Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06158


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Full Text
1110 XXIflI IDIEBO 69
Por tres mezes adiantados
Por tres mezes vencidos
DIARIO
SABBADO 23 DI MARCO DE lili
Por auno adiantado 19)000
Ptrte fraict para o subscriptor.
[
< -
HI
BUCO
BNCARREG1DOS DA SUB5CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga ; Cear o Sr. J. Jos
de Olveira; Maraohlo, o Sr. Manoel Jos Mar-
tios Ribeiro Guimarles; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
OHnda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serinhlem, Rioformoso, L'na.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhia)
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARQO.
3 Quarto mingaante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
11 La nova ss 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 13 horas da
. tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
ISegundo as 2 horas e 6 minutos da tarde.
das da semana.
18 Segunda. S. Gabriel archanjo; S. Narciso.
19 Terca. S. Jos esposo de Nossa Senhora.
20 Quarta. S. Martinho Domiense are;
21 Quinta. S. Bentoab. fundador; S. Berilio b.
22 Sexta. As Dores de Nossa Senhora.
23 Sabbado. Ss. Flix e Domicio mm.
24 Domingo de Ramos. S. Agapito ab.
AUUIKNCIAS DUS TRIBNaES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relaglo: tercas, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphios: torgas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
ENCARREGADOS DA, SUBSCR1PCA DO STjk
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Alies ; Rio de Janeiro, o Sr.
Jlo Pereira Martina.
EM PERNAHBUCO.
Segunda rara do civel:
hora da tarde;
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
quartas e sabbados a 11 Faria.na sus livraria praga da Independencia na
6e8.
PARTE OFFICIAL.
i para acompanhar a imagem do Senhor Bom Je-
sus dos Passos da respectiva capclla para a raa-
- trlz daquella cidade na noitu de 21 do correte, e
mi.i*.._ t_ .> __ __ bem assim desta para aquella no dia subsequente
Ministerio do imperio. a tarde.
expediente de 4 de fevereiro de 1861. Dito ao commandante superior do Breio.Res-
3. secgao.Ao presidente da provincia do Mi-, pondo a0 offido que v> S- me dirlg,0 em jq de
ranhao, approvando a deliberacao, que tomou, | fe?ereiro ultimo, declarando-lhe que em vista
de annullar a eleijao de vereadores da parocnia das disposiges do cap 2o titulo 4o da lei n. 602
de S. Sebastiao da Passagem Franca, por isso i de 19 de setembro do 1850, abuso empregar-se
qu* na mesma paroclua foram tomados engloba- i guardas nacionaes na conduglo de oCQio de u-
damente os votos dados pelos cMados da nova toridades policiaesdo municipio em que elles re-
parochia de Nossa Senhora da Concedi da Man-! 8iden, para outros mais ou menos longe, e por
ga, que j se achava cannicamente provida. I sso na0 podem perceber vencimentos, a que s
Portara uomeaodo a ThomazRaymundo Be-ltem direito quando empregados nos servidos
ctoian Jnior ajudante da agencia do correio de designados no arl. 87 da raesma lei: o que V. S.
Alcantira, no Maranhlo.
6
3.a seceo.Ao presidente da provincia do Rio
Grande Norte: declarando que Coi approvada, por
ser conforme ao aviso de 13 de dezembro do au-
no passado, e varios outros anteriores, a deciso
que tomara a respeito de ser o l.'juiz de paz
do actual qualriennio quem devia presidir a me-
sa da parocnia de S. Benlo.
3." seceo.Ao presidente da provincia do
Amazonas, declarando que comquanto sejao at- j
tcudiveis as razas em que, a presidencia se fuo- |
dou para indeferir a representarlo que Ihe fra
dirigida pelo cidado Joaquim Pedro Ferreira Ta-
pojoz, para que fosse aonullada a qualificaglo de
votantes a que ultimaute se procedeu na paro-
cnia de Silves, e [eita a eleicao de eleitores pela
qijaliticarao de 1859, comtudo o governo impe-
rial nada pode resolver a tal respeito, por ser da
competencia da cmara dos deputados na verill-
cagao dos poderes dos seus membros.
- 9
3.a secglo.Ao presidente da provinciadas Ala- militares.
gas, declarando que pelo resoluglo imperial de 6 rji0 ao' mesmo.
do icorrente mez, tomada sobre parecer da sc-
elo dos negocios do imperio do conselho de es-
tado de 4 do Janeiro ultimo, foi julgada valida a
eleicao de vereadores ejuizes de paz da parocnia
do Pao de Assucar.
Ao mesmo presidente, communicando que
pela resoluglo imperial de 6 do correte mez,
tomada sobre parecer da secglo, dos negocios do
imperio do conselho de estado de 9 de jinelro
ultimo, foi approvada a deliberacao que tomara
de annullar a eleicao de vereadores e juizes de
paz da parochia de Camaragibe.
11
3.a secglo.Ao presidente da provincia do Rio
Grande do Norte, declarando que por resoluglo
imperial de 6 do corrente mez, lomada sobre
parecer da secglo dos negocios do imperio do
conselho de estado de 14 de Janeiro ultimo, foi
approvada a eleicao de vereadores e juizes de
paz da parochia de Nossa Senhora da onceiglo
de Maco.
19 -
3.a scelo Ao presidente da provincia do
Amazonas, declarando que o governo imperial
deixa presidencia o julgar da eleiglo de verea-
dores e juizes de paz da parochia de Tanapass,
por nao haver sufficienl prova para que o mes-
fu os governo possa resolver.
Ao presidente da provincia da Parahyba,
approvando a deliberacao que tomou de julgar
valida a eleicao de vereadores e juizes de paz da
parochia da Barra de Natuba.
20
3.a seceo.Ao presidente da provincia do Rio
Crande do Norte, declarando que o governo im-
perial deixa presidencia a apreciado das irre-
gulirijadea imputadas eleicao de vereadores e
juizes de paz do municipio de Angicos, por Ihe
faltarcm provas para poder resolver.
inspector do arsenal de marinha para dizer o que
convier.
4123.Thereza Googalves de Jess Azevedo.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
EXTERIOR.
,Pno da provincia.
Expedxente do ja 20 de margo de 1861.
Officio ao Eso. bisp diocesano. Convido
V. Exc. para assistirao corwu, effigie de S. M.
o Imperador no da 25 docorren,.. aniversario
do juramento a constituido do impeiv servin-
do-se comparecer para esse lira no palazo da
presidencia s cinco horas da tarde do refera
dia.Iguaes conviles foram dirigidos a todos os
cnsules e vice-comules estraogeiros residentes
na provincia.
Dito ao Exm. presidente da Parahiba. Passo
s maos de V. Exc. em resposta ao seu officio de
n. 374 e data de 29 de Janeiro ultimo, a nota a que
se refere o presidente da relaglo no officio por
copia incluso, da qual consta o estado em que se
acha-m os processos dos reos Jos dos Santos
Gongalves, Balduino Pereira da Silva, Antonio
Joaquim Pareira da Silva e Custodio Jos Ma-
rinho.
Dito ao Exm. presidente* do Cear.Em adi-
tamento ao raeu officio de 22 de fevereiro ultimo,
transmuto por copia V. Exc. o que me dirigi
hontem o inspector da thesouraria provincial sob
d. 99, do qual consta que nao tendo sido possi-
vel descobrir-so Belmiro D. da Silva, deixou por
isso de effectuar-se a cobraoca do que ficeu elle
devendo collecloria da Granja, proveniente de
direitos de exportado, que nao pagou.
Fica, porm, recolhida aquella thesouraria at
segunda ordem de V. Exc, a quantia de 29500.
que se achava a dever mesma collecloria Joo
Duarte Carnelro Monteiro.
Dito ao mesmo.Pode V. S., como propdz em
seu officio de 18 do corrente, contratar o padre
Jos Lopes Dias de Carvalho para o servigo da
capellana do presidio de Fernando.
Dito ao mesmo. Para que eu possa resolver
definitivamente acerca da entrega do escravo
Francisco, que reclamou Jos Rodrigues Sardos,
faz-se necessario que V. S. se sirva de internoarse
esse escravo assentou praga voluntariamente,ese
anda est comprehendido no prazo de que trata
o arl. 23 do regulamento do 1 de maio do 1858.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de mandar
inspeccionar ao voluntario Gongslo de Freitas
Fragoso, e assentar-lho praca no caso de ser con-
siderado apto para isso.
Dito ao mesmo.Transmuto por copia V. S.
para ter execujo na parle que Ihe toca, o aviso
de 4 do correte em que o Exm. Sr. ministro da
guerra nao s manda intimar ao capillo do 5*
regiment de cavallaria ligeira Luiz Muniz Bar-
reto Netto as sen tengas proferidas pelos conselhos
de guerra e supremo militar de justica no pro-
cesso que se Ihe fez, o qual foi remellido ao dito
regiment ; mas tambera determina que o mes-
mo capillo siga quanlo antes para o corpo, a que
perlence.
Junto remello V. S. os livros de que trata o
citado aviso.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. fazer com urgencia os concertos de
que necessitam o mastro e mastaro de proa do
vapor T/.es, bem como fornecer os sobresalen -
tos que se pedirn para o mesmo vapor seguir
para a corte.Communicou-se ao commandante
da eslagao naval.
Dito ao commandante superior interino do Re-
cite.Expesa V. S as suas ordens para que um
dos corpos da guarda nacional deste municipio
preste urna guarda de honra para acompanhar as
prociasdes de entefro e reserreigo, que teem de
eahir da igreja de Nossa Senhora do Carmo desta
cidade, a Ia na sexta-felra da Paixio Ss 2 horas
da tarde, e a 2a no domingo da Resurreiglo s 8
'oras da manha.
Mandou-ae tambera ao commandante superior
de Wanna que prestas* una guarda de honra
far constar ao commandante do batalho n. 36
de infantaria do municipio do Brejo em soluta o
ao officio de quo me remetteu copia.
Dito ao commandante do corpo de policia.
Ao Dr. chele de policia mande V. S. apresentar
dous soldados do corpo sob seu commando para
escollaren) ura preso de justica at a capital dos
Alagas.Communicou-se ao chefe de polica, e
officiou-se ao gerente daCompanhia Pernambu-
cana para dar transporte ao preso e a referida
escolta.
Dito ao director do arsenal de guerra. AQm
de que eu possa satisfazer o que exigi a secre-
taria de estado dos negocios da guerra em officio
de 7 do corrente, remetla-me Vmc, com a pos-
sivel brevidade, urna relaco dos empregados
dessa repartirlo com declaradlo de seus empre-
gos, dalas das nomeaces e posse, e coudecora-
coes que tiverem ; devendo Vmc. communicar-
me semestralmcnte quaesquer oceurrenciaj que
tenham os ditos empregados.
Exigiram-se iguaes relacoes do presidente do
conselho administrativo e do director das obras
Mande Vmc. recolher aos
armazens desse arsenal 150 espingardas, que Ihe
serlo apresentadas por parte do tenente-coronel
commandante do 2o batalho de infantaria da
guarda nacional deste municipio. Communi-
cou-se ao commandante superior do Recite.
Dito ao mesmo. Faga Vmc. desembarcar do
brigue nacional Damo os objectoc mencionados
na relaco junta, promovendo a remessa dos que
perlencem a outras provincias.
Relagao que se refere o oficio supra.
Com destino ao 2 batalho de infantaria era
virtude do aviso do ministerio da guerra de 3 de
setembro de 1860.
Correames completos.....250
Espingardardas de fusil do adar-
mo 17 com bayonetas .
Bainhas de bayonetas ....
Martelinhos e sacatrapos .
Cantis..........
Correas para cantis.....
Correas para capotes ....
Ditas para mochilas.....
Ditas para marmitas.....
Marmitas de folha.....
Mochilas com laminas e prises .
Chumbeiras....... .
Pederneiras.......
Cora deslino provincia do Rio-Grande do
Norte
Barris de plvora .
Com destino a do Maranhlo
Um caixlo contendo differenlcs artigos.
Dito, ao juiz municipal de Santo Aotlo. De
posse do seu officio de 10 do corrente mez, ca-
be -rae dlzer-lhe em resposta que, sendo o meo
officio do 1 deste raez, que alinde, dirigido ao
juiz municipal e delegado desse termo, por es-
tarem enlao reunidos na mesma pessoa esses
dous cargos, com razio foi por Vmc. recebido.
para dar-lhe a devida eiecuco, como fez, visto
achar-se na occasilo em exercicio do seu lu-
gar ; cumpriodo que neste sentido responda ao
delegado de policia para seu conhecimento, e
para que evile estabolecer conflictos por motivos
desta ordem em materia de servico publico.
Portara. 0 presideme da provincia resolve
nomear Jos de Vascoucellos para exercer in-
terinamente o lugar de secretario da inspec;lo
*e saude do porto.
Dita. o presidente da proviocia, conforman-
1 h seHcom a Pfoposta do Dr. chefe de policia da-
tada de 18 do correte, resolve nomear o major
Francisco Martina Raposo, subdelegado de poli-
ca da regueza da Boa-Vista desta cidade.Com-
municou-8e ao chefe db policia.
Dita.O presidente da provincia resolve con-
ceder a demtssao que pedio o bacharel Luiz Au-
gusto do Nascimento Crespo do cargo de delega-
do do termo do Rio Formoen. por ter se mudado
do mesmo termo, e nomeia sot> proposta do Dr.
chefe de policia o tenente Joaquim Heiculaoo
Pereira Caldas para o mesmo cargo.Communi-
cou-s ao chefe de policia.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Dr. chefe de policia.O Exm. Sr. pre-
sidente da provincia manda aecusar recebido o
officio de 18 do corrente, sob n. 196, em que V.S.a
Ihe communicou ter o delegado de policia do
termo da Escada removido para a casa de delen-
go os presos da cadeia daquelle termo por ter
apparecido entre elles alguns casos de febre ama-
relia.
Dito ao juiz dedireilo interino do RioFormoso.
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provincia do Rio-Grande
20
PORTUGAL.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS ESTRAN-
GEIROS.
Soprplari do ociado.
Senhores.Na qualidade de ministro esecre-
tario de estado dos negocios estrangeiros, tenho
a honra de vos dar conta dos actos mais impor-
tantes d'esle ministerio desde 20 de abril de 1855,
data do ultimo relatorio que vos foi apresenlado
por um dos meus Ilustres predecessores.
PARTE r-RIMEIRA.
Servigo interno, orcamento, cont e pessoal.
Secretaria de estado.
O pessoal da secretaria de estado consta do
documento o. 1, e nao excede e quadro legal
excepto pelo que respeita repartilo de conu-
bilidade, cuja orgonisaclo depende da approva-
co da proposta de lei, lettra A, que acompanha
este relatorio, fixando em quatro o numejo dos
respectivos empregados.
Reconhecida, como est, a necessidade de urna
nova organisaco da secretaria de estado, que
satisfaga s exigigencias do servico, de modo
que, sem offender direitos adquiridos, colloque
esta repartidlo a par de outras que nos polem
servir de modelo, torna-se indispensavel habili-
tar o governo com os meios necessarios para o
poder conseguir : por quanto, sem augmento de
despeza, irrpossivel levar a efleito reformas
d'esta natureza.
Reservando-me apresentar-vos opportunamen-
le a conveniente proposta da lei sobre este im-
portante assumpto, cumpre-me no entretanto,
annunciar-vos que os trabalhos Ja mesma se-
cretaria de estado, vio sendo desempeohados
com a regularidade que permiti a sua actual
organisaco.
Repartidlo de contabilidade.
As contadorias dos ministerios, mandadas es-
tabelecer por decreto de 12 de junho de 1835,
foram exclusivamente encarregadas pelo artigo
4o do decreto de 30 de dezembro de 1839, de
todo o expodiente e escripluraclo central das
despezas da competencia dos mesmos minis-
terios.
O artigo 5 do dito decreto determinou que
cada urna das referidas contadorias tivesse um
chefe, e os demais empregados que se julgassem
necessarios ; e so a filia d'elles as respectivas
secretarias, com a especialidade indispensavel,
tornasse necessaria alguma nomeaclo nova, s
cortes se propozesse, em conta especial, a des-
peza competente para ser legalisada.
Pelo artigo 2a da carta de lei de 14 de agosto
de 1858, foi e governo autorisado a reorganisar
as contadorias dos ministerios, a flm de pode-
rem fornecer ao tribunal de contas os elementos
necessarios para o mesmo tribunal exercer re-
gularmente as funeces que a lei Ihe com-
melteu.
O decreto n. 2 de 19 de agosto de 1859 deter-
mina, no artigo 1, que haja em cada ministerio
urna repartidlo de contabilidade a qual em vir-
tude do artigo 2o do mesmo decreto, ha de ter
um chefe que receber, directamente do minis-
tro respectivo, as ordens necessarias.
Segundo o mesmo artigo 1, leis e decretos
especiaos determinaram o quadro e organisaco
d'esta repartidlo.
Para este fim um dos meus Ilustres predeces-
ores-.apresentou s cortes a necessaria prorosta
de lei em margo do anno lindo.
N'esta proposta de lei o pessoal da repartidlo
de contabilidade era composto de um official or-
dinario, chefe de repartidlo, de dous amanu-
enses de Ia classe, e de um amanuense de 2a
classe.
Convencido como estou da necessidade de pro-
ceder quanto antes referida reorganisagao, a
fim de se evitarem os inconvenientes que resul-
lam ao servido da falla do pessoal paracumprir
as obrigaedea commettidas a esta repartirlo,
augmentadas na actualidade pelas exigencias do
tribunal de contas, era virtude da nova organi-
saglo dada a este tribunal, nlo posso deixar de
renovar a mencionada proposta, que substituo
pela proposta de lei, lettra A, a que j me re-
fer, esperando da vossa illustrac&o que vos dig-
neis approva-la.
Archivo.
O local era que se achava o archivo do minis-
terio dos negocios estrangeiros oflerecia incon-
venientes, a que era urgente attender, sendo o
principal a sua insufflciencia para a classiflca-
?o de todos os lirros e papis que Ihe perten
3 Pela differenca do cambio porque foram pa-
gos os ditos adiantameotos, e pelas ajudas de
custo que receberam os mesmos diplomticos
para gastos de suas viagens.
1856-1857
Fara o anno econmico de 1856 a 1857, sendo
a importancia do ornamento 148:7-8840 res, vl-
gorou a tabella da distribulclo da d*poc para
o anno econmico anterior. que se refere o
decreto de 15 de setembro de 1855 na somma
de........................... 151:357J460
JuntyJo a esta importancia a mo-
radia de um correio a p, e as
pensoes a dous ditos no total
e................................ 1118380
piofaz a somma de.............. 15l:468>840
Liqiidaram-se as despezas deste
aino econmico at ao dia 31
dzembro de 1858 na quantia
161:580873
_ Hespanha.
Em Rifadlo, Vivero, Zamora, Tortosa, Inca e
raima foram creados vice-consolados, e em Por-
to Rico um consulado.
. Hesse Eleitoral.
*oicreaaoum consulado geral neste estado.
Hesse-Graa-Ducal.
te esfado? ,8ua,n,enle um consulado geral nes-
Inglaterra.
consular em Inglaterra tambem foi
augmentado com viee-consules em
de que resultou um augmento
de despeza de.................... 10:1129033
Provra este augmento de despeza de se com-
prelender no capitulo 1 o ordenado de um of-
iiciil da secretaria da fazenda addido ao minis*
terb dos negocios estrangeiros, e 4e haverem
augnentado sensivelmente as despezas do ca-
pullo 5.
18571858
A despeza oreada e autorisada pela carta de
lei te 15 de julho de 1857, para o anno econo-
ma de 1857-1858, foi........... 147:1485840
As ommas liquidadas com rela-
jo a este exercicio at fim do
d.zembro de 1859.............. 141:2419893
DifbrenQa para menos............ 5:906947
Pir decreto de 11 de agosto de 1859 abriu-se
um rdito supplementar de 19:0009000 ris para
as dispezas com ajudas de custo a diplomticos
relaivas a este anno econmico, do qual apenas
se a.plicou 1 011#670ris.
1858-1859
P.ra este anno econmico vigorou a carta de
lei a 15 de julho de 1857, que aatorisou a des-
pez; para o anno econmico anterior na quantia
d.................................. 147:1485840
As ommas liquidadas at fim de
dzembro de 1860 imponaram.. 165:7365298
Diffirensa para mais............... 18:587*158
Ijpdo-se aborto por decreto de 11 de agosto
de 859 um crdito supplementar de 8:2009000
rispara pagamento das ajudas de custo a dipl-
mateos, do qual se applicou a quantia de ....
5:999602 ris a semelhantes despezas, ca re-
duida a dita dilTerenca a 12:5879856 ris em re-
sulado das seguintes alteracoes :
. Para mais Tara menos
Ca itulo 1 secreta-
la d'es-tado...... 5 6219140
C|Uitlo 2 corpo
tfplomatico...... 4:4599886 9
Capitulo 3 corpo
consular......... 9 2409000
Capitulo 4 com-
missoes mixtas.. f 912S000
Capitulo 5* des- ^^
pezas eventuaes. 9:901 fl 10 9
14
1:7739140
12:587*856
Differenca paramis.
18591
Vigorou tambem n'este auno econmico a car-
ta de lei de 15 de julho de 1857, que autorisnu
a despezana cifra de........1..... 147:148*840
A qual addicionando a importancia
abonada aos offlciaes da secre-
taria por compensadlo do Di-
ario do Governo, em conformi-
dade da carta de lei de 6 di ju-
nho de 1859...............L... 9509000
E as prest ages pagas ao gover-
no dinamarqus pela abolilo
dos direitos da passagem doiSun-
da Beltz, conforme o tratado de
12 de novembro de 1858..
, ------------- -- ->w a fiuiuto |J|"
mulgacao de urna nova lei orgnica do corpo di-
plomtico, que regule o seu pessoal, as liatitlita-
coes para a admisslo. o auce.n. os ordenados
n*oa, 19 as quantias arbitradas a titulo de despe-
zas do representacio ; a disponibilidade, a apo-
scnlasao ; os desconlos para embolso ae adin-
taraentos, as ajudas de custo, os casos em que
estas devem ser restituidas ao thesouro, aquelles
em que se nao pode proceder contra os deveres
finalmente que ponha termo ao arbitrio e a mui-
tos abusos; oceupo-me de to importante as-
sumpto. te opportunamente submetterei vossa
approvacao a convenleule proposta de lei. No
eutretanto nlo devo dissimular-vos que, havendo
os actuaes vencimentos dos empregados diplom-
ticos sido arbitrados n'uma poca em oue tudo
era muito mais barato, necessarlamente teem do
ser augmentados na razio da caresta dos diver-
sos paizes.
E' iso o que teem praticado os outros gover-
nos, convencidos de que o seu decoro e crdito
dos empregados diplomticos exigem queselhes
rainistrem meios sufficientes para se poderern
apresentar com a decencia o independencia pro-
prias dos honrosos cargos que exercem.
Comparando o quadro do pessoal actual do nos-
so corpo diplomtico com o que acompanha o re-
latorio de 1855, encontram-se notaveis differen-
cas, que em relaco aos chefes de misslo pro-
vm das circumstancias seguintes;
1.'
Por morte do conde de Villa Real, enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario em S.
Petersburgo, foi nomcado, por decreto de 18 de
outobro de 1855, para aquello cargo o visconde
de Moura.
2.a
Por decreto de 24 de novembro de 1855 foi exo-
nerado o conde da Ponte do cargo de enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario as cor-
tes de Roma e Ftorenca, e transferido para esse
cargo, por decreto de 22 de outubre de 1856. o
visconde de Moura, sendo substituido por decreto
dessa mesma data na corte de S Petersbnrgo
pelo conde da Azinhaga, tranferido da corte de
Madrid.
3.a
22 decreto da referida data de 22 de outubro
de 1856 foi nomeado o conselheiro Luiz Pinto de
Soveral enviado extraordinario e-ministro pleni-
potenciario para a corte do Madrid.
_ 4.a
Por morte de Antonio Valdez, encarregado de
negocios na Suecia e Dinamarca, foi nomeado
Sa^?o0-oubs,i,ui^ Por decrel de 23 de fevereiro
de 1856, Antonio da Cunha Souto-Maior, com a
cathegoria de ministro residente, e o ordenado de
encarregado do negocios.
5.a
Por decretos do 6 de abril de 1858 foi declara-
do em disponibilidade o condo da Azinhaga ; re-
vogado o decreto de 22 de outubro de 1856, pelo
qual (ora transferido o visconde de Moura para as
cortes de Roma e Florela, o nomcado para este
cargo o visconde de Alte.
Por decreto de 25 de abril de 1859 foi oxonera-
do do cargo de enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario no Brasil o conselheiro Jos de
Vasconcellos e Souza, e nomeado, por decreto
da mesma data, para o referido cargo o condo de
Thomar.
7.a
Por decreto de 4 de agosto de 1859 foi exone-
rado dos cargos de onviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario as corles de Berilo, Sa-
xe, Coburgo otha e Dresde, e posto em dispo-
nibilidade o bario de Roboredo, e nomeado para
o substituir o conselheiro Jos de Vasconcellos e
Souza.
Por decreto de 30 de julho de 1860 foi exone-
rado do cargo de enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario na corte de Turin o vis-
conde de Alte, tendo sido nomeado para a mes-
ma cOrte, na qualidade de encarregado de nego-
cios, Jos Ferreira Borges de Castro.
Somma..................[:....
J se liquidaram despezas d'este
anno econmico na quantia de.
30:7349550
~178~8335390
210:0269014
cem.
Logo que entrei para este ministerio, e que
reconheci esses inconvenientes tratei de os re-
mediar, fazendo transferir o archivo para outro
local mais espacoso e apropriado aquello flm.
Por essa occasilo entendi que devia mandar
proceder a um exame na parte do archivo d'esta
reparlico, que juntamente com o do ministerio
da guerra, estove depositado no edificio deno-
Differenca paramis.........L.... 31:1929624
Que proveo das seguintes al era-
Ses ; a saber :
- .. Par
Capitulo 1 secreta-
ria d'estado.......
Capitulo 2 corpo
diplooatico...... 3.6659117
Capitulo 3 corpo
consular..........
Capitulo 4 coo-
misses oixtas..
Capitulo 5 .des-
pezas even tuaes.. 29:7299183
mais Para menos
t 9129879
S
2405000
1:048P97
O Exm. Sr. presidente da provincia manda aecusar minado do Pateo das Vaccas, a flm de fazer re-
recebido o officio de 13 do corrente em que V,
S._communicou ter nomeado o estudante de di-
reito Jos Mara de Moraes Navarro para substi-
tuir interinamente o promotlor publico bacharel
Ayres de AlbuquerqueGama, queso acha doente.
Fizeram-se as communicac,des convenientes.
Dito ao bacharel Manoel Ionocencio Pires de
Figueiredo Camargo, promotor publico de Santo
Antao. O Exm. Sr. presidente da provincia
manda aecusar recebido o officio de 16 do cor-
rente, em que V: s. participouter assumidones-
sa data o exercicio de promotor publico da co-
marca de Santo Anto, para o qual foi removido
por portara de 11 de fevereiro ultimo.
DESPACHOS DO DIA 20 DE SURCO DE 1861.
Requerimintos.
4112.Odorico Alves Raposo da Cmara.In-
forme o Sr. commandante superior da guarda na-
cional deste municipio.
4113.Cosme Flix Corris de Mello,Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
4114.Jos Maria da Silveira Callaci.Infor-
me o Sr. director do arsenal de guerra.
4115 Jos Paulo da Fooseca e outros herdei-
ros de Jlo Antonio Gon;alres Maduro.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
4116.Miguel Carlos de Faria.Informe o Sr.
director geral da iostrucelo nublica sobre o que
ora pretonde o supphcante, declarando quaes os
vencimentos desde antes do novo regulamento.
4117.Manoel Paulo Ferreira.Passe portara
concedendoa licen$a pedida;
4118.Maria Joaquina Ribeiro. Informe o
Sr. director geral da instruegao publica, ouvindo
o director do collegio dos orphos.
4119.Manoel Joaquim. Iotorme o Sr. Dr.
chefe de policia.
4120.Manoel Gorreia de Oliveira. Prove a
sua nliaclo.
41*1.Rita Maria de Jess. Junte certido
de baptsmo do filho a que se refere
4122.Pedro Barbosa da Silva. Nao consta da
secretaria que tenham voltado. o requerimeoto e
papis & que aUude. EulrsUalo rolle fio Sr,
mover para o novo archivo os livros e documen-
tos, portencen-tes secretaria, que ali exisls-
sem. .
D'esle trabalho foram encarregados por porta-
ra de 28 de agosto do anno lindo, dous distinc-
tos empregados, a quem o ministerio da guerra
mandou franquear o meocionado archivo. O re-
sultado d'estas diligencias constam do relatorio
qoe os dilos empregades me drigiram em data
do 6 de outubro ultimo [documento n. 2).
N'esse relatorio se expe a conveniencia de
centralisar em um deposito commum os archi-
vos parciaes que nao forera indispensaveis ao
expediente das diferentes reparlicoes do estado.
Posso assegurar-vos que esta tambem a inten-
cao do governo, e que a nica difficuldade, que
se eoconlra para a elevar a effeito. a de achar
um local com o espaco necessario para conter de
urna minelra conveniente o numero considera-
vel de importantes documentos que j possui-
mos.
ORCAMENTO
1855-1856
A despeza para o anno econmico de 1855-1856
foi calculada no respectivo ornamento em......
150:0779460 ris, e autorisada conforme a carta
de loi de 17 de julho de 1855, e decreto de 15
de setembro do mesmo anno em 151:3579460.
IIavendo-se liquidado e pago al 31
de dezembro de 1857 as despezas
daquelle exercicio na somma de. 168:0079436
Houve um excesso de despeza de
despeza de....................... 16:6499976
Este excesso de despeza proveio :
1* Be se comprehender no capitulo Ia o ven-
cimeoto de um official da secretaria dos negocios
da fazenda, addido i dos negocios estrangeiros,
cuja verba eslava votada para aquello ministerio
no capitulo 7 art. 24 do respectivo orcamento.
2 Pelos adiantameutos feitos a diversos di-
plomticos, que por conveniencia do servico fo-
ram nomeaos ou transferido pare iiflwen,tes
miMoes,
33:39(9300 2:2019676
O corpo
Maochester,
Natal "m Tico-coasuldo em Porto
Anda que em
Singapura eslava em exercicio
v? a P"uu. conveniencias do ser-
vico deram lugar a que fosse nomeado um con-
?Lg6-ral5ara a,,eUB """""o Porto, sendo as
MaTaCc0.e.^S.,e5genle, eogo-ero de
waiaca e suas dependencias.
t a JPo.
trau?n0;SVSS'f?na,d0 e.m 3 de 888l de 'O o
mil u i ? l p>rtugl e o imperio do Japo
que j foi submettido vossa approvaclo. e ha-
nnMn.Hd0ber,0S ,0 co*mercio Pertiguea
K'd,e KaD8. Nagasakie akofad"
plenipotenciario -----------*
portuguez os
encarregado deata negociadlo*
entendeu dever nomear provisoriamente cnsu-
les pata os dous primeiros pontos, entrando des-
oe logo era exercicio aquelles agentes.
Marrocos.
Creou-se um vice-consulado em Tnger; e
Hflh c J?raica- L,rc"e. Mazaglo, Mogador,
""'i sata e Tetuan foram nomeados vice-con-
snles, segundo o regulamento consular, os indi-
viduos que all serviara de agentes consulares.
Mxico.
Estabeleceu-se um vice-consulado na villa a
porto del Carmen.
Nassau
Foi creado um consulado geral neste estado.
Paizes Baixos.
Foi promovido a cnsul o vice-consul em Ro-
tterdam, e creado um consulado em Cuplo.
Prussia.
Em Colonia foi creado um consulado, e vice-
consulados em Andam, Colberg, Demonio, Grei-
fswald e Swinemunde.
Russia.
Foi creado um consulado em Helaintfors (Fin-
landia. )
Sardenha.
Foram creados um consulado em Millo, e vi-
ce-consulado em Lavegna ChrUtano e Sarzana,
sendo nomeado um vice-consul para Genova,
alera do cnsul geral que existe n'aquella cidade.
Eo Karlshaurm, Hermosauo, Uaparande, l.au-
dskrona, Pitea, Umea, Wisby e Westervrick fo-
ram creados vice-consulados por assim o exigir
o desenvolvimento do commercio.
Sussa.
Foi creado um consulado geral para esta con-
federadlo.
Turqua.
as possessdes ottomanas creou-se um vice-
consulado em Smyrna.
Repblica oriental do Uruguay.
Foi creado um vice-consulado em Montevideo.
DifTerenga para mais.. 31:1925624
18601861
Para este anno econmico! foi votada, pela car-
ta de lei de 28 de julho de 1860, a verba de ris
160:0279348, que tendo sido calculada sobre as
mesmas bases dos annos anteriores, por certo ha
de ser insufflciente para occorrer ao pagamento
das respectivas despezas, as quaes, em vista das
sommas pedidas no ornamento de 1861 a 1862,
de presumir que excedam roforid* *rha na
quantia approximada de 24:0009000.
Para prover a este inconveniente, bem como
para legalisar as sommas liquidadas a mais por
conta dos captulos 2 e 5 dos orcamentos de
18581859 e 18591860 na importancia total de
47:7559296, das quaes apenas resta por satisfazer
a quantia de 9089300, submette o governo ap-
provaclo do corpo legislativo a proposta de lei,
lettra B.
Crditos supplementares.
Desde 20 de abril de 1855 foram aberlos por
decretos de 11 de agosto de 1859 (documentos ns.
3 o 4) os dous crditos supplementares de queja
fiz menco.
ContasJ
Acham-se publicadas as' contas de gerencia
deste ministerio do aonno econmico de 1858
, 1859 ; e as do exercicio do anno de 18571858;
' est se concluindo para vos ser presente a conta
de gerencia do anno. de 1859*1860; e a do exer-
cicio de 18581859, que findouem 31 de dezem-
bro ultimo.
Corpo diplomtico portuguez.
O pessoal que actualmente compoe o corpo
1 diplomtico portuguez conita do documento nu-
mero 5.
A experiencia tem mostrado que a lei de 23 de
novembro de 1836, pela qual so rege este corpo,
em muitos pontos deficiente, e que algunxas das
' suas disposicoes teem inconvenientes na sua exe-
cuco; j pelo modo por que podem ser interpre-
tadas, j porque cada vez que o governo julga
dever declarar em disponibilidade ou aposentar
i algum. empregado pettencente a squslU carreir.,
9.a
Por decreto de 25 de maio de 1859 ro exone-
rado de ministro residente em Constantinopla
e posto em disponibilidade Manuel Camouce
Brown.
Devo declarar-vos neste lugar, que, por decre-
tos de 26 de junho de 1857 e 30 de agosto de
1859. foram aposentados com o ordeonado an-
imal de 8009 cada um, os conselheiros e secreta-
rios de legacao, Jorge llusson da Cmara e Mar-
gal Jos Ribeiro. Nao podendo este pagamento
ser eflectusdo sem a approvaglo das cortes, te-
nho a honra de apresentar para esse fim as duas
propostas de lei juntas, letras C e D.
Corpo consolar portuguez.
O corpo consular portuguez composto do pes-
soal que consta do documento n. 6.
Desde a apresenta;ao do ultimo relatorio s
cortes tiveram lugar neste corpo as seguintes al-
terarles :
Badn.
Foi creado um consulado geral neste gria-du-
cado.
Baviera.
Foi igualmente creado um consulado geral
neste reino.
Blgica.
Foram creados dous vice-consolados, um para
Bruxellas e outro para Bruges.
Brasil.
Em Cuiab, Itapemerim, Urugayans, Urucuju,
Granja, Rosario, Alto Mearim, Caixias, Vianna,
Itapecuri e Alcntara foram estabelecidos novos
vice-consulados*. e nomeado um vice-consul para
o Cear, alm do cnsul que existia e contina a
existir naquella cidade.
Toodo sido exonerado o cnsul em Porto Ale-
gre passou a haver somonte naquella cidade um
vice-consul, subordinado ao cnsul geral no Rio
de Janeiro.
Confederadlo argentina.
Foram creados vice-consulados em Corrientes,
Santa F, Guateguay, e nomeado um vice-con-
sul para Buenos Ayres, alm do cnsul que exis-
tia e contina a existir naquella cidade.
Dinamarca.
Foi creado um vice-consulado em Rounc.
Duas Sicilias.
Forao creados vice-consulados em Salerno e
Trapani.
Estados Pontificios.
Foi creado um consulado em Loreto, e no-
meado um vice-consul para Civita Vecchia. alm
do consol que existe naquella cidade, sendo pro*
movido a cnsul o vice-consul em Ancana.
Estados-Unidos.
Foi creado um vice-consulado em Savsnnah,
no estado da Georgia.
Franca.
Foram promovidos a cnsules os vice-consules
no Havre, Rulo, Brdeos, Marselha, Naotes e
Argel, creando-se [vice-consulados em Cette,
Lelo e Libourne.
O vice-consul em Nice, que se achava subor-
dinado ao cnsul geral eo Genova, foi promovi-
do a cnsul, ficando subordinado ao cnsul geral
em Franca, eo conaequencia da annexago da-
quella ciuade ao imperio francs,
Grecia.
Forana pomesdQj rovos comales para as Ma
Venezuela.
Creou-se um vice-consulado em Bolvar.
Zanzbar.
A extenslo do commercio desta ilha, que to
ventajoso deve lornar-se aos nossos por tos d fri-
ca oriental, rnostrou a necessidade de ali estabe-
cer um consulado.
O governo entende que se devem estabelecer
agentes consulares em todas as localidades, em
que os interesaos commerciaes deste paiz o exi-
jam, havendo as mesmas localidades pessoas
acreditadas e respeitaveis que se prestem a eier-
cer essas funeges.
Devo n'este lugar chamar a vossa altonc,lo pa-
ra a proposta de lei, que a 2 de margo de 1857
foi a presenta da pelo governo a esta cmara, res-
tabelecendo o ordenado annoal de 2009000 rs. a
Joo Achules de Pereira, consol geral em dispo-
nibilidade. Esta proposta foi j approvada pelas
duas commissoes, diplomtica e de fazenda, no
seu parecer datado de 27 de julho do mesmo an-
no. Nlo tendo, porm, sido convertida em lei,
nao hesito em submetl-la de novo ao vosso exa-
me e approvaclo, sob a letra E.
Corpo diplomtico estrangeiro.
Corpo consular estrangeiro.
O corpo diplomtico estrangeiro e o corpo con-
sular estranheiro slo compostos actualmente da
maneira que consta dos documentos ns. 7 e 8.
PARTE SEGUNDA.
TRATADOS E CONVENCES.
Convenci entre Portugal e o Brasil para a
reprsalo e puoiclo do crime de falsificarlo de
moeda.
Reconhecendo os goveroos brssileiro e portu-
gus a conveniencia da celebradlo de um reci-
proco ajuste para a represslo e pntelo do cri-
me de falsificarlo de moeda e papis de crdito
coo curso legal eo cada uo dos dous paizes, foi
para esse fio concluida e assignada eo Lisboa,
aos 12 de Janeiro de 1855, urna convenci, a
qual, tendo sido approvada pelo poder legislati-
vo pela carta de lei de 16 de maio do mesmo an-
no, foi em seguida ratificada, havendo os res-
pectivos plenipotenciarios, por meio de notas re-
versaes, datadas de 13 de outubro seguinte, ex-
plicado o verdadeiro sentido do art. 2. da mes-
ma convengan, declarando que na disposiglo des-
te artigo, onde se diz quaesquer ttulos auto-
risados por lei brasileira dove enlender-se
ttulos ao portador e que a criminalidado de
que trata o citado artigo respeita somonte aos fal-
sificadores de taes ttulos.
N'esta convenglo, estipulou-se que todo aquel-
lo que commelter em territorio portuguez algum
crlme de falsificacio de moeda metlica, ou pa-
pel com curso legal no Brasil, ser ponido se-
gundo as regras, e com aa penas eslabelecida
paia taes crimes nos arts. 206, 207, 208, 209,
210, 211 e 215 do cdigo penal portuguez.
E reciprocamente que todo aquello que no ter-
ritorio do Brasil commelter, a respeito da ooed
que tenha curso legal em Portugal, ou de titules
ao portador, autorisados por lei oorlugueza, al-
gum dos crimes. a que se referem os citados arti-
gos, ser punido segundo as regras, e com as pe-
nas que as leis do imperio do Brasil estabolecem
para a punigao deases crimes commetlidos a- res-
peito da moeda que tenha curso legal no Brasil,
e dos ttulos autorisados por lei brasileira.
O governo de Sua Mageslade Fidelissima ten
mantido com ioteira lealdade as estipoiages des-
la convenglo, e inlroduzido na legialaglo do rei-
no as reforoas indicadas pela experiencia, como
necessarias para tornar euectiva a represslo dos
crimes do moda falsa.
Os autores do cdigo penal nao incriminaras,
os actos preparatorios dos crimes de moeda falsa.
Os fados porm vieram posteriormente demons-
trar a conveniencia oh necessidade de os incri-
minar, afira de assegorar a represslo de taes
crioes. Reconhecida a conveniencia ou necesi-
dade daquella medida, coo-,, elemento ou condi-
gaci da efficacia da iual'4?, repressiva, o governo
odia propo-la ao %rlamento sem receio de of-
fender 91 prtp.cir.wa que por ventura a itnham

J
II
V


---- .-:____ __
*t>
IARIO DI tERliMBQGO. t- SABBADO 23 DI MARCO BB 1161.
$>*
feito omitlir por occasio da redacgio do cdigo 1 para a celebrsgio de ouivo tratado eom a mesma
PeEml858. tendo eu -----'- -'-= '-=' !*-Wfl*>0 V\* Am autorisado o encarre-
ria do estado des negocios strangeiros, om 17 de
dezembro de 1859. (Documento n. U.)
justica, propuz ao parlamento um projeclo de le,
que incriminara os actos preparatorios dos cri-
nes do aaoeda falsa. O mea Ilustre successur,
o Sr. conselheiro .tlrtens Ferro, adoplou e de
avolveu o pensaanoto deste projecto n'oulro.
1859. Esta lei incrimina independeotemente de
toda a intencio malfica s fabricagio, exposigo
venda e retenco de instrumentos, que sir-
va exclusivamente para a falsilkago da aaos-
as geral todos os actos preparatorios deste cri-
me, quaode se prore a inlengo malfica. Noio-
teresse da jusiica represslva, estabeleeeu-se que
s indiciados nos crimes de moeda falsa podem
ser preses sen culpa formada, nao se lhe* idmit-
tindo flanea. Os processa.dos sao julgados pelos
juizes de (Jimio com a inlervengo de um jury
especUl. Este jury composto de modo, que
fferece garantas de capacidad* e independen-
cia, reuuindo todos os requisitos, secessarios pa-
ra que, na opinio dos mais autorisados juriscon-
sultos da Europa, esta seja a melhor de todas as
jurisdicgoes criminaos. Podemos hoje dizer afou-
aameote que em aenhura paiz as leis penses sao
tao severas na represso dos crimes de moeda
falsa como no nosso.
No relatorio sprcsentado sssembla geral le-
gislativa em 1860, reconhec* o ministro dos ne-
gocios eslrageiros no imperio do Brasil, que as
medidas ltimamente adoptadas enire nos deven
contribuir efilcazmente para tornar enecliva a re-
presso dos crimes de moeda falsa, e que a im-
puuidade, de que ate agora tanto se queixavam,
provinha principalmeute de nao ler o nosso c-
digo incriminado os actos preparatorios.
Ora o cdigo penal do Brasil nao incrimina
*>s actos preparatorioa dos crimes de moeda fal-
sa, nem conlm outras providencias, que a ex-
periencia lem aconselhado para a represso des-
tes crimes e que se achara j adoptadas entres
nos.
E' pois de esperar aue o governo imperial se
nao demore em propor ao parlamento as refor-
mas, adoptadas na nossa legisluco penal, para
a represso do um crime, que deve ler tanta em-
peuho em fazar cessar, e cujas vanlagens o mea-
no governo tem reconhecido.
Hio posao terminar.este assumpto sem juntar
.aqui, nao direl um proletlo, masum leslemunho
u meu profundo sentimeoto pela maneira por
que o comporlamcnlo do goveruo poiluguez fui
vahado no relatorio spresentado em 1858 pelo
ministro dos negocios eslrsngeiros do mesmo im-
perio assembla legislativa"
ocontram-se nesse documento expressoes,
que fazem acreditar, que o governo portuguez nao
preslava o concurso leal, que delle se devia es
perar para a represso do crime de falsificago de
moeda, continuando a iinpuuuidade, que tanto
tem ali (em Portugal) acorocoado os que com
tanto escndalo se dao a essa i'mmoralinduslria.
Esta aecusaco cabalmente refutada pelos
fados que deixo relatados. Observarei porem
aioda, que se os papis de crdito do Brasil fos-
sem fabricados em Portugal na escala espanto-
sa, em que se assevera naquelle relatorio, e
n outros documeutos, que o foram. haria nos-se
imperio quem entommeodava os mesmos papis,
b os punba em cuculaco : era justo, pois, que
o governo imperial, antes de nos lazer tao se-
sera aecusagao. comegasse por demonstrar a ef-
licacia das medidas que adoplou para a repres-
so daquelle crime. Ora a estalistica dos pro-
essos pelo crime de moeda falsa julgados em
lodo o imperio do Brasil uo decennio de 18-19 a
1858 nao demouslra essa eflicacia. Foram s
quareula o oilo os processos julgados por aquelle
rime nesses dez anuos era todo o imperio, o que
d meos de cinco por anno, e muilo menos de
um por provincia.-
Ou nao ha pois essa somraa espantosa de papel
falso em ciiculagao, ou os motivos quo explicam
* falla de represso desse crime no Brasil, eram
tambera appkaveis ao nosso paiz.
No jcitido relatorio de 1860, alludindo-se
exonerago do presidente da relago do Porto,
que teve lugar a 14 de fevereiro desse anno. diz-
se que essa exonerago importouuma medida tf-
ficaz no sentido da represso do crime de faisift-
caco. '
m desaggravo daquelle magistrado, cujozelo
e nlelligencia, neste ramo do servigo, nao posso
deixar de dar um leslemunho publico, como mi-
nistro que fui dos negocios ecclesiasticos e de jus-
iica, devo declarar, que a referida asserco in-
icuamente destituida do fundamento.
Arto de accessao por parle do Portugal decla-
rado feita no congresso de Pariz em 16 de
abnl do 1856 sobre direito martimo, e bom
assim ao principio exarado no artigo 8. do
tratado geral para o re6tabeciroeulo da paz, as-
signada naqnella cidade um 30 de marco do
dito anno.
O governo de sua magestade foi conwdado pe-
los represenlanles, nesla corte das pctenc'as sig-
natarias do referido tratado de paz, para adherir
dedaraco do 16 de abril de 1856, lirmada pe-
los plenipotenciarios que tomarara parte uo con-
gresso de Pariz, sobre os qualro seguales prin-
cipios do direito marilimo. a saber:
"o 'Chm a!)olidas a cartas do corso ;
2. A bandeira neutra cobro a mercadoria ini-
miga^, i excepeo do contrabando de guerra ;
3. A mercadoria neutra, excepeo do con-
trabando de guerra, nao podo ser lomada debai-
xo de bandeira iuimiga
4." Os bloqueios, para se loroarem obrigalo-
nos devem ser effeclivos, islo manldos por
urna forca auUieienle para impelir na realidade
o accesso do litoral ao ninjigo.
Deciadamente auclorisado o governo pela
carta de le de 25 de julho do dilo uno, decla-
rou-se aos referidos represulanles em nota de
a8 do sobredito mez, que sua magestade e o scu
governo adheriam inleiramente supracilada de-
clarayao, e ao pWncipio consignado no artigo 8."
do mencionado tratado, a que se refero o prolo-
collo n. 23 de 14 de abril do referido anno, de
que os estados entre os quaes se susciUrem se-
nas dissencoes, antes de empregarem a forc.
recorreram lano quanlo ascircumstancias o per-
raillara aos bons officios de urna lerceira poten-
ad, !nDl enfe""'-> qe esla annuencia em
.."" lndePen(Bcia e hvre accao do
mesmo governo.
Alm da citada ola de 28 de julho de 1856
& ?U,,a D* aeSma dala aos "inistroi
de Franca e Inglaterra, e ao encarregado de ne-
gocios de Austria oesta corle, na conformidade
dos desejos por elle* manifestados, relativamen-
te restnesao contida bo protocello n. 24 do 16
i, i d,l aDn0' Pa>cipando-lhes que os
22 peL08 quae ?0?erno de Sua Magestade
ntendeu dever enunciar a sua acceso decla-
ragao de 16 daquelle mez nao podiam ser seoo
VJa.2nS.ai0a pe as crtes- e 1ue *i0 idnticos
#os adoptados pelos governos da Blgica e da
fcueeia, achando-se por conseguinte o governo
porluguez pelo que respeita dita reslricco, no
caso em qria se achara as duas naces a "que se
VitiJm U!aS ma'8 que liressein adherido
*t.r."ei5 a adher'r' emi*u,M ,ermos. de-
claraeao de que se Irata. (Documentos ns. 9
Convengao entre Portugal e os Paizes Baixos para
a reciproca admisso de cnsules as respecti-
vas colonias. r
Reconhecendo o governo de Sua Magestade.
ouvido o conselho ullramarino, a conveniencia de
solevara ereito a convenci proposta pelo go-
*erno neerlandez para a admisso de cnsules
as respectivas colonias, idntica que esle go-
verno celebrara com a Franca, em quo se achara
estipulados osdircitos e demes dos cnsules as
provincias ultramarinas, e garantidas as relacoes
commerciaes foi a mesma convenco concluida
n. uLTh3 de ',,0 de 1856- e ratificada por
SSflffi *df ?mJ5 d0 ulb0 d0 mc*n<> no,
tendo sido autorisado o poder executivo para esta
ratificaeo por caria de lei de 18 do mesmo mez
e anno.
Tratado de commercio
blica oriental do Uruguay
Pela carta de lei de 5 de agosto de 1854 foi o
gorerno autorisado a ratificar o tratado de com-
mercio e BavegacSo eelebrado entre Portugal e a
repblica oriental do Uruguay em 16 de oulubro
de 1852, tendo, porm, o governo da dita rep-
blica proposto que o artigo 9o fosse eliminado ou
posto de accordo com a lei das alfandegas da-
quelle paiz. e alterando esta proposta a letra e o
espirito do referido tratado, j approvado pelas
orles, nao pode verificar-se a sua ratifleaco,
coniorme foi eommunieado is cortes no relatorio
ff^enitad0 pe, ministerio hoje a meu cargo na
essao legiaiativa de 855.
... aifSf1.0 .tod" conveniente ao governo de
Smm-.8 .e* era b8nfl d commercio e dos
ubditos porluguezes encelar ora negociares
Em 1858, tendo eu a honra de dirigir inlerin.-g.dode neg.os f.!P:!.e. JJ!?. *5!Efif .eic,!T.a!^.8.aa J *'-}M f>^cluioeLignou em 29dem.io cao dos dfrX no ffiod nowl.
V, a? lraUd0- concebido nos mesmos Em 28 de junho de 1858 remelleu ao ceieieiMio
i! ?L P*1"1'1"0. com a suppresso lio smen- a meu cargo o representante da Dinamarca nesta
te do menaonido artigo 9. Este tratado tencio-
oara o gorerno. como lhe cumprU, submeUe-U
J.pprov.glo das cortea, o que sanio ler carregaei* dea_____________
cHaHo, por lhe consUr no entreunto que o ge-|iagem para o iMo*nt"M '^~1^"t>
verno do Uregeay o. rua,U rettaca-l. (Sitar... S^ujSZSSAttS: H&
sua parte ea uma reserva a favor dos sota too ente a teoeui*K*o de4JM rSJTier al
limilrophes da repuhlka, quaaU a clusuU
de oatubro altiano, em que coraecamrno J.p.u a
ter offfilo as oaTipnlacoes do traUdo.
Pora o (eioBone dos ditos portoi foi provisoria-
nzoBU amaneado cnsul de Portugal, emquanto
* otaeol* regia couQrmaeio o subdito britan-
nico Joseph H.'Evans, e para o de Kanasarva o
portogMeneeeae
& ida no referido tratado de aer Portua eee-
rade Mano as eec&ea aaede bvereridaa.
Esa offleto de ti da novembro do 1859 Mislrl
pon o conde do Thoeur. etieiatro da Sua Maes-
tade no Rio de Janeiro, qna B. Aodre LaeMs, mi*
nistro da repblica orieuial do Uruguay naduella
corle, ae achara autorisado a ettctrtar ngeei6ea
para a celebraco de um tratado entre Portugal e
a mesma repblica, pedindo e dito conde que lhe
rosse rcaaeltido o reapectiro pleno poder, se por
ventura o governo de Sua MagesUde entendia
dever concluir-se o referido tratado.
Foi com effuito remettido o competente pleno
poder, todava nao pdde encetar-se a negoeiaco,
porque segundo consta do officio deste funecio-
nario, datado de 8 de julho de 1860, e ministro do
Uruguay lhe havia ponderado aer inopporluna a
occasio, visto que as cmaras da repblica linha
sido approvado o tratado com a Franca, rejeitan-
do-se a clausula que Portugal exiga.
Tratado celebrado entre Portugal e a santa s
para a contnuaeo do exercicio do padroado
portuguez na India e na China.
Depois de urna longa e didicil negoeiaco foi
atlnal concluido um tratado eotre Tortugal e a
sania s em 21 de fevoreiro de 1957. obra a con-
tiuuaco do exeicicio do real padroado da corda
portugueza na India e China, sendo negociador
por parte de Portugal o fallecido conselheiro de
estado Rodrigo da Fonscca Magalhes. Esle tra-
tado sendo spresentado Ss corles foi o governo
de Sua Magestade autorisado a ratifka-lo pelas
cartas de lei de 21 de julho de 1857, e de 9 de
abril de1859, dadas que fossein pelo governo
pontificio as explicares indicadas na primeira das
ditas cartas de lei, e bavendo effeclivameute
santa s dado as referidas explitaces, as quacs
foram aceitas pelo governo de Sua Magestade,
tera como o havia siJo por sua aanlidade, e tro-
cadas em seguida as respectivas ratificacoes, fo-
ram estas j prsenles s cortes juntamente com
as mencionadas notas reversaes, cumprindo as-
sira o governo de Sua Magestade o preceito
da lei.
Em officio de 29 de agoalo do anno prximo
Qndo, foi remeltida, pelo ministerio a meu cargo,
ao da marinba e ultramar, a minuta das ordeus
e inslrucces que hawam sido redigidas pela ad-
ministraco anterior e deveriam ser dirigidas
aos prelados das diocese do padroado da India e
da China, quando se lhes en* ssse a copia da
concordata celebrada com a santa s, haveudo
sagrada congregago da propaganda flde, expe-
dido, pela sua parte, aos vigarios apostlicos na
Asia, ordeos e iustruccoes pan o mesmo lira, das
quaes o nuncio apostlico nesla torio maodou
copia ao ministerio a meu corgo, em ola datada
de7 de margo do sobredito aun).
Tratado com a repblica da 4ova Granada.
O tratado de amigado, commercio e nsvegago
entre Portugal e a repblica lia Nova Granada,
assignado cm Washington a 9 de abril de 1857,
penle ainda da approvago docorpo legislativo,
tendo sido aprescutado s curies a respectiva
proposta de lei em dala de 23 de fevereiro do an-
no Qndo.
As estipulagoes d'este tratadb, pouco djfferem
das de outro. celebrado em 26'de margo de 1853
com a repblica do Pei, j approvado por carta
de lei de 5 de agosto de 185. p cujas ratiicaedes
nao poder, a aioda ser troca
esse acto da navegaco de u
tro do qual possa Ievar-se
troca.
Courengo telegraphica cajn a ilespauha.
Animados os governos de Portugal o de iles-
pauha do desejo de estreitar Jbs relacoes entre os
dous povos, concluirn., em \S de junho de 1857
urna coovengo para regular] a correspondencia
telegraphica internacional, a qual foi ratificada
a 1* de julho do referido anno, havendo sido
poder executivo autorisado Jpara esse fim pela
caria de lei de 13 do mesmo mez e anuo.
Coovengo extraordinaria de marinheiros e de-
sertores celebrada [em Portugal e a Blgica.
Ainda que o uso geral das nages civilisadas
conslitua urna regra de lei iblemaciooal, e raco-
nhega a obrigago da entrega dos marinheiros de-
sertores, tanto do navios de guerra como mer-
cantes, e o disposto no artigo 9i do regulamento
consular porlaguez aulorise) os cnsules respec-
tivos a reclamar taes desertores, o governo belga
tendo celebrado com outros estados convenges
conteudo eslipulaces exprfssas a esto respeito,
propoz, por via do seu representante n'esta cOite,
a felura de una convenco! para a referida ex-
tradiegao.
O governo de sua magestade, reconhecendo a
conveniencia para o commsrcio e para a navega-
gao de regularisar a mutuz entrega dos referidos
desertores, aceitou a mesma conveogo, a qual
foi asslgnada em Lisboa, pelos respectivos pleni-
potenciarios, em 29 de fevereiro de 1856, e rati-
licads por sua magestade em 18 de julho de 1857
tendo sido aulrisada essa ratificago pela carta
de lei de 13 do mesmo me|z e anno.
alete < coda usm a
vwui 0 reaerwo prejecio oarnou
(weaentanUds Dinamarca zeex.ee
de feral, aasgnado em Coeeahag
sarco do 1857, entre aquella nac
oteXu.
retio de 9 rifsdators.
Com o relerido ftejecle eerrloa o ejesmo re-
pUrdotraU-
em 14 do
5*o o e Auatria,
a Blgica, Franja, Inglaterra e outras poten
ae.
Coofrontando-se porm- o projecto offerecido,
com o dilo tratado geral, canlieceu o governo de
Sua Magestade,que aquelle era idntico aos que a
Dinamarca celebrara com outraa potencias, com
a simple, auppreaso das clausulas alheias ao
commercio portugus.
Procedendo-se s necessarias indagaedes, a
de se poder entrar convenientemente nesta
as por depender
novo prazo, den
mesma
ello i lo a
cnsul de Prabca. legar qee
para exereec ageelUs fueo
mente
dedarea
00M.
Cm peeposta especial Uve a honre de submet-
ter appreeacao de corpo legislavo, ea confor-
midad, do en 10do acto addickwal, e referido
tratado, qeo pos termo ao analhem. ee ha mais
de dous sculos pasa va no Japo obre o boom
portuguez outr'or. lio respeilede n.qoelle
perio. ^
[Continuar-et-ha).
PERW.MBUCQ.
fim
e navegago com a repu-
Convengo litterarii com a Fronga.
Em nota de 2i de agost de 1857 parcipou-se
ao encarregado de negocids de Franga nesta cor-
le, para o fazer constar ao seu governo, que o
governo de sua magestadei reconhecendo a con-
veniencia de ser revisla k convengo litteraria
celebrada entre Portugal e a Franca em 12 d
abril de 18al, linha resollido, em conformidade
com o disposto no artigo 15 da mesma convenco,
fazer cessar os seus effeils, expirado que fosse o
prazo a que se refere o dito ortigo, reservaudo-se
comtudo propor opporluriamenle todas as modi-
ficaces que a experiencia livesse mostrado serem
indispensaveis.
Com referencia aqueta nota participoo en-
carregadode negocios le Franga n'esta corte
era 22 de agosto de 185, que ee achava autori-
sado pelo seu governo, | ara examinar, com e de
sua mageslade Qdelissims, as bases sobre as quaes
aevia assentar a nova convenco.
D'esla communicago deu-s'o conheciraento ao
ministerio do re.no ora 25 de agosto de 1859. ins-
cimentosque aquelle ministerio devia ministrar,
afim de se poder encelar a negociago de que s
Oblidos finalmente do ministerio do reino os
requisitsdos esclarecimentos, Irala-se de formu-
lar, depois de maduro eiame, as bases em que
deve flrmar-se a nova negociago, de cujo resul-
tado se reserva o govern de sua magestade dar
oportunamente conhecimenlo ao corpo Legisla-
Projeclp de regulamento da fronteira de Portugal
e Hespanha.
Com o fim de por tormo a continuss desordens
enlre os subditos porluguezes e hespanhnes as
fronteiras, dos dous reinos, elaborou o ministro
de sua mageslade na corte de Madrid, de accordo
cora o governo de sua mageslade catholica. um
projecto de regulamento deronteiras, quo o mes-
mo ministro enviou a esta secretaria d'estado em
16 de Janeiro de 1858.
Tendo-se remettido, em 15 de outubro de 1859
ao miuisterio da tazenda o indicadp projecto, afim
de serem all consideradas as suas disposiges,
respondeu aquella repartigo, em 19 de maio do
anno Ando, declarando quaes as alteragoes que
deviam ser feilas no aonlra projecto. Em dospa-
cho de 23 de agosto ultimo ordenou o governo de
sua mageslade ao seu representante na referida
corle do Madrid, que, em conformidade dasindi-
cagdes feitas pelo ministerio da fazenda, proso-
guisse na sobredila negoeiaco, cujo resultado de-
finitivo se aguarda.
Contrato matrimonial de sua magestade com sua
alteza a prinqeza Eslenhania de Horjenzollern
Sigmaringen.
O respectivo tratado foi assignado em Berln
em 8 de dezembro de 1857, e. tendo sido appro-
vado pelas c6rtes, foi a sua ralifleagap, quo leve
lugar a 18 de Janeiro de 1858, autorisada pela
carta de lei da mesan data.
Pelo fallecimenlo de sua magestade a seohera
raiuha D. Eslenhania de saudosa memoria, tendo
de aer restituidos todos os objectos, sommas e
valores, que constltuiam, segundo os artigos 3o e
8 do contrato de casamento, a heranga da mes-
ma augusta senhora, foi autorisido o duque da
Terceira a fazer a entrega dos referidos valores
ao ministro de Prussia nesta corte, o barao de
Rosemberg, devidamente autorisado para os re-
ceber} e, verificado esse acto, lavrou-se o ret-
mportanie DegodacSo, obteve o governo de Sus
Mageslade do eu cnsul geral em Elseaeur as
mais ampias inlormages sobre este objecto;
conhecendo-se deltas, que as quot.s nao deviam
ser calculadas sobre p producto dos direitos do
Sund no triennio de 1851 a 1853, por ser este o
periodo aquelle em que fui mais considcravel o
reudimento dos mesmos direitos; mas sobro o
de um maior numero de annos.
Deixando o arl. V do projecto de tratado de
Portugal a faculdade de saldar a quota de 30:536
iibroB torunas, no espago de vinte annos, e era
rto'issT P,84ments a coraegar no 1* de abril
"''0JI,yu,2 s respectivos juros, entendea o
governo de Sua Ma.MUd*. que em beneficio do
commercio nacional devia converter o dilo pro-
jecto no tratado celebiado cm ia ^ -embro de
1858, que foi ratificado em II de junho de ieo
por nrtude da carta de lei de i do mesmo
mez.
Km consequenria do quo se estipulara pelo
art. 7* do mesmo tratado tem Portugal pago
Dinamarca a somma total de libras 7:915,18, nos
seguintes periodos :
Em agosto de 1859.......... libra 4:597)18
novembro de 1859...... 1:116
margo de 1860.......... j 1:116
Janeiro de 1861......... 1:116
Tratado de casamento de Sua Alteza a Serenisi-
ma Senhora Infanta D. Mara Anua com Sua
Alteza Real o principe Jorge de Saxoma.
Este tratado assignado em Lisboa, pelos -as-
pectivos plenipotenciarios, em 30 de Janeiro de
1859, foi depois de approvado pelas cortes, nti-
ficado em 10 de margo do mesmo anno, em 'ir-
tude da autorisago concedida por carta de lei de
7 do mesmo mez e anuo ao corpo executivo rara
esse fim (documento n. 12)
Convengo postal entre Portugal e
Gran-Bretanbs.
A 6 de abril de 1859 foi assiguada em Lita
pelos respectivos plenipotenciarios, urna rova
convengo entre Portugal e a Gran-Breta.ha,
para regular, sobre urna baso mais liberal e an-
tajusa, ae communicaues noslaes entre os toua
paizes.
Os portes das correspondencias ioternacioiaes
expedidas assim pelos paquetes britannico e
navios mercantes, como atravez dos territirios
hespsnhol efrancez; os descartas, jomis e
impressos transportados pelos paquetes togezes
da carreira transatlntica e da ludia orietlal,
foram consideravelmente reduzidos em vimde
da mesma convengo, a qual leudo sido subaet-
lida approvago das cortes, por proposlade8
de abril de 1859, foi a sua ratifleago auloriada
por carta de lei de 23 de maio de 1859, e elei-
tuada a 28 do mesmo mez e armo (documnlo
n. 13.)
TraUdo entre Portugal e os paites baixos. sbre
a demarcago, e troca de algumas possoses
portuguezas e neerlandezas, no arcbpelag) de
Timor.
Tendo o tratado celebrado entre Porlugale os
paizes baixos, sobre a demarcago e troca di al-
gumas possesses portuguezas e ncerlandeza. no
archipeago de Timor, ja approvado pela caara
dos Srs. deputados, sido rejeitado na seguida
cmara dos estados geraes da Hollanda, n-
do-se por motivo a falta de reciprocidade qui se
nolava as disposigoes do artigo 10 do refeido
tratado, quanlo tolerancia do cultos, qu< a
mesma segunda cmara entendia se devia ler
ostipulado, em relago aos habitantes da jarte
do territorio cedida a Portugal, que professim a
religio protestante; propoz o governo neerlan-
dez a celebraco de um novo tratado idntico
quefle que havia sido rejeitado; alterando-so
nicamente o dito artigo, de modo que a lber-,
dado de cultos fosse garantida reciprocamente
aos habitantes das possesses, que houvessera de
ser trocadas.
Annuindo o governo de Sua Magestade aquella
proposta, coneloiram os respectivos plenipoten-
ciarios, em 20 de abril de 1859, um novo tratado
com aquella alterago, que sendo tambera ap-
provado pelo corpo legislativo por carta de lei
de 10 de agosto de 1860, foi em 18 da mesmo
mez ratificado por Sua Magestade [documento
Tratado de amiaade, commercio e navegaco
entro Portugal e Siam.
O governo de Sua Magestade reeonhecendo a
conveniencia de regular por meio de um tratado
as relicoes commerciaes entre Portugal e o reino
de Siam, expodio para esse fim ao conselheiro
tzidoro Francisco Guimares, governador de
Macau, um pleno poder em dala de 26 de agosto
de 1857.
Para cumprira missao de que fora encarregado
parti o mesmo governador no da 8 de Janeiro
de 1859 para Bemgkok, a bordo do brigue de
gieira Mondego, e n'aquella corle foi reeobido
no da 27 do dito mez cora as honras concedidas
aos erabaixadores das grandes potencias da Eu-
ropa.
O discurso por essa occasio proferido pelo
plenipotenciario portuguez, e a traduego da
resposta do prmero re de Siam vo juntos a
este relatorio.
Este ultimo documento importante para a
historia das nossaa relagoes com aquelle
paiz.
As negociages comegaram no dia 31 com os
plenipotenciarios nomeados por aquelle sobera-
nsf e no dia lOdc Cevereiro tero lugar a assiana-
lura do tratado. *
A recepgo do plenipotenciario portuguez,
feita pelo segundo re de Siam, no dia 12, igua-
lou no ceremonial que lhe Dzera o prmero
re, o no da 15 teve lugar a audiencia solemne
de despedida.
O tratado foi sobmeltldo approvago das
cortes em 23 de fevereiro de anno Qndo, e a ra-
tiicagao autorisada por carta de lei de 30 de
julho do mesmo anno, foi j enviada ao seu
destino, e publicada nafclha official do governo,
em 24 de dezembro ultimo (documentos nmeros
15,16 e 17.)
Tratado com o Japo.
Tendo sido ouiorisado o conselheiro Izidoro
francisco Guimares, governador de Macau a
negociar um tratado de amisade e commercio
enlre Portugal e o Japo, semelhante aos que
ltimamente coneluiram com aquelle imperio a
Inglaterra o os Estados-Unidos, foi-lhe para
esse nm euviado o competente pleno Doder em
data de 29 de novembro de 1858.
40Aclrcura8,ancia de se haver estipulado em
i8ao, no tratado entre a Hollanda o o Jap8o
que Portugal terja a faculdade de celebrar um
tratado idntico, ficilitou sobremodo
ciago.
REVISTA DIARIA-
Segunda-feira, 25 do correte, trigsimo sti-
mo aniversario do juramento i constiluico po-
ltica deste imperio, haveii cortejo efugio de S.
M. o Imperador, no palacio da presidencia, pelas
5 horas da tarde.
A. continencias do eslvlo sero feilas pelos
corpos de primeira linha existentes nesta cidade,
bem como pela guarda nacional deste municipio '
que formaran no Campo da. Princezas urna divi-
sto. ao mando do Exm. Sr. commandinte das
armas, composta de tres brigadas commandadas
pelos coronis Hygino Jos Coelho e Luia Jos
Ferreir. o tenent.-coronel Rodolpho Joo Bara-
ta de Almeida.
Hontem houve lugar nesta cidade a procia-
sao do Senhor Bom Jesns dos Desamparados e
na de 01ind* a do Sr. Bom Jess dos Passos da
Grags.
Ambas foram celebradas com a devida solem-
nidade.
Acha-se em exercicio de ajudante do en-
eenhe.ro fiscal da estrada de ferro, para que fdra
da^Rochi.0 Sr' Primeiro lnte Jos Carneirr.
Hontem o Sr. Dr. Pereira do Carmo, ins-
pector interino da sauda. seguido do respectivo
secretario, visitou os navios surtos neste porto,
e nelies nao encontrou doenle algum ; o que pro-
va acnar-se o estado aanitario em boas con-
digoes.
A solicilude do Sr. Dr. Pereira do Carmo no
cumprimento dos de veres, que decorrem do lu-
gar que ora ocoopa, mui louvavel, sendo para
desejar que nao arrefega nesse seu empenho de
velar restrictamente n'uma cousa lo melindrosa,
como a saude de um porto.
i x~ p.0^Pc:^,a^i,, de 21 do corrente foi nomeado
Joao Francisco Cavaleanti pira o cargo de sub-
delegado de policia do districto de Barreiros.
~".Por Prtar'a de igual data foram concedi-
dos dous mezes de licnes com vencimentos ao
amanuense do hospital militar, Bernardino Pe-
reira de Brillo.
A presidencia reconhecendo com a direeloria
das obras publicas que para o calgamento da roa
do Imperador preferivel ao systema de Mae-
Adam o de parallelipipedos de granito, resolveu
mandar por tambera em praga a execugo do
predicto calgamento pelo ultimo syslema, 'aguar-
dando as propostas para definitivaraeule delibe-
rar sobre a aceitacao de um delles.
Por portara do hontem foram nom6ados
para a thesourara provincial os seguintes cida-
dados :
Para segundos escriturarios :
Balduino Jos Tarares da Silva'.
Manoel Pereira da Cunha.
Amanqense, o pralicante Ulysses Justnono de
Oltveira.
Pralicante, Pedro Alejandrino Machado.
la quinze diai Elias Bernardi, subdito aus-
traco, annunciou dar um espectculo de gym-
nastica, concluindo por urna ascengo aerosttica
n um balo de 40 varas de comprido o 70 de
bojo. Com effeto no dia prefixo, s 3 horas da
tarde comegou sffluir a populago para a loca-
lidade, mas, em consequencia do rndo lempo, por
lar chovido grande parle do dia e aioda ameagar
chuva, foi transferido o espectculo para o do-
mingo seguinte.
Apezar de desaporcado, o publico agoardoo
com paciencia o novo prazo, e, como no prme-
ro, bem tfido ainda ahi foi ter em grande nume-
ro. Elias encelou seus trabalhos gymnasticos,
preenchendo duas horss, depois do que fez igar
o balo em um cabo atravessado sobre o circo,
que havia feito preparar, e comegeu enehe-lo
por meio de fumaga de palhss seccas. Tendo a
athmosphera se sobrecarregado, elle pretextou
sso para nao realisar a ascengo. O publieo, po-
rm. peuco satisfeito com o fiasco, exigi que
subase ou restiluisse o dinheiro das entradas,
empregando alguna para esse fim meios pouco
dignos de um povo civilisado.
A policia intemndo, obrfgou-o prometlcr
qie faria a ascengo gratuitamente, uo primeiro
dn que a athmosphera perraittlsse, annuoeian-
doisso por meio de bombas, pela raanha e
t'rde.
Cira effeilo, hontem pelas 7 e meia da raanha,
Elias deu o signal promettido, e algumaa pes-
soas comegaram logo concorrer ao Cancpo das
rrlojfzas, local designado, e ahi permaneceu du-
rante todo o dia, que oeuhum
ral fosse decretad, a creagso de exposjcoe pe-
ridica, neste vasto imperio todos os 4 eu e an-
nos as tres principaes provincias, Rio d. Janei-
ro, Baha e Pernambnco.
Pela mesma lei o governo geral deveria ser
autorisado fazer gozar deste mesmo favor as
ojUm. provincias, ao pesen que e experiencia
eetra.se os grnese reselUdos esa sneleero-
anee diversos, eesaeos por meio du dita, ex-
Pn"C** dos prodocU. da agricultura e industria
0M **Vradllas lr*> fsteciMM proviedu.
* 9a incs'cu|avsas Beneficio, resallantes des
exposicoes dos predecios igncolas a industri.es,
era todos seus respectivos cubos, pesa os paizes
que tesa adoptado, jm decano dests ansio Mearle
este poderoso mole de geeeralisar m methora-
sMoto. matenaes eietelUetu.es deveriara con-
vidar os legisladores brasileiroa o o paternal
governo deste rico e joven imperio a seguir este
bom exempio das nages europeas do primeira
prdem, exemplo que lem j servido do poucos
annos para c aos Estados- Unidos do norte.
Alm da exposigo aberla em Paria em ju-
nho prximo passado, tem havido essa piima-
vera grandes concursos regionaes em muilos de-
partamentos da Franga, e muilos premios tem
sido distribuidos aos mais mercadores exposi-
tores dos varios ramos da agricultura e industria.
< Nao aera de admirar que na. primeiras ex-
posigoes oo apparega muila concurrencia ; o
mesmo tem acontecido em toda parle.
E' Franga que se deve a iniciativa da. ex
posiges dos producios da agricultura e In-
dustria.
A primeira expuzigo qne se fez em Franca
teve lugar em Pan. em setembro de 1798,'o
numero dos expositores foi de 110, durou 3
das.
A segunda em 1801, o numero de exposito-
res foi de 229, durou 6 dia.
A terceira em 1802 leve lugar no pateo
do Louvre, teTe 510 expositores, durou 7
das.
A quarta em 1806 na esplanada dos invli-
dos no pequeo palacio Bourbon, leve 1422 ex-
positores, durou 24 das.
A quinta era 1819
f Logo que tenbamo. exposicSes ger.eV dos
productos de agricultura e da industria, veremos
cuidar-so aetiesaeete da (egenerago das diver-
sas especies de cannss de asancr conhecid.s no
j*u, e da rsgenerago das especie, e soelid.de
de .Uodao de fibra comprida. *
c Os noasM c*i%adores UCo coeeeeedorM
e saetto maletisM eaa geral. tem dMMsesd os
tyeee pnmitivM dee nossM boas ejealUadM de
eseeras e dosaessoeantigos slgodoes, cujas qua-
Ueedeseraei aaeiio boas, o tem geBetelisade s.
tra ees > ejeeUdade.de canea e algodo dito
e> Cayenne. ^^
e ta meiai de 90 asnos aee nao spparec. ste
nosso mercado eses ucea ee algedie do aotigo
lypo de Parnambuco. A* ultimas saccas eee fi-
vemos occasio de ser eqel a ao Havre eso 1836
provmham do Rio do Peixe, provincia da Para-
hiba.
algodSo era um tanto cor de manteiga e
de fibra mui curaprida, vendia-ae naquelle lempo
no Havre do SO a 33 por cenia maie cara que as
outras melhores qualidade. dest. provincia.
t O melhor meio de inlroduzir nesta provincia
a melhor qualidade de algodo do mundo, seria
a remeua para o commandanle da ilha de Fer-
nando de Norouha, de sement de algodo da
Georgia de libra comprida (Sea Island.)
Este lypo do algodo aclimatado na dita ilha
poderia depois aer remettido para aqui, e manda-
do semear nos melhores lugares de produegao
do algodo do interior da provincia.
Seria fcil ao governo mandar vir dos Esta-
dos-Unidos, por intermedio dos seus cnsules ou
ministro, qualquer paqueos quantidade de aemen-
te de algodio, Sea Islaod.
Somos de opinio qne o algodo de fibra
comprida da Georgia s se d bem no. Estados-
Unidos oaqaella localidade, a nao ser assim os
Yankees que conhecem perfeitamenle seus inte-
resses lenam generalisado em outras provincias
aquella qualidade de algodo.
* Achando-ooa em Maochesler, em Janeiro de
185/, aoubemos que o algodo da Georgia venda-
se ea) Liverpool de 28 a 30 d., notando que as
melhores qaalidades de algodo de Peroambuco e
A sexta em 1823 no mesmo local teve 16241-.*~-I??' T0,U d.a *:uroj 857. demos
expositores, durou 50 das.
teve
exposiges foram iniciadas em outros
sentara para a nao realisa.;o do espectculo."
A's 4 e meia da larde, porm, quando
nego-
0 plenipotenciario portuguez saio de Shanghae
no da 30 de junho prximo passado, a bordo da
corveta D. Joao 1, e chegpu o Yeddo no dia 12'
de julho seguinte.
Nomeados os plenipaleociarios japonezes, co-
megaram as conferencias no da 17, tomando-se
por base da negoeiaco o tratado concluido com
a Inglaterra, e Uxando-se o caja 3 do agosto para
a assignatura, que efftctivamente teve lugar na
legago ingleza^ aopde o nosso plenipotenciario
eslava hospedado,
A visita do dilo plenipotenciario aos ministros
symptoma apre-
Elias
comecava a encher o balo, pelo mesmo systema
do Kmelro da, sobreveio um agoaeeiro, e al-
gum vento do norte. A populago aguardara sn-
ciosa esse espectculo sorprendente para ella, e
comecava irapacentar-se por ver que pouco
resultado dava o methodo empregado para o en-
chnenlo do bjo do balo, quando Elias decls-
ron que lhe era impossivel a ascengo, em con-
sequencia di sobrereniencia do mo lempo.
A populago exasperada por essas repelidas
mudangas, ergueu um s orado unnime, e si-
gues iuvcsliram para darMhe, o que se nao rea-
lisou, por have-lo a policia prendido e feito re-
colher ao quartel docorpo de policia.
Seria conveniente que se tomassem providen-
cias, afim de evilar-se a repeligo dessas scenas
desagradareis para a nossa populaco, que, de
boa f. concorreu um tal espectculo.
O Sr. Duprat pede-nos que de novo publi-
3uemos o seu artigo sobre as exposiges dospro-
uctos agrcolas e induslriaes, tendo-nos para
isto enderegado urna carta, e nos reconhecendo
a utilidade pralica da materia, satisfazemos a
sua solicitago dando-o do novo estampa :
mesmo porque nos observa o mesmo Sr. Duprat,
que tendo elle sabido no dia 24 de dezembro pr-
ximo passado, por essa intercalagao e circums-
tancia da festa, nao foi por ventura lido como
para desejar:
Exposides peridicas dos pro
lucios agrcolas e industriaos
< Os principaes orgos da imprensa brasileira,
particularmente o deao desta heroica provincia,
o Diario de Pernambnco, lem publicado umitas
vezea, oestes ltimos dez annos, artigos de jor-
oaes da Europa muito ioteressantes sobre as di-
versas exposicoes dos productos de agricultura e
da industria effectuadas em diversos paizes, e
particularmente em Franca e era Inglaterra.
A exposigo universal que se fez no auno de
1851 no encantado palacio de crystal de Londres
foi una maraviha deste genero.
Cremo. que fo ella que suggero ao Illm. Sr.
Dr. Francisco Carlos Brandan a idea do projecto
que, como depulado apresentou assembla pro-
vuicial em sessao de 30 de margo de 18j4. publi-
cado no Diario de Pernambncano de 3 de abril
do mesmo auno.
0 mesmo Diano no seu numero de 19 de ju-
lho prximo passado, contera um;artigo mu nte-
ressante sobre a utilidade das exposiges dos pro-
ducios da agricultura e industria, escripto em
Pars a 24 deljunho pelo seu correspondente o Sr.
Philadelpho A. l'erreira Lima, depois do ler visi-
tado a grande exposigo aberta em Taris no
moz de junho no palacio da exposigo e an-
nexos.
No seu numero de 20 de outubro corrate,
o. leitores poderam ler o discurso do Sr. Dupin
pelo qual se v na parte tocante exposigo
aue se acharara reunidos 709 garantaos e
a guasda todas as ragas e um suppleraeolo de
individuos da especie asina e muar, 1113 indi-
viduos da especie borioa de todas as qualida-
,_ Mageslade para Os productos da agricultura expostos no an-
^iiM-0.?.f,"p,0,pwn*Podw *eno dar superior, offereciara pela VaamT 3W0
plen.poteuclario demorar.8e para a depositar as amostras, e pelas colonU ^ iaclusive, Arml
raaos do imperador receben elle as maiores de- 3201, ao todo 6861 colleccoVs diversas g *
^;A SeUma e' ,827 no mean>o local,
165 expositores, durou 62 dias.
A oitivaem 1834 oa praga da Concordia em
edificios provisorios ad hoc, teve 2447 exposito-
res, durou 60 das.
A nona om 1839 nos Campos Elyseos em
edifiicios provisorios ad hoc, teve 3281 exposi-
tores, durou 60 das. r
oLA decia)a era 1814 no mesmo local, teve
3'JGO expositores, durou 60 dias.
A 11a em 1819 no mesmo local, tove 5400
expositores.
A 12." foi demorada at 1855. e foi univer-
sal o numero dos expositores, elevou-se a 21 064
dos quaes 10,891 francezes, leve lugar no magni-
fico palacio da industria nos Campos Elysios
abrio-se em 5 de maio, e fechou-se em 31 de ou-
tubro.
Estas
paizes :
Pela Blgica, era Grand em 1820.
Pela Prussia em Berln em 1834.
Pela Austria em Vienna em 1835.
Pela Inglaterra, em Londres, a primeirs uni-
versal era 1851.
* J!?'05 Estados-Unidos do norte em New-Yorck
cm 1853.
Emfim pela Baviera em Munich em 1854.
Para evitaras despezas enormes de construc-
goes provisorias feitas todos os 4 ou ou 5 aonos,
como acontece gerslmente em todos os paizes
que lera feito exposiges dos ses productos, lem-
braremos como mais acertado e de nm resultado
mais econmico, a construego; sobre urna esca-
la asss vasta de edificios ad hoc, as tres prin-
cipaes capitaes da provincia do Rio de Janeiro
Bahia e Pernarabuco.
Seria fcil ao governo obter, com poucis
despezas por intermedio de seus ministros resi-
dentes em Paris e em Londres, copias dos riscos,
plantas e orgamenlos dos diversos edificios cons-
truidos ad hoc, em diversas cidades de Franca e
de Inglaterra.
N6s que temos visitado os de Londres, Man-
chester e Paris, eremos que o palacio da indus-
tria de Paris que nao lo grande como o de
Londres, mas que de construego monumental
e de outradurago do que podra ler o encanta-
dor palacio de crystal de Sedinhan, poderia ser-
vir de modelo, para os que fossem construidos
neste imperio, fazendo sobre a planta do palacio
di industria de Paris as restricgdes e modiflea-
goesque fossem julgadas convenientes.
Para a execugo de palacios adequados a im-
portancia que o governo julgasse dever empregar
nos ediflicios quo houvessem de construir no Rio
do Janeiro, Bahia e Recife, pensamos que no pri-
meiro periodo de 20 a 30 annos, se poderia cons-
truir tres palacios para o fim desejado. sem gas-
tar era luxo de construego, bom para Paris, o
que se gastou. Cremos que com 2 a 3 000 con-
tos poder-se-hia mandar construir tres edificios
de muito bom tamanho e de elegante conslrueco
empregando a saber :
800 a 1200 contos para o Rio de Janeiro.
600 a IOO ditos para o da Bahia.
600 a 900 ditos para o do Recife.
2000 3000
Estes edificios necessilando serapre do des-
pezas de pessoal, tratamento e eonservago dos
mesmos, o governo geral e provincial teriam a
votar annuaimento funuos suffirienles para o dito
fim.
Na occasio das exposiges poder-sc-ha fa-
zer pagar entrada urna laxa razcavelmente
barata, para convidar a todos visitarom a ex-
posigo.
Pora do lempo das exposiges, os mesmos
ediQcios poderara ser oecpados do melhor mo-
do que o governo julgasse, ser mesmo escolas,
cursos, repartiges publicas, aquartelamenlos,
hospitaes ou outras occopgoes temporarias.
Com a realisac* de emprezss de semelhan-
te importancia para o futuro desenvolvimiento
da agrieo'tura e industria deslas immensas pro-
vincia, longe de ver continuar a definner a nos-
sa agricultura, sombra malfica da rotina in-
veterada que a eorroe, veramos pelo contraro
de urna exposigo outra desenvolver o espirito
de raelhoramento dos diversos productos despe-
zados ou pouco generallsados enlre nos. A emu-
lagao obrigaria a procurar a inlroducco de ins-
trumentos agrcolas aperfeigoados e a" falta geral
de meios pecuniarios pessoaes, daris natural-
mente a idea da grande necessidade do espirito
dei assocago do pequeo capital do quo tanta
falta temos at hoje nesta provincia.
- A lavoura desta grande provincia, quo sup-
C mata* vana .. J .. ___ .* ~.
l varios plantadores de algodo, do interior desle
provincia, algumas sementeade algodo da Geor-
gia de fibra comprida, com a condico que nos
maudanam algum capucho do que nascesae da-
quellaj aementes, e al hoje, nunca mais livemo
noiiciaa dos ditos amadores e menos vimos o al-
godo naecido da emente que lnes demos, cora
o nico luteressede ver inlroduzir-se este melho-
rameolo na cultura do algodo desta provincia.
A falla de estradas ou a difliculdade de tran-
sito pelas poucas que existem, tendo tornado mui-
to caro o prego do transporte do algodo produ-
zido nos melhores dislrictoa do .eno desta ex-
tensa provincia, os plantadores delle viram-se
obngados a renunciar pouco a poseo a sua cultu-
ra j porUolo se se pode.se geoeralisar niqoelles
districtos especaes para o algodo de fibra com-
coinprid. o algodo da Georgia, continuando este
valer nos mercado, da Europa tres vezes lano
como as melhores qualidade daqui, os comprado!
res coiiformar-se-hiam paga-lo aqui, dobrad
ou triplicado prego das qualidades correles no-
nosso mercado, e cnlo valerie a pena de pagar
mais alguma cousa de frite de cada carga visto
que o valor cria duplicado ou triplicado do ou-
tro algodo.
Fazemo. votos para que pennas mais habili-
tadas que a nossa se dignem desenvolver o mate-
ria deste nosso presente artigo, e que quanto an-
tea o paternal governo de Sua Magestade Impe-
rial mande per em pralica as exposiges que lem-
bramos.
Exposicoes dos productos agrcolas e indus-
triaas, e meios de communicago entra o liltoral
eo interior deste vastissimo imperio sao os me-
mores meio. de provocar o augmento da popula-
gao, de acabar com os decenos esolidoes dosser-
tes, e portanlo de centuplicar a fortuna publica.
Isto muito deseja ver raalisar-se o amigo sin-
cero desle esperangoso paiz, em o qual reside ha
26 annos.
F. if. Duprat.
30 de outubro de 1860.
Foram reeolhidos casa de delengono dia
21 de correle 6 homens e 1 mulher, sendo 5 li-
vres e 2 scravos; a ordem do Dr. chefe de poli-
cia 2, a ordem do subdelegado do Recito 1, a or-
dem do de Santo Antonio 2, a ordem do de Sao
Jos 2.
Passagero do vapor americano Mississipi,
sabido para o Rio de Janeiro .- Dr. Antonio Epa-
nondas de Mello.
SUIADOUKO PUBLICO :
Mataram-se no dia 21 do corrente para o con-
sumo desta cidade 28 rezes.
No dia 22 do correte63 ditas.
HORTALIDAOB DO DU 22.
Deolinda Francisca Pereira Carralho, branca,
solteira, 25 annos; lysiea pulumonir.
Jos, preto solleiro, 40 aonos, carie no. ossos.
Jos, preto, escravo,22aQ008, pneumona aguda.
Joao, preto. eoltev>, escravo, 43 annos. ince-
pUalite.
Philomena, branca, 11 mezes, ioflammago de
intestinos.
Mara, parda, 2 annoa, loco convulsa.
Correspondencias.
Atteiicao.
Sn. re**ctorts.Q valioso
prestimo da im-
pe-se mais nca que a das outras proviocias ci-
tadas, pelo contrario mui circunscripta, e me-
nos variada quo a da nossa vizlnha a Bahia.
Pelos rnappas eslalisticcs annexos ao relato-
no do ministerio da fazenda deste auno v-se no
mappa n. 58 que nos annos de 1854 a 1859 a pro-
duccao do assucar outr'ora maior na Bahia que
era Pernarabuco, lem sido uestes ltimos annos
mu'to maior em"Pernarabuco do que na Bahia
todava como o numero dos productos de expor-
tago mais variado na provincia da Bahia, do
aue na do Peroambuco o resultado final que
avista do mappa n. 56 annexo ao mesmo relato-
rio o termo medio dasexportagdes de 1853 a 1854
at 1857 a 1858 para Babia de 13.271:4418000
e para Pernambuco de 11, 810,1405000. de 1858
a 1859 para a Bahia de 15,465:5973000 e para
Pernambuco de 14,005:5853000.
A Babia alm dos productos idnticos aos
de Pernambuco exporta cada vez mais tabaco
era folha, em cordas charutos e rap, caf, ca-
cao, cocos, coquillos de plassabs, piassaba em
molhos e em cordas, Jacaranda e outras madei-
ras de qualidades, diamante e ouro cm p.
Temos reparado no mappa n. 58 que se o
numero de arrobas de assucar exportadas por
Pernambuco maior do que o da Bahia, o nu-
mero de caadas de agurdente exportado da Ba-
hia 2 e 3 vezes nsaior do que o de Pernambu-
co ; a Babia produz ordinariamente para seu
consumo, grande parte de arrpz, feijo, mUho.
farlnha de mandioca: olame?, numerosas quali-
dades de btalas, aipi ou macaxeira, peixe fresco
e salgado, azeite.de baleia, etc., etc.
Aonos ha que provincia da Baha exporta
muita farinha de mandioca para a de Pernam-
buco.
a Pernambuco compra tora arroz, caf, cacao,
tabaco de folha, corda e rap, charutos, feijo.
firinha, etc., etc.
c Todos estes productos poderSo generalizar-
se na cultura desta provincia, logo e ao passo
que os pregos dos assscares bailaren) ; e s en-
lo que os nossos senhores de eogeshs cui-
darlo de rariarsuas produegee rutaes.
prer- a apreciago e analyse daquelles facas,
Tue a moralidade lera posto sobaltengo publi-
ca, pois d'esta analyse e apreciago, quando fei-
tas sem paixo, nem odio e vinganga, e sim com
espirito de jusliga, sempre resulta algum proveito
para o interesse geral; assim, pois, nao acostu-
mado i escrever pan o publico, venho pedir-
lhes urn lugar em seu coscetuado jornal, para
pubhcagao dos factos que seguem, pelos quaes
Acara o respeitavel publico inteirado das perse-
guices e violencias que tenho soffrido e sido
victima, do Sr. Antonio Claudino Monteiro, sub-
delegado deste infeliz districto do Capoeiras, ter-
mo da villa e comarca do Bonito, onde contina
a gemer o povo pelas violencias do subdelegado,
o respeitavel publico flear sciente'que qualquer
cousa que me acootega. reproduzida pelo Sr.
Antonio Claudino, e ser elle o responsaveT,
pois tem proclamado fazer-me todo o mal. Srs.
redactores, por cuja publicaco, lhes ser assaz
grato o de Vmcs. venerador,
Galdino Alces Barbosa.
Fovoago de Capoeiras, 25 de fevoreiro do
1861.
Illm. e Exm. senhor.Galdino Aires Barboza,
cidado brasileiro, juiz de paz do districto de Ca-
poeiras, termo da villa e comarca do Bonito, em
virtude do art. 151 do cdigo do processo crimi-
nal, vem submelter alia illusjrago de V. Exc.
os arbitrios, violencias e excessos praticados pelo
subdelegado deste districto Antonio Claudino
Monteiro, para que dando V. Exc. o devido apre-
ctamento, mande proceder contra o denun-
ciado :
No da 29 de dezembro do anno prximo passa-
do, estando o denunciante em sua casa tranquil-
lamente, pelas 7 horas da noile, sem haver com-
raettido crime algum, o subdelegado denunciado
a frente de urna torca armada, composta de ho-
mens desordeiros e fascinoras, invadi o domici-
lio do denunciante, dando-lhe voz de prfso no
meio de vozerias o improperios, e de facto o
prendeu : requereu o denunciante a nota da col-
pa nos termos do srt. 179, 8. da constltuigo,
devolveu-lhe a petigo, proferindo afirootas : o
denunciante violentamente preso, privado de sua
liberdado, e em perigo de sua vida, requereu ao
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da comarca urna or-
dem de habeas corpus, que lhe (ora concedida
in-conlinenli, como v-se do documento junto
o. 1, e chegando presenga do Sr. Dr. juiz do
diroito, foi logo sollo (documento o. 2). O de-
nunciado conserva om sua companhia dous
fascinoras, Jos Raymundu da Silva, e Manoel
Antonio da Costa, como v-se dos documentos
junios ns. 3.4, 5 e 6. O denunciado ordenou of-
cialmente seus inspectores no dia da eleigo
secundaria, que notificassem econduzissem sue
presenga os poros, para rolarem era sua chapa
como v-se dos documentos ns. 7 e 8. Sem ra-
zo e motivo plausivel demitlio aos inspectores
contra o disposto no arl. 44 do regulamento
n. 120 de 31 de Janeiro de 1842, como v-se dos
documentos sob ns. 9,10, 11. e 12, desamparon.
o districto, do prmero de Janeiro atS-JO do dito
mez, e do dia 29, do mesmo mez at 2 do cor-
rente mez de fevereiro,como v-se do documen-
to oe 13.
Emflm, Exm. senhor, se nid receiaase abusar
da paciencia de V. Exc, reflrfri. outros maito'
excessos, violencia, e abusos praticados pelo re-
nunciado, que deve ser pu lido para desagraro d
aoeiedede offendid..
'",.,. j





Capoeiras, 13 de fevereiro de 1861.Caldillo
Aires Barboza.
(Estar adiado e reconhecido 1
Illm. Sr. aubdelegado.Diz Galdino Aires Bar
noza.juiz de paz neste disiricto. e preao por or-
S-.,0Ml V' S- *a* 8eu bem e justiga. ne-
.m 3uelhe3mi,Kte dar p*r cerlido a ota do
?A.r. ?a prwa d0 S0PP'cole, e juntamente os
nomes do seu accusador e oa dat teslemunhas.
Neetes trmos o Mpplicanle pede & V. S. m
fligoe mandar pasear a certido pedidaE R. M.
Galdioo Airea Barboza.
(Eslava sellado reconhecido.)
. Documento n. 1.
u Dr. Francisco Antonio de Ollreira Ribeiro,
juiz de direito da comarca, por S. M. I. e C.
que Dos guarde, etc.
Mando ao detentor do ptisiooeiro Galdino Aires
Bjrboza, juiz de paz do districto de Capoeiraa,
que sendo-lhe este apresentado, iodo por mim
assignado, in-continenti traga minha pretenda
o mesmo preao em casa de minha residencia, o
que cumpra sob as penas da le.
Bonito, 30 de dezembro de 1860.
Eu Joo Gomes da Silra, escrivao que o escre-
ti.Francisco Antonio de Olireira Ribeiro.
(Estar sellado e reconhecido).
Documento o. 2.
Illm. aenhor.{jeste momento acabo de rece-
ber o ollicio de V. S. datado de hoje, communi-
cando-me que para boa regularidade do processo
eleiloral, tornara-se mister minha inlervengo,
para que nao haja abusos contra a liberdade do
voto j incitados pelo subdelegado do districto
de <-apoeirar Antonio Claudino Monteiro, pren-
dendo o juiz de paz daquelle districto Galdioo
Alves Barboza, afim de nao comparecer no ca-
rcter de eleitor com os cidados de seu districto
na presente eleico, e era respoata cumpre-me
declarar j V. S. que minha nica misso a que
tomei peito sustentar, e coadjurar com todos
os meios ao meu alcance, para que a ordem po-
blica e seguranza individual, coodiges indispen-
areis para liberdade do voto, to recomroeoda-
do pelo gorerno se realise em toda sua plenitude,
contando V. S. com minha leal e franca coadju-
vago, para que sejam deridamente respeitadas
as deliberagoes da mesa parochial, assim como
para Conceder os promptos e necessarios recur-
sos que depeBderem de minha autoridade, como
acabo de Cazur, concedendo ordem de habeas-
corpus era favor do eleitor de que V. S. falla era
seu citado ollicio, que por esta (urina ca respon-
dido.
Deus guarde V. S.
Villa do Bonito, 30 do dezembro de 1860*
Illm. Sr. Joao Braz do Vasconcellos, juiz de paz
presidente da mesa parochial.Francisco Anto-
nio de Olireira Ribeiro, juiz de direito da co-
marca.
(Estar sellado e reconhecido).
Documentos os. 3, 4,5, e 6.
Illm. Sr. Dr. capito e director da colonia do
Pimenteiras.Galdino Alves Barboza, morador
na povoago de Capoeiras, 1 seu bem e justiga
necessila que V. S. digne-se attestar se ou nao
verdade que o subdelegado do districto de Cas
poeiras Antouio Clsudino Monteiro, tem em seu
engenho Santa Bita, contiguo a esta colonia, cri-
minosos e desertores, e se tem ou nao acompa-
nhado-se em suas viagens com alguos do3 crimi-
nosos all residentes.
Nestes termos pedo V. S. lhe atieste o que
constarE R. M.Galdina Alves Barboza.
Falla-se de outiva que o actual subdelegado
de Capoeiras Antonio Claudino Monteiro, acou-
ta em seu engenho criminosos e malfeilores, e
entre ellos um tal Jos Raymundo, reo de mor-
tes, que acompanha em suas viagens, sendo quo
respeilo desle j foi at requisitada sua captu-
ra a esla directora-pelo delegado do Bonito, por
causa da proximidad da colouia ao dito enge-
nho e dos recursos de que disr.de ." instaudo eu
todava, em mandar fazer essa diligencia, por
oceupar elle a vara, c esperando assim urna or-
dem terminante para tal ui, como acontoceu
em dias de mil e oilo ceios e ciucoenta e nove,
acerca de um celebre fascinora all tambera bo-
miziado, condecido por Antonio do Norte, reo
de militas mortes e roubos, o qual foi capturado
no dito engendo pelo actual delegado de Agua-
Preta, toodo sido feita tal diligencia porum oflicial
o pragas desta colonia, o que ludo atiesto em fdo
Terdade e nos de meus cargos.
Directora da colonia militar de Pimenteiras.
era tres de fevereiro de 1861.Brasilio de Amo-
rim Bezerra.
(Eslava sellado e recondecido).
Illm. Sr. juiz do paz do districto de Pimen-
teiras.Galdino Alves Barboza, morador na po-
voago de Capoeiras, seu bem o justiga precisa
que V S. se digne attestar se ou nj verdade
que o subdelegado do districto de Capoeiras An-
tonio Claudino Monteiro tetn em seu engenho
Santa Rila contiguo esta colonia de Pimeutei-
ns, criraiuoses e desertores, e so ou nao ver-
dade que se lera acoinpanhido em suis viagens
com a'guns dos ciiminosos ; pelo que o supli-
cante pede V. S. Ilie atieste o que constarE
R. M.Galdino Alves Barboza,
Sei de noticias que o actual subdelegado da
Capoeiras tem em sua compandia criminosos e
desertores, entre os quaes um tal Jos Raymun-
do, reo dedlfts mortes, que o tem acompandado
em suas viagenr, foi publico e notoriamente mes-
mo condecido, e o que atiesto em honra de meu
cargo.
Colonia de Pimenteiras, 3 de fevereiro de 1861.
- Mantel Antonio de Vasconcellos.
(Estava sellado e reconhecao.)
illm. Sr. subdelegado Io supplente. Galdino
Alves Barboza morador na povoago de Capoeiras
a seu bem e jusliga precisa que V. S. lhe atiesta
se ou nao verdade que o actual subdelegado
deste districto Antonio Claudino MonUiro tem
acoutado em seu engendo Santa Rila neste mes-
mo districto criminosos e desertores e se ou nao
verdade quo se acompanda em suas viagens com
criminosos all residentes: nestes termos, o suppli-
caute pedo a V. S. lhe atieste o que con.-t ir e re-
ceber merc Galdino Alves Barboza.Atiesto
quo sei c notoriamente sabido que o actual sub-
delegado desle districto Antonio Claudino Mon-
teiro tem acoutado em seu engenho Santa Rila,
criminosos a malfeilores, entre os quaes um tal
Jos Raimundo da Silva criminoso de mortes que
c" bem conhecido e tambem um tal Mauoel An-
tonio da Costa e oulros, e consta-me que se acom-
panha em suas viagens com algunsdos ditos cri-
minosos, o que atiesto em f de verdade e no
do meu cargo.
Engendo Limao 7 de fevereiro de 1861.Jos
Pereira de Lucena.
(Eslava sellado e reconhecido.)
Illm. Sr. coT.mandanle da guarda nacional da
4a corapanhia do batalho n. 26 do Bonito.Gal-
dino Alves Barbosa morador na povoago de Ca-
poeiras a seu bem e Justina necessila que V. S.
digno-se attestar, se ou nao verdade que o sub-
delegado deste dUlricto Antonia Clsudino Mon-
teiro tem em seu engendo Sania Rita, criminosos
o malfeilores e que so acompanha em suas via-
gens com algons criminosos, nestes termos o
supplicante pede a V. S. lhe atieste o que cons-
tar, e receber merco GalJino Alves Barboza.
Sei por ouvir dizer que o eubielegado Antonio
Claudino Monteiro tem criminosos cm seu enga-
ito Santa Rita o que atiesto era honra de meu
cargo. Capoeiras 6 do fevereiro de 1861.Alferes
e coraraandante da 4" companhia Antonio Fer-
reira da Silva Jnior.
(Eslava selljdo e reconhecido.)
Seguem os documentos ns. 7 e 8.
Illm. Sr. aisira que esto receber a ordem des-
ta subdelegacia far notificar lodos os volantes
de seu quarteiro que estiverem qualificados cuja
lisia remetto-lhe ; advirto a que deve V. S. estar
aqu neste lugar amanha 30 do correte as 2
horas da tarde, espero do seu bom zelo.
Assim o cumpra sob pena de sua respoosabtl-
dade.
Subdelegacia de Capoeiras 29 de dezembro de
1860Illm. Sr. Joao Pereira de Lucena digoissimo
inspector de Taboqunha, Antonio Claudino Mon-
teiro, subdelegado.
(Eslava sellado e reconhecido.)
Illm Sr. A' minha ordem faga notificar a lodos
os toldados do qiurlero, Sitio do Meio, para no
voago de Capoeiras para roarcharmos seleices
e o que assim nao cumprir ser punido com SS
penas da lei, e commigo se ha de ver.
Dos Guarde a V. S. engenho Santa Rila 28 de
dezembro de 1860.
Illm. Sr. inspector do quarteiro, Sitio do Meio,
Antonio Claudino Monteiro subdelegado.
(Eslava sellad* o reconhecido.)
Illm. Sr. commandaote da guarda nacional da
quarta companhia do bataldao o. SS do Benito.
Galdino Aires Barboza, morador Desta povoago
de Capoeiras do termo do Bonito a seu bem e
justiga precisa que V. S. Ueste se ou nao ver-
dade que o subdelegado deste districto Antonio
Claudino Monteiro tem demitlido a seu arbitrio
MAMO PI nwmtXpM SABADO 99 01 tfABCO B tHU
o inspectores de quarteiro que se acharara
nomfiados pelo Illm. Sr. delegado do termo, e
se tem ou nao eucarregado a inspectora nos subre-
dltos qu-Tteiroas as pessoas qualifteadas soldados
da guarda nacional activa, e se ou nfto verda-
de que tem coagido os soldados da guarda na-
cional para nlo obdecerem aos of&ciaes da mes-
raa, e sin servir a polica: pelo que pede a Y. S.
lhe atieste o que constar e receber merce Gal-
dino Aires Barboza.
Sei por me constar que o subdelegado diste
districto Antonio Claudino Monteiro tem deraetti-
do a seu arbitrio os inspectores dos quarteires
os que se acharam nomeados pelo delegado do'
termo e tem encarregado os guardas oacionaes
do servico activo, e teado eu apresentado-lhe
um offlcio ao dito subdelegado, elle uo attendeu-
me duendo ello que sim atlendia um ofTicio do
commandanle das armas. E* o que tenho attestar
em honra de meu cargo.
Capoeira 6 de fevereiro de 1861, alferes e com-
mandanle da quarta companhia, Antonio Fer-
reira da Silva Jnior.
(Estava sellado e reconhecido.)
Documento n. 10.
Illm. Sr., Cumpre-me ordenar a Vmc. quo
da data desta em diante Rea Vmc. demettido do
cargo de inspector desta povoago.
Subdelegacia de Capoeiras 5 de dezembro de
1860, Antonio Claudino Monteiro, subdelegado.
Illm. Sr. Jos Dinisianno das Chagas ex-ios-
peclor.
(Estava sellado e reconhecido.)
Documento ;n. 11.
Illm, Sr-, Cumpre-me ordenar a V.JS. que de
hora em diante ca Vmc demettido do cargo de
Inspector.
Subdelegacia de Capoeiras 6 de dezembro de
1860, Antonio Claudino Monteiro, subdelegado.
Illm. Sr. Pascoal Vieira de Souza, ex-ins-
peclor.
(Estava sellado e reconhecido.)
Segu# o documento n. 12.
Cumpre-me ordenar a Vmc. que de ora em
dianle Oca Vmc. demitlido do cargo de inspec-
tor.
Subdelegacia de Capoeiras 5 de dezembro de
1860, Antonio Claudino Monteiro subdelegado.
Illm. Sr. Leandro Frcires Guilherme, ex-ins-
peclor.
(Estava sellado e reconhecido.)
Documento n. 13.
Illm. Sr. subdelegado primeiro supplente, Gal-
dino Alves Barboza morador ua povoaco de Ca-
poeiras a seu bem o justiga precisa que V. S.
lhe atieste so V. S.Reve ou nao em exercicio de
subdelegado deste districto, como primeiro sup-
plente que isto desde a dala do Io de Janeiro
al o dia 20 do mesmo mez deste correte anno
c assim timbera do dia 29, do mesmo mez de
Janeiro prximo passado at o dia dous deste cor-
rente, nestes termos o supplicante pede a V. S.
se digne atteslar o quo constar e receber merc
Galdioo Alves Barboza.
Povoago de Capoeiras 7 de fevereiro de 1861.
Avista da peligo suppra atiesto que nao estire
em exercicio nos terapos mencionados na referi-
da peligo e sel que nos meamos terapos esteve
o actual subdelegado Antonio Claudino Monteiro
fora do districto; o que afllrmo em f de verda-
de e do meu cargo.
Engenho Limao 7 do fevereiro de 1861, Jos
Pereira do Lucena.
(Estava sellado e reconhecido.)
Povoago do Capoeiras 25 de fevereiro da 1861.
Galdino Alves Barbosa.
Pe/Ada, por esle lado a esperaba, lembrarart-
se eniae elles da attribuirem o assassinato da Pra-
ira, a meus fllhos e aoSr. Seraflm deSou-
1,1 .',
do
za Raposo, dando como causa ou fundamento dis-
to urna pretendida'inimizade que realmente nao
extatia antrs minha familia e o tenente-Coronel
Prado.
A raco oua daram para ees sonhada inimi-
zaae m a ha ver o teen te-coronel Prado, algum
lempo antes do assassinato,, procesaado por aro
tacto de mui pouca gravidade a asen fltlSo Victo-
nano. Este procedimeoto do dtelegado, aqai do
serlio, a com outra gente q.ue nao a, minha tami-
lia, cojos principios de ordem. de moderaeSo e
dereaaeito la lei e s autoridades nao sao du-
vidosos, seria na verdade motivo para urna gran-
de inimizade, e podara at cerlo ponto autoriaar
a suspeifa de que o assassinato do delegado tires-
se por causa essa inimizadfl. A meu respeito. po-
rero.e do minha familia essas suspeitaseram des-
tituidas de fundamento, e tanto mais quanlo o
tenente-coronel Prado procedeu nene negocio'
com tal caratheirsmo, que me deixou samma-
meote penhorado. Nao so nao persigui- a meu
lilho, nem mandou diligencia alguma nossa
casa sendo alias um funecionario nimiamente
exacto no cumprlmento do seus dereres, como
tere at a delicadeza de mandar dizer a mea fUAo
que se fosse apresentar para justicar-se no que
elle proprio delegado o ajudaria.
Bem, se v, pois, que do simples facto desse
processo nao se poderia dednzir que nos tivesse-
mos tornado iniraigos de Prado, e inimigos ao I
ponto de nos resolvernos a manda-lo assassinar. |
E todava, aquelles a quem ioteressava envolver
o assassinato as son?bras do mysterio, aQm de
se nao descubriros verdadeiros culpados, epro-
veitaram-se desle ftil pretexto para fazer-nos
passaraos olhos da justica pelos assassinos do
tenente-coronel Prado
Eis como urdiram elles o seu tenebroso trama :
Achando-se presos, na cadeia desta villa, dous
soldados por crime de furto, priso esla que ha-
ra sido effecluada a diligencias do Sr. Seraphim
de Souza Rapozo, mandaran o verdadeiro assas-
sino de Prado e os seus amigos e protectores,
por intermedio desse mesmo Jos Moreno, a
quem a principio hariam aecusado, seduzir na
cadeia aos dous soldados para que declarassem
era juizo que o Sr. Seraphim os havia mandado,
de combinaco comigo e cora mcus lhos assas-
sinar o delegado Prado. Os presos recussram a
principio fazer essa deelaracao cavilosa. Amea-
$ados, porra, depois, nao s na priso, mas al
mesmo na presenja do delegado de polica mili-
lar, queaqui eslava enlo, por um dos meus in-
dignos detractores, e vendo elles que o proprio
delegado, bem longe de punir como lhe cumprla
aquella amoaja e garantir-lhes a existencia, ap-
poiava aquelle que os havia amea;ado ero sua
presenta cora um punhal na mo, tomaram o
partido de fazer quanlasldeclaraces exigirn
delles.
Dirersos, 3 barricas com 1S ambas e M libra*
dito.
Brigue dinamarqus HoUUin, para o Rio da
Prata, carregam:

jao, toucinho da Lisboa, reas stearinas, ditas de
carnauba, a sabio.
De dietas para os doeales do ditos navios, e
n i tnfer"rs de marinos, comportas 4a araruta,
rh.. m21l^b,rncu M lne,a tom O7 {alelna, woear braoco raflaado, beacninha, ce-
arrobas e 11 Jferaade macar
Galera ingleza JJa^pAin., pata Liverpool, car-
regam '
Luiz AfttaWo giojieira^ 96 saceos com 461 srro-
basl/Vd^sawcsr.
e 1,*B1 y0r 4 C, W saceos 1,804 arroba* e
Beccbesorlm ato rendas laterita i
Kraes
Rend ment do dia 1 a 21.
dem 3o dia 22. .
neo.
4*:96*t240
852*260
47:80850O
Carssaladki proslnelal.
Rendimento do dia 1 a 21
dem do dia 22 ."
45:987t967
1:81932
47:807289
Movimento do porto.
Publicagoes a pedido.
Ao publico e ao egregio tribunal da
relaco.
Victima, juntamente com meus Qlhos, da mais
negra e detestavel calumnia, preso o perseguido
ha dous annos pelo implacavel odio do inimigos
traicoeirose cobardes, que, depois de rae have-
rem ferido em minha reputarlo, procurara pelos
meios mais iniquos prolongara priso a que mui
voluntariamente me entreguei, vejo-rae forjado
a romper o silencio que rae havia imposto, e
chamar a attenco do publico e das justicas do
paiz para as iniquidades, quo a meu respeilo se
lem pralicado a pretexto de sereu um dos auto-
res do brbaro assassinato, perpetrado nesta villa
a 10 de selembro do 1858. na pessoa do tenente-
coronel Joao do Prado Ferreira, que exercia nes-
te termo as funeges de delegado de polica e de
juiz municipal supplente.
Os verdadeiros o bem conhecidos autores desse
criminoso allentado, querendo subtrahir-seajus-
ta punico de seu crime, comegaram por attri .
bui-lo a um miseravel ; mas, tedo esto conse-
guido provara sua innocencia, foi-lhes necessa-,
rio novas victimas, e s ento, isto quasi um
anno depois do assassinato, se lembraram de o
lancar minha conla e de meus lhos.
E' preciso referir ludo o que a este respeito
lera occorrido para quo se possa fazor idea dos
injustsimos soffrimentos porque tenho passado
e do grao de perversidad de meus indignos e
desleaes detractores.
O Sr. tenenle-coronel Joo do Prado Ferreira,!
que, como disse cima, exercia ncslc tormo os i
cargos de juiz municipal supplenle c de delega-1
do de polica, londo nesta ultima qualidade, re-:
cebido urna precatoria, em que se lhe requera a I
priso de um criminoso, quo vivia na companhia I
de um seu prente, cmplice no mesmo crime,
nao s tratou logo de mandar prender o dito cri-
minoso, como assegurou alm disso algumas
pessos que teria elTectuado tambem a priso do
proprio seu prente, se a autoridade deprecante o
requeresse.
Essa prova de honeslidade e de inteireza do Sr.
lenenlc-coronel Prado, e o facto de ter ello effec-
tuado a priso do criminoso nos dominios senho-
reaes do seu prente, nao deviam agradar, e de
facto nao agradarara a este. A taes motivos de
dospeito veio juntar-so o de ter o dito tenente-
coronel favorecido a realisar;o de um casamento
que prejudicava grandemente os interesses da-
quelle prente. O resultado foi que o Sr. Prado
adquiri um iniraigo rancoroso e traicoeiro, que
s esperava urna occasio favoravel para vin-
gar-se.
Nao tardou muitoque essa occasio nao se lhe
proporcionarse propicia.
Jos Moreno, aecusado e submettido julga-
mento perante o jury por crime de furto, foi ab-
solvido ; e porque o Sr. tenenle-coronel Prado
como presidente do tribunal appcllasse da deci-
so, Jos Moreno, em pleno tribunal, declarou
quo tirara a vida a Prado, logo que se visso em
liberdade.
Pouco depois, com effeilo. Moreno conseguio
evadir-seda priso e succedeu que logo em se-
guida fosse assassinado o leoente-coronel Prado.
Ora, vista da publica ameaca de Moreno, e
do sua subsequente evaso, era fcil de crer que
llvcsse sido elle o assassino de Prado, e foi esle
realmente o boalo que correu, boato a que deu
vulto o interrogatorio feito aumpreto de nome
Theodoro, escravo de urna senhora, prenla de
Prado. Esso preto, que se fez ostensivamente
fgido dous ou tres dias antes do assassinato, e
que so deu por apparerido dous ou tres dias de-
pois do mesmo assassioato, dizia ter andado em
companhia de Moreno, ter auxiliado a este na
perpetrajao do crime, servindo-lhe de espir ora
na frente, ora no fundo da casa, ero que morava
Prado e onde foi assassinado, e tinalmoute ter
sido realmente Moreuo o assassino do dele-
gado.
Carregou, pois, Moreno cora a responsabilidade
desse horroroso otienlado por espaco de mais de
oito mezes. Entretanto muitss pessoas duvida-
vam disto, e eram antes levadas a acreditar no
que dizia a propra viuva do delegado, a qual
ero consequencia das mais bem fundadas suspei-
tas, designou logo como assassino de seu marido
a esse mesmo prente, cojo cmplice c protegi-
do Prado tivera a ousadia de prender. E essas
pessoas andaram avisadas.
O embuste urdido cerca de Moreno cahio por
fim, porque este conseguio prorar a sua inno-
cencia, mostrando com o teslemundo de muilas
pessoas que no dia e na hora do assassinato se
achara I muitas leguas de distancia.
Desde ento reconheceu o verdadeiro crimino-
so, o reconheceram aquelles aquern iuteressava
occuUsr a verdade, quaera naseisario atlribuir a
morlo de Prado a oulras pessoas. Com esteflm
a prelendendo fazer passar o Sr. Antonio God
pelo assasiino de Prado, prenderam um eseraro
daquelle aenhor. zeram no passar por todo o
genero da torturas, ji arroxaade-Ihe a eabeca
oom ama corda, j deilanlo-lhe anginhos, j
caslrando-o, aflm'de que elle deelaiasse ter sido
seo sanaos o assassino de Prado ; mas apesar de
tudo isto s conseguiram enlouquecer o pobre
escravo I forja da marlyrios, sera que podessem
obter urna doclarajio que seria urna mentira.
Foi cora essas falsas declarares e tendo a sua
dlsposigo o delegado de polica, o qual a troco
de algumas liberalidades.se Ihes converteram em
ceg e dcil instrumento, que se nos iostaurou o
processo, que foi feito caraerariamente ao goslo
e a feico de meus gratuitos e aleivosos inimi-
gos. E'fcil do comprehender a monstruosida-
de dessa obra. Primeiramente nota-so appare-
cerem a fazer declarares delatoras dous indivi-
duos (os soldados), que baviam sido presos pela
mesma pe33oa de quem elles deUtavam. No-
la-sa mais a inverosimildanja de ter o Sr. Sora-
flm mandado presos para a cadeia desta villa
duas pessoas, a quem davia conado a commis-
saoimportantissims de assassinar o delegado.
Finalmente todo o processo arran-jado ai hoc,
aeda-se reedeado de embustes desta natureza
que revelam a iutenco com que foi feito.
Aponas edegou ao meu condacimento que es-
mla sent, Pfcessado, quiz logo vir com meus
(linosapreseotar-me autoridade competente;
mas receioso de soffrer alguraa violencia ou
mesmo do ser assassinado na priso, tomei a re-
soluco de esperar que o processo lerminasse e
fui depois apresantar-me e entregar-me priso
ao delegado do policia de Flores e pedir-lhe que
all meconservasse at a occasio do julgamenio.
Meus fllhos acompanharam-mo tambem.
O processo, aciotemente prolongado, con-
cluio-se finalmente pela nossa pronuncia e do
Sr. Seraphim Rapozo, e s reslava que se reu-
nase o jury para serrao3 submeltidos a julga-
menio.- Essa reunio foi ainda por muito lem-
po protelada por aquelles mesmos que, sendo
prenles do morlo e meus aecusadores, pareca
deverem ter maior interesse em nosso julga-
menio e condemnago. E' que elles, bem cons-
ejos de que toda a populacho destes lugares nos
fa^ia a merecida justica e conhecia o verdadeiro
criminoso, desejavam ao menos prolongar quau-
|o Ihes fosse possivel a nossa injustissima priso.
Para esle fim nao houve recurso de que nio lan-
Qassem raao Ouiz-se impedir a convocarlo do
jury, que por Ora chegou a reunir-se, mo grado
seus esforcos, em dezembro ultimo. Fomossub-
mettidosa julgamenio, e, como era de esperar,
unnimemente absolvidos por aquello conscien-
coso tribunal.
Chegadas as cousas a esle poni, e tendo-se
os mous aecusadores empeohado intilmente
com o dist.nclo e honrado magistrado que presi-
dir o jury,afim de que este appellasso da deciso
dtt tribunal no caso de uos ser favoravel, consul-
laram enlre si e resolveram appellar elles da
seotenca de absolvijao. Consta-me quo alguma
cousa tizeram neste sentido, e, posto que sem as
formalidades da lei, o processo acaba de ser re-
mettido ao egregio tribunal da relajo, de cuja
deciso fica pendente.
Era o nico meio que ainda restara aos meus
calumniadores para conserrarera-me preso por
mais algum lempo. A aecusajao. feita a prin-
cipio a mim e a meus Dlhos por mera desaffeigo
e pela necessidade de dar um autor ao assassina-
to do lente coronel Prado, hoje mantida por
oulras razes mais :por um mal entendido ca-
pricho e talvez pelo receio de que eu, posto em
liberdade, nao me proponha a colligir as provas
do crime, e descobrir s justcas do paiz o ver-
dadeiro e bem conhecido criminoso.
Para as pessoas que podessem ter duvidas so-
bre a minha innocencia e de meus filhos, e que
assistiram sesso rio jury em que fui julgado,
essas duvidas deveriam ler-se de todo dissipedo.
A Divina Providencia, querendo confundir os
raeus aleivosos detractores, proporcionou-me to-
dos os meios possiveis de provar ao mesmo lem-
po a minha innocencia e o negro trama urdido
pela calumnia com o fim de fazer-me parecer
um cobarde assassino aos olhos do paiz. Os
dous miseraveis instrumentos de que seserviratn
para aecusar-me, vieram confessar perante o ju-
ry que haviaro cedido ao terror da amases, fa-
zendo declarares completamente falsas e que
ihes daviam sido impostas por Jtal e tal pessoa.
A respeitavel viuva do tenenle-coronel Prado, e
seu proprio Uldo, quo a principio ceder s sug-
gesloes dos meus detractores, teem proclamado
minha innocencia e indigilado como verdadeiro
assassino de seu esposo e pai a um desses mes-
mos que mais rae tem perseguido.
Estou pois tranquillo e desassombrado, e es-
pero que os on.cus longos e iojuslos soffrimentos
e de minha familia terminaro brevemente. Cou-
to que o egregio tribunal da relacao, do qual
pende hoje a deciso deste negocio, me far e a
meus filhos a merecida justica.
Iogazeira, 20 de fevereiro de 1861.
Domingos Jos Mvesde Siqueira.
COMME1ICIO.
Praea do Recife 22 de
marfodel86i.
iVs tres oras da tarde.
Cotacoes offLciaes.
Descont de letras10 e 12 OpO ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Importado.
Barca americana Pame, vinda de Richmond.
malenlou o seguinte :
3,050 barricas, 1,400 meias farinha da trago, 73
balas papel ; a diversos.
Exaorlaeao.
Bo dia 21 de maro.
Brigue porluguaz Amalia l, para o Porto, car-
regaa :
los Joaquim Dias Peenandes & Filhos, 50 sac-
eos 250 arrobas asacar.
Jos Fernandes Ferreira, 5 saceos com 25 di-
tas dito.
Carvalho Noguerra & C., 70 saceos 350 ditas
dito.
Navio entrado no dia 22.
Cear13 dias, hiate nacional Nicolao la, de
41 toneladas, capilao Trajano Autunes da
Costa, equipagem 5, carg farinha de man-
dioca ; Prente Vianna.
Navios salados no mesmo dia.
Aracalyhiato nacional Santa Anna, capito
Joaquim Antonio de Figueiredo, carga diffe-
rentes gneros, e 2 escravos.
Rio de Janeirovapor americano Mississippi.
capito G. arrison, em lastro.
Portosdo nortevapor brasileiro Igusrass,
commante 2o lenle Joaquim A. Moreira.
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A noite clara, vento SE fresco at as 5 h. e 45'
da manha que saltou para o terral.
OSCILADO DA XARE*.
Prearaar a 0 h. e 42* da tarde, altura 5,8 p.
Bajamar as 6 h. e 30' da manha, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha. 22 de
margo de 1861.
Romano Stepple, >
1 lente.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, e da de Christo e
j"iiz especial do commercio desta cidade do
Retife de Pernambuco, e seu iermo, porS.
M. I., que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem.
que n'este juizo perulera uns autos de execuco
de sentenca de Prente Vianna 4 C, contra Ha-
noel Francisco do Moraes, por seu curador in-
litem, e da mesma execugo consta que no dia
16 do corrente me?, om audiencia d'esle juizo,
rae tora feito o requerimento constante do se-
grate termo. De quando se aecusou a pendu-
ra, se assignararo 6 das, e 10 dias aos credores
incerlos. e se requererara os respectivos edilaes.
Aos 13 de margo do 1861, nesta cidade do Re-
cife, em publica audiencia, que aos feltos o par-
tes dava o Dr. juiz especial do commercio
Anselmo Francisco Peretti, n'ella pelo solicita-
dor Rodolpho Jjo Barata de Almeida, procu-
rador dos exequeutes fra dito, que aecusava a
penhora feita era bens e dinheiros pertencpntes
ao executado Manoel Francisco de Moraes, au-
zente, e requereu que cassora assignados 6
dias de dila peohora, idest, dos credores incertos;
passando-se 03 respectivos edilaes: o que ouvido
pelo juiz houve a penhora por feili e aecu-
sada, os 6 dias por assignados, assim como
dez aos credores incertos, e c mais por deferido
depois de mandar apregoar, do que fiz o pre-
zonle extradido do protocolo das audiencias
que junlei o mandado e tratado de penhora que
seguem : eu Jlanoel Maria Rodrigues do Nasci-
mento, escrivao, o escrevi. E mais se uo con-
tinua em dilo termo, e em virtude do meu des-
paedo, o respectilvo escrivao fez passar o pre-
sente com o dilo praro de 10 dias e pelo seu
tdeor, edamo, cito e bei por ciado todos os cre-
dores incorlos do mencionado executado para
que den tro d'esle preso, comparecern! n'este
juizo e fagam a opposico que liverem, sb pena
de revelia.
E para chegue o prsenle ao coohcciraenlo de
todos, ser publicado pela imprensa, e afiixsdo
oa forma do eslylo.
Recito 19 demarco de 1861. Eu. Manoel Ma-
ra Rodrigues do Nascimenlo, escrivao o subs-
crevi.
Arselmo Francisco Verelli.
A cmara municipal desla cidade faz publi-
co para coiihecimenlo de quem interessar, que
vai dirigir ao Exm. presidente da proviucia urna
proposla de alterago da planta da cidade, com-
prehendendo o areial das Cinco Poulas.consisliiido
a alleragao na suppresso do quarteiro de casas
da rus das Cinco-Ponas, ao lado da fortaleza
deste norae, que avangara do alinhamentodas
oulras ; no prolongamento al a praia de S. Jos
da ra que vena da fabrica de gaz etc. A refor-
ma da planta est patente na secretaria da mes-
ma cmara para ser examinada pelos inleres-
sados.
Pago da cmara municipal do Recife cmsessSo
de 18 de margo de 1861.Luiz Francisco de Bar-
ros Reg, presidente. Manoel Ferreira. Accioli,
secretario.
_ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para coohecimeulo dos
rendeiroa e foreiros de propnedades perlencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
ven) pagar seus dobitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao fuerera, sero
os mesmos dbitos remetlidos para juizo, afim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da tdesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de margo da 1861.
O secretario
A. F. d'Amorim.
Capitana do porto.
De ordem do Sr. chefe de diviso, capito do
porto, se faz publico que nendum navio, tundea-
do no porto, poder, em vista do art. 26 do re-
glamelo n. 447, de 19 de maio de 1816, deilar
o pao de bujarrona antes da vespera da sahida, e
isto mesmo depois de oblida nesta reparligo a
respectiva licenga.
Capitana do porte de Pernambuco,20 de maio
de 1861.0 secretorio, Joo B. de Mello llego.
Declara^oes.
CONSELH DE COMPRAS NYAES.
Contrata este cooselho cm sesso de 30 do an-
dante mez, os seguales fornecimenlos por lem-
po de tres mezes fiados em junho do corrente
son
Da vveres a oulros ebjeeios para consumo dos
na,vios da armada, a estabeleciosantos da martr
nhs, sendo arroz do Maranbo, agurdente, as-
sacar anaco grossp, bacaldo, azelte doce de
Lisboa, vinagre dito, pao, bolacha, caf em grao,
carne sesea,' dita verde, cangica milho pila-
do, firinha de mandioca, manleiga, malte, tei-
radinha, cha, galinhas, manleiga. tapisca a ri-
Dho de Lisboa.
De podra do alreaaria grossa, dita ale cantarla,
esla tijolode alienara grossa para as obras a
can, do arsenal da marrana.
Pf da rardameolo para as praess do cor-
po da i* paria es mariabairos, e da companhia da
aprendizas ditos desta nro.vincia.compondo-se es-
sas pega de farda, camisa de brim, dita de algo-
dao azul, caiga de brim, aapatos. manta e saceo.
De pegas tambem de fardamento, e oulros ob-
jeclos para a companhia de aprendizes artfices,
sendo bonet de unilorme, lengo de seda prela.
frdela de panno, caiga de dito, dita de brim,
dita de algodo, beluza de brim, dita de algodo,
sapatos, camisas de algodo. sacco, colxo de
nscado de linho cheio de palha. travesseiro ns
mesma conformidade, coberla de la, lengol de
algodo, fronha e colcha de dilo.
E de lavagem de roupa da enfermara de ma-
rinha, aprendizes artfices do arsenal, e toda
mais do msmo arsenal.
Eates contratos elTectuam-se por via de propos-
tas distinctas recebidas daquelle dia at as 11
horas da manha, bem como sob as condigesde
garanti-los, fiador idneo, e de pagsrem os con-
tratantes a multa de 500i0 do valor dos objectos,
na falta de serem entregues, oa promptificados
em lempo conveniente ; sendo que os mesmos
contratantes teem a favor a de receberem o im-
porte do que cotregarem ou promptiflcarem logo
no mez seguinte.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco, em 22 de margo de 1861.
O secretsrio,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta data foram inscriptos no livro de matricula dos
commerciantes os Srs. Augusto Baptiita do as-
cimento, Francisco Antonio Correia Cardoso e
Antonio Botelho Pinto de Mesquita. aquelles, c-
dados portuguezes, e este, brasileiro, todos do-
miciliados e estabelecidos nesta cidade, o 1.* com
armazem de gneros do paiz, e o 2." e 3. cora
fabrica de caldeiraria, e fuodigo de ferro e
bronze.
Secretaria do t-ibunal do commercio de Per-
nambuco 22 de margo de 1861.
Julio GuimaresOflicial-maior.
CoaseUao administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o hospital militar.
48 libras de acool em garrafas.
48 libras de agurdente branca em garrafas.
24 libras de gurdente de canna em garrafas.
16 libras d'agua de Rosa em garrafas (franceza).
16 libras d'agua de flor em garrafas (Lisboa).
8 arrobas de assucar refinado.
4 libras de snnis estrelado.
8 libras de balsamo tranquillo.
10 borrachas de gomroa elstica de 12 ongas
vulcarisada com bocal e pipas de metal.
1 libra de balsamo de llu.
4 grosas de caixas portuguezas para pilulas.
32 libras du carbonato de p,-lassa.
16 libras de cytrato de magnesia bem soluvel.
40caixaa de capsulas de cupahiba.
30 caixas de capsulas de ligado de bacalho.
32 libras de cevada.
2 libras de espirito carminativo de Selvios.
2 libras de espirito de mlica.
12 vidros de elixir de Guilher.
2 ongas de extracto de coloquinlidas.
21 varas de emplastro adezivo estendido.
4 ongas de ergolina.
2 oncas de extracto do chicoria.
2 ongas de extracto de tarroxaes.
4 oncas de extracto de Ruibarbo.
1 libra de extracto de niulung.
4 libras de estanho laminado.
8 esptulas de ago sortidas.
2 ongas de exlraclo de sabina.
4 esptulas de marlim.
20 papis de encerado ioglez (numero).
12 vidros de elixir estomtico.
30 rolos de encerado de Peldriel n. 2 e 3.
16 libras de flores de borragem.
8 libras flores de violas.
8 libras de flores de malvas.
4 libras de flores de altha.
2 ranrs de vidro de 8 ongas.
2 funis da vidro de 4 ongas.
2 funis de vidro de 2 oncas.
61 libras de gomroa arbica fina.
8 ongas um vidro de byanato de quicino.
8 ongis de iodureto de chumbo.
8 ongas de iodureto ds amonio.
12 vidros de ingego refrigerante de Cdable.
2 ongas de odbydrargipalo de potado crysta-
lisado.
8 libras de jalapa em p.
6 i libras de lio haca.
128 libras de mann.
16 libras de massa caustica.
50 moscas de Milo.
64 libras de oleo do amendoas.
12 vidros de oleo de roastrucos.
8 ongas de oleo voltil de moslarda.
1 nnca de oleo essencial de sabina.
12 potes de louga com lampa de 4 ongas.
12 ootes de louga com lampa de 2 ongas.
1 libra de pomraada de pipios.
2 libras de pilulas de Blancarde.
2 resmas de papel pautado almago de primeira
qualidade.
25 caixas de pastas de naf.
20 caixas de pastas balsmicas de Rograanld.
1 resma de papel branca de feltro.
30 vidros de p* de rog.
5 raaos de papel de cor, folhas grandes.
20 vidros de paslilhas vegetaes vermfugas.
8 ongas de prol iodureto de mercurio.
20 garrafas do Rob Leffeteur.
2 libras de raiz de espargo.
2 ongas do resina de escaraonia branca.
25 garrafas de sueco de grozellas.
128 libras de salsa parrilha.
Songas do sulfacto quinino.
32 libras de senne.
i oncas de tanioo.
2 libras de turbild era p.
24 garrafa? de rinho branco.
2i garrafas de vinho tinto.
50 vidros vasios para L. Roy.
10 garrafas de xarope labelony.
50 vidros de xarope de naf.
30 vidros de xarope peitoral brasileiro.
8 libras de iodureto do potacio.
Para o fardamcDlo do corpo da guarnigo.
563 1|2 corados de baeta rerde.
211 1|2 raras de brim da Russia.
3381 boles grandes de metal lisos.
1449 dilos pequeos de dito.
9 grosas deditos pretos de osso.
Para o arsenal de guerra.
500 caadas do aceite de earrapato.
rame grosso de ferro, arrobas 4.
500 meios de sola.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 18 de
margo de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recita se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do Imposto de estabelecimentes, fin-
da-se no ultimo do corrente mez, e todos aquel-
les que nao pagsrem dentro do prazo marcado,
ficam sujeitos multa respectiva.
Contadoria municipal doRaaife 20 de marco de
1861.0 contador,
Joaquim lavases Rodovalho.
Pela conladu ds esmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de eslabelecimenlo Roda-
se no ultimo de margo vindouro, a tojos aquelles
ue nao pagarem. dentro do prazo, cam sujeitos
q mulla de tres por cento.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquina lavares Rqdoulho.
Qwxa filial to >>aa ^m Pernambuco.
Por ordena da directora e em cum-
priinento do disposto nt ari. 4 do de-
creto n. 8685 de til de noventa d
anno fndo, va-ie proceder dentro do
prazo de 4 motes a contar desta data, a
substituicao das iota* de 200 da emtss&o
da mesma caixa.
Caixa filial no Redi aos 20 de mar-
co de 1861.O secretario da directora
Francisco Joaode Barros.
Vi ce Consulado de
Espaa
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de Isa cartas de
naturalidad y eomos algunos subditos da S. M.
no havM cumplidos con la que en el mismos sai
dispona; los emplazos nuevamente con 15 dias
de termines para verimcar-los, advirtiendos quo
ademas del derechos del documentos, tendrn do
pagar 200 reales da velln de multa, con deslinos
ala Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus" de este nuevo emplaza-
miento, los que no sa hayan presentado no
sern considerados como Espaoles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consulado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 30 de marzo da S861__El vico
cnsul, Juan Angtada Hejo.
Novo Banco de Pernambuco
O novo banco paga o 6* dividendo
de 12-500 por accao.
Inspeccaodo arsenal de marinba.
De ordem do Illm. Sr. inspector*, fago constar
que nos dias 15, 19 e 23 do cortante mez, so
achara venda em hasta publica na porta do al-
moxarijdo desla inspeegao, comegando as pra-
gas s 11 horas da manha. o casco do hiate Pa~
rahibano, de 78 pea de comprimento, 2t de boc-
ea, e 7 de pontal, carilhado e pregado de cobro
at a altura de 8 ps, contados da quilha, eom os
seguintes perlences : lema, canna deste, dous
pares de turcos de ferro as amuradas, toolinete.
e suas barras, cmara e baleos com as respecti-
vas escadas, fogao o seus pertences ; esse navio
tendo sido desarmado pelo estado de ruina em
que se acha.
Inspecco d arsenal de marinha de Pernambu-
co, em 12 de marco de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgalar as notas
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
doministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e lindo este pra-o l po-
der' ter lugar a substituicao ou res-
gate com o descont mensal e progressi-
vo de 10 por cento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tero de comprar os objectos
seguiules :
Para os armazons do arsenal de guerra.
10 duzias de taboas de louro de assoalho de 13
a 16 pollegadas de largura e de 26 a 28 palmos
de comprimento.
1 duza de costadinho de smarello.
12 e meia arrobas de arcos de ferro de polle-
gada e meia.
5 arrobas de oleo de linhaga.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
sua- propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3 da
abril prximo viudouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 22 de
margo de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
CASSINO POPULAR
MAGESTOSOSALO
00
PALACETE DA RITA DA PRAIA.
Sabbado, 30 do corrente.
Previne-se aos amadores desle divertimento e
ao publico em geral, que no dia 30 do correnta
haver um sumptuoso baile de mascaras e pban-
tasia, o qual ser convenientemente annunciado.
Avisos martimos.
REAL COHPARHJik
DE
Paquetes ioglezes a vapor.
At o dia 28 do corrente espera-se da Europa
o vapor Tyne, comruaudanle Jelicoc, o qual de-
pois da demora do costume seguir para o Rio
de Janeiro tocando na Baha, para passagens
ele, trata-se com os agentes Adamson, Howie t
C, ra do Trapiche Novo n. 42.
Para a Babia segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga quo
lhe falta, trala-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, oa ra da Madre de Dos
n. 12,
Para o Aracaly
O hiate Camaragibe : para carga e passsgeiros
Irata-se na ra do Vigario o. 5.
Porto.
Sae al o dia 24 do correle o brigue Amafia
1.* : para passageiros, para o que lem excelentes
commodos, trala-se com o consignatario Manoel
Joaquim Ramos e Silva, ou com o capito.
Aracaty.
Para esta porto seguir brevemonte o hiats
Exhalago ; pora carga e passageiros, trata-sa-
com Curgel Ir roaos, na ra da Cadeia do Recife,
primeiro andar n 28.
Para a Babia
A sumaca nacional llortencia pretenda se-
guir com muita brevidade, tem parle de sao car
regiment prompto : para o resto que lhe falta
trata-se com oa seus consigaatarios Azevedo &
alendes, no seu escriptorio ruada Cruz n. 1.
Para o Maraaho
tocando no Acarac, segu com pouca demora,
por ter grande parte do carragamento arranjada,
o patache Esaulaglo, capito Anteara Gosae*
Pereira : para o resto, lraia.-sa com Moreia dt
Ferreira. rus da Madre de Dos. n. 4, ou com 0>
espillo no trapica do algodo.



(*)
te
COMPANBIA PESKAIBUCANA
DIARIO DE AHABMDCO. SaBBaDO 3 DE MARCO DE 1861.
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Jaguaribe, commaudante Lobato, se-
ue para os portos do norte at a Granja do dia
t> de abril s 5 horas da larde.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encom-
raendas, passageiros e diiiheiro a (rete at o dia
da sahida s 2 horas : escriptorio no Forte do
Wa.tos n. 1.
COMPANHIA
DAS
Messageries imperiales.
Previno-se os carregadores pelos paquetes
vapor francezes que a companhia se encarrega
de segurar toaas as mercadorias, valores etc.,
que se carregar a bordo dos ditos paquetes se-
gundo as clausulas e condicgdes de urna apolice
assignada em Branga. Na agencia ra du Tra-
piche n. 9, se daro todos os esclarecimentos ne-
cessarios.
IB
Rio de Janeiro
O veleiro e bera conhecido brigue nacional
Damoo pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do correte ; s recebe passageiros
e escravos a frele, para osquaes tem excellenles
commodos : trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruzo. 1.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Mfnm i imi.
Espera-se do norte al o dia 24 de marco o
vapor Paran, coinmandante o capito lente
Jos Lepoldo de Noronha Torrezao, o qual de-
pois da demora do coslume seguir para os
portos do su).
Recebem-se desde j passageiros e engaja-se
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo &
Mendes '
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servido tendente
ao mesmo vapor.
Leiloes.
Traosferencia
Taberna da ra do Ran-
gel
n. 18.
Ter^a-feira 26 do corrente.
Antunes far leilao por mandado do Exm. Sr.
Dr. jais especial do commercio e a requerimento
de Silva & Santos, dos gneros, dividas e per-
tencesda taberna sita na mi do Rangel n. 18,
cujo balanco existe em poder do referido agente
para ser examinado, as 12 horas em ponto.
Sabbado 23 do corrente.
Antunes far leilao em scu armazera da ra do
Imperador n. 73, de urna porgao de bicos e ren-
das de blondos, franjas de seda, enfeites, ves-
tuarios para meninos, chapeo3 de meninos e
outros minios artigos que se venderao por todo
e qualquer prego que fr offerecido, s 11 horas
em ponto.
LEILAO
DE
2 carrocas e 2 bois
Costa Cirvalho far leilao terca-feira 26 do
corronte, de 2 carrocas com 2 bois proprias para
carregar gneros, no dia cima ao meio dia ero
ponto defronte da escadinh daalfandega.
LEILAO
Terca-feira 26 do corrente.
Costa Carvalhofar leilao no dia cima s 11
horas em ponto por conla de quotn pert-ncer de
200 barricas de cerveja marca muito acreditada,
a qual ser entregue pelo maior preco encon-
trado.
Consolado de Franca
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva autoii-
*ado pelo Sr. cnsul de Franca, fara'
leilao em sua presenca por cont risco
de quem pertencer da duas camas mar-
cas EAB & C e MJGF ni. 3596 e 3597
contando 50 frascos com ameixas cada
ama, a variadas a bordo do navio Sol-
ferino, ca piulo Laisn, acbando-se as
caixas noarmazem .nltandegado do Exm
bario do Livra ment no caes d'Apollo,
e ah se efTectuara' o leio: terca-feira
6 do correte as 1 i horaf o ponto.
Quarfa-feira 27 do'corrente.
O agente Gamargo far' leilao por
mandado do Exm. Sr. Or. juiz especial
do commercio e a requerimento de Fcr-
reira & Martins da taberna da ra do
Rangel, a qual oi arrestada a Antonio
Bento de Campos, consistindo em ar-
madlo, gneros e mais objectos, no
mencionado dia as 11 horas em ponto.
Leilao
Terca-feira 26 do corrente s
10 horas em ponto.
DE
100 barricas de cerveja.
NO ARMAZBM DO ANNES.
O agente Camargo fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer de 100
barricas de cerveja no armazem do Sr.
Annes, ao correr do marsello, no men-
cionado dia as 0 horas em ponto.
Avisos diversos.
GOVAPIU DA VIA HttEA
DO ^^
RECITE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avsa-se ao respeitavel publico que do dia 1
de fevereiro atoutro aviso o irem qUe oartR d
eaUcao das Cinco Pont., s 8 1,2 ,Tm' m
nhaa correr somente al a Vilfa do Cabo e o
trem que at agora tem sahido da Escada 1 3,1
horas da tarde era discontinuado man h.I
do Cabo s 3 horas da tarde como cs"a"
B-u8,hSrf da p"ll.da d08 lrens "o regulad.
pela tabella seguinte : """
Oueijos.
Vendem-se queijos os melhores que tem I
viodo a este mercado a lg7C0 cada um ; no an- !
tigo estabelecimento junto ao sobrado novo do
Sr. Figueirda. Assim como no estabelecimento
da ra larga do Rosario de Joaquim da Silva Cos-
ta & Irmao n. 50, taberna da esquina.
K-Mante-
Ietesal0# e a 12$.
Ainda continuamos a ter grande
quantidade de manteletes modernas pe-
lo diminuto preco de 1 0,s e a 12#: no
armazem de Bastos Reg, na ra No-
va junto a Conceicao dos Militares nu-
mero 47.
Compra-se moedas de ouro de
20$ : na ra da Cadeia loja de cambio
n. 58.
Vende-se urna escrava crioula de 28 annes
de idade, com urna cria de um anno, perita ea-
gommadeira, coznheira, ensaboadeira, e faz do-
ces de diversas qualidades ; a tratar na ra es-
treitado Rosario o. 11.
Vende-se a cocheira da ra da Roda n. 45,
com 3 cavallos sellados e enfreiados, assim como
um cavallo mellado ptimo de cabriolet : a tra-
tar na rnesma.
Nalojadefazendas
ao p do arco
de Santo Antonio;
Chegou um completo e rico sorlimento de
coeiros bordados e j preparados para baptisado,
assim como chapeos e touquinhas do ultimo gos-
to para o mesmo um. lia tambera constantemen-
te longos e fronhas de labyrinlho, bicos da trra,
bonets de velludo do ultimo goslo para meninos,
punbos para camisas de menino, saias a bailo
com babados e som elles, gollinhas, manguitos,
bahsinhos de mariscos e de tartaruga, proprios
para joias e outras muitas fazendas de gosto e por
precos commodosl
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AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, napracado Corpo Santn. 11,
alguns pianos do ultimo gosto recentimente
chegados dosbem conhecido e acreditados fa-
bricantes J. Broadvood & Sons de Londres
muito proprio para este clima
Companhia do Be-
beribe.
Para cumprimento do disposto no
art. 1- do decreto n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados os
Srs. accionistas da Companhia do Be-
beribe a se reunirem em assemblea ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companhia. Re-
cite 21.de marro de 1861.O secreta-
rio, Manoel Gentil da Costa Alves.
Attencao.
Os Srs. da estrada de ferro nao se tem 1B hu yteiouuo
resol vido at hoje a convidaros concor- pa* vender
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesla nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para sereno
vendidos por conta de seussenhores, afianzndo-
se a prompla venda, assim como o -bom trata-
mento pira os mesmos, afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos com as
| diligencias que da paite do commissionsdo lzer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizerem honrar com a sua confianes, no que es-
pera merecer attencao tanto dos senhores que
Ib'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendam confiar, pois espera ter sem-
escravos de ambos os sexos e
rentes por annuncios, pata o contrato
da conduccaodo assucar das Cinco Pon-
tas para o Recife, e at se diz que esse
contrato ja esta' feito muito em parti-
cular, tudo pode ser e acontecer na nos-'
sa estrada de ferro, tanto mais estando
envolvido ueste negocio urna alta perso-
nagem da nossa trra e sendo alguem
melbor iicalisador dos interesses de
seus prente* do que dos do publico co-
mo voz gera! ; porm fiquem certos
que acompanharemos estes negocios at
onde fr preciso.
A mesa regedora da ir mandada do
Santissimo Sacramento da matiiz da
Boa Vista convida a todos seus irmaos
para comparecerem na mesmi matz
no dia 27 do corrente mez as 6 boras
da manhaa afim de acompanbar ao Se-
nhor Sacramentado aos enfermos. Con-
sistorio 21 demarco de 1861.
No dia 23 do corrente. sabbado, celebram-se
missas no cemilerio publico por almas de pes-
soas all sepultadas e em inteocao dos mesmos
di-se esmola a cem pobres, que prestarem suas
oracoes.
Precisa-se de urna pes-
soa com habilitaces para ser
coutramestre de una casa de
{JcvaainlmcrtUA
Domingo 24 de corrente, s 10 horas da manhS,
haver sessao extraordinaria do conselho direc-
tore da assemblea aeral.
Secretara da AssociaQo Typographica Per-
ambucana 20 de marco de 1861.
J. Cesar,
1. secretario.
Flix Dapelo, Jernimo Larco, subditos ita-
lianos, reliram-se para fra do imperio.
Francisco Aatooio Piscopo, subdito napoli-
tano, retira-se para Europa.
J. Boistelman, subdito hanoveriano, reti-
ra-se para a Bahia.
Domingos Rodrigues de Andrade vai a Eu-
ropa com sua senhora.
0 abaixo assigoado, estando prximo a par-
tir para a Europa faz scienle que deixa em seu
lugar, devidamente aulorisado para tratar de to-
dos os seus negocios, e dependencias, sea filho
J. F. H. Braga. Becife 21 de margo de 1861.
J. M. Braga.
Seraphim Gomes, subdito portuguez, vai
ao Rio de Janeiro:
Pbilip Frith Needham, subdito ingle, reti-
ra-se para os portos do sul
Atiendo.
A pessoa que liver urna escrava de boa con-
ducta, que saiba cozinhar aoffrivelmenle e en-
gommar, querendo aluga-1, dirija-se a ra do
Hospicio n. 35, que se pagar com generosidade.
Quem liver um quarlo para alugar para
urna pessoa, annuncie por este Diario.
Caixeiro,
Um moco recentemenle chegado de Portugal,
com as.habilitaces necessarias para o commer-
cio, tanto em grosso como a retalho, e tendo sof-
frivel letra, o qual serve tambero para ser vico de
alfaiflfA* ta fu \a Madro ll5,S?lplorio,-e M ofl[*r,ece 1e11" pessos que
ailHIttie ua r.Ud aa madre ue|delleee quizerem utiiisar de seus serricos te-
Deos w 36, primero andar. |Jjf; j*0*^ M'W** <> csdei,
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira A Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo-
res a mesma roassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazodel5dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobranza judicial.
Na livraria n. 6 e 8 da prara da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se aloja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Clemente Ferfeira de Carvalho vai a Euro-
pa tratar deaua saude, e deixa com poderes es-
peciaes para o representar em seus negocios ao
Sr. Fructuoso Martins Gomes, e em segundo lu-
gar o Sr. Jos Joaquim Teixeira, e em terceiro ao
Sr. Custodio Collaco Pereira Jnior.
Sitio.
Aluga-se um sitio na Totre, margem do Bio,
com boa casa de sobrado, com bastantes commo-
dos, estribara, cocheira, cacimba com boa agua
da beber com bomba de poxar agua, fructeiraa,
capim, etc., muito bom banho e sitio murado ;
quem pretender, dirija-se a ra Nova n. 15, pri-
meiro andar.
Precisa-se alugar urna preta es-
crava para urna casa de familia de duas
pessoas, que se ja de boa conducta, que
saiba bem cosinhar e engommar, dan-
do- se- Ihe de aluguel 20$ mermes : na
ra dos Pescadores d, leo.
ca-
cai-
0 artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
0 artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de
xinlias novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinlias novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande silao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Usbdrn, o retratista america.
no tem recenti mente recebido um gran-
^rithmeiica, algebra e de
geometra.
A. E. da Silva, professor de mslbematica no
Gymnasio Provincial, pretende abrir particular-
mente no 1. do mez vindouro um curso deari-
thmetica e algebra para aquelles senhores que
pretendem estudar o curso commerrial, e oulro
de geometra, para os exames em novembro na
Faculdade de Direilo. A matricula est aberta
at 31 do corrente: os senhores que quizerem
frequentar qualquer destes cursos, dirijam-se
ra Direila n. 74 para serem matriculados.
Aluga-se a loja do sobrado da ra
da Impcratrizn. 38; a tratar na mes-
ma ra n- 40.
Francisco Jacintho de Sampaio, acadmico
do 5." anno da Faculdade de Drreito, faz scienle
a quem convier, que contina a ensinarlatim na
ra Direita n. 131, tendo autorisaco do governo
provincial, e prometi esforcar-se" para o adan-
lamento de seus alumnos.
baixo assigoado declara que desde o dia
19 do corrente mez deixou do ser caixeiro do
Sr. Manoel Alves Ferreira.
Jos Maria Nuoes.
Contrala-se o fornecimento de pao para o
hospital militar, quem se quizer encarregar com-
prela no mesmo no dia 28 do corrente ao meio
dia. Hospital militar de Pernambuco 18 de
marco de 1861.O almoxarife, Thomaz Antonio
Maciel Monleiro.
Precisase alugar urna casa em qualquer das
ras de Santo Antonio ou S. Jos, paga-se bom
aluguel : quem tiver annuncie.
Irmandade do Senlior Bom
Jess das Miagas.
Por ordem da mesa regedora taco scienle ao
publico, que tendo a mesma irmandade de expr
vista dos fiis, no dia 24 (domingo de ramo)
seu padroeiro, pelas 3 lp2 horas da tarde, e lend
de correr as ras seguintes : ao sahir, ra dos
Quarteis, larga do Bosario, Quetmado, Cruzes,
travessa de S. Francisco, Imperador, pra;a d
Pedro II, Queimado, Livrameuto, Direita, Cinco
Ponas, becco do Peixoto, Augusta, Martyrios,
Hortas, paleodo Carmo, camboa do mesmo, Flo-
res, Nova, Santo Amaro, Boda a recolher. A-
mesma mesa faz scienle aosirmos que por con-
vite do Rvm provincial do Carmo, lem a mesma
irmandade de acompanhar as procisses de en-
terro e ressurreijao ; convidamos aos mesmos
para comparecerem no dia 29 as 4 horas da'tar-
de, e no dia 31 as 6 horas da manhaa.
Padre Raphael Antonio Coelho.
Escrivo.
Precisa-sede urna ama de leite sem filho :
na ra do Rangel n. 7, segundo andar.
Venera vel
contraria de Santa Rita de
Gassia.
Convido pelo presente a todos os charissimos
irmaos a comparecerem paramentados de hbitos
em notsa igrea nos dias 28 do corrente as 8 ho-
ras da manhaa, e as 4 da tarde ; no dia 29 as
mesraas horas ; no dia 30 as 7 horas da manhaa .-
e no dia 31 as 7 horas da manhaa, afim de assis-
tirem aos actos da semana santa, e acompanha-
rem as procisoes do Senbor morlo e ressussi-
lado: assim como peco em nome da mesa re-
gedora aos moradores das ras pelas quaes tem de
pistar as mesmas prscissdesde mandarem varrer
as tostadas de suas casas, que sao as seguintes :
ra de Sania Rita, travessa da ra de S. Jos,
ra de Santa Cecilia e resto da ra de Santa Ri-
ta, largo da Penha, Bangel, Queimado, Praca de
Pedro II, Imperador, ao voltar para a ra das
Cruzes, Praga da Independencia, CabugS, Nova,
Flores, Camboa e largo do Carmo, Hortas at o
chafariz ao vollar para a ra Imperial, Cinco
Ponas, Direita ao sahir na ra do Livramenlo,
voltando pela ra da Penha, ra da Assump'o,
Nogueira, Santa Rita a recolher-se. Peco aos
respectivos irmaos que se dignSrem acompanhar
as procissoes de comparecerem as horas do con-
vite.O escrivo,
joao Pedro de Jess da llalla.
Antonio Luiz de Ollveira Azevedo, Jo-
s Luiz de Olivelra Azevedo e Francisco L.
O. Azevedo, agradecetm cordialmente a
seus amigos a maneira bondadosa com que
se dignaran adherir ao seu convite, assis-
lindo a missa hontem celebrada na matriz
do Corpo Santo, por alma de sua sempre
chorada mi D Rosa Joaquina dos Aujos e
Azevedo, e pedem ao mesmo lempo des-
culpa aquelles dos amigos que deixaram
d! ser convidados especialmente, devido
nao falla de reconhacimento que lhes
devido, o que do fundo d'alma lhe tribu-
ta m, mas ao doloroso sentimento que os
opprime por to infausta perda.
&M&,
de e variado se rlimento de caixas nua
Ann. ^ vtiiuicnio ae caixas, qua. wu^ue> e un, granae vivoiro, boas baixas para
aros, aparatos Chimicos, e um grande" capim, mullos arvoredos de varias qualidades : a
numero de objectos relativos a art^"lft\,ina mesma estrada, casa antes de chegar a
rnmn InmUn. ,.______A. t________-- "Relia.
Gomo tambera
Precisa-se de urna ama para servir urna mu-
Iherque est doente : a tratar na ra do Noguei-
ra n. 21.
Aluga-se um grande sitio na estrada de Joo
de Barros, com casa para grande familia, cochei-
ra, estribara, casa para pretos, boa cacimba com
tanque, e um grande vivoiro, boas baixas para
um grande ornecimen-.
.---------------b.phvii*uumi Aureimo nioeiro Barros,
to de caixas pa ra retratos de 3#000..*s>iJaropa tratar de sua saude.
'frli 11 m naw%*a*..._____ 1____ ... Jk ^
cada um, as p:ssoasque desejarem ad-
quirir conheci mentos pratiecs na arto
de retratar adharao o abaixo assigndo
sempre prometo sob conduces muito
razoaveis.
Os ca va lheir ose sen horas sSo convida-
dos a visitar e tesestabelecimentos, pa-
ra examinareia os specimens do que
cima fica anunciado.
CONSU
HO
ORIO ESPECIAL
EOPATUICO
DO
DR. t.VSAAOVA,
30-Ru das Crnzes--30
Nese consu
lorio lem sempre os mais
parados em .
tellan e Webe
caRelli.
Adrelioo
Ribeiro Barros, brasileiro, vai
novse acreditados medicamentos pre
aris (as tinturas) por Ca-
- ,por preQos razoaveis.
Os elemento de homeopathia obra ,re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
isiM(Ki6-ei s^w^'y&momk
Vende-se fai nh de mandioca muito boa
sacco graude, por i500, a dioheiro ; na ra No'
va n. 33.
R0D0LPH0
11! 0 LOMO ASSAS-
S1N0
mportante romance a 2J cada
de livros da Praga de Pedro II
Vende-se este
exemplar : na loji
numero 6.
Aluga-se un a loja no becco do Padre, pro-
pna para qualque officina ; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Precisa-se dje dous homens para trabalhar
com carroga, prefre-se do Porto, e que d co-
nhecimento de sufa conducta : as Cinco Ponas
numero 71.
Pe
na santa ; no viv
Afogados.
xe barato.
Na terca, quart, quinta esexta-feira da sema-
iiro do Muniz, no aterro dos
Attencao.
Grande cosmorama.
Gabi netc de alegra.
Na ra d i Imperatriz n. 21.
Representa to as as noites as priocipaes cida-
des da Europa,, ,zia, frica e America, os mais
notaveis jardios, pracae, palacios, grandes edifi-
cios, cagadas dejammaes ferozes, cavalhadas, a
!;rande guerra di Bussia e da Austria, e todas as
acanhas de Gatibaldi. As vistas alo mudadas
duas vozes por semana. Entrada IgOOO.
O Sr. Sebisliio Lopes Ferreira Guimar&es
deixou de ser caixeiro do abaixo assigndo desde
hontem 21 docbrrente. Becife 2 Je marco de
1861.Manoel Bos de Fatia. '
Aluga-sefeor lodo o prego que tor conve-
niente a loja di roa Dir6ita n 87, com a armtco
proprU para tbio e qualquer estabelecimento
i tratar na loja da ra do Queimado n. 46.
Os abaixo kssignados fazem scienle que o Sr.
Jos Antonio Bourenco Soure deixou de ser seu
caixeiro deslaldata em diante, e agradecem ao
mesmo senhofl os servicos que prestou durante o
lempo aue esfeve em seu estabelecimento. Ra-
ctfe Jl de maifco de 1861.Mamede& Harlios. *
AMA
Precia-so de ama ama: os ra estreita do Ro-
sarlo, casa nj20, segundo andar.
Attencao.
Regamos aos Srs. que tiverem conlas a receber
de Louis Lucicn Poulain, de terem a bondade de
apresenta-las at o Om do corrente^mez, para
serem pagas no armazem de Letellier Perard, na
ra da Cadeia do Recife n. 14.
SOCIEDADE
1X1.10 BE\EFICEME
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Era Pernambuco.
Nao se tendo reunido numero sufucienle psra
discutir os estatutos, sao convidados por ordem
do presidente os seohores.socios efieclivos para
se reunirem em assemblea geral, domingo 24 do
corrente, que Irabalhar segundo dispe a ulti-
ma parte do artigo 31 dos estatutos, devendo co-
mecar as 10 horas da manhaa.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 22 de marco
de 1861. *
Auspicio Antonio de Abreu Guimaraes.
1. secretario.
Manoel Antonio Viegas Jnior mora na ra
do Hospicio n. 39.
Precisa-se fallar ao Sr. Manoel do Nasci-
mento Leitao, que mora em Olinda, nesta typo-
graphia.
Duarle Almf ida & Silva tem justo e contra-
lado com o Sr. Manoel Jos de Castro Guimaraes
a taberna sita no pateo do Carmo n. 9, e por isso
fazem scienle pelo presente annuncio.para no ca
so que alguem so julgue credor da dita taberna
aprsente suas contas no prazo de 8 dias,a contar
destadata, na ra do Imperador n. 27, segundo
andar. Recife 22 de margo de 1861.
O Sr. Antonio Ribeiro Cavalcanti de Albus
querque tem urna carta vinda do Pilar, no cae-
da alfandeg* n. 7.
. Precisa-se alugar urna ama para todo o ser-
vigo de urna casa de pouca familii, preferindo-se
escravo; no becco do Campello n. 4.
Traspassa-se o arrendamento do engenho
Junqueira, na comarca do Cabo, ao p da esta-
go da Ilha ; quem pretender, dirija se ao mes-
mo engenho, a tratar com o rendelro.
A meia noile.
No grande holel Livramenlo, collocado no
principio da ra Direita n. 12, haver do hoje
para amaahaa a meia noile em ponto a bella
mao de vacca feila pelo hbil professor de co-
zinha.
Aluga-se u seguudo andar da casa da ra
de Santa Bita n.27 ; trata-se no primeiro andar.
Precisa-so de um rapazinho de 12 a 15 an-
nos, e que d flanea de boa couducla pare cai-
xeiro ; no estabelecimento photographico, rus
da Imperatriz n. 14.
Victorino Teixeira Leite. lendo no Diario
de Pernambuco de 21 do corrente um aunando
do Sr. Jos Dias da Silva, no qual uo s declara
nao poder o respondenle relirar-se para fra da
provincia sem que ihe pague a quantia que lhe
uevedor, como ousou pedir ao Sr. Dr. chefe de
polica privasse a sahida do mesmo respondenle
declara ao dito Sr. Dias da Silva nada Oever-lhe*
como j por vezes lhe tem feito sciente, pois
divida a que o mesmo senhor se refere est com-
petentemente paga pelo respondenle desde 4 de
dezembro de 1849, e o recibo abaixo copiado
que o respondenle lem em seu poder, o prova
se o annunciante julga-se, nao obstante isto, com
algumdireilo, proponha sua acgo, e o respon-
denle protesta defender-se.
Recibo.Recebi do Sr. Victorino Teixefra Lei-
le a quantia de 502800 de duas letras, assim co-
nro recebi os juros e a importancia dos protestos
das mesmas, fleando assim pagas ditas letras o
fie-indo eu obrigado a dar-lhe as ditas letras lo-
go que decidir-se a queslo que te'nho com meu
irmao o Sr. Jos Dias da Silva, em poder de
quem eslao as ditas letras sem eu lhe ter passado
pertence, e nem cessao alguma : e por eu estar
pago e satisfeilo, passei o presente, que assignei
ficando ditas letras sem vigor algum. Recife 4 de*
dezembro de 1849.Joaquim da Silva Mourao.
Em vista disto avalie oSr. Dr. chefe de po-
lica e o publico da boa f do Sr. Jos Dias da
Silva. Recife 22 de margo de 1861;
Victorino Teixeira Leite.
Charutos da Havaiia,
Na loja de chapeos de Haia Irmaos ao arco de
banlo Antonio, vendem-se superiores charutos
n Havana, lanceiros. regala, orientaes e outros
diversos, os quaes se vende por muito baixo pre-
co para se dar conta de venda pelo primeiro va-
por a seguir para a Europa.
No vos e bonitos
enfeites de velludo.
A loja d'aguia branca acaba de receber pelo ul-
timo vapor francez urna pequea quantidade de
enfeites de velludo os mais modernos e bonitos
que aqui lem vindo. e de seu coslume est veu-
dendo mu baratos a 10$ cada um ; por isso di-
njam-ae logo a dita loja d'agia branca, rus do
Queimado n. 16, antes que so acabem.
Luvas de torzal
com vidrilho a 1#000 o par.
A loja d'aguia branca, firme no seu proposito
oe barateirs, est vendendo mui novas e bonitas
luvas pretas de torgal com vidrilho al}o par;
a ellas, antes que se acabem : na ra do Qaei-
mado, loja d'aguia'branca n. 16.
~ Vende-se um escravo pardo muito mogo e
de bonita figura, sem vicio nem achaques : a
tratar na ra do Sebo n. 20, das 9 Ii2 boras da
manhaa em diante.
Attencao
Precisa-se de alguma quantia de dinheiro a
premio sobro hypotheca de predios nesta cidade;
quem pretender fazer este negocio, dirija-ae a
esta typographia em carta fechada com as ini-
ciaos A. B. C, indicando sua morada para ser
procurado.
ASSOCIACiO POPULAR
DB
Soccorros Mutuos.
Terca-feira 26 do correle haver sessio ex-
traordinaria da assemblea geral para flns de
transcendente importancia ; os senhores socios
em dia e nao em dia devero comparecer as 7
horas da noite do mencionado dia porque se tra-
ta de negocios urgentes.
Secretaria da Associago Popular de Soccorros
Mutuos 21 de margo de 1861.
Jlo Francisco Marques.
! secretario. .
imperatriz.
Para cabegas de senhora, chegados pelo ulti-
mo vapor, assim como cintos pretos com G velas,
Olas pretas para cintos, grande sortimento de fl-
Tn."?MTdiversasqu,lid,,Je9> e luvas de Peluca
JUUVIN pretas, brancas e cor de canna para ho-
mens e senhoras ; em casa de J. Falque, ra do
Crespo n. 4.
Santo Antonio.
Acha-se venda a Irezena de Santo Antonio,
augmentada, corrigida, e ntidamente impressa ;
na ra do Imperador n. 15
Em consequencia de deliberaco da respec-
tiva mesa regedora, convido a toaos os irmaos
do SS. Sacramento do bairro de Santo Antonio
para que comparegam em nossa matriz pelas 8
horas da manhaa do dia 26 do corrente, afim de
acompanharmos a procissao do Senhor dos en-
fermos. Freguezla do SS. Sacramento do bairro
de Sanio Antonio 21 do margo de 1861.
Francisco da Silva Reg.
Escrivo.
STAHL C.
RETR4TISTA DE S. M. 0 IMPERADOR.
Roa da Imperatriz numero 14
(Outr'ora Aterro da Boa-Vista.)
Retratos em tolos estelos
e lamanhos.
Pintura ao natural em'
oleo e aquarella.
Copias de daguerreotypo
e outros artefactos.
A.mbrotypos#
Paisagens.
Costureiras.
Anda precita-se de algumas costu-
reiras que estejam acostumadas a coser
costuras de alfaiates, para trabalhar por
diaem casa de familia : na ra Nova
jnuto a GonceicSo dos Militares n. 47.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO } DC MARCO DE 1881.

(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA (PARBOLHA B R. TttWNSEN
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
elalmieo e medico celebre de New York
5E 1961
Compras.
GRANDE SPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
Mugue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado desle fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lera na economa animal.
A quantidade do sangue n'um hornera d'es-
tatura meJiana est avallada pelas as priroeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Era cada
pulsacao duas oncas saliera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de quatro minutos. Urna dis-
posico extensiva lera sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corkknte de vida por todas as
partes da organisaejio. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora velocidade ELEcriuc\ a corrupto as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanra-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al C3da orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulajao evidentemente se faz um f.ngemio
poderoso de doenc,a. Nao obstante pie tam-
bera obrar cora igual poder na criado de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doer^a maligna,
ou (cal ou geral, e situada no syslema nervoso
oh glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue ple fazer-se puro e saudavel fie*r superior
a doenca e inevitavelmente expellira da consti-
tuico.
O grande manancial de doenja entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhura medicamento que no.obra directamente
sobre lie para purificar e renova-lo, possue al-
gutn direilo ao cuidado do publico.
O sangue O sangue 1 o ponto no qual
se ht mysler fixar a aitenijio.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
ss, os Assignantes, Droguista na cidade de
New-York, ha vemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera mo-lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Tewnsend.
o qual primeramente sob este come foi
apreseniado ao publico.
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTERB. TOWNSENDdCo,2l8PearJ
Street.
LKEDS& HAZARD, 121 Maiden Lase.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD <& Go, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co, 10 Od Llip.
OSGOOD& JENNINGS, 188 PearlSlreet.
R.B. IIAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Streeu
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 PearlSlreet.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLGOTT, M KFSSOH&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. ICO Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 146&
I0G Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlSlreet.
HAYILAND,KEESE& Co, 80Maiden La-
e.
RUSHTON,CLARK&Co, llOBroadway,
lOAstor.
Ha use, and 273 Broadway, cor.of Cham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SIIERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINORA Co. 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlSlreet.
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B. A.FAHNESTOCK Co. 49 John Street.
CONHECEMOSA ARVORE E SHAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeitos
O extracto eomposio de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-se lo maravillosamente a consti lui^o
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE E' PODR1DO,
AUMPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington, Brooklym, sob a inspec?ao directa
do mu'uo conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilton, da cidade"de New-York, cujacer-
tido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND-
o grande purMcador do sangue
CURANDO
O Herpes
c
Rosa :
compra
Acham-se venda na livraria da praca 4a Independen- d J
cia ns. 6 el8, as bem condecidas folhinhas impressas nesta reil
typograjm a
Folhnha le porta ou KALENDARIO ecclesiaslico e civil para o
bispadode Pernambuco.. r. V r. f; 160 rs.
Ditd de a gibeira, conteodo alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e Desciment e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e raunicipaes, ao
que se junlou urna eolleceao de bellas e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade. 320 rs.
Ditd dita .... contendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja rosiuraa celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feir da Paixo, (em portuguez). preco.....
Ditdo dlftl Itiak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:....... JftK)00
Para facilidade do uso deste alinanak, augmenou-se
de formato, e fizeram-se muitas alterares, seudojJcorrec-
cuo a mais exacta que foi possivel, em materia jma ordena,
(que todos os (lias soffre mudanzas) acrescentapro-se a nu-
merado dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhaqo de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupago do individuo de quem se quer
saber a residencia.
CosMs-sfrw.au -cabra toa lciteira : na pra-
ca da In(jffctH>cii n. 10.
a-se apta casa terrea, sendo na ra
Carato, da Plores, de Santa The-
ss; a.fratar na rus do Sol o. 13.
i-ae ooi habito para cavalheiro da
^t 4o Cabugi o. 5, se dir quem
ram-se escravos.
se, vendem-se, ctrocam-seescravos
os, sexos e de toda idade : na ra do
79. primeiro andar .
wico-se escravos do sexo masculino de
. cabras ou negros na ra dalmpe-
oja.
m-se notas de \$ e 59 velhas, com
como : na praca da Independencia
a-se una pardo moco, ssdio e intell-
idade nao exceda de 16 sanos ; a
mdego, casa n. 103.
>ra-se um preto mogo e robusto para o
e campo : a tratar no Mondego, casa
. luo.
pra-se urna preta moca e robusta, que
inhar o diario de urna casa, e que faja
ras: a tratar no Moodego, casa n. 103.
JOSEPH E. TR1PPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAI, 2l8Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
A Hertsipela,
A Adstriccaodo veh-
TBE,
As Alporcas
Os Effeitos do aiou-
GDE,
Dispepsia,
as oenc a.s,de figa-
D0,
A Hydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chagis
A DEBILIDADE GERAL
AS DOEKCASDE PELLB
AS BORBULHASNA CA-
BA,
AS TOSSBS,
OsCatarrhos, As Tsicas, btc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
d radas e garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algara outro purificador de
sangue, conserva-se ra lodos os climas por cor-
to espado de lempo.
Townsend tem asignatura e a certido do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Cada garrafa do original e genuino, extracto do Dr.
-exterior de papel verde.
No escriptorio do proprietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 2L, escriptorie, 1. andar, um-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.
iB
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE IROF OPERADOR.
3 RUI DAGLOIA,CASADO I l Al* \OS
CVvmca por ambos os syslemas.
O Dr. Lobo Moscoso di consullas todos os dics pela rnanhae, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
a cetras propriedades ruraes.
Os chamedosdevera ser dirigidos sua casa t s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado da ou da noite, sendo por escripioem que se declare
o neme da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pesseas residentes o baiir-o doRecife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja ie
jivrc-6 do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte volha.
Nessa loja e na casado annuncianleachar-se-ha constantemente os meHioresmediea-
mentce kemeopalhkos j bom conhecidos e pelos pre^oe seguinies:
Botica de 12 tubos grandes.....^.....10*000
Dita de 24 ditos...................159000
Dita de 36 ditos. ................205000
Dita de 48 ditos...................255000
Dita de 60 ditos. ................. 30*000
Tubos avulsos cada um.........: 1JC00
Frascos de tinturas. : .............2$000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, cora o diccionario-dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........205000
Medicina domestica de Dr. Hering, com diccionario. 105000
Repertorio do Dr. Mello Meraes........ 6500*
Nova cartilha.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edicao da cartilha ou compebdio de
doutrina christa, a mais completa doquantas se
tem impresso, por quanto abraoge ludo quanto
conlinlia a antiga cartilha do sbbade Salomonde
e padre mestro Ignacio, acrescentando-so muitas
oracoes que aquellas nao linham ; modo de a-
coropaohar um moribunda nos ltimos memen-
tos da tida, eem a tabella das festas mudaveis,
e eclVBes desde o correte anoo al o de 1903,
seguta da folhinha ou kalendario para os mes-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
vmprt^tj, dao a esta edicao da cartilha urna
preferencia ss importante: vende-se nica-
mente na livrtrians. 6 e 8 da pra;a da Indepen-
dencia.
JOIAS.
Olficina k marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Annessione receotemente
chegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, proprias para aparadores,
banheiros, mesas, consslos, etc. Recebem-se
encommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravam-se epitaphios e toda
a sorte de inscripces para os mesmos monu-
m32t03. Precos mdicos.
- Na travessa da ra
das CniKs n. 2, primeiro andar, conlinua-se a
Ungir com toda a perfeico para qualquer cor, e
o ais barato possivel. *
-* Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado o. 31
sito na ra ou pateo do Livrameato, tem dous
andares com tedenles accommodacoes, e que
se acham em bom estado de aceio,principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso lerraco com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bera solio com cozioha espacosa e 2 quartos :
trata-se do alugueJ, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filbo saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Quer-se alugar urna preta eacrara que saiba co-
zinhar, engommar e lavar : na ra da Cruz do
Recife o. 27, armazem.
Alugam-se os dous boos sobrados das ras
de Hortae e Caldeireiro, quasi juntos a igreja dos,
Martyrios, os quaes tem communicaco interna
de um para outro, e com bons comraodos : os
pretendenles dirijara-se ao escriptorio do labe-
lio Almeida na ra do Imperador n. 75.
Francisco Baplista Marques Dias, subdito
portuguez, retira-se para (ora da provincia.
Troca-se um prelo de 40 annos de idade,
sendo bom cozinhairo, por um prelo tambem de
idade ; quem quizer fazer este negocio, annun-
cie para ser procurado.
Precisa-se de um_homem portuguez para
feitor de um engenho distante desta praca 7 le-
goas : a tratar na ra do Calderairo n. 42.
Precisa-te de urna ama para o servico in-
terno de casa de familia ; na ra do goiiegio,
boje.do Imperador o, 63, terceto andar.
Joaquim'Monteiro de-Oliveira Guitr.ares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geTal, que se acha sortida das mais bellas o deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocie, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
CASA
CONSULTORIO ESRECIAL HOJIEOP ATHICO
DOlDOUTOR
SABINO L. P1H0.
Ra de Santo\ Amaro .(Mundo
Novoj n. 6.
Consultas todos os din uteis desde as 10 horas
al meio da, acerca das seguiutes molestias :
1." molestias das mu\hens, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias swphililicas, todas as especies de ftbres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PilAHUACU ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
si veis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia todos
que o forem fia delta sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguinles palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileo. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras qu nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
roe do Or. Sabino sao falsos.
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gaulier.cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
den tes artificiaos, tudo com a superiori-
dad* e perfei$o que as pessoas entendi-
g das lhe reconhecem.
H Tem agua e pos dentifricios etc.
pyy Tivr BaM BeaB aaSl mm bsm *- smm ""* -^
Fdtor.
Precisa-sede um feitor para tomar conta de um
sitio no lugar da Torre, d-se morada inda que
lenha alguma familia, porm quer-se pessoa
muito capaz : a quem convier, dirija-sa a ra
Ncva, loja n. 17, que se dir quem precisa.
Obacharel WlTRUVie pode ser
procurado na ra Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Gamboa do Carino.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston &G., ra da Senzalla Nova n. 52.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas,
vende-se eslamenha para hbitos a 2;20G o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmos a 450cada um, obra muito bem
feita.
SYNOPSE
Pianos.
Mudanza de domicilio.
Joao LaumooBter transferio seu eataoeleci-
menio da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peralriz n. 23, aoode abri um vasto deposito de
pianos dos melhotes autores da Europa. Eacar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
!Mg*8MK2| MMaU MI MI MlflMMal
|| Al. J. Leite, roga a seus de ve-
.dores que se dignem mandar pa-
gar 6eus dbitos na sua loja da 1
ra do Queimado n. 10, enten- |
tendease paia esse fim com o seu 8
procurador o Sr. Manoel Gomes |
Leal. H
svS wW fffm Cmm ctSW *^ oW VcTW9mW^^SaSwiv%
Collares juedicinaes anodinos,
para as dores e facilitar a dentteo, e con-
tra os accessos, convulsoes, febres, e ou-
tras enfermidades das crianzas.
DO DR. TA5ER (INVENTOR).
Illm. Sr Burchell filho, nico proprietario em
Londres. Este innocente e infallivel remedio (foi
approvado em Londres a 10 de Janeiro de 1715
por S. U. Jorge III, e recommendado pelo afa-
mado e de alta reputacao Dr. P. Chamberlen) dis-
pensa de fazer tomar as criancas os remedios in-
feriores, que nunca querem tomar. nica agen-
cia, roa do Parto n. 119.
Preco fizo 8$000.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeoto
de fazendas de todas as qualidades para Tender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 80.
Precisa-ae de dona trabalhadores de charu-
tos. : na ra do Catoiabo Notq a. 64.
do commisso de escravos^ pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 3 e
anida metma maneira se contina a recebere-
crav-os para serem vendidos por commisso, e
por conla de seus sezthores; nao se poupando es-
forcos para que os soesmos sejam vendidos con
promptido, afim de que seus seshores nao sof-
fram mpalescom a vehda delles; Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellas e mocos.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de i andares no be eco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Traspassa-se urna novapadaria com todos
os seus perlences, prompta de um tudo atraba-
lhar em muito bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da venda por seu dono ter de retirarse
para fora da cidade: quem pretender dirija-ae
ra do Queimado loja n. 30.
Na ra do Camiuho Novo ha tree salas para
alugar.
Alng.-se um moleque de 15 annos, esperto
e bem eomportado ; quem pretender, diiija-se a
ra nova do Pires n. 16, defronte do hospital mi-
litar, das 6 s 8 horas da manhaa, ou do meio
dia em diante.
Jos Maria Salgado, subdito portuguez,
retira-se para fra da provincia.
Precisa-se alogar um muleque de 12 a 14
annos; paga-se bem, na ra da Aurora, passan-
do a Ia ponte da fundicao, Ia casa:
Pesca-se.
Na terca, quarla, quinta e sexla-feira da sema-
na santa no viveiro Jo Huniz, no aterro dos
A (Togados.
4 quem convier.
Um ompregado publico bem caohecido, e que
offerece as necessarias garantas, recebe em sua
casa 10 a 12 estudantes de preparatorios sob sua
direceo, nao lendo seus paes ou corresponden-
tes o menor cuidado com elles para que entrem
na academia. Urna casa commoda, bom trata
ment, a maior solicitarle pela sua applicaco
para que tenham bom resultado nos seus eza-
nies e finalmente urna gratificaco a mala mdi-
ca e razoavel, taes sao as vantagens que encon-
trarlo. Podem-se informar dos Illms. Srs. Fi-
gueiroa, Drs. Sabino, Gabriel. Soares Rapozo da
Cmara, Luiz Pilippe de Souza Leao, Agostinho
Eduardo Pina, major Jos Joaquim Anlunes ou
dirigir-ie & rus do RaDgel d. 73, onde se tratar.
3Raa estreita do Rosario-3 |
sf Francisco Pinto Uzorio continua a col- 5
(j locar denles arlificiaes tanto por meio de @
y molas como pela presso do ar, nao re- 9
{ cebe paga alguma sem que as obras nao @
U flquem a vontade de seus donos, tem pos t
^ e outras preparar5es as mais acreditadas a
y para conservado da bocea. g
@99m9&&H
Attenco.

Perdeu-se na lerca-feira 19 do correle mez,
urna chave de fecbadura ingleza (patente) estan-
do amarrada na dita chave um pedaco de fita:
roga-se a pessoa que achou, queira entrega-la no
escriptorio da estrada de ferro, ra do Crespo n.
4, que receber urna gratificaco.
SOCIEDAOE BASCARA EM COM-
ANDITA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
fazera publico que d'esta data em diante as suas
contas crrenles aero reguladas da maneira se-
guidle :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100J para
cima, e pagar-seha viata al 5:000, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous por cento, menos do que a laxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil deacon-
ta letras, sendo estes juros contados e capilali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem serio abortas contas correles sob
condices de ser pagas i vista qualquer quan-
tia independente de aviso, conlando-se aomente
juros de 3 0|0 ao anno na forma cima declarada
Recife 1.* de marco de 1861.
Aluga-se urna escrava quo cozioha o diario
de urna casa, engomma e faz o servico necessa-
rio : a tratar na ra Direita n. 17.
Precisa-se de urna ama de leite sem filho:
na ra de Horlas n. 22. segundo andar, ou no
pateo do Terjo n. 26.
DE
ELOyiEMIAE POTICA .YU.O.V.L
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sabio do prelo a indispensavel synopse para os
exames de rhethorica, a qual se torna recom-
mendavel aos estudantes nao somente pela cla-
reza concisao do phraseado, mas tambem por
urna taboa synthetica qne tem juola, a qual, de-
poisde terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanto ha deessencial.
A' venda na lypographia commercial, ra estreita
do Rosario o. 12, e na livraria classica, praga de
Pedro II n. 2, a 2ft cada cxemplar.
Agencia de passaporte e folha
corrida .
Claudino do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por commodo prego e
presteza: na ra da Praia, primeiro andar, nu-
mero 47.
Sr. Victorino Teixeira Leite n5o se pode re-
tirar da capital da provincia de Pernambuco sem
quo pague a Jos Dias da Silva o quo lhe deve,
tendo-sej fcito a conciliacao para se lhe propr
a arcao em juizo ; rogando se ao Mu. Sr. che-
fe de polica para privar-lhe a sahida.
jtOTEMA
Acham-se a venda os novos biihetcs e
meiosda quinta parte da quinta e pri-
meira da sexta lotera a beneficio do
hospital Pedro II, na thesouraria das lo
terias ra do Queimado n. 12, primeiro
andar, e as lojas commissionadas na
pratja da imdependencia n. 22 do Sr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeialoja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos.
A extraeco tera' lugar mpreterivel-
meme no dia A de abril prximo, as
sortes serao pagas com promptido a
entrega das listas no dia immediato ao
da extraccSo.Othesoureiro, Antonio
Jos Rodrigues de Souza.
Na ra de Pilar n. 82, sobrado,
ha para vender urna mobilia de jaca-
randa', e alguns outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
Perdeu-se na noite de domingo 17 de mar-
co do corrente, na ponte da Boa-Vista, um relo-
gio de prata dourada patente suisso com urna
correle chala de ouro, eporlanto roga-se a pes-
soa que achou querendo restitui-lo pode entre-
gar ao Sr. Germano relojoeiro na ra Nova, e do
qual receber 60$ de gratificacio.
Vendas.
Luvas de JajiYJfi.
Vendem-se as mclhores e mais fre"lc*s luv\s
de pellica de Jouvin que se podem d$eJn, w *
terem sido recebidss pelo vapor francezT^a^ado""
brancas, prelas e de cores, tanto para homev
como para s.-nhora : na ra do Queimado n. 22,
leja da boa f.
Franjas de seda com vidrililcvs.
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra usa bello e
variado sortimento do franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos precos de 500 rs. a
2^500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2$.
A loja d'aguia branca esffl vendendo mui boni-
tos enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
29 : em dita loja, ra do Queimado n, 16.
Vt*aG*asaA 'mam m/rnaam *** Sjsjg *vf*m>.**
*JCT!*W! W* V9M t'W WBWctVbST
de pechincha
NA
Encyclopedica
LOJA DE
iGuimares Ra do Crespo n. 17.
A 320 rs. o covado.
Riquissimos bareges de lia bordados a jj
seda. 9
A 30#000.
Sobrecasacas de superior panno fino |
preto do fabricante Cotar.
A 240 e 280 rs. o covado. j
Riquissimos organdys de cores.
K2jr rg< jyfr-1, *sa*>. ^tasMyMtffla", nap *j^ *f.
Princezas prelas a 280 rs. o covado, alpaca
preta a 480 rs. o covado, meias para homem a
160 rs. o par : na ra do Queimado n. 47.
iFazenda boas e baratas.)
\ fitlUiEL k PERDIGlO.
\Rua da Cadea loja n. 23.1
Grosdrnaples preto muito encorpado e
bastante largo a 2 val 2500.
Vestidos pretos bordados a velludo,
barra aquille e seda de duas saias.
Manteletes, taimas, visitas de fll, de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Vestidos oe blondo com manta, capel-
la, flores e mais perteuces.
Sedas Je quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e moreantique.
Vestidos de cambraia br8ncos borda-
dos.
Vestidos de phanlasia differentes qua-
lidades.
Vestidos de seda de cores de babadi-
nhos.
Saias bal.io de todas as qualidades
lamanhos para senhoras e meninas.
Camisas de iinho para senhora, de
algodo para meninos de todas as idade9,
Pentesde tartaruga modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10# a 30jf.
Cassas, organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, trncelas e inglezas
BAILE E P\RTIDAS.
Ricos vestidos de fil de seda hrancos
bordados de seda e guarnecidos de froco.
Claudio Dubeux, proprietario das linhas de
mnibus faz selente a todos os senhores que
compram bilhetes para entrada dos mesmos m-
nibus, que os referidos bilhetes so dio eulrada
e sao admissiveis nos dias uteis, como est es-
cripto margem dos mesmos, sendo os respecti-
vas passageos pagas a dinheiro nos domingos e
dias santos. ', portanto, para evitar qualquer
equivoco que se faz este aviso e para que nio-
guem ignore que nos domingos nao se rocebem
bilhetes e so tim as lindas aedulas novas ou
mesmo palacoes velhos.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
112 sito na ra Imperial junto a fabrica do sa-
bio, com bastantes commodos para urna familia
grande : quem o pretender, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6.
O Sr. Vicente Ferreira Gomes tem urna carta
vinda no ultimo vapor do lio de Janeiro para
lhe ser entregue ; na ra da Cruz n. 24, escrip-
torio.
Manoel Ferreira da Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. 28, saca sobre
a cidade do Porto.
Sociedade bancada.
Amorim, Fragozo. Santos & C. mu*
daram o seu escriptorio. para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
Saidas de baile ou bournus bedouine. &
Neste estabelecimento se encontra uTl
j| completo sortimento de fazendas de moda f
|> e de roupa feita para homem : na ra da S
21 Cadeia loja n. 23. dao-se as amostras.
Kdi&MHieaie mam tmmemvzu
vende-se urna porcao de caixilhos enverni-
sados e com vidros, proprios para loja de fazen-
daa ou outro qualquer estabelecimento : a tratar
na ra Nova n. 29
Farinha e milho.
Farioha e milho o mais novo do mercado '.
vende-se na ra do Amorim n. 56, armazem de
Manoel Jos de Paria.
Libras sterlinas. *
Vendem-se no escriptorio de Manoel Ignacie
de Oliveira & Filho, no largo do Corpo Santo.
Ricos cintos com fivela de a$o
para seohora.
Vendem-se a50 e 4J, ditos com velas doura-
das a 2/ ; na ra do Queimado, loja de miudezas
Ricos enfeites pretos de fita e
velludo.
Vendem-se a 8, ditos de vidrilho muito bo-
nitos a 3 : na ra do Queimado, loja de miu-
dezas n. 33, da boa fama.
Leques.
Vendem-se leques de madreperola a 12$, e de
ac a 3$ e 6; na ra do Queimado, loja da miu-
dezas n. 33, da boa fama.
Chapeozinhos para baptisado.
: Vendem-se a 129 e 7f, meias de seda pasa
crianca a 29500, sapalinhos muito ricos a 29 e 3g:
na ra do Queimado, loja de miudezas n. 33, da
boa fama.
Os melhores cigarros
que, reconhecidamente, sao os da fabrica de Gui-
mares & Coitinho, do Rio de Janeiro : vendem-
se a mdico preco ; no armazem da roa da Ma-
dre de Dos n. 4.
Luvas de pellica, torzal e seda
Vendem-se luvas de pellica brancas e de cores
a 29500, de torcal com vidrilho a 19280, e de se-
da a 29, ditas de torcal para meninas a i : na
rea do Queimado, loja de miudezas n. 33, da boa
fama.
_. _


()
M1R10 DC MAHUU0CO. SABBADO 29 M MAft$> Di i mi.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Siuger
ftC, Whecler A Wilsou e
Geo B. Sloat AC.
que
lelho-
Eftai
chinas
sao as me
res e mais
d u r a i o uras
mostram-se a
qualquer hora
e ensioa-se a
trabalbar as
casas dos com-
prad
ranti
sua b
dade
ci:
sito
chin
Siv-nundo Carlos Leite & IrrnHo, ra da
ratriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-
Para a quaresi
Ricos cortes de vestidos de grosdeoaple prelo
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quaps se tem vendido por
160. eque se vendem por 80.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muito boae encorpada por 559 e 60$.
Mantas preta* de linho bordadas a 8$.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12$.
Ditas de seda de cores muito Hadas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 29200 e 29, e
amito largo a 29800.
Sarja prela hespanhola boa a 2J.
Velludo preto liso muito bom a 4J, 59 e 6J.
Cortes de casemira prela bordada para collete
a 509O.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a IO9OOO.
Caigas de casemira prela Qna a 10 e 12.
Casacas esobrecasacas pretas bem feitas a 309-
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colleles de casomira pretos bordados a 89.
Faletots de panno preto a 129 e 18.
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 o 63", e muito
fino a 89000.
Saias balo a 49.
Chales de meria bordados, grandes a 59, 65
e "9000. .
Ditos do seda pretos grandes a 149-
Vestidos de seda do cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 o 60$.
Ditos oe phantasia em carto a 15.
Calcas de casemira de cr a 6}, 8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
Tiasem a 59.
Malas de sola para viagem de 129 a 183.
Chapeos pretcs francezes linos a 8,5
Ditos de castor branco sem pello milito bons a
12c000. E oulras rauitas fazendas, que para l-
Juidar, vendera-sc barato : na loja de fjzendas
a ra da Cadcia do Recife n. 50, do Cunha e
Silva.
Vendem-se
Na ra das Cruzcs n. 38,
segundo andar,
poi mu barata preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
un porta-serv ior ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espellio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servicp de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas billas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
1'Uncios), em duas ricas molduras. Ten-
do sea dono d retirar se para o campo,
por isso destaz-se destes objectos, man-
dados vii expressameote de Paris, aon-
de foram confeccionados com pereirao
e apurado gosto.
Baraiissimos paliteiros da
roreelana dourada.
A loja da agnia branca est vendendn palilei-
ros de porcelana dourada de muilo bonitas figu-
ras o moldes pelos baratissimos pronos de 1,
I92OO e 1S500 cada uro, por 15o diminutas quan-
lias ninguem deixai de comprar urna obra de
que precisa lodos os das e se pela barateza al-
gnem duviJar da bondado e perfeigao delles
dirigir-se ruado Queimado n. 16 loja d'agnia
branca, que se convencer da verdade e infalli-
velaiente comprar.
Manteiga ingleza
em barris de vinle e
de Tasso Irmaos.
Calcas de casemira.
Vendem-se calgasde casemira preta muito bem
taitas a 10, ditas dedila de cor moilo superior a
99, eslao-se acabando: na roa do Queimado n,'
82, loja da boa f.
A 1,0000.
Gravatas pretas deseiim : na ra do Qaeima-
do o. 22, loja da bo f.
americanos
DO DOCTOR
-*w wwa,vn
gRadway A C, de New-York?
I Pilulas reguladoras. %
Estes remedios j sao aqu bem conhe-
W cidos pelasadmiraveiscurasquetem ob- f
W tido em toda a sorte de febres, molestias .
cnronicas, molestias de senhoras, de pe- '
le etc., etc., conforme se v as instruc-
_ coes que se acham traduzidas em por-
9 luguez. &
parrilha legitima e*
Salsa
original do antigo
DR. JACOB TOUNSEND
0 mellior porifleador do saogue
cara radicalmente
9 Erisipela. Phtisicas.
Q Rheumatismo. Catarrho.
9 Chagas. Doengas de ligado.
@ Ahorcas. Effeitosdoazoogue.
W JmPtngens. Molestias de pelle.
Ven,lVe no armazem de fazendas de
g Raymuno Carlos Leite &Irmo, ra do
a lmperatnrn 12.
!@


Atten^o.
N. 40-Roa do Anoi im\. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres quartas e
farinba de mandioca a 29500.
CAPORAL
Deposito das manufacturas i mperiaes dcFranca.
uS^^STdJ^00 ,,*a:8,,*!Pwitado. apelamente na roa Nova n. 23, ESQUEJA DA
LMBOA DOCARMO, o qual stf vende por mseos de 2 hectogramos a 1 000 e era porcio de
10 mseos paro cima tora cesconto de 25 por cento; no mesmo esubeleciment acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Relogios
Suissos.
EmcasadeSchafleitHn& C,ruada Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosdeourolpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeirosfabricantes da Suissa, qu se
vanderao or precos razoaveis
$9 Em casa d Mills Lathara & C. na ra
@ da Cadela do Recife n.52, vende-se :
39 Vinho do Porto. *>
@ Dito Xerez engarrafado da muito supe-
or qualidade. S
@ Oleo de liuhaga. 1
m Alvaiade.
n Secante. B
fj Azrelo.
Encarnado veneriano em d.
tantas libras: no armazem
Xarope peitoral brasi-
leiro.
O Prs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
texarop j bem conhecido pelos seu bons ef-
'.:'.'.js, coutinuam a venin-lo pelo preco de 19
cada vidro, fazem urna diffurenca no p'reco aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrosnara cima.
Rap priuceza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porcoes ou a retalho.
_ Vendem-se por preco comraodo urna por-
cao de toneis do varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para as destilarles
dos engenhos, assim como para depsitos de
agoa em casas particulares : pora ver e tratar
na loja da ra do Queimado n. ii.
Loja das seis portas em
lenle do Livramciilo.
Roupa feita para acabir,
Palctols de panno preto a 229, fazenda fina,
calcas de casemira pretas o de cores, ditas de'
brim e de ganga, ditas de brim branco, palelots
de bramante a 49, ditos de fustao de cores a 4J
ditos de eslamenha a 4$, ditos de brim pardos
3;, ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colleles de velludo pretos e de cores, ditos de'
gorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collariohos de linho
oa uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha al as 9 da noile.
(oianna,
Venieaa-se as seguintes propriedades
novas, bem construidas de tijoo e cal,
proprias para todo e qualquer estabe-
le-imento por seren todas as ras priu-
cipaes dacidade deGoianna, a saber :
Urna casa na esquina da ra Diteita
e becco do Pavao, conten do i porrtas
de cada lado.
Urna dita na esquina da ra Direita
e ra da Padre Reinaldo, com 9 portas
de um lado e 4 para a ra Direita.
Urna dita confronte na outra esquina
da ra Direita e ra do Padre Reinal-
do, com 2 portas n'um lado e G n'ou-
tra, com 2 quartos na ra Direita e ca-
da quaito conlm 2 portas.
Duas ditas na ra Direita que servem
de armazem de assucar, sendo urna
com 3 portas e outra com 2.
Duas ditas na ra do Padre Reinaldo
annexas com 2 portas cada urna.
Urna dita em Portas de Roma esquina
da ra do Rosario, sendo divididas em
o moradas, todas oceupadas com esta-
belecimentot.
Urna dita nova na ra do Rio anda
em respaldo, perto do embarque, cuja
casa esta' confronte ao theatro do Illm.
Sr. tenente-coronel Antonio Francisco,
tendo 70 palmos de frente e 90 de fun-
do, podendo alevantar-se um bom so-
brado, Vendem se estas casas barato a
dinlieiro ou a prazo com garantas a
contento : a tratar na cidade de Goian-
na com o seu proprietano abaixo assig-
nado na ra de Jos Caetano n. 24.
Bartholomeu Gomes de Albuquerque.
Relogios.
Venle-se em casa de Johnston Paier C.
ra do Vigario n. 3 um bello sortimeoto de
relogios de ouro, palele inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de benitos trancelins para os
mesmos.
CENTRO COMERCIAL
1S Ra daOadeia do Recife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Boiirgard
nelro nnr c.ni. L ,./) Baha e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
poroPe aret ho !5 SiS1?" dS SfS Domi8 A.We. Machado & C. vendeodo-se em
sumos e hamburgo. Sempre gr"de 80rlimenl0 de d*os manilha. havana.
Charutos SUISSOS a 305 0 milheiro, fazenda aaperior e que se vend, a 45.
^h^Li6.1!?? e pa,h?d..e miihokde ',aPe, rei. de linho. de seda. ro. pardo e
hespanhoea sendo.de superior tabaco do Rio, vende-se em milheiros muito barato.
Bocaes para charutos com.garr.sde meta, ., c.d.... ano. P.ra .
^^^ir^lSS^^?^Mbta^^^1*^ ecigarreiros que fabri-
lidade. 8P0ral frncoz, verdadeiro em magos de diversos tamanhos. garante-se
abaco fleuCrd?hrlebeke "" Pf V" Cg8"S CaChmb"
Tab chimbos, fazendo se ab^enfo em SJ.?" de diVerS8 ""*
Cigarros de manilha depapel brdnco e pard0, ISf o raUheiro
Machinas e papel para cgarros demaailha.
VftLa^ol0 fraDC" ^ ma?S de Uma Ubra e dit0s de meia ,bra t*' 8uPior.
DK u 0USft e barro Pa" t^aco e rap.
Fnosphoros e iscas da d7ersas qualidades para charutos
tL w iou5a-ma-
?SS % picado para cachiiabos e cigarros a8
Garante sp "fazendas maisb"'ld0 'ue em oul" er p.ne.
"do nao^gLl:m0ao co0mper?dorV.eQdd0S l0rnaad-8e reCeber Q<:Iuindo <* *to.) qu.n-
P2. 9 lU "Se eQCommendas. encaiwtam-se e remeilem-se aos seus destinos com bre-
^an0leqs?e Ca eipSl t0m Um V"riado ~rl""nU de objectos proprios para os senhores fu-
barato i^t^mn^^^iincltmml9' aol" Pe, ,,al se #* ^nder muilo mais
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
a qua-
para cigarros e ca-
SEDULAS
de ige 5^000.
Conlinua-se a trocar sedulas de uma s figura
por metade do descont que exige a thesouraria
desla provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o bale de 5 por cento: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruzo
n. 1.

a libra:
Velas,
Attencflo.
E' barato que admira!
Uma 6#000.
Manas prelas de fil de seda, blonde
e dentelle : na ra do Crespo n. 8.
[Manteletes de grosdenaple]
- e fil e de dentelle, pretos.
Casacas, calcas, coetes
pretos muito finas e baratas.
Ka ra das Cruzes n. 4, vendem-se velas de
composicao, afianzando se a qualidade, e mais
tralo que em ontra qualquer parle, e na mesma
tambem se vendem charutos muito bons para
20 ris.
Na cocheira de P. Eduardo Bourgcois, ra
Nova n. 59, vende-se um Ilodo cabriolet novo,
de2 rodas,com o arreio. (Preco 800J). Tambem
?eode um par de arreioa, fuaruicae prateada, e
?aquetas grandes para cobrir carros, chegtfos
ltimamente.
Na ra do Imperador n. 28 ba para render
tres apparolhoa de ferros proprios para corlar
carne nos acongues, viudos de Franca, e duas
bahincas do coHimna proprias para botica ou dc-
po*tos, deus tornos de peso,, por prego com-
ID9uO
Sarja e setim maco preto
grosdenaple e nobreza lavrada, pretas
mais barato do que em oatra qualquer
parte para liquidar: na ra do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
i Pereira.
Cera de car-
naba,
No largo da Assembla n. 15, armazem de An-
tune Gaimares & C, ha continuamente desle
genero para vender.
Aletria, talharn e macarro a 400 rs
vende o Brandio. na Lingoela n. 5.
Aosseahores deengenho
grande reducto.
Braga, Silva & C, achando-se em liquidaco,
e para fecharem contas, resolverm fazer uma'
grande redcelo nos precos das moendas, e meias
moendas de todas as dimensoes existentes no seu
armazem na ra da Moeda (Forte do Mato).
Os compradores queiram dirigir-se ao escrip-
lorio n. 44, ra do Trapicho.
Recife, 11 de margo de 1861.
Vidrilhos de todas as
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco asae-
tioado, que se vende por baratissirao preco de
2,500 rs. a libra, s oa jguia branca.
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d'aguia branca n. 16, asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorti-
menlodo todas as cores tanto para homem como
para senhora.
Machinas de vapor. a
Rodas d'agua.
Moendas de canna. a
Taixas. S
. Rodas dentadas. S
% Bronzeseaguilhes. Z
Alambiques de ferro. $
Crivos, padroesetc, ele;
J9 Nafundicaode ferro de D. W. Bowman
ra do Brum passando o chafariz.
Vende-se um terreno com 30, 40 ou 30 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brum
junto afundicao Ingleza, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e promplo para se edificarem re-
QnaQdes, padarias, ou outros quaesqoerestabele-
cimentos por ter ezcellente porto para embarque
e desembarque de gneros : na ra da Madre do
Dos, armazem n. 20.
16, loja d'Aguia-Branca. -?l
Barato que admira.
Vendase no armazem de Moreira & Ferreira,
ra da Madre de Dos n. 4:
Fsrinha de mandioca de superior qualidade a
13j)200.
Saceos com milho de 22 cuias muilo novo a
3|400.
Fareio, saceos gran les, a 4$500.
Gomma muilo nova e de muilo boa qualidade
a 3{>50O.
Cera de carnauba, arroba a 9>.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-se grosdenaples preto apelo baratissi-
mopreco defMOO e 29 o covado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
/fu do Crespo n. 8, toja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores fixas e lindos desenhos
aSOrs. o covado dao-se amostras com penhor.
Superiores fitas de velludo
e de seda.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mu tinas, e gran-
des eslampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado do aojos, etc.,
e oulras a morte do peecador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessaules essas
estampas para quera as sabe apreciar, pelo que
se tornara dous quadros dignos de se possuir e
mesmo pela raridade delles aqui. Vedm-se Aa C.,^ T"~" ""o"? n ",r-
a 2-JO00 cada estampa, na ra do Queimado n de Santo Antonio, S. Jos e Boa-ViSta,
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
acabara de receber de sua propri eocommenda
pelo vapor francez, filas de velludo de todas as
arguras pretas e de cores, sendo Usas, abertas e
lavradas, de lindos padroes, que se vende por
preco muilo em conta, assim como Otas de cha-
malo to de todas as corea proprias para cinlos,
cintos com fivela preta proprios para luto, luvas
oe torcal com vidrilho muito novas a 1*200 o
par, ditas sem vidrilho a 800 rs.. ditas do seda
eoreitadas cora bico e vidrilho a 2$ : isto s se
vende na aguia de ouro.
Vende-te em casa de I. Mendibou-
re i C. ra do Trapiche, seis quartolat
com excellente vinho de Bordeaux che-
gado a poucos diat pelo vapor francez
Navarre.
Uteucao.
Vende-se urna rica mobilia de Jacaranda por
um prego diminuto; na rus das Aguas Verdes
n. bo. Na mesma vendem-se 6 cadeiras de ama-
relio. 1 guarda-loucj, 1 horco e 1 marqueza : a
tratar na mesma casa n. 86.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezcs de gor-
gurao e velludo, raeiclados e de mui bonitos pa-
droes a 1J500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como oulros bonots de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2S500, 3j e
4, o melhor possivel: na ra do Queimado n
16, loja d'aguia branca:
Pechincha.
Vendem-se bales de 30 arcos, pelo diminuto
prejo de 4$: na ra da Cadeia n. 24.
Farelo e milho
Saceos muito grandes e de muiio boa qualida-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
AntunesGuimaraes& C.
Attencflo.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fruclo,
grande baixa para capim. casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozl-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrada o. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
Ricos cortes de se-
da preta com ba-
bados.
Na -ra do Queimado n. 18 A esquina da ruado
Rosario, tem para vender rios cortas de seda
preta com babados, pelo baralissimo preco de
509 cada um.
Vendem-se por preco commodo caixas com
vidros para vidraca e chumbo em barra : a tra-
tar na ra do Queimado n. 41.
ELOGIOS.
VeoVseem casa de Saundres Brothers 4 C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaule Koskell, por pregoa commodos e tam-
ban traneeiiins e cadeias para os mestnos de
excellente gosto.
GRANDE SORTIMEOTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues lava-
res de Mello.
Ra do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
a, de Jf> a 40$cada uma.
Paletol* de panno fino preto, de 25 a 30.
(.olletas de velludo preto bordado, a 12 cada
Ditos de gorgurao preto a 7 idem.
Dilos de selim maco a 65 idem.
Oilos de casemira preta a 5idem.
Ca cas de casemira preta fina de 12 a 14-
Paletots de estamenha a 5.
Dilos de alpaca preta, saceos de 4 a 5.
Di los de dita sobrecasacos de 8 a 9.
Ditos de bambolioa preta superior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a 10#.
Ditos de casemira muito Qna a 14$.
Um completo sortimenlo de paletots de rusti e
brim, e calcas e colotes, que ludo se vende Dor
preco em conta. v
cobertos o descobartosr pequeos e grande*, da
ouro patale inglez, para-komem a senhora do
um dos meihorea fabricantes de Liverpool, fin-
dos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Sonthall MeUor 4 C.
Labyrinthos.
Na roa da Cadeia do Recite n. 98 primeiro an-
dar, vendem-se lencos e IpalhU de labyrinthos.
assim como um sobrado de tres andares
em uma das principaes ras da fregue-
ziade Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, sa dir' com
quem se deve tratar.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Rooker & C, existe um bom sortimento de II-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quae3 se vendem poi
precos mui razoaveis.
Chega para todos.
Gassas francezas muito bonitas e de cores Da;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na Tua do Queimado u. 2.2
est multo sortida,
c veude muilo barato :
Brim branco de puro linho trancado a 1J000 e
, J**00 rs. a Tar* lito pardo muito superior a
IfZOO a vara; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a lg600 ;
ditos de brim de linho de cores a 23 rs. ; breta-
nha de linho muilo una a 20, 22 e a 24 rs. a
pega com 30 jardas; aloalhado d'algodao muilo
superior a 1S400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2100 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de linho a 6. 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodo com bico largo de linho em
volta a 1280; ditos com renda, bico e labyrio-
loa2000; e alm disto, outr.s muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 3.
Pecas d bretanha de rolo coa 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palito ts a 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente maito fina a 3$,
4#, 5, e69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 5 a 65 a peca,chitas largas de modernos e
escollados padresa 240, 260e280ra. o cava-
do, riquissimoi chales da merino simpad* a
7* 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 9 cada um, ditos com
umas palma, muito finos a 850, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada nm meias muito
finas para senhora a i* a duzU, ditas de boa
qualidade a 3e 3*500 a duzia, ahitas fran-
cesa de ricos desenbo, para eoberu a 80 ra.
o ovada, chitas escuras inglesas a 59900 a
peja, a a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linho a 1, 1*200 .1*600 a vara, dito prelo
muito enaorpdo a 1*500 vara, brilhaatlai
atol a 400rs. o aovado, alpacas do differentes
cores a 360 rs. o covado, casemiras pretas
finas a 31500, 8* 3*500 arado, cambraia
preta e de salpico a 500 rs. vara, ostras
mitas fazendas qne le farf patente ao compra
dor, e da todas u dario amostras gom panhor.
Fil preto.
Vende-se fil de linho prelo liso pelo baralis-
simo preco de 800 re. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
Chapeos na ra larga do
Rosario r. $2.
5^dH?rKo.\cgrbrraro a ,2-
Ditos pretos com pello a 10.
Ditos ditos rapados a 9.
Ditos de massa finos a 7.
Ditos dedila a 6.
SIS J p.h.'. So.0 "* """' *
Ba do Crespo,
dos a 150Cla pega, babadoa bSSadoi*. jSTm
vira, sedinhas de quadros finas a 800 rs casa
veques de cambraia e fil a 5, pentead'ores d
cambraia bordados a 5. gollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 2*600, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2, damasco de lia com
a palmos de largara a 1600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
IStfimS ,0 "' par- C8p" de fus,ao en-
tenadas a 5, pegas de madapolo fino a 4S. laa-
m!. luaro/ Par"!e8td8 320, camisusde
fin Vrfab^idos,a becasacas de panno
16 9n2SH6 ,5S,-P8,?l0t8 d PBnno e casemira de
hrim .?f d,l0S 1e alp8CS de 3500 8. ditos de
brim de crese brancos de 3500 a 5fi, calcas e,
casemira pretas e decores paTa todos'pS pSreg08
ditos de brim de cores e brancos de tf, 5 V..'
misas brancas e decores para todos os prCos
rm!* ?e casen?ira, de finos a 5 ; aVaim
vrrpa;.a!eSac8ofnLnd" >" > do S
Fazendas pretas para a
qoaresma
Na wa Ao Queimado u. SO
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Corles de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muilo superiores a 120. ditos bordado
a retrox e vidrilho a8C, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 70. manteletes de fil
de lindos gostos a i(g, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enfeilados a 20, 25, 30 e a 35
cadaum. ricas mantas de blonde hespanholas
u, ditas de fil bordadas a seda a 12 e a 15
cada ufa. grosdenaple preto de superior qualida-
de de 1800 at 3200 o covado, luvas prelas en-
feiUda e de superior fazenda 2J200 cada ums, e
oulras muitas mais fazendas proprias para a qua-
Cintos
m
para senhora e menina : na ra do Crespo n 8
loja de Leandro Lopes Dias. *
Miles de cabeca
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1
vende-se enfeites pretos de vidrilho pelo baralis-
simo preco de 2, ditos de velludo de escama a
4, ditos de tranga a 3, assim como luvas pretas
de torgal com vidrilho, ditas de seda prelas e de
cores, assim como pulseiras de continhas, ditas
de missanga de cores, e gollinhas muito lindas
de vidrilho : ludo se vende por baralissimo pre-
co para acabar. r
Pechincha para a
quaresma.
. Manteletes de grosdenaple e da fil de aeda
, pretos e de cores, pelo baralissimo prego de 5,
j o, lS e 12 : na ra do Queimado n. 44.
Vende-se na cidade do Aracaly uma casa
terrea com sotao, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zar ali estabelecer-se, por ter dSo s commodos
precisos para residencia, como lamben, loja, arma-
zem, etc.: a tralar na mesma cidade com os Srs.
Ourgel Irmaos, que esiao aulorisados para esse
um, ou nesla praga na ra do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
\endem-se superiores manteletes prelos rica-
_jente bordados, pelo baralissimo preco de 35
na ra do Oueimado n. 22, loja da boa f. "
Ruada Senzala Nova n .42
Vende-se em casa da S. P. Jonhston & C,
sellinse silhes nglezes, eandeeiros e castigaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de ouro patenta
inglez.
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pioho
por precos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 rs, e par.
Chitas escuras francezas. tintas seguras, a 220
ra. o covado, ditos estreiloscom muito bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores segaras a
ru rs. o covade, pegas de bielanha de rolo a 29,
brimzinho de quadriohosa 160 o covado, musse-
lina encarnada floa a 320 o covado, algodo de
duas largores a 640 a vara, lengos de cassa pio-
lados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado, fil de !inho" preto com sal-
pico a 1!400a vara, luvas de torea! muito finase
00 rs. o par : a loja est aberta 'das 6 horas da
manha s 9 da noite.
Bonitas figuras
de porcellana dourada a rail
ris.
.A loja d'aguia branca est vendando mui be-
rnias figuras de porcellana dourada, de um pal-
mo de altura, proprias para enfeites de mes.
waaaa1 de1 gabinete, etc., etc., a 1000 cada uma.
ra verdade admira lal obra por tao diminuta
qMBlia. e para se coehecer da barateza i diri-
1, que vendo comprar.
LTl ** "* Pvopriedade sita na fragoa-
fn?.!"nK0ar!DSo d3 o propmdide j
^^...P0r.ae"fhar b0 esld >.
como seja. !ada desde a tomada do rie at o
wgeros, Cavco, e quaii ledos es paree tatm-
sas de engenho, purgar e caldeir, taode esta
propnedade duas legoas de testada nasa de lar-
gura, e quasi toda coberU de asata* virgeaa, ca-
de se pode levinler oulros engeaho. O eegeaho
copeiro, e dista desla cidade 5 legoas, tem atis
de legoa e 1(2 de vares e mui tos corrigos: qnem
a pretender, dirija-te ao eageono Jaaaaxib, ou.
a ra do Queimado n. 13. ^


DA* 10 Ol F1UUMKJC0. SABBADO 23 Al MABCO DI1861.
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO OUEIMADO 40
Defronte do becco da Congregacao letreiro vcrde.
Neste esUbelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
quaudades, e tambera se manda executar por medida, i vontade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40$, 35& e 3O000
Sobrecasaca de dito, 85$ e 30&00
Palilotsde dito e de cores, 85, 30,
25S000 e 2O$000
Dito de casimira de cores, 22*000,
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, lljOOO
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9g000 SjsOOO
Ditos de alpaka de cores. 54 e 35O0
Ditos de dita preta, 9, 7, 5 e 3500
Ditos de brim de cores, 5, 45500,
4gO0Oe 38500
Ditos de bramante de linho branco.
6g000..5000e 4SCO0
Ditos de merino de cordao preto,
15O00e 8SO00
Calsas de casimira preta e de cores,
128,10. 9 e 6S000
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 5 e 43500
Ditas de brira branco e de cores,
5J000. 4500 e 2J}500
Ditas de ganga de cores 3g000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 123, 9$ e 8S0OO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5500, 5 e 38500
Algodo moBstro.
Vende-se algodo monstro com duas larguras,
multo proprio para toalhaa e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baralisaimo
SBfio de 600 rs. a Tin ; na roa do Queimado n,
, ira loja da boa f.
&GEHCIA
Da
0 BASTOS
Ditos de setim preto 5000
Ditos de seda e setim branco, 6 e 5a000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7JO0O, 6000 e 5$000
Ditos de brim e usto branco,
350O e 3000
Seroulas de brim de linho 2200
Ditas de algodo, 1$600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores. 2*500 e 2*300
Ditas de peito de linho 6J e 3j000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2$500, 2 e 18800
Camisas de meias 1;000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10g,8*500e 7J00O
Ditos de feltro, 6, 5$, 4* o 28000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 2g, 11$ e 7000
Collarinhos de linho muito finos,
novos eilios, da ultima moda 800
Ditos de algodo 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100. 90, 80 e 70000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40S 30SO00
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis e
Toalhas de linho, duzia 12000 e IOjOOO
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Calcado baralo na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expoe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguius de bezerro de Meli a 10$000
Ditos de Naotes sola patente 9J0O0
Ditos de dito sola fina 8gC00
Ditos dito de dito 7S000
Ditos francezes de lustre de 6, 7 e 8*000
Ditos todos de duraque 6*500
Ditos de couro de porco a 5g000
Sapatosde lustre a 3g al 58000
Ditos de bezerro a 33500 at 53OOO
Ditos de dito de 2 solas 4^000
Ditos de 1 sola com salto 3g000
Ditos de 1 sola sem salto 2*500
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Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranga para meninos de Ift a
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
6-5000
58500
500
SOOO
48000
38000
3-;00O
3JJ000
28500
1*200
1*280
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Arados americanos e machina-
pata lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra daSenzala n.42.
Novos cintos
com fivelas de a A loja d'aguia branca recebeu notos cinto! pa-
ra senhoras e meninas, eom fivelas de ac po-
lido e lapidadas, e bonitas Qtas de chamelote, as
quaes poderao ser substituidas por ouiras de vel-
ludo cor de caf, rdxo, azul, encarnado e preto,
liso ou de listras, conforme o gosto do compra-
dor, e como sempre est vendendo por menos do
que em outra qualquer parte a 4 o cento : na
ra do Queimado, loja d'aguia branea n. 16-
Vende-se a casa tenes com soto n. 52 da
ra da Roda no bairro de Santo Antonio; a fal-
lar com o Lima no Forte do tallos. |
Vende-se a loja de oalcado da ra do Li-
vramento a. 35 : a tratar na mesma ra, loja nu-
mero 6.
' Vende-se um silhao para amazona, patente
inglex (apenas scrrlo ums res) por mdico preco:
na ra do Queimado, loja da eiperanca d, 33 A,
Ges & Bastos.
Ra do Queimado n. 46.
JlD^ ?8 anDancisnte conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste {ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhldo sortiroento de roupas diversas e
de fazendae escolhidas para todas as estaces.
Sempre solicilqs^ni bem servir aos seus nume-
rosos ireguezesnao so em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de aua of-
Dna, sendo ella d'ora em diante dirigida pelo
insigne mestre LAUBLVNO JOS' DE BARBOS
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, asilen pois em pouess
dias so aprompta qualquer encomeada, qoer
casaca, quer fardes dos Srs. ofnciaes de marinha
e exercito. Oulro tim reeommendam aos Sra
paes de raailia grande sortimento da roupas pa-
ra meninos de todas as Madei.
que outr'ora tinha loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Ges Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mane do mesmo
nome, por iseo flcou gyrando a mesma
firma de Ges A Bastos, assim comoapro-
veita a occasio para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Goncei;eo dos Hilitsres n. 47, que
passa 1 gyrar sob a firma
DE
i Bastos ( Reg
com um grande e numeroso sortimento de
roupas feitas e fazendas de apurado gos-
to, por pregos muito modificados como
de seu coslnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cora 25$, 28g e 308, casacas
do mesmo panno a 309 e a 35a, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 188,
208 e a 22$, ditos saceos de panno preto a
128 o a 14$, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9g, 10, 12
el4&, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5 e 6$, ditos de alpaca
preta e de cor a 4, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8J>, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguiao
pardo fino a 4S,4500e 5S.ditos de fus-
to de cor a 3, 3500 e 4, ditos bran-
cosa4500e55C0,dito8 de brim pardo.,
fine sacco a 2g800, calcas de brim de cor *
finas a 3. 3500,4e 4J500, ditas de di- fi
to branco finas a 5$ e 6J50O, ditas de ff
princeza proprias para luto a 4f, ditas de T
merino de cordao preto fino a 5 e 6, ||
ditas de casemira de cor e preta a 8, 9 S
e 10, colletes de casemira de cor e pre- I
la a4$500e5, ditos do seds branca para 5
casamento a 5. ditos de brim hranco a S
3 e 4. ditos de cor a 39,colletes de me- "flg
ri para luto a 4$ e 4500, ricos rob- af
chambres de chito para homem a 10,pa- S
letols de panno fino para menino a 12$ e g
14,casacas do mesmo panno a 15$,calcas M
de brim e de casemira para meninos, pa-
telots de alpaca ede brim para osmesmos II
sapatos de tranga para homem e senho- X
T* 'e 1500. ceroulas de bramante a J
18 e 20 a duzia, camisas francezas fi- S
as de core brancas de novos modelos a M
17$. 18. 20, 24$. 28 e 30 a duzia* Z
dius de pellos ae linho a 30 a duzia di- H
las para menino a lj800 cada urna, ricas %
grvalas brancas para casamento a 1*800 1
e2 cada urna, ricos uniformes de case- S
mira deeorde muito apurado gosto tanto S
no modello como na qualldade pelo di- S
minuto preco de 35$, eso com avista se al
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 180 e 20 >
e muitas outras fazendas de excellent S
gosto que se deizam de mencionar quo ff
_ por ser grande quantidade se torna en- *
8fadonho, assim como se recebe toda e S
qualquer encommenda de roupas feitas
o para o que ha um grande numero de fa- 3
i zendas escolhidas e urna grande officina
g dealfaiateque pela suapromptidSoeper- S
?K fecao nadadeixa a desejar lf
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores Oas nadres
muitobon.los, pelo bar.tissimo preco de'Sors
o corado, e mais baralo que chita: alirn"o"
Queimado n. 22. na beo! conhecida lf. da
Calvice.
admiracao dos "estrangei
ros. O cbimico de Pars,
autor da pomada indiana,
depois de ler esludado suas preparagoes, conse-
guio curar-se da calvice e f j a pedido das pes-
soas que j Dzeram uso della que se resotveu a
introduz-la no commercio. Deposito em Per-
nambuco na ra do Imperador n. 59 e ra do
Crespo n. 3. e em Pars Boulevard Bonne Nou-
vdle. Prego cada frasco 3.
m^^m emsmmm desuera
ai
4 fama Iriumplia.
Os barateiros da loja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
SRua do Crespo numero 17.
Vendem riquissimos chapeos de seda "
brancos para senhora a 15$, admiravel
pechincha.
Biquissimos chapeos de palha da Ita-
lia ricamente enfeitados a 28 e 35$.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7
babados por pregos baratissimos.
Groa pretos de todas as qualidades pe-
los pregos de 1900, 2$. 2$100. 2700 o
covado effiangando-se ser estes pregos
menos 400 rs. em covado do que se podo
comprar em outra parte.
Ricos enfeites imperatriz o melbor
que tem vindo a provincia.
Cortes de colletes de velludo preto
bordado a 5$ o corte, incrivel s se
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos
pelo barolissimo prego de 280 rs. o co-
vado, affianca-se serem t&o boas fazendas
que muito se tem vendido s primeiras
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mao
com 9 varas a pega por 6500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas cosa 7 e 9 ba-
bados por 3M, corles de lias a Garlbaldi
a 10 com 2a covados, baldes de 30 ar-
cos e outros de musselina a 5.
Saias bordadas a 22O0 cada urna.
Ditas bordadas a 4 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 30$, sahidas de baile o que ha de me-
Ihor, esparthos de todas as qaalldades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, solrecasacas. paletots, col-
le, caicas, camisas, seroulas, meias.
grvalas etc. '
Calcado Meli
oUimameale ebegado de Pars, inerWel
a se vendo.-
FINDICiO LOW-MOW,
Roa da Semilla Km n.42,
Nesta estabelecimento contina a havar um
completo sortimento da moendas emeias moen-
das para engenho, machinas da vapor a taixaa
te Ierro batido e coado, da todos ostamanbos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da ra da Hoeda n. 3 A, um grande sor-
menlo de tachas e moendas para engenbo, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 3520.
Feijao branco e mulatinho;
llac&rrao, talharim e ietria,
S barato a 5 e 8000 rs.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug il 1 B.
Vendem-se franjas pretos com vidrilho ou sem
elle, de lindos padrdes, que se vende muito bara-
lo, ditas de cotes de todas as larguras e por todos
os pregos, ditas de linho tanto de cores como
brancas, ditas com bolota c sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e para panno da Costa,
ludo isto por pregos que admirare, e s se vende
na loja d'aguia de ouro na ra do Cabug n. 1 B.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs. a vara ; idem lisa muito fina a
48500 e a C$000 a pega com 81)2 varas; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas';
dita fina com salpicos a 4800 a pega com 8 i2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; larlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras xnuitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. ni loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
r5i8Sui*las'Pr sem de cores escuras e fixas a
>O0 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
oja da Boa f.
Sortimento de chapeos
/?ua do Queimado n. -39
Loja de quatro portas.
Chapeos prelos francezes de superior qualida-
de a 7.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16.
Chapos lisos para senhora a 25.
Ditos de velludo cor azula 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8?.
Ditos ditos para menino a 5.
Lindos gorros para meninos a 3.
Bonets de velludo a 5.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4$.
Chapeos de sol francezes de seda a 7.
Ditos inglezes de 10, 12 e 13 para um.
Vende-se urna veranda de ferro com 30
palmos, por prego barato; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Vinho de Bordeaux em tarris
e P.m caixas.
Agua de Seitz (da Fonte) em
botijas.
Espingardas de caca de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Por sem duvida que o Sr.ex-BBinistro da fazenda
eslava despeitado com os delicadosps dasnossas
""w Patricias I Prova-o bastante o augmento
ae 160 "lo nos dlreitos que pagam as bolinas de
senhora em'relago s de homem que apeuoS ti-
veram o do 25 e(o 1 S.Exc.desejava que ellas tro-
cassem urna bem feita botina jo/y.por algura ch-
nelo mal amanhsdo, encosturado de popa proa,
aflm de obstar a que ostentassem com'garbo o mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. teve
de encontrar urna opposlgao firme c enrgica no
propnetano do estabelecimento da ra Direita n.
* qu 5* 1u,z Tender as suas bolinas a 72000
como S.Exc. prclendeu, e sim pelos pregos se-
Borzeguins para senhora.
Joly (com brilhantina).
Dito (com laco e fivella). .
Austraco (scmlaco). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30. .
De 18 n 22. .. *. '
Para homem.
Nantes (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, inteircos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russa .
Ditos nernambucanos .
Sapa toes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5600
1 batera )Suzer)..... 5200
Soladebater(Suzer). 5,0000
Meios borzegins (lustre). 6,$000
Sapatoes (com elstico). 50000
Ditos para menino ?#500 e 4#000
ra?; Ml!ll(,? bem feil no P"iz Por precos ba-
ratissimos: assim como couro de lustre, marro-
qutos, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
bato elC* em abundaDeia e mo'lo
6^000
5^500
5$000
4^500
40000
3,9500
100000
90000
90000
8.v 00
80500
6S000
|R01PA FEITA AIINDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
Fazendas e obras feilasJ
HA
I" Como se pode ver pelos
livros dos capites Coolc,
Bougainville e outros via-
janles, os habitantes de al-
gumas ilhas da Oceania,
conservam ainda em sua --------- ~~- ~~^ w v.
dSgao^'dos^str^ngcu Praeger fe C ra da Cruz nu-
mero 17.
Vende-se urna escrava com habilidades ;
na ra do Colegio, hoje do Imperador n. 83, ter-
ceiro andar.
Vende-se um preto bastante robusto, com
a habilidade de ser bom-foroeiro e perfeito amas-
sador, e juntamente trabalha em massa na para
bollos : na ra Direita n. 66.
Ceblas novas a 1$280 o
centc.
Vendem-se ceblas a 1J280, toocinho novo a
320. alpista e paioco a 200 rf a libra : na ra
das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
.fuade .1 pollo n. 6.
Vende-se sssucar refinado desde 3*200,3j6O0,
49 e -igi&o por cada arroba, o por 5M20 e 69400
do crystalisado.
Potassa. *
Vende-se a 240 rs. a libra, a
superior e alva potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, geralmente conheci-
da como da Russa : no deposito,
ruada Gadeia n. 47, escriptorio
de Leal Res.
^Vinhos engarrafados^
Termo*
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arinlho.
Bucellas.
Halvasia, em caixaa de orna duzia da garrafas -
na ra do Vigario n. 19,, primeiro andar.
Queijos do vapor.
Vendem-se queijot vindos no nltimo vapor a
1800 e 1J500, s serve para comer j por nao
poder aturar muito tempo de frescos que sao : na
travessa do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pin-
tada de amarello.
Queijos muito frescaesa
1#700.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados
no ultimo vapor francez a 1J700 ; na ra das !
Cruzes n. 24. esquina da travessa do Olvidar.
Vende-se urna excellent escrava
crioula clara, idade 15 annos pouco
mais ou menos, propna para mubanda
na ra da Cadera n.
redo dtlrmSo.
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 46, trente amarella.
. Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacasnretas
W5*^0 e df cores muil fioo a 26,
J ?* P.eioU dos menios pannes
20$, 22$ e 24$, ditos saceos prelos dos
amo, pann0s a 14tti 16a 18J> casa_
cas pretasmuitobem feitas edesunerior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
caSei""a de core multo finos a 15, 168
o 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira Una para horoem a 6, 9 101
m,8',dla".^ecasemira decores a 7$,6,
9 e 10, ditas de Orim braneos Bulto
*?"<>%' ? dila8 de dilos de "res a
3, 500, 4 e 4O500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50O, col-
letes prelos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos decores a 4J500 e 5, ditos
brancos de sedfcjMra casamento a 5
ditos de 6, collereWto.brim brauco e de'
2SSf a03*. 3500 e iv-- )3 de cores a
25500 e 3, paletots pre\^, de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 8 e 9s
colletes pretos para lulo a 48500 e 5'
cas pretas de merino a 4500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3&500 e 4$, dito
sobrecasaco a 6,7e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 4$. colletes de re-
ludo de cores e pretos a 7 e S, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6500 e
7f, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
33500, ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
calcas de casemira pretas e decores a 6|
6$50O e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|32 a dozia par acabar.
Assim como temos urna officina de al
fsiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
JeMflKM6&KM9 RftlCMKftlC^g
Rap de Joo Paulo Cordeiro.
Vende-se rap de Joao Paulo Cordeiro, na ra
larga do Rosario, loja de miudezas n. 38 pss-
sando a botica a segunda loja. Na mesma loia
tem para vender linhas e cartao de Pedro V, e
multas mais miudezas em conta, e vista dos
compradores se dir o prego de tudo.
Vende-se um bom escravo e escrava para
qualqner servigo : na ra do Imperador n, 50,
terceiro andar.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
55 ctos s 2as ": di,os de brim bra"co de
linho a 5 rs.; ditos de setineta escures a 3J500,
muito barato, aproveilem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Potassa da Russa e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadea do Recite n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambera cal virgem em
pedra ; tudo por pregos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou permuti-se por eseravosacos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
co de coqueiral, olaria, diversas arvores de
fructo, viveiros de peixe, pastagem para vaccas
de leile, bsixa para capim, bom porto para em-
barque em qualquer mar, disiento desta cidade
urna legos ; a fallar com Maooel Firmino Fer-
reir, na ra da Concordia, ou com Balbino Luiz
Frange, no Giqui.
Vendem-se noventa apolices da
companbia do Beberibe:. na ra Nova
n. 14-, primeiro andar.
Ricos manteletes de seda
pretos.
Armazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
Coberlas de chita, gosto chioez, 1*800.
Lenees.
Lengoes de panno de linho fino a |$900.
ron., h es de caaemira.
o preeSdeCT,ra ^ Cr Bi, flna' '****'.
Ta ra tana.
asya !r.\;;..""ido' *
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fio. a 240 rs. o covado.
rk, r u,lta ranceza.
^Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
d* i s a FSteira da Inda,
l.'e5cIm.Psalai0Sde,ar*0- r-pr. par. forrar
Cortes de collete
Cortes de velludo preto bordados a 6>
Mantas de 1 londe
Mantasde blondo pretas de toda,.s qualidade.
Cambraia, branca.
3550.8 C C8aibr8ia branca flDa 25800, 30O0 e
t il Toalhas.
Toalhas de fustao. 600 rs. cada uma.
E baratissimo!
Kua do Crespo n. 8, loia do i *
Cassas de co fl18S uuSt o ??"**'
vado, cambraia, organdys lidos H-v co~
ra. o covado, e chitas larVa. n de*eohos a 400
280 o covado, oSl.'Sa "g 0. ?
rattssimo prego: dao-se .Til ^ht
vend mma dAracaty.
Para Mes.
S?noS.'SSa'i7nCO:?Md--'J.
Pentes de tartaruga a impe-
t ratriz a 8^000.
de^ht ;v.rd.^Ts.-jf *?enfeii-
do vapor n ra Nova n. 7 Uud Mlre,U : Dn loJ
chrgad^nrulKviro'a0 JV^ fr6SCS"
720. a libra, m.ntoigl to/le'*'"a?.6 Pr,to "
2a a 800 rs., toucinho tolSbl.*?'*^ n"-
berna da ra dos Martyrios n 36 U"
loa 16 annos, sad,a e sem defetos, boa
costure, : na Passgem da Magdalena
passando a ponte pequea, casa n. 15.
Para desenho.
Mu bonitas caixinhas envernizas. com tinU. fi
lt laja HgoffBril.: "' '"" d O*****-
i Manguitos e golfa.
5 cada a : na ra Queiwlo D g*^
EseraTos'fiKidos.
Na roa do Queimado n. 18 A esquina da raa
- rt~ rT------r i :fH. r.10' lem P"aveaer ricos manteletes le
55, loia de Frguei- 5eda Pret08 c.om enfeites de vidrilho e duas or-
aens de rendas pelo baratissimo preco de
I ditos dito al5# cada um. ** ae
20$,
Fugio da cidade do Arscaty, no mez de sa-
terobro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado to Sr, Beato
Loureneo Collsres.de nome Joaquim, de idade
de cincoenta a untos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente!
quetxo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abertos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Lonsta que este escravo apparecera no da 6 do
corrente, viudo o lado dss CincoPonias, e sen-
do enterregado por um pareceiro seu conhecido,
disse que i.nha sido vendido por seu senbor para
Ooianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
dera levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, que gratificarlo generosamente.
Fugio do engenho Maranho da freiruezia de
pojuca, no d,a 3 do crreme, o escre%o hido-
ro. de nacoo. que foi do Sr. tenente-coronel Jo'fi
tandioo de Barros, tem 35 annos, pouco misu'
menos, boa estatura, corpolento, poucas mercas
n^ ^V6'' C T 'S'h0 j* ^"3do%m orna"e"
n,m"rqU Do mesmo engenho. no dia 16. fugiram mais tres
sao Geraldo Benedicto e Manoel por epnellido
-gano, qu.si que todcs de igual estatura e essa
regular, um pouco magros ; os dous p imei "
sao fulos e tem marras no ro*to. sen, barba e
bastante mocos, o terceiro mais p,eto. tem bar-
ba e pode regular 35 annt s ; nao se sabe do des-
tino que lenham tonudo, porm prezun,e-se que
procurem a piaca ou seus suburbios ; pede-Ve
l??*' ,u,ord"d" Policiaea e capites d
ASI** S JPPrehfn n i .^eDh-- u. T-,a Pra^a ru rfe Hortas
,J,ue serao "l'scilos devidamenle
m,7 ?*" 8 do.corren,e fogio da ra do Quei-
r9n^1,i2,lerCe,i0a,ndar' cabocolinho de
hiKSAiSf8 de ,dade' de notte Bibiano :
bisiante cheio do corpo, tem a cara larea ca-
n/n h C0Km ,,stra encarnada, camisa branca e cha-
peo de bata : quem o pegar, querr leva-Io
casa indicada, que ser generosamente gratifica-
do. Desconua-se ter ido emeompanhia de um
matulo para Pao d'Alho : recommenda-se, pois,
as autoridades desse lugar a maior vigilancia.
_ Fugio ha 10 dias, do poder de Joao de Pi-
nno Borges, um moleque de nome Paulino, bas-
tante connecido na Boa-Vista, onde mora pe-
de-se encarecidamente a quem o apprehender
leva-lo a seu senhor, que ser bem remunerado.'
Continua a estar fgido o mole-
que Antonino, de idade de 15" annos
pouco mais ou menos, fulo, seco, mui-
to ligeiro, foi escravo do Dr. Lopes Net-
*'contnua estar pelos arrabaides da
Cidade e principalmente pela Pass-
gem, aonde mora o pai o crioulo Flix,
que tambem foi escravo do mesmo Dr.'
mas ltimamente foi preso em Beberibe
aonde dizem que havia feito um roubo
de roupa: quem o apprehender leve-o
a ra do Imperador n. 73, que sera're-
compensado.
Fuglo do dia 11 de marjo corrente, do en-
genho Jaguare, um escravo carreiro, de nome
Germano, estatura regular, preto, j um pouco
desdentado, falla grossa, tem defeitos nos dedos
da mao direita, principalmente em um delles.
que lem urna junta de menos, representa ter 40*
anr-os, ou perneo menos ; foi do coronel Lame-
nha, e capilao JoiAlbano, estove bypoihecado
ao Sr. Gabriel Antonio, e perlencehoje a Uanoel
de Mesquita Barros Wanderley, que d 100 a
quem o levar ao dito engenho.
Fugio no dia 14 do corrento mee a escrava
Ignez, negra fula, representa ter 17 anuos, poseo
mais ou menos, levou vestido um roupo de chi-
ta escura com chales encarnado, e sahio com um
vestido de cassa roa, feito urna trooxa, de baiio
do bra?o, indo calcada. E' necra acoatumada a
fugir para as bandas de Jgurase, d'onde foi
vendida pelo Sr. SebasliSo de Mello Reg a
quem pertence : quem a pegar ou della der o-
eias ao abano assignado, na roa do Trapiche n.
11, ser recompensado convenientemente.
Augusto Pinto de Leaos;
=-?-
. mi mi Anrr.



(8)
DIARIO DI fERaUMBUGO. SABBADO 13 MI 1IA1CO DE 1801.
Liiteratura.
0 trabalbo da liberdade.
Os aconiecimentos que se passam nossos olhoa
e que prendi-m a atiengo da Europa inleira exi-
gen) que dos remontemos a sus Causa primaria :
f deste modo que podrremos discutir o seu ve-'
lor e comjrehender tula S'ia importancia.
Uid grande trabaltio, uv>a revolucao geral se
opera, ou tende a opersr-se ; oiui pelas armas,
ali pela forja moral; mas atraz da espada de Ga-
ribaldi, con." sob as brochuras politices ios r<>-
generadoies, conliece-sc o esforgo de um brago
invisivel, mas paciente, prudente, obstinado que
impelle inccssaiitemonte o homem para esle fun :
a revolucao. Esta pa'avra que nos ltimos lem-
pos se lera emprestado urna significac.ao tao falsa
quanto impropria, para nos quer dizer mudanza,
transtormago da ordem aotiga em urna nova or-
dem de cousas e de ideas E' impossivel conles-
ta-lo ; a torga da aclividade, que sem cessar agi-
ta o homem, lera-o muitas vezes sem que elle o
saiba, para um progresso sempre novo? Os se-
culns continan) a obra dos seculos, os Clhos ex-
cedem aos paes, e deste modo a humanidade,
obedecendo urna lei immularel, adianta cada
da um passo no caminho da perfeico.
A operacao que hojese realisa, quasi sem abalo
e sem dores, por sem duvida obra das passadas
geraces. Fra loucura buscar-llie outta causa
primaria alm da mao da Providencia ou da lei
eterna que rege o universo.
Desde ss primeiras pocas da humanidade hou-
ve hi>mens livres e homens voluntarios escravos
nheiros de exilio, reunidos na bibliotheca polaca
de Paria pira celebrar o trigsimo anniversario
de sua ultima insurreijo.
Esta eiprobago commoveu-oos. Nao perlence-
mos diplomacia, nao perlencemos uenhum
gorerno, e tome da Polonia, longo de ser-nos
um objecto de terror, desperta as nossas mais
profundas sympalhias.
Nao temos esquecido que, em todo opassado a
Polonia foi urna Bel alliada da Franca ; c a ton-
ga cadeia de desgranas que, desde 1772 tem fe-
rido essa nagio heroica e generosa, de novo nos
colloca sob os olhos um horrivel quadro de todas
as iniquidades.
O-coracio levanta-se indignado diante do espec-
tculo das injuatigas e das miserias innmeras
que a ambicio de tres despotas infringiu vinte
milhes de homens. Todas as causasjustas tem
seus marlyres cuja dedicagio vive na historia cer-
cada de urna aureola luminosa.
O marlyrologio, porm, da Polonia mais rico
e magnico do que todos os outros, porquo, nes-
la, nem um homem, nem cem, nem mil, mas
urna nago inteira que sottre as angustias e que
conquista a gloria do martyrio.
E' cousa que entretanto consola, pois qne nos
raostra a justija tiiumphanle no meio de urna
concedidas aos Polacos instituijes naciooaes, a isto
at urna das partea qne coube Russia foi orga-
nlsada em um reino cuja conslituigo (promul-
gada em Si de dezembro de 1815) partilha o-po-
der legislativo entre o re e o senado, e urna c-
mara de deputados.
Em 1856 depois da guerra do Oriente, por oc-
casio do congresso de Pars, a Franca e a Ingla-
terra iam elevar a-voz em favor di Polonia ; mas
s Russia as preveniufazondo espontneamente as
mais magnificas promessas.
O quo feito dessas promessas, desses engaja-
mentos consignados nos tratados, dessas peligoes
continuamente renovadas? Di lo-hemos prxi-
mamente para confundir os que por toda a parle
vio repetindo o grito desesperado de Kosciusko
vencido,'Fins Polonia 1
. VILBORT.
(Opinin National.)
em todos os lempos e cm todos os povos, a li- ccumulagao de enmes, ser-nos-hia fcil provar,
berdade leve apostlos, philosophos, soldados e' e algum dia o taremos, que a partilha da Polo-
nia em 1762, esse atteotado de lesa-naco, foi
marlyres.
Uns escreviam, ensinavam e discutiam os di-
reitos dos povos; outrosinlerrogavam, sondavam
a natureza, aprofundavam a sciencia, e como
fructo de seus trabalhoscolhiam um pequeo me-
lhorameoto, dmadescoberta mnima que iam pas-
sanJo desconhecidas e quo no emtanto contri-
buiam poderosamente para a obra commum. Ou-
tros combaliam, defendan) i patria ou augmen-
lavam-lhe o territorio. Essas lutas terriveis,
essas guerras da conquista entra vam com ludo no
plano geral que tende fundir todes as commu-
nhes diversas em urna nica e immensa com-
moahio.
Aquelles assassiuavam os tyrannos ; e esses
actos criminosos e julgados laes eram no enlanto
justificados pela necessida.de de sacrificar ura
salrago de todos. E' por isso que a historia nos
lransmitliu o nome de Judilh como o de urna he-
rona. A' este seguem-se os nemes dos marly-
res : Chrislo morrendo na cruz ; Scrates beben-
do a sicuta, milhares de chrisios soflrendo hor-
rorosos supplicios em defeza de sua f, de su as
acuilmas, da liberdade e da fraternidad?.
De seculo em secuto a tyiannia muda de forma
e torna-se menos cruel; 03 martyrios continuaro,
os sabios proseguem cm seus estudos, os philoso-
phos em suis doutrinas, e a humanidade conti-
na sua marcha, inscreveodo em seus anuaes al-
gn* nomos : Galileu, Guttemberg, Christovo
Colombo, Savansrola, Luthero, Calviuo, Haza-
niello, Voltaire, Rousseau.
De lempos em lempos sente-se um terrvel aba-
lo, dir-se-hia que a civilisac.au vae sepultar-se
sob monlesde ruinas, ou submergir-se em ondas
de sangue. Assim aconteceu em 1789.
Mas, depois de algumas hesilscoes, recomer a
obra do progresso, dessa revolugio surge um con-
quistador, que, sem o querer, d a causa da li-
berdade o concurso de sua espada, procurando
confundir os povos e reuni-los debaixo daum
nico sceplro. !
Dessa revolugio nasce urna nova civilisajio,
urna geracao cheia de vida, e a humanidade d
um largo passo. Cada um vem irazer o seu tri-
buto ; esle o vapor, squelle a electricidade,
aquell oulro a sciencia descortinada um phi-
losopho suas mximas, um mechaoico o aperfei-
coamenlo das armas mortferas, que tm por ob-
jecto principio diminuir e mais tarde tornar im-
possivel as lulas fratricidas entre os povos.
Ainda ha martyres, proscripjes, masmorra,
tyrannos, barreiras que se oppem a marcha so-
berana do progresso. Has aqui e ali desaba um
Ihrono, liberta-se um povo, urna pequea com-
muoho funde-se em urna grande, a legislajio
decrepita substituida porinstituices maislibe-
raes, mais conformes com os inleresses dos po-
vos, e em definitiva o systema desptico cede o
lugar ao constilucional e liberal.
Para onde vamos? Para o progresso, sem du-
vda para a liberdade, para a fraternidade dos po-
vos. Porque caminho ? So Deus o sabe ?
Nos o que sabemos que a experiencia do pas-
sado instruiu a geracao actual. O que podemos
assegurar que somenle, ha dez annos, os povos
marchan) por um caminho mais certo, mais pru-
dente pars a conquista da liberdade. Nao temos
lempo agora para comparar asiluacao da Europa
m 1848 1860. Oulr'ora era apenas um estre-
mecimenlo nervoso, um prenuncio do facto, o
alvorecer; hoje o dia em todo o seu esplen-
dor.
Na Italia os doutrinarios cederam o lugar aos
homens da espada ; Mazzini, o sophisla ceg,
desappareceu diante de tiaribaldi, o homem de
conviego e de aeco. Francisco II luta em bal-
de sob o poso das culpas de aolepassados ; suc-
cumbira, j suecumbe. As potencias interessa-
das em comprimir o movimeolo e que tantas ve-
zes o comprimiram outr'ora contessam-se hoje
tracas e impotentes.
A Austria e a Russia assistem atnitas resur-
reicao de um povo.
Na ordem moral como na physica a revolujo
triumpba. A religio sublime de Jess Chrislo
despe-se das vestes terrestres, o poder temporal
dos successores de S. Pedro desfaz-se peda jo
pedaco, mas o seu poder moral e espiritual aug-
mentar no dobro.
A Allemanha, cujos costumes sao mais bran-
dos, cujo temperamento mais calmo, soffre
tambem o impulso. A revolucao ah se opera
pacifica e lentamente, mas opera-se s claras.
Os soberanos ja nao procurara comprimir nem
oppdr barreiras ao momento, preterom dirigi-
lo. A Austria concede algumas reformas : a
Frussia torna-se cada vez mais liberal, e os pe-
queos principes serio em breve obrigados se-
guir este salular exemplo. A Russia emancipa
seus servos, a Inglaterra confia sua defezi ao pa-
triotismo e a Franja alira s mios cheias seu
ouro, derrama generosamente seu sangue pela
liberdade dos povos, palpita jubilosa de cada vez
que triumpha urna nacionalidade, ou que a liber-
dade subjuga o despotismo.
O que se v hoje nao um desses arrebata-
mentos impetuosos que precipitan) os povos,
urna dessas febres coutagiosas que succede o r
abatimento e a confuaao. Nio ; sssistimos urna
marcha calculada, prevista, necessaria, inevitavel;
urna revolucao na ordem moral tragada pela
mesma mo que preside t revoluges do mundo
physico.
' impossivel prever-se se esta rpida marcha
do progresso, que hoje podemos calcular, prose-
guir ainda cm novas conquistas immedialas, ou
se ter urna pausa. Estamos, porm, certos de
qae esle seculo que assiste ressurreico das na-
cionalidades, ao desapparecimeolo do despotismo,
s victorias da sciencia e da liberdade, ficar
como padrao glorioso na hiatoria dos povos e se-
r o ponto de apoio, d'onde a humanidade trium-
phante so ha de alirar de novo para mais bellas
conquistas que o futuro lhe reserva
(Courrier de VEwope.)
menos funesto aos taes algozes do que sua
victima.
E depois os proprios aconiecimentos contem-
porneos nao do nisto urna prova brilhante ?
Se os governos da Austria, Prussia e Russia se
acham nesta occasio na mais falsa e na mais
critica siluacao para com seus povos c para coma
Europa, Polonia, por elles reduzida ao maior
infortunio que devem imputaros seus mais crueis
embaragos.
Ouem impede a Russia de seguir urna poltica
racional, apoiada sobre o principio slavo essen-
cialmente democrtica, de reconhecer o direito
das nacionalidades na Italia e na Hungria ? A
Polonia.
Quem poe obstculo que a Prussia preencha
a sua verdadeira missao, que constituir a na-
gao germnica, fundando o imperio da Allema-
nha sobre a base do direito nacional e popular ?
A preza de Frederico-o-grande, o ducado de
Posen.
Quem impelle a Austria sua completa ruina?
A poltica da fuso das ragas, a oppresso das na-
cionalidades polaca, hngara e italiana. E acon-
A polica de Loadres e a de Dublin.
i
\ Londres.
Poucos assumptos ha lo importantes, e cujo
estuio tanto Interesse offereca como a combina-
gao das medidas que garanten) a ordem interior
de urna nago, o que se denominarasystema de
polica.Essa importancia e interesse augmentan)
quando se trata de urna vasta capital em que a
agglomeragao da populago, a accumulago das
riquezas, a miseria e s fermentagio de todos os
appctites sensuacs quo prodnzem o crime, facili-
tan) as associages dos malfeitores e Ihes do es-
perances de escaparen) fiaego da justica, p-rden-
do-se na multido.
E' tao perteito em Londres o systema de poli-
ca, tao geral e tao completa a seguranca publica,
que se olvida mu fcilmente o perigo real que
sempre existir em todos os lugares em que as
riquezas e o luxo se acharem em presenca da po-
breza e do crime. Os habitantes chegarera ao
ponto de consideraren! como a cousa mais natu-
ral do mundo, como um dos favores que a Pro-
videncia despende todos os dias, o poderem vi-
ver e dormir na maior seguranca no meio de hor-
das de bandidos e ladres. faci este tanto mais
notavel, quanto mais recente a organisagio ac-
tual da polica na metropole da Inglaterra, a
quanto mais violenta foi aopposigo que ella sof-
freu no seu comego.
Desde o estabelecimento dos Decennary ou
Frank-pledge pelos Saxonios at 1849, havia
centralisagio da polica, a unidade de
sua aegio em urna jorisdiegio mais extensa do
que oa limites de urna freguezia ; emflm de urna
adminislracio estipendiada e responsavel. Op-
pozeram-so ainda adopeo desles principio* os
preconceitos inglezes sobre a liberdade indivi-
dual. A reforma, dissea commisso de inque-
rito, encarada de urna raaneira abstracta, dese-
javel ; mas, no ponto de vista pralico, incom-
^talivel de acgo e a ausencia de toda intervengio
da parle da autoridade que tem direito todo o
cidadio inglez. a
Tendo a cmara dos communs preferido o pon-
to de vista pratico verdade abstracta, continua-
ran os ladres de Londres por sete annos mais
gosar de urna perfeita liberdade de acgo, na
ausencia de toda a intervengio da parte da au-
toridade. Sao verdadeiramente extraordinarios
os abusos que resultaram deste estado de cousas,
e hoje custa realmente crr que s vinte annos
nos separem de urna poca de que vamos esbo-
ear alguns tragos mais proeminentes.
O lugar de primeiro magistrado policial de um
districto, mui sobrecarregado de deveres e gra-
tuito, era todava muilo ambicionado, mormente
pelos negociantes de carvo, que nio tardavam
convencer os estalajadelros, taberneiros, etc., de
que entre asliberdades do cidadio nio seachava
comprehendida a de comprar o carvao onde bem
lhe parecesse, nem de paga-lo pelo prego que
correase ; em compensagio tambem sabiam que
por mais immoraes que fossem os seus estabele-
eimentos, nem por issso deixavam de ser menos
seguros os seus ttulos ou patentes, mediante
quslquer retribuicao ao chefe da polica local e
seus agentes.
A primeira autoridade, os homens da ronda
em urna palavra, os maia nfimos empregadoa,
ceifavam largamente no mesmo campo. Naoha-
veudo pessoa respeitavel que quizesse exercer o
lugar de autoridade policial, estabeleceu-se
o uso de pagar quem as substituase : tirados
esses substitutos por consequencia d'entre os que
nio possuiara nenhuma das qualidades em alten-
gao s quaes impozera a lei este cargo s classes
abastadas.
A maior parte das rezes esses substitutos eram
cmplices dos crimes que era de seu dever pre-
venir. Viviam de extorsoes, deimpostos que lan-
gavam sabr o vicio ; essis creaiuraa miseraveis
que exercem as ras seu genero de vida, paga-
vara urna quantia para nio seren incommodadas
na sua vergonhosa industria. Em certss fregue-
nisaram-M tambem patrulhas de caralliria, que
estenderam suas rondaa distancia de 10 e 30
libas da metropole. Os soldados eram pagos,
*ob is ordens de officiaes retoeauveis, sojeitos
i adrainistrago de Bow-Sireet. e por intermedio
della, aos secretarios de estado. Os servgos qne
nrestaram pozeraro termo aos roubos dos ladres
cavallo, lo frequentes nos arredores de Lon-
dres.
teceque. pos q.iea Austria a que mais calca aos i como nos campos; magistrados escolhidos d'entre
ps o direito divino dos povos, e tambem essa po
teocia que mais sent pesar forlemente sobre ella
a sanegao de seus crimes de lesa -nacao.
Abstenhamo-nos, disse tambem o principe
Czattoriski, abstenhamo-nos da impaciencia tanto
como do desanimo.
Sera desconhecer os beneficios da Providencia
e os signaes da sua misericordia.
Nao se acham hoje os nossosoppressores como
que atacados deincapacidade e de cegueira?
Entre nos, pelo contrario, que felizes progres-
sos; que salular e universal consciencia de nos-
sos erros passados, do que constitue a noesa tor-
ga, e do que a faz engrandecer, despeito das
manobras que lendem precipitar-nos em empie-
zas desesperadas.
Tcnhamos, pois, conaoga no progresso irro-
sisvel dos nossos acoutecimentos. Nossos op-
pressores, que o pressenlem, procurara, para a-
pressar a uossa destruicio, raeios que augmentara
a sua confusao.
apenas, no que tocava polica, s um e o mes-1Z8S' para diminuir a la" dos Pobres. mprega-
mo systema para todo o reino, tanto as cidades Tam*8e para Pohc,arcm cidaae duranl a oile
pobres velhos e invlidos. As casas em que es-
tes guardas estabeleciam seu quartel, em vez de
serem o terror do crime, conslituiam-se pelo
contrario espelunca do vicio ; sorviam i maior
parte das vezes de lugares de prostituido, ou de
escondrijo objectos roubados. filis de um che-
fe de polica local era conhecido como ladrao ;
eram assiduos nos tribuuaes de justica, promplos
deporem falsamente como testemunhas para as-
signarem urna condenaco, porque toda a con-
denado lhes dava direito i urna recompensa e
pelo menos serem embolsados das cusas. Re-
fere-se de urna autoridade policial, que havendo
prendido um malfeitor, redigiu elle propri a de-
feza, appareceu perante o tribunal como a tes-
temunha principal da aecusagio, e foi depois dar
seu testemunho em favor do carcter do acen-
sado 1
A Polonia.
lima era nova, era de justica comegou para a
humanidade. A voz dos povos, suas queixas,seus
votos sio agora ouvidos por seus governos. Mais
de urna nagio, por muito tempo opprimida, v
hoje os seus direilos imprespectiveis admitlidos
e reconhecidos. S urna parece esquecida, rene-
gada mesmo por todos.
Hais do que nenhuma outra, ella tem que sus-
tente sua causa, direitos seculares e tratados re-
centes, urna vilalidade que desafia todas as per-
seguiges ; pois bem, os governos e os diploma-
tas temem pronunciar o seu nome, e apenas de
longe em longe eleva a opinio publica alguns pro-
testos esteris.
Esta dolorosa exprobagao parts, ha poucos dias
de um proscripto quem nada tem pedido aba-
lar a f na restauragio de ana patria, nem as de-
cepgoes de um longo exilio, nem os rerezes que
ba um seculo assolam a Polonia.
Era o principe Czarloriski que assim se expri-
ma 20 de novembre, diente de seus compa-
Nio de tacto, urna verdadeira cegueira que
os fazia ha pouco reunirem-se na capital dessa
mesma Polonia, cujo nome lembra todos elles
o crime que pesa sobre suas cabegas ?
E nesse encontr, loriara podido, ao menos,
entenderem-sc para ectrarem nos caminhos que
Ibes eslo tragados, j por seus tratados com a
Europa, j por seus proprios compromissos ; mas
nada fizeram...
Nao ; se a entrevista de Varsovia serviu para
alguma cousa, temos mais de urna razio para
cr-lo, foi uuicamente^f estreilar os ferros da
Polonia, corlada /tres pedagos.
Sua libertagao, irua restauragio nacional pare-
ce, pois, urna obra por tal modo diflicil, que se
est geralmente habituado repetir com as pes-
soas interessadas em dize-lo, que a Polonia ett
mora.
Tambem a Italia eslava mora ha um anno,
morta desde muitos seculos. E a Hungria nio
est deitada ha doze annos na sepultura que ha-
viam cavado Nicolao e Haynau ?
A Italia, hoje, a sexta grande potencia da
Europa. Talvez que amanha a Hungria,por seu
turno libertada, se torne a cabegaoo coragao de
urna conflderagio dos povos danubianos.
A Allemanha prepara-se, para sacudir o jugo
excitante, a quebrar o sceplro ridiculo de sua teu-
dalidade golhica. Os escravos da Russia recla-
man) com roz unnime a emancipagio promet-
tida.
Porque entio a grande e heroica Polonia, que
d'antes se estendia desde o Oder al o Divina, do
Bltico at o mar Negro, nio sahirella tambem,
de sua sanguinolenta morlalba no dia da inssur-
reicao dos povos ?
E cao nos venham dizer que a Polonia est
morta, quando fados irrecusaveis alteslam lodos
os dias que ella vive eque esta prompla i reivin-
dicar em occasio propicia, sua unidade e sua in-
dependencia nacional.
Todos tem presentes ao espirito as mauifesta-
ces hustis, ameagadoras mesmo, que aasignala-
ram a presenga dos taes augustos psrlilhanles em
Varsovia.
Os proprietarios do ducado de Poseo, acabara
de fazer acto de nacionalidado, orgsnisando um
banquete em honra dos deputados polacos no
parlamento de Berln.
Esta manifestaco leve lugar 20de novembro
no Circulo dos deputados de Posen, que urna
verdadeira representarlo poltica do ducado, poia
que toda a conducta e at os discursos dos de-
putados polacos em Berln ahi sio discutidos e
resolvidos de antemo.
Na Gallicis, um requerimenlo cootendo mi-
lhares do assignaturas foi recentemente enviado
aos roembros polacos com assnto no conseibo
de estado, exprimindo os votos nacionaes daquel-
la provincia polaca.
Na Polonia russa, de tres em tres annos, os
proprios territoriaes reunem-se paraeleger entre
elles certos magistrados. S nesse momento tem
elles o direito de petigio. Depois da elevacio ao
Ihrono de Alextndre II, os Polacos usaram desse
direito todas as vezes que poderam : em Vilna no
anno de 1856, e Kaminiets no do 1858, Kief no
de 1860.
os pnneipaes proprietarios decidiam summara-
mente dos casos de polica ; sob suas ordens
preenchiam os habitantes dos districtos as func-
ges de autoridades policiaes subalternas; os ha-
bitantes das cidades eram alm disto encarregados
de velar pela ordem e tranquildade durante a noi-
te. Essa organisagio regularisada por Eduardo I,
em 1277 [Stalutos de Winchester), e que se havia
conservado al nossos dias, tinha por base dous
principios dominantes: a jurisdiego era local, a
autoridade do magistrado superior e subalterno
nao se estendia alm dos limites do districto, e
era gratuito o servigo, porque, bem que em cer-
tos casos as autoridades inferiores recebessem
um estipendio, o magistrado nada recebia pelas
suas funcgdes, e os cidadios deviam pagjr-se mu-
tuamente pela reciprocidade dos deveres que lhes
impunha a lei.
Estes principios nio tardaran) achar-se em
opposigio com as mudangas que o augmento da
populago e o desenvolvimiento social trouxeram
aos costumes. Londres, de que especialmente nos
vamos oceupar, reconheceu afinal, por exemplos
mu frisantes e convincentes, os inconvenientes
graves que resultaram desie systema. Quanto
mais augmentava a populago e com ella o cri-
me, tanto mais a tarefa do magistrado tornava-
se diflicil e desagradavel ; seguiu-se, pois, disto
que pouco i pouco os homens altamente colicua-
dos, lodos os que exerciara profissdes importan-
tes o lucrativas, procuraram subtrahir-se is obri-
gacoes da lei. Foram substituidos, como magis-
trados, por individuos de classe inferior, que, no
poder quasi irresponsavel de juiz de paz, s en -
xergavam as vantagens illicitas que poderiam co-
lher; a rapacidade que desenvolvern) lhes trou-
xeoappelldo bem triste de magistrados trafi-
cantes soffria desse estado de cusas, porque onde devia
encontrar prolecgao era justamente onde encon-
trara oppresso e venalidade.
O tribunal de Bow-Slreet foi o primeiro em
que se tentou introduzir a reforma. No meiado
O magistrado da City nenhuma autoridade ti-
nha no campo, nem o do campo na City, de mo-
do que a lei quo obrlgava o agente de polica
pedir nova autorisagio sempre que passava para
outra jurisdiegio, assegurava 10 ladrio a mais
completa libordade; para captura-lo era preciso
que elle proprio o quizesse consentir. Duas fre-
suezias de Londres. S. Giles dos Campos e S.
Jorge de Bloomsbury, nio eram comprehendidas
em nenhum dos actos do parlamento para o esta-
belecimento da polica ; de onde se segua que as
autoridades policiaca pediam aos habitantea para
salisfszerem seus pretendidos gastos, e que es-
tes pagavam segundo o bel-prazer ijelle, e que
os agentes i ninguem davam conta, "que ha-
viam recebido. _
Westmnsler tinha urna 'admiraweenJrgsnisa-
go no papel, porque todo o systema tinha
por base o servigo gratuito ; nio tardou a machi-
na i pegar, e ninguem cuidou em dar-lbe de no-
vo movimento. Cada freguezia eslava sob a ae-
gio de urna autoridade destnela, e muitas vezes
o policial de um lado da ra nio poda ir auxi-
liar o companheiro do oulro lado, porque sendo
o regato a divisao das duas, nio se estendia alm
a sua autoridade.
A freguezia de S. Pancracio tinha urna organi-
do seculo passado um magistrado responsavel e sagio ainda mais complicada, porquo s ella cen-
estipendiado foi posto testa dessa jurisdiegio. O ; lava dozoito districtos policiaes, independentes
melhoramento que leve lugar foi lio evidente que uns dos outros, e nao tendo que dar contas
affluiram de todas as partes as causas & Buw-
Slreel; o zelo dos agentes de polica foi recom-
pensado e estimulado por sommas consideraveis,
e grande celebridade alcangaram pela sagacdade
e habilidade que deaenrolvlam em descobrir os
criminosos. Has ums tribunal nio poda exer-
cer urna influencia grande sobre a immensa po-
ninguem. Lambeth e Deptford estavam na extre-
ma opposta, nio tinham nem polica nem guar-
das da noile. Kenaingloo, hoje arrabalde de Lon-
dres, tinha tres autoridades policiaes superiores
e tres subalternas ; mas estas, nomeadas pelo
propietario da Ierra, ainda investido do direitos
feudaes, de modo, nenhum dependiam dos ma-
pulacio que vive fra da jurisdiegio dos magis- j gislrados do lugar. Doze freguezias achavam-se
irados da City de Londres. Cada vez mais se fa- assim pois sera polica alguma, e, segundo a ex-
zia sentir a necessidado de urna reforma geral.
Em 1792 urna lei reorganisou a polica do conda-
do de Hiddlesex, somelhanga da de Bow-Street;
sete dislriclos de policia foram creados para es-
sa parte de Londres, e cada um delles sob a di-
reegio de um magistrado estipendiado, res-
ponsavel como tal, depeodendo directamente
do ministro do interior, e, alm disto, obriga-
do i cumprir diariamente suas funeges de
juiz. Adoptou-se ao mesmo tempo outra re-
forma nio menos importante, que foi a de dar ao
magistrado o direito de dispdr summariamente
dos ladres, notoriamente como taes reconheci-
dos. Tao necessaria modida encontrou, porm,
a mais viva opposigio. Na Inglaterra parece que
ha mais zelo pelos direitos dos vclhacos do que
interesse pelos perigos dos homens de bem. At
o illustre Fox pretenden que estipendiar magis-
trados encarregados da polica, era urna perigosa
innovoco, e que a clausula relativa aos ladres
de noloriedade publica era incompativel com a
liberdade do cidadio. Entretanto tomou tao as-
sustadoras proporgea o augmento do crime, e
tio evidente a insuficiencia da polica, que por
Gm o bom senso prevalecen sobre as doutriuas
da liberdade do homem. Passou a lei, e a orga-
nisagio da nova policia foi tio efflcaz que gozaram
os habitantea de Londres de urna seguranca que
at entio desconheciam, bem que incompleta te-
se ainda a reforma, pois que havia conservado a
jurisdiegio local e a magistratura gratuita, dons
malea que nenhum palliatvo podia suficiente-
mente remediar. Mister foi portanto procurar
medidas mais decisivas.
Diz-se que no ponto de vista do direilo inter-
nacional, a Polonia est definitivamente riscada
da carta da Europa ; outro erro. Em 1815, os
colligados lireram o pudor de nio a tratar abso-
lutamente como ama provincia conquistada.
Os tratados de Vienna estipularan) que seriam
Assustado da audacia dos malfeitores, o parla-
mento tinba nomeado por diversas vezes, de 1772
a 1822, commissdes de inquerito, cojo resultado
tinha sido familiarisar a opinio publica com os
abusos assignados sua atleogo, e com os prin.
cipios de reforma que elles lornjvam negissriosi
pressio do ministro do interior, apenas por ga-
ranta tinham a honestidade doa mesmos ladres.
Em urna palafra, um estrangeiro teria podido
acreditar que o systema havia sido organisado
todo pelos proprios ladres, em vaotagem pro-
pria delles e seguranca pessoal.
E' um facto estranho e que prova quanto sao
profundamente enraizados os preconceitos nos
costumes pblicos, que semelhante estado de cou-
; sas podesse existir por tantos annos sem que o
poder legislativo houvesse tentado medida algu-
ma para melhora-lo. Seus inconvenientes, diga-
mos melhor, seus perigos e suas consequencias
fataes, eram evidentes como a luz do meio-dia, e
todas as pessoas competentes estavam de accor-
do em reconhecer que o nico remedio possivel
estava em urna organisagio uniforme com urna
autoridade central. S o parlamento mostrava
urna repugnancia inveneivel em sahir do antigo
trilho. Entretanto provara a experiencia que com
um pouco de energia fcil seria por termo aos
roubos e crimes, cada vez mais frequentes. Em
algumas freguezias, despertados os habitantes da
apalhla em que viviam pelo perigo, haviam da
motu proprio organisado urna policia local; desap.
pareceram os malfeitores, porm com elles desap-
pareceu tambem esse zelo excitado pelas cir-
cunstancias ; as pessoas ricas cansaram-ae promp-
lamente de um servigo que pareca nao ter mais
utilidado immediata ; o receio de apanhar um
defluxo, a fadiga causada polo velar da noite, fi-
zeram com que as cousas voltassem ao seu anti-
go estado, e mais urna vez se adquiriu a prova
da total Inefficaci do servigo gratuito.
O governo tomou emfim algumas medidas co-
mo ensaio, tendentes ao mesmo fim, e que tive-
ram todas o melbor resultado. Fot a primeira o
estabelecimento de patrulhas de soldados 4 p,
que deviam percorrer os arredores de Londres
a distancia de quatro mllhaj, Em 1905 Org-
Era IglO a policia do Tamisa foi organisada no
mesmo pfiocipio, e em 1821 lord Sydmouth iu-
troduziu o uso das patrulhas as ras de Lon-
dres. At 1822 ilgou-so suflicienle rondar du-
rante a noite, deixando aos ladres ampia liber-
dade durante o dia ; porm nesse mesmo anno o
Sr. Peel (depois sir Roben) instiluiu patrulhas
para de dia, melhoramento mui limitado por ter
grande importancia em si mesmo. mas que ser-
viu ao menos de demonstrar as vantagens de vi-
giar pela seguranca das ras de dia e de noite.
Em 1828 foiqfce se effcctuou a grande refor-
ma. Tendo resolvdo vencer todos os obstculos,
obleve Peelda cmara dos communs a nomeagao
de umacommissio que, depois de um exame
profundo, e pondo um pouco de parte a liberda-
de individual do cidadio, pronunciou-se franca-
mente favor do systema actual, e podiu a crea-
gao de urna direcgo central da policia, depen-
deodo directamente do secretario de estado,
quera pertenceria o poder executivo, o que fosse
encarregada da vigilancia nocturna da capital e
seus arredores. Asconcluses da commisso fo-
ram adoptadas pela cmara dos communs. Era
1830, em Qns do reinado de Jorge IV, decretou-
se urna lei que poz fim i antiga organisagio da
policia por freguezias, e todas as autoridades po-
liciaes da metropole, menos a polica da City, a
do Tamisa, as patrulhas de careliana e os agen-
tes especialmente dependentes dos diversos tri-
butaos de policia, porque nio se quera excitar
mui violenta opposigio, abrangendo ao mesmo
tempo todas as instituiges ; foram postss sob as
ordens de dous commissarios de nomeagio da
corj. O grande principio do urna organisagio
uniforme, com empregadoa responsaveis e esti-
pendiados, estendendo-se sobre urna localidade
que, bem que subdividida debaixo de outios pon-
tos de vista, nenhuma destinegio admitlia no que
diza respeilo administrarlo da policia, foi em-
fim consagrado.
No principio excessiva foi a opposigio, visto
haver urna grande quantidade de partidarios que
tem sempre abusos por muito tempo enraizados.
Por um momento receiou-se que nio derribasse
lodos esses ensaios de reforma a torrente da ra-
po pularidade. Em 1833, por occasio da assem-
bla popular que reuniu-se em Coldbalh-Fields,
foram estaqueados tres agentes de policia no
exercicio de suas funeges, morrendo um delles
em consequencia dos fermentos. Houve proces-
so, e o jury declarou que fra isto um homicidio
desculpavel. A senlenga quo deveria ter qualifi-
cado tal crime de homicidio voluntario foi,
verdade, cassada pelo tribunal superior, porm
nem por isso deixa elle de ficar como um docu-
mento da aberragio do povo para com a nova po-
licia. Chegaram as cousas ponto que tres com-
misses da cmara foram suceessivaraento encar-
regadas de procederem um inquerito sobre a
nova polica, o resultado estabeleceu com a maior
evidencia o procedimento excellente, a 'firmeza, o
juno esclarecido dos dous commissarios e seus
subordinados, que receberam plena approvagio
da cmara. A reforma estendeu-se gradualmente.
Em 1834, a lei para o melhoramento do systema
municipal autorisou a formagio de corpos de po-
lica, semelhantes aos de Londres, em (odas as
cidades de certa importancia. Em 1839 a City de
Londres seguiu o exemplo da metropole. No
mesmo anno adoptaram-se outros molhoramen-
tos : a separago completa do poder indiciado e
do poder executivo na policia. Os agentes era-
pregados em tribuoaes especiaes, e a policia do
Tamisa foram posto sob as orden3 dos dous com-
missarios ; assim tkou cstabelecido o grande
principio de concentrar tedas as forjas de policia
na metropole, e com urna s e a mesma autori-
dade.
Desde o cornejo do reioado actual foram aug-
mentados o poder e atlribuijes dos commissarios
e magistrados ; ae mesmo tempo, corporages e
sociedades particulares solicitaram a protecgo
regular da policia metropolitana; era 1840 as
cmaras do parlamento e as dcas de Londres ;
em 1851 os eslaleiros do almirantado em Wool-
wich e em Deptford ; em 1843 os archivos; em
1841 o arsenal de Woolwich, o hospital deGreen-
wich eseu parque ; em 1846 a direcgo da torre
de Londres; em 1850 as dcas do canal do Re-
gente (1). Urna das mais importantes attribui-
goes da policia o transporte dos presos dos
tribunaes is prises e vice-versa. Este transporte
faz-se em carros que tem repartimentos ou sepa-
rages, de modo que os presos nem se pdem ver,
nem so commnicar entra si.
O termo medio das pessoas assim transportadas
de 40,000 por anno.
Os agentes tem tambem algumas atlribuijes
sem nenhuma relagio com as funeges da policia ;
sio elles, por exemplo, que recolheqi os votos
para a eleigio dos administradores da taxa dos
pobres; em 1845 foram empregadoa na repar-
tigo das contribuiges para fiscalisar o papel
dos impostos as carruagons publicas ou deligenci-
as; sio elles, que em 1831, entregaran) e recebe-
ram as formulas que se devem observar no re-
ceoceamento.
Tentemos agora explicar a organisagio dessa
machina poderosa que vela sobre a capital da
Inglaterra, senbora de centenas de milhes, e
que permiti aos dous milhes e meio de habi-
tantes dormirem em plena seguranga, despei-
to dos seis mil ladres que esli constantemente
i cata de urna occasiio para exercerem sua pro-
Qssio.
Compe-se de dous commissarios que gozara
dos direitos e autoridade de magistrados nos sete
condados que ormam acidadee os arredores de
Londres, usa superintendente, um chefe, dezoito
superintendentes, cento e vinte e quatro inspec-
tores, quinhentos e oitenta e cineo sargentos, e
quatro mil seteceolos e noventa e sete guardas,
ao lodo cinco mil quinhentos e vinte cinco ho-
mens, dos quaes -tres mil e selecenlos pouco mais
ou menos fazem o servigo durante a noite, e mil
e oilocentos todo o dia.
Durante a noite nio cessam um minuto s de
gente rica, sio visitados com longos interfallos,
e policial tem de percorrer urna vasta extensio.
Has a ronda encontra-se na razio do augmento
da populsjio. do carcter dos habitantes, da na-
lureza dai construejes e da importancia da pro-
irledsde. Em um circulo de seis milhas, de que
rma o centro a cathedral de S. Paulo, a ronda
de um agente vana entre sete e vinte minutos,e cer-
tos lugares que nunca ficam sera vigilancia. Nio
se C9nclarpoi!,d'aqui que, segundo este systema,
as mais ricas localidades sio menos protegidas
que as outras; axioma da polipla de Londres,
que se guarda S. James vigiando S. Giles.
A metropole conta dezo)io divses, compre-
hendo o Tamisa, e 121 estages do policia. A
esrago o quartel general da diviso ou da sub-
divisio. E' para ali qoo lodos os relalorios, todas
as communicajes sio diiigidas, e d'ahi partera
os avisos e direeges. Ura crescido numero de
guardas morara na eatajio, de sorte que os che-
les ten- sempre mi urna reserva; um inspec-
tor ahi est constantemente de servigo, como a
rauln oo centro ds lea, recebendo avisos por to-
dos os (ios, isto pelos agentes disseminados por
todas as direeges. Acontece um facto, por exem-
plo, no districto, lransmit(e-se a noticia de um
outro policial at i estagio e d'ahi ella directa-
mente transmiltida i Whitehall, que a repartigo
central; desse ponto irradia-se para as demais
divisos, e da estagio comrauoiea-se todos os
policiaes. Essa transmissio rpida de urna noti-
cia de >mmensa importancia para a descoberta
de um criminoso, e sobretudo para prevenir os
tumultos e movimenlos. Em menos de duas ho-
ras os commissarios podem reunir os 5,500 ho-
mens da policis em um poolo dado. Durante n
grande exposijio de 1851 estabeleceu-se um te-
legrapho elctrico entre a repartigo central de
Whitehall e a estagio de policia em Hyde-Park.;
provavel que o mesmo modo de communiesgo
entre todas as estages venha ser adoptado em
Londres.
Outr'ora as reunies de malfeitores bigodea-
vam frequentemente os agentes de policia em
um dos quartires da cidade; quando era de re-
ceiar urna luta, havia necessidado de recorrer
forja militar paca manter a ordem: a posstbili-
dade, porm, de concentrar rpidamente grande
numero de policiaes poz completamente fim k es-
sas desordens, de tal modo que desde a nova or-
ganisagio da policia nunca foi necessario urna
s vez appellar para a forga militar em apoio
ao poder civil; ora, em Londres nio existe, como
era Pars, grande quantidade de corpos de guar-
ia e postos militares, cuja vista s bastante, em
lempos ordinarios, para manter a ordem, lem-
brando aos malfeitores que estio promptos eso
numerosos os meios de repressio.
rondar; devem constantemente andar, sendo-
Ihes prohibido senlarem-se para descangar. A
jurisdiegio repartida em divisos, subdivises,
secges e rondas, tendo cada urna deltas um nu-
mero de ordem e limites cuidadosamente traga-
dos. Cada ronda tem seus guardas especiaes,
que devem eflecluar a sua evolucio em um tem-
po dado e segundo um itinerario que lhes im-
posto ; terminada a ronda, comecam-a de novo,
de modo que o sargento da patrulba sabe qual-
quer hora do dia o lugar preciso em que encon-
trar cada um de seus homens, 4 menos que se
nio leoha dado qualquer acontecimento extraor-
dinario. Nio ha caminho, ra, becco, alameda
ou pateo em toda a cidade de Londres (menos a
City), no condado de Hiddlesex e as 218 fregue-
zias do condado do Surrey, Kent, Esstx e Her-
ford, i 15 milhas de distancia de Charing-Cross,
formando um total de 700 milhas quadradas e
urna circumterincia de 90 milhas (44 kilmetros},
cootendo urna populajio de dous milhes e meio
de habitantes que nio sejam constantemente vi-
sitadas dia e noite por agentes de policia. As
rondas variam consideraveimente na extensio do
seu gyro; os bellos quarteires habitados por
uefa
E' cortamente um facto muito notavel, e
que fazsobresahir assingularidades da orgaoisajio
civil na Inglaterra, que os estabeleeimentos qae
acabara de ser referidos carecessem de um aelo
especial de suas administraces para se enlloca-
reis sob a protecjo ja polica fla. capital.
Ao ver passar tranquilamente o policial que
ronda, ninguem presume quio lborioss a sua
tarefa. Entre tres recrulas que se apresentam,
um apenas considerado capaz de supportar as
fadigas do servijo; a forra moral tio necessa-
ria quanto a forja physica, porque severa a dis-
ciplina, e os chefesexigem que um policial, sem-
pre senhor de si, conserve perfeito sangue frio.
raesrao as mais didleeis circumstanciis. Assim,
pois, no principio eram era tio grande numero as
demisses e despedidas, que mais de urna vez
foi inlerrorapido o servigo. Apezar destas diffi-
cuidade?, perseveraram os commissarios em s
receberem homens de um carcter i toda a pro-
va, e foi assim que conseguirn) formar um cor-
po escolhido, notavel por suas eminentes quali-
dades.
As sommas que os particulares enviara aos
commissarios para recompensar os policiaes,
sao urna prova evidente de que esse servijo sa-
tisfaz inteiramente as netessidades da populajio.
Em 1850 o total das recompensas concedidas pe-
la admioiatraco policiaes, pela prisao de crimi-
nosos e descoberta de objectos roubados, foi de
613 S 12 sefc. e7 d emquanto que as dadivas
voluntarias feitas policiaes por servijos extra-
ordinarios subirsm i 4,657 Sf, t sch., e 5 d.
A diseiplwa-e a organisagio hierarchica da po-
licis serviram de pretexto aos adversarios dessa
instituijao para a desacreditar ante o publico,
representando a corporagio dos policiaes corno
forg militar. Ers despertar a zelosa susceptibi-
lidade dos preconceitos constitucionaes do povo
inglez. Nao se quera ver que a differenja essen-
cial entre a torca militar o a forja civil est no
emprego das armas, e nio na disciplina e subor-
dinagio dos graos. Ora a arm, que n a forja
do soldado, aniquilara a do policial ; um solda-
do seria certamente um mopoHceman.
O soldado nio so serve gradualmente da es-
pingarda. Quando usa della para dar a morte,
e morte immediata. Se erro ha e irreparavel,
ao passo que a intervengio do policial que nio
tem arma offensiva sem peiigo ; sua acgo, de
urna forja moderada, previne a desordem e im-
pede o crime que o soldado pode srneote cas-
tigar.
A despeza total da polica de Londres era em
1850 de Sf 385,744, i que se devem addiccienar
45,000 para as despezas dos tribunaes de
policia. A maneira porque essa despeza co-
berta ba de por certo parecer estianhs. Em
vez de haver para ella um artigo no orjamento
por conta do estado, ou da municipalidade, ou de
arabos em certa proporgio, sio primeiro as pro-
piedades da cidade de Londres que pagam qua-
si 6 pences por libra esterlina sobre um capital
de j& 10,486, 361 ; depois o fundo consolidado
que fornece f 100.325; seguem-se os diversos
estabeleeimentos pblicos ou particulares que
emprogam a policia, e que pagam sua quota-
parle ; e a outra parte coberta por mullas con-
fiscos, etc. A parte que toca aos agentes de po-
lica as multas impostas pelo tribunal, e que a
lei lhes concede a titulo de denunciantes, nSo
lhes entregue ; vae para o cofre geral da poli-
ca, afim de evitar que em urna denuncia se pos-
sa suspeilar que a declarajio d agente dicta-
da por interesse pessoal.
Durante muitos annos foi mi a policia no que
dia respeito i descoberta dos aurores de um cri-
me. Nesta parle do servigo depende principal-
mente o resultado das qualidades indiriduaes do
agente de policia, que deve ter muita sagacda-
de para tirar iodueges exactas dos mais traeos
indicios, um espirito frtil em recursos, a lena-
cidide do ci de caja em perseguir a preza, pro-
fundo coohecimento dos hbitos dos malfeitores,
de seu modo de obrar em certas circunstan-
cias ; o instincto que denuncia o criminoso, an-
tes mesmo que se lenha colhido qualquer infor-
majio. Sob essa relajio a habilidade dos ami-
gos agentes de Be-w-Slreet lhes havia alcaojado
merecida fama ; eram meatres na sciencia da
polica : eram portanto remunerados, e gosavara
de urna considerajo que rara vez se concede
homens collocados nessa poaijio social ; procu-
rados pelos grandes eram o terror dos pa-
quanos.
Towosand, um dos mais notareis d'entre elles,
viva na intimidado dos maiores personagens.
Trajando, segundo seu invariavel costme, casa-
ca azul de botoes de metal, collete amsrello, cai-
ga de ganga, meias de seda brancas e ebin, pas-
seava familiarmente com o lord chanceller no
jardim de S. James, Esses homens, cujos altos
feitos oceuparam por tanto tempo a imaginagio
do povo, voltaram vida particular por occasio
da nova organisagio di policia ; nao podiam
nem dobrir-se i urna disciplina que lhes tirava
toda liberdade de aegio, nem aceitar novos su-
periores. Nao deixaram porm de continuar a
ser empregadoa pelo publico, que em todos 03
casos difficeis recorra sua habilidade e longa
experiencia. Bem depressa reconheceu o gover-
no a necessidado de, bo servigo da policia, for-
mar um ramo distiucto, exclusivamente consa-
grado i descoberta doa criminosos; e foi elle crea-
do em 1842, no tempo da admintstrajia de sir
James Graham ; compde-se de dous inspectores
e oito sargentos, que sao auxiliados, quando
preciso, por certo numero de policiaes em cada
divisao.
Estes homens escolhidos em todo o pessoal da
policia para esse flra especial oceupatn-se ni-
camente em apanhar os criminosos, ou em in-
formar-se de ludo quinto diz respeito aos hbi-
tos dos malfeitores, sua asseciajio, lugares
que frequentam, e astuciaa e tricas de que ln-
gara mi. Bem que o merecimenlo deste servi-
go quasi inteiramente depende das qualidades
pessoaes dos agente, ha nelle urna vantagem qae
o velho systema nao possuia, que a de dispar
de nm corpo numeroso e perfectamente organi-
sado. para os auxiliares as intormacea que
lhes forera precisas e na vigilancia que devem
exereer.
[Continuar-se-ha.)
fUH,- tXt. 01M, P. DS PAJUj^, 19Wj


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