Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06148


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Full Text
1110 IIXTII IDIERO 59
.

Por tres mezes adiantados
Por tres mezes yene idos
58000
6$000
TEHC4 rEIBl 12 DE MAigODE ISil
Por ano adiantado t9f000
Porte fraico pan o subscriptor.
llAlfl
ENCARRBGAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino da Lima
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Maaoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares ; Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'AKI'IIMS US LUUUblUs.
Olioda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segunda* e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tergas-feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera, Ingazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Px as quartas eiras.
Cabo, Serinhlem, Rio f ormoso, Una.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feras.
(Iodos os correios parlern as 10 horas da manha]
DAS DA SEMANA.
EPHEMERIDES DO HEZ DE MARfO.
3 Quarto minguante as 4 horas e 50 minutos da
tarde.
la nua n0T" as il hora e 18 minutos da man. P1 Sen<,a' Sa. Candido e Heraclio mm.
i horas e 13 horas dal12 Ter- S. Gregorio Magno p. doutor da egr.
AUlKNClA UOS IKIBUNAK UA CAPITAL.'
Tribunal do commercio : segundase quintas.
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 5 horas e 42 minutos da tarde.
Relaco: tergas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao mel dis:
.. S. Hathildes rainha ; S. AfrodizTo .!- d* 0r)ha08: ,erC8 10 horas.
a "" ocWel: lereas sextas ao meio
13 Quarta. S. Eufrazia
r. m. ; S. Rodrigo m.
15 Sexta. Commemorago da Paixo de J. C.
16 Sabbado. Ss. Cyriaco e Taviano mm.
117 Domingo da Paixo ou de Lzaro; S. Palricio.l
Segunda rara do ciTel
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
parte official
Governo da provincia.
Expediente do dia 8 de marco de 1861.
Officio ao Erra, presideote da provincia do Rio
Grande do Norte.Com o officio de V. Exc. de 4
do corronte recebi a guia do voluntario Manoel
Expediente do secretario do governo.
OOlcio ao coronel commandante das armas.
Tendo sido approvadi por aviso de 9 de feverei-
ru ultimo a deliberarlo que tomou o Exm. Sr.
pr6sideote da provincia de mandar substituir por
paisanos os militares empregados como encr-
I meiros e serventes no hospital militar, o raesmo
Exm. Sr assim o manda communicar i V. S.
, para seu conhecimento.
)ito aomesrao.Partecipando o Exm. presi-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgA DO SU*"
Alagoas, o Sr. Claudino Palcio Dias: Baia
Sr. Jos Msrlln. Aires; Rio de Janeiro, o B
oao Pereira Martioa.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do tuw Manoel Figneiroa de
Paria,na sus linaria praga da Independencia na.
6 o 8.
Notberto da Fnnseca, que sentou praga na dente do Rio Grande do Norte" em officio de"*"do
!,?.' ol\. cagado-res dessa provincia com des- corrente que vieram para esta capital no vapor
iinoi ao 3 batalhao de infantaria em guarnigo Iguarass o leneole Antonio dos Santos Csria
iiBsivttemetleu-se a guia ao coronel coraman- cujos servidos j nao eram necessarios naquell
oante dJS armas. ] provincia, e o segundo crurgiSo-tenente do cor-
m ? oronel commandante das armas Po de saie Dr. Manuel Bernardino Bu
Mande V. s. por em lioerdade e oar-lhe baixa, Exc, o Sr. presidente da provincia, assim o n
se ja eslivcrem com praga no exercito. aos re- da communicar V. S. para
crutas Oclav3no Padilha e Maooo"
Sant'Anna
J
, visto lerem
legal.
Dito ao mesmo A'vista
da repartigao da guerra de 15 do fevereiro ulti-1
mo, constante da copia junta, queira V. S. exigir i
urna certido de baptismo do juiz de direito Ma-'
noel Teixeira Peixolo, pai do particular 2o sar-
gento do 4o batalhao de artilharia p Francisco
Teixeira Peixolo de Abreu e Lima', ou qualquer '
outro documento, que prove legalmente a idade '
e ti i i --nj.ao o mesmo juiz.
Dito ao Dr. chefe de polica.Remello inclu-
so por cooia o officio que
commandante das armas,
parte que elle se refere, relatando o irregular
procediraeolo do paisano Marcolino Jacintho de
>3nl Anna, na occasio de ser recrutado, aim de
que V. S. mande proceder como fr de le, cou-
cao no quartel do corpo de polica.OIHciou-se
ao commandante do polica para p6r o recruta
disposigo daquelle magistrado.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Dando V. S. sciencia do que o Exm. Sr. minis-
tro da marinha, em aviso de 23 de fevereiro pro-
^l,no Jindo, me commuoicou que augmentara em
nf'OSBf a coosgnagao votada pira as obras do
melliorameotn do porto desla cidade no corrente
exercicio, lenho recommendar-lhe, deconor-
iuidade com o citado aviso, que no proseguimien-
to das mesmas obras tenha muilo em vista os re-
cursos do respectivo crdito, para que nao seja
elle excelido.
Dilo ao mesmo.Da conformidade com o offi-
cio do commandante da diviso naval constante
da copia junta, mande V. S. fornecer os objectos
que forem necessarios para reparar as avarias
causadas pelo vapor Thelis. ao bote de um pata-
cho norte-americano.Communicou-se so cora-
mandanto da estajo naval.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti V. S. para o tira conveniente o in-
cluso aviso de letra na importancia de 200&, sac-
cada pela thesouraria de rendas provinciaes do
io Grande do Norte sobre essa. e faor de
Francisco Xavier Pereira de Brillo, ou sua or-
dem. Communicou-se ao Exm. presidente da-
quella provincia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar a quaolia de 226&720 rs., que
segundo os certificados juntos, se est dever
Francisco Lourenco, proveniente da condueco
de cal, area e ouiros objectos para a obra do
calcaroenio da baca o. 2.
Bolvar, S.
issim o man-
seu conhecimento.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Joaquina de
om seu favor sengao De ordem doS. Exc, o Sr. presidente daprovin-
cia transmiti V. S. as inclusas ordens do the-
do disposto no aviso | souro nacional, sob ns. 25, 28 34, menos 31, e
bein assimdtus officios circulares da directora
gcral das rendas publicas datados de 13 e 16 do
mez passado.
ao ramo catholico da mesma familia. O instru- I O governo federal iii,,mint.Mm ..,.
memo dessa tr.nsform.c.o foi o proprio parla- simpes u^^^ffU^X
do que eram | solvida ao bel azer de urna das partes contra-
._ poderoso e importante re-
de todas os altribulos da soberana
aptggggMee&SMg
rar urna discussao seu respeito. Pirp inii,.^ o j-.
differeng. que tem a or.gem do governo desse de seguir o exento'do ^neZTockson '
do governo dos pnnci-1 pondeu em 1&33 ao
ment, e quando alguem se lembra do que eram ; solvida ao bel i
esses principes da casa de Hanover, Uca per- liantes ; umverno
suadido de que oque houve de se deender e vestido
proteger, nao foi um
constiluicao de sorte
que
principe relalivaraonte
me dirigi o coronel "meiro dos documentos
em 6 do corrente e a rendo.
OESPACHOS DO DIA 7 DE MARC,0 DE 1861.
Requerimtntos.
4000Antonio Ignacio Graciano.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
4001Bernardo Jos da Costa.Selle o pri-
que junta e volte que-
4002Domingos das Neves Teixeira Bastos.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da, ouvindo o da alfandega.
4003Francisco Lourengo.Dirija-se tho-
sourarie provincial.
4004 Joaquira Cavalcanli de Albuquerqoe.
Informe o Sr. commandante do corpo de polica
4005Laurindo Adriano de Araujo.O sup-
plicanle opportunameDte ser attendido.
EXTERIOR.
Dito ao mesmo.Em vista do recibo junio man-
de V. S. pagar a quaulia de 128, despendida pelo
delegado de Pao d'Alho, bacharel Francisco Tei-
xeira de S, com o aluguel de tres cavallos para
conduccao do alteres Miguel Augusto Barbalho
rcanr.o, daquella villa al a do Limoeiro, em di-
ligencias policiaes, segundo consta de officio do
mesmo delegado de 27 de fevereiro ullimo.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. recolher esse arsenal duas das pecas de
artilharia que existem cargo do 4o batalhao
visto que por falta de commodos nao polera ser
conservadas no quartel da Soledade, como decla-
rou o commandante das armas em officio de 2 do
corrente.Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao director geral da instruccao publica.
Devendo j ter sido recolhidos secretaria dessa
directora, como ordenei em officio de 14 de fe-
vereiro ultimo, os movis queserviram na secre-
taria do exmelo cooselho administrativo do pa-
trimonio dos orphos, naja Vmc. de mandar en-
tregar delles so inspector da thesouraria provin-
cial urna mesa, dous linleiros e quatro ou seis
cadeiras para o servgo da seceso encarregada
da escripiurac.o da receita e despeza do mesmo
patrimonio.Communicou-se ao respectivo ins-
pector.
Dilo cmara municipal do Recite.Remello
A cmara municipal do Recite, para tomar na
devida considerarlo e resolver o que for conve-
niente, a planta que me apresentou o director
das obras publicas com o officio por copia inclu-
so, propondo a alteraco que julga conveniente
azer-se na planta desta cidade, aflm de mudar-
se um pouco mais para o norte, a estrada decem
palmos projectada entre a ra da Aurora e a do
Hospicio.
Dito mesma.Remetiendo por copia i c-
mara municipal desta cidade o officio que me d-
.ngiu o director das obras publicas em 4 do cor-
rele e a do ajudante de engenheiros, i que elle
se refere, tenho recommendar-lhe que de con-
lormidade cora as suas posturas d as providen-
cias quo julgar justas e convenientes aim de
evitar-se o estrago que est causaodo na estrada
das areas do Giqui o proprietario de urna ta-
berna all estabelecida.
Dilo aos ag-ntes da corapanhia braseira de
paquetes vapor.Transmiti por copla a Vmcs.
para seu coohecimenlo o aviso circular do mi-
nisterio da juslica de 16 de fevereiro ultimo, de-
terminando que d'ora em diante s sejam satis-
oitas nesta provincia as despezas que se flzerem
com a reraessa dos presos que esta presidencia
mandar seguir para o lugar onde tenham de 3er
julgados ou de cumprir sentenga. Officiou-se
lambom remetiendo copia do referido aviso ao
gerente da companhia pernambucana de navega-
Cao costeira vapor.
Portarla.O presidente da provincia, atienden-
do ao que Ihe requeteu o juiz municipal e de
orphaos do termo de Ouricury, bacharel Pedro
de Alcntara Peixolo de Miranda Veras, resolve
conceder-lhe tres mezes de licenca com venci-
mentos para iralar de sua sade.
Dita.O presidente da provincia, resolve de-
signar o Dr. Alexandre de Souza Pereira do Car-
pi para interinamente exercer as funecoes de
UM rf Sa.-e i porl0' duraole o impedi-
mento do Dr. Joo Prreira da Silva.-Fizeram-
'" coramunicacOes precisas.
^ m1.': ,S,Ml.dento da P'O'incia, attendendo
oo que reoresentou o inspector da therouraria
provinciaf em officio de hontem sob n. 87?rSSo
ve nos termos do art. 33 da lei n. 488. de 16 de
maio do anno prximo passado, abrir um crdito
supplemenlar na importancia de 2.044*000 oara
as despezas no corrente anno com a conservacao
das estradas do sul o norte. v
-a'.'.'iT0 Preiden,ef,da provincia, attendendo
ao que Ihe requereu Damiaoa Mara da Concei-
cao, malher do sentenciado Manoel Vicente Fer-
reira da Hora rasolre conceder-lhe licenca para
ir em companhia de seu marido para o presidio
de remando, levando comsigo ura> fllha menor
de nome Leopoldina.
O rgimen da imprensa.
Aquelles que nos cercara, perguDtam qual a
nova situagao queda imprensa a ultima circu-
lar do Sr. de Persigny. A resposta fcil : al
nova ordem, nao ha mudanga legal na situaco
que foi dada imprensa pela constiluicao de 14
de Janeiro e decreto orgnico de 17 de fevereiro
a mesmo anno 5 na circular do Sr. de Persigny
so ha urna interpretarlo, nova talvez pelos ter-
mos, porm nao trazendo oenhuma modicacao
essencial substancia das cousas.
Com effeito, o Sr. ministro do imperio diz aos
senhores prefeilos : So eu estou prorapto a nao
recuar disote de responsabilidsde alguma para
prohibir imprensa que ataque o estado, qual-
quer que seja o prelexto, qualquer que seja a au-
toridad com que se acoberlem, em conpensajo
naoconsultarei neuhuma conveniencia particular
vedWa donde vier, para s resoluQoos que houver
de tomsr com o m de favorecer cada vez mais
em nosso psu a acclimago dos hbitos da dis-
cussao livre......Nao esquejis que qusnto mais
excepcional o poder discriminarlo da adminis-
iragao sobre a imprensa, tanto mais deveo exer-
cicio delle ser dirigido por urna escrupulosa leal-
dade.
Lerabrai-vos principalmente que no interes-
se do estado, e n o da a dmioislrago que esse
poder foi delegado ao meu mioisterio. Nao se
se abrigera, pois os vossos actos sombra dessa
prolecsao. antes Oquem expostos.como 03 meus
a discussao publica....
Essas iostrueges tazem por certo a maior hon-
ra aos saolimenlos do ministro que as tracou
porm muilo de receiar que deem poucos inic-
ios na pratica. Nao somente porque sei sera-
pre mu difficil. como reconhece o ministro, ex-
tremar a discusso til da discussao prejudicial
ao estado ; porm sobreludo porque ha rapos-
aibilidada, radical para os jornaes era poderem
adrainistragao que exerce a seu respeilo um po-
der discnpcionario, isto quo tem sobre elles
n urna latitude mais ou menos extensa o direito
de vida e morte. Os molhores de entre todos os
administradores sao homens, e a maior parle dos
homens sao de familia daquelle Contin do seculo
ae Boileau. o qual tinha como axioma que quem
nao ama a Coolio, nao estima a el-rei, e nao lera
ueus. nem fe nem lei. Mas os raelhores admi-
nistra lores, aquelles que teera a alma grande
sao justamente pessoas cujos actos escapara i
censura Tal prefeito. tal liberdade de faci para
o jornalista, e em ultima analyse deve acontecer
isto : que o prefeito ser tanto menos censurado
quanto merecer s-lo. O interesse do co o do
estado estarao sempre aoservigo dos presidentes
que nao querem que os ataquem,
..Iemos ?colner om igual reconhesimento
esta declaragao do ministro que osados dos che-
jes e dos agentes da administraco sao em direi-
to susceptivo da censura da imprensa. ssa ge-
nerosa declarago s poder favorecer o accres-
cimo do numero daquelles que, como nos, nao
esperaram por essas palavras do ministro para
ousar fazer aqu e all algumas excursoes no ter-
reno da discussao, ousadia que, como temos o
fn,i 8 SonfeM". il menos honra nossa
iniciativa do que ao espirito conciliador dos ad-
ministradores deste departamento e deste dis-
S2 Entretanto, repitamos, nao pode haver
h.aS,r"KU^rd,de de d8,:i"o onde esta
asha-se subordinada ao bom senso e boa volita-
do dos administradores.
uu!i"*-5 ijnp?nsa na0 '6 ajuntar-se-lhe mui-
eircttl. c^r t pU"- ttriuiSea. em razo da
sideravelmeote a sua situago em clareza relati-
vamente ao interiore exterior. Cora umanobre
rranquezaconfessa o ministro que a imprensa est
em nanga sob um rgimen excepcional ediscre-
conano ; cora igual lealdade proclama elle que
indsuensavel. inevitavel que assim seja por toda
a parte onde o principio do governo nao geral-
mente acceito. Essa theoria. ser bera considera-
os ea radiante da qu o general Cavaigoac aore-
sentou um da o. tribuna da asserabla nacional
nos termos seguintes:
O governo que deixa discutir os seus princi-
pios, est perdido.* p
1. Pode."s.e Jar a theoria sem que por isso se-
ja-se obngado lavrar condemnaces contra to-
^Sn,S,m,e.10S^eAOr-ememPre8,dos P P-Ia
em pralica. Ser pois artigo de f poltica indis-
cutivel que o decreto de lf de fevereiro de 1852
nao teve outra cousa em vista senfio preservar
de qualquer ataque a ordem estabelecida, e que
nao ha outro meio de obter o mesmo resultado
O Sr. de Persigny faz um parallelo entre a si-
tuagao que se dea imprensa ingleza pelas ne-
cessidades da elovagao aolhrono da casa de Ha-
nover, e a que incumbe hoje imprensa franceza
por causa das circumstaocias no meio das quaes
realisou-ae a restauracao da dynastia napoleni-
ca. J respooderam ao Sr. ministro do imperio
3Ue2cnUa eoa|Par,5a> d ora feliz, que a Frange
lol em n,dt 8e Parwe com a Inglaterra de
1688, que as lulas de dynastia e de governo no
outro lado do canal tiveram anles um carcter
religioso do que poltico.
As eonseqaeocias da revolucao de 1688 resu-
miram-ae no desvio dyaastico que substituio o
ramo protestinte da descendencia dos Stwarls
poleio nao foi discutido em seu passado, em
seu presente e em seu futuro ; por ires annos
tanto quanto um hornera pede s-lo ? Essa rigo-
rosa pro va impedio quo o paiz sanecionasse por
nnlhoesde votos sua trplice e successiva eleva-
gao como presidente temporario, como presiden-
te decennal e foalraenle como imperador ?
Sejamos explcitos : se depois de taes coosa-
gragoes nao houvesse que defender seno o prin-
Por certo que j parecer assaz sin-
gular ver-se o primeire magistrado de um gran-
de estado hesitar entre a applicago do direito
constitucional e a do direiro revolucionario.
Nao se pode, porm, reconhecer ambos ao mes-
mo terapo ; na pratica preciso escolher e acei-
tar um ou outro por norma de proceder. Pensa
o Sr. Buchanan, sim ou uo, que o congresso
tem o direito, se o julgar
a-Sr. q 8 i" adm,oistraCo nio tem mais
enm ,LTie-3 d V!.da' que J' acha deslocada
cora a demissao de dous membros seus dos mais
importantes, e que se antes nao houver urna se-
cana,n?.,a8."Q Sr-.Linc" e o Parido republi-
,11 e,'Cl"[fMm presenga do congresso
ouaodo resolver elle as difficuldades para que se
chama hoje asea atlengio.
Ignoramos naturalmente o que decidir o con-
gresso. Mas anda quando fosse elle levado a
m,?!fr ". PrP*tas d0 Sr. Buchanan. ainda
quando as legislaturas dos estados nao recusas-
era por amor a paz aceitar a lei dos escravo, fu-
Kidos, nem por isso essa lei deixaria de ser letra
anorta e a lula nao lardara em recoraegar. As
populacoes do norte nao querem servir de ca-
nUn.fn '" de slave-hunters para os
plantadores do sul.
:rr].C.050ner0S0 arraocado pela victoria. Nao se
iu fari.PrU.CK dSUT" pr0finci" hereditaria e
um. Va i"r da fronle d0 J01"" imperador
urna corda de oito seclos. Trata-se oara a
Amin. de dispor de um territorio cujfacquisi!
Cao veio ha sessenls anuos contamina 1'"
-nuos contaminada de um
dor*rVngA ,-qU9 a?,,Palias de raga e a pouca
ao rettn ,?" artexaSo nao deix.ramValmagamar
do LX.? ,Bp"no' e I"6 antM 6 um embaraco
Uirrn"."/.^"0 P"' defeD" de 8Uas KC
i.?/H,0r da brchura demonstra com igual au-
tondade que a Italia lao interessada em ?esga-
Austria em separar essa
lar a Venecia como a
provincia Jo corpo do imperio/
Faz elle fgual-
Denlrr?.'ffr-7ahr "'"B^ lumnosa"a'alyse os"be-
nellcoseffeitos dessa cesso amigavel
rarnrrar an rfu.1. I am.. forra __
poleio III, nao seria mister recorrer ao duplo
rgimen que foi estabelocido tanto para a tribu-
na como para a impronsa. O que foi necessario,
0 que foi indispensavet iseotar durante algum
terapo do toda a controversia, foi a poltica nova
inaugurada pelo imperador novo, poltica que
rompa de repente com os hbitos eleitoraes e
parlamentarescontrahidos pelo paiz. pela flor do
paiz havia trinta e seis anuo3.
1 'iIi-,no/e annos que essa Ptica tem toda a
lacllidade para se desenvolver e manifestar sem
oenhuma contradigo, quer da parte da tribuna,
quer da parte da imprensa. Nesse lapso de tem-
po, tem ella produziao obras numerosas e diver-
sas, que permitiera hoje fazer com conhecimento
de causa um juizo geral sobre o seu movel, seu
lira e seu procedimento. Depois da colheita. pe-
de a arvoro que a julguem pelos fructos. Rego-
sijamo-nos com toda a imprensa por occasio
daquella prova do forga e tino dada pelo princi-
pe, quando ouvindo a meia voz os votos que co-
megavara surgir por todos os lados, houve por
bera e voluntariamente restituir aos grandes cor-
iS neslado urna parte ao menos de livre ar-
bitrio,aura de apreciarem os actos do seu gover-
no. Ilaviamos esperado tambera com a grande
maiona dos nossos coliegas de Paris e dos de-
parlamentos que se abrsse urna lalitude anloga
para a imprensa. Nossa esperaoca ficar mallo-
grada (dovemos advertir lealmenle administra-
cao) se as cousas permanecerem dentro dos ter-
mos era que os define a circular do Sr. ministro
ao imperio. A lei e ser sempre mais forte do
que a vontade dos homens. Para alargar o cir-
culo da discussao parlamentar, foi preciso mudar
a le ; sem igual mudanga, nao poder haver
alargamento sensivel as attribuiges da im-
Gustavo Casavan.
(te Journal du Havre.a. Duperron.)
Recebeu-se na Europa a mensagera que o
presidenle dos Estados-Uoidos dirige lodos os
annos ao congresso na abertura da sesso. A men-
sagem do Sr. Buchanan era esperada com urna
impaciencia justificada antes pela gravidade dos
acontecimentos que hoje teem luga; no territorio
da TJmao americana, do que pela importancia
quo esse documento pode terem si raesmo. Co-
mo ja tiremos occasio de observar, nao se deve
buscar as raensagens presidenciaes urna exposi-
gao exacta dos factos, um juizo imparcial. O pre-
sidente nao um simples juiz da luta dos parti-
dos, como o soberano de urna monarenia consti-
tucional. Elle desee arena, defende os seus e
ataca os adversarios com toda a vivacidade e a
cegueira da paixo. E' sabido que o Sr. Bucha-
nan. depois que foi eleto presidente, toroou-se
carapeao declarado da escrarido, e que o seu
coraportamento contrbuio era grande parte para
provocar a reago cujos efleitos se seniem hoje.
For lano, como era de esperar, a sua mensagera
nao 6 outra cousa mais do que um extenso arra-
zoado era favor do partido, que os eleitores aca-
nnCLi8 ,condemnar. o nico interesse que nos
olierece podermos determinar, por entre mil
cooiradicgoes e urna linguagem das mais confu-
sas, quaes sao anda hoje os votos e as esperan-
gas do partido da escravido.
Desdo as priraeiras linhas revela a mensagera
urna profunda ammosidade ao partido republica-
m mS?,n.mai, Prembulo, entra o Sr. Bnchaoan
em materia pouco mais ou menos nestes termos :
?.ri.igM em ,0d? a Uaiao a Prosperidade ma-
lal. Por que razaj pois geral o desconten
pregar a
fractarios
H. nisso urna irapossibilidade material contra ?' "t?" da E."roP sera excepgo. Mas o illus-
a.dP.mi "" I30 a*ro de"r ebat.r dema-
Shu p?lo/,or rresisti.el de sua lgica.
de dP ?\d. P" deh"-er "riflcad a solid.rieda:
de,.de.todM Potencias europeas nos bons re-
a qual seria impotente a boa vontade dos gover-
nos locaes. Imaginera por um instante
acontecera se era nossas ras e e
gas publicas visseraos um
e era-
para coostranger os estados re-
a permanecerem na UuiSo? ou teem
esses estados o direito de communicar ao con-
gresso a mtengao de sahir? O Sr. Brucha-
oan ladeia essa questo: nao respondes. At-
tribuem ao Sr. Sewarde. um dos homeos mais
eminent-s do partido republicano, um dilo que
carsclensa mu bem a poltica recomniendada
pelo Sr. Buchanan. O presideute. diz
Seward, demonstra duas causas
mente: a primeira '-
o que
m nossas pra-
negro agarrado por
2,5f',.C,rregad0 de.correntes. p?eso. depois
conduzdo como um animal de carga para ser
entregue aosenhor que o reclamasse
.r,o8ii"1",0ueSpecl"cul(>(lue os eslad<>s do
sul e o Sr. Buchanan querem impor aos estados
i-,0-b Pretoxto deque isso conforme
cora o direito natural. Acontece entao o que
acontecens entre nos em tal circunstancia, ain-
da que estamos mais acostumados do que os ame-
ricanos a respeitar as insignias da forga armada
o poro langa-se sobre os officiaes federaos, ar-
an, ba as portas da prisao epoeooscraro em
Assim se
iberdade. Assim se passam a
o Sr. continuarao a passar ainda quando o Sr. Bacha-
peremptona- nan e aeus amigos obtivessem das legislaturas
que nenhura estsdo tem o dos estados o recooheciraento da dtoiMtmu
direilo de relirar-se da Uniao. salvo si o desejar, fgidos, por que felizmente maiV 11?.,..
eigUs"a vVse LrV d?h'residente -PP'" 5" um poto o'JeoHm.to"di ala ''diri o*
F;., ,' i a-,g" m 8e.,he PPoser- ede 8ua independencia do que abafar na con!
Essas contradiegoes intrincadas que abundara sciencia o sentimento d. hm-ni"" Se o sul
que abundara sciencia o sentimento da humanidade
u. mensagera nada teem. alias, que deT. admi- nao pode resolver-se a isso/ por que nao e
rar; pois era substancia tudo Isso nao serio. "-----------:- p
A quem o Sr. Buchanan fuer
nao serio,
esquecer que nao
capaz de yiver om boa harmona cora os estados
. -_,. ,, uvres. Siga pois o seu caminho se o poder fa-
aul m 1 a ag,U? e.as "acasdo zer; porm saiba mais esta vez que nao ha um
IH'a l *?, de .* ade }'eBro. isto da elei- ponto na trra onde possa encontrar svmota.H
Sao do Sr. Lincoln ? E' a aleigo de um presi- e auxilio. F encooirar syroptahia
dente islo o exercicio de um direito constitu-! Queremos esperar ainda nua pb onn.o5
con.l que o sul exprobra ao norte. Um partido nao se roalisar e que a io seParaCao
,,,1,.. rw cuiuucaa nos DOU
Llnii 5 que 9- devem e8Perar do desappareci-
cfueaef conCto austro-italiano, con, d.-a ,
melhr. h'" em conresso par. constituir em
o?uolorfAH!eSUma- nova Mnla "' m o
had ^, .garaDl,r o emprestimoque a Italia
com 3 'rVar .para Paar a Austria e de fazer
dn?nq. .i V'0!1*^8 ac,uae8 da Fra5a e do to-
dos os estados da Europa sejam para todos e oara
sempre sagradas e irarautsveis ? P
Nao insistiremos sobre a obrigacao que se deve
tomar para a garanta do empreslimo Essa id.
suscitan, semduvida tanto monos "JpoSo era
cada um dos gabinetes da Europa quanto S
ira. ri'cnnsiif,i.,4. .._______1. H ""
a Italia
parece
ortisar
lhes.
. _-----------, .-,, iiuiau u.iu se luau- -" wutiusau wo dizoa dft pr apnlhili f>>
tem ha mu.to seno por meio de concesses ar- reimenle por todo, of liberaes ."cero, como
ranead., pel0 sul aos estalo, do norte. O sul consoladora par. a humanidade \ e nao" haTne
exigi que a consutuigoadmettisse a escravido tesse no mundo, inclusive o'iue iaoira com
IeSW,BO droito de propaga-la justo titulo a repblica de Wash'ngion qPue dev"
misso do Ml'S .edepM "t*110"0 comPro- ""Pedir-nos de desejar primeiro que ludo que
^J>ET&S'S"Fg!"l>?r eS:5A.u,ase lerrain8 em detrimenlo da escV
tros estados o declarareis que a liberdade de T>do.
direito commura em seu territorio. Obtevedo
norte essas concesses proclamando continuada-
mente que ia separar-se da confederagao, e o
norte cedeu, porque desejava a integridade da U- '
uiao e porque bem sabia que essas ameagas eram !
mais serias do que pareca er-lo. O sentimento
, r Acccsto le'o.
[Le Journal des Dbats.. Duperron]
. Do rescate da Venecia.
"Li2f?"?i!** 1ue.no alcemos tamben a nos-
da Uoiao nao tem raizes profundas no estado do i deb vz cerca da brochura que agora nren-
ferrVrt!0*5?,0 d0SJ:rnaPS da Frana. da Iogi.-
umt'n, A,lem.anha e da alia, attengo perfei-
lamente merecida e justificada como apressamo-
dos em reconhecer.
lamento ? Por que razo v-ae a Uuio araeaga-
da de destruigo? A resposta que o poro do
e8,r.l0.CCHpa"8e. COm ,ue8,a0 da "rarido nos
estados do sul sem para isso ter direilo. Eis
em algumas patarras a these que o Sr. Bucha-
nan desenvolre na primeira parte da mensagera.
E o norte o verd.deiro culp.do.
sul, e isso por dirersos motivos. O primeiro
e temor de ter que resolver o problema difficil
que um da apresenlar-se-ha aos estados de es-
cravo* o que talvez Ihes impor pesados sacrifi-
cios, queremos hilar da substituigao do Irab.- u fcx.pr"n,a hontera esta opioio o Seculo, que a
Iho escravo pelo trabalho livre. O sul nao tem rochura Francisco Jos e a Europa ser,^ como
a coragem de tentar essa grande experiencia : i, 0Sa .tochura que abri a campanha da Ita-
LtSrJ na. lhe seja afial ""Posta, e acha !'a'umad,8?iaiscSUDSta'aes que estes lempos
T* h muOd0 e mai4 Proreitoso evitar a neces- !!? produz,d0. Somos absolutamente deste pa-
sidade della. recer. exprimindo porm o rolo que a ullima se-
a outro motiTo que impelle hoje o sul a se- tSa como Pmeira, com o beneficio do
parar-se talvez com mais forga ainda, porque ID"nla"0- J
?er"la?e,0S imeillata. de um inte- Fp"*? "m,d" no"09 "llegas que a brochura
resse commercial real ou chiraerico. Os portos francxsc? Ji a Europa podia e devia inlilu-
meridionaes, taes como Charteslowo e Savan- L"se *"n?,MDenie: Do resgate da Venecia
n^pefamrna^ merdo da Europa c vir S" aPre.ciago nao exacta. O publicista que
IS, "Sra }Jk ? BS,on- As tendencias i"?0" rtmao da P^a naquell occasio. fez sem
protectoras dos estados industriosos oppem-se r5sg,,e da Veoecia o principal objecto
aos ulereases dos estados que produzem a pnn- "
cipal das materias primas, o algodo. e estes ul-
*23Lf55 COm. dMaMdo esses raesraos presi-
dentes demcratas, que o sul designa ha tantos
nnos, fazerem coocessoes ao norte as linfas
a oT; rreCOS'l,u,ds "" ffrsnde nagio. ,
0 c"P.az d Pa>r os juros e de am
annuainenta urna divida de 500 a 600 munc
?odKv'.Ud Ul 8fu"na para Vau"ao que
alittlS:*e^Ue e,U Mria Dutil. Mas o que
?0rn.,nS?i".duer' quando Propoem que pira
hr,P. m*^'8' doresgate da Ilalia.ve-
h> arinanHaS.d5cUrar "'ala as fron-
P,,ni d8 todos os estados da Europa?
Porventura, a excepeo do que se refere Italia
ludo Tai as mil maravjlhas na Europa? '
niJS" Deo81a an,i8a 8anU allianga morreo
ellS h.r *"?!* DUa,ero das ParlPS da ta que*
iLJl ia Urd,d0 e tecid0 em 185. da
H?., tJrpr, Princ,Pio- O anno de 1859 con-
tinuou gloriosamente a tradicAo de 1789. ao aria-
wInPrnm,rtBd6 d0 ual dPunh.-ae de um po-
Jflfi.M3 ou deura. propriedSde
!.m l ,J a- subsiUu, Principio que quer que
h3.P0,a dl8ponha de como entender, sera que
naja at prescnpgao contra o que houver decidi-
nerU,maA9.-,po,sasgeraOM Proseles nao po-
denam obngar infinitamente as geragoes futuras
epertence aos chefes dos povoS arranjareraAe
de modo a que os amigos cootratos, ou nao se-
jam revistos ou o sejam a aprazimeoto das par-
E' sob essa reserva expressa que, pelo que nos
diz respeito. adherimos de todo o corago ao
principa objecto da brochura. Esper.raos^ora o
UmJU.,lrB "U,0r que ella ha de concorrer effi-
gg81!!1 Pe'0 "W,e sua lgica a formar em
todos os paizes aquella manifestacao do espirito
publico que que exige para obrigar os governos a
pesaren com sjus bons officios na cessao que
cortara lambem o n gordio da questo auslro-
jtaiiana. Mas a propria Italia, como temos a cer-
teza, nao querer dever a ultima parte de sua
reslauragao um pacto destinado a perpeluar
debaixo de qualquer ponto de vista, o constran-
Rtmcnlo das outras nacionalidades donosao con-
tinente.
1 r...-.r j tr AirC8T0 Cazata.*.
[Journal du Havre.-. Duperron.)
INTERIOR.
Ha um quarto
elle se oceupa com a questo da
mnguem tem direito de encetar
de seculo que
oscrarido, e
tal questo.
Dasde 1835 que comegaram seus ataques con-
tra o sul por meio de publicagoos e discursos in-
cendiarios. A discussao ainda puramente theo
?..da,,'ue?lao da,ecro*tdo pode ter effeiios
desagradareis. Pode, como diz o Sr. Buchanan
d "iQaSpiraA a03 e9cros Tagas nogoes de iber-
IJJ a mensagera faz em seguida um quadro
'0tl d inquielagoes que reinara no sul ; as
maes de familia oceultam-ae noile perguotan-
" s si mesmas se no da segunte encontr.ro
com Tlda seus maridos e seus filhos ; a trsnquil-
lidade nao reoa mais em torno do lar doraesti-
l'ne-arLT? V de-C0us" houvesse de pro-
,nrf m A. Q,a0 ?* *odera sustentar-se;
af.st?ndoP. '...PTde,,!e q',e ha0 de sal-la
aiasianao a causa do perigo
SfMiS: mei0,de a-fa8,,r a causa d0 Po-
ngo I Segundo as expheagoes que nos d o Sr
Buchanau. nao ha seno um s 1
narm0 A a discu8io da questo da escrarido
que faz todo o mal. raister prohlbi-la o mai,
te" K088"6': mis,er abolir no "<"' a -
berdade de imprensa. Isso de primeira n-
S"0:. engUKDd0 Premi"as d Sr. Buchanan,
a lgica e o bora senso obrigam-o a pedir o es-
orc?C.irDm9THa,CeTra e creago deura.
i ,n5. mada-de4Uf.ada a diri8r tres intimagoes
M, .Vrnia0pubUca onde e possa pronun-
aantidP3L"ra- escra9dao- Se nao esle o
hWhl.f P"me'ra P"a da mensagem do Sr.
Buchanan nao podemos atinar com elle.
i. -." guma cou8a nlai, ^ordinaria ainda.
o modo porque a mensagera resolv* a questo
ms,s importante de todas. \ de saber se um es-
de aah.>V-ura P'a MP"'80' COas'a "'o
de aahir delta quando Ihe aprouver. Em outros
.SnnVn"- 1,rre'ogaFel draiasodeurae^
ia,mn?aU1Q,a(!?J,m es,ad0 e"a Preso par.
?raTrPae A ^"^JT"1 e n" Pd" "
iebeillL ? autondad8 eoo por um acto de
H"tL" confede"o existe em virlude
de um contrato que pode ser revog.do routa-
fr.S'.'16?;8 aulordad> federal nao tem o
direito de empreg.r a forca armada para lazar-
se re,peit.r quando raeoospresada ?^
Hi,*l?r8*r ui delra*optoioes do Sr. Buchaaa a esta reapeilo.
para ver se os contentara ao menos a alsuns res-
ftt'' Pr-"mP'0. mensagera dTsrBut
Chaan propoe anda este anno a augmento dos
arenos de alfandega, motivado na verdade pelas
necessidades do thesouro. porem regulado pordi-
reitos especficos de preferencia a direitos ad va-
loren ; e pde-se dizer que sao o descontenta-
mento e as osperangas do porto de Charlestown
que deram tao grande vehemencia ao movimento
separatista da Carolina do sul. Os manejos para
a separago foram pois sempre acolhidos no aul,
e nao de admirar que elle espere ainda o mes-
rao bom xito. Mas o norte nao pode hoje fazer
mais concesses. Nao pode na realidade ir mai,
adianto. De quem a culpa se elle nao quer
mais esses presidentes, que. urna Tez de posse
do poder tornam-se como o Sr. Buchanan seus
mais mplacareis mimigos ? De quem se devera
queixar por lerem obtido a maioria os estados
do oorte ? Censurar-lhes isto censurar-lhes a
oropna existencia.
H. todava na mensagem do Sr. Buchnan al-
guma cousa mais seria do que seus raciocinios e
suas recriminagdes. Propoe formalmente inlro-
duzr na constituigo dos Estados-Unidos algu-
mas emendas destinadas a pacificaren! o sul. jus-
tamente irritado. Eis o texto dellas :
' ':" Expresso reconhecimeoto do direito de
propriedade nos escravos dos estados onde os ha
hoje 011 onde poder have-los para o futuro ;
< 2. Dever de defender esse <*ireito em todos
os teminos communs durante sua existencia
territorial, e at serem admitidos na Unio, com
escravos ou sem elles segundo o prescrever sua
constituigao; r
3. Reconhecimeoto do direito de poder o se-
nhor reivindicar o escravo fgido de um estado
para outro. assim como validado da lei dos es-
cravos fgidos promulgada nesse intuito ; alera
disso, declaragao de que todas as le, que ata-
cara esse direito sao infraeges constituicSo, e
portanto nullas ede nenhura effeito-
Ora, os estados do norte empreheuderam a
ultima campanha presidencial expressamente para
impedir que a eacraviuA r.i /ii.r,4, ,in a;
provar que nao s a
ira igual interesse era
ma transaego
pedir que a escravido fosse declarada do" di-
reito commura nos territorios e para nao se dei-
xar irapr pelos estados do sul a necessidade de
reconhecerem a escravido em seu slo. Com-
prehende-se pois o que quer o Se. Buchanan;
procura elle obter do norte, por meio de amea-
gas, absolutamente as mesmas condigos que se o
sul houvesse lido a maioria as eieicoes. Teri.
o oorte. quando muilo a gloria do triurapho, o
sul todo o proveito. Os vencidos faziam a lei
aoa rencedores. Se a aalracao d. oio depen-
de realmente do meio proposto pelo Sr. Bach.-
nan, pode-w desde j considera-la come] per-
A cmara remeiteu o exame dessa proposta a
urna comsfUs especial coraposta de um mem-
bro de cada estado. Nao s deve alias esqueser
que a qaestao nao est, mea naa moa do Sr
1"" es,ud0 e de seu exame. e nessa parte nao
"controa at aqu quem o contradissesse na im-
prensa franceza ; porm as ideas accessorias e
complementares que acompanham a idea funda-
mental, parecem-nos mais sujeitas controver-
sia, oceupemo nos primeiro com o principal.
O autor emprehendeu
Austria e a Italia teem u
laxar desapp.recor por meio de u..
Pecuniaria a pedra de obstculo que existe entre
n-,cinnm|aVaa,be(D que a honra e a considerago
nllu, de- uma ou de ou,ra na e oppoem a
que isto assim seja. ki~<= .
Ve mi hari h "" f0-M' Prai PJe custar-lhe at
m soldJ6 m"h?9S- Ella fomece-lhe quarenl.
S od'0-,""" Pouco afeigo.dos, e que vo
***rJJStfJjW contra a casa de Hapsburgo em
SodaS .,Jeredl-,ario'' e 0CCUPa-lhe 150 rail
AuatrU nP. g0S maiMt0- Anda nao ludo : a
a 1 I? i.P que vertentes septentrionaes dos
Aipes mecanos sejam uma excellcnte linha es-
v"08' T*8e ob"*ada. aflm de conservar a
Tenecia, a transportar para a Italia, para um solo
"o, e a aqu.rtellar entre fortificagoes .rtifl-
ci.es, o iheatro da, lulas n.s qu.es ella sempre
cou1 por baixo. porqae est fra de casa, e por-
que delendendo uma posse que nao conqulstou e
que nunca se Ihe deu a ella, tem sempre contr.
Storior P* d exlerior e morraente do
anrt/n,016 "?03 que os orgaraentos da Austria
f ? ",n dencls, que o governo lera succeasl-
vamento satisfeito por meio de emprestmo no
esir.ngeiro. Vendeu elle a companhias france-
zas os caminho, de ferro, as minas, as floroslas ;
e qu-ndo foram devorados esses recursos, recor-
reu .os cofres do seu b.oco aoqual deve 850 mi-
Ihoes de fr.ncos. Hoje a divida publica elera-
ae a somraa de 6 milhares e 300 mithoes de fran-
cos, e seus fundos negociara-se em todas as bol-
sas d. Allem.oha com mais de 50 0[<> de abate
tease o descrdito : esses ralores que desceram
.]LVVa.,Sfort a 49 f0,,era Pel menos ao
cambio de 1858, que era de 86.
diio' rtome' de T Au8lria rooascer seu cre-
?. -i 8eu baDC0 reomegar os pagamen-
,? EHmed\80nan,e : meio de conseguir ella
que todo o subdito austraco que possue uma 00-
nh. a"C0 0U uma nola manel.ria.que tarabem
nf.i h-w nUr8x forado TeJ" au8meot.r seu ca-
rai i 5Mfffiarf "1*/-* VeD.eeila por uma 8om-
raa de 500 a 600 milhoes A reduego do effec-
V'. B,,,,,V au*raco, que aera a wnsquencia
dossa cesso. perraittir corte de Vienna dimi-
nuir o peso das tazas que sao hoje rerdadeira-
menie oppressiva, em todas asHrtes do impe-
rio pois abandonando vetuntariamente a causa
de discordia com a Italia, a Austria, nio s e-
BIO DE JWEIRO
REFORMA ELEIJORALb--ELEigO DIRECTA
as.a Reforma ele'itoral.
rP.l ?i.V8am "ocluida, as presente *le-
2">.Ji m" aU(>V0 a roccorrer-rae d. irapfensa
para condemnar perante o paiz para quera escre-
dfr'a^im 97Sema e,eUora1' c-jos defeitos a-
a. mf?ieTad0 a DtV">a >eir. de ura abysmo.
As minhas opinies n'este assampto, por mais
n. i? vfi3fheounciad" a imprens e'na Iribu-
na sao filhas de um aturado ex.me. de urna
i.|,per'8DC,;e 88 Pr Ten"a m induzi-
aa^ffiLBL**?' fUare 1Ue os illustr.dos
d?5?& dUas Pafcialidades polticas que
n pa"' "8 refulem e me esclarego. por-
TJZZlT oa,' Pcipio. que nao seja o amor
da Terdade, e o desejo de Ter o Brasil salvo do
me inspira e guia
vlV,ja Chaga 8empre ,DerU e S8n,pr dorida <
Venecia, seno lambem livrar a reroluco ita-
rfi.,d? Mc?,8idde d cender oulroVfachos
revolucionarios bu partes ji agitadas do
m-
oS^h"'*00'* ** V.en?" poder eanf "o cora-
eao de Francisco Jos os sentimeotos penosos
Fr!,?.rit PrdUZir CM8ao daLomb.rtUr
Por certo q.0.9 nao, pois nio ae trata de um a-
perigo que lhe esl eminente
n este empenho.
..."."li^r Telh?s lemP em le a nago es-
lava dividida em dou, grandes principios, o pro-
!r!ffhaiCSelJlrad0 e rioltuto ( Parlido liberal),
dnr i d"a .rd8m ( parlid0 conserva-
dor]. Euto os partido, tioham uma vida choia
de tr.digoes, algumas d'ellas gloriosas : as lulss
erara violentas, porque os grandes principios em
opposicao tendio a excluir-se. mas essas lulas
eram nobres, eram o combate das ideas, a guerra
mLes,ad0 de,eola0 era sem durida, violento e
SKL0,h-tod" *8 ro'el'igencias se esforcavam
P iI^" ." remedi0 para tao rande. males.
O partido liberal abragado cora o eat.odarte da
1 berdade, arraataodo a pos si uma mocid.de in-
lelligente que regorgitava em patriotismo, cor-
reu .ccelerado pela senda da anarchia, fallou ao
seotimento, excilou a, paixes. commoveu as
massas populares, ergueu os pobres contra o
neos, o, pequeos contra os grandes, os gover-
nados contra os governantes, o povo contra o
Unn.^i e"M'tdo .Por "a polica exclusiv.
Si. a de tod" Posiges officiaes pel
ef i* 8eus wartoi, deiirou : correu,
cora o archote era punho as prorincias da Bahia
salpicando com sangue brasileiro o aurirerdOi
' "ncano. abaieodo em 1841 .0 ire*
do nada o nobre orgulho dos antigos paulisua
que T.r.m n'essa quadra de desgf.ga'e Tergo:
S'a. nma'S nobr5' "" belIa- ai "len-
e .naPl ITT dol%,mpeno- roprewntar um tris-
aSdlel0833 hlS,na' tUd i8l em ao
O partido eonserrador f.lseoa aa mais saataa
.f,^SM!-,lSiluc5e Populares ; abaslardou o
jury mutilando parte de suas artribaigdes e tor-
nanao-o apenas ura dbil serventuario dos juizea
logados ; rebaixou a gn.rd. n.ciooal; bumilhou
o cidadao brasileiro al a ivilt.nte condigo d
escravo, a quera o azorrague doseohor r.sgava
as carnes quando lhe aprazia : ligou finalmente
aa provincias, como miserasacolonias, a um po-
der central egosta e oppreosr ; e todos estea at-
tentados fram commeltidos em nome da ordem.
O Brasil gema anda sob o pezo de tanta, ca-
lamidades, quando uma grande cabega, da altu-
ra do conselno dos ministro, annunciou ao oaiz
que uma nova era de prosperidade e ventura te.
COiTiflQSr.
A poltica de conciliacao ioiciada pelo gabinete
S,MSof.ad : conrass,meuto de todas as
intelligencia, ; a recompensa de todos os servi-
^L'.M si- 8,Bcer, franca e completa de
nossas instilo gc-es polticas; e pois o paiz, can-


t*)
lARIO DI rERSiMBUGO. IERQ4 fEllUL.IS Dl.MAfi^O M 1861.

AH
cado de sofTrer ; descrendo de um passado de nhava terreno, tomando corpo n'alma de cada
Mas eslereis ; anhelando o-repousn qi*, dlsde intoldno, e esas, idea grandiosa era a ekijao
a independencia, embada procurara, acceitou dirtela. ?or dislT.ctos ; todava a leiensang/jeoia-
e&sa polilica sem a esiudar ; liebeu largos ser- da, tinha seils defensores, seas sectarios valentes
tos o veneno que lhe euervou as forjas, e era que erara os facciosos e os salteadores das urnas,
poucos dias calilo no abysnio da corrupco, mais os oUgarchas decahidos dos conselhos da corda,
funda; anas medonho enaau*Udni qaja o auyama > Mudarm-ee ai cantea, doto stiuosgene pi-
da aearcbii de que procurara desriar-se. sarasa na scena pwMka, as amas circuraalin-
No era a conciliago como um corpo de dou- cias exigirs inmediatamente coma forca da
trio, como um sy alema novo de poltico, mas necessidade, que essa idea salvadora, que essa
apenas urna condemnagi* dea exagera-oes dos medida regeneradora fosse abragada pelo parla-
da urna superioridade nacional e real, e nunca
artificial e facticia, e devida a oppresso da mi-
noria previamente excluida de arene.
A' essa necessidade do syslema representativo,
devem a sua origem essas disposic,oes legislativas
homens de latirs que liverem ttulos aulh'nt.
coa de habilitacao liueraria, devem por vonse-
Slite ser exceptuados da condigo do censo.
m conclnsao s me resta tratar da ver.-ficago e
1 recoobe entoldo censo nos cidado chamados
que tanto no processo eleitoral, como as distas* so exercicio ds funcges elcitoraes. nUe consti-
aes dea carpos doiiberantes, sao destinadas a fa- tue talvez o pona espinheso^4jeTja>i 4a lesiala
ter apearecer e IrtasBpliar a rerdadeira merarra, cao elettecal, por causa do arbitrio, que fosese-
asseguranso maioria a partaeipacao qee lee mente ble de teros funcciooarios incumbidos
velhes partidos.
Os tiomeos bons o amigos do paiz os que o-
Ihavam com verdadeira nwsjaa para essas lulas
MOBguentadas, acostamaaoa substituir os seus
commodos e interesses particulares pelo bem de
todos : illuoidos, aarsgaro de coiago a nova
rdem de cousas, agtopram-se en tomo da
oandeira conciliadora, no honroso empenho de
estudarem em commnm os mcios de levarem a
effeito os principios saos dos amigos partidos.
A ninguem passou pela idea que essa poltica
la o fascinadora em seu comeco, arrastasse o paiz
ao estado verdaderamente desanimador em que
actualmente se acha.
Os dous grandes partaos que no passado lu-
tavam cheios de vida e honra polilica cm favor
de ideas, embora por ventura atgumas d'cllas er-
radas, foraai anniquihados pela nova situac&o, e
sobre suas ruinas ergueu-se unta oligarchia mas-
carada como urna libr roullicr.
Em quanto os partidos tiuham vida, embora
urna vida de erres e desatinos, o paiz passava
por continuas lutas, e d'esses choques violentos
resultava a realisaco de algumas de suas boas
doutriiMs traduzidas em leis.
A poltica deconciliaco porm, abaleu os par-
tidos, encadeou os espritus, subjucouas vonta-
des, escravison o paiz, e subs-iftuindo o enlh'usi-
asmo pela ihdifferenca deu resultado as leis que
dividiriu o imperio em districtos elettoraes.
Eleico directo.
I
Nao urna idea nova a que vo ventar'*; por
dentis tero o paizreeonbecido os defeitosde ac-
tual syslema ; dvfeites que so manifestaran! era
alto relevo, com as daas ultimas Iris que dividi-
rn) as provincias em districtos, primeiro de me-
nor extenso e de maiar pela uRiraa reforma.
Nao como dzia, urna id-a nova no nosso
paiz ; raais de um estadista de nome, a tem of-
ferecido, e entre ont-res citarei o Ilustrado pau-
ltsla o Sr. tr. Rodrigues dos Santos, qe nos l-
timos das de sua vida, tomando pela derradeira
vez assento entre es representante da naco, er-
gueu a sua voz pederosa e esclarecida em favjr
deste principio, e suas palavras se nao flzeram
echo em orna cmara quedado linha vontade pro-
nria, por estar avassallada ao poder, echoaram ao
menos em toJos os ngulos do imperio, e o po-
ro as recebeu com verdadero enthusiasmo.
urna idea esta geralmento proclamada, escripia
as paginas dos diteitos polticos de quasi lodos
os povos civilizados, c o lempo e a experiencia
lhe tem conferido a sua sancgo.
A Franca em 1793 nbolindo o censo eleitoral,
restabeleceu o suSVagio ao mesmo tempo univer-
sal e directo, e mais tarde foi molificada esta
idea, que subsisti at a restauraco, quando a
lei de 8 de fevereiro de t*6l7 resta beleceu o suf-
fragio directo, que tambera s-jffreu rnndicages,
al que finalmente a revoluco de 1-38 aboliodo
como era 1793 o censo eleitoral, estabeleceu o
suffragio universal e directo.
C pois uma idea antiga, e cotre nos nio ella
iilha deste ou daquello partido, sendo despertada
pelas necessidade* e eircuinstancias do paiz, com-
peto a todos os Brasileiros que amam da coraco
a sua patria e que se nao deu ara arraslar pelos
mesquinhos interesses das faeges, o pugnar pela
sua realisaco ; impresas, essa arma podero-
sa dos povos livres e Cfilisados incumbe t tre-
la de sustenta-la e desenvolve-la. nao como o
meio de urn partido cantar suas victorias e ln-
uraphos, mas como uma medida do salvacao re-
clamada pelas circumslancias pecuaresdo povo
brasileiro.
A eleico direcla, uma ida]quovem levantar
uma barreira s uligarchias ; s paixes desor-
denadas das faeces revolucionarias, satisfazeudo
pelo contrario os interesses do paiz. os intereses
de todos os partidos, porque ella ser a salva-
guarda do rurilo, da vtrtude, do talento, da ca-
pacidade, isempta dos abusos, da fraude, o da
corrupc.io do dinheiro da oligirchia e do go-
verno.
Assim pode a imprensa bradar aos poderes do
estado, e com ella lodos os defensores das liber-
tades publicas : Queremos a eleico directa,
porque cu nico pltarol que podo salvar a nao
do estado ueste ocano irritado pelo choque vio-
lento das paixes humanas ; porque a nica es-
trella no lirmamento da sciencia poltica que nos
pode condutir qual o povo de Israel trra da
proraissao.
Se a imprensa, pois, valente flzer ouvir o seu
lirado, e se o poder representativo quizer curar
dos males que ora pesara sobre o povo, deve acei-
ta-la, e meditando sobre a medida de lito grande
monta, nao hesitar um s momento em abracar
urna causa tao saula, e de tanto alcance para o
futuro do pas.
N;1o mister que tenhamos um ministro ousa-
do. para ir ao parlamento de um povo IWre irapor
arbitraria e despticamente uma tal idea, que nao
pode encontrar repugnancia em um parlamento,
que fr patritico, livre e iadepndeote ; que vise
tau smenteoe interesses do povo que representa,
tendo em mira o cumpriinenlo do sous deveres,
resistiodoe repelliodo as iuvases ousadas do po-
der executivo.
Jd se foram essos lempos; em nome da hon-
ra uaciona! sacudamos ure jugo lao vergoohoso,
obremos como cidados, como um povj livre da
America.
Mas ser por ventura o que reclamo em nomo
do paiz uma utopia, que no esteja de accordo
com os nossos uso3 e costumes, com a nossa for-
ma degoverno?
Olhae para a historia desse passado bem pr-
ximo anda, e a eloquencia dos factos fallar por
mim, e todos convenecr-se-hao que o que digo
nao um sonho, que o que reclamo nao uma
utopia.
A lei de 19 de agosto de 1846 que fra promul-
gada para evitar os abusos, a fraude, e lodos os
mais crimes e vicios, de sorte que o parlamento
representasse genuinaraente o povo, e nao como
al ali o punhal do sicario e a bayoneta do solda-
do assalariada, no surti o effeito desojado, por-
que os abusos e a fraude apparecoram em raaior
escala, porque o presidente salpicava o seu tar-
do bordado com o sangue dos seus administra-
dos : e juiz do direito arregacava as mangas, e
ia pleitear ua praca publica com os de sua juris-
diico; o juiz municipal e o delegado seguiam o
mesmo caminho ; e o punhal e a bayoneta eram
es nicos eleitores que escolhiam as urnas os
representantes do povo.!
A eleico indirecta por provincias nao s com
mais facitidade se coirorapia, e se viciava com o
dinheiro nacional, como anda com raais facililla -
de o governo indo alm de suas rbitas, impunha
S urna os seuscandidates.e os protega descarada
e escandalosamente com os seus soldados e os
seus capangas.
Enloo resollado era essas cmaras unnimes,
facto este que nao pode ter uma explicado e uma'
justiflcacao nos governos representativos, porque
da essencia da tal forma de governo, que dous
partidos pleiteism as posigoes do poder para re-
alisarem as suas ideas, que a opposico seia
empre um fado real, sentinella iocansavel que
. da e noito vigi os passos do governo, e denun-
cie os seus erros, e os desvos opinio pu-
blica. r
Entn o roerilo, a inlelligeneia, a capacidade Q-
eavaro esquecidos e eram preteridos pelos guerri-
Ihoiros e capangas eleiloraes, que facciosos e re-
volucionarios s tinturo em mira nao os interes-
ses do povo, as necessidades do paiz, mas sira
esmagar completamente os seus adversarios, to-
Ihendo todo o meio de aeco, negando ao povo o
direito deinlervir em os negocios pblicos como
e fez ao povo de Vassouras.
Enle o governo planta Va oascapitaes das pro-
vincias a oligarchia, que residindo na pessoa de
m estupido,mas dinheiroso, intitulado chefo, re-
voluconava o povo e era muilas vezes escravo de
um governo tamftem oligarcha ; eram en tao,
como boje, os aniados, os tnicos escolhidos,
no pelo povo, mas pelo punhal do sicario pela
nayoneta desoldado.
Esta eosangiientada lei de 1846, que nos foi lo
tatal e perniciosa, arrastando o paiz revolugea
esteris, escravisando e anarchisando o povo, to-
lnendo o livre exercicio de seos direiloa. plantan-
do a desordem e a desmoralisacao por toda a par-
le, nao poda subsistir por mais tempo, porque os
fados j tao altamente protestavaoj contra a sua
necessidade, e a sua utilidade, e porque uma
grande idea baria que de ha muito lempo ga-
raento, quando j ella era abracada pele povo.
Vio > Necio eotao haatear-se esta baadeira e
multes soldados corrram para defende-la, e nui-
les co n serva rara- te firmes oes sena postee para
guerrea-la \ Trareo-se pois essa lula renhida,
coja victoria foi vigorosamente disputada, por-
que a ensanguentida lei de 18<6 tinha creado;
raizes profundas, e a nova,idea lhe disputava o
terreno palmo palmo, tendo do sea ladoanpi-
niao da corea, da upiniaa publica, e a for^a da
novidade.
O embate das epinies medificou a idea ero
discu8so, raodicou-a esseocialmente, porqae
j nao era mais a eleico directa por dislriclos,
mas sira indirecta. Assim mesmo foi necessario
que Um ministro resoluto e audaz fosse ao par-
lamento fizesse essa lda manca trrampfaar dos
dos sous adversarios.
Ec;io_eis que apparece a lei de 19 da selembro
de 1855, lei incompleta, le contradictoria, lei
impensada, tilha do enihusiasmo do momento, e
dos manejos ministeriaes, nao nascendo ella de
uma discussao calma e refleclida, sendo apenas
um aborto da enrgica vontade de um ministro
de estado.
Lei incompleta e impensada, porque consagran-
do em suas disposijes a idea dos districtos, de-
yia necessariamente completa-la, consagrando
igualmente a outra, que aeleico directa.
Lei contradictoria, porque tendo ella por prin-
cipal Um prevenir os abusos, consagrou em suas
paginas a idea preeminente da lei reformada,
qual seja a da eleico indirecta, por meio da
qual com tanta facilidade so do csses revollsn-
les abusos, csses crimes, e essas fraudes.
Cimiohamos apenas um passo, que foi a elei-
co por districtos, porm esta grande medida ja-
mis poda ser til ao povo, continuando a elei-
r-.io e ser iedirecta, e pelo contrario foi tao fatal
ou raais ainda do que a cnsanguenlada lei de
1846.
Com a lei de 19 de setembro do 1855, tivemos
os mesmos resultados que nos dava a lei de 1816,
porque se as oligarchias pareciam ter morrido
as capilaes das provincias, na oleicao indirecta
por districtos, ellas se levantan) com mais fir-
meza eameacadoras nos districtos eleiloraes, co-
mo a ultima eloicao o prova exuberantemente.
Todo o mal que devemos combater a oligar-
chia, porgue d^aqui que nascem todos osoulros
malos. Se a lei de 1855 tinha por lira destruir as
oligarchias das capilaes das provincias, nao fez
mais do que reraove-las para os districtos, onde
ellas se lornaram ms horriveis e mais funestas,
!'_-irgiram eoto mais audazes esses chefes que
nao consultando os interesses do paiz as conve-
niencias dos seus partidos, escutam tao someole
os seus proprios interesses, fazendo da elei;o, o
patronato de ailhadahtra; appareceram esses
pequeos grupos estupidos e egostas, que s
procurara supplantar o mrito eugradeceudo a
a ignorancia e incapacidade.
Pensava-se que com as novas leis, nao lea-
mos o punhal e a bayoneta impendo nomes aos
votantes e eleitores, mas que em subsliiuicao te-
riamos a corrupeo do dinheiro na eleico prima-
ria e secundaria, faci que j havia sido denun-
ciado'do alto di tribuna por um deputado ; foi
ainda uma decepcito para o paiz, porquo as no-
vas leis apresenlaram ainda um e outro resul-
tado.
JuLjava-sc que com as novas leis nao have-
riara representantes dos punhaes e bacamartes,
mas smente das burras ; que o mrito, o talen-
to, a capacidade seriam preteridos por insignifi-
cancias; pois bem, para completo desengao da
naco as novas leis deram em resultado, repre-
sentantes do punhal e da bayoneta, e tambera da
corrupeo, ineptos llios da eleico indirecta
que repousa sobre a ignorancia e a incapaci-
dade.
Pensava-so que o governo nao influira mais
como outr'ora, que os potentados que corrompem
o povo, que com o seu dinheiro fazera os seus
eleitores fariara tambem os seus depuiados ; foi
anda uma illuso, esses potentados estenderam
a m"io ao governo, fizerara se depulados, e o go-
verno iuQuio ainda mais que us passados lem-
pos, com influencia mais immoral e corruptora
e as provincias, e os partidos despidos da digui-
dadedos principios, aeccitaram vergonhosas m-
posigoes, contemplaran! era-suas listas at seus
proprios adversarios, porque o seu alliado de lu-
la o governo assim o ordencu. E' pois claro,
evidente que as dnas ultimas reformas ressen-
ijiu-se dos mesmos incoo ven tenias da lei refor-
mada ; que estas reformas teem sido incomple-
tas e contradictorias, por quinto consignando a
idea da eleico por districtos, devia neceasaria-
raeute consagrar .tambem a eleico directaseu
complemento.
Na elcL'o directa, a lei quera designs os
eleitores, por meio de qualifica.~e3 geraes, cuja
veriQcaco a respeilo de cada individuo deve es-
tar cargo do funecionarios inlependenies ; ao
passo que na eleico indirecta esta desiguaco
c fulla pela quasi lotalidade do povo. Ora a lei,
mesmo na hypolhese de nao ser fielmente exe-
i uiada ha de sempre ser mais justa, imparcial,
inflexivel, e incapaz de na designacu dos elei-
tores se dobrar a illegiiiraas influencias, do que
o povo, muito principa.mente, que existindo
disperso pelo territorio, o por assim dizer frac-
cionado em unidades indiviJuaes, nao tem ideas,
interesses geraes, qne servindo-lhes de nexo, o
divida em verdadeiras raassas, em massas domi-
nadas por uma idea ou interesse commum ; de
mancira que por causa desse estado de quasi
completa uidiviJuilisa.;o da nossa so.iedade,
elle vem estar inteiramente sob a presso da
acgo minunciosa e deUlhada do poder, e de to-
das as outras influencias corruptoras e Ilegi-
timas.
Quando a eleico directa, nao tivesse sobre a
indirecta, seuo a superioridade que acabamos
de nolarde, no lugar da eleico de eleitores fei-
la pela massa do povo, substituir a operajo re-
gular e pacifica dos magistrados incumbidos de
qualicar os eleitores, que para isso liverem
os predicados exigidos pela lei.com todos os re-
cursos tendentes asegurar a reparago das in-
ju-ticas, essa nica vantagem bastara para que
a eleico direcla merecesse a preferencia como
medida de salvacao publica ; j que ae nossas
eleices primarias, teem sido verdadeiras guerras
intestinas, em que os ataques e violencias de to-
do o geoero, contra a liberdade e seguranca in-
dividual do cidado, nada sao era comparoco
dos males causados pela immoralidade e cor-
rupeo diffundida p;la sociedade nessas orgias
em que, como dizia uro nosso estadista, se sus-
pendem todas as garantas da probidade e da
honra.
No syslema da eleico indirecta, o eleitor
instrumento mais ou menos ceg do partido ou
influencia, que triuropria na eleico primaria, por
que a esse partido, ou essa influencia deve elle
a sua nomeaco ; o mesmo nao raro, que para
sor nomeado, elle expressamentese sujeite a essa
condujo degradante por ura parlo anterior, cuja
violarlo lhe daria na giria dos partdoso epitheto
do tra'dor, e accarretaria a sua oxeluso em to-
das as eleices posteriores. No syslema da elei-
gio directa, pelo contrario, lei, e s lei, de-
vem os cidados o honroso cargo de eleitor* e
nenhum partido ou influencia se julga com irre-
vogavel direito sobre o sea voto, em virtude de
algum pacto ou contrato an'erior; as influencias
que se julgam com direito de actuar sobre clles,
nao se julgando como succede na eleico indirec-
ta, com ttulos para impor-lhes uma lista da can-
didatos, sao toreadas Irabalhar para deiles ob-
ter uma acveilaco voluntaria e refleclida, dei-
xando por isso mesmo de serem Ilegitimas.
Na eleico directa concerrem para elegerein os
depulados os cidados, lodos, que reunem os pre-
dicados para isso exigidos pela lei, sem que so
inquira a opinio, partido, ou interesse, que
pertencem; e, por isso o resultado da eleico
manifestacom certeza, que opinio. partido, ou
ioleresse pertence a verdadeira maioria; sem que
aquelle, que sane vencido, lenba o menor direito
devida. Mas na eleico indirecta eese anhelo do desse tarafe, e em razao dos abuses que forco-
governo representativo -desconbecraoe contra-1 smente-ho de provir dessa arbitrio sobre um
lo-
res dependentes ou pouco Ilustrados,
c^poolo espmheso duTiatl da legisla- aecao violenta e corcastera que
nado, pois qee nella todos os cidados de opinio
vencida na eleico primaria, fleam de (acto priva-
dos de teda e qoalqtcr pat-rkipaci no resulta-
do definitivo da eleico- dea deptrtadns; ficande
por esse meio alterada a resudada des consasem
proveito da maioria, quem essa previa exclu-
sao da minora, ou de parte delia, da elet-*ao fi-
nal, por meio dessa depuraco operada na e'.ei-
co primaria, sement ee> razio 4 certas opi-
oies, vem dar uma forca artificial e facticia
que ella realmente nao poesoe.
A eleigo indirecta torna impossivel a forma-
cao de collegios eleiloraes, qee sendo sulicien-
lemenle numricos, aiim de na e lei cao dos depu-
lados nao serom dominados por mesquinhos in-
teresses puramente individuaes ou locaes, sejam
ao mesmo tempo composlos de eleitores capazes
e aptos Romeados pete povo com disoeroimeoto
e liberdade.
E, com effeito, seo circulo das assemblas pri-
marias, que nomeam os eleitores, pequeo, ou
as ditas assemblas do o mesmo, ou quasi o
mesmo numero de eleitores ; ou cada uma d
um numero proporcionado i sua populaco, ri-
queza e illustraco : no primeiro caso, haverao
rauilos eleitores incapazes, porque estando s ca-
pacidades eleiloraes desigualmente dissirainadas
pelo territorio, algumas assombtas terio vinte,
Irinla e mais homens aptos pata eleitores, e o
roaior numero dellas lero poucos, ou nenhum ;
noraear-se-ho horatns incapazes e inaptos na-
quellas, que tiverem poucos ou uenhuns capazes
e aptos, e exclulr-se-ho muitos homens capazes
e aptos naquellas que os tiverem em numero
maior que aquelle que ella deve nomear; vindo
de tudo isto a resultar grande desvio da realidade
social, que a eleico deve fielmente exprimir e
manifestar. Segundo caso, isto quando cada
assembla primaria d um numero de eleitores
proporcionado a sua populaco riqueza, etc os
inconvenientes nao sao meuores, pois qae na-
quellas, que do um numero considerave, dcixa
de ha ver verdadeira eleigo, porque eleigo s
pode haver quando pude haver e3Colha, e esta se
torna impossivel desde que as nomeages sao nu-
merosas, e simultaneas: haverao oellas, nao
eleiges, porm listas do eleitores, feitos pelo po-
der, ou pelos partidos, e acceilas ou registadas
pelos votantes, sem disiernimenlo e liberdade,
como succede em nossas eleiges primarias.
Se era vez de ser pequeo o circulo das as-
semblas primarias, pelo contrario, vasto e ex-
tenso, ou cada uma dellas d um puqueno nu-
mero de eleitores, e por conseguinle os collegios
eleiloraes sao pouco numerosos, e dominados na
escollta dos depulados por mesquinhos interesses
individuaes ou locaes, ou pelo contrario cada
uma dellas d um grande numero de eleitores, e
ento cartera no inconveniente j apontado de
perder a eleigo primaria o seu carcter de esco-
Iha, em razo de as nomeaces serem muilas ao
mesmo lempo. Collegios eleiloraes numerosos,
e ao mesrno tempo compostos de eleitores capa-
zes e nomeados com liberdade e discernimento
uas assemblas primarias, sao pois dous resulta-
dos, que mutuamente se excluam na eleigo in-
directa, seja qual fr a combinago nella embre-
gada.
II.
_ Examinsrei agora, qual o pessoal, que na elei-
go directa deve constituir o corpo eleitoral; e se
a eleigo deve ser por provincias, ou por distric-
tos independentes uns dos oulros como na actua-
lidade.
Eotrarei na materia sem raais prembulo, visto
como j Uve occasio de enunciar minha opinio
acerca da extenso do direito eleitoral, fazeudo
ver que de accordo com 03 principios fundamen-
taos do governo representativo, o exercicio desse
direito poltico s deve ser perraillido aos cida-
dos capazes e apios para bem exerc-lo. Co-
megarei por declarar quo nao me satisfago com o
pessoal, que actualmente constilue o nos'so corpo
eleitoral, ainla mesmo com o melhoraraento da
lei de 19 de agosto de 1816. que mandando ava-
liar em prata a renda annual exigida pela consli-
tuigo, a elevou 4003000 ris da raoda actual.
A eleyago do actual censo eleitoral, conse-
quencia natural e forgosa da adopgo da oleicao
direcla que baseando-se em outra ordem de Ideas,
era principios o vistas diversas, e at oppostas
aquellas que guiaram o legislador na adopgo do
metltodo indirecto, precisa de jogar com outros
dados, exige outras bases, outro pessoal mais es-
colliido, e por isso mesmo mais circumscripto, se
que se quer que ella produza os bons elTeitos
que se deseja, fazendo que o direito eleitoral se
lorne urn direito respeilado e exercido em toda a
sua pleaitude, com calma e liberdade, por cida-
dos que por sua posigio, independencia, dis-
cernimento e firmeza de convlcges politicas, im-
possibtlitem ou fruslrem o emprego desses meios
de compresso e de fraude, que al hoje tem fal-
sificado nossas eleiges convertendo-as em guer-
ras intestinas.
Quando no syslema da eleigo indirecta o le-
gislador se satisfaz com o diminuto censo de du-
zenlos mil ris, equivalente quairoc ris da moda actual, tinha certamente em vista
o correctivo, que aos inconvenientes desse pes-
soal numeroso, e por isso menos escolhido e apto,
trazia a bem fundada presurapgo de que a elei-
go primaria havia de ordinariamente fazer nesse
pessoal urna especie de depurago, elegendo de
eutre elle nicamente os homens cooceiluados e
influentes de cala districto, de modo que era ge-
ral as funcgOes eleiloraes viessern a ser de faci
exerctdas smenle por cidados capazes o aptos,
embora a lei habilitarse para ellas cidados in-
capazes.
Na eleigo direcla, parem, esso correctivo nao
existe, porque sendo eleitores de direito, e sem
dependencia de qualquer oomeac,o aulenor, to-
dos os cidados, que a le designa como taes,
elfectirainente as funeges eleiloraes, sero exer-
cidas por cidados incapazes e inaptos, se por
meio de um censo eleitoral nimiamente baixo, a
lei crear um corpo oleiloral muito numeroso, e
por conseguinle pouco escolhido.
Em uma palavra, para que a eleigo directa
possa realizar os beneficios que della se devem
esperar, e remover os grandes males que actual-
mente soflre o paiz, forgoso que por mel de
um censo discretamente elevado, o corpo elei-
toral com que elle houverde fuuccionar, seja ele-
vado, quunto possivel fr, ao nivel de sua im-
mensa o decisiva misso. A igual coramunhao
de todos os homens no banquete poltico, seria
certamente um bem immenso, e um signal evi-
dente de uma civilisago completa e perfeita.
Mas no estado actual da sociedade, o governo
representativo nao pode satisfazer essa grande e
legitima aspiraco, seno pelos meios iudirectos
da dtffuso das mzes, o do fomento de todos os
progresso8, e melhorameolos sociaes tendentes
diminuir progressivamente o numero dos exclui-
dos. Encalado pois no seu verJadeiro ponto de
vista, como simples con ligo ou presumpgo de
capacidade e habilila$ao, o censo eleitoral nada
tem de illegitirao e odioso aos olhos da razo,
uma vez que elle nao converta o direito eleitoral
em privilegio exclusivo desta ou daquella casta,
mas o deixe accessivel todos que para exerc-
lo se raoslrarem habilitados. Cumo simples con-
digo ou presumpgo de capacidade e habtlitago,
o censo essenc Uniente raovel e vario : se em
certa poca, ou em corto paiz, os cidados que
possuem lal renda, sao pela maior parle aptos
e capazes para o exercicio das foocgoes eleiloraes,
em oulra poca, ou em outro paiz, ou fas outras
localidades do mesmo paiz, os cidados que pos-
suem essa mesma renda nao lero a mesraa ca-
pacidade e aptido.
O cidado que em uma das nossas pequeas
povoagdes do interior lem uma renda annual de
5009000 ris goza da mesma ou de maior impor-
tancia social, que aquelle, que lem um cont do
ris de renJa em uma de nossas grandes cidadeg
comaterciaes. Debaixo de uma apparente igual-
dade occultacte-ho, pois, desigualdades reaes
e flagrantes, se por amor da unifurmidade, o cen-
so eleitoral quizer ser inflexivel. A necessidade
objecto, em que tamanha paite costumam
mar a intriga, e e espirito de partido.
Com razo se lamenta era relagin este objec-
to, a falla de um imposto directo, que reeahin-
do sobre a renda-de todos os cidados, offerecesse,
eomo na Franca, uma base certa e segura para a
sua verifteago, sem que nessa operago pudesse
a raciooalidade e moralidade-dessa mesma acgo,
pois que com um corpo eleitoral em aaa maioria
dependente e pouco Ilustrado, a eleico direcla
pode ser to falsificada e corrompida pelo poder,
como a indirecta ; exercendo elle sobre os eleito-
a mesma
______a exerce*
as eleiges primarias sobre os votantes que es-
lio em taes circunstancias.
Has a principal razio que me demeve a recla-
mar como medida de publica salvacaa a adooco
da eleigo directa, e como consectario della, o
corpo eleitoral raais Ilustrado e independente que
o paiz pode foroneer, a iadeclinavel 11 r ensila
de de libertar a maesa inteia de nossa ppala-
ci da oppresso e sofirimeoto, que actualmente
lhe acarreta o exercicio do direito eleitoral, que
para ella se ha tornado mil vezes mais pesado o
de se queixar, pois que leve na lula toda s par- d. modificar o censo conforme a dtversidade das
a necessidade de libertar o guarda nacional das
prises arbitrarias, dos servigos velatorios, das
ameagas, das inlimidagoes e de lodos esses vexa-
mes innmeros e sem nome, que o seu commao-
danie os faz supportar, paraextorquir-lbe o seu
voto, ou puoi-lo de lh'o haver recusado ; a ne-
cessidade de livrar o lavrador do terror que lhe
ineulo a ameaga do recrutamenlo dos filhos que
lhe servem de arrimo ; a necessidade de sen-
tar o homem pobre e sem prestigio, do chama-
roeulo casa das autoridades policiaes, das af-
frontas com que elles sao all maltratados; dos
processos acintosos, das prises em carceres pri-
vados ou as cadeias publicas em das de elei-
go ; a necessidade do tornar intil para o poder
o emprego da forga armada, o assedio e invaso
dos templos, o esbanjamenlo dos dinheiros p-
blicos, as prises arbitrarias, o emprego emfim
de lodos esses meios de compresso e de fraude,
que o habita a dispensar e violar as leis, e o des-
raoralisa aos olhos da sociedade ; em uma pa-
lavra a necessidade de desviar de nossas iostilui-
ges garantidnras da ordem e da liberdade, o
descrdito immenso, que lhe traz a oppresso e
desordem promovida por ura poder queapparen-
temenle as faz funecionar.
Nio exagero, digo o que todos teem vislo e sen-
tem uo fundo da consciencia. Nao me dirijo
esto ou aquelle partido ; appello para todos os
Brasileiros, e confio em Deus que a minha fraca
voz achara echo em todos os coragrs rectos e ge-
nerosos, que unidos por um s sentimenio, o da
felicidade e engrandecimento do Brasil, langaro
as bases da grande obra de sua regenerago poli-
tica. Eia, Brasileiros, bradai pois unsonos. Abai-
xo o corruptor systoma da eleico indirecta Vi-
va a eleigo directa censilaria I
-. ... ---------------- r* *~ 1- 1---------- 'vbhw u*.i ^*.^o it*ua.-> J-.OOUI/ I
entrar aiDitriow litigio, ou conteslago alguma, odioso, que o maia.pesado de todos os onus. E*
porque eoto os-dados e crementos oessa verifl-
cago conslariam de ltvros o assentos pblicos,
que a intriga, a parcialidade, e o espirito de
partido nao poderiam confundir, escurecer ou
falsificar.
J tivemos um imposto semelhanle, creado
pela lei de 26 de setembro de 1762, que man-
dava pagar 10 por cont de toda e qualquer ren-
da, fosse qual fosse a sua origem.
A decima dos predios urbanos, um resto
d esso tributo, que la I vez nao fosee inexequivet
restabelecer-se completamente, ainda que nao
fosse seno com vistas de satisfazer esse grande
desidertum de assenlar o direito eleitoral. so-
bre uma base certa, clara e uolforme, que de
uma vez acabasse com lodos esses inconvenientes
dasactutes qualillcages litigiosas, arbitraras,
contestaveis e sempre contestadas. Abstrahindo
de quaesquer vistas financeiras. essa necessidade
poltica seria suflkieole para justificar qualquer
medida tentada nesse sentido, aos olhos de todos
aquelles que desojando nicamente a rehabiiits-
gao e regenerago do governo representativo co-
mo nos, esto persuadidos que uma boa legisla-
gao eleitoral a primeira condigo desse deside-
rtum.
Quando porm fosse inexequivel, a idea da
creago de um imposto directo (em substuigo
de outros indirectos), sobre a renda, julgo muio
aproveiiavel a idea publicada em um dos excel-
lentes artigos do Ypiranga, a qual consiste em
procurar-se o capital, para por elle se presumir
a renda, em vez de procurar-se a renda e por
ella presumir-se o capital, ou urna certa for-
tuna.
Alera das raies que justiQcam esle melhodo,
pela presumpgo que o capital estabelece em fa-
vor da renda, tem elle a grande vantagem de
deixarniuto menor facilidade ao arbitrio na ve-
riOcago do censo, pois que ocapilal uma cou-
sa geralmente vsivel, e muitas vezes notoria, ao
passo qne a renda, por sua natureze vaga, in-
cerla, fugitiva, e nao poucas vezes oceulta. Ob-
sorvo ainda que a reforma do poder judiciario no
sentido de lomar a magistratura exlranha quanto
fr possivel s paixes polticas, trar sobre este
objecto immensos melhoramentos tornando pos-
sivel que magistrados independentes, impar-
ciaes e desapaixonados, seja confiada a guarda
dosdireitos polticos do cidado, da mesma ma-
neira que_lh.es confiada a de seus dircilos civis.
A eleigo direcla s por si e independente de
outros melhorameutos quo a possam acompanhar,
um grande passo na estrada do progressa,
uma verdadeira medida de salvago publica, ar-
reda a massa menos Ilustrada de nossa popula-
gao, e liberta-a da horrorosa oppresso, o inau-
dito soffriraento que actualmente Iho acarreta o
exercicio de um direito Ilusorio, escarnecido e
usurpado ; farei pois uma recapitulago das prio-
cipaes razes que me arraslam em favor desta
i lea.
As vantagens da eleigo directa, e sua superio-
ridade em relaco eleigo indirecta ficam enu-
meradas, nao s no poni de vista de sua har-
mona e conformidade com os principios funda-
mentaes do governo representativo, mas ainda
cm relago aos seus mcios de execugo e resul-
tados pralicos.
No ponto de vista de sua harmona e confor-
midade com os principios fundaraentaes do go-
veino representativo, a eleigo direcla, a forma
eleitoral, que mais lgica o naturalmente se diri-
va do genio e ualureza propria desse governo,
que; propondo-se 1 realisar, nao a soberana de
ledas ou do maior numero, mas a soberana da
razao, da verdade e da jusliga. e nao podendo
conseguintemente chamar ao governo da socie-
dad^, e ao exercicio dos direitos polticos, seno
aos homens mais capazes de cornprehende-la e
realiWa-las as diversas espheras da aclividade
iaUdevo naforraago dos corpos electivos con-
' direito eleitoral aos cidados capazes e
para bem exerce-lo, e esses o deve con-
eno, efllcaz e definitivo ; e nao mutilado,
uecido, e esterilsado por outro direito su-
que primando sempre no resultado ulterio
ticipagao que lito poda competir. Um tal pro-
cesso, pois natural e lgicamente o processo
eleitoral do governo representativo, que tendo em
mira tirar o conhecimenlo, e adopgo, das leis e
medidas mais convenientes ao pas, do embate
dog grandes interesses e diversas opinioes, que
disputam o predominio na aociedadade, deve sem-
pre e por loda a parte ee/orcar-so por essogorar-
Ihes a cu-existencia e a lula, afim de que a vic-
circumsiaocias locaes j se acha reconhecida 1
respeilo do jury (art. 27 da lei de 3 de deiembro
de 18*1), e mister que tambem a seja a respei-
lo do censo eleitoral.
Se como dissemos, o censo simplesmeote
uma presumpgo de capacidade, segue-se, que
delle devem ser exceptuados lodos aquelles, que
por outros tactos apreeentarera a mearoa pre-
sumpgo : os hachareis em direito, os clrigo,
loria da maioria seja sempre verdadeira, e devi- 1og proessores das ciencias, e em geral todos os
ferlr
apto
ferir
eufra
pe rio
o deflhiiivo. tire ao inferior toda a importancia
deixaodo-Ihe na escolha dos representantes, uma
influencia, que mal se ple perceber e apreciar,
como ha eleigo indirecta succede com o direito
eleitoral dos eleitores primarios.
Nad{" pode por consoguinte ser to incongruen-
te e repugnante com a ndole e natureza do go-
verno representativo, como a forma contraria,
que aspirando satisfazer por um lado o falso
principio do suffragio universal, que a lodos con-
fere o exercicio do direito eleitoral, em viriude
da simples qualidado de hornera, e nao queseado
por outro lado abandonar o principio contrario
que, comocondicao desse direito, exige a capaci-
dade para bem exerce lo, vem a dar em resulta-
do a abastardada e pusilanimo concepgoda elei-
go indirecta, que extena e enerva o direilo
eleitoral, para o fazer descer ao nivel das massas,
e adapta-lo sua inferior capacidade ; enervando
por mel de semelhante combinago a acgo
influencia, que por meio di eleico dos depula-
dos, a massa realmente activa e pensante da ua-
go dee exercer no governo do paiz e ( o que
ainda peior) fornecendo ao poder immensas fa-
cilidades para se apoderar de semelhanto instru-
mento eleitoral, j de si lo fraco e imperfeilo
para o falsificar, e manejar em proveito de seu
excessivo engrandecimento.
No ponto de vista de seus meios de execugSo e
resultados praticos, a eleigo direcla offerece as
grandes vantageus seguintes.
Substituirse as acluaes eleiges primarias, tu-
multuosa?, agitada?, e multas vezes terrivelmen-
te oppressores para a massa da populaco, pela
operago regular e pacifica da qualificago dos
eleilores directos, feita d'antemo o annualmen-
te revista fra da presso. que as paixes polti-
cas exercem as crises eleiloraes, e executada
com a calma e regularidade de qualquer oulra
funego normal e ordinaria da vida social.
Fazer com que a nomeaco dos depulados seja
feita por eleitores mais livres e Independentes,
em razo de derivaren! sua prorogativa eleitoral
da disposigo da lei, o nao de uma nomeago es-
pecial, ditada pelas circumstancias e convenien-
cias do momento, que adstringo o eleitor in-
fluencia, que determiaou a sua nomeago.
Fazer cora que a eleigo manifest a verdadei-
ra maioria, assegurando a igual participago de
todas as opioidese interesses na operago eleito-
ral ; pois que de antemo, e por uma especie de
previa depurago, nao pe fra do combate ne-
nhuma das parcialidades politicas como succedo
as eleices acluaes, pelas quaes a parcialidade
vencida na eleigo primaria Oca privada de toda
e qualquer participago no resultado Anal da
eleigo.
Facilitar a formagio de collegios eleiloraes nu-
merosos, que nas nomeaces de depulados nao
possam ser fcilmente dominados por intrigas pes-
soaes, o que na eleigo indirecta nao se pode
conseguir, n5o querer-so formar collegios de
eleilores incapazes; e escolhidos pelo povo sem
discernimento e liberdade.
Estas vantagens todas resumem-se em ultima
analyse, no grande resultado de assegurar-se ao
paiz a eflectiva e real intervencao, que aelle deve
ter no seu proprio governo, exercendo o proprio
seio do poder uma acgo directa e sem interme-
diarios por meio da nomeago imraediata de seus
representantes no parlamento nacional.
Has por isso mesmo que a eleigo directa asse-
gura uma intervengo effecliva "e real na gestao
da cansa publica, mister que o corpo eleitoral
seja apto e capaz para exerc-la, 6 mister que,
quanto possivel fr. elle seja elevado ao nivel da
immensa o decisiva misso qne lhe conferida,
afim de que os altos deslinos da nago nio sejam
confiados ignorancia e a'venalidade, como cer-
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Teve domingo lugar a transferencia do au-
tigo hospital de caridade para o novo hospital
de Pedro II.
Foi scena verdaderamente euternecadora, em
que a caridade chrisla oslenlou todos os seos
primores.
Das qualro para a3 cinco horas da tarde, reu-
niram-se no antigo hospital o Exm. provedor, os
mordomos, e os irmos da Santa Casa de Miseri-
cordia.
Chegaram pouco depois os Exms. bispo dioce-
sano, e presidente da provincia, estando j ento
dentro e fra do hospital innumeravel mullidao
de cidados de todas as condiges, enire a qual
diflicilmente se poda romper, mesmo p.
De um hospital ao outro achavam-se postadas
duas alas de tropa. A' poita do antigo hospital
eslava um paleo.
Ouvram se de fra melodiosos caticos s
composlos de vozes humanas, e pouco depois, o
Aliissimo, o pae de todas as misericordias, que
nunca abandona os inelizes, ia era procisso pa-
ra a capella do novo hospital.
Ao espectador mundano devia parecer simples
de mais, e at pobrissima a procisso.
Para o assistenle que comprehende, e rende
culto caridade chiista, u'essa simplicidade e
n'essa pobreza eslava a sua magnificencia, e o
seu inimilavel esplendor.
Atraz do palio voharn os Exms. bispo dioce-
sano, presidente da provincia, chefe das forgas
navaes e respectivos officiaes, commandante das
armas e ofliciaes do exercito: logo depois o
Exm. provedor e mordomos da Santa Casa da
Misericordia, e aps estes os enfermos qut%o-
diam andar.
lam elles cada um pelo braco de um irmo da
Santa Casa, vendo-se com manifest e profundo
compungimentode lodos os assistentes, cavallei-
ros, comraendadores. Iliteratos illustres, nego-
ciantes abastados, dando o braco, e serviodo de
esleio a iofelizes doentes desherdados dos bens
da fortuna, os quaes se encaminhavam dous a
dous para o magnifico edificio, que a caridade
publica Ihes havia preparado.
Era espectculo compungenle, e nunca vis-
to entre nos essa fraternidade pratica do rico
com o pobre, do sao com o enfermo, do sabio
com o ignorante, unidos todos pelo lo santo da
primeira virtude chrisUa, a caridade.
As Exraas. esposas dos Srs. presidente e pro-
vedor, e outras senhoras dstlnctas que por de-
vogo concorreram ao acto da transferencia do
hospital, nao ficaram atraz de seus maridos e
prenles. Nem de amirar; que de ordinario
a ninguem deixam as senhoras a dianteira em
actos de caridade.
Nao desdenharam ellas dar o brago s desven-
turadas mulheres enfermas que podtara ir p.
A' medida que a procisso ia progredindo,
transluzia em lodos os semblantes a profunda
impresso, que semelhante espectculo produzia
em todos os assistentes.
Os proprios soldados que formavam as alas
raostravam com gestos involuntarios, e Ha ex-
presso do rosto os sentimeotos de que se acha
vara assaltados os seus corages. Mais de uma
lagrimt coma pelas faces dos assistentes scena
to compngeme e indizivol, e fra preciso nao
ser chrislo, e ter coraco de fra, para ficar in-
differeute e impassivel o meio de tamanho con-
curso de gente profundamente commovida.
Chegada a procisso ao.novo hospital, rompeu
o povo era massa pelo interior do edificio, fe ta-
manho fui o concurso, que, apezar da vastido
do hospital, diflicilmente se poda andar, princi-
palmente nos corredores. Na proximidade da
nova capella, onde se recolheu o Sanliasimo, era
o trasito absolutamente impossivel.
E que as virgen* desvalidas que desnaturados
paes abandonaran), tambem quizerem acompa-
nhar seus irmos de infortunio, e em severo
canto, com vozes melodiosas, sollavam mil lou-
vores ao Allissimo por se abrir aquelle vasto e
sadio edificio, onde tantos iofelizes vinharu pro-
curar verdadeiro allivio a seus males. Esta mu-
sica s composta de vozes hu-nanas, e s execu-
tada por desherdidas de paes e mos, era a ni-
ca conveniente para semelhante acto. Os encan-
tos daquella harmona infantil nao dimanavam
da pureza das vozes, o ainda menos dos artificios
da arte.
Eram cantos de iofelizes puras, e innocentes
por outros infelizes, o no coragao dos assistentes
encontravam eco sonoro que lhes avivava a f e
a caridade.
Ainda quando o Exm. Sr. presidente nio ti-
vesse feito a esta provincia outro beneficio mais
do que a coocluso do hospital de Pedro II, e a
transferencia dos doentes do immundo recept-
culo em que jaziam, para aquello bello e hygie-
nico edificio, seu nome fi:ana por esse s facto
gravado na memoria do povo pernambucano,
que nao ignra as difficuldades de mais de um
Eenero' com que S. Exc. lulou para realisar lo
umanitario pensamento.
Da conviego da Junta da Santa Casa da Mise-
ricordia este respeilo, j deu ella prova irre-
cusavel, pondo o retrato de S. Exc. u'uma das
se las do hospital.
Domingo passado leve lugar na freguezia
da Boa-Vista a procisso do Sr. Bom Jess das
Dores.
0 acto foi celebrado com a conveniente dig-
nidad e.
Por aviso de 23 do paseado foi augmentada
em 51:6383000 a verba votada para as obras do
melhoramento do porto desta provincia no exerci-
cio que ora corre.
Tendo a directora das obras publicas a-
presentado presidencia uma neva plaa desta
vincia de mandar substituir por paisanos os mili-
tares empreaadee como enfermeiros e serventes
no hospital militar desta cidede.
No domingo passado, em consequencia da
chuva que cabio, deixou o aereonauta Bernsrdi,
que ora acha-se entre nos, de dar o seu primeiro
eaaaeUcula, corno fra anaHMciado ; o ana* ter
(Car 00 viadasnidominajo.
Teudo o mesmo de a presen lar usa espectculo-
vanado ao pubtieo apreciador desUcidade, espe-
ra merecer a ana-concurrencia, qae ser certa-
memo salisfeita pelos difhrenles jesjoe gymHasti-
eos, e mais atada pela aseetaeio do bala o aerost-
tico, com qae o referido artista lesa de eucher a
suas cenas.
Por ser honlem o innivarsario natalicio de
S. A. a Sea. princesa D. Jamuria, que comple-
ten 39 annos, estiveram as fortalezas e vasos do
guerra oacionaes embaodeirados, e salvaran a-1
hora da tarde.
Eis a apurago do 3o districto eleitoral feito
peta cmara municipal do Cabo:
Cooselheiro Sebastio do Reg Barros...... 282
Dr. Antonio Coelho deS e Albuquerqae... 247
Conselheiro Jos Bente da Cunha e Figuel-
redo....................................... 217
Passageiro que conduzio o brigue escuna na-
cional Negrae$, sabido para o Rio de Jaueiro, Mi-
guel Antonio da Costa e Silva, e 13 escravos a
entregar.
r*ssagciros do vapor nacional Perainunoa.
entrado de Macei : "
Epifanio Verree Domingues da SiUa, sua se-
nhora, 1 criado e 1 escravo, Luiz Brrelo Corris
de Menezes e i escravo, Paulo Autran, Francisco
Ildefonso Ribeiro de Menazes, Candido Jos Ro-
drigues de Lima, Jos Joaquira Ribeiro de Cam-
pos, Manuel Fernandas Roleinberg, Josa Fernan-
dos Falha, Fernando Olsen, Jos Paulino de Al-
buquerque Sarment, Manoel Velino de Barros
Lima, Eugenio Iristao Cardiro, Francisco Barbo-
sa Msscarenhas, Joo Marques Saldanha. Louren-
go Becerra C. de Lacerda, Jos Chrisostomo da
Almeida Costa, Adriano Ribeiro Rodrigues, Joo
da Silva Baplisla, Amaro de Ameodoas Neves,
D. Mara A. E. das Neves e 2 criados, D Alexan-
dnna das Neves Wanderley, 4 tunos e 2 criadas,
Jos Chzaos de Souza, D. Luiza Bispa Candida
de Lima, e 2 lhos menores.
chrohicjTjuicubia.
TRIBUNAL DO COMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM II DEMARCO
DE 1861.
PRESIDESCU DO EXM. SR. DESEMB1B.GAD0R
F. A. DB SOUZA. *
As 10 horas da manha, reunidos os Srs. depu-
lados Lemos, Basto, Reg e Silveira, o Sr. presi-
dente declarou aberta a sessio.
Foram lidas e approvadas as actas das duas an-
tecedentes.
EXPEDIENTE.
Officio do secretario do merilissimo tribunal do
comraercio da corle, de 21 de fevereiro ultimo,
remetiendo a relago dos negociantes matricu-
lados no mez de Janeiro prximo passado.Ac-
cuse-se a recepgo e archive-se.
Outro do secretario do presidente da Parahiba,
do do correte, acompanhando um exemplar
da collecgo das leis daquella provincia.Accu-
se-se a recepgo e archive-se.
Foram oresenles tres volumes dos annaes do
parlamento brasileiro.
DESPACHOS.
Ura requerimento de Ponciano Lourengo da
Silva e Bernardino Gongalves Salgado, pedindo
o registro do seu contrato social, visto ter satis-
feito o despacho deste tribunal, de 25 de feverei-
ro ultimo.Registre-se.
Outro de Antonio Botelho Pinto de Mosquita,
Brasileiro, de 60 annos de idade, commerciante
desta praga, podindo matricular-se.Ha ja vista
ao Sr. desembargador fiscal. *
Outro de Diogo Jos da Coste, Tristo Jacoma
de Araujo e Manoel Luiz de Mello Jnior, pedin-
do o registro do contrato de dissolugo da socie-
dade que linham nesla praga, sob a ilrrna de Cos-
ta, Jacome & Companhia.Registre-se e publi- -,
que-se.
Outro de Antonio Rodrigues de Souza, pedindo
o registro de sua nomeago de caixeiro de Manoel
Joaquira Rodrigues do Souza. Regi.tre-e.
Outro do Jos Carlos Mango da Costa Res, que
tendo assigoado como lestemunha o termo de
Banca prestada pelo leiloeiro Vicente Thomaz Pi-
res de Figueiredo Camargo, pode ser desanerado
dessa responsabilidade.Dirija-se ao juizo espe-
cial do commercio.
Outro de Frederico Robilliard, corretor da pra-
ga, pedindo que o tribunal declare, se elle pode
ou nao tomar parte em sociedades em commandi-
ta.Na forma do parecer fiscal.
Outro de Jos Fortunato dos Santos Porto e Ju-
lio Augusto Torres, pedindo o registro da refor-
ma do seu contrato social.Como requerem.
Outro de Joaquira Vieira Coelho, pediodo re-
gistrar seu contrato social.Vista ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Outro de Angelo Baptisla do Nascimente, Por-
tuguez, de 51 annos de idade, estabelecido com
commercio de agurdente e outros gneros do
p*iz. pedindo matricular-se. O mesmo des-
pacho.
Outro de Jos Mara Gongalves Pereira, porlu-
guez, pedindo matricular-se.Como requer.
Outro de Jos Joaquina Rodrigues Guimarae?,
Portuguez, pediodo matricular-se. Como re-
quer.
Outro de Manoel Ignacio de Oliveira Lobo e
outros, com prensas de algodo reclamando da
resolucao da Associago Comraercial Beneflcente
acerca do acqodtcionamento das saccas daquella
genero.Acertem os supplicantes o pagamento
de seus trabalhos antes de fazerem-no.
Outro do Mximo Jos dos Santos Aodrade, pe-
dindo por certido se a firma de Elias Jos dos
Santos Andrade dt Companhia registrou algum
controto de sociedade, e no caso affirmatlvo qual
os nomes que a compem.Como requer.
Outro de Narciso Jos da Costa Pereira, pedin-
do registrar a procurago e certido juntas.Re-
gistre-se.
Outro de Francisco Antonio Corris Caldoso,
Portuguez, de 37 annos de idade, estabelecido
tiesta cidade com fabrica de oaldeiraria e fund-
gao de ferro e bronze, pedindo ser admittido a
matricula.Haja vista ao senhor desembargador
fiscal.
Outro de Cunha Irmos & Companhia, pedindo
o registro da allerago do contrato, e subslituigo
da irmadeJos Amonio da Cunha & Irmos pe-
la presente.O mesmo despacho.
Outro de Francisco Mamede de Almeida. pe-
dindo o registro da procuraco junta. Regis-
tre-se. j,,
Outro do mesmo, pedindo o registro de oulra
procurago.O mesmo despacho.
Outro de Amede Schaffier, replicando do des-
pacho de do correnle, e pedindo seja registrado
o contrato de sociedade de Amede Schaffier &
Companhia.-Nao tem lugar.
Presentes os autos de moratoria de Jos Alves
Fernandes, foram com vista ao Sr. desembarga-
dor fiscal.
Nada mais houve.
lamente succederia se a eleigo directa funecio- cidade, na qual proposta uma allerago na ac-
nasse com um corpo eleitoral exuessivamente nu
moroso, e por isso em sua maior parte pouco
Ilustrado e independente.
Releva notar, que a independencia e Ilustra-
gao, que a eleigo directa imperiosamente exige
dos eleitores, alm de serem indispensaveis cor-
rectivos da acgo decisiva, que sobre a gesto dos
lual, nu seutido de deulinar-se um pouco mais
para o norte a estrada de cem palmos, projectada
entre as ras de Hospicio e Aurora, o Exm Sr.
presidente acaba de submeller esle Irabalbo i
consideraoo da cmara municipal para resolver
o que tr conveniente.
Foi approvada por aviso de 9 do passado a
negocios pblicos ella insegura ao paiz, affianca deliberado, que tomn a presidencia desta pro-

*
SESSAO JDICIARIA BM11DE MARgO.
PHBSIDEXCIA DO EX*. SR. DESEMBARGADOR
SOUZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meio-dia, o Exm. Sr:
presidente abri a sesso, achaodo-se presentes
os Srs. desembargadores Villares e Silva Guima-
res, e os senhores depulados Reg, Lemos, Bas-
tos e Silveira.
Lida, foi approvada a acta da sesso de 25 de
fevereiro prximo passado.
JLLt AMENTOS.
Appellante, Theodoro B. Dubois capito da ga-
lera americana Raiaha do Pact/tco ; appellado,
Domingos Henrique Mafra.
Sorteados os Srs. depulados Silveira e Lemos,
o relatado o feito pelo Sr. desembargador Silva
Guimares, foi anqullado todo o processo.
Appellante, Francisco Jos da Silva Mazieira/v
appellados, Tasse & rmeos, curadores fiscaes da
massa fallida de Novaes & Companhia.
Sorteados os Srs. depulados Reg e Lemos, e
relatado o feito pelo Sr. desembargador Silva
Guimares, foi confirmada a seotenca appeltada.
DISIR.1BUHJBS.
Appellante, Jos Baptisla Riber de Faria ;
appellado, Cleto da Costa Camoello.
Ao Sr. desembargador Villares.
rAMAOBN.
Appellante, Jos da Fonaeca Silva ;. appella-
dos, os administradores da massa fallida de Na-
no Mara de Seixas.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desem-
bargador Silva Guimares.
' v
si


*
.
MARIO DB>tlRJUanGCO. v*. ^CEBCA m*k U DE MARCO M 1861.
-i_::_; k _.. _l*_
AGGRAVOS
O Sr. presidente negou erorimeoto aes aggra-
yos seguimos, rinde do juioespecial desta ci-
dade :
Aggraaote, Francisco do Prado
JoSo Antonio- Carpintero da Silra.
Aggrarante, Antonio Domingos Pinto ; afran-
jado. Balth*r & Olireira.
AggraTiDie, Antonio Domingos Pioto ;
vado, Amerim Irmo.
aggrarado.
ggra-
appel-
dimcencus.
Ampollante. Augusto Muniz Machado
Udo. AoJr de Abreu Porto.
Vista as partes.
Appellant, Francisco Jos Germano
lado, Eustaquio Gomes.
Vist> as partes.
Appeilante, Jos Nunes de Olireira ; appella-
dos, Joio Luiz Ferreira Ribeiro e Antonio Duarle
de Olireira Reg.
Vista as parles.
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
Balando do Noto Banco de Per-
nambueo
etn 88 de feveiro de 1861.
ACTIVO.
Apolices da dirida publica ...... 573:8O0J0O0
Estrada de ferro de Pedro II...... 104:000*000
Estrada de ferro ds Bahia........ 79.-632502
Depsitos......... 80:000j000
Accoes depositadas..... 3:570*000
Jotas depositadas...... 5:7358280
Letras caucionadas...... 5:530l000
Letras descontadas...... 2,887:089l3
despertado para ourir ler a aenlenea qn o con-
uemna morte, nao poli* Bear mata abatido que
o Sr. Bran lo. Envergonnado e triste, foge de
explicar aua derrota, e ceaiaatanlo-se em dizer
que nao recae* nolieiat da Sant'.lnna. O Ur.
Albuquerque, com aua pallan admiravel, achou
tangente mais plausirel : abana a cabega, em
sigiial de aaaarwnea, o naoifesta twne-wspeita de
tletco fitiififda. En treta ato recebara m-se ac-
ias e cartas moito authenticas. .
J nao se p le recusar a ultima e mais valen -
appel- *P?a do lino da Sr. Brandao para can$oli&r
o partido como chefe, e ulrtitar as relaces de
urna amizade perdida.
Como se nao battasse esse verdiet da opioio
publica que o anniquilou completamente em San-
ta Aooa. o Sr. Brandie ae r agora em diOlcul-
aades para preferir ama das duas eleicoes. B'
taso nada menos que urna colliso angustiosa em
uo elle tem da aosleatar com braco forte ou
os smigos mais cordiact que o reduztram aO,
ou outros mais carUleaos, embora menos ntimos
que per misericordiam Dei Ihe concedern] dous
mtoguados volinhos.
O pensameoto horroroso de passar por ingrato,
estabelecendo urna preferencia tio odiosa entre
amtaos.tem feito andar i rodaa esbeca altiva do
Sr. Brandao. As audadas contraccoos daquella
physionomia sympathica a iocutem os mais se-
rios reeeioj de um desarraojo mental.
Onanlo a nos, s venios um partido a tomar
nesse transe doloroso : ir o Sr. Brandao para
longe desta patria desagradecida lastimar o tria-
lissimo mallogrode urna aspiracoa mais legi-
tima.
Consulado proTlnelal.
Rendirn*.'0. >>* 1 9
dem do di^
21:359*237
4:228761
25:587*998
Letras protestadas
Letras a receber......
Jos Antonio de Figueiredo J-
nior .........
Aluguel de casa......
Fornecimenlo ......."
Premios de ttulos e garanta. .
Juros...........
Caixa.Pelos seguintes valores :
Em moedas de ouro 33.0S0J000
Em notas do
thesouro me-
nores de 10-J. 2:6085
Em ditas de di-
versos valo-
res. 316:UOJ
-----------348:718*000
Em notas da caixa filial
do Banco do Brasil 5:840*000
Em notas do Novo Ban-
co de Pernambuco
Prata e cobre. .
26:16 i* (30
2:500*000
142:9369846
787*500
7:766*485
26 881*863
239*488
3.130*000
170*140
-------------391:233gl40
Ris. 4,337:874*777
passivo.
2,000:0003000
l,486:000g000
80:000000
Capital.........
Emissao........
Depsitos da direccao .
Letras por dinheiro recebido
. -iurs......... 79:755g88l
Contas correntes com juros 332:438*714
Fundo de reserva...... 41:630*178
Ttulos em caurao
Banco da Baha S/C *
Banco da Baha N/C ....
Knowles & Foster.....
Saques .........
Dividendos........
Commisso do presidente e geren-
tes ..........
Commisso do fiscal.....
Descontos......
9:3o5S>80
3:6033*15
32:692j308
3:225*731
8:9.53993
126:408*OUO
9 213*744
2:6803978
121:924*762
Res. 4.337:874*777
Emissao em eireulac&o.
4281 notas de 2003000
4388 100*000
3220 503000
400 208000
2200 losooo
856;200*000
438:8003000
161:000*000
8:000*00 1
22O00JOO0
(Dous de ezembro.)
Roga-se
altencao especial dos Illms. Srs. Drs. juiz de ca-
pelles e promotor publico do termo de Olinda pa-
ra o aeguinle : se determinando no cap. 7, do
compromiso era vigor que rege a irmandade
de N. S. da Conceigao em sua capella de Beberi-
be que Entrando qualquer hornera ou mulher
porirmao ou irma dar 6g000. alm de 500 ris
que lica obngado a pagar annualmente, ou 12*
rs. quorendo ser remido ; eso Ocar sondo ir-
mo ou irmj pagando a sua entrada, e s se
lavrar termo de irmo ou irma depois de pagar
a entrada, a o recebimento constar no licro da
rcceila e despeza, e s deixaro de gozar dos suf-
ragios, que Ihes pertencerem aquellos que por
omissos deixarem de pagar os seus annuaes, sal-
vo se forem remido?. Pergunta-se se sendo a
mesa regedora quasi toda de homens que nao pa-
garara as suas entradas de lrmos ; e sendo mil-
los todos os termos de entradas de irmos pas-
aados com tanta facilidade e obscuramente pelo
escrivo da irmandade, sem declaracao alguma
da quanta, se de 6J000, obrigado aos annuaes,
se de 12*000 Picando remido, nao s porque nao
deriam ser passados ditos termos de entrada,
sera que houvesse pago previamente o irmo a
importanria de sua entrada, como que nao cons-
ta o recebiroeuto dessas quantias no livro de re-
ceila e despeza, correspondente aos annos de suas
entradas, ser ou nao intrusa, illegal essa mesa
regedora, e intrusos por conseguate todos aquel-
los que nao ho pago as suas entradas, em face
do cap. 7. do compromisso citado ? Se nao con-
rindo existir urna reunio illicita, intrusa e ille-
gal no arrabalde avista das autoridades fiscali-
sadoras ser possivel e mesmo crivel que conti-
nu a regar a capella de Beberibo, e seu patri-
monio, permutando e dispondo de mais neos sem
serera verdaderamente constituidos irmos em
prejuizo s parles, e boa administraco dsjos-
tica ?
Esperamos na illustrago, honradez e probda-
de que tanto caracterisam os Srs. Drs juiz de ca-
pellas e promotor publico, que revendo sera-
mente os livros da sobredila irmandade, que se
achara recolhidos ao cartorio da provedoria do
termo encontraro esse abysmo, esse cabos, es-
se aulem genuil de irregularidades 1 ....
Creraos pois, que avista dellas dissolrer essa
irmandade o Illm. Sr. Dr. juiz de capellas, e no-
mear una administrado que reja melhorraenle
a capella e seu patrimonio, que lera um pingue
rendimenlo as mos de um administrador digno
Movimepto do porto.
Navios entrados no da 10.
Rio de Janeiro36 dias, escuna ingleza Quetn
Etther, de 180 toneladas, capito Richard F.
Friiiik, equipagem 7, carga laitio; a Viura de
Amorim & Filhos.
Liverpool40 dias, briguo inglez Minatilan, de
222 toneladas, capito W. I. Koweit, equipa-
gem 10. carga fazendas, plvora e ais gene-
ros ; a Saunders Brothers & C.
Navios sahidos no mesmo dia.
Maranhaohiate brastleiro Santo Amaro, capi-
tao Jos Manoel, carga assucar.
Ro de Janeirobrigue escuna nacional Negraes,
capttio Bernardo Augusto de Carralho. carga
assucar.
Navio entrado no dia 11.
Macei e portos intermedios 54 horas, vapor
nacional Persinunga, commaodante Hanoel
Rodrigues dos Santos Moura, de 422 toneladas,
equipagem 23-
Navios sahidos no mesmo dia.
Marseille polaca francea Inkerman, capito
Cruzat, carga assucar.
Marseilleescuna franceza Atix.capilo Demes-
ler, carga assucar.
Hondura brigue U6CO Franca, capito Petors-
son, em lastro.
Observacao.
Fundearam no lamario urna galera americana
euma barca ingleza, mas nao tveram commu-
nicacao com a trra.
2^2!",e.ln 7 da ru,;<0 Calabeoco Velho,
?"te i (jamara mamcpal, e na presenta
envao da obdelegacia da mesma freguezia,
11u* )e3u porcos'epprebendidos m cerreco
no dia 7 do correle mez.
fiscalisacao da freguezia da Bos-visU. 12 de
margo de 1861.O fiscal, Thomaz Augusto de
Vasconcelos Albuquerque Maranhao.
Annuncio.
De orden do Illm. Sr. inspector da thesenraria
ae uzenda desta provincia, se faz publico que ti-
ca -marcado o prazo de oito das, contados desta
oata, aos Srs. Jos Higiuo de Miranda e Francis-
co Xavier de Olireira para pagarem os respecti-
vos direitos, e sollicitarem, o primeiro o titulo
Avisos martimos.
Para a Bahia segu tz> poucos dias a en-
cuna nacional Carlota; para alguma carga que
Ihe (alta, trata-te com sea consignatario Fran-
cisco L. O. Azredo, na ra da Madre de Dos,
PMA
Rio de Janeiro
pretende segair at o dia 16 do corrente a releira
J bem conhecida barca Amelia ; s pode rece-
1,486:0003000
Demonstrara o da cosita de lacro
e perdas,
DEBITO.
Despezas geraes...................
Premios de saques o remessas.
Juros............................'.
Fundo de reserva.................
Commisso do presidente
rentes..................
Commisso do fiscal......
Premios de ttulos de garanta...
o a. 0 a. M O. 3" 2 B Horas
w n 5 M Direccao. 4 M a H p O 5 rs
- en n O 93 c B a o ea o o g | InUnsidadt. -. C
^ ao 03 33 en Fahrenheit. H K 5 K O H O > H C 'I
00 "co Centgrado.
oc 00 -i ^1 00 o Hygrometro. c
o s s? O | Cisterna hydro-* 1 mtrica. > 0
t -4 O OO 5 00 00 S i Francs. > O K S
o 8 "o o o 8 s "s inglez.
les commodos ; trala-se coraos seus consignata-
rios Azeredo & Meodcs, no seu escriptoro, roa
da Cruz n. 1.
COMPANHAcBRASILEIRA
Espara-sedospottos do sol at o dia 14 do
correle um dos vapores da companhia o qual
depois da demora do costume seguir para os
portos do norte.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1, escriptoro de Azeve-
do Mandes.
de aforamento dos terrenos'de marinhas Os. 115 e I t>Pr pc,r.r 115 A. da roa do Caldereiro da freguezia de Sio r"-68-^-0.8 8 fre,e' Para tem excellen-
Jose, e o segundo o de n. 183 A. na roa do Apol-
lo da freguezia de S. Frei Pedro Goncalves, os
TtT fn8 ,""cnam Pssados nesta reparticio
aetae lea, SOb pena de proceder-se conveniente-
mente.
Secretara da thesouraria de fazenda de Per-
ulU? ii de mar?0 de 1861 officialmaior,!
Manuel Mamede da Silva Cosa.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento !
4o arsenal de guerra, tem de comprar os obiec- [
los seguintes :
Para a companhia Cxa de cavaliaria.
II enchergas.
Para o 4o batalhao de artilharia a p.
b resmas de papel almaco.
400 peonas de ave.
2 caivetes.
6 duziasde lapis de pao.
6 garrafas de tinta preta.
6 libras de ara para escripia.
20 exemplares de collecces de cartas para
principiantes.
20 exemplares de taboadas.
6 exemplares de grammatica portugueza por
Monte Verde, ullima edi^o.
6 exemplares de compendio de arithmetica por
Avila.
6 paulas.
20 exemplares de traslados
Para o 10." bntalho de infantaria.
6 resmis de papel almaco.
400 penoas de ave.
2 caivetes.
6 duziss de lapis de pao.
6 garrafas de tinta preta.
6 libras de ara preta para escripia.
20 exemplares de colleccao de caitas para prin-
cipiantes.
20 exemplsres de taboadas.
6 exemplares de grammatica portugueza por
Monte Verde, ultima edigo.
6 exemplares de compendio de arithmetica por
Avila.
6 exemplares de pautas.
20 exemplares de escripia ou traslados.
Para o hospital militar.
50 eolches de lia de barreguda ou de flecha
COMPANDIA PERMHBUCAM
DE
Navega^ costeiraavapw
Parahiba, Rio Grande do Norte, As-
su'f Aracatv e Ceara'.
O vapor Iguarass, commandante Moreira, sa-
2- JL'ri os Prlos "lo norte at ao Cear no
OHi de marto s 5 horas da larde.
llecebe-sc carga at o dia 21 ao meia dia. En-
coromendas. passageiros e dinheiro a frele at o
da sahidaj s 2 horas : escriptoro no Forte do
Mattos n. 1.
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
com 8 palmos de comprimento e 31/2 de largura.! torio di companhia Pernambucana no
de dito com 3 1/2 palmos de
A noito nublada o de pequeos aguaceiros,
vento E, ranavel de inlensidade.
OSCII.ACAO DA HAR'.
Prcamar as 4 h. e 30" da larde, allura 7,4 p.
Baixamar as 10 h. e 18' da manha, allura 0.7 p.
Observatorio do arsenal de marioha, 10 do
marco de 1861.
Romano Stepple,
Io lente.
Editaos.
Directora geralda instruccao
publica.
Fago saber a quera convier, de ordem do Illm.
de toda honradez e probdade, como assim julga- Sr. Dr. director geral, que se achara vagas s ca-
o quadruplo da quanlia A
Um irmo que pagou
de sua entrada.
e ge-
10:982*808
1033163
181109936
8.4505319
9:2I374I
2:6305978
4:023$D52
Dividendo de 6 por cenlo........ 12S:O00oO00
178:56jS0'M)
CREPITO.
Saldo do semestre passado...... 79SI03
escon,s........................ 152:1653120
Juros da garanta d'emissao...... 25:5273747
........... 7923725
Knowles & Foster.
178:565g000
O guarda livros,
Francisco Joauuix 1'ereira Pisto.
Publicagoes a pedido.
Rio Grande do Norte.
O Sr* Brandao e a sua derrota em
Sant'Anna
Um fado estupendo, desses que s veem por
aeculo, acaba de ollerecer urna nova probabilida-
de em favor d'aquellos que em tom prophelico
afflrmavam que depois da eleicao o Sr. Moreira
Brandao daria em dundo I
A fregucia de Sanl'Anna do Mallos fui sempre
sulisla, e sulislas leem sido, e anda sao to-
dos os funecionarios pblicos, anda mesmo os
ciednos, cora excepcio de um juiz de paz. Era
talvez, depois do municipio do Principe, a nica
localidade onle o partido norlista oo contava
elementos de vida e forca.
Motivos de influencia de familia ou predomi-
nio local cooservavam all dividido o partido u-
Zisaem dous grupos importantes, dos quaes um
eslava miis esireitamente ligado ao Sr. Joo Car-
los Wanderley, o oulro ao Sr. Jos Moreira Bran-
dao Castello-Braueo.
Este Joven, que nasceu talhado para
grandes, assentou que devia acabar com o anta-
gonismo, e dominado dessa idi luminosa, vai
Saot'Anu do Mallos, rene os amigos todos, fal-
la, discute, prende, arrebata, e lembraudo-se dos
saulosos lempos do Athoneu, nao esquece de
trazer balha e a proposito os recursos oratorios
de que capaz aquella cachola transcendente pa-
ra provar com eloquencia inimitarel que s
da unio que nasce a forca.
Que os nimos ficaram congregados, depois
desse rasgo philosophico-sentimontal, juraram
todos que viram o Sr. Braado entrar de volta
nesta capital com arsoberbo de conquistador do-
pois de harcr liquidado os 24 votos de Sant'
Anna.
E linha tal certeza de Iriumpho o novo Man-
ilo, que por occasio da mudanza da sede de No-
va Cruz para S. Bcnto, julgando perdida irremis-
sivelmeole a elei^o d'aquella parochia, dizia
com voz lamentosa, entrecortada de suspiros :
hei de licar someote reduzido aos 60 retos do
Sirid e aos 24 de Sant'Anua /...
Nao sabia elle que um desengao cruel viria
-em breve apagar-lne o ultime raio de urna espa-
raoca quo tres duplcalas afagavam.
Em Aeary (que faz parte do Sirid) oo (ere o
Sr. Brandao a unanimidade que esperara. Per-
deu 10 rolos, e furam rotados os candidatos con-
servadores, a saber: o Sr. Amaro com 16, o Sr
Pioaj com 14, e o Sr. Gabriel com 12.
Faltarani as noticias de Saw'Aana. Ei-las que
chegam... Houv alU duas eleiges. N'uma del-
las, fetta pelos amigue mais eordiaes do Sr. Bran-
dao, nio tem elle um s voto, ao passo que os
Srs. Amaro e Gabriel, candidatos conserradores
obtiveram a uoaoimdado (20 votos). Na outr
eleis&o, tarabem iulista, sahio o Sr. Amaro com
1* rotos, o Sr. Gabriel com 12, e o Sr. Pioaj
com 12. O Sr. Brandao licou comarj. %_
O desgranado, que sonhando com absolvcio
Um membro di sociedade Bella Harmona
vendo no Liberal de 9 do crreme a prelencao
ousada de cortos socios stolidos de fazerem n-
sanguentarem-se nos styltes de urna critica ca- de junho de 1859.
deiras de inslrucgo elementar do 1. grao do
sexo feronino das freguezias do Recife, Iguaras-
srj, Serinhem, Garanhuns e Caruar ; pelo que
sao as mesmas cadenas postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias, a contar da data des-
te, para a inscripeo e processo de habilitaco
das oppositoras, na forma das iostrueces de 11
uraniosa ao bom concello e consideraco da
mesma sociedade nao poda deixar de fazer crer
estes aventureiros, que debalde se esforcam
por lancar-lheo slygma da ignominia, de qu se
pretendom desapropriar.
O espirito de ignobilidade e represalia levou
estes socios ignuros arrojarem-se Iludir
crenga i prirnera autoridale policial desta pro-
vincia, chamando-n apreciarlo de um fact lo
moralisado. quanlo juslo e bem entendido e a
que elles, por demais ignorantes, se alreveram
reputar de postergador das leis patrias. Ei-lo :
Cumprindo aos socios zolosos e pugnadores
pela existencia, prosperidade e boa regularidade
na marcha dos trabalhos da sociedade, por ter-
mo aos desvarios e desregnmenlos de alguem
da direcgo, que lndou, propozerara-se por isso
que conslituiam a maioria da sociedade, a nao
transigir com um tal procedimouto. to repug-
nante, assentindo na demisso por ella pedida.
Despenados, desparte, alguns dos que compu-
nham semelhaote direccao, protestaram entre si
promover a perda do prestigio que considerava
a mesma sociedade.
Em balde o projectarara, pois improficuos eram
os meios e artefactos de que so serviam.
Convencidos'dsso por demais, e a,o mesmo
lempo havdos por darem realisaco ao seu pro-
jecto, lo pessirao quo proprio "do seu carcter
raesqunho, toularam era definitiva, fazer e de
facto tizeram duas acias, de que a mentira e ca-
lumnia formavara o objocto.
Nauseada, desta sorte a sociedade, constituida
era assembla geral, rosolveu fazer desapare-
cer aquelle acto de vergonha e desdouro, para
aue o publico nao o lesteraunhasse, quando, por
ventura, tivessem suas actas de correr s syrtes
da publicdade.
Isso pois concordado ; a resoluco final foi inu-
tilisarem-se aquellas folhas, que enoogreciam o
livro de suas actas ; porque assim a sociodade
Delta Harmona seria reintegrada no seu estado
de mais perfeta harmona e direccao de seus
deslios.
Reconhecendo aquellos socios refractarios
Secretara da instruo?o publica de Pernam-
buco 8 de marco de 1861.
Salvador Henrique de Albuquerque.
Secretario interino.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimenlo dos
reodeiros e foreiros de propriedades pertencenles
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta Ihe-
souraria, certos de que, se o nao izerem, sero
os mesmos debito remettidos para juizo, aflm de
serem cobrados judicialmente.
E para constar, se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
O secretario
* A. F. d'Amorim.
Deciara^es.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Ib arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimeoto do armazem do arsenal de
guerra.
500 vassouras de palha de carnauba.
100 ditas de junco.
50 arrobas de cabo de linlio velho.
20 arrobas de chumbo em lengol.
500 pelles de cabra.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 13 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 6 d
marco de 1861.
liento Josi Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Por esla subdelegada fra capturado o pre-
50 travesseiros
comprimento.
20 pares dechinellas rasas.
12 chicaras e pires de louca.
6 copos de vdro.
3 jarras de barro com lampa e p.
2 bandejas grandes- de folha
4 cassarolas de ferro soitidas forradas de por-
colana.
2 ehaleiras de ferro para 20 pravas.
48 colheres de metil fino do principe para sopa.
24 ditas de dito para cha.
60 facas de mesa.
60 garfos da dita.
2 panellas de ferro sorlidas forradas de por-
celana.
Para a aula de geometra dos aprendzes meno-
res do arsenal de guerra.
8 arihtneticas por Avila.
14 geometras applicadas s artes pelo baro
Charles Dupio, traduzida de francez ao portuguez.
Meia grosa de penas finas d'aco.
3 climas de lapis finos para desenlio.
3 duzjas de caetas para pennas d'aco.
3 duzias de borrachas para desenho.
10 compactos de lato pequeos.
Urna quarta de nanquim fino da China.
14 pastas pequeas para guardar desenho.
1 resma do papel almaco fino.
Para a officina da 4* classe do mesmo arsenal.
1 thesoura grande.
2 jogos de alicates.
Para provirnento dos armazens do almoxarifado.
500 vassouras de palha de carnauba.
100 dilas de junen.
50 arrobas de cabo de lioho relho.
20 dilas de chumbo em lencl.
500 pellos de cabra.
Quem quizer vender taes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho, s 10 horas da manha do dia 18 do
corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 11 de
margo de 1861.
lenlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela subdelegada da freguezia de Santo
Antonio desia cidade se achara embargados em
urna cocheira tres ca val los de difieren les cores'
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a una s fazenda, e com indicios de se-
rem do servico de eng'-nho, por descoofianca e
indicios de serem furtados, visto terom sido all
recolhidos por dous homens do mato descoohe-
cidos, e depois apparecerera outros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostss
entre elles: quero, porlanto, se julgar com di-
reito a ditos cavallos, comprela neste juizo mu-
nido de suas provas, que Ihe sero entregues.
Recife 22 do fevereiro de 1861.
Carneiro.
onde se recebem
servico tendente
Forte do Mattos n. 1,
avisos para qualquer
ao mesmo vapor.
Para o Aracaty e Assu'
segu com brevidade o hiateSinta Rita, j tem
a maior parle da carga ; para o resto trata-se com
Martlns Irmo, ou com o capito Antonio Joa-
quim Aires.
. Cear e Acarad
O patacho Emulacao, segu por estes dias
por ter parte da carga prompta e pira o resto a
tratar com o capito ou Manoel Goncalres da Sil-
va, ra da Cadeia do Recife.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiate nacional Santa
Anua*, queja tem quasi meia carga, para o res-
tante e passageiros trata-se com Gurgel Irmos,
no seu escriptoro da ra da Cadeia do Recife n.
28, primeiro andar.
MARANHAO POR ACAR.VCU'
Segu o patacho Emulacao, e para a pouca
carga que Ihe falta, a tratar com o capilo ou no
escriptoro de Manoel Gonjalves da Silva.
seu maior cynismo e falta de pundunor com que A 2raa.*' 1"e declarou serescravodc Sebastiao
urdiam semelhaote calumnia, anteciparam-se em ''08* da Silra, por fgido: seu rerdadeiro dono
pedir ou molhor em se consideraren! iluminados comPare,;a nesta mesma subdelegara para Ihe
antes que assim procedesse a sociedade. o ou ?" entregue. Subdelegacia de S. Jos do Recife
9 de margo de 1861.
sociedade,
e ralor j
o que
espe-
que assim p
elles sciente de sua aceitaco
as co usas ^ra va m.
Nestas expresses nao pretende a sociedade
Bella Harmona justificar o seu procedimeoto
uessa causa de que era pendento a sua queda e
desmoralisago; ma< somonte fazer, que cada
um desses Josus da boa ordem e vida das so-
ciedades comprehenda a posigo e o papel mise-
ravel o repugnante que reproseola o calumnia-
dor sem bro.
COMMfcKClO.
Viranile^a.
Rendimento do dia 1 a 9 119:921*347
dem do dia 9.......16:444J597
136:3659944
Movimento da alfandegra,
Volumes entrados com fazendas..
> > com
Volumes
sahidos
com
com
gneros..
fazendas..
gneros..
45
169
214
Descarregam hoje 12 de erereiro.
Barca inglezaIsa bel la Rideleybacalho.
Barca inglezaQueen fazendas.
Brigue inglezMartellanplvora.
Barca frauceza Ville de Bolognecarvo.
Hiate nacionalSant'Anaagneros do paiz.
Meeehmderla ale rendas internas
0eraea de Pernambaco.
Rendimento do dtt1 a 9 ... 95:6439978
dem do da 11. 4:861*620
30:5O3>590
Jos Antonio Pinto.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado par
pagamento do imposto de ealabelecimento nda-
se no ultimo de marco riodouro, e todos aquelles
ue nao pagarem dentro do prazo, ficam sujeitos
q mulla de tres por cenlo.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de ferereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tarares Rodovalho.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti
fcua a substituir ou a resgatar as notas
de sua emissao de 10$ e 20$ sem prejui-
zo dos possuidores por mais dous mezes
que hao de andar em 9 de maio do cor-
rente auno, em conformidade do arito
do ministerio da fazenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e findo este pitro s po-
dera' ter Jugar a substituicSo ou res-
gate com o descont mental e progresi-
vo detOporcento poreada mez.
RocFe 9 de marco de 1861. Os di-
rector** gerentes, Luiz Antonio Viwra,
*->ao Ignacio de Hedeirot Bego.
T t.fi,*e?^* &< Bee-rtete faz arra-
: matar hoje (12) pelas 11 hora* 4a mambla na par-i
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio
Antonio se faz constar quo se acha recolhdo
casa de detenco o preto africano de nome Ma-
noel, que diz ter sido escravo do Sr. Annuncia-
co, cujo preto foi preso por briga, e nao tem
apresentado carta de liberdade. Se alguem se
julgar seu senhor, comprela nesta subdelegacia
munido de seu titulo.O subdelegado auppleule,
Joaauim Antonio Carneiro.
V ice consulado de Espaa.
De orden del Excmo. Sor.
ministro residente y consol
general de S. M. Catlica en
Rio de Janeiro, prevengo-
los subditos espaoles resi-
dentes en este districto con-
sular que, siendo indispensa-
ble que se hallen provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio para
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
lmo por convenir al servicio
" del estado, el tener una noti-
cia exacta de los ciudadanos
que residen en el extrangero;
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado a renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de elias los que no las tu-
vieren.
PernamAmeo, 25 de febrero
de 1861.El vice cnsul d*
3. ST.Juan Angiada Hijo.
COMPVIIYIl
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 16 do corrente esprrs-se da Europa
o vapor francez Navarre, commandante Vedel,
o qual depois da demora do costme seguir
para o Ro de Janeiro tocande na Bahia, para
passageiros etc., a tratar na agencia ra do Tra-
piche n. 9.
Laudes.
LEIO
DE
Varios objectos para pes-
cara.
Sexta-feira 15 do corrente.
Costa Carvalho autorisado pelo Sr. Jos Manoel
da Silva, far leilo no dia cima de varios ob-
jeclos pertencentes a companhia de pescadores
como sejam lanchas com seus pertences, redes
e outros muilos objectos, s 11 horas em ponto
no trapiche do algodo.
DE
Urna taberna.
Costa Carvalho far leilo do resto dos gneros
e armacao da taberna da ra Augusta n. 114 a
qual ser entregue sem reserva depreco s'll
horas em ponto: quinta-(eir 14 do corrente,
LEILO
Quinta-feira 14 do corrente as
10 horas da manha.
DE
Urna taberna.
O agente Camargo fara' leilo por
mandado do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio e a requeriment dos de.
positarios da matsa fallida de Jos Fer-
nandes Agr, da taberna da ra do Ro-
sario, consislindo em armacao, gneros
e mais objectos e na mesma occasio se
vender' as dividas do mesmo fallido.
As 11 horas em ponto.
LEILO
Quarta-feira 13 do crrente as
11 horas em ponto.
, O agente Camargo fara' leilo pw
mandado do Exm. Sr. Dr jui* especial
do commercio e a requerimento de
Campiano 4 Cordeiro, da venda e mais
pertences pertencenles a Francisco Fer-
reira Fialho, na roa do Rosario da Boa-
Vista, no mencionado dia as 11 horas
pot*f.
LEILO
DE
Farinha. sola e
carnauba,
SEM LIMITE.
Terca-feir 12 do cor-
rente as i i horas.
O agente Pinto fara' leilo por anto-
nsacao dos Srs. Saunders Brothers & C.
e por conta e risco de quem pertencer
DE
lo9 saceos com farinha de mandioca.
100 meios desoa.
20 saceos com cera de carnauba, no dia
e hora cima indicado no armazem
da Companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1.
Pred
os e
escravos.
Quinta-feir 21 do cor-
rente s 11 fioras.
Antunes autorisado pelo Sr. Jos Nu-
nes de Paula, fara' leilo em seu arma-
zem na ra do Amorim n. 48, dos
predios eescravos pertencentes ao dito
senhor que para liquidar sero entre-
gues pelo maior preco alcancado, a
saber:
O sobrado n. 48 de 2 andares e soto si-
to na ra do Amorim. com chaos
proprios.
Dito em Olinda de um andar e sotao
sendo atraz terreo, com a frente pa-
ra os Quatro Cantos e ladeira da Mi-
sericordia, chaos pioprios.
Urna casa terrea no Varadouro, con-
cluida ha pouco tempo, com 5 quar-
tos, 2 salas, grande quintal, e urna
grande padaria no mesmo, com o-
toes dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
terca parte da casa terrea sita na ra
^da Imperatriz junto a padaria do Sr.
Bamlier.
i escravos de muito boa conducta, sen-
do um delles excellente padeiro e
fornro, as 11 horas era ponto.
LEILO
Quinta-feira 14 do correte,
^lo correr do martcllo.
Os administradores da massa de Ma-
noel Antonio dos Passos Oliveira 4C.,
querendo liquidar a loja de traste do
mesmo, fara' leilo por intervencao do
agente Camargo, das mobilias existen-
tes na mesma casa & qual consiste de
mobilias de Jacaranda', mogno. faia
branca, cabides, commodas, cadeiras
avulsas, camas de Jacaranda' e mogno,
guardas louca e apparadores. toucado-
res, cadeiras avulsas de mogno, faia e
Jacaranda'e duas ricas colchas, as 11
horas do dia.
A
Terca-feira 12 do corronte.
O agente Vicente Camargo, fara' lei-
lo por mandado do Exm. Sr, Dr. juiz
do eommercio e a requerimento do cu-
rador fiscal e depositario da mass8 do
fallido Antonio Jacintbo Paclieco, das
dividas pertencentes ao mesmo fallido,
no seu armazem na ra do Vigario n.
19 as 11 horas em ponto. Os Srs: pre-
teudentes podero entender-se com o
mesmo agente para ver os nomes dos
devedores e suas moradias.
EILALO
DE
Farinha de mandioca,
O agente Hyppolito autorisado pelos
Srs. Ferreira & Martins, ara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de
cerca de 500 saceos com farinha de
mandioca, vindas de Maranhao, as
quaes se acham no armazem alfandega-
do dos Srs. Antunes Guimaraes 4 C.f
sendo ahi effectuado o referido leilo :
quarta feira 13 do corrente as 11 hora*
em ponto.
LEILO
O agente de leudes Hyppolito autori-
sado pelo Sr. Diogo Spears, fara' lei-
lo de urna officina de ferreiro e machi-
nista propria para qualquer trabalho-
deste genero, visto estar muito bem
montada e ser em urna excellente ra
podero os pretendentes encontrar ahi
machinas, ac, parafusos, limas, safras,
rodas e grande quantidade de utenci-
lios indispensaveis a esta arte, podendo
os Un. pretendentes examina-la desde
a na ra do Brum n. 2 e ahi se effec-
tuara'o leilo quinta-feira 14 do.Cor-
rente as 11 horas em ponto4


(*)
DIARIO H FttlflABftUCO. TERCA fERA 12 DE MARCO DE I8ftl.
PARA
Os Srs. acadmicos
Quarta-feira i 3 d corrente-
Costa Carvalho far lei'ao em seu armazem na
ra Nova n. 65. de varias obras de direito per-
tencentf s ao finado Dr. Jos Silvano Hermoge-
nes de Vasconcellos, as quaes sero entregues
sem reserva de preco.
Tambem
vender varias obras de marcineiria de apurado
gosto e varias mubilias.
Os abaixo assig-
Leilo
Terga-feira 12 do corrente.
Augusto Cesar de Abreu (ara leilo por inter-
vengo do agente Otiveira, de uin avultado sor-
timento de faz>>ridas do algodo, Mnho, la e seda
principalmente inglezas e todas proprias do
mercado : no in rele, s 10 horas da manha, em seu armazem
ra da Cadeia.
John Heary Da I ton, capitao da bar-
ca ingleza Emma Eugenia, fara'lei-
lo com auforisacao do Illa. S.'. ins-
pector da alfandega, por conta e risco
de quem pertencer na presen na do Sr.
cnsul interino de S. M. Bntannica e
por intervengo do agente Pinto, do
casco da referida barca (lotacao 583 to-
neladas inglezas) legal mente condem-
nada neste Dorto na sua recente viagem
Quarta-feira 13 do correte s
2 horas da tarde em potito
a' porta da associacao commercial desta
praca, onde serao dados os esclarecmen-
tos necessarios.
commissao de -escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2,
Nesta ni/va casa de commissao deescravos, re-
cebem-se escravos por commissao para serem
vendidos por conta de seus senhores, afianzndo-
se a prompla venda, assim como o bom trala-
menlo pira os mesmos, afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem salisfeitos com i
diligencias que da paite do commissionado fizer,
para em ludo agradar aquelles senhores que e
quizerem honrar com a sua confian;*, no que es-
pera merecer alinelo tanto dos senhores que
ih'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que pretendan) confiar, pois espera ter sem-
pro para vender escravos de ambos os sexos e
dades.
John Henry Da [ton, capitao da barca
ingleza Emma Eugenia, fara' leilo
com autorisacao do Illm. Sr. inspector
da alfandega e por conta e risco de
quem pertencer, na presenca do Sr.
cnsul interino de S. M. Britannica e
por intervencao do agente Pinto, de to-
dos os tnantimentos e sobrecalentes da
referida barca, consistindo em barris
com carne de porco e de vacca salgada.
ervillias, farinha de trigo, carne de con-
serv, e muitos outros artigos ; e assim
como velrme, vergas, cordoalha, lona,
utencilios e tudo mais pertencente ao
apparelhoda mesma barc, ultimamen
te abandonada neste porto
Quarta-feira 13 do corrente as
10 horas em ponto,
no armazetn do bardo do Livramento,
caes do Apollo.
Avisos diversos,
DE
Santa Rita de Cassia.
Na praca da Independencia n. 22
junto ao relojoeiro loja do abaixo assig-
nado venderam-se os seguintes nmeros
em que sahiram as seguintes sortes :
107* 10:000 Bilhele iiiteiro.
1782 900J 4 qtiartos.
1-282 900S Bilhele inteiro,
489 900 Dito dito.
1985 200 Meio bilhele.
272 200 Dito dito.
2239 10:i Dito dito.
1417 100 Bilhele inteiro.
1319 100 1 quatlo.
142 100 Meio bilhele.
c outros dolO e 20.
Na mesma loja e as mais do costu-
me acham-se a venda os bilhetes e meios
da quarta parte da primeira do Espi-
rito Santo, garantidos des 12 por cento
geraes e 2 provinciaes por
Santos Vieira.
Bilhele inteiro 6JO0O
Meio bilhele 3000
Em porcao de 50$ para cima bilhe-
te 5$500meio blhete2$750.
Irinandade do Senhor Bom
Jess dos Passos do Corpo
Santo.
Convida-se a todos os irmaos para
comparecerem boje pelas 5 horas da
tarde no consistorio da irmandade, para
reunidos em mesa geral deliberarem
negocios de sum fe 12 de margo de 1861.Francisco Jo-
s dos Passos Guimares, escrivao inte-
rino.
Barroca & Medeiros sa-
ca m para Portugal c llha de
S. Miguel.
Aluga-se o sitio Chacn onde mo-
rou o Sr. cnsul britannico: a tratar
com o seu propr ietario na ra do Viga-
rio n. 13 ou na ra Real n. 15 e 17.
Veneravel ordem terceira de
S, Francisco da cidade do
Recife.
Autorisado pelo nosso charissimo ir-
mao ministro, convido a todos os nossos
charissimos irmos para que se dignem
comparecer em nossa igreja pelas 2 ho-
.ras da tarde do da 15 do corrente, pa-
ramentados com seus hbitos para em
communidade acompanharmos a pro-
cissao do Senhor Bom Jess dos Passos,
para o que fomos convidados pela illns-
tre irmandaae. Secretaria da venera-
vel ordem terceira de S. Francisco 11
demarco de 1861.O secretario,Fran-
cisco Lopes da Suva.
".--Rua e>lreita do Rosario--3 2
j Francisco Pinto Uzorio continua a col- fe
i locar denles artificiaos lano por meio de
_l molas como pela presso do ar, nao re- @
39 cebe paga alguma sem que as obras nao @
j fiquem a vontade de seus donos, tem pos ej
g e oulras preparacoes as mais acreditadas ai
jg para conservago da bocea. q
**@@@ @g @@ @@@8
Na ra do Queimado loja n. 10,
precisa-se a lugar urna pieta escrava
que saiba cosinhar.
Saques para Por-
tugal,
Carvalho, NogueiraA C. na na do Vigario n.
9, primeiro andar, sacam sobre Lisboa e Porlo.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Afliclos, com grande casa sssobradada com
todos os commodos possiveis: a tratar na ra do
Queimado n. 18, segunda loja vindo do Rosario.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra da Gloria n. 93.
O aeronauta Elias Bernardi, tendo pelo motivo
imprevisto da chuva, que cabio no domingo pas-
sado, deixado de dar a repretentaco, que annun-
ciara para a sua estra nesta cidade, nao pode
omitiir urna salisfacao ao respeitavel publico por
essa causa ; a qual julga sufficienle para exi-
mi-lo de qualquer rosponsabilidsde, visto que
nao ella fado proprio.
Certo pois de ser aceita esta expresso, espera
que ser honrado com a assistencia do mesmo
publico no dia domingo prximo futuro, quando
offerecer-lhe-ha o espectculo ja annunciado,
permittindo-lhe o lempo ; e no qual se esforcar
por saiufazer a expectajo publica para ascenco
do baio aerosttico e mais jogos de gyranastica.
Tendo ainda alguns buhles, as pessoas que
os quizerem, podem rtirigir-se a ra estrella do
Rosario, n.20, cisa do Sr. Zebedeu.
PROVINCIA.
A cha m se a' venda os bi l he tes e meios
da quarta parte da primeira lotera a
heneicio da irmandade do Divino Espi-
rito Santo do Collegio. na thesDuraria
das loteras na ra do Queimado n. 1 ,
priva; iro andar, e as lojas commissio-
nadas na praca da Independencia n. 22
do Sr Santos Vieira, ra Direita n. 3
botica do Sr. Chagas, no Recife ra da
Cadeia loja n. 45 dos Srs. Porto & Ir-
mo, na praca da Roa-Vista loja de cera
n. 9 doSr. Pedro Ignacio Raptista, as
rodas da dita latera andaro infallivel-
mente em o dia quarta-feira 20 do pre-
sente mez de marco. Abaixo vai trans-
cripto o novo plano que o Exra. Sr.
presidente se dignou approvar.
PLANO.
3000 bilhetes a 5..............
Beneficio e sello de 20 por cento.
, nados, vendo no Otario de Pernamiuco de boje,
um annuncio do Illm. e Exm. Sr. desembargador
Firmino Antonio de Sou7a, lembrando ao Sr. Joo
Vasco Cabral, de Macei, a obrigaco de entre-
gar-rhe a quantia e as seis lelras que recebera
no Penedo, doSr. teoenie-coroael Antonio Jos
de Medeiros Biitanceurt, e em que previne ao
publico do procedimento do mesmo Sr. Vasco
Cabral. afim de evitar que alguetn venha a ser
victima, pela falla de perfeito conheeimento
deste senhor; e, tendo lido em o mesmo Diario
de 7 do correte, um outroannunnrio assignad
lelo apreciador do mritodefendendo ao in-
dicado Sr. Cabral, das arguices do Exm. Sr.
d-esembargadur, invoca o nosso testen)unho para
provar o seu acert, nao pdem os abaixo a3sig-
nados deixar passar esse reclamo desapercebido
para que se nao infira de seu silencio, ser vorda-
deiro o que se diz nessa defeza^apressam-se em
declarar ao publico, que infelizmente tambera ti-
veram occasio de eocarregar ao Sr. Vasco Ca-
bral de algumas cobrancas, e pela sua boa f fo-
rara, e eslo sondo obrigados a sustentar, contra
sua vontade, pleitos com o mesmo senhor, como
se pode tr no veneraudo tribunal da relacao des-
ta cida le. para o qual appellara o referido Sr.
Vasco Cabral. da sentenca proferida pelo Sr. Dr.
juiz municipal desta cidade, contra a mais des-
arasoada pretencao, senfio cobica desse Sr Vasco
Cabral. Recifo 9 de marco d'e 1861. Tasso &
irmos.
O baeharel Joo V. da S. Costa, transferio
a sua residencia para a ra do Rangel n 73
ultimo sobrado esquorda iodo para o paleo da
Penha, onde lem o seu escriptorio da advo-
gacia.
Precisa-se alugar urna casa lerrea, ou um
sobradinho de urn andar, que tenha quintal so-
frivel e cacimba, e que esteja em bom estado,
sendo no baiiro da Bda-vista as seguintes ras
da Gloria, Alegra, Velha, Rosario; quem liver
poder annunciar por este Diario para ser
procurado.
Aviso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira 6 Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo
res a mesma nnassa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazode 15dias, porque pas-
sado este prazo procder-
se-ha a cobranca judicial!
6e8 d
Advocada.
O baeharel Jos Leandro de Godoy
Vasconcellos, taz publico que continua
a advogar neste loro e nos prximos a
esta capital, de sociedade com o Dr.
Alfonso de Albuquerque Mello, que o
substituir' em qualquer ausencia que
haja de fazer do seu escriptorio, estabe-
lecido na casa n. 3*., primeiro andar
da ra estreita do Rosario.
O Sr. Romo Antonio de Alcn-
tara tem urna carta nesta typographia.
M J. Leite, declara que cons-
tttuio seu bastante procurador
aoSr. Hanoel Gomes Leal, paia
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
coitanhia da yia femea
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia !
de fevereiro at outro aviso o irem que parte da
estaco das Cinco Ponas as 8 1,2 horas dama-
nbaa correr somente at a Villa do Cabo en
trem que at agora tem sabido da Escada 1 3,4
horas da tarde ser discontinuado, mas sahii
do Labo as d horas da tarde como costana*
As horas da partida dos Irens sero
pela tabella seguinte :
reguladas
da
150008000
3:0000 Liquido.
Premio de............ 5:000$
Ditos de 8008........ 1:600
Dito de................ 400S
12:000^000
Ditos de 200S........ 400S
Ditos de 100J........ 400$
10 Ditos de 408........ 008
15 Ditos de 20........ 300
35 Ditos de 108........ 3508
630 Ditos de 5......... 3:150
700 Premiados.
23G0 Brancos.
---------12:0008000
3000 Bilhetes.
N. R. As sortes
to de res estao
das leis-
Thesouraria das loteras
de 1861.O thesoureiro,
se' Rodrigues de Souza.
Approvo.Palacio do
Pernambuco 9 de marco de 1861.As-
signado Leitao da Cunh.
Conforme Antonio Leite de Pinho.
maiores de um con
sugeitas aos descontos
7 de marqo
Antonio Jo-
governo
de
Na lvraria n. o e da praca
Independencia precisase fallar ao Sr.
Ulisse Cokles Cavalcanti de Mello
Grande hotel Livramento.
No grande holel Livramento collocado ho prin-
cipio da ra Direita n. 12, achara a bella rapa-
zeada effectivamenle lanche de todas asqualida-
des a qualquer hora, assim como charutos dos
tuelhores fabncsnles da Baha, sigarros de bota
logo, boa serveja, champagn, deliciosos vinhos
de diversas qualidades.
Nao esquereodo
Que acharo muito agrado
Mesmo vista do cheiro
Ningnera deixara de comer
S quera nao levar dinheiro.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
les n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra lodo o servico de urna casa de familia: na
ra do Imperador n. 37. segundo andar.
Odesmbargudor Firmino Antonio de Souja
lembra ao Sr. Joo Vasco Cabral, da provincia das
Alagdas o seu dever, e olirigaco de entregar a
quantia, e seis lelras que recebera no Penado do
Sr. tenente-coronel Antonio Jos de Medeiros
Bitancurt, como lestamenteiro, e liquidante da
casa do finado commandante superior Manuel
Gomes Ribeiro. Desdo o mez de agosto, que o
Sr. Vasco se acha de posse do dinheiro, e dais le-
tras eno d resposla s carias que se lhe diri-
ge, sendo que por oulras pessoas, e nao por elle,
chegou-se ao conheeimento de que eslava rali-
sado o pagamento. Vendo-se o mesmo deznrn-
bargador na dura necessidade de incommodarlou-
tras pessoas, teem sido estas illudidas com Wro-
messasdo mesmo Sr. Vasco, de vir restituir o
alheio ; mas de balde, e se conserva sem dar sa-
lisfacao alguma aos seus comprometiimeotos.
Com quanto estejam dadas asordens necessarias,
nao ocioso declarar ao publico tal procedimen-
to, afim de que alguem nao seja victima do Sr.
Vasco Cabial, que j muito conhecido nesta
praca de alguns negociantes, que ha muito Ibe
teem reirado a sua confianca.
Recife 5 de margo de 1861.
Precisa se de um homem casado
feitor, a mulher servindo de
se bom ordenado :
primeiro andar.
. O Sr. Dr. Juviano de tal, advogado nesta
cidade do Sr. Antonio Lins Vasconcellos Barros,
proprielariodo engenho Pontablo na fieguezia de
Agoa-Prcta, queira faecr o favor declarar por es-
la folhs sua morada, pois deseja-se-lhe fallar a
respeito de negocios do dito seu cliente ; e faz-
se este annuncio por igoorar-se a morada de
o. o.
Precisa-se de um feilor que anlenda de
jardim ehoitalica ; quem estiver nesta circums-
tancia, dirija-se a ra das Cruzes n. 41, segundo
andar.
No dia 12, as 11 horas, na sala das audien-
cias, depois de Onda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes se ho de arrematar os escravos Bernardino
e Florencio, perteocentes ao ausente Francisco
Augusto da Cosa Guimares
Na padaria da ra da malris da Boa-vista
n. 26, precisa-se fallar com os seguintes Srs< :
Francisco Xavier Pereira do Carmo.
Herminio Netto d'Azeredo Coutinho.
Benjamiro Canuto doa Santos Lima.
Alferes, Cordeiro.
Felicianno Antonio dos Prazeres.
Os abaixo assiguados fazem acienle ao res-
peitavel publico, especialmente ao digno corpo
do commercio, que amigavelmente teem ellos
dissolrido a sociedada que tinham na loja de fa-
zendas na ruado Cabug o. 8. que gyrava sob a
firma deAlmeida & Burgos, (cando pertencendo
ao segundo dos abaixo assinados, toda a massa
dessa casa, o qual por se achar encarregado de
seu activo e passivo, passa a nao ter a menor ge-
rencia e nem direito algum nos negocios dessa
mesma casa, de que era socio, o primeiro dos
abaixo assignados, consequentemente desondra-
do de qualquer responsabilidade. Recife 2 de
marco de 1861.Antonio Correia Gomes d9 AI-
meida.Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Leo.
para
guarda porto, d-
fallar na ra da Cruz n. 23.
Rita Jeruuyma de Mendonca Pereira,
Marcelino Antonio Pereira Jnior e Joa-
quiro Ignacio de Carvalho Mendonca, pun-
gidos do mais doloroso sentimento agra-
decen) a todas as pessoas que assistiram as
exequias de seu fallecido esposo, pai e cu-
nhado Marcelino Antonio Pereira E de
aovo convida aos amigos do dito fallecido
para assistirem a missa do stimo dia que
lera lugar na quarta-feira 13 s 6 1|2 ho-
ras di manha na igreja da ordem terceira
do Carmo.
Vende-se o engenho S. Joa, de Bom Jar-
dim, sito na freguexia de N. S. da Luz, moente e
correte, distante da praca 4 legoas, quasi prom-
eto para moer com agua, com boas matas, ex-
peliente cercado, boas obras, e ama boa safra j
criada : os pretendentes hajam de dirigirse ao
mesmo engenho, ou 00 engenho Peneds de bai-
lo, que a /ara todo o negocia i viea do com-
PCtOM.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por3(
Tira retratos por 3
Tira retratos por 3#
Tira retratos por 3$
Tendo recebdo um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento de cai-
xnhas novas
Tondo recebdo um sortimento decai-j
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento deca-!
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento de cai-1
xinhas novas
Tendo recebdo um sortimento deca-'
xinhas novas
No grande salo da ra do Imperador ,
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grandesalo da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimcos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3$000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conhecimentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os cavalherosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-
examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
A.luga-so um grapde sitio com boa casa de
vivenda. bstanles arvoedos de fructo, boi bai-
xa para capim de invern vero, e proporcoes
para ter vaccas de leite pela extensidade do ter- |
reno, no lugar da Casa Forte, sitio da Capella :
quem o pretender, dirija-se a ra da Cadeia do
Kecie n. 48. loia de Leite & Irmo.
SOCIEDADE BAXCMIA EN COM-
IANDITA.
Amorim, Fragoso Sanios
Companhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas'
conlas crrenles sero reguladas da maneira se- !
guinle :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100J para''
cima, e pagar-so-ha vista st 5:000, sendo
dah para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous por cento. menos do que a laxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon-
la letras, sendo estes juros contados e capitali-'
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem sero abertas contas
condicos
a
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ce
r.
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ce
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I
ihi
_u o t-tt:
O Sr. H. P.deO. Araujo morador ao serilo.
nafazenda de Canns Velhos, ou Carina Notos
que j morou na Villa do Cabo, queira man-
dar pagar ao abaixo assignad urna letra, de
que devedor ao mesmo, e que se acha vencida
a m? ? lL*. a0D0. cuja quantia nao ignora.
Villa do Cabo, 11 de mirco de 1861.
1 x DP6d' Ale"ndnoo do C. Machado.
Jos Ferreira Jnior, Portuguez, retira-se
para a Europa.
O abaixo assignad roga aos seus devedores,
de ter a bondade de pagarem as suas conlas em
casa do Sr. Mancel & C. ra Nova n. 23.
, ,, Pulo Gaignoux.
Tendo fallecido Antonio Victorino Pacheco
natural de Portugal, casado com D. Mara Joe
quina Pacheco, sem filhor, deixando varioa bens
entre os quaes sao quatro escravos; previne-se
ao publico que nao coniratem bens daquelle casal
sem que sejam partilhados com os herdeiros de
Portugal.
1 T ^u?io D0 d" 8 d0 cfenle do sido de Pau-
lo Jos Gomes, da Capunga, urna prela de naci
Lac,ange, de nome Josepha, idade de 50 annos
pouco maia ou menos, roga-se as autoridades ou
?i .. =^r Pe88* que PeRr'os-la ao dito si-
tio ou ao armazem de madeira da ra da
cordia n. 1 ou ra do Imperador n. 42
generosamente recompensado.
_..P,L- Gaignoux, tendo de rcrar-se para a
, Rio de Janeiro, no vapor Cruzeiro do Sul. che-
gado boje dos portos do norte, e nao podendo
pela presteza de sua viagem. dispedir-se pesscal-
mente de todos os seos amigos, o faz pelo pre-
sente ; e pedindo todos elle, desculpa de to
involuntaria falla, offerece-Ihes ali o seu limita-
do presumo.
Recife 5 de marco de 1861.
A pessoa que tem em si urna caria e Hvros
vindo do Rio de Janeiro para serem aqu entre-
gues aoDr. Francisco de Paula Baptisla digne-se
fazer prompta entrega, ou annunciar sua morada
!!??"!,'" com urgencia procurado:
, pois que tod* a demora est sendo prejudicial '
rrecisa-se fallar com o Sr. tenenteH.de
: primeira linha. que ha pouco se mudou de Olin-
aa: no Varadouro. appareca que o mesmo senhor
S .X ,S, neM!S 4 di"> d0 cn""o terl
nuZA f.u "ome P" W*. e qual o negocio.
Olinda 11 de marco de 1861. 6-o
Aluga-se o ierceiro andar do sobrado o 112
da ra da Senz.ll. Velha : quem o preUnder
cdoraquem,rSar d "'H*0 8b"d M "h"4'
O abaixo assignad scientiflea a quem inte-
Ef***5l qu?Ase acha resldindo na ra do caes do
Ramos n. 40, segundo andar.
Jos Muniz Teixeira Guimares.
,.,,17 recis*se e pouca familia : na ra do Cabug
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f- c > ~ a. o- ce < c3
Assignad-B. H. Bramah,
Superintendente.
O Dr. Casanova
seu
llleneao.
Joo Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas ds ra do Cres-
po n. 9, aue foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito gbslo, bem como
obras de ouro e brilhanles, tudo por menos de
seu valor para liquidar.
Aos senhijres devedores.
Encarecidamente roga-se aos senhores deve-
pode ser procurado todos os dias em
consultorio especial homeopathico.
30Roa das Cruzes30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Pars (astinturas) por Ca- S
tellan e Weber.por precos razoaveis.
Os elementos dehomeopathia obra, re- m
commendada iotelligencia de qualquer
pessoa. 1|
. correntes sob' !9l&l0JS8S'l89-fiK6SI6Q|81{
de ser pagas visla qualquer quan-' t j
Ma independente de aviso, contando-se snmenle ArremataQaO de DredlOS.
J" Re'cife 1 ldra0m?rro Si SaM "Cma declarada i Nos dias 8- W e 15 do correnle tem de ser
Hecie 1. de marco do 1861. j arrematados por venda. Gnda a audiencia do jui-
Desde o dia 7 do corrente que se ausentou ZP dos orPhaos. predios seguintes : um sobra-
da casa de Joaquim Ignacio R. Jnior, o seu es- I d? andares e soto na ra da Cadeia da fre-
crav0G0n5al0.de idadede22aonos.crioulo fullo, I ?ezia de S. Frei Pedro Goncalves n. \0 em so-
alto, grossodo corpo, muito picado de bexigas, j
lera urna cicitriz na canella direita e urna ferida '
no mesmo p, foi visto na Capunga : quem o pe-
gar leve-o a praca da boa-Vista botica n. 22,
que ser bem recompensado.
Domingos Jos da Costa Hachado vai a Eu-
ropa o tratar de sua saude.
Philosophia, de geographia e rhetorica
PF.I.0 BACIIAHF.L
A.ROE TORRES BANDEIRA,
Professor de geographia
e historia anliga no gymnasio desta
provincia.
Eslo abertos estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar ; e dar-so-ha lugar a novos cursos
destas mesmas disciplinas, a prooorco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
1.* o estudo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhetorica est dividida em duas
secQoes:
1. de rethorica em ge ral".
2. de potica e analyse dos classicos.
Roubo
Roga-se encarecidamente a todos os senhores
ourives e relojoeiros, e autoridades policiaes, que
preodam os autores de um roubo feito no dia 7
dores eximcta rma de Almeida & Burgos, de de marco, pelas 5 horss da tarde, em um dos
manoarem saldar as suss cootas durante o pre- quartos do convento do Carmo, sendo os seguin-
- tes objectos: um relogio meio chronomelro de
sent mez i loja da roa do Cabug de Burgos
Poncede Len, cerlosdaque se assim o nao fi-
zerem, do principio de abril em diante s se po-
dero entender eom o procurador do (ero o Sr.
Flix Francisco de Souza Magalbes, que ento
car encarregado de promover judicialmente a
cobranca dessas dividas sem dtsUocjao de pessoa
slgumi,
ouro n. 34607, trabalhando com doua mostrado-
res, um correntio com 15 oitavas de ouro de le,
um annello circulado de pedras e com urna dita
rdxa no meio, sendo dito annel proprio someate
para um padre.
Mr. Louis Laclen Potihio, subdito francs.
ttin-M pn a Europa.
lo proprio ; um dito de 3 andares com toto na
ra da Cruz da mesma freguezia n. 21, solo fo-
reiro ; um dito de dous andares e solio na mes-
ma ra n. 5, com frente para o caes do Trapiche
solo proprio; um dito de um andar na ra da
Seozala Velha n. 1, solo proprio, os quaes vo
praca a requerimento da viuva e inventariante
do tinado Antonio Pedro das Neves, sendo effec-
luada a arremalaco na prac do dia 15.
Ao Illm. Sr. Braz Jos dos Rei>, 1 len-
le de marinha, se roga o obsequio de scienliO-
car na ra do Rangel n. 9, ou na ra dos Pes-
cadores ns. 1 e 3, para onde que ltimamente
ofTectuou a sua mudanca de domicilio, visto seus
ex-viziohos nao saberem informar, e estamos na
poca de cumpiir-seo promellido.
Aceilam-se liedes em casas particulares de
lioguas fraocoza, grega e italiana, cujas linguss
ensinam-se grammaticalmenle a 1er, traduzir e
fallar com o seu verdadeiroaccento. O respectivo
professor indicar quaes as meninas o seohoras
que j se pozeram promplasera um anno lectivo.
Tambem se aceitaro licoes para fra da cidade,
mediante coodicco e pelo que se convencionar :
a tratar na ra Direita n. 89, primeiro andar.
-~- Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ruado Apollo n. 28,saca sobre a ci-
dade do Porto.
Os abaixo assignados declarara ao publico
e com especialidade ao respeitavel corpo do com-
mercio desta praca. que dissolveram amigavel-
mente desde o l. do corrente a sociedade que
tinham na loja de ferragens na ra do Queimado
n. 49, sob a razo de Machado & Souza, fleando
o socio Souza encarregado de todo o activo e
passivo da casa, e o socio Machado desobrigado
para com a praca e quite de toda e qualquer res-
ponsabilidade, conforme o papel de distrato qoe
assignaram. Recife 9 de marco do 1861.Anto-
nio Luiz Hachado Antonio Francisco de Souza
Magalhes.
Troca-se um sobrado de doua andares no
pateo do Carmo, por um de um andar que aeja
grande e tenba quintal, em qualquer das prince-
pses ras dos bairros de Sanio Antonio ou Boa-
Vista : quem liver eqizer fazer dito negocio,
dirija-se a loja de livros da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, que achara com quem tratar.
Manoel Jos da Costa, portuguez, vae para
a cidade do Porlo. r
assignados fazem sciente. oue a
sociedade que existia entre elles nesta praca sob
a firma do Braga, Silva & f-, terminou em 31 de
dezembro prximo passado! e que desde aquella
data se acha a referida Arma em liauidaco.
Recife 11 de marco de 1861.
J. M. Braga.
Manoel Goncalves da Silva Jnior.
yuem annunciou qufrer comprar um laxo
grande de cobre : dirija-se ma da Prais, arma-
zem de Joao Donnelly, que vende em conta.
Traspassa-se o arreodamento do grande si-
o na estrada dos Afliclos ao lado do becco do
Kpioheiro. junto ao majpr Antunes : a tratar na
escadinha da alfandeRa, armazam de Paula Lo-
pes, com Candido & G. Alcoforado.
Perdeu-se do hospital Pedro II al a ra
Nova, urna chave de broca : quem acbou e qui-
zerrestituir a seu dono, dirija-se a ra Novan
41, que ser gratificado.
rEm ?Sa lo D- I' WiW & C- no '"go do
Corpo Santo n. 13. vendem-se libras sterlinas.
Joaquim da Silva Castro perdeu urna looeta
de ouro no domingo 10 do corrente. no hospital
rearo n ; quem a chou e queira reslilui-la. di-
nja-se a ra do Crespo n. 8, que se gratificar.
Grafica-se com 100,000
res.
Ausentou-se de casa do abaixo asignado, mo-
rador em Goianna. ra do Meio, taberna n. 64,
Z?.t2*a ?Sbrad0<,ue*0,u Dara a ribeira.
i Bia 6 de fevereiro prximo findo. a escrava Ig-
^aT'HCriS! "' a q"fl lem 8 8Wnae8 eguinles :
idade de 30 annos. bastante alta, secca do corpo
cor avermeihada, nariz e beicns grossos. bocea
grande e fallas brandas, quando sen abre bas-
tante a bocea, e quando carrega peso entorta um
pouco o pescoco, andar moderado e dengoso ; le-
vou comsigo toda a roupa que possuia. lem bons
vestidos e com babado?, panno flno, algum ouro.
vestidos velhos e panno da Costa, costuma andar
calcada, tem semblante sizudo. e quando lhe pa-
rece diz que forra ou que tem dinheiio para
sua Iibeidade, mas nunca lhe foi visto. Esta es-
crava nasceu no sertio do Pombal, d'onde veio
com idade de Upara 15 annos, foi comprada por
Joaquim Jos da Costa, morador nesta cidade
que a possuia ha 14 annos, e duaoteesle lempo o
mesmo Sr. Costa tem morado nos lugares seguin-
tes : Tegicupapo, Praia de Crne do Vacca. Pona
de Podra e lha de Itamarac ; outros lugares ha
que ella tem prenles e conhecidos, e at poder
duer que anda pertence ao dito Sr. Costa, para
assim se nao tornar suspeita. Roga-se porten-
to as autoridades policiaes, capitaes de campo e
mais pessoas do povo que da dita escrava Irouxe-
rem noticia, de apprehenderem ea levarem a seu
senhor no lugar cima designado, e em ausencia
aesie por estar prximo a relirar-se para o Re-
cire, a poderao fazer a seu cunhado o Sr. Thomaz
Anlonio Guimarae, Anlero Mililao Guimares.
ou Luiz Jos de Miranda ; no Recife ao Sr. Luiz
Antonio dos Santos Pereira. na ra dos Martyrios
n. do. Se alguem liver delta noticia, mesmo es-
tando em lugar que a nao possam pegar por te-
merem o patronato, basta que seja visla por tres
pessoas que em juizo provem este facto, que re-
ceberao a gralifleaco cima. Desde j proiesto
com loto o ribor da lei haver percas e damnos, e
punir o enroe contra quem quer que tenha lal
procedimenlo : tambero se vende a dita escrava
mesmo ausente, pela quantia de 1:200$, dentro
do prazo de 15 dias, contados da data desle meu
annuncio. Goianna 10 de marco de 1861.
Jos Gomes Ferreira da Silva.
Lourenco Senhoriubo de Menezes Cysneiro,
scientiflea aos seus amigos, que d'ora em diante
assignar-se-ha por Lourenco de Menezes Cvsneiro
Bandeira e Mello.
Precisa-se
alugar urna preta para todo o servido de urna ca-
sa de pouca familia ; a tratar na ra da Cadeia
do Recife n. 19.
Roga-se ao senhor que conversn no lugar
de Fra de Portas com o Sr. Francisco Rufino
perguntando porTheodoro Rabello da Luz disse
que linha em seu poder uos bens que por morle
de seu pai Domingos Rabello da Luz lhe perten-
ciam e a seus irmos,tenha a bondde declarar por
esta folha onde sua morada para aer procurado.
As Ilustres Irmandades erectas na igieja
matriz do Corpo Santo do" Recife que desejirem
possuir suas miasas, vesperas e Te-Deum para
serem executadas no seu novo orgo, e nos dias
de suas festividades, o abnixo assignad offereca
o seu diminuto presumo para qualquer coroposi-
co. E'desumma necessidade uoirem-se com o
orgo um contrabaixo e violoncello, quaes Instru-
mentos, conservara o perfeito compasso por entre
os cantores: a tratar na roa Direita n. 89, pri-
meiro andar.
Fogo artificial nunca visto,
Domingo 17 do corrente, de noite, lera lugir
no largo de Santo Amaro, com 17 figuras, 227
rodas, 1 psinel; este logo vindo do Pa- no
vapor, e depois de Ando o fogo, no tablado da
msica haver um esplendido faodango tambem
nunca visto nesta provincia.
Josepha Mara da Conceico vai a Europa.
Aluga-se o segundo andar e soto da casa
da ra de Apollo n. 63. com commodos para fa-
milia, o qual est limpo e aceiado : a tratar na
ra do Amorim n. 44.
Attenco.
Precisa-se de nm menino porluguaz de 14 a 16"
annos para caixeiro de taberna, com pralic ou
sem ella, e prefere-se dos ltimos chegados : a
tratar na roa da Cadeia do Recife a. 25, taberna.
O Dr. Ludgero Vieira de Azevedo, medico
do vapor de guerra Theti, tendo de retirar-se
desta provincia, decan que nada dere a pessoa
alguma.

'.


DIARIO DE fERNAlBUCO. TEB FElfil 12 DE MARCO DE 1861.
W
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA 1PABK0LHA E)0 B. TOWN8BNE)
MELH ORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimlco e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e qaasi miracnloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depenJe direciamenie do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que tera na economa animal.
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
tatura meliana est avallada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas onceas saliera do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa ale'm no corpo huma-
no em menos de qcatro minutos. Urna dis-
posigao extensiva lera sido formada e destinada
com admiravei sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corbknte de vida por todas as
partes da organisacao. Deste modo corre sern-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cora VELOCIDADE ELCTRICA a corrupgiio as
mais remlas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanc,a-se para tras e para diante polas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
al cada orgo e cada tesgem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circulagao evidentemente se faz um f.sgenho
PODEROSO de doenca. Nao obstante pode tam-
be m obrar cora igual poder nacriacao de saude.
Estivasseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no syslema nervoso
ou glanJuloso, ou muscular, se smente o san-
gue pola fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenga e inevilavelmente expellir da consli-
laijo.
New-York, ha vemos vendido durante muitos an-
uos o extracto de Misa parrilha do Dr. Town-
send, considera roo -lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apreseniado ao publico.
BOYD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND & Co, 218 Pear)
Street.
LEEDS & HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAMd Co, 10 Od Llip.
OSGuOD de JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAN D & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,R0BINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MAIWI & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCR & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAV & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHEB & Co, Ho&
lOGJobnSi.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, llOBroadway,
10 Aiior.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
) grande manancial de doenca entao como RST & HOUGHTON, 83 John Street.
d'aqui consta no FLUIDO circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O sangue O SANGUE! o pon lo no qual
se ha mysler fixar a alinelo.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do
exterior de papel verde.
No escriplorio do propietario, 212 Broadway,
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.
I.MINORA Co. 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 218 Pear
Street.
CUMIMG & VANDCSER, 178 Green-wch
Street.
HAS&ELL & MERRICK, 10 Gold Slreet.
B. A.FAHNESTOCK Co- 49 John Street.
CONHECEMOSAARYORE E SU AS FRU-
TAS ,
E IGUALMENTE
Conheeemot um Medicamento nos seus Effeitos
O extracto eomposlo de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO''-
Adala-se tao maravillosamente a conslhuic.ao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1LIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgAO,
purifica;
ONDE E' PODRIDAO,
alimpa.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humsnidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washingioro, Brooklym, sob a inspeceo directa
do muilo conbecido cbimico e medico Dr. James
R. Chilton, da cidadejle New-Yoik, cuja cer-
tido e sssignalura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO composto de salsa parrilha
DO DR. TOWNSEND-
O grande purllicador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHertsipbla,
AAdstriccaodovbn-
TRE,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
AS DoENCAS.DE F1GA-
DO,
aHydbopesia.
AImpingb
As Ulceras,
O Rheumatisho,
As Chacas
A IIF.BILIDADE GERAL
AS DOENCASDE PELLE
AS BORBULHASNA CA-
SA,
As TOSSBS,
Dr.
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-so ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum oulro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas* por cor-
to espado de lempo.
Townsend tem assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriplorio, 1. andar, tam-
CONSULTORIO
DO
DE, IPa &a Wi MDKgil,
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 BUAhA(;MHIi.< VSAOII\IV\03
CVmica por ambos os syalemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pera manha, e de tardedepoisde 4
hT. Gontrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidade, como para o engenhos
u cuitas propriedades ruraes.
Os chamados levem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manba e em caso
d urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o no me da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nSo forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
derlo reraetter seus btVhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
xivros do Sr. Jos Nogueira de Souaa na ra do Crespo ao p da ponte velba.
Nessa loja a na casa de annuncianleachar-se-ha constantemente os melboresoodica-
xentos homeopathicos j bora conheoidos e pelos presos segu mes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....109000
Dita de 24 ditos..................159000
Dita de 36 ditos. ..........., 209000
Dita de 48 ditos.................257000
Dita de 60 ditos...........-...-. 309000
Tubos &vulsos cada um.........; 15000
Frascos de tinturas. ; j............2000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portugus, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do "Dr. Hering, cora diccionario. 109000
...... 6900
Nova carlha.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edicao da cariilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso. por quanto abrange tudo quanto
continha a snliga caitilha do vbbade Saloroonde
je padre mestre Ignacio, acrescentando-so muilas
oracoes que aquellas nao linham ; modo dea-
! cornpaohar um moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das (estas mudaveis,
e eclypses desde o correte anuo at o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annos A bondade do papel e excellencia da
impresso, do a esta edi;ao da cariilha urna
preferencia asss importante : vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da prara da Indepen-
dencia.
fiama & Silva
estando em liquidaco de sua loja de fezendas,
j sita na raa da Imperatriz n. 60, por meio desle
annuncio avisam a todos os seus devedores por
conla e letras j vencidas, a virem pagar seus
dbitos no prazo de 30 dias, contados da dala do
primi>iro annuncio, Qndo elle sero seus nomes
publicados neste jornal. Recite 16 de feveieiro
de 1861.
JOIVS.
Renertorio do Dr. Mello Mor
Precisa-$e -alugar urna escrava
para casa de famika : na ra da Cadeia
do Recite n. 53, terceiro andar.
I Julio k Conrado.
S Ra do Queimado n. 4$.
^ Participara aos seus numerosos fregue-
zes que teodo chegado o seu mestre al-
A faiate que mandaram contratar em Pars,
Jg acbam-se promptos a mandarem execu-
tar toda e qualquer obra tendeoie a al-
faiale, assim como tem era seu estabele-
cimento grande sorlimeoto de ludo quan-
to se desejar, para qualquer das esla-
ces nao s de fazendas como diversos
drtigos de laxo, continuando o mesme
mestre a receber por todos os vapores li-
^urinos para melhor poderern servir ao lf>
3 respeitav^l publico a quem pedem de vi- Jfjt
g reaa visitar o seu estabelecimento que i
S| neootraro aquillo que desejarem. S
x*n c^mi rdvcrol nmr oeEWvem* ivim FdwpBwCTBVmk
AM&
Pianos,
Na ra da Cadeia do Reciten. M, segundo an-
dar, precisa-ge de urna criada captiva ou forra,
mas que soja perfeita engommadeira, pois pa-
ra esse trabalho se for forra pode ir dormir em
casa querendo.
Precisa-se alugar urna casa terrea que le-
nha commodos para familia, quintal e cacimba,
as *eguintos ras : de Horlas, paleo de S. Pe-
dro, flores, pateo do Carmo, largo do Paraizo ;
cujo aluguel nao exceda de 20$ mensaes; quem
ljvrpara alugar aonuncie.
Cassino Militar
Peraambucano,
Previoe-se os aenhores socios que se devero
reunir na terca-feira (12 do correte] pelas 5 ho-
ra 4 tarde em assembla geral, afina de trata-
rea i inlereaset da mesma sociedade. a reu-
niao ter. lugar no dicio do arsenal de guerra.
Recifef de marco de 1861.
Antonia Yella de C. Tavares.
1.a secretario.
-- Precisa-M de 300# a juros, dando-se por
*fP,Mn5t* gra oleque de 8 onnoa na ra Di-
relUa. 82.
Mudanca de domicilio.
Joao Leumonnier transferio seu estabeleci-
mento da ra da Cdeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 2$, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos memores autores da Europa. Encar-
regs-se de aBar e concertar os meemos instru-
mentos.
Precisa-se alugar urna escrava para todo
servicode urna casa, pagndose 20$ rs. mensaes
na padaria de Santo Amaro, delraz dafuadicSo
do Sr. Starr.
nmsg^v&m mmwxmsmu
II M. J. Le te, rofja a seus deve- U
S dores que ae dignem mandar pa- j
> gar seus dbitos na sua loja da 3
S ra do Queimado n. 10, enten-
1| tendo-se pata esse fina com o seu
* procurador o Sr. Manoei Gomes
Leal.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sertida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est rcsoWido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conla com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras verbas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte, i
Precisa-se de urna ama: na ra estreita do
Rosario, casa n. 20, segundo andar.
Thomaz Lucas e sua familia, inglczes, reti-
ram-se para Europa.
Urna prela que sabe engommar, cozinhar e
fazer oa mais arranjos de urna casa, offerece-se
para ama de um homem solieiro, e da fiador a
sua conducta : na ra da Penha n. 17, segundo
andar.
Coznheiro.
Quem precisar de um perfeilo cozinheiio, diri-
ja-se a ra da Cruz n. 4.
O bachare A. R. de Torres Ran-
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continua no exercicio de sua profissao
de advogado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopea avisa aos seas amigoae
freguezes desta e de outraa provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que tinha
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as quslidades para vender
em grosio e a ratalho per precos muilo baratos:
ra do Crespo; sobrado de 4 andares p. 13, e ra
do Imperador, oulr'ora ruado Colleglo, sobrado
de um andar n, 36,
Goslureiras
Precisa-se de 6 senhoras de boa con-
ducta que s ibam cozer costura de al-
faiate para cozerem por dia em casa de
familia, paga-se bem : na ra Nova n
47, junto a Conceicao dos Militares.
AMA
No caes do Apolo n. 57, junio a ponte se dir
quem precisa do urna ama escrava, de boa con-
ducta, para ser empregada nicamente em en-
gommado e costura, paga-se bem.
Attenco.
Aluga-se urna cocheira eduas meias aguas na
ra do Tambi n. 11 : a tratar na ra do Quei-
mado n. 51.
F0LNIIWA8 E 1861.
Acham-se yenda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas nesta
typographia
Folhinha de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispadode Pernambuco....... r.r." 160 rs.
Dita de algibeira contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicarlo das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, prownciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleceio de bellos e divertidos
. jogos de prendas, para entretenimento da moeidade. 320 rs.
Dit dita .... contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
carlo das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comulgar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego.....
DitauO altianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se multas alterares, sendo a correc-
(que todos os dias sofTre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaeb;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
quesedeseja pela oceupacao do individuo de quem sequer
saber a residencia.
Oficina de marmore.
Caes do Ramos n. 30.
Pela escuna sarda Aonessione recentemenle
cnegada a este porto, receberam-se pedras de
marmore de Genova, propias para aparadores,
Danheiros mesas, consolos, etc. Recebem-se
encommendas de tmulos, urnas, e todos os mais
objeclos propnos para o ornamento dos monu-
fS.i- fne"ri0* G.''m-e epitaphios e toda
a so te de inscr.pcoes para os mesmos monu-
mentos. Presos mdicos.
320
r
19000
toiiipras.
Compra-seum balean para urna padaria : no
becco Largo, defronle do barbeiro, taberna n. 2.
Compram-se escravos.
Compram-ae. vendem-ae, etrocam-seescravoa
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 9. pnmeiro andar .
Compram-se 50 a 80 raibros de 40 palmos
de comprido, de boa grossura e boa qualidade
na padaria da ra da Jmperatm n. 66.
nriCkp,"T negra 1ue MlpJa PpJada.
que tenha bonita figura e boa conduela : quem
Uver e quuer vender dirija-se a ra estreita do
itosno n. 16, que achar com quem tratar.
Compra-se um pardo moco, sadio e intelli-
gente, cuja idade nao exceda de 16 annos a
tratar no Mondego, casa n. 103.
Coropra-se um preto moco e rohuslo para
umeVo 103 CaiDP '' '"'" Mondeg0' casa
Coropra-se urna preta moca e robusta, que
saiba cozinhar o diario de urna casa, e que faca
as compras : a tratar no Mondego. casa n. 103.
Compra se urna balanca grande com cor-
renles de ferro e conchas de pao, que esteja em
bom estado : quem liver para vender annunci*.
ou dinja-se ra do Trapiche n. 28. que"achar
com quem tratar. H
Compram-se notas de 1J e 5* velhas. com
numero S""*10 '' "' P"Ca d' IndePend""a
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOCTOR
SABINO O.L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1. molestias das mu Aerea, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias ssphililicas, todas as especies de febres,
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Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; lodos
que o forem fra della so falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora lenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COJMPJdtiHlA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
t m& si mt.
CAPITAL
Cinco &i\noe& de Utaas
slerWnas.
Saunders Broihers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietarios
de casas, e a quem mais con vier, que esli ple-
namente autorisados pela dita companbia para
efleciuar seguros sobre edificios de lijlo epeira,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
3Xcdi3i- a*4efit;ais-a8iai5* ^
3WBWmf Baavi mbh tnivsnr otcwWotvw
Dentista de Pars, j
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiiodentista, faz i
(odas as operacoes da sua arte e colloca I
dentes artificiaos, tudo com a superiori- <
dade e perfeie,o que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
CASA
de commisso de escravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
colo.
Para a dita casa foi transferido o anligo escrip-
lorio de commisso de escravos, que se ar.hava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ah da mema maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso, e
por conla de seus senhores; nao se poupando es-
forcospara que os mesmos s<-jam vendidos com
protopiidao, aflm de que seus senhores nio sof-
fram empates com a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimento ha serapre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
Wm. Perrin retira-se para o Rio de Janeiro
urna pessoa bstanle cannbosa e com bom
lelte, se offerece para criar meninos ; a tratar na
Capunga, mi 4a Amizade n. 3.
Aos consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo <, Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aos devedores
desta firma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou enlenderem-se a respeito com os referidos
compradores; cerlos deque serao chamados a
juizo os que assim nio fizerem.
Obacharel WITRVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa d< Carmo.
Aluga-se o armazem n 7 sito na ra do
caes de Apollo, sendo ptimo para assucar oa
outro qualquer deposito de gneros, estando to-
do Iravejado, o que pode servir para guardar cer-
los gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o pateo de S. Pedro o. 6
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver 4 Baker.
Machinas de coser : em easad e Samuel P.
Jobston & C, ra da Senulla Nova n. 52.
Precisa se alugar ama escrava que saiba
caslnhar e engomar, na ra larga do Rosario n.
37 no Io andar.
Aluga-se orna casa terrea na Solidado,
pr0?n* W rP** solteiros, na ra do Quei-
mado n. 77.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande ofQcina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
timento.
-- Na (ravessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, conlina-se a
ornis barato possivel.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urca escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel'e diligente.! Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vino de um silio : quem liver pode dirigr-se
ra di Imperador n. 27 confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da menhaa s 4 da tarde.
____ Vendas.
BELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C.
praja do Corpo Santo, relogios do'afamado fa-
brcame Koskell, por precos commodos e tara-
bem trancellins e cadeias para os mosmos de
excellenie goslo.
Aos senhores de engenho
grande redueyo nos
precos de moendas.
Braga, Silva & C, achando-se era liquidadlo,
,e para fecharem contas, resolvern) fazer rma
i!^."..0!^" f,s" P"* 1u,,"uer cr- e Bnde redcelo nospregos das moendas, o iteias
moendas ae todas as dimensoes existentes no seu
armazem na ruada Moeda (Forte do Mato).
Os compradores queiram dirigir-se ao escrip-
lorio o. 44, ra do Trapicho.
Recife, 11 demarco de 1861.
Registros.
Na oleina da ra do imperador n. 15, defronte
do convento de S. Francisco, existe um grande e
variado sortimento de registros, ornados com lin-
dissimas tarjas, representando as imagens de
Nosso Senhor e Nossa Senhora, e divprsos santos
e santas, os quaes se cedem a 10 o milheiro, a
l500ocento e a 20 rs. cada um. Continua a es-
tar a venda o livro religioso, contendo varias de-
vocoes.que j foi aonuuciado. bilhelos de charu-
tos, de bolita, cartas de enterro, de A, B, C, (a-
boadas, traslados, letras, conhecimentos, lano
para navios como para embarque de escravos,
procurarles bastantes, apudautas, etc.
Vende-so a luja de calcado da ra do Livra-
menlo n. 35 : a tratar na mesma.
Cabrioltt.
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se estamenha para hbitos a 2&200 o co-
vado, ese'apromplam os mesmos hbitos a von-
lade dos irmos a 458cada um. obra muito bem
feita.
SYNOPSE
DE
ELOQIEINC.AEPOTICA MIHIVU.
PELO ACADEHICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sahio do prelo a indispensavel synopse para os
exaroes de rhelhorica, a qual se torna recom-
mendavel aos estudantes nao somenle pela cla-
reza e t-onciso do phraseado, mas tambera por
urna taboa synthelica que tem junta, a qual, de-
pois de ter se estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria lodo quanto ha deessencial.
A' venda na typographia commercial, ra estreita
do Rosario o. 12. e na livraria classica, praca de
Pedro II n. 2. a 2 cada exemplar.
Manoei Ignacio de Oliveira & Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriplorio.
Direito romano.
Havendo a congregado da Faculdade de Dire-
to desla cidade adoptado para tt-xto das prelec-
S?es de direito romano no -torrente anno as tns-
ituroas de Warnkoenig em subsliluicao aos e/-
menlos de Waldeck, os senhores esludantes do
primeiro anno quequizerem ter aquella obra em
portuguez, podem deixar seus nomes e o impor-
te da assignatura (tOfiOOO), na loja de livros do
Sr. Autonio Domingues, na ra do Collegio n. 67,
onde recebero as 64 paginas que j se acham
impressas.
i. A. Warnkoenig.
Em latim, na loja de livros da ra do Collegio
numero 67.
Dauel Bawing. subdito inglez, vai para Eu-
ropa.
Aluga-se, exclusire a loja, o sobrado n. 31
sito na ra ou paleo do Livramento, tem dous
andares com excellenles accommodaedes, e que
se acham em bom estado deaceio, principalmen-
te o primeiro, que tem ura famoso terraco com
coberta, tem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bero soto com cozioha espacosa e 2 quartos :
trala-sc do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
O abaizo assignado faz scienle ao respeila-
vel publico que lendo comprado a cocheira da
Iravessa das Flores n. 1, que foi do Sr. Joao Ma-
noei de Siqueira, continua a fornecer carros de
uguei nao s para passeios como para fra da'
capital, onde as pessoas enconlraro pontualida-
de, e aceio no que for necessario, bons carros,
e por prego commodo a tempo e hora que os
freguezes necessitem.
Izidoro dos nj os da Porciuncula.
Manoei Jos do Nascimento e Silva relira-se
para Portugal a tratar de sua saude, julga nada
dever a pessoa alguma, com tudo quem se julgar
seu credor, queira apresenlar sua coota para ser
paga. Tambem roga a todas aquellas pessoas
que anda lhe sao devedoras, tanto de conla de
livro como de letras vencidas, de virem pagar at
o dia 20 do corrente, na certeza de que o nao
fazendo, passar a chama-Ios pelo Diario; e para
que depois nao alleguen) ignorancia lhe faz o
presente aviso.
Precisa-se de urna ama que tenha muilo
bom leite ; na ra da Imperalriz n. 23 ou 26.
Joaquim Antonio da Silva, Portuguez, vai
para o Rio de Janeiro.
Estevfio Rodrigues Fontes, subdito portu-
gus, relira-se para a Europa.
Alugam-sedous armazens novamente aca-
bados, com grandes telbeiros no fundo, muilo
propiio para qualquer esta belecimento, na ra
Imperial ns. 160 e 162 : a tratar na roa Direita
numero 84. _^^^m
Na Iravessa da ra da Roda n. 2, chamada
ra dos pato, ha urna ama que cozioha e est
proropta para o servico interno de homem sol-
161fOa
Ofterece-se um rapaz de boa conducta, nao
so para boleeiro como para o servico interno de
qualquer casa particular, daodo preferencia a ca-
aas estrangeiras : quem de seu presumo se qui-
zer utillsar, dmja-se a ra da Gloria n. 64. que
achara com quem tratar.
Vende-se por muilo barato prego a prazo ou
vista um excellenie cabriolel americano com 4
rodas, em oplimo estado : a Iralar na ra lara
do Rosario n. 24, loja de ourives.
Loja das seis portas eoi
frente do Livramento.
Roupa feita para acabar,
Palclts de panno preto a 22j, fazenda fina,
cairas de casemira prelas o de cores, ditas de
brim e de ganga, ditas de brim branco, palelots
de bramante a 49, ditos de fuslao de cores a 44,
ditos de estamenha a 4g, ditos de brim pardo a
30, ditos de alpaca prela saceos e sobiecasncos,
colletes de velludo pretos e de cores, dilos do
gorgurao de seda, gravatas de linlio as mais mo-
dernas a 200 rs. cada urna, collarinhos de linho
da uliima moda, todas estas fazendas se vende
barato para acaDar ; a loja est aberta das 6 ho-
ras da manha at as 9 da noite.
Cera de car-
naba,
No largo da Assembla n. 15, armazem de An-
tunes Guimsres & C, ha continuamente deste
genero para vender.
Farelo e millio
Saceos muito grandes e de muiio boa qualida-
de ; no largo da Assombla n. 15, armazem de
AnlunesGuimares& C.
Vende-se muilo era conla urna arroba de
doce de caj secco e urna lata com 11 libras de
jalea ; no deposito de pao. ra estreita do Rosa-
rio em frente ao becco eslreito do Rosario. Est-
para alugar-se a loja do sobrado da ra das Cru-
zes n. 9. penltimo sobrado de dous andares
quem vai da ra doQueimalo para S. Francisco:
quera pretender, falle no mesmo sobrado.
Vende-se urna carroja com pipa, em muito
Dom estado, e propria para vender agua ; a tra-
tar na ra Imperial n. 120, junto a fabrica do
sabao.
Loja das 0 portas
EM
Em frente do Livramente
Linas de torcal a 800 rs, par.
Chitas escuras francezas, tintas "seguras, a 220
rs. o ovado, dilo estreilos com moilu bom pan-
no a 160 rs. o corado, cassas do cores seguras a
200 rs. o covado. pegas de bietanha de rolo a 2(1
brimzioho dequadrinhosa 160 o covado, musse-
lina encarnada fina
a 320 o covado, algodao de
u,n0 .T/o" 64?a "" ,ens d c" Pin-
tados a 120 rs. cada um. seda prela de ramagem
-800 7?C0T,d0- fllode llDh Plo com sal-
pico a IjJtOOa vara, Iuvas de lorcal muito finas a
800 rs. o par : a loja est aberta das 6 horas da
manhfta s 9 da noite.
Vende-se urna varea de raca lo urina por
OOJ : no sitio de Antonio Leal de Barros, na ra
de Joao Fernandos Vielra junto ao Manguinho.
Vende-se um escravo de idade de 30 a 35
annos, pouco mais oa menos, proprio para sitio
ou engenho, e permula-se com urna escrava, e
se faz toda e qualquer transaego vista dos
compradores : quem pretender, dirija-se ao con-
venio do Carmo, a tratar com Fr. Manoei de San-
ta Clara dos Anjos.
Vende-se urna carrosa nova para cavallo, e
um carnnho da alfandega com muilo pouco uso :
na ra nova de Santa Rita, defronle da cacim-
ba da ribeira, numero 11.
Vende se a casa terrea com solio sita na
ra da Roda do balrro de Santo Antonio n. 52,
em solo foreiro ; a tratar com o Lima, no Forte
do Mallo?.
yr


w
OMWO DBMtlMlBBCO. TBIl^ FHRA 12 R MXtfgO DI IWl.
Fazendas baratas
Na ra do Queima lo n. 19
Cimbraias Anas matizada, peto bar.tisstmo
preco de 240 ra. o covado, ditas escuras a 18C rs.
o corado.
Chitas francesas tanto escuras como claras a
220 o corado.
Toalbas de fustao a 600 rs. cada urna.
C.mbraietas Unas para vestido a 29800, 39 e
3;50O a pega.
Esleirs da ludia para cama e Torro de 'sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo
Lengos braDcos para algibeira pelo barato pre-
go de 19600 a duzia.
Grandes colchas do fustao tarradas a 5}5O0.
As meihores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas bu-
c hias que
sao as meiho-
res e mais
durad ouras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
rlo : no depo-
sito de ma-
chi n a s de
Riymundo Carlos Leite & Irno, ra da Irope-
ratriz n. 12, adtigameote aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos cortes de vestidos de grosdeoaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se conhece, os quaes se tem vendido por
1600, eque se veodem por 809.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
dj muito boa e encorpada por 558 e 60$.
Mantas pretas de linho bordadas a 8J.
Visitas pretas muito bem enfulladas a 12g.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20$.
Grosdenaple preto superior de 28200 e 28, e
muito largo a 28800.
Sarja preta hespanhola boa a 2$.
Velludo preto liso muito bom a J, 5 e 6.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 58090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 108000.
Calcas de casemira preta fina a 10 e 128.
Casacas esobrecasacas pretas bera feitas a 308-
Gorgurao preto e bordado de cor delicada, o
covado 4j.
Colletes de casemira pretos bordados a 88-
Paletols de panno preto a 128 e 188.
Ditos de alpaca preta a 38, 4, 5 e 68, e muito
fino a 88000.
Saias balo a 48.
Chales de merino bordados, grandes a 58, t>8
e 78000.
Ditos do seda pretos grandes a 148-
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 608.
Ditos oe phaotasla em cartao a 158.
Calcas de casemira de cor a 68,8, 9 e 10;.
Saceos de tapete de diversos tamaitos para
riagem a 58-
Malas desoa para viagem de 128 a 18$.
Chapeos pretos franceses linos a 8J.
Ditos de castor branco sem pello muito bons a
125000. E outras muitas fazendas, que para li-
quidar, vendem-se barato : na loja de fazendas
Ca rua da Cadeia do Recite n. 50, de Cunha e
Silva.
Para fechar coritas
Cortes de caaemiras de corea para teas, a 3).
a ra da Cruz do Recifo, armazem o. 14.
##-aJ#JfcaJ
Remedios americanos i
2 DO DOCTOR
Radway A C, de New-York5
I PROMPTO ALIVIO
^ Resolutivo reoovador.
I Pilulas reguladoras. %
5 Estes remedios j sao aqui bem conhe-
S caos pelas admirareis curasque tem ob-
* tido em toda a sorte de febres, molestias
m chronicas, molestias deseuhoraa, de pe-
9 le etc., etc., confrmese re as instruc- 9
9 goes que se achara traduzidas em por-
tuguez. 4
------------- Q
JSalsa parrilha legitima e|
originaldoantigo
:dr. JACOB tounsend
0 meihor pnriflcador do sangue
cora radicalmente 2
a) Erisipela. Phtisicas.
@ Rheumatismo. Catarrbo.
Chagas. Doengaa de ligado.
Effeitosdoazougue. Z
Alporcas.
q fmpingens. Molestias de pele".
q vende-seno armazem de fazendas de j
aj Raymundo Carlos Leite &Irmo, ra do i
^ lmperatrizn 12.
Atten^o.
N. 40--Raa do Amorim--!V. 40.
Vendem -se saceos grandes com tres quartas de I
fannha de mandioca a 28500.
IHKJA NOVA-25
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DOS
MAIS AFAMADOS FABRICANTES OA EUROPA
DE
ca de f SHKLddSffeme?l, 8C>ba de rC9berda Europa alguna pianos da celebre fsbri-
e^edgt,SoSeS !SSio*$r 0b,e"'r Hrf4l..do TSSZSl e'l'eSa
elogios
Suissos
Vendem-se
Na rua das Cruzcs n. 38,
segundo andar,
poi inui barato preco os movis seguin-
tes : urna cami de casal, embutida ;
um porta-serv lor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espellio gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas; um porta-licores ; servQo de
porcelana para juntar ; um relogio de
raarmore negro, representando Miguel
Augelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
l'tinelos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono V retirar se para o campo,
por isso deslaz-se destes objectos, man-
dados vil ex oressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com pereirao
e apurado gosto.
liante-
EmcasadeSchafleitlln&C.ruada Cruz n.
JS, vende-se um grande e variado aortimento
de relogios de algibeira horisont.es, patentes
chronometros, roeioschronometros de ourolpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo eslee relo-
giosdos pnmeirosfabricantes da Suissa, qua se
onderao por precos razoaveis
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e contrarias.
Na rua da Senzala Nova n. 30 tem para ven-
der caixinhas com doces de fructas o de farinha
amendoas, castaulias com confeilos e amendoas'
tudo com muito bom sortimento para os anjos
das procissoes, e vende por preco muito commo-
do, porque tudo fabricado "
ment.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas mpervaes deFrauca.
CAMBorw!nRMnm0 '*?'" deP8ud0- **meale rae Nove n. 23, ESQUINA DA
If. mlf H~S qU'1 M/ende Pr masos de 2 hectograraos e 1000 e era porcao de
qjs*ro ;rhocePr *por cent ^-^^.^.,^..^1.^
CENTRO G0MIMGRCI4L
I Rua da Cadeia do Recife IS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
Al,800acoberta.
Rua do Queimado n. 19,
armazem de fazendas, vende-ae as lindas cober-
ie'lioo ?* *^en,rt thia*z e ^ b"" pre0
Grosdenaple6 bara t i s-
simos
Vendem-se grosdenaples reto soelobantiasi.
mo preco de I600e 2 o'cov^of 1. rua "o
Queimado n. 22, loja da boa f.
fiua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas corea Oas e lindos deseohos
a Z40 rs. o covado do-se amostras com peohor.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, rua do
Crespn. IB.
Manteletes, vestidos de grosdeoaple cora bar-
JuAk 'el]ud0'd!log bordadoa, veos pretos de
fil bordados sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos Anos, e outras muitas fazendas. tudo
por arecos muito commodos.
Te/renos na rua do Brum
CALCADO
45 Rua Direita 45
Tendodeaugajeotar30i. o celeado de -
ohare e o de hoaem 10 u, do die 8 de fevereiro
em diante. em eonaeqoeocia da nova pauta oue
ha de v^orar na Ihaacga; o propiiaUrt 44o
bem aortido estabelecim^nto da rata Dinfta
45. nao roer que oa seus freguezes
eear'
B.
S>r. ministro da fazenda e por laao aualeota
presos do seu calgado pela tabella seguinte :
Homem.
os
10$000
9^000
. VeSdw!m-s,e 30- 40 ou 50 palmos de
com 300 de fundo, tudo bem aterrado
terreno
a proprio
DE
Tose Leopoldo Boiirgard
nesle eslabeleci-
Em casa de Mills Lalham S C na rua
da Cadeia do Recife n.52. vende-se :
Vinho do Porto.
| Dito Xerez engarrafado do muito
rior qualidade.
m Oleo de liuliaca.
m Alvaiade.
3 Secante.
@ Azarcao.
53 Encarnado venerianoem p.
neiro or c^mtf P,^^ d? ?,-hi*U8 gc"nd^ dePosi, a superiores charutos do Rio de Ja-
Curros8 j811*8808, a ^ mi,hero- f"n1" >* qw '* venda a 45tf.
. 320 rs. Cm ag"ra8 de metal cad ""os para cigarros .
afS.SfS^dfSiSPSliXSS f-*^~- ecigarreiros que f.bri-
Tabaco caporal francez>
Itdade.
T* 1 i
0 a 5 a libra e meia libra por 3$, para cigarros e cachimbos.
verdadeiro em matos de diversos tamanhos, garante-se
a qua-
supe-

Ceblas novas
a 1,280 rs. o cento.
Vende-ae na rua das Cruzes n. 24, esquiua da
travessa do Ouvidor.
para cigarros e ca-
os
4 diolieiro.
Completo sorlimeoto de fazendas.
GIRGEL & PERDIGiO.
Rua da Cadeia do Recife n. 25.
Vendom grosdenaples preto superior
muito lar^o e encorondo a 2 al 2)J500.
Grosdenaples pr.'to to encorpado que
parece gornuro a 25200 val 3$.
Vestidos
Tabaco fleur de harlebeke
chimbo. fanin .r.K em ma?0S,e diversos tamanhos,
cnimoos, lazendo-se abattmento em porjao.
Cigarros de mmilha dePape. branco e pardo a IS o milheiro.
Machinas e papel para cigarros de maniIha.
vf Lo1? 1 MDC" em m8SS de Uma libra e dilosde meia Iibrs feod ^Perior.
Vasos de louca e Darr0 para labaco e rap
Cachi brS SCaS de dvmas quaHda4es p"a charulos-
di? hfrfo .TU8 ?JSi 'a Sen,pre so,limenl espantoso de cachimbos de gesso, louca oa-
aeir., barro e os verdade.ros e sempre apreciaveis cachimbos de espuma
Tabaco do Rio de Janeiro ,
Vpnffom co I 1 UaUe110 P'cad0 Pa" cachimbos e cigarros a 800 rs. a libra.
farant faZe"daS maisbar,l"d1"e eai oul -lquer parte.
derna;?g?ad^0ao03comSorV:endJOS ^^^ b ^*> ^arutos, quan-
I" "Se encommendas, encaixotam-se e remeilem-se aos seus deslinos com pre-
parase edificaren! estabelecimeauo de padariaa
reQnacoes. ou outros qu.eaq.ier por ter excelleote
aP trraaPrana Z"da^adrS!"&! *"""*
mmm SMKW ano mmxmmm
Potassa.
Vende-se a 2*0 rs. a libra, a
superior e alva potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconhecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conlieci-
da como da Russia : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, escriptorio
de Leal Keis.
Borzeguins para homem (im-
penaes)......
Ditos (aristocrticos). .
Ditos (prova d'agna) .
Ditos (Bersaglieri).....81000
Ditos (communistae). .. 6|000
Metoe borzeguins (patente). 6*000
SapatSes (3 bateras). 5?600
Ditos (sola dupla). ftann
Dito. (bIusa,)F 7 .... J 5gSJ
Senhora.
Botinas (prima dona). .
Ditos (rs a vis). ,
Ditos (me deixe). .
Ditos (grisete).....
Meninos e meninas.
SapatSes (bezerro)..... 4#00>
Dito, (diabretes)..... ^500
Ditos (salva pes)...... 5J000
Botanas (Dolas). .... 4#000
Ditas (para enancas). 3^500"
Sapatos pnra senhora (lustre). 1A200
mZSlEHSS? orliI"ento de couro de luslre
m.rrequim. sola, bcearro fr.ncez. couriahoa e
tudo que oeceM.rio a um irmo dV S Cris-
pim. advogado dos artistas sapatmos por Drecoi
que s este esUbelecimento pode vender PC
5$000
4800
4508
4000
Rua do Crespo,
loja d. 25, de Joaquim Ferreim a> c ...j. .
i\T* Sn.. ""?. casaaa .bertas de
Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabeca. e
"ZSf renos; vende-se nnicamVn-
te em casa do cabelletreiro da
n. 6, priraeiro andar.
pretos bordados a velludo
ditos de seda de dous babados e duas
saias.
Minteletes, taimas, visitas de T. de
gorgurao liso e bordados e mais modernos.
Mantas de lil
por 83 val U<
de linho muito boas
vidade.
manes"8 flCa exposl lcm um varia Recebera-se todos'os artigos 1
barato do que em outra qualquer parte.
nos para os senhores in-
directamente, motivo pelo qual se pode vender muito mais
Vender muito para veu 1er barato
Vender barato para vender muito.
Chales de cachemira ponta redonda e
bolota, ditos de touquim brancos supe-
riores.
letes a 10$ e a 12$ no ar-
mazem de Bastos & Reg,
na rua Nova junto a Con-
ceigo dos Militares,
Parere incrivol vender-se ricos manteletes de
grosdenaple preto de apurado gosto pelo dimi-
nuto prego de 10 e a 12$, porem se vendem por
este diminuto prego por ter grande quantidade e
s cora o tira de apurar dinheiro, assira como cor-
tes de colletes de casemira preta pelo diminuto
prego do IjjoOo ao corte, vestimentas para me-
ninos de 5 a 8 anoos por 3$500 cada uma e outras
muitas fazendas roupas teitas.
Baratissimos paliteiros da
rorcelana dourada.
A loja da agnia branca est vendendo palitei-
ros de porcelana dourada de muito bonitas figu-
ras e moldes pelos baratissiaios pregos de 1,
19200 e 1S500 cada um, por to diminutas quan-
tias ninguem deixar de comprar uma obra de
que precisa lodos os das e se pela barateza .1-
guem duviJar da bondade e perfeigo delles
dirigir-se ruado Queimado n. 16 loja d'.guia
branca, quo se convencer da verdade e infalli-
velmente comprar.
Manteiga ingleza
SeJas oe qiiadriuhos, grosdenaples de
t)dasas cores e moreantique.
rentes de tartaruga atenernos e dos
mais acreditados fabricantes oe. 10 a 30$.
Saias bala o do musselina lisa, 0e ba-
bados de 30 arcos para senhora e meni-
nas.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos, de barege e gize de sedas.
Camisas para meninos de todas
Lindes, ditas da linho para senhora.
as
Franjas pretas de vidrilho,
retroz para lodo o prego.
ditas de
VestiJos de seda de cores, ditos de
blonde com manta, capella etc.
Cassas. urgaujys. diamantina, chita
clara e escuras, francezas e inglezas
ROUPA FE1TA.
Caigas, sobrecasac.s. colletes e pale-
tots de panno e casemira pretos e de co-
res, ditos de alpaca, de bombaziua, de
britn branco e pardos para differentes
pregos.
Estampas finas e interes-
santes
A loja d'Aguia-Br.nca recebeu mui finas, e gran-
des eslampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a raorle do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morle do peccador cercado de deroo-
aloe, ele. Sao na verdade ioteressanles essas
estampas para quero as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 23000 cada estampa, na rua do Queimado n.
lo, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus boas ef-
feitos, continuam a vende-lo pelo prego de 1$
cada vidro, fazem uma diffarenga no prego aoa
collegas e a todas as pessoas que tomaron) de 12
vidroapara cima.
Rap princeza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmos, no caes da alfande-
8* n.- 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porges ou a retalho.
rua do Queimado
Agua para tingir ca-
bellos.
A meihor que tem apparecido al hoje : tinge
mu bem os cabellos, e nao tem o inconveniente de
ZJ 08IDesm so de usar simples, e o effeito proveitoso : ven-
ai! rKa.id 9ueiado n. 6. primeiro andar,
casadecabolleireiro. '
Baratissimos jarros de por-
cellana.
r.^e.ndf"H0.mub?nilos arros de Porcellana dou-
rada e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra e afeites de mesas, ornato de gabinete, etc..
peloa baratissimos pregoa de 3$ e 48000 o par-
oa rua do Queimado loja d'Aguia Braoca n 16.
Attenco.
Na rua do Trapiche n 46, em casa de Rostron
ooker & C existe um bom sortimento de li-
nhas de cores e braocaa em carteteis do meihor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mu razoaveis.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de corea fixa:
doze vmtens o covado, mais barato do qn
?.:PKrJ?.0?>'riU8so. Per. eeeb.,': p.t de
$, organdys mui
-. o eovado, cassas a
hoanas corea a 440 ra.. dulas largas m6""40
iol'wm*9 deC0,LeV ** e^emeios borda-
X?. l^." Pf?a' babad08 bordados a 320 a
lla.:SeH^nhas de quadros finas a 800 rs.. casa-
veques de cambraia fil a 6$. penteadoree de
cambra, bordados a 5. jolUnliaa bordad a
S^,H.ll"Cm-p0BLa a manguitos borda-
comWel8ga,raal>600' b"n'e de linho
com 5 palmos de largura a 900 r. a vara, luvas
uanob.raV0;-acdOS,a "brecasaTas^ panno8
16 9,He?aS,..p8,?loU d< P"oe casemira de
brim i*' dltos 1e a,pacs e a500 a 8. dos de
ue?mi nrf,S 6 brJDC0S de 8500 a 5- cal de
mSfSSn e de corea **" todos P9 Precoe.
ditos de brim decores e brancos de ) BS
Z,brT"* decorM Pa" 'lo os pecos
rnrln*" ^ ""^ de COrM fin0S a 5 Veto
r.ro0r:r?err8cSofaeandaS Pr meD8 d *"
Liquidado.
na rua do Queimado n. 22. na bem conhecida lo- iprlna ""'k-- 8 ob"
ja da Boa F.
.uta,nde c6r,^pea '60 e 200 rs pentes de
al.zarOuos. a 200 rs cordoes para espar.ilho I
Ore., cana,,de clcheles 60 rs.. carloes a 40
rs., canas de lamparines 40 rs., agulheiros
SaSL*" f.a1.ceMS 12 IS" '-e"taho, a
S!S \ ," bJaba,d0 d0 Porto lao 160 ra. a
VJ.0 2 de lou5a P"a "misa 100 e 120
h;/.?.naAde a?0" a gro" m "- froco para
Zl0* ft> a Pe?ra' f0C0 C01? rae e sem
2,,,i em,; rBJ'B 8oee de Hnhe
.. 80O* "nguilos 2*. boloe. para
i?*M,.T,e de l.dss "8 40U rs. a duzia, tranca de linha de caracol 200
mraPesCa^ e8CoOS d 8"mP" a 40 rs., laa para
bordar o.6e 8a<8. alamares dourados para ca-
pote, a groze a 8, IOS e 12. fitas de seda de to-
das asqualid.de, bandej
A loja da ba-f
aa rua Ao Queimado u. 2&
est muito sortida,
e vende muito barato t
Aliento.
g Nesse estabelecimenlo se vende muito
c barato, basta ver os pregos que menciona
5| de algumas fazendas oque pareceincrivel
a quem ignora, loja n. 23 da rua da Ca-
deia do Recife, dao-se as amostras
vLmmmm mim mmmmSl
Aos Srs. estudantes do
segundo anno.
Veude-se por pre^,o muito commodo
-Bergier, diccionario theologico er-
seis volumes e um supplemento ; Geom
ge Phillips em tres volumes e um sup-
plemento; Colombel, institui^oes de
Frauca ; compendios de direito natural
e publico pelo conseleiro Autran e
/?u? doQueimado^. 39 5SSBt& ^q^ *Tt
bem se compram todos os livros neces-
sai ios para o quinto anno.
Pechincha.
em barris de vinte e
de Tasso Irmos.
tantas libras : no armazem
Sorlimenlo de chapeos
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezos de superior qualida-
Diios dos mais moderaos que he no mercado
e 9$.
Ditos de castor pretos e braceos a 16j.
Chapeos lisos par. senhora 25$.
Ditos de ?eudo cor .zu!. 18.
Ditos de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8a.
Diloa ditoa para menino a 5).
Lindos gorros para meninos a 3%
Bonets de velludo a 58.
Ditos de palha muito bem enfeitados a 4.
Chapeos de sol francezes de seda a 7*.
Ditos inglezes de 10, 12 e 13 para use.
Vendem-se baldes de 30 arcos, pelo diminuto
1 prego de 4: na rua da Cadeia o. 24.
Relogios.
Vende-ae em casa de Jo bostn Pe ter & C,
/ua do Vigari n. 3 um bello sortimento de
relegios de oure, patente ingles, de um des rais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna varietlade de bonitos ireecelia pera as
mesMoe.
Vende-se um grande e m.gestoso sitio com
muilos arvoredos de fructo, campo para 6 a lt
vaccas de leite, terreno para planlages, com bai-
xa para capim, cesa de vivenda para grande fa-
milia, cocheira e estribara, casa para pretos;
propriedade esta de muito valor por sor muito
perto da cidade; tambem se vende uma casa
terrea nesta praga ; quem pretender, dirija-se a
toja de Lopes & Miranda, na rua da Cadeia do
Recitan. 50.
*99 >! !,
9 Machinas de vapor. m
9 Rodas d'agua. a
9 Uoendas de canoa. gm
9 Taixaa. Z
9 Rodas dentadas.
9 Bronzes e agailhea. Z
a) Alambiques de ferro,
Crivos, padroes etc., etc. Z
9 Na fundigode ferro de D W. BowmauS
A rua do Brum paseando o cbafariz.

Vende-se um terreno com 80. 40 ou 50 peT
mos de frente, conforme meihor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na rua do Brum
junto a fuudico ingleza, com mais da 300 p.l-
mos de fundo, e praaaoto para ae edificaren! re-
flnago8. padariaa, ou outros qu.esquer eal.bele-
cimenios por ter excelleote porte para embarque
e desembarque de eneros : na rua de Madre do
Dos, armazem n. 20.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de pete tro-
priiapara viagens, etc., etc., pelos baratissisoo
precne de 5, 6 e7: na leja da aguu brancee,
toa do Queimado n. 16: I
GRANDE SORTMIEMO
DE
Roupa feita,
iNa loja e armazem de Joa-
quina Rodrigues Tara-
res de Mello.
Rua 4o Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35 a 409 cada uma.
Paletota de panno fino preto, de 25 a 309
Colletes de velludo preto bordado, a 12 cada
um.
?"innbranco de puro 1Dho 'encado a IfiOOO e
tiS rs" a vara dit0 pardo muil superior a
lg2U0 a vara; gangas francezas muito finas de
padroes escuros 500 rs. ; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : corles de caiga de meia casimira 1600;
ditos de brim de linho de cores a 2 rs.: breta-
nha de linho muito Qna a 20, 22 e a 24 ra a
3pega com 30 jardas; aloalhado d'algodo muilo
= | superior a 19400 rs. a vara ; bramante de linho
; com 2 varas de largara a 2400 a v.ra ; lengos
I de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; ditos maiores a 3J; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 8$ rs. a duzia ; dilos borda-
dos muito finos a 89rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
.ro Ai280' *?'tos com renda, bico e labyrin-
lo a 2J000; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se veodem muito barato a diBheiro a
vista : oa rua do Queimado n.22, loja da Boa .
Bonitos cilos para senho
ras e meninas.
Na loja daaguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com fivelas para ciutoa de seuhoras e
meninas, e pelo baratiasimo prego de 2 : ea
dita loia da auia branca, rua do Queimado nu-
mero 16.
Gheguem ao barato
O P reguija est queimando, em sus loja ne
rua do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 veres e
2g, casemira escura infeslade propria para cal-
ce, collete e pelitots a 060 rs. o covado, cm-
brala organdy de mnito bom gosto e 480, re.
e rere, dita liza transparente muito fiee a 35,
4, 59, e 69 a pece, dita tepeda, com 10 veres
e 59 e 69 e peca,chitas largas de modernos e
escomidos padrees a 340, 260e 280 rs. o cova-
do, riquissimos chales de marin estampado a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delicada e 0 eede um, ditos com
uma s palme, muito finos e 8950U, ditoslisos
com franjas de sede e 59, lencos de casses com
barre e 100, 120 e 160 cade um, meies muito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 89500 a dalia, chitas fran-
ceras de ricos desenhos, para coberta a 280 rs.
o corado, ehitaseseuras inglesas a 5*900 a
pece, a 160 rs. o covado, brim branco de pur
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
muito encornado a 19500 avara, brilhantin
ral a 400 rs. o covado, alpacas de difieran tes
oree a 360 rs. o cavado, caaemires pretal
flaas e 29500, 39 e 39500 o covado, eambraia
preta e de salpico a 500*rs. a wa, a outras
asta* (aiendas que ee fari patente ao compra-
Ditos de gorgurao preto a 79 idem.
Ditos de setim m.co a 6J idem.
Dilos de casemira preta a 59 idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 149.
Paletots de estameaba a 59.
Ditos de alpaca preta, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobrecaaacos de 89 a 99.
Ditos de bambolina preta superior fazenda a 129
Dilos de meia casemira a 109.
Dilos de casemira muilo fina a 14J.
Um completo sortimento de paletots de fustao e
brim. e calgaa e coletea, que tudo se vende or
prego em coala. r
wimm
cobertes e descobertoer pequeos e grandes, de
ouro ptente inglcz, para homem e senhora da
um dos meihores fabricantes de Liverpool, Tin-
dos peto ultimo paquete ingtet 5 em cesa de
SonthaH Mellor d'G.
Labyrintbos.
dar. veudeo-se lengos e toalhu de labrtinttoa.i *r, da todas se darlo amostras coa panhor
m!^Srp0rba.ra-opre50'e,anBbem se vende ar-
na \7 eJ"lence*em P[Seo ; vende-se prazo
r. Jo re?r.,I,sDaPeradr D" *' Pf baX da
Cassas
padroes de organdys
,..M4Ars- c,0Tad: na be coohecida loja da
rua do Queimado n. 46, de Goes & Bastos.
Enfeiles de cabeca
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'.guia de ouro, rua do Gabug n 1
vende-se enfeites pretos de vidrilh pelo baratia-
simo prego de 29. ditos de velludo de escama a
49, ditos de Iranga a 39. assim como luvas pretas
de lorgal com vidrilho. ditas de seda pretas e de
cores, assim como pulseiraa de conlinhas, ditas
de missanga de cores, e gollinh.s muHo lindas
Pechiocha para a
quaresma.
Manteletes de grosdenaple e da fil da a*ri
K^U0"*' Pe' Jio prego da fc
8, 10J e 129 : na rua do Queimado o. 44?
Vendem-se noventa a plices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
- Vende-se na cidade do Araeaty uma casa
terrea com sot, bom quintal ecacimba, n. prin-
cipal rua de commercio, propri. para quem aul-
zer ali eatabelecer-se, por ter sao s commodos
precisos par. residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc. : a tratar oa mesma cidade com oa Sra,
ijurgel Irmaoe, que esto aulorisadoa para esse
flm, os nesta praga na roa do Cabagi, loja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 35
na rua do Queimado n. S2, loja da boa f. *
Venda de um ca vallo.
Na rua do J.rdim n. l, ha par. v.nder um ca-
va lio que serve para todo o servico, que se vea-
de muito em coala.
Ruada Senzala Nova n.42
Vende-se em casa do S. P. Jenbesen C,
sellinse silbos ngloies, eandeeiros e easticaes
bronzeados, lonas aginaos, 60 de vela, chicote
para carros, enlomara, arreios para carro de
nm e dous cvalos relogios de e*o paienta
ingles. r
nr^^^Dde"L"lcoo, de "Worqualidedo, pro-
prio para qualqner nreparacao de pn.rm.ci.; de
perfumaras e outros idnticos ; na rua aova de
11* V *bric* d0 Pr. oe ao cae. deA-
pollo n. 57.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vende re-se taboas de amarelK mure o pisba
por pregosfrazoaveis.


DUIO DE M1H4A1IDQ0. ~ TSfi# BSlU. 1SQj MK&> Dft.ttftl.
(7
ARMAZEM
DE
ROUP.A FSITA
Joaquim FrSbciseo dos Santos.
140RUADO QUEMADO 401
Defronte do beeco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha serapre um sortimcDto completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambera se manda eiecutar por medida, vontade dos freguezes, para o
que lera um dos raolhores professores.
Casacas de panno preto, 409, 359 e 303000
Sobrecasaca de dito, 359 e 3090O
Palilots de dito e de cores, 35, 30,
25g000e
Dito de casimira de coies, 229000,
15, 129 e
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim prelos e de
cores, 9jg000
Ditos de alpaka de cores, 59 e
Ditos de dita preta, 99, 79. 59 e
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4J00O e
Ditos de bramante de linha braaie,
68000, 59000 e
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5S000, 4}500 e
Ditas de ganga de cores
Colleles de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129, 9 e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e
20*000
99000
33500
39300
0990O
4S0OO
89OOO
6S000
49500
23500
3^000
89OOO
3^500
Ditos de selim preto
Ditos de seda e setim branco, 69 e
Ditos de gurgurao de seda prelos e
de cores, 7J000, 69OOO e
Ditos de brim e (usto branco,
39500 e
' SerouUs de brim de linho
Ditas de algodao, 1g600 e
Camisas de peilo de fustio branco
e de cores, 29500 e
Ditas de peito de linho 6$ e
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39, 2J500, 29 e
Camisas de meias
Chapeos pretos de massa, frar.reze?,
formas da ultima moda 105,89500 e
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 12J, 11$ e
Collarinhos de linho milito finos,
novos feitios, da ultima moda
Ditos de algodo
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes, 1009, 909, 809 e
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosootaes, 40S
Obras de ouro, adereros e meios
aderemos, pulseiras," rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 129000 e
59000
59OOO
59OOO
39OOO
23200
IfS80
293O0
3e000
I98OO
19000
73000
29000
79000
9800
3500
703000
3O9OOO



K%
lOcOOO
[ > ' 2

EAU MINERALE
Algodao uionslf0.
Vende-se algodao monstro com deas largaras,
muito proprio para toalhas e lencs por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratissimo
preco te 600 rs. a vara ; na raa do Queimado n.
22, na loja da boa (.
aheleis ieMSfiKMeseefiees
0 BASTOS
Perfumarais
novas.
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar!
cora todo o calcado at o im de marco, expoe ao publico pelo |
preco abaixo:
Para homens, senhoras e meninos.
Forzeguins de bezerro de Meli a
Ditos de Nanles sola patente
Ditos de dilo sola fina
Ditos dito de dito
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e
Ditos lodos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatosde lustre a 3jg at
Ditos de bezerro a 39500 al
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola com salto
Ditos de 1 sola sem salto
10S000
99000
8gC0O
7J000
89OCO
63500
5}000
5*000
59OOO
43000
33000
Borzeguini de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dilo todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de lft a
Ditos de lustre para senhora
.Ditos de tranca francezes para homem
6.;000
53500
5.JU0O
4c000
49OOO
33UUU
39000
3g000
23500
19200
13280
1j0O0
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que ouir'ora tinba loja na ra do Quei-
mado b. 46, que gyrava sob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dUsolveo a sociedade
que liaba com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
nome, por isso ficou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim como a pro-
veia a occasiao para anaunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceic.o dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos & Reg
com um grande e numeroso sortimeuto de
roupasleilas e fazendas de apurado gos-
to, por preros muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 25f, 28g e 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 22$, ditos saceos de panno preto a
129 e a 148, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9g, 109, 129
e 149, ditas de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 68, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esguiio
pardo fino a 43, 43500 e 58, ditos de fus-
tao de cor a 39, 33500 e 49, ditos bran-
cos a 4900 e 535G0, ditos de brim pardo
fino sueco a 28800, calcas de brim de cor 1
finas a 39. 39500, 49e 48500, ditas de di- X
(o branco finas a 58 e 63500, ditas de If
princeza proprias para luto a 48, ditas de 2
merino de cordao preto fino a 59 e 69, II
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9 gg
e IOS, col leles de casemira de cor e pre- f
la a 48500 e 59, diloado seda branca para tt
casamento a 59, ditos de brim branco a S
39 e 49, ditos de cor a 39, col leles de me- at
ri para luto a 48 e 49500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 109,pa- S
letols de panno fino para menino a 128 o
|| 149,casacas do mesmo panno a 15g,calcas |
9 de brim e de casemira para meninos, pa- 5
H lelotsdealp8ca ede brim para osmesmos, B
' sapatos de tranga para homem e senho- X
ra a 19 e I95OO, ceroulas de bramante a H
189 e 209 a duzia, camisas francezas fl- S
as de core brancas de novos modelos a M.
178.189,209,248.289 e 309 a duzia S
ditas de peilos ae linho a 309 a duzia di- W
tas para menino a l|800cada urna, ricas ft
grvalas brancas para casamento a I38OO ||
e29 cada urna, ricos uniformes de case- O
mira decorde muito apurado gosto tanto S
no modello como na qualldade pelo di- S|
minuto prego de 358, e s com avista se
pode reconhecer que barato, rica capas ||
de casemira para senhora a 188 e 209,
e muitas outras fazendas de excellenie ||
^ goste que se deixam de mencionar que 2
H por ser grande quantidade se torna en- |t
k fadonho, assim como se recebe tada e S
H qualquer encommenda de roupas feitas W
. para o que ha um grande numero de fa- S
I zendasescolhidase urna grande officina K
dealfaiateque pela suapromptido e per- 5
feico nada deixa a deseiar. M
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores Dxas, padroes'
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs I
e mais barato que chita : na ra d I
n. 22, na bem conhecida loja da |^ Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
; ralissimo pre;o de 289 rs. a duzia; toalhas de li-
C baratrnmn I i nno Psra rosto a 9 a duzia : ditas felpudas mui-
" tuures a zpa duzia: na ra do
Ra do Ci-esp n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : do-se amostras com penhor.
Para desenho.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pincels, e os mais necessarios para
desenho. E' o que de melhor e mais perfeitose
tem visto aqui em tal genero, e vendem-se a 59,
69. 89, 108, 129 e 149 : na ra do Queimado n.
16. laja d'Aguia-Branca.
efe9K9i5.ttflMQi3 Nseieeiesie
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propria eneommenda um lindo e completo sorii-
mento de petfnmirias finas, as quaes est ven
dendo por menos do que em outra qualquer par*
te: sendo o bem conbecid oleo philocomo e ha-
cha (sociel bygienique) a 1 # o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 25O0, 3, e 4, a afamada banba trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
cerno a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cheia da mesma, buile
concrete, odonnell, principe imperial, creme,
em bonitos copinbos com lampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
19 o fraseo, benitos vasos de porcellana doura-
da. proprios para offerta a 29 e 29500, bonitos
babusinhes com 9 frasquiahos de cheiro a 29,
lindas ceslinbas com 3 e 4 frasquinhos, e caixi-
inbas redondas com 4 ditos a 1*200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquiho ; e assim urna in-
finidade de objectos que so patentes em dita lo-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n, 14.
Verdadtirapechincha.
A 5$ c corte.
Vendem-se noarmazem de fazendas da ra. do
Queimado d. 19, cortes de casemira muito fina e
pelo, baratissimo preco de 59 : quem precisar,
approveile a sccasiao e cemprar, cortes de vel-
ludo preto bordados paracollele, fazenda supe-
rior, a 68.
Pennas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
menlo de pennas d'aco de diflerentes qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 13000 rs. gro-
as. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, u. 16.
Arados americanos e machina-
par a lavar roupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra d Senzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs avara; idem lisa muito fina a
435CO e a 68000 a per,* com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 88000 a pega com 10 varas;
dita fina com lpicos a 49800 a peca com 8 1|2
raras ; fil de linho liso muito fino a 800 rs. a
vara ; larlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lencos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
53000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 6, 89 e 108 rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2g, 39 e 49 rs. o co-
vado ; groa de naples preto a 29, 28500 e 39 o
covado ; alpaka prela Gna a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 68 rs. o corle de
caiga; meias de algodao cr muito superiores a
43800 rs. a duzia; ditas Je algodao cru tambem
muito superiores para meninos a 48 a duzia ; e
assim muitos outros arligos de lei que se ven-
dem baralissimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Boa f. na ra do Queimado n. 22.
o covado,
Queimado
Boa f.
Camisas e toalhas.
yueima-
ROIPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
DI
Fazendas e obras feitasJ
3
HA
g
Calcado.
Confronte ao Bosario em Santo Antonio, loja
que foi de confeitaria, vendem-se sapatos fran-
cezes com salto para senhora a 29, ditos rasos a
19600, ditos de tranca a 19280, encontra-se tam-
bem bolinas com sallo para menina de ns. 18 a
31, ditos de raarroquim e lustre sem salto de ns.
19 a 25, sapalinhos com clchete, de marroqum
e lusiie ns. 19 a 25, boticas para homem e se-
nhora.
Canna e espirito.
Vende-se canna em garrafas a240ris, e espi-
rito de vinho barato : na travessa do do pateo do
Paraizo n. 16 casa pintada de amarello.
Veade-ge o engenho Serrara situado n
fregneaa do Cabo ; a tratar nesta pr*ca com o
Cr. Augusto Breeerieo de OTetre.
Ges k Bastos.
Ra do Queimado n. 46.
Tendo os anouncianles conseguido elevar este
estabelecimento a um engraodecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e escolhido sortimenlo de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estaces.
Sempre solcitos em bem servir a*s seus nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de sua of-
fina, sendo ella d'ira em dianle dirigida pelo
insigne mestre LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem pro-'
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
das se aprompla qualquer encommenda, quer
casaca, quer fardos dos Srs. offlciaes de marinha
e exercito* Outro sim recommendam aos Srs
paes de familia grande sortimeuto de roanas pa-
ra meninos de todas as idades.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Basto!
s
NA
Rua do Queimado
n. 46, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretas
ae panno e de cores muito fino a 289
Wf e 359, paletots dos mesmos paBnos
208.228 e 248, ditos saceos prelos dos
mesmos pannos a 149.169 e 188. casa-
cas pretas muito bem feitas ede superior
panno a 289, 308 e 359. sobrecasacas de
casemira de core multo flnol a 159,168
e 188, ditos saceos das mesmas casemi-
ras a 108, 129 e 148, calcas pretas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10#
e 12, ditas de casemira decores a 7 89
99 e 109, ditas de brim brancos muit
fina a-58 e 69, ditas de ditos de cores a
39, 3J500, 49 e 49500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes prelos de casemira a 59 e 69, ditos
de ditos decores a 48500 e 59, ditos
brancos de seda para casamento a 59
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fusilo a 39, 39500 e 49. ditos de cores a
29500 e 89, paletots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 7f, 89 e 99
colleles pretos para lulo a 49500 e 59'
Cas pretas de merino a 49500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 39500 e 48, ditos
sobrecasaco a 69,79e 88, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 38oo e 48. colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 79 e 89, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14J, 159 e I69, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos saceos a 39 e
139500, ditos sobrecasacos a 58 e 59500,
1 calcas de casemira pretas e decores afj,
68500[e 79, camisas para menino a 209
i a duzia, camisas inglezaa pregas largas
muito superior a|329 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al -
faate onde mandamos executar todas aa
obras com brevidade.
do n"22, loja da Boaf.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos 1 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 39500,
muito barato, aproveilem : na ra do Queima-
do n. 22, loja da Boa f.
Para mfrrcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sna bondadese
torna necessaria a todas as familias, porque com
ella se previne a perda das pecas, e muito me-
lhor e mais commodo que a marca com linha. As
caixinhas trazem 2 frasquinhos, e dellas se v o
modo fcil e seguro de que se servir a pessoa
para marcar ; custa cada caixinha o diminuto
preco de I96OO: na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
droes a 18500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muila duracao loroam-se mui proprios
para os meninos de escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 2$500, 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n.
16, loja d'aguia branca:
Fraojas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento do franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos presos de 500 rs. a
29500 a vara ; vista do comprador lodo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2#.
A loja d'aguia branca est vendendo mui boni-
tos enfeites de vidrilho peto diminuto preco de
29 : em dita loja, ra do Queimado n. 16.
Manteletes pretos supe-
riores.
Ra do Queimado n. 18 A, esquina da ruado
Rosario, vendem-se ricos manteletes de grosde-
naples preto com enfeites de vidrilhos e duas
ordens de bico pelo baratissimo preco de 259
cada um.
Gomma doAracaty.
Vende-seexcellente gomma do Aracaty; na
ra da Csdeia do Recife, primeira andar, n. 28.
Admiraco
a 1,900 cada um.
No armazem de fazendas da ra do Queimado
n. 19, vende-se lences de linho muito fino pela
pechincha de 1,900 rs.
Bom e barato.
Venderse manteiga inglesa a 960 a libra, dita
franceza a 720, queijos a I96OO, toucinho a 360, |
cha a 29, vinho do Porto engarrafado a 800 e 19,
a garrafa, banba de poico a 480, milho a J60 o
240 a cuia : na travessa do pateo do Parano n.
16, casa pintada de amarello.
Vende-se um terreno com alicerces para le-
vantar casa com 140 palmos de fundos, oa ra do
Quiabo, freguezia dos Afogados: a tratar na ra
Imperial n. 67.
AGENCIA
DA
FIND1CA0 LOft-MOW,
Roa da Senzalla Nova n.42.
Resta estabelecimento contina a haver un
completo so ni memo de moendas emeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
le ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Hoeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin Riaw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. *. r
SYSTE MA MEDICO DE IIOLLOWAIf
P1LULASHOLLWOYA.
Este inestimave) especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, n8o conten, mercu-
rio nem alguma outra substancia delecteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleijomais
delicada igualmente piompto e seguro para
desarraigar o mal na complejo mais robusta ;
entecamente innocente em suas operajoese ef-
feitos ; pois busca e remove as doenc,as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas cem este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inultimente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperac,o ; fajam um competente ensaic dose
efficazes effeilos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao seg perca lempo em tomar esle remedio
para qualquer das seguinles enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asihtna.
Clicas.
Convulsdes.
Debilidadeou extenua-
do
Debilidade ou falla de
forgss para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas bo figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Goita.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammac/ies.
Irregularidades
menslrusc,o,
Lombrigas de teda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
ALstrurco de venlre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retenc,o deourina.
Bheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Febreto intermitente.
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, .Strand. e na lojadt
todos os boticarios droguistaeoutrsspessoas edo
carregsdas de sua venda em toda a America n-
'ul, Havana e Hspanba.
* Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
urna dellas, conten urna Dstrucc,o en portu-
guez para explicar o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr Soum
dharmaceutico, na ra da Cruz n. 22 en Per-
oambuco.
SEOULAS
de 1$e 5#000.
Coatinua-se a trocar sedu'8s de urna s Ogura
por metade do dfsconlo que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pravas do
imperio com o fbale e 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, ra da Cruze
n. 1.
ti
Aletria. lalharim e macarrao^ 400 rs a libra:
vende o Brandao, na Lingoela n. 5.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se arelo de Lisboa superior, chegado l-
timamente, a 4$ e 59 por sacca.
Vende-se
e permuta-se por casa nesta praga, escravos, ob-
jectos de importancia, urna das melhores casas
da villa da Escada, com commodos para grande
familia, ou para um hotel: a tratar com o seu
proprietario, o professor publico de Reberibe, que
todo negocio far.
Ricos cortes de seda preta
com babados.
Na ra do Queimado n. 18 A, esquina da ra
do Rosario, vendem-se ticos cortes de vestido de
seda preta com babados, pelo baratissimo preco
de 50$ cada um, crosdenaple preto pelo barato
prego de 19500 o covado, dito Cno a 11)600, dilo
muito superior a 19&00, dito largo superior a
29300, cassa organdys pelo baratissimo preco de
280 rs. o covado, paletots de panno fino preto a
209 cada um, ditos de casemira de cor a 99 cada
um, ditos de dita a 119. ditos de panno fino cor
de caf a 259, ditos sobrecasacos muito finos a
289 cada um : a pessoa que vier a esle estabele-
cimento achara muito boas fazendas, de que nao
se fazmenso, por precos muito commodos.
Vendem-se tres bois mansos para carro: no
Maoguinho n. 43.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, adinheiro, por ba-
ato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escriptorlo.
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Parinha superior a 39520.
Feijao branco e mulatinbo;
Macarrao lalharim e tetria,
S barato a 59 e 89OOO rs.
A pechincha grande.
No armazem da ra da Madre de eos n. 6,
confronte o consulado provincial, ha para ven-
der-se o seguinte :
Saceos com milho de 122 libras de peso or
3*600. v
Ditos com arroz de casca muito novo por 31
Ditos com farinba por 49, 39 e 29500.
Gomma em paoeiros imitando ararula, arroba a
298OO,
Charutos da Babia do acreditado fabricante Jo-
s Furiado de Simas, a de outros autores tam-
bem acreditados, por diversos precos.
Leite puro.
Manda-se entregar, sendo na freguezia da Boa-
Vista, leite puro a 320 re. a garrafa : a tratar na
ra do Arsgio, casa a. 40.
Loja do Figueiredo.
Ra o Crespo n. 9, esquina
que volta para a ra do Im-
perador, antiga loja de Si-
queira & Pereira.
rt0a. ?le e8Uble"nienlo esteja em liqolda-
SBo vendem-se todas as fazends por precos
rh0n.b.8h.a-S' C,0n, se de"<>"" n E5
arligos abaixo relacionados. 6
159000.e8 ^ P4lh* eDtei,a(l08 P hora a
Ditos de seda a lg.
Ditos de palha ricamente enfeitados muito fi-
nos a 269.
Ditos de seda a 209.
Vertidos de tarlatana de 3 folhos, bordado?
brancos e matizados a 149. '
Coi tes de barege de la com 3 folhos a 12.
Dito de dito dito a 18. ^
Ditos de dito dilo finos a 20.
Diloa de fil de seda com 3 folhos, bordado*
brancos e matirados 209. '
Manteletes de fustao branco 109.
Capinbas de fustio branco rieamente bordadas
para seDhoras 69
a 309Dtelele8 de grosdenaP,es bordados de 159 a
Taimas de velludo liquissimas.
Cazaveques riquissimos.
Taimas de grosdenaples.
Manteletes de fil preto de seda com ricas ren-
das e franjas de 24 a 309.
Chitas francezas de cores seguras, a 240 rs. o
CUVflQO.
Ditas ditas ou afamadas chitas setim a 280 o
covooo.
Cassas pintadas muito finas, cores fixas a 240
o covado. "
Cassas pintadas organdys, vara a 900 r
Pannos pretos finos de 18600 o covado at IOS
Lories de casemira? muito finas de cores a 4J
Cassmelas de quadros, covado 500 rs
1J600 eP49la9P8" "'" U Pilel0,s C0Tad
Lencos proprios para rap, duzia a I96OO.
d^s^r1011'muiioboa fazend8-C0Ta-
En frites de vidrilho muito bonitos a 29500.
VestiJos riquissimos de grosdenaple preto e de
cores com folhos de vellu-lo.
Superiores chapeos de castor preto para ho-
Ditos de sed*.
a 4oo!lhteS Cart8S Par* Og8r ToUarete' d1
Ditas ditas douradasa 4/500 a duzia.
3t5oPrs8 dC P8lha P"" h0mem Garibaldi
1 Luvas do Jouvin as roelhores que ha no mer-
cado para homem e senhora.
Em casa de Bati <$ Lemos, ra do Trapi-
cne n. 15, vendem-se os seguinles gneros :
Farelo muito bom.
Cadeirasgenoveza?, singelas e de bracos.
1 ijolos de marmore de 8 e 9 pollegadas.
Um banbeiro de dito grande.
Licores finos em garrafas de crystal ; por nre-
qo commodo. v
Vende-se ou aloga-se um bom escravo
na ra do Imperador o. 50 terceiro andar.
Vende-se a collecc.ao do Diario de Per-
nambucodo anno de 1850, completa e encader-
nada : na ra do Ainorm n. 44.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Q^fbug n. 1 B.
Vendem-se franjas pretas com vidrilho ou sem
Me, oe lmdos padroes, que se vende muito bara-
to, dilas de cores de todas as larguras e por todos
oa pregos, ditas de linho tanto de cores como
brancas, ditas com bolota e sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e pera panno da Costa,
ludo slo por presos quo admiram, e s se vende
na loja d aguia de ouro na ra do Cabug n. 1 B.
A grande fabrica de ta-
mancos da ra Direita,
esquina da travessa de
S. Pedro n. 16,
tem eflectrvamenle um grande e riquissimo sor-
timento de tamancos de todas as qualidades, que
o proprietario da mesma tem resolvido a vender,
tanto a relalho comoem pequeas e grandes por-
coes, por multo menos do que rm outra qualquer
prle ; os senhores commerciantesda praga e de
ra acharo sempre promptos de 1,000 a 2 00O
pares pregados para supprir qualquer encom-
menda sem demora, assim como tamancos a mo-
da do Porto a 1{500.
Escrtvvos fgidos.
Fugio no dia segunda-feira 4 do corrente, o
moleque de nome Bertho.de eslaura regular,cor-
po grosso, cara larga lisa e reluzenla, sem barba,
com alguns signaes de talhos junta a bocea do
um couce de cavallo, tem falta de slguns cabel-
los de carregar canecos d'agua, ps largos o
grandes, e representa ter de 18 a 20annos; fot
vestido de camisa de mangas curtas de algodao
branco e calja azul tambem de algodao: quem o
prender leve a casa do tenente-coronel Francisco
de Miranda Leal Seve, morader no ra do Seve,
ou oa Ilha dos Ratos, que ser gratificado.
Escrava fugida
Germana, crioula, alta, magra, com urna cica-
triz na testa, e urna pinha de cabellos brancos
mais cima ; quem a segurar leve-a ra do
Imperador n. 15, ou a de S. Miguel nos Afogados
numero 29.
Attenco.
Fugiram do engenho Garra, freguezia da Esca-
da, propriedade de Manoel do Carmo Rodrigues
Esteves, os tres escravos seguinles : Alexandre,
carreiro, de idade 35 anuos, crioulo. muilo habi-
lidoso no engenho, altura media, corpo secco,
pernas finas, com faltas de denles na frente, bar-
bado com pouca suissa, maces fulas, como se
estivesse amarello, testa cantuds, serve-se com a
mo esquerda, tem um taquinho tirado na ore-
lha direita, j esteve por forro 8 annos, conheco
bem a freguezia de Seriohem, Rio Formoso, Bo-
nito, Agoa Preta e Porto Calvo, este fugio no dia
6 de Janeiro deste anno ; em 16 de fevereiro
tambem deste anno, o escravo crioulo de nome
Jos, bom corpo, relhorico, cor igual, ps e mos
grandes, carreiro e alroocreve, pouca barba, re-
presenta ter 26 annos de idade ; a 17 do mesmo,
um mulatinho de nome Damio, com 6 palmos e
meio de altura, idade 12 annos, secco do corpo,
pernas finas, ps e maos muito descarnados,
rosto comprido, nariz afilado, cabellos sollos,
desbotado da cor, unhas das maos compridaso
dos ps imperfeitas. Bogo as autoridades, capi-
les de campo e aos senhores proprielarios se
dignem a merc de sua captura, que se pagar
com generosidade a quem appreheoder os ditos
escravos ou der noticias com provas aonde quer
que estejam : naquelle engenho ou na ra da
Cadeia do Recife n. 50.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo pissado, um escravo do com-
mandante superior Manee! Jos Penna Pacheco,
que h pouco o havia comprado ao Sr, Bento
Louren;o Collares, de nome Joaquim, de idade
de cineoenta e tantos ana, fulo, alto, magro,
denles grandes, e com falla de alguns na frenle,
queixo Gno, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos pea bem abarlos, muilo palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de ter sido surrado:
Consta que esle escravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que linha sido vendido por seu senbor para
Goianninha: qualquer pessoa que o pegar o po-
dar levar em Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
mos, qnegTttifiario generoamentej


()
WABIOM MMAMBUGO. niiQA fEULft H r* &*& u 181
Litteratura.
O Sr. Aurelio Korrigan acbt de publicar urna
inleressantissirua e muito instructiva obra inti-
tulada : A Inglaterra tal como ella ou dezeseit
anuos de observacao neste paiz. E' um estudo
feito sobre o estado moral e social desse poro
lio exiliado no continente, c na realidade to
pouco conheeido. O autor limita-se 4 contar o
que viu
REVISTLinERiRIA.
Historia da Bestuuraf&o pelo Sr.
Luiz de Vlel Castel.
Aqullos que se obstinare julgar nosso paiz
e nosso aeculo por alguns livros fr rolos, que co-
chera com oais ou menos successo as pralelei-
ras de nossas livraras, deveriam dar-se as tra-
o bom senso e a intelligenlo curiosidsde de nos-
sa oacao. O lempo, digara elles o que disserem,
nao ser sufllcienle.
motivo e sera excusa. >,
O livro do Sr. Kervigan ter a immensa van-
tagnm de dissipar oru Franca muitas illusoes,
ranlas deas falsas sobre a coostituicao ingleza e
o parlamentarismo, que certa escola maisou me-1 Passamos por um povo levlano, um d'aquel-
BtS ^remedo iTdi" os'nosTs! ^7" 'ff "* -- -
males. nos ""ruido. Nao sentimos o goslo das respis-
Nao temos a intengo de analysar hoje a obra cencias polticas, e neuhura escrpulo temos de
00 !>r. Kervigan : como toda s obra seria, ella reincidencias revolucionarias,
tem uecessidade do ser lida. Entretanto, 00 mo- ... .
ment em que a Inglaterra denuncia ao universo I rtao obstante tudo isso, ainda a litteratura
O mu governo do Papa e do rei de aples, al- histrica, que mais nos atlrahe ; nessa litleratu-
idadea sobre a condiCo do povo ra a narrago dos aconiecimentos conleropora-
ximado das soluedes polticas que todos prevm,
e que nosso socalo (em por especial soiaslo des-
cubrir.
Um soculo Inteiro para achar a palavra final
do enigma creado pela revolugo franceza I Cr-
des que 6 muito ? Caleulae i
Jrk I
inglez parecem-oos proposito.
Se a arvore se couhece pelos seus fruclos, o
mesmo acontece respeito de um governo. Ser
sem contradigo o melhor, aquelle que, ecnomo
dos dinheiros pblicos, procurar para os seus ad-
ministrados maior somata do prosperidade, de
paz e de sabia liberdade : que tiver equilibrada
para todos a balance da justica ; que proteger to-
das as classes sem exclusivismo. Ao cootrario,
ser o peior de lodos aquelle, que nao preeocher
nenhuma das condiges supra-citadas.
Procuremos agora o estado do povo inglez, sto
, dos 25 milhes do proletarios, que lecem, for-
jara, cavam as minas e cultivam o slo. O resul-
tado desle exame permittir-nos-ha
seu justo valoro governo inglez.
O self-government significa o governo da na-
;ao por si propria. Huilo bello seria, com eflel-
apreciar em
neos que tem mais possibildades de captirar-
nos. Buscamos ah licfles ou exemplos? adver-
tencias ou modelos? um recreio agradavel entre
duas revoluces, 0U a palarra do um grande
enigma ?
Nao sei; mas alguma cousa se passa no espi-
rito publico, que carece ser estufada e definida.
Como explicar com efTeto que essa historia eter-
na da revolucao, j dez vezes escripia depos que
a revolucao apenas tima lembraoca, scriptus
elinrlego, nec dum finilus, Orestes, seja escrip-
ia anda hoje com tola a sore de desenvolvi-
mientos imprevistos e novas phases, sem fallar do
to, se fosse verdade quo o povo inglez se gover-' exlt0, 'ue Darece animaros infaligaveis historia-
dores vollar um dominio incessaolemente
nasse si proprio. Infelizmente, porm' isto
urna fbula ; s6 o miliooario tem assento em
Inglaterra no banquete da vida ; a influencia e o
poder do individuo dependem de sua burra. S-
menle existe o self-government para a aristocra-
cia territorial e fiuanceira ; ella o exerce exclusi-
vamente era seu proveito sobre o proletario, isto
e. sobre os noventa e nove cenlisemos da nago.
A aristocracia protestante usurpou todos os d-
reiios do povo. Na Inglaterra cada grao-senhor
e autcrata sobre seus vassallos, cada gro-ma-
nufactureiro sobre suas msssas operaras ; e este
poder pde-se dizer que exercido sem contra-
fcalanco. Se ha leis para garantir os direitos do
proletario, a justiga cusa carissima para que elle
ihe bala porta.
O Sr. Kervigan consagra muilos artigos jus-
tica, ao jury e magistratura brilanuicas: sob
toaos os respeilos sao elles dignos de interesse.
Nao podemos recommendar muito a leilura dal-
les, principalmente aos iraitidores dos inglezes ;
elles oslarn no caso de apreciar a civilsago e o
progresso do seculo XIX, e o que tem-se tornado
um povo, que renegou o Deus o a f de seus paes
para adorar o cordoiro d'ouro I
A grande questo quando se julga ura governo
esla : o povofeliz, prospera? Examinado tan-
to no ponto de vista material como no moral, sua
posicao prefervel das outras nages? Os tac-
tos jusiiflcam o concert de louvores e de admi-
rago, com que nos atordoam os ouvidos? Tem a
Iaglatnrra o direito de atacar e insultar o governo
do Papa e do rei de aples ?
explotado?
O interesse, que prende o publico esso goslo
obstinado de nossos anaaes contemporneos, ex-
plica-se sem duvida pelo mrito dos escriptores,
e por essa especie de reraogamenlo eterno, que o
lalento d aos assumptos os mais anligos.
Entretanto eu desejaria encontrar urna outrs
razo.
O senhor
Nap...
ia por muitas vezes fizemos conhecer a posi-
go do operario inglez nos grandes centros raa-
nufactureiros, e provamos com documentos n-
couiestaveis que sua miseria, immorlidade ede-
grauagu liuhain attingido proporges descojhe-
cidas 110 continente. Vejamos so ao menos o ho-
mem dos campos melhor aquinhoado.
Nao ha ninguem quo nao lenha lido algum idyl-
lio em verso ou prosa sobre as conspirages da
r do Viol-Castel um espirito sabio,
imparcal e calmo; elle narra com clareza, e
julga com firmeza; elle lem urna sagacidade
mdependente e urna fineza superior. Seu livro
por tanto vos prende e ratera eraquanlo dura a
narrago. E' que o assumplo de que elle trata,
por mais hitido que esteja, sempre a nossa his-
toria, lnhoc movemur el sumus. E' a propria
substancia de que vivemos, o ar que respiramos
depos da revolugo franceza. Em outros termos,
seu litro a historia continuada das temiveis
questes, que a revolugo soberanamente deci-
diu. d'aquellas, que ella Umbem deixou-nos o
cuidado do resolver, com nossos riscos e pergos.
Na historia da resliuragSo por tanto a mes-
ma revolugo, que estudamos, nao pelo attracl-
vo platnico de urna narrago, na qual est so-
menle empenhada nossa iembranea, mas pela so-
lidariodade attrahente. que nos prende sua for-
tuna, e que nos liga seu destino voluntariamen-
te ou contra nossa vontade.
Ignoro se alguem escreve nesle momento a
historia de hojo. A historia de hoje soria aluda
eliz luglalerra, sobre a abastaoga e riqueza de da PrP"a revolugo, eslendendo-se sob uoii
seus habitantes. O'fortnalos nimium l Nao dessas formas mltiplas, que soffrem oor inlef-
acreditar-nos-hiam, pois, se afrmassemos que o I vallos ee er,,n<\, Jn .. ^ por nter
campouio inglez um verdadeiru brulo. cuja iu- h 3SeS grande3 reD""raoaos da socedade
'------;- humana, antes de allingir
telligencia apenas excede um grao do boi ou
da vacca ; que ganha dez francos por semana pa-
ra sustentar sua familia, e islo nos lugares mais
feriis da Inglaterra.
O Sr. Aurelio Kervigan sem duvida leve o mes-
mo pensamcnlo que nos. e para evitar que taxem-
de exagerado, elle toma emprestado um pu-
Diiusia iBgiez u reiraiu uu luuiuuuIu Uiiiauuiu
^OS U copiamos lexlutlraooto :
Nao se pode dirigir a palavra um camponez
britaouico sem ficar dolorosamente ferido das
trevas, em que jaz sepultada sua iu telligencia.
Nem o menor rato de pensamento em seu olhar,
nem o mais leve Irago de expresso em sua phy-
sionomia. Sua appareocia antes a de um ani-
mal do que a de um bomem, ao ver-lhe o corpo
curvadu e a fronle inclinada pan a Ierra. Che-
gae-vos ello. E' raras vezes insolente, porra
tmido, vergoohoso e trmulo. A attitudo de todo
o seu ser descobre o sentimento interior de sua
inferiordade, dessa distancia iocommensuravel,
que o separa de vos. *
Quando um Ioglez falla assim, todo o commen
tario torna-se superfluo. < Era parle nenhuma
no mundo, depois da suppressao da escravido,
acrescenia o Sr. Kervigan, encontra-se um tal
acabrunbamento uohomom pelo homem.
O autor com razo severo para com a Ingla-
terra. Os factos por elle citados sao exactos, seus
juizos particulares sao saos; mas lalvez que se
Ihe podesse censurar atiribuir algunas vezes s
instituiges da Gra-Bretanha effeitos, pelos
quaes o protestantismo o nico respoosavel.
A escola liberal sabe o que jz, exaltando de
continuo a livre Inglaterra? Se nao sabe, o que
dizer de sua sciencia e pretengdes? Se sabe, o
que pensar de seu amor pelo povo e da sinceri-
ade de seus sentimeotosdemocrticos?
X. de Fontaixes.
(te Monde.S. Filho.)
FOLMTUI O
014 FAMILIA TR1GIC A
POR
CHARLES HUGO.
seu Qm e achar seu
equilibrio.
Pde-se dizer que a revolugo contina em
plena paz. na calma apparenie dos partidos, sob
a mo poderosa que suffocou por meio da polti-
ca o indcil humor de nossa nago?Sim. a re-
toI^So contina. E' de sua natureza nao parar
souau uopuis uo .nu.uj.uo.ou, loaos os seus prin-
cipios ; s aceitar a immobilidade na victoria, s
repousar nu descango agitado e fecunda, que se
compe da ordem e da liberdade. E gloriosa se-
r a rno, qualquer que ella possa ser, que ter-
minar dessa maneira o coroamento do edificio I
Tal pois, por mais que se faga para dar-lhe
outro nome, essa preoecupago do publico fran-
cez, mentida sem descango por tantas narragdes
hbilmente renovadas de sua historia nacional e
contempornea,preoecupago mais ou menos
ardenle segundos lempos, porra incessante e
infatigavel, nunca refusada, nem mesmo quando
parece despojada de suas mais eflicazes garan-
tas.
Eu nao exagero. A' urna iospirao liberal
que convm attribuir quasi sempre esse trabalho
obstinado, que lem por 6m o esclarecimento de
nossos annaes contemporneos : o mesmo es-
pirito que asaegura a voga tantas obras inva-
riavelmente consagradas ao mesmo assumplo.
Nao ha urna s, que nao tenha aproveilado mais
ou menos verdade histrica, que nao nos tenha.
feito dar um passo na indiligencia de nosso lem-
po ; que, em urna palavra, nao nos tenha appro-
PRIMEIRA PARTE.
O Filho.
(Continuuo.)
X
O conde desconfiou logo que alguma* patarras,
que Ihe houvessem escapado durante o sen som-
00, teriam talvcz despertado a attengo de Alioa
sobre o segredo por elle guardado com tanto em-
penho, pois nao compreheodia como ella podsse
to ouira forma duvidar da sua identidade: viu
por conseguinte que era impossivel urna negago
pura e simples, a qual nao taris mais do que aug-
mentar o justo reseolimento de sua esposa, no
caso de que esta possuisse proras do que dizia.
Mo obstante quiz tentar ainda um esforgo antes
de decidir-se i fazer urna conQssio, que se op-
punha a maior das responsabilidades ; e, pois,
revestindo-se de firmis, e de urna boohomia for-
cada, foi assim que respondeu s interpellages
da condesaa :
Valha-me Deus, minha querida menina I
A' nao ser que me tenham mudado o nome des-
de a minha infancia sem que eu o saiba, creio
que nao pode ser elle outro senao o de Cbrisiis-
do, e que a minha pessoa contina i ser a de um
simples capitn, ennobrecido de hootem. egragas
& munificencia real hoj conde de Cazilbac ; as-
sim como lambem, gracas vossa bondade o
fiel e affectuoso esposo de urna das mais lindas
xnulherfs da Franca e de Navarra.
Nao, replicou Alias, vos nao sois um sim-
ples official.
Eis-aqai urna cousa que 6 nova para mim 1
balbueiou o mancebo.
Nao lambem de hootem que gozaes os fo-
ros de oobre.
Que dizeis ?
Tenaea um brazo de familia I
E quebraxao esse?
, Uro brazio pintado de negro, e circulado de
prata I
Chrisliano eslremeceu.
Capito Chrisliano, vos sois um grande fi-
dalgo I
Dous factos principaes dominara lodos os ou-
tros nessa historia da primeira restsuacSo dos
Bourbons. O movimeoto, que levara Irresistivel-
menta os descendentes de Henrique IV ao throno
de seus paes, parta por assim dizer de cima :
nao era um fado humano. Mr. do Lamartine
disse com tanta eloquencia como razio: Os ho-
rneas se gabam da obra de Deus, quando preten-
den! ler creado eguaes morimentos. Elles nao
fazem mais do que segui-los....
Mas essa correute insuperarel e providencial
que chamava os Bourbons Franga, na* as
bagagons da coaligao. insigne calumnia refutada
vivamente por Mr. Thiers ; ese movmenlo,
digo eu, um outro nao menos ario responda
quasi em sentido inverso ; e necessario carac-
tensa-lo aqu com alguma exactido.
A nago dirigase aos Bourbons, como quem se
dirige quera o salva, sem repugnancia, mas
com urna confiaoga cautelosa, condicional e eir-
cumspecta.
Ella drgia-se aos Bourbons, se convm dizer
ludo, com a declaragio dos direitos do homem
na mo.
E tioha razo. Nada menos eticto do que pre-
tender que o rei Luiz XVIII dra- espontanea e
voluntariamente carta constitucional. E" mes-
mo duvidoso quo elle a tivesse dado velunlara-
menle, e que comprehendesse bera, portdo o p
sobro oslo francez, as exigencias liberaes, que
o esperavam em Paris. Quando os res-julgam
dossentimentos de seu povo pela curiosidede en-
tusiasta que os aeolhe, e pelo rumor de-dedica-
5io egosta que o* cerca, elles nada saben.-
Luiz XVIII nao era homem que se cootentasse
com essas apparencias; porra por mais indina-
do quo elle fosse s concessoes liberaes pela-na-
tureza de seu espirito, e por mais prudente^ue
elle devesse um dia moslrar-se, nesse momen-
to elle era apenas um emigrado, o patrono deMr.
de Blacas ;-e pertencia ao que o abbade de Pradt
espirituosamente chamava o ttprit reir. Elle
entrava pois de no-ve- com tods a sorte de prejur--i
zos conlra revolucionarios, come toda sua gente;-
Felizmente a revolugo francea nao tem sem-
pre necessidade para seguir seo- eaminho da boa-
vontade d'aquelles, que Ihe poden servir. Os reis,
quando se trata de swafrprerogarivas, quer here-
ditarias, quer adqueridas,, nao brilham pela ab-
negago. Nunca se deve contar com sua esponta-
--:j-j j:,......j. _. .. M___J.~. n
menos de seu bom senso bem informado" e d
seu interesse bem entendido,
..............Car ce naihtweux rois,
ont on dii tant de mai, ont du bon. quelquefoie.
O re Luiz XVIII nao era lalvez- bastante gene-
roso para dar a carta. Elle leve bastante razo
para aceita-la, bastante espirito para traosformar
em dom real o presente,, q* Ihe faca a demo-
cracia franceza, e que elle soffria, nao o amando.
A carta tornou-se a filha do ni. Ninguem
ha de ter esquecide abrochura picante, que em
MM, se tenho boa memoria, contara-nos suas
openuros.
A carta de 18U, calida com attencao, excede
muito o que se poda-esperar de- urna restaura-
cao mooarchica, que succedia um desuso ab-
soluto, digamos antes, urna corrupgo systema-
tica dasraslituiges liberaes. Corruptio optimi...
Ter o titulo das instituigoes liberaes. eleiges,
corpos- deliberantes, commiss de liberdade in
dividual. commisso de liberdade da imprensa,
era quasi o mesmo que nao ter nade de ludo is-
so, monos que Napoleo aao tresse secreta-
mente em 1804 a iotengo, que to publicamen-
te maoifestou o legislador politice do 1852, de
lojar larde ou cedo no edificio coreado a liber-
dade deixada is portas do monumento decorado
com o sen nome.
Has a revolucao de ludo se serve. Depois de
haver dictado 4 Luiz xvilf decUraclo de Saint
Ouen. ella fsii. Mhr do proprio senado e do
empregaram em propa-1 corpo legislativo as primeiras patarras que Um-
-jbravara suas conquistas e reivindicav.m seus
puocipios; e cercan por todas as sortes de or-
gos eslraohos os ouvidos do rei legitimo.
Esses defensores dbs principios de 89 era Mr.
de Talleyrand principio; mais tarde Foueh ;
era (escolha sorprendedora que fazia a Providen-
cia para seus grandes designios,) o chefe de um
imperio semi-barbaro, o soberano de um povo de
servos adstrctos gleba, herdeiro muito im-
paciente do czar Paulo I, o cmplice suspoilo do
assassinato de seu pao, o brilhante, impetuoso e
chimerico Alexaodrel
Era elle que representava a revolugo france-
za nos conselhos, cuja sede era o palacio do
principe de Talleyrand, e onde reuniam-se ho-
mens, os quaes eu nao maldigo, mas que nao
pareciamirresistivelmente predestinados para es-
la missao.-homeos, taca como o duque d'Al-
berg, o conde Bengnot. o abbade de Montes-
quieu, e o abbade de Pradl.
EU ah pois que vingadores se armam para
a querella I....
Sim, a revolugo tomara sem escolher para li-
vremente representa-!, jnoto de um velho re,
um pouco confuso cora suas lembrangas e esperan-
ces, homens, que poderiam quasi todos recusar
semethante mndalo.
O Sr. de Viel-Caslel naturalmente mui pou-
co suspeito de inclinago revolucionaria} eile es-
tablece este facto curioso com toda a evidencia :
* ...... imperador Alexandre, diz elle, era o
verdadeiro autor da restaurago com Mr. de Tal-
lerand e o senado ; e se o senado nao era o le-
gitimo representante da Franga, as leis existen-
tes altribuiam-lhe at um cerlo poni esse carc-
ter....
po que todas as
grandes reformas sociaes
gar-se e consolidar-se I A emancpago dos ne- bra'vara
gros, a dos eatholicos da Inglaterra, a dos ser-
ros da Russa ; conlae o tempo que necessario,
que ser preciso anda para tornar completas e
definitivas essas conquistas da humanidade sobre
a barbaria, ou da liberdade religiosa sobre a in-
tolerancia.
A Franga aoffreu mais de um seculo de guerra
civil para conquistar a liberdade religiosa. Dopois
da revolugo franceza quasi metade do tempo que
lem decorrido fo consagrado i pratica quasi ab-
soluta da liberdade poltica. Confenla pois I Nao
so Deus, que nos ajuda, lambem o lempo
Ajudemo-nos lambem, lendo, esludando e com-
parando nossa historia contemporaee>.
E" oeste ponto de vista queco, pela'minha par-
te, recenlemente estudei a obra do Sr.de Viel-
Castel sobre a restaurago, e que proeararei pr-
ximamente fazer um juizo sobre o vplume, que
um historiador Ilustre, Mr. Thiers, acaba de pu-
blicar sobre o mesmo assumpto.
II
aguante, que me ftcou
Pix am verdadeiro poder de optoiio, muito cedo
substituido pelo impopular apoio das aeges con-
trarias. Qaando os res sentem-se ameacados,
de boa voolade appeltem para seus potos. Na
Franga.quando alguma dymna||ia julga-se em pe-
rigo, .i revolugo que ella seconfessa
A sesso real de 16 de margo, o discurso do re
o juramento do conde de Artois e do seas fllhos'
o brego dos doos rmeos, o que erara sen.lo urna*
conOssao^publica, um respeltavel rolo das b|.
' d|Ke/oo real, um m4a culpa, que Luiz
Ijii sobre seu peito augusto, na inteogo
sedentes amigos ? A carta conatilu-
conal tornra-se o Deus quem se dirigiam os
arrepeodimentos da inviolabilidade real. Os prin-
cipios de 89 erara o Credo, que se reatara com
urna voz enternecida.
XVI
nos, p, que a tempestada dispersoo, lama san-
guinolenta, seccada pelo tempo I Dea Bobas de
urna declaragio dos direitos do bomem I essas
dez lionas suslm o furor de urna coaligao, as
tentagdes mui pouco disimuladas de orna parti-
Iha, as paixes de um partido retrogrado, as in-
trigas-de urna corte, os molins de om ejercito I
Liberdade de consciencia, egualdade dos direitos.
voto da imposto; a propriedade ioviolavel. ex-
cepto em caso de necessidade publica, legamen-
te protada; o povo soberano fazendo a le por
meio dos seus delegados ; a le para todos; a
admissibilidade de lodos os empregos publicoi:
a abolgo da relroadividade. dos tribu ria-esde1* "^WM'flPW'denlcs amigos ?
excepgo. dos rigores preventivos; a aeparago
dos poderes ; a liberdade individual; a liberta-
do da imprensa,eis essss dez lnhas 1 A revo-
lugo franceza ahi est toda inlaira. E' isto que
della resta; que nao pode perecer da obra de
nossos paea; que nossos descendentes lero por
msso eslabelecer sobre bases iuabalaveis.
Tentae excluir urna s dessss formulas immor-
taes dictadas pela revolugo; procurae ultrapas-
adlas, buscando a rcalisigo impossivel de ros-
sos sonhos socialistas, ou ficar quem, sentado
felizmente sobre ura throno hereditario, entre as
nuvens de incens dos vossos familiares idola-
tras. Tentae isso ; podis faze-lo um momento,
dez aonos, vinte lalvez,- um quarto de hora na
historia dos tempos. E depois ?Essas dez li-
ohas gloriosas erguem-se perante vos como
as tres palavras fatdicas do festim de Balthaiar.
e vbram-vos nos olhos ca roes ameagadores
fntrelln,l' 1uer flquem oceultos sob os cortna-
aos hbilmente dispostos|do odificio, qoem sejam
francamente palenteados em seu radioso brilho
luido dia, ellas sao a perda dos gorernosr ou sua
salvago.
Nao altribo somente ao livro do Sr. de Viel-
Castel a impresso to
Assim Iriumphava ainda a revolugo franceza
nessa agona do poder soberano, como Iriumph-
ra era sua restaurago. A appellagio do velho
re, sincera neste momento, porquanto essa pro-
vanga foi proveitosa sabedoria de Luiz XVIII,
elle voltou de Gand mais liberal do que nao
rolln da Inglaterra ; a appell.gio do rei nao
foi ouvida na Franga ; e a revotado, tornando
achar-se urna derr.deir. vez anda em presenga
dohere, que a glorificara e aerrira, dexou-o
sentar-se de novo sobre o throno renascente,
< dtoputar-lhe cousa alguma, sem dar-lhe na-
da^ nao ser urna ardenle cohorte de federados
parisienses, e uro heroico exercito para marchar
fronleir. Quanto ao mais. ella nao- fez nada.
Naoinsplroa nem impulso ao paiz. nem levas enHV'
massaT nem offerendas populares, nem palrioti-J^
"s revolugm A poca dos grandes meios tf
nha paseado. O espirito revolucionario tnha dado *
lugar ao espirito liberal, seu legitimo herdeiro,
peranle o qual o governo real achou-ae no-v,men!^
J
ler os desoito volumes de Mr. Thiers. Mas quarx-
[] Vide i7iorioT5fT
Eu I?
Sim, vos I
O que quer dizer ludo isto ? interrogau o
mancebo estupefacto e aterrado.
Eu sou quem vos de ve perguntar I.... e vos
nada me dizeislludis-mel___Entretanto pse-
sinto que ha um segredo na vossa familia 1
Um segredo I repetiu machioalmeate Chris-
liano.
E' um segredo infamante I repHcou Alioa.
De onde vos veio semelhante idea 1 balbu-
eiou o caplo lodo confuso.
O que eu hoje sei do mundo, prosegus Ali-
na, sufllcienle para comprehender que osbra-
zes puros e leaes devem causar orgulho e nao
vergonha aquelles que os possuem. Quando o
escudo e armas de um fidalgo cahem no estado
de ruina no seu proprio castello, trata-se logo de
repara-los, de reforraa-los; e para que deixem-os
assim chegar urna decadencia e ruina completa,
para que sejam assim destruidos golpes de mar-
teji, preciso que a desgraga, que a infamia
nao tenham s penetrado no castello do fidalgo,
mas que se acbem ligadas tambera i sua vida I
Ide, senhor, ide ao fundo do vosso parque ; lan
gae as vistas sobre as grados, e procurae ali no
lugar de honra o brazo dos vossos antepassa-
dos I desappareceu !.... Procurae-o tambera
d frente da vossa escada 1 anniquillaao I....
Sobre os vid ros desta janella I quebrado I....
Sobre o pannodaquella cbamin I.... vlraea ca-
bega___vede I arrancado I.... Sobre a vossa
cadeira, sobre esla loalba, sobro esta baixella de
familia I>apagado, destruido I.... Que falali-
dade pesa sobre este castello, que tanto me bor-
rorisa, para que o seu o seu brazo tenha desap-
arecido das libres, das portas, dos muros, das
j'snellas, das mesas, dos copos, e al das facasI....
Respondei, senhor t
E se minha consciencia ordenar que me ca-
le ? murmurou Christiano.
A soleranidade de Alioa tornou-se inmediata-
mente n'uma angustia indsivel.
Assim, pois, vos confessaes I exclamou ella:
e nada me queris dizer ? Oh I eu bem compre-
hendo, Christiano ; receiaes espantar-me com a
vossa conflsso I.... Mas ento o que se passou
aqu 1 que segredo lerrivel se encara dentro des-
tas paredes ? Olhae ; hoje ni carraagem, em
quanto dormieis, oronunciastes em voz baixa pa-
tarras que me gelaram de espanto!.... dizieis
perdoae-lhe, aire I Depois, as pessoas deste
castello tm os semblantes lgubres, e murmu-
rara palavras incoraprehensiveis I ChristianoI....
Christiano I.... que vilania pesa sobre a vossa
raga para que assim a repudiis I ? Que crime ha
commetiido a vossa familia para que a rene-
guis ? Dizei-o a ron mulher, que tos ama toa' (ruupuaba o ultimo degrio da escada,
lo, que apezar de ludo- vos ha de sempre res-
peitar t Esse crime, essa vilana que pesa sobre
um fidalgo degradado das suas honras, de que
natureza ser ? Respondei, meu amado, meu
querido esposo.
E assim dizendo ella passava amorosamente- o
seu brago ao redor do pescogo do conde, e apro-
ximara delle o seu rosto banhado de lagrimas.
Christiano havia atguns instantes se achava entre-
gue urna lula lerrivet. Interrogado de impro-
viso, e obrigado & explicar-se sobre um faci que
ellejulgava poder occullar durante a sua vida
nao s todo mundo, como at sua propria
mulher, tinha esculade esta ultima pesaroso e
indeciso, buscando na aua mente os meios de
responder-lhe sem nada revelar.
Has, s ultimas palavras de Alina, viu resplan-
decer nos olhos della to nobre e to sincero
appello & sua lealdade, que sentiuabalada a reso-
luto, que havia adoptado. Esleve um instante
ponto de fallar, depois hesitou, porque a divul-
gago desse segredo de vida e de morle. do qual
era depositario, poderia occasionar alguma ca-
tastrophe. E o olhar de Alina era to terne, to
doce e suave, o seu lindo semblante, onde cor-
ra n as lagrimas fio fio, Bba lal e ineststivel
expresso de confianga, quo Chrisliano. afinal
julgando-se talvez felia por ter em sua mulher
urna confidente leal, um* meiga consoladora do
seu pezar, abra de aovo os labios, e disse com a
voz opprimida :
Pois bem, Alina, existe na vida do capito
Christiano um segredo...... um segredo terri-
vel I
Um crime talvez I balbueiou Alina.
Christiano guardnu silencio.
Oh I meu Deus I mas esse crime nao par-
tiu de vos, Christiano I ?
Descangac, Alina ; nao foi culpa minba.
Alina respirou.
Seria algum assassinato ? replicou ella em-
pallidecendo.
Queris sempre que ros diga ? interrogou
Christiano consternado.
Pois nao sou eu vossa mulher ? Acaso nao
tenho direilo vossa inteira confianga ?
E assim o exigs ?
Exijo.
Tereis for;a bastante para ver e ourir
ludo ?
Nao o duvideis.
Neste caso segu-me.
Christiano tomou a vela que se achara sobre a
mesa, e seguido de sua esposa sahiu precipitada-
mente-da sala, atravessou o vestbulo, e paron
diante da porta fechada em que a condessa pou-
cos momentos antes havia reparado, quaodo
A restaurago, diz elle algures, nao se ope-
rara pela forca do partido realista e por sua ac-
Clo, mas sim pelo accordo de alguns homens da
revolugo e do imperio com tfra soberano eslran-
geiro, profundamento dedicado s ideas liberaes
A nafo, reuoiodo-se antrja dymnasta, nao
quena tornar collocar-se pura e simplesmenle
sob o jugo do panado, porra garantir o repouso
da Franga, por meio de urna trawacgo justa en-
tre os no vos interesses e o que poda ser restabe-
lecido do passado, sem Ihes trazer algum damno
grave (Tora. I* p. 348-332J. a
Multa zombaria soffreu o senado caoservador;
e houve razo para isso. Esses serrsdbres, tao
pouco decididos raorrerem de fe me sobre suas
cadevras curules, e q,ue sairavam a caire-da do-
lagau antes de salvar o estado ; esses curvados
servidores do rgimen imperial, que se erguam
dianle-do irmo do rei-marlyr para para onr-lhe
1 palarra de ordem ante a porta apenas entre
aberta des-Tuilleriea; esees politicos, dos quaes
se disse espirituosamente eraquanlo deberavam
sobre a carta constitucional, qoe elles s lintlam
sabido fazer urna consttuico de rendas ; os se-
nadores nao eram nesse oceasio menos srios-
repres6ntnntos dos grandes- principios da revoto-
cao franceza, daquelles.contra os quaes o futuro*
qualquer que elle seja, nunca prevalecer ; e elle
faziam-os entrar todos como vencedores na cone*
liluiglo outorgada, freoto delles a liberdade-
da imprensa:
Poder de urna grande ideal
Ha um momento na historia do Sr. de Vieli-
Gastel, quando os senadores-recusam aposentar-
se na audiencia do rei Luiz- XVJ1I, no qual osses-l
eomplacentes-do imperio rom-am urna attiitudede
senado romano tratando com Perseo, Antinchn.
n mm-m' .. -,- ... t.vdvem enlre es-
se c-arutho da-oecupago estrangeira, e sobresa-
nado aos riochos dos cavallo da Ultrania. pre-
ses s arvores- dos campesElysios. vozes pa-
triticas, que reclamara eovnome do povo fran-
cez as garantas da civiligo,e as conquistas da
liberdade.
Eis o carcter oelavel dessa- historia. A revoH
luco franceze, escapa aeeconslrangimentosdo
imperio, e torna-se o actor principal della. Co~J
mo a Agrippioa do poeta ovisivol e presente,
ella a alma poderosa desse-greode drama, onde
os homens sao nada, onde as ideas sao tudo.
Hila nao se appellida mais revolugo; esta pata-
rra infundira medo quasi todos nesse momen-
to,, principalmente aquellos,, que depois de have-
em-a exagerado at ao erkse, lovaram-i al-
baixeza.
Porm se ninguem falla- mais na revolugo
franceza, falla dos principios de 89 ; e todos se-
bera o que isto quer dizer, Luiz XVIII sabe-e
mais do que ninguem.
Que espectculo !|e que-ecao I dez linbas- do
urna declarago, que pareca sepultada no b-
meeso monto das cooetiluiges, que a re*oi-
go franceza agglomerVa deste vinte e cinco aa-
Depos twou daalgibeira urna pequea-chave
de prali preciosameete lavrada ; porm quando
a i introdu-la na. fechadura, hesitpu, no*a-
mente.
Airad* urna ve. Alina, tereis acaso bastan-
te coragem? perguaaou elle condeesa, que va-
cillava, mas-que respondeu fazendo.um signal af-
lirmativo e resoluto.
Houve um momento de silencio. Oconde ap-
proximou a chave da fechadura dourada, que
apreseotava aioda os vestigios de ter sido em ou-
tro lempo marcada com os sellos da justiga. A
chas gyrou, e Christiano palrMo e trmulo em-
purrou a porta, que se abriu e deu estrada para
urna cmara vasta, de onde sahiuito, um vento
rio e gelado, como de um sopulcro. fez por ins-
tantes vactllar a luz que o conde traaia n'uma das
raaos.
Vede I disse elle.
Deu um passo e estendeu o braco para danle.
A condessa muda e alemoria&da eravou no inte-
reior dessa cmara o seu olbar investigador, e
para logo conchegando-se seu marido ficou pe-
trificada, sem poder dizer urna palavra.
E que ella tinha visto ali alguma cousa de hor-
rendo e mysterioso 1
Nessa cmara to sinistra como samptuosa a
desordem attinga s proporges de urna ruina
completa. Nao se achava quasi que um s4 no-
vel no seu lugar ; nao linha urna s cadeira que
nao estivease virada e cabida por trra : todas t-
nham sido como que atiradaa ao acaso pelo ce-
g desvario do terror, e conservan Jo-se ainda na
mesma posigo indicavam que ali bourera urna
luta atroz e insensata. S o aspelo desses tras-
tes derribados era mais que sufficieote para at-
testar que de fado elles haviam presenciado um
drama norrivel.
No ceotro da cmara, urna mesa carregada de
um rico apparelho de porcelana lambem cahido e
derribado, assim como de todos os utensilios
proprios de urna collago feminina, altestara o
choque de um corpo perseguido que ali tivesse
esbarrado fuglndo. N'um dos ngulos perlo de
urna larga janella, via-seuma outra mesa peque-
na virada e cnida sobre as cordas de um cravo
de po-rosa.
Aqu e ali erravam sobre o soalho pedagos de
msica de eovolta com os restos dos copos e tagas
osraigalhados pelo taco de urna bota.
Duas chinelas succeuivamente pe-didas i al-
guns pasaos urna da outra jaziam ali indicando to-
rera sido abandonadas em um trajelo desespe-
rado do leilu para a janella. Um livro de ora-
ges se achava ainda alirado sobre as alraofadas
de um genuflexorio, lendo em sua frentajum cru-
xifixo de bano.
Do forro dourado do tecto poadia un lustre de
do dous autores acham-se assim accordea, na
mesma idea ; um, o mais rasoavel dos escribto-
res, o outro, o mais vivo ; um eom a penetrgo
lenta e profunda de um espirito rigoroso, o ou-
tro eom a espontaneidade arrebatadora de um
genio fcil e de um bom senso superior ; quando
duas naturezas to diversas.de dous tlenlos, to
pouco-comparaveis encontram-se em urna con-
clusa absolutamente egual, pde-se afirmar que
essa cendsao justa. Pde-se toma-la pela re-
sumo de urna poca epela derradeira palavra de
urna histlona.se 6que a historiada humanidade,
qualquer que seja a poca em que se queira pa-
ra-la, tem sido sua oerradeira palavra.
O dcimo-oilavo votme de Mr. Thiers lamina
algus da antes de 2f> de margo. O Sr. de Viel-
uastei comega- nos On rio seu segundo tomo a
historia do cem das.
O dia 20de margo,ouseraos dizer com elseo
castigo doloroso, talvez justo, desse prtmerro
reinado do ramo mais velho dos Bourbons. As
faltas do governo real tornaram inevlavel esse
calastrophe, que nao pareca menos provocad
pelos escndalos da ambicio, da deshumanidade,.
e da avidez q*ie assignalaram o congresso das po-
tencias coaligadas:
Voltaremos de outra vez sobre esla historia do
congresso, qoal o Senhor de Vel-Castel con-
sagrou as mai* nolaveis pagina de sua obra, e
Mr. Thiers un> livro inteiro de mais dramtico
interesse.
Cousa singular lendo essa- histeria do con-
gresso de VienBas8Jtndo Vossa lutas surdas,
esses entretenimentos envenenados ; vendo qu
lago frgil formara essas alianges, que deviam
ais larde collocar-se sob a ioroeago da Santis-
sima Trindade;e por oulro lati vendo na Fran-
ga o governo real accumular as faltas, provocar
a desconfianga. semear a irritago,. ultrajar as
respeitaveis recetdagoes da revolugo franceza e
r-jar todas as- conquistas libor-^e, depois de
ha-ve-las consagrado oa carta, desejar-se-hia sa-
ber como era poseivel escapar ao dia 20 de mar-
eo. Indaga-se depois, considerando o universal
descrdito, no qual cahira o rgimen imperial
como poda durado 20 de margo. O 20 de mar-
go eslava condemoado aer ao mesmo tempo
wievitdvel e poderoso. Era fatal e-devi ser es-
tril.
E' entre estas -dees imposibilidades,, a da nia-
eulengo dos Bourbons desde us primerros me-
se de 1814. e a do reslabelecimente do imperio
en vao restaurado 20 de margo, que a Franga
aebou-se por ura momento suspensa, eassim
ella cahiu com todeo seu peso nogolpho eosan-
goentado de Waterloo.
Como quer que seja, quando osBeurbons sen-
iram-se ameacados, quando Greooble abriu suas
portas ao imperador, e que se viu lgar-se elle
toda a porga o do exercito francez mandada para
eomb*le-lo, qual foi o recurso do governo real
contr* este novo rigor da fortuna ? O mesmo
que garantir Lula XVIII em 181* a adheso do
senado, o votado corpo legislativo, o asseo t-
menle de Latayetle, de Beojarain Coestanl, du
proprio Carnet.; e que um instante Ihe dra no
rlrdo em boa intellgenci se ti-
qui
vesse querido.
Assim a revolucao franceza sob o nome de es-
pirita liberal e despeito de tantas provaneas-
essencialmente exista era 14 e 1815. Fra d
mtster coolar com ella para lomar entrar em
Kraoga depois da primeira queda do imperio -
era aeceaaario conlessar-se peraale ella .nt de
sahir da Franga. E quando nett* tornara-so
entrar, quer por Antibes como Napoleo, que vol-
ando de Gand corao Lula XVIII. era preciso pro-
clamar suas conquisla,. e render bomenagem A
seus principios.
.... Amei muito a guerra, dizi fopoleo s
autoridades de Crenoble, lendo votted da ilha
d Elba; amei muito a guerra,.nao fal-a-hei mais...
Quero reinar para fazer nossa bella Franga lirre,
tellz e mdependente. Quero ante ser o trmet-
ro e o melhor de seus cidaios- do qoe seu sobe-
rano....
suvez" XiI,, ToIUn*-OM*r dta por
Afeu governo commettewfallas:
Luiz XVIII commette aioda faltas dopois da
segunda restaurago de seu poder ; porem nao
eommelteu a deviolar a carta, e mostrearse pa-
ra com o espirito liberal de urna fldelidade in-
quieta, cresceote, voluntariamente desoonflada,
mas el apezar de ludo, tant qaanto poda se-
rei emigrado. Fo por ter' aido fiel que
elle reinou e merreu no throno.. Se outro,.ah I
que mostrarara ao espirito liberal urna confianga
mais expansiva emais inteira, nelle nao a orre-
ram; lancemos um vu sobre essas contratigoes
do destino, sobre esses effeitos sera-causa, de-oite
a historia est cheia,
Em-boa lgica, lodo o governo, .que em Franca
praMcar a politice liberal com firmeza, sabederta
e stneeridade, dore estar seguro de vrer:
Quando vejo todes os regimens em perigo.Iittiz
XVIKantes do da 20de margo eNspoleo-cu-
raniea crise de IM5, lgarem-se aos principio do
partido constitucional, concluo, ole quo o prin-
cipie liberaes salvem infallive'.meote aquelles
que m invocara na tempestade. mas que olles
teenv urna virtude-de preservago. que aquelles
que sesentem perdidos, choran sempre nio-ba-
ver experimentado mais cedo.
cryslal de soca, no qual doze velas consumidas
ras tres quartas partes, e denegridas pelas moscas
raziara susfloitat que a irrupeo da calastrophe
tioha sorprendido essa cmara aioda Iluminada
para algum festim familiar. Rendas, sedas e ve-
ludos dispersos aqu e acola, sobre os movis,
vestidos meio sahidos das gavetas de um rico
guarda-reupa envernisado. anmavam esse qua-
dro soahrio com urna recordago de luxo e de
belleza, e indicavam o sexo que pertencia a
victima, que com esses adornos muitas vezes se
leria preparado. Sobre es consolos dous mag-
niacoejarros continham ainda os restos de dous
bonitos, ra-raalhetes ; ao passo que ao lado dcasas
Qdres-emmurchecidas.esobreum tocador, um vaso
con rebique e urna cstxinha com pos marecba-
la faziara reriver no espirito a recordago das ul-
timas rosas, dosullnu)S lyrios de um semblante
encantador, repentinamente transtornado pela l-
vida* do espanto e do.pavor I
Aqui um vidrinho de clieiro collocado junto do
um loque sobre a chamia, onde s se va ca-
las ; ali ura cantoo ninho deserto de algum
caozmho favorito ; acola um bordado cora a sua
aginada de la, e ao p de um taraborete ; mais
alera, sobre um aparador, joias, bracelete, um
pequeo relogio n'uma caxinha esmaltada, aba-
adores, um bolsinha, emflra esses aul accesso-
rios que decorara a cmara de urna linda joven e
de alta posigo ; tudo evocara a reminiscencia de
urna vida felia de repente cahida n'um pelago de
desgraga; ludo fazia ver nesse recinto, onde bri-
Ihavam o ouro e as sedas, nao sei que formidavel
promiscuidade de gragas e de furias I
No iotervallo que ficava entre a parede e o leito
com o seu sobre-cu de damasco penda a extre-
midado do cordo de nma campanhia cortado de
proposito em altura que a mo oo podesse al-
cangar. Arica e sumptussa cnberta do mesmo
leilo conservava anda as dobras o desarranjo
produzdo por mo convulsa e desordeoada.
Tudo pareca viver, fallar, e accosar nessa c-
mara que, entrevista pela primeira vez, abria um
abysrao insoodavel no pensamento.
Sobre a sombra lapegaria de cor verde, que
ella derla o su nome, o fri crystal de grandes
espethos, mettidos em douradas molduras, aug-
meutava mais essa impresso verligioosa, reflec-
ttndoem si traoquillamente esse canos palpitan-
te por sobre a immovel carnada de um poeira de
quinze aonos.
Bastir i Alina um s olhar para' abracar todas
estas cousai, anda que o claro da luz allumiasse
tudo confusamente, tornando mais saliente ainda
o silencio e o horror dessa destruigo geral. desse
quadro petrificado.
Fot aqu I disso Christiano.
Aquiltepitio AUoa lem nada comprehender,
co*e5-*T;nl\mA,hor d0*ue DiJs. di*a oprin-
Unrto Ihl i MB1 8 rel Lui WW preseri-
lanrjo-ihe o senado, que taes institaieoe* r B
Z HTS F2 ,ao b8m -Pp'-.d'.feitre
^r^e^istah^ dao apoios e na barreas aos
monarehas amigases leis e paes dos povos, A
nagao eo senadodesejam que a- Franga seja-li-
vre para que o rei seja poderoso... J
dav^V*0n8*,hoVque senado do imperio
Mr T ?Bv,.1ia-rei Luu .XVI11 oela cce de
Pr.Uey;.aiM' -tempre bom de seguir-se em
Franca. E a uatea moral, que eu quero tirar
hoje dessa historia da primeira resl.uracio; sera-
ru!i?/?m" Ji 9e.n,pre ", qfieo Srde-Viel-
Castel to excetleotemente na'rrou.
CUVlr,LlEIr-H.B.UR.Y.
. C Journal des Debis.S. Bufeo. )
e-conde tomou-a pela mo, levou-s at o in-
terior da cmara, e elevando o brago para que a
la podesse expargir maior claridade, assim re-
plicou : '
_ O que estas quatro paredes viram. leria feito
estremer at-o proprio marmore I.. Catae-vos I.
nao fallis f.... nao gritis l-o ocho vos respoa-
dena : soccorro I.... Es-aqpi o lugar em que ella
se poz de joelhos. na presenga delles, pedindo-
hes piedad el.... foi aqui IAcola, alraz daquei-
le cravo se refugiou ella angustiad, desespera-
da ; e saus dedos rogando no instsumento arran-
caran! um grito de espanto harmona das suas
cordat.... Estas esdeiras,esta mesa-foi ella
queaa as dernbou na sua fuga l._. E os misera-
veis aqu estavamperseguindo-a, e s dndo-
me a escolher entre amorte e a infamia Tudo
isto vos parece bem monstruoso, nao 6 assira ?
poteludo vetidiccv Existem neste mualo mu-
Iheros tao admiraaelmente bellas que o olho do-
crime as persegue por toda a parle. Sua cast-
dade o seu brilho e esplendor, a perfeico do seu,
semblante e de aua alma, tornam-s urna espe-
cie de provocago. tangad* por Deus ao espirito
do ma que travacom o mesmo Deus, na pessoa
e na vida dessas mellieres, um combale sem pie-
dade e sem aere I Eos lugar da dedicago, a de-
sliares alegras, o que ellas inspiram em lozno da
si um pbrenesi implacavel Em lugar da fa-
milia o que engendrara a sede do adultorio I
Ma dita a aurola da sua fronle, maldita a
belleza dos saus cabellos I... O slo em que ellas
collocam,o seu p celesto retumba em fnebres
echos: ao redor deltas gyram homens.de apparen-
ca siotatra, do sinistros pensamentoa: o genio
do mal, o crime, o odioquem aa ama Seu
sornso apaixona as trevas; a luz-doseus olhos
Ihes vem de to alto que toca o fundo da abysmo-
e ura dia recebem repentinamente no meio de'
norrivel traigo, que Ihes faz curvar a frente, a de-
claragao do amor de satans t..(Elle eeui estavam,
esses dous demonios 1 Um delles brandindo a
espada, o oulro com a pistola n'uma das maoa
como veneno na outra 1..., E ella......com os
bragos levantados para o cu, indo do venene ca-
ra a espada, da espada para a pistola, supolica-
va-mas suplicara era vo !.... t aua final,
mete cahiu j. sem fosga, sobre este uflexo-
no. e vio ento a pUlol armar-se e" irffi2e^
Lu. .n,If,d,T'q"i",",obre "e travesseiro que
ella sentiu alamina peoetrar-lhe na mo I >qi
sobre este leito que ella bebeu o veneno I
rorfori."2.em? Pe^8ttnl0,, AU" **
_J~. *arqoeia de Ganges, minba pobre-mi-
nh iofeliz mae I fcowrtwstar-so-Aa.l
Mi-5 TTP. DI M, F. k WiC"SSil^
ILEGVEL


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