Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06159


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Full Text
1110 IIITH 1DIES0 70
Por tres mezes adiaotados 5$000
Por tres mezes veicidos 6$000
TERCA FEIIA 20 SE MABCO DE ItOI
Por anno adan tado 19)000
Ptrc franco para o subscriptor:
BNCARRBGiiDOS DA. SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Brasa; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Pari, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
l'AttllUAS UUS LUtllltlUS.
Olioda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as lercas-feiras. jgajj"*-
Pao d'Alho, Nazarelh, Li'fWiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Vitll-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serinhem, Rio Fortnoso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feras.
(Todos os correiospa. tem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARCO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
\\ ua n ss 11 horas e 18 minutos da man.
15 Ouarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMAHA.
Segunda. & Annunciago de N. Senhora.
Torga. S. Ludgerob. ; S. Braulio b. m.
Quarla de Trevas. S. Roberto b.: S. Fileto.
Quinta de Endoengas (t& do meio dia em d.;
Sexta da Paiio [cgg at ao meio dia )
Sabbado de Alleluia. S. Joao Climaco.
Domingo de Paschoa. S. Balbina v. m.
AUUlbNUlAa UUS iKlbUNAEa HA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relajo: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito-de orhos: largas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do cirel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara d civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde. .
PARTE 0FFICIAL.
ENCARREGADOS da subscripca do su'
Alagoas, o Sr. Glandino Fafco Das; Bahis
Sr. Jos Martina Aires; Rio de Janeir, o Srl
Joao Pereira Martin.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiro* dar
Faria,na sus livraria praga da Independencia na
,6e8.
Governo da provincia.
Expediente do dia 21 de marco de 1861.
Offlcio ao inspector do arsenal de marinha.
De conformidade cora o oflicio do commandante
da estaco naval constante da copia junta, re-
commendo a V. S. que mande comprar com ur-
gencia o agulho. de que necessita o vapor The-
f i--. Coramutiicou-se ao commandante da estaco
naval.
Dito ao commandante superior do Recite.
Sirva-se V. S. de designar um dos corpos da
guarda nacional sob seu commando superior para
nao s assisrir aos actos da semana santa, que
i dev6tn ter lugar na matriz de S. Prei Pedro Gon-
ralves do Recife.desde o dia 28 al 31 deste raes-
mo mez, mas tambem acompanhar as procisses,
que teem de sahir da rnesma matriz.
Odlciou-se igualmente para dar guardas de
honras para acompanharem as procisses de en-
terro e resurroigo que devem sabir do convento
do Carino nos das 29 e 31 do correte.
Maudou-sedar tambem um corpo para acom-
panhar a procissio do Santissimo Sacramento
aos enfermos da freguezia da Boi-Vista.
Dito ao provedor d* santa casa de misericor-
dia.Constando de offlcio do director do arsenal
de guerra de 20 do correte nao existir vaga para
ser admitlido na companhia de aprendizes da-
quelle arsenal o menor Juvenal, a que se refere
o offico de V. S. de 16 deste mez; assira lh'o
commuoico para seu conhecimento.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Respondo aoseu offlcio n. 125, datado de 20
do correte declaraodo-lhe que deve V. S. man-
dar recolher esta capital o destacamento do
corpo sob seu commando existente no termo de
Cimbres.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.
A' vista do pedido junto em duplcala, mande V.
S, abonar ao commissario do brigue-barca Ila-
maraci a quantia de cem mil ris para occorrer
ao pagamento de premios por apprehenses da
desertores da armada.Goramunicou-se ao chefe
da estaco naval.
Dito ao inspector da thesouraria proviocial.
ReconhecenJo-se pela ioformago inclusa por co-
pia do director das obras publicas.quepreferivel
para o calgamento do campo das Priocezas e ra
do Imperador at a praga dePedroIIdcsta.'cidade,
aosyslema de Mac-Adam o de parallelipipedo3
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de reraambnco, na eidade do
Recite, *3 de marco de 1861.
ORDEM DO DIA N. 85.
O coronel commandante das armas, faz publi-
co para conhecimento da giiarnigo e devido ef-
feito, qoeapprovou o ongajamento que contrahio
houtem o soldado da 7a companhia do 9o bata-
Iho de infantarii Loil Antonio da Silva, para
servir por mais 6 annos. percebends) o premio e
vantagens marcadas no regulamento annexo ao
decreto n. 2,171, do Io de raaio de 1858.
Assigoado.Jos Antonio da Fonseca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alteres ajudante de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
oe granito, determioo a V. S., que mande tam- podidas as instrueges necessarias para o nosso
Dem nAr em rifaran nroiiilu nl^.mndt .* a^i. nleninntpnparin eo. r4m;ii;. Dem por em praga o predito calgamento por este
ultimo systema, servindo da base i arrematado
as coodiges indicadas na citada informaco e
requerimenlo junto por copia, do baro do Li-
vramento, cuoiprindo que opportunamente me
sejam enviadas todas as propostas apresentadas
para fazer-se o calamento por ambos aquelles
systemas, atlm de que possa eu deliberar sobre
a sua definitiva aceitagao.
Dito ao roesmo.Em vista da conta e docu-
mentos juntos que me foram remettidos pelos
agentes da companhia brasileira de paquetes
a vapor com offlcio de hontem, mande V.
S. pagar a quantia 28)500, em que importam
as passagens dadas no vapor Oyapock ao preso
Valeriano Jos dos Santos ea dou soldados que
o escoltarara da capital da Parahiba para esta
eidade.Deu-se sciencia aos mesmos agentes.
Dito ao mesmo.Recommendo a V. S. que,
de conformidade com a sua informaco de hon-
tem, sob n. 101. raande pagar ao escripturario
do extiocto cooselho administrativo do patrimo-
nio dos orphos, Manoel Antonio Viegas, osseus
vencimentos at o ultimo de fevereiro prximo
lindo, visto que depois de dissolvido o conselho
esteva elle ompregado na liquidago das respec-
tivas contas perlencentes ao mez de Janeiro deste
anno.
Dito.Recoraoiendo ao conselho administrati-
vo que compre para fornecimento do arsenal de
guerra os objectos mencionados no incluso pedi-
do.--Commuoicou-se thesouraria de fazenda.
Dito ao director das obras militares.Approvo
o ajusto que Vmc. fez com Jos Pereira de Al-
cantara do O', como me communicou em seu offl-
cio de 19 do crreme, para mandar executar a
caiaco de que necessita a fortaleza do Brum,
mediaulo a quantia de 239*740 em que foi orca-
da.Communicou-se thesouraria de fazooda.
Dito ao inspector geral da iostruegao publica.
Mande Vmc. admiltir no collegio dos orphos
o menor Pedro, neto de Bernardo Jos da Costa
a que se refere a sua informaco de 20 do cor-
rente e o requerimento incluso.
Portara.O presidente da provincia resolve
conceder demisso que pedio Pedro Alexandrino
Machado do lugar de porteiro do gymnasio pro-
vincial, e nomeia para o referido lugar a Anto-
nio de Mello Magalhaes.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a proposta do chefe de polica datada
de 20 do correte, r6Sol/e nomear o cidado
Joo Francisco Cavalcanti para o cargo de sub-
delegado de polica do districto de Bezerros.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Bernardino Pereira de Brito,
amanuense do hospital militar, e tendo em vis-
ta a ioformago do coronel commandante das
armas de 16 do correte, resolve conceder-lhe
dous mezas d6 licenca com os respectivos ven-
cimentos para tratar de sua sa le.
DESPACHOS DO DU 21 DB MAIlCO DB 1861.
Requerimientos.
4124.Pedro Leite de Albuquerque.Assigne
e volte querendo.
4125.Rufina Maria da Conceigio.Nao sa-
tisazem os documentos para prora da isencao
legal do recrutado, a que allude.
4126.Antonio Francisco Ferreira.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
4127.Antonio da Costa e Silva Maduro.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
4128.Cassio Pereira da Silveira.Nao tem
lugar o que requer i vista do aviso do ministerio
do imperio. *
4129.Evaristo Mendes oa Cunha Azevedo.
Informe oSr engenheiro da reparliro das obras
publicas.
4130.Francisco Pereira Vianna.Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
4131.Gustavo Jos do Reg Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
4132.Henrique' Augusto Millel.Informe o
Sr. engenheiro director da reparticio das obras
publicas.
4133.O mesmo.Informe o Sr. engenheiro
director da repartico das obras publicas.
4134.Manoel Antonio Viegas.Informe o Sr.
inspector da thesouraria proviocial.
4135.Conego Joaquim Pinto de Campos.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
4136.Jos Mendonca Ayala Brrelo.Infor-
me o Sr. director do arsenal de guerra.
4137.Jos Urbano Pacheco de Mello.Re-
queira pelos canses competentes.
4138.Bacharel Louren$oJos de Figueiredo.
Passe portara concedendo a licenja reque-
rida.
4139Manoel Das de Paiva.NSo Um lugar
o que requer.
4140.Manoel Francisco dos Santos e Helio-
doro Francisco dos Santos.Requeirsm os sup-
pltcantes ao poder moderador juntando os docu-
mentos que tiverem, que oppottrnamente se jun-
tarlo os o,ue ltiretn.
PORTUGAL.
.MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRAN-
GEIROS
(Contiouacao.)
Tratado com a China.
Era 1854 pondorou o ministerio da marinha e
ultramar a conveniencia de se obter do governo
de Sua Mageslade britannica a necessaria auto-
risac.o para que o seu plenipotenciario na China,
do mesmo modo por que Ihe fdra ordenado se
eniendesse com os ministros da Frang e dos
Estados-Unidos, as negociares que ia encelar
para a rvisao e renovacao do tratado entre a
Iuglaterra e aquelleimperio.se entendesse igual-
mente com o conselheiro Isidoro Francisco Gni-
maraes, governador de Macau, a quera em data
do 15 de junho de 1853 so havia expedido um
pleno poder para negociar um tratado de amiza-
dee commercio entre Portugal e a China.
Os successos occorridos naquelle paiz demora-
ram a soluc.5o deste negocio, e em 1857 lera-
brou de novo o mesmo ministerio a convenien-
cia de ser o nosso plenipotenciario adraittido s
conferencias dos plenipotenciarios das potencias
alliadas, observando que Portugal nao tinha tra-
tado recente com a China, mas que pelo governo
chinez haviam sido applicadas nago portu-
gueza todas as disposicoes do tratado cora a Gra-
Bretauha.
Annuindo ao pedido feito era nome do gover-
o de Sua Magestade foram successivamente ex-
til
plenipotenciario ser admitlido s conferencias de
tSSa por Par,ede Franga em fins dejulho de
1853; e por parte dos Estados-Unidos no se-
guinte mez de agosto.
Em Janeiro de 1859 deu o governo de Sua Ma-
gestade Britannica instruccoes ao seu embaixa-
lor na China para apoiar o plenipotenciario por-
uguez na negociarlo do tratado com aquello
mperio, e em 8 de julho do anno findo foram
expedidas pelo governo de Sua Magestade o Im-
perador da Russia iguaes instruccoes ao seu re-
presentante em Pekin.
Nao obstante porm e3tas demonstracoes de
boa harmona e inteligencia por parto daquellas
quatro potencias, e de se haver transmittido ao
governador de Macau um novo pleno poier em
data de 12 de abril de 1859, a nova face que to-
marara os negocios na China obslou ainda a que
se levasse a effeito a concluso do tratado.
Os recentes iriumphos dos alliados pozeram
termo s difflculdades.
As nossas antigs relacoes com a China, a con-
siderado de que.0 nome portuguez aili tem go-
sado pelos servicos prestados ao imperio, tudo
leude a facilitara negociado commettida ao nos-
so plenipotenciario, sendo de esperar que agora
se ultime brevemente.
Convengo consular com a Hespanha.
O governo hespanholjulgou necessario propdr
ao de Sua Magestade a reforma do arl. 3o da
convenco consular celebrada entre Portugal e a
Hespanha, em 26 de junho de 1845, por haver
reconhecido que o disposto no mesmo artigo da-
va lugar a muitos inconvenientes, que era do de-
ver de ambos os governos evitar, a bera das he-
rangas de subditos portuguezes e hespaohes.
Entendendo porm o governo de Sua Mages-
tade, que urna vez que se tratava de alterar
aquelle artigo, melhor era refundir a alludida
convengao u'oulra era que Ocassem bom consig-
nados os direitos polticos e civis dos portugue-
zes em Hespanha e dos hespanhes em Portugal,
elaborou o necessario projecto de convengao, que
em breve ser transmittido ao ministro de Sua
Magestade em Madrid, a quem foram concedidos
os necessarios plenos poderes para entrar nesta
negociayao.
Convengao Iliteraria cora a Hespanha.
Tendo o ministro dos negocios estrasgeiros de
Sua Mageslade catholica dirigido urna nota, em
16 de novembro de 1858, ao representante de Sua
Magestade na corle de Madrid, em que, ponde-
rando a conveniencia de se proteger em Portu-
gal e Hespanha a propriedade litteraria e artsti-
ca, propoz a celebragao de urna convengao, sobre
as mesmas bases adoptadas pela Hespanha as
convencoes que concluir com a Franga, Graa-
Bretanha e Blgica, houve Sua Magestade por
bem, depois de ouvido o conselho geral de ins-
truego publica e a academia real das sciencias,
ordenar que ao dito seu representante fossem
transmitidas as bases de convengao elaboradas
pelo referido conselho geral. Sendo aceitas as
mesmas bases com algumas modifleagoes pelo
governo hespanhol foi assigoada a convengao a 5
de agosto de 1860 pelos respectivos plenipoten-
ciarios, a qual na conformidade do disposto no
arl. 10 do acto addiciAal terei a honra de sub-
metter vossa approvagao.
Tratado de commercio e navegagSo com a Confe-
deraco Argeotina.
Foram trocadas as ratificages do tratado de
commercio e navegago celebrado entre Portu-
< gal e a Confederagao Argentina, era 9 de agosto
de 1852, de que tez menguo o relatorio deste mi-
nisterio apresenlado s cortes na sesso ordina-
ria de 1855. Aconteceu porm depois da cele-
bragao do mesmo tratado haver-se constituido em
estado independente a provincia de Buenos-Ay-
res, que d'antes razia parte da Confederagao, e
como o seu governo nao julgasse opportuno re-
conheqer o dito tratado, sem embargo de ter sido
concluido antes de proclamada a independencia,
cou elle sem effeito, pelo que respeita a Bue-
nos-Ayres. Havendo porem pelo convenio con-
cluido em 10 de novembro de 1859, e subse-
cuentemente pelo de 6 de junho ultimo, celebra-
do entre o presidente da Confederagao Argentina
e o governo de Buenos-Ayres, voltado esta pro-
vincia a fazer parte integrante da Confederagao,
toram dadas as convenientes ordens ao encarre-
gado de negocios de Portugal oas repblicas do
Rio da Prala, afim de reclamar opportunamente
para que o mencionado tratado fosse reconhecido
e posto em vigor na dita provincia.
Finalmente tendo sido jurada em Buenos-Ay-
res a nova coostituicio da Confederagao Argenti-
na, reclamou o referido encarregado de negocios,
em nota de 15 de outubro do anno prximo fin-
do, que. em virtode do artigo 31 da dita coosti-
tuigao, fosse desde logo posto em execugio e vi-
gor n'aquella provincia o mencionado tratado, e
que para esso fim se expedissem as convenientes
ordena,
Respondeu o ministro dos negocios eslrangei-
ros i sobredita notj em, % de porembro ultimo.
que o presidente da repblica entenda desneces-
sano dar instrueges especiaes S autoridade local
do Buenos-Ayres sobre o cumprimento de um
tratado, que deve considerar-se lei da nagao, e
que obrigatorio para lodos osseus membros.
Tratado com a repblica da Liberia.
A repblica da Liberia, na costa occidental de
frica fot j reconhecida por algumas das princi-
paes potencias da Europa. Nao distando niuito da
provincia de Cabo Verde, e podendo tambem con-
vir s embarcages nacionaes que navegam para
alero do Equador tocaren) nos seus portos de
Monrovia e Caldrode, entendeu-se que sera ven-
tajoso manter relages clflciaes com aquelle es-
tado.
Annuindo pois o governo aos desejos manifes-
tados pelo commissario da dita repblica em
Londres, expedio ao conde de Lavradio, mioistro
de Sua Magestade n'aquella corte, o competente
pleno poder em data de 10 dejulho de 1860, para
negociar um tratado de amizade e commercio en-
tre os dous palzes, daodo-se-lhe para esse Um as
instrueges que sejulgarara opporlunas.
Tratados com a repblica dos Boors e outros
estados ao sul da frica.
As vantagens que as possess5e3 portuguezas da
frica oriental devera colher das suas relagoes
com a repblica dos Trans-Vaal-Boers, e com o
estado livre de Orange River, suggerio a idea de
se encetarera negociares com as indicadas re-
publicas para aquelle Um.
Neste sentido propoz o ministerio da marinha
e ultramar, em offlcio de 15 desetembrode 1856,
ao ministerio hoje a meu cargo, que o commis-
sario por parte de Portugal na commisso mixta
portugueza e britannica, estabelecida no cabo da
Boa-Esperanga, Alfredo Duprat, fosse aulorisado
com poderes especiaes para proceder a esta3 ne-
gociages.
Em 25 do referido mez do setembro dignou-se
Sua Magestade El-Rei sssignar os plenos podores
oomeando o mencionado commissario plenipo-
tenciario para negociar tratados de paz, amizade
e commercio com as duas citadas repblicas.
Estas aulorisages regias foram enviadas ao
plenipotenciario nomeado. em offlcio de 8 de ou-
tubro seguinle, acompanhadas das instrueges
porque elle teria de guiar-se, e das bases que
deveria adoptar nos tratados que ia celebrar.
Tendo porm o mesmo commissario mostrado
a conveniencia de Ihe serem ampliados os pode-
res que lhe haviam sido concedidos, fim de es-
tar habilitado a negociar tambem com os povos
que habitara os territorios ao sul da frica, li'mi-
trophes d'aquella colonia pelas fronteiras do nor-
te e de leste, em vista das circumstancias espe-
ciaos era que se acham esses povos com os do-
minios da corda de Portugal n'aquella parte da
frica, foi o ministerio da marinha e ultramar
consultado a este respeito, sendo de opinio que
os poderes solicitados deviam ser concedidos.
Est pois o commissario no Cabo da Boa-Espe-
ranga aulorisado igualmente a negociar e assig-
nar um tratado de paz. amizade e commercio
com os mencionados estados.
Quanto negociagao com a repblica dos Boers
ooservarei que o estado de agitagao em que se
lera achado aquelle paiz ; as dissidencias e guer-
ras entre o governo da repblica e os estados li-
railrophes; a difflculdade que os povos de quose
compoem as differentes repblicas confinantes
tem encontrado na sua constituigo tudo concor-
reu para que o plenipotenciario nomeado nSo
podesse desde logo dar cumprimento s ordens e
instrueges que Iho foram expedidas, se bem que
mais de urna vez tentasse encelar a negociagao.
Agora porm que a repblica dos Traos-Vaal-
Boers est pacicada, j o plenipotenciario por-
luguez deu principio sua commisso, dirigin-
uo-se ao presidente da repblica, a quem remet-
leu as bases para o tratado, manifestando ao
mesmo lempo o desejo do que aquella negocia-
cao se ultime brevemente.
Pela resposla dada ao mesmo plenipotenciario
pelo secretario do presidente, consta que as ba-
ses proposias iam ser submettidas ao exame e
approvagao do conselho do povo iValksraad), e
segundo as mais recentes informaces que trans-
miti aquelle funecionario, em offlcio de 18 de
outubro do anno Dndo, o tratado proposto eslava
para ser discutido por aquelle conselho ao qual
j tinha sido effeclivameote apresentado.
Eis o estado era que se acba esta negociagao
que lo vanttjosa deve ser para as nossas pos-
sesses da frica oriental, o principalmente para
o estabelecimcnlo do Lourengo Marques.
Pelo que toca ao tratado com o estado livre de
Oranje River, o plenipotenciario nomeado enten-
deu dever adiar esta negociagao at que esteja
resolvida a queslo pendente entre os povos do
sul da frica, que procurara conslttuir-se em es-
tados confederados.
Tratado com o sullao de Zanzbar.
O motivos que inspiraram ao governo de Sua
Mageslade a idea da conveniencia da celebragao
dos mencionados tratados de amizade e commer-
cio com os estados da frica oriental, aconso-
Iharam tambem a do estabelecimento de relagoes
amiga veis com o sultao de Zanzbar Sayd Magil
Bin Sayd. Ulho segundo do ultimo Imn de Mas-
cate, per morte de quem se assenhoreou dos es-
tados de Zanzbar, que conUnam por Cabo Del-
gado com a provincia de Mogambique, deixando
de reconhecer a soberana de seu irmao mais ve-
iho. actual sulto de Mscate.
Para celebrar o respectivo tratado propoz o
ministro da marinha e ultramar, em offlcio de 14
do corrente ao ministerio a meu cargo, que fos-
sem mandados plenos poderes ao actual gover-
nador geral do Mogambique, o conselheiro Joao
Tavares d'Almeida.
Foram effectivameote j mandados esses pode-
res a este digno e intelligenle funecionario, or-
denando-se-lhe entre outras instrusges, que to-
masse por base para o mesmo tratado os que fo-
ram celebrados pelo fallecido Imn de Mscate
com os Estados-Unidos, com a Inglaterra e com
a Franga.
Conferencias sanitarias de Paris.
Em 1851 foi o governo de sua magestade con-
vidado pelo governo fraocez a tomar parte, por
meio de seus commissarios, em um congresso sa-
nitario que devia reunir-se em Paris para regular
de um modo geral e uniforme as quarentenas,
com especialidade nos portos do Mediterrneo.
O governo de sua magestade aceitou o convite,
e noraeou commissarios que tomaram parte as
deliberages do congresso, o qual terminou os
seus trabalhos formulando um projecto de con-
vengao internacional e um regulamento que de-
via deseuvolvo-la.
Em seguida foi munido dos competentes plenos
poderes um dos commissarios para assignar, co-
mo effectivamente assignou, em 3 de maio de
1852, a referida convengao, a qual todava nao
foi ratificada por parte de Portugal, nem de oa-
tras potencias excepcao da Franga e da Sarde-
nha.
Em 1858 propoz o governo frsacez a renovacao
ds negociagao de 1851, e o governo de sua ma-
gestade desejoso de cooperar quando eslivesse ao
seu alcance para o estabelecimento de urna legis-
lagao sanitaria internacional e commum, qae tor-
nasse uniforme com vantagem do commercio e
da navegaglo, e sem detrimento da saude publi-
ca, este importante ramo do servigo nos portos
de todos os palies interessados, apressou-se a ac-
ceder proposta indicada nomeando logo depois
o respectivo delegado que devia representa-lonas
novas conferencias abe(tjs en Paris.
Havendo finalmente a commisso sanitaria in-
ternacional de Paris concluido os seus trabalhos.
houve sua magestade por bem encarregar o vis-
conde de Paiva, seu enviado extraordinario n mi-
nistro plenipotenciario n'aquella corte, de seguir
a negociagao destioada a converter em urna con-
vengao definitiva o resultado dos trabalhos da di-
ta commisso.
Em 11 de maio de 1860 foi remettido ao referi-
do visconde o respectivo pleno poder enviando-
se-lne ao mesmo lempo a copia de um offlcio do
ministerio do reino, datado de 30 de margo do re-
ferido anno, com a consulta do conselho de sau-
de, cometido as instrueges pelas quaes o mesmo
visconde deveria guiar-se na negociaco de que
se trata. ""'"'"""' '
No referido offlcio do ministerio do reino e res-
pectivas instrueges, recommendava-se expressa-
menle a rejeigao do artigo4o do projecto do con-
vengao sanitaria elaborada em Paris onde se es-
tabelece que as medidas de quarentena sejam
reguladas nos portos do deslino do navio pela
declaracao offlcial da autoridade sanitaria do
porto da procedencia visto que em virtude de
semilhante doulrina licaria a saude publica, nos
paizes saos, inteiramenle merc dos entrega-
dos dos paizes infeccionados, e sujeitos portento
a todas as eventualidades que podessem nascer
dos seus erros, da sua negligencia, dos seus in-
eresses, e at dos seus precedentes.
O art. 3. do citado projecto de convengao de-
termina que a um conselho, representando os
luleresses locaes, assista o agente sanitario do
governo, que os cnsules sejam admillidos nestes
rnnaIHno ni.. r.*.n.. ._ _____ _.________- ._ .
minar os documentos relativos a este assumpto,
rf,iP^o-Ua^d-,,0Lminislro- em "ota confiden-
cial de 25 de junho de 1859, declarando, que
muiio senta que os cruzadores portuz.iezes. e
algumas autoridades, levadas de um zlo mal
entendido.se tivessem havido em relagio a al-
guns dos navios apprehendidos, de urna maneira
iiiegai. e que reprovando similhanU procedi-
mento tinha expedido terminantes ordens, pelo
ministerio competente, para o fiel cumprimento
aas leis e regulamenlos em vigor, afim do que
se nao repetissem factos que podessem dar lu-
gar a desagradareis reclamages entre governos
amigos.
Pelo que respeita s sommas reclamadas indi-
cou o mesmo governo. na citada nota, asquan-
tias que entenda de justiga dever conceder, co-
mo indemnisago, pela perda da escoaa D. Clara,
e detengao dos oito marinheiros da sumaca Flor
de Campos, propondo ao mesmo lempo, que tan-
to estas como as outras quaolias em que os dous
governos concordassem. fossem encontradas as
reclamages de governo a governo afrectas
commisso mixta do Rio de Janeiro, que o go-
verno imperial dever satisfazer ao de Sua Ma-
gestade Fidelissima.
Pelo que tocca s outras embarcages reser-
vou-se o governo responder n'outra occasio,
uepois de proceder as averiguaces de que ainda
precisava para cabal conhecimento da materia.
Respondendo aquella communicagao, declarou
o ministro do Brasil nesta corte, em nota de 28
de junho de 1059, que as explicages dadas pelo
governo de Sua Magestade relativamente offen-
Q* fulla 4 lv J I__L
do
conelh r..T. J -u.u....ua .,,. ii>uoe oua Mageslade relativamente ollen-
dS inf? V ZereB *' 8uas .observares e aa fe.ta bandeir. brasileira, nao podi.m de-
cham^do .n r5nih6 qU9 e8pc,alm!nle 8el sfazer plenamente o gobern impe-
uamado ao conselho o cnsul do paiz acerca nal. F
iar??infe houverem de mar medidas de Quanto iniemnidade reclamada, o represen-
KSLi .r ltamo bra8i'e'r<>. fcndo diversas ponderarles
C?desfe,v,dlT!0qUePOrSM,08,,f,Car8ad0p- *"*'' a exiguidade da quantia indkad.
alment ,JR'h^.A ? Prefere.nc,a f ,,e *clu- na no o governo de Sua Magestade. e instan-
uSSH ?. dop ado neste reino, recom- do pela resolugo das reclamages concernentes
a modifican8 i, me?.'e "r C'l?daS ,"8truc?68 aos >res navios, coocluio declarando que
Lfflapni.Gi.nn^e,.,e a" 80, ,ornaB,lo:8e ,n- passa?a a lev > heor da referida nota ao co-
leiramente dependente do governo de cada *aiz nhecimento do seu governo
a organisagao das suas reparliges de saude i Finalmento m ,,. h" a a u ..
. D.versas observages mais continham as raen- 1 Zl,!. ?eAd! novembro de
clonadas instrueges dadas ao visconde de Paiva; Sin"d. fZEESM?.red,, minlstr0 Pela
. uecisao oas reclamages relativas aos navios Bom
tUCCsn Dreniniim A* r.,,.:, n__tr_r.___
ponderando, porm, este funecionario a grande
"ipposicio que deveriam soffrer as alteragftes io-
licadas, foi levada esta circumstancia ao conhe-
cimennto do Sr ministro do reino, em officio de
21 de junho ultimo, afim de que tomando em
considerago similhante difflculdade, se servisse
declarar at que ponto o nosso plenipotencia-
rio devia Ucar autorisada o modificar as ditas ins-
trueges.
PARTE TERCEIRA.
^ RECLAMAgOES.
R6Clamag?o dos offlciaes fraocecez que serviram
no exercito libertador.
Nao tendo podido vir a um accordo a com mis-
s: Whfit-aSSS ^^^-a^^'^
em 27 de dezerabro de 1853 entre o meu prede-
cessor neste ministerio o Sr. visconde de Atho-
guia, e o ministro de Franga nesta corte, ajuste
que se acha transcripto no relatorio desta repar-
",a apresentado s cortes na sesso legislativa
de 1855. foi a questao submettida deciso do
---------------------hw.wuj.yvca ici.ik ao UUS lid V1US UVIll
Auccesso, Despique da Inveja e Boa Uniao, pro-
pondo, em outra nota, datada de dezembro do
dito anno, afim de facilitar a pendencia relativa
ao apresamento tanto daquelles tres navios, co-
mo da escuna D. Clara e sumaca Flor de
Campos :
1." Que reconhecida a illegalidado das captu-
ras, o quantum da inderanisago reclamada fosse
niado pela commisso mixta portugueza e brasi-
r '." jD0 R' da Janeir. sendo esta liquidago
leila de preferencia a quaesquer outras que por
ventura estivessem pendentes da mesraa com-
misso ;
0 Que a indemnisagio devia aos subditos bra
lugar dentro do prazo de tres annos ;
. Que se antes de findar o prazo prefixo, es-
tivessem liquidadas as reclamages a cargo da
commisso mixta, a importancia da presente in-
deranisago fosse encontrada na somma que por
arbitro Mr;Rurapff7"mnTsroTMCiaad;s"7se7- Sos Xt7t^Ztal^a <"*" ""l
ticas em Paris, escolhido de commum accordo" verno em v?rUd da lia?.iiS.S U "gll"
entre os dous governos. e havendo elle proferido eferida commSsio "qU,d,Oes ora 8 car8 da
a sua sentenga arbitral em 8 de novembro de re- o enverna rip4M.nDai.^,
Ssfgff' -t% fau ,i,e'-, iSF^Sr^^tgZ &
to donavio. Charles et'eorg'es.
Julgo desnecessario dizer cousa alguma a res-
peito deste desagradavel negocio, porque elle
bem conhecido do todos, e as corles, a quera fo-
occaio do tratado de commercio entre a la
glaterra e a Franca.
O tratado de 23 de Janeiro de 1860, celebrado
entre a Franga e a Inglaterra, em virtudodo qual
rara presente, todos os documento qullhe di- wdu,",mS nos'du,f. nS m;ir"/dol I?'
Ift Ilion An la>^.l. *
------ r -*. >""Ju M*V IUMO
nao pode concluir os seus trabalhos pelas diver-
gencias que tem havido entre os seus mem-
bros.
Aplaoadas apenas urnas difflculdades; sobrevie-
ram outras, versando actualmente a discordan-
cia dos commissarios sobre afixago da poca
desde a qual se deve contar o direito de recia-
*ttT*L*Jtt&tt~5aSfSttBZ
tos praticados por D. Alvaro da Costa, na quali-
dade de commandante da forga portugueza em
Montevideo.
Nao podendo os commissarios portuguezes o
brasileiros chegar a um accordo sobre aquelles
dous pontos, e tendo o mioistro do Brasil nesla
corte dirigido ao goveroo de Sua Magestade nma
la base de imposigo.
E' certo que a sobredita base de direitos, alte-
rando o systema de igualdade, que desde 1831 o
goveroo brilannico tinha segaido no direito de
edmissao de vinhos sem distinego de proceden-
cia, estabelece agora, pela escala alcoolica, sobre
os nossos vinhos um direito differeocial, por vir-
(liria <4n ...... _____l j
offender o espirito das clausulas consignadas nos
artigos 5. e 6. do tratado de 3 de julho de 1842
celebrado entre Portugal e a Gra-Bietanha.
Executado em Inglaterra o novo systema de
direitos sobre os vinhos, tem os fados vindo de-
rnoostrar que os vinhos francezes por effeito do
tratado de 23 de Janeiro do anno passado. tem i
ta Pm rt.. *fMA Ti, a ? g ma irai"uokae M ae Ja"eiro do anno passado, tem j
nota era data de 14dejulho de 1857, scompanha- ganho bastante no consumo inglez, sendo bem de
re.ow.!" ma!l tel'!"0J'! sumpto. suppdrque este augmento ser ainda mais sen-
m..r7-Kh-m""? gove..no anle8.de tom.ar querdeliberagao.lconsultaraseccaoadministrati- comegou a vigorar a escala alcoolica
rpmfm0.n~3eJ a x_ad0' cuj? .Parecer fo> Cabe aqui observar que os vinhos* de Portugal
rcm^U_,doao 5on.de de tImJ. tro de Por- al outubro do anno poximo findo conservarfm
tugal no Rio de Janeiro, afim de que inteirando-
se do seu conteudo, e fundando-se as razes
nelle expendidas, tratasse do convencer o governo
brasileiro da justica da uossa causa, sendo o mes-
mo ministro aulorisado, quando aquelle governo
persistisse em nao admiltir a interferencia do
representante da potencia mediadora (a Ingla-
terra) na referida corte do Rio de Janeiro, a pro-
poro recurso para orna lerceira potencia, e a
insistir neste arbitrio,como o nico que, em der-
radeiro lugar pode por termo a este to impor
tante negocio
relativamente a posicao em que estavam no mer-
cado britannico. o que foi devido sua qualidade
e excellensia, que Ihes permiltem lutar com os
demais concurrentes.
Todava o governo de Sua Magestade Fidelis-
sima nao tem deixadode empregar o maior cui-
dado e attengo para fazer ver ao governo bri-
tannico que as clausulas e effeitos do tratado de
23 de jaoeiro de 1860 entre a Franga e a Ingla-
terra offendem a letra e o espirito do tratado en-
tre Portugal e a Inglaterra de 3 de jqlho de 1842,
empenhando todas as diligencias para que nos
v-, ..i. ^.. a... -t i ..- ouiHuunauuo luuas as uiugencias para que nos
is "o de Sua MaSD^aRiftd,TV8e m- Sejam n,alid" clausul" do n08S0 l"'ad-
isiroae aua Magestade no Rio de Janeiro m ma n> ih n i .m......i____*-.___j_ ..
nislro de Saa Magestade no Rio de Janeiro ao
governo imperial, afim de se poder chegar a um
accordo, o em devido lempo ser informado o
corpo legislativo do que houver sido resolvido.
Pelo fallecimento dos vogaes da referida com-
misso mixta. Joo Ventura Rodrigues o Adriano
Ernesto de Castilho Barreto, foram nomeados
?sVeqPartV.lgnVeB5^ d0 8verno b'itannico favor dos
i ,,.!, nKt S0- deJ6aneiro JorB firmo proprietarios do cuitar Herald.
n? AMai onselheiro da mesma legago o O governo de Sua Magestade britannica recla-
Dr. Antonio Jos Coelho Lousada; havendo -------------------
* --------~ ---. .- HV hwwv uriiauv, nu
que tem sido muito efflcazmenlecoadjuvado pelo
representante de Sua Magestade em Londros. o
conde de Lavradio, que nesta occasio soube dar
mais urna prora da sua elevada intelligencia, e
do seu telo esclarecido pelos interesses deste
paiz.
mou contra a apprehenso do cuiter ingleza He-
rald, feita em 3 de dezembro de 1857 por ordem
das autoridades do districto de Lourengo Mar-
ques, que entenderam que aquella embarcagio
infringir os regulamenlos flseaes entrando para
commerciar no Rio Magaia.
". iatt"""" "" m"T vu-"e 1' '"??' I B,!amo goerno pondo em duvida os limites
... f -l en,cl!?0 embarcages brasilei- da coroa de Portugal aquella parte da costa ale
n,f. rrra,nadaZ>- C^ra' Boa ?,0J DuP{- Africa nao obstante achsr-se situada dentro dos
oue.to Inveja, Bom Sueeesio.e Flor de Cam-. limitesreconhecidos pela proprja Gra-Brelanha
POS no articrit O* rf. ....>. Vi. aa A~ :..IL. A. met
tambem sido nomeado na qualidade de vogal
supplente, o secretario de legago graduado,
Eduardo Teixeira de Sampaio.
Reclamages do goveroo do Brasil acerca dos
apresamentos feitos pelos cruzadores por-
tuguezes na costa da frica entre os annos
pos
A legago do Brasil nesta corle, queitando-se
de llegaltdade do apresamento daquellas embar-
cages, reclamou, ao mesmo lempo ama satisfa-
go pela offensa feita bindeira brasileira, assim
como avultadas idemnisages pelos prejuizos
resultantes da captura e coodemoagio dcstes na-
vios.
Em notas de 9 de julho de 1856. e subsequen-
temente as de 1 de abril de 1857, 25 de feve-
reiro de 1858, e 7 de marco de t&Skrenovou o
ehefe da dita legagio aquellas reclemacoes. in-
sistindo, com o maior emp.ahQl pela sua promp-
ta decisao.
no artigo 2 da convengao de 28 dejulho de 1857J
exigi urna inderanisago por perdas e damnes a
favor dos proprietarios do referido catter.
O governo de Sua Magestade, fazendo ver ao
de sua magestade biitannica quanto era infun-
dada a intelligencia que pretenda dar ao citado
artigo, e sustentando o livre exercicio daquelles
direitos, prestou-se todava a pagar a intemnlsa-
oao reclamada na importancia de libras 2:700, por
isso que o regulamento das altandegas ds provin-
cia de Mogambique, de 8 de julho de 1854. nao
autorisava a apprehenso do cntttr, mas nica-
mente o embargo por suspeicJo de contrabando.
A referida importancia foi j ittlstelta ao go-
X ;' ,, o A retenoa importancia toi ii MUsteita ao go-
0 goyerno de Sya. Magestade, depois de eu- Yerno ge i| niagestade bUonJ, em rirtade
da carta de lei de 11 de agosto de 1860, que au-
lonsou esse pagamento.
Reclamago do governo britaooico a favordos
negociantes Horsfall 4 C de Liverpool
cW^'nVVn" ,maKe8'ade bilannica n'esta-
corte, Sir Richard Pakenham. reclamou em 185$.
fea Ho7.H YrU 8HTe,r-- a fa,VM dos "f>aoI
a ^ C- de Lwpoot, a restituigo do-
excesso de direitoa cobrados em LoandaSobr
varias mercadonas ali importadas em 1815 e
1847 nos navios inglezes Lalla e Mary com o
(undamento de que devendo cobrar-se por essas
mercadojjas, na conformidade do ait. 8o do tra-
tado de 3 de junho de 1842 entro Portugal e a
Graa-Bretanha 15 por cento da sua avaliagao,
isto tanto quanto a paula ento em vigor e'ste-
belecia para os gneros de produegio portugueza,
hAt em navios Priuguezes, se haviam
cobrado 24 por cento. como se fossem de outro
qualquer paiz eslrangeiro.
Em 5 de dezembro de 1855 respondeu-se ar>
encarregado dos negocios. Mr. Ward, que para
poderem ser applicaveis nos portos de Portugal
e seus dominios as vantagens estipuladas n'a-
quelle tratado, nao bastava a nacionalidade do-
navio ; era mister que as mercadorias fossem de
creagao. produego ou manufactura britannica e
importadas directamente em navios britanoicos i
que fossem levadas a ce.tos e determinados por-
tos, e que as dividas occorridas acerca do paga-
mento de direitos fossem opposlas no acto do-
despacho, segundo o espirito do art. 12 do tra-
tado entre Portugal e a Gra-Bretanha.
Coniinuando porm a correspondencia a este
respeito, insisliu o governo britannico na justiga
da reclamago e com quanto se reconhecesse
que as autoridades do Loanda se houveram com
a qevida regulandade. nao admittindo ao bene-
cio do iratado as referidas mercadorias, leud-
se com tudo subsequentemente provado que urna
parte d ellas era effectivamente de origem ou ma-
nufactura ingleza. e havendo sido apresentadas
certas declaragoea dos compradores das respec-
tas cargas, entendeu o governo de Sua Mages-
tade quo devia por termo queslo ordenando
que se levasse a effeilo a restituigo reclamada.
A ordem ao governador geral da provincia de
Angola foi expedida pelo ministerio da marinha
e ultramar em 15 de setembro de 1860.
Reclamago do governo britannico a favor dos
nacanles Juille Shorlridge & C. da ilha da
Madeira.
Desde 18(0 tem o governo brilannico reclama-
do do governo porluguez urna inderanisago a
lavor dos negociantes inglezes Juille Shorlridge
& L. da ilha da Madeira, pelos prejuizos e des-
peras resultantes de um pleito que Ihes moreu
Manuel Jos de Oliveiro, depois baro de Bar-
cellinhos.
Tendo este feto citar-em 1836. no juizo da
conservatoria britrannica d'aquella ilha, os refe-
ridos negociantes para um libello commercial,
iAn2e pedla a 1uanUa ae 'b8 sterlinas
10:1)00 de que lhe eram devedores, alera dos
competentes juros, e seguindo-se os termos do
processo, proferiu-se por aquelle juizo, era 26
de abril de 1837, sentenga que s julgou respon-
savel pela divida o anligo socio Wardrop. a lem-
po que j nao faza parte da firma, nem tinha por
onde pagsr.
Appellou Manoel Jos de Oliveira para a
primeira instancia commercial de Lisboa, onde-
aqnella sentenga fui confirmada era 14 de feve-
reiro de 1838.
Recorreu depois para a segunda instancia com-
mercial o a sentenga ah foi de novo confirma-
da em 1 de dezembro do dito anno. Interpoz
recurso de revista para o supremo tribunal de
L < qual por "ccordo de 13 de dezembro-
de 1839 declarou nulla a referida sentenga. e
mandn baixar os autos relago de Lisboa, a fim
de se dar cumprimento le, que deixra de ser
observada no processo.
A relago de Lisboa tomando conhecimento
dos autos proferiu a final o accordo de 10 de
novembro de18i0. que condemnou a firma in-
fiwaan pagsr Manoel Jos de Oliveira, as....
10:000 libras sterlinas com os compenlentes
juros. r
D'ste accordo recorreu Shorlridge para o su-
premo tnbunai de justiga, firmando o seu recur-
so era dous fundamentos Io, -iolago do tratado
oe I8D4, por se haver julgado a causa era mais
de duas intancias ; V incompetencia da relago
para julger causas commerciaes contra a expres-
sa disposigo do respectivo cdigo.
O processo ia segulodo os seus termos, quando
o governo britannico julgou dever intervir na
questao, e nao se dando por satisfeito com as
respostas do governo porluguez, pediu perento-
riamente em 1855, alm da inderanisago ante-
riormente reclamada, que o mesmo governo or-
denasso, por um acto seu, que a sentenga profe-
rida em 1 de dezombro de 1838 pelo tribunal
commercial de segunda instancia, a favor da
mencionada firma, fosse contiderada final e eon-
cludenle, e de nenhum effeito as subsequentes
que annullaram aquella, fundando-se as dis-
posigoes do arl. 7o do tratado de 10 de julho do-
185ien|re Portugal e a Gra-Bretanha.
Julgou o governo de Sua Mageslade ter res-
pondido cabalmente a esta exigencia eom a nota
que dirigiu a Mr. Howard, em data de 12 de
dezembro de 1859 ; nao se dando porm ainda o
governo britannico por satisfeito com as razes
adduzldas n'aquella nota, em que se demons-
trara que a reclamago a favor dos referidos ne-
gociantes era inattendivel por infundada e injus-
ta, propoz que a questao fosse submettida de-
ciso de urna terceira pontencia, indicando para
arbitro o governo de Hamburgo, que J o fdra na
queslo de Mr. Crot a pedido dos governos por-
luguez e britannico.
Era 3 de setembro ultimo respondeu-se ao>
ministro de Sus Magestade britannica que o go-
verno de Sua Magestade, para provar a boa f
com que sempre se houve n'este negocio, ne-
nharaa duvida tinha em acceder arbitragem
proposta, esperaodo que o senado da eidade li-
vre de Hamburgo annua de bom grado ao con-
vite que tem de lhe ser feito pelos dous go-
vernos.
Reciamages relativas ao subsidio arbitrado s
divisoes auxiliares portugueza e hespanhols.
Como j se disse no relatorio de 1855, acha-se
anda pendenta de nm accordo entre os dous go-
vernos a liquidago da conta do subsidio divi-
ao auxiliar portugueza que mililou em Hespa-
nha nos aonos de 1835 a 1837, e diviso auxi-
liar hespanhole, >inda a Portugal em 1847.
Tendo-se reunido em Madrid no anno de 1818
urna commisso mixta para tratar deste negocio,
deixou esta para serem submetlidos aos dous go-
vernos varios pontos que nao cabia as suas at-
tribuiges resolver, sendo o principal o abono de>
joros da lei, a que o governo de sua magostad
julga ter um inquestionavel direito, por quanto
havendo-se o de saa magestade cstholica obriga-
do a satisfazer a Portugal em prasos convenciona-
dos, o subsidio de 60:0009000 mensaes, apresen-
lando nos seis mil combatentes, subsidio que ha-
via de diminuir na proporgo da diminuigio da-
quella forga, e nao o tendo feito senao em parte,
resullou que Portugal se vio compellido a con-
trahireraprestimos com um juro muito superior
ao que reclama, nao s para satisfazer diviso.
auxiliar a diffefenca do p de paz so p de guer-
ra, mas tambem para occorrer a outras despezas
inevitaveis, eoncedendo alm disso pens&es s
l*i?M e fimiUaj dmueUei que aorrertm n<>


*.'
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0)
1AR10 DI tBtBXliGB. TER(?4 FHR1 3* Dft MARQO M 1H1.
campo da bstalha defendeodo os direitos de su*
mageslade a rainha D. Isabtl II.
So esla nnssa justa.reclamagn nao ten nro-
gredido porque o goveroo de sua mageslade
entendeu dever adia-la, como Coi exposto 00 so-
bredilo relatorio para occasiio opporluna.
Eotendeudo eu ter chegado esso momento, ex-
ped este respeilo as convenientes ordena ao
fll rfieJ5frd/:,d u6 "ictw Su ageaU-
0,,.oa a coiiflrmago de urna graga
oesa i^tta os philantropicos sentimenlus
oaque,,(0 aji_0 funccionir0i e o quanto elle con-
uV-> ns innata clemencia da aua beneQca
Oocrana.
Nornea?o de uaa cardeal protector, junto da
a.
wmislro de sua ruagestsde em Madrid, confiando Nao tendo sido ha muitoJempo prvido o lugar
que o governo de aua magoatade^ catholica, ein de cardcal protector de Portugal, que os 3obera-
------ wu turaavarg, ter Junto da santa
vista das raides presentadas, e dos precedentes
que citamos, nao deixar de allender ao que com
tanto fundamento reclamamos
PAhTEQUARTA.
FXCTOS DIVBESOS.
Misso especial do visconde de Maura para asis-
tir 4 coroacao de sua mageslade o imperador de
todas as Rnssias.
Ssa mageslade el-rei desojando dar 101 prora
da sua particular estima a sua mageslade o im-
perador.do todas as Russias,houve por bem orde-
nar, em 24 de julho de 1856, que o seu ministro
na corte de S. Petersburgo l'osse expressamenle
* Moscovia, para nesta cidade assistir soletn-
oidado da coroagao de sua mageslade imperial.
-Como esta misso especial exigase extraordina-
rias despezas, fui devidamente abonada ao dito
ministro a quantia necessaria para lhes facer
face.
Construccio de urna ponte sobre o Cava.
Desejando o governo de sua mageslade acili-
tir quaolo possivel as coromuuicages entre este
reino e o de Hespanha propoz em 1 de setembro
de 1849 ao governo de sua mageslade catholica a
construccio de urna ponte sobre o Cay a.
Esta ponte acha-se de ha muito construida, e
satisfeita pelo govejno de sua mageslade ao de
sua magestade catholica a somma de 21:806{803,
paga em cinco preslacoes, sendo a primeira em
11 de abril de 1859, e a ultima em -21 do maio do
mesara anno, -equivalente a metade do custo da-
-quella ponte.
COMMUTACO DA. PENA CAPITAL A SUBDI-
TOS PORTUGUEZES EM DIVERSOS ES-
TADOS.
1
Estados-Unidos.
Era'14 de abril de 1857 parricipou o minisiro
4e sua mageslade nos Estados-Unidos qu-e ao
porto de Nova-York haviam chegado presos, pera
eerem processados, quatro marinheiros que se
dizam implicados oo crime de homicidio as pes-
cas do capitao e o cosinheiro de brigue america-
no General I'ierce, sendo dous delles subditos
-portuguezes.
A senlenga do tribunal dos Estados-Unidos
(Circuit Couit) coudemnou Jobn Smivh, aliis
Francisco Soare?, um dos mencionados subditos
.portuguezes, que havia adoptado aquelle nome, a
pena ultima pelo assassioalo do cosinbeiro, hxan-
to-se o da 13 de agosto do mesmo anno para a
execucao da seulenca.
O ministro de sua mageslade teuio-se infor-
mado minuciosamente do occorrido a bordo, sa-
liendo quo Francisco Soares, contando apenas
-vinte e qualro annos, tiuha em S. Migutl sua
mai em idade avaucada, dependendo do producto
do trabalho de seu ti I lio, e que o homicidio fon
provocado e nao premeditado, empregou todos
os seus esforcos para ver se consegua do presi-
dente, Mr. Buchanan, a coramulago da pena
capital imposta ao reo, como em caso idntico o
havia conseguido de um dos seus predecessores,
Mr. Mourse, ne anno de 1823, a favor do mari-
n helio portugus Manoel Cariaxo.
Tendo logo eblido a adiamenlo da execucao, o
n reviso do processo, participou finalmente em
olficio de 11 de seleoibro do dito anno, que o pro-
si Junio dos Estados-Unidos se dignara com mular
a,pma de morte a que fura condemnado o reo
Francisco Soares era sete annos de piiso na pe-
nitenciaria do districlo meridional de Nora-
York.
2."
Inglaterra.
Por despacho telegraphico de 28 de outubrode
1859 annunciou o conde de Lavradio, que havia
si Jo condemnado morte pelo tribunal-respecti-
vo em Inglaterra um marinheiro que se dizia
-portuguez Francisco Antonio Vieira Guimares,
pelo crime de homicidio praticado no alio mar
na pessoa do capitao Baiker do ntvio ingtez ilar-
garet, em que se achava maitiouUdo o referido
Guimares.
Pelas iodcagos feitas no mencionado despa-
cho, procedeu-se logo olficiosameule pelo minis-
terio dos negocios estrangeiros a todas as infor-
mages que podessem servir de baseao pedido de
commulago de pena, que o menciouado conde
tialia resolvido (azor au governo britnico.
Alm daquellas informages oblidas tanto do
iiospital deS. Jos como do de Rlhaolles, onde
o reo dizia ter entrado era estado de alienacao,
ofQciou-se ao ministerio do reino, afim de que
por aquella repartcose procedase ofQcialmente
a todos os esclarecimientos.
Nao obstaute as presumpees que havia do que
o proccimunlo do reo, pelas circunstancias de
que o crimo eslava revestido, (ora devido a alie-
nacao mental, c nao ao proposito de delinquir,
os documentos alcanzados, eque furam transinil-
tidos ao ministro de sua mageslade em Londres,
nao erara infelizmente suflicieutes para provar
que o reo tslava sujeito a ataques de mono-
mana.
No entretanto o conde de Lavradio conseguio
do governo britnico um adiamenlo de quinze
das na execucao da senlenga, que eslava Uxada
para 14 de novembro, e mais tarde de um novo
adiamenlo al 26 de abril de 1860, afim de so
proced r a novas averiguacoee, principalmente
no Rio de Janeiro, ondeo mariuheiro Guimares
dizia tambera ter estado alienado.
Ao ministro de sua magestade oo Brasil foram
pois Iransmiltidas iuscripges para que houvesse
de proceder a todas as pesquizas sobre o grave
assumpto de que se tralava. As primeiras inda-
gaces nao foram fructuosas, masaGnal o gover-
no brasileiro proporcionou ao ministro do impe-
rio em Londres, varios documentos que prova-
varn a alienacao de Vieira Guimares no Rio de
Janeiro.
Habilitado assim o conde de Lavradio rom es-
tes documentos, que lhe foram ministrados pela
legagao brasileira, dirigi nova supplica ao res-
pectivo ministro britnico a favor do desgragado
Vieira Guimares, apezar de se ter igualmente
provado a sua naciooalidade brasileira.
Tenho a satisfaco de aununciar-vos que o re-
sultado de tanta solicitude da paite do represen-
tante de Portugal em Londres, foi a comroutago
da pena ultima a que eslava condemnado o mari-
irfaeiro de que se trata, na de trabalhos toreados
por toda vida.
3.
HESPANHA.
libas Pilipinas.
Em 4 de agosto ultimo participou o encarrega-
do de consulado de Portugal as Philipinas, Jos
Carballo, ter sido sentenciado a pena ultima o
marinheiro portuguez, Aolonio Soares, pelo cri-
me de assassinato perpetrado na pessoa de um
soldado, e bem assim que havia dirigido pri-
meira autoridade d'oquelle archipelago urna
supplica de que enviou copia, para implorar a
commulago da pena imposta quelle nosso in-
feliz compatriota, allegando para esse fiui as cir-
cumstaucias attenuanles que militavam em seu
favor.
Levado este facto ao conhecimento de El-Ret,
houve Sua Magestade por bem mandar louvar
aquella funecionario, em despacho de 24 de ou-
tubro ultimo, por tudo quanto praticou a bem
do referido marinheiro, e recommendar lhe que
nao affrouxasee no seu nobre empenho, em
tjuanto nao conseguisse o resultado que era para
desejar, fazendo valer principalmente a circums-
tracia attenuanle deque.se o mencionado An-
tonio Soares causara a morte ao alludido.soldado,
fdra sem permedilago e por eflcito de em-
briaguez.
Felizmento, porm, antes que o dito meu des-
pacho chegasge ao seu destino, communicou-me
aquelle empregado, em data de 23 de novembro
do anno lindo, que o gobernador capitao general
J). Herrera Daoila tinha, por decreto de 19 do
mencionado naez de novembro [documento n. 19),
perdoado a pena de morte ao citado marinheiro
no dia do annjversario natalicio de Sua Magesla-
de catholica, em atleogo, como se diz no men-
cionado decreto, nao as circumilanciu alle-
gadas, e a nao existir neohum precedeaia dea
avoravel ao reo. seuo lambem a aer elle.subdi-
to de urna nacao amiga, e a ler-se iovocado oa
aupracitads supplica o augusto nomo da Sua Ma-
gestade El-Re de Portugal, que, asaia que ti-
esse noticia do occorrido, se loria por oarto
apreaudo a solicitar de Sua Magestade Catholica
um perdao, que a meima augusta soberana aio
denegara.
O governo de Sua Magestade El-Rei, apreciio-
do devidamente lio nobre procedimeatOj ordenou
o represeuUnU do mesmo augusto snior na
os deste reino
s, houve Sua Magestade per be" por carta re-
aia de 13 de julho de 1859. nomear para aquelre
importante cargo ao cardeal Gamillo di Pietro,
tanto em atteocao as altas validades e viKades
que o dislinguem, como pela conQaoga que Sua
Magestade tem na sua itlustrago, recoofcecida
prudencia e fldelidade de que serepre deu evi-
dentes proras durante a sua louga residencia
uesta cftrte.
Iuiportacao dos viahos portuguezes no Brasil.
Desde 1844 estavam os viohos de Lisboa pa-
gando no Brasil 249 Tis por caada, em quauto
que os outroa viwhos portuguezes, i excepcao do
Porto, e a Mideira, o os vinbos estrangeiros
pagavnm odtreito de 200 ris.
Seodo a principal imporlacao de vinhos portu-
guezes no Brasil, procedente do porto de Lisboa,
recaa do (acto sobre estes un (lireito diferen-
cial, que muito prejudicava a-sua extraeco.
Quande o governo brasileiro, em 28 do marco'
de 1853, de novo reformou a pauta das suas
alfaBdogs aggravou mais a posico do uossa
commercio de vinhos, por quanto os vinhos
fraaceees, hespanhoes edo mediterrneo cunt-
nuavam a flear pagando 200 ris por caada, ao
passe que para todos osnossos se estabeleceu a
tsxa de 240 ris por igual medida ; porm o
mesmo goveroo, por decreto de 30 de setembro
de 1859, resolveu, em vez de modificar aquelle
trreito. elevar ainda mais o imposto de importa-
gao a 320 ris por cacada para lodos os vinhos
sem distinego de procedencia donde resultou
que os vinhos portuguezes alcangaram a vanta-
gem de ficar equiparados a todos os oulros, po-
rm a'troco de urna elevago ccnsideravel n'uen
direito que j era bem pesado.
Comni8sdes mixtas para julgamento das prezas
relativas au trauco da osiraratura.
1.
Tendo sido enviadas ao miuislro de Sua Ma-
gestade em Londres, em 6 de oulubro de 1859,
as convenientes instrueges para que solicitarse
do goveroo britnico a aulorisago necessaria a
Qrn de que o commercio, por parte do Portugal,
na commisso mixta porlugueza e britnica no
cabo daBda-Espcranga so podesse corresponder
oflicialmenie com o goveroador d'aqoella colonia
em assumplos de escravalura, o em outros
quaesquer negocios urgentes, que podessem n-
leressar ao governo de sua magestade, participou
o mesmo ministro que o governo de Sua Mages-
tade Britnica promptamente annuira a este ne-
dide, que livera por fundamento o principio de
reciproeldade, por isso que em 1851, tiuha o
miuislro brilaonico em Lisboa pedido tambera,
em nome do seu governo, que so expedissem as
ordens oecessarias ao goveu. dor de Angola para
que o commissario inglez em Loanda podesse
corresponder-se directamente com o mesmo
goveroador.
2.
Relatorio annual das mesmas coinmisses.
Em cumprimenlo do arl. 11" do annexo B do
tratado concluido em 3 do julho de 1842 entre
Portugal e a Gran-Btetanha para a completa
aboligo do trafico da escravalura, no qual se
estipulou que as commisses mixtas transmilti-
riam animalmente a cada um dos respectivos go-
veroos um rotatorio coocerneule aos casos que
perante ellas fossem proposlos para serem jul-
gados, ao estado dos negros libertos, e a qual-
quer informago que podessem obler a respeito
do tralamento e progresso feilo na educaco re-
ligiosa e mecnica dos negros libertos, partici-
paran] os membros da commisso mixta estabe-
lecida no cabo da Bda-Esperanga que perante a
mesma commisso nenhum caso fura proposto
para julgamento no decurso do anno de 1859, e
bem assim que neohum negro havia sido eman-
cipado por sua ordem desde que ella fdra ins-
tallada.
O ultimo relatorio recebido da commisso
mixta em Loanda vai junio por copia [documento
n. 28.)
Deportados do ParS.
Em 1855 foram deportados do Para, por ordem
do governo imperial, cinco subditos portuguezes,
e como o governo de Sua Mageslade nao jul-
gasse haver motivo sulliciento para to rigorosa
medida, assim o pouderou ao governo brasileiro,
pedindo ao mesmo lempo a revogago de seme-
Ihante ordem.
A legaran de Portugal no Rio de Janeiro nao
cessou de fazer as mais assiduas e constantes
diligencias para obter o bora resultado deste ne-
tida, segundo informou por Jdifferentes resta o
mesmo ministerio.
Incendio do archivo] da legagao de Portugal
em Roma.
Em offleio datado de 24 de margo de 4860 par-
ticipou o ministre de Sua Magestade em Roma
que na noite de 19 para 24 do dito saez se aeani-
festara incendio na secretaria da legagao, sendo
rogo ptesa das cbammas o archive e mais objec-
tes que alise aehavem, coeeeguinea-se, porm,
fe'a promptido dos soccerroa e porfiados esfor-
ces, salvar ama grande paste do archivo, mais
ou monos damnificado, e evitar que fugo se s-
tendesse ao resto do edificio: Pase ao verificar a
origem de semeihsnte desastre, procedeu-se des-
de logo as oecessarias indagagoes, e ern resulta-
do deltas reconheceu-se que a sua causa fra pu-
ramente accidental.
Esta triste oceurrencia neo foi to desastrosa
como era para recear, bavendo esperanga, como
participou oreferido mioiatro, de podeiem recu-
perar se em grande parte |os documentos perdi-
dos ou damnificados.
Demisso do cnsul do Brasil em Loanda.
Tendo o Dr. Saturnino de Sooza e Oliveira,
cnsul do Brasil em Loanda, tomado eme parte
eclisa as oceurreuciasque liveram lugar em An-
gola depois do falrecimento do rei do Congo, D.
Hcnrique II, e da eleigo do seu successor, e
marqirez de Calende, D. Pedro, dando com isto
causa morte violenta de D. Nicolao Agea Ro-
sada," lilho do ultimo rei, como tudo oeoatoa per
noticias'offlciaes, ordenou-se ao conde de Tho-
mar que reclamasse do governo imperial a exo-
neracu daquelle empregado. O conde de Tho-
mar, oceupondo-se deste assumpto com o zelo e
intelligeneia de que deu repetidas provas nos ne-
gocios da misso a seu cargo, obteve a demisso
de referido cnsul, tomo participou so goveroo
-em olcio de 6 de oulubro do anno fiado.
NEGOCIOS PE ITALIA.
I*
DeclaracSo de neutralidade por parte do governo
portugus na quesl&o entre a Sardenha. a
Franca e a Austria.
Em 9 de majo de 1859, dirigi o ministro de
Franja nesta corte urna nota ao governo de Sua
Magestade, participando, por ordem do governo
imperial, que, tendo-se Sua Magestade o impe-
rador visto na necessidade de unir as suas armas
as de Sua Mageslade el-rei de Sardenha, seu al-
liado, aOm de repelliro ataque (eito contra o ter-
ritorio sardo pelas torgas austracas, expedir or-
dem para que no decurso da mesma guerra, os
commandantes das suas forgas de Ierra e mar
respeitassem rigorosamente os direitos dos terri-
torios, da oavegaco e do commercio das potencias
que permanecetsem neutraes, e bem assim Da-
r que observassem com especialidade para com
os estados que adherirm a declaragio do con-
gresso de Pars de 16 de abril de 1856, os princi-
pios n'ellas consignados; aecrescentando ao
mesmo tempo o referido ministro que Sua Ma-
gestade Imperial conflava que o governo de Sua
Magestade Fidelsima tomada medidas para que
as autoridades e subditos portuguezes observas-
sem exactamente, durante a presente guerra, os
deveres de urna estricta neutralidade.
A esta ola respondeu o governo de Sua Ma-
gestade, em 14 do referido mez de maio, que
eslava no Orine proposito de manter a sua neu-
tralidade na presente eoojunclura ; e que n'esta
conformidade tomara as convenientes medidas.
( Documentos us. 21 e 22.)
2.
Cougresso de Pars para regularos negocios
da Italia.
ferminadas as negociagdes abertas em Zurich
com a assignalura de tres tratados, um enire a
Austria e a Franca, outro entre a Franca o a
Sardenha, e o ultimo entre aquellas tres poten-
cias, resolveram de commum accordo os gover-
nos de Sua Magestade Imperial e Real Apost-
lica e o de Sua Magestade o Imperador dos fran-
cezes, convidar as potencias signatarias do acto
geral do coogresso de Vienna de 1815, a reuni-
rem-se em congresso para toraarem conheci-
mento dos sobreditos tratsdos, e deliberaren),
com o concurso das cortes de Rom, Sardenha e
Duas-Sicilias, sobre os oneios mais convenientes
para a pacifteago da Italia, firmada em bases
solidas e duradouras.
Convidado, portaolo, o governo de Sua Mages-
tade a tomar parte no referido congresso, que de-
via ter lugar em Paris, adherio promptamente
aquella proposta, e Sua Magestade honre por bem
designar para primeiro plenipotenciario o conde
de Lavradio e para segundo o visconde de Paiva,
aos quaes foram Iransmiltidas as nrcessarias ins-
trueges, regulando o procedimento que deviam
ter no sobredito congresso, o qual como sabido,
nao se veriGcou at hoje.
2."
Neutralidade da Suissa.
O governo de Sua Magestade recebeu varios
gocio, e allnal o governo imperial, aonuindo aos "K? Joco^clho federal da Suissa. por occa-
nossos desejos. permiltio que os referidos por-1 M,a "c_?x,?ao Ia _s."bo,u *"?. em que
occasionaram e actual estado de cousas, nem dos.
motivos que malograram a reunio do congresso
de Pars, entenda que, fosse qual fosse a impor-
tancia que se prelendesse dar a taes tactos, a sua
plena validada dependa da appievagio expressa
das potencias que pelo mesmo tratado garantiram
aa legagdea santa s.
As legacas portuguezes em diversos paizee (oi
enviada copia deste communieacao em despacha
circular de 20 do referido mez de julho. (Docu-
mentos ns. 30 e 81.)
Misso eapeciil do conselheiro Jos de Vascon-
celos e Souza, para assistir a coroacao de Sua
Magestade el-rei da Prussia Gullherme I.
Tendo subido ao throno da Prussia, pelo talle-
cimento de el-rei Guilherme IV, seu augusto ir-
mo Guilherme I, e querendo Sua Magestade el-
rei dar a este soberano urna evidente prova dos
senlimeutos de verdadero effeele que professa
tuguezes podessem regressar aquella provincia,
como consta do officio do conde de Thomar,
datado de 2 de dezembro de 1859, que acompa-
nliou a copia da nota que sobro o assumpto lhe
dirigir o ministro dos negocios estrangeiros do
imperador, em 26 de novembro do dito anno,
bem como da resposta dada a esta communi-
cagao.
Delgados dos cnsules estrangeiros no Brasil
Por decreto de 13 de margo de 1858 permiltio
o governo brasileiro a creago de delegados dos
cnsules estrangeiros no imperio, com a deno-
minado de agentes consulares, nos lugarts
aonde nao podesse chegar a aegao dos mesmos
cnsules, e ondo nao exislem vico-cnsules, para
arrecadarem as herangas dos subditos das suas
nages, ou os salvados dos navios naufragados
no dslricto da agencia.
Em vista do disposto no referido decreto expe-
dio a legagao do Sua Magestade no Rio de Janei-
ro, em 23 de dezembro de 1859, urna circular
aos cnsules portuguezes no imperio afim do
oomearem os ditos agentes consulares nos ter-
mos do citado decreto, como consta do officio
da mesma legagao datado de 2 de Janeiro de
1860.
Commisso mixta enearregada de proceder de-
mracago da fronteira de Portugal e Uespaoha.
Por motivos que foram presentes ao governo
de Sua Magestade, julgou este dever substituir
os seus aoligos commssarios pelos que actual-
mente compem a secgo porlugueza da commis-
so epcarregada de proceder demarcago da
fronteira de Portugal o Uespaoha, cujos traba-
lhos teem silo desempenhados com reconhecido
zelo e intelligeneia.
verno do Sua Magestade Catholica, sobre o di-
reito que a serensima casa e estado de Bra-
ganga tem ao coulo mixto de S. Thiago, Rubias,
Meaos o seus termos, o governo de Sua Magesla-
de responden Jo, em 6 de margo do correte an-
no, nota, que sobre este importante objecto lhe
dirigir em 20 de Janeiro de 1857 o encarregado
de negocios de Uespaoha n'esta corte, conteslou
as ellegages dsquella Bota, oflerecendo como
prova do direito incooteslavel que tem a mesma
serenissima. casa aquelle couto, documentos da
maior aulhenticidade.
Cona pois o governo portuguez que o de Sua
Mageslade catholica se nao recusar a snnuir
proposta anteriormente feita pela secgo portu-
gueza ns mesma commisso, para que a demar-
cago da fronteira seja levada a effeilo pelo pon-
to designado pela dita secgo.
Emigrago clandestina para o Brasil.
Promulgada a le de 20 de julho de 1855 acer-
ca da emigrago clandestina para o Brasil, expe-
dio-se por este ministerio urna circular aos cn-
sules de Portugal n'aquello imperio, para que
houvessem de dar inleiro cumprimento, pela par-
te que lbos pertencia, ao que na mesma le se de-
terminava.
Posteriormente novas e terminantes ordens
teem sido expedidas aos sgentes consulares, re-
coramendando-lhes o pootual cumprimento dos
seas deveres sobre este assumpto, cumpriodo ob-
servar que logo que n'esta secretaria de estado
se recebem participages de qualquer falta com-
meltida quanto o transporte de colonos, sao el-
las transmitildas ao ministerio do reino, afim de
de se mandar proceder convenientemente contra
os culpados.
Foi igualmente enviada ao referido ministerio
copia do officio do conde de Thomar, ministro do
Sua Magestade na corte do lio de Janeiro, data-
do de 4 de Janeiro de anno lado, acompanhaodo
um projeclo de convenci paca regalar a emi-
grsgo entre Portugal e o Brasil, bem como um
projeclo de regulameato complementar da lei de
SO de junho de 1855 sobre o mesmo objecto;
porm acha-se a resolugo deste importante ne-
gocio dependente da consulta da secgo adminis-
trativa do coaaelho de estado, quem foi remet-
lhe manifeslava o desejo de que Portugal bou
vetea de concorrer, como potencia signataria dos
tratados de 1815, para que a neutralidade Suissa
fosse no futuro to garantida como o havia sido
durante este ultimo periodo de quarenta e cinco
annos.
Em resposta deularou o governo de Sua Mages-
tade, em 5 de maio do anno passado, ao presi-
dente da confederago Helvtica, que reconbe-
cendo os mencionados direitos da confederago
relativamente neutralisago de cortos dislrictos
da Saboia, nao poda recusar-se a prestar todo o
apoio possivel ao conselho federal, para que a
coofederigio Helvtica podesse conservar todas
*a garantas de independencia e neutralidade que
a sua posico na Europa exiga uo ioteresse com-
mum ; aecrescentando que se asoluco deste ne-
gocio devesse ser subraetlida a urna conferencia-
das potencias sgntarias dos supracilados tratados,
volara para que a Suissa nelle tomasse parle.
Desla resposta se enviou copia em 6 de maio
do anno prximo passado a todos os chefes dis
missoes de Sua Mageslade, afim de que houves-
sem de dar conhecimento do seu contento aos
gabinetes junto dos quaes ae acliam acreditados.
(Documentos ns. 23, 24, 25, 26 o 27.)
4.
Proposta do governo francez sobre a neutralidade
eventual de urna parte da Saboia.
Tendo o ministro de S. H. o Imperador dos
francezes em Lisboa dado conhecimento ao gover-
no portuguez do conledo do despacho que paia
esse tim lhe tora dirigido por Mr. Thouvenel em
20 de junho do anno findo, sobre a neutralidade
eventual de urna parte da Saboia, e om que pro-
punha a Portugal como potencia signataria do
acto geral do congresso de Vienna, tres arbitries
afim de por o arl. 92 do mesmo
pela soa resl pessoa, houve por bem nomear em
misso especial, o conselheiro Jos de Vascon-
celos e Souza, seu enviado extraordinario e mi-
uislro plenipotenciario na ctlo de Berln, para
assistir coroacao solemne do novo monarcha
prussiano que dere ter lugar em Koemgsberg.
Sua Magestade el-rei foi igualmente servido
confirmar, junto de el-rei Guilherme I, o conse-
lheiro Vasconcellos no mesmo cargo queja exer-
cia na corle de Berln.
Taes sao, senaores, os actos do que eotendi
dar-vos conta neste relatorio. Para maior infor-
mago juntei os documentos que me parecern)
indispensaveis, no numero dos quaes acharis os
tratados e convengdes que foram celebrados de-
pois da publicago da cotlecgo de tratados entre
Portugal e as nages estrangeiras, que hoje do
dominio publico.
Porei comtudo vossa disposigo qoaesquer
esclarecimentos que julgueis oecessarios para o
exarae dos assumplos comidos no mesmo relato-
rio, bem como alguna outros que teoham sido
tratados por este ministerio.
Secretaria de estado dos negocios estrangei-
ros, em 28 de Janeiro de 1861.Antonio Jott de
Avila,
l suumetler a queslao a urna conferencia das
potencias signatarias do tratado de Vienna ;
2o, proceder a urna troca de notas idnticas
pelas quaes o goveroo francez segurasse s po-
tencias garantes da neutralidade helvtica, e
propria Suissa o cumprimento das obrigages
aceitas pela Franga ;
3, cntabolar urna negociago preliminar enlre
a Franga e a Suissa, para determinar os direitos
e deveres recprocos que se derlvsm da noulrali-
sagSo, modificando e completando o tratado entre
a Sardenha e confederago Helvtica, assigoado
em Turio no anno de 1816.
Respond aquello diplomtico em 16 de julho
ultimo, declarnndo-lhe.que Sua Magestade e o seu
governo optavam pelo primeiro arbitrio, concor-
dando nao s em que a conferencia tivesse lugar
em Paris, seno timbera em quo a Sardenha e
a Suissa fossem admittidas a tomar parte nos seus
trabalhos.
Desta resposta foi dsdo conhecimento em des-
pacho de 20 de julho aos chefes das oossas lega-
ces para os fias convenientes. [Documentos ns.
5."
Protesto do santo padre contra a annexaco da
Romana aos estados sardos.
Teudo levado ao superior conhecimento de Sus
Magestade el-rei o contedo da circular que o
cardeal Antonelli dirigi em 24 de margo do anno
Ondo aos chefes das diversas legagoos acreditadas
na corte de Roma, protestando da maneira mais
solemne contra a annexago ds Romana aos es-
tados asidos, aceita por Sua Magestade el-rei Vc-
tor Emmanuel, no seu manifest de 18 do referi-
do mez, recebi ordem do mesmo augusto senhor
liara autorisar o seu representante junto de aua
sanildade, como o flz em despacho de 19 de ia-
Iho do anno findo, a declarar ao governo pontifi-
cio que nao podendo Sua Mageslade deixar de
concordar om que as quatro legogoes ds Romana
foram separadas dos estados do summo pontfice
contra as eilipulagdes de tratado de Vienna, que
Portugal, como potencia signataria do mesmo
tratado, tem obrigagio de reepeitar, reconhecia o
protesto do santo padre, como fundado em direito,
e que sem eoirir na apreciago dos faetoi qua
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pelo vapor Jaguaribe, entrado sabbado pela
maoha dos portas de sua escala no norte, re-
cebemos cartas e jornaes comas seguintes datas
Cear 16, Rio Grande do Norte 20, e Parahyba
22 do correte.
Cear. A cmara municipal da capital proce-
der & apuragao geral do Io districlo, e declarou
seus representantes os Srs.:
Dezembargador Figueira de Mello.
Conselheiro Jos M. de Alencar.
Dr. Manoel Fernandes Vieira.
Carlas de Maranguape dizem o seguinte ao Pi-
dro I, acerca da agricultura por aquella locali-
dade:
Caf.Pela natureza das nosias serras, cora-
postas de elevadas cordilheiras e despiohadas,
grotss, esta planta colloeada destacadamente,
lornando-se por isto qualquer sitio um pouco ex-
tenso ; motive este porque, desde a encantadora
florago. s agora pude certiQcar-me das propor-
ges da safra que se approxima ; e considerando-a
como segura, observo urna regularidade geral.
A colheita annuncia-se para maio e junho, lem-
po em que poder chegar ao mercado alguma
pequea quanlidado do despolpado, devendo ap-
parecer o puado de setembro era diante.
Canoa.Este importante ramo de cultura
com que a natureza parece ser prodiga, acha-se
com ventajoso crescimento. Sua moagem ser
marcada segundo a extenso do inveruo.
Algodo.Vai em decadencia: o melhor fu-
turo que offerece cultura da canni o do caf;
a degenerago deste arbusto, ou a impropriedade
das trras ja desfraldadas, nao satisfaz a mais
resumida esperanga do agricultor.
Legumes.Com quanto nao se deva esperar
grande abundancia, vo com perfeita vigoraco,
approximando-se j a seguranga de alguns milhos.
Basta do relatorio.
.< A salubridade publica, ameagada ha pouco
com o apparecimento da bexiga, Oca desassom-
brada deste terror. At nisto anda a scicncia
confundida?
O invern tem escaceado, mas dando sem-
pre signal de vida.
No gozo pois de tantas gragas, podemo-nos
ufanar de nossa nacionalidade, que um segn
do paraso, garantido por sua posigo geogra-
phica das amarguradas annexages da poca, e
da invaso dos inglezes e francezes. E se nao
temos a desejar palacios de 4 leguas e fabulosas
riquezas, temos extensas e mimosas campias,
destinadas pela Providencia fazerem a indepen-
dencia e grandeza desta trra abongoada.
L-se ainda no mesmo jornal;
Hontem (I) depois de procedido na alfandoga
a um exame pelos Srs. Drs. Manoel Mendes da
Cruz Guimares o Antonio Doraingues da Silva,
em cera barricas de bacalho podre, foi por or-
dem da inspectora daquella reparticao e de con-
formidade com o art. 537 do novo regulamento,
langado ao mar dito bacalho, visto como o es-
tado de podrido do mesmo era prejudicial, como
se conheceu do mesmo exame, a sade publica.
< Como havia sido annunciado, comego hon-
tem (6) a arrematago do dizimo dos gados gros-
sos da provincia, sssistindo ao acto o Exm. Sr.
presiden! da provincia. A presenga e sollicitu-
de de S. Exc. pelo incremento e flscalisago dos
direitos provinciaes, ainda desta vez se fez sen-
tir benficamente, nao obstante o desanimo e
pouco enthusiasrao que se nolou na arrematago.
Em vinlo e urna freguezias que foram arre-
matadas, houve um accrescirao de 5.518J000 ris
sobre os precos do anno passado, Qcaram ainda
doze freguezias, que nao chegaram ao prego do
anno passado, e que tem de ir hoje era praga de
novo. As freguezias com declarago do prego
porque foram arrematadas sao as seguintes:
Capital.............. 1:608:000
Canind............ 5:506000
Santa Quiteria..... 5:338000
Telha.............. 3:600000
Maria Pereira...... 2:200g000
Arneiroz........... 2:600*000
S. J. do Principe... 2:500000
S. Matheus......... 2.500&000
Brejo Grande....... 2:200000
Ip................ 4:570JKK)0
Pereiro............. 2:200000
Lavras............. 3:20&000
Ico................. 3:160j>0u0
Maranguape........ 7O6&0O0
Baturit............ 855*000 .
Santa Anna........ 160gOOO
Santa Cruz......... 1:2008000
Imperatriz.......... 3:700000
Sobral.............. 3:331*000
Granja.............. 3:6015000
Villa-Vicosa........ 270*000
Dias depois os. enthusiastas macbadiataa derara
um bota fra no mallo e all derara lego e sea
protector como certo que sera o escoraido. >
c Esse exaltamento di parlo de um pequeo
grupo quo esperara por ceblas do Egypto para
melhorarem etc., tem dado lagar I commentos
que tem causado opltmae gargaIhadae 1 Nao que-
remos nem por penaento entrar o* conhaei
ment d'esses ditea que correm entre os cambe-
lentes pro o contra. Limilamo-nos aos tactos por
todos sabidos, e nada mais. O segunde votado na
lista triflice leve US Totes dos liberaes, deduzi-
dos esledos 594 que leva, ficam 889. Para ob-
ter tal vosgeao foi precioreltaa recommenaacees,
ompenhos de fere e de dentro da provincia.
Sabe-se que o desembargador Machado re-
querera cmara municipal de Sobral para que
lhe passasse o diploma de deputsdo eleito pelo
segundo dielrielo neo obstante ser He e quarlo
na ordem da votago ; urna vez que o segundo
Dr. Jaguaribe havia exercido 2 dias u funeces
de juiz de direito da comarca do Sobral, e que
por tanto nullos eram os votos que o segundo
candidato havia obtido por exercer uncgea d'en-
tro dos 3 me-sanukue a lei novissima julgava ln-
compativel. y
< A cmara inoVeriu tal allegado e pasaou os
diplomas aos tres deputados que obliveram malo-
ra de rotos. O encarregado da misso de obter
o diploma para o quarto pretndeme requereu en-
to urna certido e a cmara passou-a ; enlo cor-
re que o dito encarregado assoalhara all que com
Ul certido havia entrar na camera dos deputa-
dos o seu protector e que bsvia ser elle o esco-
mido senador, oque deu lugar 4 ouvir o pal vra-
dor comas que nao havia goslar.
A diuereoga, pois, de dous das parece quo
nao materia para peder-se argumentar de boa
f, que houve iocompatibilidade; e tanto mais,
que oesses dous dias, dizem, que o juiz nem urna
funego exerceu. A taboca que ludo ; o mais
querer-se por que se quer allegar aquillo que
allegar se nao pode.
< Jseguio para o Pari a tropa que d'alli veio
em novemayo do anno prximo pretrito; bem
como i vieram do centro as pregas do meio ba-
talho desla guarnigo.
Diz se que o Exm. Sr. Dr. Antonio Marce-
lino presidente nomeado para essa provincia se-*
guir seu destino no vapor de 28 do corrente.
Falla-so que no dia 23 alguos amigos de S. Exc.
prelendem dar-lhe um explendido baile na casa
que se alugou para o Exm. e Hevm. Sr. bispo.
Nao posso por agora dar-lhe mais noticias o
que farei pele Paran que aqu se espera at o
dia 20.
fio Grande do orle.Ha falta de jornaes des-
ta localidade, lirnilamo-uos carta seguinte do
nosso correspondente:
_ Cada vez mais me convengo, que urna elei-
go geral como em grande incendio, que nun-
ca se extingue de um s jacto, mais sim se con-
serva por muitos dias por meio do brasas e lices
accesos debaixo das cinzas, que levantaran) *um
novo ioceodio, se nao forem cuidadosamente ob-
servados "e promptamente apagados.
Foi assim, que ltimamente vimos succeder
nos Estados Unidos com a eleigo do Sr. Lincoln
para a presidencia d'aquella famosa Repblica.
Elementos, que toda sabedoria, prudencia e
moderago do Sr. Buchanan nao conseguiam'an-
niquillar n'esse cathaclisma poltico, inflamaram-
se nos Estados do sul, e produziram esse horroso
volco, cujas lavas ameagam derramar-se por
lodo o territorio da Umo e sepultar debaixo de
suas carnadas, como outr'ora aconleceu com Her-
culanum e Pompea, essa estupenda confederago
social, verdadeira maravilha da nossa idade, e
assombro da mitiga, se fosse possivel faz-la res-
surgir dos abysmos do passado para teslemunhar
este quadro.
3ue o
.de
da de S. Goneelo: isto
e barro, i que die esse
Rs............ 57:193*000
Alm dsso eis o que diz o nosso corres-
pondente:
Ante-hontem (14) leve lugar nesta capital a
inslallago da Santa Casa da Misericordia qual
concorreu grande nmero de pessoas gradas, di-
versas irmandades, e o balalho da guarda na-
cional. Sua Exc. o Sr. presidente da provincia,
depois da bencao da Santa Casa, fez urna brilhan-
le allocugo anloga ao acto, bom como o Dr.
Manoel de Souza Garca secretario da policia. S.
Exc. depois empossou os membros da mesa da
Santa Casa e retirou-se. Oxal que to po es-
labelecimento prospere e sirva de amparo dos
enfermos desvalidos. J era tempo que hou-
vesse nesta provincia urna casa de caridade.
Sobre a eleigo para um senador por esta
provincia j couhecida, pois que apenas falta
a votago do collegio de Milagres com 27 elei-
lores conservadores, bem como o collegio de S.
Joo do principe com 43 eleitores, mas que nes-
te nio hoqve eleigo. Eis o desidertum da vo-
tago de todos os mais collegios da provincia :
Dr: Miguel Feroandes............ 710
Dezembargador Machado.......... 554
Dr. Raimundo..................... 509
Dezembargador Bastos............. 452
Bilo Figueira...................... 399
Visitador Piolo.................... 247
Dr. Jaguaribe...................... 225
Padre Pompeo.. .................. 210
Dito Carlos......................... 79
Dr Domingues da Silva.......... 9
Dezembargador Graga.............. 8
c No dia 3 do correte mez, depois de ter lau-
cado no correio a minha missiva, e estando ji o
vapor Cruzeiro do Sul i largar, ouvio-se fogue-
tes para o lado da praia do embarque; soube-se
ento que a causa de taes fogos aos ares piov-
nha de saber-so que o V votado havia obtido 54
votos dos liberaes nos collegios do Crato, Jardim
e Barbalha que o conecaram na lista trplice.
a Confesso-lhe, que tenho ttdo intimo d tanto
do apparecimento desta calamidade publica em
urna uago, cujo crescimento repentino de terri-
torio, de populago, e de prosperidade, faziam
pasmar o universo, que nunca em sua existencia
presenciara to magestoso espectculo, como por
haver ella cabido nos ltimos das da muita es-
clarecida, honesta e patritica adminislrago do
Sr. Buchanan, nosso leal amigo, que o anno
passado na recepgo, que fez em Washington ao
Sr. Carvalho, commandanteda infeliz crvela D.
Isabel e lenles Caio Pinheiro, e Antonio Morei-
ra, como nos refere a carta transcripta na Rese-
nha Martima n. 20 tit. 3o do //torio de 9 de ju-
nho, pronunciou o mais alto, e honroso juizo da
sabedoria, e tino administrativo de S. M. o Im-
perador, e na sua falla de abertura do coogresso
expressou-so do urna maneira to generosa, quan-
to lisongeira respeilo do goveroo do Brasil; e
por tudo o que devemos Jhe ser nos outros os
brasileiros profundamente agradecidos.
i O co pois que se compadece dos americanos
do norte, que os salve do abysmo.em que, novos
cursos estao prestes i atirarem-se, e os restabe-
lega na brilhante carreira, em que marchavam,
para maneira dos intrpidos navegantes de el-
rei D. Manoel irem mostrando e entregando no-
vos mundos ao mundo, como anda pouco o fi-
zeram abrindo as portas de bronze do imperio do
Japo e franqueando as ao commercio e civilisa-
go das nages modernas.
Fassando agora do grande para o pequeo,
dir-lhe-ei, que por idenlidade de raso parece,
que nao ter mais fim a eleigo desta provincia;
por quanto alm da guerra pessoal, e de impren-
sa, que se fazem vencedores, e derrotados, e
debaixo de cujo peso lodos sem rfistiocco geme-
mos, alm de ainda se nao saber, como sero
cousideradas as duplcalas, trouxe ltimamente
o Paran o acto do governo imperial pelo qual
Qcou nuil, e de nenhum effeilo a eleigo de 7
de setembro desta capital para vereadorese jai-
sea de paz. Dizem, que entro os muitos vicios,
de que se achava inquiuada a referida eleigo,
sobrosae o de haver votado para a formago da
mesa um eleitor, que mais de dous annos se
retirara desla freguezia, e se acha morando na
de Exlremoz, one exerce o cargo de escrivo de
orphos, dojury.de execuges criminaes, label-
lio do publico, e olas et costera, Nesta confor-
midade j a nova cmara, e juizes de paz depo-
8erara as insignias de magistratura, que haviam
recebido 7 de Janeiro ultimo ; e reassumiram
as suas antigs funeces as autoridades, que
em virlude da lei se haviam demittido dolas.
Agora o que preocupa todas as imaginages
nao o servico espinhoso de urna nova eleigo,
seno saber-se sob que relago sero consideradas
osados praticados pela pseuda nova cmara, es-
pecialmente o da apuragao geral das diversas
eleiges da provincia. Assigno, e leio mu cu-
riosamente o Jornal do Commercio ; e como
elle ha de reproduzir o parecer da commisso
de conslitnigo e poderes, o debate, que se sus-
citar sobre a questo proposta, e a solugo final;
que lhe dr a cmara, prometi Vmr que de
tudo Ihedarei um resumo, como o complemento
desta nova peripecia em nossa eleigo geral no
Ro Grande do Norte.
Chegou aqu no Jaguaribe no dia 9 do cor-
rele, o Sr. Dr. Joo Francisco da Silva Braga,
nomeado chefe de policia desta provincia, de
cujo cargo tomou posse^e enirou em exercicio
no dia 11.
< Os precedeoles honrosos, de que se soube
cercar o Sr. Dr Braga as suas judicaturas das
varas muoicipaes do Ouricury, e Barieitos dessa
provincia, de que Qlho, nos asseguram orna
admioislrago policial to enrgica, como pru
dente, lo justa como imparcial.
Sem o mnimo pensamenlo de dar a menor
instruego so Sr. Dr. Braga, de cuja esclarecida
intelligeneia alias estou prompto rereber li-
ces, tomo a respailse liberdade de denuncia a
S. S., que por ter chegado poucos dias ainda
nao pode ter pleno conhecimento da provincia,
que os crimes mais frequentes, e habituaea, que
nelia se pralicam, sao o estupro, ssofieosas pr-
sicas de um e outro genero, e o escandaloso
furto de gado vaceum e cavslar ; e que por isso
para esto ponto deve elle dirigir especialmente s
prespicacia de sua vista, assim como todo vigor
do seu sello e aclividtde. O futi de cvalos
>io agreste do Rio Grande do Norte est reduxido
systems, e tal era a sua impunidade, qee os
empregados nesta industria prosseguism n'ella
com mesmo desembarago, o sansfacon, como
qualquer artista mecnico oas demaia profisses
licitas do paiz.
Basta dizer isto, para que o Sr. Dr. Braga
se compenetre da necessidade, que ha de de-
bellar eata hydra, que est tragaudo as entra-
mbas da lavoura, e creago do Rio Grande do
Norto, untes nicas de sua futura riqueza e pros-
peridade.
< Censta-me, que na adminislrago interina
do Dr. Costa Lobo, ordena sobre ordens foram
expedidas neste sentido, e de conformidade com
conaeguiram fugir
ama cata de piu
eaae.
c As ofteosas phisicas leves, depois da lei ci-
tada, veo tendo um deseavolvimento espantoso;;
e se a autoridade nao procurar atalhar esse pro-
Sreaao por Mide urna justa T'"TaTir anilum,
uito de faenar, que et alo teto* tas* ama)
base para majares males; eeis, casae disem os
criminalistas, a impunidade dos anotos delic-
ias acrrese oa grandes criases, animando, de-
aenvotveode, e robusiecendo o roslincto malfi-
co de seus perpetradores.
E ja que estou com a mito aa massa, qoero
loga aproaettar n eosejo pata sasigaslar ao Sr.
Dr. Braga asa intoteravel abuso, quenne prati-
car policia desta provincia; faltan do nabato,
em que estao com poucas a bonrosss excep-
tes, os delegados e subdelegados de chamarem
ao seu juizo, e submetterem S sua deciso to-
das ss questes civis, seja qual fr o seu valor,
e natureza ; e se ao menos isto se flzesse com
as formulas da justici, aioda bem; mas, nao se-
nhor, tudo se decide excathedra, verbal e pe-
rentoriamente, ou em termos maia Ihecoicos,
arbitraria c despticamente; qusndo aliis nao
sabemos, que toda a aramia da justica consiste
na fiel observancia das formulas prescriptas pela
lei; e por isto, que com muito acert diz Ay-
ranLa jiuttc n'est proprement autre chote,
que le formantes.
pois, por este poder extraordinario, on
antes por esta clamorosa coocentraglo de pode-
res em suas roaos, que um delegado per esses
centros, e ainda mais se elle militar, simboli-
sa o resumo de toda jurisdiego policial, civil,
criminal, e al eccleaiastica do seu diatrieto.
Consta-me, que na secretaria da policia j
existem medidas no presuposlo de corlar este
intoteravel abuso; seria bom, aue oSr. Dr, Bra-
ga as examioasse ; e se as achasse boas, ainda
mesmo qne lhes fizesse algumas emendas, e cor-
reeges, insistiese enrgicamente pela aua exo-
cugo; pois que nUto fara um grande servigo 1
proviucia, e captara della nao s a sua admi-
rago; como o seu mala sincero agradecimento.
Sin lo ser pessoa de urna insufficiencia tal, que
em nada posso ser prestare! ao Sr. Dr. Braga :
a nao ser assim, eu teria o mais intenso prazer
de collocar sua disposigo todos os raeus ser- .
visaos, a fim de que elle, extirpando estes can-
cros, consiga, como muito lhe desejo, fszeruma
adramistracdo feliz e proveilosa ; visto que te-
nho f no seu carcter, e muito simpalbiso cora
as suas maueiras brandas e pulidas.
c Os presos da cadea desta capital, que orcao
por uus 60 70 teotaram arromba-la para fu gi-
re m : e assim o leriam feito, se na maoha do
dia 8 um delles nao houvesse deounciade ao
carcerero essa tentativa, e este a nao vesse
communicar ao chefe de policia, que immedia-
tamente deu todas as providencias', para atinar-
se, como aa alalhou, esse attenUdo, qae i ser
posto em execuco teria innundado a provincia
de um diluvio de faccioorosos de todas as clas-
ses, especialmente de homicidas, alguna dos
quaes com qualifleages horrorosas.
Se o goveroo tomasse a iodispensavel medi-
da de mandar para a ilha de Fernando todos os
presos desta capital, que estao com sen tengas
passadas em julgado, e por crimes inafianga-
veis. fara n'isso um grande beneficio esta
provincia, livrando-a de um enorme peso, e do-
risco de se ver invadida repentinamente por um
esquadro de sicarios.
< Restabeleceu-se o invern, e com elle toda
as esperangas dos lavradores, e credoares, que j
andavam esmorecidos com o intenso, e extenso
verso que houve. No primeiro dia de chuva ca-
lilo urna especie de balco complaotas de cima
do sobredo da casa Pacheco & Mendes so-
bre um lelhoiro, que ficava-lhe inferior, o qual
desabaodo sobre urna porgo de gente, que
elle se havia recolhido por causa da mesma chu-
va, ferio gravemente 2 pessoas, e levemente a
urna porgo dellas ; nao houvo porem ate hoje
nem um resultado mais funesto para os dous
mais pengosos, que seachoem restabeleci-
mento.
Foi pela segunda vez prorogada para o dia
1.a de abril a assembla legislativa desta provin-
cia- Os interpeles dizem, que S. Exc. e Sr. Dr,
Jos Beolo, esperando pela sua remogo para
outra presidencia, quer deixar ao seu successor
toda a sesso inteira para com os eleitos da pro-
vincia promover, e conseguir as metidas, de que
ella carece, tanto para salvar-so do naufragio,
em que esta prestes a cahir, como para prose-
guir na estada do progresso, na qual visivelmen-
te vae retrogradando.
< Por hora pouco, ou muito pouco fructo tem
dado o recrutamento ; e duvido que at o fim
de junho a provincia fornega as 193 pragas, que
se lhe pede: isto nao Roma onde o grande
Pompeo dizia no senado, que bastara bater com
o p na trra psra sahirem della legioes e re-
gies.
c A carreira militar no Brasil nem um
meio de vida abundante para o soldado, nem
urna proQssao de vanlagem para as classes supe-
riores : por muito lempo pois taremos de encher
as nossas liohas trasidas para ellas, da mesma
forma que os bois amarrados para o agougne.
A maoheceu hoje no porto o Oyapock com
noticias importantes do sul pelo Jaguaribe lhe
escreverei este respeilo ; e basta por hoje. >
C.
Parahyba.A minuciosade com que o nosso
correspondente narra os tactos oecorridos, dis-
pensa-nos de dizer-mos mais cousa alguma :
O vapor Oyapock foi portador de noticias im-
portantes, mudanca em quasi todo o sito funcio-
nalismo do paiz ; ministerio novo, i cuja frente
se acha o vulto mais proeminenle doexercito
brasileiro, e presidentes novos, cabendo a admi-
nislrago desta proviucia ao Exm. Sr. Dr. Fran-
cisco de Araujo Lima.
Depois de mil coojeciuras. de repetidas noti-
cias de meio noite, teve o Sr Silva Nunes succes-
sor na pessoa do Sr. Araujo Lima, com cuja mu-
danga muito de esperar modere a imprensa op-
posicionista a exarcebago de linguagera, ainda que
por pouco pois assim como nao ha muito lempo os
elegiadores do Sr. Silva Nunes se acotovelevsm,
e entre este3 couto-se os mais exarcerbados
opposicionistas assim lambem de esperar o
mesmo succeda com o Sr. Araujo Lima, qae
um conservador experimentado e de pulso.
0 Sr. Silva Nunes oo dia 17 passou admi-
nislrago desta proviocia ao Exm. Sr. Baro de
Mamaoguape, primeiro vice-presidenle, qae pela
quera voz exerce to espinhoso e importante
cargo.
Onze mezes dirigi os destinos desta provin-
cia, o Exm. Sr. Dr. Silva Nunes, cujo proceder
o torna recomendavel esta provincia que re-
conhecida ao presidente que soube condnzir-se,
durante as melindrosas pocas eleiloraes de mo-
do qua a provincia manifestasse com plena liber-
dade a sua oplnio, cuja maioria, em quasi sua
totalidade se pronunciou as urnas em favor do
partido conserrador.
Nao para estranhar que alguns desconten-
tes, e outros despeitados pela derrota que experi-
mentaran), se tenham arvorado em interpretes
de opinio publica, o aonunciem como proprios
do administrador, fados quo se repetem e repro-
duzem em todas as pocas ; porem a provincia
bem dir sempre ao presidente que, collocando-
se cavalleiro dos partidos, sem trahir as
ideas polticas, poude deixar que com bordado
a provincia se manisteslasse sectaria dos princi-
pios conservadores, a pralica dos quaes o meio
nico, capaz e prometeder de prosperidade fu-
tura para o nosso paiz.
Deixa, pois, o Sr. Silva Nunes a provincia
em perfaita calma, e, S. Exc. pode ter consci-
encia e orgulho de haver governado esta pro-
vincia guiado s e nicamente pelos principios
do justo e do honesto.
< Nao ha muitos (actos que demonslrem um
decidido ioteresse de S. Exc pelos beneficios ma-
teriaes provincia, mas mesmo sem recursos dei-
xa o Sr. Silva Nunea em comeen o caes do Va-
radouro o contractada ponte de Sanhau, urna da
obras mais importantes e oecessarias & esta pro-
vincia.
Melhorou o pessoal de inslrucoo publica,
expurgando-o dos parsitas, deu reglame*te
secretarias do governo e conservou sempre a ae-
gao da lei em permanencia.
Nao me possivel agora dar em reegualh
ludo quanto fas o Sr. Silva Nunes, durante os
onze mezes de sua adminitraco, e me parece
menos conveniente a occasio a por deseis su-
perior s miabas forgas empunhar para tal fim
o eacalpello de crtica acarea dos variados objec-
tos. que corren por coudo presidente da nro-
a lei n. 1090 do 1 de setembro do anno pstsa- vincia, para, como daeejava, eipdr.ea (actos pra-
do, e que se consegua a captura de grfido por- cados pelo Sr. Siira Nunea, que cenuruMMsa o
gao desses malfeitores, que se achara recolhidoa conceito que gozara S. Ene de poesuir aeanm
u caoas publicas, com excepgio somante de 5, i de conhecimentos variado, a dquiridos cusa

r\ \
i II FGVFI
. "-.'-


**-
ouaio q mavuBou m*Tmqi, #ira w h* Mineo de o*;

da ppliciQao conaUnle de aua rigorosa intell-
gencia. #
c A satisfcelo da prorincia msnifeslou-se ple-
na e completamente por mullas vezes, j quando
a assembla provincial o comprimeatara a 15de
agosto do 1860. j quando toda a imprensa o elo-
giara, j quando ai cmaras mtiuieipaes ju-
bilosas o felicilaram na aua viagem ao contro
da proviocia j quando os oraches populare* o
acompsohavam em lodo* os pealoa, j quan-
do recebia da corporarao de liona da pro-
vincia um baile 24 de oulubre, j quando foi fe-
licitado por creacido numeroa de amigos ainceroa
pala acertada eseolha de proviocia do Espirito
Santo e j finalmente pela prxima, sincera, es-
pontanea e valiosa prora que deram oa amigo*
de S. Exc. offerecendo-lhe um baile esplendido
4 16 do crrante.
Tere lugar 4 16 do correte o baile offere-
cido aoSr. Dr. Silva Nunes,
OrargHo-mr Francisco Jos da Silva.
roita-baatdelr* Luiz Aires 4* Porciuneula.
Altere* Francisco de Leaos Duarle.
Frederico Chares.
a Luiz Goozaga da Rocha.
Jlo Franciaco de Amorim Lima.
a Bartholome Goedea de Holl.
Jos Antonio Moreira Ota*.
Joe Felippe Nery da Silra.
Laia de Azeredo Souza.
Vrtelo do FreiUa Barbo**.
Joaqun Demetrio -de Almeida Caralean-
ti Jnior.
Franeelino Augusto de Hullanda Cbacoo.
Antonio Cario* do Lemoa Duorte. >
Hoje cometa o concurso pora protioante* da
alfandega desla cidade.
Segundo o disposto no ert. 96 do regula-
mento n. 447, de 19 de maio de 1846. neohum
. o qual foi dado nos nano fu n dea do no podo poder deitar o pao da
saloes da assembla provincial ; esleve esplend- I buiarrona antes d* respera da sahida
do 1 louve creacido numero deaeohora* e ca- Para islo faz-se ainda preciso a concesslo de
valleiros; as pessoaa mais gradase distinclas lo- ilicenca da capitana do porto,
maram parte na lunc^lo, que era orna provasin-1 De Iguareaa eoriaia-noa as seguintes no-
geja, mas sincera do alto aprero em que Udo ticias de tactos all occorridos, as.quaes submet-
0 Sr. Silra Nunes nesta provincia.
Coosinta traascreva para aqu as seguidle*
linbaa que se loco no n. 73 do Imparcial:
O Sr. Dr. Franciaco de Asis Pereira Rocha,
tomando a patarra dirigi um brinde ao Uta. e
Exm. Sr. Dr. Luiz Antonio da Silra Nunes, e em
nome da prorincia agradeceu os relevantes ser-
rijos de S. Exc. durante a sua brare, mas profi-
cua administrado, em cuja duracao tere S. Kxc.
de transpr a poca eleiloral, na qual os interes-
ees individuaea, em jogo cora osiaieretaea pbli-
cos, geram deaeontentea, ma que embora essea
desgostos, a provincia de Parahiba, em nome do
qual fallara, se mostrara reeonhecida ao admi-
nistrador que aoubo gorerna-la diapondo
dos recursos oe urna iotelligencia robusta e de
octiridade reeonhecida.
Seo peosameoto do Sr. Dr. Assia Rocha nao
est fielmente referido, ser por certo em desfa-
vor da manifestarlo publica e solemne que, en
nome da proviocia deu S. S. ao Exm. Sr. Dr. Sil-
va Nunes.
A Exma. Sra. D. Joanna, digna consorte do
Sr. Dr. Silva Nunes, foi brindada pelo Sr. Dr.
chefe de policia.
O Sr. Dr. Silva Nunes, era agradecimento ao
honroso briode do Sr. Dr. Assis Bocha, declarou
que durante onze mezes que liaba a honra de ad-
ministrar o esta prorincia, havia procurado cum-
prir o mandato imperial, que na eiecuc.ao de le
e destribuiglo dejustica empenhara os seus estor-
bos. E que sendo-lhenecessario retribuir o brin-
de que lho dirigir o Sr. Dr. Assis Rocha, conri-
dava a todos para o acompanharem no brinde ao
dito senhor, a quem naquella occasio considera-
ra como o representante dos seus fiis, deslnte-
resaadus e dedicados amigos.
A commisslo encarregada do baile foi com-
posla do Exm. barao de Mamanguape [conserva;
dor], commendador Jlo Jos Ionoceocio Poggi
(liberal), commendador Francisco Aires de Souza
Carralho [liberal). Dr. Diogo Velho Cavalcanti de
Albuquerque (conservador], Dr. Henry Krausse
(eslranho), e Francisco Soares da Silra Retumba
(dito], a qual esforcou-se, diz aiuda o o. 73 do
Imparcial, em bem cumprir os dereres que ha-
via contratado ; nada altou para que a funecao
correspondesse a expectativa de todos quanlos
procuravara essa occasio para darem mais urna
prora publica e solemne do apreco merecido coco
que distinguem ao Exm. Sr. Dr. Luiz Antonio da
Silva Nunes.
< Acamara municipal de Pombal fraccionou-
se ; sendo que parte sob a presidencia do rerea-
dor mais volado, deu diploma ao Dr. Antonio
Monoel do Aragao e Mello e ao conselheiro Anto-
nio Jos Henriques, e outra parle deu diploma ao
rimeiro, que tem dous diplomas, eaoDr. Joao
eite Ferreira.
No di) 16 do correnle deixou de existir o ca-
pitlo de mar e guerra Francisco Vieira Leillo,
que exercia o cargo de capitao do porto desta pro-
vincia. O finado era muito estimado, sua morle
foi geralmente sentida, sendo que legou sua fa-
milia um nome honrado, e a pobreza que a he-
ran^a que pode deixar um funecionario hon-
rado.
a Poucos das antes de ser accommellido pela
molestia do que suecumbio, hara prestado um
relevante serrino esta provincia, levantando,
de ordem da presidencia, a planta do porto de
Mamanguape, sendo que faltava apenas apreseu-
tar o relatorio, que muito devia concorrer para a
prompla execugao de uina obra, ni realisaco da
qual tanto se ho empenhado os representantes
desla provincia.
O enterro do capillo de mar e guerra Fran-
cisco Vieira Leilo que a l de novembro com-
plelava 58 anuos de idade com 41 de servido ao
paiz, foi feito & expensas de alguns amigos ; a
viuva ii '.a em estado de extrema pebreza.
Consla-me que indo tros individuos captu-
raren- certo prelo, captivo de um senhor dessa
provincia, houvera resistencia da parte do cscra-
vo que pode conseguir evadir-se deixando um
dos fres modo e outro em perigo de vida; foi
lio termo do Pilar que islo aconteceu.
Temos sido risilados pelas churas, tefido o
Parahiba descido com cheia nao muilo abundan-
dante.
O Exm Sr. Ur. Silra Nunes segu no vapor
Paran com sua Exma. fimilia.
sendd; i3 homens, 6 mulheres o 16 pranlos, li-
rre*; 4 borneas, 1 mulher e 2 prvulo, -
era roe.
PEPAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Em substituidlo do Dr. Crespo, que pedio exo-
nerarlo do cargo de delegado do termo do Rio
Formoso, foi nomeado o lente Joaquim Uercu-
lano Pereira Caldas.
Haveodo S. M. o Imperador agraciado com
o officialato da imperial ordem da Rosa ao tenen-
te-coronel Joo Valeolim Vilella, os seus com-
panheiros d'arma, ofliciaesdo batalhlo de reserva
da guarda nacional deste municipio, de que
commandacte o Sr. Vilella, mandaram vir, e,
como prora de apres, offereceram-lhe a conde-
coradlo ou insignia dmuelle grao.
Este acto espontaneo dos subordinados para cora
o seu chefe por certo muilo eloquente.
Com effeito, ao passo que elle marca o grao
de sympalhia e consideradlo, que a este ligam
aquellos, tambera rerela urna eleraclo de carc-
ter da parte destes, que reconhecendo o mrito,
tem a generosldade do manifesta-lo por um meio
to expressivo.
Dando parte deste acto, ofTerecemos tambera a
allocurlo que servio de introdcelo entrega da
referida insignia, para que melhor seja apreciada
a iatenrao dos offerentes.
Illm. Sr. tenente-coronel Julo Valentina Vi-
lella I Por um nobre aenlimeato que se obriga
em todos os coragoes, que nao se achara eivados
de egosmo e parcialidade, lodos os homens sen-
tem urna senlelba de alegra no fundo d'alma
quando veera deridamente galardoido o justo
merecimento : mas esia alegra que se sent mea-
to o por aquellos que nada nos dizem reapeilo, se
torna radiante e reflecte no espelho d'alma quan-
do o agraciado alera de outros ttulos nos falla
mais de perto pelos nobres sentimentos de ami-
zade.
Tal o sentimenlo que os abaixo assignados
officiaes do 3" batalhao de reserva da guarda na-
cional do municipio do Recite de que V. S. dig-
no commandanie experimeatram o verem o
Ilustre nomo de V. S. contemplado na lista das
lionorificencias imperiaes com o officialato da or-
dem da Rosa.
Exuberantes proras deste cobre sentimento
desejaram os abiixo assignados dar a V. S., mas
na ausencia de outros meios pedem licenga a
V. S. para lho off-recerera a iojatepao.com que S.
M. o Imperador fui servido coi Eferar a V. S.
por seus servicos. e os abaixo oaj He* desejam
ter o prazer de lh'a cingirem aeatj f, como pro-
va da eslima e amizode qoe Ihe eaitesgram, e de
que V. S. se tea feito credor.
Itecife 9 de abril de 186)1.
Capillo Jlo Hermenegildo Borges Diniz.
Joo Athanazio Botelho.
Francisco de Paula Gonjalres da Silva.
Antonio Joa de Castro.
Manoel Jos Soares de Avallar.
Joaquim Galdina Aires da Silra.
Sevciimo Bandeira de Mello.
Tenste-ajudante Francisco Joe AW
querque.
Teoente quarlel-meire Francisco Lu
Tenente Francisco de Paula Machad
Vicente do Paula Oliveira Villas"
Guilhermino de Albuquerque Martins Pe*
reir.
Joio Martins Ribeiro.
* Tibuicio Valerteao BaplUta.
Jos de Barros Correa Seite.


))

i. i
lves^-AMift. <
illas-lRs.
temos a apreciadlo dos leitores s
Sr. redactor da Reviita Diaria.
Iguarass 12 de margo de 1861.
Como leitor de aeu conceituado Diario, te-
nho lido sob a epigraphe Revista Diaria alguns
factos dignos de men;lo *, e como se acaba de
dar, alm dos muilua, dous que sao dignos de
menco, tomo a liberdade de Ih'os communicar
por escripto, para que V. S. se digne interi-los
em sat. Revista Diaria.
* Ei-los:
< No dia 5 do passado urna das recolhida* no
convento desta villa de Iguarass, moga de 15
16 aonos. saltou de urna janella collocada em al-
tura de 35 a 4U palmos, para fugir, diz ella,
mos tratos, que eslava recebendo no convento.
O digno capello diz que ella douda. No
tanlo est em urna casa, na ra dos Ferreiros,
e nlo tem apresentado causas pelas quaessejul-
gue estar alienada. _
No dia 9 do corrente foi expulsa do dito con-
ralo uais pobre mulher, recolhida, viura, sera
prenles neste lugar. Nlo sabemos dos motiros
que houve para este procedimeoto. a viuva nao
quera sabir, pedia pelo amor de Deus, que a nao
bolassem na ra; porm o mui digne capello a
fez 8ahir forca, puajo-a fura da porleira com o
seu bahuzinho : urna pobre familia a recolheu,
emquanto ella arranjaraalgumasesmolas parase
poder transportar a essa praca. Consta que ella
recebia esmolas da caixa pia, meosalmenle.
< Bom que as autondadea a quem competir,
entrena no conhecimento destes factos, para que o
publico nlo faca juizo temerario do digno capel-
lo e regente. ">
Por portara de 22 do correnle foi demittido
o correio da recebedoria de rendas Glicerio Per-
genalo da Silra Braga.
Por portara de igual data foi concedido um
mez de licenca com rencimentos para tratar de
sua saude ao bacharel Lourenc/> Jos de Figuei-
redo, juiz municipal do Bouilo.
Acham-se designados pela presidencia para
servir de examinadores no coocurso, a que se vai
proceder hoje na thesouraria de fazenda c no dia
Io de abril prximo futuro, para proenchimenlo
dos empregos vagos naquella repartilo e na al-
fandega, os seguiules cidadlos.
Jos Soares do Azevcdo, para analyse gram-
matical da lingua nacional.
Bacnarel Joo Vicente da Silra Costa, para
arithuietica e suas applicagOes ao commercio, com
especialidade reduelo de pesos e medidas oa-
ciooaes e estrajigeirss, calculo de descont e ju-
ros simples e composlo, theorius de cambio e suas
applicagoes.
Amonio Egidio da Silva para nogoes de al-
gebra.
Bacharel Antonio Rangel de Torres Bandeira,
para principios de geographia, historia do Brasil
e estatistica comoiercial.
Antonio Jos de Moraes Sarment, para a tra-
duglo da lingua franceza.
Dr. Francisco Pinto Pessoa, para a da liugua
insten.
Jos Fraucisco de Moura, para orthographia.
Clamamos continuamente contra o deleixo
e irreguralidade doscorreios no norte do imperio,
a parece que tratamos de homens insensireis,
pois que de dia em dia peiora o servijo. Bem
se elle poie applicar o L'squt tndem abulere
Calilinain palienlia noslra, porque essas repar-
t ges sao capazes de extinguir paciencia de um
santo, quanto mais de quem nlo o .
O do Ceark, com especialidade, aquelle con-
tra o qual recebemos continuas reclaaucdes de
assignautes nossos, 'em consequecias da maneira
porque ali feito o servico para o iotericr da
provincia, para onde so vio communicacoes, dos
vapores quo ali locara, com um mez de atrazo.
Como quer que de proposito deixa a repartigao da
capital (car a mala que recebe de PernamDuco,
e .-'.) a enra, quando tem expedido primeiramen-
te a que leva os joruaes da localidade, com as
noticias d'aquella.
Acabamos agora mesnio, pelo vapor iaguari-
be, de ter cartas dos Sr*. Dr. Francisco de Paula
Peona e Jos Antonio Marques, da Pauahyba,
cuja mala segu por intermedio do Cear. disen-
do-nos que so recebem ali nosso Oiarto, com
um mez e as vezes e mez meio de atrazo.
Os Revms. Missionarios Capuchinhos festo-
jaram com scllenario e festa Mae Santissima
Jas Dores, com multa sumptuosidade e decencia,
tendo lido sempre grande concurrencia de fiis,
preparados diariamente, esse acto e aos da
presente semana, com os santos exercicios da
confisslb e communhlo. E' admiravel o nume-
ro de pessoas que concorre nesta poca quelle
conrelo I buscar 3 cadeira da verdade e do
perdi, e enllo reconhe ido o quanto o unmero
dessesservos de Deus exiguo para urna po-
pulagao corao a nossa.
Passageiros do brigue portuguez Amalia Ia
Manoel Jos da Costa, Domiragos Ribeiro de Oli-
veira o e menor Gaspar Peaeira da Silva.
Forana recodados casa de detenclo no dia
22 do correntia 12 homens, todos lirres *; ordem
do Dr. chefe de policia 9. ordem do Dr. juiz es-
pecial do commercio 1, ordem do Dr. deligado
do Io districto I, e ordem do subdelegado da
Muribeca 1.
O rapor bra-ileiro Jaguaribe, vindo do nor-
te, trouxe seu bordo os seguintes passageiros :
Coronel Francisco de Paula Suuza Lelo, sua
senhora, Sfilhos, 26 escravos e 2 criados,. Joa-
quim de Souza Maia, Marcolino Jos de Moraes
e 1 criado, Numa Pompilio de Loyoli eS, Joao
Pedro de Faria, Joao Martins de Oliveira, Manoel
Alves de Souzs, Miguel Flix de Crrlho. Ali-
pio Luiz Pereira da Silva, Silvestre Goncalres da
Costa, Manoel Alexandre de Amorim Garca, Jos
de Souza Garcia, Beniamim Constantino de Lima,
Francisco II. Barbalho, Julio Manoel Garca, Gui-
Iherrae Brue, Francisca Mara dos Prazeres e 1
filho, Antonio Jos de Souza, Braz Marcelino,
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina, Vicente
Barros de Castro, Antonio Rebougas de Oliveira,
Alfredo Cardoso Pajeira, Vicente Ferreira da
Cosa Jnior, tenente-coronel Jos Lucas Soares
Raposo da Cunara, 2 tlhos o 1 criado, Urbano
Joaquim de Loyola Barata, Belarmina Uezerra
Cavalcanti, 3 pres s, 1 escravo tambera preso e
4 pragas de policia, Francisco Isidio de Lona
Freir, Antonio Jos da Silra Guimarles. Anto-
nio Luzana da Costa Teixeira, Manoel Pacheco de
Andrade, Francisco Solano Martios, Francisco
Aotouio de Salles, Francisco Antsnio Barbalho
Jnior.
O brigue naciooal Conceifo, rindo do Rio
de Janeiro, trouxe seu bordo os seguintes pas-
sageiros :
Pedro Jos Cardoso el escrarola entregar.
O rapor nacional Iguarass, sahido para o
Cear e portos intermedios, levou seu bordo os
seguintes passageirof
Eraristo Men es da Conha Azeredo, .Joaquim
Jos de Sant'Anna, 2 cirurgiSo do corpo de sau-
de Dr. Manoel Bernardino Bolvar, sua senhora,
1 filln, 1 irrua e 3 criados, Giusepp Scogoa-
miglio, Nicola SiToni, Antonio (lelo, Salvador
lelo, Antonio Kitlua, Antonio Parrella, Vicente
Antonio, Genoaro Parrella, Vicente Frederico,
Francisco Frederico, Francisco Falco, Vicente
Falce, Arcongelo C, Nicola Fiscina, Vicente
Plugliese, Manoel Ribeiro Guimarles, Vicente
Augusto Magalhies, Joaquim da Costa Lima, Jo-J
s Francisco Martin* Cibral, Silvestre da Silva
Gui arles.
aUTADOl'RO PUBLICO !
Mataiam-se no dia 23 do correte para o coa-
sumo desta cidade 99 rezos.
- MORTAUDaDK DO BU 13-
Graciano, Bfoto, e*crro. 1 anno; sarampo.
Athanazili Alves de Almeida, pardo, solmiro, 47
aonos; erysipella.
DimaMo. libeno. solleiro, 48 annusj manegite.
Falleceram doraotg emant 42 perno*,
appel-
o processo.
; appellado, Alexandre Go-
CHROflICAJDItURIA.
TIIIIIAL DA RELACXO.
SESSAO EM 23 DE MARCO DE 1861.
PRESIDENCIA DO KXM. SR. C0H8ELRKIR RMEilUO
DB LKO.
As 10 horas da manilla, achando-se presen-
tes oa Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Caelano Santiago, Silveira, Gitiraoa, Silva Go-
mes, Lourengo Santiago, Costa Motta, o Guerra,
procurador da corda, foi aberla a sessao.
Passados os eitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes
JULGAMBNTOS.
Recrrante, Ignacio Pereira de Araujo; recor-
rido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Figuera de
Mello, Mota eGitirana.
Deram prorimenlo.
A0GRAVO DE PETIQO.
Aggraraate, Jep Luiz Vianna ; aggravado, e
juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Costa Molla.
Deram provimeoto.
APPBLLAgES CIVEIS.
Appellante, a fazenda i appellado, Joo Bap-
tista de Oliveira Guimarles.
Desprezaram-se os embargos.
Appellante, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Manoel Pereira Caldas.
Coofirmou-se a sealenga.
Appellante, Joaquim Rolrigues Campos ; ap-
pellado, Vicente Lopes da Costa.
. Reformada a sentenca.
APPELLACF.S CHIMES.
Appellante. o promotor ; appellado, Antonio
Jos do Freitas.
Improcedente.
Appellante, Jos Agostinho de Jess
pellado, o juizo.
A norojury.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Vicente
Barbosa.
A novo jury. Nullo
Appellante, o juizo
mes da Silra.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Atha-
nazio dos Santos.
Improcedente.
DESICNAgO DE DA.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellages crimes :
Appellante, o promotor ; appellado, Luiz An-
tonio Cabugl.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Pinto de
Meirelles.
Appellante, Antonio Coelho do Nascimento ;
appellado, o juizo
Appellante, o juizo; appellado, Antonio, es-
craro
Appellante,
lado, o juizo.
Appellante,
cravo.
Appellante, Jeronymo Barbosa Pessoa ; appel-
lado, o juizo.
As appellages civeis :
Appellante, a fazenda ; appellado, Antonio da
Silra Gusmao.
Appellante, BentoJos das Neves Wauderley ;
appellada, Maria Sabina, por seu curador.
D1L1CENC1A3 CIVEIS.
Cnm rista ao Sr. Dr. curador ge ral, as appella-
ges cireis :
Appellante, Francisco Manoel deSiqueira; ap-
pellado, Jos Francisco do Reg Barros.
Com vista ao Sr. desembargador procurador da
corda:
Appellante, Julo Marinho Falclo Sicupira ;
appellado, Antonio Gomes Marinho.
DISTRI8U1Q0ES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as
appellacoes crimes:
Appellante, o promotor; appellado, Balbino
Pereira de Mondonga.
Ao Sr. desembargador Caetano Santiago, as
appellages crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Joa-
quim Teixeira.
AoSr. desembargador Silveira, as appellacoes
crimes:
Appellante, Joaquim Campaoha Wanderley ;
appellado, o juizo.
Ao Sr.desembargador Gilirona, as appellages
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Al-
res da Silva.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellacoes crimes:
Appellante, Manoel Procopio de Aquino ; ap-
pellado, o juizo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
lacoes crimes :
Appellante, o juizo ; appcllrdo, Francisco An-
tonio Marques.
Ao Sr. desembargador Costa Motta, as appella-
coes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado. Jlo Furrio.
Ao Sr. desembargador Silveira, a appellaglo
civcl:
Appeilante, O. Caetana Nogueira de Souza ; ap-
pellado, Antonio Nunes Pereira de Azevedo.
As 2 horas eocerrou-se a sesslo.
Joaquim Das do Moraes ; appel-
o juizo; appellado, Francisco, es-
aeieeto* do imperio, em 30^fc ja leiro de 1861.
tifa*, e Exm.Sr.Foi ourida a soegiodos ne-
gocio do instilo do conselho de estado sobre a*
lei* promulgadas pea assembla tefislalira des-
sa proviocia, na sosslo ordinaria do anno de
185\ e S. M. o Imperador, toado se conformado
por aua immediata resolugao de 10 do aetembro
do anno patudo, com o pareede da maama sec-
gao, exarado en consulta de 25 do agosto dessa
anno, ha por be a declanr o acuiotoi 1/ o ac-
to n. 35 do 28 do junho. que impoo a pena de
palmatoada* aos escraros encontrado* tem licen-
ga de seus seonoroa, depois do toque do reco-
Iher. excede a diaposico do arl. 72 da lei dol*
de outubro de 1828, que s autorisa as penas de
prisso e multo....................................
Dos guarde'; VV Bxc'.*^oa'de AVmeid'a'p'-
rei" ',,h0 Sr. presidenta do Espirito Santo-.
Dos dous avisos cima transcriptos so ve, qre
o procedimento que ten lido a policia de andar
agarrando os escraros apenas Ando o toque de
recolher, estando algumas vezes o* escraros
porta de seus senhores. e outras rezos porque os
pretos se negam prster eerlos serrigos exigidos
P"04 .ae*.enles inferiore* da policia, ou porque
esta, dada certa eircuroalanoia, 6 anlipatbici do
senhordo escraro, lio tornele para serem elles
castigados; repetimos,esse procedimento ex-
cessiro, ou para melhor dizer, um abuso de
autorjdade: assim nao dere elle continuar.
G.
Os tiros da calumoia nlo fe-
re.'ii, quando entre o calumnia-
do e o calumniador se ergue a
,. barricada da opiniao publica.
bsie pensamento de um grande homem, cujo
nome esquejo, raerc de Dos, minha salra-
guarda, e a de meu amigo Dr. Ayres Gama ; con-
tinu pois o Sr. Moura a vomitar pelos jornaes o
que Ihe dictar seu bello carcter, procure enxo-
raltiar nossas cartas com piugos de lama atirados
do lodagal em que vire mergulbado,bobar-nos-
ha em plena perda de sentidos, sempre que nao
exhibir um documento para cada proposicAo ; ah
est o publico : elle que nos eolio jue sob o pon-
to de rista moral as conchas da balanza da jus-
tiga, se slo ahi equilibradas nossts origen, edu-
cacoes e caracteres, em resumo nossas ridas pu-
blica e particular, entlo rer-se-ha qual a concha
que abate.
Esse esciipto que muito lempo levou a ser es-
tudado pelo Sr. Moura, nao o contestamos, por
que a simples lei tura ptesidida pelu senso com-
mum, combinado com o carcter do seu autor,
(cujo nome de um sentido eneycopedico, expri-
me, e era si resume a essencu do mal levad i ao
requinte d* impureza] basta, para patenlear a
falsidade em toda sua hediondez. Pela ultima vez
ao Sr. Moura, nao o ourimos, oem o vemos, o
publico seja o juiz, nelle confiamos.
Recife, 22 de margo de 1861.
Luis Augusto Crespo.
-iU
a:
m
cebemos o ^ais leve lnsi-
| perqu deviamot proceder
a do collego eleitoral. Os
conformi lade com o* pre-
^eeKv aclis, revestidas de
preeeripte* pelas disposiges
lesa
Correspondencias.
Sr. redactores.Na minha ultima correspon-
dencia dase eu a Vmcs. que. em cousequencia da
perseguigao systematica que me moviam os meus
inimigos, me va na uecessidade de abandonar
esta trra ; e provocava ao mesmo lempo esses
mesmos inimigos. para que. emquanto eu eslava
presente, viessera denunciar ao publico ludo
aquillo que soubessem em meu desabono.
Mal sabia en que j eotlo estava urdida con-
tra mim acalumnia que, quando eu chegasse
Lisboa, eslava destinada a inutilisar as justas ac-
cusages que eu l tea de fazer!
Essa calumuia foi-me denunciada por quem
delta tere conhecimento : o meu nome foi nsca-
d o d a lista dos as ociad os do Hospital Portuguez
de Beneficencia, m vista do meu mo comporta-
ment I
A' rista disto nlo deve admirar que eu desista
d'aquella resolugao em que eslava, e que aqui
permanega emquanto nao conseguir desfazer es-
te trama, ao qual por certo nao eslranho o mi-
seravel qu- com a$ suas intrigas me tem lerado
ao deploravel estado a o.ue cheguei; e, rista a
carencia de meios pecuniarios, lerei, talrez, de
promover (bem que isso multo me custe) urna
subscripglo que me habilito a levar cabo essa
tarefa.
Sou, senhores redactores, de Vmcs. atiesto,
venerador e criado.
Antonio Augusto Sovaes Vieira.
S. C. 23 de margo de 1861.
Publicares a pedido.
Nanea de S. Exe
nuacio sobre o ra
como memoro* d
trsbalhos correr
eeitos legaes e *s
todas as formula,
em rigor, nao eoatem *o quor a mais lere appa
rencia do irregularidade en vicio, come prova-
mo* por a*io de eiarae feito parante a autorda-
de competente.
Cidade do Natal 8 de margo de 1861.
Bonifacio Francioeo Pinheiro da Cmara,
Presidente do collegio.
Manoel Ferreira Nobre Jnior,
f* Secretar.
Cario Joaquim Pinheiro de Vesconcellos,
m Secretario.
Alvaro de Oliveira Gondim,
Escrutador.
Joao Ignacio de Loyola Barros,
Escrutador.
.
COIlOnBRCIO.
4Ltfandesa,
Rer?*imento do di t a 22. ,
dem do dia 23.....,
281:5233311
17:548$f95-
299072()eV
Uevimeato ole alfaude^a.
Volume entrados com ftrzendas..
com gneros.. 122
Volumes

sahidos

122
Coinmunicados.
Contina o Sr. Medeiros em suas liges pra-
ticas de escripturagle commercial e de arithme-
tica com aproveilamento real das pessoas, que
com elle se applicam contabilidade commor-
cial.
O seu metbodo facilimo, bem que nada tenhi
innovado na arte de escripturar os livros ; e por
elle leva o conheciraeoto da materia ao espirito
ainda menos claro, a nlo ser um desses excep-
ciones na falta ou ausencia de comprehenslo.
A par da lucidez de seu ensino, anda a brvei-
dade do tempo que nelle emarega, de maoeira
que de dez I vinle liges o espago que despen-
de em preparar a qualquer pessoa para escriptu-
rar os livros por partidas debradas
Para coraprovagao disto, muitos noraes tea-
mos declinar agora ; mas restringimo-nos ao
do Sr. Joaquim Ferreira d'Ara'ijo Guimarles, que
com dez liges ficou senhor do mecanismo da es-
cripturaglo.e capaz de desempenha-la ; e aquel-
los dos Srs. Lourengo Pereira da Silva Pimenlel,
Francisco Jos Raposo, Francisco Jos Rodrigues,
Lino Antonio Saraiva, Jernimo da Costa Lima,
Ricardo Pereira da Costa, Pedro Duarte Rodrigues
Fraoga, Julo Cancio Gomes da Silva, Jos F. de
Barros Bolachinha, Dr. Galdino Ferreira Gomes,
Ildefonso Lydio de Souza Lobo, Antonio da Motta e
Silva, Sebastilo Jos Gomes Peona Jnior, Fran-
cisco XarUr Temporal, todos os quaos se appli-
caram com o Sr. Fonseca de Medeiros, e hoje
sabem a materia, nlo havendo excedido vinle
liges no apreudizado della.
Este fado, que nlo um iorento,falla mui >lio
em prel do referido methodo.
Este faeto, que nlo e um invento, repetimos,
pode ser verificado ; pois as pessoas all alludidas
nlo slo apocryphis, e pelo contrario asss co-
nhecidas nesta eidade, seudo *t a primeira es-
labelecida na ra do Queimado.
A aplidlo reeonhecida do Sr. Fonseca de Me-
deiros, perianto, pode ser aproveilada por aquel-
les que se quizereoj dar ao commercio, cujas ope-
rages na aetualidade tem urna sephera a que
nlo satisfaz urna scripturacao, qu nio seja por
partidas dobradas, que parecendo de urna dil-
cuidado inconteslsrel, todava facilima e me-
os complicada com essa chamada simples.
W.
com faaendas.. 105
com freseros.. 12
------ 1*7
Descarregam hoje 26 de ferereiro.
Barca americanaTamafarinha de trigo.
Barca bremensoClarissamercaderas.
Brigue inglezMinalillandem.
Importaba.
vapor nacional Jaguaribe, precedente dos por-
tos do norte, manifesiou o seguinte:
1 caixole mercadorias, 1 amarrado eixos de fer-
ro ; a Jos Vicente Pereira.
11 saceos farinha e l dito milho ; a Francisco
de P. de Souza Lelo.
2 ditos caf ; a Aodrada & Reg
1 barrica caf ; a Prente Vianna A c.
22 raassos couros curtidos, 60 couros salgados,
10 saceos farinha de mandioca. 1,001 meios de
sola, asaceos gomma ; a Jas Rodrigues Fer-
reira:
2 caixag queijos; a Francisco Ferreira Goncal-
res Menezes.
220 meios de sola ; a Goureia & Filhos.
67 ditos dita ; a Jos de S Ltito.
1.494 ditos dita ; a Jlo Jos de Carralho
Moraes.
35 quinlaes talajuba ; a Joaquim de Olireira
Mai.
Evportacao.
Do dia 22 de marco.
Galera ingleza Delphim, para Liverpool, car-
regara :
Patn Na8h & C., 585 saceos 3,13z arrobas de
algodao.
James Ryder & C, 83 saceos com 496 ditas e
23 libras de dito.
Luiz Antonio de Siquera, 4 saceos com 19 ar-
robas o 10 libras de dito.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
gara :
Tisset freres 500 saceos com 2 500 arrobas de
sssacar.
Barca ingleza Queen Esther, para o Rio da
Prala :
Guilherme Carralho & C." 325 barricas com 2,397
arrobas e 30 libras assucar.
Brigue dinamarquoz Holstein, para o Rio da
Prata, carregara :
Bastos & Leraos. 10 barriscom 360 medidas de
agurdente.
Patacho americano Lansarote, para Boston car-
regam :
Henry Forster & C 1,297 saceos assucar com
6,485 arrobas.
Heccbedoria de rendas internas
ge mes de I'ern uro. buco.
Reodimento do dia 1 a 22. 47:808!>500
dem do dia 23.......1:7268415
49:534j945
Frete* par* o Canal a 50U e para li-
J^f-^/e-petertSmcat.
1/a pe* libra do algodatc
ALFARDEGA DE PERNAMBCO.
Pauta do jrtfo* dos generot sujeos dinitor
dttxmortmfo. -5eaa d* 16 a 30de marj
1861.
Mercadorias.
Abano* *...,?
Agurdenlo de cana. .
dem resillada e do reino
dem caxaea .....
dem genebra ....
dem alcool ou espirito
Unidades. Valere*.
eento 1000
. caada
o
>

de
I
64
agurdente......
Algodao em careco .... arroba
dem em rama ov em l.
Arroz com casca..... w
dem descascado ou pilado. >
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou aaon-
dobim....... caada
dem de coco .. t
dem de mamona
Batats alimenticia* .... arroba
Bolacha ordinaria propria para-
embarque.......
mfindeees. .......
Caf bom...... ;
dem escolha on restolho
dem terrado...... libra
Caibros-........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secea charque, ...
Carrao vegetal. .. >
Cera de carnauba en* Bruto. libra
dem idem em velas. ...
Charutos. ...... cento
Cocos seceos....... >
Couros de boi salgado libra
dem seceos espichado. >
dem verdes ......
dem de cabra cortidos um
dem de onca.
Doce seceos...... bra
dem era geleia oa masse >
dem em calda. .....
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
groo
SfOSS
sgioa
fTOCr
J70O
tlOO
3300
$
20069
2660
ttjco
3J0CO
7J609
6^40
38509
$m
840
*2flO
f408r
45OOO
1S6SO
1080
|40O
2850O
4J0OO
9205
350
#133
$280
ogooo
mooo
6600
9500
4g0u>
2S0OO
Illm. Sr. Diz D. Francisca Collecla Romana,
que bem de seu direiio precisa que V. S. se
digne mandar que o escriro de orphos Ihe d
por ceidlo o theor do edilal que se publicou e
no qual se declarara prodigo o seu marido Joa-
quim Coelho de Lima: nstes termos P. I V. S.,
Illoi. Sr. Dr. juiz de orphlos deferiraento. E
R. M.
Sim. Victoria 9 de margo do 1861. Ruarque
Nasarelh.
Antonio Ludgro da Silra Costa, tabellilo publi-
co de notas e escrivao do crime, civel e prira-
livo de orphlos, ausentes, capellas e residuos,
nesta cidnd da Victoria e seu termo, da co-
marca de Santo Ailo da prorincia de Pernam-
buco por S. M. imperial e constitucional o Se-
nhor D Pedro 11, que Deus guarde, etc.
Certifico que o theor do edilal de que faz meo-
llo a peticio retro, ds forma, modo e maneira
seguinte:
EDITAL.
O Dr. Antonio Joaquim Buarque Nazareth. juiz
municipal ede orphlos, nesta cidade da Vicio-
ra e seu termo d comarca de Sauto Ailo da
prorincia de Pernambuco por S. M. imperial e
constitucional o Senhor D. Pedro II, que Deus
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital rirem, que
de hoje perdanle ninguem venda nem escaimbe
ou faga algum outro contrato de qualquer oatu-
reza e condiges que seja com o majar Joaquim
Coelho de Lima, senhor do engenho Pacas deste
termo, visto que por inquiridlo de teslemunlias
e outras deouncias consta e=le juizo que o mes-
mo major Joaquim Coelho de Lima desordenada-
mente dispe de seus bens em prejuizo de seu
casal, so as penas da ordenarlo lirro 4, titulo
103, paragrapho 6, tem de prosegur-se nos ter-
mos da aecao de prodigalidad-?, afim de se Ihe
dar curador. E para que chegue a noticia do to-
dos, se passou o presente, quo ser afxado em
lugar publico e do costme, e apregoado pelo of-
Qcial de justiga deste juizo, serriudo de porteiro
como de semana.
Cidade da Victoria, 6 de margo de 1861. Eu
Antonio Ludgro da Silva Costa, escririo que o
escrevi. Antonio Joaquim Buarque Nazareth.
E mais se nlo contloha em dito edilal, que aqui
vai besa, tlel e verdaderamente extrahido por
certido do proprio original, ao qual me reporto
e dou f, e vai na rerdade sem cousa que duvida
faga, por mira escripto e assi^nado nesta cidade
da Victoria, seu termo da comarca de Santo An-
tao da provincia de Pernambuco, aos 9 dias do
mez de margo do anno do nascimento de Nosso
senhor Jess Christo de 1861, quadragesimo da
independencia e do imperio do Brasil. Em f de
rerdade, o escririo de orphlos, Antonio Ludg-
ro da Silva Costa.
Estara sellado.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1
dem do dia 23. .
a 22.
47:8078289
2:2278137
50.0348426
PRACA DO RECIFE
S3 DE MARCO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semaul.
Cu rapando evitar o abuso com quo alguns jui-
zea de pai mandara dar acoule* aem haver pri-
oaeiro procedido ao competente procesao, ouvido
o aeohor do oscravo, como seu defensor natural :
manda o regente em nome de Imperador, quo
Vrac. faga constar a todos os juzea de paz, que
nao dereal maadar agoutar escraro algum 6era
ene pr-isajiro os tenham devidatoonle areeessaio
o sentenciado, com audiencia do sou aeohor, ex-
pedalo ordem ao administrador do ealabouco
para nao aiandar dar acoutea, ae nao 6 vista de
documento, que nreve o que fica referido.
Dos guarde a Vmc. paco, em 10 de junho de
1837.Francisco Ge Aca/ba de Montezuma.
Sr. juiz de diteito chefe de policia.
3.* secqlo.Rio d Janeiro. MiuUUrvo dos
Ao publico.
Est entre nos, chegado do norte e com destino
ao Rio de Janeiro, o Sr. Numa Pompilio de Loyo-
la e S, dentista muito dislincio por sua inlelli-
gencia e pericia Com raro taleuto para a ci-
rurgia dentaria, elle fez desla arte a sua profis-
s.lo, que tem exercido por mais de dez annos
com summa felicidade.
Tendo ae demorar-se nesta cidade por algum
tempo, iiso recommendamos a tolas as pes-
soas que precisaren! de seus serrigos, afianzan-
do que elle est perfeitamente habilitado para
qualquer operaglo relativa sua arte, e que
reoneume lona pratlpa o conhecimento per-
feilo da anatoma physiologia dentaria.
Tendo nos deparado no Rio Grande** do Nor-
te e o'uma eofrespondencia do tetra* Per*an%-
Onoono com doclaracoes anonj me, relatiras a
elei(io desla apiial, cuja acta a diz Irt sido
falsificada com conaeutiokeuto da primeira auto-
ridad* da prorjzicia. deremos por noaoa bor, e
por amor da rerdade protestar contra IJo calum-
nio*a a**ercao, Qlha iinicamenVa 4o despeho de
um candidato malogrado.
Cambios----------Sobre Londres saccouse a 26
1/2; sobre Pars a 365 por f. ;
o sobre Lisboa do tC a 108 por
cenlo de premie, regulando
por 25,000 os saques da se-
mana.
Assucar----------O branco rendeu-se de 3
a 4J200 rs. por arroba, o so-.
menos* 2J800 rs., raascarado Ferreira.
purgado do 28400 a 2*600 rs..
americano de 810 a 2j2U0 rs.,
e canal ou bruto de 18800 a
1&900 rs. por arroba.
Algodlo----------Vendeu-se de8:)00 a8J>100rs.
por arroba do superior, e de
78750 a 7J900 rs. o regular.
Agurdenle Vendeu-se a 75JO0 reis a
pipa.
Couros Os seceos salgados renderam-
se de 190 a 200 rs. por libra.
Arroz-------------Vendeu-se de 2j800 a 3J0O0 rs.
por arroba do de Maranhao.
Azeite doce-------dem a 2*900 rs. por gallo.
Bacalho----------Retalhou-se de 13j500 a H&juO
rs., Ucando em ser 4,500 bar-
ricas.
Batatas----------Venderam-se de 18S00 a 28O00
rs. por arroba.
Garvao de podra- Vendeu-se de 143 a 15J0OO
a tonelada.
Caf----------------Vendeu-se de 63OOO 6J500 rs.
por arroba.
Chumbo---------- Em lengol rendeu-se a 20*500
rs. o quiulal, em barra a 19g
rs e de munigao de 23j)
248000 rs.
Cerveja-----------Vendeu-se a 4*i00 por du-
zia de garrafas.
Carne secca- A do Rio Grande vendeu-se
de 36800 a 46800 rs. por ar-
roba, e a do Rio da Prata de
3)200 a 3j6o0 rs., Gcando em
ser 31.000 arrobas da primei-
ra, e 10,000 da segunda.
Cobre-------------Vendeu-se de 640 a 680 rs.
por libra, e para caldereiro de
760 a 789.
Farinha de trigo. Tiremos na presente semana
tres carregamentos. dos quaes
um seguiu para ps portos do
sol, e dous flcaram : retalhou-
se de 258 a 288 rs. a barrica de
Richmoud. de 25$ a 266 rs. a
de New-York, o 328 rs. a de
Trieste, fkando era ser 7.500
barricas da primeira, 800 da
da segunda, e 200 da terceira.
Dita de mandioca Vendeu-se de 3*000 a 4*000 a
Meca.
Feijlo-------------dem a 11*000 rs. a sacca.
FolhadeFlandres-Idem de 19*000 a 20* rs. em
caixa.
Ferro O inglez vondeu-se de 51500 a
6#000 rs., e o de Suecia de
0* a 10 rs, pelo quintal.
Genebra----------Ernfrasqueira rendeu-se a 6*000
rs., e em botija a 390 rs.
Louja--------------dem a 300 por cento de pre-
mio sobre a factura, can Lio ao
par.
Manteiga- A ingleza rendeu-se a 600 rs.
e a franceza a 160 rs. a libra.,
ficando esa deposito 1.100
Queijos- Oe flamen*;* vendeu-se de
1*400 1*600 rs. cada um,
Touctolio- ? dem de 7ff5O0 a 8*006 rs. por
arroba.
Vinagre He de 00 a 1^0*009 ti. B
Vinnjis----------- dem de 280 a 3006 P'P
de de Lisboa.
Discoiato- De 10 a 18 poo*oto apa* an-
no, descontando a caixa cerca
d 350 contos de rs. a 10 por
canta leUru *14 & anta.
Esleirs para forro ou estiva de
navi0 ..... i- cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. Mqueire
dem de araruta.....arroba
Feijao do qualquer qualidade.
Frechaes........um
Fumo em folha bom. ...
dem ordinario eu restolho. >
dem em rolo bom
dem ordinaro restolho ...
momma........arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas.....cento
Toros..... ... >
Leonas e esteies.....um
Mcl ou melare......caada
Milho........arroba.
Pao brasil ...... quintal
Pedros de amolar urna
dem de filtrar.....
dem rebolo......
Piassara........molhos
Puntas ou chifres de vaccas e
norilhos.....". cento
Pranches de amarello de
dous custados......urna
dem louro.......
Sabio.........libra
Salsa parrilha.......arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta.....urna
Taboas de amarello .... duzias
dem dirersas......
Tapioca ......... arroba
Travs.........urna
Unhas de boi......cento
Vinagre ....... caada
Alfandega de Pernambuco 23 de margo de 1861.
O primeiro couferente.Clemente Jos Ferreira
da Costa. O segundo conferenle, Jos Alfonso
"trreira.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 16 da
margo de 1361. Barros.
Conforme. Joo Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro bscriplurario.
20800
1S600
I3OOO
6JO0O
1$500
5|C00
16$00O
800O
12S000
63OOO
2*400
253OCO
2S00O
10*009
5O3OOO
8240
800
oyoco
*80O
IO3OOO
120
8200
4800O
168C0O
83OOO
5OS8
253000
53OOO
234OO
104*500
70OOo
3*200
10*000
S300
C280
Movimento do porto.

iVantos entrados no dia 23.
Acarac e portos intermedios6 dias, rapor Ja-
guaribe, commandaute Manoel Joaquim Lo-
bato.
Rio de Janeiro 20 dias, crrela nacional Ba-
hianna, commandanie o capillo de fragata Jo-
s Maria Rodrigues. '
Rio de Janeiro25 dias, brigue naciooal Concei-
o, de 177 toneladas, capillo Jlo Flores do
Amaral, equipagem 12, carga rinho, manteiga
e mais gneros ; a Azeredo & Mendes.
Montevideo47 dias, brigue nacional Veloz, de
178 toneladas, capillo Lauriano Jacinlho da
Carralho, equipagem il, carga 2,570 quinlaes
de carne ; a Amorim Irmao.
Ass 11 dias, hi te nacional Dous Ir mos, de
61 toneladas, capillo Joaquim Jos da Silvei-
ra. equipagem 6, carga aal ; a Martios Irmao.
Nlo houreramsahidas.
Navios sabidos no dia 24.
Assu' hiate brasiteiro Beberibe capillo Bernar-
dino Jos Bandeira carga varios seeros.
Porto brigue portugez Amalia 1" capitao Jos
de Souza Armellos, corga assucar.
Para biate brasiteiro Sobraleuse. capitao Fran-
cisco Jos da Silra Ralles, carga assucar.
KS
o.
m
B
Horas
1
S
sa
B
atanoapAsra.
Cf
ce
en
O
o

8 2 2
Direcco.
Inttnsidadt.
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FaArsnhett.
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Jfe.
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8
3
8
8
8
Centgrado-.
Hygromstro.
Cisitrna kuiro-
metrica.
Francs.
Inalei.
s
O
a*
i
o.
A noite churosa, vento fresco at as 11 h. 15t
da noite, do quadrant do SE e depois calma.
OSCILADO Di
Preamar al h. e 30' da Urde, altura 6, p.
Beixsmar ae 7 h. 16' da manle, altura 1.6 p-
Obterratorio de arsenal de flaarinha, 98 de
marjo de 1861.
te*ANO Stepplb,
4 lente.

1 1* -


(4)
Editaes.
DliRIO DE PRIUUBMDCO. =- ER^a TURA 16 0E MARCO DE 1*8 U
^^
Mk
A cmara municipal dests cidade faz publi-
co para conhecimento de quena interessar. ae
?ai dirigir ao Exm. presidente da pro'inrjlium
proposia de allerac,ao da planta da c;.,jade, com-
preheodendo o areial das Cinco Poutas.consislindo
alterado na soppressao do quarteirio de casia
da rus das Cinco-Poutaa, ao lado da fortaleza
oeste nome, quo avancam do alioharoento das
outras ; do proloogamento at a praia do S.Jos
da.ra que vem da fabrica de gaz etc. A refor-
ma da plaa est, patete na secretaria da mes-
toa cmara para ser examinada pelos interes-
sados.
Fac.0 da cmara municipal do Recife emsesso
de 18 de margo de 1861.Luiz Francisco de Bar-
ros Reg, presidente. Haooel Ferreir Accioli,
secretario.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para coohecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedadea pertencentes
o patrimonio dos orphaos desia cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesla the-
souraria, certos de que, se o nao Uzerem, sero
os mesmos dbitos remeuidos parajuizo, aQm de
serem cobrados judicialmente.
E para cooslar, se mandou arrizar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernambuco, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Amorim.
COMPAMI IBUGANA
DB
Navegacdo costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, 10-
Rue para os portos do norte at a Granja no da
6 de abril s 5 horas da tarde. m
Recebe carga al o dia 5 ao meio dia. Eocom-
mendas, passageirosedinheiro a frete at o dia
da sahidas 2 horas : escriptorio no Forte do
Ma.tos o. 1.
COMPANIHA
DAS
Declaraos.
Messageries imperiales.
I Previne-se os carregadores pelos paquetes
; vapor francezes que a companhia se encarrega
de segurar todas as mercadorias, valores etc.,
que se carregar a bordo dos ditos paquetes se-
gundo as clausulas e eondiccoes de urna apolice
assigoada em Franca. Na agencia ra du Tra-
piche n. 9, se dar todos os esclarecimentos ne-
cessarios.
^dministraco do correio
Pela administrado do correio desta cidade se
faz publico para fins convenientes, que em vir-
tude do disposto no art. 138 do regulamenlo ge-
ral dos correios, e art. 9 do decreto n. 785, de 15
de maiode 1851, se proceder o consumo das
caitas existentes nesla adminislracao pertencen-
tes aomezdo marco de 1860, no dia 3 de abril
prximo, s 11 horas da manha, na porta do
mesmo correio, e a respectiva lista se acha desde
ji exposta aos interesados. Correio de Pernam-
buco, 24 do margo de 1861
O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
O lllm. Sr. regedor do Gymnasio manda
avisar aos paes, tutores ou correspondentes dos
alumnos internos, meio-pensionistas e externos
do mesmo Gymuasio, que no dia 23 do correnle
principia o recebimento das mensalidades, cor-
respondente ao 2o trimestre, do Io de abril ao ul-
timo de junho.
Secretaria do Gymnasio Proviucial de Pernam-
baco, 22 de margo de 1861.
O secretario,
A. A. Cabral.
Pela conladoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de e3labelecimentos, On-
da-s no ultimo do correnle mez, e lodos aquel-
Jes que nao pagarem dentro do prazo marcado,
licam sujeitos mulla respectiva.
Contadura municipal do Recife 20 de marco de
1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Tliboual do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se laz publico, que nes-
la data licou registrado o papel de distroto fei'.o
por Antonio Correia Gomes de Almeida c Anto-
nio Carlos Pereira de Burgos P de Len, socios
da firma commercial de Almeida & Burgos, li-
cando o socio Gomes de Almeida desonerado de
toda a responsabilidade social, visto lercm ac-
cordado em ficar o socio P. de Len eocarrega-
do da liquidaco do activo o passivo do estabe-
lecimenlo social em dala de 28 de fevereiro ul-
timo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 23 de margo de 1861.
Julio GuimaresOfOcial-msior.
Pela cootadoria da cmara municipal|do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimento linda-
se no ultimo de margo vindouro, e todos aquelles
ue nao pagarem deulro do prazo, ficam sujeitos
q mulla de tres porcenlo.
Conladcria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
Por ordem da directora e em cum-
primento do disposto no an. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anuo liado, vai-se proceder dentro do
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substituirlo das notas de 20$. da emissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861O secretario da directora
Francisco Joao de Barros.
Vi ce Consulado de
Espaa. I
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
dol pasado para l renovacin de las carias de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M.'
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
disponia ; los eraplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para verimcar-los, advirtiendos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de .
pagar 200 reales de velln de multa, con destinos
la Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio ;
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-' t,. p
miento. los que no se hayan presentado no lerCa-leira 2(j (10 COITente.
serao considerados como Espaoles y no recib- i Anlunes far leilo por mandado do Exm. Sr.
rao proteccin y auxilio de este vico consulado Dr. juiz especial do commercio e a requerimento
cuando lo necesiten. de Silva k Santos, dos gneros, dividas e per-
Pernambuco, 20 de marzo de 1861El vice tencesda taberna sita na ra do Rangel n 18
cnsul, Juan Anglada Ilejo. \ cujo bataneo existe em poder do referido agent
Novo Banco de Pernambuco,,para ser "ainado,12 horas em ponto.
O novo banco paga o 6- dividendo '
de 12/J500 por accao. \
Conselho administrativo, ;
0 conselho administrativo,' para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objectos \
seguiutes:
Para os armazens do arsenal de guerra.
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 13 .
a 16 pollegadas de largura e de 26 a 28 palmos j Costa Carvalho (far leilo terca-feira 26 do
de comprimento. correte, de 2 carrocascom 2 bois proprias para
1 duza de cosladinho de smarello. carregar gneros, no'dia cima ao meio dia era
12 c meia arrobas de arcos de ferro de polle- ponto defrome da escadinha da alfandega.
gada e meia.
5 arrobas de oleo de linhaca.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
abril prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
marro de 1861.
Bento Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
j Rio de Janeiro
; O veleiro e bera conhecido brigue nacional
, Damo pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do correnle ; s recebe passagelros
e escravos a frete, para os quaes lem excedentes
commodos : irala-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruz n. 1.
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
I Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servido tendente
ao mesmo vapor.
Para o Mar-
nho,
tocando no Acarac. segu brevemente o patacho
EmulacSo, capito Antonio Gomes Pereira :
para alguma carga que Ihe falta, trata-se com
Moreira & Fe.reira, ra da Madre de Dos n. 4,
ou com o capitao.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
At o dia 28 do correte espera-se da Europa
o vapor Tyne, coramaudante Jelicoc, o qual de-
pois da demora do costume seguir para o Rio
de Janeiro locando na Babia, para passagens
etc., tratase com os agentes Adamson. Howie &
C, ra do Trapiche Novo n. 42.
Para a Rahia segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga qua
lhe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos,
n. 12,
Para o Aracaly
O hiale Camaragibe : para carga e passageiros,
trata-se na ra do Vigario o. 5.
Le loes.
Transferencia
Taberna da ra do Ran-
gel n. 18.
LEILO
DE
2carrocas e 2 bois
LEILO
Avisos martimos.
Porto.
Sae at o dia 24 do correte o brigue Amalia
1." : para passageiros, pira o que tem excelentes
eommodos, trata-se com o consignatario.Maooel
Joaquim Ramos e Silva, ou com o capito.
Aracaty.
Para este porto seguir brevemonle o hiate
Exhalagao ; pora carga e passageiros, trata-te
com Curgel Irmaos, na ra da Cadeia do Becife,
primeiro andar n 28.
Para a Baha
A sumaca nacional Horlencia pretende se-
guir com muiu brevidade, tem parle de tea car-
regamento prompto : para o resto que lhe falta
irata-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendes, do sea escriptorio ruada Cruz d. 1.
caixasnoarmazemaltandegsnio do Exm 4T:^v **~ A ~*,. ^ J
bario do L.yramento no cae. .'Apollo, AVISO aOS OCVeO-
e aht se efFectuwt' o leilo: terca-feira '___j ,
26 do crtente as 11 hora, em ponto. YQS Q& QiaSSl fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joao Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira todos os Srs que sao devedo-
res a mesma roassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazo de 15 dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobranca judicial.
Na li vrana n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissei Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se aloja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
J. Boistelman, subdito hanoveriano, reti-
ra-se para a Baha.
Domingos Rodrigues de Andrade vai a Eu-
ropa com sua senhora.
. O abaixo assigoado, estando prximo a par-
tir para a Europa faz sciente que deixa em seu
lugar, devidameDte autorisido para tratar de to-
dos os seus negocios, e dependencias, seu Qlho
J. F. II. Braga. Recife 21 de mar50.de 1861.
J. M. Braga.
Quara-feira 27 "do corrente
O agente Camargo fara' leilSo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requerimento de Fer-
rara & Martins da taberna da ra do
Rangel, a qualoi arrestada a Antonio
Bento de Campos, consistindo em ar-
macao, gneros e mais objectos, no
mencionado dia as 11 horas era ponto.
Leilo
Terca-feira 2& do corrente s
10 horas em ponto.
DE
100 bar**icas de cerveja.
NO ARMAZEH DO ANNES.
O agente Camargo fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de 100
barricas de cerveja no nrmazem do Sr.
Annes, ajj correr do marsello, no men-
cionado dia as 10 horas em ponto.
Avisos diversos.
S. Lovrden, subdito ioglez, vai ao Rio de
Janeiro.
Troca ou venda
Troca-se por predios na praQa, ou vende-se o
engenho Capoeiras. moente e corrente, sito na
fregueia de Serinhem e na margem do rio do
mesmo nome, distante da linha frrea urna le-
goa. bom de agua, com capacidade para se le-
vantar uns deus ou tres, todos de agua, por ter
urna legoa de trra quadrada e para mais de dous
tergos anda em mata. Tambem se far nego-
cio com a safra criata, boiada oquanode carga,
e al mesmo alguns escravos : a quem coovier,
procure para o ajusie a Bernardo Jos da Cma-
ra, no engenho Cuyambuca, em Agoa-preta ; e
para informages. na pra$a ao Sr. Lu Jos Pe-
reira Shnes, ua ra do Livrameuto n. 2t.
Tendo sido convidada pela irmandade do
SS. Sacrameolo da Boa-Vista a irmandade de N.
S. de Soledade da mesma freguezia para acom-
panhar em procissao o Saniissimo Viatico aos
enfermos no dia 27 do correnle mez, pelas 7 ho-
ras da manha a mesa regedora da mesma Ir-
mandade convida e roga a lodos os seus irmos
que comparegam no coosistorio da mesma, pe-
las 7 horas da manhaa, para, encorporados, a-
compaoharem a mencionada procissao.
Luiz de Azevedo Souza.
Escrivo.
Aluga-se um pretode idade para qualquer
servigo ; na ra da matriz da Boa-Vista n. 35,
segundo andar. Na mesma casa precisa-se de
urna preta quo saiba veoder na ra.
-- O bilheto inteiro n.1266 da quinla parte da
quinta loloria, e primeira de sexta lotera a bene-
ficio do hospital Pedro II, pertence ao Sr. Joa-
quim Jos Alves da cidade do Porto.
F. Villela, retratista da augusta casa imperial,
em seu estabelecimento na ra doCabug n. 18
primeiro andar, entrada pelo patoo da matriz'
tem lindos alQoelcs de ouro de Iei para colloca-
rera-se retratos. No mesmo estabelecimento ti-
ram-se retratos por
Ambrolypo e por melainolypo
Sobre panno encerado, proprios para remette-
rem-se dentro de cartas.
Sobre malacacheta ou talco, especiaos para al-
linetes ou cassoletas.
Retratos transparentes, ofTerecendo o mesmo
retrato duas vistas,
urna em cores outra em preto e branco.
Retratos a oleo, de todos os tamaohos al o
ponto natural.
Aluga-se
por lodo o preco que for conveniente a loja da
ra Direita n. 87, com a armago propria para
todo e qualquer estabelecimento ; a tratar na lo-
ja da ra do Queimado n. 46.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salo da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista ara erica.
no tem recen temen te recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen*
to de caixas para retratos de 30000 rs.
cada um, as pessoasque desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na artf
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condiqrjes muito
razoaveis.
Os cavalheirose sen horas sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Precisa-se alagar orna casa em qualquer das
ruis de Santo Antonio ou S. Jos, paga-se bom
aluguel : quem Urcr annuncie.
MM,
Precisa-se de orna ama para servir urna mu-
Iner que est doente : a tratar na ra do Noguei-
ra o. 21.
A!uga-ae um grande sitio na estrada de Joao
de Barros, com casa para grande familia, cochei-
ra, estriara, casa para prelos, boa cacimba com
taDque, e um grande vivMro, boas baixas para
capiro, mullos arvoredos de varias qualidades : a
trauma mesma estrada, casa antes de chegar a
capella,
Adrelino Ribeiro Barros, brasileiro, vai &
Europa tratar de sua saude.
Attenco.
Rogamos aos Srs. que liverem contas a receber
de Louis Lucien Poulain, de terem a boodade de
apresenta-las al o fim do corrente mes', para
serem pagas no armazem de Letellier Perard, na
ra da Cadeia do Recife o. 14.
. Precisa-se alugar urna ama para todo o ser-
vico de urna casa de pouca familia, preferindo-so
escravo; no becco do Campello n. 4.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Junqueira, na comarca do Cabo, ao p da esta-
c.o da Ilha ; quem pretender, dirija se ao mes-
mo engenho, a tratar com o rendeiro.
Aluga-se a loja do sobrado da ra
da Impcratriz n. 58; a tratar na mes-
ma ra n- 40.
(GASA
DE
comipisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebera-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seus senhores, enancndo-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento para os mesmos. afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com as
diligencias que da paite do commissionado flzer,
para em ludo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sus confian;), no que es-
pera merecer attenco tanto dos senhores que
h'os quizerem cooQar para vender, como aquel-
les que pretendan: confiar, pois espera -ter sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
Philip Frilh Needham, subdito iuglz, reti-
ra-se para os portos do sol.
Atiendo.
A pessoa que liver urna escrava de boa con-
ducta, que saiba cozinhar Soffrivelmente e en-
gommar, querendo aluga-la, dirija-se a ra do
Hospicio n. 35, que se pagar com generosidade.
Caixeiro.
Um moco recentemente chegado de Portugal,
com as habililaQes necessanas para o commer-
cio, tanto em grosso como a retalho, o tendo sof-
fnvel Iftra, o qual serve tambem para servido de
escriptorio, e se offerece aquellas pessoas que
delle se quizerem utilisar de seus servigos, te-
nham a bondade de se dirigir a ra da Cadeia
oja n. 44.
Attenco
Terca-feira '26 do correte.
Costa Carvalho far leilo no dia cima s II
horas em ponto por conta de quem pertencer de
200 barricas de cerveja marca muito acreditada,
a qual ser entregue pelo maior preco encon-
trado.
Consulado de Franca
LEILO
O agente Hyppolito da Silvaa autori-
sadopelo Sr. Cnsul de Franca fara'
leilSo em sua presenca por conta e risco
de quem pertencer de duas camas mar-
cas EAB& C. e MJGF ns. 3596 e 3597
contendo 50 frascos com ameixas cada
ama, a variadas a bordado navio ((Sol-
ferino, capitao Laisn, acbando-se as
C0MP.4M1IA DA YIA FRREA
RECIFE A SAO FRANCISCO
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que terca-feira
26 de marco e al outro aviso o trem para a Es-
cada partir das Cinco Pan las as 8 1)2 horas da
manhaa e voltarda Escada para as Cinco Pontas
a 1 3|4 horas da Urde.
O trem que partir das Cinco Pontas as 4 li
horas da tarde chegar somonte at a Villa do
Cabo.
AssignadoE. H. Braman,
Superintendente.
Vende-se a taberna da ra da Praia n. 54
muito afreguezada com pocos fundos propria para
principiante quem a pretender derija-se na mes-
ma cima.
Maooel Cavalcante de Albuquerque e Joa-
quim Cavalcante de Mello, da provincia de Ala-
goas, retiro-se para fra do Imperio.
Quem precisar de urna ama para todo o ser-
vido interior 'uma casa ; dirija-ae a ra do
Apollo n. 7. E' porluguei existe nesta ierra
quatorze mezes ja est pratica nos coslumes do
pas.
Desapareceu, no dia 20 do corrente, da ci-
dade de Olinda, urna preta de nome Luiza do Q'
que representa 50 annos de idade, pouco mais ou
menos, levando vestido saia de musselioa encar-
nada, panno da costa j velbo ; secca do corpo.
pernas finas e bastante cabello branco ; algum
tanto maluca, era consecuencia da Idade. Pro-
lesta-se contra quera a tiver acoutada, e pede-se
quem a apprehendes de leva-la 4 agencia do
correio em Olinda, que se gratificar.
Compra-se ou aluga-se um preto ou prete
que saiba cozluhar : emfora de portas ra do Pi-
lar n. 143.
Vende-se psde larangeiraade umbigo e da
china, de sipoli, fruta pao, abacate, lirno para
cerca e outras qualidades de fructas. Na pante
de Uchda sitio de vinva do Joo Carroll.
QUEM NAO TEM VERGONHA, TODO MUNDO
SEU
Aquelle Sr. que no dia aabbado 16 da corrente
mez foi na freguezia do Poco da Panella em caza
do paroche tirar urna licenca para baptisar nma
crianca, e pedio um guarda sol imprestado, trete
de restituir a sen dono, do contrario rer seu
nome por extenso oeste Diario para conhecido de
lodos, e em ultimo eae passar pela vesgonha de
sea obrigado judicialmente ; acedes deslas nao
alo de honra, para quem quer ?iver-com crdito
, na sociedade.
CONSULTORIO ESPECIAL
HOMEOPATniCO
no
. CVSAAOVA,
30--Roa das Crozes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Ca-
tellan e Weber, por pregos razosveis.
Os elementos de homeopathia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
Vende-se farinha de mandioca muito boa,
sacco grande, por 5JJ500, a dioheiro ; na rus No-
va n. 33.
R0D0LPH0 Al 0 LOMO ASSAS-
SINO
Vende-se este importante romance a 2j cada
exemplar : na loja de livros da Praca de Pedro II
numero 6.
Aluga-se urna loja no becco do Padre, pro-
pria para qualquer officina ; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Precisa-se de dous homens para trabalhar
com carroca, prefere-se do Porto, e que d co-
ohecimento de sua conducta : as Cinco Pontas
numero 71.
Peixe barato.
Na terca, quarta, quinta e sexta-feira da sema-
na santa ; do viveiro do Huoiz, no aterro dos
Afogados.
Attenco.
Grande cosmorama.
Gabinete de alegra.
Na ra da Imperatriz n. 21.
Representa todas as noiles as priocipaes cida-
des da Europa. Azis, frica e America, os mais
notaveis jardins, pracas, palacios, grandes edifi-
cios, cacadas de animaes ferozes, cavalhadas, a
grande guerra da Russia e da Austria, e todas aa
facanhas de Garibaldi. As vistas sao mudadas
duas vozes por semana. Entrada 500.
O Sr. Sebastio Lopes Ferreira Guimares
deixou de ser caixeiro do abaixo assigoado desde
hontem 21 de corrente. Recife 22 de marco de
1861.Maooel Jos de Paria.
Os abaixo assignados fazem sciente que o Sr.
Jos Antonio Loureoco Soure deixou de ser seu
caixeiro desta data em diante, e agradecer ao
mesmo seuhor os servicos que preatou durante o
tempo que esteve em seu estabelecimento. Re-
cite 21 de marco de 1861Mamede & Martina.
AMA.
Precia-o de ama ama: na ra eslreita do Ro-
sarlo, casa o. 2X1, segundo andar.
Precisa-se de alguma quanlia de dinbeiro a
premio sobre bypotheca de predios nesta cidade:
quem pretender fazer este negocio, dirija-se a
esta lypographia em carta fechada com as Ini-
ciaos A B. C, indicando sua morada para ser
procurado.
ASSOCIACO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Terga-feira 26 do corrente haver sessao ex-
traordinaria da assembla geral para fins de
transcendente importancia ; es senhores socios
em dia e nao em dia devero cemparecer as 7
horas da noite do mencionado dia porque se tra-
ta de negocios urgentes.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 21 de margo de 1861.
Joo Francisco Marques.
1." secretario.
Ultima moda de Paris
Enfeites de cabera para as se-
nhoras de boin gosto.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
1 B. sonde as senhoras acharao um completo
sortimento de enfeites de cabega, tanto prelos,
como de lindas cores, da ullima moda de Paris,
recebidos oo dia 16 pelo vapor francez, pojs as
senhoras que desejarem ver poderao mandar pe-
dir, que promptamente se lhe mandaro as amos-
tras, pois estamos bem convencidos que em vista
de ricos que sao ninguem deitar de comprar:
isto s na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug
o. 1 B.
As verdadeiras luvas de pelli-
ca Jouvin.
S na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug n.
IB, recebera se um completo sortimento das
verdadeiras luvas do pellica Joutin, sendo das
cores seguintes : pretas, cor de canna, aroaiellas
e brancas, sortimento completo, tanto para ho-
rnero como para senhora, pois afianzamos a boa
qualidade e fresquido, pois se recebeu em di-
reilura pelo vapor francez : s na loja d'aguia de
ouro, ra do Cabug n. 1 B.
Vende-se urna rede de costa com parle de
seus pertences : quem quizer ver o seu estado,
v a ra do Livramento n. 13, que se dir quem
a tem.
Vende-se um sobrado de tres andares, em
urna das principaes ras do bairrosde Santo An-
tonio ; quem o pretender dirija-se a ra do Cres-
po o. 9.
Antonio Pereira da Costa Lima, vendeu a
sua taberna sita na ra Direita n. 113, ao Sr. Ma-
noel Fernaodes de Oliveira. Recife, 23 de mar-
co de 1861.
Troca-se urna clula de Santo Antonio, ri-
camente ornada e acabada de novo, obra de gos-
to, o um nincho de jacararra dourado por den-
tro e de muito gosto, com as imagens seguintes:
um menino Deus grande, com resplandor e alper-
catas de ouro fino em nma rica peanha dourado,
um aujo Raphael com Tobias pela mo, obra de
pedra e ricamente perfeita, um Senhor dos Pas-
sos com tnica bordada de ouro e todo prompto
e tres imagens de Nossa Senhora da Saude, ludo
novo orecenlemenie chegado; na ra da Impe-
ratriz n. 29.
Na ra Nova n. 55 precisa-se fallar com o
Sr. Manoel Pereira de Andrade.
Precisa-se alugar urna preta fiel para casa
de pouco servico; a tratar na ra da Cadeia n. 30.
O Sr. que levou da loja da prac.i da Inde-
pendencia ns. 1 e 3 duas pacas de cambria lisa
no dia 18 do corrente, bem coohecido, e por
isso tenha a bondade de as vir pagsr, visto o al-
finete que deixou nao valer a metade, do con-
trario se far ver ao publico o seu nome.
Precisa-se de urna' ama de leite para aca-
bar de criar ora menino com 9 mezes, paga-se
bem : na ra larga do Rosario n. 5.
Manoel Jos do Nascimento Silva e Narciso
Jos Netto, subditos portuguezes, reliram-se pa-
ra Portugal.
Aluguel
Precisa-se de urna ama de leite sem filho ; na
estrada de Olinda, a quinta casa depois da pad
ria (Lhboaf.onde Se tratar.
Veneravel
contraria de Santa Rita de
Cassia.
Convido pelo presente a todos os cnarissimos
irmios a compareceris paramentados de hbitos
em nossa igreja nos dias 28 do corrente as 8 ho-*
ras da manhia, e as 4 da tarde ; no dia 29 as
mesmas horas ; no dia 30 as 7 horaa da manha ;
e no dia 31 aa 7 horas da manha, afim de assis-
tirem aos actos da semana santa, e acompanha-
rem as procissoes do Senhor moflo e ressussi-
tado: assim como peco em nome da mesa re-
gedora aos moradores das ruaa pelas quaes tem de
passar as mesmas prscissdesde mandarem varrer
as testadas de suas casas, que sao as seguintes :
ra de Santa Rita, travessa da ra de S. Jos,
ra de Santa Cecilia e resto da ra de Santa Ri-
ta largo da Penha, Rangel, Queimado, Praca de
Pedro H, Imperador, ao vollar para a ra das
Cruzes, Praga da Independencia, Cabug, Nova,
Flores, Camboa e largo do Carmo, Hortas at o
chararu ao voltar para a ra Imperial, Cinco
Ponas, Direita ao sabir na ra do Livramento,
voltando pela ra da Penha, ra da Assump^o.
Nogueira, Santa Rita a recolher-se. Peco aos
respectivos irmos que se digoarem acompanhar
as procissoes de comparecerem as horas do con-
vite.O esenvao,
Joo Pedro de Jess da Malta.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, Jo-
s Luiz de Oliveira Azevedo e Francisco L.
O. Azevedo, agradecem cordialmenle a
seus amigos a maneira bondadosa com que
se dignaran) adherir ao seu convite, assis-
lindo a missa hontem celebrada na matriz
do Corpo Santo, por alma de sua sempre
chorada mi D Rosa Joaquina dos Aojos e
Azevedo, e pedem ao mesmo lempo des-
culpa aquelles dos amigos que deixaram
de ser convidados especialmente, devido
nao falla de reconhacimento que lhes
deudo, o que do fundo d'alma lhe tribu-
tan), mas ao doloroso senlimento que os
opprime par lo infausta perda.
Aluga-se o seguuo auuar ua casa
de Santa Rila n.27 ; trata-se no primeiro andar.
Precisa-se de um rapazinho de 12 a 15 an-
nos. e que d flanea de boa couducta pare cai-
xeiro ; no estabelecimento photographtco, ra
da Imperatriz d. 14.
Victorino Teixeira Leite. lendo no Diario
de Pernambuco de 21 do corrente um anniincio
do Sr. Jos Dias da Silva, oo qual uo s declara
nao poder o respondente retirar-se para fra da
provincia sera que lhe pague a quantia que lhe
levedor, como ousou pedir ao Sr. Dr. chefe de
polica privassea sabida do mesmo respondente
declara ao dito Sr. Dias da Sil?a nada dever-lhe'
como j por vezes lhe tem feito sciente, pois
divida a que o mesmo senhor se refere est com-
petentemente paga pelo respondente desde 4 de
dezero*r.o de 1849, e o recibo abaixo copiado
que o respondente tem em seu poder, o prova
se o annunoantejulga-se.noooslanle isto.com
algumjl)reito, proponha sua acgo, e o respon-
dente protesta defeoder-se.
Reeibo.Recebi do Sr. Victorino Teixefra Lei-
te a quanlia de 502800 de duas letras, assim co-
mo recebi os juros o a importancia dos protestos
das mesmas, ficando assim pagas ditas letras e
(cando eu obrigado a dar-lhe as ditas letras lo-
go que decidir-se a questo que tenho com meu
irmao o Sr. Jos Dias da Silva, em poder de
quem estao as ditas letras sem eulhe ter passado
pertence,-e ncm cesso alguma : e por eu estar
pago e satisfeito, passei o presente,* que assignei
ficando ditas letras sem vigor algum. Recife 4 d
dezembro de 1849.Joaquim da Silva Mouro.
Em visla disto avalie oSr. Dr. chefe de po-
lica e o publico da boa f do Sr. Jos Dias da
Silva. Recife 22 de marco de 1861.
Victorino Teixeira Leite.
Claudio Dubeur, proprietario das linhas de
mnibus faz sciente a todos os senhores que
comprara bilhetes para ent/ada dos mesmos m-
nibus, que os referidos bilheles s jlo entrada
e sao admissiveis nos dias uteis. como esl es-
cupi margem dos mesmos, sendo os respecti-
vas passageos pagas a dinheiro nos domingos e
diassantos. E'. portsnto, para evitar qualquer
equivoco que se faz este.aviso e para que nin-
guem ignore que nos domingos nao se recebem
bilhetes e s iim as lindas sedulas novas ou
mesmo palaces velhos.
Companhia do Be-
beribe.
Para cumplimento do disposto no
art. 1- do decreto n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados os
Srs, accionistas da Companhia do Be-
beribe a se reunirem em assembla ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companhia. Re-
cife 21 de marco de 1861.O secreta-
rio, Manoel Gentil da Costa Alves.
A mesa regedora da irmandade do
Santissimo Sacramento da matriz da
Boa Vista convida a todos seus irmaos
para comparecerem na metmi matnx
no dia 27 do corrente mez as 6 horas
da manhaa afim de acompanhar ao Se-
nhor Sacramentado aos enfermos. Con-
sistorio 21 demarco de 1861.
Precisa-se de urna pes-
soa com habilita coes para ser
contramestre de una casa de
alfaiate: n ra da Madre de
Dees n* 36, primeir) andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel do Nasci-
mento Leilo, que mora em Olinda, nesla lypo-
graphia.
Duarte Almeida & Silva tem justo e contra-
tado com o Sr. Manoel Jos de Castro Guimares
a taberna sita no pateo do Carmo n. 9, e por isso
fazem sciente pelo presente annuncio.para no ca-
so que alguem so julgue credor da dita taberna
aprsenle suas cootas no prazo de 8 dias.a contar
desta data, na rus do Imperador n. 27, segund
andar. Recife 22 de marco de 1861.
Mil,
Na rea da Cadeia o. 3. escriptorio de Goureia
& Pilbo, ou na ra do Queimado n. 29, precisa-
se fallar ao Sr. teneote Joaquim Jos da Costa a
negocio de seu inleresse.
STAHL C.
RETRATISTA DtUL 1. 0 IMPERADOR.
Roa da Imperatriz numero U
Outr'ora Aterro da Roa-Vista.)
YVctr^^em to&os estylos
FinuM ^ao naUml em
oleo e aquareUa.
Coplas de dagueneotypo
c ouItos artefactos.
\mbrotypos#
gens.
Costuraras.
!a precisa-se de algumas costu-
reirs que estejam acostumadas a coser
costuras de alfaiates, para trabalhar por
diaem casa de familia : na ra Nova
jauto a Conceico dos Militares n. 47.


a.
_____
DIARIO D fUNAHlUCO. k- TEBCJL #EUU II DE MARCO DI 1161.
(5)
' O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARBDLHA B)<3> R. T@WW8EIIE)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chlmico e medica celebre de Kew York
-----------------g------------------------------
New-York, havemos vendido duran te muilos an-
GRANDE SPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isio ha de ser, visto o partide importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'ura hornera d'es-
tatura meiiana est avaliada pelas as priraeiras
autoridades em vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas on$as sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posic,o extensiva tem sido formada e destinada
cora adrairavel sabedoria a destribnir e fazer
circular esla correntb de vida por todas as
partes da organisago. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se erapregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde ~U\V^* T*0' *lelcner 3lreel-
cora velogidadk elechuca a corrupciones OLLUil.M RFSSON&Co, 127 Maiden
nos o extracto de salsa parrtlha do Dr. Town-
send, considera molo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual priraeiramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD PAUL, 4.0 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden LaBe.
JOHN CARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R.B. HAY1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBN S & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL. WELL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY &Co, 4 Fletcher Street.
VELOGIDADE ELECvlUCA a Corrupto
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lamja-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
alocada orgo e cada teagem se faz complta-
mele saturado e desordenado. Desta maneira
a circularlo eviJen'temento se faz ura engenho
PODBroso de doun$a. Nao obstante ple tam-
bera obrar cora igual poder na criagao de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local oa geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gse pJe fazer-se puro e saudavel Gcar upeiior
a doen$a e inevitavelraente evpellir Sa consli-
tuijao
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Slreet.
SCHIEFFELIN, BBOTHER & Co, 1*6*
I06JobnSt.
LEWIS & PR1CE. 55 Pearl Street.
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RUSHTON, CLARK &Co, llOBroadway,
10 ster.
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ONDE E DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE E* PODR1DO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que l5o grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washington), Brooklym, sob a inspecco directa
do muito conheciilo chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidade jis New-Yotk, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
extracto costposto de salsa parrilha
DO DR. TOWNSEND.
O grande puriftcador do sangue
CURANDO
FOINMUAS DE Ittt.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as ben conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou RALENDARIO eeclesiastico e civil para o
. bispadode Pernambuco.. .r.-. r. r. 160 rs.
Ultd de algbeira contendo alm do karendario eeclesiastico e civil,
explicago das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porle das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de belles e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade. 320 re.
Ultd dltCl .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
. sexta-feira da Paixo, (era portuguez). prego..... 320 rs.
Vitado ClllllClHk civil, administrativo, commercial eindustrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:....... 1*000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se militas alterares, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta orderu,
(que todos os dias soffre mudanzas) acrescentando~se a nu-
nieraco dos estabelecimentos coinmerciaes e industriaes; aJo MejaTagida'njj: MIuadQ
d'aqui consta ne fluido circulante, e ne-
nhura medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gura direito ao-cuidado do publico.
O sangue O sangue o ponto no quai
se ha mysler fixar a attencao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
INGERSOLL&BROTHER, 230 PearlStrett.
J08EPH E. TRIPH, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLET, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CGBLIES&CLAY, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Nos, os Asignantes, Droguista na cidade de Street.
O Herpes
AHeryswela,
A ADSTRrCCAODO YBN-
TRE,
As Alporcas
OsEFFEITOS DO AZOtN
GUE,
Dispepsia,
AS OoENC AS,DE PISA-
DO,
A Hidropesa .
A Impingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Dehilidade ceral
As Doengasdepelle
As Rorbulhasna ca-
ra,
As Tossbs,
Os C atarr-jos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante--se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algum ouiro puriGcador do
sangue, conserva-se em lodos os limas por cer
lo espago d lerapo.
tem assignatura a certidao do Dr. J. R. Chllon, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Town?:nd
exterior da papel verde.
No escriptorio do proprielario, 212 Broadwy, ew York, e em Perr.ambueo ne ra da Croen. 21, escripoo, I. andar, tam-
iem ne botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE 1 ROJS OPERADOR.
t RlADAGLOMl, 1S lPOFCIMi03
Cliiea por ambos os syalemas.
O Dr. Lobo Moscoso dcoosultas todos os dias pela ror.nha, e de tardedepoisde 4
joras. Contraa partidos para curar annualmente, nao sopara act^ade, comopara oengenfaos
u outras propriedades ruraes.
Os chumadosdevem ser dirigidos sua caca at s 10 toras da monha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noi:, sendo por escriptoem que se deeiare
o norae da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos eosos que nao forem de urgencia, as pessoas residuales no bakro do Recito.po-
dero reraetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loia de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souca na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nesaa loja e na casa de annuncianteachar-e-ha constantemente os memores aedka-
>mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........109000
Dita de 24 ditos................. 155000
Dita de 36 ditos............... 20C000
Dita de 48 ditos.................253000
Dita de 60 ditos. ............... 309000
Tubos avulsos cada ura.........: lCOO
Frascos de tinturas. .; ;........#..'.. 2000
Manual de medicina homeopathica poK) Dr. Jahr, tra-
duzido em portugus, com o dicciotario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, oom diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........ 69009
Oficina de marmore.
aes do Ramos n. 30.
5h:',,i ecuna sarJa .Annessione recentemente
chigada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, propriss para aparadores,
banheiros, mesas. consolos, etc. Recebem-se
encornaaesdas de tunulos, urnas, e todos os mais
objetos pcoprios para o oroamento dos monu-
mentos funerarios. Gravara-se epUaphios e toda
a sjorle de inscrpees pira os mesmos monu-
mentos. Presos modieos.
- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeifo andar, coalinua-se a
Ungir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
0 mais barato possirel.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado a. 31
sito na ra ou pateo do Livramento, tem dous
aidares com excelleole* accommodacoes, e que
se acham em bom estado de aceio, pri'ncipalmen-
U o primeiro, que tem um famoso terraco com
ci berta, tem caeimba o pequeo quintal, e tam-
b ira olo com cozioha espa^osa e 2 quartos :
tr ala-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
il ero 84.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
bre Lisboa e Pjrto ; no largo do Corpo Santo,
criptorio. '
Alugaai-se os dous bons sobrados das ras
> Hortas e Caldeireiro, quasi juntos a igreja dos
Aartyrios, os quaes tem communicaco interna
i e um para otitro, e com bons commodos : os
1 rctendentes dirijam-se ao escriptorio do labe-
iio Almeida na ra do Imperador n. 75.
Francisco Baptista Marques Dias, subdito
ortuguez, retira-se para fra da provincia.
Troca-se um preto de 40 annos de idade.
endo bom cozinheiro, por um preto tamhem de
dade ; quera quizer fazer este negocio, annun-
^ie para ser procurado.
Precisa-se de um homem portuguez para
etor de um engenho distante desta praca 7 le-
oai: a tratar na ra do Caldeireiro n
Pianos,
Mudanza de domicilio.
Joao iLaumonnier traosferio seu stabeleci-
meuto da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos-melhores autorea da Europa. Encar-
rega-se de Qoar e concertar os mesmos instru-
mentos.
raQa
.42.
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 89, loja de 4 portas,
veoda-se estamenha para hbitos a 2J200 o co-
lado, esa apromptam os mesmos hbitos a von-
**4 dos irojgos a 459 oada um, obra rauj(o bem
leita.
|| M. J. Leite, roga a seus deve-
| dores que se dignem mandar pa- <*
w gar seus dbitos na sua loja da 1
I ra do Queimado n. 10, enten-
|| tendo-se {Aia esse fm com o ceu
g procurador o Sr. Manoel Gomes
m Leal.
Collares medicinaes anodinos,
para as dores e facilitar a denticao, e con-
tra os accessos, eonvulsoes, febres, e ou-
tras enfermidades das crianzas.
DO Dll. TABrHBH (INVENTOR).
lllrn. Sr Burchell Lino, nico proprielario em
Londres. Este innocente e infallivel remedio (foi
approvado em Londres a 10 de Janeiro de 1715
por S. M. Jorge III, e recommendado pelo afa-
mado ede alta repulacio Dr.J. Chamberlen) dis-
pensa de fazer tomar as mangas os remedios in-
feriores, que nunca querem tomar. nica agen-
cia, ra do Parto n. 119.
Preco Qxo 8S0O0.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
fregaezea desta e de outras provincias, que mn-
dou o seu estabelecimento defazendas que tioba
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeoto
defazendas.de todas as qualidades para vender
em grosao e a retalho por procos muito baratos:
roa do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e roa
do Imperador, oulr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar o. 36.
Precisa-sede urna ama de leite sm filho :
na ra do Rangel n. 7,-segondo andar.
Nova cartilha.
Acabado sahir dos preles desta typographia
urna aova edigao da cartilha ou compendio de
doulrna christa, a matscompleta dequantas se
tem impresso, por quanto abrange ludo quanto
continua a antiga ca tiltw do cbbade -Salomonde
e padre taestre Ignacio, acresceatando-se muilas
oracoes que aquellas nao linham ; modo dea-
companhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypaes desde o corrale anno al o de 1903,
seguida da folhinha ou -kalendario para os mes-
mos annos. A bondad-e do papel e excellencia da
impresso, dao a esta edigao da cartilha um_
preferencia assis importante : vende-se nica-
mente na livraria ns. -e da praca da Indepen-
dencia.
J0I4S.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e quererlo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando couro por mais do que em outra parte, t
CASA
de co:ximissfio de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antigo *orip-
lorio decommisslo de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20; e
alii da moma maneira se contina a receber es-
cravos para aerem rendidos por commisso, e
por conta deeeus aenhores ; nao se poupando es -
forcos para que os mesmos sejam vendidos com
promptidao, afim de que seus enhoresno so-
ram empalebcom a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no neceo da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Traspassa-se urna nova padaria com todos
os seus pertences, prompta de um ludo alraba-
Ihar em muito bom lugar e bem afreguezada, o
moiivo da venda por seu dono ler de retirarse
para Tora da cidade: quera pretender dirija-se
i ra do Queimado loja n. 30.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o ser?ico de urna casa
de pouca familia, e que seja Del e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozioha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador o. 27 confronto a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da msnhia s 4 da tarde.
EEnreinr
imperatriz.
Para cabegas de senhoras, chegados pelo ulti-
mo vapor, assim como cintos pretos com Arelas,
utas pretaspara cilos, grande sorlimento de fi-
Tnrliv !rS8iqu*Hd*ae*' eluT" d0 Piluca
juuviis prelas. brancas e cor de canoa para ho-
mens e senhoras ; em casa-de J. Falque, ra do
Crespo n. 4.
Luvas de torcal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
de Baraleirs, est vendendo roui novas e bonitas
luvas prelas de lorgal com vidrilho a 1 o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Quei-
mado, loja d'aguia branca n. 16.
Luvas de Jouvin.
Vendem se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor franrez, sendo
brancas, prelas e decores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
leja da boa f.
Fraujas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello o
variado sorlimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem ellea, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
8500 a vara ; a visla do comprador todo nego-
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupa^o do individuo de quem se quer
saber a residencia.
CONSULTORIO ESPECIAL IIOflEOrAJHICO
DO D0UT0R
. SABINO 0.L.P1NH0.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consullas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
1. molestias das mulneres, mofesttas das crian-
as, molestias da pttie, molestias dos olhos, mo-
lestias siphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARHACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus efTeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os mediesmentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos era sua pharmacia} todos
que o forem fra derla sao talsas.
Todas as carteiras sao acompanhedas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pioho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Br. Sabino sao falsos.
gataisais- na ssesit ass-atsasssKS m
%
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
FredericGautier.cirurgiio dentista, fez
__ todas as operaces da sua arle e colloca
U -denles artificiaes, tudo cora a superiori-
dade e perfeiQo que as pessoas entendi-
das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos dentifrkios etc.
Pesca-se.
Na terca, quait, quinta esexta-feira da sema-
na santa no viveiro do Muniz, no aterro dos
Affogados.
A quem convier.
Um empregado publico bem cinhecido, e que
offerece as necessarias garantas, recebe em sua
casa 10 a 12 estudantes de preparatorios sob sua
direccao, nao tendo seus paes ou corresponden-
tes o menor cuidado.com elles para que entrem
na academia. Urna casa commoda, bom trata
menta, a maior solicitude pela sua applicacao
para que tenham bom resultado nos seus exa-
mes e finalmente urna gratiflcasSo a mais mdi-
ca e razoavel, taes sao as vantagens- que encon-
Iraro. Podem-se informar dos Illms. Srs. Fi-
gueiroa, Drs. Sabino, Gabriel. Soares Raposo da
Cmara, Luiz Filippe de Souza Leao, Agostinho
Eduardo Pina, major Jos Joaquim Anlunes ou -
dngir-ie a ra do Raogel n. 73, onde se tratar, geral.
0 baebarel WITIHJV10 pade ser
;ppocoradoiui ra Nova i. 2 3, primeiro
aodar, do sobrado da espina que volta
para a Camboa do Carmo.
Agencia dos. fabricantes americanos
Grouver & DaJ>er.
Machinas de coser: era casad e Samuel P.
Jobston &C, ra da SeneallaHova n. 52.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho:
na aua de Hortas n. 22, segundo andar, ou no
paleo do Terco n. 26.
LOTERU
Acham-se a venda os no vos bilhetes e
meiosda quinta parte da quinta e Dri-
meir-a da sexta toteria a beneficio do
hospital Pedro II, na thesouraria das lo
terios na do Queimado n. 12, primeiro
andar, as loja* commissionadas na
praca da imdependencia n. 22 do Sr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do Sr. Chagae, no Recife ra da
Cadeialoja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos.
Aextraccao tera' lugar impretenvel-
meme no dia 4 de abril prximo, as
sortes serao pagas com promptjdo a
entrega das listas no dia immediato ao
da extraccao.Othesoureiro, Antonio
/os Rodrigues de Souza.
Na ra de Pilar n. 82. sobrado,
ha para vender urna mobilia de jaca-
randa', e alguns outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
SOCIEDADE BWItli EMCOM-
1IWDITA.
Amorm, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que d'esta data em dianle as suas
conlas correles serio reguladas da maneira se-
guirte :
Receber-se-ha qualquer quaotia de 100J para
cima, e pagar-se- ha vista at 5:0009, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous porcento, menos do que a laxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon-
t letras, sendo estes juros contados e capitali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tarabem serao abertas contas correntes sob
condicoes de ser pagas vista qualquer quan-
tiaindependente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0|0 ao anno na forma cima declarada
Recife 1. de margo de 1861.
Aluga-se o Io e 2o andares do sobrado n.
112 sito na ra Imperial junto a fabrica do sa-
bao, com bastantes commodos para ama familia
grande : quem o pretender, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6.
Manoel Ferreira da Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. 28, saca sobre
a cidade do Porto.
Sociedade baucaria.
Amorm, Fragozo. Santos Si C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi-
ment terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
C ompras.
Enfeitcs de vidrilho a 2#.
A loja d'aguia branca esl vendendo mui boni-*
los enfeites de vidrilho polo diminuto preco de
2* : em dita loja, ra do Queimado n. 16.
Compra-so urna cabra boa leiteira : na pra-
ca da Independencia d. 10.
Compra-se urna casa lerrea, sendo na ra
da camboa do Carmo, drs Flores, de Santa The-
reza e Cruzes; a tratar na ra do Sol n. 13.
Compra-se um habito para cavalheiro da
Rosa; na ra do Cabug n. 5, se dir quem
compra.
- Compra-se moedas de ouro de
20/: na ra da Cadeia loja de cambio
n. 58.
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se notas de ijj e 50 velhas, com
mdico descont : na praca da Independencia
numero 22.
Compra-se um pardo moco, sadio e inteli-
gente, cuja idade nao exceda" de 16 annos ; a
tratar no Hondego, casa n. 03.
Compra-se um preto moco e robusto para o
servico de campo : a tratar no Moodego, casa
numero n. 103.
Compra-se urna preta moca e robusta, que
saiba coziohar o diario de urna casa, e que faca
as compras: a tratar no Mondego, casa n. 103."
Compram-se moedas de ouro de 20$ ; na
ra Nova u. 36, loja.
Compra-se um banco para um official de
marcineiro, cora a competente ferramonta : por
delraz do palacete do Exm. Sr. Visconde da Boa-
Vista, casa o. 32.
Vendas.
Atteocao.
de pechincha
NA S
Encyclopedica |
LOJA DE
Guimares Villar.!
Ra do Crespo n. 17.
A 320 rs. o covado.
Riquissimos bareges de la bordados a
seda.
A 30#000.
Sobrecasacas de superior panno fino
prelo do fabricante Cotar.
A 240 e 280 rs. o covado.
Riquissimos organdysdo cores.
Princezas pretas a 280 rs. o covado, alpaca
Preta a 480 rs. o covado, meias para homem a
160 rs. o par : na ra do Queimado n. 47.
mee $*&&&& m &&&*&&&
4 (linheiro.
Vende-se o engenho Mussaiba, silo na fregue-
zia de Santo Amaro de Jaboatao, moente corren-
te co agua e muito bom moedor, cora obras no-
vas e bem construidas, e muito boas malas, dis-
tante da praga 4 legoas ; vende-se com a grande
safra que se acha creada, assim como com a fa-
brica, boiada e carros; tambera vende-se o sitio
Pogo-preto, sito na freguezia da Luz, unido ao
mesmo engenho Mussaiba, adverlindo que esle
mesmo sitio d um ptimo engenho 'agua, pois
tem proporco : por isso os pretendentes hajam
de dirigir-se ao mesmo engeuho, que se far to-
do negocio vista do comprador.
psonira
No armazem de Nune e
Irmao, ra da Madre
deDeusn. 5.
Milho sem estar furado a sac-
ca a 2#500 a dioheiro avista.
Milho do Maranho a 3$500
a sacca.
Milho de Tamanda a 3$500 a
sacCa.
Toucinho de Santos a 280
rs. a libra
Fazendaa boas e baratas!
I GURGEL & PERDlGiO.
\R-ua da Cadeia loja n. 23.1
9 Grosdenaples preto muito encorpado e 9
l bastante largo a 2g val 2500.
Vestidos pretos bordados a velludo,
l barra guille e seda de duas saias.
I Manteletes, taimas, visitas de fil, de"
I gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Vestidos de blouue com manta, capel-
la, flores e mais pertences.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as corea e raoreantique.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos.
Vestidos de pliantasia differenles qua-
lidades.
Vestidos de seda de cores de babadi-
ohos.
Saias balo de todas as qualidades e
lmannos para senhoras e meninas.
Camisas de linho para senhora, de
goaao para meninos de todas as idades.
Peotcsde tartaruga modernos e dos
mais acreditadas fabricantes de 10 a 30.
Cassas. organdys. diamantina, chitas
claras e escuras, francezas e inglezas
BAILE E PARTIDAS" "
Ricos vestidos de fil de seda brancos
bordados de seda e guarnecidos de froco.
Sanias de baile ou bournus bedouine.
Nesle eslabelecimento se encontra um
completo sorlimento de fazendas de moda
e de roupa fetapara homem : na ra da
Cadeia loja n. 23. do-se as amostras.
Vende-se na ra das Cruzes n. 24, esquina da
travessa do Ouvidor.
Farinha de
mandioca
de muito boa qualidade ; vende-se a 3500 a
sacca : no armazem de Moreira & Ferreira, ra
da Madre de Dos n 4.
Milho novo
Vende-se urna porcao de caixilhos enverni-
sados e com vidros, proprios para loja de fazen-
das ou nitro qualquer estabelecimento : a Iralar
na ra Nova n. 29
Farinha e milho.
Farioha e milho o mais novo do mercado '
Manoel Jos de Faria.
em saceos grandes :
zem de Moreira &
Dos n. 4.
vende-se a 3$600, no arma-
Ferreira, ra da Madre de
Proprio para mimo.
S na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n.
ID, chegado um completo sorlimento de cai-
xinhas para costura de todos os tamanhos, orna-
das com preparos muito finos e ricamente enlej-
iadas, propriss para qualquer mimo de senbora
ou menina : iato s na loja d'aguia de ouro. ra
do Cabug o.lB.
Grinaldas de flores.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
acaba-se de receber de sua propria encommend
lindas grinaldas de flores, tanto para senhoras
como para meninas, que se vendo pelo baratissi-
mo preco de 3 e 4J : s na loja d'aguia de ouro
tua do Cabug n. 1 B.
Os lindos ciatos tanto para
senhoras como para meninas.
a *xn" ,0J' d'*uU de our. 'ua do Cabug n.
1 B, aonde as senhoras acharao os lindos cintos
Unto para senhora como para menina, os mais ri-
cos qne se pode encontrar, tanto dourado fino
como de outras core; que em vista do ultimo
gosto nioguem deixar de comprar: s na loja
d guia de ouro, na do Cabug d. 1 B.
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacio
de Ohveira & Filho, no largo do Corpo Santo.
Ricos cintos com fivela de ac
para senhora.
Vendem-se a jj e 4g, ditos com flvelas doura-
dasa2/ ; na ra do Queimado, loja demiudezas
Ricos enfeites pretos de fita e
velludo
Vendem-se a 8, dilos de vidrilho muito bo-
nitos a 3 : na ra do Queimado, loja de miu-
dezas n. 33, da boa fama.
Leques.
VeD-em'^e ,e1ues de madreperola a m, e do
ago a 3$ ei6J; na ra do Queimado, loja da miu-
dezas o. 33, da boa fama.
Chapeozinhos para baptisado.
Vendera-sea 1* o 7, meias de seda para
enanca a j>500, sapatinhos muito ricos a 2# e 3S-
na ra do Queimado, loja de miudezaa n. 33, da
boa fama. '
Os melhores cigarros
que, reconhecldamente, sao os da fabrica de Coi-
maraes & Coitinho, do Rio de Janeiro : vendem-
se a mdico preso ; do armazem da ra da Ma-
dre de Dos n. 4.
Luvas de pellica, torgal e seda
vendem-se luvas de pellica brancas e de tores
a 500, de lorfal ora vidrilho a 1280, e de se-
da a 2$, ditas de torcal para meninas a 1$ : na
ra do Queimado, loja de miudezas n. 33, da boa
fama.
Meias pretas e brancas.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B
vendem-se meias pretas de seda para homem
19 o par, ditas de laia muito superior a 28500
ditas brancas a 160,200 e 240 rs., muito fihaT
400 rs. o par ditas prelas para senhora a 500 rs..
brancas a 240 e 320, Anas a 400 rs. o par, dilas
para menina a 240, ditas para menino a 200 e a
w :.*i Ba 'Ja '8a de ouro, roa do Ca-
bug n. 1 B.


()
Dlk&lO DI tEfUUMBOOO. .W ag fUsU 88 ME MAICO J* 1861.
As melhores machiuas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
fe C, Whecler Geo. B. Sloat 4 C.
Estas h-
chias que
Bao ai melho-
tei e mais
i ur aouras
moslram-ae a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
prado res ga-
raalindo-e a
sua boa quali-
dade e dura-
do : no depo-
sito de ma-
chinas de
B lymundo Garlos Leite & Irmo, ra da Impe-
rtira n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdeoaple prelo
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
qun mal se conhece. os quaes se tem vendido por
160$, eque se vendem por 80#.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazeo-
da omito boae encordada por 559 e 60g.
Mantas pretas de linho bordadas a 8j.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12$.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 2j?200 e!),e
muito largo a 29800.
Sarja prela h-spanhola boa a 2$.
Velludo preto liso muilo bom a 4J, 59 e 6j.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 58090.
Ditos de velludo preto bordado para collele
a \0000.
Caifas de casemira preta fina a 10 e \it>.
Casacas esobrecasacas pretas bem feilas a 300.
Gorgarao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casemira prelos bordados a 8$.
Paletets de paono preto a 129 e 189.
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 e 6$, e muito
fino a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59, 69
e'sOOO.
Ditos de seda prelos grandes a 149-
Vestidos de seda de cor bordados de du3s saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe pbanlasia em carlo a 159.
Calcas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapte de diversos tamanhos para
TiaRum a 59.
Malas desoa para viagem de 129 a 189.
Chapeos pretos francezes Unos a 8$.
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
I29OOO. E outras mullas fazendas, que para li-
quidar, vendera-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recite n. 50, de Cunka e
Silva.
Yendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mu barato preco os movis seguin-
tes : uma cama de casal, embutida ;
uo porta-servi lor ; um colxao de mo-
las ; uma commoda : um espelho gran-
de ', um armario com outro espelho ;
um apparador ; uma mesa para doze
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira prela muito bem
tenas a 10, ditaa da dita de cor mosto superior a
99, esto-se acabando : na ra do Qaeimado n.
22, loja da boa f.
A1000.
Grvalas pretas de setim : na roa 4o Queima -
do d. 22, loja da boa f.
S Remedios americanos |
2 DO DOCTOR #
JRadway & C, de New-York?
3 Pilulas reguladoras.
Esles remedios j sao aquibem conhe-
Vcidos pelas admirareis curas que tem ob-
tido em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senhoras, de pe-
9 le etc., etc., conforme se v as instruc- #
coes que se acham traduzidas em por-
tuguez.

fSalsa parrilha legitima ew
| original do autigo
IDR. JACOBTONSENDl
g O melhor parificad or do sangue
enra radicalmente 1
Phtisicas. a
Catarrho. a
DoengasdeGgado. 9
Effeitosdoazougue. &>
Molestias de peiie. 2
^ vende-se no armazem de fazendas de 3
X Raymundo Carlos Leite & Irmo. ra do *
& lmperatrizn 12.
9
Erisipela.
Rheumatismo.
Chagas.
Alporcas.
Impingeos.
Vende-se no armazem
MMC CAPORAL
Deposito *m >mamfaetnras imperUes deFramca.
r4MfuSl\^rktoJf.m **!"* deP8rid- diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
lajmbua ULARMU, o qual se vende por mseos de 2 heclogramos a 1J000 e em porci de
lOnusc^procjmacomcosconlodeaSporcenio; no mesmo eslabelecimento acha-seTumbe*
o verdadeiro papel de hnho para cigarros.
CENTRO COMMERM
15-RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos sLeopoldo Boiirgard
Attencao.
N. i0--Ra do morim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tresquartas de
farinha de mandioca a 29500.
metal a 19 cada um, ditos para cigarros
Selogios
Suissos
Em casada Schafleitlln & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
ebronometros, meioschronometrosde ouro|pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeirosfabricantes da Suissa, qua se
vanderaocor precosrazoaveis
supe-
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
n:nmore nigro, representando Miguel
Angelo ; ditas bellas gravuras (Apollo e
as causas, Moliere em casa de Ninon de
l'Eaclos), era duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirarse para o campo,
por isso desaz-se rlestes objectos, man-
dados vil e\|ires$atnente de Paris, aon-
cte foram confeccionados com perfeirao
e apurado gosto.
Baratissimos paliteiros da
borcelana dourada.
A luja da agnia branca est vendando palitei-
ros de porcelana dourada de muilo bonitas figu-
ras e moldfis pelos baratissimos precos de 19,
1j200 e 1S&U0 cada um, por tao diminutas quan-
tias uinguem deixar de comprar uma obra de
qu precisa lodosos dias e se pela barateza al-
g>:i-m duvi Jar da boodade e pcrfeicio dolles
dirigir-se S ra do Queiroado n. 16 loja d'aguia
brauc, que so convencer da verdade e iofalli-
velmentc comprar.
Manteiga ingleza
e.m barris de vinte e tantas libras : no armazem
de l'asso Irmaos.
Xaropc peitoral brasi-
leo.
Os Srs. Joao Soum Sl C nicos possuidures des-
(e xarope j bem conhecido peles seus bons ef-
feilos, continuam a vende-lo pelo preco de lj
cada vidro, fazem urna dilTerenca no preco aos
-rus e a todas as pessoas que tomarem de 12
vidros liara cima.
Rap princeza gasse da Bihia
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
g* B. 7, acha-se eatabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porcoesou a retalho.
Vendem-se por prego commodo tima por-
<;o de toneis de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para as deslilacOes
dos engonhos, assim como para depsitos de
agoa em casas particulares: para ver e tratar,
na loja da ra do Queiraado n. 41.
Loja das seis portas em
frente do Livrameolo.
Roupa feita para acabir,
Paletols de panuo preto a 22$, f3zenda una,
calcas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim bratico, paletots
de bramante a 43, ditos de fuslao de cores a 4j(,
ditas de estameoha a 4J, ditos de brim pardo a
39. ditos de alpaca preta- saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorguro de seda, grvalas de linho as mais mo-
deruas a 200 rs. cada uma, collarinhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maohaa at as 9 da noile.
@ Em casa de MilULatham & C. na i
da Cadeia do Recite n.52, vende-se :
Vinho do Porto.
9 Dito Xerez engarrafado da muito
rior qualidade.
Oleo de linhaga. S
S Alvaiade.
S Secante. S
@ Azarcao.
@ Encarnado veneriano em p.
9g @3 @sta5
Goiaima.
Ven novas, bem constru Jas de tijolo e cal,
proprias para todo e qualquer esta be-
le^imento por serem todas as ras priu-
cipaes dacidade deGoianna, a saber :
Uma casa na esquina da ra Un cita
e becco do Pavao, conlendo 4 porrtas
de cada lado.
Uma dita na esquina da ra Direita
e ra do Padre Reinaldo, com 9 portas
de um lado e 4 para a ra Direita.
Uma dita confronte na outra esquina
da ra Direita e ra do Padre Reinal-
do, com 2 portas n'um lado e C n'ou-
tra, com 2 quarlos na ra Direita e ca-
da quaito contem 2 portas.
Duas ditas na ra Direita que servem
de armazem de assucar, sendo uma
com 3 portas e outra com 2.
Duas ditas na ra do Padre Reinaldo
annexas com 2 portas cada uma.
Uma dita em Portas de Roma esquina
da ra do Rosario, sendo divididas em
3 moradas, todas oceupadas com esta-
beleciinentos.
Uma dita nova na ra do Rio ainda
em respaldo, perto do embarque, cuja
casa esta' confronte ao theatro do Illm,
Sr. tenente coronel Antonio Francisco,
tendo 70 palmos de frente e 90 de fun-
do, podendo alevantar-se um bom so-
brado, Vendem se estas casas barato a
dinlieiro ou a prazo com garantas a
contento : a tratar na cidade de Goian-
ua com o seu proprietano abaixo assig-
nado na ra de Jos Caetano n. %\.
Bartholomeu Gomes de Albuquerque.
a qua-
e ca-
Charutos .
nelro or c.nt.h, ,.nf? Z-\* gJ*nde dePslt<"le superiores charutos do Rio de J-
suiLs e hamburgo. m Sempre grande 8orllmenl charutos manilha, havana,
?r88M/ "* mUhelr0' f"end" 8UP8rOr eqUe ""***"*
^1fo?sara CharUt0S com agarras da
*!*? f? df SL 5Gi5?r.K! fuBMnU *- ecigarreiro. que fabri-
lidade.Ca>ra franC0^, 7erdaaeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se
abaco ^d^arebeke"8 POr V" "^ "
Tab chimbos, fazen" se abattmenfo em JZS^ "^ ^^ >"* CS"r3
Cigarros de manilha de papel branco e pardo a m milheiro.
Machinase papelparacigarrosderaanlha
VflLo^ol0 raDCeZ ^ m8C8 de amS Ubr*e dHsde meia IU>" aiend 8uPe""-
Dk i? U$a ebjrro P tbco e rap.
CachFmbr0S G SCaS de diversas quilidades para charulos- '
aDacoao Rio de Janeiro niMA
Vpirlpm cp Ia^0c "" v picado para cachimbos e cigarros a800 rs. a libra.
GarantT "fazeadas n,aisb,ra,d0 que em oulra q,ia,quer >"*'
do no^gdtei0ao0co0mSor?.end,)8 lornand- 'eber (acluindo os charutos) quan-
Pr ^an'te'r fiC" eXP8l t0m Um "rado sotlin,ant,J d o***"* Proptios para os senhores fu-
barato db^b|S1rad,.lqeV.?te.dW mlV pe, qual se ple Tendor muito s
Vender muito para veuier barato
Vender barato para vender muito.
SEDULAS
de1$e5#000.
CoBtmua-se a trocar sedulas de uma s figura
por melada do descont que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abale de 5 por cento: no'escrip-
tono de Azevedo 4 Mendes, ra da Cruze
a. 1.

Venie-se
Relogios.
em casa de Johnslon Paler & C.
ra do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingler, de um dos mais
tambem
afamados fabricantes de Livrpoo.,
uma variedade de bonitos Irancelins
mesmos.
para os
Scunders Brothers & C. tem para vender em
as armazem, napraca doCorpo Santn. 11,
algans pianos do ultimo gosto recentimentt
negados dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood & Sons da Londres t
maito oroprio oar este clima
Na cocheira de P. Eduardo Bourgeols, roa
Nova n. 59, vende-se um liado cabriolel novo,
de2rd8,como arreio. (Preco 80f^). Tambem
vende nm par de arreios, guarniese- prateada. e
vaquetas grandes para cubrir carros, chegados
diurnamente.
Na nudo Imperador n. 18 ha para vender
tr appaolnos de ferros proprios pira corlar
carne os acougues, vindos de Franca, e duas
bataneas do columna proprias paca botica ou de-
psitos, e dous temos de pesos, por preco com-
modo.
AUeneo.
E' barato que admira!
Uma 6#000.
Mantas pretas de fil de seda, blonde
na ra do Crespo n. 8.
e dentelle
[Manteletes de grosdenaple?
e fil e de dentelle, pretos.
Casacas, calcas, colletes
pretos muilo finas e baratas.
Sarja e setim maceo preto
grosdenaple e nobreza lavrada, prelas
mais barato do que em outra qualquer
parte para liquidar: na ra do Crespo n.
; 6, loja do sucessor de Antonio Francisco
Pereira.
Ora de car-
nauba,
Ko largo di asamblea n. 15. armazem de An-
tunei Cuimares & C, ha continuamente deste
genero para rendar.
Aletria. lalharim e macarrao a 400 rs a libra :
vende o Brandao. na Lingoela n. 5.
Aos senhores de engenho
grande redueco.
Braga, Silva & C, achando-se em liquidacao,
e para fecharem contas, resolveram fazer urna'
grande reduegao nos precos das moendas, o meias
moendas de todas as dimeuses existentes no seu
armazem na ra da Moeda (Forte do Mato).
Os compradores queiram dirigir-se ao escri-
torio n. 44, ra do Trapiche.
Recite. 11 demarco de 1861.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na luja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asso-
tinado, que se vende por baratissirao preco de
2,500 rs. a libra, s na aguia branca.
Asverdadeiras la-
vas de Jouvin.
A loja d'sguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridado j bem conhecida
porquantos as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
mento do todas as cores lano para homem como
para senhora.
9 Machinas de vapor. @
Rodas d'agua. g
@ Moendas de canna. a
@ Taitas. >'
Q Rodas dentadas. g
@ Bronzes e aguilhoes. m
$ Alambiques de ferro.
@ Crivos, padroes etc., etc. Z
S Na fundido de ierro de D. W. Bowmang
roa do Brum passando o ckafariz. A
$S)3^9 da@dj @a
V ende-se um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brum,
junto a fundico ingleza, com mais de 800 pal-
mos de fundo, e promplo para se edificaren] re-
flnaces, padarias, ou outros quaesquer estabele-
cimentos por ter excellente porto para embarque
e desembarque de eneros: na ra da Madre do
Dos, armazem n. SO.
Ricos cortes de se-
da preta com ba-
bados.
Na ra do Queimado n. 18 A esquina da ra do
Rosario, lem para vender ricos cortes de seda
preta com babados, pelo baralissimo preco de
509 cada um.
Vendem-se por preco commodo caixaseem
vidros para vidraca e chumbo em barra : a tra-
tar na ra do Queimado n. 41.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e graD-
us estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morte do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessanles essas
estampas para quem as sabe apreciar, pele que
se tornam dous quadros dignos de se possuir e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
J 29000 cada estampa, na ra do Queimado n.
to, luja d Aguia-Branca.
Queijos.
Vendem-se queijos os melhores que lem
viudo a este mercado a 1JJ700 cada um ; no an-
tigo eslabelecimento junto ao sobrado novo do
Sr. Figueira. Assim como no eslabelecimento
da ra larga do Rosario de Joaquim da Silva Cos-
ta & Irmo n. 50, taberna da esquioa.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se grosdena^lai preto apelo baratissi-
M^^oirdfb^^.^"'"^
/toa do Crespa n, 8, loja
de 4 portas.
Peehincha que admira.
Chitas franeexas cores fixas e lindos desenhos
aWO rs. o corado dio-se amostras com penhor.
Na loja de fazendas
ao p do arco
de Santo Antonio,
Chegou um completo e rico sortimento de
coeiros bordados e j preparados para baptisado,
assim como chapeos e touquinhas do ultimo gos-
to para o mesmo fim. Ha tambem constantemen-
te lengos e fronhas de labyrintho. bicos da trra,
bonets de velludo do ultimo gosto para meninos,
punbos para camisas de menino, saias a balo
com babados e sem elles, gollinhat. manguitos,
bahusinhos de mariscos e de tartaruga, proprios
para joias e outras muitas fazendas de gosto e por
precos commodosl
r^^tisa
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo barata-
simo preco de 800 rs. a rara : na ra do QaeU
mado n. 22, loja da boa f.
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapees de castor branco 19f
Ditos de dilo rapados a 12#V f l**'
Ditbs pretos con pello a 10.
Ditos ditos rapados a 9.
Ditos de massa Anos a 7f.
Ditos de dita a 69.
BS S SUS: 5So.no Beste genOTfl <.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S. rende-se
cambraia lisa fina 39. organdys maito ?
aae
S^^^^K^
cortes de cass. de cores a 2. entrememVhlS.'
dos a 19500 a peca, b.b.do,' B^t;
vira, sedinhas de quadros finas a 800 rs r7.
Taques de cambraia e fil a 59. penteadores d
cambra,, bordado, a 5, gollinha. bord..a 2
640 duas com pentaa a 29500, manguitos borda-
.MC"^,br,aia e flIV am"co e la- coa
JE ,odlaaHW0O. bramante de linho
com 5 p.lmog de largura a 900 rs. a rara. Iutm
rinh. A 5'Pe5" de ""Polo fino a 4$, laa-
m" lu*J0S PTestidos a 320. camuoade
fino a *na.b0ediSd0"," ^ sob""C *Tll
hrim a*' lU>8 1e 'P^' d 89500 a 89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 58 cakaa l
^rirapretoa e decores pTrVtodos5'pa%?
ditos de brim de corea e branco. de ** 59^:
misaabrancaae decores para todo, os weeV
colletes de casemira de cores finos a 59 iiS
lor Du'"sf mKUUasfa"Ddas Pr
valor para fechar contas.
seu
Fazendas pretas para
quaresma
Na ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
,Bu.laJV*sMos- de8eda Ptetos bordados a
velludo muita superiores a 1209. ditos bordado
Te:,d,r"h ?0' 'os bordados a sed
fazenda muilo superior a 709, manteletes de fil
de lindos gostos a 2fg, ditos de grosdenaple pre-
lo ricamente enfeitados a 209, 25#. 30 e a 358
208 d;.riC.ani?Kl,," 26 bl0nde hesPnhlas a
W, ditas de fil bordadas a seda a 129 e a 15
? a U,la0,ft?,ros,de0naple Pre, de superior qualida-
de de 19800 at 39200 o covado. luvas pretas en-
fe adas e de superior fazenda 2200 cada urna a
outras multas mais fazendas proprias para a qua-
Cintos
para senhora e menina : na ra
luja de Leandro Lopes Dias.
do Crespo n. 8,
Novos e bonitos
enfeites de velludo.
loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
vapor francez uma pequea auanlirt.H rfa
A
TT 'Tf uma Peqena quantidade de
eites de velludo os mais modernos e bonitos
coslume est ven-
por isso di-
que aqui tem vindo, e de seu .
den do mui baratos a 10 cada um ,
TpTmSH,0g04a*dla.loja d'auia ^anca ruado
Queimado n. 16, antes qoe se acabem.
Peehincha para a
quaresma.
Msnleletes de grosdenaple e da fil de aeda
S* ?n9e 4res' pel 5arali"o Prego de 59,
89. 103 e 129 : na ra do Queimado n. 44.
Vende-se na cidade do Aracaly uma casa
terrea com antio. bom quintal e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
U estabelecer-se, por ter nao s commodos
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunres Brothers & C
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
briaaule Hoskall, por precos commodos e tam-
bem trsnceliins e cadetes pan es mesmos de
1 excellente gosto.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Hua do Queimado n.$9
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35$ a 409 cada uma.
Paletots de panno fino preto, de 259 a 309/
Coltetes de velludo preto bordado, a 129 cada
um.
Ditos de gorgurao preto a 79 idem.
Ditos de setim maco a 6| idem.
Oitos de casemira preta a 5$idem.
Calcas de casemira preta lina de 12 a 14.
Paletols de estamenha a 59.
Ditos de alpaca preta, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobrecreos de 89 a 99.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 129
Ditos de meia casemira a IO9.
Ditos de casemira muito fina a 14$.
TJm completo sortimento de paletols de fasto e
brim, e caigas e coleles, que tudo se vende cor
preco em conta.
11
cobertos e descoberlosr pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e aenho/'a de
om dos melhores fabricantes de Liverpool, vin-
dos pelo ultime paquete inglu : em casa da
Sonlhail Mallor & C.
Labyriuthos.
Na ru. da Cadeia do Recite n. 28prioeiro an-1
1 dar, rendem-ie lencos e toaihu de labytinthoa.:
Veatle se em casa de I. Mendibou-
re & C. ra do Trapiche, seis quartoaas
com excellente vinho de Bordeaux che-
gado a poucos dias pelo vapor francez
Navarre.
4eiico.
Vende-se uma rica mobilia de Jacaranda por
um prego diminuto; na ra das Aguas Verdes
n. b. Na mesma vendem-se 6 cadeiras de ama-
rUo. 1 guarda-lous*. 1 berqo e 1 marqueza ; a
tratar na mesma casa n. 86.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
gurao e velludo, me.clados e de mui bonitos pa-
droes a 15500. Esses bonets por suas bas qua-
lidades e muita duraco tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outro. bonets de palba e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2j}500, 3j e
49, o melhor possivel: ca ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca;
Peehincha.
Vendem-ao baloes de 30arcos, pelo diminuto
prejo de 49: na ra da Cadeia n. 24.
Prelo e millio
Saceos muilo grandes e de muiio boa qualida-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
Antunes Guimaraes & C.
Aeneo.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim.casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozl-
nha com boa agua, bomba e lanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 50.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
de Santo Antonio, S Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em uma das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, sa dir' com
quem se deve tratar.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe um bom sortimento de li- PrflC1S0 para residencia, como tambem loja arma-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor .6' e.,c-: a tratar na mesma cidade com 03 Srs
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por ^ur8el Irmaos, que est8o autorisados para ess
precos mui razoaveis. Uln. ou nesta pra^a na ra do Cabug, leja n. 11
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco de 35a
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f. '
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casa da S. P. Jonhston & C
sellinse silbSes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro da
um a dous cvalos relegios de ouro patenta
inglez. r
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por presos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de lorcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras a 220
rs. o covado, dites estreilos com muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguas a
200 rs. o covado, pecas de btetaoha de rolo a 2*
brimzinho de quadrinhos a 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodao de
f^fn.1'W *4? 8 "" len?os e ca8M Pe-
tados a 120 rs. cada um. seda preta de ramagem
a 800 rs o covado. fil de linho prelo comsal-
P'co a lg400a vara, luvas de tor?al muito unas a
maVhUrJdVn^e68" '^ f" h d*
Bonitas figuras
de porcellana dourada a mil
ris.
A loja d'aguia branca esl vendando mui bo-
nnas ligaias de porcellana dourada, de um pal-
mo de altura, proprias para enfeites de mese
ornato de gabinete, etc., etc., a I9OOO cada una!
Na verdade admira lal obra por to diminuta
quanlw. e para se coehecer d baraleza diri-
gir-se a ra do Queimado, loja d'aguia braaca o.
16, que vendo comprar.
"1 Y,ende-8e UH) propriedade sita na fregue-
sa deS. Lourence da Mata, cuja propriadade j
foi engenho e bo>e pode con facilidade ser ree-
dificado por se acharen besa estado certas obras
como seja, levada desde a tomada do rio at
algeroz, Cavaco, e quasi todoa oa pilares desea-
ses de engenho, purgar e eeldeira, tendo esta
propnedade duas legeas de testada a uma de lar-
gura, c quasi toda coberla de matas virgens, on-
de se pode levinUr cetras er.gei.kos. O engenho
copeiro, e dista deala cidade 5 legoas, tem mais
de legua e l(i de vartee o mullos corrigos: quem
a preteader. 4irija-ee ao engenho Jaguaribe, ou.
a ra do Queimado n. 13.
Am'hJiPV eKr> PT de bonita figura, sem vicio nem achaques a
m.-M ,B,^ Sebo W d8*- 9 iISotu il
manhaa em diante.
Chega para todos.
Cassas francezas muilo bonitas e decores fia;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
{I chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na rua do Queimado n. <%!
eat muito scrlida,
e vende mnito barato :
Brim branco de puro linho trancado a ljgOOO e
19400 rs. a vara; dito pardo muito superior a
1$2U0 a vara ; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes do calca de meia casimira a 1J600 ;
dos de brim de linho de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 a
pe^a com 30 jardas; atoalhado d'algodo muito
superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largara a 29400 a vara ; len;os
de cambraia brancos para algibeira a 29400 a
duzia ; ditos maiores a 9g ; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 83 rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos n 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico lirgo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
Ioa2000; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Gheguem ao barato
O P reguija est queimando, em sualoja na
ra do Queimado n. 3.
Pee,as de brelanha de rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ta, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de mnito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente mnito fina a 35?,
^9, 59, e69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pe^a,chitas largas de modernos e
escolhidos padroes a 340, 260e280 rs. o cova-
do, riqaissimos chales de marin estanpado a
79 e 89, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda maito delicada a 99 cada um, ditos com
uma s palma, maito finos a 8950U, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de eassas com
barra a 100, 120 e 160 eada um, meias mnito
finas pira senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 a 89500 a dnsia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberla a 280 rs.
0 novado, ebitaseaouras inglesas a 59900 a
peca,e a 160 rs. o covado, brim braneo de pare
linho a 19, 19200 a 19600 a Vara, dito preto
maito eneorpao a 19500 a vara, brilhantin
un a 400rs. o covado, alpacas de diferentes
cores a 300 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 29(00, 39 e 39500 e eovad*, ambraia
preta e de salpioos a 500 rs. a vara, a outras
muitas fazeadas que se far patente ao compra-
dor, a de todas se darlo amostras con penhor_.
-\



dumo o nutoumcoi tmc feuu m jb iu*co m mu
ARMAZEM
ROUPA FSITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIJA DO QUEIMADO 40:
Defronte do becco da Congregado letreiro verde. ,
Nesle estabelecimento ha aempre um sor ti ment completo de roupa (eita de todas as
qualidades, o tambera se manda executar por medida, vontade dos reguezes, para o
que tem um dos memores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35J> e 3O00O
Sobrecasaca de dito, 35j> e 300C
Palitots de dito e de cores, 35, 30.
S5J0OO e 205000
Dito de casimira de cores, 225000,
15, 12 e 9JW00
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, llgOOO
Ditos de merio-sltim pretos e de
cores, 9J0OO 8&000
Ditos de alpaka de cores, 5} e \ 3500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 35300
Ditos de brim de cores, 53, -J500,
iSOOO e 35500
Ditos de bramante de linho braceo,
6g000, 55000 e 4^000
Ditos de merino de cordo preto,
155000 e 85000
Calsas de casimira preta e de cores,
.12. 10, 9 e 6f000
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 5 e 4$50O
Ditas de brim branco e de cores,
5S000, 4J500 e 25500
Ditas de ganga de cores SgOOO
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 125, S e 8000
Ditos de caseraira preta e de cores,
Usos e bordados, 6, 5500, 5 e 35500
Ditos de setim preto 55000
Ditos de seda e setim branco, 6 e 5jDG0
Ditos de gurjruro de seda pretos e
de cores, 7J080, 6000 e 55OOO
Ditos de brim e fusto brsnco,
3*500 e 8000
Seroulas de brim de linho 23200
Ditas de algodo, 1$600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2500 e 25300
Ditas de peito de linho 6g e 3*000
Ditas de madapolao branco e de
cores, 3, 2)500, 2 e I58OO
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de missa, francezes,
formas da ultima moda 10$,8*500 e 75000
Ditos de feltro, 6, 5$, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 12J, 11 j e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios, da ultima moda 800
Ditos de algodao g500
Relogios de ouro, patentes hori-
soataes, 100, 90*. 80 e 70*000
Ditos de prata galvaoisados, pa-
tente hosontaes, 40S 30*000
Obras de ouro, adereces e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anoeis o
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 10*000
Algodao moastro.
Vende-se algodao moastro com duaslarguras,
muito propxio para toalhas e lences por dispen-
sar toda o qualquer costura, pela baratissimo
reco de 600rs. a rara ; na raa do Quimado n.
1, na loja da boaf.
0 BASTOS
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 31
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguins de bezerro de Meli a
Ditos de Nantes sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito de dito
Ditos francezes de lustre de 6, 7 e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatosde lustre a 3g at
Ditos de bezerro a 3*500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola com salto
Ditos de 1 sola sem salto
IO30OO
9*000
8SC0O
7S0O0
8*000
6*500
5g000
55000
55000
4*000
33000
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de lft a
Hilos de lustre para senhora
65000
5*500
5*000
45000
4*000
3*000
3*000
35000
2*500
1*200
1*280
2*500.Ditos de tranca francezes para hornera 15000
ARMAZE! PROGRESSO
DE
largo daPeiilm
O proprietario deste armazem par-
Sm^^so^^^ barato que se ach. com
viudos porc.au propria, ^^^^^V^^^^ V<" '"^ ddlM
Manteiga u&gleza perfeitamente tlot. Rft0 rQ
rril se far algum abalimenlo. a 80 "" a hbra e em b"-
Ma nteiga tranceza m..
*, a mais nova que ha no mercado vende-se a 720 rs. a libra.
t-.Ua peroia, \\yson c ureto
1*600 rs. a libra. r os melhores que ha ueste genero a 2*500, 2$ e
Queijos amensos Plia,
co se far algum .batimento.8 S e8le nUl,D0 Tapor de EuroPa i*600 ra cni Pr-
libia. 1SS recenlemente che8s liaixmhas com urna edns libras ,
sssrssssfr s as.-** BSSCts ras
Passas multo novas
gresso a 2 cada urna. "'"S Cm U 15 libras vende-9e feamente no Pro-
Figos de comadre
JkmeUasha *' "P'W'
Mmetela imeria\T 7 T"'"'"" *" ''""""'
Lisboa a 800 rs. a libra. fo Abren, e de outros muitqs fabricantes de
l*atas com boYacunuas de soda
differentes qualidades. venae-se a 1}600, rs. cada urna com
o mais superior que tena vindo a este mercado a 900 rs. a libra.
Ub*. e^mateem,a,"dellb.-^- ha no mercado a 900 rs. a
Ciras sctM'ftn
^ W em conde^s de 8 libras por 3*500 a retalho a 480 rs. a libra.
Conservas raneez. s c inglczas
das em direilura a 800 rs. o frasco. maU n0 qae ha por 8erem ?in"
AAclria, macarrao c talbarim ^
roba por 8*. a 40 a llDra e en caias de urna ar-
PalUos de dente lixa&es Ik
Toucinbo de Lisboa cm macinh09 por 200"'
a arroba a 9J. m*U D0T que ha no n,erca'10 320 ra. a bra em barril
P rcsunto
. moll D0T0 Tend-se para acabar a 400 rs. a libra.
aaiouTicas e paios nok A K #.
libra* q h de bom nesle geDero Pr 8erem mB<> noros a 560 rs.
Banba de porco retinada iBUi.,
480 rs. a llbrT e em barril 400?.. "* "" ,M Pde h"er D0 mtc*do Tende->
Latas com peixc de posta IU
res qualidades de peixe aueha%a Vciefa,aa >a melhor maneira possiel dasmalho-
ss ... m>, ^,3^%;t'r&A7? :rs,wcl.'lde...e'UI ,mUm"
qae ouii'ora tinba loja na ra do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezea que dissolveu a sociedade
que tinba com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isto ficou gjrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
reita a occasiao para annonciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceicao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos & Reg
com um grande e numeroso sortimento de
roupasfeitas e fazendas de apurado ges-
to, por precos muito modificados como
de seu costme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasaces de superior panno fino
preto e de cora 25$, 285 30, casacas
do mesmo panno a 30 e a 35*. paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 18,
20* e a 22J, ditos saceos de panno preto
12* e a 14$, d"s de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9g, 10*, 12*
el4, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5* 6J, ditos de alpaca
preta e decr a 4*. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8*, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 55, ditos de esguiao
pardo fino a 45,4*500 e 5$, ditos de fus-
to de cor a 3, 35500 e 4, ditos bran-
cos a 4*500 e 5*500, ditos de brim pardo ,
fine sacco a 2j{800, calcas de brim de cor
fiuas a 3*. 3*500,4*e 4g50O, ditas de di- S
te branco finas a 5$ e 6*500, ditas de m
princesa proprias para luto a 4$, ditas de fi
merino de cordo preto fino a 5 e 6, R
ditas de casemira de cor e preta a 8, 9* o
elO, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 4J500 e 5, ditos do seda branca para
casamento a 5*. ditos de brim branco a
o* e 4*. ditos de cor a 3.colletes de me-
rino para lulo a 4g e 4500. ricos rob-
chambres de chita para homem a 105,pa-
letots de panno fino para menino a 129 e
145,casacas do mesmo panno a 155,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para osmesmos, -
sapatos de tranca para homem e senho- X
ra a I* e 15500, ceroulas de bramante a 5t
18 e 20*a duzia, camisas francezas fi-
Ki",eoCOrQe braDC ie botos modelos a M
175.18. 20. 245. 28 e 30 duzia* g
ditas de peitos ae linho a 30 a duzia di- M
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas ft
gravatas brancas para casamento a I58OO 1
e2* cada urna, ricos uniformes de case- i
mira de corda muito apurado gosto tanto 8
no modello como na qualidade pelo di- C
minuto preco de 355, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas SE
de casemira para senhora a 18a e 20.
e muitas outras fazendas de excellente 8
gosto que se deixam de mencionar ano ff
por ser grande quantidade se torna en- U
o tadonho, assim como se recebe teda e S
K qualquer encommenda de roupas feitas
g> para o que ha um grande numero de fa- *
1 "nda.eo e urna grande officina
B dealfaiateque pela suapromptidaoeper-
jnS eiQao nada deua a deseiar. i
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas nadres
muito bonitos, pelo baratissimo JreSdefSoiS
OueTmdn .*" baraV que chi,a: na rua "
Queimado n. 22. na bem conhecida loja da
MTO*CI\
na
Calvice.
Como se pode ver pelos
livros dos capitfs Cook,
Bougainville e outros via-
jantes, os habitantes de al-
gumas ilhas da Oceania,
conserram anda em sua
velhice cabellos que causam
admira^ao dos eslrangei-
ros. O chimico de Paris,
autor da pomada indiana,
depois de ter estudado suas preparares, conse-
gro curar-se da ealvice e foi a pedido das pes-
soas que j fizeram uso del la que se resol veu a
ntroduz-la no commercio. Deposito em fer-
nambuco na ra do Imperador n. 59 e ra do
u.p0 o 6 e1I P/rS Bolevard Bonne Nou-
vtlle. Prego cada frasco 3*.
II
fama friumpha.
Os barateiros da loja
Eocyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo oumero 17 j
Vendem riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 155, admiravel
a pechincha.
Riquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 28* e 355.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
1 babados por precos baratissimos.
Gres pretos de todas as qualidades pe-
1 los precos de 1*900, 2$. 25100, 2*700 o
cavado affiancando-se ser pstes precos
1 menos 400 rs. em covado do que se po'de
comprar em outra parte:
Ricos eneites iraperatriz o melhor
que tem vinde a provincia.
k Alle8 d2 colle, de velludo preto
bordado a 55 o corle, incrirel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas corea e desenos
pelo baratissimo preco de 280 rs. o eo-
vado, afiaoca-se serem tao boas fazendas
que muito so tem vendido as primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mao
com 9 varas a peca por 6*500, ricos cor-
les de cambraia bordadas com 7 o 9 ba-
bados por 355, cortes de laas a Garlbaldi
a 10 com 25 covados, baldea de 30 ar-
cos e outros de musselioa a 5*.
Saias bordadas a 2*200 cada urna.
Ditas bordadas a 4 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a JOS, sihidas de baile o que ha de me-
lhor. espartilhoa de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas/eitas, sobracasacas, paletots, col-
rvatat tU. C","MS, 8tT0alu> ela.
Calcado Meli
ymmmmmtmM
FNDICiO LOW-MOW,
RM4aSeiialla Nva 41
ta estabelecimento contina a haver um
comple sor limen to de moendasemeias moen-
* Pr engenho, machinas de Tapor e taixas
te /erro batido e eoado, de todo os tamanbos
Pra dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Eflwin Mawa tra-
tar ao mesmo deposito ou na ra do Trapiche
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 3520.
Fejao branco e mutatinbo;
Macarrao, laUtarim e letria.
So barato a 5* e 8*000 rs.
Chegnem ioja da Boa f
mi** rncezas muito finas de cores fixas a
0,covado; cnbraias francezas muito fia
D" 6<0 ". a vara ; idem lisa muito fina a
4*500 e a 65000 a p;a com 8112 varas; di-
nauto superior a 85OOO a peca com 10 varas-;
dita fina com sal pie os a 4*800 a pega com 8 1|S
varas; fil de linho liso multo uno a 800 rs. a
rara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a ra-
ra ; e outras muitas fazendas que, senda a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Quimado n. 22. ni loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
3iU18tas por serem de c"8 escuras e fixas a
3*000 a duzia : na ra do Quimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sor lmenlo de chapeos
/?ua do Quimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7*.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 95.
Ditos de castor pretos e brancos a 16*.
Chapeos lisos para senhora a 25.
Ditos de velludo cor azul a 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 5.
Lindos gorros para meninos a 35.
Bonets de velludo a 5.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 45.
Chapeos de sol francezes de seda a 7.
Ditos ingleses de 10, 12 e 13 para um.
Vende-se urna varanda de ferro com 30
palmos, por preco barato; a tratar na roa do
Quimado n. 48.
Vinho de Bordeaux em barris
e em caixas.
Agua de Seitz (da Fonte) em
botijas.
Espingardas de caga de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
Praeger & C ra da Cruz nu-
mero 17.
d- liante-
letes a 10$ e a 12$.
Anda continuamos a ter grande
quantidade de manteletes modernos pe-
lo diminuto preco de 10# e a 12#: no
armazem de Bastos & Reg, na ra No-
t junto a Conceicao dos Militares nu-
mero 47.
Vende-se urna escrava crioula de 28 annos
de idade, com orna cria de um anno, perita en-
gommadeira, coznheira, ensaboadeira, e faz do-
ces de diversas qualidades ; a tratar na ra es-
trella do Rosario o. 11.
Vende-se a cocheira da ra da Roda n. 45,
com 3 cavallos sellados e enfreiados, assim como
um cavallo mellado ptimo de cabriole! : a tra-
(ar na mesma.
Vende-se um preto bastante robusto, com
a habilidade de ser bom foroeiro e perfeilo amas-
sador, e juntamente trabalha em massa fina para
bollos : na ra Direita n. 66.
Ceblas novas a 1$280 o
centr.
Vendem-se ceblas a 15280.
320, alpista e painco a 200
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Por sem duvida que o Sr.ex-minislro da fazenda
eslava despeitado com os delicadosps dasnossas
"^m Ptries I Prova-o bastante o augmento
WO |0 nos direitos que pagara aa botinas de
sennora em relacio a de homem que apenas ti-
veram o de 25 "i. I S.Exc.desejava que ellas tro-
cassem orna bem feita botina oly,por algum ch-
nelo mal amanhsdo, encosturado de popa prda,
anm de obstar a que ostentassem com'garboo mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem ri-
ral as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
ae encontrar urna opposlcao firme e enrgica no
propnelano do estabelecimento da roa Direita n.
, que nao quiz vender as suas bolinas a 7000
como s Exc. pretendeu, e sim pelos presos se-
Borzeguins para senhora.
Armazem de fazendas
Joly (com brilhantina). 6#000
Dito (com lacp e fivella). 5500
Austraco (sem lacp). 5#000
Joly (gaspa baixa)..... 45500
Para menina.
De 23 a 30. .
De 18 a 22. *. \ \
Para homem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de beierro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos nernambucanos .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... grjOO
1 batera )Suzer).....5#200
Sola deba ter (Suzer). 5J000
Meios borzegins (lustre). 65000
Sapatoes (com elstico). 5J0OO
Ditos para menino 7(500 e 4$000
Muito calcado bem feito no paiz por precos ba-
raiissimos: assim como couro de lustre, marro-
qnins. bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
Ddrdio*
40000
50500
100000
90000
90000
80 00
80500
60000
mn FEITA anda mais baratas]
SORTIMENTO COMPLETO
* DI
Fazendas e obras feitas.
KA
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
toucinho nevo a
a libra .* na ra
das Cruzes n. 24, esquina da Iravessa do Ouvidor.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
7?uade pollo n. 6.
i-Ve?-f^e SUCar refinado desde 3200,38600,
4 e 4J480 por cada arroba, e por 5120 e 6400
do crystalisado.
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a libra, a
superior e al va potassa do acredi-
tado fabricante Joao Gasa-nova ,
cua qualidade e reconbecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
da como da Russia : no deposito,
ruada Gadeia n. 47, escriptoro
de Leal Res.
^ViBhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeire.
Careavellos.
Arinthe.
Bacellas.
M:viVd?^;sVnSo^?"h:
Oueijos do vapor.
1JSo1TvS.q^eiio,indo*no ui" pw
1^00 e 15500. s serve para comer ja por nao
poder aturar muito lempo de frescos oue sao : na
ravessa do pateo doParauo n. Ifi-lJ, casi pin-
tada de amarello.
Queij os muito frescaesa
1|T700.
.V!iift!1",# ,'u,j0 "* freseaes chegados
crasa n. 24, esquina da travessa do OutWbt.
Hua do Quimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas prelas
SoP!1.e df 0re8nlU,lo A" a 28,
20S, 22J e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18$. casa-
cas pretasmuito bem feitas ede superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
Caserair* d core muito finos a 15, 16$
e 18$, ditos saceos das roesmascasemi-
ras a 10$, 12 e 14$, calcas prelas de
casemira fina para hemem a 8, 9, 16#
L ,.lIi"J-de casem" de cores a 7$, 8,
9 e 10. ditas de brim brancos muito
^\"JLe !! d[l\sJe ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500. ditas de roeia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
tetes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fostao a 3, 8500 e 4, ditos de cores a
2500 e 3, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7#, 8 e 9
colletes pretos para luto a 4500 e 5'
cas pretas de merino a 45C0 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorgurao de seda de cores muito
boa fazenda a 38oo e 4$. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas ede cores a 6,
*** 6$500 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas I
muito superior a|32 a duzia para acabar. 5
Assim como temos urna officina de al S
faiate onde mandamos executar todas as 3
obras com brevidade. *
xeieewsiefisdis efKttsrcfiseieft
Charutos da Havana,
Na loja de chapeos de Haia Irmaos ao arco de
Santo Antonio, vendem-se superiores charutos
da Havana, lanceiros, regala, orientaes e outros
diversos, os quaes se vende por muito baixo pre-
go para se dar conta de venda pelo primeiro va-
por a seguir para a Europa.
. Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5 rs.; ditos de setineta escuras a 3500,
muito barato, aproveitem : na ra do Quima-
do n. 22. loja da Boa f.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cade do Hecife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou permuli-se por escravos acoa-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
cao de coqueiral, olaria, diversas arvorea de'
fructo, viveiros de peixe, pastagem para vaccas
de leite, bsixa para capim, bom porto para em-
barque em qualquer mar, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Manoel Fumino Fer-
reira, na ra da Concordia, ou com Balbino Luix
Franca, no Giqui.
DA
Ra do Quimado n. 19.
Cobertaa de chita goato chinea. i80O.
Uncoes de panno de finbo'flnoa l$900
rri~A U>rtesde casemira.
ra?pracodedeC,S.,n,a "' m'li* *" >-
ti. v Tarlatana.
SSSSWS ?,* h.
r.mi,, Ga."braia de cor.
Cambra matada Una a 240 rs. o corago.
rh... t Uuta ranoeza.
eoSf.? fr'De" P*'0 b4"to P^o de 220 ,,. o
- a k Ete da India,
s.ei.4'e5c:m.sa,mOSde,arg0' P"P" P forrar
Cortes de collete
Corte, de velludo preto bordldo. a *6.
Mantas de Uonde
Mantas de blondo preta. de todas a. qualidade,
p0 umbrala branca.
9$!it Can,br,ifl br"" 2800, 340O0 o
x ,k Toa,has.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada m..
L baratissimo!
Ra do Crespo n. 8 loia H *
Cassa.de e.rS. 8x,s miJSLtii EDrtai-
vado, cambraia, oraandT^ iiZ./ 4? rs- ca-
ra, o covado, e chita. layrU, dejeihos *0O
280 o coMdo. e outras Bu".fi?"e;L20, 26
rats,n preco : dao-seam'ost^,8 Rfr
(xomma doAracatv
fenies de tartaruga a impe-
, ratriz a 8^000.
d.Viamasfftv3iaBP1?20?-fnfeii"
do vapor na ra Nova n 7 est"'" i na loja
720, a libra. mm^ffCUAS^Jf ?'tl a
U a 800 rs., toucinho WSH^A fr,DC.e-
berna da ra dos M.r.yrios n 36 ^ : *"
l^Tifi Ta ecrava mo9* ^
15 a 16 annos, sad.a e semdefeitos, boa
22ST : Da PaMSem da Magdalena
passando a ponte pequea, casa n. 15.
Ges k Bastos.
Ra do Quimado n. 46.
o, ..cihid. .5,.ta%' 'uT.ie0;,0;,'.:',":
de fazendas escolhida'! L fTlf** 0,efs e
Sempre .oUtS.. b v rfos "X'!'
e "cita" Onr!rMdM SrS" ffiC'e8 SJK
e exercito. Oulro sim recommendam ana paesde amilia grande sortimento de roSaanT
ra meninos de todas as idades. P P
Arados americanos emachina-
paralavarrouparcmcasa deS.P. Jes
hnston A C. ra daSenzala n.42.
N0W8 DtOS
com fivelas de ac.
rAJfl" d'8,?uia br4nca recebeu novos cintos ca-
ra senhoras e meninas, com flvelaa de r 11
ruajo QUeim.qdo, ^/d'Sgu'ia br.n*c. ^ = "
ru. d.VanVbro,rsVr^!on1oD: "'
lar com o Lima no Forte doMatloa *
uweta n'w a 1?ja,de C8,cad0 da ru o Li-
mera 6. : 'rtarDa mcsnia ru8> ,pja -
inrez^n^ecID-8,hao P"a amazona, patenta
. r. h n*?" ei) por mdico prero
na ra do Quimado, loja da esper.nc u. 33 A
santo Antonio.
aha",Se, "Dd.a a ,^e2eB de s'> Antonio
^rur^T8* COrig,da- e "emente impressa
na ra do Imperador n. 15. '
Manguitos e golla.
m,?rer~8i8U,arnisoes de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baratissimo PrrSo de
2 bo. DarUS floQueiniad0 22, loja
_EscraTosfugidos.
--Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
lembro prximo pasudo, um escravo do eo-
maadanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nomo Joaquim, de idade
de cincoenta e Untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com folla de alguas na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem aberlos, muito palavriador, Jn-
culca-se forro, e lea signaos de ter sido surrado;
Consta que este escravo apparecera no da 6 de
crreme, vindo do lado das CincoPonlas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tinba sido vendido por seu senbor para
Goianninba : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambueo aos Srs. Basto 4 Lo-
mos, que gratifica rao generosamente.
Continua a estar fgido o mole-
queAntonino, de idade de 15 annos
pouco mais ou menos, fulo, seco, mui-
to ligeiro, foi escravo do Dr. Lopes Net-
to, continua estar pelos arrabaldes da
Cidade e principalmente pela Passa-
gem, aonde mora opai o crioulo Flix,
que tambem foi escravo do mesmo Dr.'
mas ltimamente foi preso em Beberihe
aonde dlzem que havia ieito um roubo
com
ticos manteletes de seda
pretos.
,nNar"d0,Quimdo.i8 A esqoina da ra
rtft^,0 em P"a..Ten neos manteletes de
seda pretos eom eneites Ae vidrilho e duas or-
ftl5^-S51.Stu,-BO pre5de *
compensado.
Fugio no a H do crrante mez a escura
Ignez, negra ula, representa ter 17 annos, neuco
mais ou amos, leven vestido > roupao de chi-
ta escura com chales encarnado, e sabio com um
vestido de oassa rOu, feito ama trouxa, de baixo
do braco, indo calcada. E' negra acutamada a
tagir para u bandas de Ijpurau, 'onde foi
vendida pelo Sr. Sebasliio de Mello ReRo a
que* partenee : quem a pegar ou dril, der no-
ticias ao abaixo aamgnado, na raa do Trapiche n.
11, ser recompensado convenientemente.
Augusto Pinto de Lemoa;


(8)
DIARIO DI JtMAMBUCO. TERCA P1I1A 16 51 |fe*$ft 6 ill.'
Litteratura.
A polica de Londres e a de Doblin.
Londres.
{Conlinuaco.)
E' esle um dos mais importantes pontos do
nosso ssumpto, e como so ronhecido^polos
episodios de que te fez narrador Cirios Dukcns.
taremos aos leilores una cxposigo contaodo-
lhes o modo porquororam descoberlos os saltea-
dores que de noite tentaran) uro roubo com ar-
o ladrao, que Mbe que por 10 guateos ser ren-
dido i polica por qualquer de seus epnscios, bem
estimaris occultar-lhos o emprego do seu tempo
e o lugar de sua residencia, mai tal e a'cendigo
miseravel de ama vida criminosa I Um ladrac
nunca lem casa sua ; a solido par- lie fosup-
porlavel, ". nao pode, anda que vontade tiresse,
river com pessoas honradas; de modo que
obrigado ir para esses coris era que tmente
sao admiltidos homens da sua especie. Sabe que
ah ir busca-lo a polica, mas nem por isso de
rotnbamento e escalada na casa do Sr. Iloirord, ah se arreda ; ah "acham-se os seus caraaradae,
Purm. os seus prazeres. e at os seus interesse*, porque
nesses lugares infames que se concentrara as
informagoes do que elle carece, e que se discuten
os planos de novos crimes. Vive aasim, poder-
se-na dize-lo, em publico, no mtio de indivi-
duos que conversara sobre seus proprios nego-
cios, e ludo que lhe diz respeito perfeilamento
conhecido do crculo em que elle se acba.
ern
de cuntarraos essa historia adiamos necesarias
algumas explicacos preliminares.
Nunca um agente de polica descobre a fronte
das ioformagdes que recebe ; o mais absoluto
segredo a base de todo o systema. Essas io-
forroagdes ou esclarecinientos Ibes sao quasi sera-
pre ministradas pela parte gangrenada di popu-
lacho ; deremos explicar como que os roalfei-
tores, inimigos rtaturaes da policiaco precisa
mente os que lhe fornecem os meios de destruir
os seus collegas no crime.
c Entre os ladrdes tambem ha honra. diz o
proverbio, mas nenhum proverbio c menos ver-
dadeiro do que este. Individuos que vivem em
continua violagao dos dreitos alheios achara-se,
-menos que nioguem, dispostos recoohecer e
respeitar os de seus confederados; aflirmamos
sem hesitar que o nico movel que nelles acta
o interesse pessoal, e que esto sempre tao
dispostos roubar seus cmplices a parte que
lhes cabe nos despojos, como arrancar o que
legtimamente posse o hornera honrado. Vivem
uns para com os outros cheios do odio, descon-
fianza e receio; p ssam os das na excitagao do
jogo, as orgias e na embriaguez ; sao jogadores
que arriscara aos dados a liberdade e muilas ve-
zes a vida. Associam-se quasi sempre urna mu-
Iher, companheira em seus vicibs e crimes, e de
ordinario victima de sua brutaltdade, porque o
habito de ceder todas as paixes ms tira es.
ses homens o poder de se tornarem senhore de
si, e loroa-os caprichosos, irritaveis, provocantes
e aborrecidos de ludo. Estas mulheres, pois, por
ciumes ou resenlimentos, procuram constante-
mente langarmo de urna ringaoga, cujo segre-
do nunca ser revelado, dirigindo-se um agente
de polica.
Para isto, porm, mister que essas creaturas
nlseraveis conhegam bastante o agente que se
dirigem, fim de eslarem certas de que as nao
alraicoar elle, ou por m f ou por falta de tino_
Em urna palavra.se nao ha honra entre os la-
drdes e assassinos, convm que a ha ja entre os
agentes de polica, porque nao ser assim, a fon-
te das delicies promplaraente se esgotara, visto
como verdadeirameuto espantosa a ringaoga
que se expOe o delator.
Outro motivo nao meaos poderoso para o mal -
fetor a esperanza de conseguir que o agente de
polica se lhe torne favoravel. Individuos que vi-
vem no crime sentem muito menos odio do que
terror em relago aos homens encarrogados de
reprimi-los. Desdo crianga o larapio aprendeu
ver no agente policial um inimgo cora quem nao
pode lutar, quem n3o pode sublrahir-se senao
pela fuga, o que tarde oucedo ser causa da sea
ruina. Esta sentimento vae augmentando cora a
edade ; terror o que sentem os malfeitores Um
criminoso s conserva alguma seguranga emquan-
to ci que os seus crimes sao ignorados, e quao-
do essa esperance o abandona perde a audacia
e, seuiclhanga do cao que acaba de levar pan-
cada airasta-so pira o senhor o vae laraber-lho
os ps, o bandido espia tmidamente o olhar do
agento de polica, desojoso de se lhe tomar agra-
davel. Na vida ordinaria o homem servil roja s
plantas do poderoso; feliz se lhe pode prestar al-
gum servigo, na esperanga vaga de obler as suas
boas gragas; e porque admirar-nos de que mi-
seraveis, manchados de vicios e de crimes, imi-
ten] esle exemploe ;-or motivos idnticos?
Outro trago caracterstico dessa classe que
subdivide-se em tantas cath?gorias qunnlas sao as
especies de crimes commetter. O ladrao que
noite se introduzem urna casa habitada, por meio
de arrombamento, de mais alta cathegoria, nao.
se mistura com os ratoneiros ; o baodido que va-
ga pelos arredores de Londres, armado de cace-
te, de que-se servir quando houver preciso pa-
ra derribar a victima, nao se associa ao larapio
que fareja ludo e agarra a primera cousa que en-
contr. Malfeitores, bandidos c ratoneiros vivem
separadamente, e frequenlam outros tantos luga-
res dfferentes, o que de grande vantagem para
a polica, porque quando corameltido um cri-
me sabem os agentes immediatamente onde de-
vem procurar o criminoso, e mesmo em que lu-
gares o cncontraro.
Na Inglaterra acontece muitas vezes ser solt
por falla de provasum iodigitado criminoso ; mas
a polica nao culpada por (cr lineado maodel-
le ; a le, por ser demasiadamente especial,
que lalvcz nao permiltiu estabelecer a culpsbi-
lidade. .
O attenlado de que foi victima era 1850 o Sr.
Cureton, cambista, um exemplo que pode de-
monstrar o perigo que correr sempre o homem
pacifico cm urna cidade como Londres, em que a
polica se circumscrove em limites excessiramen-
Iq restrictos. Tres homens foram, em pleno dia,
baler porta da casa em que raorava o Sr. Cure-
Ion na City deLondres; urna criada abriu-lhes a
porta e dirigiram-se ellos pira o aposento em que
eslava o Sr. Cureton, como pessoas que iam tra-
tar de algum negocio. Um delles pedu ao Sr.
Cureton una moeda estrangeira, e quando este
se debrugara para lira-la da gaveta, deu-lhe o
ladrao com a bengala, cuja parte superior era de
chumbo, to violenta pancada que fo-locahir
sem sentidos; depois, para quo nao grilasse no
caso de voltar si, torceram-lhe os bandidos a
beoga-la em derredor do pescoco do modo ti-
rar-Uie a respiraco. Ento, certos de que nao
seriam interrompidos, saquearan) as gavetas e
sahiram tranquilamente. E' provavel que urna
hora depois eslivessem as moedas era m,ao de um
encobridor ou guardador de furtos ( receleur ] e
fundidas logo depois.
Quando o Sr. Cureton voltou si foi-lho mpos-
sivel lerabrar-se dos signaos dos tres ladrdes; da
raesma maneira a criada nada podo dizer tal
respeito. Em taes circunstancias era impossivel de7am~-a aVmadVlhas".
obler urna condemnagao: a propriodado havia'
mudado de natureza e ningueni poda certificar
quera eram os criminosos. Anda que a polica
houvesse apanhado esses homens com as barras
do ouro as raaos, elles teriara sido absolvidos ;
e to rerdade isto quo um dos criminosos, ao
menos tal o considerava a polica, tendo sido
preso, c nenhuma prova material havendo sido
aprescnlada contra elle, o magistrado fui obriga-
do solta-lo.
dissemos ajrespeit. Cana nova orgauisaglo e da
foote dos seas esclarecimentos.
No dia immediato ao do altentado foi levado
preso i presen; do magistrado pira ser interro-
gado. Declaroo chamar-se William Dysoa ; po-
rm como se sabe que todos os malfeitores teem
em geral nomes de emprestimo, que lomam 6
deixara seguudo a necessidade do momento, nao
fui admitiida essa declarago como indieio suffi-
ciente para prorar a identidade do criminoso.
A primera preesugo que se tomoa (oi collo-
carna audiencia alguns agentes intelligenles, en-
carregados de observar, nao o criminoso, mas os
espectadores. A' proporgao que se prolongara o
interrogatorio, eque a narrago do atlentado ex-
citava no auditorio una mogao cada vez mais vi-
ra, observaran) os agentes da polica duas mulhe-
res cuja anciedade em escular o interrogatorio
trahia interesse pessoal no resultado. Termina-
da a audiencia, acompanharaip s duas mulhe-
res ; urna deltas entrou em urna tasca, e a oatra
foi para a casa de detengao rer Dyson, que* para
l tinha sido mande. Esta nao tardou ir ter com
a outra; depois sahiram juntas, passarm o Tami-
sa, e separaram-se no arrabalde de Southwark.
Seguiram-as os agentes at chegarem ambas s
suas verdadeiras moradas. Sendo conveniente
obler respeito dolas informagoes locaes, foi a
diviso de polica de Southwark encairegada de
tas colher. Reconheeeram os agentes na mulher
que tora visitar Dyson na priso a amasia de um
ladrao da mais perigosa especie, sppellidadoo
Doutor; soube-se tambem que a outra viria
com um baodido chamado Mahou, do quem era
muito aclira auxiliar. Cahiram naturalmente as
suspeitas sobre esse bomem. Comprehenderam-
se enlb as vanlagens de urna vigilancia regular
sobre essa populago degradada que se pode con-
siderar como o abasleciraento das gales.
Todas as prises que perteneca pplicia de
Londres sao visitadas urna vez por semana por
um agente de cada diviso, escolhido pela sua
iulelligencia ; alm disto as estacos de polica
coslume collocar qualquer malfeitor preso de ma-
neira tal que ao entrarem e sahirem possam os
agentes de polica ver-lhes as feicdes, que des-
l'arte se lhes gravam na memoria. Urna palru-
lha que visita todas as noites as casas que ser-
ven) de rendes-vous aos ratoneiros e ladrdes ios-
creve em seu relatoro todas as pessoas que ali
v.
Logo que se soube na diviso de Southwark
que um dos bandidos que haviam atacado a casa
do Sr. Uolford, provavelmenteo doutorhavia
sido preso, e que Manon era suspeilo, um dos po-
liciaes que na veipera tinha feilo parle da patru-
Iha lembrou-se de ter encontrado em urna tasca o
Dr. Manon, dous homens mais, Milcbell e lobin-
sn, e urna mulher em conversago secreta e ani-
mada. Este policial dirigiu-se logo casa de de-
leogo, e no pretendido Dyson re*conheceu o dou-
tor. Soube-se que as noites seguales os tres
individuos suspeitos nao haviam apparecido as
suas residencias habituaos. Era evidente a con-
cluso que se devia tirar desle fado ; eram co-
nhecidos todos os associados: limilaram-se, pois,
as pesquzas descoberla desses tres homens.
Tondo um amigo do Sr. Holford adiantado
quaulia precisa para se obterm os esclarecimen-
tos necessarios, poz-se em movimeoto toda a di-
viso do Southwark, e em todos os sentidos esten-
Outra circumslancia que nao convm esquecer
que os malfeitores encaram o agente de polica
sob o aspecto prcfUsional; coroprehendem muito
bem que perseguindo-os elle nada mais fax do
que a sua obrigago: ha entre elles o mesmo
senliraento que existe eotro os soldados de dous
exercitos inimigosausencia completa de animo-
sidade pessoalE' agarrado o criminoso.... (oi
urna partida jogada entre urna c outra parte ; per-
deu-a, submetle-so & sua sorle. Toda a colera e
desejos de vioganga tem por alvo aquelles d'entre
os seus cantaradas, cuja traigo elle suspeita.
Um agente de polica quando inteligente re-
gula o seu procedimento pelos sentiraentos e h-
bitos dos individuos com quem se lera de haver.
Seu primeiro cuidado conhecc-Ios pessoalmen-
te, saber-lhes os nomes, os escondrijos, relagdes
e os outros com quem sao associados; guarda o
mais profundo segredo sobre todos os esclareci-
mentos que lhe sao dados, e tem tanto cuidado
em defender um delator como oteriaem prooder
um criminoso, e muilas vezes, para desviar jus-
tas suspeitas, o delator o objecto de activas
perseguiges. Nunca o agente tratar com des-
prezo, nem mesmo com aspereza, aos miseravus
que sao objecto de sua vigilancia: entro estes c
aquello nao haver inlimidade, porque seria isto
enfraquecer a sua influencia, o at o exporia
uspeitas que comprometiera a sua posigo para
com seus chefes; mas ter essas moderadas e
imparciaes relagdes que animara o cmplice dis-
posto abandonar seus camaradas. Som duvida
*mm
VOLHETDI
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNWHBUCO-
f ISIifBA IMWtliL
LX
Sumario.Un official .de marinha, ministro ds
marinha.
Agora passemos tentativa de roubo, por meio
de arrombamento, contra a casa do Sr. Holford.
O Sr. Holford, partindo para a America, deixa-
ra aos seus criados a guarda da sua casa. Na
noite do 14 de outubro de 1850, s t horas da
manha, um delles, ouvindo rumor de pessoas
que enlravam arrombando a porta da sala de jan-
tar. despertou os outros ; armaram-se todos e
atacaran de sbito os qualro bandidos, cahndo
um delles gravemente ferido, o qual foi preso ; os
outros tres poderam fugir.
Muitos tiros haviam sido dados de urna eoutrs
parte ; um dos criados armados de pistola com
bayoneta, havia atirado sobre um dos ladrdes,
airares de urna mouta o to de perlo que a bayo-
neta devia l-lo ferido. Enconlraram-se signaes
de sangue e concluiu-se que o homem havia sido
gravemente ferido, e que na impossibilidade de
le va-lo, haviam-o langado ao rio os companbei-
ros. Mais tarde soube-se que no meio do escuro
e na confuso desta scena havia escorregado o la-
drao justamente na occasio emque partir o liroj
que a bayoneta ligeiramenlo o ferira na mo, que
tambem recebera alguns graos de chumbo e fora
chamuscada pela plvora ; o sangue, porm, pro-
vinha de outros desses tres bandidos, gravemen-
te ferido no pescogo e na cabega por um tiro da-
do ao acaso. O terceiro ladrao havia sahido in-
clume. No lugar, nenhum objecto se achou que
podesse servir de indicio, nao ser um chapeo
varado por alguns graos de chumbo.
A maneira por que a polica chegou descobrir
e prender esses tres homens torna evidente o que
Um dos agentes conbecia urna mulher que vi-
vera algum tempo com Mahou e Ora abandonado
por elle ; o agente sondou-lhe com (aclica as dis-
posiges. Ou por ciume ou rancor, por causa de
alguma desavenga, ou por vistas na recompensa
que d'ahi poda provir, consentio a mulher em
servir a polica, e ajustaram o prego. Nao pode
ella informar em que lugar se occullava Mahou,
mas chegou descobrir que a amasia desse ban-
dido, sua rival, lavava a roupa delle, e devia lU'a
levar no sabbado seguinte noite.
O plano foi, pois, preparado nosla conformida-
de. E' infelicidade propria dos criminosos esla-
rem sempre promptos, amigos o inimigos, i ta-
zerem-lhcs mal. No da marcado, pois, a amasia
que o lora, e que havia rendido Mahou, aconipa-
nhadade longe por um sargento de polica dis-
famado, encontrou-se com a amasia que o era, e
inventando um pretexto para acompanha-la, foi
em sua companbia, levando a outra a trouxa de
roupa. Alravessaram oJTamisa, e caminhando
apressadamente por entre beccos, dirigiram-se
para Shoreditcb.
Era to escura a noite que o sargento as leria
fcilmente perdido de vista, se esta circunstan-
cia tivesse sido prevista ; sua alliada havia vesti-
do debaixo do vestido sujo e de cor escura urna
saia branca, e em todas as encrusilhadas, em to-
das as esquinas, leranlara o vestido, de modo
quo servia de guia ao oicial de policia essa es-
pecie de bsndeira branca. Foi assim que alra-
vessaram toda a cidade de Londres, e chegaram
emfim urna taberna no Kingland-Road, Ahi
pararam as duas mulheres : a que levava a trou-
xa entrou, a outra desappareceu. O sargento de
polica foi procurar uro agente, e tendo-o achado
encarregou-o de reunir mais outros dous, e (eito
sto entrou na taberna ; e ahi, em urna rasla c-
mara, onde urna grande quantidade de ladros
bebiam e fumavam, vu o objecto de suas pesqu-
zas, Mahou. sentado ao lado da mulher cuja dde-
lidade acabava de to involuntariamente trahi-Io
Um pouco mais distante riu tambem Robinson ;
decididamente a fortuna favoreca o agente de po-
lica. Chai da cooflanga no ascendente que anas
funegoes exercem sobra criminosos, por mais nu-
merosos que sejam, conlentou-se o sargento con
collocar na porta um dos policiaes, de modo que
o vissem, e com pasto Qrme e tranquillo cami-
nhou direlto para Mahou e disso-lhe : < Recla-
mam-vos, rinde. O ladrao cornprehendeu que
chtgada era sua hora ; quanto resistir, por mais
numerosa que fosse a reunio, ninguem cuidou
nisto. Cada um desses malfeitores se felicitou no
segredo de sua alma poruoser elle o reclama-
do, e de boa mente sacrificou Mahou salvago
commura ; demais, quem poda dizer se toda a
diviso da policia se nao achava porta por de-
traz do policial que se entrevia ? A nm signal
do sargento encaminhou-se o policial para pren-
der Robinson, outro o subslituiu i porta por for-
malidade. Mahou deixou-se amarrar, deilar an-
ginbos nos pulsos, sem oppor a menor resisten-
cia. Robinson egualmente nenhuma resistencia
fez, e os dous presos foram immediamente lera-
dos eslaco.
Um cocheiro de cabriolet havia dado policia
alguns esclarecimentos sobre o crime, cujas par-
ticularidades acabara de ler nos jornaes. Acha-
ra-se na sua estagao, na rizinhanga da casa do
Sr. Holford, no dia 14 de outubro, s 2 horas da
manha ; um homem se dirigir elle correado,
dissera-lhe que um cao o morder na mo, e pe-
dir que lhe despejasse agua sobre ella para la-
rar-lhe o sangue. Instantes depois outro homem,
gotejando-lhe sangue do corpo e do pescogo, cor-
ra, e subindu ao cabriolet toda a pressa, hara
ordenado ao cocheiro que o lerasse ao Strand.
O cocheiro, confrontado com Mahou, nelle re-
conhecera o indiriduo que havia banhado as mos.
Examinou-se a mo de Mahou : evidentemente a
ferida nao provlaha do mordidelas, e por conse-
quencia a historia contada ao cocheiro era fbu-
la : fcil era conbecer quo a ferida fftra feita por
instrumento cortante, bayoneta, e por graos de
chumbo que lhe haviam rogado a pelle, e anda
se viam em derredor da ferida essas pequeas
nodoas azues que a plvora produz. A ferida
achava-se quasi cicalrisada, a mo recobrara as-
pecto natural, de modo que, se a priso do ladrao
fosse demorada por mais alguns das, deisava de
haver esta prova tao convincente.
Era de presumir que o homem que se havia
servido do cabriolet para ir ra do Strand fosse
Mitchell, o nico da quadrilha que ainda nao ti-
nhssido pegado.
Pareca prora-lo o seu procedimento. Duran-
te o caminhoourira elle urna carruagem que ri-
nha aps i lodo o correr dos carallos ; immedia-
tamente fizera parar o cabriolet, e bem que qua-
si desmaiado pela perda de sangue, arremessra-
se do cabriolet para fugir; mas, tendo passado a
carruagem sem se embaragar com elle, rollara de-
noro ao cabriolet, e ento o susto fazendo-lhe
esquecer toda a prudencia, em vez de sentar-
se no lugar proprio, flera na almofada do co-
cheiro para estar mais prompto fugir, no caso
de ser perseguido. Ao chegar ra do Strand
pagou o cocheiro, e desde ento perdeu-se-lhe a
pista.
A policia concluiu que em semelhantes cir-
cunstancias um criminoso qne procura evadir-
se, e sent abandonarem-lhe as forgas, nao rae
direito sua residencia, e que Mitchel se hara
apeado bastante longe de lugar em que se quera
oceultar. Alguns indicios flzerem pensar que de-
feria elle ter ido para as bandas do arrabalde
de Southvark. Dirigiu-se a policia i urna dessas
mulheres horriveis que negociara com os vicios
alheios, a mais vile desprezivel dentro todas as
ragas da espeeie humana. Por certa somraa com
proraetteu-se aquella mulher descobrir o asylo
de Mitchell. Os esclsreeimeotosque dsu, obtidos
de segunda mo, alm de demorados, nao eram
precisos : por tres vezes e sem resultado os agen-
tes de policia deram busca nos domicilios que
lhes haviam sido indicados. Isto despertou sus-
peitas em Milcbell, que mudou de sitio. Poda-
se acreditar que a mulher paga pela polici
para descobrir Mitchell, o sera tambem este pa-
ra arisa-lo tempo da chegada dos agentes. No-
ras informagoes indicaran) urna casa do becco
Liitle Surrey, perto de Blackfriars Road; era
porm urna casa particular, habitada por pessoas
que apparentemente exerciam urna industria
honesta ; nao se podia, pois, procedersummaria-
mente, e era precise haver extremo cuidado nos
passos que deriam abrir A policia a entrada des-
sa casa. Um dos policiaes da diriso tinha rela-
gdes de amisade com o mais rizinho padevro,
delle soube que a quantidade de pao de lempos
esla parle era maior que de coslume para os
moradores da dita casa. Outro policial conbecia
o principal locatario ; sob um pretexto plausirel
foi ter com elle, e, na occasio em que se abra
a portt, um sargento da diriso entrou brusca-
mente no corredor e exigiu o nome das pessoas
que moravam na casa. Em quanto parlamenta-
vam, apresentou-se urna mulher no andar supe-
rior ; debrugada sobro a grade, escutava com
anciedade : immediatamente foi reconhecida pela
que, na noite do crime, fdra em intima conver-
sago com os qualro bandidos.
Desde enlo cessava toda a hesitacao, a policia
entrou resolutamente no aposento do locatario, o
ahi encontrou Mitchell, com a cabega e o pesco-
go coberlos de cataplasma de mel e pao, e em
estado miserarel por nao ter ousado mandar cha-
mar am x8e4fc#< Oi agentas 4a policia trataram- u0 grandes perturbasfte provui de causas es-
com humanidad, traosportaram-o i estago,
mandaram vir ora cirurgio para curar-lhe as
feridas e proporciootram-lhe lodos os commodos
compativeis com a sua posicio ; o misero con*
fessou seu crime depois que lhe provaram que
era seu o chapeo encontrado em casa do Sr.
Holferd, e que os furos feitos pelo chumbo cor-
respondan) exactamente com os graos que se ex-
trahiram de suas feridas.
Robinson fdra posto em liberdade, porque a
polica convenceu-se que, ainda que muito tarde
se achasse elle em companhia dos mais ladrdes
na noite do crime, abo os hara acompanhado at
ao thealro do crime. S haria pois descobrir o
quarlo criminoso. Nao foi diflcil, porm, pren-
d-lo; era o chefe da quadrilha, o que haria
imaginado, preparado e orgaoisado o crime ;
mas, como nao tinha em seu poder nenhum dos
objectos roubados, nao era notoriamente etnhe-
nido como ladrao, nem hara prora sufflciente
da sua identidade, forgoso foi solta-lo. Os tres
outros foram deportados por toda a vida.
O bom^resullado das pesquizas policiaes oeste
negocio demonstra a excellencia do systema ac-
tual ; nunca um agente s, por mais hbil que
fosse, poderia descobrir todos os criminosos, nem
acorapanhar os los do negocios : era mister para
isto um conhecimento profundo da populago ri-
tranbaa 4 aegao da polida. Outro tanto se nio
dira quando taes comparagoes se tendera i
um grande numere de annos. Em 1305 o nu-"
mero de procesaos lersdos ante o tribunal de Od
Bayley foi de 980, em 1816 de 1,835; o augmen-
to do crime havia sido gradual e achava-se na
proporgao de 70 por ceolo malasio que o aug-
mento da populago.
Era 1828 a commissao de inquerito mosjrava
que essa proporgao era de 36 %, e o raappa ci-
ma mostra que, ha dez annos para e, o augmen-
to da populagio que pelo contraro excede o do
crime. Este melhoramenlo anda maior do que
nos revelam os algarsmos, por que neste perio-
do acham-se comprehendidos os annos do 1847
e 1848, to desastrosos para a mora) publica ;
agora tambem o numero de crimes que escapara
& vigilancia da polica muito menor que ou-
tr ora.
Nao ha muito lempo que as ras de Londres
erara habtualmenle o thealro de scenas que ul-
trajaran) a decencia publica, para que a compa--
rago do passado com o presente deixe de fazer
sobresahir todas as vanlagens deste. Quem l
as deposigdes feilas perante a commissao de in-
querito nosaeada pelo parlamento quasi acredita
que se trata de outra poca que nao da nossa, e
de outro paiz que nao a Inglaterra ; to pouco
quadram as narragdes dessas testemonhas oceu-
lares com o estado actual de Londres. Quem
ousaria dizer que hoje as roas de Londres se
nao est em segoranca lano de dia cerno de noi-
cosa. e, por assim dizer. de todos os individuos le? O primeiro cuidado da policia foi reprimir as
que a compdem ; era mister tambem um agente immoralidades e forgaro vicio i esconder-se em
especial para cada caso especiM. e ao mesm0'8eus,C0TS- Nunca em nossos dia aplefre, como
tempo urna direcgo geral sobre toda jurisdiego JX C^o^aVru'.s tndres'-os ?.&
da metropole.
A grande exposigo de 1851 serviu maravillo-
samente de por em relevo o de que era capaz a
e segundas-feiras, loroando-o furioso afore de
tormentos, expondo assim a vida dos- caminban-
tes, sem fallar do tedio e do horror qsie inspira
semelhanle espectculo. S em urna occasio
policia as necessidades imprevistas, por maio- ^es pessoas foram moras. Grande quantidade
res que fossem. Hoje o sabemos ; nao erara de
modo algum fundados os receios que se mani-
festaran) to geralmente nessa occasio ; porm
m urna circumslancia to nova, era prudente
lomar as maiores precaugdes. As forgas effecli-
vas da policia foram augmentadas eom 1,095 ho-
mens ; 33 oQlciaes do polica estrangeiros toma-
ran) parle no servigo, 24 foram chamados das
provincias do interior da Inglaterra. De dia a
guarda do palacio de cryslal compunha-se de
386 policiaes de Londres, 7 agentes de policia os-
iraugeiros e 6 da policia provincial ; em derre-
dor do palacio e as suas diversas entradas havia
237 policiaes de Londres, 7 estrangeiros e 6 das
provincias. Durante a noite 54 pessoas velavam
no interior e 33 no exterior, e a chegada de es-
trangeiros nos vapores e caminhos do ferro era
objecto de especial vigilancia.
Nunca a ordem publica foi to completa em
Londres como durante a exposicao ; todos admi-
ravam a delicadeza e vigilancia da policia no
cumprimeoto do seus deveres; mereceuellae
obteve os elogios sera restriego de todos os que
visilaram o palacio de crystal. Os ladrdes nun-
ca ousaram mostrar-se, e apena houve oito ra-
Ionices e dez casos de furtos por subtraego de
objectos quasi sem valor, e em uns e outros
foram os objectos roubados- restituidos seus
donos.
Perguntar-nos-ho agora que resultado teve
essa nova organisago quanto diminuigo dos
rimes e dos delicies.
Temos ante os olhos um documento provenien-
te do ministerio do interior, pelo qual remos quo
es casos levados ante os tribunaes, ou pelos
quaes osaecusados prestaram caugo, foram em
1849 menos numerosos do queem outro nenhum
anno precedente desde 1841, e que ao passo que
o augmento da populago nesses oito annos foi
de 15 por cento, o augmento dos crimes edelic-
tos apenas foi de 8 por cento. Aqu damos um
quadro compaiatiro das operages da policia de
Londres desde 1831 a-i 1850 inclusire ; interes-
sante rer, segundo esse quadro official, em que
proporgao se acham para com os outros acensa-
dos os condemnados summariamente pelo magis-
trado de policia, e os presos julgados pelos tri-
bunaes.
Annos.
O facto grandioso, de importante alcance, que
acaba de realisar-se inesperadamente, dispertan-
do quasi geral contentamento, nos impde o de-
ver de interromper o assumpto sobre que des-
corramos, para tratar s e exclusivamente delle.
Depois de um quinto de seculo torna appa-
recer dirigiodo os deslinos da corporagio da ma-
rinha um membr della, por demais digno desta
elevada posigo; porquanto longos e reaes ser-
vigos, illustragio iocontestavel, superior e vasta
inlelligencia, grande aptidio proflssional, e urna
dedicago sem limites i monarchia, e is insti-
tuices do paiz, sao ttulos que lhe perlencem,
que o hio recommendado estima publica ; ao
respeito dos seas collegas e dos homens de me-
0* dia 3 de margo de 1861, pois, que viu li-
ar-se i extensa solugo de conlinuidade, que
ora desde 23 de maio de 1840, em que assig-
nou-se o decreto da demisso do chefe de divi-
so Jacintho Roque de Senna Pereira, um dia
meraoravel para a marinha, clebre nos annaes
militares; um dia feliz para o Brasil; porque
marca a era de urna revolugo pacifica, que des-
trata a anormalidade da situago estabelecida;
que ha de ser fecunda em melhoramentos e pro-
S;resso para aquello intersasete elemento de
orga, ao qnal daremos confiar, em mxima par-
te, a manutengo da inlegridade de nosso im-
perio, a defeza de sua soberana, o prestigio de
seu nome, e a riqueza de seus habitantes ; por-
!|ue ludo isto pode fazer a marinha, como j tem
oito, embora peada era seu desenvolvimenlo, e
inteiramenteinapreciada entre nos.
E a corporago que, durante este terrivel pe-
riodo lem-se visto rebaixada em seus bros, por
homens que desconhecem os seus foros; que
tem visto sua farda, seus dislioctivos barateados
4 qualquer individuo, nao sssignalado cousi-
derago publica por aervigos que o ennobregam
e justifiquen) a coocesso ; mas apenas por ma-
nejos eleitoraes; que tem lutado at hoje peni-
velmente com a m vootsde de uns, com o anta-
gonismo de classe e desmesurado orgulho de ou-
tros, d'onde lhe ha resultado smenle desgostos; -
que tem observado os seus mais denodados de-1 a
tensores, os seus mais dignos membros esquecl-
dos, quando nao perseguidos; suas viuvas e Q-
lhos expostos i miseria e i prostituigo, seus
restos inanimados, emflro, reclamando urna se-
pultura candado publica, exultou de prazer ;
possuiu-so de um enthusiasmo indescriptirel,
quasi tem delirado de alegra, nao se ourindo
por toda a parle, onde chega a feliz noticia, se-
no urna salisfago, que o semblante, a talla e o
coraco claramente rerellam.
Era tempo ji de sahumos desta triste e deso-
ladora orpbandsde:
Em faci de admnistrago da marinha, os
boos preciosos accumuladoa pelos governos pro-
fissionaes do primeiro reinado e da regencia,
iam sendo esbanjados completamente; aa tra-
dicgdes gloriosas que possuiamos, a delicadeza
das relagdes, o respeito aos boos e leaes servi-
dores do estado, recommeodaveis por seu passa-
do, a considerago s jerarchiaa militares, todo
ia sendo desprezado, desapparecendo com ama
espantosa e desesperado velocidade.
E nada havia lio natural como isso, ama vez
que a suprema admnistrago da marinha tocara
sempre ou quasi sempre bschareis novos, ain-
da hontem por assim dizer sahidos da academia,
muitos dos quaes, embora habis, distinctos por
seu carcter, e por suas luzes, nio sabiam com
todo como se sobe lentamente as classe militar,
e nao podiam apreciar a importancia de cada
urna das patentes. Como depressa chegaram
ao poder, s vezes por urna bem calculada cam-
panha poltica, nao davam aprego s circums-
tancias diversas sb cuja influencia viriam os
que um acaso lhes subordinava.
Chegados este lamentavel extremo, tendo o
desgosto e o desanimo se apoderado de nos, s
do Ilustrado mooarcha brasileiro esperramos
salvago, o para elle se haviam volvido todos os
o I ha res.
E o mooarcha anda mais urna vez justiflcou
a confianga do paiz, mostrando-se na altura da
situago, e a ultima crise ministerial, que deu
lugar sabida do Sr. Chefe de esquadra Joaquina
Jos Ignacio para o ministerio da marinha, foi
mais perfeita solugo do problema apresentado
sua sabedoria, e eonstitue hoje a mais bella
Prisdes.
1831 59,907
1S32 51.841
1833 51.472
1834 64,269
1835 63.474
1836 63.384
1837 64,416
1838 63.936
1839 65,965
1840 70.717
1841 68.961
1842 65.704
1843 62.477
1844 62.522
1845 59,123
1846 62,834
1847 62,181
1848 64.480
1849 70,666
1850 1 70,827
Julgados
summaria-
mente ou
admiltidos
para prcela
rem cau$o,
21,843
23,468
20.791
26,302
27,817
30,433
28.345
29,685
28,488
29.076
28,235
27,664
26.171
26,871
23.890
26.333
24.689
27,274
31,343
30,721
2,955
3,656
3,672
3.468
3,113
3,175
3,028
3.295
3,595
4.082
4,018
4.431
4.636
4,304
4,916
5,112
5.920
5,523
4,567
4,515
O prodigioso augmento de crimes julgados pe-
los tribunaes nos annos de 1847 e 1818, a dimi-
nuigo, nao menos nolavel, em 1819 e 1850, pro-
vam que essas comparagoes, quando se limitam
um perodo curto, nenhum valor tem, sobreto-
do na quesiSo que nos oceupa. E' evidente que
Levados
ante o tri-
bunal.
de bandidos reuniam-se s portas di egrejas
para insultar as pessoas honestas que iam render
Deus o culto quo lhe devido. Nos domingo
as encrozilhadas estavam sempre cheias e*e cran-
gas que jogavam jogos de azar, e de todes os la-
dos ouviam-se cantigas obscenas.
Por mais abaminaveis que sejam hoje oa-luga-
res de devassido em Londres, nao pessivel
compara-Ios com esses horriveis coris de ricio
de que fallara com terror os amigos policiaes.-
Hara mais de urna ra onde se nao arrisca-
ran) paasar os agentes sem ir acompanhados-
de urna forte escolla. Os mais perigosos quar-
leirdes, S. Giles, Corent-Garden e Holborn, eram
ao domingos o thealro das mais asquerosas sce-
nas de embriaguez, de devassido e de lulas que-
a autoridade local nao podia reprimir.
Custa crer, dia urna testemunha ocular,
chamada depr em 1831, que ha sete annos,
no tempo da feira de West-Eod, fosse a policia
abertamenCe xasqueada pela canalha ; que rou-
bo se commettessem mo armada em pleno
dia ; que mulheres, s quaes se arrancaram os
vestido, fossem amarradas porta das casas 1
Tambem perderam os crimes a ferocidade que
lhes era propria. Nose ouve mais fallar dessas
quadrilhas de ladrdes resolutos, promptos com-
metterem quaesquer especie do violencias ; dis-
solvea-as a acgo da policia, o a modiQcago do
castigo, a deporlago substituida era muitos ca-
sos pena de niorte, salvou-es desse estado
desesperado que os reduzia a perspectiva ine-
vitavel da torga. Nao se l sem um mixto de
espanto e horror a deposigao feita pelo agente
de policia Townsend, perante a commissao da
inquerito. Conta elle que frequenlemente se
commettiam, por semana, dez e at quinze rou-
bos mo armada, as estradas prximas de
Londres ; que urna vea vio elle enforear, em um
s dia, e por duas vezes, quarenta pessoas ; que
o primeiro magistrado Eyro, dirigindo-se ao ju-
ry, assim se exprima : c Qualquer que seja a
sonienca que impozerde, se contra o aecusado
fr provado o crime capital, estou- resolvido
pronunciar pena de- morte, e & faze-la execu-
tar. E f-lo, accreseenta Townsend, nao pou-
pando nem homens, nem mulheres. Nessa ses-
sio qualro homens e tres mulheres foram con-
vencidos de tentativa de roubo na pessoa de um
bofatinheiro, que escapara sallando pela janella ;
o juiz mandou-os etvfercar todos diante da casa
era que fra commettido o crime, e mais outros
oito s de ama vez, em Kemingtoo. E d'ahi em
diante, todos os que foram declarados crimino-
sos soffreram a pena de morte.
L poderao ir adiaste, faro esperar ainda ou-
tros. melhoramenlo obtidos r
Nao o eremos. Sempre haver em qualquer
agglomerago de homens ceitoscriminosos, mr-
mente em ceiros populosos como Londres, qual-
quer que possa ser o systema preventivo. Os
crimes contra as pessoas, o assassinato, por exem-
plo, reproduzem-se com tal regularidade que
permiltido acreditar com o Sr. Qtietelet que 6
isso urna das condigdes inherentes certo estado
da sociedade. Mas, isto um fado nolavel,
oestes ltimos annos tem sido as mulheres as quo
ho fornecido o numero de assassinatos que cons-
tiluem o augmento neste ramo de estatistica do
crime. Nao podemos explicar este fado, mais
temos a prova delle.
Ei-la:
Assassinatos julgados na Inglaterra e no prin-
cipado de Gales.
Em cinco annos. Homens. Mulherer. Total.
De 1835 1839. 223 92 315
De 1840 1844. 221 126 347
De 1845 1849. 205 160 365
Em cincoenta e dous crimes sobre cem foi a
embriaguez causa directa, e pde-se dizer que
Indirectamente nao ella estrauha nenhum,
nao ser em numero mu limitado. Os quatro quin-
tos de causaslevadas aos tribunaes compe-se do
roubos feitos sem violencia, e o que torna quasi
impossivel dimiouir essa cathegoria que os cri-
minosos perlencem quasi sem excepgo, essa
classe que a nossa organisago social reduz al-
ternativa de roubos ou morrer de fome. as
grandes capitaes haver sempre certa porgo
de individuos condemnados viver aem real, na
expresso verdadeira da palavra : o homem ho-
nesto e corajoso luta contra a miseria, e para elle
a lula comega todos os das ; o fraco suecumbo
tentacio; o quando perdeu a reputago, e, o
que peior, sua propria considerago, o crime
torna-se-lhe urna necessidade. Para viver hoje,
o ladrao forgado roubar, ainda que estivesse
certo de ir amanha para a cadeia.
(Conftnuar-M-Aa}.
gloria para a marinha.
Na manifestago das ideas que acabamos de
expender, somos um echo fiel da marinha impe-
rial. Quanto ao nosso pensamento particular
quera ha ahi que o nao conheca ?
A primera palavra que balbucamos na. im-
prensa, quando nos grupamos as fileiras dos
bravos que por meio della combaten), e alcangam
os mais assignalados triumphos, nao oblidospelas
armas, foi que a condigo essencial de progresso
para a nossa marinha era termos um proflssional
no ministerio da marinha.
Esta idea sustentada continuamente por nos,
foi pouco pouco ganhando terreno at entre
aquelles que principio nao podiam tolerar ; e
oto era sem prazer, nem sem esperanga que
vamos ella ir-se generalisando, adquirndo pro-
selytos ardentes, que por sea tarno tambem a es-
palhavam.
Aos que nos oppuoham que nao era possivel
sua realisago ; porqu nio possuiamos hotntns
possiveis na classe, respondemos sempre com
energa e com orgulho designando nao s o il-
luslre almirante hoje ministro, como outros offl-
ciaes generaos, e das outras calhegoras, aptos
inleiramente exercer as mais arduas e espl-
nhosas missdes da admnistrago publica, por
ainda neste ponto tinhamos a salisfacao de ga-
nhar sempre a partida; o que denotava asss
que tinhamos por escudo a razo e a jusliga da
nobre causa que defendamos.
A marinha e o exercito, que nao ao mais
que duas partes de um todo, egualmente impor-
tante, contem em suas fileiras numerosos offi-
ciaes e pragas.
Os deveres que lhes sao impostos sao mu pe-
sados ; exigem desles homens muita dedicago
ao paiz, singular desinteresse nessa poca de
geral egosmo, inteira abnegago de si mesmo e
dos seus.
Por isso mesmo, os dreitos destas duas cas-
ses devem ser sagrados; devem ser respeilados
por todos os poderes do estado, interessados em
que reine nellas o contentamento, um fino o de-
licado trato, um perfeilo sentimento de digni-
dade, urna exaltago completa pela glora e pe-
las honras.
O primeiro desles dreitos, seno escripto, ao
menos de natural intuigo, que seus destinos
sejam regidos por pessoas habilitadas ; que nao
flucluem merc dos ventos e correles polti-
cas ; que lennara, em summa, urna garanta nos
privilegios e foros communs, em que nao se po-
der locar sem oftensa propria.
O exercito tem tido quasi sempre a felicidade
de ver em am official do exercito, ministro da
guerra, o sen primeiro defensor, o advogado cons-
tante e natural i favor de suas necessidades ; e
o nobre general marquez de Caxias, hoje presi-
dente do conselho, por elle justamente adora-
do ; porque sua ascenco ao poder, asslgnala-se
sempre por um beneficio aos seus camaradas, e
deixa vestigios significativos de sus passagem na
admnistrago.
No reinado actual a primera vez que a ma
rinhs tem como ministro um homem creado,
educado, formado inleiramente por ella ; um ho-
mem que lhe lem consagrado toda a sua vida,
que a ama com exaltamento.
Este homem, devemos confessa-lo, acha-se
collocado em urna honrosa, mas difficilima posi-
go ; porque, se de ama parte tem de atlender
po8suirem educado e inatrucc,io nui superior, e leiplosio de grandes esperanga por mwltoi an-
nos cumprimidas, que exigem tempo para se rea-
lisarem regularmente ; por outra, tem de lutar
com muitos embaragos para fazer o bem ; visto
que traz em si o vicio de sua origem oficial
de martn/ka.
O ministro, official de marioha agora vae arcar
peito peito com urna reluctancia sera em fazer
aceitar o facto que sua nomeago significa.
Esta luta hade prostra-lo muilas vezes ; mas
nao hade vence-lo. O desanimo por ventara o
accommelter em certas horas ; mss elle sentir
que seus irmos d'armas o observa m, considerar
neste passado, cuja recordago tenebrosa seus
actos devem extinguir, e cobrar novo alent.
Nos, tambem, nao o desampararemos no cam-
po de batalha ; navegaremos sempre na impren-
sa as aguas do nosso almirante, e como seu ma-
talote, o defenderemos todo o transe, nao pre-
tendendo jamis arriar bandeira.
Nenhum tnteresse particular guia nossa penna,
que nos esforzamos em conservar pura, como pen-
samos t-lo conseguido at aqni.
Esc revemos smenle por interesse geral, movi-
do porconsideragesde ordem superior, por amor
do paiz, e sobretodo por amor de nossa classe,
que ainda nao nos viu recuar na defeza de sua
causa, embora arriscando o nosso destino, com-
prometiendo o nosso repouso.
Quando o facto que hoje saudamos enlhusias-
ticameute constituir o estado ordinario, e nao
houver mais necessidade de escriptores das coa-
sas do mar, ento a quebraremos, e iremos pro-
curar o deseango, a quietsgo do"espirito, dedi-
cando-nos servir i nossa patria exclusivamente
como official de marioha.
Deus sabe quanto suspiramos por este mo-
mento ; como desejamos ver ainda em nossos
diaa a marinha brasileira regenerar-se, comple-
tar-se do material deque tem necessidade, apro-
veltar esta intelligente e briosa offlcialidade,
quem o desanimo, e o desgosto dinlaroo ainda
nao poderam de todo anniquillar, e que i menor
centelha de esperanga se ergue vigorosa e bri-
lhante, dando bem visireis signaes de que pode o
paiz esperar della, se a jouber compreheodar e
empregar.
Essa marinha anda contm preciosos re-
cursos ; tem em si o germen de sua futura guan-
deza, e s espera para altingir seus altos desti-
nos urna direcgo intelligente e proflssional, que
nunca se interrompa, que seja incansatel em
proseguir na obra encelada por obreiroa ha-
bis.
Ainda ama palavra : mostrando vehementes
desejos de que os ministros da marinha e da guer-
ra sejam tirados de urna e outra classe, nao pre-
tendemos estabelecer urna doutrina nova ; mas
sim urna pratica utilissima ao paiz, que nao viva
s de poltica, e que, por conseguinte nao pode,
nem dere pertencer excluairaaaente aos homtns
politicos.
Seguindo-se esta pratica, a admnistrago mar-
char perfeitamente ; porque cooheeer os ho-
mens o as cousas, e conseguiotemente s poder
errar com inlengo, se preferir aos Sons servido-
res os mais protegidos, como se faz agora por
influencia eleitoraes; se trocar a estrada real pela
rereda escabrosa.
O mioisterio compe-se de sete homens : cin-
co sao j por demais para oceupar-se das ques-
tes polticas, deixem que ao menos dous se de-
diquen) ao exercito e marinha, que dignos sao
das symplhias de nossos compatriotas ; que ao
lado dos homens da situago hajam dous homens
de acgo, cuja ron.lade ae sinta oestes dous raaos
da forga publica, cujas deberjges tenham ocu-
nbo proflssional.
Parece-nos que nio pedimos muito, e, que, ao
contrario, nos contentamos com-aquilla que pede
a justiga, reclama a rax&o, e exige o estado do
paiz que muito e muito perde gastaado-se impro-
ducttramenle som mas immensa com o exercito
e a marinha, que entretanto regetam, e bem lon-
ge se acham ainda de formar ma forga regular,
sob coja proteccio o Brasil seja respeilado, e as-
suma o lugar que lhe competa como a primeiro
potencia da Amrica meridional, como a feliz
competidora dos Estados Nori'Americanos.
E. A.
nm,- TY?. DE M. r. DI ?awa, -mi.


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