Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06147


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Full Text
iiio xiiTii iDino ss
Por (res nezes adiaatados 5&000
Por tres nezes vencidos 6J000
SEGIl mu II be meo di un
Porannoadiantado 195000
Porie franco para o subscriptor.
KXCARRBGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
PARTIDAS DUS OUrlKfclUa.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas el
sextas-feiras.
EPHEMERIDES DO HEZ DE MARCO.
Parahiba. o Sr. Antonio A.exandrino de Lima I TEST* L Bn8"le hr" ""^ *
Natal, o Sr. Antonio Marque, da Suva ; Aro".: GaViS a^K' '"*"*' *"** oZiTc^enteT i norS^t ""d
ty,oSr.A,deLemosBraga; Cear o Sr. i. Jos Pao d'Alho, Nazareth. Limoeiro, Brejo. Pes- tarde. CrMCente 3 hor8S Choras da
de Oliveira; Haraoho, o Sr. Hanoel Jos Mar- que!ra- InwiM, Flores Villa-Bella. Boa-Vista, 26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man
.io,Ribe.roGuima,ies; Para, o Sr. ,Uno J. | ^bo^^^^ PREAMAR DE HO,E
Agua Preta. Pimenteiras e Natal quintas feiras. iPrimeiro as 4 horas e 54 minutos da manha
| (Todos os crrelos partem as 10 horas da manha]|Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
DAS DA SEMANA.
jAUiMKNtUA!
IRIBNaEs
U Segunda. Ss. Candido e Heraclio mm.|
12 Terga. S. Gregorio Magno p. doutor da egr.
13 Quarta. S. Eufrazia v. ro. ; S. Rodrigo m.
14 Quinta. S. Maihildes rainha ; S. Afrodizio m.
15 Sexta. Commemoracao da Paixao de J. C.
16 Sabbado. Ss. Cyriaco e Taviano mm.
17 Domingo da Paixao ou de Lzaro; S. Patricio.
DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relaco: tergas, quintas e sabbados sslO horas.
Fazenda : tergas, quintas e sabbados as 10 horas!
Juizo do commercio : quartas ab mel dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio
Segunda rara do civel:
hora da tarde;
ENCARREGADOS DA SUBSCRlPgA DO Sb
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias;
Sr. Jos Martlns Altes ;
Joao Pereira Martina.
Babia,
Rio de Janeiro, o Sr.
EM PERNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL
Ministerio do imperio.
DECRETO H. 2.734 DE 23 DE JANEIRO DE 1861.
D novo regulamenlo inspeco de saude dos
porto.
Hei por bem que no servigo da inspeccao de
saudo dos portos se observe o seguinte regula-
menlo, icaodo dependente de approvago do po-
der legislativo na parte que della carece.
CAPITULO I.
Da inspecgo de saude dos portos.
Art. Io o servigo sanitario dos portos do Im-
perio ser feito pela maneira proscripta neste re-
gulamenlo.
Art. 2o Pora este servigo haver no Rio de
Janeiro um inspector de saude do porto, tres aju-
dantes, um secretario, um agente e dous guardas.
Na Bahia, Pernambuco, Maranho, Para e S.
Pedro, haver um inspector, um secretario o dous
guardas.
Nos mais portos em que houver alfandega, ser
inspector do porto o de saude publica, e haver
dous guardas.
Art. 3 Paraos lugares de inspector e ajudan-
te s podero ser nomeados doutores em medi-
cina que saibam fallar francez ou ioglez.
CAPITULO II.
Do inspector.
Art. 49 Ao inspector compete :
Cumprir e fazer cumprir as disposigdes desle
regulamento :
Corresponder-se cora o governo, dando parte
ao ministerio do imporio na corte, e aos presi-
dentes as provincias, de Indo quanto occorrer
em relago ao servigo sanitario, e prestando as
informages que lhe forera exigidas pelas secre-
tarias de estado.
Corresponder-se com as de mais autoridades
sobre ludo que fr concernente ao mesmo servi-
go, requisitando directamente os auxilios que lhe
puderem prestar, sempre que houver urgencia.
Propr junta central de hygiene publica na
corle, e s autoridades sanitarias das provincias,
todas as medidas que julgar convenientes e au-
xiliares do servigo sanitario uo mar ;
Visitar todas as embarcages suspeitas, e, quan-
do julgar necessario, o hospital martimo e os
lazaretos ;
Inspeccionar o procedimenlo dos empregados
da repartigao de saude do porto, do hospital ma-
rtimo e dos lazaretos ;
Reprehender, suspender e propr a demssao
dos mesmos empregados de nomeago do gover-
no, dando parle inmediatamente, no segundo
caso, dos motivos que determinado a suspensio,
a qual poder ser at quinze dias ;
Assignar as cartas de saude;
Rubricar nao s as contas das despezas e a
folha dos vencimentos dos empregados da repar-
tigao, mas tambem os pedidos de fornecimeuto
para o vapor de visita sanitaria :
Lmpregar todos os meios ao seu alcance para
a boa polica sanitaria do porto, requisitando do
governo todas as medidas que estiverera (ora de
suas allribuiges, para a garanta da saude pu-
blica ; r
Apresenlar no principio de cada anno um ro-
tatorio dos negocios da repartigao a seu cargo.
CAPITULO III.
Dos ajudantes.
Art. 5o Aos ajudantes compele :
Proceder visita das ombarcagOes que entra-
ren), segundo determina o regulamento ;
Visitar diariamente os navios surtos no porto
que tiverem doentes de molestia pestilencial, e
reraetter os enfermos, a bordo do vapor da visi-
ta, para o hospital martimo de Santa Isabel ;
Fazer proceder e assistir desinfecgo das
embarcages enlradas e das que estiverera anco-
radas no porto quando o estado das mesmas o
reclamar ;
Remover para os lazaretos
de molestia pestilencial;
Substituir o inspector nos seus impedimentos,
segundo a ordem da antiguidade, e os mdicos
do hospital de Santa Izabel, quando o inspector
jalgar conveniente.
Art. 6o O servigo dos ajudantes, assim como
o dos guardas, ser alterado como entre si com-
binaren) e fr approvado pelo inspector, poden-
do esto servigo tornar-se continuo em casos ex-
traordinarios.
CAPITULO IV.
Do secretario.
Art. 7o Ao secretario compete :
Fazer todo o expedieute, ter a seu cargo o ar-
chivo da repartigao, e fazer toda a escriptura-
gao.
CAPITULO V.
cumstancias extraordinarias com autorisaco do
governo.
A tripolagao, tanto do vapor como do escaler,
tocar immediatamenle sujeita ae ajudante que
estivcr de servigo.
Art. 16. Quando por qualquer causa o vapor
estiver impossibilitado de prestar servigo, o
substituir temporariamente um dos escaleras da
inspecgo ou do hospital de Santa Isabel, tripo-
lado pela gente do vapor. O vapor estacionar
no lugar marcado pelo inspector.
Art. 17. Em lempo de epidemia haver tam-
ben) nos outros portos em que fr necessario um
vapor com o pessoal conveniente pata o servigo
sanitario.
Art. 18. Logo que qualquer embarcacao anco-
rar, cu mesmo sobre a vela, o ajudanle que esti-
ver de servigo para ella se dignar acompanhado
de um guarda, e proceder, visita sanitaria, exi-
gindo as seguintes informages :
Donde vem ?
Quanlos dias traz de viagem ?
Traz carta de saudo?
Qual o estado de saude a bordo no dia partida,
o qual o actual ?
Houve molestia a bordo durante a viagem, e de
que natureza 1
Morreu alguem durante a viagem, e de que
molsstia ? *
Communicou com alguma embarcacao ou
porto ?
Que carga traz ?
O nome do navio e sua lotago ?
Precisa de algum soccorro medico ?
Arl. 19. Oblida as informaces do artigo ante-
cedente, se forem satisfatorias e limpa a corta do
saude, o ajudante lngara nella umVisto e
dar livre pratica embarcagao.
Sero dispensados da apresentago da carta de
saude as lanchas de pesca, os cruzeiros, os na-
vios que arribaren sem ler tocado em porto al-
gum inficionado, os que viajarem entre dos ou
mais portos da mesma provincia, e os que
procederem de lugar em que nao haja autoridade
sanitaria.
Aos navios que vijarem entre duas ou mais
provincias bastar, em lempos ordioarios, um
simples bilhete.
Art. 20. Se nao forem satisfatorias as informa-
ces, flcar a embarcacao incommunicavel, at
qu6 seja declarada em livre pratica.
Art. 21. Nenhuma embarcagao ser admittida
livre pratica em qualquer das seguintes hy-
polheses :
O proprietario do diario Maooel Figueiroa e
quartas e sabbados a 11 Faria.na sua livraria praga da Independencia na.
6 e 8.
substancias que devam ser empregadas, serio
indicadas pelo inspector de saude.
Art. 32. Todas estas medidas soffrero modi-
fica goes, se a.motestia que as determinar fr
idntica que existir no porto. _
Neste caso as embarcaces s Qcaro sujeitas
as medidas adoptadas em relago s que j esti-
verera estacionadas no mesmo porto.
Art. 33. Tanto na 2a como na 3a hypothese,
se a carga impedir a desinfecgo ser baldeada
em todo ou em parte para alvarengas, e mesmo
conduzda para o lazareto, se assim fr necessa-
rio, donde, depois de desinfectada, ser trans-
portada, sem demora, para a alfandega porconta
do dono.
O mnimo dos dias de desinfecgo para as tres
hypotheses prevalecer em geral para os casos
de cholera-morbus, o medio para os casos de
febre amarella, e o mximo para o caso de
peste.
Art. 3*. Nieguen) poder entrar ou sahir da
embarcagao quo fr detida para se proceder
desinfecgo antes de ser ella declarada em livre
pratica.
Em lempos suspeitos nenhum passageiro
poder desembarcar antes da visita sani-
taria.
Exceptuara-se o inspector e seus ajudantes
que a prodero visitar sempre que fr conveni-
ente, sujeilando-se, de cada vez que tiverem
ado em contacto com as pessoas de bordo, a

que a conti-
Dt agua potavel e das vazilhas
verem:
Dos alimentos ;
a*!*4" do poro por meio das bombas.
Arl. 50. Se oeste exame encontrar doentes de
molestias pestilenciaes, os quaes tenham sido
negados pelo capilo, serao elles immediatamen-
te- transportados no vapor para o hospital mar-
timo, o capilo ser multado em 503 a 400, a e
embarcagao sujeita ao que se ach disposlo para
as quo estiverera na 3.a hypothese.
Art 51. Se nao houver doente a bordo, mas al-
K'S lugres ou objectos do que trata o art.
Mor encontrado om condiges insalubres, o a-
judante ordenar ao capilo que d providencias
mmediatas pira serem tiradas desse estado, sem
o que nao se lhe conceder livre pratica, e llca-
do porto o participar inmediatamente ao-
dega, declarando o valor da multa, aflu dse po-
der ah fazer effectivo o seu recebimento na for-
ma do regulamenlo.
m.a.l1: I5" STerno poder permillir aos pa-
2? fc ,8i.VapoI que cheB"f*m comprehendidos
na hypothese do art. 33 e tiverem dia certa de
panino, a baldeagao da carga para alvarengas
as quaes essi mesma carga soffrer a convenien-
te desinfecgo. O vapor, aepois de desinfectado
convenientemente, poder receber carga, com-
bustirel, etc. '
I?,d7fi!eT\Vg-ser feil Pr,ua tripolacao.
wi' l Dereri0 lud" s pessoas fallecidas a
nonio, de molestia infectuosa ou contagiosa ser
inhumadas no cemiterio do hospital martimo
seu transporte -
m,?i !'ante de servico Pa9"ra un,a certido, a
qual ser apresentadaao respectivo empregado do
nospital martimo.
CAPITULO VIII.
Das cartas de saude.
Art. 52. A's embarcaces com destinos a por-
os estrangeiros dar-se-ha carta de saude soman-
te quando for solicitada. As que sahirera cora
destino aos portos do imperio devero solicita-la
Art. 77. O hospital martimo e lazaretos sero
dependentes da inspecgo de saude do
seus empregados subordinados ao
obngados a cumprir as suas ordens.
porto,
inspector e
h?t5 Ude .de Parll,ha Judicial ou amigare!.
tSEUZ MDl-eBS"' teDb"a de ser ""Po*
"arlo? C0DJUge 8uPer8,i,e' herdeiro ou lega-
oaT ,Daenr*nSm 21ri rem Pat,odo Patrimonio particular do
socioousocios.no caso de dissolugo da socie-
grtu!to.,IenaSJO de1ua,"ler natureza por titulo
mI,P? afrematagao ou adjudicago solemno-
n?n.".0U defreUda em r de execSSo.
6 De pagamento ordenado judicialmente em
o,l"ia.2de massasfallidas o sociedades dis^
aTJ'7e re,uct*ncia do vendedor nos termos do
nh8lD.en?da em I-eiIao de aces e lUulos apa-
chados para excussao do penhor, quando assim
asparles o tenham convencional. *m
orrtPn,??era'^q"a-nd0 ,s ^nsferencias forem
ordenadas por decisao do poder judiciario.
i lo, guando, em virtude de disposigoes de es-
J di0,0' estabele=imeotos banc.rios e de non-
e de soccorro, as transferencias forem necessa-
'"?'" que titules ou acgoessej.m recebi-
^ Penhor ou em caugo.
LSift Pfra.sJ,iOU-v,u8"os em qe nao houver
urna desinfecgo em seus vesdos'e outros bjec-1 f.?imP,i*BM.f p,hd?i."": /n.CaS0 co",rario- bas" ^,.Prt0 ,erao 8 ncimentos constantes da ta! I Sdr^\^J?'eocS& f0""*"!. o do aitT
j tara um simples bilhete (salvo a disposigo do bella annexa. av 'eguljmenlo n 8d6de 26de junho de 18.il
Art ^Q D... .kl_______,. j_ .
urna multa
tos que comsigo levarem.
Art. 35 O capilo que consentir na infraego
do artigo antecedente Dcar sujeito
de lOOa a 500 porcada pessoa que tiver entradu
ou sahido de bordo.
Art. 36.
f&2i e.raAre?ad" da I-Peeclo d. saud. \ JS M^J*!?!f^^ -PoM-
junho de 1851"
Art. 79. Os emolumentos das cartas daaMLL 9 casos exceptuados no artigo ante-
as pessoas suspeitas
Do agenle.
Art. 8o O agente lera por obrigago entregar
a correspondenctr da inspeccao, cuidar do asseio
da casa em que se achar a "repartigao, prov-la
do necessario, fazer as vezes do porteiro, e subs-
tituir qualquer dos guardas em caso de neces-
sidade.
as provincias as funeges do agenle sero
desempenhadas por um dos guardas.
CAPITULO VI.
Dos guardas.
Art. 9o Os guardas acoropanharo os ajudantes
as visitase desinfecgo das embarcages. Sem-
pro que fr necessario, serviro de continuo na
casa da inspecgo, e substlluiro o agente quan-
do impedido. *
CAPITULO VII.
Das visitas sanitarias.
Art. 10. Haver duas visitas santinarias no
porto do Rio alo Janeiro : a do escaler aos navios
que catrarem, e a do vapor aos que estiverem
ancorados no porto ; ambas sero feitas pelos
ajudantes.
Art. 11. Todas as embarcages, nacionaes ou
estrangeiras, mercantes ou de guerra, sao sujei-
tas, no acto da entrada no porto, visita do es-
caler.
Arl. 12. Para esta visita haver dous escale-
res, um palro e nove remadores, servindo um
desles para coadjuvar o patro.
A visita sanitaria aos navios que entraren
ser feta no mesmo escaler e oa mesma occasio
em que a de polica : aquella porm ter sem-
pre ingresso em primeiro lugar.
Para o servigo sanitario dos porloi em que
houver menor concurrencia de embarcages, po-
der o governo em circumstancias extraordina-
rias autorisar a compra de um escalar.
No Rio de Janeiro o escaler estacionar na
lorlsleza de Villegaigoon, e as provincias no
tugar que fr designado pelo respectivo presi-
Art. 13. E' da competencia do ajudante que
estiver_ de servigo no vapor visitar toda a em-
barcagao mercanto suspeita de ter, ou que effec-
tivamente tiver doentes de molestia pestilen-
cial. As embarcages de guerra, s no caso de
reclamarem, sero visitadas.
Art. 14. Sao consideradas as molestias pesti-
conaes a cholera-morbus, a febre amarella e a
pesie do Oriente.
Sao considerados portos inQcionadcs smente
aqueiies em que reinar alguma das mencionadas
molestias.
Art. 15. O pessoal do vapor constar do al-
dante, enfermeiro, mestre, machinista. dous fo-
guistas, dous marinheiros e dous mocos. O
numero desles poder ki augmealao em cir-
1 Se proceder de porto inficionado, embora
oaoselenha desenvolvido alguma das molestias
de que trata a 2" parte do arl. 13.
2 Se durante a viagem liver tido doenlcs de
qualquer da mesmas molestias.
3a Se chegar com elles.
Arl. 22. Se a embarcagao estiver na Ia hypo-
these, o ajudante, depois das inveslgages do
arl. 18, mandar proceder immediatamente de-
baixo de sua inspecgo desinfecgo das carias,
joruaes e mais papis, e os remetiera logo
depois para seus destinos.
Art. 23. Toda a roupa suja que houver ou
perlenga tripolagao ou aos passagekos, e os
tecidos que houveiem sido usados por qualquer
pessoa, sero sem perda de lempo desinfectados
pela gente de bordo, a quem se fornecero as
substancias para isso necessarias.
Art. 24. Em seguida o ajudante dar ordem
para esgotar-se a agua da subrequilha, lavar os
nlervallos das cavernas, onde fr possivel, por
meio de bombas com agua limpa, assim como
toda a emb*rcagio, caiar o lugar destinado para
dormitorio dos marinheiros e outros que estive-
rem em condiges de pouco asseio.
Arl. 25. Feilo isto, o ajudante dar livre prati-
ca embarcagao, participando immediatamente
ao inspector de saude o occorrido: no caso de
infracco destas disposigoes, flcar o capilo su-
jeito urna multa de 200, e obrigado a realizar
incontinenti as medidas pre?crptas nos arligos
antecedentes, sem o que nao poder ter lugar
qualquer trabalho de descarga.
Arl. 26. Nesta primeira hypothese, seja qual
rr o namero de dias de viagem, a embarcagao
Iicar impedida to smenie o lempo necessario
para pr-se em pratica o disposto nos arts. 2-2,
23, 2* e 25 (um a tres dias).
Arl- 27- Se a embarcagao estiver na 2a hypo-
Iheso, alm do que Dea disposto para a primeira,
ser a mesma sujeita, na presenga do ajudante
de servigo, a duas ou tres desinfeeges, confor-
me o mesmo julgar conveniente. Feito isto, o
ajudante dar embarcagao livre pratica.
Art. 28. Nesta segunda hypothese.seja qual fr
o numero de dias de viagem, a embarcagao flcar
impedida tu smenie o lempo necessario para
o se Va Pra,ica o disposto nos arts. 22, 23,
24,2o, 26 e 27 (tres a cinco dias); salvo se a
molestia tiver cessado dous ou tres dias antes da
entrada no porto, porque ento a embarcagao
sera considerada na 3* hypothese.
Art. 29. Se a embarcagao estiver na 3a hypo-
these, seja qual fr a sua procedencia e o nume-
ro de dias de viagem que trouxer, se proceder
sempre da maneira seguinte :
Ia As pessoas sas, depois de submeltidas
desinfecgo que fr possivel a bordo, sero im-
mediatamenle transportadas para o lazareto,
onde sero de novo desinfectadas e constante-
mente observadas para serem medicadas ao pri-
meiro symptoma do mal. Se depois do quarto
da de observago o medico do lazareto nao
encontrar nessas pessoas symptoma algum de
molestia pestilencial, poder do quinto dia em
dianie dispensa-las da observace, com autori-
sagao do inspector.
Se o contrario se der, mas os doentes por urna
circumsianna imperiosa tiverem de ser tratados
no mesmo lazareto, o medico, do quinto dia em
diante, proceder de novo desinfeceo das rou-
pas dos que estiverem isentos do mal, e Ibes
permiltir livre pratica, sendo autorisado pelo
inspector.
No caso, porm, de ser possivel tralar-se dos
doentes, nao no lazareto, e sim no hospital ma-
rtimo, o respectivo medico poder prolongar por
mais alguna dias a observago, em quanto o
inspector julgar conveniente.
2a A autoridade sanitaria far incontinenti
seguir a embarcagao para o ancoradouro de des-
infecgo, fazendo transportar com todo o cuida-
do os doentes para o hospital martimo, se ali os
houver de molestia idntica, ou se nao fr con-
traria tal medida hygiene do mesmo estsbele
cimento, porque ento sero levados tambera
para o lazirelo, e l convenientemente medi-
cados.
Para evitar qualquer suspeita que lhe
possa ser prejudicial, dever o capilo, quando
receber qualquer doente a bordo, exigir um ai-
testado do facultativo, authenticado pelo respec-
tivo cnsul, no qual se declare a natureza da mo-
lestia.
Art. 37. Toda a pessoa que infringir o art
alm de pagar urna multa igual que im
ta ao capilo, ser obrigada a flear detida a -
do al que a embarcagao seja declarada em li
pratica, ou ir para o lazareto, onde flcar sujei-
ta sos mesmos cuidados empregados para com os
passageiros.
Art 38. E' prohibida (oda e qualquer commu-
mcago com o lazareto de observaco e com o
hospital de Santa Isabel execeptua'ra-se os em-
pregados do servigo sanitario, e os que se sujei-
Jarem s medidas de precaugo tomadas em re-
lago aos que esto nos mesmos lazaretos e hos-
pital. As pessoas que iufringirem este artigo l-
cam sujeitas multa do arl. 35.
Ait. 39. Todas as pessoas que forem manda-
das para o lazareto de observago sero susten-
tadas a expensas suas, ou do capilo,ou do con-
signatario da embarcagao.
Os goneros e objectos que precisarem serao
comprados por intermedio do agente do hospital
e transportados no escaler daquelle estabeleci-
mento, ou no vapor da visita sanitaria.
Art._40. A baudeira nacional de qualquer em-
barcagao, igada no maslro de proa, indica que
ella est em livre pratica ; no mastro grande, re-1 .,,: ,,:
clama a presenga do ajudante. A embarcacao Portodond8Ptio
o aprsente ao iospector de saude o conhe-1 Pr infraego deste regulamenlsero cobradas ?i re.Par,iCoes fis"es competentes, se regla-
lo passado pela alfandega de haver pago os Pela alandega. cooradas rao pelas seguintes disposigoes:
Uroii emolumentos. | Art. 80. absolutamente prohibido aos em-' m,.nH ^p0'hese do 8 1 do art. 3. e
- j4, Pregados da inspecgo de saude do porto reberem 2S, "u,CI,'rCB,_Ia duvida ""
. I &L+BS+: cap"a .e oosPpaSsagei"^ !! '!11T
cimen
respecli
A carta de saude ser
approvado.
conforma o modelo
Se houver epidemia, o capilo ser obrigado a I ^^'o Vgrtllflca^o'a a^a^lo*?"8*
IM. i!* tatla ? saude 48 horas anles da P"-! a cU 81' '""spector e ajudantes sero nomea-
ttda da embarcagao. | dos por decreto os secretarios da insJwJSKr '
das sobre os tratados
-nmediatameate ao mi-
nistro da fazenda para resolver sobre a legalidade
das transferencias iiuooe
2. as hypotheses do 1 n. 3 do mesmo ar-
exame areconhecor que o bem da saude da tripo-
lagao exige quaesquer providencias, far imme-
diatamenle scienle ao capilo.
Art. 55. No caso de recusarese o capitio a to-
mar as providencias reclamadas, ou mesmo no do
recusar-se inspecgo da embarcagao. poder a
autoridade sanitaria negar-lhe a carta de saude.
Neste caso participar o occorrido alfandega Pereira Filho.
para sobrestar nos despachos da embarcagao, se
ella for nacional, e dar immediatamente parto
ao cnsul respectivo, se for eslrangeira.
Art. 56. Nenhuma carta de saude ser valida
para as autoridades do imperio sendo datada de
-pecgo de saude dos portos.
Joao de Almeida Pereira Filho, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio assimo tenha enteudido e faga exe-
Cu 13 r.
. r-------, sencao da iotervencdo
rA48^?n,6auX1Ja.r-docoanDercio C0D> certido de
ment, certido neaativa de registro de es-
rubrica d S "|!depe.,ndencia e do imperio.Com a
deCr, fhd.e bGnS doe 0U P'raPhernacs, formaes
cLl ,^lh"i c"!as de arrematages ou adjudica-
5n,J'JCr-"Oelde agentes de leiles. sentengas
ou decuoes sobre pagamentos ou outras quaes-
o ItnoerHor.-Joode'MmeTda Voho?uS^\&'^"' eCriptura9 d
n.T. quando o devam ser, escriptu-
------------ "sde edades anonymas registradas, e mais
Tabella dos vencimentos dos empregados das ins- "T ftSaWlf?*. r
pecces de saude dos portos. l ?!"" que ," !raferencies se eiectua-
Bio de Janeiro "wtora o"" qU6 trala- "'' '*'
rVahid'da embaTca^ | Inspector de saude !m VwS's 60080O0 S'Tiaw """*??*' 80"" P*0""8 l.'VdaTel
"annfum -i "S ~ de agosto do anno passai
cao bastando, porm. para revalida-la, umvis-
topassado dentro daquelle lempo.
Por este visto oada se cobrar.
Art. 57. Se a embarcagao entrada nao pre-
sentar carta de saude. s ter livre pratica se o
para os
de, em vez de carta de saude, levVrao"um"sm- 600*000.
dolida dever ter urna bandeira amarella icada no commu1nici?u nao reinava epidemicameuto alau-
mastro grande, emquanto durarem os trabalhos: m PeslilenciaL
de desinfecgo. lindos os quaas igar abandeira I ?..L ?r-_As embarcages que sahirem
que reclama a presenga do ajudante para este a
declarar em livre pratica, se a julgar om cir-
cumstancias de obl-la.
Art. 41. O vapor da visita percorrer o anco-
rodouro urna vez por dia nos lempos ordinarios,
recebendo a seu bordo os doentes de molestia
pestilencial que forem encontrados pelos medico
do servigo, o qual mandar que o vapor siga para -' 9 9es^0 empregado encarregado da
o hospital martimo, levando urna lista com os pollcla nao deixar.sahir embarcagao alguma sem
LHUJ1ie!......... SU0 1:20S 10.800000
Secretario... 800* 400 1:2000)00
Baha e Pernambuco.
!.., Ordenado. Gratiflc. Total,
------------,......*, inspector........... 1:600N 8009 4 nntitnnA
ajudante, depois do exame conveniente, conhe-1 Secretario.......... 6003 200 V6(Sft
cer que est as condiges de obl-la. e se no i Para, Maranhao. S. Pdo 1*^P"
o naquelles em que tocou ou I r_____ Ordenado. Gratiflc." Total.
ipe?f- ........... mS 60 4:200S000
Se"elar,.......... 500 220 2:160000
Aos inspectores dos portos das demals provin-
crMttaft-i SS55? i te"'- aa "szxzssgs
mesmo em tempo de epide-
ples bilhete, aioda
mia.
Art. 59. Os bilhetes sero assignados pelo ins-
pector e contero urna simples declarago do es-
lado sanitario do porto.
Neste caso um dos mdicos do hospital ser
transferido para o lazareto, se nelle nao houver
medico.
3a Desembarcados os passageiros e as pessoas
da tripolagao que nao forem estrictamente ne-
cessarias para guardarera a embarcagao. aera
esta, alm do que Oca disposto para a Ia e 2a
hypotheses. sujeita a mais tres ou quatro desin-
feeges por meio de preparages anlogas s do
art, 27, conforme o ajudante de servigo julgar
convenienta. Feilo isto, dar livre pratica
embarca gio.
Art. 30. Nesta 3a hypothese a embarcacao Qca-
ra impedida to smente o tempo necessario
S5ra-vP65^-8e~.eni J11"*'" o disposto nos arta. 22,
23, 24. 25, 27 e 29 (cinco a oito dias).
Att, 31. O proceisos do desinfeceo as
nomes dos doentes, declarando-se nella a nacio-
nalidade. a naturalidade idade de cada um, e
quaesquer outras ioformages necessarias para
a sua entrada.
Alm deste servigo, o ajudante attender aos
signaes das embarcages entradas que necessila-
rem de sua presenga nos casos marcados neste
regulamento.
Art. 42 Os colonos ou emigrantes saos com
destino a este porto sero transportados com a
possivel brevidade (nos lempos de epidemia, ou
quando as medidas sanitarias o exiglrem) para o
lugar designado pela Associago Central deColo-
nisagao. Aquellos que eoferraarem do molestia
pestilencia sero transportados para o hopital ma-
rtimo no vapor de|visita.
Art. 43. As pessoas que a bordo enfermaren!
de molestia pestilencial serao tratadas no hospi-
tal martimo, e os affectados de outras molestias
poderao optar entre o hospital da Misericordia e
outro qualquer.
O capilo quejoccultar a bordo os doentes de mo-
lestia pestilencial, ou os flzer.medicar mesmo a
oordo, mcorrer em mulla de 10o por cada vez
fr commetlida essa falta.
a A/V 4*' Em lemP0S de epidemia o vapor po-
der fazer mais de urna visita por dia, conforme-
que determinar o inspector.
Arl. 45. O vapor ompregado neste servigo le-
ra as accommodages, os objectos e o pessoal ne-
cessario nao s para transportar commodamente
os doentes, como para que se lhes possa applicar
o primeiro tratamento, se fr conveniente.
Os objectos necessarios ao servigo medico se-
rao fornecidos pelo hospital martimo, mediante
um pedido feilo pelo enfermeiro do bordo e ru-
bricado pelo ajudante de servigo ; os que disse-
rem respailo ao casco do vapor, machina, com-
pusltvel, etc., sero satisfeitos poriniermedio da
inspecgo, a pedido do medre machinista, con-
nrmado pelo ajudante e rubricado pelo inspector.
Art. 46 Ninguem poder transitar no vapor
da visita sem permisso do ajudante de servico
ou ordem especial do inspector. Alguns obeclos
com destino ao hospital podero ser transporta-
dos nos mesmo vapor sempre que o ajudante ou
nientSPeC'r g" qU6 Da ha D,S0 inconTe"
Art. 47. O vapor nao se demorar uo hospital
mais do que o tempo necessario para entregar os
doentes, e receber os que houverem tido alta os
quaes devero estar promptos a chegada" do
vspor.
Quando nao houver doentes a conduzir, o va-
por nao ir ao hospital, e os doenlesque tiverem
alta sero transportados no escaler desle para o
vapor at s 9 horas da manha do dia seguinte
aiim de serem entregues na occasio da visita
aos respectivos capites.
Art. 48. Em pocas de epidemia, em que o
numero dos doentes fr^muito considoravel, de-
ver, sob a indicago do inspector, pernoilar no
vapor o ajudante de servigo, prompto para acu-
qualqucr chamado de borbo de alguma
D?.?ed da dellas junta dos correctores da respectiva
praga, para que esta as contemple em notas es-
peciaes dos boletins semaoaes das colages, e as
enve, sob a mencionada comminago, u a mi-
nistro da fazenda e ao tribunal do commercio.
denticas relagoes, e para o mesmo fim, sero en-
viadas junta dos corretores existente na provin-
cia, ou mais prxima que houver pelos directo-
res ou gerentes das companhias ou sociedades
anonymas em que as transferencias se effectuarem
em intermedio do corretor por nao hav-lo na
ao corretor, quando a ingerencia deste seja ps-
ler cumprido as disposigoes deste regulamento.
CAPITULO IX.
c. DlsPosiSes gera6s.
Art. o. O inspector de saude forn-ular ins-
truegoes para serem observadas a bordo das em-
barcagoes surtas -no porto. Eslas instrueges,:
xszsurtS fKa-Hcez e a.iiomao' 8era n' a
senaradrfn*.sd ," Uld.M pdoS caPilaes. en> ApproJa conlra, lebrsdo com o visconde de
fluir? conJunc'amente_ com as que praxe Barbacena para lavrar as minas de carvo de
aos dous guardas do Rio de Janeiro 730*000 Pr*S,a "Dasde das companhias.
1:4600000. e'r0 /,WU0- Arl. 5. E' permilt.do aos interessados, nos ca-
547USo8-2ri9?oOOda B"hLa Pernambuco...... "
mP.aasss. dpara- MaraDha s- pedr
Aos guardas das demais provincias o governo
poder conceder a diaria de 600 rs.
Os remadores dos escalores lero o mesmo jor-
nal que ora veocem.
lSu* d? -RiJ de, Ja9eir. era 23 de Janeiro
de iHol.Joao de Almexda Pereira Filho.
Decreto n. 2.737. de Sdefevereiro de 186!.
distribuir-se por parte da alfandega.
Os artigos do presente regulamento na parle
q"e-d"igoa-asobri8aoe3 que devem preeecher
siveL
Art. 6. as estagoes publicas e nos escriptorios
das companhias ou sociedades anonymas uo se-
r admissivel transferencia de ttulos ou acees
senao vista da nota de correlor de fundos p-
blicos, em que declare haver sido pago o devido
seno, observando-se o disposto nos respectivos
regulameotos flseaes.
Arl. 7. O comprador tem direilo de exigir
ransferencia do titulo tres dias depois que, ettec-
tuada a transaego. lhe fr entregue a respectiva
ola, salva cstipulago em contrario sobre o pra-
zo da transferencia, o que ser declarado no
contrato ; em caso de reluctancia do vendedor
ser este compellido a faz-Io pelos meios judi-
pedranas margeos do Passa-Dous. districto da
Laguna, na provincia de Sania Catharina.
rio serao remeltidos aos cnsules do imperio em c9* elle celebrado para lavrarP.s minas de c, Q i? 8 FmltJJnT^0 1? comPradc,r-
pauesestrangeuos,para8eremimpresso,nalin.ivaodepedr. as margeos do Passa-Dous. dia- i/sJ2S!3!*J*?-? 0gdo de correlor
8 1 ? P-,ai e d,stribuldos Polos capites. l"o da Laguna, na provincia de Santa Cathari- ?...-*" ?.,"a.ci?*?M e s.e oulras 1ue e crea-
dni. p0rt0.? -lm. que Dao h0UTer au- I "' so} cond'Coe3 que com este baixam, as-
eantes, Qcam suas attnbuigoes a cargo do respec-1 'nadas por Joo de Almelda Pereira Filho do
tivo inspector. r i meu conselho, ministro o secretario de estado
Art. 63. Nos portos em que nao houver auto- doSrtDSg0cl,0s do imPerio. que assim o tenha en-
ridade sanitaria, compete auloridade policial leDP'W?? '"" "ec"lar- .
de trra fazer cumprir este regulamenlo. a ia*i .. de Jane,ro. em 6 de fevereiro
Art. 64. Quando o estado sanitario exigir a ap- ,k i da independencia e do imperio. Com
Plicagao de medidas impralicaveis nesses portos j.Zt-f* ua .Maestade o Imperador.-^odo
far-se-ha seguir a embarcagao para o porto mais /,lm^a Perexra Filho.
dir a
embarcagao que mandar pedir soccorro. ou"para
receber os doentes que forem enviados pelos
mesmos. Estes doentes sero medicados no va-
por e oa primeira viagem remeltidos para o hos-
Durante o dia, o ajudante de servico, depois
oa visita sanitaria, iri permanecer na casa da
inspecgo. ou flcar a bordo do vapor, prompto
para occorrer a qualquer eventualidade.
Art. 49. Se reinar alguma epidemiado ajudan-
te, quando flzer a visita, ir a bordo das embar-
caces que tiverem entrado de
mesmo dia, e proceder
pela ordem seguiate ;
vespera, ou no
um exame rigoroso
prximo onde hajam as autoridades competentes.
Art. 65. Sempre que a alfandega liver motivo
Para suppor que um navio ancorado, em carga
ou descarga, est em condiges suspeilas, dar
parte disto autoridade sanitaria.
Arl. 66. As embarcages chogadas de porto
sujoou suspeito, com carga susceplivel de infec-
gao e sem oceurrencia suspeita a bordo, nem no
porto da partida, nem durante a viagem, sero
desembargadas, conforme dispe o art. 26, avi-
sando-se alfandega para fazer executar a
prompta descarga; feito o que. se completar o
emprego dos meios proprios para impedir o de-
senvolvimeotode qualquer molestia.
Art. 67. A embarcagao (qualquer que seja a
sua procedencia) que por escala, arribada volun-
taria ou forgada, apresenlar carta suja, ou nao
regular, ou condiges sanitarias desfavoraveis,
poder tornar a sahir, se a demora for breve,
sem sujeitar-se s disposigoes sanitarias em vi-
gor, recebendo mesmo com as precisas cautelas
os mantimentos, refrescos, etc., do quo necessi-
tar, conservando-se sempre em isolamento; se
porem quizer communicar, nao poder prescin-
dir da execugo do regulamento na parte que lhe
for applicada. '
Art. 68. Para que um porto infeccionado pos-
sa ser declarado limpo, necessario que nao se
d caso algum de molestia pestilencial por espa-
go de dez das para a cholera-morbus, de vinte
P"a febre amarella, de trinta para a pesie.
Art. 69. Quando reinar epidmicamente a bor-
do dos navios surtos neste porto o typho, as be-
xigas, o escorbuto, etc., os affectados deslas mo-
eslias podero ser tambem remettidos para o
hospital de Santa Isabel, sendo previamente con-
sultado o governo.
Art. 70. As vigas e rondas da alfandega evi-
tarao que naja communicago com as embarca-
ges detidas pela visita sanitaria.
Art- '* mspector'de saude, deaccotdo com
o da alfandega, marcar o lugar do ancoradouro
para as embarcages de que trata o artigo antece-
dente.
Art. 7,. Para os casos nao previstos neste re-
gulamento se consultar o inspector da saude,
flcando detida a embarcagao at que o mesmo
iospector lome sobre olla, o msis breve possivel,
urna resolugSo.
Art. 73. Toda a embarcagao que por olago
deate regulamento tiver aido multada, Ocar im-
pedida pela inspeccao de saudo do porto al
apresenlar ao thesoureiro da alfandega o conhe-
cimento da malla em que houver iamp.do -y
Ministerio da fazenda.
DECRETO N. 2.733 DE 23 DE JANEIRO DE 1861.
Marca o modo de st verificarem as transacoes e
transferencias de accoes de companhias ou so-
ciedades anonymas, dos ttulos da divida pu-
blica, e de quaesquer outros que admitlam co-
tacao.
Hei por bem. para a boa execugo do arl. 2 88
24 da le n. 1,083 de 22 de agosto do anno pas-
sado, decretar o seguinte:
rem nao fr expedido regulamento especial, pro-
videnciando sobre o exercicio de suas funeges
e regulandade de seus actos, os de lundos pbli-
cos, sob as penas do art. 7 da lei n. 1,83 de 22 de
agosto do anno passado, se regero pelas dispo-
sicoes do artigo commercial, dos respectivos re-
gu lamen tos, e regimenlo interno do presente de-
creto e de quaesquer outras em vigor.
Att. 9. Todas as traosaeges de que trata o art
i deste decreto sero realisadas somonte dontro-
j das pragas de commercio, em lugar ou em mesa
| separada, ou para esse fim exclusivamente desti-
| nada, e al meia hora antes da marcada nos res-
pectivos regimenlos para a reunio da tarde, em
que os corretores do todas as classes devem exhi-
bir as competentes notas e quaesquer documen-
, tos, livros ou assenlos que forem necessarios pa-
ra se coordenarem as cotages do dia na forma
do seu regimenlo. Os que se reunirem em qual-
quer outro lugar para o exercicio de taes funeges
efTectuarem semelhantes transaeges fors do lu-
sa
mi
o
Art. I. As transaeges sobre aeges decompa- ?aro.u mosa das PraCas de commercio para essa
nhias ou sociedades anonymas, fundos pblicos desi8ado antes ou alm deshoras marcada
estrangeiros ou nacionaes, geraes ou provinciaes, Dao exhibirem as notas para cotago, ou occultas*
melaes preciosos, cambios, emprestimos com- rem transaeges que tenham feito, ou nao derem
merciaes e descont, papis de crdito que pos- as notoS com necessaria exactido, alm das po-
ra estsbelecer no mercado um prego e curso nas era que incorrerem na forma da legislago
rular, e sobre quaesquer outros ttulos que ad- emwJ.,g0^ lnes 8era imposta a multa de 100 at
itam cotago, por conta de quaesquer indivi- .:0O08> na forma do arl. 7 da lei n. 1,083 de 22
dos, anda que commerciantes nao sejam, s te- fe a88,o do anno passsado, por cada falta ou
rao lugar por intermedio de corretores de fundos transgresso desto preceito.
Art. 10. Nao sero negociaveis. nem a junta
poder colar aegoes de companhias ou sociedades
anonymas, e anda menos ttulos, cautelas, pro-
messas de aeges ou declarago de qualquer na-
tureza que possa certificar a qualidade de accio-
nista, emquanto o governo nao declarar as socie-
dades constituidas, e nao estiver realisado um
quarto do valor das aegoes. Os corretores quo
nfriogirem esle preceilo, alm das mais penas
em que incorrerem perante os tribunaes do com-
mercio as Justinas ordinarias, soffrero a multa
ao I a 5:000, imposta administrativamente pelo,
tribunal do commercio, ou pelos conservadores
do commercio nas provincias.
Art. 11. Os corretores nao podero, sob as pe-
pablicos competentemente nomeados, sob peni
de nullidade, alm das que forem applicaveis a
tael actos na forma da legislago vigente.
Art. 2. Ai transaeges sobre fundos pblicos e
aeges podero ser vista ou a prazos, com tan-
to que ao tempo em que forem feitas, os ttulos
que fuerera objecto deltas pertengam legtima-
mente aos vendedores, do que os correctores pre-
viamente se certificaro, sub as penas impostas
pelo cdigo commercial, pelo presente decreto, o
pelos demais regulamentos ou regimentos inter-
nos das respectivas juntas.
Art. 3. As transferencias dos ttulos e aeges
de que tratam os arligos antecedentes s lero
lugar sob as penas do art. 2 da lei n. 1.083 de 22
de agosto de 1860, e mais legislago vigente, por ?a|nd0 art- 7da > 1.083 de 22 de agosto do
intermedio dos referidos corretores. 1180. encarregar-se de transaego alguma sem.
1. Exceptuam-se daregra estabelecida neste .rdem escripia dos committenles. O que auto-
risar um corretor para vender vista ou a prazos
ttulos ou accoes que nio possoa validamente, fi-
por ca aujeito, alm das penas em que incorrer na.
artigo e no primeiro:
0 As estipulages especiaes dos tratados.
!" As transferencias feitas por ordem, e
conta fio governo geral ou provincial, que o po- eonformidade da legislago em vigor, i mulla do.
derao ser por empregados ou agentes especiaes. referido artigo, e nas mesmas penas o multa tam-
bem incorrer o corretor que nao proceder nos
termos do art. 2.
Arl. 12. Effeetuada qualquer transaego os
corretores trocaro em acto consecutivo a nota
do contrato, que contera todos os requisitos e for-
mahdades xigidas pelo cdigo commercial e pe-
lo art. 30 do regulamento n. 2.713 de 26 de re-
3 As que se realisarem. nao em virtude de
transaeges propriamente ditas, mas de disposi-
goes de lei, ou de contrato anterior ou quasi con-
trato, e nos seguintes casos ;
Io De communicago consequente de matrimo-
nio, por lorga da qual as aegoes ou ttulos perteo-
ceot.es a mulher se casar sob o rgimen da com-
munbo de heos, devam aer inscriptos em nome zemoro de 1860.
dfl-8,euYn5rid0- Art-3-Os corretores devero guardar iptelro
V De. tevolugao por heran^a oa legado, quaa-1 o^do Scerca das operares de que (orea ea-


(*)
DIARIO DI ffERBiMBUQO. SEGUNDA FBHU U DI MAR^O M 1881.
"** >'
. i i ii .
carregados, omquinto estas se nao concluirera.i ta, que me foi remitida pelo director ge ral da notificar ao proprielario major Maoel Buarqae nteio, neuhuma obrigacao moral ligue os homens
quer em relago aos contratantes, quer a respei- inalrucgo publica cora otcio de hontem, seb Ce Macedo, morador neale municipio, de que por entre si
todas transacgoes era quanto peoaentea ; reali-ln. 42.
sadag porm que sejam, e pago o sello que for!
devido na forma dos regulamentos Qscaes era vi-
gor, faro a dei'ia declarago na oota diaria, que
sao obrigados a apreseular para a colago.
Art. 1*. Os correctores nio poerio servir de
intermediarios as ondeada dividendos de ae-
ges, quando o vendedor nao mostrar que le-
gitimo proprielario dos ttulos a que correspon-
derem os lucros futuros que ierem o objecto das
transaccoes, sob as penas do art. 68 do cdigo
do commercio.
Art. 15. Os corretores de tundea pblicos que
assignarem notas de transaegoes de que trals es-
te regulamenlo, ou outros quo nao najara effec-
tuado, ou que, sabendo que as promovem, sem
ser por seu intermedio, pessoas sem titulo com-
M-ttnle, ou corretores de oulra classe, as nao de-
nunciarem junta para os procedimentos legaes,
sero suspensos pela mesma junta, e incurrero
na mulla Je tOOj t 1:000, que serimposla pelo
tribunal do commercio nafrma ao art. 7 da lei
n. 1.U83 de 22 de agosto de 1860, alera das mais
penas que Ihe forem applicaveis era virlude da
legislacu vigente
Art. 16 A cororaisso dos corretores as Iran-
oac.;oes ou transferencias de acedes de cornpa-
nhiasou sociedades anonymas, e fundos pblicos
de qualquer origem, ser a mesma quo esliyer
au for estabelectda para as de apolices da divida
publica, calculada sobre o valor real da tran-
saego.
Pelas transferencias de fundos pblicos e ac
roes de companhias ou sociedades anonymas nao
podero os corretores levar nova ou outra cora-
misso alm da que titerero percebido pela tran-
saeco que as originar.
Art. 17. As autoridades administrativas ou po-
liches, a junta dos corretores e os corretores que
tiverem noticia de alguma mfracgo do presente
decreto ou da existencia de reunidas fra das pra-
vas de commercio de que trata o art 9, sero
obrigados, sob as penas do ari. 7. da lei a. 1.0S3,
a dar partean autoridades competentes para pro-
cederem na forma da lei, sendo consideradas laes
reunios como ajuntamenlos illicilos, para os ef-
feitos legaes.
Ari. 18. As multas cm que incorreni os cor-
retores e a junta do correctores ftn virlude do
presente decreto, serio impostas administrativa-
mente pelo tribunal do commercio ou pelos con-
servadores do commercio, com os recursos esta-
nelecidos uo regulamenlo n. 1,597 del de maio
de 1855, e mais legislarlo era vigor. Em lodos
os casos era quo hooverem incurrido em mulla
quaesquer outra autoridades ou fuucciotiarios em
virlude do prosente decreto, sera esta adminis-
trativamente imposta pelo ministro da fazenda na
corte, com recurso para o couselbo de estado, e
pelos presidentes as provincias, cora recurso
para o ministro da fazenda, e deste para o mes-
mo conselho.
Estas multas sero cobradas execulivaraeole
pelo mesrno modo empregado para com as divi-
das activas da fazenda publica, e lero a applica-
co marcada no ari. 6. da lei n. 1,083 de 2 do
agosto do correle auno.
Ari. 19. Ficaiu revogadas as disposices em
contrario.
Joao Lustosa da Cunha Paraaagu, do meu
conselho, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da josliga, assira o lenba entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de Janeiro,
de 1861, 40" da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Joao Lus-
tosa da Cunha Paranagu.
Dito ao director da obras publicas.Ce rio do ,
cooteudo de seu offlcio de 6 do corrente, sob n.
5, tenho a di'.er em resposta que podo Vmc.
mandar lavrar o termo de recebimenlo da con-
et vacio do oanal do aVrtquiead.iatslo ter-se fl-
nalisado d'ora em diaate por admioistraco, con-
forme Vmc. propoe, cerlo de que nesla dita
autoriao a ihesouraria provincial a pagar vista
do competente cerlitlcado a importancia da ul-
tima prestago, a que tem direilo a mesma com-
panhia.
Dito ao faesmo.Respondendo o oflicio que
Vmc me dirigi honlero, sob n. 54, tenho a di-
zer que ja estando com praca o recruta Dorotheo-1
Nonato dasChagas, so poder ser delta escuso
por iaenco legal.
Dito ao inspector da sade do porto.Trans-
miti a Vmc o incluso ejemplar do regulamen-
lo da inspecgo de sade dos porlos datado de
23 de Janeiro ultimo, para que Ihe d a devida
execuco, menos na parte concernento ao pes-
soal e vencimentos, por depender inda nessa
parte da approvago do poder legislativo, como
se declarou em aviso de 21 de fevereiro prximo
lindo.
Expediente do secretario do governo.
Oflicio ao inspector da thesouraria de fazenda.
S. Etc., o Sr. presidente da provincia, manda
Iraosmittir a V. S as inclusas ordens do thesou-
ro, sob ns. 20 a 21.
portara do presidente daquetls provincia", de 141 Nesea ordem social que remos estabelecida
do referido mez, Ihe fra designado o termo de por toda a pacto. Dio exislem nenhumas retacos
60 dias, para dentro ielle entrar para a tbesou- moraes ; nao ha direitos, nem deveres recipro-
raria de fazenda com a quanlia de 23$, em que eos; tilo se taociaram os homens entre si, se-
fra multado por ler deixado de registrar no pri- nao como os animaos polas retacos physicas, ou
meiro pcaso, dado em uluaee de marco do-anno instinctoa aaiasaes, que os uimm aaparam t
passado, a* ierras que poeaae.na freguezia de 8. A case ludo o que vemos existe tob ss leis de
urna caga Ulaliiiade ?
Nao aisle nenhum direito da parta dos que
govemara para se fazerem obedecer, para ntante-
rera a ordem na aociedade, sustentaren) o poder,
da que ss achara reveslidos, casiigarem os aaar-
padores delle, e investirem contra todos aquellos,
que os perturbara ou embaracam no exercicio da
sua autoridade?!
Existe nos superiores da sociedade um direito,
que Ihes assegura a soberana, ou acaso nao tees
-ellas seno a forte, de que dispem para a faze-
ram rananhnPAi '
Bento; vou rogar a V. S. pasa tesar constar Uto
mesmo ao referido proprielario. obleado delle
declaradlo de flear entendido, am de poder en
avisara quem me fez a requisigao.
Offlcio ao director geral- Tenho a honra de
remoller i V. S as nota das despezas feitas com
esta reparligao, e juntamente a*colonia militar
de Pimeoteiraa, nao iodo as do aldeiamento dos
Indios, por nao ler o respectivo director aptesen-
lado-as esta reparligao, que j por duas vezes
as requisilou.
Dito ao Exm. Sr. presidente.Cumprindo o
respi-itavel despacho de V. Exc., exarado na in-
formaco do Dr. juiz de direito do Bonito, tenho
dizer V. Exc. que, em vista ao que diz dito
rem reconhecer
Acaba o direilb
para o raanler?
Por Oeus dizei
h ui<.\,i M i-. o. uj. uiu viotai aiv wuc uil uiw -ai-
juiz de direito. o em face do dispesto no art. 5 da eis c.omo no mt,M,o physieo ; se os entes tntel-
G o ver no da provincia.
Expediente do din 7 de maro de 1861.
Cilicio ao Exm. piesidenie da Baha.Solicito
de V. Exc. a expedigo das convenientes ordens,
am do que sejain remettidos para esta provin-
cia, como requisita o comraandanle das armas
no oflicio que aqui ajuma por copia, os artigo*
de fardamenlo quo faltara para o completo do
quo so raandou fornecer ao 2o balalho de iufan-
taria pelo arsenal de guerra dessa provincia.
Dilo ao coronel commandanle das armas.
Com a inclusa copia do aviso da reparligao da
guerra de 22 de fevereiro ultimo, passo s mos
de V. S., alim de que so sirva de informar, uu-
yindo o coronel commandanle do 2o balalho de
itijni.irij, o requerimento era que o alferes se-
cretario do balalnao de cagadores da Baha, Fir-
oiiun Corroa de Moraes, pedo a transferencia de
seu lillio o t' cadete Aureliano Correia de Mo-
raes daquello balalho para o 7 da mesma
arma.
Dito ao mesmo.Para cumpriraento do dispos-
to no aviso da repanigio da guerra de 15 de fe-
vereiro uliiirio, sirva-se V. S." de mandar ajun-
tar ao incluso requerimento cerlido completa
do3assentamnlos do leneote do 2" balalho de
inhalara Clorin lo Carneiro do Oliveira Chaves,
extrahida do livro meslre do mesmo bMalhao
iio ao mesrao.Para que eu possa salisfazer o
di3posto no aviso da reparticao da guerra de 8
de fevereiro ultimo, Cunslaulo da copia junta,
faz-se uecessario que V. S. e o coronel comman-
danle do 2 bUilho de infautaria inormem acer-
ca do incluso requerimento de Marlioiana Maxi-
mian.i de Soma, cumprindo o que so recommeo-
da no lina! do predito aviso.
Dito ao inspector da Ihosouraria de fazenda.
Era resposta ao seu olficio de hontem datado,
sob n. 175, em que V. S. reflexiona que con-
traria ao disposto as inslrucces do thesouro do
40 de dezembro de 1851, a enirega ao thesourei-
ro da reparligao das obras publicas da quautia de
2:288gJ70 rs. ordenada em raen oflicio do 27 de
fevereiro prximo findo, tenho ilizer-lhe que na
bypoihfso sugeila, sendo a despera extraordina-
ria, e estando j realisada, nao pode tegular-se
pelas disposiges a que V. S. alludo.
Entretanto vou levar ao conhecimento do go-
bern imperial, para que decida come entender
conveniente, as duvidas por V. S.a suscitadas -
ccrca da iodemoisago ao cofre provincial dessa
despea geral mendada salifazer por ordem do
mesrao governo.
Dito ao mesrao Devulvendo a V. S.a os pa-
pis que acoinpauharam a sua iulorraagao de
honlem sob n 174, relativos aos vencimentos dos
guardas naciooaes destacados na villa do Ex,
contar de margo dezembro do armo prximo
passado, e na importancia de 18103930 rs., le-
nho & dizer que estaudo taes vencimentos pagos
pelo delegado daquelle termo, que procura ser
incommodado, mando V. S. nao s entregar ao
procurador do mesrao delegado, mediante recibo
por elie passado, a quautia de 1:172>080 rs., cor-
respondente ao exercicio corrente, mas tambem
processar nos termos da circular de 6 do agosto
do 1847, o rstanle por pertencer a6 exercicio An-
do, ticando assira sanada a falla dos recibos que
V. S.-1 allude era sua citada inforraago. Cora-
municou-se ao commandanle superior do Bo-
nito.
Dito ao mesmo. Recommendo V. S. qne
estando nos lermos legaes o prel jnnto em du-
plcala mando pagar i Ag03linho Eduardo Pina,
conforme requisilou o commandanio superior de
Nazareth em oflicio de 2 do corrente, a impor-
tancia dos vencimentos relativos ao mez de fe-
vereiro ultimo, dos guardas nacionaes destaca-
dps u'aqulla cidado.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
inclusos documentos mande V. S. pagar a An-
drade & Reg os vencimentos do destacamanto
de guardas nacionaes de Villa-bella a contar do
Io de dezembro do anno prximo passado ao ul-
timo de Janeiro prximo lindo, conforme requi-
silou o respectivo commandaute superior em
offlcio de 9 de fevereiro pretrito.
Olio ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista do recibo junto em duplcala, que me
foi remeliido pelo juiz de direito da comarca do
Brejo com oflicio de 18 de Janeiro ultimo, sob
n. 6, manda V. S. pagar ao capito Jos Fran-
cisco Lavra a quanlia de 19*300 rs., que dispen-
deu o mesmo juiz com o aluguel de dous caval-
los para a conduego do alferes do 1 balalho de
infantaria Miguel Augusto Barbalho Picaugo, no
seu regresso d'aquella comarca, aonde esleve em
deligencias policiaes.
Dito ao mesmo. Certo do conteudo de sua
informago de 5 do corrente, sob n. 84, dada
com referencia da contadoria dessa thesoura-
ria acerca do requerimento do amanuense car-
torarie, Aolooio Jos Duarte, tenho a dizer que
mande V. S. pagar ao supplicante a quanlia de
441j83 rs. proveniente de seos vencimentos
que deixou de recebar durante o lempo em que
esteve suapenio do exereicio de seu lugar.
Dito ao mesmo. Mande Y. S. entregar a di-
rectora do collejjo dos orphios, irmaa Ouin a
quanlia de 1.I57W40 rs. pira a compra dos g-
neros necessarios ao consumo do mesmo colle-
gio no corrente mez, como se v da relacao jun-
DESPACHOS DO DA 7 DE M.V11C0 HE 1861.
tequerimentos.
3989Anua Theodora da Cunha' Almeida.
Requeira ao governo imperial.
3990Andr Gomes de Archanjo.D-se Ihe.
3991Antonio Rodrigues Pinheiro.O suppli-
cante opporlunamenle sera attendido.
3992Antonio Jacintho Borges.A nao que-
rer o supplicante receber em apolices, nao lera
por ora lugar o pagamento.
3993Antonio Jos Duarte.Dirij-se the-
souraria provincial.
3994Bailar & Oliveira.Informe o Sr. capi-
tn do porto.
3995Baro do Livramenlo.Informe com
urgencia o Sr. engenheiro director das obras pu-
blicas.
3996Cosme Flix Correia de Mello.Informe
o Sr director geral da instruccao publica, ou-
vindo o do collegio dos orphos
3997Fraucelino Carneiro de I.acerda.In-
forme n Sr. inspector do arsenal de marinha.
3998Miguel Carlos de Faria.Requoira ao
medico do collegio.
3999Fr. Pedro da PuricacaoPaz e Paiva.
Informe o Sr. director geral da instruccao publi-
ca, ouvindo o do collegio dos crpho?.
Reparlico especial das trras
publicas.
EXPEDIENTE.
Oifloio ao Exm. Sr. presidente.Fico de posse
do cilicio de V. Exc. de 7 do corrente, era que
me communica haver o governo imperial por
decreto de 2 do mesmo mez exonerado o hacha-
re! Manoel Antonio Moruira, do lugar de oflicial
dosta reparligao, e nomeado para succede-lo o
bacharel Francisco (lomes Vellozo de Albuquer-
que Lins, o que Ihe acabo de partecipar aura de
sollicilar seu titulo, e mesmo de entrar logo em
i exercicio, se V. Exc. assim o houver de ordenar.
Dilo ao mesrao.Em observancia ao respeila-
vel despacho do V. Exc. em que me ordena in-
forme acerca do que propoe o director geral dos
Indios om seu oflicio u. 407 de 19 de margo, e
que d-volvo, tenho a dizer que havendo cu re-
quintado ao mesmo director que me dcclarasse
em que aldeias se tem feito aforamentos ou ar-
rendamenlos, do terrenos de Indios, e em que
extenso, com que onns, e quaes os rendimen-
tos que d'ahi resultara, anda nao Uve a devida
solugo; e por lano nao eslou habilitado in-
formar conscienciosamente acerca do assarapto
do dilo oflicio, que alias me parece mui grave.
Anlcs que se coDslnia no que propoe o direc-
tor, convm primeirj saber nominalmenle quaes
sao os rendeiros, que porgo de trras arrenda-
ran), com que condignos, e porque prego i quo
bemfeilorias teern feito, o com que licenca. Se
nada disto me quiz anda dizer o director, como
hei de informar sobre a conveniencia da medida
que elle propoe ?
Pr-so de chofre, e inopinadamente em praca
publica lerronos, que eslo arrendados a longo
lempo, e por condices, que nao eslo sabidas,
por em alarma quasi toda a populaco da Esca-
da, principalmente quando certo, que os ren-
deiros, que at agora soraente se eulendiara cora
o director geral quanto aos ditos arrendamentos,
nao podiara conlar agora cora m leilo publico,
que ha de necessariaraenle produzir urna compe-
tencia ruidosa.
Paroo-me, pois, que o mais acertado ser es-
perar pelo registro e demarcago das Ierras dos
Indios, pelo arrolamento circunstanciado dos
seus rendeiros, para que V. Exc. possa cora co-
nhecimento de causa providenciar segundo jul-
gar melhor em sua sabedoria.
Dito ao mesmo.lvn observancia ao respeila-
vcl despacho d V. Exc. exarado na inforraago
do juiz municipal supplenle de Barreros, tenho
a homo de dizor que a letura de ditainformago
oulra idea nao rae suggeno, alm do quo j poo-
derei V. Exc. em dala de 2 de margo do cr-
lenle anno, quo de uecessidado urgente, para
acabar de urna vez rom as lulas lo frequentes
dos vizinlios da alieia de Barreros proceder-Sc
a compleme deraarcaco dos seus terrenos.
Quanlo, porm, a destiluigo ou nao destituirn
do director respectivo V. Exc. em sua sabedoria
far o que julgar melhor.
Dito ao delgalo das trras das Alagas.Em
observancia do que V. S. mo requisilou em seu
oQicio n. 219 de 30 de margo prximo passado,
passo ao oQlciar ao juiz de direito da comarca de
Garanhuns, para fazer constar Antonio de Bar-
ros Cavalcanli, ah morador, a multa era que in-
correra por nao ler registrado as Ierras que pos-
sue era Quebrangulo, em teropo competente, e do
que occorrer farei scienle a V. S.
Dito ao mesmo.Era resposta ao officu de V.
S. datado de 7 de margo prximo passado tenho
a participar que, ofliciando ao juiz de direilo da
comarca da Victoria em data de 22 do passado,
este me responden em 12 do corrente, dizendo
que fizera notiicar, por inlermodio do es'Tivo
do jury Antonio de S Cavalcanli o Leodegario
de S C'valcaiili, hordeiros do Luiz Mureira de
Carvaiho, para no prazo de 60 das (que Ihes fo-
ram marcados), entrarem para essa thesouraria
com a quantia era que [orara multados, e do quo
Qcarara ellos scientes.
Dilo ao director geral dos Indios.Accusando
o recebimento de suaioformago, datada de 4 de
margo do corrente anno, sobre as sldeias dos
Indios, tenho a observar que lendo o final do
quisilo 4., relativamente a aldeia da Escada, diz
V. S. que da conta junta se pode ver o rendi-
menlo della ; mas como tal conta nao viesse, e
se faga necessario dar sem mais demora a infor-
magao pedida pelo Sr. presidente da provincia,
vou rogar a V. S. para que quanlo antes me re-
mella a referida conta.
Offlcio ao Exm. Sr. presidente.Era cumpri-
raento do despacho de V. Exc. de 18 do corren-
te, sobre o oflicio do vigario de Ipojuca, que de-
volvo, tenho a honra de informar:
Primo, que em face da clarisslma disposigao
do art. 99 do regulamenlo de 30 de Janeiro de
1854, que manda executar a lei das Ierras, me
parece que o vigario pode nao s fazer publicar
as missas convenluaes as obrigages dos pos-
snidores de Ierras, que estiverem as coodiges
da lei n. 601 de 18 da setembro do 1850, como
tambem pelos jornaes ou outros quaesquer meios
que parecerem necessarios para conhecimento
dos seus respectivos freguezes ;
Secundo, que em vista do aviso n. 11 do 17 de
setembro de 1856, o vigario de que se falla, nao
estando de posse pelo menos de parle das trras
que diz pertencerem sua'matriz, teodo apenas
os documentos que provam ser os territorios de
que trata, propriedade da dita sua matriz, (nao
o mais competente, para na qualidade de admi-
nistrador ou fabriqueiro, fazer os respectivos re-
gistros).
E' o que se mo oflerece dizer ; deliberando V.
Exc. come julgar conveniente em sua alta sabe-
doria.
Dilo ao Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da.Em additamento ao meu oflicio datado do
1o de abril, no qual remetii o ponto dos empre-
gados desla reparligao, tenbo a accresceotar que
o amanuense Francisco Pacifico do Araaral, ser-
vio como ofBcial da mesma al o dia 20 de mar-
go prximo passado.
Dito ao juiz de direito da capital.Tendo-me
o delegado da reparticao especial das ierras pu-
blicas da provincia das Alagoas, em oflicio 15
de abril prximo passado, requintado para faaer
lei n. 601 de 18 do setembro do 1850, nao pode
ser concedido Vicente Ferreira Padilha Calum-
by a favor do 1." do supracilado artigo, antes
que ello mostr que os seo -terrenos ests lvres
e desembarazados, e em mansa e pacifica posse
delle*. Quanto ultima parte do requerimento
do supplicante, mo parece tambem que elle nao
poder fazer derrubameulo de mallas em ditos
terrenos, visto quo a posse. que elle diz ter n'el-
les, Ihe est sendo contestada. E' minha fraca
opinio: V. Exc., porm, far o que entender
mais acertado.
OCQcio ao Exm. Sr. presidente. Informando,
como me ordena V. Exc, i rc3peilo das duvidas
prnpostas pelo juiz de direilo do Bonito, teoho
dizer que a dispoaigo do art. 88 do regulamenlo
de 30 de Janeiro de 1854, prohibindo o derriba-
ment de mallas, de terrenos devolutos, me pa-
rece, nao comprehender aquellos que estiverem
em mansa e pac tica posse de alguem, e mr-
menle sendo os derribamentos feitos para a cul-
tura das ierras que sao oceupadas por eslabele-
cimentos agrcolas. Isto o que me parece de
accordo com o supracilado artigo. V. Exc, po-
rm, em sua sabedoria, decidir como julgar
melhor.
Oflicio ao Exm. Sr. presidente. Informando,
como me compre, em observancia ao respeitavel
despacho despacho de V. Ere. laucado na infor-
mago do juiz de direito do Bonito, sou dizer
que cm face da cUrissima disposigao do art. 53
do regulamenlo de 30 de Janeiro de 1854, nao
leudo os supplicantes provado que a demarcago,
de que tratara, tivesse passado om julgado, nao
eslo no caso de se aproveiiarem do favor couce-
dido pelo citado artigo ; e pelo contrario, sou de
opinio que clles esto na rigorosa obrigacao de
requererem a revalidaco dos terrenos de que se
dizem sesraeiros. E' o quo se mo offerece di-
zer, referindo-me quanto ao mais ao que j
disse na informogo de 12 de novembro do anno
passado. V. Exc, porm, decidir como julgar
mais aceitado
Olflcio ao juiz de direito da comarca do Rcci-
fe. liavendo-ra6 o delegada da reparligao es-
pecial das ierras publicas da provincia das Ala-
gas, requisitado para fazer notificar Antonio
Primo Soares, morador n'esta ridade, pela multa
de 509000, em que incorrra por nao ter regis-
trado no segundo prazo, Gndo em ultimo de mar-
go do corrente anno, as ierras que posse era
Outoiro a Pique, freguezia de Sania Mara Magda-
lena da lraperatrz; e devendo entrar com a re-
ferida quanlia para a thesouraria de fazenda da
mesma provincia, no prazo de 60 dias que Ihe
fra marcado ; vou rogar V. S. para fazer cons-
tar islo mesmo ao mencionado proprielario, ob-
leodo delle declarago de flear scenlo. aura de
poder cu avisar quem me fez a requisigao.
Oflicio ao juiz de direilo de Garanhuns. Ten-
do-me cooiraunicado o delegado da reparligao es-
pecial das Ierras publicas da provincia das Ala-
gas a multa de 50#, em que incorrram os pos-
sui lores do Ierras da freguezia de Santa Maiia
Magdalena da Imperatriz daquella provincia, por
nao lerem registrado no segn lo prazo suas ier-
ras : vou rogar V S. se digne fazer constar
aos propietarios, constantes da nota inclusa, as
mullas que Ihes foram impostas por portara da
presidencia da mesma provincia de 17 de junho
do corrente anno, bem como o termo do 60 dias
que Ihos fra marcado, am de entrarem com as
referidas multas para os cofres da thesouraria de
fazenda da mesma provincia, sob pena de seren
executados Perianto, rogo V. S. digoe-se fa-
zer constar isto mesmo aos mencionados pro-
pietarios, oblendo delles declarago de ficarem
scientes, am de poder eu avisar a quem me fez
a requisigao.
Igual ao juiz de direilo do Bonito sobre mate-
ria idntica.
Igual ao juiz de direito de Santo Anto sobre
materia idntica.
Igual ao juiz de direitoi interino da 2" rara so-
bre materia idntica.
Oflicio ao secretario do governo. Tenho a
honra de acensar V. S. a recepcao dos exem-
plares que formara a collecgo completa das leis
e decises do governo do auno prximo passado,
que foram remedidas por essa|secrelaria.
onde quer que acaba a forga
se no mundo moral exislem
ligentes leem a guma norma, algutna regra de
aeges, ou se ca la urja delles o dolo de si mes-
mo. coustitue a sua propria divindade, a quem
tenha de render culto?
Era urna palaira : dizei se ha na sociedade um
direilo, ou nio existe neohum?
Escolhei. Se dzeis que nao existe, ou que nao
ha direito, em c ue os superiores na sociedade
suslenlem o seu poder, ou com que justifiquen)
os seus acios, novis de admittir necessariamen-
te, quo, na fall, ouoa carencia do direilo, exis-
te o fado, pelo |ual sive bene sive male, esto
no exercicio do >o ler, que constipe o seu direi-
to, em quanto nao fr destruido por outro facto.
A'queile pois (ue lom a seu favor o (acto, na-
gera pode negar o direito de maoter-se nelle, e
de empregar lotos os meios anda os mais ex-
tremos e violemos para se conservar na sua pos-
se, porque se Vi is podis para destrui-lo ultra-
passar o ideal d 1 barbaridade, praticar todas as
torpeaas, nao v*s detendo as aeges mais impas
e execra veis, as mais perversas e vergonzosas,
nao duvdaudo recorrer a todas as carniQcinag,
applaudir os asassioalos, os arcabusamenlos, as
prises, os desierros, as perseguiges, empregar
emlira o veneno, a perfidia, e a traigo: Se
licito para destruir o facto immolar miradas de
homens no altar do egosmo e da ambico ; en-
terrar os estados sob monles de cadveres.
Se licito peta astucia e pela perfidia desar-
mar o forte, para depois Ihe cravar no coraco o
punhal do assassino, ou o bacamarle do saltea-
dor. Se licit destrui-lo pela traigo, premiar
o traidor, ostentar todas as vilezas, recorrer
todas as barbaridades, praticar lodosos horrores
e todas as crueldades ; porque nao ha de sor li-
cito para os sustentar recorrer aos meamos meios,
e praticar igualmeute todas as infamias?
S vos queris ser perversos, e malvados?
Nao assiste aos outros o mesmo direilo para
vos imitar, para voa corresponder, ou para vos
bater com armas iguaes?
Se nao ha pois um direito, que se respeite, que
regule os destinos da sociedade ; seno ha, se-
gundo vos, urna lei suprema de justiga, com que
todos os homens se devera conformar, e de que
muguen) se pode afaslar sem crimo ; que dire-
mos? Que Ueus abandonou o mundo arobigo
dos mais perversos, para fazer delle urna praga
de gladiadores, pin que a nica voz, que se ou-
ve e a da guerraL e do furor dos homens entre
si; em que a bandeira, que se bastea, a da
moite e do exterminio; a moral, que se profes-
a do egosmo, a do odio e da vingaoga :
dd de eeitas, de faeees, todas devoradas de
urna ambigao immeosi, todas ematohadas em
destruir o poder para se apossar delle, pouco
mais (atondo do que engrandecer-es, da que e-
duzir o poro para perverte-lo, para rouba-lo e
destrui-lo.
Proelamai-a, e tereis nm governo, que nio
se nao por asi* de urna facaio, quo
sustenta, que arvara ao sacio do estada o pendi
da revolta contra aa seis, a raiva, o-odio a o fu-
ror dos homens entre si. Vetis astas prosaptos
a degolarera-se, ou a perseguirem-se uns aos
outros como beatas fevozes.
Proelamai-a, elevis esubslecido o reinado do
crime, do egosmo, do arbitrio, do capricho e da
insolencia, veris logo o estado feito propriedade
particular, sacrificados i ambigao, ao egosmo e
a mais srdida cnbica os eos mala caros interes-
ses ; veris dilapidada a fazenda publica, invadi-
da a particular, iucertos lodos os direitos. ou
feitos presa do roubo e da* usurpacio; veris logo
aberto o caminho para o commnmnismo e anar*
cha social.
Mas como que n'uma sociedade, que se diz
pTofessa a religio christa se eslabelece urna
doutrina a qual desmente seos orculos, contra-
diz sua doutrina, nega sua autoridade, qne n'uma
palavra s a subverte por seus fundamentos, em
que o homem nao reconhece mais a Deoa como
seu soberano, e supremo legislador, em que elle
leva o orgulho ou aimpiedade al dizer, que nao
rocebeu delle seu poder, mas dos homens, de
quem ae aiz delegado, e sob cujo uorae e autori-
dade o exercita?
Que esla doutrina se nao um retrocesso ao
paganismo, aquello principio destru lo por Jess
Christo que raanielava o gen ro humano com du-
ras cordas, que o fazia gemer na mais dura op-
presso, que o divida em senbores e escravos,
em ooprossores e opprimidos, que o liona redu-
zido mais hedionda e lastimosa condicao 11
Que elle se nao a escravido do homem, a per-
da da sua lberdade, a tyrannla do horaom sobre
o homem ? 11
Eis-aqui a doutrina deleslavel. que lord Rus-
sell na sua nota sobre a revolugo da Italia pre-
tende justificar, ou que propoe a todas as oages
como deveodo substituir o amigo direita publico
europu ; ou antes eis-aqui o abysmo. em que
ello e a magonaria, de que orgo, pertende se-
pultar os res e os povos.
A magonaria, segundo a deflnigo que Ihe d
um esenptor moderno, urna grande sociedade,
que lem ramlicagoes e raizes profundas em to-
das as classes, cujo lira apoderarem-se do go-
verno do tolos os estados para os roubar, e cu-
jos chefes se assentam no gabinete dos reis para
os perder.
Combina com esta deflnigo adescripeo. que
faz delle Volney, que devia conhace-los a fundo.
Parece que s assira se pode explicar a polti-
ca incomprehensivel dos gabinetes avista dos
horriveis acontecimenlos de que a Europa lti-
mamente tem sido theatro.
(Da JYacdo.)
4re*te
o
COMHAXDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
de vernambuco, ua edade do
Kecife, 9 Je marco de 1461.
ORDEM DO DIA N. 81.
O coronel commandanle das armas determina,
que desde j se procedam os exames pralicos de
que Iratam os arligos 27 e 28 do regulamenlo
annexo ao decreto n- 772 de 31 de margo de 1851,
Orando as respectivas coramisses examinadoras
compostas da nuneira seguinte :
Para a arma de arlilharia.
Os Srs. coronel Jos Mara Ildefonso Jacome da
Veiga Pessoa.
Coronel graduado Hygino Jos Coelho.
Major Carlos Felippe da Silva Muniz e
Abran.
Para a arma de cavallaria.
Os Srs. tenenle-coronel Sebastio Lopes Guima-
rSes.
Capito Manoel Porfirio de Castro Araujo.
Para a arma de infantaria.
Os Srs. coronel Luiz Jos Ferreira.
Tenenle-coronel Joaquira Rodrigues Coe-
lho Kelly.
Jos da Silva Guimares.
Os exames a excepgo do de infantaria sero
presididos pelo Sr. coronel Jos Mara Ildefonso
Jacome da Veiga Pessoa.
Os senhores coramandanlesde corpos enviaro
quanto antes aos respectivos Srs. presidentes das
coramisses relages nominaos dos Srs. ofciaes
inferiores e cadetes que se propozerera a exames.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galao.
Ce 11 forme. Antonio Eneas Gustavo Galoo,
Alferos ajudante de ordens interino do commando.
EXTERIOR.
Urna uergunla, e urna pequea an-
noxtac&o ao principio revolucio-
narlo.
Nao vimos hoje estabelecer urna proposigo. e
demonslra-la ; vimos fazer urna pergunla : sa-
tsfa?emo-nos com urna resposta muito simples
pergunta, que tambera o Um sim, ou um nao
ludo que exigimos; sendo para nos urna, e
outra cousa de igual valor, e importancia.
Esta pergunla dirigida aos revolucionarios de
lodos os malizes, porque anda que descrepem
nos meios, ou na deduego das coosequencias,
estando todos concordes no mesmo principio, lio
falaes sao uns, como os outros a causa da reli-
gio, e da humsnidade.
Esperamos a resposta, que esto obrigados a
dar-nos por honra, e brio sob pena do roereco-
rem o nome de charlates e impostores.
Existe na sociedade um principio, um ponto
cardeal, um eixo sobre que gira todo o machi-
nisrao della ; um elemento constituilivo, que a
suprema lei. a que ludo subordinado?
Existe um Deus legislador, e juiz supremo?
Existe urna autoridade, que-o representa, que
o interprete dessa lei, e executor della ?
Ou se nao cada um legislador arbitro e juiz
des! meamo?
A socrenade obra de Deus, ou dos horneas ?
Existe nella nm direito, que se deve guardar,
que obriga a lodos a superiores e a subditos ; ou
nao existe nenhum ?
Ha obrigages, ha deveres para ora Deus, para
comoosco, para com a sociedade e os outros ho-
mens ; ou ludo existe no mundo i diserteao do
arbitrio 4 capricho de cada un, sem qus nenhum I
e o termo, em que tudo se remata, a miseria
e a escravido do uns, c o senhorio e o despo-
tismo dos outros i a immolago dos vencidos
ou dos mais traeos para servirem de pasto e de
alimento aos vencedores, 011 aos mais fortes.
Em qualquer dos casos, ou de um direito na
sociedade, ou da carencia delle, como vos appel-
lidiremos? Que nome merecis, seno o de
malfeilores, de perturbadores das nsges, seno
o de ladres, o de assassinos pblicos.
Entendis que dizemos de mais? Qual a
vossa misso ? Excitar o descontentamente dos
povos, aliciar uns para que se arraem, para que
se votem ao odio o execrago contra os outros,
revolucionar as nagoes, rouba-las, approprando-
vos da sua riqueza, destruir em lira o direito ou
o facto.
Se destrus o direilo, sois violadores da lei,
estaes incursos na sua sanego, merecis o cas-
tigo, que ella fulmina contra os seus transgres-
sores, e nao podis escapar-lhe, porque nao
ofrendis aos homens, mas a Deus, que pune
com penas eternas os violadores da sua le, que
manda que se guarde a cada um o seu direito.
Seno ha direito, se s exislem os lacios, nao
podis ter outra misso seno a de deslrui-los,
onde quer que existam; lendes a misso de Ma-
hometh, de exterminar lodos os goveroos, para
as suas ruinas estabelecerdes o vosso, ou por
outra lendes a misso de encher a ierra de lucio
e de sangue; de reproduzir sobre ella a imagem
do inferno com todos os seus horrores.
E pois da parte daquelle, que pertende sus-
tentar o facto, como daquelle, que pertende des-
trui-lo ha igual direito, nao resta seno a forga
para decidir da justiga delle I Vede pois era que
cahos, em que honores, em que desordena nao
pondes o mundo, sendo o juiz de todas as ques-
loes, do todos os governos e de lodos os direitos,
o deaencadeamcnlo simultaneo de to las as pai-
xes era delirio e frenes, como outras tantas fu-
rias sabidas do inferno, que se propem a asso-
lar e devastar o mundo !l
E que sociedade poder existir sobre a trra,
destruido o principio de direito, o principio mo-
ral constitutivo de toda a associaco humana, e
de toda a ordem nella estabelecida ?
Que resta para dominar o mundo urna vez elle
destruido ? O principio revolucionario, que nao
reconhece direilo, nem lei, nem superior cima
de si, que se nao liga a nenhum derer, ou essa
forga bruta e feroz, que cada um trata de ar-
rastar era proveito seu, pondo em jogo todos os
elementos, calculando os meios e as eventuali-
dades.
Que rosta se nao ha direito sobro a trra, que
se respeite, e que se julgue sagrado e inviolavel ?
O estado selagera, em que o forte devora o fra-
co, o facto que cada um pode realizar em pro-
veito seu, o facto je hoje, que pode ser destrui-
do pelo de amanha.
Eis a annotagao que pode fazer-se ao calhecs-
mo revolucionario, aos principios subversivos dos
ingoveroaveis.
Que desordem sobre a trra I Perlencendo a
gerencia da sociedade ao mais hbil, todos se
julgaro com direilo para disputa-la, para derri-
bar o mando, que. existe, e fundar o seu em cima
das ruinas daquelle.
O poder social nao tora mais fundamento que
a forja, de que disponha, devendo por isso estar
sempre armado, serapre em guarda sobre si, sem-
pre revestido do apparelho da forca, e terminar
logo que esta Ihe falte, ou que se aprsenle ou-
tra, que Ihe seja superior.
Tereis pois divorciado o homem com tolas as
leis, com todos os direitos e deveres tereis es-
labelecido a theoria dos fados con umados, san-
tificado os mais aborainaveis cruces e horrorosas
maldades: tereis pois proscripto todas as leis
moraes e religiosas, e feito urna sociedade de
canibaes ou de feras.
Nao sabemos que os homens podessem esco-
gitar um principio mais desorganisador, mais im-
po, mais subversivo da sociedade I
Que doutrina aquella, que proclaman lo a von-
tade caprichosa do homem como soberana, como
nico direito existente, declara quo nao reco-
nhece oulro direilo 1 Eslabelece por principio o
arbitrio e a liconga ; deixa o poder sem lei, que
o regule, que seja o fundamento dis soas atiri-
buiges, e do justo exercicio de seus limites I E
o arbitrio declarando-se superior a todo o direito,
e a todas as leis, nao pode exercer-se se nao pelo
desprezo da moral e da justiga, nem fundar-se
seno no crime commetiido contra a sociedade,
ou no roubo, e na usurpagao feila legitima au-
toridade I
Que maravilha pois que o acompanhem por
toda a parte a corrupgo, a desenvoltura de todas
as paixes, e a mais espantosa iramoralidade I
Proclamai essa doutrina entre o povo mais-pa-
cifico, e le-lo-heia logo corrupto, mudado de ca-
Os Estados-Unidos alraveasam actualmente urna
crise decisiva. Como diz Mr. Buchanan em sua
mensagem, chegou esse momento to temido
pelo pai da patria, no qual a repblica acbar-se-
hia dividida era dous campos hostia. A Uuio
americana em um tal perigo careca de um ho-
mem superior, cuja voz respoitada, dominando o
tumulto, flzesse ao patriotismo um oppelln solem-
ne, e reunisso os espiraos sob a anliga bandeira
federal, alta e firmemente basteada. Na falta de
um Washington coube Mr. Buchanan, o depois
Mr. Lincoln a pesada Urefa de salvar a rep-
blica.
O actual presidenta asaba de dirigir-se nago
pela ultima vez era sua qualidade de presidente ;
sua mensagera de 4 de dezembro devia pois en-
cerrar as recommendacoes supremas de um ho-
mem de estado, eovolbecido nos negocios, ebeio
de autoridade o experiencia, animado do desejo
de contribuir por ronselhos calmos e dcsinieres-
saios para maoter intacta a obra da unidade na-
cional.
Mr. Buchanan, com eflello, procurou um meio
de preservar a repblica da calastrophe, que a
ameaga ; e formulou um projeclo de unio entre
o norte e o sul. Mas nao se pode dizer que esse
projeclo seja um cempromisso convidando as duas
partes adversas concesses mutuas, sacrificios
iguaes; antes urna cilaco feila urna dolas
para condescender com as'exigencias da outra ;
antes anda um aresto parcialmente lavrado do
que um julgamento equitativo. Ao noite que
acaba de ganhar seu processo perante o povo, o
presidente declara que convem abandonar os be-
neficios delle em proveilo do sul, quo perdn o
sen. Dobaixo do pretexto de conciliago a men-
sagem pede ao vencedor que se lance aos psdo
vencido. Tal era essencia o carcter das pro-
postas de Mr. Buchanan.
Nao sera a ler laboriosamente preparado que
a mensagem chega esta concluso. Ella pre-
cedida de urna looga dissertacao, onde sao alter-
nativamente sustentadas doulrinas contradttorias.
O presidente coraega accusando o norte de ser o
nico causador do conflicto, que pe em perigo
os destinos do paiz. O norte por seos incessanles
protestos contra a instituigo da escravido irri-
tou o sul e compromelleu a seguranga de seus
habitantes. Elle mergulhou os proprielarios de
escravos em continuos temores de verem romper
entre st os horrores de urna guerra servil. O
norte por conseguinte declarado culpado de ler
a cousciencia muilo escrupulosa.
E agora o que que resulta dessa obstinag&o
do norte em regular toda a solidariedade com a
escravido existente no sul ?
Resulta que a unio est em vesperas de
romper-so : ha estados que querem relirsr-se da
Confederago.
Teem elles esse direilo ?
Nao, cortamente, porque o pacto federal foi
acceilo perpetuamente, e era urna das partes
contratantes pode elle sublrahir-se. A consti-
luigo dos Estados Unidos nao foi feila com tanto
cuidado para ser violada ao primeiro capricho de
um delles. Por conseguinte os estados separatis-
tas estaara fra de toda a legalidade.
Mas, prosegue Mr. Buchanan, so no entanto
elles senliam-se opprimidos? Nao tem um povo
npprimido um direito, anterior toda a consti-
tuigo, de libertar-se dos seus oppressores ?
rtmenle, responde a mensagem presi-
dencial. Eo que facemos oeste caso dacooslitui-
go ? continua elle; e demonstra que o presi-
dente que jurou manle-la, nao tem poder para
isso.
Quanto ao congresso, Mr. Buchanan, depois
de haver nelle refleclido por muito tempo e de
parecer que elle tambem nao lem o direito de
declarar a guerra & um estado resoltado.
Por conseguinte inteiramenie prohibido e
permitlido um estado sahir da coustituigio ; e
a consliluigo, inviolavel por sua naturoza, ins-
tituio um presidente, que deve jurar faze-la res-
peitar, mas que nao podo ser obrigado a cumprir
seu juramento. Ella inslituio alera disto um con-
gresso encarregado de fazer leis, quo o presiden-
te deve executar; mas este congresso nao pode
fornecer a este presidente o nico mel de por
em execugo a lei primordial e suprema.
Em termos mais claros, nao ha sanego cons-
lituigo, o desde logo esta constiluigo nao existe
mais ; eis aqui at onde chega a opinio de Mr.
Buchanan.
Depois de haver exposto com todas as sortos
de desenvolvimenlos estas curiosas iheorias, as
quassosul nao pode deixar de acolher bem, o
presidente chega formular o plano, que ero seu
pensar o mais proprio para arredar o perigo. E
aqui compre-nos dizer que Mr. Buchanan ver-
dadeirc.
Se com efleito este plano fr adoptado pelo
norte, a Unio esl salva; mas salva cora a es-
cravido constitucionalmenle reconhecida em to-
da a extensas de seu territorio. A repblica lera
marchado para traz, o o secuto XIX, amante do
progresso, lera experimentado mais urna de-
cepgao.
O que pede pois Mr. Buchanan ?
Pede que o norte aceite como fazendo par-
te da propria constiluigo os tres pontos se-
guintes:
1-* Um reconhecimenlo expresso do direito de
propriedade sobre os escravos em toda a parte,
onde a escravido existir ou poder existir.
2. O dever de proteger esie direito em todos
os territorios communs al que 6sses territorios
Quanto ao primeiro ponto, elle nao oflereceria
s por ai grande difBeuldade, porquanto os adver-
sarios da escravido nunca contestaran) qne o
esersvo seja de facto propriedade do senhor. E'
este precisamente o grande mal, donde dinamita
todos os conflictos, todos os perigo, e ao qual c*
sul, a detpeita dos progroasai da consciaacta hu-
wa sobre aato ponto, test daado dapmiaiar
remedio. O aorta, onde am interasse peaaoal e
iaato nia-aaaaaaa o deseavolviasen dovsnao
ral, corasaaaaaaaH avetsao cada vea mais pre-
uunciada castra a asa ioatnuicao domestica.
cuja nome a propria consutaicio nao quer eoadn-
cer, e que corrdamnavam ai priactpio os*
dores da repblica, quaaala aasmii Iaaj i i
de sua obra os diresa do hornera aem I
de cor, nem de raga.
Os estados do norte sentem-se pori cada vez
mais feridos com a solidariedade, que Ihes im-
punna es estados do sul, querendo {ant da es-
cravido urna instituigo geral e constitucional.
Que os estados da confederago, que se obetioam*
a conservar o estigma da escravido sejara se-
nhores do seus escravss, pasee; com tanto que
elles nao pretendan) importar esta cbaga,confor-
me seus interesses ou seu bel -prazer, aos estados
que sao trra de liberdade, nem tambem aos no-
ves territorios, que sao urna propriedade com-
mura. Eia o que sustenta o norte.
Era 1820 fra concluido um pacto de allianga ;
chamava-sa elle o compromisso do Missouri:
estatua que a escravido nao pedia ultrapassar
certa latitude. Porque razio rorapeu o sol este
pacto? Nao elle por isso o aggressor? Nao
fez elle alera disso volar em 1850 ssa lei contra
os escravos fgidos, que acabou de revollar a
cousciencia do norte ? Sem du vida parece josto
que urna propriedade possa ser em toda a parle
reclamada, e seja restituida quem pertencer.
Mas quando essa propriedade um homem, con-
cebe-se tambem que os cidados de om estado
livre senlem alguma repugnancia em prender
esse infeliz para de novo entregarera-o escra-
vido e ao azorrague. E' esta a razo porque
em mullos estados a restituigo de escravos tor-
nou-se quasi impossivol.
A lei federal de 1850 leve por objecto chamar
ordem os estados livres e inflingir penas seve-
ras aos acouladores de escravos. S eolio fo-
ram adoptadas em ama multidio de estados do
norte as leis, cuja aboligo Mr. Buchanan recla-
ma, e que linbam por flm annulsr os efleilos da
lei federal contra os escravos fgidos. Algumas
al levavam a protestago ponto de comminar
penas rigorosas contra lodo o cidado, que aju-
dasse aos agentes federaes a poderar-se de um
escravo' tomado livre pelo nico facto de ler
posto pem urna torra de liberdade.
Contamos at nove estados, aos quaes Mr. Bu-
chanan pede assim, que se retraten), rovogando
ai leis que tinhara opposlo como urna trinebeira
s iavasoes da escravido.
O que faro esses estados ? Reslgnar-se-ha o
norte urna capilalago de consciencia, a um
sacrificio de amor-proprio, o submelter-se-ha
era troca da maouteogao da confederago a to-
das as exigencias do sul ? Acceitar elle a der-
rota, que se Iha propoe debaixo da forma do
queixae conselho prudeule ?
Segundo Mr. Buchanan serioste o nico meio
de salvar a Unio.
Ou antes o norte irritado por sua vez com as
censuras do presidente, o qual langa sobre elle
s a responsabilidade da crise, obstioar-se-ha
em sua victoria e deixar obrar a seu modo o
sul, que alias elle nem ameagou, nem provocou ?
' o que dir-oos-ha um prximo futuro. Quan-
to a nos oossos votos sao inteiramenie pela sal-
vago da grande repblica americana, e pela di-
miou-.go gradual da escravido.
Mas tememos que o norte nao veja na derra-
doira mensagom do actual presidente propostas
offensivas seu rospeilo, entretanto que o sul
achara urna animacao aos seus projactos de rom-
pimcnlo. Deste modo seria Mr. Bucao mal suc-
cedido em sua tentativa de pacificago e s lega-
ra seus compatriotas um incoherente com-
mentarioda constiluigo da repblica.
Nao seria melhor que ell6 se recordasse de
urna famosa carta de Washington, datada do
mez de abril de 1786 e na, qual este pai da patria
dizia Nao ha 11 m s homem que deseje mais
8inceramanle do que cu ver adoptar um plano
para a aboligo da escravido; mas s ha um
modo conveniente e effioaz de eflectuar este ob-
lecto, a autoridade legislativa ?
H. Maric-Mabtis.
(Constiiucione/.a" Filho.)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
racter e de rostumes ; ve-lo-heis logo chelo de
hotmns turbulentos, immoraes e facciosos, que se conslituam em estados.
s tralaram de fazer partida, e enfraquecer a au- 3." Um recooheciraento do direilo do senhor
loridade, desacredita-la, fomentar a desordem, de fazer coro que lodos os estados eotreguem-lhe
promover a intriga, ssseitar scismas, malqueren- seu escravo (ugido ; e por conseguinte urna de-
gas, devisos-e desinlelligencias. claragfto de que todas as leis do estado em con-
Tereis logo creado tantas faecoos quantos fo- tradiego com este direito sao ontras tantas vio-
rem os hojsens capazas de as dirigir, ou que se lacoes da coustituigio e Hcarao cono nuiles,
repulem habis para aspirar ae poder, e dominar
na sociedade, sem que esta encontr punto de
apoio, em que se sustento.
Proelamai-a, e rereis logo surgir urna i&ftoi-
Isto o mesmo que dizer mui simplemente ao
norte :Goncedei ao sul tudo quaoto elle recla-
ma ; elle flear satisfeito e nao se separara de
t4.
Na provincia da Baha acaba de iostallar-se
urna associago Iliteraria, que representada no
jornalsmo por urna publicego quiuzenal, deno-
midada Revista Litteraria.
Essa associago Iliteraria, que assim se mani-
festa vigosa, compoata de jovens escriptores,
que eslream as jornalisticas lidascom esperangss
robustas de concorreretn para o desenvolvimento
das lettras patrias, ao passo que promovem sob
esta forma o melhuramenlo moral da uossa socie-
dade.
um nobre intento, por certo, eque honra aos
corages que o crearan), e o alimentam pelo
meio proflcieule da imprensa, onde se fazem re-
presentar por um orgo cuja esphera abrange as
sciencias, as lettras e as arles, realisaado assim a
sua proposigo de que i a imprensa litteraria um
panorama variado
Sob taes estmulos, nao podem deixar de ap-
parecer bons frucios ; e nos Ih'osdesejamos, sau-
daudo o apparecimonlo do seu orgo na tribuna
universal.
Durante o impedimento do Dr. Joo Ferrei-
ra da Silva, inspector da saude do porto desla
provincia, llca exercendo este lugar o Dr.Alexan-
dre de Souza Pereirade Carmo.
Segundo a apurago feita pela cmara mu-
nicipal desla cidade,foram expedidos diplomas de
depulados por este primeiro disinti eleiloral
aos Srs.:
Viscoode de Camaragibe.
Cooselheiro Francisco Xavier Paes Brrelo.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Achando-se vagas as cadeiras de instruccao
elementar do sexo feminino das fregueizias de S.
Pr. Pedro Gongalves do Recife, Iguarass. Seri-
nhem, Garanhuns, e Caruar, foram postas
coucurso com o praso de Irinta dias, contados de
8 do corrente em dianie, para a inscripgo e o
processo da habilitagao das oppositoras, na for-
ma das ioslrucges de 11 de junho do 1859.
Na sexta- fe ira leve logar a procissode Sr.
dos Martirios.
Esle acto foi celebrado com aceio, e com a re-
gularizarte conveniente.
Nos tres ltimos domingos da presente qua-
resraa, haver missa cantada comsermao naigre-
ja do Collegio ou Espirito Santo.
Osermo ser pregado pelo Rvd. padre Jos
Dias de Carvaiho, lendo comeco s 11 horas da
manha.
Ante-honlera pela manha sVio em com-
misso o hiate de guerra nacional Rio Formoso.
Ao suspender cahio r, e lendo de passar en-
tre a barca de vigia da alfandega, fundiada em
frente ao barraco da praticagem ea trra, pegou
um pouco da popa. Safo, prra, logo; por-
que proroptaraeuie o roiferam varios escaleras
dos outros navios da solacio, que o rebo-
caran).
Nao havia vaga algurca e portanto o navio po-
do-se dizer que nao batea.
Depois disso seu distinctocommsndante fez-sa
vela e seguio para o mar.
Remellem-nos a seguinte noticia, sobre a
qual importa que apparega alguma providencia
efllcaz, que estirpe o mal nella referido com iadl
cagfto das localidades :
E' bem para lamentar,'por certo, que entre
nos, com tanto escndalo, existam tantas casas
de labolagem, a despeilo das leis e da moralida-
de publica III
< Acociedade acha-se possuida da maiorin-
dignago portanto deleixo das autoridades a
quem compre reprimir semelhanles abusos, ere-
clama severa punigo aos delinquentes.
< O jugo nesla cidade tem algado o seu clo, e
cada da loma maior incremento, pela proteccao
escandalosa que parece dar-se-lhe, e a mondado
inexperiente que se deixa embalar pelo srdi-
do inieresse do euro, tem ante si ama escola da
corrupgo e immoralidades. O ocio e o desani-
mo, consequencia immeoiais do jogo, traz so-
ciedade a parda bem sensivel de centenas de ci-
dados, que poderiara aliis ser uteis a patria s
arrimo das respectiva* familias.
E' a polica portanto a quera cumpre por uro.
bice a tantos desmandos dessa gente corrompi-
da e corruptoras o de quem dependo por certo a
sorle das fcmHits que Titea sacrificadas a un


. r/. ru*:
_i


-____* .;..- -^_____L
URTO MlfiRaUBD. SEGUlftU FUI* f DE MARCO MHW1.
san numero de priyages pela exiileneia desees
Queris saber onde existem essis espeluncas
Mieroaes? ide ao caes do Ramos, das 8 horas da
ohia s 2 da-torda, a ra da Florentina das 3
as 7 aa tarde e se anda nao eataes satisfeito, pro-
B,da8 7 d* "rde 9m dl,n' no pateo de S.
redro, mas-de S. Amaro, Auusts. Roda, Mar-
'yros, da Praia, e deS. Francisco, cojo ponto da
reumao dos asignantes dassas ltimos estabele-
cimenlos certo estabelecimento da ra Diraita ;
mOm veris o jogo na sua maior eflerves-
cencia.
a Esperamos qno a policii mais compenetrada
de seus deveres e preseiodtodo da considerar*
mal entendidas, providencie de modo convenien-
te, Uzendo assiio eeesaressa sinecura de esperta-
qe lem feil dessa industria seu meio de
vid. Basta por agora evollaremos se a isto fer-
inos oorigados pela reincidencia.
~* P Wate brasileiro /neenettx/, vindo do Ara-
caty trouxe a seu bordo oseguinte passageiro :
Ivo Jos Carneiro da Silva,
a 7" ^oram recolhido* a casa de detencio no dia
o do correnle 3 homens, sendo l livre e 2 sera-
dos ; a ordem do subdelegado do Recite 1, a or-
oera do de S. Antonio 1, e a ordem do da Ca-
pungal.
aA%'k:ernm du"nl semana 41 pessoas :
sendo 13homenes 8 mulheres. e 11 prvulos li-
es, d horneas, 3 mulheres, 3 prvulos
SEGUNDOJULGAMENTO.
Sendo noramenta feita a chamada dos jurados,
acharam-se prsenles os meamos 44.
Entra em julgamento o reo Luiz da Molla
Silveira, aceusado por crime de offensas phy-
steas, lendo por sen defensor o Sr. Romualdo
Al vea de Oiiteira.
O coosatho de julgamanlo Coi composto dos se-
guinieaSrs. jurados.
Josa Elesbio Burgas Uchoa.
Joao Aives Perreira.
t-udgero Antonio de Albuquerque Mello.
Thomaz Garrett.
Gedeao Porjaz de Lacorda.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len.
Jos Joaquim Ramos a Silva.
Maooel Antonio da Silva Rio Jnior.
Ulysses Peroambucano de Mello.
Joao Antonio Cuelho.
Candido Jos da Silva Guimares.
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
"J^'r81111' por nnanimiAde.
O Sr. Dr jui de direilo publico a sua senten-
ca, absolvendo o reo e coodemnando a munici-
palidade as cusas : appellaodo da deeisao do
jury para o tribunal da relacao.
Achando-se fiados os quinze dias marcados por
le para fonccionar o jury, o Sf. Dr. io de dt-
direilo encerrou a primeira sessao do corrente
anno.

juramento aos Santos Evcn-
cravos.
es-
CHROIMCAJUICURIA.
THIBUNL DI RELACO.
SESSAOEM 9DEMARQ0 DE 1861.
PRESIDENCIA DO EIH. SR. CONSELHEIRO EBHKURO
i ,. DELEAO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. deserobargadores Figuera de Mello
Silveira Caelano Santiago, Gitirana, Silva Go-
mes, e Guerra, procurador da cora, faltando
com parlicipagao os Srs. desembargadores Lou-
renco Santiago, e Costa Molla, foi aberla a
sessao.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do., procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS.
HABEVS-CORPUS.
iva pelicao de Feliz Jos de Sena, pedindo urna
oraem de habeas-corpus, foi concedida para o
da \ do correnle, s 11 horas do dia, ouvido o
deleuado do termo.
ldfm H Joaa.uim Ranello da Silva Queiroz,
igual pedido, e a mesina concessao para o mes-
mo da, ouyida a autoridade competente.
Na petieso de Francisco Guedes Perreira, pe-
dindo ordem de habeas-corpus, ficouadiado pela
suspeigao que jurou o Sr. deserabargador Caeta-
no Santiago.
appella-
APPELLACOES CIVEIS.
Appellante. Manoel Bento Machado
do, Joao Dourado Pereira de Azevedo.
Receberam-se os embargos.
Na queixa de Vicente Lopes da Costa contra o
i)r. Jos de Souza Marlins Pereira
Julgou-se improcedente
DILIGENCIAS CHIMES.
tom vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellacoes crimes :
Appollanle. ojuizo; appellado, o preto Jos.
Appellante. o juizo ; appellado. Manoel Theo-
E prestaram o
gelhos.
Foi o reo interrogado.
Lido o procesan, foi dada a palavra ao Sf. Dr.
promotor, qne pedio a condemnaco do reo no
grao mximo do art. 201 do cdigo criminal.
O advocado do reo, deduzindo a deeza, pedio
a sua absolvilo. .
Findos os debates o Sr. Dr. jai* de direilo re-
sumi a materia da aecusaco e ds deeza, e
PrPoz o jury os quesitos seguinles :
10 roo Luiz da Molla Silveira, no dia 27
de novembro de t859. na freguezia da Boa-Vista,
reno a parda Anna Felicia ?
. 2oEste ferimento produzio na paciente grave
incommodo de saude ?
. -T~.Esle toriraeoto produzio na paciente ioha-
JJ8 de 8enr'S Pr msis de um mez?
t> n ro coaHne,leu crime de noile?
5 O ro commelteu o crime com superiorida-
dei em Jorgas ou armas.de maneira que a offen-
dida nao podesse defender-se com probabilidade
de repollir a offensa ?
6o Existem circumstancias altenuantes em
favor do ro?
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
toi o jury de senteoga recolhido sala secreta
das conferencias cora o processo e quesitos,
onde vollou depois de meia hora, respoo-
dendo aos quesitos pela maneira seguinle:
Ao t quesiloNao, por unanimidade, e dei-
xando de responder aos outros por ficarera pre-
judioados.
JURY.
Errata da sesso de 6 da marco.
O Sr. Romualdo Alves de Olireira, edvogado
do ro Maooel Joaquim de SaofAona, pedio a
condemna?o deste no grao mnimo do art. 201
do cdigo criminal, e oao a absolvicao, como por
eogano fot publicado.
Matrletga------------Voderaa-ae algvns karris da
ipgleza procedentes do sal do
imperio a 600 rs. a libra, e da
franceza de 980 a 600 rs., ha-
-. vendo era ser 1,500 barrls.
Oleo de Iinhaja- Vendeu-se a 1450 por galio.
Queijos----------Vonderam-M a 1*900 os fia-
Sibao-------------Vondeu-seda 100 a 160 .libra.
Toucioho---------o
Communicados.
Sr.
Lidas as resposlas pelo presidente do jury, o
juiz de direilo publicou sua sentooga
a municipali-
absolvendo o roe coodemnando
dade as cusas.
Levanlou sesso s 2 horas e meia da larde,
adiando-a para o dia seguinte, s 10 horas da
manha.
PRESIDENCIA DO
DA SILVA, JUIZ
CRIMINAL.
Dia 9.
SR. DR. FRANCISCO DOMINGUES
DE DIREITO DA SEGUNDA VARA
Promotor publico, o Sr. Dr.
dio de Gusmo Lobo.
Francisco Leopol-
Francisco de Paula
Appellante,
Louro.
o juizo; appellado, Francisco
Appellante, o juizo ; appellado, Sebastio, es-
ero vo.
Appellante, o juizo
Silva Campos.
Appellante,
da Silva.
appellado, Jos Leite da
o juizo ; appellado, Joao Mauricio
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco R-
beiro de Souza Brito.
. DEStlKAIjAO. DE DIA.
Assignou-3e dia para jnlgamento da seguinte
appellacao crime
Appellante
Nogueira.
o juizo ; appeflado, Jos Joaquim
DISTRIBUIC.ES.
Ao Sr. desembargador Figuera de Mello, as
appellacoes crimes:
Appellante, Jos do Prado Queiroz ; appellado
JJorningos Jos Alves de Siqueira e outros.
Ao Sr. desembargador Silveira, o aggravo de
peliyao :
Aggravanle, Bairo & Macedo
juizo.
Ao Sr. desembargador
aggravo de pelicao :
Aggravanle, Manoel do Reg Soares
do, ojuizo.
A 1 hora encerrou-se a sessao.
aggravado, o
Caetano Santiago, as
aggra-
JURY DO RECIPE.
Ia SESSO.
Da 8 de marco.
PRESIDENCIA DO SR. DR.
CUNDA VARA CRIMINAL
SILVA.
IBB DE DIREITO DA SE-
FRANCISCO DOMINGUES DA
Escrivo, o Sr. Joaquim
Esleves Clemente.
Advogado, os Srs. Dr. Amorico Netlo de Men-
dongae Joao Antonio de Souza Ribeiro Jnior,
estudante do 5o anno da Faculdade de Direilo.
Nao posso deisar de, peraote a opiniao publi-
ca, explicar o faci do julgamento que hontem
Kve fugar no jury d'esta cidatfe, sendo eu adro-
gado da defesa.
Rigoroso dever me corre de acodir ao reclamo
da humilde defesa que flz ao preso Maooel Joa-
quim de Sania Anna nos trabalhos do jury,
qoando se trata do julgamento desse meu clien-
te, diz-se que pedi a absolvicao do ro. quando
isso se nao deu. H
Depois de haver annalisado o "corpo de delicio
feto por horneas sera conhecimentos mdicos,
disse que, se esse auto de corpo de delicio fosse
jeito por homens professionaes em medicina,
talvez ievasse o crime para o artigo 201, feri-
mentoa simple/) e nao para 205 como so achara
ciassicado: que por isso julgava fallar no pro-
cesso a pessa mais imporianie. a de determinar
com mvanabilidade a natureza do crime.
Estabeleci depois urna justificativa, quo admit-
tida ella, mea cliente nao podia sor condemnado
em face do artigo 14 $ i por que dos autos
consta que o meu cliente defendeu-se do punhal
do offendido, do que resultou o ferimento pelo
quai eslava respondendo.
Disse mais. que a nao aceilar-se justificativa,
o meu cliente tinha era seu favor as altenuantes
do artigo 18, 4. 6, 7 e 8, pelo que eu pedia a
condomnago no mnimo do artigo 205.
O dislinclo e Ilustrado conselho recebeodo as
doulnnas da imperfeigao do corpo de delicio fei-
to por homens que nao conhecem o mal resul-
tanie de qualquer ferimento. visto qne nao co-
nhecem oque arterias, tindes, vasos, e qual-
quer outro membro delicado do corpo para de-
terminar a natureza do ferimenlo,
velho venden-se 69000
e o novo a 80000
Vinagre----------Veodoo-se de 100 a 115J por
ipa.
As de composicao vendersm-
se a 730 rs. por libra.
O rebate de leltras regulou de
10 a 18 por cento ao anno ;
descontando a caixa filial cerca
de tresntos conloa de ris a
10 por cento, letras at quatro
raezes.
Para o Canal de45 a 50/.
Velas-------------
Descont- _
Frelos-
ALPANDBGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos presos dos gneros sujeilos direitos
de Tm. fd' ~Semana 11 W* marSo
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento 1*)00
Agurdente de cana. caada lj>00O
dem restilada e do reino ijfjOO
Idemcaxa5a...... ti5Q
dem genebra...... t laOOO
dem alcool ou espirito de
agurdente .
Algodao em carogo ....
dem em rama ou eml. .
Arroz com casca.....
dem descascado ou pilado. .
Assucar mascavado ....
dem branco......
dem refinado......
Azeite de amendoim ou mon-
dobim........
dem de coco......
dem de mamona.....
Batatas alimenticias ....
Bolacha ordinaria propria para
embarque.......
raflndee8. .......

arroba


caada

>
arroba
escrivo procede
prsenles 45 Srs.
anteriores, o Sr.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
aino de Gusmo Lobo.
Licrivao priuatiooo Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
Advogado, o Sr. Romualdo Alves de Oliveira.
A s 10 horas da manh*, o escrivo procedo &
chamada e verifica estarem presentes 44 ju-
rados. '
Foi relevado das mullas anleriores por ter se
apresentado justificado as fallas o Sr. Marlinho
de Oliveira Borges.
Foi dispensado da sessao e relevados das
multas o Sr. Candido Alves Lima
Foraru multados em 20>000 cada um dos se-
nhores multados nos dias anleriores, os quaes
nao apresentarim escusas, e mais os senhores
que fallaram a sessao de hoje.
. ?5an?.d Preseute o numero legal, o Sr. Dr
juiz de direilo declarou aberta a a sessao.
Entra era julgamento o ro Luiz de Franca
Kego, aceusado por crime de roubo. lendo por
seu defensor o Sr. Romualdo Alves de Oli-
veira.
O conselho de senteuga foi composto dos Srs.
jurados :
Jos Joaquim da Costa.
Manoel Antonio da Silva Ros Jnior.
Jos Francisco Alves Monteiro.
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos
Llysses Peroambucano de Mello.
Domingos Nunes Ferreira.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerqu.
Luiz de Pranga Lius de Albuquerque.
Joao da Rocha e Silva. "
Joao Antonio Coelho.
Candido Jos da Silva Guimares.
E prestaram juramento sobre o livro dos San-
tos Evaogelhos.
Foi o ro interrogado.
Lido o processo, deu-se a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a condemnaco do ro
no grao medio do arligo 269 do cdigo cri-
o advogado do ro deduzindo a deeza pedio a
sua absolvicao.
Findos os debales, e preenchidas as deraais
solemnidades da Iei, o Sr. Dr. juiz de direilo
perguniou ao jury se estar sufficientemente es-
clarecido para julgar a causa, e lendo resposta
alrmativa resumi a materia da accosago e da
deeza, propondo ao conselho os quesitos se-
guinles :
i~0l60 Luiz de Pranca Reg, em dias do
mez de alargo do anno prximo passado, lirn
?artaotaboas do Jockley Club, fustalado no cam-
po Pirauga, para si ou para ontro ?
O ro, para tirar essas taboas empregou
alguna violencia. aQm de destruir os obstcu-
los que huan, arruinando ou destruindo o
lanque d onde sublrahio as taboas?
T 1 tm cire, vor do ro ?
A's 10 horas da manha, o
chamada, e verilica estarem
jurados.
Foi relevado das mullas
Leandro Lopes Das.
Sao multados em 20*000 pelo Dr. presidente
do jury, cada um dos Srs. juizes de fado mulla-
dos nos dias anteriores, e mais os que fallaram
a sesso de hoje.
Entra em julgamento o ro Antonio Laiz
Dias, aceusado por crime de morte perpetrado
na pessoa de Vicente Ferreira, tendo o mesmo
ro por seu defensor o Sr. Dr. Amerfto Nelto de
Mendonca.
O conselho de julgamenio oi compo3to dos
Srs. jurados :
Jos Joaquim da Costa.
Domingos Nunes Ferreira.
Jos Feliciano Pereira de Lyra.
Jos Francisco Alves Monteiro.
Dr. Pergenlino Saraiva de Araujo alvo.
Jos Ele*bo Borges Ucha.
Jos Pacheco de Medeiros.
Gedeao Forjaz de Lacerda.
Dr. Joaquim da Silva Gusmo.
Joaquim Vill do Amaral.
Antonio Jos da Costa Reg.
Jo3o Antonio Coelho.
E prestaram juramento sobre o livro dos
Santos Evangelhos.
Foi o ro inlerrogado.
Lido o processo foi dade a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a conlemnago do ro no
grao mximo do art. 193 do cdigo criminal.
O advogado do ro deduzindo a deeza pedio a
sua absolvigao.
Findos os debates, o Sr Dr. juiz de direilo re-
sumi a materia da aecusago e da deeza, e
propoz ao jury os quesitos seguinles :
Io0 ro Antonio Luiz Das, no dia 12 de
margo de 1811 assassinon o caboclo Vicente Fer-,
reir, na freguezia do Recifo em Fra de Portas, 1
com urna facada ?
2oEste crime oi commeltido de noile ?
3oEste crime foi commeltido com motivo
frivolo ou reprovado ?
*Este crime foi com superioridade em for-
gas ou armas, de maneira que o olTendido ne
podesse defender-se cora probabilidade de re-
pellir a offensa?
5oEste crime foi commeltido cora fraude ?
6o Existem circumstancias altenuantes em
favor do ro ?
Recolhido o jury de sentenga com os quesitos
e processo sala secreta das conferencias, vollou
depois de tres quarto d'hora, respondendo aos
quesitos pela maonira seguiute :
Ao Io quesiloNao, por unanimidade, e dei-
xando de responder aos oulros por (carera pre-
judicados,
OSr. Dr. juiz do direilo publicou sua sentn-
ca absotvendo o ro e coodemnando a mnnici-
palidade as cusas : appellando para o superior
tribunal da relago.
, qual o meio -
mais prompto de o curar.o lempo necessario.etc, I Cafe hnm
levou o crime, para o arligo 201, e condemnou ?"""
o ro no mnimo d este artigo. iaem cscolha ou restolho
Nao podi eu pedir a ab3olvigo, vendo o cri- dem terrado......libra
me provado e autora deliemostroi com a lei Caibros um
jiasmaosoque miliiava a favor do meu constl-' rl ..... v.
luinte, quer como presumpedes dedusidas dos I ," '........arroba
autos, quer como altenuantes justificadas peos !Idem nca...... ,
proprios autos. | Carne secca charque.
MnL^0!710 S0- pa?0li fact0 do julgsmonto de Carvo vegetal
Manoel Joaquim de Santa Anna. r e8B'a'
Se a justificativa estivesse inconcurs* e plena- rf"8 carn9uba en br"to-
"nle provada, eu uo duvidaria de insistir Idem iaem e"> velas,
peta absolvigao, por que cumpria com os deve-
res que mo impunha a lei, mas
gao, anda que bem fundada.
Eis como se passou o faci do julgamento do
preso.
Principio, e mister esclarocer os fados que
se dao era mioha vida de advogado
Recife, 7 de margo do 1861.
Romualdo Alves de Oliveira.
era presurap
COMMEKCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 8 .
dem do dia 9 .
109:703*390
10:2175957
119:921J347 '<

libra

cento

libra
>
>
um


um

Movimento da al f mi ilesa.."
Volumes entrados cora fazendas..
com gneros..
Volumes
sabidos com
com
fazendas..
gneros..
60
435
------495
Descarregam hoje 11 de fevereiro.
Galeota holdemburguezaAdelle carvo.
Barca inglezaIsabella Rideleybacalhio.
Hiate nacionalInvencivelgneros do paiz.
Importacao.
Brigue inglez Isabella fydley, vinda de Terra
Nova, consignada a Saunders Brothers & C, raa-
uifestou o seuinle :
3,210 barricas bacalho

aos mesmos.
Exportaco
Do dia 8 de marco.
Brigue inglnz Aun para Buenos-Ayres : Krab-
be Whately & C, 207 barricas, 1,583 arrobas,
assucar.
Brigue portuguez Soberano para Lisboa, Tho-
maz de Aquino Fonseca Jnior ; 110 saceos, 550
arrobas assucar, 61 barricas, 2.457 medidas de
mel.
Beccfoedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 8 24-096)578
dem do dia 9....... I:&i700
'
256l3j978
pa-
fa-
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
foi o jury de sentenga -
sala secreta
e quesilo,
reipoadaodo
. recolhido
das conferencias com o procosso
d'onde vollou depois de meia hora,
aos quesitos pela maneira seguinte'
Ao Io quesiloNao, por unanimidade de vo-
tos, e deixando de responder aos ouUos oor fl-
carem prejudicados. r
Lidas as resposlas-pelo presidente do jury o
Sr. Dr. juiz de direilo publicou sua enteca
absolvendo os reos e coodeainando a munUioa-
lidade naa custaa.
SEGUNDO JULGAMENTO.
Sendo novamente feita a chamada, acharam-
se presentes os mesmos 45 Srs. jurados.
Entra em julgamento o ro Jos Ignacio dos
bantos, aceusado por crime de morte eita no pre-
m (tf prlano escraro de D. Mara Cesar Lopes de
Moli, tenio por seu doensor o Sr. Souza Ri-
beiro Jnior.
O conselho foi composto dos Srs. :
Jos Joaquim Ramos e Silva.
Jos Joaquim da Costa.
Jos Francisco Alvea Monteiro.
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Jos Pacheco de Medeiros.
Caetano de Carvalho Raposo.
Francisco Pereira Vianna.
Js Francisco de Moura.
Thomaz Garrett.
Francisco Manoel da Rosa.
Bernardo Falco de souza.
Antonio Conrado Sabioo.
E prestaram juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos.
Foi o ro interrogado.
Lido o processo foi dada a palavra ao Sr. pro-
motor, que pedio a condemnago no grao mximo
d0 rl: t93 <* cdigo criminal
.0 advogado deduzindo a defeza pedio a absol-
vigao.
Fiados o debates oSr. Dr juiz de direilo pro-
poz ao jury os quesitos seguinte :
t. O ro Jos* Ignacio dos Santos em dias do
ates de novembro de 185*. asaasainou aem um
tiro ao prelo Cypriano, eacravo de D. Maa Ce-
sar Lopes de Mello na freguezia de Muribeca ?
2. O ro commelteu o cama violentado por
forga irresislivel ?
3." O ro commelteu o crime com superiori-
dade em armas, de maneira que o ofendido nao
podesse defender-se com probabilidade de repel-
lir a offeoaa ?
f*a V* r* conamottaai o crine comsorpreza?
. *""* ireaaastaacia atteaaantea em fa-
vor do ro ?
Recolhido o jury a sala secreta, vollou dooois
de im hora, respondona aas quesitos pela ma-
aeii seguinte :
Ao 1. a i.0Sisa, par nasaaidade
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 8 18 809J951
dia 9.......2:5199286
21:3598237
dem do
PRAA DO RECIFE
DE MARCO DE 1861.
A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal
Cambios-----------Saccou-se sobre Londres
3/8. 26 1/2. 26 5/8 e 26 3/4.
sobre Paris a 361 rs. por f. e
sobre Lisboa de 104 a 106 por
""Jo de premio, somando S
3d,000 as trausaccoes da sa-
mana.
Algodao
Charutos. ....
Cocos seceos.....
Couros de boi salgados .
dem seceos espichados.
dem verdes ....
dem de cabra corlido3 .
dem de onca. .
Doces seceos...... libra
dem era geleia ou massa .
dem em calda. .
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
Esleirs para forro ou estiv* de
nsvio........ cento
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de araruta..... arroba
3 Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Fumo em folha bom. .
dem ordinario ou reslolho.
dem em rolo bom ....
dem ordinaro restolho...
Gomma........ arroba
Ipecacuanha (raz) ....
Lenha em achas..... cento
Toros........
Lenhas e esteies..... um
Mel ou melaco...... caada
Mi,ho........ arroba.
Pao brasil, ...... quintal
Pedras de amolar .... urna
dem de filtrar.....
dem rebolo \......
Piassava. ,\...... molhos
Puntas ou chlres de vaccas e
novilhos \...... cento
Pranches de\ amarello de
dous custadosi..... urna
dem louro. \..... >
Sabo. ... V ... libra
Salsa parrilha.. 1 arroba
Sebo em rama. A
Sola ou vaqueta A uma
Tabois de amarello!. duzias
dem diversas .A. .-
Tapioca I arroba
Travs. V Uma
Unhas de boi .1 cento
Vinagre .... A caada
J900
2S225
8$500
SSOO
270O
2$100
38400
f
29000
25500
18280
19G00
3SO00
7$500
6S400
48000
8300
400
9200
8400
48000
18600
9250
8400
29500
48000
9220
9360
9140
8300
108000
I9OOO
9500
9500|
48000 :
25000!
249000
1S600
18000
68000
18500
58000
168000
88000
12S000
68000
39000
258000
28000
109000
508000
9240
lgOOO
1090CO
9800
108OOO
182(0
8200
Terra-Nove- dfas, banca inglesa Isabella Ri-
tey, de SaJ toneladas, capitio R. Butey, equi-
pagem 13. carga 3.210 barricas com bacslbao ;
a Saunders Brothers C
VNoraM 0|J8'oarea in",e" Botktsay, da
204 toneladas, capilao W. Taylor, equipagem
iJ, carga 2,511 barricas com bacalho : aSaun-
ders Brothers & C.
oVM.ly~;6 )' hi,te bvMilelro incencicai, da
toneladas, espita o Jas Joaquim Alves da
aura, equipagem 5, carga carnauba e mais g-
neros; ao mesmo capitio.
"Jldl,d0i0rU--3,,t8S' ,aBch MCional
Fiordo Rio Grande do Norte, de 87 toneladas,
capilao Miguel Archanjo da Costa, equipagem
5, carga assucar ; a-Joao da Cunha Magalhes.
d> a *avtot s*h\dos no mesmo dia.
iisP.rala~tua,ca h^P-nhola Ardil/a. ca-
pilao Jayme Ferrar, carga assucar.
Rio de Janeiro Brigue brasileiro Seis Irmos
capilao Belmiro Baptista de Souza, carga assu-
car e 7 escravos a entregar.
Rio da PrataBrigue inglez ana, capilao Wil-
liamTelly, carga assucar.
MacoiHiate nacional de guerra ?o Formoso
commandante Io lente Manoel C. da Rocha!
Editaes.
Directora geralda instruego
publica.
Faco saber a quera convier, de ordem do Illm.
rtlir?. Hlf-Cl?r ge-ral- ('ue se acba,D ca-
deiras de inslrucgao elementar do 1." grao do
sexo> fenain.no das freguezias do Recife, Iguaras-
su. Sennhaem, Garanhuns e Caruar ; pilo que
sao es mesmas cadeiras postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 dias. a cootar da data des-
te, para a nscnpcao e processo de habilitaco
de8juOnn0oSdOer859.a ^^ d" OiUa"*ea 5
b-srdrxffsa0 publica de Perns,n-
Salvador Henriquc de Albuquerque.
n tu c Secretario ioterino.
~ O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cialmanda fazer publico, para conhecimento dos
COITAABU fEBOBCCAflA
\aveg?a eosteiraa vaptr
Parahiba, Rio Grande do Norte, As-
su', Aracatv e Ceara'.
hiri I!Pr /S'*oraM1. eomraandanla Moreira, ea-
d\[ m a' s fmtt0J' .d' norU al <> Ceara 00
rnnm!^"8* *"** ** d* *' a0 **" <* Eo-
5aThiAVLa0s"8e,rM *">lro a rl l o
Manos V. "S: ectP,otio o Forte do
A agencia do vapor de
reboejue acha-se eitabelecida no eicrip-
tono di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se receben*
avisos para qualquer ser?c,o tendente
ao mesmo vapor.
Para o Aracaty e Assu*
segu com brevidade o hieteJfSinta Rita, j tea
u^m0']'",'" -a csrga; pars res, lrto-se com
quim1 .Seln,*<*' U C00a C4pt Aalonio ,0"'
Cear e 4carac.
tratar coro o capillo ou Manoel Goncalves da Sil-
va, ra da Cadeia do Recife.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o Mate nacional f Sania
Anna, quejiem
raH. V fco. para conhecimento dos ^""<">, quejaem quasi meia carga, para o ras-
rende ros e fore.ros de propnedadea perteneentes tanleepasSageirostrat.-seeom Gurgei Irmos
no seu escriptorio da ruada Cadeia do Recife d!
, pnmeiro andar.
ao patrimonio dos orphos desla cidade. que de-
vem pagar seus dobitos directamente nesta the-
souraria, certos de que, se o nao flzerem, sero
os mesmos dbitos remettidos para juizo, am de
serem cobrados judicialmente.
K.para co,n,af- se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diarto. Secretaria da thesouraria
proviucial de Pernirabuco, 5 de marCo de 1861.
O secretario
_^____ A. F. d'Amorira.
Deciara^es.
Santa Casa de Misericordia
do Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Lasa de Misericordia do Recife manda convidar a
iodos os Srs. irmos instaladores para que no
da 10 do corrente. pelas 4 horas da tarde, cora-
paregam no grande hospital de caridade, afim de
acompanharcra ao Sanlissimo Sacramento, que
lia de ser trasladado da capella deste hospital
para a do hospital Pedro II.
Secretaria da Santa Casa do Misericordia do
Recife, 5 demarco de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Ca*alcanle Cousseiro. '
A junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recife manda fazer publico, quo
trarara de mez no grande hospit al o Sr. r
Mauocl Ferrefra da Silva, no hospital dos Laza-
ros o Sr. Antonio Jos Gomes dd Correio, e na
casa dos Expostos o Sr. r. Amonio Ileroulano
de Sonia Bandeira.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de margo de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Cnvalcaole Cousseiro
Conselho administrativo
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra lem de comprar os objectos
snsuin i's '
MARANHAO PORACARAC'
regUe u P*'?ch0 Emulaio, e para a pouca
carga que llie falta, a tratar com o capilao ou 00
escriptorio de Maooel Goncalves da Silva
Leiles.
LEILAO
DE
a 26
Assucar-----------
O superior vendeu-se de8100
a 8300 rs. por arroba, e o re-
gular de 8I00 a 83O0 rs.
Os brancos veodersm-se de
3S a 49 por arroba, somenos
29800, rtascavados purgados de
29450 a 29500. e bruto de ris
1980U a 29 por arroba.
Agurdenle Vendeu-se de 8O9OOO a 85*000
rs. a pipa.
Couros--------------Os seceos salgados forara of-
erecidos a 200 rs. por libra.
Azeitolddce-------dem a 2900 rs. por gala o.
Arroz-------------Vendeu-se de 29809 a &a\X)
rs. por arroba.
Bacalho----------Em atacado vendeu-se de 13 a
1395OO rs., e a retalho de 139
a 15 rs. a barrica, cando em
ser 10.500 quintaes, incluzive
um carregament que nao est
decedido.
Caf-----------------
Aifaodega de Perna'
O primeiro cooferen
Silva O segundo <
Lins de Souza.
Approvo. Alande,
marco de 1861 Barr
Conforme. Jlo JoV Pereira
ceiro escripturario-
4j000
169000
88000
5120
258000
53000
28400
1049500
7C9000
39200
109000
8300
9280
buco 9 de margo dd861.
. Maooel Ephigenio da
oferente, Carlos Augusto
de.Pernambuco 9 de
de Faria, ter-
seguinles :
Para a aula
do 2o
de infantera de
6
16
6
6
6
20
por

Vendeu-se de 69OOO a 6S4O0 rs.
por arroba.
Cha-------- o hysion vendeu-se de 1S700
19800 rs. por libra. 9
Carne secca-------A do R0 Grande vendeu-se
de 49500 a 5*000 por arroba,
e a do Rio da Prata de 39200 a
39600, cando em ser 30,000
arrobas do Rio Grande e 28,000
_ do Rio da Prata.
Cerveja-----------Vendeu-se a 40300 a por du-
r- 1 x *ia de "arias.
tarvio de podra- Vendeu-se de 149 I69OOO
_ > tonelada.
Farinha de trigo. Retalhou-so de 28 a 30* por
barrica de R'Chmond, e 349 da
fe Trieste; cando em ser 49800
barricas da primeira, e 400 da
segunda.
Btta de mandioca Vendea-se a 4 por sacca
reyao-----------O aratotiafao retolhoB-se de
n ,. ... "& ^3> por sacca.
Folha de Flandres dem do 19 a 22Jr s. a catea.
rorro-------------a inglez vendeu-se s fSOO o
oJWsf, e oda Suena de 01800
Genebra----------Veodeu-ae a 300 rs. peU 6oti-
, ja de Hollanda.
tou?a-------------Mam oV0 a 300 por cento de
premio sobre a factura, cambio
apar.
Movimento do porto.
w
a.
I
I florai
B
c
itmotphtra.

Oiroccio.
3
O
53
00
S 2
05
|5 jS 8
Intensidad/.
Fahrenkeit.
Centgrado.
8 9
i
MI
Si
I Uygrometro.
Cisterna hydro-
metriea.
00
3 g
00 *.
jl

l
Francex.

8
I
e
ingles.
os
9)
IB
1
o V-
m S
m r
5S
S
o
clara, rente E fresco e assim
A noite
nheceu.
0SCII,LC>0 D* BMBf.
Preamar as 2 h. 18' da larde, altura O, p.
C."*."*-8 \V ** ***. Itara 1,2 p.
0b9e"at,0"0 do eaei d merinha, 9
mateo do 1861. '
KOIAKO SXTPPLI,
_______________ 1*.
ama-
da
Navios entrado su dia 9
de 307 toneladas, oapito Eqoidazu. eqopa-
res* C"** Mt"io ** padta : 7*"" In-
Liverpool48 dias. barca ingleza Qsmn. de 226
csrgrfitsiiaas e mafi gneros ;1 atoVMas
batalho
linha.
resmas de papel almajo,
quarteires de penas de ganco.
caivetes.
garrafas de tinta de escrever.
duzias de lapis de pao.
libras de areia preta.
ejemplares de colleco da cartas para prin-
cipiantes. r
20 exemplarcs de taboadas.
6 exemplares de grammatica porlugueza por
Mume-verde, ultima edigo.
6 eiemplares de compendio de arithraelica
Avila.
6 exemplares de pauta.
20 exemplares de escripia, ou traslado.
Para o arsenal de guerra.
8 quintaes de ferro inglez em bura de 1/2 00-
legada. "
8 quintaes de ferro inglez quadrado de 5/8 oila-
V03. '
2 quintaes de verga de varanda.
Quemquizei vender taes objectos apresentem
as suas propostas em carta feixada na secretaria
do conselho as 10 horas da manh do dia 11 d o
correnle mez.
Sala das sesses do conselho adminislrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 4 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Consellao administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Jo arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seguinles : '
Para provimeoto do armazem do arsenal de
guerra.
oOO vassouras de palha de carnauba.
100 ditas de junco.
50 arrobas de cabo de linho velho.
20 arrobas de chumbo em lencol.
500 pellos de cabra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 13 do
correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 6 d
margo de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino
. Ti esla 8ubdelegca ra capturado o pro-
loThoms!, que declarou ser escravo do Sebastio
Jos da Silva, por fgido : seu verdadeiro dono
compareca nesta mesma subdelegacia para Iho
ser entregue. Subdelegacia do S. Jos do Recia
9 de margo de 1861.
Jos Antonio Pinto.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 dias uteis para pagamento dos
impostos de 12 0(0 sobre lojas a retalho. arma-
zens de azendas, tabernas e casas de leilo ; de
* OjO sobre os de mais estabelecimentos; de
2009 sobre casas de cambio ; do 509 sobre casas
de modas que venderem perfumaras a chapeos
estrangeiros, e de jogo de bilhar. e Analmente os
mpostoa sobre carros, carrogas e mnibus. Unto
de aluguel como particulares, relativo ao anno
Gnanceiro de 1860 a 1861. ndam-se no dia 9 de
margo corrente, cando sujeilos multa de 3 OO
dee p'."?8 "** 8 q"8 Pag"eBi dePos
Mesa da consulado provincial de Pernambaco
1. de maaco de 1861.-Pelo adratoistrador?
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
a.rifJ, r cootf*>oa di <*" uaicipai do
Recife se faz publico, qoe o prazo marcado paca
pagamento do imposto de estahelecimento Onda-
se no ultimo de margo Viodouro. o todos acuelles
n.I'iu r'"81" *eD,r, d0 pr"0' K
i mulla de tres por cento.
. Cootadoria da caara municipal do Recita 26
de fevereiro de I88L.-O coudo"
____________Joaquim. lavare Rdovaho.
Farinha. sola e
carnauba.
SEM LIMITE.
Terca-feira 11 do cor-
. rente as 1 i horas.
O agente Pinto Sara' leilao por anto-
nsacao do$ Srs. Saunders Brotbers & C.
e por conta e risco de quem pertencer
DE
59 saceos com farinha de mandioca.
100 meios desoa.
20 saceos com cera de carnauba, no dia
e hora cima indicado no armazem
da Companhia Pernambucana
Forte do Mattos n.l.
no
Pred
os e
Avisos martimos.
Para a Babia segu em poneos dias a -
to Wta, UslMS com. seo ceoMoatari. Fro-
L. O. AtSTedq aa ca. da Madre se Utos.
escravos.
Quinta-feira ib do cor-
rente s i 1 horas.
Antunes autorisado pelo Sr. Jos Nu-
nes de Paula, fara' leilo em seu arma-
zem na ra do Amorim n. 48, dos
predios e escravos pertencentes ao dito
senhor que para liquidar serao entre-
gues pelo maior preco alcancado, a
saber:
O sobrado n. 48 de 2 andares e sotao si-
to na ra do Amorim, com chaos
proprios.
Dito em Oltnda de um andar e sotao
sendo atraz terreo, com a frente pa-
ra os Quatro Cantos e ladeira da Mi-
sericordia-, chaos pioprios.
Uma casa terrea no Varadouro, con-
cluida ha pouco tempo, com 5 quar-
tos, 2 salas, grande quintal, e uma
grande padaria no mesmo, com oi-
t5es dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terca parte da casa terrea sita na ra
da Imperatriz junto a padaria do Sr.
Barnlier.
4 escravos de muito boa conducta, sen-
do um delll excellente padeiro e
forn?iro, as 1 i horas em ponto.
LEILAO
Quinta-feira 14 do corrente.
Ao correr do martello.
Os administradores da massa de Ma-
noel Antonio dos Passos Oliveira &C.,.
querendo liquidar a loja de traste do
mesmo, fara' leilo por intervencao do
agente Camargo, das mobiluu existen-
tes na mesma caa a qual consiste de
mobilias de Jacaranda*, mogno. aia
branca, i-abides, comtnodas, cadeirag
avulsas, camas de iaca anda' e mogno,
guardas louga e apparadores. toucado-
res.cadeiras avulsas de mogno, faia c
Jacaranda'e duas ncas colchas, as II
horas do dia.
LEILO
Quarta-feira 13 do corrate as
11 horas e poete.
O agente Camargo fara' leilao por-
mandado do Exnu Sr. Dr fuia MnnisBil
do coasnaercio a a requeriastrnto de
Campiano A Cordeiro, da venda e mais
pertences pertencente* a Francisco Wtr-
reira fialho, na ra do Rosario da Bm-
Vista, no mencionado efia as U hora
mpqpto.



()
DHBIO DI PEftSABHlIGO. SEGUNDA fElti 11 DE MARCO DE 1861.
tSILftfi
PARA
Os Srs. acadmicos
Quarta-feira 13 do corrente"
Costa Carvalho tara leude em seu armazem na
ra Nova n. 65. de varias obras de direito per-
tencentes ao finado Dr. Jos Silvano Hermoge-
nes de Vasconcellos, as quaes eero entregues
sem reservado prego.
Tambem
vender varias obras de marcieiria de apurado
goslo e varias mobilias.
MllEI.
leilo
Ter^a-feira 12 do corrente.
Augusto Cesar de Abreu far leilo por inter-
vengo do agento Oliveir, de um avultado sor-
timenlo de fazendas do algodo, linlio, la e seda
principalmente inglezas e todas proprias do
mercado : no indicado dia terga-taira 12 do cor-
rete, s 10 horas da manilas, era seu armazem
ra da Cadeia.
LEILO
ie, II do corrente.
Hoj
O agente Evaristo Dovamenle levar a leilo a
taberna n. 2da ra do Rangel pertencente ao
arrestado Jos Moreirada Fonscca, os concorren-
les apparegam para a mesma que pechincha :
3s 10 horas do mesmo dia cima.
LEILO
O agente de leiloes Hyppolito autori-
sado pelo Sr. Diogo Spears, fara' lei-
lo de urna oflicina de ferreiro e machi-
nista propria para qualqucr trabalho
deste genero, visto estar multo bem
montada e ser em urna excellente ra,
podero os pretendentes encontrar ahi
machinas, ac, parausos, limas, safras,
rodas e grande quantidade de utenci-
lios indispensaveis a esta arte, podendo
os Srs. pretendentes examina-la desde
ja na ra do Brum n. 2 e ahi se elfec
tuara' o leilo quinta-feira i i do cor-
rente as 11 horas em ponto
igtllO.
John Henry Dalton, canito da bar-
ca mgleza Emma Eugenia, fara'Jei-
lo com autorisacao do Illm. Se. ins-
pector da alfandega, por conta e risco
de quem pertenec'na presenca do Sr.
cnsul interino de S. M. Britannica e
por intervencao do agente Pinto, do
casco da referida barca (lotacao 383 to-
neladas inglezas) legalmente condem-
nada neste norto na sua recente viagem
Quarta-feira 13 do corrente as
2 horas da tarde em ponto %
a' porta da associacao commercial desta
praca, onde sero dados os esclarecimen-
tos necessarios.
Deseja-se (aliar aos Srs. Jos Mara Corris Li- .
ma, Manoel Rodrigue* de Carvalho, e Joo Vi-
cente, cujas moradas se ignora, para negocio que
Ibes diz respeito ; oa ra do Vigario n. 19, pri-
meiro andar.
Ptblicacocs do i as ti tute hemeopa-
tha do Brasil.
Advocada.
commisso de escravos
na ra da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos, ro-
cebem-se escravos por commisso para serem
vendidos por conta de seussenhores, afianzndo-
se a prompla venda, assim como n bom trata -
meoto pira os mesmos, afim deque ossenhores
dos mesmos escravos flquem satisfeilos com s
diligencias que da paite do commssionado fizer,
para em tudo agradar aquelles senhores que o
quizercm honrar com a sua coofianc., no que es-
pera merecer llencao tanto dos senhores que
h'os quizerem confiar para vender, como aquel-
les que prelendam conliar, puis espera ter sem-
pro para vender escravos de ambos os sexos e
idades.
@
3Ra ettreita do Rosario3
jg Francisco Pinto Uzorio continua a col-
/g locar denles artiliciaes tanto por mcio de
s molas como pela presso do ar, nao re-
$g cebe paga alguma sem que as obras nao
g iiquem a vontade de seus donos, tem pos
*$ e outras prepararles as mais acreditadas
^ para conservaco da bocea.
@@ @@ s@ @tI
Aos senhores devedores.
Encarecidamente roga-se ao3 senhores deve-
dores extincla firma de Almeida & Burgos, de
mandarem saldar as suas contas durante o pre-
sente mez i loja da roa do Cabug de Burgos
Poncede Len, ceriosdeque se assim o nao 11-
zerem, do principio de abril era diao'.e so se po-
dero entender com o procurador do foro o Sr.
Flix Francisco de Souza Magalhes, que ento
Ucar encarregado de promover judicialmente a
cobnoQa dessas dividas sem distiucgo de pessoa
Ignara.
PMlosopuia, de geographia e rhelorica
PELO BACHAREL
A. R.DE TORRES BANDEIRA,
Professor de geographia
e historia antiga no gymnasio desta
provincia.
Eslo aberlos estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar ; e dar-se-ha lugar a novos cursos
desla% mesmas disciplinas, a propor;o que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
1. o esludo de geographia.
2. o esludo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhelorica est dividida em duas
seccoes:
1. de rethorca em ge ral.
2.a de potica e analyse dos classicos.
Aliento.
John Henry Dalton, capitao da barca
ingleza Emma Eagenia, fara* leilo
com autorisacao do Illm. Sr. inspector
da alfandega e por conta e risco de
quem pertencer, na presenca do Sr.
cnsul interino de S. M. Britannica e
por intervencao do agente Pinto, de to-
dos os mantimentos e sobrecalentes da
referida barca, consistindo em barris
com carne de porco e de vacca salgada,
ervithas, farinha de trigo, carne de con-
serva, e muitos outros artigos; e assim
como velrme, vergas, cordoalha, lonas,
utencilios e tudo mais pertencente ao
apparelhoda mesma barc, ultimamen
te abandonada neste porto
Quarta-feira 13 do corrente as
10 horas em ponto,
no armazem do barao do Livramento,
caes do Apollo.
EILALO
DE
Farinha de npdioca,
O agente Hyppolito.autorisado pelos
Srs. Ferreira & Martins, fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer de
cerca de 500 saceos com farinha de
mandioca, viudas de Maranho, as
quaes se achara no armazem alfandega-
do dos Srs. Antunes Guimaraes & C ,
sendo ahi ellectuado o referido leilo :
quarta-feira 13 do corrente as 11 horas
em ponto.
Joo Jos de Figueirodo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas ds ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siquera & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas do muito goslo, bem como
obras de ouro e brilhantes, tudo por menos de
seu valor para liquidar.
Aluga-se o armazem n. 15 da ra da Cruz,
a tratar no segundo andar do mesmo.
Os abaixo assiguados fazem aciente ao res-
peitavel* publico, especialmente ao digno corpo
do commercio, que amigavelmeote teem elles
dissolvido a sociedada que tinham na loja de fa-
zendas na ra do Cabug n. 8, que gyrava sob a
firma de Almeida & Burgos, ficando pertencendo
ao seguudo dos abaixo assignados, toda a massa
dessa casa, o qual por se achar encarregado de
seu activo o passivo, passa a nao lera menor ge-
rencia e nem direilo algum nos negocios dessa
mesma casa, de que era socio, o primeiro dos
abaixo assignados, consequentemente desonera-
do de qualquer responsabilidade. Recite 2 de
margo de 1861.Antonio Correia Gomes d9 Al-
meida.Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Leo.
DICCIONARIO POPULAR
DE
MEDICINA B0HE0PATH1CA
Obra indispensavel todas as
pessoas que quizerem corar ho-
meopata lea mete;
CONTEMDO^
A definico clara dos termos de medicina: as
causas niais frequentes das molestias: os symp-
tomas^porque estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor Ihes orrespondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos nos molestias agu-
das e chronicas: a hora do dia ou da noite,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa aeco : a maneira de alternar os medica-
mentos: a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
quedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as quegras-
sam no Brasil, qvr as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que esto sujeilos todos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital interesse; bem como urna descripao con-
cisa, e em linguagem acommodada intelli-
gencia das pessoas extranhas medicina, dos
orgos mais importantes, que enlram no com-
posico do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel lo-
dos os orgos internos, com a sua explica o
phisiologica e oulra mostrando as differentes
regioes abdomicaes. (Aprimeira colorida pa-
ra os senhores assignanles.)
PELO DOUTOR
SABINO OLEGARIO LIDGER0 PINIIO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileiros, e
da mioha propria experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina; e muito mais an-
da aos paes de familiss, qur das cidades, qur
do campo, chefes de slabelecfmenlo, eapites de
navio, curas d'almas, etc quo por si mesmos
quizerem conhecer os prodigiosos effeilos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveilando sua
viagem Kurops.fazer imprimir all o Dtcciono-
rio Popular tal qual o havia feito, aconleceu
que antes de incetarapublicago visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e ento resolveu mudar ioteiramente o
plano que havia concebido, e dar toda i expan-
so e clareza a cssa obra, de modo que tanto os
homens versados na scieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo proveilo pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso um accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
aba organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homcopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15, pagos na occasio de assig-
nar. [Depois de impresso custar 25.)
Acha-se igualmente em via de pnblica-
co a segunda ediccao do
THESOUR HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homcopatha.
Esta nova ediccao em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposigo das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses,ao estudo dos tomperaraenlos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a liygien-
ne pratica, etc., etc. Com urna estampa demos-
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desde
a bocea al o recto.
A assig0 3tura de 8g pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 129 pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
tra obra pagaro apenas 205 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, [Mundo Novo] n. 6.
Na livraria n. 6 e 8 ds praca da
Independencia precisa-sc fallar ao Sr.
Ulisses Cokles Cavalcanti de Mello.
O bacharel Jos' Leandro de Godoy
Vasconcellos, faz publico que continua
a advogar neste loro e nos prximos a
esta capital, de sociedade com o Dr.
Alfonso de Albuquerque Mello, que o
substituir' em qualquer ausencia que
ha ja de fazer doseuescriptorio, estabe-
lecido na casa n. 3V, primeiro andar
da ra estreita do Rosario.
O Sr. Romao Antonio de Alcn-
tara tem urna carta nesta typoeraphia
Al J. Leite, declara que cons-
tituio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, para
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
C01TANHU DA Y1A FEMEA
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1*
de fevereiro al ontro aviso o trem que parte da
estacio das Cinco Ponas s 8 li2 horas da ma-
nha correr somente at a Villa do Cabo e o
trem que at agora tem sahido da Escada 1 3.4
horas da larde ser discontinuado, mas sahil
do Cabo s 3 horas da tarde como costuma*.
As horas da partida dos trens sero reguladas
pela tabella seguinte :
ce
se
O
sr.
a
a
e

o
ce
<
isss isas
5
2 to ce te t-1-1 t-
o
viso aos devedo-
res da massa fal-
lida de Siqueira
& Pereira.
Joo Jos de Figueiredo ar-
rematante da massa fallida
de Siqueira A Pereira avisa a
todos os Srs que sao devedo-
res a mesma massa, queiram
vir satisfazer seus dbitos no
prazode 15das, porque pas-
sado este prazo proceder-
se-ha a cobranca judicial.
a
z
<
s
o
3 SO
2 9S
15 Ift
I <*
I O ift
luna
Grande hotel Livramento.
No grande hotel Livramento collocado ao prin-
cipio da ra Direita n. 12, achara a bella rapa-
zcada efleclivamenle lanche de todas asqualida-
des a qualquer hora, assim como charutos dos
melhores fabricantes da Bahia, sigarros de bota
fogo, boa serveja, champagne, deliciosos vinbos
de diversas qualidades.
Nao esqueceodo
Que acharao muito agrado
Mesmo vista do cheiro
Ningnem deixar de comer
S quem nao levar diuheiro.
A o publico.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3j(
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 5$
Tira retratos por 5$
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-'
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-j
xinhas novas j
Tendo recebido um sortimento de cai-:
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas j
No grande saliio dar ua do Imperador'.
No grande salao da ra do Imperador '
No grande saloda ra do Imperador!
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salSo da ra do Imperador
A. W. sborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran'
de e^ariadosortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3jj|000 rs. S
cada um, as pessoas que desejarem ad- ^
qnirir conheciatentos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assigndo
sempre prompto sob condicoes muito
razoaveis.
Os ca valheir os e sen horas sao convida-
dos a visitar estes estahelecimentos, pa-.
se
1
ai
I
a
<
o
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3* K Si
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3
a
issass i
ICNh
O
-5
O
-.
SO
que
Ter^a-feira 12 do corronte.
,0 agente Vicente Ca margo, fara' lei-
lo por mandado do Exm. Sr, Dr. juiz
do eommercio e a requerimento do cu-
rador fiscal; e depositario da massa do
fallido Antonio Jacintbo Pacheco, das
dividas pertencentes ao mesmo fallido,
no seu armazem na ra do Vigario n.
19 as 11 horas em ponto. Os Srs. pre-
teudentes poder&o entenderse com o
mesmo agente para ver os nomes dos
devedores e suas moradias.
Avisos diversos.
Na padaria da na da matris da Boa-vista
. 26, precisa-se fallar com os seguinte* Srs. :
Francisco Xaviar Pereira do Carmo.
Hermillio Netto d'Azeredo Coutinho.
enjamim Calo dos Santos Lima.
Alferes, Gordeiro:
Feliciuiio Antonio o Prueies,
Jos Joaquina da Costa Maciel faz scienle ao
respeitavel publico, que de seu poder desenca-
miohou-se urna letra de 4887I0, na qoal elle
sacador, o aceitante o Sr. Alfredo Alves da Silva,
do lugar de Barreos, que tendo sido ella des-
contada pelo sacador no Banco novo desta pro-
vincia, foi paga no dia de seu veocneoto 8 de
dezembro prximo passado pelo proprio sacador.
Assim, peis, estando o aceitante prevenido pa-
ra a nao pagar aenao ao annunciante, roga a
quem a tiver echado de lhe restituir na roa larga
do Rosario n. 27.
Rodriga Ferreira Alves e Jos Ferreira Al-
ves, subditos portugueses, retirsm-se para a Eu-
ropa:
Precisa-se de am eitor que anteada de
jardim-e hortaliza ; quem estiver nesta circuos-
la ocia, dirija-so a ra das Cruzes n. 41, seguudo
andar.
Precisa-se alagar un preto de raeia idade ;
na roa Nova, loja n. 7.
No dia 12, aa 11 horas, na aala das audien-
cia, depois de Onda a do Sr. Dr. juiz de auen-
toi. se hio de arrematar os eecravoa Benrardino
e Florencio, pertencentes ao ausente Francisco
A ufarte da Corta Gunues.
Vimos no Diario de quinta-feira um annun-
cio do Sr. desembargador l'irmino contra o nos-
so preslimoso amigo o Illm. Sr. Vasco Cabral, e
como temos a felicidade de conhece-lo desde
1840, quando aqui morador em Pernambuco, as-
severamos ao publico, que o carador honrado e
probidoso do Sr. Vasco nao pode soffrer a menor
alteracao com este annuncio. O nosso am\go es-
t no caso de pagar muito maiores quantias do
que a de quo falla o annuncio, e se j lalvezno
o leona feita por sem duvjda devido crise
commercial com que esto lutando os negocian-
tes em geral. O commercio desta praca muito
aprecia a probidade do Sr. Vasco, pois Delle goza
de crdito Ilimitado e sympathia geral. O nosso
amigo nao merece as pechas que lhe icrogou o
Sr. desembargador ; isto podemos asseverar.
S. C.
Aluga-se aloja do sobrad da ra das Cru-
zes o. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra todo o servico de urna casa de familia : na
ra do Imporador n. 37, segundo andar.
Odesmbargador Firmino Antonio de Souza
lembra ao Sr. Joo Vasco Cabral, da provincia das
Alagas o seu dever, e obrigago de entregar a
quanlia, e seis letras que recebera no Periodo do
Sr. tenente-coronel Antonio Jos de Medeiros
Bitancurt, como lestamenteiro, e liquidante da
casa do finado commandante superior Manoel
Gomes Ribeiro. Desde o mez de agosto, qu o
Sr. Vasco se acha de posse do dinheiro, e das le-
tras, e oo d resposta s cartas que se lhe diri-
ge, sendo que por outras pessoas, e nao por elle,
chegou-se ao conhecimento de que eslava reali-
sado o pagamento. Vendo-se o mesmo dezem-
bargador na dura necessidade de incommodarou-
tras pessoas, teem sido estas illudidas com pro-
messas do mesmo Sr. Vasco, de vir restituir o
alheio ; mas de balde, e se conserva sem dar sa-
liefaco alguma aos seus comprometlimeotos.
Com quanto estejam dadas asordens necessarias,
nao ocioso declarar ao publico tal procedimeo-
to, afim de que alguem nao seja victima do Sr.
Vasco Cabial, que j muito oonhecido nesta
praca de alguna negociantes, que ba muito lhe
teem retirado a sua conflanca.
Recite 5 de margo de 1861.
Mr. Louis Lucien Poulain, subdito francez,
retira-se para a Europa.
-------Precisa-se de urna ama deleite sem Qlho:
na ra de Hortaa n. 22, segundo andar.
Precisa-se de um homem casado fara
feitor, a mulher servindo de guarda portao, da-
se bom ordenado : i fallar na ra da Cruz n. 23,
primeirVandar.
O Sr. Dr. Juviano de tal, advogado nesta
cidade do-Sr. Antonio Lins Vasconcellos Barros,
proprietarjo do eogeoho Ponlable na fregoezio de
Agoa-Preta, quena fnzero favor declarar por es-
ta folhs sua morada, pois deseja-ae-lhe fallir a
espeito de oegocios do dito seu cliente ; e faz-
se este loauocjo por Jgnorar-M a monda de
j 6, S,
ra exammarem os specimens do
cima tica anunciado.
Aluga-se um grande sitio com boa casa de
vivenda, bastantes arvoredos de fructu, boa bai-
xa para capim de invern verlo, e proporces
para ter vaccas de Icite pela extensidade do ter-
reno, no lugar da Casa Forte, sitio da Capella :
quem o pretender, dirija-so a ra da Cadeia do
Kecife o. 48, loja de Leite & Irmio.
SOCIEDADE IU\C\RI\ E1C01K-
SASDITA. .
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que d'esta data em diante as suas
contas correntes sero reguladas da maneira se-
guiri te :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100$ para
cima, e pagar-so- ha vista al 5:000, sendo'
dahi para mais com aviso de lOdias, contando-j
se juros de dous porcento, menos do que a taxa:
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon- :
la letras, sendo estes juros contados e capitali- j
sados de 6 em 6 mezes.
Tambem sero abertas contas correntes sob ;.
condc.5es de ser pagas avista qualquer quan-'
liaindependente de aviso, contando-se somente!
juros de 3 OO ao anno na forma cima declarada j
Recife 1. de marro de 1861.
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Jmlm
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AssigndoE. H. Bramak,
Superintendente.
O Dr. Casanova
seu
pode ser procurado todos os dias em
consultorio especial homeopalhico.
30-Raa das Crazes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinturas) por Cs-
tellan e Weber.por presos razosveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
commendada intelligencia de qualquer
* pessoa.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco de Pernambuco conti-
nua a substituir ou a resgatar as notas
de su emitso de 10^ e 20^ sem prejui-
: zo dos possuidores por mais dous mezes
que ho de lindar em 9 de maio do cor-
rente anno, em conformidade do aviso
.doministerio da azenda de 31 de Ja-
neiro ultimo e findo este pravo i po-
dera' ter lugar a substituicSo ou res-
gate com o descont mensal eprogressi-
vo de 10porcento por eada mez.
Recife 9 de marco de 1861. Os di-
rectores gerentes, Luiz Antonio Vieira,
Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Manoel Jos da Costa, portuguez, vae para
a cidade do Porto.
- Manoel Ferreira da Silva Tarrozo
na ra do Apollo n. 28, saca sobre a ci-
dade do Porto.
No dia 12 do corrente, pelas 11 horas da
manhaa se ha de arrematar um sitio denominado
Tiedade, o qual pertencente aos herdeiros de
RosaMaiiadeJesus.de renda annual de 140;}
por lempo de tres annos, na audiencia do Dr. juiz
de or|haos.
Os abaiio assignados declarara ao publico
e com especialidade ao respeitavel corpo do com-
mercio desta praca, que dissolveram amigavel-
mente desde o 1." do corrente a sociedade que
tinham na loja de ferragens na ra do Queimado
n. 49, sob a mo de Machado Souza, ficando
o socio Souza encarregado de todo o activo e
passivo da casa, e o socio Machado desobrigado
para coro a praca e quite de toda e qualquer res-
ponsabilidade, conforme o papel de distralo que
assignaram. Recife 9 de marco de 1861.Anto-
nio Luiz Machado Antonio Francisco de Souza
Magalhes.
Na iravessa da ra da Boda n. 2, chamada
ra dos Patos, hi urna ama que cozinha e est
prompta para o servico interno do homem sol-
teiro.
Offerece-se um rapaz de boa conducta, nao
s para boleeiro como para o servico interno de
qualquer casa particular, dando preferencia a ca-
sas estrangeiras : quem de seu preslimo se qui-
zer utilisar, dirija-se a ra da Gloria n. 64, que
achara com quem tratar.
Senhor T. T. negociante de grosso
Abra os olhos se elles tem carolo
Nao abuse de tanta bondade
Seno quer breve, vida de frade
O cabocolo oo dos melhores
Quem o manda dos peiores
Lea estes versos que sao delicados
Breve lera outros mais Dgracados.
Manoel Jos do Nascimentoe Silva retira-se
para Portugal a tratar de sua saude, julga nada
dever a pessoa alguma, com tudo quem se julgar
seu credor, queira apresentar sua conta para ser
paga. Tambem roga a todas aquellas pessoas
que anda lhe sao devedoras, tanto de conta de
livro tomo de letras vencidas, de virem pagar al
o dia 20 do corrente, na certeza de que o nao
fazendo, passar a chama-Ios pelo Diario ; e para
que depois nao alleguem ignorancia lhe faz o
presente aviso.
Precisa-se de urna ama que tenha muito
bom hile ; na ra da Imperalriz n. 23 ou 26.
Joaquim Antonio da Silva, Portuguez, vai
para o Rio de Janeiro.
Estevo Rodrigues Fontes, subdito portu-
guez, relira-se para a Europa.
Miguel Antonio da Costa Silva relira-se pa-
ra o hio de Janeiro, e julga nada dever, mas se
alguem se julgar seu credor, aprsente suas cori-
tas na loja de cabos n. 21 para serem pagas.
Alugam-sedous armazens novamente aca-
bados, com grandes lelheiros no fundo, muito
proprio para qualquer eatabelecimento, oa ra
Imperial ns. 160 e 162 : a tratar na ra Direita
numero 84.
Wm. Perrin retira-se para o Rio de Janeiro
Urna pessoa bastante cannhosa e com bom
leite, se offerece para criar meninos ; a tratar na
Capunga, ra da Amizade n. 3.
Precisa-se de 300& a juros, dindo-se pos
seguranca um moleque de 8 annos ; na ra Di-
reia n. 82.
Arrematando de predios.
Nos dias 8,12 e 15 do corrente mez tem de ser
arrematados por venda, Onda a audiencia do jui-
> zo dos orphos, os predios seguiotes : um sobra-
do de 2 andares e solo na ra da Cadeia da fre-
guezia de S. Frei Pedro Goncalves o. 10, em so-
lo proprio ; um dilo de 3 andares com soto na
ra da Cruz da mesma freguezia n. 24, solo fo-
reiro; um dito de dous andares e solo na mes-
ma ra n. 5, com frente para o caes do Trapiche
solo proprio; um dito de um andar na ra da
Seozala Velha n. 1, solo proprio, os quaes vo i
praca a requerimento da viuva e invenlariante
do tinado Antonio Pedro das Neves, sendo effec-
luada a arrematarlo na pra;a do dia 15.
Arrenda-se o engenho Santa Cruz, em Tra-
cunhaem ; este engenho tem proporces para
grande safra, com boas obras, grande numero de
foreiros.pois comprebende quasi toda a povoacio
da matriz do mesmo nome Tracunhaem : quem o
i pretender, dirija-se a seu proprietario o Sr. cora-
da grande porcao de bilhetes que ca-1 mandante superior Lourenro Cavalcanti de Al-
buquerque, em seu engenho Petrib. e no Recife
Saques para Por-
tugal.
Carvalho, NogueiraA C. na rua do Vigario n.
9, primeiro andar, sacam sobre Lisboa e Porto.
LOTlRIi
Nao sendo possivel extrahir-se a se-
guinte lott ria em beneficio da irman-
dade do Divino Espirito Santo, pelo
mesmo plano com que acaba de correr
a de Santa Rita de Gassia, em virtude
rara por vender em consequencia do
estado monetario da praca e do descr-
dito a que ellas chegaram, tenho sub-
mettido ao Exm. Sr, presidente da pro-
vincia um novo plano para ser aporo-
vado, que sendo de menor capital, com
tudo nao inferior ao actual. Logo
que estejam promptos os bilhetes sero
expostos a' venda, devendo correrem as
rodas dentro em pcucos dias.
Recife, 7 de marco de 1861.O the-
soureiro, Antonio Jos Rodrigues de
Souza.
Desde o dia 7 do corrente que se aoaentou
da casa de Joaquim Ignacio R. Jnior, o seu es-
cravoGonc.alo.de idade de 22 aooos.crioulo tullo,
alto, grosso do corpo, muito picado de bexigas,
tem urna cicatriz na canella direita e urna ferina
no mesmo p, foi visto oa Capunga : quem o pe
gar leve-o a praca da Boa-Vista botica n. 28,
[ que ser bem recompensado.
Domingos Jos da Costa Machado vai a Eu-
ropa o tratar de sua saude.
Offerece-se urna mulher para ama de casa
de pouca familia ou homem solteiro, a qual co-
stana, coze e engoraras, mas nao vai ra para
compras: na ra do Sol n. 33.
Aluga-se um sitio no principio da estrada
dos Arnictos, com grande casa issobradada com
lodos as commodoa posaiveis: a tratar na rus do
Qutiiui'3 o. |8, segund Joj udo do Rosario,
a seu procurador Jos de Oliveira Bamos e Sil-
va, na ra do Imperador n. 52, terceiro andar.
Arrenda-se o engeuho Goit da Gloria, com
proporces para safrejar 3,000 paes ou mais, fi-
cando os partidos muito perto do engenho, mui-
to boa casa de purgar, boa senzala, boa casa de
engenho, duas grandes casas de vivenda com lo-!
das as mais obras precisas, tem grande numero
de foreiros : quem lhe convier, dirija-se ao seu
proprietario o Sr. commandante superior Louren-
co Cavalcanti de Albuqnerque, em seu engenho
Petrib, e no Recife a seu procurador Jos de
oliveira Bamos e Silva, na ra do Imperador n.
52, terceiro andar.
Ao Illm. Sr. Braz Jos dos Beis, 1 len-
te de marinha, se roga o obsequio de scientiQ-
car na roa do Bangel n. 9, ou oa ra dos Pes-
cadoras ns. 1 e 3, para onde oque ltimamente
offerluou a sua mudaoca de domicilio, visto seus
ex-yizinhos nao saberem informar, e estamos na
poca de cumprir-ae o promellido.
Na rita do Queimado loja n. 10,
precisa-se alugar urna preta escrava
que saiba cosinhar.
Aceilam-se lices em casas particolares de
linguaa franceza. grega e italiana, cojas linguas
eosinam-se grammaticalmente a ler, tradnzir e
fallar com o sea verdadeiro accenlo. O respectivo
professor indicar quaes as meninas e aenboras
qoe j se pozeram promptas em um anno lectivo.
Tambem se aceitan licftes para fra da cidade,
mediante condieco e pelo que se conveociouar :
a iraUr aa ra DtniU o. 99, primeiro ndu.
- Os abaixo assig-
nados, vendo no Diario de Pernambuco de boje,
um annuncio do Illm. e Exm. Sr. desembargador
Firmino Antonio de Soura, lembrando ao Sr. Joo
Vasco Cabral, de Macei, a obrigacio de entre-
gar-lhe a quantia e as seis letras que recebera
no Penedo, doSr. tenente-coronel Antonio Jos
de Medeiros Bittancourt, e em que previne ao
publico do procedimento do mesmo Sr. Vasco
Cabral, aQm de evitar que alguem venha a ser
victima, pela falta de perfeito conhecimento
deste senhor; c, tendo lido em o mesmo Diario,
de 7 do corrento, um outro anounnrio assigndo
pelo apreciador do mritodetendendo ao in-
dicado Sr. Cabral, das arguices do Exm. Sr.
desembargador, invoca o nosso tcsteuiunho para
provar o seu acert, nao pdem os abaixo assig-
nados deixer passar esse reclamo desapercebido,
para que se nao inQra de seu silencio, ser verda-
deiro o que se diz nessa defeza, apressam-se em
declarar ao publico, que infelizmente tambera li-
veram occasio de cncarregar ao Sr. Vasco Ca-
bral de algum as cobraocas, e pela sua boa f, ta-
rara, e eslo sendo obrigados a sustentar, contra
sua vontade, pleitos com o mesmo senhor, como
se pode ver no veoeraudo tribunal da relaco des-
la cidade, para o qual appellara o referido Sr.
Vasco Cabral, da sentenca proferida pelo Sr. Dr.
juiz municipal desta cidade, contri a mais des-
arasoada pretcrico, seno cobija desse Sr. Vasco
Cabral. Recito 9 de marro de 1861. Tasso &
lrmos.
O bacharel Joo V. di S. Costa, traosferio
a sua residencia para a ra do Bangel, n. 73
ultimo sobrado esquorda iodo para o^iateo da
Peoha, onde tem o seu escriplorio da advo-
gacia.
Fugio no dia segunda-foira 4 do corrente, o
moleque de nome Beriho.de estaura regular.cor-
po grosso, cara larga lisa e reluzenta, sem barba,
com alguns sigoaes de talhos junta a bocea de
um couce de cavallo, tem falta de alguns cabel-
los de carregar canecos d'agoa, ps largos e
grandes, e reprsenla ler de 18 a 20 annos; foi
vestido de camisa de mangas carias de algodo
braoco e caiga azul tambem de algodo: quem o
prender leve a casa do tenente-coronel Francisco
de Miranda Leal Seve, morador na ra do Seve,
ou na Ilha dos Ratos, que ser gratificado.
Precisa-se alagar urna casa terrea, ou um
sobradinho de um andar, que tenha quintal so-
frivel e cacimba, e que esteja em bom estado,
sendo no bairro da Boa-vista as segualas ras
da Gloria, Alegra, Velha, Rosario: quem tiver
poder snnuocisr por este JDiarto para Mt
procurado,


-Jf.v'."..
i ___

DIARIO DE PERNAMBUCO. i- SEGUNDA FE1RA 11 DE MARCO DE 1861.
(;
I
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA ^A&BDLHA E)<3> g)R. TOWNSEHS)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
chimieo e medico celebre de Xew York
New-York, ha vemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send.consideramolo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico.
BOYD 4 PAUL, 40 Conland Street.
WALTERB. TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZ4RD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Go, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM& Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAVILAN D & Go, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,BOBINS&Co,134Water Street.
THOMAS & MAL, WELL g6 William Street.
WM. NDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAV &Co, 4 Flelcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFEL1N, BROTHEB & Co, 146*
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
H A VILANO, KEESE& Go, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
10 Altor.
House, and 273 Broadway, cor. ofCbam-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINORA Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAV, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRIGK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK 4 Co. 49 John Street.
CONHECEMOS A ARVORE E SUAS FRU-
TAS i
B IGUALMENTE
Conheeemos um Medicamento nos seus Effeitot
O extracto composto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDIQUEN TODO POYO'.!
Adata-se tao maravilhosamen le a constituicao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB LID A DE,
fortalece;
E' CURRUPCO,
purifica;
E* PODRID AO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servigos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washingtom, Brooklym, sob a inspeccao directa
do muito cotihecido chiroico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidade jie New>York, cuja cer-
tido e assignalura se acha na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGNALE GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purftcador to sangue
CURANDO
ONDE
ONDE
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo seu extraordinario
e quasi m ir aculo so effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido VI-
TAL. Islo ha de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal,
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
latura mediana est avaliada pelas as primeiras
autoridades em vinte e oilo arralis. Em cada
pulsacao duas ongas sahem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de quatro minutos. Urna dis-
posigo extensiva tem sido formada e destinada
com admiravel sabedoria a' destribnir e fazer
circular esta corrente de vida por todas as
partes da organisagao. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deSunde
com velocidade ELECTRIC*, a corrupto as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dianle pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos espillarlos,
al cada orgo e cada teagem se faz completa-
mente saturado e desordenado. Desta maneira
a circu agio evidentemente se faz um engbnho
poderoso de doenga. Nao obstante ple tam-,
bem obrar com igual poder nacriacao de saude.
Estivasseocorpo infercionado da doenga maligna,
ou local oa geral, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puro e saudavel ficar supeiior
a doenga e inevilavelmente expellir da consti-
tuigao.
O grande manancial de doenga enlao como
J'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-lo, possue al-
gum direito ao cuidado do publico.
O SANGUE O SANGUE I o ponto no qual
:e ha myster fixar a attengao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Assignanles, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, I. andar, tam-
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
F0UNMIA8 GE 1861.
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas foihinhas impressas nesta
typographia
Folhinhd de porta ou KALENDARIO eeclesiastico e civil para o
bispadode Pernambuco......'" VR?1C! 160 n.
Dltd a6 algibera conteni alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicado das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna colleccao de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i ment da moeidade. 820 rs.
Dita dita contando alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cado das festas mu Javeis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e corrungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexia-feira da Paixo, (em portuguez). prec,o..... 320 rs.
Dita do altianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prec,o de:....... 19000
Parafacilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alterares, sendo a correc-
co a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudaneas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem se quer
saber a residencia.
Cassino Militar
Pernambucano.
Prevlne-se sos senhores socios que se deverao
reunir na terca-feira (12 do correte] pelas 5 ho-
ras da tarde, em sssemnla geral, am de trata-
ren! de nieresses da rnesma sociedade. a reu-
mBo lera lugar no edicio do arsenal de guerra.
Recife 8 de margo de 1861.
Anioii'o Vilella de C. Tavares.
1. secretario.
CASA
O Herpes
AHerysipela,
A Adstricc.aodo ven-
tee,
As Alpobcas
OsEffeitos do azod-
GUE,
Dispepsia,
as doenc as,de figa-
D0,
A Hidropesa.
A Impingb
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Debilidade geral
AS DOEN C AS DE PELLE
As Borbulhasna ca-
ra,
As Tossbs,
Os Catabbbos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor era
todo o respeito a algura oulro puriGcador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por car-
io espado de tempo.
Townsend tem assignalura e a certidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
3
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 1U VIU(,LOWll.( VSiltOll HD03
CAimea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa, e de tardedepors de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidade, comopara o engenhos
a outras propriedades ruraes.
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriploem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife po-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
iivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos hameopathicos j bom conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes.....,.....1 O000
Dita de 24 ditos........;........15?l>000
Dita de 36 ditos............, ... 205000
Dita de 48 ditos............, 255000
Dita de 60 ditos...............- 30CCOO
Tubos avulsos cada um.........'....* 1*000
Frascos de tinturas. ; :.........., 28000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, tra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 109000
Reoertorio do Dr. Mello Maraes......... 65500*
Nova carlilha.
Acaba de sahir dos prelos desta typographia
urna nova edicto da carlilha ou compendio de
doutrina christa, a mais completa do quantas se
tem impresso, por quanto abraoge ludo quanto
continha a aoliga carlilha do ebbado Salomonde
e padre mestre Ignacio, acresceutando-se muitas
; oracoes que aquellas nao linham ; modo de a-
Icoropaohar um moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das festas mudaveis,
e eelypses desde o correle anno al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os raes-
mos anuos. A bondade do papel e excellencia da
1 impresso, do a esta edi;o da carlilha urna
preferencia asss importante: vende-se unica-
j mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
: dencia.
Gama & Silva
eslando em liquidaejio de sua loja de fezendas,
fita na ra da Imperatriz n. 60, por meio desle
annuncio avisara a todos os seus deredores por
! conta e letras j vencidas, a virem pagar seus
i dbitos no prazo de 30 dias, contados da dala do
primeiro annuncio, Ando elle sero seus nomes
publicados oeste jornal,
de 1861.
Recife 16 de fevereiro
JOIAS.
Precisa-se alagar urna escrava
para casa de lamilla : na ra da Cadeia
do Recife n. 53, terceiro andar.
M|lMB8Blga-aiB61MIMIBfilMlMf
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48. Participim aos seus numerosos fregu- 5
zes que teodo chegado o seu mestre al- 1
faiate que mandaram contratar em Pars, o
acham-se promptos a mandaren) execu- H
lar toda e qualquer obra tendeoie a al-
(aiate, assim como tem em seu estabele-
cimento grande sortimento de tudo quan-
to se desojar, para qualquer das esta-
cos nao s de fazendas como diversos
artigos de luxo, continuando o mesmo
nestre areceber por lodosos vapores fl- |
gurinos para melhor poderem servir ao Ir
respeitavel publico a quem pedem de vi- &
rao visitar o seu eslabelecimento que jg
aeontraro aquillo que desejarem. |g
le e*".: w VSIW crow ir?BW PX1 eTw atom cth el! z/mVWc
imk
Na ra da Cadeia do Reciten. 11, segundo an-
<5-t, precisa-se de urna criada captiva ou forra,
mas que seja peneita engommadeira, pois pa-
ra Ksse trabalho se for forra pode ir dormir em
casa querendo.
O Dr. Antonio Agripino Xavier de Brito #
# reside na ra da Imperatriz o. 47 segundo 9
andar, onde pode ser procurado para o 9
exerccio de sua profissao. #
# 9-9999
O Sr. Jos Cupertino do Santos
Vieira ou Meia, queira apparecer na
praca da Independencia n. 6 e 8, que
se lne deseja fallar.
Precisa-ae alugar urna casa terrea que te-
nha commodos para familia, quintal e cacimba,
na* seguintes ruaa : de HorUs, pateo de S. Pe-
dro, Flores, paleo do Carmo, largo do Paraizo ;
cujo aluguel nao exceda da 208 mensaei; quem
tiver para alugar annuncie.
Os senhores passageiroa que vieram do Por-
to no navio Amelia, que ao despachar o fatp
na alfandega Uraram por engao a caixado pas-
sageiro Joaquim Jos uoes.faeam o favor de an-
nunciar para aer dastrocada ; na roa do BiCge)
o. 17,ou apparecaaj na mesmo.
Pianos,
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
I loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
; pa aos seus amigos freguezes e ao publica em
j geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
I cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
! com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
; rato do que em outra parte, garantindo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
. qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
! gando o ouro por mais do que em outra parte.
I Preclsa-se de urna ama : na ra estreita do
Rosario, casa n. 20, segundo andsr.
_ A Sra. Antonia que mora na ra da Con-
cordia, que esleve em Peoaflel de Portugal, tem
urna carta na ra do Rangel n. 17.
Mudanza de domicilio.
Joao Laumonnier (ransferio seu eslabeleci-
mento da roa da Cadeia do Recife para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melhores autores da Europa. Encar-
rega-se de aunar e conceitar os mesmos instru-
mentos.
O Sr. Dr. Felippe Jansen de Albuqucrque
queira ter a bondade de dirigir-se ra do Quei-
mado n. 27, a tratar de um negocio de impor-
tancia.
i| M. J. Leite, roga a seus de ve- j||
> dores que se dignem mandar pa- |
gar seus dbitos na sua loja da
H ra do Queimado n. 10, enten- M
l teudo-se paia esse im com o seu
g procurador o Sr. Manoel Gomes *
X Leal.
Roubo
Roga-se encarecidamente a todos os senhores
ourives e relojoeiros, e autoridades policiaes, que
i prendan os autores de um roubo feilo no dia 7
j de marco, pelas 5 horas da larde, em um dos
quartos do convento do Carmo, sendo os seguio-
] tes objectos : um relogio meio chronometro de
! ouro n. 34607, trabalhando com dous mostrado-
res, um correntao com 15 oitavas de ouro de le,
um annellao circulado de pedras e com urna dila
ruxa no meio, sendo dito annel proprio someate
para um padre.
Thomaz Lucas e sua familia, inglczes, reti-
ram-se para Europa.
Urna preta que sabo engommar, cozinhar e
fazer os mais arranjos de urna casa, ofTerece-se
para ama de um homem solteiro, e d Dador a
sua conducta : na ra da Penha n. 17, segundo
andar.
Cozinheiro.
Quem precisar de um perfeito cozinheiro, diri-
ja-se a roa da Cruz n. 4.
0 bacharel A. R. de Torres Ban-
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu noexercicio de sua profissao
deadvogado.
Mudarica de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu eslabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Sra. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado aortimento
de fazendas de todas as qualidadea para vender
em grosao e a retalho por precos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e na
do Imperador, oulr'ora ra do Gollegio. sobrado
de un apdfr n, 36.
Coslureiras.
Precisa-se de 6 senhoras de boa con-
ducta que Siibam cozer costura de al-
faiate para cozerem por dia em casa de
familia, paga-se bem : na ra Nova n.
47, junto a Conceicao dos Militares.
Contrata-se urna pessoa entendida
notrabalhar em chapela ra ou cirguei-
ro para urna das cidades das provincias
do norte : a fallar na loja n. 3, prxi-
mo ao arco de Santo Antonio.
AMA
No caes de Apolo n. 57, junto a ponte se dir
quem precisa do urna ama escrava, de boa con-
ducta, para ser empregada nicamente em en-
gomando e costura, paga-se bem.
Attemjo.
Aloga.se urna cocheira e duas meias aguaa na
ra do Tambi n. 11 : a tratar na ros do Quei-
mado n. 51.
de cominissodeescravos, pa-
teo do Paraizo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
eolo.
Para a dila casa foi transferido o antigo escrip-
torio de commisso de escravos, que se acha-. a
estabelecido na ra larga do Rosario d. 20 ; e
ahi da mema maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso, e
por conta de seus senhores ; nao se poupando es-
forgos para que os mesmos sejam vendidos com
promplidao, aflm de que seus senhores nao ao-
fram empates com a venda delles. Neste mesmo
eslabelecimento ha sempre para vender escravos
de ambos os sexos, bellos e mocos.
O abaixo assignado faz sciente ao respeita-
vel publico que lendo comprado a cocheira da
travessa dos Flores n. 1, que foi do Sr. JoSo Ma-
noel de Siqueira, continua a foinecer corros de
aluguel nao s para passeios como para ra da
capitel, onde as pessoas encontraro pontualida-
de, e aceio no que for necessario, bons carros,
e por preco commodo a lempo e hora que os
freguezes necessitcm.
Izidoro dosAnjos da rorciuveula.
Precisa-se alugar urna escrava para todo
servico de urna casa, pagndose 20* rs. mensaes
na padaria de Santo Amaro, delroz da fundiclo
do Sr. Starr.
_Deseja-se fallar ao Sr. Jas Pereira de Ma-
galhaes Bastos, no largo do Paraizo n. 14, a ne-
gocio que o mesmo senhor nao ignora.
CONSULTORIO ESPECIAL HOMEOPATHICO
DO DOUTOn
SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
at meio dia, acerca das seguiules molestias :
1. molestias das mulheres, molestias das crian-
Sas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
eslias ssphiliticas, toda as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
FHARHACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus efleitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos prejos mais commodos pos-
siveis.
N. R. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pbarmacia ; todos
que o forem fta della sao falsas.
Todas as carleiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino 0. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de. As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenham na tampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMPAHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
IP IE 121.
CAPITAL
Cinco mUliftes de litaras
steTliiias.
Saunders Brotbers & G. tem a bonra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a qnem mais convier, queesto ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo epedra,
cobertos de lelba, e igualmente sobre os objectos
que contiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
g UUiV Vm% VSaM vofiVi &HM BV CSV VB1 lUflili #*
Dentista de Pars, i
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentisla, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
denles artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeic.ao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios etc.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande ofiicina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso lem na mesma loja um completo sor-
timento.
-- Na travessa da ra
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
lingir com toda a peifeico para qualquer cor, e ,
o mais barato posskel. <
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, cuser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
compras.
Aviso
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-seescravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Comprase um escravo com ofii-
cio de cliapeleiro ou cirgueiro : a fallar
na loja n. o, prximo ao arco de Santo
Antonio.
Compra
Duas escravas de meia idade que saibam
cosinhar o diario, na ra das Agua Verdes n.
46.
Compram-se 50 a 80 caibros de 40 palmos
de comprido, de boa grossura e boa qualidade :
oa padaria da ra da Imperatriz n. 66.
Compra-se urna negra que esteja pejada,
que tenha bonits flgura e boa conducta : quem
tiver e quizer vender dirija-se a ra eslreita do
Rosirio n. 36, que achara com quem tratar.
Compra-se um pardo moco, sadio e inlelli-
genle, cuja idade nao exceda de 16 annos a
tratar no Mondego, casa n. 103.
Compra-se um preto moco e robusto para
o servijo de campo : a tratar no Mondego, casa
numero 103.
Compra-se urna preta moca
saiba cozinhar o diario de uma'casa, e que
as compras : a tratar no Mondego, casa n
deS.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illumiuaco
a gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ,ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Carilargo < Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo o. 1, rogam aos de ved ores
desta Brma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou entenderem-se a respeito com os referidos
compradores ; certos de que serio chamados a
juizo os que assim nio fizerem.
0 bacharel WITRUVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, de sobrado da esquina que volta
para a Camboa da Carmo.
Aluga-se o armazem n. 7 sito na ra do
caes de Apollo, sendo ptimo para asancar ou
outro qualquer deposito de gneros, estando to-
do travejado, o que pode servir para guardar cer-
tos gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o pateo de S. Pedro n. 6
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad e Samuel P.
Johston & C., rus da Senzalla Nova n. 52.
Precisa se alugar urna escrava que saiba
cosinhar e engomar, na ra larga do Rosario n.
37 no Io andar.
Aluga-se ama casa terrea na Solidade,
propria para rapases solteiros, na roa do Quei-
mado n, 77,
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado d. 39, loja de 4 portas,
vende-se estamenha para habito3 a 2;200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a ron-
tade dos irmaos a 45$ cada um, obra muito bem
feita.
SYNOPSE
DE
ELOQl'EMIA E POTICA KACIOSAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sahio do prelo a indispensavel synopse para os
exames de rhelhorica, a qual se torna recora-
mendavel aos estudanles nao somente pela cla-
reza econcisao do phraseado, mas tambem por
urna laboa synlhelica qne tem junla, a qual, de-
pois de terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanto ha d^essencial.
A' venda Da typographia commercial, ra eslreita
do Rosario n. 12. e na livraria classica, praca de
Pedro II n. 2, a 2 cada exemplar.
Manoel Ignacio de Oliveira & Filho saecam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Antonio Jos Dantas, liquidatario da exlincla
Orma de Machado & Dantas roga aos senhores
abaixo declarados quo tenham a boudade de
comparecerem no Becco da Boia n. 14 a negocio
que nao ignoram e por nao saber suas moradias,
o faz por meio desle Diario :
Jos Garca da Silva.
Julio Gomes Villar.
Joao Pereira Cardoso Guimares.
Joaquim Jos A Ivs Pequeo.
Jos Soares da Costa.
Joao Manoel Bernardo.
Jos Joaquim de Almeida Guedes.
Malhias Ferreira de Sanl'Anna.
Francisco Paulino Pereira de Carvalho.
Thomaz Jos de Gusmao.
Custodio Manoel da Silva.
P6dro Alexandrino Jnior.
Maria da Conceigao Dourado da Fonseca
est procedendo a inventario dosbens do seu
casal em consequencia da morte de seu marido
Simplicio Xavier da Fonceca, pelo juizo de or-
phos, escrivo Brlio, o quo se faz publico a flm
deque quem se julgar credor do mesmo casal,
proceda como de direito, islo no prazo de 5
dias. Recife 7 de marco de 1861.
Faz-se publico, para conbecimenlo daquel-
les a quem possa intereasar, que nao pode ser
alienado nem hypothccado o sobrado de um an-
dar e sotio, na povoaco do Monleiro, com fun-
dos para o rio, porque* o mesmo sobrado est su-
jeilo liquidacau de uns sociedade commercial
e outros compromissos a que est obrigado q
seu proprietarro. E para evitar futuras contesta-
Cues que se faz o presente annuncio. Recife 4
de margo de 1861.
c robusta, quo
fa;a
103.
Vendas.
romano.
HavenJo a congregaco da Faculdade de Dire-
lo desta cidade adoptado para texto das prelec-
Cjiea de direito romano no correle anno as ins-
lilui[5is de Warokienig em substituiso aos ele-
mentos de Waldeck, os senhores esludantes do
primeiro anno que quizerem ter aquella obra em
portuguez, podem deixar seus nomes e o impor-
te da assignalura (lOgOOO), na loja de Iivros do
Sr. Autonio Domingues, na ra do Collegio n. 67,
onde receberao as 6* paginas que j se acham
impressas.
. A. Warnkcenig.
Em latim, na loja de Iivros da ra do Collegio
numero 67.
Venancio Pereira Leal avisa ao Sr. Manoel
Jos Teixeira de Souza que venha tirar as suas
grades de cadeira, e nao vindo no prazo de 8. dias
venderei para o meu embolco da quantia de
89600. Recife 8 de margo de 1861.
Dauel Bawiog. subdito ioglez, vai para Eu-
ropa.
Aluga-ae, exclusive a loja, o sobrado n. 31
aito na ra ou paleo do Livramento, tem dous
andares com excellentea accommodacoes, e que
ae acham em bom estado de aceio, principalmen-
te o primeiro, que tem um famoso terraco com
coberta, lem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bem sotio com cozioha espacosa e 2 quartos :
trata-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84,
Loja do Fignciredo.
Ra do Crespo n. 9, esquina
que volta para a ra do Im-
perador, antiga loja de Si-
queira & Pereira.
Cotao esle estabelecimenlo esteja em liquida-
gao, vendem-se todas as fazendas por precos
muito baratos, como se demonstra em alguna
artigos abaixo relacionados.
<-!r?eos de pllia enfeitados para senhora a
Ditos de seda a 14J.
Ditos de palha ricamente enfeitados muito li-
nos a 20.
Ditos de seda a 20c.
Vestidos de tarlatana de 3 folhos, bordados,
brancos e matizados a 14j>.
Cortes de barege de la com 3 folhos a 12.
Dito de dito dito a 18*.
Ditos de dito dito finos a 20.
Dilos de fil de seda com 3 folhos, bordados,
brancos e matirados 20)*.
Manteletes de fuslao brauco 109.
Capinhas de fuslao branco ricamente bordadas
para senhoras 6$
Manteletes de grosdenaples bordados de 15S a
a 30JJ.
Palmas de velludo liquissimas.
Cdzaveques riquissimos.
Taimas de grosdenaples.
Manteletes de fll prelo de seda com ricas reo-
das e franjas de 24 a 30.
Chitas francezas de cores seguras, a 210 rs. o
covado.
Dilas ditas ou afamadas chitas selim a 280 o
covado.
Cassas pioladas muito Coas, cores flxas, a 240
o covado.
Cassas pintadas organdys, vara a 900 rs;
Pannos prelos finos de lJ600o covado at 10J.
Cortes de casemiras muito finas de cores a 4g.
Casemiras de quadros, covado 500 rs.
Ditai prelas para caigas ou paletots, covado a
1S600 e 4jf.
Lencos proprios para rap, duzia a 18600.
Grosdenaples pretos, muito boa fazenda, cora-
do de 1900 a 3g.
Enfeites devtdrilho muito bonitos aStOO.
Vestidos riquissimos de grosdenaple prelo e de
cores cora folhos de velludo.
Superiores chapeos de castor preto para ho-
mens.
Ditos de seda a 6$.
3Le,nores carlas Para i8" voltarete, duzia
a oOOO.
Ditas ditas douradasa 4/500 a duzia.
Chapeos de palha para homem Garibaldi a
39OOO rs.
Luvaa de Jouvin as melhores que ha no mer-
cado para homem e senhora.
Em casa de Basto & Lemos, ra do Trapi-
che n. 15, vendem-se os seguintes gneros :
Farelo muito bom.
Cadeirasgenovezas, singelas e de bracos.
Tijolos de marmore de 8 e 9 pollogadas.
Um baoheiro de dito grande.
Licores finos em garrafas de cryslal; por pre-
go commodo.
Vende-se ou aluga-se um bom escravo :
na ra do Imperador n. 50 terceiro andar.
Vende-se a colleccao do Diario de Per-
nambuco do anno de 1850, completa e encader-
nada : na ra do Amorim n. 44.
Atiendo.
Vende-se um grande e magesloso sitio com
mullos arvoredoa de fracto, campo para 8 a 10
vaccaa de leite, terreno para plantages, com bai-
xa para capim, casa de vivenda para grande fa-
milia, cocheira e estribara, casa para pretos;
propriedade eala de muito valor por ser muito
perto da cidade; tambem se vende urna casa
terrea nesta praga ; quem pretender, dirija-se a
loja de Lopes & Miranda, na ra da Cadeia do
Recife n. 50.
Ceblas novas ~
a 1,280 rs.ocento.
Vende-se na roa das Cruzes n. U, esquina da
travessa do Ouvidor.




<)
MARIO DI IMUmiWCtt. SEGNBA. FURA H 01 MAl^o Ot 1S61
Relogios.
Veade-se em csa de Johnslou Pater & C,
fu do Vigario n. 3 um bello sor limen lo de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; lambem
urna variedade de bonhos trancelins para os
mesmos.
Fazendas baratas
Na ra do Queimado n. 19
Cimbraias finas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o corado, ditas escuras a 180 rs.
o cavado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhag de rusti a 600 rs. cada urna.
Cambraietis finas para vestido a 2$800,3 e
3?500 a pega.
Esleirs da ludia para cama e Turro de sala,
senio de 4, 5 e 6 palmos de largo
Longos brancos para algibeira pelo barato pre-
.;o de 19600 a duzia.
Grandes colchas do fustao lavradas a 5&500.
mwm.
-,.
Vende-seem casa de Saundres Brolhers de C.
praca do Gorpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaute Hoskell, por presos commodos e lam-
bem trancellins e cadeias para os mesraos de
eicellenie gosto.
As melhores machinas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
&C, Whecler & Wilsou e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durad ouras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
ranlindo-se a
sua boa quali-
dade e Jura-
cao : no depo-
sito de ma-
*vJJ chinas de
Riymundo Carlos Leile & Irmo, ra da Impe -
ralriz n. 12, adligameote aterro da Boa-Vista
Para a quaresma.
Ricos corles do vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pinlis de mofo,
qu mal se conhece, os quaes se tem vendido por
160, e que se vondem por 80$.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, azen-
da muilo boa e encorpada por 559 e 60$.
Mantas prctas de lioho bordadas a 89.
Visitas prelas muilo bem enfeitadas a 12g.
Ditas de seda de cores muilo lindas a 209.
Grosdenaple preto superior de 29200 e 29, e
muilo largo a 29800.
Sarja prela hespanhola boa a 29.
Velludo prelo liso muilo bom a 45, 59 e 65.
Cortes de casemira preta bordada para collete
a 59090.
Ditos de velludo prelo bordado para collete
a IO9000.
Calcas de casomira prela fina a 10 el29.
Casacas esobrecasacas prelas bem feitas a 309.
Gorguro prelo e bordado de cor delicada, o
covado 49.
Colletes de casomira pretos bordados a 89.
Palelots de panno prelo n 129 e 18*.
ilos de alpaca prela a 39, 4,5 o 6, e muito
Cno a 89000.
Saias balao a 4-;.
Chales de merino bordados, grandes a 53, 63
e 79000.
Ditos de seda prelos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duas saias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 o 60S.
Ditos oe phanlasia em carlo a 15.
Caigas de casemira de cor a 69,8, 9 e 109.
Saceos de tapete de diversos tamaitos para
Tiagera a 59.
Atalas desoa para viagem de 129a 18$.
Chapeos pretos francezes finos a 8fl.
Ditos de castor branco sem pello muilo bons a
12000. E outras muilas fazendas, que para li-
quidar, vendera-se baralo : ns loja de fazendas
da ra da Cadcia do Recile n. 50, do Cuuha e
Silva.
VeudeiD-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mui barato preco os movis seguin-
tes : urna criiii de casal, embutida ;
utn porta-seivi lor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas ; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em ca*a de Ninon de
l'Enclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono da retirarse para o campo,
por isso destaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Pars, aon-
de foram confeccionados com pereico
e apurado gosto.
Sd-ifanlc-
letes a 10$ e a 12$ no ar-
mazem de Bastos & Reg,
na ra Nova junto a Con-
ceico dos Militares,
Parece incrivot vender-se ricos manteletes de
grosdeoaple preto de apurado gosto pelo dimi-
nuto prego de 109 e a 129, porem se venden) por
este diminuto prego por ter grande quantidade e
s coro o flm do apurar dinheiro. assim como cor-
tes de colletes do casemira prela pelo diminuto
prego do 155O0 ao corte. Testimonias para me-
ninos de 5 a 8 anoos por 39500 cada urna e outras
muilas fazendas e roupas feitas.
Para fechar contas
Cortea de caasmirai de cores para calcas, a 3f.
a ra da Cruz do Recifc, armazem n. 14.
S Remedios americanas i
!
S DO DOLTOR
SRadway & C, de New-YorkS
I PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador. 3
Pilulas reguladoras. %
g Estes remedios j sao aqu bem conhe-
5 cidos pelas admirareis curas que tem ob-
ttdo em toda a sorte de febres, molestias
chronicas, molestias de senboras, de pe-
9 le etc., etc., confrmese v as instruc-
9 goes que se acham traduzidas em por-
luguez. 9
Salsa parrilha legitima e$
original do antigo
IDR. JACOB TOUNSENDl
0 melhor parifleador do sangue
cara radicalmente 2
9 Erisipela. Phtisicas.
9 Rheumatismo. Catarrho.
O Chagas. Doengas de figado.
m Alporcas. Effeitosdoazougue. Z
9 Imptngens. Molestias de pelle.
a Vende-se no armazem de fazendas de S
a Raymundo Carlos Leile &Irmao, ra do I
55 lmperatrizn 12.
Attengao.
N. 40-Roa do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tres quartas de
farinha de mandioca a 2500.
Grande deposito de pianos fortes
DOS
MAIS AFAMADOS FABRICANTES DA EUROPA
DE
l h WDUSi
e fsHEEL d6dSl-enner?t. Cab3 4? **?r.dt EurP *" Pnos da celebre fabri-
)ropnetano deste eslabelecimento toma a libordade de convidar
vir apreciar as excel-
trabalho unido elegancia
-------y.---------\ZZ-7T^r' "F'"j"ieiano oeste eslabelecimento loma a l
g_g*"gft*qgy ? dore, deate instrumento par. quo se digne*
\H*m e esmerado gosto desie afamado fabricante.
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperitos de ranea.
r*MRnAleiSr*Reiiiara0 8Ch?"8e dePosUado- d"*""* Nova n. 23, ESQUINA DA
LAiviBUA UULAKMO, o qual se vende por masgos de 2 heclogramos a 1000 e era porcao de
10 mseos psro cima cora cesconlo de 25 por ceoto; no roesrao eslabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
ielogios
Suissos.
EmcasadeSchaneitlIn&C.ruada Cruz n.
s, vende-se um grande e variado aortimento
oe relogios de algibeira horisontaes, patentes
chronometros.meioschronomelrosdeourolpra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
gtosdos pnmeirosfabricantes da Suissa, que se
vanderao por precos razoaveis
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e confrarias.
Na ra da Senzala Nova n. 30 tem para ven-
der cauuihas com doces de fruetas o de farinha
amendoas, castanhas cora confeitos e amendoas'
ludo com muilo bom sorlimento para os anjos
das procissoes, e vende por preco muito commo-
do, porque ludo fabricado Leste eslabeleci-
mento.
Atleneo.
Brilo & Braga, proprietarios da imperial lilho-
graphta sila na ra nova do Ouvidor n. 25, no Rio
de Janeiro, tem para vender por precos razoaveis
um completo sortimenlo do prelos, pedras e lo-
dos os accessorios lithographicos em grande e
pequea escala. e
CENTRO COMMERCIAL
1S RuadaCadeiadoRecife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Jos Leopoldo Bourgard
fmtf^aSf ?*hiV gcrand^ de.Pos''"> relllho 55mSi2r,1Ca Sr$ Dora,?S$ Alves Machado & C. vendendo-se em
retaiiio, lem dtslo tem semori eraude sort raenin Ha <.|..r..tnB ^...-ii.. u____.
Charutos
nelro por c
porgao e a
suissos e hamburgo.
Charutos suissos
Em casa de M.lls Lalham & C. lia ra S
da Cadela do Recite n. 52, vende-se : Z
Vtnho do Porto.
| Oilo Xercz engarrafado da muito supe-
W rior quahdade. v 2
i3 Oleo de hulnca. S
@ Alvaiade. 9
9 Socante. 9
A/.arcao. 9
> Encarnado veneriano em p. Z
@@S@^ @@@ 9989999@>
Vende-se urna taberna na ra Imperial,
com muilos commodos para familia, por seu do-
no querer se retirar para o mato : a tratir na
mesma ra, no armazem de sal do Amaro.
verdadeiro em magos de diversos tamanhos, garante-se a qua-
4 dioheiro.
Competo sortiraeoto de fazendas.
GURGEL A PERDIG0.
Ra da Cadeia do Recien. 25.
V'endein grosdenaples prelo superior
muito larro e encornado a 2a val 2$500.
sempre grande sorlimento de charutos manilha, havana,
a 305 o milheiro, fazenda superior e que se venda a 45$.
liocaes para charutos
a320rs. com agarras de metal al cada uro, ditos para cigarros a
vaf^SS^ESS1 BSSSLS*-*M*-~ -igarreiros que fabri-
Tabaco caporal franceZi
Iidade.
TKC a00* 5? aUb.ra,e m,eialibra P" 3S, para cigarros e cachimbos.
l^ZZ^^^^^^ cigarros e ca-
,^?hS^^
Cigarros de manilha depapel brdnco e pard0 l5| 0 milheir0i
Machinas e papel para cigarr09 de maniIha_
U ? r i rr"nCez em mi,S08 de uma libra e ditos de meia Iib 'end superior.
Vasos de lou^a e barro para tabaco, rap.
Phosphoros e iscas de dTersa8 qualida(!c3 para charulos
J1' -S iS 2 ^^Z^^^^1^^^^^- 'ouga.
VIITJ ^1 JanerP^Pa cachimbos e cigarros a800 rs. a lib
*UUem-8e lOOaS es fazendas maisbaratodoque em outra qualquer parte.
; ^^^SJSSS,:8"^ loraando-3e a receber 'iDC,uioda *-H q-
APr^id.dPet:illl"Se encom,nendas. encaiiotam-se e remeilem-se aos seus deslios com bre-
eDman0ie8?e flcaexPosl lemum variado sorlimanlo de objectos proptios para os senhores fu-
A 4,800 a coberta.
Ra do Queimado n. 19,
armazem de fazenda, veade-M a* lindas cober.
ai 2iS. desenn<> chlnez e pelo barato prego
de 1,800 rs.
Grosdenaples baratis-
smos
Vendem-se grosdeBaples preto spelo baratissi-
mo prego detjttOO e 2 o covado: na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
/ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores Oas e lindos desenhos
a 240 rs. o covado do-se amostra cota penhor.
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
r! u v,Gl'ud0' di,os bordados, veos pretos de
Gl bordados sarja prela, grosdenaples, casemi-
ras, pannos finos, e outras muilas fazendas, ludo
por precos muito commodos.
Terrenos na ra do Brum
com 300 de fundo, ludo bem aterrado e propiio
parase ediflcarem eatabelecimento de p.darias
reOnagoes, ou outros quaesquer por ter excellenle
porto para embarque e desembarque de gneros-
a tralarna ra da Madre de Dos n. 6.
mmm siegas aw mmmmm
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a libra, a
superior e aira potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja ^"^lidade e reconbecido ef-
feito igual ou superior a de 3
P Hamburgo, feralmente conheci- &
m da como da Rusta : no deposito, fe
S ruada Cadeia n. 47, escriptori |
7| de Leal Keis. S
CALQADO.
45 Ra Direita 45
Tondo deilunentar SO (o o calcado de M-
nhor. e o de hwen.10 *u% dia tf de fevereiro
em dlante, em eonsequeocia da nova pauta que
ha de vigorar na .Ifandega; o profrieUn4**
bem sonido eatabelecimento da roa Direila o
45. nao quer que os seas fregaesee carreguem
com as consequenclas do avstema financeiro do
Sr. ministro da fazenda e por isso sustenta n
pregosdo seo calgado pela tabella seguinte :
Hornera.
Borzeguins para bomem (im-
periae)....... 10^000
Ditos (aristocrticos). 90000
Ditos Jprova d'aena) 8^500
Ditos (Bersaglieri)..... 8000
Ditos (communistas). 6J000
Meios borzeguins (patente). fj#000
SapatOes (3 bateras). mqqq
Ditos (sola dupla)..... 5A200
Ditos (blusas)...... 500
Senhora.
Botinas (prima dona). 5$000
Ditos (vis a vis). .... 4800
Ditos (me deixe)..... 4500
Ditos (grisete)...... ^000
Meninos e meninas.
SapatSes (bezerro)..... 4#000
Ditos (diabretes)..... 3^500
Ditos (salva pes)...... 3^00
Botina (boliQosas)..... 4A000
Ditas (para crianzas). .' 3g500
Zapatos pnra senhora (lustre)' 1A200
E um completo sorlimento de couro. de lustri
rXlT !0U- bezerro f"cez ckrinho?
ludo que oecessano a um irmao de 3. Cris-
pim. advogadodos rtiatassapateiros. por precos
que s este eslabelecimento pode vender P S
ma-
jra.
Grosdenaples pn-io lo encorpado que
parece goreurao a 2g20Q val 3g.
Vestidos pretos bordados a velludo,
ditos de seda de dous babados e duas
saias.
MinMeles, taimas, visitas de fil, de
goriiro liso e bordados e mais modernos.
Mantas de lil
por 8ftv| U
baralo ifi^Z^J^*^1'1*- aol[, ^ ^ se ^ !
Vender muito para vea ier barato
Vender barato para vender muito.
de linho muito boas
Chale.* de cachemira pona radonda e
bolota, ditos de louquim brancos supe-
riores.
Sedas oe quadrinhos, grosdenaplea de
todas as cures c moreantique.
Pentesde tartaruga moaernos e dos
mais acreditados fibricantesde 10 a 30.
Saias balo de musselina lisa, de ba-
oados de 30 arcos para senhora e meni-
nas.
Vestidos de cambraia brancos
dos, de barege c gaze de sedas.
Camisas para meninos de todas
idades. dilasde linho para senhora.
borda-
as
Franjas prelas de vidrilho, ditas de
retroz para lodo o prego.
Vestidos de seda de cores, ditos de
blonde com mana, capella etc.
Estampas finas e iuteres-
santes
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des eslampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morle do juslo rodeado de anjos, etc.,
e outras a morle do peccador cercado de d'emo- '
nios, etc. Sao na verdade interessantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 290OO cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joao Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem coohecido peles seus bons ef-
feilos, continuara a vende-lo pelo prego de ljj
cada vidro, fazem uma diffirenga no-prego aos
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidroanara cima.
Rap prineeza gasse da Baha
Em casa de Lopes frmos. no caes da alfaode-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porges ou a retalho.
Agua imperial
para lirar as caspas, limpar mui bem a cabeea e
azer renascer os cabellos ; vende-se nicamen-
te era casa do cabelleireiro da ra do Queimado
n. 6, pnmeiro andar.
Agua para tingir ca-
bellos.
A meihor que tem apparecido al hoje : Unge
mu bem os cabellos, e nao tem o inconveniente de
ucarera os mesmos russos oe verdes: o proces-
so do usar simples, e o efTeito proveitoso ven-
de-se na roa do Queimado n. 6. primeiro andar
casa do cabelleireiro.
Baratissimos jarros de por-^
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana dou-
rada, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra en re tes de mesas, rnalo de gabinete, etc.,
pelos baratissimos pregos de 3 e 4J000 o par
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n. 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Kooker & c., existe um bom sortimenlo de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabncanle de Inglaterra, as quaes se vendeta poi
precos mu razoavea.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores flxa;
a doze vinlenso covado, mais barato do qn
chita, approveilem em quanto nao se acabam
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa P.
Cassas. orgauuvs. diamantina, chita
clara e escuras, francezas e inglezas
Baratissimos paliteiros da
rorcelana dourada.
A loja da agnia branca est vendendn palitei-
ros de porcelana dourada de muito bonitas figu-
ras e moldes pelos baratissimos pregos de lj>,
19200 e 1J500 cada um, por to diminutas quan-
(ias ninguem deixar de comprar uma obra de
que precisa lodosos das e se pela baraleza al-
guemduvidar da bondade e perfeigio delles
dirigir-se i ra do Queimado n. 16 lja d'agoia
fcranes, queae convencer da verdade e infalli-
velmente comprar.
Vende-se o engenhe S. Jos, de Bom Jat-
^im, sito na freguezia de N. 8. da Luz, moenle e
correte, distante da praca 4 legoas, qoasl prom-
eto para moer com a, com boas matas, ex-
peliente cercado, boaeofccae, e urna boa afra j
cnada : os pretndeme hajam de dirigjr-se ao
mesmo engeoho, oe no engeoho Penedo de bai-
xo, que se far lodo o nelodo i vista do com -
prtdor.
nOPA FE1TA.
Caigas, sobrecasacas. colletes e pale-
lots de panno e casemira pretos e de co-
res, ditos de alpaca, de bombaziua, de
brito branco o pardos para differentes
pregos.
Nesse eatabelecimento se vende muito
barato, basta ver os pregos que menciona
de algumas fazendas oque parece incrivel
a quem igaora, loja n. 23 da ra da Ca-
deia do Recife, do-se as amostras.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de muilo boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Antunes
Guimares & C.
Maateiga iagleza
em barris de vinte e
de Tasso Irmos.
tantas libras : no armazem
a
9 Machinas de vapor.
# Rodas d'agua. S
9 Moendas de canoa. m
% Taixas. 2
Rodas dentadas. 2
% Bronzese aguilhes. 2
% Alambiques de ferro. Z
% Crivos, padroes etc., etc. S
% Na undigiode ferro de D. W. Bowman
9 ra do Brum paseando o chafariz. m
*as># mm 9
Vende-se um terreno com 30, 40 01 30 pal-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brom
junto afuudico ingreza, com mait de 300 pal-
mos de fundo, e prompto para ae edificaren! re-
flnacoes-, padariaa, ou outros quaesquer estabele-
cimantos por ter excellente porto para embarque
e desembarque de eneros: na ra da Madre do
Deoa, armazem n. 20. ^
Bolsas de pele para
napiEs.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete ero-
a-se bal6e.de 30 arcos, pelo dimUuto [%".'T.8*. 1& &tbtST
pre^o de 49: na roa da Cadeia b. 'a lo QuelmaTo n. 16: f br*oc^
Aos Srs. estudantes do
segundo auno.
Vende-se por preQo muito commodo
-Bergier, diccionario tbeologtco er-
eis volumes e urn simplemente; Geom
ge Phillips em tres volitara e um sup-
plemento; Colombel, imtitai^Se de
Franca ; compendios de direko natural
.e publico pelo coiuelbeiro Autran e
constituicao poli tica : qnem quizer d-
rijase a ra Direita n. 7i, onde tam-
ben se compran todos os livros neces
sarios para o quinto anno.
Pecbineha.'.'
GRANDE S0RTHE\T0
DE
Roupa feita,
Va loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues lava-
res de Mello.
Una do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 359 a 403 cada uma.
Palelots de panno fino preto, de 25$ a 309
Colletes de velludo prelo bordado, a 12 cada
Dilos de gorgurio preto a 7# idem.
Dilos de selim maco a 6$ dem.
Ditos de casemira preta a 5jidem.
Calcas de casemira preta fina de t2 a 14.
Palelots de eslamenha a jf.
Dilos de alpaca preta, saceos de 4g a 5$.
Ditos de dita sobrecasacos de 88 a 9#.
Ditoade bambolina preta superior fazenda a 12
Ditos de meia casemira a 100.
Dilos de casemira muilo fina a 14|.
Um completo sortimenlo de palelots de fustao e
brim, e caigas e coletea, que tudo se vende oor
prego em coota.
Cera de carnauba.
A melhor que tem viada ao mercado e por
prego commodo : no largo da assembla n. 19
armazem de Aatunes Guimarea 4 C.
WS
eobertos o4e*oobrsosr peqaenet frtodes, da
aro palete inglez, para nomem e shors de
om dos melhores fabricantes de Liverpool, vi,
dos paU ultima paqaeu iogles : a em da
SMullMellorC;
A loja da ba-f
ua ua do Queimado n. 1H
est muito surtida,
c vende muito barato :
Brim branco de puro linho Irangado a 1J000 e
2ain "' a Tara dUo pardo muit0 superior a
1g20 a vara ; gangas francezas muito finas de
padroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs o co-
vado : cortes de caiga de meia casimira a 1600
dilos de brim de linho de cores a 2 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 20. 22 e a 24 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muilo
superior a 1400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2J400 a
duna; ditos maiores a 3$; tilos de cambraia
de hnho a 6, 7 e 8$ rs. a duzia; ditos borda-
dos muito finos a 8 rs. cada um ; ditos de cam-
" df.Soda?. com bico l"8 de linh<> em
1 -IJS?80 .l}os com renda- bico e labyrin-
Ioa2000; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a diBheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Booitos cilos para senho
ras e meninas.
Na loja daaguia branca vendem-se mui boni-
tas fitas com flvelas para cintes de senhoras e
meninas, o pelo baratissimo prego de 2fi : em
dita Iota da anua branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Pregnica est queimando, em sua loja na
rus do Queimado n. 3.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
*8, casemira escura infestada propriapara cal-
ca, collete e palitots a 960 ra. o covado. cam-
braia orgsndy de muito bom gosto a 480, rs.
a vara, dita (iza transparente muito fina a 3?,
4, 59, e6$ a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 60 a pega,chitas largas de modernos e
escolhidos padrees a 240, 260e280 rs. o cova-
do, riqafssimos chales de marin estanpado a
7 e 8, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 9 cada um, ditos com
uma s palma, maito finos a 8500, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lenco de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, metas saaito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas da bes
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenboe, para eoberta a 280 rs.
o covado, ehitasesturas inglesas a 5}900 a
poca, o a 160 rs. o covado, brim branco de puro
linbo a 19, 19200 e 1600 a vara, dito prelo
muito encorpado a 19640 avara, brlhantina
azul a 400n. o eovado, alpacas de differentes
eftres a 360 rs. o eovado, casemira preus
finase 29800, 39*39500 o eovado, cambraia
preta e de sleteos a 100 rs. a vara, e outras
tamisa fazendas que se far patete ao compra-
dor, e de todas se dario amostras com penhor*
Ra do Crespo,
m^braiaIlSaflna83. organdya muito fi" a a
modernas a 500 rs. o covado. cassas abertas de
hoBii.,.cores 240 rs.. chitas largas a 200i 240
dos*. &m'" de Cor.e8va 2- Mt'emeiea borda-*
?r .i-00.3 p"' bbads bordados a 320 a
vara, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
jeques de cambraia e fil a 5. penteadorea de
cambraia bordados a 5, gOmDh., bordadas l
Kn.'rtlita8con'.Ponas a 2500, manguitos borda-
9 ni!'??" e l6.a damasc* de >5a com
SWos,le largara a l60O. bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
.ti V a 5*> pe?as de madapolo fino a 4g, la-
mk iuadros Pra vestidos a 320. camisusde
Bnn .VrfoboIdados,a 2. aobtecaaacas de panno
ir JS, 51'pa,el018 de P"nno e mira da
hrit, a8, 8 I6 a,p,cs de 3500 a ditos de
SsemlrVrS.6 ""T008 de 3*500 8 5S' cal8s de
ditn \P f e de core8 para lodos Ps P'esos,
ditos de brim decores e brancos de 2 a 5, ca-
conSArHnca*e de COres P8ra tod08 os Seos,
colletes de casemira de corea finos a 5 ; um
vatornH "8 m.ullas'a"^aa por menos do seu
vaior para techar contas.
Liquidacio.
i1I'.t88nde cor,anpeca 60 e 200 rs pentes de
alizar, finos, a 200 rs.. cordes para esDarlilhn t
60rs., caita de clcheles
para espartilho
60 rs., candes a 40
- 8 ,t8 df laiPaas a 40 rs., agulheiros
DOC. Xrl* 'i* KCeHZS 120 Cla d*1Oh. a
pega a*Ors babado do Porto 120 e 160 rs a
vara, boloes de louca. para camisa 100 e 120
eUe A 4n ?^ Pe?*' roco com sem
80inrfr.e40ira.V frfDJ*s e gal le linha
nhas 800 e 2. manguitos 2. boloes para
casaveque de todas as qualidades 200,300e
400 rs. a duzia, tranga de lioha de caracol 200
rs. a pega macos de graropas 4o rs., lia para
burdar o. 6e 8 a alamares dourados para ca-
pole, a groie i 8, 10 e 12. fitas de seda de to-
das as qualidade. bandejas, espelhos dourados
EBd.I KeslaiDpa douraa e oulros muilos ob-
jectos por baralo prego, e lambem se vende ar-
n.8r" e.PY,ences,em porcao ; vende-se prazo
r.adroredratI1Zeradr "' ^ Pr baX0 da **'
Cassas
padroes de organdys
EDeiles de cabeea
muito barato para chegar
a lodos
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n 1
vende-se enfeiles prelos de vidrilho pelo bsraiia-
iT??Ch .C **' dUS8 de Tel,ud0 de escama a
4 ditos de (ranga a 3, assim como luvas prelas
de lorgal coro vidrilho. dilas de seda prelas e de
corea, assim como pulseiras de continhas. ditas
h! Sh'Z!8'- d. corM- e "inbaa muito lindas
co pLr.1,.hcaarUd "* TWM,e Pr bar8,,8Smo p""
Pechincha para a
quaresma.
Msnleletea de grosdenaple e da fil de aeda
fts V- ?"**' P6l ""i" Prego de 5,
8, 10J e 12 : na ra do Queimado n. 44.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
i,7a.Voende"8.e- nav ddado do Acaly uma casa
terrea com sotao, bom quintal e cacimba, na prin-
cipal rua de commercio, propria para quem qui-
zer ah etabeleeer-se, por ier nao s commodos
precisos para residencia, como lambem loja, arma-
zem, ele.: a tratar na mesma cidade com os Sra.
Ourgel Irmos, que esto autorisadoa para esse
flm, ou neata praga na rua do Cabug, loja n. H.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo prego de 35a
na rua do Queimado n. 22, loja da boa f. '
Venda de um cavallo.
Na rua do Jardim n. 19, ha pare vender um ca-
vallo que aerve para todo o servigo, que se ven-
de muito em conla.
Ruada Senzala Novan.42
Vende-seem easade S. P. JoahstoB <& C
sellinse silhSes nglezes, candeeiros e caaticaes
bronzeedos, lonas nglezes, fio devela, chicote
para carros, emoniaria, arreios para carro de
um e dous cvalos relogios de
ingles.
ouro patenta
Vende-se alcoolde superior qnalidade, pro-
pno para qualquer preparagio de pkarmaca. de
c!"m,'"8Vl2uU^ idncos ; na roa nova de
Santa Rite, fabrica do Pranca, ou no caes de A-
pollo n. 57.
Caes.do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se taboas de amarello, loen e piaba
por precosimoaveis.
r- -


ir
DUeUO 3B MRHAMBDCO. SEGUNDA FEIRA n {* ftUICO DI 1861.
ROUPA FEITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 401
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre un sorlimeoto completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tambem se manda execular por medida, vontade dos freguezes. para o
Sue tem um dos raclhores professores.
asacas de panno prelo, lOj, 359 e
UgOOO
901000
Sobrecasaca de dito, 35j e 30$OO
Palitotsde dito e de cores, 359, 305.
25J0OO e 20^000
Dito de casimira de cores, 22$0O0,
159, 12 e 9^000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo,
Ditos de merio-sitim pretos e de
cores, 9JJOOO
Ditos de alpaka de cores. 55 e
Ditos de dita preta, 95, 7;. 50 e
Ditos de brisa de cores, 5$, 4#50O,
fOOOe
Ditos de bramante de linho branco,
6g000. 55OOO e
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e
Calsas de casimira preta e de cores,
12. 109.9*6
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e
Ditas de Crira branco e de cores,
5fo00. 4?50O e
Ditas de gauga de cores
Golletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 129, 9g e
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 5 e
35500
39300
39500
4^000
89OOO
6$000
49500
2J500
3000
89OOO
39500
Ditos de setim preto 55OOO
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$000
Ditos de gurjzuro de seda pretos e
de cores, 78000, 6*000 e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco.
39500 e 3JJO0O
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algod5o, IgfJOO e 1J280
Camisas de peilo do fusto branco
e de cores, 2*500 e 2*300
Ditas de peilo de linho 69" e 3000
Ditas de raadapolio branco e de
cores, 39. 25500. 2* e 1*800
Camisas de meias ljOOO
Chapeos pretos de massa, fra&cczes,
formas da ultima moda 108,8*500 e 7J0C0
Ditos de feltro, 6*. 5$, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
Algodao moDstro.
Ve&de-se algodao monstro com dnaa larguras,
muito proprio para toalhas e leoces por dispen-
sar toda e qualquer costura, pelo baratisiimo
preco de 600rs. a Tara ; na ra do Queimado n.
22, na loja da- boa f.
(7
Perfumaras
AG1HICI
0 BASTOS
francezes, 149, 12J, 11J e
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios. da ultima moda
Ditos de algodao
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes. 1009. 90*. 80* e
Ditos de prata galvanisados, pa-
tente hosootaes, 40$
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12*000 e
7*000
*800
9500
70*000
30*000
g
15O00
EAU
MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento tendo em vista acabar
_ com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras
Borzeguins de bezerro de Meli a
Ditos de Maules sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito do dito
Ditos francezes de lustre de 6*, 7* e
Ditos todos de duraque
Ditos de couro de porco a
Sapatosde lustre a 3g at
Ditos de bezerro a 3*500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola cora salto
Ditos de 1 sola sem sallo
lOgOOO
95000
8$C00
7S000
8*0(iO
69500
5g000
55000
55000
4*000
3000
2*500

meninos.
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
Ditos pretos
Ditos de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de 1( 1
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
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65000
5550O
59000
-OOO
45000
39000
35000
3g000
25500
15200
15280
1SO00
que outr'ora tioha loja na roa do Quei-
mado n. 46, que gyrava sob a firma de
Gees & Bastos participa aos seus nurce-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tioha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
! nome, por isso cou gyrando a mesma
i firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
vela a occasiao para aonunciar abertura
do seu grande armazcm na ra Nova jun-
! to a Conceico dos Militares o. 47, que
> passa i gyrar sob a firma
I DE
I Bastos ( Reg
1 com um grande e numeroso sortimeotode
, roupas leilas e fazendas de apurado gos-
| to, por precos muito modificados como
1 de seu costnme, assim como sejam : ri-
eos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cora 25g, 28g e 30*. casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletols
1 sobrecasacados do mesmo panno a 18*,
i 205 e a 22$, ditos saceos de panno preto a
I 12* e a 14j!, ditos de casemira de cor
1 muito fina modelo inglez a 9g, 10*. 12*
I e 14*. ditos TJe estamenha fazenda de
1 apurado gosto a 5* e 6j, ditos de alpaca
preta e de cor a 4*. sobrecasacos de me-
| rio de cordio a 89, ditos muito superior
a 12*. ditos saceos a 59. ditos de esgmao
pardo fino a 49.49500 e5S. Mitos de fus-
to de cor a 3, 39500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e5*5C0, ditos de brim pardo
Que sacco a 2j}800, calcas de brim de cor
linas a 3*. 3*500, 49e'4g500. ditas de di-
to branco finas a b$ e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordao preto fino a 5* e 6*,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9*
elO*. colletes de casemira de cor e pre-
ta a4g500e59, ditusdo seda branca par
casamento a 5*. ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39,colletes de me-
rino para luto a 4$ e 4950O, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10*,pa-
letols de panno Gnopara menino a 12g e
149,casacas do mesmo panno a 15J,calas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelotsde alpaca ede brim para osmesmos 1
sapatos de tranca para homem e senho- 5j
ra a I e I95OO. ceroulas de bramante a U
189 e 20* a duzia, camisas fraocezas 11- S
as de core brancas de novos modelos
m. 189. 209. 24J. 289 e 309 a duzia! S
ditas de peitos ae linho a 30* a duzia di- (
tas para menino a 1800cada uma, ricas n
grvalas brancas para casamento a I58OO
e29 cada uma, ricos uniformes de case- Jl
mira decorde muito apurado gosto tanto 91
no modello como na qualldade pelo di- SJ
minuto preco de 35J, e so com avista se II
pode recoohecer que barato, ricas capas U
de casemira para senhora a I89 e 209.
e muitas outras fazendas de excellente 8
gosta que se deixam de mencionar quo 1
_ por ser grande quaotidade se torna en- S
ffadonho, assim como se recebe tada e S
qualquer encommenda de roupas feitas i|
pra o que ha um grande numero de fa- 2
zendasescolhidas e uma grande oflicina M
n deajfaiateque pela suapromplidoeper- >
2g fecao nada deixa a desejar, *
Cassas de cores.
Anda se veodem cassas de cores fixas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs
e roais barato que chita : na ra do .
n. 22, na bem conhecida loja da Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo preco de 28* rs. a duzia; toalhas deli-
K
novas.
A loja d'aguia branca acaba de reeeber de sua
propria enconiaenda um lindo e completo sorii-
mento de perfnmirias finas, as quaes est ven-
dendo por menos do que em oulra qualquer par-
te : sendo o bem conbecid oleo philocomo e ba-
nha (societ hygienique) a 1 o fraseo, finos
extractos em bonitos frascos de cores e domados
a 29, 29500, 3, e 4, a afamada banha trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambera cheia da mesma, buile
concrete, odonnell, principe imperial, reme,
em bonitos copinhos com tampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
19 o frasco, bonitos vasos de porcellana doura-
da. proprios para offerta a 2|>e 2*500. bonitos
bahusinhos com 9 frasquiohos de cheiro a 2|,
lindas cestinhas com 3 e 4 frafquinhos, e caixi-
nbas redondas com 4 ditos a 1*200 e 18600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e l?500 o frasquLho ; e assim uma in-
fioidade de cbjectos que sio patentes em dita 0-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Verdadera pe-hincha.
A 5$ o corte.
Vendem-se no armazem de fazendas da ra do
Queimado n. 19, cortes de casemira muito fina e
pelo baratissimo preso de 5* : quem precisar,
approveite a eccasiao de comprar, corles de vel-
ludo preto bordados para collele, fazenda supe-
rior, a fg.
PeDDas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de pennas d'aco de differentes qualidades
as quaes est vendendo de 50O a 15000 rs. gro-
sa. E' o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Arado americanosemachina-
paralavarroupa-.emcasa deS.P. Jos
hnston & C. ra ds Se riza la n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito Qa
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
45500 e a 6$000 a pega com 8 1|2 varas ; di-
muito superior a 8g000 a peca com 10 varas ;
dita fina com salpicos a 4J800 a' pega com 8 1|2
varas; 016 de linho liso multo flno a 800 rs. a
vara ; tarlalana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ;e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
59000 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto Cno a 4, 5*. 6, 8* e 10J rs. o co-
vado, casimira preta fina a 2. 3* e 4* rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 2*. 2g500 e 39 o
covado; alpaka preta Qna a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 4* rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6g rs. o corte de
calca; meias de algodao cr muito superiores a
49800 rs. a duzia ; ditas Je algodao :ru tambem
muito superiores para meninos a 4g a duzia ; e
assim muilos outros artigos de lei que se ven-
dem baratissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f. na ra do Queimado n. 22.
na
FINDICAO LOW-MOW,
RnadaSenzalia Nova n.42.
Neau estabelecimento contina a haver um
completo sor ti ment de moendas emeias moca-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro balido e toado, de todos os lmannos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenbo, de
muito acreditado fabricante Edwin ]Vlaw a tra-
tar no mesmo deposito ou na ra do Trapiche
n. e
S1STE HA MEDICO DE H0LL0WAY
PILLLASHOLLWOYA.
Este ineslimavel especifico, composto inteira,
mente de bervas medicinaes, nao conten mercu-
rio nem alguma oulra substanciadelecteria. Be-
.nigno mais lenra infancia, e a compleicaomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na complejo mais robusta :
e enteiramente innocente em suas operacoese ef-
fetos ; pois busca e remove as doenSas de qual-
quer especit e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre miihares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslava mas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrara saude e forcw, depois dehaver tenta-
do mullimenle todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a des-
esperado; fajara um compleme ensaio doce
efficazes effeilos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se* perca tempo em lomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Aropolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou exten
Qo.
Debilidade ou falla de
forcasparaqualquei
cousa.
Desinleria.
Dor degarganta,
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Bemorrboidas. '
Bydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflammacoes.
Irregularidades
menstrua^o.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgo de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Betenc,o deourina.
Bbeumatifmo.
Symptoraassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
o covado,
Queimado
Boa f.
Camisas e loalhas.
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E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miudinhas a 240 rs o co-
vado, cambraia. organdys lindos desenhos'a 400
rs. o covado. e chitas largas Anas de 2*0, 260 e
2S o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : do-se amostras com peohor.
Para desenlio.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas D-
VI' ifpia,c,p,ncels- os necessarios para
im ?U?; qU! ?6 mPlhr e mais Perfeitoae
S SI 'J^n U9 : Da rua d0 Oucimado n
10, laja d Ajuia-Branca.
ifSSKORaR9KN3 9t} {SfS^SB
Calcado.
Confronte ao Rosario em Santo Antonio, loja
que foi de confeitaria, vendem-se sapatos fran-
cezes cora salto para senhora a 2j), ditos rasos a
I36OO, ditos de tranca a 1&280, encontra-se tam-
bem bolinas cora salto para menina de ns. 18 a
o d-os de m8rro1a,in e lustre som salto de ns.
1 a 25, sapatinhos com clchele, de marroquim
nhorate S'19 a 25, boDas para homem e 8e'
Canna e espirito.
Vende-se canna em garrafas a 240 ris, e espi-
rito de vinho barato : na travesaa do do aleo do
Prauo n. 16 casa pintada de amarello.
Vende-se 1 taxa e
mais pequeos, de cobre :
jam-se a rua DireiU o. 88
2 taios grandes, e 2
os pretendentea dia-
blica, para tratar.
Ges <& Bastos.
Roa do Queimado d. 46.
Tendo os annuncianles conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande dade, apreseniam i concurrencia
deste ulustrado publico, o mais moderno, varia-
do e esculhido sorlimeoto de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todaa as eatacoes,
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes oao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de sua of-
flna, seodo ella d'tra em diante dirigida pelo
insigne mestre LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seus numerosos freguezes podem proi
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poneos
das se aprompta qualquer encommenda, qoer
casaca, quer fardoes dos Srs. ofliciaes de marinha
e exercilo. Oulro sim recommendam aos Sra
pees de familia grande aortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
gROlPA FEITA ANDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feitas j
KA
LOJA E ARMAZEM
DE
ies & Basto!
NA
Una do Queimado
n. 46, frente amareUa.
Constantemente temos um grande e ra-
d IfT10 d6 """"as pretas
,/*" e d? cores mui'o fino a 28
% 3% PaJ^li dos me8BOS P*"'s
'JOS, 22g e 248, ditos saceos pretos dos
mesm09 pannos a 14. 16 e 18J. casa-
cas pretas muito bem feitas edesuperior
Panno 28. 30$ e 35. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 15a 168
t 8h^l.loa*accoa das resmas casemi-
casemira Ona para homem a 8, 9, 10/
L '.l1108 decasemira decores a 78 8
99 e 10 ditas de Drim brancos mfi
3. J500. 4 e 4500. ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 48500, col-
letes pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de corea a 4S500 e 5, ditos
ora neos de seda para casamento a 5
ditos de 6. colletes de brim branco e de
Kn '5 3*? e 4 dilos ** corea a
2500 e 3, paletols pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasaco a 78 8e9
colletes pretos para luto a 4500 e 5'
gas pretas de merino a 450O e 5, pT-
tetots de alpaca preta a 3500 e 48, ditos
sobrecasaco a 6,7e 8J, muito 600 col-
letes de gorguro de seda de cores muito
boa fazenda a 33800 e 4g, colletes de vel-
ludo de cores e pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14. 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmoa a 6500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3a e
3500, ditos sobrecasacos a 58 e 595O0
Mi8"j?d:V5"8e,Dr" prel" *ecs 6
08500 e 7, camisas para menino a S09
a duzia, oamisas ioglezas pregas largas
muito superior a|32 a duzia para acabar.
Assim como temos tima offleina de al
Mate onde mandamos execular todas as
obras com brevidade.
nenMeeiefiKfin
nho para rosto a 9 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 12 a duzia : na rua do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 22 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setinela escuros a 3*500,
e muito barato, aproveilem : na rua do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondade se
torna necessaria a todas as familias, porque com
ella se previne a perda das pegas, e muito me-
lhor e maiscommodo que a marca com linha. As
caixinhas trazem 2 frasquinhos, e dellas se v6 o
modo fcil e seguro de que se servir a pessoa
para marcar ; cusa cada caixinha o diminuto
preco de 1S600: na rua do Queimado, loja da
guia branca n. 16.
Booets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, meiclados e de mui bonitos pa-
dres a 18500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita duracao loroam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no Uno, ele. ele, e mui bonitos a 2J500, 3 e
4, o melhor possivel: ca rua do Queimado n
16, loja o'aguia branca;
Fraujas de seda coui vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello e
variado sortimento do franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo at meio palmo, aos precos de 500 rs. a
2500 a vara ; avista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na rua do Quei-
mado n. 16, loja d'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2$.
A loja d'aguia branca est vendendo mui boni-
tos enfeites de vidrilho pelo diminuto preco de
2 : em dita loja, rua do Queimado n. 16.
Manteletes pretos supe-
riores.
Rua do Queimado n. 18 A, esquina da rua do
Rosario, vendem-se ricos manteletes de grosde-
naples preto com enfeites de vidrilhos e duas
ordens de bico pelo baratissimo preco de 259
cada um.
Fareio a 3#800, milho a 3#500
No largo do Psraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Admirado
a 1,900 cada um.
No armazem de fazendas da rua do Queimado
n. 19, vende-ae lenees de linho muito Cno pela
pecbocha de 1,900 rs.
Bom e barato.
Vende-se manteiga ingleza a 960 a libra, dita
fr""ce" a 720. queijos a 19600. loucinho a 360,
cha a 2, vinho do Porto engarrafado a 800 e 1
a garrafa, banha de porco a 480, milho a 160 o
240 a cuia : na travessa do pateo do Parauo n.
16. casa pintada de amarello.
Vende-se um terreno com alicerces para le-
vantar casa com 140 palmos de fundos, na rua do
Quiabo, freguezia dos Afogados: a tratar na rua
Imperial n. 87.
Febreto intermitente,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios dropuistaeouiraf pessoas edt
carregadas de sua venda em toda a America n-
-ul, HavanaeHspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
uma dellas, contem urna nstrucc.o em portu-
guez para explicar o medo de se usar denlas pi-
lulas. r
O deposito geral ero casa do Sr. Soum
dharmaceutico, na rua da Cruz n. 22 em Per-
nsmbuco.
SEDULAS
de 1$e 5000.
Continua-se a trocar sedu's de uma s Cgura
por melade do descomo que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pracas do
imperio com o bate de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mtndes, rua da Cruze
o. 1.
Vende-se um boi manso : no pateo do Ter-
co n. 22.
Pechiocha!
Aletria. lalharim e macarrao a 400 rs a libra:
vende o Brandao, na I.ingoea n. 5.
-_ Vendem-se urnas caldeiras de folha e uma
porgio de formas para fazer velas : na rua do
Mondego n. 61.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se fareio de Lisboa superior, chegado l-
timamente, a 4g e 5 por sacca.
\ 2140 o covado
De musselina branca, bonitos padioes e em
perfeito estado ; na rua do Crespo loja d. 10.
Vende-se 1
e permuta-sepor casa nesta praca, escravos, ob-
jectos de importancia, uma das melhores casas
da villa da Escada, com commodos para grande
familia, ou pura um hotel: a tratar com o seu
propnelaro, o professor publico de Beberibe, que
lodo negocio far.
/fieos cortes de seda preta
com babados.
Na rua do Queimado n. 18 A, esquina da rua
do Rosario, vendem-se ricos cortes de vestido de
seda preta com babados, pelo baratissimo preco
de 50$ cada um, grosdenaple prelo pelo barato
preco de 1*500 o covado, dito fino a 19600, dito
muito superior a 1*600. dito largo superior a
29300, cassa organdys pelo baraiissimo preco de
280 rs. o covado, paletols de panno flno preto a
209 cada uro, ditos dn rasemira de cor a 99 cada
um, ditos de dita a 119. ditos de panno fino cor
d* caf a 25, ditos sobrecasacos muito finos a
289 cada um : a pessoa que vier a este estabele-
cimento achara muito boaa fazendas. de que nao
se faz mensao, por precos muito commodos.
Vendem-so tres bois mansos para carro: no
Maoguinho n. 43.
Vende-se uma carroca nova e um boi bom
a tratar e ver os objectos no Manguinho sitio de
Albino Jos Ferreira da Cunhs, ou na rua das
Cruzes n. 41 Io andar.
Vende-se.
Farinha da trra em sarcos de trinta e tantas
cuias, pelo preco de 69OOO o sacco na Iravessa
do Arsenal de Guerra n. 7.
Admira^o.
Vende-se na rua ireita n. 99. qt
dos ltimos chegados a 1600e I9800rs., e ou-
tros moilcs gneros por barato preto.
Carteiras de agulhas
a 320 ceda urna, na loja do leao de prata: na
rua do Rosario n. 36.
Aparelhos para brinquedos
de,P* """'to bem feitos a 800. 1.000, 1.200 e
1.400rs.; ditos de louca a 1,600 rs., ditosde
looca prateados a 2,000 rs., ditos de metal a 1,280
rs. : na loja da roa do Rozario n0 36, do ieao
de prata.
La para bordar
a 7,200 rf: a libra de todas as corea : na loja do
Ieao de prata, rua do Aozario d. 36.
Labyrinthos.
Na rua da Cadeia do Recife n. 28 primeiro an-
dar, vendem-se lencos e toalhas de labyrinthos.
Gomma doAracaty.
Veode-seexcellente gomma do Araeatr- ns
rua da Csdeis do Recie, primeara andar 28
Vestidos de seda.
mI'^I.'86 f0r,e(,e "stidos de seda com al-
gum dfeilo, por prejos muilissimo commodos.
Recife7.rmr.ezemCp:i4C.nl": rU>da Cruz dt>
Joirvin.
Ltivas de pellica do afamado Jouvio, vende-so
muito emeont. parase fechar "ornas; assim
como os objectos seguintes : cassas francezas do
hndos desenhos, cortes do vestidos d aeda de
diffcreotes qualidades. cortes de colletes de vel-
ludo, gorgorao e de seda prelos e de cores bor-
dados, e muiias outras fazeoda?, miudezas, per-
nUI^"8S nS,ae8' ?** e,c "ue s "nder por
aPrmS.0,ern,.rUaTe,S' ^ *" CruZ Rec'fe-
Virjho do Porto, genuino,
Rico de 1820. 5 '
Stomacal de 1830.
Preciosode 1847.
atonrtr^V 'I* CaiD0". "dinheiro, porba-
errao;61"16-86 D" rua d0 TrspicheV 40,
Sapatinhos de la
para menino a 0. 500, 600 e 800 rs. o par: na
loja do leao ele prata n. 36, rua do Rozario.
Meias para senhora
ool^'n^ni,40?* ? 500 P". litas 'bertas a
n 36. J e pra,a' rua do Ro"r'
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 38520.
Fejo branco e mulalinho;
Macarrao. talharim e lelria,
S barato a 5 e8C0rs.
Vende se o engenho Serrara
freguezia do Cabo ; a Iratar nesta r,raQa com
Dr. Augusto Frederico de Oliveira.
PoiTr, h.C" da Bo;-v 55. em rasa de
' "" ha Para *< um cabriolel americano
4 pee-hincha grande.
situado na
o
No armazem da
nronte o consulado provinci," h "pYt Tcn-
r-se o seguinte : r cn
|acc0S com milh0 de J22 ,ibras de peso por
na
3J60O.
Ditos com arroz de casca muilo novo por 3*
Ditos com farinha por 4?, 39 c 29500
2C0tt"Da 6m paneiros imilando ruta, arroba a
Charutos da Bahia do acreditado fabricanle Jo-
h^UMa^deJSim"' 8 de ou,ros a"es tam-
bem acreditados, por diversos precos.
Leite puro.
Vi^J^uro732b^dag:rr^^.a-
rua do Arago, casa n. 40.
n.T7n^r0Cr"se ow sobrado de do"3 andares no
pairo do Carmo, por um de um andar que seia
grande e lenha quintal, em qualquer da. princi-
paes ras dos bairros de Sanio Antonio ou Boa-
Vtota: quera tiver e quizer fazer dito negocio,
dirija-se a loja de livros da praca da Independen-
cia ns. o e8, que achara com quem tratar.
O corte a 4#000.
De casemira fina de lindas cores, organdys cero,
lindos desenhos e boa fazenda a 560 rs cova-
do, dito hstrado a 440 o covado. chita preta ran-
ceza, boa fazenda e largura a 200 rs. o
cambraia lisa muito fina a 500 rs.
rua do Crespo, loja n. 10.
covado,
a vara : na
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
rua do Cabug n. 1 B.
Vendem-se franjas prelas com vidrilho ou sem
ene, oe lindos padres. que se vendo muilo bara-
n,'.rlT /,res,.dVodas BS'"guras e por lodos
os precos ditas de linho tanto de cores como
brancas, ditas com bolota c sem ella para corti-
nados ou para toalhas, e para panno da Costa,
tudo isto por precos quo admirara, e s se vend
na loja a eguia de ouro na rua do Cabug n. 1 B
A grande fabrica de ta-
mancos da rua Direita,
esquina da travessa de
S. Pedro n. 16,
tem eiTectivamenle uro grande e riquissimo sor-
timenio de tamancos de todas as qualidades que
o proprietario da mesma tem resolvido a vender
tanto a relalho corooem pequeas e grandes por-
fes, por mullo menos do que -m oulra qualquer
parte ; os smhores commerciantes da praca e de
rara acnarao sempre proroptos de 1.000 a 2 000
pares pregados para supprir qualquer e im-
i sem demora, assim como tamancos a mo-
3 JC&('v.
da do Porlo
Escravos fgidos.
Escrava fgida
Germana, crioula, alta, magra, com uma cica-
triz na testa, e uma pinha de cabellos brancos
mais cima ; quem a segurar leve-a rua do
Imperador n. 15, oua deS. Miguel nos Afogados
numero 9.
Attencilo.
Fugiram do engenho Garra, freguezia da Esca-
da, propriedade de Msnoel do Carmo Rodrigues
Esleves, os tres escravos seguintes: AlexaDdre
carreiro, de idade 35 anuos, crioulo. muito habi-
lidoso no engenho, altura media, corpo secco.
pernas finas, com fallas de denles na frente, bar-
bado coro pouca suissa, mscoes fulas, como se
estiesse amarello, testa canluda, serve-se com a
mi esquerda, tem um taquinho tirado na ore-
Iha direita, j esleve por forro 8 annos, conhece
bem a freguezia de Serinhem. Rio'Formoso. Bo-
nito, Agoa Preta e Porlo Calvo, este fugio no dia
6 de Janeiro deste anno ; em 16 de fevereiro
tambero deste anno, o escravo crioulo de nome
Jos, bom corpo, relhorico, cor igual, ps e triaos
grandes, carreiro e almocreve, poura barba re-
prsenla ler 26 annos de idade ; a 17 do mesmo,
um mulalinho de nomo Damio, com 6 palmos e
meio de altura, idade 12 annos, secco do corpo
pernas finas, ps e maos muito descarnados*
rosto comprido, nariz afilado, cabellos aritos"
desbolado da cor, un has das roaos eoropridas
dos pes imperfetas. Rogo as autoridades, capi-
laes de campo e aos senhores proprietarios so
dignem a merc de sua capture, que se pagar
coro generosidade a quem apprehender os ditos
escravos ou der noticias com provas aonde quer
que estejam : naquclle eogenho ou na rua da
Ladea do Recife n. 50.
Fogio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, nm escravo do com-
mandanle superior Hanoel Jos Peona Pacheco,
que ha pouco o bavia comprado ao Sr, Bento
Lourenco Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenia e tantos annos, fulo, alto, magro
denles grandes, e com falta de alguos na frente,
queixo fioo, ps grandes, e coro os dedos gran
des dos ps bem abertos, muito palavriador, rt-
colca-se forro, e tem signaos de tersido surrado.
Coma que este escravo appareeera no dia 6 do
eorrente, viodo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareceiro seu conhecido,
disse que tioha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pemambueo aos Srs. Basto A Le-:
mos, que gralificarao generosamente.



DIARIO 01 PE11UMBUCO. = SEGLRDA FEIRA 11 DI MARCO DE 1811.
Litteratura.
A primeira sexta-eira.
(Conclusa*)).
Felizmente a f, apezar de miaha fraqaeza, est
Intimamente ligada minha alma. A prespectira
Quanto i eite, tirou elle de sus queda um ac-
crescimo de humiliagio, orna estima sera egual
pelo dora da f, cuja conservagio e desenvolv-
ment nao deixara elle de pedir i Deus, orna
grande indulgencia para tantas pobres almas que
baqueisra por raqueza, que esquecer-se hiam
talrez, se achassem urna piedosa mi para aja-
da que eu poderia deixar de ser christio era pars ''as levantar-se ; que, por falla da auxilio,
mim rao s penosa, mas intoleravel. O remor- Prgridem cada vez oais no mo camioho, um
sos nao me deixaram desdo hontem. E quando cu'Jado da lodo particular era provenir ai in-
Vrac. entrou, eu procurava o meio de rehabilitar- lelligenciaa novas que Ihe vinham s raaos con-
me. Deus manda-o para ajudar-rae. Vmc. con- Itra as sorprezas do decoro humano
lava cora a minha energa do chrisio velho para | capello do collegio, que era aeu amigo, em-
faz-lo peuelrar no bom rarainho. Ser o seu zelo Prohendfa. instancia delle, um curso de na-
de neophyta quera hs de fazor-me entrar nesse I trucSao religiosa, para os seus discpulos que se
caminho. aproximaram do movimento de entrar no mua-
i'intara-nos os poetas seus hroes era lugares do> os rheloricos e os philosophos. Nunca dei-
enoanlados e rodeados de delicias : xava e" de tratar, era qualquer occasiao oppor-
Onde nasce de um olhar seu eterno amor. jluna- "Ia queslao do decoro humano ; e urna de
Para Aleixo e para o capitio, origioou-se des- suas historias favoritas era o naufragio de AleUo
U procura fazer pagar sua allianga pel0 bando- Gtrdirell, tentando p
no dos iotareaaaa catholicos. A Inglaterra nao
o conseguir ; a opiniio publica, um momento
dadeiros inleresses. Ento aplacar-sa-hio as des-
conangas da Europa, a rerolugio receber um
verdadeiro choque, o os poros catholicos read-
com os agentes do bispo ameagaram aos rendei-
roa fiis aua f; Basa carta contm factos de-
engenada, reconhecer quaes sao os nossoe ver- gradantes para lord Plunkott, que tentaraeoga-
nar a opiniao publica, affirmando que as evieges
consummadaa, e aquellas com que erara amea-
gados os rondeiros, nao tem por causa a religio.
sa mutua confidencia urna araizade indestructi-
rel. Ambos senlirara-se Traeos, porra, ambos
verdaderamente seduzidos pela belleza da reli-
gio e sinceramente desejosos do ser seus lhos
fiis o seus zelosos propagadores.
Kesolreram auxiliar-so mutuamonte. J l vao
tnais de vinte aonos depois que leve lugar esse
encontr, e sua amizade nao desmentiu-se por
um s instinto. Repetidas rezes separadas, nun-
ca deixaram de escrerer-se. lia afgura lempo que
remettidos providencialmente na raesma residen-
cia, ambos casados, a mais intima amizade pren-
de reciprocamente as duas familias. E na peque-
a cidade de *, essas duas familias numero-
sas e abencoadas por eus formara um todo ao
redor do qual veem grupar-se lodos os que nao
sao insensiveis aos allractivos do bem, e que
querem servir a Deus cum exultatione.
Mas concluamos.
O que tenho feito a Deus para ser tratado
com tal brandura ? Decididamente pela grali-
o que elle quer chamar si o seu fraco disc-
pulo. Eu iranio-a, e eis que elle envia-me um
amigo.
O capito, sinceramente indignado na vespera,
e que chegra casa de Aleixo com a intenQao
de passar-lhe um sabio, o capilo eslava pelo
contrario saiisfeito com a simpiicidade que ma-
nifeslava o pobro peccador ao reconhecer seu
erro aIi Deus na verdade pae dos chis-
taos, dizia elle comsigo vendo Aleixo ajuntar
d Jr de seus remorsos tanta gralido e lagrimas
de urca ternura filial.
Parece-rae, disse o couraceiro, que temos
assz discorrido iheoricamente. E' lempo de
concluir e de carregar as carabinas. De que car-
tuchos nos serviremos ?
Quanto a mim, vou comecar por lavar-me,
pois a febre passou-me grabas a Vmc. irei ter
com o rigario, limpar minha alma, bera suja ah I
desdo hontem, e tirar forga e luz na verdadeira
orgora. Ao depois, amanhaa, procurarei ocea-
siao de conversar com os collegas do collegio, e
dir-lhes-hei sem acanhamento que venho pedir-
llies que rao nao julguom por aquella primoira
sexla-feira, que fui fraco, porra que a coragem
de oulrem fez-me voltsr a mim mesmo, que creio
quero de hoje em dianle praticar o que creio,
que elles sao por derasis razoaveis para se admi-
rar disso, que poderiam rom toda a razio admi-
rar-se do contrario, finalmente que sexla-feira
prxima futura ha vemos de ser dous ao jantar de
preceito. Devo dizer que o segundo Vmc ?.
Nao, quero antes sorprend-los.
Quanto ao senhor, se me er, lea alguns
bons livros ; converse principalmente com um
bora padre. Sua cooverso e3l quasi concluida,
porisso que o senhor acaba de operar em pessoa
una converso. Antes de um moz poderemos
annunciar a Arthur que Ihe nasceu mais um ami-
go ehrUtao, Sraenlc em vez de produzir eu esse
resultado entroduz o senhor no abencoado porto
da f levando-me corasigo.
tsae programma foi executado risca.
Aleixo nao leve necessidade de fazer nascer a
occasiio de urna explicacao com seus collegas.
Tillse sabe n'uraa cidade pequea. Nodo-
mingo seguinle. Aleixo foi visto com um livro na
missa do da. Eslava rccolhido como um semi-
narista, e, ao levantar-se a Deus, poz-se de joe-
lhos tal qual urna devola.
Oh Vmc. vae raissa, disse-lhe naquella
tarde em lom de mofa o corapanheiro da dili-
gencia.
Em vez de responder-lhe jovialmente : Por
que nao ? e esperar as objegoes, o que seria a
resposla nulural sem a scena de sexla-feira, co-
checeu Aleixo que aquella atlilude nao Ihe con-
viuha mais, ou que nao Ihe convinha anda, e
devia comecar por un acto de humildade.
O senhor tem razio de se admirar, disse elle
com urna voz cujo timbro offerecia urna nolavel
msela de com moga o e de firmeza. Quem vae
missa ao domingo, janta segundo o preceito na
sexla-feira, nao ? E foi o que eu nao fiz ante
hontem. Fiz mal e muilo mal ; e sinceramen-
te pego perdi a todos aquelies que talvez se
senlissem interiormente levados a rollar para
Leus, e cujo impulso fusse retardado por minha
cobarda, a todos aquelies que nao fazem caso da
religio nem dos horaens religiosos, porra aos
quaes nem por isso devia ou menos o exeraplo
de lidelidsde aos meus principios. Fiquom so-
cegados : se aprouver a Deus, isto nao se repeti-
r mais. Alguem, que muito o ha de admirar por
se achar do meu lado, fez-me cahir em arrepen-
dimento. De hoje em dianle serci lio fiel abs-
tinencia em presenta do senhor como missa
diante de toda a cidade.
Essa boa I disse o professor de mathe-
maticas. Nao ha lei que impera o hornera de
ser absurdo.
Isso foi ludo.
Ao depois chegou a sexla-feira.
Pela uianha, fallara Aleixo com a Sro. Ciiiiu 1
que raandou aproraptar um jantar de preceito
[ara duas pessoas.
lia alguns diasque o capitio manobrava para
ser vizinho do Aleixo mesa. Os outros convi-
vas nao tinbam reparado nisso.
A admiracao, porm, foi excessiva quando vio-
se durante todo o jantar o capitio comer com
Aleixo ovos mechidos, caldeirada, espinafres, etc.
Era elle o ultimo em quem suspeilariam tal, elle,
bom laful, capilao de couraceiros, hornera a toda
a prova, a melhor lamina do regiment e um dos
primeiros gastrnomos da cidade 1
Oescrivao das.hypolhecas anda ainda I cora o,
focinho de sacristio
bava de perder um excellente casamento e
quem o despeito amantetico bera poda levar
melle excesso de cretinismo .... sem fallar
no bispo que tem urna sobrinha moca, formosa
cora um bom dol, e que s perloncer algum
mancebo sisudo. Isso poderia contribuir para
abrir os olhos do magistrado. Mas o capitio 1
Todos lancavam-lhe, pois, olhares, soffrivel-
mente curiosos e insolentes.
Todava, e justamente em lembraoea de sua
boa espada, ninguem se atreva traduzrem pa-
lavrss a insolencia do olhar.
O companheiro de Aleixo na diligencia leve
por si s mais agudeza do que todos os mais.
Se est sinceramente convertido, e na
verdade tem elle esse ar, nao se bale mais em
duello. Podemos, pois, chalagar impunemente
cora elle.
E no momento em que o uosso veterano dava
si mesmo os parabens por se ver quite por lio
pouco, deu-lhe mestre Arislides dous ou tres ti-
ros lio certeiros, que o couraceiro sentio o san-
gue subir-lhe ao rosto, custou-lhe bastante nio
sallar como o leio ferido. Todava, conteve-se.
O professor, mudando de tom, e entrando todo
o panno no genero zombeteiro, obtevo de toda a
mesa, admirado de sua audacia, duas ou trez
garalhadas lio prolongadas, que os tranzeuntes
pararan e olhsram pelas janellas, afim de ver
que estranho incidente alegrara tanto aos senho-
res do Negro Real.
Apezar da forma mui offensira e jocosa, os ata-
ques de Arislides nio tinham o senso commum.
O official, sem perturbar-se, procurou respon-
der-Ins: suas respostas foram sensatas. Tinha,
porm, contra si os que so riam e os malvolos,
isto quasi todos. Suas respostas nio produzi-
ram, pois, o menor efleilo, e conliouou a hilari-
dade.
Felizmente para o capillo j tioba elle pene-
trado bastante na indiligencia do ebristiaoismo
para comprehender que Dens Ibe enviava urna
provacio que era mister acceitar, e que, soffren-
do sera peslanejar aquella saraiva de cobardes
projeclis, ganhava as esporas d'ouro de cavalleiro
christio.
Acabou o jantar. Cessaram as pilherias de
Arislides. Ainda que houvessem continuado, o
capilao indemoisar-se-bia amplamente disso com
a amizade de Aleixo, e com a elicidade com que
entrara cada vez mais no conhecimento e no
amor da religio Preciso eu dizer que elle
converteu-se intoiramenle, ainda antes de expi-
rara prazo fizado por seu amigo ?
sob um pseudonymo.
Conclua ordinariamente com estas patarras,
que, bem meditadas, foram a salvagio de mais de
um de seus ouviotes.
I.embrem-sp, meus, amigos, do que s a pri-
meira sexta feira que cusa.
Eugenio oe Margeime. //. Duperron.
l'm bispo anglicano.
i
O Morning Post exhortara ltimamente a im-
prensa europea nada acreditar do que podesse
saber sobre a forma tyranuics, pela qual a In-
glaterra trata a Irlanda. Tudo est da melhor
orma possirel na ilha-irma ; os Irlandezes que
se queixam sao ingrttos, humens 4 quem nada
pode salisfazer; nada ha mais doce, nem mais
paternal do que a lei ingleza, tudo o que de con-
Irario se diz pura calumnia e inrenejio dos pa-
pistas.
A impreiua europea appressou-se acceler ao
convite do Morning Post. Nenhum acto de op-
presso que podsse ser imputado Inglaterra o
ao protestantismo, tem acceso na imprensa libe-
ral, judaica, protestante e revolucionaria do con-
tinente. Esta imprensa s v oppressio na Ita-
lia, isto na Italia anterior 1860, porque hoje
lodos concordam que a Italia livre e que os Ita-
lianos nao sao mais opprimidos. Nesse afor-
tunado paiz s rosta um tyranno que so chama
Po IX ; mas espera-se que 03 bersagliers pie-
monlezes, os bandos hngaros e inglezcs de Ga-
ribald, o estado de sitio, a conscripQio, os rapos-
tos o todas as oulras liberdades introduzidas pelo
liberalismo, faro em breve desapparecer esse
derradeiro vestigio das infelicidades da Italia.
E no entanlo passara-se na Irlanda lodos os
das publica e legalmente enormidades, que de-
reriam excitar a indignado de lodos os homens
de bem ; conimeltem-se actos do lyrannia e des-
humanidade, que os Druzzos devera iovejar, e
que os Cochinchineze3 nio imagnariam. A In-
glaterra soraenteemprega nelles mais conslancia
e destreza do que os Druzzos e os Barbaros. Em
vez de massacrar, ella faz morrer fome; em
vez de envenenar, ella frca expatriarlo. Os
exilados contara-se aos railhes, os morios fo-
me por centenas de mil ; nao tem havido effu-
sao de sangue, os mil orgaos da imprensa se tem
calado : o contrario se obrava respeito doi ca-
tlicos ; quanto estes, a imprensa livre est
muda, ou antes falla smente para calumnia-Ios
e insulta-Ios em suas desgranas.
J flzomos conhecer as miserias do Dungal.
Hoje ha mais miseria nesse coudado : os habi-
tantes irlandezes d'ahi desparecern), uns mor-
ios, outros partidos para a America. Mostramos
esses casos de eviccao dos infeiizes rendeiros, ou
que nao podem pagar suas rendas annuaes, ou
que votara de um modo, que desagrada aos pro-
pr.etarios, aos landlords esses casos de eviegio
tornam-so riros, justamente porque foram nu-
merosos.
J fallamos tambera dos clearances, ou expli-
cses dadas pelos proprietarios. que substituem
os trabajadores por pastores, e que convertem
em prados milhares de geiras cultivadas, porque
tira-se mais provelo dos rebanhos conduzldos
por alguns pastores do que dos campos, que de-
vem fazer viver centenas de cultivadores : este
systema tende espalhar-se pela Irlanda ; na
Escossia elle quasi altngiu os ltimos lmites.
Nesteullimo paiz, vastos territorios oulr'ora raui-
lo povoados. tornaram-se verdadeiros desertos
pela nica vontade dos landlords.
Urna estalistca publicada em 1856 mostra at
quo ponto chegra entao a despovoacao dos cam-
pos, despovoaQo que nao fez mais do que aug-
mentar depois. A Inglaterra e o paiz de Galles
contavam ento :
quirirae com o concurso da Franca a po*ico> que O bispo pretende que nio honre rendeiros eric-
no mundo derem oceupar. Muitas queslesque los nio ser aquelies que nio tralaram de suas
Trras cultivadas............. 12.4il.176 geiras.
Pl........................ 15,212,203
Torras incultas................ 9,610.900
Na Escossia contava-se :
Trras cultivadas............. 2,003,690 geiras.
Paslos........................ 9.23.900
Trras incultas................ 1.174,000
E na Irlanda :
Trras cultivadas............. 4,312,740 geiras.
Pa>tos......................... 1.207,854
Trras incultas................ 12,237.601
E' assim que a cobica dos landlords causa o
. despovoamento dos campos, e os infeiizes cam-
^?,r,^U^r.er Ponezesso expellidos para as cidades. para as
manufacturas, onde acaba de deleriorar-se essa
raja ingleza oulr'ora to bella e tio vigorosa.
A Irlanda, porem, quo soffre mais, por causa
do odio que o propretario inglez e o proprietario
protestante tem aos seus rendeiros catholicos.
Na Irlanda, desgragado do rendeiro at will, isto
, d'aquelle que o vontade do landlord, que
nio tem escripturagio do contrato, e que podo
ser evicto por um simples capricho do senhor 1
Desgragado desse rendeiro se nio rola como de-
soja o senhor, e, no caso de que esse senhor
um protestante fantico, nio deixa domrioar seus
Blhos pelos pregadores, pelos mestres de escola
encarregados da extinegio do catholicismo na Ir-
landa I
Tal a liberdade religiosa de que se goza na
Irlanda, tal a proteegao que ahi tem o pobre; e
um duplo mlagre que ainda neste momento
ahi exisla Irlandezes e catholicos.
A Inglaterra desesperada de fazer apostatar a
ilha-irma, a desporoa systemalicamente, e sys-
tematicamente empobrece ; e tudo Isto se faz sem
que a imprensa a mais livre do mundo falle con-
tra os oppressores, sem que a imprensa liberal
do continente ligue alguraa importancia.
A Irlanda em suas angustias rolve os olhos pa-
ra a Franga, que ella ama, que olha como cha-
mada para um dia liberta-la ; e o patriotismo da
imprensa liberal franceza s ve nisso um motivo
de gracejo ; Incapaz, porque detesta o catholi-
cismo, de comprehender que forte posgioleria a
Franga, protegndo altamente, por toda a parte
e sempre as populagdes catholicas opprimidas;
ella gosta mais de incitar o paiz favorecer por
toda a parte os revolucionarios, cujo reconheci-
menlo se traduz em actos de hoslilidsde: tanto
rerdade que a Franga natural e territorlalmente
calholica, nao pode achar rerdadeira grandeza
que nio seja na poltica catholica, que qualquer
outra poltica s Ihe attrahe inimigos.
E a Inglaterra bem o sabe e por isso que el-
hoje parecem insolureis serio entio bem facis
de resolrer. Quando a poltica calholica fr a
poltica dominante da Europa a questio do
oriente no lera mais diOtculiJades, a Russia dei-
xara de ser ameagadora para a independencia da
Europa, e a tyrannia da Inglaterra ser apenas
urna lembranga.
E' a conriegao em que estamos de que a In-
glaterra neste momento a grande inmiga do
mundo e da Franga, que nos faz insistir sobre as
iniquidades commetlidas por essa potencia. Mos-
tramos mais particularmente o que se passa na
Irlanda, porque ahi qu o genio inglez e seu
odio ao catholicismo mostram-se em toda a sua
mudez.
A Irlanda,empobrecida de todos os modos,esl
ainda obrigada pagar os ministros de urna re -
ligiio que nao a sua, e r o dinheiro que ella
d empregado contra sua f.
Tambero fallamos do proceder indigno de um
bispo anglicano para com seas infeiizes rendei-
ros o nome do bispo Plunkett lornou-se famoso
por causa de sua crueldade respeito de seus
rendeiros catholicos. O anuo passado um grito
de horror lerantou-se em toda a Irlanda ; mas
nem por isso.lord Plunkett mudou de proceder.
E' no principio do invern quo o rererendisai-
mo faz suas execuges ; quanto o fri comeca
reinar com intensidade que elle expelle de suas
ierras do Parlry os pobres camponios, culpados
de nio mandarem seus lhos s escolas : as-
sim que se assignala a caridade do prelado an-
glicano e de suas dignas fllhas misses Plunkett.
Este anno comegarara ascriegoes, e a forga ar-
mada veio em soccorro ao ardeote proselytsmo
do prelado. Aqu os factos fallam alto, e sio ir-
refulaveis. Nos os citaremos, citaremos os no-
mos proprios, e Taremos conhecer a miseravel
defoza do bispo anglicano : isto bastar, e vere-
mos se a imprensa liberal se dignar rir em soc-
corro dos infeiizes, victimas dessa intolerancia
religiosa, legalmente autorisada pela liberal le-
gislarlo da Inglaterra.
II
O reverendissimo Lord Plunkett, bispo angli-
cano de Tuan na Irlanda, toroou-se proprietario
de toda a parochia de Parlry, onde nio era ha
alguns annos mais do que ura simples rendeiro
de quatro geiras do Ierra. Circunstancias favo-
raveis, entre as quaes deremos contar a fome,
que desolou a Irlanda, e as rendas de que elle
gozou na qualidade de bispo,' permilliram-lhe
adquirir pouco pouco lodo esse paiz e tornar-
seo landlord de algumas centenas de camponios.
Ainda ha quem se lembre em Parlry do tempo
em que seu pao nao possuia urna poreio de ter-
reno egual que oceupavam seus dous ps ; ain-
da ha quem se lembro do lempo era que elle
mesmo pagara seus arrendamenlos annuaes por
quatro geiras de Ierra ; seus actuaes rendeiros
viram como elle juntou as geiras urnas s oulrcs,
como estendeu-se sobre as mootaohas de Par-
lry, como o pequeo campo do rendeiro mudou-
se om urna vasta herdade, e como pouco pou-
co foram-se exlioguindo as casas onde erguia-se
um grande numero dellas. Appareceu a fome e
o anligo rendeiro de quatro geiras (ornou-se o
proprietario e senhor de dez mil.
Ninguem antes ouvira fallar do zelo do reve-
rendo em conrerler as almas ; lord Plunkett nao
fazia no mundo barulho algum. Com a riqueza
despertou seu zelo pela salragio das almas, e riu
nisso urna occasiio excellente para augmentar o
numero de suas orelhas.
Em um paiz catbolico julgar-se-hia sem duri-
da que o prelado aproveitou de sua fortuna para
fazer felize3 os seus rendeiros, multiplicar as es-
molas, melhorar a sorte geral, e que seu prosely-
tsmo foi particularmente exercido pelo contagio
do bom exemplo e da benevolencia. Um bispo
anglicano, senhor de algumas centenas de cam-
ponezes nio se julga obrigado descer meios
tio vulgares. Chamou Pratry leilores de bi-
blia, eslabeleceu urna escola, o misses Plunkett,
suas fllhas, procuraran) ajudar as boas intenges
de seu pae ; mas foi para ameagar com a eviegio
aquelies camponezes, que nio mandassem seus
Qlhos escola protestante ; e nio se limitaram
s ameagas.
O padre Lavelle, cura da parochia, quiz recla-
lerras ou faltavam s condiges impostas.
Mr. Larellecila fados e nomes proprios e ser-
re-se dos proprios depoimentos ha oito mezes
publicamente feitos no processo inataurado em
Galway, depoimentos feitos om presenga de lord
Plunkett, de suas Qlhas, de seus ministros, de
seu irmao e de todos os seus agentes, e que nio
foram contradictos.
Dae, diz elle, dae dar attengio aos de-
poimentos de Patt Stsunlon, de Sarn Walsh, de
Sally Quino, de John Prendergost, de Belty, Patt
e William Caranagh, de John Coyne, etc., etc., e
dizei, senhor, se ha n Europa um exemplo de
um conslrangimento egual ao que foi exercido
sobre esse pobre poro para forga-Io fazer edu-
car seus Qlhos na f protestante. Vede como o
ministro e as senhoras apostlicas, um esquecen-
do sua proQssio e as outras seu sexo, rio lodos
os dias de casa em casa, de aldeia em aldeia, e
pedem os meninos sob pena de eriegio. Vde-os
forjando as portas, depois.que os infeiizes paes
Ihes disseram porque nao queriam recebe-los,
pedindo-lhes ainda sous lhos, sempre sob pena
de eriegio.
Eis
relie
alguns factos narrados pelo padre La-
John Prendergost r chegarem os agentes de
lord Plunkett. Elle oceulta-se atraz de um co-
fre, e colloca um grande paneiro por cima para
mais seguranga. Descobrem-o, fazem-o sahir de
seu escondrijo, e dizem-lhe que lord Plonkett
nio quer ter em suas trras um hornera, que nio
manda seus lhos escola protestante.
Mistress Morrin aferrolhasua porta para que os
agentes nao possam entrar. Forgam-a abrir, e
Ihe fazem as mesmas ameagas.
Mistress Henaghan approximagio desses sin-
gulares apostlos, fecha-se em sua casa e forti-
fica sua porta o melhor possirel. Os rererendos
e honrados intrusos batem porta ; nio recebem
resposla alguna ; um dalles melle a porta den-
tro, e a scohora que faz parle da expediegio, pro-
cura debaixo da cama e na cama se ahi nio ha
meninos escondidos.
Mistress Gibbon foge eguslmente; acham-a,
dizem-lhe que mande seus lhos escola ; ella
recusa, e no dia seguinte os agentes veem apode-
rar-se de suas trras.
Mistress Caranagh allega que seu filho est
doente. A honrada lady toma o menino, manda
que mostr a lingua, declara que sao vermes
apenas que o incommodam, e ordena quo o man-
de para a escola no dia seguinte.
Patt Henaghan e os outros habitantes de sua
aldeia sio mandados escola para aerem apo-
sentados ao reverendo W. Plunkett, s senhoras,
ao agenle, e se lhes requer que enviem seus -
Ihos escola. Elles recusam ; dizem-lhes que se
preparem para a eviegio.
Tres dias depois as senhoras e os agentes visi-
tara a aldeia, coorocam os paes, e lhes pergun-
tam cada um em particular pea ultima vez se
querem mandar seus lhos escola. Nada de
resposta. As senhoras dio immediatamente or-
dera ao agente que tome posse desde o dia se.
guinte, porque, difem ellas, lordPlunkelt.se
oceupar de ter rendeiros, que mandem seus
Qlhos.
Honor Kerrigan responde pergunta que elle
nnles quereria mendigar do que mandar seus fl-
lhos essa escola. E o agente exprimindo os
caridosos sentimentos da piedosa senhora que o
acompanha, diz logo: Pois bem podereis
mendigar.
Michel Walsh recusa mandar seus lhos es-
cola do bispo. Ericto.
Patt Staunton responde com tanta nobreza
como firmeza : Nao dero, nem quero pagar
lord Pluokett duas rendas, a de meu dinheiro e
a de minha consciencia. Evicto.
Sarah Walsh recusa mandar seus filhos, des-
peito da solemne seguranga que Ihe deu a honra-
da miss Plunkett de que a o ensino do sacerdote
catholico o ensino do diabo. Ericta.
Sally Quinn recusa mandar seus lhos ao se-
nhor Sheridao, leitor bblico, e tambem evicta.
Eis-aqui fados provados, contados pelas pro-
prias victimas pranle os magistrados, em presen-
ga de lord Plunkett, de urna de suas filha3 e das
outras pessoas interessadas, o lord Plunkett nio
formulou entio denegagio alguma ; nio negou
mar em favor de seus parochianos ; porm nao que suas fllhas, que seus missonarios, que seus
foi ouvido, e at inlentaram-lhe um processo por | agentes houvessem recorrido taes meios de pro-
; nio pode negar que a seus rendeiros
haver revelado factos, que os proprios jornaes
protestantes compararam com os horrireis acon-
tecimentos de Damasco
O padre Larelle percorreu a Inglaterra e a Ir-
landa pars descobrir o proceder de lord Plan-
kett; oscutaram-o com benevolencia ; houve ma-
nifestages em favor da liberdade e da jusliga ;
mas nem por isso as cousas deixaram de seguir
o seu curso, e a imprensa ingleza em brere dei-
xou cahtr no silencio urna questio, que nio era
honrosa para um bispo anglicano, e que nio io-
teressa, por ultimo, senao catholicos e i catho-
licos irlandezes.
Colloque-se um momento o cardeal Wiseman
no lugar de lord Plunkett; supponha-se que o
arcebispo catholico, tornado proprietario de urna
parochia inteira poteslante, constrangia sob pena
de eviegio seus rendeiros mandarem seus lhos
urna escola catholica, que brados em toda a
imprensa ingleza e como respondera elles a
imprensa do continente 1 0 Siecle interviriae
nao abandonara seis mezes a questio ; o mages-
loso Mr. Havin descea liga para defender a li-
berdade de consciencia, e ouvir-se-hia a Opi-
nin naonale proclamar que tempo de acabar
com urna religio, cujos representantes se portara
com tanta intolerancia.
Seria um erguer de escudos universal; a Eu-
ropa inteira se sublevara como nos dias do que
se chamou o roubo do joven Moriera.
Mas trata-se de um muito reverendo bispo an-
glicano, e deixa-se ir adianto; trata-se de cen-
tenas de meninos, que querem arrancar f de
seus paes, e por conseguiote seus paes, sob pe-
na de ruina e do morte por meio da fome : o
que quer dizer isso ?
Mr. de la Bedolliere dir-nos-hi um dia em um
de seus bulletins que o bispo Plunkett faz mal,
que convem respeitar a liberdade de consciencia,
e flcar tudo acabado ; elle nao rollar mais i
questio, sua consciencia ficar satisfeita, e dir
com sigo que emito sendo o protestantismo urna
forma religiosa mais apurada do que o catholicis-
mo, os pobres Irlandezes pervertidos pelo bispo
nio tem muito de que se queixirem.
O corajoso sacerdote catholico nao tem abando-
nado a defeza de seu rebanho. Acharaos no Con-
naugh Patriot and Tuam Adveriistr orna carta
escripia por elle em outubro ao honradiMimo Mr.
salytismo
se exiga que mandassem seus Olhos suas esco-
las protestantes ; nio podo sustentar que as tes-
teraunhas, que dcpunham sob a f do juramento
fossem perjuras.
A verdade eslava muito patente, e o qae haria
de melhor fazer era guardar silencio. Alm
disso nao haria urna folha impresss, levada por
toda a parte por seu bailio, e na qual se lia que
era seu mais viro desejo que os meninos fos-
sem cooduzidos s escolas de que se trata, e que
aquelies que nio obedecessem este desejo se-
riara ericlos ? Eram os desojos do proprio lord
Plunkett.
Entretanto a opiniao publica comegara agitar-
se, e foi enlio que o bispo Plunkett tratou do
justiflear-se imaginando oulras causas de erie-
gio que nio as reaes, dizendo, por exeraplo, que
os rendeiros eridos nio trabatharam suas tr-
ras, esngaram-as, etc. E' de lamentar, para que
tal jusliQcsgio nio leoha bom xito, que os actos
nio correspondan) s patarras.
Eis-aqui no vos factos Barrados pelo padre La-
relle :
Os paos de Dromcoggy por muilo tempo resis-
liram s risitas quotidianas das ladits, do minis-
tro e do secretario, elles nao queriam mandar
seus filhos escola. Disseram-lhe as intenges
do lord bispo e concederam-lhe um derradeiro
prazo.
Approximara-se o dia fatal, e os infeiizes ren-
deiros rendo que para elles nio baria mais ou-
tra allernatira nio ser a submissio ou o bani-
mento, reuniram-se algum tompo antes do dia fa-
tal ; era em norembro de 1857. Deriam ser os
meninos sacrificados? O temor os reoceu, e re-
signaran)-se entrega-Ios. No dia seguinte che-
gou o bailio, que conduziu os meninos em trium-
pho escola no meio das lamenlacdes e dos ge-
midos dos infeiizes paes.
Um menino, filho de John Prendergast, tentn
antes affogar-se do que ser arrestado escola, e
s foi salro pela chegada opportuoa de seu pae.
Entregues os meninos, ninguem maii ouvia fal-
tar de evico.
Dir-se-ha que os camponios erictos nao paga-
vam suas dividas, como querem faze-lo crer os
partidarios do bispo ? No caso de que se trata
nenhum delles estar atrazado no pagamento de
8ilfl9 diTldas,
Outro tacto. A' 28 de outubro de 1858 ai jo-
beos Udies, Qlhas de lord Plunkett, foram al-
deia de Gorloamullen e pediram os meaiuos pela
ojiinquigesima rez. A' ama ora recusa, daram
Has ordem ao agente episcopal quo lonusse pos-
so no dia seguinte, visto como seu pae nio que-
da ter rendeiros, que nio mandaram seus filhos
escola. No dia seguinte o agenle temou pos-
se, o acrescentou algumas palavrss sobre o mo
estado das Ierras.
Mr. Lavelle, que bera sabia que islo era um
puro pretexto, perguntou ao agente se elle po-
da dar sua palavra como era essa a verdadeira
causa da eviegao. O agente, que se chamava
Fanlkner, respondeu :
Elles devem mandar seus Qlhos i escola ; se
nio querem obedecer ao seu landlord, merecera
ser evictos.
Est claro.
O padre Larelle conta ainda que dezesete mies
de familia de Cappaduff foram obrigadas man-
dar seus Glhos escola dessa aldeia, e que duas
dessas mulheres tireram at de carregar s cos-
as seus tllhinhos, que nio podiam caminhar ;
elle diz o nome dessas duas mulheres.
Urna outra, mistress Patt Rourke, dizenlo que
teu filho estar muilo fraco para ir escola, re-
cebeu ordem para lera-lo ella mesma. Assim
fez, e deixaram-a perfeitamente tranquilla.
Eis portanto o que se passa nesse imperio bri-
tannico, lio afamado pelo respeito, que a lei ahi
prolessa pela liberdade dos cidadios.
Desgragados camponios, que dereriam encon-
trar proteegao nessa lei, curram humildemente
a cabega perante mulheres, nio ousam esperar a
visita dos agentes de um bispo protestante, fo-
gem dianle delles, entrincheiram-se em suas
casas para nao lerera de entregar seus filhos;
iremem dianle desses agentes que rem exigir
delles a apostasia para seus filhos, e pesar de
seus direuos, cedem muitas rezes, por que a
miseria o a fome ahi estio para puni-los se elles
obedecem ao grito de sua consciencia catholica I
. M"80, P. en,anl que a Inglaterra o paiz
da liberdade I Diz-se que a liberdade da im-
prensa o freio mais seguro para os abusos do
poder I representa-se o protestantistimo como
superior ao catholicismo I
Ha oito aonos que lord Plunkett trata assim
seus rendeiros; elle tratara mais brandamenie
seus escraros. Nao eremos que o paganismo
aprsente tragos de ama tyrania mais horrivel :
e isto se passa no seculo XIX, sabido por to-l
dos, e os liberaes calam-se. e ainda nio formou-
so urna opioiio publica, cuja forga pozesse fim
taes monstruosidades I
Veremos como lord Plunkett tentou engaar
essa opiniao publica, quanto aqu tem-se mos-
trado tao complaceolemenle silenciosa para com
elle, e como o Journal des Debis justificara
esta phrase, que ercreria ha dous dias : A In-
glaterra um dos paizes, onde os interesses serios
das massas e osdiroitos domis humilde d'entre o
poro sio melhores garantidos.
I"
Temos feito conhecer o indigno proceder de
lord Plunkett, bispo anglicano de Tuam,para com
seus rendeiros do Parlry. At hoje a impreosa
liberal franceza nio preslou attengio alguma
sorto desses infeiizes camponios da Irlanda, que
um bispo, que se diz christo, expelle no princi-
pio do inrerno de suas miserareis moradas com
suas mulheres e filhos, sem piedade alguma par
com a edade, para com o sexo ou para com a
doenga.
A imprensa liberal tem mais que fazer : ella
nao escutou as queixas de cura catholico, implo-
rando a compaixo da Inglaterra para com os in-
feiizes habitantes da sua parochia : nio escutar
da mesma son o bispo calholico, que por sua rez
fazourrrsua roz em urna carta eoderessada
lord Palmersloo.
O ranosenbor arcebispo de Tuam sempre mos-
Irou-se intrpido defensor dos direos da Irlanda
e do interesse dos pobres ; mas que nenhum
oulro cumpria-lhe bradar contra a barbaria de
um bispo. quo o protestantismo collocou em sua
cidade episcopal; e elle o fez com urna elocuen-
cia e um rigor, que mostrara que suas longas lu-
las o nao enfraqueceram.
No meio dos acootecimentos extraordinarios
que se succedom com tanta rapidez, diz elle
lord Palraerslon, e que agitam tao rioleotamente
a opiniao publica, V. S.', como outros admirado-
res da excedencia do gorerno inglez e da reli-
gio protestante, poder olhar como assaz inop-
porlunae intempestiva a roz, querem fazer-lhe
anarragio das scenas, das quaes acaba de ser
theairo a parochia de Parlry. Que.m pode, dir-
se-ha, quera pode pensar em excitar alguma sym-
palhia era favor dos camponezes deste can lio af-
fastado, laogado fra das casas de seus paes, em-
quanto reis e principes sio expulsoa sem remor-
sos nem piedade de seus dominios hereditarios?
Nio urna illusio acreditar que ser ouvido o
barulho dos martellos, que derrubam as cabanas
dos pobres Irlandezes, emquanlo ribo-raba o ca-
nhitt das balalhas em roda de Capua e de Gaeta ?
Quando os ouvidos esto aturdidos por esse tro-
vio, quando os olhos esli acostumados com o
espectculo de taes deslruiges, como poderia
haver quem se ioteressasse com a queda de al-
gumas miseraveis cabanas, cora os gritos lamen-
laveis dos desgragados, que dellas sio expellidos I
como haveria quem se enternecesse i visia e al-
guns velbos expellidos de seus lares, expostos
morrer na mais rigorosa estagao do anno I
So essas evieges houressem lido lugar du-
rante o esto, leriam sido menos crueis. Porra
esperaram o invern, esperaram que o fro vol-
lasse, e,temos por garante os melhores leste-
raunhos,as mais horriveis scenas acompanha-
ram estas deshumanas execuges.
Bem sei quanto a narragio dessas cruelda-
des particulares e locaes deve ser desagradavel
esses amigos refinados das liberdades do hornear.,
os quaes nao pdem verter lagrimas nem mesmo
sobre as calamidades, que afigem reinos intei-
ros, e cuja sensibilidade nao pode ser abaladas
por crueldades menores, do que as que reis ca-
tholicos e pontfices fazem scffrer seus subdi-
tos, cujas liberdades civis e religiosas, conforme
julgam esses homens sensiveis, sio por aquelies
calcadas aos ps.
Deixamos que esses advogados de urna hu-
manidade e especulativa descrevam e deplorem
os males imaginarios, que osaffligera ; mas nao
devemos por isso dar menos attengio esses
exemplos quotidianos de fanatismo e crueldade,
que nao si menos instructivos, ainda que sejam
apenas puras tiegoes, do que esses eontos sobre o
dospotismo eslrangeiro, com os quaes drertem e
enganam aos leilores inglezes.
As scenas de Parlry devem mostrar, tanto
aos homens atestado da Inglaterra, como aos re-
presentantes da Irlanda, a necessidade de oceu-
parem-se agora, ainda que seja bem tarde, com
as horriveis enormidades da egreja estabeleclda,
o com os males mui pouco notados que ella
contina inflingir aos Irlandezes catholicos. A
Italia inteira desde os Alpes al a Calabria nio
poderia apresentar urna scena .egual s que se
passara junto de nos, apezar de todos os horro-
res do suas torres e inquisiges ; nunca, pode-
mos diz lo, urna tal perseguigo por motivos de
religio seria supportada.
Seria portanto urna poltica melhor para o
primeiro ministro da Inglaterra o para o
ministro dos negocios estrangeiros por em ordem
no interior sua propria casa e particularmente
sua egreja, do que agitar desagradavelmente os
ervos do seosirei poro da Inglaterra com suas
hislrionicas ropreseotages dos horrores do des-
potismo pontificio.
Talrez que rossa senhoria nio tenba suffi-
cientemente considerado os terrireis perigos,
que ameacariam a paz da sociedade, se as sce-
nas de Parlry se renorassem. Se reioasse no
reino urna opiniio publica, sia e activa,urna
opininiio fundada sobre a lei de Deus,scenas
semelhantes s de Partry teriam sublevado todo
0 paiz, e provocado a expressio dos sentimentos,
que deve inspirar urna taoliramnica tentatira de
oppressio sobre a consciencia dos pobres. Por-
gar infeiizes rendeiros mandar seus Qlhos &
escolas, que seu clero condemna, que sua cons-
ciencia reoelle, um ultraje feito ao corpo iotei-
ro dos catholicos ; e o seotimento deste perigo
commum, da necessidade de ama mutua pro-
teegao, dereria unir lodosos catholicos em urna
vasta e constitucional confederagio. J se co-
megou, e os resultados obiidos sio comparativa-
mente felizes. Digo comparativamente, porque o
que se tem feito at hoje tem posto m perse-
guigo, mas nio tem constituido torgas suEficien-
1 tes para impedir-le a repetidlo,>
O monsenhor arcebispo de Tuso, entra qoi
em algumas coosideracoes sobre o avalen de
educagao seguido na Irlanda, e sobre a poltica
interna e eiterna da Ioglaterra ; e mostra de
que importancia para um gorerno oceupar-ae
com as classes laboriosas, censura as dirisoes
tos- enfraqueceram a influencia da deputacio ir-
landeza sobre os negocios pblicos e termina
Em quanto testemuohamos nossas sympa-
thias pelos aoffrimentos do santo padre, nao de-
vemos esquecer as horriveis scenas, que se pas-
sam actualmente oas montanhas de Partry. Sio
reinos trmulos, mulheres grvidas, meninos
quasi us, que sio expellidos de suas casas no
ngor do invern, poreaura de sua corajosa reso-
lucao de morrer antes, do que expr sua f i
corromper-se : seria tempo de ver o que pode-
mos esperar dessa tolerancia lio gabada do pro-
testantismo inglez e da proteegio da constitulcio
britannica. *
Com efleito tornaram i coraegar em Parlry as
eviegoes. Fizemos conhecer na segsnda parta
deste artigo as ameagaa feitas em nome do lord
bispo Plunkett, ameagas nio vias.
bian'n1 r. "OTembro ehegaram os agentes do
deD0HciliSp0rum"cen,en" de h<""
liri nV al'.T"ca comegoa a obra de domo-
icio. Que sena feito dos desgragados evictos?
Isto pouco inquieta ao lord-bl.pl. que"s,"olio
direito e que est certo da impunidade.
Urna parte da imprensa ingleza oceupou-s
com estes factos tornados assaz estrondosos p
que fossem absolutamente sepultados no silen-
cio, porm o fez com tio pouca energa, quo nem
alemonsou lort-Plunkett: elle sabe que tudo
brevemente acabar. O Tymes tentara um mo-
.mnen.inxerg,/er \TOi ;f,ll" d0 cndalo, mas
ci de si em 1St maS d qu9 m neg0'
vm(L,oUpo0..!,, 8mseu direit0- diz, elle : con-
lar se se, i *" S m?0S de f"6'1 r"Pe-
iar se seus rendeiros nio querora pasar seus
alugueis, se conspirara contra elle, se nio cm!
prcm as clausulas do contracto Ve detorinri.
prosperid.de : nio conrea iu.Sue?","^
que um bispo podo ser impunemente "utado!
^tlT^0' elC- C0USM "u?sa?o por!
millidas i pessoas. que perlencemVoulrX-
Tuam faltara simplesmenle s conrenieocias a
ao bom gosio. mostrando um rigor, que nao na
recena extraordinario da parle de um proprie^
no secular. Nisso nada havia que atemorC 5
lord Plunkett. que entretanto julgou-se "id5
dizer alguraa cousa para aplacr a opiniio"
Enumeramos os factos indignos, referidos pelo
padre Lavelle cura de Partry -fados estes
que poem fra de duvida a causa, pela qual si
evictos os infetraes rendeiros do bispo.
A' -20 de outubro passado lord Plunkett escre-
Ieem Sur-'50" M P'd'e L"elli c
Affirmo urna rez por todas, diz elle, que ne-
nhuma das ericeoes, que derem ler lugar tem
relagao alguma qualquer com a questio de reli-
gio ; depois desr affirmacio, deelaro que nio
lomare mais em consideragao algumas das falsas
assergoes que poderem ser emillidas i, este res-
peito. "
Assim, lord Plunkett oppnnha sua palarra aos
factos os mais rrecusareis. Elle indicara alm
disto como perfeitamente informada urna bro-
chura publicada por um oentfeman elle intei-
ra mente desconhecido. o qual genileman preten-
da que as enegoes enlio operadas nio teriam
outra cousa, que nio fosse o mu prooeder dos
rendeiros. Entre a injurias enumeradas pelo
gentleman acham-se improperios e doestos diri-
gidos aos leitores da Biblia : o que ao menos tem
urna certa connexio com a questio de reli-
gio.
dif *AUmm-V lord p'unk9t 'enta fazer crer que
elle s seimtou contra rendeiros culpados, e que
ae er.cgoes operada por elle nio teem ou!
liad qU8 Da "Ja melhorar soa Proprie-
0 padre Larello tem sustentado suas aecusa-
coos e rospondeu que os pretendidos melhora-
menlos nio sao miris de modo alirum me-
nos que lord Plunkelt nio queira fallar das es-
colas protestantes fundadas por elle para ama
popuUcao catholica, e dos bons erapregos que
elle tem dado protestantes e estran-
geiros.
falo tinha lugar antes do mez de norembro, e
poda esperar-se que lord Plunkett pecuaria di-
ante da eiecugio de suas ameagas. Acabamos
do rer que deu-se o contrario. A opiniio pu-
blica agitou-se de noro. Ainda que se trate de
irlandezes e de catholicos, os Inglezes mesmo
protestantes nao poderam rer todos com iudiffe-
renea essas scenas selragens, e lord Plunkett
sennu anda urna rez a necessidade de juslifi-
Cal*58a
m certo Falkioer, um dos agentes do Bispo
escrereu a seguinte carta ao Times,, datada de 30
de norembro:
Muitos se teem completamente engaado
sobre as razoes, que forgaram lord Plunkett a
obrar como tem feito. Nio i para fazer pagar
alaguen (o Txmet assim o cria], nem porrue
laltaram s clausulas de seus contratos, que os
rendeiros foram espulso, mas sim porque for-
maran) urna conspiragio illegal centra seu land-
lord o contra os outros rondeiros, e porque
identificaram-se com um systema de ultrajes
incendios, perjurios e morles, que lord Plunkelt
era por justiga obrigado a combater no interesse
dos rendeiros pacficos; esta a razio porquo
elle expelhu esses homens de sua propriedade
de Parlry. r
A' respeito da aecusagio contra lord Plun-
kelt de que as evieges foram feitas no rigoroso
mez de novembro, de meu dever dizer que el-
as sao urna prova do dogura da parte do land-
lord. Ha seis mezes lord Plunkett eslava legal-
mente autorisado a expellir seus rendeiros de ura
s golpe, e muitos land-lords l-loiam feito.
Mas lord Plunkett por um sentimento de clemen-
cia, permiltiu-lhes que ficassem at o mez ds>
novembro afim de que podessem fazer suas co-
Iheilas e preparar-se para a partida, procurando
recursos algures; sio as proprias expressoes
de urna caria por elle escripia.
Assim, eis toda a justifleagio de lord Plonkett.
Nio despede seus rendeiros" por nio quererem
mandar seus fllhos s escolas protestantes, mas
porque conspirara contra ello, porque insuflara,
incendeiain e malam tudo em sua proprie-
dade.
Sio aecusacoes graves, com effeita, mas o
Times nota com razao que taes Crimea caliera
sob o poder da lei, e que, se foram eommetlidos
lord Plunkett devia levar os culpados perante o
magistrado. Alm dislo, acrescenta o jornal
inglez, o agenta do lord-bispo nio p&de pensar
que todos os pobres expulsos, reinos, mulheres
e meninos sejam egualmente culpados desses eri-
ales. Lord Plunkelt eppllca, portanto, urna pu-
nigao durissima para os innocentes e muito sua-
ve para os culpados.
Taes sio os factos, factos confessados pelo pro-
prio bispo, e reconhecidos pela impreosa ingle-
za. E as eriegos continuam ; a imprensa re-
clama fraeamente, lord Plunkett est em seu
direito. os infeiizes rendeiros nio teem outro. re-
curso que nio seja invocar o caridade de seus
correligionarios.
Suppondo mesmo que esses pobres nio sejam
perseguidos por sua f, 6 erto que sio tratados
sem humanidade, e qne nio encontrara prote-
gi alguma na lei. E trata-seda lei ingleza, da
lei da riberal e protestante Inglaterra. Nio em
Rpma que se dio os factos, sobre os quaes aca-
bamos de chamar a attengio publica, em Par-
try, na Irlanda, em um paiz onde a imprensa
lirro, onde o parlamento omnipotente ; em
um paiz, qse todos os dias retine com declama-
gaes sobre a tyrannia do gorerno pontificio.
Esperamos sempre o parecer de nossa im
prensa liberal sobre esle monstruosos rigores.,
J. Chastril.
U Monde.S. Filho.
PUK^ TTP. DB M, I. DS FAMA. -.1881,


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