Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06150


This item is only available as the following downloads:


Full Text
A1I0 XXIT1I HOMERO 61
Per tres eses diantados 5$000
Por tres mezes vencidas 6$000
-i
u
ini
QJJTA FILBA M BE MABgOlE IS6I
. Porana adiantadt i9$000
Porte fraco tara subscriptor.
MCO
BNCARREGADOS DA SUB9CRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexantlrino de Lima ;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cetra o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranbo, o Sr. Manoel Jos Mar-
(ins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
FAKl IDA. UU lAJKltblUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-eiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Csruar, Altinho e
Garaohuns as lercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e t'i as quarias eiras.
Cabo, Serinbem, Hio Formoso, Uoa.Barreiros,
Agua Prela, Pimeoleiras e Natal quintas Cetras.
(Todos os crrelos parlem as 10 horas da manha)
EPHEMERIDES DO HEZ DE MARCO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 58 minutos da
tarde.
11 La ora as 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 7 horas e 18 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
11 Segunda. Ss. Candido e Heraclio do,
12 Terca. S. Gregorio Magno p. doutor da egr.
13 Quarta. S. Eufrazia r. m. ; S. Rodrigo m.
14'Quinta. S. Mathildes raioha ; S. Atrodizio m.
15 Sexta. Commeraorago da Paixio de J. C.
16 Sabbado. Ss. Cyriaco e Tartao rom.
17 Domingo da Paixao ou de Lzaro; S. Patricio.
AuintrnuAS uu tkibukaIs ua capital.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relaco: terc.es, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do cirel: tercas e sextas ao meio
dia.
Segunda rara do cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCA DO SU*"
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia
Sr. Jos MsrUos Aires; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martios.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figuefroa de
Faria.na sua lirraria praga da Independencia na.
Os) 8.


PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 11 de marco de 1861.
Oilicm ao Exm. presidente da Parahyba.Passo
s mus do V. Exc, para ter o conveniente des-
tino, a guia de soccorrimento dos soldados do
corpo de guaruigo dessa provincia Balbino Go-
mes de Castro n Jos Goocalves do Lima, que.
estiveram addidos ao 4 batalho de artilharia
p.
Dito ao Exm. presidente do Rio Grande do
Norte.Passo s mitos de V. Exc, para ter o
conveniente destino, a guia da soccorrimento do
soldado da companhia de rajadores dessa pro-
vincia Antonio Gomes de Oliveira, que esteve ad-
dido ao9 batalho de infamara.
Dito ao coronel commandante das armas.
SirvarSe V. S. de expedir as suas ordens, para
que os officiaes inferioras dos corpos era guarni-
dlo nesta provincia se apresentem em frente da
igrejs do Corpo Santo no dia 14 do crreme, s
5 1|2 horas da tarde, aflra de acompanharem o
Senhor Bom Jess dos Passosd'aquella igrejs
para o convento do Carmo ; providenciando V.
S. ao mesmo temoo para que os referidos corpos
estejam postados em frente d'aquelleconvento no
dia 15 s 4 1|2 horas da tarde, para, reunidos aos
da guarda nacional desta cidade, e sob a direc-
go do official quem por lei competir o com-
mando, acompanharem o mesmo Senhor em
procisso.Offieiou-so ao comraandante superior
do Recite para o arrumamenlo dos corpos da
mesma guarda nacional no dia 15, e para fazer
marchar um d'elles no dia 14, postaodo-se em
frente da igreja do Corpo Santo.
Dito ao mesmo. Passo s raaos de V. S. os
autos do processo verbal do conselho de guerra
do leme do 2. de infamara Clarindo Carnciro
de Oliveira Chaves, do 2. cadete Miguel Joaquim
Machado, e do corneta Manoel Eslevo, este do
10." e aquello do 9." batalho da mesma arma,
alim de que sejara cumpridas as senlengas
proferidas pa|o couselho supremo militar de jus-
tica.
Dito ao Dr. chefe de polica.Transmiti por
copia V. S., para ter execucao na parle que lhe
toca, o aviso circular de 13 de fevereiro ultimo,
determinando que se remetta ao ministerio da
justiga urna relaco dos movis que possuem as
reparlicoes que Iha sao subordinadas, com decla-
raco do respectivo valor, e do empregado cu-
jo ctrgo se acham os movis, bem como que se
communique n deterioraco que tiverem e a ac-
quisigo de novo no caso de que isso seVle.En
viaram-se iguaes copias ao consclheiro presiden-
te da relaco, e ao desembargador presidente do
tribunal do commercio.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia V. S., para ter execucao
na parle que lhe loca, o aviso da reparticao de
marinha de 20 de fevereiro ultimo, mandando
construir nesse arsenal, de conformidade com o
desenho junto, a caldeira do que carece o vapdr
D. Pedro, nao excedendo a despeza de 8:0008300
rs. em que est oreada a construego, orno se
v da nota inclusa
Dilo ao mesmo Recebi o seu oicio do 1. do
corrente, e Qcando inteirado de ter V. S. manda-
do recoihcr aos armazens desse arsenal a raas-
treaco e pertences do hiato Paronibano por nao
convir fazenda publica vender essa embarcacao
por 6009. prego maior que se obteve em hasta
publica, tenho dizer-lhe em resposla ao citado
cilicio, que approvo a sua deliberarlo, e o au-
toriso vender o cisco do dito hiale pelo prego
que se poder obter.
Dito ao commandante de polica.Sirva-se
V. S. de mandar dar baixa ao soldado da 2." com-
panhia do corpo sob seu commande Antonio Ro-
drigues de Moura ; providenciando ao me;mo
tempo para que se aprsenle na casa de Deten-
go, disposigo do respectivo administrador,
urna praga para substituir o referido Muura no
semgo em que ali se erapregava.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declaro V. S. em additameoto ao meu officio
de 5 do crreme, que deve ser contado do t. de
fevereiro ultimo o abono da prestacao mensal de
COjj que o major commandante do corpo de guar-
nido desta provincia, Herculano Sancho da Sil-
va Pedra, pretoode contignar de seu sold nesta
capital, para ser entregue seu procurador.
Dilo ao mesmo.Mande V. S. pagar ao len-
te Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos, os venc-
mentos relativos ao mez de fevereiro ultimo, do
destacamento de guardas nacionaes da cidade do
Rio Formoso, um vez que estejara nos termos
legaes, os inclusos documentos, que me foram
remellidos pelo respectivo commandante supe-
rior com otficio de 4 do corrente Commuoicou-
se ao predito commandante superior.
Dito ao mesmo. Annuindo ao que me requi-
sitou o coronel commandante das armas em otQ
co do 9 do corrente, sob o. 343, recommendo
V. S. que, em vista dos inclusos documentos,
mande iudemnisar a companhia flxa de cavalla-
ria da quantia de 95$, despendida com a mudanca
da mesma companhia do quariel de Santo Amaro
para o campo das Princesas, a qual se effeciuou
por ordem do governo imperial.Communicou-se
ao commandante das armas.
Dito so mesmo.Em vista das folhas quo de-
ve m existir nessa thesouraria mande V. S. pagar
sob mioha responsabilidado nos termos do 12
art. Io do decreto de 7 de maio de 1812, o que
se eslrTer dever Candido Francisco Simes,
Diogo Gomes da Cruz e Evaristo Izidro Lompes,
proveniente de seus reoetmeotos como einprega-
dos no hiale Parahibano em desar menlo, pois
que, segundo consta da informaco ministrada
por V. S. em 9 do corrente, sob a. 181, nao exis
te crdito para essa despeza.
Ditoao mesmo. Remollando por copia V. S.
o requerimento em que o alfares do segundo ba-
talho de infamara Francisco de Resende Perei-
ra pede permisso para consignar de seu sold
20S003 mensaes, por tempo de dez mezes, e
contar do corrente, para screm outregues nesta
cidade Flix Venancio de Cantalicio, o autoriso
mandar abonar essa quantia em os devidos lem-
pos ao procurador do supplicante.Communi-
cou-se ao coronel comraandante das armas.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.,
para ter a devida execucao, o aviso de 12 de fe-
vereiro ultimo, exigindo o orcamento das despe-
zas por conta do ministerio da marinha, que por
esta provincia teem de ser eTectuadas no futuro
exercicio de 1862 1663.
Dito ao mesmo.Recommendo V. S. que
mande pagar aos emprezarios da illurainacao
gaz nesta capital a quanla de 3390300 ris, em
que imporlou o gaz consumido, durante o mez
de Janeiro ultimo, no hospital militar e nos quar-
teis do 9o e 10 batalhoes de infanlaria, como se
r das tres cootas juntas, que esto exactas.
Mandou-se tambem pagar a quaotia de 77J760
ris, importancia do gaz consumido no palacio da
presidencia no aupradito mez.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista do incluso requerimento mando V. S.
pagar Luiz Antonio Pinto da Silva, a quantia de
-02O9OOO ris por haver eocadernado 80 livros da
correspondencia nfficisl dirigida presidencia.
Dito cmara de FloresDeclaro i cmara
municipal de Flores, em resposti ao seu officio
de 19 de fevereiro ultimo, que opportuoamenie
lerarei ao conb.ecim.eQto da assembla legislativa
provincial as necesidades desse municipio indi-
cadas no citado officio, e bem assim que pode a
mesma cmara mandar construir na povoaco de
Baixa-Verde urna casa de acougue e curra!, on-
de possa ser recolhido o gado conduzido pelos
marchantes para a feira da dita povoaco.
Dilo mesma.Sciente do que me comraunica
a cmara municipal de Flores em officio de 19 de
fevereiro ultimo, tenho 4 dizer-lhe em resposla
que organise e remella com toda a breridade o
bataneo e orcamento, de que trata o seu citado
officio.
Dito mesma.Pelo officio que me dirigiu a
cmara municipal de Flores em 19 de fevereiro
ultim*, fiquei ioleirado de haver a mesma cma-
ra n'aquella dati prestado juramento e entrado
no exercicio de suas funeges.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao engenheiro fiscal da estrada de fer-
ro.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
communicar V. S. para seu conhecimenlo, que
em aviso de 21 de fevereiro ultimo, declamo o
Exm. Sr. ministro do imperio ter sido nomeado
o primeiro lente do corpo de eugenlieiros Jos
Carneiro di Rocha para servir de seu ajudante
junio estrada de ferro desta provincia com a
graliticago de 200&JOO ris mensaes.Comrau-
oicou-se thesouraria de fazenda, e ao superin-
tendente.
Dito ao coronel Domingos Alfonso Nery Ferrei-
ra.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
aecusar recebido o officio de 6 do correte, em
que V. S. loe commuoicou ter assuroido o com-
mando superior da guarda nacional desle mu-
nicipio, em conseqiiencia de achar-se doente o
Exm. visconde da Boa-Vista.
DESPACHOS DO DU II DE MARQO DE 1861.
itequerimentot.
4020.Fiolden Brolhers.Dirijam-se a thesou-
raria de fazenda.
4021.O mesmo.Dirijam-se thesouraria de
fazenda.
4022.O mesmo.Dirijam-se thesouraria de
fazends.
4023.O mesmo.Dirijam-se thesouraria de
fazenda.
4024.A irmandade do Senhor Bom Jess dos
Martyrios, erecta na egreja de S. Joo da cidade
de Oiuda.Dirija-se ao Sr. commandante supe-
rior da guarda nacional do municipio de Olinda e
Iguarass.
4023.Joaquim Herculano Pereira Caldas.
Passe pnrlaria coocedendo a licenga pedida.
4026Joaquim Antonio Rodrigues.luforme
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
4027. Francisco de Rezendo Pereire. Diri-
ta-se thesouraria de fazenda.
4028.Candido Francisco Simdes e outros.
Dirijam-se thesouraria de fazenda.
quizeram os fundadores da repblica inscre-
ver n'uma constituirlo destinada (ao menos o es-
pera vnm) ao durar muilo tempo depois que a es-
cravido nouvesse deixado de existir.
Se, porm, no peosamento dos redactores do
pacto federal, essa clausula ou antes sua utilida-
de pratica deresse ser transitoria, nem por isso
deixa ella de subsistir na conslituico, e teem o
direito inconfesavel de invoca-la os estados que
aioda hoje possuem escraros. D'onde se segu
que a Carolina do Sul tem razio quaodo expro-
bra aos qualorze estados do norte que fizara ni leis
em favor dos escravos fgidos, tero sido os pri-
meirus em infringir o pacto coramom.
Se agora admililr-se a soberana dos estados,
tal qual a entende a Carolina do Sul, questo a
cujo respeito tem bavido nos Estados-Unidos
duas opinides divergentes desde a origem da re-
publica, parecer completa e iocontestsvel a or-
ganisaQo desenvolvida na declaraco de inde-
pendencia desse estado. Se o recoohecem como
nico juiz de suas obrigaedes federaos, do valor e
duracao dellas, tinha elle liberdade de declarar a
unio quebrada entre si e seus confederados e de
desobrigar-se do pacto assignado por todos.
Ha entretanto duasquestoes que apezar da me-
lhor vontade do mundo nao podemos deixar de
suscitar acerca da declaraco de independencia da
dos republicanos do norte estio resolvidos a ir
tato longo quanto o permiliir a moderac&o, pois
consenlem em rigor que se dissolra a unio
comanlo que o soja por autoridade do congresso.
Nuo admitiera, porm, que um ou mais estados
quebrem o parto federal pela simples autorida-
de de suas legislaturas particulares. Se nao se
poder conseguir um compromiso entre o norte
e o sul, emquanto o congresso nao hourer de-
clarada a diasolvigo da Unio, os republicanos
e o novo presidente a sua frente faro respeitar
o paci federal. J proposeram o meio do cons-
trauger a Carolina a pagar, quer queira quer
nao, os direitos de alfandega sem obrigar o con-
gresso a invadir cora forja armada o territorio
caroliniense: mandar bloquear o porto de
Charlistown e confiar marioha militar o cui-
dado de receber na entrada e sahida dos navios
os impostos devidos pelss diferentes especies de
mercadonas.
Entretanto a tempestada proluzida pela sul
ameaca a desfazer-se sobre a cabega do Sr Bu-
Chanin. Um jornal, o Evenning Post pedio a
sua aecusaco peranle o senado. Com effeito,
a patarra alia traicao circulou apenas se coohe-
ceram os primeros movimenlos da Carolina.
Annuociou-se que ha quatro annos o Sr. fincha-
ran no mesmo dia em que recebeu a candidttu-
Carolioa o Sul.- Diz ella quo o Sr. Lincoln, o ra da convonco de Cincinnati obrigou-se a sus-
novo presidente tem intenco de excluir o sul dos
territorios communs e fazer guerra escravido
at que esta desappareca inteiramente dos Esta-
dos-Unidos. E'aqui que comeca a fallar a pai-
xao.
O Sr. Lincoln e seu partido nunca pretendern]
tentar *s movimenlos separatistas, quaodo fosse
occasio opportuna. Quizeram rer a execuQo
dessa promessa na reraessa feita durante este re-
*o para o arsenal de Charlestown de 30 mil es-
pingardas; na ausencia de urna guarnico suffi-
ciente para defender esse deposito ; no cuidado
_-. uiuwwa w ovia |rait|UU ilUtlLJ piOiCUUOiaiU ^.v-..-w ^vid wtlLUiUI UJ3U UrJUt/AllU IIU CUlUaUU
excluir o sul dos territorios communs, mas s os que o governo lomou, algumas semanas antes
escravos, quando esses territorios se acharem si- j da eleico do Sr. Lincoln, de mandar para ou-
tuados cima de urna certa liona geographica. | tras partes da Oiio 500 homens de tropas j
Nada ha nos discursos do Sr. Lincoln nem no
procedimento de seus partidarios que autorise
to pouco a dizer que elles meditam urna guerra
encaroicada contra a escravido. Sao exagera-
ces que devem ser altribuidas ao inedo que se
apoderou dos plantadores do sul.
proraptas para embarcar para Charlestown ; na
facilidade com que se dcixou urna companhia de
paisanos oceupar o arsenal poucos dias depois da
eleico. Esses rumores uo poupavam nem o
ministro da guerra, o Sr. Floyd. da Virginia,
nem o ministro do interior, o Sr. Thompson,
A segunda censura quo fazemos aos autores da | du Hissisipi nem o ministro da fazenda o Sr.
declaraco da independencia de terem reunido a j Cobb da Georgia, ao qual pelo menos attribuiara
religio discusso poltica e terem denunciado: passossuspeitos, quando a repentina retirada do
como reos de um grande erro religioso os que i chefe do gabinete, o Sr. Css, veio dar-lhes nova
condemnam a escravido. A Carolina do Sul po- consistencia. O Sr. Cass, anda que pertencenle
dia dispeosar-se de entrar em dscussSes theolo- so norte, nao pode passsr por inimigo do sul,
gicas para sustentar sua causa. elle demcrata e nao republicano. Foi em
A excepeo do que fica dilo, estamos poisds-, 1848 candidato do partido da escravido ; sus-
posios a conceder que em direito estricto o sul teotou com ardor alguna actos do Sr. Buchanan
C0MM.1XD0 DAS ARMAS.
tiuartcI do ominando las armas
de vernambnco, na eidade do
Recite, tZ *e marco de 1.SGI
ORDEM DO DA N. 82.
O coronel commandante das armas faz publico
para conhecimenlo da guarnico e resultado da
inspeceJo de saudo procedida no dia 5 do cor-
rente nos Srs. ofllciaes e pravas abaixo mencio-
nadas.
Capito Joaquim Bernardino Magalhes Gomes.
Gastralgia e tremor nervoso. Cura-se em 2 a
3 mezes sugeilando-se as regras hygienicas
convenientes. Cura-se mais promptamente em
paiz fri.
Tenente Flix Justiniano de Albuquerque.Gas-
tro hepalhite chrooica. Cura-se em 30 dias.
Segundo cadete Manoel Goncalves Silvina.
Rheumatismo. Curavel. Deve recolher-se ao
hospital.
Soldado Francisco Branco de Lima.Rheumatis-
mo. Curavel1. Deve ser recolhido ao hospital.
Soldado Joaquim Ferreira.Hernia inquinal di-
reita. Incuravel e incapaz do serrino activo do
exercilo.
Os Srs. comroandanles dos corpos remetlero
a esta secretaria militar a certido de assenia-
mentos das pracas que foram julgadas incapazes
do servico activo do exercito, assim como faro
immediatamente rccolher ao hospital as que
neste caso julgoi a commisso militar de saude.
Por esta occasio o mesmo coronel comman-
dante desarmas, querendo acabar cora os abusos
que tem havido deestarem alguns Srs. officiaes
doenles no quartel por muilos mezes, sera que se
iratem regularmente e at abusando a ponto de
muitas vezes serem encootrados em seus passeios
sem que para isto lenham licenca, determino
que d'ora em dianto os Srs. commandsntes de
corpos e companhiss solidas facam recolher ao
hospital logo que completem 30 dias os Srs. of-
ficiaes que se acharem doeo tes no-quartel. po-
dendo estes Srs. officiaes recorrerem a S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, na conformidade do
art. 106 do regulameoto que baixou com o de-
creto n. 2,877 de 27 de outubro do anno passado.
Assignado.Jote Antonio da Fonseea Galvo.
Conforme. Antonio Eneas Gustavo Galvo,
Alferes ajudante de ordens interino do commando.
13
ORDEM DO DIA N. 83.
O coronel commandante das armas em execu-
Qo as ordens da presidencia determina que
urna brigada composta do 1, 2 e 3 batalhoes
de infantera da guarda nacional desta capMal, e
do 2o batalho de liana da mesma arma aob o
commando do Sr. coronel Luiz Jos Ferreira, se
ache postada no largo do Carmo, no dia 15 do
corrente s 3 1|2 horas da tarde aQm de acompa-
nhar a procisso du Senhor Bom Jess dos Pas-
aos. O esquadro de carallaria da mesma guar-
da apeado ir guarnecendo o aodor do mesmo
Senhor.
O Sr. coronel commandante da brigada tirar
os seusajudantes d'enlre os Srs ofllciaes que
compoem a mesma.
Assignado. Jos Antonio da Fonseeu Galvo.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
alferes ajudante de ordena interino do com-
mando.
EXTERIOR.
Leu-se era nossas columnas a declaraco do
independencia da Carolina do Sul. Os nossos lei-
lores assim souberam do proprio partido da es-
cravido ludo quanto se deve dizer para justificar
o seu comportamento actual. Al queixas do sul
foram expostas em todo o sou rigor pelo orgo do
estado que constituio-se o primeiro e o mais
enrgico campeo de seus direitos.
Quizeramos tambem aproreitar esta occasio
para estabelecer as causas que, segundo pensa-
mos, produziro fatalmente do urna e outra parte
a crise em que a Unio mericana ameaca hoje
perecer.
Nao temos nenhuma difDculdade em admittir
desde j que sob um eerto ponto de rista e por
meio de urna interpretaco rigurosa do pacto fe-
deral, a causa da Carolina do sul seja perita-
mente fundada. Com effeito, o que sustenta es-
se estado ? Que a constituido garanti aos es-
tados o direito de reclamaren! e do reiviodi-
carem c as pessoas obngadas a servir ou a
trabalhar que se auseolassem de um estado pa-
ra outro. l' eridente quo essa periphrase desig-
na os escravos, palsm que por pundonor nao
tem razo contra o norte na queslo actual a res-
peito dos escravos fgidos. Tendo dito a consii-
luicao : Haveis de restituir os escravos a seus so-
nhores ; os estados do norte nao teem o direito
de rei-los e liberta-tos. Elles o coofessam ho-
je, e abrogariam fatilmente suas leis inconslitu-
cionaes se essa coocesso satisQzesse ao sul.
O sul, porm, quer muilo mais. Quer que os
senhores possam levar os escravos por toda a
parte, quer para os estados lvres, em viagem,
quer para novos territorios como rotea dores, e
que em toda a parte possam tambem inrocar a
pruteceo das autoridades federaes para Ihes ga-
rantir essa propriedade. N'uma palavra, os 350
mil propriolarios de 4 milhes de negros agitam
a pretenco de dominar n'uma repblica de 33
milhes de homons, como ofizeram de fado por
tanto tempo, o Ihes impor para serapre a sua lei
e a ignominia dessa instiluicao particular. O nor-
te nao quer abdicar a tal ponto a sua dtgoidade e
os seus senlimenlos republicanos.
Mas, aQm de voltarmos a questo de facto, con-
cordamos com a Carolina do Sul que o norte
quem infringi a coostituigo federal. Com ef-
feito, o norte revolucionario, porm na molhor
accepeo da pa.avra ; aura de fallarmos com mais
clareza, o norte continuou a ser revolucionario
como o entendiam os fundadores da repblica, ao
passo quo o sul voltou as costas revoluco e il-
ludio as esperances de 1776.
Accrescentemos que a esse respeito ello s fez
obedecer forja das cousas.
Nao menos verdade que se em um de seus
textos a conslituico a favor delle, o espirito
que reioava entre os fundadores da repblica e
que dictou os principios inscritos a fraude da de-
claraco da independencia de 1776, contra elle.
O sul aproveita hoje a illuso que reinava ento
a respeito da prxima exlinccao da escravido; a
realidade veio dissipsr essa illuso ; e com a es-
cravido ficaram lodosos direitos coocedidos na-
quelle tempo aos proprietarios de escravos. Eis
a razo porque quando o sul invoca taes direitos
niuguem pode recusar-lhe esse favor.
Agora, como appareceu essa siluaco 1 Como
possivel que o sul resislisse ao impulso primiti-
vo ao passo que o norte cedeu ? Como que a
contra revoluco que rebenta hoje, veio desmen-
tir as promessas da revolugo?
Para responder a essas perguntas somos obri-
gados a entrar em algumas explicaces histricas.
E o que taremos n'um prximo artigo.
H. DAME MARTIX.
[Le Conslitucionel. Duperron.)
Os nossos leitores j sabem, em rirtude dos
extractos dos jornaes inglezes, do mo effeito
produzido em Washington pelos ltimos acoole-
cimentos ds Carolina do Sul as pessoas de mui-
tos representantes e senadores esclaragislas.
Emquanto os edificios federaes nao haviam si-
do oceupados pela milicia caroliniense, aquellos
polticos sulistas que faziam diligencia pela con-
clusao de um compromisso, nao tinham perdido
toda a esperanca de chegar seus fins, apesar
da declaraco de 20 de dezembro.
O que far a Carolina e o que ser feito dola ?
O rimes de ante non tem explicara pela igno-
rancia das massas na Carolina e pelos temores
chimencos que sao o fructo da ignorancia, a
sene de resolucoes violentas que acabara de ser
tomadas naquelle paiz. Assim como nos estados
despticos da Europa passa logo por conspirador
cheio de negros pianos e viajante sorprendido
sem passaporte, e assim como um caso to redi-
culo sufficienie para causar n'um funccionalis-
mo acostumado a vivar oas trevas e no silencio
as inquietacoes mais extravagantes, assim tam-
bera na Carolina, no pesar da maior parte da
popularlo branca que nao tem nenhuma idea
clara da constituido dos Estados-Unidos pede
um presidente passar por urna especie de'auto-
crala que omnipotente contra as leis. Nao foi
ditcii para a classe nca o persuadir ao resto do
povo que a eleico de um presidente republicano
equivala ruina de todos os interesses de to-
dos os d.reitos no sul. A resoloco temeraria
que a Carolina tomou, seus desafios temerarios
teuos a norte, nao senara, pois, seno o resulta-
do de um terror pnico. Nao coohecemos sufi-
cientemente o estado moral do sul pa decidir
o que vale essa explicaco do Times. Cooheco-
mos sufficiememente os homeos reunidos em as-
sembla para uo pensarmosque se deve medir
sempre a firmeza de sua coragem ou a extenso
de seus recursos pela violencia das resolucoes.
A Carolina nao tem dinheiro; est a bracos com
dirficuldades financeiras muto serias; os outros
estados do sul ainda hesitara, o contra o curso
ordinario das cousas, demora-ae a separaco ao
menos por alguns das depois desse primeiro
passo. Tal ves fosse bastante ao norte ser pru-
dente ei Bpffrador para collocar a Carolina em
serias difflculdades.
E* o que o norte parece haver comprehendido.
Sua atutude fria e confiada contrasta com as me-
' diou tomadas pela Carolina, os mais modera-
mais desagradareis para o norte, como a intro-
ducto da escravido no Kansas. Se elle julgou
dever separar-se de seus amigos, nao ser
por que nao quiz entrar em manejos hostis
Unio? Sejam como frem essas zagas aecusa-
ces, cuja preciso declaramos nao poder veri-
ficar, forcoso coovic queoSr. Buchanan, dando
por successor ao Sr. Cus o ministro oa justica.
o Sr. Blach, nao fez o que era preciso para reha-
biliiar-se peranle a opinio do norte. Basta di-
zer que o Sr. Black autor de urna recente cir-
cular onde professa esta doutrina que se deve
proceder com rigor a respeito dos individuos
que altacam a Unio, mas que o congresso nao
tem direito algum sobre o estado que quer sepa-
rar-se.
Sao tambem os movimenlos separatistas que
formam presentemente a maior inquietaco da
Austria e que complicando-se acabaram por vir
a ser a sua salraco e a do partido absolutista de
V i-nna. Depois dos Runenos, eis que reera os
Czechs (pronuncia-se Tchques) Os Tchques,
os quaes habitu a Bohemia e formam o> tres
quintos d populaco. eram um poro poderoso
no tempo d'el-rei Spitignen I. Se quizessem
chegar um accordo cora o partido liberal aus-
traco, seriam hoje um povo composto de cida-
dos lvres, oque em 1861 ainda urna coasa
bem preciosa, diga-se sem perturbar os manes
d el-rei (Spitignen). O partido liberal austraco
ollerece aos Srs. Tchques em troca de sua alli-
anca tantas immunidades que nos satisfaziam
em nosso paiz : liberdade de imprensa, de reli-
gio, de eisino, liberdade municipal. Os Tch-
ques tero sua dieta propria, juizes, magistrados
municipaes, costumes civis o escolas. Podero
educar seus filhos na pratica exclusiva do Tch-
que, que a lingua mi, harmooiosa do uni-
verso, e nao Ihes ensinar urna palavra, se o qui-
zerem, da gyria de Lulhero e Calvino. A fallar
a verdade, teem elles pretences difficMs de se-
rem salisfeilas. Alm de reclamar o direito de
nao mandar deputados ao futuro parlamento de
Vieona, exigem que o imperador da Austria Ihes
entregue a Moravia da qual eram senhores no
XI secuto. El-rei da Prussia nao espera viver
em paz com elles seno lhe restituirem a Silesia
que declarou-se legalmenie vassalo de seus res
em 1327.
Aspimm emQm a formar um s estado com o
Slavo da Croacia, se bem que estes estejam se-
parados delles por algumas centenas de leguas,
afguos milhes de subditos allemas e monta
nhasque formam fructeiras oaturaes bem salien-
tes para nao impressiooara rista. Aqui compe-
tera elles com os Hngaros que tambem pedora
a Croacia como tazando parte do qao chamara
seus limites histricos.
E' apenas desde 1077, dizemos Bohemios, que
a Croacia tornou-se hngara no reinado d'el-rei
Ladislao e se antes dessa pocha os Croatas eram
alguma couss, eram incontestarelmente irmos
dos Tchques. Nao temos nenhuma rontade de
contestar o raciocinio dos Bohemios. Mas, como
a Franca seria o paiz mais simples do mundo se
fosse a uoica em menospresar seus direitos, obri-
ga-nos o nosso patriotismo a lembrar que Bo-
hemia rem de Bou ; que os Bou, tribu gaulesa,
eram nossos antepassados directos : que 589 an-
nos antes de Jess Christo poroaram elles a Bo-
hemia no reinado de Segoveso, e que a Bohemia
com ludo quanto contera, inclusive os Tchques,
pertence-nos em raso de um direito aioda mais
anounciada nao era urna reforma ; que, salva a
ioserco de um decreto de mais as columnas do
Uonitor, nao havia mudanca alguma; e que
n urna palavra o imperio de 1852 apreciava mui
bem a liberdade pelo que ella : um simples
instrumento de deslruico, e aproveitia muilo
at aqui em passar sem ella, para commeller a
imprudencia de pedir o auxilio de urna socieda-
de to perigosa. Livre Deus todo o governo
honrado de taes amigos o de taes conselheiros I
S o publico Ihes desse crdito o aceitasse ao p
da letra seus comroentarios, haviam de apear o
poder que pretender defender.
O ospectaculo das seis semanas que acabam de
decorrer acalmou sem duvida as apprehenses
dos amigos da ordem segundo o melhodo chinez;
elles nao poderiam dizer mais hoje, para derro-
tar a liberdade nascente, quo estamos em vespe-
ra de um cataclisma, s por que os jornaes vo
ter licenca de criticar os actos do governo e os
deputados a faculdade de discutir falla do thro-
no. Com effeito, ouv as conversares de Pars,
percorei as proviocias, ledo as folhas quolida-
nas, folheai as revistas ; que olhos assaz expe-
rimentados, que engenho assaz profundo poder
discobrlr um indicio de animaco poltica ?
alas, regeitando os fados o argumento que
consiste n'uma ameaca de revoluco prxima, os
adversarios da poltica liberal mudam de tctica.
Sim, dizem elles, a Franga esl em repouso,
est calma, tranquilla ; at indfferente, o que
prova a inulilidade e a impportunidade das re-
formas. Pregamos-lhe por dez annos que era,
perigoso para um povo oceupar-se com seus pro-
pnos negocios ; demonstramos-lhe q>ie a melhor
norma de proceder para urna na;o consista em
deixar-se levar, sem lhe importarem o alvo, os
caminhos e os meios de locomoco ; provamos-
Ihe que o estado mais desejavel para urna socie-
dade o soinno do maior numero sb a guarda
vigilante de alguns. Ella acreditou-nos ; nossas
mximas de vida publica, peneirando-a al a
raedulla, lancaram-na em urna especie de aoes-
thesia moral que lhe permiti soffrer sem dflr as
opera-oes mais variadas da cirurgia poltica; si
tuacao bem feia da qual nao quer sahir ; o que
condemno sem appello o vosso ensaio de re-
forma.
Esse segundo argumento que nga directamen-
te a aptido de nossa pratica para o governo livre
mais plausivel, pois parece fundar-se em fac-
tos ; porm felizmente esses tactos sao inexac-
tamente descriptos e mais Inexactamente apre-
ciados. Para Ihes tirar a sgoiflcaco real, i30-
lam-nos, contra lodo bom methodo histrico,
do coojuncto de que fazem parte, da situaco
geral que oseogendrou. Urna revista decennal
de nossa historia, executada sem odio assim
como sera medo, fotnecer-nos-hia meios decisi-
vos de eslabelecermos os cousas em seu verda-
dero aspecto. Esse trabalho, porm, escapara
difficilmente urna censura que fazemos timbre
em evitar: aecusar-nos-hiam do rancor e de
recrminaces.
Se a promessa de urna era de liberdade nao
conseguio irapellir instantemente a Franga para
a aclividade da vida poltica, porque as naces.
como os individuos, sao humildes rassallos da
deoa Habito, a qual governa tanto assiluacoes
mas como as situares boas Ora qual foi ues-
tes ltimos lempos o habito dominante do povo
francez ?
Se nos referr-mos aos signaos poltica e dis-
tinetamente visiveis, o povo francez tomou o ha-
bito de se nao mostrar admirado nem surpreso
do quer que seja.
Teve lugar o decreto de 24 de novembro ao ca-
bo de urna serie de acootecimentos todos mui
fortemente saudados por urna adheso quasi uni-
versal pelos orgos regularmente acreditados da
opinio -publica. Nao menos inesperado que a-
guerra de 1857, nao menos imprevisto que o trs-
lado de 1860 tem esse decreto a sorte dos actos
que o precederam ; appladiram-no com um eo-
thusiasmo nem mais fraco nem mais torio do
que de costume. A esta hora, alguos ainda es-
tao a pensar que, assignaudo-o. o poder teve por
nico fim despertar o mesmo sentimento placido
o confiado que acolhe indistinctamente todos os
seus actos.
Como possivel admirago de boa f ? Aioda
pesa nos espiritos o longo habito de adherir a
ludo sem exame e sem criterio.
A opinio publica, ha muilo acostumada a ver
indicar-se-lhe o que deve pensar e crer, bem
disculpavel por nao obedecer do dia para a noile
a urna medida que a convida sbitamente a to-
mar o cuidado de elaborar por si mesmo seus pen-
samenios e a formular suas crencas.
Tal a siluacao que se nos auto!ha ; analy-
sa-la em suas causas e em seus precedentes
corlar pela raiz as inlerprelajes dos espiritos
superflciaes e dos pessimistas nao desinteressa-
dos. EfTeclivameote, e nao so enganem os ad-
versarios da poltica liberal, e.-sa falta do movi-
meulo e de vida qua elles assigoalo triumphan-
tes nao o resultado de urna resoluco positiva
que vae continuando ; o resultado de umacon-
sequencia que vae se debilitando e eufraquecendo
todos os das; e, como nao d jvidamos de modo
algum, se nao houver modificado as boas in-
tengoes do poder, approxima-se de sen termo o
entorpec ment que atacou o paiz.
A Franga semelha-se um hornera cujos mem-
bros houvessem sido por muito tempo conserva-
dos presos ; no tempo da iramobilidade s sonha-
va elle com carreiras pelos prados ; agora bre-
se o espaco diante de ai, e comtudo visto parar
e sentar-se depois de haver posto eom ragareza
um p adianto do outro. CrJe-me, porem, esse
homem nao perdeu o goslo de morer-se, nem
o poder de andar, nem ainda a faculdade de
correr.
Entretanto resta examinar se teem retirado do
espirito publico todos os obstculos que podiam
embaragar-lhe o legitimo mormento. Essa pes-
auligle por tanto digno de mais respeito do quisa tarefa que incumbe imprensa liberal.
Ha sois semanas que por urna complicago de
circumstancias exiraordinarias rio-se ella eocar-
(Le Journal des Dibates.H. Duperron.) regada de sustentar, eslranha misso, contra os
propros affeigoados do governo, a reforma de 24
de novembro, quando devia, pelo que parece,
procurar assignalar-lhe as imperfeiges e as la-
cunas. E' tempo de entrar ella em seu papel-
normal.
. Andre Latertujon.
[La Prest.II. Duperron.)
A nao considerar seno as apparencias, somos
obrigados a convirque o aspecto da siluacao in-
terior da Franga nao por certo aquclte que po-
derla prover um observador a quem a reforma
de 24 de novembro fosse annuociada antes do
realisar-se. Esse erro, que tem algumas causas
(poremos de parte a influencia exercida pelo es-
tado gerat da Europa), em suraraa mais appa-
renleque real. Nao ser Intil assignsr-lhe o
rerdadeiro alcance indicando as fonles donde pro-
cede.
Ha uns dez annos que ham formado um ideal
de governo cuja raalisago completa ser sem-
pre, gragas a Deus, urna utopia em Franga, mas
que oai nossos commerciantes e os nossos mis-
siunarios podeio estudar era todo o seu des-
en'olvirnento, gragas ao tratado de Tieotsin.
Teem por principio os partidarios desse systema
que a feicidade das sociedades civilisadas se
obtem mediante um poder unico e urna admi-
0 noro re da Prussia acaba de inaugurar seu
reinado por ma amoystia. Depois da proclama-
cao quo ha alguns dias publicamos, o decreto
real, que abre aos exilados polticos prussos as
ponas da patria, era o acto mais importante, que
approure Guilherme I fazer. A opinio publica
cortamente ter s elogios para saudar urna tal
medida.
Mas essa amnysiia, que nao ha oecessidade de
apreciarmos no ponto de vista da humanidade
rem estabelecer claramente os termos de um
questo, que a -proclamagao real de 8 de Janeiro
mmediaiamente levantara. A mudanga
0!!ra?0 ""mente orgaoisada: poder e adral- | nado op^dT! pVawU l%T^m'S-
dsnea de poltica? A proclamagao de Guilher-
nistrsgo funeciooando, j se sabe, no meio do
silencio e da immobilidade do resto da nago.
Mais de um conserrador dessa escola devia ex-
clamar ao lro decreto de 24 de norembro : Eis
urna rerolugol Cojoj de fazer cassar sustos to
rasoaveis.coriosdoutores em direito poltico,mais
governamentaes do que o goverao, tomfirara logo
infinito trabalho par estabelecer que a reforma
ca i
11 ac
me 1 ao throno de Frederieo Guilherme nao
mais do que a substiluigo definitiva e regular da
realeza regencia, ou ao contrario a proclama-
gao de urna realeza nova?
Em outros lempos a opinio publica esperara
qme os tacto* viesera. sattsfaser sua legitima eu-
rlosidaie. Ho tempo em qse Yernos e Q{u) cir-
cumstancias. era que opera-se esta mudanga de
maior0* c,irios,dade n,ais ". impaciencia
n..P!;USSa COm_ etkHa lem dous importantes pa-
pes a dejempenhar no oo.imento dos negocios po-
Ucos Como potencia europea tem ella*voto de-
liberativo nos cogressos do continente ; como
potencia allemaa ella pertence essa confedera-
gao dos povos germnicos, cuja acgo com mura
lera seu peso na balanga, aa qual se regula o
equilibrio europea. Qual ser o papel da Prussia
na Europa, qual ser seu papel na Allemanha?
i al pois, o duplo segredo que encerra hole a
coroagao de Guilherme I.
O pensamento primordial, verdade, foi que a
realeza nova, auccedendo regencia, seria a con.
tinuagao desla. Dous anoos de exercicio absolu-
to do poder real sao as primeiras garantas offe-
recidas pelo principe da Prussia i Europa e
Allemanha. r
Sem repellir este pensamento, nao seria injus-
to lazermos notar que dorante esta regencia, de-
vi la urna causa dolorosa o principe Guilherme
adstringio-se principalmente a respeitar a polti-
ca e as tendencias do soberano, cuj sombra paira
anda sobre a Prussia ioieira. Com urna sollici.
lude toda fraternal elle esforgou-se por nao dei-
xar verem senao um desses auxiliares passa-
geiros, que aifastam-se quando o perigo tem ces-
sado, isto quaodo o piloto voltou ao leme.
tni urna palavra. o principe regente terminou o *
reinado de seu irmo.
Hoje Guilherme I comega o seu anda faz
mais: prepara o de seu fllho.
Nao parece difficil,ao menos em virtude das
leis humauas,que urna mudanga de reinado ar- -
raste urna mudanga de poltica ?
Verdade que se pode ler na proclamagao de
Sdejaueiro que Guilherme I quer permanecer -
nei o juramento que prestou aceitando a regen- -
ca ; que quer guardar as constiluigoes e leis do
reino, e que quer principalmente t manteras -
t inslituigoes que o rei Frederieo Guilherme
creou. Mas leu-se lambem nessa mesma pro____
clamago que nao esl nos destinos da Prussia
descaugar sobre os beos adquiridos, e que as-
simi seu novo soberano lem por dever t conduzi
la novas honras.
Taea declarages em tempos ordinarios corres-
pouderiam aos senlimenlos patriticos, de que-
devem ser lodos os povos animados. Mas repel
rao-lo, as circumstancias, as quaes ellas se pro-
duzem do-lhes forgosaraente urna signicago,
que o principe que as fez deve ter querido aei-
xar-lhes. i
Examinemos estas circumstancias,nao com
esse espirito de deaconanga e de hostilidade,
que honlem to gratuitamente traduzia um jor-
ual prussoa Folha hebdomadaria,mas livre-
mente e sera prevenges, bem como sem partido
tomado. O que remos nos?
Vemos de um lado a Europa seguindo d'hora
em hora o progresso das ideas oras de liberdade,
de independencia e de nacionalidade, que esca-
pan) do cerebro dos povos. Esto progresso im-
menso ; todos dias as ideas augmentam, e a Eu-
ropa mooarchica como se julga ve successiva-
meute seus mais poderosos membros erguerem o
estandarte dessa regenerado poltica e social ou
eurolar-se sob suas dobras.
A Prussia deve, ou marchar nesta senda que
enlarguece sem cessar ou ficar immovel sobre a
margem do camioho. Se a aeutralidade possi-
vel em poltica accidental; se lagos de parentes-
co ou fraquezas de corago osto em scena em
materia de querellas de influencia, nao poderia
ser assim quando novos principio surgirem de
repente e vierem esclarecer a scena do mundo.
Diremos nos o que fez em relago este mo-
vimonto das ideas populares a Prussia de Frede-
rieo Guilherme IV ? Ella fez tanto menos, quan-
to fez muito em um dia. Liberal em 1818, asso-
ciada bruscamente ao que nao era ento mais do
que desorJem e revolugo, ella cahio depois nos
erros do feudalismo para nao se inspirar mais
larde, justamente as horas de acgo poltica,
seno de seus lagos de parentesco ou de suas fra-
quezas de corago.
Hoje que sua importancia como nago a sus-
lem. ella acna-se mais do que nunca obngada a
marchar. A regencia pode apenas mam-la em
urna sorte de stalu quo provisorio, situaco
difficil, que nao permute, nem cyrabaler velhos
prejulzos, nem desarraigar anligos erros, e em
virtude da qual deseovoivem-se quasi serapre
mais odios inquietos do que satistages sinceras.
Vemos, por outro lado, a Allemanha a Alle-
manha, onde tambem penetrarais essas raesmas
ideas que abrasara a Europa, lutaododesde al-
gum tempo contra si propria, contra suas recor-
dagoes o contra suas aspiragoes; alternativa-
mente ambiciosa de influencia e de repouso, e
que nunca esl mais perto da divisao do que no
da em que se julga unida em um mesmo pensa-
monto de resistencia.
O que ella com effeito como aggregago mo-
oarchica? Ella resume-se em dous poderes, que
no seio da assembla commum disputara eotre si
urna maioria sempre mobil, ou em um grupo de
estados secundarios, aspirando exonerar so dessa
servido poltica, outr'ora acceita no ioteresse da
patria federal, o que s mais das rezes apenas
um bice sea proprio progresso, a ao progres-
so do esplendor germnico.
Como nago e como povo, a Allemanha apr-
senla tambem ora urna muoio compacta de ho-
meos polticos, que sonham urna restaurando fe-
deral sobre as bases de urna vasta represenlaco
nacional, ora urna associago poderosa, que re-
clama todas as hberdades polticas da Europa oc-
cidental ; ora, finalmente, afuilos reformadores
que oppem firmeza ioabalavel das conscieo-
cias que ficaram fiis aos dolos da monarchia
absoluta as theorias seductoras da sociedade mo-
derna.
Qual foi a rerdadeira attitude da Prussia no
meio desta agitago febril, a qual tem apenas um
nico remedio : o perigo da patria commum ?
A Prussia lutou, mas nada conquistou ainda -
ella lutou na dieta de Francfort e bem conhe-
cida sua rival; luiou um dia contra as prelen-
goes de Wurtzburgo, e em outro dia contra os
projecios aveniureiros da sociedade de Coburgo
Wurtzburgo a idea que germina de um terceiro
poder federal formado pela aggregago dos esta-
dos secundarios: e aqui a Prussia luta por si
propria Coburgo a unidade germnica pela li-
berdade e hegemona ; e abi a Prussia luta pela
confederacao allemaa. Eslranha situagSo, a qual
lhe faz alternativamente combater sua causa &
pleitear a de seus adversarios 1
A historia dir era que medida e com que pru-
dencia a Prussia de Frederieo Guilherme IV ac-
ceitou esta situago difficil. Ainda isto nao est,
esquecido.
Ha dez annos o rei, que j nio existe, recusa-
ra o imperio da Allemanha, e des annos mais
larde o regente que acaba de subir ao throno-
moslrava sympathias secretas pelas tendencias
da sociedade nacional I Durante a ultima parte
de seu reinado, o rei Frederieo Guilherme IV re-
prorou o federalismo, e a Austria, que invocara
o federalismo de 185 na vespera de urna guerra,
funesta para si, achou-se apenas com seus ami-
gos em Francfort para sustentar suas pretences
ou escutar suas vaa supplicas.
Se querem que precisemos mais as circums-
tancias, que coiistituem como que urna lei ao f o-
reroo de Guilherme I para tomar urna attiiude,
quaodo nao nota, ao menos melhor determina
- 'i


t)
ftlf
y
Mil
. ii
i
-
11 ftITI TI1TIA
IAR10 DI rERUOUGO. QUISTA FEUUL Jl MM ARQO DI 1MI.
V t TV V V
da, citaremos ainda os dous negocios dominantes
hoje na Allemanha, a qtieetio do ScMeswig-
Holsleio e a quesio de Hesw-Catsel.
Quanto primeira, pareen que Dio permiUi-
4o hesitar no que respeita a Allemanha ; seria
mais natural faz-lo no que di* respaile 4 Eu-
ropa.
Coae j atesemos mHm vezes. questo dos
ducaoos e com eteito n natmo lempo do do-
minio da poltica europea e do dominio da poli-
tica federal. Ella florece porunlo ima dupla
difficaldade, o parece chocado o momento ein
que a Prussia ser obrigada proounciar-se. e
obrar, quer segundo urna interpreiagio Hernia.
quer segundo urna interpreleeto europea dos tra-
tados dauo-ellemes.
Quanle so negocio do Brsse-Cassoi, He encer-
ra-se neo limites do orna quesio germnica, e
nao menos delicado para tralar-se.
Elle colloca a I'russn entre os soberanos do
WurUburgo, liis aos erros monarchicos, e o po-
to iirteiro di confederado, seduzido pelo nove-
principio da soberana nacional. Urna constitui-
rn o pretexto da luta, porcia urna corda de
principe della a parad.
Picaremos n'estas iudicaces. Julgamos que
nao prenso concluirmos : parece-nos at in-
til, para nao dizermos imprudente, tentar tracar
3ual o papel que a Prussia pode escolher nos coo-
icoes diversas, em que ella se acha actualmente
collocada.
Repetiremos o que a prinrpio dissemos: o prin-
cipe regente terminou o reinado de sen irmio. e
faz boje mais do que comegar o seu, comcca
o de seo filho. Seus actos, portanlo, dererio ex-
ceder murto suas promessas.
Se a Allemanha achou na proclamago do Gui-
lherme I a certeza de que seus deveres para
com a Prussia sao Idnticos com seus deve-
> res para com a Allemanha, a Europa espera
tumbem ver realisada esta esperanga : A con-
Ganga no repuuso da Europa est abalada ; eu
< me esforgarei
pa1
per conservar as heneaos da
Ernesto D*eolle.
[Constitucionel.S. Filho.)
O pensamento publico est neste momelo fi-
nado sobre a compra da Venecia. Emitanlo es-
ta questo nao for resol vida, ceuhece-se que nao
ha que liar na volta da seguranca. Homero a
questo italiana era ou pareca exclusivamente
ser urna quesio do liberdade e de independen-
cia : hoje ella iuleressa principalmente a ordem
e a paz na Europa. Logo que isto foi por muitas
*es dilo neste jornal, a quesio de revolucio-
naria tomou-se conservadora.
_E' sobre esta forma que querem dar liberta-
cao da Venecia, a saber, a compra, que deseja-
mos azer algumas obscrvscoes.
E primeiro que ludo prevenimos que ninguem
ae eoganc sobro o alcance de nossas reflexes
Se a compra aprsenla probabilidades de effec-
tuar-se. nada temos a desmentir do qoe tinha-
naos dito sobre osle assumpio. Esse heroico sa-
crificio de amor proprio da parle d'Auslria lera
todo o nosso asseulimento. Mas far ella esle
sacrificio ?
A altiiude de dignidade offeodida, allribuida ao
joven imperador, a linguagem virulenta o irni-
ca, que leem os jernaes de Vienna, parecem tor-
nar a cousa pelo menos duvidosa.
Essaatlitude o essa linguagem nao teem cer-
tamenle nada de rdmiravel. A' essa Austria to
altiva, na qual bem podemos hoje nao ver mais
do que a carcereira de Veneza, mas oue se lem-
bra que ella a Austria de Mano Thareza, pro-
poe-se o que?uin holocausto por assim dizer
inaudito do orgulho nacional. Prope-se-lhe
urna venda, urna scrama de dinheiro em troca de
urna provincia, que os miados declaram sna, e
qual podem prende-la com un lago mais obs-
tinajo revezes rcenles, enormes despezas feilas
ha dous annos, finalmente, as .meajas de um
visinho, que anda hontem ella julgava ter de-
baixo dos ps.
No caso deque lenha a Austria taes sentimen-
tos, a forma de urna venda, de um negocio pu-
ramente Guaiiceiro ser porvemura a melhor ?
Poupar ella asss as susceptibilidades austra-
cas.' Antes de fallar em dinheiro nao pode a Eu-
ropa appellar para considerarles de urna outra
ordem 1 Sao taes cousideracoes necessariamenle
destinadas a licar sem eTeilo sobre o governo e
povo austraco, se lhes forem aprosentadas con-
venientemente e com umaau toridade moral suf-
ficientemenle imponente ?
Para isso convm que a quesio perca o carc-
ter pieraoolez ou italiano para tomar o carcter
europeo. Cabe Europa tentar um esforco su-
premo.
Quando a guerra da Crimea eslava poni de
romper, honrados raenibros do congresso da Paz
iam supplicar ao imperador Nicolao que poupas-
se ao muado os horrores da guerra. O que do
sua parle pareceu um passo mais honroso do que
elficaz, e assemelhando-se um pouco censura,
teria porveotura o mesrao carcter parlindo da
Europa ? Ter-se-hia, por exemplo, o menor de-
sejo de assemelhar aos quakers, dirigindo o par-
lamento inglez e as cmaras francezas seus votos
pblicos Austria ?
De qualquer maneira que se obre para dar urna
soluco pacifica questao italiana, parece chega-
do o momelo de tentar junto d'Austiia elgum
grande esforgo collnclivo. Todas as boceas repe-
tom a Venecia ficando perteucendo Austria
ha provavelmeute guerra na primavera. Esle
pensao:enlo paralisa uns, e enlretem entre os
oulros um estado de agitacao e de fermentaco,
que constilue um perigo crescenle. As conse-
quencias da guerra, quem poderia dize-las l lia
porvenlura probabilidades de que ella desta vez
fique localisada? E'verdade que muitos reis e
principes da Alleraanhi propoem-se fazer-se os
seguradores da Venecia as mos da Austria?
Qual ser o papel que escolhero o qual a situa-
rlo dame do parlido liberal de seus proprios pai-
zes ? Alm disso sero elles sufficienles para esle
papel ? Conseguiro suster o movimento? O que
far a Austria de sua victoria no caso de quo fi-
que victoriosa? Acaso a quesio italiana, se an-
da urna questo, pode ser d'ora em diante suf-
focada no sangue?
Todos conhecem que nao, e Austria conhece
melhor do que ninguem.
Se a Austria for vencida, como e por quem o
ser ? Pensam que ser s pelos italiauos ? Se-
r de misterque a Franca prosiga em sua obra ?
Onde e entre quem ser necessatio que procure-
mos nossos alliados ? Finalmente do ioteresse
da Europa, do interesse da Franja riscar a Aus-
tria da carta europea?
Estas quesloes sao por toda a parte agitadas e
pesam grandemente tanto sobre os espirites como
sobre- os negocios. E' s a conservaco da Vene-
cia as rnaos da Austria que as suscita, por que
por mais que tenham dito alguns jomaes de
Vienna, nella somenle se encontra esse carcter
de olguma sorle fatal de lanzar fogo todas as
quesloes e toda a Europa ao mesmo tempo.
E' portanlo tfio absurdo e to verosmil suppor
se a Europa fizesso ouvir estas represenla$6es
Austria pedindo-lhe o abandono da Venecia co-
mo um sacrificio peoivel suas justas suscepti-
bilidades, mas necessario humanidade, ordem,
paz, inverosmil, dizemos ns, suppor que
ella ouvita urna linguagem, na qual as couside-
racoes moraes fossem anteposlas s consiaera-
ces mercanlis e discusso sempre asss deli-
cada de urna cifra de antemao lixar, que fos6e,
segundo uns de quinhenlos milhes, segundo
oulros de um mil railho, e que segundo outros
nao deveria montar meno3 de dous mil mi-
lhes ?
Mas, dirao, entendis vos que esse sacrificio
da Austria seja puramente gratuito .' E' ella to
cavalleiresca, e suas finanzas compromellidas Ihe
permitiera se-lo i tal ponto? E' preciso quo a Ve-
necia lhe lenha custado tantos preparativos de
defesa para que elle a deixo escapar das mos
sem indemnisaQo ?
De neuhum modo, e a palavra lnderanisac.o
qoe acabamos de deixar cahir explicar todo o
nosso pensamento.
A compra urna operac.o directa, um pouco
brutal talvez na forma, da qual para temer que
a Austria nao queira ouvir fallar. A compra
apresenta-se com um carcter de mercantilismo,
que salla desde logo aos olhos. A cessao volun-
taria, feita em nome dos grandes ioteresses euro-
pus, para depois ser tratada como urna opera-
Co parte a questo da indemnisacao, regulada
pelo arbitrio e collocada sob a garanta da Euro-
pa, escapa esta censura : mais digna para a
Austria, rtais digna para a propria Italia. Para
a Austria flea ella o que urna concessao feita
com honra, e conserva por isio todo o seu me-
nt aos olhos da Europa. Para a Italia ella faz
desapparecer este anachronismo offensivo de um
povo vendido por assim dizer de mi mao.
Que a Europa ache os meios de dar urna justa
saiisfljo 6 Austria, com o toccorro de tal ou tal
combinacao, negocio da diplomacia. Nio nos
compre utrooeller-nos msso. A nica idea fi-1
que nos prendemos e quo temos o diretlo de emi-
tir, a necessidade de tentar, se for possivel,
oulras formas para a negociado enlabolada no
aso, em que a compra pura e simples parecesse
decididamente muito dura Austria.
Pnanos esa loa o oes quo A ua dever Bar*
| a Europa prenunciar-*! solemnemente e tratar
da manobra a mais digna posaivol com a justa al-
! tires de usa grande pi. -
E' nataral que a potencia, com quem tratamos
m Villa-franca seja rwpeitada at era sen er-
guirlo, S4 assim poder ella ser convidada mais
efflewnrieote talves a dar ao mundo um magni-
fico exemplo de moderaco, do nalureza a prosa*
rar a solacio pacifica de muitas difficuldades,
qee pesam sobre ella e sobro a Europa. Do ou-
tro modo s Dos sabe o futuro I
ESRT Ba>"orii.la*t.
{Journal des DebisS. Filho.)
Gustavo III a liberdade da im-
prensa,
Um dos corollarios mais oaturaes. mais impe-
riosamenla necessarios do suffragio universal a
liberdade da imprensa. Sem esta, O suffragio
universal carece de guia, de pharol de garanta,
vaga ao acaso, exposto continuadamente a des-
conhecer o direito, a juslica, ou a verdade. Cosa
a liberdade da imprensa, o suffragio universal
sabe, pelo contrario, o que quer e para onde
vai; seos arestos tem toda a autoridade da rs-
z3o que teve cousefeocia de do si mesma e que
obra com forca propria, com luz propria e em
sua livre expontaoeidade.
Taes sao os principios que foram expostos ha
pouco por este jornal; elles tem a exctidao ri-
gorosa dos axiomas, e por certo que nenhum
daquellos que querem a applicaco seria o leal
de nossas instituicoes cuidar em centesta-los.
Comludo, qualquer que seja a sua affinidade
com o suffragjo uuiversal, a liberdade da impren-
sa d lugar todos os dias s controversias mais
ardentes. Predizem-se pro ou cootra ella argu-
mentos, exomplo3, fados histricos ou polticos,
que oulra cousa nao fazem na maior parte do
lempo seno obscurecer e confundir essa ques-
io de urna clareza de urna simplicidade lo per-
feila.
Por nossa parle queremos evocar em seu favor
um exemplo. urna auloridade, cima de todo o
equivoco. Trata-se da opinio clara e magis-
tralmente formulada de um soberano cujo nome
echoou com cxplendoroa Europa, mormeute em
Franca ; trata-se d'el-rei da SuecU Gustavo III.
Por meo da revolugo de 1772, iriumshara
Oustavo dos partidos que lhe anarchisavam o
reino ; havia reconquistado para a coro* a forca
o o prestigio de que eslava despojado ha tanto
lempo. Elle, sueco, succedendo a monarebas de
origem estrangeira, liana de alguraa sorte de
restaurar urna dymnastia nacional. Qual foi o
seu procedimento a respeito da imprensa ? Urna
grande conspiraco havia sido tramada contra
elle pelos senhores do conselho ; affirmando elles
que a liberdade da imprensa era por seus abu-
sos um poder temivel para o estado, procuraram
n'uma sesso solemne fazer partilharsua opinio
com o joven mooarcha e resolve-lo a supprimi-
la. Gustavo III ouvio-os em silencio, ao depois
toraou pessoalmente^a defeza da imprensa ueste
eloquente discurso que repelimos por inteiro.
Teuho examinado com o maior cuidado o
com loda a attengo que exige assumplo to im-
portante, a opinio mauifestada pelos senhores
do conselho.
Todos me pareceram de accordo sobre esle
ponto, a saber, que a liberdade da imprensa nao
offerece nenhum perigo em si mesma, mas ape-
nas nos abusos que della podem fazer.
Os abusos sao urna consequencia da iraper-
fectibilidade humana ; elles acham-se as melno-
res insliluicoes. Quem se assusla por causa dos
abusos que podem sobrevir, deve renunciar a
loda a fundago til para o bem publico.
ct N'um povo dividido em dous partidos que
nao linharo as mesmas ideas nem os mesmos
principios, nem os mesmos inleresses, como ni
pouco era o povo sueco, nunca o voto dosses*
dous partidos foi unnime sobre um poulo leti-
gioso.
Entretanto foi ento a liberdade da imprensa
acolhida com urna alegra universal, e talvez que
depois da distrbuico do absolutismo nao tenham
os estados votado uenhuma le que lenha causa-
do no reino mais viva satisfarn, e a que linham
dado mais apreso.
E Uso teve "lunar n'uma poca de commo-
ces, quando o direito era tantas vezes calcado
aos ps pela violencia e pelo arbitrio. Funda-se
uossa coostituieo na liberdade, seguranca e
prosperidade.
Sob urna tal constiluico, deve cada um ter
a faculdade de pensar, dizer e escrever ludo o
que nao fr contrario s leis e dignidade do
reino.... E para que nao tornem a raiar raaisos
dias sioistros, mister que a liberdade da im-
prensa conservada e protegida esclarece a naco
acerca do verdadeiro bem, e d a cnhecer" a
quem governa os sentimenlos do povo.
Se no secuto passado fosse dado a imprensa
servir de guia ao soberano, talvez que Carlos IX
oohouvesse promulgado aquelles decretos que,
com detrimento da seguranca, fizeram odiar a
autoridado real e semearam pelas provincias
aquelles germens do divio que foram a degra-
daco do rino, no reinado de seu filho, e que
pruduzirara mais tarde aquella siluacao desastro-
sa que levo flm apenas hontem.
Se no lempo de Carlos XII fosse dado a im-
prensa esclarecer aquelle re magnnimo acerca
da verdadeira gloria, teria elle achado mais van-
lagoso, sem duvida, em governar um povo feiiz,
antes do que procurar esleoder o seu dominio
por um empino vasto, porm deserto.
Por ventura exists na Inglaterra a liberdade
de imprensa quando Carlos I perdeu a cabera no
cadafalso, e quando Jaques II, desterrado a'bao-
dooou o throno um genro ambicioso ? O povo
inglez s leve essa liberdade uo tira do reinado
de Guilherme III, ou no comeco do da casa do
Hanover, aquella casa que ompunhou o sceptro
com mais gloria o seguranca do que o fizera qual
quer oulra antes della. Se Wilkes conseguio
fazer sediccoes, a causa disso esteve na attenco
imprudente que o governo deu aos seus escriptos
antes do que a publicaco delles ; entregues a
si proprios, seriam logo sepultados no esqueci-
mento como muitos outros
c Por meo da liberdade da imprensa, aprende
o re a coohecer a verdade, aquella verdade que
lhe occullam com tanto cuidado e repetidas ve-
zes com grande xito.
Por mel da liberdade da imprensa, os em-
pregados do estado teem a certeza de ver seu m-
rito reconhecido e de serem honrados com since-
ros elogios, ella lhes fornece lambem o roeiode
refutar peraote o publico as calumnias de que
possam ser alvo.
Por raeio da liberdade da imprensa, goza
emflm o povo da liberdade consoladora de poder
fazer ouvir suas qucixas, e muitas vezes lambem
de se deixar convencer da injuslica e inopporlu-
nidade della.
Gustavo III foi consequenle com essas paiavras
e conservou imprensa todas as liberdades, to-
das a simmunidades que lhes concediam as an-
tigs leis do reino. Durou alguns annos esse es-
tado de cousas, e esses annos foram os mais glo-
riosos e mais prsperos do reinado de Gustavo.
Quando mais Urde voltaram-se contra elle as
ms paxes, quando relomaram a sua prepon-
derancia-as faeges que elle havia subjugado, e
conseguiram apressar a sua perda, j a liberdade
da imprensa havia sido riscada do cdigo sueco.
Gustavo III, ceg por suas paixes, porconselhos
prfidos, renegara seus generosos precedentes e
arvorara o systema de represso todo o transe.
L. Levczon Le Dlc.
[La Prfue.H. Duperron)
A Austria e a Venecia.
A gora sabemos porque o imperador parou de-
pois de Solferino. Percebera de pressa que nao
estavamos preparados para urna lula de grande
durago. Alm disso, receiava a continuaco de
suas victorias, porque ellas deviam trazer a
prompa sublevarlo das nacionalidades violenta-
mente englobadas em a n&cionalidade austraca,
e por que coosiderava como uecessaria ao equi-
librio europeu a conservadlo do imperio da
Austria.
Essa i razes erara com effeito mais que suffi-
cienles para motivar a conclusao da paz.
Eis entretanto as observaedes que nos suggere
cada urna deltas.
Nao se empenharo um tanto apressadimente
naquella guerra e sem haver sufcienlemente
examinado os nossos recursos militares, por isso
que depois da primeira victoria importante, re-
conheceram que havia perigo em ir mais avante?
O que tena pois succedido se em vez de so naver
vencido desde logo, houvesse no comeco signos i
reveses como tem acontecido ao* hsaiptes cap-!
taes ? Aquelles pois, que queriam por principio
e por coavieco o triumpho da causa da Italia e
hesiiavam acerca de momento de travar a lula
inquietando-so .por ver a Franca precipitar-se
nella, quando'nflb tinha limpado anda o p de
Sebastopol, Mtto. dizeam sata, nao asna
pois mos ciossjpl nem poUtie tem provi-
dencia.
A sorte das baUlhts estovo da parUdo direito
da juslica. da liberdade I Nicujuesa rogosijou-M
ais do que nos por tal resoltado que em poneos
dias deu a Italia o qoe o progiesso natural dos
cousas nio roalisaria latenos, mniton annos.
. Se ao principio poltica da Frasca seguie ea
impulsos do um eotimento generoso antes do
San os conselhos da prudencia, a sabederia a
rmeza com que pararam em plena victoria, me-
rece os elugius d toda a alma imparcial.
Forgoso reconhecer tambem que essa bur-
guezia franceza, de quera escarnecern) alguma
cousa, porque discuta a opportunidadc e as pro-
babilidades da guerra sempre mostrando srmpa-
thia Italia, forgoso reconhecer tambera que
a burgoezia franceza nio era culpada por ter
previsto a resolugo tomada depois de Solferino.
Faltara-lhe instincto pira nio ad vichar a mar-
Cha fulminante dos acontecimentos e es miste-
riosos designios da Providencia, porm nao lhe
faltara prudencia nem bom senso. A burguesa
faz hoje juslica tanto mas fcilmente ao instincto
que enlrevira Solferino quanto fazem evidente-
mente justiga ao bom senso que comprehendera
a resotuco lomada depois de Solferino.
Agora examinemos e comparemos o duplo coo*-
selho que dio a Italia e a Austria.
Dizem Italia : Nio comprometas os resul-
tados obtidos.
Dizem a Austria : Nio arrisques pela Venecia
o leu imperio allemao, cuja integndade importa
ao equilibrio europeu.
Por certo que isto nio quer diser que pos-
sivel o talo quo : ninguem pode rasoavelmente
aconselhar urna expectativa reciproca que deixa-
ria i- Italia assim como a Austria permanente-
mente ameagadas de urna guorra repentina que
havia do compromeller a seguranca da Europa
ainda mais ao que a guerra, porque a Europa
nao pode reentrar no movimento ioduilrial e
commercial emquanto a questao italiana nio for
difioitivamente regulada.
Por isso nao se aconsetha a expectativa. Que-
rem que a questao seja re8olvda, epropeum
congresso para isso.
Um congresso seria muito boa cousa se elle
podesse ser hoje a reahsaro desla idea gran-
diosa e pacifica : resolugio dos negocios da Eu-
ropa por urna especie de tribunal arbitral eleito
pelas nages.
Mas um congresso ainda nao isso.
Quanto a representago real das necessidades,
s tres goveruos poderiam legtimamente Sgurar
n'um congresso, a saber, os governos inglez,
francez e italiano.
Pois esses governos sahera do suffragio e da
vontade das nages que reprezenlam. '
A prussia, a Austria e a Russia representara
n'um congresso inleresses dynaslicos que s ve-
zea podem alliar-se, como nao contestamos, aos
inleresses naciooaes, mas que no entretanto dis-
linguem-se desses e muitas vezes se lhes op-
poere.
lima questao naciooal pode ser jalgada pelas
nacionalidades ; porm nio o podem ser per dy-
mstfa,
Trata-se, alias, aqui de urna questo de direito
natural e nao de orna simples queslao interna-
cional. Por ventura pode o voto de um congres-
so fazer que a Venecia nio seja italiana? Por
ventura poderiam obedecer um voto negativo a
Venecia e Italia ? Essas quesloes resolvem-se
virtual e voluntariamente. Um congresso im-
potente a lal respeilo. Assim como um concilio
nio pode mudar a nalureza da alma humana,
assim tambem um congresso nao pode mudar a
natureza de um povo.
A decisao de um congresso nao poderia ter
urna sanegio legitima e seria.
Nio eremos, pois, na etcacia de um eong&es-
so,e por consequencia nao eremos em sua possi-
bilidade. Ao depois, recentes experiencias tem-
os eosinado que os congressos de nossos dies
seguem, mas oao precedem as soluges de
facto.
Parece-nos mais fcil obler por va diplomti-
ca, isto por intervengio da Frange ou da In-
glaterra urna transaccao entre a Austria e a
Italia.
Nolar-se-ha que a questo substancial j foi
julgada pelo bom senso e pelo ioteresse real das
duas parles. A Venecia um onus para a Aus-
tria. E', porm, urna necessidade vital para a
Italia. Os pavos comprehendem isso lauto na
Austria como na Italia.
Falla o meio de tirar da Austria o que a in-
commoda, e de dar a Italia o que lhe falla.
Fajlou-se no resgale da Venecia.
A idea era excelleote. S a palavra era fra
de proposito.
Nao se vende um povo. Nao se compra um
povo.
Assim como o nota com razio o Constitucio-
nal, a Austria nao poda honrosamente aceitar
urna solugio nesses termos.
A Italia, segundo pensamos, nao podia aceta-
lo lambem.
E' ba.siante, porm, mudar os termos, e desde
ento toroa-se possivel a quesio, e por conse-
quencia aceilavel pelas duas parles.
Quando dous estados se separam, separam tam-
bem as dividas.
Quando a Lombardia pass^u do imperio da
Austria para o reino da lia La nio houve parli-
lha dessa divida? Porvenlura allegou-se ento
que a Italia havia comprado a Lombardia ou que
a Austria a tinha vtndido?
Avaliem a llalla e a Austria a paite da divida
que perlence Venecia ; faga-se o arbitramente
em ampias bases, resgate a Italia a divida da Ve-
necia, e (eremos urna solugio pacifica honrosa e
fcil.
Fallou-se tambem n'uma concessao de territo-
rio. At j designou-sc a Bosnia.
Mas nao ser recomegar prematuramente a dffi-
cil discusso da questo do Oriente?
Parece-nos que a quesio do Oriente mais
difficil de se propor e resolver do que a questo
vonesiana.
Entretanto reconheceraos que se prevalecer o
systema do urna compensagio de territorio, s
um congresso, ainda as condices imperfeitas
em que se achasse hoje, seria capaz de applacar
a difficuldade.
Quanto a nos, preferimos o systema que cha-
maremos da separago e do resgate da divida
venesiana.
Flix Solar.
[La Presse.H. Duperron.)
nsr a exacerbagio de nimos excitada por aquel-
la dontor, e qee a aJeigao corresse com calma,
Wtcendo o partido conservador na primaria para
depulados por 320 fotos, sobro a votsgio liberal,
50 blV, >i os liberaes oblido da relscio
dn mstnrto o provimenlo de um recurso de 800
volantes, e sem embargo dos esforcos exlraordi-
avios e dn aUdsa despezaras fjaram natas
pleito.
Nao obstante nao estar ainda feita a apuracio
dos votan dos dictronles collegios para depulados
desle dittricto, a qual lera de ser feita no I* de
marco pro
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
CEABA'.
Sobral, 4 de feverciro de 1861.
Parecendo-me que seus leitores encontrando
em suas columnas correspondencias de quasi to-
dos os pontos do Brasil, nio deseslimarfoyde de-
parar ahi cora algumas noticias desle canto da
provincia do Cear, vou p-los par do que por
aqu tem occorrido nesta quadra de eleices, ou
antes de decepges e courins, alguns dos quaes
sao lio engeuhosamente pregados aos pobres
candidatos, que lhes deixam o juizo arder por
muito tempo.
Antes, porm, de descer minuciosidades lhe
direi que a eleico primaria, tanto para deputa-
dos, como para um senador correu em todo este
districto eleiloral, assim como em toda esta pro-
vincia, sem a menor alteragao da ordem publica,
gragas s medidas de prudencia adoptadas pelo
actual presidente Dr. Antonio Marcelino. Nesta
cidade, onde a efervescencia das paixes faria re-
cetar que as cousas nio cosressem regularmente,
e sobre ludo, porque j em 1846 a preseoga do
Dr. Joo Felippe da Cuoha Bandeira de Mello,
vindo do Rio de Janeiro com inexprimivel azafa-
ma de obler um diploma de depotado, apezar de
nao dispr de elementos alguns para isso, tendo
dado lugar quatro assassinalos e dous na po-
voaco de Sant'Anna, novos e mais serios receios
haviam de aceas idnticos, porque o mesmo Dr.
Joo Felippe as veeperas da eleico de repente
aqu se apresentj, vindo outra vez do Rio de Ja-
neiro, ao que parece, com iguaes disposiges,
provideociou o presidente do modo mais acerta-
do, mandando para aqsi o Dr. Gaioso, ebefe de
polica da provincia, o qual se houve com tanla
imparcialidade, tino e energa, que inspirando
confianga ambos os partidos, conseguio amai-
Silv
Soi
ao
til
m viadouro pela cmara municipal
desta cidade, j coohecido o resultado pelas
apuragoes particaiares, e segundo esta resultado,
se aqu al o da da apuragao nao houver aays-
ucagau na acta da algum cotlagio, os depulados
aleilos sao Dr. Jernimo Macario Figneira dn
Mello, com 255 votos, Dr. Domingos Jos No-
guaira Jaguaribe eoto 158eCTrrrreiro JoaoCa-
pistrano Bandeira de Mello com 157, seguindo-se
em volelo o desembsrgador Antonio Jes Ma-
chado com 138, o Hvd. Dr. Justino Dominguesda
" va com 134, e o Rvd. Dr. Thomaz Pompeu de
uza Brasil com 126.
Fallei em rnystificacio de aeta de algum colle-
gio, porque ha oeste circulo o colleglo da Impera-
tru, o qual, por seus repetidos precedentes de
gentilezas eleitoraes, tem posto o publico em urna
especie de duvida habitual sobre suas votages,
sompre hesitando-se sobre a que se publica, se
ser ou nio a ultima versio, de sorte que sendo
com a votago publicada daquelle collegio que o
conselheiro Bandeira de Mello entra no numero
dos eleitos, o havendo duvidas, se esta votagao
conhecida a primeira ou segunda versio da
eleigio, continuam os espiritos suspensos al que
no da da apuragio se cunhega a versio final da-
quelle collegio.
Dando lhe esta noticia nao devo dissimular o
meu desejo de que eslas duvidas existentes
desta vez nao sejam reaes, e que de feito a vo-
tago, que se diz ter oblido ali o conselheiro
Bandeira de Mello seja a genuina votagao do col-
legio, porque o eleito um Gearense muito dis-
tinti, cuja eleigo faz honra ao Cear e ao par-
lameuto, de que flzer parle. Mas as duvidas, de
que teoho fallado, nao se fundara smente nos
precedeules, de que o collegio da Imperatriz tem
sido tneatro : ellas leem outros fundamentos, co-
mo passo expr.
0 Dr. Macario, mogo de talento nao vulgar, que
i comegar sua carreira poltica nesta provincia
uham grangoado a geral estima de parlido con-
servador da mesma, ao qual presin boos servi-
gos, como vigoroso alblela, estando ausente da
provincia desde 1854, voltou ella as vesperas
da eleigio primaria, e pondo em coniribuicio as
alfeigoes de seus amigos correligiouarios, "facil-
meole conseguio a proroessa de apoio de grande
parte destes sus candidatura depulagio geral
por este circulo, mas duviaando anda, se este
apoio era sufficienle para elege-4o, poz em ac-
gao os recursos de sua intelligtucia, e os pecunia-
rios, de que despunha, e conseguio promessa de
igual apoio da paite dos collegios liberaes do cir-
iculo. E posto que estes arraojos fossem feilos em
segredo, elles eram mais ou menos couhecidos do
publico, de sorte que se dizia que o Sr. Macario
obteria a votago dos liberaes da Granja, de S.
Quiteria e da Imperatriz.
Feita a eleigo secundaria 30 de Janeiro era
poucoa dias foi aqui conhecida a votago do Ip,
de S. Francisco, ua Granja, Vicosa e Acarac, ve-
rilicaodo-se que o Sr. Macario obteve toda a vo-
tagao liberal de S. Quiteria e Granja, mas em-
quanto fallava conhecer-se o resultado da vols-
gao dos collegios de Canind e Balurii, os mais
distantes daqui (de 50 a 60 leguas), causava certa
admiragio que do collegio da Imperatriz, 25
leguas Oaqui, nao apparecesse noticia alguma.
Entretanto um irmio do conselheiro Bandeira
sane daqui depois da eleigio secundaria para a
Imperatriz, e quando j se eslava cangado de es-
perar a votago d'ali, volta o irmio daquelle con-
selheiro, e entra nesta cidade fazendo subir ao ar
grande numero de fogueles em rigosijo de ter o
br. Bandeira de Mello oblido ali 46 votos, nio
tendo o Dr. Macario naquelle collegio. se nio
dous votos ; e como poucas horas depois daquel-
la noticia aonunciada por logeles, chegasse o
portador dos dous ltimos collegios, que falta-
vam, Baturil e Canind, com cuja votagao se
pode saber quaes eram os tres depulados eleitos,
dahi e dos festejos eleigio do conselheiro Ban-
deira de Mello antes de ser conhecido aqu o re-
sultado final da eleigo, surgirn) as suspeitasde
que essa acta da Imperalriz, que da aquelle ca-
valheiro 4o votos, foi orgausada depois de co-
nhecida a votago de todos os collegios do cir-
culo.
Entretanto se essas suspeilas forem reaes,
preciso confessar que mesmo as iranquiberuias
na s vezes sua equidade : foi notorio nesla pro-
yocia quie na eleigo de 187 o conselheiro Ban-
deira de Mello foi eleito deputado geral coutra
goslo da parlido liberal, que ento batteu urna
chapinhaj, que ficava alterada com a entrada da-
quelle sephor, e que por meio da falsiticago da
?xla F0,le8'0 da Imperatriz, foi elle langado
lora do numero dos 8 depulados da provincia :
porlantoi se agora a nova alleragao de urna acta
daquelle! collegio o faz deputado urna justa ro-
paragao daquella anliga iojusliga.
Referindo-lhe essas historias da villa da Impe-
ratriz lenho em vista chamar a attengo do go-
verne sobre aquella localidade, que nesta provin-
cia goza da reputago de ser soberana e fazer o
quo quek-, tanto em materia eleiloral, como em
adnuiuslragu da juslica, sem lhe servirdeemba-
rago le ou a noneslidade publica, nao tendo at
hoje havido governo que lhe corle os vos. Ainda
no principio do anno passado a relago tendo pro-
nunciadlo por crime de responsabilidade um
juiz municipal leigo daquella comarca em um ar-
tigo do cdigo, euja pena era suspenso de al-
guns mezes, um juiz de direito leigo da comarca
da Imperatriz com urna sem cerimonia admira-
vel a pretexto de lacgar nos autos o cumpra-se
do respectivo accordo, orefurmou, pronuncian-
do o referido juiz municipal em oulro artigo do
cdigo, cuja pena a de prisio, e ordenando sua
captura I
Este escndalo ou antes este attentado contra
a decisao de um tribunal superior foi denuncia-
do pela imprensada provincia, mas de balde:
parece que o governo acha mais coramodo nao
mechercom aquella casa de maribondos. Anima-
dos osjuizes da Imperatriz com essa continua
tmpuuidade, um delles, que seachava na vara de
juiz de direito as vesperas da eleigo primaria
quiz estender sua soberana at a villa de S. Fran-
cisco daquella comarca, c vendo quo se podesse
conseguir arredar da presidencia da mesa paro-
chial o juiz de paz mais rotado de S. Cruz, sede
da freguezia daquelle termo, obteria maiora na
mesj, improvisou de repente urna responsibili-
dade imaginaria contra aquelle juiz de paz em
cnme, pelo qual podesse ser preso, o mesmo an -
tes de formada a culpa o mandou prender, de
sorte que leria logrado o seu intento, se o pre-
sidente da provincia, avisado immediatamente
desse escndalo, nio livesse providenciado em
ordem fazer abortar aquelle trama infernal.
Veremos, porm, se o autor de lio inaudita vio-
lencia soffre ao menos alguma Ave Mara de pe-
nitencia.
Contra meu'querer vou me alongando de mais,
e nio ouerendo terminar sem relatar-lhe certos
episodios um Unto burlescos, que se deraro na
lucta eleiloral, passo j afate-lo: um delles
que o partido liberal da cidade da Grauja coman-
do com a maiora da mesa parochial, roas nio
contando com a maiora do povo, o nao lendo
disposifao de gastar algum dinheiro cora a sus-
lentacao de seus votintes pan fazer face mam-
usees adversarios, andou balendo de porta
I* dos candidatos do seu partido, e estes
pos em resposta o pouco animadorDeus
1 laB*eca, recorreram ao Dr. Macano, que
conservador, e este mais accessivcl do que os
candidatos liberaes, deu-lhes a quanlia pedida,
com a qual tomando calor os liberaes de Granja,
e fazeodf JW> com sua indefeclivel maiora da
mesa, protelaram infinitamente a eleigo, e iinal
a ganharam. Pareca que ah eslava acabado to-
do negocio o que o collegio da Granja votara no
Macario por gratidao e em dous candidatos
liberaos, que eram o Dr. Pompeu, e Dr. Joo
Filippe, sendo que este nao s confiara ser all
votado, como al suppunha-se aulorisado fazer
iransaego com outros candidatos, que quizesiem
dar-lhe voto em oulros collegios para receber ou-
tros tantos na Granja.
Eslavam as cousas neste p, quando com sor-
preza geral de ambos os partidos vio-se chegar i
esta cidade um Sr. padre Carneiro, dizendo-se
aulorisado pelas influencias liberaes da Granja
para negociar com o candidato, que quizesse che-
gar am certo prego, o lugar, que tinham ainda
disponivel na votagao da Granja, visto eomo um
destinavam ao Dr. Pompeu, e o oulro ji eslava
hysolhecado ao Dr. Macario Aos parales de
dous candidatos foi esta nova especie de merca-
doria offerecida: estas sedando caro a preco exi-
gido, trataran! de regatear, mas o negociador
pouco abatendo do primeiro prego, nao eonsum-
maram o negocio. Nestas circuraslaociao o Dr.
Macano, que dosejava obler votos para um amigo,
que o jpoiava em Baturil, cobrio o Unco, e con-
sumou o con-promisso, que foi effecvamente
marido pelos libesnanda tanja, senda all vo-
tados Dr. Macario, v%arto Raimundo Francisco
ISr.,Me lfohi?" Peroneas mudadas na-
q n? co'le6'. ehuchaoao no dedo,
eixo seus leitores osoonmotartos sobreest
n^fd ne8S"*. lu o dopoa contra a
liberdade, que dar ter o eleiior na ecolna da
seus representantes, e anonas direi que deploro
que fosse um ministra de aaesa Santa Reliaiao o
craissario desse mercantilismo.
Oulro episodio ioleressante o do cynismo de
um juiz municipal formado, que nio obstante as
recommendagesdo governo para a nao inlerveo-
cao das autoridades na eleigio. nio s se consli-
tue o regulo da de seu municipio, como tem o
destacamento de passar urna escriptura ou de-
claragio de responsabilidade, era que se diz o
respoosavel pelo resultado da votago do collegio
do municipio de sua jurisJiccao em reiagao taes
e taes candidatos. Urna semelhante pega o do-
cumento mais vivo do bom tingo de seu autor, e
revella ao mesmo tempo com que espirito iejus-
tica e Imparcialidade este juiz deve administrar
justics seus jurisdiccionados. Para que o pu-
blico e o governo coahecam quem esle juiz,
aqu transcrevo do proprio original, que Dea em
meu poder, o documento I que me retiro.
Eu abaixo assignado sou o responsavel pelo
resultado da votagao do collegio do lp em rela-
cao ao desembargador Machado, Justino Domin-
fSS*> Mario e Bandeira.Ipu, 11 de Janeiro de
looi.A. Firmo Figueira de Saboia. >
Agora que j vimos como este juiz fcil em
assignar responsabilidade, ou compromisso por
sua natureza illegaes, vejamos como cumprio es-
se seu compromisso solemne. O Dr. Firmo
primo do Dr. Macario, e sobrinho do conselheiro
Bandeira; o collegio do Ip d 5i eleilorea; o
l)r. Macario obteve alti U votos, e o conselheiro
bandeira 43, ao passo que os outros candidatos,
pela votagao dos quaes elle se respoosabilisou
em primeiro lugar, obtiverara votago muita pe-
quena, e esta mesma porque os eleitores resisti-
rn) ao Dr. Firmo, que a quera para um oulro
seu primo e cunhado Dr. Joao Filippe. Em abo-
no dos candidatos bigodeados devo dizei-lhe que
elles nao concorreram para aquella responsabili-
dade assignada pelo Dr. Firmo, o qual a assignou
muito espontneamente para tranquillisar alguns
eleilores, que querendo dar votagio ao desem-
bargador Machado e Dr. Justino, comegaram
desconfiar da boa f do Dr. Firmo para com es-
ses cavalheiros.
Para que porm fique em relevo a boa f. com
que procedeu esse Sr. Dr. Firmo, como influen-
cia eleiloral, devo explicar-lhe de que modo nio
tendo elle jamis gozado de importancia poltica
no Ip, pode desta vez tornar-se o dictador da
eleico d'alli. Em novembro do anno passado
indo o desembargador Machado ao lp entender-
se cora as influencias daquelle ponto sobre sua
candidatura, e tendo all um parent;, que che-
fe do partido liberal, esle prometteu-lhe a vota-
go, se por acaso seu partido triumphasse all,
ao passo que o Dr. Firmo tambem prometteu-lhe
a votago do collegio, se os conservadores Irium-
phasseni. Nestas circunstancias o desembarga-
dor Machado preferindo os volos de seus correli-
gionarios, pedio ao seu prente, que visto nio ser i
intenso sua candidatura, que os conservadores'
apoiavsm, influisse sobre os liberaes para que
nn pleiteassera a eleico; o prenle prometieu,
e cumprio a pro essa ,'d'onde resulto que o Dr.
Firmo achando-se sem opposig&o prescindi do
concurso de grande parte da melhor gente do
partido cooservador, e desigoou para eleitores
era sua maioria homeos. que lhe serviseem de
instrumento, e pregou aquelle desembargador,
que lhe abri o caminho de lo fcil victoria, a
mais completa logragio.
Adeus, saude e endiente de assignantes, qoe
paguera ponitialmente a assignatura, o que lhe
desejo cordealmente.
lentes; este pois o estado ordinario, a que bem
avalo am viaia orgnico aso nossas instituicoes
militares, que convem quanto antes extirpar.
Nio desta forma que conseguiremos manter
urna marioha a exercito, com que possimos
cootar.
A dedcages, samis perseverantes, onalxio-
ttoao mais enaltado esraotoeam dfaato daetn
Perspectiva lamvela misara semprn para a fa-
milia, embaen nos passadn cheie da gloria, do
das exclusivamente consagrados anaervipo do
pas.
A imprensa dava ser loeaasavet ajas chamar a
attengo dos altos poderes do estado para a clas-
se militar, paran inleressanlo profanan do sur
principalmantn, a estos devora recobrar da es-
forgos para destruir nossa nobre e distiocU claasn
o preconcoUo que depteraveteaenle se vai enrai-
zando nella de qoeos militarte sao oe desher-
nW da tocoo.
De nossa parte muito que tomamos peitn
esta tarefa, que fellzmeale vai sendo tamben
adoptada por outros jomaos.
Na solugio desta importante problema resme-
se a tranquillidade do Brasil, a sustenUco de
suas instituicoes polticas.
No da 11 do crrente moneu no hospital de
Th res, o raacninisia do vapor de guerra Tetis
Joao Machada Rodrigues Cardoso. '
t9~L ,0r*m reco0U)>aos & "sa de detengo no da
12 do correte 8 homens e 2 mulheres. sendo 3
Hvres e 7 escravos ; 8 i orden, do Dr.* ebee do
polica, e 2 ordem do subdelegado do Recite
MATAOotno publico :
Malarara-se no da 13 do corrento para o con-
sumo desta cidade 66 reces.
Mortalipade do du 13.
Idalina Luiza Barros da Costa, branca, viuva. 32
annos; phtysica. '
Francisco Dornellas Pessoa, pardo, solteiro 27
annos ; febre gaslro interite chephalite.
Jas Mana Napolitano, branco, solteiro, 60 annos:
idorcelles. *
Avelina, parda, 2 annos ; bexigas.
Publicagoes a pedido.
PERNAIYIBUCO.
REVISTA DIARIA.
O individuo que nos eommunicou a denuncia,
relativa i existencia de varias casas de jogo nes-
ta cidade, de novo remetteu-nos um artigo era
quo abunda as precedentes consideregoes, en-
volvendo-se ainda porm nos mysterios do ano-
nymo, arrimado intervengio de um terceiro.
O mysterio induz desconflanga, e esta en-
gendra a indagacao ; a qual deu-nos a chave do
movei do communicanle eos seu santo furor con-
tra as casas de labolagem ou de baratos.
Nos guardamos pois o seu artigo, porque ful-
minando o vicio, nao queremos ver produzido o
elleito virtualraente contrario de desenvolver o
mesmo vicio, removendo-o somente de locali-
dade.
Tanto este, como o artigo ji publicado, tem o
monto com erleilo da verdade em seus enuncia-
dos ; mas. apezar deste fundo de realidade, ape-
zar de guiar-nos um flm de moralisago da socie-
dade, nao queremos comtudo servir despeilos,
prestar-nos expanses viogativos, sustentar era-
lira i meios reprovados e srdidos, que se dis-
farcam pela delago de abusos condemnaveis.
Com isto nio cantamos a palinodia, nem disto
se pode deprehender sinda urna declinago para
a loleraocia criminosa das casas de baratos ; mas
se o communicanle quer ser a unidade, arrange
algum privilegio, ou alias deixo o lugar retirado
em que mora por ootro mais prximo, afirn de
que haja coocurrencia sua industria, que ora
superada pela industria irmaa, que tem esla-
belecimenlos em localidades mais adequadas
ComprehenJido o Qm do communicanle, assim
salisfazeraos as suas vistas.
Alguem informa-nos que a caixinha do es-
molas, que existia na estrada de Joo de Barros,
d'alli desaparecen ficando assim privada a ca-
pellinas desse concurso ministrado pela piedade
dos deis para a sustentago do cullo divino ; e
esla informago vieram addicionadas algumasin-
crepagoes pessoa a quem altribuido o facto da
desappangao, sem que ella seja porm positiva e
declaradamente Horneada ainda.
Essas increpages, deixamo-las em silencio ;
porque o que hade reprovavel, o facto revela-o
em si mesmo.
Nio conveniente por certo o acto de tirar a
referida caixinha, que nao podia ser propriedado
particular, mas tambem couss que se restabe-
leoe com facilidade, podendo ser que al seja ella
restituida por quem a tirou, relectindo melhor
em sua aego.
lendo sido demittido, por portara policial
do 6 do correte, Antonio Soriano do Reg Bar-
ros de guarda da casa de detengSo, foi para este
lugar nomeado Caelano Alves do Sacramento
Rosas.
Por portara de 9 do correte foi nomeado
Andr Cavalcanti de Albuquerque Arcoverde para
segundo supplenle do delegado policial do termo
de Buique ; assim como Zeferino Gongahes Tor-
res e Francisco Leite Rabello para segundo e ter-
ceiro supplentes tambem de delegado daquelle
de Cabrob.
Por acto da presidencia de hontem foi apo-
sentado o continuo do gymnasio provincial, Joio
Pereira Damasceno Chaves.
Hoje, pelas 4 horas da tarde, deve ter lu-
gar, na matriz de S. Fre Pedro Gongalves, a ben-
go do orgo, ltimamente chegado da Europa.
Dizem-nos que o acto ser feito com bastauteso-
lemnidade.
Consta-nos que o Sr. capitao de mar e
guerra Francisco Vieira Leito. capito do porto
da Parahiba, fallecer de urna febre maligna que
adquirir em urna commisso que cabava de fa-
zer em o rio do mesmo nome, na qual apanhsra
muiio sol.
Este offltial nascera em 1803, asseotou pracs
de aspirante em 1822, foi promovido guarda
marioha em o mesmo anno, 2o lente em 1821,
a 1 tenente em 1827, capitio teoente em 1836,
capito de fragsia era 1842, e i capito de mar
e guerra, em cuja clawe'occupBva agora o quarto
lugar* em 1852.
Morreo lio pobre qoe o seu enterro foi feito
por meio de urna subscripgio ; a por igual meio
podo oaoseguir a sua infeliz viuri os precisos re-
cursos psra voltsr para a eorte, como pretende.
Infelizmente esta a desditosa sorle que cabe
em pariilha no nosso rico psiz I classe militar.
Se frs ura facto anormal, queso desse com ra-
1 ridado, o poderiamos attribuir causas qoe nio
esli na aleada do governo rentover ; mis'nio
succode assim ; ao contrario, os exemplos sio mu
frequentes, as pequeas, eomo as grandes pa-
RIO GR VADE DO NORTE.
Synopse eleitoral e coasideraedes po-
lticas.
Emquanto o Tio Gronoanse do Norte esbraveia
amurcado contra o presidente da provincia o
contra o Dr. Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti
aquella porque, trahindo suas promessas de im-
parcialidade, impoz provincia dous candidatos
a deputago geral, e este porque a sua eleico
forgada um vilipendio para a mesma provincia
cuinpre que nos, superiores sempre linguagem
arrieiral do insulto e da regateirice.^ue to Ao-
oi e gallardamente maneja o Rio Grandense
mantenhamos dianle do publico a nossa posic
calma e digna, discutindo os factos para esclare-
cer o paz, e deixando a gloria de calumniar o
descompor a quem vencido sempre pelos seus
adversarios em luta franca, e ltimamente al
a&aiirforiado pelos seus, precisa desse indigno de-
sabafo sua vaidade ridicula e ao seu dosoeito
impotente. *
Se o presidente da provincia interveio na elei-
co primaria no sentido de proteger esle ou a
aquelle candidato, a menos que nio fosse ao Dr.
Moreira Brando, se suas decisoes e providencias
e eitoraes a alguem poderiam aproveitar seoio a
elle e ao seu partido, a excepgao daquellas que
s a le lhe impedio de dar em seu favor; o que
se ver, quando houvermos terminatb a serie de
artigos que passamos a publicar soba eplgraphe
cima. r
Que qualquer interferencia na eleigio secun-
daria nio podria Drejudicar senio a um dos can-
didatos conservadores, e positivamente ao Dr,
Joao Valentino Dantas Pinaje cujo merecimento
incontestavel, ttulos os mais valiosos e sympa-
ihias geraes, nio precisara de ser demontrados
o que esl inconsciencia de lodos.
Que a eleigo do Dr. Amaro Carneiro Bezerra
Cavalcanti nao foi e nio precsava de ser imposta
que a incluso do seu nome em urna circular era*
nada lhe poderia aproveitar, e que pelo contrario
era elle o que pelos seus servigos e esforgos ti-
nha elementos seguros, nao s para ser eleito-
com grande maioria, como para decidir da elei-
go do segundo deputado, o que gregos e troya-
nos nao podem deixar de reconhecer e confessar
e o mesmo Rio Grandense s pode por em duvi-
da para fra da provincia, oude a impostura e a
mentira procuram diminuir a forga e importancia
de quem verdaderamente a lera, e encobrir a
fraqueza e impotencia do seu candidato e do seu
partido.
Que a eleigo do mesmo Dr. Amaro em vez de
um vilipendio para a provincia, considerada
geraimente como muito honrosa para o partido-
conservador, que elle tem sustentado e engrande-
cido com os recursos de sua nlelligencia e acli-
vidade, ecom o sacrificio de seuscomraodos e do
sua fortuna, o que ninguem de boa f, a nao
estar ceg de odio e de despeito, poder contes-
tar, e os factos irrecusavelmente o demons-
tra m.
Que verdadeiro vilipendio pretender elevar-
se sobre as azas ephemeras da calumnia e da in-
veja, depnmindo caracteres elevados, a que so
nao pode igualar, e procurando na mentira e na
impostura, que cooslituem o apanagio do falso
merecimento, ttulos que nao podem prevalecer
sobre o verdadeiro mrito, e apenas cevar pelo
repetido mallogro de aspirages impossiveis o
despeno e o odio sempre impotentes: um axio-
ma da vida poltica e social, que s desconhecem
os caracteres peqneninos, como oapostlodo
/fio Grandense, conderunados oeste mundo a
servir de contraste, e assim realgar a capacidado
superior. ------
Poderamos contrapor a essa proposigao infa-
mante do Rio Grandense muitos factos anteriores
dos quaes se vera que nem o partido sulistaa
nem o proprio Sr. Moreira Braulio podem alcu-
nhar de velipendiosa para a provincia a eleigo
do Dr. Amaro sem a mais flagrante e indigna con-
Iradigao. Mas basta-nos mencionar a votaco
unnime que agora mesmo acaba de obter o l)r.
Amaro do collegio sullae Sanl'Anna do Mallos
dirigido pelo Rvd. vigario JoioTheotoniodeSou-
zae Silva, patnarcha do parlido sulista, o qual
entretanto nao deuum s voto ao mesmo Sr Mo-
reira Brando 1
Poderamos, estendendo um pouco nossos ra-
ciocinios, por em duvida as credenciaes do Sr
Moreira Brando para fallar em nome do seu
partido que della nao faz grande caso, e desta
arte publica e solemnemente o reneaa. Mas nao
nosso intuito augmentar a afflicgao ao afliclo o
tirando lodas ascoosequencias desse facto de um.
ternvel alcance para quem se intitula de cnefe de
partido, acabrunhar mais o pequenino amor pro-
prio do sr. Moreira Braodo, (cpilado 1] lio gra-
vemente maltratado. m
Nosso proposito principalmente resumir
historia eleiloral ds provincia na lucta recente,
aum de demonstrar a toda a luz a regularidad
com que procedeu o partido conservador, e a
torga mmensa e incontestavel que tem elle na
provincia.
A esta tarefa daremos comego no numero se-
guinie, visto que, sem prejudicar oulras materias
j adiantadas, nio nos restara boje espago.
[Dous de Dezembro.)
Por ter sahido sem assignatura, repeta-se a
presente publicaco.
Por occasiio de molestia me foi permiltido a
".2" dTilvVdad6 tP"-\ h '"*" ominado
varzea. Tive opportunidade de dirisir-rn,, ,
igreja de N. 8. do Livrameuto por dever de ebris-
tao, e como achasse esse templo deteriorado a
parado o concert de que se eslava fazendo cora
as esmollas dos fiis, impressionado por um mag-
nifico templo e ao mesmo tempo bastante cons-
trangido pela sua ruina; coube-me a occasio do
me dirigir aos eocarregados daquella obra inda-
gando a razao porque nio continuavam com %
sobredita obra ; e nesta occaso reflexionei-lhea
o prejuizo. no caso de nao continuaren! com ti
obras da igreja, que o presente invern ameaca-
va demo ir, tanto que j apresentava o euWcfo
l. tn5Ts e ub6ind0-ie a base quo e.U-
va toda arruinada, sendo ainda sustentad todos
os p.redoes, por ser o edificio anligo e os mite-
ri.es estarem petrencados: que estando^ ainda
Lma.b.0omfeSad0d!80,rrer umi reparacio, davi
essa ser feita em lempo, antes que hoiveese al-
gum desaprumo. Ento os irmios encarregados
responderam-me, que para os reparos da igreis
a assembla provincial havia concedido urna lo-
tera em 56 em beoeflcio das suas obras, e ao
momento que, se havia determinado urna parta
della correr, fr. preterida esla, por preferencia
a outra lotera, ficando adiada at aprsente da-
ta sem que se podesse obler correr ella. E como


: '
ARIO DI flBAinOQO. ** QUINTA RUI H H WM}0 M 19<1.
**"* irD?*0* "** l"de tataaiM esmo-
reciaoeaoimei-os offerecsodo-me para mandar
eocarosr todas as imagens e toda a pintura da
capeiia-mor a minha casta ; coa tanto que con-
eul C0IB M obr" da **"' diligenciando
esmollas. Pelo que faco publico, por esta
toma convidando a todos os deis cbrislaos, que
oignern de concorrer cora as esmo'.las preci-
*, ou lijlos, cal. telhas etc., e os.artistas, que
qtrtierem prestar os seus sarncos aquella igreie,
podetao se dirigir aos encarregados abaixo assig-
nades naquelie lugar, devealo esperar da mai
ae Heos a remuoeracao devida.
Igualmente acharo o digoo parocho naquella
ireguezia cheio de zelo pela igreia, que, nao se
poupar de envidar todos os meios a bene-eio
deas obra, aOra de que o effeito deseiado repa-
rarlo> desse templo precioso, oque se las recom-
mendavel por sua elegancia artstica.
Recite, 2 de marco de 1861.
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo.
Membfos da commissao.
Manoel Anselmo Correia de Figueiredo.
Amaro Jaouario Francisco de Paula.
Jos Benicio Cimillo de Bicom.
Antero Orneiro de Lacerda.
Joaquim Francisco de Santa Auna.
Marcolioo da Costa Lima.
RIO GRANDE DO NORTE.
HYDROPHOIIIA PERIDICA.
O Rio Grandemt do Norte.IraRStiguracao pura-
mente sexual da antiga Liberdade, est nova- i
mente em um dos seus couhecidos accessos de !
furor hydrophobico, molestia iolermiteiite que '
costuma accommete-lo as quadras eleiloraes,
sempre que o bom sonso da provincia por seu
firman soberaao recusa a um rapuzla eslou-
xado e tonto a honra de representa-la no parla-
mento.
O Sr. Jos Moreira Brando Castello-Brauco
sempre o mesrao homemzinho humilde e servil
para com os governos antes da eleico, furioso e
desabrido depois dalla pora aecusar aquelle mes-
mo a quem at a vespera elogiou.
Nos o previamos, nos o annunciamos sempre ;
nada ha de novo no que vemos, seno a espe-
ciilidade das accusaQoes no que toca sosdetalhes,
o o nome da pessoa coutra quem sao ellas hoie
dirigidas.
Durante nove mezesjde adraQstrac,ao em qua-'
dra meliodrosa, em que se chocam lodos os io
teresses e paixes dos partidos, passou incolumo !
o Sr. Jos Bento daCunha Figueiredo Jnnior,
atravessaodo toda a (uta de selembro, som que
urna so censura Ihe fizesse o Rio Granense e o
seu grande partido, oujantes com approvacao e
elogios de um e outro.
Essa fortuna, se o era, durou al o 19 de Ja-
neiro protimo passado, isto at que se sou-
besse de todo o resultado da eleigao primaria,
ajada as oais longioquas parochias da provin-
cia, excepcao smente da parochia de Papari,
onde em consequencia de (muflo e rolo feito
pelo grande partido nos das 30 de dezembro e 6
de Janeiro, bavia sido a eleic,ao pela segunda vez
adiada para odia 18.
Era o lempo necessario para que o Sr. Moreira
Brando podesso calcular com seguranca as sem-
pre ephemeras probabilidades de seu almejado
triumplio, ou anles recoiihecer a impossibilidade
absoluta de consegui-lo.
Era a poca precisa em que cahindo-Ihe a ven-
da, vio elle desvanecerem-so todas as sias que-
ridas illuse9, e esmagado sob o peso da oais
complota o irremissivel derrota, perdeu do urna
?ez a doce esperanza de fazer ouvir no parlamen-
to a sua maviosa e erudita voz.
JV amargo o despertar de um sonrio dourado
para achar-se bracos com o mais doloroso des-
engao ; a decepcao foi terrivel, e por conse-
guinte alguem devi pagar as facas.
E era preciso em todo o caso envolver as ae-
cusa?oeso nome do governo, porque o Sr. Mo-
reirs Brando ficaria mai feito de corpa, confes-
sando a sua importancia para lutar livremenle
com os seus adversarios ; assim como o seu gran-
de partido flcava reduzido a urna insignificante
nullidade desde que se soubesse que apenas ha-
via vencido ern uroa freguezia, a do Principe no
Serid, nica ora que o seu triumpho uo foi
disputado I
Ei-lo, portaoto. todo furia na estacada contra
esse governo desptico e perverso, contra esse
presidente arbitrario e per/ido, que trahindo o
generoso peusamenlo da coroa, e sua palavrs so-
lemnemente empenhada para com a provincia,
empregou lodos os meios immaraes e reprovados
para violentar a liberdade do voto, e suffocar a
genuina manifestago da vontade da provincia,
que inteira se prouunciava era favor do mimoso
candidato 1
A tirada de effeito I.., E o Sr. Jos Bento
na verdade ura presidente brbaro, e a > mesmo
tempo um hornera desatinado por haver assim
supplantado a aspirado legitima desse joven pro-
digioso ; contrariando o voto unnime da trra
que o vio nascerj que j so rigosijava com a grata
satisfago de o contemplar no Paolheon brasi-
lero, t/fusraiidoseus annies, e engrandeeendo
seus destinos I...
Deixemos, porem, essas d>'clamaQoes banaes
ou jocoserias, e argumentemos; erabora o Sr.
Moreira Braudao uo argumente nunca, e todo
o seu talento phosphorico o illustracao engarra-
fada s extravasara somenle nessos logares com-
muns mais ou menos *enlimentaes ou lamuri-
osos, mais ou menos sedigos ou rediculof, mais
ou menos in/ieis ou caliunniosos, sem jamis
precisar os fados, e disculi-los com boa f o ver-
dade, porquo uosie terreno nao ple obsoluta-
meute sustentar-se, e ser sempre complets-
mcute esmagado.
Discutamos nos, poilanto, com a calma do
bom senso.afim de esclarecer o publico, fazen-
do-lhe couhecer de que lado est a razio e a ver-
dadera forca ; e o que taremos em urna serie
de arligos que vamos publicar : ao passo que
deixamos o Sr. Moreira Brando estorcer-so e
brau.ircomoo cao accommettido do mal, ou co-
mo a finada Liberdade na 9ua violenta .crise hys-
terica de 1836 que hoje se renova com os mes-
aos symptomas no epiceno Rio Grandense.
[ous de Dezembro).
Beeefceioris le rentes interna*
fera.es de Pernambueo.
Rendimento do dia 1 a t. 32:575*420
dem do dia 13....... 1.696j40
-
f)
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 12. .
dem do. dia 13......
at a altura de 8 ps, contados da quilha, cora os
seguales pertences :leme, canoa deste, dous
parea de turcos de-ferro as amuradas, bolineles,
anas barras, caara e baileos coa aa respecti-
vas aseadas, fogio e seus perlences ; esse navio
34:271*460 tendo sido desarmado pelo estado de ruina em
que se seba.
Inspeccio d arsenal de marnba de Pernambu-
87:620*777 co em ae '50 de 1861.
4:202*631 secretario,
Alexanire Rodrigues ios Anjos.
318231308
Moy imento do porto.
Navios entrados no dia 13.
Rio de Janeiro86 das, escuna hollandez An
Wtllem, de 230 toneladas, capilao G. J. Bak-
ker, equipagem 6, era lastro ; a Guilherme
Carvalho & C.
Barcelona43 dias, polaca hespanha Pronta, de
t75 toneladas, capilao Rorao Ros, equipagem
11 pessoas, carga vinho, passas e mais gene-
ros; a Billar & Oliveira.
Vario sahido no mesmo dia.
Parahlbabarca ingleza Rotkesay, capito Wil-
liam Taylor, carga a mesma que trouxe de
Terra-Nova. Suspendeu do lamaro.
a.
o.
O.
5"
B
I
I oras
s
a
ttmosphera.
w W * o Pl en PJ J Direco. < 0
53 c B3 O D 3 w 93 . 1 | Intensidad*. 1
3 8 2? 1 Fahrenhiit. 1 H H i 0
11 9 Ka 0 ~9i os en Centgrado. s H -i -0

b9

O)
I Hygrometro.
Cisterna hydro-
melrica.
"o
-a
o-
SJ
Francez.
ce
O
--s 11 en
Inglei.
O
eo
Cf
M
-o
o
~ p:
PJ
S H
>
"SO
o
r-
c
c
?
>
A noite nublada at 1 h. e 45' que cahio ura
forte aguaceiro, que durou 10', refrescando o
vento dessa hora em diaote.
oscilaco da mare'.
Prearaar as 6 h. e 6' da tarde, altura 6,6 p.
Baixamar as 11 h. e54' da manha, altura 1. p.
Observatorio do arsenal de marinha, 13 do
margo de 1861. -
Romano Stepple,
Io lenle.
Editaes.
Directora geralda instrueco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director ge ral, que se acham vagas as ca-
deiras de instruegu elementar do 1. grao do
sexo feminino das freguezias do Recife, Iguaras-
s, Serinhem, Garanhuns e Ciruar ; pelo que
sao as mesmas cadeiras postas concurso, mar-
caodo-se o prazo de 30 dias, a contar da data des-
le, para a inscripeo e processo de habilita^ao
das oppositoras, na forma das iDstrucces de 11
de junho de 1859.
Secretaria da inslrucgao publica de Pernam-
bueo 8 de margo de 1861.
Salvador Henriquc de Albuquerque.
Secretario interino.
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, comraeudador
da imperial ordem da Rosa, da de Christo e
juiz de direilo especial do commercio dosle
cidade do Recife e seu termo, capital da pro-
vincia de Pernambueo, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Deus guarde, etc.
Faco saber pelo presente, que no dia 13 de
abril do corrento anno se ha de arrematar por
yenda quera mais der em pra$a publica deste
juizoie na sala dos auditorios, um sobrado de um
andar na travessa do Cirrao n. 10, com 3janellas
na frente e dous quarlos pequeos, avahado em
400-jOO, penhorado a Manoel Luiz Coelho de
Almeida e sua mulher por execugao que contra
estes encamiuTia Manoel Firmino Ferreira ; e na
falta de licitantes ser arrematado pelo prego da
adjudicago com o respectivo abalimento da lei.
E para que chegue noticia a quem interessar
possi, maudei passar editaes, que sero afQxa-
dos nos lugares do costume e publicados pela
imprensa.
Dado o passado nesla cidade do Recife de Per-
nambueo, aos 13 dias do mez de margo de 1861.
Eu Manoel de Carvalho Paes de Andrade, cs-
crivao do juizo especial do commercio o Qz es-
crever.
Anselmo Francisco Perelti.
COMMERCIO,
Praca do Recife 13 de
mar^o de 1861.
A.s tres Uoras Aa Urde.
Cot:\'os ofniaes.
Cambio sobre Londres 26 3i8 e 26 5i8 d. por
1* 90 dias de vista.
Algodo de Macei 8*300 por arroba posto
a bordo.
Descont de letras10 e 12 0(0 ao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
NOVO BANCO
DE
PERNAMBircO.
EM 12 DE MABQO DE 1861.
O banco desconta na presente semana a 10 /'
ao anno at o prazo de 4 mezas e a 12 % l o
de 6 raezes, e toma dinheiro em coolas correales
simples ou com juros pelo premio e prazo que se
convencionar.
Importa9&o>
Palhahote nacional Jorge, vindo do Rio de
Janeiro, consignado a Tasso & Irraos, ma-
nifest u o seguinle :
5,684 arrobas charque, 366 arrobas de graxa
em bexigas.
Barca franceza Ville de Bologue, rinda de
Cardiff, consignada a Tysset freres, manifeslou
O seguinle:
307 toneladas earvo de pedra ; aos mea-
mos.
Exporta^ao
Do dia t de marco.
Brigue portugus Soberano, para Lisboa :
Marqnee Bsrros 4 C. 10 barriquinhas cora 37
arrobas de asurar.
fnacisc oe SaotosMacodo, 30 saceos con
150 srrobas de assucar.
Barca franceza Solferino, para o Havre :
F"lc"* Jos Gomes 476 saceos cora 2.380
arrobas de aaaacar.
Francisco AWee de Pluho 8,000 ebifres,
Brigue eoriugan Amalla I, para o Porto :
3,000 arrobas de assucir.
Declarares.
Vice consulado de Espaa.
De orden del Excmo. Sor.
ministro residente y cnsul
general de S. M. Catlica en
Rio de Janeiro, prevengo
los subditos espaoles resi-
dentes en este districto con-
sular que, siendo indispensa-
ble que se hallen provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio para
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
mo por convenir al servicio
del estado, el tener uua noti-
cia exacta de los cuidadanos
que residen en el exlrangero;
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado a renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de ellas los que no las tu-
vieren.
Pernambueo, 25 de febrero
de 1861. l vice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo.
0 fiscal supplante da freguezis do Recife
faz arrematar boje 14 do correte, na roa de A-
pollo, e na presenta do subdelegado da mesma
freguezia, una porcos que (osan apprehendidos
em correegao, no dia 12 do correte. Fiscalisa-
cao de S. Fr. Pedro GoncaWes do Recife 14 de
margo de 1861.O scal supplente,
Manoel Antonio Ferreira Gomes.
ImpeepaM strsoaal de aaarinkM.
De ordem do Illm Sr. inspector, fago constar
que oes dias 15, 19 e 83 do correte mez, se
achar i veada em hasta publica na porta do al-
moxarffsdo desta iospeceo, coosegaodo as pra-
vas s 11 boras da manha, o casco do hiate Pa-
rakibano, de 78 ps de comprimento, 11 da boc-
ea, e 7 de pootal, carilhado e pregado lie cobre
AdDuuCO.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesouraria
de fazenda desta provincia, ae faz publico que ri-
ca marcado o prazo de oito dias, cootados desta
data, aosSrs. Jos Higiuo de Miranda e Francis-
co Xavier de Oliveira para pagarem es respecti-
vos direitos, e sollicitarem, o primeiro O titulo
de foramenlo dos terrenos de marinhaa na. 115 e
115 A, da ra do Caldereiro da fregaezia de Sao
Jos, e o segundo o de n. 183 A, na ra do Apol-
lo da freguezia de S. Fre Pedro Goncalves, os
quaes ambos se acham pasaadoa nesla reparticao
desde 1859, sob pena de proceder-se conveniente-
mente.
Secretara da thesouraria de fazenda de Per-
nambueo, 11 de margo de 1861.O officialmaior,
Manoel Mamede da Silva Costa.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal da guerra, lera de comprar os obiec-
tos seguintes :
Para a companhia fixa de cavallaria.
11 enchergas.
Para o 4" batalblo de artilharia a p.
6 resmas de papel almago.
400 pennas de ave.
2 caivetes.
6 duzissde lapis de pao.
6 garrafas de tinta preta.
6 libras de ara para escripia.
20 exemplares de collecges de cartas para
principiantes.
20 exeroplares de taboadas.
6 exemplares de grammaUca portugueza por
Monte Verde, ultima edicao.
6 exemplares de compendio de ariihmetica por
Avila. r
6 pautas.
20 exemplares de traslados
Para o 10.* balalho de infantaria.
6 resmas de papel almago.
400 pennas de ave.
2 caivetes.
6 duziss de lapis de pao.
6 garrafas de tinta preta.
6 libras de sra preta para escripia.
20 exemplares decollecco de cartas para prin-
cipiantes.
20 exemplares de taboadas.
6 exemplares de grammatica portugueza por
Monte Verde, ultima edigo.
6 exemplares de compendio de arithmetica or
Avila.
6 exemplares de pautas.
20 exemplares de escripia ou traslados.
Para o hospital militar.
50 colches de 13a de barreguda ou de flecha
com 8 palmos de comprimento e 3 1/2 de largura.
50 iravesseiros de dito com 3 1/2 palmos de
comprimento.
20 pares de chinellas rasas.
12 chicaras e pires de louga.
6 copos de vidro.
3 jarras de barro com lampa e p.
2 bandejas grande? de folha
4 cassarolas do ferro soitidas forradas de por-
celana.
2 chaleiras de ferro para 20 pragas.
48 colheres de metal fino do principe para sopa.
24 ditas de dito para cha.
60 facas de mesa.
60 garfos do dita.
2 panellas de ferro sorlidas forradas de por-
celana.
Para a aula de geometra dos aprendizes meno-
res do arsenal de guerra.
8 arithmeticas por Avila.
14 geometras suplica Jas s artes pelo baro
Charles Dupio, traduzida de francez ao portuguez.
Meia grosa de penas finas d'ago.
3 duzias de lapis finos para desenlio.
3 duzias de caetas para pennas d'ago.
3 duzias de borrachas para desenho.
10 comparos de latao pequeos.
Urna quarta de nanquim fino da China.
14 pastas pequeas para guardar desenho.
1 resma d papel almago fino.
Para a ofDcioa da 4* classe do mesmo arsenal.
1 ihesoura grande.
2 jogos de alicates.
Para provimento dos arraazens do almoxarfado.
500 vassouras de palha de carnauba.
100 ditas de junco.
50 arrobas de cabo de linho velho.
20 ditas de chumbo em leogl.
500 pelles de cabra.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 18 do
correute mez.
Sala das sesscHs do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra. 11 de
margo de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Avisos martimos.
Para a Baha segu em poneos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga que
Ihe falla, Irata-se cem sen consignatario fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da aladre de Dos,
n. II.
Rio de Janeiro
pretende seguir at odia 16 do crrante a veleira
o bem conhecida barca Amelia ; a pode rece-
ber escravos a frele, para os quaes tem excellen-
lescomraodos ; traia-se com os seus consignata-
rios Azevedo 4 Meodes, no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 1.
Para o Ass.
Segu em poucos dias, por j ter a maior par-
te da seu carregamento a bordo, o hiate Bebe-
rtoe: para o resto passageiros, trata-se na ra
do Vigario o. 5.
Para o Aracaty
0 hiata Camaragibe: para carga e passageiros,
trata-se na ra do Vigario n 5.
Para
armadlo e baldo, de dous candiein
do gaz e seu* uteocilios, de urna gran-
de meza e de ama carteira em bom es-
tado existentes no armazem da ra da
Cruz n- 51 no dia e hora cima indicado
garant ndo se ao comprador o arrenda-
mento do mesmo armazem.
Para o Kio Grande do SuA.
Segn com brevidade o patacho nacional Sao
Joaneiro : quem quizer carregar no mesmo a fre-
te, eotenda-se com o consignarlo Manoel Alves
Guerra, ou com o capito a bordo.
COMPANHIA PERNAMBUCWA
DE
Navegaco costeira a vapor.
O vapor Persinnnga, commandante Moura,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
20 do correle mez s 5 horas da tarde.
Recebo carga para Macei e portos intermedios
at o dia 19 ao meio dia.
Passageiros e diuheiro a frote at o dia da
ahida s 2 horas : escripiorio no Forte do Mat-
tosn. 1.
THEATRO
DE
Santa Isabel.
Sabbado, 16 de marco de 1861.
BENEFICIO
DA
Yiuva do artista dramtico Rozendo
Ferreira da Silva
que falleceu no anno prximo passado, por occa-
sio do flagello da escarlatina que ceifou tantas
victimas nesta cidade, flcando sua inconsolavel
esposa com tres (litios menores e sem meios de
poder mover a sua subsistencia, vem pelo pre-
sente implorar a prolecgSo do respeitavel publi-
co para concorrer ao espectculo om seu beneficio
e de seus pobres lilhos.
Logo que o Exm. Sr. presidente desta provin-
cia se digoar comparecer na tribuna, dar prin-
cipio o espectculo com urna bella symphonia.
Depois representar-se-ha a muito applaudida
comedia em tres actos, por L. C. M. Penna,
0 NOVIQO.
PERSONAGENS.
Ambrosio.......................
Florencia sua mull\er..........
Emilia, sua filha...............
Juca (9 annosj..................
Carlos, novigo da ordem de Sao
Bento.........\...............
Rosa, provinciana, primeira.mu-
Iher de Ambrosio............
Padre-mestre dosnovigos......
Jorge...........................
Jos, criado.............,......
Primeiro raeirioho............
Segundos ditos, que nao fallara.
etc.
Raymundo.
D. Jesuina.
D. Leopoldina.
Jos.
Vicente.
D. Isabel.
Jargo.
A. Lima.
Joo da Silva.
Jos Al ve,
soldados, etc.,
Terminar o divertiraento com a jocosa larga,
0 CHAPEO PARDO.
Os bilhetes de camarotes, cadeiras e plateas,
estap expostos venda na residencia do Sants
Rosa, roa de Santa Isabel n. 13, a qnalquer hora
do dia, e no dia do espectculo no escriptorio do
theetro.
Principiara Ss 8 horas.
REAL COHIMMIIV
DE
Paquetes iuglezes a vapor.
No da 17 deste mez espera-se do sul e vapor
Oneida, commandante Bevis, o qual depois da
demora do coslume seguir para Southampton,
tocando no portos do S. Vicente e Lisboa, para
passageiros etc., trata-se cora os agentes Adam-
son.Howie & C, na do Trapiche n. 42.
P. S. Os embrulhos so se recebem al duas
horas antes de se tachar as malas, ou urna hora
antes pagando um pataco alem do respectivo
frete.
COMPANHIA BRAS1LEIIU
MHMTTS ftWflflL
Espera-se dos poitos do sul at o dia 14 do
correte um dos vapores da companhia o qual
depois da demora do costme seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptorio de Azeve-
do & Mendes.
3 yCOMPAMU PERMBICANA
DE
Vavegaca Paraluba, Rio Grande do Norte, As-
su', Aracatv e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira, sa-
hir para os portos do norte at ao Cear no
dia 22 de margo s 5 horas da larde.
Recebe-so carga at o dia 21 ao meia dia. En-
commendas, passageiros e dinheiro a frele at o
da sahidaj s 2 horas : escriptorio no Forte do
Mattos n. 1.
COMPAHMA
DAS
Nessageries imperiales.
At o dia 16 do correte espers-se di Europa
o vapor francez Navarre, commandante Vedel,
o qual depois da demora do costme seguir
para o Rio de Janeiro tocande na Baha, para
passageiros etc., a tratar na agencia ra do Tra-
piche o. 9.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiate nacional Sania
Aaoa, queja tem quasi meia carga, para o res-
tante e passageiros irale-se com Gurgel Irmaos,
no seu escriptorio da ra da Cadeia do Recife n.
28, primeiro andar.
MARANHAO POR ACARACU'
Segu q patacho Emulacao, e para a pouca
carga que. Ihe falta, a tratar com o capito ou ao
escriptorio de Manoel Gongslves da Silva.
Porto.
Sae al o dia 24 do correte o brigue Amalia
1.* : para passageiros, para o que tem excelentes
coraraodes. trata-ae cora o consignatario Manoel
Joaquim IRamoa e Si.va, ou com o capito. |
A agencia do vapor de
reboque acha-te estabelecida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servido tendente
ao mesmo vapor.
Leiles.
LEILAO
Sexfa-feira 15 do corrate as
41 horas em ponto.
Q agente Pinto autornado peto Sr.
Vicente Ferreira Pinto, ar' leilao da
DE
Urna taberna.
NA
Ra do Rangel n. 18.
Terga-feira 19 do crvente.
Antunee far leilo por mandado do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio e a reqaermento
de Silva A Santos, dos gneros, dividas eulen-
cilioa da taberna sita na ra do Rangel n. 18, a
qual pertenceu QrmaSnuza 4 Peixota.
Na referida taberna s 11 horas era ponto.
LEILAO
DE
Gneros de estiva.
Qaarta-feira 20 do corrente.
Antunea por mandado do Ezm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio. far leilo a requerimenlo
de Prente Vianna & C. e outros, dos gneros e
mais objectos arrestados a Manoel Joaquim de
Oliveira & t., oo referido dia as II horas em
ponto, na ra do Cordonlz o. 14.
LEILAO
DE
Varios objectos para pes-
cara.
Sexta-feira 15 do correute.
Costa Carvalho autorisado pelo Sr. Jos Manoel
da Silva, far leilo no dia cima de varios ob-
jectos pertencentes a companhia de pescadores
como sejam 2 lanchas com seus pertences, redes
e outros muitos objectos, s 11 horas em ponto
no trapiche do algodo.
DE
Urna taberna.
Costa Carvalho far leilao do resto dos gneros
e armacao da taberna da ra Augusta n. 114 a
qual ser entregue sem reserva depreco s'll
horas em ponto: quinta feira 14 do correte.
LEILO
Quinta-feira 14 do corrate as
10 horas da mariua.
DE
Urna taberna.
O agente Camargo fara' leilao por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requeriment dos de-
positarios da massa fallida de Jos Fer-
nandes Agr, da taberna da ra do Ro-
sario, consislindo em armacao, gneros
e mais objectos e na mesma occasio se
vender' as dividas do mesmo fallido.
As 11 boras em ponto.
LEILAO
DE
Urna armacao.
Sabbado 16 do correute,
Costi Carvalho fu leilo no da cima as 11
heras da manha por conU e ordem dos credo-
res de Antonio Pereira Vianna. da armacao da
taberna do mesmo na ra de Hortas o. 39.
Sexta-feira 15 do corrente as
11 horas em ponto.
DE
Urna taberna,
O agente Camargo far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio-e a re-
querimenlo de Campiaoo & Cordeiro, da taberna
da ra do Rosario da Boa-Vista, perteoceote a
Praocisco Ferreira Fialho, na mencionado dia s
11 horas em ponto.
toes dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terca parte da casa terrea lita na ra
da Imperatriz unto a padaria do Sr.
BaTilier.
4 escraroa de muito boa conducta, $en-
do um delles excellente padeiro
tornero, as 11 horas em ponto.
LEILAO
Quinta-feira 14 do torrente
Ao correr do martello.
Os administradores da massa de Ma-
noel Antonio dos Pasaos Oliveira 4 C,
querendo liquidar a loja de traste do
mesmo, tara' leilo por intervencao do
agente Camargo, das mobilias existen-
tes na mesma casa & qual consiste de
mobilias de Jacaranda', mogno. fakr
branca, cabidos, comtnodas, cadeiras
avulsas, camas de Jacaranda' e mogno*
guardas louca e apparadors. toucado-
res, cadeiras avulsas de mogno, faia e
Jacaranda' e duas ricas colchas, as 11
horas do dia.
LEILAO
O agente de leilOes Hyppolito autori-
sado pelo Sr. Diogo Spears, fara' lei-
lao de urna officina de ferreiro e machi-
nista propria para qualquer trabalb
deste genero, visto estar muito bem
montada e ser em urna excellente ra,
podero os pretendentes encontrar ah
machinas, ac, parafusos, timas, safras,
rodase grande quantidade de utenci-
lios indispensaveis a esta arte, podendo
os Sis. pretendentes examina-la desde
ja na ra do Brum n. 2 e ahi se efec-
tuara'o leilao quinta-feira 14 do cor-
rente as 11 horas em ponto
John Henry Dalton, capito da barca
ingleza Emma Eugenia, fara' leilao
com autorisacao do Illm. Sr. inspector
da alfandega e por conta e risco de
quem pertenser, na presenca do Sr.
cnsul interino de S. M. Britannica e
por intervengo do agente Pinto, de to-
dos os mantimentos e sobrecalentes da
referida barca, oonsistindo em barril
com carne de porco e de va cea salgada,
ervilhas, farinha de trigo, carne de con-
serva, e muitos outros artigo; e assim
como yelrme. vergas, cordoalba, lonas,
utencihos e tudo mais pertencente ao
apparelboda mesma barc, ltimamen-
te aban ion ida neste porto
Quinta-feira 14 do corrente as
10 horas em ponto,
no armazem do baro do Livramento,
caes do Apollo.
UlUO.
John Henry Dalton, capito da bar-
ct ingleza Emma Eugenia, fara' lei-
lao com autorisacao do Illm. Sr. ins-
pector da alfandega, por conta e risco
de quem pertencer na presenca do Sr.
cnsul interino de S. M. Bntannica e
por intervencao do agente Pinto, do
casco da referida barca (lotacao 383 to
neladas ingleza) legalmente condem-
nada neste Dorto na sua recente viagem
Quinta-feira 14 do correte s
2 horas da tarde em ponto
a' porta da associaqao commercial desta
praca, onde serao dados os esclarecimen-
tos necessarios.
Avisos diversos.
Predios e
escravos.
Quinta-feira 21 do cor-
rente s i i horas.
Antunes autorisado pelo Sr, Jos Xu-
nes de Paula, fara' leilao em seu arma-
zem na ra do Amorim n. 48, dos
predios e escravos pertencentes ao dito
senhor que para liquidar serao entre-
gues pelo maior preco alcanzado, a
saber: _
O sobrado n. 48 de 2 andares e sota o si-
to m ra do Amorim. .com. enjos
proprios.
Oito em Olmda de um andar e sotao
sendo atraz terrea, com a frente pa-
ra os Quatro Cantse ladeira da Mi-
sericordia, chaos proprios.
.Urna casa terrea ao Varadouro, con-
cluida hapotteo tempo, com 5 quar-
tos, 2 salas, grande quintal, e urna
grande parlara no 'mesmo, com oi-'
Jos Dias, subdito portuguez, vai a Europa.
Quem precisar de um bom cozinheiro para
casa particular, ou mesmo para dar aluro jantar
grande, procure no Recife, ra do Trapiche nu-
mero 28.
Aluga-se o segundo andar do sbralo sito
oa ra Imperial juolo a fabrica do sabo n. II?,
com b*slantes comoiodos para familia grande: a
tratar do mesmo sobrado, ou oa ra Direita nu-
mero 6.
_ Veode-se o sobrado de dous andares e so-
lo na cambuj do Orino o. 8 : a tratar oa ser-
rara de Jos Ignacio A villa, oa ra Nova de San-
ta Rila n. 43.
Novas cartas de
ABC.
Vendem-se cartas de A B C, augmentadas por
Maria Barlboleza da Conceigao, cooleodo quasi o
triplo dos dephihoogos que cootm as actuaes em
uso ; os meninos com muita facilidade a com-
prehendeo e Ins facilita a leitura. Alem do
augmento indicado, conlm muitos comes de ob-
jectos de que os meemos esto ao par, e tambera
oomes proprios ; a qual concebida di maoeira
seguinte :
1.*de urna syllaba ou ba etc.
2.aduas syllabas e oomes etc.
3.*tres syllabas e nomes etc.
4.aquatro syllabas oa Polissyllabos etc. Esta
carta poupa aos pais de familia grande parte do
importe que gastavam, porque os meninos nao
aprendiam todos os dephtbongos, por issose em-
baracavam com qualquer leitura por mais fcil
que fosse. O melhorameoto para a leitura qua
esta carta ha de produzir infalivel, segundo a
experiencia. Assim que elles a comprehende-
rem, com muita (etteidede compreheoderao qual-
quer leitura. Preco 320 cada urna. Quem dei-
xari de gastar esta diminuta quaniiapara poupar
outras matoree, e as vezes com lio pouco aug-
mento? Defronle da matriz da Boa-Vista n. 84.
Atten^o.
Nos abaixo assignados declaramos que amiga-
velmeote disolvernos a soriedade que linhamos
no ettabeleclmento de padaria da ra das Cinco
Poetas n. 88, cuja firma gyrava Garrido 4 Bas-
tos, flcando iodo o activo e passiv ao socio Bas-
tos, Meando o socio Garrido sem responsabilidad*
alguma pata com a prsga ou oulro qualquer ne-
gocio que possa sobrearer. Por estarms-ile ec-
cordo annunciamos. Recife 12 de marco de 1861.
Jos Garrido PerreWdos Santos.
Joo Luk de Bulos Jnior.

__M


_^__
J-^l.r- ;.-".
___" --------u
-.1. I- I
(*)
AMO DE HiUMfilfUtt. QUINTA fEtll 14 OE MARCO DE INI.
Yeneravel confraria de Santa
Rita de Gssia.
De ordera da roes rogadora 4a veneravel ceo-
fraria de Santa Rita de Cassia, convido a todoa
os nossos charusimos rmeos para se dignaran
comparecer no dia 15 do correte mei, petas 2
horaa da tarde, no consistorio ria, aflm de encorporadoa, acompanharmos a pro-
cissao do Sen lio r Boro Jess-dos Pasaos, para a
qual tiremos convite.
Joo P. de l. da Matla.
Escrivao.
Um moco estrangeiro ofTereoe-se para dar li-
nes de francez e italiano dentro e (ora da cidade,
preferin lo era algum engenhe : a tratar na ra
do Truiche o. 15.
Traspassa-se o aluguel de urna casa terrea
no bairro da Boa-Vista, pagande-se urna peque-
a bemieitorla, e dando-se alguna mezes adian-
tados : a tratar aa ra da Matriz da Boa-Vista
numero 22.
A irmanJade do Senhor Bom Jess dos Har-
tyrios desta cidade de Olinda faz publico, que,
tendo de acoropsnbar a procissao do mesmo Se-
nhor algumas contrarias da cidade do Becife, e
se achem estas occupadas cm oulros artos no dia
17, transferio desto dia para o da 24, para que
se torne mais brilhante a diU procissao cora o
acompaohamenlo das mesmas contrarias que se
digoaram sc-MUr o convite qu fez esta irraanda-
de. Olinda 13 de margo de 1861.
Offerece-se urna mulher parda para ama de
leite, a qual nao tero lho e lem 5 dias de parida,
tendo muito leite; na ra de B. Gonzalo, taberna
o. 25, se dir.
Precisa-se de um bom cozinheiro que en-
tenda bem de sua arte, e que irabalhe bem ero
massa, para o hotel da Escada : quem Ihe con-
vier airija-se a ra do Crespo, luja n. 9, para
tratar do ajuste.
Edrr.und Le Gallis retira-se para Ingla-
terra. ______________
Jo Correa de Carva-
lho pungido do mais do-
loroso sen timen to agra-
dece a" todos os seus ami-
gos que assistiram as
exequias de sua sempre
chorada esposa D. Mara
Jos Correa de Carvalho,
e de novo os convida para
assistirem a tnissa do s-
timo dia que ter lugar
na segn da-fe ira 18 s
6 horas da manha na
matriz de S. Frei Pedro
G^ncalves______________
commisso de escravos
na rea da Penha, sobrada
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos. ra-
cebero-se -escravos por commisso para srem
vendidos por conta de seos seohores, afiancando-
se a prompta venda, assim como o bom traa -
meoto pv-a os mesmos, afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem satisfeitos con as
diligencias que da paite do commissiooedo fuer,
para era ludo agradar aquellea seohores que o
quUerem honrar cora a sua confianza, no que es-
pera merecer attencao tanto dos senhores que
h'os quizerem confiar para vender, como aquel-
es que pretendam confiar, pois espera ter sem-
pro para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
3Roa e>treita do Rosario3
gj Francisco Piolo Uzorio continua a col-
jg locar denles arlificiaes tanto por meio de
49 molas como pela presso do ar, nao re-
3$ cebe paga alguma sem que as obras nao
y flquem a vontade de seus donos, tcm pos
e oulras prepararles as mais acreditadas
@ para conservacao da bocea.
i
Precisa-se de urna ama para casa de
familia : na ra da Gloria n 93.
pouca
O aeronauta Elias Beruardi, tendo pelo motivo
imprevisto da chuva, qnecahio no domingo pas-
sado, deixado do dar a representarlo, que annun-
ciara para a sua estra nesta cidade, nao pode
oraitiir urna salisfacao ao respeilavel publico por
essa causa ; a qual julga sufflciente para exi-
mi-lo de qoalquer responsabilidad?, visto que
nao ella facto proprio.
Cerlo pois de ser aceita esta expresso, espera
que ser honrado cora a assistencia do mesmo
publico no dia domingo prximo futuro, quando
ofTererer-lhe-ha o espectculo ja annunciado,
permitliodo-lhe o lempo ; e no qual se esforcar
por satlsfazer a expeclar;3o publica para ascencao
do balao aerosttico e mais jogos de gymnastica.
Tendo anda alguns bilhetes, as pessoas que
os quizerem. podem dirigirse a ra estreita do
Bosario, n.20, osa do Sr. Zebed*u.
I BarrocaA Medeiros sa-
can, para Portugal e Una de
[S. Miguel.
Veneravel ordem terceira de
S, Francisco da cidade do
Recife.
Autortado pelo nouo charissimo ir
mao ministro, convido a todos os nossos
charissimo* irmaos para que se dignem
comparecer em nossa igreja pelas 2 ho-
ras da tarde do dia 15 do corrente, pa-
ramentados com seus hbitos para em
communidade acompanharmos a pro-
cissao do Senhor Bom Jess dos Passos,
para oque omos convidados pela Ilus-
tre irmandaae. Secretaria da venera-
vel ordem terceira de S. Francisco 11
demarco de 1861.O secretario,Fran-
cisco Lopes da Silva.
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueir
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueir A Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo
res a mesma massa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
praztdel5dias, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ia a cobranca judicial.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cokles Cavalcanti de Mello.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Tendo fallecido Antonio Victorino Pacheco,
natural de Portugal, casado com D. Mara Joa
quina Pacheco, sem Qlhos, deixando varios ben?
entre os quaes sao qualro escravos; previne-se
ao publico quo nao coniraUm bens daquelle casal
sem que sejam parlilhados com os herdelros de
Portugal.
Casino Militar
Pcrnambucano,
Previne-se aos senhores socios que em conse-
quencia de resoluco tomada pela assembla Ke-
ral, foi unreado o dia 2 de abril para ter lugar a
partida perlencenle a csse mesmo mez ; e por
isso deverao apresentar suas prooostas de convi-
te at o dia 22 do corrente ao 1. secretario, na
ra do Cbug n. 7, primeiro andar.
Recife 13 de margo d 1861.
Antonio Vilella de C. Tavares.
1. secretario.
Os lindos cintos para se-
nhora ou meninas
S se vendera na loja da aguia de ouro, ra do
Cabug n. 1 B, os verdadeiros cintos dos mais
modernos que se esto usando na Europa, assim
como en hites para cabera os mais ricos que se
pode encontrar, que vista do gosto ninguem
deixar de comprar.
Com perfeicdo.
Lava-so e engomraa-se roupa, tanto de ho-
rnera como de senhora, tambera se recebe roupa
j lavada e s para engommar, assim como se
preparara veos e manteletes de fil bordados que
estejara rucos ou os relrozes disados, afiancan-
do-se que Qcam como novos : na ra da Cadeia
do Recifc n. 11, segundo aodar
Aluga-se o primeiro aodar e arraazem do
sobrado n 2 no becco da Uoia, os quaes tem ex-
celleutes commodos : a tratar na praca do Corpo
Sanio n.*5, sobrado.
Desappareceu no dia 13 um cavallo alaso
rosilho caxilo com 10 caixas com charutos, 5
pegas de algodozinho, 75 cocos, 2 cassuaes, 2
saceos, 1 lencol e 8 libras de carne secca : ro-
ga-se a pessoa que o pegar ou que noticia delle
tiver, leva-lo 5 ra Nova n. 69, que se lhe gra-
tificar.
LAquiac&o.
Fitas largas de sarja, Glas de velludo estrellas,
pretas e de cores, enliadores de linho e de seda
para vestidos, bicos de seda brsnco e de linho,
rendas, franjas pretas sem vidrilho, trancas de
seda com vidrilho e sem vidrilho, luvas pretas de
torga! com vidrilho, pontea de tartaruga a impe-
ralriz, ditos de rogago para menina, meias de al-
godo para seohoras, eufeites de vidrilho etc.;
todos estes artigos vendem-se barato para aca-
bar-se : na loja do vapor, na ra Nova n. 7.
MtUis.
Bolinas de Mellis de couro de lustre, bezerro,
cordavao e pellica, chegados pelo ultimo navio
francez Solferino, a ellas em quanto tero toda
numerago : na loja do vapor, na ra Nova nu-
mero 7.
Peiwias Ae ferro.
A 500 rs. a groza : vende-se na loja do vapor
na ra Nova n. 7.
Bonitas figuras
de porcellana dourada a rail
ris.
A loja d'agnia branca est vendando mu i bo-
nitas figuras de porcellana dourada, de um pal-
mo de altura, proprias para eufeites de mesa,
ornato de gabinete, etc., etc., a 1&0U0 cada urna.
Na verdade admira tal obra por to diminuta
quantia, e para se conhecer da barateza diri-
gir-se a ra do Queimado, loja d'aguia branca n.
16, que vendo comprar.
SOCIEDADE
MO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Peroambuco.
De conforraidade com a diSposicio da segunda
parte do art. 28 dos estatutos, convido aos se-
nhores socios eflVclivos para sessao de assembla
geral, afim tieeleger o cooselho que tem de ra-
ger os trsbalhos ds sociedade no anno de 1861
a 1862, domingo 17 do correle, u 10 horas da
manhia.
Secretaria da sociedade UniSo Beneficente dos
Artistas Selleiros era Pernarabuco 13 de marco
de 1861.
Auspicio Antonio de Abren Guiarles.
1. secretario.
PROVINCIA.
Acliam-se a' venda os bilhetes e meios
da quarta parte da primeira lotera a
heneicio da irmandade do Divino Espi-
rito Santo do Coiiegio, na tliesouraria
das loteras na ra do Queimado n. l,
primtiro andar, e as lojas commissio-
nadas na praca da Independencia n. 22
do Sr Santos Vieira, ra Dtreita n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeia loja n. 45 dos Srs. Porto & Ir-
mo, na praca da Boa-Vista loja de cera
n. 9 doSr. Pedro Ignacio Baptista, as
rodas da dita lotera andarao infallivel-
mente em o dia quarta-feira 20 do pre-
sente mez de marco. Abaixovai trans-
cripto o novo plano que o Exm. Sr.
presidente se dignou approvar.
PLANO.
3000 bilhetes a 5..............
Beneficio e sello de 20 por cento.
Precisa-se
alugar orna preta para todo o servido de urna ca-
sa de pouca familia ; a tratar na ra da Cadeia
do Recife o. 19.
Fogo artificial nunca visto,
Domingo 17 do corrente, de noile, ter lugar
no largo de Saoto Amaro, com 17 figuras, 227
rodas, 1 painel; este fogo viudo do Pa' no
vapor, e depois de linio o foso, no tablado da
msica haver um esplendido fandango tambem
nunca visto nesta provincia.
Jos Ferreira Jnior, Portuguez, retira-se
para a Europa.
O abaixo assignado roga aos seus devedores,
de lera bondado de pagarem as suas coolas em
casa do Sr. Manoel&C. ra Nova n. 23.
Paulo Gaigooux.
Na padaria da ra da malris da Boa-vista
n. 26, precisa-se fallar com os seguintes Srs. :
Francisco Xavier Pereira do Carmo.
Herminio Nello d'Azeredo Coutinho.
Benjamirn Canuto dos Santos Lima.
Alferes, Cordeiro.
Pelicianno Antonio dos Prazeres.
Sociedade bancaria.
Atnorim, Fragozo. Santos & C. mu-
daram o seu escriptorio para o pavi-
mento terreo da casa da praca do Cor*
po Santo onde funecionou o consulado
geral.
Troca-se um obrado de 2 anda-
res no pateo do Carmo por um de 1
andar que seja grande e tenlia quintal
em quslquer das principaes ras dos
bairrros de Santo Antonio ou Boa-Vista :
a pessoa que tiver e quizer lazer a tro-
ca apparecana praca da Independencia
a. 6 e 8 que se dir' quem faz este ne-
gocio e nao duvida voltar.
15 000000
3:0008000
Liquido.
t Premio de............ 5:000
2 Ditos de 800$........ 1:600$
1 Dito do................ 400g
2 Ditos de 200$........ 4008
4 Ditos de 100S........ 400f
10 Ditos de 408........ 4"0$
15 Ditos de 20........ 300
35 Ditos de IOS........ 3508
630 Ditos de 5........ 3:150
12:000g000
700 Premiados.
2300 Brancos.
----------12:0008000
AttenQo.
Precisa-se de nm menino portugus de 14 s 16
annos pira eaiieiro de taberna, com praliea ou
sem ella, e prefere-se dos ltimos chegados : a
tratar na ra da Cadeia do Becife n. 25, taberna.
O Dr. Ludgero Vieira de Azevaao, medico
do vapor de guerra Thelis, tendo de retirar-ae
desta provincia, declara que nada deve a pessoa
alguma.
O Sr. Romao Antonio de Alcn-
tara tem urna carta nesta typographia.
grasiMiefis Meara otMKwe
8 O Dr. Casanova
K pode ser procurado todos os dias em seu
S consultorio especial honeopathico.
1 30-Rna das Cruzes--30
H Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (astinturas) por Ca- K
tellan e Weber.por precos razosveis.
Os elementos dehomeopalhia obra, re- l|
commendada intelligencia de qualquer x
pessoa. M
G01T4NHU DA YU fttlEA
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1
de feyereiro aloutro aviso o trem que parte da
estacao das Cinco Ponas 4s 8 Ii2 lloras da ma-
nhaa correr somente at a Villa do Cabo e o
trem que at agora tem aahido da Escada a' 1 3i4
horas da larde ser discontinuado, mas sahii
do Cabo s 3 horas da tarde como costuma*
As horas da partida dos trens serao reguladas
pela tabella seguate :
I
Menlo.
3000 Bilhetes.
. B. As sortes matores de um con-
t de res estro sugeitas aos descontos
das lcis.
Thesouraria das loteras 7 de marco
de 1861.O thesoureiro, Antonio Jo-
s Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do governo de
Pernambuco 9 de marco de 1861.As-
signadoLeitao da Cunha.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
LOTERli
DE
Santa Rita de Gassia.
Na praqa da Independencia n. 22
junto ao relojoeiro loja do abaixo assig-
nado venderam-se os seguintes nmeros
em que sahiram as seguiotes sortes :
10:000
900
900
900
200
200
100
100
100
100
Bilhete inteiro.
4 quartos.
Bilhete Inteiro,
Dito dito.
Meio bilhete.
Dito dito.
Dito dito.
Bilhete inteiro.
1 quarto.
Meio bilhete.
107*
1782
1282
489
1985
2724
2239
1417
1319
142
e outros de 20 e 40.
Na mesma loja e as mais do costu-
me acham-se a venda os bilhetes e meios
da quarta parte da primeira do Espi-
rito Santo, garantidos des 12 por cento
geraes e 2 provincia es por
Santos Vieira.
Bilhete inteiro 68000
Meio bilhete 3*000
Em por cao de 50# para cima bilbe-
ite 50500 meio bilhete 2J750.
Joio Jos de Figueirodo, tendo comprado o
eslabelecimento de fazendas finas ds ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueir & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito gosto, bem como
obras de ouro e brilhantes, tudo por menos de
seu valor para liquidar.
Aos senhores devedores.
Encarecidamente roga-se aos senhores deve-
dores extincta firma de Almeida & Burgos, de
mandarem saldar as 3uas coulas durante o pr-
senle mez loja da ra do Cabug de Burgos
Poncede Len, certosdoque se assim o nao ll-
zerem, do principio de abril em disnte s se po-
derao entender com o procurador do foro o Sr.
Flix Francisco de Souza Magalhes, que ento
Qcara encarregado de promover judicialmente a
cobranza deasas dividas sem distinc;o de pessoa
alguma.
Saques para Por-
tugal.
Carvalho, Nogueira & C. na rua do Vigario n.
9, primeiro andar, sacam sobre Lisboa e Porto.
Aluga-se um silio no principio da estrada
dos Afliicios, com grande casa sssobradada comj
todos os commodos possiveis '. a tratar na rua do
Queimado o. 18, segunda loja vindo do Rosario.
Aluga-se o sitio Chacn onde mo
rou o Sr. cnsul britannico: a -tratar
com o seu propt ietario na rua do Viga-
rio n. 13 ou na rua Real n. 15 e 17.
O secretario da irmandade de N. S. do Ter-
co, por aulorisaco da mesa, convida a todos os
seus charissimos irmaos para se acharem em
nossa igreja no dia 15, pelas 2 horas da tarde,
para acompanharmos a procissao do Senhor dos
Passos.
Quem precisar de um perito cozinheiro pa-
ra qualquer casa estrangeira ou nacional, dirja-
se a rua Nora n. 50.
Casiadeira.
Quem precisar de casiar qualquer obra de al-
faiate com muila perfeigo, dirija-se ao becco da
Bomba n. 5.
Precisa-se de um rapaz de 16 annos de ida-
de, pouco mais ou menos, dos chegados ltima-
mente do Porto, para caixeiro de taberna; na
rua do Rosario da Boa-Vista n. 56, defronte da
rua do Aragao.
Aluga-se um segundo andar, do sobrado na
rua estreita do Rosano, onde morou o lllm. Sr.
Dr. Feitosa: tratar confronte n. 31.
/ Troca-so
um oratorio com as seguiotes imsgens: o Senhor
Cruxiflcado, o Menino Dos, Santo Antonio, S.
Joio, S. Joaquim, Sant'Anna ; todas estas ima-
gen sao obra do Porto, e esli em bom estado,
por baratissimo preco : a tratar na Baia Verde
n. 6, casa nova, junto da pioguetla.-
Dominica Labal, francezs, retira-se pare
m do iBperio.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3#
Tira ratratos por3#
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3#
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um- sortimento decai-
xinhas novas
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador!
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grande salao da rua do Imperador
No grandesalo da rua do Imperador
A. W. sborn, o retratista america-.
no tem recentemente recebido um gran*"
de e variado sortimento de caixas, qua*
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande ornccimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-'
qnirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado i
sempre prompto sob condicSes muito J
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-'
dos a visitar estes estabelecimentos, pa- '
ra examinarem os specimens do que'
cima lica anunciado.
SOCIEDADE BAKRU ENCOH-
MANDITA.
Amorim, Fragoso Santos
<& Companhia
fazera publico que d'esta data em diante as suas
contas correles serao reguladas da maneira se-
guinte :
Receber-se-ha qualquer quantia de lOOg para
cima, e pagar-so-ha i vista at 5:0008, sendo
dahi para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous por cento, menos do que a laxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon-
t letras, sendo estes juros contados e capitali-
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem serio abortas contas correles sob
condiedes de ser pagas vista qualquer quan-
tia independente de aviso, contando-se somente
juros de 3 0|0 ao anuo na forma cima declarada
Recife 1.a de margo de 1861.
Desde o dia 7 do corrente que se ausentou
da casa de Joaquim Ignacio R. Jnior, o seu es-
cravo Goncalo, de iaadede 22 annos,crioulo fullo,
grosso do corpo, muito picado de bexigas,
urna cicntrz na canalla direita e urna ferida
!
z
t
as
a
es
os
ss
3
n
e
te
a
a
e
0
w
a

ti
a
o
IIBSM^N
T
a
z
<
= 5>o i inao isuie
geo-wua Iin-* ltnin
s
os
ce
a
<
ti
<
a
z
r-t^t^oooooooocnoaene
a
,00 ll/Slfl I 10
eSTK? I 1 I04OQA
o
a
;g-S issas
9
oo 00 00 en os
o
a
Irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos do
Corpo Santo.
Tendo a procissao do Senhor Bom Jess dos
Passos de faxer o seu transito pelas ras da cica
boa do Carmo, Plores, Nova, Cabug, praca 0
Independencia, Crespo, Imperador, caes de A-
pollo, Cadeia. Crui, Trapiche : roga-se, portento
aos moradores das referidas ras, que teohsni
bondade de liropar as testadas de suas casas.
Francisco J. dos Passos Guimaiaes.
Escrivio inlerioo.
Irmandade do Seuhor Bom Je
sus dos Passos do Corpo
Santo.
A mesa regedora da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos convida aos senhores reveren-
dos sacerdotes e a todos os irmaos da mesma ir-
mandade para comparecer* pelas 3 horas da
larde do da 15 do correle, no convento do Car-
mo, alim de acompanharem a procissao do So-
SanL JMU8-d08 P'SS09 aitiz I Corpo
banto.O eacnvao interino,
- Pede V,!.80!0 J< d0.8 Pas80S Gii'inaraes.
dolenhnr finm?'eDh.0re8n,rn>Sos d """dade
ao sennor Bom Jess dos Passos oue tiverem ra-
KS^T^^v^S
a^bondade de as mandar ao reapecUfo thesou-
1 Z ?ereu- do dia 11 do corrente desde o
largo do Corpo Santo at o becco do Noroh. m
s;.uF~icrV,Hdgida-ao Sr-A,fredo '
den, um '.. Barr.eiros- conlendo duas or-
aens, urna sacada por Antonio Henriaues Wan-
Vr M lHr uMaDOel AW.F.7S" 755-
CerPuerrSlTc de Morkaes Bfol, ntr. os Srs.
K iKwbss favor d0 >e en Km \,T l0* achou obsequio de
dno,rvps;io w.-
IRMANDADE DO DIVINO FSPmiTn cista
ERECTA NO CONVENTO DEEsVraScCO.'
Dnn..rdem da-mea gedora convido a todos
nossos charissimos irmaos para oue m lZOZ
O secretario,
J- G. da Silva e Mello.
f
o
ja
i
g
as
o
s
w
m
a
9)
os

a
.
a

2
ce
a
05
<
t-
fi, o S -2
e
or-M
-Ztninsun iinin 1
gM
a
"*-*-*mi5iflin <
S
z

O
a
<
t-c
<
a
z
E

C O Q I
c a co s -i t- r-
a
IutiAOO I
nnnns)'*^
o
3
= !S", IS89S 12
f
Em o
a
I
p ."8 .
.3 .t a

SS.2S
O CE '
SffiigSgfi
j^-O 5> Sfl.a.n > o
alto,
tem
no mesmo p, foi visto na Capuoga : quem o pe-
gar leve-o a praga da Boa-Vista botica n. 22,
que ser bem recompensado.
Manoel Jos da Costa, portuguez, rae para
a cidade do Porto.
Philosophia, de geograpkia e rhetorica
PELO BACHAREL
A.R.DE TORRES BANDEIRA,
Proessor de geographia
e historia amiga no gymnasio desta
( provincia.
Esto abertos estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, rua do Imperador n. 37, se-
Kundo andar ; e dar-se-ha lugar a novos cursos
destas mesmas disciplinas, a proporco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
l. o esludo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhetorica esti dividida em duas
sec?6es:
1." de relhorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
Asillustres Irmandades erectas na igreja
matriz do Corpo Santo do Recife que desejarem
possuir suas miasas, vesperas e Te-Deum para
serena executadas no seu novo orgo. e nos dias
de suas festividades, o abaixo assignado offerece
o seu diminuto presumo para qualquer composi-
cao. E' desanima necessidade unirem-secora o
orgo um cootrabaixoe violoncello, quaes Instru-
mentos, conservara o perfeito compasso por entre
os cantores: a tratar na rua Direita n. 89, pri-
meiro andar.
Josepha Hara da Conceico vai a Europa.
Aluga-se o segundo andar e soto da casa
da roe de Apollo n. 53, com commodos para fa-
milia, o qual est limpo e aceiado : a tratar na
rua do Amorim a. 44.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia de duas pessoas para cozinbar e comprar
e engommar: na rua larga do Rosario n. 38, pri-
meiro andar.
Aluga-se urna escrava que cosinha e en-
Somma : a tratar na rua do Queimado, loja n.
9, ou nos Aflictos, casa- cimenta, confronte
greja.
Precisa-se de ama ama de leite sem filho :
na rae de Borlas a, 22, segando tndsr.
Assignado B. H. Bratnah,
Superintendente.
O Sr. Antonio Henriques de Mi-
randa que dizem ser empregadn publi-
co e morar nos lictos, queira diri-
gir se a esta typographia que se lhe
precisa fallar.
Na rua do Cabug' n. 16, dese-
ja-se fallar com o Sr. Antonio Jos Vil-
lar, a npgocio de seu interesse.
Urna pessoa habilitada propoe se
a ensinar primeiras letras em algum cn-
genho ou lazenda de qualquer das co-
marcas do interior: para informales
e ajustes na loja de fazendas n. 20 A,
da rua do Crespo.
Arremataco de predios.
Nos dias 8,12 e 15 do corrente mez tem de ser
arrematados por venda, finda a audiencia dojui-
zo dos orphos, os predios seguintes : um sobra-
do de 2 andares e soto na rua da Cadeia da fre-
guezia de S. Frei Pedro Goncalves n. 10, em so-
lo proprio ; um dito de 3 andares com soto na
rua da Cr\iz da mesma freguezia n. 21, solo fo-
reiro; um dito de dous andares e soto na mes-
ma rua n. 5, com frente para o caes do Trapiche
sulOropri ; um dito de um aodar na rua da
Senzala Velha n. 1, solo proprio, os quaes vo
praca a reqoerimento da viuva e inventarente
do tinado Antonio Pedro das Neves, sendo effec-
tuada a arremataco na praca do dia 15.
Roga-se ao senhor que conversou no lugar
de Fra de Portas com o Sr. Francisco Rufino
perguntando por Theodoro Rabello da Luz disse
que lioha em seu poder uos bens que por morle
de seu pai Domingos Rabello da Luz lhe perten-
ciam e a seus irmaos, tenha a bondade declarar por
esta folba onde sua morada para ser procurado.
Aceitam-ae lces era casas particulares de
lioguas fraocoza, grega e italiana, cujas linguss
ensinam-se grammalicalmenle a 1er, traduzir e
fallar cora o seu verdadeiro acceoto. O respectivo
professor indicar quaes as meninas o senhoras
que j se pozeram promptasera um anno lectivo.
Tambem se aceitam lico>s para fra da cidade,
meaiante condicejio e pelo que se conveociouar :
a tratar na rua Direita n. 89, primeiro andar.
-- Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na rua do Apollo n. 28, saca sobre a ci-
dade do Porto.
Para urna casa
ingleza.
Precisa-se de nma ama que saiba cozinhar e
engommar, pode ser forra ou captiva : na ruado
Imperador n. 31, amazem do gz.
Escriptorio de advocada*
Os Drs. Joo Jos Ferreira de Aguiar e Apri-
gio Justiniano da Silva Guimares leev eatabe-
lecido o seu escriptorio na rua estreita do Rosa-
rio o. 24, primeiro andar, onde podem ser pro-
curados todoa os dias uteis, das 10 horas da ma-
nhia s 3 da urde.,
os
co
da
a (i
sao
qu
13
Attencao.
Antonio da Cosa e Silva Maduro testa-
menieuo e inventarente do casal de seu
m.U\0?hL" teDd, de Pre8tSr COnl" OS
mais herdeiros pede encarecidamente aos
devedores ac dito casal de virem ou mao-
darem pagar as suas contas na praca do
Corpo Santo n. 21, loja de cabos
,.7 ?rhSa 'I d! umfaixeiro qVIe"n"hVprafi:
ca de taberna dando Oador a sua conducta a
Iravessa da rua das Cruzes n. 14. '
CHARISSIMO CONSELHEIPO.
r..ikA Bea'US Vtnler' ?ui P0Ttt I"
Conse ho e agua, amigo, s se d quem
pede; e ludo mais historia I 4
Os estudantes da rua Direita nao sao ssguis
que morrem de caretas, para o quo Vmc, falla.-
do com pouco ensmo. tem bom gosto ; e quem
nao v isto peoeira dos olhos que lem. Elles
teem visto cousas mais feias-sspo comendo
brasa viva, e cobra engolindo sapo. Sao mocos
da modagostam muito do que bonito, por quo
do que feo hvre-os Deus; nem dos tolos e no
mais....
Assim, pois, meu mimoso moralisador, se
vmc. a espada do mundo, o censor das turbas
ou vivo no mundo da la, para que nao san
pregando aos pa.s de familias, que eduquern
melhoras suas filhinhas, coitadinhas! para que
cessem os escndalos, que tanto ferem seus ouvi-
dinhos castos, e pdicos?!....
Mr. Elias esl na ierra. O balo aerio abi esl
e q.iem nao quizer soffrer os conlralempos do'
ronndo metla-se nelie, e suba, que nos ficare-
mos olhande bem por baixo. E viva a patria.
O tova-critico.
Irmandade das almas da ma-
triz do Corpo Santo.
A mesa regedora da irmandade das
almas erecta na matriz do Corpo Santo,
pelo convite que teve da irmandade do
Senhor Bom Jess dos Passos, convida a
todos os ^seus irmaos para comparece-
rem no dia 15 do corrente pelas 2 horas
da tarde no consistorio da irmandade,
afim de encorporados acompanharem a
procissao do Senhor Bom Jess dos Pas-
sos.O escrivSo interino, Manoel Mo-
reir Campos.
Irmandade do Senhor Bom
Jess das Portas.
O actual escrivao da irmandade do
Senhor Bom Jess das Portas, erecta na
igreja da Madre de Dos, convida a to-
dos os seus irmaos a comparecerem na
sexta-feira 15 do corrente no consisto-
rio da irmandade para encorporados
acompanharem a procissao do Senhor
Bom Jess dos Passos. Recife 13 de
marco de 1861.O escrivao, Joaquim
Francisco da S Iva Jnior.
O Sr. Carlos Augusto da C. R-
beiro dirija se a' loja da rua do Crespo
n. 20, a concluir o negocio -que nao
ignora.
Attencao.
Ordem terceira do Carmo.
O abaixo assignado secretarlo da veneravel or-
dem 3.a da Senhora do Carmo, do Recite cien-
tfica aos irmaos da mesma, que comr-areco na
igreja da mesma veneravel ordem 3.. no dia 15
do corrente as 2 horas da tarde paramentados
com seus hbitos para acompanharem a procis-
sao do Senhor Rom Jesuz dos Passos. Secretaria
da veneravel ordem 3. do Carmo, 12 de marco
de_ 1861.O secretario, Antonio da Silva Gus-
rno Jnior.
200$ de gratificado.
Fugo no dia 28 de nulubro de 18*0 da rofina-
c3o da rua Nova de Santa Rita, de Jos Alves
Guimares, o. 53 ummoleque por nome Antonio,
crioulo, deidade de 18 annos pouco mais ou me-
nos bem prelo, bem parecido, bem fallante, na-
fleo de um quarto, pareceodo o p desse lado
mais pequeo que o outro, tem urna sicatriz em
urna das canellss, diz elle ser de um estrpe e
que essi a ferida que o faz' mancar quado an-
da, foi comprado a 20 de outubro de 1860 ao
Sr. Manoel Leocadio de Lima, este o venden por
ordem de seu pai o Sr. Juliao Leocadio de Li-
ma morador emGoiabira, consta que este senhor
o dera por compra em Tabaiana, aupoe-se ter
a compsnhado alguns matutos que costumam
cenduzir sal para o lado de Goiabira, porque no
dia de sua fuga, esleve com o escravo do Sr. vi-
gario da Roa-viala, e estes disseram que elle ti-
ln hido em um armazera de sal ver um com-
paoheiro que 14 tinba: Pde-se aos Srs. capilaes
de campo, e mesmo as pessoas particulares a
descuberta da tal moleque, que sero ratifica-
dos com 2OO9 a quem o entregar a seu senhor,
00 na Parahyba ao Sr. Antonio Alezaodrino da
Lima, ou Braz Jos Yelho de Lima, ou d-se
100 a quem dr delle noticia certa.
Precisa-se de urna pessoa para se encarre-
gar de algum as cobranzas com porcentagem : na
livraria os. 6 e 8 da praca da Independencia.
Deseja-ae fallar ao Sr. Camillo da Cuoba
Figueiredo, na rua do Ctbug, loja n. 11..
Y. W. Bermmgham retira-se para es Esta-
dos-Unidos.
"I-----.' l" Z '" T


:- .___-------L...X J

DIARIO DE PEILNA1BCO. -.QUISTA FEIR1 U DE MRCO DI 1861.
()
O EXTRACTO
, COMPOSTO DE
SALSA PARBSLHA ISO B. T0WIM8EIIE)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO R JAMES R. CHILTON,
cltimico e medico celebre de New York
M____________________________________________.
GRANDE SUPERIORIDADES DO EX-
TRATO FLUIDO C0MP0STO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sea extraordinario
e quasi miracoloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quaotidade do sangue n'um homem d'es-
tatura me liana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oilo arralis. Em cada
pu.lsac.ao duas oncas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta comiente de vida por todas as
parles da organisac,o. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias fel\das ou corrompidas, deffunde
com velocidade Electric, a corrupto as
mais remlas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanc_a-se para iras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos ca pillar i os,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulado evidentemente se faz um engbnuo
PODBROSO de doenga. Nao obstante pole tam-
bera obrar com igual poder na criaijo de saude.
Estivesse o corpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no sysiema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smentc o san-
gue pode fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevilavelmente expellir da consti-
luijo.
O grande raanaacial de doenca entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e no-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O SANGUE '. O sangue I o ponto no qual
se ba mysler fixar a allenc.ao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanles, Droguista na cidade de
New-York, ba vemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de salsa parrilhi do Dr. Town-
send, considera mo -lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilba do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este come (o
apresentado ao publico.
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTERB. TOWNSEND A Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Go, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMdc Co, 10 OldLIip.
OSGOD di JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAVILAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS &Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Streeu
WM. UNDERU1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK.&WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHER & Co, I4e&
106 Jobn St.
LRWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAND, KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, llOBroadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, eor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINORA Co. 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStrest.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lao.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANBUSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL di MERR1CK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOOl 4 Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARYORE E SUAS FRU-
TAS i
E IGUALMENTE
Conheccmos un Medicamento not seut Effeito
O extracto eom posto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
OMEDIC4MEM0DO P0\0
Adala-se lo maravilhosamente a constituido
que pode ser ulilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgAO,
purifica;
ONDE E* PODRIDO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronte
Washingtom, Brooklym, sob a inspeccao direcla
do muito conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidade'de New-York, cujacer-
tidao e assignatura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purlttcador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHerysipela,
a adstriccaodo vbn-
TRE,
As Alporcas
Os EFFEI TOS 00 AZOD-
GUE,
Dispepsia,
As Doencas,defiga-
do,
AHydiopesia.
AImpinge
As Ulceras,
O Rueumatismo,
As Chacas
A Derilidade geral
AS DOENCASDE PELLE
As Borblhasna CA-
RA,
As Tosses,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se coatido em garrafas qua-
dradas e garanie-se ser mais forte melhor em
todo o respeilo a olgum oulro purificador do
sangue, conserva-se em todos os climas porcer-
to espaco de lempo.
Townsend tem assignatura e a ceriidao do Dr. J. R. Clditton, na capa
Cada garrafa de original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escritorio do prjopiietario, 212 Broadwav, New York, e era Pernamboco na ra da Cruz n. 21, escriplorio, 1. andar., tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos,
rOlNMIlAS H MM.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bein conhecidas fominhas impressas ntsta
typographia
Folhitlha de porta ou KALENDARIO eclesistico e civil para o
bispado de Pernambuco........ .r.'.~ 160 rs.
Dita, de algibeira contendo alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal docommercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos genes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccio de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 820 rs.
Dita dita .... contendo alm do kalendario ecclesiastico civil, expli-
cado das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e conungar, e os oficios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego..... 320 rs.
Dita do alltianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:....... 19000
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e flzeram-se militas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os (lias soffre mudan cas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela occupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Compras.
Compra-se um balcio para urna padaria : no
beeco Lirgo, de fronte do barbeiro, taberna d. 2.
Compram-se escravos. '
Compram-se, vendem-e. etrocam-se escravos
oe ambos os sexos e de toda idade : na ruado
imperador n. 79. primeiro andar .
Compra-se um pardo moco, sadio e intelli-
gente, cuja idade nao exceda de 16 annos a
tratar n.i Moodego, casa d. 103.
Compra-se um preto moco e robusto para
o servio de campo : a tralar no Mondego. casa
numero 103. '
Compra-se urna preta moca e robusta, que
saiba cozinhar o diario de urna cata, e que faca
as compras : a tratar no Moodego, casa n. 103.
Compra-se urna balanza grande com cor-
rentes de ferro e conchas de pao, que esteja em
bom estado : quem tier para vender annuncie,
ou dlnja-se ra do Trapiche n. 28, que achara
com quem tratar.
Compram-se notas de \$ e 5 velhas. com
mdico descomo : na praca da Independencia
numero 22.
Compra-se um escravo moco de
bonita figura sendo official de sapateiro
pagase bem : na ra Direita n. o, se
dir' quem o quer-
Compram-se escravos do sexo masculino de
12 a 20 annos, cabras ou negros na ra da Impe-
ratriz o. 12 laja.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOn
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE I ROE OPERADOR.
3 RU Jl DAGLOttlA, CASA DO JF UNIIO 3
Clnica por ambos os sy atenas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tardedepois de i
horas. Contrat partidos para curarannualmente,nao sopara acidade, comopara o engenhos
u oulres propriedades ruraes.
Os chamados ievera ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nio forera de urgencia, aspessoas residentes no bairro doRecife po-
derlo remetler seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
aivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casada annuncianleachar-se-ha constantemente os melhoree medica-
mentos homoopathicos ja bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes........... 10*000
Dita de 24 ditos................1B9000
Dita de 36 ditos.................. 209000
Dita de 48 ditos............, 25?000
Dita de 60 ditos..........-....-. 305000
Tubos avulsos cada um.........; 1)000
Frascos de tinturas. : ............2J00O
Manual de medicina horoeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Beoortorio do Dr. Helio Maraes. ,......6900*
Neva earlilha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da cariilba ou compendio de
doutrina chrisia, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quauto abrange tudo quanto
conlinha a antiga caililha do ebbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescentando-so muilas
oraces que aquellas nao tinham ; modo de a-
con>pauhar um moribundo nos ltimos momen-
tos da vida, com a tabella das (estas mudaveis,
e eclypses desde o correte nnno al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos. A bondade do papel e excellencia da
impresso, dao a esta edi;o da cariilba urna
preferencia sss importante : vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da pr.iea da Indepen-
dencia.
J01AS.
Joaquim Monleiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e quereodo acabar
com o negocio, est resolvido a veoder mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conla com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte, j
Coslureiras.
Precisa-se alagar urna escrava
para casa de familia : na ra da Cadeia
do Recite n. 53, terceiro andar.
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. -48.
Participm aos seus numerosos fregue-
zes que teodo ehegado o seu mestre al-
faiaie que raandaram contratar em Pars,
acham-se promptos a mandaren] ejecu-
tar toda e qualquer obra teadeoie a al-
fa Uta, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sor'imenlo de ludo quan-
to se desojar, para qualquer das esta-
{es nao de fazendas como diversos
artigos de luxo, continuando o mesmo
mestre areceber por todos os vapores -
gurioos para melhor poderem servir ao
respeitavel publico a quem pedem de vi-
re m visitar o seu estabelecimento que
encontrarlo aquillo que desojaren).
Olicina de marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Aonessione recenlemente
chegada a este porto, reeeberam-se pedras de
marmore de Genova, proprias para aparadores,
banheiros, mesas, coosolos, etc. Recebem-se
encommendas de tmulos, urna, e todos os mais
objectos proprios para o ornamento dos monu-
mentos funerarios. Gravara-se epitaphios e (oda
a sorte de inscripces para os meamos monu-
mentos. Presos mdicos.
Quem anounciou querer comprar um taso
grande de cobre: dirija-se rus da Prai, arma-
zn de oo Dounelly, que vende em conta.
Traspaesa-ae o arreodamento do grande si-
tio na estrada dos Affliclos ao lado do becco do
Espioheiro. junto ao major Antones: "a Iratar na
escadinha da alfandega, armazam de Paula Lo-
pes, com Candido*; G. Alcoforado
Perden-se do hospital Pedro II al a rna
Nova, ama chave de broca : quem achoa eqai-
zer restituir a seu dono, dirija-se a ra Nova n.
41, que aera gratificado.
Em caa de D. P. Wild & C, no largo do
Corpo Santo n. 13, vendem-se libras sterlinas.
Joaquim da Silva Castro perdeu urna loneta
da ouro no domingo 10 do corrente, do hospital
Pedro II ; qoom a cbou equeira restitu-la. di-
rya-M a ra do Crespo o. 8, que se fratijlcar.
Pianos.
Mudanza de domicilio.
Joo Laumonnier tranferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23, onde abri um vasto deposito de
pianos dos melhotes autores da Europa. Encar-
rega-se de aunar e cooceitar os mesmos instru-
mentos.
M M. J. Leite, roga a seus de ve- M
S dores que se dignem mandar pa- !
g gar eus dbitos na sua loja da
m ra do Queimado n. 10, enten- f
a ten do-fe paia esse fim com o seu
I procurador o Sr. Manoel Gomes |
8 Leal. ||
Precisa-se de 6 senhocas de boa ccn-
I ducta que s ibam cozer costura de al-
faiate para cozerem por -da em casa de
familia, paga-se bem : na ra Nova n.
47, junto a Conceicao dos Militares.
AMA
Nocaes do Apolo n. 57, junto a poniese dir
quem precisa do urna ama escrava, de boa con-
ducta, para ser empregada nicamente cm en-
gommaio e costura, paga-se bem.
CASA
' Lourenco Senhorinho de Menezes Cysneiro,
scienlifica aos seus amigos, que d'ora em diante
assignar-se-ha por Lourenco de Menezes Cysneiro
Baudeira e Mello.
O bacharel A. R. de Torres Ban
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua proissao
de advogado.
Mlldanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigoae
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolirn,
onde tem o mais completo e Variado sormeoto
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por priegos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de t andares n 13, e ra
do Imperador, ouir'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 30.
PrecUa-se alugar orna escrava de boa con-
ducta, para todo o servido de urna casa estran-
geira com pouca familia, pagaodo-se 30$ men -
saas: na fondicaio do Sr. Starr.
de commissao de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o anligo escrip-
lorio de commissao de escravos, que se acheva
eslabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da meima maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commissao, e
por coala de seus sen hor es ; nao se poupando es -
orcoa para que os mesmos s-jam vendidos com
promptidio, aQm de que seus enhores nao sof-
fram empales com a venda dellea. Neste mesmo
estabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
O abaixo assigoado scientica a quem inle-
ressar, que se acha residindo na ra do caes do
Ramos o. 40, segundo andar.
Jos Uuniz Teixelra Guimares.
Precisa-se de urna ama para cozinhar em
casa de pouca familia : na ra do Cabug. loia
n. 11. '
Os abaixo assignados fazem sciente, que a
sociedade que exista entre elles nesla praca sob
a firma do Braga, Silva 4 C., termioou em 31 de
dezembro prximo passado, e que desde aquella
data se acha a referida firma em liquidaco.
Recife 11 de marco de 1861.
J. M. Braga.
i Manoel Goncalves da Silva Jnior
Convido os Srs. accionistas do
novo banco de Pernambuco a constitui-
rem-se em assembla geral no da 19 do
corrente, ao meio dia, as casas do ban-
co pai a dar-se cumprmento ao art. 23
dos estatutos, combinado com a le n,
1083 de 22 de agosto do anno prximo
findo. Recife 12 de marco de 1861 .
Viiconde de Camaragibe, presidente.
Precisa-se alagar ama preta para o servico
de vender na ra. que seja fiel e diligente, pa-
ga-se bem : na praca da Independencia, loja de
ounvesp.33, ^ ^
n SABINO O.L. PINHO.
Ruado Sauto Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguintes molestias :
1.a molestias das muiheres, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphililicas, tedas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos bomeopaibicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem foro della sao falsas.
Todas as carteiras [sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lisia dos medicamentos que se pe-
de. As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embpra tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMFJaJtiHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
lM#figt&24.
CAPITAL
Cineo i\Yioe& do U%vas
slfcrWiias.
Saunders Broihers & C. tem a honra de in-
formar aos senbores negociantes, proprielarios
de casas, e a quem mais convier, queestao ple-
namente autorisado i pela dita companbia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
coberloe de lelba, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer coasis-
ta em mobilia ou em fazendas de qualquer qua-
lidade.
agjSraAg2.3rajro|^gaMjgVV
bWbWBV c9BWotB%VB5*VSNv cRnVRVosvm
S Dentista de Pars. 1
15Ri^a Nova15
9 Frederic Gautier, cirurgiiodentista, faz
w todas as operaces da sua arte e colloca
Ot dentes arlificiaesL ludo com a superiori-
9 dadeeperfeigoque as pessoaseniendi-
H das Ihe reconhecem.
Tem agua e pos den tifr icios ele.
- Na (ravessa da roa
das Cruzes n. 2, primeiro andar, conlina-se a
tingir com toda a perfeico para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o semro de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
viro de cozinha : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achara com quem Ira-
lar, das 9 horas da manhaa s 4 da (arde.
ilvim
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado o. 39, loja de 4 portas.
vende-se estamenha para hbitos a 29200 o co-
vado, ese apromplam os mesmos habiins a von-
tade dos irmos a 459 cada um, obra muito bem
feila.
SYNOPSE
DG
EL0Q11EMIA E POTICA NACIONAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA CUSTA HONORATO.
Sahio do prelo a indispensavel synopse para os
exames de rhethorira. a quBl se torna reetm-
mendavel aos esmdanl' s nao somente pela cla-
reza eionciso do phraseailo, mas lambem por
urna taboa synlhelica qne tem junta, a qual, de-
pois de terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanto ha deessencial.
A' venda na typographia commercial, ra estreita
do Rosario n. 12, e na livraria classica, prata de
Pedio II n. 2, a 2 cada exemplar.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
Vendas*
Vende-se a loja de calcado da ra do Livra-
menlo n. 35 : a Iratar na mesma.
Vende-se urna vacca de raca tourina por
50$ : no sitio de Antonio Leal de Barros, na ra
de Joao Fernandos Vielra junto ao Manguinho.
Arcos para saias balao.
No armazem de fazendas de Joao Jos de Gou-
va, ra do Queimado n. 29, vende-se a 160 is.
a vara.
Calcas de casemira.
Vendem-se calcas de casemira prela muilo bem
feitas a 10$, ditas de dita de cor moiio superior a
9ff, esio-se acabando: na ra do Queimado o.
22, loja da boa f.
Fil preto.
Vende-se 16 de linho preto liso pelo baratis-
simo pre?o de 800 rs. a vara : na ra do Quei-
mado o. 22, loja da boa T.
A 1#000.
Gravatas pretas deselim : na ra do Queima-
do o. 22, loja d a boa f.
- Vende-se as prelecges de Hermenutica
Jurdica, obra nova, composta pelo Dr. Francisco
de Paula Baptista ; na ra Nova n. 47, loja de
Baslos & Kego ; pre?o 7j> cada um exemplar.
Farelo.
Ra da Imperalriz, outt'ora alerro da Boa-Vis-
ta,na loja de fazendas de 4 poitas n.55, vendem-
se sacros de farelo barato para acabar, saceos
grandes.
INarua do ilrago n. 15,
vendem-se continuamente os melhores e mais
bem sortidus bicos e rendas, rendas e bicos da
trra, que vista do prego e qualidade moguem
deixai de comprar: na ra do Aragao n. 15.
8rdifaiiic-
romano.
Havendo a congregado da Faculdade de Dire-
to desla cidade adopiaoo para Irxto das prelec-
(oesde direilo romano no crreme anno as ins-
lituicts de Warnkcenig em substilui^ao aos ele-
mentos de Waldetk, os senhores estudanles do
primeiro anno quequizrrem ter aquella obra em
portuguez, podem deixr seus nomes e o impor-
te da assignatura (tOgOOO), na loja delivrosdo
Sr. Autonio Dominpues, na rus do Collegio n. 67,
onde receberao as 64 paginas quo j se acham
impressas.
L A. Warnkcenig.
na loja de livros da ra do Collegio
4os consumidores de gaz.
A emprezalda illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o fajvor de nao en-
tregarem aos eus machiais-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo < Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo o. 1, rogam aos devodorea
desta firma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou eotenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos deque serio chamados a
juizo os que assim nao Ozerem.
0 bacharel WLTRUVIO pode ser
procurado na rna Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volla
para a Camboa do Carmo.
Aluga-se o armazem n. 7 sito na ra do
caes de Apollo, sendo ptimo para assucar ou
oulro qualquer deposito de gneros, estando to-
do travejado, o que pode servir para guardar cer-
tos gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o pateo-de j. Pedro n. 0
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad Samuel P.
Jobs ton i C, ra da Senzalla Nava n. 52.
Precisa se alugar urna escrava que saiba
cjslnbar e engomar, na rea larga do Rosario n.
37 no 1 andar.
Aluga-se orna casa terrea na Solidado,
propna para rapases solteiros, na ra do Quei-
msdo-n. 77.
Ietesal0#e a 1%$ no ar-
mazem de Bastos & Reg,
na ra Nova junto a Con-
ceicao dos Militares,
Parero inciivel venderse ricos manteletes de
grosdenaple prelo de apurado gosto pelo dimi-
nuto preco de lt# e a 12, perem se vendem por
eslf diminuto prego por ter grande quaniidade e
f 6 com o fim de apurar dinheiro. assim como cor-
tes de colUtes de casemira prela pelo diminuto
prego de tg500 ao corle, vestimentas para me-
ninos de 5 a 8 annos por 35500 cada urna e oulras
muilas fazendas e roupas leilas.
A superior farinha de mandioca vende-se ao
mdico pr^o de 3 a sacco a dinheiro em por-
ches de 10 sacras psra cima, para acabar no
armazem de Francisco L. O. Azcvedo, ra da
Madre de Dos n 12.
_ Vendem-se por preco commodo urna por-
cao de toneis de varios lmannos, muito proprios
para deposiios de mel, ou para as dcstilarcs
dos engpnhos, assim como para deposilos' de
agua em casas particulares: para ver e tratar
na loja da ra do Queimado D. 41.
Vendem-se por prego commodo caixas com
vidros pora vidraga e chumbo em barra : a tra-
tar na ra do Queimado n. 41.
Escravos pessas.
Vendem-se dous moleques, sendo um cflinal
de rerreiro, um escravo de 24 annos de idade e
de boa conducta, 1 dito bom criado, 1 esirava
de 3 annos annus por 800 r?., 1 dita de 25 an-
nos. excellente engommadeira e cozinheira : na
ra das Aguas-Verde n. 46.
Queijo suisso
vindo pelo vapor franceza 600 r*. a li-
bra : vendse na ra da Cruz n. 17.
Na cocheira do Sr. major Quin-
teiro estao para vender-se dous cabrio-
Em latn>
numero 67.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrado n. 31
silo na ra ou pateo do Liraroento, tem dous
andares com ex( clientes accommodagoes, e que
se acham em bom estado de aceio, principalmen-
te o piimeiro, que lem um famoso terrajo com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e lam-
bem sotao com coziuha espacia e 2 quarlos :
trata-so do aluguel, na ra Direita. padaria nu-
mero 84.
1 A Pessoa1ue *em em si urna carta e livros
vindo do Rio de Janeiro para serem aqui eotre-
f.Tr,Fran?isC de UU Bapli5ta di8"*-se lets de i rodas, muito maneiros
fazer prompla enlrega, ou annunciar sua morada u maneiros
e seu nome para ser com urgencia procurado ; ,0*
pois que toda a demora est sendo prejudicial.
Pretisa-se fallar com o Sr. tenente II. de
pnmeira linha, que ha pouco se mudou de Olin-
da : no Varadouro, appareg que o mesmo senhor
nao ignora, islo nestes 4 dias, do contrario ter
de ver seu nome por inleiro, e qual o negocio.
Olinda 11 de marco de 1861.
Aluga-se o ierceiro andar do sobrado n. 112
da ra da Senzalla Velha : quem o pretender,
dirija-se ao solio do mesmo sobrado que achara
com quem tratar.
ASSOCIACIO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo 17 haver se,sao extraordinaria da
assembla geral ; os senhores socios dignem-se
de comparecer as 10 hora* da manha na sala
da mesma, aQm de scienliflcaremse do resulla-
do dos Irabalhos principiados as anteriores ses-
soes. Outro sim declaro aos senhores socios quo
o novo ihesoureiro j est habilitado a receoer
as mensalidades daquelles que nao quizerem
continuar cora o tebi o das mesmas.
Secretaria da Associafo Popular de Soccorros
Mutuos 12 de marco de 1861.
Joo Francisco Marques.
1.a secretario.
Irmandade acadmica de N. S.
do Bom CouseJho.
A mesa administrativa por convite
que teve da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos, pelo presente convida
a todos os nossos charitsimos irmos pa-
ra comparecerem no consistorio da nos-
sa irmandade no dia 15 do corrente pe-
las 3 horas da tarde, e encorporados
acompanharem a procissao do Senhor
Bom Jess dos Passos.
B. M. Pinheiro,
Secretario.
Antonio Loiz Machado Brando cera-ae para
Portugal, tralar de sua siude.
e em
Allcncao illencao ltenlo
Louca louca louca
Ra ra ra
Das Cruzes Cruzes
N 41 41
vidrose porcelanas finas udo
pelo menos preco.
Cinto com livela,
Na ra do Crespo, loja de miudezas n. 7, ven-
de-se cinto para senhora com flvela de ac, ul-
tima moda.
Orgaodys a 280 rs. o co-
vado..
Na ra do Queimado n. 18 A, esquina da ra
estrella do R Mario, ha para vender o mais rico
organdys de lindissimos padres, pelo baratissi-
mo pre?0 de 280 rs. o covado, lavas de seda pre-
tas enfeitadaa superiores, cortes de chita france-
^innm il COVdos Pelo baralissiroo preco de
S400 cada um, enfeites de vdrilhos prelos mui-
to finos a 2$ cada um, e oulras muilas fazendas
pretas de seda para a quaresma.
Lu vas de pellica.
Na loja da agola de ouro, ra do Cabug u. 1
B, receberam de sua propna encommenda pelo
ultimo vapejpas verdadeiras lavas de pellica de
Juuvin, assim como espelhos redondos de excel-
lente vidroe de bom tamaito, que se vende pe-
lo baraiissimo preco de 5y.
Rap.
Vende-se rape de Lisboa muito fresco, garn-
tese ao comprador a boa qaalidada: aa praca
da Independencia n. 5, loja de violas.


(6)
Fazendas baratas
MAMO DI FEMUMBCO. fiUlHTi TOBA 14 #B MAB^O DI ltt.
Na ra do Queimalo n. 19
Cambraias finas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o corado, ditas escoras a 18C rs.
o covado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fustao a 600 rs. cada urna.
Cambraietas finas para vestido a 2;80O, 3J e
3;500 a peja.
Esteiras da India para cama e Torro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo
Lencos braocos para algibeira pelo barato pre-*
30 de 1*600 a duzia.
Grandes colchas do fustao lavradas a 55300.
As melhores machmas de co-
zer dos mais afumados au-
tores de New-York, Siager
& C, Whecler & Wilsoa e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durad ouras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chi n as de
Rayraundo Carlos Leite & Irmao, ra da Irape-
ralriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos cortes do vestidos de grosdenaple prelo
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quaes se tem vendido por
160$, eque se veodem por 80$.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
da muilo boa e encorpada por 55j> e 60$.
Mantas pretas de linho bordadas a 8$.
Visitas pretas muito bem enfeitadas a lzjj.
Ditas de seda de cores muilo lindas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 2$200 e 2$, e
muito largo a 2&800.
Sarja preta hespanhola boa a 2$.
Velludo preto liso muito bom a 4$, 5$ e 6J.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 5$090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 105000.
Calcas de caseraira preta fina a 10 e 12$.
Casacas esobrecasacas pretas bem feilas a 30$.
Gorgurao preto e bordado de cdr delicada, o
covado 4$.
Colletes de casomira pretos bordados a 8$.
Paletols de panno preto a 12$ e 18$.
Ditos de alpaca prela a 3$, 4, 5 e 63, e muito
fino a 8$000.
Saias baloai$.
Chales de merino bordados, grandes a 5$, 65
e7$000.
Ditos do seda pretos grandes a 14$.
Vestidos de seda de cor bordados do duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 60$.
Ditos oe phantasia em carlo a 15$.
Calcas de casemira de cor a C$, 8, 9 e 10$.
Saceos de lyele de diversos lamanhos para
viagem a 5$.
Malas desoa para viagem de 12$ a 18$.
Chapeos pretos francezes linos a 83.
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
1$000. E outras multas fazend3S, que para li-
quidar, vendem-sc barato : na toja de fazendas
da ra da Cadeia do Recife n. 50, do Cunha e
Silva.
Ceblas novas
ai,280rs..ocento.
Veode-ae na na daa Cruzea n. 14, esquina da
travessa do Ouvidor.
9999-9m99999999m
Remedios americanos i

DO DOCTOR
Radway & C, de New-York
I Pilulas reguladoras. %
Estes remedios j sao aqui bem conhe-
I cios pelas admiraveiscurasque tem ob-
W tido em toda a sorte defebres, molestias
W chromcas, molestias de senhoras, de pe-
le ele, etc., confrmese v as instruc-
W coes que se acham traduzidas em por-
g tuguez. r &
o -------- f
gSalsa parrilha legitima ej
original do a litigo
DR. JACOB TOUNSEHDI
I 0 melker parificador do sangue
@ cora radicalmente
*J Erisipela. Phliaicas.
g Rheumatismo. Catarrho.
dj Chagas. Doencas de figado.
a) Alporcas. EiTeitosdoazougue.
9 Inipingens. Molestias de pelle.
@ Vende-se no armazem de fazendas de
a Raymundo Carlos Leite tlrmao, ra do
. lmperatrizn 12.

Attencao.
N. 40-Raa do Aniorim-N. 40.
Vendem -se saceos grandes com Iros quartas de
fannha de mandioca a 2$500.
2HHJA NOVA-25
Grande deposito de pianos fortes
DOS
MAIS AFAMADOS FABRICANTES DA EUROPA
o.
DE
ca de C SH^l de Cacsl IenCre?,, ?caba de receber da EurP aluns d celebre (abri-
os orofessores^^ Lunti .mP.HPriet;r,. deste 'belecimento toma a libordade de convidar
Untes q?.3^^ para qu?se digne vir apreciar a, excel-
e esmerado gosto d*ie a^ trabalho unido 4 elegaaci
elogios
Suissos.
tfll
Em casa de Schafleitlln i C.rua da Cruz n.
JS, vende-se um grande e variado aortimento
oe relogios de algibeira horisontaes, patentes,
chronometros.meioschronometrosdeouroSpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se
vendero oor precos razoaveis
|^a raa #>$
9 Em casa de Mill3Latham C. na ra 1
@ da Cdela do Recife n. 52, vendo-se ; &
* Vinho do Porto.
$ Dito Xerez engarrafado da
rior qualidade.
g) Oleo de liuhaga.
@ Alvaiade.
Secante.
@ Azarco.
Encarnado veneriano em p.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas nvperaes deFranca.
CkMlinTlar?imm0 "^"" dePosilado- lamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
10 q" *,i9 r masos de 2 hec">gr'' 000 e era porco de
CENTRO COMMERIM
13 Rua da Cadeia do Recife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jone Leopoldo Bonrgard
Charutos
SfESif? ?"hiV Wa dePst<> ^ superiores charutos do Rio de Ja-
muito supe-
i

3"
Vendem-se
Na ra das Cruzes n. 38^
segundo andar,
poi mu barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-serv ior ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espellio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um appaiador ; urna mesa para doze
pessoas; ura porta-licores ; servQO de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravinas (Apollo e
as musas, Moliere em caia de Ninon de
1'relos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono d retirarse para o campo,
por isso desaz-se destes objectos, man-
dados vii expressamente de Pars, aon-
dc foram confeccionados com pereirao
a apurado gosto.
Baralissimos paliteiros da
borcelana dourada.
A loja da guia branca est vendendo palitei-
ros de porcelana dourada de milito bonitas figu-
ras e moldes pelos baralissimos precos de ljj,
152C0 e 1$500 cada um, por to diminutas quan-
lias ninguem deixar de comprar urna obra de
que precisa lodosos dias e se pela baratea al-
guum duvidar da boodade e perfeijao delles
dirigir-se ruado Queimado n. 16 loja O'aguia
branca, que se convencer da verdade e infalli-
Telmente comprar.
Manteiga ingleza
Vende se a casa terrea com sotao sita na
rua da Roda do bairro de Santo Antonio n. 52,
em solo foreiro ; a tratar com o Lima, no Forte
do Mallos.
I 4 (linheiro.
Ciffarros d a 30S o milheiro, fazenda superior e que se venda a 45tf.
Ulb com agarras de metal al| cada ura. ditos par. cigarros a
que fabri-
verdadeiro em macos de diversos lamanhos, garante-se
qua-
||Fazenda* boas e baratas.il
4 jillRGEL i PEIDIGiO.
\inda vendem grosdenaples preto mui- #S
to largo e encorpado a 2}, to bar 92
que todos que tem visto nao deixaram 5
comprar ^
Vestidos bordados a velludo, barra
Rutile, ditos de seda de duas saias.
Mantas prelas modernas cora 4 palmo
felargura por85 val 14g.
Manteletes.
. taimas, visitas de fil, de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Chales de cachemira pona redonda e
bolola, ditos de touuuim brancos supe-
riores.
Sedas e quadrinhos, grosdenaples de
l-vlasas cores e moreantijue.
Penles de tartaruga
modernos e dos
mais acreditados fabricantes de 10a a 30.
Saias balo lisa e com babados
arcos para senhora e meninas.
e de
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos. de barege e gaze de sedas.
Vestidos oe seda de core?, ditos de
blonde com manta, capells etc.
Camisas de linho para senhora, ditas
para meninos de iodas as idades.
Cassas. organuys, diamantina, chita
mar e escuras, francezas e inglezas
Franjas prelas manguitos, gollas do
trasftasso, flores solas, filas para sinto.
a 320 rs.
^fc-m Krro'sdfp.^Ue uXTaSd"! UmantM """ *""
Tabaco caporal franceZ(
lidade.
abaco r^Sebete I8 7 V-" ^ "** -
Tab chimbos, fazendo-se abatlmenlo em SST erSS lamanh09 P"a ^ 6 "
mSZZ man,ha de papeI braQC0 e pard0 a ^
Ra I-6 Pa paraciarrosdemanilha-
VflLc1^wJsr*em maQos de uma iibrae duosde meia iibr f"end upt.
Dk u 10UVa e barro para tabaco e rap.
CachP bSG dediversasqualidadesparacharu,os-
t!1^ sessoiouci
1 abaco do Rio de Janeiro !,., u t
Vendem SP InHac chimbos e cigarros a 800 rs. a libr'
Garanta Tp faZendaS maisb"l'>d0'u8 ** outr. qualquer parte.
do no'ag7,dle0m0o0)$"**' t0n>m-S' r6Ceber 'incIua^ <* ^^s)
' PI" wPe. 8 lU "SG encommendas. encaixotam-se e remeilem-se aos seos deslinos cora!
tu?" Ca "P0Sl lcm um rarad0 sorlimento de objectos proprios p
barato ^^^i^S^S^^'^' moli0 ^ Vender muito para veu ier barato
Vender barato para vender muito.
A1,800 a coberta.
Rua do Queimado n. 19,
armazem de fazendas, vende-se ai lindas cober-
e Sw desenh0 chlnez Pe, baral PrS<
Grosdenaples baratis-
simos
Veniem-se grosdenaples preto spelo baralissi
mo pre5o de l|600e 2 o UadT a ua d
Queimado n. 22, loja da boa f.
/fu do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores fias e lindos desenhos
a240 rs. o covado dao-se amostras com peahor.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, rua do
Crespn. 13.
,.?l/nte,M ef* reJliQ* de rosdenaple com bar-
rm i* ?'iud0' d!tos b<>^adoa. veos pretoa de
Hl bordados sarja preta. grosdenaples, casemi-
ras, pannos finos, e outras muitas fazendas. ludo
por precos muito commodos.
Te**renos na rua do Brum
Vendem-se 30, 40 ou 50 palmos de terreno
^?f defifund0'lBd0beB1 do S
parase edificare* estabelecimentos de padarlaa
reGnaCoes, ou outros quaesquer por ter eicelleole
porto para embarque e desembarque de gneros
a tratar na rua da Madre de Dos n. 6.
I Potassa.
Vende-e a 240 r$. a libra, a
I superior e aira potawa doacredi-
|| tado fabricante Joo Casa-nova ,
U cuja qualidade e reconbecido ef-
j eito igual ou superior a de
5 Hamburgo, feralmente conheci-
6 da como da Russia : no de
I ruada Cadeia n. 47,
jf de Leal Res.
psito,
escriptorio
tua-
juan-
em barris de vinle e
de Tasso Irmaos.
taas libras: do armazem
R0UPA FEITA.
VenJe-so neste eslabelecimento um
compelo sorliraento de fazendas e roupa
f-'ila por prejo to barato que parece
mcrivel : na rua da Cadeia loja n. 23
confronte ao becco largo de
Perdigao. >i.io-se amostras.
Sorimeno de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
de a / ?.
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
a 9f.
Ditos de castor pretos e brancos a 16jf.
Chapeos lisos para senhora a 25)>.
Ditos de velludo cor azul a 18jJ.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 89.
Ditos dilos para menino a 5#.
Lindos gorros para meninos a 3S.
Bonels de velludo a 5.
Ditos depalha muilo bem enfeitados a 4fl.
Chapeos de sol francezes de seda a 7s
Dilos inglezes do 10#, 12 e 13 para um.
Loja das seis portas em
frente do Livrameiio.
Roupa feita para acabar,
Paletols de panno preto a 22#, fazenda fina,
calcas de casemira prelas e de corea, ditas da
brim e de ganga, litas de brim trauco, paletols
de bramante a 4, ditos de fustao da oaps a 48,
ditos do eslamenua a 45, dilos de brim pardo a
**. ditos de aloaca prela saceos e sobrecasacos,
colletes de velludo pretos e de cores, ditos de
gorgurao de seda, grvalas de linho as mais mo-
dernas a 200 rs. cada uma. coUariohos de linho
da ulnma moda, todas estas fazendas se vende
barato para acaba/; a loja est aberta das 6 ho-
ras da maoba ab as 9 da noite.
Gurgel & a|
Pechincha.
wasriSTa aK f10 diminui
Relogios.
Vende-se em casa de Jobnston Paler C
rua do Vigario n. 3 um bello sortimento de
relogios de ouro, patente ingle, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool;
uma varieJade de bonitos trancelins
mesmos.
lambem
para os
$mm msmtmm
Attenco.
|E' barato que admira!
Uma 6#000.
Mantas pretas de Ol de seda, blonde
e dentle : na rua do Crespo n. 8.
Manteletes de grosdenaple
- e fil e de dentelle.
pretos.
Casacas, calcas, colletes
pretos muito finas e baratas.
Sarja e setimmacopreto
grosdenaple e nobreza lavrada, pretas
mais barato do que em outra qualquer
Parte para liquidar: na rua do Crespo n.
8, loja do sucessor de Antonio Francisco
as rereira.
Cera de car-
naba,
No largo da Assembta o. 15. armazem de An-
tones Guimaraes & C, ha continuamente deste
genero para vender.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des eslampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de anjos, etc.
e outras a morle do peccador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade interessantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 25000 cada estampa, na rua do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitora! brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus bons ef-
feitos, continuam a vende-Io pelo preco de ltf
cada vidro, fazera uma difterenca no prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomaron de 12
vidrosnara cima.
Rap princeza gasse da Baha
Era casa de Lopes Irmaos. no caes da alfande-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porcoes ou a retalho.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
Moeodasdecanna.
dj> Taixas.
9 Rodas dentadas.
9 Bronzes e aguilhes.
9 Alambiques de ferro. Z
9 Crivos, padres etc., etc;
A Nafundicaode ferro de D. W. Bowman
9 rua do Brum passando "o chafariz. S
9W9&W9 @.9@dj 9 ecS
Vende-se"um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador lado aterrado, situado na rua do Brum.
junto a fundicao ingleza. com mais de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para se ediflearem re-
Qnatoes, padanas, ou ontros quaesquer estabele-
cimentos por ter excedente porte para embarque
e desembarque de gneros: na rua da Madre do
Dos, armazem n. 20.
Farelo e milho
Saceos muito grandes e de muiio boa qualids-
de ; no largo da Assorabla n. 13, armazem de
Anlunes Ouimares & C.
Vende-se muito era conla uma arroba de
doce de caj secco e uma lata com II libras de
jalea ; no deposito de pao. rua estreita do Bosa-
no era frente ao becco estreito do Rosario. Est
para alugar-se a loja do sobrado da rua das Cru-
zes n. 9, penltimo sobrado de dous andares
quem vida rua do Queimado para S. Francisco
quem pretender, falle no mesmo sobrado.
por-
!
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de pete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baratissimo
precede 5*.6y e7: na loja da aguia brancas,
rua do Queimado n. 16: '
Barato que admira.
Vende-se no armazem de Moreira & Ferreira,
rua da Madre de Dos n. 4: ra,
Fsrinba de mandioca de superior qualidada a
Saceos com milho de 2* cuias muito novo a
3J40O.
Farelo, saceos grandes, a 4#500.
a 3jS* mUt QTa ^ BUU ba qu*,id,de
Cera de carnauba, arroba a 9j.
GRANDE SORTIMENTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joal-
quim Rodrigues Tara-
res de Mello.
Rua do Queimado n.30
Loja de quatro portas
Stb.re5!S^S.dienPJnH!.0 flno obra muil be"> ei
la, de 35j> a 40jcada uma.
Pa elots de panno Bno preto, de 25 a 30S.
tolletes de velludo preto bordado, a 12
um. ~
Ditos de gorgurao preto a 7 idem.
Oitos de setim maco a 6J idem.
Ditos de casemira preta a 5a idem.
Calcas de casemira prela fina de 12 a 14.
Paletols de eslamenha a j.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4 a 5.
Unos de dita sobrecasacos de 83 a 9.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 12
unos de meia casemira a 10. 1
Dilos de casemira muilo fina a 14
Um completo sortimento de paletols de fustao t>
brim. e caigas e coletee, que ludo se vende por'
preco em conta. v
eobertos e descobertosr pequeas e grandes, de
ouro patente iBglez, para homem e senhora de
um dos melhores fabricantes de Liverpool, via-
des pele ultimo paquete ingle : em casa de
Sonthall Mellor A C.
Labyrinthos.
Na rua da Cadeia do Recife n. SSprlmeifo an-
dar, vendem-se lencos e toslhas de labyrinthos.
Baratissiinos jarros de
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana dou-
rada, e de lamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra enfeites de mesas, ornato de gabinete, ele,
pelos baralissimos presos de 3 e 4S000 o par
na rua do Queimado loja d'Aguia Branca a. 16
Attea^o.
Na rua do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Koofcer & C, existe um bom sortimenlo de li-
nnas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se venduta poi
precos mu razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores Bxa:
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabara
na ruado Queimado n. 22. na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
A loja da ba-f
ua ma do Queimado u. 2ft
est muito sortida,
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trancado a 15000 e
floiA rs# a Tara dil pardo n>uito superior a
1>2U0 a vara; gangas francezas muito unas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadiohos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1600:
ditos de brim de linho de edres a 2 rs breta-
nha de linho muilo fina a 20. 22 e a 24 rs a
pega com 30 jardas; aloalhado d'algodo muilo
, superior a 1400 rs. a vara ; bramante de linho
cora 2 varas de largura a 2400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2400 a
duzia; ditos maiores a 3J ; aitos de cambraia
de linho a J. 7 e 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos a 8 rs. cada um ; ditos de cam-
aa i.-fiS011"?- com bico 1,r de linh<> em
volta a 1S280; ditos com renda, bico e labyrin-
10 a23000; e alm disto, outms muitas fazen-
das que se vendem muito barato a diBheiro a
vista : na rua do Queimado n.22, loja da Boa .
Boiiilos cilos para senho
ras e meninas.
Na lojj da aguia branca vendem-se mui boni-
tas QtasTom flvelas para cintos de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo preco de 2fl : em
dita loia da aguia branca, rua do Queimadouu-
mero 16.
Oueguem ao barato
O Preguija est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. S.
Pe$as de bretanha de rolo com 10 varas a
2g, casemira escura infestada propriapara cal-
ta, collete epalitotsa 960 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita liza transparente muito fina a 3,
4, 59, o 69 a peca, dita tapada, eom 10 varas
a 59 e 69 a pesa,chitas largas de modernos e
escollados padrees a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riqusimos chales de merino asunpado a
7| e 89, ditos bordados eom duas palmas, a-
lenda muito delicada a 99 eada um, ditos com
umas palma, muito finos a 8950O, ditoslisos
com franjas de seda a 5, lencos de cassas com
barra a 100, 140 e 160 cada um, meias muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para coberta a 80 rs.
o ovado, ebiasesturas inglezas a 59900 a
P*5 a a 160 rs. o covado, brim braneo de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brigantina
rol a 400rs. o corado, alpacas de diferentes
oftres a 360 rs. o covado, easemiras pretas
finas a 29500, 39 e 39500 e corado, eambraia
preta e de salpico* a 500 rs. a van, e entra,
auitas fazendas que se far patente ao compra-
dor, a da todas ss darto amostras e,om penhor-
CftLQADO.
45 Rua Direita 45
Teodo de augmentar 30 [, o calcado de se-
2 ft.n e h0*'mie *!.. "o dia I de fevre"o
em diante, em eonsequencia da nov pauta que
ha de naut na. .Uudega; o proorlaUrtoT
bem sonido esUbel^eoto' d, rna^ DlreiU
45. nao quer que os seus fxegnezes carreguem
com as consequencias do systema fleeoceiro do
Sr. ministro da fazenda e por isso aurteSI os
pregosdo sea calcado pela tabella aeguinte :
Homem.
Borze^uins para homem (im-
^P6"3")....... 10$000
Uitos (aristocrticos). 9^000
Ditosprova d'agua). &oo
Oitos(Bersagler). .... 8*000
Oitos (commonistas). 6#000
Meios borzeguins (patente). 6*000
Drtot (blusas)......5^
Senhora.
Botinas (prima dona). 5*000
Ditos (vii a ti). .... 4*800
D.toi(me deixe)..... i$b0Q
Ditos (gnsete)...... 4^
Meninos e meninas.
SapatOes (bezerro).....IB000
Ditos (diabretes).....3A5oo
S^^v^'x.....^00
Botinai (bolicpiai).....4X000
Ditai(para enancas). 36500
Sapa tos para senhora (lustre). 1*200
mrr0n,HnSpl^10 "'"ento de couro de lualre
marroqu.m. sola, bezerro francez. courinhos e
Roa do Crespo,
5, de Joequim Ferreira de Si
pregos baralissimos, para acabar
cambraia lisa fina a 39. orear
modernas a 500 rs. o covado.
loja n. 25. de Joequim Ferreira de S r.
por precos baralissimos. para acabar! Jecas di
W. organdys muito finas e
^^^^'"^^^^"^
doTnMm" de C'we\' >eeioa borda-
.I50*." V^B' b8bad08 bordados a 320 a
vira, sedinhas de quadros finas a 800 rs casa
jeques de cambrai. e fil a 5. pateadores d
cambraia bordados a 5. gollinhas ooYd.dfa a
dn.1 laSCmp0alna,S a 2500' n>angUiios Wda-
tZSZZZP* e B16.B *" e Ka com
*?If0iIdeI 19600. bramante de linho
com 5 palmo, de largura a 900 rs. a Tara, uvas
Fei 2dnVa a 10 ri- par-Capa8 de fus,ao e"
'?*."" 5V*5 de madapolo 3no a 4J. la-
Mi'rf.i0'?.,? P8ra^e8*ids 320. camiaus de
"00 .ifbao;doi,'.2?'obiwM'cM de PaDB0
16 a 9M,H,-.*5,,-p",floU I* paono e "ira de
hrim rtf d"0S 1e alpacJ de 3*500 8. ditos de
brim de crese braneos de 3*500 a 5g, calcas da
dtfoTdeV^18,8 6 d6e0reS S" "d*PsTecos!
ditos de brim decores e brancos de 2& a 59, ca-
misas branca* e decores para todos os precos
colletes de casemira de cores finos a 59 ; aaaim
SSrSSJSta2!SfM pormenos d0 8eu
Cassas
padroes de organdys
A?40^rs. covaa"o: na bem conhecida loia da
rua do Queimado n. 46, de Goes & Bastos.
EDeites de eabeca
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabue n 1
vende-se enfeites pretos de vidrilho pelo barata!
i'^S-P"^ de dilos de Tellud0 de escama a
49, ditos de Irania a 3. assim como luvas pretas
de torcal com vidrilho. ditas de seda prelas e de
cores, assim como pulseiras de continhas, ditas
de missanga do cores, e gollinhas muito lindas
de vidrilho : ludo se vende por baratissimo pre-
co para acabar. r
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes de grosdenaple e da fil de a eda
& ?nceo^l0"51 pe' ao prego de 59,
8, IOS e 129 : na rua do Queimado n. 44.
Vendem-se noventa apolices da
companlua do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaly urna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal rua de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ter nao s commodos
precisos para residencia, como lambem loja arma-
zem, etc. : a tratar na mesma cidade com os Srs.
i-urgel Irmaos, que esto aulorisados para esse
tim, ou nesia pra^a na rua do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baralissimo preco de 35a :
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f.
Venda de um cavallo.
Na rua do Jardim n. 19, ha para vander um ca-
vallo que serve para todo o servico, que se ven-
de muilo em conla.
Ruada Senzala Nova n .42
Vende-se em casada S. P. Jonhston dC,
sellinse silbos nglezes, candeeiros e castices
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, emonuria, arreios para carro de
um e dous eavalos relogios de ouro patente
ingles.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, louro e pinho
por precos razoaveis.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Lavas de torcal a 800 rs, o par.
Chitas escuras francezas, tintas seguras, a 320
rs. o covado, ditos estreitos com muilo bom pan-
no a 160 rs. o covado, cassas de cores seguras a
200 rs. o covado, pecas de bielaoha de rolo a 2J
brlmzinbo de quadrinhos a 160 o covado, rousse-
lina encarnada fina a 320 o covado, algodo de
duas larguras a 640 a vara. lenQos da casaa pin-
tados a 120 ra. cada um, seda preta de ramagem
a 800 rs. o covado. fil de linho preto com l-
pico a l|400a vara, luvaa de torc*l auito finas a
800 re. o par : a loja esta aberta da* 6 horas da
manba s 9 da noite.
Vende-8eum escravo de idade de 30 a 35
annos, poueo mais ou meaos, proprio para eitio
ou engeehe, e permuu-ae com uma scrava. e
se faz toda e qualquer iraosaccao a vista do*
compradorea : quem pretender. dirha-e ao con-
vento do Carmo, a trotar com Fr.Maaoal de San-
ta Clara do* Anjos.
Cabriole!.
Vende-se por muito barato preco a praze oe
vista um eicellente oabriolet americano coa 4
rodas, em ptimo atado : a tratar aa na lafga
do Rosario n. 14, loja de ourives.
>


DUIg 31 KRflAMBCOO. &3tX?k FEIRA 14 MI MARCO 01 1861.
(*
ARMAZEM
DE
ROUPA FE7PA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEIAIADO 40
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimento completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tambem so manda execular por medida, voniade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores profossores.
f sosos. t\a nannn ikpalA (Al 0".4i .* Qfk.
Casacas de panno preto. 400, 330 e 30080
Sobrecasaca de dito, 350 e 30000
Palito* de dito e de cores, 358, 300,
258000 e 205000
Dito de casimira de cores, 220000,
159, 1^9 e 99OOO
Ditos de alpaka prela golla de vel-
ludo, HgOOO
Ditos de' merin-sitim pretos e de
cores, 9g000 80000
Ditos de alpaka de cores, 59 e 3500
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brioi de cores, 5$, 49500,
43OOO e 39500
Ditos de bramante de lioho branco,
68000. 59000 e 4$000
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e 89OOO
Calsas de casimira prela e de cores,
129.109, 99 e 68000
Ditas de prioceza e meriD de cor-
dao pretos, 59 e 4;5
Ditas de briro branco e de cores,
58000, 4c500 e 29500
Ditas de ganga de cores 3g000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 129, 9g e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 55OOO
Ditos de gureurao de seda pretos e
de cores, 7S00O, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
39500 e 39OOO
Seroulis de brim de linho 29200
Ditas de algodo, 1J600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 29300
Ditas de peito de lioho 68 e UjOOO
Ditas de madapolo branco e de
cores. 39, 21500, 29 e I98OO
Camisas de meias 10000
Chapees pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7JO00
Ditos de fellro, 69, 58, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 128, US e 79000
Collarinhos de linho muito Anos,
novos feilios, da ultima moda 58OO
Ditos de algodo 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes. 1009. 909. 8O9 e 709000
Ditos de praia galvanisados, pa-
tente hosooiaes, 40g 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 129000 e IO9OOO
* EHNERt
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras c meninos.
Porzeguins de bezerro de Meli a 10JOOO
Ditos de Nanles sola patente 99OOO
Ditos de dilo sola fina 8JC00
Ditos dito de dilo 7g000
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e 89OOO
Ditos todos de duraque 69500
Ditos de couro de porco a 5000
Sapatosde lustre a 3fi at 59O00
Ditos de bezerro a 39500 at 5^000
Ditos de dilo de 2 solas 49OOO
Ditos de 1 sola cora salto 31000
Ditos de 1 sola sem salto ________29500
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dilo
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dilo dito
Sapatos de tranca para meninos de lft a
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
3
o
09
P-
es
es
o
B
%
E
a.
a
P
es
= **
o
B
p
o
B
o.
o
CP
H
QB

0
es
H
es
p
p
QB
O
B
pr
p a*
s? b
69000
59500
59')00
49000
49000
39000
39000
3S000
25500
19200
15280
1S000
P
<"*
B
p
p*
p
o
es
o
P
es -
s* 9
, ce
a

o
o
t-

w B"
c O
0 a
< u>
fit 3
Q c
c 0
cr --
a 0 p
B B
C3 Qi O 0 O. O
p
es
p
so
p-
es
t
o
s-
n
o
B
c
t
es
-*
w 0. 0
a. cu
O EP
0*
Q) 0
B a a a
0 c.
> Cw
cf SI
-t
0 m
s B
-t
0 O O
a
0. a
O to
B S
B
B
P
= 8
B g
a P
g QB
Ig,
B
P
B
es

es
I
ore
p
p-
e
ce
p
J
P
%
P
s
I
s
a
oc
~ = c_
a ^ a
g--s
P b."0
- < c fP
M c w ^~
^ n &

c
<=; = ">
o o S B
Cfl cw < .
8 a. a, S
Br,-
a
** ~^ C3


a
B
o
o
1
ai
o
j>
a
e
B

B.
a
b.
a>
ca
a
O
a
b
a
B
B
o>
3
a
o.
CB
B
O
3
o
B
o
G
B
cr
OQ
E
B
a
o-
a
gS8-
b-B o.
? 3 S
SB2
1 I'a -
5 2 B
g'ja .
? B 5-p
a n sr
o O
E 1 n
2
^1 P B
s-i.
a a -

9
B
2.
B-g o
o 2.-o
3a
15=
I '
o
"18
60 a
S. H B
5'o
o I 1
a-
as

Calcado.
Confronte ao Rosario em Santo Antonio, loja
que foi de confeitaria, vendem-se sapatos fran-
cezes com salto para senhora s 29, ditos rasos a
1C600, ditos de tranca a 19280, encontra-se tam-
bera botinas com salto para menina de ns. 18 a
iJ a o, sapaliohos com clchete, de marroquim
e lustre ns. 19 a 25. bolinas para homem e se-
onora.
Canna e espirito.
Vende:se canna em garrafas a240ris, e espi-
rito de vinho barato : na travessa do do pateo do
Taraizo n. 16 casa pintada de amarello.
Vende-se o engenho Serrana situado na
freguezia do Cabo ; a tratar nesta praca com o
Dr. Augusto Frederico de Olifein.
Gees k Bastos.
RuadoOueimadon.46.
Tendo os annunciantes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimentn digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste nlustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimeoto de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estacoes.
Sempre solcitos em bem servir aos seas nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar opessoal de sua of-
fioa, sendo ella d'ra em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucog
das se aprompta qnalquer eocommenda, qaer
casaca, quer fardes dos Srs. officiaes de marinha
e exereito. Outro sim reeommendam aos Srs
pae de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idade.
Algodo monslro.
Vende-se algodo moeatro cosa duaslarguras,
muito proprio para taalbas e lences por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratiuimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado o.
22, na loja da boa f.
ff sgsgeeeeie eetsetetteeieflieii
0 B4ST0S
que ouir'ora tinha loja na roa do yuei-
mado a. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinba com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso flcou gyraodo a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veila a occasiao para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
I to a Conceico dos Militares a. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
i Bastos ( Reg
* com um grande e numeroso sortimento de
X roupas feitas e fazendas de apurado gos-
II to, por precos muito modificados como
9 de seu costnme, assimeomo sejam : ri-
m eos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25$, 28$ e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, palelots
sobrecasacados do mesmo panno a I85,
209 e a 22$, ditos saceos de panno preto
129e a 14$, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9$, IO9, ,2$
e 149, dilos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 6$, ditos de alpaca
preta e de edr a 49, sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129. ditos saceos a 59, dilos de esguiao
pardo fino a 49,49500 e 5$, ditos de fus-
to de cor a 39, 3&500 e 49, ditos bron-
cos a 49500 e595C0, ditos de brim pardo
fine sacco a 2$800, calcas de brim de cor
finas a 39. 39500,49e 4$500. ditas de di- S
to branco finas a 5$ e 69500, ditas de m
princeza proprias para luto a 4$, ditas de S
merino de cordao preto fino a 59 e 69, jj
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, colletes de casemira de cor e pre- g
la a 4$500 e 59, ditos do seda branca para S
8 casamento a 55, ditos de brim branco a 9
H 39 e 49, ditos de cor a 39,colletes de me- 3
9 ri para luto a 4$ e 49500, ricos rob- 9
|l chambres de chita para homem a 109,pa- %
* letols de panno fino para menino a 12$ e 4
II 1-ij,casacas d.o mesmo panno a 15$,calcas S
* de brim e de casemira para meninos, pa- 5
II letolsde alpaca ede brim para osmesmos, |f
X sapatos de tranca para homem o senho- S
H ra a I5 e 19500, ceroulas de bramante a |f
i 189 e 209 a duzia, camisas francezas 11- S
m as de cor e brancas de bovos modelos a M
* 17$. 18, 209. 24$, 289 e 309 a duzia S
ditas de peitos de linho a 309 a duzia di-
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas fl
grvalas brancas para casamento a I98OO
9| e 29 cada urna, ricos uniformes de case- &
?| mira decorde muilo apurado gosto tanto
|| no modello como na qaalidade pelo di- S
o minuto preco de 35$, e s com avista se 8
|E pode reconhecer que barato, ricas capas S
de casemira para senhora a \S$ e 209 **
e muitas outras fazendas de excellente S
S gosto que se deixam de mencionar que S
por ser grande quantidade se torna en-
j, fadonho, assim como se recebe teda e
H qualquer encommenda de roupas feitas f|
gt para o que ha um grande numero de fa- o
I zendas escolhidas e urna grande oflicina W
deairaialeque pela suapromplidao e per- S
fegao nada deixa a desejar. W
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores Das, padroes
muilo bonitos, pelo baratissimo preco de 240 r
o covado,
Queimado
Boa f.
preco de 240 rs.
e mais barato que chita: na ra do
n. 22, na bem conhecida loja da
E' baratissimo I
Ra do Crespo n^A loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
Perfumaras
novas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria encommenda um lindo e completo sor l-
menlo de perfnmarias finas, as quaes est ven
dendo por menos do que em oulra qualquer par*
te: sendo o bem conhecid oleo philocomo c ba-
nha (societ bygtenique) a 19 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 2, 29500, 3, e 4, a afamada banha trans.
prente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cbeifda mesma, bulle
concrete, odonntll, principe imperial, creme,
em bonitos copinbos com lampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
1*5 o frasco, benitos vasos de porcellana doura-
da. proprios para offerta a 29 e 29500, bonitos
bahusinhos com 9 frasquinbos de cheiro a 29,
lindas ceslinhas com 3 e 4 frasquinbos, e caixi-
nhas redondas com 4 ditos a 19200 e 125600,
finos pos para den tes e agua balsmica para ditos
; a 19 e 19500 o frasquinno ; e assim urna in-
finidade de objectos que sao patentes em dita So-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Verdadera pechina.
A 5# c corte.
Vendem-se no armazem de fazendas da ra do
Queimado n. 19, corles de casemira muito fina e
pelo baratissimo preco de 59 : quem precisar,
approveile a accasiao de comprar, cortes de vel-
ludo preto bordados para collele, fazenda supe-
rior,^ 6$.
Pennas d'a^o.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de peonas d'aco de difierentes qualidades
as quaes est veodendo de 50O a IcOUrs. gro-
sa. E' o mais barato possuel: na ra do Quei-
mado loja d'AKuia-Branca, d. 16.
Aradof americano? e machina-
para lavar roupa: em casa de S.P. Joi
hnston di C. ra cJ: Senzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muilo finas de cures fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina
49500 e a 6J0OO a peca com 8 1(2 varas; di-
muito superior a 8$000 a peca com 10 varas ;
dita fina com salpicos a 49800 a peca com 8 1[2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 5, 69, 89 e 10$ rs. o co-
vsdo, casimira preta fina a 2$, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 2$500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muilo
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6$ rs. o corte de
calca ; meias de algodo cr muito superiores a
49800 rs. a duzia; ditas le algodo cru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia; e
assim muitos outros arligos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f. na ra do Oueimado n.22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo preso de 289 rs. a duzia; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
lo superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
AG1&CICIA
DA
rs. o covado, e chitas largas finas de 210. 260 e I Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
na o covado, e outras muitas fazendas por ba- bem e'tos a 229 rs.; ditos de brim branco de
mo preco : dao-se amostras com penhor. linho a 5& ".; ditos de setineta escuros a 39500
Para deseaho.
Hui bonitas caixinhas envernizas, com tintas D-
lapis, pmcels, e os mais necessarios para
as,
desenho. E' o quede melhor'e mais"perfeiose
6m8WiSU1 l?i$ener' e ?endem-se a 59,
?r' i i.??1 128ne 14iS : na rua d0 Queimado d
10, laja d Aguia-Branca.
gtteQ?K0ie9K9K mmimmu
[ROl'PAFEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
[Fazendas e obras feitasJ
Ni
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
NA
Una do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
Sd/m.6 df cofe muito fino a 289.
A! 3a53' Paletl dos meamos pannes
a 20$, 22$ e 24$, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149. I69 e 18$, casa-
cas pretas muito bem feitas ede superior
Panno a 289. 30$ e 359. sobrecasacas de
casemira de core mullo finos a I59,16$
e 18$, ditos saceos das mesmas casmi-
ras a 10$ 129 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99, 101
e 12, ditas de casemira decores a 7$ 89
99 e 109. ditas de brim brancos muit
o V r! !* ditas d6 di,os de cores a
39. 39500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$500, col-
leles pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos de cores a 4$500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fusto a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 39, paletotspretos de merino de
cordSo sacco e sobrecasaco a 7$, 8 e 9
colletes pretos para lulo a 49500 e 59'
cas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
lelots de alpaca preta a 39500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 69,79 e 8$, muito fino col-
leras de gorgurio de seda de cores muito
boa fazenda a3980O e4$, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roopa
para menino sobre casaca de panno pre-
a tos e de corea a 149,159 e 169, ditos de
O casemir sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 89 e
39500, ditos sobrecasacos a 5$ e 59500
'Sin d C98emir8 PretM e decores a 69,"
$500 e 79, camisas para menino a 209
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito operiora|329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna offleina de al
faiate onde mandamos executar todas as
obras com brevidade.
MMKiMMMC eftMSMSMSefti
muito barato, aproveitem : na rua do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondade se
torna necessaria a todas as familias, porque com
ella se previne a perda das pecas, e muito roe-
lhore maiscommodo que a marca com linha. As
caixinhas trazem 2 frasquinbos, e deltas se ve o
modo fcil e seguro de que se servir a pessoa
para marcar ; custa cada caixioha o diminuto
preco de 19600: na rua do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Bonets de gorgurao avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonels inglezes de gor-
gurao e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droes a 1$500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duraco tornam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim coma outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 89 e
49, o melhor possivel: na rua do Queimado n
16, loja d'aguia brsnca.-
FraDJas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento de franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a prela, tanto com
vidrilhos como sera elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos precos de 500 rs. a
29500 a vara ; i vista do comprador lodo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na rua do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2#.
A loja d'aguia branca est vendendo mui boni-
tos enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
29 : em dita loja, rua do Queimado n. 16.
Manteletes pretos supe-
riores.
Rua do Queimado n. 18 A, esquina da rua do
Rosario, vendem-se ricos manteletes de grosde-
naples preto com enfeites de vidrilhos e duas
ordena de bico pelo baratissimo preco de 259
cada um.
Gomma doAracaty.
Vende-se excellente gomma do Aracaty; na
rua da Cadeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Admiraco
a 1,900 cada um.
No armazem de fazendas da rua do Queimado
n. 19, vende-se lenges de linho muito fino pela
pechincha de 1,900 rs.
J Vende-se um terreno com alicerces para le-
vantar casa com 140 palmos de fundos, na rua do
Quiabo, freguezia dosAfogadoa: a tratar na rua
Imperial n. 67. .
Ricos cdos com fivela de ac
Vende-ge a 69 : na roa do Qneimsdo, loja de
miudezas n. 33, da boa fama.
Luvas de pellica.
Vendem-ae luvas de pellica de Jouvin para
bomem e senhora, brancas e de cores, pelo ba-
ratissimo preco de 29500 o par: na rua do Quei-
mado, loja de miudezas a. 33, da boa fama,
f INDICIO LOiHlOW,
Roa da Senzaila Nova n.42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo sortimento de moendas emeias moen-
daa para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Tachase moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin lVlaw a tra-
tar no memo deposito ou na rua do Trapiche
n. *.
SYSTE HA MEDICO DE HOLLOWAY.
PULLAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nao comen, mercu-
rio nem alguma oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleic,omais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na compleijo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operac,oese ef-
feitos 5 pois busca e remove as doen$as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
, Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrara saude e forcas, depois dehaver tenta-
do inullimenle todos osoulrosremedios.
A mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperaco ; acam um competente ensaio dosel
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
{(restes recuperaro o beneficio da saude.
Nao sej perca tempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermedades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asinina.
Clicas.
Ccnvulsoes.
Debilidadeou extenua-
co.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
1 cousa.
Desinteria.
Dor degarganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades noventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Pebre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Uemorrhoidss.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesies.
Inflammacoes.
Irregularidades
menslrusrao.
Lombrigas de teda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenco deourina.
Bheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Aossenhores de engenho
grande reducto nos
presos de moendas.
Braga Silva 4 C, achando-se em liquidacao,
e para fecharen) contas, reaoUeram fazer urna
grande reduccao nos precos das moendas, e meias
moendas de todas as dimensoes existentes no seu
armazem na rua da Moeda (Forte dolalo).
Os compradores queiram dirigir-se ao escrin-
lono n. 44, rua do Trapicho. P
Recife, 11 demarco de 1861.
Vende-se um carroca nova para cavallo e
um carrinho da alfandega com muito pouco uso
na rua nova de Santa Rita, deroule da cacim-
ba da ribeira, numero 11.
A grande fabrica de ta-
mancos d rua Direita,
esquina da travessa de
S.Pedro n. 16,
f^re timeoio de tam.ncos de todas as qualidades, que
o proprielano da mesma tem resolvido a vender
lano a retalho como em pequeas agrandes por-
ches, por muito menos do que rm outra qualquer
parte ; os .robores commerciantesda praca e de
lora acharao sem pro promptos de 1,000 a 2 000
pares pregados para supprir qualquer encom-
y.'S Vcm (lemoer!Aa8ia, como 'mancos a mo-
da do Poito a U500.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C
praja do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brcame Hoskell. por precos commodos e tam-
bem tranceln e cadeias paraos mesmos de
excellente gosto.
Manguitos egolla.
> Je^dem"so. 6uar'es de cambraia muilo flea
e muito bem bordadas, pelo baratissimo prono de
d!boaafUma: CatUS d0ueimao 2. loja
Vende-se urna escrava crioula, de idade 90
annos, com algumas habilidades:
rua do Hospicio n. 62.
a tratar na
Escrayos fegjktos.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, .Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistaeouiras pessoas ede
carregadas de sua venda em toda a America n-
tal, Havanae Hspanha.
i Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, contero urna inslruccao tmportu-
guez para explicar o modo de se usar destaspi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na rua da Cruz n. 22 ero Per-
nambuco.
SEDULAS
de ife 5000.
CoBtinua-se a trocar sedu'8s de urna s figura
por melade do descont que exige a thesouraria
desta piovincia, e as notas das mais pravas do
imperio com o 'bate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mcndes, rua da Cruzo
o. 1.
Fugio no da 8 do correle dosillo de Pau-
Cacange, de nome Josepha, idade de 50 annos
pouco mais ou menos, roga-se as autoridades ou
Lq n q"" pCM0' que fl Pf leva-la ao dito si-
o ou ao armazem de madeira da rua da Con-
cordia n. 1 ou rua do Imperador n. 49 que ser
generosamenlc recompensado.
Gratilica-se com 100,000
ris.
Ausenlou-se de casa do abaixo assignado. mo-
radorcmGoiaoDa, rua do Meio, taberna n. 64
de bjixo do sobrado que volta para a ribeira, no*
da 26 de fevereiro prximo fndo. a escrava Ic-
S'HTQn'3' q"aJ lem os siRnaes seguintes :
idade de 30 anuos, bastante alta, secca do corpo
i0rLVaBi}C^a^ na.riz e be'Ss Srossos. bocea
grande e fallas brandas, quando sen abre bas-
tante a bocea, o quando carrega peso entorta um'
Aletria. talharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Brandao, na Lingoela n. 5.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se farelo de Lisboa superior, chegado l-
timamente, a 4g e 5} porsacca.
Ricos cortes de seda preta
com babados.
Na rua do Queimado n. 18 A, esquina da rua
do Rosario, vendem-se ticos cortes de vestido de
seda preta com babados, pelo baratissimo prceo
de 50J cada um, grosdenaple preto pelo barato
prego de 1*500 o covado, dilo fino a 18600, dito
muito superior a 1$800, dito largo superior a
2?#00, cassa organdys pelo baratissimo prego de
80 rs. o covado, palelots de panno fino preto a
20# cada uro, dilos de casemira de cor a 9 cada
um, ditos de dita a 11$, dftos de panno fino cor
de caf a 25J>, dilos sobrecasacos muito finos a
28# cada um : a pessoa que vier a este eslabele-
cimenlo achara muilo boas fazendas. de que nao
se faz mensao, por pregos muito commodos.
Vendem-so tresbois mansos para carro: no
Maaguinho n. 43.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, adinheiro, por bo-
ato prego : vende-se na rua do Trapiche n. 40,
escriptorio.
S no largo da Al-
fandega n. 48.
Farinha superior a 3$520.
Feijao branco e mulatinho;
Macarrao talharim e ielria,
S barato a 50 e 80000 rs.
Leite puro.
Manda-se entregar, sendo na freguezia da Boa-
Vista, leite puro a 320 rs. a garrafa : a tratar na
rua do Aragao, casa n. 40.
Franjas.
Na Joja d'aguia de ouro,
rua do Cabug n. i B.
Vendem-se franjas pretas com vidrilho ou sem
elle, de lindos padres, que se vendo muito bara-
to, ditas de cores de todas as larguras e por todos
os pregos, ditas de linbo tanto de cores como
brancas, ditas com bolota c sem ella para corti-
nados ou psra toalhas, e para panno da Costa
tudoisto por pregos quo admiram, e s se vend
na loja d'aguia de ouro na rua do Cabug n. 1 B.
Vende-se urna preta crioula, ptima para
todo o servigo domestico ; na rua de Santa Rita
numero 83.
Fardamento do quarto de
artilharia.
Na rua Nova n. 58, 1. andar, veude-ae por
prego commodo um fardamento do quarto, lanto
serve para artilharia como para cavalharia, de
panno muito fino.
pouco o pescoco, andar moderado e dengoso ; lo-
vou comsigo toda a roupa que possuia. lem bons
lil!! 6 C,Za b,bados- PanD ""o, algum ouro,
vestidos velhos e panno da Cosa, cosluma andar
calgada, tem semblante sizudo, e quando lhe pa-
rece diz que e forra ou que tem dinheiro para
sua liberdade, mas nunca lhe foi visto. Esta es-
cravai nasceu no sertao do rombal, d'ondo veio
coro idade de 14 para 15 annos, foi comprada por
Joaquim Jos da Costa, morador nesta cidade
que a possuia ha 14 annos, e duanleeste tempo
iresmo S>r. Costa tem morado nos lugares seguin-
tes : Tegicupapo, Traa de Carne de Vacca. Pona
de Podra e i!ha de I.tamarac ; outros lugares ha
que ella lem prenles e eonhecidos, e at rodera
dizer que ainda perlence ao dilo Sr. Costa para
Hf.e.52 J0"" Peita. Roga-se portan-
loas autoridades pohciaes, capites de campo e
mais pessoas do povo qr-e da dita escrava trouxe-
remi noticia, de apprehenderem ea levarem a seu
senhor no luKar cima designado, e em ausencia
deste por estar prximo a relirar-se para o Re-
cife a poderao fazer a seu tunbado oSr. Thomaz
Antonio Guimares, Anlero Milito Guimarae
oto Lo Jos de Miranda ; no Recife ao Sr. Luiz"
Antonio dos Santos Pereira. na rua dosMariyrioa
n. b. Se alguem tiver della noticia, mesmo es-
tando em lugar que a nao possam pegar por te-
merem o patronato, basta que seja vista por tres
pessoas que em juizo provem esto fado, que re-
ceberao a graiificacao cima. Desde ja protesto
com tono o rigor da lei haver percas e darr.nos e
punir o crime contra quem quer que lenha tal
procedimento : lambem se vende a dita escrava
mesmo ausente, pela quantia de 1:2008, dentro
do prazo de 15 dias, contados da data deste meu
annuncio. Goianna 10 de margo de 1861.
Jos Gomes Ferreira da Silva.
Fngio no dia segunda-feira 4 do corren te, o
moleque de nome Beiiho.de estaurs regular cor-
po grosso, cara larga lisa e reluzenta, sem barbo,
com alguns signce de tallios junla a bocea do
um couce de cavallo, tem falta de alguns cabel-
los de corregar canecos d'egua, ps largos e
grandes, e representa ter de 18 a 20annos; fot
vestido de camisa de mangas curtas de algodo
branco e caiga azul la micro de algodo: quem o
prender leve n casa do tenente-coronel Francisco
de Miranda Leal Seve, morader no ruado Seve,
ou na Ilha dos Ralos, que ser gratificado.
Nc dia 30 do Janeiro do correnle anno, fu-
gio do engenho Crugahida comarca do Pao d'A-
lho um escravo de nomo Virissimo com os si"-
naes seguintes : cor preti, reperesenta ter 35 an-
nos de idade, alto espadaudo, ps grandes, nariz
apapagaiado, e pequeo, falla um pouco olra-
palhado, tem falta de dentes na frenle, quan-
anda curva as pern3s, muito possanlo e es-
perto, e de nacao Angola; suop-se andar
pelo engenho Arepib da freguezia da Escado,
ou em Areticum em Barreiros ; pede-se as au-
toridades policiaes e capites de campo de o
aprehenderem e de o cenduzirem ao engenho
Crueahi ou na cidade do Recife na rua da Cruz
n. 62 tereciro andar, onde serao gcnnerosam'ente
recompensados e protesia-se contra quem o tiver
acollado.
1000000.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado. um negro de nome Fclippe, escravo de
francisca Rosa Pereira dos Santos Bezerra, mo-
radora em trras do engenho do Curado, cujo
escravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto,
secco, pouca barba, ps grossos e mais prelos do
que b cara, pernas mal feitas, olhos brancos o
papudos, dentes pequeos, cabega pequea, duas
fallas e muito mansa, e quando olha para qual-
quer pessoa fita os olhos e nao perteneja, nade-
gas grandes e empinadas, levou caiga preta de
casemira nova, palelot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapalo de cou-
ro de lustre, camisa de madapolo nova, e tam-
bero debala verdeja velha aberta, e lambem de
algodo azul, chapeo de massa cor de chumbo
J velho; desuppr que em viagem elle nao
ande com a roupa nova c sim com a velha por
ser mais propria : a pessoa que o trouxer ao re-
ferido engenho ou rua Augusta n. 21, recebei
a quantia cima.
Fugio da cidade do Aracaly, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, Benio
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoeuta e tanto* annos, fulo, alto, magro,
dentes grandes, e com falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos pea bajp abarloa, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado.
Consta que este escravo apparecera no dia 6 do
crreme, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecid,
disse que tinha sido vendido por sen senbor para
Goianninha: qualquer pessoa que o pegar o po-
der* levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
mos. que gratificar generosamente!




(8)
MARIO 01 WtJJIftVCO: ^ QUINTA FEIRA 14 DB MUCO D lili.
Litteratura,
A historia era chinellas.
Sabbsdo, sete philoiophos parisienses, que sao
maisespirituosos do que os sete sabios da Gre-
da, jiiiinvam alegremente s oilo horas da nuite
n'uina das erais sutnptuosas salas da cdad uni-
versal. A mesa eslava litteralcnrote sobrecarre-
gado ds mnravjlhas da ouriverasia ; as mais bel-
las flores, nao direi da rslacio, mas de todas as!
eslardes, dcsabrocliaTsm-se u'uma jardioeia de
bronze dourado, esculpido e cinzelado por Feu-
Chrs.
N'onlra jardineira, vistosos cachos de cerejas,
de uvas e morangos, que nao eram de papeleo,
exhalaran) no roco desle rigoroso invernos per-
fumes da primavera, osleutavam as cures do ve-
rn e o bello riso da viodima.
Cada rooviva tinha diaute de si sete copos ;
houvu sete entradas, PeJiu-se cada um dos
set-i sabios que fosse sete vezes espirituoso, pois
0 banquete era pythagorico.
Depois de haver molhado por sete vezes os
beigos no ouro e na purpura dos vinhos, declarou
Nstor Koqueplan que elle abrogava as leis de
Soln contra a embriaguez. Pois, quem nao sa-
be que o legislador atheniense ostabelecra a pe-
na de Ojn contrao archonle apauhado ebrio?
F.sse aresto nao sorprendeu, pois sabara todos
que a laca de Nstor foi cantada pelo divino Ho-
mero.
Tal foi o comego de um sleepls-chase philoso-
phico. Repetirei mal ludo quanlo naquea uoi-
te disseram de agradavel, espirituoso e parado-
xal. Era a verdade prematura apparecendo cora
a mascara da loucura : a verdade Je Erasmo e
de Montaigne.
. Tornae not3, disse o Sr. Eml io de Girardin.
Theophrasto, que eu represento aqui, disse que
era melhor confiar-te a um cavallo sem freio do
que urna philosophia sem paradeiro.
Kespondeu o Sr. conde D. que elle nao tomia
os cavallos sem freio, nem as philosophias sem
paradeiro, porque se os cavallos mais indmitos
aodam mo, as philosophias mais atrevidas le-
vara sempre sabedoria. *
Entra os sete sabios havia um que supporta-
va paciente o espirituosamente urna rica he-
ranga.
Vos, llie disseram os oulros, nao tendes a
palavra, pois nao leudes mais philosopha.
Eu, relorquiu elle, tenho inuilo mais do
que vos ; Chiloo disse : Aspedrasdo loque ser-
veni para experimentar o ouro, e eu digo que o
ouru urna pedra de toque para expeiimeutar os
homens ; por meio delta que se conhecem os
fortes e os fracos, os bons o os mos.
O doutor Cabarrus lomou a palavra para fallar
contra as molestias do dinheiro.
Tomae sentido I disse-lhe F..., quando re-
cebes urna pilula naandaes doura-la ou pratea-la.
Anda mais : receilaes p de ouro.
contra a molestia do ouro, respondeu Ca-
barrus. Vos bem sabis que eu sou homceo-
patha.
L'ra grande pintor, talvez fosse Delacroix, cen-
surou os mdicos por serera mais que colo-
ristas.
Quando rouxo-lerra, quando cinabrio, quan-
do a/.ul celeste I E' pelos principios da pin-
tura e nao da medecina que vos outrossalvaes os
doentes.
O que prova, disse o quinto sabio, que a
mede ina urna tinta.
Meus senhores, inlerrompeu Nstor Roque-
plan, so a conversa tomar este rumo, o presiden-
te ha de levantar a sesso, pondo o chapu na
cabera.
presidente poz um bonete la Saint Beuv* ;
elle era calvo, e receiava endefluxsr-se :
Meus senhores, disse, nao esperdicemes
esse panno precioso que chamara lejnpo.
Oh I exclamou o vizinho, se cu soubesse
onile se vende esse panno, ia agora mesmo cora-
pra-lo I Mas, quer queiramos quer nao, elle ras-
ga-se em nse dentro era pouco um Irapo.
O presidente exclamou com ar sapiente:
Trapos, je quizerem, porm elles me sao
charos I
Os seus trapos ainda nao sao mui velhos.
J que o tercpo 6 precioso, contiouou elle,
demo-nos pressa em correr aps o supremo bem.
Mas o que o supremo bem ?
L cada um cultivar seu jardim como Can-
dido, disse o Sr. Emilio de Girardin.
Amigo eslylo, disse o letceiro sabio, o su-
premo bem o poder.
Oh I sim, o poder, so nao houveise cortc-
xaos, e se nao fosse mister, quando se lem o po-
der, fazer-se corlezo dos coriezos.
Lembrae-vos, disse o Sr. cundo de M...,
deslas bellas palavras de Henrique IV, que fra
Obrigado cortejar Henrique III : Feliz daquel-
le que, contente com o pouco, nao me conhece
nem por mim conhecidol
O raais moco dos sete sabios disse que o supre-
mo Den) era o amor.
O amor, disse o mais velho, sempre o ca-
samento do bem e do mal, da alma e do corpo,
da loucura e da razo, do vinho o oa agua.
Quera falla ahiem deilar agua no vinho, ex-
clamou ura philosopho que se tornara pensativo
bundu. preciso volar aos deuses infemaes o
nomii daquelle que primeiro fez esse baplismo sa-
crilego.
Plinio disse que foi Staphylo, o que era in-
digno de seu nome. Atheneo affirma que foi
Ampbyclion. Sejam ambos amaldigoados.
E todos levantaram os copos... Mas nao aca-
baran).
Espalhou-sc um espesso fumo pela sala ; aca-
bava oc pegar fogo a chamin do soto immedia-'
to.
Um criado fra de si gritn :
Agua I
As biccas, porm, cstavam geladas. Felizmen-
le estavam intactas as garrafas d'agua ; os convi-
vas eotregaram-as sem remorso criadagem.
Mas nao foi sufcienle ; o perigo era eminente,
foi preciso fazer cadeia e passar de mo em mo
tolo o vinho deitado nos copos. J o sacrificio
eslava quasi consummaoo quando enlraram os
Jjombeiros estrepitosamente :
< Nada I exclamaran lies ao ver aquella ca- '
dea de No ; temos agua, guardae-nos o
vinho.
O fogo nao gosta dos bombeiros ; apaga-se
priraeira iniimagio dalles.
Assim foi interrompido o banquete dos sete sa-
bios, talvez no momento em que iam acbar o su-
premo bem.
Pozeram-se de novo mesa ; um delles fez
osta observago que no momento em que iam
sendo quasi victimas de grande fogo, muitos po-
bres homens nao o tioham em suflkienle quao-
tidade.
Depois dessas simples palavras ditas com a elo-
quencia do corago, urna mulher *eio sentar-se
mesa do banquete.
Era a caridade.
Eis a razo porque eu nao digo o nome do am-
phytrio.
II
Morreu el-rei da Prussia, e nao se dansou as
Tuilleries. Tudo se encadeia neste mundo.
Quantos lequesem repouse.quantos vestidos bran-
cos, cor de rosa, azues, cor de violeta esto pen-
durados em Pars, porque a Prussia vesliu-se de
lulo I
Nao gosto da dan^a, porm gosto de ver dansar.
Aquello bello cabos, aquellas spiraes, aquelles
redemoiobos, aquelles arco-iris d ese raba raga a-
me os ps e voa as rabecas de Atraass para o
cu dos encantos. E' lo bom viajar sem
p-rtir I
Era a viagem predilecta de Byron ; porm By-
ron goslava da walsa? Vede esta bella apos-
trophe :
Walsa, rainha dassedueges I Ero tuas pla-
gas nalaes, Weriher, ainda que demasiadamente
propeuso corrupgo decente eocculla, Weriher
anatheroatisoute. A amavel Genlis em seus
certarnes com Stael. quizera proscrever-te dos
bailes parisienses. E com ludo a moda procla-
mou-te e prendeu as rainhas assim como as sim-
ples damas. De hora era hora esteode-se um cir-
culo mgico. Volteamos, e nossas cabegas
tambera I
Novero, aquMle grande philosopho que dizia :
Quando nada tenho que fazer escrevo mxi-
mas de Larochefoucauld, liuha outro peosamen-
to, era corrigir os pensaraentos de Pascal. Es-
creveu elle um hvro sobre a dansa i
A Franga, disse, urea das tros gragas ; a
mais gentil das nove Musas.
Por ura quasi nada que Novero diz que era
urna virtude iheologal. se llie dar crdito, an-
da ella hombro hombro com a poesa e com a
estatuaria. Tem suas posiges esculpturaes que
desaliara os de Phidias e de Miguel Augelo ; tem
seus acentos trgicos; excede acomida pela ma-
licia o rapidez da aegao. N'uma palavra, e urna
bella phrase, a dansa falla alma.
Depois desse bello exordio, o illustre Novero
colloca-sc entre Phidias, Racine e Moliere no tem-
plo da immortalidade. E, com effeito, seo dan-
sador nao tiver talento, se nao houver estudo,
historia, mylhologia e geometra, se nao tiver a-
prendido pintura e anatoma, ser indigno de
apparecer u'um salo. Nao ser digno de subs-
tituir a dansa do raciocinio a da iaibecilidade.
E como Novero ao mesmo tempo palestra Jor
e hornera de engenho. digno de bater todas as
portas acadmicas, at porta da academia das
Bellas Arles, quer que se daose a fbula como
Ticiano, historia como le Possin, o eslylo como
Boucher, o joco-seno como Vanloo, o cmico
como Tmirs, a paysa animaes como Paulo Polier. Al aqui eu s
sabia do Ranz desvacches.
Pois bem esta arte sublime, que teve Novero
por historiador, desapparece como todos os
deuses. Os realistas o Chaleau des fleurs
desthronisaram os idealistas do faubourg S,
Germin os quaes conservaran! em suas arias
algumas recordages do minuete real. Luiz XIV
nao dansaria raais hoje, e vendo dansarmos,
oira que sen reinado j acabou.
Amaes lord Byron, aos versos heroicos, e
dansa.
Eis o que dizia urna senhora Alfredo de
Musset, nao quando era mogo,sempre o foi,
mas quando tinha vinto cunos. Poder-se-ha
applicar esse mesmo verso ao nosso seculo
antes mocidado do nosso seculo; dizera
quo hoje velho. No auno da graga de
1861, das tres cousas de quo gostava, esque-
ceu-se deduas. Os Inglezes deixaram lord By-
ron por Pennyson, poeta laureado, (Soulheyl);
apenas perdoarara alguns trechos do Child Ma-
rola que se recitam noscollegios de meninas, e
os versos heroicos, nao o sao seoo no Odeon. A
dansa ainda tem por si a msica e as mogas,
porra o combate acabara dentro em pouco por
falla de combalentes, se nao houvesse sempre
mogas para casar. Eis urna importante questo
que deve preoecupar os economistas. Suslentam
as mes de familia que a primeira palavra do
contrato do casamento, urna conlradansa, e a
ultima urna walsa. Mas quantos dansadores e
walsadores licam no campo! A senhora L......
duia seriamente um poltico : <
dimine era Orlans desde que ali se dansa me-
nos. E o poli'ico replicou gravemente: Creio
antes que desde que l se ergueu urna estatua
Joaona d'Arc.
Nao desesperemos dos nossos contempor-
neos. Proraeltem-nos urna nova era para a
dansa. Tentam-se algumas quadrilhas pitlores-
cas, pois as mogas nao querem mais dansar os
lancelros, desde que os cavalleiros sabem e que-
rem guia-las. Annunciaranos urna walsa qua-
lernaria e no entretanto protestam pela walsa
ternaria contra a walsa binaria. Triumpha em
toda a linha a escola do Sr. Ingres.
111
Hoje sei a mnha historia, islo sei porque
razo leu-se no lago do bosque de Bolonha este
nome cabalstico : Antonia.
Ha um mez, diapordia, Sk......foi recelado
pela sociedade parisiense. E' elle um joven
Russo do governo de Smolensk, elegante e des-
lindo como ura merabro do Jockey-club, ou, se
o preferem, elegante e desttuclo como um Russo
de nobre linhagem.
O conde lem vinte e seis annos, posse um
grande cabedal, tem um lindo rosto, e m geuio
vivo, o genio vivo de um Moscovita que hou-
vesse nascido na patria de Mry. Entretanto,
iolui un
apesar de todos esses preciosos dotes, o joven
conde nao podra ser bem surpedido ao p da
senhora X......, viora de nome celebre e de
formulara peregrina, qeo qer afogar Menta-
dos da viuvez nos prazeres de' orna realeza
terrestre.
Por um dsquelles milagrea que se notam em
mais de urna exiatencia fe minina, a senhora
X......apaixonra-se por um noraem feio, de
corpo grosseiro e de intelligen.cia sem cultura,
com seus cincoenla e nove invernos, pelo que
seus amigos chamavm-oo quinquagenario.
Na vespera do Natal fra o condo lvalo por
um amigo commun casa da loura esquiva de
olhos negros. O Sr. A. C. ah se achava como
sempre, opprimindo a dona da casa com os seus
raais tornos roadrigaes. aprendidos ha quarenta
annos. Com a sua eloquencia de mestre de
dausa, o collete do esparlilho, a casaca apertada
nos colovellos, a caiga de galn, a grvala na
ultima moda, o Sr. A. G. provocava de alguma
sorte a hilaridad^, porm a senhora X......
achava-o arrebatador.
"- E' que a senhora X......, diziam, goita por
tradigo de familia dos fragmentos bem conser-
vados. Seu pae era decidido amador de anli-
quidades de toda a especie, e seu av6 linha o
melhor gabinete de mumias que jamis se viu na
Gurupa.
Entretanto achou a senhora X........ que o
joven conde se assustaria em seu cortejo, e
disse-lhe com um agradavel sorriso I
~" V. Exc. sabe, senhor conde, que amaoha
algumas deslas senhoras e eu havemos de andar
sob o glo, no lago do bosque de Bolonha ?
esperamos v-lo l. V. Ex. que Qlho da nev
e do fro Aquilo, como diz com tanta pro-
pnedado o Sr. A. G., deve ser um ousado pa-
tinhador : assim, esperamos que nos dar urna
idea da habilidade que desenvotve no Dniper.
O conde enclinou-se e respondeu que por
nada neste mundo havia de faltar urna repre-
senlago de patinhadores parisienses.
E eis o que se passou no bosque de Bolonha
no da do Natal, atraz do kiosque da iiha : a se-
nhora X.......embrulhada n'uro capote de r-
minho.era conduzda por dous poneys escossezes
n urna sela de exquisito goslo. Era um carro
antigo em forma de concha, cor de rosa, com
saliencias douradas.
V. Exc. Venus hyperborea, conduzda
sobre a nev n'uma folha de ro3a marinha,
dissra o Sr. A. G. com o mais bello sorriso.
O quinquagenario vestir o lindo trajo de um
joven norueguense no dia de su-is bodas. Elle
nao se va pouco embaragado nes botas curtas e
largas, bordadas de zebelina, e incommodavam-o
bastante os aperlados palins que calgava. Mas,
como Ihe aperlava elegantemente a cintura a
peMiga de marta do Norte I Como eslava casqui-
Iho I como se balougavara suavemente os collari-
nhosl Dir-se-hia um d'aquelles patos selvagens
que resvalam, dormitando, por sobre a agua es-
tagnada dos pantanos. Julgava-se formoso, jo-
ven ; lomava posiges laoguorosas, recilava se-
nhora X... com ternas modulagoes, todas as poe-
sas de Parny. Que maneiras a'ffectadas! que po-
siges lnguidas e apaixonadas I Toda a compa-
nhia da senhora X... ria-se do velho adamado,
s a formosa loura achava-o adoravel.
O conde Sk... contenlava-se com tragar de ca-
da lado da sela da senhora X...listraziohas ten-
didas como os raios cora que os desenhadores
cercara o disco do sol. O conde trajava como ura
parisiense ao passeio da manha ; apenas tangi-
r nos hombros um largo capote de pelles de as-
trakan, o qual arranjra cora aquella scieocia do
pittoresco que possuera sobretodo os Italianos, os
Hespanhoes e os Russos. Senhor conde, disse-
lhe a senhora X..., V. Exc, pelo que me parece,
nao patinha como homem habituado aos galos do
norte?Ser verdade, senhor conde, perguntou
maliciosamente o quinquagenario, que era sua
patria veem-se es Demorados escrever no gelo
polido cora o ferro dos patios o nome querido de
suas amantes?E' verdade, senhor, respondeu o
conde, e era nisso que eu cuidava justamente
quando a senhora censurou-me a indolencia. Nao
tenho ura nome, nem urna Drma para tragar nes-
se gelo j riscado.Ser mui difcil ? perguntou
o quinquagenario olhando para ospatins. Ohl
sao pouco, respondeu o conde, que muitis vezes
acouteee divertirem-se em ornar de rosase gri-
naldas emblemticas as firmas immensas que se
tragara, no gelo.Para um minorado bem apai-
xonado ha alguma cousa que seja diflicil ? excla-
mou a senhora de X... olhando para o velbo Ce-
ladoote.
Ao depois, acrescentou ella com o sorriso mais
fagueiro :.Eu rauito estimara ver minha firma
do comprimento de cera palmos desenliada e en-
grinaldada neste gelo.E moslrava cora a mo a
parte superior quasi vrgem.Eia I exclamou o quinquagenario,
o que nao fazem os patinhadores do Dniper, vou
fazer eu, humilde parisiense 1
O'velhusco, com um impeto- e um ardor dig-
nos de recompensa, coraegou ousadamente tra-
gar a primeira letlra do nome da loura viuva.
Ali I quando deu uns viole passos, e quiz princi-
piar um cerlo circulo, o pobre quioquagenaria,
semelhante &quelles cavallo* de carro dealuguel
que nao podem raais parar quando teem andado
casualmente meio galope, volteou algumas
vezes sobre si mesmo e cahiu fio comprido no
meio das gargalhadas dos espectadores.
O conde foi depressa levanta-lo, e trouxe-o
quasi nos bracos para junto da sela. da senhora
X...Mea Deus, disse esta rindo um pouco, co-
mo Ihe acouleceu isso, Sr. A. G Minha rica se-
nhora, eu mesmo nao sei, respondeu o quinqua-
genario. No momento em que ia eu voltar para
comegaro mais bello arco que teria feito em mi-
nha vida, um dos palios-deu n'ura seixo. Um
seixot exclamaran), um seixo no gelo do lago?
Sim, minhas senhoras, um seixo no gelo do
lago, e um seixo suicidio, de mais mais, como
pude certificar-me. Eslava a tal sorte encrusla-
do, que nao saltou fra para deixar-me strguir.
A' esta explicago, rodobraram as risadas.
O conde Sk... inclinou-se para a senhora X...
Se V. Exc. coosenle, minha senhora, fa-la-hei
tragar por si mosraa todo o seu nome no gelo
desie lago, sera nelle encontrar um s seixo.
E nao dando tempo para recusar, o cende sobe
'. T-iim
ao carro, toma ai redeas dos cavallos, e parte
com toda a rapidez.
v.oi earreira louca, delirante, inaudita.
Mau rpido* do que o pensamento, os dous po-
nyi, condolidos por orna hbil mo, galopavam
lanosamente, descrevendo curvas impossiveis,
correado em linha recta, tornando sbitamente
para trax, e parecendo s vezes rollar sobre si
proprios com a raiva d'aquelles corseis diablicos
de que fallam as legendas allemas.
Nao sei o que disse o conde bella viuva; po-
rm depois do primeiro grito de susto, vlu-se
que sorriu emquanlo durou aquella earreira deses-
perada. Os patiuhadores e as selas haviam-se
approxraado da margem, deixando a passagem
livro aquella parelha que pareca um redemoinho
de gelo e nev.
uurou isso dous minutos ; ao depois viu-se a
concha cor de rosa, tirada socegadamente pelos
dous poney, dirigii-se para a margem do ligo.
Enlao poderam todos os espectadores lrem ca-
racteres gigantescos, tragados pelos longos palins
da sela, o nome de Antonia escripto tres vezes
cora urna pureza calligrephica que faria exaspe-
rar o mesmo Sr. Prudhomme.
Sei que desde o dia de Natal, a senhora X...
manda consultar o thermomelro todas as ma-
nhaas e inforraa-se se ha nev bastante para ir
ao bosque em sela. S o conde quem a acom-
panha agora; o quinquageoario fechou se em
casa para redigir urna memoria, oa qual explica-
r e provar a presenga, no gelo, de seixos sui-
cidios que podem fazer cahir os imprudentes pa-
tinhadores.O que me faz augurar que elle aca-
bara pela decadencia das sciencias.
A senhora de X.. acabar pelo conde Russo.
Ha promesas do casamento. E' justo, ser um
casamento gelo.
IV
O que vos direi respeito da caga ? Os par-
daes, esfaimados por causa desle rigoroso inver-
n, deixam-se matar pela sarabatana. O co. lho e ,
a lebre, sua prima pelo ramo primognito, fazem'
melanclicas reflexes no fundo das tocas. O
coelho, que um peosador consagrado por La-
fonlaine, corape elegas, cujo thema sao- es len-
ros servos que desappareceram.
Pois o que s ha de fazer n'uma toca seno
pensar ?
Espera o mundo parisiense que o invern- te-
nha passado, para oceupar os quarteis de inver-
*no ? S os estraogeiros dao bailes agora. Dansa-
se em casa do Sr. Erazzu; dansa-se em casa da
senhora Harilorfl; canla-se era casa da senhora
Phalen, dever-se-hia ahi esvoagar.
Comecara tomar um bom costuran, o de ceiar
A cea franceza ; os Franeezes mataram-a
cas para teftfr am eaforgo decisivo coaira um
vicio, que degrada e arruina.
Foi o reino da Polonia, que teve a honra de
dar o sigoal, e a iniciativa pertence ao Clero ca-
tholico, o qual sempre se acha na vanguarda,
quando se trata de combater os verdadeiros abu-
sos e propagar o verdadeiro progresso.
Em 1857 e 1858 muitos eclesisticos da dio-
cese de Plock organisaram em suas parochias
sociedades de lemperaoca, as quaes brevemen-
te enlraram grande numero de operarios e eam-
ponezes.
Desde o mez de julho de 1857 o lente gene-
ral do reino da Polonha.o principo Gortschackoff
preocupado sem duvida com essa tendencia, qoe
comegava maoifestar-se, e desejoso de auffocar
por todos os raeius o espirito de associago ca-
tholica, publicara urna circular, na qual, permit-
lindo a predica contra a embriaguez ( que conces-
so I ) prohibir a inlrodugo des sociedades de
temperanga. Assim a peraeguigo no se fez por
muito lempo esperar pelos catholicos de Plork.
O senhor Muchanow, director da commissio
do interior em Varsovia, tomou conhecimento do
caso, e sem outra forma de processo pronunciou
contra os sacerdotes delinqueoles mullas, reclu-
sao nos conventos ou nos seminarios e destilui-
go em massa.
O rescripto do Sr. Muchanow estava em con-
tradigo formal com a concordata promulgada
em 1848. e que reserva ao bispo ou ao consisto-
rio diocesano o direilo de infligir qualquer pena
disciplinaria ou cannica, ainda mesmo quando
merecida porcontravengao s leis civis. Masa
burocracia russa nao se detem por lo pouco,
infelizmente o administrador da diocesede Plock
( urna das ss, que o governo se obstina em
deixar vagas ), moslrou-se assaz fraco para aub-
metter-sescm protestar esse acto arbitrario da
adminislrago.
Todava, nao to fcil suffocar a justiga e o
direrio. Apenas embaragado na Polooha o mo-
vimento rcnascla com raais energa na provincia
polaca da Lithuania, regida por urna adminislra-
go destnela da do reino.
Foi anda um bispo ca tholico, oSr. Volonczes-
ki bispo de Samogitia, que deu o primeiro im-
pulso esses sociedades de temperanga, in*aso
pacifica,que ia penetrar em menos de dou annos
as menores aldeas dos governos de Wilna, de
Kowno e de Grodno. N**a mais simples e me-
nos roysterioso do
L^filL*'?*510 i' T.eBdt *" Wardentea
fiSniui Pf comP,Dh,M.ou P grandes ca-
pitalislas, es quaes pouco mais ou menos sao
^\0*rmm "J?*0! reodeiro geraes(odkups-
xezk). Como na Russia tudo se compra, os func-
fM"oa d qealquer ordem, desde o gvernador
at o capito de districto, ven Jem aos arrem,-
lanies sua ndulgancis ou seu concurso, e liram
sua parte do beneficio sem outro trabalho, nio
ser fechar os olhos certas conlrarencoes, que
elles lera o dtreito e o dever de prevenir.
as provindas polacas o rateme russo tem
prevalecido osa cilades ; mas oos campos os
proprielanos conservaran! o privilegio da fabri-
caco e venda das aguardantes. Pouco lempo
depois da pnmeira diviso da Polonia lancou-se
sobre esla fabiicago um imposto conhecido pelo
nome de trino kurny, na razio de 60kopeks por
cabega de eamponez residente no dominios do
proprielario. Esto imposto foi substiluido no
ultimo reinado por urna nova laxa, pereebida pela
venda em grosso- da agurdente nos armazens, e
que tinha por m, diz o ukaze imperial, dimi-
nuir a embriaguez dos governos occiJentaes e
raelhorar a coodicaodo eamponez. >
Esio imposto arrematado por cobradores
(akcyznik), que comnram carao os arrematantes
das bebidas oa Russia o eppoio dos funecionarios,
e que lm todo o inleresse em activar o mais
possivel a produego e o consumo das aguar-
deoles.
Para dar urna idea das soturnas enormes, que*
traz ao thesouro e aos arremetaates o imposto
das bebidas na Russia, extrahhnos cifras oflkiaes
de urna correspondencia io norte de 22 de julho
de I8.>8. Os especuladores, qne conlarara com
a aBlroago do movimento industrial e com os
trabalhos das grandes linhas de carainhos de fer-
ro, linhara prodigiosamente elevado seus offere-
cimenios aos do anno precedente. N Siberia
oriental os offererimentos subiram de 746.675
""2 2.276.000 ; na Siberia occidenal, de
163,000 robMos r 1,901,000; no governo de Ka-
san, de 102,100 ruhblos 760.000. Pterab.irgo
o Cronsladt sos ferram arrematados por 6,O88>000
rubblos, e a somma total elevava-se em todo o
imperio perto de 140,000,000 de rubblos......
(48O.O00.C00 de francos.)
Infelizmente, porero-, a especolagSo nao cen-
tZh^ZTn d,-qUe r*0* orBnlM*- ,5\es- r ~ creago ras aoeM deade temperad
rocracia russa nao tem podido accusa-la disso.
Os camponios de urna communa, ou os bur-
guezes e operarios de urna cidade se renen),
a cea e iranceza ; os Franeezes mataram-a ; foi compromettero-se por juramento absterem-se
culpa do estomago. Mas j quo os estraogeiros da agurdente, e inscrevera-se e
no-la recondutem, sejamos
delles.
Franeezes om casa
IM4FAM11.ATMG.C4
POR
CHARLES HUGO.
O Sena ameaga vir car comnosco; elle bater
o vinho de Champagne e trar gelo. Havia mui-
to que nao sania do leito ; empregava mal o lem-
po, o q*ie nao era coslurae seu. Lembrae-vos
d'aquelles palavras de Diana de Poitiers, a bella
doscuidosa qne ounca se levantara seno noi-
te I Dizendo-the alguem um dia.que o Sena nun-
ca sahia do seu leito, ella exclamou :Elle bem
feliz I
Ura moralista' dizia : as cousas iriam mui
bem, se as Dianas de Poitiers se levantassem pe-
la manha e se os ras Qcassom sempre em seus
leitos.
Pedro de L'estoile.
(La Presse.H.Duperron.
Saciedades de temperancin na Rassia.
Exlrahiamos ha algum lempo de um jornal al-
lerr.ao ( Arohiv fur Kunie von Russlan ) u-oi r-
pido esbogo da historia das sociedades de tem-
peranga na Polonia e na Russia e da lula que
ellas tem sustentar coulra os funecioaarios
russos.
Esle movimento, quasi desconheeido na Euro-'
pa, merece entretanto mais sympathia e talvez
tanta allenco, quanto muitos oulros com que se
faz grande barulho no nosso mundo occidental.
No meio de revelucoes, que abalara o mais
sagrados principios, e que spenas fazem ruinas,
ura contraste consolador essa outra reveugao
inteiramente pacifica e moral, que s diz respei-
to um vicio, e que inspirapa pelo espirita ea-
tholico abre < tola urna populaeo a senda da
vcrdadeirti'Civilisago e do verdadeiro progresa,
cujo segredo, despeilo de todas as calumnias,
s o catholicismo posse.
E' verdade que toda a medalha tem seu rever-
so, e que afllii-livo ver os representante da au-
loridade, que deveriara ser lambem os da, rno-
ralidade.corabaterem urna reforma to legitima
e constituir m-se os-patronos da desorle ni e do
deboche ; mas infelizmente ninguem ignora na
Europa e na Russia que a burocracia russa
subjeita taes erros.
Para appreciar o carcter desl movimento e a
resistencia que elle encontra entre os funeciona-
rios, convm remontar !x sua origem, que ape-
nas de alguns annos.
Todos sabem que o abuso das bebidas espiri-
tuosas um dos flagellos do paizes do-norte e
era particular das provincias- russas e polacas.
O clima, a ignorancia dos campooezes, a indiffe-
renga ou complieidade dos agentes da adminis-
lrago, contribuem para enlreler esta paixo de-
gradante, e o cultivador, bem coma o operario
das cidades, ella sacrifcalo dinheiro, saude e
inteligencia. O exemplo da Allemanha, Irlanda
e da Russia polaca tinha j produzido em algu-
mas partes do- imperio russo algumas tentativas
soladas para desarraigar este funesto habito, po-
rm a mor parte dellas tinha Picado sem resul-
tado.
Pouco tempo depois- da guerra da Crimea a
idea da emancipago, patenteada pelo governo
do imperador Alexandre, despetlou de repente
ontre as popuhgoes do campo esperangas e sen-
lmenlos al enio desconhecidos. O camponio,
quo se via em um futuro raais ou menos distan-
te livre e proprielario, sentia-se elevado seus
proprios olhos em sua dignidtde de hornero, e
comprehendia ao mesmo tempo a necessidade de
reunir um capital, que Ihe permiltisse tirar
partido de sua nova condie&o. Tinha soado a hora
de tirar proveito.desse desparlar das inteiligeo-
les esperanzas.
PRIUEIRA PARTE.
O Filho.
[Continua i o.)
Horrivel convulso agilava o peilo do mance-
bo : desfez-se em lagrimas. Quanto Alina es-
lava fulminada ; nao tinha consciencia do que
via. nem do que ouvia : seu pasmo era to pro-
fundo que via seu marido chorar, e seus olhos
conservavam-se enchutos I
Parece-me que ainda a vejo, replicou Chris-
tiano com palavras entrecortadas de solucos e
continuando percorrer a cmara : parece-me
que ouc.o ainda os seus passos. Sim, eu a vejo,
eu a ougo I todas as horas da sua vida palpitara
aqui neste ar I sua belleza e mocidade murmu-
rara e sobreviven) no silencio desta cmara I Era
aqui que ella se vesta e se preparava 1 Oh I Era
urna nobre senhora.cuja apparencia magestosa ins-
pirava tanlo respeilo, como amor inspiravam os
seus altractivos! As mais altas persooageos se
disputavam a honra de sua coropanhia I anda
na corte se lembram delta I Com edade de deso-
ste annos dangou com o rei dous minuetes. Po-
bre e desventurada, que nascera para urna vida
de delicias I Estes espelhos ajajptas rezea oo
refle. tiriara a sua belleza 1 Ella era lo bella
quando pela manha ao levanlar-se do leito pen-
teava os seus cabellos, e os perfumava I Era lou-
ra, alva, e delicada como vos sois. Estaa flores
emraurchecidas foi ella quem as colheu... vio-
de, seguidme : estaos vendo este bordado ? ....
obra sua. Aqui est a sua bolsa com o reslo
a sua ultima osmola.... este frasco de agua de
{) Vide Warto n. .
Hungra, perlencia-lhe : e este vestido.... es-
perao.... nao Ihe toquis, lirar-lhe-hieis as do-
bras que foram [citas por suas proprias mos :
aqui est o seu leque, aqui eslo as suas joias :
era seu aquello tamborele, seu lambem aquello
livro de oragoes : sempre ella 1 ella por toda a
parle I Tomae sentido.... ieis pisando sobre a
sua chinella 1 o seu cravo aqui est ainda des-
coberto : sua mesa est aioda servida. 1 Vede...
eis-aqui o seu leito.... e eis-aqui lambem o seu
sangue I
E assim dixendo Lhristiano moslrava sua es-
posa sobre a renda da coberta o vestigio aioda
visivel de cinco dedos vermelhos: depois re-
plicou :
Foi aqui que elles ambos a sssassina-
ram ?
Mas quem erara elles ? perguntou Alinaan-
niquilada.
O abbade e o cavalleiro de Ganges, ambos
meus tios I
E designando com o dedo o fundo da cmara
accresreotou :
Vedes aquella janolla ? Pois foi por ali que
ella se precipitou para escspar-lhes.
Alina o escutava sem movimento. O conde
dirigindo-se para lo oratorio, disse com urna voz
feroz : .
Estaes vendo este crucitixo ? Foi sobre elle
que eu jurei; ousimque os havia de encon-
trar, e no seu sangue viogar a morte da sua vic-
tima.
E aperlava convulsivamente o punho da sua
espada.
E, Deuslouvado, j foi feita justiea inteira e
leal I Esses monstros nao impealam mais a tr-
ra com a sua presenta. Mas aioda nao vos dis-
se tudo. Accrescentae a infamia ao horror, a
traigo roaldade, multiplicae satanaz pelo in-
ferno, e assim mesmo nio seriis capaz de ade-
vinhar que elles apresenlaram sua victima co-
mo cmplice e conselheiro da sua nefanda trai-
go, que homem ? Aquello i quem minha mi
amara e respeitava entrn todos, um fidalgo to
leal, como calumniado, cujos cabellos n'uma s
noile tornsram-se brancos sob o peso dessa ac-
cusago, o infeliz, o banido, o condemnado, o in-
nocente, i quero eu alludia quaodo dirig estas
palavras ao rei: perdoae-lhe, sire 1 Finalmente,
o roarquez de Ganges,*meu pae I
A' eata palavra, Chrisliano viu sua mulher es-
tremecer, vacillar, e cahir-lhe nos bragos fra e
paluda como urna estatua.
Esta ultima revelagio fra superior a torgas da
pobre moca, e pois ella deamaiira.
em urna lisia, a
qual confism ou ao cura da parochia, ou & qual-
quer outro membro designado pela sociedade
A associago nao tem exclusivismo, e na paro-
chias mixtas tanto admiltide o schismatico,
como o catholico.
B-isde os priraeiros mezes de 1859 a acgodas
sociedades de temperanga tornra-se to pode-
rosa, e a creago dellas corresponda to bem i
urna necessidade geral, que a embriaguez tinha
quasi inteiramente desapparecido em toda a an-
tiga Lithuania.
Uro a reforma to rpida e to completa nao-
poda escapar attenoo dos funeelonaros russos-.
Os popes que por suas relaces com os campo-
oezes estirara ero eslado'de saber destes pro-
gressos, foram os pnmeiros se preoecuparem
com elles. Se o elero russo ( urna verdade
multo provada ) nao- brilha sempre pela ioslrue-
go e pela elevago dos sentimentos e das idea,
em compensago elle se destingue porumeiume
dos mais ortodoxos contra o clero catholico.
Assim, longe de aoeolher como um beneficio,
urna reforma, devida principalmente' influen-
cia do caihohcisroo, e tomar parte nessa honra,
contribuindo para sua propagago, os popes tra-
balhavam com lodo seu poder para embaraga-la.
Segundo elles, as sociedades de temperanga eram
to smente urna sorte de conspirago s claras,
urna intriga calholica e polaca, que robria os
mais negros designios- contra a religiio ortho-
doxi e o sanio imperio russo. Nao se pode ne-
gar que oslas-calumnias leotiam tido alguma in-
fluencia sobre espritus grosseiros ; mas os ami-
gos da agurdente e da orthodoxia do s vezes
as predicas do clero russo* urna ialerprelaco
muito mais ampia do que elle sem duvida que-
rerla.
Liamos ha pouco tempo em urna correspon-
dencia de Wilna a seguinte ingenuidade de um
campunez lilhuanio, que prova urna vez e mais
que perigoso ler certos amigos.
Um proprielario dos arrsbaldes- de Wilna o
aconsethava a imitar o exemplo da mor parle de
seus compatriotas e renunciar a agurdente.
Ah 1 senhor, isso bora, respondeu elle,
para os catholicos, nos oulros podemos embria-
gar-nes; somos orlhodoxos.
\ -so que o ciume s vezes mo conselhei-
ro, e que o clero catholico muito gmharia, oaso
quizesse pagar golpe por golpe, acensando os
popes de pregarem ou ao menos de favorecerem
a embriaguez..
Esta campanha ecclesiastica contra as socieda-
des de-temperanga nao era mais do que o prelu-
dio de urna guerra em regra, na qual ia tomar
parte todo o exeicito administrativo. A' medida
que as associages se propagavam, queixas e pe-
ligos inleressadasagitavam cada vez mais os func
ciouarios russos, ede todas as filelras da hierar-
chia, desde o gendarma at os goveroadores ci-
vis e militares, levantou-se um clamor universal
contra esses revolucionarios, que pregav&m a or-
dem e a sobriedsde
Bem sabemos que se tem querido proourar nes-
ta pronunciago da adminislrago russa- contra as
sociedades de tomperanga urna explicacio, que
seria mais que justificada por certos precedentes,
mas que nos repelimos "como injuriosa para a
humanldade.. Tem-se dilo que o embcutecimeo-
to e a desmoralisago eram na Russia um meio
de governo,. e que pregai a moral era um crime
de lesa-burocracia : antes queremos nio crer
nesse calculo odioso entre um povo-civilisado. e
procurar para o desconlenlamenlo dos funccio-
nario russos urna causa menos profunda talvez,
porra tambera verosmil, no systema de percep-
gao do imposto das bebidas na Russia.
as. provincias russas propriamente ditas o mo-
No mesmo instante ama porta Uto perfeita-
mente encoberla e desfargada na lapegaria, que
era impossivel suspeitar a sua existencia, abri-
se de manso e sem ruido, urna forma humana se
desenhou na sombra da sala vizinha, que pare-
ca mergulhsda era profunda escuridio, e urna
voz grave deixou cahir lentamente estas palavras
que s Christiaoo podia ouvir :
Silencio I senhor; urna palavra de mais se-
r bstanlo para fazer cahir a minha cabeca 1
XI
Transformado.
Um crime sem uome commetlido no castello
cm que Alina ia habitar, um assassinato per-
petrado por homens n'uma traca mulher, e
por irmaos ero sua propria irmia, a mi de
seu marido mora pelos tios de sen marido,
emQm o pae, o pae de Chrisliano I tenebrosa-
mente envolvido nessa monstruosa traigio, de-
clarado culpado pela justiga do reino, e como
tal destrralo, eis-aqui sob que fados terriveis.
e que de sbito Ihe foram revelados, suecumbira
a forga moral de Alina.
Apenas ella desroaiou.e depois que a voz mys-
teriosa sabida da sombra sala inlerrompera tio
repentinamente as revelages de Chrisliano, a
porta occulla tornou-se fechar, e o capito se
achou s na cmara verde, sustentando nos bra-
gos sua mulher sem conhecimentos.
O que fazer? onde deposita-la para poder-lhe
prestar os soccorros necessarios ?
Nio havia ali urna s cadeira nn seu lugar;
havia, sim, na sua frente o leito fatal que presen-
ciara o fim trgico de sua mi, e cujo nico as-
pecto Ihe causava horror.
Transportar Alina para fra da cmara ? mas
para onde? ....O nico aposento que havia no
castello guarnecido de alguns movis fleava um
poucu distante, e torna va-se difcil para l ir em
semelhante circumstancia.
E assim perplexo laogando a vista em torno de
si deparou com um reposteiro, bem defronte da
porta falsa, o qual dava entrada para um gabi-
nete, onde elle se lembrava de ter visto na sua
infancia um leito, em que a marqueza s vezes
descangava.
Esse leito, sobre* o qual sua mae tantas vezes
o havia acariciado, nio Ihe trazia ao pensamento
mais do que doces recordages, e foi por tanto
para ali que elle conduztu sua esposa des-
matada.
A hora ia j um pouco adiantada na occasiao
em que a condnssa perdeu os sentidos, e o aba-
lo nella occasionado pela espantosa revelagio f-
ra lo profundo, o;ue quando tomou ai, Tinha
Os Judeos, agentes ordinarios das arremarsces-
do imposto, os quaes, V despeilo de urna prohi-
bigao formal da li, tm casas de vinhos e reu-
nem s vozes estas funeges as de espides da
adminislrago,. soltaran) altos gritos, e viram-so
forgados era muitos districto fecharem seus
estabelecimeotos por falta de visitadores. Os ar-
rematantes do governo da Lithuania. engaados-
em seus clculos, rescindir a resistir seus con-
tratos, encheram com suas queixas lodos os tri-
bunaes de Wilna e S. Petersburgo: os funecio--
narios, que se virara privados das pequeas libe-
ralidades s occutascora que eram pagas suas
complacencias, ftieram cause- commum com os
Judeus e com o arrematantes-;:e o Ihesouro, j
tao individado, que via com espanto esgolar-se
urna das fontes mais liquidas, seno das mais
honrosas de sua renda, nao tratc-u de repellir as
medidas de represso sollicitadas de tedas as par-
tes contra as espotiages do fiseo imperial.
Tal foi a causa des hostilidades, que tanto na'
Lithuania como na Polonia romperam contra as
sociedades de temperanga de3de o principio do
anno de 1859.
O primeiro golpe-- efcial foi dado-no mez de
marea de 1859 pelo Sr. Pochwiseiew, gvernador
civil da J.ithuania, i ama ordem do ministro de
estado, que mandava expresgameote prohibir to-
da a associago, que livesse por m levar os
oamDooezes se absterem do iteo da bebidas
alcooifcas. A circular do Sr. Pachvrisoiew, diri-
gida i todos os agentes da administrago russa
da Lnhuania, nao mais do quo o commenlaro
deslas ingenuas palavras do um moscovita :
Sao esses Polacos, que inventaram a emancipa-
gao para malarero a nobreza ; e eis que agora
imaginara a temperanga para arruinarem ao go-
verno.
Tendo sabido, di? elle, que o clero catholi-
co de Kowno tem formado sera autoriseco do
governo eonfrarias prejudiciaes aos-interesses do
thesouro, elle recomroenda toda- as autorida-
des civ e militares de Wilna, de Grodno e de
Kowno, que prohiban rigorosamente tedas as
associages desle genero, que estae em contra-
venga com oa arls. Ifif.e 169 do-codigo.
Quem nao dira que se trata de sociedades se-
cretas e do delicio de coligi para a-retusa do
imposto? A temperanga, ao quo parece, nao
virtud legal aos olhesdo.Sr. Pocbwsniew seno
com approvago e garanta do governo, e nio
lera o direilo de circular como as-pipas de aguar-
dente, sem a marca do imposto.
E' verdade que o imposto linha-todo inters-
s em reeusa-lo, o que explica talvez o por que
nao so iratou de pedir-lh'o.
Expedida a circular, osJudens, a policia, os
arrematantes e a admioistracao desenvolveram
todo o seu zelo para faie-la execular. Chegou-
se al em certos deslrictos,. se merece crdito o
Sr. DolgoroukolT, autor da Verdade sotrt a Rus-
sia, para maior honra da moral lgale para raaior
bei ao thesouro, dar do ccete nos camoone-
zes, que recusa vara ir s casas de vinhos.
Entretanto os meios de persuaso da policia.
russa nio tiveram todo o sucoesao, que ella po-
da esperar : era lugar de dssolverem-se. as so-
ciedades de temperanga continuaran prosperar
mais; nem os campouezes, nem os operarios,
quueram comprahender que a razio de estado
Ihes impozesse o.dever de embriagarcm-se.
No mez de maio do anno passado os represen-
tantes dos arrematantes do-imposto no governo do
Kowno dirigiam cmara dos dominios urna ap-
pellago desesperada, na qjiai se queixaram da
mexecugo das circulares ministeriaes, e onde
enumeiavam todas as medidas de violencia, quo
tomavao clero catholico para torear seus parochia-
nos a conservarem-se sobrios.
[Coninnor-e-Ao)
j rompendo a aurora. O seu primeiro- movi-
mento foi olfcar para ludo o que a rodeava.
Onde eslou eu ? perguntou ella Chrislia-
no, que cobria de beijos a sua mo aioda fra.
O conde na commogo que o agilava Dio achou
palavras com que responder-lhe.
E onde estava eu esta noile? accrescenlou
ella procurando ligar as suas ideas*
Na cmara vizinha, respondeu Chrisliano
designando com o gesto ainda commovido o re-
posteiro que oceultava a cmara.
Ah i sim 1 disse Alina suspirando: ji sei I
E as causas, que lo inesperadamente Ihe ha-
viam atemorizado na vespera, se apresentavam
de novo ao seu pensameuto-com aclarara e cruel
preciso das recordages que o espirito evoba ao
despertar do corpo : tornou cahir no seu pas-
mo, e silenciosa, passando a mo por seus ca-
bellos em desordera, pareca pergunlar si mes-
ma, se tudo aquillo nao era um sonho 1
Langou de novo um olhar fixo sobre o sem-
blante de seu marido, e por sua vez lambem ella
desfez-se em lagrimas.
Chrisliano deixou correr essas lagrimas que es-
tava certo desafogariaro esse peito opprtmido, e
teriam o poder de acalmar-lhe a inquielagio,
como elle mesmo succedera com o que derra-
mara na vespera. E assim se conservarsm por
muito lempo, Alina chorando, Chrisliano prodi-
galisando-lhe essas mudas caricias que o cora-
gao improvisa com um gesto, um suspiro, urna
expressio apenas dita.
Finalmente a condessa enchugou os seus bellos
olhos : estava mais tranquilla.
Alina, disse Chrisliano se a residencia
neste castello vos rae ser de hoje em diante mui-
to penosa, dizei-o: hoje mesmo podereia voltar
para Paria.
E vos me acompanhareia ?
E'-me absolutamente impossivel.
A condessa fez um novo movimento
terrogar o mancebo, mas cooleve-se.
Poucos instantes haviam que ella formara a re-
solugo de abafar comsigo mesraa as quesles
sem numero, que Ihe suggeria o desejo de saber
mais 4guma cousa sobre a familia de seu marido.
Comprehendia que para Chrisliano fazer um mys-
lerio do segredo, que j ella conhecia em grande
parte, sera preciso que houvesse urna razio mul-
to mais forte do que o receio de decahir na esti-
ma de urna mulher bastante melindrosa para
nio dosculpar tudo, seria preciso que houvessem
razes muito considerareis que s elle po-
derla julgar, para impr-ie emelhanle silen-.
ci.
para in-
Convencida alera disto da honra e lealdade do
conde, contentou -se com a certeza do que j sa-
bia, e nio quiz provocar at a sua ultima reser-
va urna confidencia que mais pesava elle con-
de, que mais peoosa Ihe era, do jjue ella mes-
ma : e pois fez do infortunio do mancebo o sa-
crQcio da sua legitima curiosidade.
A' este sedimento lodo femioino'e delicado,
veio juntar se urna especie de irresistivel pavor:
porquanlo teve medo de dar mais um passo no
abysmo profundo que se abra aos seus olhos.
Quaes poderiam ser as circunstancias mi-
nuciosas da lerrivel historia, da qual s ella co-
nhecia o desenlace? Como que os assassinos
chegaram a commeller o crime? Como que
Christiaoo chegou viogar sua mi ? O que
quera dizer essa falsa complieidade do pae? Fi-
nalmentee Alina estremeca a esta ideeChris
tiano obedecendo a um nobre sentimento e es-
crpulo, nio teria neste ponto illudido a sua
mulher, ou nao estarla elle mesmo illudido so-
bre essa innocencia do pae? Perguota mu me-
lindrosa para se fazer um filho I
Chrisliano como se adeviahasse o pensamento
de sua esposa, e prevenase os seus recoios, Ihe
disse suspirando :
Alina, sabis agora o segredo da minha vi-
da ; j vo-lo confessei Resla-me pedir-vos urna
cousa : esquecei-o, Alina I e jurae-me que nun-
ca vos escapar urna s palavra sobre osle ob-
jeclo diante de quem quer que seja, e que esse
segredo morrer aqui entre nos dous.
Chrisliano, respondeu Alina com movida, ju-
ro-vos que assim ser. Mas respondei-me ain-
da urna ultima perguotaurna s.
Epareceu hesitar.
O que feito de vosso pae I diste final-
mente.
A' esta pergunta ella aentiu a mo do mancebo
estremecer entre as sus3.
J nio existe! respondeu este.
Morreu I exclamou Alina sem que esla ex-
clamagiu livesse o acceoto da dr e compaixlo, e
como sea vida desse homem, que Ihe era desco-
nheeido, fosse um ponto negro no seu bori-
aoo le.
Christiaoo pareceu por um momento consultar
a sua consciencia, pensando comsigo mesmo se a
seguranga do marquez de Ganges e a ioviolabi-
lidade do segredo nio seriam sufficieotes para
autorsar easa piadosa mentira, cujo resultado
a'.m disto seria apagar mais depressa no espiri-
to de sua mulher a recordago dessa historia
sombra, se elle disse. como desapparecidos o
conversagio affligia so-
principaes autores della. Depois de urna corta
deliberagao interior, respondeu :
Sim, Alina, morreu I
Mas, sendo assim, replicou a condessa, por-
que razao implorareis ao rei a grag de er-
doar-lhe ? r
Nio era elle, respondeu ainda Christiaoo
sem se perturoar, mas sua memoria Nao era
o perdao de jim vivo que eu pedia ao rei, era
una rehabilitagao! fia condemnagoes, Alina
que aio pesams sobre um bomem, mas que af
feclam e que vio ferir urna raga inleira 1 E
dever dos Olhos, que fleam junto ao tmulo de,
seu pae velar pela sua alma I
E o rei concedeu o que pedieis ?
j "7 Permil,><-'ne apenas usar do titulo de con-
de Cazilhac.
Era evidente que esta
bremodo ao conde.
Agora, minha querida, conlinuou elle, que
estamos mais tranquillos, conversemos como
marido e mulher. Os negocios de inleresse que
me trouxeram esle lugar aqui me demorarao
alguns mezes, e j podestes fazer uma idea do
estado em que se acharo aa cousas no castello :
quando elle venho, habito um aposento muito
mal preparadoqua3i que umaa-aguas fua-
das. Contenlar-vos-heis com esse aposento de
um soldado emquanlo nos demoramos aqu?
De alguns instantes que os olhos pensativos de
Alina, se achavam lindos sobre o reposteiro do
gabinete com singular expressio, nao de espanto
mas de roeditagio e recolhimento.
Uma commogo quasi religiosa animara o aeu
semblante, e dava-lhe a apparencia de uma ima-
gem iluminada por um raio do sol atravez da
vidraga de uma egreja,
Nio, respondeu ella, preto outro
sent.
E levantou-se.
Mas qual ser
embaragado.
Alina suspeodeu q reposteiro.
Este, disse ella dirigindo-se para a cmara
Desta vex foi a condessa quem precedeu seu
marido ao entrar nessa cmara da marqueza :
porm logo i pnmeira vista, ao primeiro passo.
que ah deu, suspeodeu-seextraordinariamente
sorpreza e commovida.
(Conttnuar-se-Aa).
PMH,- TTP. DE M. F. DE P1RJA, -1861.
apo-
elle ? perguntou Chrisliano


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EIJ1FGTT5_8DOPBI INGEST_TIME 2013-04-12T22:17:19Z PACKAGE AA00011611_06150
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES