Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06146


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Full Text
AI10 XXXIII ID1EIO 57
Por tres mezes adiantados 5fi0t)0
Por tres mezes yencidos 6)000
SABBiDO I MIlICO K ItlI
Ptrainfrftdattadt f 9|000
Porte fruee para o subscriptor.
Hlfl
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silra ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tina Ribeiro Guimares-, Par, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS US CURKttlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Camar, Allinho e
Garanhuns as tercas-teiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fx as quartas (eiras.
Cabo, Serlnhaem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO HEZ DE MARCO.
3 Quarto minguanle as A horas e 56 minutos da
tarde.
11 La nova as 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da man.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhia.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da larde.
DAS DA SENARA.
4 Segunda. S. Lucio p. m. ; S. Casimiro "rei.
5 Terja. S. Theophilo b. : S. Focas m.
6 Quarta. S. Olegario b. ; S. Collecta r. m.
7 Quinta. S. Thomaz de Aquino b. doutor.
8 Sexta. A Coroade espinhode J. Chrislo.
9 Sabbado. S. Francisca Romana viuva.
10 Domingo. S. Militio e 39 companheiros.
AUUlKftlUAS OUS TKiBUNAKs UA CAPITAL7
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relaeo: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : larcas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de ochaos: tercas e sextas as 10 horas.
Priraeira rara do civel: tercas e sextas ao meio
da.
Segunda Tara do civel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PQA DO STjL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia
Sr. Jes* Mirtlns Aires ; Rio de Janeiro, o Sr
Joo Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figaeiroa de
Faria.na sua Uvraria praea da Independencia ns
6e 8.
Ministerio do imperio,
DECRETO N. 2.741 DE 9 DE FEVEREIRO DE 1861.
D nova organisafo ao Instituto Commercial do
Rio de Janeiro
Hei por bero decretar o seguinte plano de reor
ganisacao para o Instituto Commercial do Rio de
Janeiro. *
Art. 1. Os esludos do Instituto Commercial
formarao dous cursos, uro preparatorio, outro
profesional, com as segulntes cadeiras.
Curso preparatorio.
1* cadeira : grammalic nacional, cilligraphia
e desenlio linear.
2a cadeira : francez.
3a cadeira : inglez.
4a cadeira : allemo.
Curso proQssional.
Ia cadeira : Arithmelica completa, com appli-
lhe que, tendo-se de proceder noraeaco de
urna pessoa que substituase o mesario impedido,
e tendo o mesmo presidente e um mesario rolado
a favor de um cidado, e oa outros dous mesarios
a favor de outro, dora-se recorrer ao sorteio en-
tre os dous cidados propostos para aquella subs-
tituido.
A disposico do citado art. 7, que manda re-
_ correr sorte, applicavel eleico dos substi-
tutos dos mesarios impedidos, tanto no caso de
dar-se o impedimento antes de assignada a acta
da formago da mesa parochial, como depois.
Dous guarde a V. Exc Joao de Almeida Pe-
reira Filko.St. presidente da provincia de Ser-
gipe.
3." seceo.RioOde Janeiro.Ministerio do
negocios do imperio, em7 de tevoreirodel861.
Illm. e Exm. Sr.Foi ouvida a seceo dos nego-
cios do imperio do conselho de estado, sobre o
ofcio de V. Exc. n. 14 de 18 de agosto do anno
passado, submettendo approvaco do governo
1 fWV f^/\ 1*1 fl JtAAinAA ^__-a. -I j.__ __ _M_____ 1 t
cacao especial ao commercio,. algebra, at as raPeriaI a deciso que deu sobre a iracompatibi-
eqnajes do segundo grao ; e geometra, compre- "Jadeado cargo de juiz de paz com os efficios de
hendendo a planlimetris e a stereometria. tabellio o de escrivo do civel e de orphos ; e
2a cadeira: Escripturaco mercantil e legislagao s- -*. imperador, conformaodo-se por sua im-
de fazenda. i mediata resolugo de 19 de Janeiro ultimo com o
3a cadeira : Geographia e estatislica commer- Parecer da dita seceso, exarada em consulta do
Cial. "f- oe dezerabro antecedente, manda declarar a
4a cadeira
poltica.
Direito commercial e economa
V. Exc. que a incompatibilidade do dito cargo
com o oflciode tabellio est declarada pelo avi-
Art. 2. Estas cadeiras podero ser regidas por de l*.d.e marco de 1837, e portanto approva-
nacionaes ou por estrangeiros. Seu provmento i a deciso de V. Exc. nesta parte.
so far mediante concurso, salvo smeole no ca- Ouanto oulrs imcompatibilidade do referido
so de recahir em estrangeiro residente ra do im-; car8 co o ofBcio do escrivo, nao ha deciso
perio. l do governo sobre ella, e na forma das ordens em
Art. 3 Os professores nacionaes sero nomea- T'oor V. Exc. nao a podia declarar, fazendo ex-
dos por decreto, o gozaro dos mesraos direitos 'eosiva accumulaco destes empregos a dispo-
que actualmente competem aos do imperial col- 8'Sa do aviso n. 89 de 4 de junho de 1847. At-
marcra o vencimento do referido procurador,
pots que os actos das assemblas provinciaes s
pdem ser revogados pelas mesmas assemblas,
reconsiderando ellas o que flzeram, ou pela as-
sembla geral legislativa, alm de que o acto
addiciooal conslituico poltica do imperio con-
ferio s assemblas provinciaes a faculdade de
legislar sobre a fixaco das despezas, fiscalUago
das rendas municipaes e estabelecimento de or-
denados dos empregados das cmaras municipaes,
em cuja classe nao pdem deixar de ser compre-
heodidosos procuradores. Comquanto as assem-
blas provinciaes nao possam em regra allorar
as leis geraes, no caso de que se trata esto au-
torisadas para legislar; tanto mais que a facul-
dade oulorgada s mesmas assemblas para le-
gislar sobre os empregos municipaes, e marcar-
Ihes ordenados, sem limites, e comprehende
todas as regras que se achavam na citada lei de
1828 a este respeilo. Portento, urna vez que
pela lei provincial nao Qcou reservada s cmaras
municipaes a faculdade de fazer a redueco de
taes ordenados, evidente que ellas nao pdem
mais exerc-la. Se a disposico da citada reso-
luco inconveniente aos interesses da provincia '
a cmara deveria representar assembla pro- '
vinclal, e nao fazer a redueco, anda mesmo
deia de Santo Anto, como se v da conta jan-
te, que me foi remetiida pelo chefe de polica
com otticio de honlem, sob n. 145.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao commandaote do corpo de polica.
M,nden v S. apresentar ao Dr. chefe de polica
um official e as pravas de pret do corpo seb seu
commando, que forem precisas para escoltar at
a comarca de Goianna o capito da guarda na-
cional Ursulino Cavalcanti di Cunha Reg, que
se acha preso oa fortaleza do Brum.Commu-
nicou-so ao chefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra.De
cooforraidade com o aviso da reparti da guer-
ra de 9 de fevereiro ultimo, mande Vmc. forne-
cer aos *alathes 4 de artilharia apee 10 de
infantera para o semeo das respectivas escolas
elementares no primeiro semestre do anno cor-
rente, os objectos mencionados oas duas notas
constantes das copias juntas.Communicou-se
ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que rae re-
quisitou o Exm. presidente da Parahiba em offi-
cio do 2 do correnle, mande Vmc. entregar com
urgencia ao alfares Diogenes Gomes de Hollanda
Costa, que segu amaoha para aquella provin-
no vapor Jaguaribe os objectos
no vapor Jaguaribe os objectos mandados
com a approvaco dessa presidencia.Dos guar- fornecer por esse arsenal ao corpo de guarnico
de a V. Exc.Joo de Almeida Pereira Filho.~ '. da mesma provincia.
Sr. presidente da provincia do Cear. Dito ao mesmo.A'vista do que Vmc. infor-
mou em seu officio datado de 4 do
3 seceo.Ro
correnle,
de Janeiro. Ministerio dos com referencia requisico do hospital militar
negocios do imperio, em 30 de Janeiro de 1861.' constante da copia junta, o autoriso a mandar
legio de Pedro II.
Os estrangeiros sero nomeados por portara,
era yirtude de contrato previo celebrado com o
ministro do Imperio ou por sua ordem.
lendeodo, porm, ao disposto no art. 23 do cdi-
go do processo criminal, e no aviso do ministerio
da Justina, nao impresso, de 4 de niaio de 1843 ;
bem como a doutrina do decreto n. 501 de 17 de
Art. 4. Estes professores no'tero direito ju- fevereiro de 1847, e s decisesdos avisos de 13 de
blacao nem a qualquer remunejaco pecuniaria outubro de 1831, e de 20 de abril de 1849 onde
quando deixarem o exercicio do magisterio ; po- j se declara a incompatibilidade do ofcio de cura-
rm depois de cinco annos de servco effectivo ' ser-lhes-ha abonada urna gratiicac extraordi-! oQicios de escrivo de orphos e escrives dos
naria igual quarta parte de seus vencimentos.
Art. 5. Os contratos celebrados com taes pro-
fessores nao podero vigorar por maisde cinco nem
menos de dous annos ; sao porm prorogaveis in-
definidamente.
Art. 6- Aos actuaos professores do instituto sa-
rao respeitados os direitos por elles adquiridos ao
tempo da publicaco desle decreto.
Art. 7. Os professores do instituto podero re-
ger elleclivamente at duas cadeiras, percebondo
nesta hypothese mais 1:200$ por anno, dosquaes
dous tercos sero considerados como ordenado
smente para o caso de descont.
Art 8Quando se substituirem mutuamente per-
porm o substituto nao fr prolessor do instituto,
ser-lhe-ha abonada urna gratificado na razo de
SOOjf.
Esta disposico vigorar tambera na hypothese
le ser nomeado, de fra do instituto, '
auditorios com o emprego de vereador, cujos
fundamentos sao applicaveis ao caso em questo,
ha cortamente incompatibilidade entre o j refe-
rido cargo de juiz de paz com os officios de escri-
vo do civel e de orphos, e porlinto nao podem
elles ser accumulados. Observo porm a V. Exc.
que nao applicavel accumulaco do cargo de
juiz de paz com aquelles officios a limitico do
aviso n. 208 de 18 de agosto de 1819, pois que
era caso nenhum pde-se dar tal acccuraulaco.
Dos guarde a V. Exc Joo de Almeida Pe-
reira Filho Sr. presidente da provincia do
Piauhy.
tessor para regor inleirameote qualquer cadeir3
?aga.
Art. 9. A matricula das aulas do instituto
gratuita.
Art. 10. A excepeo da aula de escripturaco
mercantil, cuja matricula fica dependente da ap-
provaco as materias que formam o curso da ca-
deira de arithmetica, para-a matricula das outras
aulas nao ser exigida nenhuma habililaeao.
Art. II. No fim de tres mezes depois de abor-
tas as aulas do instituto, sero eliminados da ma-
tricula os alumnos que, em exame de sufficien-
cia, nao mostraren) aproveitamento as aulas em
que estiverem matriculados.
Art. 12. Aos alumnos approvados em qualquer
das aulas do instituto se passar um certificado
que ter o mesmo vigordos atlestados de appro-
vaco nos examos deque trata o art. 112 do re-
gnlamento approvado pelo decreto n. 1,331 A de
17 de fevereirode 1854.
Art. 13. Nenhum alumno do instituto podor.i
obter diploma de habilitado commercial so nao
ti ver sido approvado em todas as materias que for-
mam os cursos do mesmo instituto.
Art. 15 Os quo conseguirem este diploma, alm
das vantageas que Ihe sao concedidas pelos decre-
3. seccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 11 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Era resposta ao officio de V.
Lxc. n. 185, de 3 de Janeiro ultimo, declaro-lhe
que o governo imperial approva, por ser confor-
ura pro- I mo o aviso n. 85, de 27 de julho de 1850. a de-
ciso pela qual V. Exc. declarou a mesa paro-
dual da villa de Arez, que o cidado Manoel Pe-
8ado Cortes, que nao sabe lr era escrever nao
pode exercer o cargo de juiz de paz, nem por con-
seguinte presidir a actos eleiloraes ; devendo-se
portanto convocar para a presidencia da mesa o
seu imraediato em votos.
Cumpre ouirosim que V. Exc. ordene cmara
municipal que elimine o referido cidado da lista
dos juizes de paz da dita villa, e juramente o im-
mediato em votos ao 4o juiz de paz, aflm de que
esteja sempre completo o numero dos juizes da
parochia.
Dos guarde a V. ExcJoo de AImeida Pe-
reira FilhoSr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
4a seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 29 de Janeiro de 1861.
Foram presentes a S. M. o Imperador, cora o
ouicio de V. S. de 15-do mez flndo, as setas das
sessoes da congregaco dessa faculdade dos dias
13 e 14 do dito mez, das qoaes consta que de-
pois de marcado o dia para a collacjio do grao de
doutor ao bacharel Pedro Elias Martins Pereira,
a a mesma congregaco adiar aquelle
tos n. 2,549 e 2,647, de 14 de marco, e de 19 de cto para o-mez de marco prximo futuro, por
setembro do anno Qndo, gozaro das seguintes :
De serem admiltidos a coocurso independente
de exame, para os lugares de amanuense de
qualquer das secretarias de estado, e de serem
para elles preferidos em igualdade de circums-
tancias.
Do igual preferencia para os lugares do inslitu-
tj e para os de corretor, despachante da alfaode-
gs da corle e leiloeiro.
Art. 15. No fim de cinco annos, contados da
data deste decreto, smeole os alumnos do ins-
tituto sero nomeados para os lugares de corre-
tor, despachante e leiloeiro, de que trata a ulti-
ma parte do artigo antecedente.
O governo poder prorogar este prazo pelo lem-
po que fr necessario.
Art. 16. Para a oblengo do diploma de habi-
lilaeao do instituto sero admiltidos a exame das
materias que formam os respectivos cursos os es-
Uidantes del qualquer estabelecimento de ins-
trueco, publico ou particular, que para islo al-
canc.irem permisso do ministro do imperio, ou-
vida a congregaco dos professores do mesmo
instituto.
Ar. 17. Os professores e empregados do insti-
tuto percebero os vencimentos marcados na ta-
bella junta.
Art. 18. O instituto ser inspeccionado por um
commissario do governo regido por um director,
ou, no impedimento deste, por um vice-director,
todos nomeados por decreto.
Ter alera disso um secretario e um pyteiro,
nomeados por portara, e os serventes que forem
necessarios
O lugar de secretario ser exercido por um dos
professores.
Art. 19. O presente decreto ser posto em exe-
cuco desde j, (loando porm suspenso na parte
em que depender da approvaco da assembla
geral legislativa.
Arl. 20. Ficam em vigor as disposices dos es-
tatutos approvados pelo decreto n. 1,763 de 14 de
roaio de 1856,que nao forem contrarias s deste
decreto, emquaoto pelo mioistro do imperio nao
fr expedido regulamento para o ensino, discipli-
na e economa do instituto.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio assim o tenha entendido e faca exe-
cutar.
Palacio do governo do Rio de Janeiro, em 9 de
fevereiro de 1861, 40 da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Joo de Almeida Pereira Filho.
3 seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne*
socios do imperio, em 4 de fevereiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Em resposta ao officio de V.
Exc. n. 3 de 3 de Janeiro prximo ndo, declaro-
lhe que o governo imperial approva, por ser con-
forme ao que dispe o art. 7 das instraccoes an-
nexas ao decreto n. 1,812 de 23 de agosto de 56,
combinado com o art. 17, a deciso que V. Exc.
deu consulta do juiz de paz presidente da mesa
parochial da cidade da Larangeiraa, declarando-
ter chegado ao seu cohecimento que aquelle
bacharel ia publicar um folheto injurioso a al-
guna lentes, e constar-lhe que esse folheto ji
era conhecido por rauitas pessoas, estando por-
tauto coramellida a injuria.
E o mesmo augusto senhor, conformaodo-se,
por sua immediata resoluco de 19 do correnle
mez, com o parecer da seceo dos negocios do
imperio do conselho de estado, exarado em con-
sulta de 2 do dito mez, manda declarar refe-
rida congregaco que o adlamento de que se tra-
ta importa realmente a pena de suspenso, tan-
to que um crirae allegado como fundamento
della, e portanto deveria ella ter procedido nes-
ta hypothese na forma recommendada nos esta-
tutos para a imposigo das penas, e processar o
delioquente, punindo-o, depois de provado o
crime. Entretanto nao houve processo, nem foi
provada a existencia do crime, constando apenas
das actas mencionadas que o estudante ia publi-
car um folheto injurioso a alguns lentes, e que
este folheto j era conhecido por muitas pessoas,
sem se declarar as passagens injuriosas, nem
constar que alguns dos lentes o tivesse lido, nao
se provando pois a existoncla da injuria, nem a
sua gravidade.
Portanto, nao podendo a congregaco socorrer-
se de nenhuma disposico dos estatutos, ou re-
glamentos vigentes, que autorise semelhante
procedimento. ou que lhe d faculdade discri-
cionaria para a punico das lujurias, cumpre-lhe
marcar dia para a collago do grao de Dr. ao
referido bacharel, e immediatamente proceder a
este acto, nao devendo subsistir a deciso que
tomou a esse respeilo: O que communico a V.
S. para seu cohecimento e para fazer constar
congregaco. Dos guarde a V. S. Joo de Al-
meida Pereira Filho.Sr. director da faculdade
de direito de S. Paulo.
3* seceo.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 30 do Janeiro de 1861.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador o officio de V. Exc. o. 152 de 20 de
outubro do anno passido. submettendo consi-
deraco do governo imperial a seguinte deciso,
dada consulta da cimaxa municipal dessa ca-
pital :
Que muilo acertad fra a deliberaco da c-
mara, reduziodo aos 6 % marcados no art. .81 da
lei do 1 de outubro de 1828 a porcentagem de
10 % que percebia o seu procurador em virtude
da resoluco provincial de 19 de setembro de
1837; porquanto nao s esss porcentagem era
multo superior ao trabalho do mesmo procura-
dor, como tambem a citada resoluco nao podia
alterar urna disposico da lei geral.
E o mesmo augusto senhor, tendo-se confor-
mado, por sua immediata resoluco de 19 do
corrente mez, com o parecer da scelo dos ne-
gocios do imperio do conselho de estado, exara-
do em consulta de 2 do mesmo mez, ha por bem
mandar declarar o seguinte;
Que aquella cmara nio procedeu regularmen-
te alterando por un acto sea a lei provincial que
Illm. e Exra. Sr.Foi ouvida a seceo dos
negocios do imperio do conselho do estado sobre
as leis promulgadas pel assembla legislativa
dJj?sa provincia na sesso ordinaria do anno de
1859: e S. M. o Imperador, tendo-se confor-
mado, por sua immediata resoluco de 10 de
setembro do anno passado, com o parecer de
mesma seceo, exarado era consulta de 25 da
entregar com urgencia ao respectivo almoxarife
os artigos pedidos que poderem ser fornecidos
por esse arsenal, Qcanlo os demais para serem
comprados pelo conselho administrativo, quem
nesta data se expede a conveniente ordem.v
Offlciou-se ao referido conselho para o Qm in-
dicado.
>ito ao mesmo.Transmiti Vmc. para os
agosto desse anno, ha por bem mandar declarar Cns convenientes copias das primeiras vas dos
o seguinte:
O acto n. 354 de 22 de junho, que impe
a pena de palmatoadas aos escravos encontrados
sem licenca de seus senhores depois do toque de
recolher, excede disposico do art. 72 da lei
do Io de oulubro de 1828, que s autorisa as
penas de priso e multa.
2o O art. 3o do acto n. 358 de 8 de julho, que
prohibe os depsitos de madeiras nos portos de
Aldea Velha, Jabuty e engenho Velho, e deter-
mina que, se a remocho de laes madeiras nao
for feia no lempo que se marcar, sejam ellas
vendidas em hasta publica em beneficio da c-
mara municipal, offende na sua ultima disposi-
conhecimenlos dos objectos que se remetteram
no brigue nacionil Damao, com destino esta
provincia e s do Rio-Grande do Norte e Mi-
ran hio.
Dito ao director geral da" inslruccao publica.
Pode Vmc aulorisar o regedor do gymnasio pro-
vincial a mandar comprar, afim de serem reraet-
tidos ao professor Luiz Jacques Brunet, no Ama-
zonas, os objectos constantes da relaeo que
acompanhou o officio do mesmo regedor, a que
se refero o do Vmc, sob n 41, e data de non
tem, corto de que nesta data recommendo ao
presidente do Para que mande fornecer ao refe-
rido professor os de que trata a outra relaeo.
Informe o Sr. engenheiro director da repartico
das obras publicas.
3987.-Ray mundo Jos d'Andrade. Apresen -
onono 1"arlel do commando das armas.
3988Silvostre de Sooza Nunes. Passe-se
portara concedendo a passagem requerida.
Cao o direito de propriedade, visto que cmara que tambera acompanhou aquelle officio.Fez-
apenas deve pertencor a importancia da multa, se o officio para o Exm. presidente do Para no
e o restante, se o houver, ao senhor das ditas sentido cima declarado,
madeiras. A mesma censura merecem os arts. Dito ao juiz municipal da priraeira vara__
qo 8ct0 373 da x de u,h0- Transmiti V. S. para ter o conveniente des'li-
1* a d'9P3,Sao do arl- 3 do "ct0 364 de no, a guia do sentenciado das Alagas Jos Vi-
1* de julho, quo autorisa essa presidencia para cente Ferreira, a que se refere o seu officio de 5
contratar a navegaco por vapor entre a capital de Janeiro ultimo.
e o Porto Velho, ou Itacib, deve ser entend- Dito directora do thealro de Santa Isabel.
da de accordo com a resoluco de consulta de26 Atlendendo ao que me requeren Anna Thereza
de outubro de 1859, publicada por aviso circular de Seixas e Silva, viuva do fallecido artista dra-
de 4 de janeiro do anno passado. malico Rozendo Ferreira da Silva, recommendo
Attendendo ao que se acha expendido, o go- directora do theatro de Santa Isabel, que con-
venio Imperial resolve submetter os tres primei- sinta que a supplicante d urna represenlaco
ros dos referidos actos considerado da assem-
bla geral legislativa.Dos guarde a V. Exc
Joo de Almeida Pereira Filho.Sr. presidente
do Espirito Santo.
naqnelle theatro, com condieo. porm, de ser
elle entregue logo que chegue o respectivo em-
presario esta capital, e assim e exija.
Dito ao subdelegado de Afogados.Certo do
conledo de seu officio de 2 do corrente. tenho
dizer em resposta que deve Vmc. remetter di-
rectamente ao chefe de polica os recruias, que
capturar, para este lhe dar o devido destino, do
Ministerio da fazenda
Decreto n. 2,746 de 13 de fevereiro de 1861.
Declara quaes os vencimentos dos Qsuaes dos
bancos em quo ha mais de um gerente, e esta- conformi Jade com as ordens da presidencia,
belece regras sobre sua percepeo. Dito aos agentes da companhia brasileira de
Hei por bem, para a boa execuQo do 7n. 4 P>iuetes vapor.Mandem Vmcs. por dispo-
do art. Io da lei n. 1,083de 22 de agosto de 1860, 8'5*> do coronel commandante das armas es re-
crutas que cooduz o vapor Cruzeiro do Sul com
dos fiscaes dos bancos, destino ao exercito, remettendo-me com brevi-
dadouma relaeo, em vista da qual se possa sa-
ber d onde vieram elles.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so com o que expoz o doutor chefe de
decretar o seguinte :
Art. 1. O honorario
marcado no art. 2o Io do decreto n. 2,680 de 3
1
360,
de novembro de 1860, comprehende os ordena-
dos, commissoes e gratiGcacesque por qualquer
titulo o gerente perceber.
1. Hayendo maisde um gerente, ser regu- polica, em officio de' -i do correnle, resolve con-
tado o referido honorario pelo vencimento inte- ceder a demisso que pedio Alexandre Gomes do
gral de cada anno que perceber qualquer dos ge- S do cargo de 2. supplente do delegado do ter-
reles, rao de Cabrob, e exonerar Bellarmino Ferrei-
2." No caso de redueco dos vencimentos ra Padilha do lugar de 3. supplente do mesmo
do gerente de um banco, o honorario do fiscal delegado.Communicou-se ao chefe de polica.
nao poder ser diminuido sem autorisaco do go- Dita. O presidente da provincia, tendo em
verno. vista o que requereu o inspetor de ssde do por-
8 3. O honorario dos fiscaes ser abonado pe- to desta provincia, Dr. Joo Ferreira da Silva,
los bancos as mesmas pocas em que sepagarem resolve conceder-lhe tres mezes de licenca sem
os vencimentos dos directores, gerentes ou ad- vencimentos para tratar de sua sade na pro-
ministradores.
Art. 2. Os bancos que deixsrem de cumprir
as disposices do art. 1" 7o da lei n. 1,083 de 22
de agosto de 1860, do art. 2o do citado decreto n.
2,680, ou nao abonar as pocas designadas no
vincia do Cear, deixando era seu lugar o Dr.
Alexandre de Souza Pereira do Carmo, que os
perceber.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que represenlou o inspector da thesouraria
3o do artigo antecedente o honorario dos s- i Pro,'n"al em officio de 4 do corrente, sob n. 83,
caes, incorrero as penas do art. 7o da referida l^Y^r n?s .lermos do 33 da lei o. 488, de
lei n. 1,083, as quaes sero impostas administra- '
de mato do anno prximo passado abrir um
tivamente pelo ministro da fazenda, etero a ap- ?,v,0,ftreiUo suPPlementar na importancia de rs.
plicaeo marcada no art. 6o da mesma lei. i "SE? ?sra P^mento do que se est de-
Angelo Moniz da Silva Ferraz, do meu coose-' Ier Franc,sco Antonio Correa Cardoso, Luiz de
lho, senador do imperio, presidente do conse-1 ^a.Sou.1.0 e Bent< Joaquim Gomes, prove-
lho de ministros, ministro e secretario de estado' 5' S obJ?c'os 1ue venderam para as obras
dos negocios da fazenda e presidente do tribunal f d0 r?10 casa de deteneio.Remetteu-
do thesouro nacional, assim o tenha entendido' se copia desta thosouraria provincial,
e faca executar. Palacio do Rio de Janeiro, em I }*'~s Srs" gentes ds companhia braslei-
13 de fevereiro de 1861, 40 da independencia e1 de Pa do imperio.Com a rubrica de S. M. o Impera-
dor.Angelo Moniz da Silva Ferraz.
Governo da provincia.
Expediente do dia 6 de margo de 1861.
Officio.Sirva-se V. S. de mandar inspeccio-
nar os recrutas Manoel Jos de Sani'Anna e Jo-
s Verissimo da Silva, e assentar-lhes praea, no
caso de serem julgados aptos para isso.Com-
municou-se ao subdelegado dos Affogados, que
os remetiera.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de mandar
inspeccionar o paisano Raymundo Jos de An-
drada, e assentar-lhe praea no caso de ser con-
siderado apto para isso.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia a V. S., para ter execuco
na parte que lhe toca, o aviso de 21 de feve-
reiro ultimo, em que o Exm. Sr. mioistro da
marinha d providencias nao s acerca dos apren-
dizes da companhia desse arsenal, maiores de 16
annos, mas tambem a respeilo dos dinhiros
perteDcentes aos aprendizes da referida com-
panhia.
Dito ao coronel commandante superior interi-
no da guarda nacional do municipio do Recife.
Queira V. S. expedir as suas ordens para que
no dia 10 do corrente, s 10 horas da manha
esteja postado em frente do hospital Pedro II,
um dos corpos da guarda nacional desta cidade,
afim de reunido outro da guarnico nesta pro-
vincia, e sob a diieccio do official a quem por
lei competir o commando, assistir aos actos re-
ligiosos que a junta administrativa da santa casa
da Misericordia pretende all celebrar.Offlciou-
se ao commandante das armas para faier mar-
char um dos corpos de linha,
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A Francisco Xavier Cavalcanti de Almeida, ou ao
seu proourador, mando V. S. pagar a quantia
de 74200 ris despendida no mes de Janeiro ul*
limo cota o sustento dos presos pobres da, cu-
para a Baha, por conta do ministerio da guerra
no vapor Cruzeiro do Sul D. Herculana Can-
dida do Amaral Lima, mulher do lente do 8
batalho de infantaria, Simeo Corres Lima.
Mandou-se tambem dar passagem de proa
Silvestre de Souza Nunes, e o ex-musico do exer-
cito Belmiro Mandes dos Santos, ambos para a
corle.
Dia.O Sr. agente da companhia Pernambu-
cana mande dar passagem para o Rio Grande do
Norte, por conta do ministerio da guerra, no caso
de nao haverem lugares vagos de r para paasa-
geiros de estado, mulher do 1. cirurgio do
corpo de sade do exercito Jos Joaquim Macha-
do, que de conformidade com as ordens imperiaes
vai servir na guarnico d'aquella provincia, bem
como a 5 fllhos com idade del ale 15 annos.
DESPACHOS DO DU 6 DE MARCO DE 1861.
tlequerimintos.
3977.Antonio Rodrigues Pinheiro.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
3978.Antonio Ferreira de Moraes.Indeferi-
rido vista da inforraacao.
3979.Anna Thereza de Seixas e Silva.Diri-
ja-se directora do theatro de Santa Isabel.
3980Diogenes Francisco de Paula Malagu-
ts.Informe o Sr. engenheiro director da repar-
tigaodas obras publicas.
3981.Francisco Botelho de Andrade.Infor-
me o Sr. engenheiro director das obras publicas
2982.Joo Ferreira da Silva.Passe-se por-
tara concedendo a licenca requerida, mas sem
ordenado.
3983.Manoel Dias de Paiva.Deferido com
o despacho desta data proferido em petico idn-
tica esta.
3984.Manoel Dias de Paiva.0 supplicante
pode provar a isenco que tiver dectro de 2 me-
zes de praea, e ser d'ella escuso pela presi-
dencia. T r
3,885.Miguel Archanjo MoQteiro de Aodra-
de, e outros.Oportunamente serio attend.idoj.
3986,Pedro iancisco Cordeiro Cavaloantl,
EXTERIOR.
O general Cialdini dirigi s suas tropas a or-
dem do dia seguinte:
Soldados.
Altas considerares levaram o governo do
domo re a condescenderjeom os desejos de S. M.
o imperador do3 francezes, aura de suspender as
hostilidades al o da 19 do corrente.
A esquadra francez deve sahir de Gaola, e
so deixar naquellas aguas um navio, que tam-
bera sahir assim que expire o armisticio.
r O imperador quer, sem duvida, tornar mais
j honroso caminho pelo qual se chegue ao
um de urna luta sem esperanca, e obstar a in-
til eiiuso de saogue.
Nao sei qual aer o acolhimento cora que re-
cebero em Gaeta taes sentimentos de humani-
dade e a ultima tentativa diplomtica ; mas sei
a, conflanca que o re e a Italia depositam no
nosso valor e no da nossa eaquadra para dar ao
sitio urna soluco diversa e mais conforme com
os nosBos desejos, que sao combattor em vez de
negociar, e conlar mais cora as nossas armas que
com meios diplomticos.
Soldados, cooheceis deste muito o caminho
da victoria, percorrei-o urna vez mais, e corres-
ponde! conQanca do soberano e s esperangas
da patria, entrando em Gaeta pela brecha e has-
teando oa enliga torre de Orlando a bandeira
italiana e a cnu deSaboya.
O general Garibaldi dirigi a seguinte carta
coramisso central na Italia, a que honlem nos
referimos na nossa revista externa :
Caprera, 13 de janosro de 181.
Honrada commisso.
Considerando a nota de 8 deste mez, que me
foi transmiuida pela commisso central, resumo
a minha resposta da raaneira seguinte ;
Acceitando a presidencia da associafo das
commissoes de prevenco, e dando a uiinha adhe-
sao irez artigos formulados pela assembla ge-
ral de 4 desle mez, nomeio como meu represen-
tante junto da dita commisso central, o gene-
ral Bixio, juiorisando-o ao mesmo lempo para
se fazer sroslituir por qualquer outra pessoa da
minha inteira conQanca.
A commisso central, fazendo um appelio
para o patriotismo italiano, insistir com perse-
veranca juoto do todas as commissoes de preven-
Cao, e as excitar a provocar novas offertas en-
tre osnossos concidados, e a reuoir todos os
meios necessarios para facilitar a Vctor Emma-
ouel a liberlaco do resto da Italia.
Um dos eutros priocipaes cuidados da com-
misso central dever ser formar commissoes
em lodos os pontos dd Pennsula, onde anda
nao existirem atim de que de urna exlremidade
da Italia outra, sera exceptuar Veneza e Roma,
a associajo se ache organisada, e obre simult-
neamente, de accordo e com promptido, obede-
cendo ao mesmo impulso.
A commisso central dever, como palavra
de ordem de todos os das, e de todos os instan-
tes, repetir sem cessar a toda a qualidade de
meios fazer entrar no espirito de todos os italia-
nos a idea de que na primavera prxima deste
aono de 1861, a Italia deve, sem dilaco, por em
armas um milho de patriotas, nico meio de
nos fazer poderosos, e de nos tornar senhores
dos nossos destinos e dignos do respeilo do mun-
do quo tem os olhos flxos em nos.
a Creio dever advertir os voluntarios que por
agora nao formo alistamento algum, nemoacon-
selho.
Um jornal intitulado Roma e Vanesa deve
ser sem demora fundado em Genova ; inspiran-
do-se das ideas cima mencionadas, dever pre-
gar a neasidade de urna guerra santa, e fazer
cessar a vergonha que pesa sobro a Italia ; de-
ver ao mesmo lempo inculcar aos eleitores co-
mo um dos meios proprios para alcanjar o Qm,
a escolha de deputados que, tendo primeiro que,
nada diante das suas vistas a liberdade e a in-
tegridade da Italia, imponham ao governo o ar-
mamento da nac,ao.
G.Waribaldi.
Do Correio Mercantil extrahimos o seguiule:
O nosso correspondente informa-nos que al-
guns milhares de partidarios dos bourbons j en-
traran no Estado, e que attacaram as toreas pou-
co numerosas que tinhamos no districto de
Avezzano s ordens no major Ferroro. O gene-
ral dos bourbons Lovero, antes do attaque,
mandou por um official do estado-maior urna n-
timaeo para lhe ser entregue, no prazo de meia
hora, a villa de Tagliacozze, assim como todas as
armas que all houver, afim de evitar a effuso
de sangue, e os desastres para os cidados ; ese-
nao, diza o general na sua intimaeo, manda-
rei contra essa villa os meus batalhes de caca-
dores, sustentados pelas povoacoes sublevadas.
O commandante dos bourbons fez tambem
saber que, no caso de se render a villa, e de se
eflectuar a entrega das armas, faria acompanhar
os prisioneiros de guerra al s frooteiras dos
Esta dos Romanos, afim de poderem regressar ao
Ptanoste).
O major Perrero rejeilou esta indigna pro-
posta, e preparou-se para receber o ioimigo. Os
nossos, depois de hora e meia de combale, cede-
ram ao numero, e tiveram de retirar-se sobre
Avezzano.
Hoje, o bravo general deSonnaz, encarrega-
do do commando de todas as tropas, parti para
Sara com o 3 regiment de granadeiros e urna
batera de artilheria. Esta batera foi expedida
por mar at bahia de Gaeta.
Com o seguinte titulo, l-se na Peneveranza
de Milo, de 17 de Janeiro, um notarel artigo do
qual publicamos alguns paragraphos:
O El DE ROMA.
< Assistimos a um espectculo extraordinario.
Emquanto que a ultima hora da resistencia bour-
bonica vae soar em Gaeta, e que a Francisco II,
que se toroou ioimigo da Italia, vo faltar os soc-
corros estrangeiros, indislinctamente prestados
pela altitude da esquadra franceza, esses soccor-
ros sao-lhe fornecidos por um governo italiano
do coraeo da Italia, de Roma.
Quem governa pois em Roma? Em que se
tornou a misso de paz, de moderaco, de cari-
dade evanglica que deve emanar do throoo do
santo padre?
< Esta^situaco nio pdejdurar; a seguranca da
Italia, a civilisaeo europea oppe-se a isso. A
Italia nao pode tolerar que um foco continuo da
reaegio armada exisla no seu seio, onde pdem
livremenle refugiar-se e organisar-se todos os
bandos que tiverem escapado guarda nacional
ou gendermaria.
O papa escreve a Francisco Bourbon e ex-
horla-o resistencia. Isto quer dizer qa a0 os-
lado do Vaticano se prega a guerra cv e ue
o ooder temporal se proclama iniv',n diluBa.
Nos arremecamos a luva o tom:inO8no,a da de.
clanclo MU pub icamente. i,t0 prova que a
iranqubdtde da futa i i^consiUavel com a du.
pa natureza do governo romano; isto prova que
vPn ifflC nao p6de f"er-* 0UT d -
Roma emento se ouvir a voz do rei de
E nos, respeilando a autoridade do pontfice
devemo, comb.ler o rei de Roma, por que deve-'
. n.l,.P"n.C,Pa,,raeJn,V pe,t0 "Pomo da nos-
f!!5! k" l".,ela Ia forlana dos cidados. E
quando a bandeira bourbonea tiver deixado de
fluctuar sobra os muros de Gaeta. devemos pro!
nossa rZZ',ZT que -guerra nao continu' na
nossa retaguarda, guerra insidiosa e de desordena
pengo, mas uma provocaeo e um insulto.
rfnrfMle3Cr.P5!0 que faz "Peridico Nacionali-
fa rom-V8,"" d geDeraI Turr CsP'e exac-
.h h u gonersl Turr nao o encarre-
nu p.. dar a ?.aribaldi oonaolhos de prudecU
nm 8 co"i,hos longe de serem atlenddos
ex dicS," fn m desenvolvidos em prestaos do
rw.S ?! 0gene"1 Turrsfalloudssdiffl-
o da fidelid.de dos corapaohet
renlr.Pi '. qu? Mtao Pro|nptos para se
reunir a elle ao primeiro signal.
couu rV.ai S8 c.on>Proraetteu senao a uma
cousa a cumprir o juramento, que fez sobre
o aurnL h al'ana,Kde prest" 6 8ua bella patria
o auxilio dos seus bracos.
d.?, 0nm,a3 P.,l,TrM d Garibaldi, diz o Journal
ZLfbat'' nao }?* Nesm valor mono
tempo em queelle.loha aples em seu poder e
soVr"/mS arf8U8rda *0.Id.ad0S- ** estavarnm.jo-
estavam n*L\ 86u,-lo.Pr 'da a parle, porque
pmnrlf. Ml**o* do oronthusiasmo por urna
b.T3n r, bida e felizmente encaminhads.
Mi nsPIBeiro entusiasmo quando uma vez es-
tra nao torna a atear-se cora a mesma violencia
e urna tropa irregular, quando se deix! disper-'
sar. nao se rene lao fcilmente ao primeiro
convite. Portanto de presumir que ata tan.
lado de Garibaldi pretndase re8girConlra a da
Cavour este ficaria triumphaote.
tait*i'ah"-,,"rra ?urade' desde Principio da lu-
aque1..hTo',.Gdaer.ibjldl "^ lem P0did COnl"
dotrrV0daTa D0,ar -ue o D0S80 correspon-
dente de Turra .era geral bem informado, di. da
conferencia de Garibaldi e do general Turr. urna
^,?n;UJ'0Jdlfrerenl8 da .ue 8e encontra as
dZmErVh* V? Peridico francez L'llalie
oo Milao. Nao obstante confessar que Garibaldi
esl sujeito a soffer do ura a outro momento in-
fluencias contradictorias, o nosso correspondenle
nao duvida por agora da docelidade de Garibaldi
em relacao ao rei. *
OJTonittNr de l'Arme recebeu de Gaeta em
M io correte os seguintes pormenores relativos
a esta praea:
A praea uestes ltimos vinte dias recebeu
numerosas proviSW Alm disto reliraram-sa
muitos fendos e doeotes para nao se conserva-
rem na praea seno os soldados convalescentes.
No da 12 o rei, acompanhado pela rainha.pas-
sou as suas tropas em revista, disse aos soldados
que a luta ia comeear de novo mais renhida do
que nunca, que nao quera obrigar pessoa algu-
ma a servi-|0, e que pedia aos que por quaes-
quer causas se quizessem retirar o fizessem. Af-
Urma-se que 150 horaeos e 3 offlciaes acceita-
ram, e parliram no dia seguinte.
' f at!aSs deffensores da praea sao em nu-
mero de 8.600. Todos se achara Vao serviCo do
re de aples por sua livre vontade, e sao mais.
que sufficieotes para defeza das llnhas.
Os napolitanos teera em balleria mais de 400
pecas. O Monte Secco, que represenlou um pa-
pe mo importante no sitio de 1806, j nao existe.
Mte forte, no qual se trabalhou durante trala
annosjfoi destruido.
t O Monte Secco era uma colina que se eleva-
va altura de 500 metros da praea, e que a domi-
aua ; os francezes, no tempo de Masseoa, apo-
Oeraram-se desta posco, onde estabeleceram
Muertas, que depois tiveram a parte mais im-
portante na lomada de Gaeta.
O espaco que oceupa o Monte Socco frrra um
terreno muilo desigual, batlido pela artilharia da
praea.
O alfaque por mar s se pode realisar pelo,
porto, quer dizer. pelo lado esquerdo. Este at-
taque nao ter resultados to importantes como,
geralmente se suppe. Na cosa napolitana o>
mar conserva-se mo at meiado da primavera
e, quando faz vento, absolutamente impossivel
manobrar.
Sendo a eeco da esquadra menos decisiva
do que se suppe pelo lado do attaque, ella in-
terceptar todava as communica;es da praea.
obngaodo-a por isso a capitular n'um prisa
mais ou menos curto.
(Jornal do Commercio de Lisboa).
Porque nao querem pontfice rei
t Abaixo o rei de Roma gritam os garibal-
draos ; e este grito repetido em coro infernal
pelos revolucionarios de todo o mundo.
Donde o asee to grande sanha contra um poder
lao pequeo ?
Roma nao tem hoje nem exercitos nem torgas
navaes, por onde cause sustos e inquielacoes
povo algum da trra.
J l vai o tempo dos Scipies, dos Cesares
dos Augustos e de outros conquistadores, que.
ao entrar era Roma, levaram a liberdade dos
povos vencidos algemada ao carro do seu trium-
pho....
Que molivo ha, pois, para que to diversos ha-
bitantes de regios differentes e longinquas to-
mem assim a peito a destituico de um rei ioof-
fensivo ?
Ser a sus lyrannia ? Nao, por certo. Nenhum
governo tem dado pravas ds tamanha clemencia
como o governo romano.
Ser a sus m administraeo ? Tambem nio.
Pteos esiados haver to bem administrados
onde o peso dos tributos seja Mo suave ; e aio'da
mesmo que algum defeilo houvesse na gerencia
e economa poltica dos estados romanos nio.
era cousa para sentir-se fra du suas estreitas
rsi&u*
O povo romano nao tive oppresso como os to-
vos da Irlauda, das ilhas lanas e da India ingle*
za. que nenhuma compaixo merecem dos revo-
lucionarios.
Por conseguinte nio I razo poltica, nem. affei-
cao humanitaria, a que dos diversos pontos da
Europa e fra da Europa taz enfurecer a grito.
dos revolucionarios contra o rei de Roma.
Po IX nao s pi no sea nome, tambera
pi no seu paternal governo.
O odio, pois, dos revolucionarios agitadores d*
Europa, quando gritam c Abaixo o re de Roma
todo elle odio religioso, odio contra a religo,
contra o catholicismo, e contra o seu primeiro
representante.
O rei de Roma o summo pontfice, o vigar
do Chrislo sobre a trra, o successor de S. Pe-
dro, a qutm o mesmo Chrislo entregou as chaves
da sua santa egreja, o pai commum dos eis.
Inde ira,
Finge-se aggredir aa temporalidades do rei ds
Boma ; mas o que verdaderamente se quec ag-
gredir a egreja catholica no seu represenUnte
na sua cabera,
E' a guerra ao catholicismo, o qual a lei. do



(*)
-L
rt
:,.,..
URIO DI ffCBSUkKNOO. SABB1DO D* MAR^O DB 1161
ttV:
Deas, incompalivel com os delirios o rerluciona-1 O ciar vis a*lempeslade engroisar ata nao te*
os ; m fierra disbreada Haiga ara, coaso* mia a Inglaterra ; porque logo que Irte cooheceu
que sabe das cavernas da revotacio, que oeste jos designios a ferio na Indis, origem da sua opo-
niendo sao a verdadeiraasaag* Falla-se do re de Roma, para poder chegarae
pontfice. Ceosura-se o aeu iriuedu,-para tes
conceiluar o pontificado, laveste-se contra o
poeer temporal, paaaanewsnaiar oaeder eaatti-
twki
Se a guerra ee dadarasee fran cnsente a* ea-
paeo, ero saben os ingararneveis ana pone* o
nenaam fruclo podiam cofher aos caaopos eeca-
inabckiiuo.
Desdr que m mostrassen tana qeees s,
daiaaeaem verdsdteaeaentoaiheaer, eatava
dida imio cauca. *
Pan que o nao aleja, pois, que ellee juntare
5 malUade a perfidia, e prneurarn encoferir o seu
odio contra o pontincado, simulando investir s
contra o rei de Roma.
E* uma covardia infame que s cabe em peilos
envilecidos. Has qual o revolucionario capaz
de sentimeolos nobres, e que pare, horrorisado,
na escolha e emprego de meios torpes, por mais
torpes a/ie elles se jaro f
Cmo o poder espiritual do pontfice se calen-
de al aos contns da terca, por isso que tam-
bero dos confn da trra surge a turba diablica
dos ingovernavets, vociferando, em diversas to-
gas*, contra o monarcha romano.
De outro modo nao se puderia explicar tama-
ito enfurecimenlo da parte daquelles, que eslao
fra da condicio de subditos, e que neuhum mal
cu invaso podem receiar de um poder to pe-
queo.
Nao ee deixem os calholicoi illudir cora o pre-
texto das temperalidades que se invoca. A hos-
lilidade nao s ao poder temporal, mas princi-
palmente ao poder espiritual do pontiQce, como
Cbe$a da Igreja romana.
Se o pontfice nao mandasse, como rei, nos
aeus osla los. em qualquer parte em que estives-
se, fosso onde osse, seria subdito de outro po-
der soberano, e como subdito nao lea mais a
independencia precisa, uem as suas decises a
auloridade uecessaris.
Bem o conhecem os ioimigos da Igreja e
por isso que trabalhsm. quanto podem. por tirar
ao papa, o sceplro de lei para assim disporem, co-
mo dominadores, da thiara do pontfice, e u-
jeitarem ao seu poder diablico lodo o rebanho
dos deis pela sujeico do ..'U pastor.
Esta maldita guerra j vem de longo, posto
que se mostr agora mais audaciosa e desabrida.
Comegarara por despojar a Igreja dos seus bens,
para despojaren) o clero da sua independencia e
o reduzirem a misera condico de funecioaanos
do poder civil.
Assim ptocedeu a levoluco entre nos e n'ou-
tros eslaaos, e bem funestas sao as consecuencias
que o'jhi lem proviudo Igreja.
Agn preparam o golee mais decisivo e mais
lerrivel, dingindo-o contra a cabeca, para que
despojaudo o pontiflee das temporalidades, he
podessem quebrar, as roaos, o bacu'o de pastor.
Temos f que o nao bao de conseguir ; porque
est escripia, que as porta do inferno nao pre-
valecern contra a Igreja de Dos.
Fot a promessa do seu divino Fundador ; e essa
promessa nao faina, porraaiores que sajara as
angustias que tenlia de atravessar a Igreja, em
expiacao de nossas culpas.
A hora da clemencia divina ha de vir ; essa
hora ser a da coufuso dos impos revolucio-
narios.
Nem todos teremos a ventura de a presenciar -
porque do povo efcolindo lambem nem todos che
garam ierra da promsso.
Mas ha de vir, porque a palavra de Deus in-
alhvel.
jornaes; porque
execucao
isto nao importa coanco-
ieucia e aeu lado mais rulneravel, oa meios po-
rm obraram lentamente e s depois da occasiao
m que poderiam ser aeroveitareis Rassia ; mas
za, a viease proteger aaOriente i Jolgava tamttem do regelasnento; a mesa de Tendea
sai anda as rae artas das empanhas de
tfl 14 para que despertasaeai deeejos. jeteara
roui reoentes as palabrea de Leiz Napoleae o im-
perie p**-para qa mal pronunciadas loases
Parece que sempre qoe se tenha de por em
execucao uma lei nova, oo que rntasiSane una
anterior. de rigorosa necessidade qae ateto se d
sciencia ao publico pela repailco enoipeleane.
Paseageise de brigue inglez Grinsby, sabi-
do pata Bal, Henry W. Harria.
FocaarfecattMdos i casa de detengo no dia
T de earreete 4 hemens. sendo 2 livrea e 2 es-
sem embargo de havr ella sido publicada peios erares; ardan do Dr. cb/te de polica 2, i
ieeeraes
omillio a eawpetaote avisa, ep taeaa execocee
em seletma part ca do dia, de que esta tinha de
pan ir ; o que Ibe cumpria fazer tanto reata
qaanio netae era desroadMeada a existencia de
(Miras e papal sellado coaara axa artiga ; e rae'
, seatiedo a proteeee das ar isso a ignorancia da ata da eaaeeco pode
ra trazer maltas perdas, demandas e resalida-
de: onfra da subdelegado de S
da Boa-vista 1.
Bebr
|m
er;
O gabinete ntt
potencras eccidentaea. lodos os das se tornar
meno* rondescendenle para com a Russia cuja
influeaeia diminuta a olhos vistor.
Em breve surgi a questo des lugares santos
em que a firmeza do governo turco tronza apoz
si e rompimelo da guerra, o mostrou ao mando
a Russia exulada resislindo s grandes potencias
occidenlaes, i Franca e Inglaterra e ao mesmo
lempo Turqua e ao Pemonte, indlfTeren-
ca da Allemanha e aggresso pacifica da Aus-
tria.
Esta guerra foi denominada a da Crimea.
(Naco.)
INTERIOR.

coea : lado estes qoe osaaeclores da fas cade
derem por todos oa odas ractoaaes evitar, par
ser esta a mente do legislador, e cumprir tornar
o imposto o menos odioso oossivel.
Como pois isto foi omittido, de novo recom-
mendamos toda a cntela da parte dos nossos
leilores, para nao serem arrestados consequen-
cias. desagradareis ; e oeste intuito offerecemos
o seguinte apaiibado sua lembrao^a para Ibes
servir de guia.
Letra de cambio.
I)el00|000al W05WOO.... 100 ra.)
De mais de 400g at lrO00f2QO }Tor cada va.
De mais del:0U0at 2:000 400 )
As-iin progressivamente, cobrando-se mais 200
ris por va de lo Ja a qusntia que exceder a cada
cont de rie.
Poltica ingleza.
VI
A crise revolucionara que desde 1818 eslava
sofTrendo a Enrona, conlribuio poderosamente
para o augmento da influencia do gabinete de S.
Felersbourg no imperio oltomano.
A revoluto de Bucharest deu ao Czar o eosejo
de se declarar protector da integridade de ura im-
perio, que aroeacava prometa ruina, e em que
todos os elementos tendiara a desuuir-se.
a coaveuco de Balta-Ltoian foi a aceitaco
da prolecjo ofTerecida, e a conli-s.io da fraqueza
do imperio turco ; os prinoipados ero virtude
delta oram oceupados por forcas russas, e o
partido moscovita triurnphou na poltica do
oriente.
Este triumpho atlestado por 41 oceupacao dos
principados, n pela convenci de Baila-Liman,
augmentou os receios o acreudcu a cholera da
Gra-Brelanha. que nao obstante estar seriamen
te oixupada com os intoresses revolucionarios do
ocidenle, nao perda de vi^la seus inleresses no
oriente, ero os progressos que fazia um imperio
que consideravaromo rival, e em cuja prepon-
derancia nao poda consentir.
Rebaixar a Russia peranle todas as nacessu-
jeitas sua influencia, foi o pensamenlo da po-
ltica ingleza, assim ffronlanda as eventualida-
des de um conflicto, vexou a Grecia com re-
clamares, ioterilando-as pela anieaca e pela vio-
lencia.
A Russia que nao quera sahir do campo di-
plomtico, talvez porjulgar demasiado cedo, fin-
gino nao perceber o golpe, olTereceu como na-
$o protectora a sua mediaco na queslo grega,
mas a poltica ingleza, para que nao podesso ha-
?er du'la da sua m vonlade, regeilou a me-
diacao ofTerecida e aceitn a da Franca.
O gabinete de S. Petersburgo sofTreu o desaire,
mas aproveilou a prirneira occasiao para delle se
viugar. abalendo o orgulho britanoico, e ella
promplamente se lhe oflerceeu.
Cora desprazer vira a poltica ingleza a queda
da revoluQo na Italia, c resolveu fazer pagar aos
governos legiiimos os damnos que o seu commer-
cio sofTrera dos governos revolucionarios, a Tos-
cana foi ameagada com as reclamacoes inglezas,
porro as corles da Austria e da Russia apoiando
a repblica, fizeram ceder o gabinete inglcz de
suas prelcncoes.
Em quanto estas quesioes seCTuzsvam, paten-
teando a m vonlade do gabinete de S. James,
am furto se cumpria, cuja influencia era de um
alcance mmenso na politice.
Uma rivalidade e ciurne se desenvolva da
Austria para coro a Russia, que estriava con-
sideravelmente os la^os que uniam os dous esta-
dos.
A Austria, que chamara a Russia para debellar
a revolu;o, rereava dos seus servicos, tema a
siii influencia as provincias siavas, nao sabemos
se este temor foi originado por Georgcy nao en-
tregar as armas seno s tropas do Czar, ou se
pelos consclhos por este enviados a corte de
Vienna; nio sabemos se pelas batalhas de Co-
morn e Wailzern e pelo resultado da campanha,
que a si attribuiam os russos, esta triste divi-
eso foi originada ; mas tambera mu possivel se-
ria, que a poltica ingleza a isto nao fasse es-
lranha.
O imperador Nicolao julgou por uma serie de
factos o seu poder e influencia slidamente es-
tabelecido na corte do sulto, nao reparando
que a poltica ingleza lhe minava os alicerces,
quando um [acto lhe veio revelar o seu engao.
Os hngaros e polacos que linham combatido
pela revoluco na Hungra, depois de vencidos so
refugiaram no territorio turro ; a Austria, julgan-
do-se ameacada por to tocoromoda visinhanc>,
reclamoaa entrega desses homeosque contra el-
la Linham tirado a espada, era quanto pela sua
arte a Russia pedia a entrega dos emigrados p-
seos.
A rcclamacao era barbara e impoltica, satisfa-
ze-la era riscar o seu nome da lista das naces
da Europa, eis o que o gabinete oltomano conhe-
cia, resistir era levantar talvez um pretexto de
aggresso.
A poltica Ingleza aproveilou o roo passo em
qoe um erro poltico collocara osdoua Estados, e
oflereceo o seu apoio ao governo turco que resis-
ti dignamente, e forcas inglezas, a Ululo de pro-
teccao, passaram os Dardanellos contra o estipu-
lado nos tratado0.
A Russia conheceu o sen erro poltico, a ques-
to humanitaria se lovantava contra ella ecriava
sympathias ao coroportamento louravel do gabi-
nete oltomano ; acceitando as razos de Fuad-Ef-
fendi, desisti de sua pretenco, e a procurou
lancar no esqnecimento.
Forera um erro poltico tem sempre consequen-
ciss, e a poltica ingleza se aproveilou delle sus-
tentando a Turqua e desligando-a' da proteceo
moscovita, calculando j os ioteresses que lhe
alaria o senboro do Mar Negro e o dominio do
Ballico, as rantagens do anniquillamento do po-
der martimo da Russia, eda destruicao dos seus
estabelecimeutos militares, Sebastopol e Crons-
tid.
A attianca com a Franca tacilou Inglaterra
os meios, que s com o elementa turco Ibe eram
impossireis para realisar os seus planos.
Minas-Geraes.
Ouro Preln, 6 de fevereiro de 1861.
J lhe commumqnei o resultado da eleicao da
deputados deste distrii to, em a qual venceram os
candidatos da chapa liberal: alguma cousa lam-
bem lhe disse do que se passou no cnllegio de
Mariana ; nao tendo porm obtido inforroacoes
mais minuciosas do que por l houre, deix de
entrar em msiores desenvolvimentos para nao
inoorrer em inexactides ; o mesmo fago a res-
peito do Ub, donde s sei que so tomaram em
separado todos os votos dos eleilores conserva-
dores, do mesmo modo que se pralicou no de
Mariana, com a pequea excepgo de novo da fre-
guezia da Cachoeira do Brumado. Ou realmente
os conservadores erraram as eleicoes de todas as
freguezias era que venceram, ou os seus adver-
sarios eutenderam que era um sacrilegio confun-
direra-se os seus votos com os daquelles na mes-
ma urna : omita intolerancia 1
Ao passo que j temos aqui nolicia do resul-
tado das eleicoes dessa corle, e de quasi toda a
provincia do Rio, das de c apenas temos dos se-
guintes :
2o districfo 4 collegios, sendo uro incompleto.
Rabello Horia.......... 113 votos.
Syrnphronio............. 100
Olioni................... 71
Penido.................. 62
Seguem-se nutres menos votados.
Algnmas cousas tinha a noticiar-lhe do que
por c se passa a uniros respeiios, mas deixo es-
sa tarefa para mais larde, pois sei que V. prefe-
rir saber o que respeita a eleicoes.
S. PAULO.
S. Paulo, 20 de fevereiro de 1861.
Na cidade de It. sua trra natal, no dia 16 do
correnle, expirou nos bracos da religio o digoo
hispo desta diocese D. Antonio Joaquina de Melle.
Muitoaaerdeu a igreja, a socedade, e princi-
palmente a provincia de S. Paulo 1
A historia desse grande hornera ahi est viva e
indelevel, nesses guindes monumentos erguidos
do nada, cusa de mui'.o marlyrio.
Seguio sempre o seu caminho, sem ouvir as
injurias dos mos e os apodos de seus inimigos
gratuitos, e s descancou de sua longa viagem
quando para ellosoou a hora do descanso eterno.
A igreja fez-lhe um funeral no dia 19, e nao
foi digno do morlo e do publico.
Iloje reuno-se o cabido e elegeu vigario capi-
los 1, e ordem do
a o en
f prese, 4 mezes, ealerite. ] gande a razo
Gloria, prela, casada. Si aenos,' sobredita obra, e
' o prrjaizo. no c
obras da igreja,
ra emolir, tanta-
toda abatido, e
va toda arruinada.
Laiza, branca, 2 mezes, febre assaralla.
Carian, sarao, solteiro escrare, St anos,
biliose<
HATADOtao ruBLico :
Maiaram-se na dia 8 do corrate pera o coa-
samo desta cidade 63 vezes.
Letras da trra, escriplot ordem e crditos.
Nao excedendo delOO^OOO
De mais de 1000000 at
a





200SOOO
3009000
4009000
OOjOOO
600a000
7009000
80OO0O
90000o
100 r.
200
300
400
500
600
700
800
900
2 3009HO0
4009000
500g'i00
6OOc0O0
70O5O00
8OO9ODO
900JOCO s. 1:0008000 1000
E assim por diante, guardada a roesraa pro-
gressn, e cobrando-se a taxa na mosma razo
de 1/10 do 1 /
Notas, bilhetes, vales, e todo equalquer papel ou
Ululo ao portador
Do valor que nao exceder de 2O0$O00 200 rs.
De mais de 2008000 at l:OuO$OU 500
E assim progressivamente, cobrndose mais
500 rs. de toda a quantia que exceder a cada
conlo de ris.
Escripturas ou escriptos de venda, cesso, troca,
dacao, ti solutum, hypatheca, doaco, em-
preslimo, deposito exfajudicial e qualquer
outro titulo de transferir a propriedade ou
uso-fruclo; quinhes hereditarios e de lega-
dos ; quita roes judiciaes e extrajudiciaes; con-
tratos titulo epapei que contiverem promessa
ou obrigaco e dislrato ou exoneraco de
obrigaco.
Nao excedendo de OOJJOOO
1008000
20OSOO0
300IS000
40050iK)
SOOaOOO
600a000
7008000
80B9000
9OO90OO
E assim por diante, guardada a mesma pro-
gresso, e cobrando-se a taxa na mesma razo de
1/10 de !/
1.a Os coolratos deaociedade pagaro na razo
de 1/20 de 1 % se o lempo de sua duraco nao
exeder de cinco anno.
2.a Nos casos de prorog.ic.3o do prazo da dura-
co da soeiedade o sello ser cobrado na mesma
proporebo.
3.a O sello do capital das companhias o socie-
De mais de
<







100 ris
ate 200S000 200 a
c 300S000 200
4003000 400
50O9O.1O 500
c 600000 600
< 7008000 7110
HOO9O1M) 800
91IO9OOO 900
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
PRIMEIRA SESS.XO' OBDNARIA AOS 4
DE MARCO DE 1861.
Presidencia do 8r. Barro Reg.
Presentes 03 Srs- Reg e Albuquerque, Reg,
Mallo, Or. Ilenriques da Silra, Cosario de Mello
e Barata, fallando sem causa partecipada os Srs.
Maia e Seve, abrio-so a sesso, e foi lida e ap-
prorada a acta da antecedente. Foi lido o so-
gumto
EXPEDIENTE:
Um oficio do juiz de paz, presidente da junta
do quaiiflcaco desta freguezia, requisitando di-
versos ubjectos para a revisan da quaiiflcaco.
One se respondesse qoe os objectos precisos j
lioharn sida remettidos.
Outro do fiscal da Boa- Vista, informando que
Fraocisco Antonio AlveaTeixeira poda ler depo-
sito de fogos artiflciaes no quintal do sua casa da
ra da Eseeraece, por ser conforme s postaras
respectivas. Concedes-se.
Outro do mesmo, informando nos meamos ter-
mos, quanto licenca que roquer Joo Miguel
Teixeira Lima, pira fabricar fogos articiaes no
sitio da aotiga Capellina, no Chora-Menino, e ahi
expo-los venda. Pcrmitlio ao.
O guarda municipal da freguezia de S. Jos.
Joo Baplisla de Frenas, requereu dez mezes de
licenca para tratar de sna-saude, provando com
attesiado de medico achar-se doente, e s lhe
foram concedidos dous mezes com vencimenlos.
A requerimenlo do Sr. Barata, mandou-se
reiterar a ordem que fra expedida ao fiscal da
Ba-Vista, para fazer desapparecer a rasa de la-
boa, que se fez na estrada d Manguinho, no lu-
gar onde se recebia a taxa da barreir*.
Despacharam-se as pelicoes de Domingos An-
lunes Villaca, bacharel Ernesto o'Aquino Fonce-
cs, Francisco Jos da Silva M-yer, Francisco
bandee de Araujo, llenrique Gibson, Or. lanacio
Firmo Xavier, ldelfonso Justiniano de Medeiros,
Joo Baptista de Freilas, Dr. Joaquim Antonio
Carneiro da Cunha Miranda e outro, Manoel An-
tonio de Azevedo, Manoel Gongalves Perreira e
Silva, Dr. Pedro Alhayde Lobo Moscozo, e levan-
lou-se a sesso. Barros K>go, presidente.
Reg e Albuquerque. Cosario de Mello.
llenrique da Silva. Reg.
Tive opporlunidade de dirigir-me igreja de
Nossa Senhora do Livramenlo por dereeda ehris-
lo, e orno achasse esse templo deteriorado e
parado o concert de que se estere fssenbo com
aa esmolis dos liis, impressionado poram mag-
, niflco templo, e ao mermo lempo bastante cons-
1 trangido pela sua ruiaaMiaube-me a occasiao de
j esa dirigir ao ene nula aaquetas) abra aataaw
n?o continaaram eaar a
oeeaaM rsis tonai-ibas
nie eantiaanaam easaaa
presente ioaassw ameaca-
qaa j aresenseasi o sditide
llnda-aa a base que
o aleb sustentado*
ee paredoes, por ser o edificio anligo a os
riaes eslarem pelrrteadea: que estando asada am
bem estado de soTrer uma reparaco, derre aesa
ser feits em lempo, antes que houvesse algum
desopnese.
Ento os irmos encarregados respondern)-me
que para os reparos da igreja a assembla pro-
vincial havia concedido uma lotera em 1856 em
beneficio das suas obras, e no momento que se
havia determinado uma parfe'della correr, fra
preterida esta, por preferencia ootra lotera,
fleando adiada al a presente data, sem que se
podesse obler correr ella.
E como achasse os irmios da irmandada bas-
tante esmorecidos, animei-os, oflerecendo-me
para manjar encarnar todas as imagens e toda
a pintura da capella-mr a minha cusa, com
tanto qna eontinuassem eom as obras ds igreja,
diligenciando as esmolas.
Pelo qoe faco publico, por esta lolha, convi-
dando a todos os fiis christos, que se dignem
de concorrer com as esmolas precisas, ou lijlos,
cal, telhas, etc., e os artistas que quizerem pres-
tar os seus servicos aquella igreja, pod-rao se
dirigir aos encarregados abaixo assigoados ni-
quelle lugar, deven lo esperar da Mae de Deus a
rerauneraco devida.
Igualmente acharo o digno parocho naqoella
freguezia cheio do zelo pela igreja, que. nao se
poupar de envidar todos os meios a benetldrb
dessa obra, afim de qoe o effeito desejado repa-
raco desse templo precioso, e que se faz recom-
mendavel por sua elegancia artstica.
Recife, 2 de margo de 1861.
Membros da commisso.
Manoel Anselmo Crrela do Figueiredo,
Amaro Januario Francisco de Paula.
Jos Benicio Gamillo de Bessone.
Antero Carneiro de Lacerda.
Joaquim Francisco de Santa Anns.
Marcolino da Costa Lima.
25*000
cento sgooo
> IO9OOO
am 50JO0O
cenada 9240
estatal 109ffio
a
aoftos
pCa
PM
41000
169000
8JO0O
8120
25f000
5|00O
28400
1049509
70900o
392OO
109000
$300
8280
1:00080001000
COMMERCIO.
^randega.
Rendimento do dia 1 a 7 .
dem do dia 8.....
91-5388807
18.1648583
109:7038390
-,-,. rv r\ a *- *** v ** w vuuhji uus LU'iiiiau 11115 i atan;-
laUr do bispado ao Sr. Dr. Joaquim Manoel Goo- dades anoYmil3 suas caixs niiaes e ag^nc8S
r:t coa iltt .Miiiraita diana rnnpjn fa P -______*. _. ... ...
;alves de Andrade, digno conego da s.
Foi uma boa escolha ; o eleito bomem ins-
truido e virtuoso. m
Consta-roe que o governo manda fazer um ou-
tro funeral que corresponda alta posico do
morlo.
Passa re agora a tratar dos negocios profano*.
Disse o correspondente do Correio Mercantil
que o presidente demiltira o colleclor da villa de
Jundiahy sem motivo e smenle por vinganna
eleitoral.
Nunca conslou-me que os presidentes de pro-
vincia demitiissem collectores, e portanto passa-
rei adiante.
Disse o mesmo correspondente que fra no-
meado subdelegado do Aruj o P. Macedo, que
em outro lempo fra victima de ura processo de
furto I Esse hornera morlo... e deixou grande
fortuna I e gozou de estima.
O contrato feito pelo governo com o major Chi-
chorro urna idea raoilo amiga de que lodos os
governos teeni tratado, e para cuja realisaco em-
pregaram muitos esforcos.
No estado em que s acha o palacio, as repar-
tieres pessimaroenle accomroodadas, era do ur-
gente necessidade arranjar urna casa para os tra-
balhos da assembla provincial e da reparlicao da
fazenda.
Nao se aecusa o presidente, injuria-se : tal
al hoje o systema da opposico.
Foi ltimamente noraeado delegado de polica
do Rio Claro o ex-juiz municipal e de direito,
l>r. Antonio Augusto da Fooseca. Esta nomea^ao
honra a qualquer governo que se preze de roora-
lisado.
(Carlos particulares.)
[Jornal do Commercio do Rio.)
PERNAMBUCO.
REVIiTA DIARIA-
Sem que sejamos estacionarios, nao pode-
mes todava admi'tir ionnvaces ou theoras
novas, que nao tenham um cunho de plausibili-
dade reconhecida ; e com ite nao se nos podo
em boa f increpar de aitdalor temporis acli.
Admiliimos, esposamos a novidade. quando
ella em sua transformarn tem ura fundo de
utilidade, que a justifica, que a autorisa, que a
rnpde mesmo ; mas tendo ella smente o carac-
terstico de um (ira individual, da satisfa;ao de
uma paixo, ou da aberraco de uma inteligen-
cia desconveniente, nao podemos convir em sua
aceitaco, quaesquer que sejam as roupagens
com que a adornen).
E assim, dissentimos radicalmente do pensar
de um jornal da corto relativamente aos ardaos
communicados; os quaes pretende elle que fa-
cara parle da redaco, fundando-se em que se
nao communica artigo seno a quem se lem re-
tacos; e d'ahi deduz a solidariedade altribuida,
solidariedade que nao podemos enxergar, como
pretendido na poblicaco de um artigo com-
municado, que tem um responsavel moral e
legal cerlo, e do qual nada se ha alterado, de
maneira a destocar a respoosabilidade.
Desta forma, poder-se-ha chegar tambera ao
resultado de fazerera as correspondencias parto
da redacQo,porque ninguem se corresponde com
quem nao tem relacoes.
Qualquer que seja, porm, a infelgencia que
esta novidade se ligue, protestamos contra ella,
e declaramos que a redaego deste Diario ponsa
por modo diverso.
S tem por seus, e por elles smente res-
ponsavel, os artigos edictoriaes; os que nao
forem sob esta comprehenso, v a respoosabili-
dade aos proprios autores.
Tendo sido exonerado o capillo S Brrelo
da delegada policial de Nazareth pelo motivo,
que j expendemos, deixou elle o exercicio desse
cargo recolhendo se ao respectivo corpo, como
fra solicitado pelo core mandante.
Nessa commisso houve-se o referido capito
de modo honroso, tendo preeochido sempre as
suas obrigacoes com inleiro escrpulo, desas-
sombrando aquello termo dos criminosos, em
cuj captura foi summmente interessado, como
por vezes demos noticia ao publico.
Deixando pois essa commisso, sobra-lhe a
consetencia dehaver bem obrado, deixando aps
uma senda honrosa a seguir.
Desde o dia 18 do passado que foi posto em
execu;o o novtssimo regulamento do sello nesla
cidade, e como elle alterou este imposto aug-
mentando a respectiva taxa para mais, importa
qoe se tenha cuidado, a lira deque, por Incuria
ou ignorancia, se nao lance no pelago das nulli-
dsdes e revalidacoes, que podem decorrer de
qualquer descuido.
No entretanto nao podemos omittir algunas
patarras de censura acerca da falla de publicacio
do dia em que elle de vera ler cornejo^
proporco que o mesmo capital se fr incorpo-
rando ou realisaodo, ser satisfeito pelo proprio
accionista na poca em que fizar a entrada do
valor de cada acoque possuir, licando a admi-
nislracao ou gerencia responsavel pela sua im-
portancia, que entrar para os cofres pblicos no
prazo do que trata o art. 32.
4 a As escripturas, contratos ou estatutos das
sociedades que nao tiverem capital Qcam su-
jeios unicameute ao sello fixo, na forma do art.
59 3.
FRETAMENTOS, APOLICES DE SEGTJBO, CON-
TRATOS OU LETRAS DE RISCO.
Fretamenlos de r.auios.
Para fra ao imperio 1/5 de 1 / ) Sobre o va-
Paia dentro 1/10 de 1 % ) lor do frele.
^plices de seguro, contrato ou letras de risco.
2 /o da importancia do premio estipulado.
o passado mez de fevereiro, produzio a re-
ceita da va frrea a quantia de 28:1589469 nos
differenies ramos de que ella se compe.
Temos nformaces de pessoas da ra da
Senzalla Velha. que ella actualmente o Ihealro
da ebriedade de um criado do Sr. vice-consul
belga ; o qual criado tendo por costume empres-
tar sempre a razo patricia, traz aquella ra em
constante incommodo.
N'este e.-tado, contende elle com lodos: nao
respeita a familia honesta, olTende ao pacifico
morador, e toraa-se de razes finalmente com
qualquer pessoa.
Uma hora arremessa ratos para a casa dos vi-
zinhos, outra hora atra-lhes com barro, sendo
estes obrigados a supportar ertas gragas, que vem
sempre de envolta com bons palavres proprios
daquella lavra.
ste estado portanto intoleravel.
Faz-se preciso urna providencia, que coarele,
senSo a borracheira, ao menos os desaforos que
ella produz; se o amo o nao pode, faga-o a poli-
cia* mandando-o cozinha-la na cadeia.
Pela capitana do Porto foram ante hontem
tarde apprehendidos dez barris de plvora, que
desembarcavam do um bote no caes do collegio,
contra o regulamento do porto.
O brigue escuna de guerra naciooal Xing
que no dia 5 cliegou de Macelo, vae virar de
querena : porque est fazendo agua, e precisa de
reparos no fundo.
Por flm do conlas quem est sofTrendo por
causa da questo suscitada enlro os praticosda
barra, e a companhia brasileira de paquetes a va-
por, o publico.
Anda ani6 hontem fuodiou o vapor Cruseiro
do Sal quasi em Olioda, e reinando uma brisa
fresca do nordeste e mar de vasanle, que levan-
lavam grande mar, com muito incommodo, e
al perigo de vida embarcaram bstanles passa-
geiros, que nao esperavam por tal cou*a.
Cada da se collocam mais longe os paquetes,
quando ao longo do Recife, ea brigaao por elle,
prximo ao pharol, podiam ser postos erofran-
quia para sahirem, como saem sempre, aioda
rom dia, sem neohum inconveniente, se ver-
dade, como se diz, que a barca de escavaco tem
iioquelle lugar obtido agua sufBciente.
2.a SESSO ORDINARIA AOS 6 DE MARCO
DE 1861.
Presidencia do Sr. Barros Reg.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Reg,
Cosario de Mello e Dr. Henriques da Silva, faltan-
do com causa o Sr. Mello, e sem ella os mais se-
nhores, abrio-se a sesso, e foi lida e approvada
a acta da antecedente.
Leu-se um officio do fiscal desta freguezia, par-
ticipando que por ter amanhecido doente d'um
p. nao poda comparecer a reparlicao. Iotei-
rada.
Assignarara-so os olcios de remessa dos de-
putados aos 3 deputados pelo 1 dUtricto eleito-
ral desta provincia ; e nao haveodo nada mais a
tratar, lerantou-se a sesso.
Despacharara-se as peticoes de Jos Marcelino
Aires da Fouseca, Leandro Lopes Das e Miguel
Archanjo de Sani'Anna.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escre-
vi.Reg e Albuquerque, pr-presidente, Ilenri-
ques da Silva, Reg, Barata d'Almeida, Mello,
Reg Maia.
Movimento da alfindega,
Volumes entrados com fazendas..
> > com gneros.. 622
Volumes
s
sahidos
com
com
fazendas..
gneros..
------622
89
533
Ipecacuanha (raz]
Lenbaem sebes .
Toros. .
Leonas e esteies.
Mol oa melaco. .
Pe brasil
Pedras dei
Mesa de flKrar
dem rebota
Pieasava. .
Pealas oa castres de vaeeas a
oviihos.......cesto
Ptaachoes de asaarelle de
dous custados......uma
dem louro. ......
Sabo.........libra
Salsa parrilha.......arroba
Sebo em rama...... >
Sola oa vaqueta uma
Tabeas de amerello .... dazias
{deas diversas......
'Pioca........trroba
Travs.........uma
nhas de boi....., cento
Vinagre .......caada
Alfandega de Pernambuco 2 de margo del861.
O primeiro conferente.Antonio Carlos 00 Pi-
nlm Borges Osegundo conferente, JosThomaz
de Campos Ouaresma.
Approvo. Alfandega de Pernambuco 2 de
marco de 1881 Barros.
Conforme. Joo Jos Pereira de Faria, ter-
ceiro escriplurario*
Hoviutento do porto.
Navio entrados no dia 8.
Aracaty9 das, hiate nacional Sani'Anna, de
37 toneladas, capito Joaquim Antonio da Fi-
gueiredo, equipagem 5, carga couros e mais
gneros ; a Gurgel Irmaus.
New-Casile57 das, galliola oldemburgueza Xde-
li, de 174 tooeladas, capito C H. Huslede,
equipagem 8, carga carvo de pedra; a ordem.
Portos do noite7 das, vapor nacional Iguaras-
t, commandaute o 2" lente Joaquim Aires
Moreira.
Navios sahidos no mesmo dia.
MarseilleBrigue francez Anemplion, capito
Duhomel, carga assucar.
SlockholmBrigue sueco Anna, capito J. II.
Fyolander, carga couros.
IlullBrigue inglez Grinsby, capito John Mar-
ten, carga a mesma que trouxe de Monte-
video.
MaceiBrigue ?nglez Polly, capito Alexandre
Taylor, carga parle da que trouxe de Terra-
Nova.
Oservaco.
Fundiou no lamaro urna barca ingleza, que
nao leve coniraunicacao com a Ierra.
Chamamos a aitenco da capitana do porto
para este objecto de snmmo interesse publice.vis-
to que a associaco dos praticos lhe subordina-
da, e alguna membros delta, despeitados, com
ou sem razo, nao entramos na averiguago :
porque a questo est sujeila ao governo impe-
rial, nao podem, nemdevem fezer someote a sua
voDlade.
Anda que um idilal da nossa faculdade de
direito declarasse que nennuma mudanca houve
nos compendios respectivos, todava este anno
se leccionar direito romano, servindo de texto
pela primeira vez as instiluicse de \Ya< kcerng.
A causa de nao haver o mesmo edital declara-
do essa substituido ter sido ella fetta em abril
de 1860, adoptando ento a congregaco dos Srs.
lentes o novo compendio sob condicao do servir
smente agora, e referir-se apenas aquel le edital
congregaco do 1 de margo do correte aono.
D.iquellas instituicesei-i fazendo uma traduc-
co em portuguez o Sr. U. Duperron, para aqual
recebem-se assignaluras razo de 109000rs. por
volurae ns loja de livros da ra do Imperador
(collegio) n. 67.
Passageiros que conduiio o vapor brasilei-
ro Igvaratt, vlndo dos portos do norte : Edu-
ardo Correa dos Santos sua senhora e 1 eacrava,
Jos. Ferreira da Silva, Joo Damasceno Pinnei-
ro, Joo Costorno de Oliveira, Dr. Msnoel Ber-
nardo Bolivarsua mulherllha menor sua irma
e 3 criados, lente Antonio dos Santos Caria,
Dr.FrancUcoXavier Pereira de Brito.Vicenterer-
reira Nunos de Paula, Fabricie Gomes Pedresa 3
fllhos e 1 criado, o menor Jos Tubinamb, 1
praca de prel, Antonio Gagino, Manoel Modesto
Pereira do Lago.
Passageiro do hiate nacional Santa Auna,
vindo do Aracaty, Fraocisco de Paula Ferreira
Clures.
Correspondencias.
Srs. redactores.Consintam quo mais esta vez
recorra ao seu jornal.
A arneaca que ro dirigi o Liberal Pernam-
bucano de 6, nao foi, nem podia ser-me iodiffe-
rente.
Nenhuma razo haveodo no mundo, capaz de
me forcar desviar o vil detractor de minha hon-
ra, do proposito em que est e que eu peco
Dos leve eTeilo, corre-me a obrigaco de cla-
ra e instantemente provoca-lo, pela segunda
vez. a apreseolar os documentos que provero
minha deshonra, autorisando para mim o epi-
theto de prevaricador.
A lingiMgem infame, a perverso quo ella
traosluz e mais que ludo isso, o anonyroo com
que anda se encobre o artiguista roe convencen)
de que, tenho por contendor alguns desses in-
dividuos despreziveis e indignos de merecerem
por instantes a atienco de qualquer hornero que
se presa.Paciencia.
Trata-sede convencer soeiedade de quanto
justo e razoavel o horror que lodos inspiram
essas pragas humanas.
Nao o deixo guardar comsigo o segredo de mi-
nha deshonra e d'ante mo o previno de que se-
rei iofatigavel em provoca-lo.
Recife, 8 de margo de 1861.Pedro Alejan-
drino de Barros Cavalcanti de Lacerda.
Publicagoes a pedido.
TRES ANJOS.
A' beira de um rio,
Quaes flores mimosas,
Tres virgens forniosas,
Travessas eu vi
Gentis innocentes
Sorriara, brncavam....
Meu Dos! encantavam.
As virgens all I....
Pensei qu'eram llores
As viraens singellas;
Mas, flor como aquellas
Na Ierra nao ha-
Estrellas fu'gentes
Melhor pareriaro.....
Mas. estas s brilham
NoElher, bem l.
Nao eram estrellas....
Seriara archanjos ?
De certo erara aojos
Cabidos do co.
Estrellas, ou flores,
Ou anjos, ou virgens
Do amor as verligens
Mea peito batou...
E hoje minha alma
De amor abatida,
Divaga perdida
Por uma das trez;
Bem como no ocano
Sem lome, sem norte,
Lutando co'a morte
O nauta talvez.
Mas cono o pillo
Que a luta nao canga,
E aa praias alcanga
Que pode avistas,
Minha alma estrumosa
D'esp'raegas despida
Nao pode esquecida
Venturas sonhsr.
Mas pode em mea peito
J merlo esperance
Viver a lembranga
Das virgens que ea vi,
A' raargera do rio
Brincando formosas,
Quaes flores mi mi
Nascidasall I
622
Importai/iko.
Hiate nacional Sani'Anna, vindo do Aracaty,
manifestou o seguinte :
100 saceos cora 398 arrobas e 14 libras de cera
de carnauba, 52 esleirs de palha de dita, 418
chapeos de dita diti, 80 molhos com 2,000 cou-
riohos, 55 cooros salgados, 17 fardos cora 72 ar-
robas de fumo, 2 alqueires de gonima, 2 barricas
com 117 sapatos ; a diversos.
Exportaciio.
Brigue inglpz Anne, para Buenos-Ayres, car-
rega Krabhe Whately A C, 200 barricas 1514 ar-
robas 11 libras assucar.
Brigue iogiez Straton, para o Canal, carrega
C. J. Aslley & C, 800 saceos 4,000 arrobas ae as-
sucar.
Patacho francez Alix, para Marseille, carrega
Tysset freres &C, 600 saceos 3,000 arrobas de
assucar.
Barca franceza Cephise, para Marseille, carre-
ga Tysset freres, 1,100 saceos 5,500 arrobas de
assucar.
Brigue portuguez Soberano, para Lisboa, carro -
ga Carvalho, Nogueira & C, 10 metas pipas, 34
barris, 2.540 medidas de mel.
Beccbedoria de rendas interna*
geraes de Pernambaeo.
Rendimento do dia 1 a 6 20:7479131
dem do dia 7.......1:088}779
S5
a.
-
I
I Boras
B
B
B
Cfl
itmosphera.
21:83a910
Rendimento do dia 1 a 7
dem do dia 8 .
21 835j910
2.z60c068
24:0961578
w M 2 O Direcfo. 4 tn
> a en 0 V 3S S e I Intentidadt. H O
8 9 8 Fahrenheit. m 0
10 os 0 N3 00 00 ja 0 **> Centgrado.
a O ^ 1 So Hygrometro.
O 0 O O M Cisterna hydro-metrtca.
g y
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Francex.
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2 S
o
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1 Inglez.
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rt
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s
O
t-
o
2
Consalado provincial.
Rendimento do dis 1 a 7 16:5889351
dem do dia 8.......2:22l600
18 809*951
ALFANDEGA DE PERNAMBUCO.
Pauta dos pregas dos gneros sujeitos direitos
de exporlaco. Semana de i a 9 de marco
de 1861.
Mercadorias. Unidades. Valores.
Abanos.....: cento IgOOO
Agurdente de cana. caada I9HOO
dem restilada e do reino o 13000
dem caala...... 8140
dem genebra...... 1*000
dem alcool ou espirito de
agurdente ...... .> $900
Algodo em caroco .... arroba 2$225
dem em rama ou em l. 83500
Arroz com casca ..... > $800
dem descascado ou pilado. 2$700
Assucar mascavado .... a 2*100
Idom branco...... 3$400
dem refinado...... 8
Azeile de amendoim ou mon-
dobim........ caada 2*000
dem de edeo ....:. 2*500
dem de mamona..... 1$280
Batal-is alimenticias .... arroba 1*000
Bolacha ordinaria propria para
embarque. ...... t
mflndeees........
Caf bom.....:
dem escolha ou restolho
dem terrado...... Ubre
Catbros ........ um
Cal.......... arroba
dem branca......
Carne secca charque. ... *
Carvo vegetal...... >
Cera de carnauba em bruto. libra
dem dem em velas, t a
Charutos. ...... cento
A noite clara at 4 horas da manha, que tor-
nou-se nublada e depois de aguaceiro, vento ENE
fresco at 5 oras que rondou para o terral e as-
sim amanheceu.
OSCILLaQAO da marb.
Preamar a 1 h. 30' da tarde, altura 5,8 p.
Baixamar as 7 h. 18' da manha, altura 1,6 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 8 de
marco de 1861.
ROMANO STBPPLI,
1*. tenente.
Editaes.
Jaboatio1861.
M.
Por oecasio da molestia me foi permittido a
retirada desta cidade pare o lugar denominado
Yerzee.
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem seceos espichados.
dem verdes...... a
dem de cabra cortidos ura
dem de onca......
Doces seceos ... libra
dem em geleia ou massa >
dem em calda. a
Espanadores grandes. um
dem pequeos ...... a
Esteiras para forro ou estira de
navio......: cealo
Estoupa nacional .... arroba
Farinha de mandioca. alqueire
dem de ararnta..... arroba
Feijo de qualquer qualidade.
Frechaes........ um
Pomo em olna boa. ... a
dem ordinario en restol bo. >
dem em role bom ....
dem ordinaro restolho.
Gomia* ....... arroba
4$O00
7g500
6$100
4$000
8300
9400
*200
8400
48000
i$eoo
9250
8400
2*000
4J0O0
9220
9360
9140
$300
108000
I9OOO
9500
9500
48000
28000
249000
18600
18600
68000
18W>
58000
168000
78900
M8000
68000
3O00
0 Dr. Anselmo Francisco Perelti, commeodador
da imperial ordem da Rosa, da deChristo.ejuis
de direito especial do commercio desta cidade
do Recife de Pernambuco, e seu termo, por
S. M. Imperial, que Deus guardo etc.
Faco saber aos que o presente edital virero, e
delle noticia tiverem, que no da 13 do prximo
futuro mez de marco se ha de arrematar em pre-
ga publica deste juizo, fioda a audiencia, osse-
guintes bens :
Uma casa terrea dividida em duas cazinhas de
ns. 260 e 262, sitas na ra Imperial, de porta e
janeila cada uma, era mo estado, avalladas eta
800*000.
Urna dita de taipa e um terreno no lugar do
Peres da freguezia dos A togados, cujas Ierras s)
foreiras, avahadas em 200$ ; os quaes sao per-
ten cenes a Antonio Joaquim Viohas, e vo a
praca por execucao que move Molla & Irmao e
Joo Lui/. Vianna : e caso nao haja lancador que
rubra o preco da avaliaco, ser a arremataco
feila pelo prego da adjudicacao com o abate
da lei.
E para que chegoe ao conhecimenlo de todos,
roandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e afiliados nos lugares designados no
cooigo commercial.
Cidade do Recite de Pernambuco, aos 20 de fe-
vereiro de 1861.Eu Manoel Maa Rodrigues do
Nascimeoto, escrivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Directora geral da instruccao
publica.
Faco saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. Dr. director geral, que se achara vagas asca-
deiras de instruccao elementar do l." grao do
sexo feminino das. freguezias do Recife, Igoaras-
su, Serinhaem, Garanhuns e Caruar ; pelo que
sao asasnesmas cadeiras postas concurso, mar-
cando-se o prazo de 30 das, a contar da data des-
te, para a inscripeo e processo de habilitarlo
das oppositoras, na forma das ioslruccoes de 11
de junho de 1859.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco 8 de marco de 1861.
Salvador llenrique de Albuquerque.
Secretario interino.
A cmara municipal do Hecife contrata-o
semeo da limpeca da cidade com quem delle se
queira encarregar, medanle condices razoaveis,
para o que aceita proposlas dos interessados em
cartea lechadas.
Paco la cmara municipal do Recife em ses-
so de 45 de fevereiro de 1861.Manoel Joaquim
do Reg e Albuquerque, pro-presidente. Ma-
noel Ferreira Acctoli, secretario.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria pro-
vincial, em cumprmento da orden) do Exm. Sr.
presidente da provincia,manda convidar aos ere-
radores da repartite das obras publicas a apre-
senlsrem na mesma Ihesourana os teus ttulos 00
lirazo de 30 das, a contar da data deste, afim de
aereas examinados e pagas oa que esttverem cor-
reles ; cestos de que fiado este prsso nao sero
alte adidos.
B para que chegue so conaecimento de todos
se mandn- afiliar e presente e publicar pelo
Lna rio.
Secretaria de toesooraria provincial de Pernam-
buco 22 de ferereiro de 1861.O secretario,
A. F, d'Aitanucisee.


i:
'W
rendeiros e fereiros de propnedades perieecenies
ao patrimonio dos orphos deita cidade, que de-
wo pagar aeus debitoa directamente net* the-
aouraria, certos de que, ae o nio Qisrem, serao
os meamos dbitos remettidos parajuizo, aflm de
serem cobrados judicialmente.
para conatar, a mamiou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraris
provincial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
O secretario
A- F. d'AmoriB).
Dei5iara<;oe.s.
^m^i^S^pVS^S^'1^ subditos espnoles resi-j
deateseaeste districto coa*
sular que, siendo indispensa-
ble que se hatten provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio par
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
mo por convenir al servicio
del estado, el tener una noti-
cia exacta de los cuidadanos
que residen en el extrangero;
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de ellas los que no las tu-
vieren.
Pernambuco, 25 de febrero
de 1861. El Tice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo
freguezis de Santo
embargados era
Santa Casa de Misericordia
do Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa de Misericordia do Recife maoda convidar a
todos os Srs. irmos instaladores para que oo
da 10 do correte, pelas 4 huras da tarde, com-
parer.am oo grande hospital de caridad?, aflm de
acornpanharora ao Sanlissimo Sacramento, que
ha de ser trasladado da capella desle hospital
para a do hospital Pedio II.
Secretaria na Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de marco de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro.
A junta administrativa da Santa Gasa de
Misericordia do Recife manda faier publico, que
tr.iri o .]-. mez na urind'i hospital o Sr. l)r.
Manoel Ferrefra da Silva, oo hospital dos Laza-
ros o Sr. Antonio Jos Comea dd Correio, e na
casa dos Eipuatos o Sr. Dr. Antonio Uercalano
de Soiua Bandeira.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 5 de margo de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro
Conselho administrativo,
O conselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a aula do 2 balalhao de infantera de
linha.
6 resmas de papel almaco.
16 quarteiroes de penas de ganjo.
caivetes.
6 garrafas de tinta de screver.
6 duzias de lapis de pao.
6 libras de areia preta.
20 ejemplares de collejao dd cartas para prin-
cipiantes.
20 expropiares de laboadas.
6 exemplares de grammatica portugueza por
Monte-verde, ultima edicto.
6 exemplares do compendio de arilhmetica por
Avila.
6 exemplares de pauta.
20 exemplares de escripia, on traslado.
Para o arsenal de guerra.
8 quintaes de ferro inglez em baira de 1/2 po-
legada.
8 quintaes de ferro inglez quadrado de 5/8 oita-
? 03.
2 quintaes do verga de varanda.
Queo quizei vender taes objectos aoresentera
as suas proposlas em carta feixaJa na secretaria
do conselho as 10 horas da ruanha do dia 11 do
correnta mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para forneritncnlo do arsenal de guerra 4 de
maio de 1861.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presiden!.
Francisco Joaqun l'ereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tom de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimeoto do armazem do arsenal de
guerra.
500 vassouras de palha do carnauba.
101) ditas de junco.
50 arrnbas de cabo de linho velho.
20 amibas de chumbo em lencol.
500 pelles de cabra.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
sua> propustas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 13 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
margo de 1861.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
NOVO BANCO
DE
Pernambuco.
O novo banco continua a substituir
bu a resgatar as notas de 10$ e 20$ que
liavia etnittido e ainda existem em cir-
culacao, prevenindo de que conforme
o decreto n. 2,66i de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do Ihesou-
ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
esta substituir > f continua sem pre-
j ur/.o dos possuidores das mesmas notas
at 9 de mar^o prximo vindouro, pois
que desse dia em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progressivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 p3r cento no se
gundo, de 30 por cento no terceiro e
assim uccessi va mente at icar no dci-
mo mez e d'ahi por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861. O directores gerentes, Lulz
Antonio Vieira, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial le faz pu-
blico, que os 30 dias uteis para pasamento dos
impostos ae 12 0[0 sobre lijas a retalho, arma-
zens de fazendas, tabernas e casas de leilo ; de
4 0[0 sobre os de mais eslabelecimentos; de
2000 sobre casas de cambio ; de 503 sobre esas
de modas que venderem perfumaras e chapeos
estrangeiros, e de jogo de bilhar, e finalmente os
impostos sobre carros, carrosas e mnibus, tanto
de aluguel como particulares, relativo so anno
flnanreiro de 1861) a 1861, flndam-se no dia 9 de
marco corrente, ficandosujelos i multa de 3 OO
sobre os seus dbitos, os que pagarem depois
desse prazo.
Mesa do consulado provincial de Peroambuco
1." de marco de 1861.Pelo administrador,
Theudore Machado Freir Pereira da Silva.
Pela conladoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimento nda-
se no ultimo da margo vindouro. todos aqueiles
ue nao pagarem deotro do prazo, ficam sujeitos
multa de tres por cenlo.
Coutadoria da cmara municipal do Recife 26
-de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tarares Rodovalho.
Pela subdelegada da freguezis de Santo
Antonio se faz constar que se acha recolhido i
noel, que diz ter sido escravo do Sr. Annuncia-
cio, cujo preto fot preso por briga, e nio tem
apresentado carta de liberdade. Se alguem se
jutgar seu senhor, comparece nesta subdelegada
munido de seu titulo.O subdelegado aupplente,
Joaquim Antonio Gtroeiro.
Vice consulado de EspBa.
De orden del Excmo. Sor,
ministro residente y cnsul
general de S. M. Catlica en
Rio de Janeiro, prevengo
nes de Paula, lara' le lio em aeu arma-
zem na ra do Anortas n. 48, dos
predios e escra tos per reticentes ao dito
senhor que para liquidar serao entre-
gues pelo maior prego alcancado, a
saber :
O sobrado n. 48 de 2 andares e sotao si-
to na ra do Amorim. com chaos
proprios.
Dito em Ohnda de um andar e sotao
sendo atraz terreo, com a trente pa-
ra os Quatro Cantos e ladeira da Mi-
sericordia, chaos pioprios.
Urna casa terrea no Varadouro, con-
cluida ha pouco tempo, com 5 quar-
tos, 2 salas, grande quintal, e urna
grande padaria no uiesmo, com oi-
toes dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terrea parte da casa terrea sita na ra
da mperatriz junto a padaria do Sr.
BaTilier.
4 escra vos de muito boa conducta, sen-
do um delles excellente padeiro e
orn^iro, as 11 horas em ponto.
ANWACiO E AlTMMSACllO
DA
Pela subdelegada da
Antonio desla cidado se acham
urna cocheira tres cavados do differeotes cores'
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
eerem a urna s fazenda, e com indicios de ae-
rem do servico de engenho, por descouBanfa e
indicios de serem fnrtados, visto lerem sido all
recolhidos por dous homens do malo des>'onhe-
cidos, e depois appsrecerem outros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostss
entre cites : quem, portanto, se jutgar com di-
reito a ditos caballos, compireca neste juizo mu-
nido de suas prova?, que Ihe serao entregues.
Recife tt de fevereiro de 1861.
Carneiro.
Avises martimos.
Para a Baha segu ero poucos dias a es-
cuna nacional Corfoo; para alguma carga quo
Ihe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na rua da Madre de Dos,
n. 12.
Avisos diversos.
COMI'AMIll miYVMIlU.YV
DK
iNavegaccosleiraa vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte. As-
su Aracatv, Ceara' e Acaracu'.
O vapor Iguarass, commandanle Lobato, sa-
hir para os portos do norte at ao Acarac no
dia 7 de marjo < 5 horas da tarde.
Recebe-se carga al ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frele al ao dia 7 s 2 ho-
ras : escriplorio no Forte do Mattos n. 1-
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabelecida no escrip-
torio dt cornpanhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para qualquer servico tendente
ao mesmo vapor.
Para o Aracaty e Assu'
segu com brevidade o hiate S ma Rita, j tem
a maior parle da carga ; para o resto trata-se rom
Mantos & Irmao, ou com o capitao Antonio Joa-
quim Alves.
Cear e Acarac..
O patacho Emulaco. segu por estes dias
por ter parle da carga prirapta e pira o resto a
tratar com o capitao ou Manoel Gongalves da Sil-
va, rua da Cadea do Recife.
Para o Aracaty.
Seguir brevemente o hiale nacional Santa
Auna;-., qujtem quasi meia cara, para o rs-
tanle e passageiros trata-se com Gurgel Irmaos,
no seu escriplorio da rua da Cadeia do Recife n.
28, primeiro andar.
LeiJes.
LEILAO
DE
Farinha. sola e
carnauba,
SEM LIMITE.
Ter ca-feir 11 do cor-
rente as \\ horas.
O agente Pinto fara' leilo por anto
risacao dos Srs. Saundei s Brothers & C
e por conta e risco de quem pertencer
DE
139 saceos com farinha de mandioca.
100 meios desoa.
20 saceos com cera de carnauba, no dis
e hora cima indicado no armazem
da Cornpanhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1.
LILAO
DE
Urna armaco.
Sabbado 9 do corrente.
Costa Carvalho far leilo por conta do Sr. Joa-
quim Gonc'lves de Azevedo Maia, da armaqo da
taberna da rua Augusta n. 114, a qual tem duas
frentes.
Tambem
vender varios gneros pertencentes mesma,
sem reserva de prero.
DE
ios e
escravos.
Quinta* feim A,4 do cor-
rente s \ 1 horas.
Antunes autorisado peloSr. J*e Nu*
^ o oociac o Egpo g vapi i efl
ycrn.\mliticauA
Domingo 10de marco, s 8 horas da manhaa,
haver seasao extraordinaria do conselho e da
assembla gral para tralar-se da roniinuarao da
reforma dos estatutos e de outros negocios.
Secretaria da Associa?o Typographica Per-
ambucana 6 de marro de 1861.
- J. Cesar,
Io secretario.
Fazendas pretas para a
quaresma
Ka ma do Qucimado n. 99
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de seda pretos bordados a
velludo muito superiores a 120$. ditos bordado,
a relroz e vidrilho a 80, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 708, manteletes de fil
de lindos gostos a 2' g, ditos de grosd<*naple pre-
to ricameole enditados a 20, 25. 30 e a 35$
cada um, ricas mantas de blondo hespanholas a
209, ditas de fil bordadas a seda a 12 e a 15
cada uma.grosdenaple preto de superior qualida-
de de I98OO at 3j>200 o covodo, luvas pretas en-
ditadas e de superior fazenda 2200 cada urna, e
outras muitis mais fazendas proprias para a qua-
resma.
Vinho de Bordeanx.
Em casa de Katkmann Irmaos & C, rua da
Cruz n. 10 encontra-seo deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Freres e
dos Srs, Oldekop Mareilac A C, em Bordeaux.
Tem as seguintes qualidades:
De Brandenburg frres
St. Esiph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Chateau Loville
Chteau Margaux.
I>eOldekop A Mareilhac
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Cognac em barris fjualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Precisa-se tallar com o Sr. tenen-
te Luiz de Queiroz Coutinho, do dci-
mo batalhao, a negocio de interesse : na
rua do (Jurn. 14.
Precisa-se lallar com o Sr. Arge-
miro de Albuquerque de tal, que mora
na rua Augusta n. 69 : a tratar na rua
doOuro n. 14.
romno.
Havendo a congregaco da Faculdade de Dir
to desla ridade adoptado para t-xio das prelec'
co-'S de direilo romano no corrente anno as ns-
iituce* de Warnkccoig em substiluigo aos ele-
mentos de Waldeck, os senhores estudanles do
primeiro anno quequizerem ter aquella obra em
porluguez, portem deixar seus nomes e o impor-
te da assiguatura (lOjOOO), na loja de livroa do
Sr. Autonio Domingues, na rua do Collegi^n 87,
onde recebero as 64 paginas que j se acham
impressas.
I. A. Wamkcenig.
Em latim, na loja de livros da rua do Collegio
imero 87.
Ama.
Prfcsa-se de urna ama : na roa Nova n. 43.
Nos abaixo assignados temos concordado
dissolver, amigavelmcnle e de commum accordo,
a sociedade que nesta praca girava sob a firma de
Dnarl & lrmao, ficando todo o orino e passivo
da mesma firma a cargo do socio Francisco Fer-
nandes Duarte, desde o dia 28 de fevereiro pr-
ximo paasado. Recife 5 de margo de 1861.
Antonio Fernandes Duarte Almeida.
Francisco Fernandes Duarte.
Carro funelre ao
glez.
Acha-se prompto e patente a todas as pessoas
que o queiro ver, no escriptorio de entrros na
rua Nova q. 63. o qual pela primelra Tez que
sabio a rua. omito agradou, por estar prepara-
do em conformidade do regulamento do cemite-
rio publico desta cidade; tornando-se respeita-
vel pela simplicidade e gosto com que est srI
toado. As pessoas que necessitarem de taes ob-
er.tos, pdem dirlgir-se ao mesmo eslabeleci-
mento, a fallar com o Ana, que com orompti-
dio e zi'lo desempenhar tudo quanto fr mrster
a qualquer funeral por maior que ello seja, pois
tem o estibeleciraf oto montado de tal forma a
bem servir aos pretendentes, de cujo adminis-
trador.
Cede-se o aluguel de uros casa terrea no
bairro da Boa-Vista, com a condi;ao de se ficar
per compra com a raobilia que nella existe :
tratar na roa da Matriz do mesmo bairro n. 82.
Veneravel contraria de Santa Rita de
'.fea.
A sosa veedora 4a ?ueravel coofraria de
Searte Rita 4* f>ssia eooHda tetfws es seos che
resietos trmios oara eempareeerem ao di* 8 de
correte, pelas S aeras ds tarde, no consietorie
da mesma contraria, aflm de eeontpantt'*rent :
procissao do Senhor Bom Jess 4oe Mattyrioe;
per con vite qoeieeiss 4e wssa irsasftde.
Jeio Pedro de >asws de Meta.
EscrlTlO.
E JMTA CENTtUL DE HIGIENE PBUC*
CHAFAS MEBICMAES
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPASTICAS
Be Ricardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo
AS CHAPAS MEOICINAES sao muito conheeidas no Rio de Janeiro" e em toda
vincias duste imperio ha mais de 22 annos, e sao afanadas, pelas boas curas que se te
as emferraarias abaixo escripias, o que se prova com inoumeros attesudos que exiitem
seas eapazes de distincr6es.
Com estas Chapas-elbctro-magneticas-f.pispasticxs obtem-se urna curs rad
fsllivsl em todos os casos de inflammacao ( cansado ou falta de respirado), sejam in
externas, como do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, pello, palpitago de eoracao, gar-
ganta, olhos, erysiptlas, rheurastismo, paralysia e todas as affeccoes nervosas, etc., etc. Igual-
mente para as differeotes especies de tumores, como lombinbos escrfulas etc., seja qual fr o
seu tamaito a profundiza, por meio da suppura^ao serio radicalmente extirpados, sendo o seu
uso aconselhado por habis e distinetns facultativos.
As encommeudas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para homem, senhora ou crianza, declarando
molestia em que parle do corpo existe, se na cabecs, pesroco, braro coxa, perna, p, ou Ironco
do corpo, declarando a circumferencia: e sendo iuchacoes. feridas ou ulceras, o molde do seu la-
monho em um pedaco de papel e a declaraeo onde etislem, afim de que as chapaspossam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pod-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os accesso-
ios para a collocac,ao deltas.
Consulta as pessoas que a dignarem honrar com a sua conBan$a, em seu escriptorio, que
se achar aberto todos os dias, sem excepc.no, das 9 horas da manLaa s 2 da larde.

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do Parto \\\)
DO LARGO DA CARIOCA
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Vende-se urna carroca com um boi e una
pipa: quera precisar dirja-se a rua da Praia loja
de f Venda-se um bom terreno ds quina na rua
da Concordia e rua da Palma : qeem o pre-
tender, dirija-se a rua da Praia, serrera n. 59.
Na mesma serrara aluga-se um segundo andar
com grandes commodos.
Na rua do Queimdo n I
endem-ae pecas de alfeodao com toque de ave-
ria, pelos 8*g 2J500. caijas a 840 e 280 rs. o evado.
Fngio da ealrada nova de C->cling, do si-
tio do Forte, a escrava por nome Balbina. de a-
cao Angico, desconRa-se andar aqu no Recito
pelo porto das canoas: roga-se as autoridades
policiaes e pessoas do povo, que a apurehcndaoi
e levem ao mes^mo sitio, que serao graliQcados.
Freguezes.
2 2 2
s-s-s f
estylo in-
anal
E' chegado o muito afamado doce da casca de
goiaba, e o melhor que ha no mercado : na ta-
berna da travessa do Queimado n. 1, junto a loie
do Preguica.
Queijos a 1,600 rs.
Maateiga ingleza a 960 e 800
rs. a libra
Manteg^ franceza a 720.
Cha a 2 libn, caf a 240, arroz a 100 rs.,
toucinho a 320, uiharim e macarro a 400 rs..
aletria a 640. batatas a 140, sabio massa a 200
rs., docp a 800 rs. o caixo, vinho do Porlo a 800
rs., de Lisboa a 560 e 400 rs. a garrafa, ateite
doce a 720. vinaitro a 240. de Lisboa, azeile de
rarrapalo a 440, arelo a 4j a sacca ; no largo do
Paraizo, taberna da estrella n. 14.
Rua Nova,
SOB
em Bruxellas (Blgica),
A DIRECTO DE E- KERVAND
Este hotel collocado no centro de urna das eapitaes importantes da Europa, toraa-se de grande
valor paraos brasileirose portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
una das melhores da cidade, por se achar nao s prximo sestaedet de caminos de farro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dons minutos de si, todos es theatrose diTertimeateg; e,
alm disso, es mdicos preces convidara
No hotel basamuro pessoas especiada, fallando o franoez.allemao, flamengo, inglez e par-
ugoez, paraaeesapanhar utourisus, qur em suas excura&et na cidade, qur ao reioo, qeer
emfim para toda a Europa, por procos que nunca cedem de 8 a 10 francos (S|is)0 i 43M09)
por dia.
Durante o sspaco de ito a Jez mases, ah residirn o Exms. Srs. consalheiro Siln Fer-
rio, e seo filho o r. Pedro Augusto da Srhra Farreo, ( de Portugal) a os Dr. Fekfipe laefel
Netto, Manoel da Figueira Faria, edesembargador Pontos Visgueiro ( do Brasil,) e oott as oa-
tras pessoas tanto de un, como de entro pak.
Os paepae da todo eaertasp, pee dia, tansdim de 10 a 12 francos (4*e0i4*ft.)
Ks)iWnloilrt wiifwmlii nwwiljiea da tndo que pode precisar um wtrangeiro *
m
Na rua da Cruz*
1 n. 8. I
3 No escriptorio de E. g
Burle & Companbia. g
&$ Vendem-se riquissimas mobiliasdo mog-
fa> no e Jacaranda, todas de obra de ulha, as
tpj melh.ires e mais ricas que leem vindo ao
mercado at lude, gosio Luiz XV, todas
& de encosfo de palha e rodantes.
9 Dilas de madeira branea, ditas Ongindo
$ mogn, ditas flngindo junco, dilas de ma- @
S deira branca de gusto simules com mar-
more, mobilia completa por 350- (>
Lindissimos apparadores para fructas.di-
E tos enve misa Jos para comida, lavatorios
t guarnecidos de marmore com apparelho de $$
ej rica purrell na p cspelho a 5090 0 cada
3s um ; toBleles de Jacaranda guarnecidos de j
marmure comespelho e apparelho de por-
cellana, elegantes i-abides de difforenles @
gi qualidades. tamborcti'S de Jacaranda ede g
|g raogno. indispensaveis para as senhoras 0
j$ descancart-m osps. riquissimas cadeiras @
de piaimo, expelientes piannose etcellen-
@ les ci'fres (burra), do melhor fabricante Q
@ que existe na Europa, cliatupanlM da me-
0 Ihorque tem vindo ao mercado, garante- @
9 sea qualidade, a 200000 o gigo. aj
li Todas as mobiltas sao com marmore e dj
@ vendem-se o mais em coma que fr possi-
t vei, porvirem em direciura da fabrica da @
Furopa. r$
Prerisa-se alagar um preto de meiaidade :
'. s rua Nova, loja n. 7.
na
Cosnpra-se um cavallo que seja n.ansc agran-
de : na cocheira defrontc do porlo das canoas da
rua Nova.
Edvard Paln, subdito brlannico, retira-
se para fra do imperio
Ovas do serto.
Vendem-se ovas do serlao muito frescaes
rua do Queimado, loja de ferragens n. 14.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Henriques
de Miranda, na livrarta ns. 6 e da prac,a da In-
dependencia.
Precisa-se de um cozioheiro para casa es-
trangeira, porm que saiba desempenbar bem a
sua proQssao : quem ae julgar habilitado, dirija-
se a rua do Trapiche n. 8.
Offereee-se um caixeiro de 17 a 18 annos
para taberna, de que tem pratica : quem preten-
der, dirija-se a rua de Santo Amaro n. 8.
Precisa-se fallar cora o Sr. Dr. .ot Patro-
cinio Pereira e Silva, na rui do Amohm n. 46.
ou enlao o dito senhor anuuociar a sua morada
para ser procurado.
Atteoco.
Candido Pereira Monteiro tero para vender em
seu estabeleriinenio2 bilhares e seus pertences.
os melhores que existem em Pernambuco, os
quaes se acham forrados de aovo, em muito
bom estado, cujos precos aso de 600f a 700$, e
s os vende por ter eito encamnenda de outros
modernos : na roa do Imperador, botequim im-
perial, queoi de Joaquim Jos de Paiva.
No dia 8. isll horas, na sala daa audien-
cias, depois de Onda a do Sr. Dr. juiz dos ausen-
tes, se ha d arrematar oa escrevos Bernardieo e
Florencio, perlenrentes ao ausente Francisca
Augusto da Costa Guimares.
Francisco Antonio Fiscope, subdito italia-
ho, retirs-ae para fra do imperio.
Precisa-se de urna ama para comprar e no
tinhir: na rua de Aguas-Verdes n. 84, primeiro.
andar.
Vende-se um excellente esxravo de 18 an-
nos de idade, proprio para pageas *or ser bonita
figura : a tratar na ruada Oeada de Etce n.
55, lojt1^ T|aelrerltf ^ Irmao.






(<)
~0 Sr. Dr. Joviano e tal, adregado nesta
eidade do Sr. Antonio Lioe Vaeconcellos Barros,
proprieUrio do engento Patrtablo na freguezia de
Agoa-Prets, queira fazer* faror declarar por-es-
ta folhi aua morada, pea deeeja-ae-lhe fallar a
respailo de negocios do dito seu cliente ; e Jaz-
se este annuncio por igoorar-se a morada de
DU810M MIUBMIJOQ. SUBA*? DE MA1QO DE 1M1.
CASA
JwtmraM.
de commisso de escravos, pa-
teo do Para izo h. 16, obra-
do que foi do fallecido Ni
colo
Para a dita casa foi transferido o antige escri?-
torio de commisso de escravos, que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da raetma maoeira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisso, e
por cotila de seus senbores; nao se poupando es -
forcos para que os mesmos sejam vendidos cora
promplido, aflm de que seus enflores nao sof-
fram empates cora a venda delles: Neste mesmo
eslabelecimento ha sempre para vender-escravos
de ambos os sexos, bellos e mogos.
Cassino [Militar
Pernambucano,
Prefnese aos senhores socios que se deverao
reunir na terca-feira (12 do correte) pelas 5 ho-
ras da tarde, em assembla geral. aura de trata-
ren! de interesses da mesma sociedade. a reu-
dSo lera lugar no edificio do arsenal de guerra.
Recite 8 de margo de 1861.
Antonio Vilella de C. Tavares.
f, secretario.
mm&em tmmmm emmmm
Deaeja-ae fallar os Srs. Jos Haria Cerris Li-',
ma, Maooel Rodrigues de Carvalbo, e oo Vi-
cente, cujas moradas se ignora, para negocio que
lnes diz respeilo ; na ra do Vigario a. 19, pri-
meiro andac
Urna pardinba moga, de bene costumes,
pretende arrumar-se em urna casa de familia pa-
ra ooenpar-ee de costuras, algum engommado, e
mesmo zell ar a algum menino : quem precisar
annuncie por esta folba para ser procorada : pre-
fere casa strangeira.
Villa do Cabo.
Aluga-se ou vende-se urna padaria bem mon-
tada, e ne melbor lugar de negocio i a tratar no
Cabo, aruazem do Machado, ra do Livramen-
to, ou no Recife com Joaquim L. Monteiro da
Franca.
John C. M. Dowell esua seohora retiram-se
para Inglaterra.
PnMicacdes 4* iistitato
Iba do Brasil.
ktueepa-
DICCIONARIO POPULAR
DE
d NA LO JA
Encyclopedica
DE
Guimares & Villar.
Ra do Crespo numero 17.]
! Veode-se fazendas de superiores qua- "
i lidades e gostos por precos incriveis:
\ Chapeos de seda para seohora brancas e
i de cores a 159. .
Ditos ditos de ditos de cores "e broncos a
i 203000
1 Ditos de paiha ricamente enfeitados a
\ 28J e 40.
Riquissimos corles de cambraia branca
bordados a 35.
Ditos ditos a 20#.
Las de Garibaldi em cortes com 25 co-
vados'a 100.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
goslos a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
flxas a 260 rs. o covado.
Lias de todas as qualidades a 3JJ600 rs.
Manteletes, sahidas de baile riquissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China com palmas de
9 varas cada pega a 6&50O.
Saias baldes de 30 arcos a 58.
Chales detouquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mo a pega a 248-
Saias bordadas e de (usto.
Sedas de cores e prelas de 2 saias borda-
das a velludo em carios ultima moda
de Paris.
Espariilhosde molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacas, paletols,
colletes, calgas.camisas e seroulas, meias,
grvalas etc., etc.
Calca Jo Meli ultmame-, te ehegado de
Paris.
Neste estabelecimeolo encontra-se
grande sortimento de fazendas de to-
das as qualidades proprias para seoho-
ras, homens e meninas e seus pregos
sao admiraveis.
>a
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, napragado Corpo Santn. 11,
alguna pianos do ultimo gosto recentimente
ehegado s dos bem conhecido e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood & Sons de Londres
muito Dropriooara este clima
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas,
est queimando os seguintes arligos abaixo de-
clarados, todas as miudezas eslo perfeitas, e o
prego convida :
Caitas de clcheles a 40 rs.
Cartoes de dlus a 20 rs.
Croza de pennas de ago muito finas a 500 rs.
Charutos muito unos, caixa com 100 a 2J500.
Groza de botes de louga a 120 rs.
Carretel de linha com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 320 rs.
Ditos com dita dita a 500 rs.
Banha em lata com 1(2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caitas com obrejas muito novas a 40 rs.
Ditas com ph' sphoros especiaes o melhor que
ha a 160 rs.
Pares de meias cruaa pera homem a 160 rs.
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de 13a muito bonitas cores a
800 rs.
Duzia desabneles muito finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
Phosphoros em caixa de follia a 100 rs.
Cartas de alOneles finos a 100 rs.
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Pares desapaios de tranca de algodo a 1$.
Ditos de la para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs.
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3J.
Pares de luvas de flo de Escocia a 320.
Masaos de grampas finos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Teaouras para unhas e costura muito finas a
500 rs.
Pegas de tranca de lia com 10 vara; a 320.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Cordo imperial fino a 40 rs.
Ditu grosso a 80 rs.
Cordoes para espartilho a80rs.
Caixas para rap muito finas a 1$.
Pares de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (novello) 20 rs.
Croza de marcas para cobrir a 60 rs.
Sortimento de chapeos
Aua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezes de superior qualida-
Ditos dos mais modernos que ha no mercado
' 9,f
Ditos de caslor pretos e brancos a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 251.
Ditos de velludo edr azul a 18.
Ditos de seda para menioas ricamente enfeita-
dos a 8#.
Ditoa ditos para menino a 5|.
Lindos gorros para meninos a 3f.
Bonels de velludo a o*.
Ditos depalha muito bem enfeitados a 41
Chapeos de eoi francezes de seda a 7a,
Ditos ioftaei de 10, 15 e 13 pira uo.
9

3-Rua estreita do Rosario-3 f
Francisco Pinto Uzorio continua a col-
locar denles artificiaes lano por meio de
molas como pela presso do ar, nao re-
cebe paga alguma sem que as obras nao
fiquem a vontade de seus donos, tem pos
e outras preparagoes as mais acreditadas
para conservago da bocea.
a T n ? 9 do correnle. depois di audieucia
ao br. Dr. juiz municipal da segunda vara, tem
de ser arrematada por ser a ultima praca, a casa
terrea da Iraressa da Senzala Nova n. 9. no va-
lor de 560J, Para pagamento do selo nacional da
neranga deixada por Benlo Fernandes do Passo.
No armazem do caes da alfandega n. 7
existem carias para o Sr. Dr. Antonio Buarque d
GusmaoeSr. Balbioo Siraes de Carvalho Ca-
mello Pessoa, viodas de Macei.
Aos senhores devedores.
Encarecidamente roga-se aos senhores deve-
dores exmela firma de Almeida & Burgos de
mandarem saldar as suas coritas durante o pr-
senle meza loja da ra do Cabug de Burgos
i once de Len, cerlos do que se assim o nao ii-
zerem, do principio de abril em diane s se po-
derao entender com o procurador do foro o Sr.
Kehx Francisco de Souza Magalhaes, que ento
Ucar encarregado de promover judicialmenlo a
cobnnea dessas dividas sem distinego de pessoa
alguma. r
Um moco habilitado para leccionar msica,
"aula e mais alguns instrumentos de sopro, offe-
rece scu presumo ao respeitavel publico, e quera
quizer utilisar-se dirija-sea ra estrella do Rosa-
mfcs.'aV jtor.W? M,B,0 das 9 oras da
mannaa i 3 da larda.
Philosophia, de geographia e rhetorica
PBLO BACHAREL
A.R.DE TORRESBANDEIBA,
Frotessor de geographia
e historia antiga no gymnasio desta
provincia.
Estao abertos estes cursos na casa da residen-
cia doannunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar; e dar-se-ha lugar a novos cursos
deslas mesmas disciplinas, a prooorgao que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia comprehende ;
1. o estudo de geographia.
2. o estudo da historia con! especialidade a do
Brasil.
A classe de rhelorica esl dividida em duas
seccoes:
1. de relhorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
MEDICINA HOlEOFATHiCA
Obra iadispensavel ai ttalas as
pessoas que quizerein arar ho-
mepata ica mente,
C0NTE3DO :
A de/inicao clara dos termos de medicina r os
causas mus frequentes das molestias: os symp-
tomas, porque estas se fasem conkecer : os me-
dicamentos que melhor Ikes corresponden a
quanUdade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias acu-
das e chromcas: a hora d dio ou da noile
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa accao : a monetra de alternar os medica-
mentos: a maneira de curar os envennamen-
os as mordeduras de cobras, facadas, tiros
quedas, pancadas e fracturas e lodosas mo-
lesltas conhecidas, principalmente as que aras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, auir
as escravas: os soccorros que se devem pres-
tar a mulher durante a prenhez, na occasio
(o parto e depois delle: os cuidados que a
enanca reclama, qur logo depois do nasci-
mento, qur durante a infancia : os perigos
que estao sujeilos lodos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros arligos de
vital mteresse; bem como urna descripeo con-
cisa, e em Imguagem acommodada inlelli-
enca das pessoas extranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, que entram na com-
posicao do corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, urna mostrando qaanto possivel lo-
dos os orgaos internos, com a sua explicado
pautclogica e outra mostrando as differenles
regwes abdomivaes. (Aprimeira i colorida pa-
ra os senhores assignantes.)
PELO DOCTOR .
SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
O Diccionario Popular de medicina horaeopa-
thica urna obra completa de homeopathia, o
resultado da pratica dos homeopathas europeos
americanos, parlicularmento dos Brasileiros.
oa minha propna experiencia ; ella satisfaz inlei-
ramenle os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicioa ; e muilo mais an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
oo campo, chefes de estabclecimcnto, capitaes de
navio, curas d'almas, etc. que por si mesmos
quizorcra conhecer os prodigiosos efleitos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Kurops.fazer imprimir all o Dicciona-
rio lopular tal qual o havia feilo, aconleceu
que antes de ocetara publicago visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entau resolveu mudar inteiramenle o
pjano que havia concebido, e dar toda i expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
nomens versados na scieocia, como os que o nao
sao podessem tirar della o mximo proveito pos-
sivel sera embargo de trazer-lhe isso um accres-
cirao de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio li-
nha organisado. r
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
tinca, como agora est composlo ser sem duvi-
oa a obra mais til de todas que so tem publica-
do. Lila constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignalura 15, pagos na occasio de assig-
nar. [Depois de impresso custar 25.)
Advocada.
O bacharel Jote Leandro de Godoy
Vasconcellos, taz publico que continua
a advogar neste loro e nos prximos a
esta capital, de sociedade com o Dr.
Affonso de Albuquerque Mello, que o
substituir' em qualquer ausencia que
ha ja de fazer doscuescriptorio, estabe-
lecido na casan. 3J., primeiro andar
da ra estreita do Rosario.
O Sr. Romao Antonio de Alean-
ta-{Ltfi?_-tPa carta nesta typoerapbia.
M- J. Leite, declara que cons-
tityio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, para
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
COIPANHU dA yia fmu
DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia i
de fevereiro at outro avisS o trem que parte d.
estacao das Cinco Pontas s 8 1,2 l?or.a da m.
nha correr somente at a Villa do Cabo Ti
trem que at agora tem sabido da Escada 1 S,i
horas da tarde ser discontinuado; ma, sahi i
do Cabo is 3 horas da tarde como catuna"
pefa8tSl.dsaegPua[ne^d0, ^ e" "W-
cai-
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Nfio sendo possivel extrabir-se a se-
guinte lottria em beneficio da irman-
dade do Divino Espirito Santo, pelo
mesmo plano com que acaba de correr
a de Santa Rita de Cassia, em virtude
da grande porcSo de bilhetes que fica-
ram por vendar em consequencia do
estado monetario da praca e do descr-
dito a que ellas chegaram, tenho sub-
mettido ao Exm. Sr, presidente da pro-
vincia uno novo plano para ser apnro-
vado, que sendo de menor capital, com
tudo nao inferior ao actual. Logo
que es tejara promptos os bilhetes serlo
expostos a' venda, devendo correrem as
rodas dentro em poucos dias.
Recife, 7 de marco de 1861 O the-
SourIr' ADtonio Jo* Rengues de
H;.7?u^en2eDhoBuel,a Rosa Precisa-se de um
dallador, paga-sebem pudendo o dislilador ga-
^har muito por haver 8 alambiques que poden
= ?2S l^iS l59 i distilar 80 caadas pordia .-quero auizer dri* o
i^S -"* W^S ~- engenho ouP,o Sr. jJA'oJS[5 W t
ra do Queimado. o
8?gl:i?
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Attenco.
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r. Sf t"" k^8 co/,hera eduas meias aguas na
nado n 5? '"'" Da rua o uei"


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lamo
-COQ0 0OWO9O9O
O

Aloiico.
Joao Jos de Figueiredo, tendo comprado o
estabelecimento de fazendas finas da rua do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
nua a vender fazendas de muito goslo, bem como
obras de ouro e brilhantes, tudo por menos de
seu-valor para liquidar.
Aluga-se o armazem n. 15 da rua da Cruz,
a tratar no seguudo andar do mesmo.
Os abaixo assiguados fazem acienle ao res-
peitavel publico, especialmente ao digno corpo
do commercio, que amigavelmente teem ellos
dissoltido a sociedada que tinham na loja de fa-
zendas na rua do Cabug n. 8. que gyrava sob a
Arma de Almeida & Burgos, Ocando pertencendo
ao segundo dos abaixo assignados, toda a massa
dessa casa, o qual por se achar encarregado de
seu aclivoe passivo, passa a nao lera menor ge-
rencia e nem direilo algn nos negocios dessa
mesma casa, de que era socio, o primeiro dos
abaixo assignados, consequentemente desonera-
do de qualquer responsabilidadc. Recife 2 de
margo de 1861.Antonio Correia Gomes de Al-
meida.Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Leao.
Precisa-se de urna ama para tomar conts de
urna casa de pouca familia : na rua da Aurora
numero 82.
co
1
I
a
c
O

3
3
o

- I
Acha-se igualmente em via de pnblica-
co a segunda edieco do
THESOUR HOMEOPATHICO
ou
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediego em ludo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposigao das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao estudo dos temperamentos,
as molestias hereditarias e contagiosas, a hygien'-
ne praiica, etc., ele. Com urna estampa demous-
Iraliva da conlinuidado do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignstura de 8fl pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso custar 12 pelo
As pessoas que quizerem assignar urna e ou-
m o paSaro Penas 20 em lugar de 23.
H. B. A assignalura, qua nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigoa-se em casa do autor, rua de Santo A-
naro, [Mundo Novo) n. 6.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulissej Cokles Cavalcanti de Mello.
Aranaga, Hijo & C."
participam ao respeita-
vel corpo do commercio
I que o Sr Juan Anglada
v Hijo, socio gerente de
sua casa nesfa praca
deixou de fazer parte da
mesma sociedade desta
data em diante.
Pernambuco, 4 de
marco de 1861.
00
Jos Joaqun da Coala Haciel faz acienle ao
respeitavel publico, que de seu poder desenca-
minhou-se una letra de 4287I0, na qual elle
sacador, e aceitante o Sr. Alfredo Alves da Silva,
do logar de Barreiroa, que tendo aido ella des-
contada pelo sacador no Banco novo desta pro-
vincia, foi paga no dia de seo venciraento 8 de
dezembro proxino passado pelo nroprio sacador.
Assim, pois, estando o aceitante j prevenido pa-
ra a nao pagar senao ao annunciaole, roga a
quem a lirer aebado de lhe restituir na roa larga
do Rosario n. 87.
Rodrigo Ferreira Alves e Joi Perreira Al
ves, lutfioa portpgoezes, retiram-se para a Eu-
ropa.
Aluga-se urna sala com 3 quarlos r
do Queimado n; 14, a tratar na loja.
O abaixo assignado previne ao
Illm. Sr. Dr. Joaquim Barbosa de Li-
ma, que nao pague a letra da impor-
tancia de 200$ aceita por S. S- a favor
do abaixo assignado, visto que dita le-
tra desencaminhouse, bem como que
ninguem com ella podera' fazer tran-
sacCjSo alguma. Recife 6 de marc,o de
1861.Theodoro Renzem dos Santos.
Aluga-se a loja do sobrad da rua das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra todo o servico de urna casa de familia : na
rua do Imporador n. 37, segundo andar.
O desmbargador Pirmino Antonio de Souza
lembra ao Sr. Joao Vasco Cabral, da provincia das
Alagoas o seu dever, e obrigago de entregar a
quantia, e seis letras que recebera no Penado do
>r. lenente-coronel Antonio Jos de Bedeiros
bilancurt, como testamenteiro, e liquidante da
casa do Aado commandante superior Manoel
Gomes Ribelro. Desde o mez de agosto, que o
&r. Vasco se acha de posse do dinheiro, e das le-
tras e nao d resposta s cartas que se lhe diri-
ge, sendo que por outras pessoas, e nao por elle,
chegou-ae ao conhecimento de que eslava reali-
zado o pagamento? Vendo-se o mesmo dezem-
bargador na dura necessidade de incommodarou-
iraa pessoas, leem sido estas l ludid as com pro-
messas do mesmo Sr. Vasco, de vir restituir o
alheio ; mas de balde, e se conserva sem dar sa-
tisfagan alguma aos seus compromettimeolos.
Com quanto estejam dadas as ordene necessarias
nao ocioso declarar ao publico tal procedimen-
to. aflm de que alguem nao aeja victima do Sr.
Vasco Cabral, que j muito conhecido nesta
praga de alguns negociantes, que ha muito lhe
teem rerado a sua conflanca.
Recife 5 de margo de 1861.
- Mr. Louia Lucien Poulain, subdito francez
retira-ae para a Europa. '
------Precisa-se de urna ama deleite sen filho
na rua de Hortaa n..22, segundo andar.
."- Precisa-se de un homem casado para
fetor, a mulher eervindo de guarda portio da-
se bom ordeoado : fallar na rua da Cruz n 23
primeiro andar.
Preciaa-ae alugar duaspretaa para o servi-
co de roa : na rua da Senzala Velha n. 36 nri-
neiro andar. *
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 3$
Tira ratratos por3#
Tira retratos por o#
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3#
Tendo recebfdo um sortimento de
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de ca-
xinhas novas
Tondo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
en do recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
endo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
ndo recebido um sortimento decai-
xinbas novas
ograndesalaodarua do Imperador
o grande salo da rua do Imperador,
o grande salaoda rua do Imperador:
'o grande sa lao da rua do Imperador *
o grande salao da rua do Imperador
o grande salo da rua do Imperador
i W. Osborn, o retratista america-
no em recentemente recebido um gran-
de i variado sortimento de caixas, qua-
dro:, aparatos cbimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte, g
Comb tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3,0000 rs. tf
cada|um,as pessoas que desejarem ad- P
qninr conhecimentos pratiecs na arte'
de retratar acharao o abaixo assignado!
sempre prompto sob condicOes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-r
ra examinarem os specimens do que
cima fica anunciado.
Precisa-se de un carroceiro ou de um pre-1
to velho para andar com urna carroga : na rua
dos Pescadores ns. 1 e 3.
Aluga-se um grande sitio com boa casa de
vivenda, bastantes arvoredos de fructo, boa bai-
xa para capim de invern verlo, e proporgoes
para ter vaccas de leite pela extensidade do ter-
reno, no lugar da Casa Forte, sitio da Capella :
rcS?e0nPr/8l,e?ie.rdedft;Si \rV* C^ d
SOCIEDADE BAMARIA EMCOM-
. MANDITA.
Amonm, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que d'esta dala em diante as suas'
coritas correntes sero reguladas da maneira se-
guinte :
Receber-se-ha qualquer quantia de 100* para
cima, e pagar-so-ha vista al 5:000, sendo;
dah para mais com aviso de 10 dias, contndo-
se juros de dous por cento. menos do que a taxa
por que a caixa filial do Banco do Brasil descon- i
ta letras, sendo estes juros contados e capitali- ,.
sadoa6em6mezes. p Arrematacao de predios.
condpfiMIB df nL"1"* C0"[a8 cor,renles 80l> i Nos di" 8. 12 e 15 do correte mez tem de ser
?in^lJL,lAPg" *"11 qualqaer quan- arremalados por venda, finda a audiencia dojui-
urosde 8o.n" an,ff,8O'KCODt8Dd"8e.80,,nen,e 5 dsaorPhos. os predios seguintes : um sobra-
1 nil 4 T V00 ^" ^.r~ma ac,Bia declarada do de 2 andares e soto na rua da Cadeia da fre-
guezia de S. Frei Pedro Gongalvea n. 10, em so-
lo proprio ; um dito de 3 andares com solao na
rua da Cruz da mesma freguezia n. 21, solo fo-
reiro; um dito de dous andares e soto na mes-
ma rua n. 5, com frente para o caes do Trapiche
solo proprio; um dito de um andar na rua da
Senzala Velha n. 1, solo proprio, os quaes vo i
praga a requerimento da viuva e inventarente
do Uado Antonio Pedro das Neves, sendo effec-
luada a arremstago na praga do dia 15.
Aluga-se um moleque de 18 a 20 annos pa-
ra alguma casa estrangeira ou homem solteiro,
por ter muilo boa conducta : na rua do Cabug
n. 16.
M&
3 s.S o"= 2 o s-g
M f- o S> S e. e- ca < Q
AssignadoB. H.'Braman,
Superintendente.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopathico.
30-Roa das Crnzes-30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paris (astinluraa) por Ca-
lellan e Weber.por pregos razoaveis.
Os elementos de homeopathia obra, re-
commendada intelligencia de qualquer
35 pessoa.
Na rua da Cadeia do Recife n. 11, segundo an-
dar, precisa-se de urna criada capliva ou forra
S"!.e. "'.f erfeiia "Wmmadeira, pois pa-
^TalTuS*8e for orr"pode ir -'"'
Graode hotel Lhramento.
zeada efrectivamente lanche de (odas aaqualidal
,.i,UaV,Ke-r h0r8' ",im como charutos dos
melhores fabricantes da Rahia, sigarros de bota
deSdVe^eqru?]?daCdhearP8gn-' de'CS0S "nhos
Mo esquecendo
Que acharao muito agrado
Mesmo visia do cheiro
Ningnem deixarde comer
. S quem nao levar dinheiro.
.,7- }ai dePd0 segundo dislricto da fre-
f1 f ?ant0 ADl0D0 da cldade do Recife
tem mudado as audiencias do mesmo juizo para"
F,l. ,?,?" 6 lu,n,as-.feir"s 2 hora/da feB!
T^viZXu%?9l*Mi'a audien-
Hn7\ffi-U?a',e um ailio no Principio da estrada
dos Afilelos, cora grande casa sssobradada cora
todos os commodos possiveis : a tratar na rua do
Queimado n 18. segunda loja vindo do Rosario!
O Sr. Francisco de Albuquerque Rodrigues
tem urna carta na rua da Aurora n. 26 ,gues
Offerece-se umi mulher para ama de casa
de pouca familia ou homem solleiro, a qual co-
sinha. coze e eogomma, mas nao vai tn Dan
compras : na rua do Sol n 33. P a
Desde o dia 7 do corrente que se aosentou
da casa de Joaquim Ignacio R. Jinior, o eu -
cr.vo Congelo, de idade de 22 aonos.crioulo fullo
alio, grosso do corpo. muilo picado de bexf,
tem urna cictr.z na canalla direita e urna fenda
no mesmo p, foi visto na Capung. : quem o pe
5f,1reS*Kaprata da Ba-Vista botica n. 22
que ser bem recompensado. '
rnZ P?n,t,n0,1 ,0 Ia Costa Machado vai a Eu-
ropa e Iratar de aua saude.
A meia noite!!
Achara a bella rapazeada no grande hUel li-
vramento collocado no principio da .. Direito
o. 12, a deliciosa mao de vacca feila por um no-
de cozirfh?' ,D"nC8 d j conherido professor
j T ^ 'fmandade de Nossa Senhora
do Guadalupe da eidade ae Olinda, gra-
ta ao finado Exm. Sr. arcebispo da Ba-
ha, por um Dao pequeo beneficio del-
le recebido manda celebrar no dia 6 do
corrente na sua igreja algumas misias
com encomraendaeao solemne no fim.
A ir manda de sentindo em extremo nao
poder fazer um acto mais pomposo li-
mitou-se a praticar aquil/o que Jbe era
possivel rogando ac Supremo Ser, que
tenhanapatna dos justos urna habita-
cao do descanco e da luz o varao illustre,
o sabio prelado, o principe da igreja
Brasileira. J
Recife 1. de margo de 1861.
Saques para Por-
tugal.
Carvalho, Nogueira 4 C. na rua do Vigario n.
, primeiro andar, sacam sobre Lisboa e Porto.

Antonio da Costa e"Silva* Maduro" fa~z
sciente que o seu mano Miguel Antonio
da Costa e Silva deixou de ser seu cai-
xeiro desde o dia 26 de fevereiro de 1861.
Roga-se ao Sr. Bernardo Gomes de Mello
do Passode Camaregibe, queso acha nesta eida-
de, que tenha a bandado de ao dirigir a rua da
SeouM-NoT" d. 90, ou annuncie saa residencia.
Attenco.
Furtaram na dormida em caminho para o Re-
cite, de un comboio de assucar, no ensenho
Gurjau de Baixo, tres quartos, um caslanho sec-
co, com a marca Rde ferro na anca, outro cas-
uario escuro grosso, com estrella na testa, igno-
ra-se a marca do ferro, o outro rudado muito
passeiro, grosso. com a marca 60 no quarto
roubados na noile do da 20 de fevereiro prxi-
mo passado, sendo propriedade do Sr. do enge-
nho Freixeiras. Jos Rodrigues de Sena Santos
na freguezia da Escada, quem soober d noticia
D0dA10 en8ennoou na rua da Cadeia do Recife
o. 50.
- Precisa-se de um destribuidor pa-
ra entregar este Diario nos arrabaldes
desta eidade : na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia.
O Sr. Jos Cardoso, meslre reslilador, tem
urna carta do Rio de Janeiro, na ma nova de
Santa Rita, fabrica do Franca.
~ A'2K"81^2u.T.l9~de",e ulPa canoa que car
A o publico.
Sorvetes.
Na rua da Imperatriz n. 3, todos os dias de
trabalho, das 6 112 al 8 da noite.
Arrenda-se o engenho Santa Cruz, em Tra-
cunhaem; eale engenho tem proporgoes para
;rande safra, com boas obras, grande numero de
oreiros.pois comprebende auasi toda a pevoagao
da matriz do mesmo nome Tracunhaem : quem o
pretender, dirija-se a seu proprieUrio o Sr. com-
mandante superior Lourengo Cavalcanti de Al-
buquerque, em seu engenho Petrib. e no Recife
a seu procurador Jos de OlWeira Ramos e Sil-
va, na rua do Imperador n. 52, terceiro andar.
Arrenda-se o engenho Goit da Gloria, com
proporgoes para safrejar 3,000 pies ou mais, -
cando oa partidos muito perto do engenho. mui-
lo boa casa de purgar, boa Senzala, boa casa de
engenho, duas grandes casas de vivenda com to-
das as mais obras precisas, tem grande numero
de foreiros : quem lhe convier. dirija-ie ao seu
propnetano o Sr. commandante superior Louren-
go Cavalcanti de Albuquerque, em seu engenho
Petribu, e no Recife a seu procurador Jos de
Oliveira Ramos e Silva, oa rua do Imperador n.
52, terceiro andar.
Ao lllm. Sr. Braz Jos doa Rea, 1* teoen-
le de marinha, se roga o obsequio de scienti-
.. 7"trJa"uyJ V* car" c" na ro do Raogel n. 8. ou na rua doa Pea-
nrfna SSaViSm^T.mSf ?" MUdo ?aiXo Ca,dora8 n8' l e 3- P,ra 0Bd 1ue "l'inamenle
A^?.h!!lf .'.! ki? 8e preci8a deum Pffoctuou a soa mudenga de domicilio, visto seus
ou dous homens para trabalbar em urna carroca ex-vizinhoa nao saberem infernar, e esUmoana
e tomar cont. deum sitio : trata-ae na malo poca de comprir-seo promeiSdo. e e,Uno8na
^tg^e46-. escrav. cozinheir. e quo ~ ^a rua do Queimado loja n. 10,
tambem lava e eogomma : na rua da Santa Gru' Preci,a* *lar urna preta escrava
numero 00
t que SaalaW OMfcai*.
. ^imos no Diario de quinta-feira um annun-
cio do Sr. desembargador Firmino contra o nos-
so preslimoso amigo o Illm. Sr. Vasco Cabral e
como temos a felicidade de conhece-Io des'de
184U, quando aqu morador em Pernambuco as-
ntIh-8,m0Y0cPub,!iC0' que carcter honrado e
probidoso do Sr. Vasco nao pode soffrer a menor
alieracao com este annuncio. O nosso amigo es-
ta no caso de pagar muito maiores quanliasdo
que a de que falla o annuncio, e se j talveznao
o tenha feta por sem duvida devido crise
rommercial com que estao lutando os negocian-
tes em geral. O commercio desla praca muito
aprecia a probidade doSr. Vasco, pois nelle goza
de crdito llimitado e sympalhia geral. Onosso
amigo nao merece as pechaa que lhe irrogou o
Sr. desembargador; islo podemos asseverar.
S. C
Aceilaro-se ligdes em casas parliculares de
linguas francoza, grega e italiana, cujas linguas
ensinam-se grammaticalmente a 1er, Iraduzir e
fallar com o seu verdadeiro accento. O respectivo
professor indicar quaes as meninas e senhoras
que j se pozeram promptasera um anno lectivo.
Tambem se aceitara ligftea para fra da eidade,
medanle condiegao e pelo que se convencionar
a tratar na rua Direita n. 89, primeiro andar.
O abaixo assignado vendo um annuncio do
mesmo nome ir Portugal, nao ae entende com
o que tem taberna na rua da Senzila Nova nu-
mero 39,-Jos Ferreira Alvares.
commisso de escravos
na rua da Penha, sobrado
numero 2.
Nesta nova casa de commisso de escravos re-
cebera-se escravos por commisso para ae'rem
vendidos por coota de seos senhores, aflangando-
se a prompta venda, assim como o bom trata-
mento pira os mesmos, aflm de que oa senhores
dos mesmos escravos fiquem satisfeitos com as
diligencias que da paite do commissionado flzer
para em todo agradar aquellea senhores que o'
quizerem honrar com a sus conQanca, no que es-
pera merecer allengio tanto doa senhores aua
h os quizerem confiar para vender, como aouel-
les que pretendan) confiar, pois espera ter sem-
fdradesra eacraT08 de an,bos os e*os o
i^.nl*ibna.n"8.igDado mu.to agradece ao Sr.
Antonio Jos Dantas a maneira por que procurou
receber de mim urna conta que diz dever-lhe,
cuja importancia lio avullada (4a ou 5l i leri*
do peg, ao dito aenhor so me Uveaae sido pe-
dida, porm eu eslava firme e convencido qu
nada lhe devia, por quanto quaai lodos os dias
enconlrava o aeu caixeiro e elle oada me pedia,
pode, poisj o Sr. Dantas mandar receber de mim
o que quizar, pois nio posto lembrar-me de cou-
sas passadas ha 3 annos pelo menos, e eatoo to-
dos oa dias daa 9 a 4 no Recife, e o resto do lem-
po b Apipucos,-Jalio de Villar.


DIARIO DE fE*K*lDCO *r SABBaDO Dfc MAB0O DE 1161.
(5)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA IPARRDLHA B R. TOWN8BMS)
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECQAO' DO R JAMES R. CHILTON,
chimico e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDADE DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Isto ha de ser, visto o partido importante
que lem na economa animal.
A quantidade do sangue n'ura hornera d'es-
talura mediana est avallada pelas as primeiras
autoridades em vinte e olio arralis. Em cada
pulsagao duas o rujas sabem do coracao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de qatro minutos. Urna dis-
posicao extensiva tem sido formada e destinada
com adrairavel sabedoria a deslribnir e fazer
circular esla corrente de vida por todas as
partes da orgaoisacao. Deste modo corre sera-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de onle de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com VELOCIDADE ELEdRlCA a corrupcao as
mais remotas e mais pequeas parles do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para diante pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillarios,
atacada orgo e cada teagem se faz complet-
rseme saturado e desordenado. Desta maneira
a circulago evidentemente se faz um engenho
poderoso de doenga. Nao obstante pode tam-
bem obrar com igual poder na criacao de saude.
Eslivesseocorpo infeccionado da doenga maligna,
ou local ou geral, e situada no syslema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puro e saudavel ficar superior
a doenca e inevitavelmente expellir da consti-
tuido.
O grande manancial de doenca entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhum medicamento que nao obra directamente
sobre elle para purificar e renova-io, possue al-
gara direito ao cuidado do publico.
O sangub O sangue I o ponto no qual
se ha mysler fixar a atlengo.
O ORIGINAL E O GINUDfO
AO PUBLICO.
New-York, havemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Town-
send, consideramo lo ser o extracto orignale
genuino de salsa parrilha do Dr. TWnsend.
o qual primeramente sob este nome foi
apresentado ao publico,
BOTD & PAUL, 40 Cortland Street.
WALTERB. TOWNSEND4Co,2l8Pearl
Street.
LEEDS & HAZ4RD, 121 Maiden Lae.
JOHN GARLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F.TRIPPE, 02 Maiden Lae.
GRAHAM de Co, 10 Od Llip.
OSGOOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON,ROBNS & Co, 34W ater Street.
THOMAS & MAL, WELL 86 Willam Street.
WM.UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lorie.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON & Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fullon Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER& Co, H6&
106 Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 Pearl Street.
HAVILAN"D,KEESE& Co, 80Maiden La-
na.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RUST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINOR& Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreet.
rOLMMKMS ft 1861

Roubo
JOSEPH E. TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HATDOCK, CORLIES&CLAY, 2l8Pear
Street.
CUMIMG & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSAARYORE E SU AS FRU-
TAS i
E IGUALMENTE
Conhectmos um Medicamento nos seut Effeitos
O extracto eomposto de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 M EDI C AMENTO DO POYO"
Adata-se tao maravilhosamente a constituigao
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEB1L1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODR1DO,
AUMPA.
Este medicamento celebrado que tao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Front e
Washington, Brooklym, sob a inspeccao directa
do muilo conhecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cuja cer-
lido e assignatura se acba na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O gratule purlttcador do sangue
CURANDO
O Herpes
AHertsipbla,
A Adstriccaodo vbn-
tre,
As Alporcas
OsEffeitos do azou-
GUE,
Dispepsia,
as doencas.db figa-
DO,
Acham-se venda na livraria da praca da Independen- Rogl.8e encarecidamente. todo, o chores
cia ns. 6 e 8. as bem conhecidas folhinhas impressas nesta i"?8"10*^
, i prenaam os autores de um roubo feio no da 7
typographia
Folhnha de porta ou K ALENDA RIO eeelesiastico e civil para o
Dita
bispadode Pernambuco.
r. r.
rs.
Dita dita
dt (llgibeira contando alm do kalendario eeelesiastico e civil,
explicago das fastas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e oascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos tmpostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou ama collecco de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i ment da mocidade. ) rs.
. contendo alm do kalendario eeelesiastico civil, expli-
carlo das fesias mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commercio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e comungar, e os officios que a
igreja eostuma celebrar desde domingos de Ramos, at
sexta-feira da Paixo, (em portuguez). prego.....
Dita do alffianak civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao preco de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-se
de formato, e fizeram-se muitas alteraces, sendo a corree-
cao a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos commerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
quesedeseja pela oceupacao do individuo dequem sqquer
saber a residencia.
de marco, pelas 5 horas da tarde, em um dos
quarlos do convento do Carmo, sendo os seguin-
tesobjectoa: um relogio meio ebrooometro de
ouro n. 34607, trabajando com dous mostrado-
rea, um correntio com 15 oilavaa de ouro de lei,
um aonellio circulado de pedras e com urna dita
rxa no meio, sendo dito anoel proprio someate
para um padre.
Thomst Lucas e sua familia, oglezes, reti-
ram-se para Europa.
n Dauel Bawicg. subdito inglez, vai para Eu-
ropa.
Aluga-se, exclusive a loja, o sobrada n. 31
sito na ra ou pateo do LWraraento, lem dous
andares com expelientes accommodacoes, e que
se acham em bom estado deaceio, pnocipalmen-
te o primeiro, que tem um famoso terrsco com
coberta, lem cacimba e pequeo quintal, e tam-
bem soto com cozinha espacosa e 2 quarlos :
trata-se do aluguel, na ra Direita, padaria nu-
mero 84.
Urna preta que sabe engommar, cozinhar e
fazer os mais arranjos-de urna casa, ofTerece-se
para ama de um bomem solteiro, e d Dador a
sua conducta-: na ra da Penha n. 17, segundo
andar.
320 rs.
19000
Compras.
AHydropesia.
AImpinge
As Ulceras,
O Rheumatismo,
As Chacas
A Debilidade geral
ASDOENCASDEPELLB
AS BORBLHASN A CA-
RA,
As TOSSES,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algum onlro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cor-
to espago de tempo.
Townsend tem assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlilton, na capa
Nos, os Assignantes, Droguista na cidade de
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
extnor de pa^jerde.^ ^ proptielario> 212 Broadway, New York, e era Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, tam-
ben na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Prannos.______________________________________
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTEIROE OPERADOR.
3 RA DAGL0IA,CASAD0FLT11DA03
CUnica por ambos os syalemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manhia, e de tardedepois de 4
Nova carlha.
Acaba de sahir dos prelos desta lypographia
urna nova edicao da carlilba ou compendio de
doutrina christa, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrango tudo quanto
conlinha a antiga caililha do sobado Salomonde
, e padre mestre Ignacio, acrescentando-se muitas
oracoes que aquellas nao linham ; modo dea-
'companharum moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das testas mudaveis,
e eclypses desde o corrente anno at o de 1903,
seguida da folhnha ou kalendario para os raes-
mos annos. Abondade do papel e excellencia da
' impressao. dao a esta edi^o da carlilba urna
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidado, como para o engennosi preferencia asss importante: vende-se unica-
u outras propriedades ruraes. mente na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
Os chamadosdevem ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em casodencia.
de urgencia outra qualquer hora do dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo- esUndo em liquidac-a0 de sua loja de tiendas,
dero remetter seus blhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou a loja de < ,ta na rua da imperalriz n. 60, por meio desle
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha. ; aonuncio avisam a todos os seus devedores por
Nessa loja e na easa de annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores edica-, coota^e iejr. if J_f nc^da-s avirea. p
mentos homeopathicos j bom conhecidos e pelos presos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos.................155000
Dita de 36 ditos.................2O&000
Dita de 48 ditos.................259000
Dita de 60 ditos...............- 309000
Tubos avulsoscada um.........: 1*000
Frascos de tinturas. ; j............29000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
ducido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domesticado Dr. Hering, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes......... 6900*
Gama & Silva
dbitos no prazo de 30 dias, contados da data do
primeiro annuncio, lindo elle serio seus nomes
publicados neste jornal. Itecite 16 de fevereiro
de 1861.
CONSULTORIO ESPECIAL MEOPATHICO
DO D01T0R
SABINO O.L.PINHO. ,
Rua de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguales molestias :
1.* molestias das muUieres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
leslias ssphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARMACIA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopathicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos presos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem fra della sao falsas.
Todas as carteiras sao acompanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que se pe-
de, As carteiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embora tenbam na lampa o no-
me do Dr. Sabino sao falsos.
COMPAMHU
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
lAirjG) ti mu.
CAPITAL
Cinco mitfioes de Vibras
slerVinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem maisconvier, queestao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
Precisa-se alugar urna escrava
para casa de familia : na rua da Cadeia
do Recite n. 53, terceiro andar.
KiBxaauu?i m'sn mvta iva ntlT -Bill ~ar-*
I Julio & Conrado. I
Rua do Queimado n. 48. h
Participm aos seus numerosos fregu-
zee que tendo chegado o seu meetre al- |p
faiale que mandaram contratar em Pars, rk
acham-se promptos a mandarem execu- |g
tar teda e qualquer obra tendenie a al-
faiate, assim como tem em seu estbele- J
cimento grande sor'.imento de ludo quan- eu
lo se desejar, para qualquer das esta- 8
coes nao s de fazendas como diversos |E
artigos de luxo, continuando o meemo S
mestre a receber por todos os vapores II- |K
gurinos para melhor poderem servir ao *B
respeitavel publico a quem pedem de vi- Se
rem visitar o seu estabelecimento que V
eneontraro aquillo que desejarem. ||
IWSmBv&QK SUSB S1B it*UWftissw
Ainda
se trocam as dual imagens do Senhor
da Columna e do Menino Dos: na rua
da Vira cao o. 31.
$**
fO Dr. Antonio Agripino Xavier de Bnto @
reside na rua da Imperatriz o. 47 segundo $
O andar, onde podo ser procurado para o 0}
exercicio de sua proflasao. #
:
O Sr. Jote' Cupertino dos Santos
Vicira ou Meira, quera apparecer na
praca da Independencia n. 6 e 8, que
se Ihe deseja fallar.
Precua-se alugar urna casa terrea que le-
cha commodos para familia, quintal e cacimba,
bm segumos ras : de Hortas, pateo de S. Pe-
dro, Flores, pateo do Carmo, largo do Paraizo ;
cuja aluguel oio exceda de 20$ mensaes; quem
tirer para alugar annuncie.
O* senhores pasaageiros que vieram do Por-
to no navio Amelia, que ao despachar o falo
na alfandega levaram por ensao a caixa do pas-
sageiro Joaquim Jas Nunes.facam o favor de an-
ounciar para ser derrocada ; ni rua do Rangel
8, 7,ou apparecam na mesnt.
Pianos.
Mudanca de domicilio.
Joo Laumonnier transferio seu estabeleci-
mento da rua da C-deia do Recite para a da Im-
peratriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dos melbores autores da Europa. Encar-
rega-se de afinar e conceitar os mesmos instru-
mentos.
O Sr. Dr. Felippe Jansen de Albuquerque
queira ler a bondade de dirigir-se rua do Quei-
mado n. 27, a tratar de um negocio de impor-
tancia.
M. J. Lei te, rofja a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
rua do Queimado n. 10, enten-
tendo-se paia esse fm com o seu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Cozinheiro.
Quem precisar de um perfeito cozinheiro, diri-
jase a rua da Cruz n. 4.
O bacliare A. R. de Torres Ban-
deira mudou sua residencia da rua da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continua no exercicio de sua profissao
de advogado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimento de fazendas que linha
no sobrado amarello da roa do Queimado, para a
loja earmazem que foi dos Srs. Santos & Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimento
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a retalho por precos multo baratos:
rua do Crespo, sobrado de 4 andares n. 13, e rua
do Imperador, outr'ora rua do Collegio. sobrado
de un indar o, 30,
JOIAS.
Lariano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande officina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na rua do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est promplo a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
timento.
- Na (ravessa da rua
das Cruzes n. 2, primeiro andar, conlna-se a
lingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possivel.
Para urna easa
franceza.
Compra-se urna tacha de cobre em segunda
mao, a qual seja grande, quem tiver annuncie.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-se escravos
de ambos os sexos e de toda idade : na rua do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se notas de 1$ e 5$ ve-
Ihascom mdico descont : na praca d
independencia n. 22.
Compra-se um escravo com offi-
ci de cliapeleiro ou cirgueiro : a fallar
na loja n. 5, prximo ao arco de Santo
Antonio.
Compra.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de juma casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-se de um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem tiver pode dirigir-se
rua do Imperador n. 27 confronte a ordem ter-
ceira de S. Francisco, que achar com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da larde.
Aviso
deS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimares com
loja de ourives na rua do Cabug n. i A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sorlida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garantiodo as ditas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.1
O padre Francisco Joo de Azevedo, com as
competentes habilitaedes, propoe-sc a abrir no
1. de mar^o um cuiso constante de arithmetica,
algebra e geometra ; as pessoas que deseiarem
esludar oslas materias, pedero dirigir-se^ rua
larga do Rosario n. 16, onde acharo com quem
Irstar.
Precisa-se de urna ama : na rua estreita do
Rosario, casa n. 20, segundo andar.
Altenco.
Aluga-se um ptimo costnheiro par-
do, escravo, de excedente conducta pa-
ra casa estrangeira ou de pessoa nacio-
nal sem familia. Tambera pode ser-
vir de criado : qUem o pretender diri-
ja-se ao arm&zem de assucar no caes
d'Apollo n. 59, entre as duas ponteado
Recife, das 11 horas da manbaa em
diante
A Sra. Antonia que mora na rua da Con-
cordia, que esleve em Penafiel de Portugal, tem
urna carta na rua do Rangel n. 17.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. Elias Eliaco Elizeo
da Costa Ramos, natural da provincia da Parahi-
ba, actualmente residente nesta praca, o especial
favor declarar por esta folha sua o.orada para se
lhe fallar, ou dirigir-se a rua estreita do Rosario,
travessa do Queimado, }0ja ae miudezas de Joa-
quim Francisco dos Santos Mais.
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederic Gautier, cirurgiao dentista, faz
todas as operaces da sua arte e colloca
dentes artificiaos, tudo com a superiori-
dade e perfeicao que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
Coslnreiras.
Precisa-se de 6 senhoras de boa con-
ducta que sibam cozer costura de al-
' 'faiate para cozerem por da em casa de
familia, paga-se bem i na rua Nova n.
47, junto a Conceicao dos Militares.
Contrata-se urna pessoa entendida
no trabalbar em cbapelaria ou cirguei-
ro parar urna das cidades das provincias
do norte : a fallar na loja n. 3, prxi-
mo ao arco de Sanio Antonio.
AMA
No caes do Apolo n. 57, junto a ponte se dir
3aem precisa do urna ama escrava, de boa con-
oca, para ser em pregada nicamente em en-
gommado e costura, paga-se bem.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o fa\or de nao en-
tregaren! aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo < Silva,
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na rua do Crespo o. 1, rogam aos devedores
desta firma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou enlenderem-se a respeilo com os referidos
compradores; cerlos deque serao chamados a
juizo os que assim nao fizerem.
Obartarel WITRUVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina qoe volta
para a Camboa do Carmo.
Aluga-se o armazem n 7 sito na rua do
caes de Apollo, sendo ptimo para assucar ou
outro qualquer deposito de gneros, estando to-
do travejado, o que pode servir para guardar cor-
tos gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o pateo de S. Pedro o. 6
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser : em casad e Samuel P.
Jobston & C., roa da Senzalla Nova n. 52.
Precisa-se alugar urna escrava que saiba
cosinbar e engomar, na rua larga do Rosario n.
37 no 1* andar.
Aluga-se urna casa terrea na Solidado,
propria para rapazes solteiros, na rua do Quei-
mado n, 77. r
no largo de Corpo Santo,
tratar de
la exiincta
senhores
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na rua do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se estamenha para habaos a 29200 o co-
vado, e se aproroptam os mesmos hbitos a von-
lade dos irmaos a 459cada um, obra muilo bem
feita.
SYNOPSE
DE
LLOljlEMIAEPOTICA NACIONAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sanio do prelo a indispensavelsynopse para os
exames de rhethorica, a qual se torna recora-
mendavel aos estucantes nao somente pela cla-
reza econcisao do phraseado, mas tambem por
urna tabea synthetica qne lem junta, a qual, de-
pois de terse estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria tudo quanto ha deessencial.
A' venda na typographia commercial, rua estreita
do Rosario o. 12, e na livraria classica, praca de
Tedro II n. 2, a 2$ cada exemplar.
Manoel Ignacio de Oliveira & F ho saccam
sobre Lisboa e Porto
escriptorio.
Precisa-se de urna mulher para
outra que esl doente, nicamente, sendo servico
interno : a tratar na la do Nogueira n. 21.
Precsa-se filar com o Sr. Joo Antonio
do Reg, no becco da Roia n. 14 a negocio de
seu inleresse.
Antonio Jos Dantas, liquidalario
firma de Machado & Dantas roga aos
abaixo declarados quo lenham a bondade de
comparecerem no Becco da Roa n. 14 a negocio
que nao ignoram e por nao saber suis moradias,
o faz por meio desle Diario :
Jos Garca da Silva.
Julio Gomes Villar.
Joao Pereira Cardoso Guimares.
Joaquim Jos Alves Pequeo.
JosSoares da Costa.
Joo Manoel Rernardo.
Jos Joaquim de Almeida Guedes.
Matbias Ferreira de Sanl'Anna.
Francisco Paulino Pereira de Carralho.
Thomaz Jos de Gusmao.
Custodio Manoel da Silva.
Pedro Alexandrino Jnior.
Mara da Conceico Dourado da Fonseca
est procedendo a inventario dos bens do seu
casal em consequencia da morle de seu marido
Simplicio Xavier da Fonceca, pelo jiiizo de or-
phos, escrivo Brllo, o que se faz publico a fin
deque quem se julgar credor do mesmo casal,
proceda como de direito, isto no prazo de 5
dias. Recife 7 de marco de 1861.
Irmandade do Senhor
Jess das Chagas.
Por ordem da mesa regedora convido aos ir-
maos para comparererem no dia 10 do corrente
mez, s 3 horas da tarde, para acnmpanharem a
trasladaco do SS. Sacramento do hospital deca-
ridade para o hospital Pedro II, por serreos con-
vidados pela Santa Casa da Misericordia ; espe-
ramos que os nossos irmios nao nos failrm a um
fm tao justo. Consistorio, 7 de marco de 1861.
O escrivo, padre Raphael Antonio Coelbo.
l'az-se publico, para conhecimenlo daquel-
les a quem possa interessar, que nao pode ser
alienado nem hypothecado o sobrado de um an-
dar e soto, na povosgo do Monteiro, con, fun-
dos para o rio, porque o mesmo sobrado est su-
jeito liquidacio de ama sociedade commercial
e outros coropromissos a que est obrigado o
seu proprietario. E para evitar futuras contesta-
ces que se faz o presente annuncio. Recife 4
demarco de 1861.
Precisa-se comprar um balco para pada-
ria : no becco Largo, defronte do barbeiro, ta-
berna n. 2.
Bom
Modas.
MadameMillochau Ruessard avisa s senhoras
suas freguezas, que acaba de receber mantas e
veos pretos, enfeitea pretos para cebeca, luvasde
retroz bordadas, bicos pretos e brancs, mante-
letes, chapeos para senhoras e meninos, franjas
e trsncas pretas e de cores, esparlilhos para se-
nhoras e meninas, lindas capellas de flotes, en-
feilet para thealro, grosdenaple branco e "preto,
e objectus para casamento : na sua loja da rua
da Imperatriz n. 1.
Duas rscravas de meia idade que saibam
cosinhar o diario, na. rua das Agua Verdes n.
46.
Compram-se 50 a 80 caibros de 40 palmos
de romprido, de boa grossura e boa qualidade :
na padaria da rua da Imperatriz n. 66.
Compra-se urna negra que esteja pejada,
que tenha bonita Ggura e boa conducta quem
tiver e quizer vender dirija-se a rua estreita do
Rosario n. 36, que achara com quem tratar.
^^" Vendas.
Vende-se
e permuta-sepor casa nesta praca, escravos, ob-
jectos de importancia, urna das melhores casas
da villa da Escada, com commodos para grande
familia, ou para um hotel: a tratar com o seu
proprietario, o professor publico de Reberibe, que
todo negocio fsr.
/icos cortes de seda preta
com babados.
Na rua do Queimado n. 18 A, esqoina da rua
do Rosario, vendem-se ricos cortes de vestido de
seda preta com babados, pelo baratissiroo preco
de 50g cada um, grosdenaple preto pelo barato
preco de 19500 o covado, dito fino a 15600, dilo
muilo superior a ljSOO, dito largo superior a
2^300, cassa organdys pelo baratissimo preco de
280 rs. o covado, paletots de panno fino preto a
209 cada um, ditos de casemira de cor a 90 cada
um, ditos de dita a 110, dftos de panno fino cor
de caf a 250, ditos sobrecasacos muilo finos a
280 cada um : a pessoa que vier a este estabele-
cimento achara muilo boas fazendas. de que nao
se faz menso, por precos muito commodos.
Vendem-so tres bois mansos para carro: no
Maoguinho n. 43.
Venancio Pereira Leal avisa ao Sr. Manoel
Jos Teixeira de Souza que venba tirar as suas
grades de cadeira, e nao vindo no prazo de 8 dias
venderei para o meu embelco da quanlia de
80500. Recife 8 de marco de 1861.
A grande fabrica de ta-
mancos da rua Direita,
esquina.da travessa de
S.Pedro n. 16, *
lem efTectivamente um graodj e riquissimo sor-
timeolo de tamancos de todas as qualidades, que
o proprietario da mesma tem resolvido a vender,
tanto a retalho como em pequeas e grandes por-
(6es, por multo menus do que um outra qualquer
parle ; os senhores commerciantesda praca e de
fra acharo sempre promptos de 1,000 a 2.000
pares pregados para supprir qualquer encora-
menda som demora, assim como tamancos a mo-
da do Porlo a 1{500.
Vende-se 1 taxa e 2 tazos grandes, e 2
mais pequeos, de cobre ; os pretendentes diri-
jam-se a rua Direita n. 88, botica, para tratar.
Cassas
padres de organdys
A240 rs. o covado: na bem conbecida loja da
rua do Queimado n. 46, de Goes & Restos.
Labyrinthos.
Na rua da Cadeia do Recife n. 28primeiro aa-
dar, veBdem-se lencos e loalhas de labyrinthos.
13-Mante-
letesalO#e a 12$ no ar-
mazem de Bastos & Reg,
na rua Nova junto a Con-
ceico dos Militares.
Parero incrivol vender-se ricos manteletes de
grosdenaple preto de apurado goslo pelo dimi-
nuto prego de 100 e a 120, porem se vendem por
este diminuto prego por ter grande quantidade e
s com o Qm de apurar dinheiro, assim como cor-
tes de colletes do casemira preta pelo diminuto
prego do 1$50o ao corle, vestimentas para me-
ninos de 5 a 8 annos por 30500 cada urna e outras
muilas fazendas e roupas (eitas.
Baratissimos paliteiros da
porcelana dourada.
A loja da agnia branca est veodendo palitei-
ros de porcelana dourada de muito bonitas figu-
ras e moldes pelos baratissimos precos de 10,
10-200 e 1J500 cada um, por to diminutas quan-
tias ninguem deizar de comprar urna obra de
que precisa lodos os dias e se pela barateza al-
guem duvidar da bondade e perfeig&o delles
dirigir-se rua do Queimado n. 16 loja d'aguia
branca, que ae convencer da verdade e infalli-
velmenie comprar.
Caes do Ramos armazem
n 24.
Vendem-se tsboas de amarello, louro e pinho
por precos razoaveis.
Haoteleles prelos supe-
riores.
Rua do Queimado n. 18 A, esquina da roa do
Rosario, vendem-se ricos manteletes de groide-
naples preto com eofeites de vidrilhos e duas
ordens de bico pelo baratissimo prego de fy
cada um.


.
<)
Mario Bmtmmmncoubbam tx. ma*qo r>t t%n.
Refogios.
Vende-se enwi de Jobnsto Pater & C,
va* do Vigario n. 3 um bailo sorlimeoto de
relogkts da ouro, patale toglez, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade de bonitos irancelins para os
QMS0M8.
Fazendas baratas
Na ra do Queimalon. 19
Cimbraias finas matizada, palo baratsimo
proco da 240 rs. o corado, ditas acoras a 18C ra.
< cavado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
20 o cavado.
Toalhas da fasto a 600 rs. cada urna.
Cambreietas fioas para vestido a 29800,3* e
39600 a peca.
Esleirs da ludia para cama a Torro de sala,
sendo d 4, 5 a 6 palmos de largo
Lencos braocos para algibeira pelo barato pre-
o de 1600 a duzia.
* Grandes colchas do fusto lavradas a 5*500.
Para fechar con tas
na ruada Cruz do lecifo. armazem dTh.
I Remedia americanos i
gKLOtiim
m
2 D0 DOUTOR
Radway & C. de New-YorkJ
| PROMPTO AUVIO
Resolutivo renovador.
Piluls reguladoras.
^ Estes remedios j sao aqui bem conhe-
J Cidos pelas admirareis corasque tem eb- 41
** itdo em toda a sorle de (abres, molestias
9 chrootcas, molestias de seDboras, de pe-
<9 le etc., etc., confrmese v as insiruc- 9
m coes que se achara tradozidas em por-
9 tuguez. og
1 Salsa parrilha legitima e2
original do a litigo
|DR. JACOB TOUNSEND
g 0 melhor pnnficador de sangae
s, cara radicalmente
f) Erisipela. Phtisicas.
Rh^umetismo. Catarrho.
a) Chagas. Doeocas de figado.
m Alporcas. Effeitosdoazougue.
m Impingeos. Molestias de palle.
Vende-se no armazem de fazendas de
sa Raymundo Carlos I.eite &Irmo, ra do
k lmperatrizn 12.
AUen^o.
N. 40-Roa do AmorimV. 40.
Vendem-se sa. eos grandes com tres quartas de
fanuha de mandioca a 2*500.
elogios
Suissos.
EmcasadeScbafleitlIni C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v.rindo aortimento
derelogios de algibeira horisontaes, oatentes
cnronometros.meioschronometrosdeourolpra-
ta dourada e foleados a ouro. sendo estes relo-
giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
vonderao por precos razoareis
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e confrarias.
Na ra da Senzala Nova n. 30 tem para ven-
ihas com doces de fructas o de farinha,
ameudoas, castanhas com confeilos eamendoas'
multo bora sorlimento para os aojos
mo-
neste estabeleci-
das procissoes, e rende por preco muito come
do, porque ludo fabricado '
ment.
Attenco.
dos os accessorios
pequea escala.
grande e
55 tm rasa de Mills Lalharo & C. na
da Cadpfa do Reciten.52, vende-se
Vmho do Porlo.
|@ Diio Xerez engarrafado da muito supe-
nor q.ialidade. V
I Oleo de liuhaca.
Alvaiade.
Secante.
ra
Vende-se era casa de Saundres Brothers & C
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricaula Itoskell, por precos comraodos e tam-
bam trancellins e cadeias para os mesmos de
encllenle gosto.
As raelhores mactuuas de co-
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
&C, Whecler & Wilsou e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
| u r a 4 ouras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
raotindo-se a
suaboa quali-
dade e dura-
rlo: no depo-
sito de ma-
chinas de
Fiymundo Carlos Leite & Irmo, ra da Imp e-
catriz n. 12, adtigaraeote aterro da Boa-Vista
No armazem da ra da Madre de
Lijos n. 6 confronte ao consulado~ pro
vincial, ha oara ven ler-se saceos com
tuilio muito novo e com 122 libras de
paso que regula 22 a 23 cutas a preco
de 3.5600 cada urna.
ilos senhores alfaiates.
Para acabar.
Na loja d'aguia de ouro. ra do Cabug d IB,
etiste urna por^ao de boloes para palctut ou col-
lete. grandes e pequeos, que se vende por ba-
ra.tissimos precos. grandes a 13 e a 1*200 a gro-
s, pequeos a 500 e 600 rs. a grosa.
,_ Br.it0 & Br,,o3. proprielarios da imperial titho-
lDlIa O rmaVCma K"Pl"as.ia narna nova do Oundorn. 25. no Rio
3rcf I d i Ullal oSllld. deJa-"ro. tem para vender por preSos razoaveis
T. um completo sortimento do prelos. pedras e to-
Ricos cnrl-s do vestidos de grosdenaple prelo dos os accessorios lilhographicos em
bordados a velludo com algumns pintss de mofo,
q-i mal se conhei:e, os quaes se tem vendido por
1603, e qoe se vendem por 80j).
I)i(.'s ditos sem sor bordados a velludo, fazen-
da muito boa e encornada por 558 e 60^.
Manas preus de linho bordadas a 8j>.
Visitas prelas muito bem enfulladas a 12g.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20-3.
Grosdenaple preto superior de 2#200 e 2ft, e
muito largo a 29800.
Sarja prela hespanliola boa a 2$.
Velludo prelo liso muito bum a 4?, 5?> e 6J.
Cortes de casemira prela bordada para collete
a 58O90.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 109000.
Calcas de casemira prela fina a 10 e!2j>.
Casjcas esobrecasacas prelas bem fetas a 30#.
Gorgurao prelo e bordado de cor delicada, o
corado 45.
Golletes de casomira prelos bordados a 8#.
Palatota -le panno prelo a 12ft e 183.
Ditos d'alpaca preta a 3, 4, 5 e 6J, e muito
Uno a 85000.
Sains Dalo a 4*). #
Chales do merino bordados, grandes a 53, 68
e TOOO.
Ditos de seda prelos grandes a 14&.
Vestidos de seda de cor bordados de dusssaias,
fazenda muito boa com algum mofo a 40 e 60-}.
Ditos oe phantasia em carlo a I5J>.
Calcas de casemira de cr a 63, 8. 9 a 103.
Siccos de tapete de diversos taraanhos para
viagem a 53. '
Halas desoa para viagom de 123a 18f.
Cheos prelos francezes linos a 8$
Ditoa de castor br.mco sem pellu muito bons a
10. E-outras inuilas fazendas, que pira li-
quidar, veudem-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadria do Recite n. 50, de Cunha e
Silva.
Vendem-se
Garuadas Cruzs n. 38,
segundo andar,
poc mu barato preco os movis seguin-
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-ser-vtor ; um colxao de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
uva apparador ; urna mesa para doze
pessoas ; um porta-licores ; serviQo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando. Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em casa de Ninon de
i'tiuclos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar-separa o campo,
por -so destaz-se destes objectos, man-
dados vii expressamente de Paris, aon-
de foram confeccionados com perfeitjSo
e apurado gosto.
Ra do Crespo
mk NOVA-25
Grande deposito de pianos fortes
DOS
MAIS AFAMADOS FABRICANTES DA EUROPA
DE
ca de C
os profess
lentes q
a esmerado
TABAC CAPORAL
Deposito das manufacturas imperiaes aeFranca.
fAMBnmS'lStfn"10 aph?"9e dePsilad0- "''netamente na ra Nova n. 23. ESQITU DA
llf I qUal *?nAe Pr masos de 2 logramos a 1JOO0 e em porcia de
.0JS.7hI ZJPZ% Pf Cent ^^es.oestab.leci.entoacfaa.se^^
CENTRO C0IHNERCI4L
15 RuadaCadeiadoRecife 1S
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
DE
Al,800a<&oJ>erta.
Ra do Qtirimado'n. 9,
?.rfizende "end. ""de-a aa liadas cober-
alj00rs* Grosdcnaples baratis-
shnos
Vendem-sa groadenaplas pratc-aaelo baratissi-
no proco de 1|600 e 2| o covsi: na r?. 4
Queimado n. 22, loja da boa .
/ua do Crespo n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francezas cores Oxas e lindo* desenhos
a 240 rs. o covado dao-se amostras com penhor.
Fazendas propris para a
quaresma, no novo es-
tabelecmento de Jos
MoTeira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
8. e velludo, ditos bordados, I veos prelos da
bl bordados sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos finos, e oulras muilas fazandas. ludo
por precos taoilo commodos.
superior e que se venda a 453.
Jos Leopoldo Boiirgard
Chanelfro0p?r fnlf fJ^ d r S"-hl'-/ *Zni JsP"^ Pios charolas do Rio de J.-
po cafe rpii hr 5und3-r?br.,Ca dSSrS Domi,"?os Alvea Machado & C. vendendo-se en,
s'uissos e hambig em d,Sl *"' Mapn graQje SOrlmeDl0 de chulos -"i-.
Charutos suissos a30Somilheirofa2enda
Cigarros de papel e
hespanhoes sendo de sup...
Bocaes para charutos
a 320 rs.
PaPt1m ?s8ra C8aiT?S P>Prio. para os fumantes da cigarros
cam os cigarros de papel de linho e seda. cigarros
S5Se.CaPOral fraDCeZ> Verdadeir0 em Ba59 d '"hos, garaot-sa
tJk!^ UrCja t" ,b.r\e ra,eia Ubra Pr 3' P"a ci"ros e cachimbos.
1 abaco fleur de harlebeke
bespanboes sendo de j^'lkff. 31=^,^ S^arX' P"d0 8
cora agarras de metal a 1 cada um, ditos para cigarros a
Terrenos na ra do Brum
rome5,m;S.e 32' W fn>oa de terreno
com 300 de fundo, ludo bem aterrado e proprio
para se edificaron! oslabelecimenlo de padarias
renacoes, ou oulros quaesquer por ter excellent
Str?UPr';: raaVad^droSn! 1 ^'
Potassa.
Vende-se a 240 rs. a libra, a
superior e aira potassa do acredi-
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cuja qualidade e reconbecido ef-
feto igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conlieci-
da como da Russia : no deposito,
ruada Cadeia n. 47, escriptorio
de Le&l Kei$.
e cigarreiros que fabri-
a qaa-
e .batimento em "rJ.T '* dTer9S tSmahS' par" darros e
ca-
i
'i Azarcao.
Enear.'iado veneriano era p
Vende-se urna taberna na ra Imperial,
com muilos comraodos para familia, por seu do-
no querer se reiirar para ornato: a tratir na
mesma ra, no armazem de sal do Amaro.
Tabaco americano
Cigarros de manilha depapel brdDC0 e pardo a o
Machinas e papel p.,.dg.rro.de.niih..
nape rolao ra
Vasos de louca
Phosphoros e iscas
Cachimbos
era latas a23, em chapa al a libra e em raacinhos
Dcea em magos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior,
e barro para tabaco e rap.
de diversas qualidades para charutos.
.ir,, Parro ."2 ^^!^^n^^^> gso. louc
a, na-
4 fJioheiro.
Tu ~V......mpre aPreciaveis cachimbos de espuma.
laoacodo Rio de Jane ro
VpnrlPtn L 7 ^aueiro picad0 para cachimbo3 e cigarros a800 fc a 1bra
euuem-se loaas es fazendas raaiSbaratdoque em oulra qiiaIquer parie
^^^rj^zr^ tornand-3e a receber finc,uiQdo **! q--
APr^?dafetl m "Se encon,0,en<,as' encaixolara-se e reraeilera-se aos seus deslinos com bro-
'ana." Qca "Posto lcm UB>Tariado sorlimonto de objectos proprios para os senhores fu-
barato do\7e^oVratuV^ ^^ PB, "Ual 3e #*< *<"
f
ca-
muito mais
Completo sortimento de fazendas.
n URGEL i PERDIG.40.
Ra dd Cadeia do Recde n. 25.
Vendem grosdenaples preto superior
rnuilo larn e enrnn.Hdo n 29 val 23500. ]
Grosieriapies pr-io tau encorpado que
parece gorgur.io a 2J2H0 val 3^.
Veuder muito para veu 1er barato
Vender barato para vender muito.
Vestidos prelos bordados a velludo,
ditos de seda de dous babados e duas
sai as.
Minl-
fterg iirao
Mantas de lil
Por 89'I l-lg.
ate, taimas, visitas de fil, de
iso e bordados e mais modernos.
de linho muito boas
Chales do cachemira pona redonda a
oolola, ditos de touquirn brancos supe-
riores. *
Sedas de quadrinhos, gro3denaples de
todas as cores e moreaiui^ue.
Penlesde tartaruga aodernos e dos
mais acreditadus fabricantes oe 10 a 30.
Saias balao de musselina lisa, oe bo-
bados de 30 arcos para senhora e meni-
nas.
borda-
as
Vestidos de cambraia brancos
a dos, de barege e gaze de sedas.
| Camisas para meninos de todas
, Idades, duas .le lii,ho para senhora.
Franjas prelas de vidrilho, ditas de
reros nnra iodo o preco.
Vestidas oe .-eda do cores,
I blonde >'iirn manta ra pella etc.
ditos e
CaS3n. ui8.ujV, diamantina, chita
clara e escuras, (ranceas e ineleas
n. 8, loja de 4 portas.
Madapolo fiuo com toque
Je avaria de 2#50 a 4$500,
chitas escuras avariadas C'|n
38 covados de 3^500 a 4^500
a pega.
Vende-se o engento S. Jos, de Bom Jar-
dim, sito na freguezia de N. S. da Luz, moenle a
ofrenle, distaste da prae 4 legoas, quasi prom-
eto para moer com agua, com bas matas, ei-
pellente cercado, boas obras, a urna boa safra j
riada : os pretendentes hsjam de dirigir-se ao
mesmo eagenho. oa o engentio Penedo de trat-
ko, que se far todo o -negocio i vista do Com-
prtdor.
BOUPA FE1TA
Calcas, sobrecasacas. colleles e pale-
tots de panno e casemira pretos e de co-
res, ditos de alpaca, de bombaztua, de
bnrn branco c pardos para ditTercnles
precos.
Nesse eslabelecimento se veode muilo
barato, basta ver os precos que menciona
dealgumas fazendas oque pareceincrivei
aquem ignora, loja n. 23 da ra da Ca-
deia do Recite, do-se as amostras.
Aos Srs estudantes do
segundo anno.
Vende-se por preco muito commodo
~Berger, diccionario theologico er-
seis volumes e um supplemento; Geom
ge Phillips em tre volumes e um sup-
plemento; Colora bel. instituicSes de
Franca; compendios de di reito natural
publico pelo conselneiro Autran e
coastituicSo poltica : quem quizer ti.
rijnse a ra Direita n. %\, onde tata-
bem se compram todo os ttvroi noces
sarrios para o quinto anno.
Venda-se una eserava moca da bofitts B -
ora, aagommadeira a coziohora ; na fu da
Imparatriz n. 3, segando andar.
Estampas finas e iuteres-
santes.
A loja d'Ajjqia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de njos. etc.,
e outras a morte do percador cercado de demo-
nios, etc. Sao na verdade inleressantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornara dous quadros dignos de se possuir, e
raesmo pela raridade delles aqui. Vendem-se
a 23000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Brauca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Jlo Soura & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido peles seus bons ef-
feitos, continan) a venle-lo pelo prego de 1
cada vidro. fai6m una diffarenca no prego aos
coilegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrosnara cima.
Rap princeza gasse da B^hia
Era casa de Lopes Irmaos, no caes da alfaude-
* n; 7. acha-se estabelecido um deposito dessa
iabrtca. onde se vende em porcea ou retalho.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de muilo boa qualidade : no
lrizo da Asserabla n. 19, armazem de Anlunes
Uuirnares di C.
Maateiga iagleza
em barris de vinte e tantas libras : do armazem
de Tasso Irmaos.
Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabeca e
razer renascer os cabellos ; vende-se nicamen-
te era casa do cabelleireiro da ra do Queimado
o. 6, pnmeiro andar.
Agua para tingi
bellos.
A meihor que tem apparecido oldhoje : tinge
mu bem os cabellos, e nao tem o inconveniente de
llcarera us mesmos russos no verdea: o proces-
so de usar simples, e o elTeilo proveitoso : ven-
reTrtana 7'ad0 Queimauo n- 6- Primeiro andar,
casa de cabelleireiro.
Baratissimos jarros de por-
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana dou-
raoa e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra en fe tes de mesas, ornato de gabinete, etc..
pelos baratissimos precos de 3 a 4BO00 o par :
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca a. 10.
Attengao.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Roslron
itooker & c, exisle um bom sortimento de li-
nhas de cores e brancas em carreteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes te vendem por
precos mu razoaveis.
CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 o calcado do ,-
ahora e o o> baaaem 16 <0 d|. de fev'rairo
em diente. M eonaeqaaocia da nov pautaTK
ha do vigorar na alfandeg,; 0 propriet.no *&
bem sorlido estabeUcimeala d. *ni Diraiu n
45. nao quer que os seas freguezes wramiem
com as coosequencias do aystoa. tamJtn^
Sr. ministro da fazenda a por isso sustenta n
precoa do seu calcado pela tabella seguwte :
Homem.
Borzeguins para homem (im-
^Per'ae?).......tofrm
Utos (aristocrticos). 9^100
D|tos (prova d'agua) 8|S00
Dito(8eragleri)..... 8|000
Ditos (communistas). 6|000
Meiot borzeguins (patente). fJfOOO
SapatOe. (3 bateria*). b600
n?$ (,Ud"P1').....5^200
Ditos (blusas)......5|G0
Senhora.
Botinas (prima dona). 5eoo
Ditos (vis a y'u). .... 408OO
D.tos (me deixe)..... 4*500
Ditos (gnsete)...... 4^00
Meninos e meninas.
SapatOe (bezerro).....4l000
Ditos (diabretes).....3$500
Ditos (salva pes)......Zjf000
Botina. (bohQosas).....ijfW0
Ditas (para enanca). 3500
Sapatos pnra senhora (lustre). JA200
E um completo sortinento de couro da lustre
marroqu.m. ,0U. bezeiro trancar. cooriDios a*
ludo que 6 necessario Bm itaio de S/cVis-
pira. advogadodos artistas sapaleiros. por precos
que s este eslabelecimento pode vender.
Ba do Crespo,
carabraialisafinaaa, organdjs muitcafinase
hn-l.I" 50on C07ad0' "" bertas di
do. l^89' de C0':*S f-is borda-
do, a 18500 a peca, babados bordados a 380 a
"ara, sedinhas d quadros finas a 800 rs casa-
cZZl?'?^* e fl, *. Pentefdores de
640 df... b0* a 5. gollinhas bordadas a
dSda r?m,BPOB."xa a500' borda-
Q nMm"mb^a,a e fll6." dama"o de la com
J'",1108,> largara a t600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, uvas
fPei adSae.na4a ,0 ?' P"' MpaS de fa,a oe"
7nh, *^Pe?as de "Pnlao fino a 4fi. laa-
cmhrf.qKUaHro.9 P"" *' 3S0. camisusde
fln "?.0ado".' 28' '"biecasacas de panao
f SM*-6!?0*-/'':101" de P"""* semir. de
aien,!60-".! "T6" de 3*6C0 58' "lcs de
dia. a. iS l i e de core" para todos P8 P*ecoa.
ditos de bnm decores e brancos de Ja 5 ca-
misas brancas a de cores para todos os precos
colletes de casemira de core. fino, a 5 ?$&
como outras muas fazendas por menos do seu
valor para fechar contas.
Liqnidaco-o.
ii n r,[!SP?a '60 e 200 rs penles de
Jiaar, finos, a 200 rs.. cordoe. para esparlilho
ours.. cana de clchete. 4 60 rs.. candes a 40
n f!'1!?8 "f '"'Parinas 40 rs., ag.ilheiros
ron, agiilhas franceas 120 rs.. fita de linho. a
peca a-40 rs babado do Porto 120 e 160 r. a
jara, uotoea de louca para camisa i 100e 120
h;a ""*" aco- eroza 40 froCo Pa
sn,m? e400rs- frni8 e galoes de linha
nh.s 800 e 2. manguitos 2. bote. para
rasaveque de todas ..Validades 200, 300 e
4uurs. a duzia, tranca de linha de caracol a 200
h8" "Ti TV'" 8rmP8 40 rs., la para
bordar 5. 6e 8 a aladres dourados para ca-
pote, a groia 8, 10 e 12. fitas de seda de to-
das as qualidades, bandejas espelhos dourados
qusfJrosdo estampa oourada e oulros muilos ob-
^c.l.08.Porbar,topfeco, e tambera se vende ar-
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza:
a doze vintn, o covado. mais barato do qn
A loja da ba-f
na ra do Queimado u. 2L^
est mullo aorda,
c vende multo barato :
na
na
ra das
ra do
9 Machinas de vapor. a
# Bodas d'agua. 0
& Hoendas decanna. m
Tanas. Z
dj| Roda.dentadas. m
% Bronzes e aguilhoes. %
9 Alambiques de ferro. aj
dj Crivo8, padroes etc., ote: m
S Nafundiciode ferro de D W. BovfmanfJ
JJ ruado Brum passando o chafarfz. m
^dj m9 *
Vende-se um terreno com 30. 40 ou SO pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, lado aterrado, situado na ra do Brum
junto fuudicao ingloza. com mais da 300 pal-
moa de fundo, e pro rapio para se edificaren] re-
eacoes. padarias, ou oulros qasasqner eslabele-
cimento. por ter excellent porto para embarque
e desembarque de eros: na ra da Madre le
Dos, armazem n. 80.
Bolsas de (apele para
afias.
Vendem-se mui bonita bolsas de tapato>aco-
pmaspara viajens, etc.. etc., pelos baTatUttea
GRANDE SORTMEiWO
DE
Roupa feita,
Na luja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tara-
res de Mello.
Hua do Queimado u.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 35$ a 40cada urna.
Palelots de panno fino preto, de 253 a 303
Colletes de velludo preto bordado, a 12J cada
Ditos de gorgurio preto a 78 idem.
Oitos da setim maco a 6$ idem.
Ditos de casemira preta a 53idem.
Calcas de casemira prela lina de 12 a 143
Palelots de eatamnaha a 53.
Ditos de alpaca preta, saceos de 43 a 53
Ditos de dita sobreeasacos de 83 a 93.
Ditos de bambolina prela superior fasenda a 123
Dito, de meia eaaetstra a 103.
Ditos de casemira moiio fina a 14$.
Um completa sortimento de palelots de fustao a
brim, e caigas e coletos, que ludo se vende nor
preco em conta. w
Ceradeearoanba.
A melhor qne tem vinda ao mercado e por
preco ommodo : no largo da asserabla n. 1.
armazem da Aoiunea Guimares & C.
eobortos e descobertosr ppenos e grandes, da
^pauate ingla, oara hoaje a nbor. da
a* dos pelo ultime paqubta inglez
SontharMellor & C.
Bnm1 branco de poro linho trancado a 1J000 e
!? ,v8' a Vara : dll Pardo muito superior a
Ig2ll0 a vara; ganga, francezas muito finas de
pidroes escuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs o co-
vado : cortes de calca de meia casimira a i600
Jilos de brim de linho de cores a 23 rs, breta-
nha de linho muilo lina a 203. 223 e a 243 's a
peSa com 30 jardas; atoalhadu d'algodao muito
..menor a 1*400 rs. a vara ; bramante de linho
com 2 varas de largura a 2*400 a vara ; lencos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia; dildsmaiore. a 3$ i dito, de cambraia
le lindo a 63. 7* a 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muilo finos a 8* rs. cada um ; ditos de cam-
,m! *iin0dH0-. COm bC ,,rg0 de Unh0 em
i aLJ ,\ 3 ?.om renda- biC0 e 'byrin-
lo a 2*000; e alm disto, oolras muitas fazen-
das que ae vendem muito barato a diahiro a
vista: na ra do Queimado n.22, loja da Boa .
Bonitos cilos para seobo
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-ae mui boni-
tas fitas com fivelas para ciatos de senhora. e
meninas, e pelo baratisaimo preco de : em
diialoia da aguia branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Otieguem ao barato
O Preguica est queirnando, em sualoja na
ra do Queimado n. S.
Pecas de brotanha de rolo com 10 varas a
48, casemira escura infestada propriapara cal-
5a, collete e palitots a 960 rs. o covado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
4, 5. e69a pega, ditatapada.com 10 varas
a 5 e 6!? a peca,chitas largas do moderos a
oscolhidos padresa 340, 260e280 rs. o cova-
do, riquissimos chales do merino estanpado a
7 a 8, ditos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 9 eada no, ditos com
urna s palma, muito Baos a 8350U, ditoslisos
aa franjas de seda a 5, lencos de cassas com
arra a 100, 120 e 160 eada um, meias muito
inas para senhora 49 a duzia, ditas da bao
qaahdade a 3* e 3H500 a duzia, chitas fran-
eatas de ricos deseohos, para caberla a 80 r.
o covado, chilasescuras inglesas a 5900 a
peca, e a 160 rs. o covado, brim branco da puro
linho a 19, 19200 e 18600 a varo, dito preto
muito encarnado a 1954)0 a vara, brilhantina
asul a 400 rs. cavado, alpaoas de diferente*
cares a 380 rs. o aovado, easamiras prataa
finas 1 800, 39 a 39500 a aovado, cambraia
prata o da sal pieos a 500 rs. a vara, a oanraa
a casa da maitaa fazenda. qne aa far patente ao compra-
dor, a da todas se darlo amostras com penhor
Ira do retratista.
i Vende-se a casa terrea n. 23,
(Cruzs. era Santo Antonio, trata-se .,
Lrespo, loja dos Srs. Adriano & Castro.
Vende-se um sitio
em chaos proprios. cora urna relente olaria
barro no mesmo sitio para obra fina o grossa'
boa baixa para capiro, casa de morada nova
com muilos commodos para grande fan ilia de-
fronle do Caldeireiro. a margem do Capibaribe
vend! D' "' D0 Redfe' Se dlr 1uem'
Eneiles de cakca
muito barato para chegar
a todos
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabua n 1
vende-se enfeites pretos de vidrilho pelo baraiis-
IT'hi"5*0 d.e ** dilr de vellud de esramaa
4 ditos de tranca a 33. assim como luva.pretas
de torcal cora vionlho. ditas de seda prelas e de
cores, assim como pulseiras de conlinhag, ditas
de minanga de cores, e gollinhas muilo lindas
oe vidniho : ludo se vende por baratlssimo pro-
co para acabar. r
Pechiocha para a
quaresma.
Manteletes de grosdenaple o da 016 de seda
EL ?t d?ores Pe, b,ra'iimo preco de 5
8*. 105 e 12* : na ra do Queimado n. 44.
Vendem-se noventa a plices da
companhia do Beberibe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaly urna caa
terrea com snUo. bom quintal e cacimba, na win-
cipai roa de commercio, propra para quem qui-
zer ali estabelecer-se. por ter nio ad commodoa
preciaos para re.ioencia. como laanbev. |i rma-
zem.etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs
Gurgel Irmaos. que esiio autorisado. para esse
um, ou nesta praca na ra do Cabug, leja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes prelos rica-
mente bordado., pelo baratissimo preco de 358
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f.
Venda de um cavallo.
Na rdl do Jardn) n. 19, ha para vender um ca
vallo que serve para toda o servko, qae se ven-
de muito em coala.
Ruada Senzala Novan. 42
Vende-se em casa de 8. P. Joahstoa-4 C
selhnse silhes igtezee, candeeiroa e casticaes
bromeados, lonas ngleses, fio de vola, chicote
para carros, amomaria, arreios para carro da
ana a dous cvalos relegios de ouro peanle
ingles. ^
Vi oda-a. alcool do snperior .Mudada, pra-
pno par. qualquer preparado da t*.M#cia, de
perfowawa, antros ideatwos ; a roa nova -a
? kV febritt do *. W 8a 4-
PI1 aaV. a>7.
Pechincba.
Vendem-se baldes da 80 arcas, sal*, distinto,
orejo de 4>: na ra da Cadeia n. 14. ^^


DIlie 3S
- 8
0MUgtM1861.
C
ARMAZEM
DE
ROUPA F3PPA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40RUADO QUEMADO 40f
Defroote do heneo da CoDgregaco letreiro verde.
Nesle estabelecimento ha sempre um sortimeoto completo de roupa feila de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, i remude dos freguezes, para o
que tem ura dos melhores professores.
Algodao moaslro.
Vende-se algodao moastro com do as larguras,
muito proprio para toalbas e lenges por dispen-
sar toda e qualquer costara, pelo baratissimo
preco de 600 rs. a vara ; na ra do Queimado n.
It, na loja da boa f.
0 BASTOS
novas.
veeticiA.
DA
Casacas de panno prelo, (0, 359 e 309000
Sobrecasaca de dito, 35 e 30*00
Patot-de dito ede cores, 35$, 309.
25g000 e 20000
Dito de osimira de cores, 329000,
159. 129 e 99000
Ditos do alpaka preta golla de vel-
ludo, HSO0O
Ditos de merin-sitim pretos e de
cores, 9S000 89OOO
Ditos de alpaka de cores. 59 e 39500
Dos de dita preta, 99, 79. 59 e 39500
Ditos de brim de cores, 59, 49500,
4S00O e 39500
Ditos de bramante de linho branco,
6g000. 59000 e 4gOOO
Ditos de merino de cordao preto,
159000 e 89OOO
Calas de casimira preta e de cores,
129.109. 99 e 6SO0O
Ditas de princeza e merino de cor-
dao pretos, 59 e 49500
Ditas de brim branco e de cores,
5S000. 4t500 e 2S500
Ditas de ganga de cores 3000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 129. 9g e 89OOO
Ditos de casemira preta e de cores,
lisos e bordados, 69, 59500, 59 e 39500
Ditos de setim preto 59000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 55O0O
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de xores, 7J00O,69OOO e 59000
Ditos de brim e fustio branco.
39500 e 39OOO
SerouNs de brim de linhro 29-200
Ditas de Igodao, 1J600 e 1J280
Camisas de peitn do fustao branco
e de cores. 29500 e 29300
Ditas de peito de linho 6$ e 3$000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39. *>500. 2* e 19900
Camisas de roeias 1}000
Chapeos pretos de massa, franeczes,
forroasda ultima moda 105,89500e 7JO0O
Ditos de feltro, 69. 5$, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
trnceles. 149, 12g. 111 e 79000
Collariohos de linho muito fios,
novos feiiios. da ultima moda 9800
Ditos de algodo 9500
Relogios de ouro, patentes hori-
sontaes. 1009. 909. 809 e 709000
Ditos de prata galvaoisados, pa-
tente hosontaes, 40$ 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis $
Toalhas de linho, duzia I29OOO e IO5OOO
s>2
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
LO>
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono (leste estabelecimento tendo em vista acabar!
com todo o calcado at o fim de marco, expoe ao publico pelo I
preco abaixo:
Para homens, senhoras c meninos.
Porzeguins de bezerro de Meli a lOgOOO
Ditos de Nantes sola patente 99000
Ditos de dito sola fina SgCOO
Ditos dito de dito 7J0O0
Ditos francezes de lustre de 69, 79 e 8j>0o0
Ditos todos de duraque- 6c>00
Ditos de couro de porco a 5g000
Sapatos de lustre a 3g at 59II0
Ditos de bezerro a 39500 at 59000
Ditos de dito Ditos de 1 sola com sallo 3j000
Ditos de 1 sola sem salto _____2950
Borzeguins de setim branco 69O00
Ditos de duraque dito 59500
Ditos pretos 59 00
Ditos de cores 48000
Ditos de cores panno de duraque 490O0
Ditos dito de dito 3JKW0
Ditos de cores para menina 39000
Ditos de dito tonos de duraque 3J000
Ditos de dito dito 29500
Sbalos de traoga par meninos de 1$ a 19200
Ditos de lustre para senhora 19280
Ditos de tranca francezes para homem IgOuO

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que ouu'ora tinha loja na roa do Ouei -
mado h. 46, que gyrava aob a firma de
Ges & Bastos participa aos seos nume-
rosos (reguezes que dissolveu a sociedade I
que tinha com o mesmo Ges tendo sido n
substituida por um seu mano do mesmo Jj
Done, por isso flcou gyrando a mesma f
firma de Ges & Rastos.assim como a pro- ]
veita a ocessio para annunciar abertura
do seu grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceicao des Militares D. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos (L Reg i
com um grande e numeroso sortimento de |
roupaslettas e fazendas de apurado gos- 5
to, por preros muito modificados como at
de seu costnme, assim como sejam : ri-
eos sobrecasaros de superior panno fino li
prelo e de cor a 25$, 28$ e 309, casacas 5*
do mesmo panno a 309 e a 359, palelots Jj
sobrecasacados do mesmo panno a 189, e
209 e a 22g. ditos saceos de panno prelo a 91
129 e a 148, ditos de casemira de cor g
muito fina modelo inglez a 9$, IO9, 129
el49, ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 65, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordao a 89, ditos muito superior
a 129, ditos sarrosa 59, ditos de esgmao
pardo Gno a 49. 495OO e 5$, ditos de fus-
tao de cor a 39, 3*500 e 49, ditos bran-
cos a49>00 e55C0, ditos de brim pardo
fine sueco a 2J800, calcas de brim de cor
finas a 39. 39500, 49e 4g500. ditas de di-
to branco fiuas a 5( e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 4$, ditas de
merino de cordao preto fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 99
e 109, rolletes de casemira de cor e pre-
ta a 4500 e 5?, dilusdo seda branca pan
casamento a 59. ditos de brim branco a
39 e 49. ditos de cor a 39.colletes de me-
rino para luto a 4J e 49500, ricos rob-
chambres de chita para humera a 109,pa-
lelots de panno fino para menino a 12$ e
149,casacas do mesmo panno a 15g,calcas
de brim e de casemira para meninos, pa-
lelots de alpaca ede brim para usmesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 19 e I95OO, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
17g. 189, 209. 24$. 289 e 309 a duzia,
ditas de peitns ae linho a 309 a duzia, di-
tas para menino a 1J800 cada urna, ricas
grvalas branca* para casamento a IjoO
e29 cada urna, ricos uniformes de case-
mira de cor de muito apurado gosto tanto
00 modello como na qualidade pelo di-
minuto prer^o de 35J, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas
de casemira para senhora a 189 e 209.
e militas outras fazendas de eicollentp
gosto que se deixam de mencionar quo
por ser grande quantidade se torna en-
fadonho, assim como se recebe tada e *
qualquer encommenda de roupas feitas, W
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e urna grande officina
m dealfaiateque pela sua promptirlao e per- jo
'jf, fni;an nada deixit a desejar. 9f
Cassas de cores.
Ainda se vendern cassas de cores flxas, padres
muito bonitos, pelo baratissimo preco de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita: na ra do
Queimado n. 22, na beto conhecida loja da
Boa f.
E' baratissimo I
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fixas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia. organdys lindos desenhns a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e I
280 o covado, e outras muitas fazendas por bs-
ralissimo prego : Qao-se amostras com penhor. !
Para desenlio.
Mui bonitas caixinhas envernizas. com tintas fi-
nas, lapis, pincels, e os mais necessarios para
desenho. E' o que de melhor e mais perfeitose
tem visto aqu em tal genero, e vendem-se a 59, 1
69. 89, 108, 129 e 149 : na ra do Queimado n.!
16, laja d'Aguia-Branca.
ROIPA FEITA A1KDA MAIS BARATAS.
SORTIMENTO COMPLETO
Fazendas e obras feilasj
HA
Calcado.
Confronte ao Rosario em Santo Antonio, loja
que foi de confeilaria, vendem-se sapatos fran-
cezes com salto para senhora a 29, ditos raaos a
19600. ditos de tranca a 19280, encontra-se tam-
bera botinas com salto para menina de ns. 18 a
31, ditos de marroquim e lustre sem salto de ns.
19 a 15, sapatinhos com clchele, de marroquim
e lustre ns. 19 a 25, bolinas para homem e se-
nhora.
Canoa e espirito.
' Veode-se caana em garrafas a 240 ris, e espi-
rito de vinho barato: na iravessi 4o 4o pateo do
Paraizo n. 16 cata pintada de amarello.
Vendem-se doos lindos casaes de gansea :
na Boa-Visti, ra da Rosario, sobrado que deita
os fundos para a Cixa d'agua.
Ges k Bastos.
Ruado Queimado n. 46.
Tendo os annunciantes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste ilustrado publico, 6 mais moderno, vacia-
do e escolhido sortimeoto de roupaa diversas e
de fazendas escolhidas para todas aa estagoes.
Sempre solcitos em bem servir aoa seus nume-
rosos freguezes nao s em precoe como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de sua o-
flna, sendo ella d'-ua em diante dirigida pelo
insigne mestre LAURIANO JOS' DE BARROS,
o qual os seos numerosos freguezea poden) pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
dias se aprompta qualquer encommenda, quer
casaca, quer fsrdea dos Sis. ofliciaes de marinha
e exercito. Oulro sim recommendam aoa Srs
paes de familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges k Bastoj
NA
Una do Queimado
n. 4$, frente amarella.
Constantemente temos um grande e va-
nado sortimento de sobrecasacas pretaa
de panno e de corea muito fino a 289.
30g e 359, palelots dos mesmos pannos
a iOj, 22S e 24S, ditos saceos pretos dos
mesmos pannos a 149, I69 e 18J. casa-
Ca pretas muito bem feitas ede superior
panno a 289. 30S e 359. sobrecasacas de
casemira de core muito finos a 159. 168
e 188. ditos sacooa das mesmas casimi-
ras a 108, 129 e 148, 'Cas prelas de
casemira fina para homem a 89, 99. 10#
e 12, ditas de casemira decores a 7J. 89,
99 e 109, ditas de brim braceos muito
fina a 58 e 64, ditas de ditos de corea a
39. 39500. 49 e 49500. ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 48 e 48500, col-
letes pretos de casemira a 59 e 69, ditos
de mos de corea a 48500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 59
ditos de 69, colletes de brim branco e d
fustao a 39, 39500 e 49, ditos de corea a
29500 e 39, palelots pretos de merino de
cordao sacco e sobrecasacoa 7f, 89 e99,
colletes pretos para lulo a 49500 e 59]
gas pretae de merino a 49500 e 59, pa-
letots de alpaca preta a 3*500 e 48, ditos
sobrecasaco a 69, 79e 88, muito lino rol-
letes de gorgoteo de seda de cores muito
boa fazenda a 39800 e 4g. colletes de vel-
ludo da cores e pretos a 7$ e 89, roopa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 149, 159 e I69, ditos -le
casemira sacco para os mesmos a 69500 e
79, ditos de alpaca pretos sacros a 39 e
39500. ditos sobrepasaros a 5g e (gigO,
calcasde casemira pretas e decores a 69,
6J500 e 79. camisas para menino a 209
a duzia,'camisas inglezas pregas largas
muito superior a|829 duxia par acabar.
Assim como temo* orna officina de al
faate onde mandamos ex-ecutar todas as
obras com brevidade.
A loja d'aguia branca acaba de reteber de sua
proptia encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfnmirias final, as quaes etl ven-
ciendo nrmenos do que em outra qualquer par-
te : sendo o bem conbecid oleo philocomo e ba-
nha (scciete hygienique) a 19 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e domados
a 29, 29500, 39, e 4, a afamada bsnha trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cheia da mesma, boile
concrete, odonntll, principe imperial, ceme,
em bonitos copinhos com tampa de metal, e
muitas outras diverjas qualidades, todas estas a
19 o fraseo, benitos vasos de ptircelianadoura-
da. proprios para ollera a 29 e 29500. bonitos
bshusinhos com 9 frssquinhos de cheiro a 29,
lindas ceslinhas com 3 e 4 fracquinbos, e caixi-
nhas redondas com A ditos a 1*200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e 1 J5n0 o frssquli ho ; e assim urna in-
ficidade de ibjectos que sio patentes em dita io-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Verdad* ira pechincha.
A 0$ l corte.
Vendem-se no armazem de lerenda? da ra do
Queimado n. 19, cortes de casemira muito fina e
pelo baratissimo prego de 59 quem precisar,
approveite a accasiao de comprar, cortes de vel-
ludo preto bordados para collete, fazenda supe-
rior, a 68-
Vende-se um terreno junto a casa da ra da
Concordia n. 55; a tratar na ra Nova n. 15,
I loj.
PepDas d'aco.
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de peonas d'sgo de diiTerentes qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 18010 rs. gro-
M, E' q mais baialo possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Arados americanoemachina-
para lavarroupa: em casa de S.P. Jos
hnston & C. ra d Senzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraia? francezas muito fia
as a 640 rs a vara ; idem lisa muito fina a
495CO e a 6J00O a peg com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 8$000 a pega com 10 varas;
dita fina com salpicos a 48800 a pega com 8 1|2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatsna branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, ns loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fixas a
58000 a duzia : na ra do Obeimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 59, 69, 89 e 108 rs. o co-
vado, casimira preta fina a g, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 28500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a I9 rs. o covado ; casimiras mailo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 68 rs. o corte de
caiga ; metas de algodao cr muito superiores a
496OO rs. a duzia; ditas le algodao eru tambem
muito superiores para meninos a 4g a duzia ; e
assim muitos outros artigos de lei que se ven-
dern baratsimos, sendo a dinheiro: na referida
loja da Bla f. na ra do Oueimado n.22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas n uito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mul-
to superiores a 129 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos s 229 rs.; ditos de brim branco de
linho a 59 rs.; ditos de setineta escuros a 38500,
muito barato, sproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel tin-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondadese
torna necessaria a todas as familias, porque rom
ella se previne a perda das pegas, e muito me-
ihore maiscommodo que a marca com linha. As
caixinhas trezero 2 frasquinhos, e dellas se v o
modo fcil e seguro de que se servir a pessos
para marcar ; custa cada caixinha o diminuto
prego de I96O : na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Bonets de gorguro avel-
ludado.
Vendem-se mui bonilus bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de mui bonitos pa-
dres a lg500. Esses bonets por suas boas qua-
lidades e muita durago loroam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros booots de palha e pan-
no fino, etc.. etc., e mui bonitos a 28500. 39 e
49, o melhor possivel: na ra do Queimado n
16, loja o'aguia branca:
Frajas de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se enconlra um bello e
variado sortimento do franjas de seda de difieren-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos como sem elles, e das larguras de um
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
29500 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado n. 16. loja a'aguia branca.
Enfeites de vidrilho a 2$.
A loja d'aguia branca est vendeodo mui boni-
tos enfeites de vidrilho pe'o diminuto prego de
29 : em dita loja, ra do Queimado n. 16.
Vende-se urna taberna na ra das Calcada
n. 2, bem afreguezada para a Ierra, com coturno-
dos para familia e com poucos fundos : a tratar
na mesma.
Farelo a 3#800, milho a 3#500
No largo do Paraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Salmo.
Vende-se peixe salmo o mais novo neste mer-
cado a 240 rs. a libra : na taberna da ra do Im-
perador n. 83.
Admirado
a 1,900 cada um.
No armazem de fazendas da ra do Queimado
n. 19, vende-se lences de linho muito fino pela
pechincba de 1,900 rs.
fiom e barato.
Vende-se mapteiga ingleza a 960 a libra, dita
franceza a 720. queijos a 19600, toucioho a 369,
cha a 29, vinho do Porto engarrafado a 800 e 19
a Ksrrafa, banha de porco a 480, milho a 160 o
240 a cuia : na travesea do pateo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarello.
Veode-se um terreno com slicerces para le-
vantar nasa com 140 palmos de fundos/ na ra do
Quiabo, freguezia dos Afogados: a tratar na ra,
Imperial n. 67.
FINBICO LOW-HQW.
Ra nSenzalla Nava o.42.
Neste estabeteeiment contina a haver um
completo sortimento de moendas emeias mou-
das para engenho, machinaa de vapor e taitas
te ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu depo-
sito da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, Je
muito acreditado fabricante Edwin lVlsw a tra-
tar no mesmo deposito ou fia ra do Trapiche
SVSTEIA MEDICO DE HOLLWAY.
P1LULASHOLLWUYA.
Este inestimavel especifico, composto inleira,
mente de hervas medicinaes, nao conten mercu-
rio nem alguma outra substanciadelecieria. Be-
nigno raais tenra infancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompio e seguio para
desarreigar o mal na compleigo mais robusta;
enleiramente innocente em suas operagoeseef-
feilos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e leases
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas ponas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn
recobrara saude e torgas, depois dehaver tenta-
do inullimente todos os outros remedios.
As mais a (Dictas nao devem entregar-se a des-
esperago; faga ni um compeienta ensaiodose
efficazes efieiios desia assombrosa medicina,
pre.'ies recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguimos enfermidades:
Febreto dae specie.
Gotta.
Bemorrhoidas.
Bydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
loflammagoes.
Irregularidades
mensiruscio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstrurgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Betengao deourina.
Bheumatismo.
Sy m plomas secu ndarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
Gomma doAracaty.
Vende-seexcellente gomma do Araeatj, nal
ra da Cideia do Recife, primeira andar, d. 28.
Vestidos de seda*
Vendea-M corteada vestidos de aeda roen al-
gum defeito, por pregos muitisaimo commodo,
por se querer fechar conlas: na ra da Cruz do
Recife, armazem n. 14.
Jouvin.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Astbma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extena-
gao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas i,o figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto intermitente,
Vende-se estas plalas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e Da loja da
todos os boticarios dropuistseouirs.' pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
-ul, Havanae Hspanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. cada
urna dellas, contem un,a instruegao ero portu-
guez para explicar o modo de se usar destasp-
talas.
O deposito geral em casa do Sr. Soura
dbarmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
osmbuco.
SEDULAS
de i$e 5#000.
CoBtinua-se a trocar sedu'as de urna s figura
por metade do descomo que exige a thesouraria
desta provincia, e as notas das mais pragas do
imperio com o abate de 5 por cenio: no escrip-
torio de Azevedo & alendes, ra da Cruzo
o. 1.
Para quem tiver gosto.
Vende-se um sitio na na da Esperanca, o qua|
faz quina para a travessa de Joo Fernandes Vi-
eira, com excellente casa de vivenda assobrada-
do, qual otTerere os melhores commodos para
grande familia, bastante fresco, com agua de
beber e muitas fructeiras lucrativas; est collo-
rado em lugar ameno e bastante perto da praga,
tendo ao lado direito do mesmo um terreno que
se pode aproveilar para edideagao de mais al-
guna predio : trata-se na ra Imperial, casa ter-
rea n. 74, ou ra da Senzala Velha n. 10.
'l*
Aletria, lalharim e macarrao a 400 rs. a libra:
vende o Braodao, na Lingoeta n. 5.
- Vendem-se urnas caldeiras de folha e urna
porgao de formas para fazer velas : na ra do
Mondego n. 61.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
vende-se farelo de Lisboa superior, chegado l-
timamente, a 4$ e 59 por sacra.
A. 140 o covado
De musselina branca, bonitos ptdtes e em
pereito estado; na ra do Crespo loja n. 10.
Por semelhante preco
s na ra do Crespo n. 20 A,
se i endem pegas de algodo-
zinho americano com 3 pal-
mos e meio de largura, tendo
um leve toque de avaria por
nove patacas*, assim como na
mesma loja se acham a dis-
posico dos compradores toa
Ihas de mesa de duas a tres
varas, que se vendem por um
preco que admira,
Vende-se urna carroga nova e um boi bom
a tratar e ver os objectos no Maoguinho sitio de
Albino Jos Ferreira da Cunha, ou na ra das
Cruzes n. 41 1 andar.
Vende-se.
Farinha da Ierra em saceos de trinta e tantas
cuias, pelo prego de 68000 o sacco na travessa
do Arsenal de Guerra n. 7.
Admiraco.
Vende-se na ra ireita n. 99. queijoa novos
dos ltimos chegados a 1#600 e 1#800 rs., e ou-
tros moiles gneros por barato prego.
Carteiras de agu has
a 320 cada urna, na loja do leao de prata: na
ra do Rosario n. 36.
Apareihos para brinquedns
de po muito bem feitos a 800. 1.000, 1o200 e
l,4#6rs.; ditoa de Inuca a 1,600 rs., ditos de
lougaorateados a 2,000 rs., ditos de metal a 1,280
rs. : na loja da ra do Rozario o 36, do leao
de prata.
La para bordar
a 7,200 ti: a libra de todas as cores : na loja do
leao de prata, raa do Aozario n, 36.
Luvasde pellica do aamido Joovin, vende-se
muito em coma para se fechar coalas ; assinr-
romo os objectos seguintes: cassaa francezas d
lindos eseuhos, cortes de vestidos oe seas de>
oiilereoles qualidades, cortes de colletes de vel-
ludo, gorguro e de seda pretos e de cores bor-
dados, e muas outras fazendas, mindezas. per-
fumaras, cristaes, etc., etc., que se vender por
pregos mui razoaveis r na ra da fcruz do Recife,
armazem n. 14.
Vinho do Porto, genuino.
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Preciosode 1847.
As duziaa, e em caixinhas, adinbeiro, por s-
alo prego : vende-se na ra do Trapiche a. -40,
esenptorio.
Sapatinhos de la
para moniuo a 400, 500, 600 e 800 rs. o par: na
loja do leao de prata n. 36, ra do Rozario.
Meias para senhora
a 240. 320, 400, o 500 rs. o par, ditas bertas o
500 : na loja do leao de prata, ra do Rozario
n. 36,
S no largo da Al-
fandegan. 18.
Farinha superior a 39520.
Fejo branco e mulatinbo;
Macarrao, lalharim e letria,
S harsln a 59 e 89OOO rs.
Vende-se o engenho Serrara situado na
freguezia do Cabo ; a iralar nesla praga com o
Dr. Augusto F/ederico de Oliveira.
No attrro da Boa-Vista n. 55, em rasa de
Poirries, ha para vender um cabriole! americano
de 4 rodas com arreius para 1 ou 2 cavallos, to-
do no melhor uso, por prego eommodo.
A peehincha grande.
No armazem da ra da aladre de Dos n. 6,
confronte o consulado provincial, ha para vea-
det-so o segointe :
Saceos com milho de 122 libras de pese dot
3J600.
Ditos com arroz de casca muito novo por 39,
Ditos com farinha por 49, 39 o 29500.
Gomma em paneiros imitando araruta. arroba a
2J800.
Charutos da Baha do acreditado fabricante Jo-
s Furtado de Simas, e de outros autores tam-
bem acreditados, por diversos pregos.
Leite puro.
Manla-se entregar, sendo na freguezia da Boa-
Vista, leite puro a 320 rs. a garrafa : a tratar na
rus do Arago, casa n. 40.
? Troca-se um sobrado de dous andares no
palco do Carmo, por um de um andar que seja
grande e teoha quintal, era qualquer das piinci-
paes ras dus bairros de Santo Antonio ou Hoa-
Visla : quem liver e quizer fazer lito negocip,
dirija-se a loja de livros da praga da Independen-
cia ns. 6 e8, que achara com quem tratar.
O corte a 4000.
De casemira fina de lindos cores, organdys com
lindos desenhos e boa fazenda a 560 rs o cora-
do, ditolistradoa 440 o covade, chita preta fran-
ceza, boa fazenda e largura a 200 rs. o covado,
cambraia lisa muito fina a 500 rs. a vara : na.
ra do Crespo, toja 10.
Veiyje-e um boi manso : no paleo do Ter-
go n. 22.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Vendem-se franjas prelas com vidrilho ou sem
elle, de lindos padres, que se vende muito btrs-
lo, ditas de cores de todas as larguras e por lodos
o prego, ditas de linho tanto de corea como
brancas, dilaa com botla e sem ella para corti-
nados ou para loalhas, e para panno da Cusa,
tuao isto por pregos quo admirara, e s se vendo
na loja d'aguia de ouro na ra do Cabug n. 1 B
Escra^os fgidos.
Escrava fgida
Germana, rrioula, alta, magra, com urna eiea-
Irik,di testa, e urna pinha de" cabellos brancos
mais cima ; quem a segurar leve-a ra do>
Imperador o. 15, ou a deS. Miguel nos Afogados
numero 29.
Attenco.
Fugiram do engenho Garra, freguezia da Esca-
daL propriedade de Mnoel do Carmo Rodrigues
Esleves, os tres escravos seguintes: Alejandre,
carreiro, de idade 35 anuos, crioulo, muito habi-
lidoso no engenho, altura media, corpo secco,
perras finas, com fullas de denles na frente, bar-
bado com pouca suissa, mages fulas, romo se
estivesse amarello, testa carnuda, serve-se com j
mi esquerda, tem um taquinho tirado na nre-
Iha direila, j esteve por forro 8 annos, conhece
bem a freguezia de Serinhaero, Rio Formoso, Bo-
nito, Agoa Preta e Porto Calvo, este fugio no dia
6 de Janeiro deste snno ; em 16 de fevereiro
tambem deste aono, o escravo crioulo de nomo
Jop, bom corpo, rethorico, cor igual, pese mos
grandes, carreiru e almocreve, pouca barbo, re-
prsenla ler 26 annos de Idade ; a 17 do mesmo,
um mulatinho de nume Damiao, com 6 palmos o
meio de altura, idade 12 annos, secco do corpo,
peinas finas, ps e mos muito descarnados,
rosio compri lo, nariz afilado, cabellos S"ltos,
desbolado da cor, unhas das maos enmpridaso
dos ps iroperfeitas. Bogo as autoridades, capi-
tes de campo e aos senhores proprielarios so
dignem a roerc de sua captura, que se pasar
comgenerosidade a quem apprehender os ditos
escravos ou der noticias cora provas aonde quer
que estejam : naquclle engenho ou na ra da
Cadeia do Recife n. 50.
Desde o da 4 de marco corrente,
que se ausentou da casa de Manoel Au-
topio Goncalves, o seu escravo Damiao,
mulato, com 18 annos de idade pouco
mais ou menos, baixo, corpo reforra-
do, cabeca grande, rosto redondo, na-
riz grande e chato, olhos pequeos,
bocea grande e pescoco curto, levou
roupa preta, sendo camisa de chita e
calca de mitim : quem o pegar leve-o a
seu senhor na ra do Cabug' \oja n. 5,
que ahi sera' recompensado.
Fugio da eidade do Aracaty, no mei de se-
terobro prximo passado, um escravo de com
mandante superior Manoel Jos Fenna Pacheco,.
que ha pouco o bavia comprado ao Sr, Bento-
Loarenco Collares, de nomo Joaquim, de idade-
de cincoenta e tantos annos, fulo, alto, magro>
denles grandes, eco falta de alguns na frente,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, n-
culca-se forro, e tem signaos de tersido sorrado..
Coma que este escravo appareeera no dia 6 do
eorrente, vindo do ledo das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por nm parecairo seu conheeido,
disse que tinha sido vendido por seu senhor par
Goisnninha : qualquer peasoa que o pegar o pe-
der levar em Pernembueo aos Srs. Basto d Lo-
mos, que graficaro generoeainonle.


(*)
DIARIO M mitUmjGO. SAMADO 9 MAR^O BE 1841
Litteratura.
O crdito.
(Concluso.)
Em urna poca em que os caminhos de fer-
ro, os tolegraphos, os annuncios, osjoroaes es-
peciaos, as agencias e outros intermediarios cao
menos in[aligaveis, fornecem tantas facilida-
des ao offerecimeotoe procura, qual poderia
ser a utidale do mercado, que ero todo o ca-
so apenas reunir urna mnima fracico dos [of-
ferecimentos e das procuras, dos que oflere-
cem e dos que procurara ? Os centros e com-
mercio e os portoa de mar sao hoja mercados per-
manentes psra as transacces em grosso ; cada
cidado e cada ra um mercado permanente pa-
ra as iraosaccoes relativas s necessidades de to-
dos os das.
O commercio dos valores publicos mais mo-
dernoque os outros ramosdecommercio,porque a
mercadura, que constite o seu objecto de
creaco toda rcenle. Nao pois de admirar que
saa organiiacao nao tenha altingido ainia esse
grao de desenvolvimento, que se caracterisa alias
pela suppresso do mercado Comludo elle
lende toca-lo e o tocar lrremissivelmente.
Nao Temos desde j as provas manifeslas disso
nos paizes, onde o crdito bem comprehendi-
do e felizmente deserivolrido.corao por exemplo,
na Fraoc/i ? Quando o governo quer tomar era-
prestado 750 anihocs para trabalhos de paz ou
de guerra, quando as companhias de eaminhos
de ferro pedem 300 milhes por anno i crdito
para concluso de seus caoaes, quando mui re-
centeroente o crdito territorial procurara tomar
emprestado 75 milhes de francos para a orga-
nisago do crdito departamental e communal,
ou a caixa de descont para fundar estabeleci-
menlos transatlnticos, foi por ventura ao mer-
cado doscopitaes, islo bolsa, que se dirigi-
ram por intermedio de alguns fortes banqueiros, j
como teriam feito irremissivelmente ha cinco an-
uos ? Nao 1 Fez-so aos capilaes urna ap-
peliacio directa, e esta appellaQo foi sempre co-
roada do xito o mais completo, porque o mer-
cado dos capilaes hoje por toda a parlo espalha-
do, e abrange a universalidade d'aquelles, que
iem economas por gyro, ou que procurara
um eroprogo mais vanlajoso para capilaes mo-
mentneamente applicados j.
Assim pois, grabas effuso da abastanza c do
esenvolvimento do crdito, o offerecimento dos
valotes, ainda mesrao quando se apresenta em
massas enormes, sabe perfeitaraeote achar toma-
dores, sem quo v procura-Ios no mercado pro-
priaraente dito, sem sollicitar a intervengo di-
recta da bolsa.
O capitalista que quizer empregar sem dlnhei-
ro em valores, sabet de certo encontrar o esta-
belecimento, a agencia, o banqueiro, que quer
transforma-loi em dinheiro, aaber encontrar o
estabelecimento, a agencia, o banqueiro, que os
compram. Em parle, isto j se faz hoje assim
para os compradores e vendedores serios.
Cortamente, nao se veriam mais essas immcn-
sas operacoes execuladas em um quarta de |
hora por pessoas, que nao poderiam realisar a
centesima parte dellas, essas fortunas feitas e
dcsleitas em um dia, esses enormes sobresaltos
dos cursos sem motivo algum, essas manobras,
chamadas habis, pelas quaes so arruinam em
um abrir e fechar d'olhos milhares de infelizes
querendo esmagar urna casa rival.
Mas o que quo lera que ver o crdito e a es-
pecularlo em tudo isto que agiolagem e nada
mais do quo agiotagem ?
O crdito, a especulado, e por conseguinle a
prosperidade nacional, s teriam ganhar ao ve-
rem desenraisadss essas plantas parsitas ; ao
verem, no commercio dos valores publicos, es-
tabelecer-se urna corrente normal, ua qual a alta
e baixa dos precos fossem unicamonte determi-
nadas pelo fluxo e refluxo dos offerecimentos e
procura seriamente feitas e honestamente rea-
lisadas.
Nao podemos, bem se comprehende, ter a pre-
tendo de tratar aqui de passagem um assumpto
lo importante como a necessidade ou a inulili-
dade das bolsas. Quanto mais as ideas sas e ele-
vadas, desenvolvidas no discurso de abertura de
Mr. Baudrillart, tom nossa inteira approvacao,
quanto maior a autoridade da palavra, vida-
mente ouvida do econmico-moralista, tanto
mais sentimo-nos obrigados collocar-nos de
parte em um assumpto, onde nosso eminente
collaborador parece-nos ter oceultado mui fcil-
mente um pretendido axioma, que ua realidade
nada mais do que urna verdade convencional
Nao a bolsa nao urna necessidade social, nem
mesmo urna necessidade financoira, e a sciencia
econmica ( a pratica poda ter outras exigencia*)
nao lena i cobrir a agiotagem com s iniulgencia'
que ella concede aos abusos inevilaveis.
i. Horn.
Journal des Debate. = S. Filho],
0
A primeira sexta feira.
Ah 1 qu3o fraco o hornero I E quo pouco
preciso para destruir u'uni instante aquellas, vir-
tudes que custaram annos de trabalhos e de com-
bates I .... Urna vez perdidas, quera poder re-
adquiri-tas?
Quanlos christaos esforealos delinquirara por
nao tenido urna assaz profunda convicio de sua
Iragilidade E entre os que se conserram irre-
prehensiveis, quanlos quem s faltou a occasiao
para cihirem assim I
Eu poderia prolongar fcilmente estas excla-
mares por muitas paginas, to convencido estou
da historia de Aleixo Le Kanut, que acaba de
ser-me referida.
Aleixo nascera mui tmido, o que nao o impe-
da de ser muito activo e, urna das indiligencias
mais distinctas
Tinha apenas quinze annos quando perdeu o
pae, ecnomo do collegio real de Nao s
ento nao teve necessidade de mestre para aca-
bar de preparar-se pera a escola normal, mas
ainda fez-se mestre,apozar do queixosem barba.
Na cidadezinh* para onde se retirara a Sra. Le
Kanut, havia urna insltuigo ecclesiastica. Foi
urna felicidade para ella coutar Aleixo era o nu-
mero de seus professores. Era ao mesmo lempo
soccorrer urna familia que o mereca, e dar aos
discpulos da quinta classe um professor instrui-
do, intelligente, carinhoso e Arme, ao qual toda
a aula affeicoou-se logo como um irmo mais
velho.
Disse que Aleixo era tmido. D'ahi, porem,
nao se deve concluir que elle fosse arisco para
cora todos.
O homem tmido, quando nao transpe os li-
mites de um circulo mui estreito, quando ve-se
gosto, quando nao divisa em torno de si seno
rostos amigos, e quando nao se acham ahi a in-
differenga do publico ou a zelosa susceptibilidade
de algum iniroigo para Ihe espiar os gestos o as
palavras, o homem tmido pode ser, e repeti-
das rezes, nao s amavel, porem seductor. Sua
elfuso tanto mais digna de spreco quanto se
reconhece que olla menos trivial. Se, porro.
nessa reunio escolhida penetra algum desconhe-
cido, exiingue-se de repente o doce estro do ho-
mem coneetitrndo : entra para a concha ; e o
desconhecido, ao rotirar-se, leva comsigo-a idea
deum persouagem mediocre, ignorante, malcrea-
do, altivo talvez ; o pobre do personagem apenas
eslava acachado.
Assim, em casa de sua me, com os bons pa-
dres do collegio, n'aula, na mansarda do alguns
indigentes que j gostava de visitar, passava Alei-
xo pelo homem mais agradavel do mundo ; e o
era na realidade.
Todava, nao era destinado passar sempre
essa doce vida.Qual o homem que por mais
esplendida que seja sua posigao pode dizer que
vivera sempre a vida de sua escolha ?Aleixo
devia passar alguns annos na escola normal. Ao
depois coraecaria para elle aquella existencia n-
made dos joveus professores que andan) muito
lempo de lyceu em lycu antes de encontrar urna
posico uro tanto Qxa. *
A Sra. Le Kanut assustara-se no pensar nisso.
Naquelle cabos de Paris, no meio da gente to
variada da escola normal, mais tardo s n'alguma
cidade, ao depois n'outra, o que "seria de seu
Aleixo, de sua querida sensitiva ? Aleixo era
sincera e praticaraoote chrsto. Sem duv-
da sustenta-lo-hia a religio. Mas com aquella
timidez quesemelhava-se fraqueza, poderia elle
triumphar sempre das terriveis provacoes do de-
coro humano ?
Por muitas vezes conversara ella com Aleixo
acerca de seus temores ; porm elle mudava de-
licadamente de assumpto, como intempestivo,
terebrando, alias, que j bastante a iofoiciJade
de cada dia.
Chegou para Aleixo o momento de entrar na
escola normal.
Corra a poca em quecomecava em Pars, sob
a influencia das conferencias de Nossa Senhora e
da sociedade de S. Vicente de Paula, ura assig-
nalado movimento de volts s ideas religiosas
Tres ou quatro companheiros de escola de
Aleixo erara christaos mui frvidos, e formavam
um pequeo grupo no qual Aleixo entrou logo.
Achou-o, pois, invencivcl o decoro humano ; ou
antes nem teve elle de lutar com esse inimigo
temivol.
O decoro humano urna das variedades do
medo. Quem receia ir rnissa, porque o nolam,
to falto de razo como aquelle que nao ousas-
se descer meia noite ao seu jardn), ou pas-
sar defronte do cemiterio, porque reina a escu-
rio.
Mas nao tendes notado que a gente s tem
medo quando est s ? Reun aquelle medroso
ura companheiro, nao um homem armado al os
denles, mas urna mulher ou urna creanca e o
medo desapparecer logo ; nao receia mais as
trovas.
O mesmo quanto ao decoro humano.
Se fosse mister que Aleixo, sozinho em presen-
ta de toda a escola, se moslrasse chiislo, nao
sei por certo o que elle faria. Reunido, porm,
aos quatro amigos, eram alias todos cinco conta-
dos em o numero dos roelhores da escola, o que
urna excellenle posico para ter o direito de ir
rnissa e commungar pela paschoa, nao teve
Aleixo nenhum cuidado quanto ao que podessem
dizer. Recebida solidariamente pelos cinco as-
sociados, as chufas passavam por elle quasi des-
apercebidas ; e quaodo os companheiros viram
que a zombaria nao rompa aquellas almas en-
couracadas deixaram mui naturalmente de
zombar.
Alm de que a timidez de Aleixo lhe foi mais
ohIdo que prejudicial. Assim alistado avista de deixou de tai.r mais de ama allusao colele s
nrlLn.0.Ki^xiO^a,'^.,,t,l!!2fiK '* "?" MMtoMtel e aos forragaita. Algumas
L!^!'' ***** A?" ESS**1* e h0* '1"m *!* e dous fragmentos de caica de
mem de bem e a sua f de christto ter-te-hiara ameodoa tinam cado, como indicio aecusado-
opposto i qoalquer entro comportamente. Se, reda refeicao, clandestina, no collete felpudo
porem, s vetea, ao lembrar-se que tinha vinte de Aleixo.
ouoa, comecava almejar e lamentar os pra- Chegou-ae em novidade B.
zeres que seus incrdulos companheiros gozevam Ah nao havia dous meios de viver. A oto se
sem obstculos, se acaso djzla comsigo que afl- ler urna ais, luxo reservado para os coronis ra-
na de Coalas aquella escravidio era insuporta- formados, todos os funccionariossolteiros comiam
vel, responda immedialamente si mesmo que mesa redonda do Negro Real, nica hospeda-
o peccado nao era jamis ura bem e que era pre- na da cidade.
ciso repellir cora arerso seus allraclivos ainda
mais seductores. Pensava no estado que tanto
lhe agradava ; pensava em sua me quem pro-
metiera conservar-se puro. Emtira, quando por
meio do um esforco da imaginaco.suppunha que
esses obstculos baviam dcsapparecido apreseota-
va-se sua timidez como o ultimo e insuperavel ba-
luarte. E ao depois eu nunca ousaria. E
oo pensava mais em tal.
Devo principalmeote dizer que nesse contacto
diario com piedosos companheiros, a f de Alei-
xo tor tfica va-3e cada re mais, o reveslia-se de
um zelo de propsganda que al ali nao havia elle
descoberto em si. Em substancia, nao conside-
rara o professorato seno como urna posicio hon-
rosa para onde o impelliam sobre ludo a memo-
ria de seu pae e aptiddes notaveis. Era tambem
urna das profissoes onde o mrito tem mais cer-
teza de urna recompoosa, ainda sem protecgo ;
e Aleixo dizla comsigo que nunca havia de ser
um mediocre pretndante. EmQm, depois do
ha ver corrido por alguns annos, definitivamente
domiciliado n'uma cidade de soffrivel importan-
cia e com um lugar sulQcientemente pago, man-
dara buscar para junto de ai sua me e suas ir-
POLHETOI D
114 FAMILIA TRGICA
raaas, e recomecaria aquella vida de familia fra
da qual nao comprehendia a felicidade.
Uesde algum tempo que germinara em sua al-
ma urna emulaco mais nobre. Seus companhei-
ros eseus discpulos deviam ser no meio da mo-
cidade infelizmente to pouco crdula, os porta-
dores da bea nova. Seu ensino chrsto devia
conservar a f oaquellas almiohasonde sed la-
dos tantas vezes feria-ade morte um eosinoldif-
terente ou impo, e com ella os bons costumes
que sobreludo no adolescenlo nao tem outro
arrimo seno a reliyiao. J os nossos apostlos
exercilavam-se naquella delicada direcgodas
almas. Na escola, um ou dous discpulos aig-
mentavam todos os annos a pequea phalange.
As conferencias de Sao Vicente de Paula eram
principalmente o theatro de seu zelo. Assim,
para nao fallar seno em o nosso hroe, gracs
aos seus cuidados, dous ou tres pobres velhus
voltarara para Deus in exlremis ; rehabilitaran-
se alguns casaraentos. Ensiaou um menino io
preciso para a primeira communhao. obreludio
visitando regularmente todas as semanas duats
ou tres familias, cootribuiu com a sua pequea
parlo para approximar de Deus algumas almas,
para deminuir em congoes exasperados o odio i
religio e sociedade.
Duraute a quaresma, era dos mais assiduo i
as conferencias do padre Lacordaire ; e todos o i
annos na communhao geral de Nossa Senhor
cao sabia ello como exprimir a alegra de se
chrsto. Berodizia Deus, abencoava sua me
arda em desejos de dar s almas de seus irma
um pouco da santa ennebriez que superabundav
em si ; eslava fazendo, como cria, proviso d
forjas para os annos seguintes.
Chegaram esses annos. Aleixo era licenciadol
era Ultras. Em seguida um concurso de subs-
tituirlo onde naufragou, porem gloriosamente,
sendo recommeodado ao miuistro como pessoa
de mrito, foi encarregado da cadeira do rhelori-
ca n'um dos mais importantes collegios munici-
paes de Franca, em B___
Partiu de Paris n'uma sexta feira.
Na diantoira da diligencia, a qual escolhera pa-
ra ter menos companheiros, alera de uro Inglez,
personagem mudo, havia um joven viajante que
tallara por dous o at por tres. Aleixo soube
logo que era um collega : vinha de Londres, 6
ia para B, para onde ha pouco havia sido
noroeado professor de segunda classe.
Aleixo, que antipathisava particularmente com
aquelle modo de fallar de si e de laogar-se ao
encontr da gente, respondeu apenas com algu-
mas phrases cortezes aos primeiros passos do vi-
zinho. Todava, urca iniimagao directa e ca-
thegorica, vio-se obrigado declinar o norae, o
pronome e a proGsso.... o quecausou um pra-
zer indizivel ao Sr. Aristides Dulan.
Era ento o tempo das diligencias amarollas.
Desceu-se para aloiocar, ao depois para janlar.
Aleixo disse comsigo que oo era l muito
preciso comecar por vangloriar-se enr*presenra
do Sr. Aristides, que lhe desagradara tanto, e
que nao deixaria de espalhar a noticia por todo
o collegio apenas chegasse. Receberiam, pois,
o pobre Aleixo com toda a sorte de prevenroes,
e elle nao sabia como baver-se no meio dos col-
legas.
Aleixo fingiujpois, estar deenle.e nao ter fome,
communicaco que o Sr. Aristides recebeu com
um sor riso de incredulidade. A verdade era que
Aleixo tinha o semblante mais luzidio deste
mundo, cuja vista perguntava-se naturalmente
como aquellas faces tr do rosa, aquelle sorriso
vinoso e aquella fronte de urna pureza virginal,
como um lodo que corresponda to bem estas
palavra : a cor da virlude, poda nao ser ao
mesmo tempo a cor da sade.
Pretextando alm disso ums grande necessida-
de de andar para dissipar certa eochaquequa em
comeco, Aleixo partir adianto, em quanto que
seus companheiros de viagem comas costeletas
e beefsleacks.
Kntao tirou da algibeira alguns peziohos de
que so muoira prudentemente ; reuniu-lhes ?as-
sas e amendoas ; e cm poucos minutos devorou
essa refeigao de anachoreta.
Talvez tivesse obrado com mais acertse eo-
trasse na hospedara e pedisse urna frigideira.
Nem por isso revelar-se-hia msis ao seu coliega ,-
pois este, apenas roentraram os passageiros, oo
A magistratura fornecino substituto, osjuizes
e o escrivao ; a ioslrucQn publica, o inspector
da academia e a maior parte dos professores do
collegio ; a admioislraco, o recebedor dos
direilos do registro da alheiaco dosimmoveis, e
o collector, alguns em pregados da prefeitara e o
escrivao das hypolhecas. Reuni isso dous
otliciaes da guarnicio e oulros tantos ricacos gas-
trnomos, e lerieis o pessoal do Negro Real.
Era urna reuoio magestosa... E quando Alei-
xo nella Ggurou pela primeira vez, ergueu-se-lhe
diante dos olhos um espectro aterrorisador ; era
pois mister afrontar todos aquellos olhares, pas-
sar por baixo do logo de todos aquellos sorrisos,
no dia em que houvesse de se declarar chrsto,
jantando segundo o preceilo, e repelliodo urna
por urna todas as maravilhas culinarias de Ac-
fra, o Ilustre commandante do Negro Real.
. Esse dia temivel hade chegar d'aqul asis
das, dizia Aleixo com sigo ao almoco do do-
mingo.
Na sexta-feira sogointe, seria absolutamente
preciso tomar animo jantando segundo o precei-
lo, na sexta-feira ao janlar ; pois na refeicao da
manha, poda Aleixo sera fazer-se notado, con-
tentar-se com dous ovos quentes e urna chicara
de caf, como aconteca diarlamento mais de
um dos seus companheiros do mesa.
Aquellos que tratam de affeclacoes s praticas
religiosas podern rir-se de ludo isto. Quem sa-
be o que a f calholica, que estreita cadeia pren-
de a moral ao dogma, e urna e outra a (le ob-
servancia dos preceitos da egreja, aquellos que
sem experieocia pessoal dessas cousas tem visto
junto si almas superiores atadas peta cooscien-
cia aquella adroiravel solidariedade do edificio
chrislo. esses coroprehendero que com a sex-
la-feiri de 15 de outubro de 1838 approximava-se
para Aleixo urna poca solemoo, talvez a mais de-
cisiva do toda a sua vids.
Janlar ou oo naquelle dia conforme ordena a
egreja, mesa redonda do Nejro Real, nao era
somente comer carne ou batatas; era fazerou
nao proQsso do christiaoismo, era quando so
apresentava urna occasiao em que nao podia dei-
xar de dizer o que era, era sor dcil sua f e s
inspiraces de sua consciencia, ou abandonar co-
bardemente suas bandeiras por causa do mais ri-
diculo temor, e se raostrasse corajoso e fiel,
era dar um passo decisivo e meritorio naquella
estrada christa por onde andar al ali com tan-
ta facilidade.
Se tocasse nos assados e acipipes de mostr
Acafrda, era desfazer de urna vez o trabalho de
toda a sua vida ; era parecer-se com o recruta
que, intrpido no exercicio de fogo, larga as ar-
mas e foge no priraeiro conflicto com o ini-
migo.
Ainda nao era tudo. Aleixo eseus companhei-
ros sustentarsm-se durante os annos laboriosos
da escola normal cora o pensamentodo bem que
poderiam fazer s almas de seus discpulos quan-
do professores.
Chegira para Aleixo o momento de exercer esse
piedoso apostolado. Mas coro que direito em-
prehenderia elle to honroso ministerio, como
teria animo de trabalhar para salvar os outros,
se comecava por se perder si mesmo, e se o
[seu primeiroacto publico em B... era um aclo de
ublica apostasia ?
Assim descorra Aleixo.
Ao domiogo, procurara adiar esses pensaroen-
os sob pretexto da longa demora que ainda o se-
arava do dia fatal. Esses pensamentos, porm,
o queriam retirar-se. De dia, dominavam to-
as as suas outras preoecupagoes, e apenas lhe
leixavam urna bem pequea parte da presenta de
espirito habitual. A' noite, ellesatormentavam-
o com os mais extravagantes sonhos, ou oppri-
iiara-o com iatoleraveis pesadelos.
Entretanto adiantava-se o lempo ; e, como o
condemnado morte, que conta os minutos do
ultimo dia, va Aleixo com terror caminhar o
ponteiro pelo quadrante... e chegou a manha de
sextta-foira sem que elle houvesse tomado algu-
ma resoluco.
noite, que d conselhos, dra este ao nosso
pobre amigo perplexo : Minima de malis. Apre-
sent'or-se no janlar daquella tarde sem dizer pa-
lavra ninguem, recusar tudo imperturbavel-
menle, jantar com azeitoaas e batatas, seria bora ;
mas como seria difficil 1 Era atlrahir sobre si a
altenco de toda a mesa. Teria Aleixo bastante
forga para soffrer aquella pro va? Nao era me-
lhor ir ter com a Sra. Chenu, hospedeira do Ne-
gro Real, dizer-lhe que jantava segundo o pre-
ceilo, eue lhe Bzesse o favor de aproroplar o jan-
tar respectivo para aquella tarde ? Suppondo
que os vizinhos de Aleixo achassem extraordina-
rio esje\ aparte gastronmico, esses vizinhos
que erasa principalmente seus collegas, respon-
dera Almo mui simplesmeate e sem pertur-
bar-so
Poik bem sim ; hoje sexta-feira. Os dis-
cpulos do collegio jaotam hoje, segundo o pre-
ceilo, pon ordem. Eu janlo conforme ordena a
egreja, por consciencia. O mesmo ser todas as
sextas-teiras, e aossabbados tambem. Isto nao
os incomraoda, nao ? Sou calholico *, lenho a
f. Contestara que se em altenco aos bomeos,
eu nao ousasse reunir-lhe a pratica, os senhores
nao me eslirnariam mais e com toda a razo.
Como queriam que homens bem educados res-
pondessem descortezmenle urna lioguagem lo
franca, to sabia e to moderada ? E.ainda quan-
do Aleixo devesse ser nos primeiros das o alvo
de algumas chufas, seria por ventura um grande
mal ? O que havia elle soffrido at ali por amor
POR
CHARLES HUGO.
PRIMEIRA PARTE.
O Filho.
[Conlinuato.)
X
A. cmara verde.
Tal era a residencia para onde Alina havia
acompaohado a seu marido. No momento em
que a porta principal se abra para receb-la, soa-
va no sino da aldeia a hora do recolher, e os ha-
bitantes do lugar, que, fiis s ordene do gover-
nador, trataran) para logo de fechar as suas por-
tas e apagar as luzes, Qcariam bastante maravi-
lhados se podessem ver naquella hora que a es-
cada de honra do castalio se achava com a sua
alampada accsa, e que duas pessoasum moco
e urna mocasubiam vagarosamente os degros
de pedra dessa escada.
A repulso instincliva que se apoderara de Ali-
na ao aspecto desse castello, cojo nome e histo-
ria anda ella ignorara, tornou-se maior depois
que nelle entrou.
A escada era ao mesmo lempo senhorial, e
desolada ; e longe de ler conservado essa espe-
cie de magestade hospitalelra, como a mor parte
desses vestbulos sumptuosos de nossosTintepas-
sados, hoje desprezados pela mola e parcemonia
da nossa architectura moderna, causava repug-
nancia logo aos primeiros passos pelas suas pro-
pe r;6es collossaes, e pelo estado de ruina em
que se achava.
Nao tendo o castello, como j dissemos, mais
que um andar, as paredes dessa escada se pro-
loogavam at o (orro do tecto, que, sendo em ou-
tro tempo dourado e piolado, se achava entio
coberto de leas de sraohas delle pendentes quaes
negras cortinas : por ahi passava urna outra es-
cada em sptral a qual conduzia plataforma. A
pedra dos degros largos e baixos eslava salpica-
da em diversos pontos dessas nodoas de salitre
quo a humidade costuma criar nos lugares on-
de nao penetram o ar e a clardade. As balaus-
tradas de carvalho carcomido tioham perdido a
(?} Vide Diario n. 56.
sua forma primitiva, e os dedos alvos e delica-
dos de Alina pousando sobre o corrimo sentiam
a iraca resistencia da madeira toda cheia de
bolor.
A extromidade inferior da parede suroii-sesob
um entalhamento luxuoso, cujos relevos, repre-
sentando semduvida em outro tempo bonitos bra-
soes de armas, pareciera ter sido nivelados.
cima dessa obra da antiga marcenara, im-
mensos fragmentos de ricas tapecarias bordadas
ouro se elevavam ao forro do tecto, e prolon-
garan) at a penumbra, de onde se destacavam
em (ios entrelazados as teas de aranha, os res-
tos das personagens mithologicas que ellas re-
presenlavam.
Aqui e ali no meio da miseria desses frag-
mentos, que bem indicavam um antigo esplen-
dor, notava-se o vago reflexo produzido por urna
ou outra peca de ouro. Sobre essas tapecarias
deveriam ler sido postas em outro tempo as ar-
mas dos Srs. de Ganges ; mas, ou fosse por que
a sua riqueza, e o abandono em que as deixaram
ficar houvesse Despertado cobica de alguma
depredacao vergonhosa, oa fosse por que de pro-
posito livessem soffrido alguma mutilaoo pre-
me litada e systemalica, o caso que ellas a pre-
sentavam no seu bordado e em distancias iguaes
urna brecha quadrangular, maneira de um es-
cudo, que sobresahia no branco da parede.
Urna alampada enfumacada penda de um mo-
dilhso ao gosto antigo, e espargia um claro si-
oistro na sombra circumferencia da escada, que
tornando sobre si meara a, remata va n'um pata-
mar, onde haviam duas portas, que davam en-
trada para o interior do castellourna dellas
aborta, e a outra fechada.
Em p no limiar da porta que se achava abor-
ta, Pedro recebeu os jovens com estas palavras;
A ceia para a Sra. condessa est servida.
Alina, preza de urna anciedade sempre cres-
cente, entrou com seu marido nessa parte do edi-
ficio que cueamente servia de sala de jantar.
Tendes fomo, micha querida Alina, per-
guntou o cando cora a voz affoctuosa, mas que
fcilmente Irania o seu constrangimento e per-
turbado.
A condessa nao respondeu: deixou-se levar
por seu marido para junto da mesa, onde pare-
ca tor sido servida pressa urna ceia em mag-
nifica baixella de prata.
Alina peiturbada ao ultimo ponto cahira antes
do que se sentara sobra cadeira que lhe offero-
ceram em frente do conde. Nao ousando ain-
da fallar, lngara sobre essa sala, apenas alumia-
da pela fraca clardade de urna Tela posta no
centro da mesa, esse mesmo olhar estupefacto
com que hara encarado a fachada do castello, e
depois escada de honra.
Se verdade que existem salas de proposito
feitas e destinadas para os prazeres dos festins,
cortamente n&o era essa de que nos oceupamos,
Vasta o espinosa, to arruinad* como o vestibu-
de Deds ? Coa que prlvaedes havia pag o Ina-
precavel thesooro da f ? Quo fiarla havia j
deposto aos ps de Jess cruxicado t
Taes eram os acertados pensamos tos que agita-
vara-se no espirito de Aleixo, ao vesiir-se para
ir tazer a sua declaraco senhora Chernu.
Havia fallado o snio da guarda : (Kabo rea-
poodau-lho.
Como astuto que elle, nao disse que afina!
de contas o jantar de preceilo era penitencia
bom secundaria e que Aleixo nao sera condem-
nado por causa de urna soups gorda.
Nao ; porro ella suggerio ao nosso hornero
tmido que nao era necessaro ir ter com a hos-
pedeira do Negro Real ; que n'um paiz to
calholico haviam de ler por costume servir jan-
tar de preceilo s sextas feiras; quo seria de
admirar que entre todos os conviras nao hou-
vesse um s que tivesse hbitos religiosos ,1 Alei-
xo aproveilar-se-bia disso sem fazer eslalada e
mui simplesmente.
Nao foi pois ao Negro Real. Pela amaohia
alraocou cha... : porm chegou a noute e mo-
mento solemne da soups que ia decidir tudo.
Aleixo imaginara naturalmente que toda a
mesa tinha os olhos assestados contra elle... Te-
ria comludo o animo de recusar soupa se nao
pensasse que quera espiar-lhe oa movimentos.
o capillo de couraceiros que olhou casualmente
para seu lado. Aceitou, pois, mas aioda espe-
rara entregar o prato intacto. No momento de
fazer essa manobra, outra olhadela tambem for-
tuita e eatas palavras pronunciadas por acaso
pelo yizioho : Mas o Sr. LeKaul nao come?
decidirara-no a comegar, depois acabar.
Tomada a soupa, o mais aeguiu-se por ai mes-
mo.Como, porm, osse jantar no qual todava
Agafroa tinha-se esmerado, pareceu queimar o
corago de Aleixo, a medida que passava para o
estomago I
Aleixo voltou psra a casa mais triste, maisen-
vergoohado de si mesmo do que podara eu di-
z-lo.
Nao dormiu. O remorso pai da insomnia, e
Afeixo senta que com aquellas colheradas de
soupa introduzira satansz na alma e delta espel-
lira a Deus.
Se religlao nao fosse para Aleixo se nao um
habito de infancia, urna rotina de collegio, urna
condescendencia para com sua me, urna da-
quellas cadeias |que se soffre por muito tempo
sera saber por que e era quanto nao parecer
demasiadamente pesadas, mas que se trazem
seroconriccao e sera amor, aquella primeira in-
fraeco da le roligiosa talvez fosse o signul de
urna completa o immediata disergao.Chrislo
ainda hontem, sera no dia seguinte leitqr de
raaos livros, frequentador de sociedades perigo-
sas, sceptico por systema ero materia de religio,
so-simoniano ou fourierisla, ou pedreiro lvre,
segundo a pocha, pensador livre, n'uma pala-
vra, ah I o principalmente homem de acedes li-
vres. Dous annos dapois, ao medir o espago
percorrido no caminho da liberdade iotellectual
e de urna vida enla dos pueris escrpulos de
urna moral terrena, ouvi-lo-hieis talvez referir
aquella primeira sexta-feira, como a urna data
providencial, a su completa emancipaco.
Felizmente Aleixo tinha a f. A religio era
para elle a base de tudo, a mais verdeira das
verdades, o nnlco meio de alravessar com passo
firme a passagem estreita c curta de*ta vida, o
nico repouso possivel de espirito < de corago.
A excepeo do christiaoismo, bem sabia elle que
toda a doulrioa era iiluso e toda moral, fra-
queza.
Estara to arraigada nelle essa coeviegao que
viver independente das pescripces religiosas,
deixar de crer o de harmonisar a vida de confor-
raidado coro a sua crenca, ser-lho-hia absolula-
roonte impossivol. Bem pudera, por fraqueza,
nao se atrever declarar-se chrsto era prsen-
os daquelle senado do funecionarios. Declarar-
se, porm. comsigo mesrao, e por todo o resto
da vida, inimigo da egreja, sua me, era um
remate de loucura e de lngratido ao qual bem
senta que nunca poderia chegar anda que o
quizesse,
Feliz effeito da educino religiosa Feliz a-
raontoamento de obstculos entre urna alma o o
mal, que faz com que seriara precisos quelle
joven christii esforc.os mil vezes mais diliceis
para passar sem o christiaoismo do que para sof-
frer-lhoo jugo 1
Ador e a vergonha, como disse, tioham eo servado Aleixo acordado toda a noite. Pela ma-
nha, adormecendo por um instante, sonhouque
havia abandonado a sua antiga norma de proce-
der ; que nao sabendo como voltar para o bem,
perseverara no mal. Havia entrado no campo-
dos in i migos da egreja, porm levara comsigo o
remorso e 63te tinha denles agujados ; como o
rapasinho do joven laceuemonio, roia-lhe elle o
confio.
Foi to viva a dor que Aleixo despertou so-
bresaltado, antes fatigaddo quo fortalecido por
aquelle mo somno.
Sentioolle urna febre ardente, e mandou di-
zer ao collegio que nao podia ir dar a licao da
manha.
Pox-se a fazer de novo o balance de sua situa-
co e a voltear, como um escaravelho, nesle mes-
mo circulo vicioso' Nao posso viver sea re-
ligio ; e comtudo nunca ousarei fazer acto de
chrislo em presenca dos convivas do Negro-
Real.
Nesso momento bateram-lhe porta, ao que
respondeu elle raachinalmente : pede entrar.
Appareceu-lhe o capito de couraceiros.
Disseram-me que Vmc. eslava doente.
Tambem estou. Pensei, que como companheiro
far-me-hia o favor de receber.
Aleixo, com os olhos arregalados, olhou por
sua vez para aquelle doente exquisito, de tez
brilhante, de bigodes retorcidos, de estatura
herclea, de pupillas vivas o chammejantes. Q
tom ao mesmo tempo simples e sincero coa que
fallava o capito, repellla toda a idea de gracejo,
a primeira que apresentou-se ao espirito do
Aleixo.
lo, nao tinha, alm da mesa e duas cadeiras, ou-
tros movis mais do que um grande aparador
de bano muito bem trabalhado, mas cujo esta-
do moslrava a incuria e esquecimento, que indi-
cara a ausencia prolongada do dono da casa.
O tapete do soalho, trabalho digno do apara-
dor, tinha ha muito perdido o seu lustro, e se
achava rasgado em diversos lugares, de sorte quo
ali fcilmente iropegaria quem nao andasse com
cuidado. Urna lapecaria de couro do Cordova
do gosto o mais apurado, ornada de ricos pa-
neis, cujos caixilhos despregados e deslocados
nao seguravam mais parede, deixava ver aqu
e acola no maior estado de ruina as suas lindas
paisagens, representando passaros e flores. Um
reloglo de parede lodo moldurado apresentava
por detras do seu vidro a pndula e ponteiro im-
moveis. Bespirava-se ali um ar enregelado pro-
veniente do vento encanado que se iotroduzia
pela porta aem fechadura, ou pela janelia cujas
vidracas em que naquella hora dava de cheio o
claro da la, tinha no centro um vidro de
menos.
Grupos ropresentando amores vagamente- es-
tampadas nos angalos do tecto ali osteotavama
sua nudez do envolta coro a escurido das lie vas,
proseguiodo no silencio os seus lisos petrificados
e mudos.
Finalmente essa sala de jantar soberba o sump-
luosa n'outro lempo, era ento amortecida, ar-
ruinada.
Bellas noites de folgaocas ella teria talvez pre-
senciado, opparos banquetes, brilbanles festins,
como esses que nos pinta Veronese, onde os jar-
ros e as tacas circulavam entre as mos de ne-
gros pagens com os seus jaqus de brocado; on-
de os segredinhos, approximando s frontes e os
labios uns dos outros, se misturavam aos doces
eolevos de urna suave embriaguez; onde final-
mente echosvam no ar as canses bacchanaes
com o ruido dos copos que se crusavam. Sim
essa sala leve talvez s suas noites alegres e -di-
vertidas : mas quem sabe se entre ellas oo ha-
veria tambem alguma noite horrivel I Quem sabe
se no fundo desse quadro voluptuoso, por entre
as tacas e vidros dourados nao teria tambem con-
servado um copo sinislro em que houvesse cni-
do gotta gotla um licor desconhecido 1 Sim
essa sala teve talvez os seus festins ruidosos, seus
convivas cordados de rosas, suas lindas damas de
espaduas nuas, ouvindo brandamenle recostadas
o som das guitarras dos enamorados cavalleiros:
mas quem sabe se no meio dessas recordares
alegres nao guarda ella silenciosa e muda a he-
dionda recordago de um terrivel envenenamen-
lo 1 Quem sabe se esse relogio que ali se ve im-
movel e parado nao marca ainda a hora tremen-
da em que ella teve em si o seu Borgia I
Porm o vestigio mais rico, e ao mesmo tempo
mais sinislro do sntigo esplendor dessa sala
abandonada, vestigio que se va em frente da
mesa, em que se achara posta-a. ceia, por d,*
Vmc, cenliouou o oficial quasi som alteo-
derrespasta do professor, o contentando-ae
com um gesto cortez da approvaclo, Vmc. nio
suspeita por certo a impaciencia com que eu es-
perara a mi ahogada aqu.
Nio. senhor ; at nio pensara eu ter a
honra de ser eoahecido por Vmc.
Pois bem I dir-lhe-hei com a franqueza
do militar que o Sr. illudio toda a minha espec-
tativa. Julgava eu encontrar em Vmc. um sal-
vador ; e apenas de hontem qua^o vi, cala-me
o senhor a duvida na alma, o, gracas a Vmc,
parou de repente um trabalho interior, e, ee-
guodo creio, saudavel, que so oparava em mim
ha um anno.
O que diabo que dizer esse Gollath ? Dizia
Aleixo comsigo.
A duvida nao durou muito tempo.
Acha que lhe estou dizendo urna charada,
oo ? Fallemos claro. Sou amigo da oa dos'
seus ex-companheiros da escola normal, Arthur
F. Tinha eu grande amisada com elle quando
estire de guarnirlo em Guret. Arthur pe-
aos de rara devoco, como sabe ; e com isto
to agradavel. a virlude tem nelle laes allracli-
vos, que eu cahiria, segundo pens, em seu la-
ces, ge me nao houvesse separado delle urna
mudanca de guarnico ao cabo de poucos mezes.
Entretanto, nunca deixamos do iros- escrever.
Nunca recebi urna carta de Arthur sem lr, em
intencao de minha converso, urna palavra, urna
palavra s, mas sempre to proposito, to
penetrante, to offlciosa tambara que Arthur
ausente fez mais ainda em meu espirito do que
Arthnr presente.
E'itretanto, assim que elle soube da prxima
chegala de Vmc, deu-se pressa em ra'a com-
municar. Poupo molestia do senhor a ropeti-
cao dos elogios que elle me fez a seu respailo.
trofim descreria ao senhor como ura christ.'io in-
trpido, e nao duridava elle que Vmc fosse o ins-
trumento destinado pelo cu afim de prefazer a>
minha converso.
Esperara-o, pois, cora viva impaciencia. Con--
fessar-lhe-hei que nao tenho mais objeceo con-
tra o christianismo. Smente, apezar dos rneu?
seis ps de altura a de meu todo de aculilador,
sou mais vleme diante de urna peca do que em
presenca das pulhas, ainda dos tolos e maldizen-
tes. E' absurdo, porro, assim Fiava-me, pois,
no senhor como no meu cerra-fila.
Ora, hontem era sexta-feira. Recordo-rae de
que na infancia jantavamo; segundo o preceito
nesse dia, na escola militar,com o que eu dava
cavaco. Depois de haver zombado bastante dos
devotos e beatos que inflingen)-so- tal corvea nem
a isso- serem constrangidos, aprend s respeltar
essa pratica e muitas outras, vendo Arthur con-
formar-se sempre com urna admiravel simpli-
cidade.
Qual nao foi, pois, a minha a-dmiragao quando
o vi hontem comer sopa, roaH beef, costeletas,
galuchlas, sera mais escrpulo do que um pan-
duro como eu, ou como os seus companheiros do
collegio, que sem fallar mal del les, oo acredi-
tare nem em Deus nem no diabo l
Ergueu-se. pois, no meu espirito urna duvida
terrivel. Como, dizia eu a mim mesrao, est ali
ura homem intelligente e brioso, o Sr. Aleixo le
Kanut, que o seu amigo Arthur a-nauociava-me
como um apostlo? Na escola normal era aquel-
le hornera ha tres mezes parte integrante de toda
a sorte de boas obras. Entrou elle, assim como
Arthur, n'uma sociedade um tanto ingrata
(perdoe a expresso) com o pensamento de fazer
bem s almas, a de voltar para Daus o- espirito
de seus discpulos. E esse homem nao tem o ani-
mo de oaver-se como calholico em prseos de
vinte individuos dos quaes nenhum lhe chega
aos ps ?
A religio nao pois, aquella escola de forrea,
como tioham-me dito. Arthur esa apenas urna
excepeo. E como poderei eu fuer,, eu, simples
neophyta, aquillo peranle o que receia o Sr. Le
Kaout, chrislo jubilado?___ Devo, pois, adiar
minha converso para quanlo estiver casado.
Talvez possa ento jantar, segundo o preceito,
cora as partas fechadas, o sem passar sob a colu-
brina de uns vinte pares de olhos maliciosos I
A medida que se desenvolv a discurso do ca-
pito, Aleixo sentir successivamente urna pro-
funda confuso, ao depois alguma acrimonia, em
seguida urna grande admiraco por aquella natu-
reza honrnda e integra, finalmente um vivo re-
conhecimenlo para coro Deus que enviava aquel-
lo modelo sua cobarda e ao seu naufragio
aquella inesperada taboa de salvaco. Do intimo
da alma que fra fraca, mas que nao eslava per-
vertida, subiram-lhe aos olhos lagrimas de arre-
pondimeoto e de humiliago. E quando o capi-
to acabou, Aleixo, suffocado pelos solucos, es-
tove por algum tempo sem poder responder.
Atinal recobrou o uso da palavri.
Nao, senhor, disse elle com voz trmula ;
nao aecuse a nossa santa religio..... a religio
de Arthur antes; pois apenas ouso charoa-la mi-
nha, to indigno delta tenho sido. S aecuse a
mim, minha fraqueza ; ao meu orgulho, que
nao receiava bastante perder a f, o que nao ora-
va sufficienlemente ; s aecuso a mim da triste
diserco a que acaba Vmc de assistir.
Sim, a religio por certo, come lhe dizia Ar-
thur, como sobreludo Ih'a mostrara elle com o
seu exemplo, a religio por certo um arsenal
inexgotarel de armas de toda a especie para todos
os perigos de nossas almas.
E' mister, porm, ir buscar essas armas; e foi
o que nao fiz. Eu bem sabia que devia janlar se-
gundo o preceito. Eu bem sabia que nao o fazen-
do, em vez desse primeiro passo, o nico que
custa no caminho dabem,e domis a mais nao
era o primeiro para mim, visto como era conse-
cuencia de alguns annos de marcha no mesmo
sentido,eu bem sabia que dava o primeiro pas-
so no camioho do mal, que esse passo podia le-
var-me, e a despeito dos protestos de minha
consciencia, fazer-me dar muitos outros, e im-
possibilitar a minha rehabilitarlo.
traz da cadeira do conde, eraurna chamin mo-
numental de granito magistralmente esculpida,
cujo panno, sustentado por duas caritides ma-
cissas, apresentava bem no centro o buraco largo
de urna pedra deslocada. Por cima desse bura-
co, como a sombrancelha de ura olho forado,
urna cora collossal de marquez completava o
relevo com a sua ordem de pcrolas e floros
machucados pelo marlello, mas nao quebrados.
E finalmente, para completar o effeito que pie-
duzia essa especie de cenotaphio de pedra, abro-
cha mysteriosa que fiesva por cima do fogo, ar-
ruinado pelas aguas da chuva, mais do que pelo
effeito da fumaca, se proloogava pela parede a
dentro figurando um tmulo ou carneiro, sobre
o qual cahia naquelle momento a paluda clar-
dade de um raio da la.
Do que muito Alina se admirava, o que muito
augmentara o seu pasmo era a certeza cada
vez mais evidente da extranha ruutilaro porque
haviam passado os brasdes do castello, mulilagao
cujos vestigios infamantes sppareciam extraor
dinariameote naquella sala, mais que em qual-
quer outro lugar. Ali se viam ellos destruidos e
apagados sobra a poltrona senhorial, em que
Christiano se achava assentado, sobre o guarda-
napo adamascado, sobre a baixella em que eram
servidas as iguarias da ceia, e sobre a toalha que
Alina tocava machioalmeute com a mo trmula
e convulsiva-, considerando sem dizer urna s pa-
lavra essa corda de marquez que apparecia por
cima da fronte paluda do seu esposo, mutilada,
arruinada em toda a parle I
A condessa esteve a ponto de soltar um grito,
porque o seu olhar descobrira por baixo da cora
esculpidas em lettras, ainda mui visiveis. as pri-
meiras palavras da divisa do castello anonymo,
que ella bem conbecia, e cuja signicaco havia
perguntado a sou marido.
Para o que que estaos olhando com tanta
altenco ? pergunlou Christiano seguindo a di-
receto do olhar de sua esposa.
Foi s ento que elle percebeu a alteracio das
feicoes da condesas, de ordinario to placidas e
radiantes : foi s entio que elle julgou descobrir
nesse lmpido olhar um brilha) que nunca lhe ti-
nha visto, e pressentio urna pergunta, urna du-
vida, um espanto, e talvez mesmo urna aecusaco
sobre esses labios, cujo sorriso lhe era lo co-
ohecido4
Depois de pequea pausa, que a immobilidade
de Alina tornara ainda mais significativa, o ca-
pito, esforjando-se por conservar na sua voz
essa ternura que lhe era habitual, disse :
Alins, pareceis-me bastante commovida t
Dizci-me o que tendes...
Quando estivermos sos, respondeu a con-
dessa designando com um movimento de cabeca
o criado que ae achava por detraz de sua ca-
deira,
Christiano, oa porque quizesse buscar uma erar
aira qaalqaer, ou porque pretemtesse sondar o
[Continuar-se-ha.)
pensamento da joven, procurou revestir-se de
melhor humor possivel, e disse com uma alegra,
cujo fingimeoto nao escapou proprii Alina :
Com effeito I eu j o tiuha previsto I Ainda
ha pouco que pozemos os ps dentro deste cas-
tello, e j estaes toda triste e pezarosa. Eu de-
vera ter-vos deixado em Paris e bem arrependi-
do estou de haver pedido ao vosso capricho :
agora j nao ha remedio I Olhae bem para estas
anliguidades achaes que sao bastante insup-
portaveis, nao assim? E' preciso que se seja
um misanlb/opo, como eu sou, para se poder
viver uui, sem ler medo dos lobishomens I Esta
antigaTala de jantar causa-vos uma impresso
desagradavel capaz at mesmo de dispertar ideas
de suicidio I Pois, olhae a mim parece um lu-
gar proprio para amorosas refeicevos sobre tudo
com esse lusr a expargir o seu pallido reflexo so-
bre os vidros daquella janelia I
E o condo procurava rir mas era um riso to
forjado que, decompondo o seu nobre semblante,
tena causado susto um hbil observador; era
como que o arranco convulsivo de uma lagrima
devorada : porque desde sua entrada no cas-
tello elle procurava em vo dominar a dolorosa
a formidavel impresso das recordaces da sua
Infancia, que intactas conserrava no pensamento
com o maior culta e horror.
Esse humor forcado imprimia naquelle mo-
mento sua alegra um carcter de impassibili-
dade heroica e sombra. Nunca a coragem do
joven capito passra por uma prova mais ardua
do que esse sorriso que lhe escapava em vez de
uma lagrima.
Alina I replicou elle no mesmo tom : que-
ris que vos sirva um bocado deste phaisio ?
Obligada, Christiano ; nao tenho fem.
E um calix deste voho ? Vede que a ni-
ca aotiguidade desta casa que tem conservado o
seu prego.
Agradeco-vos ainda, Christiano; nio tenho
sede.
Pareceis-me to sgitada I observou o
conde.
E' verdade ; eu o estou...
Mas esli o que tendes ?
J vos disse que nio estamos sos.
O conde franzio o sobr'olho.
Pedro, disse elle sbitamente, deixae-nos.
O criado inclinou-se o desippareceu.
Oh 1 exclamou Alloa quando a pnrta se fe-
chou sobre elle ; ji nio podia mais conter-me 1
Que tendes I Estaba soffrendo ? disse o con-
de tevantando-ae vivamente com o maior affecto
e interesse.
Porm Alina conteve-o eom o cesto ; e com
uma voz euja aeveridade tinha alguma chusa de
supremo nessa joven meiga a encantadora, as-
sim replicn :
Christiano, nio 6 verdade que eu TOS amo
muito ?
Sim, Alina ; murmurou o conde,
Nao verdade tambem que sou vossa mu
Ihor perante Deuse parante os homens?
E quem o duvida ?1
Alioa levanlou-se tambem por sua vez, ergmm
a fronte, e com os labios trmulos, laucando
para sua frente um olhar solemne, em que bri-
lha va todo o orgulho da mulher offendida par
uma falta de confianca, e talvez que por uma
impostura de hornera amado, replicou
Pois bem, senhor I dizei-me : quem sois
vos?
A' esta ioterpellaco, que na apparencia nada
raotivava, mas a que a firmeza do olhar e da voz
de Alina dava uma autoridade grave e mages-
tosa, o semblante do conde, at ento iaquielo e
surprezo, se tornou horrivelmenle pallido. En-
tretanto procurou ainda dissimular.
Estaes louca, Alina ? balbuciou alie. O que
lenho eu sobre o semblante que vos impede as-
sim de reconhecer-me ?
Urna mascara, respondeu AHoa.
Brncaos, nao verdade ?
Eu nao brinco, senhor, interrogo : quem
sois vos ?
Palavra de honra I respondeu Christiano;
bem singular que s depois de tres mezes de
casada vos passasse pela idea o desejo de conhe-
cer quem o homem que desposaste*, a o ojaei-
raes saber delle mesmo l Esta pergunta feila a
um dosconhecido nada tem que admira: mas
dirigida a um marido e por sua propria mulher,
deveis convir comigo, que um caso extrsoho a
singular I
Entretanto nada ha que seja mais natural
do que essa pergunta desde o dia em que a mu-
lher percebe que seu marido um desconhecido
para ella.
Um desconhecido, Alina ? Eu que vos det
0 meu nome I
E qual esse nome ? pergunlou a joven
imps3ivl.
Eu um desconhecido para vos I repeta,
Christiano.
Sim, replicou Alioa, um desconhecido,
quem liguei -a minha vida e a minha alma, a
quem me dediquei inleiramente, a quem deixei
ler no meu passado de joven solteira, a que fsz
ao meu amor, minha crenca, a a (Irona do oc-
culiar um segredo I um desconhecido, que no
meio das efluses da minha paixio conservoa
para comigo uma desconfanos, uma reticencia,
um silencio I um desconhecido, de quem sou
companheira, mas nio amiga intima ; que tem
duas familias uma que elle v e que sou ao,
outra que nio ve a a quem pertaoce ; que tem
dous nemes um que me dou, e o outro que me
occulla l finalmente um desconhecido terrivel,
Christiano, porque esse desconhecido meu
marido I
________________(Continuar-se -h*
1 PMKf- TTP. M U, I. DI FARIA. -1W1,


Full Text
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