Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06155


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Full Text
>
ANO XXITII HIERO 66
Por tres mezes adiaiUdos 5$000
Por tres mezes vencidos 6JJ000
1
.
- -' -
OiRTA FEIBA 2ft 1E MABgO DE IM
Poraanoadantadof9$000
Porte fraico para o subscriptor.
BNCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, a Sr. Jernimo da Cosa.
I'AKIIUas DOS CUKKElUS.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segunda e
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garaohuns as tercas-Teiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Ri Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE MARfO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
n ua noTa ss ll horas e 18 minutos da man.
15 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
(26 La eheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAHAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
J18 Segunda. S. Gabriel archanjo; S. Narciso.
19 Ter?a. S.Jos esposo de Nossa Senhora.
20 Quarts. S. Hartiuho Doraiense are.
21 Quinta. S. Bentoab. fundador; S. Berilio b.
22 Sexta. As Dores de Nossa Senhora.
23 Sabbado. Ss. Flix e Domicio mm.
|24 Domingo de Ramos. S. Agapito ab.
AUUlKrtUlAa UUS TR1BUNAK& UA CAPITAL.'
Tribunal do commercio ; segundase quintas.
Relaco: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mefo dia:
Dito de orahos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda rara do civel :
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
Secretaria do governo de Pernambuco 19 de
margo de 1861.
S. Exc. o Sr. presidente da proinciav manda
convidar aos senhores chefes das reparticoes pu-
blicas civiso militares, aos empregados das mes-
mas, e aos de mais cidados para assislirem ao
cortejo que se tem de fazer efligie de S. M. o
Imperador, no palacio do governo, as 5 horas da
tarde do dia 25 do correte, anniversario do ju-
ramento constituicio do imperio.O secretario
do governo, Joo Rodrigues Chaves.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da Marinha.
DECRETO N. 2,756 DE 27 DE FEVEREIRO DE 1861.
Eslabelece regras sobre a construegao e conser-
vando de curraes de peixe, as costas, porlos e
oulras aguas navegaveis do Imperio.
Sendo conveniente estabelecer regras sobre a
construegao e conservacao de curraes de peixe
as costas, portos e outras aguas navegaveis do
Imperio, hei por bera decretar o seguinte :
Art. 1 As cmaras municipacs continuarlo a
conceder lcencas, nunca excedentes a dous an-
uos, para a construegao de noves curraes de
peixe e conservago dosj existentes,precedendo
sempre declaragao das respectivas capitanas dos
portos, e as diligencias e exames proscriptos no
art. 13 do regulamento n. 447 de 19 de maio de
1846.
Art. 2o As capitanas recusaro essa decla-
ragao ;
1 Quando o lovantamento ou construegao dos
curraes flxos prejudicar navegagao de qualquer
especie ;
2o Se 03 curraes houverem de ser construidos
ou conservados em lugares que na baixa mar
nao fleam em secco, ou cora menos de tres pal
icos de agua.
3o Se os curraes houverem de ser censtruidos
ou conservados nos lugares onde possam causar
grande accumulago de arca ou lodo.
4o Se licarem em distancia menor de cem
bragas uns dosoutros.
5o Se os curraes houverem de ser construidos
ou conservados em distancias menor de tresentas
bragas das embocaduras das barras, bahas, rios
e outras aguas navegaveis, e fra das emboca-
duras em distancia menor de mil bragas,
Art. 3" Neohura curalae poder levantar senao
mediante as seguinte condiges :
Ia Os mouresou estacas serio de comprmen-
to tal, quo as mares mais altas excedam tres
palmos pelo menos superficie das aguas.
2a Os ditos moures e estacas nao sero Anea-
dos mais de tres palmos na arfta ou lodo, ou de
dous em fundo mais lirme.
3a A estacada ou engradameoto, qualquer que
soja a sua forma e materia, ter os necessarios
intersticios para dar fcil sahida ao peixe aioda
pequeo.
Art. 4o Os proprietarios ou usuarios dos cur-
raes serio obrigados a remover mensalmente as
baixas de alguma das grandes mares a ara ou
lodo que dentro e em redor dos mesmos curraes
esliver accumulado; langando-os em trra (Irme,
ou no lugar que or designado pelas capitanas
na declaragao que preceder a concessao da licen-
ga do art. Io
Art. 5o Nessa mesma declaragao se determi-
nar com particular lndividuago o local em que
o curral deverser asseotado, e bera assim a sua
direegao e limites.
Art. 6* Nos banhados e alagadigos dos rios e
aguas navegaveis permittida a construegao de
curraes flxos sera dependencia dos exames exigi-
dos no art. 1, urna vez que Qquem na distancia
de trinta bragas pelo menos das margena, salvo
as posturas municipaes, e precedendo communi-
cagao j capitanas de porlos, que os podero
prohibir, se por qualquer circumstancia especial
forera prejudiciaes navegagao. aos estabeleci-
mentosde marinha e aos logradouros pblicos.
Art. 7* Sao pormiltidos os curraes movis em
qualquer parle das aguas navegaveis, comanlo
que nao erabaracem a oavegagio, e devendo seus
proprietarios ou usuarios remov-los do Ires em
tres mezes para outros lugares.
Art. 8o Os curraes movis podero ser cons-
truidos de madeira, ferro, ou de outras materias
com engradameoto que oiTerega sahida ao peixe
anda pequeo. Serio fuodeados por meio de
ancoras ou pesos, e nunca por moures ou esta-
cas fixados no fundo.
Ar. 9o So algum curral movel garrar ou soffrer
avarlas que deixem no fundo qualquer parte
delle, o proprietaro ou usuario ser obrigado a
retira-lo extrahiulo o material que es ti ver
submergido.
Ar. 10. Todo aquello que construir ou conser-
var curral fixo sem que lenha obtido a licenga
de que trata o art. Io acorrer na multa de 50
a 100#, sendo alm disso o curral demolido sua
custa.
A ligenga para a conservago dos eurraes ja
existentes ser apresentada dentro de tres
mezes.
Art. 11. O que, tendo obtido licenga, infrigir
alguma das disposiges relativas aos curraes
fixos, incorrer na multa de 10$ a 305, devendo
o curral ser demolido sua cusa, ae dentro de
dous mezes, nao salisfazer o preceito infrin-
gido.
Art. 12. Aiofracgo de qualquer das disposi-
ges sobre curraes movis ser punida com a
multa de 4 a 12. F
Art. 13. No caso do att. 9 ser tambem ap-
prehendido o curral e arrematado *em beneQcio
dos cofres daa multas, se dentro de 30 dias o
infractor nao procurar resgata-lo, pagando as
despezas de sua extrago.
Art. 14. Para os casos de infraego das dispo-
siges do presente decreto, o processo ser o
determinado no regulamento n. 447 de 19 de
maio de 1846.
Francisco Xavier Paes Barreto, de meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
da marinha, o tenha assim entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 27 de fevereiro
de 1861, 40* da independencia e do Imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco
Xavier Paes Darreto.
Governo da provincia.
Expediente do dia 16 de marco de 1861.
Officio ao Exra. presidente da provincia da
Parahiba.Respondendo ao officio que V. Exc.
me dirigiu em 2 do correte, cabe-me dizer-lhe
-que nesta data espego as convenientes or-
dena para seren transportados para essa pro-
vincia, no vapor Oyapock, nao so os objectos
mencionados na relagao junta, mas tambem o
alteres Diogenes Gomes de Hollanda Costa, e o
soldado seu carnerada.Oflciou-se ao arsenal
de guorra acerca da remessa dos objectos, e pro-
videncime sobre a respectiva condugo, bem
como sobre a passagem do referido alteres.
Dito ao coronel commandante das armas.
Sirva-se V. S. de mandar por em liberdade.dan-
do-lhe beixa se j estire: alistado a Mi-
guel Archanjo Santiago, depois de verificada a
ua ideotidade, visto estar nenio do recruta-
mento por contar 40 annos de idade, como se
y do documento junto inclusa peligo, que
me ser devolvas, m
Mandou-se tambem por era liberdade, dando-
Ihes baixa se j esliverem alistados, os recrutas
.Manoel Jos de Santa Anna e Joio Baptista da
Silva Goozaga.
Dito ao mesmo.Passo s mios de V. S. para
terem o conveniente deslino, as reljges de alte-
rages occorridas em differentes mezes com mili-
tares que perteneem aos corpos mencionados em
a noli junta por copia, e se achira fra delles.
Dito so mesrao.De conforrnidade com o aviso
i repartigao da guerra de 7 do corrente, sirva-
V. S. de expedir as convenientes ordens para
que o soldado Jos Antonio de Miranda, que foi
transferido do 2o batalhio de infantana para o
corpo de guarnigo do Cear^e recolha quanlo
antes ao mesmo corpo.
Dito ao raesmo.Devolvo a V. S. as contas
em duplcala do consumo do gaz nos quarteis
dos batalhoes9 e 10 de infantara, e no hospi-
tal militar, relativamente ao mez de Janeiro ulti-
mo para que as mande authenticar, de conforrni-
dade com o parecer do inspector da thesouraria
de fazenda, constante da copia junta.
Dito ao mesmo.Em addittamento ao meu of-
ficio de 14 do corrente, peloqual mandei por em
liberdade a Joaquim Polycarpo da Silva, declaro
a v. S. que o verdadeiro oome desse recruta
Joaquim Policarpo de Lima.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Era
vista das razes ponderadas pelo commandante
da estagao naval no oQkio incluso por copia,
curapre que V. S. mande virar de querena o
brigue escuna Xingn', afira de que possa rece-
ber osconcertos, de que precisar no fundo, eque
segundo se presume, devem ser de pouca impor-
tancia.
Dilo ao commandante superior do Recfe.
ExpegaV. S. as euas ordens para que um dos
corpos ds guarda nacional desta cidade preste
urna guarda de honra para acompanhar a pro-
cissao do Sr. Bom Josus dos Desamparados e
de Mara Sautissima, que tem de sahir da igreja
de Nossa Senhora do Tergo, no dia 22 do corrente,
s 3 horas da tarde.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda,
Pela leitura do aviso da repartigao da marinha
de 2 do crreme, junto por copia, ficar V. S.
inteirado de ter sido approvada a deliberagio que
toraei de autorisar por offioiosde 7 c. 10 de feve-
reiro ultimo, o pagamento das ferias dos empre-
gados as obras do melhoramento do porto e a
despeza com a compra do material preciso para
continuagao dellas.Communicou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
Dito ao mesmo.Logo quo vier o crdito pe-
dido para a rubricaobras do ministerio da ma-
rinha, mande V. S. pagar Joao da Costa Re-
g Lima os seus vencimentos, correspondente aos
mezes de Janeiro e fevereiro ltimos, os quaes
tem deixado de ser pagos por falta de quota, so-
gundo consta ds sua informago de hontem, sob
n. 199.
Dito ao mesmo.Estando terminar o prazo
de tres annos, por que foi arrendada a casa da ra
do Mondego, que actualmente serve de quartel
general do commandante das armas, determino
V. S. que contrate, para o mesmo deslino, e
por igual prego, se por menos nao se poder ob-
ter, com o respectivo proprietaro, a casa n. 3 da
ra do Imperador.
Dito ao mesmo.A' vista do incluso pedido e
da informago ministrada por V. S. em data de
15 do corrente, o autoriso msndar adiantar ao
almoxarire do hospital militar a quantia de res
rlOOfOOO para occorrer s despezas daquelle es-
ta beleciraenlo na 2a quinzena do presento mez.
Communicou-se ao commandante das armas.
DitoAutoriso o conselho administrativo
comprar para foroecimento da pharraacia do hos-
pital militar, os medicamentos e mais objectos
mencionados no incluso pedido.Communicou-
se thesouraria de fazenda.
Dito ao director geral da instruego publica.
De conforrnidade com a sua informago de 14 do
corrente, sob n. 55, mande Vmc. entregar Ma-
ra Joaquina Ribeiro, seu filho Leandro Evan-
gelista Rjbeiro, educando do collegio dos or-
phios, que tem ultimado o seu curso, e bem as-
sim, a dimitir nessa vaga o de nome Rodopiaoo
da Cruz Ribeiro, a que se refere o incluso reque-
rimento.
Dito ao engenheiro W. Martineau.Recom-
mendo Vmc. que, de conforrnidade com o or-
gamenlo que se refere o seu officio de 16 de
laneiro nltimo, mande com urgencia dar prin-
cipio aos reparos do que necessita Cruz do Pa-
trio ; ficando Vmc. serlo de que as despezas a
fazer-se com os ditos reparos devem correr pelo
crdito designado para as obras do melhoramen-
to do porto, como declarou o Exm. Sr. ministro
da marinha em aviso de 4 do correle.Com-
municou-se ao capito do porto e thesouraria
de fazenda.
Portara.O presidente da provincia.attenden-
do ao que requereu Rosa Mara Fooseca de Al-
buquerque, professora publica de instruego ele-
mentar da freguezia de S- Pedro Martyr de Olin-
da, e a informago do director geral da instrue-
go publica, ouvido o conselho director, resol-
ve, nos termos da 2a parte do art. 29 da lei pro-
vincial n. 369 de 14 de maio de 1855. jubilar a
mesma professora, com o ordenado correspon-
dente ao lempo de effectivo exercicio no seu ma-
gisterio. Fiseram-se as commuoicaces pre-
cisas.
Dita.Os Srs agentes da companhia brasilei-
ra de paquetes vapor, mandem dar passagem
de estado para o Pari no vapor Oyapock, ao Dr.
Carlos de Cerqueira Pinto, chefe de polica da
provincia do Amazonas, ei sua senhora.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao Exm. conselheiro Josino do Nasci-
menlo Silva, director geral da secretaria de es-
tado da justiga.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda aecusar recebida a communicagio
que V. Exc. lhe dirigiu em> 6 do corrente, da
qual consta que por decreto de 26 de fevereiro
Ultimo, houve S. M. o Imperador por bem con-
ceder ao bacharel Jos Marta Cardozo a demUso
que pediu do lugar de juiz municipal e de or-
fnaos do termo de Cabrob, e por decreto do
_deste mez nomear juizes municipaes e deor-
phios os hachareis Antonio Joaquim Buarquo
de Nazareth e Pedro Secuodino Mendos Lins, es-
te do termo de Santo Anto nesta provincia e
aquello de Alagoas na provincia do mesmo no-
me.Fizeram-se as communicages do estylo.
Dito ao coronel commandante das armas.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que em aviso de 8 do corrente
declarou o Exm. Sr. ministro da guerra ter ex-
pedido ordem ao director do arsenal de guerra
da corte para foroecer ao nono Walhao de in-
fantara os Irnos constantes d nota junta por
copia.
Dito ao mesmo.De ordem de S. Exc: o Sr.
presidente da provincia, passo s mios de V.
Exc. para terem o destino indicado em a nota
junta 49 exemplarea Ja ordem do dia da repar-
tigao do sjudanl* general, sob a. 244, e data de
28 de fevereiro ultimo.
Nota a que se refere o oficio supra.
Para o commando das armas......- 3
a companhia de artfices......1
de (avallara.....1
O corpo de guarnigo...... 4
o quarto batalhio de artilharia. 10
* o segundo dito de infantaria, 10
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCA DO SU^
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Babia
Sr. Jos Martina Alves ; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietaro do diario Manoel Figneiroa de
Faria.na sua livraria praga da Independencia ds.
0 6 o.
. o nono dito dito...... 10
o dcimo dito dito........10
~49
Dito ao inspector do arsenal de marinha.De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
communico V. S. que por decreto de 3 deste
mez, como constou de aviso dtalo de 4, foi uo-
meado ministro o secretario de estado dos nego-
cios da marinha o Exm. Sr. chefe de esquadra
Joaquim Jos Ignacio.Communicou-se mais
quem compela.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda trans-
mlttir V. S. as 10 inclusas ordens do thesouro
nacional ns. 37 a 47, menos 45.
Dilo ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda entregar V. S. o incluso offi-
cio da secretaria de estado dos negocios da fazen-
da, datado de 6 do corrente, acompanhado do
conhecimento di quanliade 20:000&000 em moe-
da3de prata, que tem de ser entregue nessa the-
souraria pelo commandante do vapor Oyapock.
Dilo ao director do arsenal de guerra.O Exm.
Sr. presidente da provincia manda communicar
V. S. que em aviso de 6 do corrente declarou
o Exm. Sr. ministro da guerra haver nessa data
reiterado asrdeos ao arsenal de guerra da corle
para salisfazer, com a possivl brevidade, o for-
uecimento das duas bombas com mangueiras e
carros de conduzir saceos de salvago, que se
mandaram fornecer esla provincia por aviso de
4 de fevereiro do anno prximo passado.
Dito ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda declarar V. S. que o recruta
Jos Leandro de Barros, destinado para o presi-
dio de Fernando, leva coinsigo sua mi Feli-
ciana Pereira da Silva.
Dito Carlos Luiz Carabronne.Pela secreta-
ria do governo se comrauuica ao Sr. Carlos Luiz
Cambronne, para seu conhecimento, que, segun-
do consta de aviso do ministerio da fazenda de
26 de fevereiro ultimo foi inJeferdo o requeri-
raento em que S. S. pedia a reslituigo dnsdirei-
tos de coosummo, que pagou pelo3 objectos des-
pachados na alfandega desta capital para sua era-
preza antes da publicado do decreto n. 1110 de
24 de setembro de 1860, visto a lei nao ter forga
retroactiva.
DESPACHOS DO DIA 15 DEMARCO DE 1861.
ilequerimtntos.
4076.Alexandre Vieira de Araujo.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
4077.A irmandade de Nossa Senhora do Ter-
go. Dirija-se ao Sr. commandante superior da
guarda nacional do municipio do Recito.
4078.Francisco Virissimo Bandeira.Informe
o Sr. director geral da instruego publica.
4079.Hilario Jos Paula e outro A preten-
do dos supplicaotes pende de informago do
juiz municipal de Garanhuns
4080.Miguel Cunegundes Cavalcanti de Al-
buquerque. J est prvido o lugar que re-
quer.
4081.Odorico Alves Raposo da Cmara.
Iuforme o Sr. commandante superior da guarda
nacional deste municipio.
4082.Joao da Costa Reg Lima.A" thesou-
raria de fazenda se expediu ordem para pagar o
supplicante logo" que chegue o crdito pedido pa-
raa rubrica obras do ministerio da marinha.
4083.Amaro Jos.Impetre o supplicante ao
governo imperial a graga que pretende com os
documentos que tiver, queopportunamente se
juniaro os que faltarem.
4084.Affonso Maranhao de Sobral.Os ven-
cimentos do supplicante do ldejulho do 1859
30 de novembro de 1860 foram pagos ao seu
procurador Joaquim Pereira Borges, e os de de-
zembro ultimo em diante anda nao foram pagos
por nio terem sido procurados na thesouraria,
quanlo ao dias do mez de junho de 1859, requei-
ra mesma thesouraria a sua liquidago por per-
lencer ao exercicio Ondo.
EXTERIOR.
Ha dias referimo-nos na nossa revista de po-
ltica exlerna a urna correspondencia de Caprera
publicada pelo Sicle, em que mostrava qual era
o systema de vida seguido ali por Garbaldi. Em
seguida publicamos essa correspondencia, para
que melhor se possa apreciar o que entio escre-
vemos :
Caprera, 27 de Janeiro.
Meu caro amigo
Parti de Genova a 23 deste mez em compa-
nhia de Bixo. do coronel Deideri, do major Vec-
cni e de muitos outros que se dirigiam como eu
a Caprera. Turnamos tomado todas lugar a bordo
do Saint George.
Tiaha-me esquecdo de pedir em Turim ao
nosso amigo Macchi urna carta de introduego
para Garibaldi; tendo em Genova entrado Ber-
tani doente, toroou-se-me impossivel pedir-lhe
que me iotroduzisse; parti, pois, sem outro re-
curso mais do que o de reccorrer a um bilhete
de risita com as palavrasReboli, phrenologo ;
anda que me lsongeie muito deste titulo, con-
fesso que o julgava insufficiente para me apre-
sentar a Garibaldi.
Vecchi, que eu conhego ha muitos annos,
appareceu-me como um salvador no tombadilho
do Saint George, e desde logo sent renascer a
minha confianga.
O major Yecchi proprietaro na villa Spi-
nola, na qual habtava Garibaldi antes da sua
partida para a Sicilia. Foi na villa de Spinola
que se combinou entre Garibaldi, Bertani e Bixo
a expedgo dos mil; vedes, pois, que eu eslava
em boa posigo.
Dentro em pouco fiz o meu conhecimento
com Bixio e com outros, e durante o trajelo to-
das aquellas cabegas, lo inlelligentes e extraor-
dinarias, foram como subjugadas por mim. Po-
dis rir vossa voniade, mou caro amigo, mas eu
fazia a admirago de todos pela maneira porque
apresentava as minhas observages. Esta peque-
a vantagem permittio urna entrada triumphel
em Caprera.
A ilha da Magdalena parece, pelos decretos
da Providencia, ter sido enllocada a urna hora de
caminho de Caprera para servir de hospedagem
aos viajantes enlhusiaslas que vem visitar Gari-
baldi de todos os pontos do mundo ; neste pe-
queo porto enconlrei dous vapores inglezes que
linham trazido viajantes para Caprera; e o navio
Emma, perlencente a Mr. A. Dumas, e que toha
sido posto dspo8go de Garibaldi.
Bixio, Deideri e os outros partiram adianto,
aflm de preparar a minha entrada; pela minha
parle aproveilei a maohj para explorar a ilha.
c Foi para Magdalena que Garibaldi foi trans-
portado quando aahio da prso. Ali que o mi-
nisterio Pinelli o tioha feilo encerrar depois da
lomada de Roma em 184; foi daquella ilha, que
por ordem do governo, o fizeram transportar
America, e foi finalmente na Magdalena que elle
portanlo tempo se entregou ao commercio do
carvo de pedra.
* ,N.ilha si* familia Susini, com quem Ga-
ribaWi se .cha ligado ha muitos annos. Foi o ve-
lbo Susini que comprou por prestages o peque-
no dominio da Garibaldi; o terreno nio caro
em Caprera, porque aquella bom homem asse-
guroii-me que a maior prestado que Uan sido
paga por elle,
50 fr.
em nome de Garibaldi, fra de
a As duas horas, cheguei a Caprera, que tica a
urna hora de Magdalena.
Caprera nao mais do que um rochedo es-
carpado, sem verdura, sem urna nica arvore,
agoulado pelos ventos, onde se nao pode dar dez
passosi sem escallar urna multido de pequeos!
roenedos. porque em Caprera sao desconhecidas
as estradas.
Eutr6i, nao sera receio, nessa pequea casa,
raais commovido do que se me eaconiras.se ua
sala do primeiro throuo do mundo. Julguei que
eslava em plena deputago ; na cmara de Gari-
baldi estavara muitos inglezes, entre elles um so-
bnnho de lord Derby. Mas isto nio impedio que
Garibaldi se dirigisse a mim : Sois o doutor Re-
boli, reconhego-vos pelo vusso retrato: sede
bem vindo.
Assentei-me entre a deputago: um gene-
ral inglez mandava Garibaldi urna medalha de
prata que tinha ganho cm Warterloo ; outro, da
parte da familia Rosbach, entregou Garibaldi
urna grande medalha de brooze, cunhada em
honra da batalha de Rosbach. na qual li estas
palavras : Qtta nihil majus meliusve; Rosbach,
5 de novembro 1757.
a Garibaldi agradeceu deputago, fallou mui-
to da coragem desenvolvida pela legio ingleza
era frente de Capua, e despedio-se.
a Garibaldi sahio atraz d'elles, e esquecendo-
se de mim, foi por-se a quebrar grandes pedras,
das quaes elle mesmo coostrue pequeoas mura-
Ihas da altura de um metro. Estes pequeos mu-
ros sao destinados tanto para desembarazar o
terreno, toroando-o proprlo para a cultura, como
para preservar os vegetaes que cultiva sua
sombra do suo que queima e secca tudo na
ilba.
a Garibaldi tem construido 2.500 metros des- ,
tas muralhas em Caprera. Foi elle mesmo quem ;
m o disse.
Aioda me conservara no meu lugar, se The-
resina, filha de Garibaldi, e mad Deideri nao li-
vessem vindo levar-me d'alli. Em quaoto Gari-
baldi britava assuas pedras, todos estavam reu-
nidos no quarto de Theresina, e dangava-se ao
som do piano.
< Na humilde casa de Caprera ha seis quar-
tos ; o de Garibaldi que tem duas janellas, um
canap em que se deita Deideri, um monte de
papis no chio, urna mesa ordinaria, o finalmen-
te urna pequea escrivaninha nova, que sem
duvida acabava de chegar, porque 03 pes aiuda
estavam envolvidos em papel pardo, como se 3e
trafasse de movel precioso.
a Ao p d'este quarto fica a sala de jantar,
que quasi (o pequea como a nossa ; urna
mesa usada e algumas cadeiras, sio toda a sua
mobilia. A* noile estendem-se all colchos, e'
dormem seis, oito e mais, segundo o numero dos
visitantes.
Segue-se depois o quarto de Menotti, filho
de Garibaldi ; difireme dos outros, porque
n este quarto ha um perfeito museu, onde vi
bellas armas em tropheu.
. A cosioha a pega principal; todos elli
se demoram, porque a major, e d'ella se v
o mar ; e Garibaldi assenta-se all de bom
grado.
Depois da cosinha est um pequeo quarto
eheio de caixas, voluntes, malas, colches, i
em summa urna confusio ; urna sala que
de da serve para o expediente e noite para
dormir.
O ultimo aposento o quarto de Theresi-
nha ; o que est melhor guarnecido de todos :
a filha de Garibaldi divide esse quarto com ma-
dama Deideri. Vera se all dous pequeoos lei-
tos de ferro, um canap, um piano, um armario
usado com roupa, do qual madame Deideri sem-
pre tem a chave.
c Devo tambem dizer de passagem que, no
momento em que Garbaldi parti para a Sicilia,
Mr. e madame Deideri, que possuem urna pe-
quena fortuna que se calcula em 60,000 francos
adoptaram legalmente Theresinha, aflm de lhe
deixar a sua pequea heraoga, porque nao teem
filhos.
A descripgo da casa fez-me afaslar; vis-
to pois ao quarto de Theresinha, onde Garibal-
di entrou co momento em que eu exaronava a
cabega de sua filha. Vi-o sorrir, o que me nao
irapedo que (be pedisse para consentir que a
sua cabega fosse entregue sciencia ; todos me
acompanharam neste pedido, afirn de o po-
der resolver, e tivemo a fortuoa d'elle con-
sentir.
Podis rir do meu fanatismo, mas posso as-
segurar-vos que o momento quo passei exa-
minar aquella notavel cabega, foi o mais feiz da
minha vida ; vi, meu caro amigo, vi esse gran-
de homem prestar-se como urna creanga, a ludo
quanto eu lhe pedia ; essa cabega que abrange
todo o mundo, tive-a eu as minhas mos mais
de vinte minutos, sentindo cada instante de-
baixo dos meus dedos as desigualdades, e os con-
trastes do seu genio.
Sim, o exame durou mais de vinte e cinco
minutos, sem que elle manifestssse um signal de
impaciencia. Antecipadamente tinha eu prepa-
rado todas as minhas bateras ; em urna grande
folha de papel tinha eu designado as vinte e seto
facilidades fundamentass da craneologia deGall,
assim como os orgos suppleraentares de Spur-
zhem ; e o mejor Vechi escrevia dictado por
mim diante de todos.
Nao vos, meu charo amigo, que tantas
vezes tendea dado de baralo a sciencia de Gall,
que quero dar coota do resultado daa minhas ob-
servages, serla alm disso muito longo ; propo-
nbo-me escrever todos esses phenomenos incri-
veis que acabam de fazer triumphar a sciencia
de urna maneira to nolivel, em urna brochura
especial, que ha de ser lida pelos homens se-
rios que procuram a vordade pela experiencia, e
que nio negam djjrtori, como tantas vezes ten-
des feito.
< Garbaldi tem 1 metro e 64 centimentos de
altura. Tive oecasio de medir todas as propor-
ges; a largura dos hombros, o compriraento
dos bragos e das peroas; em urna palavra um
homem bem proporcionado, forte, e de um tem-
peramento nervoso sanguneo.
c O volume da cabega notavel, ophenomeno
principal a altura do crneo, medida desde a
orelha at o alto da cabega, que de 20 cent-
metros.
< Esta predominancia da parle-superior da ca-
bega ao primeiro golpe de vista, e sem exame
previo, denata um organisago excepcional; o
desenvolvmenlo do crneo na sua parte superior,
que onde se flrmam os sentimentos, indica a
prepotencia de todas as facnldades nobres sobre
os instinctos.
c Em summa, a craneologia da cabega de Ga-
ribaldi, depois de examinada, approsenti urna
phenomenalidado original das mais raras, e po-
de diier-se mesmo que sem precedentes: a har-
mona do todos os orgos perfeita, e o resulta-
do mathematico do seu todo ap'presenta o se-
guinte :
Anogago em primairo lugar, e por toda a
parte ;
c Prudencia e sangue-frio ;
c Austeridsde natural de costumes ;
Meditagao quasi perpetua ;
c Elocuencia, grave e exacta ;
l IfitM fl.Qmi.qaRl.e,
PERNAMBUCO.
A sua incrivel deferencia com os seus ami-
gos a ponto de soffrer com isso.
A sua perspicacia a respeito dos que o cer-
cam principalmente dominante.
Era urna palavra, meu caro, sem vos afadi-
gar com todas as comparages, lodos os contras-
tes de causal, de habit.vidade de construegao,' proced^eu peran T 1^ c.oncurs uma cabeg, rnar.vlhosa, orgnica, que a sc S vaga. dP. ? .rio\urlri,'-,lia-?-r'.*,,.C"1 P"a
de estudar a lomar por modello. n if.I el plu,n. ah 'sientes.
-HonteREV,!ST* DIARIA.
i ultimou-se o concurso, que se
enca na de estudar a lomar por modello.
Agora quera dar-vos os detalhes que me
perlistes a respeito de tudo quaoto toca a Gari-
baldi ; mas esta carta, j extensa, nio poder
nunca cooter metade do que eu vi e observei.
ISao ha criados em casa de Garibaldi : cada
nm se serve a si mesmo. EiTectvamente s
observei quo houvesse o cosinheiro qiie napo-
litano ; alm disso administrador e guarda rou-
pa de Garibaldi.
Est l um pinlor milanez chamado Zucceli,
que veio para tirar o retrato a Garibaldi, quo
apenas Ihes permiti alguna minutos de lempos
a tempos ; o general, que julga sempre que o
retrato esta sufficientemenle acabado e seme-
inante, nao quer demorar-se por mais lempo. O
infeliz piotor est desesperado.
No primeiro dia jantmos uns doze n'uma me-
ue apenas poderia conler seis coberlas ; o
^r y "5; Presidente autorisou o contrato
H,?f.,iCOmprhla e Beberibe Pa" collocar um
J," \D ba,rro da B>-vista em direcgo de
Santo Am.ro. e em localidade que se preste
convenientemente satisfaga (lessa necessi-
2d.deqUeora seressen.eaquelle lado desta
.Eh Uma m?dlda u,1' e 1a ha muito era recla-
mada pelos habitantes d'aquelle ponto.
f";*'0 C0D,r?.' leve ter como uma de suas
cond.goes a canalisago d'agua para o ediUcio
do Gymnasio, que ali ora se construe.
WmVnCr~3e Dome3do delegado do termo do
mentepo.0 baCh"el Uh Au*u8l> do N<-
hZnExtr5he.*se hoe a 4* P'e da 1 lotera
dTcoUeg",:!" ,rmandaJe d DrD0 E'Pirit *
Urna mul.tinha de cerca de 14 annos, per-
general ficava n'um augulo da mesa, tendo ui- lncenle at?Sr Ai 1CTCa *4 annos. Per-
camente lugar para o seu Ulber. Asseguro-vos. mettiSa ha SiniaS hJ" Barb meu caro amigo, que era Caprera a mesa nio re enteVoC 1 m n nUma febr-e cerebral
brilha pelo luxo dos crist.es. e das fructas : mos custicos a 1 .l!"1"""^0 de lres
copos peqnenos de oso, facas de todas as quali- cederT.onh,!*"J"men, "*>>. aba de
date, louga de fai.nga, eis a descripg, do" ser- ( fe'pe'Xr. (Slov"" "* homeoPallli^.
Na primeira noite Garibaldi passou bastante ^oS^ Va vi.^rferdi^'" doen,t-' e j unida-
mal d'um ouvido. em consequencia de um ar i,ch.ra-aa I V* sen1l,dos. "o falla va
que tinha apanhado ; Uz-lhe por umacataplas- seWrreu\nVffri T P'f",f". ""' uo
ma e passei noite era um canap porta' do pe Ka do daulrlJ'; q",tl quasi deses-
seu qui0. No da seguinte. levantou-se como gio da. lldtesfv tae, !T}hJtat? ?r0Slr.-
do costume e sahio s 5 horas da manhia. s instancia^i d n Ld"la ecodec
E porque se trata de uma cousa grande em enferma aCom tam.nh, ?/r Br5M- medic0u a
Capjer,, Uto de engrandecer casabe Cari- m^'S^T^o^^X^A^TV.
O coronel Deideri trouxe de Genova um pe- pa^lysia"""18 "S da WU' e ce""-e a
21 ^l^ r^^en^meT v^
Poz-se mi obra, e Garibaldi tratou de le-
vantar um muro sobre as ruinas de um moinho
de vento, cujos alicerces elle tioha assentado ha
muitos annos.
Fui testimunha. meu caro amigo, de um es-
pectculo, de que jamis mo esquecerei em to-
da a raiuha vida. Aquella mi, que tanto sus-
tentou a bandeira da independencia em Vrese,
em Como Calatafin, allinhava uma e uma as
pedras do muro, e melhodisamente preparava
tudo como o mais modesto pedreiro.
f Vede, general, d3se o archtecto pedrei-
ro, que isto sio cousas que me perteneem, e o
vosso officio fizer a guerra, e nao fazer muros.
Tens razo ; eu irei carregar a pedra.
E, meu caro amigo, por mais de uma hora
vi eu o general rodar o carro e conduzir as
pedras para o p do muro que se estava cons-
truindo.
Sabis que sou incapaz de mentir; e nao
tenho o menor interesse era excitar em vos uma
admirago, de que Untas vezes leudes dado les-
timunho ; mas este faci, lio grande pela sim-
plicidade, to natural, e tio exempto de apara-
to, oeve ser referido, e eu cont comvosco para
o fazerdes.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
INTERIOR.
votos.



Minas-Geraes.
Outro-Preto, 4 de margo de 1861.
Escrevo-lbe boje nio para lhe dar noticia das
votagoes de algum dos tres collegios que faltara
para conhecer-se toda a eleigo de senador, era
to pouco de outros tres do 7o distnclo eleitoral
relativamente de deputados. O meu fim rec-
tificar o que lhe disse no ultimo correio sobre o
resultado da eleigio de deputados do quinto dis-
tnclo
Segundo a apuragio que se me disse em vista
das actas, excepgo de um collegio, cuja vota-
gao foi extrabida de informages particulares, era
o resultado o seguinte.
Os senhores :
Io Dr. Evaristo............ 188 votos.
2o Dr. Joaquim Delfino.... 161
3* Mazimiano deAzevedo. 147
Dr. Firmioo............ 143
Nesta apuragio, porm, nao entraram os votos
tomados em separado no collegio |de Jacuhy de
11 eleitores da freguezia de S. Sebasliao do Pa-
raizo, e de cuja legalidade lomar conta o poder
competente, os quaes recabiram nos seguiotes
senhores :
Firmino.................... io
Rabello Campos............ 10
Bretas...................... 9
Gabriel Pi................. 2
Evaristo.................... 1
Maximiano.................. 1
Contados,, pois, estes votos, o resultado o se-
guinte:
Io Dr. Evaristo............ 189 votos.
2o Dr. Joaquim Delfino... 161
Dr. Firmino............... 153
Dr. Bretas................ 153 a
Dr. Maximiao............ 148
Quer Vmc. agora saber por que razo o omni-
potente collegio de Jacuhy lomou em separado
os votos dos dignos eleitores de S. Sebasliao do
Paraso, declarando-os nullos em sua alta sabe-
dona e poder ?
Ahi vai:
Foi por constar respectiva commisso de po-
?"e*. Pr pessoas de todo o criterio e da mais
Uirmitada probidade, que essa eleigo foi toda
tumultuara e recheada de insanaveis nullidades,
a saber: o povo, especialmente os votantes, fo-
ram coagidos com ameagas propras a diffundir-
Ines o a iocutir-lnes terror, espalhando-se simul-
tneamente que os candidatos da opposicio pre-
tendan) nao s demolir os templos, quebrar as
imagens sagradas, e exterminar o sacerdocio, co-
mo de uma vez e para sempre acabarem com a*
rligiiol E (ohl que horror II) para mais diffun-
direm o terror e a coacgflo ale repicaram os sinos
antes da eleigo II
Com efieito I E' at onde poda chegar a vio-
lencia I Ora, vista de laes razes, nao pode
restar duvida de que taes eleitores de S. Sebas-
liao, alm de nullos, sio uns impos, pois era
ao menos tiveram consideracao para com o orago
di sua freguezia, que sendo advogado contra a
peste, a fome e a guerra, nio pode approvar ae-
melhanles tropelas: estes taes eleitores devem
ser exterminados da face da Ierra, mas os seus
votos bao de ser contados, e em consequencia
delles ha de ser o tercero depulado pelo 5* dif-
irilo, ou o Sr. Dr. Firmino, ou o Sr. Dr. Bretas,
que tiveram igual numero de votos, isto 153*
que sao mais do que 148, que tere o Sr. Dr. Ma-
ximiano.
Se taes tricas pagsssem*nenhum rbula de al-
dea consentira jamis que houvesse uma eleigo
regular; esta dizem-me ser da cachola de um tal
Sr. Germano que pelo nome ae nio perca, que
metteu-se a assessorde collegio. '
[Carla particu lar.)
[Jornal que se insina nos gozos da existencia.
hn ,0UT,J'e. P's. a Sr. Dr. Casanova, pelos
bellos resultados que sabe tirar da epp cacao
dessa sublime creago de Hannemann. *
I rosiga elle.e ter sempre a gralidlo d'aquelles *
quem curar de suas enfermidades.
.7a Ho1olera 'e/8 IuR a assembla geral dos
acciomslas do Novo Banco de Pernambuco, e fo-
ram approvadas as coutas do anno prximo fiu-
ao jendo nessi occasiao a commisso fiscal o seu
Diario0' qU8 Ta lranscriP10 n'uUa parte deste
A nova directora foi modificada, em conse-
quencia da sahida dos Srs. Manoel. do Nasciraen-
to da Costa Monteiro e Maooel Joo de Amoriro
a quem a sorte desigoou para serem substitui-
dos, eutrando em seus lugares os Srs. Luiz Jos
da tosta Amonm e Manoel da Silva Santos.
a "2 Pa,sa.8e,ro do brigue nacional Damo, viu-
do da Baha : Antonio Pereira dos Santos.
I assageiro do byate nacional Invencivel.
sahido para o Aracaly : Antonio Francisco
remira.
Passagero do patacho americano Anna D.
Jordn, sahido para a New York : Bremin
unan.
a- ~~4o0am recolhidos casa de detengao no
da 18 do corrente 9 homens. sendo 6 livres e3
escravos; ordem do Dr. chefe de polica 1
ordem do Dr. delegado do 1 distrcto 1, or-
dem do subdelegado do Recfe 5. ordem do da
Capunga 1, e ordem de do Pogo da Panel-
la 1.
CHR0N1CIJUICIIRIA.
co,TJ"BUH"L D* RELAMO.
SESSAO EM 19 DE MARCO DE 1861.
FRESIDEHCU 00 EXM. SR. CONSELHBIRO ERMEIWO
. DELEO.
As 10 horas da manhia, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Fgueira de Mello,
taelano Santiago, Silveira, Gitirana, Silva Go-
mes, Lourengo Santiago, Costa Motta, e Guerra,
procurador da cora, foi aberta a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
APPELLAi;ES CRIMES.
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim de
Oliveira Casado.
Improcedente.
Appelianle, o promotor; appellado, Antonio
escravo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Casemiro da
Costa Lima.
A novo jury.
Appellante, Manoel Alves Vianna ; appellado,
ojuizo. ." *
A novo jury.
Appellante, Carlos Astley& Companhia ; ap-
pellado, Jos Alexandre Gubian.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Joaquim
Nogueira.
Improcedente.
Appellante, o juizo: appellado, Alexandre Ri-
beiro Quintiliano.
Nullo o processo.
Appellante, Jos dos Santos Gongalves : appel-
lado, o juizo.
Levaram a pena ao medio do art. 193.
Appellante, Pedro Peixoto de Miranda Veras :
appellado, Joo Francisco Carneiro Monteiro.
Improcedente a appellago.
Appellante, o juizo; appellado, o escrav
Joao.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Jos
das Neves.
A novojury.
Appellante, o promotor ; appellado, Bernar-
dino Pereira de Araujo.
? novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Joaquim
Ribeiro.
Improcedente.
APPELLACES CIVEIS.
Appellante, a cmara municipal ; appellado..
Trajano Antunes de Alencar.
Coofirmou-se a sentenga.
Appellante, Luiz Borges de Cerqueira ; appel-
lado, Manoel Florencio Alves de M.
Confirmou-se a sentenga.
Appellante. Jos Rodrigues de Senna Santos ;
appellado, Antonio Jos Viceote de Manta.
Confirmada a sentenga.
EARIAS-CORflS.
Concedeu-se a soltura pedida por Francisco
Guedes Ferreira em ordem de habeaa-corpus.
DILIGEHCUS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justiga, as appellages crimes:
Appellante, o promotor; appellado, Francisco
Ribeiro de Souza Brito.
Appellante, Basilio Jos dos Santos; appella-
do, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Pe-
reira de Souza.
Appetlantet o juizo; appellado, Manoel Ro-
dngue Gorrea.


<1)
1AR10 D| tBRSUIBUGO. ^ OaRTa fElRA 10 DI MARQO ftl 1161.
AppelUnte, Jos Pedro Velloso 4a Silveira ;
appellado, Joa luim Mondonga da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Joto Jos de
de Moura.
Appellantc, o juizo; appellado, Maooel de
Souza Brilo.
AppeUaote, Jos Marques da Silva ; appellado^
o juo.
Appellante, o juixo ; apellado, Silve1^^
Souza Brrelo.
DILIGENCIAS CITIS.
ApDollante. a cmara muoieipa\ ; Apellado,
o solicitador de residuos.
Com vista ao Sr. desembar^ador procurador da
corta
DESIGUQO DI DIA..
Assignou-se dia parajulgamcnto dasseguintes
appell<;es ctiraes :
Appellaole, o juizo ; appellado, Jos de Mella
Albuquerque Montenegro.
Appellante, Joao dos Santos Caoeca ; appella-
do, o Juizo.
Appellante, Jos Victorino de Santa Auna ;
appellado, o juizo.
Appellante, o juizo ; appellado, Domingos Pe-
reira da Silva.
Appellante, o promotor ; appellado, Antonio
Jos do Frailas.
Appellante, o juizo ; appellado, Hanoel Alves
Sabino deOliveira.
Asappellacdes eiveis :
Appellante, a fazeoda ; appellado, Joo Bap-
lista de Oliveira Guimares.
Appellante, Izidro Goocalves da Cruz e outros;
appellado. o juizo de capellas.
Appeilanle, Joaqu-.m Rodrigues Campos ; ap-
pellado, Vicente Lopes da Cosa.
Appellante, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Hanoel Pereira Cuidas.
DISTRIBUICES.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, os re-
cursos crimes :
Recorrente, Ignacio Pereira de Araujo ; recor-
xioo, o juizo.
As 2 horas encerrou-se a sesso.
Foi "cl'-4do commissitvdo dlfleagoes flte-
*e Alb
jquerque e Seve ) o requerimento de
CMARA MUNICIPAL
3.a SESSO
DO RECITE.
ORDINARIA AOS 8 DE MARCO
DE 1861.
Presidencia do Sr. llego e Albuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Barata, Dr. Uenri-
ques da Silva, Mello, faltando sem causa partici-
pada os mais senhores, obrio-se a sesso, e fui
lida e approvada a acta da antecedente.
Fui lido o seguinte
EXPEDIENTE.
L'm oBcio do advogado, communicando ler de
fazeruma viagem Europa, e solicitan Jo per-
raisso para deixar em seu lugar o Dr. Cypnano
tfeoelon Guedes Alcuforado. e na falta oeste ao
Dr. Antonio Joaquim de Moraes e Silva, aos
quaes deixa as respectivas iustruccoes.A cma-
ra annuio, e mandou responder.
Oulro do engenheiro cordeador, informando
sobre o requerimento de Ignacio de S Lopes
Fernandez em que pede para fazer uma moia-
agua nos fundos da sua casa, sita na ra do Ro-
da, n. 25, que, o muro em que o peticionario
pede para fazer a meiagua nao esta no linha-
mento marcado pela planta da (ida lo, que o
manda recuar mais dez doze palmos ; accres-
ceutando o engenheiro que ltimamente fra all
construido um sobradinho sem cordeago, e fra
do alinhamento da planta, pelo que, cooslruindo
o peticionario a meiagua, que pretende, no ali-
nharaentn regular, (icaria um recanto assaz foio.
que s desappareceria quando fosse desappro-
friado csse sobradinho.Concedeu-so smente
cenca para o peticionario fazer cornija na refe-
rida casa n. 25, e nao para a conslrucgo da
mei'sgua.
Oulro do fiscal dosta freguezia, participando
que, em virtudo da ordem qae recebera em dala
de 18 do raez passado, zera numerar os carros
fnebres das duas cocheiras, existentes na mes-
roa fregunzia, urna de Quinteiros e Agr, ns ru9
Nova n. 63, e outra de Jos Pinto de Magalhes,
o paleo do Paraizo n. 10, lendo os carros d'a-
quella a numeraco alphabetica de A a I (novo
carros], e os dette de J a O (seis carros); bem co-
mo que advertir aos donos de laes estabeleci-
roentos para se cingirera s dsposigoes do regu-
lamcnto do cemilerio, na parte relativa aos pre-
garos dos carros, nao Ihe constando que depois
dessa advertencia ellos houvessera abusado.A
cmara ficou inteirada, e, requerimento do Sr.
Barata, mandou remetter notada numeraco aos
demais fiscaes da cidade.
Oulro do fiscal de S. Jos, participando que os
inquilinos das cosinhas da ribeira do peixe se ti
uham quolisado para limparem a cacimba que
all existe, e fazerem-lhe uma coberta de raa-
ucira ; e como ella se achasse desconcertada, e
fosse de utilidade a sua conservago, achava
conveniente que a cmara mandasse reparar.
Assim se resolveu.
A' requerimetito de Antonio Francisco Ferrei-
xo, concedeu-lhe a cmara permisso para U-
lhar carne em um dos talhos do sgouguo da Boa-
vista, destinados aos criadores, mediante o alu-
guel mensal de 59000, offerecido pelo peticio-
nario.
Oespacharam-se as peticoes de Antonio Fran-
cisco Ferreira, Ignacio de'S Fernandes, Manoel
Gongalves Ferreira e Silva, Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva, Rosa Msria Francisca de Paula, e
levantou-so a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a es-
crevi Barros Reg, presidente. Cezarto de
Mello. Barata d'Almeida. Reg Ilenrigue
da Silva.Leal Seve.Reg Maia.
I f- S' Lpe Fernandes. em que paJe pa-
ar urna mengua nos (undos di casa n. 25
d toa da Roda.
Mandou-sa remeller ao vereador, eocarregado
dos negocies do matadoaro, Radotpho Joo Be-
raU de AltneMa, aa requerimento de Jos Au-
gusto Lasl, em que pede para ser desonerado da
obrigaco i que se ajailou, de faacr a I impera
de cana de esgoto do aangue do matadouro, e ap-
plicar a casa que all construir para reduir o
saogae a eslrume, oulro mtster, visto como
neahom resultado baria oblido desla iodaaWa.
Oespacharam-se as peticoes de Francisco An-
tonio AUes Fernandes, Jos Moroira Lapas ,
Jos Leandro de Souza, Joo Manoel da Rocha
Soares, e lerantou se a sesso.
Eu Francisco Canuto da Bo-Vi*ora, ofucial-
roaior a escrevi oo impedimento do secretario.
Reg e Albuquerque, pro-prosidente.Barata de
Almeida.Henrique da Silva..RegMello.
Relatorio da commisso fiscal do
Novo Banco de Pernamboao.
A cemmissao fiscal do Nevo Banco de Pernam-
buco, dando execugao ao $ 3a do art. 28 dos es-
tatutos que o regem, tem a satisfago de expor ,
consideraco da assembla geral dos Srs. accio-
nistas o resultado do exame que procedeu nos
livres do mesmo eslabelecimeoto.
A commisso observou, e com prazer que o
consigna no presente relatorio, que a Direccao do
Banco, na geslo dos negocios seu cargo, pro-
cedeu com lino, prudencia e criterio laes, qae
tem atravessado a poca quaei calamitosa com
que ha lutado a nossa praca, sem que o Banco
soll'resse prejuizo con sideravel, a presen laudo pelo
contrario lucros que pouco d i le re m dos que an-
teriormente, e em lampos mais boaangosos, fo-
ram apresentados.
Com effeilo, do balando e synopse publicados
pela direccao v-se que as operaces do banco
no auno decorrido do Io de marco ao ultimo de
fevereiro prximo passado dio o seguinle resul-
tado :
Lucros realisados .................. 300,2183643
Juros, premios, amoitisacao despe-
jas e comrais-oes... 71,0429855
Dividendos............ 215.0000000
Fundo de reserva...... 14,2159788 300,2189643
car esta as raelhores condigdes a merecer o con-
ceito publico, tem maior falla dos davidoe inte-
resses dos proprietarios, tem sido o mpenho da
adminislrago do Banco. A roa cuapre ave-
lia-lo.
A* vossa Ilustre commisso fiscal foi patente
todo o eatabaleciaMBUo.
Aliena* a lei a 22 detantoi durante da
direccao o Banco, aisler qa procadaes agora
eleica* da que laa de rege-lo ao anuo cr-
rante.
Recite,18 de fevereiro de <(861.
Jos Jada 4* Amoria,
Presiden le.
Manoel do Natdmmio da Coste Monteiro,
Secretario.
Manoel Goncalves da Silva.
Joo Ignacio de Medexros Reg.
Luix Xnlonio Vitira.
Manoel Joo de Amorim.
Jos Pereira Vianna.
Jos Pires Ferreira.
Luiz Jote da Losta Amorim;
Communicados.
Assim, pois, sendo o seu capital do dous mil
contos de res, segue-sc que a despeza cerres-
pondeu 3,55% e os lucros a 11,65/,.
A e-cripturago lendo sido organisada com
acert e regularidade, est em dia e com muito
aceio, o que devido nao tanto bsa escolha dos
empregados, como ao seu zelo o dedicacao ao
curaprimenlo dos seus deveres.
Concluindo julga a commisso que satisfac-
toria o estado do Novo Banco, e que nao houve
fundamento para que as suas apolices descessem
do 25"/0 de premio que obtiverara no mercado ao
par, e anda a menos ; o que porlaoto o seu cr-
dito tem de ser icstabelocido, logo que cesse o
estado anormal da nossa pragn.
Os actos da direccao nao sd merecem appro-
vaijo, como louvores dos Srs. accionistas.
Kecife, 15 de marco de 1861.
Domingos Affonso Nery Ferreira.
Rento Jos Fernandes Barros.
Seuliores accionistas do Novo Banco de
Pe na mime o.
Durante o anuo lindo asoperagoes do nosso es-
labelecimeoto foram regulares.
A dcscripgo das cifras que seguem patenta o
movimenlo das priocipaes contas.
Caixo.
Entrada
Sahida .
no 1 semestre
5.358:6699082
4.809.959S512
Saldo
548:7099370
Entrada no 2a semestre .. .. 5,148:1439577
Sahida ............4.756:905J137
Saldo .. 391:2389110
Lettras descontadas.
Entrada no 1 semestre .. .. 6,746:2889119
Cobranza
Entrada no
Cebraoca
4,066:5289121
Existencia
2 semestre.. ..
Existencia
2.679:7599998
6,892:2979008
4.005.20890.15
2,887:0889943
Lettras caucionadas.
Entrada no 1 semestre
Cobranga......
Existencia
12;4899500
135 689-J500
6;80O90O0
Eutrada no 2 semestro
Cobranga ......
10:0705000
4:5405000
Exisiencia
5:5309000
Lettras per dinheiro recibido a juros.
Aceitas no 1 semestre .. .. 68:209644
Pagas .............
3:9099930
Saldo
6i:399p71i
Aceilas no 2*
Pagas ..
semestre
141.089^214
6l:333j333
Saldo
79.7559881
Contas corrente com juros.
Entrada no
Sahida. .
1 serrestre
363:5599183
9i:6i9j791
Entrada no 2'
Sahida, ..
S^lio
semestre .
271:909$397
510 6959007
178:2169293
Saldo
332:4789711
5.a SESSO ORDINARIA AOS 11 DE MARCO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg, Barata, Henrique da
Silva, Maia, Cezario de Mello e Seve, faltando
com causa participada os mais seuhores, abri-
se a sesso, e foi lida e approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido 0 seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do Exm. presidente da provincia,
remetiendo a planta que Ihe apresentou o di-
rector das obras publicas, propondo a allerago
que julga necessario fazer-se na planta da cida-
de, aQm de mudar-se um pouco mais para o
norte a estrada de cem palmos, projectada entro
a ra da Aurora e a do Hospicio.Posto em dis-
cusso, resolveu a cmara que se ofliciasse a S.
Exc dizendo quo ella adoplava a mesma plan-
ta, e que neste sentido se officiasseao engenhei-
ro cordeador para fazer a allerago na planta
desta cidade naquella parle.
Outro do mesmo, dizendo que, em vista do of-
ficio que Ihe fra dirigido pelo director das obras
publicas, acompanho de outro do ajudante de en-
genheiro Feliciano Rodrigues da Silva, que
aquello se refere, encarregado da estrada do Gi-
qui, houvesse a cmara de providenciar para
que o proprictario de uma taberna estabelecida
as areias daquelle lugar, nao continuasse a es-
tragar o aterro da mesma estrada.Mandou-se
officiar ao fiscal dos Afogados para informar com
urgencia sobre semelhante abuso.
Oulro do provedor da Santa Gasa da Miseri-
cordia, convidando acamara a assistir a traslada-
cao do Sanlissimo Sacramento da capella do
Grande Hospital de Caridade, para o Hospital
de Pedro II, no dia 10 do corrente s 4 horas da
tarda.Inteirada.
Outro do engenheiro cordeador, informando
aobre o requerimento de Manoel Antonio de Aze-
vedo, em que pede Ihe Ihe seja permittido fa-
zer na casa da sua propriedade na ra da Im-
peratriz, a obra constante do risco que offerece, terior recebeu-se a somma de 2:4078000
sendo de parecer que se concedesse ao peticiona- conla das deste anno a de 2:0009000 ; com cuio
no fazer a obra que pretende, mas nao a solea movimeoto a respectiva conta presenta o saldo
que a principio pretendeu.Concedeu-se de con-
lormidade cora esta informago.
Oulro do provedor, escrivao e thesoureiro da
irmandade do Sr. dos Pasaos da igreja do Corpo
Santo, convidando a cmara acoropanhar a
procisso do mesmo Senhor, que lera de sahirdo
convenio do Carmo is 3 1/2 horas da larde do
dia 15 do corrente.loteirada.
Outro do fiscal auppleole em exercicio da fre-
guezia do Recife, communicando que o passeio
em torno do edificio onde funeciona a assem-
bla provincial acha-se bstanle arruinado ,
precisando de sar reparado.Resolveu-se ofi-
ciar S. Exc. para que se dignasse providenciar
afim de que se flzessem-os reparos.
A' requerimento do Sr. Reg, resolveu a c-
mara representar ao governo da provineia que o
anal da raa da Aurora est reduzido A cambia,
em consequencia de estar (echado na lugar da ra
do Hospicio.serrindo por teso de deposito de qun-
u immundicie se langava ao no o qua eer-
timeule produziria iosatubridade em prajuizo
dos moradores desta cidade, nao aconteceudc
assia se slivessa abarlo, a as aguas corresiem
lmemente.
Garanta a emisto.
O dubio futuro da estrada de ferro dosta pro-
vincia fez resolver a direccao a effectuar permuta
das 1950 aegoes, qued'ella possuia o banco, por
apolices da divida publica de juros de 6 por cen-
lo, como permitte a lei de 22 de agosto ultimo.
A diflereogade um por cenia de renda, que os-
les ttulos era apresenlam, seguramente com-
pensada com a solidez dos ltimos.
Agencias.
Continuaram as rolages com as agencias do
banco. A'da capital do imperio dirigida pelo Sr.
Jos Antonio de Figueiredo Jnior, deve este es-
tabelecimenlo valiosos servigos.
Tranferencias de acedes.
No primeiro semestre houvefam 10 transfe-
rencias de 180 aegoes, e no segundo 21 de 490,
sendo hoje 126 os proprietarios das dez mil .ae-
goes do banco.
Lettras protestadas.
No correr deste anno nao foram pagas as se-
guintes lettras ns. 5789, 6104, 6567, 6754, 7284.
7533, 9473. 1013*. 10327 e 10448 na importan-
cia de260299930; por conta das do anno an-
terior recebeu-se
Ca pitaes aecassarios paca a exe-
eucao das obras publicas.
Tres sy. tem as al hoje estao em uso para ob-
ter-se aapitaes para a aaecueo dts abras pu-
blicas.
Io O thesouro, i*to o imposto fornece os
fundos e o governo faz executar as obras pelos
seus engenheiros.
2. 6 estado loma emprestado aos capitalistas
a somma neeessaria para os trabalhos que quer
executar, e paga com o producto do pedagio.
0 Capitalistas se associam para a execugao
3.
apresen
de 26:1649430, que a direcgo tem esperangas
que se realise em boa parte.
Regulamento.
Com a vossa provisoria approvago tem sido
executado. A dlrecgao entende que neste estado
deve continuar.
Servigo do Banco.
Foi feito com pontualidade. Os empregados
foram gratificados com a quantia de 3:200 divi-
dida por lodos.
Lucros e perdas.
Os dividendos de 99 por aeco do primeiro se-
mestre e de 12&5Q0 do actual represeotam o in-
leresse do 10,75 por cento sobre o capital.
Como rodea nao foi grande o abalo que offreu
o noeso eslabelecimeoto com a madanga do sys-
tema de crdito occasionada pela apresentaco
na cmara dos Srs. deputados do primeiro pro-
jeclo de lei sobre Bancos, e seguida em eflello da
novissima legislagao, i qual a direccao tem dado
cumprimento com asaistencla do fiscal do gover-
no o Sr. Joao.Gongalves da Silva.
Acompaohar os acontecimentos da crise por
qae passamos, sem aggrava-los, nem esquecer a
seguraoga do estabelecimeolo, e procurar collo-
das obras, cujas despezas sao indemnisadas pelo
pedagio que Ihe concedido temporaria ou per-
petuamente.
Do pedagio concedido para pagamento das
despesas.
O pedagio nao um imposto, o pagamento de
uro servigo.
Logo que o rendiroento do pedagio nao exceda
as despezas de conservago, e o juro do capital
em pregado na conslrucgo, elle uo destrue de
maoeira nenhuma o melhoramenlo promeltido.
Mas, se o pedagio alem dessas despezas dr um
lucro, esse lucro da companhia destrue uma par-
te do melhoramenlo quo pudia obier o publico.
Esse lucro, necessario como incentivo s em-
prezas, e mais vale ter um melhoramento menor
quo nenhum.
O pedagio de uma ponte um producto even-
tual, cujo lempo de cobranga diQicil deter-
minar.
Com um prjzo mais longo que o necessario para
pagar o capital di conslrucgo, o publico solTre,
e paga de mais.
Com um prazo nao snfiiciente para pagamento
do capital de conslrucgo, companhia ou o ar-
rematante solTre, e-*> geveroo affasta de si d es-
pirito das emprezas.
Systcma inglez para a execuco do pedagio
das pontes.
Os bilis prescrevem algumas vezes que se di-
minua o prego logo que o producto du pedagio
exceder certo lucro liquido,como no caminho de
ferro de Liverpool, 10 p. 100.
Deduz-se do producto do pedagio de cada um
urna quantia de 4 p. 100' do capital de conslruc-
go com a qual paga-se os juros aos accionistas ;
o excedente posto joro composto nos fundos
pblicos at que forme por accumulago: 1. Um
capital dando 10 p. 100. do de construegn. 2."
Um outro capital cuja renda possa pagar a con-
servago presumida da ponte; depois do que o
primeiro capital dividido entre os accionistas,e o
segundo fica depositado nos fundos pblicos para
couservago do da ponte, e o pedagio suppri-
mido.
O pedagio tem ainda outras vantagens, nos pai-
zes onde o governo cooslrue as obras publicas por
meio do imposto.
Vantagens do emprego do imposto as obras
publicas.
1. As obras que nao sao suscepliveis de peda-
gio, e que do um pequeo lucro, para provocar
as associagoes nao sero jamis execuladas por
ellas.
2. Na execugao dessas obras, om que deve-se
esperar toda a solidez e muitas outras condigoes, o
engenheiro do governo nao tem motivos para
descuidar-se.
3." A ceotralisago na direcgo das obras d
mais uniformidade e ligagao na execugao.
/iiconcenientes.
1." Diversas accusage3, como oembarago as
finangas, toroaua iocertas, porque a dos fundos
pblicos votados para a execugao das obras pu-
blicas sao suspensas durante um tempo iodefi-
uio.
2. Se a ceotralisago, faz o progresso da arte
do engenheiro no que mais preciso, de oulro
lado, ella retarda as decises submeltendo-as
julgamenios nicos, sem nenhum appello para a
experiencia.
3. A dependencia dos agentes do governo, as
muitas formalidades da admioistrago, demoras,
algumas vezes retardam o acabamento das obras
que se acham em execugao.
Na Fraoga para o pagamento de obras publicas
no valor de 6 milhoes com os fundos do thesou-
ro, foi preciso augmentar as ccnlribuiges mais
do 7 milhoes.
Pde-se considerar os ordenados dos engenhei-
ros do governo como um consumo improductivo,
porque suas intervencvs nao se fazem iuleira-
menle indispensaveis."
O emprego dos fundos do estado na execugao
dos trabalhos pblicos oende directamente ri-
queza social, e atraza o espirilo de associago.
Que o estado vigi e iospecione as obras que
tonham um carcter de utilidade geral, como as
estradas de ferro, os canaes e edificios pblicos,
concordamos, porquo o estado est em melhor
condigo que as compaohias ; mas que o estado
faga-se arrematante de obras, absurdo como
se pode demonstrar com o que se passa nos pai-
zes mais adiaotados em obras publicas, por exem -
po, Inglaterra e Estados-Unidos, onde a inler-
vengo do estado parecera monstruosa ; v-se
nos Estados-Unidos os fundos pblicos volados
para a execugao das grandes obras ; observa-se
rapidez na execugao, incerteza na durago, algu-
mas vezes deslruigo da obra ao finalisar-se, mas
em contrario disto temos exemplos ua historia
das obras publicas da Inglaterra, oude ha rapidez
durante a execuco e eslabilidade.
Os em prestimos para execugao das obras publi-
cas sao o ultimo syslema. O governo toma empres-
tado, dirige as obras, e paga com o pedagio.
Por esso syslema pde-se dizer que o pedagio
realmente sulliciente para amortisagao do em-
preslimo, essas obras pdem ser executadas sem
augmento dos contribuidores, se elle nao suffi-
ciente recorre-se djfco ao imposto. Entretanto
esse syslema preferivel, porque a sociedade nao
perde as despezas na cobranga do imposto.
As emprezas de execuco.
Os capitalistas se associam, fornecem os fun-
dos e fazem executar as obras, os fundos tendo
sido destruidos pela industria particular. O pe-
dagio concedido perpetua ou temporariamente
para pagamento. Com o pedagio perpetuo ha
maior liberdade possivel na execugao das obras ;
o governo toma parte como para vigiar as vanta-
gens promelttdas. Com o pedagio temporario, o
governo nella, toma canta da obra por Um, ou
impe diversas obrigagoes, ou Qscalisa durante a
execugao. D'abi uma conliariedade de inleresse
que prejudica o bom andamento das obras.
Entretanto, o segundo syslema preferivel,
porquo elle permitte supprimir um dia o peda-
gio, ou reduzi-lo s despezas de conservago.
O pedagio para as pontes no centro das cidades
Pde-se saber malhematicameole o numero de
pessoas que passam n'uma ponte ? Uma cidade
que concorre para as despezas de grandes e dis-
pendiosas obras, deve empregar os seus espitaes
sem risco de os perder ? para animar a conslruc-
go d'uma ponte deve ella conceder o pedagio
perpetuo, arriscando assim obem-estar do povo
ao ioteresse dos accionistas ? As soluges estas
questes fazem adoptar o pedagio temporario,
principalmente se se admiltir o accrescimo pro-
gressivo da populacho, porque neste caso me-
lhor que o pedagio recaa no presente, do que na
geragio futura.
As mesmas considtracots mais desenvolvidas.
As companhias execulam as obras com mais
brevldade, porque ellas nao sao embaragadas pe-
las foraas de administracio, e as centralisam
com mais economa, porque ellas execulam com
mais perseveranga, visto que nao tem senao um
flm.que as companhias procurara obter por todos
os meios possiveis.enttelanto que o governo quasi
sempre se dislrahe com outros, e deixa a Obra no
meio. Uma outra congidera$ao nio menos im-
portante noaeeulo actual, que, com as compa-
nhias a intervencao de hemens especiaos pre-
ciso para o xito das emprezas.
As companhias executam as obras com mais
facilidad* e promptidao, removendo as difficul-
dades durante a execugao das obras, por um sys-
Uma simples aXacil, sem as canaptioadas foraaa
da adni......|Ti. tais, decreta, etc.
Loga qaa pa est hoMawdo tirar do
tbesouro *a dtnkeiros para pagar as-despezas das
obras publicas, resulta em geral negligencia em
aaber aa a abra executar ulil ou nao.
Eu juaga oaamafante expr tanas aa objeccoes
que se tem feito contra as companhias de execu-
ges, para quo poasa-sa fazer uma justa apre-
cia gao.
As assoclagasMoimpossivais para a execuco,
das obras, uma vez que o pedagio pareca locerto
para o pagamento das tommas adiantadas. ainda
mesmo quo se demonstre a utilidade dessas obras
para o paiz.
Algumas palomas sobr a concurrencia nos
concessoes por arrematares.
Uma companhia, ou um arrematante indica
uma empreza o effereee-se para executar me-
danlo a concessao d'um pedagio. 0 governo de-
pois de ler reconhecido a utilidade dessa empreza
par mel de seus engenheiros, poe em arrema-
tado e a d quem se offerece fazer por menor
prego, quer respailo do quantum do pedagio, se
a concessao perpetua, quer acerca do tempo.se
o pedagio temporario.
Este syslema d adminislracao do governo
toda liberdade de escolha,cerno tambera faz aug-
mentar a utilidade da empreza e as rendas do
estado, mas em relago justiga, viciosa, por-
que desanima o espirito do invengo, repelle as
companhias prudentes, aceita os especuladores c
compromette e successo das emprezas.
fudo do projeclo.
Quando certo numero de pessoas, carros, ca-
vallos tem necessidade de alravessar um rio, ha
utilidade em construir uma ponte em lugar de se
fazer esso transito em barcas, visto facilitar novas
relacoes.
Pde-se dizer em geral que o melhor projeclo
de ama ponte basa-se antes n'uma utilidade de-
duzida dos fados existentes, de que d'um estado
de cousas presumidas.
Calculo das despezas'
Sendo s vezes ifflcil conseguir-se bases cer-
tas para um orgam ato de despezas, deve-se re-
correr ao calculo.
1. Estudo do lo reno, as dimenses das obras.
2. A estimagao p opriameale dita da ponte, as
despezas de condi gao ; ora, sendo essas bases
iocertas nao se p a chegar seno um resulta-
do incerto. Muilai vezes, erojoctos em apparen-
cia bem estudados, o approvados por dislinctos
engenheiros, somera numerosas modificages
durante a sua excci gao, ou por causa d'um esludo
imprevisto ou por uma idea nova que se apr-
senla, e muitas o tras circumstancias que appa-
recera durante a e ecugo.
Muitas vezes os engenheiros, martyres dessas
aecusagees, nao d vem esperar consolagdes se-
no da boa e econo nica execugao de seus planos.
Citirei algumas ecepgdes porque passaram al-
guns projectos em xecugo.
Na Blgica, os caminhos de ferro calculados
em 55.460,000 frs.< ustaram 125,492,000.
Na Prussia, seis leguas de caminho de Trro,
calculados em 95,6 7,000 frs.custaria 122,830,000.
Na Inglaterra, a inte e tres canaes, calculados
em 138 milhoes, emprohendida uma quantia
valer de 33 mlhe i que pareca salisfazer as des-
pezas imprevistas, cuslaram 245 milhoes.
Felizmente esse tactos nao poderam manchar
a reputago dos ligaos engenheiros inglezes,
porque smente i os paizes como a Inglaterra,
onde se costuma c instruir grandes obras, que
pdem ser aprecia asas dillicuidadcs e evitar as
accu8acoes. Na Inglaterra, 39 liohas de camiuho
de ferro calculado i em 590 milhoes de francos,
cuslaram a quantia1 fabulosa de 404 milhoes.
O engenheiro, C. Monteiro.
Exigiodo a minha dignidade pessoal que eu ha
mais tempo j livesso respondido s um commu-
nicado, que o Sr. Dr. Luiz Augusto Crespo fez pu-
blicar pele Diario de 10 de novembro do anno
prximo Codo, todava s agora o posso fazer,
porque quando, depois de algum lempo,vim a ter
noticia delle, achava-me ento incommodado em
minha saude, ejmncipalmente cercado de oceu-
pages que me nao deixavam perder tempo.
Antes porm de ludo, deverei dizer aos que me
lerem, que o meu proposito nao responder ao
Sr. Crespo, cujo pequeo vulto procuro e nao
enxergo, mas rebaler a frase atrevida e picante
de quo est recheiado esse escripto, em que o Sr.
Crespo aponas estampa o seu norue ; pois que a
lavra me bem conheclda ; mesmo uma lin-
guagem dos ares.
Isla posto, e passando effeclivamente a dar a
respesta quo exige a minha honra, ainda insisto
em asseverarque fui uma victima sacrificada pela
m f, ou pela ignorancia dos Srs. Drs. Luiz Au-
gusto Crespo e Ayresde Albuquerque Gama, pro-
motor publico do Rio Formoso, que alias se
acham to unidos e identificados, que al procu-
rara defender-se de parelhas, procurando um
desculpar as faltas o defeilos do outro : ambos
floreles na idade, ambos da Arcadia a ambos
iguaes no brilho, ambos na queda
Pois bem, vamos ainda aos fados, e vejamos
qual de nos falla a verdade, e de que lado est a
razo.
Procurando-so por essa bella peca fazer a de-
feza de ambos, na parte tocante ao Sr. Dr. Ayres,
quer-se ainda desculpar o descuido, ignorancia
ou m f que leve olle na propositura ds acgo
do nullidade de doago intentada coaira o bem
conhecido Sr. Joaquim Francisco de Mello Caval-
canti, dizendo-seque o primeira vez fei julgada
nulla a acgo por falta de cilagao de um herdeiro,
cujo neme nao foi incluido ua lista por mim offe-
recid : e que segunda vez seria olla ainda jul-
gada nulla, se em tempo nao tivesse o Sr. Dr.
Ayres desistido, protestando propo-la novamen-
te, por estar a procurago Ilegal, tendo apenas
urna leslemunha assignada, c*dahi conclue-se in-
terrogandonao a parte que deve haver do es-
crivao a procurago legalmenle passada, e entre-
ga-la aseu advogado ?
Nao, e tres vezes nao, respondero os enten-
didos, e assim ousarei responder tambera, por-
que, apezar de nao ter os precisos conhecimentos,
se do que se passou.
A legaliJadc das procuragdes, verdade, corre
e deve correr por conta dos tabellies que as pas-
sam, pois que como aclo de seu officio devera
applicar todo o cuidado em faze-las com as so-
lemnidades recommendadas na lei; mas islo nao
obsta para que o advogado, que tem de officiar
em virtude dos poderes por ellas conferidos, as
nao examine, afim de procurar corregir em tem-
po qualquer falta ou defeito.
Ora, se islo assim em geral por maioria de
razo mais o deveri ser na especie, visto como
foi mesmo o Sr Dr. Ayres, quem remetteu-me a
procurago em branco para eu e os outros inte-
ressados assigoarmos, encarregando-se do mao-
da-la encher depois.
E eolo, Sr. Dr. Ayres, vista disto, qual ser
o culpado, eu ou S. S. ? Dupliusdamento S. 5.
j porque sendo o acto seu, corria-lhe a obriga-
go de recensea-lo, c j porque, reconhecida a
falta e defeito, deveria recorrer ao remedio de lei
era laes casos, que era a declarago ou ratifica-
gao por termo de que a parte approvara os procu-
radores constituidos : isto o que se deveria ter
feito, e nao cruzar os bragos e deixar o meu di-
reito correr a la merciel des tenis des flols
Quanto porm ajulaar-se nulla a acgo a pri-
meira vez, deverei dizer ao Sr. Dr. Ayres, que
nao foi por essa falta de incluso do herdeiro na
lista que lhc dei, mas s e smente pela crimi-
nosa condescendencia que o Sr. Dr. Ayres quz
ter para com o Sr. Joaquim Francisco, que Ihe
pedio para nao envolver na questo o nome do
seus fllhos, prometiendo que por tudo respon-
dera.
D o Sr. Dr- Ayres tratos sua reminiscencia,
e lembrar-se-ha que, perdida a causa, S. S. arre-
pendido disseque havia perdido por conflar-se
em promessas'.... Depois de tudo isto, ornis
maravilhosoe at visvel flcar-se o Sr. Dr. Ay-
res com o dinheiro qe Ihe dei, e abandonar a
questo a pretexto do aviso de 31 de outubro de
1859, que Ihe prohiba como promotor advogar
em causas de que podesse resultar procesaos cri-
mioaes.
Em verdade seria mais honesto que o Sr. Dr.
Ayres ou me restituisse algumacousana propor-
go do trabalho feito, ou ento que mandasse per
pessoa de sna conflanga concluir o resto, sendo
isto com anuencia minha ; pois que na craveira
que toda a defeca ser improoua ao Sr. Dr. Ay~
rea, uma vez que conservo em meo podar, nao
ama, porm muitas cartas do proprio panno do
Sr. Dr. Ayres, em qae confessa o seu erro a des-
cuido.
Agora entrando em contas com o Sr. Dr. Luiz
Ajgaato Crespo, dir-lba-aai, qua cano .gana
nda com outro loaa-dae as maabas, tersa ea
tambem do ver ea resultado perdida a qpaatao
de embargo de obra ova, qua impensada infe-
lizmente confiei aoSr. Dr. Crespo, s e saVeute
por pedidos de san amigo o Sr. Dr. Ayres, a nao
ler tudo terminado por uma acommoaago apote
que logo na pelicao uncial, requerendo o fiixAr.
Crespo o embargo em mu nome e no de Seu
genro o Sr. Manoel de Moura Silva e Aguiar, a-
quecau-se de requerer lambam em nome de aaa-
sas respectivas senhoras, vis,tQjp-ersar a questo
sobre bens de raz. Qua seaelhanca 1 oque Xazi
um, faz o oulro 1
Pode pois o Sr. Dr. Crespo dizer de si o aue
quizer, porque emiim ninguem to mo que o
queira parecer, e menos dize-lo, mas permita o
Sr. Dr. Crespo que eu o dasminta, ou se querem
frase mais polida, que eu Ihe diga, que est in-
teiramente olvidado, quando assevera ter tido
toda expedigo e brevidade em requerer o em-
bargo : porque suas cartas.de 12 e de 14 de abril
de 1859 provam o contrario, visto como por ellas
procura o Sr. Dr. Crespo desculpar-ae com a de-
mora da procurago.
Deixa ainda de ser fiel e sincero o Sr. Dr. Cres-
po, quando diz que eu com elle ajustei a questo
por 2009, pois quo lembrado dever estar o Sr.
Dr. Crespo, que depois de o tomar por meu ad-
vogado rogativas de seu amigo o Sr. Dr. Ayres,
que o inculcou, protestando-me ento que diri-'
giria o Sr. Dr. Crespo nesse trabalho (pobre de
mim I que mos me entreguei I} lembrado de-
ver estar, ainda o repito, que fallaodo-lhe em
ajuste, o Sr. Dr. Crespo me disseque mudasse
de cooversa, o disto nao tralasse.
E mesmo assim perguniarei, nao lirou o Sr.
Dr. Crespo bom provuilo de seu trabalho com a
gratificdco dada pelo Sr. Joo Rento de Gouva
ao Sr. Dr. Ayros como medianeiro da composi-
go. e mais anda com a condigo que impuz de
pagar elle o trabalho do advogado e outras des-
pezas ?
Creio que sim : e ah est o Sr. Joo Bento que
melhor esclarecer isto, como j esclareceu por
sua carta de 28 de novembro de 1860 o negocio
que com elle fiz relativamente ao terreno do le-
ligio, contestando assim a calumnia quo me urde
oSr. Dr. Crespo, de ler eu feito a composigo pelo
triplo de seu valor.
Indo j um pouco longo este communicado,
concluo asseveraodo que ludo quanto nelle aven-
turo se acha felizmente pravado por documentos
irrefragaveis, que deixo confiados ao proprietario
deste jornal o Sr. Manoel Figueira de Faria,
para seren lidos por quem quizer; e se os nao
mando traoscrever, nao tanto por economisar
despezas, quanto por evitar o tedio da prolixi-
dade.
Entretanto, e antes de concluir, nao deixarei
de dizer ao Sr. Dr. Crespo (persoosgem bem co-
nhecido na academia por seus grandes talentos,
a no Rio Formoso por suas gentilezas !) quo eu
ainda sendo, como acintosamente diz o Sr. Dr.
Crespo perola dos constituintes, personagero
que s se enxerga com oculos microscpicos, to-
dava pego a Deus que nunca me candemne
desgraga de nivelar-rao com S. S., Picando cerlo
o Sr. Dr. Crespo que ludo quanto disser ou es-
crever a meu respeilo nao pode e nem deve mo-
lestar-me, porque o Sr. Dr. Crespo daquelles, e
cujas escriplos se pode cora toda a propriedade
applicar o que disse o poeta
Na frente pes leu nome, estou viogado.
Manoel Elias de Moura.
jo Lima, actual juiz de dkailo da comarca de San-
taren, no Para. Nos conbaoando da perlo este
distincto illustrado Cearunee, vimos pelo pr-
senle felicitar aes Paralbanos por lo acertada
eaoolha. E' este um acto qoe altala o a prego
que S. M. o Imperador sabe dar, ao magistrado
Meta e impaaaal.ao delusor zelaaa m Jais o
taatiiuiges-ataaM paiz, aaamnmasa-a esas a
alta cuisso da qua o incumbi. A gmljattaia a
dadieacio oaaiaa alara aa auis patricios, ae-
ra ai com qae aaaa aadeira aa cmara baixa Ihe
oaae destiaada na iagisltluri qua axpiroo, para
oo seio da repaeaeuUgo aaaional, arelar eaM-
arpelos ana i mamases, n niin.aaidal.......la aaaprovinote, o qua He eftectiaaaaaata aeaaa-
penhou to bem.
Que r o Sr. Araujo Laata conqaaav a sjraa-
pathiade mais essa porcao de Brasileiros, com a
imparcialidade, rectido e justiga de seus actos,
ou antes a admiragao geral de seu paiz palo
bom deseropenho de sua misaio, eis o que de
eorscao Ihe desejamos. Emfim a provincia do
'"r hoje se ufana, vaado qua uma pagina bri-
rifa aa *->/-,>. ^ VMt^ >!.& L._..._ su
Ceai
i ^ r...... mu
itiante se reserva na histeria dos homens ilius-
" do Brasil, para nella se escrever o nome de
seu ilho distincto o do Dr. Francisco do
Araujo Lima.
J. G.
COMUKRCIO.
da boa f aquella que recebe qulqo
para executar um trabalho, se o nio
ou restitue o que recebe, ou manda
por outrem.
Por ultimo parece-me que digo tud dizendo
6r quanlia
iodo fazer,
executa-lo
IILEGVEL
Olhar para um tmulo sem
esluda-lo, desdizer o mis-
terio da vida e da eternidade.
[Um autor.)
Ver nos olhos do um pai uma lagrima arden te
extrahida do fundo do corago, em presenga do
cadver de seu ilho, nao commover tanta a
qualquer corago quanto deve commover-se ven-
do uestes olhos essa mesma lagrima, ao ler uma
carta fatal que traz a terrival noticia da raotte de
seu ilho. que a pouco daodo-lhes lernos abragos
deixaodo-ossaudosos, hojo distante delles entre-
gou a sua alma ao Eterno.
Oh 1.. Quo terrivol nao ser a noticia da per-
da de um ilho seus pas E quo lamenlavel
tambem nao ser a porda que acabou de espeii-
menlar osominario deOlinda, que se ufanava por
possuir daqui a pouco, em seu scio um enlodan-
te de merilo e de qualidades estimaveis o Sr. An-
tonio Florencio de Araujo Galvo, ilho do Illm.
Sr. coronel Cypraioo Lopes Galvo e D. Anua Lo-
pes Galvo, uaturaes do Rio Grande do Norte, que
com lauto desvelo e aproveitamenlo procurava
educar-se afim de ser um sacerdote digno do seu
estado 1
Sim, senhores, soaram 8 horas da manba
quando nesta cidade, esse amavel collega foi
chamado pelo Allssimo para junto de si na Eter-
na Gloria. E qual ser a hora em quo os seus
infelizes pas ho de receber essa noticia inexpe-
lada? O' pas desditosos, eu lamento com vosco a
sensivel perda que haveis de soffrer quando vos
disserem j uo existe vosso ilho, amaveis
pas
Oh I que dr I Nao sei, meus collegas, pre-
parar phrases para pinlar-vos a dr de um pai que
oo vio separar-se desse mundo para sempre um
dos primeiros siguaes dos seus amores"!.... Nao
me preciso enumerar as suas nclitas qualida-
des, oo s por que temo ofleuder a sua modes-
tia uo silencio do tmulo, mas tambem por que
vos lodos sabis tanto ou mais do que eu, quan-
to elle era digno de louvores; pois bem, ello
morreu, nao o veremos mais, o que nos resta
agora, orarinos ao Dos de piedade para que
benigno atienda as nossas fervorosas deprecages,
collocando-o no meio dos seus escolhidos.
equitscat in pace.
Olioda, 15 de margo de 1861.
Por seu amiso.enrique Pedro de Almeida.
Correspondencias.
ATTENgO1
Srs. redactores.Desde que o Liberal Pernam-
bucano pubiicou que eu me achava pronunciado
em enme de responsabiridade, como iocurso no
art. 154 do cdigo criminal, julguei conveniente
declarar u motivo de minha pronuncia, para que
nao se supponha que foi uma grava infraego de
lei que commeiti.
Fique, pois, sciente o publico de que fui pro-
nunciado pelo simples, nico e singularsimo
facto de ter deixado unr-se uns autos um co-
nhecimonto de meia-siza sem o sello fixo de 160
res 111
Note-se, porm, que o regulamento de 10 de
julho de 1850 assim se exprime : art. 52. Sao
sentos do pagamento do sello Qxo 7." os do-
cumentos que perleocem ao expediente das re-
pat ligues, como sao, guias, allestados, folhas do
relages, recibos aulhenlicados de vencimentos
militares e empregados pblicos, ferias, salarios,
pensionistas e outros semelhanles; seo novte-
simo decreto n. 2.7V3 de 26 de dezembro do anno
passado, accreaceola terminantemente, que sao
isentos do dilo sello: os conhecimentos em
forma.
A ordem do thesouro nacional de 16 de janpi-
ro de 1855, semduvida era referencia primeira
disposgo citada, estabeleceuque nao fossem
sellados, quando mesmo unidos autos ou peti-
coes, os conhecimentos de sita. Dahi portanto
se v que fui pronunciado por haver praticado
am aclo esencialmente legal, e que soffri assim,
a maior de todas as iniquidades.
Mas, devo abster-me de discutir por ora a le-
Kalidade ou a justiga de minha proouocia, por
quanto j interpuz o competente recurso para o
superior tribunal da relago, onde espero o con-
fio quesera bem julgado o meu procodimento.
Em coocluso, entretanto, devo dizer que quem
chega a ser pronunciado pela imaginaria falla de
um sello de 160 ris em um documento alias nao
sujeito elle, por corto, que, quando provoca
seus inimigos para que denunciara de seus actos,
nao conta coto a benigoidade de juiz que o ha
de responsabilitar; e comludo recebe a lula nes-
ta arena por que a lei ministra os recursos ga-
ranlidores das injustigas dos julgados.
^^ Franmco Ttimeira te S.
Publicares a pedido.
O governo imperial acaba de nomear para pre-
sidenta da Parahiba o Sr. Dr. Francisco de Arau-
Praca
do Recife 19 de
margo de 1861.
Vs tres tioras da Urde.
Gotafas afUeiaes.
Descont de letras10 e 15 0[0 ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.

CAIXA FILIAL
DO
BANCO DO BRASIL
EM19DEMARQODE186!.
A caixa desconta letras a 10 %, sendo as de
seu aceite a 9 %, toma saques sobre a praga do
Rio de Janeiro, e recebe dinheiro ao premio
de 8 /.
Em consequencia de ser a semana vindoura de
das santificados, a directora resolveu que s
houvesse descont nos dias terga e quarta-feira
da mesma semana 26 e 27 do corrente.
NOVO BANCO
DE
PERffAMBLCO.
EM 19 DE'HARQO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 /*
ao anno at o prazo de 4 mezes e a 12 % at o
de 6 mezes, e toma dinheiro em contas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
Alfandega,
Rendimento do da 1 a 18. .
dem do dia 19.....
227:4701087
10:1525830
237:624*917
Hoviiuento da alfandejca,
Voluraes entrados com fazendas.. 177
> > com gneros.
Volumes sahidos com fazendas..
com gneros..
293
100
113
?70
213
Descarregam hoje SO de fevereiro.
Barca inglezaQueencerveja e louca.
Brigue inglezUinalillanfazendas.
Barca brmenseClarissafarioha de trigo.
Brigue nacionalDa modiversos gneros.
ImportayAo.
Brigue nacional Damo, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Azevedo & Mendes, raanifes-
tou o seguinte :
15 barris verniz preto, 1,000 caixas sabo ; a
ordem.
Barca ingleza City of ihe Sultn, rinda de
Buenos-Ayres. consignada a Saunders Brothers
& C, manifestnu o seguinte :
15 pipas e 300 caixas sebo ; a W. J. Guger.
27 ditas sebo ; a Surckuy Droop & C.
130 caixas e 133 meias pipas sebo : a T.
Bell & C.
124 ditas sebo ; a Cotesemtte & Nowel.
2,549 couros de cavado ; a 1. Broudfort & C.
1,930 ditos dito e 2 fardos mercadorias; a or-
dem.
98 fardos la, 86 ditos fumo, 34 fardos merca-
duras e 43 sacos cabello ; a Coteslemth &
Powell.
41 fardos cabello ; a Corneille David 4 C.
27 ditos dito ; a John Bradshau & C
37 ditos e 3 surres dito ; a Sainfeu Jordn
ot G.
3 fardos la e 1 volume amostra ; a F. G.
Gaslom.
2 ditos pelles ; a Bemck Brothers & C.
Hiale nacional Exhaloco, vindo do Ass, con-
signado a Gurgel & Irroos.
150 alqueires sal; a ordem.
Barca americana Winifred, viada de Bichmood
consignada a Phipps & Irmos, manifestou o se-
guinte :
3,030 barricas farinha de trigo ; aos mesmos.
Exportado.
Escuna sarda Annessione, pora Genova, car-
regam :
Bastos & Lemos, 600 sacos com 3,000 G? de as-
suca r.
Brigue portuguez XmaliaJ, para o Porto, car-
regam:
Carvalho. Nogueira & C, 14 barriquiohas com
61 fjp e 20 -S de assucar.
Jos de Mattos, 6 barricas com 29 () e 29
de assucar.
Galera Ingleza Delphim, para Liverpool, car-
regara :
James Crabttree & C, 260 sacos com 1,061 >
de algodo.
Beccbeiluria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 18. 43:4801831
dem do dia 19. ...... 1:326*997
44.807J828
Consolado provincial.
Rendimento do dia 1 a 18. 38:809*625
dem do dia 19....... 1:996*327
4007*952
MoYimento do porto.
Navios entrados no dia 19.
Babia 5 dias brigue nacional Damo, de 234 to-
neladas, capito Jos ilanoel Vieira, equipa-
gera 12, carga sabo; e lastro a Azevedo &
blanda*.
Araciiy 6 dias hiate nacional Exalacio de 37 to-
neladas capito Joo Henrique de Almeida
eqaipsgem 5. carga sal; a Grugel Irmos.
Richmond 40 dias barca americana Fame, de 362
toneladas capito P. F. Kennudy equipagem
4150 barricas com farinha de trigo ; a Heory
Forsler&. '
Rio de Janeiro 31 das barca ingleza Donna An-
na de 430 toneladas capito John Cohu equi-
pagem 13, em lastro a Saunders Brothers & C.
Navio* sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro barca nacional AmtHa caaftio
Warciso Lopes da Silva, carga assucar a 1 es-
cravo a entregar.
Csnal, escuna ingleza ivora Crean capito Sa-
muel Harris carga assucar.
Aracaty hiate naeiooal /nenciel espillo Jos
Joaquim Aires da Silva, carga varios generas.
New-York patacho americano Anna D. Jordn,
espilo M. Jordon, carga couras.



0URIO D| riftJAJUUCO. -a QUARTA fEIRA 80 DS MAR^O DUMl,
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Q. a. V
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Birtcfo.
Memidade.
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S S 3 S SS I flyarometro.
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Cisterna hydro-
mtrica.
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Franeex.
Inglei.
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J
5 ES
I
o
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t.A noite de 88ac*iroi 6Dto bastante fresco de
ESE e assim amaoheceu.
SCILAQ10 DA HAR'.
Prearoar as 10 h. e 18' da manhaa, altura 5,2 p.
Bairamar as 4 h. c 30' da (arde, altura 2,4 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 19 de
margo de 1861.
Rohaxo Stepple,
1" lente.
Editaes.
theor do qual chamo,cito e hei por citado ao aop-
plicado tscate e justificado Antonio da Coste
para que dentro do referido prazo comparece oeste
juio para allegar a aoa defoza por todo o conteudo
ni petigio cima transcripta, sob pena de prosaguir
cansa seus termos a sua revelia ; portanio toda
e quarquer pessoa prente, amigo ou conheeido
do awpradite supplicado antete Ihe podet fazer
acieuta do que aqol Oca exposto.
E para que chegne noticia a todos mandei pas-
sar editaes que serio affixadoa no lugares* do
costme e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade Recite jos 18 dia
do mez tfe margo de 1861, 40" da independencia
e o imperio do Brasil.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Aodrade, es-
crivao o flz escrever.
Anselmo Franoiseo Peretli
A cmara municipal desta cidade taz pebli-
C0.Pa.ra conhecimento de quem interessar^jue
mandei passar editaes- que serio publicados pe-
la imprenaa, e affixadoa na forma do esiylo.
Befc, 15 de marco de 1861.Eu Maaoel Ma-
na Rodrigues do Nascimeato, escrivao, o aubs-
cravi.
Anstlmo Frmnoitco Ptrtlti
Declarares.
aTim
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, coromendador
da imperial ordera da Rosa, e da deChfislo, e
juiz especial do commercio desta cidade do
Recife de 1'ern.ambuco, o "sea termo, por S.
M. Imperial que Deas guarde, e'.c.
Fago saber aos que o preaento edital virem, e
d'elle noticia tiverem, que no dia 20 do corrente
mez de margo, se hao de arrematar em praga
publica deste juizo, 10 aeges da compaohia Per-
nambucana de navegago costeira a vapor sob
D3. 1521 1530. do valor de 1009000 rs. cada
urna, e avaliada em 600000 rs. cada urna, per-
tenceates a Manoel de Souza Pcreira, e vo
praga por execuco que Ihe move Joo Jos da
Silva Guimaraea ; e caso nao appareca langador,
que cubra o prego da avaliagao, ser a arrema-
tago f-la pelo prego da adjudicagao com o aba-
te da lei.
E para que chegue ao conhecimento de lodos,
mandei passar editaes, que sero publicados
pela imprensa, e afiliados na forma do eslyio.
Cidade do Recite 4 de margo de 1861. En, Ma-
noel Mara Rodrigues do Nasciaiento, cscrivo,
o escrevi.
Anselmo Francisco Feretli.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recite e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco, por Sua Mageslade Impe-
rial e Constitucional o Sr. D. Pedro II, que
Deus guarde, etc.
Fago saber pelo presente, que por este juizo e
cartorio do escrivao que este subscreveu, corre
urna execugao de sentenga por mandado executi-
vo entre partes : Exeq-ientes, Patn Nash dr
Companhia ; executado, Manoel Francisco de
Moraes, que lendo-sefeito penhora em dinheiro
quo se acha recolhido ao deposito geral na quan-
tia de 4.157$050 rs.. portencente ao executado,
em auiiencia do dia 6 de margo correte, por par-
te do solicitador Joaquim de Albuquerque Mello,
procurador bastante dos exequetes. rao fura feito
o requerimenlo seguinte .
Anno do Nascirnento de Nos30 Senhor Jess
Christo, aos 6 de margo de 1861, nesta cidade do
Recite de Pernambuco, em publica audiencia,
que aos feitos e partes fazia o Dr. juiz especial do
commercio Anselmo Francisco Peretti, nella pelo
selicitador Joaquim de Albuquerque Mello, pro-
curador que rnostrou ser dos rxcquonles Patn
Nash & Companhia, foi aecusada a penhora feita
em bens do executado Manoel Francisco de Mo-
raes, requerendo cassem assignados os 6 das
ds lei, e como quer que esta penhora fosse effec-
tuada em dinheiro, iRualmento requera quo se
Ihe passasse editaes com o prazo de 10 dias, afim
de seren citado; os credores incertos. O que
ouvido pelo juiz, houve naosa penhora por ac-
ensada, como o mais por deferido na turma re-
querida.
Do que para constar flz este ruloamenlo extra-
hido do protocolo das audiencias e junto o ante-
dito mandado de penhora e a procurago bastante
dos exequentes.
Eu Manoel de Carvalho Paes deAndrade.es-
crivo o escrevi.
Por forga do deferimento dado a* esto requeri-
menlo, o escrivao respectivo fez passar o presente
pelo theor do qual sero citados os credores in-
certos por todo o conteudo no requerimenlo aqui
inscripto, aflm de que dentro do prefixo prazo de
10 dias comparegam neste juizo allegando o quo
lhes for a bera de scu direito o justiga, sob pena
de revelia.
E para que chegue a noticia quem ioteressar
possa, mandei passar editaes que serao affixados
dos lugares do costume e publicados pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recite, capital
da provincia de Pernambuco, aos 16 dias do mez
de marco do 1861.
Eu Manoel de Carvslho Paes de Andrade, es-
crivao do juizo especial do commercio o flz es-
crover.
.Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz do direito especial do commercio desta ci-
dade do Recite e seu termo, capital da provin-
cia de Pernambuco por S. M. I. e C. o Sr. D.
Pedro II, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem,
que Antonio Paulo da Silva por seu advogado,
me dirigi a peligo que se segu :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commercio.Diz
Antonio Paulo da Silva, que quer fazer citar a
Antonio da Costa para na primeira audiencia des-
te juizo fallar aoa termas de urna accao summa-
ria, em que Ihe pede a quantia de 164$740 de
saldo de .seus ordonados como caixeiro que foi de
sua taberna na ra Direita, a qual Ihe foi fechada
por arresto de alguns credores, saldo que consta
dos livros do mesmo supplicado existentes no
deposito geral, sendo ao mesmu tempo citado para
todos os termos da presente acgo, sob pena de
revelia, e de ser condemnado no principal e naa
cusas ; mas havendo-se o supplicado ausentado,
aem que se saiba o lugar onde hoje exista, requer
O supplicante a V. Exc. digne-so admitti-Io a jus-
tificar a ausencia, e sendo quanio baste, a julgue
por sentenga, mandando passar carta edital para
a citagio do supplicado, nomeando-lhe curador
na forma da lei. Pede a V. Exc. deferimento.
E R. M.O advogado, Dourado.
E mais se nao continha e nem outra alguma
cousa se declarava em dita peticao inserta, a qual
sendo-me apresenlada, dei e profer o despacho
do theor e forma seguinte :
Distribuida, como requer. Recife 23 de 'fe-
vereiro de 1861.A. F. Peretli.
B mata se nao continha e nem outra cousa al-
guma se declarava em dito despacho que aqui
est mui bem e fielmente transcripto e copiado
por forga do qual tora feita a distribuigo ao es-
crivao deste juizo Manoel de Carralho Paes de
Aodrade, e produzindo o justificante aa suas tes-
temunhas, que mostraran) a ausencia do suppli-
cadojuatiQcado, foram os autos competentemente
sellados.e subiudo coocluso, dei e profer a
sentenga do theor e forma seguwte:
k vista da iaqoirigao de lis. 7 a Os. 8 iulgo pro-
Tjda a ausencia do justificado em legar neo sa-
Mdb: pelo que mando qoe seja citado por edite?,
passando-se a respectiva carta com o prazo de
30 das, flodeo quat sendo o ausente- havide
por citado, se Ihe oomeari curador peraeom eate
correr o feita ot seas deviso termos. E.pague o
justificante as rustas.
Recife 8 de margo de 1861 Anselmo Fran-
cisco Peretli.
E mais se nao continha e nem outra alguma
cousa ae declarara asa dita eeottoce, que aooi
ala mu bem-e fielmente transcripta e copiada,
em vlrtude do qual o referido escrivao faz pasear
o presente edita! com prazo* de 30 dias, yeto
vai dirigir ao Exm. presidente da provinci
proposta de alterarlo da planta da cidade, com
prehendendo o areial das Cinco Ponlas.consistindo
aalleraco na supptesso do quarteiro de casas
da ra das Cinco-Pontas, ao lado da fortaleza
deste nome, que araogam do alinhamento das
outras ; no proloogamento at a praia de S. Jos
da ra que vem da fabrica de gaz etc. A refor-
ma da plaota est patente na secretaria da mes-
roa cmara para ser examinada pelos interes-
sados.
Pago da cmara municipal do Recife emsesso
de 18 de margo de 1861.Luiz Francisco de Bar-
ros Reg, presidente. Manoel Ferreira Accioli,
secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
reudeiros e foreiros de propriedades pertencentes
ao patrimonio dos nrphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao fizerem, sero
os mesmos dbitos remettidos para juizo, aflm de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar e presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernambuco, i de margo de 1861.
O secretario
A. F. d'Amorim.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo e
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Recite de Pernambuco e seu termo
por S. M. I que Dos guarde etc.
Fago saber aos que o presento edital virem
que no dia 20 de margo do prximo futuro anno
de.1861 pelas 10 horas da manhaa, na sala dos
auditorios, lera lugar a reuniao dos credores da
raassa fallida de Caminha dt Pillaos na conformi-
pade do art. 82e seguint6s do cdigo commer-
cial, afim de quo era minha presonga verifiquen)
os seus crditos, concedam ou negem a concor-
data ou formen! o contrato de um dia e proce-
dan a nomeagao dos administradores dos bens
da referida massa fallida : nao podendo outrosim
um s individuo representir por dous diversos
credores, havendo-se os que nao comparecerem
por si ou por seus procuradores como adhereo-
tes a concordata, para cujofira sero contados 03
votos dos ausentes assim notificados. Em cum-
primento do que, todos os credores da predita
raassa fallida comparegam em dito dia, hora e
lugar cima designados.
E para que chegue ao conhecimento de todos
maodei passar o presente edital que ser aCflxado
nos lugares do costume e publicado pela im-
prensa.
Cidade do Recife 19 de novembro de 1860.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascirnento, es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo,e juiz
de direito especial do commercio desta cidade
do Recife de Pernambuco, e seu termo, por
S. M. Imperial, que Deus guardo etc.
Fago saber aos qne o presente edital virem,
que requejiroento de Monteiro Lopes & C. a-
cha-se aborta a fallencia de Antonio Joaquim Vi-
dal, pela senlonga do theor seguinte :
Constando dos autos ter cessado seos paga-
mentos o commerciante Antonio Joaquim Vidal,
estabelecido cora loja de miudezas na Ra Direi-
ta n. 103 declaro o mesmo commerciante em es-
lado de quebra o flxo o termo legal da existencia
desta cootar do dia 4 de fevereiro prximo pas-
sado.
Nomeio curadores fiscaes os credores Monteiro
Lopes & C e depositario interino o credor Joa-
quim da Silva Costa ; e pelos primeiros prestado
o juramento do esiylo o assignado pelo seguinte
ermo de deposito, o escrivao remetiera copia
desla sentenga ao juiz do paz cjmpetenlo para a
apposigo de sellos que ordeno se ponham na
forma da lei a lodos os bens, lirros'e papis do
fallido.
Feito o que e publicada a presente, em conlor-
midade do disposlo nos arts. 812 do cdigo com-
mercial e 129 do regularnento n. 738sedaro as.
subsequentes providencias que o referido cdigo
e regularnento ptescrevem.
Recife, 12 do margo de 1861.Anselmo Fran-
cisco Perelli..
E mais se nao continha em dita sentenga e em
seu cumprimento convoco a todos os credores
presentes do fallido para comparecerem na sala
dos audiencias no dia 20 do correle mez, alim
de se proceder a nomeagao de depositario ou de-
positaos, que hao de re'ceber e administrar pro-
visoriamente a can fallida.
E para que cheguo ao conhecimento de ledos,
mandei passar edil tes, que sero publicados pela
imprensa e affixados na forma do esiylo.
Recife, 16 de margo do 1861.Eu Manuel Ma-
ris Rodrigues do Nascirnento, escrivao, o es-
crevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Secretaria da polieia de Pernam-
buco, 18 de marco de 1861.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda publicar
pora conhecimento das pessoas a quem possa in-
teressar, o objecto do olficio do delegado de po-
lica do termo de Serinhaem, abaixo trans-
cripto.
Illm. Sr.Aeham-se presos nacada desta
villa os escravos fgidos seguiotes :
Luiz, que diz pertencer a Joo Baptista dos
Santos Lobo, senhor do engenho Bom-Amigo, do
termo de Porto Calvo da provincia das Alagas,
mas que mora nessa cidade; e Paulino, quo
diz pertencer ao Dr. Francisco Borges Buarque,
senhor do engenho Canna-Brava, do mesmo ter-
mo e provincia.
Digne-se V. S. dar as precisas providencias
para que sejam elles entregues seussenhores,
pagando estes asdespezas da cada e comida.
Deus guarde a V. S.
Serinhaem, 26 de fevereiro de 1861.
Illm. Sr. Drrchefe de polica desta provincia.
O delegado supplente Jos Candido da Silva
Braga.
Conforme.O secretario, Rufino A. de Al-
tneiaa.
O Dr. Alselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla cida-
de do Recife de Pernambuco e seu termo por S.
M. Imperial, que Deus guardo, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem, que a requerimenlo de F-
lix Sauvage &C, acha-se aberta a fallencia de
Manoel Francisco de Mello, commerciante esta-
belecido com loja de calgado na ra do Livra-
monto n. 19 ha oessado seus pagamentos, de-
claro-o em estado de quebra, e flxo o termo le-
gal da existencia desla a contar do 1 de feve-
reiro prximo passado.
Nomeio curadores fiscaes o credores Flix
Sauvage 4 C, e depositarios uterinos, os credo-
res Os Irmos, e prestado pelos primeiros o
juramento do esiylo, o pelos segundos assigna-
do termo de deposito, o escrivao remella copia
desta sentenga ao juiz de paz competente pare a
apposigo de sellos, que ordeoo se ponham na
frmaos lei em-lodos os bens, livros a papeiado
fallido.
Feito o que e publicada a presente nos termos
dos arts. 812 do cdigo e 129 do reglamento, se
daro as subsequentes providencias, que o refe-
rido cdigo e regularnento determinam.
Recife, 11 de margo de 1861.Anselmo Fran-
cisco Peretti.
Bmanase ele continha em dita sentenga aqu
tarnscripta, e para cumprimento da mearos con-
voco a todos os credores presentes do fallido para
comparecerem na salla dos auditorios no dia 20
do corrate mes de margo a 10 horas ds ma-
nhaa afim. dse preceder a r nomeagao de deposi-
tario, ou depeailarioa que hao de reeeber ou d-
mioiaUar provisoriamente a caaa failiJa.
E pan que chegue ao conhecimento de
O secretario da cmara municipal da cidade
de Olloda, abaixo assignado, faz saber a quem
convior, que pela referida cmara foi marcado o
prazo de 30 das, a contar da data do presente
aaDuncio, para os foreiros de terrenos perteoeen-
tes ao seu patrimonio se reconhecerem, com es-
pecialidade oa foreiroe das Cureuranas, Morioe-
ca. Ponte dos Carvalhos, Ilha dos Martins e Joo
Grande, Gaib, Nazarelh, Bot, etc., etc., depois
do que ella tratar de fazer effectiva aos omrnis-
Lsos as penas da lei, annullando ttes contratos.
- Olinda 15 de margo de 1861___Camillo da Silrei-
ra Borges Tavora Indigioa.
Conselho de compras navaes.
Promove este conselbe em sesso de 21 do an-
dante mez a compra do material da armada abai-
xo declarado, mediante proposlas apresentadas
nessedia at as II horas da raaoha, acompa-
nhadas das amostras dos respectivos objectos.
Para o arsenal e navios.
50 pegas de briro,83 broxas sortidas, 4 arrobas
de cola da Baha, 6,000 ps de pioho de reaina
de primeira qualidade, 30 latas de tinta preta.
Para os navios.
100 colheres de ferro, 8 leoges de cobre de 80
ongas, 10 grozas de pennas de ago.
Para a enfermara.
200 camisolas de brim, 100 froBhas de dilo,
200 leoges de dito.
Para o arsenal.
100 travs de qualidade de 30 a 40 palmos com
6 a 8 pollegadas de face.
Sao as condigdas para a effoctuagSo da compra
ser. paga logo no mez subsequeute do recebimen-
tooos objectos, e sujmtarem-se os vendedores
multa de 50 0[ do valor dos mesmos objectos,
caso nao sejam entregues ua porgo, e da quali-
dade contratados.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco 16 do margo de 1861.
O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Aojos.
Santa casa d misericordia do
Recife
A junta administrativa da irmandade da santa
casa da misericordia do Recife manda fazer pu-
blico que no da 20 do corrente, as 10 horas da
manhaa, na casa dos expostos, pagsm-se as res-
pectivas amas as mensalidides vencidas al de-
zembro do anno flndo ; devendo as mesmas amas
lovarem as suas crias.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cito 15 de margo de 1861.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguiotes :
Para o hospital militar.
48 libras de acool em garrafas.
48 libras de agurdente branca em garrafas.
24 libras de agurdente de canna em garrafas.
16 libras d'agua do Rosa em garrafas (franceza).
16 libras d'agua de flor em gsrrafaa (Lisboa).
8 arrobas de assucar refinado.
4 libras de anus estrelado.
8 libras de balsamo tranquillo.
10 borrachas de gorama elstica de 12 ongas
vulcarisada com bocal e pipas de metal.
1 libra de balsamo de ldtu.
4 grosas de caixas portuguezas para pillas.
32 libras de carbonato de potassa.
16 libras de cytrato de magnesia bem soluvel.
40 caixas de capsulas de cupahiba.
3 caixas de capsulas de ligaao de bacalho.
32 libras de cevada.
2 libras de espirito carminativo de Selvios.
2 libras de espirito de mlica.
12 vidros de elixir de Guilher.
2 ongas de extracto de coloquinlidas.
2i varas de emplastro adezivo estendido.
4 ongas de ergotina.
2 ongas de extracto do chicoria.
2 ongas do extracto de tarroxaes.
4 ongas de extracto de Ruibarbo.
1 libra de extracto de ruulung.
4 libras de estanho laminado.
8 esptulas de ago sortidas.
2 ongas de extracto do sabina.
4 esptulas de marfim.
20 papis de encerado ioglez (numero).
12 vidros de elixir estomtico.
30 rolos de encerado de Peldriel n. 2 e 3.
16 libras de flores de borragern.
8 libras flores de violas.
8 libras de flores de malvas.
4 libras de flores de altha.
2 funis de vidro de 8 ongas.
2 funis do vidro de 4 ongas.
2 funis de vidro de 2 ongas.
6 libras de gornraa arbica tina.
8 ongas um vidro de byanato de quicino.
8 ongis de iodurelo da chumbo.
8 ongas de iodureto de amonio.
12 vidros de ingego refrigerante de Chable.
2 ongas de xodhydrargipato de potacio crysta-
lisado.
8 libras de jelapa em p.
64 libras de linhaga.
128 libras de mann.
16 libras de raassa caustica.
50 muscas de Milo.
64 libras de oleo do amendoas.
12 vidros de oleo de mastrucos.
8 ongas de oleo voltil de moslarda.
1 onga de oleo essencial de sabint
12 potes de louga com lampa de 4 ongas.
12 ootesde louga com lampa de 2 ongas.
1 libra de pomraada de pipios.
2 libras de pilulas de Blancarde.
z resmas de papel pautado almaco de primeira
qualidade.
25 caixas de pastas de naf.
20 caixas de pastas balsmicas de Rogmanld.
1 resma de papel bronco de feltro.
30 vidros de pos de rog. *
5 maos de papel decdr, folhas grandes.
20 vidros de pastilhas vegetaes vermfugas.
8 ongas de prol iodureto de mercurio.
20 garrafas de Rob Leffeteur.
2 libras de raz de espargo.
2 ongas do resioa de escamonia branca.
25 garrafas de sueco de grozellas.
128 libras de salsa parrilha.
8 ongas de snlfacto quiaino.
32 libras de senne.
4 ongas de tanino.
2 libras de turbith em p.
24 garrafas de vinho branco.
24 garrafas de vinho tinto.
50 vidros vasios para L. Roy.
10 garrafas de xarope la bel o ny.
50 vidros de xrope de naf.
30 vidros de xarope peitoral brasileiro.
8 libras de iodureto de potacio.
. Para o fardamento do corpo da guarnigo.
563 1|2 covados de baeta verde.
241 1|2 varas de brim da Russia.
3381 botes grandes de metal lisos.
14 9 ditos pequeos de dito.
9 grosas de ditos preto de osso.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas proposta em caria fechada, na secretara do
conselho, s 10 horas da manhaa do dia 26 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 18 de
margo de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Fruiteisco Jovquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Arsenal, de gjierra.
Por. ordem do Illm. Sr..coronel director do_ar-
senal de guerra se faz publico a qpom coaviar,
queuo termos do aviso da ministerio da guerra
de 7 de margo de t860, se tem de mandar ma-
nufacturar o seguate:
le mochiles d brim da Russia.
Quem quizM arrematar o fabrico de ditas mo-
chiles, eeasf atea na sala da directora do mes-
mo arsenal, pelas 11 bocas do dirtido orre-.
ley eoov suee pro pastas esa qiae declare m o me-
nor prego, e quaes os seus fiadores.
I. *"ffl*ii de 1861.O amanuense.
Jola Rieasdo de Sirva.
CORREK).
Pela admQistrago do correio desla psoviaeie
TJVh^60 3?e N(0}..pelet8 horas da tar-
de, lechar-se-ho as malas que devo conduzir o
rapar cosleiro cPereinenga com deslino a pro-
noca de Mace e portas intermedios.
Arsenal de guerra.
Por ordem do illm. Sr. coronel director do ar-
senal de guerra se faz poMlee t quem convier,
que nos rento do aflso do ministerio dH guerra
de 7 de mareo- ate 1606, as ten de mandar ma-
nufacturar o seguinto:
161 sobrecaaacau de panno azul.
101 cateas de dilo panno.
70 capotes de dilo.
161 pares de pola1ns de panno preto.
uem quizer arrematar o fabrico de taes arti-
gos no prazo de 25 dias, comparega na sala da
!r oa 7a mB,IB arsenal, pelas 11 horas do
da 22 do corrente, com suas propostaa em qoe
ocetarem o menor prego e qoaes seus fiadores.
a / ae 1801.o amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
TRIBUNAL DO COMMBRCIO.
,esl* secretaria se faz constar, que na data
intra lot regisirado competentemente o theor do
contrato de sociedede que e 28 de fevereiro ulti-
mo hzeram Joaquim Vieira Coeiho e Jos Aoto-
oo de Araojo e Souza. Portuguezes, residentes
nesta cidade do Recife, sob a razo de Joaquim
vieira Loelho 4 Comoanhia, da quahsmente
usar o socio Coeiho, sendo o lim dessr socieda-
de, que durar por tempo de tres annos contados
p"me,r<> a Janeiro do corrente, a eontinua-
gao do estabeleciment de fazendas na ra do
Crespo n. 10, com o capital de 14:000/00.) exis-
tentes no dito estabelecimento em fazmdas, di-
vidas, armago e utencilios, que pertencem 10
conlos ao socio ;Coelho, e o restante a Araujo e
Souza.
Secretaria do tribunal do commercio de Por-
nambuco 19 de margo de 1861.
Julio Guimares. Ofcisl-maor.
Pela mesma secretaria se laz igualmente pa-
lico a inscripglo no competente livro de mstri-
cula, dos Srs Jos Joaquim Rodrigues Guima-
res, e Jos Mara Googalves Pereira, Portugue-
zes, aquello de trila annos de idade, e este de
rinle e oito, domiciliados, o primeiro na cidsde
do Penedo, eo segundo no termo do Traip, pro-
vincia das Alagas, commerciantea de fazendas
seccase raolhados, grosso e relalho
Secretara do tribunal do commercio de Per-
nambuco 19 de margo de 1861.
Julio Guimares.-Official-maior.
Inspecc&o do arsenal de marinha.
De ordem do Illm Sr. inspector, fago constar
que nos dias 15. 19 e 23 do corrente mee, se
achara venda era hasta publica na porta do al-
ruoxarifado desta inspaego, comegando as pre-
gas s 11 horas da manhaa. o casco do hiate Pa-
rahibano, de 78 ps de comprimento, 21 de boc-
ea, e 7 de pontal, cavilhado e pregado de cobre
at a altura de 8 ps, contados da quilha, cora os
seguintes pertenes :leme, canna deste, dous
pares de turcos de ferro nns amuradas, bolineles,
e suas barras, cmara e baleos com as respecti-
vas escodas, fogo e seus pertences ; esse navio
tendo sido desarmado pelo estido de ruina em
que se acha.
Inspecgo d arsenal de marinha de Pernambu-
co, em 12 de marco de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
i
NOV<
Pero
BANCO
DE
mbueo.
O novo banco He Pernambuco conti-
nua a substituir pu 8 resgatar as notas
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes.
que hao de lindar \ax 9 de maio do cor-
rente anno, em conuormidade do aviso
do ministerio da aVenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e fin Jc\ este pra*o po-
dera' ter lugar a sabstituicSo ou rs-
gate com o descont mensal progressi-
vo de 10 por cento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para Jornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguales :
Para o fardamento do corpo da guarnigo.
563 1[2 covados de baeta verde.
2{| 1|2 varas de brim da Russia.
H341 boles grandes de metal amarello lisos.
14(9 ditos pequeos de dito dito.
9 grosas de ditos pretos de osso.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas proposlas em caria fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da raaoha do dia 22 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 15 de
margo de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino*
De ordem do Illm. Sr. chefe de diviso, ca-
pito do Porto, se faz publico que Manoel Anto-
nio Freir nao tem gerencia alguma nos nego-
cios desta capitana, e nem como despachante, e
perante ella reconhecido.
Capitana do porto de Pernambuco 15 do mar-
go de 1861.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Rogo.
Por esta subdelegada fra capturado o pre-
to Thomaz, quedeclarou serescravo do Sebaslio
Jos da Silva, por fgido : seu verdadeiro dono
comparega nesta mesma subdelegada para lho
ser entregue. Subdelegada de S. Jos do Recife
9 de margo de 1861.
Jos Antonio Pinto.
Aysos maritimos.
Para a Rahia segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga que
Ihe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
dsco L. O. Azevedo. na roa da Madre de Dos,
n. 12,
Para o 4racaty
O hiate Camaragibe : para carga e passageiros,
trata -se na ra do Vigario n. 5.
Para o Artcaty.
Seguir brevemente o hiate nacional Santa
Aooa, que j tem quasi meia carga, para o res-
tante e passageiros trata-se com Gurgel Irmos,
no seu escrptorio da ra da Cadeia do Recife n.
28, primeiro andar.
Porto.
Sae al o dia 14 do correle o brigue Amalia
1.*: para passageiros, para o que tem excelentes
commodos. trata-se com o consignatario Manoel
Joaquim Ramas e Si.va,, os cam o capato.
Para o Hio Grande do Sul.
Segu com brevidade o patacho nacional Sao
Joaneiro : quem quizer carrogar no mesmo s fre-
te, euteoda-se com o consignarlo Manoel Alvos
Guerra, ou com o capito a bordo.
GOMPANHAPERSAMBUGUA
Navegago costeira a vapor.
O vapor PeisiaMioaa, comniaodeote Moura,
segtfBifsrart po*s>atosul teses eeeaia nota
9 dD oorresfle mes s & horas da tarde.
Receba cana aera ice t e porWs intermedios
aModia.19aoroeie.die.
PMMieiroee dimetro a frote, ate o dia de
sabid* s 1 horas : easrip>orio ae Forte do Mal-
los n, t.
CflWlWU PIWttlttC4!U
iwvega$cosleiriarapw
Parabiba, Rio Grande do Norte. As-
u't Aracatv e Geara'.
h,*I*por I9uara***, commandante Moreira, sa-
rft.^ Sportos dn<>r at ao Cear no
n!? i9 marC* 5 horas da larde,
mm- "8e Cit** ,t > dia 1 ao meia dia. En-
S.^f^r?8.' PV"e*irsj o dinheiro a frete at o
aa sariitfa s 2 horas : escrptorio no Forte do
Mattos n, 1.
A agencia do vapor de
reboqueacha.se estabeecida no escrp-
torio di companhia Peraambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servirlo tendente
ao mesmo vapor.
Segu no dia 21 do cor-
rente para o Ri > da Prata com
escala o jRio de Janeiro, o
magnifico e excellente vapor
americano Mississipe de
marcha mui rpida e de bel-
los commodos: recebe possa
geiros: tratar com o seu
consignatario Phipps Irmos
& C, ra do Vigario n. %
Os preces das passagens
sero:
Para o Rio de Janeiro 40 pesos
Rio da Prata 100 pesos
Para o Maranho
tocando no Acarac, segu com pouca demora,
por ter grande parte do carregameuto arranjada,
o patacho Emulado, capito Antonio Gomes
i ereira : para o resto, trata-se com Moreira &
Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4, ou com o
capito no trapiche do algodo.
Leudes.
LEILAO
DE
Urna taberna,
Sexta-feira 22 do correte.
As 11 horas em ponfo.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, e a' requerimento dos
depositarios da massa fallida do Jos Fer-
nandesAgra, da taberna da ra estreita
do Rosario, consistindo em armacSo, g-
neros e mais objectos ; na mesma occa-
85o se venderao as dividasjda mesmo fal-
lido.
DE
Urna taberna.
NA
Ra do Rangel n. 18.
Sexta-feira 22 do corrente.
Antones far leilo por mandado do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a requerimenlo
de Silva & Santos, dos eneros, dividas e uten-
cilios da taberna sita na ra do Raogel n. 18 a
qual perlenceu firma Souza & Peixoto.
Na referida taberna s 11 horas em ponto.
LEILAO
Segunda-feira 25 do cr-
reme.
O agente Carilargo fara' leilao por
mandado do E\m. Sr. D.juiz especial
do commercio e a' requerimento de
Campiano 4 Cordeiro, da taberna da
ra do Rosario da Boa Vista, per ten-
cente a Francisco Ferreira Fialho, a qual
consiste em armacao gneros etc- :
segunda-feira 25 do corrente a's 11 ho-
ras em pomo, na referida taberna.
LEILAO
Quinta-feira 21 do cor-
rente.
O ageote Camargo fari leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, o re-
querimento do curador fiscal, e depositario da
massa fallida de Antonio Jaciotho Pacheco, das
dividas pertencentes ao mesmo fallido, no seu
armazem na ra do Vigario n. 19, s 11 horas era
ponto. Os Su. pretendentes po-iero entender-se
com o mesmo agente para ver os nomes dos de-
vedores e suas moradias. __

Predios e
escravos.
Quinta-feira %i da car-
rnteos l\ horas.
Antunes autorisado pelo Sr. JoiNu-
nex de Paula, fara' leilo em seu arma-
zem na ra do Anortar n. 4% doi
fntdJoeeescraTOspertencentet ao dito
ahorque para liquidar serar* entre-
gar pelo mair preco> alcancado, a
taber:
O sobrado n. 48d2 amdarea-esotao j-
to na roa do Atnonm, conv chot
proprio*. ,
Dito em OIinda de um andar e sotSa
tendo atraz terreo, com a frente pa-
ra os Quatro Cantos e ladeira da fi-
ericord, char* ptoproi.
Urna cata terrea;, no f aradouro, 000-
clnida ha poco tempo, com 5 quar-
tot, 2 sala*, grande quintal, e udm
grande padara no mesmo, com oi-
tOes dobradot, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terca parte da cata terrea tita na ra
da Imperatriz onde tem padariao Sr.
BaTilier.
4 escravos de muito boa conducta, sen-
do um delles excellente paderro e
forn-iro, as 1 f hora em ponte.
Quinta-feira 21 do corrente.
SEM LEU [TE.
Costa Carvalho far leilo por coota de quem
pertencer de 40 barricas de cerveja s- 11 horasr
em ponto na porta do armazem do Sr. Anno
detronte da alfandeRa,. a retalho ou em um s lo-
te a vontade os- compradores.
LEILO
Dia 21 do corrente
F. Souvage tendo de retirar-se para a Europa
pelo prximo vapor far- leilo por intervengan,
do agente Oliveira, da mobilia o mais perlences
da casa de sua residencia no campo, a mesma
que tora edificada pelo ultimo proprielariopro-
curador Magalhesno silo margem do ame-
no Capibaribe e no lugar da Torre ao correr a
quasi contiguo ao do referido agente, consistin-
do a mesma mob'lia (a maior parte nova e de
apurado gosto da poca da Luiz XV) em mesa
e cadeiras para salas de diversos feitios, conso-
los, lavatorios, commodas, almarios, guarda-rou-
pas cora espelhos e sem elles, secretarias, tura-
rlas, sofs, ottomaoas, toiletes, bufetes, tapetes,
cortinas, camas de Ierro e bronze para casados e
solleiros guarnecidas de mosquileiros, esleir?,
um magnifico piano, pndula, crystaes, Iouc.a
de jantar e almoco, candelabros, lanlernas o taro-
peoes, quadros, mesa elstica para jantar e ou-
tras com abas e para jogo, aparadores, cadeiras
de encost e de blano, vasos para flores e para
adornos, facas garfo, colheres e plateau de
metal, apparelho de prata para cha, um comple-
to trem de cosinha, utencilios para jardim e co-
cheira, bomba, banheiro, carrosa, quatro sober-
bos cavallos de carro e um dsela, sellins para
montara de hornero e senhora e finalmente entre
numerosos outros objectos, um bello carroVic-
toriacom os competentes arreios, urna canOa
de carreira e um bote com roasiros o velas.
N. B. Nolanchcon nao fallemos, porque ser
certo ; nns para commodidade dos concorrenles
ao referido leilo, que lera-lugar
Quinta-feira 21 tio corrente,
sahir um omnibuss 10 horas e oulro s 10
meia_ da manha da ra do Imperador at ao
sitio da baro de Beberibe na ponte de Ucba.
onde estarao canoas collocadas para Iranspor-
ta-los margem opposta, lugar do indicado sitio
do leilo.
LEILAO
Importante
no dia 20 do corrate.
Evstisto, far leilao de urna rica propriedade.
um pouco adianto da Solidado, sendo a casa era
muito boa localidade tendo 4 salas, 7 quartos,
grande, cuzinha ao lado estribara para 8 caval-
los, casa de tarinha cora os seus pertences no-
vos, 2 cacimbas com muito boa agoa de beber,
bastantes larangeiras da china, que muito car-
regam, muitas larangeiras seleelas, e umbigo e
limeiras novas bem dpsnnvolvidas, muitos bons
si puls, fruta-po, excelentes mangas, por^ao de
coqueiros novos era disfrucln, 2 rveiros com bas-
tante peixe ; tendn projrlcdade 1300a 1400pal-
mos de frenlo, e 1800 de fundo, sendo 3 parle
da propriedade coinposta de varzea-cujo terreno
barro de tijoulo, podendo-se levantar otara
por ter cambos, a qual muito perlo da casa,
produs ludo q .anto se planta assim como d
muito bom capim, que s neste artigo planlmdo
urna 3 parle da baixa pode dar de lucro annual
de 5 a 6 cootos de reis : Os pretendentes tero
as inormacoes do mesmo agente. O leilo se-
r executado no dia cima s II horas em pon-
to na ra do Vigario n. 22
LEILAO
DE
Gneros de estiva,
Quarla-feira 20 do corrente.
Antunes por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, far leilo a requerimento
de Prente Vianna & C. e outros, dos gneros e
mais objectos arrestados a Manoel Joaquim de
Oliveira & C, no referido dia as 11 horas em
ponto, na ra do Cordonlz n. 14.
Dous predios,
Quarta-feira 20 do corrente s
2 horas da tarde em ponto
O agente Hyppolito da Silva fara*
leilao no seu armazem na ra do Impe-
rador n. 35. de dous predios sitos na ra
do Brum, na. 36 e 38, nos quaes esta*
montada a fundicao dos Srs. D. W-
Bowman, tendo ambos bastantes fun-
dos, dando os mesmos para O caes d'A.-
pollo, ao qual tambem tem direito os
pretendentes pois para informales di-
rijam-se ao agente cima que lhes minis-
trara' dando principio ao leilao no refe-
rido armazem.
Avisos diversos.
Vendern-se queijos os melhores qoe ton
viudo a eate mercado a i J70O eada nm ; no n-
tigoi esAaoeleci meato jeoto ae lohlno aovo do
Sr. Fiueiroa. Aasim como no esUaeleciroeato
da rea .larga do Rourio de Joaquim da Silva Cos-
te I ulen. 60; taberea da esqui;
Bpitoeaia BiSenoeart neaei* Sesee
pessoa qee deseja fllar-lhe em nefosio da seu.
interesse, que sua residencia a cata o. 28, se-
gaaotaadeT, aaroe daaCran*.


URIO OS PEftflABMUCO. QUARTA 3BA tO Ote MARCO DE ttl.
Pedido.
Roga-se ao Sr.....o obsequio de devolver un
banquinho de piano, que pedio emprestado na
loja da ra Nova o. 43.
Traspassa se urna nova padiria cora todos
os seus pertences, prompta te um tudo atraba-
lbarem rauilo bom lugar e bem afreguezada, o
motivo da venda por aeu dono ter de retirar-se
para fora da cidade : quera pretender dirija-se
5 ra do Queimado loja n. 30.
W. G. Fennelles vai a Macei.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
Claudio Dubeui, proprietario das linbas de
mnibus faz selente a todos os senhores que
comprara bilhetes para entrada dos mesmos m-
nibus, que os referidos bilhetes s do eulrada
o sao admissiveis nos dias uleis, como esl es-
cripto margem dos mesmos, sendo os respecti-
vas passageos pagas diohniro nos domingos e
diassanlos. E', portanto, para evitar qualquer
equivoco que se faz este aviso e para que nin-
guem ignoreque nos domingos nao se recebem
bilhetes e sd ira as lindas sedulas novas ou
mesmo pataedes velhos.
No escriptorio de Claudio Dubeux vende-sc
muito baratinho, dinhf iro avista, o seguinte :
chumbo de municao de todos os nmeros, ci-
dros de todos os tamaahos para vidracas, estam-
pas e oratorios, os quaes se vendem tambem em
caixas, chicotes de baleia para carro e cabrio-
lel, velas mixtas de nova composico para matar
formigas. asquae3 com um s maco de 10 velas Ulra^Tlnl'^'* ?*","*'j"
e pela diminuta qantia de 5$ so distroe um ou' *- "S de ldade> de
mais formigueiros
Lenla Emancipaco dos Captivos.
Hoje as 7 horas da noite haver reunio dos
senhores cooselheiros da mesma sociedade, na
nova casa da ra Direila n. 27. para conlinua'cao
da discussao do projecto additivo.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos 19 de marco
de 1861.
Galdino Jos Pires Campello.
1. secretario.
~~ Roga-se a Sra. D. Luiza, que tem por alcu-
nha Gavia, de vir tirar os seus penhores. que
sao 2 pares de argolas e um annel, os quaes es- Tr!!i.V,ai? 8er5 aisconl'nuado, mas "sa'hit'
tao eropenhados pela quaolia de 13 quasi a um do.Cabo s 3 horas da tarde como costumv
aDno sera premio, e cuja pessoa a quera estao .r''?8 da DaFllda d Irens sero reguladas
empenhados, n5o oodendo mais aerar, marr. P?L* taDeIla segumte : guiauas
Ama
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca familia na loja de livros ao p do arco de
Santo Antonio. r
Perdeu-se na noite de domingo 17 de mar-
co do crreme, na ponte da Boa-Vista, um relo--
gio de prata dourada patente suisso
correte chata de ouro, e portanto roga-se a pes-
soa que achou querendo restitui-lo pode entre-
gar ao Sr. Germano relojoeiro na ra Nova, e do
qual recebera 60#de graticaQo.
i
empenhados, nio podendo mais esperar, mrca-
me 10 das da data deste para o fazer, indo os
quaes serao vendidos para pagamento de dtta
quaolia ; se bem que mesmo assim nao chega, e
desde enlo dita senhora nao lera mais direilo
algum em reclamar: ra do Hortas n. 82.
O commendador Jos Joaquim de Oliveira
apressa-se em declarar, que o annuncio publica-
do no Diario de Pernambuco de hoolero, para
a arremalacao de urna mobilia penhorada por
execucio de Francisco Gomes de Oliveira Sobri-
nho contra Jos Joaqutm de Oliveira, uo se en-
tente com elle, e sim com ouiro de igual nome.
No da 18 do correle fugio da ra do Quei-
mado n. 12, terceiro andar, um cabocolioho de
42 para 14 anoos de idade, de nome Bibiano
bastante cheio do corpo, lem a cara larga, ca-
bellos estirados, levou calca de casemira mes-
ciadai com listra encarnada, camisa branca e cha-
peo de bala : quera o pegar, queira leva-lo
casa indicada, que ser generosamente gratifica-
do. Deseonua-se ter ido era companhla de um
fatulo para Pao d'Alho : recommenda-se,.pois
as autoridades desse lugar a maior vigilancia.
Ha para alugar um escravo paado e bem
mojo, proprio para criado : na ra da Cruz n.
64, ppmeiro andar.
^0 medico Jos de Almeida Soares Lima
coipanhuda va frrea
___ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO
(limitada.)
Avisa-se ao respetavel publico que do dia !
de fevereiro al outro aviso o trem queToarte da
estacao das Cinco Ponas s 8 1,2 l?ora.Pd m-
nhaa correr soraente at a Villa do Cabo e l
trem que at agora tem sahido da Escad 1 3,4
horas da tarde^er discontinuado, mas sahi
.._ r, /. .----_ -"*." "" """nua ovaira Lima
cora un.a_ Justos vai a Europa tratar de sua saude. Os se-
queiram
para se-
nhores que tiverem cootas a receber,
apreseota-las ateo dia 28 do correte
rem pagas.
Precisa-se fallar ao Sr. tenenle Viegas, quo
foi eropregado no arsenal de marinha : queira
annunciar.
Fugio do engenho Haranbo da freguezia de
Iguarass, no dia 3 do corrente, o escravo Izido-
ro, de nacao, que foi do Sr. lenente-corooel Jos
Candido de Barros, lem 35 annos, pouco mais ou
menos, boa estatura, corpolenlo, poucas marcas
de bexiga, e ura talho j ci'-atrisado em urea per-
na, diz-se quebrado, pelo que anda com funda.
Do mesmo engenho, no dia 16. fugiram mais tres
escravos lodos lambem de n*gao. cojos nomes
rio : Cernido, Benedicto e UUnoel por appellido
Vigano, quasi quo lodos de igual estatura, e essa
regular, um pouco magros ; os dous priraeiros
sao fulos e tem marcas no rosto, sera barba e
baslanle mocos, o terceiro mais preto, tem bar-
ba o pode regular 35 annos ; uo se sabe do des-
tino que lenhara lomado, porm prezume-se que
procurema praca ou seus suburbios ; pede-se
portanto, as autoridades policiaca e capitesd
campo de os appreheoderem e de os conduzirem
ao dito engenho, ou nesta praca ra de Hortas
n. 14, que sero salisft-ilos devidamenle.
Ollerece-se um rapaz portueuez de idade de
1S annos, para cilxeiro de qualquer negocio, ou
mesmo para cobraocas, e sendo negocio prefere
para o malo, o qual inda esl arrumado, e quer
sahir da casa aonde esl, e d fiadora sua con-
duela de pessoa eslabelecida esta cidade : quem
- Precisa se de urm ama quehi.Sf&'^X^^yr^POT
ongomtnar e coMnhar para casa de um Aluga-se urna escrava n ru'da Gloria
inglez na villa do Cabo : a tratar na I Dumero 18.
ra de Santa Rita sobrado n AO nr.L.IZi ^ peTa ?a? lalTez por eD*aio levou do
;Q;,~ a 0UUl*uu "O escriptorio da va frrea um chapeo de sol de seda
primeiro andar ou na mesma villa com! ov0 com cabo de gonco. queira mandar enire-
Sebastiao Antonio do Repo. i g" para prevenir contra-duvidas, pois sabe-se
[ quem .
al tt ~_ ^ 3/ I Bern"dino da Silva Costa, subdito portu-
/ 1 I A |l| i A i^guez, vai a Europa tratar de sua saude.
lili lll flll 7 Pomen,e Frreira de Catvalho vaj a Euro-
* IIH/VIIyUvI pa tratar de sua saude, edeixa cora poderes es-
j peciaes patao representar em eus negocios ao
Pdp p ans S mn^!^!___Sr. Fructuoso Martins Gomes, em segundo lu-
lede-se aos his. supe intendente e; gar Sr. Jos Joaqun. Teixeira e em terceiro ao
eugenheiro fiscal da estrada de ferro.,br- Cuslodio Collado Pereira Jnior.
de azerem annunciar quando rece- rPn7, AJug!"sfe umJsobrado "a "" Imperial de-
Uam .a ^ ^ Ifrocle do chafanz, de um andar, soto e mirante
bem-se as propostas para a conduccao com catimba e quintal: os pretndentes dirija-
do assuc.tr da estacao das Cinco Pontas se a rua da Impert"z n. 36.
para o bai-ro do Recife, isto a bem dos \ braTilSo^iVuSST da Camara cidadSo
de pechincha
NA
Encyclopedica |
p LOJA DE
|Gumares Villar.
Rua do Crespo n. 17.
A 320 rs. o covatlo.
Riquisimos bareges de la bordados a
seda.
A 30#000.
Sobrecasacas de superior panno ino
prelo do fabricante Colar.
A 240 e 280 rs. o covado. .
r Riquissimos organdys do cores. si
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Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira & Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo-
res a mesma massa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazodel5dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobrau9a judicial.
~~* Na Uvraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisie Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se a loja do sobrad da rua das Cru-
SJ* : a lratar no mesmo sobrado.
1 Attenco.
5 Antonio da Costa e Silva Maduro testa-
* menteiroe inventarianle do casal de seu 3
fallecido pai o Sr. Miguel Antonio da *
Costa e Silva, tendo de prestar conlas aos ||
fmais herdeiros pede encarecidamente aos 5
devedores te dito casal de virera ou man- m
darem pagar as suas conlas na praca do S?
Corpo Santo n. 21, loja de cabos. ||
wim&Gtmms m&m mmemmf
Barroca & Medeiros e D. P. Wid
6 C. administradores nomeados a massa
fallida de Lima & Martins, avisam a to-
dos os Srs. credores, que tendo de pro-
ceder a cliSsiGcacao dos crditos na for-
ma determinada pelo art. 859 do cdi-
go do commercio, faz-se preciso que no
prazo de 8 dias lhes appresentem os seus
ttulos de crdito, aGm de poderem ser
classiGcados.
Precisa-se alugar urna casa em qualquer
das ras de Santo Antonio ou S. Jos, paga-se
bom aluguel :quem tiverannuncie.
Veneravel ordem terceira de
S, Francisco da cidade do
Recife.
De ordem da mesa regedora, convido
a' todo os nossos cbarinimos itmaos,
para que se dignem comparecer em no*
sa igreja a's duas horas da tarde do dia
2 do crrante, paramentadoscom seus
hbitos, aGm de acoinpanharmos a
procissao do Sr. Bom Jess do Desam-
parados, para o que fomos convidados
pela rmandade de Noua Senhora do
Terco.
Scrtaria da veneravel ordem ter-
- ceira de S. Francisco, 18 demarco de
1861.^-0 eeretario, Francisco Lopes
da Silva. *
Sitio.
Aluga-se um sitio na Torre, a margem do Rio,
com boa casa de sobrado, com bastantes commo-
dos, estribara, cocheira, cacimba com boa agua
de beber com bomba de puxar agua, fructeiras,
capim, etc., rauilo bom banho e sitio murado
quem pretender, dirija-se a rua Nova n. 15, pri-
meiro andar. r
Feitor.
Precisa-se de um feitor para tomar conta de um
sitio no lugar da Torre, d-se morada ainda que
lenha alguma familia, porm quer-se pessoa
muito capaz : a quem convier, dirija-sa a rua
Ncva, loja n. 17, que se dir quem precisa.
Aluga-se urna escrava com todas as habili-
dades para casa de pouca familia, preferindo-se lna
casa eslrangeira : a lratar na rua do Sebo n. 20 DesamParado, para o que houve convite.
Precisa-se fallar ao Sr. alferes do 6. bala-
bao da guarda
Aluga-se urna pardinha escrava qUa abe
costurar, pentear e preparar ama senhora, beta
como tratar de meninos : quem quizer, dirija-se
rua do Imperador, ontr'ora Collegio, sobrado
n. 81, pumeiro and%r, que se dir quem aluga.
Offerece-sa um moco brasilelro para caixei-
ro de qualquer casa de commercio : a tratar na*
rua da Prata, armazem n. 13.
Procissao do Senhor Bom Je-
ss dos desamparados, sex-
4a-feira de triumpho.
A mesa regedora da irmaodade de N. S. do
Terco, tondo de expor.comocosluma, em solem-
ne procissao, as sacrosantas imagens do Senhor
Bom Jess dos Desampralos e de Marii Sanlis-
sima Senhora da Suledade, sexta-feira de trium-
pho 22 do correle, pelas 3 horas da larde, con-
vida por isso a todos os seus charos irmos para
comparecorem a tao brilhante quanto solemne
acto, e bem assim s Ilustres cotporaedes reli-
giosas, que para tal flm furam convidadas, para
que a hora indicada, se acharen em nossa igreja,
para com lempo se fazer o transito seguiote rua
Uireila, Livramenlo, Queimado, Crespo, Impera-
i^il* HM8a. deA Fran':8co. Cruzes, Praca da
Independencia, Cabug, rua Nova. Flores, cam-
rt. ^^'f-P8^ lo mesmo, Hortas, Marlv-
los AugusU at o viveiro. Cinco Pontas a reco-
lher. Espera a mesa regedora que seus dignos
irmaos e devotos do Senhor Bom Jess, coadiu-
vem este acto lo religioso com figuras para seu
maior bnlhantismo.0 secretario,
Henriques Jos dos Santos.
O esenvao da Irmandade do Ss Sacramen-
o da freguezia de S. Jos do Recife convida a
todos os seus cha.issimos irmos para compare-
cerera na igreja de N. S. do Terco, que ora ser-
ve de matriz, sexta-feira 22 do corrente, as 2 li2
horas da larde, afim de em corporaco acoropa-
i procissao do Senhor Bom Jess dos

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M
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interesses dos senhores de engenho, pois
muito conve'm que baja ampia concur-
rencia a este contrato.
Vndese urna escrava moca de
15 a 16 annos, sadia e semdefeitos, boa
costureira : na Passagem da Magdalena
passando a ponte pequea, casa n. 15.
Vndese urna excellente escrava
crioula clara, idade 15 anuos pouco
mais ou menos, propria para mubanda
na rua da Cadeia n, 55, loja de Figuei-
redo i Irmao.
Precisa-se alugar urna preta es:
crava para urna casa de familia de duas
pessas, que seja de boa conducta, que
saiba bem cosinhar e engommar,
Aluga-se urna mulalinha propria para an-
dar com meninos: na rua do Hospicio n. 64.
Aluga-se urna loja no becco do Padre, pro-
pria para qualquer offleina ; a tratar na rua do
Queimado n. 48.
Tioca-se um preto de 40 annus de idade,
sendo bom cozinheiro, por um preto tambem de
idade ; quera quizer fazer este negocio, anoun-
cie para ser procurado.
j Precisa-se de urna araa de leite sem Qlho ;
na rua do Rangel n.7, segundo andar.
Rap de Joo Paulo Gordeiro
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AssignadoB. H. Bramah,
Suoerin tendente.
Dreita
quartos
do-se-Uie de aluguel 20# mensaes :
rua dos Pescadores n. 1 e 3.
Novo Banco de Pernambuco,
O novo banco paga o 6* dividendo
de 12'500 por accao.
Goiamia.
Veniem-e as seguntes propriedades
novas, bem construidas de tijolo e cal,
propria para todo e qualquer estabe-
le~mento por seren todas as ras priu-
cipaes da cidade de Goianna, a saber
Urna casa na esquina da rua
e becco do Pavao, conten do 4
de cada lado.
Urna dita na esquina da rua Dreita
e rua do Padre Reinaldo, com 9 portas
de um lado e 4 para a rua Dreita.
Urna dita confronte na outra esquina
da rua Dreita e rua do Padre Reinal-
do, com 2 porta n'ura lado e 6 n'ou-
tra, com 2 quartos na rua Dreita e ca-
da quai to contm 2 portas.
Duas ditas na rua Dreita que servem
de armazem de assucar, sendo urna
com 3 portas e outra com 2.
Dua dita na rua do Padre Reinaldo
annexas com 2 portas cada urna.
Urna dita em Portas de Roma esquina
da rua do Rosario, sendo dividida em
3 moradas, todas occupada com esta-
belecimentos.
Urna dita nova na rua do Rio ainda
em respaldo, perto do embarque, cuja
casa eta' confronte ao tbeatro do Illm,
Sr. tenente coronel Antonio Francisco,
tendo 70 palmos de frente e 90 de fun-
do, podendo alevantar-se um bom o-
brado, Vendem-se esta casa barato a
dmheiro ou a prazo com garantas a
contento; a tratar na cidadedeGoian-
na com o eu proprietarw abaixo asig-
nado na rua de Jos Caetaao n, 24.
Rartboloaieu Gome de Albuquerque.
Vende-se rap de JoSo Paulo Cordeiro, na rua
larga do Rosario, loja de miudezas n. 38, pas-
sando a botica a segunda loja. Na mesma loja
tem para vender linhas e carto de Pedro V, e
muitas mais miudezas em conta, e vista dos
compradores se dir o prego de tudo.
-, Vende-se um bom escravo e escrava para
dan- 1ual1uer servico : na rua do Imperador n. 50,
1 terceiro andar.
mmm
Quer-se alugar urna preta escrava que saiba co-
zinhar, engommar e lavar : na rua da Cruz do
Recife n. 27, armazem.
Pelo presente sao convidados os senhores i
devedores extincta Arma de Machado & Souza a
viren) pagaros seus dbitos no prazo de 30 dias
na loja de ferrageos que foi da dita firma, na rua
do Queimado n. 49.
Precisa-se de um! homem porluguez para 1
feitor de um engenho distante desta praca 7 le-
goas : a tratar na rua du Caldeireiro n. 42.
Desappareceu da rua da Cruz n. 28, pri-
meiro andar, no dia 18, pelas 3 horas da tarde, o
mulalinho livre, de idade de 5 annos, de aome
Miguel, e levou trajo, timo de riscado encarna-
do e sapato de tpele, cujo mulatinho j falla
alguma cousa que se emende, e desconfia-se
que esleja em alguma casa porque ainda muito
maluco ; por isso roga-se a qualquer pessoa que
o lenha em sua casa, de o mandar levar no lu-
gar cima indicado, que ser generosamente re-
compensado.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leite, e paga-se
bem : na rua da Cadeia do Recife n. 26.
Quem precisar de Lobo notas a Mello,
Rossidireilo penal, Klubordireilo das gentes,
e Hackeldeydireilo romano, dirija-se a loja o.
13 da praga da Boa-Vista.
' Aluga-se orna casa terrea na rua do Padre
Floriano n. 59 : os pretndentes dirijam-se a rua
de Honas, loja n. 26.
Aluga-se nm bom moleque de 18 annos pa-
ra todo o servico : na rua da Imperatriz, loja
numero 6. *
Pri"S?1" Prelas a 280 rs. o covado, alpaca
preta a 480 rs. o covado, metas para homem a
160 rs. o par: na rua do Queimado o. 47.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. Joo Al ves Mer-
gulhao, de ter a bondade de chegar rua do
respo loja n. 10, para seu interesse.
Irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos do
Santo.
" Convida-se a todos os nossos charissimos ir-
mos para comparecerem no consistorio da nossa
irmandade na sexta-feira 22 do corrente pelas S
1|2 horas ds tarde, afim de encorporados irmos
acompaohar a procissao que tea) de sabir: da
itreja de Nossa Senhora do Tere, para o que
fomos previamente convidados. Outro sim pe-
de-ee a todo os Bolsa irmos que nao pode-
re acompaohar U soaadareu entregar as ca-
pa ao UMSonreiro ou na da Cruz o. 60.
Francisco Jos do Passos Guimares,
Eterivio interino.
Corpo
."--Rua estreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col- *
locar denles artificiaes tanto por meio de m
molas como pela presso do ar, nao re- m
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos S
e oulras prepararles as mais acreditadas S
para conservaco da bocea.
*99mmm
DE
commisso de escravos
na rua da Penla, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, re-
cebera-se escravos por commisso para se'rem
vendidos por conta de seos senhores, afiangando-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento pira os mesmos, afim deque os senhores
dos mesmos escravos fiquem salisfeitos com as
diligencias que da paite do commissionado fizer
para em tudo agradar aquelles senhores que
qulzerem honrar com a sus conflanes, oo que es-
pera merecer attenco tanto- des senhores que
lh os quizerem confiar para vender, como aquel-
los que prelendam confiar, pois espera tersem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
O artista americano
lOMicx-cst- O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tira retratos pop 3$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas oras
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
A. W. Osborn, o retratista araerica.
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua.
dro, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3^000 rs-
cada um, as pessoasque desejarem ad-
quirir conhecimentos praticos na arto
de retratar acliarao o abaixo assignado
sempre prompto sob conduces muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenboras saoconvida-
do a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra^ examtnarem o specimens do que
cima fica anunciado.
nacional Flix de Araujo Albu-
querque a negocio do seu muito interesse; na
rua do Queimado, loja n. 47.
Precisa-se de um rapaz com pratica do ta-
berna ; na praca da Independencia n. 22.
Aluga-se urna ama, ou negro ou negra quo
sfija captiva' para cozinhar e fazer todo o servico
de um casa de duas pessoas : na rua do Quei-
mado n. 69.
Quarta-feira 20 do corrente, finda a au-
diencia da 2.a vara, a 1 hora da larde, ir pra-
ca por venda urna crioula penhorada a Jos Ale-
xandre Gubian por execucao de Jos Maria Pes-
rana.com o abatimento da lei para ser adjudi-
cado. *
A pessoa que tem as 90 apolices da Compa-
nhia de Beberibe. de que Irata o annuncio publi-
cado no Diario de Pernambuco do hoje, deseja
seriamente traspassa-las, nao porque eslea per-
suadida que essa Companhia vai em decaden-
cia, e sim porque tem motivos para querer dei-
xar de ser um de seus accionistas; mas nao pos-
suindo somente essss 90 apolices, nem sedndo-
se vexada por dividas, nao as traspassar por
menos de sessenla mil ris cada urna, pois que.
contentando-se por vezes com descontar letras
a 10 0|0 ao anno, nao se ioquieta por ter apoli-
ces que, rendendo aonualmente mais de seis mil
ris de dividendo pagos por semestres com toda
a regularidade e promptido, do mais do que
isto ; alera deque, augmentando continuamente
a populacSo desta cidade, e crescendo todos os
annos o numero de contratos para furnecimeoto
de agua celebrados com o governo e particulares,
o rendimenlo da Companhia deve elerar-se pro-
gressivamente, como tem succedido. visto que
ella tem o preilegio, e fixo o prego da agua ;
excepto se ha certeza de que alguma epidemia
levar metade da populacao.oude que algum ter-
remoto ou cataclysma distruira as obras da Com-
panhia.
2S.2S|
S B.2'o= 2 a m
i .2 S 5 o 2 o 2
MHOi-i> a.q.co 60 S
~ ueseja-ae saber se existe nesta cidade Joa-
quim Ferreira de Souza, Portugnez, natural da
T8uela e Souz?,la Tnoo "o brigue portuguea
Trovdor, em abril do anno de 1857, nao sen-
do outro de igual nome que leve padaria na rua
da Guia a peJido de sua familia : quem do mes-
mo touber e quizer fazer o favo'r de dar noticia
dinja-se a rua da Cadeia do Recife n. 29.
Aluga-se o pnmeiro e terceiro andares do
sobrado n 112 da rua da Senzala Velha : quera
os Pretender dirya-se ao solo do mesmo so-
Drado que acharao com quem tratar.
AVISO.
Aviso.
O abaixo assignado declara ao publico e a quem
interessar possa, que ninguem faca negocio al-
gum com um sitio e duas casas de taipa no lugar
do Barro Vermelho, freguezia de Afogados, per-
lencenle ao Sr. Manoel Goncalves Telles, cujo si-
tio acha-se hipothecado ao abaixo assignado, por
dous annos pela quantia de 700, cuja escriptura
de hypolheca foi passada em o cartorio do tabe-
liao Cosa Monteiro. Recife 18 de marco de 1861
Joaquim Acacio da Silveira Pacheco.
Joaquim Vieira Coelho. subdito porluguez,
relira-se para Portugal.
Constantino Goncalves subdito porluguez
parle para o Rio de Janeiro.
Para urna casa ingleza.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar, pode ser forra ou captiva : na rua do
Imperador n. 31, armazem do gaz.
Miiulc Pi Phiarmonico.
De ordem do Sr. presidente do Monte Pi Phi-
larmonico, convido a todos os socios a reunirem-
se em assembla geral no dia quarta-feira 20 do
correte as 10 horas da raanhaa, afim de tratar-
se de negocios de importancia da mesma socie-
dade.O secreano,
Hypolito Jos de Lima.
Perdeu-se urna pulseira fia noite de 15 do
corrente marco indo visitar os passos da procis-
sao, desde a igreja do Corpo Sanio at o caes da
Lingoeta. e dah ao meio da ponte velha do Re-
cife : quera achou, querendo entregar a sua do-
na, dirija-se a rua da Moeda n. 17, primeiro
andar.
Attenco.
Joo Miguel Teixeira Lima, antigo fogueteiro
de fogos ariificiaes, avisa aos seus freguezes, bem
como aos Srs. thesoureiros de todas as irmanda-
des que elle tem estabelecido a sua fabrica no
Chora-menino, sitio da aotiga Capellinha, onde
tem sempre exposto venda foguetes do ar com
3 bombas pelo pieco de 1$600 a duzia.
Quem se julgar credor da barca Emma Eu-
genia, abandonada neste porto, queira mandar
KK S e21Cd,oPlen!eSaUDder8 Br,herS
4 quem convier.
Um empregaao publico bem canhecido, e que
oferece asinecessarias garantas, recebe em sua
casa 10 a 12 estudanles de preparatorios sob sua
direegao, nao tendo seus pacs ou corresponden-
tes o menor cuidado com ellos para que enlrem
na academia. Urna casa commoda, bom Irala-
rocnto.amaior solicitude pela sua applicaco
para que tenham bom resultado nos seus exa-
mes e finalmente urna gratificarlo a mais mdi-
ca e razoavel, taps sao as vantagens quo encon-
trarlo. Poderc-se informar dos Illois. Srs. Fi-
gueiroa, Drs. Sabioo, Gabriel, Soares Rapozo da
Cmara, Liiw Filippe de Souza Leo, Agoslinho
Eduardo Pina, major Jos Joaquim Anlunes ou
dingir-se ruado Rangel n. 73, onde se tratar.
Francisco Falco, Vicente Falco, Arcbanjo
cernicaro, embarcara para o Rio Grande do Nor-
te no vapor Iguarass ; Vicente embarca para o'
Aracily.
Roga-se ao Sr. thesourciro das loteras des-
la provincia que nao paque o meio bilhete de n.
lobO da lotera que corre oo dia 20 do corrente
por se ter desencaminhado estando assignado no
verso por Manuel Odilon L. Viraes. Jos Ro-
drigues Jnior.
Um moco habilitado a leccionar msica,
iiaua ejnais alguns instrumentos de sopro o-
ferece seu prestiroo ao respeilavel publico e
quem se quizer ulilisar dirija-se rua estreita
do Rosario n. 3 a tratar coa o mesmo das 9 ho-
ras da manhaa s 3 da larde.
rn.TZ, ?f r"rDr- EP'Phn'> Jos da Rocha Bilan-
courl por favor annuncie sua morada, que dese-
ja-so-lhe fallar a negocio de seu interesse.
Precisa-se de alguma quantia de dinbeiro
a premio sobre hypolheca de predios nsta cida-
dei. quem pretender fazer este negocio diriia-se
a Uvraria n. 6e 8 da praca da Independencia em
carta Techada com as inlctaes A. B. C. indicando
sua morada para ser procurado.
Attenco.
CONSULTORIO ESPECIAL
IIOMEOPATMCO
DO
DR. CASAAOVA,
O-ttna das Cruzes--30
Nesle consultorio tem sempre os mais
novse acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (as tinturas) por Cs-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
M3A
Precisa-se da ama ama para comprar e cozi-
nhar para casa de pouca familia : na rua largada
Rosario n. 21. toja decalcado.
Traspassa-se o aluguel da urna casa terrea
no bairro da Boa-Vista, psgsodo-se urna peque-
a bemfeitoria, e dando-se alguna mezes adian-
tados : a tratar n rua da Matriz da Boa-Vista
numero 22.
A! PM1S
Um moco estrangeiro offereco-se plr dar li-
edee da francez e italiano deotrae fra da cidade,
pretor indo em algan ngtnbo : a tratar n rua
do Trapiche b. 16.
Boaventura Azvedo de ndrade, subdito
porluguez, vai a Europa.
Aluga-se urna casa assobradada na rua da
Assumpco n. 60, dando fiador a contento do
proprietario : quem a pretender, dirija-se a rua
dos Acouguinhos n. 20, que achara com quem
tratar.
Jos Antonio dos Santos Andrade, subdito
porluguez, regressa Macei.
Joo Evangelista de Mello Brrelo, tendo
de rotirar-ie para a provincia do Cear por moti-
vos de molestias, leva em sua companhia sua se-
nhora, 3 escravos e 1 fmulo : deixa nesta cida-
de por seus bastantes procuradores Jos Antonio
da Silva GjIo, o Sr. coronel Joo Jos de Gou-
veis, e o Sr. Alexandre Jos Gomes, para em sua
ausencia tratarem de todos?sseus negocios.
Urna pessoa que retira-se para fra da pro-
Attenco.
Grande cosmorama.
Gabinete de alegra.
Na rua da Imperatriz n. 2i.
Representa todas as noites as principaes oda-
des da Europa, Azie, Alrica e America, os mais
notareis jardios, prscas, palacios, grandes edifi-
cios, cacadas de animaes ferozes, cavalhadas, a
;rande guerra da Russia e da Austria, e todas as
acanhas de Garibaldi. As vistas sae- mudadas
duas vezes por semana. Entrada IgOOO.
David William Bowman.vendo no Diario de
sabbado e de hoje (18) um annuncio do agente de
leiles Hypolito da Silva, acerca do leilo de dous
predios silos na rua do Brum ns. 36 e 38 para ser
effectuado no dia 20, adverle ao mesmo senhor
agente e previne ao*publico de que o predio n.
36 de propriedade exclusiva do mesmo Bow-
man, que tambem consenhor do predio n. 38
por metade, e noautorisou semelbante leilio.
Ventura Pereira Peona, subdito porluguez,
vai Barra Grande.
Precisa-se de urna ama de leite sem filhos :
a tratar na rua da I'raia n. 13.
vincia tem para vender 2 cavallos da
prios para viagem, com os arreios n
a tratar na cocheira do Sr. Adolpho
na rua Nova.
Alugam-se dous rameos nov
Dados, muito propria para qoal
com grandes telheiros, sitos na rua
tratar na raa Direila n. 84.
Victorino Teixeira Leite retirare para lora
da provincia.
II*. pro-
ferios
urgeois
ente aca-
ir offleina,
iperial : a
a provincia p ~" rr"a-se alugar um moleque de \
- Antonio Pixe. subdito iUliano, jetira-w pa- "a0B P"" "^ ote.' Limmeol-
t os portos do norte; 4 CaSiadeira.
Niftnlln Ri< Anlnnir. tll> c.i_j:- .. n_________,. .
ra os portos do_____
Nieolo Fue, Antonio Jette, Salmdir Jette
subditos italianos, reliram-se para o porto do'
sal.
, rithmeiica, algebra e d
geometra.
A. E. da Silva, professor de msthematicas no
Gymnasio Provincial, pretende abrir particular-
mente no i.do mez vindouro um curso deari-
thmelica e algebra para aquelles senhores quo
pretendem estudar o curso commercial, e outro
de geometra, para os exames em novembro na
Faculdade de Direito. A matricula est aberta
at 31 do corrente: os senhores que quizerera
freqoentar qualquer destes cursos, dirijam-se
rea Direila n. 74 para serem matriculados.
Aluga-ie a loja do sobrado da rua
da Imperatriz n. 38; a tratar na mes*
ma rua n. 40.
Precisa-se alugar um moleque de 14 a 16
Quem precisar de casiar
faiate son muia perfeico,
Boaba n. 5.
obra da al-
Jirija-se ao becco da
O abaixo assignado perdeu o bilhete inteiro n.
}i daquarta parte da primeira lotera do Di-
vino Espirito Sanio do Collegio, e como tem de
correr as rodas da mesma 00 dia 20 do corrente
peae ao&r. thesoureiro que nao pague qualquer
sorto quesahir em dito bilhete se nao ao abaixo
assignado. Recife 18 de margo de 1861.
m Francisco Jos da Costa.
Sociedade bancaria.
Aixiorm, Fragozo. Santo & C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor*
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
SOCIEDADE BANCARIA EMCOH-
MfflDITA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia ^
fazem publico que d'esta data em diaoto as suas
conlas crrenles sero reguladas da maneira se-
guinle :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100S para
cima, e pagar-so-ha vala at 5:000. sendo
dah para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous porcento, menos do que a taxa
por que. a caixa filial do Banco do Brasil descon-
la letras, sendo estes juros contados e capilali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem sero abertas contas correles sob
condicoes de ser paga* vista qualquer quan-
Hamdependente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0(0 ao anuo nffrma cima declarada
Recife i. de margo de 1861.
Aluga-se o primeiro andar eloja
do obrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praca do Corpo San-
to n. 5.
Vende-se a casa terrea da rua do Jardim n.
b, livre e desembarazada : a tratar com os her-
deiros, no pateo do Paraizo n. 10.
Vende-se um cavallo ruco, grande, e bom
andador: na rua largado Rosarlo, padaria o. 10.
mendoas confeitadas.
1K JA0 frasco noce Ao a 1S600, viono do Porto engarrafado a 800 rs..
manteiga ingleza a 960 e 81 >0 rs., talharim e ma-
carrao a 400 rs., aletria a 560 ; no largo do Pa-
raizo, taberna da estrella n. 1.
Arcos para saias a balo.
No armazem de fazendas de Joo Jds de Gou-
veia. rua do Queimado n. 29, vende-se a 160 rs.
a vara.
Vende-se Mass, Droit Commercial, 6 vols.
em oitavo : na praca de Pedro II n. 2, e na rua
da Cruz do Recife n. 56, Uvraria.
Queijos do vapor.
1 8^ieE3$^quij0 Tndos D0 u,n, "P<"
lawoo e 1500, s serve para comer i por nao
poder aturar muito lempo de frescos que lo : na
V.e2? P'? d0 ParaUo n- ,6*8, casa pin-
tada da amareilo.
Queijos muito frescaes a
1700.
Vendem-se queijos muito frescaes chegados
00 ultimo vapor francesa 11700; na rua das
Cruie o. 24, esquina da travessa do Ouvidor.
Vende-se ama varada da ferro com 30
palmo, por preco barato, a tratar aa roa do
Quaiendo n. 48.
**



DIARIO DE PERNA1BUC0. QUARTA FE1EA 20 DE MARCX) DE 1861
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PARB0LHA E)@ R. TOWMIlfI
MELflORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
eblmlco e medico celebre de New York
rOUNJMAS E 1861. .SS-
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a nfermidade
depende directamente do estado deste fluido VI-
TAL. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lera na economa animal.
A quantidade do sangue n'um hornera d'es-
talura raeiiana est avahada pelas as priraeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas ongas saliera do coraco nos bofes
e llalli todo o sangue passa alera no corpo huma-
no em menos de qoatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva lera sido formada e destinada
cora adrairavel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corrente de vida por todas as
parles da organisacjio. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora velocida.de ELECnviC\ a corrupcao as
mais remolas e mais pequeas partes do corpo.
O venena lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada teagem se faz complela-
menie saturado e desordenado. Desia raaaeira
a circulacao oviJenteniente se faz um engenuo
podbboso de doenga. Nao obstante pola tam-
bera obrar cora igual poder nacriac.ao de saude.
Estivasseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou g'anduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puroe saudavel Gcar superior
doenga e inevilavelraente expellir da consii-
tuicao.
New-York, havemos vendido duranterauitos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, considera mo lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Lase.
JOHN CABLE & Go, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM& Co, 10 OldLIip.
OSGOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LaNMaN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK Se WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOL, CLAY &Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, H6&
106 John St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE& Co, 80 Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHTEFFELIN, & CO107Watr
Slreat.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SIIERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
O grande mananc.al de doenca entao como j RUST & HOUGHTON,83 John Street,
daqui consta no FLUIDO circulante, e ne-l t.MIN0R& Co> 2l4 Futon S,reel.
nhurn medicamento que nao obra ^lamente :INGERSOLL&BROTHER, 230 PearlStreet.
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direilo ao cuidado do publico.
O sangue O sangue 1 o ponto no qual
se ha myster fixar a alinelo.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidadede
JOSEPH E TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES Slreet.
CUMIMG & VANDCSER, 178 Greenwch
Street.
Tffwnsend lem assignatura
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCE & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARVORE E SU AS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhtcemot um Medicamento nos mu Efeitoi
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO"
Adata-se lao maravilhosamenle a cunstituicao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1LIDADE,
FORTALECE',
ONDE E' CURRUPCAO,
purifica;
ONDE E* PODR1DO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washinglom, Brooklym, sob a inspeccao directa
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidade jle New-York, cujacer-
tido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlcador do sangue
CURANDO
A Hydropesia.
A Impimgb'
As Ulceras,
O Rbeumatismo,
As Chacas
a iif.bil1dade geral
AsDoencasdepellb
as borbulhasna ca-
RA,
As Tosses,
Achm-se venda na livraria da pra$a da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas folhinhas iinpressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou K ALENDA RIO eeclesiastico e civil para o
bispado Je Peroambuco...... '. '. '. '. 160 rs.
DllQ, de (llgibeirCL contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicaco das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabella! das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do Tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceao de belles e divertidos
jogos de prendas, para entrelenimento da mocidade. 320 rs.
Dita dltd .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
caco das festas mu lavis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commeitio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessa-se, e comungar, e os officios que a v
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, ata
se.ua-feira da Paixo, (era portugUez). preco.....
Ditd do dltiaUak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prec,o de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteracoes, .sendo a correc-
320 rs.
15000
SEM RESGUARDO NEM INBOMMODO.
lnflniuiuavHo do estomago e dores
d cabera.
Rogo-lhe, Sr. redactor, de iDserir no cu jor-
nal a seguate declaraco, que algo ser pro-
veitosa a algumas pessoas.
Ha bastantes a o nos padec urna horrivel dor
aecabeca que roe preodia a nuca, liona muitas
vertigens, algumas vezes soffria dor no estomogo
acompanhadas de clicas flalulenias ; oandei ir
utra das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk
morador oa ra do Parlo o. 119, appliquei-a so-
bro a bocea do estomago, e no espaco de 18 das
achei-me completameale boro, e as dores de ca-
bega desappareceraro.
Por isso agora posso dormir com socego ; (le-
nho de idade) 68 annos e 4 mezes), e taco esta
advertencia a todas as pessoas que padecerem tal
molestia para lentar o dito curativo, para que
assignei a presente declaraco em gralidao e para
ser conhecido do publico.
Curato de Santa Cruz.
Emigdio Jos de Paria.
Estava a firma reconhecida pelo tabelliao
Jos Feliciano Godinho.
Aluga-se o piimeiro andar e armazem do
sobrado n 2 no becco da Boia, os quaes tcm ex-
celentes commodos : a tratar na praca do Corpo
Sanio o. 5, sobrado.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 41, exis-
tem as seguiules cartas para os senhores :
Flix de Araujo Albuquerque.
Francisco Jos Tarares.
Josquitn Machado Vieira de Arsgso.
Matroel Joaquim Alvares de Oliveira.
Manoel Jos de Oliveira Lima.
Troca-se um sobrado de 2 anda-
res no pateo do Carino por um de 1
O Herpes
A Herysipela,
A ADSTRICC1.0 DO VEN-
TEE,
As Alpobcas
OsEffeitos do aeod-
GE,
Dispepsia,
AsD0ENCAS,DEFIGA-
D0,
Os Catarretos, As Tsicas, etc.
O Exlrato aclia-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e memoren)
todo e respeilo a algum oulro pur i Picador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cer-
to espado de lempo.
e a ertido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
> Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway, New lfk, e em Pernambuco na ra da Cruzn. 21, escriplorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Peranhos.
CONSULTORIO
ia
DO
1?. A. H1 IIDIED
MEDICO PaRTEIRO E OPERADOR.
3 MJJl DlGLOHU9 1SAI0FU\T003
CVimea por ambos os systemas.
Nova carlilha.
Acaba de sabir dos prclos desta typographia
urna nova -edigo da carlilha ou compendio de
doutrina ohrisla, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanlo abrange ludo quanto
conlinha a anliga carlilha do bbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-so muitas
oacoes que aquellas nao tinham i modo de a-
companliar um moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o correte anno al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
excellencia
O Dr. Lobo Moscoso d consultes lodos os das pela manhaa, e de tardedeDoisde 4 i P105 8nnos- A bondado do papel e excellencia da
.. s,_l -j j __. i_ imprcssao, dao a esla edicao da carlilha urna
te,nao separa acidado, comopara o engenboe preferencia asss importante: vende-se unica-
horas. Contrat partidos para curar annualmen^, u nrmm umauo, wui.yM u ougoum preferen importante
u outras propriedades ruraes. meole Daivrsrians.6 8 da prag-a da Indepen-
Os c'.iamados levera ser dirigidos sua casa al s 10 horas da manhaa e em caso dencia.
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare,
o neme da pessoa, o da ra e o numero da casa.
I
JOIVS.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no beirro doRecifepo- Joaquim Monteiro de Oliveira -Cuimares com
derao remettar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de ,0ia deourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
aivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha. pa a?s seus amigos freguezes e ao publico em
v r f ,. geral, que se acha sortida das maw bellas e deli-
JMessa loja e na casa de annuncioleachar-se-ha constan temen te os memores medica- cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
mentes homeopalhicos j bora conhecidos e pelos presos eguintes:
Rolica de 12 tubos grandes....... fc. 109000
Dita de 24 ditos.................159000
Dita de 36 ditos............ 208000
Dita de 48 ditos. ..........* 25^000
Dita de 60 ditos............_ 308000
Tubos avulscs cada ura.........: 1 000
Frascos de tinturas. : .;............29000
Manual de medicina homeopatilica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........2000O
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10&OOO
eDertorio do Dr. Mello Maraes........ 6$W
CONSULTORIO ESPECI iL nOHEOPATIIICO
do DOiiroa
SABINO 0.1. PINHO.
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Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiules molestias :
1." moieslias dos mulfteres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphililicas, todas as especies de febres,
febrvs intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeos, tanlo em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Or. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem tota della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As cartoiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam Da lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
OJmPANHIA
ALUANC .
estabeecida em Londres
AW fii *.
CAPITAL
Cinco MiYh&es de Ufe?as
steTlnas.
Saunders Brothers i C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a qnem mais convier, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Para urna casa
franceza*
Precisa-se de uaa escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servido de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um t-scravo para o ser-
vido de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordem ter-
cena de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
Tii j \ t.j rt andar que seja grande e tenha quintal
(que todos os das soffre mudan cas) acrescentaudo-se a nu-|emqil^(|UerJ da prncpae$ ras dos
meracao dos estabelecimentos coil merciaes e iudustriaes; bairrros de Santo Antonio ou Boa-vsta:
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando oa Pe8soa qe tver e quzer fazer a tro-
que se deseja pela occuPaSao do individuo de quem se quer JWJ^ g7^TTt
saber a residen ia. gocio e nao duvida voltar.
4tlenc&o.
Joao los de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas da ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito goslo, lem como
obras de ouro e brilhantes, ludo por menos da
seu valor para liquidar.
Passaportes.
Tiram-se passaportes para fra do imperio, e
de.ipacham-se escravos, para cujoOm procure-se
o annuncianle na ra do Queimado o. 29, arma-
zem de fazendas do Sr. coronel Gouveia, na ra
da Cadeia do Recife n. 30 armazem de fazendas
dos Srs. Monteiro Lopes & Companhia, e na mes-
ma ra, escriplorio n. 3 dos Srs. Gouveia &
Filho.
Pelo juizo municipal da segunda vara, es-
crivao Baplista, lem de ser arrematada, Onda a
audiencia do da 20 do correte, urna mobilia do
mogoo em bom estado, pf chorada por execucao
de Francisco Gomes de Oliveia Sobriuho contra
Jos Joaquim de Oliveira.
Quem precisar alugar um escravo mogo e
robusto para todo o servigo por 30$ mensaes, di-
rija-se a ra da Mangueira n. 16
Precisa-se de 1:2009 a juros, dando-se 2 es-
cravos por spguranca : quem quizer annuncie
para ser procurado."
kiim
CASA
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
Ofliema de mar more.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Annessione recentemerrte
chegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, proprias para aparadores,
baoheiros, mesas, consolos, etc. Recebem-se
encommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravara-se epUapbios e toda
a serte de inscripces para os mesmos monu-
mentos. Precos mdico^
-- Na (ravessa da ra
das Crszes o. 2, primeiro andar, cootinua-se a
fingir cea toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado o. 31
sito na tus ou pateo de Livramenlo, tem dous
andares cea excellentes accommodaces, e que
se achara em bom estado de aceio, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso lerraco com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bera soto com cozinha espacosa e 2 quarlos :
trata-se do aluguel, na ra Direila, padaria nu-
mero 84.
Vicencio Frederico e Francisco Frederico,
subditos italianos, retiram-se para o Aracaty.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filbo saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
O Sr. que tem annunciado cons-
tantemente para vender noventa accoe
da companhia de Beberibe, se esta' dis-
posto seriamente a vende las pelo preco
corrente pode dirigir-se a' ra da Ca-
deia do Kecife n. 41 loja.
Precisa-so de orna pessoa que tenha pratiea
do escripia para a cidade de Maceio : a tratar
com Fernandes & Filhos no largo da Assembla
numero lo.
Manoel Azevedo de Andrade, subdito por-
tuguez, vai a Europa, e leva em sua companhia
o menor Joaquim da Silva Castro Jnior com
ldade de 8 annos,
Trocam-se
com mdico descont sedulas de 1} e 5$ de urna
figura e papel branco, de 50} rdxas, e de 5004
verdes e brancas : nt roa da Cru? do Recife nu-
mero V.
Pianos.
Mudanza de domicilio.
Joao Laumonoier transferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im- .
peralriz n. 23, aonde abri um vaslo deposito de ** ambos os sexos, bellos e mocos
pianos dos melhores autores da Europa. Encar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
33I3S3I3 AK2S fit6<9i&Si&lftlS3
<^k rfDW ero cd^ 9SSV*J7Sv rfrS^t cWm WW WaSW co* jMc
colo
Para a dita casa foi transferido o enligo escrip-
lorio de commiseao de escravos, que se achava
estabelecido na -ra larga do Rosario o. 20 ; e
anida me>ma maneira so contina a receber es-
cravos para seren vendidos por commisso, e
por conla de seus senhores ; nao se poupando es -
for;os para que os mesmos sejam vendidos com
promptido, afim de que seus senhores nao sof-
frain empates com a venda delles. .Neste mesmo
estabelecimento ha eeaipre para vender escravos
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se pata esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
O bacha re A. R. de Torres Ban-
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 3T, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua profssao
deadvogado.
Mudanza de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos dt Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimoato
de fazendas de todas as qulidadea para vender
em grosso e a retalho por preco* aaoilo baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e roa
do Imperador, outr'ora ra do Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Lu vas de pellica.
Na loja da guia de ouro, ra do Cabug u. 1
B, receberam de sua propria encommenda pelo
ultimo vapor, as verdadeira luvas de pellica de
louvin, assim como espetos redondos de excel-
Itnte vidro e de bom tamanho, que se vende pe-
lo brasimo proco de 5.
ASS0C1ACAO POPGLAI
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 17 haver seisao extraordinaria da
assembla geral ; os senhores socios digoem-se
de comparecer as 10 horas da rr.anh.Sa na sala
da mesma, aOm de scientificarem-se do resulta-
do dos trabalbos principiados as anteriores ses-
ses. Outro sim declaro aos senhores socios quo
o novo thesoureiro j osl habilitado a receber
as mensalidades daquelles que nao quizerem
continuar com o deb.o das mesmas.
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos 12 de marco de 1861.
Joo Francisco Marques.
i 1." secretario.
Aluga-se o sitio Chacn onde mo-
rou o Sr. cnsul britannico: a tratar
com o seu propr ietario na ra do Viga-
rio n. 13 ou na ra Real n. 15 e 17.
. O Sr. Carlos Augusto da C Ri-
beiro dirija se a' loja da ra do Crespo
n. 20, a concluir o negocio que nao
ignora.
Attenco.
O Sr: Henriques Prachedes de Oliveira Araujo,
Qlho do escrivo de orphaos da villa do Cabo,
morador no serto na fazenda de Cariris Novos,
queira mandar pagar ao abaixo assignado ama
letra que devedor ao mesmo, e que se acha
vencida a mais de tres annos, cuja quanlia nio
ignora, pois ji o lem avisado por este Otario por
diversas vezes, e nada de dar solucdo a respailo,
talve se persuada que aioda pouco o lempo
para saldar dita letra ; e por isso desde j o pre-
vine que se o nao Qzer muito breve, usar dos
meios ju dicues.
Pedro Alexandrino de Castro Machado.
JosA. Loarenco de Souza retira-se pira
rada provincia.
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se eslamenha para hbitos a 2^200 o co-
vado, e se apromplam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmaos a 45$ cada um, obra muito bem
feila.
SYNOPSE
s
Dentista de Pars.
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgo dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
denles arliGciaes, ludo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
4os consumidores de gaz.
A empreza da Iluminadlo
gaz roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido- Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogsm aos de ved ores
desta firma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou eotenderem-se a respeito com os referidos
compradores ; certos de que sero chamados a
juizo os que assim nio fizerem.
Obacharel WITRLV10 pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa da Carmo.
Genoani Pereirs, subdito italiano, vai para
o Aracaty.
Antonio Pereira.subdilo italiano, vai ao.Ara-
caly.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad Samuel P.
Johston & C, roa da Senzalla Nova n. 52.
Precisa-se de urna ama que saiba engom-
mar e par* comprar ; na ra do Seve, casa ter-
rea n. 1, sonde tem um lampiio, por detraz da
roa da Aurora, pastando a ponlesbjba.
Ped-seso Sr. O. do C. M. e,oe responda a
carta que a mais de dons mezes lhe escrevi acer-
ca de sua divida, do contrario ser/i publicado por
estenso o seu nome e a vergoohosa origem desta
pivda.-J. J. C.
E
ELOQIEMIAE POTICA NACIONAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sahio do prelo a indispensavel synopse para os
exames de rhelhorica, a qual se torna recom-
mendavel aos eslndantes nao somente pela cla-
reza e concisao do phraseado, mas tambem por
urna taboa synthelica qne tem junta, a qual, de-
pois de terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanlo ha deessencial.
A' venda na lypographia commercial, ra eslreita
do Rosario n. 12. e na livraria classica, pra^a de
Tedro 11 n. 2, a 2JJ cada exemplar.
Os lindos cintos para se-
nhora ou meninas
S se vendem na loja da aguia de ouro, ra do
Cabug n. 1 B, os verdadeiros cintos dos mais
modernos que se eslao usando na Europa, assim
corno eufeiles para cabera os mais ricos que se
podo encontrar, que vista do gosto uinguem
deiiara de comprar.
LOTIltl
QUARTA-FEIRA 20
do corrente mez de marco,andarao im-
preterivelmente as rcd&s da 4. parte
da I. lotera do Divino Espirito Santo
do collegio, no consistorio da igreja de
N. S. do Rosario da reguezia de S,
Antonio do Recie.
As sortes serao pagas logo que saiam
as listas no dia seguinte.
Os poucos bilhetes e meios que res-
tain acham-se venda na thesouraria
das loteras ra do Queimado n. 12, i.*
andar, e as lojas commissionadas na
praca da imdependencia n. 22 do Sr-
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
do Sr. Chagas, no Recife ra da Cadeia
loja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos. O
thesoureiro, Antonio Jos Rodrigues
de Souza.
Attenco
CIDADE DO ASS. 18 DE FEVEREIRO DE 1861.
Eu abaixo assignado, londo justo e contratado
com dous ofliciaes para fazerem urna pintura na
matriz da cjdade do Ass, e tendo eu me apre-
senudo com os ditos ofliciaes, os encarregados
da obra nao deram cumprimenlo aos seus (ratos
em tempo marcado, eu esperei mais seis mezes,
e elles nSo deram cumprimenlo aos seus deveres;
eu. me vendo as circnmslancias de fazer voltar
os ditos officiaes, nao tive oulro remedio senao
mandar faier algumas obras por mioha conla,
para nao voltarem depois de terem empalado
com isto o tempo dos seus negocios, e anda ga-
nharara em minht mo a quantia de 2619150 ; os
outros ofliciaes a quanlia de 1385000, e livres de
todas as suas despezas. O abaixo assignado, pois,
quem fez todas as despezas de passagem, casa
e sustento ; todas as mais despezas al hoje fi-
ce ra pagas; os dous ofliciaes aioda me vem a
restar. E para levar ao conhecimenlo de todos
os habitantes dessa cidade do Recife, faco o pre-
sente em que me assigno. Cidade do Ass, 18
de fevereiro de 1861.Com loja na ra da Impe-
ra Iriz n. 72.
Manoel Ignacio de Oliveira Martina.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg-Lima lira passsporle psra
dentro fora do imperio por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar, nu-
mero 47.
Vicencio d'Antoine, subdito italiano, reti-
ra-se psra o Aracaly.
Piei-isa-te de um rapaz portuguez,
de 12 a 1A annos de idade, e com pra-
tiea de venda, para um estabelecimen-
to na Gamelleira a tratar na ra Direita
n> 68 loja.
Na ra do Pilar n. 82, sobrado,
ha para vender urna mobilia de jaca'
randa', e alguns outros trastes tudo em
conta, por ser de urna pessoa que se
retira da provincia.
Compras.
3 Compram-sc garrafas
jua Direila n. 8.
e botijas vasias : na
Compra-e
Um ou dous escravos que lenham o officio de
chapelci.o ou sirgueiro, a tratar na ra da Cruz
n. 27.
Compram-se duas casas terreas as seguin-
(es ras : do Imperador, Campo das Princezas,
Flejajtlina, das Cruzes, Roda, Flores, camboa do
Carmo ; dirija-se a ra de Rosario n. 10 para
tratar.
Corapram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, e trocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se notas de \$ e 5 velhas, com
mdico descont : na praca da Independencia
numero 22.________
Vendas.
Manguitos egolla.
Vendem-se guarnices de cambraia muito fina
e mito bem bordadas, pelo baratissimo prego de
5 cada urna : na ra do Queimado n. 22 loia
da boa fe.
mmwxm rntrnems emmmn
^ NA LOJA
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
|Rua do Crespo numero 17.J
Vende-se fazendas de superiores qua-
lidades e goslos por precos incriveis :
Chapeos de seda par senhora brancas e
de cores a 155?.
Ditos ditos de ditos de cores e trancos a
20000
Ditos de palha ricamente enfeitados a
289e409.
Riqui8imos corles de cambraia branca
bordados a 35$.
Ditos ditos a 20j>.
Las de Garibaldi em cortes com 25 co
vados a 109.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
goslos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
fixas a 260 rs. o covado.
Lias de todas as qualidades a 39600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riqusimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
.9 varas cada peca a 6(500.
Saias bales de 30 arcos a 59.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mi a peca a 249,
Saias bordadas e de fusilo.
Sedas de cores e prelas de 2 saias borda-
das a velludo em cartees ultima moda
de Pars.
Espartilhoa de molas.
Grande sortimento
de roupsi feitas. sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas,camisas e seroulas.meias,
iravatasetc, etc.
Saleado afelio ullimamcate chegsdo de
Pars.
Neste eslabelecineoio encontra-se
rande sortimento do fazendas de lo-
as as qualidades proprias para senho-
rafe, homeos e meniess e seus precos
saoadmiraveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.


T
W
MiRIO DE BHMBDCO. QVkKTk FRIRA 80 DE MAlfl) Df H61.
As melhores machiuas de co-
zerdosmais afamados au-
tores de Nw-York, Singer
fe C, Whecler Geo.B. Sloat AC.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
| d nradornas
' mosiram-se a
qualquer hura
e ensiua-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
ranndo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
go: no depo-
sito de ma-
chi as de
Riymundo CarlosLeite & Irmao, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigameate aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdenaple prelo
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhcce, os quaes se tem vendido por
1609, oque se vendem por 80$.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da milito boae encorpada por 559 c 60J.
Mantas pretas de lioho bordadas a 83.
Visitas pretas muito bem eofeitadas a 12g.
Bitas de seda de cores muito lindas a 20j>.
Grosdenaple preto superior de 23200 e 2$, e
muito largo a 29300.
Sarja preta hospanhola boa a 29-
Velludo prelo liso moito bom a 4J, 58 e 6J.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 59030.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 108000.
Calcas de casomira preta fina a 10 o 12-.
Casacasesobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casomira pretos bordados a 8$.
Palelots de panno prelo a 12; e IS3.
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 e 6g, e muito
uno a 89OOO.
Saias balo a 4?.
Chales de merino bordados, graodes a 59, 69
e~&000.
Ditos do seda pretos grandes a 14J.
Vestidos d6 seda de cor bordados de du3S saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 60$.
Ditos oe pbantasia em cartao a 159.
Calcas de casemira de cor a 69, 8, 9 e 10$.
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagem a 5.
Malas de sola para viagem de 129 a 183.
Chapeos pretos (rancezes Unos a 8$
Ditos de castor brauco sem pello muito bonsa
12J000. E outras mullas fazedas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazedas
da ra da Cadeia do Recite n. 50, do Cunha e
Silva.
Vewleui-sc
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira preta muito bem
feitas a 109, ditas de dita de cor moito superior a
98, esto-se acabando: na ra do Queimado n.
22, loja da boa f.
A1#000.
Grvalas preta. desetim : na ra do Queima-
do o. 22, loja da boa f.
Remedios americanos |
jf DO DODTOR
iRadway & C, de New-Yorkf
I Pilulas reguladoras. I
Estes remedios j sao aqu bem conhe-
P ctdos pelas admiraveis curas que tem ob-
9 lido em toda a sorte de febres, molestia
9 chronicas, molestias de seoboras, de pe-
le etc., etc., confrmese v as instruc- 9
9 goes que se acham traduzidas em por-
9 tuguez. &
------------ dj
f Salsa parrilha legitima e|
* original do antigo
DR. JACOBTOUNSEND!
melor pnrificador do sangae
cara radie Uniente
Deposito das mamutaetuxas impcri&es deFran^a.
PMn^nnFnJn* "*HI dePMd diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
LA WBOA DOCARMO, o qual se vende por masco3 de 9 hectogrsmos a 1&000 e em por$ao de
10 mseos paro cima com cesconto de 25 por cento ; no mesmo esiabelecimenio acha-se tambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.

9

Erisipela.
Rheumatismo.
Chagas.
Alporcas.
Impingeos.
Phtisicas.
Catarrho.
Doengas de ligado.
Effeitosdoazougue.
Molestias de pelle.
9
9
\ende-se no rraazem de fazedas de
ja Rayraundo Carlos Leite &Irmo, ra do
a lmperatrizn 12.
Atlen^o.
N. 40-Roa do Amorm-N. 40.
Vendem-se sa -eos grandes com tres quarlas de
farnha de mandioca a 29500.
elogios
Suissos.
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato preco os movis seguin-
tes : urna c^ma de casal, embutida ;
ura porta-serv ior ; um eolxSo de mo-
las ; urna coturno Ja : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
utu apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servico de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; ditas bellas gravaras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'finetas), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono oV. retirarse para o campo,
por so (fetiaz-se (testes objectos, man-
dados vil expresamente de Pars, aon-
de foram confeccionados cota pereicao
e apurado gosto.
Baratissimos paliteiros da
rorcelaua don rada.
A loja da agnia branca est vendendo palitei-
ros de porcelana dourada de muito bonitas figu-
ras o moldes pelos baratissimos precos de 18,
12200 e 13500 cada um, por lo diminutas quan-
liaa ninguem deixarS de comprar urna obra de
que precisa todos os das e se pela barateza al-
gucmduvilar da bondado e perfeigo de'.les
dirigir-se ra do Queimado n. 16 loja d'oguia
branca, que se convencer da vetdade e infalli-
velmenle comprar.
Manteiga ingleza
Em casa de Schafleitlln & C,ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimento
de reiogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosde ourojpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
7amiero cor creeos razoaveis
55 Em casa de Mills Lalham & C. na ra
^ da Cadela do Recite n. 52, vende-se : a
& Vinho do Porto.
Si Dilo Xerez engarrafado da muito supe- Z
rior qualidade. 3
Oleo de liuhaga. V,
Alvaiade. 2
J Secante. X
@ Azarco.
:-; Encarnado veneriano em p.
@$ 3g@@a
Vende-se a taberna em Olinda no Varadou-
ro n. 17, muito afreguezada e com poucos fun-
do?, propria para principiante : quem a preten-
der, dirija se a roa das Cruzes n. 42
ggaiaMAai
4 dinheiro.
Fazeuda^ boas e baratas.;
GURGEL \ PERDIGiO.
.inda vendera grosdenaples prelo mui- ',
to lar^'o e encorpado a 2j), lo bar t
que lodos que t.'ni visto nao deixaram
is comprar <
i-------=----------------------------------------------
vestaos bordados a velludo,
5
Vestidos bordados a velludo, barra
if luitle, ditos de seda de duas saias.
Manas pretas modernas com 4 palmos
de largura por 8J val Ug.
em larris de vinte e tantas
do Tasso Irmaos.
libras: do armazem
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joan Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem couliecido pelos seus bons ef-
feitos, contiouam a vemle-lo pelo preco de 19
cada vidro, fazera urna diflarenga no preco aos
co'legas o a todas as pessoas que tomatera de 12
vidrospara cima.
Rap prmceza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmaos, no paes da alfaude-
ga n. 7, ach-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porcoes ou a retalho.
Farinha
a tres mil rs. o sacco,
rauilo nova, recenteroente chegada do Ass ; na
ra do Qaldeireiro n. 94.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita pira acab :r,
Palelots de panuo preto a 223, fazenda Coa,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim brauco, palelots
de bramante a 4#, ditos de fustaa de cores a 43,
ditos de estatnenha a 4S, ditos de brim pardos
3>. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, gravataa de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collariohos de lioho
da uliima moda, todas oslas fazedas se vende
barato para acabar; a loja osla aberta das 6 ho-
ras da manhaa al as 9 da noite.
Manteletes, taimas, visitas de Ci, de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Chales do cachemira pona redonda e
bolola, ditos de touquim brancos supe-
riores.
CENTRO COMERCIAL
15 RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Boiirgard
ChaefroDor fl S8- dSr S'-bl V BcraBde UPoto fle W baratos do Rio de Ja-
nnrr-aP ,u h f^^^,'" dos Srs Dominoa Alves Machado & C. vendeodo-se em
suissos l h.mblirgo. Sempre graQde sorlimeDto de cIiaru,0S ^anilha, havana,
CharutOS SUiSSOS a 30J 0 milheiro, fazenda superior e que se Tenda a 45.
I^J21 8?6* e P,haa:e mil'. de papet rosso. de linho. de seda, arroz, pardo e
hespanhoes sendo de superior tinaco do Rio, vende-se em ipilheiros muilo barato.
.SS*"1 CharUt0S com garras de metal .1 cada um, ditos par. carros a
PaPcal?sacg^ ecigarreiros que fabri-
ft Udade.C<1^ fraDCZ' verdadero em 5 Tabaco turco a ^alibr mejaUbra por 3gi para cigrros ecachimbos.
i abaco fleur de harlebeke om mn. ^ A-
chimbos, fBZendo-se .batimento em SrjT "" dlTer3S tim">b9- ?"* de"t0a e m'
^^rtD^M^ em m8cinh0s e^brulhados
# em chumbo a 160.240 e 320 e a groza de 17 a 28, para cigarros e cachimbos.
ClgarrOS de manilha de papel branco pardo a 15 o milheiro.
Machinas e papel para cigarros de maQilha.
P rOlaO francez em magos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de lou$a-.bmo para labaco, rap.
Cachi br0S G SCaS de di7ersas qualdades p"a charulos-
deirt h,rrn 0es'a casV5ra sempre so,timonto e-"Psntoso de cachimbos de gesso, louca. ma-
deira, barro e os verdadeiros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma. S '
labaco do Rio de Janeiro -a
VpnriPin ca 1 rl UttUllU P'cdo para cachimbos e cigarros a800 rs. a libra.
Teutiein-Se lOaaS as fa2endas maisbjr.todoque em outra qualquer parte.
araonnaeo',Sg?adem Sao mlSS?**" ^^^ r6Ceber {QClUQd ch"ulos' "u""
PF^idRty m"S eacommendas. encaiiolam-se e remetem-se aos seus destinos com bre-
^eteS^ flcaexPsl 'emum rariado sorlimento de objectos proprios para os senhores fu-
barato ^Z^^JS^!^19^^'motivo pe,qual se pde vendcr muil nais
Vender.inuito para veuJer barato
Vender barato para vender muito.
Sedas .le quadriohos, grosdenaples de
t idas as cores e moreanlique.
Penlosde tartaruga modernos e dos
mais acreditadas fabricantes de 10 a 30$.
Saias bilo lisa e com babados
arcos para seohora e meninas.
e de
Vestidos de cambraia brancos
dos, de barege e g Vest loa de soda de cores, ditos
blonde com manta, capells etc.
borda-
de
Camisas de linho para senhora, ditas
para meninos de todas as idades.
Cassas, urganjys, diamantina, chita
clara e escuras, francezase inglezas
Franjas pretas manguitos, gollas de
traspasso, flores solas, fitas para sinlo.
' ROUPA FEITA Jf
Vende-se nesto est.ibeleciraento um 5
completo sorlimento de fazondas e roupa
feila por preco lao barato que parece *
incrivel : na ra da Cadeia loja n. 23
| confronte ao becco largo de Gurgel & S
-V' Perdigao. dao -se amostras. -j
Pechincha.
Vendem-se baldes de 30 arcos, pelo diminuto
pre;o de 4: na ra da Cadeia n. 24.
Reiogios.
VenJe-se em casa de Johnston Pater & C.
ra do Vigario n. 3 um bello sorlimento de
reiogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
urna variedade de bonitos trancenS para os
mes mos.
Attenco.
|E' barato que admiral
Urna 6#000.
Rival sem segundo.
Na ruado Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queiraando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas esli perfeitas, e o
preco convida :
Caixas do clcheles a 40 rs.
Cartocs de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ago muito finas a 500 ra,
Charulos muile finos, caixa com 002500.
Groza de botOes de Iouq a 120 rsl a Onda OOu
Carretel de qnunoOO jnheomso ulesmmrsl rd
BDita ild cloa a 32o
Banha em lata com 1[2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Cuas cora obroias muito novas a 40 rs.
Ditas com phcsphoros especiaes o melhor oue
ha a 160 rs.
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muilo finas a 200 rs.
Pecas de franja de laa muilo bonitas cores a
800 rs.
Duzia desabneles muito finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas fraocezas a 120 rs.
Pares desapatos de tranca de algodo a 1.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3.
Pares de luvas de o de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tesouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranga de la com 10 varas a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40 rs.
Dito groeso a 80 rs.
Cordes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas al.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Grozd de marcas para cobrir a.60 rs.
Vidrilhosdetodasas
cores.
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. *
B, vende-se vidnlho preto, azul e branco asse-
lioado, que se vende por baratissimo preco de
2,500 rs. a libra, so na aguia branca.
Estampas finas e iuteres-
s antes.
A loja d'Aguia-Branca reeebeu mui finas, e gran-
des estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a raorte do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morle do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade inleressanles essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se turnara dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-so
a 2000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, luja d'Aguia-Branca.
Barato que admira.
Vend.'-se no armazem de Moreira & Ferreira,
ra da Madre de Dos n. 4:
Farinha de "mandioca de superior qualidade a
3200.
Saceos com milho de 22 cuias muilo novo a
3J4U0.
Farelo, saceos grandes, a 4>00.
Gnmma muito ora e de muito boa qualidade
a 350O.
Cera de carnauba, arroba i 9$.
Grosdenaples baratis-
simos
Vendem-se grosdenaples pratospelo baratissi-
mo preco de1S600 e 2 o covado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
/ua do Crespo n. 8, leja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores fixas e lindos desenhos
a 140 rs. o corado dio-se amostras com penhor.
Superiores fitas de velludo
e desella.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
acabara de receber de sua propria encommenda
pelo vapor francez, fitas de velludo de todas as
argurs pretas e de cores, sendo lisas, abertas e
lavradas, de lindos padroes, que se vende por
preco muito era conla, assim como fitas de cha-
malote de todas as cores proprias para cintos,
cintos eom fivela preta proprios para luto, luvas
de torcal com vidrilho muilo novas a 1200 o
par, ditas sem vidrilho a 800 rs., ditas de seda
enfeitadas com bico e vidrilho a 2fl ; isto s se
vende na aguia de ouro.
Vende se em c*sa de I". Mendibou-
re & C. ra do Trapiche, seis quartolas
com excellente vinho de Bordeaux che-
gado a poucos dias pelo vapor francez
Navarre.
Terrenos na ra do Brum
Vendem-se 30, 40 ou 50 palmos de terreno
com O de fundo, tudo bem aterrado e proprio
parase edificaren) estabelecimentus de padarias,
refina^es, ou outros quaesquer por ter excellenl
porto para embarque e desembarque de gneros;
a tratar na ra da Madre de Dos n. 6
mm?& mmswz sis smpsxmmB
Potassa.
Mantas pretas de fil de seda, blonde
e dentelle : na ra do Crespo n. 8.
[Manteletes de grosdenaple]
- e fil e d dentelle, pretos.
Casacas, calcas, colletes
pretos muilo finas e baratas.
letesalOj'e a 12$ no ar-
mazem de Basto & Reg,
na ra Nova junto a Con-
ceic^o dos Militares,
Parece inctivol venderse ricos manteletes de
rosdeoaple-preto de-apurado gosto pelo dimi-
nuto preco de 10 e a 12, porem sevendem^ior
este diminuto preco por ter grande quanttdSde-e
6 eom o flra de apurar dinheiro, aasWcao car-
tea-de wHetes** casemira preta pelo dlmioolo
pr*co de l$6flO ao corte, vestimentae para me-
ainos de 5 a 8 annos por 3500 cada.urna e outras
multas fazedas e roupas taitas.
Sarja e setimmacaopreto
^grosdenaple e nobreza lavrada, pretas
mais barato do que em outra qualquer
parte para liquidar: na ra do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio'Francisco
Pereira.
m
naba,
No largo da Assembia n. 15. armsiem de Air-
tunes Guimarea & C, ha continuamente daste
genero para vender;
As verdadeiras lu-
vas de Jouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran-
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouvin, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, e ser mais por
aquelles que se dirigirem ra do Queimado,
loja d aguia branca n. 16. asseverando que sao as
melhores e mais novas no mercado. Tem sorli-
mento de todas as cores tanto para homem como
para senhora.
m
Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
$) Moendasdecanna.
9 Taixas.
% Rodas dentadas.
9 Bronzese aguilhes. S
^ Alambiquea de ferro.
O'Crire*, padroes etc., etc;
9 Nafundicaode ferro deJ). W. BowmaaS
3J ra do Brum passando'o chaariz.
9999
Vende-se um terreno com-30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, lado aterrado, situado oa- roa do Brum
junto a fundido ingleza, com mais de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para ae edificaren re-
finacOes, padarias, ou outros quaaaqnerestabele-
cimentos por ter excellente porto para embarque
e desembarque de gneros : na ra da Madre do
Dos, armazem n. 20.
~ sufeso
viudo pelo vapor francez a 600 r*. a li-
be : vende-te na ra da Cruz n. 17.
Vendem-se oor prego comraodo cairas com
vidros para vidraga e chumbo em barra : a tra-
I tar na ra do Queimado n. 41.
GRANDE SORTMEMO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues lava-
res de Mello.
Una do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35 a 40jcada uma.
Palelots de panno fino preto, de 25 a 30$.
Colletes de velludo preto bordado, a 12J> cada
Ditos de gorgurao preto a 7j dem.
Ditos de setim nuco a 6J dem.
Ditos de casemira preta a 58 idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 14.
Paletots de estamenha a 5.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4 a 5j.
Ditos de dita sobrecasacos de 88 a 9$.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 121
Ditos de meia casemira a 10jJ.
Ditos de casemira muito fina a 14f.
Um completo sorlimento de palelots de rusti e
brim, e caigas e coletes, que tudo se rende oor
prego em coota. r
eobertos e descobartosr pequeos o grande, da
ouro patente inglez, para homem e senhora de
ara. dos mrihorea fabricantes da Liverpool, vin-
dos prio ultimo pagele iogiez : m casa de
SonthaU Mellor & C.
Labyrinthos.
Na ruada Cadeia do Retfe n. 38 primeiro^n
dar, vendem-se lencos a toalhas da labyrinthaa.
Vende-se a 240 rs. a hbr, a
superior e alva potassa doacredi- H
tado fabricante Joao Casa-nova
cuja qualidade e reconbecido ef- S
feito e igual ou superior a de *
Hamburgo, feralmente conlieci- S
da como da fiussia : no deposito, j
ruada Cadeia n. 47, esenptorio *
de Le&I Res. 2
Farelo e milho
Saceos muilo grandes e de muo boa qualidi-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
Antunes Ouimaraes & C.
Attenco.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio com bastantes e bons arvoredos de fructo,
grande baixa para capim. casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos, cozl-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho:
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51,
ou a ra da Praia, serrara n. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as fieguezias
de Santo Antonio, S Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em uma das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, s? dir' com
quem se deve tratar.
Attencao.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
Rooker & C, existe um bom sorlimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
precos mui razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
a doze vintens o covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bemeonhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado n. %=L
esta muito surtida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a IgOOO e
1*400 rs. a vara; dito pardo muito superior a
lg2(J0 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga do meia casimira a lg600 ;
ditos de brim de linho de cores a 2$ rs.; breta-
nha de lioho muito fina a 209, 229 e a 249 a
peca com 30 jardas; atoalhado d'algodo muilo
superior a 19400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largura a 29400 a vara ; len;os
de cambraia brancos para algibeira a 2g400 a
duzia; ditos maiores a 3$; ditos de cambraia
de lioho a 69. 79 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 89 rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico lsrge de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
lo a 2)000; e alm disto, outras muitas faze-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista: na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Gheguem ao barato
O P reguija est queiraando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete a palitots a 960 rs. p covado, cam-
braia organdy de muilo bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente mnito fina a 39,
49, 59, e 69 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 69 a pega,chitas largas de modernos e
escolbidos padrees a 340, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estanpado a
79 e 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9} eada um, ditos com
umas palma, muito finos a 89500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de cassas com
barra a LOO, 120 a 160 eada m, meias muito
finta para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para eoberta a 280 rs.
o cavado, chitaseaouras inglesas a 59900 a
peca,a a 160 rs. o covado, brim brarfeodepuro
linho a 19, 19200 a 19600 a vara, dito preto
muito aaoorpado a 19609 a vara, brhantn
azul a 400 rr. o covado, alpacas de differentes
*6eft a 309 rs. o aovado, casamiras pretas
finesa 29900-, 39 e 3950O o covado, cambraia
preta a da sal picos a 500 rs. a vara, e outras
muitas fazedas qua safar patenta ao compra-
dor, a da todas sa darte amostras gm^Om.
Fil preto.
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratis-
simo preco de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado n. 22, loja da boa f.
DE
Chapeos na ra larga do
Rosario n, 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 181.
Ditos de dito rapados a 12J.
Ditos pretos com pello a 10.
Ditos ditos rapedea a 9f.
Ditos de massa finos a 79.
Ditos de dita a 69.
Ditos de feltro o mais fino test genero a 49.
Ditos de palha a 25500. ^
Ra do Crespo,
cambra lisa fina .89. organdy. mitofina.!
modernas a 500 rs. o covado, cassas berudS
hoBitas cores a 240 rs.. chitas'larga. 2001 240
aon*BtA2!lmf de Cotes ** tremeio. borda-
dos a 19500 a pega, babados bordados a 320 a
vara, sedinhas de quadros finas a 800 rs casa-
veques de cambraia e fil a 5, perneadores de
'.f"" bordados a 59. gollinhas bordadas a
640, ditas com ponas a 28500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco de la com
9 palmos de largara a 19600, bramante de linho
cora 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o p.r, capas de usto en-
tenada, a 59. pegas de madapoln- fino a 4S. la-
zinna de quadros para vestidos 320, camisu.de
? oa^J5,858'^81?101" de P"nDOe casemira de
16 a 20J. ditos de alpaca de 8*500. 89, ditos de
brim de cores e brancos de 3*500 a 58, calcas de
casemira pretas e de core, para todos ps precos
dito, de brim decores e brancos de 29 a 5 ca-
misas brancas e decore par. todos os precos
colletes de casemira de cores finos a 5 ; aaW
como outras muitas fazedas por menos do seu
valor para fechar contaa.
Leodeprala,
Ra laaga do Rosario n. 36.
Vendem-se as seguintes miadezas
l^OOa'va^61"** Vdri,ho a 640' ^. *S090 e
Ditas ditas sem vidrilho a 500 rs. a libra
G.ISo preto cora vidrilho a 480 a libra.
Tranca preta de seda a 400 rs. a libra
Tranga de vidrilho a 560 a libra.
libra003 PrelS largS 28' 32" 36 e 40 "
Alfinetes pretos para peilo a 640 um.
Pulseiras pretas a 640 uma.
Grampas pretas para enfeitesa 800 rs. o par.
Rselas pretas a 280 o par.
E outras muitas miudezas por barato preco.
>cnde-se um carro da alfandega e uma
carroga nova, tres bois minsos de puxar carro e
(arroga, multo em conta ; no aterro da Boa-Vis-
ta n. 19, hoje tua da Imperatriz.
Cintos
para senhora e menina: na ra do Crespo n 8
loja de Leandro Lopes Dias. .
VENDE-SE
Um escravo e urna escrava,
de todo o servieo : na ra do
Sebn 20.
Eofeites de cabera
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1
vende-se enfeites preto? de vidrilho pelo baratis-
simo prego de 29, ditos de velludo de escamas
4, ditos de tranga a 39, assim como luvas pretas
de lorgal com vidrilho, ditas de seda pretas e de
cores, assim como pulseiras de conlinhas, ditas
de missanga de cores, e gollinhas muito lindas
de vidrilho : tudo se vende por baratissimo pre-
co para acabar v
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes de grtsdenaple e da fil de aeda
M tamoa*0""' pe' S"""'"" prego de 59,
09, lj e 129 : na ra do Queimado n. 44.
Vende-se na cidade do Aracaty uma casa
terrea com soteo, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal ra decommercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como tambera loja, arma-
zem, etc. : a tralar na mesma cidade com os Srs.
ourgel Irmaos, que estao aulorisados para esse
um, ou nesta praga na ra do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes prelos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco de 359
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Ruada SenzaJa Nova n.42
Vende-se em casa da S. P. Jonhston & C,
sellinse silbos nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, amontara, arrotos para carro da
um e dous cvalos reiogios de ouro patenta
in glez. %
Caes do Hamos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, Iouro e pinho
por pregos razoaveis. r
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintaa seguras, a 220
rs. o cov.do, ditos eslreitoscom muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores segara, a
200 rs. o covado, pegas de bretanha de rolo a 2*
brlmzinho de quadriohos a 160 o corado, musse-
lina encarnada fin. 320 o cov.do, algodo de
duas largaras a 640 a vara, lencos de cassa pin-
tados a 120 rs. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho prelo com sal-
pico a l$400a vara, luvas de torgal muito finas a
CO rs. o par : loja est aberta das 6 huras da
manfaaa 9 d. noite.
Gasa terrea.
V ende-se nma casa terrea feita a moderaa.com
4 quartos^abinete.quiolal.cacimba e costaba fra
em chaos proprios, com 30 palmos de frente
rgandys a 280 rs. o ce-
Vido.
Na roa do Queimado n. 18 At tsaqttia da ra
esireitajio Risario, ha p.r. vender o mais rico
organoys de lindiasimo cedro** palo baratissi-
mo preco dff O as. o eowdo. luvaa de seda pre-
tas enteladas auperom, cortes de chita Irance-
2* **m* cotarros pelo baratissimo pre?o da
#460 cada um, enfeites de vidrllhos pretos moi-
to finos a 25 cada um, e omtras muilas tasendaa
pretaa de seda para a quaresma.


D1AII0 DE MtRlUMICO. QUARTA FEMA 01 MARCO'MlMl.
C
ARMAZEM
DE
ROUPA FEITA
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
40RUADO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Neste eslabelecimento ha sempre ura sormento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e lambem se manda executar por medida, vontade dos freguezes, para o
que tem um dos mclhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 353 e 30000
Sobrecasaca de dito, 35J> e 30SOO
Patotsdediloe de cores, 35, 308,
25g000e
Dito de casimira de cores, 22*000.
15, 12 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9J000
Ditos de alpaka de cores. 5 o
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, 5*. 4500,
iSOOOe
Ditos de bramante de linho branco,
6g00, 5000 e
Ditos de merino de cordo prete,
15000 e
Calsas de casimira preta e decores,
.12. 10, 9 e
Ditas de princeza e meria de cor-
dio pretos, 5 e
Ditas de firim branco e de cores.
5S000, 4J50O e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 129, 9 e
Ditos de casemira prela e de cores,
lisos e bordados, 6, 5S500, 5 e
203000
9000
HgOOO
89000
35500
38300
3*500
4$000
8S000
6S000
4S500
2*500
3g000
8000
3&500
Ditos de setim preto 5J00O
Ditos de seda e setim branco, 6 e 5s000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7S000, 6000 e jiOOO
Ditos de brim e fusto branco,
3500 e 3*000
SerouUs de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1600 e lg280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 2*500 e 2300
Ditas de peito de linho 6$ e 3*000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3, 2^500, 2 e 1*800
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formasda ultima moda 108,8*500 e 7*000
Ditos de fellro, 6, 58, 4 e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 128,11$ e 7*000
Collarinhos de linho muito Anos,
nevos feitios. da ultima moda *800
Ditos de algodo $500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 90, 80 e 70*000
Ditos de praia galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40S 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
adrenos, pulseiras, rozetas e
anneis 8
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 10*000
^llulflii
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticaranceza ra da Cruz n.22
Algodo monslro.
Vende-se algod&o monstro cm dut* larguras,
muito propriopar. toalhas 0 leaees por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo b.ralis.imo
Seco de 600ra. a vara ; na raa 4o Queim.do n.
, oa loja da boa f.
* giesieeis eeeMKKeieetteKK

VGK&CIA
DA
0 BASTOS]
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Borzeguins de bezerro de Meli a lOgOOO
Ditos de Nanles sola patente 9*000
Ditos de dito sola fina 8$000
Ditos dito de dito 7g000
Ditos francezos de lustre de 6*, 7 e 8*000
Ditos todos de duraque 6*500
Ditos de cauro de poroo a 5S00O
Sapatosde lustre a 38 at o^ooo
Ditos de bezerro a 3*500 at 5*000
Ditos de dito de 2 solas 4*000
Ditos de 1 sola com salto 38009
_______Ditos de 1 sola sem salto ________2*500
Borzeguins de setim branco
Dites de duraque dito
Ditos pretos
Dites de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
6*000
5*500
5*000
4*000
4*000
3*000
Ditos de cores para menina 3*000
Ditos de dito todos de duiaque 03000
Ditos de dito dito 2*500
Sapatos de traoga para meninos de lft a 1200
Ditos de lustre para senhora 1*280
Ditos de trauca francezes para homem 18000
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que outr'ora tinha loja na rna do (uei-
mado h. 46, que gyrava so. a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinba com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim como a pro-
vena a occasio para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceico dos Militares a. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos com um grande e numeroso sorlimento de
roupaseitas e fazendas de apurado gos-
to, por preros muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25$, 288 e 30, casacas
do mesmo panno a 30 e a 35, palelots
sobrecasacados do mesmo panno a 18,
20* e a 228, ditos saceos de panno preto a
12 e a 148, dilos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 98, 16, 12
e 14, ditos de estamenha azenda de
apurado gosto a 5 e 6j, ditos de alpac
preta e de cor a 4, sobrecasacos de me-
rino de cordo a 8, ditos muito superior
a 12, dilos saceos a 5, ditos de esguiae
pardo uno a 4*. 4*500 e 58, ditos de fus-
to de cor a 3, 3*500 e 4, ditos bran-
cos a4*J00 e5*5C0, ditos de brim pardo
fine sacco a 28800, calcas de brim de cr
finas a 9. 35500, 4e 48500. ditas de di-
to branco finas a 5g e 6*50, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de corda preto fino a 5 e 6,
ditas de casemira de cor e preta a 8, 9
elO, colletes de casemira de cor e pre-
ta a48500e5, dilosdoseda branca para
casamento a 5, dilos de brim branco a
3 e 4, ditos de cor a 3, colletes de me-
rino para luto a 48 e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10*,pa-
lelots de panno fino para menino a 128 *
14,casacas do mesmo panno a 158,caifas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 1 e 1*500, ceroulas de bramante a
18 e 20* a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
178.18. 20. 248. 28 e 30 a duzia,
ditas de peitos ae linho a 30 a duzia di-
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas u
gravatas brancas para casamento a 1*800 H
e2 cada urna, ricos uniformes de case- i
mira decorde muilo apurado gosto tanto S
no modello como na qualidade pelo di- S
minuto prego de 358, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas tt
de casemira para senhora a 18 e 20. *
e muitas outras fazendas de eicellent 8
goeto que se deixam de mencionar que 2
por ser grande quantidade se torna en- m
fadonho, assim como se recebe tada e f
qualquer encommenda de roupas feitas
para o que ha um grande numero de fa- S
zendas escolladas e urna grande ofllcina if
deaUaiateque pela auapromptidaoeper-
?g fecao nada deixa a desejar.
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores flxas. padroes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240rs
o corado, e mais barato que chita: na ra d
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa *
E' baratissimo!
FINDHA0 LOMOW,
Ra 4a Senrallt Kva d.42.
Resta estabelecimento contina a haver tun
completo sorlimento da moendas emeias moen-
das para engenho, machins de vapor e taixas
e ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem sempre no seu depo-
sito da raa da Moeda n. 3 um grande sor-
mente de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar ao mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 3520.
Feijo branco e mulatinho;
Macarre talharim e telria,
S barato a 5 e 8*000 rs.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Vendem-se franjas pretas com vidrilho ou sem
elle, de lindos padroes, que se vendo muilo bara-
to, ditas de cores de todas as larguras e por todos
oa precos, ditas de linho tanto de cores como
brancas, ditas com bolota c sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e para panno da Costa,
ludoisto por precos que admirare, e s se vende
na loja d'aguia de ouro na ra do Cabug n. 1 B.
Pennas d'ago.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorli-
mento de pennas d'aco de differentes qualidades
as quaesesl vendendo de 500 a 1*000 rs. gro-
as. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. ocovado; eambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
4*500 e a 6J00O a pec^ com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 88000 a pe^acom 10 varas";
dita fina com lpicos a 4*800 peca com 8 1[2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n. 22. na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
5*000 a duzia: na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Sorlimento de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a 7#. 1
Ditos dos mais modernos que na so mercado
a 98.
Ditos de castor pretos e brancos a 16#.
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos de velludo cor azul a 18$.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos ditos para menino a 50.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonets de velludo a Ej.
Ditos depalha muilo bem enfeitados a 4{.
Chapeos do sol francezes de seda a 70.
Dilos inglezes do 10#, 12 e 13 para um.
ttua do Crespo n. 8, loja de 4 portas. | Pajctis.
$",?"dK C?resfixmiu,dnh" 240rs. o co- \ Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
l,^dv"b",a-"8ndys lindos desenhos a 400 bem feitos a 22 rs.; ditos de brim bran de
rs. o corado, e chitas largas finas de 210, -260 e hnho a 5 re.; ditos de setioeta escuros a 3*500
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba- muilo barato, aproveitem : na ra do Queima-
ratissimo preco : dao-se amostras com penhor. do n. 22. loja da Boa f.
Para desenlio.
CALCADO.
45 t Ra Direita 45
Por sem dovida que o Sr.ex-ministro da fazenda
est despeitado com os delicados ps das nossas
amaveis patricias I Prova-o bastante o augmento
de 160 |0 nos direilos que pagam as botinas do
senhora em relacae s de homem que apen.s ti-
veram o de 25 '\01 S.Exc.desejave que ellas tro-
caasem urna bem feita bolina jo/y.poralgum ch-
nelo mal amanhsdo, encosturadode popa proa,
aflm de obstar a que oslentassem coru garbo o mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem li-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
de encontrar urna opposicao firme e enrgica no
propnetario do estabeleciraeolo da ra Direita n.
4o, que nao quiz vender as suas bolinas a 7$O00
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos precos se-
guintei :
Borzeguins para senhora.
6$000
5^500
5000
48500
4$000
3j500
10#000
9J000
9*000
8$ 00
8^500
68000
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pincela, e os mais necessarios para
desenho. "--------*------
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin
ta para marcar roupa, a qual por sua bondadese
,r--------> iv "CVC330HU3 (jara hoo maitor iuupa, a quai por sua uonaauese
o que de melhor e mais perfeitose torna necessaria a todas as familias, porque com
UUl em lal eenern. a vanHom-on Km ella co nn.ir. ^..j. a________ :. .
fimoSt2naflquU1 41*ener. e vendem-se a 5;
6, 8, 108, 12 e 14 : na ra do Queimado n.
lo, laja d Aguia-Branca.
geiefiKgHeieflKgH s&Wimm*
I r- -

3^000.
A superior farinha de mandioca ven-
de-se ao mdico preco de 3$000 a sac-
ca, a dinheiro em porcOes de 10 saccas
para cima, para acabar ; no armazem
de Francisco L. O. de Azevedo, ra da
Madre de Deus n. 12.
Vende-se urna pequea taberna propria
para qualquer principiante por ter pouces fun-
dos ; quem pretender, dirija-se a mesma taber-
na-, na Capunga Velha n. 21.
_ Vendem-se peexs de franjas de soda com
10 varas porl200, charutos cavalleiros em meias
caixas de muito boa qualidade por 2*500 : na
ra do Queimado n. 47.
Arados americanosemachina-
pata lavar roupa: e.m casa xlaiLP,. Jos
hnston & C. ra daSeazalan.42.
Ges & Bastos.
Ra do Queimado d. 46.
Tendo os annuncianles conseguido elevar este
estabelecimento a um engraodecimento digno
desla grande cidade, apresentam concurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimeolo de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslacoes,
Sempre solcitos em bem servir aoa seus nume-
rosos freguezesnlo s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal de sua of-
fina, sendo ella d'ara em diante dirigida pelo
insigne mesli* LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual osseuj numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, aasim pois em poucos
dias ae aprompta qualquer eneommenda, quer
casaca, quer fardea dos Sre. officiaes de marinba
e exercilo. Outro sim recommendam aoa Srs
paee de familia grande aortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idadea.
IROIPA FEITA AIKDAIAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feita&!
ara
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto]
NA
Ra do Queimado
| u. 46, frente amareUa.
. Constantemente temos um grande e va-
riado sorlimento de sobrecasacas pretas
SSJ'15.0 e de cores murto fino a 28J,
"II e 35, paletots dos meamos paBnes
a 20g, 22J e 245, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14, 16j> e 18$. casa-
cas pretas muito bem feitas ede superior
panno a 28, 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core multo finos a 15, 16J
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a IOS. 12 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9, tOf
e 12, ditas de casemira de cores a 7. 8,
9 e 10, ditas de brim brancos muilo
fina a 5J e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3*500, 4 e 4*500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 45 e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 4S500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim branco e de*
i f uslao a 3, 3500 e 4, ditos de corea a
' 25500 e 3, paletotspretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 75,8 e 9
| colletes pretos para luto a 450O e 5'
j ^as pretas de merino a 4500 e 5, pa-
i letots de alpaca preta a 3500 e 45, ditos
! sobrecasaco a 6, 7 e 8J, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3800 e 45. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
i para menino sobre casaca de panno pre-
[ tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
i casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
38500, ditos sobrecasacos a 55 e 5500,
i calcas de casemira pretas ede cores a 6,
\ 6|S00 e 7, camisas para menino a 20
a duzia, camisas inglezaa pregas largaa
muilo superior a|32 a duzia para acabar.
| Assim como temos urna offleina de al
, late onde mandamos executar todas as
j obras com brevidade.
teweittMMsgK mmmmmi
ella se previne a perda das pecas, e muito me-
lhor e maiscommodo que a marca com linha. As
caixinhas trazem 2 frasquinhos, e dellas se v o
modo fcil e seguro de que se servir a pessoa
para marcar ; custa cada caixinha o diminuto
preco de 1600: na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, meaclados e de mui bonitos pa-
droes a I55OO. Eeses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duracao tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como ootros bonets de pslha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 255OO, 3 e
4, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, leja d'aguia branca:
FraDJas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Nj loja d'aguia branca se encontra um tallo e
variado sorlimento de franjas de seda de difleren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos precos de 500 rs. a
2*500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, lnja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2$.
A foja d'aguia branca est vendendo mui boni-
tos enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
2 : em dita loja, ra do Queimado n. 16.
Gomma doAracaty.
Vende-seexcellente gomma do Aracaty; na
ra da Gadeia do Retire, primeira andar, n. 28.
Levas >de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
lerem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, pretas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22,
loja da boa f.
Bonitas figuras
de porcellana dourada a mil
ris.
A loja d'aguia branca est vendendo mui bo-
nitas figuras de porcellana dourada, de um pal-
mo de altura, proprias para enfeites de mesa,
ornato de gabinete, etc., etc., a 1000 cada urna.
Na verdade admira tal obra por to diminuta
quantia, e para se conhecer da barateas diri-
gir-se a ra do Queimado, loja d'aguia branca o.
16, que vendo comprar.
Vendem-ae por pre$o commodo urna por-
co de toneis de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para aa destilacSes
dos engeohos, assim como paca depsitos de
agoa em casas particulares: pata ver e tratar,
na loja da rus do Queimado n. 41.
Na coebeira do Sr. major Quin-
teiro estao para Tender-se dous cabrio-
lets de rodal, muito maneiros e em
bom estado.
Joly (com briihantina).
Dito (com laco e fivella). .
Austraco (sem la co). .
Joiy (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
De 18 a 22.......
Para homem.
Nantes (2 bateriai). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, in ten iros
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Bussia .
Ditos nernambucanos .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5$600
1 batera )Suzer).....5200
Soladebater (Suzer). 5000
Meos borzegies (lustre). 65OOO
Sapatoes (com elstico). 5#000
Ditos para menino ."((500 e 4#000
Muito calcado bem feito no paiz por precos ba-
ratissimos : assim como couro de lustre, marro-
quins, bezerro francez, courinho?, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muilo
barato.
PotassadaRussiaeca.de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera poiassa da Russia, nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra ; ludo por presos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Vende-se ou permuta-se por escravoeacos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
cao de coquciral, olaria, diversas arvores de
Inicio viveiros de peixe, pastagem para vaccas
deleite, bsixa paracapiro, bom porto para em-
narque em qualquer mar, distante desta cidade
urna legoa ; a fallar com Manoel Firmino Fer-
reira, na ra da Concordia, ou com Balbino Luiz
Franca, no Giqui.
SISTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PULLAS HLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinses, nao conirx mercu-
rio era alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compJeic,omas
delicada igualmente prorepto e seguio para
desarreigar o mal na complei$o mais robusta ;
entecamente innocente em suas operaseseef-
eitos; pois busca e remove as doen^as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavaras portas da
morte, preservando tm seu uso : conseguiram
recobrara saude e Torgas, depois dehaver tenta-
i.V *"m-,7,fl*-5" .u,r0 medios.
Asmaisafllictas naodevem entrec-.-.H-
esperago; fajara um competente ensaic dose
efficazes effeitos desla assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao sej perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enermidades:
Telhas de zinco.
No armazem de materia es de Manoel Firmino
rerreira silo n. ra da Concordia, anda existo
urna porclo de telhas de zinco que se vende por
menos preco par. liquidado.
Para bailes.
Botinas de setim branco
vapor, no ra Nava n. 7.
vende-se na loja do
Armazem de fazendas
DA
Ra do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chiuez, a 1J800.
Lenqes.
Lencesde panno de linho fino a IJ900.
Cortes de casemira.
Cortes de casemira de cor muito fina, pelo ba-
rato prego de 5.
Tarlatana.
Tarlatana branca para forro de vestido, pelo
baratissimo prego de 260 rs. v.r..
Gambraia de er.
Cambraia matizada fina a 240 ra. o covado.
Chita ranceza.
Chitas francezas pelo barato prego de 220 rs. o
covado.
Estera da India,
de 4,5 e 6 palmos de largo, propria para forrar
saia e camas.
Cortes de collete.
Cortes de velludo preto bordados a 6.
Mantas de tlonde.
Mantas de blonde pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
3c5008SdeCaDlbr8a br"DCa flDa 2f800' 3)J000
Toalhas.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
MEL06I0S.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
eousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas bo figado.
Ditas venreas.
Enchaqneca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreodaespecie.
Getta.
Ilemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammsgoes.
Irregularidades
menstruagao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucgo de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Vende-se em casa de Saundres Brothers d C.
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Koskell, por pregos commodos e tam-
bera trancellins e cadeias paraos mesmos de
excellente gosto.
Fazendas pretas para a
quaresma
l\a f na do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos d seda pretos bordados a
velludo muito superiores.a 120$. ditos bordado
a retroz e vidrilho a6C, ditos bordados a sedas
fazenda muilo superior a 70, manteletes de fil
de lindos gostos a 2r$, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enfeitados a 20, 5JJ, 30 e a 35
Sfi'^u: r'cas,mtas do blonde hespanh.las a
0, ditas de fil bordadas a seda a 12 e a 15
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de de 1J>800 at 3*200 o covado, luvas pretas en-
tenadas e de superior fazenda 2200 cada urna e
outras muitas mais fazeDdas proprias para a qua-
com fivelas de a^o.
A loja d'aguia branca recebeu novos cintos pa-
ra senhoras e meninas, com Gvelas de ac po-
ndo e lapidadas, e bonitas filas de chamalole as
juca poderao ser substituidas por outras de vel-
lido cor de caf, rtxo. azul, encarnado e preto.
liso ou de hstras, conforme o gosto do compra-
dor, o como sempre est vendendo por menos do
queem outra qualquer parte a 4 o cento : ca
ra do Queimado, loja d'aguia branca n. 16.
Apolcee.
Vendem-se 10 apolicas da eitincta companhia
de Pernambuco e Parahiba : ra do Crespo nu-
mero 19. r
Velas.
Febreto intermiten ta,
Yende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na lojad.
todos os boticarios droguistaeoutras pessoss edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
>ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contem urna instrucr,So em portu-
gnez para explicar o modo de se usar des tas pi-
lulas.
O deposito geral em casa doSr. Soum
dharmiceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nambuco.
SEDULAS
de \$t 5#000.
CoBtinua-se a trocar sedu'as de urna s figura
por metade do descont que exige a Ihesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o abale de 5 por cerno: no e.crip-
torio de Azevedo Si Alendes, ra da Cruze
o. 1.
.
Na ra das Cruzes n. 4, vendem-se velas de
composigao, afianzando se a qualidade, e mais
barato que em ontra qualquer parle, e na mesma
tambem se vendem charutos muito bons para
Vendem-se urnas caldeiras de folha e urna
porcao de rimes para azer velas na ra do
Mondego n. 61.
Escrayos fgidos.

Aletria, talharim e macarrSo a 400 rs. a libra:
vende o Brandao, na Lingoela n. 5.
Venderse fumo de Garanbuns o melhor que
pode aer : .na camboa do Carmo n. 10.
Aossenhores d engenho
grande reducto.
Braga, Silva & C, achando-se em liquidacao.
e para feoharem contas, reaolver.m fazer urna
grande redcelo nos pregos das moendas, emeias
moendas de todas as dimenses existentes no seu
rmasela na ra da Moeda (Forte do Mato).
Oa compradores queiram dirlgir-se ao escrio-
torio n. 44, roa do Trapiche.
Recife, 11 demarco de 1861.
Desappareceu no da 13 do corrente mez
um mulatinho de nome Paulino, com os signaes
seguintes : cabello crespo e corlado rente, ps
seceos, nariz chato, camisa de algodaozinho gros-
so, calca de hnho desbotado, olbos pretos, bonet
de casemira cor de caf, parece ter 12 a U annos
de idade: quem o pegar, dirija-se a ra de San-
to Amaro n. 14, que se recompensar.
200$ de gratificaco.
Fugio no da 28 de outubro de 18*0 da refina-
do da ra Nova de Santa Rita, de Jos Abes
Guimaraes, n. 53 um moleque por nome Antonio,
crioulo, de idade de 18 annos pouco mais ou me-
nos bem preto, bem parecido, bem fallante, na-
tico de um quaito, parecendo o p desse lado
mais pequeo que o oulro, tem urna sicatriz em
urna das canellas. diz elle ser de um estrpe e
que esss a ferida que o faz mancar quado an-
da, foi comprado a SO de culubro de 1860 ao
Sr. Manoel Leocadio de Lima, esteovendeu por
ordem de seu pai o Sr. Julio Leocadio de Li-
ma morador em Goiabir., consta que este senhor
o dera por compra em Tebaiana, supde-se ter
a companhado slguns matulos que coslumara
cenduzr sal para o lado de Goiabira, porque no
da de sua fuga, esteve com o escravo do Sr. vi-
^t"0!?? Bo**Til*. e e*" disseramque elle ti-
nha hido em um armazem de sal verum com-
panheiro que l tinha: Pede-se aos Srs. capitaes
de campo, e mesmo as pessoas particulares a
descuberta de tal moleque, que sero gratifica-
dos com 200 a quem o entregar a seu senhor
ou na Parabyb. ao Sr. Antonio Alexaodrino de
Lima, ou Braz Jos V'elho de Lima, ou d-se
100 a quem d*r de Me noticia certa.
Fugio no di. 9 do corrente um escravo de
nome Bonifacio, crioulo, intitula se curandeiro
gagueja alguma cousa quando falla levou paletot
do brim azul e cal;, de algodo de lista suppe-
se andar pelo Campo Grande e seus arredores por
j ter sido ahi pegado : quem o pegar leve a ra
Nova n. 5 que ser recompensado.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, nm escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Peona Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Beato
Lourenco Collares, de nome Joaqnim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, pee grandes, e com os dedos gran-
des dos pos bem abortos, muito palavriador, in-
culea-se forro, e tem signaes de ter sido surrado;
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Pontas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disseque tinha sido vendido por seu senbor para
Goianninha: qualquer pessoa que o pegar o po-
dar levar em Pernsrabuco aos Srs. Basto A Le-
ntos, que grificaro generosamentet
.~-"*


iJkm
(8)
DIARIO DE PERHAMBUCO. QUARTA FE1RA 40 QB MARCO DE 1811.
r
Liiteratura.
Porlo-real por Sainte Beuve.
( Concluido.)
Trarou-se a lula entre os jansenistas e os je*
suitas que nao interpretavam os dogmas chris-
tos com o mesmo rigor, -o os illudiam fcil-
mente eni oh conseqneiicia? rigorosas, e aue
dilferentamente de seus livaes, praticavatu a arle
semine suspeila de accommolar sus moral fra-
gilidade humana. Na linguagem de enlao e mor-
nienle comparada com a infit-xirel virtude do
jansenismo, por essa moral rigorosamente classi-
licaili : < Moral relaxada I No mas forte da
polmica ardenle, apaixonada, que nenlium t-
lenlo do seclo ficou eslranho, apparecer'am os
provnctars. Foi naquelle valle de Porto-real,
ao lado do grande Aroaldo, de Nicole. de Sacy,
vista mesmo da madre Anglica, que Pascal es-
crereu aquellas cartas eloquentcs. Talvez pas-
sassem ellas o alvo que elle nha ero vista, o l-
zessen? urna ferida que o lempo oo p lo curar.
A madre Anglica que sem curvar se lamenlava
as dotes da egreja. previu as consequeucias da-
quella lula implacavel no campo cerrado da iheo-
logia : < Mataremos o animal, porm o animal
tarobem nos ha de matar.
Com effeito, os jesutas triurapharam junto
Luiz XIV. A santa s tergiversou por muito
lempo ; porm, nao podendo resistir s solici-
tacesde um rei to grandecomo el-rei da Fran-
ca, acabou por ordenar que Porlo-real se ex-
tinguira gradualmente pela morte de suas
trenas.
Preceder bulla do Papa a extiucco em Por-
to-real perseguida. Nao existan) mais todos os
homens de um grande saber o de urna grande
virtude que o tinbam tllustrado. A segunda
metade do seculo vita roorrer successivamente,
entre os capellaes, S. Cypriano, Singlig. Sacy ;
coire as (reirs, as duas madres Anglica, loda
a familiaArnaldo, irma Santa Euphemia (Jaque-
lina Pascal), eoutras muilas ; entre os anachore-
tas ou amigos, Pascal, Racine, Nicole, Tillemonl,
o grandei Amoldo e a Sra. de Longuevillo, cuja
influencia por muito lempo conjurara a lempes-
dade, queso esperara por sua morte para re-
bentar.
Havia muito que Porto-real nao se renovava
mais pela admisso de novas freirs. As mais
mogas que sobreviviam em 1709, tinham mais de
cincoenia annos. Essa luz de Porto-real nao
era, pois, mais do que um claro que se apagava
pnr si mesmo. Porm anda durava demasiada-
mente para seus inimigos. No Io de outubro
da 1709 o valle foi oceupado militarmente, as re-
ligiosas dispersas pela forca, e levadas para di-
Tt'rsas casas aonde acoropaiihou-as a persegui-
rlo. Um anno depois foram demolidos todo
o mosieiro, os edificios anoexos, o o palacete da
, Sra. de Longuovilie. Em seguida, cuidaran) em
destruir a propria egreja ; para isso, era mister
exhumar os corpos; a exhumagio geral foi orde-
nada em 1711, e virara-se as scenas mais difa-
mantes ; o ralle santo foi profanado at em seus
tmulos.
Tal o quadro dos successores cuja histoiia
escreveu o Sr. Saint-BeuvC. Suas coosequen-
cias, a sublimidade dos caracteres que ellos dese-
charan?, a apreciado exacta e profunda das dou-
trinas que os fizeramnascer, e as flores do Porto-
real, sombras flores da oragao e da solido,
nada esquecido as bellas e eruditas paginas
que temos vista e as quaes Porto-real ha de
reviver.
Resta-nos esludar, em seu todo e tambem em
algumas de suas partes.o livro tao allractivo e to
variado em que o Sr. Saint-Beuve deu entrada
historia Iliteraria inteira, assim como histo-
ria religiosa do dcimo seiimo seculo.
Emilio Cbbsibc.
(Consfiucionef.Il.Duperron).
Corrupcao do seculo, provada pela poli-
tica actual.
Que quadro medonho e assustadoroo apresen-
ta o mundo ueste momelo I I
Tudo o que parece poda servir de estimulo
virtude tem desapparecdo diante do materialis-
mo ahjeclo, que a perda, ou enfraquecimcnlo
de todo o senso moral e de toda a nogio de direi-
lo e de reclido.
Por toda a parte templos erigidos impiedade,
a iniquidade, mentira, corrupcao, imroora-
lidade, e sacerdotes sacrificando" nelles, exercen-
do um culto to infame, como as divindade3, que
servem.
Por toda a parte fazendo-se senlir urna degra-
daco moral, que mostra que a sociedade aba-
lada em seus eixos, nao tem esteio em que se
Nao necessario ser propheta, para annunciar
aue o edificio social corre desmorooar-se, ou
cahir pedacos.
No meio dessa desordera, que nao tem vocabu-
lo cora que se designe, desses horrores, de que
theatro a Europa, no meio dessa dissolugo do
todos os vnculos sociaes, d'esses Himnos despe-
dazados pela impiedade, dessa violceo da justi-
cia, de todos os direilos offendidos, ou proscrip-
tos pola malicia e perversidade dos homens, ou
por um punhado de malvados, que o inferno [pa-
ra nos servimos de urna expressao augusla) vo-
mitn sobre a trra, que vemos da parto daqucl-
les a quom cumpria por um dique esta torreo-
te de moles I? ..
Urna indifferenga estupida, ou urna apalhia,
que escandalisa uns e que espanta todos.
E na verdade : que especie de cegueira essa
que o impede de ver que res e povos vio af-
fundir-se n'um abysmo, que faz que atinera o
nico remedio, que os poda salvar, o nico me-
chanismo eflicaz para deter o carro, que, levado
por cavallos desenfreados, corre despenhar-se
nesse precipicio medonho, no fundo do qual est
um lago de sangue 11
Quem que nao ficar confuso, ou quem po-
der explicar satisfactoriamente essa atona, que
se apoderou da Europa, que faz assi9tir com es-
tupida impassibilidade, quer prodcelo dedou-
tnnas as mais tevolUotes, quer s "hediondas
scenas de sangue, que se ropresentou na Italia, e
na Syria, se planeiam na Hungra, e n'outras
partes I I
Que horrivel prespecttva I (exclama um sabio
escriptor) o boi se sent o cheiro do boi que se
matou, levanta dolorosos mugidos ; se v diante
I 01,111 11*1
de si a pelle fresca d'outro boi, nao d um passo,
e homens, que se dizem civilisadoa, asaislom mu-
dos, ou appUudem frenticos as malencas da
Italia I
Que incomprehensrel poltica, que pornenhu-
roa razio se explica, que nem se more pelo ios-
tioclo da sua propria conservago, nem pela
causa de Deu?, aero pelos nteresse da socie-
dade I !
Quo'v a Europa, que vem aquellos, que pre-
siden? os destinos das uaces, senao vem que
I hao de ser os nriroeiros immolados nesse altar
levantado pelas furias do inferno para oftV
recer o genero humano em holocausto sa-
lanaz '?
Acaso oo vem elles que tralindo-se da reli-
gio so traa dos ulereases mais caros dos res e
do povos. e que boje mais que nunca se trata de
anniquilla-la ?
Ignorara que a csusv do Papa a causa de Deus
i e da religao ; a causa da egreja o por isso
i mesmo a causa mais santa, mais augusta, que
l existe sobre a trra, e que quando se traa dos
seus direilos se trata do que ha de mais interes-
sanie para a humanidade ?
Deus (diz Bossuel) fez urna grande obra sobre
; a trra que o chrsiiaoisrao. Esta religao san-
ta que resgala o hornero, o livra, e guia asal-
. mas para os seus iramorlaes deslinos. Esta oDra
i de Deus sobre a Ierra tem um fundamento sagra-
ido; Tu es Pelrus, el super hanc petram edifica-
j bo ecclesiam meam. Tu es Pedro, e sobre esta
i pedra edilicarei a tninha egreja.
A egreja (contina Bossuet) rene todos os
I ttulos, pelos quaes quando a jusliga falta, se
i podem inspirar as dedicaces, que as substi-
I tuem.
E quem uo v que esta religao violentamente
i atacada hoje, necessila dosoccorro de seus filhos,
e que os principes defendam a sua C8usa, como a
| causa de Deus e a sua propria, cuja necessidade
se moslra nos bramidos da impiedade, quem
quer quo leoha osolhospara ver. e ouvidos para
ouvir, e que pretendendo destruir o alicerec, em
que todo o edificio repousa, em roda delle que
todos os lhos da egreja se devem reunir, e de-
fende-lo com seu sangue ?
E" preciso que todo o testemunho forte v al
ah, at effuso de sangue, isto at o grando
testemunho do amor.
Acaso nao vem elles ainda, que se trata do
direito constituidle da sociedade, sem o qual nao
existen) nem Deus, nem pofbs, nem soberanos,
nem soberanas, nem associagao humana de ne-
nhuma especie ; que se nao trata, erulira. de
qualjuer direito. mas de todo o direito publico e
particular, do direito dos res e dos povos, dos
superiores e dos subditos, do direito fundamental
da sociedade ; do direlo calholico, do direito das
almas, do direito das consciencias, da liberdade
e independencia do genero humano ; de ludo
que peuhor de paz e de segurarla entre os ho-
mens : do direito sem o qual veris a desordem
no seio das familias, a perlurbago e nquietagao
nos estados, os crimes dilTuodirem-se, a corrup-
to e vicio alastrarem a sociedade, o cotroe-la,
as revoltas succederem-se s revollas ; a3 sedi-
coes provocaren] assedice, ludo finalmente ca-
minhandoj um estado de horror econuso, ou
morrer n'ura paroxismo de raiva, ou desperajo
fleando sepultados tambem nestas ruinas todos
esses, que propinaram o veneno, cuja acQao
corrosiva lulosuccumbe.
Este silencio inexplicavel da parto dos gover-
oos fatal, Ipurque deuola que se abslrahe das
ideas de raoralidade, e se perdeu a noco do justo
uas almas dos principes.
Silencio fatal, repetimos, porque conlribuindo
para derrocar a consciencia dos povos, abala o
Ihrono dos proprios soberauos.
Silencio que quasi equivale coraplicidade, e
que ura mysterio iucoinprehonsivel.
Oeloquenle bispo deOrleans na sua oraco f-
nebre dos voluntarios calholicos dooxercil pon-
tificio que morreram era defeza da santa s, de-
pois de ler fallado desses alhlelas fortes, que pe-
leijando pela causa de Deus, da verdade e da Jus-
tina, adquirirn), raurrendo uestes combates san-
tos, iucomparaveis ttulos de gloria e immortali-
dade, admirado da poltica da Europa assim se
explica :
Se houvessemos do lamentar alguem aqui,
nao seriam os que morreram, mas sim os vivos.
Eu lamento nao aquelles, quo suecumbem nos
combales por Deus, mas aquelles quo julgam
triumphar contra Deus.
Eu lameuto os que triumpham pelamen-
tirfl.
Eu lamento os que pizam aos ps a juslica,
c assassmam seus defensores.
Lamento os que insultara as suas victimas,
os que, com seus applatisos, se fazera cmplices
desses cobardes atieniados, deisas vergonhosas
victorias.
Sao estes aquelles que se devem lamentar
E tambem, porque ,"'" h" *-**rtr=io aqui,
eu lamo'". -- -,. se calan?, e aceitara ludo, os
que sao indlTerentes cinsensives.os quegemem,
e nao fazera mais nada, os quo 6Sto encdeidos
pela necessidade ou pelomedo : nos lodos talvez
que nao izemos couhecer bastante com urna pa-
cifica e invencivel energa aindgnagao das nos-
sas almas ; nos calholicos engaados, ou ador-
mecidos, vos, Europa improvideotc, ou aterrada
e aquelles, emQm, que sentiram estremecer de
exasperagao sua valeute espada era suas raaos li-
gadas e impotentes. Sao estes os que se devem
lamentar l I
Mas se este quadro ailicto para a humanidade,
mostra que a corrupgo affecta todo o corpo so-
cial, e se adianla at farir o^oragao, passamos
ver, que se nao infringerr/j smente os princi-
pios de moralidade e de juslica, srno que nem
mesmo os principes se julgam obrigados o salisfazer
aos seus compromissos, nem guarda da palavra
dada, de forma que esl o mundo sem principio de
honra o dever, que so julgue ligado.
Luiz Napoleao, no comeco da guorra da Italia,
d ao saoto padre a seguranga de que a sua so-
berana seria respeilada, seus direilos nao seriara
offendidos, que a santa s nao s nao peioraria
com as victorias das armas francezas, mas al
melhoraria : e era pegas ofllciaes, os seus minis-
tros do esta mesraa seguranga ao episcopado
francez, devendo ler nestas proraessas urna iutei-
ra confianga. E sem embargo desta palavra ju-
rada (digamos assim) ou solemnemente dada, a
cujo cumpriraento pareca a Franca obrigada
defender a realeza temporal do pontificado con-
tra todas aggressoes de qualquer parte que vies-
sem, que acontece ?
O governo dessa Franga, que assim so tinha
comprometlido, faz publicar um folhelo despresi-
UMA FAMILIA TRGICA
ro
CHARLES HUGO.
PRIMEIRA PARTE.
O Filho.
vel em sua Cfeaa, impo em sua doctrina, absur-
do em suas apprehenses, hu em seus resulta-
dos, que pela origen), que logo se Ihe atlnbue so-
bresalta a Europa desmancha ou desconcerta to-
das as negociagdes Areapeito da Italia, mostran-
do a impossibilidad de todo o arranjo pacfico.
Todo o episcopado, lodos os calholicos, todos
os homens honestos, qualquer que fosse a sua
communho, levantaram-se contra elle, repro-
vara-o, denunciara a tua impiedade, mostram que
se trata nada menos quo anniquillar a s do ca-
tolicismo, arruinar a egreja, esbulha-la do po-
der temporal para Ihe supptaolar o poder espiri-
tual, priva-la da sua lberdad" e independencia,
impossibilia-la de exercer assuas funegoes, aca-
bar era Um com o rgimen das almas, ecom lo
da a autoridade espiritual : e sem embargo desta
reprovaco ou proscripto gera!, lodos os aconte-
cimentos, que depois se realisaram parecera ter
um nico fim, dar-lhu cumpriraento em todas as
suas parte, realisar o plano tragado por mais de-
pravado e abominavel que fosse eoi seus in-
tentos.
Suppor-se-hia (diz o bispo de Nioes na sua ex-
celente pastoral sobre a ultima iovaso dos esta-
dos pontificios) de bom grado que a corte de Tu-
nm o segu como um programma official, e o Pa-
pa na forma, que o mesmo folhelo indicava, che-
gou nao ler mais que uraa realeza nominal, no
seio de ura territorio, que tem por centro Roma e
slguos kilmetros em circumferencia.
Quem havU de dizer que um folhelo to im-
po, lodespresivel e to solemnemente proscrip-
to pelo juizo universal dos homens honestos, ha-
via de ser a regra de conduela dos revoluciona-
rios as expoliagoes feitas ao santo padre ?
Quem havia de dizer que a Franca, que contra-
dir compromissos to solemnes havia de guar-
dar o PiemoHte cora os seus exercilos e com o
terror das suas armas, e habilila-lo, ou dar-lhe
carta branca que para invadir, ou senhorear-se
dos Estados Pontificios ?
O Piemonle entra na Romsnha e a Franga,
que conste, que elle annexe ao seu novo reino,
e por urna fargs muito ridicula desapprova o que
manda fazer, ou o que nunca se fazia senao fosse
ella.
Invadem-se as Marcas e a Ombra alleirosa-
mente, e por urna traigo vergnohosa, ou por urna
perfidia, que servir do opprobrio este seculo,
assassinado o pequeo exercilo do Papa, que os
soberanos Ihe aconselhavam tomasse para sua de-
feza.
Por urna impostura, qoe provoca o riso, ou a
indignago, ao mesmo lempo que Luiz Napoleao
diz que desapprova ludo isto, o governo de Tu-
rim o desmente fazendo comprehender que estas
desapprovages nada tinham do sinceras, que el-
lo podia ir por dianle sem faltar gralido, que
devia Franga, e sem quebrar a allianga com
ella.
Luiz Napoleao relira de Turira o seu embaixa-
dor, e anda a corle de Turim que se encarre-
ga de o desmentir, fazendo saber que este chama-
rilelo nao era uraa rotura de relages diploma-
ticas.
E por estes meios vergonhosos que na Italia
se caminha de usurpago em usurpago, de rou-
bos em roubos, de expoliagdes em expoliagoes,
cerlo de anlemo, o governo do Pbmoote de sua
impudencia, e que sombra de Luiz Napoleao
poda emprehender ludo, e conseguir ludo que
quizesse.
Se o governo de Vctor Emmanuel deu o teste-
munho verdade, para que eram aquellas desap-
provages; e se faliou ella paraque se permittiu
comprometter a Franga aos olhos da Europa chris-
taa e civilisada ?
Luiz Napoleao augmenta as suas forgas em Ro-
ma ; mas para que fez elle isso? Accaso deu al-
guma inquie'ago ao Piemonte ? Ioculiu-lhe al-
gum receio ? Fel-o menos ambicioso, ou mas
moderado?
Para que foi, pois, esse desenvolvimento de
forgas ?
Que explicago lera ello no memento em que a
Franga nada tinha quo receiar da revolugo, que
ali desencadera, quando emfim destruido eslava
o poder temporal do Papa, que de fado tinha dei-
xa do de exi#ir, sem que houvesse intengo do
lh o restituir, ou fazer algum esforgo para isso ?
Que fazem ali os Francezes seno para ser-
virem de teslemunhasda ruina da soberana pon-
tificia para presenceaiem um fado, de que se
deviam envergonhar.
Se esta soberana se destruiu, tendo ali forgas,
que podiam guarda-la ou defend-la, a responsa-
bilidade da in asao pootiQcU nao recae ella toda
sobre a Franga, ou sobre quem a governa ?
Que fatal poltica que sacrifica 50,000 mil ho-
mens para sustentar a integridade dos estados do
sulto, a que certamente nada tinha prometlido.
o que nem um soldado tivesse para sacrificar pe-
los dominios do l'ana 4 cuia./ s* "-
ia II
Que vergonha para a Franga, que tanto sangue
fizesse derramar na Italia para engrandecer urna
potencia, cuja poltica se tem reduzido expoliar
o santo padre dos seus estados, os principes ita-
lianos da sua soberana, anniquillar lodos os di-
reilos, cavar abysmos, para nelles sepultar todos
os povos, as nagoes e os seus chefe, geraco
presente e a futura II
Mas so este .procedimiento tem sorprendido o
mundo, maior escndalo ainda parece ser essa
celebre nao intervengo de que a Franga e a In-
glaterra fez o fundamento da sua poltica, e de
que fallaremos em outro artigo II
n ll
Contemplao a poltica do imperio nesta sua ul-
tima phase I Vejamos ludo, por mais que nos
repugno a vista desse quadro.
O imperio, que faz a desordem da Europa, ou
que foi a causa d'ella, que concorre expo-
liago do Papa, quedesencada a revolugo, sol-
lando o leo, o qoe assolla a Italia, eogole po-
tentados o soberanas, e d rugidos, que se sen-
tem, ou se ouvem em toda a Europa, quem
prognosticam egualsorte; esse imperio, que in-
cenda o mundo, e ameaga consummi-lo, o
mesmo que prohibe que o incendio se apague,
proclama a devastago, a dissolugo, a anuiquil-
l*go do direito, a escravido do Papa, a perda
da sua liberdade, oa da sua soberana, a pros-
cripgo dos governos legtimos, a rovolugo era
flm com todos os seus horrores, como devendo
ser o estado permanente da Europa Til
Mas isto ainda nao ludo. Ainda ha alguma
cousa mais aggravanle para a humanidad, ou
de que ella ainda parece ter mais rszao de quei-
xar-se.
Por intervengo manifesta da Europa impia e
revolucionaria, Garibaldi se prope roubar os es-
XII
Continuafao.)
O abandono, que baria tornado o castello ar-
ruinado e sombro, formara um dos ornatos e
magnificencias do parque. Antes de chegar-se
malta de altos e frondosos caslanhoiros, esse par-
que apresentava ainda perlo do castello o espec-
tculo agradarel e inesperado de um dos mais
preciosos jardins de Lenolre invadido pelo sel-
vagem desenvolvimento de urna vegetagao entre-
gue k si mesraa quinze primaveras.
Todava por mais encantador que fosse e$se es-
pectculo, por mais tranquillo que fosse o cas-
tello, a bella reclusa nodeixava de experimen-
tar algumas vezes um pequeo desejo de vagar
atravez dos campos: que o isolameoto no
amor, por mais suave que seja, causa sempre o
seu faslio e monotona ; e a solido, assim co-
mo o estudo, nio desprea a ana hora de distrac-
cao.
_Nefa horae a condesas, ouvindo as exhorla-
coes de Brgida, qoe Ibe recomaendava de nao
se mostrar aoa habitantes da Idea com receio,
dizia ella, de que estas sabendo da residencia no
(} Vide Duna n. 65, '
castello dos seus propietarios nao os viessem
importunar com suas reclaraagoes e pedidos, di-
va ordem para que fosso sellado Cyclopeou Vul-
cano(dous magnficos cavallos pretos, cujo trata-
mentse achava entregue aos cuidados de mes-
tre Pedro); depoiss ou em compaohia doca-
pilo, quando os negocioa deste o permittam ;
fustigava o cavallo, atravessava rpidamente urna
das alealdo parque, e arromegava-se na campi-
a, satisfeita e alegre como urna freir fura das
grades do convento.
E assim visitava cora um prazer, que nenhum
cuidado perturbara, esses arrabaldes do castello
de Ganges, queja Ihe haviam parecido toamea-
gadores. Percorria amas vezes s margene do
Herault, ou s margeos do Vis e do sea canal.
Ouiras veres com urna audacia espantosa fazia o
seo cavallo avangar e galgar de um s pulo a es-
trella torrente do Sumene.
Dirigindo sempre o seu passeo para qualquer
das villas que fleavara vizinhas ap castello, visi-
tava ora S. Bazilio de Putois, ora Vigan ou Gor-
mes, ora Laroque ; e na sua passagem encontra-
ra continuamente grupos de camponezes pasma-
dos e maravillados de verem a sua bonita pre-
senga, o seu porte expedito e desembarazado, o
seu ar alegre e risonho, julgando elles que era
alguma linda castellaa dos arrabaldes, urna Gon-
laul-Biron diziam uns, urna Mootgiillard ou
urna Lavaletlediziam oulros.
Na carreira em que ia, nunca deixava de dirigir
urna saudagSo aos velhos, um sorriso carinboso
aos meninos que para ella leraotavm s anas
maozinhas, agilando-as no ar, com o que Alina
se exlasiava, pois, como toda a moga casada de
npvo, gostava dos meninos alheios.
E Qnalmenle./ttendendo s prudentes recom-
mendages de Brgida, voltava para o castello
por desvos e camiohoa oceultos, sem ser vista
dos moradores de Ganges, e ali entrara caneada,
anhelante, annuocianda-se Christiano, que a
eaperava oa escada, com estas patarras: Eis-me
j de rolla.
Estes passeios, que se baviam lomado habi-
tuaos e quasi diarios, feitos ora s, ora em com-
paohia do conde, prolongavam-se algumas rezes
das inteiros, nio eram elles urna das menores
dlstracces da vida da Alina.
As tardes, depois do jantar, via-se ambos sen-
tados junto chaminChristiano lendoem voz
alta algum hvro da antiga cavallaria. e Alina oc-
cupada no seu bordado.
Quando aconteca fazer um lempo mu, que
nao permitta condessa sahir, ella, que se ha-
va acosturaado j com as parados arruinadas do
castello, tomava o brego de seu marido, e o con -
duzia alegremente para os aposentos desertos :
ali era preciso que o capilo Ihe explicasse deta-
lladamente a razio das (apegaras mithologicas
que representaran! o juizo de Pars. Alina pon-
do-se sobre s ponas dos ps pata rr melhor,
saltando de lugar em lugar, e riodo-so de todos
esses quadros fabulosos de Jpiter, Venus, Pal-
las e Diana, era to adrairarelmeoto bella que
justfleava o gesto de Pirii, parecendo que este
se destacava da tapegaria para offerecer-lhe o
pomo de ouro.
Depois chegava tambem a vez da veneravel sa-
la de jantarali novas perguntas, novos risos.
Como Ihe era agradavel eolio o aspecto desses
destrocos seculares I Como se exlasiava ella i
vista dessa mesa carcomida, desse relogio desor-
gaoisado, e do tapete rotojdo assoalho, onde pa-
reca ter andado urna das velhas botas do Panta-
gruel I Em seguida descia i cozinha, o examina-
ra um por um, deade o espelo at i escumadei-
ra, todos os apparolhos da velha Brgida, que a
olhava por cima dos seus oculos li do canto em
que se achava fiando.
Da cozinha a condesas passava para a antiga
bibliolheca sem livros; ia depoia ao celleiro, ao
laraojal, finalmente aoa doua pateos.
Os prazeres e diverlimentos de Alina no cas-
tello eram todos juvenis: descia e suba cons-
tantemente ; e um dos maiores prareres, qae el-
la tinha, era galgar a longa escada em apiral da
plataforma, e nesta cooservar-se horas inteira*
contemplando a magnifica paysagem qae appare-
cia i seus olhos.
Em summa, nada era lio bello e gracioso co-
mo, ver essa linda joven no caatello deserto: ella
o rerolvia de alto btixo, indo, correndo. sem-
pre ligeira e infaligarel, com os cabellos sollos
i toda a parte mostrando o seu semblante lumi-
noso. O rogar do seu vestido no chio pareca cora
o ruido de urna aza que ?0a; e a sombra habi-
tados do rei da aples, e debiixo da proteccio
visirel da Inglaterra, e asombra das anas fra-
* Wdf da Sicilia, praticando ali barba-
"dades talrez descunheeidas nos annaes da per-
versidade humana, e easa Europa, que se diz
cnnstaa e civilisada, nao ae impresaion* com
esle atientado horroroso, nio se levanta contra
esta lufraegao tVdlreito das gentes, contra eate
crime de lesa-homanidade, contri este insulto
eilo 4 nacionalidade, a liberdade e independen-
cia de todos os povos, de que se enrergonharia
uraa sociedade de cannibaes, ou urna horda de
selvagens.
A' este principe rei, e filho de res nio Ihe
permiltdo fazer para sua defeza o que ara fli-
busteiro, ou um aventureiro feroz e sanguinario,
que vae encher a Ierra de crimes e de sangue,
perra itlido fazer para o aggredir.
O governo do Turira intervm com todo o seu
poder para revolucionar os estados, que depois
faz annexar, e os soberanos dos estados roubados
nao podem pedir soccorro, porq-ie um crime
intervlr era seu favor.
Mas se alguos Francezes, diz o bispo de Ni-
mes oa pastoral citada, se alistara no exer-
cito pontificio psra defeza do Papa, isto in-
tervengo, forgoso despedrlos, ou e Pie-
monte os assassinar*
Algumas nages teriam desejo do correr em
defeza do santo padre, acautelem-se, iato seria
urna criminosa nterrengo. Assim, quando
um ladrao entra em vossas propriedades, e
a vos espolia d'ellas nio tendea direito de quei-
zar-ros. Se um amigo commovido dos vossos
clamores e desamparo, vos leva o auxilio da
sua espada, analhema elle e ros ; isto
intervengo mil rezes illegiliraa,porque consli-
le o ladrio na impossibilidade de roubar-ros,
e vos d meios de vos defenderdes contra
< elle.
Eis-aqni os fados, que a Europa presenceia
irapassivel, e que ho de classificar este seculo
come um dos mais barbaros, ou dos mais corrup-
tos e depravados, de que fazem mengio os an-
naes do genero humaao.
E' assim quo a Europa caminha para o sstido
de barbaridade. E' pois tudo permiltdo aos la-
dros; podem uns poucos de barbaros, ou de fac-
ciosos e assassinos devorar a humanidade, fazer
correr pela trra rios de sangue, mas nada
permiltdo, ou antes deve-se tomar como um
crime toda a defeza que se intente tomar con-
tra elles.
Agora urna reflexo bastar por todas.
Ser possivel que vista d'esles tactos, d'este
desencadeamento de todas as palxOes, d'osta an-
niqullago de todos os principios, d'esla posler-
gago das leis naluraes, essenciaes e fundamen-
tes da ordem e da sociedade entre os homens ;
ser possivel que quando do alto dos thronos se
proclaman), ou se consente que se proclamem
laes doutrioas, que quando se d lazo ou di-
reito aos podorosos para engaar, atacar e es-
magar os fracos, ou para salisfazer urna arabi-
go insaciavel ; que quando ojhomem se nio jul-
ga obrigadu guarda da palavra dada: ser pos-
sivel que quando se elimina da ierra toda a idea
de moralidade, de justiga e de honestidade, quo
quando se deixa triumphar por toda a parte a
iniquidade, que quando se perdeu o respeito s
conveoges e ao direito, que a lei da sociedade
humana, ser possivel, dizemos, que possa ha-
ver paz entre os homens, ou que a sociedade se
nao dissolva por seus fundamentos ou por si
mesraa ?
Nao e mil vezes nao, porque nio possirel,
que a sociedade possa permanecer fra das suas
bases naturaes, ou que posta fra d'ellas se sus-
tente.
E' de necessidade pois que a sociedade se fir-
me ganhando as posiges que perdeu, ou que
se dissolva.
E' de necessidade que principie a guerra entre
os elementos sociaes de conservagio, o de com-
posigo quo lutam dentro d'ella, porque d'essa
grande lata depende a sorte da sociedade e o
futuro da humanidade.
No meio deste quadro de desatinos, de horro-
res, de miserias e de vergoohas, apparece um
hornera digno da imraortalidade, que se recom-
menda admirago de todas as edades. Este
homem Po IX. ou antes Po Magno. Pi Gran-
de, porque dever ser conhecido na historia, que
se nos aprsenla martyr dos desvarios, dos cri-
mes o da impiedade deste seculo.
Oucamos um bispo respeitavel, escutemos o
bispo de Nimes. Nose ppdera contar as amar-
guras, de que sua alma est saturada I Que peo-
na poder descrever a affliccio de que o encheu
a morte dos hroes degollados pelo Piemonte e
pro dos direilos, e debaixo da bandeira da santa
s II.. As armas francezas, que o rodeavam, tor-
?"l"8 inntoi, aa grandes esperangas, que havia
lundodo uas jiulcii,;., i,uiiii,llnj [iv.iMia.ii^.,11.
malogradas; suas admoestages escarnecidas;
sua voz desatlendida ; suas supplicas despe-
zadas, assim como o analhema que em nome
de Deus e da egreja fulmina pelo Piemonte usur-
pador, e pela Italia revolucionaria 11
Que consternado I Que pungentes dores I
Que motivo de lagrimas I Mas ao mesmo lempo
que impiedade 1 Que insulto feito divindade l
Queprovocago sua ira 1 Que desafio aos seus
castigos. Mas, o here venerando l debaixo do
peso de tantas tribulages leu carcter nao muda,
a tua constancia invencivel, a tua dignidade
dom o que quer que seja de divino, que espanta,
que infunde respeito, e produz admirago II
Apesar de uma alma de here a mansidio
de ura cordeiro I Oh como bem imitas aquelle,
que representas sobre a Ierra II..
Elle aaberia, contina o sabio bispo, ter per-
does para o arrependimenlo, mas sabe tambem
langar analhemas contra a iniquidade.
As ignobeis requisices do governo sardo elle
respoodeu receotemente por uma allocugao su-
blime em forga e raciocinio.
Despe o disfarce todas as mentiras, des-
mascara todas as hypocrisias, rofuta lodosos so-
phlsmas.
Fallando do horrivel caso de Castelfidardo
imprime na fronte dos vencedores o stygraa de
Caim, e pronuncia acerca dos martyres, palavras
que serio para as suas familias ttulos de incom-
paravel nobreza.
Protesta ao mesmo tempo contra a violagio
de seus direilos com mais forga e energa, do
que nunca.
Os friuraphos de seus inimigos, ou antes de
seus ihos rebeldes e degenerados Ihe suggerem
contra elles os vaticinios mais sinislros ; e quan-
do os seus estados se acham mais mutilados,
quando sua cora est mais ameagada, quando
sea poder parece expirar, precisamente que
mostra sobre sua fronte, e sobra sena labios com
maior explendor triplico magostado de monar-
cha, de pontifico e de propheta.
c Oh pae I oh martyr dos martyres. exclama
aqui o citado bispo de Nimes quanto aoia bello
sobre o roseo segando, calvario I
c Sem duvida nsgememos por vossas angus-
tias, e quereriamos cera vezes fazer em pedagos
a espada, quo vos alravessa o caragio, mas vossas
afflicgdes (era tambem seu lado sublime, e per-
miltime que as considere com mai3 adojiracio,
que tristeza |
o Os Ha'rodes, os Plalos, os Caiphazes, os Ju-
deus, que vos tem atraicoado, ou sacrificado,
parecera mofar do vosso supplicio, e passam
abarrando com a cabega, mas estio menos difi-
ranles, ou menos satisfeitos, do que parecem.
A ira do cordeiro inmaculado os faz tremer ;
vossas lagrimas os inquietam, vossas ameagig os
consternara, vossas decisoes, vossas doutrinas os
importunan?, vossas condemnagoes os irritatn, e
at vossa existencia nio deixa de os deseaperar,
poique nao sabem que alvitre ho de tomar ?
razer-vos morrer ? Tem medo de vosso sangue.
O de Jess destruiu Jerusalem.eode Pedro fun-
dou Roma christai. Desterrar-vos ? Levaes
comvosco uma auloiidado mural, que elles nio
pdem deixar passar para o seio de paixes ioi-
mlgas, ou rivaes.
Guardar-ros ?... Mas a vossa presenga uma
fulminante arguigio para a hypocrisia de sua
dedicagao, e para a iuquidade de suas uSurpa-
goes.
Outr'ora renerando pae, vossos predeces-
sores do fundo mesmo das catacumbas perturba-
vam os Cezares, e s tambem privado do vosso
diadema, reduzido nao ter mais. para assim
dizer, do que o Vaticano como reino, do seiodessa
impotencia, vossa sombra agita a alma de vossos
expoliadores, e de seus cmplices. Na esperan-
Qa de minorar suas torturas, elles so deixaro ir
contra ros novos extremos.
Augusta victima vos nao tocaes ainds no
fastigio da cruz, mas elles nada ganbaram cora
este aagmaoto de raiva parricida I
< Quanto mas impos se mostraren), tanto mais
dilacerado* sero. Quanto mais augmenlarem
vossas amarguras, tanto mas se precipitaro
para a sua queda.
No momento em que julgarem haver ludo
conquistado, entao que tu lo estar perJido.
Quando pelo inverso da vossa parle parecer
ludq perdido, eoto que tudo ser salvo.
Cjlesus Christo nao atlrahiu tudo si, senio
quino foi elevado cima da trra.
Assim oa pae I quando as vossas provas fo-
ram. extremas, precisamente ento ellas sero
mais fecundas.
Vossas, lagrimas unidas ao sangue dos mar-
tyres, que acabam de morrer pela vossa causa,
attrahro sobre vossos perseguidores terriveis
viuissiiudes, e quando vosso poder regenerado
pelo sofirimento tornar, mas brilbanle e respei-
tado subir sobre um ihrono, aquelles que o ha-
viam derribado com maos sacrilegas, descerio
a duplico ignominia d'uma ruina sem honra, e
d uma maldigosem Qm, assim como sem com-
paixao.
A impiedade julga anniquillar a egreja, anni-
quillaodo o seu chefe, por isso que ella o tem
cullocado uas maiores angustias, esbulhado do
poder temporal, privado dos meios de sustentar
a sua dignidade, e prover s nocessidades do seu
estado, ou dessa sublime misso, que desempe-
nha sobre a Ierra ; e al por um excesso de cru-
eldade, e ferocidade inaudita tem pertendido era-
ba ragar-Ihe o nico recurso, que Ihe resta a
caridade dos lhos da egreja, para coodemna-
lo ao despreso, e irrisao publica.
Mas que vaos projectos I Deus do alto dos
cus ri-se delles, e dissipa-los-ha como fumo.
A sede sagrada do vtgario de Jess Christo ser
sempre immutavel, sempre indeslructivel, sem-
pre immortal sobre a ierra.
Antes de pouco tempo ha de conhecer o
mundo que pdem passar os cus e a trra, mas
que nao pode passar a palavra do Filho de Deus
sem que teoha inleiro cumprimento.
Oh impos I Oh inimigos de Deuse da sua
egreja 1 Nao tarda o momento em que haveis de
raorder-vos de raiva, ainda que vos pese ; o a
vossa coofusio ser o vosso tormento, ou a vossa
desesperarlo.
Es-aqui a verdade, que annunciamos todos
esses homens perdidos, que tem trabalhado na
ruina do pontificado. E a annunciamos aoa gran-
des culpados, e aos seus cmplices, aos autores
desta obra nefanda, e aquelles, que os tem aju-
dado, ou para ella tem concorrido.
Dizemos que nio tarda este momento, porque
quando se cuida que a egreja esl por trra,
ento que ella se levanta. Quando se canta a
cuo iuc, & vuiSi/ i|uo O Seu Iriumpho oot pro-
ximo. Beclesia cum coeditur, tune comnatur
occidi poes, cinci non potest.
Ora es-aqui a palavra immortal, que deve
coufundir para sempre todos os desfallecimentos
despertar todas as dedicaces, e'reascender todas
as corogens. iojc est victoria, quae vincit mun-
dum, fides nostra. Nossa f uma victoria.
Que palavra esta ? Que quer ella dizer ?
Que da natureza da egreja e da sua condigio
sahir sempre victoriosa,e victoriosa do mundo io-
teiro. de todas as forgas juotas, e de todas as
habilidades reunidas. Sao ainda palavras do
bispo de Orleans.
( Naco ).
Veneza e Trieste.
Veneza uma cidade italiana, sua historia, sua
situago, seus interessesandam aonexos aos des-
tinos da Pennsula I Assim, quando os Veneza-
nos pedem para entrar na esphera de aegio das
populages italianas, quando roclamam para a
Venecia um governo especial, estribam-se n'um
sentimento respeitavel : o sentimento nacional.
Mas nao couvm abusar de cousa alguma, e
abusam aquelles que procuram explorar em pro-
veito das nacionalidades falsas a sympatbia que
desperiam os sollmenlos das nacionalidades ver-
daderas.
Assim, quando se vg na Italia personagens of-
Qciaes reivindicar Trieste como cidade italiana,
acha-se que tal pretencao deaarrazoada, e o pu-
blico pergunta si mesmo i que exagerages nio
podero levar semelhante pattiotismo.
Com effeito, Trieste lio austraca como pode
se-lo qualquer cidade do imperio da Auatria ;
seu passsdo est cheio de lulas desesperadas con-
tra a italiana Veneza.
Uouve um tempo em que Veneza era a rainha
do Adritico, o centro .do |commercio e da nare-
5!2itnlw 0r5nt- occienle. o emporio
VL^m* mfIre*,n" escolhidas e procuradas.
Empregava ella em auxilio de seu commerdo
uma poltica hbil, um exercilo e urna mTrlnh
mu valerosas Era para ella um. eoneiodJ
poder e quasi de existencia o dominar as du.
margeos do Adritico. Com effeito, "nu mar-
as populages da costa italiana sao pouco numA
rosase pouco militares. Pelo contrario as ra"
fundas sinuosidades da costa opposta, os archf
pelagos que ah ae grupam, os portos seguros p
multiplicados, sao habitados por uma raga atra:
vida e robusta, familiarisada desdo o berco com
os caprichos e as violencias do" liquido ele-
mento. ?>
Achando-se aperlada essa parle do littoral do
Adritico enlre a cadeia alpestre e o mar em
vio procurara a populagio assegurara existencia
e o bem estar por meio dos pacficos trabalhos
da agricultura. O mar, porem. est i mi, o
mar que offerece ao atrevido marnheiro as mis
risonhaa perspectivas de fortuna com uma vida
cheia de commoces. Assim, a populagio ribei-
rinha do Airialico, desde as margena do Isonzo
at asjrouteiras turcas, sempre foi celebre pelas"
suas quslidades e bravura sobre o mar, desde a
poca em que os piratas do littoral, L'scoques e
oulros, espalhavam o terror nessas parageos, at
nossos das em que a marinha austriaca acha
nessa parte do imperio um viveiro de excellen-
les marinheiros.
Comprehendo-se que poderoso interesso tinha
veneza de reinar nesse territorio que Ihe forne-
cm tao preciosos meios de alimentar suas frotas.
Alm disso, pareca ella presentir j uma rival, e
uma nral feliz, na cidade de Trieste, to bem
situsda para vir ser o porto da Atlemanha nos
mares do Levante. Nio esqueceu-se. pois, at o
derradeiro momento de meio algum para conser-
var Trieste em seu poder.
De sua parte, esta cidade nunca deizou de
protestar um s instante contra o jugo dos Vene-
llanos. Derramou ondas de sangue para sacudi-
lo ; atinal chamou em seu auxilio a Allemauha,
para a qual tendiam todss as suas aspirages.
Esse soccorro muitas vezes solicitado, s vezos
obtldo, nao foi sempre feliz. Quando a Franga
auxiliou oa Venezianos, estes combaleram com
teiicidade as insurreiges de Trieste. Esta cidade
foi libertada quando a liga de Cambrai fui ali-
sada conlra a Franga, o imperador e o papa. Os
Tnestenses julgarara-se entio livres e senhores
oe sua independencia, quando foram nessa poca
dee lmvli0 para nao separar-se mais
Quem langar uma vista d'olhos pela carta, ve-
r que Trieste tinha desde enlao o sentimento do
grando futuro que Ihe est reservado, quando,
custa dos sacrificios mais dolorosos, sem temor
dos supplicos que eram votados.depois de cada
insurrelgao, deus primeiros cidadaos que cahiram
as raaos dos Venezianos, recusava obstinada-
mente unir-se Italia.
Todava ella estava entio privada dos primei-
ros elementos de toda a grandeza maritima e
commercial. Seu territorio, como dissemos, era
limitado por altas montanhas, e por consequencia
sem communicagio com o interior da Allema-
uha ; porem o iostincto commercial de seus ar-
madores e de seus marinheiros presenliara sem
duvida o dia em que o saber do homem havia do
abrir vas de communicagio rpidas e commodas
entre as provincias do centro do imperio e a ni-
ca sabida que elle possue para o Mediterr-
neo.
Chegou esse dia. A immensa e rica baca do
Danubio foi posta em retacio com Trieste por
meio dos caminhos de ferro.
Quando a Austria, livra de suas preoecupages
polticas e de seus vexamos fioanceiros, poder
consagrar uma grande parle de suas forgas
conclusas dos caminhos de ferro ; quando por
meio de Vienna e Pealh, achar-se Trieste em
commuacago directa com os paizes austracos
do centro e do oriente, assim como com a Alle-
raanha do norte, ver comegar uma poca de
prosperidade que ha de exceder por certo as suas
maiores esperangas, e que ser o justo fructo de
ledo o sanue que foi derramado ao principio
para subtrahir essa cidade ao dominio italiano.
E' por lauto profundamente pueril comprehen-
der Trieste no circulo das cidades italianas e que-
rer, sem seu mandato, tira-la da cora austraca.
Para ella, a soberana italiana seria a servido e
traria comsigo a ruina de todos os seus inte-
resses.
Mas tambem se deve olhar para o reverso da
raedalha. Tudu quanto ae acabado dizer de
Trieste, pode ser dito respeito de Veneza. As-
sim como Trieste im iazao de repetlir todo o
pousamento de unio com a Italia, assim tam-
bera Veneza tem senos motivos para desejarsua
reuoiao aos oulros estados da pennsula, sob um
governo que Ihe seja proprio.
Causar admirago o aaberem que uma gran-
de parle dosgeneros coloniaes de alero-mar, que
sao importados na Austria e na Hungra, veem
por Hamburgo e pelos difiranles portos do mar
do norte. Trieste ha de herdar esse commercio
quando estiver completa a facilidade das commu-
tiicagoes com o imperio; porem Veneza nada
tem que esperar de idntico : suas relages com-
raerciaes nao sao com a Allemanha, sao com a
Italia ; e ella nio pode ticar salisfeita, ainda sob
o nico ponto de vista de seus interesses, se fr
separada do resto da Italia por fronleiras cocer-
las de tropas.
0 commercio de Veneza sustentou-so por ser
tranco o seu porto ; porem o raovimento dos ne-
gocios ir aempre detinhando emquanto ella per-
manecer na presente situago, sem uma intima
uniao com a Italia. Seu arsenal est deserto ;
suas aguas s recebem navios de pequeo calado
ti uraa poca em que os barcos mercantes ten-
dem todos os das augmentar de porte ; tem afi-
nal diante de ai uma rival de quem io todas as
sympalhias e todos os favores do governo aus-
traco. Nao satisfeita com disputar-lhe suas re-
lages commerciaes em todas as costas do Medi-
terrneo, Trieste manda navios at o coragao da
peuinsula italiana procurar, subindo o P, os
producios do paiz, e assim converte em seu pro-
veito uma parte das mercadorias que poderiam
alimentar a navegagio veneziana. E' em Tries-
te quo o governo da Austria sustenta com pin-
gues subsidios a empreza do Lloyd que rivalisa
nos pottos mediterrneos com as navegaces da
h ranga e da Inglaterra, e com a qual Veneza na-
da tem comparar.
tag&o, que em outro tempo etercia no paiz plena
jurisdiegio, irradiara agora com a presenga dessa
joven castellaa, como uma ruina senhonal que
tivesse uma andoriuha por nica habitadora.
Apesar de tudo isto, a coudessa nio deixou de
notar que havia sobre um dos lados do edificio
uma torrinha, que ella nunca visitara, e onde seu
marido nuuca propoz leva-la, qual ficava por
cima de urnas janellas guarnecidas de postigos.
Segundo se podia colligir da conQguragio exte-
rior do castello, ossas janellas fechadas deviam
ser de uma sala im mediata mente contigua c-
mara verde: o um pequeo exame que se fi-
zesse sobre a fachada comprehendia-se egualmen-
te que era sobre o forro dessa cmara que devia
Qcar o aposento da toniohar se que l havia al-
gum aposento.
Uma manha Alina se aventurou interrogar
seu marido sobre as jaoellas de postigos fecha-
dos: Christiano respondeu que em outro tempo
ali existir com effeito uma sala, i qual se acha-
va muito arruinada, impraticarel e abandonada.
Nesse tempo, acrescentou elle, servia essa
sala de galera dos retratos da familia, os quaes
foram d'ali retirados, no ultimo reinado, em um
pleiio de successio. '
E esta torrinba? perguntou Alioa designan-
do da sua janella com o dedo a sacada de pedrs,
cuja ultima voluta exceda o remate esculpido da
janella
Sao urnas aguas- furladas I respondeu o
conde.
Vamos li ?
Fazer o que 1
Ver.
Ali nio ha nada que ver : essa torrinha es-
t to razia como a bolsa de um ecclesiaalico em
vacancia ; e de mais a escada perigosa.
Nio importa sempre haremos de subir.
Psra subir preciso prmeiro que desda-
mos, replicn Christiaao.
Descer aonde ?
Nos subterrneos do caatello, que strriram
de masmorras amigamente.
Oh I isso ser bem divertido I ezclamou
Alina batendo as mos de contente.' Depressa,
Christiano, dae-me o braco e cobduzi-me i essa
torrinhi,
objectoa o ca-
Mas se cu nio tenho a chave
pitio.
Brgida talvez a tenha, disse Alina ; pois
que da sua cintura pondero chaves para abrir to-
das as portas do mundo, al mesmo as do pani-
zo se S. Pedro perdesse a charo deltas. Ei-la
justamente que vae passando pelo pateo : veio
lempo I Brgida I
A respeitavel criada lerantou a sua trmula
cabega para a janella.
A charo da torrinha ? perguntou a con-
dessa.
Brgida langou ao capilo um olhar particular
e de inteligencia, que foi correspondido por ou-
tro egual.
A chave da torrinha I exclamou ella. Meu
Deus I seohora condessa, pedis-me ama cousa
que nao posso salisfazer: ha seguramente os seus
boos vicie annos que essa chave se perdeu.
Pois pena I disae Alioa suspirando : eu
desejava ver essas aguas urtadas por onde se
sobe pelo subterrneo.
Como se v, tudo no castello de Ganges era
um cbjeclo de curiosidade para Alina, e tambem
de contontamento; porque ella era feliz, e nada
havia ali que impedase a sua telicidade. Senta
toda a hora do dia que sua alma, dedicada in
teiramente regenerigio dessa solidio, exhalara
de si um vago perfume de harmona e de per-
dio ; e que seu olhar, inclinado sobre o missal
sem cessar aberlo na fatal cmara verde, recon-
ciliara as sombras ali errantes I
Senta entio ter de passar pelo dissabor de dei
xar um dia eue retiro de Ganges; recela va qae
o servgo do rei impedase Christiano de ahi es-
tabolecer-se para sempre, se que mosmo nio
o arrebatasse de improriso, como o capilo Ihe
prevenira. Em summa, j nio eram dias, eram
seminas, mezes, e annos que ella desejava pas-
,sar nessa residencia seivagem sanguinolenta,
que fazia o terror dos habitantes do paiz, e que a
superstigio apootava como uma nuvem na altura
do cu, de onde rebentasse medooho trovao.
S, peosava ella, aozinha aqui I sozinba com
elle e sua pobre mas, que nos v e nos abenga li
Viver assim reunidos ambos, ou todos tras-
hoje, amanhaa, e sempre I Que mais atoa faltara
oeste mundo ?Que bella coma que a lolid&o i
[Conlinuar-st-ha.)
e como bom viver-se s, quando se ama. sem
ter nada que nos perturbe 1 Oh 1 os prazeres do
amor s se desenvolver no silencio 1 Aqui que-
reria eu flear, sem conslrogimenlo, longe de
ristas indiscretas, longe de importunas testemu-
nhas I '
Assim pensava Alina n'uma manhaa, gozando
de um bello cu de junhopuro e tranquillo As-
senlada janella da sua cmara, com a caneca
apoiada braodamenle no encost da sua poltro-
na, protegida dos ardores do sol por uma cortina
elegante, cujas franjas de seda brincaran) sobra
seus bonitos cabellos, abaixara de lempos em
lempos os olhos para o pateo em que Christiano
dava algumas ordens i Pedro : i poucos pasaos
d'ali ae achara Brgida puchando agua da cister-
na do castello, collocada uo ante-paleo, e res-
mungando algumas palavras inintelligireis contra
esse grande e pesado trabalbo para a sua edada
avangida.
Era um desses quadros da vida dom estica__co-
mo os sabe pintar o pincel simples e tranquillo
dos pintores flameogoa: amo, criado e criada-
todos tres no exercicio das suas funegoes respec-
tivas : um ordenando, o outro obedecendo e a
outra oceupada n'um dos seas trabalhos casei-
ros.
Depois de se ter certificado que o seu Christia-
no ali estava mu perlo de si, depois de tor lan-
gado o seu olhar observador sobre a physionomia
to caracterstica e tao difiranle de Pedro o de
Brgidao primeiro aempre mudo, a segunda
sempre resmungando, a condessa reclinou-se de
novo sobre o encost de damasco da sua cadei-
ra, e poz-se i contemplar o cu limpido e azul
em que paracia reflectir-se a lioha simples e rec-
ta" do castello e da sua torrinha.
Assim eslava & alguns instantes quando de re-
pente o seu semblante, baahado pela sombra
transparente da cortina, tornou-se horrivelmen-
te paludo.
(Con(inuar--Aa.)
nW,^ I P.DEM, I. DE FARIA, -1861,
tf*

ILEGfVEL


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