimado n. ^ft
est muito sortida,
e vende muito barato :
?ninnbranco de pnro 1Dno traI"5do a 1J000 e
inX rs< a Tara dit0 Pardo muil superior a
Ig20 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 re. ; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caifa de meia casimira a 1600 :
ditos de brim de linho de cores a 2# rs.; breta-
nha de linho muilo fina a 20$, 22 e a 24$ rs. a
per; com 30 jardas; atoalhado d'algodo muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2$400 a
duzia; dilos maiorea a 3 ; aitos de cambraia
de linho 1 6}, 7j e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo Dnos n 8j rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volla a 1*280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2)000; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. 2.
Pe$as de bretanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
"vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 59, e65 a peca, dita tapada, com 10 vara
a 59 e 69 a peca,chitas largas de modernos e
escolhidos padres a 840, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin esunpado a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito dalieada a 9| eada nm, ditos com
urna s palma, muito finos a 8500, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, dilas de boa
quahdaoe a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cesa do ricos desonbos, para coberta a 280 rs.
o covado, chitas escuras inglsala 5)900 a
eobertos a descobartosr pequeos a grandes, de I .I6**' *60 ovado, brim branco de puro
oaro patente ingles, para hornera o sabor*do ,,nho **200 e 19600 a vara, dito preto
Filo preto.
-nd!ll,8f,0o2l!,Dh0 pret0 lta0 Pelo baralf-
simo proco de 800 rs. a vara : na ra do Onei-
mado n. 22, loja da boa t. Q0 WBW
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
P|.ni8si0,**? o eaator atanco a 12*.
Ditos de dito rapado a 12j. **
Ditos pretos com pello a 10.
Dilos ditos rapados a 9.
Ditos de massa finos a 7f. -
Ditos de dita a 6j.
SIS pL. 2|5O0fl.nO ^ 8ene" *
Fazendas pretas para a
quaresma
Nft *ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
20. I59.
blonde hespanholas a
ienaple pre-
10 ricamente enfeit.oos a 20*715^30 e .P
m dUisTe'n^r18; d/ "W ffnhul
f>9, anas de fil bordadas a seda a 12 e a l"i
fitadaVvi.. 3**00t co*ao>. lows pretas en-
leitaaas e de uperior fatends 2*200 cada nm, a
outra, multas mais fazendas prpriJa^r. a".!
resma.
Cintos
Vovos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
l.n o vapor francoz urna pequea quanlidado da
enfeitea de veUudo oa mais modernos e bonitos
que aqui tem lindo, e de seu costume est rn-
dendo mu baratos a 10 cada um ; por isao di-
Pechincha para a-
quaresma.
Manteletes de grtsdeaaple e da fil de aeda
Si mJUT65' Pel b"ali"mo prego d%,
8, 108 e 12 : na ra do Queimado n. 44.
Vende-ae na cidade do Araeatv urna casa
S" CmA "t*0' b0m- quiDl,I e "cinba, na pri"
lP, "'["oe commercio, propria para qem qui-
I" L1.e,ubelec?I",e Pr ter o s ommodoa
fim. ou nesta praca na ru doC.bug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados., pelobara.issimo prego de? ST"
na ru do Oueimado n. 22, loja da boa f. '
Ruada Senzala Nova n.42
Jende-se em casada S. P. Jonhston & C,
sellinse silhes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
f."!*"08.' 6mon,a" rreios para carro da
relegios de ouro patento
cvalos
: GRANDE SORTIHENTO
r DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Ra do Queimado n.39
Loja de quatro portas m
Sobrecasacas de panno Uno obra muito bem fei-
ta, de 35 a 40cada urna.
Palelots de panno fino preto, de 25#a 30.
toneles de relindo preto bordado, a 12 cada
Ditos de gorgurao preto a 7 idem.
Ditos de setim maco a 6J idem.
Dilos de casemira preta a 5idem.
Calcas de casemira preta fina de 12 a lt
Paletots de estamenha a 5.
Dilos de alpaca preta, saceos de 4 a 5.
Ditos de dita sobrecasacos da 8 a 9.
Dito de bambolina preta superior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a 10.
Dilos de casemira muilo fina a 14J.
Um completo sortimento de paletots de fustio e
bnm. e calcas e coletos, qoetudo se rende por
preco em conta. v r
wm
dos melhores fabricantes de Liverpool, vh-
Labyriothos.
Na ra da Cadeia do Recife n. 28 primein ao.
dar, Teadem-te lencos e toalha de hnjrialhoa.
wio eneorpado a 1*500 avara, krilbantin
al a 400rs. o covado, alpacas de difiranles
odres a 300 rs. o covado, easemiras pretas
finesa 2500, 3 8*500 o covado, eambraia
piala edosalpieos a 500 rs. a vara, e ostras
antlas fazendas que se far patente a compra-
dor, a de todas aa darte amostras 50a penhor,
um e dous
inglez. .
Caes do Hamos armazem
n 24.
JSeS 2a,..de 'm"e110' l0Ur e "Oh0
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de Jrcala 800 rs, par.
r. VJ" T7? france"8- t>tat seguras, a 220
no ian'?.0,ndl," TeU>,C0m u0 bom pan-
no 160 rs. o covado, cassas de cores seguas a
200 rs. o covad,, pecas de btetanha de rolo 2S
brimz.oho dequadrinhos.160 o covado, miae-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
fado, aT/n Sa 64Ha '" lM" cgassa pin!
m a !L8d80,u,m' seda Prel de ramagem
0l?;0OT*,lD' fil6de linho Pfeto comsal-
P00r8 TZ* rSi ,UV,84S e ,WA lto "na.
mtLW9rdaanoTee8,,berl8daS 6 h" d
Bonitas figuras
de porcellana dourada a mil
ris.
n't.1 p,a d'*8Si" br8nca el Tendendo mui bo-
nuas fjgnr.a de porcellana dourada. de um p,l-
?rie Atani- propri8S P"* enfei'es de mesa
Na ,fdd.ert?8blHnt C> elCV elc- a 1*0 cadaS
nuanti. r. adn"r8 l>l obra Por ,a0 diminuta
quanha. e para se conheeer da barateza diri-
gir-se a ra do Queimado. loja d'aguia branca n.
lo, que vendo comprar.
rt wfDdn"se um "C"T0 Pardo muito moco e
fr.i. flglir8'o letD Tii0 nem achaques : a
mVn^aaeB,Uadi.nSe:bO,120 d8S > *
Franjas de seda com vdriJhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encentra um bello a
variado sortimento de .franjas de seda de differen-
les larguras e cores, inclusive a preU, tanto com
vidnlho. como sem elles. e das larguras de"S
dedo al meio palmo, aos preco de 500 rs a
2o00 a vara ; vista de comprador todoiiMo!
co se far para apurar dinheiro: na ru de Quei-
mado n. 16, loja d'agui branca. W
-,^"M fnu a 280 r. o covado, alpaca
preta a 460 rs. o covado. meras para bornea*m
160 rs. o par : na ra do Queimado n 47
Grinaldas de flores!
Na loja d'aguia de euro, ra do Cabug4 n. 1 fi
acaba-se de recebar de sua propria encommenda*
rn^n f,Ga,d" e flere8' Ut0 P *borS
como para1 meninas, que se vendo pele baiassi-
!S W/boi3.8.4? b!6 M ,oja ***de -*
Os lindos cintos tanto para
senhoras como para meninas.
1 ia* ,0* '> <>. "a de Cabug n.
1 B. aonde as senhoras achara os lindos cintos
tanto para senhora como para menina, os msis ri-
cos que se pode encontrar, tanto dourado Ano
como de outras1 cores, que em vista do ultim
gosto ninguem deixar de comprar: s na loia
d aguia de ouro, ra do Ceimgi \ B.
Farinha de
mandioca
de muito boa qualidade ; veaJe-ee a 3#50O a
sacca : no armazem de Moreira & Ferrelra. na
Ua Madre de Dos n. 4.


DI flMAMBDCO. QATA KIHA 97 01 MAI0Q DI llil.
ARMAZEM
DE
ROUPA FUTA
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40 RA DO 0UE1IHADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todaa as
qualidades, e tambera se manda executar por medida, vontade dos fregueses, para o
que tem um des melhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 359 e 30JSOO
Palitots de dito e de cores, 35}, 308,
25S000e
Dito de casimira de cores, 224000,
155, 12 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo.
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9$000
Ditos de alpaka de cores, 5 e
Ditos de dita preta, 9, 7$. 5 e
Ditos de brim de cores, 5f, 4500,
4gOOO e
Ditos de bramante de linho branco,
6S000, 5000 e
Ditos de merino de cordo preto,
15*000 e
Calsss de casimira preta e de cores,
129.109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5S0OO, 49500 e
Ditas de gauga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12j, 9$ e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69,59500, 59 e
209000
99OOO
11gooo
89000
39500
39500
395OO
4S0OO
89OOO
6S000
49500
29500
3SO00
89000
39500
Ditos de setim preto 59OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$000
Ditos de gurgurio de seda pretos e
de cores, 7JJ000,69OOO e 5000
Ditos de brim e fustSo branco,
39500 e 39OOO
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1J600 e 1J280
Camisas de peito de fuslo branco
e de cores, 29500 e &J300
Ditas de peito de linho 6$ e 3j000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 29500, 29 e I98OO
Camisas de meias 18000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 105,89500 e 72000
Ditos de feltro, 69. 5$, 49 e 29OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 12$, 11| e 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feitios. da ultima moda 800
Ditos de algodao 500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 80 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 405 3O9OOO
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis fl
Toalhas de linho, duzia 129000 e IO9OOO
ORSlro.
Vende-se algodao moBstro com duaslarguras,
muito pros-rio para toalhas e 1encees por dispen-
sar Uda qualqoer coatura, pela baratissimo
SK de 600rs. a vara ; na ra do Quaimado n.
, na loja da boa fe.
agihicia
v
VA
BASTOS
BlBIE
DE
Calcado barato na ra larga do .Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguins de bezerro de Meli a lOgOOO
Ditos de Nantes sola patente 99OOO
Djtos de dito sola fina 8S00O
Ditos dito de dito 7g000
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e 8j}00O
Ditos todos de duraque 69500
Ditos de couro de porco a 5S00O
Sapatosde lustre a 3g at 5j000
Ditos de bezerro a 39500 at 59OOO
Ditos de dito de 2 solas 4000
Ditos de 1 sola com salto 3$000
Ditos de 1 sola sem salto 29500
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de Ift 1
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
69OOO
59500
590OO
49000
49000
39000
39000
3S000
29500
19200
19280
IJOOO
ARMAZEM PROGRESSO
DE
fcargodaPeiilia
O proprietario deste armazem par-
Manteiga ingleza perfeitamente flor. 800 libra
rril se far algum .batimento. a 80 a hbra e em bar"
Maulega raucexa mmia m
_ t a mais nova 1ue ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
Lilia per ola, nyson e vreto
19600 rs. a libra. r os melhores que ha neste genero a 29500, 2g e
cao*se far algum batimento. ^ eSle ulll" "Pr de EuroPa i600 "- en> P0'"
liba? SU1SS centemente chegado e de superior qualidada vende-se a 610 rs. a
J^SISj rssnus i^s^ssar^muito rescaes e da
Caixiulias cora urna e duas libras ,
SSsrssasfrs as.- ^^^f1" vt&
Passas milito novas
gresso a 29 cada urna. em Ca'X" Cm M a 15 libras Tende-se lamente no Pro-
Yigos de comadre
AmeUas franelasT """' -" h*-
Mate\a4alritA? """"""'"'a"'b*"Ml0-
Lisboa a 800 rs. a libra. Abre' e de oulroa muito fabricantes de
L.atas com bolaeninaas de soda ,
differentes qualidades. vende-se a I96OO. rs. cada urna com
Cnoeolate
mar T mai8 suPenor 1ue ten do a este mercado a 900 rs. a libra.
Maca de tomate
libra.
'Peras secc&s
r,____ *" C0Dde5" ** 8 libras por 39500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas trncelas e ingieras
das em direilura a 800 rs. o frasco.
Metria, macarrao e talnarim a u
roba por 89. 4UU ilDra e en cauaa de urna ar-
Palitos de dente lixados om m ,t
T oncinno de Lisboa S m 2maciahos por" "'
a arroba a 9$. m"8 D07 que ba no mercaa0 320 ra. a Ubra em barril
mullo novo vende-se para acabar a 400 rs. a libra.
Cnouricas e navos .. u
a libra. que *" de bom nesle enero Pf em muilo novos a 560 rs.
Banba de porco rennada, mai ,
480 re. a libra e em barril a 400 re. ,Ue Pde b,Ter D0 mercado TeBde-ao
Latas com peixe de nos ta ,
res qualidades de peixe que ha em PortugalTf^id ".fi" ^T d" mel-h-
baratas e oulros muitos gneros que encontrarlo ludo de superior Sdade. uai,>*u
quouirora tinha loja na ra do (
mado b. 46, que gyrava aob a firma de
Ges & Bastos participa aos seos nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedad*
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veita a occasio para annuociar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceigo dos Militares n. 47, que
passa a gyrar aob a firma
DE
Bastos ( Reg
com um grande e numeroso sortimento de
roupaafeitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 255, 28$ e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a I89
209 e a 22g, ditos saceos de panno preto a
12 e a 14jj[, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9|, IO9, 129
el49, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esgniio
pardo fino a 4s, 495OO e5S, ditos de fus-
tao de cor a 39, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e595CO,ditos de brim pardo
fino sacco a 2JJ800, caljas de brim de cor
finas a 39. 39500, 49 e 45500. ditas de di-
to branco finaa 1 5J e 69500, ditaa de
princeza proprias para luto a 4J, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 43500 e 59, ditos do seda branca part
casamento a 59, ditos de brim branco a
09 e 49, ditos de cor a 39.colletes de me-
rm para lulo a 45 % 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 12g e
149,casacas do mesmo panno a 15f,calen
de brim e de casemira para meninos, pa-
l etots de alpaca ede brim para osmesmos
sapatos de tranga para homem e senho-
a tt na- ceroo.las le bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
221 d.eoCOrcbraDCaa de B0Ts modelos a
178.189, 209.24S.289 e 309 a duzia'
ditas de peitos ae linho a 309 a duz'a di-
tas para menino a 1*800 cada una, ricas
grvalas brancas para casamento a I98OO
e29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muilo apurado gosto tanto
no modello como na qualldade pelo di-
minute prego de 35J, e s com avista se
V pode recoohecer que barato, ricas capas
" de casemira para senhora a 188 e 20
% e muitas outras fazendas de excellente
-j, gosto que se deixam de mencionar ouo
H por ser grande quantidade se torna n-
2 ladonho, assim como se recebe teda e s
^ qualquer encommenda de ronpas feitas
y para o que ha um grande numero de fa- 9
H zendas escolhidas e urna grande officina
I fei?flaoan\ld%^%^.el.%^rrmpllda0eper- I
Cassas de cores.
Atada se vendem cassas de cores fizas nadres
muito bonitos, pelo b.ratissimo mSSffSn
ocovado. e ma.s barato que chita9: na ruado
BoaT "' M be" conh^a loj. di
S
FUNDIC10 LOW-MOW,
Roa la Setualla Ktya 1.42.
Neste estabelecimento contina a baver um
completo sortimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas, de vapor e taixas
te ferro batido e eoado. da todos ostamanhos
Pra dito,
Tachas e moendas
Braga Silva C., tena sempre no seu depo-
site da rna da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no metmo deposito ou na ra do Trapiche
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B, recebera-ae um completo sortimento" daa
verdadeiras ]Uvg de pellica Jouvin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de canna, amarellaa
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
mem como para senhora, pois enancamos a boa
qualldade e fresquido, pois se recebeu em di-
reitura pelo vapor fraucez: s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezaa muito finas de cores fizas a
280rs. ocovado; cambraiasfrancezas muito fia
uas a 640 rs. a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6{00O a pega com 81 j2 varas; di-
muito superior a 8J00O a pega com 10 varasf;
dita fina com sal picos a 49800 a pega com 6 1[2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; larlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muilas fazendas que, aendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Bea f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
!bna3kui,t" por 8*te*a de cores escuras e fizas a
09000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dosmais modernos que ha no mercado
a 95.
Ditos de castor pretos e brancos a I69.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a I89.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
doa a 8a.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3J.
Eonels de velludo a 59.
Ditos depalha muilo bem enfeitados a 4$.
Chapeos de sol francezes de seda a 79.
Ditos inglezes de 109,129 e 13c para um.
Vende-se urna veranda de ferro com 30
palmos, por prego barato; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Vinho de Bordeaux em barris
CALCADO.
45 Rna Direita 45
Por sem duvida que o Sr.ex-ministro da fazenda
eslava despenado com os delicados ps dasnossas
S?!I?S P81"""! Prova-o baatante o augmento
m 160 i, nos dlreitoa que pagam as botinas de
senhora em relagao s de homem que apenis t-
veram o de 25 i! S.Exc.deseiava que ellas tro-
cassem urna bem feita botina /o/y.por algum ch-
nelo mal amanhsdo, encoslurado de popa i proa,
aflm de obstar a que oatentassem comlgarboo mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
de encontrar urna opposigio firme e enrgica no
proprielario do eslabelecimeato da ra Direita n.
4j, que nio quiz vender as suas botinas a 79000
como S.Exc. pretendeo, e sim pelos pregos se-
Borzeguins para senhora.
iinuiaaMai
DA
Joly (com brilhantina).
Dito (com laco e ivella). .
Austraco (aemlaco). .
Joly (gaipa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
8 a 22......!
Para homem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, inteirqos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos oernambucanos .
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes). .. 50600
1 batera )Suzer)..... 5|200
Soladebater(Suzer). 5^000
Meios borzegns (lustre). 60000
Sapatdes (com elstico). 50000
Ditos para menino f 500 e 4$000
ratSfff,.?1***? bem feit0 no PaiI Pr Pre?oa ba-
T ass]m como couro de ". marro-
SSi. 7 frflancez- courinho?, vaquetas pre-
o"Sfo e,c' em bundaia e muito
SIS &
60000
50500
50000
40500
4.S000
30500
100000
90000
90000
8$ 00
80500
6000
Calvice.
Como se pode ver pelos
livros dos capilaes Cook,
Bougainville e outros via-
jantes, os habitantes de al-
gumas ilhas da Oceania,
conservam ainda em sua
velbice cabellos que causam
admiracSo dos eslraogei-
ros. O chimico de Paris,
autor da pomada indiana,
depois de 1er esludado suas preparages, conse-
?nU ""';*? da CalviM e foi a Pe^do das pes-
soas que j flzeram uso della que se resolveu a
ntroduz-la no commercio. Deposito em Fer-
nambuco na ra do* Imperador n. 59 e ra do
f.P e e0 Pf"is Boulevard Bonne Nou-
vlle. Prego cada frasco 39.
em latas del libra, amis nova que ha no mercado a 900 rs. a
as mais novas que ha por serem vin-
Bi
A fama triumpha.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimardes & Villar.
Ra do Crespo numero 17.J
Vendem riquissimos chapeos de seda '
brancos para senhora a 158, admiravel
a pechincha.
Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ncamente enfeitados a 289 e 35fl.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e oulros de 7
Dabados por pregos baratsimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe-
los pregos de 1890O, 2$, 2*100. 2*700 o
covado affiangando-se ser ses pregos
menos 400 rs. em covado do que se pode
comprar em outra parle.
Ricos enfeites imperatrii o melhor
que tem vindo a provincia.
i> S5'es ?2 colletes de velludo preto
bordado a 5S o corte, incrivel s se
veodo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo baralissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianga-se serem lio boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a pega por 69500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 358, cortes de lias a Garlbald
a l9com 25covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 59.
Saias bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a dOJ, saludas de baile o que ba de me-
lhor, eapartilhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
ronpas feitas, sobrecasacas. paletots, col-
tetes, caigas, camisas, seroulas, meias,
gravatas etc. '
Calcado Meli
ltimamente ehegadoide Paris, incrivel
so se vendo;
e em caixas.
Agua de Se;tz (da Fonte) em
botijas.
Espiogardas de caga de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
Pracgcr & C ra da Cruz nu-
mero 17.
Kl- liante-
letesalOj e a 12$.
Anda continuamos a ter grande
quantidade de manteletes modernos pe-
lo diminuto preco de 10^ e a 12#: no
armazem de Bastos Si Reg, na ra No-
va junto a Gonceicao dos Militares nu-
mero 47.
Vende-se urna escrava crioula de 28 annos
de idade, com urna cria de um anno, perita en-
gommadeira, coznheira, ensaboadeira, e faz do-
ces de diversas qualidades ; a tratar na ra es-
treita do Rosario n. 11.
Vende-se a cocheira da ra da Roda n. 45,
com 3 cavallos sellados e enfreiados, assim como
um cavallo mellado oplimo de cabriolet : a tra-
ar na mesma.
Vende-se um preto bstanle robusto, com
a habihdade de ser bom forneiro e perfeito amas-
sador, e juntamente trabalha em massa fina para
bollos : na ra Direila n. 66.
Deposito da fabrica do
Monteiro.
/uade 4pollo n. 6.
u.Ve??^e asncar refinado desde 39200,39600,
49 e 48480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do crystalisado. ^^
aaKsg mmm mu mammemn
Potassa. |
* Vende-se a 240 rs. a hbr, a
superior e alva potassa do acred-
H tado fabricante JoSo Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecdo ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
da como da Russia : no deposito,
g ruada Cadeia n. 47, escriptoro 5
% de Leal Res. f
fROUPA FEITA AIKDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feitasj
cohiba d Qvtimado n. 19.
CobertM de chita joato ch0<1( 1|M0
Lences.
Lencesde pMno de nho fino. IJ900.
tortea de casemira
r.CopreeScodedeCa5rra d S B0il *" P* *--
t. i u Tar,atana.
^ssssva ;^vre.:Mtdo >
r,. Gnabraia de cor.
Cmbraia matizad, fina.240 rs. o covado.
covd.8 fr"C"" pe, ba' P'eco de 220.rs. o
a i r. n Etera da India
l.ec:6.Psa,,D0Sde,ar0' P"P' Pa forrar
Cortes de collete
Corie, de velludo preto bordados, i.
Maotas de blonda
395w"de Cambr8a braoca fl a 29800, 39000 e
_ ]k Toalhas.
Toalhas de fuslao. 600 rs. cada urna.
E baratissimo!
*JZS?* M dC Pa-
rado, cambrail ofg."d" "lidSV "V*- ""
venn. mma doAracaty.
ratnz a 8^000.
deLvUidr?.hdoe, ?RUWa50a "?. enfe"
do vapor aa ra Nova n 7?'iUdo e,lre,ta : Da ,0J4
urna escrava
de
NA
15 a 16 annos, sadia e sem defeto boa
Gees & Bastos.
RaadoOueimadon.46.
desl. gr.ode cU...rI2K P""' "
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges & Basto!
NA
Una Ao Queimado
. 46, frente amareVla.
Constantemente temos um grande e ra-
de n.n^rl,mSDl0 de sobcasacas pretas
o2Aed?0fe*.mui10 fino a 28.
rlLS I5*' Palett dos mesmos pannes
a OS, 22J e 24S, ditos saceos prefo, do!
mesmos pannos a 14, 16 e 18J. casa-
cas pretas muito bem feitas ede superior
panno a 28, 30$ e 35, sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 15 16
e 18$ ditos saceos das mesmas casemi-
Llufa ii9 e "* ca,S>s P"'aa de
casemira fina para hemem a 8, 9, io#
L ,,ni,aJ. casemira de cores a 7$, 6,
9 e 10 ditas de brim brancos muii
taMR%fl ?! dta9nde ditos de co"s a
3. 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4g500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos decores a 4J5CO e 5, ditos
orancos de seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim branco e d
LlrnA "o3*1 3500 e 4*- ditos de cores a
*JjU0 e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5'
cas pretss de merino a 450O e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gerguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 380O e 48. colletes de vel
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3^500, ditos sobrecasacos a 5jJ e 5500,
caigas de casemira pretas e decores a 6*
6S500 e 7, camisas para menino a 2C
a duzia, camisas inglezai pregas largas
muito superior a|32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna oOicina de al
faiate onde mandamos ezecutar todas as
obras com brevidade.
Charutos da Havana,
Na loja de chapeos de Maia Irmaos ao arco de
Santo Antonio, vendem-se superiores charutos
da Havana, lanceiros. regala, orientaes e oulros
diversos, os quaes se vende por muito baixo pre-
co para se dar conta de venda pelo primeiro va-
por a seguir para-a Europa.
rosos regueiea nao .6 p ;J,r "0S eus Dume-
Arados amer.canosemachina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Jo*
hnston&C. ra d.Senzala n.42.
Santo Antonio.
Manguitos e eolia.
e inftoehPm6iJf,!IJis6e' de catB" muilo fina
lliraa moda de Paris
Enfeites de cabeca para as se-
nhoras de bom gosto.
asqDoisr^amo,D,e se lh0 IBaDdarao "mol-
Paletos.
^ViDhos engarrafados^
Termo'
Collares.
Lavradio.
Madeira. '
Carcavellos.
Arintho.
Bacellas.
Malvasia, em caixas de urna duzia de garrafas :
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar.
Oueijos do vapor.
Xt?dem.85,queiJ' 'indoano ultimo vapor a
ivouu e l500, s serve para comer j por nao
poder aturar muito lempo de frescos que sao : na
ravessa do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
Queij os muito frescaes a
1^700.
Vendem-se qoeiios muito frescaes chegades
crJ^J'99r amc brazos n. 34, esqua, da travesea do Oavidor.
vende-se um sobrada de tres andares, em
orna das pnncipaea raaa do bairrosde Santo An-
tonio ; quena o pretender dirija-ae a ra do Cres-
po n. y.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muilo
bem fetos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5 rs.; ditos de setineta oscuros a 3jj500
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 3,*bja da Boa f.
Potassa daRussia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou perrautj-se por escravos acos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
cao de coqueiral, olaria, diversas arvoresi de
fructo, viveiroa de peixe, pastagem para vaccas
de leite, bsixa para capim, bom porto para em-
barque em qualquer mar, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Maooel Firmino Fer-
reira, na ruada Concordia, ou com Balbino Luiz
Franca, no Giqui.
Vendem-e noventa a plices da
companhia do Beberibe : na ra Nota
n- 14, primeiro andar.
Ricos manteletes de seda
pretos.
*IaT-rBl-do Queimad0 A esquina da roa
do Rosario, tem para vender ricos manteletes de
seda pretos com enfeites de Yidrilho a dua. or-
dena de rendas pelo baratissimo preco de 20
ditos dito a 25 cada um. v ^ ^'
Escra\os fuminos.
da7P -EfrtJ?f!.eceu' D0 dia 2 d0 correte, da ci-
dade de Oliuda, urna preta de nome Luiza do O*
que'representa50 annos de idade, pouco maYs Sj
menos, levando vestido saia de musselina encar-
nada, panno da costa j veibo ; secca do codo
tano" mli' ba8t,D'e b"o "o ; Km
.. 5 "C8' em C0D8f, l .!: qem." ,i?er cornada, e pede-se
i quem a apprehendes de leva-la agencia do
correioem Olinda, que se gratificar.
Fugio da eidade do Aracaiy, no mez nYse-
lerabro prximo#passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nome Joaqoim, de idade
de eincoenta a tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran^
des dos ps bem aberlos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Lonsu que este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por uro pareceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa qne o pegar o po-
dar levar em Pernamboeo aos Srs. Basto d Lo-
mos, que gratificarlo generosamente.
Continua a estar fgido o mole-
queAntonino, de idade de 15 annos
pouco mais ou menos, fulo, seco, mui-
to hgeiro, foi escravo do Dr. Lopes Net-
to, continua estar pelos arrabaldes da
Cidade e principalmente pela Passa-
gem, aonde mora o pa o crioulo Flix,
que tambem foi escravo do mesmo Dr.t
mas ltimamente foi presa em Beberibe
aonde dizem que havia feito um roubo
de roupa: quem o apprehender leve-o
a ra do Imperador n. 73, que sera're-
compensado.
Foglo no dia 14 do eorrente mez a escrava
Ignez, negra fula, representa ter 17 annos, pouco
mais.ou menos, levou vestido um roupo de chi-
ta escura con chales encarnado, e sahio com um
vestido de cas*, roa, feito urna tronza, de baizo
do braco, indo ealcada. E* negra acostumada a
fugir par. u bandas de Iguaraaa, d'onde foi
vendida pelo Sr. Sebasliao de Helio Reg, a
quem pertence : quem a pegar ou della der no-
ticias ao abaixo assignado, na rn. do Trapiche n.
II, aera recompensado convenientemente.
Augusto Pinto de Lemoi.


-^*
(8)
DIARIO 01 ritIUMBUC.- QtJARTA FURA 17 Dt MAlCO DE lrt
l.
Litteratura.
cousaso progresso e a educagose revela io-
leiramenle nesla mesma palavra : educar. Edu-
car urna vida humana fazer o progresso de um
homem ; oducar o genero humano fazer o pro-
gresso da humanidade. O progresso a educago
da humanidade, e a educago, o progresso do
homem. Mas para melhor cooceber-sc a conoe-
A chaga mais viva e mois. profunda, que 5 so- x5 profunda que liga urna i outra csis duas
Conferencias de Nossa Seohora de
Paris, pelo R. Padre f elii.
TRIVEIRA.
ciedade causam os nossos vicios e erros, sem
contradicjo algumaa dissolugo que eolre nos
cmeaga a familia. O seculo, por suas doutrinas c
cousas na apparencia to destnelas, cumpre que
se taja aolcs urna idea exicta da educago, c que
se comprehenda como e ondo se occulta a mola
coslumes, e pelas incliuages que o arrastam, j essencial quo trabilha nessa elevago da vida hu-
abala do lodos os lados essa base fundamental da ma8a 8na perfoigao.
sociedade : e para o observador, aliento s des-
gragas que nos esto imminentei, a familia com
Homens, que so intitulara pensadores, eque eu
chamaria melhor visionarios, imaginaran! um
as suas divises e anarchia, suas depravarles 8e<5redo verdaderamente curioso, e sobretudo
muraos o vergonhosa eaterilidade, um dos
symptomas mais assusladores dos lempos actuaes.
Nao sou pessimista : mas tambem nao posso dei-
xar de ver claramente, e dizer-vos, como sinlo,
que, se a civilieago tirer de desspparecer um
da de entre nos, ser especialmente pelas bro-
chas profundas feitas nesse baluarte sagrado das
sociedades humanas.
Eis-aqui a razio por que, durante as minhas
muito commodo, para explicar o progresso e a
educago da humanidade. A humaoidado progri-
de, porque traz no seu seio o que elles chamam
com muito engenho forca progressiva. Nada lao
simples como isto. Mas em que consiste esta for-
5a? Qual o seu mysterioso poder? Nesto ponto
nao necessario excitar muito o genio dos inno-
vadores. E' um mysterio como tantos outros exis-
tem na naturas. A torga da attracgo nao tam-
bem um mysterio ? A electricidade, o magnetis-
prat.cas do auno pasaado. leodo-vos j mostrado j mo> a vegetago, a geraco-no sao egualmente
Jess Chnslo como restaurador da ordem moral 1 mysterios ? Pois assim tambem essa forca sup-
e da ordem social, eu ro-lo aprsente! como res-1 posta, e nSo demonstrada, em virtude da qual a
tiurador da familia, ponto de apoio de urna e ou- humanidade impedida de b.ixo para cima de den-
tra. E por que a familia o principio, o modelo, | tro para fr,f se encaminha ao seu destino, e se
e a forca da sociedade humana. Jess Christo se j eatende proporcionalmente. pouco mais ou me-
conslituiu tambem o principio, o modelo, e a D0S como a vida n'uma -lana se eleva para o
forca da familia christaa ; penetrou-a com a sua sol> e invadesua propria eSphera. Esta hypolhe-
vida. raodelou-a sua imagem, e protegeu-a ,c que eiles nao explicara, porque ella por si
contra toda e qualquer causa de dissolugo com o j mesma feita para pHcar ludo> uUima sen_
escudo divino de seu amor. Fundou a unidado e tonsa da 8ciencia da naturezai e da sciencia do
a perpeluidade da familia sobre o dogma austero! homem: o segredo levemente cabalstico do
da indissolubilidade do lago conjugal: c ao mes-, progrcsso em geral e da educado em particular.
ico lempo que eslabeleceu o seu centro vivo pe-
la uniao indissoluvel do homem e d mulher,
permilliu cada um destes dous entes, unidos
eo seu proprio corarlo, urna uncgo especial,
que maolcm um s tempo a harmona e a fe-
cundidadeda mesma familia: um permilliu a
.funecao do poder e da autoridade; outro a
f jnrco do amor e da dedicaco.
Depois de havor eu demonstrado separadamen-
te esses dous ministerios da paternidade e da
maternidade, reslava demonstrar-vos o ministe-
ria simultaneo de ambos. Porquanto, se o pac e
a raae lem cada um delles na familia urna fune-
cao, que lhe propria, a Providencia os dotou
tambem de urna outra funecao commum, onde a
autoridade, que caraclerisa um, e a dedicarlo,
que caracterisa ouiro, se ligam e se harmoni-
sam para formar a grandiosa obra da familia
educar o filho o fllho, terceira pessoa dessa-
trindade humana, procedente do pae e da me
para completar a sociedade domestica, fazendo-a
flttiogir seu destino.
E' desse ministerio da educaco, tanto com-
mum e proprio da paternidade quanto da mater-
nidade, que eu me proponho a fallar-vos. Este
assumpto o complemento to natural do quo C-
ca dito sobre a familia, toca fibras lao delica-
das, e a ioteresses to charos, e apezar de sua
apparente vulgaridade goza na humanidade de
um carcter to popular, que nao ser muito con-
sasrar-lhe todas as conferencias do presente
auno.
A natureza desla doulrina, e, se assim posso
exprimir-mea altura dcstacadeira, nao me per-
mittem entrar em questoes de ufha ordem infe-
rior, sobre que a opinio divide as intelligencias,
e sobre que todo o homem e todo o christo po-
de guardar as suas preferencias. Tambem nao
quero aqui tornar-me o defensor exclusivo deste
ou d'aquelle methodo pedaggico, desta ou
d'aquella classe de instituidores. Em qualquer
methodo, e para qualquer instituidor, alcm das
questoes secndalas, oxistem principios geraes de
educaco, de que ninguem pode desviar-ie sem
prejudicar a rida do educando, sem falsificar a
formago do homem. Ser ueste grande circulo
que me encerrarei, limitando o meu apostolado
explicar esses principios essenciaes, quasi sempre
muito esquecidos. Nosta calma regio todos os
Lous espiritos e todos os coracoes nobres podem
reconhecer-se, amar-se, e uniDcar-se na dupla e
generosa ambigo deelevar a humanidade pela
educaco do menino, e glorificar Deus pelo pro-
gresso da humanidade. Em tal proposito quero
erguer-me essas alturas serenas, alargar-me
cesso campo imparcial, onde a intelllgencia livre
da paixo encontra o beneficio de urna luzdesin-
teressada para communica-lo com amor.
Talrez queiraes saber, senhores, a razo por-
que, tratando do progresso, eu me proponho
fallar da educajao ; talvez estejaes anciosos por
saber que relaco intima liga estea3sumpto par-
ticular ao meu assumpto geral o progresso pelo
christianismo. Comeco portanto satisfazer-vos,
mostrando como o progresso se liga educaco,
e como a educajao se liga ao christianismo.
I
A relaco intima que existe entre estas duas
Segundo tal idea, muito mais simples anda
que eogenhesa, o homem nao mais que o ulti-
mo termo de urna serie hierarchica, onde lodos
os seres, sob o impulso dessa torga progressiva,
sobem, e sobem sempre desde o primeiro at o
ultimo degru da creago. Nesla ascenrao uni-
versal, que forma o movimento necessario dcs
seres, o mineral se eleva ao reino vegetal; o ve-
getal se eleva ao reino animal ; o animal se
transforme e se aperfeiga at tozer parte da hu-
manidade : e esta humanidade, onde termina a
successo dos seres inferiores sobre essa escala
muito mais mysteriosa que a de Jacob, esta hu-
manidade, que concentra e resume era si mesma
toda aquella torga progressiva, se eleva tambem
por sua vez n'uma ascengo neritavel para o ideal
do seu deslino indefinido. Semelhante poder do
transformago necessaria, e de inevilavel ascen-
go ha quem tenha applicado (odas as esphe.
ras do proprio mundo sidreo : esses, que assim
o tem feilo, nos prophelisaram j o aperfeigoa-
mento do sol, e o progresso da la ; e al mes-
mo creio que nos ho de ter annunciado a edu-
cago das estrellas. Mas deixemos taes reforma-
dores entreter-se seu gosto na regio solar com
as suas utopias : cooservemo-nos nos no nosso
humilde planeta, pois que tratamos do homem e
da formago da sua vida.
Todo esse romance philosophico e astronmi-
co, embora explicasse ao mesmo tempo o pro-
gresso do mundo, e a formago de lodos os ou-
tros seres, nao servira de modo algum para ex-
plicar o progresso do homem e a formago da
sua vida. A lei suprema de toda a educago
que ella deve complelar-se dentro das condiges
da nalureza dos seres, e na harmona das suas fa-
cuidados. Ora, urna linha profunda separa o ho-
mem do resto da creago, e urna lei que lhe
propria preside ao dosenvolvimenlo da sua vida.
Suppondo mesmo que existase urna torca myste-
riosa que fatalmente elevasse todos os seres da
creago, transformando-os sem cessar, anda as-
sim essa torca nao poderia dar o segredo da edu-
cago do homem. O homem intelligente e li-
vre, e como tal se acha por natureza condemna-
do nao prosperar seno por mcio da intelligen-
cia e da liberdado : portanto, submelter o seu
dosenvolvimenlo aos impulsos de urna torga cega
e fatal querer o aperfeignamento da sua vida
contrariando a sua propria natureza. O homem
nao s intolligente e livre tambem social ;
ou antes nasceu para a sociedade, porque io-
telligencia e liberdade : assim, pois, natural-
mente social e communlcativo, de mister que
se desenvolva pela acgo combinada da sua libar-
dade e da sociedade. E j por esta simples ob-
serrago podis eulender o que se deve pensar
de urna hypothese que submetteria o desenvolv-
ment do homem mesma torga que se suppde
presidir ao desenvolvimiento de todos os outros
seres que lhe sao ioferiores.
Esses outros seres com efTeito, collocados as
condiges oormaes da sua vida, operam por si o
'eu dosenvolvimenlo, o por urna evolucao que
bem se pode chamar fatal. Elles seguem a lei
que llies propria, e esta lei os impeli io venc -
velmenle iovaso da sua esphera, e plenitude
da sua vida. O mineral segu a sua allracgo, o
vegetal sua seivs, o animal o mu iostinclo ;
todos elles encootcam o seu equilibrio, o tea
crescimeoto, a sea belleza. O crystal acha a
perfeigo da sua forma na aceto combinada dos
elementos que o compem, e daa torgas que o
governam. A palmeira, desabrochando no de-
serto por urna lei natural, acha ao ar livre um
fcil cresclmenlo, e desenrola aos ralos do sol a
exhuberaneia das suas palmas. Deixae o plro
dar expanso seus caprichos, e saltar no prado,
sem que alguem o reprima, veris as suas torgas
desenvolverem-se em toda a sua harmona, ve-
ris sua belleza produzir-se em todo o seu brilbo
natural. Se convm torma-lo, e como impro-
priamente se diz ensina-ld, nao para iropri-
inir-lhe o aperfeigoamento do seu ser, para
melhor submette-lo So imperio do homem, para
melhor sujeita-lo sua real vontade. Assim sem
o soccorro de alguma educago, e s pelo impul-
so da lei que os governa, o mineral nunca deixa
de ser um mineral, o vegetal um vegetal, o ani-
mal um animal, completo na sua especie, e aper-
feigoado no seu genero.
O* homem, pelo contrario, para chegar ao seu
legitimo desenvolvimento, isto para ser um
homem verdaderamente, um homem perfeito,
tem necessidade de ser educado : -lhe precisa
urna acgo que o complete e aperfeicoe que te-
nha um impulso interior, e ao mesmo tempo ex-
terior. Essa acgo, acceita e exercida livremenle,
a condigo necessaria do desenvolvimento re-
gular da sua vida. Nascendo intelligente e livre,
intelligente para descobrir o ideal da sua perfei-
go, livre para conquista-la, porm ao mesmo
lempo communicativo e social, misler que re-
ceba o seu dosenvolvimenlo da sociedade, e de
si mesmo ; mister que um ser intelligente e
livre conspire com sua iotelligencia e liberdade
para faze-lo proseguir na busca desse ideal, e
para faze-lo altingir essa perfeigo. O pae e a
me, ou em lugar destes o aio e o perceptor, por
urna acgo perseverante desenrolvero no me-
nino o livre jogo de suas faculdades, e coocorre-
ro para imprimir-lhes um movimento que mais
tarde far dellc um homem, nao isolado, mas so-
cial ; nao immovel, preso entre os limites fataes
da sua existencia, mas um homem livre, ambi-
cioso de urna grandeza que nao coahece limites,
um homsni perfeito, um homem completo.
ousam entretanto negar esse phenomeno da rida ''nidada, marca ali o ire! e os diTersoa graos da
Nao disse ainda ludo sobre a educago, e o
progresso da humanidade. Nio s o homem oas-
ce para a liberdade e para a sociedade, e como
tal submettido 4 lei de um desenvolvimento livre
e social; mas tambem nasce depravado, e como
tal submettido lei de um desenvolvimento do-
loroso, e de urna educago militante.
Um celebre escrptor, n'um livro especialmen-
te consagrado revelar o segredo da educago do
homem, escrermas seguales patarras: Tudoque
sae das mos do Creador bom, mas ludo dege-
nera as maos do homem. Esta mxima, ao
passo que confirma a nossa rectido nativa e ne-
g a queda ou peccado original, encerra a cor-
rupeo da educago humana, e aprsenla a bar-
baria na sua origem. Com efTeito, senhores, se
o homem nasce bom em toda a exlenso desta
palavra, se a sua natureza nao mais do que urna
harmona, que apenas tem necessidade de de-
senvolverse para melhor manifestar-se, a edu-
cago nenhuma outra cousa deve fazer seno dei-
xar ir a vida ao sopro dos ioslincto3, e entregar
lodo o desenvolvimento espontaneidade da na-
tureza. Para que servira a represso, o castigo,
a correcgo e a disciplina ? Deixae a natureza o-
brar- Ora, formar a educago do homem segun-
do esse qjdo fundamentalsabis o que quer di-
zir? Quer dizernao educa-lo : pois qiie seria
esse plano a negago da educago humana. L se
a natureza, em vos mais torio que o erro, nao
ros impeli inconsequencia, a verdade vos de-
safia que fagaes do menino, creado em taes con-
diges outra cousa nao ser um pequeo br-
baro.
FOLHETD1
n
IH4 FAMILIA TRGICA
Nao estabelogo o dogma do peccado original,
dogma instruidor per excellencia, que s elle es-
clarece aqui todo o mysterio da vida; mas digo
que um fado absolutamente irrecusavel este :
quo o homem quando nasce traz comsigo ins-
tinctos anlipathicos perfeigo do seu proprio
desenvolvimento. Todo aquello que, tendo pas-
sado pela infancia, e seguido a marcha progres-
siva da rida, nega esse phenomeno, ondo se re-
vela a lei suprema da educago, nao pdedeixar
de ter perdido o senso, e a consciencia da rida hu-
mana. Negae um milho de vezes o peccado
original; oxtiogui do todos os os lirros e de to-
dos os symbolos essa palarra pela qual a egreja
calholica explica ou antes dogmatisa a causa pri-
maria de toda a corrupeo do homem ; trabalho
baldado I Vos nunca conseguiris extinguir
propria corrupeo, e a ferida, cujas cicatrzes in-
curareis a humanidade aprsenla por toda a par-
teno seu corago, na sua alma, e at na sua
carne. Assim, pois, a mor parte daquelles, que
negam essa causa dogmtica de corrupeo, nao
que brilha no tasad* moral.
Conheco um homem, personificago a mais au-
daz da negago contempornea da nossa queda
original, (em tragado da nossa corrupgio na Uva
um quadro, cuja cor e energa embalde eu pro*
curara reproluzir-ros. Com amarga irona elle
redicularisa esses aduladores da nossa natureza
humana, os quaes > suppoem to boa e to irre-
prehensirel somente para poup*arem-se ao laa-
balhode corrigi-la nos outroa, e doma-la em ai
mesmos; os quaes, torga do proclamar no homem
o bem, eso o bem, acabam por ncia-lo no mal,
no mal nicamente, fazendo da educago, sob
suas formuluas humanitarias, urna barbara a-
prendisagem.
Longe de vos, senhores, essas lou'cas theorias
do homem e da educago, imaginadas ha um
seculo pelo autor da Emilia, e perpetuadas entre
os pela fraca posteridade, filha desse genio en-
fermo. Nao; o homem nao nasce bom, no sen-
tido em que o pretende essa sciencia mentirosa
e errnea. Nao: o homem na poca do seu cres-
cimento pode ser abandonado ao dcsenrolvimeo-
lo espontaneo de lodos os instnclos que elle traz
comsigo desde o seu nascimento. Para edca-
lo, cumpre que seja castigado, ou antes cumpre
que imponha si mesmo urna pena voluntan* e
livre ; cumpre que se conspire, e seu preceptor
com elle, contra ioslinctos hostis ao seu desen-
volvimento, e rebeldes i lei da sua educago.
Sim; combiter, e combater sempre em si o con-
tra si essa torga retrograda, que com a egreja
chamamosa concupiscencia, obstculo univer-
sal ao progresso da humanidade, e obstculo in-
dividual educago do homem, eis qual a lei so-
berana da mesma educago. Somente com esta
condigo o menino pode ser educado, pode tor-
nar-se um homem rerdadeiro. Nessa conspirago
intelligente e livre, generosa e virilelle erapre-
ga a sua torga, grandoza, e dgnidade ; faz-se
.homem no melhor sentido desta palarra, homem
do progresso e da civlisago, porque encontra
o seu rerdadeiro ralor humano.
Assim se descobre na origem das coosas o la-
go intimo que liga a educago do homem ao pro-
gresso da humanidade, que prende o assumpto
geral que eu emprehendi desenvolver ao as-
sumpto especial de quejratarei este anno.
Dereis lembrar-ros, senhores, de quo eu esta-
beleci como ponto essencial, no principio desss
predica do progresso pelo christianismo, que an-
da n'uma ordem puramente natural o rerdadei-
ro progresso da humanidade dere sempre me-
dir-se pelo ralor e pela torga real do mesmo
homem: o progresso o.homem que se engrando-
ce nos por todo por todo o desenvolvimento
exterior da materia, como tambem por todo o
desenvolvimento interior do seu ser. N'uma
palavra, o progresso humano o augmento do
valor humano. Ese o christianismo so o pro-
gressoo especialmente pela razo de que a
religio de Jess Christo eleva o valor do homem
por urna acgo intima, cujo segredo rosirei pou-
co pouco pateoteando. Esta idea muito sim-
ples e muito elementar. Quando eu ro-la apr-
sente! pela primeira rezvos, orgulhosos ainda
com os rossos progressos materiaes, patecestes
muito admirados: boje estou certo de que nessa
immensa multido de cabegas, que eu aqui rejo
agitarem-se, urna s nao haver que dexe de
inclinar-so ao sopro desta verdade, e que nao
diga comigo : Sim, o rerdadeiro progresso o
eograndecimento do ralor humano.
Pois bem, senhores, o que faz o ralor do ho-
mem a educago do menino.
O homem nada vale como homem, isto pelo
simples tacto de suas potencias e faculdades na-
tivas : mas elle rale ludo pelo grao e harmo-
na do seu desenvolvimento : e, salvas raras
excepges, nada to verdico como dizer-se que
pela educago se mede a grandeza humana.
Bufton disse : o eslylo i o homem : elle quera
dizer urna expresso, urna manifestago do ho-
mem. A educago mais que urna expresso do
homem, o proprio homem o homem com o
su valor, o homem com o seu carcter, expres-
so do seu ralor, o homem com a sua physiono-
mia, irradiago do seu carcter. Por mais que
se diga, por mais que se faga, o homem traz em
si o signal authentico da educago que recebeu ;
ao vc-lo todos dizem : eis aqui um homem bem
educado, ou eis aqui um homem mal educado :
e ninguem ha que nao aiota a honra ou o op-
probio dessa palarra. E se a educago deixa es-
tampado na fronte do homem o seu estigma e o
seu reflexo risirei, por que imprime na sua
alma um carcter que tica e se perpetua com ella
mesma. O homem marcha na sua rida pere-
grina, de estaco em estago, levando de enrol-
la com urna educago, que sobrevive si mes-
ma, o signal glorioso que o deve destinguir
entre' os outros homens, e assignalar-lhe urna
posigo na hierarchia do progresso, e da civi-
lisago.
cirillMQio.
A cjrilisagio I Esta palarra celebre a sanara,
eu nao a tomo aqui uo sentido pueril daquelles
que encaram o homem e o julgam pela super-
ficie, mas daquelles que o julgam seriamente ;
e toma a sobretudo no sentido eferado que lhe d
o christianismo. E' preciso nunca esquecer, se-
nhores, que a cviliaago muito maior. muito
mais importante que os caminhos de ferro, os
os elctricos, os canhOes rayados, os navios
vapor, e outros milagres mais ou menos babylo-
oicos da industria moderna. Pde-se ler ludo
isto, e ser-se brbaro ; porque ludo toca imme-
diamente ao corpo, e a elvilsaco real locaim-
raedialamente ao espirito. A civlisago I O que
ha de mais simples do que ella, de mais elo-
mentar para a sociedade que tem conservado
intacto o rerdadeiro sentido de Jess Christo,
isto a plenitude do bom senso humano trans-
figurada na luz de Deus ? A cviliaago I Que
necessidade teria eu hoje de defini-la, se a men-
tira e o saphisma nao estivessem semeados as
intelligencias, como o p se acha seraeado no ar
que respiramos 1 A civlisago a cultura dos
coracoes, e a elevago das almas ; a formago
da vida por esse lado superior que olha para o
cu e que busca o infinito ; a acgo reciproca
dasjotelligencias sobre as intelligencias, dos co-
ragoes sobre os corages, e das almas sobre as
almas, todos se instruindo, purificando, e se en-
grandecendo por seu mutuo contacto. N'uma
palavra como que o resultado geral e immedia-
to desse commercio das almas, o eograndeci-
mento e elevago do sendo moral Ali est o
erdadeiro criterio da perfeigo social, ali est o
thermometro do verdadeiro progresso civilisador;
um seolido moral mais elevado.
Insistirei nesle ponto.
Quando as sociedades se consumam grandes
ioiquidades, e se perpetrara crimes horrorosos,
sem que as almas se penetrem de urna conster-
nado protunda e desinteressada, ou quaudo o es-
pectculo das grandes virtudes e das sublimes
dedicages nao tem o poder de commoer os
corages, ento crde-me, senhores, qualquer
que seja o esplendor material o nivel da civli-
sago lem baixado entre essas sociedades : ellas
apresentam na diminugo do sentido moral o es-
tigma da sua decadencia.
Pelo contrario, quando as almas senlem como
males proprios as offensas feitas ao direilo e
santidade, e as oppresses do bem suscitara en -
|tre ellas generosos brados, sagrado resentimen-
to contra os triumphos do mal ; quindo os co-
rages, commovidos cora a apptiigo de todas as
grandezas moraes, corresponder por sympathi-
cos votos tudo oque puro, ludo o que
santo, e tudo o que resplandece com urna bel-
leza sem mancha ; quando so ouve o concert
das vozes do acord com os principios da justiga
e da verdade cobrir com unnimes applausos, e
acclamages espontaneas, sublimes causas heroi-
camente defendidas, Ilustres infortunios nobre-
mente supportados; quando em todos os graos da
hierarchia social retine no fundo dos corages
urna voz mais poderosa e mais sonora quo a vez
dos ioteresses egostas, e dos triumphos da tor-
ga : n'uma palavra, quando o senso moral dos
povos ao mesmo tempo o mais profundo, o
mais delicado, e o mais elevado possivel, oh 1
ento, senhores, nao o duvideis a civilissgo
grande, por que as almas se ho elevado, e
eom o seu poder procurara ainda mais elevar o
seu nivel j sublime.
Vede no centro das nossas socidades lio poli-
das, Uo sabias, e lio letradas, esse homem que par
suas ideas, apparece come um insulto viro ci-
rilisaflo. Os inatlnctos perrersoa. que nascem
o ae dteenrelrea em lodos nos, nio sofTreram
naquella alma mais pequea reprsalo, nao sup-
portaram a-pena de alguma disciplina ; nio bou-
ve quem os domasae, c nem alie tratou de do-
ma-Ios por si mesmo ; porqoaoto nio conbecea
o castigo generoso do amor, au o castigo mais
generoso ainda da sua liberdaoY: finalmente na-
da houve que nelle venccsse> energa do mal, pa-
ra assegurar-lhe a livre expanso do bom. Elle
nao foi educado e a sua educago resMngiu-se
spplicnco feita si mesmo da formula selra-
gem : deixae obrar a natureza, Semelhante ho-
mem nao cirilisado. E' rerdade que a civli-
sago material reluz nos aeus vestidos, aa sua
morada/nos seu festina: mas elle nio lem a civili-
sago da alma, a civlisago do corago : cirili-
sado, polido por todos os lsdos superficial e in-
feriores da vida, brbaro quanto aoa outroa la-
dos nao cultivados.
Assim esse pretendido ciriliaado, esse letrado,
esse elegante, opulento e perfumado, que taz
lalrex o encanto dos maia brilhaotaa sales, nio
passa de um homem egoista, insenrirel, sem
dedicago, sem piedade, e sem affeiges. E se-
gundo o rento que soprar no seu corago, ana
da poderi rir em que se aprsenle cruel e feroz I
Para saciar os seus instnclos aelragena matar
se for preciso, seu semelhante, beber-lhe-ha o*
saogue, despodagar-lhe-ha aa entranhaa I E
esse fllho da cirilisagao espantar at a propria
baibaria I *
Em vez de ser um homem, considerae um po-
vo inteiro, um povo cojos instnclos depravados
nao toram reprimidos na infancia pela educaro
um povo que lem inlelligencia, maa nio Um
principios; que conhece o odio e nio o amor,
a rerolta e nao a obediencia, o deaprezo e nio o
respelo, a impiedade e nio a religio, a blaa-
phemia e nao a adoragio, a voluptuosidade o
nao a castidade : um poro que tem paixes a
que nao sabe conte-Iaa ; que lem torga e que
nao sabe doma-Isa ; capaz de prevaricare nan-
ea de arrepender-se ; capaz de enrquecer-se e
nunca de dedicar-se : em summa un pora mi,
menliroao, perjuro, hypocHla, sem (, sem amor,
sem generosidade, sem riitudes, aem religio, e
sem Deus : e para dizer tudo n'uma palarra
um poro mal educado I
ron
CHARLES HUGO.
SEGUNA PARTE. ()
O Pae.
Brin-de-Motisse.
Alina ficando s cahiu em tio profundo deses-
pero que por um momento esqueceu o relho es-
tranho : nao pensara seno em seu marido,
quem ella talrez nao tornara rer to cedo : s
tinha urna idea no pensamento, s tinha urna pa-
lavra nos labios Parliu I
Subiu plataforma do castello, e ahi ficou por
longo tempo encostada balaustrada, com o olhar
pregado sobre a estrada de Uzes, procurando des-
cobrir, na linha alva e recta dessa estrada, seu
querido Chrisltano, quebavia j desapparecido no
borisonte silencioso.
Afinal desceu para a sala de jantar, trale, pen-
sativa, aniquilada, nio ousando pensar no futuro
e na solido ameacadora, que pareca reserrar-
Ihe a sociedade do Sr. de Vissec.
Quando Pedro, depois de ter preenchido para
com este fldalgo aa suas funeges de criado gra-
ve, veio para aquella sala de jantar oceupar oaeu
posto de criado trinchante,com essa gravidade que
fazia delle o mais ceremonioso de todos os cria-
dos, eocontrou a condessa sentada nio dianle
(*) Vide Diario n. 66.
i*") Por faltar-nos o ultimo capitulo dr primei-
ra parle, suspendemos a publicago do presente
folhetim por alguna das, mas ola nos tendo sido
iqssivel obter o numero do jornal em que elle
oi publicado, passamos i segunda parte, reser-
vando-nos dar aos nossos assinanles a traduc-
gao desse capitulo, apenas recebamo-lo da Euro-
pa, de onde mandamos vir o numero.
A Redacco.
da mesa, mas junto grande chamin de pedra
sem brazes, da qual o leitor estar sem duvida
lembrado, e cujo panno esburacado no centro,
imprima sala um aspecto to estranho e me-
lanclico.
sol no seu ocaso espargia ainda os seus
frouxos raios airares do vidro quebrado da janel-
la, e lingia de urna cor purpurea os velhos frag-
mentos da tapegaria de couro, e a opulenta bai-
xella, onde se achava servido o jantar om que
Alina nao havia tocado.
Essa sala, na qual a condessa passava os seres
com seu marido, parecia mais triste quede ordi-
nario, bem que conservasse o mesmo aspecto de
lodos os das, bem que os objectos necessarios aos
hbitos e oceupages quotidianos ali se schassem
no lugar costumado. Sobre o velhdaaparador de
bano eslava ainda o livro de Christiaoo, aberto
na pagina em que na vespera suspender a leitu-
ra ; junto da mesa eslava tambem o bordado de
Alina na sua elegante cestinha, como que desali-
ando-a ao trabalho.
Finalmente soaram no relogio oilo horas da
tarde : odia eslava aiuda claro, mas esse aposen-
to alio e vasto, que alm disto os ridros opa-
cos da janella roubaram a claridade, ia-se j tor-
nando escuro : reinara profundo silencio, inter-
rumpido somente pelo movimento montono e
regular da pndula, como o passo de urna sen-
tinella.
Ao ruido que Pedro fez quando entrou, a con-
dessa voltou vivameolo a cabega como quem fos-
8e de subdito despertado do seu longo scismar, e
levantando para o criado immovel o seu lindo
semblante ao mesmo tempo banhado de lagrimas
e annuviado por extremo pezar e angustia, lhe
disse :
Pedro, para onde conduzistes o Sr. de
Vissec 1
Para o seu aposento, senhora condessa.
Onde esse aposento 1
E aem dar Pedro o tempo de responder, ac-
crescentou fltando-o filamente :
Talvez na torrioha, nao assim 1
Como, senhora I respondeu Pedro com o ar
mais natural do mundo : pois a senhora condessa
nao sabe que a torrioha do castello inhabi-
tavel r
Estaes bem certo disso, Pedro ? replicou
Alina com a voz lola que bem trahia urna sus-
peila interior.
E do mais, proseguiu o criado, nao ali
um aposento digoo para receber om cavalleiro, e
um velho como o Sr. Vissec.
-Todava cred que esae Sr, de Vissec j li
tem residido: que dizeis?
Com efTeito, senhores, a educago oo destin-
gue s o homem dos outros seres da creago,
porque fallar a verdade elle o uoico ser edu-
cado ; ella tambem o faz destinguir-se dos ou-
tros homens, e considerada no lodo da huma-
Eis aqui como a civlisago 1 E por ahi j
podis comprehender a razo por que ella, que
o proprio progresso, se acha intimamente ligada
educago, como a planta sua raz, e co mo a
flor sua hasle : pois o seu producto natural,
o seu efTeito immediato, obrando sem cessar so-
bre a causa que a produz. Confunde-se com a
educago, por assim dizer, porque a educago
lambem por seu turno a cultura das almas, e a
formago do homem pelo seu lado o mais eleva-
do, em summa, tambem o engrandecimento
do senso moral das gerages oascentes. E essa
semelhanga, ou antes essa identidade, quo se
revela uo fundo das cousas luz do bom senso,
vosmoslra o que melhor convinha estabelecer
aqui, saber : quo a educago determina o ver-
dadeiro progresso dos povos, por que ella assig-
nala.com o grao do valor humano, o nivel da
civlisago : e vos explica como destinguir o sel-
vagem do brbaro, o brbaro do civilisado, e os
civilisados entre si.
O civilisado um homem bem educado, e
quanto melhor educado mais civilisado ser.
O brbaro um homdm mal educado ; e o que
nao foi educado nem bem, nem mal, fica sem-
pre sendo homem menino, com a candidez de
menos e a grosseria de mais : emfim Qca sendo
um selvagem. E anda assim, mesmo em plena
civlisago, o homem cujos bons instinctos nao
poderam ter expanso nos das da sua infancia,
e nem os mos instinctos foram reprimidos isto
, o homem mal educado por mais destnelo que
seja por seu genio, por mais bem collocado que
esteja pela sua riqueza, por mais Ilustre que
parega pelo seu sangue, parlecipa de ambos os
estados do selvagem e do brbaro, sej nao
selvagem e brbaro ao mesmo tempo.
Nio comprehendo o que quer dizer a seoho-
ra condessa 1
Est bom ; disse Alina com um gesto.que
oo admittia replica: deixae-me.
Ella tinha pressa em achar-se sos com os
seus pensamentos : bavia urna hora que cessra
de chorar.
Essa separagoera dolorosa para a pobre moga.
Ter-se levantado pela maoha toda radiante de
felicidade, dirigir seu marido a saudago do
costume de envolta com o seu sorriao encantador,
preparar-se alegremente ; depois de baver nasua
garridice hesitado entre a escolha do seu roupo
azul e do sou roupio branco ; descer para o al-
mogo, conversar, brincar, e comer com lodo o
appetite, gozando dessa sasfaco d'alma na
fruicao completa dos seus desejos e amores ;
pensar no que faria aquello dia, e aps madura
refiexo decidir-se pelo passoio, monUr com a
maior destreza e ligeireza no seu cavallo favori-
to, e amorosamente saudada pelo homem quem
amara, o qual da janella ae extasiara com os
mais pequeos gestos, partir i galope I
E depois... rollar fatigada, mas salisfeita do seu
passeio atrarez dos campos, com a face animada
e rertendo sangue por debaixo do seu ru azul ;
subirquatroi quatro os degrus da escada emba-
raando o mimoso p as dobras do comprido
roupo de montar; precipilar-se na sala de jan-
tar onde com Chrisliano coslumara reunir-so
aquella hora todos os das... e oh I falalidadel
receber a noticia de haver partido aquello que a
devera esperar ali, rer o seu lugar razio junto
chamin, mesa, em toda a parle, e em rez do
marido encontrar-se face face com um homem
desconhecido I
E que desconhecido I um homem que se apr-
senla rodeado nio sei de que prestigio de suspei-
ta e de terror, que apparece tio repetlnamente
ponto de oo se poder dizer de onde sane 1 Um
estranho, que ae lhe moslra pela primeira rez, e
em quem nio obstante ella julga reconhecer por
sinistro presentimento um vizinho tenebroso, um
velho mysterioso e trgico, manchado com o as-
sassioato de pobre e infeliz victima, cujo phaotas-
ma suppunha ter-lhe j apparecido I
Ella lembrou-se logo que Chrisliano lhe havia
fallado do Sr. de Vissec, como de um prenle
aempre triste, aborrecido e pesaroso pelaperda de
sua mulher, que adorara, e encanecido antea da
edade sob o peso desse desgosto ; finalmente
como de um prente, i quem as suas crengas re-
ligiosas expunham serios perigos, e torgavam-o
vivar oceulto i todas as vistas. Christiaoo che-
gra mesmo acrescentar que o bom catboco
nao deria negar asylo & um huguenote. Eisa
Considerae um poro assim, e tereis o exemplo
mais vivo da humanidade barbara, da humani-
dade sem cultura moral, decahida da civlisago
e nao conhecendo ontro imperio mais que o im-
perio brutal da forca. E para rer-ae entre ella
reproduzir-se scenas de cannibaea, e espectcu-
los barbaros e ferozes, o que preciso ? quasi
nada : orna deliberagio repentina ; orna roda do
mechanismo que se desconcerla, urna mola que
se quebra, um throno que ae derriba, ama auto-
ridade que cae, e despedaga na aua queda lodos
os freios da torga que retinbam aferrolhados nos
corages desees cirilsados todas os instinctos
barbaros. Veris eolio, luz da cirilisacio, p-
parecer multiplicada com urna rapidadez espan-
tosa essa generagio selvagem de entes impuros,
mos, audaciosos, sceleratoa, conseguindo da fla-
queza dos homens, e dos seus proprios crimes, o
poder de fazer tremer urna nagio inteira sob o
despotismo do terror. Veris eolio a barbarida-
de rebentar no seio da cirilisagao. dirgir-ae fe-
roz, sangrenta, e desgrenhada, com o furor piola-
do no semblante, com o odio no ceragiu, e o ferro
na mi : re-la-heis fazer o que fazem todos os
barbaros rencedorea derribar, destruir, ani-
quilar, e matar ; re-la-heia deixar inscripto nos
fragmentos das instituigoes mais aanlas e mais
respetareis o que podem os hamens mal edu-
cados para perder as nacoea eapresaar a aua
decadencia. O ruido que fazem easaa grandes
edificios que desabam, a queda daa almaa que sa
precepitam, proclamara e confirmam melhor que
qualquer discurso es le principio que a verda-
deiro progresso da humanidade i a educaco do
menino.
Passo agora moalrar-ros como a educaco
se liga ao christianismo.
II
A educago para ser progressiva deva ser se-
riamente religiosa e christaa. De Maistre escre-
via i urna santa e nobre mi, tallando do adora-
do filho que ella formara, educando-o par ai
mesma : Se a virtude eoraizou-ae nelle cosa
to profundas raizes; se o vicio o encontrn sem-
pre inrulnerarel e se elle appareceu na socie-
dade armado com todaa aa pegas, o devela co-
ragem que empregastea em contrariar aa falsas
ideas do vosso seculo, dando-lhe urna educago
eminentemente religiosa.
declaragio de seu marido teria sido movida com
o proposito de preparar Alina para encontiar no
castello de Ganges alguem ali oceulto f
Qualquer que liresse sido a intengo do conde,
o certo que esse ponto da aua declaiago dera
muito que refiectir condessa, a qual conrenceu-
ae afinal de que os seus olbos a nao linham en-
gaado na estranha appariglo da torrioha, e que
o Sr. de Vissec era com effeito o habitante secre-
to do castello.
Admitlido, porm, este ponto, continuara an-
da ella lutar com um outro enigma. Se Chris-
liano recebeu sob o sen teclo um prente perse-
guido esem abrigo, porque razio nao o commu-
nicou aaa esposa, em quem parec* depr intei-
ra e completa confiangaT Se o Sr. de Vissec real-
mente era um relho renerarel, soflrendo prora-
gea na sua rida e na sua f religiosa, um uren-
te infeliz e um huguenote ameagado, germosa-
mente acolbido por Chrisliano, porque razio es-
te noconfessou sua esposa o seu acto de nobre
hospitalidade para que ella tambem parlilhasse
dos mesmos perigos que elle?
E ainda mesmo que a segurenga do Sr. de Vis-
sec exigisse toda a precaugio e reserra ; mas nio
linha ella merecido de seu marido urna confiden-
cia muito mais importante 1 O silencio por ella
prometlido e jurado aobre oa sanguinolentos
aconlecimentos que mancharam o castello de Gan-
ges nio era para Chrisliano ama garanta mais
que sufiiciente da sua discrigio toda a prora ?
Acaso a residencia do Sr. de Vissec no castello
teria um segredo ainda mais grave que aquello
outro? Accaso essa qualidade de huguenote, que
Chrisliano prestara ao seu hospede nao passaria
de urna invenco eogenhosa, improvisada por el-
le para acabar com todas aa perguotas essse
respeito ?
Mas eolioquem era esse relho que se escon-
da de todo mundo ? Um hugueoote ? Nio :
havia evidentemente na existencia desse homem
outro mysterio mais profundo que Alina debalde
procurara relacionar com a sombra aventura da
familia de sea marido, e que no pensamento da
joven eatabelecia como que urna vaga ligago en-
tre o crime commeltido no castello, o aeu estra-
nho prisiooeiro.
Alina se perda assim em vagas e terriveis con-
jecluras, que entretanto autorsava o silencio de
seu marido. Era ella dotada de urna dessas si-
mia fracase impressionareis, tio extremosas os
sua confianga como na aoa desconflanga. Urna
rez chegando i duvidar da franqueza e da rera-
cidade de seu esposo, deixara correr lirre o cur-
so dos seus pensamentos suspeitosos.
Que era o Sr. de Yiasec T De que modo ia-
b-lo? Interrogara Pedro ou Brigida? Bal-
dado empeoho I elles nada diriam.
Se ao meos Christiaoo ali eslivesse 1
Oh I murmurava ella contemplando com
desolago a comida j fria, a cadeira do conde
rasia junto sua, e mais alm o lirro farorito,
que elle costamara lOr, ao lado da sua cestioba
de trabalho, que lhe recordara momelos felizesl
Oh I meu pobre sonho I meu sonbo de felicida-
des, de solido o de amoro que feito de li ?
meas bellos das, minhas horas ditosas to linda-
mente sonhadas por mimporque to depressa
me fugistes? Era tio bom, era to suave vi ver
assim I E agora.... agoranada mais I nem as
doces loituras, nem o trabalho pacifico, com que
me eotretinha seu lado I Tudo o que eu espe-
rara encontrar aquidesappareceu 1 Adeus ora-
ges que ambos resaramos ajoelhados ao lado
umdo outro I Adeus florea que elle colbiapara
elle 1 Adeus lindo e magestoso espectculo do
sol no seu ocaso que juntos contemplramos da
nossa janella 1 Adeus, passeios que nos ambos
faziamos ; adeus cooserrages com que ambos
nos eotreliohamos; adeus solido de que juntos
gozramos I
E mergulhada em amargas meditages, que
eram irahidas por continuadosestremecimentos, a
condessa assim se conservava com as faces-entre
as mios hmidas de lagrimas. Algumaa vezes
suspenda a cabega convulsivamente, e encarava
o fogo da chamin, que se achava na sua frente,
com esse olhar pensativo que Alberto Durer im-
primiu ao perfil da Melancola. Sua vista, ma-
chinalmente presa sombra caridade que no
panno da mesma chamin fizera a deslocagio da
pedra central, sobre a qual em outro tempo se
riam os brazes dos senhores de Ganges, parecia
perder-se oa reminiscencia sinislra do passado
sanguinolento dessa familia anathematisada.
E entretanto, peraote o gigantesco monumento
de marmore firme nessa sala deserta, e eojo es-
tigma infamante lhe apresentara aos olhos, sem
que podesse comprehender como, a Ogura do Sr.
de Vissec, Alina nio poda furtar-se ao pensa-
mento do poema risonho que despertara estas
duas patarras: o lar domestico I E o fogo do lar!
domestico, em que o circulo se toma aioda mais
alegre I retiro onde se acotorelam uns aos outros
sem se molestarem, onde ae arrimara todos sbreo
os immensos gradil de ferro! salo reservado para
os aeres onde o clareo Drilhante de urna luz alta-
ma mogos e velhos, chefes e coovivas, e al o fo-
cinho adormecido do cao esteodldo sobr asas pa-
tas cabellarlas! palacio de invern de grillocantao-
do e fallando de esli i chamin, de sol ao fogo 1
especie da capella do milagroso S. Ntcolu, ea
[Continuar-u-ka.)
que as mies embalam o adormece* seus fllho,
era que lhea aquecem todaa as tardes os i
pezinhoa 1 caverna encantada oade a
superstigio daa campias faz residir, ora caira
as cinzas, ora por delraz da placa moma da cha-
min, ora no crepitar das faiscas, o espirito fami-
liar da habilagio, esse gentil vassalo da raalallia
sempre presente i um signal de sua asara aa-
nhora, sempre prestes servir-lhe aaa aassaJPic-
ces, eaae ente impalpavel e inviaivel osea saos
azas de fumo, ao mesmo lempo caritativo
um genio e atrerido'como um gnomo, eaflaa i
descendente de fadas, i qs sa chamara o
duende I
E como Alina, sem abandonar a aua lnguida.
posigo. com os olbos ainda pregados sa sombra
chamin, evocara interiormente essa genio aaea-
fazejo das antigaa habitac&es, julgos oavir aa
mesma chamin um raido principio coofmao,
mas que se ia tornando cada rez mais dirtiucia.
semelhante ao raido que faz um carpo qee aa dei-
xa escor regar por om maro abaixo evitando oa as-
gulos e aspereza das pedras.
A condessa prestos oavidoe, levantan aa elkee.
e deixou escapar om gnto de eorpreza.
No orificio dessa brecha escara e fatal feita ae)
lugar da pedra dos brazes, a qual ficava pos ta-
ma do fogo, a onde o pensamento rtrastada de
Alina julgava ver estampado a paludo asanMaala
do Sr. de Vissec, appareceu sbitamente ama 1.
gura luminosa como um quadro viva da iaaoraa
ca. e do regosijo : era um rostinho alegra, ex-
perto, e ao meamo tempo eabaforido, caraaao
com urna floresta de lindos cabellos loares casa
o nariz beaontado da ferrugem da chamin' maa
olhos riroa o arregalados, ama aoquiaha '
aberta de admiraco, de onde sabia loco
palarraa :
Oh 1 ci est a linda dama I
Essa figura trazia entre anas mioznhaa aaa pe-
queo mocho, que mostrara ter
balado naquelle instante do seu ninha, sota fia-
ra horrivelmenle, o que concoma para calila
lar o burlesco quadro. Com efTeito aada ae pe-
dia imaginar de mala cmico a divertido 4a aua
essa bicco etcancarado junto deaaa aoqoiaaa eaa-
baabacada, essa figura de um rapsmabo caacas
e esbaforldo conduzindo, essa ar qaa ae datadla
fortemente nat suas alca I
(Caarinaar-M-aa}.
PIIM.- IYP. Df*, r. SI FAJUA, -Wat.


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