Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06154


This item is only available as the following downloads:


Full Text
1
1I0 XXXT1I 1D1ERO 65
Por tres mezes adiantados 5 $000
Per tres metes vencidos 6$000
TERCA FEIRA 19 DE liRCO DE ISII
Por anuo adan lado f 9g000
Porte franco par o subscriptor.
inn
B.NCARRBGADOS DA SUB9CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araca-
tr, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Maaoel Jos Mar-
lins Ribeiio Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKllDAS UU CUKKK1U3.
Oli'nda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguaraas, Goianna e Parahiba as segundas e
sexlas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas feiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Forraoso, na.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO HEZ DE MARCO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
11 La nova as 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeiro as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
18 Segunda. S. Gabriel archaojo; S. Narciso.
19 Terca. S.Jos esposo de Nossa Senhora.
20 Quarta. S. Martiuho Domiense are.
21 Quinta. S. Bentoab. fundador; S. Berilio b.
22 Sexta. As Dores de Nossa Senhora.
23 Sabbado. Ss. Flix e Domicio mm.
24 Domingo de Ramos. S. Agapito ab.
AUUltflClAS l)US THlbUNAfc! DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relago: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da larde;
ENCABREGADOS DA SUBSCRIPCA DO SU*-*
Alagoas, o Sr. Claodinn Falco Dias; Baha,
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o Sr*
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Hanoel Figaeiroa de
Paria,na sua linaria prega da Independencia ns.
6e8.
PARTE OFFIClftL
Ministerio do Imperio,
'Decreto n. 2,749 de 16 de fevereiro de 1861.
Altera o regulamento da secretaria de estado dos
negocios do imperio.
Para execugo do decreto n. 1,067 de 28 de
julho do 1860, hei por bera decretar o seguate :
Art. 1.a A secretaria de estado dos negocios
do imperio, alm de um consultor, lera :
1 director geral ;
7 chefes de seceso ;
6 primeiros ofciaes ;
8 segundos offlciaes ;
7 amanuenses;
7 praticantes ;
1 porteiro ;
1 ajudaote de porteiro ;
3 continuos ;
4 correios.
Art. 2. A secretaria de estado dos negocios do
imperio dividida em oito secges :
Ia, secgo central.
2a, secgo dos negocios da corte, casa imperial,
niercis e naluralisages
ral
3a, secgo dos negocios da adminstrago ge-
4a, secgo de instruego publica, e sciencias,
lettras e bellas-artes ;
5a, secgo de sade publica, dos estabelecimen-
tos de beneficencia e de soccorros pblicos ;
6a, secgo dos negocios e beneficios eclesis-
ticos ;
7a, secgo de contabilidade;
8a, secgo do archivo.
Art. 3. A secgo central, immediatamento re-
gida pelo director geral, comprehende :
1", o registro da entrada de todos os papis, e
a direcgo do expediente.
2*, a expedigo da correspondencia e a publi-
cago dos despachos no livro da porta e das de-
cises pela imprensa.
3, a iropresso, publicago e destribuicao das
leis e dos actos do poder execulivo.
4, es negocios reservados commettidos pelo
ministro ao director geral.
5o, a syoopse e ndice alphabetico dos negocios
sobre os quaes fr consultada a secgo dos nego-
cios do imperio do conselho de estado.
6, A synopse e ndice alphabetico dos parece-
res da mesma secgo e das respectivas resolu-
ges.
7, a synopse e ndice alplabelico das deci-
ses do governo imperial pelo ministerio do im-
perio.
8, a synopso e ndice alphabetico das leis re-
lativas aos negocios do dito ministerio.
9, os termos de juramento e de posse dos era-
pregados.
10", o livro do ponto dosempregados.
IIo, as despezas da secretaria.
Art. 4. A segunda secgo dos negocios da cor-
te, casa imperial, mercOs e naturahsag5es, com-
prehende :
1, os assumptos relativos casa imperial, que
..ao expedidos por acto ministerial.
2o, os actos da corte e seu ceremonial.
.'!", as festas nacionaes.
4o, a nomeago de officiaes-rares e menores,
e de lodos os funecionarios de honra da casa im-
perial -desde os mogos da cmara e agafatas.
5, os ttulos, condecorages, honras e distinc-
ges.
6o, as merc;3 pecuniarias.
7o, as naturalsages.
8o, a organlsago do quadro dos empregados
ile todas at repartiges sujeitas ao ministerio do
imperio.
Art. 5. A' terceira secgo dos negocios da ad-
ministraco geral pertencem :
1", a correspondencia coro as cmaras legisla-
tivas, com os presidentes das provincias e asou-
tras autoridades sobro assumptos que nao esto-
jara incumbidos especialmente s outras secges.
2o, as leis provinciaes e os negocios relativos
s assemblas legislativas das provincias e s c-
maras rounicipaes.
3. as eleices.
4o, os conflictos de jurisdiego entre autorida-
des que, por suas funeges, pertengam secges
diversas.
5, a divisaotfdministralva do imperio, a das
provincias e seus limites.
6, a estalislica geral da populaco do imperio
e quaesquer outros trabalhos estatisticos.
7o, o archivo publico.
8, as desapropriaces.
9", a sanego das leis.
10, A coovocago extraordinaria, a proroga-
go e o adiamento da assembla geral.
11, a nomeago dos couselheiros de estado.
12, a dos presidentes e vice-presidentes das
provincias e dos seus secretarios.
13, a dos empregados da secretaria.
14, os palacio dos presidentes das provin-
cias.
Art. 6. A quarta secgo da instruego publica,
de sciencias, lettras e bellas-artes, compre-
hende :
1, a instruego primaria e secundaria do mu-
nicipio da curte.
2, a instruego superior.
3a, o instituto commercial do Rio de Janeiro.
4o, o imperial instituto dos meninos cegos e o
instituto dossurdos-mudos.
5, o instituto histrico e geograpbico brasilei-
ro, o museo nacional, bibliothecas, conservatorio
dramtico, e quaesquer outros estabeleciraentos,
instituigoes, commisses e sociedades que se de-
diquera s lettras e sciencias.
6o. a academia das bellas-artes, a de msica e
quaesquer outros estabelecimentos e iostituices
nos quaes se cultivam as bellas-artes.
7, os thealros e estabeleciraentos de recreio
publico.
Art. 7. A quinta secgffo de sade publica, dos
eslabelecimentos do beneficencia e de soccorros
pblicos comprehende :
1, os negocios concernentes ao exercicio da
medicina, s epidemias, ao servico sanitario dos
portos, i hyglene publica e polica sanitaria e
vaccina.
2, a academia imperial de medicina.
3", a junta central de hygiene publica e os ins-
pectores de sade das provincias.
4, as provedorlas de sade dos portos.
5, os lazaretos.
6, os cemiterios.
7, o instituto vaccinieo.
8, os hospitaes.
9, os hospicios de alienados.
10. as casas de expostos.
6.* Os negocios relativos ans seminarios, con-
ventos, capella imperial, cathedraes, parochias,
ordens lerceiras, mandades e contrarias.
7. Os negocios relativos aos outros cultos nao
catholicos.
Art. 9. A 7a secgo de contabilidade tem a seu
cargo :
l. A organisago do orgamento.
2.a As proposlas e abertura doj crditos sup-
plementares e extraordinarios.
3.a A distribuigo dos crditos.
4. A escripturago de todas as despezas or-
denadas e a demonstracao do estado de todos os
crditos.
5. A fiscalisago de todas as despezas.
6." O exame do orgamento da illustrissima c-
mara municipal, e das contas que esta apresentar
ao ministerio do imperio.
7. A organisago do quadro dos vencimentos
de todos os empregados pertencontes ao mesmo
ministerio.
8." O assentamento dos proprios nacionaes oc-
cupados em servigo do ministerio.
9. A correspondencia relativa contabilidade
geral.
10. O inventario dos movis e mais objectos
da secretaria.
Art. 10. A 8a secgo do archivo tem a seu
cargo :
1. A classiGcsgo, escripturago o guarda dos
livros o papis sobre negocios lindos.
2." As certides do que delles constar.
3. A remessa dos papis e documentos que
deverem ser recolhidos ao archivo publico.
4. A bibliolheca da secretaria.
Art. 11. commum s secges:
1." A guarda dos papis pendentes.
2. As certides que destes se devem passar.
3." Os regulamentos, instrueges, decises e
quaesquer actos relativos aos negocios de saa
competencia.
4. O registro por extracto de todos esses ne-
gpcios, com indicaco do processo que forem se-
guiudo e das decises que liverem.
5." O quadro dos empregados respectivos,,
com as notas relativas ao seu exercicio e proce-
dimento.
6." O livro do tombo de cada um dos ramos do
servigo, conlendo em resumo e por ordem chro-
nologica a lei, decreto ou qualquer acto de sua
instituigo e as alterages que tenham havido.
7. A expedigo dos ttulos dos respectivos em-
pregados.
Art. 12. Ficam em vigor os caps. 3 a 11 do de-
creto n. 2.368 de 5 do margo do 1859.
Art. 13. Ficam revogadas as disposiges em
contrario.
Joo de Almeda Pereira Flho,do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio assimo tenha enteudido e faga exe-
cutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de fevereiro de
1861,40 da independencia e do imperio.Com a
rubrica de S. M. o Imperador.Joo de Almeida
Pereira Filho.
4a. Que vista do art. 61 da citada lei a ur-
na devia ter sido, depois de fechada e lacrada,
recolbida com o livro das actas um cofre de
tres chaves, das quaes urna devia car em po-
der do presidente da assembl*. parochial, ou-
tra com um dos eleitores, e finalmente outra
com ura dos supplentes, membro da mesa; fi-
cando o mesmo cofre na parte mais ostensiva e
central da igreja, onde se eslava fazendo a elei-
go, e guardada pelas senlinellas que a mesajul-
gasse precisas, nao se pondo impedimento a
quaesquer cidados que quizesiem guarda-la
com a 3ua preseuga. Dos guarde a V. Exc.
Joo de Almeida Pereira Filho.Sr. presidente
do Rio-Grande do Norte.
tal questo ligada a muitas considerares e re-
sultados importantes, veem elles pedir providen-
cias ao governo imperial.
E o mesmo augusto seohor tendo-se conforma-
do com sua immediati resolugo de 15 de dezem-
bro do anno passado, com o parecer da secgo
dos negocios do imperio do conselho de estado,
exarado em consulta de 10 do mesmo mez, ha
por bem mandar declarar o seguate:
Que no acto addicional conatituigo poltica
do Imperio nenhuma disposigo ha que contira
ao governo a attribuico de providenciar sobre
semelhante questo; e qualquer esclarecimento
relativo ao art. 6 do mesmo acto, o qual trata
da nomeago dos presidentes, vice-presidentes e
secretarios das assemblas provinciaes, nao pode
ser dado sono pelo meio indicado no art. 25 do
referido acto ; e portanto o governo imperial re-
solte remelter a sobredita represontago a assem-
bla geral legislativa, para que ella haja de toma-
la na considerado que merecer.
Deus guarde a V. Exc. Joo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia de S.
Paulo.
3.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 20 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Tendo presente o officio de
V. Exc. n. 90 de 31 de dezembro do anno passa-
do, submettemdo a considerarlo do governo im-
perial as seguintes decises dadas consulta que
a V. Exc. dirigi o 3. juiz de paz da prochia do
Tyjfle :
1." Que vista do art. 2." do decreto n. 1,812
de 23 de agosto de 1856, deviam ser coavocados
para a organisago da junta de qualificago da
mesma parochia os eleitores da actual legislatu-
ra, cuja legitimidade j est reconhecida pela ca- to mez, pedindoao governo imperial asolugao do
mar dos deputados. condigo esta em que nao seguinle quesito:
se acho os que foram eleitos no dia 30 daquel- Se o elctor supplenty, convocado na forma do
le mez. art- *" da lei regulamentar das eleices para a
2." Que o fado [de estar marcado o dia 30 de | formago da junta qualificadora, deixando de
Janeiro ultimo para a eleigo de deputados as- comparecer sea justicar sua falta, tem de sof-
sembla geral legislativa nao era razo para que ." multa do art. 126 9 5o do art. 8 dasi ns-
deixasse de reunir-se a dita junta na 3.a domin- ; irucgoes annexas ao decreto n. 1,812 de 23 de
ga do mesmo mez, como prescreve a lei; pois agosto de 1856, na qulidade de juiz de paz m-
que lalvez houvesse lempo de conculir-se a re- mediato em votos ao presidente da junta, para
viso da qualiOcaco antes do dia marcado para supprir a falta dos eleitores da paroenia, e dei-
aquella eleigo, e quando assim nao aconteces- ndo ainda do comparecer sem motivo justifica-
* ._______*_____? ... -_ j._-- --j__ An nc!4 I.I.K.K1 u.i.altn > nuil, imnnlll nnr l<
mero 2,350 de 5 de fevereiro de 1859 ficam re-
duzidas a quatro, a saber :
1.a A Ia ou central soba direcgo immedia-
ta do director geral, a qual, alm dos negocios
que lhe foram encarregados pelo citado decreto,
menos o monte-pio dos servidores do estado,
coraprehender a organisago dos mappas sema-
naes e meosaes e o archivo.
2.a A 2a ou de jusliga e offlciaes de justiga
comprehendendo as materias que lhe foram de-
signadas, menos os mappas semanaes e men-
saes,
3. A 3.a ou de polica e torga publica como
a organisou o decreto referido, menos a illumi-
nago publica, os telegraphos e o servigo da ex-
tinego dos incendios.
t. A 4a ou de orgamento e contabilidade
com as raesmas incumbencias que j tem.
Art. 3." O director geral, com autorisago do
respectivo ministro, poder subdividir as secges
confrmeos ramos de servigo que lhes esto de-
signados, e conia-los especialmente a primeiros
ou segundos ofciaes, sempre subordinados aos
directores das mesmas secges.
Art. 4. Fica revogado o decreto n. 2350 na
parte que se oppe a este.
Joo Lustosa da Cunta Paranagu, de meu
3.a secgo.Rio do Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em7 de fevereiro de 1861.
Illm. o Exm. Sr.Foram presentes a S. M. o
imperador os officos de V. Exc. de 30 de novem-
bro e 10 dezembro do anno passado; o primeiro
transmittindo a representago que ao governo
imperial dirigiram Joo Teixeira Carvalho e Al-
eada e Antonio Moreira de Araujo, expondo as
irregularidades occorridas na eleigo de vereado-
res e juizes de paz da parochia de Nossa Senhora
da Conceigodo Passa-Tres, municipio de S. Joo
do Principe, e o segundo remetiendo outra re-
presentago em que diversos cidados da mesma
parochia pedem providencias contra o abuso com
que as juntasqualificadoras teem procurado ele-
var o numero dos votantes della ; e o mesmo au-
gusto seohor, tendo-se conformado por sua im-
mediata resolugo de 19 de Janeiro ultimo com
o parecer da secgo dos negocios do imperio do
conselho de estado, exarado em consulta de 30 de
dezembro do anno passado, ha por bem mandar
declarar o seguinle:
Que para nao considerar-se legitima a referida
eleigo mais que sufficiente a circumstancia de
ter ella sido feita por urna qualificago radical-
mente viciada, visto que, conlendo a parochia
1,289 habitantes do sexo masculino, incluidos
oeste numero estrangeiros, menores e individuos
com renda inferior de 200$, foram entretanto
qualificados 1,422 votantes. A qualificago a
base da eleigo, e portanto nao possivel que se
considere esta legitima e valida quando aquella
est evidentemente falseada.
Quanto ao abuso com que as juntas qualificado-
ras daquella parochia teem procurado elevar o
numero dos respectivos volantos nada ha que re-
solver, pois que para a represso de taes abusos
a lei regulamentar das eleices faculta aos inle-
ressados os recursos de que devem langar mo
quando entenderem que a qualificago foi feita
irregularmente ; e urna vez que taes recursos nao
foram interpostos na occasio competente, so res-
ta aos mesmos interessados a faculdade do apre-
sentarem suas reclamages a nova juuta quan-
do esta se reunir para proceder a reviso da qua-
lificago.
Attendendo ao qua se acha exposto, e a qua as
irregularidades da qualificago pela qual se fez a
referida eleigo esto evidentemente provadas, o
governo imperial, nao julgando-se competente
para annullar a qualificago, pois que a lei deu
essa competencia, a authoridades determinadas,
e ao mesmo lempo nao pdenlo deixar passar o
precedente de funecionar ama cmara eleita em
virtude de urna qualificago vUivelmente viciada,
resolve mandar suster a posse dos eleitos, con-
tinuando a funecionar os voreadores e juizes de
paz do qualnennio lindo, al que a assembla
geral legislativa resolva a tal respeito e eslabele-
ca a providencia que se deve tomar em casos
idnticos, visto que nao sdmissivol que se pro-
ceda a urna nova eleigo por urna qualificago vi-
ciada em sua essencia.
Dos guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe -
reir Filho.Sr. presidente da provincia do Rio
de Janeiro.
se, haveria apenas a complicago de nao poder
o presidente da junta exercer inteiramente a pre-
sidencia do collogio eieltoral, devendo em tal
caso ser esta presidencia assumida por um dos
seus immediatos em votos.
3.a Que tambera nao podia obstar aquella reu-
niao o trabalho da sesso do jury, visto que ne-
nhuma disposigo legal existo prohibindo que
se faga} ao mesmo lempo ambos os servigos.
Conclua V. Exc. designando a terceira dominga
do correte mez para a installago da junta de
qualificago da referida paroohia, devendo o juiz
fazer a convocago dos eleitores e supplentes,
guardado prazo legal.
Em resposla declaro-lhe que o governo impe-
rial approva a deliberarlo que V. Exc. tomou
quanto installago da junta, mas nao assim
as razes que expeode acerca dos obstacnlos que
se oppunham reun.'o da mesma junta ; por-
quanto, ainda mesmo que o trabalho da revisam
nao estivesse concluido antes do dia marcado pa-
ra a eleigo de deputados, nao haveria a. com-
plicago de que V. Exc. trata ; visto que sendo
o presidente da junta juiz de paz do quatriennio
lindo,nao l!u;compelcria a presidencia interinado
collegioeleitoral, mas sim aojuiz de paiz mais vo-
tado do actual quatriennio, como o declaram o
aviso n. 2 de 8 de Janeiro de 1849 e de 13 de de-
zembro ultimo.
Outro sim observo a V Exc, quanto aos traba-
lhos do jury, que o aviso n. 6 de 9 de Janeiro
de 189, muito expressameote determina que no
caso de terem o presidento e mais membros das
juntas de qualificago de comparecer no jury,
sirvam de preferencia as juntas, participando
ao presidente do dito tribunal o seu impedimen-
to. Dos guarde a V. Exc.Joo de Almeida
Pereira Filho.St, presidente da provincia do
Amazonas.
3a seceo.Rio de Janeiro,Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em25 de fevereiro de 1861.
Tenho presente o officio de Vine, de 7 do corren- j conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
* gocios da jusliga, assim o tenha entendido e faga
oxecutar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de fevereiro
de 1861, 40a da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. H. o imperador.Joo Lus-
tosa da Cunha Paranagu.
Decreto n. 2751 de 25 de fevereiro de 1861.
Crea mais um batalho de infantaria da guarda
nacional do servigo activo no municipio de Jai-
coz, da provincia do Piauhy.
Attendendo proposta do presidecle da pro-
vincia do Piauhy, hei por bem decretar o se-
guate :
Art. 1.a Eica creado no municipio de Jaicoz,
da provincia do Pianhy, mais um batalho do
infantaria, de seis companhias, com a designa-
gao de 25, do servigo activo, o quel Ucar subor-
dinado ao commaedo superior daquelle muni-
cipio.
Art. 2.a O referido batalho lera a sua parada
no lugar que lhe fr marcado pelo presidente da
provincia na forma da lei.
Joo Lustosa da Cunha Paranagu, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos
negocios da justiga, assim o tenha entendido e
faga executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 25 de fevereiro
de 1861, da independencia e do imperio.
Com a rubrica do S. M. o Imperador. Joo
Lustosa da Cunha Paranagu.
3.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 21 de fevereiro de 1861.
Illm. e Fxm. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador *o officio dessa presidencia n. 152 de 30
de outubto do anno passado, submettendo de-
ciso do governo imperial as seguintes duvidas
a respeito da eleigo do vereadores e juizes de
paz da cidade de Iguape. '
Expe a mesaa presidencia: 1., que proce-
dendo-se na freguezia daquella cidade elei-
go, nao s pertencente mesma seno lambem
a da nova freguezia de Juqui, que della fra
desmembrada por nao estar ainda cannicamen-
te iostituida, comparecern: smeute da primei-
ra 103 votantes sendo 1,400 os qualificados, e
da segunda 2, quando a qualificago respecti-
va de 246 ; 2. que, concorrendo assim para
a eleigo de vereadores 105 votantes de ambas as
freguezias, o mais votado obteve 52 votos ; e pa-
ra juizes de paz de Juqui, sendo 2 os votantes,
foi unnime a votago, e. os eleitos obliverem 2
votos cada um, da maneifa que nenhuma duvi-
da ha quanto validade da eleigo de vereado-
res ; o que nao acontece acerca de juizes de paz,
visto que, pondera a referida presidencia, sen-
246 os qualificados, compareceram apenas 2 vo-
lantes, toodo obtido os eleitos os s esse 2
Aotos, e nao havendo por conseguintesupplentes.
E o mesmo sugusto seohor tendo se conforma-
do por sua immediata resolugo de 6 do corrente
mez com o parecer da secgo dos negocios do
imperio do conselho de estado exarado em con-
sulta de 15 de Janeiro ultimo, ha por bem man-
dar declarar o seguinle:
do, est tambem sujeito a multa imposta por tal
falla.
I Em resposta declaro-lhe que na lei regulamen-
tar das eleices nenhuma disposigo ha que se
. oppunha a mposigo' de duas multas ao cidado
que transgredir dous preceitos distioctos; mas oo
caso a que Vmc. se refere, occorre a circumstan-
cia de nao poder o cidado de que se trata desem-
penhar simultanea ou successivamente as fune-
ges a que foi chamado, tendo porlanto incorrido
em urna s mulla. I
i Deus guarde a VmcJoo de Almeida Pereira
Filho.Sr. juiz de paz presidente da junta de
, qualificago da ilha do Governador.
3a seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 26 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente ao governo im-
perial a representago que lhe dirigiram os Drs.
Joo da Silva Carrao e Jos Bonifacio de AaIra-
da e Silva, pedindo que se estabelega urna regra
para a apurago dos votos para deputados as-
sembla geral legislativa, quando se der o caso
de fraccionar-se um collegio, votando os respec-
tivos eleitores em duas mesas dislincias, visto
nao haver na lei disposigo alguma que seja esta
bypothrse, era deciso do governo que providen-
cie sobre ella.
Tendo ouvido o consultor deste ministerio, de-
claro a V. Exc. para o fazer constar ao repre-
sentantes, que o governo julga dever abster-se
de dar a deciso pedida, visto como nao da sua
competencia a solugo da questo, que a lei dei-
xou apreciago da cmara municipal apuradora
e em ultima instancia cmara dos deputados.
A cmara municipal apuradora seguir o arbitrio
que lhe parecer mais conforme lei, e a cmara
dos deputados, por occasio da verificago dos
poderes dos seus membros, resolver o que mo-
lhK convier; devendo ponderar a V. Exc. que
em casos idnticos tem deixado o governo de emit-
tir qualquer juizo, por julgaristo alheio s suas
atlribuiges.
Deus guarde a V. ExcJoo de Almeida Pe-
reira Filho.Sr. presidente da provincia de S.
Paulo.
4a seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 26 de fevereiro de 1861.
Era resposta ao officio que V. S mo dirigi em
data de 5 do correte sobre a validade das con-
cesses dos lugares de pensionistas gratuitos des-
se estabelecimento, que se nao apresentam para
a respectiva matricula no prazo marcado no re-
gulamento vigente, ou para fazerem effectira a
concesso, lenho de declarar que os pensionistas
gratuitos que no prazo marcado se nao matricu-
laren! no anno que lhes compete, perdero o di-
reito que teem a seus lugares, qualquer que seja
a causa que os tiver impedido de assim proce-
der, visto que lhes facultada pelo regulamento
a ioscripgo por intermedio de seus procuradores
ou por seus correspondentes.
Outrosim, deve V. S. considerar, como tendo
caducado as concesses de lugares de pensionistas
que por mais de um anno nao foiem aproveitadas,
salvo quando este fado nao provier da vontade
do concessionario.
Deu3 guarde a V. S. Joo de Almeida Perei-
ra filho,Sr. reitor do intrnalo do imperial
collegio de Pedro II.
Ministerio da marinha.
2,'1 secgo. Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios da marinha, em 6 de margo de 1861.
Sua Magestado o Imperador ha por bem nomear
urna commisso composta de V. S., na qualidade
de presidente,do chefe de diviso intendente, e do
contador da marinha, para que revendo a legisla-
gao que versa sobre os forneetmentos, quer dos
arsenaes e outros estabelecimentos navaes do
imperio, proponha o seguate :
1, um systema por meio do qual se torne me-
nos moroso o processo actualmente seguido em
taes fornecimenlos, pelo que diz respeito tanto
ao recebimento como a distribuigo dos g-
neros.
2", as condiges com que os objectos entre-
gues por iouteis devem ser como laes reputados
e recebidos nos depsitos respectivos, e os casos
em que, verificando-se que a inulilidade pro-
veniente de descuido, relaxago ou qualquer ou-
tro acto criminoso, se ha de impdr a respoosbi-
lidade quelles de quem partirem semelhantes
actos.
3, um systema de escripturago para os almo-
xarifados, casas de arrecadago e navios, que,
nao faltando devida fiscalisago, simplifique o
actual, em que reconhecidaraente ha numerosos
livros e documentos que pdem ser dispensados,
sem prejuiza do servigo.
4", finalmente, e em harmona com os artigos
precadentes, os meios pelos quaes, respeitadas as
disposiges do oovissimo regulamibto dos arse-
naes, se possa dar o maior desenvolvimeoto e ac-
tividade aos trabalhos do da corte, como to
indspensavel ao engrandecimento da marinha de
guerra e a sua efficacia.
O mesmo augusto senhor, confiando no roco-
nhecido zelo dos membros da mencionada com-
misso, espera que ella desempernar satisfac-
toriamente esta incumbencia.
O que communico V. S, para seu conheci-
menlo e execugo na.parte que lhe loca. Dos
guarde V. S. Joaquim Jos Ignacio.Sr. cho-
lo de esquadra inspector do arsenal de marinha
da corte.
Na mesma conformldade aos outros membros.
4.a secgo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 26 de fevereiro de
1." Que nenhuma duvida pode haver quanto i861.Em solugo ao officio de Vmc. de 21 do
validade de eleigo de vereadores, visto que corrento, no qual perguota se contina em vigor
a circumstancia de serem poucos os votantes a disposigo do art. 8. dos estatutos do Instituto
que a ella concorreram nao motivo sufficiente
para annulla-la, urna vez demonstrada que nao
foi demasiadamentes diminuto o numero dos
mesmos votante, ou que a
parle delles nao proveio de coaego, violencia,
torga, ou motivo semelhante, alm de que o pro-
cesso da eleigo ioi regular.
2." Quanto eleigo de juizes de paz de Juqui
Commercial do Rio de Janeiro de 14 de maio de
1856, que exige a idade de 16 annos para a ma-
tricula as aulas respectivas ; tenho a declarar
ausencia da maior que ao prudente arbitrio de Vmc. deixa o go-
| verno imperial a solugo deste negocio, podendo
Vmc. exigir do matriculando maior ou menor
idade, conforme reconhecer no candidato desen-
volvimeoto intellectiial necessario para o conhe-
evidente que ella nao pode subsistir, tendo ape- cimento das materias em cujas aulas houver de
as comparecido 2 votantes, e que se deve pro- matricular-se ; observando-lhe que tendo os
ceder a outra na cidade de Iguape, se a nova fre- : alumnos do mesmo instituto de provar em exa-
guardas do 9a batalho Jos Cupertino de Moraes
e Miguel Gomes dos Santos, que tambem se en-
gajaram.
Dito ao coronel Domingos Affonso Nery Fer-
reira. Se ainda nao foram recolhidos i secretaria
da instruego publica, como recommendei em
meu officio de 16 de fevereiro ultimo os movis
pertencentea ao extincto conselho administrativo
do patrimonio dos orphaos, mande V. S. entre-
ga-Ios thesouraria provincial para aerem pos-
tos em arrematago.Officiou-se thesouraria
provincial para fazo-Ios arremar, i excepgo dos
que devem servir a secgo encarregada do expe-
diente relativo ao mesmo patrimonio.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Restituindo V. 5. os papis que acompanharam
o seu officio de 13 do correnle sob n. 194, relati-
vos aos vencimentos da forga de guardas nacio-
naes da comarca de Flores que marchou om di-
ligencia para a villa de Tacarat, o autoriso, em
vista do exposto no citado officio i mandar pagar
taes vencimentos smente at 15 de dezembro do
anno prximo passado.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Pode V. S., conforme indica em seu officio de
hontem, sob n. 95, mandar pagar, nao s os ven
vencimentos do porteiro do Curso Commercial, a
a conta, que devolvo, na importancia de 8J200,
despendida com a condugo de trastes e remogo-
de objectos que se achavim no lugar onde func-
ciooa o mesmo Curso, mas tambem as despezas
que com elle se forem fa/endo.Communicou-
se ao director geral da instruego publica.
Dito ao mesmo.Autoriso a V. S contratac
com a companhia de Beberibe a collocagao do
de um chafariz no bairro da Boa-Vista para o lado
Santo Amaro, e em lugar que mais convier
commodidade de seus habitantes : informando-ma
V. S. previamente quaes as condiges do contra-
to, pelo qual deve tambem a companhia canalisar
agua para o noro predio do Gymnasio.
Dito ao mesmo.Autoriso V. S. pagar,
conforme indica em sua informago de hontem
sob o. 23, os vencimentos que deixou de perca-
ber o thesoureiro dessa repartigo Thomaz Jos
da Silva Gusmo, correspondente aos 7 mezes em
que esteve de liceoga procedendo-se nessa occa-
sio ao descont de que trata o regulamento dessa.
thesouraria.
Dito ao director geral da instruego publica.
Mande Vmc. admiltir no Gymnasio provincial,
como meio pensionista, o menor Jos Tertuliano
Cavalcaote de Almeida, filho do corouel Tibur-
tino Pinto de Almeida, a que se referem os pa-
pis inclusos.
Dito ao mesmo.Respondendo aos seus officios
de 18 de fevereiro e II do correnle sob ns. 24 a
50, tenho dizer-lhe que ple Vmc. autorsar
a compra dos objectos necessarios casa do Cur-
so Commercial constantes da relago que acom-
panhou ao 1 dos citados officios, menos as duae
duzias de cadeiras, que devero ser substituidas
por qualro bancos com palhioha de seis assentoa
cada um ; cerlo de que nesta data expego' ordem
thesouraria provincial para que mande nao s
pagar a quanlia de 1959000 ris, em que impor-
tara os objectos comprados para o mesmo Curso,
mas tambem receber do ex-prosidente do exlinc-
to conselho administrativo do patrimonio dos or-
phos, e por em arrematago, os movis perlen-
centes aquello conselho.Expediu-se a ordem.
Dito ao director das obras publicas.Cerlo do
cootedo de seu officio de 13 do corrente, sob n.
67, tenho dizer em resposla que approvo a cou-
vengo que Vmc. fez com Joo de Carvalho Ra-
poso para execugo do embarreameoto de 203
bragas correles da estrada do norte junto villa
de Iguarass pela quantia da 1000;JOi), deven-
do essa obra ter 20 palmos de largura o um de
grossura e ser concluida no praso de tres mezes,
segundo Vmc. declara no citado officio.Com-
muaicou-se thesouraria provincial.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-se com a proposta do chefe de polica de
14 do corrente, resolvo nomear o bacharel Luiz
Augusto do Nascimento Crespo para o cargo de
delegado do termo do Rio Formoso.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
DESPACHOS DO DIA 15 DE MARQO DE 1861.
Regueriminto.
4067 Alexandre Barbosa da Silva.Informa
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
4068.Carlos Carvalho Teixeira.Informe a
cmara municipal da cidade de Olinda.
4069.Francisca dasChagas Ribeiro de Olivei-
ra.Passe portara na forma requerida.
4070.Jos Hamedo Alves Ferreira.Iuforme
o Sr. diredor das obras publicas.
4071.Luiza Francisca da Costa.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
4072.Paulino Teixeira de Carvalho.Informe
o Sr. juiz municipal do termo do Rio Formoso.
4073.Os praticos da barra.Informe o Sr.
capito do porto.
4074.Scott llett & Companhia.Nao tem lu-
gar o que requerem I vista da informago.
4075Thomaz Jos'da Silva Gusmo.Dirja-
se thesouraria provincial.
11, os recolhimenlos de orphos.
12, quaesquer estabelecimentos de benefi-
cencia.
13a, os soccorros pblicos.
Art. 8. A 6a secgo de negocios e beneficios
eclesisticos comprehende:
1. A diviso ecclesiastica.
2. A apreseotago, permuta e remogo dos-
beneficios ecclesiasticos, dispensas' e quaesquer
actos respectivos.
3. Os conflictos de jurisdiego e recursos &
coroa em materia ecclesiastica.
4. O beneplcito imperial e aslicengas previas
para as gragas espiritnaes,que se impetram da
Santa S e seus delegados.
5 Os negocios con) a Santa S ou seus dele-
gados. .
3.* secgo. Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios ao imperio, em 20 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao officio de V.
Exc. n. 188, de 9 de Janeiro ultimo, declaro-lhe
que o governo imperial approva, por serem con-
formes aos avisos n. 19 de 20 de fevereo n.
67 de 10, e n 81 de 22 de abril de 1847, que V.
Exc.'cita, e ao de 4]do corrente mez, as seguintes
dicisea que V. Exc. deu mesa parochial da
Conceigo Jardim.
1.* Que na (alta de um dos membros da mesa
competa aos outros tres mesarlos e ao presiden-
te nomear o substituto na forma do art. 17 das
instrueges annexas ao decreto n. 1,812 de 23 de
agosto de 1856, e que, no case de haver empate
por votarem dous dos membros presentes em
um cidado e os outros dous em outro, devia-se
recorrer sorte afim de decidir esse empate.
2.a Que o substituto devia deixar o lugar logo
que se apresentasse o mesarlo at ento substi-
tuido.
3.a Que estando inslallada a mesa parochial,
na forma do art 60 da lei de 19 de agosto de
1846, competia-lhe designar e nuuciar por edl-
taes outro dia para continnar a eleigo, de modo
que estivesse concluida antes do da. marcado
pan teutao ios collegio eleitotaes.
guezia nio se acha cannicamente instituida; do-
rando V. Exc. observar a tal respeito o que ex-
pende a referida secgo no final do supracitado
parecer, do qual lbe envi a inclusa copia. Deus
guarde a V. Exc.Joo de Almeida Pereira Fi-
lho.Sr. presidente da provincia de S. Paulo.
3a secao.Rio da Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 22 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Impe-
rador o requerimento que ao governo imperial
dirigiram alguna membros da assembla legisla-
tiva dessa provincia, queixando-se das irregula-
ridades havidas ua eleigo da respectiva mesa.
Expoem os supplicantes, que deveodo proce-
der-se eleigo da mesa daquella assembla, suc-
cedeu que por vezes houve empate na volsg&o
para o lugar de presidente; que i vista disso, e
da maioria absoluta de votos, que o art. 26 do
respectivo regiment interno exige, dever-se-hia
recorrer ao desempate por via da sorte, segundo
a regra geral do art. 25 do mesmo regiment;
que porm o presidente provisorio nao entende-
r assim, pois que fez reproduzir por dias o es-
crutinio secreto : que alm de ser isso inadmissi-
vel, illegal, e por multas considerages assax pre-
judicial aos interesaos pubiieos, occorreu mais
que o presidente provisorio afinal, para obter
maioria, votou em si mesmo, e desse modo viciou
radicalmente essa eleigo; que esse mesmo ejem-
plo foi seguido na eleigo de vico-presidente, sen-
Uo poctauo Ua tambis, aulla; que eitaaJo una
me sua appllcago e aproveitamento no fim de
tres mezes, depois de abertas as aulas na forma
do art. 11 do decreto n. 2,741 de 9 do corrente,
nao convm ser rigoroso na exigencia da idade,
que muitas vezes supprida pelodesenvolvi-
mento precoce da intellgencia.Joo de Almei-
da Pereira Filho.St. director do Instituto Com-
mercial.
Ministerio da {ustica.
Decreto n. 2.350 de 5 de fevereiro de 1861.
Altera o decreto n. 2350 do 5 de fevereiro da
1859, que reformou a secretaria de estado dos
negocios da justiga.
Usando da autorisago concedida ao governo
pela lei n. 1,057 de 28 de julho de 1861, hei por
bem decretar o seguinle :
Ar.l. A secretaria de estado dos uegocios da
jusliga se compora dos seguintes om pregados :
1 director-geral ;
1 consultor ;
3 directores de secgo ;
10 primeiros officiaes ;
8 segundos ditos :
8 amanuenses ;
% praticantes ;
1 porteiro ;
2 ajotantes do mesmo ;
2 continaos ;
6 correios.
Art, 2.a M secQes creadas pelo decreto a>
Governo da provincia.
Expediente do dia 15 de margo de 1861.
Officio ao Exm. ministro plenipotenciario do
Brasil em Londres.Com o officio de V. Exc. sob
a. 1, Urraado em 28 de Janeiro ultimo recebi co-
pia do que V. Exc. diriga na mesma data ao Exm.
Sr. ministro do imperio e dos respectivos docu-
mentos acerca do ajuste de contas com a compa-
nhia da estrada de ferro correspondentes ao se-
mestre que Qndou em 31 de Janeiro de 1860.
Dito ao Exm. presidente do Para.No primei-
ro vapor da companhia brasileira que seguir para
o norte fago embarcar disposigo de V. Exc.
um caixo marca L. J. B. conlendo os objectos
constantes da relago junta por copia para serem
entregues ao professor Luiz Jacques Brunet, em
commisso na provincia do Amazonas.
Rogo, pois, i V. Exc. que se sirva de mandar
receber o referido caixo e dar-lhe o convenien-
te destino, remetiendo a conta da despeza que
houver de fazer afim de ser satisfeita.Officiou-
se ao director da instruego publica para remet-
ter o caixo, e ao agente da companhia brasileira
de paquetes vapor para a condugo do mesmo
caixo.
Dito ao cnsul dos Estados-Unidos.Respon-
dendo ao officio que com data de hontem e sob n.
15, me dirigi o Sr. R. A. Kdes, cnsul dos Es-
tados-Unidos nesta provincia, caba-me dizer que
nesta data determine! que peta secretaria desta
presidencia se expedisse a portara que o mesmo
Sr. cnsul solicilou para a sabida do subdito ame-
ricano George W. Bermingham.
Renov ao Sr. R. A. Edes, cnsul dos Estados-
Unidos a seguranga de minha estima e conside-
raco.
Respondeu-se nos mesmos termos ao Sr. G.
H. Praeger, cnsul da Prussia, que solicitara
urna portara para a sahida do secretario daquel-
le consulado Joo Praeger.
Dito ao coronel commandante superior do Re-
cite.De conformidade com o que requisitou o
inspector do arsenal de marinha em officio datado
de 11 do corrente mande V. S. dispensar do ser-
vigo os guardas nacionaes e operarios menciona-
dos na relago junts, os quaes engajaram-se
para o servigo do mesmo arsenal, e esto com-
prehendidos na disposigo o | 5 art. 118 do
regulamento annexo ao decreto de 30 de abril
de 1860.Officiou-se no mesmo sentido ao com-
nandaste superior dq Olinda para, dispensar a
INTERIOR.
Ro Grande do Sal.
Porto-Alegre, 14 de fevereiro de 1861.
O espirito publico repousa depois da grande
lula eleitoral por que acabou de passar a pro-
vincia, nao havendo i lamentar, gragas s acer-
tadas medidas da presidencia, nenhum desses
fados que depe contra moralidade e os bros
de um povo.
A provincia vio correr serena em todos os pon-
tos as eleiges, e provou mais urna voz que os
desgragados successos da Cachoeira, comquanlo
ficassem impunes os principaes autores dessa
drama de saogue, longo de acorocoar novos, fi-
zeram com que a ordem e a tranquillidade pre-
sidissem todos os actos em que o puvo linha
de exercer o maisnobrede seus dreitos.
A eleigo do Ia districto da provincia deu o
seguate resellado : 1" baro de Porto-Alegre,
2 Dr. Barcellos, 3 desembargador Bello; re-
sultado devido 4 liga do baro, chefe da fraeg
liberal progressista, com n Dr. Barcellos, chefe
da anga liga ; este manejo agora teve por prin-
cipal Um a excluso do Sr. Bello, o que nao pu-
de ram conseguir: em compeosaco alcangram
privar de um lugar ba representago nacional o>
Ilustre parlamentar Dr. Hendunga e o distincto-
Rio-grandense Dr. Flores, ficando lambem ex-
cluido o outro candidato da coaliso o Dr. Joo,
Dias de Castro.
Aopioio publica apona como autor dess
liga o juiz de direito Dr. Sayo Lobato, que 6
realmente, como j o disseram os senadores Gal-
vo e Sioimb verdadeiro partidista, fiel, ia-
caoaavel e enihusiasta : a poltica oceupa todas
as suas faculdades, absorva todos os outros
sentimentos e obra aelle to poderosamente com
a religio nos seus martyres.
Hoje querem, nao sabemos porque, negar &
existencia dessa liga, quando foi confessado pelo
proprio Dr. Sayo oolros homens importantes
de ambos es grupos, e quando o resultado da
votago dissipoa todas as duvida3, porque, como
se tinha annuneiado, nos collegios ein que>en-
cersm os amigos do baro teve o Dr. Barcellos
teda o votago e Tice-YM| eepto aa Gacboei-


I*)
ftlaVRlO DI tERJUMWU). TERCA fEIfii. IB Di MARQQ DB 1861.
ra, onde os eleilores votando no baro repelfl-
xam a tal liga.
E' (acto iuconleslar el que sem a liga sabiria
o baro deputado, porm tetia triumphado a
maioria da chapa do Sr. Bello, que por seos
servigo3 e dedicago provincia lem Bella me-
recidas sympathias e decidido apoio.
No 8 dislriclo foram leitoi deputados ot Drs.
Amaro e Flix da Cunha e o bario de Mau, e
excluidos o Dr. Brusque, um dos sais dislinc-
*oa represenlanles da pro*iocia, e n Dr. Affonso
Pereira, raembro da parcialidade do Dr. Barcel-
loa. O Or. Piaheiro Machado desisti da sua
candidatura por esae districto.
Alguna joma es da provincia, principalmente o
Mercantil desla cidide e o Echo do Rio Grande,
accusam, apezar do rusultado da eleico, [que
pro va a liberdade que houve, a presidencia de
ter lido nelli directa interferencia, o clamam por-
que em alguns lugares como Jaguaroe S. Bor-
ja appareceu Torga armada e ainda mais porque
se empregaram medidas de compresso. Nao
houve taes medidas, e a torga armada que ap-
pareceu foi requisitada pelos respectivos juizes
de paz, que receiososde nao poderem curaprir o
que a lei determina e lemendo desordens, trata-
vam de procurar auxilio na torga, apenas para
prevenir conflictos e evitar que se trouxessem
armas na occasio da eleicao, porque, como os
quecoDhecem a provincia, sabem que o uso de
armas muiloo milito frequenta sobre ludo sos
moradores da Campanha.
Quem conhece os meios de que dispe um
presidente de provincia, quem apprecia o re-
sultado da eleigao com imparcialiJade, recoube-
cer, nao sendo suspeito ou apaixonado, que
elle fez tudo quanto era possivel para manter a
liberdade do voto. Os que fazem opposigo apro-
reitam qualquer circumstancia para desabafar
seus resenliraentos, assim, a 25 do passado se-
guro para o Rio-Grande o vapor de guerra Flu-
minense, a opposigo publicou que o vapor sbi-
la porque tendo o Dr. Pinheiro desistido, a pre-
sidencia ordenara para Jaguaro, nao s quevo-
tassem em ura bovo candidato, como que nao
dessem um s voloao redactor do Mercantil; no
entanto o vapor foi para estacionar no Lagda-
Mirim, em consecuencia de ordens do governo.
Eis como se escreve a historia! Os leilores sa-
bem que no da G do passado naufragara as
sraias da Invernada, trinta e seis leguas ao sul
tJa baira da provincia, a barca ingleza William
Peile, procedente de Liverpool com desliuo a
jbuetios-Ayres, com ocarrcgamenlo de fazendas,
louga, ebjecios do ferro, outros tambera para a
estrada de ferro, e carvo.
No dia 14 parti para o lugar do sinislro o de-
legado de polica do Kio Grande e mais algumas
pessoas, e ahi estiveram seis dias as melhores
coodiges sern poder tratar de salvar os objectos,
apezar de estar o navio sem agua no poro, por-
que estando ausente o capitao, o piloto nao quiz
consentir, mas apesar dessa demora e de terso-
brevindo um temporal que adornou o navio o o
encheu d'agua, ainda se puderam salvar quatro-
eentos e tantos volumes no valor de mais de
300 00QJJ, queforam trazidos para a alfandega
la cidade em 71 carretas. O Dr. Canarim, de-
legado de polica, digno de todo o elogio pelo
zelocom que desempenbou essa commisso e
pelo iuteresse com que coadjuva nesses casos o
commercio : ainda ha pouco lempo no naufra-
gio do brijue Mara Emuta, o Dr. Camarim
prendeu e procossou os autores do roubo da
carga desse mesmo brigue.
A cidade de Tellas foi thcalro de um aconte-
cmenlo que consternou toda a populago e quo
se dsu do asylo de Nossa Senhora da Conceigo.
lia algum lenpo uoiava-se allerago na sade
das orphaas e madres desse eslabelecimento ; foi
comludo no dia 25 do passado que se declarou
francamente urna cnferroiJade com o carcter de
clica, atacando a 32 meninas c 3 madres, apre-
sentando principalmente tres orphas symptomas
graves a ponto de urna dellas fallecer. O dele-
gado de poiicia, acompanhado de mdicos, tra-
tou de indagar das causas desse rail, que sesus-
peitava ser devido propiuago de vemno. Do-
pois de todas as pesquizase exames feitos, depois
da autopsia no cadver da infeliz orpha e do to-
cas as experiencias cbimicas, resullou o conhe-
ciraento de que o envenenamento se nao dera
por agentes mineraes ; havia, porm, no quintal
do estabelecimenlo quantidade de cicuta entre a
salsa da horta de que se serviara diariamente, e
aitribue-so ao uso involuntario e continuado des-
se vegetal o estado mrbido das pessoas desse es-
labelecimento.
,/Sn^ ff 't! ?2to-W!*?aiV":.P5^-? pendencia do 1 do correte
urna raanelra inconveniente e illegal. O proco
disiento do presidente mais urna prova de sua
imparcialidade.
O presidente, que estevo perto de cincoenta
diaa com ama violenta inflammago de olhos,
acha-se felizmente quasi restabelecido.
A nossa assembla provincial foi convocada
extraordinariamente para o mez de margo; vere-
mos ae os representantes da provincia habilitara
a presidencia com aa lea annuas que nao foram
voladas na occasio competente.
Consta-nos que se est em procura de casa ces-
ta capital para a acola militar; urna medida
rauito conveniente ao boro andamento dos estu-
dos e disciplina do mesmo osUbelecimento,
que deve estar debaixo da inspecgo immediata
do presidente da provincia, alera de quo Rio Par-
do, cidade pequea e pouco populosa, tornando
muito fcil as relagoes, di origern a graves incon-
venientes e a pratica o lem demonstrado. O go-
verno geral fazendo a mudaoca presta umservigo
real nos que querem estudar.
Est entre nos o prestidigitador brasileiro Julio
dos Santos Pereira, que lem agradado multo e
que pretende dar ainda algumas representages
at a chegada da nova companbU lyrica que vem
de Montevideo e que se espera at o dia 20 deste
mez.
Tinha vontade de fallar-1 he ainda sobre elei-
ges, contar-lhe os meios empreados por certos
polticos da trra para chegarem a seus flns, po-
lo era dia de certas circunstancias que antece-
dern! e succederam a liga do baroeBarcellos, po-
rm guardar-me-hei para depois, contenlando-me
por agora em admirar o Iriumpho dos progrcssistas
do primeiro districto, em que o Sr. desembarga-
dor Bello e seus amigos tinham maioria.
A alfandesa desla cidade rendeu no exercicio
de 1860 a 1861.
Primeiro semestre. 234:277gifi6
Em Janeiro....... 33:7443250
A mesa de rendas provinciaes rendeu tambera
no mez de Janeiro 19:8765765.
. p s-Ao fechar esta li no Mercantil desta
cidade urna declarago do Dr. Barcellos, dizen-
do que nao houreliga, ou julgam-nos cegos, ou
ento, segundo se diz, o Sr. Barcellos quer com
a aoraaa ubicjuidade, visto como estove naaves-
peraa da eleicao em Baependy, e no dia delta na
Cbrislina e Ilajubi.
A consequencia desias apresenlagoesfeia der-
rota completa do commendador Mariano Procpo,
0 urna peda consideravel do votos para o Dr.
quinze
Bem apuradas as coalas o partido liberal quo
candidatos porque cerrou flleiras. e com muita eapaz de ser cooeiiiado. comecon loso esse ve-
ant.cpagao designou os seus. O padre Aqtonio ador a offerecer duvidas deltbeui Ionio M
C.etano Riberro. um dos candidato, do partido I os deraai, veroadores nao Uve fem *'nsc"cil
- apuragao das ac-
tas dos collegios deste primeiro districto elailoral,
feila pela cmara municipal ; o bem aaaim a
eleigao da mesa da assembla provincial. Na du-
fida, rapito asas noticias, acompanhadas porm
o circUmslancias que na occasio da sahida do
o anterior nao lhe poderia ter communi-
Paula Candido,quo nos dous collegios s obteve cado.
- ileonida a cmara municipal, sob a presi-
dencia do liberal Dr. Leandro de Toledo, que os
--------- -------, ^^.ulwl uu paiuuo
conservador nes collegios do sul, desisti da sua
pretengo. Foi urna lembraoga feliz, e dizem que
tem motivos para nao arrepender-se della. Ve-
u.ur. Busiamanlo nada soreucom a apresen- capital, a cmara
tagio dos Drs Rocha e Caedo, mas o de crr "
que outro tanto nao lhe leona acontecido nos col-
legios do norte.
A eleigio de senador correu tambera sera ac-
cidente algum, e limito me a remeiter-lhe o re-
sultado do collegio de Caldas por parecer-me que
j lera noticia dos demais collegios aqui do sul.
Sao por emquanto mais volados o Dr. Firmino,
?!}0DI!'Luiz c",os o Cruz Machado. Basta de
tatiar-lhe em eleiges o passemos a outro as-
sumpto.
O conselheiro Pires da Molla fez urna aceitada
nomeacao de delegado de poiicia para a cidide
de Pouso-Alegre na poasoa do Dr. Jos Antonio
Alves de Brito. juiz municipal e de orpbaos. ha
pouco removido do termo de Itajub para o da-
quella cidade.
Durante o pouco lempo em que tem exeroido
acuelle cargo, j prendeu cerca de vinte crimino-
sos de importancia, e estou persuadido que, se
dispozesse de outros meios de acgao mais eflica-
zes, melhores servigos prestira ainda adminis-
tragao de jusliga. O Dr. Brito geralmente es-
timado e respeitado no termo da sua jurisdicgo,
e a sua conducta circumspecta e enrgica tera-lhe
grangeado sympathias de Gregos e Trvanos.
Uxal quo lodos os termos do sul desta provincia
possuissem magistrados como este.
Houvo em a noite de 22 do mez passado o ar-
;.-..., arBuuuo bo Ui, o or. uirceuos quer com | ouvo em a none ae ZZ ao mez passado o ar-
isso tirar de cerlo chefe a grande responsabilida- rombamento de urna das prisoes da cadoia desta
de que lhe toca ; em todo o caso o Dr. Sayao cidade, evadindo-so or essa occasio -2 nra'!
de seus deveres, o da missao que a lei lhes in-
cumba a tal respeilo.
Todas as suas duvidas foram in imine rejei-
tadas, por que, relativas aos dous collegios desta
capital, a cmara municipal nao linba arbitrio
pare apurar as actas desses dous collegios em
face do art. 87 da lei de 19 de agosto de 1846,
devendo apurar somenle urna dellas, isto a
que lhe parecesse mais legitima. Foi o que a c-
mara fez; o por que lhe parecesse mais legitima
T at'j doco"e610 Presidido pelo capitao Manoel
Jos de Moraes, onde nao haviam votado eleilo-
res litigiosos, se nao evidentemente nullos, como
os da S, de Nossa Senhora do O', etc., oi a acta
desse collegio a apurada.
Esta resolugo tonada pela cmara municipal
nao poda agradar aos candidatos da chapa libe-
ral, que por ora Acara olhando ao signal at que
a cmara quatriennal resolva alguma cousa de
avoravel s suas oleigoes viciosas, e insubsisten-
tes ao simples exarae e leitura das actas respec-
tivas. r
Das aulhenticas apuradas consta o seguate nu-
mero de eleilores, que compareceram aos respec-
tivos collegiossimples ou duplicados :
Capital (conservador....... 47
Atibaia.................... 25
Porto Feliz................. 25
S. Sebastio...............
It........................
guapo.....................
Soroca ba...................
S. Roque..................
Mogy das Cruzes...
27
27
47
29
44
70
que responda.

Infelizmente a eslatislica criminal tera de re-
gistrar novos ciimes, ecora quanto a opposigo
queira achar nesses tactos motivos para accora-
xuetter desabridamente o chefe de polica, a pro-
viaci reconhece que energa e aclividade des-
se magistrado se deve o nao serem elles raais
requeutes, parque o Dr. Piodahiba tem sido in-
cansavel na perseguigao dos criminosos e na sua
admiuistragao policial se tem feilo na provincia
importantsimas diligencias e prisoes, e nao sei
mesmo como so quer respoosabilisar por les
tactos urna autoridade que emprega todos os
meios para que o socego publico nao seja alte-
rado.
Passo referir-lhe os fados mais importantes
que se deram nestes ltimos dias.
A 26 de Janeiro, um desertor do exercito, do
cor preta, no districto de Santa Cruz, indo casa
do colono Jalenske, que eslava auseute, malou-
Ihc a mulher. Suppoe-se que o homicida foi le-
vado quelle excesso por nao ter podido conse-
guir sua paixao.
A 29, em urna taberna sita na estrada do Meio,
suburbios desta cidade. Alexandre Uncirte da Sil-
va entretinha-se em dar com o chicote que trazia
no dono da casa de negocio, que por sua vez ati-
rou-lhe acara dous pesos que tiuha sobre o bal-
cao e o deixou bastante ferido.
Entrelioham-se conversar o Brasileiro Isaas
Correia cora o Corrientino Joo Sanches na casa
de negocio do Allerao Schweitzer, no municipio
de S. Leopoldo, quando foi Isaas accorameltido
por aquella, que lhe deu tres laceadas e conse-
guio evadir-so, nao obstante as diligencias feilas.
Hontem aquichegou a noticia-de ter sido mor-
to em acto de resistencia o celebre facioora, da
reguezia do Horval, Boaventura Conde, all pro-
cessado por mais de um assassinato, e to enr-
gicamente perseguido pelo nosso chefe de poli-
ca, que ha um anno foi para esse lira Ja-
guarao.
Suas reiteradas ordens e inslrucgoes para a
captura desse e de outros malvados foram perfei-
tamcnlo execuladas pelo seu delegado, cuja no-
meagao acendeu as iras de um dos jornaes da
provincia.
E' o sexto assassino da quadrilha do Herval
que cabe ou perece (por sua loucura) as maos
da polica, depois que dirigida pelo Dr. Pinda-
hyba.
J.oo Crlos Lindstron, casado e com filhos, ro-
siaindo no eslabelecimento de agricultura que
possue alera do lugar coohecido por Mato-Gros-
80, travando-se no dia 10 do correte de razes
com o pardo Luiz Albino, foi por este assassna
do facadas.
A1au1lorjdade policial, apenas leve conheci-
mento do fado, ptra alli fez seguir urna escolta,
quo conseguio nao s prender o criminoso, como
conseguio impedir um novo crime, prendendo
dous individuos que brigavam rentadamente e i
eridos.
A proposito do fado de Lindstron, a opposigo
tez ao chefe de polica graves aecusages, porm
sem o menor fundamento. Sio de lamentar fac-
tos dessa ordem ; mas a certeza do que se nao
descuida a autoridade em perseguir e fazer pu
mr os criminosos mitiga de alguma sorte o pezar
que causara, e nesse ponto tem sido incansaveis
0 br. conselheiro Antao e Dr. Pindahvba O
?,m6d,lme?10 1U8.le iia 1s primeiras au-
1*ladHe8 da Protinoia sobremaneira honroso e
digno de elogios, s o despeito ou o resentimenlo
pessoal, sempre mos juizes e mios conselheiros
podem recusa-los. '
Muito se tem escripto aqui por causa da de-
missao do delegado de Jaguario as vesperas da
eleigao.
O Sr. major Joao Simplicio, que se diz demit-
tido, era primeiro supplente de delegado, ma
como chefe de urna parcialidade poltica nao con
vinha a bem da ordem publica continuar nesse
exercicio ; mas nem por isso foi demittido, fleoo
no lugar de primeiro supplente que era, e ape-
gas se nomeou o delegado para preencher o lu-
gar vago desde Janeiro do anno passado, e a no-
xneagao recahio em pessoa que podia garantir a
wanquiilidade e boa marcha das oleigoes. Es o
So/ um dM maiorM captulos deaecusa-
1 MmSn?!apr,,nelrM autor e como sao todos os outros.
dicarnff la?*1.1!? I presid?l8 and.do syn-
2i?n. D mg 8.accaM5es empregados p-
blicos e ofBciaes da guarda nacional auTcontra
lernunanlM ordns do gorerno"jj, IbwE
Slinas-Geraes.
Ouro-Preto, 21 de fevercro de 1861.
Com a mesma anxiedade ora que V. natural-
mente esperar ahi noticias eleitoraes pelos cr-
relos idos de c, espera-se aqui as que os cor-
reios de la nos podem Irazer dos collegios do sul
desla provincia, cujas communicages chegam a
essa corte cora raais presteza do que a esta ci-
dade.
Eleigao de deputados, 6o districto. A ultima
vez que lhe escrevi dei-lho noticia dos collegios
do Serr, Diamantina e Minas Novas, faltando o
do Rio Pardo, do qual dopeodia o resultado da
eleigao.
Hontem recebeu-se aqui a noticia, quo na opi-
nio de alguns carece da cunflrraagao, do que es-
se collegio dando a maioria dos seus votos aoSr.
Herculauo Cesar de Miranda Ribtiro, dra ao
mesmo lempo 21 ao Sr. Antonio Joaquira Cesar,
17 ao Sr. Dr. Paula Fonseca, 16 ao Sr. Dr. Siraao
e ti ao Sr. Cru*. Machado; pelo que vieram a li-
cor mais votados, e por conseguiute os deputados
do districto, os Srs.
Dr. Paula Fonseca com 213 votos. t
Antonio Joaquim Cesar 206
Dr. Simao......186
Seguio-se o Sr.:
Cruz Machado.....183
Por tres votos pois perdeu o Sr. Cruz Machado
a sua eleigao em ura dos districtos oude o parti-
do conservador fez mais de 300 eleilores !
.Nao haver de cerlo quem nao perguote pela
causa. Fcil a resposta.
A causa foi concorrerem dous candidatos de
um mesmo municipio e cidade, e al da mesma
familia, adisputarera a eleigao em um districto
onde haviam outros muitos pretendeutes nos
mais municipios, cujos collegios nao erara infe-
riores ao do Serr, em o qual residem aquelles
dous senhores : a causa foi ainda terem os con-
servadores de Minas Novas e Rio Pardo adoptado
como seu candidato o Sr. Antonio Joaquim Ce-
sar, que na ultima legislatura fra deputado pelo
lado liberal ; daido alm disso nao pequea vo-
tacao ao Sr. Herculano Cesar, que, comquauto
conservador, nao eslava ua respectiva chapa, an-
tes na dos liberaes da cidade do Serr, era cujo
collegio obteve os seis votos que elles ahi live-
ram : a causa foi fioalmente, segundo a opinijo
de pessoas daquellos lugares, a arabigo do uns,
o despeito de outros, e a falla de principios po-
lticos de lodos.
O Sr. Cruz Machado foi victima da lealdade e
franqueza cora que sustenta e emitte suas opi-
nies, mas nao adquiriro de cerlo grande gloria
aquelles que se regosijarera da sua derrota, pois
sobram ao Sr. Cruz Machado ttulos que o tor-
nara digno da eslima e consideragao dos seus pa-
tricios. r
Nada mais consta sobre eleices.
28
Comego hoje por cantar a palinodia a respeilo
de urna m noticia que lhe dei na minha carta de
24 do correle, eo fago com tanto prazer quanto
foi a magoa cora que Ih'a transmitti, convencido
pelas muitas provas com as quaes se fazia aqui
acreditar na sua veracdade: o regosijo de uns o
a tristeza de oulros foram as menos evidentes que
Uve para dar por veriCcada a derrota do Sr. Cruz
Mochado na eleicao do deputado pelo 6o distric-
to ; a felicidade porm de uns substiluio-se pela
desventura dos oulros.
Assiai no co sereno se dispeusa,
Cora esta condigo pesada e dura
Ntscemos; o pezar ter firmeza,
Mas o bem logo muda a aatureza.
Felizmente nao ora exacta essa noticia, era
apenas ura bem arranjado romance de algum an-
tagonista que chegou a illudir al os sous pro-
prios correligionarios, fazendo-os applaudir um
Iriumpho que nao se veriflcou.
Chegou hontem noticia da voligo do collegio
do Rio Pardo, ondo se reunram 33 eleilores, e
que foi a seguinle :
Herculano Cesar.....33
Faula Fonseca......21
Cruz Machado......20
A. J. Cesar.......10
Alcntara Machado .... 6
Manoel Esteves......5
Antonio Ernesto. ..... 4
Ficaram pois os candidatos definitivamente col-
locados deste modo :
Io Dr. Paula Fonseca. .247
2o A. J. Cesar......195
3o Cruz Machado.....192
Seguem-se:
Dr. Siraao........170
Herculano Cesar.....120
Alcntara Machado .... 93
Dr. Joaquim Mariano. ... 56
Alm da votago supra, se diz que liveram em
separado no collegio do Serr 6 votos cada um
dos Srs. Cesar, Alcntara Machado e Herculano.
Bem pode V. avallar que mudangas de emo-
ges produziria aqui esta j nao esperada noti-
cia.
Gastar palavras em contar extremos
De golpes teros, cruas estacadas,
E' desses gastadores que sabemos,
Mos do lempo, com fbulas soohadas.
Campanha, 9 de fevercro de 1861.
Trminos felizmente a luta eleitoral aem que
occorresse accidente algum digno de roencio-
nar-se.
S tratara agora os candidatos de colher noticia
dos diversos collegios para saberem como foram
tratados patos eleilores, e quaes tero ou nao a
honra de um assento na cmara temporaria. J
conhecido o resultado da eleigao dos collegios
Tr'o c,mPlaBb*. Pouso-Alegre, Jaguary e
Tres-Pootas, fallando ainda noticias dos de Jaeu-
hy e Passos. Se acreditasse as promessas dos
1 supplente dV 3oT ., f^d'/p'ut^%! WdSriSnr.rT'eir'
chefe de urna .are culo mas como nio Jiro poTcSos lla2e
cidade, evadindo-so por essa occasiio 22 presos
alguns dos quaes indiciados em crimes bastante
graves.
Esta cadeia a raelhor do sul de Minas, ou an-
tes a nica que temos, porquo as mais cao passam
de pequeos, immuados e traeos casebres, a'onde
os presos se ovadem com muita faclidade.
Acabada ha muito pouco tempe aquella impor-
tante obra, pensava-soque os presos nelia guar-
dados estavam seguros, e que nao fugiriam cora
duas razes, no entrotanto o coolrario acaba de
acontecer; mas como nao havia de ser assim, se
nesta cidade s existe urna pequea forga de pe-
destres de 16 a 17 pragas, que alm de prestar
guardas aos forgados a gales nos trabalhos era
que elles se erapregara, lamb^m a presta s di-
versas prisoes que contm cerca de 100 presos.
e s autoridades policiaes sempre que precisara ?
Convm que o conselheiro Pires da Molla pres-
te sua attengo a esle negocio e que uo deixe
concentrar-se na deesdeute Villa-Rica toda a for-
ga da provincia. Sabemos que naquella capital
consoms sua guaruigo muitas pragas ao ser-
vigo diario de guardas, etc., mas assim como S.
E.vc. reduzio, segundo nos consta, algumas guar-
das de luxo e ostentagao, pode tambera reduzir
outras, e especialmente o enormo numero de
pragas empregados no servigo interno dos quar-
tets, e em destacamentos sem importangia.
Dzem que houve algum descuido da parte do
carcereiro e da guarda encarregadada revistadas
prisoes, porque o trabalho do arrombamenlo nao
podia ser feilo em um s dia. O carcereiro foi
immediatameate preso pelo Dr. Leonel, que est
servindo de juiz de direito, e foi elle a primera
autoridade que compareceu na cada para provi-
denciar sobre a captura dos presos que se haviam
evadido, e, o quo mais oolavel, foi tambem
quera fez despertar do profundo somno que dor-
ma o velho supplente do delegado do polica,
que so achava oessa occasio com a jurisdicgo I
Consta-nos que o conselheiro Pires da Molla
mandara ordem cmara de Pouso-Alegre, aflm
de proceder ao orgaraento da despeza necessaria
para a construegao da cadeia daquella cidade.
E' essa obra de urgente necessidade, e s. Eic.
ganhar raais 'tulos gratido dos mioeiros do
sul, se a mandar fazer, como esperamos da sua
solicitude.
Nao realisou-se felizmente o boato que corra
do assassinato do capilo Manoel Germano Cor-
rea, da parochia de Joaquim, do termo de Jacu-
hy, como noticiei-lhe, fundado no que me haviam
dito pessoas fidedignas.
Manoel Germano ainda vive, e foi al um dos
eleilores daquella freguezia.
O correio est a partir, e eu mesmo estou de
p no estribo para ir assistir depois de araanha
era ura villorio prximo desta cidade ao casamen-
to da filha do capitao Piolo de Noronha. Dizem
que a moga bella como urna crcassiana, e que
Bragaoga........!!."!!"!! 29
370
Deputados........ 3
Votos.............o
. 'W i,no votos forara divididos pelos candi-
aalos diversos, e deram o seguinle resultado, que
a apuragao geral da cmara municipal:
Votos. Separado!.
Io
2o
3o
160
125
118
101
7
2
1
1
1
50
37
37
44
47
34
ser vehculo de boas novas para uns e de m&* n.
ra outros, e nem tambem noticiar-lhe triuranhoa HoJ8,e'n,0'a.nao .isi",r,a Pci um cum-
e derrotas sem dados seguros, guardo-me! para o "m-nt0 .".1?.'/rf?.ae8ieJ!0i,,e'.6 Umbem
fazer depois que soober do resultado da eleico
dos dous collegios que fallara, *
J igualmente conhecido o resultado da elei-
gao dos collegios de Itajub e Cbristina do 3o cir-
culo.
Um ou dous dias antes do da eleigao, dous no-
vos candidatos se apresentaram como por encan-
to, e ambos pertenceates ao partido conservador,
os Drs. Justiniano Jos da Rocha e Antonio Au-
gusto da Silva Caedo, aquella recommendado
por altas poraojugenj, este tea recommendt-
. noivo um guapo rapaz, llho dessa corte", e
que pelo oome e desplante se nao a imagem de
um permito lidalgo da idade media, nao deixa de
ter as veas o sangueazul dos bous fidalgos por-
tuguezes de outr'ora. Ha grinde func;3o, como
se diz por c, o desde j me preparo para comer
um bom naco do infailivel leilo assado, assim
como a miuba fatia de po-de-l.
P. S.Acabo de receber o resultado da eleigao
do deputados de Jacuhy, e ahi Ih'o remetto igual-
mente. O Dr. Firmino parece estar fra do nu-
mero, nao lhe d isso porm cuidado, por que a
eleigao de Passos, do que espero noticias a tudo
o momento, vira coiloca-lo entre os deputados
quo tem de representar o 5o districto.
S. l'auioT
S. Paulo, 25 de fevereiro de 1861.
Anda nao me foi possivel conseguir urna co-
pia do testamento do fallecido bispo desta pro-
vincia. *
Sabe-se nicamente que o virtuoso prelado le-
gara ao seminario episcopil desta cidade grande
parle de seus bens, com a condigo porm de
continuaren! alli o mesmo systeraa de ensino di-
rigido pelos frades. Se durante o espago de 25
annos houver alteragoes a respeilo dos mestres,
os bens doados passaro para a Santa Casa da
cidade de It, Picando o dito seminario sera pa-
trimonio algum.
0 primeiro lestamenteiro o Sr. conego Jos
Benlo, horaem honrado e que sempre deu provas
de sua amizade e dedicacao ao illustre tinado.
Aeredto piamente que maos profanas nao bao
de to cedo destruir a obra grandiosa do Sr. D.
Antonio Joaquim de Mello : a eleigao do Sr. Dr.
conego Joaquim de Andrade certamonte urna
garaatia de estabilidade n boa ordem da institui-
go episcopal.
No dia 18 de margo o governo desta provincia
pretende realisar a sua idea piedosa de um fu-
neral a expensas dos cofres pblicos, celebrado
pelo descango eterno da alma do illustre morlo.
A diligencia de poiicia desta cidade anda em
urna roda viva de diligencias nodnrnas.
Um assassino, conhecido geralmente pelo nome
de Barbadinho, lem amedrontado a meia cidade.
Por mais diligencias que faga a poiicia, por
mais buscas que d, o demonio do homem nunca
preso.
Ha dias leve a delegada urna denuncia de que
o tal Barbadinho achava-se de pagoda em um
rancho da ostrada de ferro, a duas legoas pouco
ma3 ou menos da cidade. A's 11 horas da noite,
acompanhado por boa escolta,para ldirigio-se o
delegado de polica, certo de apanhar o homem.
Mas qual!.. poucas hoiastinha ellodalli partido
para a fazenda de S. Caelano, propriedade do
conveuto de S. Bento, e onde presentemente re-
sidem C6oto e tantos trsbalhadores da estrada de
ferro.
Nao desojando perder a sua viagem e diligen-
cia alraz do Barbadinho, l foi ter o delegado de
polica com sua escolta*; cercaram a casa, e de
maoha deram a busta legal, e ahi s encontra-
ran} vestigios horrorosos do monstruoso assassi-
no I Um cadver ou quasi cadver de um infeliz
trabalhador e dous homes estaqueados; crimes
com medid os pelo monstro pouco antes da che-
gada da polica.
Hoje em dia n&o s para a poiicia um cum-
r 'imento de lei a pristo deste homem, tambera
urna queslo de capricho. O activo delegado nao
dorme. Barbadinho preso mais hoje, mais araa-
nha.
A nossa assembla provincial comega seos tra-
balhos no dia 1* do prximo mez.
Duvido que ella possa continuar at abril, Eo
considero a sua ausencis como um bem para a
provincia, avista de seu procedimento passado.
Hontem partiram para Santos, com destino a
sua corte oSr. D*r. Rodrigo Silva e sua seanori.
5de margo.
Nio ae lembrotelhe cearauoiquei na corres-
Dr. Rodrigo Silva...... 178
Desembargador Pacheco 161
Commendador Rosa___
Dr. Cirro..............
Dr. Jes Bonifacio......
Dr. Paula e Souza......
Dr. Carvalhaes..........
Conselheiro Campos Mello
Dr. Domingos Campos...
Dr. Pinto Jnior.........
Dr. Martim Francisco....
Os tres primeiros foro da chapa conservadora
e a enes mandou a camira municipal expedir di-
plomas, na forma da lei.
Os votos lomados era separado pela cmara
municipal, perqu j o tinham sido pelos respec-
tivos collegios, foram :
Conseri;adores-27 de Iguape. 6 do Soccorro.
|7de Itaquaqueceluna, e 1 de Sorocaba, ao todo
r-.ieraf,'~20 di x'rica. Ypiranga e Canana
(entre estes ura eleitor phosphoro), 23 de Mogy
uas cruzes, o 3 de Itaquaquecetuba, 30 todo 46.
os votos conservadores tomados em separado
rnenla o Dr. Js Bonifacio leve um voto de
ura eleitor de Iguape.
I9N.0S l? iberaes obteve o Dr. Rodrigo Silva
T -Vrmcat YPranga e Canana, e 1 de Mo-
Kydas Cruzes ; e o desembargador Pacheco 1 de
E' necessario porm notar que os votos do col-
iegio de Iguape forara tomados ora separado, por-
que assim deliberou o collegio, nao querendo as
ireguezias logitimas confundir seus votos com os
nullos de suas freguezias liberaes (Xiririea e Ca-
nana), pois s contra os eleilores desias so sus-
citou a queslo de legitimidade do eleigao. Os
voios dos eleilores de guapo sao muito legtimos
nioguera os contesta.
Ora bom : pela apuragao feita, a esta hora es-
ta a cmara municipal gemondo sob o peso de
toda a sorte de invectivas e injurias em corres-
pondencias escripias para o Correio Mercantil e
uiarxodo Uto de Janeiro. Depois da derrota
que sutlreu em Sorocaba, surgi emflra nesta ca-
pital o correspondente deste ultimo jornal, promp-
10 para fazer paredo em ludo com o do Correio
Mercantil, candidato gorado.
No mesmo dia em que a cmara municipal
ueixava o l)r. Carro com os seus nicos 125 vo-
tos, a assembla provincial collocava em seu lu-
gar, na cadeira da presidencia, o Exm. baro de
S. Joao do Rio Claro.
A mesa da assembla flcou assim constituida ;
(coPn;see;va2or:,b"a0 *' J d R0 C1"
! Secretario, Manoel Eufrasio de Toledo (con-
servador. '
2o Secretario, Dr. Jos de Amaral Gurgel (li-
Esle ultimo desempatou pela sorte eora o Dr.
ledro Taques.
As coraraissoes sao todas conservadoras, ex-
cepgo da do exarae do thesouro. que, na forma
do estylo, coube aos contrarios; e estes forara
os Srsr Cirro. Jos Bonifacio, e Paula e Souza.
ao exactamente os candidaJus darrotados no
primeiro districto eleitoral.
0 r. Nebias nao foi eleito presidente da as-
sembla, porque, aleo de estar ausente (che-
gou na tarde do dia 1, o a eleigao foi na ma-
nhaa desse dia) nao podia obter toda a votago
conservadora ; e era tal conjunctura cumpria bus-
car ura nome que aitrahisse todas as adheses
sustentando-se assim o Iriumpho da mesa.
Hoje abre-se discusso, e natural que os
discursos nao sejam mais do que a repetigo das
correspondencias do Correio Mercantil porque
o autor dellas o primeiro a atirar-se brecha,
segundo consta. Oque nao posso afiangar se
teremos bons discursos, no sentido rhelorico di
palavra, porque s as grandes paixes fazem os
oradores, e ninguem afllrmar que as haja de-
pois de urna refrega eleitoral. O egosmo e o
uespelto nao sao sem duvida paixes daquella
categora. *
O relatorio do conselheiro Henriques ex-
tenso, e iuiciador do grandes melhoramenlos
raoraes o materiaes para a provincia, que precisa
de urna adminstrago assim pensadora e enr-
gica.
7- O correspondente do Diario do Rio de Ja-
neiro provoca urna discusso sobre nm recruta,
Eduardo Ferreira, explicando porm os fados a
seu geito. Nao exado o que esse correspon-
dente afllrma quanto ao carcter officiaPe ao mo-
tivo de iseogo que por ventura tenha o recruta-
do. Foiescrivo de paz, e ainda nao lhe foi fei-
ta a inspecgo para que possa ser considerado
senlo legalmente. Tambem nesta ierra faz-se
queslo poltica da menor palhaque va.
O celebre criminosa Barbadinho anda oao
foi preso ; e affirma-se que existe nos arredores
da cidade.
Diversas diligencias tSm sido feitas ; todas po-
rm sam fructo.
Correm por aqu diversos boatos acerca do
beraaventurado que ser prejudicado com a elei-
gao de bispo dessa diocese ; ao que parece, pao
que nao amarga a muita gente.
Se minha opinio prevalecesse, nao seria elei-
to seno um sacerdote do mais de 40 annos, do
alguma, seno de muita illustrago, e de muito
bom senso, quslidade osla mais essencial do que
qualquer outra ; e alm disso, que nao fosse na-
tural da provincia, porque um bispo deve ser em
todo o caso um prophela, e conhecido o a-
dagio.
Com a noticia da morte do bispo D. Anto-
nio Joaquim do Mello, na cidade da Constitugo,
houve gente que so entregou a diablico regosijo,
fazendo subir ao ar algumas gyrandolas 1 Consta
que o proprio parocho nofoieslranho aessade-
monstrago I
A eoogregagio da aculdade de direito pro-
rogou o prazo de suspenso do grao de doutor ao
bacharel Marlins Pereira, por mais anuo e meio I
e Isto apezar do aviso do governo imperial, que
ordenava congregago que lho conferisse quanto
antes o referido grao.
Como isto soonlende, rilo sei. E' provavel qoe
a congregago se justicari, ou qoe o governo
imperial mantera sua dignidade ante esle poder
novo.Heaconhecido no eviterna constitucional
adoptrto no imperio desde o primeiro rei-
nado.
Santa Catharina.
Desterro, 14 de fevereiro de 1861.
Escrevo-lhe desta vez nicamente para nio
perder o coslume e para nio perder o goslo a
muita gente de desapparecer das columas de seu
*I2i Ten>-se-me feilo tanta honra com a cu-
J*sadade de saber quam bou, que na verdade
na oespreza-Ia o nao procurar continuar a me-
--^?4* ha Puco dias arvoraram-me emdouor
m^ !?' *?wra J "3 dei*m ccesso *l"am-
!, Pre>ldtncia provincia, e oeste caminho
f eJuemB0 Uin *borl ada carreira
leva-me ao ministerio.
o5ri?i6!\qh?*" vaait a "osidade. eu o
!*m v PUDl"r meu nome. Carregue po-
n?inh?3a .a0 '""' '*-- carregar a
^t,r ih 6U 5"esPondente, q.e continuare* a
dizer-lhe a verdade, agrade ou desagrade, com 0
que pouco me importo ; mesmo porque gosto
muiio. desde pequeo, do jogo da cabra-ceg, vae
procurar quem te deu.
Esquecia-me dizer-lhe qu.e entro o de doutor e
presidente Uve um poslo de accesso, isto dele-
gado di reparligao das Ierras. Desculpe-me a
vaidade de commuoicar-lhe. mais esta hon-
rara.
Depois da minha ultima, nada de importan-
te alimentou as palestras dos circuios,4 nao ser
o carnaval, que correu fro e mesmo montono,
devido talvez ao natural cansago dos espiritos
em razio das eleiges.
O Mercantil continua em opposigo, maslo
discute, ataca apenss. 0 Araos est era especia-
uva antipathica, mas ambos lem no Conarinense,
quo por pequenino lhe chamara o Frasquinho,
um vigoroso combatento em favor da admins-
trago.
Quero dar-lhe urna amostra da opposigo do
Mercantil, para que Vrac. e seus leilores, que
lera lido apenas o acto addccional, aprecem. No
penltimo numero vem com quatro pedras na
mao contra o n/esideote, porque tendo a assem-
bla provincial du reunir-se no dia 1" de marco,
ainda a presidencia nio tinha formaes palavras!
convocado, ou adiado a assembla I
Depois desta, s tenho dar-lhe a triste aoli-
cia de um homicidio era Lages e quasi que outro
00 Alto Tejucas, ondo os injigenaa aliraram so-
bre um soldado urna flecha que lhe penetrou o
peito.
O soldado veio para a capital, foi fixido para
extrahir-se a flecha, e prometi escapar desta.
[Corlas particulares.)
[Jornal do Commercio do Rio.)
z
DIARIO DE PERNAIYIBUCO.
O vapor inglez Oneida, entrado hontem dos
portos do Rio e Bahia, apeoas adiaotou tres dias
do primeiro e dous do segundo s noticias de
que foi portador o Oyapock.
Rio de Janeiro.Pelo mioisteiio da guerra
baixou o regulamento para o laboratorio do
campinho.
Forara nomeados para a secretaria de estado
dos negocios de agricultura, commercio e obras
publicas :
Consultor, conselheiro Luiz Pedroira do Couto
Ferraz.
Director da directora central, bacharel Jos
Agostinho Moreira Guimares.
Dito da directora das obras publicas, Dr. Ma-
noel da Cunha Galvo.
Dilo da diredoria das trras publicas e coloni-
sagao, bacharel Bernardo Augusto Nascenles de
Azambuja.
Dito da directora dos correios, Dr. Themaz
Jos Pinto de Cerqueira.
Chefes de secgo : bacharel Augusto Jos de
Castro e Silva, Jos Martios Pereira de Alencas-
tre, Dr. Ludgero da Rocha Ferreira Lupa, Ber-
nardo Jos de Castro, Joo Jos Toixeira, Joa-
quim Ignacio Alvares de Azevedo.
los otllciaes: Luiz Jos Martins Rocha, bacha-
rel Marcos Antonio Ribeiro Mooteiro de Barros,
bacharel Carlos Honorio de Figueiredo, Manoel
de Almeida Vascoocellos, bacharel Joo Paulo
dos Santos Brrelo. Joaquim Jos Fulgencio
Carlos de Castro, bacharel Luiz Francisco da
Veig, bacharel Francisco Ignacio Perreira, Jos
Pedro Xavier Pinheiro.
2US oiciaes: Antonio Joaquim Heitor, Antonio
Luiz Pereira da Cunha, Bernardino Baplista Bra-
sileiro, Fraocisco Xavier da Silva Moura, Firmo
Jos Soares da Nobrega, Jeronymo Herculano de
Calazans Rodrigues, Jos Tertuliana Monteiro de
Meudonga, Manoel Francisco Damasceno.
Amanuenses: Antonio Mara Calvet, Antonio
Alvares Pereira Coruja, Gamillo Liberalli, Carlos
Eugenio deFiguera ConlreirasNabucod'Araujo,
francisco Joaquim Alves, Francisco Jos dos
Santos Rodrigues Jnior, Jos Pinto de Cerquei-
ra, Jos Ricardo de Andrade, Jos Pereira de
Oda
Porteiro, Caudido Augusto de Alvarenga.
Ajudanlu do porteiro, Antonio Joaquim Ri-
beiro.
Continuos: Januario Jos Pires Carioca, Jos
Ernesto da Silva Chaves, Tilo Joaquim da Silva,
Jos Luiz Nogueira Velasco da Gama, Antonio
Pinheiro da Costa, Jos Joaquim da Silva.
Correios: Boaventura Cavalcante de Mello,
Tiburcio Uermogenes.
No dia 11 leve lugar a psse desses empre-
gados pelo respectivo ministro.
Por decreto de 9 foram nomeados :
OfBcial da ordem da Rosa, Francisco Muniz
Brrelo de Arago ;
Procurador fiscal da administrago geral dos
terrenos diamantinos da provincia da Bahia, e
Dr. Nuno Freir Maia Bitlencourt.
Consultor do ministerio do imperio, o actual
consultor dos negocios ecclesiasticos da secreta-
ria da jusliga, conselheiro Jos Iguacio Silveira
da Molla ;
Primeiro ofcial da secretaria do imperio o 2o
oicial da mesma, Dr. Joaquim Pinto Netto Ma-
chado ;
Praticanle, o praticante da recebedoria, Joo
dos Santos Catanhede ;
Porteiro, o ajudante do dito, Joaquim de Souza
Castro :
Ajudante do dilo, Francisco Jos Rodrigues
Soares.
Foram removidos para a secretaria do
imperio os primeiros ofSciaes da secretaria da
justiga Dr. Manoel Jesuioo Ferreira e Dr. Augus-
to de Castro: o amanuense da mesma secretaria
Manoel Jos de Campos Porto Filho, e os praii-
canles Arlidoro Augusto Xavier Pinheiro e Benlo
Francisco Diogo.
Foi aposentado, por haver pedido, o Io
ofcial da secretaria do imperio Manoel Correa
Fernandes.
Haviam noticias de Minas at 4 do cor-
rentes.
O resultado dos 4 collegios conhecidos do 7o
districto era o seguate :
Melchior Carneiro.......................... 217
Dr. Luiz Carlos............................. 122
Dr. J. P. de Mello.......................... 78
Cesarlo Gama............................... 45
Faltavim os collegios de Grao-Mogol, Januaria
e S. Komo.
A lista de senadores, fallando apenas os colle-
gios do Prata, S. Romo e Januaria, que tem 60
oleitorev; colloca os volados nesta ordem :
Dr. Firmino Silva........................... 869
Theophlo Oltoni............................ 832
Dr. Luiz Cirios............................. 743
Cruz Machado............................... 708
Dr. Penido.................................. 552
Dezembargador Cerqueira Leite............ 407
Acerca da apuragao, feila pela camaia
municipal de Santa Chatarna, para deputados
assembla geral, le-se no Correio Mercantil:
Reunidos no dia 2 os versados na cmara
municipal, comecaram a apuragao, de maoeira
que receberiam os respectivos diplomas os Srs.
Lamego e Silveira de Souza.
c Um des vareados presentes protestou contra
a apuragio que se fazia, e, como nao fosse alien
dido pela mesa, reunindo ossupplentes, organi-
sou urna nova cmara, no edificio da aseembla
proviadal. .
c A apuragao feita na cmara muoidpal deu o
seguate resultado :
Silveira de Souza........................ re
Lamego................................... 75
* LUIt.M.Mttlt.OMM.II.Mi.....*........ 74
aivira......*........................ 00
Tomaram-ae em separado 76 votos dos Srs.
Lamego a Las.
A apuragio feila na assembla provincial foi
esta :
Lamego................................... 135
* "............................. 134
Silveira de Souza......................... 43
a Alvim..................................... 54
Forajnnonwrdos em separado 3 totee do Sr.
Silveira de Souza, 31 do Sr. Alvim, 16 do Sr. La-
mego e 16 doSr. Lus. >
Bahia.Nada do importante occorreu, aps a
passagem por ali do vapor brasileiro.
NOTICIAS COMMERCIAES.
B10 i>snmo, 11 oaaaRgo db 1861.
Cambio.Loadrea. 25 7/8 e 26 d. Odias.
Apoliccs.--pe 6 /. 95, 95 1/2 e 96 /,.
Acgoes.Do sanco do Brasil, a 76$000 de
premio.
Bolelim ultima hora.
ambio.BaTaUiaram-e boje pequeas opera-
goes sobro Loadrse. na quasi totaitdade a 26 d. e
oa nfima paite a 25 7/8 e25 3/4 d.
Fecharam-ee os ltimos saques a 26 d. firme.
Sobre Pars e o Havre foram as iransaeces
tambem pouco importantes a 370 rs.
Sommam pois os saques pelo paquete inglez
Sobre Londres, 480,000, sendo as quantias
etU7/8ea25a3/4'd.VPen,S **""" "*"*
Sobre Paiis e o Havre, 1.100,000 francos aos
extremos de 366 a 370 rs. ;
rt KQ1a?-urg0' 30.000 m. b., sendo 200,000
do 692 a 695 rs., e 100,000 a 700 e 705 rs.
agtalo: 6 Po" regulou atabe
Ijf'""........... 30 das.
. ,. ll! lo............... 90
7.'?^,374.^ hoie 888erae*
Descontos.Conservam-se nos bancos a 9 /
Na praga regulara de 9 1/2 a 10* /, para as
letras de primera classe. P
Acgoes.As do banco do Brasil foram hoie
vendidas a 765000 de premio. *
Caf.O mercado contina calmo.
As vendas hoje foram insigoiHcantes.
Ha em ser 75,000 saccas.
[ Jornal do Commercio do Rio.)
Chegaram ao Rio, procedente de Pernam-
buco :
A' 8 do correte, a escuna Emili, cora 12 dias
de viagem ; 10, os brigues Almirante, com 10.
e Felicidade, com lt.
SaTvador" P"* reraambuco> patacho S
Achava-se carga para Pernambuco o brigue
escuna Jocen Arthur. B
Baha, 14 ue surco de 1861.
Londres 60 90 ds.26 1/8 a 26 3/4 d.
Pans 355 a 360 rs. o fr.
Ilamburgo 680 a 700m. b.
Lisboa > 100 a 105 olO.
obloes hespanhes 31 a 3IJ500, esc.
da patria30J500 a 31. idem.
Pegas do 6J40O velhas-16500 a 17tf idem.
de 4S-930O a 9400. idem.
Seberanos9J00 a KXjOOO. idem.
Patates brasileiro:2j> a 20100.
hespanhes25 a 2)>IO0.
mexicanos1900 a 1|960.
[Diario da Bahia).
PERNAMBUCO.
REVISTA VlUYia.
No dia 1 do correte mez, procedeu a cmara
municipal de Villa Bella, comarca do Flores, a
apuragao dos votos dos difterentes collegios. quo
compoem o quinlo districto eleitoral desta pro-
vincia ; eem vista do resultado della, expedio os
diplomas de depulsdoa assembla geral legisla-
tiva pelo mesmo districto aos Srs. conego Joa-
quim Pinto de Campos e Dr. Augusto Prederico
de Oliveira, tendo este ficado com 194 votos, e
aquella com 206. *
Os demas votados oceupam a seguinle collo-
cagao :
Os senhores : Votos
Dr. Francisco Carlos Braodo.............. 168
Dr. Antonio dos Santos Siqueira Cavalcanli. 80
Alexandrmo Antonio da Silva Barros...... 49
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara...... 4
Os deputados eleitos j se acham de posse dos
respectivos diplomas.
Hoje reonem-se em assembla geral os ac-
cionistas do Novo Banco de Pernambuco para
cumpnmento do art. 23 dos respectivos esla-
luios.combinado com lei de 22 de agosto do anno
passado.
Hontem comegou na thesouraria provin-
cial o concurso para preenchimento das vacas de
segundo escriturario.
O trabalho circumscreveu-se somente prova
de anlhmeiica, sendo nella abrangido lodo o tem-
po til.
Hoje deve continuar o processo, sendo argi-
dos os concurrentes as outras materias compo-
nentes do mesmo acto.
~,Io.?lem "guio no vapor Oyapock o Exm.
sr. Dr. Pedro Leo Vellozo, presidente nomeado
para o Maranao.
He extrahida amanha a quarta parte da
primera lotera a beneficio da irmandade do di-
vino Espirite Santo, erecta na igreja do collegio.
sao lanas e lo frequentes as queixas rela-
tivas s irregularidades da mor parte das agen-
cias, e mearao adminislragoes, do correio do im-
perio que apenas poder-se-ha dellas excluir urna
ou outra.
A administrago central ou da corte mesmo nao
abre urna excepgo, ou nao est isenta dessa pe-
cna ; porque assignantes nossos mu conhecidos
dispendem dous e mais dias procura alli da
seus Danos ; o afinal estos ou nao apparecera,
ou lhes sao entregues depois de passados, isto ,
lidos em phrase typographica, e a maior parlo
das vezes j abertos, justificando' assim aquella
phrase. '
Sob tal situago, nao podemos, mais esta vez,
deixar de reclamar por urna providencia enrgica
do Exm. ministro do imperio. E' preciso que
urna medida forte corle pelo abus, quaesquer
.u{* 8eJsn> as considerages pessoaes ; porque o
publico nao deve estar subordinado ao resultado
dellas.
O mal resultante da subtraegio ou mesmo da
demora intencional de urna carta, de um jornal,
etc., etc., pode ter consequencias to funestas
para a fortuna, para a honra e para a vida at de
um cidado, que o legislador era sos previdencia
uao deixou de consignar urna penalidade para
tal crime que acha-se cffecti va mente definido na
nossa legislago criminal.
Ora, dando-se elle, reproduzindo-se ainda em
escala avultada, importa que tenha a punigo pre-
vista pelo cdigo criminal ; para eoarcta'r- lhe o
desenvolvimento que vai tendo semelhante abu-
so, de que lemos sido victimas.
Nao ha rauito qoe recebemos de um assignan-
te, residente na villa da Independencia, provin-
cia da Parahiba, a nota seguiote das datas em
quo ha recebido os Diarios, sendo para notar que
o estafeta parte nos dias 5, 15 e 25 de cada mez
da cidade da Parahiba para o centro, e que nos
enviamo-los nao s por todos os vapores, como
pelos correios terrestres das segundas e sextas
feras de todas as semanas.
Ora, o nosso eslabelecimento um forte con-
tribuir do correio; e alm disso, nio addicio-
nando nos o valor do porte importancia da
subscripgo, como fazem os outros jornaes, v-se
que essa despeza sobrecarrega os nossos peque-
nos interesses, tendo por isso direito reclama-
gao que fazemos, providencia que sollicitamos,
1860.No 1. de margo rocebi os Diarios de
31 de Janeiro at 6 de fevereiro.
A 19 dem, idem, at 10 do margo.
A 30 dem, idem, at 19 idem. ^
A 10 de abril, idem, at 30 idem.
A 25 dem, idem, at 16 de abril.
A 9 de maio, idem, at 2 de maio.
A 21 idem, idem, at 12 idem.
No 1." de junho, idem, at 26 idem.
A 21 idem, idem, al 14 de junho.
A 29 dem, idem, al 18 idem.
No 1. de julho, idem, at 25 idem.
A 21 idem, idem, al 2 de julho.
A 29 idem, idem, at 9 idem.
A 10 de agosto, idem, at 16 idem.
A 25 idem, idem, at 1 de agosto.
A 25 de selembro, idem, at 25 idem:
A 3 de outubro, idem. al 7 de selembro.
A 9 dem, idem, at 14 idem.
A 19 idem, idem, al 6 de outubro;
A 29 idenu idea, at 16 idem.
A *0 de noventavo, idem, ati 9 de novambro.
A 30 dem, dem, at 16 idem.
A 9 de dezembro, idem, at 1 de dezerabro.
A 19 dem, ideo, at 7 idas.
A 30 dem, idem, at 15 idem.
1861.A 10 de jaoeiro, idem, at 2 de Ja-
neiro.
A 96 idem, idees, at 7 idem.
A 9 de fevereiro, idem, at 30 ideo.


-7"
fiURIO DE muUMBDCO. TERgi fEIRA 19 M MARCO DB IMl.

No 1.* de marco, dem, at 93 de fevereiro.
Foram recomidos casa de delencio nos
dias 16 e 17 deste mez 8 horneas e 1 mulher,
sendo 4 livres e 5 escraros, a saber: a ordem do
Dr. chefe de polica 1, a ordem do subdelegado
do Reeife 1, a ordem do de Sanio Antonio 2. a
ordem do da Boa-vista 3, a ordem 4o de S. Jos
lea ordem do da Capunga 1.
Pa3sageiros do hiate Sergipano, sahido
para a ilha de Fernando .Dr. Francisco J. da
Silva Coelho, capito Joaqta G. da Silva, ca-
dete Miguel Jjaquim Hachado. Manoel Thomaz,
Francisco Caetaao de Assis, Maaool Baptista
Barboza, Feliciano Pereira da Sil, Deifica Ma-
ra da Concei{o, Margarida Deolinda da Costa e
1 fllho menor e 14 recrutas.
O vapor brasileiro Oyapock, sahido para e
norte, levou i seu bordo os seguintes passa-
geiros :
Manoel Garcis Alves Lima, Dr. Carlos de Cer-
qaeira Pinto, sua scnhora, urna menina de menor
idade, 1 criado e 4 escravos, Antonio Jos de
Oliveira Lobo, Dr. Antonio Jos de Amorim e 1
escravo, Jos Ramalho do Souza, F. Augusto Pa-
checo, alteres Diogenes Gomes de Hollanda
Costa e 1 soldado seu camarade, Manoel Mar-
ques Camacho, desertor Antonio de Paula Gon-
calves. Felippe da Silva Coelho, Henrique Vian-
ua, Jos Maria Pestaua Jnior.
O vapor inglez Oneida, sahido pira a Eu-
ropa, lovou seu bordo os seguintes passa-
geiros :
Dr. Jcs B. Galvo Alcoforado e sua familia,
Manoel F. de Aguiar, Henrique I. da Cunha e
seu sobriaho, Antonio L. M. BrandSo, Eduardo
Fergusson, Frederico Kollar, Eluardo Paln, Al-
fredo A. Willers, Henrique F. Hilen, Jos Das.
Joo Praeger.
CHRQNlCAJUUIClAnlA.
. TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 18 DEMARCO
DE 1861.
PRESIDENCIA DO EK. SU. DESEHBA.RGADOR
F. A. DE SOUZA.
As 10 horas da manha, reunidos 03Srs. depu-
tados Lemos, Basto, e Silveira, o senhor presi-
dente dcclarou aberta a sessao.
DESPACHOS.
Um requerimento de Antonio Luiz Machado,
pediodo o registro do dislralo da sua sociedade
cera Antonio Francisco de Souza Magalhes J-
nior, e um papel de espera e abate dado pelos
seus credores. Vista ao senhor desembargador
fiscal.
'. Outro de Antonio Carlos Pereira de Burgos
Ponce de Len, pedindo tambem registrar o pa-
pel de distrato da sua sociedade com Antonio
Correia Gomes de Almeida.O mesmo despacho.
Outro do agente de leiloes Evaristo Meodes da
Cunta Azevedo, pedindo liceoc.a por quinze dias
para ir provincia do Rio* Grande do Norte, e
propondo para ficar em seu lugar a seu Biho
Joo Manoel Mentes da Cunha Azevedo Prove
o supplicante impedimento na forma do artigo 14
do decreto n. 838 de 10 de novembrode 1851.
Vistos pelo Sr. desembargador fiscal os seguin-
tes requerimenlos:
Un de Luiz Jos da Cosa Amorim e Domio- i
gos Jos da Costa Amorim, pedindo o registro de
seu contrato social.Como requeren!.
Outro de Maria Rita da Cruz Neves, pediodo
recolher as cartas de registro da escuna nacional'
Linda, e biigucs Aiolpho e Bom Jess. Como
requer.
Outro ae Joaquim Vieira Coelho, pedindo re-
gistrar seu contrato social.Como roquer.
Outro de Antonio Botelho JPiulo de Mosquita,
pndindo matricular-so.Como requer.
Outro de Angelo Baptisla do Nascimento, pe-
dindo matricular-se. Como requer.
Outro de Francisco Antonio Correia Cardoso,
pedindo matricular-se.Como requer.
Outro de Cunha Irmaos & Companhia, pedindo
o registro do seu controto social. Satisfacam o
parecer Qscal.
Nuda mais houre.
1 eaixi livroa ; Antonio P. Ferrio.
3 cairas fazendas de seda, lencos de dita, e
luvas ; 6 Cals Irs.
1 ca:xa fitas de seda, 2 ditas chapeos ; 4
Christiaoi & C.
1 caixa bijouleria -, S. Blem L & C.
1 dita obras de ouro, 1 caiza fazenda de sida,
i ditas amostras de diversas fazendas ; D. P.
Wild & C.
1 caixa objectosde escriptorio ; Schafer & C.
2 volumes amostras diversos ; L. Wild. & C.
1 caixa tuvas de seda ; & Ferreira & Araujo.
1 caixa cuteleria ; Cmara & Guimares.
1 dita couros ; i N. O Bichar & C.
1 dita azeite, 1 dita vinho, 1 dita roupa de
borracha : ordem.
1 caixa livros ; a Exm. presidente desta pro-
vincia.
1 volume impressos ; Amorim & Irmaos. c
5 caixas batatas.
2 caixas ameixas ; a" Dubarry.
1 volume luvis, 1 caixa chales, 15 ditas quei-
jos ; Kalkman Irmaos.
1 volume livros de ouro ; Jos Antonio dos
Santos Lessa.
1 dito ditos ; Buarque Macedo.
1 dito bijouleria ; Jos Antonio Pinto.
201 caixas e 8 barricas vioho ; i G, Kalkman.
1 caixa mercearia ; Mello Lobo & C.
1 caixa livros ; Guimaraes & Oliveira.
1 volume tinta, 3 caixas roupa o chapeos ; i
L. Putjfx
1 carW lirros ; & Almeida Gomes Alves l C.
1 caixa ditos ; Bailar & Oliveira.
1 volume sedas ; Vaz & Leal.
1 barrica cognac ; Meuron & C.
1 volume mercearia ; J. A. Guimares & C.
30 caixas queijos ; Francisco Gomes & C,
20 ditas ditos ; E. A. Burle & C.
25 ditas batatas, 4 ditas, amendoas c confei-
tos, 2 ditas miudesas, 30 ditas vellas de cera ;
F. S. Rabello & Falio.
1 caixa queijos; L. J. da Costa Amorim.
1 dita amostras de feltro ; Laumonier.
1 volume livros ; ao Gabinete Portuguez.
1 dito amostras ; Seve Filho &C.
1 dito etiquetas ; Praeger & C.
Exportafo.
Do dia 16 de marco.
Brigue dinamarquez JIolstein, para o Rio da
Prata, carregam :
Bastos & Lemos, 50 barricas, 219 arrobas e 13
libras de assucar.
Vapor inglez Oneida, para Londres, carre-
gam :
Rab Schmeltau &C ,33l8oitavas de prata em
barra.
Galera franceza Solferino, para Havre, car-
rega :
Tysset freres, 100 saceos com 500 arrobas de
assucar e 717 couros verdes, 34885 libras.
Decebe doria de rendas internas
ajoraes de Peruambuco.
Rendimenlo do dia 1 a 16. 37;926j659
dem do dia 18. ..... 5:5549172
43:480j831
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 16. 37 2148776
dem do dia 18. -. l:594j>849
38:809>625
lencia de Francisco Antonio do Reg Mello,
pela sentones do tbeor seguinte :
Constando dos autos que Francisco Antalo
do Reg Mello, commerciante establecido com
toja de calcado na ra Nova data cidade nu-
mero 1, ha cemada os seas pagamentos, o
declaro em estado de quebra e fixo o ter-
mo legal da exialencia desia a contar do dia 4
defevoreiro ultimo. Nomeio curadores fiscaea
os credores N. O. Bieber & C. successores e de-
positarios interinos Cale rmeos tambem credo-
res e prestado pelos primeiros o juramento do
cstylo e pelos segundos assignado termo de de-
posito, o eserivio remetiera copia desta sea ten-
a ao juiz de paz competente para a apposi;o
de sellos, que ordeno se ponham na forma da lei
em todos os bens, livros e papis do fallido, feile
o que e publicada a presente nos termos dos arts.
112 do cdigo e 129 do regulamento n. 738, se
darao as ulteriores providencias que os mencio-
nados cdigo e regulamento determinara.
Reeife 13 de margo de 1861 Anselmo Fran-
cisco Peretti.
E mais se nao continha em dita senlenqa e em
seu cumprimento convoco todos os credores
presentes do fallido para comparecerem no dia
20 do correte mez de marco na sal dos audi-
torios s 10 horas da manhaa, aQm de se proce-
der a nomeagao de depositario ou depositarios
que lio de recebor e administrar provisoriamen-
te a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de todos
maodei passar editaos que sero publicados pela
imprensa e editados na forma do eslylo.
Recite 16 de marco de 1861. Eu Manoel Maria
Rodrigues do Nascimento, escrivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo e
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Recite de Pernambuco o aeu termo
por S. M. I que Dos guarde etc.
1'ac.o saber aos que o presento edital virem
que oo dia 20 de marco do prximo futuro aono
de 1861 pelas 10 horas da manhaa, na sala dos
auditorios, lera lugar a reunio dos credores da
massa fallida de Caminha & Filhos na conforrni-
pade do art. 842 e seguintes do cdigo commer-
cial, aQm de que em minha presen;* veriQquem
os seus crditos, coocedam ou neguem a concor-
data ou formem o contrato de um dia e prece-
dam a nomeago dos administradores dos bens
da referida massa fallida : nao podendo outro sim
um so individuo representar por dous diversos
credores, havendo-se os que nao comparecerem
por si ou por seus procuradores como adheren-
tes a concordata, para cujofim sero contados os
votos dos ausentes assi.-n notificados. Em cum-
primento do que, todos os credores da predila
massa fallida compareQam em dito dia, hora e
lugar cima designados.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
maodei passar o presente edital que ser aflixado
nos lugares do coslume e publicado pela im-
pronsa.
Cidade do Reeife 19 de novembro do 1860.
En Manoel Maria Rodrigues do Nascimeulo, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Teretti.
SESSAO JUDICIARIA EM 18 DE MARCO.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESF.XCARUAUOH
SOL'ZA.
Secretario, Julio Guimares.
A urna hora depois do meio-dia, o Exm. Sr.
presidente abri a sessao, achaodo-se presentes
03 Srs. deserabargadores Tillares e Silva Guima-
res, e os senhoresdeputados Lemos, Bastos e
Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sessao de 11 do
correte.
JILCASESTOS.
Embargantes, Francisco Brasileiro de Albu-
querque e outros ; embargado, Mximo Jos dos
Santos Andrade.
Confirmaram o accordo.
Appellanto, Jos da Fonseca e Silva ; appella-
dos, os administradores da massa fallida do Nu-
do Maria de Soixas.
Sorteados os Srs. deputados Silveira e Lemos,
e relatado o feilo pelo Sr. desembargador Villares
oi confirmada a sentenca appellada.
Appellaiiles, J. Crabtree & Companhia ; appel-
lado, Braga & Antunes
Sorteados os Srs deputados Lomos e Bastos, o
relatado o feito p"lo Sr. desembargador Silva
Guimares, foi coulrmada a sentenca appellada.
PASSAGEV.
Appollante, Jos Baplista Ribeiro de Faria ;
appellado. Ciclo da Costa Campello.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
Appellanles, Azevedo & Mendes ; appellado,
Antonio Jos Arantes.
Do Sr. deserqbargador Silva Guimares ao Sr.
lor villares.
AGURAVO.
O Sr. presidente negou provimento ao aggra-
vo seguinte, vinde do juizo especial desta ci-
dade :
Aggravante, Marianna orolha Joaquina ; ag-
gravado, Manoel Pereira Magalhes, como cos-
eionario do commendador Joo Pereira de An-
drade.
E nada mais havendo a tratar, o Exm. Sr. pre-
sidente levantou a sessao.
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 17.
Rio de Janoiropatacho nacional Bom Jess, ca-
pilo Joo Goo;alves Res, carga assucar e
miis gneros e 4 escravos, a entregar.
Navios entrados no dia 18.
Portos do sul 6 dias, vapor inglez Oneida, coin-
mandante Bevis.
RichmonJ38 dias, barca americana Uinifred,
de 247 toneladas, eapito J. E. Iramore, euui-
pagem 10, carga 3030 barricas com farioha de
trigo ; a Felippe Brothers l C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Ilha de Fernando de Noronha hiate nacional
Sergipano, capito Henrique Jos Vieira da Sil-
va, carga differentes gneros.
Lisboabrigue portuguez Soberano, capito An-
tonio Agoslioho de Almeida, carga assucar.
Portos do Nortevapor nacional Oyapock, com-
man la rile o capito lente Antonio Joaquim
de Santa Barbara.
Rio Grande do Nortebarca ingleza Isabell Re-
dley, capito Richard Bulley; em lastro.
desembargade
OS a. C a. 0 o * 2 i B Horoi
* <* ag R er e en Atmotphtra.
V en H o Oirecco. 4 M a H p O w J. Pl
99 63 O 3 0) D 53 en o O n E B Ql sois C Intensidade. 1 c 00 w O M 5 5
-4 00 o -4 3 Faftren/ieiL 1 -i n O H 9 O
A. ?a O o 1* a 00 o (A Centgrado. o E
00 00 00 ce a Hygrometro. c c r
SO
ce
C
ce
-i
co

en
Cis'.ema hydro-
melrica.
Francs.
co
o
o
8
co
o
8 !

Inglez.
COMMEltClO.
Praca do Reeife 18 de
i
mar9odel86I.
A.s tres ovas da tarde.
Cotacoes offflciaes.
Assucar mascavadoParahiba 2}050 por ar-
roba posto a bordo.
Algodo do Parahiba a 89200 por arroba posto
a bordo,
f rete de assucar para Liverpool 37/6 o 5 0[fj
por tonelada.
Descont de letras10 e 15 0(0 ao aono.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
A. 1 randera.
Rendimeoto de dta 1 a 16. 207:0504758
dem do dia 18.......20:419*329
A ooite nublada al 1/2 noite e depois chuvo-
sa ; calma at 5 h. manha, que comecou a so-
prar do NO -brando.
0SC1LAQA0 DA MVRE'.
Preamar as 9 h. e 42' da manha, altura 5,2 p.
Baixamar as 3 h. e 54' da tarde, altura 2. p.
Observatorio do arsenal de marinha, 18 do
margo de 1861.
Romano Stepple,
1 lente.
Editaes.
227:470*087
Movimento da alCandesa.
Volumes entrados com fazendas.. 233
> com gneros.. 157
Volumes
a
sabidos

com fazendas..
com gneros..
-----390
37
296
^ 333
Descarregam hoje 19 de fevereiro.
Barca ingteaQueen fazendas.
Brigue inglezMinatillanidem.
Barca brmenseClonlssafarinha de trigo.
Importa$ao.
Vapor franeez Navarre nodo de Bordeaux
tnanifestou o seguinte :
120 caixas queijos, 100 ditas azeite, 3 ditas
ameixas, 4 ditas frutas em calda, 6 barricas vi-
oho ; Tisset freres.
SO caixas queijos Mills Latham&C.
225 ditas ditos ; Braader Brandis.
1 caixa objeclos de sefleiroa ; i E. Bourgeois.
1 barrica vinhaV, L. A. Slqueira.
4 caixas licores, 2 ditas conservas ; i J. Min-
debour Si C.
1 caixa objectos para chapeos de sol; i Manoel
& C.
4 barritas vicho ; Paul Guelphe.
2 caixas fazendas de seda e outras, 1 dita
jactes de escriptorio ; 4 SciutoeilUa. &C
De ordem da iospecQao da alfandega se faz
publico que oo dia 19 do corrente, depois do
meio dia.se ha de arrematar em hasta publica,
porta da mesma repartico, de conformidade
com o disposto no art. 362 do regulamenfo, um
barril da marca C B, contendo 20 caadas de vi-
nho Bordeaux a 320 rs. por caada, total 69(00,
vindo do Havre na galera franceza Solferino,
abandonada aos direitos por lacobi Desmarteaux,
sendo a arrematacao livre de direitos ao arrema-
tante.
Alfandega de Pernambuco 16 de marco de 1861
Joo Jos Pereira de Faria.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
rendeiros e foreiros de propriedadea pertencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vero pagar seus dbitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao fuerera, sero
os meamos dbitos remettidos para juizo, afim de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou afinar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernambuco, 5 de marco do 1861.
O secretario
A. F. d'Amorira.
Secretaria do goveruo de Peruana -
buco IS de marco de 186 .i.
Pela secretaria do governoae faz publico, para
conhecimento da parte ioleressada, que, por des-
pacho de 8 de fevereiro ullimo, fot iodeferldo o
requerimento, em que Antonio Lourencn de Al-
buquerque Coelho pedio.ser provida em.um ofli-
cio de justiga ; o que constou de communicaeao
da repartico da justigade 4 de marco corrente.
Joao Rodrigues Chaves
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de. Chrislo e
juiz especial do commercio desta cidade do
Reeife de Pernambuco e seu termo por S. M.
I. que Deor guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
a'
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrislo,e juiz
de direito especial do commercio desta cidade
do Reeife de Pernambuco, e seu termo, por
S. M. Imperial, que Deus guardo etc.
Fafo saber aos qne o presente edital virem,
que requejimenlo de Monleiro Lopes & C. a-
cha-se aberta a fallencia de Antonio Joaquim Vi-
dal, pela senlenga do theor seguinte :
Constando dos autos ter cessado seus paga-
mentos o commerciante Antonio Joaquim Vidal,
estabelecido com luja de miudezas na Ra Direi-
ta n. 103 declaro o mesmo commerciante em es-
lado de quebra o flxo o termo legal da existencia
desta contar do dia 4 de fevereiro prximo pas-
eado.
Nomeio curadores iscaes os credores Monleiro
Lopes & C e depositario interino o credor Joa-
quim da Silva Cosa ; e pelos primeiros prestado
o juramento do eslylo e assignado pelo seguinte
termo de deposito, o escrivo remelter copia
desta sentenga ao juiz de paz c impotente para a
apposigo de sellos que ordeno se ponham na
forma da lei a todos os bens, livros e papis do
fallida.
Feilo o que e publicada a presente, em confor-
midade do disposto nos arts. 812 do cdigo com-
mercial e 129 do rogulamente n. 738sedaro as
subsequenles providencias que o referido cdigo
e regulamento ptescrevem.
Recite, 12 de niaiQo de 1861.Anselmo Fran-
cisco Perelti.
E mais se nao continha em dita sentenga e om
seu cumprimento convoco a todos os credores
presentes do fallido para comparecerem na sala
dos audiencias no da 20 do corrente mez, atim
de se proceder a nomeaco de depositario ou de-
positarios, que ho de receber e administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de tedos,
mandei passar edilaes, que sero publicados pela
imprensa e afxados na forma do eslylo.
Recite, 16 de margo de 1861.Eu Manoel Ma-
ris Rodrigues do Nascimento, escrivo, o es-
crevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Secretarla da polieia de Peruani-
buco, 18 de man/u de 1861.
O Illm. Sr. Dr. chefe de polica manda publicar
para conhecimento das pessoas a quein possa in-
teressar, o objecto do oflicio do delegado de po-
lica do termo de Serinhaera, abaixo trans-
cripto.
Illm. Sr.Acham-se presos nacada desta
villa os escravos fgidos seguintes :
Luiz, que diz pertencer a J*o Baptisla dos
Santos Lobo, senhor do engenho Bom-Amigo, do
termo de Porto Calvo da provincia das Alagdas,
mas que mora nessa cidade; o Paulino, que
diz pertencer ao Dr. Francisco Borges Buarque,
senhor do engenho Canoa-Brava, do mesmo ter-
mo e proviucia.
Digoe-se V. S. dar as precisas providencias
para que sejam elles entregues seus senhores,
pagando estes asdespezas da cada e comida.
Deus guarde a V. S.
Serinhem, 26 de fevereiro de 1861.
Illm. Sr. Dr. chefe de polica desta provincia.
O delegado supplente Jos Candido da Silva
Braga.
Conforme.O secretario, Rufino A. de Al-
meiaa.
O Dr. Atselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa, da de Chrislo, e
juiz de direito especial do commercio desta cida-
de do Recite de Pernambuco e seu termo por S.
M. Imperial, que Deus guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
deMe noticia tiverem, que a requerimento de F-
lix Sauvage & C-, acha-se aberta a fallencia de
Manoel Francisco de Mello, commerciante esta-
belecido com loja de calcado na ra do Livra-
niento n. 19 ha oessado seus pagamentos, de-
clarlo em estado de quebra, e fixo o termo le-
gal da existencia desta a contar do 1 de feve-
reiro prximo passado.
Nomeio curadores flseaes os credores Flix
Sauvage & C, e depositarios interinos, os credo-
res Cals Irmaos, e prestado pelos primeiros o
juramento do eslylo, e pelos segundos assigna-
do termo de deposito, o escrivo remella copia
desta sentenga ao juiz de paz competente para a
apposfgo de sellos, que ordeno se ponham na
frma da lei em todos os bens, lirros e papis do
fallido.
convier, que pela referMa cmara foi marcado o
prazo do 30 das, a contar de' dala do presente
annuncio, para os foreiroa de terrenos pertencen-
tes ao seu patrimonio se reconhecerem, com es-
pecialidade os foreiros das Curcuranas, Muribe-
ca, Ponte dos Cirvalhos, Ilha dos Martins e Joo
Grande, Gaib, Naiareth, Bote, etc., etc., depois
do que ella tratar d fazer efiectiva aos om mis-
sos as penas da lei, annullando taes contratos.
Olinda 15de margo de 1861.Camillo da Silvei-
ra Borges Tavora Indigina.
Conselho de compras navaes.
Promove este conselho em sessao de 21 do an-
dante mez a compra do material da armada abai-
xo declarado, mediante propostas apresentadas
nesse dia at as II horas da manha, acempa-
nhadss das amostras dos respectivos objectos.
Para o arsenal e navios.
50 pegas de brim,83 broxas sortidas, 4 arrobas
de cola da Babia, 6,000 ps de pioho de rezina
de primeira qoalidade, 30 latas de tinta preta.-
Para os navio?.
100 colherea de ferro, 8 lenges de cobre de 80
ongas, 10 grozas de pennas de ac.
Para a enfermara.
200 camisolas de brim, 100 froohas de dito,
200 lenges de dito.
Para o arsenal.
100 travs de qualidade de 30 a 40 palmos com
6a 8 pollegadas de face.
Sao as condiges para a effertuagao da compra
ser paga logo no mez subsequenle do recebimen-
to dos objectos, e sujcilarem-se os vendedores
multa de 500(0 do valor dos mesmos objectos,
caso nao sejam entregues ua porgo, e da quali-
dade contratados.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco 16 de margo de 1861.
O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Santa casa da misericordia do
Reeife
A junta administrativa da irmandade da santa
casa da misericordia do Reeife manda fazer pu-
blico que no da 20 do corrale, as 10 horas da
maubaa, na casa dos exposlos, pagam-se as res-
pectivas amas as mensalidades vencidas at de-
zembro do anno lindo ; devendo as mesmas amas
levarem as suas crias.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cito 15 de margo de 1861.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Conselho administrativo
0 conselho administrativo, para forffecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o hospital militar.
43 libras de acool em garrafas.
48 libras de agurdente branca em garrafas.
24 libras do agurdenle de canna em garrafas.
16 libras d'agua de Rosa em garrafas (franceza).
16 libras d'agua de flor em garrafas (Lisboa).
8 arrobas de assucar retinado.
4 libras de annis estrelado.
8 libras de balsamo tranquillo.
10 borrachas de gomma elstica de 12 ongas
vulcarisada com bocal e pipas de metal.
1 libra de balsamo de llu.
4 grosas de caixas porluguezas para pilulas.
32 libras do carbonato de potassa.
16 libras de cytrato de magnesia bem soluvel.
40 caixas de capsulas de cupahiba.
30 caixas de capsulas do figaao de bacalho.
32 libras de cevada.
2 libras de espirito carminativo de Selvios.
2 libras de espirito de meligj.
12 vidros de elixir de.Guilher.
2 ongas de extracto de coloquintidas.
2i varas de emplastro adezivo estendide.
4 ongas de ergotina.
2 ongas de extracto de chicoria.
2 ongas de extracto de larroxaes.
4 oocas de extracto de Ruibarbo.
1 libra de extracto de mulung.
4 libras de eslanho lamiaado.
8 esptulas de ago sortidas.
2 ongas de extracto de sabina.
4 esptulas de marfim.
20 papis de encerado ioglez (numero).
12 vidros de elixir estomtico. -
30 rolos do encerado du Peldriel n. 2 e 3.
16 libras de flores de borragem.
8 libras flores de violas.
8 libras de flores de malvas.
4 libras de flores de aliha.
2 funis de vidro de 8 ongas.
2 funis do vidro de 4 ongas.
2 funis de vidro de 2 ongas.
64 libras de gomma arbica fina.
8 ongas um vidro de byanato de quicino.
8 ongis de iodureto de chumbo.
8 ongas de iodureto de amonio.
12 vidros de iogego refrigerante de Chable.
2 ongas de odhydrargipato de potacio crysla-
lisado.
8 libras de jalapa em p.
64 libras de linhaga.
128 libras de mann.
16 libras de massa caustica.
50 moscas de Milo.
64 libras de oleo do amendoas.
12 vidros de oleo de roasirucos.
8 ongas de oleo voltil de mosiarda.
1 onga de oleo essencial de sabina.
12 poles de louga com lampa de 4 ongas.
12 oolesdc louga com lampa de 2 ongas.
1 libra de pommada de pipinos.
2 libras de pilulas de Blancarde.
2 resmas de papel pautado almago de primeira
qualidade.
25 caixas de pastas de naf.
20 caixas de pastas balsmicas de Rogmauld.
1 resma de papel branco de feltro.
30 vidros de pos de rog.
5 ruaos de papel de cor, folhas grandes.
20 vidros de paslilhas vegetaes vermfugas.
8 ongas de prol iodureto de mercurio.
20 garrafas de Rob Lefleteur.
2 libras de raiz de espargo.
2 ongas do resina de escaraonia branca.
25 garrafas de sueco de grozellas.
128 libras de salsa parrilha.
8 ongas de sulfacto quinino.
32 libras de senne.
4 ongas de tanino.
2 libras de turbith era p.
24 garrafas de vinho branco.
24 garrafas de vinho tinto.
50 vidros vasios para L. Roy.
10 garrafas de xarope labelooy.
50 vidros de xrope de naf.
30 vidros de xarope peitoral brasileiro.
8 libras de iodureto de potacio.
Para o fardamenlo do corpo da guarnico.
563 1|2 covados de baeta verde.
241 12 varas de brim dn Rtissia.
3381 boioes grandes de metal lisos.
1419 ditos pequeos de dito.
9 grosas de ditos pretos de osso.
Quem quizer vender taes objectos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do,
conselho, s 10 horas da manha do dia 26 do
correle met.
Sala das sesees do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 18 de
margo de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
blico que nesla data, se inscreveu no mesmo livro
do registro publico e contrato de sociedade que
em 7 de Janeiro de-corrente aneo eelabraram
Ponciano Lourengo da Silva e Beroardino Con -
galves Salgado, domiciliados e estabelwidoi nes-
ta cidade, com padaria, sob afirma de Ponciano
& Salgado ; derendo a meara sociedade durar
por tempo de 6 annos contados do referido dia,
com o capital de 9:04lgOCO fornecido per ambos
os socios.
Secretaria do tribunal de commercio de Per-
nambuco 13 de mareo de 1861.
Julio Guimares.Offidal-maier;
THEATRO
DE
DE
O espectculo annunciado para o dia 20 do
corrente nao tem lugar por motivo da associago
do theatro exigir a chave do mesmo em poder do
contiauo do dito theatro, e como nao podemos
confiar de um assalariado da associacao do thea-
tro nosso laboratorio chimico, preferimos o pre-
juizo que nos causou tal aviso, que nos devera
ter sido communicado previamente.
/acorn Ulysses.
Avisos martimos.
Para a Baha segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga que
Ihe falta, trata-so com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos,
n-112.
Para o Iss.
Segu em poucos dias, por j ter a maior par-
te de seu carregamento a bordo, o hiate Bebe-
ribe : para o resto e passageiros, trata-se na ra
do Vigario o. 5.
Para o \racaty
O hiate Camaragibe : para carga e passageiros,
trata-se Da ra do Vigario n 5.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiate naciooal Santa
Anuae, queja tem quasi meia carga, para o res-
tante e passageiros trata-se eom.Gurgel Irmaos,
no seu escriptorio da ra da Cadeia do Reeife n.
28, primeiro andar.
lima lancha fe dous boles.
HOJE
19 do corrente ao meia
diaem ponto.
No Trapiche d'Alfandega.
John Herir y Dil ton, capito da bar-
ca ingleza a Emma Eugenia, fara' lei*
lao com autorisacSo do Illm. Sr. ini-
pector da alfandega, por conta e risco
de quem pertencer na presenca do Sr.
cnsul interino de- S. M. B-iUnnica e
por ntervencao do agente Pinto, de
urna lancha e dous botes pertencentes a
barca ingleza Emma Eugenia legal-
mente condemnada neste porto na sua
recente viagem.
LEILAO
Porto.
Sae at o dia 21 do corrente o brigue Amalia
1.a: para passageiros, para o que tem excelentes
commodos, tratase com o consignatario Manoel
Joaquim Ramos e Si.va, ou com o capito.
ara
Para o Rio Grande Ao Sul.
Segu cora brevidade o patacho nacional Sao
Joaneiro : quem quizer carregar no mesmo a fre-
te, entenda-se com o consignario Manoel Alves
Guerra, ou cora o capito a bordo.
COMPANHIA. PERNA.MBUCYNA
DE
LNavegaco costeira a vapor.
O vapor Persinnnga, comman Jante Moura,
segu para os portos do sul de sua escala no da
20 do corrente mez s 5 horas da tarde.
Recebo carga para Macei e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
Passageiros e dinheiro a freto at o dia da
3ahida s 2 horas : escriptorio no Forte do Mal-
los n. 1.
COMPAMIU rERMBUCm
DR
ob- I del le noticia tiverem que a requerimento de N.
I O. Bieber & C.. sucessore acha-ia aberta a- fal-
Feilo o que e publicada a presente nos termos
dos arts. 812 do cdigo e 129-do reglamento, se
darao as subsequenles providencias, que o refe-
rido cdigo e regulamento determinam.
Reeife, 11 de margo de 1861.Anselmo Fran-
cisco Peretti.
Emaiase nao continha em dita sentenga aqui
tarnscripta, e para cumprimento de mesma con-
voco a todos os credores presen tes do fallido para
comparecerem na salla dos auditorios no dia 20
do correle mez de margo s 10 horas da ma-
nhaa aflm de se proceder nomeago de deposi-
tario, ou depositarios qu^ho de recebar ou adV
ministrar provisoriamente a casa fall Ja.
E pan qne chegue ao conhecimento de toda*
mandei pasear edilaes que serao publicados pe-
la imprensa, e africados n forma do eslylo.
Reeife, 15 demarco de 18W.Eu Manoel Maa
ria Rodrigues do Nascimento, escrivo, o soba
ore vi.
instinto Pranebio Ptreti.
Dectaragdes.
O secretario-da cmara municipal da cidade
de 'Olltda, abaixo assignado, faz saber a q1
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que nes-
la^ala foi inscripto no livro competente do re-
gistro publico, o dislrato da aociedade de Diogo
Jos da Cosa, Tristo Jacome de Araujo e Ma-
noel Luiz de Mello Jnior, feito em 4 do corrente,
dissolvendo a sociedade que girava nesta praija
sob a firma de Costa, Jacome l C., cuja liquida-
?o fica a cargo do socio Diogo.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 13 de maiQQ de 1861.
Julio Guimares.Officisl-maior.
Pela mesma secretaria se faz igualmente pu-
blico que na dala infra se inscreveu tambem no
referido livro do registro publico o contrato so-
cial de Jos Fortunato, dos Santos Porto e Julio
Augusio Torres, reformaeao o cntralo que ha-
viam celebrado em julho de 1859 sob a firma de
Torrea & C, que Oca substituida pela de Julio
Augusto Torree- &C. da qual s poder usar o
socio Torres, dorando a mesma sociedade conti-
nuar a durar por eapaco de 2 tinos contados de
14 do fevereiro de corrente, augmentado o capi-
tel eom a quautia de 2:336fi*2, fornecido peto
socio. Porto queMke sendo com mandilarlo.
Secretaria dw tribunal do commercio de Per-
nambuco 13 da mareo da 1661.0
Julio tiuimaresOfcial-roaior.
Pela mesm seeretaria se fax igaaininte pu-
Navegad cosleiraavapr
Paralaba, Rio Grande do Norte, As-
su', Aracatv e Ceara*.
O vapor Iguarass, commandante Moreira, sa-
hir para os portos do norte at ao Cear no
dia 11 de marco s 5 horas da larde.
Recebe-sc carga at o dia 21 ao meia dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frete at o
da sahida, s 2 horas : escriptorio no Forte do
Mallos n. 1. *
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servico tendente
ao mesmo vapor.
Segu no dia 21 do cor-
rente para o Ri > da Prata com
escala o Rio de Janeiro, o
magnifico e excellente vapor
americano Mississipe de
marcha mui rpida e de bel-
los commodos: recebe passa
geiros: tratar com o seu
consignatario Phipps Irmaos
& C, ra do Vigario n. %
Os precos das passagens
sero:
Para o Rio de Janeiro 40 pesos
Rio da Prata 100 pesos
Para o Maranho
O agente Camargo far lei-
lao hoje, em seu armazem, na
ra do Vigario n, 19, de seis
caixoes com caixinhas de pa-
litos de fogo, por conta e risco
de quem perteucer, s 11 ho-
ras em ponto.
LEILAO
DE
Urna taberna.
Sexta-feira 22 do jorrete.
As 11 horas em ponto.
O agente Camargo fara' leilo por
mandado do Ekih. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, e a' requerimento dos
depositarios da massa fallida do Jos Fer-
nandos Agr, da taberna da ra estreita
do Rosario, contistindo em armacao, g-
neros e mais objectos ; na mesma occa-
siaose venderao as dividas;da mesmo fal-
lido,
LILAO
Segimda-feira 25 do cr-
reme.
O agente Camargo tara' leilo por
mandado do Exm. Sr. D .juiz especial
do commercio e a' requerimento de
Campiano i Cordeiro, da taberna da
ra do Rosario da Boa-Vista, perten-
cente a Francisco Ferreira Fialbo, a qual
consiste em armacao gneros etc :
segunda-foira 25 do corrente, a's 11 ho-
ras em pomo, na referida taberna.
LEILAO
Quinta-feira 21 do cor-
rate.
O agente Camargo far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio, e re-
querimento do curador fiscal, o depositario da
massa fallida de Antonio Jacintho Pacheco, das
dividas pertencentes ao mesmo fallido, no aeu
armazem na ra do Vigario n. 19, s 11 horas era
ponto. Os Srs. prelendentos po terso entenderse
com o mesmo agente para ver os nortes dos de-
vedores e suas moradias.
BIUI
De varios objectos
para pescara.
Terca-feira 19 do corrente*
Costa Carvalho anlorisado pelo Sr. Jos Ma-
noel da Silva, far leilo de varios objectos para
pescara no dia cima s 11 horas em ponto na
trapicho do algodo. w
tocando no Acarac, segu com pouca demora,
por ter grande parte do carregamento arranjada,
o patacho Emulaco, capito Antonio Gomes
Pereira: para o resto, trata-se com Moreira &
Ferreira, ra da Madre de Dos n. 4, ou com o
capito no trapiche do algodo.
Leiloes.
O leilo de fazenda fcnomnciado pelo agente
Oliveira, para hoateo, segunda feirat fot t
ferido, por cansa da chura, pata
19 do corrente.
tara lagar no indicado priaaairo andar da caaa
por cima do armazem de fazendas do Sr. H
Gibsoa.
Predios e
escravos.
Quinta-feira 21 do cor-
rente s 11 horas.
Antunes autorisado pelo Sr. Jos No-
nes de Paula, fara' leilo em seu arma-
zem na ra do Amorim n. 48, dos
predios e escravos pertencentes ao dita
senhor que para liquidar sero entre-
gues pelo maior preco alcancado, 3
saber:
O sobrado n. 48 de 2 andares e sotSo si-
to na ra do Amorim, com chaos
proprios.
Dito em Olinda de um andar e sotao
sendo atraz terreo, com a frente pa-
ra os Quatro Cantos e ladeira da Mi-
sericordia, chaos proprios.
Urna casa terrea no Varadouro, con-
cluida ha pouco tempo, com 5 quar-
tos, 2 salas, grande quintal, e tuna
grande padaria no mesmo, com 01-
tOw dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terca parte da casa terrea sita na ra
da Imperatriz onde tem padariao Sr.
Barr lier.
4 escravos de muito boa conducta, sen-
do um deflet excellente padeiro e
forn

(*)
DUBIO M WftHABMUOO. TERC4 OA >i DE MARCO DE 1801.
*
LI1LJL8
LOTERA
Amanhaa, quaTta-feira 20
do corrente mez de marqo.andarao im-
preterivelmente as rcd&i da 4. parte
da 1 lotera do Divino Espirito Santo
do collegio, no consistorio da igreja de
N. S. doJKosario da freguezia de Si
Antonio do Recile.
As sortes serSo pagas logo que saiam
as listas no dia seguinte.
Os poucos bilhetes e meios que res-
tam acham-se venda na thesouraria
das loteras ra do Queimado n. 12, 1 .
andar, e as lojas commissionadas na
praca da independencia n. 22 do Sr~
Santos Vieira, ra Direita botica n. 3
do Sr. Cbagas, no Recife ra da Cadeia
loja n. 15 dos Srs. Porto Irmaos. O
thesoureiro, Antonio Jos Rodrigues
deSouza.
O Sr. que tem annunciado cons-
pelo prximo vapor far leilao por intervengao ; tantemente para vender noventa accoes
3o agente Oliveira, da rnobilia o mais pertences Aa mmmr,l,; ,l l__-i Pv
da casa-de sua residencia no campo, a raesina aa comPanh'a de Heberibe, se esta dis-
que lora edificada pelo ultimo proprielariopro-
curador Magalhesuo sitio margem do ame-
no Capibaribe e no lugar da Torre ao correr c
quasi contiguo ao do referido agente, consislin-
doa mesma mobMia (a maiur parle nova e de
apurado goslo da poca do Luiz XV) em mesas
e Cideiras para salas de diversos feitio?, conso-
PE
lima taberna.
NA
Ra do Rangel n. 18.
Terca-fcira 19 do corrente.
Antunes far leilao por mandado do Extn. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a requermento
de Silva & Santos, dos genero, dividas e uten-
cilios da taberna sita na ra do Rangel n. 18 a
qual pertenceu firma Souza & Peixoto.
Na referida taberna s 11 horas em ponto.
LEILAO
Dia 21 do corrente
F. Souvage lendo de retirar-se para a Europa
COIPANHIA DA YIA FEMEA
, DO
RECIFE A SAO FRANCISCO
(limitada.)
A visa-se ao respeilavel publico que do dia !
de evereiro at outro aviso o trem qf Darte d
estacao das Cinco Ponas s 8 1,2 |?or.,PI ,
nha correr somente at a Villa d r!h
trem que at agora tem sabido da Escd. a" tV
horas da tarde- ser discontinuado mas Jhi *
do Cabo s 3 horas da tarde como eos"" v
As horas da partida dos trens pi-Sa .'i a
pela tabella seguinte : 8 !erao 8M
posto seriamente a vende las pelo preco
corrente pode dirigir-se a' ra da Ca-
deia do Recife n. 41 loja.
Piet'isa-se de um rapaz portuguez,
de 12 a li annos de idade, e com pra-
los, lavatorios, commodas, almarios, guarda-rou-i tica de venda, para utn estabeleciinen'
pas com espelhos e sem elles, secretarias, livra-' to na Gamellpir t tratar na .-.io n,-.;.
ras, sos. ottomanas, toileles, bufetes, tapetes, ~q uarneueiia a ti atar na i ua Direita
cortinas, camas de ferro e bronze para casados e j n* 'la*
solteiros guarnecidas de mosquiteiros, esleirs,! N- ,. ,! p;i o.- ~7Iu'__j '
um magnico piano, pndula, cryslaes, loucas i a la tic Filai n. 82. sobrado,,
de janlar e almoco, candelabros, lanternas o lam-, a Pai a vender urna menina de jaca-!
pees. quadros. mesa elstica para jaular e ou- randa', e alguns outros trastes tildo em
tras con abas e para jogo, aparadores, cadeiras ~ mntt rr o.- J ,._____
de encost e de balango, vasos para flores e para | cot]ta' Por de uma pessoa que Se
adornos, facas garfas, colheres e plaleau de j rehra da proviDCi'a.
metal, apparelho de prata para cha, um comple- j Precisa-se alugar uma escrava de boa cori-
to trem de cosinh, utencilios psra jardim e co- duela, para lodo o servico de uma casa estran-
cheira, bomba, banheiro, carro;, quatro sober- 'geira com pouca familia,' pagando-se 30~men-
bos cavallos de carro e um dsela, sellins para saes: na fundicaodo Sr. Starr.
montara de homem e senhora e Analmente enlre Manoel A'zevedo de Andrade subdito oor
numerosos outros objeclos. um bello carroVic- tuguez. vai a Europa, o leva em sua companhia
loriacom os competentes arreios, uma canoa o menor Joaquim da Silva Castro Jnior com
de carreira e um bote com maslros e velas. | idade de 8 aonos.
N. B. No lancheon nao fallemos, porque ser'
certo ; mas para commodidade dos concurrentes
ao referido leilao, que ter lugar
Quinta-feira 21
salar um mnibus da ra do
sitio do barao de Beberibe na ponte de Ucha, mero 27.
Trocam-se
(O COrrO.nff com mdico descont sodulas de 1 e 5* de urna
o llnnl, ,7/1 Df5uraepapelbranco.de 50 roas, e de 590*
o Imperador al ao verdes o brancas : na ra da Cruz do Recife nu-
onde estarlo canoas collocadas para transpor-
la-los margem opposta, lugar do indicado sitio
do leilao.
LEILAO
Importante
no dia 20 do corrate.
Evaiisto, tara leilao de uma rica propriedade,
um pouco adianto da Solidado, sendo a casa em
rauito boa localidado lendo 4 salas, 7 quarlos,
grande, cuzinha ao lado estribara para 8 caval-
los, casa de farinha com os seus pertences no-
vos, 2 cacimbas com muito boa agoa de beber,
bastantes larangeiras da china, que muito car-
regam, muilas larangeiras selectas, c umbigo o
limeirns novas bem desenvolvidas, muitos bons
sjpulis, fruta-pao, excelentes mangas, porcao de
coqueiros novos em.disfruclo, 2 viveiros com bas-
tante pcixe ; tendoa propriedade 1300 a 1400 pal-
mos de [rento, e 1800 de fundo, sendo 3 parles
da propriedade composta de varzea cujo terreno
6 barro de tijoulo, podendo-se levantar olaria
por ter camboas, a qual muito perto da casa,
produz tudo qjanto se plant3 assim como d
muito bom capim, que s neste artigo plantando
uma 3.a parle da baixa pode dar de lucro annual
do 5 a 6 contos de reis : Os prelendentes tero
as informales do mesmo agente. O leilao se-
r execulado no dia cima s II horas em
lo na rui do Yigario n. 22
Andrade, subdito
pon-
Boavenlura Azevedo de Andrade, subdito
portuguez, vai a Europa.
Aluga-se uma casa assobradada na ra da
Assump;ao n. 60, dando fiador a contento do
proprieUrio : quem a pretender, dirija-se a ra
dos A;ouguinhos n. 20, que achara com quem
tratar. '
t Jos Antonio dos Santos
portuguez, regiessa Macei.
. Joo Evangelista de Mello Brrelo, lendo
de relirar-sc para a provincia do Cear por moti-
vos de molestias, leva em sua companhia sua se-
nhora, 3escravos e 1 fmulo : dcixa nesta cida-
de por seus bastantes procuradores Jos Antonio
da Silva Gailo, o Sr. coronel Joo Jos de Gou-
vea, e o Sr. Alexandre Jos Gomes, para em sua
ausencia tratarcm de todos os seus negocios.
Urna pessoa que retira-se para fra da pro-
vincia lera para Vender 2 cavallos de sella, pro-
pnos para viagero, com os arreios necessarios :
a tratar na cocaeira do Sr. Adoloho Bourgeois
na ra Nova.
Alugam-se dous armazens novamente aca-
bados, muito proprios para qualquer officina
com grandes telheiros, sitos na ra Imperial : a
Iratr na ra Direita n. 84.
Victorino Teixeira Leile retira-se para fra
da provincia.
Antonio Fixe, subdito italiano, retira-se pa-
ra os porlos do norte.
Nicolao Fixe, Antonio Jette, Salmdir Jetle,
subditos italianos, reliram-se para os portos do
sul. r
CONSULTORIO ESPECIAL U
IIONEOPATHICO a
s
g
H
<
04
(O
a
w
oa
a
O
a
a
o
a
es
<
E->
I"

E te o r. ^ ^ ^
o
a
z


on
s^ m m
es
y.

Q
es
<
<
z
t.r~tr^aoaoooooc5co>o
o
a
3 o o o
geo-r.c
"3 IJO
O 'C o
M o 3S
2--*^3iSU3l3eOttC
o
5 92 s I "3H30
i 3
!a
ao oo oo os os os a>
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
-Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira & Pereira avisa a
todos os Srs que sao de vedo-
res a mesma roassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazodel5dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobranca judicial.
f- Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisses Cok les Cavalcanti de Mello.
tq7" Ai!ga"8e alJ'a do sobrad da ra das Cru-
gf-"'-18-' 'rotar no mesmo aobrado.
Atteneo. |
S Antonio da Costa e Silva Maduro testa-
* menteuoeinventariante do casal de seu M
fallecido pai o Sr. Miguel Anlouio da 9
costa e Silva, tendo de prestar contas aos
mais herdeiros pede encarecidamente aos
devedorea ac dito casa) de virera ou raan-
darem pagar as suas contas na praca do
Corpo Santo n. 21, loja de cabo?.
Veneravel ordem terceira de
S, Francisco da cidade do
Recife.
. De ordem da mesa rege Jora, convido
a todos os pomos enansimos irmaos,
para que se dignera comparecer em not-
a igreja a's duas horas da tarde do dia
22 do corrnnte, paramentados'com seus
hbitos, aQm de acompanharmos a
procisso do Sr. Bom Jess dos Desam
parados, para o que fomos convidados
pela irmandade de Nossa Senhora do
Terco.
Secretaria da veneravel ordem ter-
ceira de S. Francisco, 18 demarco de
10 secretario, Francisco
rnT! ga",8 Um' P,rdloha escrava que sabe
romo f^ifrT" e Pfepar*r uma 8eDh0. bera
como tratar de meninos: quem quizer. diriia-se
a ra do Imperador. ^TcSS. "ti
n. 81, piimsiro andar, que se dir quem aluga
-. Offerece-so nm moco brasilelro para caixei-
ro de qualquer casa de commercio
ra da Prala, armaiem n. 13.
a tratar na
da Silva.
Lopes
Sitio.
Aluga-se um sitio na Torre, a margem do Rio
com boa casa de sobrado, com bastantes commo-
dos, estribara, cocheira, cacimba com boa agua
de beber com bomba de puxar agua, fructeiras.
capim, etc., muito bom banho e sitio murado
quem pretender, dirija-se a ra Nova n. 15. nri-
meiro andar. K
Feitor.
o
c_>
<
C/5
LEILAO
DE
DO
DR. C.VSAXOYA,
30-Roa das Grnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (as linturas) por Ca-
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra.re-
commendada intelligencia de qualquer
pessoa.
anas
DE
ilrithmctica, algebra e de
geometra.
A. E. da Silva, professor de msthematica no
Gymnasio Provincial, pretende abrir particular-
ferca-feira 19do corrente as'Sf,"0l\d0^ez vindouroumcso dear-
'.. i thmetica e algebra para aquclles senhores que
11 noraS da manbaa. pretendem estudar o curso coramercial, e outro
O agente Pinto anrnrUaHn lr. <5r -e fmf{n> P3" os exames em novembro na
^S^J^JS^^1^.^' .r.''! de__ Wito. A matricula estdaberla
Gneros de estiva.
Quarta-feira 20 do corrente.
Antunes por mandado do Etm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, far leilao a requerimento
de Prente Vianna &C. e outros, dos gneros e
mais objectos arrestados a Manoel Joaquira de
Oliveira & C, no referido dia as 11 horas em
ponto, oa ra do Cordonlz n. 14.
LEILAO

M
O
o
as
w
g
5 i
=
J-.
es
O
--/-.
O
SIS
a
a
e
O
s
<
..... '?
a "3
=>-; --S ." S-g
8?SS-'5l.sa!
c= -r o i_ o S .2 s-,
" ^o t- w
o
g-T wn lianza I

<
<
B
Z
i!
S
Barroca & Medeirog e D. P. Wild
& C. administradores nomeados a massa
fallida de Lima & Martins, avisam a to-
dos os Srs. credores, que tendo de pro-
ceder a classificacao dos crditos na for-
ma determinada pelo art. 859 do cdi-
go do commercio, faz-ge preciso que no
prazo de 8 das lhes appresentem os seus
ttulos de crdito, aflm de poderem ser
classiicados.
mTin \ w
IC'XNt-
ss
S


a
as
<
O
-
a
s
Iiciaoo i o
H
WM ?'?
<
as
p-^ (MCO
"^S 12
ifflTi
cai-
it3OtC!Ot^t~tt~t-0000
O
33
I
I
I
3 -3 *g -5
ir. f tt>
lil
O.L S I* .2
wj-o-.> cuc-.ca <
cai-
cai-
2 '-2
-O o
AssignadoE. H. Bramah,
Superintendente.
Vicente Ferreira Pinto, fara' leilao da
armadlo e balcao, de dous caudieiros do
gaz e seus utencilios, de uma grande
meza e de uma carteira em bom estado
existentes no armazem da ra da Cruz
n. 15 no dia e hora cima indicado ga-
rantindo se ao comprador o arrenda-
mento do mesmo armazem.
DE
Dous predios.
Quarta-feira 20 do correte s
2 horas da tarde em ponto
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao no seu armazem na ra do Impe-
rador n. 35, de dous predios sitos na ra
do Irum, ns. 36 e 38, nos quaes esta'
montada a fundicSo dos Srs. D. W.
Bowman, tendo ambos bastantes fun-
dos, dando os mesmos para o caes d'A-
pollo, ao qual tambem tem direito os
pretendentes, pois para informacOes di-
rijam-se ao agente cima que lhes minis-
trara' dando principio ao leil3o no refe-
rido armazem.
at 31 do crranle: os senhores que quizerem
frequentar qualquer de9tes cursos, dirijam-se
ra Direita n. 74 para serem matriculados.
Sociedade bancaria.
Amorim, Fragozo. Santos & C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor-
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
SOCIEDADE BANCARIA EMCOM-
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que d'esta data em dian*e as suas
contas correntes serio reguladas da maneira se-
guinte :
Receber-se-ha qualquer quantia de lOOfi para
cima, e pagar-so-ha vista at 5:000, sendo
dan para mais com aviso de 10 das, contndo-
se jaros de dous porcento. menos do que a taxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon-
ta letras, sendo estes juros contados e capitali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem serio abenas contas correntes sob
condicoes de ser pagas vista qualquer quan-
liaindependente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0|0 ao anno na forma cima declarada
Recife 1." de margo de 1861.
Aluga-se o primeiro andar e loja
do sobrado de 4 andares no becco da
Boia ; a tratar na praqa do Corpo San-
to n. 5.
Aluga-se a loja do sobrado da ra
da Impcratrizn. 38; a tratar na mes-
ma ra n. 40.
Precisa-se (lugar um anoleque de 14 a 16
Pelo juizo municipal da seganda rara, es- *D0* pw* MrTS do note Livramento.
crivao BaplisU. tem de ser arrematada, flda a CaSadeira.
audiencia do dia 20 do torrente, uma mobilia de Quem praciaac de caaiar ilauM h.. .i
Jos Joaqun de Oliveira. n c r. ...
- Quem precisar aluv.r ubi oscravo aloco e "7 r-Antonio Hennques de Mi-
robusto para todo o servico por 30 mensaes, di- randa que dtzem ser empremdn publi-
^,JlrecXsde^M.^^^^;d.nd0^3ef. 'o. Amicto,, queiraHdiri-
.vos por wgurM^J^^iy^Jgir-ie a esta tvpograpfaia que te lh<
para tn procurado. *""" \ precisa fallar.
Avisos diversos.
m
3-Rna cstreita do Rosario-3
Francisco Pinto Ozorio continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio de
molas como pela pressao do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparares as mais acreditadas
para conservado da bocea.

commissao de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisiao de escravos, re-
cebem-se escravos por commissao para serem
vendidos por conta de set^s senhores, afiancando-
se a prompta venda, assim como o bom traia-
mento para os mesmos, afim de que os senhores
dos mesmos escravos fiquem satisfeitos com as
diligencias que da parte do commissionado flzer
para em tudo agradar aquelles senhores que
quizerem honrar com a sus confianes, no que es-
pera merecer altencio tanto dos senhores que
!h os quizerem confiar para vender, como aquel-
los que pretendan confiar, pois espera 1er sem-
pre para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por( 3$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 5#
Tira retratos por 3/{
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de
xinhas novas
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
No grande salao da ra d Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande saloda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. W. Osborn, o retratista america.
no tem recentemenle recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas,qua.
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte-
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs-
cada um, as pessoasque desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalheirusesenhoras s5o convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
ra examinarem os specimens do que
cima ica anunciado.
Josepha Mara da Conceico vai a Europa.
Precisa-se de uma ama que saiba engom-
mar e para comprar ; na ra do Seve, casa ter-
rea n. 1, aonde tem um lampio, por detraz da
ra da Aurora, passando a pootezinha.
Pede-se ao Sr. O. de C. M. que responda a
caria que a mais de dous mezes lhe escrevi acer-
ca de sua divida, do contrario ser publicado por
extenso o seu nome e a vergonhosa origem desta
pivida.J. J. C.
Vidrilhos de todas as
cores.
Precisa-se de um feitor para lomar conla de um
silio no lugar da Torre, d-se morada ainda que
lenha alguma familia, porm quer-se pessoa
muito capaz : a quera convier, dirija-sa a ra
Ncva, loja n. 17, que se dir quem precisa.
Aluga-se urna escrava com todas as habili-
dades para casa de pouca familia, preferindo-se
casa estrangeira : a iratar na ra do Sebo n. 20
,. Precisa-se fallar ao Sr. alferes do 6. bata-
lhao da guarda nacional Flix de Arauio Albu-
querque a negocio de seu mullo inleresse; na
ra do Queimado, loja n. 47.
Precisa-se de um rapaz com pralica do ta-
berna ; na praca da Independencia n. 22.
Aluga-se urna ama, ou negro ou neg'ra que
seja captiva' para cozinhar e fazer todo o servico
de um casa de duas pessoas ; na ra do Quei-
mado n. 69.
Quarta-feira 20 do corrente, Onda a au-
diencia da 2." vara, a 1 hora da tarde, ir pra-
?a por venda uma crioula penhorada a Jos Ale-
xandre ubian por execucao de Jos Hara Pes-
rana, com o abalimento da lei para ser adjudi-
cado.
Ao publico.
E. Bernardi participa ao respeilavel publico,
que em consequencia do mo lempo nao pode
subir o balao, o fica trausferido para o primeiro
da de bom lempo, pelo que annunciari com 3
bombas rcaes pola maoha, e 6 oa entrada, no
Lampo das Princezas.
A pessoa que tem as 90 apolices da Compa-
nhia de Beberibe. de que trata o annuncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de boje, deseja
seriamente traspassa-las, nao porque esteja per-
suadida que essa Companhia vai em decaden-
cia, e sim porque tem motivos para querer dei-
xar de ser um de seus accionistas; mas nio pos-
suindo somente essas 90 apolices, era achando-
se vexada por dividas, nao as traspassar por
menos de sessenla mil ris cada urna, pois que
Cini6A n ndo"se por vezes com descontar letras*
a 10 0i0 ao anno, nao se inquieta por ter apoli-
ces que, rendendo annualmente mais de teis mil
ris de dividendo pagos por semestres com toda
a regularidade epromptido, dao mais do que
isto ; alem deque, augmentando continuamente
a populacio desta cidade. e crescendo todos os
anuos o numero de contratos para fornecimento
de agua celebrados com o.governo e particulares
o reodimento da Companhia deve elevar-so pro-
gressivamenle. como tem succedido. visto que
ella tem o previlegio, e Dxo o preco da agua
excepto se. ha certeza de qce alguma epidemia
levara metade da popula?ao.oude que algura ter-
remoto ou cataclysma distruir as obras da Com-
panhia.
Procissao do Senhor Bom Je-
ss dos desamparados, sex-
a-feira de triumpho.
A mesa regedora da Irmandade de N. S. dj
Terto, tondo de expor.comocostuma, em solem-
ne procissao. as sacrosantas imagens do Senhor
22?! ^?d0 De0samPlos e de Hara Sanlis-
hiMe;hora da Soledade sexta-feira de trium-
pho 22 do corrente, pelas 3 horas da tarde* con-
vida por isso a todos os seus charos irmaos para
comparecerem a to brilhante qoanto solemne
acto, e bem assim s illustres corporacoes reli-
giosas, que para tal flm foram convidadas, para
que a hora indicada se acharem em nossa igreja
para comi lempo se fazer o transito seguinle : ru
uireit., Livramento, Queimado, Crespo, Impera-
fnS'.iL* ae8Sa, de.S- F"ncisco. Cruzes. Praca da
rios AuZ,-Paleo do mesmo. Horlas, Marty-
her Kra m',Vero' C,nco Ponlas "co-
!rhma'os?revaotosrienrrB7mrsu\eUScoX0-
.. Hennques Jos dos Santos.
.7 ? escnv.a0 da rmandade do SS Sacramen-
oWfregUeZ'adeS- Jos d0 Recife c"nv?da a
todos os seus cha.issimos irmaos para compare-
cerera na igreja de N. S. do Terco, que oraPser-
h. ?" '"A s"'a-feira 22 do corrente, as 21 2
horas da tarde aura de era corporacao acompa-
n'T* Pr0ci3sai> do Senhor Bom- Jess dos
Desamparados, para o que houve convite.
S^K T "3;
rska: .aras srss:
rao souber e qu.zer fazer o favor de dar noc a
d.rija-se a rua da Cadeia do Recife n. 29.
sobTad'o' Wi d.PrruTr Seenlz0.r.eive,haaadarqeul0
h?.PrfrnelenderudiriJa"se ao *otaoadoraesmoq so-
brado que acharao com quem Iratar
AVISO.
A quem convier.
oSrlIca rf?. PUblC bem "Dl>ido. e que
cisan l8"8""" "n"". "cebe em sua
5'r.J-^* 3Lef udantes de Prepararlos sob
Aviso.
direceo. nio tendo"sTus^a^ou TorresZden1
na a0caTemi,CU,dad0 Com e,,e P-'MPS
na academia. Lma casa commoda, bom trta-
melo, a maior socilude pela sua
para que tenham bom rosultado nos s
aSeT^r8 Ir*Uflc'' ^ "-
rs"*0"??-1'!' 8a? as 'ptagens quo encon-
applicagao
seus
MR&
Precisa-se da uma ama para comprar e cozi-
nhar para casa de pouca familia : na rua larga do
Rosario n. 21, loja decalcado.
Traspassa-se o aluguel de uma casa terrea
no bairro da Boa-Vista, pagando-se uma peque-
a bemfeitoria, e dando-se alguns mezes adian-
tados : a tratar na rua da Matriz da Boa-Vista
numero KL
m$m.
a
Um moco strangeiro offereoe-ae para dar li-
c5ea defrancaz MalUno denlroe fra dacidadaT
prefei-indo em algum eogenbo ; atrefiar cu rua
I do Irapicae o, 15,
Na loja da aguia de onro, rua do Cabug n. 1
B, vende-se vidrilho preto, azul o branco asse-
tinadlo, que se vende por baralissimo preco de
2,500 rs. a libra, s na aguia branca.
Compra-se
Um ou dous escravos que tenham o oflicio de
cnapeleiro ou sirgueiro, a tratar na rua da Cruz
VENDE-SE
Um escravo e uma escrava,
de todo o servico : na rua do
Sebn 20.
O Dr. Pedro Dornellas Pessoa^ob
re Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa, Br-
gida Dornellaa Ribeiro Pessoa, e mais fa-
milia, pezarosos. agradecem a todos quan-
loa parlharam da profunda dor pela mor-
a prematura do seu muito amado sobri-
nho, umao e filho, o pharmaceutico Fran.
cisco Dornellas Pessoa ; assim como perma-
necer asas penhorados para com todos
aquelles senhores, tanto os que assistiraa
ao acto na igraj., como os que tambem
acomnanharam o finado at oiaao.
O abaixo assignado declara ao publico c a quem
mleressar possa. que ninguem faca negocio al-
gum com um sitio e duas casas de'taipa no lugar
do Barro Vermclho, freguezia de Afogados, per-
tencente ao Sr. Hanoel Goncalves Telles, cujo si-
tio acha-se hipothecado ao abaixo assignado por
dous annos pela quantia de 700j>, cuja escriplura
de hypolheca foi passada em o cartorio do labe-
liao Costa Monteiro. Recife 18 de marco de 1861
Joaquina Acacio da Silveira Pacheco.
Joaquira Vieira Coelho, subdito portuguez
retira-se para Portugal.
Hoje 19 do corrento, depoisda audiencia do
Illro. Sr. Dr. juiz de paz do 1." distrelo da fre-
guezia de Santo Antonio, tem de ser arrematado,
por ser a ultima praca, 20 pares de sapatos de
tapete avahados a 500 rr. o par (208), penhorado
ao execulado Francisco Antonio do Reg Mello,
a requerimento dos exequenles Guimares & A-
zevedo.
Para uma casa ingleza.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e
engoramar, pode ser forra ou captiva : na rua do
imperador n. 31, aimazem do gaz.
Jliinlc Fio Pliilarmoflifo.
De ordem do Sr. presidente do Honle Pi Phi-
larmonico, convido a lodos os socios a reunirem-
se em assembla geral no dia quarta-feira 20 do
corrente as 10 horas da maoha, aflm de tralar-
s* de negocios de importancia da mesma socie-
dade.O secretario,
Hypolilo Jos de Lima.
Terdeu-se uma pulseira na noite de 15 do
corrente marco indo visitar os pasaos da procis-
sao, desde a igreja do Corpo Sanio al o caes da
Lingoeta. e dah ao meio da ponte velba do Re-
cite : quem achou, querendo entregar a sua do-
na, dirija-se a rua da Hoeda n. 17, primeiro
andar.
Atteneo.
Joo Miguel Teixeira Lima, antigo fogueteiro
de fogos ariificiaes, avisa aos seus freguezes, bem
como aos Srs. thesoureiros de todas as irmanda-
des que elle tem estabelecido a sua fabrica no
Chora-menino, sitio da anliga Capellioha, onde
tem sempre exposto venda foguetes do ar com
3 bombas pelo pieco de ljGOO a duzia.
traro. Podem-se informar'dos" 1
?.' ?" albino, Gabriel. Soa^Ra?no d
2 j* ^''l'Pe de Souza Leo, Agoslinho
Eduardo Pina, major Jos Joaquim Antunes ou
d.r.g.r-se ruado Rangel n. 73, onde se tratar
Ce7niCarrnnCS"hFalC0> Vicen,e Falco- Arcbanjo
in? emDarcam P"a o Rio Grande do or-
iracaty.POr l6Uara93a ; VCen,e emb"=a P o
la rr0ingra:S^ a S-r> lhesoi"ciro das loteras des-
WmJ, im" ^ nao pa(Iue mei0 bilhete de n.
n?Jal0iena ?er,o nnr' ""do estando assignado no
drlueKfoT' 0d"D L- Vr3eS- f8 R"
i Um moco habilitado a leccionar msica
?" e mais a,8ans ius'rumentos de: aopro "-*
SSfi.*J TX >>*>
court?orV Ep,Phanio Jos da Rocha Bitan-
K-Fhean., .D.UI,eie'a m0rada' ^ue de-
ja se loe fallar a negocio de seo inleresse.
. ^7.recisa-se de alguma quantia de dinheiro
a premio sobro hypolheca de predios nasla cida-
de; quem pretender fazer este negocio dirii-s
AV'fchad 8 da Pr8a da In"ependenc %m
?.. mi,.Hada com as ,nlcaes A- B. g. indicando
sua morada para ser procurado.
Perda,
rwa2U"?e a sexta.-fei a noite na igreja do
f a!c"10. "a 0ccts\aa de ir-se rer-e ima-
gen do Senhor, ura alflnete de ouro de lei do
sstvait ir "b" >>" '-""
Allenco.
oi?7aaixoaS8,gnadoPerdeuobilhe|e ioteiro n.
Uinl p 1aVll P,rl da Primeira lotera do Di-
rnfsP'riloSanlodoCollegio, e como tem de
S J s'daS da mesma no dia 2 do corrente
pede aoSr. thesoureiro que nao pague qualquer
sorlequesahiremditobilhetesenao ao abaixo
assignado. Recife 18 de marco de 1861,
Francisco Jos da Costa.
~ n8'fno dia 9.d0, corronle*m escravo da
nome Bonifacio, cnoulo, intitula se curandeiro
gagaeja alguma cousa quando falla levou paletot
do briffl azul e calca de algodo de lista suppoe-
se andar pelo Campo Grande o seus arredores por
j ter sido ah pegado : quem o pegar leve a ua
ova n. 5 que ser recompensado
roSS"':"garraas e bolijas vasia8: na
Velas.
Apolices.
Vendam-se 10 apolieaa da tincta companhia
da Pernambuco a Paraluba : rua do Creapo nu-
mero 19,
Attemjo.
Grande cosmorama.
Gabinete de alegra.
Na rua da Imperatriz n. 21.
Representa todas as noites as prncipaes cida-
des da Europa, Azia, frica e America, os mais
notaveis jardios, praca;, palacios, grandes edifi-
cios, cagadas de animaes ferozes, cavalhadas, a
grande guerra da Russia e da Austria, e todas as
facanhas de Garibaldi.- As vistas sao mudadas
duas vezes por semana. Entrada IflOOO.
David William Bowman.vendo no Diario de
sabbado e de hoje (18) um annuncio do agente de
leiloes Hypolito da Silva, acerca do leilao de dous
predios sitos na rua do Brum ns. 36 e 38 para ser
efiectuado no dia 20, adverte ao mesmo senhor
agente a previne ao publico de que o predio n
db de propriedade exclusiva do mesmo Bow-
man, que tambem consenhor do predio n 38
por metade, e naoautorisousemelhante leilao
vafe SSSrmsff* Penn8' ""** """-
Precisa-se de uma ama de leite sem filhos :
a tratar na rua da Praia n. 13.
Precisa-se alugar uma tfreta engommadeira
para uma casa estrangeira : na rua da Impera-
Inz n. 7, loja da noneca.
Os bilhetes da 9.* lotera do hospital geral
da misericordia do Rio pertencente a sociedade
Feliz, ao oa seguiotes : um Mnete de n. 2695,
um meio de n. 4440, doos quartos de n. 16J9 e
2164; da lotera desta provincia, um bilhete de
n. 2888, dous meios de n. 34 o 43.
Alcntara, 1.* procurador.
Sanli Cappeljl, subdito italiano, retlram-se
para a Italia.
i C i Goncalves subdito portuguez
1 parle para o Rio de Janeiro, B
Na rua das Cruzes n. 4, vendem-se velas de
composicao, afianzando se a qualldade, e mais
barato que em ontra qualquer parte, e na mesma
SOrb1 V6 m Charul0s muil bons Pa
Vjndf.m"se umas "Ideiras do folha e uma
porcio do formas para fazer velas ; na rua do
Hondego n. 61.
Veode-se ou perraula-se por escravos acos-
tumados a agricultura um grande sitio com por-
cao de coquciral, olaria, diversas arvores de
fructo viveiros de peixe, paslagem para vacca
de leile, bsixa para capim, bom porto para em-
barque em qualquer mar, distante desta cidade
umalegoa ; a fallar com Manoel Firmino Fer-
reira, na rua da Concordia, ou com Balbino
Franja, no Giqui.
Luiz
Pecliina.
Hacarrao, lalharim a 400 rs. a libra, folha de
louro a 320 a libra ; as Cinco Ponas d. 23.
Leo de prala,
Rua laaga do Rosario n. 36.
Vendem-se as seguintes miudezas :
vDJa8pre,asde vialh 640. 800, IJOOO e
l200.a vara. *
Ditas ditas sem vidrilho a 500 rs. a libra.
Galio preto com vidrilho a 480 a libra.
Tranca preta de seda a 400 rs. a libra.
Trinca de vidrilho a 560 a libra.
Bicos pretos largos a 280, 320, 360 e 400 rs. a>
libra.
Alfioales pretos para peito a 640 um.
Pulseiras pretas a 640 ama.
Grampas pretas para enfeites a 800 rs. o par.
Rosetas pretas a 280 o par.
E outras muitas miudezas por barato preco.
o da alfandega e
uma
carrosa nova, tres bois minsos de puxar carro e
carroca. multo em conta ; no aterro da Boa-Vis-
la n. 19, boje rua da Imperatriz.
Cintos
para senhora e menina: na na
JQja de Leauiro Lopes Dias.
do Crespo n. 8,


DIARIO DE FERNA11DCO. TERCA. FEIRA 19 01 MARCO DE i861.
(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARBLHA <3> R. TWD$III
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO* DO DR JAMES R. CHILTON,
chlmleo e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SUPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
Mague.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
"depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, viste o partido importante
que lem na ECONOMA animal.
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
tatura meliana est avallada pelas as priraeiras
autoridades em vinte e olio arralis. Km cada
pulsacjio duas orujos sahem do coraeao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qdatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corrknte de vida por todas as
partes da organisagto. Deste modo corre sera-
pre pela corpo em torrente, o qual
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se erapregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com velocidade ELCTRICA a corrupgo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dianle pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capilfarios,
alocada orgo ecadateagera se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulajao evilentrsente se faz um engenho
PODEROSO de doenga. Nao obstante ple tam-
bera obrar eom igual poder nacriacao de saude.
Estivasseocorpo infeccionado da doenga maligna,
ou local ou gera, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e inevitavelmente expellir da consti-
tuido.
O grande manantial de doenga 6 eniao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
njium medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar renova-lo, possue al-
ga m direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue! o ponto no qual
se ha myster xar a tlengao.
O ORIGINAL E OGINUINO
AO PUBLICO.
INs, os Assigflanles, Droguista na cidade de
New-York, havemos vendido durante multes an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo -lo ser o extracto original e
genuino da salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeiramenle sob este nome foi
apresenlado ao publico.
BOYD 4 PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 Pearl Street.
R. B. H AVILAN D 4 Co, Office 177 Broad-
way.
JACKS0N,R0BINS&Co,134Water Street.
THOMAS & MAL, WELL 80 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Slreet.
j an MARSH & NORTHROP, 00 Pearl Slreet.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLA7. & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Slreet.
SCHIEFFEL1N, BROTHEB & Co, U&
lOGJobn St.
LBWIS & PRICE. 55 Peerl Street.
HAYILAND,KEESE& Co, 80-Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
10 ster.
Housc, and 273 Broadway, cor. o Cham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Streot.
RUST & HOGHTON, 83 John Street.
I.MIN0R& Co. 214 Futon Street.
NGERSOLL &BROTHER, 230 Pearl Street.
FOLMIHHAS M MU Cura m^
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 2l8Pear
Street.
& VANDUSER, 178 Greenwch
HASKELL <& MERRICK, 10 Gold Slreet.
B. A.FAHNESTOCK Co. 49 John Street.
CONHECEMOSA ARVORE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conhecemot un Medicamento nos seus Efeitos
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
.0 MED I CIMENTO DO POYO'.'-
Adata-se tao maravilhosamenle a conslituigao
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODR1D0,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que to grandes
servidos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington, Brooklym, sob a inspecc^o directa
do muilo condecido chimico e medico Dr. James
R. Chilton, da cidadejle New-York, cuja cer-
lido e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
extracto composto de salsa parrilha
DO DR, TOWNSEND.
O grande pur l/icador do sangue
CURANDO
AHydropesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As CHAGAS
A Debilidade geral
AsDoencasdepellb
as borbulhasna ca-
RA,
As Tosses,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algum oulro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cer-
lo espaco de lempo.
e genuino extract do Dr. Townsend lem assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlittoa, na capa
CUMIMG
Street.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesla
typographia
Folhnha de porta ou KALENDARIO eeelesiasUco e civil para o
bispadode Pernambuco.. ."...-. T'.~ fTfT: 160 rs.
Dlt- de alyibcira contando alm do kalendario ecclesiaslico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostes geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collecgo de bellos e divertidos
jegos de prendas, para entrelenimento da mocidade. 320 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario ecclesiaslico civil, expli-
cacio das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostes
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os oficios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexia-feira da Paixo, (era portuguez). prego..... 320 rs.
Ditado altiatiak MI, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se militas alteracoe, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se dseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
O Herpes
A Hertsipela,
A Adstriccaodo ven-
tee,
As Alporcas
OsEffeitos do AZOU-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,deiga-
do,
Caja garrafa do original
exterior de papel verde.
o escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriplorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
CONSULTORIO
DO
MEDICO fARTEIRO E OPERADOR.
Guinea v<*v amlies os systemas.
O 'Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manbaa, e de tardedepois de 4 .
horas. Contrate partidos para curar annualmente, nao sopara acidade.'oemopara oengenhos pTJfreoda asrfs nte: vende-se i
u outra* propriedades ruraes. mente na livraria ds. 6 e 8 da praga da Indepen-
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas de manha e
Acaba de sahir ees prelos desta typographia
urna nova edicr.o da cartilha ou compendio de
doutrina chrisla, a mais completa dequantas se
tem impresso, pur quaDto abrange ludo quanto
contioha a antiga cartilha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acresceotando-so militas
oraroes que aquellas nao tiuham ; modo de a-
coropanhar um moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eclypses desde o corrente armo at o de 1903,
seguida da folhinka ou kalendario para os raes-
mos annos. A boedade do papel e excellencla da
a esta edicao da cartilha urna
em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o Reme da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no barrro doBocife po-
dero remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou i loja de
jivres do Sr. Jos Noguera de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantementeofmelhoresaedica-
mectoc hcmoopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguimos:
Botica de 12 tubos grandes. .......... 109000
Dita de 24 ditos.................15$000
Dita de 36 ditos..................209000
Dita de 48 ditos............, 255000
Dita de 60 ditos................ 309000
Tubos svulsos cada nm..........: 19000
Frascos de tinturas. ; j.........., 29000
Manual do medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........909000
Medicina domesticado Dr. Hering, cora diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Moraes........6900
dencia.
JOIAS.
Ollicina de marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Aonessione recentemente
chegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, proprias para aparadores,
banheiros, mesas, consolos, etc. Recebeoi-se
encommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravam-se epitaphios e leda
a sorte de inserpcoes para os mesmos monu-
mentos. Presos mdicos.
- Na Iravessa da ra
das Cruzes o. 2, primeiro andar, coolinua-se a
fingir com toda i perfei$o para qualquer cor, e
o mais barato possivel,
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado n. 31
sito na ra ou pateo do Livramento, tem dous
andares com excellentea iccommodaces, e que
se acham em bom estado de aceio, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso lerraco com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bera sotio com cozinha espacosa e 2 quartos :
trala-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
-- Vicencio Frederico e Francisco Frederico,
subditos italianos, retiram-se para o Aracaly. ;
Maooel Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
No dia 19, na sala das audiencias, depois
de fiuda a do Sr. Dr. juiz de ausentes se ha de
arrematar a casa terrea sita na roa do Sebo n.
1, perlencente i horanca jacente de Candida Rosa
o Espirito Santo,
Novos cintos
com fivelas de a$o.
A loja d'aguia branca recebeu novos cintos pa-
ra senhoras e meninas, com relas de ac po-
lido e lapidadas, e bonilsa Otas de chama lote, as
quaes podero ser substituidas por oulras de vel-
ludo cor de caf, rOxo, azul, encarnado e preto,
liso ou de listras, conforme o gosto do compra -
dor, e como sempre esta vendendo por menos do
que em outra qualquer parte a 49 o Ctsnlo : na
ra do Queimato, loja d'aguia branca n. 16.
Precisa-se dri um homem para distribuidor
deste Diario om Olioda, preferlndo-se de meia
idade ; na livraria u*, C e 8 da praja 4a Indepen-
dencia;
Pianos.
Mudanca de domicilio.
Joao Laumonnier traosferio seu estabeleci-
meuto da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Eocar-
rega-se de afinar e concertar os mesmos instru-
mentos.
mim$% &&m wymmmsmm
H M. J. Leite, roga a seus de ve- 3
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da l
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fim com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras Je ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est reaolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando coota com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.5
CASA
O bacharel A. R. de Torres Ban-
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continuo no exercicto de sua profisso
de advogado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigos e
freguezes destace de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento defazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde lem o mais completo e variado sortimeoto
de fazeodaa de todas as qualidadea para vender
em grosso e a retalho por presos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
Lu vas de pellica.
Na loja da sguia de ouro, ra do Cabuga u. 1
8, receberam de sua propria encommenda pelo
ultimo vapor, as verdadeiras luvas de pellica de
Jourin, assim como espelhos redondos de escol-
ente vidro e de bom tamanho. que se vende pe-
tebaratjssino preco de#.
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Psra a dita Casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario d. 20 ; e
ah da meima maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso, e
por coala de seus seohoree; nao se poupando es-
forcospara que os mesmos sejam vendidos com
promptido, afim de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles: este mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
ASS0C1AC0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 17 haver sessao extraordinaria da
assembia geral ; os senhores socios digoem-se
de comparecer as 10 horas da manhaa na sala
da mesma, aura de scientiQcarem-se do resulla-
do dos trabalhos principiados as anteriores ses-
ses. Outro sim declaro aos* senhores socios que
o novo thesoureiro j est habilitado a receber
as mentalidades daquelles que nao quizerem
continuar com o deb.o das mesmas.
Secretaria da Associa$o Popular de Soccorros
Mutuos 12 de marco de 1861.
Joo Francisco Marques.
1." secretario.
Aluga-se o sitio Chacn onde mo-
rou o Sr. cnsul britannico: a tratar
com o seu proprieta rio na ra do Viga-
rio n. 13 ou na ra Real n. 15 e 17.
O Sr. Carlos Augusto da C. R-
beiro dirija-se a' loja da ra do Crespo
n. 20, a concluir o negocio que nSo
ignora.
AtteiNjo:
0 Sr; Henriques Prachedes de Oliveira Araujo,
filho do escrivao de orphSos da villa do Cabo,
morador no serto na fazenda de Cariris Novos,
queira mandar pagar ao abaixo assignado urna
letra que devedor ao mesmo, e que se acha
vencida a mais de tres annos, cuja quantia nio
ignora, pois ji o tem avisado por este Diario per
diversas vezes, e nada de dar solucao a respeito,
lalvez se persuada que ainda pouco o lempo
para saldar dita letra ; e por isso desde j o pre-
vine que se o nao flzer muilo breve, usar dos
meiosjudiciaes.
Pedro Alejandrino de Castro Machado.
- Jos A. Lonrenco de Souza rlira-se pvra
(orada provincia.
CtflSlLTORI ESPECIAL HOMEOPATHICO
l DO DDUTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Sapto Amaro (Mundo
iovo) n. 6.
Consullas lodosos dias uteis desde asIO horas
al meio dia, acerca dss seguiutes molestias :
1." molestias das mu!Iteres, molestias das crian-
zas, molestias da\pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphililicas\ todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA SFEC1AL H0ME0PATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopalbicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, iu-
falliveis em seus efteilos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis. I
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem foca della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompaDhadas de um
impresso com um emblema em relevo, teudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinlio, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As -earteiras que nao levarem csse impresso
assrm marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
ALLEANCE,
estabeecida em Londres
CAPITAL
Cineo M\\\k&es de Uta-as
sterUnas.
Saunders Brothers & C. lem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem tnais convier, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflcctuar seguros sobre edificios de lijlo epodra,
coberlos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverera os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
u. uaw M WG9 WfMvwBVVav vsm wxm uhjw ***
Dentista de Pars, g
15Ra Nova15
Frederic Gautier,cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaes, ludo com a superiori-
dade e perfei(o que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios ele.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na-
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vido de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
rus do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem Ira-
lar, das 9 horas da manlifo s A da tarde.
SElft RESGUARDO NEH INBOMUODO.
lnflammacfco do estomago e dores
de eabeca.
Rogo-lhe, Sr. redactor, de inserir no sou jor-
nal a seguinte declaracao, que iulgo ser pro-
veitosa a algumas pessoas.
Ha bastantes annos padec urna horrivel dor
de eabeca que me prenda a nuca, tinha muitas
verltgens, algumas vezes soffria dor no eslomogo
acompanhadas de clicas flalulentas ; msudei vir
un?a das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk,
morador na ruado Parlo n. 119. appliquei-a so-
bre a bocea do estomago, e no espado de 18 dias
acbei-me completamente bom, eas dores de ca-
bera desappareceram.
Por isso agora posso dormir com sccego ; (le-
nho de idade) 68 annos e 4 mezes), e f*co esta
advertencia a todas as pessoas que padecerem tal
molestia para tentar o dito curativo, para que
assigoei a presente declarado em gralidao e para
ser conhecido do publico.
Cralo de Santa Cruz.
Eriiigdio JfJs de Paria.
Eslava a firma reconhecida pelo tabellio
. Jos Feliciano Godinho.
Para urna casa
ingleza.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
engommar, pode ser forra ou captiva : na ra do
Imperador n. 31, amazem do gsz.
Aluga-se o primeiro andar e armazem do
sobrado n. 2 no becco da Boia, os quaes tem en-
cllenles commodos : a tratar na pr8c.a do Corpo
Santo o. 5, sobrado.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 41, exis-
lem as seguintes cartas para os senhores :
Flix de Araujo Albuquerque.
Francisco Jos Tavares.
Joaquim Machado Vieira de Arago.
Maooel Joaquim Alvares de Oliveira.
Manoel Jos de Oliveira Lima.
Troca-se um sobrado de 2 anda-
res no pateo do Carino por um de i
andar que^seja grande e tenha quintal
em ()iicl(|uer das principaes ras dos
bairrros dd Santo Antonio ou Boa-Vista :
a pessoa que tiver e quizer fazer a tro-
ca opparcrana piarada Independencia
n. 6 e 8 que se dir' quem faz este ne-
gocio enao duvida voltar.
Aviso
AltencaO.
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se estamenha para hbitos a 2^200 o co-
vado, e se apromplam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmos a 45o cada um, obra muito bem
feita.
SYNOPSE
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminacao
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o fa\or de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo ( Silva,
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo d. 1, rogam aos de vado res
desta firma, que se dignem vir pagar suas conlas,
ou enlenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos deque serao chamados a
juizo os que assim nao fizerem.
0 bacharel WITRUV10 pode ser
procurado na ra Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa do Carmo.
Genoani Pereira, subdito italiano, vai para
O Aracaly.
Antonio Peieira,subdito italiano, vai ao Ara-
caly.
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Johston & C., ra da Senzalla Neva n. 53.
No dia 19, na sala das audiencias, depois
de finda a do Sr. Dr, juiz de ausentes se ba de
arrematar o escravo Florencio, perlencente ao
ausente Francisco Augusto da Costa Gimaraes.
Manoel Ribeiro da Silva avisa a todas as
pessoas que tem penhores no eeu estabelecimen-
to da ra Imperial n. 187, padaria, queiram vir
tira-Ios ale o dia 25 do correte, quando nao per-
derlo todo o direito. Recife 15 de margo de 1861
DE
ELOQIEMIAE POTICA NAClOiNAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sahio do prelo a iudispensavel synopse para os
exames de rhethorica, a qual se torna recom-
mendavel aos estudanles nao somenie pela cla-
reza econcisao do phraseado, mas tambem por
urna taboa synthetica qne tem junta, a qual, de-
pois de terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanto ha deessencial.
A' venda na typographia commercial, ra estreita
do Rosario n. 12, e na livraria classica, praca de
Tedro II n. 2, a 2$ cada exemplar.
Joo Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas ds ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avi- a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas do muito gosto, bem como
obras de ouro e brilhanles, ludo por menos de
seu valor para liquidar.
Passaportes.
Tiram-se passaportes para (ora do imperio, e
despacham-se escravos, para cujofim procure-se
o annunciante na ra do Queimado n. 29, arma-
zem de fazendas do Sr. coronel Gouveia, na rja
da Cadeia do Recife u. 30 armazem de fazendas
dos Srs. Monteiro Lopes & Companhia. e na mes-
ma ra, escriptorio n. 3 dos Srs. Gouveia &
Filho.
Compras.
Attenco.
i
Na ra da Cadeia do Recife a. 54 deseja-se
fallar com os Srs. Joao Paula Ferrcira e Manoel
Rodrigues das Neves a negocio.
Os lindos cintos para se-
nhora ou meninas
S se vendem na loja da aguia de ouro, ra do
Cabug n. 1 D, os verdadeiros cintos dos mais
medernos que se esto usando na Europa, assim
como enfeites para cabera os mais ricos que se
pode encontrar, que vista do gosto uinguem
deixar de comprar.
AVISO.
O abaixo assignado pelo prsenle faz publico,
que perdeu um val da quantia de 250$000, assig-
nado pelo Sr. Manoel Antonio Viegas Jnior,
passado em 29 de margo do anno prximo passa-
do, e vencido em 15 de abril de 1860, cujo val foi
perdido da igreja do Corpo Santo ao convento do
Carmo no transito da procisso na noite de 14 do
correle, ou daquelle convento sua morado na
ra da Concordia ; pede-se a qualquer pessoa
que o achar que o leve ra da Cruz n. 64, que
ser recompensado: preveoindo-se ao mesmo Sr.
Viegas o nao pague seno ao abaixo assignado,
ou pessoa por elle autoiisada. Recife 15 de
margo de 1861.
Francisco Jos dos Passos Guimares.
Joo de Almeida Arruda, subdito portu-
guez, vai ao Rio de Janeiro.
Arrematado de predios.
Ficou transferida para terca-feira, 19 do cor-
rele, depois da audiencia do Dr. juiz de orphos,
a arrematarlo dos predios seguintes : sobrado de
dous andares e soto na ra da Cadeia da fregue-
zia de S. Fr. Pedro Gongalves n. 10, em solo
proprio ; sobrado de tres andares com soto na
ra da Cruz da mesma freguezia n. 24, salo pro-
prio ; dito de dous andares e soto na mesma
ra n. 5, com frente para o caes do trapiche, so-
lo proprio ; um dito de um aodar na ra da Sen
zal Velha n. 1, solo proprio; os quaes voi
praca a requerimento da viuva e inventarame do
finado Antonio Pedro das Neves.
Attenco
CIDADE DO ASS, 18 DE FEVEREIRO DE 1861.
Eu abaixo assignado, tendo justo e contratado
com dous officiaes para fazerem urna pintura na
matriz da cidade do Ass, e tendo eu me apre-
senlado com os ditos officiaes. os encarregados
da obra nao deram cumprimento aos seus tratos
em lempo marcado, eu esperei mais seis mezes,
e clles d3o deram cumprimento aos seus deveres;
eu, me vendo as cirenmstancias de fazer voltar
os ditos officiaes, nao tive oulro remedio seno
mandar fazer algumas obras por minha conla,
para uo voltarem depois de terem empatado
com islo o lempo dos seus negocios, e ainda ga-
nharam em minhi mo a quantir- de 261&150 ; os
oulros officiaes a quantia de 138)000, e livres de
todas as suas despezas. O abaixo assignado, pois,
quem fez todas as deapezaa de passagem, casa
e sustento ; todas as mais despezas at hoje Q-
cam pagas; os dous officiaes ainda me vem a
restar. E para levar ao conhecimenlo de todos
os habitantes dessa cidade do Recife, fago o pr-
senle em que me assigno. Cidade do Ass, 18
de fevereiro de 1861.Com loja na ra da Impe-
ratriz n. 72.
Manoel Ignacio de Oliveira Martina.
Precisa-se de urna pessoa que tenba pratica
de escripia para cidade de Macei : a tratar,
com Fernandes & Filhos no largo da Assembia;
numero 16.
Agencia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima tira passaporte para]
dentro efora do imperio por commodo prego e!
presteza: amada Praia, primeiro andar, nu-
mero 47.
Vicencio d'Antoine, subdito italiano, retl-
ra-ee para o Aracaly.
Compram-se duas casas terreas as seguin-
tes ras : do Imperador, Campo das Princezas,
J Florentina, das Cruzes, Roda, Flores, carnboa do
Carmo; dirija-se a ra do Rosario n. 10.para
tratar.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-seescravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra dalmpe-
ratriz n. 12 loja.
Compram-se notas de \$ e 5j> velbas, com
mdico descont : na prsga da Independencia
numero 22.
Vendas.
Manguitos egolla.
Vendem-so guarnieres de cambraia muito Cea
e muito bem bordadas, pelo baralissimo proco do
5 cada urna: na ra do Queimado d. 22. loia
da boa f.
giesm tmsmmm wmmm
l
*^ NA LOJA
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
fRua do Crespo numero 17.|
Vende-se fazendas de superiores qua-
lidades egostos por pregos incriveis :
Chapeos de seda para senhora brancas e
de cores a 15Jf.
Ditos ditos de ditos do cores e brancos a
20000.
Ditos de palha ricamente enfeitados a
. 28 e 40.
Riquissimos cortes de cambraia branca
bordados a 35.
Ditos ditos a 20.
Las de Garibaldi em cortes com 25 co
vados a 10.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
goslos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
fixas a 260 rs. o corado.
Las de todas as qualidades a 3600 rs.
Manteletes, sabidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 6J50O.
Saias baldes de 30 arcos a 5.
Chales de touquim brancos e oulras qua-
lidades de chales fios.
Cambraia bordadas a mo a pega a 24.
Saias bordadas e de fusto.
Sedas de cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Pars.
Esparlilbos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasicas, palelots,
colletes, calgaa.camisas e seroulas.meias,
gravataselc, etc.
Calcado Meli ltimamente chegado de
Paiis.
Nesle estabelecimento encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidadea proprias para senho-
ras, homens e meninas e seus pregos
sao admiraveis.
Organdys a 280 rs. o co-
vado.
Na roa do Queimado n. 18 A, esquina'da roa
estreita do R jsario, ba para vender' o mais rico
organdys de liodissimos padroes, pelo baratsi-
mo prego de 280 rs. o corado, lavas de seda pre-
tas enfeitadas superiores, coites de chita france-
sa com 11 corados pelo baralissimo prego de
24O0 cada um, enfeites de vidrilhos pretos mui-
to finos a 2| cada um, e oatrai muitas fazendai
pretas de seda para a quaresma.


T
'0T
(6)
purio DE9mmnw>. -rmL nnu-irn mabco d* mi.
As raelhores machiQas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
AC, Whecler A Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
china que
sao ai memo-
res e mais
d u r a J o uras
mosirasn-ie a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalbar as
casos dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
suaboa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
*- f~*"* ^Jiuifljwt^j^. sito de ma-
"^*iJ chi as de
Biymundo GarlosBeite & Irmao, ra da Impe-
ratriz n. 12, adtigameate aterro da Boa-Viata
Para a quaresma.
Ricos corles do vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo cem algumas pintas de mofo, I
que mal se conhece, os quaes se tem vendido por
1608. eque se vendem por 800.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muilo boa e encorpada por 559 o 60$
Mantas pretas de linho bordadas a 89.
Visitas pretas muito bem enlejiadas a 12g.
Ditas de seda de cores muito linda? a 20$,
Grosdenaple preto superior de 2-J200 e 2#, e
muito largo a 2300.
Sarja preta hespanhola boa a 2$.
Velludo preto liso multo bom a 4}, 59 e 6$.
Corles de casemira preta bordada para collete
a 5090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a IO9OOO.
Calcas de casemira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobrecasacas pretas bem feitas a 309.
Gorgurae preto e bordado de cor delicada, o
corado 49.
rolletes de casomira pretos bordados a 8JS.
Paletols de panno preto a 129 e I89.
Ditos de alpaca preta a 39, 4, 5 e 63, e muito
fino a 89000.
Saias balao a 49.
Chales de merino bordados, grandes a 59, 6)
e TjOOO.
Ditos do seda pretos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duas siias,
fdienda, muito boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Hitos oe phantasla em cartao a 159.
Calcas do casemira de cor a 69, 8, 9 e 109.
Siccos de tapete de diversos tamaitos para
viagern a 59.
Malas desoa para viagem de 1-29a 18j.
Chapeos pretos franceses finos a 8$
Ditos de castor branco sem pello muito bonsa
1j000. E oulras mullas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recite n. 50, do Cuaba e
Silva.
Calcas de casemira.
w2f,S;,ii5,,5,de CMemi" PW* uo bem
taita.11110, diu, de dita de cor moho superior a
g, .e,,a- acabando: na na do Qaeimado n.
**, loja da boa f.
A ltfOOO.
Grsvatas pretas deaetim : na ra do Qoeiraa-
do n. 22, loja da boa f.
l Remedios americanos I
DO DOCTOR
gRadway fe C, de New-York?
I Pilulas reguladoras.
m o\ .Estesr,enie^09j sao aqui bem conhe-
W cidos pe as1 admiraveis curasque tem ob-

tido em toda a sorte de febre, molestias
9 chronicas, molestias de seDhoras, de pe-
w ie etc., etc., confrmese v as inslruc-
w goes que se achara traduzidas em por-
* tuguez.
_______
f Salsa parrilha legitima e
9 original do antigo <
|DR. JACOB TOUNSENDi
g O melhor ponficador do sangae I
9 enra radicalmente I
Erisipela. Phtisicas.
9 Rheumatismo. Catarrho.
Chagas. Doengasdefigado.
Alporcas. Effertosdoazougue.
Impingeos. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de n
$ Raymundo Carlos Leite &Irmo, ra do X
j$ lmperatnzn 12.
$@ 999 939999
Atten^o.
M. 40-Rua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres quartas de
rarinba de mandioca a 2J30O.
TAMC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes Aerauca.
C4MBOA,eiSrAReMOmft0 J?!"" ie? 10 S2f m!S5i!i* q 8e,'ende P0*ns< 2 hectogramos a 1*000 e era porfi de
o" rSo^pe^^^ oestabeleciraento schaJ tambera
CENTRO COMERCIAL
iS RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
arroi,
rato.
pardo e
elogios
Suissos.
e cigarreiros que fabri-
se a qua-
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mu barato proco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
utn porta-serv ior ; um col.vao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espellio ;
um apparador ; urna mesa para doze
1 --ssoas; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
I'fnclos), e ii duas ricas molduras. Ten-
do seu dono dn retirarse para o campo,
por iso rJesfaz-se destes objectos, man-
dados vil evpressamente de Paris, aon-
Ui.' foram confeccionados com perfeoao
e apurado gosto.
Baratissimos paliteiros da
roroelaiia don-rada.
A loja da sgnia branca est vendendo palitei-
ros de porcelana dourada de muito bonitas figu-
ras e moldes pelos baratissimos precos de 19,
l.iOO e lgOO cada um, por tao diminutas quan-
tias mnguem deixar de comprar urna obra de
que precisa todos os dias e se pela barateza al-
gw> id duvilar da bondado e perfeico delles
dirigir-se ra do Queimado n. 16 "loja d'aguia
branca, que so convencer da verdade o iufalli-
vclmente comprar.
Maateiga ingleza
em barris de vinte e tantas libras : no armazem
do Tasso traaos.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Sra. Joao Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem couhecidu peles seus bons ef-
eilos, continuam a vende-lo pelo preco de 1
cada vidro, fazem urna diffareu?a no p'reco aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrospara cima.
Rap priaceza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmos, no caes da alfande-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
almca. onde se vende em porcoes ou a retalho.
Farinha
a tres mil rs. o sacco,
rauito nova, recenteraente ckogada do Ass ; oa
ra do Caldeireiro n. 94.
Loja das seis portas em
frente do Livramenlo.
Roupa feita pira acabir,
Paletots de panno preto a 22#, fazenda fioa,
caigas de casemira pretas e de cores, ditas de
brira e de ganga, ditas de brim branco, paletots
de bramante a 4j>, ditos de fusta o de cores a 4J,
ditos de eslamenha a 4j8, ditos de brim pardo a
3>. ditos de alpaca preta saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, diles de
Sorgurao de seda, gravatas de linho as mais mo-
ernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
daulnma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acabar; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maoha aleas 9 da noite.
83- liante-
letes a M e a 12$ no ar-
mazem d Bastos Reg,
na ra Nova junto a Con-
ceico dos Militares.
Parece incrivol vender-se ricos manteletes de
grosdenaple ptrto de aparado gosto pelo dimi-
este dimmato t>reco por ter grand* B\)M*
6 com .to apmardiahfiro.MaMcomco*
te de colletes de casemira preta m\Z i!i**L
fre^o de 1500 o orle. ve.M5.iu* ^
inoade 5 a 8 anoos^r aSBBM?.^
mullas fazendas- e roupa {taa, ow"
Em casa de Schafleitlfn & C.rua da Cruz n.
iKSSfcfl^iJEff** eva"3 >hrn 8 .' e a,?lbe',ra horisontaes, patentes,
chronometros meioschronometrosde ourojpra-
iin.T/n'6 f?lea0.8 ? ouro' send0 ^tes elo-
giosdos pnmeiros fabricantes da Suissa. que se
vanderao cor precos razoaveis
5 d.S ?S2 d,fl M 'Lalham & C* na ra
i v- W* Recite D-52- endc-se : 1
5$ Vinho do Porto.
Dito Xercz engarrafado da muilo supe- I
9 "or quahdade. r Z
9 Oleo de liuhaca. 2
Alvaiade.
Secante.
Azarco.
9 Encarnado venerianoem p
S3S @@ 9*9+99*
Vende-se a taberna em Olinda ne Voradou-
ro n. 17, muito afreguezada e com poucos fun-
dos, propna para principiante : quera a preten-
der, dirija se a ra das Cruzes n. 42
| 4 dinheiro.
gP"azeQda boas e baratas.*!
ti filKGEL & PERDIGlO.
< *inda vendem grosdenaples preto mui-
1| 10 lar^o e eocorpado a 2>, to bar
*b que lodos que tem vislo uo deixaram
w comprar
Jos Leopoldo Bourgard
Charutos suspiros h. n u-
nelro por cunta da grandeiut^!E?S3S!ZA uLerires chmUn do Rio de Ja-
porgSoe a retalho lmdistn t ,JLSr8 Don"" A>e. Machado & C. vendeodo-ae em
siiUn e hamburg. em Sempre grande sorlleo'o de charutos manilha, havana.
Cigarros "fnnpi' 3S milheiro, f"9nda 8uperior e que 8eTendia 45-
-320rs. UUttlUl0S com agarras de metal ,1 cada um. ditos par. cigarros a
^^sacfg!rro?d?tXSe E^SE fUmaDleS d C8a"S -
lida^e.CaPra franCZ' v"d'ie"0 ** "ios de diversos lamahos, garanta-.
Tabaco flrr^harlebeTe1"" Pr ^ P"a c,g"ros e "****"
chimbos. fazen>do-seabatimen1oempeonrC?oaQ03dedVerSOStSmaDh08' para ci"ros -
Machinas e papel de Pape?rdnce P"da ,5S milheir0'
o^ papel para cigarros de manilha.
Vasos delo'c" T "q"d*"' "b"'""'de me" """'""' -*~
n, "Va e barro para tabaco e rap.
Pnosphorose iscasa *
Cachimbos "s qualldat,es para charult>s-
Vendem-se todas 7 P'cad P"a cachimbos e cgarros a 800 n'a libra-
Garante-sp mai "ald0 qu8 em oulra qual(>uer parte-
do nao agrad'e'm ao0co0mJper.t0dorV.endd08 tornand- '"eber (acluindo os charutos) qu.n-
PiddPe. J,U"Se encommendas, encaixotam-se e remeilem-se aos seus deslinos com bre-
jbfH Qcaexposto tem um variado sorlimanto de objectos propiios para os senhores fu-
barato i^TZil^^!1^** molo Pe, 1^ P4 vender
Vender muito para veuler barato
Vender barato para vender muito.
Grosdenaples baratis-
simos
Vendem-ae grosdenaples preto apelo baratissl-
flua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira
Superores fitas de velludo
e de seda.
Na loja d'aguia de euro, ruadoCabug n.l B
acabara de receber de sua propria eocommeod
pelo vapor fraocez, fitas de velludo de todas as
arguras pretas e de cores, sendo lisas, abortas e
lavradas, de lindos padres, que se vende por
KS T1,0 5m con,a> assim como fllas do cha-
StolJl-SfS! as.cores PrPri" P"a cintos.
de torcal com vidnlho muito novas a 200 o
par. ditas sem vidrilho a 800 rs.. ditas dTeda
enfeitadas cora bico e vidrilho a 2 uto s se
vende na aguia de ouro. ^ '
Vende ge em c.a de I. Mendibou-
re & C. ra do Trapiche, seis quartolas
com excellente vinho de Bordeaux che
gado a poucos dias pelo vapor francez
Navarre.
Terrenos na ra do Brum
n^J^nderfund0' tud? bem atrado e proprio
pa aseqdiflcarem estabelecimentos de nadaras
SSTS ou o" quaesquer por ter excellente
porto para embarque e desembarque de gneros;
a tratar na ra da Madre de Dos n. 6.
gagas casis mzmmtmtma
Fil pretou
Vende-se fil de linho preto liso pelo baratia-
.oo preco de 800 rs. a vara : na rui do fiS
mado n. 22, loja da boa f.
muito mais
5 Vestidos bordados a velludo, barra
- a'inille, ditos de seda de duas saias.
Maulas pretas modernas cora 4 palmos
de larg-ira por_8j val ll. K
Manteletes, taimas, visitas~dTfiT~dT
gorgurao liso e bordados e mais moderns.
Chales de cachemira ponta redonda e
bolola, ditos de louquim brancos supe-
riores. v
sem segundo.
Sedas de quadriohos, grosdenaples de
t idas as cores e moreantique.
reios de tartaruga modernos e dos
mais acreditadas fabrisantes de 10 a 30.
Saias balo lisa e com babados e de
arcoa para senhora e menina?.
borda-
Vestidos de cambraU brancos
dos, de barege e g^ze de sedas.
Vestidos de seda de cores, ditos de
Monda com manta, capella etc.
Camisas de linho para senhora, ditas
para meninos d i0das a idades.
Cassis. orgaiioys, diamantina, chita
a e escuras, francezas e inglezas
Franjas pretas manguitos, gollas de
traspasso, flores soltas. filas para sinto.
ROUPA FEITA
Ven1e-se neste estabelecimento um
completo sortimeiito de fazoudas e roupa
fela por preco tao barato que parece
incmel : na ra da Cadeia loja n. 23
confronte ao becco largo de
Perdigo, dao-se amosiras.
Gurgel &
Pechincha.
Relogios.
Venle-se em casa de Johnston Pater & C
ra do Vigario n. 3 uro bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna vaneJade de bonitos trancens para os
mesnos.
1 Atteneo.
E' barato que admira)
Urna 6#000.
Mantas pretas de fil de seda, loada
e dentelle : na ra do Crespo n. 8.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queiraando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas estao perfeitas e o
preco convida : '
Caixas de clcheles a 40 rs.
Cartes de ditos a 20 rs.
Croza de pennas de ac muito finas a 500 rs.
Charutos muite finos, caixa com 002&500
Croza de botes de louga a 120 rsl a fin Ja OOu
Carretel de qntnaoOOjnhBomso ulesmrarsl rd
liiita itd cloa a 32o
Banha era lata com 1|2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
C"ixas com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com ph.sphoros especiaes e melhor que
na a 160 rs. '
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muilo linas a 200 rs.
Pecas de franja de laa muilo bonitas cores a
ouu rs.
Duzia desabonetes muito finos a 600 rs
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I nosphoros em caixa de folha a 100 rs.
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares desapaios de tranca de algodao a 1.
Ditos de laa para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs
Ditos de oleo a 120rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3J.
I ares de luvas de fio de Escocia a 320.
Massos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
50ersouras Par unhas e costura muito Anas a
Pecas de tranca de laa com 10 varas a 3=>o
Escovas para dentes muits finas a 200 rs,
Cordo imperial fino a 40rs.
Dito grosso a 80 rs.
Cordes para espartilho aSOrs.
Caixas para rap muito linas a 1JJ.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
ees estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morle do juslo rodeado de aojos ele.
e oulras a morle do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessanles essas
eslampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornara dous quadros dignos de se possuir, e
f^rtpe,a, raridade delles *qi. Vendem-se
a ^JO cada estampa, na ra do Queimado n
10, toja d Aguia-Branca.
Barato que admira.
^ end.i-se no armazem de Horeira & Ferreirs
ra da Madre de Dos n. 4: '
3*>0o "ha dc maDdioca de superior qualidade a
3S400COS 0m m'lh de 22 CU'aS muit0 n0T0 a
Farelo. saceos grandes, a 4#00.
a 3 5U0ma mUl n?a d8 mU't0 ba 1uaIdade
Cera de carnauba, arroba a 9#.
Potassa.
S Vende-se a 2*0 rs. a libra, a
superiorealva potassa doacredi-
H tado fabricante Joao Casa-nova ,
H cuja qualidade e reconhecido ef-
fi feto igual ou superior a de
% Hamburg, feralmente conheci-
da como da Russta : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, escriptorio S
% de Leal Res. g
Prelo e milho
Saceos muito grandes e de muiio boa qualida-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
Anlunes Ouimaraos & C.
No armazem de materiaes de Hanoel Fiu Ino
terreua. silo na ra da Concordia, vendem-se
lijlos de lousa muito bem feitos. e proprios para
tadnlnos de lerraco. corredores, lojas, etc., e por |
pregos commodos.
fyolosdeiousa. GRANDE SORTIMENTO
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Rua do Queimado a. 39
Loja de quatro portas
Sot.H".'5S5" djAan1!.0 fino obra muit0 ben> '-
ia, ae da$ a 40j)cada urna.
Palelols de panno fino preto, de 25$ a 30$.
Colletes de velludo preto bordado, a 12 cada
lauteletes de grosdenaple
e fil e de dentelle, pretos.
Casacas, calcas, colletes
^pretos muito unas e baratas.
Sarja e setimmco preto
grosdenaple e oobreza lavrada, prelas
mais barato do que em outra qualquer
parle para liquidar: na roa do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
Pereira.
Cera k m-
naba,
No largo da Assembla n. 15. armazem de An-
tones Guimar&esdt C, ha conlinaamente desle
genero para veader.
Asverdadeiras lu-
vasdeJouvin.
A loja d'aguia branca recebeu pelo vapor fran
cez uma nova remessa das verdadeiras luvas de
Jouno, cuja superioridade j bem conhecida
por quantos as tem comprado, a ser mais por
aqueles que se dirigirem raa do Queimado,
loja d aguia branca n. 16. asseverando que s3o as
memores e mais novas no mercado. Tem sorti-
KatahoSV CrM UUt H" h0mem COm
:

W Machinas de vapor.
9 Bodas d'agua.
9 Moendas decanna.
Taixas.
9 Rodas dentadas.
9 Bronzea e aguilhes.
9 Alambiques de ferro.
9 Crivos, padres etc., ale:
9 Na fundido de ferro de D. W. Bowmaa'
9 roa do Brum passande 'o chafariz.
9 # 4!
Vende-se um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de trente, conforme melhor convier ao com-
prador, lado aterrado, situada na ra do Brum
junto a fuudico ingleza, com mais de 300 nal-
moa de fundo, a promplo para aa edificarem re-
naces, padanas, ou outros quaesquer estabele-
cimautos por ter excellente porto para embaroua
i*-5s:ikr,"!-'**
QjOSUISSO
vjndo pelo vapor francez a 600 rt. a li-
bra : vende-sena,ra da Cruz n. 17.
_- Vendem-se por pre^o commodo caixas" com
vidros para ndraca eMihumbo em barra a ir
lr tu, ra do Queimado n, 41.
um.
Ditos de gorgurSo preto a 7 idem.
Ditos de setim maceo a 6$ idem.
Ditos de casemira preta a 53 idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 14
Paletots de eslamenha a 5.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4 a 5
Ditos de dita sobrecasacos de 80 a 9#.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a t
Ditos de meia caaemira a 10j>.
Ditos de casemira muilo fina a 14$.
Um completo sortimento de palelols de fusto a
brim. e caigas e coleles, que ludo se randa nr
prego em conta. v r
Attenco.
Em S. Jos do Manguinho vende-se um grande
sitio cora bastantes e bons arvoredos de fructo.
grande baixa para capira. casa para grande fami-
lia, cocheira, estribara, casa para pretos. cozl-
nha com boa agua, bomba e tanque para banho
quem o pretender, dirija-se a ra da Cruz n. 51
ou a ra da Praia, serrarla o. 59.
Vendem-se,
Diversas casas terreas as freguezias
de Santo Antonio, S. Jos e Boa-Vista,
assim como um sobrado de tres andares
em uma das principaes ras da fregue-
zia de Santo Antonio : na praca da In-
dependencia loja n. 22, ss dir' com
quem se deve tratar.
Attencao.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
i? V & existe u" bm sortimento de li-
nhas de cores e brasteas em caneteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mu razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e decores flxa;
a doze vintenso covado, mais barato do qn'
chita, approveitem em quanto nao ae acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na ra do Queimado n. 2&
est wuUo sorda,
e vende muito barato :
iB*??nbranC0 de puro linh0 "So a 1J000 e
JUnn r.S" a Vara : d"? pardo muit0 superior a
1J200 a vara ; gangas francezas muito finas de
padres escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortea de caiga de meia casimira a 1600;
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20, 22 e a 24 ra a
pega com 30 jardas; aloalhado d'algodo muito
superior a 1S400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2400 a
duzia; ditos maiores a 3J; ditos de cambraia
de linho a 6. 7* e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos n 8) rs. cada um ; ditos de cam-
h* ae*Sod8 com bico ,,r*- de linh< em
l?.M3?80 5 ,l}a 5-om reDda bico e lbyrin-
Ioa2000; e alm disto, outrae muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. a.
Pecas da bretanha da rolo com 10 varas a
2, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete a palitots a 960 rs. o covado, cm-
brala organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 3$,
5*'6* pe5" di,tPdeom 10 taras
a 5 e 69 a pega, chitas largas da modernos e
escolhidospadresa 240, 260e 280 rs. o aova-
do, rMTuissimos chales da marin estanpado a
7 a 8, ditos bordados com duaj palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 eada um, ditoscom
uma so palma, muito finos a 8500, dttoslisos
com franjas de seda a 59, laucos da cassas com
barra a 100, 120 a 160 eada um, meias muite
finas para seniora a 4&aduiia, ditas da boa
quahdade a 3 e3500 a dafia, chitas fran-
cezas de neos desenhos, para eobert* a 380 rs.
(> ovado, chitas asearas inglesas a 5*900
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C., ra da
Crsa n. 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs. OHekop Marellac 4 C., em Bordeaux.
Tem as seguintes qualdads:
De Brandenburg freres.
St. Estph.
Su Julien.
Harganx.
Larose.
Chi tea Loville
Chteau Margauz.
DeOldekop A Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Ghateau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em eahas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris
Madeira em barris.
Chapeos na ra larga do
Rosario n. 32.
Finissimos chapeos de castor branco a 12)1
Ditos de dito rapados a 12j.
Dilos- pretos com pello a 10.
Ditos dilos rapados a O.
Ditos de massa finos a 7.
Ditos de dita a 63.
DDitos Si P-ln0. a SSo'."0 DMto 4'
Naruado ^Irago n. 13,
^m^'fn cntnuam<">6 os melhores e mais
bem sorlidos bicos e rendas, rendas e bicos da
aa,ni^f,R: vas. .i-
Ra do Crespo,
Joja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por precos baratissimos, para acabar peca re
cambraia Usa fina a 3, organdys muiu Cna8
modernas a 500 rs. o covado, cassas abert de
hoeilaa corea a WOra.. chitas largas a 200 "A
aosTl^nn88- de "W 2- l""eios borda"
dos a 19500 a pega, babados bordados a 320 a
rara, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5. penteadores de
can.br.,. bordados a 5, gollioh.. bordadas a
640, ditas com ponas a 2500, manguitos borda-
9".1S.C"mbr,m e 1V damasc de laa com
oPfflt,del'g?,1,6,KI' bramanle de linho
cora 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
EEffft: 10 ? p5r-capas *W-
riSf*A 5. Pecaa de madapoln fino a 4$, laa-
.J?h quUad4ro/ P"ayestidos a 320, camisus de
fln .WW08," biecasacas de panno
tS* JE*??05'palflola de Panno e remira de
il2,0^ d,l9 "e alpaca de 3500 a 8. ditos de
brim de crese brancos de 3*500 a 5$, calcas de
KM**? e de core8 P todo' P" Precoa,
ditos de brim de cores e brancos de 2 a 5 ca-
raisas brancas e de corea para todos os precos,
colletes de casemira de corea finos a 5 ; assim
como oulras muitas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Cassas
padres de organdys
EDfeiles de cabera
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'aguia de oaro, ra do Cabu/t n 1
vende-se enfeites pretos de vidrilho pelo baraiisl
oe escama a
simo prego de 2, ditos de velludo
i ---- ""aowuraa inglesas. o*vuu a
cobertos e descobertosr pequeas e grandes, da I f.>*, a al 60 rs. o cavado, brim branco da puro
ouro patente inglez, para homem e sealiera,dajhnh l!*. MOO e 1600 a vara, dito preto
um dos melhores fabricantes de Liverpool, vin- *oil -orpalo a 19600 a
Jaa unU m!i!m> _a *
das pelo ultima paquete inglez
Sonthall Mellor d C.
en asada
preto
_v*ra, bfilhanD
azul a 400rs. o covado, alpacas de diferentes
ores a 360 ra. o covado, casara i ras pretas
finas a 29800, s*-c 3f600 o covado cambraia
prata e de salpieos a 500 rs. a vara* a oatrae
Labyrinthos.
Na ra da Cadeia do Recite n. 28 priaeiro a a- muites faadas oue se faroatenteTn 'rZ
dar, vendem-se lenco, o toalhas de labyrinthos (dr, a da todas 7ZZ^mJS^JS^
4, ditos de tranca a 3. assim como h
de torcal cora vidrilho dita, de seda pretas e de
cores, assim como pulseiras de coniinhas? das
de musanga de cores, e gollinhas muilo linda!
Spi.'raa^086^6^^11-'^-
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes de grcsdenaple e da fil de aeda
& m% i6*' Pe, 5arati"in'0 P".o de 6
e, IOS e 12 : na ra do Queimado n. 44.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty uma casa
SnrrSI!-0t"0' bm qUinl,l e cacimba. D "n-
Sir H .dtCi0mmerei0' prP"a Para que qui-
nrLestabelec?I'se'. Pr ler o 6 commodos
preceos para residencia, como tambera loja arma-
S^-L? lralar na V ^dade com s SrS.
nm glIrma0S' que eslfo a"'oriados para esse
fim, ou nesta praga na rua doCabug, leja n. H
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manleleles pretes rica-
mente bordados, pelo baralissimn. preco da V*
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f. "
Ruada SenzalaNoyan.42
Vende-se em casada S. P. Jonhston &C
sellmse silhSes nglezes, candeeiros e casticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vea, chicote
para carros, emomaria, arreios para carro da
um edeus cvalos relergios de ouro patala
inglez. r
Caes do Hamos armazem
n 24.
poypr^gTs7o^s.de,,,D,re,,0 ,0" e ***
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Luvas de torzal a 800 rs, par.
Chitas escuras francesas, tinta, guras, a 220
ra o covado, ditos eslreiloscom muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de core, seguras a
200 rs. o covado. pegas de btetanba de rolo a 2
brimunho deaaadnohosa 160 o covado, musse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a va, lengos da. cus pin-
tados a 120 rs. cada um. Seda oral de ..
S!f2a v'.riJ"T87 W-riffSsS1;
S?a&0iBiiB.-, ab<,ru *-6 ^d*
Gasa terrea.
?*"oJnlo ameama aom 30 palmos de
*"


DIAtIO 08 IBftlUMBDOO. TERQ. PEIkU 10 II MARCO DI 1863.

I
RlAZl
DE
ROP A FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
P RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Neste estabelecimento ha sempre un sorlimento completo de roupa feila de toda* as ..
qualidades, e tambem se maada execular por medida, vonlade dos freguezes. para o ?
que tem um dos melhores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35$ e 30*000
Sobrecasaca de dito, 359 e 3000
Palitotsde dito e de cores, 35, 30.
25JO0O e 203000
Dito de casimira de coros, 224000,
15, 12 e 9000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11S00O
Ditos de merio-sltim pretos e de
cores, 93000 85OOO
Ditos de alpaka de cores. 53 e 30500
Ditos de dita preta, 9, 7. 5 e 39500
Ditos de brim de cores, 5g, -5500,
4 Ditos de bramante de linho branco,
6g000, 5000 e 4gOOO
Ditos de merio de cordo preto,
15S0O0 e 8*000
Galgas de casimira preta e decores,
12. 10, 9 e 6$000
Ditas de prioceza e meriB de cor-
do pretos, 5 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
530OO, 45500 e 2S50O
Ditas de ganga de cores 3$000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ e 83000
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5500, 53 e 33500
Ditos de selim preto 5*000
Ditos de seda e selim branco, 6 e 5*000
Ditos de gurguro de seda pretos e
de cores, 7J00O, 6*000 e 5*000
Di I os de brim e fusto branco,
3500e 35000
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodao, 1J6C0 e 1 $280
Camisas de peilo de fusto branco
e de cores, 2*500 e 2f300
Ditas de peito de linho 6J e 3j000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 3*. 2*500, 2 e 1*800
Camisas de meias 1{000
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 10g,8*500 e 78000
Ditos de feltro, 6, 5$, 4* e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14, 12g, 11$ e* 7*000
Collariohos de linho muito finos,
novos feitios, da ultima moda *800
Ditos de algodao 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 100*. 90, 80 e 70*000
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosontaes, 40g 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
aunis J
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 10*000 "?
Algodao monstro.
Vende-se algodao monstro com duas larguras,
muito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
Sbqo de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
, na loja da boa f.
ee*i&ei& eiHi3disfeefe^s
0 BASTOS
EAU NIINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expoe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras e
Borzeguins de bezerro de Meli a
Ditos de Nantes sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito de dito
Ditos francezes de lustre de 6, 7* e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatosde lustre a 3$ at
Ditos de bezerro a 3*500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos del sola com salto
______ Ditos de 1 sola sem salto
10,3000
9*000
8$C0O
7SOO0
8*000
6*500
5g000
53000
5*000
4*000
3S00
meninos.
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranga para meninos de Ifi
Ditos de lustre para senhora
2 3
a?
o
ao
9
o
B
%
a
3
a.
a
o
o
2
9
o
59,
09
B
a
3
= 9
(S
o.
o
er
_3
f
B
o
s
o
sr
B
D
O
o
(8
5
O


m
l
fifi

I p-
O 9
o QB
b SL

er
9
O

f
Y 1 it
o
2*500[Ditos de tranca francezes para homem
3
63000
5*500
5*000
43000
43000
3*000
3*000
3g000
2*500
1*200
13280
1SOO0
9
asa
rt p a.
S.S3
p
9
Sf
& i.
9 5
2-
c-
o
(A
ET
o-
xa
c
a
a
o
n
o
B
o.
i
1
a
C
o
a
a
* Si.

o u
> a.
o- u
a
c
B
B
e
a
er
8
B
. 9
S"0J9
8
|
i
&
9
99
&
P-
e
09
B
2
pj
e
5

CO
99
9
<
__ v u -X.
O
Ftlfl
< =
p Ifli
>a o o 2 "
" b a
S9 Fita
I
3
8
O 6 <
ai ** "T*
2 B
w
oB2
s
a
B
o-
5tS
S S
"S .
5."a 0.2-
o. I g
? C !?3
M
O O
C I o
2
B
" Q,_
5 o
;
l'S
2.
B-go
O -j-o
35
B B.
S o1
ri

B
9
S
B
o
B*
B
M 3' o
O I l
3^000.
C
O

que ouir'ora tinha loja na roa do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seos nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veila a occasio para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceirao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos ( Reg
com um grande e numeroso sorlimento de
roupaseilas fazendas de apurado gos-
to, por precos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de uperior panno fino
preto o de cor a 25$, 28S e 30, casacas
do mesmo panno a 30* e a 35, paletots
sobrecasacados do mesmo panno a 18*,
20* 6*8 22$, ditos saceos de panno preto
12* e a US, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, 10, 12
el4, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5* e 6j, ditos de alpaca
preta e de cor a 4. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5, ditos de esguiao
pardo fino a 45,4*500 e 5g, ditos de fus-
to de cor a 3, 3*500 e 4, ditos bran-
cos a 4*500 e585C0, ditos de brim pardo
Que sacco a 2S800, calcas de brim de cor
Duas a 3*. 3*500,4e "4(500. ditas de di-
to branco finas a 5J e 6*500, ditas de
princeza proprias para luto a 4/J, ditas de
merino de cordo preto fino a 5 e 6*,
ditas de casemira de cor e preta a 8*, 9
elO*, colletes de casemira de cor e pre-
ta a48500e5j, ditosdo seda branca para
casamento a 5*. ditos de brim branco a
3* e 4, ditos de cor a 3, colletes de me-
rino para lulo a A$ e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10,pa-
letots de panno fino para menino a 12S e
143,casacas do mesmo panno a 15$,cairas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelotsde alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranga para homem e senho-
ra a 1 e 1*500, ceroulas de bramante a
18* e 20* a duzia, camisas francezas 11-_.
D.V d,eoC0re brancas de novos modelos a E
17S.18, 20.24S,28 e 30 a duzia* 2
ditas de peitos ae linho a 30a duzia di- |f
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas O
grvalas brancas para casamento a 1*600 if
e23 cada urna, ricos uniformes de case- S
mira de cor de muito apurado gosto tanto
no modello como na qualidade pelo di- S
minuto preQode 35J, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 188 e 20*
e muilas outras fazendas de excellenl
gosto que se deiiam de mencionar quo 2
por ser grande quantidade se torna en-
tadonho, assim como se recebe teda e ?
qualquer encommenda de ronpas feitas II
para o que ha umqjande numero de fa- o
zendasescolhidas e urna grande officina *
dealfaiateque pela suapromplidaoeper- S
eicao nada deixa a deseiar.
Cassas de cores.
Anda se renden cassas de cores fizas, nadroes
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs
e mais barato que chW: na ra do
o. zz, na bem conhecida loja da
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs o co-
vado, cambraia. organdys lindos desenhos'a 400
rs o corado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o corado, e outras muilas fazendas por ba-
ratissimo preco : dao-se amostras com
Para desenho.
ilui bonitas caixinhas envernizas. com tintas fi-
lapis, pinceis, e os mais necessarios para
o que de melhor e
AG.!CIA
rUNMCHO LOW MOW,
Rna da Senzalla Nova n.42.
Neste estabeleeimento contina a harer um
completo sorlimento de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os Umanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silra & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grande sor-
mente de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Mawa tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. 4.
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 3*520.
Feijae branco e mulatinho;
Macarrao, talharim e letria,
S barato a 5* e 8*000 rs.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do C^bug n. 1 B.
Vendem-se franjas preta com vidrilho ou sem
elle, de lindos padrees, que se vende muito bara-
to, ditas de cores de tiodas as larguras e por todos
o precos, ditas de lipbo tanto de cores como
brancas, ditas com botla e sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e para panno da Costa,
ludo iste por precos que admirara, e s se vende
na loja d'aguiade ouro na ra do Cabug n. 1 B.
Pennas d'aco.
loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
oto de pennas d'a?o de diferentes qualidades
as quaesest vendendo de 500 a 1*000 rs. gro-
sa. E o-mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
A
men
o covado,
Queimado
Boa f.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores Das a
80 rs. o covado; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara; idem lisa muito fina a
4*500 e a 6$000 a pea com 8112 varas; di-
muito superior a SguOO a pesacom 10 varas";
dita fina com salpicos a 4*800 a pega com 8 li2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana bram a e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, seado a di-
nheiro, vendem-se : luito baratas: na ruado
Queimado n 22. ns 1 ja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos i mito finos proprios para os
tabaquistas por seren de cores escuras e fizas a
5*000 a duzia: na ra do Queimado n. 22 na
loja da Boa f.
Sorlimento de chapeos
/?ua do QAeimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos frncezes de superior qualida-
Q6 B 7$.
Ditos dos mais mbdernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor prfetos e brancos a 16*.
Chapeos lisos pana senhora a 25*.
Ditos de velludo fcr azul a 18*.
Ditos de seda paja meninas ricamente enfeita-
dos a 8. I
Ditos ditos para menino a 5*.
Lindos gorros para meninos a 3S.
Bonels de velludo a 5*.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 42.
Chapeos de sol francezes de seda a 7*.
Ditos inglezes do 10*. 12* e 13* para um.
45 Ra Direita 45
Por sem duvida que o Sr.ex-minlslro da fazenda
est despeitado com os delicados pee das nossas
1n,!e.,2 P"lric'as! Prova-o baaUnte o augmento
e 160 |0 nos dlreilos que pagam as botinas do
senbora em relacao s de homem queanen.s ti-
veram o de 25 "i,, 1 S.Eic.desejava que ellas tro-
cassem urna bem feila botina jofy.por algum ch-
nelo mal amanhsdo, encosturado de popa proa,
aflm de obstar a que ostentassem com'earbo o mi-
moso p da bella pernambucana. que nao tem ri-
val as cinco partes do mundo. Mas S. Exc. leve
de encontrar urna opposicao firme e enrgica no
propnelano do estabelecimento da ra Direita n.
43, quo nao quiz vend er as suas bolinas a 7*000
como S.Exc. pretendeu, e sim pelos precos se-
gundea: *
Borzeguins para senhora.
Telhas de zinco.
No armazem de materiaes de Hanoel Firmino
rerreira sito na ra da Concordia, ainda ezisle
urna porfo de telhas de zinco que se vende oor
menos prejo para liqoldtcio.
Para bailes.
Botinas de selim branco
vapor, no rna Nova n. 7.
rende-se na loja do
6^000
5^500
5000
4$500
4$000
3J05OO
10^000
9^000
OsO
8$ 00
8|S00
6^(000
Vendem-se
bem feitos
Paletos.
paletos de panno preto fino, muito
i 22* re.; ditos de brim branco de
por
penhor.
as
desenho.
E'
linho a 5* rs.; ditos de setineta escuros a 3*500
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondade se
tem visto am.i """ ma'8 Paitse torna necessaria a todas as familias, porque com
ST1o2 EXJFS; e ""^"-m a 5. f"a se Pr?ne a Pda das pecas, e mito me"
16 laja SfJ&hne. '"* d ueimado D- lh?rek"commodo que a Varea com linha. As
i caixinhas trazem 2 frasquinhos, e dellas se v o
a pessoa
para marcar ; cusa cada caixinha o diminuto
preco de 1*600: na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16. '
BWflKWMItWHaB M3 0gSB m0dO facil e seguro de 'lue 'servir
.
A superior farinha de mandioca ven-
de-se ao mdico preqo de 3$000 a sac-
c, a dinheiro em porqoes de 10 saccas
para cima, para acabar ; no armazem
de Francisco L. O. de Azevedo, ra da
Madre de Deus n. 12.
na m!S?"M "ma Pe1uen* taberna propria
para qualquer principante por ter poucos fun-
i. ;,,r2m prelader. diriia-se a mesma taber-
na, na Capunga Velha n. 21.
10 varas por 1*200. charutos cavalleiros em meias
canas de muito boa qualidade por 2*500
ra do Queimado n. 47.
Vende-e um negro carreiro. possanto
ra do Queimado o. 44. MS"U",
Arado amen cano e machina-
para lavar roupa: em casa d44..Joa, e "^
tnuon C. ra (kSenzala n.*2.
Ges k Bastos.
Ra do Queimado n. 46.
na
na
Tendo os annuncisntes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste lustrado publico, o mais moderno, varia-
do ei escolhido sortimento de ronpas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as eslacoes.
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoil de sua of-
fina, sendo ella d'ora em diante dirigida pelo
insigne mestre LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim *ois em poucos
das se aprompU qualquer encommenda, quer
tea, quer fardos dos Srs. offlciaes de marinha
cito. Ontro sim rer.ommendam-
Ootro sim recommendam' aos Srs
paea Oe ramiha grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todu as idades.
|R01IPA FEITA AIIVDAHAIS BARATAS.]
SORTIMENTO COMPLETO
(Fazendas e obras feias.!
KA
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Rua do Queimado
. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
2 Panno e de cores muito fino a 28*.
Bl e 35, paletots dos mesmos pannos
20g, 228 e 24S. ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 14. 16 e 18, casa-
cas pretas muito bem feitas edesuperiorJ
panno a 28*. 30$ e 35. sobrecasacas de
Cas|mira de core mullo finos a 15*. 16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 10$, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira Una para homem a 8*, 9, 10/
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 8,
9 e 10*. ditas de brim brancos muito
fina a 5$ e 6*, ditas de ditos de cores a
3. 3*500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
letes pretos de casemira a 5* e 6, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
ditos de 6*. colletes de brim branco e d
fusto a 3*, 3*500 e 4, ditos de cores a
2*500 e 3*, paletots pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasacoa 7$,8* e9*
colletes pretos para lulo a 4*500 e 5!
5as pretaa de merino a 4*500 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 3*800 e4$. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7* e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14, 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6*500 e
, 7, ditos de alpaca pretos saceos a 3* e
3*500. ditos sobrecasacos a 5$ e 5500,
i calcas de casemira pretas e decores a 6,
| $500 e 7, camisas para menino a 20
i a duzia, camisas inglezas prega* largas
muito superior a|32* a duzia pan acabar.
Assim como temos urna officina de al
| Tlate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
Joly (com brilhantina).
Dito (com laco e livella). ]
Austraco (sem lacp). .
Joly (gaspa baixa).....
Para menina.
De 23 a 30.......
De 18 a 22......
Para homem.
Nantei (2 bateras). .
Francezes (diversos autores. .
Inglezes de bezerro, inteiricos
Ditos (cano de pellica). .
Ditos vaqueta da Russia .
Ditos nernambucanos .
Sapatoes para homem.
2 bateras (Nantes)..... 5$600
1 batera )Suzer).....5#200
Soladebater (Suzer). 5^000
Meios borzegins (lustre). 6$000
SapatOes (com elstico). 5#000
Ditos para menino ?f&00 e 4#000
Muilo calcado bem feito no paiz por precos ba-
raussimos: assim como couro de lustre, marro-
quios, bezerro francez, courinhos, vaquetas pre-
paradas, sola, fio etc. em abundancia e muito
osrato.
Pota da Bussia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da ra
da Cadea do Recife n. 12, ha para vender a ver-
dadera potassa da Russia. nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pean ; ludo por precos mais baratos do que em
outra qualquer parte.
Em casa de Basto A Lemos, ra do Trapi-
che n. 15, vendem-se os seguinles gneros :
rarelo muito bom.
Cadeiras genovezas, singelas e de bracos.
Tijolos de marmore de 8 e 9 pollegadas.
um banheiro de dito grande.
Licores finos em garrafas de cryitaL por com-
modo preco. r
S1STE MA MEDICO DE B0LL0WAY.
PILLASHOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio era alguma oulra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompto e seguio para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
entecamente innocente em suas operacoeseef-
fetos ; pois busca e remove as doen$as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazas
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando era seu uso : conseguiram
recobrara saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outrosremedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperago; fajara um competente ensaio dose
eEcazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao sej perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos. IFebreto dae specie.
Armazem de fazendas
DA
itta do Queimado n. 19.
Cobertas de chita, gosto chinez, a 1*800.
Lences.
Lenjes de panno de linho Ono a IJ900.
Cortes de casemira.
ratpecoVeT"' ^ '" BU, fl0' ^^
Ta ra tana.
Tarlatana.branca para forro do vestido, nele
baratissimo preco de 260 rs. a vara. V
Gambraia de cor.
Cambraia matizada Una a 240 rs. o covsdo.
Chita franceza.
Chitas francezas pelo barato preco de 220 r. o
covado. *
Esteira da India,
Ma* e5ca,jas3ln,S de k^0' pr0piU P"a orr"
Cortes de collele.
Cortes de velludo preto bordados a 6.
Mantas de i londe.
Mantas de blonde pretas de todas as qualidades
Cambraia branca.
3C50o!SdeCaiUbraa br8DCa flna a 2>800' 3*00 e
Toalhas.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
EL06I0S.
e (am-
para os mesmos de
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C
praSa do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bncaute Hoskell, por precos commodos
bem trancellins e cadeias
excellente gosto.
Fazendas pretas para a
quaresma
^ia tna do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
vAn?,aSJle-,Vesiid0* dee velludo muilo superiores a 120$. ditos bordado
lltlnTe^,th0 a80' ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 70. manteletes de fil
f rtt' g.S,0S f ?f' dil08 de rosdenaple pre-
S duLT?,?8,"",8 de bl0Dde n"P"holas l
W, ditas de fil bordadas a seda a 12 e a 15
?da uma,.8rosdenaple preto de superior aualida-
feadas e de superior fazenda 2200 cada urna e
outras muilas mais fazendas proprias para a qua-
Escravos fgidos.
de).
dres a 1^500. Esses bonets por suas boas q- ~ c.ousa-
e muita durago tornam-se mui proprios Uesinteria.
Alporcas.
A m polas.
Areias (ma
Asinina.
Clicas.
Convulses.
DebilidadeoH extenua-
(o.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
eousa.
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 3 e
4, o melhor possivel: na ra do Queimado n
lo, loja d aguia branco:
FraDJas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
vanado sortimento de franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta. Unto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
zaouu a vara ; 6 vista do comprador todo neoo-
co se far para apurar dinheiro : na roa do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2^.
A loja d'aguia branca esl vendendo mui beni-
tos enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
2 : em dita loja, ra do Queimado n. 16.
Gomma doAracaty.
Vende-seexcellente gomma do Aracaty: na
ra daCadea do Recife, primeira andar, n. 28.
Luvas de Jouvin.
Vendem-se as melhores e mais frescas luvas
de pellica de Jouvin que se podem desejar, por
terem sido recebidas pelo vapor francez, sendo
brancas, prelas e de cores, tanto para homem
como para senhora : na ra do Queimado n. 22
loja da boa f.
Bonitas figuras
de porcellana dourada a mil
ris.
A loja d'aguia branca esl vendendo mui bo-
nitas ugoras de porcellana dourada, de um pal-
mo de altura, proprias para enfeites de mesa,
ornato de gabinete, etc., etc., a 1|000 cada urna.
Na verdade admira tal obra por lao diminuta
quantia. e para se coohecer da baraleza diri-
ir-se a ra do Queimado, loja d'aguia branca n.
o, que vendo comprar.
-jVfndem**e Pr Pre5 commodo urna por-
gao de toneis de varios tamanhos, muito proprios
para depsitos de mel, ou para as desltlacSes
dos ngennos, assim como para depsitos de
agoa em casas particulares: para ver e tratar,
na loja da ra do Queimado n. 41.
Na cocheira do Sr. major Qun-
teiroeslSopara render-se dous cabrio*
lets de 4 roda$, muito maoeiros e em
bom estado.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas bo ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Getta.
Hemorrhoidas.
Uydropesia.
Ictericia.
Iridigestes.
lnflamms(es.
Irregularidades
menstrus^ao.
Lombrigss de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
ALstruc^ao de ventre.
Pbtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Rheumatismo.
Symptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strstd, e na lojads
lodos os boticarios droguistaeoutras pesseas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
feul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
orna dellas, conten orna instruc8o em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas p-
lalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na tjja da Cruz n. 22 em Per-
nambueo.
SEDULAS
de \$ e 5^000.
CoBtioua-se a trocar sedu'ss de urna s figura
por metade do descont que exige a Ihesouraria
desta provincia, e as notas das mais pravas do
imperio com o abale de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo Mendes, ra da Cruze
o. I.
Aletria. talharim e macarrSo a 400 rs. a libra -
vende o Brandio, na Lingoeta n. 5.
Vende-se fumo de Garanbans o melhor que
pode ser : na camboa do Carmo a. 10.
Aossenhores de engenho
grande reducto.
Braga, Silva & C, achaudo-se em Hqiridacao,
e para fecharem oontas, resolveram fazer um
grande redcelo ns presos das moendas, emeias
moendas de todas as dlmenses existentes no sen
armazem na ra da Moeda (Forte de Mato)
Recife, U de narco de 1861.
r
FrT^JL '" 3ue aDda auseDl o cabra
Francisco, escravo.de Antonio de Moura Rolim
0rmBH*S'8DfSSe8u,n,e8: alt. espadsudo.n.
2 2 ,lniT?D,aS mu,' ">. 'alia compassadV
niil.H0'0 \q.em peer Iraga-o rua do
ueimado sobrado amarello n. 31. quo ser re-
compensado Presume-se que ande pe So5-
Hff\^ A,m"' ou mesmo noba"o do Re-
cife, onde costuma ganhar.
Fngio no^lia 14 a escrava Ignez. negra fu-
la, representa ter 17 annos, pouco mais o me-
nos, levou vesUdo um roupo de chita escura
com chales encarnado, e sabio com um vesU?
de cassa rdxa. feito urna trouxa de baixo do bra
?o. indo calcada. I' negra acoslumada Y Si
para as bandas de Iguarsss. d'onde fot vendidl
pelo Sr. SebasliSo de Mello Reg, a quem per-
tenceu: quem a pegar ou della dr noticias ao
abaixo ass.gnado, na rua do Trapiche n. l V-
recompensado convenientemente. '
Augusto Pinto de Lemos.
Desappareceu no dia 13 do correnle dip,
um mulatinho de nome Paulino. 1,
segrales : cabello crespo e corlad" rente* SS
seceos, nariz chalo camisa de algodaosinho ros-
so. calca de linho desbolado, olhos pretw Et
de casemira cor de caf, parece ler 12"14 annos
de idade: quem o pegar, dirija-se a rua delan!
lo Amaro n. 14, que se recompensar.
200$ de grat/icaco.
Fugio no dia 28 de outubro de IWO da rofina-
C30 da rua Nova de Santa R,t. de Jos AWes
Gu.maraes. n. 53 ummoleque por nome Antonio
nn.0U' d6 ,dadS de 18 aDno8 Puco ou me
nos bem prelo. bem parecido, bem Tallante, na
fleo do um quarto, parecendo o p desse lado
mais pequeo que o oulro. tem urna sicalriz em
urna das canallas, dia elle ser de un trepen
que esas a ferida que o faz mancar qu^o !
11' STiPridVl,d.e ou,ubro"e 1860 ao
tl'dJL f locadio de Lima, este o vendeu por
ordem de seu pai o Sr. Juliao Leocadio de Li-
ma morador emGoiabira. consta que esto senhor
o dera por compra em Tabaiana, sune-se ter
a companhado alguos matulos que costuman
cendurir sil para o lado de Goiabira, porque 7o
da de sua fuga, esteve com o escravo do Sr vi-
gano da Boa-visla, e estes disseram que elle li-
ona ludo em um armazem de sal ver um com-
panheiro que l linha: Pede-se aos Srs. capitaes
de campo, e mesmo as pessoas particulares a
descuberla de tal moleque, que sero gratifica-
dos com 200 e-qnem o entregar a seu senhor.
ou na Parabyba ao Sr. Antonio Alexandrino de
Lima, ou Br.z Jos Velho de Lima, ou d-se
100 a quem der delle nocia cerla.
DrHN dia 2 ? ianeiro d0 correnle anno.fo-
gio do engento Crucahi da comarca do Pao Va-
Ido um escravo de nomo Virissimo com os sic-
^!8HSegHU,i"es, ?6r Pret."Per*senla ter 35 an-
nos de idade. alio espadaudo, ps grandes, nariz
apapagaiado, e pequen*, falla um pouco alra-
palhado, lem falla de denles na frente, quan-
anda curva as pernas, muito possanto e es-
perto, e de nat8o Angola; suppo-se andar
pelo engenho Arepib da freguezik da Estada,
?rMmHrelI?m em Bnreirs : Pede-se as au-
toridades policiaes e capitaes de campo de o
aprehenderem o do o cenduzirem ao engenho
Crucah, ou na cidade do Recife na rua da Cruz
n. 62lerceiro andar, onde serao gennerosamenle
coitX8 S 6 prote8la-se cont" qoXTo uve?
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passsdo. um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Benlo
LoureDcn Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e con falla de algans na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, n-
culca-se forro, e ten sigues de ler sido turrado;
Consta que asta escravo spparecers no dia 6 do
correnle, viudo do lado das Cinco Pomas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tinha sido vendido por sen senbor para
Goianninha: qualquer pessoa que o pegar o po-
dar levar em Pernambueo aos Srs. Basto d te-.
nos, que gratificar gerwrosameniet
MUTILADO!


------------
r
(8)
DIARIO DE PERRAMBUOO. U TiRC\ FE1RA it DI MUCO DE 1861.
Liiteratura,
y
Effeitos sociaes do racionalismo
Nonti* cognoscent omnes qui operantur
iniquitalem. Qui devoranl flebem meam
licut escam paniil
V. xm, v. 4.
( Concluso,)
O racionalismo est emancipado. VJe-o pe- !
los seus estragos e ruiuas. Corrompe a Europa .
com asna prensa doleterea: taz servir a sciencia '
e a industria para fins vergonzosos; pova as
giles, e eslabelece cadafalsos permanentes de to-
das as qualidades.
Por que motivo nao dover o catholicismo
emancipar-so, por seu turno, para por um dique
a torrente devastadora, para dar ao movimento ;
e industrial tendencias mais nobres 6
suas folhas 4o outono, e arriscando Notre Dame
de Parit, urna outra I liada, entre dnas sedigoes;
George-Sand misturando em orna prosa viril as
bellezas do Berry cornos sonhosde ouro do sao-
Simonismo nascenle e com as indomaveis re-
voltea do espirito ; Babae comecendo sua 'co-
media humana, e burilando os tragos do urna
sociedad?, que se reconstitua sobro os naufragios
de um tlvrono.
Aps elles crescia.j urna geragio mais moga,
anda mais impaciente, como as ondas aps as
ondas. Todss as barreiras estavam derribadas,
lodos os i Jlos abatidos.. O romance, a historia,
a critica soffreram alternativamente ou ao mes-
mo lempo a lei do vencedor ; todos 03 gneros
matmoraeVVw^'s^ i ?e poesia foram tocados.e ""formadosi; o thea-
porgoes a sciencia do hornera pela sciencia de
Deas, o spressar os fructos da civlisagao?
pergunto se ao preferira a exagerado, contra -
rii. Philosophos allemes pretendacam que o
homem s exiitia, e que a naturoza era um so-
nho, urna illuso que a tinha realidade em nos-
so cerebro. Sera ir al 15, pde-te sustentar
que cada un de nos decompoe o mundo exte-
rior com o todo de suas facufdades e de seos sen-
timenlos.' Para o cegador o passaro urna pre- mem a0 |eUras aeTe iem -y,^ Toar contra o
za ; para o sabio um esqueleto ; para o culli- vento, recolher suas torgas no crepsculo para
as cinzas, urna patarra i dizer por aquelles que
crem ainda ao dia seguinle, o ever do pensa-
dor fallar, e fallar alto 1
Quem pode nega-lo ? O desencanto e a de-
sesperanza arrefeceram o ardor das tentativas
heroicas da litteralura ; por isso, necessario
quo nos parecemos com esses povos antigos, que
adormeeiam durante um eclipse do sol ? Oho-
o
gos de direito publico, communs por sua nature-
za i todos os povos, nio se applicam nunca seno
urna das partes, 4 que os fex.... Foreoso 6 di-
ze-lo : pela revoluto, a Europa v-so no estado
fundo do va'le ; ae adianta-se pelo prtico quasi
destruido, cujas pedras solas eatio presas por
urna bera secular, chegeri 'por sobre entumo,
por sobre um terreno desigual, ao centro de um
antigo mosteiro. A' direita, alguna fustes de co-
tro, apezar de sua resistencia, viu-se^ invadido,
nao sem fracasso, por D0vidade3 assustadoras,
f necessario que. ao lado da colmion.- flzeram bra d Alha,u, Quan.
lista de corrupgao, naja urna grande escola de| fc......._:j n___^ mutmUuf n.
rnoralisago, ao lado do veneno o antidoto, ao
lado dos carinhoa de ferro e dos estabelecimen-
tos industriaos, mosteiros e conventos, lugares
de retiro e repouso, aonde vao asylar-se as in-
tclligencias, abatidas pelas decepcoes da fortuna,
cadver mais voluvel.
Taes sao as preteoces do racionalismo e do
catholicismo, sempre em opposigo e antago-
nismo. ..
Se ao catholicismo se lirarem as peas regalis-
tas e revolucionarias; se lhe concedersomente o
que se v na letra da carta constitucional, <
ta forca consumida I Quanta mocidado I Que
exercito de Christovos-Colombo, decididos
explorarera o mundo moral com seus ocanos,
mysteros, insondaveis abysmos, archipelagos,
suas populacoes conhecidas e desconhecidas I
Pareca que o espirito humano ia escalar os
astros.
II
Esta historia a da oossa mocidado, e do en-
tanto estamos j asss longe das victorias e das
Portugal; e se 1he tolerem a liberdade nos ou- j derrotas para julga-las. O periodo de 1830 4
tros paizes, a incredulidade recuera aos antros ia JO deixou obras que viverao. aspiracoes im-
do abysmo, em que salanaz lera o seu lbrego
imperio.
Assira e sem contradicho descaogariam os po-
vos sombra da cruz I
(Ptacao.)
iilter
A liltcratura do scalo XIX, seu pas-
sado e seu uturo.--As escolas.
i
Nunca seculo algum comegou sob auspicios
mais gloriosos. Chateaubriand, Lamennais, Jos
de Maistre, com a fronte voltada para o passado,
espargiam ralos ou claroes sobro as ruinas de urna
sociedade anliga, que tentava renascer. Benja-
mn Constant. Berangor, madama de Stael, com a
face voltada para o futuro, prophelisavara as gran-
dezas de um mundo que ia sahir das trevas. Os
pezares e as esperanzas combatiam em um cu
anda obscuro, cheio de melancola e de solemni-
dade. Era a lula dos deuses decahidos e dos
deuses novos ; uns, tristes com suas feridas e
derramando seu sangue immorlal sobre o sol
poente ; oulros, graves o offuscados pelos pri-
melros raios de urna aurora, que ia talvez cobrir-
se do nuvens: uns e outtos estavam descontentes
com o presente ( que poeta algum dia esteve con-
tente com o seu lempo ? ). Porem as illusdes de
um passado doce de saudades, como as do um
primeiro amor, e por outro lado os temores do
desconhecido espalhavam urna especie de alegra
magestosa sobre os espiritos. Pde-se dizer do
seculo recem-nascido, como do filho do Heitor,
que elle sorria por ontre suas lagrimas.
De 1825 1830 ergueu-se urna geragao tumul-
tuosa eiuvasora sob um primeiro raio de liberda-
de. Era quem escalasse os novos pncaros, era
quem penelrasse offuscantes horisontes na sel-
v;gem floresta do corago humano.
Lamartine encontrava de novo a poesa as
fcnles desde ha muito perdidas do sentiraento re-
ligioso e da natureza ; Vctor Hugo conquistava
a oJe*; Casimiro Delavigne, cora um talento mo-
derado, tentava casar duas ordens de ideas, dous
riosdo espirito humano, que so porturbavam ao
contacto um do outro, sem se alargarem ; Mr.
Guizol renovava a philosophia da historia ; Mr.
Yillemain esclareca a critica.com o tacho empal-
lidecido em suas mos.da literatura estrangeira ;
Mr. Cousin chamava da Allemanha a philosophia
frnceza naturalisada allema, e apartava delta
as nevoas.
Era um lempo de desasocego e de luta fecun-
da : a revolugao comecada por Chateaubriand na
forma litleraria, estendia-se s ideas. O comba-
te durava ainda, porem a victoria nao era mais
duvidosa. Todos os espiritos comegavam vol-
ver-so para a luz de urna renovado universal.
Nao haviam os proprios poetas tomado as vozes I
ao futuro para cantarera as grandezas do passa-
do 1 Os mais fervorosos apostlos da restaura-
do comegavam ser abalados em sua f. Cha-
teaubriand e Lamennais predisseram um naufra-
io. Ora, sao os naufragios que fazem descobrir
as novas iltaas.
O que diremos do movimento de 1330 I O ru-
mor Iliterario ao lado do rumor poltico I George
Sand, Balzac, de Musset, Julio Janin, Eugenio
Sue, Merimeu, Sainle-Beuve, Michelel, nom me
lembro, que enxame de talentos diversos e auda-
c'tosos 1 Que sulcos abertos 1 Que bella ceifa con-
fiada urna trra que se abala de todos os la-
dos 1 Esse mesrao momento v todas as glorias
reunidas: Chateaubriand, cabega branca e dictan-
do ao tmulo suas memorias ; Lamennais ve-
lho, porem remocado pelo hlito do espirito novo,
lancando ao mundo suas palavras de um rente ;
Beraoger, dizendo suas derradeiras cangoes aos
chos de um mundo que acabava de terminar, aos
homens de um reinado, que comegava ; Lamar-
tine, recolhendo-se na forca de seu seculo o na
serenidade olympica para derramar suas harmo-
r.ias sobre o esvaecimento de seus sonhos ; Vc-
tor Hugo, saecudndo ao vento de urna revoluco
mensas que o futuro fecundar, e que nao po-
dem ser comparadas cora as raaores aspiracoes
da nossa litteralura. D'onde vem, pois, que o si-
lencio succeJeu ao barulho glorioso do embate ?
D'ondo vem pois que urna especie de.prostracao
e de frieza apoderou-se da arena outr'ora tre-
mente ? O que tem fallado esso movimento
vador um ioiraigo que come o grao ; para o
poeta um cantor alado; para o amante urna
lorabranca harmoniosa. A paisagem muda cora
o paisagista. Todos "os objectos visiveis sao so-
mentes de idu, que amadurecem na cabega ou
no coracao do homem. Descrever por descrever,
de que serve ? As imagens nao sao semelhan-
cas ; ellas passaram pela lanterna mgica de
nossa lembranga e transformaram se ao contacto
de nossos mais ntimos sentimentos. O campo
que eu vejo s nao mais o que eu vejo acom-
panhado: o por do sol, que eu contemplo com
um raio de esperanca n'alma nio se parece com
aquello que eu considero em um dia de descon-
teotamento No primeiro caso o sol me diz :
At logo no segundo, me diz : Adeut 1
Onde que ha nisto alguma cous de real ?
Cora mais justo direito nao miara phintasia
urna verdade ? Ella so embriaga com a nature-
za, mas sem a brutal nteDcao de copia-la. Sm,
a natureza a fonte onde se regenera a poesia
as pocas de duvida e de desanimo ; ahi que
essa sublime enferma deve ir mergulhar-se, po-
rem como a musa de Joo Jacques e de George
Sand. Urna scena de Auvergoe, descripta por
George Sand, toca-me sem que tenha os meios
de provar que ponto a realidade nella existe.
E' que por detraz da profundeza das linhas de
verdura e a elevagao das montaohas, eusinto a
rario para enlreter no publico o ardor do fo-, profundeza e a elevago mais solemne ainda da
felhor c"J|tar- a volia da luz eescrever em seu
< agao j (Post IfPebras spero ucem. De mais,
io ha va$3,qunft)radando no deserto bradera no
va"cuo. Sempre'se encontra um echo em qualquer
alrnairmaa para responder-lhe. Deus, diz a bi-
blia, descaogou no stimo dia : nao descance-
mos nos, por que ainda nao lizemos o mundo
novo, e nao somos precisamente inioilus para
congratularmo-nos com oosco. O repouso do
homem o enfado, e o enfado una impiedade,
por que elle gasta a intelligencia, esse puro
metal sahido das mos do creador.
As prospectivas sao bellas, os horisontes se eo-
largJiecem e se coloram : tentemos novas con-
quistas As escolas estao mortas. mas tanto
melhor I Poeta, queres encontrar leus mestres?
procura-os em teu corago, e dize como nosso
Brande Alfredo de Musset: Eu tenho meu co-
rago humano I
Desde que Descartes disse : Eu pens, logo
existo, a soberana do eu 6 o dogma da poesia,
bem como o da .philosophia e das sciencias. Todo
o homem urna revelaco : e por isso mesmo
que a arte Impossivel*. Os antigos tnham en-
candeado os astros, essa cadeia d'ouro quebrou-
se, e depois os clculos de Newton eos cus
appareceram ao astrnomo em sua temivel e
magnifica liberdade.
Arsene Houssays.
[Preste. S. Fflho. )
go sa.,rado ? Muitas vezes passou-se junto da
sphinge sera interroga-lo : perante os esplen-
dores da belleza visivel nioguem reraontou bas-
tante belleza invisivel. Olhava-so muilo com
os olhos para ver cora a intelligencia.
O que mais faltou escola romntica, foi um
ideal. Digo um ideal e nao ideas, porque em-
Gm cada grande escriptor um pensador, e nao
sao grandes escriplores que faltaram piimcira
melade de nosso seculo. Nao tememos estabelecer
parallelos: nosso seculo tem produzido maiores
poetas do que o seculo passado ; como pois,
que nenhum delles tem exercido a duravel in-
fluencia de Voltaire ? E' que Voltaire tinha um
ideal, a libertagao do pensamento humano : seus
escriptos erara actos, suas tragedias pamphlelos
religiosos e polticos, toda a sua vita urna deca-
rago de guerra aos prejuizos. O movimento
romntico, armado por todas as causas nobres,
leve o erro de se annuncar como urna simples
revolugao na forma ; por mais que agitasse a
arvore da sciencia, e delta fizesse cahir fructos ;
por mais que cavasse sulcos de luz no cu do co-
rago humano, nioguem quiz mais ver nelle se-
no a realsaco do programma que elle tragara
para si. Assira, dsperlou elle mais curiosidade
do que Profundo eulhusiasrno. Salisteita essa
curiosidado c ganha a victoria ( porquanto nao
Icoho necessidade e de lerabrar de que lado
foi o triumpho ), os combates dispularam entre
si, e o publico cahiu de novo na indifferenga.
Era a hora do refluxo : as tempestades nao fe-
cundam o anno ; mas como o Nilo, que trasbor-
dando langa o ouro dos trigos, o iluso romn-
tico enriquecer as margens.
Em philosophia nosso seculo s tem afrmado
at aqu a duvida e a espera. E' de admirar que
os espiritos se desviem de urna patarra morta e
se precipitem nos interesses materiaes 1 A lo-
comotiva nao nega, alrma a ligeireza ; a e'.ec-
tricidado nao espera, prende os continentes por
um cabo, que treme no fundo dos mares. A in-
dustria prendera as raassas, todas as vezes que
as artes nao livercm nada melhor offerecer-
lhes. Com slo nao ataco a egrejnha dos espi-
ritos d'elite, quo se refuglam no culto do bello.
Ahi mesmo est a arca que salvar o mundo.
Quero dizer somente que, se ella nao lomar cui-
dado, essa arca esl destinada fluctuar por mui-
to lempo quasi desapercebida em um diluvio sem
[arco-iris.
III
Todas as escolas sao boas, excepto a do enfa-
do ; todas as escolas sao ms para aquello que
nao estuda livremente nella.
urna alma grande.
O que tenho dito da natureza, direi com mais
forte razo da sociedade. Apresenlar com exac-
tido algumas particularidades nao ser mais do
que um accessorio no quadro da vida humana.
Se me commovo visla de certas telas ou de
romances, onde posto ao vivo o interior de urna
familia, porque nelle respiro alm disso a alma
da casa e o perfume de um bom sentimento. Os
processos da gravura e do daguerreo typo, ap-
plicados s letras, tem de mais o mal de restrin-
girem singularmente o ponto de vista. Um bur-
guez pintado com cuidado com seus hbitos do-
msticos, seus costumes e oceupages familiares,
um homem, nao o homem.
Temos um sexto sentido, o sentido interno
de Hutchisoo, que serve-nos para comprehen-
dermos *jue o verdadeiro o esplendor do bello.
IV
Mas ondo burear o ideal ? Um dos erros da
escola romntica foi de segui-lo as imagens do
passado. O phontasma da edade media ou de re-
nascenga, evocado com grande estrondo de lin-
dos versos ou de prosa viva e brlhaote, pode
principio ofluscar e remover o enthusiasmo ;
mas ah 1 as apparigoes, mesmo as da historia e
da poesia sao de curta durago. Para mover for-
lemente seu seculo, de mister obrar sobre elle.
Em *o dir-se-ha que as paixdes de urna poca
sao as de urna outra edade, que os homens se
assemelham sob todos os costumes, que as ideas
pdem passar sob todas as grandes mascaras da
historia. Ha desasocegos proprios de nosso lem-
po, que os lempos anteriores nao conheceram ;
emprestar-lh'os seria alterar a verdade nao
digo a realidade das creages poticas.
Plano d um novo equilibrio na
Europa.
Queremos citar, para edificagao do leitor, al-
algumas paginas exlrahidas de urna obra pouco
coohecida, cujo autor al incerto, e que foi pu-
blicada em 1798. Ao principio foi ella attribuida
Jos de Maistre, pois diz o ttulo: pelo autor
das Consideracois sobre a Franca, que tnham si"
do dadas luz sob o anooymo. Quinze annos
ao depois foi attribuida ao padre de Pradt. Fal-
lamos da obra publicada primeiro sob o titulo de
Antidoto para o congresso de Bastadt. O Sr.
Chatelauze deu urna edigao nova em 1859, forgan-
do-se por provar que a paternidade perteocia
Jos de Maistre. Os herdeiros do padre de Pradl
sustentaram que era tradiego de familia ser a
obra do padre. Jos 'da Maislre declara em sua
Correspondencia diplomtica que escreveu algu-
mas obras sob o anonymo. O gabinete de Turio
d 4 luz essa correspondencia do mais Ilustre
servidor da casa sarda. O Sr. Alberto Blaoc, que
o editor, poder, quer pelos archivos deTurim,
quer por informages viadas da Russia ou de per-
sooageos polticas que estiveram em relago com
Jos de Maistre, saber quaes sao as memorias
inditas, as cartas particulares e assim chegar
conhecer ludo o que pruduziu o mesmo Jos do
Maistre.
da demoligio em todas suas partes: relifiao.cos-'iuainai messisses, iarariavelmente corladas na
turnea, linguagem, demarcagio dos imperios,for-
ma dos go emos, classificago dos homens entre
si, base das propriedades, ludo foi destruido, re-
fundido. A rerolugio parlo primeiro os imperios,
ao depoia langa os fragmentos em seus cadinhos.
J sahiram delles seis repblicas novas, e af-
ilia Europa parece destinada recomegar como
Meda.
Tal foi, tal e tal ser sempre a revolugao.
E' um eorpo de deslruigo completamente orga-
nisado para esse Qm, perfeitamente homogenes,
adherente em todas as suas partes, que em seu
curso deve esmagar ludo, ou ser esmagado; nao
ha meio termo. A revolugao chamada des-
truir ludo, ou ser destruida. Ella nao se abstem
e rasga o vu do futuro assim como o do passa-
do. Ella resistiu os mudangas dos chefes, aos
choques das facgdes, s vicissitudes dos governos
successivos, aos ataques dos inimigos armados,
s citadas dos inimigos oceultos. Em quaesquer
mos em quo se ache o seu terrivel poder, n&o
dimiouiu um passo em sua carreira ; quem quer
que lhe pegou as redeas, segurou-as com mo
firme. Parece que ella depoz a sua dupla natu-
reza em cada um dos que a dirigiram. Espect-
culo estranho, ignorado desde a creago e que
nao pode ser sobrepujado seno pelo que offere-
cem seus adversarios, aquelles quem ella faz ju.
rar odio desde Amstrdo al Roma, aos quaes
dirige em verso e em prosa, em todas as lioguas
vivas e mortas, suas proclamages ameagadoras,
e aonuncla-lhcs a sorte que os espera. Pois for-
go confessa-lo pau louvor ou vergouha dessa
revolugao; poz ella na ennunciago de seus prin-
cipios urna franqueza lo impudente que nao
admittiu por um instante disfarce. Se fez tu-
da, lamber disse tudo; proclamou tudo com
antecedencia. Seria para derrotar inimigos na-
turalmente eromaranhados nos refolhos de urna
dissimulago rotineira ? Nioguem o sabe; po-
rem ouviu-se a revoluco proclamar pelo orgo
de todos os seus escriptos que ella era destinada
mudar a face do mundo...
altara de oiio ps. designara a ara de urna egre-
ja soffrivelmeote vasta. Aioda se reconheccm o
coro, o altar-mr e ascapellas laleraes. Ura pou-
co cima, v-se o recinto do claustro. O espage
comprehendiJo em seu contorno era destinado
s sepulturas; era o passeio ordinario das frei-
rs no meio dos tmulos cujo numero tnham el-
las de augmentar mais larde. Esses meamos t-
mulos foram desrespeitados e destruidos. Urna
cruz de ferro, ainda em p, ergue-se no centro
das Quatro aleas que corlam em ngulo recto es-
se fnebre recinto.
A' esquerda. por fra do lugar sagrado, frag-
mentos do subterrneos o abobadas rachadas re-
velan) o sitio de urna habilagao particular. Mais
adianle, margem de um lago cujas aguas sec-
caram, as casas da herdade o do moinno, ni-
cas testerounhas dos antigos lempos e de urna
grandeza eclipsada, sobreviveram obra de dei
Iruico que ahi teve lugar.
Esaas ruinas sao as do mosteiro de Porto-real
dos campos. Ha cento e cineoeota annos que a
mi do homem as tem respeiUdo ; nao sofTreram
nenhuma restauraco, nenhum damno ; parecem
viver e protestar ainda; conservaram sua elu-
quencia o vivificaram o dito de Pascal: < As pe-
dras ho de fallar.
A disputa dos idealistas e dos realistas nao
nova. Apenas farei estes ltimos urna ob-
jeego.
Se nao me apresentaes mais do que o que
, sem 03 raios da arte e os reflexos do infinito
como Rembrandt, esse grande amante da ver-
dade e nao do real, porque queris vos que eu
vos leia ? Tudo sem duvida um espectculo
sobre o thealro da vida do que em vossas obras.
Quem me garante que nao alterasles sem saber
os tragos de vossos modelos ? Em todo o caso,
nao sinto inclinago alguma tornar-me amante
f de um daguerreotypo. Por mais que me af-
firmeisque a luz e a sombra obraram por si mes-
mas, que vossa herona se fixou como em um
espelho, eu vos acreditarei e admirarei de boa
vontade vossa habilidade ; mas se por ventura
vossa belleza linda, eu vos pedirei para ver a
mulher.
Era face de um ponto de vista to limitado, nao
FOLHETOl
i
UM4 FAMILIA TB4GIG4
A sociedade tal como ella no seculo XIX,
tal como sahiu da revolugao frnceza, com suas
grandezas, suas miserias, seus progressos, suas
imperfeigoes, seus aplacamenlos, suas duvidas,
esuas indomaveis aspiragoes por urna f nova,
seuS temores, suas illusdes mais fortes ainda do
que seus terrores, eissem tragar limites phan-
tasia, o verdadeiro campo onde amadurece a
nova ceifa. A' obra, pois, ceifadores 1 A' uns
as flores, aos outros as espigas, todos o sorriso
da natureza, quo nos diz : Coragem I Ceifemos
cultivemos, semeemos, Deus far o resto. Com
a fronte inclinada para o sulco, aberlo por nossos
paes, procuremos todos o thesouro oceulto.
Ser do seu lempo o dever do pensador. Con-
vm amar seu seculo, porm como se amam as
mulheres, langando um vu sobre suas fraquezas
desprendenlo da realidade que nos desencanta o
ideal do bello, do verdadeiro, do Justo, que nos
consola. Noesquegamosqueocaminhoda poesia
o que conduz do Paraso perdido & trra pro-
meltida. Dispertemos as intelligencias adorme-
cidas, tocando-as com o raio da phanlasia : des-
vendemos o futuro aos quo desesperan), cante-
mos aos que choram o sol poente a cango do
sol nascente ; susientemos todas essas nobres
ambiges que aspirara tocar os astros : s multi-
does que gemem no valle, onde se arrastam to-
das as miserias, mostremos com o dedo as santas
collinas, que a luz comega i branquejar.
O trabalho a lei da humaoidade, a lei do
poeta : ia dizer a lei de Deus. Nao com
effeito elle, que trabalha eternamente na natu-
reza ? Nao elle que em cada primavera nos
brada pela voz das rosas e das aves ; acaso me
enfado, eu ? Em quanto houver urna esperan-
ga fazer reluzir sobre- o caminho da bumani-
dade, urna centelha do corago accender entre
O Antidotopara o congresso de Rastadt ou pla-
no de um novo equilibrio na Europa, um li-
-rro de alto alcance. Seria digno de Jos de Mais-
tre pelo fundo das ideas. O estylo nao tem aquel-
la vivacidade, aquella origioilidade que dostingue
o grande poltico, cuja fama recebo urna nova
apothese. E' expedentes e s vezes declamador;
porm o pensamento enrgico e vigoroso. Em
nenhuma das obras attribuldas ao padre de Pradt
verificamos aquella vigor e brilho. Se do pa-
dre de Pradt, o seu primeiro escripto em data e
o melhor ; e sabido que elle pouco escreveu.
Essa obra nao pode ser concebida aeno por urna
cabega cheia de ideas sas e de muito cstudo.
Talvez que algum ex-parlamentar, arrojado su-
bltameate, na juella prodigiosa revolugao hou-
vesse reunido suas forgas para combal-la na-
quella obra nolavel. Morreu sem suspeitar que
fizera urna grande cousa ou despresando a gloria.
Quer esta questo se eselarega qaer nao, nem
por isso menos verdade que o Plano de um no-
vo equilibrio na Europa diz mais respeito da
revolugao frnceza, de seu fim, de suas tenden-
cias, de seu carcter do quo todas as historias pu-
blicadas ha meio seculo. O bom xito da revo-
lugao italiana, filha da revolugao frnceza, leva-
nos a confrontar o passado com o futuro, deixan-
do ao leitor o concluir.
Coquille.
A revolugao s considera como legitimo o
governo representativo, tudo o mais usurpago,
erro, infraego de todos os direitos; tudo o mais
traz a mancha do peccado original, que s o bap-
tismo da revolugao pode apagar. S ha, pois, de
sua parte reconhettmento pro/isorio respeito
dos outros governos. Sendo o fim invariavel re.
publicantsar tudo, comegam por fazC-lo em tudo
que lhe vm s mos ; ebegam ao depois novas
circumstancias, homens novos, que do outra di-
reccao s disposiges j lomadas, e que os recon-
duzem para o primitivo destino. Assim existiram
as repblicas lombardas, cis-rheoana, e lemanica;
assim existiram at a formago completa do
grande lodo republicano as differentes partes que
devem forma-lo. Nao ponhamos em duvida ; o
planogeral existo ; o materiaes adaptara-se-lhe
successivamente, e a revolugao classiflca-os, co-
mo Paria classifica os monumentos de que despo-
ja os vencidos. E' a essa medooha incerteza que
estoreduzidos os povos e os res. A' res-
peito de todo o seu futuro, nao lm outro dado
seno o de urna destruigo jurada inevitavel;
porm o proprio mundo de sua futura existencia
est coberto de tantos vus que elles nao pdem
penelra-lo. Como se entenderiam, coras loma-
ran) algumas medidas proposito, quando a re-
volugao nao deixa cousa alguma anudurecer,
quando essS Proteu, multiplicando suasmetamor-
phoses, conserva-se sempre destnelo dos que
vae creando cada instante?...
Reina um silencio tumular nessa solidio onde
ainda assim tudo nio sombro e lgubre. A na-
tureza ahi conserva austeras galas ; sao verde-
jantes as escarpada! encostas que cercam o mos-
teiro ; um regalo corre sombra de suas arvores
e suas aguas ferruginosas passam qoeixosas pelos
prados. Aioda se v o hemieyelo da relva abri-
gado por grandes arvores, onde os religiosos reu-
udos, nos compridos dias de vero. faziam suas
praticas. Um pouco mais adianle brota da trra
urna fonte crystallna e protunda; a fonte da
madre Anglica, cujo nome reverenciado anda
conserva. Nesse valle santo, de quantes ebra-
ges puros e castos nao foi aquella fonte a ima-
gen) ?
Comprehendo-se, no curto espago de um secu-
lo, a historia inteira do celebre mosteiro eujas
ruinas acabamos de esbogar; Porto-real so co-
mega para nos em os primeiros annos do seculo
XVII, no lempo de Luiz XIII e de Richelieu ;
cem annos depois, antes do fim do reinado de
Luiz XIV, j havia soado a sua ultima hora ; em
1709, a persegoigo dispersava as freirs, dea-
truia-lhes us muros, desrespeitava-lhes as sepul-
turas, e o'aquelle valle deserto onde o homem
destruir tudo esteva extincta a piopria oraco.
Anteriormente e muito antes do XV'II seculo,
a abbadia de Porto-real Uvera urna longa, porm
obscura existencia; tinha sido fundada, em 1804,
por Malhilde de Garlande, esposa de Malheus de
Montmorency, que havia partido para a crusada
com Felippe Augusto. A egreja, cujos resto
ainda se vem, foi acabada em 1229, sendo seu
architeelo Roberto de Luzarches.
Durante quatro seeulos, nioguem ouvio fallar
nesse convento de freires; teve elle a sorte da
meior parte dos mosteiros, onde a vida religiosa
foi depress* substituida pelo ocio e deleixo. S
comegou ter um neme na historia, desde o dia
em que a joven Anglica Arnaldo, que foi aba-
dessa sob o nome de madre Anglica, eslabele-
ceu nelle a reforma em 25 de oulubro de 1609.
Essa moga que tinha enlo dezeseis ou dezese-
te anuos, pertencia urna familia de magistrados
Ilustrados, assim pela severidade de costumes,
como pelas funcgdes parlamentares que excer-
crara.Seuav materno. Simio Manon, contem-
porneo de lopital e amigo de (juilherme da
Vair fazia pacte daquella geracao de homens
cheios de sciencia e de erudigo, que, animados
de ardenles convice/ies religiosas, achavsm as
doulrinas firmes e varonis do estoicismo antigo,
urna energa moral superior e virtudes heroicas.
Em quauto o chancoller du Vair traduzia Epic-
teto, o advogado geral Marin fazia de Sneca
o seu estudo ordinario. Sua numerosa pos-
teridade por cem annos povoou Porlo-real
do freirs, de capelles, de enachoretas, per-
maneceu al o ultimo dia fiel essas tradi-
coes de familia ; oppox 4 perseguigoes constantes
urna coragem invencivel; a gloria de Torio-real
ter servido de asylo aos estoicos do christa-
nismo.
esse assassinato, elevarei ardentemenle s mos
ao cu, e as minhasoragdessupplicareiquelhes
seja perdoado o seu crime.
Christiaoo, quem as primeiras palavras de
sua esposa haviam enternecido, tornou-se re-
pentinamente severo e carrancudo : recuou um
passo e feroz expressio annuviou-lbe o semblan-
te viril.
Essa revolugio tornou-se a questo de todos,
ou, para melhor dizer, de S. Petersburgo 4 Lis-
boa, de Constantinopla Londres, da Europa
America, s ha urna questo superior todas as
mais, a revolugio. Com ella nao ha neutralida-
de possivel, assim como nao ha com os incendios
e com a peste. Ella abraga os individuos e os
imperios. Entre estes, para quantos nao foi a re-
volugao em sua aurora um objeclo do especula-
cao ou de escarneo, e para os quaes tornou-se
olla, ora um instrumento de ruina, ora urna cau-
sa de terror, por toda a parte um motivo de in-
quielago.... A' um estado de calma e ordern ge-
ral, estabelecimentos fundados n'uma religio
quasi commura, n'um corpo de direito publico
universal, succedeu um estado de perturbago e
confuso geral, ura estado de hostilidades per-
manentes, de alheismo fixo, de subrerso
na moral poltica e civil que regia o mundo
moral, substituida por nao sei que principios es-
travagantes, dictados pela ignorancia e pelo inle-
resse pessoal, que, em opposigo aos outros codi-
llavera paz com um estado que nao depoe
as armas materiaes seno para tomar as armas
moraes e oceultas, que faz da seguranga e dos
outros attributos da paz meios de conspirago
permanente, que muda, que abriga seu talante
as condignas da paz, que semeia os germens da
guerra as mesmas palavras da paz, e que quer
gaohar com o estado da paz rasis do que cora a
campanha mais activa ? Ser isso a paz ? lia
pois ioverso na questo; em vez de urna
questo de direito, ha apenas urna questo de
tacto; pois se soffrem sob o nome de paz todos
os prejuizos da guerra, eslo em gera, digam o
que disserem, e nao em paz.
(Le Monde.II. Duperron.)
abengoae-nos,
Portonreal por Sainte Beuve.
A estrada que vae de Verstiles i Chevreuse
atravessa primeiro, ao sahir da cidade, os bosques
que formavam outr'ora o parque de Luiz XIV,
ao depois, sobe em langos escarpados at 4 en-
costa que domina S. Cyro, e d'onde a vista se
estende pelos jardns, lagos e palacios do grande
rei. Dentro em pouco desapparecem essas mag-
nificencias do passado, e sao substituidas por urna
planico triste e uniforme, sem ondulacoes e sem
importancia. Algumas aldeias distantes urnas
das outras, de aspecto mesquinho, casebres co-
bertos de olmos, cujos moradores nao apparecem
e que por isso julgar-se-ho deshabitados, aug-
mentara ainda a impresso que produz aquella
solido triste e lgubre.
Depois de duas horas de caminhar, a paysagem
mude de repente; algumas florestas fechara o
horisoole e o viandante v-se defronte de um
valle estreilo por onde urna estrada velha, cheia
de barrancos e calgada de pedras angulosas, des-
ce quasi perpendicularmenle at urnas ruinas.
Se o viajante penetrar no recinto de antigos
muros, e de torrinhas ameiadas que oceupam o
Foi completa e rigorosa a reforma emprehen-
dida por Anglica Arnaldo. As freirs renuncia-
ran! 4 tudo allm de viver em exacta r.ommunida-
de; o claustro foi absoluto e o silencio pres-
cripto. Comegou urna vida de austeridade,
desengao e orages; a celebridade que nao
nao aspiravam as irms humildes foi a coose-
quencia disso e trouxe quasi logo perseguigoes
que nio cessarara mais.
O acaso que sempre lera urna parte na marcha
das cousas terrestres decidi alguns annos depois
do destino de Porto-real. O padre S. Cypriano
conhecra na sociedade um dos irmios da ma-
dre Anglica. Foi-lhe presentado e Qcou sen-
do o director espiritual da communidade. O pa-
dre S. Cypriano, amigo de Jaosenio, ahi ensinou
as doutrioas austeras, e talvez excessivas de S.
Agostinho sobre a graga e o livre arbitrio, dou-
trina que a egreja parece nao ter nunca reconhe-
cido ou rejeitado formalmente. Foi o jansenis-
mo que excitou eontra elle a formidavel tem-
pestado sob a qual suecumbio Porto-real.
Desde creaoga, Iansenio e S. Cypriano haviam
morado juntos n'uma casa da ra dos Correios ;
estudantes de theologia e j theologos profun-
dos, meditavam elles urna reforma destinada
reproduzir os dias da egreja primitiva. Um
christianismo rigido e austero, absoluta f aos
dogmas e aos mysteros mais insondaveis razio
humana e 4 aceitagio de todas as consequencias
mais rigorosas, qne se traduzem assirasem a f
nao.ha salvago; na propria f, poucos escolla-
dos : a vontade humana, impotente sem a graga
e a graga divina soprando ondo lhe apraz, sera
que o homem possa oble-la ou merece-la por si
mesmo ; tal era em resumo a doulrina que am-
bos, um bispo de Ypres, outro capello de Porto-
real, ensaiaram com immenso explendor.
roa
CHARLES HUGO.
PRIMEIRA PARTE.
O Filho.
XI
(Conttnuafo.)
Chrislisno nio responden: esteva extremamen-
te commovido.
Ainda nio tudo, proseguiu Alina eslreme-
cendo : enganei-me quando disse quo a sombra
querida de vossa mi sozinha habita nesla c-
mara. Tendea razio, Christiano, ella conserva 4
seu lado urna companhiaos espectros d'aquel-
les que a assasainaram, aos quaes sem duvida
oerdoou, mas 4 quem Deus na sua justica nao
tem querido perdoar 1 Nio pois a victima a ni-
ca quo aqui habitasio tambem os seus algozes;
e por estes mais ainda que por ella me sinto pre-
za neste logar. A minha misaio ser4 dupla : de
um lado terel que consolar 4 vossa mi, do ou-
tro procurarei abrandar com es minhas supplicas
a justa ira de Deus 1 Sim, Christiano, esses al-
gozes, 4 quem amaldicoaes, me nteressam; e
por entre es trevas do castigo eterna que elles
soffremeu, que nio conhego o mal senio pelo
nomeeu, que aou a innocencia, como dizeis,
por mais odioso, por mata infame que tenha sido
" () Vide Oiario n. 1.
Esse crime, Alina, disse elle, soffreu o cas-
tigo que lhe devra ter sido reservado. Que, se-
nhora, pois lereis animo de orar 4 Deus por es-
ses monstros ? Nio; deixae-os entregues 4s pe-
nas do inferno, que tio justamente mereceram:
e se a vossa supplica desposa o seu crime, ser
somente em segundas nupcias depois da vin-
ganga I
Neste caso, Christiano, replcou Alma com
o accento de urna alma exaltada pelos mais no-
bres impulsos do sentimento religioso, supplica-
rei 4 Deus com mais fervor anda, porque nio
ser s pela victima e por seus algozes; terei
mais um nome que envolver as minhas orages
o nome do vingador I
E fez urna pausa.
A expressio divina que se expanda nesse mo-
mento sobre o semblante de Alina a tornava tio
bella, que o conde, commovido al o Intimo d'al-
ma por essa sublime dogura, senta cahir toda a
sua colera.
Alinal exclamou elle; sois urna santal
Seja como queris I
A vossa presenga junto4 mira, e a minha
f em Deus, dar-me-hio a forga necessaria para
cumprir a sagrada missio que me est reservada
neste eastello. E eu a cumprirei; mas exijo ama
condicio.
E qual ella?
Essa solideo, que eu suppuoha encontrar
aqui, acaso a encontrarei de facto, Christiano ?
Sim, minha querida Alina.
Completa?
Completa.
Muito bem I Agora, disso ella adianlando-
se um passo na cmara, e erguendo os olhos ao
cu como para procurar ahi a sombra errante da
marquezarecebei-nos, seuhora
minha mi 1
D'ahi em diante tudo na cmara da marqoeze,
que se havia tornado a cmara da condessa, foi
para esta um objeclo de religiosa venerago.
Alina familiarisou-se to depressa com essa
babitago sinistra, que em menos de urna sema-
na considerou-se permita, e commodamente li
estabelecida : fez della o seu descango, o seu re-
creio, em summa o seu ninho, e s cora a irra-
diago de sua alegra imprimiu um aspecto do fe-
licidade 4 todos esses objectos, at entao fne-
bres e~~esquecidos.
Ella sentia um prazer inundo com essa trans-
formagio das cousas que haviam servido de in-
tima decoragio 4 urna existencia anniquilada re-
pentinamente por horrivel catastrophe. Parecia-
Ihe que quanto mais trale e desolada foi essa c-
mara, tanto mais lhe devia o seu sorriso e a sua
presenga: e foi com verdadeira satistagio quo
ella se determinou 4 passar nesse sepulcro os
novos e vigosos dias da sua vida.
Nem um s dos movis, que evocavam a recor-
dago da sombra querida, escapava ao doce ao-
oho da sua communho de alm tmulo com a
morto : para si somente reservara o cuidado del-
les: era ella, por exemplo, quem espanava as
mesas e as cadeiras. limpava o espelho etc. Pen-
sativa errava de um traste para outro, da porta
para a janella, parando amiudadas vezes defronte
da poltrona, que havia pertencido marqueza.
Bem depressa familiarisou-se com as anas que
a seBhora de Ganges costumava 4 cantar: e mu- doscoohecido.
las vezes Christiano aorprendendo-a sentada ao| O aspecto si
cravo, suppunha ouvir sua propria mi, e pa-
rara absorto e enlevedo no limiar da porta.
A semelhanca de Alina com a marqueza dava
mais forga anda 4 illusio : e pois ella restituir
cmara verde nao sa olma, mas al a presen-
fazia reviver. Se estiva junto ao cravo, excla-
ma : Eu a ougo 1 Se se mirava ao espelho : Eu a
vejo I Se orava perante o cruciflxo: Ambos nos
oramos I
Comprazia-se alm disto com esse agradavel
artificio que, por assim dizer, duplicava a sua
imagem no corago de Christiano, imagem que-
rida para o esposo, e sagrado para o filho : e por
debaixo desse veo diaphano, que permillia aoca-
pitio reconhecer sua mi na pessoa de sua mu-
lher, a condessa desapparecia sem oceultar-se,
pareca mora sem morrer.
Foi assim que suave e vaporoso quadro substi-
tuir insensivelmente nessa morada terrivel a
tempestuosa visio do crime. A defunta e a espo-
sa, a sombra e a joven, a castellaa de outeo lem-
po, e a castellaa de entio, embas se confundan),
nio lendo mais que um semblante, mais que urna
voz, vivendo urna e outra como irmias gemeas
nesse tmulo ressuscitado!
Era de urna belleza incomparavel a moral, i
que tnham dado por base esses dogmas rigoro-
sos ; o ascetismo dos estoicos, que se lhe asse-
melha, mas que repousa em principios bem dif-
ferentes, nada offerece mais sublime, e a mesraa
egreja primitiva nio ro egualada em santidada
por Porto-real.
'( Continuar-se-ha.)
XII
X torrinha.
Assim como Christiano havia dito i sua mu-
lher a solidio de eastello era completa : 4 excep-
co desses dous, de Brgida e de Pedro, nioguem
mais pareca all residir. Um ruido o mais pe-
queo, um signal o mais leve, um movimento o
mais equivoco da parte dos domsticos ou do con-
denado, havie quo fizesse Alina suspeitar da pre-
senga furtiva, ou da residencia secreta de um
prisioneiro, de um hpspede, ou de um castellio
ga da victima: era a voz, o passo, o gesto e
o semblante d'aquellal ,. -3
Para Christiano a sua esposa e a sombra de soa
mi eram urna e a mesma cousa : e lamoem
Alina, que pouco 4 poUco se identificara com a
sua missio, 4 esta se conformou, ponto de vo-
luntariamente confuadir-se cora essa sombra, que' Yew par tratar
do eastello se tinha riscado
de todo da irnaginacao da condessa : com essa
doce existencia nicamente parlilhada entre o
amor e a supplica, voltra-lhe 4 serenidade de
umaconsciecia salisteita, e deum corago tran-
quillo : pois a serenidade o reflexo do devere
Alina cumpria um dever piadoso fleando no eas-
tello de Ganges. 8ua bocea infantil e mimosa
tornara reveslir-se de seu sorriso habitual: na-
da mais do que a rodeava causava-lhe pavor,
gragea sobrotudo 4 presenga e Companhia assi-
ua'de Christiano, que della se separa va mu raras
lo que chamava elle seto ne-
gocios urgentes, rollando depois aioda mais ter-
no e mais solicito.
Podia-se dizer que ala de mel, encobertaem
alguus momentos por urna nuvem sombra, reap-
parecera mais brilhante que nunca na vida dos
dous esposos. Ambos nao tnham, seno um re-
ceio que algumas vezes vinha perturbar seus amo-
rosos enlretenimcntos, e era ello o receio de
queoservigo militar reclamasse-a presenga do
capitio, e o arrebatasse ao seu retiro antes de
expirar o lempo da liceoga.
Ao amor apaixonado de Alina por seu esposo
acrescera ama especie de respeitosa admiragao.
Que energa, peosava ella, nao leria sido neces-
sarie ao joven militar para erguer-se do fundo do
abysmo, elle herdeiro innocente de urna des-
honra e de um crime, para reconquistar a sua
posigo, para merecer do rei um titulo em
substituigo daquelle quo devera ter I
Ella comprehendla enlo o nobre silencio de
Christiano, e todos os dias repeta interiormente
o proposito que fizera de nio mais interroga-lo :
para ella, seu marido imprima um novo presti-
gio 4 esse infortunio supporlado sem mur-
murar.
A modesta coragem do capitio as Qleiras do
exercito, suas seces brilhantes e heroicas, sua
existencia de oCficial aventureiro, o seu nomo,
grande e nobre, repudiado por um nome ao aca-
so, sua espada, valente e leal, que s fra man-
chada no justo e merecido castigo dos assassinos
de sua mae, lodo esse incgnito soberbo de um
paladino, dava enlo figura de Christiano, no
pensamento de Alina, urna sedoegio tio irresisti-
vel quanto fra inesperada. At mesmo chegsva
4' pensar que o vingador fazia ainda mais reaigar
o hroe ; e quando eompareva o amante ao ca-
valleiro um lio terno, outro lio implecavel
descobria em seu merido nio sei que estranha
attitude, quo a confunda, e peslumbrava a fra-
queza delle dbil crealura Christiano lhe cau-
sava admiragio, e a encantava, como homem, cu-
ja mi acareis, cuja espada despede raios de
furor.
Ao mesmo tempo, e por um effeito natural do
doto reflexo que colora todas ai cousas ios olhos
de Alioa, foi-se-lhe dissipando insensivelmente
a primera impresso desagradavel produzida pelo
aspect) enigmtico dos domsticos do eastello.
Via em Pedro um criado pouco comaunicalivo,
verdade ; mas eubmisso, e tomando ao serio, a
de urna maneira talvez excessiva, a dupla respon-
sabilidade do seu otUcio de cocheiro e mordomo
ao mesmo tempo. Al a propria Brgida com o
seu carcter impertinente j diverta muito
condessa pela indocilidade caduca do seu servigo
de cbaveira.
Demais, urna eircumstancia havia quo muito
contribuir para que a joven tivesse em boa con-
ta os dous velhos servidores: como se sabere-
presen tavam elles marido e mulher. Ora a lami-
lla onde quer que est leva comsigo a saa recom-
mendagio veneravel, e Alina nao tardou saber
que Pedro e Brgida viviam em perfeila harmona,
e que nao s tnham sido j paes, como tambem
que eram avs de um rapazinho de dez 4 doze
annos, educado n'uma parte da Provenga, do qual
pretendiam elles fazer seu herdeiro : eircums-
tancia importante que provava 4 condessa, que
esse par singular nio era, como indicava a appa-
rencia, absolutamente estranho 4 especie huma-
na, e que Italia um coraco sobo iovolucro
desse Philemon taciturno, e dessa Baucis carran-
cuda.
A janella da cmara de Alina se abra sobro o
pateo de honra, e pare o ante-pateo, que servia
de persisti-lo ao eastello. Atravez do terrado de
architectura rustica, que separava esses dous pa-
teos, poda ella* avistar o jardim e as primeiras
arvores do parque, cujo aspecto, em perfeila har-
mona com o esplendor arruinado do eastello apre-
sentira logo 4 joven castellaa um thealro feito de
proposito para os seus pesseios : e por isso mui-
tas vezes, ora pela manhia, ora i tarde, com a-
qoella jovialidade e alegra infantil que j lhe
conhecemos, ella arrastava quasi 4 seu mando
pela escada abandonada para as eoaBbfias aleas
qae descobria da janella. ,
(Conluare-fca).
?UUt,*- T P. Dafc* DK PARIA. -18*,
Vs
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E4O9VYO7V_0ZBOQQ INGEST_TIME 2013-04-13T00:30:16Z PACKAGE AA00011611_06154
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES