Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06157


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Full Text
J
~T
HIO XXIT1I IDIEIO 6S
Por tres mezes adiantados 5$000
Por tres mezcs vencidos 6$000
33

SEITA FEIBA 22 DE IABC0 Di IMI
- -*
PtruitadiuMo 19|00 O
Parle frailea para a sabscriaUr.

1PAKTIIAS5~toKirEI57
pirada todo* os das aa 9 1/8 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
G.?;nlus0nLTe7c0aV-feU;i' C"aar A,Dh 6
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Breio, Pes-
queira, Ingazeiro, Flores, Villa-Bello, Boo-Vista,
Ouncury e Fx as quartas feiras.
^Todos os correios parlem aa 10 horas da manha)
uinAm
ErHEMEEIDES DO HEZ DE MARCO.
3 Cuarto minguante aa 4 horas e 56 minutos da
*roo.
11 Loa ora as 11 horas 18 minutos da man.
1 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
loro
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro a 1 hora e 42 minutos da manha.
Segundo a 1 hora e 18 minutos da Urde.
das da semana.
i Segunda. S. Gabriel archanjo; S. Narciso.
PARTE OFFICIAL.
19 Terca, S.Jos esposo de Nossa Senhora.
20 Quarla. s. Martinho Domieose are.
21 Quinta. 8. Bentoab. fundador; S. Berilio b.
22 Sexta. As Dores de Nossa Senhora.
23 Sabbado. Ss. Flix e Domieio mm.
24 Domingo d Ramos. S. Agapito ab.
)AUlUKMUlA& UOS IRlbl^lAEs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relago: torgas, quintas e sabbadoa as 10 horas.
Fazenda : tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orpnos: tergas e sextas as 10 horss.
Primeiro vara do civel: tercas e sextas so meio
dta.
Segunda rara do civel:
hora da tarde;
Ministerio do Imperio.
Senhor I Tenho a honra de submetter alia
considerago de V M. I. os tres decretos juntos,
organisados para execucao do decreto legislativo
n, 1,067 de 28 de julho de 1860.
O primeiro lera por m distribuir os serrinos
q-ie devem cara cargo dos diversos ministerios,
e especiQcar os que cam competindo ao minis-
terio da agricultura, commercio e obras publi-
cas.
O segundo crea nova secretaria de estado,
que fica dividida em quatro directoras, como
convra natureza diversa dos servigos que por
ella correm.
O terceiro reorganisa a secretaria de estado
dos negocios do imperio, fazendo no respectivo
regulamento as alleracoes que a ora distribui-
5ao do servigo torna necessarias.
O preceito que o governo tinha de cumprir,
vista do citado decreto legislativo, de nao aug-
mentar o numero dos fuocetonarios, nem a des-
peza publica, foi attendido como passo a demons-
trar.
Exislem actualmente na secretaria de estado
dos negocios do imperio 55 empregados ; na re-
partido geral das trras publicas 11 ; na direc-
tora geral do correio 8 ; e na iospecgo geral
das obras publicas 24.
Deixam tambem de existir na secretaria de es-
tado dos negocios da justiga 11 empregos, por
passar a secgo dos negocios e beneficios ecle-
sisticos para a do imperio, e flear pertencend
a nova secretaria de estado o servigo relativo
illaminagao publica, aos telegraphos e exiinc-
gao dos incendios.
Passando a ter a secrataria "de estado dos ne-
gocios do imperio 46 empregados. e a da agri-
cultura, commercio e obras publicas 48, nao ha
augmento, raais dimiuuigo de 15 funeciooa-
riott
Qusnto despeza, a que actualmente se fax
com as referidas repartieres e com os lugares
que se extioguem na secretaria de estado dos ne-
gocios da justiga de 256:404, e a que se pas-
sa a fazer cora as secretarias do imperio e da
le oli!uA con,merco e obras publicas de
auliaj?01* uma diminuigo de despeza de reis
oigOU.
Para nioagmentar a despeza, como determina
6 le, e ao mesrao lempo nao prejudicar oservi-
go pela insufBciencia do pessoal, leve o governo
de xar aos empregados da nova secretaria de
estado vencimentos inferiores aos das outras
oeixando ao poder legislativo lomar esta difle-
reoga em considerago, como julgar mais conve-
niente.
Sou de Vossa Mageslade Imperial subdito re-
ferente e fiel criado. Joo de Almeida Pereira
Filho.
que se impetrara da
com a santa s e seus dele-
aos outros cultos nao
psra as grabas espirituaes
santa s e seus delegados.
5. Os negocios
gados.
6." Os negocios relativos aos seminarios, con-
ventos, capella imperial, ordens terceiras, irman-
dades e contrarias.
7. Os negocios relativos
catholicos.
8.' O raonte-pio dos servidores do estado.
Arl. 4." O actual consultor do ministerio do
imperio consultar sobre os negocios que corre-
re m pela secretaria de estado dos negocios ds
agricultura, commercio e obras publicas, pas-
sando para o do imperio o consultor dos negocios
ecclesiaslieos do ministerio da justiga, emquan-
to subsistirem estes empregos.
Art. 5." Emquanto pelo poder legislativo nSo
forem contempladas na lei do ornamento as des-
pezas com a nova secretaria de estsdo, e as que
resultara das alteracoes feitas pelo presente de-
creto as dos negocios do imperio, da justica e
a* guerra, correro estas pelas verbas consigna-
las para os respectivos servicos nos ornamentos
especiaes das repartieres a que anteriormente
pertenciam.
Art. 6. Para execucao desle decreto serio
remetlidos s diversas secretarias de estado to-
dos os livros e papis relativos aos negocios fln-
dos, ou anda aos pendentes, cuja expedicao fica
eompetindo a cada urna dellas, pertencend aos
respectivos ministros fazer a designaco das re-
particoes ou secgoes a que hao de ser aunexados.
Art. 7. Ficam revogadas as disposices era
contrario.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meo conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, o lenhs assira entendido e faca exe-
cutar. Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de fe-
vereiro de 1861, 40. da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Joo de Almeida Pereira Filho.
DE FEVERE1RO
D
DECRETO S. 2,747 DE 16
DE 1861.
execurdo ao decreto n. 1,067 de iSdeiu-
Iho de 1860.
Para axecugo do disposto no artigo Io 2o do
decreto n. 1,067 de 28 de julho de 1860, hei por
bem decretar o seguiute :
Art: Io Ficam a cargo do ministerio dos ne-
gocios da agricultura, commercio o obras publi-
cas, osseguintes objectos, que, era virlude da
legislaco anterior, eram da competencia do mi-
nisterio do imperio:
l.D Os negocios relativos ao commercio, com
excepgo dos que esto actualmente s cargo dos
ministerios da justiga e da fazenda.
2." O.que concernente ao desenvolvimento
dos diversos ramos da industria e ao seu ensino
prossiooal.
3a. Os estabelecimentos industriaos e agr-
colas.
4." A inlrodacco e melhoramento de rajas de
oniraaes e as escolas veterinarias.
5. A colleccao e exposigo de productos n-
dustriaes e agrcolas.
6. A ajquisigo e distribuico de plantas e
6ementes.
7/ Os jardius botinicos e pssseios pbli-
cos.
8. Os institutos agrcolas, a Sociedade Auxi-
liadora da Iodustria Nacional, e quaesquer outras
que se proponham aos mesmos fins.
9. A minerago, exceptuada a dos terre-
nos diamanlioos, cuja administracao e inspec-
$ao contina a cargo do ministerio da fa-
zenda.
10. Aautorisacap para incorporarlo de com-
ponas ou sociedades relativas aos ramos de
industria cima mencionados e a approvaco dos
respectivos estatutos.
11. A concessao de patentes pela invenco e
melhoramento de industria til, e do premios
pela nlroduccao de industria estrangeira,
12. Os negocios coocernentes ao registro das
trras possuidas, legitiraago ou revalidaco
das posses, sesmarias ou outras concesses do
governo geral ou dos provinciaes, concessao,
edigao, demarcago, descripgo, distribuico e
venda das trras pertencentes ao estado e sua
separagao das que pertencem ao dominio parti-
cular, nos termos da lei n. 601 de 18 de setem-
eiroede8l?54! ^ deCfel "' 1'M8 3 de -
13. A colonisago, menos na parle rela-
tiva s colonias militares, que ficam
do ministerio da guerra, e s penaes
Ha competencia do da justiga,
14. A catechse e civilisago dos indios, e as
missoes e aldeamentos dos indgenas.
15. As obras publicas geraes no municipio da
corte e as provincias, ou quaesqner outras fei-
tas por conta do estado ou por elle auxiliadas, e
as repartieres encarregadas do sua execucao e
nspecjao. Exceptuam-so as obras militares e
as relativas a servicos especiaes pexteocente a
ada um dos ministerios, as quaes sero execu-
tadas por conta de cada um delles.
16. As estradas de ferro, de rodagom e quaes-
quer outras, e as companhias ou emprezas en-
carregadas de sua construyo, conservado e
17. A navegagao fluvial eos paquetes.
18. Os corrcios terrestres e martimos.
Arl. 2." Ficam tambem a cargo do ministerio
dos negocios da agricultura, commercio e obras
publicas, os seguinles objectos, que, em virtude
di legislajao anterior, eram da competencia do
ministerio da justica :
1.' A illumioago publica da corle,
2. Os telegraphos.
-h.' in.iu^ reUti,ro o ervio da exlinccio
Hos incendios e s companhias de bombei-
-}' ?,'Uf*m .car8 dt ministerio do im-
perio, alm dos que jS sao de sua competencia e
nao foram della excluidos pelo presente decreto,
ps seguinles negocios, que, em virlude da legis-
laco anterior, eram da competencia do ministe-
rio da justica :
l.'A diviso ecrlesiastica.
S. A apresentajo, permuta e remocao dos
beneficios ecclesiaslicos, dispensas e quaesquer
otos respectivos. 3." Os conflictos de jurisdic^ao e os recursos
coroa em materia ecclesiastics.
4," O beneplcito imperial ltcenjas previas
24
3a,
4*.
a cargo
que sao
decreto n. 2,748 de 16 de feverejro de 1861.
Organita a secretaria de estado do negocios da
agricultura, commercio e obras publicas.
Para execucao do disposto no art. I.8 3. do
decreto n. 1,067 de 28 de julho de 1860, hei por
bem docretar o seguiute : -
Regrulamento da secretarla de es-
tado dos negocios da agricultura.
commercio e obras publicas.
TITULO I.
CAPITULO IKICO.
Da organisacao da secretaria.
Art. 1. A secretaria de estado dos negocios
aa agricultura, commercio e obras publicas, com-
poT-se-h das seguinles repartieses:.
1 directora central o dos negocios da agri-
cultura, commercio e industria;
directora das obras publicas e nsvegaclo ;
directora das obras publicas e colonisacao
directora dos correios;
Ar'r 2- A 1 directora se compor de:
1 director;
2 chefes de sec{io ;
3 primeiros officiaes;
2 segundos officiaes;
3 amanuenses;
1 porteiro;
1 ajudante do porteiro ;
1 continuo;
3 correios;
Art. 3. A 2a directora se compor de :
1 director ;
2 chefes de seclo;
3 primeiros officiaes;
2 segundos officiaes;
2 amanuenses;
2 continuos, servindo 1 de correio.
Art. 4.* Alm dos empregados cima mencio-
nados, ter a 2a directora um corpo de enge-
nheiros, o os auxiliares precisos pars o exame,
inspeciao. execucao e flscalisaco das obras pu-
blicas, os quaes vencero as gratiQcac.oes que
Ins Torera arbitradas em tabella especial.
Art. 5. A 3a directora se compara de :'
1 director;
1 chefe de seceo ;
3 primeiros officiaes;
2 segundos officiaes;
2 amanuenses;
2gcontnuos, servindo um de correio ;
Art. 6. A 4a directora se compor de:
1 director;
1 chefe de secgo ;
2 segundos officiaes;
2 amanuenses ;
1 continuo, servindo de correio.
Art. 7. Em regulamentos especiaes serio
marcados a ordena, dislribuijo e processo do
servico em cada urna das directoras, bem como
os deveres e attribuicoes dos empregados, na
parlo em que nio esto togulados no presente
TITULO II.
CAPITULO 1.
Dos trabalhos communs a todas as directorios.
Art. 8. Sao trabalhos communs a todas as
directoras:
1. O registro da entrada de todos os papis e
o preparo de toda a correspoodencii que versar
sobre os negocios da competencia de cada urna
dellas.
.2. O registro, por extracto, de todos os nego-
cios que Ins pertencerem.com indicaco do pro-
cesso que forem seguindo, e das decises que ti-
verem. *
3. O asseolamento geral de todos os empre-
gados do ministerio, que lhes forem soieitos, e
a organisacao do quadro dos seus vencimentos.
4. A organisacao do quadro dos empregados
respectivos e dos seus vencimentos, com as no-
tas relativas ao seu exercicio e procedimento.
5. O inventario dos movis e objectos perten-
centes a cada urna dellas.
6." A celebrago de contratos que versarem
sobre negocios da sua competencia.
7. A distribuico dos crditos re
buigo dos crditos respectivos.
8. A escriturario e fiscslisaco de todas as
despezas ordenadas pelo ministerio, por interme-
dio de cada urna dellas, e a demonalraco do es-
tado dos respectivos crditos.
9.* A organisacao do ornamento da directora.
CAPITULO II.
Dos negocios especiaes a cargo de cada urna
das directoras.
Art. 9. A directora central ter especial-
mente a seu cargo:
l.8 Os negocios relativos ao commercio, com
excepsio dos que esto actualmente a cargo dos
ministerios da justica e da fazenda.
2.8 O que concernen te so desenvolvimento
dos diversos ramos da industria e ao seu ensino
proflssional.
3.* Os estabelecimentos industriaos e
colas.
4.a A nlroduccao e melhorsmento
de anmaos e as escolas veterinarias.
5 A collecso e expoaicao dos productos in-
dustriaos e agrcolas.
6.* A aequisico e distribuico de plantas e
ementes.
I'. Os jardins botnicos e passeios pblicos.
i 1 "ttulos agrcolas, a Sociedade Auxi-
liadora da Industria Nacional e quaesquer outras
que so propoahaju o* pesmos fias V1"fw
agri-
de ragas
a;?~ A- miu8rSa. oaceptuada dos terrenos
diamantinos, cuja administracao e inspeceo con-
s Y*1"*0 d0 nJDis,ef'o dVfazendi.
n.nfc.raut0"8"5J *" ncorporaco do com-
panhias ou sociedades relativas aos ramos de in-
feTectiv'os eai.tmu?oT0nadS 'Ppr"50 d8
rJiV...A co.nce8,sa. patentes pela invenco e
melhpramento do industria ul e de premios
pela introducto da industria estrangeira.
12. A proposta e abertura de crditos supple-
meniares e extraordinarios.
13. A escripturacao e fiscalisacio de todas ss
aespezas ordenadas pelo ministerio, e a demons-
iracao do estado dos respectivos crditos.
14. A organisago do orgamento geral do mi-
15. O assentamento dos proprios nacionaes
empregados no servico do ministerio.
16. O archivo da secretara.
Art. 10 A diroctoria das obras publicas e na-
vegago ter especialmente a seu cargo :
1 Os negocios concernentes s estrada de fer-
ro, de rodagem o quaesquer outras, e s empre-
zas ou companhias encarregadas da suaconstruc-
?ao. conservaco e costeio.
2. Os telegraphos.
3. Os que forem relativos i navegacio flu-
vial e aos paquetes.
4." As obras publicas geraes no municipio da
corle e as provincias, e quaesquer outras feitas
por contado ou por elle auxiliadas, e as reparli-
coes encarregadas de sua execucao e inspeccao.
Kxcepluam-se as obras militares e as relativas a
servaos especiaes, pertencentes a cada um dos
ministros, as quaes sero executadas por conta
de cada um delles.
5. A iliuminaco publica da crte.
6. O que relativo ao servico da extinco dos
incendios e as companhias de bombeiros.
Art. 11. a directora das trras publicas e co-
lonisacao ter especialmente a seu cargo :
1 Os negocios concernentes ao registro das
trras possuidas, a legilimaco ou revalidaco
oas posses, sesmarias ou outras concessoes do
governo geral ou dos provinciaes, concessao,
medicao, demarcago, descrpQo, distribuico e
venda das trras pertencentes a6 estado e a sus
separagao das que pertencem ao dominio parti-
cular, nos termos da lei n 601 de 18 de setera-
Dro do 1850 e do decreto n. 1,318 de 80 de Ja-
neiro de 1854. '
2 A colonisago, menos na parte relativa s
colonias militares, que ficam a cargo do miois-
eno da guerra, e as peosas que sao da compe-
tencia do da justica.
3 A catechese e civilisaco dos Indios e as
missoes e aldeamentos dos indgenas.
Art. 12 A directora dos correios ter a seu
cargo :
1 Os negocios relativos aos correios terrestres
e martimos.
2 A tomada de contas
thesoureiros.
3 A proposta de quaes quer medidas e provi-
dencias que a patrica mostrar convenientes ao
melhoramento do servigo do correio.
4 A eonfecgo do tabellas em que se declarem
com toda a especlficago, os das e horas da che-
gada e sabida dos correios de cada urna das ad-
tninutragoes e agencias a que se dirigem ou onde
locara nlermediarimente, e em que dias ; final-
mente todas as observages que forem conveni-
RoSrvPara melnorci>nbecimento do servigo.
5 Os negocios relativos aos paquetes eslran-
giros.
TITULO III.
n CAPITULO 1.
vos deveres e attribuicoes de cada um dos em-
. pregados
Art. 13. Os directores sao os chefes das respec-
tivas repartigSes, e a elles sao subordinados os
empregados de cada urna dellas.
Art. 14. Iocumbe aos directores, alm dos de-
veres e allibuiges que Ibe lorem marcadas nos
regulamentos especiaes a que se refere o art. 7 :
i Designar os empregados que dever ter cada
secgao, conforme a importancia e affluencia de
seus trabalhos, podendo remov-los de urnas pa-
ra outras aecges. quando o exigir o bem do ser-
vigo, ou encarrega-los de quaesquer trabalhos,
inda que em secgo differente daquella a que
pertencerem.
28 Dirigir e inspeciooar todos os trabalhos.
a Manler a ordem e regularidade do serigo,
5W2 peua" eorreccionaes declaradas no
4 Tomar o ponto aos empregados seas subor-
dinados.
5 Deferir-lhes juramento e dar-lhes posse.
o conceder-Ibes licenga at trinta dias em
um anno.
7 Receber, abrir e distribuir pelas secgoes das
respectivas directoras toda a correspondencia,
para que seja instruida com os precisos esclare-
c melos, e suba ao ministro por forma que elle
posaa deliberar.
A correspondencia reservada e confidencial s
sera aberta quando para isso houver expressa
autonsagao do ministro.
A correspondencia que versar sobre negocios
urgentes ser levada immediatamente ao conhe-
cimento do ministro.
8" Assignar toda a correspondencia que cons-
tar de simples communicagdes e aecusagode re-
cebimentos, e a que versar sobre mera execucao
de ordens e decisOes, e sobre remessas.
9o Requisitar, em nome do ministro, de qual-
autondade. com oxcenrn rfn mnuim. r.
rtsstjs^Sde ." d.
3 Faierescripturar
?RSr.*f0'1ex,,edid08 Pelasrespectivas seges.
dn.rZ.*enl!r *" rPecios directores qaan*
r.WM de,u,s. aec0M nao.cumpri-
u"di" defere* U de"lem de "' "
o ~. Dmm*nh"ar os trabalhos que Ibes forem
en;rreaa* Pelo respectivos directores:
o Dar seu parecer e informago sobre os
negocios que pertencerem respectiva seccao, e
aVier? 1e subir a0 connecimento do ministro.
Art. 18. Aos officiaes e smanuenses incumbe
desempenhar os servigos que lhes forem distri-
buidos pelos chefes das respectivas secgoes.
Vi. c Ao Prle>ro incumbe :
diJLt t ros d'Ploms4 'u'oa expididos pelas
teuflf' e8unao >eis e ordens em vigbr.
taris correspondencio da secre-
. J. s,ti8"e1r <> que lhe for ordenado pelos di-
dea* P Chee* 4e ,ec5i0 80bre obJecto
48 Distribuir e Qscalisar o servigo do seu ala-
aanie, dos continuos e dos correios, e lomir-
nes o ponto, participando em lempo aos respec-
tivos directores as faltas ou abusos que qualquer
ko o os emPtegsdos commetler.
5 Cuidar da conservogao dos movis e mais
objectos pertencentes secretaria e do ssseio
desta
Arl. 20. Ao ajudante do porteiro incumbe
substituir o porteiro em suss faltas e impedimen-
tos, e coodjuva-lo em todos os trabalhos a seu
cargo.
Art. 21. O porteiro, o seu ajudante, os cdnti-
nuos e os correios, devem comparecer as res-
pectivas directorios meis hora antes da designa-
da para comego dos trabalhos.
CVPITULO II.
Do consultor.
Art. si. o consultor ter o titulo do conselho,
e ser ouxihado em suis uneges por um ou
mais empregados da secretaria, que poder re-
quisitar do ministro.
Art. 23. Ao consultor acombe :
l.8 Consultar com seu parecer todas as vezes
2?5 o.ministro lhe ordenar, e do mesmo modo
quartas e sabbados* 1
- 11- '
ENCARREGADOS DA SUR8CR1PCAO DO SU*-*
SrA W i. ,f'" ?.a04,n W; Bahia.
!n;P r,AlW; Ri0 **n,ot .1,
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietarip do diario Manoel Figwiroa e
Faria.na sus livraris.prag da Independencia na-
oso.
ou
um*delras, reuoir-se-ha
poca se proceder ao descont de que trata o ru-
go aotecendente. .
A/t\8?' K.eou,n empregado poder obter 1-
oenca antes do haver entrado no effectivo exer-
cicio. do seu emprego.
Art. 33. O consultor ser substituido em suas
Po< >es I"* "Binistro designar.
Art. 34. Sero substituidos em suas faltas
impedimentos :
l. Os directores por um dos chefes de secgo
ds respectiva directora, designado pelo ministro
servindo no impedimento do designdo o chefe
de secgao mais antigo que esliver presente.
prT' a de teaio Pelos das outras sec*
M!.d.affl^a diJrecloria. Por primeiros e
seguodos officiaes designados pelo respectivo di-
rector, nao podendo porm urna seccao ter
chefe um 2 offlcial, anda que
quando nella haja um 1 offlcial.
i.rifS .^Pe'en os empregados da socre-
L-- e! ad0 dos neocios da Bgricultura.com-
e^1kof1ob.'iPublicas os vencimentos conslantes
ua tabella junta.
...k.; ?* Ao.enPregdo da secretaria, que
substituir a outronas suas faltas e impedimen-
tos, permettido optar entre a gratificago e a
quinta parte do vencimento do substituido, com-
anlo que o vencimento total nao exceda ao que
este percebe. H
ikArV 37* 0s emolumentos devidos pelos traba-
lhos eitos as directoras sero arrecadados
por
interinamente, I
i
tas e indepeudentes
subordinadas
entre si, immediatamente
- ao ministro, deveodo porm auxi-
d. .LSr.ca.me,t-e._em ,ud0 to fdr a bem
^cSore'"ert^^^^^^S
contrario*' FC'm ,eTO'dl" ^Po^es em
.h?0Jf-6 A,,me,da proira Filho. do meu con-
aelho, ministro e secretario de estado dos olZ
cosdoirepero. .,.im o tenh. en.Sndtdl e*^
del^fOil0 dRJ, S J,M}T0- em i6 de fereiro
ri,m '. ^Kda ^pendencia do imperio.
.si a/ub"ca deS. M. o Imperador -1
de Almexdo. Pereira Filho. ''Cfauor-
Joo
ff?g2.o.|7
: o.; S : 2> 2 :
: o p : ? 8 i :.
*- S 'fb .
thesouro
------------------- no
nacional como renda publica, de
contormidade com as tabellas actuaos das secre-
tarias de estado dos negocio* do imperio e da
juaiiga, as quaes sao applicaveis dos negocios
f,.a8rrACuUu/!f comn,ercio e obras publicas, no
for relativo aos objectos da sua compe-
or
tencia.
CAPITULO V.
Ar^oo**,* ?"* 'cam *y' noi.. V u os osemPregadossoresponsaveis
aui. ul S -q,Ue commeUerem no exercicio de
suas attribuicoes.
Arl- 39. Os directores podero :
. w- 8,ar oa aprehender em particular ou
por que consulta o procurador da coror Mbrl Sman?.,,,2D.,e emJr1ed W* hes sao subor-
piaemiendaMdWRK1,?tgiSo; Jfs}%&[Z22Z? lfinla.d8S.
SXZS>!*U&^t *> ag"cu.tur.gcom- S.'SV.S'a;.0 oTol^.b^holae8^;
e quaesquer questoes forem incumbidos, ou desobedecerm -- --
f:

>hOZC*.U.
mercio e obras publicas.
em que bouverem pontos de'dirito
ou duvidas dos dos mesmos
'""Vi.S!2ir^M^d! 'L-. ; IKft ? overos" de
ou uesooedecerem as or-
directores, ou de qualquer
gaUmentos. SfSffiS!^*^ ^ aVbrela" "^ 3 otta dia"' """ **
TnitnZTs^o"^"' U e"e U'g" C0D* m0Str0 P0der
i!
'Muusiai
?.--.sggsg^
MM)
s
o
f
O
a3-
S2
ti
S B
O
terio mais
suspender pelos mesmos
aos administradores e
"iDinoa au servico. n..i|_Ha |-----------------r k.ivb uiodiuua
Art. 24. O consultor nao obrigado a compa- Arl 40 'o" .K y?'*0.^'** *
do por decreto imperial, sempre que isso conve- graticaco "ntlgu,dade e do ordenado e
nna ao servigo publico.
CAPITULO III.
nomtato, aposentadoria e demisso dos
.,, empregados.
*" zo- oerao noraeados por decreto imperial
AaunlLa _- I i.
Da
CAPITULO VI.
a Dardtm' tempo eprocesso do servico.
Art. 41. Todos os dias sero de trabalbo na
secretaria de estado das negocios da agricultura
commercio e obras publicas, exgepgo dos dias
."."" gUarda e fer,ado. devendo comegar o servigo
h-Sf' Vo eacolna. ao a o consultor, mas tam-
bera os directores, os chefes de secgo. e
melros e segundos officiaes : e por ort
nos directores.
Art. 26. Os amanuenses sero comeados com
precedencia de exame ou concurso.do qual sero
mente dispensados os hachareis em ledras, os
formados em qualquer faculdade, e os que tive-
rem o curso completo do instituto commercl.l.
Art. a. Os directores, os chefes do seccoe3 e
os primeiros e segundos officiaes que tiverem
- de
negocios, serao obrigados a comparecer na se-
cretarla, anda mesmo nos dias de guarda o fe-
riados, ou fra das horas ordinarias do trabalho
os empregados que para esse fim forem avisados
polo respectivo director.
iAI,# H" empregados que fallarem repar
ligao e nao jusliDcarem a falla, perdero o orde-
u nado e a gratificago do dia.
ri.JrJS anB08 d! efoclTo servigo na secreU- Mu *l,aro,n itificarem a falta.perdero
na, s poderao ser demitlidos no caso de perpe- a 8ra"flcagao. ,wra" .
Irago de qualquer crime grave, de revelago 1.ue entrarem depofs de encerrado o ponto
de segredos, de trsigo, abuso de confionga, n- e.nao Jualiflcarem a deraora.perdero a graliflca-
auDordioaco grave ou repetida, e constante irre- ?ao- Na mesms perda iucorrero os que se reti-
8u'ar|dde de procedimento. f.aram aD*es de encerrodos os trabalhos sem
Arl. 28. Os empregados da secretaria de esta- Ilce"5a do respectivo director.
do dos negocios da agricultura, commercio e ""6 entrarem depois de encerrado o ponto
e justificorem a demora, perdero smente me-
tade da gratiucago.
Art. 44. Os directores podero julgar justifica-
das, sem dependencia deatteslado, as fallas dos
empregados que nao excederem o numero de tres
obras publicas, s podero ser aposentados no
caso de se acharem inhabilitados para o servigo
por avangada idade ou molestia, ou quando
bem do servigo o exigir, observando-se as se-
guinles regras :
1.a Sei aposentado com ordenado por inteiro' em ,rinta dia-
o empregado que contar trinta ou maisannosde As que excederem a este numero s podero
servigo, e com ordenado proporcional o que ti- sfT Jusllficadas com alienados de medico, a juizo
ver mais de dez.e menos de trinta ; levando-se- dos directores.
lhe em conta integralmente o tempo de servico N" 8e considerara faltas as que derem os
prestado em outros empregos geraes estipendia- emPregados por eslarem oceupados em servigo
dos, e pela terga parte o prestado em empregos PufllC0 gratuito, ou obrigalorio por lei.
provinciaes, tambem estipendiados. Ar,# **> No flm de cada mez os directores
remetlerlo ao ministro um extracto do ponto dos
O. tres correios da 1 directora
150 por anno para cavalgadura e arr
que estiverem de servigo a diaria liSaS
Ministerio da guerra.
EXPEDIENTE DE 12 DE DE PEVEREIRO DE 1861.
Primeiro directorio geral.
rfn~ A->aPreS,d6D,e da Pro?'ncia do Rio Grande
fhesor.,,uP"i faW .C0D8tar ao in>Peclor da
n>. H.nad.e a?eDda' qo avista da gone-
ro.,dl8i,0S,Ca0 d0 "VM acular de O de
trazan LT ^^ nenhum '""damento tem
12SL9?' q"e denera o pagamento dosres-
.1? Ten?UD.e.D">a dos alfares da guarda na-
cional Jojqulm Mechilluo de Souza Santiago a
que serviram de yogaes de conselho de guerra.
Terceiro directorio geral.
em"~r,An,J.eden,e d? .Aaaoxonas, declarando
?!Li2?l aa 8eu oDic0 n- I4de21deno-
D?es?denc?,adnDpPaA"ad0' que D(,e quisitar da
pres dencis do Para o supprimenlo de medica-
mentos que frem necessarios
fermana militar.
respectiva en-
Quarta directora geral.
ri7. Pedente do Para, declarando em solu-
aue cllZ 0ffic,' -D- B de ,9 de "O-embro flndo,
rH!"n?6 ""orissr o comego das obras do for-
prssns5cta dis,ribui5So de creduodo
- A' thesouraria do Para, para que mande
Raphael Floquet, .
querautondade, com oxcepgo dos ministros e
secretarios de estado, conselheiros de estado,
secrtanos das cmaras legislativas, bispos, pre-
sidentes de provincias e dos tribunaes judicia-
nos, as informages e pareceres que forem ne-
cessarios para a instruego e deciso dos ne-
gocios.
10. Communicar aos chefes das outras directo-
ras os trabalhos que tlverem relago com os ne-
gocios que lhes esto incumbidos.
11. Prestar aos chefes das outras directoras
as ntormacoes que forem necessarias para o pre-
paro de lodos os trabalhos a corgo de cada urna
12. Confeccionaros regulomentoseinstruccoe
que forem relativas aos negocios a cargo das suas
directoras.
13. Executar os trabalhos de que pelo ministro
forem encarregados. -
14. Apresentar ao ministro no 1 de margo de
cada anno o relalorio dos negocios que correrem
pelas respectivas directoras, afim de servir para
a eonfecgo do relalorio geral.
Arl. 15 Ao chefe da 4* directora, alm dos
deveres e attnbuiges declaradas no artigo ante-
cedente, competem as que Ibe sao conferidas
pelo decreto n. 399 de-21 de dezembro de 18i4
ja parte em que nao fui alterado pelo present
Art 16. Ao chefe da Ia directora incumbe
privativamente orgamsar e submetter cooside-
ragao do ministro at o dia 31 de margo o rels-
ono que deve ser presente a assembla eral
legislativa.
Arl17, Aos cnee de eegio incumbe:
1 Lxecutar e fazer execuUr puntualmente oa
o carg0 de 8U,, "e<^es.
2 Fazer escnplurar o livro do tombo de cada
ora dos ramos de servigo a seu cargo, coutendo,
em resumo e por ordem chronologtca, a le, de-
creto ou qualquer acto da sua instituicao, e as
aller56ea nue tenbtn btrido. r '
m?;* NJenham empregado sor aposentado tendo respectivos empregados.
menos de dez annos de servico. | Art. 46. Em geral .forma
3." O empregado ser aposentado no ultimo negocios ser
lugar que servir, comanlo que nelle tenha tres
annos de effectivo exercicio, e emquanto nao os
completar s o poder! ser com o ordenado do
lugar que tinha anteriormente oceupado, confor-
me 11 disposigo do 1, salvo se contar 35. an-
nos de servigo.
4.a Os empregados aposentados de qualquer
ministerio, sendo de novo nomeado para exercer
emprego na secretaria de estado dos negocios da
agricultura, commercio e obras pnblicas,
co'm rorTenadVdTanmnsent,I,dnri.,10TO /T6?0 p8pei8 1ue fore convenientes*p.r.Ysc.r7c.:
"m: ,. ao.?a,aP ade, porm terao ment edeciso do negocio de que se tratar ;
do processo dos
a seguinte :
Nenhum papel subir presenga do ministro :
1 sem nota ou sigosl do registro de entrada ;
2 sem informago do presidente da provincia,
ou qualquer outra autoridade ou empregado por
quera o negocio tenha sido, ou deva ser remet-
tido secretara;
38, sem o extracto e informago da seceo a
que perlencer o negocio, cora o parecer da mes-
ma.quindofr necessario.referindo os preceden-
nao tes havidos, os estylos da repartijao, e juntando
direito de fazer opgo por um dos dous ici-
m en tos, a que se juntar metade do outro.
5. Se os empregados deque trata o paragra-
pno antecedente chegarem a obter direito a nova
aposentadoria, para a qual nio se lhes levar em
conta o tempo que serviram no emprego em que
estavam aposentados, nao accumularo os orde-
nados das duas aposentadorias, mas podero op-
tar pela que mais lhes convier.
6." Nao se. contsr para a aposentadoria o
lempo excedente a 60 dias em cada anno em que
o empregado faltar ao servigo, salvo o caso de
licenga por molestia, em que se observar a dis-
posigo do srt, 28.
7. Ao empregado que completar trinta annos
de servigo e nao fr aposentado, o governo po-
der conceder pelo tempo que demais servir.em
retagao a cada periodo de cinco annos completos,
nm augmento nos seus vencimentos correspon-
dente al o 010. imputando-se so ordenado, para
o caso de aposentadoria, smente metade do dito
augmento.
CAPITULO IV.
a i oa ^08' ,ub'lituif" vencimenlos.
Art. J9, Durante o tempo de licenga por mo-
lestia, os empregados contaro antiguidade por
inteiro nio excedendo a licenga de seis mexes, e
Sor metade sendo de seis mezes at um anno
ao se levar em conta o lempo qua decorrer de
enlao em diaote.
Art. 30. Aos empregados, que obliverem li-
cenga, aioda que seja por motivo de molestia,
lar-se-ha nos vencimentos que perceserem
um descont, que ser regulado pela maneira
seguate: '
i." O deseonto ser de metade do vencimeeto,
so aa licencas excederem a seis mezes at um au-
no, flndo o qual cestera todo o vencimento.
2. O vencimento tambem cesura, ainda qae
o empregado nio requeira mais licenc, findo
q i JrJh ,nnodaad0 Panas parla de doenle.
AM-. 81. O tempo das diversas lieongas con-
. -------.-..- uu raa, para
azercargaaoalferes Antonio Raphae
dMoan.l,Ado.267. Proveniente do valor" dos
sem ovistodo respectivo director, o
qua), tendo em considerado a informago e pa-
recer da secgo, escrever margem o que mais
convier, interpoodo ao mesmo tempo o seu
parecer.
TITULO IV.
CAPITULO NICO.
Do gabinete do ministro.
Art. 47. O ministro poder nomear para servir
no seu gabinete um ou mais empregados da
respectiva secretaria, de qualquer categora que
sejam, os quaes tero, alm dos seus vencimen-
tos, urna gratificago que nao exceda de 1:3009
annuaes.
Alm destes, poder tambem chamar para eate
servigo urna pessoa estranha secretaria, qual
ser dada urna gratificago que nio exceda o
vencimento marcado para os chefes de secgo.
Arl. 48. Incumbe aos empregados do gabinete,
na ordem que estabelecer o ministro :
1* O recebimento e abertura de toda a corres-
pondencia que fr levada ao gabinete.
2 O protocolo da entrada e destino dos papis
que forem presentes ao ministro.
3 Executar as ordens directas do ministro.
TITULO V.
CAPITULO NICO.
Ditposicts geraes
Art. 49. Aos directores compete o titulo de
conselho logo que completaren! cinco annos de
exercicio deste cargo.
ArL 50. Os directores e o consultor da secre-
taria reonir-se-hio em junta duas vetea por
semana, sob a presidencia do misoistro e secre-
torio de estado dos negocios da agricultura,
commercio e obras, publicas, e coosultario sobre
os negocios, qu-a o mesmo ministro entender
conveniente injeitar ao seu exame e deciso,
servindo de relator, para a informago dos ques-
toes, o director a cuja repartigio pertencer o
negocio de que se bouver de tratar.
objectos constamos da'conla <
que estando a.eu cargo, n.^alidada d .
tSsMsZ a,alha !d '-riaVSo rii" o
quando seguio para o II8 da mesma arma.
^ lo
Quarla directora geral.
Ao presidente do Haranhio, commnoican-
do para sua intelligencia e execugo, que o te-
22*1 M9el Lopes Peeegueiro, com-
SSSLt S0rP.d0 guarnlao da P'vDcia,
caaiimado da indemnisago de 51t20 a que
est obrigado pelo abono lllegal de 45 rs feito.
a algumas pragas voluntarias do mesmo corpo.
roram Indeferidos os requerimentos : Do
a1nH e^.oronei Manoel LPe8 Pecegueiro, pe-
22fi ' IrlXl Ta- de,ba8a8em, e n'outro o degrati-
Dcagao addjcional e forragem de cavallo de pes-
soa ; do alteres Joaquim Jas Luiz ds Souza, pe-
dmdoum abono de 300, para aer-lhe desconta-
do pela 5a parte do meio sold a que est redu-
- 14
Segunda directorio geral.
Ao presidente da provincia do Amazonas,
remetiendo os autos do processo de conselho de
guerra do soldado do corpo de guarnigo da
mesma provincia, Gabriel firazo, afim de que
seja cumprida a sentenga proferida pelo conse-
lho supremo militar de justiga no mesmo pro-
cesso. r
Ao da do Para, remetleodo para o mesmo
m os dos soldados do ll"batalho de infamara
Joaquim Rodrigues de Faria e Manoel Sebastia
de Brito, e do corneta Fortunato Bibiano.
M7 Aodado aranbo, dem o do soldado do
batalhao de aitilharia a p addido ao 5 de
infanlara Manoel Aotooio da Cruz.
Ao da da Parahyba
soldado do corpo de guarnigo
vincia Jos Bernardo da Sil/a.
"~ Ao da de Pernambuco, idem os do tenente
do 2 batalhao de infanlara Clarindo Carneiro
de Oliveira Chaves, e do 2 cadete Miguel Joa-
qoim Mochado, e do corneta Manoel Estevo.
este do 10 e aquellos do 9 batalhao da mesma.
armo.
15
Primeiro directorio geral
Ao presidente da provincia de Piauhy, de-
clarando, em resposts ao officio n. 76 de 9 de-
Janeiro fiodo, que a correspondencia sobre nego-
cios militares deve continuar como dantes ae di-
ngia.
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Ceor, exi-
gmdo a guia de assentomentos o soccorrimento-
do 28 sargento Joio Jos de Aguiar, qae foi
transferido do corpo de guarnigo do mesmo pro-
vincia pira um dos corpos estacionados oa do-
Rio Grande do Sul.
Ao da de Pernambuco, exigindo urna cerli-
do de-boptismo ou outro documento que prot
legalmente a idade e filiacio do Dr. juiz do di-
reito da mesma provincia Manoel Teixeira Pelxo-
a' *mn!:?0% r"ol!*r-" <>> a prelengo
de aeu filho particular V sorgento do 4 batalnio.
dei rtilhaiia a p Francisco Teixeira Peixoie d*
^oreti Lima,
"T V e?mo orenando que expessa as coa-
do Norte, idem o do
da meama pro-
jimem,e^mStSm^A- A^TSBaaTWtW^oV^^
' \



<*)

3 i]
i *""**' _____. _'_______
xArU DI f ERH1M1UCO. SEXTA FElRA Jt DI MARgO k>B 1881.
iik
Feixoto, Antn da .o, re
_ 4e senem proceandu '
aoi termo* da cireuUr de 6 de agosto do Ift?.
?' do Maraabae, remellando pan igaal Has
o requer meato de Luiz Augusto de Oliveira, pe-
drada pagamento de ornecmentos feitos i rcr-
ticio da marinha.
Ao quartel-general, approvando a providencia
que tomou o inspector do arsenal do Para, de
suspender o Io erffenueiro Joo Valente de Al-
que d oo officio quejeoiou com o seu de o. 181
de 4 do crreme; beia assim de oomear a ala-
noel Eufrosinio Bonifacio para servir interinamen-
te, e aulorisando-o a que mande demittir o dito
1 enfermeiro nomear definitivamente o outro.
A' presidencia do Maranhao, para que infor-
me se ja caneco u a funecionar o novo pharol de
Sant'Auua.
A' do Kio Grande do Norte, eiigiodo as de-
moustraces da despeza a conta deste ministerio,
elleciuada naquella provincia desde julho do anno
passade.
pedir em officio n. 4 de 18 do mee prximo pas-'
sado, para mandar fazer o que fornecessario, afim cou-se thesouraria de fazend
tlanndo Carneiro de Oliveira Chaves, em que i Toares, Joo Carlos Augusto da Silva. Genuino
pede reforma, a cerlidio completa de asienta- 1 Josfoa Re*, Palmeirim & Beltrao. Ma.'aoel An-
mentosdo referido tenento. Ttomo de Jess e Jos Marcellino d Roza, diver-
Ao inspector da ihoeearana do Par acra- |ai quaotias provenientes de sipprimentos feitos
rando que para se satisfazer oseu pedido, em I ao arsenal de marinha.Communicou-se ao mi-
seu cilicio n. 41 de 22 de no^embro ftwdo, con- uisterio da fazeoda e coniaeoris.
?em que aelermiue qual a resoluto do conseibo
supremo de que carece copie. Tiste eomo exfcsteca
ais de urna da cuerna date.
1 -
Segunda directerin geral.
Ao presidente da ptavlacia do Par, com-
SBuotcando ter fallecido o a provincia de S. Paulo,
no dia 8 do cerrente, o soldado do U balalhao
de inantaria Justino Jos 4a gilva, que se acha-
ra preeo & disposieeeda justiea.
Ao da do Maraehie, remetiendo oa procs-
eos de censelhos de direccie e averiguarlo que
se procedeu para a classiftescSo de Io e 2 cadete
o 2 cadete sargento ajudanie Tito de Sonza
Camiso, e desoldado Monleiuma Alfredo Correa
de Castro, ambos do 5" balalhao de infanlaria.
Ao mesmo, remetiendo a guia do teneote
lo 5 balalhao de infanlaria Leonardo Luciano
de Campos.
Quarla directora geral.
Ao presidente de Maranhio, declarando, para
sua iuleliigencia, que, em presenca dos esclare-
imenlos ministrados pela respectiva thesourraia,
sao possivol approvar a eiant que arbitrou pa-
ra o semestre correte, que lica poitauto fixada
m260 reis, e a racao de pao em 52 reis.Com-
muiucou-se ae-inspector-da thesouraria.
Ao do Piauhy, idem dem que flea appro-
vada a avaliaco da t-lape em 500 ra. e a do pao
alvo em 60 res, durante o semestre crtenle.
18
Terceira directora geral.
Ao presidente da provincia de Cear, re
metiendo para ter o convenientes destino a guia
do major do corpo de guarnicio da mesma pro-
vincia Juao Baptisla de Holl.
Ao mesmo, devolvendo os papis que acom-
panharam o officio da mesma presidencia de 27
de dezembro ultimo, e determinando que mando
proceder aconselho do inquiridlo para verificar-
se o mo comporlameulo habitual de que acu-
sado o capio do corpo de guarnicao da mesma
provincia, lienrique Fredcrico. Benjamn Ettur.
19
Segunda directora geral.
Ao presidente da provincia do Amazonas,
remetiendo, para ter o conveniente destino a guia
do 2o lente do corpo de guarnicao da mesma
provincia Jos Theophilo Cerdoso.
Aoda do Maranhao, remetiendo, para o
mesmo tira, a do major do corpo da respectiva
guarnicao Domingos Jos da Cosa Pereira.
Ao da do Cear, remetiendo, para o mesmo
Cra, a do tenente do corpo da respectiva guar-
nido Jaciulo Barretho de Castro.
Ao da da Parahyba, remetiendo, para o
mesmo Gm, a do 2 cadete do corpo da respecti-
va guarnicao Joo MarnIto Falco.
Terceira direcloria geral.
Ao presidente do Maranhao, declarando, em
additameuto ao aviso de 6 do correte, que as 110
arrobas do plvora grossa e 40 ditas do dita Gna
mandadas foruecer mesma provincia por aviso
de 12 de agosto do anno lindo, foram remetlidas
a provincia de Pernambuco, donde deviam ser
transferidas para all, segundo o contrato feito
com os consignatarios do brigue Almirante ; e
que a demora attribuida arribada do dito bri-
gue ao porto da Baha.
Ao de Pernambuco, aecusando a recepeo
de seu olicto de 5 do crrante, versando sobre o
foro eci me uto de diversos arligos de fardamenlo e
armamento que ranndou fazer pelo respectivo ar-
senal de guerra s secadas de pedestres da mes-
ma, em virtude da aulorisaco dada pelo avise de
19 de dezembro do anno prximo passido.Ofli-
ciou-se quarla direcloria geral, remetiendo o
dito officio e papis que vierain annexos.
21
Primtira directora geral.
Circular.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios da guerra, era 21 de fevereiro de 1861.-
lllm. e Exm. Sr.Determinando S. M. o Impe-
rador que essa presidencia nao empregue em ser-
vigo algum os ofkiaes a quera o goreroo tiver
dado deslino para oulras provincias ; e gue, pelo
contrario, ordene quo sigam iramediatamente,
laocando mo dos meios que facultara as ordens
cm vigor, para os compellir a cumprir seus deve-
res, assim o communico-a V. Exc. para seu go-
-veroo.
Deus guarde a'V. ExcSe&aslio do Reg Dar-
tosSr. presidente da provincia de...
ministerio da Marinha,
BXPED1ESTE DE 19 DE JANEIRO DE 1801.
A' inspeccao do arsenal do Par, devolvendo a
planta a que so refere em officio de 21 do mez
passado, da enfermara que se pretende fazer no
dito arsenal ; aOm de que a faga acompanhar de
un orcamento especificado.
21
A' presidencia do Maranhao, autorisando-a a
dispender no corrente exercicio, pela verba
Obras, conta do municipio da corle, alea
somraa de 5509797, com o concert que reclama
0 pharol de S. Marcos.Communicou-se ao mi-
nisterio da fazenda e contadotia de marinha.
22
A' presidencia do Piauhj-, declarando Iho por estar consignado no regulamento de 19 de
maio de 1846 a obrigaco de prestar quartel aos
capites de portos, nao pode ser tomado em con-
sideragao o que requer o capitao de fragata Jos
Antonio Correia.
23
A' presidencia de Pernambuco ordenando que
mande quanto antes, proceder as obras de que
precisa o hiaie Rio Formoso, coufrme o desenho
e copias que se remettem.
2.a seceo.A' da Parahiba. declarando-lhe
que, em vista da Informacao prestada pela con-
tadura de marinha em officio n. 89 de 17 do cor-
rente, rio devo a cipitania do porto daquella
provincia ultrapassu o numero de um patro e
oilo remadores flxado pan o seu servico.
2* -
A' presidencia do Maranhao, remetiendo, para
seu conhecimento, um exerapiar impressodo de-
creto n. 2,725 de 12 do corrente, creando urna
companhia de aprendizes marinheiros jiaquella
provincia, e outra. na do Rio Grande do Sul.
Fez-se igual reraessa do Rio Grande do Sul.
A' de Pernambuco. mandando receber o
carvSo de pedra para all transportado no brigue
Cleha conta do contrato celebrado cora Candido
Rodrigues Pereira.Comraunicou-so contadu-
ra e intendencia da marinha.
25
A' presidencia do Rio Grande do Norte, appro-
?ando a deliberaco que tomara de mandar pagar
sob sua responsabilidade a quantia de 107g080 por
supprimentos feitos ao vapor Thetis. Corarauni-
cou-se ao mioisterio da faenda e contadoiia da
marinha.
30
A presidencia de Pernambuco, declarando-lhe
que por falta de crdito no actual exercicio neo
fiode ser attendido o pedido de augmonto de sa-
ano que fazem os servente do pharol daauella
proviucia. *
A' mesm, elevando a IglOO a diaria que
percebe Augusto Cesar Cousselro de Mallos, apon-
tador das obras do melhoramento do porto da
mesma provincia.Communicou-se ao ministerio
da fazenda e cootadoria da marinha.
A' Presidencia do Cear, declarando que,
vista da informacao prestada pela cootadoria de
marinha, nao pode ser concedida a ajuda de cus-
i requerida pelo capitao do porto daquella pro-
. a 1 de fevereiro.
nh-fC TA? I>re8ienl8 ranhao, mandando orgauisar quanto antes a com-
panhia de apremlizes mafuiheiros, creada naquel-
la provincia por decreto n. 2,725 de 12 do mez
passado e participando que fdra nomeado para
comraandante della o tenente Jos Francisco
1 into, e que se expedio ordem ao quartel-general
na marinha, aflm de nomear os inferiores neces-
arios sement para a prmeira divisao. que se
trata de crear por ora, devendo a mesma compa-
nhia ser estabelecida na capital da dita provincia
-e acuartelada no edificio que all servio de arse-
nal dejmarinha.
Ao da de Pernambuco, mandando expedir
as necessarias ordens, para que se proceda, pelo
arsenal de marinha, aos reparos que forera indis-
pensareis ao vapor Thti, aflm de poder eguir
j-iagem para esta corle, o que dever ter lugar
* e ,,enh,in concluido os ditos reparos.
ao quartel-general expedio-se aviso nesle sen-
7alm^Z\\aL^raaA0 ^Itberacoque lo-
=
APMi irn nu
ca do requerimenlo em que Luite FranciKa da. Poi nesea mesma reaniio, de qae fazem per-
Costa pede o pagamento do que se eet 4 dever te muilos hemenaKe estado considera veis, que o
dos vencirnentos de seu alrecido marido, Pan- principe apo lee* tomou a palavra para expor a
ciacdT'irmino Monteiro,. relativos -i*- a __j
tMMHidt
marco e abril do anno prximo passade, aue
exercea interinamente -
.~ A' mesma, dey^vendo o papei^ relativos a capitana do porto ao Impeditento do respeclifo
SSSft^SSP- c.prwttri.oj Pedro ^tmuyJLm-
Goetatrrallad(o,
metda. da enfermara de marinha, pelas raxoes to dos presos pobres da cadeia drrBrejo floran
ed
& r ma cefgiidhiaiiticaaa or-
dem, em virtade da qaal mmrem o marido a
suppliomiie aquelle lugar, aflm de tmpprir ella a
tirita do competente titulo, covforeae iaflica a ci-
tada informacao, devendo, parm, eaea divida ser
peocessada nos termas da avalar ded de agosto
da 1847, visto pertencer i exerekm i encer-
rado.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mude V. S. pagar Simplicio Jos de Mello a
quantia de IO658UO rs. despendida cora o suslen-
de fevereiro ultimo, como se v da ncTusa coota
que me foi remeltvda pelo cheo de polica, com
officio de 18 do correte, n. 198.Communicou-se
ao chele de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Previ-
no Vmc. de que a companhia de artfices com
o parque de arlilharia dever reunir-se i forea
que tem de marchar, de coalorraidade cem es or-
dens do coronel com moda ule naastmas, para o
Lampo das Pripcezas na tarde do dia 2 do cor-
rete, anniversario dacons(ituico' poltica do im-
perio.
*.' de Pernambuco, declarando que tica ra Dito ao m""nr.Pde ymo OTntrt|rr com
duzide sl.fJOO toneladas- o suppriment-*e car- orelra & Ferrla, cooslgriaiarlo o-patacho
vao 4e pedia contratado para aquella prviacia "
om Soott ItetVJi C.Commuaicou-se a inten-
dencia e cootadoria.
3* -accedo -*-A' mesma, dando a aotorisaclo'que
nacional Emulaco, cerno peopoz en sen ofskio
de .18 do eorrenle, a cooduccio doe 70 barris de
-plvora vindos do arsenal de guerra da corte com
destino provincia do Maranhao, roraettoodo-me
me. copia do termo quesetavrar.Coromnoi.
de hever mais eeis tuxes" de gaz no quartel da
companhia de aprendizes artfices do arsenal do
marinha da mesma proviacia, e na respective casa
da ordom.Deu-se conhecimenlo ao mioisterio
da fazenda e conladwia.
A' mesma, ordenando que as officinas do
arsenal de marinha sejam reduzidas ao qae mar-
ca o decreto o. 2,583 de 30 de abril do anno pas-
%ado, visto que no mappa que acompanhou o offi-
cio do inspector do mesmo arsenal, de 21 de Ja-
neiro prximo passado, anda vieram contempla-
das algumjs que nao forana designadas no teferi-
do decreto.
A' do Para, dando igual ordem, pelo que
toca as officinas do respectivo arsenal de ma-
rinha.
7
3a scelo.A' presidencia de Pernambuco, de-
volvendo as comas da despeza feila ne exercicio
Ando de 1859 a 1860 cora a illuminaco a gaz no
arsenal de marinha da mesma provincia, para que
as transmita respectiva thesouraria, ordenan-
do-lhe que proceda na conformidade da circular
do tbesouro nacional de 6 de agosto de 18*7, afira
de se poder elfectuar o seu pagamento.Commu-
nicou-se nao s ao ministerio do imperio, em ad-
ditamento ao aviso de 20 de dezembro ultimo,
mas tambero contadoras.
A' mesma, aecusando recepcao do seu
officio n. 2 de 15 do mez prximo passado, sobre
o preenchimento da vaga que existo de mestre
da officina de carpira do arsenal de marinha, e
mandando expedir ordem ao inspector do dito
arsenal, alim do propor para o referido lugar
quero se ache em circunstancias de exerce-lo, na
forma do decreto n. 2,583 de 30 de abril do anno
passado.
A' mesma, para que se proceda no arsenal
de marinha construeco de urna crvela a h-
lice da forca de 200 ca'vallos, conforme o plano,
que acompanhou o officio do inspector do dito
arsenal de 14 do mez prximo passado, adoptan-
do-se o orcamento apresentado pelos directores
das offhinas de machinas o das construccoes na-
vaes do arsenal da corle, onde se far a machina,
quo deve ser montada na referida crvela ; e
prevenindo de que so officie ao ministerio da fa-
zenda, para que por conta da quantia em que est
oreado o custo daquelle navio, se fornega no cor-
rente exercicio soraente a de 50:0009, por ser a
que provavelmente se poder gastar com seme-
Ihante construeco no mesmo exercicio, se bem
que das fnformaecs do mencionado inspector,
consta que se acham promptasquasi todas asma-
deiras para ella necessarias.Expediram-se os
necessarios avisos ao ministerio da fazenda, para
o forneciraenlo daquella quantia, e inspecQo
do arsenal da corte, para mandar fazer a su 1.ra-
diada machina ; e deu-se de tudo couhccimeuto
contadoria.
12
A' presidencia da Parahiba, exigindo o plano e
ornamento da lancha requisitada para o servico de
soccorros navaes naquella provincia, aQm depo-
der-se autorisar a sua compra.
10=. ue 1 nnna existentes tiesta capital, reunidos
os da guarda nacional, deste municipio e sob a
lireccao do official quetn competir ocommando
istejam poslados no Campo das Princezas s 5 ho-
Governo da provincia*
Expediente do dia 19 de marco de 1861.
Officio ao corone.l cora mandan te das armas.
Sirva-se V. S de expedir as suaa ordens para
que no da 25 do corrente, anniversario do jura-
mento i constiluico poltica rfn impnrio, os cor-
po ue 1- iinna existentes tiesta capital, reunidos
aos da
d
est
ras da tarde.afim de azer as continencias odar'as
salvas do estylo depois do cortijo augusta effi-
gse de Sua Magestade o Imperador; convidando
v. s. a todos os officiaes que se acbarem dispo-
niveis para assislir esle acto.
Ao commaudaute superior da mesma guarda
nacional expeco as convenientes recommeoda-
Qoesnao s para a reuaio dos respectivos corpos
mas tambera para mandar fazer o servico da
guarnido naqueile dia e bo antecedente por offi-
ciaes e prajas dos batalhoes que nao marcharem.
Offictou-se nesles termos ao referido comman-
danle superior.
Dito ao mesmo.Queira V. S. expedir as suas
ordens para que regresse do presidio de Fernan-
do na pnmeira opporlunidado, o soldado do nono
balalhao de infanlaria Jos Leopoldo dos Santos,
a que se refete o seu officio numero 392 de 18 do
corrente.
Ditoao mesmo-Queira V. S. mandar por em
iberdade, dando-lhesbaixa. se jesliverem .lis-
tados, os recrutas Antonio Belchior de Mello e
Malinas Antonio de Lima, que provaram isen5ao
legal.Communicou-se ao commaodanle auoe-
rior do Reciie. K
Dito ao comraandante superior do Recite Ex-
peca V. S. as suas1 ordens para que urna guarda
de honra tirada de um doscorpos da guarda na-
cional sob seu commaudo superior, esteja poala-
^nfn"* fnl6 da oRureja malriz ua fregueiia de
Santo Antonio, s 8 horas da manhaa, do dia 26
deste mez, alien de acompanhar
Sanlissimo Viatico aos enfermos.
Officlou-se tambem para prestar guardas de
houras am de acompanharem at procissoes do
Im JP.,?.01- JrSKS d" Vi-Sflc e do Senhor
Boro Jess das Chagas, esta no dia 24, e aquella
f r nrrnn Ir.
a proossao do
mira de mandar
Pgar, sob sua responsabilidade,
almoxariado daquella
no dia 22 do corrente.
nprinl'lr"!? e8u,ln,eole comraandante su-
perior de Goianna a apreseataco de urna guarda
nhJ T S"a acomPanhrs procisso de Triom-
pho que deve ter lugar naquella cidade na tarde
de 24 do corrente.
rrHu a D' Cchee ie PoliC'--Era resposU .0
officie que V. S. me dingiu com dala de 7 deste
mez, sob numero 154, cabe-rae dizer-lhe que de-
vendo o decreto numero 2699 de 28 de novera-
pro de 1860, ter execuco oesta provincia do 1 de
Janeiro lindo em diante, comludo de manifesla
equidade que se observe a doulrina do meu offi-
cio de 2 de corrate, respeilo daquelles que es-
Uverem as roesmas circumslancias de Simao de
bampaio Leite, quera alinde V. S. em seu cila-
.<0.i *a ?U6 COn>0 eUe U'crem effectuado
at aquella dala compra e venda de escravos por
rtn^n,iLpaH1Cular DSCiei":i dasdisposices
do mesmo decreto. *^
Dito ao commandante do corpo de polica.
Defenndo o requerimenlo do soldado do corno
sob seu commando Manoel Joaquim dos Santos
sobre que V. utoiaa em data de 15 do cor-
\lr^ au1lori*o mandar dar-lha baixa, vislo
ter Qnalisado o engajamenio.
DUo ao inspector da thesouraria de faxend.
in w ?ndi? 8eJu offico de honten,80b nune-
a?.rir ?**}*** d* "POrtancia das
diarias fornecidas ao desertor Manoel Antonio
ihid' e.aorfc|,uta Candido Jos de Freilw, reco-
hidos cadeia de Barreiros na trimestre de ja-
lho selembro do aono prximo passado, mande
\.b. pagar a parte para que hoever rdito, fl-
cando o resUnte para ser satisfeito opportuoa-
HJ6O10.
sw^*BaKraaai<^iB!^f^
Dito ao director des obras militares.Approvo
o ajuste quo Vmc. fez com Joflo dos Santos Fer-
. reir Barros, eomo me comraunicou era seu ofll-
eio de 18 do comente, para execotar es reparos
aecessanos ao quartel do 9." batalbo de infan-
laria, mediante a quantia de 5733440. Commu-
oicou-se thesouraria do fazeoda.
Portarla.O presidente da provincia, atienden
do ao que requereu Alexindre Barbosa da Silva,
collector de reodas geraes e provinciaes, e aju-
danie do procurador fiscal da fazenda proviocial
de Pu d'Alho, etendo em vista a informacao
ministrada pelo inspector da thesouraria de fa-
zenda em 16 do correte, sob n.MI, resolve con-
ceder ao supplicante qnatro meses de licenga
para tratar de sua sude na provincia do Cear,
eixando, porem, sgenle seu que o subslita e sob
responsabilidade. -Communicou-se a ambas as
thesourarias,
Dita.Os 8rs. agentes da companhia brasileira
de paquetes vapor raandem transportar, por
conla do ministerio da guerra, no 1. vapor que
pastar dnorte, pera a provincia da Baha, o solda-
do sentenciado Sebastiao Marques, desertor Jos
Bento, e para a corte o 1. argento Jos Joa-
quim Pinto de Azevedo el' cadete Luiz Das do
Toledo, os quaes vio reunir-se aos corpos que
perteocem.
DESPACHOS PO DA 19 PK MARCO DB 1861.
Ueguerimenls.
4095.Severiano Rodrigues dos Santos.Pro-
ve sencao legal, qual nao a que allega.
4096.Anna Joaquina Pires Campollo de Mello.
Prove a supplicante o que allega.
4097.Francisco de Souza Guerra.Informe Q
Sr. inspector da thesouraria de fazeuda.
4098.Pielden Brolhr3.Informe o Sr. en-
genheiro director das obras publicas.
4099.Felippe Jos Soares.Remellido ao'jSr.
Dr juiz de direito da comarca de Garaohuns pa-
ra informar, o mandar Instruir apetico na'forma
do decreto ti. 2566 de 28 de margo de 1860.
4100.Sebastiao Correa de Albuquerque.__Os
motivos que o supplicante allega s pelo respec-
tivo juiz de direito presidente do jury pod6m
ser ailendidos. v
4101.Godofredo Henriques de MirandaIn-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
ouvindo o da alfandega.
4102.Irmandade do Senhor Bom Jess das
Chagas.Dinja-se ao Sf. commandante superior
da guarda nacional do Becife.
4103.Ignacia Francisca de Oliveira.Infor-
me o director geral da instruccao publica.
4104.Jos Tbeodoro Gomes Requeira o sup-
plicante assembla provincial.
4105.O bacharel Joaquim Theotonio Soares
dAvellar.Informo o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenla.
4106.Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Va-
rejao.Inferme o Sr. inspector do arsenal de
marinha.
4107.Luiza Francisca da Costa.Requeira a
supplicante thesouraria aliqudac.ao da divida
vislo perlencer ella exercicio j incerrado.
4108.Miguel dos Aojos Pires.Informe o Sr.
director das obras publicas.
4109.Manoel Antonio de Jess.Volle ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
4110.Manoel Florencio de Carvalho__Remet-
ttdo ao Sr. Dr. juiz de direito da comarca de Ga-
ranhuns para informar e mandar instruir a peti-
cao de conformidade com o decreto n. 2566 de
28 de marco de 1860.
4111.Manoel Gentil da Costa Alves.Estan-
do provado que a collecta relativa casa o. 317
da ra Imperial foi regularmente feita, nao tem
lugar o quo requer o supplicante.
C0MHAND0~DAS ARMAS.
Quartel do conmutado das armas
de Pernaramuco, na cidade do
Recite, SI de marco de 18CI
ORDEM DO DA N. 84.
O coronel commandante das armas era cumpri-
menlo das ordens em vigor e das que Ihe foram
expedidas pela presidencia com o llm de solom-
tiisar o anniversario do juramento da constiluico
poltica do imperio, determina que as 3 horas da
larde do da 25 do corrente, urna divisao seu
mando composta de tres brigadas.iesleja formada
em linha ua praca da Boa-vista.
A primeira brigada se compor do Io e 2o es-
quadroes de cavallaria e dos batalhoes 1* e 2o de
infantina todos da guarda nacional sob o com-
mando do Sr. coronel Hygino Jos Coelhe.
A segunda brigada, dos batalhej 3o e 6o de
mfaniaria tambem da mesma guarda, ser com-
mandada peloSr. leoente-coronel Rodolpho Joo
Barata de Alraeida.
A terceira, do 4o batalhao de arlilharia a p
guarnecendo um parque de arlilharia de 8 boceas
do fogo. do 2o e 10 batalhoes de infantera e da
companhia de cavallaria, lodos de liaha ao man-
do do Sr. coronel Luiz Jos Ferreira.
Servir de major de divisao o Sr. major Joo
do Reg Barros Falco.
Os Srs. offieiaes montados dos corpos, que nao
marcharem oa linha, formaran o estado-maior do
commandante da divisao.
Os Srs. commaodantes de brigadas, nomearo
os seus empregados d'entre osSrs. officiaes dos
respectivos corpos.
As brigadas iro convenientemente municia-
das, devendo o parque de arlilharia estsr prepa-
rado para exocular urna salva de 21 tiros.
O commandatte das armas convida aos Srs.
officiaes das diversas ctasses do exercilo, a com-
parecerem no referido dia s 5 horas da tarde no
palacio de presidencia, afim de assstirem ao cor-
tejo, que se tem de fazer augusta efugio de S.
M. o Imperador.
As msicas dos corpos de linha e aa da guarda
nacional que arrumaren!, se acharo opportuna-
mente em palacio para tocar no acto do cortejo.
As de liuha tocarSo o recolher em fronte do mes-
mo eaivorada do referido dia.
Assigoado. Jote Antonio da Fonteca Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo.
alfares aiudante do ordene interino do com-
mando.
ua optalio sobcaas negocios italianos.
.----------------_. Toman-
.l**? f***F*\aa debates, o prncipe encarou
e lagar de se'csetaria "mam i Bajeada - tratou-a cora profundo conhecimenlo da materia.
screvea eam traaos profuadas a hiato ra das
accessotdiplemalfcos que team tfdmjgar en-
tre Narn oiaraontedesdel85i,a ninguem
melher da que Ale poda fallar dos tratados
nos qaaea ha qaev diga que elU tomou ama
parte mais activa do que certos ministros desee
(ampo.
S. A. I. iostruio o processo dos governoa de
Roma e aples servindo-se aoa haiiiidade doe
julgamentos severos, e das opoieaa produzidaa
pelos defensores des soberanos daquelles paizee
para mostrar os vicios da organisaco poltica dos
doue eatadoe.
* Tocando depois a queslao l.o delicada e lao
controvertida da oecupaco de Roma, o principe
condemoon-a resolotaraente. Sera ferir as eren-
cas de pessoa alguma, sem tocar a queslao reli-
riosa, S. S. disse que Roma devia sera capital da
ltlia regenerada; e que esta solucao, desejada
por todos os bons espirilos, devia ser applicada
prora pamente em coesequeae da sea urgencia.
Manifestou o desejo de que. O comnrissario no-
meado fizesse prevalecer psle pensamento na
meosegem, e que o governo do imperador fosse
| instado para preparar esta slacio.
Aun al o orador, mnrinin o gen impro'igo
por mi qnsdro mtrhn animado das intrigas cle-
icaes e legilimislas em 'ranoa ; diste que todos
esses soldados peregrinos que se seera dirigido a
Roma a chamamente de um general francez, erara
mais arraslados pelas saas paixoes polticas do
que pela sua f religtese, e qme, se as circums-
lancias fizeesem approveitar a sua imprudencia,
se tornariam tarde ou cedo aotdadosde urna col-
ligacao.
Coocluindo, o principe disse : cque a consti-
luico da unidade italiana, sob a gloriosa cordada
Vctor Emmanuel, era urna garanta para a paz
do mundo, um penhor da seguranza para a Fran-
ca, um titulo de glora ioofruscavei para os Na-
poleoet.
Prestoo urna homenagem brilhanle a seu
primo o imperador, e deelarou-se lilho dedicado
do re do Piemonte.
O discurso do principe nao duren menos de
duas horas, o durante, todo este lempo soubo eap-
tivar a alienco e o ioteresse do auditorio, e me-
recer os tesiimunhos da sua adheso.
Amigos parlamentares notaram que as pala-
vras do prncipe linham adquirido grande firmeza,
muita lucidez e notavel expressio.
Mr. Crouseilhes respondeu ao principe Na-
poleao ; os seus argumentos sao condecidos de
vos, porque os jornaes legiiimistas e elericaes os
deseuvolvem ha tres annos. Resumem-se a urna
glorficagSo muito merecida das obras de Pi IX
em 1847, e urna aecusaco da revolojo edope-
montismo para explicar a inercia actual da corle
de Roma.
A segunda commlsso nomeou o marechal
Canrobert para seucnmmissario; o que nao quer
dizer que a commisso lenjia adoptado as opi-
njoes do principe ; mas pode presumir-se que o
marechal Acara impressionado com os argumen-
tos do seu collega ; porque se assegura que no da
seguiole pedir e alcanfora urna audiencia no
raais- Roya I, que se prolongou por etpaco de
mais de duas horas
EXTERIOR.
De ama correspondencia de Pars, publica-
da pela Independencia Belga, extrahimos o se-
grale :
Pars, 11 do fevereiro.
A grande preoccopac*o religiosa da aeteali-
dade em Fafis, a discusso da mensaeem a rei-
peito dos negocios de Roma.
Os orgaos do partido extremo do clero de-
claram que toda .a questo italiana consiste ac-
tualmente em Roma. Esperara pois urna maoi-
festecao reaccionaria da camera. Esperara me-
nos do senado. Pomo der-vos alguna detalhes,
jebre oque aepamou na reunio dos trinta e
tres membros, na qual sdous, o mtrquez de La-
doucette e o conde de Bam, ae le.anlaram a fa-
rot de ama lolarvsnoao vanlejosa ao papado (em-
Escrevem de Turin ao Jemal dos Debales:
O jornal da opposicao parlamentar faz a sua
appencae esta manhaa, como se linha aonunoia-
oo, e publica o seu prgramma. Quer a unidade
da Italia, a monarchia, a consliluieao fraucamente
praticads.
Tudo iatodifiere muilo pouco do programma
miutfiterial.
Na parte essencial, a opposicao aqni, como
acontece cora a opposigao em toda a parte, dizao
ministerio :
Nos queremos a mesma couaa, mas nos faze-
mo-lo raellior.
E necessario confessar que se se a orcheslra
miouterial dirigida por ura chele hbil, nao se
pode negar que ha anda assim msicos que dao
olas falsas.
Parece quo Mazzioi acaba tambera de publi-
car o seu programma. Anda que, segundo o es-
lylo, aquelle documento nao do proprio Mazzi-
,nlein. eom4"1o sua importancia. O jornal
ODueito tioha-o publicado hatresdias: hoie
encoolra-se na Unit Italiana, e o que mais
significativo, o jornal ministerial Opinione trata
necessariaraanle de consagrar refutaco deste
programma o seu artigo de fundo. Ha muto
lompoque vos indiquel a existencia do partido
mazzioisla, que se julgava morto, e que se refor-
ma com urna presistencia. e urna tenacidade que
se deve notar. H
* ,.IDefm<> jornal publica um artigo muito no-
tavel de Mr. Brofterio, que tem ligseo, segundo
*recei! I0 Parlido raazirinista. Mr. Brolferio
e um hbil orador e um escriptor dislincto : mas
tem pouca autoridode. Mr. Brofferio censura o
ministerio por ter compronaettido o rei em a-
ples, fazeodo-lhe intervir, sem neeessidade, a
pretexto de tomar parte na guerra, emquanlo que
na realidade ae nao tinha apresentado nem em
Aocona era era Genova.
0 negocio dos roubos e dos assassinatos de
Boionna causa arruido e preoceupa o governo ;
o ministro do interior foi Bolonha, dirigiodo-se
*k enc?n(r0 d0 re, e hoje expedio para all o
chele da seguranza publica. Augmentou o pos-
soat da polica, e fez com que se flzessem patru-
llas da guarda nacional. InfeHzmente em nego-
cio de patrulhas e em negocio de diplomacia, o
muito zeio prejudicial. Antes de hontem a
guarda nacional fez fogo sobre quera paesava, e
matou urna pessoa, tomando-a por um ladro.
torta a venlicacao achou-se que era um deser-
tor, que levava a caixa da sua companhia, de ma-
neira que caram muito consolados desta em-
preza. Queixam-se da spaihia dos povos, que
nao querem ou nao ousam prostar grande apoio
a autondade. Nunca ninguem v, quando se
commetie um erime em pleno dia. Attribue-se
esta disposicao dos espirilos, aos hbitos contra-
nidos no anligo governo.
as esquinas foi exposta urna caricatura re-
presentando Francisco Jos, ao qual Veneza offe-
reee um grande sacco cheio de escudos. Isto
fetto sobre a rubrica deJaneiro.Pela parte de
cima est escriplo :
i Acceitai esta boa ollera, on sahis pela ia-
nella.
Deve esperar-se que se vejam caricaturas
em Vienna. NSo haver meio de levar os espi-
rilos concilia;o.
accio teem s um dever a cumprir, que prepa-
rar para adquirir nma forca capaz de opear mes-
mo eontra a vontade do governo, o upara melhor
dizer, pela explicacao do programma, o partido
a .collocar-8e na posijio < de seguir outra ve-
reda (a repblica) se se demonstrar que o que se
gwiagora (a monarcbjjj nao conduz ao fim de-
'fV00 a forca ''"H1 ** b"W or si 6.
n^L!n5naS que ^f* i^iro eoa Dones, o
xamlbom,us e diakmiM devem reunr-ee e orga-
nuar-se uma assoeasio, saenft ma.bressaie
ella, principa me^Umjtre osaoldadosa oparartTs
e xmpor a cada mimara, segundo a saa fertuna
urna eontribuico mensal de 50 cenLa 1 franco'
seguir um certo numero de regras qae alienlam
experiencia de urna vida consumada na ortica
das roroluct>e ou do qne as rerolucoas com-
portara em manejosoceultos. Duvidamos muito
que o plano proposto consiga conservar o partido
de accao em ama distancia conveniente da re-
beihao e da apostazia; tem de eerlo o grave
inconveniente de attrahir mais a repugnancia
apostazia do que rebelliao.
PORTUGAL.
noticias dos Aeores.
iu Suriano Oriental, Jornal oe Ponta Delgada
ilha de S. Miguel, diz na sua olha de 26 de ia-
-aewo uitimo: -*
< Urna calamidade espantosa acaba de vaui-
festar-se mesmo hoje n'esla cidade 1 Um terrivcl
temporal do lado sul lera soprado com tal violen-
cia, que todos os navios fondeados no nosso aoco-
radouro vieram costa 1
Na Rocha Quebrada, a escuna iogleza Mignon
morreodo-lhe toda a gente.
No Laguitn, a escuna Serpente, nio Iba es-
capando pessoa alguma.
No Corpo Saoto, a escuna Frolic, salvndo-
se toda a tripularlo.
No areal do Rasto de Cao, a escuna Blus Ja-
caet. salvando-se a tripulacao.
Na Laga, a escuna Fanny Gann, morrendo
toda a itipulasao, e bem perto da mesma posicao
quasi que se ia perdendo a escuna Jfortanna.
t A escuna Orange Blouome foi costa junto
aos calbau de Belm, em S. Roque, salvando-se
a tripulacao ; desfazendo-se no3 penedos do cas-
tello de S. Pedro a escuna Bijou, da qual apenas
bem maltratado se pOde salvar o seu capo I
Ignoram-se. pois, quaes os fins dos navios
que se puderam levantar de noite, agourando-se
mal do seu resullado, assim como em que poda-
ra vir a parar um tao desabrido temporal, que
arada dura s horas em que descreyeruos oata no-
ticia, sendo este quadro bem assuslador. O dia 26
de.janeiro de 1861 ser para nos de eterna recor-
dado! a
O mesmo jornal diz aa sua olha de 2 do cor-
rente que foram 7 os naviosque deram costa 00
da 26 de Janeiro e 19 as victimas.
Os cascos das escunas Frolic. Serpente, Lijou..
Olue Jackel, Mignon e Fanny Gann. com ludo
o que se achou no sitio dos naufragios, pertea-
ceole a ses navios, foram arrematados por.......
I:547$460 licando anda alguos onjectos, que so
avaliavam em 20 a 309000.
O casco da escuna Orange produzio IHXXtyOOO
O mesmo jornal de S do correle n'um-.l ul-
tima horarectifica que a tripulacao da escuna
Fanny Gann havia sido felizmente salva. Foi
urn individuo, por uome Jos de Medekos, o qual
obrando prodigios de valor e de coragem, salvou
um a um os nufragos d'aquella escuna. O in-
trpido individuo para soccorrer aquelles nufra-
gos deseen por urna rocha por onde ninguem se
tinha at entio-atrevido a descerl Era no fundo
d olla, n'uma furna, que os desgranados se acha-
vam esperando a moe de um a o'ulro momeoto.
porquelhes era j impossivel resistir ao impetuo-
so embate das aguas.
Tambem no mesmo dia 26 foi desastroso o
temporal na ilha Terceira.Deram all costa o
lugre Destro Acoriano, o patacho Michaelense,
urna escuna e urna chalupa inglezas, achando-se
em pengo mais cinco navios, alguos dos quaes
Unham j soffrldo grossas araras, segundo noti-
cia 4 Terceira, jornal de Angra, na sua olha de
i> de janeifo.
Diz urna carta de Angra que de dez navios que
all estavam ancorados foram oito os que se per-
deram. Felizmente salvaram-se todas as vidas.
Houve na Terceira urna coincidencia notavel.
Quando o temporal soprava com mais impetuosi-
dade, celeferavsra-se na igreja da S os officios de
commemoracao pelas victimas do terremoto que
em igual da 26 de Janeiro de 1800 deslruio urna
grande paite da ilha.
Na baha da liona nao houveram sinislros.
Na ilha de S. Miguel as bexigas, augiuas e sa-
rampo grassavam com intensidade e faziam mul-
las victimas.
Na ilha do Fayal em algumas freguezias gras-
sava urna molestia no gado, que obrigou a auto-
ndade a prohibir a venda, para consumo, do ga-
do, leite e manteiga. das localidades onde o mal
reinava.
(Commercio do Porto.)
Nao encontramos o programma de Mazzini de
que falla esta correspondencia do Journal des
Debis, mas do mesmo jornal extrahimos a se-
grate analyse desse documento :
O partido que na Italia se intitula partido de
accao acaba de publicar um novo programma.
Este documento foi espalhado na Toscana aos
milhare de exemplares, e o nosso corresponden-
te de Turin atiesta que elle produzio, mesmo no
mundo offleial urna certa eraocao. Se nao foi
redigido pelo proprio Mazzini, nao ser temeri-
dade suppr que o inspirou.
Tem effec lira mente impresso o seu espirito
franco, resoluto e poltico; toma por baso os
principios expostos no manifest publicado no
oulooo passado em aples pelo celebre agitador
e que tinha por titulo, se aos lembramos:nen
opostoja nem rebelde-'preconisa e recommenda
aos unitarios italianos, se querem tornar-se se-
nhores incontestados da sitnaco, ou meios que
sempre foram os meios favoritos de Mazzioi. O
partido de accao protesta mais urna vez a sua de-
dicaco so rei; emqunto este fdr o representan-
te e o defensor da unidade italiana, emqunto
elle parecer Arme no designio de dar Italia, Ro-
ma e Veneza, o partido de accao esquecer que
as suas preferencias estaodo lado da repblica.
E'assim que elle nunca ser rebelde. Mas
como os homens deste partido nio querem ser
apostatas, devem guardar no fundo do coraco
de que a unidade possa sahlr da monarchia,
para que se a monarchia desprezar a perfeita
obra da unidade eltes eslejam sempre promptos
para seguirem outro caminho. > D'aqui resulta
para eltes duas especies de deveres, uns quanto
ao presente, ontros quanto ao futuro.
No presente os adeptos devem defender-se
da opposicao systematlca, mas louvar do governo
s os actos que tendem unidade ; conservar
por todos os meios o publico em hesitaco ; agru-
par voluntarlos para a roxima campanha de Ga-
ribaldi; exclamar a proposito de ladoHornos
Fenero; provocar monsagens para a partida das
tropas franeezasde Roma; ameacar o rei de fa-
rerem elles por ai proprios o que o re nao quiz
Quanto ao fuhiro, tw homens do partido de
Poltica iiixrleza.
frn~a,TPa .i0? RUSSU' era P6la Poltica
franceza encarada de outra maneira que pela po-
ltica ingleza ; na accao coramum cada urna del-
tas obrara para fins diversos, ainda que ostensi-
vamente pareciam os mesmos.
N-,iLiIn8latera ulava Iludido Luiz
Napoloao, julgava ter abusado da generosda-
nfnJ^raDceza- le"ando-a por seus manejos di-
plomticos, a nma aggresso, que no seu pensar
a ligara poltica iogleza, e tornara impossivel
urna recoociliaSao com a corte do Saint Pelers-
bourg; julgava estabelecer. em delnmeniff da
sua amada, a presidencia britnica no Oriente, des-
guindo o poder martimo do Czar as suas escua-
dras e estabelecimentos ; julgava azer reconhe-
cer a sua supenoridade martima, e sustentar no
seu exercitio|os louros adquiridos na Pennsula,
e em Walerloo.
A Franga pelo contrario differenles motivos a
tevavam a lirar a espada juntamente com sua
nova alliada, e irreconciliavel rival.
O imperio, que proclamara a paz, tinha neees-
sidade de guerra, tinha neeessidade de entreter
as imaginaQes de um povo inccnslane, pelos
acasos da guerra era quanto Luiz Napoleo do-
meslicava a revolucao para nella achar urna ar-
ma, e nao um inimigo.
Alm disso, era necessario estabelecer no
mundo a primazia da Franca, c destruir o peri-
go, que lhe ameacava o futuro, a coalisao eu-
ropea.
Nicolao acreditara na realidade do seu poder,
que era na verdade coosideravel, e levado desta
crtica poda de um dia para o outro laocar-se
sobre a Europa, e afogar a revoloQo debaixo
das patas dos seus cavallos.. Era pois necessario
para a poltica franceza iazer-lhe duvidar da sua
propna confianca ; era-lhe necessario restaurar
o brilho das aguias imperaes embaciado pelas
campaohas de 1813 e 1814 ; era-lhe necessario
abater o orgulho moscovita, mas nao aniquilar-
me o poder; era-lhe necessario accender tal
odio entre b Russia e a Inglaterra, que o pensa-
mento de urna coalisao so tornasse quasi imoos-
sivel, v
A guerrs com a Russia tinha para a Franca ain-
da outras vanlagens, como a de pdr em pa'ralello
com as inglezas as suas torcas martimas, e mos-
trar ao mundo, que essa superioridade marti-
ma, que se actos de prosperidade tinham feito
acreditar como axioma, nao era mais do que pre-
juizo.
Nao era desconhecido tambem a Luiz Napoleo,
que urna guerra era para a Inglaterra um mal,
tanto maior, quanto mais douradora fosse, de que
nem o iriumpho poda rpidamente encobrir as
miseria, e reparar os damoos ; o que sendo a
Franca urna potencia contioental, era ella a ae-
nhora de com e ramo de oliveira deter o passo
sua orgulhosa alliada.
A a'i* in8le4a. ou cega pela sua paixio.
ou cooliada em demasa em seus recursos, quiz
ou fingi nao ver es motivos que uniam no mes-
mo campo duas bandeiras tantas vetes rivaes.
Depois da abertura da primeira campanha com
a Turqua, os geaeraes do Czar tinham dado re-
potidas provas de urna taita de babiUdade in-
comprehensivel, ou entio, de que considera
oes polticas, ou manejos diplomticos, impe-
diam de obrar enrgicamente corle de Saint
Petersburgo ; talvez fossem ambas as cousai eo
mesmo lempo.
A-posse de Constantinopla seria a resnrreico
do imperio grego, e o complemento dos desejos
do Czir ; mas esto complemento, nio sendo fei-
to pelos meios da diplomacia, arrastava inevita-
velmente urna guerra com toda a Europa, eo
ra
Caar nio se achava assia fortalecido para a po-
der SMsteoUr eom vaoiagom ; e assim pelas ar-
mas nicamente pretenda obrigar o arruinado
imperio ottomaoo a improrar-lhe a vida que
oneroso^ por poltica, segunda vez lhe teri con-
ceoiao.
O plano nao deixava de eaUr habilaaato coa-
aseade, mas Fraa;a e a laalatenadaaaUas
guerra o fiarnaa abortar.
A poltica aagto-fraoceza tendo de anteas-i
com intrigas ns4omaiicas, affasUdo as alliado
eom que a Raaau Uaha jua a costar para a de-
leu, tanto or conven enca, como reconheci-
meoto, prapareu os ucceaeoe e diminuio oa sbs-
taeataa.
Escitoa u damas e a emulacao da Austria pa-
com a Prussia pela queslao de preeminencia
eolrn as eaoaes germnicas, augmentoa-lhe os
receios para cora a Russia exaggerando os peri-
gos deengraodeeimento daquelle imperio, repre-
sentante do Pansalvismo, ou talvez mesmo lison-
geando-a com um augmento de territorio, porm
no caso de nio ser dcil vontade dos adiados
ameacavara com abordada Italia ; a Austria ce-
rno no laco nao vendo as tropas piemoDtezas,
que se juntaram aos alliados um manifest cou-
"* sua dominacio da Italia.
ni'.af,i,"UlMr Umlm a Prussia quasi as mes-
5?. IIBas ^cam- *ou>i em r*lic. rgumen-
m^.C0W de8eJ,d" Preminencia na dieta g-
m !ameaCOU;se com '* PoloBia,
cora o desmesurado engraodecimenlo do im-
peno Husso, e se estes mairejos a nio doiib-
ram comludo conserva-la em urna stricta neutra-
lidade.
A Suecla, em que domina.o espirito fraucej
fea sedoaida com a perspectiva da Fifandia. *
Assim a Russia, que devia racionalmente espe-
rar o apoto das potencias do norte da Europa con-
tra a invasao occidental, se achou s no campo 4
bracos com as forjas collgadas, vendo a Aus-
tria e a Suecia mirarem com avidez parle do seu
territorio. '
A poltica dos alliados, tendo por estes meios
atestado da lula serios obstculos, aguardou, pa-
ra se precipitar sobre a Russia, a occasio em
que pela victoria de Lioope ao imperio musul-
mano nao restava oulro recurso, senao o imato-
rar misericordia. K
Us alliados Unham tomado acertadamente as
suas medidas, nao era a Russia que atacavam
mas sim o seu poder e influencia, nao foi contra'
Saint Petersburgo nem contra Moscow que dixi-
giram os seus ataques, mas sim contra Sebasto-
pol e Cronstad esubelecimenlos de que dependa
o seu poder martimo.
Cronstad significava o dominio no Bltico 9
no Occeano, Sebastopol o dominio no mar Ne-
gro e no Mediterrneo, e o futuro do imoerio ot-
tomaoo.
Assim, pois, os alliados desembarcando em Eu-
palona, vencendo a balalha d'Alma, formaram
cerco a Sebastopol durante o qual os russos res-
tauraran! por urna defeza brilhanle a fama de sua
valenta. ^
A Russia icrificou a sua esquadra do mar Ne-
gro defeza do porto do seu esUbelecimento fez
esrorrjos moriris para o salvar das balas que o
airasavam, por fim leve que ceder deixando aos
veucedores um raonto de ruinas.
O fim que a polica napolenica pretenda, es-
lava alcangado, d'alliem diante toda a vantagem
era para a Graa-Bretanha; e assim lludiudo a
poltica ingleza offereceu o ramo da paz euire os
louros.da iriumpho.
O congresso de Pars foi determinado e com
elle o reconhecimeulo da primazia da Franca.
A Inglaterra leve, mo grado seu. de suieitar-
se vontade imperiosa do lllbo da revolucao, que
pela paz se abra o mar Negro a todas as bandei-
ras, salvava tambem Russia o ceu poder raari-
mo que a poltica ingleza contara anniquillar
totalmente.
A poltica ingleza na guerra do Orienta tioha
perdido campo que difficilmcnte poda reconquis-
tar, tinha mostrado claramente, ao mundo que a
tema, a insufflciencia de seus meios, os defleilos
de sua organisaco, e a superioridade das armas
irancezas, traba mostrado ao mundo que havia
urna oacao que rivalisavaem valor o em destreza
com o seu poder martimo.
Tendo que empregar lodos os seus recursos
cabio no erro de diminuir o exercilo europeu as
indias preparando ella mesma as crises lerriveis
porque leve de passar.
Teve que fazer sacrificios pecuniarios, que Iha
crearam embaracos flnanceiros.
Pela guerra do Oriente, a Inglaterra quo tinha
tido a soberana poltica, sobre as potencias occi-
aeutaes, teve que abdicar o sceplro e contentar-so
com a parlilha.
Julgando dirigir a revolucao leve deconfessar-
sar-se subjugada, de a adular em vez de lhe or-
denar, de recorrer s sublilezas da diplomacia
para reconquistar um poder, que sua propriaam-
bicao derrubara.
A poltica iogleza nao poda invocar nem um
direito, nem contar com urna allanca, e foi assim
manietada ao carro triumphal de Luiz Napoleo
quo appareceu no congresso de Pars.
_______ l-Vaxfdo.)
Em um destes dias havia muita gente no pala-
cio do Instituto : as circumvizinhancas estavam
aprahadas, e os degros da ponte das Artes ti-
nham sido transformados em bancos de thealro
Ha treze annos, a 9 de maio de 1818, o mesmo'
espectculo e a mesma personagem attrahiam.
faris inteiroera alguos passos mais adianto no
paco da assembla nacional Nesse dia. era gran-
de o desasocego emPranja e naEuropa. O governo
provisorio, curvando-se ao peso de seus erroa
resignara-se emum a deixar o poder antes quo o"
poder o deixasse. Nao se tratava de nada menos
do que de dolar o nosso paiz de urna nova orea-
nisacao poltica, e de livra-lo daquelles estranhos
dictadores que, mais infallireis e mais activos do
que os nossos antigos reis, nao dependiam nem
de ueus, mas de sua consciencia.
Do escrutinio iam sahir os noraes dos cinco
membros da commisso execulva. Entre esses
nomes havia ura que apresentava urna significa-
cao particular com fundamento ou nao, passava
enlao, o Sr. Ledru-Rollin nao spelo apostlo
raas arada pelo instrumento de certa revolucao
de cor muito saliente. A iodignaco publica er-
gueu-se contra o tribuno vermelho. e um niovi-
meoto de repulso geral pedia a sua excluso.
hra balde o cidado Julio Favre, ardente e Del
discpulo, tomara peito a defeza do meslre
Por duas vezes tinham-noouvido conjurar a as-
sembla, nao mais em nome da araisade, mas
em nome do repouso da patria, em nome dos
principios, em nome da revolucao, que nao se-
ra easse em seu voto a desconfianza e o temor sob
pena de colher o anarchia e tempestades. A a*
sembles, porem.ouvia distrahidamenle suas amea-
cas ridiculas e dispunha-se a passar adianto.
.t.nf HePunU.vlu"seaLpparecer ns*bancos mais
altos da Montanha o habito branco de um domi-
nicano. Era um simples engao da parte de re-
IUZ ?Jr'el P0UC0 a par dos hab'oe ^Vdi-
nmJL h""8 dl8 D0SSas ""mblas polticas, o
homem de paz, de ordem e de couciliaco perd-
oc'aes ? NoPUPr-a em,le,n'da 6uet" do odio
sociaes 1 Nao, era do caso pensado, por eosto n
genio que o cidado Lacord.ire fr.'.Sraa/Tugar
entre os cidados Ledru-Rolllo e Flix Pyat AQm
de que ninguem podesse illudir-se a respeilo de
seu pensamento e de suas iutences, pedio elle
iramediatamente a palavra e drigio-se para a tri-
buna. Seu discurso foi menos extenso do que na
academia, nio foi menos instructivo nem menos
edificante.
O orador comecnu protestando contra aquelles
que ousavam excluir mysteriosa ou publicamente
o homem cujo pensamento preceder a repu-
Quero, exclamou elle, que aquelle que me
precedeu nesta opinio. triumphante, que aquella
que estove na vanguarda da victoria, e que a pa-
gou com angustias, seoio com seu saogue owrro
que sen nome nao seja excluido 1
E cootinuou elle:
Eis o meu primeiro movel, eis o meu priraei-
ro movel secreto, eis o meu primeiro movel inte-
rior, ndopendentemeute das razes do metha-
Pbyaieo e de ordem publica, porque votarei. Em
substancia, cidados, entre nos. os antigos repu-
blicanos estao em minora ; pois bem T iuata-
mente porque elles estao em minora que eu que-
ro que essa minora tenha um orgao no governo,
afim de nunca ceder o que havemos conquis-
Era claro, evidente e decisivo. certa que a
ralervencao inesperada do frade pregada* servia
mais ao Sr. Ledru-Rollio do que o discurso do
Sr. Jauo Favre, e que teve grande parte no bom
xito da fatal eombiaace poltica que nes leveu
direito aos combates de jucho. Comprehender-
so-ba entio como oSr. Guirot passou desaparce-
bidamente por esle ponto. O iiliutre director da
academia Umiiou-se a lembrar ao recipiendario
que as ideas e as esperarlas democrticas tiafiam*


<*
^M'^Pif--#^^ # WjMWMHKr.
no encantado e arrebatado. Com um espirito de
csrid.ade, toda christia, apresaou-se elle em ac-
cresceniar que o}Jr. Lacordaire reconhecera logo
o perigo e parara a proposito."
. Vossa revereniissima aeulo-se, dase elle,
mal collocado no meio dos transportes populare*
e retirou-se.
Era impossivel ser cortez cosa mais ver date, e
caridoso com mais rancor.
Alen disso, nao esta a uaica go de lio e
dgnidade que o ex-roiaistro soubo dar ao eonstir
tuole. 0 Sr. Gufzot esleodeu-se maite a respei-
to do habito JoR- P. Lacondaiie. t Quanto /os-
sa reverendissima, lhe duse anda, toman o ha-
bito que traz, nao ignorava percertoos prejaizos
as desconfianzas, as paixes que havia de encon-
trar em a nova vida. Nao tremeu rosta revetou-
dissime oem cedeu aotes estas perspectivas do
desfavor popular; obedeeeu a su (e ota-seno
seu futuro. Mullas pessoas peoaaram onto ver
em vossa reverendissima urna daquellas almas ao
mesmo lempo ardentes e Tracas, dominadas pela
imaginaco, incapazes de um procedimenlo. cal-
culado i: providente, e que so entregan) a lodos
os seus transpones. Foi vossa reverendissima
chamado a justificar ou a desmentir cssasconjec-
turas. >.
Tudu isto verdade. Si por um lado o emi-
nente pregaior deu por militas vezes expanso
sua alma ao mesmo lempo ardonte e fraca si
sus imaginaco nao leve exaclidie, per oatro la-
do o humilde frade, em vez de corar pelo seu ha-
bito, tirava delle vaidade e aHeclac^o.
O traje brao.cn do Sr. Lacordaire represento
um grande papel em sua vida. Por menos criti-
co que alguera seja, nao pode deixardedizer que
o reverendo frade soube admiravelmente apro-
veita-to. Ser isso maledicencia? Perdoe.n-na.
Mas na verdade bem licito pensar que nos fal-
lara por domis nesse eterno habito branco. Na
sessao de 13 de maio de 1818. o que Lacordaire,
exclaraava j na tribuna da cooslituinta:
o O pedestal em que nos pozramos applausos
do povo e vossa aceitacao o pedestal da frater-
nizado, cujo traje eu trago ; da igualdade cuje
traje eu trago ; da liberdade cujo traje eu trago.
Ilouve um lempo em que outra revetueao o
prescreveu: foi a 28 de agosto de 1792. E por-
que, cidadaos? porque entao este hsbito, no pen-
sar de lodos, no pensar desla repblica, nao era
o signo de que deixo dito ; era o signo, lalrez, ou
poaia-st sttspeiiar, de urna opposrco quo proles-
Uva, por meio do forcas no interior e exterior,
conlra o estabelecimento e a solidez da rep-
blica.
Eis o homem, eis o frade, eis o republicano.
Rests-uos agora esludar sua doulrlna e demo-
cracia.
A. GlU! (te Conttitutionnel.B. Duperron.)
Concordamos com os autores da declarado de
independencia da Carolina do sul, quanto a in-
fracQo da constiluicao federal pelos estados do
norte, quo fizeram leis era favor dos escravos f-
gidos. Tambera dissemos que cedendo cada vez
mais ao seatimenlo abolicionista, o norte so fl-
zera seguir o impulso dado pela revolue.io de
1776, ao passo que o sul tora levado pelas cir-
cumstmciis a prouunclar-se contra os principios
entao proclamados. Taes sao os dous pontos
que devenios agora desenvolver.
Quando, a 14 de maio de 1787, a convenci
federal reunio-se em Pniladelphia para elaborar
a constituido que coucluio em 17 de setemtoro.
seguate, doze estados em treze possuiam escra-
vos. No prembulo da declaradlo de indepen-
dencia em 1776, os representantes das Ireze co-
lonias haviam solemnemente afrmado: Quo
todos os homons uasciam iguaes, e que recebem
do Creador certos direitos inalienaveis. O Mas-
sachnsets desde 1780, o New-Hampshire, o Ver-
mont, o Maine, e outros estados, aotigosou mo-
dernos, adoptaram succesivamente os mesmos
principio?. Na propria occasio em que delibe-
rava a convenci, alguos estados do norte oceu-
pavara-se com medidas que linham por objecto
a abolir.ao da escravido.
No proprio seio dessa assembla, o senlimento
geral erguia-se vivamente contra essa inslituico,
e alguns de seus principaes membros, taes como
Washington, Jilerson, Hamilton Madison, ele,
nao hesitaran) era profliga-la. Urna correspon-
dencia de New-Yoik, publicada ltimamente n'um
importante jornal de Londres, lembrava algumas
palavras desses homens celebres, e accrescenla-
va : Seria fcil multiplicar as cilages deste
geuero extradas dos escriptos e dos discursos
dos fundadores da repblica perlencentes aos es-
tados do sul. L'in ponto a cujo respeito nao ha
hoje discordancia nos Estados-Unidos: que na
poca da redaego da constiluicao, era a escra-
vido considerada como um mal que se devia la-
montar e de que ora misler livrar-se quanio fos-
sc possivel.
Nao filiiriara provas em apoio dessa assevera-
eao. E' frisante o tacto seguinte : Entre as quei-
xas formuladas contra el-rei da Inglaterra no
projecto primitivo da declaraco de iudependon-
Cia, achava-se urna que julgaram surperfluo in-
scri-h; o paragrapho eliminado aecusava Jorge
III do crime, de importado de africanos. O do-
cumenta original que eucerrava essa queixa, U-
cou em poder da sociedad* philosophica ameri-
cana em l'liiladelphia. E' sabido .que a consti-
tuidlo, em consequencia das reclamages de al-
guns eslados, coocedeu urna dilaco de vinle an-
nos ao trafico, que ao depols foi 'prohibido pelo
congresso geral a partir de 1808.
Na roalidade, era entao a escravido, no pen-
sar dos primeiros cidadus da repblica, um de-
zar que lhes havia legado a Inglaterra. Nao de-
cretaran!, verdade, a abolgao immediata ; 4i-
verarn em consideracao as resistencias e as dilli-
culdadcs do momento; ooservaram a esse res-
peito a prudencia que exigira hoje como entao
urna queslo lo complexa e delicada. Foram
at obrigados a conceder aos senhores de escra-
vos certos direitos, certas garautias, das quaes
nao poderam prever todos os resultados. Con-
tribuirn] assim, apezar defazer votos'pela eraan-
cipago, em cslender e perpetuar a chaga da
escravido, pois os escravos que enlo nao che-
gavam a 700,000 sobcm hoje a 4 milhes. Pde-
se afrmar, porm, queelles contavam com urna
desapparicao gradual c quasi completa desse fia-
gello, o que o que se passava a sua vista, ten-
da a contirma-lus uessa esperanza.
Em 1787, no mesmo anno da constiluicao,
apresentou-se urna queslao anloga urna dos
que hoje langam a discordia na Unio. A Vir-
ginia havia cedido ao governo geral um territo-
rio mu extenso donde saliiram successivamoate
cinco estados: o Ohio, a Indiana, o Illinvis, o
Wisconsin e o Michigan. O congresso nacional
que funecionava em New-York ao mesmo lempo
que a convenco em Pniladelphia, decidi por
unanimidade de votos, de conformidadecom urna
Sroposla que fdra feita qualro annos antes por
effersoo, que a escravido seria prohibida em
o novo territorio.
Assim, quando em 1820, o congresso, ceden-
do s instancias dos eslados do sul, autorisou a
escravido em o novo eslado do Missouri, foi
isso para os homens de 1787 que anda viviam,
urna causa de graves iuquietacoes e de profunda
afuiego. At entao, nenhuma duvida se havia
suscitado sobre o direilo do congresso federal em
seguir o precedente do congresso nacional de
1787.
Jefferson, Jay, Adams, Mashall e os outros
supersites dos primeiros anuos da repblica ad-
miraram-se de que podes3em contestar esse di-
reito. t Desde a batalha de Bunker's Hilt at o
tratado de Pars, escrevia Jefferson a Adams,
nunca livemos una questo lo importante. Gra-
(as a Dos, nio hei de virer quando ella for con-
cluida. Ao depois, quando tomou-se a re-
soluco.
< Essa lerrivel questo, como um rebate
noile, despertou-me cheio de susto. Consid-
rela logo como o dobre fnebre da Uuiao. Ei-la
suflocada, verdade, presentemente ; porm
apenas urna interlocutor e nao urna seutenga
final.
Jay tambem escrevia
Eu partilho da opinio que a escravido nao
deveria ser iotroduzida oem permiltida aoe novos
estados, e que dever-se-hia diminui-la gradual-
mente e acabar-se por aboli-la em todos.
Taes eram os seulimenlog e as vistas dos fun-
dadores da repblica americana.
Fazendo ao sul a concesso do Missouri, o
norte exigir an menos urna coodieo, era que
para o futuro a escravido nao podesse esceder a
lu ha do 36 grao e 30' de lalilude. Fdra acceito
de parte parte este compromisso que o Sr.
Buehanan propde hoje resUbelecer, E comtudo,
em 1850 e 1854, o sul o rompeu e fez vivas exi-
gencias ; d'alli resallara* diversas bilis que
cono aresto do supremo tribunal ea questao do
negro Dceddccoit, ponham o norte 4 mere* do
ulearaavam ama. situacialal qoe o maviaeote
temido por Jefferson nao devia tardar emchegar.
Assim, em. vez de dizer sraente ao norte :
Deixae-nos secegadoaM, cerno pretende o Sr.
Buchanan, os senhores de escravos nao cessaram
de (azar esta exigencia : Deixai-nos dominar.
Foi pois mallograda a esperases que haviam
concebido os fundadores da Uoio americana,
;auanto a extioeco gtaduaLdi escravido. D*on-
;de proym isson? los yaMft parteide se terem
produzdo. desde o Qm do secuto passado, certos
faett oduslriaes a economices que frustraram
todas as prev|s4es.
Al t74, ail e o arras eram a printipaU
cultura dos eetudM de eserwros. Podeodo o prP
ejro desses dtoJhcIos sor obtidoem tmtros pai-
w por meoor preeo, havia razio para esperar
swavido n tardasse em se achar en-
cerrada nos arrosaes das duas Carolinas. Mis os
peneicoamentos Jntroduzidos na acao do algo-
oao por machina e oras invences n'essa indus-
tria neram mudar a face daa eoosas. Em 1793,
a- ex-pottacao do algodo dos Eslados-Unidos nao
exceda de um fardo a 500 libras; desde 1800 ox-
porlou-se 18 milhes de libras desse artigo. O
valor annuo da colheita do algodo nos Estados-
Unidos, que era antee de 60:000* chega hoje
W.OOOrlWO.
Forcoso pois confessarmos: por um fio de
algodo lecido na Europa que o negro v-se de-
finitivamente prpso na America. As probabili-
dades de liberdade diminuirn) para elle a medi-
da que crescia o interesse de seus senhores em
conserv-te na esera*ido. Eese interesse at
se tornan to poderoso, to engenhoso, que os
plantadores imaginaran] urna dsutrina seguodo a
qual a escravido urna inslituico divina, o me-
Ihor systema detrabalho e signat da mais eleva-
da civilisajo.
V-se agora como poderam operar-se no seio
da repblica do Noro Mundo dous movimentos
eguslmente revolucionarios, mas em sentido op-
poslo. Sob o imperio de novos factos, e obe-
diente exigencias que nao provinbam d'elle, o
sul tornou-se cada vez mais afTeicoado escra-
vido julgada iudispensavel cultura do algodo.
Elle nao fez mais do que seguir a le do sea in-
teresse proclamando a escravido como a pedra
fundamental de sea existencia. Ao mesmo lem-
po, desenvolviam-se em o norte, menos directa-
mente interessado na conservaco dessa inslitui-
co, as conseqoencias dos principios de 1776, as-
sim como na Europa as ideas de fraternidade
e igualdade, inoculavam-se cada vez mais nos
principios polticos o sociaes, e traziam a sup-
presso do trafico 6 o libertamento dos negocios
das colonias.
Desses dous movimentos oppostos nasceu a si-
tuarlo actual nos- Estados-Unidos. Ajuntem
essa causa principal outrss consideraces impor-
tantes tiradas das vantagens desiguaes quo resul-
tara para o norte e para o sul em razo do regu-
lamenlo da tarifa das alfandegas, e ninguem se
ha de admirar de que urna crise, provocada por
tal divergencia do intereresses, podesse rebentar
no seto da repblica americana.
II. Marie Martin.
(Le C'oisitttttone.I. Duperron.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Do urna carta da villa de Santa Isabel ou Cha-
pada, da provincia da Bahia, com data de 3 de
dezembro do anno prximo finio, colligiraos os
seguinles trechos, relativos aos horrores da se-
ca e s suas consecuencias desastrosas naiuelles
ponlos.
Tudo ha peiorado, era razo da assoladora
secca, que ha tres annos devasti e contina an-
da a devastar este serto ; visto que sendo este
o mez di) mais rigoroso invern, comtudo vejo o
sol derramar-se prumo nos raeios das mais
calmosos, de sorte que algum orvalho que cabe,
logo absorvido pelo ardente sol.
Somos suppridos pelo reconcavo da Bahia e
pelo sertSo de Minas; mas deste j nao esperamos
soccorro algura, por que tamlwm ha por l toma-
do forgaso mesmo flsgello.
O cusi dos vveres lal que s o er quem
aqu est ; porm imagine V. que o frele de cada
carga, que vem da Baha, anda por 100$, e aquel-
lo da que procede das matas de 703 a80#, regu-
lando cada carga de 7 a 8 arrobas.
A farinha, o feijao, o arroz e"o milho ha
20 mezos que conservara o preco de lj>500 a 2$
por pralo, tendo este taes dmeses que sao pre-
cisos do 50 56 para encher una barrica 1
o A carne secca reputada de 20$ a 25f por
arroba; otoucioho de 50$ 60J timbem sor ar-
roba ; o assucar a lg [ior libra ; a rapadura de
quatro libras a 2$, sendo a de maior aimenso
couforme essa proporco ; a gomma a 3# o prato;
a carne fresca com osso a 10J> por arroba. Devo
dizer-lhe, que ludo ha por esses precos ; mas o
que falta o com que comprar os gneros.
Meu amigo, este lugar est 13o assolado que
talvez seja consumido pela fome ; quej ha ron-
bado para mais de duas mil pessoas pobres!
A pobreza porm quo nao tem querido suc-
combir til flsgello, tem-se retirado para o li-
toral e para a provincia de Minas ; e aquella
parte qje tem sobrevivido, arrastra aqui e em
todo o serto urna existencia to desfigurada, que
mais parece cadveres do que corpos animados.
Nossas pequeas fortunas tem desappareci-
do, e estamos at no risco de erraos victimas da
fome.
Em observancia do art. 4 do decreto de 10
de novembro do anno finio, n. 2,685, lera de ser
substituidas as notas de 20$ da emisso da caixa
filial do Banco do Brasil nesla provincia.
O praso marcado para isto de quatro mezes,
que comecaro a decorrer de 20 do corrente por
diante.
Monto q foi conduzo, na cidade de Olioda,
o Senhor dos Passos da Graga de convento do Car-
ino para a igreja do Amparo, d'onde hoje dere
sahir em procisso para aquelle convento com
toda a solemnidade.
O tribunal do commercio, em sua sessao de
21 do correte, conceden a moratoria solicitada
pelo comraercianle matriculado Jos Alves Fer-
nandos.
Por portara de 20 do corrente foi comeado
o raajor Francisco Martins Raposo para subdele-
gado da freguezia da Boa Visla do Recite.
Por portara da mesma data foi exonerado
a seu pedido o bacharel Luiz Augusto do Nasci-
mento Crespo, do cargo de subdelegado do Rio
Formoso, o nomeado para o referido cargo o l-
ente Joaquina Herculano Pereira Caldas.
Por portara da referida dala foi nomeado
Jos de Vascooccllos para exercer interinamente
0 lugar de secretario da iospeceo de saude do
porto.
Por acto da presidencia de hontem foi no-
meado Antonio de Mello Magalhes para o lugar
de portoiro do Gymnasio, vago pela demisso
solicitada por Pedro Alexandrino Machado.
> Po da 20 do corrente foram recolhidos 4
casa de detencao J homens e urna mulher, todos
livres; 1 a ordem do Dr. delegado do idistricto,
1 a ordem do subdelegado do Recite e 2 a ordem
do da Boa-Vista.
HAXADOUHO PUBLICO :
Mataram-se no da 17 do corrente para o con-
sumo desta cidade 92 rezes.
No da 18 do corrente91 ditas.
No dia 19 do corrente63 ditas.
No dia 20 do corrente 85 ditas.
MORTALIOADB DO DA 81.
Manoel, branco, 1 hora, asphyxla.
Tertuliano Gomes do Monte, pardo, casado, 84
annos, larangite chroolco.
Luiz de Franca, preto, solteiro, 60 annos, diar-
rbea.
Octalia. parda, 12 dias, espasmo.
Jos da Cunha Magalhes, branco, solteiro, 74
annos, sclrro ou ulcero no estomago.
Antonio Flix Xavior, pardo, solteiro, 30 annos.
Justina, parda, 5 sanos, espasmo.
Floro, branco, 7 mezes, espasmo.
Aotonio, branco, 3 dias, espasmo.
CHR0H1CAJUICURIA.
TRIBUNAL DO COHEKCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 21 DEMAfCO
DE1I81.
TRESIDENCIA DO BXM. SR. DM*MBA*GADOR
. A. DE SOUZA.
10 horas da maohaa, counidos osSrs. dipu-
tados Rego.JLemos, Basto e SiUeira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessao.
Foi lida e spprovada acta 4a antecedente.
BXPBDIUfTE.
Um aviso do ministerio da jetica de 4 do cor-
rente, communicaado ter sido nomeado por de-
w
creto de S do mesmo mez p Exm. Sr. Francisco
de P. N. Sayo Lobalp,, nii*tetro e secretario de
estado dos negocios da jusUca.Accuse-se a re-
cepcftO' e archive-et.
MPACHes.
Um requerimesto le Jos'Varia Nemes, qee
Uvjdodeixade de ser eaiteiro- de Manoel Aires
Ferreiraj pede que seja poste-seos effeito o regis-
tro da sua norneac**.Corno peque*.
Outro de Cunha & Irmos. saiisfaieaio des-
pacho deste tribunal de 28 do corrente.Volle ao
Sr. desembargador fiscal.
Outro de Antonio CasDoe Pereira, de Burgos
Ponce de Laoi, pediud registro do distrato de
sua sociedad com Antonio Crrela Gomes de
Almeida.Registre.-se.
Ontro de Joaquim Vieira de Mello, pediodo o
registro de urna procuracao que ajunta. Como
requer.
Outro de Brander a Brindis 4 Companhia e ou-
tros, pediodo a auspenso do registro do distrato
da sociedad de Maehado & Souzn e de um pa-
pel de abate e espera concedidos pelos credores.
Nio tem lugar.
Outro de Ferreira Irmos, pediodo o registre
do seu contrato social.Vista ao Sr. desembar-
gador fiscal.
Outro, informado, de Denker & Barroso, pe-
diodo o registro de ou contrato. Satsfagam o
parecer fiscal.
Outro de Aranaga Hijo & Companhia, pedindo
e registro da aomeace de seo caiieiro Manoel
Tolenlino de Moraes.Registre-se.
Presentes os sulos de peli'co de morstoria de
Jos Alves remandes, vistos pelo Sr. desembar-
gador fiscal.O tribunal concedeu.
Nada mais houve.
SESSAO JUDieiARIA EM 81 DE MARCO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOSIA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sessao, achando-se presentes
os Srs. desembargeeores Villares o Silva Guima-
res, e os senhores deputados Lemos, Bastos e
Rege. F
Lida, foi 3pprovada a acta da sesse de 18 do
corrente.
JCLCAMENTOS.
Appellanles, Ayres di Araujo ; appellados, os
administradores da massa fallida do finado Jos
Machado Malheiros Braga.
Foi reformada a sentene appellada
Appellanles, Azeredo & Mendes ; appellado,
Antonio Jos Arantes.
Confirmou-se a sentenca appellada.
E nada mais havendo a tratar, o Exm. Sr. pre-
sidente lerantou a sessao.
osauQAo da uu'.
PvOMmiras 1| b\ c 54' manilla, altara 5. p.
Baixamar as 0 h. e 6" da tardeValtraf. n.
Qfcsenatorio
do arsenal de.
.9 a.
,81
maxiotia
Romano Steppl, *
1* lente.
1 de
COMMERCIO.
Praca do Recite 21 de
iiiar^o de 1861.
A.s tres oras da tarde.
Cotafes ofeiaes.
Frete de assucar da Parahiba para o Canal50/
o 5 0|O-
Oesconto de letras10 e 15 0[0 ao anno.
Leal SerPresidente.
Frederico Guimaressecretario.
CAIXA. FILIAL
no
BANCO DO BRASIL.
EM 19 DE MARQO DE 1861.
A caixa desconta letras a 10 /0, sendo as de
seu aceite a 9 /0, toma saques sobre a praca do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 /..
Em consequencia de ser a semana vindoura de
das santificados, a directora resolveu que s
houvesse descont nos dias lerga e quarta-feka
da mesma semana 26 e 87 do corrente.
LIfandeaja.
Rendimento do dia 1 a 20. 251:700*396
dem do dia 21.......14:426j01t
266:126*407
Moviolento da alfandesa.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.. 307
Volumes
sahidos
com
com
------307
fazendas.. 108
gneros.. 272
------380
Descarregam hoje 22 de fevereiro.
Barca bremenseClarissamercadorias.
Brigue inglezMinatillanidem.
Barca ioglezaOueenferro e machinismo.
Exportacao
Do dia 20 de marco.
Brigue portuguez Amalia 1, para o Porto, car-
regam :
Francisco Rodrigues da Silva, 100 saceos e 10
barriquinhas 521 arrobas assucar.
Manoel Joaquim R. e Silva, 160 saceos 800 ar-
robas assucar.
Francisco Augusto da Costa G., 100 saceos 500
arrobas assucar.
Antonio 1\ Monteiro, 200 saceos 1,000 arrobas
assucar.
Barca franceza Solferino, para o Havre, carre-
gam :
Joaquim de Almeida Pinto, 1 barrica7 arrobas
assucar.
N. O. Bieber & C, 50 saceos 264 arrobas e 17
libras algodo.
Galera ingleza Delphim, para Liverpool, car-
regam :
Patn Nash & C, 1,000 saceos 5,000 arrobas as-
sucar.
Brigue dinamarquez Holstein, para o Rio da
Prata, carregara :
Bastos & Lemos, 259 barricas 1,921 arrobas as-
sucar.
Recebe doria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 20. 46:223:767
dem do dia 21....... 732*473
46 956*240
Consulado provincial.
gendimento do dia 1 a 20. 42:905*847
dem do dia 21....... 3:082*120
45:987*967
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 21.
Santa Helena12 dias, brigue inglez Marta Bar-
res, de 212 toneladas; caplto D. Pattersen,
equipagem 9, em lastro ; a Saunders Brothers
<& C. Veio receber ordens e leguio para Para-
hiba.
Nao houveram sabidas.
a. ex. a. m a. f B oras
V \ V 2 B B m itmotphsra. o Co
8 i w & O Dirteco. * e 00 P3 <
53 w "ee Intensidad. 2*8 MI VI
3 3 00 s 4 *- Fahrenheit. 3 s s "5 s
a i w tentigrado.
^ s s a 0 tm Hygrometro. g
o 'a o O Cisterna hydro-metriea. S.
o o oo s 1 i Francs. t S g
3O.07 30,051 ingiet.
EdiUtts.

O Dr. Anselmo Francisco Perfltt, tmmeodB*o?
da imperial orden* da Rosa, da de Chrtsto.e juiz
* "Io ^KM dq cosnmeroio desta cidade
do Recife e seu termo, capital da provincia de
rernamenco, por Si M. Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, que Deus guarde, ele.
raco saber pelo preserte, que no da 3 de abril
do correte auno se ho de arrematar en praca
puoiica deste juio. quem mais dr.na salados
auditorios, done guarda-rsupas novos de mad-
ra oe amarello, perlencentes a Jos Estanislao des
resses, avahados ambos em 160*, e vao i praca
por execugao de Antonio Martins da Silva Cam-
pos conlra o mesmo Jos Estanislao dos Passos e
Joaquim Pereira da Silva Santos, e ser* arre-.
matados na falta de licitantes palo preco da ad-
judicacao eom o respectivo batimento da lei.-
fc. para que cfaegue ao conhecimento de todos,
mandei passar oditaes quesero affixados nos le-
gares da costme e publicar pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 20 dias do mez de marco de 1881,
quadragesimo da independencia e do imperio do
Brasil. En, Manoel deCarvalbo Paes de Andra-
ae, esenro do juizo espacial do commercio o flz
escrever.
Anselmo Francisco Pertlli.
A cmara municipal desta cidade faz publi-
co para conhecimento de quem interessar, que
vai dirigir ao Exm. presidente da provincia urna
proposta de alleracao da plasta da cidade, com-
prehendeodo o areial dasCinco Ponas,consistindo
a alleracao na suppresso do quarteiro de casas
da rus das Cinco-Ponas, ao lado da fortaleza
deste nome, que avancain do alinhameuto das
ontras ; no proloogamento at a praia de 9. Jos
da ra que vera da fabrica de gaz etc. A refor-
ma d3 planta est patente na secretaria da roes-
me cmara para ser examinada pelos interes-
sados.
Paco da cmara municipal do Recife era sessao
de 18 de margo de 1861.Luiz Francisco de Bar-
ros Reg, presidente. Manoel Ferreira Accioli,
secretario.
_ O lllm. Sr. iospector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedades perlencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vera pagar seos dobitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao fueren), sero
os mesmos dbitos remeitidos para juizo, am de
serum cobrados judicialmente.
E para constar, se mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de marco de 1861.
O secretario
A. F. d'Amorim.
Capitana do porto.
Da ordem do Sr. chele de dinso, capilo do
porto, se faz publico que nenhura navio, tundea-
do no porto, podar, era vista do art. 26 do re-
gulamcnlo n. 447, de 19 de maio de 1816, deitar
o po de bujarrona antes da vespera da sahida, e
isto mesmo depois de obtida nesta repartico a
respectiva lcenca.
Capitana do porto de Pernambuco, 20 de maio
de 1861.O secrelario, Joq B. de Mello Reg.
Declara^oes.
da maohaa que rondou para o terral.
Tribunal do comrnercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico que nes-
ta data flea inscripto no registro publico o con-
trato de sociedad, que cm 27 de dezembro do
anno prximo passado celebraram Luiz Jos da
Costa Amorim e Domingos Jos da Costa Amo-
rim, domiciliados e estabelecidos nests praja sob
a Qrraa de Luiz Jos da Costa Amorim & C, de-
vendo a sua sociedad durar era quanto convier
a arabos, desde o reterido dia 27 de dezembro,
com o capital de 100:0003, oroecendo L. Jo da
C. Amorim 70.000$, e o outro 30:000jj.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, em 21 de margo de 186!.Julio Gui-
mares, offlcal maior.
Pela administrago do correio desta cidade
se faz publico que as malas que tem de conduzir
o vapor americano Mississipe para o Rio de Ja-
neiro, serio fechadas hoje (22) ao meio dia : os
seguros at 11 horas.
CORBEIO.
Pela administracao do correio desla provincia
se faz publico, que as malas que deve conduzir
o vapor costeiro Iguirass com destino ao Cea-
r e porto3 intermedios, sero fechadas hojeas
3 horas d* tarde em ponto.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para o hospital militar.
48 libras de acool em garrafas.
48 libras de agurdenle branca em garrafas.
24 libras de agurdente de canna em garrafas.
16 libras d'agua de Rosa em garrafas (franceza).
16 libras d'agua de flor em garrafas (Lisboa).
8 arrobas de assucar retinado-
4 libras de anus estrolado.
8 libras de balsamo tranquillo.
10 borrachas de gomma elstica de 12 oncas
vulcarisada com bocal e pipas de metal.
1 libra de balsamo de ltu.
4 grosas de caixas portuguezas para pilulas.
32 libras de carbonato de potassa.
16 libras de cytralo de magnesia bem soluvel.
40 caixas de capsulas de cupahiba.
30 caixas de capsulas de figado de bacalbo.
32 libras de cevada.
2 libras de espirito carminativo -de Selvios.
2 libras do espirito de mlica.
12 vidros de elixir de Guilher.
2 ongas de extracto de coloqointidas.
24 varas de emplastro adezivo estendido.
4 oncas de ergotina.
2 ongas de extracto do chicoria.
2 oncas de extracto de tarroxaes.
4 oncas de extracto de Ruibarbo.
1 libra de extracto de mulong.
4 libras de estanto laminado.
8 esptulas de ac sortidas.
2 oncas de oxlracto de sabina.
4 esptulas de marfim.
20 papis de encerado ioglez (numero).
12 vidros de elixir estomtico. i
30 rolos de encerado de Peldriel n. 2 e 3.
16 libras de flores de borragem.
H libras flores de violas.
8 libras de flores de malvas.
4 libras de flores de allba.
2 funis de vidro de 8 oncas.
2 funis da vidro de 4 oneas.
2 funis de vidro de 2 oncas.
61 libras de gomma arbica fina.
8 oncas um vidro de byaoalo de quicino.
8 odc*is de iodurelo de chumbo. *
8 ongas de iodureto de amonio.
12 vidros de iogeco refrigerante de Chable.
2 oncas de lodhydrsrgipato de potacio crysla-
I i*ado.
8 libras de jalapa em p.
64 libras de ohaca.
128 libras de raaan.
16 libras de massa caustica.
50 moscas de Milo.
64 libras de oleo do ameudoas.
12 vidros de oleo de mastrucos.
8 oncas de oleo voltil de mostarda.
1 onca de oleo esaencial de sabina.
12 potes de louca com lampa de 4 oncas.
12 potes de louc.a com lampa de 2 oncas.
1 libra de pommada de pipios.
2 libras de pilulas de Blancarde.
2 resmas de papel pautado almajo de primelra
qualidade.
25 caixas de pastas de naf.
20 caixade pailas balsmicas de Ragmanld.
1 resma de papel braveo de feltro.
30 vidros d* pos de rog. ,
5 mos de papel de cor, folhaa grandes.
20 vidros de paalilbas vegslaes vermfuga*
opacas de prbliodureto de mercurio.
20 garrafas de Reb Uffeteur.
S libras de raz da apango.
Sancas da retina da eacamonis branca.
25 garrafas de sueco de grosellas.
128 libras de salsa parrilha.
8 onr,aa da sulfacto quiaiao.
M libras de seaoe.
4 oncas de lanino.
2 libras de turbith em p
24 garrafas de vioho crneo.
24 garrafas de vinfie tinta.
50 vidros vasios para L. Ray.
10 garra fas de tempe laHIoay.
SO vidros de.xarep da ndft.
30 vidros dxarope peitoral braafleiro".
8 IibrWtt> indurte -do- palacio.
fara o fardamento de eorpo da guarnicio
[9*tl)2 cavados de baeta verde.
141 ir8 raras de brim da Rassia.
3381 bolees grandes de metal lisos.
IW ditos pequeos de dito.
9 grosas deditos pretos de osso.
Para o arsenal de guerra.
500 caadas de azetede carrapato.
rame grosso de ferro, arrobas 4.
500 meiosdesola.
Quem quher vender taes ehjectos, aprsente as
suas propostas em carta fhclada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manna do dia 26 do
corrente mez.
Sala das sesses do conseibo administrativo,
para forneciment do arsenal de guerra, 18 de
marco de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vegat secretario interino.
~tfe'a contadoria da cmara municipal do
Reeife se faz puWico, que. o praro marcado para
pagamento do Imposto de etabeleimen'tos, fin-
da-se no ultimo do corrente mez, e todos aqaeU
les que nao pagarem dentro do prszo marcado,
Ucam sujeitoa multa respectiva.
Contadoria municipal do Recife 20 de marco da
ool.--0 contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Caixa filial do banco do Brasil
em Peruana buco.
Por ordem da directora e em cum-
priaiettto. dodicpottotio art. 4 do de-
creto n. 2685 de 10 de novembro do
anno fiado, vai-$e proceder dentro dp
prazo de 4 mezes a contar desta data, a
substitoicao das notas de 20# da eraissao
da mesma caixa.
Caixa filial no Recife aos 20 de mar-
co de 1861'.O secretario da directora
francisco Joiode Barros.
; Pela conladoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de eslabelecimento nda-
se no ultimo de marco vindouro, e todos aquelles
aue n5o pagarem dentro do prazo, fieam sujeitos
q multa de tres porcento.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaanim Tavares Rodovalho.
Viee Consulado de
mVJo'dTlsS!'110 d0 ar"oa*1 A* W"': ****
BtntOJosi Lamenha Lint,
Caronel presidente,
rranesseo Joaquiny Perora Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
MUS .
CASSIN* POPULA*
no
MAGESTOSOSALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA*
Sabbafe, 30deorreHe.
Pravjoe-se aos amadores deste divertimeoto o
ao publico em geral, que no dia 30 do corrente
naver um somptuoso baile de mascaras e phan-
tasie, o qual ser convenientemente aununoiade.
avisos martimos.
Para a Babia segu em poucos dias a es-
cuna naeional Carlota; para alguna carga qu
lhe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos,
n. 12,
Para o Aracaly
O hiate Ca/rBp6e : pera carga e paseaeeiros.
trata-se na ra de Vigarie o. 5.

Espaa.
Pari.
Sae al o dia 24 do corrente o brigue Amaiice.
1. : para passageiro, para e que tem excelentes
commodos, trata-se com o consignatario Macoek
Joaquim Ramos e Silva, ou cora o capitio-
Aracaty.
Para este porto seguir brevemonle o hiato
bxhalacao ; pora carga e passageiros, trata-sa
com Gurgel Irmos. na ra da Caleia do> Recife.
pnmeiro andar n 28.
Para a Bahia
A sumaca nacional Hortencia pretende se-
guir com muita brevidade, tem parte de sea eer-
regamento prorapto : para o resto que lhe falla
trata-se com os seus consignatarios Azevedc- &.
Mendes, no seu escrptoiio ra da Cruz n. 1.
COMPAMIA rER>4MBlCl\A
Habiendo expirado el plazo del aviso de 25
del pasado para l renovacin de las carias de
naturalidad y cornos algunos subditos de S. M
no hayan cumplidos con la que en el mismos se
dispona ; los emplazos nuevamente con 15 dias
de trminos para vermcar-los, advirtieBdos que
ademas del derechos del documentos, tendrn de
pagar 200 reales de velln de multa, can destinos
ata Sociedad Espaola de Beneficencia en Rio
de Janeiro.
Cinco dias despus de este nuevo emplaza-
miento, los que no se hayan presentado no
sern considerados como Espaoles y no recibi-
rn proteccin y auxilio de este vice consulado
cuando lo necesiten.
Pernambuco, 20 de marzo da 1861__El vice
cnsul, Juan Anglada Hejo.
NovoBaoco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6- dividendo
de 1 2.s j0 por accao.
Arsenal de guerra.
Por ordem do lllra. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico a quem convier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de marco de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar o seguinte:
161 sobrecasacas de panno azul.
161 calr/as de dilo panno.
70 capotes de dilo.
161 pares de polainas de panno preto.
Quem qulzer arrematar o fabrico de taes arti-
gos no prazo e 25 dias, corapareca na sala da
directora do mesmo arsenal, pelas* 11 horas do
dia 22 do corrente, com suas propostas em que
declarara o menor preco e quaes seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 19 de margo
de 1861.O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
Inspecc&o do arsenal de uarinha.
De ordem do lllra Sr. inspector, fuco constar
que no3 dias 15, 19 e 23 do corrente mez, se
achara venda em hasta publica na porta do al-
raoxarifado desta. inspecqao, comecando as pra-
Cas s 11 horas da manha, o casco do hiate Pa-
rahibano, de 78 ps de comprimento, 21 de boc-
ea, e 7 de pootal, cavilhado e pregado de cobre
at a altura de 8 ps, contados da quilha, com os
seguintes pertencs :lera?, canna deste, dous
pares de turcos de ferro as amuradas, bolinetes,
e suas barrss, cmara e baleos com as respecti-
vas escadas, fogao -e seus pertences ; esse navio
tendo sido desarmado pelo eslido de ruina em
que se acha.
Inspeccao d arsenal de marraba do Pernambu-
co, era 12 de margo de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua substituir ou a resgalar as notas
de sua emisso de 1U,>' e 2' sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
do ministerio da azenda de 51 de Ja-
neiro ultimo e findo este pra?o s po-
dera' ter lugar a substituicSo ou res-
gate com o descont mensal e progresi-
vo de 10 porcento poreada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Arsenal de guerra.
Por ordem do lllm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz publico a quom convier,
que nos termos do aviso do ministerio da guerra
de 7 de margo de 1860, se tem de mandar ma-
nufacturar o seguinte:
161 mochilas de brim da Russia.
Quem quizer arrematar o fabrico de ditas mo-
chilas, comparega na sala da directora do mes-
mo arsenal, pelas 11 horas do dia 22 do corren-
te, com suas propostas em que declarem o me-
nor prego, e quaes os seus fiadores.
Arsenal de guerra de Pernambuco 19 de mario
de 1861.O amanuense,
Joio Ricardo da Siiva.
Conselho administrativo.
O conseibo administrativo, pira fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compras os objecloa
seguidles :
Pata o fardamento do corpo da guarnicao.
563 Ii2 covados de baeta verde.
241 1| varas de brim da Rumia.
3381 botos graatest* metal amarello lisos.
1449 ditos pequeos de dito dito.
9 grosas de ditos pretes de osso.
- Quem quizar vender taes objeetee apresante a
satas propostaa em carta fechada na secretaria
4 osbmIm, te 10 horas da manhia de dia de
correle mez.
Sala du scmm 4o codmUm admiaistcatrvt),
DE
Navegado costeira a vapw
O vapor Jaguaribe, commandante Lobato, se-
gu para os portos do norte al a Granja no da
6 de abril as 5 horas da taide.
Recebe carga at o dia 5 ao meio dia. Encomi-
mendas, passageiros e dinheiro a Irete at o dia
da sahida s 2 horas : escriptorio no Forte do
Ma.los n. 1.
coiiPA\niv
DAS
Messageries imperiales.
os carregadores pelos paquetes i
a companh
Previae-se os carregaaores pet<
vapor fraucezes que a companhia se encarrega
de segurar todas as mercadorias, valores etc ,
que se carregar a bordo dos ditos paquetes se-
gundo as clausulas e condiccoes de urna apolice
assigoada em Fringa. Na agencia cus do Tra-
piche n: 9, se daro todos os esclarecimentosme-
cessarios.
Rio de Janeiro
O veleiro e bem conhecido brigue nacional
Damao pretende seguir para o Rio de Janeiro
at o dia 28 do correle ; s recebe passageiros
e escravos a frete, para os quaes tem excelleote3
commodos : trata-se com os seus consignatarios
Azevedo & Mendes, no seu escriptorio ra da
Cruzn.l.
COMPANHf Ae BRASILEIRA
MOTOTS & TdUNML
Espera-se do norte at o dia 24 de margo o
vapor Paran, commandante o capilao lenle
Jos Lepoldo de Noronha Torrezao, o qual de-
pois da demora do costume seguir para os
portos do sol.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga aue o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada: agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azevedo 4
Mendes
COMPAMIIA PERIU1BCGA!U
DI
Navegar cosleira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte, As-
su', Aracatv e Ceara*.
O vapor Iguarass, commandante Moreira^sa-
hir para os portos do norte at ao Ceari na
da 22 de maree s 5 horas da Urde.
Recebe-se carga at o dia XI ao meia dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at. o
da sahida. s 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. \.
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio dr companhia Pernambucana no
Forte do Hattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servico tendente
ao mesmo vapor.
Para o Maranho
tocando no Acaracfi, eegee cem pouca demora,
por ter grande parte do carrefsmeoto arranjada,
o patacho Emulseio, aptfo Antonio Gomes
Pereira : para o radt, tr*u-ae coas Moreira A
Ferreira, ru de Madre de Dos n. 4, ou com o
capilo no trapiche de algodo.
Leiles.


LEIXO
Sexta-feira 22. do correnHe-
OagernteH^petodAftlva trawfe.


* -
(4)
MARIO DI PWllkwroCO.';-. SttA ftHA.*i [tf *fa) DE 181.

TOO leilao do predios que esta va m an-
nunciados para hontem, em virtude de
se ter dado um engao na numerado
dos predios, visto nao ser 56 e 38 como
estava annunciado, e sim metade do
predio n. 38 e o predio n. 40, traba-
jando porem era ambos a fundicao do
Sr. D. W. Bovftnan, no dia cima as
11 horas dar' principio ao leilao na
ruado Brum nos mesmos predios.
Consulado de Franca
LEILAO
O agente Hyppolito da Silva autoii-
sado pelo Sr. cnsul de Franca, fara'
leilao em sua presenca por conta e risco
de quem pertencer de duas camas mar-
cas EAB & C. e MJGF ai. 3596 e 3597
contendo 50 frascos cora ameixas- cada
ama, a variadas a bordo do navio ((Sol-
ferino, capitao Laisn, acliando-se as
caixas no armazem altandegado do Exm
baro do Livramento no caes d'Apollo,
e ahi se eiFectuara' o leilao: terca-f eir
26 do corrente as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
lima taberna.
Sexta-feira 22 do correte.
As 11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do coramercio, e a' requerimento dos
depositarios da massa fallida do Jos Fer-
nandesAgra, da taberna da ra estreita
do Rosario, consistindo em armacao, g-
neros e mais objectos ; na mesma occa-
sio se venderao as di vidas,da mesmo fal-
lido.
COMPAA DA VIA FRREA \
RECITE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1*
de fevereiro at outro aviso o trem qe parte do
estacao das Claco Ponas s 8 1.2 horas da ma-
chas correr somente at a Villa do Cabo, e o
trem que at agora tem sahido dEscada 1 3.4
horas da tarde sera, discontinuado, mas sahir
d0.C"u ** 3 horas d*arde como cstuma-
As horas da partida dos trens sero reguladas
pela tabella seguinte :
Urna taberna.
NA
Ra do Rangel n. 18.
Sexta-jeira 22 do corrente.
Antunes far leilao por mandado do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a requerimento
de Silva & Santos, dos gneros, dividas e uten-
cilios da taberna sita na ra do Rangel n. 18, a ]
qual perteaceu rma Souza & Peixolo.
Na referida taberna s U horas am ponto.
Avisos diversos.
Queijos
Vendem-se queijos 03 melhores que tem
vindo a este mercado a 1J70O cada um ; no nn-
tigo estabelecimento junio ao sobrado novo do
Sr. Figueira. Assim como no estabelecimento
da ra larga do Rosario de Joaquina da Silva Cos-
ta & Irmo n. 50, taberna da esquina:
- Elias Bernardi participa ao res-
peitavel publico que em consequencia
do ino tempo nao pode subir o balao e
ica transferido para o primeiro dia de
bom tempo, pelo que annuneiara' com
3 bombas reaes pela manhaa e 6 na en-
trada no Campo das Princezas.
Companhia do Be-
beribe.
Para cumplimento do disposto no
art. 1- do decreto n. 2686 de 10 de
novembro de 1860, sao convidados os
Srs, accionistas da Companhia do Be-
beribe a se reunirem em assembla ge-
ral no dia 2 de abril prximo futuro no
escriptorio da mesma companhia. Re-
cite 21 de marco de 1861.O secreta-
rio, .Mainel Gentil da Costa A Ivs.
Attencao.
Os Srs. da estrada de ferro nao se tem
resol vido at hoje a convidar os concur-
rentes por annuncios, para o contrato
da conduccao do assucar das Cincc Pon-
tas para o Recife, e at se diz que esse
contrato ja esta' feito muito em parti-
cular, tudo pode ser e acontecer na nos-
sa estrada de ierro, tanto mais estando
envolvido neste negocio urna alta perso-
nagem,da nossa trra e sendo alguem
melhor iscalisador dos interesses de
seus prente do que dos do publico co-
mo voz geral ; porem fiquem certos
que acompanharemos estes negocios at
onde or preciso.
A. mesaregedora da irmandade do
Santissimo Sacramento da matriz da
Boa Vista convida a todos seus irmaos
para comparecerem na mesan matnz
no dia 27 do corrente mez as 6 horas
da manhaa afim de acompanbar ao Se-
nhor Sacramentado aos enfermos. Con-
sistorio 2] demarco de 1861.
-
No dia 23 do corrente, sabbado, celebram-se
micsas no cemiterio publico por almas de pea-
sos alli sepultadas e em inlencio dos mesmos
dS-se etmola a cem pobres, que prestarem suss
oracoes.
Precisa-se de urna pes-
soa eomhabilitaces para ser
contramestre de una casa de
Avsq aos de vedo-1
r$s da massa fal-
lida de Siqueira
Per eir, T?*r^
Joo Jos de Figueired ar-
rematante da massa fallida
de Slqueira & Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo-
res a mesma roassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazt>del5dias, porque pas-
sado este praz proceder-
se-ha a cobranca judicial.
7" Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Uhssej Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
jes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
*tmmmm mm mmmtmn
AtteiiQo.
Antonio^da Costa a Silva Maduro testa-
menleiro e inventarame do casal de seu
fallecido pai o Sr. Miguel Antonio da
Costa e Silva, tendo de prestar contas aos
mais herdeiros pede encarecidamente aos
devedores ac dito casal de virem ou man-
daren) pagar as suas contas na praca do
Corpo Santo n. SI, loja de cabos.
xaeeieeieatt tmtm mwxmm*
Bernardino da Silva Costa, subdito portu-
guez, vaia Europa tratar de sua saude.
Clemente Ferreira de Carvalho vai a Euro-
pa tratar de sua saude, e deixa com poderes es-
peciaes para o representar em seus negocios ao
Sr. Fructuoso Martina Gomes, e em segundo lu-
gar o Sr. Jos Joaquim Teixeira, e em terceiro ao
Sr. Custodio Coliseo Pereira Jnior.
Sitio.
m '-A,,ft",e um. ,lli? n1 orr* mnm do Rio,
cm boa" e sobrado, coa bastantes comino-
dos, estribara, cocheira, cacimba com boa agua
de beber com bomba d inur. agua, fruetelrej,
capim,etc, muito fcoai baoho e sitio murado ;
*uem pretender, dirija-se a ra Nora n. 15, pri-
meiro andar. r
W3
W
O
g
I
, e

s =
B. *
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SP#g
*>." X~- o 2 o-2 a
_w t- o > -, c- e, eo < 9

AssignadoB. H. Bramah,
Sunert tendente.
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesla nova casa de commisso de escravos, re-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seus senhores, aflancando-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
meato pira os mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos fiquem satisfeitos com is
diligencias que da parte do commissiooado fizer,
para em tudo agradar aquellea senhores que o
quizerem honrar cora a sus conflanes, no que es-
pera merecer alinelo tanto dos senhores que
Ib os quizerem cooar para vender, como aquel-
es que prelendam confiar, pois espera ter sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
Odorico Alves Raposo da Cmara, cidadao
brasileiro, vai a Europa.
Aluga-se uma mulalinha propria para an-
dar com meoinos : na ra do Hospicio n. 64.
Aluga-se uma loja no becco do Padre, pro-
pria para qualquer ofucoa ; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
3000C t4A0 Z po0vap!nca
{fetrttAmfmcAtt*.
Domingo 24 de torrente, s 10 horas da manha
haver sessao extraordinaria do conselho direc-
tor e da assembla eral.
Secretaria da Associaco Typographica
ambucana 20 de margo de 1861.
J. Cesar,
1. secretario:
. Precisa-se fallar ao Sr. alteres do 6.bata-
Ihao da guarda nacional Flix de Araujo Albu-
querque a negocio de seu muito inleresse; na
ra do Queimado, loja n. 47.
ERRATA.
Na lisia dos premios da lotera publicada hon-
tem, onde diz n. 388800$, deve ler-se b. 398
800}.
O abaixo assignado, estando prximo a par-
tir para a Europa faz sciente que deixa em seu
lugar, debidamente autorisado para tratar de to-
dos os seus negocios, e dependencias, seu fllho
J. F. M. Braga. Recife SI de margo de 186!.
J. M. Braga.
Aluga-se uma preta escrava de boa conduc-
ta, com habilitares necessarias para ama em
casado pouca familia .-'quem deaejar,dirij-se a
ra do Rangel d. 50.
Seraphim Gomes, sufedifo portuguez. vai
ao Rio de Janeiro:
Philip Frith Needham, subdito ingles, reti-
ra-se para osportos do su!.
Per-
Attencfio.
wuwaiuesire ae Uma Casa ae u", quosaioa cozinbar soffriveloei
alfaiate-.narua da Madre deWW'aStlEfetafS
pessoa que tiver urna escrava de boa con-
ducta, qua suba cozinhar soffriveloeate e en-
a ra do
Dos n* 36, primeiro andar.
- pagar com generosidad*.
I guem tiver um quarlo para alugar para
J una pessoa, anuuncia per este Diario.
O artista americano
O artista americano
O artista americ?no
O artista americano
O artista americano
Tira retratos port 3$
Tira ratratos por 3^
Tira retratos por 5/|
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambera um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoasque desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arto
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicSes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Pede se aos Srs. superintendente e
engenhero fiscal da estrada de ferro,
de azerem annunciar quando rece-
bem-se as propostas para a condueco
do assuci-r da estaclo das Cinco Pontas
para o bairro do Recife, isto a bem dos
interesses dos senhores de engenho, pois
muito convem que baja ampia concur-
rencia a este contrato.
Precisa-se alugar uma preta es-
crava para uma casa de familia de duas
pessoas, que seja de boa conducta, que
saiba bem cosinhar e engommar, dan-
do-se-lhe de aluguel 20$ mensaes : na
ra dos Pescadores o. 1 e 3.
i de
^nthmeiica, algebra e de
geometra.
A. E. da Silva, professor de msthematicaa no
oymnasio Provincial, pretende abrir particular-
mente no l.do mez vindouro um curso deari-
thmetica e algebra para aquelles senhores que
pretenden) estudar o curso., commercial, e oulro
ue geometra, para os exames em novembro na
.i\* 2* de Direi,- A matricula est aberla
aie i do correnle: os senhores que quizerem
(requemar qualquer destes cursos, diriiam-se
ra Direita n. 74 para serem matriculados.
Aluga-e a loja do sobrado da ra
da Impcratrizn. 38; a tratar na mes-
ma ra n. 40.
~Hoga-se a Sra. D. Luiza, que tem por alcu-
rnia oavioa, de vir tirar os seus penhores, que
sao 2 pares de argolas e um annel, os quaes es-
tao empenhados pela quantia de 13 quasi a um
anno sem premio, e cuja pessoa a quem estao
Pump,eh^d0SJ n5 Pdendo mais esperar, mrca-
me 10 das da data deste para o fazer. Ando os
quses serao vendidos para pagamento de dita
quantia ; se bem que mesmo assim nao chesa. e
desde entao dita senhora nao ter mais direilo
algum em reclamar : ra de Hortas n. 82.
Francisco Jacintho de Sampaio, acadmico
do 5. anno da Faculdade de Direilo, faz sciente
quem convier.que continua a onsinarlatim na
ra Uireita n. 131, tendo autorisacao do governo
provincial, e promelte esforgar-se" pars o adian-
tamento de seus alumnos.
nT aDaixo asignado declara que desde o
19 do corrente mez deixou de ser
Sr. Manoel Alves Ferreira.
Jos Mara Nunes.
. "~ contrata-s o fornecimento de pao para o
Hospital militar, quem se quizer encarregar com-
pareca no mesmo no dia 28do correnle ao meio
oa. Hospital militar de Pernambuco 18 de
marco de 861.-0 almoxarife, Thomaz Antonio
Maciel Monteiro.
/rtcisase al"8ar uma casa em qualquer das
rtias de Santo Antonio ou S. Jos, paga-se bom
aluguel : quem tiver annuncie.
Flix Dapelo, Jernimo Larco, subditos ita-
lianos, retiram-se para fdra do imperio,
t Francisco Aatooio Piscopo, subdito napoli-
ano, retira-se para Europa.
J. Boistelman, subdito hanoreriano. reti-
ra-se para a Bahia.
Domingos Rodrigues de Andrade vai a Eu-
ropa com sua senhora.
O Sr. Sebaslio Lopes Ferreira GuimarSes
deixou do ser caixeiro do abaixo assignado desde
28i as d0,cSrreDle- Recife 22 de marco de
1861.Manoel Jos de Faria.
Aluga-se por todo o preco que for conve-
niente a loja da ra Direita n. 87. com a armico
propria para todo e qualquer estabelecimento
' n ?* Ja da rua do O"6'""! n. 46.
i ~1 "Da,.xo asignados fazem sciente que o Sr.
Jos Antonio Lourenco Soure deixou de ser seu
caixeiro desla data em diante, e agradecem ao
mesmo seuhor os servaos que prestou durante o
tempo que esteve em seu estabelecimento. Re-
cife 21 de margo de I861.-Mamede& Marlinj.
AMA
Precia-so de uma ama: na rua eftreila do Ro-
sario, casa n. 20, segundo andar.
Pcixe barato.
Na terca, quarta, quinta e sexta-feira da sema-
na santa ; oo viveiro do Muniz, oo aterro dos
Afogado.
Gafceiro.
Um DJ050 receateaente chegado e Portugal,
com as habilitacoes necessarias pira o commer-
cio, tanto em grosso como a retalho, o tendo sof-
frivel letra, o qual serve tamba* para servico de
esenptorio, e se offerece aquellas pessoas que
delle se quizerem ntilisar de seus servicos, te-
nham a bondade de se dirigir a rua da Cadeia
loja n. 44 '
Alugam-se os dous booi sobrados das ras
de Hortas e Caldeireiro, quasi juntos a igreja dos
Martyrios, os quaes tem commbnicaco interna
de um para outro, e com bobs commodos : o*
pretendentes dirijam-se ao escriptorio do tabe-
lio Almeida na rua do Imperador n. 75.
Francisco Baptista Marques Dias, subdito
portuguez, reiira-se para (ora da provincia.
Precisa-se de dous homeos para trabalbar
com carroga, prefere-se do Porto, e que d co-
nhecimento de sua conducta : as Cinco Ponas
numero 71.
Collares medicinaes anodinos,
para as dores e facilitar a dentico, e con-
tra os accessos, convulsoes, feotes, e ou-
tras enfermidades das crianzas.
D0 DR" TA?iriER (inventor).
Illm. Sr Burchell-filho, nico proprietario em
Londres. Este innocente e infallivel remedio
approvado em Londres a
dia
caixeiro do
CONSULTORIO ESPECIAL
UOMEOPATHICO
DO
DR. C.VSAXOYA,
30-Rna das Cruzes~30
Neste consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars astiniuras) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopatbia obra.re-
commendada iotelligencia de qualquer
pessoa.
No esenptono de Claudio Dubeux Tende-so
muilo baralinho, dinhiro avista, o seguinte :
chumbo de municao de todos os nmeros, vi-
dros de todos os tamanhos para vidracas, estam-
pas e oratorios, os quaes se vendem tambera em
caixas,i chicotes de baleia para carro e cabrio-
let, velas mixtas de Dova coroposigao para matar
formigas, as quaes com um so mago de 10 velas
e pela diminuta quantia de 5 se diitroe um ou
mais formigueiros m
Ha para alugar um escravo pardo e bem
mo?0, proprio para criado : na rua da Cruz n.
64, primeiro andar.
O medico Jos de Almeida Sares Lima
Bastos vai a Europa tratar de sua saude. Os se-
nhores que verem conta a receber, queiram
apresenta-las at o dia 28 do corrente para se-
rem pagas.
Oflerece-se um rapaz portuguez deidade de
18 annos, para caixeiro de qualquer negocio, ou
mesmo para cobrancas. e sendo negocio prefere
para o mato, o qual inda est arrumado, e quer
sahir da casa aonde est, e d fiador a sua con
duela de pessoa estabelecida nesta cidade : quem
de seu presumo se quizer utilisar, annuncie por
este Diario com as ioiciaes J. M. p. a.
Attencao.
Grande cqsmorama;
Gabinete de alegra.
Na rua da Imperatriz n. 21.
Reprsenla todas as noiles as principaea cida-
dea da.Europa. Axia. frica o, Asaerlca, os ais
noUveJwrdins.pracas, palacios, grandes edifi-
cios, cacadas de animaes ferozes, cavalhadas a
grande guerra da Rusaia e da Austria, e todas'as
fasnhas de GanbaWi. AtJtktn sao mwMu
duas vozes por semao. Entrada 1|000.
Iriiiiintlade do Seolior Bom
Jess das Chagas.
Por ordem da mesa regedora faco sciente ao
publico, que tendo a mesma irmandade de expr
a vista dos fiis, no dia 24 (domingo de ramos]
seu padroeiro. pelas 31|2 horas da tarde, e tendo
de correr as ras seguintes : ao sahir, rua dos
yuaiteis, larga do Rosario, Queimado, Cruzes
traTessa de S. Francisco, Imperador, pra;a d
Pedro II, Queimado, Lirameuto, Direila, Cinco
Ponas, becco do Peixoto, Augusta, Martyrios
Hortas, pateo do Carmo, camboa do mesmo, Flo-^
res, Nova, Santo Amaro, Roda a recolher. A
mesma mesa faz sciente aos irmaos .que pir con-
vite do Rvm provincial do Carmo, lera a mesma
irmandade de acompanhar as procissoea de en-
terro e ressurreicao ; convidamos aos mesmos
para comparecerem no dia 29 as 4 horas da tar-
de, e no dia 31 as 6 horas da manhaa.
Padre Raphael Antonio Coelho.
Escrivo.
Aluga-se urna negra para todo o servico de
uma casa de pouca familia : no becco do Cam-
pello n. 4.
Precisa-sede uma
na rua do Rangel n
ama de leile sem filbo
7, segundo andar.
Trocam-se
com mdico descont sedulas de 1$ e 5 de urna
figura e papel branco, de 5Cfl roxas, e de 500S
verdes e brancas ; na rua da Cruz do Recife nu-
mero 27.
SOCIEDADE
IMO BE\EFICE\TE
(foi
_ 10 de Janeiro de 1715
por b. M. Jorge III, e recommendado pelo afa-
mado o de alta reputagao Dr. P. Chamberlen) dis-
pensa de fazer tomar as criaocas os remedios in-
feriores, que nunca querem lomar. nica agen-
cia, rua do Parto o. 119.
Prejo flxo 8gOO0.
Josephina Mara da Conceicao faz saber ao
respeitavel publico que pessoa alguraa trate qual-
quer negocio com seu marido Jes Ferreira dos
Sanios sobro uma escrava de nomo Mara do Ro-
sario, visto ello a ter deixado sem razo, como
prova em qualquer occasiao se for preciso, e se
acha concubinado era Tamaodar : ella em Rio
Formoso com dous filhos s costas at hoje, de-
safia a seu marido que Iho justifique o contrario
que cima expe.
Perdeu-se desde o correio at ao Forte do
Mallos uma letra da quantia de 124$920, firmada
porveiga & Soares, contra Manoel de Olegario
Jordo Caldeira : por isso pode-se a pessoa que
achar, a leve rua de Aguas Verdes n. 48, que
se Ihe dar gralificaQio.
Compra-se uma casa terrea, sendo na rua
da camboa do Carmo, das Flores, de Santa The-
reza e Cruzes; a tratar na rus do Sol n. 13.
Compra-se um habito para cavalheiro da
Rosa ; na rua do Cabug n. 5, se dir quem
compra.
Vende-se a casa terrea com solo n. 52 da
rua da Roda no bairro de Santo Antonio ; a fal-
tar com o Lima no Forto do Mattos.
Vende-se a loja de calcado da rua do Li-
vrameDto n. 35 : a tratar na mesma rua, loja nu-
mero 6.
Vende-se uma porco de caixilhos eoverni-
sados e com vidros, proprios para loja de fazen-
das ou outro qualquer estabelecimento : a tratar
na rua Nova n. 29
Vende-se um silho para amazona, patente
inglez (apenas servio ums vez) por mdico preco:
na rua do Queimado, loja da esperanca n. 33 A.
Vende-se farinhi de mandioca muito boa
sacco grande, por 5500, a dioheiro ; na rua No-
va o. 33.
Libras steriinas.
Vendem-se no scrptorio de Manoel Ignacio
de Oliveira & Filho, no largo do Corpo Santo.
Ricos cintos cora fivela de ac
para senhora.
Vendem-se aoje 4$, ditos com velaa doura-
das a ig ; na rua do Queimado, loja de miudezas
Ricos enfeites pretos de fita e
velludo.
Vendem-se a 8#, ditos de vidrilho muito bo-
nitos a 3 : na rua do Queimado, loja de miu-
dezas n. 33, da boa fama.
Leques.
Vendem-se leques de madreperola a 12#, e de
a?o a 'S e 63; na rua do Queimado, loja do miu-
dezas o. 33, da boa fama.
Chapeozinhos para baptisado.
Vendem-se a 123 e 7#, meias de seda para
criansa a 23500, sapatiahos muilo ricos a 2# e 3$:
na rua do Queimado, loja de miudezas n. 33, da
boa fama.
Os melhores cigarros
que, reconhecidamente, sao os da fabrica de Gui-i
maraes se a mdico prego ; no armazem da rua da Ma-
dre de Dos n. 4.
Luvas de pellica, torcal e seda
Vendem-se luvas de pellica brancas e de cores
a 2500, de lorcal com vidrilho a 1&280, e de se-
da a 2#, ditas de torgal para meninas a 1$ : na
rua do Queimado, loja de miudezas n. 33, da boi
fama.
itlencao.
cadeiras de ama-*
1 marqueta ; a
?;8Hm?\ri"mobila de Jacaranda por
n. 8b. Na mesma vendem-ie 6 relio. 1 guarda-loucs. t berco e
tratar na mesma casa n. 86.
."hoV"^*8* UID" ProPredade sita n regae-
foi engenho e bol* pode com fscilidade ser ree-
dificado por se achar em bom estado certas obras,
como seja, le vade desde a tomada do rio at o
algeroz, Cavaco, e quasi todos os pilares das ca-
sas de engenho, purgar e caldeira, tendo esta
propnedade duas legoas de testada e uma de lar-
gura, e quasi toda coberta de matas rirgens, on-
de se pode levtntar oulros engenhos. O engenho
copeiro, e dista desta cidade 5 legoas, tem mais-
de legoa e li2de varzea o muitos corrigos: quem
a pretender, dirija-se ao engenho Jaguaribe, ou
a rua do Queimado o. 13.
Compra-se uma cabra boa leiteira
Sa da Independencia n. 10.
na pra-
wv <0ml u!r>% V!M OTW#*C
|Fazenda4 boas e baratas.!
fiURGEL k PERDIGO.
[Rua da Cadeia loja n. 23.j
Grosdenaples preto muito encorpado e
bastante largo a 23 val 23500.
Vestidos pretos bordados a velludo.
barra aquille e seda de duas saias.
Manteletes, taimas, visiUs de l, de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Vestidos de Dlunde com manta, capel-
I, (lores e mais perteuces.
Sedas de quadrinhos, grosdenaples de
todas as cores e raoreantique.
dos.
Vestidos de cambraia brancos borda-
Vestidos de phantasia differentes qua-
lidades.
nhoVe8l'dOS d6 Sed* de Cte3 de bao>,li-
Saias balo de todas as qualidades e
tamanhos para senhoras e meninas.
- :
Camisas de linho para senhora, de
algodao para meninos de todas as idades.
Pentosde tartaruga moderos e dos
mais acreditados fabricantes de 103 a 30.
Cassas. organdys, diamantina, chitas
claras e escuras, francezas e inglezas
BAILE E P\RTIDAST---------------
Ricos vestidos de fil de seda brancos
bordados de sela e guarnecidos de froco
Saidas de baile ou bournus bedouine.
Neste estabelecimento se encontra um
completo sortimento de fazendas de moda
e de roupa fela para homem : na rua da
Cadeia loja n. 23. dao-se as amostras.
r^*
ViDhos engarrafados^
Termo-
Collares.
Lavradio.
Madeira.
Carcavellos.
Arintho.
Bucellas.
Malvasia, em caixss de uma duzia de garrafas
na rua do Vigario n. 19. primeiro anlar.
Ricos manteletes de seda
pretos.
Farinha e milho.
Farinha e milho o mais novo do mercado :
vende-se na rua do Amorim n. 56, armazem de
Manoel Jos de Faria.
Na rua do Queimsdo n. 18 A esquina da rua
do Rosario, tem para veoder ricos manteletes de
seda pretos com enfeites de vidrilho e duas or-
dftrsddiloead253Pceadabuml,Sm0 ^ de 2'
Potassa.
Vende-se a 2i0 rs. a libra, a
uperiore alva potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef- S
feito igual ou superior a de
Hamburgo, geralmente conheci- fk
da como da Russia : no deposito, l
ruada Cadeia n. 47, escriptorio
S de Leal Res. 2
m^mmsssm dississie tmtmmu
Ricos cortes de se-
da preta com ba-
bados.
Na rua do Queimado n. 18 A esquina da rua do
losano, lera para vender ricos cortes de seda
Pu cm babados, pelo baralissimo preco de
50J> cada uro. r *
DE
Fazendas de todas as qualidades.'
DE
Joaquim F. dos Santos.
40RUA DOQUEIJM4D0--40
DOS
AS SELLEMOS
Pernambuco.
,'S os senhores socios para a ses-
sao da assembla geral no dia 22 as 6 li2 horas
da tarde, para alconlinuacSo da discusso dos es-
tatutos.
Secretaria da kociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Selleirbs em Pernambuco 21 de marco
rio 1 H A 4 *
Antonio de Abreu Guimaraes.
1. secretario.
tartaruga a impe-
triz a 8^000..
al com vidrilho a i#200, enfeites
preta de velludo estreita; na loia
do vapor na rua Nova n. 7.
Vendem-se queijos do reino muito frescaeV'
chegados no ditimo vapor 2, ditos de prato a
720, l}1}"' "MWgt iugleza a 680. dita france-
za 800 rs., loucinho de Lisboa a 320 : na ta-
berna da rua dos Martyrios n. 36.
RODOirno oii o lomo assas-
Vendo-t esto importante romance a 2 cada
exemplar : na loja de tivros da Praca de Pedro II
ARTI!
El
Convido a lodt
de 1861.
Auspici
Pentes
r,
Lavas de to
de vidrilho, flt
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Grosdenaple preto o covado a 38,
2*500, 25 e 1J600
Seda lavrada preta e branca o co-
2*000
4*0M
branca o co-
vado 39,29500 e
Setim preto superior o covado a
Cortes de vestidos de gorgurao de
seda preto de 2 saias a 80$ e
Mantas de blonde protas e brancas
para senhora a 129 e
Lencos de gorgurao de seda preto a
Ditos de seda roxos para senhora
a 2S e
Tafel preto e rdxo alfie
Mantas de fil de linho pretas a
Sedas de cores o covado a 11500
. 1#, 900 e w^'
Diversas fazendas de la e seda.
Can3.b.Saiie 8eda covado a 500,
V!?*?'800'1*8
velludo preto muito superior o co-
. vado a
Panno e casemlra preta e de cores
de todas as qualidades
Casemira preta de cores d2 largu-
ras covado
Organdys muito Qno edenovos de-
senos vara
Veos de cores para cabeca de se-
nhora a
Tiras e entremeos
Sargelim de cores pratiado covado
Merino setim preto e de cores pro-
prio at para vestuarios de me-
709OOO
8S000
2|O0O
1S60O
500
163OOO
800
I
1*200
1
51000
I
9
2SO00
15000
39000

320
ninas o covado
Enfeites para cabega de senhora
Saias balo de madapolo, de mua-
selina e de 30 arcos a 3500,
4S. 49500, 59 e
Setim preto azul e encarnado pro-
prio para forros 4 palmos de
largura o covado
Lava preta de seda de todas as
qualidades paro senhora?, ho-
mens e meninos
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
Chales de mero bardados, lisos! e
estampados de todas as quali-
dades
Ditos de touqoim branco
nos
Cortes de vestido de gaze do seda
e phantasia
Peitosde cambraia de linho para
camisa lisos e bordados
Ditos de madapolo brancos e de
cores
Chitas francesas a 260, 280, 300 e
Lassas francezas preta e cor de
rosa a 600 e
Leos bordados e Hsos de eam-
brala de linho e do algodao
19000
9
muito fi-
6*000
1*600
t
9
9
9
S
9_


DIMLO ** rRNAMCCO. i- SWtf A FMRA 58 DE ARflO ftt 1M1.

(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARBDLHA M R. TOWMSIN)
MELHORADO E FABRICADO SOR ADIREGQAO' DO DR JAMES R. CflILTON,
chbnleo e medico clebre de New York
GRANDE SUPERIQRIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada uro sabe que a sauda ou a infermidade
depende directamente do estada deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um hornera d'es-
talura mediana est avallada pelas as priraeiras
autoridades ero vinte e oito arralis. Era cada
pulsacao duas ongas saliera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no ero menos de qdatro minutos. Urna dis-
posic,ao extensiva tem sido formada e destinada
cora adrairavel sabedoria a deslribnir e fazer
circular esta corbentb de vida por tolas as
parles da organisac,ao. Deste modo corre sern-
pre pelo corpo era torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se erapregna
do materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora TELOCiDADE ELCTRICA a corrupcao as
mal* remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
at cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circuiajao evidentemente se fae um engbnho
poderoso de doenja. Nao obstante pode tam-
bera obrar cora igual poder na criado de saude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmente expellir da consti-
tuido.
O grande manancial de doenca eniao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhura medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O sancue O sangue o ponto no qual
sa ha mysler fixar a atiendo.
O ORIGINAL E O GINTDINO
AO PUBLICO.
Nos, os Asignantes, Droguista na cidade de
New- York, ha vemos vendido durante muitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual i primeiramente sob este nomo (oi
apresentado ao publico.
BOYD 4 PAUL, 40 CortUnd Street.
WALTER B. TOWNSEND d Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HA.V1LA.ND &. Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WMUNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVIDT. LOMAN, 69 Water StreeU
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD.CLAY &Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
. Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 146&
106JobnSt.
LKWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK Co, 110 Broadway,
lOAstor.
House, and 273 Broadway, cor.oCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, fc CO107Watr
Streat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL & BROTHER, 230 PearlStreet.
---------
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK d Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVORE E SU AS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhectmos um Medicamento nos seu* Effeitot
O extracto composto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO'!
Adata-se tao maravilhosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E: DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgO,
purifica;
ONDE E' PODRIDO,
ALIMPA.
FOlttlMHAS bt lltl.
Escrava ou forra.
160 rs.
O Sr. Vicente Ferreira Gomes lem urna carta
rinda do ultimo vapor do Rio de Janeiro para
lhe ser entregue ; na ra da Cruz o. 24, escrip-
torio.
Na ruada Cadeia do Recite, n. 19, primeiro an-
dar, precisa-so je uroa ama ferra ou captiva, que
ebzinhe, eDgomme e faga ts compras de urna casa
AcHam-se a venda na livrana da praca da Independen- aa p.u.* f'. pagare bem.
: w-. o ck i i i_ *_ Aluga-se um* escrava quo coxinha o diario
ca ns. o e 8, as bem conhecraas iolhmnas mpressas nesta .* umacasa, engomma e faz o seuico neccsa-
typographia
Flkinh de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
< bispadode Pernambuco.. r, r V Ti fin
LtltCl 0,6 lgibeira contendo, alm do kalendario ecclesiaslieo e civil,
explicarlo das festas mudarais, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos tm pos tos genes, provinciaes e municipaes, ao
quo sa juntou urna collecc,ao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade.
contando alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso i do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commeitio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feir da Paixo, (era portuguez). prec.o.....
vitado almafiak ivil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prec,o de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, au^mentou-se
de formato, e fizeram-se umitas alterares, senijo a correc-
Dita dita
320 rs.
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. Jos
Luiz de Oliveira Azevedo e Francisco L.
O. Azevedo, convidara a seus amigos para
assistirem a mlssa que tem de fazer cele-
brar pela alma da sua mui extremosa mii
D. Rosa Joaquina dos Aojos e Azevedo, na
sexta-feira 2 do corrente na igreja do Corpo
Santo pelas 7 horas da minh.
320 rs.
19000
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & ELNSLEY, 45 'Cortland
Street.
HAYDOCK, CORL1ES&CLAY, 2I8Pear
Street.
CUMIMG & VAJDUSER, 178 Creenwch
Street.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora ,
na nova fabrica, na esquina das ras Front e $a0 a maisexacta que foi possivel, em materia desta ordem,
Washinglom, Brooklym, sob a iuspeccao directa
do muilo cochecillo chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cujacer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
m DR. TOWNSEND.
O grande purittcador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHerysipela,
AAdstriccaodoybn-
TRE,
As Alpobcas
OsEffeitos do azoc-
OUE,
Dispepsia,
AS D0ENCAS,rrEFIGA-
DO,
AHydropesia.
a i.mpingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
a df.bilidade ceral
AsDoencasdepellb
as borblhasna ca-
BA
AS TOSSES,
(que todos os dias soffre mudan cas) acrescentando-se a nu-
meraoao dos estabelecimentos commerciaes, e iudustriaes;
acora patinado de ndice para facilitar o uso, procurando o
quesedeseja pela occupao do individuo de quem sequer
saber a residencia.
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
O Ex trato acha-se comido era garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e rrKdlhor em
todo o respeilo a algum outro puriGcador do
sangue, conserva-se em todos os limas por cor-
to espaco de lempo.
Townsend tem assignatura o a certidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
o escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 2L, escriptorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
C0SSUT0RI0 ESPECIAL IIOMEOPVTHKO
. DO DOLTOR
L SABIMO 0.4L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os ds uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiotes molestias :
1." molestias das mufteres, molestias das crian-
zas, molestias da petle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphililicas, todas as especies de febfes,
febres intermitientes esitas consequtncias,
PHARSACIA ESPECIAL HOWEOPaTHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todos as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente rendidos em sua pharmacia'; todos
que o forem fra delta sao falsas.
Todas as carteiras sao acompaDhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. SabiooO. L.
Pioho, medico brasileiro. "Bsle emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que oo levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham Da tampa o no-
me do Dr. SabiDO sao falsos.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba ragoB*
mar, coser, e fazer todo o serviro de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-sede um escravo para oser-
vqo de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador o. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da msohaa s 4 da tarde.
Avino
deS.
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE.ROE OPERADOR.
3 IU V O A.I.Ortl *.r AS A IH> 1 l*I> ios
CVimca por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepoisde 4
joras. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engenhos
a outrae propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noile, sendo por escripioem que se declara
o nomo da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Hoe casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doBecife po-
derlo remettar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nesga loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melboree medica-
mentos homeopathicos j bora conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....109000
Dita de 24 ditos........;........UOOO
Dita de 36 ditos.................. 209000
Dita.de 48 ditos.................255000
Dita de 60 ditos..............-. 809000
Tubos avulsos cada um............. 1 f000
Frascos de tinturas. ; i.........., 2|000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguet, com o diccionario do termos
de medicina, cirurgia etc.. ete........20*000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Melle Moraes....... 6#00
Nova cartilha.
Acaba de sabir dos preles desta typographia
urna nova ediciro da carlfaa ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quaoto abrange ludo quanto
conlinha a anliga caililha do vbbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acresceotando-se muilas
oracoes que aquellas nao tinham ; modo de a-
coropanhar um moribundo dos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das (estas mudaveis,
e eclypses dsde o corrente aono at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos anoos. A bondade do papel e excelleocia da
impresso, dao a esta edi-o da cartilha urna
preferencia asss importacte: vende-se nica-
mente na Itvrstta ns. 6 e~8 da pra^a 4a Indepen-
dencia.
JOIAS.
Oflicina de marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Aonessione recentemente
chegada a este porto, receberam-se pedras de
uarmore de Genova, proprias para aparadores,
baoheiros, mesas, consolos, etc. Recebem-se
eacommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravara-se epitaphios e toda
a sorte de inscripcoes para os mesmos monu-
meotoc. Precos mdicos-
- Na Iravessa da ra
das Cmzes n. 2, primeiro andar, continua-se a
Ungir com toda a perfeiro para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado n. 31
sito na ra ou pateo do Livramento, tem dous
andares com excelleotes accornmodac6ee, e que
se achara em bom estado de aceto, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso terraco com
cubera, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bera sotao cora eozioha espacosa e 2 quartos :
trala-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
Manoel Ignacio de Oliveira & Pilho saccam
cobre Lisboa e Parlo ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
MMWB
Quer-se alugar urna preta escrava que saiba co-
zinhar, engommar e lavar : na ra d Cruz do
iiscife n. 27, armazem.
Pelo presente sao convidados os senhores
devedorea i exlincta firma de Machado & Souza a
virem pagar os seus dbitos no prazo de 30 dias,
na loja de ferragens que fot da dita firma, na ra
do Queimado n. 49.
Troea-ae um preto de 40 anoos de idade.
sendo bom cozioheiro, por am preto tambera de
idade ; quem quizer fazer este negocio, anoun-
eie para ser procurado.
Precisa-se de om homem portuguez para
(eitor de um engenho distante desta pjaca 7 le-
goaa: a tratar na roa do Galdeireiro n. 42.
Aluga-se um bom moleque de 18 anoos pa-
ra todo o servico : na ra da Imperatriz, loja
numero 6.
Precisa-se de orna ama para o servico in-
terno de casa de famttia ; na rus do Collegio,
hojtjdo Imperador a, 63, terceiro andar.
Pianos.
Mudanza de domicilio.
Joio Laumonoier transferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23. aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhotes autores da Europa. Eocar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
**aiaifflg>3i2 aaa^a* nsm, san' >a m
i| M. J. Leite, roga a seus dev-e- ft
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da i
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pata esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Joaquina Monteiro de Oliveira Gaimares cora
loja de ourives na ra do-Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se echa sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e queresdo acabar
com o negocie, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garaotiodo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro per mais do aue em outra parte. -.
CASA
Passaportes.
Tiram-se passaportes para fra do imperio, e
despacham-se escravos, para cujo fim procure-se
o_ aun uncan te na ra do Queimado o. 29, arma-
zem de fazendasdo Sr. coronel Gouveia, na ra
da Cadeia do Recife u. 30 armazem de fazendas
dos Srs. Monteiro Lopes & Companhia, e na mes-
ma ra, escriptorio n. 3 dos Srs. Gouveia &
Filho.
Mudanza de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que liaba
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimenio
de fazendas de todas as qualidadea para vender
em grosso e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 1S, e ra
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Ama de leite.
Precisa-se de orna ama de leite, e paga-se
bem : na ra da Cadeia do Recife n. 26.
Precisa-se de dous lrabalhsdor2 de charu-
tos : na rus do Caminho Noto n. 64.
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
to que foi do fallecido Ni
colo.
Pa-ra a dita casa foi transferido o antigo esorip-
torio de commisso de escravos, que se achava
establecido Da ra larga do Rosario n. 20.; e
ahida meima maneira se cootioa a receber.es-
cravos para serem vendidos por"commisso, e
por conta de seus senhores ; uao.se poupando es-
orgos para que os mesmos sejam vendidos cora
promptido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empales com a venda delles. Meste mesmo
esUbeleciraento ha sempre para vender escravos
de ambos oa sexos, bellos e mocos.
Na ra da Cadeia do Recife, loja d. 41, exis-
te-m as segontes cartas para os seohores :
Flix de Araujo Albuquerque.
Francisco Jos Tavares.
Joaquim Machado Vieira de Aragao.
Manoel Joaquim Alvares de Oliveira.
Manoel Jos de Oliveira Lima.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Padre
Floriano ?. 59 : os preteodeDtes diriam-se a ra
de Hortas, loja n. 26.
Roga-ae ao Illm. Sr. Dr. Joo Alvea Mer-
gulho, do ter a bondade de chegar ra do
Crespo loja n. 10, para seu interesse.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
ton. 5.

Pedido.
ftoga-ie ao Sr.....o obsequio de devolver um
baiiquinho de piano, que pedio emprestado na
loja da ra Nova n. 43.
Traspaesa-se urna nova padaria com todos
os seus pertences, proropta de um tudo atraba-
lhar era muito bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da venda por seu dono ter de retirarse
Sara fora da cidade: quem pretender dirija-se
ra do Queimado loja n. 30.
W. G. Fenoelles vai a Macei.
4 quera convier.
Um embregado publico bem cinhecido, e que
orTerece as necessarias garantas, recebe em sua
Sisa 10 a 12 estudantes de preparatorios sob sua
ireceo, nao tendo seus paes ou corresponden-
tes o menor cuidado com elles para que entrera
na academia. Urna casa commoda, bom trata-
mento, a maior solicitude pela sua applicaco
para que tenham bom resultado dos seus exa-
mes e finalmente urna grslifkaco a mais mdi-
ca e razoavel, taes sao as vantagens que encon-
Iraro. Podem-se informar dos Illms. Srs. Fi-
ueiroa, Dra. Sabioo, Gabriel. Soares Rapozo da
amara, Luiz Filippe de Souza L5o, Agostinho
Eduardo Pina, major Jos Joaquim Antunes ou
dirigirle i ra. do RaDgel n. 73, onde se tratar.
Dentista de Paris,
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgio dentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
Sdentes arlificiaes, ludo com a superiori-
, dade e perfeicao que as pessoas entend- S
perfeicjk) que
das lhe reconbecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
m
Feitor.
Precisa-se de um feitor para lomar conta de um
tsilie no lugar da Torre, d-se morada ainda que
teoha alguma familia, porm quer-se pessoa
muito capaz : a quem convier, dirija-sa a ra
Nova, loja n. 17, que se dir quem precisa.
0 bacharel \\ mil VIO pode ser
procurado na ma Xova.n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volU
para a Camboa do Carino.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston &C., ra da Senzalla Nova n. 52.
aos fcerceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vend-se estamenha para hbitos a "23200 o co-
vado, ese aproreptam os mesmos habites a von-
tade dos irmos a 459 cada um, obra muito bem
bita.
SYNOPSE
DE
3

3-Rna estreita do Rosario-3
f Francisco Pialo Uzoro continua a col-
^ locar denles arlificiaes tanto por meio de
aj molas como pela presso do ar, oo re-
g cebe paga alguma sem que as obras oo
j fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparares as mais acreditadas
gg para oonservaco da bocea.
Attenco.
Perdeu-se na lerc.a-feira 19 do correle mez,
urna chave de fechadura ioRleza (patente) estan-
do amarrada na dita chave um pedaco de fita :
roga-ae a pessoa que achou, queira entrega-la do
escriptorio da estrada de ferro, ra do Crespo d.
4, quo receber urna gratificarlo.
Quem precisar de Lobo notas a Mello,
Rossidireito penal, Kluberdireito das gentes,
e Mackeldeydireito romano, dirija-se a loja n.
13 da praca da Boa-Vista.
Appareceu no engenho Velho da freguezia
de Santo Amaro de Jaboato o escravo Germano,
que diz ser captivo do Sr. Manoel de Mesquita.do
engenho Gameleira, emSerinbem, procurndo-
me para o comprar : se pois o dito senhor o qui-
zer vender ou permuta-lo por outro escravo, dig
oe-se de providenciar, dando suaa ordena a res-
peito de qualquer dos negocios cima ditos, cer-
to deque .em nada me responoabillso a respeilo
de fuga ou outro qualquer extravio, ou falleci-
mento do predit escravo ; st por neohom dos
negocios ditos oo convier ao senhor do dito es-
cravo, quanto antes haia de o mandar conduzir,
retirando a minha responsabilidad* do que diz
respeilo ao dito escravo.
Jos Francisco Pereira da Silva.
Na ra to Caminho Novo ha tres salas para
alugar.
Aluga-se um moleque de 15 anuos,, esperto
e bem comportado ; quem pretender, dirijs-se a
na nova do Pires n. 18, dofronte do hospital mi-
litar, das 6 s 8 horas da manhaa, ou do meio
dia em diante.
Precisa-se de urna, ama de leite sem fllho:
na ra de Hortas n. segundo andar, ou no
pateo do Terso n. 28.
EMQIENCIA E POTICA ^A(:^0^AL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sabio do pre'o a Ddispensavel synopse para ca
exames de rheihorica, a qual se toma rece m-
mendavel aos estudantes nao someDte pela cla-
reza eonciso do phraseado, mas tambem per
ma leboa synthetica qoe tem junta, a qual, de-
poie de terse eitudado o compendio, de impro-
viso traz -memoria tudo quanto ha deesseocial.
A' venda na lypographia commercial, ra estreita
do Rosario o. 12, e na livraria classica, praca de
Pedro 11 d. 2, a 2j> cada exemplar.
Agcacia de passaporte e folha
corrida .
Claudico do Reg Lima tira passaporte para
dentro e fora do imperio por cemmodo prego e
presteza: oa ra da Praia, primeiro aodar, nu-
mero 47.
. Sr. Victorino Teixeira Leite oo se pode re-
tirar da capital da provincia de Pernambuco sem
que pague a Jos Dias da Silva o quo lhe deve,
tendo-sej feito a conciliago para se lhe propdr
a accao em juizo ; rogando se ao Mm. Sr. che-
fe de polica para privar-lhe a saluda.
lOTltli
Acham-se a venda os novos bilhetes e
meiosda quinta parte da quinta e pri-
meira da sexta lotera a beneficio do
hospital Pedro II, na thesouraria das lo-
teras ra do Queimado n. 12, primeiro
andar, e as lojas commissonadas na
praca da independencia n. 22 do Sr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeia loja n. 15 dos Srs. Porto Irmao.
Aextraccao tera' lugar impreterivel-
menie no dia 4 de abril prximo, as
sortes serao pagas com promptido a
entrega das listas no dia immediato ao
da extraceao.Othesoureiro, Antonio
Jos Rodrigues de Souza.
Na ra de Pilar n. 82, sobrado,
ba para vender urna mobilia de jaca-
randa', e alguns outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
Manoel Ferreira da Silva Tarro-
zo, na ra do Apollo n. 28, saca sobre
a cidade do Porto.
Gomo a pessoa que tem as noven-
ta acedes da Companhia do Beberibe e
quer vende-las, respondendo ao annun-
cio daloja da ra aa Cadeia do Recife
n. 41publicado no Diario de Per-
nambuco, esqueceu-se de mencionar
entre as vantagens futuras dessa Com-
panhia que a presen tou, a que- podem
vir a ter zeus accionistas se os rendimen-
tos procedentes da venda da agu?, em
vez de continuar a ficarimproducti-
vamenteem poder do caixa da dita
Companhia como at hoje tem succedi-
o, pagando-lhe 2 por cento para que
tenha por isto um fiel, seja indemnisado
de quebrase faca despezas a seu cargo,
forem recolhidos ao Novo Banco ou a
sociedade naneara em commandita
que paga rao juros,a apresenta.
Um dos accionistas.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragozo. Santos & C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
SOCIEDADE DAMARIA El COM-
MANDITA.
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas
coalas correles sero reguladas da maneira se-
guirte :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100$ para
cima, e pagar-se-faa vista ste 5:000, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, conlando-
se juros de dous por cento. meos do que a taxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descoo-
ta letras, seodo estes juros contados e capitali-
sadosde 6em 6 mezes.
Tambem sero abertas contas correles sob
condices de ser pagas vista qualquer quan-
liaiodepeDdeote de aviso, conlando-se somente
juros de 3 0(0 ao aono na forma cima declarada
Recife 1." de marco de 1861.
portuguez.
Jos Maiia Salgado, subdito
retira-se para fra da provincia.
Precisa-se alugar um muleque do 12 1 i
anuos ; paga-se bem, na ra da Aurora, passan-
do a Ia ponte da fundijao, Ia casa;
Pesca-se.
Na terca, quarta, quiota osexta-feira da s#ma-
na santa do viveiro Jo Muniz, no aterro dos
Allegados.
Compras.
Compram-se escravos.
Compram-se. vendem-se. etrocam-seescravos
imnV"-0* S-Soex0S. e de loda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
i79n?~M escr"s do sexo masculino de
Sri, D. S7o-jaCabr8S U negf0S Da rUa daImPe-
m^";,n0I5pram"se Dotas de e 5 velh, rom
rfumeroi : PrC" d> ^"^"encS
Compra-se um pardo moco, sadio e inteli-
gente, cuja tdade nao exreda de 16 annosi a
tratar no Mondego. casa n. 103. '
rTirmpra"Se um pret0 mS a robuslo Para o
nrerOondei0a3mPO:a,ral8rnOMODd^'c"a
ih !lP[a"Se Jm* preta ma e robusta, que
iba cozmhar o diario de urna casa. e que faca
a tratar no Moadego, casa n. 103.
Ama
sai
as compras
Compra-se
prego consmodo :
ser procurado.
urna csrroga para cavallo, de
quem a tiver aonuncie para
Compram-se moedas
va n. 22.
de ouro ; na ra No-
Vendas.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
braocas, pretas e de cores, tamo para bomera
como para seohora : oa ra do Queimado n. 22"
lcja da boa f.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia na loja de livros ao p do arco de
Santo Antonio.
Perdeu-se na noite de domingo 17 de mar-
co do corrente, na ponte da Boa-Vista, um relo-
gio de prata dourada patente suisso com un.a
correte chata de ouro, eportanto roga-sea pes-
soa que achou querendo reslilui-lo pode entre-
gar ao Sr. Germano relojoeiro Da ra Nova, e do
qual receber 609 de gratificado. .
Precisa se de urna ama que saiba
engommar e coiinbar para casa de um
inglez na villa do Cabo : a tratar na
ra de Santa Rita sobrado n. 40, no
primeiro andar ou na mesma villa com
Sebastiae- Antonio do Reg.
Fraojas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontr um bello e
vanado sortimenio do franjas de seda de differen-
les larguras e cores, inclusive a preta, lauto com
jidnihos como sem elles, e das larguras de ura
dedo al meio palmo, aos precos de 500 rs. a
2JMJ0 a vara ; avista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro: na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia braDca.
Enfeites de vidrilho a 2$.
A loii d'aguia branca est vendendo mui boni-
los enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
z em dita loja, ra do Queimado n. 16.
/. r* Claudio Dubeux, propietario das lionas de
mnibus faz sciente a todos os senhores que
comprara bilhetes para entrada doa mesmos m-
nibus, aue os referidos bilhetes dio entrada
e o admissiveis nos dias uteis, como est es-
cnpto msrgem dos mesmos, sendo os respecti-
vas passageos pagas a dinheiro eos domingos e
das santos. E', portsnlo, pan evitar qualquer
equivoco que se fas este ajtoo e para que nin-
guem ignore que nos domingos nio se rocebera
bilhetes e so iim as lindas sedulas oras ou
mesmo patacOes velbos.
-,r" .AluBa_8e o,8egaodo andar do sobrado n.
i sito na ra Imperial junto a fabrica do aa-
bao, com bastantes commodos para urna familia
grande : quem o pretender, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6.
de pechincha
NA
Encyclopedica |
LOJA DE j
{Guimares Villar.]
Ra do Crespo n. 17.
A320rs. ocovado.
la bordados
Riquiasimos bareges de
seda.
A 30^000.
Sobrecasacas de superior panno
preto do fabricante Colar.
fino
A 240 e 280 rs. o covado.
Riquisaimos organdys de cores.
- Princezas pelas a 280 rs. o covade. alpaca
preta a 480rs. o corado, melas para homem a
1W rs. o par: na ra do Queimado n. 47.



()
As nielhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singei>
A C, Whecler A Wilson e
Geo.B. Sloat *C.
MBOO, gtfk FHRaV 9f MAR^O iMf.
HJ-
QUe
lelho-
Estas
chinas
sao ai me
res e mais
1 moslram-se a
qualquer hora
e eusioa-se a
Irabalbar iM
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se .a
sua boa quali-
dade e dura-
cSo: no depo-
sito de ma-
chinas de
Riymundo Carlos Leite & Irmo, ra da Impe-
ratriz n. 12, adttgameate aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
?u< mal se conhece, os quaes se tem vendido por
;, oque se vendem por 808.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
dj muilo boa e encorpada por 55j) e 60g.
Manas pretas de linho bordadas a 8>.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a 12jj.
Ditas de seda de cores muilo lindas a 20.
Grosdenaple preto superior de 23200 e 29, e
muilo largo a 2$300.
Sarja preta hespanhola boa a 2$.
Velludo preto liso multo bom a 4j, 5tf e 6.
Cortes de casemira prela bordada para collete
a 55090.
Ditos de velludo preto bordado para collele
a 100000.
Calcas de casomira prela fina a 10 e 120.
Casacas esobrecasaeas pretas bem feitas a 800.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
corado 40.
Colletes da casomira prelos bordados a 80.
Paletots de panno preto a 120 e 180.
Ditos de alpaca preta a 30, 4, 5 e 6S, e muito
fino a 80000.
Saias balo a 40.
Chales de merino bordados, grandes a 5, 66
e "jrOOO.
Ditos de seda pretos grandes a 14JJ.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 600.
Ditos oe phaotasia era carian a 150.
Calcas de casemira de cor a 69, 8, 9 e 100.
Siccos de lapete de diversos tamanhos para
viagem a 50.
Malas de sola para viagem de 125 a 18$.
Chapeos pretos francezes linos a 8[
Dilos de castor branco sem pello muito bons a
123000. E outras muitas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadcia do Recite n. 50, de Cunha e
Silra.
Yendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mu barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-serv ior ; um col.vao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravaras (Apollo e
as musas. Moliere em cata ele Ninon de
k"Uncios), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono dn retirar separa o campo,
por isso desaz-se destes objectos, man-
dados vil expresamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com perferao
3 apurado gosto.
Baratissimos palileiros da
porcelana don rada.
A. loja da agnia branca esl vendendo palilei-
ros de porcelana dourada de muilo bonitas figu-
res e moldes pelos baralissimos preros de 10,
I92OO e 1S500 cada um, por to diminutas quan-
Uas nnguem deixar de comprar urna obra de
que precisa lodosos dias e se pela barateza al-
guemduvioat da bondade e perfeico delles
dirigir-se ra do Queimado n. 16 loja d'aguia
branca, que so convencer da verdade e iufalli-
velmenle comprar.
Calcas de casemira.
q* ,\*' dilv* ddila de >r mD wperior 1
22 i acaban*o: na roa do Queimado n.
loja da boa f.
A 1J00O.
Orawtaa-ptB.adoietiarf
do d, t, loja da boa .
na ruado Quema-
DO DOUTOB.
gRdway S C., de New-York
I Pilulas reguladoras, i
f.eVieineio?rt "inibem eonhe-
l0em!c-dm,"7e?CUra "*"
9 chronicas
as 'instruc- 9
...
CAPORAL
k. -_
H**sUo das Mwataeturas imperiaes &erai*t&.
^lSrlRennm0 "*?*"***. "lamente na ru
**'t^* "V6?*? Pr m*s de 2 b)gram9s a 19O00 e em porcloda
o verd.Sp.pei de ^ha^g^ "* "** ***> chs-se tambem
lido em (oda asorle defebres. molesia.
etr ti. es,tus de seDhoras. da pe-
ie etc., etc., conforme se v
I tug'ue^6 "eh*m lraduzMa" >* P<>r-
alsa parrilha legitima e|
I original do antigo
SDR. JACOB TOUNSENDl
I 0 melhop purificada do saagae
mm
CENTRO COMERCIAL
1S RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEMDE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
cara radicalmente
Erisipela. Phtisicas.
Rheumati.mo. Cat.rrho.
A?nfaS* Doengasdeflgado.
Alporcas. EffeitosdoMouguo.
Impingeos. Molestias de pelle
B.mnern0.,rm'?em de fenda. de
lRmypra?rnCa?2OSLeUe&Irn'50. d

Atten^o.
N. 40~Rna do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres (ruarlas de
fannha de mandioca a 2500. i<">ns ae
Jos Leopoldo Bourgard
30$ o milhairo, fazenda superior e que se vendi. a 45.
&&&& mtoW d,'.ho. de seda, arroz, pardo e
i era mtlheiros muito barato.
elogios
Suissos.
M ?.S5i i Schafle,lL"' & C.ruada Cruz n.
d?,rIf.i:Vmi ^"de e Tariad0 ortimento
derelogios de algibeira horisontaes, patentes
chronometros meioschronometrosde ourolpra-
cio,^86 f-'ead0f a ouro- send estes re o-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que Se
jonderao nor precos razoaveis *
f Em casa de Mills LalhTnT & c na Tal
i da Cadela do Recife n. 52.. vende-s I
Ninho do Porto.
Dr?Jm?i 'T"atad0 da mui' supe- I
nor qualidade. v ^
& Oleo de liuhaQa.
Alvaiade.
Socante.
Azarcao.
m Encarnado venerianoem p
a @@ tttiin|iail
fioianna.
Vendeai-se as seguintes propriedade
novas, bem construidas de tijolo e cal,
proprias para todo e qualquer estabe-
!e-imento porser^m todas as ras priu-
cipaes dacidade deGoianna, a saber :
Urna casa na esquina da ra Diieita
e becco do Pavao. conlendo 4 porrtas
de cada lado.
Urna dita na esquina da ra Direita
e ra do Padre Reinaldo, com 9 portas
de um lado e 4 para a ra Direita.
Urna dita confronte na outra esquina
da ra Direita e ra do Padre Reinal-
do, com 2 portas n'um lado e 6 n'ou-
tra, com 2 quarlos na ra Direita e ca-
da quarto contm 2 portas.
Duas ditas na ra Direita que servem
dearmazem de assucar, sendo urna
cora 3 portas e outra com 2.
Duas ditas na ra do Padre Reinaldo
annexas com 2 portas cada urna.
para cigarros a
Charutos suspiros h,
nelro por conta da grande faKdo8^nVm?nS'i*d.e 8uL8rTM *""* do Rio de Ja-
porclo e a retalho. !lmdisto ^ mnfo^.H803 ^We^M,,eba,*0 4 c- endende-M em
suissos e hamburgo. m 8empre grande sorlimento de charutos manilha, havana.
Charutos suissos a
Cigarros de papel
H^^e8paDh0ea SeDd. de aPior"ubaco do"Ri"o*; vwde'-w
Bocaes para charutos
a 320 ti. com a8arras de meal I* cada um, dilos
Papel para cigarros
cam os cigarros & papel de XTaed." fUm8at83 C8"r3 "W**"" 1u ^-
J abaco caporal f
lidade. ^ frMcez' verdade"o em magos de diversos lmannos, garante-se a qua-
Tabaco turco ...
Tabaco fleur de harebeke "P" V """" Whimb3-
u chimbos, fazendo-se batimento emp?rC?oaSOed7erSOStanianhoS' P"a ci8arr0s e "
1 abaco americano i
CiarrohsXaZn\Vh3^"
Machinas e papel depape' b"DC0 e P"da m mUheir0-
Ran I p"a clgarros de maQilha-
VaLsrdeaiourfliC" T "'^de"" bra" di's d9 "^libra fazeDda 8uperior-
ni *""va e barro para tabaco e rap.
r-nosphoros e iscas a a-
Cachimbos esl SCdS d dl^alldad" Pa charutos.
Taba^o^R^S^
Vendem-se todas f Plcad P"a cacbimbos e cigarros a800 rs-a ,ihra-
Garante Se maisb5^ d q do nao agrad'em ao0co0mJper?do;.en<,dOS iorani^ a "ceber (incluindo os charutos) qe.n-
^dPe. aiD"Se eacommd. encaiiotam-se e remeitem-se .os seus destinos com bre-
tt do^que fica eiposto tom um variado sorlimento de objeclos proprios para os senhores (*.
Grosdenaples baratis-
simos.
Vendem-ee gjosdenanlea preto apelo baratissi-
Rwk do Crespo n. a, loja
d 4 portas.
Pechincha que admira.
Superiores filas de velludo
e de seda.
.Mh.i0ja d'agULa dS our<),^doCabUg q.1 b,
acabara de receber de surf propria eocommendi
pelo vapor francez. fita? de velrudo de todas as
Uf5 ^*8 5 de cor"' Mnd0 llsas. "h^1" e
T& de ,1DdM Padroe. qe se vende por
malote dU,Jra COn<8' SS,D como filas d cha-
S^? O3.core8 Prwi Para cintos.
de Xcal c!m ^rit8 propri08 para lu,. luT
!!, h?, cam T'dnlbo muito novas a 18200 o
ensd'.8.8em T1k rlh a 800 "- dilas d Ved"
:ata,vls&^wru,,otsi!i'to'6"
Vendeieemcafadel. Mendibou-
re & C. ra do Trapiche, seis quartolas
com excellente vinho de Bordeaux che-
gado a poucos das pelo vapor francez
Navarre.
.nT-Vende"se um cavallo ruco, grande, e bom
andador: na roa larga do Romtof p.dVrla n. 16.
Amendoas confeitadas.
. iaili0 fratco-!,oce "O" de goiaba a 1,
s IfvOOj vinho do Porlo engarraado
ma-
mar
jueijos
manieiga inaleza a 960 e a* .".Talha'riBe ma-
ca rrao a 40(frs aletria a 560 ; no largo do Pa-
rauo, taberna da estrella n. 14.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de eor-
r' Vnnd0,nmeicUd08 e de mui bonitos pa-
droea a lJoOO. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e multa duracao tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui boBitos a 2fl500. 3 e
7c ? Pelhor possivel na ra do Queimado o.
16, loja d'aguia branca;
Pechincha.
rl!?d.em;sebaloe**80,rcos. Pel0 diminato
pre-o de i}: na ra da Cadeia n! 24.v, aajjgajj
Prelo e milho
Fil preto.
Vende-se fil de lioho preto liso pelo baralu-
aimo preco de 800 rs. a vara : na rw do OaaU
mado d. 22, loja da boa f. Wl
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimoe chapeos de culor bm. os
Ditos de dito rapados a 1$/ "^ 12*
Ditos pretos com pello a 10y.
Ditos ditoa rapados a 9&.
Ditos de massa finos a 7.
Ditos de dita a 6$.
ss fi js. a ^sr -^ *
Roa do Crespo,
toja. o. 29, de Joaquim Ferreira de 8< m.4.
porpreyosbaratisaimoa, par* acabar 155 ""i6
cambraa lisa fina ,3, organdy Liffl" i
modernas a 500 rs. ? homtas corea a 240 rs chite* l*f 1 JTl*lde
cortes de ca88 de c"e.Y8 K2?S'
do. a 1500 a peca, babads boSolVxStl
rtta, sed.nhas de quadros linas a 800 Sfa*
Sbfd'ASi v. .* %dll''jfv '",-
cambraia bordarfn. o* .i cansus-de
fino a loVeM llLlh 8eb,ecasacas de panno
16 a 2M diufjh .? 8 d/ piono e cenra de
i". ~ai au de alpaca de 35O0 a ft* rfii- j.
bnm de crese branen, dc S5n^AS*'_d.,tMde
cores para lodos
^.^.^"isr.sraa
SSSS"ifflSS2f-
5*5 atsim
aeu
Saceos muito grandes e de muiio
de ; no largo da Assombla n. 15
Antunes Guimaraes & C.
boa qualida-
armazem de
barato i?*^!;*;^?*1*' molUo De, 1ual se P" 'ender
Vender muito para vender barato
Vender barato para vender muito.
muito mais
SEDULAS
de 1$e M)00.
Mantega ingleza
era brris de vinle e
de Tasso Irmaos.
tantas libras : no armazem
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Sonm & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido pelos seus bous ef-
feitos, contiouam a veniie-lo pelo preco de 1
cada vidro, fazera urna differenca no preco aos
coUegss e a todas as pessoas que lomarom "de 12
vidrospara cima.
Rap princeza gasse da Bahia
Em_casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
;aid. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
abrica. onde se vende em porces ou a retalho.
_ Vendem-se por preco comraodo urna por-
fao dr tone de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de me!, ou para as destilacOes
dos engenhos, assim como para depsitos de
agoa em casas particulares: para ver e tratar
aa loja da ra do Queimado u. 41.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Roupa feita para acabw,
Paletots de panno preto a 22j, fazenda fina,
cairas de casemira pretas o de cores, ditas de
bnm e de ganga, ditas de brira branco. paletots
ce bramante a 4, ditos de fustao de cores a 4
ditos de estamenha a 4S, ditos de brim pardo a
3| ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
coiieies de velludo pretos e de cores, ditoa de
gorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada orna, collarinhos de linho
fiaoluma mo4a. todas estas fazendas se vende
Barato para acabar; a loja esl aberta das 6 ho-
ras da manha al a. 9 da noite.
Urna dita em Portas de Roma esquina
da ra do Rosario, sendo divididas em
3 moradas, todas oceupadas cora esta-
beleciraentos.
Urna dita nova na ra do Rio anda
em respaldo, perto do embarque, cuja
casa esta' confronte ao tbeatro do Hlm.
Sr. tenentecoronel Antonio Francisco,
tendo 70 palmos de frente e 90 de fun-
do, podendo alevantar-se um bom so-
brado, Vendem se estas casas barato a
dinheiro ou a prazo com garantas a
contento : a tratar na cidade de Goian-
na com o seu proprietano abaixo assi>-
nado na ra de Jos Caetano n. 24.
Bartholomeu Gomes de Albuquerque
Continua-se a trocar sedulas de urna s figura
rfl. n" 6 d desconl 1-e exige a theaouraria
desla provnola, e as notas das mais pracas do
mpeno com o bate de 5 nnr .!.,-V.-.".
torio de Azevedo
n. 1.
Estampas linas e iuteres-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des estampas, de Tumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de aojos etc.
a morte do peccador cercado de demo-
na verdade interessanles essas
quem as sabe apreciar, pelo que
Sao
& ---------~- w vavilil-
alendes, ra da Cruze
ni
i8lri'A,al"Im e m8C8"5o a 400 rs a libra :
vende o Brandao. na Lingoeta n. 5.
Aos senhores de engenho
grande redacto.
Braga Silva & C, achando-se era liquidado
e para fecharen) contas, resolveram fazer um
grande redueco nos precos das moendas, o meias
moendas de todas as dimensoes existentes no seu
armazem na ra da Moeda (Forte do Mato).
03 compradores queiram dirigir-se ao es'crip-
lorio n. 44, ra do Trapiche. *
lecife. 11 demarco de 1861.
Na coebeira do Sr. major Qun-
teiro esfao para vender-se dous cabrio
lets de i rodas, muito
bom estado.
nios, etc.
estampas para
se tornam dous quadros dignos de se p,
?ape,,,r,rd,e delle. aqui. Vendem-se
a 5000 cada estampa, na ra do Queimado n.
lo, loja d Aguia-Branca.
Barato que admira.
ro 2 M'a"drendeaDe"en. 4d6 *"'"' & Ferre"'
Fannha de mandioca de superior qualidade a
de 22 cuias muito novo
maneiros e em
3&200.
Sarcos com milho
3400.
Farelo, saceos granles, a 4500.
a SoOO03 raUl D0Fa C de mUt ba (Iualdade
Cera de carnauba, arroba a 9#.
Vidrilhosdetodasas
Vende-se
Relogios.
ra
em casa de Johrjston Paler d C.
do V.gario n. 3 um bello sorlimento de
relogios de ouro, patele iogler, de um dos mais
afamados fabricantes da Liverpool; tambera
urna vanedade de bonitos traacelins
mesMM.
para os
Velas.
Na ra das Cruzes n. 4, vendem-se velas de
eomposicao, afiancaodose a qualidade, e mai.
barato que em ontra qualquer parte, e na mesraa
tambem se vendem charolo, muito bons para
ZOrcia.
Nacocheira de P. Eduardo Bourgeois, ra
Nova n. 59, V6nde-se um lindo cabriolet novo,
ae2 rodas, com o arreio. (Prego 800$). Tambera
**- par de arrales, girernfcao prateaa. e
ITaCf Rr.andes P e*rlr carros," chegads
inana mente.
tr^"iln.Mlk0 X?M'' n. 28 ha pata vender
tre apparelhos de ferros proprio* para eorUr
tX,Dl"d0*}atl PPP'" P" botica oudo-
smmmsmmmm
Attencao.
[E' barato que admira!
Urna 6#000.
Manlas-pretas de fil de seda, blondo
i dentelle : na ra do Crespo n. 8.
cores.
Na loja da ajruia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul e branco aese-
tinado, que se vende por baralissimo preco de
2,000 ra. a libra, s na aguia branca.
Asverdadeiras la-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez urna nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, coja soperioridade j bem conhecida
por quanto. as tem comprado, e ser mais por
aquellos que se dirigirem rus do Queimado
loja d aguia branca n. 16, asseverando que sao as
memores e mais novas no mercado. Tem sorti-
menio do todas as eores tanto para homem como
para senhora.
Alteneo.
Era S. /os do Mnguinho vene-se um grande
sitio cora bastantes e bons arvoredos de fruclo
grande baixa para capim. casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozl-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho-
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51!
ou a roa da Praia, serrara n. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
de Santo Antonio, S. Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em urna das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, se dir' com
quem se deve tratar.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron !
ooker & c, existe um bom sorlimento de 11-f
nhas de corea e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mu razoaveis.
[anteletes de grosdenaple!
o 016 e de dentelle, preto.. !
[Casacas, calcas, colleteg"
'pretos muilo finas e baratas.
Sarja e setimrnacopreto
grosdenaple e nobreza \m, pretas
mais barato do que em outra qualquer
parte para liquidar: na ra do CreMio n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
Pereira.
Cera de car-
naba,
1 genero para Tender.
0
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Moendas decanna.
Taixas.
Rodas dentadas.
Bronzese aguilhoes.
Alambiques de ferro.
SCrivos, padroes etc., etc.
Na fundicode ferro de D. W. BowmanS
# ra do Brum passando 'o ehafafis. S
i
a. 2;*e umterreno cott M> ou w Pal-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, lado aterrado, situado na ruadoBrum,
junto a fuudicao inglea, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e promplo para ae ediflearem re-
Hnacdea, padanas, ou outros quaeaquereetabele-
ciraento. por tei: eacellente porto para embarroe
y?.Bsaia"aro,: n,roa *****
Queijo suisso
vinde pelo vapor francez a 600 ri. a li-
bra : vende-sena ra da Cruz n. 17.
Vedem-so por preco commodo caixas com
ndros para vidraga o chumbo em barra a tra
t*r na ra do (Jueimado n, 41. *
IKLOfilOS.
praja do Cotdo Ssrito, relogtos do afamado I
Jttesuta Roskell, por precos commodos e um-
betn trancellins e cadeias
eacellenie gosto.
Tara os mosnos de
GRANDE SORTMEMO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tara-
res de Mello.
Hua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
Sobracasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35 a 40cada urna.
Paletots de panno fino preto, de 25 a 30.
molletes de velludo preto bordado, a 12$ esda
Ditos de gorgurao preto a 7$ idem.
Ditos de setim maco a 6 idem.
Ditos de casemira preta a 5* idem.
Jj cas de casemira preta fina da M a 14
Paletots de estamenha a 5.
Ditoa de alpaca preta, saceos de 4 a 5.
Ditos de dita sobreoaaacos de 8} a 9a
DiJo.de bambolin. preta uperior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a 10J.
Ditos de casemira nruilo fina a 14
Dm completo sortinjento de paletots da fustao e
brim, e caigas e colotes, que tudo se vende por
prego em coala. *" por
Chega para todos.
Cassas francezasmuito bonitas e decoresflxa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado m. %1
est muito sortida,
e vende muito barato :
P<4r,mnbran(:o de P"ro linbo trancado a ISOOO e
iSaXX TS' a Tar" ; du? Pardo ttuit superior a
l&20avara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
pr^prios< para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de calca de meia casimira a 1S600 :
ditos de bnm de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20a, 22 e a 24 rs a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodo muito
superior a 1400 r. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2S400 a vara ; lencos
de cambraa brancos para algibeira a 2}400 a
duza ; ditos maiores a 3!; ditos de cambraa
de linbo a 6. 7a e 8$ rs. a doiia ; ditos borda-
dos muilo finos a 8 r. cada um ; ditos de cam- .
.I?.'8 i6*^0dai>-. Com bico 1,r de lB em
T9 d',os com renda, bico e labyrin-
lo a 29000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Gheguem ao barato
O Preguica est queimando, era sua loja la
ruado Queimado n. t.
Pegas de breUnha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escura infestada propria para al-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, cam-
braa organdy de muito bom gosto a 4*0, rs,
a vara, dita liza transparente muito fina a 38,
V5*'e6?f a p8S"' ditatiP1' om 10 ?arae
a 59 e 69 a pega,chitas larga, de moderno, e
esoolbidas padreas a 14, 260e 280 rs. a aova-
do, riquissimos chales de merino estanpada a
71 e8, ditos bordados com duas palmas, fa-
senda-nuito delicada a 9 eadaam, ditos com
urna so palma, muito finos a 8#50, ditoslisos
eom franjas de seda a 59, seos de cassas com
Jarra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
loas para sanhora a duzia, ditas da boa
aaaJidade a 3 9 39500 a dona, ahitas fraa-
ceza de ricos desenbos, para eoberu a 0 rs.
barios odescobartosr pequen.s a grandes, da
ouro patete inglez, para homem a senhora de
om dos meibores fabricantes de Liverpool, vin-
VDde*teeracasade;9aondres ^rothers &C f ff,0Jilm pi^uel inla* : em casada
Sonthall Mellar & C.
Labyrinthos.
ii- .fJda Cad,ea* d0 Reciffl ^ Pro an-
dar, Tendera-so lencos e toalhas de labyrinlhoa.
aovado, chitaaeaauras inglesas a 59900
pflca,o a 160 ra. o covado, brim brancode por
Itabo a 19, 19900 a 19600 a vara, dito preto
nrnito encorpado a 19500 avara, brilbantin
azul a 400 rs. o corada, alpacas de difiranles
aeras a 360 rs. a covado, easemiras pretas
finesa 19100, 39, 39600 a aovada, aambrau
prau e de salpieoa a 900 rs. a vara, a outra.
minias fazendas que se far patanu ao compra-
dor, da todas s. darlo amostras coa panhor,
Fazendas pretas para a
quaresma
Ka ra 4o Queimado n. 39
Loja de quatro portas
T DE
Joaquim Rodrigues Tarares
de Mello.
vefiudo'm'.ulv'1 d0S- deseda prelos bordado a
lo ricamente eneitados a 20, f&* 30 e a wa
SS" Ud^is^dCe8nl?ahnl,,H, 56 bl,de "pa^hoi.?f
OJ9, anas de fil bordadas a seda a 12a p a 11*
S^WeVu^^f-rd^S^
outra. m.llM .. fMenda9 p^Vpm ."'a!
Vende-se um erro da alfandega e um
carroca nova iresbois mansos de pux., ro
carroca. multo em con.a ; no terrona Boa-Vi,-
ta n. hoje roa da Imperatriz.
Cintos
roj.%T^n%^ToPneas:D^sraa ^ CreSP0 8'
Enfeies de cakfa
muito barato para chegar
a todos
a 'ja d'?8ua de ofo, ra do Cabuc n 1
vende-se enfeies pretos de vidrilho pelo bar.ii'
simo preco de 2, ditos de velludo Y McaB. J
49. dito de tranca a 3, assim como luva.nreu
de lorcal com vidrilho. dila, de aeda preas di
de missaT. T PUlS6"ta de conlinhas. dils
aeWdriahf.d,?HCOreS' erUinh" "'i"'lindas
to p.dr."ahcJabarUd0 Vede Pr b"8,,8simo V-
Pechincha para a
quaresma.
Mantelete, de grosdenaple e da fil de aed.
Om, ou nesta praca na rus do Cabug, leja n. II
Superioresmanteletes.
Vendem-se superiores manteletes prelos rica-
mente bordados, pelobarassimo preco de 358 T
na ra do Oueimado n. 2, loja da boa f. '
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casa da S. P. Joahston d C,
selliase silhSes nglezes, candeeiros e casticaes
broeaeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro da
um a dona cvalos relegios de ouro
inglez.
paienia
Caes do Ramos armazem
n 24.
poT;Drdseorr,.ezo^lde '""".'" P-fao
Loja das 6 portas
EM
Em frente do Livramente
Lovaode torcal a 800 rs, 9 par.
Chitas escuras francezas, tinta, egura. a 220
rs. ocov.do, dlo. estreiloscom muito bom pS-
do a ICO ... o covado, canas de res segua.
brinmaha de auadrinho/a 160 o covado. mussf-*
lina anearaada fina 320 o cov,do, algooaode
lados a 120 rs. cada um. seda prela de ramaaem
800 rf?OTSdo' m de "ho preto cam aal.
p^co a 1J400. vara, luvas do to^l muito finas
Arcos para saias a balo.
No armazem de fazendaa de Joio Jos de Con-
vela, ra do Queimado n. 29, vende-m a. 190 rs.
vflFH
vola,
aarua
m
d
Venae-ae Miss, Droit CommercuL
"r01 a '' na p.raa de Pedro a. 2, ti
a Crus do Recife n. 56,-livrarla.
Bonitas figuras
de porcellana dourada a m
ris.
A loja (Tagaia branca esl veodanda ssui be-
i *Srwl ** *"Una dooraa.. aa um pal-
mo de altura, propria. para eafeitea de mm,
ornato de gabinete, eU., etc., a 1J000 ca^ia:
Na var4.de admira (al obra por Sao Aaninutc
MntU, e para se ceoe*ftr da bsate w.
Rlr-.e a ra U Quemado, lojo d'aant faraaca 0.
16, que vendo comprar. v"w-1'


mamo d* maaawuco. ~ sexta fiiia moimabqo Mise i. -
- -

A R M AZE M
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIA DO 0UE1N4D0 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabeleciraentohasempre um sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, rontade dos fregaezes, para o
e tem um dos raelhores professores.
II.
asacas de paooo preto. 409, 35g e 305000
Sobrecasaca de dito, 355 e 30900
Palitots de dito e de cores, 85, 300,
25g0O0 e 209000
Dito de casimira de cores, 228000,
159, 12 e 95000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de raerin-sltim pretos e de
cores, 95000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brlm de cores, 5J, 49500,
45OOO e
Ditos de bramante de linho branco,
6$O00. 59000 e
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e
Calss de casimira preta e decores,
129.109, 99 e
Ditas de princeza merino de cor-
dao pretos, 59 e
Ditas de Orina branco e de cores.
58000, 49500 e
Ditas de gauga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9S o
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
HSOOO
89000
39500
39500
39500
45000
89000
65000
49500
29500
35000
89OOO
39500
Ditos de setim preto 5j000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 59OOO
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7S00O, 6S0O0 e 59OOO
Ditos de brim e fuslo branco.
39500 e 39O0O
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodio, I56OO e I528O
Camisas de peito de fusto branco
e de cores. 29500 e 2J300
Ditas de peito de linho 65 e 3j00O
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39,29500, 29 e I98OO
Camisas de meias l;0O
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda10$,8&500e 7000
Ditos de feltro, 69, 58, 49 e 25OOO
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149, 125,115 e 79000
Collarinhos de linho muito Gnos,
novos feilios, da ultima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 805 e 709000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 405 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis g
Toalhas de linho, duzia 12^000 e IO9OOO
Algode moBstro.
Vende-se algodio monstro coa duaslargura,
muito proprio para toalhas e lenges por dispen-
sar toda e quajquer costura, pelo baralissimo
reg de 600rs. a vara ; na ra doQueimadon.
a nt loja da boa f.
0 B4ST0S
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza na da Cruz n.22
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
cora todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguius de bezerro de Meli a 105000
Ditos de Nautes sola patente 9000
Ditos de dito sola Una SSCOO
Ditos dito de dito 7000
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e 89OOO
Ditos todos de duraque 69500
Ditos de couro de porco a 5g000
Sapatos de lustre a 35 at 59000
Ditos de bezerro a 39500 at 59000
Ditos de dito de 2 solas 49OOO
Ditos de 1 sola com salto 38000
_______Ditos de 1 sola sem salto 29500
BorzeguiDS de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de lft 1
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
62000
55500
520OO
49000
49000
39OOO
35000
35000
22500
15200
12280
1S000

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que outr'ora tiuha loja na ra de Quei-
mado b. 46, que gyrava sob a Groa de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
qne tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso cou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
8veita a occasiao para annonciar abertura
do seu grande armazem na ra Novajun-
to a Conceicao dos Militares n, 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
i Bastos < Reg
com um grande e numeroso sortimento de
roopasfeitas e fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preta e de cor a 255. 28g e 309. casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 22$, ditos saceos de panno preto a
129 e a 145, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 95, IO9, 12$
el49, dites de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 65, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 89, ditos muito superior
a 129, dites saceos a 59, ditos de esguiao
pardo fino a 49,49500 e 55, ditos de fus-
to de cor a 39, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e5950O, ditos de brim pardo
fino sacco a2S80O, caigas de brim de cor
finas a 39. 39500,49e 45500. ditas de di-
to branco finas a 55 e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 45, dita de
merino de cordo preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9
el09, rolletes de casemira de cor e pre-
ta a45500e59, ditosdo seda branca para
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 35, col leles de me-
rino para lulo a 45 e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa-
letots de panno fino para menino a 125 e
149,casacas do mesmo panno a 15g,calcas C
de brim e de casemira para meninos, pa- 5
lelotsdealpacaede brim para os mesmos, S
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a 19 e I95OO, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi- *
?lf.d.eoCOre nr"ca de novos modelos a X
175,189, 209. 245. 289 e 309 a duzia *,
ditas de peitos ae linho a 309 a duzia di-
tas para menino a I48OO cada urna, ricas ft
grvalas brancas para casamento a I28OO jff
e29 cada urna, ricos uniformes de case- Jf*
mira de cor de muito apurado gosto tanto S
no modello como na qualidade pelo di- SI
minuto preco de 355, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas SE
de casemira para senhora a 189 e 209, *
e muitas outras fazendas de excelleDle 2
gosto que se deixam de mencionar que S
por ser grande quantidade se torna en- U
fadonho, assim como se recebe teda e X
qualcjuer encommenda de ronpas feitas M
para o que ha um grande Dumero de fa- 3
zendasescolhidase urna grande officina
dealtaiateque pela suapromptido eper- a>
fecao nada deixa a deseiar.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fizas, padroes
muilo bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
-5 a' e m2Ls bara, *lue ch'l = "> do
Boa ^ b6m conhecid l0J" d
VGKNCliY
DA
f VMHdilO LOW-MOW,
Roa 4a Seazatlla Nava a.4\2.
Neste estabelecimento contina a hater na
completo aertimento da moendas emeias moen-
das para engenbo, machinas de vapor e taius
te ferro batido e coado, de todos ostamanhaa
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silra & C, tem seropre no seu depo-
site da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mente de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposite ou na ra do Trapiche
n. 4.
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinba superior a 39520.
Fejao branco e mulatinbo;
Macarrao lalharim e ietria,
S barato a 59 e 89OOO rs.
Pota da fta e cal de
Calvice.
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Como se pode ver pelos
livros dos capites Cook,
Bougainville e outros via-
jantes, os habitantes de al-
gasias ilhas da Oceania,
conservam anda em sua
ve'.liice cabellos que causam
adniiracao dos eslrangei-
ros. O chinaco de Pars,
autor da pomada indiana,
depois de ler estudado suas preparages, conse-
guo curar-seda calvice e fji a pedido das pes-
soas queja Qzeram uso della que se resolveu a
introduzi-la no commercio. Deposito em Pcr-
nambuco na ra do Imperador n. 59 e ra do
Crespo n. 3, e em Paris Boulevard Bonne Nou-
vtlle. Preco cada frasco 39.
Mmmxm tmnmem tm&&m
Vendem-se pegas de franjas de seda com
10 varas porl9200, charutos eavalleiros em meias
caixas de muito boa qualidade por 29500 : na
ra do Queimado n. 47.
Arados americanosemachina-
pata lavar roupa :em casa deS.P. Jos
hnston & C. ra da3enzala n.42.
comfivelas dea A loja d'aguia branca receben novos cintos pa-
ra1 senhoras e neainas, com flvelas de ac po-
lwo e lapidadas e bonitas fitas de chamalote, as
quaes poderlo ssr substituidas por outras de vel-
ludo cor de caf iio, azul, encarnado e preto,
liso ou de listras, conforme o gosto do compra-
dor, e como sen-pte esl vendendo por menos do
que em outra qualquer parte a 49 o cento : na
ra doQuainudo, loja d'iguia branca n. 16.
Apolices.
Vendem-se 8 apolicas U extincta companhia
mP-e5oIBbue, Parahiba ru d0 Crespo nu-
mero v
Ges k Bastos.
Ra do Queimado n. 46.
Tendo os annnnciantes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam coocurrencia
deste iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estacoes,
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de ana of-
flna, sendo ella d'ora em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS" DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 on no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, asiim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, qaer
casaca, quer fardos dos 8rs. ofilciaes de marinha
a exercito. Outro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimento da roupas pa-
>xa meninos de todas u idadei.
i fama Iriumplia.
Os barateiros da ioja
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
[Ra do Crespo oumero 17 j
Vendem riquissimos chapeos de seda
brancos para senhora a 15$, admiravel |
a pechincba.
Riquissimos chapeos de palha da lia- S
lia ricamente enfeitados a 289 e 35$.
Paraaquaresma.
Superiores cortes de seda preta borda-
dados a velludo de 2 saias e outros de 7 i
babados por precos baratissimos.
Gros pretos de todas as qualidades pe- <
los pregos de 1990O, 2$, 2J100. 29700 o
covado fflaDcando-se ser estes precos '
menos 400 rs. era covado do que se pode {
comprar em outra parle:
Ricos enfeites imperatriz o melhor !
que lem vindo a provincia.
Corles de colleles de velludo preto !
bordado a 5$ o corte, incrivel s se !
vendo.
A 280 rs, o covado.
Organdizes de ricas cores e desenhos '
pelo baralissimo preco de 280 rs. o co- I
vado, affianca-se serem lio boas fazendas '.
que muito se lem vendido s primeiras i
pessoas da provincia.
Cambraias da China bordadas a mo
com 9 varas a peca por 69500, ricos cor-
tes de cambraia bordadas com 7 e 9 ba-
bados por 35$, cortes de las a Garlbaldi
a 109 com 25 covados, bales de 30 ar-
cos e outros de musselina a 5JJ.
Saiaa bordadas a 29200 cada urna.
Ditas bordadas a 49 com 4 pannos.
Manteletes pretos compridos bordados
a 30f, saludas de baile o que ha de me-
lhor, espartilhos de todas as qualidades.
Grande sortimenio de
roupas feitas, sobrecasacas, psletots, col-
letes, caigas, camisas, seroulas, meias,
grvalas etc.
Calcado Meli
ltimamente chegado de Paris, incrivel
so se vendo.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Vendem-se franjas pretas com vidrilbn ou sem
elle, de lindos padrees, que se vende muito bara-
to, ditas de cores de todas as larguras e por todos
os prego?, ditas de linbo tanto de cores como
brancas, ditas com bolota e sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e para panoo da Costa,
ludo isto por pregos que admiren), e s se vende
na loja d'aguia de ouro na ra do Cabug n. 1 B.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'ae* de di Aeren tes qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 1*000 rs. gra-
sa. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 ra. a vara ; idem lisa muito fina a
49500 e a 6J00 a pega com 8 li2 varas; di-
muito superior a 8S0O0 a pe?acom 10 varas?;
dita fina com sal picos a 49800 a peca com 8 i\
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarialana branca e de cores a 800 ra. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, seado a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
5J000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa .
Sortimenio de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja d quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 79.
Ditos dxs mais modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e brancos a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 259.
Ditos de velludo cor azul a 189.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8S.
Ditos ditos para menino a 59.
Lindos gorros para meninos a 3J.
Bonets de velludo a 59. ,
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4g.
Chapeos de sol francezes de seda a 7$.
Ditos inglezes do 109,129 e 139 para um.
Vende-se urna varauda de ferro com 30
palmos, por prego barato; a tratar na ra do
Queimado n. 48.
Na loja de fazendas
ao p do arco
de Santo Antonio,
Chegou um rico e completo sortimento de
coeiros bordados j preparado para baptisado,
assim como chapeos do ullimo gosto para bap-
tisado e touquinhas para dito, lengos de laby-
rintho e fronhas, bicos da trra, bonets de vel-
ludo do ultimo gosto para meninos, gollinhas e
punhos para camisas do menino, saias balo com
babados, ditas sem babados e outras muitas fa-
zendas de gosto por barato prego.
Vinho de Bordeaux em barris
e em caixas.
Agua de Seitz (da Fonte) em
botijas.
Espingardas de caca de 2
canos.
Vende-se em casa de J.
Praeger fe C, ra da Cruz nu-
mero 17.
Vende-se urna escrava com habilidades ;
na ra do Cotlegto, hoje do Imperador n. 83, ter-
ceiro andar.
Vende-se um preto bastante robusto, com
a habilidade de ser bom forneiro e perfeito amas-
sador, e juntamente trabalha em massa fina para
bollos : na ra Direita n. 66.
Ceblas novas a lp80 o
cente.
Vendem-se ceblas a 1S280. toucinho novo a
320. alpista e paingo a 200 rs; a libra ; na ra
das Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Deposito da fabrica do
Monleiro.
/uade Apollo n. 6.
Vende-se assucar refinado desde 39200,3600,
49 e 4J480 por cada arroba, e por 59120 e 69400
do crystalisade.
Na laudara da ra da Moeda confronte ao
trapiche do Cunha, vende-se cera de carnauba e
saceos de farinha de mandioca, por preco muito
barato. v *
Qiieijos do vapor.
io?dGm?S ia00 e 19500, s serve para comer j por nao
poder aturar muHo lempo de frescos quesSo .'na
travessa do pateo do Paraizo n. 16-18, easa pin-
tada de amarello.
Queij os muito frescaesa
1J700.
Vendem-se queijos muito freseaes ebegados
no ultimo vapor francez a 1J70O ; na ra das
Cruzes n. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
~ Vcnde-se urna excellente escrava
crioula clara, idade 15 anuos pouco!
mais ou menos, propria para inubanda
na ra da Cadeia n. 55, loja de Figuei-I
redo & Irma*.
No bem conuecido e acreditado deposito da ra
da Cadeia do Becife n. lt, ha para vender a ver-
dadeira potassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou perrauls-se por escravos acos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
gao de coqueiral, olera, diversas arvores de
nicto, viveiros de peixe, pastagem para vaccas
deleite, bsixa paracapim, bom porto para em-
barque em qualquer mar, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Manoel Firmino Fer-
reira, na ra da Concordia, ou com Balbino Luiz
Franca, no Giqui.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Por sem dovida que o Sr.ex-aaiaistro da fazenda
eslava despeitado com os delicadas pea dasnossas
amaveis patricias 1 Prova-o bastante o augmento
de 160 |0 noadireitos que pagam as botinas do
senhora em relago s de homem que apenis ti-
veramo de 25 i0l S.Exc.deseiava que ellas tro-
cassem urna bem feita botina /o/y.por algum ch-
nelo mal amanhsdo, encosturado de popa proa,
aflm de obstar aque ostentassem com'garbo o mi-
moso p da bella pernambucana, que' o8o tem ri-
val as cinco paites do mundo. Mas S. Exc. teve
de encontrar orna oppostgao firme e enrgica no
proprietario do estabelecimento da ra Direila n.
45, que nao quiz vender as suas botinas a 79000
como S Exc. preteadeu, e sim pelos precos se-
guintes:
Borzeguins para senhora.
"llv (rf\m krithanti'niV Cuft
Joly (com brilhanttna). 6^000
Dito (com laco fffivella). 5500
Austraco (sem lacp). 5^000
Joly (gaspa baixa)..... 4^500
Para menina.
De 23 a 30...... mooo
De 18 a 22.......3^500
Para homem.
Nantes (2 bateras). i0#000
Francezes (diversos autores, 9$000
Inglezes de bezerro, inteiricos 9$000
Ditos (cano de pellica). .". 8$ 00
Ditos vaqueta da Russia 8#500
Ditos Dernambucanos t.sOOO
Sapates para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5#600
1 bateria )Suzer).....50200
Soladebater (Suzer). 50000
Meios borzegins (lustre). 60000
SapatSes (comelstico). 50000
Ditos para menino 50500 e 40000
Muilo calgado bem feito nopaiz por precos ba-
ratsimos : assim como couro de lustre, marro-
qums, bezerro francez, couriobo, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
barato.
Armazem de fazendas
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a l|80O.
Lences.
Lenges de panno de linho fine a !$900.
Cortes de casemira.
r..Co0p"goddeCT" '" BUl fl"' Pelob-
Ta ra tana.
Tarialana branca para forro de vesdo, pelo
baralissimo prego de 260 rs. a vara.
Gambraia de cor.
Cambraia matizada fina a 240 rs. o covado.
Chita franceza.
covado.* fraBC*"* pe, b8r-t0 PreS de 220
Esteira da India,
do 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
Sai* 6 CAIOSSa
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6.
Mantas de Monde.
Mantas de blondo preUs de todas as qualidades
Cambraia branca.
35500*8 de cambraia braDca flna a 25800, 35000 e
Toalhas.
Toalhas de tustfo a 600 rs. cada urna.
E* baratissimo 1
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
MS"S C?r6S fixas Biut 2<0 s. o co-
vS"18, u-8"1^8 lindoa deBenhs a 400
rs o corado, e chitas largas finas de-240. 260e
280 o covaido, e ontras muiUs fazendas1 no : bt!
ratissimo prego : dao-se amostras com penhor.
Gronima doAracaty.
Telhas de zinco.
P,0.;"m9,"m de m,terwe de Manoel Firm'ino
Ferreira silo na ra da Concordia, indi existe
urna porgo de telhas de zinco que se vende Zr
menos prego para liquidagao.
tOtlPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO 1
DI
[Fazendas e obras feitas.!
HA
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges & Basto!
NA
Una do Queimado
. 46, frente amaretta.
. Constantemente temos am grandee va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
.^PanDI> e decores muito fino a 28*
J\2 ** Palelots dos mesmos pannas
a 0$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16 e 18J, casa-
cas pretasmuito bem feitas edesunerior
panno a 28, 30g e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15, 16|
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, caigas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10/
e 12, ditas de casemira decores a 7$. 8,
9 e 10, dilas de Drim brancos muilo
fina a 5$ e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3J500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
' ditos de 6, colleles de brim branco e de
1 f ustao a 3, 35500 e 4. ditos de cores a
' 25500 e 3, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 7$, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 4500 e 5
t gas pretas , letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
1 sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
, boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 65500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3J500, ditos sobrecasacos a 5$ e 55500,
1 caigas de casemira pretas e de cores a 6,
\ 6J500 e 7, camisas para menino a 20
1 a duzia, camisas ioglezaa pregas largas
! muito superior a|32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al
fsiate onde mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
Rap de Joo Paulo Cordeiro.
Vende-se rap de Joio Panlo Cordeiro, na roa
larga do Rosario, loja de miudezas n. 38, pas-
sando a botica a segunda loja. Na mesma loja
tem para vender linhas e cartio de Pedro V, e
muitas mais miudezas em conta, e a vista dos
compradores se dir o prego de tudo.
- Vende-se um bom escravo e escrava para
qualquer servico : na ra do Imperador n, 50,
terceiro andar.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muilo
bem feitos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 5 rs.; ditos de setineta escuros a 3500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondade se
torna necessaria a todas as fsmiliae, porque com
ella se previne a perda das pegas, e multo me-
lhor e maiscommodo que a marea com linha. As
caixinhas trazam 2 frasquinhos, e dellas se ve o
modo faeil e seguro de qoe se strvir a pessoa
para marear ; costa cada caixioha o diminuto
preco de 1*600 : na ra do Queimado. loia da
aguia branca n. 16.
Vendem-ie noveDta apolice da
cooipaniia do Beberibe ; na ra Nova
u. 14, primeiro andar.
Para bailes.
.! D! d" 9ilim ^S" : Tae-se na loja do
vapor, no ra Nova n. 7. l
r "7J?Dd, 'Se V5"" lerrea da rua do Jardim o.
6, hvre e desembarazada : a tratar com os bu
deiros, no pateo do Paraizo n. 10.
I Vndese urna escrava moca de
lo a 16 annos, sadia e semdeeitos, boa
costureira : na Passgem da Magdalena
passando a ponte pequea, casa n. 15.
Para desenlio.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
3!iAap,S,c-p,ncels*," "a neeessarios para
? ?i.?A E qu? de me,hor e n,ats Perfeito se
S S iljnSAS.:na rus d0 Queimad0 D-
Manguitos e golla.
Vendem-se guarnigdes de cambraia muito fina
e muito bem bordadas, pelo baralissimo prego de
o cada urna r r
da boa f.
na rua do Queimado o. 22, loja
Escravos fgidos.
Fugio da cidade do Aracarjr, no mez de se-
tembro prximo psssado, nm escravo do com-
raandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de einecenta e tan los annos, fulo, alio, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e lem signaes de ler sido surrado.
Consta qoe este escravo apparecera no dia 6 do
eorrente, vindo do lado das Cinco Pon las,-e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senbor para
Goisnninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Lo-
mos, que gralificarao generosamente.
Fugio do engenho Marapbao da reguezia de
Ipojuca, no dia 3 do correte, o escravo Izido-
ro, de nagao, que foi do Sr. lenente-coronel Jos
Candido de Barros, tem 35 annos, pouco mais ou
menos, boa estatura, corpolento, poucas marcas
de bexiga, e um lalho j cicalrisado em urna per-
n, diz-se quebrado, r.elo que anda com funda.
Do mesmo engenho. no dia 16. fugiram mais Ires
escravos todos tambem de nago. cujos nomes
sao : Geraldo, Benedicto e Manoel por appellido
Vigario, quasique todcs de igual estatura, e essa
regular, um pouco magros ; os dous primeiros
sao fulos e tem marras no roto, sem barba e
bastante mogos, o terceiro mais preto. tem bar-
ba e pode regular 35 anuos ; nao se sabe do des-
tino que tenham tomado, porm prezun,e-se que
procurem a praga ou seus suburbios; pede-se
porlanto, aa autoridades policiaes e capites d
campo de os opprehenderem e de os conduzirem
ao dito engenho, ou nesta praga. rua de Horlas
n. 14, que sero satisffitos devidamenle.
No dia 18 do correte fugio da rua do Quei-
mado n. 12, terceiro andar, um cabocolinho de
\ para 14 annos de idade, de nome Bibiano
bastante cheio do corpo, lem a cara larga, ca-
bellos estirados, levou caiga de casemira mes-
ciada com lislra encarnada, camisa branca e cha-
peo de bala : quem o pegar, queira leva-lo
casa indicada, qoe ser generosamente gratifica-
do. Desconfla-se ter ida em companhia de um
matulo para Pao d'Alho : recommenda-se, pois,
as autoridades desse lugar a maior vigilancia.
Fugio ha 10 dias, do poder de Joao de Pi-
nho Borges, um moleque de nome Paulino, bas-
tante conhecido na Boa-Vista, onde mora ; pe-
de-se encarecidamente a quem o apprehender,
leva-lo a sen senhor, que ser bem remunerado.
Continua a estar fgido o mole-
que Antonino, de idade de 15 annes
pouco mais ou menos, fulo, seco, mui-
to ligeiro, foi escravo do Dr. Lopes Net-
to, continua estar pelos arrabaldes da
Cidade e principalmente pela Pass-
gem, aoude mora o pai o crioulo Flix,
que tambem foi escravo do mesmo Dr.,
mas ltimamente foi preso em Beberibe
aonde dizem que ha va feito um roubo
de roupa: quem o apprehender leve-o
a rua do Imperador n. 73, que sera' re-
compensado.
Fugio no dia 11 de margo correle, do en-
genho Jaguare, um escravo carreiro, de nome
Germano, estatura regular, preto, j um pouco
desdentado, falla grossa. tem defeitos nos dedos
da mo direita, principalmente em um delles,
que tem urna junta de menos, representa ler 40
annos, ou pouco menos ; foi do coronel I.ame-
cha, e capilo Jos Albano, estere bvpothecado
ao Sr. Gabriel Antonio, e perteoce hoja a Manoel
de Mesquita Barros Wanderley, que d 10C# a
quem o levar ao dito engenho.
Fugio no dia 14 do correte mez a escrava
Ignez, negra fula, representa ter 17 aooos, pouco
mais ou menos, levou vestido um roupo de chi-
ta escura com chales encarnado, e sabio com um
vesiidode cassa roa, feito urna trcuxa, de baixo
do brago, indo calgada. E' negra aostumada a
tugir para as bandas de Iguarass, d'onde foi
vendida pelo Sr. Sebaslio de Mello Reg, a
quem perteoce : quem a pegar ou della der no-
ticias ao abaixo assigoado, na rua do Trapiche n.
II, sera recompensado convenientemente.
Augusto Pinto de Leaos;




i_:_" "'
i)
Litteratura.
waiip iii nimmm^mu m*sM4*m&:mMi,
capite tradidit spiritdui.
Inclinato
Km lgubres passos, cora roslo abatido
n ,ei'. ""Choraos, ao templo chororl
Vuai veste a viuva. choraodo o marido,
laessao os alfaias d* esqualido altar.
0 som nao se escuta, que d'aoteschamava
Aos sacros rayslerio o povo christo;
No l-mplo qoe denles soberbo brilhava,
a luz ja nao manda nem frotuo claro.
Cessae doces hymnos, cessae alegras,
as nuvens de incens nao subam ao cu ;
S o canto s'escute do bom Jeremas,
inorando as desgragas do povo Judcu,
Quem foi, propheta ? Quem fo que teu canto
Tao tristes lamentos outr'ora insprou?
O justo opprlmido, dos santos o santo
Esse homem das dures que o cu le mostrou?
Foi homem? Mas como, se os olhos enmend
A quem lhe d a morte s roga perdi?
ra h.imem .' Mas como, se ao calis tremendo
Humilde, mas forte nao disse que nao?
Foi Deus? Mascom o corpo d'acoules pisado,
to s roaos traspassadas por impios Judeus ;
E elle quera pode as nuvens sentado
lleger s cora um dedo a molle dos cus ?
Foi hornera ? Mas vinde.. nSo vedes as chagas
as cordas, no sanguo, nos cravos, na cruz
Olijectos de culto por todas as plagas,
Caberlos de gloria, fulgentes de luz I
Foi Deuj ? Mu que throno, que sceplro que c'rda T
Lm potro que em roda o insulta cruel
Foi Deus? porque modo? se deixa ir'inulto
horrendo peccado do ingrato Israel ?
Foi Deus.... aimde cerlo, infeliz Jeremas I
A Deus t canlavas, cantando Sion
For elle choroso seus hymnos erguas
as praias copadas do fresco Cedrn I
Foi Deus ? porque em pcito de um Deus humanado,
So Delle, podiam taes chammas ardor;
Fci Deus porque o mundo nao fra salvado
Se Deus nao quizesse por nos padecer I
Fui Deus, mas vestido de humana fraqueza
Q-ie ao G'jlgotha ras de longe subir,
A' Deus t cantavas na tua tristeza
Que veiu este mundo com sangue r'emir.
Marchemos, pos, tristes s aras sagradas
ue o rilo solemne d'alfaias privou I
Marchemos chorando com as frontes curvadas
Pois um Deus a sua aa cruz inclinou !
Padre c. r.
(tfaco.)
cerebral chronlca, ordinariamente sem febreca-
raclerisada pelo nraqueei ment da sensibiida-
a inj?llgQd* da vontade ; a incoheren-
cia das ideas, a falta de espontaneidade iolellec-
n u mor,,t *o siguaes desta afecgo.
homem atacado de demencia porde a facul-
aaae de perceber convenientemente os objectos,
de comprehender as stias relages, de compra-
la, de conservar completa lombrauga deltesv o
que proJuz a impossibilidade de raciocinar com
eiaciidao- Nao ha termo algum. desta defioicao
ou desta resumida pintura da demencia que seno
eDconlrasse, diz Mr. Boaiasoo.no individuo do
que se trata.
A ausencia da febre, de
aqu demonstrado pela relacao natural da causa
e do efleito. Seotagio e idea rio os dous extre-
mos de ama Qliacao psychologica de qne o nos-
so operado offereceu um exemplo. A aenssgio
estimulou o espirito como a etectricMade esti-
mula a acQo nervosa, e acrescehtaaos que o
eofermooehava se as mais favoravei condl-
cftea para sao resultado, A demencia nao era
delier,' a .inveterada, e-o orgio sensitivo restabeiecid o
-rque produz impressoes mais vivas.
"Para fszer sobresahir'a poderos* influencia
{!* a reacquisi^o da vista" devia exercer sobre a
intelligencia deste homem, Mr. Bouissou records
que este sentido o que multiplica ao menos
r,.llalgia, de coa- alto grao as impressoes, e que eslabelece mais
KasZi^ muu*> exlerlor-
de paral sin nao ex^lencia de phenoroeno ( Q sentido da vista, diz Maine de Biron, predo-
quaWVfrf',1 0Ui0^a1, e"'u'ame^dade raina na orgaoisacao humana; mullo prximo
?ncc6es excentn..^.'.s" "!L: I** d ceDlro cerebral, tero por carcter dislinct.vo
communiear-lhe suas propras violacoes, e in-

Cf
Historia de um ceso alienado que,
depois de ter sotTrldo a operacao
da catarata, recobrou um tempo
a vista e a razao.
E conhecida a longa disserlagio de Diderot so-
bre os cegos de nascenca, na qual esse grande
plnlosopho csforca-3e por eatabelecor asuperio-
ridade da vista sobre todos os oulros sentidos para
servir de origem nossas ideas. For urna hypo-
tese anloga, Condillacanima urna estatua, cou-
cedendo-lhe gradualmente os sentidos, e aequi-
sicao desles faz depender o desenvolvimento da
indiligencia, i. J. Rousseau, Charles Bonet, e
mullos oulros philosophos lera como porfa des-
envolvido esta engenhosa flecho, que confirmava
por um seductor systemade raciocinio, as vistas
giraos de Locker e da escola sensualista sobre a
origem das ideas recebidas exclusivamente, se-
gundo esta escola, do acto da sensaco. Esta
these philosophica sem duvida de inconiestavel
jusleza, mas tem o inconveniente de ser urna
these philosophica, islo urna pura concepeo
do espirito, e de nio basear-se na observago
real do um fado positivo.
Apresenlou-so na clnica do Uotel-Dieu Saint
Eloi de Montpellier um faci cujas consequencias
nao tem sera duvida a importancia e extensoquo
se tem dado Qccao theorica de Condillac, mas
que a raotagem de ser alguma cousa de concreto
e visirel, o que lhe assegura certa superioridade
sobre as mais engenhosas elocubrages dos me-
thaphysicos.
Trata-se de um alionado ceg, que ten lo sido
operado da catarata pelo professor Bouisson, nao
tirdou em recobrar a razo depois de ter recobra-
do a vista. A rapidez com que o exercicio da in-
telligencia se restabeleceu gradualmente oeste
operado restituido posse da faculdade de ver,
parece-nos urna prova, nao absoluta, porm mui-
lo notavel do mmeoso papel que o exercicio dos
sentidos representa na formacao, encadeamento
das ideas, e por consequeocia no desonvolvimen-
to da inteligencia humana. Eis um individuo,
que privado da funeco visual, ao mesmo tem-
po victima da demencia. Intervm urna opera-
rio cirurgica, e resume este individuo o senti-
do da vista de que eslava privado, e logo a razo
nello reapparece, a luz intellectual faz iiup;ao lo-
go em seguida luz physica.
Como nao car sorprendido com esta coinci-
dencia entre a resliluico de um sentido suppri-
mido e volta das (acuidades iotellectuaes ?
Fallara sera duvida inleressante observaco do
professor de Montpellier algumas averiguarles
- precisas, cuja ausencia nos tolhc de tirar com
seguranga urna concluso formal; mas tal qual ,
anda assim offerece um precioso esclarecimeuto.
E' na allianca da psychologia e da medicina, na
observaco directa dos fictos da ordem intelec-
tual, quer normal, quer pathologica, que cumpre
procurar as bases de urna philosophia certa. A'
este respeito, apezar das lacunas queahi se no-
tam no ponto de vista de certeza das conclusdes
que se podem tirar, o faci que Mr. Bouisson re
feriu na sessao de 2 de outubro, na academia de
Faris, mu digno de ser meditado. Tratemos,
porm dos pormenores
A' 1 de agosto de 1858 cooduzia-se ao hospital
Saint Eloi um homem de edado do cerca 50
annos, chamado Roque, natural do departamento
do Tarn. As pessoas que o trouxeram ao hospi-
tal nao deram informacao alguma precisa sobre
sua enferraidade ; limitaram-se reclamar para
elle a cura de urna enferraidade desconhecida.
No primeiro interrogatorio s se conseguiram do
doente respostas incoherentes.
Este individuo nenhum signal offerecia de pa-
jalvsia ; nio lioha febre, nem qualquer outro
s> raptoma de enfermidade aguda. Examinando
o de eapite ai calctm, Mr. Bouisson reconheceu
que elle eslava privado da vista, em viriude de
urna dobrada catarata. Novas insistencias se -
zeram ao enfermo para saber delle desde quaodo
eslava privado da vista ; (oral baldadas, nao se
pode obler delle resposta alguma. Soube-se en-
tao de seus vjsinhos de cama que elle balbucia-
va palavras sem nexo, que fallava de noite, e
que pareca estranho ludo que se passava em
torno.
O ar de idiotismo derramado em toda a sua
physionomia*, bem como a incoherencia de suas
ideas, levaram o cirurgiao & crer que esse des-
granado eslava i um tempo atacado decegueira
e de demencia. Ficou sendo observado durante
seis das.
co da vista e da inteligencia, effecluavam-se
com regulandade. Quaodo o doente chegou ao
nospiial, na falla coraplet de inforraacoes, linha-
se pensado que talvez fosse um resto de embria-
guez y mas, alm de nio haver outro desarranjo
senao o da inteligencia, que justilicasse tal sup-
posicao, o prazo depois do qual se dissipa a em-
briagez passou-se sera quedeixasse de persistir o
desarranjo das faculdades moraes. Nao existia
outro sim, era agitacao convulsiva nem tremor
convulsivo do labio inferior que indicasse a affec-
cao particular quelles que abusam de licores al-
coclicos e que tem o nomededeltriuu* tremera.
A perturbado intellectual, a incapacidade cere-
bral propnas da demencia eran pois o traco sa-
observ d mesmo exclusivo entre os symptomas
Seria inleressante saber se o eofraqoecimento
das faculdades iotellectuaes neste individuo fdra
anterior ou consecutivo i perda da vista.
A cegueira tem lugar mu frequentemente em
consequencia de affeesoes cerebraes; mas e en-
lao de natureza puramente nervosa,umtamau-
rose, islo a paralysia geral. Mas no caso ac-
tual a cegueira liona urna causa ioleiramenle di-
versa, urna cousa anatmica; dependa de urna
catarata, islo de urna aiteraco phytica do
crystalino do olho, affecgo que de modo algum
deponde do estado do cerebro. Como quer que
seja.nao se pode saber se a cegueira tinha pre-
cedido ou seguido enferraidade mental.
Mr. Bouisson resolveulivrar o doente dessa ca-
tarata, o reslituir-lhe a vista. A operacio foi ct-
teciuada 16 de agosto, e praticada em ambos
os olhos.
Tmham-se tomado as precaucSesdo costume,
mas, era evidente que bavia neste caso algumas
medidas excepcionaes lomar, em razio da im-
becilidade do doente, e da falta de concurso es-
perarar delle. Nao se podeodo contar cora urna
vontade regular, cumprla supprimir-lhe toda a
vontade. Cunduzido i sala das operacoes, Roque
foi collocado em posicao borisonlal e submetlido
a ac(io do chloroformio. Logo que Dcou redu-
zido ao estado de iosensibilidade e de completa
resolucio muscular, Mr. Bouisson o operou, pra-
licando o abaixameuto do crystalino.
O operado nio teve seotiraento algum de que
se passava ; era tao profundo o seu sumo, que
a entrada da luz no olho nem mesmo fez-lbe con-
Irahir a pupilla. Um tratameoto de occluso Icr-
minou a operario.
Urna nova precaugio era exigida pelo estado men-
tal do operado, aDm de prevenir os movimentos
imprudentes que podsse exercer, e que coraprc-
metteriam os resultados da operacao porque aca-
baya de passar. Curapria condemna-lo i iramo-
bilidade, impedi-lo de levar a mi aos olhos, de
os esfregar, de abri-los fra de proposito e de
desembaracar-se do apparelho. Fassou-se no
operado a camisa de torca para premunirse con-
tra sua indocilidade inlelligente, sera occasiooar-
Ibc mais que uma.coacc.io aupportavel.
Revestido da camisola de forra, o operado foi
transportado seu leilo, sea ler coosciencia
do que se passara. Elle nao traduzia suas im-
pressoes por queixa alguma, nem reflexio, que
dsse entender que eslava em si. Um enfer-
meiro foi especialmente encarregado de o vigiar ;
teve por missio pensu-lo, fazer as applicaces
nos olhos, e mudar as compressas motiladas em
agua fria.
Nenhuma febre, nenhum calor local, nenhuma
inflamraaQio vierara perturbar os resultados da
operacao, despeito dos abalos que o doente da-
va sua cabeca e dos esforcos quefazia de lem-
pos lempos para sabir do leilo. Depois do oi-
Uvo dia, tiraram-lhe a caraisi de torga. Prolon-
gou-se todava a sua estada debaixo de cortinas
obscuras.
Foi submettido um rgimen bastan-
temente severo para poder diminuir ou allenuar
qualquer influencia mrbida recente. Nenhuma
modificagao se monlava em sua posigio.
Offerecia sempre o mesmo grao de imbecilida-
de, e quandose lhe fallou em cobrar a vista pela
operagio da catarata, nao deu a menor demons-
trado de salisfaego, nem de esperance.
Antes de irmos sdianle, importa perguntir se
o individuo suj eito i esta operagio eslava na rea-
lidade demente. Mr. Bouisson coofessa que lhe
fallavam informagdes positivas sobre a origem da
molestia, e sobre a poca em que esse individuo
dra os primeiros signaes de desarranjo mental.
Rqque nio fdra admitlido em urna casa de aliena-
dos ; era um jornaleiro, que vivia de seu traba-
lho de lavrador, e tilo o levaram ao hospital de
Saint Eloi de Montpellier, seno depois que a per-
da total da vista o tornou pesado para aquellos
que com elle viviam. A' despeito desta falta de
noges sobre a manifeslagio inicial da molestia,
os symptomas que nelle se revelavam nao podia
deixar duvida sobre o seu estado mental.
quirol deOniu a demencia : ama alectac&o
No dcimo dia, Roque que nao dra f da ope-
ragio por que passra, foi submettido s provas
que deviam rostituir-lhe o sentido de que eslava
privado ; fez-se-lhe gradualmente sentir a im-
pressio da luz e a vista convenientemente regu-
lada dos objectos exteriores. Pela primeira vez
um sorriso apatelado, mas alegre, expaniiu-lhe
o rosto, e elle exclaraou : eu vejo, era a primeira
paiavra rasoavel que proferir desde que entrara
no hospital.
As provas recomegaram e foram proseguidas
nos dias soguintes. Ao mesmo tempo que ellas
confirmavsm o suecesso da operagio da catarata,
faziam lambem entrever a volta al eolio Inex-
plorada da razio. A' medida que a vista se forti-
ficava, Roque se lornava mais dcil. Menos re-
belde ou menos indifferente sinlerpellages, pro
feria algumas respostas razoaveis. Cada dia as-
signalava nelle um progresso na intelligencia.
Reconhecia os objectos, desigoara-os por seus
oomes, e esteodia a mi para os pegar. Sua no-
va educagio occular nao foi tonga.
A memoria reapparecia com rapidez fcil de
apreciar-se de dia i dia. A espontaneidade in-
tellectual comegava egualmente i manifestar-se.
Pedia augmento da ragio alimentar, desejava le-
vantarse, e fallava j em sahir. Teve-se toda-
va a cautella de nio acceder i este pedido pre-
maturo.
Com a vista ia adquiriodo linguagem mais pre-
cisa, ideas mais clarase j sem incoherencia, re-
cordages gradualmente mais exactas sobre os
Tactos anteriores perda da faculdade visual.
Nio foi possivel comtudo saber-se do doente
desde quaodo sua razio ficra perturbada ou per-
dida ; lembrou-se sement que faltava-lne a vista
cerca de tres annos.
Mez e meio depois que entrara para o hospi-
tal, Roque achou-se em estado de vollar para
sua Ierra, e de ir tratar da vida. Nota va -se nelle,
diz Mr. Bouisson, urna completa metamorphose
nio s no estado das ideas, como no porte e na
physionomia, que aioda ha pouco inanimada e
inerte, estava agora duplamente Iluminada pelo
reapparecimento da vista e da intelligencia.
Taes sio os pormenores da observagio, de que
deu conta o Ilustre cirurgiao de Montpellier.
Quaes sao as concluses psychologicas que se p-
dem della doduzir? Vemos de um lado a vista
recobrada, de outro a razio reconquistada. De-
vemos nisto enchergar apenas urna simples suc-
cessio nos fados, ou bem um encadeamento de
casualidade? Deixaremos que o proprio aulor
exponha os motivos que o ievam i concluir em
favor da segunda proposigao.
A afnrmativa, diz Mr. Bouisson, pode ser
justificada, se nos recordamos da maneira por
que a intolligencla reappareceu nesse ceg, que
della estava privado. A primeira exclamacao ra-
zoavel que o exercicio da vista arranca ao opera-
do se refere 6 propria sensacio. Euvejol
exclama elle, e esta phrsse prova a volta sbita
da consciencia de sua existencia. Esta sensaco
parece revelar o enfermo si proprio, o eu, que
desde a primeira impressio, se desembarace da
obscuridade que o envolva. Nio simplesmen-
te urna sensagao passiva, ji urna percepgio,
que se annoncia pela paiavra, islo por urna
traduegio exterior da impressio.
< A reintegracio das impressoes visuaes es-
clareceu gradualmente sua iraca intelligencia.
Acompanha-se com ioteresse o desenvolvimento
de seu pensamento anda enleado e limitado em
sua expressfto. Todos os dias o despertar, co-
megado em um sentido, torna o eu presente i si
mesmo, e fa-lo adquirir a plenitude de suas fa-
culdades. A memoria, a attengio e o desejo de-
senvolvem-se successivamenie obscuros, e limi-
tados principio urna reminiscencia incomple-
ta. Osprogressos da memoria obrigam desde
entao ideas lucidas. Nota-so gradualmente
urna percepgio mais clara do passado e do pre-
sente ; emQm a instruegio moral acha por ai
mesma meio de exprimir-se. Esta transforma-
So opera-se mesmo com urna rapilez ioexpera-
a; nosso doeole emancipa-se da laboriosa edu-
cagio dos cegos do nascenga e nio ae nota essa
necessidade de corrigir as sberrages da vista
pelo tacto, da qual ae tem fallado desde Che-
selden.
c Em presenca dessas mudangas quotidianas
no estado mental do esperado, nio se transpoe,
segundo julgamos, recuparacio do sentido da
vista, O post hof trgo propter hoo noa parece
fluir assim directamente sobre a reproduegao
mental das imagens, de que fornece o fuodo e
os primeiros materiaes.
Esta ultima observagio (em perfeita relaco
com o objecto que nos oceupa. E' pelo sentido
da vista que o operado do hospital Saint Eloi re-
cebeu aa aipresios que o pozeram em commu-
nicagio com o exterior; ora, as impressoes vi-
suaes sao tao diversas, lio multiplicadas, tio vi-
vas que nio deve causar sorpresa a promplidio
dos resultados qse provocaran nesle caso. E'
duvidoso que o mesmo -efTeito se obtivesse tao
lempamente e cora tanta presteza pela recupera-
Cao de outro sentido que nio a vista. Se em
lugar de s*r cego, esti enfermo fosse auTdo-, a
cura deste estado patbologico nio teria prova-
velmente exercido senio mediocre influencia so-
bre o reappaTecimeot da Intelligencia.
Acresr-.enlemos, para sahir do dominio psyeho-
logico, que a operagio feita pelo cirurgiao de
Montpellier offerece amera o maior ioteresse, are
a limitamos i arte medical. Sabe-se quaolo sao
rarasas curas de demencia Confirmada. As cu-
ras sio excepcionaes nos casca desta especie, e
os mdicos alienistas concordata em considerar
ineuravel esta enfermidade, sebretudo quanto
amiga.
A observagio do eif urgiio de Montpellier ,
pois, importante, pois que expe i luz um caso
incontestavel de cura ebtida alias com singular
proruptidio. Este ioteresse augmenta-se anda
se refleclimos no genero de soccorres-que o do-
ente recebeu, e quando vemos o reappareeimeo-
to da razio ser a conseqoencis da recuperagio
de um sentido.
Supponhamos que nio sr tivesse ftito a ope-
ragio: este alienado seguramente (icaria no
mesmo estado-at o fim de seus-dia; sua in-
telligencia nao sera restabelecida peles- raeios
de trataraento em uso nos asylos de alienados.
Admittindo-se que oemprego bem dirigido des-
les* meios de trataraento Qtesse apparecer"qual-
quer melhora, a ausencia da vista teria abofado
essas primeiras esntelhasde razio e o individuo
recahiria sem duvida em seu estado- primi-
tivo.
Julgamos dever dar conta com alguma ex-
teosio da observagio recntenteme apresentada
i academia de medicina de Paria peto sabio
cirurgiao de Montpellier, no que revela urna
face nova na therapeutica cirurate. Multas
vezes com effeito a cirargia limita-se parte
physica da arte quod in therapeia mecanicum,
dizam os amigos. Devemo-nos facilitar por
v-la sahir por intervallos desse terreno acanha-
do e estender sua aegio-ae dominio ps-yehologt-
co. E' verdade que de todos os cirurgies acr
tuaes o professor Bouisson talvez o mais pro-
prio para dar-nos este genero de salisfagio, po-
seu espirito eminentemente destincto, seas co-
ohecimenlos litterarios e philosophicos; emQm
pela influencia doutrioal da escola medical de
que faz parte e de qne um dos mais eminentes
representantes.
LODIS FlGtlF.H.
(Prette.)
h, boa multar.
CONT NORUEGO.
I
Ha mais de um mez procurava eu em tamba
oabega que historia, ou que conlo podsse flo-
recer de testas i nossos jovens leilores, aos futu-
ros- aseignantes do Journal de Vebats ; porem
por mais que atormentasse minha memoria e re*
mechesse meus livros, nio onconlrava cousa
alguma, nada que fosse digno, tem das criangas,
nem dos adultos.
Com bem pozar meu, ia faltar 4 urna- promossa,
le ha seis annos tenho Ramente cumprido,
quando urna noite nao podondo conciliar o som.
no, lancei mao, conforme o meu costume, de
Montaigne, meu companheiro de vigilias, ubco
moralista que se l com prazer, qaando se tem
mais de quarenta annos..
mas urna
e porque
seu rea-
e a longa fidelidade de Penelope ? da fbula". E
resignado da meiga Griselkles ? d'um velho
cont de oalr'ora. Tara acharmos a boa molher,
que procuramos essa porta de rnarrn que de-
vemos baler.
Reli todos os coalos, chame! em meu soccor-
ro essa sabedoria das nagoes, sabedoria tao viva,
tio amavel tao ingenuamente expressa. Narra-
dores de contos indianos, persas, rabes, turcos,
ihibetanos, chioezes, italianos, hespaohes, fran-
cezes, allemaes,^ ioglezes, hollandezes, suecos,
noruegos, dlnamarquezes, russos lithuanios,
ludo interrogue!; nesse ocano di iraaginagio
lancei-rae como um affouto mergulhador ; raas,
de raister confessa-lo, nio fui lio feliz como
Montaigne com a historia, e s cont urna boa
raulhcr, aioda que tenha desenterrado de sob os
gelos e neves do norte, em um paiz selvjgem,
entre um povo grosseiro e somi-civilisado, por-
que emflm Pars nio na Noruega.
De Cadix i Stockolmo, de Londres ao Cairo e
Delhi, de Paris i Tehern e k Samarcande, a
darmos crdito aos contos, acham-se com abun-
dancia mogas astutas, mies sagazes,
boa mulber, onde se occulta ella,
nunca nos dizem eousa alguma k
paito ?
E' urna lacuna que noto nos eruditos.
Eis o que aaimou-me k contar a minha- histo-
ria. Ella simples e pouco verosmil, e al po-
de mesmo ser que os delicados achem-a ridicu-
la ; pouco importa, ella tem um valor que nin-
Kuem lhe contestar, nio commum. A curiosi-
dade de hoje est em moda, e o que di prego as
cousas, nio o seu mrito, a raridade.
Eis, pois, minha historia, tal pouco mais ou
menos como no-la contam os Sis. Asbjcernsen e
Moe, em sua curiosa collecgio d contos no-
ruegos.
II
Urna boa rnnlher.
Havia outro'ra um homem que se chamava
Gudhrand, e vhia em urna berdade rouitto sola-
da, collocada em urna collina distante ; chama-
vam-o tambera Gudbrando da rollioa.
Agora convm-saber que esse Gutbrao* tinha
urna excellentb mulher, o que raccede algumas
vezes-;. porem o que mais raro -que Gudm-and,
conhecia o valor de um tal tbesouro ; assim es
dous esposos viviam em urna paz profunda, go-
zando-desua commum felitidade, sem se Inquie-
taren],, nem: com a fortuna, nem po os annos.
Nio era cousa faeil; o passaro era aaiu com-
panheiro, inquieto por nio achar-se mala no
chao, elle defenda-se com o bico, cora as patas
com u azas. Em breve Gudftraird flcou cascado jjorinha.
."eatruianoa
a?-Poi felro, Barbas Pardas;
Abr os Ensaios ao acaso : todas essas pagi-
nas sio preciosas e dispertara a reflexio. Abr- o
capitulo intitulado : Tres boas mulkeres, capitu-
lo que comega assim :.
< Nio ha urna dnzia deltas, como todos sahem,
e principalmente para os deveres do matrkno-
nio ; porquanto um negocio tio cheio de es-
piuhos.is circumataniaa, que difBcil que a
vontade de urna mulher se mantenha por muito
lempo inteira. a
Montaigne um impertinente, exclamel eu fe-
chando o livro ; que I esse leitor sssiduo da an-
lguidade, esse lino conhecedor do coracio hu-
mano, s pu-de- descubrir tres omitieres boas,
tres esposas dedicadas em todos os aanaes ce-
gos e romanos I constituir-se um censor (ora
de proposito. A boadade o apaoagio da mu-
lher ; toda a mulher casada boa ou suppe-se
tal ; lembro-me que em nossos velhos juriscon-
sultos a presumpgioda lei em favor dessa bon-
dade.
A'vista disto fui tirar em minha bibiiolheca
um liado livro velho encadernado em marroqu
vermelho, e intitulado o Sonho de Vergier, lino
cheio de sabedoria e razio, escriplo por algum
veneravel clrigo no reinado do rei de Franja
Carlos V. Procurei a pagina que outr'ora hda-
me tocado ; mas ah I envelhecendo, a memoria
se altera de urna maneira singular I em vez de
acbar nessa veneravel reliquia o justo elogio da
bondade das mulheres, apeoas licom grande sor-
preza minha urna violenta satyra, chuta de textos
tirados de S. Agostinho, das leis romanas e do
dreilo cannico, com esta concluso digna de
exordio :
c Nio digo, entretanto, que nio baja alguma
mulher boa ; mas sao rarisaimas, e por isso diz
urna lei que nao se dees fazer urna lei de boat
mulheres, por quanto lei se dove fazer para
cousas, que commummente succedem, como
c est escriplo in Auth sine prohib. etc., o uta
vero el L. Nam ad ea, Dig. De Legibus.
Estes epigrammas jurdicos, estes frios gracejos
em um livro serio, chocaram-me aioda mais do
que os ditos do philosopho da Gascogoe.
Boas mulheres, peosei eu, encootram-se
por toda a parte. Na historia ? Nio ; a his-
toria escripia por homens, que s amara e ad-
miran) os hroes, digo, os que os saqueiam, es-
cravisam ou matam. Na theologia ? Nio
anda nio se perdoou is filhas d'Eva o peccado
que perdeu-nos, peccado, de que Ihes testi ain-
alguma cousa. No direilo ? Nio, sao os ho-
mens que azem as leis. A mulher para ellos
urna menor apenas, jurdicamente incapaz de go-
vernar-se si propria. Deus sabe qual aqui
como em todas as cousas a difirenos do (acto o
do direito I as pegas theatraes, nos romances,
as novellas.? Nio ; a perpetua narragio da
malicia feminina. Onde, pola, procurar as boas
mulheres. Naa fbulas, nos contos, no reino da
phanlaaia, no imperio do ideal ; esse o nico
lugar, onde o mrito tem seu logar, onde se faz
juitica virltrie, D'onde 4 ternura, de Baucis
Tudo qne Gudbrand fazla, j sua iurner o havia
pensado e desojado- de antemo, i le sorte que o
bom homem em nada podia tocar, mudar, reme-
cher na-easa, sem que sus esposa lhe agrade-
cesse o ter adoviohadoo previnid seu daejo.
Emfim vida corra para el les falcil, a berdade
perteocia-lhea, elles tioham ceta cascudos na ga-
veta de stra commoda e duas- beasfvaccas aa es-
tribarla. |
Nada Hies faitava; elles podiim envelhecer
sem temer a fadiga ,. nem a miseria sem
precisares da piedade.Dem meajmo di amisade
deoutrem
Urna noite que elles CMversavanv juntos ses-
peilo de su trabalhos e- projeetbs; a mulher de
Gudbran drz seu marido : /
Charo amigo, occorre-me urna idea : de-
voris tomar urna de nossas vaccase ir vende-1,
cidade : yque flear bastar para dar-nos man-
teiga e leile. Que necessidade temos nos de
cangarroo-B03 pelos ou'.ros ? Temos- dinheiro
que dorme na gaveta e nio tomo filhos ; nio
seria melbov que poupassemos nossos bragos que
envelhecero ? Tereis sempre em que occupar-
vos em casa, nunca vos faltario movis, nem
ferramentas- & reparar, o cu, eu Qearei mais
tempo junto de vos com a minha roca- e o meu
tuzo.
Gudbrand achou que sus mulher tinha razio co-
mo sempre, e desde o dia seguiote em urna linda
manhia dirigiu-se elle cidade coa a vacca que
quera vender. MasnSo-era dia de-mercado, el-
le nao acheu comprador.
Muito bem I muito bem I diz Gudbrand,
ainda que mais fosse, eu estou pago par tornar
conduzr minha vacca para onde a tirei ; tenho
eno e palha para a beata, e o caminho nio
mais comprdo na viada do que na. volta.
A' estaa^palavra* elle tomou traoquillamente o
caminho de sua casa.
No Rm do algumaa horassentiodo-se um pouco
fatigado, encontrn um homem, que conduzi&um
cavallo pera a cidade, um animal de lindo pes-
clo, sellado e bridado. O caminho longo, e
noite approxima-so, pensoe. Gudbrand ; pur
chando vacca, eu nao o acabarei, e araanhia
ser preciso torrwr comegap este passeio. Eis
um animal, que ser melhor para mim, eu en-
trarei em casa tio altivo como um bailio. Quem
seria feliz de ver seu maride entrar em trium-
pho como ujb general romano ? Seria a mulher.
do velho Gudbrand.
A' esta reflexio elle fea parar o marchante e
trocou a vacca pelo cavallo.
Apenas montado, teve.grande arrepondimenlo.
Gudbrand era velho e pesado, o cavallo era novo,
vivo, e espantado : no Qm de meia-nora o caval-
leiro ca minha va pe, com a brida passada ao
brago e puchando com grande difculdade um
animal que ergua a cabega ao vento, ou corco-
veava cada pedra do caminho
M acquisigao, pensava elle,, quaodo viu um
camponez que coaduzia um porco gordo, cujo
venlre tocava do- chao.
Um prego-que til vale mais do. que um
diamante que brilha e nio-serve psra. epusa al-
guma, diz Gudbrand, minha mulhe? o repeto
muitas vezes; e trocou o cavallo polo porco.
Era urna feliz idea ; mas o bom homem eo-
ganra-se com seu hospede : dom porco esta-
va cangado e nio quera mais nra tuecher-se.
Gudbrand fallou, pediu, jurou, foi em vio ; pu-
chou o porco pelo foeinho, empurrou-o para traz,
deu-lhe de lodos os lados ; tiabalho perdido, o
porco ficou no pd como um navio eacalhado so-
bre um rochedo.
O rendeiro angustisva-se, quando passou junto
delle um homem, que levava urna cabra, a qual,
com as telas cheias de leite, saltara, corra e
cabriolava.com urna vivacidade que eocantava os
olhos.
Eis o que me convm, exclamou Gudbrand ;
gsto mais desta cabra tio alegre, tio viva, do
que deste ignobil e estpido animal.
A' estas palavras e sem mais refleclir elle tro-
cou o porco pela cabra.
Tudo foi bem durante urna meia hora.
A demoiselle de longos chifres arrastava Gud-
brand, que ria-so deslas loucuras ; porm quan-
do nio se tem mais vate annos, deprossa nos
caneamos de trepar sobre os rochedos ; e assim,
encontrando o rendeiro um pastar que guarda*a
seu rebanho, nio teve escrpulo algum de per-
mutar sna cabra por urna ovelha.
Terei tanto leite coma da cabra, pensava elle,
e ao menos este animal ser socegado e nio fa-
tigar, nem mim, nem miaha mulher.
Gudbrand obrava com juizo; nada ba mais
meigo do que a ovelha. Ella nao tinha caprichos,
nio dava marradas ; porm nio camiohava, e
balava sempre. Separada de suas irmias, ella
quera voltar para junto d'ellas, e quanto mais
Gudbrand a puchava, tanto mais ella gema com-
passivamente.
Diabos carreguem este tolo animal 1 excla-
mou Gudbrand ; tio teimoso e tio chorio como
a mulher de meu vizinho. Quem me tifiar des-
ta beata balante, gemente e herrante ? A' todo o
prego me desembarago della.
Fagamos um negocio, se queris, compa-
dre, diz um eamponex que passava; tomae esta
pata gorda e de bom tamaoho. Ser melhor do
que este malvado carneiro, que em urna hora ar-
recentar.
da talar.
Apre I diz elle, o pauaro na animal ralm;
n- mulner "noca os quiz eos. casa.
Dito lito, na primeira herdade onde parou, tro-
cou a pata por um formoso gallo, de rica pluma-
gem e de bons espcwea.
Desla vez elle eslava saisfefto; verdade que
o gallo caotava de lempos tempos com urna
voz bastante rouca para encantar ouviiowle-
cados; mas como The tinham amarrado as pfrnas
0 posto de cabega para baixp, elle acabara per
consolar-ae com a sua sorte.
O nico inconveniente que havia ota que o dia
adianlava-se, e Gudbrand, que parlira antes da
aurora, achava-se lirdoem jejum e sem dinhei-
ro. O caminho aioda era longo ; o rendeiro aen-
tia fraquearem-lhe as pernas e o estomago bradar
de fome.
Era necessario lomar m partido heroico. Na
primeira estalagem Gudbrand vendeu o gallo por
um escudo, e como eslava com appetile gastou
at o derradeiro sold para saciar-so.
Em ultimo resultado, pensou elle, de que me
servira um gallo quaodo eu eslivesse morto de
fome ? '
Approximando-se de casa, o senhe-r da collioa
poz-se refleclir na singular maneira porque ter-
mioou sua viagem : antes de chegar sua casa,
parou na do vizinho Pedro,Barbas-Pardasco-
mo o chamavam no paiz. '
Ora bem I compadro,dz Barbas-Fardas, co-
mo foi de negocios na cidade ?
Assim. assim, respoodeu Gudbrand^ nio
posso dizer que fui muito feliz, nem tambem pos-
so queixar-me.
E contou tudo que lbe tinha acontecido.
Vizinho, diz Pedro, zertes muito bem ; se-
ris recebido com prazer por vossa caseira.- O
cu vos defenda I Eu nio quereria estar em resso
costado por ao} escudos.
-- Bom, diz Gudbrand da collina, as cousas
podenam tornar-se peiores para mim ; mas ago-
ra estou trauquillo. Tenha eu feito bem ou mal,,
lenha eu razao ou Dio, minha mulher tio boa
que nio ter urna palma dizer sobre tudo que
flz.
Eu vos ougo, vizinho e vos admiro; mas
com todo o respeito que vos devo, narr creio urna
paiavra do que me dizeis.
Queris apostar como eu nao tenho razao, diz
Gudbrand da collina? Tenho cem escudos na ga-
veta de minha commoda ; arrisco viote^ fazei o
mesmo de vossa parte'.
Sica, diz Pedro-, e j.
Feita a aposta, oa douyamigos entraram na ca-
sa de Gudbrand ; Pedro ficou-na porta da cmara
para ouvir o que dizam os dous esposos.
Boa noite, miaa velha, diz Gudbrand.
Boa noite, respondeu a boa mulher ; sois
vos, meu amigo ? Seja Deus louvado. Como pas-
sasles o dia ?
Nem bem, nem mal, diz Gudbrand. Chega-
do cidade, nao achei quem vender nossa vae-
ea ; assim, troquela-a por um cavallo.
Por um cavallo! diz a-mulher; urna boa
dea ; agradeceros de lodo ocoratao. Podero-
osos por tanto ir i egreja a carro-como tanta getr-
te, que nos olha de cima, e que nao valhe mais
de que nos. Se aos apraz ter um cavallo, e sus-
leala-lo, estamos'em nosso direito, en o espero-;
nio pedimos cousa alguma nioguem. Onde es-
t o cavallo? E' preciso deita-lo-na estribarla.
Nio o trouxe at aqui, diz Gudbrand ; no-
caminho mulei de parecer, e troquei o cavallo
por um porco.
Vede, diz a mulher, justamente o que eu
teria feilo em vosso lugar. Cem veres obrigida.
Agora, quaodo meus vizinhos vierem ver-me, te-
rei como todo o mundo um pedeeo-de presunto
offerecer-lhes. Que necessidade lemee nos de um
cavallo? Diriam por ah: Vdeos orgulhosos I
elles olham como indigno de si irem a- pe egre-
ja. E'"preciso por t> porco debaixo de teclo.
Eu nao trouxe caminho troquei-o por urna cabraw
Bravo I diz a boa mulher. Como nois sabio
o inlelligente I Refieetindo oisso, o que (aria eu
de um porco ? Aponlar-nos-hiam com o dedo e
diriam: Vedes esta gente? lude- quanto ga-
nham, eoniem I Mas com urna cabra, nu terei lei-
te, queijo, sem fallar nos cabrito. Melli de-
pressa a cabra na estribara.
Tambem nao trcuxaa cabra, diz Gudbrand ;
no caminho troquei-a por urna ovelha;
Bem vos couhego, exclamou a caseira ; foi
por mim que fizestes isse. Estou eu .envlele de
correr por montes o valles alraz de urna cabra ?
Mas urna ovelha dar-me-ha lia e leite. Meltei
a ovelha na estribara..
Tambem nio trouxe a ovelha, dia Gud-
brand.; do caminho truquei-a por urna pata.
Obrigada, obrigadarde lodo o meucoragao,
diz a boa mulher; o qu (aria eu de urna ove-
lha ? nao tenho tear; -unatrabalho tioaudeo de
lecer I e depois de tecidV, necessario corta-lo,
talhar eeozer; mais simples compran vestidos
como sempre fizemos ; mas urna pata,.urna pata
gorda sem duvida, eis-o .que eu desejava. Preci-
so de peonas psra o nosso travesseiro, e-ha mui-
to tempo tenho vontade de comer uoadia um
pato aseado. E' preciso fechar a ave a galli-
nheiro.
lambem nao iroiue a pata, diz Gudbrand ;
no caminho troquei-a-pos um gallo.
Charo amigo, diz-a boa mulher, sois mais
sabio do que eu. Um gallo, admiravel, me-
lhor que um relogio. que se di corda iodos os
das-; una gallo can la. todas s manhae- s quatro
horas, e diz-nos que tempo de louvarmos ao
Seahor e de trabalhsrmos. Urna pata^ que (arla-
mos della ?Nio sei csiiohar, e para meu tra-
vesseiro, Deus louvado! nio me (alta musgo mais
brando do que peona. Depressa, o-gallo para o
gallinheiro.
Tambem ni trpuxe o gallo, diz Gudbrand,
porque ao anoitecec sent urna (orne de cagador,
e fui obrijtado vender o gallo por um escudo ;
sem o que teria eu. morrido de fome.
Deus seja louvado por vos haver inspirado esta
boa idea, diz a caseira ; ludo que azeis, Gud-
brand, sempre conforme o meu coragio. Que
necessidade tomos.nos de um gallo? Somos-se-
ohores de nos mesraos, eu o creio; ninguemtem
que nos dar ardeos; podemosficar na cama.tan-
to tempo quanto quizermos. Aqui cstaes,. meu
bom amigo, eu aou feliz, e s preciso de-urna
cousa, da sentr-vos sempre meu lado.
Ento Gudbrand abriu a porta..
~~ Ora, pois 1 vizinho Pedro, o que diaeis- 4 is-
lo? Ide buscar vossos vinte escudos.
E elle abragou sua velha mulher con tanto
prazece mais ternura do que so ella apenas ti-
vesse- viole annos.
HI
A historia nio acaba ah: toda a medalha tem
H*U ssfainltM romper d'alva, a malher
partiu com a ochada no hombro, com a sem na
cintura, feliz de ver o sol e cantando como a an-
Quem fe
a casa?-
nao qneria se di
sea reverso ; o dia nio parecera tio agradavel
se o. nio expellisse a noite. Por mais perfeitas e
boas que sejam as mulheres, algumas ha, que
nao sio de humor tio, fcil como a caseira de
G.udbrand ; tenho necessidade de dizer qua s ve-
zes por culpa do marido Sa elle sempre ce-
desse, seria jamis contraralo?
Ceder? dirio alguos senhores de bgodes.
Sim, sem duvida, senio ouvi o que vos
ameaca. Neste tempo de nove e fro a experien-
cia nio pode deixar de ser til em Paris.
IV
A historia da vizinho Pedro, que quera o<>tfr-
nor a cata.
Pedro, Barbas-Pardas, nio se pareca en eou-
sa alguma com o vizinho Gudbrand; era teimo-
so, impertinente, colrico, e nio tinha mais pa-
ciencia que um cao, quem se tira um osso, ou
um gato, quem se infeza. Seria insupporlavel,
se o cu em sua misericordia nio lhe houvesse
dado urna mulher digna delle. Ella era volunta-
ria, teimosa, ralhadeira e nervosa; sempre
prompta i calar-so quando seu marido nio dizia
cousa alguma e gritar desde
------- quo elle abra a
bocea.
Era urna felicidade para Barbas-Pardas possuir
um tal thesouro. Sem sua mulher teria elle al-
gum da sabido que a paciencia nio o mrito
dos loucos, e que a docura a primeira das vir-
tudes ? '
Dm dia de ceifa de fono, entrando elle em sua
casa depois. de um arduo trabalho de quioze ho-
ras, mais furioso que de costume, pedindo a ceia,
que nio estava prompta, escoojurando, escu-
mando e maldizendo as mulheres e tua pre-
guica :
Bom Deus, Pedro, fallaos mais do que oin-
guem, diz-lhe sua mulher; queris trocar o vos-
so trabalho con o meo? A manhia eu cortarei
o reno por vos e vos fareis o servigo da casa em
meu lugar. Veremos qual dos dous tari mais tra-
Mlno e desempenhar melhor.
b UTO* Oanttfo a pata. 1 wfoui 0 reppeilo uoa licio qe precises. [ PM^-j I t. DIM, I, OirAW*, sl$i7
uco sorprendido de se echar
. mas ella
_ por arrependido; e assim poz-
se a bater a manteiga como se nio honresse Feito
outra cousa em sua vida.
Agente fcilmente se excita quando deserape-
nha um rxisler novo ; Pedrr/tinha a goela secca :
alte deseen adega para tirar cervefa na pipa
ia abrir a oroeira quinde oevio rosnar por
cima de sa cabega ; era o porco que (ossava a
cosinba.
Est perdida minha manteiga I exclamou
Barbas-Pardas.
E ei-lo que sobe as escadas de quatro, lendo a
torneira na mao. Que espectculo I s cassarola
entornada, a nata pelo chao, o porco revolven-
do-se em ondas de leite.
Um homem mais prudente teria perdido* a pa-
ciencia ; Pedro Be langa sobre A animal, que foge
grunindo ; pobre do ladrao, por que aeu senhor
apaobou-o na carreira e den-lhe na foote ama
pancada com a torneira lie bem applicada, que
elle caba estirado morto immediatamente.
Tomando a arma toda ensangaentada, Pedro
tembrou-te qua nio tinha posto- o batoque, e qoe
a eerveja corra sempre ; correu adega ; fez-
mento a eerveja nao vasava mais \ verdade que
uto- bavia urna s gotia na pipa.
Era necessario principiar oovameote o trabalho
e bater manteiga se quizesse jantar. Pedro foi
bascar mais leite ; bavia aioda bstanle nata para
reparar o accidente da manhia. Ei-lo, pois, a
baler e a bater com todas as forjas; nisto que es-
t a baler lembrou-se, mas um pouco tarde, que
avacca estava ainda ne estribara, e que ainda
nio lhe tinha dado nem comer, nem agua, bem
ue o sol j eslivesse bastante alto no herlsonte.
i-lo que quer logo correr i estribara : mee a
experiencia o tomara prudente:
a Eu teoho-meu fi.bioho qne engatioha, pen-
sou elle ; se ea-deirar a cassarola, o palife o der-
rama-la-ha ; anda ha pouco acoateceu-me ama
desgraga.
Nisto, poz elle a cassarola e foi depressa Mm
agua para dar de beber vacca, o poco era pro-
fundo, os baldes nio mergutharam *> Pedro que se
impacieniava tnclinoo-se sobre a borda. Ah
eia-c-reite escorrer-lne pela eaheca antes de ca'
bir no poco.
Decididamente, diz Pedro, nio terei hoje
manteiga ; cuidemos- na vacca ; muito larde
para leva-la ao campo ; mas ha ao tacto da casa
uma-ode colheita de feno, que aioda nio est
corlada ; nossa besta nada perder em ficar em
Baa.
Sabida a vacca da estribara, nio era difficil
faz-la-sabir ao teclo ; a casa construida em um
vo eslava-qoaai ao nivel do solo ; urna larga ta-
boa fez o negocio, e eis a vacca insultada eom-
modamenteem seu pasto aereo.
Pedro-nio'podia ficar no teclo guaroer a vac-
ca ; era necessario fazer a-sopa e leva-la aos cei-
fa do res-.mas era um homem prudente, e que
nio queajexpr sua vacca quebrar as costa;
amarrou-lbe, pei, urna torda pelo peseoeo *. fea
descer com cuidado a corda pela chamin da a>-
zinha, e feilo sto entrn era casa araarrand' a
corda na perna.
Desta maneira, pensou elle, eslou bena certor
que o animal ficar4 socegado, e-que nenhum maL
lbe acontecer-.
Elle enebeu ento a paneHa, deitou na bom
pedago de toacioho, legumes- e agua, collocou-a
sobre tiges, tirou logo da pedra, accendeu-o,
quodo de repente, eis a vaeea que estorre-
g* do tecto, e qe pucha nosso homem ci-
ma 4a chamin con a cabega- para baixo, cem os
s-para cima. Onde ira elle-? nioguem eabe,
se sea feliz destilo nao permittisse que urna gros-
sa barra de ferro o parasse na passagem. E ei-
ie ambos pendurados, a vacoa da parte de fra
Ped da parte de dentro, ambos cutre o cu e a
ierra e dando grito borri-eis.
Par felicidade a caseira nao tinha mais pacien-
cia que seu marido. Apenaesperou tres mina-
loe para ver se lhe tfaziam a sopa oa hora mar-
cada, ella correu caaa como se quizesse lancar-
Ihe loga.
Ao ver a vacca pendurads-, ella puchou pela
serra a cortou a corda. Foi um grande allivio
para.o pebre animal, que achou-se logo no nico
soalhc- que lhe convnha.
Nao o para Pedro um accaso meaos afortuna-
do, eHe, que nio tinfta o habito de olhar o cu .
cora-os ps para o a*. Coitado I "cabio em cima
da paoeila, a cabega em primeiro lagar. Mas
estan dito que tuda-lbe havia de sueeeder nesse
dia ra fugo nio tuina se acceodido, a agua estava
fria,. a paoeila nao fervia ; de sorte que Barbas-
Pardas eahio poi beora sua dessa provaoga dif-
cil sem outro incidente nio ser a testa rallada,
o nariz esborrachad e as duaefaces arraaadas.
Greg&s Deus ni bouve mais nada quebrado
do qua a panella.
Quando a caseirrentrou na- cozioha e viu sea .
marido todo desapoyado e banbado em sangue :
Ab I exclamou ella pondo s duas maos as
esdeiras, quem, pois, tem sempre raze em casa?
Eu eeifei e deitei .seccar ; e vos, senhor cozi-
nheiao, senhor pastf, senhor pae danaalila, que-
da manteiga, d porco,. da vacca, e do nosso
jantar Se nosso ttlho nao est morto, certa-
men lonao o devo ivs. Pobr menino I se nio
Uves Ua mi I.....
E-.assim duendo, pz-s chorar e solugar: el-
la tinha oecessilade disso. A sensibilidade nao
oao. accaso o triumpho da-mulber e as legriaias
o da iosensibilidade ?
Cedro recebeu o fura cao-em silencio, e tez bero;
resigoagao convm.s grandes almas. Por&m
alguns dias depois-os visiahos notaram tue ello
mudara a divisa de sua casa. Em lugau de dua
mos juntas, qu carreg**am um core^io amar-
rado com urna fii azut, e coroado com urna
efeMsma eterna, elle pintara sobre o frontal do
porta umeoxamede abethas, cora a sogtiole ins-
cripgio gravada e groasoa caracteres :
As abelhaa ierran com torga
As ms linguas mais ainda.
Por esse dia fui. toda a sua viaganga; mas o
diabo nio perdeu nada diaso.
V
Eis-abi minha histoiia, tal como a etntam nos
8eres de invern para eosinar a prudencia s jo-
vens Norueguenses. Entro a mulher de Gudbrand
e a de Barbas-Pardas cabe ellas esmlher com
seas riscos e perigos.
A escoln- fcil, diz-me urna, visioao amavel,
queseaba da passar av; deve imilar-so mu-
lher de Gudbrand tanto por prudeociasomo por
viriude. Vos, os homens sois mais pilhericos
do quo pansaos : quando o vosso egoisao est em
jogo, amaos a verdade e a juslica cono os mor-
iegos amam a luz. A feleidade- desass senhore
perdoar-nos quaodo sio culpados,e offerecer-
nos generosamente o esquecimooto quando sio
injustos para comoosco. O maiaorulenle dei-
xa-Oos fallare fingir que os acredtanos; assim,
que domamos esses auimacs soberbis e ferozes
e ooe os trazamos pela poata do naz como o
blalos da Italia.
Mas, mtohata, diz urna joven de cabellos
louros, nem sempre a gente se pdc calar : nao
ceder quando se tem razia um dimto.
E qaando nio se tem. minha ;hara sobri-
nha, um prazer de rei. Quo mulher renunciou
jamis esse privilegio real ? N todoa somos
alguma cousa primas dessa amavel seniora, que
nal de cenias esmagava seu marido com um
olhar soberbo.
Senhor, lhe dizia ella, doo-lhe miaha na-
lavra de honra que tenho razio. O que respon-
der ? E de que serve a forga se ella nao cede
fraqueza ? O pobre homem abaixava a cabeca e
nao dizia urna paiavra ; mas calar-ae as sem-
pre confessar-se vencido, e a silencio nao a
psz>
Senhora, diz urna joven cesada, quando se
ama seu marido, parece que nio ha cousa algu-
ma escolher, ludo fcil, e um prazer pensar
e obrar com elle.
Sim, minha filha, o sagrado da comedia :
todo o mundo o conhece, mas nioguem sa serv
delle. Em quanto oa derradeirosclaros da la
de mel acolaran urna nova casa, tudo rae bem -
apenas um marido previne un dos nossos dese-
jos, nos temos a viriude de odeixar fazer; porm
mais tarde nao acontece o mesmo. Como con-
servar o nossa imperio? A mecidade a a belleza
passara, o espirito nio basta; tlis, que Parisien-
se sena feliz ? Para ser dona de casa preciso
a mais divina das virtudoa,a bondade, urna
bondade cega, surda, muda, qieperdoe sempre
pelo prazer de perdoar. Amar mito, amar i lo.
do transe para que nos amem un pouco, eis o se-
gredo da felicidade pira as mulleres : toda a
moral da historia de Gudbrand.
EDLiRDO -1B0ULAIE.
[Journal des DnU.S, Filho.)
' *k m.
~KT


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