Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06145


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Full Text
1I0 IIIT1I 1UIERO U
Por tres mezes adiantados
Por tres mezes vencidos
SEXTA FEIRA i DE MABQ0 DE I8II
Per anao adiaotado 19|000
Perte franco par o subscripta.
inAii
BNCARRBGAD09 DA SBSCBJPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino do Lima -
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Cear o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Mar-
(ins Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Justino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PAKl'fDAd UUs WIKKC.1U3.
Olinda todos os dias as 9 1/ horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas e
sextas-feiras. 'if
S. Antao, Bezerros, Bonito, Ciruar, Altrho e
Garanhuns as tergas-feiras. ,
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoero.JJrejo, Pes-
queira. Iogazeira, Flores, VilJa-BeTf, Boa-Vista,
uricury e Px as quarlas feras. *IW* y
o, fca.Barreiros,
I quibiasfeirn.
horas da manha)
Cabo, Serlnhaem, Rio Formt
Agua Preta, Pimenteiras e Nal
(Todos os correios partera as l(j
=--------1---------!-------
EPKMERIDES DO HEZ DE MARfO.
3 Quarto mirjgunte as 4 horas e 58 minutos da
tarde.
LL00Ta 8S boras e 18 minutdl da man.
W$ crescente as 3 horas e 12 horas da
lia cheia as 11 horase 55 minutos da man.
preamar'de hoje.
Primeare,as 2 horas e 30 minutos da manha.
Segundo as 2 horas e
6 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Lucio p. m.; S. Casimiro'rei.
5 Ter^a. S. Theophilo b. ; S. Focas m.
6 Quarta. s. Olegario b. ; S. Collecta v. m.
7 Quinta. S. Thomaz de Aquino b. doutor.
8 Seita. A Coma de espioho de J. Christo.
9 Sabbado. S. Francisca Romana viuva.
10 Domingo. S. Milito e 39 companheiros.
AuiMUrtolAS iiuS THIUUNaE UA CAP1AL.
Tribunal do commercio: segundase quintas.
Relago: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas so malo dia:
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas so meio
da.
Segunda rara do cirel: quartas e sabbados a 1
hora da tarde.
ENCa'rREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SU*-'
Alagoas, o Sr. Claodino Falcio Dias; Baha
Sr. Jos Msrllns Aires; Rio de Janeiro, o Sr'
Joo Pereira Martina. .
O
Fanal
6e
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 5 de margo de 1861.
Odelo ao enraman lana superior do municipio
do Recite.Queira V. Exc. expedir as suas or-
dens, para que um dos batilhes da guirJa na-
cin.1 desta citada eslej postado era frente da
egreja de S Gongalo, no bairro da Boa-Vita, is
3 horas da tarde do da 10 do correte, aura de
acompanhar a procisso do Senhor Bom Jess
dos Pobres Afictos, que tem de sahir daquella
egreja.
Dito ao mesmo.Quoira V. Exc. mandar tazer
as honras fnebres do estylo ao lenle refonna-
inspector da alfaodega hablilar-me com a sa
informaco de modo, a poder satisfazer a exigen-
cia do Exrn. Sr. ministro da fazenda. comida era
aviso de 16 de feveroro, ulijmo, constantejla co-
pia junta relativamente aos lugares da'mes'raa
alfaodega, que nao se.aftharem preenchtdos.
Dito ao mesrao.Coramuoico a V. S., pira seu
conhecirnento e aflrn de que o faja constar querr
competir que o Exra. Sr. ministrona fazenda de*
clarou-me em aviso de 19 de fevereiro ultimo,
que o comraandante da companhia de guardas
da alfaodega desta provincia, Joaquim da Cunta
Figueirdo, pode usar das divisas de major, pos-
to que oceupara na guarda nacional de Goi-
anna.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia V. S.,
para seu conhecirnento, o aviso de 18 de feve-
do -la rnica guarda nacional Manuel Joaquim ireiro "1'imo, em que o Exc. Sr. ministro da ma-
Carneiro Leal, cujo cadver acha-se depositado
na egreja nutriz da Boa-Vista, e lera de ser in-
humado hoje s 4 horas da Urde. Communicou-
se ao director do arsenal de guerra.
Dito ao presidente da caixa (ilial do Banco de
Brasil nesta capital.Transmiti V. Exc. para
seu conhecirnento e deida execugo, o* quatro
inclusos exeraplares do decreto n 2746, do Io
de fevereiro ultimo, declarando quaes os venci-
menios -ios Qscaes dos Bancos, em que ha ruis
de um gerente, e estabeleccu regras sobre sus
precepgo, os quaes para esse um me foram en-
viados pelo Exm. Sr. ministro da fazenda com
aviso de 15 daiuello mez.
Dito aocommandaote das armas.Psrs que eu
possa dar comprmanlo ao disposto no aviso da
repartido da guerra de 23 de fevereiro ultimo,
constaute da copia junta, faz-se necessario que
V. S. e o comraandante do 10 batalho de in- deixasse de ser por
fantaria, informem acercado incluso requerimento! Pr'da.
em que o Io cadete Io sargento Jos Sergio Fer-
reira Jnior, pedo que se lhe mande abonar o pre-
mio de voluntario, por haver completado 18 an-
nos de idade.
Dito ao mesrao.Passo s raaos de V. S., por
copia, para ter execugo na parte, que lhe loca o
aviso de 23 de fevereiro ultimo, era que o Exm
rlnha declara approvar o contrato celebrado com
Joaquim Antonio Rodrigues, para a conslrucgo
de um hiate destinado ao servido da capitana do
porto do Maraoho; deveodo ajuntar-se escon-
dites cotisignadas no respectivo termo a obriga-
co para o contraanle, de fornecer um pequeou
escaler, dous ferro* de amarrarlo, ura fugo e
mais objectos precisos ao navioIgual ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Ros-
pondo ao officio que V S. ma dirigi com data
de z deste mez, sob n. 61, dizendo-lheque omeu
officio, a que alinde, nao se presta cunclusn,
que V. S. tirou, altendendo talvez mais re-
daccao, do que ao seu espirito, porque os sous
precedentes e a maneira dtstincla por que tem
V. S. sempre servido, nao autorisavam a esta
presidencia para crer que urna ordera superior
V. S. religiosamente cum-
Dito ao mesmo.Mande 1. S. edmitlir na
companhia de aprendtzes operarios desso arse-
nal, no caso de estar oas condicoes legaes, o me-
nor Juveoal, que lhe ser apresentado. por parte
do provedor da santa casa da misericordia.
Coramunicou-se ao respectivo provedor.
Dito ao mesrao. Remello incluso por copia o
Sr. ministro da guerra exige informarlo acerca officio que hontem mo dirigiu o comraandante da
dos inclusos requer meo tos dos segundos ca tetes dtviso naval, alira de que V. S. nao s mande
Adriano Xavier de Oliveira Pimeniel e Joaquim < proceder com urgencia no vapor Thetis os exa-
Xavier de Oliveira Pimentel. que pedem ser pa-
gos integralmente das prestsces do premio de
voluutaiios, que anda teem de receber.
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de mandar
inspeccionar os recrulas, Jos do Carino, Fran-
cisco Joo e Manoel Correia de Oliveira, e a*s>-n-
lar-lhes praca, no caso de serem considerados
aptos para issoCorarrunicou-se ao subdelega-
do dos Afogados.
Dito ao mesmo.Queira V.S. informar acerca
do consumo do gaz, de que pedem pagamento
Ftelduu Brothers nos tres requenmeutos iuclu-
sos.
Dito ao mesmo.Queira V. S. remeUer-'me,
alim de ser enviado ao Exm. Sr. ministro da guer-
ra, que o exigi em aviso de 23 de fevereiro ulti-
mo, o processodo cooselhu de direcgo feto para
recoohecer-se a idoneidado do soldado do 10 ba-
talho de infantina, Joo do Reg Bsrros, para
ser primeiro cadete, o qual fot julgado em cir-
cunstancias de nao poder ser reconbecido como
tal.
Dito ao mesmo.Queira V. S. msndar por em
liberdade o recruia, Isidoro Francisco de Siquei-
ra, que est isenlo do recrulameulo, por ser cai-
xeiro de casa commercial.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar
cerca do que pede no incluso requerimento Joa-
quina Kusa Autunes.
Dito ao chefe de polica.Em offlcio de 2 do
crreme solicita V. S. expedido de ordem para
ser-the entregue Abiiio Jos Teixeira Uuimares,
que, abatidooandu em caminho a guarda de pe-
destres, que coramaodava, fui apreseutar-se ao
cora mandante das armas para asseotar praca e se
acha alistado na companhia Qxa de cavallaria,
nao leudo anda Qodo o engajamento, que cou-
tnes necessarios para verilicar-se a gravidade das
ruinas, de que trata o mesmo tifcio, mas tam-
bera fornecer os objectos pedidos para reparar o
condensa lor do mesmo vapor.Commuoicou-se
ao referido comraandante.
Dito ao coramandanle do eorpo de polica.Po-
de V. S. mandar engajar no corpo sob seu cora-
mando as paisanos Manoel Correa da Silva, Joo
Antonio de Souza, H-nnquo Pereira de I.yra e
Prxedes Juncundino Daniel da Cosa que foram
considerados aptos para isso, como consta dos
attestados annexos do seu officio n. 101, dcsia
data.
Dilo ao director do arsenal de guerra Deca-
rando-me o inspector do arsenal de marinha em
officio desta dala, nao ter lancha dispooivel para
desembarcar os objectos vi/idos di Bahia no va-
por Paran, com deslino a esse arsenal, e que
se refere o meu officio de hontem ; assim o cora-
munico Vmc. alim de que fc,a desembarcar di-
tos objectos, como for possivel, fretaodo alguraa
embircanao. se for necessario.
Dito ao mesmo. Recomraenlo Vmc. que,
tendo era visu a maior economa da fazenda pu-
blica, contrate cora o dono ou consignatario do
hiate Scrgipano a conduccao dos objectos men-
cionados na rela;io juuta.que teem de ser envia-
dos para o presidio de Fernando, por parte do
conselho administrativo. Communicou-se ao
comraandante do citado piesidio.
Dito ao mesmo.Pon ha Vmc. disposico do
capito Joo Mara Petra de Bittancourt, os ob-
jectos quo exi>tem nesse arsenal, com destino ao
corpo de guarmcao, fretando Vmc. com urgencia
urna lancha para conduzr os ditos objectos para
bordo do vapor Persinanga.
Dito ao mesmo.Contrate
a
xoes
mu.uuui o Vmc. com o dono
t nem e,l0KenlreKa do firdaraento e arma- on consignatario do hule nacional Sergipano
Bn ArfqU?rece "? J,"am-M",co d"Pulicia cooduccio de quinze recrutas e quatro cano
nespondendo ao citado olcio, cube-rae dizer a com anigos de fardamento, destinados ao presi-
(,,P. T.l ,P insl*,rar a necessana con- dio de Fernando.Communicou-se ao comman-
uanga pan continuar na companhia de pedestres dante das armas
norl,,. ^u "5"? Procedeu- 6 oao couvindo Dito ao conselho administrativo.Autoriso ao
5 .h! i* des','8a', da companhia, a que conselho administrativo comprar para forneci-
d,., ,V- r 6 eoviar-me urna ola ment do arsenal de guerra, os objectos mencio-
oii fardarnenio e armamento, porque nados do incluso pedido.-Communicou-se the-
elle responsavel ihesouraria provincial, am
de promover-se a devida esiiiuiQo.
Dito ao inspector da thesoorana de fazenda.
Era vista do pret.juntu em duplcala, mande V.
S. pagar Simplicio Jos de Mello, conforme re-
quisitou o chefe de policia em offlcio de hontem,
sob n. 144, a quantis de 10560, em que impor-
tam as diarias abonadas pelo delegado do Brejo
ao desertor da companhia tixa de cavallaria, Jos
Simio Correia.ommuuicou-so ao chee de oo-
licia, '
Dito ao mesmo.Se estiver nos termos legaes
a inclusa folha em duplcala, mande V. S. pagar
os vencimentos, relativos ao mez de Janeiro ulti-
mo, do lente comrosndante do destacamento
e guardas nacionaes da villa de Garanhuns, Ja-
cinino^eixeira de Macedo, sendo essa importan-
cia eutregue ao procurador do mesmo lente,
Manoel Ribeiro de Carvalho, conforme requisituu
o respectivo comraandante superior em offlcio de
b de fevereiro prximo ndo, sob n. 16.Com-
rnunicou-se ao ommaodanle superior de Garan-
huns.
Dito so mesmo.-Em vista de sua informaco
de 20 do crreme, sob n. 168, o auturiso a man-
dar pgar ao gerente da companhia Pernambu-
cana de navegacao costeira a quaulia de 280tf000
ris, em que, segundo os documentos, que de-
vo
vo, iraporlam as passagens mandadas dar pelo reiro ultimo
Exm. presidente do Cear, por conta do ministe-
rio da guerra, no vapor Jaguaribe al a Parahy-
ba, ao lente coronel do estado maior de segun-
da classe, Nicolao Tolentino de Vasconcellos o
ua familia, bem como ao alferes Joo Brnesto
Domingos do Coulo.Fez-se a commuoicaco
precisa.
Dito ao mesrao.Contando-me do officio do
coronel ommandante das armas, datado de 2 do
crreme, que deixaram de ser pagos os prets do
* batalho de anilharia i p, relativos ao mez
prximo passado, por falta de crdito para asdes-
pezas da rubricarecrutamenlo e engajamento
do ministerio da guerra, naja V. S. de ioformar
a semelhante respeilo providenciamos logo para
que sejam pagas, sob minha respoosabilidade as
gratilicaces, que venceram as pravas volunta-
rias e engajada, nao s daquelle batalho. como
dos de mais que se acham em gusrnigo nesta pro-
vincia, visto estar ease vencimento comprchen-
dido na disposico do 11 srt. Io do decreto de
7 de.mT ,ue l842.-Commnnicou-se ao com-
mandanle das armas.
Dito ao mearao. Aonuindo ao que pedio o
major coramandanle do corpo de guarnico des-
ta provinca, Hetculano Sancho da Silva Podra
no requenmonto por copia junto, recommendo
a V. S. que, a contar do Io deste mez em diaute,
mande abonar eraos devidos lempos, preslaco
de GO$00O rs. meosaes, que o mesmo major pre-
tende consignar nesta capital, para ser entregue
ao seu procurador.Communicou-se ao coronel
coramandanle das armas.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de dizer o que
ha i respeito do que expoe o engenheiro Msrli-
neu na inclusa carta, que me ser devolvida.
Dito ao mesmo,Sim-se V. S, de, omitido o
souraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia confor-
mando-se com o que expoz o Dr. chefe de poli-
ca em officio de 4 do corrente, resolvo conce-
der a demisso que ped > Alexandre Gomes de
S do cargo de segundo supplento do delegado
do polica do termo de Cabrob, e exonerar Bel-
larraino Ferreira Padilhs do lugar de terceiro sup-
liente do mesrao delegado.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dita.Os seuhores agentes da eompanhia bra-
sileira de paquetes vapor maodem por a dispo-
sico do coronel comraandante das armas os re-
crulas que conduzo vapor Cruzeiro do Sul com
destino ao exercito, remettendo-mecom brevids-
de urna relaco, em vista da qual se possa saber
donde vierara elles.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernarobu-
cana mande dar urna passagem de estado no vapor
Jaguaribe, al o porto do Acarac, ao Dr. Jos
Ferreirs da Silva, inspector da saude do porto.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao coramandanle das armas. O Exra.
Sr. presidente da provincia manda remelter V.
S., para terem o destino indicado na relaco jun-
ta, 147 exeraplares das ordens do dia da reparti-
co do ajudante general do exercito, de nmeros
41. 242. e 243, datadas de 9, 13, e 19 de feve-
Relac.o que se refere o seu offlcio desta
data.
Para a secretaria docommando das armas.
Para o quarto batalho de arlilharia a p..
Para a companhia de artfices..............
Para o corpo da guarnico.................
Para a companhia de cavallaria...........
Para o segundo batalho de infantaria.....
Bara o nono batalho da mesma arma.....
Para o dcimo da mesma arma.........,,.
9
30
3
12
3
30
30
30
"l47
Secretaria do governo de Pernambuco, 5 de
margo de 1861.Joo Rodrigue Chave.
Dito ao coramandanle da eslaco naval. O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar V. S. que em offlcio de 2 do corrente
declarou o iospeaior do arsenal de marinha estar
j cortado para ser feito bordo do vapor Theti,
atteuta a falta de operarios na officina de velis,
o traquete latino, ha pouco pedido para o mesmo
vapor
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia.O Exm. Sr. presidente da provincia manda
aecusar a reeepcao do offlcio em que V. s. Iho
declarou os nomos dos mordomos que entraram
de mez no Io do correte, nos estabelectmenlos
sujeitos i Santa Casa da Misericordia.
DESPACHOS DO DIA 5 DK KAtlC,0 DE 1861.
Requerimento.
3969.Bento de Souza Mica. Esto prvidos
os lugares que allude.
3970.Fieideu Brothers.Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de manaba.
3971.Francisco Manoel deArrudaInforme
o Sr. Dr chefe de pnlicia.
3972.Gustavo Jos do Bego.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
3973.Irmandade do Senhor Bom Jesns das
Dores.Dirjase ao Sr. coramandanle superior
da guarda nacional deste municipio.
. 3974.Jos Bernardino de Sen'. O suppli-
cante pode provar a isenco que liver dentro de
dous mezes de praca e ser della escusado pela
presidencia.
3975.Js Francisco Alves de Lima.Requei-
ra pelos canaes competentes.
3976.Joo Manoel de Siqueira.Concedo li-
cenga para a transferencia du domioio til reque-
rido, pagos os direitos respectivos.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAM-
BUCO.
Pars, 9 de fevereiro de 1861.
Meu caro correspondente.A situarlo da Eu-
ropa se vai tornando a olhos vistos cada vez mais
complicada e obscura : se palavras fossern bas-
tantes j poderiamos saber muita cousa do posi-
tivo, porque, depois de Guilherme I. Napoleo
III e a rainha Victoria derara as suas explica-
ces no seio dos representantes de ambos os pai-
zes. Em seguida ao discurso do rei da Prussia
pronunciaJo por occasio da abertura das cma-
ras,o qual respira va singularmente o chnirp da pol-
vora.o imperador dos frmcezes eru 4 de fevereiro
correte fez cahir de seos labios palavras a que
procurou dar um sentido absolutamente pacifico
e reservado.
Em Pars depois do arto de 24 de novembro
ultimo que bem se pode appellidarurna brecha
feita pelo proprio imperador as insUlui;des im-
periaes a favor do liberalismo, todos estavam
impacientes por aaberera que commentarios se-
riara dados era laes circumslancias sobra ini-
ciativa soberana to espontneamente tomada
dous mezes antes; todos estavam impacientes
por saberem que revelaces seriara feitas a propo-
sito das questes de poltica exterior: e ninguem
logrou o seu intento nessa dupla curiosidade.
Napjleo III perante os representantes da
Franca criticou amarga e solemnemente as ins-
tiuicoes que regeram o paiz durante os desoito
annos anteriores revoluco de 24 de fevereiro
de 1848; d-pois declarou que tolos os annos
seria presente aos deputados urna exposiQo ge-
ral da situarlo do imperio, assim como os des-
pachos mais importantes da diplomacia, podendo
elles na resposta da falla patentnar livre e leal-
raente a expresso de suas opinides; e em se-
guida coov cariam os trabalhos da sessao. Es-
gotai, senhores, contiouou elle, em quanto vos
oceupardes da resposta falla do throno, todas
as discusses, conforme a sua gravidade, aflu de
que posse.es logo depois dedicar-vos inteiramen-
te s medidas que reclamam os interesses do
paiz.
Quanto i poltica externa, protesto que o seu
governo se achara revestido de iolencoes as
mala pacificas, e to pouco disposto a ingerir-se
as revoluces, quanto em por-se frente de
urna reacaogeral ; mas perseverando sempre no
principio de nao intervenco era relaco aos ne-
gocios da Italia, por maiores que fossem as suas
sympathias por esse infortunio de um rei to
nobreraeiite suportado ; emfira ludo se acha
resumido nesta uiltraa phrase: canearemos o
futuru tranquillos, echeios de confianza na nossa
forca, e oas nossas leaes inlencoes. Kntregue-
mo-nos sera preocupado exagenda ao deseo-
volvimento do germen de prosperidades que
Providencii apronte collorar em nossas mosl
Antes dessa abertura solemne da sesso legis-
lativa de 4 de fevereiro o senado se havia reunido
em alguraas sessdes alim de oceupar-se do sena-
tusconsulto relativo i pablicidade dos debates
das duascmaras.
No dia l. de fevereiro por urna maioria de
132 votos contri 2 decidi, de conformidade com
o relatorio e proposta do primeiro presidente
Traplongque os jornaes poderiam optar entre
o proceiso verbal suramaro e a reprodcelo
in extenso: alera disso ser-lnes-ha s mente re-
produzr ura nico objecto de discusso, embora
de muilos se tenha tratado na sesso.
Tudoisto nao l muilo pratico: mas consti-
toe om novo estado de cousas que preferivel ao
anligo : bem sabemos que nao anda perfeito,
mas para dianie puder vir a s-lo, e o quo
esperamos.
Era 5 de fevereiro a rainha Victoria em West-
minster proclamo que o seu governo se achava
firme na resoluto de adherir ao priucipio de nao
intervenco nos negocios italianos.
Fallou dos successos da Syria e da China:
porm o que ha de mais interessante no seu dis-
curso o tpico era que tratou dos acconteci-
raentos havidos na Uuio-Americana :
Entre os estados da Unio-Americana do
norte se ho levantado verdadeiro3 motivos de
discordias: nao podemos deixar de encarar com
vivo interesse esses soccessos capazes de alterar
o bem estar e felicidade de um povo estreitamen-
le ligado aos nossos subditos por sua origem, e
relaces amigaves e nao interrompidas.
O meu dezejo mais cordeal que essas dis-
cordias sejam satisfatoriamente coocluidas; por
quanto o mteresse que tomo pela prosperidade
do povo dos Estados-Unidos aioda mais se aug-
raentou depois do benvolo e cardeal acolhi-
mento que elle fez ao principe de Galles na sua
recente visita ao continenle americano.
A Inglaterra, segundo bem o exprime a lio.
guagem official do seu governo, se acha realmen-
te anciosa, e por diversos motivos preoecupada,
desde o momento em quesoou o primeiro tiro dado
pelos partidarios da separaco americana contra
o pavilho federal.
A guerra civil nao lera outro resultado seno
o de sublevar toda a populacho dos negros; e
ento quem plantar o algodo no mez de mar-
cu ? quem ocolhor no mez desetembro? e o
que faro os cinco milhes de operarios que na
Inglaterra vivem da industria que permitt esse
ramo de negocio ?l
O desastre seria immenso, e a miseria ajudaia
do socialism poderia lancar a Graa-Bretanha
n urna crise, cujas consecuencias nao se podo
calculir.
Pretendem j monopolisar com a colheila do
algodo era todos os paizes productores desss
genero no anligo e novo mundo, e consta que
vai ser formada orna companhia com o capital de
vinte e cinco milhes de libras am de desen-
volver iminediamente na India e em oulros pon-
tos o cultivo dessa pltnla.
A siluaco poltica causa Inglaterra nao menores
preoecupaces, porque esta sent o que haveria
de terrivel pare ella se viessem ser as suas Q-
naujas co'opromnuidas pela crise americana em
face de um conflicto europu,
Passemos Alieraanha, onde segrupam de
certo lempo para c os mais graves elementos
da siluago europea.
A Alieraanha e a Dinamarca se armam reci-
procamente : urna compacta e ameacadora, a
outra pequeoa, mas gozando, gracas i sua sita-
cao peuiosular, de urna mobilidade que lhe
permita esperar sem desanimo o ehoque do seu
poderoso adversario.
Entretanto quando lord John Russel insisti
para obter urna accommodago entre a Alieraa-
nha e o gabinete de Copenhague, foi-lhe decla-
rado pelo Sr. de Sch'einilz que de forma algoma
se tratava de atacar o Schlesswg. eque s razia m
parte da questo os ducados allemes.
Ha quera diga que a Dieta de Francfort hbil-
mente dirigida nao tem outro Ora seno fazer
com que o negocio v sendo demorado: antes de
pronunciar-se ter de enviar para os ducados
dous commissarios especises encarrpgados de
examinar o verdadeiro estado das cousas, e de
entrar em relaces com a assembla Hulslelneza
que deve reunir-so no mez de margo. Ho do ser
empregadus todos os meios conciliatorios antes
do decrrlar-se a execu;o federal, que poder
tambem ser adiada para a prxima primavera, ou
anda para a seguinte. E' pois a questo dina-
marqueza urna farra destinada preoecupar a at-
tenco do publico europeo, eraquaulo a Prussia
augmenta o seu effeclivo militar, e prusegue nos
seus armamentos, cuja importancia em todo o
caso nao tem explicarlo plausivel nessa guerra
cora urna nago, cujo exercito regular excede mui
pouco- de 40,000 homens I
Qual pois o segredo de seraelhanto fermenta-
gao, que, sob o pretexto da questo dinamarque-
za, continua reinar de urna a outra extrerada-
de da coufederaQo germnica, e desses prepara-
tivos uoiversies, no meio dos quaes Guilherme
I, novo rei da Prussia, com a mo sobre o punho
da aspada declara aos seus generaes, que pre-
ciso vencer ou morrer I Vencer quera ? Morrer
porque?
Guilherme I bem o sabe, e se cala : o perigo
parece ser smeaesdor a lodo esse mundo alle-
mo, por issp que a Prussia e a Austria deram-
se mutuamente o beijo de paz sobre o tmulo de
Frederico Guilherme IV, e ambas reconciliadas,
e de mos dadas, esperam o iniraigo com reso-
luto: este mysterioto inimigo so tardar em
mostrar-se. ellas iro ao seu encontr provav|-
mente. Parece que a viagem do archiduque Ma-
ximiliano Berln produzo este resultado man-
viihoso : a Austria por urna estranha condescen-
dencia estar prompla prestar-se contra a Di-
namarca, a consenlir que a constituido de 1831
se reslabelega no Hesse eleitoral, e que a socie-
dade nacional prosiga na sua propaganda, final-
mente a permittir que a Prussia conslilua e re-
gule o exercito federal: ser isto urna carta bran-
ca dada Prussia para regularisar a soluco de
todas as quost-*s allemes
Em troca de Untos beneficios a Prussia, e com
ella toda a Allemanha defeudoro enrgicamente
contra todo e qualquer ataque exterior ou inte-
rior a integridade do imperto austraco.
O patriotismo dos Allemes, to sobreexcitado
pela casa dos Hapsburgos, se tem creado singu-
lares preleuce*. A metsde da Dioamarc que
scandinava, um terreo da Polonia que slava, to-
da a baca do Danubio que magyare, slava, ou
ro man ha, toda a Veueza que italiana, so-lhe
precisas, para que possa depois adquerir a Alsa-
cia e Lorrune, estas duas provincias que sao es-
senuialmenle francezas. Entretanto a confedera-
gao por ninguem ameagada seno por seus pro-
prios terrores ; ninguem lhe deseja fazer mal. A
Franca em ludo isto se limita ao dever de nao
deixar suecumbir a causa que ella defende, nem
abaler-se o estandarte dessa causa, que nao o
seu. Que a Allemanha cesse pois de animar tan-
tas e vas preoecupaces e teceios, que deixe de
pensar nesse campo cerrado, nesse armazem
bellico, que julga ser-lhe preciso s portas de
Mayenga, que deixe de provocar as deliberagea
de Fraucfort, e durma tranquilla sem medo de
que a sua vizinha despert, finalmente que no
intento de arredar um perigo imaginario nao
vacuar um perigo verdadeiro e real, imitan
do neste ponto o hroe burlesco que, para
evitar de ser molhado pela chova atirou-se um
rio 1 A Prussia sobre todo pense bem iiistoque
a paz est em suas mosl
Estes conselhos de extrema prudencia e sabe-
doria, de que nos constituimos o rho a respeito
de tantos orgos daimprensa europea, esto bem
longe de ser adoptados na corte de Berln : e a
proa temos as novas palavras de Guilherme I.
Na cmara dos deputados a supplica dirigida ao
rei tinha sido concebida relativamente s ques-
tes exteriores n'um espirito de reserva extraor-
dinaria a cmara apreseniara a introduego das
reformas liberaos nos diversos estados da coofe-
derago como o nico meio de preparar a Uuio
da Allemanha ; quanto questo dinamarqueza
tinha ella indicado que era do dever da Prussia
propdr de accordo com os confederados urna so-
lugo conveniente, e que no caso de proceder-se
s medidas de execugo federaes no Ilnlsiein de-
veriam ser reservados os direilos do Schleswig.
Ora o re tinha do responder a essa supplica :
ella nao ignorava a impresso profunda, que pro-
duziram de urna a outra extrumidade da Europa
os seus discursos e allocuges; sabia em que io-
quieiagu estavam os puvos que esludam anrio-
sameniu os indicios do lempo : se tinha ido raui-
to alera do que deaejava, se as suas palavras nao
tinham sido a fiel copia do seu pensamento.cum-
pna-lhe modillca-las ento com oulras exprs-
ses mais moderadas, eera isio justamente o que
se esperava ; porm essa esperauga foi frustra-
da. Eis aqu como cuncluio o re da Prussia a
sua resposta aos senhores representantes :
a Nao podemos dissimular que se approximara
graves acontecimeotos, e neste caso um accordo
completo entre mira e os representantes do paiz
torca-se la mais alta importancia. Esse accordo
eu o desojo, e al mesmo espero; e s com es-
ta condico que fortes no interior o no exterior,
podemos esperar o futuro com resolugo e co-
ralera I
Eis por tanto patentes as tendencias pessoaes
de Guilherme I: se elle fosse livre de obrar cor-
tamente a Austria pedera contar com o seu con-
curso efficaz e enrgico. Mas a nago prussiaoa
nao lo apaixooada pela poltica dos Hapsbur-
gos, e a sua opinio representada na cmara dos
deputados: e esta, como j dtssemos, se expri-
mi com extrema reserva, manifestou certos
receios sobre a reorgaoisago do exercito, seodo
por isso provavel que a discusso seja muito viva
quaudo houver de se tratar do orgamento das des-
pezas militares. Cora effeilo j ella comegs a es-
Pa"lsr-e "los progressos rpidos dessas despezas:
em 1858 se elevavam a,43 por cento das despe-
zas totaes, e em 1861 se elevam a 52 4il0 por
cento.
Na Austria o Sr. Rechberg foi exonerado a seu
pedido das funeges de presidente do conselho de
ministros, sendo substituido pelo archiduque
Reyoier.
Francisco Jos acaba de tingar a luva Hun-
gra ordenando por um manifest que fosse alli
restabelccida a ordem de cousas persistente ha
dez annos. Esta medida produzio na Hungra
nova exploso de sentimento nacional. De todos
os comicios o de Gran foi o primeiro que respon-
deu por um memurial qualificando de Ilegal o
diploma de 20 de outobro, e atteotatorio ao tacto
'8* rei nago, e sustentando que o imposto
nao pode ser legalmeuto percebido sera o con-
senso ds Dieta etc., etc.. Este exemplo foi se-
guido pelos oulros comicios, e as cousao te acham
bem agravadas.
Dizem que Garibaldi deixou a sv.a ilha de Ca-
prra para ir a Montenegro. IJ correspondente
de Turim da Indeptndtneu BUga afflrmando es-
te boato, que nao obstar^ desmentido pela
I maior parte dos jqidmi, Chega a ayancar que
Garibaldi repellira todas as proposiges a elle
lenas, recusaodo formalmente adiar a execugo
dos seus projeclos, porqus nago hngara offe-
rece neste momento Veneza a vantagem de
ura concurso poderoso, como elle nao espera en-
contrar outro assim to depressa; e por conse-
guinte resolveu, segundo se exprime o mesmo
curresoondenl, juntar-se aos patriotas magyares,
e fszer com elles causa comrnum: sua partida
sena uimiuente porque elle julga necessario em-
penhar se na lula antes da reunio da Dieta Hn-
gara com o receio de que possa haver urna re-
conciliago entre os manyares e a Austria. Essa
nova campaoha de Ganbaldi em nada comaro-
metteria a respoasabilidado do gabinete de_/Tu-
rim, o por conseguinte nao offendera lakqem a
nd-pendencia da Italia. Jf
Ainda o repelimostudo isto nao passaVle um
rumor que nada tem de verdadeiro, e lalvezSnes-
mo que nada tenha de verosimelhanle; e apenas
o transcrevemos para mostrar a siluago em que
se achara os espiritos.
Depois dos discursos pronunciados em Berlim,
em Parts, e em Londres, os ministros emende-
rara que deviam explicar-se sobre a sit-iago. e
dah provieram pelo menos alguns esclueciraeo-
tos sobre as iutenges dos governos.
Daqui a alguns das chegar tambsm.aVrez de
Vctor Emmanuel pronunciar-se perante o seu
novo parlamento : elle ser apoiado pelas tres
quartas partes dos representantes. A' 27 de Ja-
neiro e 2 de fevereiro foram as eleices. e como
esias collocaram o ministerio Cavour frente de
urna maioria, que bem testerounha a confianga
do paiz no seu governo, de esperar que se faga
um real acolhimenlo essa maioria sem prece-
dente.
A outra quart parte dos membros do parla-
mente, que formar a futura opposigo, foi re-
crutada sob a influencia dos dous programmas,
um do terceiro partido, e outro do partido un
tario. Os sectarios do terceiro partido adoptam
os sele artigos seguinies:
Io Unidade da Italia e monarchia constitucio-
nal de Vctor Emmanuel.
2o Inviolabilidade das prerogativas do re e do
Parlamento.
3o Liberiarnente de Veneza o mais depressa
possivel, o ao mesmo lempo desoecupago de
Roma, capital por natureza do reino itlico.
4a Armamento geral em toda a nago.
5 Manuteugo e sustentculo da autordade
do governo do rei, alim de que as alliancas nao
degeoerem em protecgo e dependencia.
6 Conciliago entre o governo e os homens
que coutribuiram para o libertameuto da Italia.
7* Reorgaoisago da adratoistrago publica.
Os unitarios adoptaram o seguinte programma :
1 Liberlamento de Veneza, Roma e Gaeta,
afira de que a Italia seja constituida urna e inJ-
visivel.
2 Completa confianga no peiz, e as torgas
que nelle retidem.
3" Armamento geral, reforma das lois do re-
crutamenlo e da organisago da guarda nacional.
4* Dignidade integra em relago aos adiados
da oagao, de sorte que essa allianga nao tenha
o carcter de tutela.
5 Reorgaoisago da administrado Interior.
6 Systema de imposios que seja menos one-
roso aos contribuinies, e de urna base mais justo.
7 Legislago baseada sobre o progresso da ci-
vilisago
8 Modiflcaco da lei eleitoral, no sentido de
esteiuer-se a capacidade electiva.
9 Resarcimento a conceder-se aos deputados.
Este ultimo programma, apezar de excellenles
sspiages, nao se pode n-garformulado de
urna maneira muilo vaga para indicar que per-
tence a homens poucos habituados vida pol-
tica.
Urna das prirneiras medidas, sobre que o par-
lamento ser couvidado volar, a de um em-
prstito de 50 milhes necessarios para a re-
orgaoisago completa da Pennsula italiana, no
ponto de vista aduinistravo e. militar. Alm
disto ficam mais tres pruposices para as quaes
o Sr. de Carmir conta oom o votos e apoiu dos
deputados, a saber: a proclamarlo de Vctor
Emmanuel como rei da Italia; o appello s ar-
mas de todos os corpos de reserva ; e plenos po-
deres por ura terapo llimitado a Vctor Emma-
nuel. Depois da adopgo decas quatro medidas
o parlamento ser prorogado.
A realidade desse programma formalmente
negada por muitos jornaes italianos: pde-se
dizer que se o Sr. de Cavour obliver do parla-
mento esse quadruplo voto de confianga, ver-se-
na investido do urna autordade sem limites para
as maiores e mais graves circumstaocias: en-
tretanto cumpre notar que elle ser prudente al
o (Ira, e nunca dar Austria o mais pequeo
pretexto para urna aggresso. S-gundo os ru-
mores, de que j fallei, e que apresentam Gari-
baldi envolvido no meio desse punhado de aven-
turemos que por si baslam para levantar cohortes
inteiras, o n das grandes difficuldades paasana
do quadrilatero veneziano para as margeos do
Danubio.
Em Gaeta desde 24 do mez ultimo que tanto os
sitiantes como os sitiados ho trocado uns com
outros diariamente as suas balas e bombas, sem
que tenha sobrevindo alguma operago, quer de
urna quer de oulra parte, que d s cousss um
carcter decisivo. Nesse nienm Francisco II
teniou anda um exforgo enire as populages da
ilha da Sicilia, e de Gaeta promelteodo-lhes o
restabelerimento do estatuto anglo-siciliano do
parlamento de .1812 com ministros responsaveis,
cora urna administrarlo separada do coutinenle,
cora a liberdade da imprensa, a diminuigo de
irapostos, a aboligo da circumscripgo, com um
exercito e urna marinha sicilianas, e por quatro
mezes a residencia em Palermo do rei, sua corta
e corpo diplomtico.
Esta coucesso assim offerecida tem contra si
o duplo inconveniente da dala, e do lugar em que
foi assignada.
Na Syria a siluago se sggrava : ha j presump-
ges de urna recrudescencia bastante inquietado-
ra do fanatismo mulsumano, e da barbaria das
populages druzas : os assassinatos se multipli-
cara m por todos os pontos, fazendo receiar-se no-
vas desordens.
Os Inglezes sacrificando interesses mui pro-
blemticos os deveres, os mais sagrados da hu-
manidade e da justiea, nao t-ro as mos puras
do saogue das victimas que ainda suecumbirem :
porquanto apoianuo as preteucoes da Turqua al-
ies animam os iostinctos femzes dus Mussulma-
nos e dos Druzos : agentes britannicos percorrera
a montanha espantando a sua propaganda I Um
coronel ingle chamado. Baroaby disfarcaio com
0 uoiforme turco proseguio com iofatigavel pa-
ciencia no desarmaraenlo dos Maronitas, rn a
que attinge Fuad-Pach, qoe eoAeude l a seu
modo turco a pacificagao do Lbano.
Do seu lado os Maronitas appem toda a resis-
tencia possivel i resolugo desse deseio suspeilo
dos funecionarios oltomanos ; ; e dizem que elles
promovera os meios de haverem armas, muni-
ces e cartuchos, que Ihes permutara em caso
extremo resistir nova aggresso dos Druzzos,
Metuales, Beduinos e Turcos. Jos Karara, o
novo kaimacam dessas regidos, cmprehendendo
perfeilamente a siluago e seus pertgos, trabalha
por organisar um pequeo exercito de 4 a 5.U0O
homens '. e este presentemente o objecto' de
todas as su3 preoecupagoes, Fuad-Pach, que
1 eoohece as mu inlengaes, e 0,0,0, recela re-Us
EM PERNAMBUCO.
proprietario do diario Manoel Figneiroa de
i,na sus livraria prsga da Independencia ns.
realisadas pelo chefe integro o enrgico mediante
o conrurso da Franga, procura por todos os meios
v-r',l 8Ua influen<:'" populandade.
Nao ha muito que se lhe apreseotou urna oc-
casio favoravel, e o coramissario otlomaoo apro-
eitou-se logo della. Jos Karam por ordens de
Fuad tinha enviado para o districlo mixto da
Mdtiyn homens encarregados de prender aiguns
Druzzos comprometidos as carnificinas. Os
Druzos da aldcia de Abaydi perto de Beirouth
instigados pelo amigo Kaimacao aliraram sobre o
cora ..andante do pequeo corpo expedicionario.
qu ficou fendo. Karam se chava ento juot
de Fuad-Pach, e tendo noticia daquelle acto
quiz partir logo para o lugar onde se havia elle
comra-ttido : o coramissario oitomaoo nao poda
nrBPr;8?a.Umde8ejolio l>. Porm em-
oregou lodos os recursos para demorar a Jos
Larass por mais um dii, de sorte que este che-
gatido a Absydie j nao encontrou alli os Druz-
m.Vni "te*f.repi*.raTa para irem seu SP8uimenl.
quando 150 soldados turcos vieram oceupar a al-
TJ.'.'J d 8e lmna P,o"*it>o evidenteriiente
desse s.iccesso. que aecusara-no de haver provo-
m;.PKr" 0.CCUi*aL cora trDas ea" Ponto da
...-I h"' f"8 K-ram Prol'ou. p^do que
ossem para logo retirados os soldados turcos ou
que fossem substluidoi por soldados fr.ncezes, e
declarou que se achara resolvido a pedir a sua
dora.ssao se nao fosse atteudida a reclamago
que una. o alio commissano recusou a dar lhe
a deraissao ; mas os soldados ottomaoos continua-
ra m a occopar a Abaydi, e muita gente suppoz
que Jos Karam nao devia nem poda continuar
uas suas funeges de kaimacan.
As autoridades turcas, como se v paralysam
todos os esforgos do exercito rancez querem
que os chnsiaos do Lbano e da Syria lhe sejam
entregues de ps e mos amarrados ; e Fuad-
rach tem visto at o presente sahir-ihe tudo i
medida de seus desejos. E'verdade que ellesa-
a i!LEurPa as suas satisfages manda pren-
der 2.000 druzzos aecusados de se-terrm envol-
vido as carnificinas do anno passa.io, e destes
manda logo soltar 1,800, entre os quaes se acha-
vam os pnncipaos culpados : o resto expiar as
tallas e os enmes dos autores e chefes da mor-
taudade. Quanto aos pachas turcos que concor-
dara para essa morlandade, o tribunal se conten-
tou em conderans-los ao exilio, pena que na
Turqua puramento nominal. A coramisso
eoropea estabelecida em Beyrouth proteslou con-
tra as decisoes do tribuual oltomano : a perfidia
dos Turcos j nao ura mysterio: Fuad-Pach
poder iltudir a alguns gabinetes, mas nao iilude
a lodos, especialmente nao Iludir a opiuio po-
ltica dos povos civilisados.
As ultimas e recentes noticias chegadas da
Conslantinopla annunciam que a Sublime Porta
tendo de pronunciar-se sobre s prolongago da
oecupagao franceza, declarou que deviam ser cum-
pndas as clausulas da convenci; que ella se
corapromettia a manter a tranquitlidade no paiz,
e que se julgava na sua constieneia habilitada
para cumpnr a sua promessa. Todoi, porm,
sabemque os christes esto persudidos do coo-
trano. e s pedem que os governos europeos nao
os abandonem sem defeza ao fanatismo mussul-
raand.
A Porta v anciosa a tempestado prestes re-
benlar sobre ella, tanto da parte do oriente como
da do occidente, lano do Danubio como do Liba-
no : a situagao muito complicada em Constan-
ttnopl. Os empregadosde todos os graos e ca-
thegonas ha 6ou7 mezes que suspirara por seus
ordenados : o exercito apenas tem recebido me-
lado dos seus sidos : a miseria extrema as
classes medias e entre o povo : a crise tinanceira
e commercial que se manifestou em Pera cresco
e faz augmeoiar esse mo estado de cousas:
muitos banqueiros fortes suspenderam os seus
pagamentos : os negociantes os rasis ntegros e
honrados se dirigiram ao grao-visir para obierem
delle o seu embolso, am de sssim preveoirem.
qualquer desastre ; o seu pedido porm foi re-
pultido, porque os cofres esto vasios.
9[,a' eis at"' como >e esvasiam os cofres da
i>ablime Porta : alguns dias antes o sullo casa-
va sua filba, viuva de Ilhamy-Pach, e para isso.
teve necessidade de 5 milhes de francos para
preparar as cousas grande : requisitou do mi-
nistro das (loaogas os 5 milhes ; o ihesouro ape-
nas coolinha metale desta somma, e o ministro
depois de ter hesitado, concedeu os dous milhes
e meio que existiam : por conseguinte nao se
poderam fazer os preparativos com a pompa e
magnificiceociaquesedesejava, e o sullo se,
mostrou muito irritado por s ter obtido metade
da somma reclamada.
Ultimas noticias. .
As cmaras francezas, e o parlamento britanni-
co coraegarim os seus trabslhos. Em Paris r>
conde de Morny, presidente oo corpo legislativa
convidou a este para o exercicio dos novos di-
reitos conferidos pela iniciativa imperial, e o
deputados ensaiam as deliberages preparato-
rias sobre a resposta falla do throno esia livre
expresso da opinio do paiz, que elles represen-
tara. Em Londres na cmara dos commuos se
elevaran) amargas censuras sobre algumas lacu-
rres da falla do ihrono, especialmente no que diz
respeilo questo das reformas.
Os gabinetes da Austria e da Prussia manifes-
taran! j a penosa impresso que Ihes causou o
discurso de Napoleo III, que nada dizeodo so-
bre a questo pontifical uodirigi a mais peque-
a censura ao Piemonte, e que, ao ver daquellas
potencias, nao recusara o seu apoio Veueza &
Hungra, em summa s nacionalidades que 'se
erguem.
O gabinete da Russia mostrou-se salisfeiio das
poucas concesses que o imperador dos France-
zas parece tts*r Inglaterra.
O eerco de Gaeta continua vagarosamente sea
que se posa prever qual ser o resultado. As
perturbages dos Abbrozzos vo desapparecendo
um poueo.
G. M.
INTERIOR.
Minas-Geraes.
Ouro Preto, 1 de fevereiro de 1861.
Va-se realisandu as minhas previsoa acerca,
do derramameniode votos na eleigu d deputa-
dos, e tambem na de senador por esta provincia ;
e ainda mais avisado andel no que lo noticie
em 20 do mez paseado, relativamente ao districto
de Sabara.
Afora alguns candidatos que desistirn) do com-
bate, ainda restaram nove, que se bateram deno-
dadamente, mostrando nao terem ido de curiosos
ao campo de baiatha, e conlarem mais com suas
proprias torgas do que coa a prestigio de suas
bandeiras.
Pelo seguinte resultada (ar a applicagio que,
entender deslas poucas considerages.
Nos collegios de Sabara, Cael, Santa Barbara,
ltabira, Couceigo e Santa Luzia, foram volados
os Srs.:
Dr. Symphronio, conservador. 144
Dr. Uorta. liberal, .... 134
Uttonl, dilo. .;.... 132
Dr. Mondonga, dito .... 115
Dr. Funseoa Vianna, dilo 108
Dr. Campos, dito..... 91
Dr. Penido. conservador 84
Dr. Modcilino. liberal ... 66
Dr, Capanem?, conservador 67
P



I)
hamo 01 faammxk sexta reitu di marco db mi.
Sfguem-se cutios menos votadas, e faltam 4
collegios.
Oo 3 dislriclo sao aqu coahedas as volatoes
de seis collegios. a saber : atitaaeena, Parahyu-
na, llar do Hcspaoha, Leopoldina, 'oraba e S.
Jos, daodo o seguiole resultado:
Lima Duario......182
Ferreira Lage......142
Christiano....... 136
Caedo ........ 78
Justiuiano Bocha.....72
Cerqueira Leite.....42
Bustamante.......34
Aniouio Jos ...... 20
Panla Candido......26
Faltam cinco collegios.
4. dieridJo.
Resaltado de qaairo collegios, a saber: S.
Joo, Bomlim, Formioga e Tamandu.
Salathiel........137
Crrillo........135
Gama Cerqueira.....130
Farnese........48
Domic.iano.......44
Teixeira Guimaraes : 38
Hygino........1 34
Jos Jorga.......10
Eleico de vid sanador.
Resultado de 26 collegios, a saber : Ouro-l're-
lo, Marianua, Queluz, Barbacena, Santa Barbara,
Sabara, Parahybuna, Bomlim, Uliveira, Piranga,
Santa Luzia, Ilabira, S. Joo, S. Jos, Caeth,
Ubi, Poronga, Rio Froto, Mar de Hespanhs, Leo-
poldina, Para, Pitangui, Pornba, Curvello. Taman-
du e Piunhy, lendo otado 757 eleilores, e (.li-
tado 200 ; sendo que na anterior eleico necios
mesiuos collegios votaram 636 eleilores. fallando
319.
Otioni........416
Firmiuo........393
Penido........281
Lua Carlos.......276
Cruz Machado......259
Cerqueira Leite.....200
Paula Santos......129
Faun Candido......91
Mello Franco......83
Anlo........47
Sao 4 horas da larde, e nao chegou anda o
correio dessa corle, que devia chegar honlem.
Ouro-Pretii, 14 de fevereiro de 1861.
Com summa morosidad* vao chegamlo as no-
ticias eleiloraes desla provincia, concorrendo
principalmente para tal demora a esUgo clin-
vosa que tem embarazado as marchas dos cor-1
reios.
Da eleico de deputados apenas se sabe aqui .
do resultado final da du Io e 3 districtos.
Era o 3o dislriclo um daquelles em que prto-
ri se suppunha deverem tiiumphar candidatos do
partido liberal ; enlieanlo o Udo conservador
lambein aproveilou os seus, e entre elles o Sr.
commendador Marianno Procopio Ferreira Lage
(o qual exhibi depoiso sen programuia em men-
tido industrial), e mais larde o Sr. Dr. Justiniano
Jos da Rocha.
Foram volados os segninles Srs. : Lima Duar-
te. 2ii ; Christiano Uitoni, 212 ; Ferreira Lage,
155; Justiuiaoo Rocha, 152; Bustamante, 238;
Caedo, 118; Machado, 109 ; Pedro Cerqueira,
59: Paula Candido. 51.
V-se quo por queiro votos que Ihe dessem os
eleilores conservadores do collegio do Parahy-
buna, ou quaesquer outroa dos mullos que espa-
lharam votos ou osderam ale aos candila los da
chapa liberal, com os quaes oslavam j eom-
pruniettidos, seria o Sr. Ur. Ro ha um dos repre-
sentantes polo dislriclo de Barbacena, podendo
ter mesmo coropauheiros da sua opinio, poi<
reconhece-se hoje que o circulo de Barbacena
que se suppunha liberal em sua maioria, pelo
contrario conservador.
Bstanle lisoogeado, porea), deve ficar o Sr.
Ur. Rocha pelo resultado que obteve, apesar de
apreseniado ultima hori, e at sem suiencia
su a ; ca!cule-se por ahi a adheso que nesta
provincia se presta as ideas defendidas jior esse
dislincto oscripior, e veja-se qual ser o resul-
tado de urna lula seria quando os partidos rali-
verem perfeilamente arregiroentados.
Do 2" disliiclo sao apenas conhecidos 6 colle-
gios, fallando 4 que podem alterar o resultado
cenhecido, que anda o seguinte : Symphro-
iii.> 144, Hurta 134. Otioni 132, Mendonca 115.
Fonseca Vianna 106, Silva Campos 91, Ponido
84, Modeslino 65, Capauema 41.
Do 4 ib trelo nao ha mais noticias alm das
dos cinco coilegios coiihecidos, mas inqueslio-
navel que sero os depulaJos 09 Sr?. Salathiel,
Cyrillo. o Gama Cerqueira.
l)j 5" s se s>bo do resultado do collegio de
Tres-PonUs, que o seguiute : Rabcllo e Cam-
pos 37, Dr. Bielas 30, Dr. Joaquiiu DelGuo 13.
Dr. Evaristo 13, Dr. Firraino 12, Machado de
Azevedo 9.
Do 6o eonhece-ee o resultado dos collegios do
Serr e Diamantina, que o seguinte :
SerrCruz Machado 108 votos, Dr. Paula
Fonseca 108, Dr. Simo 108. A. Joaquina Cesar
6, Alcntara Machado 6, c llerculaoo Cesar 6.
Diamantina.A. Machado 64 votos, Joaquim
Marianno 55, Paula Fonseca 28, Ciuz Machado
26, II. Cesar 20, Simo 16, o Vicente de Figuci-
redo 13.
Eleico de um senador.Sao aqui apenas ro-
nhecidos 31 collegios ; a saber : Ouro-Preto,
Mari.una. Queluz, Bomflm, Santa Barbara, Sa-
bara. Parahybuna, Barbacana, Oliveira. Piran-
ga, Santa Luzia, Ilabira, S. Joo, S. Jos, Cne-
th, Ub, Forraiga, Rio-Preto, Mar de Hespa-
nhs, Leopoldina, Para, Pilangui, Pomba, Cur-
vellos, Tamandu, Piauhy. Lavras. Tres-Pun-
as, Passos, Couceico, Serr, Diamantinas,
Ayuruoca o Baependy : fallam 20 com 800 eiei-
tore?, Oitoni 558 votos, Fumino 514, Cruz Ma-
chada 431, Luiz Carlos 430, Penido 384, Cer-
queira Leite 273; seguem-se outros menos vo-
tados.
Ainda nao chegau o correio dessa corle, que
devia chegar honlem : vara-se repelindo muilo
estas faltas.
[Carlaparticular }
zea por moz das companhias Espirito-Santo e
Mucury.
O presidente da provincia acaba de mandar
protieder-aoa uecessarios tiabalhos para fundacao
de ama colonia nacional n'uma daa sesmarias
compradas ao Dr. Franca Leite. margem do
Rio-Doce, seis leguas cima da villa de Li-
nbtM.
[Cartapmrticular.)
. Espirito Santo.
Victoria, 17 de fevereiro de 1861.
Bem difficil a larefa do correspondente de
lugar em que poucos (actos se da o de iateresse
eral. A materia eleiloral est esgotada, e por
isso hojo comego pela roorte do prior da ordem
carmelita desta provincia.
No dia 4 do crrenle falleceu na fazenda Pira-
nema, do convento do Carmo desla cidade, o
respectivo prior frei Joo da Natividado Nobre ; e
sendo o seu espolio arrecadado pelo Dr. juizjie
capellas, encontrou-se um titulo de 13.2O0$0u0
a premio nessa corte. Entretanto esse frade ap-
parenlava urna pobreza franciscana, e dizem
que morreu miogua entre os escravos daquella
fazenda.
O mesmojuiz nomeou um administrador dos
bens do convento, em quanto a competente nulo-
ridade ecclesiaslica nao providencia a respeito.
O prior que fr nomeado dever ser um religioso
prudente, enrgico e capaz de por termo ao de-
ploravel estado em que se acham as cousas e
peseoas do convento. Dizem que os escravos.de
Piranema ando morios fome ; que em suas
senzalas acoutam escravos fgidos; que muitos
delles possuem armas de logo, e sao to atrevi-
dos que causam serios receios aos lavfadores da
rizinhanca, Em tal caso, a medida mais proQ
cua que se poder lomar sem dunda vender-
se essa fazenda e Indos os seus escravos a quem
melhor possa reg-los eaproveila-los em bene-
ficio seu e da provincia.
Voltsodo ao dinheiro do fallecido prior, con-
vem noticiar qne o relerido litlo foi por cautela
sequestrado a requerimeoto do Dr. procurador
fiscal da fazenda geral, e depositado nos cofres
da thesouraria.
Q Sr. Dr. Gomes Nogueira, nosso actual chefe
de policia, oeste vapor para ahi segu com li-
cenca : uns dizem qne vai tratar de negocios de
familia, e outros que vai para ser nomeado chefe
de polica de urna provincia muilo importme.
Esta vamos bem com elle,e agora que iamos apre-
ciando as suas excelleotes qualidades, quanto
nos roubado.
Muilo oos prejudica a birra do correio em re-
znetter pelos estafetas os jornaes e cartas das
entras provincias, pois que chegam posterior-
mente asgazetas mais modernas vindas pelos va-
poros.
Entretanto o correio do Rio pode to fcilmen-
te pelas conjunces da la calcular os dias das
pap!!rt 8 <,* *aoore8 1ue P,r4 I"' navegara.
Pede-so porUnlo aos gerentes dos jornaes da
corle que s remellara pelos vapores, afim de
nao anegaren atrasados e estragados pelas chu-
>es. r ransaimo quando os correios de ten
adianUm um ou dous das noticias obre os lti-
mos vapores,pois os estafetas gaatam pelo menos
rere dias, e temos Tapo res para aqui duas ve-
dftnruo,
Vou dar -ioe noticias, do 6o diaWicto desla pro-
ocia.
No da 30 de janeirj rauntram-se no opaco -A
cmara municipal 121 eleilores, faltando-eomen-
te um da remata freguezia do Pesaanba que
nao obstante estar muito doenle de ei y si-
pela, viejou um dia, mas nao pode continuar a
viagem.
O collegio approvou o bem desenvolvido pa-
recer da mesa para que fossem toncados em se-
parado os votos dos seis eleitores da freguezia
de S. Jos do Jacury.
Tres foram os fundamentos do parecer, da-los-
hei em resumo.
O numero dos votantes qualiucades na fre-
guezia de 415 I o dos nomes dos que nao aco-
diram a ultima chamada, que esto menciona-
dos na respectiva acta, de 153, e uella se de-
ciarou que bavendo varios em duplcala, nao se
fez a chamada das duplcalas ; o numero das
cdulas apuradas foi de 320.
Deduzidos os 153 nomes da somma dos 4tflr
inscriptos no livro da qualicaco. restando 262.
o deyendo se deduzir destes 262 os varios em
duplcala, dos quaes nao se fez chamada, o nu-
mero de cdulas apuradas nao poda ser de 320,
e ha um excesso de mais de 60 I
Protestando cidados presentes contra a omis-
so de seus nomes, e do outros as chamadas, a
mesa parochial uo contra-protesto confessou a
violaco do art. 19 das instrueces de 28 de ju-
ohode 1849, declarando que, comquanlo esses
oidados e mais outros presentes livessem seus
nomes inscriptos no alistameulo, ella nao rece-
bia suas cdulas porque elles nao juslicavam
os lugares de suas residencian, nem ao menos os
qiferteires, observando a mesraa mesa em se-
unrfa que a lista supplemeular eslava feila com
essa-falla, a dos quarteires.
Findlmeute, contra o disposto no aviso.de 6
de ootubro de 1849. todas as datas foram escrip-
ias por pessoa eslranha mesa !
O resultado do escrutinio do collegio foi o se-
guinte :
Commendador Antonio, Candido da Cruz
Machado.................................. 108
Dr. Antonio Gabriel de Paula Fonseca___ 108
Dr Simo da Cunha Pereira................ 108
Antonio Joaqmm Cesar.................... 6
Pedro de Alcntara Alachado.............. 6
Ilerculano Cesar de Miraud Ribeiro...... 6
Os votos dos seis eleilores de jacury lomados
em separado, reeshiram tambera nos tres l-
timos.
II .uve urna cdula em branco.
No collegio da cidade Diamantina os liberaes
achando-se em maioria procedern) arbitraria-
mente e de modo inaudito.
No da 29 o juiz de paz, nomeado por elle a
mesa interina, nao quiz que os 11 eleilores con-
servadores da freguezia de Nossa Senhora da
Couceico do Rio-Mauso lomassem pirle na no-
meacao da mesa.
Constituida esta, os dous escrutadores proles-
tarara por escripto contra a excluso dos eleilo-
res do Rio-Mauso dos trabalhos do collegio, e
al de entregar seus diplomas para seren exa-
minados, e pediram que o protesto fosso trans-
cripto na acta; os liberaes nao consentirn)
nislo.
No dia 30 os II eleilores do Rij-Manso. firma-
dos na lei e no bem expresso aviso de 19 de de-
zembro de 1856, que declara quenao permit-
ido ao collegio, qualquer que seja a sua opinio
acerca da legilmilade dos eleilores, recusar-se
a receber os seus votos, podendo apenas, quando
dnvidem de tal legitimidade. tomar os votos em
separado,apreseularam um protesto por todos
assignado contra o procedimento da maioria do
collegio, que nao os admiltia a votar nem em
separado, declarando dez delles que volavam
nos Srs Cruz Machado. Paula Fonseca e Dr. Si-
mo da Cunha, e um no Sr. V. Jos do Figuei-
rodu e uos dous primeiros, e pedindo que o pro-
testo fosse transcripto na acta. Os liberaes a na-
da annuiram.
Dezenove eleilores requereram que so apuras-
se em separado os votos dos eleilores da Penha,
erobora o collegio os reunsse somma total da
volaco, pois s queriam que houvesse disenmi-
naco para que a annullago de les nao affeclas-
se a todo o collegio.
Este requerimento lnha por motivos, alm
das irregularidades que se pralicaram na eleico
constantes de protestos transcriptos as actas
parochiaes, as seguinles razoes.
as ditas actas se deelarou que por ordem do
governo nao foram chamados a volar os cidados
quacados em dous quarteires perlencentes
freguezia do Riu-Vermelno do municipio do
Serr.
Sendo o numero total dos quacados em 1860
oa freguezia da Penha de 46l, e nes dous ditus
quarieirocs o de 83, ou estes linham sido ad-
mitidos a votar oa Penha ou nao.
Se linham sido admilltdos, haveudo-se apura-
do 281 cdulas, e se mencionado na acia da ter-
ceira chamada 131 nomes dos que nao votaram,
era endent que 69 cidados nao foram cha-
mados.
So nao linham sido admillidos, como se escre-
veu na acU. subtrahindo-se o numero delles do
total dos qualificados, e restando 378, e destes
deduzindo-se os 131 que nao acodiram ultima
chamada, devora o numero das cdulas ser de
247, e nao, como foram, de 261, e huuve, por-
tanlo, um excesso de 14.
Teudo o prjmeiro eleitor 116 votos, o segundo
115, tres 114, cinco 113 e dous 112, e o primeiro
supplenle 106, o segundo 102. oilo 101 e dous
100 votos, era evidente que em ambas as hypo-
iheses o resultado da eleico poda ser difieren-
te, quer adoiittindo-se os 69 a volar, quer aba-
lendo-ae o excesso de 14 cdulas.
Este requerimento lio justo foi repellido pelos
liberaes, que nem delle quizeram que se fizesse
menguo na acta 1 Este requerimeulo em nada
a(Tectara a apurado geral, pois os avisos de 9
de fevereiro e Io de marco de 1818 dispem que
as cmaras devem respeitar as decisoes dos col-
legios, contando sement os votos a que elles
atlenderam, e mencionando os que elies separa-
ran), cingindo-se inleiramenle s acias.
. Finalmente os liberaes nao peimilliram que
os escrutadores ou algum eleitor conservador fi-
zesse tlguma declarado no acto da assignalure,
e impozeram-lhes a alternativa ou de assigna-
rem simplesmente a acta por elles redigida, ou
de serern multados se o nao quizessem 1
Reliriram-se sem assignar, e representaran)
ao governo e cmara apuradora expondo to-
das as arbitrariedades commeildas pela maio-
ria liberal do collegio, e remetiendo os docu-
mentos.
O resultado ds volaco dos 93 eU-ltores, ex-
clusive as 11 do Rio-Manso foi o seguinte :
Alcntara Machado................... 64
Dr. J. Marianno dos Santos.......... 56
A. J. Cesar........................... 55
Paula Fonseca........................ 28
Cruz Machado......................'.. 26
Ilerculano............................ 20
Dr. Simo ............................ 16
V. J. de Figueiredo.................. 13
Bernardino da Cunha................ 1
( Cari* particular.)
Santa Catharina.
Desterro, 11 de fevereko de 1861.
J cornejo a sentir os espinos da tarefa de seu
notioiador. Sei que per ahi um dus candidatos
digo ou-se oceupar a atteoQo dos leitores do
Mercantil a meu respeilo, arvorando-me em til-
veirisla e al em douor em lei$. Sem me fazer
cargo de alimentar polmica, devo assegurar-lbe
que tenbo procurado ser imparcial no dar-lhe as
noticias eleiloraes. Bem pode acontecer que
ama ou oulra observaoao de minhas cartas nao
tenha agradado a um ou otitro endidato, a um
ou outro dos partidos ; sei mesmo que tem issa
acontecido, mas nem por tal deixo de ter guar-
dado a imparcialidade.de chroniaU. Pouco se
me d que o {amsauisJa.se incommode porque
lhe communiquei que em minha opinio bou ve
nuilidtdes e duplcalas ; nao se me d que o
silvtiriUa se enfade .perqu lhe dase que o que
muilo tem contra si os Srs. Luz o Lamego ser
a cmara municipal apuradoura do partido til-
viritta. Ire meu camiono em quanto pela pu-
blicacao de miabas cartas V. me der proras do
que continuo a mereeer-lhe confiaoca.
' rerdadeiro ter havido duplcala no collegio
r.m1U.'rtp0r.ql'e nl f6 d .^S*? P*"*- ,34 aersws pflrteocenles a passageiros e i en-
resulWram duas turmas de eleiteres da parocba Uregar.
da Laguna ama com diplomas de copias oa | Passsgeiras do vapor brasileiro Jaguaribe
certidoes da acta mas porque* eleicao se- sabidas pasa Aaarac e porlos intermedios :Vi-
cundana houve duas actas, ama da teuoiao dos cante Ferrara Gomes e 1 escravo. Manoel Jos
eleilores lameguistas em numero de JS, *****da.8WGvti.lu, Dr. Joo Perreira da Silva el
ve os elettores da Laguna munidos dessas cer- criado, Dr. Joo Francisco da Silva Brasa sua
tidoesjoo capia se actia,
T*T
-;
-- -- --
da rauauo senhort
^nss*W-i Josdtoa^sisnid Castro
Varitima.dapiieata M-J
BaadaUr
_,uim Jos
H1*-^'" do ^"'^"JiUuulosaswBito
da- JoatdaqiHinslIachado e 5 fllhoa,.*aaquisn dvu-
'uosoWBrreifsJiscobina, Msnoel.Oosmngaas 'Pe-
reiMajMinui nio ilnTBsiiaJiBuicr, Jeronymo ibeiro.ffdanoel
Antonio Arrvo^Jaa Lourenco Mastias, Jos Joa-
quim Pereira odas Santos. Francisco de Panla
quando ha nellas mais dar0 elextoves 11 fazeo-
do assim a injuria ao legislador de suppdr qe
quo elle .tiSse em vista regulerisar um acto
abusivo.
Nao lhe parece que nao preciso ser doulor
para ver que nessa disposico quiz apenas o le-
gislador generalisar os collegios eleiloraes em
alien ;ao commodidade dos eleilores filando o
mnimo dos eleitores.que deve ter um collegio,
mas nao ,0 mnimo dos eleilores com que pode
o collegio fuoccionar?
Neo admira que assim pense o espirito de par-
tido.-' porque at se quer privar a cmara muni-
cipal de escolher a duplcala que tke parecer
mais legitima, no que usa ella do direiio que
lhe d a lei, e do qual pode bem ou mal usar,
o que questao diversa e diz respeito sua.mo-
ralidade e nao ao seu direito.
Eis o resultado da votaco dos diversos colle-
gios
Collegios
Capital....
S. Jos......
Laguna......
S. Sebaslio.
Lages........
S. [Francisco.
Lamego
26
35
43
19
8
20
Luz
26
34
42
19
10
18
Siletira
34
1
16
18
4
5
Alvim
34
0
13
18
0
1
151 149 78 66
Ncslas sommas esto incluidas as duplicatas
aos candidatos de ambos os partidos. Se porm
s cmara apuradora nao contar as duplcalas.dos
42 da Laguoa e dos 19 eleilores de S. Sebaslio,
assim como os 15 rotos de S. Miguel tornados
em separado aos Srs. Lamego e Luz, tetemos
que se expediro os diplomas aos Srs. Silveira e
Lamego, que Qcaro assim rotados :
Lamego.. 25 Silveira.. 78
Diz-se que o major Alvim leve 3 votos em S
Francisco, mas que s lhe apuraram 1 asublitu-
indo-lhe na leilura dos votos o nome pelo do Sr.
Luz.
Os leitores que roiram era S. S. protestaran),
mas nao lhe lomaran) o protesto, e tralam de
justificar esse fado para o levsrem considera-
gao da cmara dos deputados
Na volaco aos Srs. Lamego e Luz creio que
na ultima carta dei como votados com 20 votos
esses senhores em o collegio de S. Sebatio.
Houve nisso engao meu, porque s Uveram all
19, porquanto nao votou um de seus eleilores,
que j enlo estsva louco.
[Carta particular.)
[ Jornal do Commercio.)
REVISTA DIARIA-
Parece-nos que ha postura municipal, que ve-
da a existencia de vasos cora llores ou plantas
pelas varandisdos sobrados desta cidade; ese s
nao ha, importante que sobre islo se providen-
cie, afim de efilarem-se os inconvenientes ou
sinistros que desse coslume podem provir.
So-nns suggeridas estas observaedes por ver-
mos cousa semelhante na ra do Kangel, onde
u'uma especie de cornija, que tica entre o pri-
meiro e segundo andar de um sobrado dalli,
exislem uns vasos que s por milagro j nao lem
eocapellado alguem, cahindo-lbe sobre a ca-
becs.
Iguaes cousas reproduzem-se em outras ras,
e por isso deve-se dar um remedio, que faca
desapparecer o referido cosame.
Por portara de 5 do crrente foi concedi-
da a exoneracn solicitada pelo segundo suppien-
ta do delegado de policia do termo de Cabrob.
Alejandre Gomes do S ; assim como foi dis-
pensado o respectivo terceiro supplenle Delarmi-
no Ferreira Padilha.
De novo oceuparao-nos dos trabalhos cirur-
gicos do nosso comprovinciano o Sr. Dr. Lucia-
no Sarment, publicando a seguinte correspon-
dencia, cuja iuserco nos pede o proprio ope-
rado:
Srs. redactores da fevista Diaria.Tondo
eu lido na sua Revista de 5 do correle, o que o
meu companheiro de infortunio, o Sr. Benedicto
Ferreira da Trindade publicou acerca da opera-
cao, que curou-o inleiramenle, praticada pelo
Sr. Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarment, e
approvando as razoes, que o dito Sr. leve para
fazer aquella publicado, venho, por motive se-
melhante, o da gralido. pedir Vmcs. se dig-
nem publicar o que commigo se pissou, dando
assim um publico tesiemunho da minha gralido
ao -Sr. Dr. Luciano Xavier de Moraes Sar-
ment.
a Apesar da nossa pobreza j por vezes tinha
eu sido curado pelo Sr. Dr. Sarment pae com
aquella candade, que sabe sempre' despender
cora os pobres.
Indo eu aconselhar-me com o Sr. Dr. Sar-
ment pae, para a ultima molestia que live,
elle, depois de me harer examinado, deelarou
que scom urna operaco poderla flear livro das
grandes durezas, que linha nos testculos e nos
sotanea, assim como do que elles coniinham.
Couheceudo a minha pobreza aconselhou-
me que esperasse em seu gabinete que seu filho
voliasse do hospital, am de examinar lam-
bein, e que se elle fosse da mesma opinio, eeu
qulzesse, me faria a operaco 00 hospital de ca-
tidade.
< Agusrdei a volla do Sr. Dr. Luciano, que,
havendo examinado, disse-rae exactamente o
mesmo que seu pae, prometlendo-me pedido
seu obler um lugar no hospital, o que em pouco
se realisou.
Ahi, depois de urna conferencia entre elle e
os Srs. Drs. Dornellas e Firmo, reconhecendo
esles senhores que o mal era scyrrho, decidiu-
se que a operaco era o nico meio de conservar
a vida, e que nao devia haver demora, porque o
mal me suba pelos cordoes, e se tomara cada
vez mais perigoso.
Vendo eu que todos esses Srs Drs. eram da
mesraa opinio, esenlindo que as dores, e o vo-
lunte des testculos iam cada vez mais, para
conservar a vida, de que precisam minha me e
minha familia, resignei-me ao sacrificio de to
cruel operaco.
Foi ella pralicada pelo Sr. Dr. Luciano Xa-
vier de Moraes Sarment, com assistoncia dos
Srs. Drs. Dornellas e Firmo.
Grabas pericia do Sr. nr. Luciano, e aos
carinhosos desvellos que comigo leve durante o
curativo, acbo-me no seio de minha familia, to-
talmente reslabelecido, pela que dou louvores
Deus, e o tributo de mioha gralido ao Sr. Dr
Luciano e aos seus dignos collegas.
Euzebio Ferreira da Paixo.
Recite 5 de marco de 1861.
Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul,
sabidos para os porlos do sul:D. Mariana Cle-
menina de Vascencellos Galvo, Jos Besta de
Menozes, leoente-corooel Zefrino Gyrio Pires
da Molla o 5 escravos, t-abio Cecilio Bastos da
Silva, Jos Pedro de Souza, lente Caetane dos
Res Casado e sua senhora, Luciano Stephon. Ma-
noel Joaquim da Costa, Dr. Scrates de C. M
Guimares, Jos A. Ferreira da Silva, A. Luiz de
Vercosa, alteres Luiz Caslilbo de Aguiar, soldado
Manoel Joaquim, Amero Jos de Almeida Csr-
valho, Dr. Salusliano Ferreira Sonto e 1 escra-
vo. Domingos Jos de Souza Pelxoto Joo Theo-
philo de Lima, Benito Boliog, Manoel Jos G.
Lima, Dr. Rosendo C. de Goes, M. Netto Braz.
J. Vicente de Carvalho, Manoel Francisco de
Sani'Anna, saldado Jos Estevo dos Aojos, Sil-
vino de Souza Mues, Beroulano Candido do
Amacal, Damioda Costa Leito, Dr. Jos Fran-
cisco de Bilancourl Leite, Thomaz de Paria e 1
escravo, Antonio Teixeira Piolo, Marcolino F.
da Costa, a. R. Jetes. Flix Pires Souza. A.
Joaquim Duarte, Tiburcio Alvos da Carvalho,
Jos Joaquim de Carvalho, Fortnalo ftoehe da
Silva, Francisco Joaquim Akos Rodrignes, Joa-
quim de Azevedo Mais, Belmiro Miado 11 dos
Santos, Antonio Pires Bataoku. B.Manan* Za-
nott, M. Jase ds Silva Olivsira, Antonia Baplisla
de Si, Gaignolu* Paal e os esclavos, Antonio
Lucio e Ricardo, Jos Joaquim de Olivaka, os-
cra?o Anlero do Dr, J. A. MagaUes Castro,
ros, Jos
dos 16 leilaraa-advei-----
didos pela masa paroenial
de nota especie, nao o.ddo : anas que "
plicata .para.mim fra deiduatdn.
E' versase que aigunsr/snrtaMsttaitos Manter-
ra) querem Jurar argumento do lei noviaaima de eleigoasjaera amteutar que -a
ama -municipal nao podoMpurar-Hiuplcalas.-ou .. ..,.,
antes-qne nao ha duplualas ktajUimas seao. Comes, Beroatdioo Maia da SiUa, Joo Bodol-
Vo Gomes> "^PP8 da S" Sasaas.Nunr^de
Seixas, Domingos Facundo de Castro Menezes,
Dr. Siluao_UidioCaneko-d*-Gosla*l criado,
Francisco deTaula Andrade, Cypriaqp JJias Mon-
teiro, Francisco Perreira Borges e 1 criado, Ju-
hao Carlos Wanderley.
M0RTAL1DADE DO DU 7.
Anua Joaquina de Almeida, branca, viova. 75
annos, deabeles. -"*:
Victoriuo Salrador Espindola, pardo, rfu>o, 30
annos, i olla mar o do aperelho digestir.'"
Manoel de Freilas, pardo, riuro, 8J annos,
dezenteria.
Marcelino Antonio Pereira, branco, ca'sado, 50
annos, bepalile aguda.
Francisco, pardo, escravo, 9 dias, gastritt. .
KlXtDOURO PUBLICO
Mataram-se.no dia 7 do correle para o con-
sumo desla cidade 32 vezes.
CHRQNICA JUICURIA.
Ao 2* e 3oNao, por unanimidad.
Ao 4*Nao, por 10 votos.
Ao 5oSim, por unanimidad*.
Ao 6oSim, por 10 rotos.
Ao 7Sim, por unanimtdade.
Lidas as respostas pelo presidente do jury, v
Dr juiz de direito publicou sua sentones'
ondemnando o rdnna aann ecooaswameu
_ do s trazattto'aans
6 mezes e meio.
nLarantou i aaoaio s 3 horas ola da tarde,
ndioodo-a para o dia seguinte, s 10 horas ds
Mi.
Jl'RY DO RECITE.
r sessao.
Dia Je mareo.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA SE-
CUNDA VARA CRIMINAL FRANCISCO DOMINLES DA
SILVA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dxno de Gusmo Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Esteves Clemente.
Advogados, os Srs. Dr. Americo Netto de Men-
donca e Miguel Bernardo Vieira de Aroorim
esludante do b* anuo da Faculdade de Direito!
AVIO horas da manha, o escrivao procedo a
chamada e verifica estarem presentes 39 iu-
rados.
Foram multados em 20&000 cada um dos se-
nhores multados nos dias anteriores, os quaes
nao apresentaram escusas, e mais os senhores
que faltaran) sessao de hoje.
Estando presente o numero legal, o Sr. Dr
juiz de direito deelarou aberla a a sessao.
Entra em julgamento o roo Miguel Francisco
Ribeiro, eccusado por crime de offensas physi-
ess, lendo por seu defensor o Sr. Dr. Americo
Nettode Mendonco.
O cooselho de seulenca foi com posto dos Srs.
jurados :
Luiz Jeronymo Ignacio dos Santos.
Thomaz Garrelt.
Joaquim Vital do Amara].
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
Jos Joaquim da Costa.
Jos Francisco Alves Monleiro.
Antonio Jos da Cosa Reg.
Domingos Nunes Ferreira.
Jos Pacheco de Medeiros.
Luiz Jos de Oliveira Diniz.
Jeronymo Gomes da Fonseca.
Dr. Joaquim da Silva Gusmo.
E prestaram juramento sobre o livro dos San-
tos Evangelhos.
Foi o reo interrogado.
L)do o processo, deu-se a palavra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a condemnaco do reo
do grao mximo do artigo 201 do cdigo cri-
minal.
U advogado do reo deduziodo a defeza pedio a
sua absolvilo.
Fin Jos os debates, e preenchidas as deroais
solemnidades da lei, o Sr. Dr. juiz de direito
pergunlou ao jury se eslava sufQcienlenrente es-
clarecido para julgar a causa, e tendo resposla
affirmativa resumi a materia da aecusaco e da
defeza, propondo ao couselbo os quesitos se-
guinles :
IoO reo Miguel Francisco Ribeiro, na noile
do dia 17 de oulubro de 18i9, na ra do Rosario
esireila, deu duas bofetadas era Manoel Joaquim
Lopes Meodes ?
2oEste crime fui commeltido de noile?
3oEste crime fui commeltido pelo reo im-
pellido por um motivo reprovado ?
*Exislem circunstancias attenuantes fa-
vor do roo?
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direito,
foi o jury de sentenca recolhido sala secreta
das conferencias cora o processo e quesitos,
d onde vollou depois de 1/1 de hora, respoodendo
aos quesitos pela maoeira seguinte :
Ao Io e 2 quesitosSim, por 9 votos.
Ao 3o quesiloNao, por unanimidade.
Ao 4o quesiloSim, por unanimidade.
Lidas ss respostas pelo presidente do jury, o
Sr. Dr. juiz de direito publicou sua sentenca
condemnando o reo um moz de priso e mulla
correspondente metade do lempo.
SEGUNDO JULGAMENTO.
PRESIDENCIA do sr. dr. frascisco dominles
HA SILVA, JUIZ DE DIREITO DA SECUNDA VARA
CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dino de Gusmo Lobo.
Escrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula
Esleves Clemente.
Sendo novamente feita a chamada dos jurados,
acharam-se presentes os mesmos39.
Entra em julgamento o reo Joo, escravo de
Joo Pinto Regis de Souzat aecusado por crime
de offensas physicas.
O Sr. Dr. juiz de direito nomeia para seu cu-
rador, o Sr. Miguel Bernardo Vieira de Amorim.
O cooselho de julgamento Toi composto dos se-
guinles Srs. jurados.
Ludgero Antonio de Albuqoerque Mello.
Jos Joaquim Ramos a Silva.
Ulysses Pernambocano de Mello.
Manoel Antonio da Silva Ros Jnior.
Jos Feliciano Pereira de Lyra.
Jos Francisco de Moura.
Antonio Coarado Sabino.
Jos Elesbo Borges Ucha.
Bernardo Falco de &ouza.
Joo Antonio Coelho.
Caelano de Carvalho Raposo.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce de
Len.
E prestaram o juramento aos Sanios Evan-
gelhos.
Foi o reo interrogado.
Lido o processo, foi dada a.palavra ao Sr. Dr.
promotor, qne pedio .a condemnaco do reo do
grao mximo do art. 205 do cdigo criminal.
0 curador do roo, deduziodo a defeza, pedio
a sua absolvic&o
Findos os debates o Sr. Dr. juiz de direito re-
sumi a materia da aecusaco e da defeza, e
propoz ao jury os quesitos seguinles :
1O roo o prelo Joo, escravo de Joo Pinto
Regis de Souza, no dia 29 de julho de 1859, lo-
rio com um estoque a Bernardo Jos da Cuaba ?
2oEste ferimento produzio no paciente grave
locommndo de saude ?
3oEste ferimento produzio no paciente inha-
bilitado de serv.ico por mais de um moz?
4oO roo commetteu o crime impedido por
motivo reprovado ?
5oO reo commetteu o crimocom superierida-
de em torcas ou armas, de maneira que o o Hen-
dido ao podesse defender-se com probebilidade
de repellar a uflensa ?
6oO reo commetten o delicio, dando-se no
oflandido a uaudade de anperioridade do deln-
queme ou qualquer antea, que o constitee
respeilo deste em razio de pai 1
7o Exislem ciicumstauciss attenuantes em
tavordoro? '
Lides as quasiioa polo Sr. Dr. juiz de direito,
'oi o jury de sentnos, xecolkido i sata secreta
das conformlas com o processo -e oasitus,
n'onde vollou depois de 3(4 de nasa, raspon-
enlo aos quesus pela snansisa seguinte:
l Ao Io quesiloSim, por.
Sr.
CMARA MRHCIPAL BO REBf.
B8SS0 EXTRAORDINARIA DO 1 DE AR-
CO UE1861.
Prtsidtncia do Sr. Barres llego.
'Presentes os Srs. Reg, e Jrlbuquerque, Reg,
Dr. Henriques da Silva, Cosario de Mello, Seve,
e Mello, faltando aem causa partecipada os mais
sensores, abrio-se a sessao e foi lida e appreradi
a acia .da antecedente.
Fea lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Un offlefo do eogenheiro cordeador, comrou-
nicnnilo ne indo dar oordeacao a diferentes in-
dividuos, ove pretendem edificar ua ra projec-
tada que, do caminho do Pombal vai aocemite-
rio publico, achava que a pnsico deste cslabe-
lecimenlo nao exactamente como est marcada
na planta ultimamento approvada, de forma que
seguir-se a direccao da ra nella tragada, vina
3 ficar defTeiluosa, fazendo um ngulo abiso,
com a oulra que Oca em seguimento, e outro
com o alinhamento do mesmo cemiterio; o que
por tanlo pars evitar este defieilo, julgava pre-
ferivel dar ra era quasto a mesma direccao
docemiterio.de conformidade com todas as ou-
tras ahi projectadas, at a estrada do Pombal e
dahi comegar a oulra ra que passa ao naacente
do palacio do Exm.-visconde de Suassuna, como
raostravu o risco lapis, tragado na planta que
submettia considerado da cmara.ResOlveu-
se que o eogenheiro levantasse urna planta nova
remediando o defteito da velha.
Outro do fiscal desta freguezia informando sobre
apretengo de Ignacio de S Lopes Fernandes que
requereu licenca para concertar urna ra cosa na
ra da Roda n. 25, e para construir nos fundos
da mesma urna meia agua.Mandou-se ouvir ao
eogenheiro.
Oulro do Fiscal do Recife. informando nao ter
que oppor licenca que pede Joo dos Saulos
Coelho para fazer da sua casa terrea da ra dos
Guararapes o. 62, um sobrado de um andar.
Coocedou-se a licenca requerida.
A cmara procedeu a apuraco geral dos votos
dos dous collegios do 1." dislriclo elei 1 oral desla
provincia para a eleico de Ires deputados as-
sembla geral legislativa pelo mesmo dislriclo,
sahiado eloilos com a maioria relativa de votos
o Exm. Sr. vioconde de Caroaragibe, conselheiro
Francisco Xavier Paes Brrelo, e Dr. Antonio
Epaminoodas de Mello.
Livrou-so a respectivi acta, e mandpu-se ti-
rar copias della para servir de
eleilos.
Prestou juramento por procuraco 10 juizde
paz mais votado do 1. dislriclo da frguiza de
Jaboalo, o majas- Jos Francisco de Sou/.a Leo.
Mircou se a primeira sessao ordinaria desle
anuo, devendo ter principio 00 dia 4 do corrale.
Despacharam-se as peligoea do bacharel Anto-
nio Luiz Cavalcanli d'Albuquerque, Ernesto Ce-
listino de Mendouca, bacharel Francisco d'Araujo
Barros, Francisco Coelho de Lemose Silva, bi-
chare! Jlermogeos Socrales lavares, Jos Marce-
lino Alves da Fonceca, Joo Francisco Borges,
Manoel Custodio Peixuto Soares, Manoel Jos da
Silva Figueiroa, Manoel Mendes de Souza, e lo-
vantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a subs-
crevi, Barros Reg, presidente, Reg e Albu-
qoerque, Cezario de Mello Reg, Barata d'Almei-
da,Henriques da Silva Mello.
Londres, por prestasoes. u* emprestimo de qua-
trottntss mi ribm estertloas, veneendo juros
raao da quairo Ubres e dez shiilinga por cento
omtttlndn apoliem para o mesmo ao preco de W
5"* Pr **** ,0 1,br" da Po? tal on-
lids, e com coodicao de que o emprestimo ser
resfalado por aao de umundo de .aaaataiaaco
- pala manasn^ne for eaajfSHada^as ^a*ia,Vdo
fervorar tasnso.de lwarno. amae mittireni -para^Fnnpreaimo
Wle mananvafSjne o emareotimo sansa aonar-a
campleiaiiMu.pago o sano MO. ^^
Art. 2** governo sdissdar e eraprtntar
companhia, soD-rauoruaeso e na conforssMsde
tos terniB*casidJe6es dontudoidatretiva ~an-
*w de 400m1 diowa, oae*Poees,e pelas qaan-
Hiss msonioaaaasno codictllo appenso.froste eon-
srato.
*C"da cosapanhis aceitar aqmtmirde 400
mu libras como emprestimo do governo a ella
as pocas o-qaantias eapressas no art. 2o com
todas as obngaces e em conformidade das'esti-
P'iliges do citado decreto.
Art. 4. Que qualquer durida entre o governo
e a companhia, que diga respeito interpretaeo
operaco ou effeito do eludo decreto e deste con-
trato, ou de qualquer delles, ser decidida pelo
cooselho de estado.
Art 5. a companhia reembolsar o gorerno
ae todas as despezas iocorridas por olio em obler
nn?iSI!8,,ino d.? iW m'1 ID"S- em emittir ss
apoiices para elle, ecom as commissoea nagas
pelo governo dos seus agentes de finanzas em
Londres pelo pegamento dos dividendos semes-
traes do empresiimo, e pelo resgate delle por
meto do fundo de amortisa^o para sao.
Arl. 6. A companhia pagar semeslralmenle
no primouo de dezerabro.e primeiro de junhoda
cada anno, ou em outras quaesquer pocas que
muluamente se convencionarem, 7 libras por cen-
to ao anno sobre a auaoila de 400 mil libras
principiando do primeiro dia de dezembro d
1859; com o fim, e para que o governo possa
applica-las, era parte ao pagamento dos juros
pigaveis pelo governo soore as apolices eroilti-
das para obler as 400 mil libras ; e em parte ao
tundo de amorlisaco para resgate deltas ; e o
governo devidameme empregar o dinheiro oes-
la conformidade. O governo reter por conta de
laes pagameutos semestraea. os 7 por cento por
elle garantidos, sobre as 400 mil libras, ou a'par-
le desses juros, que for pagavel pelo governo, e
a companhia pagar o saldo excedente, e se este
nao for pago deulio em trila dias do prazo em
que se vencer, a companhia perder, e pagar
como mulla quinhentas libras por cada falla?
Arl. 7." Quando o empresiimo de 400 mil li-
bras estiver resgatado por meio do fundo de amor-
Usacao, a somma do capital da companhia, sobre
a qual o juro de 7 libras por cenlo, garantido
pelo governo. houver de ser pago, lera a dimi-
nuicoo de 400 mil libras ; e a companhia nao fa-
r chamada algum, para ser garantida pelo go-
verno, a respeilo de laes 400 mil libras.
Codicitlo a que cima se refere.
No da 10 de abril de 1860, scienia e cinco mi'
libras. SS 75.000 ; no dia 15 do junho de 18601
selenia e cinco mil libras. S 75,000 ; no dia 15
diplomas aos 7= / de W s.elen,a e *" ''"r". *
' /5iUO. no dla lo J(J flgo8lo de t n\n\ e
ciuco mil libras. S 75,000 ; e o saldo no Brasil.
(Assignado; C. Moreira.(Assignado) R. Ben-
soii.(Assignado) Ew. H. Bellaroy.
Traduzi do ingiez. Re-ife, 2 de marco de 1861.
Frederico Lopes Guimares, interprete pelo
tribunal do commercio.
Gommunicados.
Olhcrvautes sobre o medico.
O medico nao deve s cuidar de si, urna vez
que loma tanta parle em proteger a saude do ho-
mem. O medico antes de merecer este timlo hon-
rado deve passar por urna serie de estudus e sof-
friraentos infinitos. Comeeando pois o exercicio
de sua benfica arte, o estudo nao oesja de Ibe
ser urna necessidade continua, e a sua vida se-
nao urna perpetua abnegaco de si mesmo. To-
do cuidadoso em meligar os soffrimentos do seu
semelhante, elle acaba por consumir a sua sau-
de, e a encunar a vida.
Fa;o estas observages at que se chegue a
crer enfim que a medicina nao ja um mister,
e cojo flm nao seja seoo o lucro e a riqueza,
mas que um sacerdocio sublime todo dedicado
ao allivio dos inumeraveis males de que est es-
palhada a fugitiva carreira da bunaia vida. Nem
tambera eu creio ser aqui necesario demostrar
se pelo Udo da verdadea medicina merece a con-
fianza dos homens. S observo que apezar as
contumelias que sempre iancaram onira a me-
dicina e os roolejos de que foram opjeclo aquel-
les que ao seu culto se consagraran!, muguen)
quasi, quando urna doenca o assalta, sabe ou
pode absler-se de invocar o soccorro desta arte,
aqual alm de salvar nao poucas vezes o doente
da inevitavel morie, sempre a portadora de
um supremo bem, quero dizer a esperance.
Deixo porem an bom senso de quem necessita
dos soccorros desta arle salular o escolher o me-
dico que mais lhe pnssa agradar.
Levanlim-se todos dias novas maoeirasde com-
bates as molestias, m*Deiras totalmente phantasii-
cas, inemeazes, damnozas, contrarias entre si ;
ora os mais potentes porgantes, ora as gollas e
os granitos infinitesimaes, ora fiualmenta outras
modas de medicar vindas do co iSobre o que
me restrinjo a advertir que na medicina as cou-
sas prodigiosas nunca tiveram loaga duraco,
entretanto que a sa medicina atravessou violo-
rioza os seculos, e jamis o seu dominio foi der-
ribado pelas imposturas.
S.
Correspondencias.
Escripturio da companhia da via-ferrea do Re-
cife ao rio So-Froncisco (limitado).
PERNAMBUCO 6 DE MaRCo DE 1861.
Illms. Srs. Redactores do Diario de Pernam-
buco.Afim de que seja reslabelecido o crdito
desta companhia. o qual foi muito seriamente
abalado em consequencia da publicsco do aviso
do Exm. Sr. ministro da fazenda, com data de 9
de Janeiro ultimo, em que se declara que .a cha-
mada ltimamente feila illegal o contraria s
disposiges do contrato celebrado entre esta com-
panhia e o governo imperial em abril do anno
lindo, obtuve de S. Exc. o Sr. presidente ds pro-
vincia licenga para publicar o texto do referido
contrato, cuja copia me foi remettida de Lon-
dres pelo ultimo paquete.
Da leitura do mesmo fcilmente se ver que,
longe da ultima chamada ser contraria s suas
disposicoes, o direito de faz-la expiessamenie
reconhecido, aujeito smenlo coodicao de que
nenhuma garanta de juros ser paga pelo gover-
no sobre a mesma ou sobre quaesquer outras
chamadas futuras, que prefacam a quaolia de S
400,000, sendo esta garanta reservada para o
pagamento de juros ao governo sobre o empres-
timo.
Alm disso, sou informado pelo secretario da
companhia que o artigo em questo foi inserido
com consemimeoto de ambas as partes com o
Qm expresso de previnir duvidas oeste ponto.
E demais, avista do art 4", claro que qual-
quer divergencia do opinio deve ser decidida
pelo canselho de estado, que de certo ouviria
ambas as partes.
Publicando estas linhas e a tradcelo anaixo,
muilo obsequiaro, Srs. redactores, a quem se
presa ser, de Vmcs. veuerador e criado
E. I. Bramaa.
Tmneeo.
Arligos de contracto ueteorado sos 10 de abril do
anno de Nosso Senhor, 1860, entre o gorerno
de S. M. o Imperador do Brasil, representado
por S. Exc. Francisco Ignacio de Carvalho Mo-
reira, enviado plenipotenciario a ministro ex-
traordinario acreditado por S. M. o Imperador
do Brasil oa corte de S. M. s Rainha Victoria,
de urna parte e a companhia da vis frrea do
Recife a S. Francisco em Pernambuco (limita-
da) d'era-em diante ueste contrato chamada
a companhia, de outra psrte.
Art. governo centrithi*'na "ddade de
ERRATAS.
Na correspondencia de honlem firmada por
Justus-, na 12a linha em vez dejulgamos,
deve-se lerjulgamo-nosna 13a em vez de
ratilicar, rectificarni 26, ero vez decom
ellas, com ellesna 44* em vez de-dirigimos,
dingimo-uos.
Publicares a pedido.
O ACTOR BRASILEIRO O SB. JOO CAETANO
DOS SANTOS.
\ ambico, e s a ambiguo da gloria fez com
que o Sr. Joo Caelano dos Santos abaodonasse
as formosas Ierras de Santa Cruz, deixasse por
alguna mezes esposa e filhos, priasse da sua
presenga no palco scenico um publico que o
idolatra, e partase para a Europa, sujeitando-se
a urna longa viagem por mar, accrescendo a isto
as grandes despezas quo urna lal viagem e a sua
estada na Europa acarretaram comsigo.
O Sr. Joo Caetano des Santos era muito con-
hecido entre nos. A fama do seu nome linha
desde muito lempo chegado at Portugal.
Sabamos quo en o genio, o rei da scena bra-
sileira. Pelos jornaes du Rio de Janeiro linha-
mos podido formar um juizo seguro sobre os
tlenlos, os recursos, o o mrito do Sr. Joo
Caelano.
Alm disto tinhamos informaces dos relevan-
tissimos servicos que em differenles occasiea O
Sr. Joo Caetano linha preslado aos nossos com-
patriotas, que se achsm na capital do Brasil, e
pelos quaes o Sr. Joo Caelano lem demonstrado
sempre as maiores sympathias, nao sapoupando
a nen hurn sacrificio para os servir-
Em Lisboa esto hoje muitos cavalhelros que
podero dar lestemuoho de que nao sao exage-
radas estas nossas asseredes.
Foi em auengo aos muitos servicos prestados
pelo Sr. Joo Caetano aos nossos compatriotas,
que se acham no Rio de Janeiro ; fot em virlu-
do das apreciaveis qualidades que adornam o
distincto brasileiro, que o fallecido estadista o
Sr. Rodrigo da Fonseca Magalhes pedio cora
de Portugal, quo agraciasse o Taima brasileiro
com a commenda da ordem de Cbristo.
O Sr. Joo Caetano des Santos, chegado a
Portugal, obleve do governo porluguez a honra
de representar no nosso primeiro theatro nacio-
nalO theatro de D. Harta II. O fado de se
achar em ensaios a grande tragedia Judh
que linha presos por assim dizer, e impossibili-
tados para quslquer oulro trabalho, a nossa pri-
meira actriz a Sr*. D. Emilia das Neves e Sousa,
e os dous disimulos actores Rosa, e Tasso, obs-
lou a que o Sr. Joo Caetano podesse represen-
lar com elles; mais ainda assim aos bnns deze-
jos do Sr. commissario regio, bem como boa
vontado dos adores do theatro de 0. Haria,
deven o Sr. Joo Caetano apresentar-ae dentro
em alguns dias ao publico lisbonense, represen-
tando no drama A Dama de S. Tropez em
companhia da nossa exeellente actriz Delphina,
de dama ingenua a Sra. Manoela Rey, qjae pos-
sue um inconie-tavel talento ariistico, e do nosso
eximio e popular actor o Sr. Theodorico.
Na noulede 17 de novembro do anno ultimo,
o Sr. commendador Joo Caetano dos Sanios
deu ao publico portoguez o prazer de admirar o
seu talento artstico.
E a reputaco que tinha adquirido no Brasil,
foi aqui sanecionada por todo um publico, com-
posto de todo o que ha de mais dislincto entro
D8.
O Senhor D. Podro V, o rei artista o Senhor
D. Fernando, os ministros da corda, es horneas
de letrss, lodos poriis applaudiram frentica-
mente o artista brasileiro Joo Caelano estara
ebeio de gloria, tinha visto coroar por portu-
gueses o eu talento arlisiico, e roltar para a sua
patria ufano de gloria,cheio dos loaros por elle con-
quiaiados no palco de Portugal, e dizer aos seus
com patrilas, que em Portugal o filho das Ierras
de Santa Cruz fra julgado digno da cora de rei
da scena brasileira, que o publico brasileiro lhe
linha decretado.
A noticiada recepcio brilhante que tere o Sr.
Joo Caetano dos Santos aa scena porlugueza,
logo que eheguu ao Rio de Janeiro fei acceita
com immeoso jubilo por todos os smigos e admi-
radores dogeoio artstico do Taima brasileiro, e
nos jornaes ltimamente cnegados daquella ca-
pital l-se o seguinte :
Acha-se oxposto na raa do Ouridor n. 131,
casa de mad. Ciemence, urna cor. de carvalho,
que amigos dedicados do Sr. commendador Joo
Caelano dos Santos mandaram fazer para ser
coHocada na estatua do dislincto artista, repre-
sentando Osear no ado de reconhecer a espada
na tragedia desle nome.
Este trabalho foi primorosamente execulado
pelo habilissimo estatuario o Sr. Francisco Ma-
noel Chaves -Pinheiro, late de esculptura da
academia das bellas artes.
O Sr. Joo Caetano, depois do representar
com grande applauso na scena porlugueza, visi-
lou Madrid e Parts,afim de ver o estado de adian-
tamento da arte nes theatros destas duas capitaes.
Na sua volla ao Rio de Janeiro, o dislincto actor
brasileiro prestar sem duvida grandes servicos
aa aperfaicoamento da arte no sea aatz, onde (oi
morare um des seus ans denodados propugna-
dores. Cremos que, depois da riagem do Sr.
Jlo Caelano d Europa, a arte sin 5 ta de nro-
T


*m
DUUUOOR
- sext* rBUOkHitt&a^rnti.
(*>

gredir do Brasil, mas timben que o thealro se
ha de turnar usa escola. E os vemos que n'um
paiz, onda ha talentos como o Sr. Jlo Caetaoo,
o arte s retrograda, s dogenera, s morre,
quando os goveraos a nao auxiliam. No Brasil,
o governo protege rauito a arlo, e o theairo de
9. Pedro, d i que eaprezario o Sr. Joo Caela-
oo, subvencionado pelo governo. E a subven-
ga quo receo do governo, o Sr. Joo Cretino
tena procurado seropre qaanto possivel a prove-
ta-lo a prol da arte e da educaco moral do
poro.
O Sr. Joio Caetano dos Santos acaba de rece-
ber de el-rei o Sr. D. Pedro V a graga de o no-
mear mogo da real cmara do sua magostado.
Esta demoostraco de sympathia, por parte do
liberal monarcha de Portugal, para com o Sr.
Joao Caetano, explica-se pela coosiderago, que
o joven rei d a todos os grandes talentos, bern
como pelo valor e apreso era que sua magestade
tem os grandes servicos prestados pelo Sr. Joao dem
Caetano aos nossos compatriotas, que residom no
Rio de Janeiro.
O rei de Portugal hourou o mrito do artista
das trras de Santa Cruz, e tanto o monarcha, co-
mo o poro de Lisboa, tazendo jusliga e honrando
o mrito artstico do Sr. Joao Caetano, e os seus
relevantsimos serrinos prestados no Brasil aos
nossos compatriotas, concrrem para- unir mais
os lagos de amizada e sympathia, que unem a
naci brasileira ao povo portuguez.
Nao sendo possivel ensaiar-se com brevidade
um drama, em que o Sr. Joao Caetaoo podesse
novamente representar no theatro de D. Mara II,
consta-nos que o distinti actor est resolvido a
partir para a sua patria no paquete prximo, nao
podendo comportar miis a saudade. Sentimos
que o.*r. Joao Caetano, que Uo bern representou
na Dama de S. Trapes, nao podesse representar
n'outro drama ; porque sabemos, que sempre
grande na scena, e que nunca se reproduz, pois
em cada drama tem um novo genero, creacao
delle, em que arrebata e commove o publico.
Vollando a sua patria, o Sr. Joo Caetano ple
gloriar-se de que o seu talento nao podia ser
mais festejado do que fui em Lisboa.
Os benellcios que prometteu o Sr. Joao Caeta-
no, visto que os nao pode dar aqu, podem as
direegoes dos estabelecimentos pos Qcar certas
de que o distincto artista os ha de dar no Rio de
Janeiro, o que mandar para aqui o seu produc-
to. E esperamos quo o beneficio para o asylo de
Santa Calliarina ser um dos primeiros que o Sr.
Joao Caetano dar no Rio de Janeiro.
J. F Rodrigues.
(Do Portugus.)
NEGOCIOS DO PENEDO.
Nao queremos, como diz o Jornal de Macei,
as questes do Penedo, fazer de um algueiro
um cavalleiro, c nm que sesillo por sobre as
regrasdo justo e honesto, para se dar a Pedro o
que de Paulo ; queremos sim quo sejam res-
peitados os direitos de todos, que nao seja sacri-
ficada a justiga, que niio se torga a le, dando-
lhe urna nt^rprelagSo forrada, e s propria para
o caso em quesio, que* nao se faga criminoso
um acto, pratcado na melhor boa fe.
E' assim pois que estigmatizamos esse proces-
so monstro que se est instaurando contra a c-
mara do Penedo polo presumido crme de deso
bodiencia s ordens do governo, ou antes pelo
crime iuafliaogavel previsto no art. 96 do cod.
crim.
Este processo que nao tem o seu fundamento,
na le e nem cootem em si elemento algura de
criminalidad!! tumultuario e um att-niadu con-
tra o livre cxercicio da cmara municipal.
Nao preciso grande esforgo de esludo para
cooheeer-se que nonhura critne praticou a cma-
ra municipal em reflexionar sobre a ordem do
governo, que, aceeitando aUuinas das reflexoes
eitas pela cmara mnnicipal mandou sobrestar
em sua deciso no que dizia respeilo a Jesuino
Honorato dos Santos.
Que se niio deu crirao de desobediencia se ve
do bem elaborado uQlcio do Exm. Sr. presidente
ao I).-. juizde direito da comarca do Penedo, no
qual sobresae a imparcialidade do digno admi-
nistrador, e se aconselha urna doutrina s, que
tem a sua baso na nossa junspudencia cri-
minal.
Se crime tlvesse havido no fado seria simples-
mente o previsto no art. 151 do col. crim., o
nao o do art. 96.
Accresce alm do tu lo isto quo semelhante
procedimenlo s merece a quaiiflcago de anar-
chco, porque rae de algum modo obstar aceo
administrativa no seu ulterior procedimenlo.
Todos os poderes leera a sua rbita, onde de-
vem girar, e nao licito a nonhura delles inge-
rir-se as sllriQuigoes de outro. E' assim que
um negocio puramente administrativo, se pro-
cura fazer viugar um acto de desobediencia, sem
que haja possoa desobedecida, porque o Exm.
Sr. presidente, quo ninguem raai ao que elle
deve ter inleresse, era manier illesa a sua dgni-
dado, nao se deu por desobedecido, e antes de-
clara que o procedimenlo da cmara foi rouito
regular, c que neste seu acto nao ha um s ele-
mento que constituir possa crime de desobedi-
encia.
J v o collega do Jornal de Macei, que da
nossa parte nao ha intengoes de docslar a pes-
soa alguini e sim considerar o facto era si, cuja
moralidade ou iraraoralida le discutimos, sem
olhar para as pessoas, que delle possara tirar
proveilo.
Voltaremos, anda, sobre esta questo, que j
vae bem elucidada pelos que delta se tem oceu-
pado, se a isto tormos forgados.
(Do Correio Oficial.)
1 gaiola : a Joio de Albuquerque Rodrigos.
1 dita ; a Cypriauo Oas Monteiro.
Esrporta?**
Do dia 6 de margo.
Sumaca hesoanhola Ardilba, para o Rio da
Prata carregas
Aranaga Hijo & C 180 barricas com 1404 ar-
robas e 13 libras do osMicar.
Brigue sueco Anna, para Stockholm car-
rega :
N. O, B. 4 G, 5 barriquinhas com 21 arrobas e
28 libras de assucar.
Brigue portuguez Soberano, para Lisboa
carrega t
Thoraaz de Aquino F. Juoior 150 barriscom
5400 medidas de niel, e Prente Vianna & C,
31 amarrados com 310 meios de sola.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 6 131898319
do dia 7.......3:3990032
consoiho administrativo '
arsenal de goorra 4 da
16:588*351
Mo viinento do porto.
Navio entrado no d ia 7.
Honolul120 das, galera americana Thomas
Night, de 440 toceladas, capilo Richard Rol-
ley, equipagem 32, carga azaite de peixe: ao
capilo. Veio refrescar e seguio para New-
Bedford.
Naviot saludos no mesmo dia.
Buenos-Ayresgalera honoveriana Rena, ca-
pilo E. F. Kolln, carga assucar.
FortOS do sulvapor nacional Cruzeiro do Sul,
commandante Io lenle Puntes Ribeiro.
Portos do nortevapor nacioual Jaguaribe,
Manoel Joaquim Lobato.
Sala das aeesdes do
para fornecimento do
msiodei8M.
Bento Jos LammhaLint,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pertira Lobo,
Coronel vogat secretario interino.
fTomaTln sxdminlaitvavtivo.
O conselho administrativo, para romeamente
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Pan provimonto do armazem do arsenal de
guerra.
500 vassouras de palha do carnauba.
100 ditas do junco.
50 arrobas do cabo de liaho velho.
20 arrobas de chumbo em lencol.
500 pelles de cabra.
Quem quizer Tender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhia do dia 13 do
correle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
margo de 1861.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Franciico Joaquim Pertira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
G01PAN0U PERiTfflBfMtU
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A noite clara, vento ENE fresco o assim ama-
nheceu.
0SCILLaC\0 oa har.
Preamar a 0 h. 42' da larde, sltura 5.6 p.
Baixamar as 6 h. 30' da maoha, altura 1,8 p.
Observatorio do arsenal de marinha, 7 de
margo de 1861.
ROMANO STEPPLK,
1*. lente.
Editaes.
A cmara municipal do Kecife contraa o
serrigo da limpeza da cidade com quem delle se
queira encarregar, medanle coodigoes razoavis,
para o que aceita propostas dos interessados coi
cartas lechadas.
Pago da cmara municipal do Recife em ses-
sode 15 de fevereiro de 1861.Manoel Joaquim
do Reg e Albuquerque, pro-presidente. Ma-
noel Ferreira Accioli, secretario.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em comprmeme da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia,manda convidar aos cre-
radores da repaiticao das obras publicas a apre-
seularem na mesraa the&ouraria os seus ttulos no
prazo de 30 das, a contar da data deste, afira de
serem examinados e pagos os que estiverem cor-
reles ; certos de que lindo este prazo nao sero
attendidos.
E para que chegue ao coohecimento de todos
se mandou afxar o presente e publicar pelo
Diario.
Secretara da tnesouraria provincial de Peroam-
buco 22 de f7ereiro de 1861.O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conheriraeiito dos
rendeiros e foreiros de propriedades perlencentes
ao patrimonio dos orphos desta cidade, que de-
vem pagar seus dbitos directamente nesta Ihe-
souraria, certos de que, se o nao flzerem, sero
os mesmos dbitos remeitidos para juizo, aura de
serem cobrados judicialmente.
E para conetar, se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco, 5 de margo de 1861.
O secretario
A. F. d'Amorira.
NOVO BANCO
DE
Pemarabuco,
O doto banco continua a substituir
ou a resgatar as notas de 10# e 20$ que
havia einittido e anda existem em cir-
culaqao, preVenindo de que conforme
o decreto n. 2,664 de 10 de outubro
uitimo e decisao do tribunal do thesou-
|ro de 12 de Janeiro do corrente anno,
I esta substituicao s continua sem pre-
i hizo dos possuidores das mesmas notas
at 9 de marco prximo vindouro, pois
que desse da em diante s tera' lugar
com o descont mensal e progresivo
de 10 por cento ou de 10 por cento no
prsmeiro mez, de 20 por cento no se-
gundo, de 50 por cento no terceiro e
assim successi va mente at ficar no dci-
mo mez e d'ahi por diante sem mais va-
lor algum, Recife 5 de fevereiro de
1861.Os directores gerentes, Lulz
Antonio Vieira, Joo Ignacio de Me-
deiros Refjo:
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 das uteis para pagamento dos
impostos de 12 0|0 sobre lojas a retalho, arma-
zens de fazendas, tabernas e casas de leilo ; do
4 0|0 sobre os do mais estabelecimentos; de
200$ sobre casas de cambio ; de 504 sobre casas
de modas que veoderem perfumaras e chapeos
estrangeiros, e de jogo de bilhar, e finalmente os
impostos sobre carros, carreras e mnibus, tanto
de aluguel como particulares, relativo ao anno
Qnauceiro de 1860 1861, (indam-se no dia 9 de
margo corrente, Gcando sujeiios multa de 3 OtO
sobre os seus dbitos, os que pagarem depois
desse prazo.
Mesa do consulado provincial de Pernambuco
1. de mareo de 1861.Pelo administrador,
Theodoro Machado Freir Pcreira da Silva.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabelecimento nda-
se no ultimo de margo vindouro, e todos aquelles
que nao pagarem dentro
N^egaaicosleiraavapw
Parahiba, Rio Grande do Norte, A-
su', Aracatv, Ceara' e Acaracu'..
01 vapor Iguarast, commandante Lobato, sa-
tura para os portos do norte at ao Acarac no
tfia 7 de margo s 5 horas da tarde.
Recebe-se cara at ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frele al ao dia 7 s 2 ho-
ras : escriptorio oo Forte do Mallos n. 1.
A agencia do vapor de
reboque acha-se estabeleeida no escrip-
torio di companhia Pernambucana no
Forte do Mattos n. 1, onde se recebem
avisos para, qualquer serviijo tendente
ao mesmo vapor.
Para o Aracaty e Assu'
segu com brevidade o histecSinta Rita, j tem
a maior parte da carga ; para o resto trata-se com
Mariins & Irrao, ou com o Capitao Antonio Joa-
quim Alves.
Cear e Acarac.
O patacho Emulagao, segu por estes das
por ter parte da carga prompta e para o resto a
tratar cora o capitao on Manoel Goocalvos da Sil-
va, ra da Cadeia do Recife.
Avisos diversos.
pernambucana.
Domingo lOde marco, s 8hora da maohia,
haver sessao extraordinaria do conselho e da
assembla gral para tntar-ae da coaiinusojio da
reforma dos estatutos e de outros negocios.
Secretaria da Associagao Typographica Per-
ambucana 6 de margo de 1861.
J. Cesar,
l'eerelorto.
Leiloes.
Urna arniaeao.
Sabbado 9 do corrente.
Costa Carvalhe* far leilo porconta do Sr. Joa-
quim Gongilves de Azcvedo Maia, da armagio da
taberna da ra Augusta n. 114, a qual tem duas
frentes.
Tambera
vender varios gneros pertencenlcs mesma,
sem reserva de prego.
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Precisa-se alugar urna casa terrea que te-
nba commodos para familia, quiotal e cacimba
as eguiotos ras : de Hortas, pateo de S. Pe-
dro, Flores, pateo do Carmo, largo do Paraizo ;
ojo aluguel oto exceda oe 20 raensaes; quem
ttver para alugar aononcie.
Os senhores passageiros que vieram do Por-
to do navio cAmelia, que ao despachar o tato
na alfandeg levaram por engao a caita do pas-
aagairo Joaquim Joa Nanee.fagam o favor de an-
nunciar para ser destrocada ; na ra do Rancel
o. 17,ou apparegsm oa mesma.
Adimiraco.
Vende-s na roa Drreita n. 9t. qoeijos novoa
dos ltimos chegados a 1*600 e 1800 rs e ou-
tros moitos gneros por barato prego.
Carteiras de agulhas
a 380 cada urna, na loja do leio de prata: na
ra do Rosario n. 36.
Apa reinos para brinquedos
de pao muito bem feilos a 800. 1.000, 1.200 o
MOOrs.; ditos de louga a 1.600 rs., ditos da
louga prateados'a 2,000 rs., ditos de metal a 1,280
r. : na loja da ra do Rozario o 36, do leo
de prata.
La para bordar
a 7,200 rs. a libra de todas as cores : na loja dr>
leo de prata, ra do Aozano n. 36.
Sapatiubos de la
para menino a 400, 500, 600 e 800 rs. o par: na
loja do leo de prata n. 36, ruado Rozario.
Meias para sen hora
a 240. 320, 400, o 500 rs. o par, ditos sbertas a
500 : na loja do leo oe prata, ra do Rozario
n. 36,
S no largo da Al-
faodegao. 18.
Farinha superior a 39520.
Feijo branco e mulalinho;
Macirro lalharira e ietria,
S barato a 5 e 8*000 rs.
Maria da Conceigo Dourado da Fonseca
est procedendo a inventario dos bens do sea
casal em ennsequencia da niorte de seu marido
Simplicio Xavier da Fonceca, pelo juizo de or
deque quem se julgar credor do mesmo casal
proceda como de direito, isto no prazo de S
dias. Recife 7 de margo de 1861.
AMA
Wm grande sitio na estra-
da do Arraial.
Sexta-feira 8 do corrente.
Antunes far leilo em seu armazem na ra
do Imperador n. 73, de um grande sitio no prin-
cipio da estrada do Arraial juoto ao do Sr. Mar-
colino Jos Lopes, com expeliente casa de pedra
. e cal, conlendo 8 quartos, 2 salas, 1 gabinete,
i multa de-tres por cen,Ood0 PraZ0 "^ 8UJeU8 cosinha. estribara'muito boas larangeiras. s
Contadoria da cmara m..n.in.i h.. nr. No caes do Apolo n. 57, junto a ponte se dir
quem precisa de urna amaescrava, de boa con-
ducta, para ser erapregada nicamente em en-
gommado e costura, paga-se bem.
Modas.
Praca do Recife 7 de
man;odel861.
A.s tres oras da tirdc.
Cuta^es ofHciaes*
Cambio sobre Londres 26 3(6, 26 1(2 e 26 5(8
por 1J 90 dias de vista.
Descont de letras10 OiOao anno.
Leal SevePresidente.
Frederico Guimaressecretario.
Deelarac^s.
lfandega,
Rendimento do da 1 a 6 .
dem do dia 7.....
81:6963014
9:842j793
91:5385807
Hovlmento da alfandeara.
Volumes entrados com fazendas..
com gneros.
Volumes

sahidos

com
com
fazendas..
gneros..
72
397
------469
75
315
390
Santa Casa de Misericordia
do Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa de Misericordia do Recife manda convidara
lodos os Srs. irmos insialladores para que no
dia 10 do corrente, pelas 4 horas da tarde, cora-
paregam no grande hospital de caridade, afim de
acorapanharora ao Sanlissimo Sacramento, que
ha de ser trasladado da capella deste hospital
para a do hospital Pedro II.
Secretaria oa Santa Casa do Misericordia do
Recife, 5 de margo de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Cavalcante Cousseir.
A junta administrativa da Santa Casa de
Misericordia do Recife manda fazer publico, que
traram de mez no erande hospital o Sr. Dr.
Manoel Ferreira da Silva, no hospital dos Laza-
ros o Sr. Aatonio Jos Gomes dd Correio, e na
casa dos Exposios o Sr. Dr. Antonio lierculano
de Souza Dandeira.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife. 5 de margo de 1861.
O escrivo
Francisco Antonio Cavalcante Cousseir
municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tavares Rodovalho.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio
Antonio se faz constar que se acha recolhido ,
casa de delengo o preto africano de nome Ma-
noel, que diz ter sido escravo do Sr. Annuncia- '
cao, cujo preto foi preso por briga, e nao tem ,
apresentado carta de liberdade. Se alguera se
julgar seu senhor, comparega nesta subdelegada j
munido de seu titulo.O subdelegado supplente,'
Joaquim Antonio Garoeiro.
Vice consulado de Espaa.
De orden del Excmo. Sor.
ministro residente y cnsul
general de S. M. Catlica en
liio de Janeiro, prevengo
los subditos espaoles resi-
dentes en este districto con-
sular que, siendo indispensa-
ble que se hallen provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio para
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
mo por convenir al servicio
del estado, el tener uua noti-
cia exacta de los cuidadanos
xa de capim, um riacho no meio do sitio com
banheiro, chaos proprios. Os pr^tendentes di-
rijam-se ao referido sitio para o examinares,
tendo lugar o leilo s 11 horas em ponto.
Sexta-feira 8 do corrente.
Evaristo, aulorisado por despacho do Exm. Sr.
Dr. juiz especial do commercio, far leilo da
taberna da ra do Rangel n... pertencenle a Jo-
s Morcira da Fonseca, por arresto feito por An-
tonio da Silva Pootes Guimares e outros na
mesma taberna s 11 horas em ponto do dia
cima.
Descarregam hoje 8 de fevereiro
Calera francezaSolferinace ment.
Brigue portuguezAmalia Imerendonas.
Escuna sardaArmessionemercadorias.
Importaysio.
Escuna sarda Anntcione, vinda de Genova,'
consignada a Bastos & Lemos, manifeslou ose- ;
guinte :
30 pius vinho, 800 caixas massas, 3 ditas sa-
lames, I dita atum em azeile, 110 latas conser-
vas de tomates, 10 barricas orva-doce, 7 saceos
cominos, 2 cestos queijos, 164 saceos feijo, 30
dilos alpiste, 50 barricas farinha de trigo. 24
caixas papel branco, 15 ditas e 40 balas papel de
embrulho, 175 saceos farelo, 2 fardos lecidos do
15, 1 embrulho chapeos de palha, 1 caixal mo-
vis de madeira, 48 cadeiras, 4 caixas incengo,
4 ditas raz de allhea, 78 ditas man, 3 dius cre-
morlartaro, 3 saceos -flor de tilia, 7 ditos senne, I
4 latas easencia de zimbro, 4 ditas dita de cravo, |
2 ditas dila de vergamota, 1 caita coral iraba-
Ihado, 46 ditos marmore irabalhado, 1 dita ala-
bastro trabalhado, 2 ditas o 50 lages de marmo-
re, 378 caixas lidrilho de dito.
Vapor nacional Cruseiro do Ski, precedente
do norte, msnifestou o seguale :
1 caixa com 24 duzias de chales de l ; a or-
dem.
4 ditas com tapetes para sapatos; a Kalkmana
Irmos & C.
3 ardosuma.petaca com 1700chapeos do Chi-
le ; a J.Tunbio Messiaa&C,
1 caixa com 50 chape* do Chyle ; a Jos de
S Leilo i amor.
-2 ditaa- 1380 chapeos do Chile'; a Aranaga
1 encapado ; a Antonio Jos Puheiro,
5 macacos a 1 puraque; Joie Falque.
1 eoeaaadei. ao Exm. presidente
1 MMhat*. Joo Baptista de C. Sito a.
Directoria das obras publica.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
fica espassado al o dia l. de maio prximo vin-
douro o prazo marcado para a apresenlego de
propostas e planos para a execugo da ponte que
se tem de construir no lugar da ponte velha do
Recife. Directoria das obras publicas 5 de mar-
go de 1861.0 director, W. Martineau.
Conselho administrativo,
O cnnselho adminisirattvu para fornecimento
do arsenal de guerra tem de comprar os objectos
soguinles :
Para a aula do 2a batalho de infantera de
linha.
6 resmas de papel alraago.
16 quarteires de penas de gango.
caivetes.
6 garrafas de tinta de escrever.
6 dozias de lapis de pao.
6 libras de areia preta.
20 exemplarea de collego da cartas para prin-
cipiantes.
20 exemplires de taboadas.
6 exemplares de gramraatica portugueza por
Monte-verde, ultima edigo.
6 exemplares do compendio de aiithmelica por
Avila.
6 exemplares de pauta.
20 exemplares de escripia, ou traslado.
Para o arsenal de guerra.
8 quintaos de ferro inglez em barra de 1/2 po-
legada.
8 quintaes de (erro inglez quadrado de 5/8 oita-
vos*.
2 quintaes de vergn de varanda.
Quemquizei vender taes objectos apretentero
as sua) propostas emearta feixada na secretaria
do conselho as 10 horas da manh do dia 11 do
corrate mez.
O agente Hyppolito da Silva autor
sado pelo Sr. capitao M. Jordon, capi-
tao do patacho americano A B. Jor-
don consignatarios Henry Forster &
C-, ara' leilo por conta e risco de quem
pertencer e em presenta do Sr. cnsul
dos Esta dos-Unidos e com a uto ii sarao
do lllin. Sr inspector da alfandega, de
cerca de 1,000 a 1,500 couros seceos
avariados d'agua salgada, e mais um lo-
te, podendo os Srs. pretendentes exa-
minados no armazem alfandeg^do do
Exm. barao do Livramento no caes
d'Apollo, eTectuando-se o referido lei-
lo sexta-feira 8 do corrente as 11 ho-
que residan en el extrangero;! ras em ponto no estaleiro do mesmo na
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado a renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de ellas los que no las tu-
vieren.
Pernambuco, 25 de febrero
de 1861. El vice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo
Pela subdelegacia da freguezis de Santo
Antonio desta cidado se acham embargados em
urna cocheira tres cavados de difieren les cores'
lendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a urna s fazenda, e com indicios de se-
rem do servigo de engenho. por desconQanga e
indicios de serem furtados, visto lerem sido all
recolhidos por dous homens do mato descoohe-
cidos, e depois appa recerera ou iros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostss
entre olles : quem, portento, se julgar com di-
reito a ditos cavallos, comparega neste juizo mu-
nido de suas provas, que ihe sero entregues.
Recife 22 de fevereiro de-1861.
Caroeiro,
ra do Brum.
Pred
os e
Avisos martimos.
s Para a Rabia segu em pouecs dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga que
Ihe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azevedo, na ra da Madre de Dos,
n. 12,
Para Lisboa segu com toda a brevidade o
brigue portuguez Soberano, por ter quasi todo
seu carregamento prompto; para o resto e pas-
sageiros, trata-se com o consignatario I. de Aqui-
no Fonseca Jnior, na ra da-Cacimba n. 1, pri-
meiro audax, ou com. o capitao Antonia Agosii-
nho de Alaiftidn. na praga.
Para Lisboa segu com manta brevidade o
patseho portugueJasco, receto carga a frele
e passageiros, pasat qajeirata-s*-eom seus con-
signatarios Amortar Innbs na ra da Cruz o. 3,
ou com o capilo J M. Coelho sobrinho, na pra-
ga d conmercio.
escravos.
Quinta- feira 14 do cor-
rente s 11 horas.
Antunes autorisado pelo Sr. Jos Nu-
nes de Paula, ara' leilo em seu arma-
zem na ra do Amorim n. 48, dos
predios e escravos pertencente ao dito
senhor que para liquidar sero entre-
gues pelo maior preqo alcancado, a
saber:
O sobrado n. 48* de % andares e sotSo si-
to na ra do Amorim, com chaos
proprios.
Dito em Olinda de um andar e sotao
sendo atraz terreo, com a frente pa-
ra os Qtmtro Cantos e ladeira da Mi-
sericordia, chaos proprios.
Uma casa terrea no Varadouro, con-
cluida ha pouco tempo, com 5 quar-
- tos, 2 salas, grande quintal, e uma
grande padaria no mesmo,. com oi-
toes dobrados, foreira a cmara mu-
nicipal.
A terca parte da casa terrea sita na ra
da Imperatriz junto a paderia do Sr.
Bamer.
4 escrarode muito boa conducta, sen-
do um- delles excedente padeiro e
tornero, ai 11 horas em ponto.
Precisa-se de 6 senhoras de boa con-
ducta que s ibam cozer costura de al-
phaos, escrivo Brlio, o que se faz publico a tim taiate para cozerem por da em casa de
familia, paga-se bem : na ra Nova n.
47, junto a Conceic5o dos Militares.
Compra-se um escravo com ofli-
cio dechapeleiro ou cirgueiro : a fallar
na loja n. 5, prximo ao arco de Santo
Antonio.
Gontrata-se urna pessoa entendida
no trabalhar em chapelaria ou cirguei-
ro para urna das cidades das provincias
do norte : a fallar na loja n. o, prxi-
mo ao arco de Santo Antcnio.
Vende-se o ongenho Serrara situado na
freguezia do Cabo ; a tratar nesta praca com o
Dr. Augusto Frederico de Oliveira.
No aterro da Boa-Vista h. 55. em casa de
Poirries, ha para vender um cabriole! americana
de 4 rodas com arreios para 1 ou 2 cavallos, lu-
do no melhor uso, por prego commodo.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. Elias Eliaco Elzeo
da Costa Ramos, natural da provincia da Parahi-
ba, actualmente residente nesta praca, o especial
favor declarar por esta folba sua morada para sa
Ihe fallar, ou dirigirse a ra estreita do Rosario,
travessa dn Queimado, loja de miudezas de Joa-
quim Francisco dos Santos Maia.
4 peehinclia grande.
No aranera da ra da Madre de Dos n. 6r
confronte o consulado provincial, ha para ven-
der-so o segninte :
Saceos com mlho de 122 libras de peso por
3J60O.
Dilos com arroz de casca mnilo novo por 3.
Ditos cora farinha por 4, 3> c 25300.
Gomma em paneiros imitando aramia, arroba a
23800,
Charutos da Bahia do acreditado fabricante Jo-
s Furtado de Simas, a de oulros autores Um-
bela acreditados, por diversos precos.
Leite puro.
Manda-se entregar, sendo na freguezia da Boa-
Vista, leite puro a 3S0 rs. a garrafa : a tratar, na
ra d<> Arago, casa n. 40.
Troca-se um sobrado de dous andares no>
pateo do Carmo, por um de um andar que seja
grande e tenha quintal, em qualquer das princi-
paes ras dos baures de Ssnto Antonio ou Boa-
Vista : quera tiver e quizer fazer dito negocio,
dinja-s a loja de livros da praga da Independen-
cia ns. 6 e 8, que achara com quem tratar.
Farelo a 3#800, milho a 3#500
No largo do Psraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Salrao
Vende-se peixe salmao o mais novo neste mer-
cado a 240 rs. a libra : na taberna da ra do Im-
perador n. 83.
O corte a 4#000.
De casemira fina de lindas cores, organdys com
lindos desenhos e boa fazenda a 560 rs o cora-
do, dito listrado a 410 o covade, chita preta fran-
ceza, boa fazenda e largura a 200 rs. o cavado,
cambraia lisa muito fina a 500 rs. a vara : na
ra do Crespo, loja n. 10.
Vende-se ura boi manso : no pateo do Ter-
co n. 22.
Franjas.
Na loja d'aguia de ouro,
ra do Cabug n. 1 B.
Vendem-se franjas prelas com vidrilhn ou sem
elle, de lir.dos padres, que se vende nimio bara-
to, ditas de cores de tolas as larguras e por todos
os precos, ditas de linho tanto de cores corno
brancas, ditas cora bolota c sem ella para corti-
nados ou para tonlhas. e para panno da Costa
ludo isto por pregos quo admiram, e s se vende
na loja d'aguia de ouro na ra du Cabug n. 1 B.
Para marcar roupa.
A loja d'aguia branca recebeu a apreciavel Un-
ta para marcar roupa, a qual por sua bondadesa
torna necessaria a todas as familias, porque cora
ella se previne a perda das pegas, c muito me-
lhor e mais commodo que a marca com linha. As
caixinhas Irazem 2 frasquinhos, e rlellas se ve
modo fcil e seguro de que se servir a pessoa
para marcar; custa cada caixinha o dioiiouta
prego de 19600: na ra do Queimado, loja da
aguia branca n. 16.
Boaels de gorguro avel-
ludado.
Vendom-se raui bonitos bonets inglezes de gor-
guro e velludo, mesclados e de raui bonitos pa-
dres a 1S500. Esses booels por suas boas qua-
lidades e muita durago tornam-se mui proprios
para os meninos do escola, e mesmo para pas-
seio ; assim como outros bonets de palha e pan-
no Ono, etc.. etc., e mui bonitos a 2(500, 3* o
49, o melhor possivel: na roa do Queimado o.
16, loja d'aguia branca:
Praij as de seda com vidrilhos
e sem elles.
Na loja d'aguia branca se encontra um bello a
variado sorlimeoto do franjas de seda de differen-
tes larguras e cores, inclusive a preta, tanto com
vidrilhos comu sera elle*, e das larguras de- una
dedo al meio palmo, aos pregos de 500 rs. a
2)300 a vara ; vista do comprador todo nego-
cio se far para apurar dinheiro : na ra do Quei-
mado o. 16, loja d'aguia branca.
B afeites de vid ri I lio a 2$.
A leja d'aguia branca est vendedo mui boni-
tos enfeites de vidrilho peto diminuto prego da
ft#-t-enditoleja, ra4o Qneimado n. W.
r Vende-se-uma taberna oa ruadas Calgadas
a. ft; bMat*feir.uezada para a ierra; com eommo-
des para familia e com poneos fundos: a tratar
na mesma.
Madarae Millochau Boessard avisa s senhoras
suas freguezas, que acaba de receber manta i e
veos pretos, enfeites pretos para cabega, luvas de
relroz bordadas, bicos pretos e brancos, mante-
letes, chapeos para senhoras e meninos, franjas
e trangas pretss e de cores, espartilhos para se-
ntidas e meninas, lindas capellas "le flores, en-
feites para theatro, grosdenaple branco e preto,
e objectos para casamento : na sua loja da ra
da Iiuperatriz n. 1.
Sorvetes.
Na ra da Imperutriz n. 3, todos os dias de
trabalho, das 6 1 (2 at 8 da noite.
Attenco.

CIDADE DO ASSU" 18 DE FEVEREIRO DE 1861.
Eu abaixo assignado, tendo justo e contratado
com dous ofGciaes para fazerem uma pintura na
matriz da cidade do Ass, e tendo eu me apre-
sentado com os ditos officiaos, os encarregados
da obra nao derara cumpriraento aos seus tratos
em tempo marcudo,, eu esperei mais seis mezes,
e elles nao deram cumarimento aos seos deveres ;
eu, me vendo as circumslancias de fazpr voltar
os ditos ofGciaes, nao Uve ouiro renifdio seno
mandar fazer algumas obras por mioha conta,
para nao voltarem depois de torera empalado
com isto o tempo dos seus negocios, e inda ga-
nliaram em minha mo a quanlia de 2619150 ;
os outros officiacs a quantia de 1380000. c livres
de todas as suas despezas. O abaixo assignado,
pois, quem fez todas as despezas de passagem,
casa o sustento ; todas as mais despezas al ho-
je fleam pagas; os dous officiaes ainda me
vem a restar. E para levar ao ronhecimento de
lodos os habitantes dessa cidade do Recifr, fago o
presente em que me assigno. Cidade do Ass,
18 de fevereiro de 1861 Com loja na ra da
Imperatriz n. 72.
Manoel Ignacio de Oliveira Mariins.
Arrenda-se o engenho Sania Cruz, em Tra-
cunhaem; este engenho tem proporges para |
grande safra, com boas obras, grande numero de
foreiros,pois comprebende auasi toda a povoago
da matriz do mesmo nome Trarunhaem : quem o
pretender, dirija-se a seu proprietario o Sr. com-
mandante superior Lourengo Cavalcanti de Al-
bu juerque, em seu engenho Petrib, e no Recife
a seu procurador Jos de Oliveira Ramos e Sil-
va, na ra do Imperador n. 52, terceiro andar.
Arreuda-se o engenho Goil da Gloria, com
proporges para safrejar 3,000 pes ou mais. li-
andoos partidos muito perto do engenho, mui-
to boa casa de purgar, boa senrala, boa casa de
engenho, duas grandes casas de vi venda com to-
das as mais obras precisas, tera grande numero
de foreiros : quem Ihe convier, dirija-se ao seu
prbprietario o Sr. commindante superior Louren-
go C'valcanli de Albuquerque, em seu engenho
Pelribi, o no Recife a seu procurador Jos de
Oliveira Ramos e Silva, oa ra do Imperador n.
52, terceiro andar.
Rodrigo Ferreira Alves e Jos Ferreira Al-
ves, subditos portuguozes, retiram-se para a Eu-
ropa.
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
E
Lenta Emancipaco dos Captivos.
Nao tendo sido possivel reunir-se esta associa-
co em assembla geral no da 3 do corrente, co-
mo fot annunciado, de nova sao convidados todos
os senhores socios, para no domingo 10 do mes-
mo, pelas 11 horas da maaha, para o mes-
mo fin.
Secretaria da Associagao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipago dos Captivos 7 de marco
de 1861.
Joo da Costa Braga.
1. secretario.
SOCIEDADE
IM\0 DEIFCENTE
dos
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambaco.
Por ordem do Sr. presidente convido a todos
os senhores socios eflVctivos a comparecorem na
sala das sesses pelas 10 horas da manha de do-
mingo 10 do corrente, afim de serem apreciados
os novos estatutos.
Secretaria da sociedade Unio Beneficenle dos
Artistas Setleiros em Pernambuco 7 de mareo
ro de 1861.
Auspicio Antonio de Abreu Guimares.
1. secretario.
Jos Joaquim da Costa Maciel faz seiente ao
respeilavel publico, que de eu poder desenca-
minhou-se uma-leles de 4214110. na qual elle
secador, e aceitante o Sr. Alfredo Alves da Silva,
do lugar de Barreiroa, que tendo sido ella des-
contada, pelo secador no Banco novo desta pro-
vincia, foi paga-a dia de sea vencimaoto-Ode
dezerabro prximo paseado pelo propria saeador.
Assim, pois, eetaado, o aceitante j prevvjnido pa-
ra a nao pagar sanio ao aanuncttnte, rege a
quem a. tiver actaa* de Ihe restitor na roa larga
do Rosario n. K.
" A Sra Antonia que-mera na rea-da Con-
cordia, que esteve em PenaQel de Portugal, ten
Orna caria na ra do Rangel a. 17.


()
DUUO M PtatUBITOGO. SEXTA FEIRA t DE UkWfl DE 1*41.
)
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA P^BLHA G) H TOWMSIII
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECCAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
ehlmleo e medico celebre de New York
GRANDE SUPERIORIDAD^ DO EX-
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e quasi miracnloso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a san/le ou a nfermidade
depende directamente do estado deste fluido vi-
tal. Uto ba de ser, vislp o partido importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'urn homem d'es-
talura tne liana est avallada pelas as primei ras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsacao duas onc,s sahem do eoraeao nos bofes
e dalli todo o sangue passa alem no corpo huma-
no em menos de qc*tro minutos. Urna dis-
posiQ.io extensiva lera sito formada' e destinada
com admiravel sabedoria a destribuir e fazer
circular esta corrknte de vida por todas as
parles da organisacjio. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fon le de nfermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
cojo VELOCIDADE ELECTRICv a corrupfo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno lanca-se para tras e para dUnle pelas
arterias, pelas veas, e pelos vasos capillanos,
at cada orgo e cada teagem se faz complela-
meme saturado e desordenado. Dest maneira
a circulado evi lentemente se faz um engenho
P0D8R0S0 de doenca. Nao obstante pola tam-
bera obrar com igual poder na criacao de s-ude.
Estivesseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e sita la no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue p le fazer-se puro e saudavel Ocar superior
a doenca e ineviiavelmente expedir da consti-
tu g o.
O grande manancial de doenca entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nbum medicamento que nao obra direclamenle
sobre elle para purificar e rermva lo, possue al-
guna direito ao cuidado do publico.
O sangur O sangue 6 o ponto no qual
se ha mysler Ihar a altencao.
O ORIGINAL E O GINUINO
AO PUBLICO.
Nos, os Asignantes, Droguista na cidadede
New-York, haveraos vendido durantemuilos an-
nos o extracto de salsa parrilha do Dr. Towd-
send, considerando-lo ser o extracto original e
genuino de salsa parrilha do Dr. Townseud.
o qual primeiramente sob este nome foi
apresen lado ao publico.
BOYD & PAL. 40 Cortland Street.
WALTER B. TOWNSEND 4 Co, 218 Pearl
Street.
LKEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Go, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J & J. F.TRIPPE. 92 Maiden Lae.
GRAHAM4 Co, 10 Od Llip.
OSGoOU&JENNINGS, 188 PearlStreet
R.B. HAV1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACKSON.ROBINS & Co, 134W ater Street.
THOMAS & MAL. WF.LL 86 William Street.
WM. UNDERHILL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MAR^H & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK& WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcber Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BBOTHEB & Co, 14&
l"6 Jobn St.
LEWIS & PRICE 55 PearlStreet.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
10 Astor.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA. 96 John Street.
SHERWOOD & COFFIN. 64 Pearl Street.
RST & HOUGHTON, 8 i John Street.
1.MINORA Co, 214 Futon Street.
INGERSOLL&BROTHER, 230 PearlStreet.
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Cortland
Street.
HAYDOCK, COBLIES&CLAT, 2l8Pear
Street.
CMIMG & VANDSER, 178 Greenwch
Street.
HASKELL & MERBICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSA ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos un Medicamento not teue Effeitos
O extracto eomposio de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 9EDIC4MEMODO P0Y0
Adaia-se lao maravilhosamenle a consttuigao
que pude ser uiilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E" DEBIL1DADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPgAO,
purifica;
ONDE E* PODRIDO,
ALIMPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servicos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washinglom, Brooklym, sob a i nspecco directa
do muio conhecido chimico e medico Dr. James
B. Chilion, da cidsde_de New-York, cujacer-
tidao e assignatura se acba na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO composto DE SALSA parrilha
DO DR. TOWNSEND.
O grande puriticndor do sangue
CURANDO
O Herpes
A Hertsipbla,
A Adstriccaodo tbn-
T*E,
As Alporcas
Os Effeitos do azou-
gue,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DE PISA-
DO,
A Hydropesia.
A I.MPINGR
As Ulceras,
O Rueumatismo,
As Chacas
A Hebilidade geral
AS Do EN CAS DE PELLE
AS BORBULHASNA CA-
MA,
As Tosses,
Os Catarrhos, As Tsicas, btc.
O Extrato acha-se comido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeilo a algum oulro purificador do
sangue, conserva-se em todos os climas por cer-
to espaco de lempo.
e a certido do Dr. J. R. Chlitton, na capa
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr. Townsend tem assignatura
exterior de papel verde.
No escriptorio do propietario, 212 Broadway, New York, e em Pernambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, tam-
bem na botica da ra Direila n. 88 do Sr. Paranhos.
Wh
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE IRO E OPERADOR.
3RADAGLOtlA,CASAl0I I \1 \03
CUiiiea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contrata partidos para curar annualmente, nao sopara acidade, como para o engenhos
u oulras propiedades ruraes.
Os chamados levera ser dirigidos eua casa at s 10 horas da manhaa e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noite, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remellar seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casado annuncianleachar-se-ba constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j bora conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de i2 tubos grandes...........10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos................. 209000
Dita de 48 ditos................. 25CO00
Dita de 60 ditos................ 309000
Tubos avulsos cada um.........: 1M>00
Frascos de tinturas. j............2*000
Manual de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr, tra-
duzco em poriuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........209000
Medicina domestica do Dr. RWing, com diccionario. 109000
Rnnnrtorio do Dr. Mello Montes........ 690O*
Atten Candido Pereira Monteiro tero para vender em
seu eslabelorimenlo 2 bilhares eseus pertences,
os melhores que existen) em Pernambuco, os
quaex se acham turrados de novo, em milito
bom elado, cujos precos sao de 600J a 700S. e
s os vende por ter feito encommenda de uniros
modernos : na ra do Imperador, bolequim im-
perial, que foi de Joaquim Jos de Pai.
Julio & Conrado.
Ra do Queimado n. 48.
Participan) aus seus numerosos fregu-
Tes que tendo chegado o seu mestre al-
faiaie que mandaram contratar em Paris,
acbam-se prumptus a manoarem execu-
tar toda e qualquer obra tendente a al-
(aiat, assim como tem em se eslabele-
cimenlo graode snr'.imenlo de ludo quan-
to se desejar, para qualquer das esta-
coes Do s de fazenias como diversos
rticos de luxo, continuando o mejmo
mestre a receber por tudos os vapores fl-
jrurioos para melhor poderem servir ao
rospeitavel publico a quem pedem de i-
rem vigilar o seu estabelecimento que
enconlraro aquillo que deaejarem.
Anda
*e trocam as duas imagens do Senbor
da Columna e do Menino Dos : na ra
da ViracSo n. 31.
#9 O Or. Antonio Agripino Xavier de Brilo 0
# reside na ra da Imperatriz n. 47 segundo 0
# andar, onde pode ser procurado para o Q
# cercicio de sua profissao. dft
:#
,~ O Sr. Jos' Cupertino do Santos
Vieira ou Meia, queira apparecer na
praca da independencia 6 e 8, que
se Ibe deseja allar.
Precisa-se f.ll.r core o Sr. Dr. Jos Patro-
cinio Pereira e SiUa, 0, do morirn D. 46,
ou entio o dito senbor aoauucfar a sua morada
pan ser procurad.
Pianos
Mudanza de domicilio.
Joao Laumonnier traDsferio seu estabeleci-
mento da ra da Citis do Rncife para a rfa Im-
peralriz n. 23, aonde abri um vasto deposito de
pianos dus melhores autores da Europa. Encar-
regs-se de aunar e conceitar os mesmos instru-
menios.
Cede-se o alugael de urna casa terrea no
bairro da Boa-Vista, com a condico de se Ocar
por compra com a mobilia que nella exisio : a
iralar na ra da Matriz do mesmo bairro n 22
mmwemmm memd&smtmm
|| M. J. Leite, roga a seus deve- &
K dores que se dignen) mandar pa-
a gar seus dbitos na sua loja da
H ra do Queimado n. 10, enten- M
ffl tendo-e paia esse im com o seu
g procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Gozinbeiro.
Quem precisar de um perfeto cozinheiio, diri-
jase a ra da Cruz n. 4.
O bacharel A. R. de Torres Ban-
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. 28, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
continu no exercicio de sua profissao
de advogado.
Mudanca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Lopes avisa aos seus amigse
freguezes deala de oulras provincias, que mu-
dou o sen estabelecimento de fazeodas que linba
no sobrado aruarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem qnflfoi dos Srs. Santos & Rolim.
onde lem o mais completo e variado sortimento
de fazeodas de todas aa qualidades para Tender
em roiso e a reUlho por presos muilo baratos
fu do Crespo, sobrado de 4 sudares n 13, e ra
do imperador. outr*ora ruado Colltio, sobrado
de um sntfsr n, 50.
Acaba de sahir dos prelos desta typosraphia
urna nova edicao da cariilha ou compendio de
doutrina chrisiaa, a mais completa doquantaa se
tem impresso. por quanto abrange tudo quanto
conlinha a antiga cariilha do bbade Salomonde
e padre mestre Ignacio, acrescnnlando-sn militas
oa^es que aquellas nao tinham ; modo de a-
companbar um moribundo nos ltimos memen-
tos da vida, com a tabella das fesias mudaveis,
e erlypses desde o crreme aono al o de 1903,
seguida da folhinha ou kalendario para os mea-
mos annns A bondado do papel e excellencia da
impresso, do a esta edi;o da cariilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livrsrians. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Gama & Silva
estando em liquidarlo de sua loja de fczendas,
sita na ra da Imperatriz n. 60, por meio deste
annuncio avisam a todos os seus devedores por
coola e letras j vencidas, a virem pagar seus
dbitos no prazo de 30 dias, contados da data do
primero annuncio, lindo elle sero seus nomes
publicados nesle jornal. Recite 16 de fevereiro
de 1861.
FOlttliHAS DE HM.
Acham-se venda na livraria da praga da Independen-
cia ns 6e8,asbem conhecidas folhinhas impressas nesla
typographia
Folhinha de porta ou KLENDARIO eecleslastico e civil para o
n. ., bispadodeParoambuco........ ... 160 ri-
sita de altfWeira contando alm do kalendario ecclesiastico e civil,
explicacao das festas mudaveis, noticia dos planetas,
tabellas das mares e nascimento e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do poete das carias; ditas
dos impostos geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juniou ama collec$o de bellos o divertidos
jogos de prendas, para entretenimento da mocidade. 320 rs.
Ulta dita .... contando alm do kalendario ecclesiastico civil, expli- *^
ca$So das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de confessar-se, e con ungar, e os ofhcios que a
igreja eosiuma celebrar desde domingos de Ramos, at
seau-feira da Paixo, (em poriuguez). prejo.....
Dita do almatiah civil, administrativo, commercial e industrial da provin-
cia de Pernambuco, ao prego de:.......
Para facilidade do uso deste almanak, augmentou-s
de formato, e fizeram-se umitas alteracoes, sendo a correc-
5o a mais exacta que foi possivel, em materia desta ordenr,
(que todos os dias soffre mudancas) acrescentando-se a nu-
meraco dos estabelecimentos conmerciaes e industriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando o
que se deseja pela oceupaco do individuo de quem Se quer
saber a residencia.
320 rs
19000
CONSULTORIO ESPECIAL IIOMEOPATIIICO
DO DOCTOR
n SABINO O.L.PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas todos os dias uteia desde aa 10 horas
at meio dia, acerca das seguiutes molestias :
1." molestias das mulheres, molestias das crian-
cas, molestias da pelle, molestias dos olhns, mo-
lestias stphilittcas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esvas consecuencias,
PHARMACIA ESPBCUL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopaibicos pre-
parados som todas as cautelas necessarias, in-
falliveis em seus effeitos, tanto em tintura, como
em glbulos, pelos precos mais commodos pos-
siveis
N. B. Os medicamentos do Dr. Sabino sao
nicamente vendidos em sua pharmacia ; lodos
que o forem fra della sao falsas.
Tudas aa carleiras sao acoropanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
redor as seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Ptnho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lisia dos medicamentos que se pe-
de, As carleiraa que nao levareni esse impresso
assim marcado, embora tenham na lampa o no-
me do Or. Sabino sao falsos.
COJUJPJlMHIA
ALLIANCE,
estabeecida em Londres
ltuco BE mt.
CAPITAL
Cinco aiilnoes de libras
ste.rVinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, proprietanos
de casas, e a quem mais convier, queesiao ple-
namente autorisados pela dita companhia para
efiectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe ira,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
queconiiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ou em fazeodas de qualquer qua-
lidade.
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha surtida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e querendo acabar
com o negocio, est resolvido a vender mais ba-
rato do que em outra parte, garanlindo as ditas
obras, passando coota com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca ooras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte, j
romano.
Havendo a congregaco da Paculdade de Direi-
to desla cjdade adoptado para t*-xto das prelec'
Qoeg de dlrpito romano no crreme anuo as ins-
itiutca de Warnkcenig em subsiiluico aos ele-
mentos de Waldeck, os senhores escudantes do
primnro anno quequizerem ter aquella obra em
poriuguez, podem deixar seus nomes e o impor-
te da assignatura (lOjOOO), na loja de livroa do
Sr. Aulonio Domingues. na ra do Collegio n. 87,
oode receberao as 64 paginas quo j se acham
impressas.
. A. Warnkoenig.
Em latim, na loja d*e livroa da ra do Collegio
nuoiero b7.
O padre Francisco Jpo de Azevedo. com as
competentes habilita^es, prope-so a abrir no
l. de marco um cuiso constante de arilhmeiira,
algebra e geometra ; as pessoas que desejarem
esludar estas materias, pedero dirigir-se a ra
larga do Rosario u. 16, onde acbarao com quem
tratar. '
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
zinhar: na ra de Aguas-Verdes n. 8*. primeiro
andar.
Preclsa-se de urna ama : na ra estreita do
Hosario, casa n. 20, segundo andar.
Attenco.
A luga fe um ptimo cosinheiro par
do, escravo, de excedente cooducta pa-
ra casa estrangeira ou de pessoa nacio-
nal sem familia. Tambem pode ser-
vir de criado : quem o pretender diri-
ja-se ao arm&zem de assucar no cae*
d'A polln. 59, entre as duas portes do
Recife, das 11 horas da manhaa em
diante
Precisa se fallar com o Sr. tenen-
te Luiz de Queiros Coutinho, do dci-
mo batalhao, a negocio de interesse: na
ra do Ouro n. 14.
Precisa-se fallar com o Sr. Arge-
miro de Albuquerque de tal, que mora
na ra Augusta n. 69 : a tratar na ra
do Ouro n. 14. '
Dentista de Paris.
15Ra Nova15
Frederic Gautier.cirurgiio dentista, faz
todas as operaedes da sua arte e colloca
K den tes arlificiaes, tudo com a superiori-
dade e perfei^ao que as pessoas entendi-
H das lhe reconhecem.
H Tem agua e pos dentifricios etc.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seos numerosos freguozes desta ci-
dade e mesmo de fura, que acha-se regendo a
grande offleina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempenhar qualquer obra importante, pois
para isso tem na mesma loja um completo sor-
tmenlo.
-- Na (ravessa da roa
das Cruzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
lingir com toda a perfeico para qualquer cr, e
otnaia barato possivel.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o servico de urna casa
de pouca familia, e que seja fiel e diligente. Na
mesma casa precisa-sede um escravo para o ser-
vico de um sitio : quem Uver pode dirigir-se
ra do Imperador n. 27 confronto a ordun ter-
ceirj de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manhaa s 4 da tarde.
Irmaudad do Senhor Bom
Jess das Gtiagas.
Por erdem da mesa regadora convido aos ir-
maos para comparererem no dia 10 do correte
mea, s 3 horas da iiroe, para acnmpanharea a
trasladagao do SS. Sacramento do hospiui de ca-
ndada para o hospital Pedro II, por eermos con-
vidadoa pela Sania Casa da Misericordia ; apa-
ramos que os nossos irmios nao nos fallera a om
nm lio justo. Conaiiono,7de margo de 1861
O esenvio, padre Raphael Antonio Coelho.
, F"-,e Publico, para conhecimento daquel-
Ips a quem posea interessar, que nao pode ser
alienado nem hypoihecado o aobrado de um an-
dar e sotao, na povoagao do Monteiro, com fun-
dos para o rio, morque o mesmo aobrado est su-
jolo i liquidarlo de ama sociedade commercial
e i oulros compromissos a que est obrigado o.
seu propnetario E psra evitar futuras contests-
Qoes que se faz o presente annuncio. Recifo 4
demarco de 1861.
" Precisa-se
ria : no becco
oerna n. 2.
comprar um balco para pada-
Largo, defronle do barbeiro, ta-
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 porlas,
vende-se estamenha para habilos a 28200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos habitus a von-
tade dos irmaos a 459cada um. obra muito bem
feita.
SYNOPSE
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machi ins-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thomaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Carilargo <. Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aoa devedores
desta firma, que se dignem vir pagar suas -ontas,
ou enlenderem-se s respeilo com os referidos
compradores; certos deque sero chamados a
juizo os que assim nao Qzerem.
0 bacharel WITRVIO pode ser
procurade Ba rna Nova n. 23, primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Camboa do Carmo.
Aluga-se o armazem n 7 silo na ruado
caes de Apollo, sendo ptimo para assucar ou
outro qualquer deposito de gneros, estando to-
do travejado-, o que pode servir para guardar cer-
tos gneros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o pateo de S. Pedro n. 6
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad a Samuel P.
iohaton & C, rna 4a Seaulla Nava n. 52.
DE
ELO01KIA E POTICA NACIONAL
PELO ACAOEBICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sabio do prelo a indispeesavel synopse para os
fxames de rhethorira, a qual se torna reo m-
menoavel aos estndantes nao soraente pela cla-
reza e. onrisao do phraseado, mas tambem por
urna tabea synthetira que lem junta, a qual. de-
pois de ter se estudado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quanto ha de rssenoal.
A' venda na typographia commercial, rus estreita
do Rosario n. 12. e na livraria classica, orara de
Pedro II n. 2. a 2 cada exemplar.
Manoel Ignacio de Oliveira 4 Filho saccam
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Precisa-se de urna mulher para Iralar de
oulra que esl doente, nicamente, sendo servijo
interno : a tratar na ma do Nogueira n. 21.
Nos abaixo assignados temos concordado
dissolver, amigavelrnrnte e de commum encord,
a sociedade que nesla praca girava sob a firma de
Duarte & Irnao, ficando lodo o arlio e passivo
da mesma firma a cargo do jorio Francisco Fer-
nandes Duarte, desde o dia 28 de fevereiro pr-
ximo passado. Rerife 5 de margo de 1861.
Antonio Fernandes Duarte Aloieida.
Francisco Fernandes Duarte.
Precisa-se alugar uma escrava
para casa de familia : na ra da Cadeia
do Recite n. 53, terceiro andar.
O Sr. Dr. Felippe Jansen de Albuquerque.
queira lera bondaoo de dirigir-se ra do Quei-
maao n. 27, a tratar de um negocio de impor-
Compra.
Duas escravas de meia idade que saibam
costnhar o diario, na ra das Agua Vende-se uma carroca nova e um boi bom
a tratar e ver os objectos no Manguinho sitio de
Albino Jo Ferreira da Cunha, ou na ra da*
Cruzes n. 41 Io andar.
Precisa se alugar uma escrava que saiba
reslnhar e engomar, na ra larga do Rosario n.
37 no Io anda,-.
Aluga-se uma casa'terrea na Solidade.
propna para rapazea solteiros. na ra do Quei-
mado n. 77.
Precisa-se Mar com o Sr. Joio Antonio
do Reg, no becco da Boia n. 14 a negocio da
seu interesse. 6
Vende-se.
Farinha da Ierra em sarcos de trinta e tantas
cuias. pelo preco de 6000 o sacco na travessa
do Arsenal de Guerra n. 7.
Antonio Jos Dantas, liquidatario da exlincta
firma de Hachado & Dantas loga aoa senhores
auatxo declarados quo tenham a bondade de
compartcerem no Becco da Bota n. 14 a negocio
que nao ignoram e por nao saber suas moradias
o faz por meio oeste Diario :
Jos Garca da Silva.
Julio Gumes Villar.
Joo Pereira Carduso Guimaraes.
Joaquim Jos Ales Pequeo.
JosSoarcs da Costa.
Joo M.inoel Bernardo.
Jos Joaquim de Alroeida Guedes.
Malhias Ferreira de Sanl'Anna.
Francisco Paulino Pereira de Carvalho.
Ihouiaz Jos de Gusmo.
Custodio Manoel da Silva.
Pedro Alexaodrinu Jnior.
V 4 o couvado
De musselina branca, bonitos psdides e em
perleito eslado; na ra do Crespo loja n. 10.
O Dr. Joo Ferreira da Silva, mudou-se
para a ra larga do ttosario n. O. e tendo de
pasear alguna mezes na provincia da Cear deixa
por seus procuradores em primeiro lugar a sua
mulher. em segundo a seu mano, e em 3." ao
6r.T.borda. Nao podendo dispedir-se de seus
amigos pelos rouitus afazeres nos ltimos dias.
faz por meio deste, e lhes oflerece aii o seu di-
minuto presumo. Os seus clientes podero pro-
SUU?'Pereira d0 C8rmo-que flc-
Por seraelliaiile preco
s oa ra do Crespo u. 20 A,
se ^ endem pe^a^ de algodo-
zinho americano com 3 pal-
mos e meio de largura, tendo
um leve toque de avaria por
nove patacas, assim como ua
mesma loja se acham a dis-
posiejio dos compradores toa
Ihasdemesa de duas a tres
varas, que se vendem por um
preco que admira.
Advocada.
Prccaa-M de ama ama; na na Non n. 43.
9
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49
2. % 2 r g g
"C 00 3 B o -
I s S. S- f t
Z es e*
5- S* i. l|
9 = i r!
"9 PS o.
9
O bacharel Jos Lesndrp de Godoy
Vasconcelios, faz publico que continua
a advogar neste loro e nos prximos a
esta capital, de sociedade com o Dr.
AlTonso de Albuquerque Jf ello, que o
substituir' em qualquer ausencia que
baja de fazer do seu escriptorio, estabe-
lecido na casa n. 3*. primeiro andar
da ra estreita do Rosario.
O Sr. RomSo Antonio de Alcan-
tara tem uma cirta nesta typoerapbia.

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DIA1I0 M PBBNAlICO. SEXTA -FEIRA 8 M MARGO DI lte>..

1ISI1CM,
Deseja-se (aliar aoa Srs. Jote Mara Gorreia Li-J
mi, Manoel Rodrigues de Crvalbo, e Joio Vi- >
cen te. cujas moradas se ignora, para negocio que
Ibes diz respeilo ; na ra do Vigano o. 19, pri-
meiru andar.
Urna pardioha moca, de bous costumea,
pretende arrumar-ae ea urna casa de familia pa-
ra occupar-se de costuras, algum engoromado, e
mesmo zellar a algum menino : quera precisar,
annuncie por esta folha para ser procurada : pre-
ferecasa estrangeira.
Irmandade do SenhorBom Je-
ss do Mart) rios.
A mesa regedora desta irmandade, tendo de
paleotear i vista dos Oeis a solemne procisso a
imagem do seu padroeiro, na tarde do dia 8 do
correle, e sendo conduzida pelas ras Agusta,
volla do chafara. Cinco Puntas,' paleo do Terco.
Direita, Livramenio, Queiroado, Praca de Pedro
II, Imperador. S. Francisco. Cruzes, Independen-
cia, Cabugi, Nova, Flores, camboa do Carino,
pateo do mesmo. Hortas, a recolher-se : pede
aos moradurea daa mesroas ruaa que se dignem
conserva-lis coro limpeza adra de que nao seja
o transito mrcalo imterrompido ; assim como
avisa aos fiis devotos que antes o depois da pro-
ciss&o haver sermo por um dos nossos dignos
oradores, e roga tambera a todos os nossos cha-
rissimos irroos que se sirvam .comparecer de
capa e morca pelas 2 horas da larde do mesmo
dia para o fim cima indicado. Consistorio da
irmandade 8 de marco de 1861.
Vicenta Ferreira Cornelio.
Esciivo.
Villa do Cabo.
Alpga-se ou vende-se urna padaria bem mon-
tada, e no raethor lugar de negocio : a tratar no
Cabo, armazem do Machado, ra do Livrameu-
to, ou no Becife com Joaquim L. Mouteiro da
Franca.
John C. M. Dowell esua senhora retiram-se
para Inglaterra.
Publicacoes do insliluto honedpa-
\ lia 4o Brasil.
estylo iu>
SRa e>lreita do Rosario3
** Francisco Pinto Uzorio continua a col- aj
^ locar deoles arliflciaes tanto por meio de aj>
a molas como pela presso do ar, nao re-
g cebe, paga alguma sem que as obras nao @
^ flquem a vontade de seus donos, tem pos
* e outras preparacoes as mais acreditadas q
q para conservado da bocea. ^
&tt8@ttfitp @@ 99 @8&
Sabbado 9 do corrente, depois \ audieucia
do Sr. Dr. juiz municipal da secunda vara, tem
de ser arrematada por ser a ultima prac', a casa
terrea d travessa da Senzala Nova n. 9, no va-
lor de 5603, para pagamento do selo nacional da
heranca dcixada por Bentt Fernandes do Passo.
No armazem do caes da alfandega n. 7,
existera crlas para o Sr. Dr. Antonio Buarque de
Gusmao e Sr. albino Sirooes de Carvalho Ca-
mello Pessoa, viudas de Macei.
Aos sean >res devedores.
Encarecidamente roga-se ao3 senhnres deve-
dores exiincta firma de Almeida & Burgos, de
mandarem sallar as suis routas durante o pre-
sente mez luja da ra do Cabug de Burgos
Poncede Leoo. certos da que se assim o nao ii-
zerem, do principio de abril era diaote s se po-
derao entender com o procurador do foro o Sr.
Feliz Francisco de Souza Magalhes, que entao
flear encarregado de promover judicialmente a
cobrmea dessas dividas sem distiucc.au de pessoa
alguma.
O Sr. Jos Carioso, meslre restilador, tem
urna carta do Rio de Janeiro, na ra nova de
Santa Rita, fabrica do Franca.
Aluga-se. ou vende-se urna canoa que car-
rega de 800 a 900 lijlos, em bom estado, muilo
propna para opim ; tambera se precisa de um
ou dous horaens para trabalhar em urna canuca
e tomar coota de um sitio : trata-se na ra do
Imperador n. 46.
Aluga-se urna escrava cozinheira e que
tambera lava e engomraa : na ra da Santa Cruz
numero 60
Veneravel contraria de Santa Rita de
Cassia.
A mesa regedora da veneravel confraria de
Santa Rita de Cassia convida a lodos os seuscha -
rissimos irmos uara cpmparecerera no dia 8 do
corrate, pelas 2 huras da larde, no consistorio
da mesma contraria, am de acorapanhirmos a
procisso do Senhor Bom Jess dos Matiyrios,
por convite que ti vemos da mesma irmandade.
Joo Pedro de Jess da Molla.
Escrivo.
Roga-se ao Sr. Bernardo Gomes de Mello,
do Passo de Caraaragibe, que se acha nesla cida-
de, que lenha a bondade de se dirigir a ra da
Senzala-Nova n. 30, ou annuncie sna residencia.
Um moco habilitado para leccionar muaica,
flauta e mais alguns instrumentos de sopro, offe-
rece seu presiimo*o respeitavel publico, e quero
qulzer utilisar-se dirija-sea ruacstreita do Rusa-
rio n.3. a tratar com o mesmo, das 9 horas da
manha s 3 da larda.
DICCIONARIO POPUL\R
MEDICINA lAlftPATllGA
Obra indispensavel A todas as
pessoas qne quizerem curar bo-
meopa th ica mente,
CONTBNDO:
A definico clara dn$ termos de medicina; as
cautas mais frequentes das molestia : os symp-
tomas, porque estas te faxem conheeer : os me-
dicamentos que melhor Ihes eirrespondetn : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivas intervalos as molestias agu-
das echronicas: a hora d dia ou da noile,
em que os medicamentos desenvolvem melhor
saa accao : a maneira de alternar "s medica-
mentos: a maneira de curar os encenenamen-
tos, as mordeduras de cobras, facadas, tiros,
uedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
eslias condecidas, principalmente as quegras-
sam no Branil, quir as pessoas livre, qutr
nai escravas: os soccorros que se devem pres-
tar mulher durante a prenhez, na occasio
do parto e depois delle: os cuidados que a
crianca reclama, quir logo depois do nasci-
menlo, quir durante a infancia: os perigos
que esto sujeilos lodos os que tomam reme-
dios allopalhicos: e muitos outros artigos de
vital interesse; bem como urna descrxpcan con-
cisa, e em linguagem acommodada inteli-
gencia das pessoas exlranhus medicina, dos
orgns mais importantes, que enlram na com-
pnsicao do corpo humano, etc., etc., com duas
eslampas, urna mostrando qaanto possivel lo-
dos os orgos inferno., com a sua ezplicacao
phbiologica e oura mostrando as differenles
regies abdomivaes. (A primeira colorida pa-
ra ossenhores assijnantes.)
PELO DOCTOR
SABINO OLEGARIO LIDGER0 P1MI0.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
ihica e. urna obra completa de homeopalhia, o
resultado da pralica dos homeopalhas europeos,
americanos, particularmente dos Brasileros, e
da mioha propna experiencia ; ella satisfaz intei-
ramenle os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muilo mnis an-
da aos paes de familias, qur das cidades, qur
do campo, chefes de e>tdbe|ecimeolo, capiiacs de
navio, curas d'almas, ele que por si mesmos
quizerem conheeer os prodigiosos elTeitos da ho-
meopalhia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Kuroi>a,fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, aconleceu
que antes de iocetara publicacao visse elle obras
mu modernas de medicina, abundantes de ideas
novas, e entao resolveu mudar iuteiramente o
plano que havia concebido, e dar loda i expan-
so a ciareis a essa obra, de modo que taolo os
homens versados na sc.ieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar delU o mximo proveito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso uro accres-
cimo de despeza de dous tercos mais do que gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio ti-
rina organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Homeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar de 3 volumes com 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A asignatura 15$, pagos na occasio de assig-
nar. (Depois de impresso cuslar 255.)
Garro fu h el re ao
glez.
A cha-se prompto a patele a todat ai pessoas
que o queirao ver, no escriptorio de enlerroa na
ra Nova n. 63. o qufl pela primeira vez que
sahio a ra. muilo agradou, por etar prepara-
do em conformidad do reglamento do cemite-
rio publico desta cidade; tornando-se respeita-
vel pela simplicidade e gosto com que esta ar-
mado. As pessoas que necessitarem de laes ob-
elos, pdem dirigir-so ao mesmo estabeleci-
menio, a fallar com o Aara, que com prompti-
dio e zelo desempenhar ludo quanto fdr misier
a quatquer funeral por maior que elle seja, pois
tem o eslabelecinienlo montado de tal forma a
bem servir aos pretendentes, de cujo adminis-
trador.
MCSi62iSaiS S6M3 ftSi55IS*Jt
vm em i* wuiv VnTWacBW PWWWPWWPwa'J
II M J. Leite, declara que cons- ||
tituio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, paia
promover a cobranca de suas di-
vidas passivas.
2^ fccpy atrea amal safis sao; a affla ^U"* *iC^ fctffS r^'fffl Vf
COirANHIA DA VIA FRREA
DO
RECIPE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Avisa-se ao respeitavel publico que do dia 1*
de fevereiro at outro aviso o trem que parte da
estacao das Cinco Ponas s 8 Ii2 horas da ma-
nha correri somente al a Villa do Cabo, e o
trem que at agora tem sahido da Escada 1 3|4
horas da tarde aer discontinuado, mas sahiii
do Cabo As 3 horas da larde como costuma*
As horas da pan id a dos trens sero reguladas
pela tabella seguinte :
8
Acha-sc igualmente em via de pnblica-
cao a segunda edieco do
THSOUR HOMfcOPATHICO
ou
O artista americano
artista americano
artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por oft
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por oj
Tira retratos por o,s'
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinbas novas
Tondo recabido um sortimento de cai-
xinhas novas
Yendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas
No grande salo da ra do Imperador
No grande sal5o da ra do Imperador
No grande salaoda ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador
A. \V. Usborn, o retratista america-
no tem recentemente recebido um gran'
de e variado sortimento de caixas.qua-
dros, aparatos chimi^os, e um grande
relativos a arte.
Como tambem um grande fornecimen-
to de caixas para retratos de 3|000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
quirir conheciu?entos pratiecs na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condiqoes muilo
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras s3oconvida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-'
ra examinarem os specimens do que.
cima (ica anunciado.
Precisa-se de um carroceiro ou de um pre- '.
to velho para andar com urna carrosa : na ra
dos Pescadores na. 1 e 3. |
Francisco Antonio Piscopo, subdito italia-I
no, retirs-se para fra do imperio.
Aluga-so um grande sitio com boa casa de
vivenda, bascantes arvoredos de fructo, boi bai- I
xa para capim de invern vero, e proporcoes j
oara ter vaccas de leile pela extensidade do ier-j
reno, no lugar da Casa Porte, sitio da Cspella : I
quem o pretender, dirija so a ra da Cadeia do I
Kecife n. 48, luja de Leite & Irmao.
Precisa-se de um cozinheiro para casa es-
irangeira, porm que saiba desempenbar bem a
sua proQsso : quero se julgar habilitado, dirja-
se a ra do Trapiche n. 8.
Offerece-se um caixeiro de 17 a 18 annos,
para taberna, de que tem pralica : quem preten-
der, dirija-se a ra de Santo Amaro n. 8.
a
;N.i.
o
Fazendas proprias para a
quaresma, no novo es-
ta beleci ment de Jos
Moreira Lopes, ra do
Crespn. 13.
Manteletes, vestidos de grosdeoaple com bar-
ras de velludo, ditos bordados, veos pretos de
fil bordados, sarja prela, grosdenaples, casemi-
ras, pannos Anos, e outras muius fazendas, ludo
por precos muito commodos.
Vendem-se dous lindos casaes de gansos :
na Boa-Vista, ra do Rosario, sobrado que deita
os fundos para a caixa O'agua.
T i"ir rar ra~ ~it*i ar s&& cjo zmIlMul^iY
A dinheiro. |
Completo sortimento de fazendas. s
IRGEL & PERDKiiO. |
Bu da Cadeia do Recin. 25.
Vendero grosdfnaples prelo superior
muito lare-o e enrnrj.xdo a 2* val 3J>500.
Admiracao
a 1,900 cada um.
No aimazem de fazendas da ra do Qoeimado
o. 19, vende-se lences de linho muito fino peta
pechincha de l,900rs.
i 2
rirt
tina o
Ixnia
2t^r-r^coaoooooo9eoc
o
o
Soo o
U50 .
?g
o
a
Grosdenaples prun tao enrorpado que
parece gormuao a 2g('0 val 38.
Vestidos preto' bordados a velludo, j
ditos de seda de dous babados e duas j
Manteletes, taimas, visitas de fil, de
gorguro liso e bordados e mais modernos.
Mantas de (li de linho mullo boas
por 8 val 14$.
ROIPA FE1TA A1RDA MAIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
l DI
[Fazendas e obras feitas.!
n
o
I8$
lllflO
I Sao oo oo ojos os o
o
a
Chales de cachemira ponta redonda e
bolota, ditos de touquim brancos supe-
riores.
Sedas ne quadrinhos, grosdenaples de
todas as cures e moreanque.
Pentesde taitaruga n ooernos e dos
mais acreditadus fabricantes ne 109* 3<'*.
Saias balo de musselina lisa, oe ba-
bados de 30 arcos para senhora e meni-
nas.
Vestidos de cambraia brancos borda-
dos de barege o gze de sedas.
I
i-i -
o
ja
' o
Si
ec
i *
- o e o.
. = ^3 j:
i = -o. e
Philosophia, degeographiaeiheloi-ica
PBLO BACHARBt
A.R.DE TORRES BANDEIRA,
Protessor de geographia
e historia amiga no gytnnasio desta
proviocia.
Estao abertoaestes cursos na casa da residen-
cia do aununcianle, ra do Imperador n. )7, se-
gundo andar ; e dar-se-ha lunar a novos cursos
destss mesraas disciplinas, a pro>>orgio que aug-
mentar o numero dos alumnos. A classe de geo-
graphia eomprehende ;
1. o esludo de geographia.
2. o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhelorica est dividida em duas
secQes:
1. de rethorica em geral.
2.a de potica e analyse dos classicos.
Aliento.
Joio Jos de Figueirndo. tendo comprado o
eslabelecimento de fozendas linas ds ra do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
na a vender fazendas de muito gosto, bem como
obras de ouro e brilhantes, tudo por menos de
seu valor para liquidar.
Aluga-se o armazem n. 15 da ra da Cruz,
a tratar no seguudo andar do mesmo.
Os abaixo assiguados fazem acienle ao res-
peitavel publico, especialmente ao digno corpo
do commercio, que amigavelmenle leen elles
disaotvido a sociedada que tinhsm na loia de fa-
zendas na ra do Cabutti n. 8. que gyrava sob a
firma de Almeida & Burgos, flcando perlencendo
ao segundo dos abaixo assigoados, toda a raassa
dessa casa, o qual por se achar encarregado de
seu activo e passivo, passa a nao 1er a menor ge
rencia e nem dir-no algum nos negocios dessa
mesma casa, de que era socio, o primeiro dos
abaixo atsignados, consequenlemenle descuera-
do de qualquer responaabilidadc. Recite 2 de
margo de 1861.Antonio Corris Gomes de Al-
meida.Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Leo.
Edward Patn, subdito britannico, retira-
se para tora do imperio.
Piecisa-e de ama ama para lomar conts de
urna casa de pouca. familia ; na roa da Aurora
numera 82.
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova edicQo em ludo superior 4 pri-
meira. tanto no que diz respeilo 4 dispnsicao das.'numer de obiectoS
materias, como no que relativo ao modo de ad- I
ministraras dses,ao estudo aos temperamentos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne ortica, ele, ele. Com urna eslampa demous-
trativa da conlinuidade do tubo intestinal desde
a bocea al. o recio.
A assign>tura de 8S pagos na occasio de as-
signar, (depois de impresso cuslar 12# pelo
menos.)
As pessoas que quizerem assigoar urna e ou-
tra obra pagarao apenas 209 em lugar de 23.
N. B. A asignatura, qu nao for acompanhada
di respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
roaro, [Mundo Novo) n. 6.
Na livraiia n. 6 e 8 da praqa da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Ulisse Cok les Cvale* nti de Mello.
mmm ajajal aMaal aaaaaaal MMJ f*ss>a atco^a mmtt aja U9A tvina MlJ|
Aratiaga, Hijo & C.
participam ao respeita- ||
\el corpo do commercio U
que o Sr Juan Aoglada u
Hijo, socio gerente de S
sua casa necia praca.?
deixou de fazer parte da g
mesma sociedade desta
data em diante. 8
Pernambuco, 4 de |
marco de 1861. S
Mnwosvvnv^nv vimf oasw wa^ ivw pm. .**
Aluga-se urna sala com 3 quarlos na ra
do Queimado o. 14, a tratar na luja.
O abaixo assignado previne ao
lllra. Sr. Dr. Joaquim Barbosa de Li-
ma, que nao pague a letra da ira por
tanda de 2()0>' aceita por S. S. a iavor
do abaixo assignado, visto que dita le-
tra desencaminhou-se, bem como que
ninguem com ella podera' fazer tran-
sacrao alguma. Recife 6 de marco de
1861.Theodoro Benzeo dos Santos.
Aluga-se a lo^ do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ra lodo o servico de urna casa de familia : na
ra do Imperador n. 37, segundo andar.
O desmbarnad'>r Pirnuno Antonio de Souza
lerr.bra ao Sr. J nao Vasco Catirol, da provincia das
Alajtdas o seu dever, e obriga^o de entregar a
quanlia, e seis letras que recebera no Periodo do
Sr. tenente-coronel Antonio Jos_de Medeiros
Bilancurl, como teslamenteiro, e liquidante da
casa do finado commandanle superior Manoel
Gomes Ribeiro. Desde o mez de agosto, que o
Sr. Vasco se acha de posse do dinheiro, e das le-
tras e nao d resposla s cartas que se lhe diri-
ge, sendo que por outras pessoas, e nao por elle,
chegou-se ao conhecimento de que eslava reali-
sado 9 pagamento. Vendo-se o mesmo dezem-
bargador na dura necessi-lade de incommodarou-
tras pessoas, leem sido estas lludidas rom pro-
messas do mesmo Sr. Vasco, de vir restituir o
alheio ; mas de balde, e se conserva sem dar sa-
tisfacao alguma aos seus cumpromeitimeotos.
Com quanto eslejam dadas asordens necessarias,
nao ocioso declarar ao publico tal procedtmen-
lo, aflm de que alguem nao seja victima do Sr.
Vasco Cabial, que ja muilo condecido nesla
praca de alguns negociantes, que ha muito lhe
leem re irado a sua cunQanca.
Recife 5 de marco de 1861.
Mr. Louis Lucien Poulain, subdito francez,
relira-se para a Europa.
____Precisa-se de ama ama de leile sem filho:
na ra Je Hurlas n. 22. segundo andar
Precisa se de um humem casado para
feitor, a mulher servindo de guarda portao.d-'
se bom ordenado : 6
primeiro andar.
No dia 8. slt horas, na sala das audien
cias, depois de Onda a do Sr. Dr. juiz dus ausen-
tes, s hs de arrematar os escravos Bernardino e
Florencio, pertencenies ao ausente Francisco
Augusto da Costa Guimaraes.
Precisa-se alugar duas pretis para o servi-
co de roa: na ra da Senzila Velba n. 36, pri-
meiro andar.
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S < pa e-cs> ^.Q s-m
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Camisas para meninos de ludas
idades, duas de linho para senhora.
Franjas pelas de vidrilho, ditas de
retroz para lorto o prego.
Vestidos ue >eda de cures, ditos de
blinde rom manta, rapells etc.
Cassas, rgandy!<, diamantina, chita
clara e escuras, franrejase ingleas
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2 I
a
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5-V 9*Oi I I*1
33
P.OUPA FE1TA
Calcas, sobrera^aess. rlleles e pale-
tots de panno e rasemira pretos e de co-
res, ditos de alpaca, de bombazina, de
brim branco o pardos para dillercnles
precos.
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fs^tctor-h-r-r^r-oooo
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i l'i'lj i -o -= a. t s- o St> =: & a. es < u
Assignado //. Bramah, Superintendente.
H Nesse eslabelecimento se vende muito
a barato, basta ver os precos que menciona
| de algumas fazendas oque pareceincrivel
a quem ignora, loja n. 23 da ra da Ca-
li deis do Kecife, do-se as amostras.
i wrw vs*a icthv vnv irm% Veodem-se
Na ra das Cruzes n. 38,
segundo andar,
poi mu barato preco os movis seguin*
tes : urna cama de casal, embutida ;
um porta-ser vi ior ; um colxo de mo-
las ; urna commoda : um espelho gran-
de ; um armario com outro espelho ;
um apparador ; urna mesa para doze
pessoas ; um porta-licores ; serviqo de
porcelana para jantar ; um relogio de
marmore negro, representando Miguel
Angelo ; duas bellas gravuras (Apollo e
as musas, Moliere em cata de Ninon de
1'tinelos), em duas ricas molduras. Ten-
do seu dono de retirar se para o campo,
por isso destaz-se destes objectos, man-
dados vil expressamente de Pars, aon-
de forana confeccionados com perfeicao
e apurado gosto.
O Dr. Casanova
pode ser procurado todos os dias em seu
consultorio especial homeopathico
30Roa das Cruzes--30
Neste consultorio tem sempre os mais
novos e acreditados medicamentos pre-
parados em Paria (slinturas) por Cs-
tellan e Weber.por presos razoaveis.
Os elementos de homeopalhia obra, re-
commendada inlelligencia de qualquer
pessoa.
SOCIEDADE BANCIRU El (M-
MaPDlTA.
Amorim, Fogoso Santos fammmmmmmmmt
(SL Compannia I ArrematatjAo de predios.
fazem publico que d'esta data em diante as suas Nos das 8, 12 e 15 lo corrente mez tem de ser
conlas crrenles seru reguladas da maneira se- arrematados por venda, (inda a audiencia do jui-
guinte : zo dos orphaos, os predios seguinles : um snbra-
Receber-se-ha qualquer quanlia de 1003 para do de 2andaresesolao na roa da CidPiadafrn-
cima, e pagar-sc ha vista at 5:000$, sendo guezia de S. Frei Pedro Goncalves n. 10. era so-
dahi para mais com aviso de ludias, conlolo- ]o proprio ; um dilo de 3 andares com soto na
se juros de dous porcentn. menos do que a txa rUa da Cruz da mesma freRuezia n. 21, solo fo-
por que a caiza Qiial do Banco do Urasil descon- reiro; um dito de dous andares e solao na mes-
ta letras, sendo estes jurus cuntados e capilali- ma ra n. 5. com frente para o caes do Trapirhe
| Na ra da Cruz
I n. S.
No escriptorio de E. A.
Burle 4 Companhia.
Vendemse riqnissimas mobiliasdo mog- @t
m
LOJA E ARMAZEM
DE
[Ges k Basto!
I
I Ra do Queimado
I n. 4ft, Crento amatella.
Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas pretas
de panno e de cores muito fino a 28,
0$ e 35j>, palelots dos mesmos pannos
a 20$, 2$ e 24$, ditos saceos pretos dus
p mesmos pannos a 14. 16 e 18$. casa-
I cas pretas muilu bem feitas e de superior
J panno a 28, 30$.e 35. sobrecasacas de
I casemira de core" muito Anos a 15, 16$
E e 18$, ditos saceos das mesmas casemi-
f ras a 10$, 12 e 14$, calcas pretas de
casemira fina para homem a 8, 9. 10|
e 12, ditas de casemira de cores a 7$. 8,
9 e t0, ditas de brim brancos muilo
fina a 5| e6, ditas de ditos de cores a
3. 3500. 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4$50u, col-
leles pretos de casemira a 5 e 6, ditos
de ditos de cores a 45500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5,
titos de 6, cnlleles de brim branco e de
fusto a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
29500 e 3, paletols pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 79,8 e 9,
colletes pretos para luto a 45flo e 5,
cas pretas de merino a 450O e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e 4$, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8$, muito fino col-
letes de gorguro de seda de cores muilo
boa fazenda a 3800 e 4$, colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8, roupa
para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14. 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6&500 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
' 35)500, dilos sobrecasacos a 5$ e JnjOO,
g calcas de casemira pretas e decores a 6,
| 6g500 e 7, camisas para menino a 20
8a duzia, camisas malezas pregas largas
I muito superior a|32 a duzia para acabar.
Ib Assim como temos urna offirina de al
S fatate onde mandamos executar todas as
II obras com brevidade.
MfiKdKeteQKfin tm^^^^u
Gees k Bastos.
Roa do Qoeimado d. 40.
Tendo os snnuncisntes conseguido elevar este
eslabelecimento a um engrandecimento digno
desta grande cidade, apreseniaro concurrencia
desie iilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e pscolhido sonirrenio de roupas diversas e
de fazendas esrolhidas para todas as eslnre?,
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em precos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessosl de sua cf-
flna, sendo ella d' ua em diante dirigida pelo
insigne mostr LAURIANO JOS' DE HABR0S,
o qual os seus nunerosos freguezes podrm pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo eslabelecimento, as.'im pois em poucos
dias se tproropta qualquer encommenda, qoer
casaca, quer fardoes dus Srs. ofllriaes de marinha
e exerciln. Oulro sim recommendam aos Srs.
paes de familia grande sorlimenlo de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
&fiias%i& 9Sfse^&f& 5 measeis

sadns de 6 em 6 mees.
Tambero sero abeitas conlas correles sob
roodiedes de ser pagas vista qualquer quan-
lia independeote de aviso, contando-se somente
juros de 3 0|0 ao anuo na forma cima declarada
Recife 1. de mar;o de 1861.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio Henriques
de Miranda, na livraria ns. 6 e da praca da In-
dependencia.
Saques para Por-
tugal.
Carvslho, Nogueira& C. na ra do Vigario n.
9, primeiro andar, sacam sobre Lisboa e Poilo.
solo proprio; uro dito de um andar na ra da
Sen/ala Velha n. 1. solo proprio, os quaes vo
praca a requerimento da viuva e inventbanle
do tinado Antonio Pedro das Neves. sendo efec-
tuada a arrematadlo na praca do dia 15.
Aluga-se um moleque de 18 a 20 annos pa-
ra alguma casa eslrangeira ou hornero snlteiro,
por ter muito boa conduela : na ra do Cabug
n.16. ,;. M
Precisa-se alagar um pelo de meiaidade :
: a ra Nova, loja n. 7.
Antonio da Costa e Silva Maduro faz
sciente que o seu mano Miguel Antonio
da Costa e Silva deixou de ser seu cai-
xeiro oesde o dia 26 de fevereiro de 1861.
MA
MRM
Atteoco.
Furtaram na dormida em camiobo para o Re-
cife, de um coroboio de assucar, no engenho
Gurja de Baixo, tres quaitos, um castanho sec-
co, com a marca R de ferro na anca, outro cas-
tanho escuro grosso, com estrella na testa, igno-
ra-se a marca do ferro, e oulro rudado muilo
passeiro, grosso, com a marca 60 no quarto,
roubados ns noile do dia 20 de fevereiro proxi-
i roo passado, sendo propriedade do Sr. do enge-
fallar na ra c n. 23., nho FreUeirM> j^ Rargoe8 de Sena Santos,
_ na fregnezia da Escada, quem snuber dfi noticia
no dilo engenho oo na ra da Cadeia do Recife
n.50.
Precisa-te de um destribuidor pa-
ra entregar este Diario nos arrabaldes]
6 e 8 da)
Compras.
Compra-se urna tacha de cobre em segunda
mao, a qual seja grande, quem tiver annuncie.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, etrocam-seescravos
de ambos os sexos e de toda idade : na ra do
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se notas de 1# e 5# ve-
lhascom mdico descont : na praca da
Independencia n. 22.
Compra-se um cavallo que seja manso e gran-
de : na cucheira defronle do porto das canoas da
ra Nova.
Vendas.
Canoa e espirito.
desta cidade : na hvraria n.
praca da Independencia.
Vende-se canoa em garrafas a 240 res, eespi
.* rito de vioho barato: na travesaa do do paleo do
[ Paraixo n. 10 casa pintada de amareilo.
no e Jacaranda, todas de obra de tslha, as
9 melhores e mais ricas que teem viodo ao
9 mercado al hoje, gnsio Luiz XV, todas
9 de encost de palha e rodames. flf
9 Ditas de madeira branca, dilas fingindo
9 mogno, ditas fingindo junco, dilas de ma-
9 deira branca de goslo simples com mar- 9
9 more, mobilia completa por 350$. tt
gt Lindissimos apparadores para (rucias,di- @
9 tos epvernisados para comida, lavatorios tt
tt guarnecidos de marmore coro apparelhu de 9
jp rica porcell na e espelho a 50O 0 cada tt
tt um ; lualetes de Jacaranda guarnecidos de tt
tt marmore com espelho e apparelho de por- tt
tt rellana, elegantes cabides de differenles tt
9 qualidades. laroboreles de Jacaranda e de 9
tt mogno, indispensaveis para as senhuras @
tt descancarem osps. liquissimas cadeiras 9
tt de pianno, exrellentes pianm.so eicllen- tt
tt tes ctfres (burra), do melhor fabricante tt
tt Que existe na Europa, charopanha da me- tt
tt Iborque tem vindo no mercado, garante- tt
tt se a qualidade, a 20$000 o gigo. ^f
tt Todas as mobilias sao com marmore e tt
tt vendem-se o mais em ronta que (dr possi- tt
tt vei, por virem em direciura da fabrica da tt
Europa.
Oueijos a 1,600 rs.
Mauteiga ingleza a 960 e 800
rs. a libra.
Manteig* franceza a 720.
Cha a 2 s librv, caf a 240, arroz a 100 rs.,
toucinho a 320, tslharim e macarro a 400 rs.,
aletria a 640. batatas a 140, sabo massa a 2d0
rs., doce a 800 rs. o raizan, vinho do Porto a 800
rs., de Lisboa a 560 e 400 rs. a garrafa, azeite
doco a 720. vinagre a 240* de Lisboa, azeite de
rarrapato a 440, (arelo a 4 a sacca ; no largo do
Paraizo, taberna da estrella n. 14.
Calcado.
Confronte ao Rosario em Sanio Antonio, loja
que foi de confeiuria, vendem-se sapatos fran-
cees com salto para senhora s 2, ditos rasos a
1600. ditoa de tranca a 1280, encontra-se tam-
bem bolinas com saito para menina de ns. 18 a
31, ditos de marroquim e lustre sem salto de ns.
19 a 25, sapalinhos euro clchele, de marroquim
e lustre ns. 19 a 25, botinas para homem e se-
nhora.
Freguezes.
E' chegado o muilo afamado doce da casca de
goiaba, a o melhor que ha no mercado : nr ta-
berna da travessa do Queimado n. 1, junto a loja
do Preguica.
r Vende-se um terreno com alicerces para le-
vantar casa com 140 palmos de fundos, oa ra do
Qulabo, freguesa dosAfogados: a tratar na ra
Imperial a. 07.
ii
^ KA LOJA
! Encyclopedica |
l Guimaraes & Villar.
[Ra do Crespo oumero 17.
Vende-se fazendas de superiores qua- :
i lidades egostos por precos inrriveis:
E Chapeos de seda para senhora brancas e j
de cores a 15. i
Ditos ditos de ditos de cores e brancos a
moao
Dilo* de palha ticamente enfeitados a
28e40.
Riquiasimos corles de cambraia branca
bordados a 35.
Ditos ditos a 20.
l.as de Garibaldi em corles com 25 co-
vados a 10.
Cassas a Garibaldi e outros delicados
goslo8 a 700 rs.
Cassas miudas superior fazenda de cores
(xas a 260 rs. o covado.
Las de todas as qualidades a 3600 rs.
Manteletes, sahidas de baile riqnissimas.
Chitas francezas de todas as qualidades.
Sedas de quadrinhos e gros de todas as
cores.
Cambraia branca da China coro palmas de
9 varas cada pega a 6$50i>.
Saias baldes de 30 arcos a 5.
Chales de touquim brancos e outras qua-
lidades de chales finos.
Cambraia bordadas a mi a pe;a a 24.
Saias bordadas e de fusto.
Sedas de cores e pretas de 2 saias borda-
das a velludo em caribes ultima moda
de Pars.
Espartilhos de molas.
Grande sortimento
de roupas feitas. sobrecasacas, paletols,
colletes, calcas,camisas e seroulas.meias.
grvalas ele, etc.
Calgadu Meli ultmamele chegado de
Pars.
Neste eslabelecimeoo encontra-se
grande sortimento do fazendas de to-
das as qualidades proprias para aeoho-
rss, homens e meninss e seus precos
sao admira veis.
Bom e barato.
Vende-se maoteiga ingleza a 960 a libra, dita
franceza a 720, queijos a t#600, toucinho a 360,
cha a 2, vioho do Porto engarrafado a 800 e 1
a nsrrafa, banha de poico a 480, milho a 160 o
940 a cuia : na travessa do pateo do Paraso o.
10, casa pintada de amareilo.



HHB^H


()
DlifflO DB rertUBWO SKXTA iTSUlA DMVAWQO DI mi.
Relogias.
Van de-se em casa de Johoston Pttet A C,
ra do Vigario n. 3 ura bello sortimeoto de
relogios de ouro, palale ingles, de um dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambera
urna variedade de bonitos iraneelins para os
meamos.
Fazendas baratas
Na ra do Queimalo n. 19
Cmbralas Anas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o corado,, ditas escara* a 18C rs.
o corado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o corado.
Toalhas de fuslio a 600 rs. cada urna.
Cambraietas Qnas para vestido a 2800,3 e
39500 a pega.
Esleirs da India para cama e forro de sala,
sen-lo de 4, 5 e 6 palmos de largo
Lencos braocos para algibeira pelo barato pre-
go de l600a duzia.
Grandes colchas de fusta o lavradas a 5)300.
ilos Srs. estudantes do
segundo anno.
Veade-se por preco muito commodo
Bergier, diccionario theologtco er-
jeis volumes e urn supplemento; Geom
ge Phillips em tres volumes e um sup-
plemento ; Colora bel, instituirles de
Franca ; compendios de direito natural
e publico pelo conselbeiro Autran e
conUituicao poltica : quem quizer di-
rija-se a ra Direita n. 7 i-, onde tam-
bem se comprara todos os ltvros neces
sirios para o quinto anno.
Vende-se urna escrara moga de bonita fi-
gura, cngommadeira e cozinhcira ; na ra da
Imperatriz n. 3, segundo andar.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saundres Brothers & C-
praga do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
bricante lloskell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e cadeias para o? mesmos de
excellente gosto.
As melhores raachiaas de co-
zer dos mais afdmados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilsoa e
Geo. B. Sloat Estas ma-
c hi n as que
sao as melho-
res e mais
durado uras
mostram-se a
qualquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
raotindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
rlo : no depo-
sito de ma-
chi n as de
Riyraundo Carlos Leite <& Irrao, ra da Irape-
ratris n. 12, adtigamente aterro da Boa-Olista
No armazem da ra da Madre de
Dos n. 6 confronte ao consulado pro-
?ricial, ha Dar vender-se saceos com
milho muito novo e com 122 libras de
peso que regula 22 a 23 cuias a preco
de 3600 cada uma.
^los senhores alfaiates,
Para acabar.
Na toja d'jguia de ouro, rui do Cabug n. 1 B,
existe urna porco de botes para paletot ou col-
lote, grandes e pequeos, que se vende por ba-
ralissimos precos, grandes a 19 e a 1$*200 a gro-
sa, pequeos a' 500 e 600 rs. a grasa.
Para a quaresma.
Ricos cortas de vestidos de grosdenaple preto
bordados a velludo com algumas pintas de mofo,
que mal se couheep, os quacs se tem vendido por
1603. e que se vendem por 80$.
Ditos ditos sem ser bordados a velludo, fazen-
dj nmiio boa e encorpada por 550 e 60$.
Mantas prelas de lioho bordadas a 80.
Visitas prelas muito bem enfeitadas a \i$.
Ditas de seda de cores muito lindas a 20.
GrosJonapte preto superior de 2jj200 e 2$, e
muito largo a 28800.
Sarja prela hespanhola boa a 2.
Velludo preto liso mutlo bom a j, 5 e 6J.
Cortns de casemira prela bordada para collete
a 59090.
Ditos de velludo preto bordado para collete
a 109(100.
Caigas de casemira preta fina a 10 e 129.
Casacas e sobreasabas prelas bem feitas a 309.
Gorgorito preto e bordado de edr delicada, o
Corarlo 49.
Colleles d casemira prelos bordados a 89.
Palotots de panno preto a 129 e 189.
Ditos d alpaca preta a 3;, 4. 5 e 6J, e muito
fino a 89000.
S-i is Dalo a 49*
Chales de merino bordados, grandes a 59, 69
e "9000.
Ditos do seda prelos grandes a 149.
Vestidos de seda de cor bordados de duss saias,
fazenda moilo boa com algum mofo a 40 e 6O9.
Ditos oe phaotasia em cario a 159.
Calcas de casemira de cor a 69, 8, 9 e 109,
Saceos de tapete de diversos tamanhos para
viagera a 5.
Malas desoa para viagem de 129a 18$.
Chapeos prelos francezes Unos a 83.
Ditos de castor branco sera pello muito bons a
129000. E outras muttas fazendas, que para li-
quidar, vendera-se barato : na loja de fazendas
da ra da Cadeia do Recie a. 50, do Cunaa e
Silra.
Viulio de Bortleaux
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n 10 encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandeoburg Freres e
dos Srs, ldekop Mareilac & C, em Bordeaax.
Tem as seguinles qualidades:
De Brandeaburg frres
St. Estph.
St. Julieo.
Margaux.
La rose.
Cha tea ti Loville
Chteau Margaux.
DeOldekop St. Julien.
St. Julieo Mdoc.
Chaleau Loville.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caitas qualidade inferior.
Para fechar coritas
Cortea do eaaemiras de odres parra calcas, a 3.
^ilaiiat? ^ccifc'*f""em a'V-
1 Remedias anericaiws i
Da DOCTOR
JRadway & C., de New-York!
2 PROMPTO ALIVIO f
Resolutivo renovador.
Pilulas reguladoras.
5 Estes remedios j sao aaiuibem conhe-
J cido pelas admirareis curasqno tem ob-
tido em toda a sorte de febres, molestias
W e-bromeas, molestias de senhoras, de-pe-
le etc., etc., confrmese T au instruc-
goes que se acham tradazidas em por-
tuguez.
parrilha legitima
original do antigo
|DR. JACOBTOUNSENDl
g 0 melBor parificador do sangoe
* cora radicalmente
X Erisipela. Phtiaicas.
9 Rneumatismo. Catarrho.
.9 Chagas. Doengas de figado.
. Alporcas. Effeitosdo azougue.
q Impingens. Molestias de pelle.
% Vende-se no armazem de fazendas do
Imperatriz n 12.
Grande bposito efe pianos* fortes
DOS
MAIS AFMMO*..F.WNMrES" DA EUROPA
k p,
DE
H r SHFFr rt r..!if 'eC'me?t? ~aba de reC9ber di E0 'un PM< < celebrfffabri-
Z i'ii. h,1L? ? : PrPneU'to deste eaubelecimento toma a libordade de conridar
S^^UZkS^JJS?^^^^*"* qaeso l*nem ^Pwcl.r asexcel-
^^^^^IS^^^s^6^^9^^^ lraba,h0 unido *e,e8snda
O
Atienfo.
N. 40-Rua do Amorim-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com tros quartas de
farinha de mandioca a 29500.
FROCO.
Vende-serco de todas escores egrossuras,
com rame o sem elle a 400, 500, 640 e lg-rs.a
peca; na ra do Queimado, loja da sguia bran-
'" n.16.
Relogios
Suissos.
Em casadeSchafleitlln& C.ruada Cruz n.
38, rende-se um grande e variado sortimeoto
de relogios de algibeira horisoDtaes, patentes,
chronometros, meioscli rome t ros deouro|p ra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo estes relo-
giosdos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se
vanderao or precos razoayeis
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irihandades e confrarias.
Na ra da Seozala Nora n. 30 tem para ren-
der caixinhas com doces de fructaa o de farinha,
amendoas, castaohas com confeitos e amendoas,
ludo com muito bom sorlimento para os anjos
das procisses, e rende por prego muito commo-
do, porque tudo fabricado neste estabeleci-
meoto.
Atteoco.
Brito & Braga, proprietarios d imperial titho-
graph.a sita na ra nova do Ouridor n. 25, no Rio
de Janeiro, tem para vender por precos razoareis
um completo sortimeoto de prelos, pedras e to-
dos os accessorios lilltographicos em grande e
pequea escala.
Deposito ilas manufacturas imperiaes derauija.
riMn?ti^ lambua UOLAKMO, o quai se vende por mseos de 2 hectograraos a 1000 e em porco de
10 mseos paro cima com cesconlo de 25 por ceoto; no mosmo estabelecimento acha-se tambem
o verdadetro papel de linho para cigarros.
CENTRO C0MMERC14L
l RnadaCadeiadoRecife iS
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
A t ,80fra e<*erta.
Ra do Queimado n. 19,
rmazemdfazendas, rende-e.aliados cober-
"cM^deaenho chlnoao pelo barato pre?o
Grosdenrplfes baratis-
simos
7"*"*? ESX?in&t P'eto ipelo taratissl-
mo preco de1J600 e 2 o cado: na ra do
Quaimado n. 2i, loja da boa f.
Rm do Crespe n. 8, loja
de 4 portas.
Pechincha qm admira.
Chitas fraacezas cores Bus e liados desenos
a 24o rs. o cralo do-se amostras com penhor.
Rival sem segando.
Na roa do Queimado d. 55, loja de miudezas,
esta queimando os seguintes artigos abaixo de-
clarados, todas as miudezas estao perfeitas, eo
preco convida :
Caitas de clcheles a 40 rs.
Cartes de ditos 20 rs.
Croza de pennas de ac muito finas a 500 rs.
Charutos muite finos, caixa com 100 a 23500
Groza de botdes de louca a 10 rs. ^^ '
Carretel de liana com 100 jardas a 30 rs.
Bules com banha muito fina a 820 ra.
Ditos com dita dita a 500 rs
Banha em lata cem 1|2 libra a 500 rs.
Frasco de oleo de babosa a 400 rs.
Caixaa com obreias muito novas a 40 rs.
Ditas com phi sphoros especiaes e melhor que
na a 160 rs. '
Pares de meias cruas pera homem a 160 rs
Ditos de ditas muito finas a 200 rs.
Pegas de franja de iaa muito bonitas
oU ra.
ra
supe-
i
Em casa de Mills Latham & C. n
3 da Cadeia do Recife n.52, vendo-se :
S Vinho do Porto.
Dito Xerez engarrafado da muito
<:> rior qualidade.
$ Oleo de liuhaca. 'Sj.
Alvaiade.
Secante. Z
@ Azarcao. 9
& Encarnado renerianoem p. jg
<&a@a @@ @@#@
Vende-so urna taberna na ra Imperial,
com muilos commodos para familia, por seu do-
no querer se retirar para o malo : a tratar na
raesnia ra, no armazem de sal do Amaro.
Sortimeoto de chapeos
/?ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chioos prelos francezes de superior qualida-
de a 7.
Ditos dos mai3 modernos que ha no mercado
a 9$.
Ditos de castor pretos e braocos a 16$.
Chapeos lisos parasenhora a 25$.
Ditos de reliudo cor azu! a 18$.
Dit >s de seda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8}.
Dilos dilos para menino a 5$.
Lindos gorros para meninos a 3$.
Bonels de relindo a 59.
Dilos do palha muilo bem enfeitados a 48.
Chapeos do sol francezes de seda a 71.
Ditos inglezes de 10#, 12 e 13 para um.
* DE
Jos Leopoldo Bourgard
n?l .SU.SP*r0S,da, ?'.hiV grande ^Psito do superiores charutos do Rio de Ja-
Sorcao^Vrpihl" gr,1^r?^,Ca dM Sr" Don>D^ Aires Machado &C. rendeodo-se em
sS/eLmburg ^^ graade sorlimeDto da ^anilha. harana,
Charutos SUISSOS 30fl o milheiro, fazenda superior e que se venda a 45.
^lfL P.8?6 e P.alhade mi"">. le papel grosso, de linho, de seda, arroi nardo e
hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, rende-se era milhciros muito barato.
a63?0?sara CharUt0S com agarras de metal al cada um, ditos para cigarros a
PaP!al?sac^ ecigarreiros que fabri-
ft Se.CaPral franCCT Terdad*it0 em maS8 de di"os tamanhos, garaote-se a qua-
TabaCO turCO a 5 aIbrae meiaUbra por 3$. para cigarros ecachimbos.
Tabah^^ M- cigarros e ca-
Cigarros de manilha depapel brdDC0 c pard0 a l5# 0 milheiro
Machinas e papel para cigarr08 de raanilhSi
ap TOlaO franCez em macos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarr0 p8ra taoaco e r8p
Phosphoros e iscas de dTersas qualidades para charut0
ftC di^1 hf casa *?ra sempresotlimenlo espantoso de cachimbos de gesso, louca, ma-
dera. barro e os verdadeiros e sorapre apreciareis cachimbos de espuma.
Tabaco d o Rio de Janeiro picad0 para cachimbos e cigarro3,800 rs a 1bra
Venaem-Se lOaaS es fazendas malbarato do que em outra qualquer parle.
B?g?3d^ao cotp9radorV.enaJOS ,0rDand-Se reCeber (incluind0 os charulos) I
encommendas, encaixolam-se e remeilem-se aos seus destinos com bre-
do nao
Apromptiiu-se
vidade.
mants"* ttCa exposl tom um Tatiado sortimanto de objectos proprios para os senhores fu-
h,r,i . barato do que em outra qualquer parte.
Veuder muito para veu ier barato
Vender barato para vender muito.
muito mais
cores a
Duzia desabneles muito finos a 600rs.
Iscas para acender charutos a 60 rs.
I'hosphoros em caixa de folha a 100 rs
Cartas de alfinetes finos a 100 rs.
Calas do agu has francezas a 120 rs.
Pares de sapatos de tranca de algodo a 1.
Ditos de Iaa para meninos a 200 rs.
Frascos de macass perola a 200 rs
Ditos de oleo a 120 rs.
Duzia de facas e garlos de cabo preto a 3J
Pares de luras de fio de Escocia a 320
Massos de grampas unos a 40 rs.
Caivetes de aparar penna a 80 rs.
Tosouras para uahas e costura muito Qaas a
oUO rs.
Pegas de tranca de la com 10 raras a 320
Escoras para denles muito Qnas a 200 rs.
Cordao imperial fino a 40 rs.
Dito groeso a 80 ra.
Cordoes para espartilho a 80 rs
Caixas para rap muilo finas a 1.
Pires de meias de cores prra meninas a 160 rs.
Linha de marcar (norello) 20 rs.
Groza de marcas para cobrir a 60 rs.
Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabeca, e
tazer renascer os cabellos ; veade-se nicamen-
te era casa do cabelleireiro da ra do Queimado
n. b, pnmetro andar.
Agua para Ungir ca-
bellos.
A meihor que tem apparecido at hoje : tinge
mu bem os cabellos, e nao tem o inconrenieole de
Itcarera os mesmos russos ou rerdes: o proces-
ando usar simples, e o elTeilo proreitoso : ven-
ct'AM!n Tu 9uein>d<> a- 6. primeiro andar,
casa de cabelleireiro. '
Baratissimos jarros de
ceilana.
V'ende-fe mui bonitos jarros de porcellana dou-
rada, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra en fetes de mesas, ornato de gabinete, ele.,
pelos baratissimos pregos de 3 e 48000 o par:
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n: 16.
Attencao.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
nooker & C, existe um bom sorlimento de II-
nhas de cores e brancas em carteteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem por
precos mu razoareis.
por-
Ra. Direita 43
Taodo da augmentar 30 *r. n raleado da at>
nhora e o da hasoasalO ,M do da 4de fevonio
em diwto, ear eooaeqoeacta da norapauU' qa
hade vigarar i* alfanOgj 0 praprtHatlor da
bem sortido estabelecimento da ra Direita a.
45. nao quer que os seas fregueses carreaem
com as cooseojueDCfas do systema flnanceiro do
Sr. ministro da fazenda- e por itso guatela os
precos do seu cal gado osla tabella seguinte :
Homem.
Borzejjuini para Hornear (m-
penaes)....... 10^000
Ditod(aritooraticos). 9#000
Ditos prova d'agua) 8|500
Dito(BersagHeri). .... 8J000
Ditos (communirtai). 6$000
Meos borzeguins (patente). eJoOO
SapatOes (3 batera). 5*600
Ditos (sola dupla). .... 5200
Ditos (blusas)...... 5jBOO
Senhora.
Botinas (prima dona). 5^000
Ditos (vis a vi)..... 4^,800
Ditos (me deixe)..... 4^500
Ditos (grisete)...... QOO
Meninos e meninas.
SapatSes (bezerro)..... 4000
Ditos (diabretes)..... 3^500
Ditos (salva ps)...... 3^00
Botinas (bolicpsas)..... 4A000
DiUs (para crianzas). '. 3^500
Sapatos para senhora (lustre). 10200
E um completo sortimeoto de couro de lustre
S2K2?' S0la' be-2erro fr8ncM. courinhos e
ludo que necessano a um irmao de S. Cris-
pim, advogado dos artistassapateiros. por precos
que s este estabelecimento pode vender.
Ra do Crespo,
,aDl25,eJ?-"q,imFerreira deS*. "nde-so
STICSS.b"a,1S8lD2s, Pra acabar : pecas de
"mHbra>l'saflna a 3, organdys muito finas e
moderna500 Q 3 abertaade
hoBilas cores a240rs.. chiles largas a 200 e 24o!
ZT.'tSZl de cor,f V ** """ios bordad
dos a 1500 a pega, babados bordados a 320 a
r>ra, sedinhas de quadros finas a 800 rs., casa-
Jfih"- a,5kau e fll6 a5 Peoteadores do
cambraia bordados a 5. golliobas bordadas a
040, ditas com pontea a 2*500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 2, damasco de la com
palmos de largaras 15*600, bramante de linbo
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fusto en-
V a 5*' peas de madapolo fino a 4, laa-
zinna de quadros para vestidos a 320, camisusde
cambraia bordados a 2*. sobrecasacas de panno
? on2S *5S* Paletots d Pnno e casemira do
loa 20$, ditos de alpaca de 3500 a 8, dilos de
bnm de crese brancos de 3500 a 5$, calcas de
casemira pretas e de cores para todos ps precos.
ditos de bnm decores e brancos de 2 a 5, ca-
misas brancas e de cores para todos os precos,
colleles de casemira de cores finos a 5 : assim
comooulrasmuilasfaieBdas por monos do sea
valor para fechar contas.
Liquidado.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fixa;
dozerintenso corado, mais baralo do qn
chila, approreitem em quanto nao se acabara ma?a0 e P"tences em porco ; vende-se prazo
lo- na ua d Imperador n. 38. por baixo da bandei-
Potassa. *
Vndese a 240 rs. a libra, a
su perior e alva potassa doacredi- ff
% tado fabricante Joao Casa-nova ft
cuja qualidade e reconhecido ef- ]
feito igual ou superior a de 1
Hamburgo, feralmente conheci- S
da como da Russta : no deposito, <
ra da Cadeia n. 47, escriptorio ||
: de Leal Keis. ||
para a
quaresma
Ka ra do Queimado u. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Corles de vestidos de seda prelos bordados a
velludo muilo superiores a 1200. dites bordado,
i relroi e ndnlho a80. dito. hrrt.d. =-^.1
-80, ditos bordados a sedas
uceada muito superior a 70. manteletes de fil
? r g,08lM ? ?* dit0i de g^denaple pre-
to ricamente enfilados a 20, 25. 30 e a 354
Na mesra cas h* para SK ^^0^1^:.^ ?p'
vender:
Sberry em barris.
Madeira em barris.
Vende-se ua exealleate eacravo do 18 sa-
nos de idade, propno para psgem por ser bonita
figura: a tratar na ra da Cadeia do Recife n.
55, loja do Figmkedo & Irmo.
e a
15
cada uma, grosdenaple pwto desnperrof oualida-
de de 1800 al 3200 encorado, luvVa proU. e-
fe adas e de superior fazenda 2J200 cada urna e
outrasmuitas mait fazendas proprias para a aua-
resma* ?
Pechincha.
Vendean-sa bales de 30 arcos, pelo diminuto
pre;o da 4: sa roa da Cadeia n. 24.
Estampas finas e interes-
santes.
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui Unas, e grao-
des estampas, do fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de aojos, etc.,
e outras a morte do peccador cercado de demo-
nios, ele. Sao na verdade interessantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
seiornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqui. Vendem-so
a 28000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soura k C nicos possuidores des-
te xarope j bem coohecido peles seus bons ef-
feitos, continuara, a vende-lo pelo prego de 1
cada ridro, fazem uma differenga no prego aos
collegas e a todaa as pessoas que tomarom de 12
vidrosoara cima.
Rap princeza gasse da Baha
Em casa de Lopes Irmaos, no caes da alfande-
8a n. 7, acha-se eslabelecido um deposito dessa
tabrica. onde se vende em porches ou a retalho.
Farelo e milho.
Saceos grandes e de muito boa qualidade : no
largo da Assembla u. 19, armazem de Anlunes
Gimares & C.
Manteiga iagleza
na ra do Queimado n. 22, na bem conhecida
ja da Boa F.
A loja da ba-f
na na do Queimado u. ^^
est muito ortida,
veude muito barato :
Fitas de cor, a pega 160 e 200 rs pentes de
atizar, finos, a 200 rs.. cord5es para espartilho
00rs., canas, de colchetes 60 rs.. cartes a 40
a' f!lsil8 d? IamP"n8 a 40 rs., agulheiros
com agulhas francezas 120 rs.. fila de linho. a
pega a 40 rs babado do Porto 120 e 160 rs. a
rara, botoes de louga para camisa 100 o 120
.S;,HPeDi1oLde aS- a roza m froco para
Jil*\rn 5L a Pea froco c* rame e sem
i. J? e400"- fran'as e gales de linha
2 e TSS" I,dr,lh0 l800 bra, goli-
nhas 800 e 4 2. manguitos 2. botoes para
casaveque de todas as qualidades 200,300a
400 rs. a duzia, tranga do liona de caracol 200
rs. a pega magos de grampas 40 rs lia para
bordar 5. 6e 8 a alaroaresdourados par ca-
pote, a groja 8, 10 e 12. filas de seda de to-
das as qualidades, bandejas, espelhos dourados
quadros do estampa dourada e ouiros muitos ob-
jeclos por barato prego, e tambem se vende ar-
ria
em barris de viole e
de Tasso Irmaos.
tantas libras: no armazem
W Machinas de vapor. ^
9 Rodas d'agua. 0
Hoeodas decanna. m
# Taixas. a
9 Rodas dentadas. 9
Broozes e aguilhes. 0
1 Alambiques de (erro. m
Criros, padroes etc., etc. ajj
Na fundigo de ferro de D. W. BowmanJ
ruado Brum passando o chafariz. #
# ## s
Vende-se um terreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convier ao com-
prador, tado aterrado, situado na ra do Brum,
junto afuiidieio inglesa, com mais de 300 pal-
mes de fundo, e prompto para se edicarem re-
finages, padarias, ou outros quaesqoer estabele-
cimentos por ter encllente porto para embarque
e desembarque de eneros : na roa da Madre do
Dos, armazem n. 20.
Bolsas de tapete para
j viagens.
Vendemos mui benitas bolsas do-tapete pro-
prisa pata viagens, et*., etc., pelos baratisaimo
pregos^5fft>v7lr ir loa-d agaia brancas,
roa do Queimado n. lt
GRANDE SORTIMEOTO
DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa
quim Rodrigues Tara-
res de Mello.
Ra do Queimado n.39
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno Qno obra muito bem fei-
ta, de 35 a 40 cada uma.
Paletots de panno fino preto, de 25 a 30.
Colleles de reliudo preto bordado, a lia cada
um.
Dilos de gorgurio preto a 7 idem.
Ditos de setim maeao a 6g idem.
Ditos de casemira preta a 5fttdem.
Caigas de casemira preta lina de 12 a 14
Paletots de eslamenha a 5.
Ditos de alpaca preta, saceos de 4 a 5f.
Ditos de dita sobrecasicos de 8 a 9.
Ditos de bambolina preta superior fazeada a 12
Ditos de meia casemira a 10.
Ditos de casemira muo fina a 14J.
Um completo sorlimento de paletots de fosto e
brim, e caigas e coletee, que tudo se vende por
prego em conta..
Cera de carnauba.
A melhor que tem vwdo ao mercado
prego commodo : no largo da assembla
armazem de Antones Gimares V C*
e por
0.19,
cobortos o descobertosr pequeos a grandes, do
puro patente ioglezt para homem e senbora de
um den melhores, fabricantes ds Liverpool, viu-
dos palo.ultimo piqueta inakz : en casada
Sonthall MeUor d C.
e
Brim branco
!?^rS' a Tara; dil Pardo muito superior a
I82U0 a vara; gangas francezas muito unas de
padroes escuros a 500 rs. ; riscadinhoa de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
rado : cortes de caiga de meia casimira a 1600;
ditos de brim de linho de core* a 2 rs.; breta-
nha de linho uiuito Qna a 20, 22 e a 24 rs a
pega com 30 jardas ; atoalhado d'algodo muilo
superior a 1400 rs. a vara; bramante de linho
com 2 varas de largara a 2400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2*400 a
duzia ; dilos maiores a 3J; dilos de cambraia
de linho a 6. 7jle 8$ rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito Unos n 8* rs. cada um 5 ditos de cam-
?.'a d,e-1fiXodao- com bico 1,rK de linho em
. S?80' dixlos com reDda. bico labyrin-
10 a 200; e alm disto, outras muitas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
nsta : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para senho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-se mui boni-
tas filas com relaa para cintoa de senhoras e
meninas, e pelo baratissimo prego de 2$ : em
dita Iota da aguia branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Cheguem ao barato
O Pregoica est queimando, em sua loja na
ra do Queimado a. 2.
Pegas de breUoha do rolo com 10 varas a
28, casemira escura infestada propria para cal-
ta, collete e palitots a 960 rs. ocovado. cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
vara, dita liza transparente muito fina a 39,
4. 5, 06* a pega, ditatapada.com 10 varas
a 59 e 69 a peca,chitas largas de modernos e
eseolhidos padrees a 240, 260e280 rs. o cora-
do, riqaissimos chales de merino eslanpado a
7| e 8f, ditos bordados com duas palmas, fa-
zenda muito delieada a 9 eadaum, ditos com
uma s palma, muito finos a 850O, ditos lisos
com franjas de seda a 59, lenco de cassas com
barra a 100, 120 e 160 cada um, meias muito
finos para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 3 e 39500 a duzia, chitas fran-
cezas do ricos desenos, para coberu a 280 rs.
o eovado, ehitaseseuras ingieras a 5900 a
peca, a a 160 rs.o corado, brim branco de poro
linho a 19, 19200 o U600 avara, dito preto
muito encorpado a 19500 avara, brilhantin
azul a 400 rs. o corado, alpacas de difieren tes
eres a 360- rs. o cavado, caaemiras pretas
finaaa.2MO, 39 3*500 oeowdo, cambraia
pnii edesalpicos a 300 rs. a vara, o ontras
mnitaa fazendas que se far patente ao compra-
dor, de todas se dario amostras oarpenaor
ra do retratista.
Vende-se a casa terrea n. 23,
Cruzes, em Sanio Antonio, trata-se na
Uespo, loja dos Srs. Adriano & Castro.
Vende-se um sitio
ra das
ra do
em chaos proprios. com uma excellente olaria
barro no mesmo sitio para obra fina o grossa'
boa baixa para xapim, cass de morada ora
com muitos commodos para grande fan.ilia de-
Eiifeiles de eabefa
muito baratoparq chegar
a todos
Na loja d'aguia de ouro, rea do Cabug o. 1
vende-se enfeites pretos de vidrilho pelo baralisl
simo prego de 2, ditos de veHudo de escama a
4, ditos de tranga a 3, assim como luvas pretas
de torgal com ndnlho. ditas de seda pretas e de
cores, assim como pulseiras de conlinhas, ditas
de missanga de cores, e goliinhas muito lindas
ae ndnlho : tudo se reode por barattssimo pre-
co para acabar.
Pechincha para a
quaresma.
Manleletea de grosdensple e da fil de aeda
tTince. ?res' pe, "o prego de 5,
9, 105 e 12 : na ra do Queimado n. 44.
Vendem-se noveDta apolices da
companhia do Beberlbe : na ra Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty uma casa
terrea com sotao, bom quintile cacimba, na prin-
cipal ra de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabeiecer-se, por ter nao sd commodos
preciaos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na naesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmaos, que eslo aulorsados para esse
um, ou cesta praga na roa do Cabug, loja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordado, pelo baratissimo prego de 35 -
na ra do Queimado n. 22, loja da boa f. *
Venda de um cavallo.
Na ra do Jardim n. 19, ha para vander uaca-
vallo que serve para todo o seifigo, que se ven-
de muito em conta.
RuadaSenzaIaNovan.42
Vende-se em casado S. P. Joahston 4C,
sellinse lilhes nglezes, eandeeiros e castieaes
bronzeados, lonas nglazes, fio de vela, chicla
para carros, emomera, arreiea para corro do
um o dona cvalos relogios de
ingles.
ouro patento
Ovando sertao.
Vendem-se ovas do sertao muito frescaea ; na
ra da Queimado, loja4loferrae..H.
Veode-se alcool de superior oostidada, pro-
pno para qualquer preparacio de pharmacia, de
baaia Rn, fabrtca do Franca, oa no cae* do A-
pollo.
ir
"V-rr
'. < 1'.
tr-



" ir '",l -----------------------!-------------------------..'..i.
DUHOX-
XTA1
igo T1861.
(?)
ROUPA FEITA
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
Venda-se algodi mohatro eom da as largaras,
milito proprio^au tMlhaa4 lo$an por dispen-
sar toda qualraer eostora, pelo baratissimo
.reco de 600rs. a 4ra ; na. ra 4o Queimado o.
^2, b loja da boa f.
Defronte do becco da Coogregacao letreiro verde.
Nesle estabelecimentohasempreum sortimento completo de roupa feta de todas as
qualidades, e tambem se manda executar por medida, vonlade dos freguezes, para o
que tem um dos melbores professores.
Casacas de panno preto, 40, 35 e 30000
Sobrecasaca de dito, 355 e 3000
Palilots de dito e de cores, 35, 30.
25$000e MfDH
Dito de casimira de cores, 22*000,
15, 12 e 9*000
Ditos de alpaka preta golla de vel-
ludo, 11$000
Ditos de merin-sltim pretos e de
cores, 9JW00 8000
Ditos de alpaka de cores. 5 e 3*500
Ditos- de dita preta, 9, 7. 5 e 300
Ditos de brim de cores, 5, 4500,
4$000e 3*500
Ditos de bramante de linho branco.
6$000, 53000 e 4$000
Ditos de merino de cordo preto,
15000 e 8000
Calsss de casimira preta e de cores,
.12, 10, 9 e 6J00O
Ditas de prioceza e merino de cor-
do pretos, 5 e 4500
Ditas de brim branco e de cores,
5*000. 45500 e 2*500
Ditas de ganga de cores 3^000
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos e bordados, 12, 9$ e 8000
Ditos de casmira preta e de cores,
lisos e bordados, 6, 5*500, 5 e 3*500
Ditos de setim preto 5*000
Ditos de seda e setim branco, 6 e 5*000
Ditos de gurgurao de seda pretos e
de cores, 7$000, 6*000 e 5*000
Dilos de brim e fustao branco.
3*500 e 800O
Seroulas de brim de linho 2*200
Ditas de algodo, 1$600 e 1$280
Camisas de peilo de fuslio branco
e de cores. 2*500 e 2*300
Ditas de peilo de linho 6$ e 3*000
Ditas de madapolao branco e de
cores. 3, 2*500, 2 e 1800
Camisas de meias 1*000
Chapeos pretos de massa, franceze*,
formas da ultima moda 105,8*500 e 7*000
Ditos de fellro, 6*. 5$, 4* e 2*000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 14*. 125. US e 7*000
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios. da ultima moda *800
Ditos de algodo 5500
Relogios de ouro, patentes hori-
sonlaes. 100*. 90. 80 e 70*000
Dilos de praia galvanisados, pa-
tente hosonlaes, 405 30*000
Obras de ouro, aderecos e meios
aderecos, pulseiras, rozetas e
anneis e
Toalhas de linho, duzia 12*000 e 10*000
EAU MINERALE
NATRALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
Algodo
0 B4ST0S
P
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelec imento tendo em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ac publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhovas e meninos.
Borzeguins de bezerro de Moli a
Ditos de Nanles sola patente
Ditos de dito sola fina
Ditos dito de dito
Ditos francezes de lustre de 7 e
Dilos todos de duraque
Ditos de como de porco a
Sapalosde lustre a '3$ al
Ditos de bezerro a 3*500 at
Ditos de dito de 2 solas
Ditos de 1 sola cora salto
Ditos de 1 sola sem sallo
ogooo
9*000
85OOO
75000
8*000
6*500
55OOO
5*000
5*000
4*000
3g000
2*500
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque Tlito
Dilos pretos
Ditos de cores
Dilos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapatos de tranca para meninos de lft a
Ditos de lustre para 6enhora
Ditos de tranca francezes para homem
6*000
5*500
5# 100
4*000
4*000
3*000
3*000
35000
2*500
1*200
1*280
1S0O0
Aletria. talharim e macarro a 400 rs a libra :
vende o Brando, na Lingoela n. 5.
- Vendcm-se urnas caUeiras de foiha e urna
porcio de formas para fazer velas : na ra do
Mondego n. 61.
Na ra do Vigario o. 19. primeiro andar,
vende-se trelo de Lisboa superior
timamenle, a 4$ e 5 por sueca.
chegado ul-
' ara-tjttenrtiver gosto.
Vende-se um sitio na na da Esperaoca, oquaj
faz quina para a travesea de Joo Fernandos Vi-
eira, com excellenle casa de vivenda assobrada-
da, a quilofferere os meihores commodos para
grande familia, bastante fresco, com agua de
beber muilas frurtniras lucrativas ; est enllo-
cado em lugar ameno e bastante perto da pra^a,
tendo ao lado dircito do mesmo um terreno que
se pode aproveitar para editlcaco de mais al-
gom predio : trata-se na ra Imperial, casa ter-
rea n. 74. ou ra da Senzala Velha n. 10.
que out ora liona loja na ra do Quei-
mado a. 46, que gyrava aob a firma de
Ges & Bastos participa aos seus nume-
rosos freguezes que dissolveu a sociedade
que tinha com o mesmo Ges tendo sido
substituida por um seu mano do mesmo
norne, por isso flcou gyrando a mesma
firma de Ges & Bastos, assim comoapro-
veita a occasiao para annunciar abertura
'do sea grande armazem na ra Nova jun-
to a Conceicao dos Militares n. 47, que
passa a gyrar sob a firma
DE
Bastos com um grande e numeroso sortimento de
roupasferta e fazendas de apurado gos-
to, por pregos muito modificados como
de seu costnme, assim como sejam : ri-
cos sobrecasacos de superior panno fino
preto e de cor a 255, 28g e 30, casacas
do mesmo panno a 30* e a 35*, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a 18,
20 e a 225, ditos saceos de panno prelo a
12* e a 145. dilos de casmira de cor
muito fina modelo inglez a 95. 10*. 12
el4*. ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 5* e 65, ditos de alpaca
preta e de cor a 4*. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 8, ditos muito superior
a 12, ditos saceos a 5*. ditos de esguiao
pardo fino a 4, 4*500 e 5g, ditos de fus-
tao de cor a 3*, 3*500 e 4, dilos bran-
cos a 4500 e 5*500, dilos de brim pardo
fine sacco a 2$800, caigas de brim de cor
finas a 3*. 3*500,4e 45500. ditas de di-
to branco linas a 55 e 6*500, ditas de
princeza proprias para luto a 45, ditas de
merino de cordo prelo fino a 5 e 6,
ditas de casmira de cor e preta a 8, 9*
e 10*, colletes de casmira de cor e pre-
ta a 45500 e 5, ditos do seda branca pan
casamento a 5*. dilos de brim branco a
3* e 4, ditos de cor a 3.colletes de me-
rin para luto a 45 e 4*500, ricos rob-
chambres de chita para homem a 10,pa-
letols de panno fino para menino a 12$ e
II 14*.casacas do mesmo panno a 15g,caigas
* de brim e de casmira para meninos, pa-
letols de alpaca ede brim para osmesmos,
sapatos de tranca para homem e senho-
ra a 1* e 1*500, ceroulas de bramante a
18 20* a duzia, camisas francezas fi- o
as de cor e brancas de novos modelos a JE
175.18*, 20*. 245. 38 e 30 a duzia, g
ditas d peitos ae linho a 30a duzia, di- f
tas para menino a 1)800 cada urna, ricas a
grvalas brancas para casamento a 1*800 gf
e2 cada ama, ricos uniformes de case- S
mira de cor de muilo apurado gosto tanto *f
no modello como na qualldade pelo di- S
minuto prego de 355, e com avista se 6
|| pode reconbecer que barato, ricas capas $|
Sa" de casmira para senbora a 18* e 20*.
e muitas outras fazendas de excellenteS
gosto que se deizam de mencionar quo JE
por ser grande quantidade se torna en- m
gjf fadonho, assim como se recebe tada e 5*
H qualquer encommenda de roupas feitas, M
O para o que ha um grande numero de fa- o
^ zendas scolhidas e urna grande officina jf
50 dnalfaiateque pela snapromptidao e per- t$
J|> feico nada deixa a desejar. II
Cassas de cores.
Anda se vendem cassas de cores fixas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, e mais barato que chita : na ra do
Queimado n. 22, na bem conhecida loja da
Boa f. I
E' baratissimo!
Ra do Crespo n. 8, loja de 4 portas. 1
Cassas de cores fixas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, orgaodys lindos desenhos a 400
rs. o covado. e chitas largas finas de 240, 260 o
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba- 1
ratis8imo prego : dao-se amostras com penhor. I
Para desenho.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi- '
as, lapis, pincels, e os mais necessarios para
desenho. E' o que de melhor e mais perfitase
tem visto aqui em tal genero, e vendem-se a 5,
6*. 8, 105, 12* e 14 : na ra do Queimado n. I
16, laja d'Aguia-Branca.
Vende-se urna carroga com um boi e urna
pipa: quera precisar dirija-se a ra da Praia loja
de fazendas n. 34.
jprfhmrias
aovas.
Aloja d'aguiabranca aeabadereceber de sua
propria encommenda um lindo e completo sorti-
mento de perfumeras finas, as quaes est ven-
dendo por menos do que era outra qualquer par-
te: sendo o bem eonbecidd oleo philocomo e ba-
r ha (sociel bygienique) a 1 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 29500, 3, e 4, a afamada banba trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cheia da mesma, buile
concrete odonnell, principe imperial, creme,
em bonitos copinbos eom tampa de metal, e
muilas outras diversas qualidades, todas estas a
19 o fraseo, benitos esos de poreellsna doura-
da. proprios para oferta a 99e 29500. bonitos
bahusinhos com 9 frasquinbos de cheiro a 99,
lindas cestinhas com 3 e 4 frasquinbos, e caixi-
nhas redondas eom 4 ditos a 1*900 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 19 e 19500 o frasquibbo; e assim urna in-
finidade de objoctos que sao potentes em dita lo-
ja d'aguia branca, na ra do Queimado n. 14.
Verdade ira pechincha.
A 5$ b corte.
Vendem-se no armazem de fazendas da ra do
Queimado n. 19, cortes de casmira muito fina e
pelo baratissimo prego de 5 : quem precisar,
approveile a accasifio de comprar, cortes de vel-
ludo prelo bordados para collete, fazenda supe-
rior, a 65.
Vende-se um terreno junto a casa da ra da
Concbrdia n. 55; a tratar na ra Nova n. 15,
loja.
Pemias d'aco.
A loja d'Aguia-Branca receben um grande sorti-
mento de pennas d'aco de differentes qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 1*000 rs. gro-
sa. o mais barato possivel: na ra do Quei-
mado loja d'Ajcuia- Branca, n. 16.
Arados americano i e machina-
paia lavarroupa: emeasa de S.P. Jos
huston & C. ra d; Senzala n.i2.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fixas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muilo fia
as a 640 rs a vara ; dem lisa muito fina a
4*500 e a 6J00O a peg* com 8 1|2 varas; di-
muito superior a 8f000 a pega com 10 varas ;
dita fina com salpicos a 4$800 a pega com 8 1)2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muilas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muilo baratas: na ruado
Queimado n 22, ns loja da Boa f.
Lencos para rap.
Vendem-se 1?ngos muilo finos proprios para os
tabaquistas por seren de cores escuras e fixas a
50u0 a duzia : na ra do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 4, 5, 6, 8 e 105 rs. o co-
vado, casimira prela fina a 2J, 3J} e 4* rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 2*, 25500 e 3* o
covado ; alpaka preta fina a 640, 600, e muito
fina a 1 rs. o covado ; casimiras muilo finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 4 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 65 rs. o corte de
calca; meias de alftodao cr muito superiores a
4*800 rs. a duzia ; ditas de algodo cru tambem
muito superiores para meninos a 45 a duzia ; e
assim muilos onirus nipos de lei que se ven-
dem baralissimos, sendo a dinheiro : na referida
loja da Boa f. na rna do Oueimado n. 22.
Camisas e toalhas.
Vendem-se camisas brancas muito finas pelo ba-
ratissimo prego de 28 rs. a duzia ; toalhas de li-
nhu para rosto a 9* a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 12 a duzia : na ra do Queima-
do n 22, loja da Boaf.
romuA
na
f iMft UW-MOW,
Rm daSeiialla itva b.42.
Ueste estabelaci ment contine a ha ver um
complet sortimento de mocadasemeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e Uixas
te ferro batido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Tachas e moendas
Brega Suya & C, tem seropre no seu depo-
site da ra da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenbo, de
muito acreditado fabricante Edwin Maw a tra-
ttr no mesmo deposito ou na rae do Trapiche
n. 4.
SYSTE Mi MEDICO DE HOLLOWAY.
Pl LULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio nem alguma outra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na eompleic.ao mais robusu ;
enteiramente innocente em suas operagdese ef-
feitos ; pois busca e remove as doengas de qual-
quer especie e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavamas portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrara saude e foreas, depois de ha ver tenta-
do inullimente todos os outros remedios, *
As mis afilictas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fagam um competente ensaio dose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Gomma do Aracaty.
Vende-seexcellenle gomma do Aracaty; na
ra da Cadeia do Recite, primeira andar, n.23.
Vestidos de seda,
Vendera-sa cortes de vestidos de seda com al-
gura dtfeilo, por ptegos muitisslmo commodos,
por ae querer fechar conUs: na ra da Cruz de
Recife, armazem n. 14.
Jouvi.
tuvasde pellica do-afamado Jouvio, vende-se
muilo em tanta para se fechar coolas ; assim
comoosobjecloaaeguinies: cassas francezas de
lindos desenlies, cortes de vestidos de seda de
diflereoterquatidades, cortes de colletes de vel-
ludo, gorgoteo e de ma pretos e de cores bor-
dados, e muilas outras fazendas, miudezas. per-
turaariae, cfislaea. etc., ele, que se vender por
pregos mu razoaveis i na ra da Cruz do Recife,
armazem n. 14.
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820. *
Stomacal de 1830.
Preciosode 1847.
As duzias.fr em caixinhas, adinheiro, por ba-
ato prego : vende-se na ra do Trapiche n. 40,
escnptorlo.
Escra\os fgidos?""
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal de).
Asthma.
1 Clicas.
IConvulses.
Debilidadeou extenua-
do
Debilidade ou falte de
forgss para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor degarganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades noventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Encbaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrhoidas. '
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Infiammagoes.
Irregularidades
menstrusgo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo deourina.
Bbeumsiismo.
Syroptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem fetos a 22* rs.; ditos d* brim branco de
linho a 5* rs.; ditos de setineta escuros a 3J500,
muito barato, aproveitem : na ra do Queima-
do n. 22. loja da Boa f.
Vende-se um bom t erreno de quina na ra
da Concordia e ra da Palma : quem o pre-
tender, dirija-se a roa da Praia, senaria n. 59.
Na mesma serrara aluga-se um segundo anfiar
com grandes commodos.
Febreto intermiten le,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge
ral de Londres n. 224, tStrand, e na loja di
lodos os boticarios droguistseoutrss pessoas ede
carregsdas de sua venda em toda a America n-
rul, Havanae Hspanha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, conlem nma instiucgSo em portu-
guez para eipliear o modo de se usar deslas pi-
lulas.
O deposito geral em casa de Sr. Soum
dbarmaceutico, na ra da Cruz n. 22 em Per-
nsmbuco.
SEDULAS
de $e 55000.
Conlinua-se a trocar sedu'*s de urna s figura
por melade do descont que eiige a Ihesouraria
desla provincia, e as notas das mais pragas do
imperio erm o fbate de 5 por cerno: no eserip-
torio de Azevedo & Mende?, ra da Cruze
o. 1.
Na ra do Queimado n. I
vendem-se pegas de algodo com loque de ava-
ria, pelos seguintes pregos : 1$500, 1X600, 2fi e
2SofcO. cassas a 240 e S80 rs. o covado.
Escrava fgida
Germana, rrioula, alta, magra, com urna cica-
triz na testa, e urna pmha de cabellos brancos
mais cima; quem a segurar levo-a ra do
Imperador n. 15, ou a deS. Miguel nos Afogados
numero 29.
Fugio da estrada nova de Caohang, do si-
tio do Forte, a escrava por nome Balbina. de na-
gao Angico, desconfla-se andar aqu no Recife
pelo pono das canoas; roga-se as autoridades
policiaes e pessoas do povo, que a apprehendan
elevem ao mesmo sitio, que serao gratificados.
Attenco.
Fugiram do engenho Garra, freguezia da Eses-
da, propnedade de Manoel do Csrmo Rodrigues
Esleves, os tres eseravos seguintes: Alexandre,
carreiro, de idade 35 annoe, crioulo, muo habi-
lidoso no engenho, altura media, corpo aecco
perras finas, com faltas de dentf s na frente, bar-
bado com poura suissa, magaes fulas, como se
esittesse amarello, testa camoda, servo-se cora a
mao equerda, lem.um taquinho lirado na ore-
Iha direita. j estere por forro 8 annos, conhece
bem a freguezia de Serinhaem. Rio Formoso Bo-
nito, A goa Preta e Porto Calvo, este fugio no dia
6 de Janeiro deste auno ; em 16 de fevereiro
tam')em <*ste anno,.o escraro crioulo de nome
Jos, bom corpo, rethorico, eflr igual, ps e mos
grandes, carreiro e alaocreve, pouca barba, re-
presenta ler 26 annoe de idade ; a 17 do mesmo,
um mulatmho de nomo Damiao, com 6 palmos e
meio de altura, idade 12 annos, secco do corpo,
pernas finas, ps e maos muito descarnados,
rosto compri.lo. nariz afilado, cabellos s-.lios,
desbotado da cor. unhas das mos compridaso
dos ps iraperfeitas. Bogo as autoridades, capi-
taes de campo e aos enhores pro prieta rios se
dignem a roerc de sua captura, que se pagar
comgenerosidade a quem apprehender os ditos
escravos ou der noticias com provis aonde quer
ue estejam : oaquclle engenho ou na ra da
adeia do Recife n. 50.
Desde o dia 4 de man;o corrente,
que se ausentou da casa de Manoel An-
tonio Goncalves, o seu escravo Damiao,
mulato, com 18 annos de idade pouco
mais ou menos, baixo, corpo reforca-
dot cabeca grande, rosto redondo, na-
riz grande e chalo, olhos pequeos,
bocea grande e pescoco curto, levou
roupa preta, sendo camisa de chita e
calca de mitim : quem o pegar leve o a
seu senhor na ra do Cabuga' loja n. 3,
que ah sera' recompensado*
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo psssado, um escravo do com-
mandanle superior Manoel Jos Penna Pacheco,
que ba pouco o havia comprado ao Sr, Benio
Lourengo Collares, de nome Joaquim, de idade
de cincoenla e tantos annos, fulo, alto, magro,
denles grandes, e eom (alta de alguns na frente,
qeixo fino, ps grandes, e eom os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e tem signaes de tersido surrado;
Consta que este eseravo apparecera no dia 6 do
corrente, vindo do lado das CincoPonias, e sen-
do enlerrogado por um pareceiro seu eonhecido,
dsse que tinha sido vendido por seu senbor para
Goianninha : qualquer pessoa que o pegar o po-
der levar em Pernambuco sos Srs. Baslo A Le-
mos. que gratificarao generosamente.
Dos premios da primeira parle da primeira lotera, concedida a beneficio da igreja de Santa Rita de Gassia,
cidade, extrahida em 6 de marco de 1861.
desta
fSS. FHEMS. NS. PKMS. S. PKMS. US. rtiEMs. NS. PKEMS. NS. PKEMS. NS.
1 10 142 100$ 283 10 410 10 578 10 692 iog 818
2 40 45 10 86 16 . 79 93 __ 23
3 10* 57 87 18 82 _ 95 ^m 31
9 58 89 23 20 83 97 BMB1 34
10 59 93 25 20 84 706 __ 37
11 64 95 26 10 85 7 m 39
20 69 301 32 91 9 _ 49
27 73 2 35 93 11 20 52
28 74 20 6 37 98 16 10 57
29 75 10 7 38 99 18 64
30 79 9 42 603 M. 23 68
32 83 11 . 46 4 28 _ 70
34 86 12 47 5 30 _ 72
51 92 15 63 6 31 ^_ 74
57 40 9'J 16 64 __ 7 _ 33 ^^ 79
66 10 203 40 21 66 8 36 Mi 83
77 aiM 5 10 22 200 70 13 37 _ 84
80 mmt 12 24 10 72 14 -- 38 __ 87
81 __ 13 27 80 15. 40 90
2 1M 17 29 83 16 --- 45 94
83 __ 19 30 87 21 49 __ 98
86 a^ 25 32 89 9005 23 51 _- 900
96 ^_ 28 40* 43 90 10 34 56 mi. 1
96 32 10 46 98 _- 35 --- 63 _ 2
102 ^m 38 20 48 505 .__ 36 72 m. 3
3 ^J 42 10 52 _ 7 38 73 _ 4
6 __ 43 54 __ 8 _ 39 --- 77 11
7 45 66 a. 11 _ 43 84 __ 13
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19 __ 3 83 ^. 39 63 2 ." mm, 28
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PtnmtmtQ:lw. de Jf. F. de oria.1860.
-rr-r-
I MUTILADO I


(8)
MARIO DI nUMBOQO. SEXTA fflLU 8 M MUCO DE 1811.
Variedades.

i
Carla da viscaide da Kikirki bu
esposa a viseaadessa da esna
titulo.
Que as livcsse. priminha,
Muito alegres, Ibe desejo,
E que recebesse uro qtrejo,
Que do vspor Ihe msodei :
l'"oi o mslhor que enconlrci
H
Que comease boas roexidos.
Que o vinho nio fosse aio,
Que us bolos de bacalhao,
Oi gtellos e as rabaoadas,
E as oulras sais fritadas,
Nao Ibe alterasaem. seohora,
O systema eslooaacal :
Esta (esta do Natal,
Pelos acipipes varios,
Iocommoda os boticarios.
IV
A criada c da casa,
Oue j conta os seus setenta,
E que por isso nao teota,
Diz que estao as coas cheias,
De grandes, de boas cetas.
V
Tamben diz, a tartaruga,
Que toda uoite rabeia
Quem vae cama aem ceia ;
Hojea moJa que ha por c,
ceiar gmenle cb.
VI
Menos eu, que nao me detto,
Sem o meu caldiuho d'unto ;
Meu pae, antes de defunto,
O seu caldinho tomata,
E cora prazer resonara.
VII
Nunca gostei, viscondessa.
De alulhar a minha panga,
Ha muito que em paz descanra,
Quem tal conselho me deu,
Foi u meu lio Tadeu.
VIII
Fui eu missa do gallo,
Quehouve c na freguezia,
apezar do que chovia.
Fui mi bem acoropanhado,
Por muito soTrivel gado.
IX
Eram duas mocelonas,
Oue moram na minba escada :
familia muito honrada,
A mais nova costureira,
A raais velha engommadeira.
X
A mezinha, que foi ama,
D'um sacerdote bem quisto,
Teve delle, isso est visto,
Estas duas pequinitss.
Que nao sao muito bonitas.
XI
A mezinha, sobredita,
Ha lempos deu i canella,
Foi-se da (ebre aroarella,
Deixsndo, cafo nao raro.
As Qlhas ao desamparo.
XII
O padre, quem ellas chamam
O seu padrinho, Ihes d.
Urna penso menos roa :
Paga-lhe as casas, alm
De lhes fazor muito bem.
XIII
Sao duas bellas pequeas.
Que usam de capote e lenco,
E oas quaes, segundo pens,
Nohs a menor borbulha,
Ao menos nao fazem bulla.
XIV
Se tem algum namorico
Nao o sabe a vizinhanga :
Urna canta, a outra aanc.a,
Vo i missa, e nao amuam, *
E julgo tambero jejuam.
XV
Eis-aqui, prima, o que sei,
Destaa duas creaturas,
Que nao eslo inda maduras,
Pois segundo a cousa pinta,
Pouco passam <1e seus trista.
XVI
Finda a missa regressei,
Com ellas casa minha.
Onde un caldo de gallinha
Nos esperava ; nos entramos,
E mesa nos asseotamos.
XVII
Quero queijadas de Cintra,
Dito caldo de gallinha,
E seis pastis ; eis priminha,
Qual foi a ceia volante,
Com tres copos do chibante.
XVIII
Cavaqueou-se mui pouco,
Porque ia faltando a luz ;
Foi o Menino Jess
E a nossa redempco,
O thema da discusso.
XIX
Erguida a mesa, subiram
Para a sua habitago ;
Eu laocei-me ao enxergao,
Onde, por merco de Deus,
Fechet logo os olhos meus.
- XX
Dorm i moda suina,
Levaodo a nttrHim somao ;- *
Pela manha veio o dono '
Do meu mdico quartel,
Receber o aluguel.
XXI
Levei-me de mil diabos
Por nao ter cnto patacos ;
Elle revistou os cacos,
Porm, sendo bom rapaz,
Deu-me espera e foi-se em paz.
XXII
Feila a barba fui juntar
A' casa de um cooselheiro,
Cujo pae, que fui tendeiro,
Lhe deizou em bons papis
Bastantes contos de ris.
FOLHETLH O
IMA FAMILIA TRGICA
vos
CHARLES HUGO.
XXIII
O roe aobre raigo, traz
Do .s rornmendas ao paito,
K' beltissiroo sugeito,
. Djintares, d solres.
-Tem lacaios e eoups.
XXIV
A roulher cultiva as letras,
E' Iliterata, e produz ;"
Inda ha pouco deu luz
Um fUretinlio favor
Do Papa nosso SHnhor.
E' das toes quenojo vo dando
A Sua bemdita esmola
A favor de quem degola
Gente christia, que sacde
Um jugo com que nao pode,
XXVI
O marido est por ludo
Que determina a molher,
Faz smenle o que ella quer,
E a molher, louvado Deus,
Capricha nos goslos seus.
XXVII
Tem de casa e pucarinho
Um Loyola mui capaz,
Que ali vive em santa paz ;
' esle o seu conf-ssor,
Capello, e director.
XXVIII
Ha quem diz que esta senhoxa
Gosta da trra e do cu ;
Nao rasguemos este vn
Pois quem lhe come ojantar
Deve comer e calar.
XXIX
Sobre a mesa, que era rica,
Haviam trila talheres ;
Cootei qualorze mulheres,
Digo, seohoras, perdo
Desta minha disjracgio.
XXX
Entre o g.id j femininoet
Haviam vaccas, vitellas.
Das vaccas nao fallo nellas,
Porm sobre as vitelinhas,
Direi duas palavrinhas.
XXXI
Nao passavam, viscondessa,
De rneia duzia as douzellas,
Mas, verdade, qualquer dcllas
Dava veihice calor.
Inspirando lenro amor.
XXXII
Quecabellinhos que eu vi I
Que olhinhos que namorei I
Em que torturas me achei 1
Sem saber se respirava.
Se no cu, na ierra eslava.
XXXIII
Quando coma o que punha
Os olhos em qualquer deltas,
Senta que as guellas
Se atravessava a comida
At com perigo de vida.
XXXIV
Perdo, querida melad?,
Perdo ?o marido seu ;
Foi sempre este o genio meu,
Mas dizem na minha Ierra
O cao que ladra nao (erra.
Carta di vizconde de Kikirki a sua
esposa a viscondessa do mesmo ti-
tulo.
i
O nosso Lobinho, prima,
Vulgopulua industriosa,
E' roulinha mui rnanhosa :
Deu dous cotices, aliual, .
Na poltica ideal.
II
E safou-se, e fot comer
N'outra melhnr mangedoura,
Oue julgou mais duradoura,
E d'oude pode pulir,
E melhor posta abichar.
III
E fez elle muito bem.
Mostr que tinhajuizo,
Quem tem o dente do sizo.
Trata primero de si,
E dos amigos se ri.
IV
C os nossos Iliteratos
Nao tem poltica certa.
Encontrando porta aberta,
Eutram logo, e assim viveudo,
Vo aqu e ali comendo.
V
Sao officiaes de officio,
Mas sem loja permanente ;
Fazem obra toda a genio,
Muito mais quando Ibe jeheira,
A' cousa de chuchadeira.
VI
Hojo cobrem d'improperios
O ministro Loul.
No qual dizem nao tem f.
Inventando maranhoes,
E estafando os palavres.
VII
Amanha mudam-se asseena?,
Sobeo panno e o tal Loul,
J desta vez, prima,
O s que ple salvar'
Esle paiz, e bti'uar.
VIII
Os estadistas d'agora
Sao uns rindes magandes,
Vestem fardas de Cales,
Pore.m, por falla de f
Mudara sempre de libr.
IX
Ora bajulam os reis,
E lhes vo beijar a mo,
Nos dias de beija-mo.
Mostrndola bella perninba,
O sapato, a fivelioha ;
X
Ora lhes lembram tambero,
as columnas dosjornaes,
As guilholinas reaes.
Trastes estes, que hoje em dia,
Nao tem curso era valia.
XI
PRIMEIRA PARTE.
OFIlato.
IX
O eastello de Ganges.
Ha no espectculo dos lugares desronhecldos
alguma cousa que desorienta logo primeifa vis-
ta. Urna habitacao nova para o nosso espinto
um novo objecio de reflexes: pde-se quasi di-
zer que vamos nella encontrar um amigo ou um
iniaiigo: e habitages existem que ostentara no
seu exterior, sem que se saiba a razio, ou a agr-
davel cordialidade dos costumes patriarchaes, ou
a letrivcl hostilidade de um abandono merecido.
V>ie aqui esta casioha graciosa e pobre, onde
crepita no fogo um fago ardente e vivo, onde se
ouve *emure urna voz cantando alegres cancoes
pois esta casinha nao pode deixar de ser um*
amiga para o viandante, que sent desejosde ahi
penetrar, altrahido pelo exterior honesto e be-
nvolo que ella aprsenla.
Vade ali aquella herdade com o sen terreiro
tnesmo beira da estrada, oode folgaro grupos de
innnrentinhos meninos de envolu com a criagio
pois essa herdade para o viandante, que em
pleno eslo a enconlra no meio dos campos,
uma amiga tambera, quem nao ha necessidade
de se ser apresentado, e onde intimo e familiar
al o proprio ralo do sol que l penetra.
Vede mais ali aquella presbyterio de aldea
com as sua janetlas verdes, airosamente arri-
mado i essa egreja amigapois squeUe presby-
terio respira egualmente de longe a paternidade
e acolhimenlo.
Por toda a parte, ou as aldeias, ou nos cam-
Destas miserias, seahors,
Se ri a gente sensato,
a querer reajer murroo,
Com seu* artigos de rundo.
XII
J se abra, senhors, o circo
Dos jogo's legislativos,
Teremos mais qdadros vivos,
Eombalhoias reaes,
E alguna saltos mortaes.
XIII
Ha quem d7. que sedissolve,
Mas outros dizem que nao ;
Sigo esta opinio.
Pois s tal galga me cheira,
A* coosa de ratoeira.
XIV
Querem cagar os ralnhos,
Isto os diputados,
Que papinha costuroados,
OuMododissoluco,
Do um grande cavaco.
XV
lato de ser deputado,
Nao deixa de ser pechincha,
Muita gente engorda e iocha.
Ora aeliga e desliga,
E traz el-rei na barriga.
XVI
El-rei Dom Nuno priraeiro,
Mostra-so muito contente,
Por ver hoje tanta gente,
A' seus ps. seu servido,
Depois de lano derrico.
XVII
Dos pafs da patria por ora,
Nao ha muito i receiar.
Nao lhes tirando o logar,
B arranjando os seus prenles,
Nao se mostrara descontentes.
XVHi
Joo Caetano j era
Coraroendador portuguez.
Velo c e dests vez
Tambem priminha chuchou,
Mugo lidalgo Qcou.
XIX
Se c torna o grande artista
De brasileira nago.
Teremos mais um barao ;
Sua excedencia embarcou ;
Comaigo o Simos levou.
XX
A Beatriz do Noronha,
Grande genio portuguez.
Parece que desta vez
Sempre sceoa subir ;
Veremos se brilhar.
XXI
Este Noronha andou mal
Em se chimar Portuguez ;
Se se aprsenla Francez,
Turco, Grego ou AHemo,
Tinha grande aceitago.
XXII
Entre nos moda anliga
Desprezar quem c nasceu,
O gran le Cames sofTreu
Da morte o golpe fatal
Nos leuces d'um hospital.
XXIII
Ao nosso Tanas de certo
Da de o mesmo succeder,
Se. elle antes de fallecer
Noarranjar pataquitihos
Para os seus charos filhinhos.
XXIV
O Lopesius rom Mondonga
Tanto estulou, tanto leu,
Que afina! adoecou,
Desarraigando a cachola.
Por causa de certa escola.
XXV
Pena pois bom mogo,
LG. estuda, escrevebem,
Nao sei se fortuna tem,
Pois o commercio das letlras
Rende menos que o das tretas.
XXVI
Recebi noticias frescas
Do nosso primo Francisco ;
Inda est em grande risco,
Eocaixilhado em Gata,
Segundo diz a gazeta.
XXVII
O Rourbon napolitano,
Apezar de ser rapaz,
E' teimoso, pertinaz,
Agarrou-se sua espada
E nao cedo patuscada.
XXVIII
Sua mulher a rainha
Est mellida na ora,
Ella seu marido adora,
E vae comendo seu lado
O municio do soldado.
XXIX
O safio padre nao quer
E nem por bem nem por mal,
Largar o seu temporal.
Que como pode defende
Elle, prima, la se enlende.
Os Iszzaroni tambem
Fazem barulho favor,
Nao do rei usurpador,
Que nao do seu agrado.
Mas do rei deMhronisado.
XXXI
O Garibaldi nao dorme,
O Masziol nao descanga,
Ninguem se ta na Franga,
Que ora diz, ora desdiz.
Por bocea do seu Luiz.
XXXII
A tal Italia, senhora,
Apezar das barricadas,
J nao vae s mos lavadas,
Inda sangue ha de correr,
Teremos muito que ver.
XXXIII
Ninguem hoje dizer pode
Como a cousa acabar,
Quem afinal vencer.
Se teremos novo solio,
Ou cousa de Capitolio.
{) Vide Diario a. 55.
pos, a habitago do hornero tem a sua physiono-
mia especial romo a tem o proprio homem. Tal
dono, tal habitacao.
A' par dessas risonhas casinhas, dessas herda-
des felizes, e agradaveis choupanas, exislem tam-
bem lugares amaldicoados, habitages peslilen-
ciaes, ferozes senhorios, onde aeges horrendas
deixaram estampados no muro os seus vestigios
iudeleveis, onde basta o sspe to, que apresen-
lam, para decifrar-se logo uma legenda de san-
gue. Nessas habitages nao ha um canto de tr-
ra que nao mostr uma ruina, um aposento, um
pardieiro, em que prova aecusadora do crime
nao se faga visivel, exercendo sobre o espirito uma
especie de fascinagi vertiginosa.
A Inglaterra tem o seu Woodstock, quem es-
clarece lgubremente a pallida viso de Amy
Robsart; tem mais Ponifret, cujo leite eoorme
se nao pie encarar sem pensar-se no cynico as-
sassinaio de EduarJo II; finalmente tem seus
castalios de Dunsiname e Holyrood, que ambos
possuem a melancola por castellaa. A Dinamar-
ca tem o seu Elseneur. O Rheno tem as suas al-
deias, e o forroidtvelHeidelberg. Parisiena a sua
torre da Conciergerie : Avignon a torre de To-
as : o Delphinadoo eastello dos Adris: a Pi-
cardao eastello de Concy : a Brelanh4--o eas-
tello de Retz, cojo aspecto se eonserva anda em
todus os pensamentos arompanhado da cicatriz
feila pelo punhal desse abomiuavel marechal,
que_sabia amar como D. Joo, e assassioar como.
Herique VIII: flnalmento o Languedoc tem o
seu eastello de Gaoges, pavor e espanto do pas-
tor das Cevennes, cuja fachada ha cena annos an-
da o denuneiava como perleocenle essa espe-
cio de habitages sanguinolentas, s quaes, repro-
duzindo-se no andar dos seculos al o monstruo-
so palacio d'Astrea, serrem ha tres mil annos do
theatro de criraes.
O eastello de Ganges, completamente destrui-
do e reedificado no drrradeiro seculo, e que nos
nossos dias serve de convento, occupsva em 1682
a entrada da aldea, que delle leve o nome i e se
bem que esta tenha deyoisdisto crescido e se es-
tendido muito, comtudo sinda hoje nio passa de
uma povoago de cinco mil almas apunas; e
eastello.nao tinha naquella poca sob sea domi-
nio e dependencia mala do que algumas choupa-
nas que formavam cinco roas estrellas, cujos ha-
bitantes entregues inleiramente aos hbitos do
campo ririam nessa nrofunda traaqaUUda.de, t-
XXXIV
Beaslnz o ** viscende,
Que ten oto na materia ;
Gota* taiga a coosa seria,
Trata j. segundo sa.
De ao senos salvar Lisboa.
^[Brax Titn*.)
>em a hora... Prostremo-nos, profunda
J de orgo a voz o templo innunda.
Recende a fumegar,
No vaso o iacenso ; e, ao passo que so veste
De crep a nave, e o estrado de cypresle,
Despe as galas o sitar.
Em renque, e d'entre o d. que o espago abrange,
Qual de esqueletos lvida phatange,
Pstos os cirios sao ;
E se, na arcada, ondeam i luz baga,
Pela arcada p? rece que esvoaga
O aojo da afflicgo.
E nio me illudo.... Esvoagou. Onvi-o,
Paluda a face, as lagrimas em fio.
As ranos, convulso, por,
E os olbos para o cu, dizendodisse-o :
a Porque ordeoaes o duplo sacrificio f
Nao basta um s, Seohor ?
Seohor 1 valei a trra em que me humilho.
< Qae victima melhor, que o proprio Qlho,
< Para aplacar um pae ?
Se j de um Deus o sangue ali gotleja,
a De Deus o nuncio, o interprete da egreja,
a O' bom pastor salvae I
Mas Qca mudo o cu, e, mudo, exprime
Que.se, a expiar do mundo amigo o crime, *
Foi urna cruz misler,
Do novo mundo a prfida gangrana,
Que corpo e alma, uma, lhe envenena,
Mais victimas requer.
II
E esl'outra I___ Bem o adivinho
Segu o exemplo ; nio hesita
Ante a prophecia escripia.
Ante a mis.-ao. que se impz.
Ei-la no euesmo caminho,
Co'o fito na roesma ara,
Sabendo que lhe prepara,
Sorte egual, egual algoz.
So uro, como o Abel innocente,
Porque as rezes arrebanha,
Causa oveja e excita a sanlia
Aoa que fartou de man,
E, quando a furia presente
Do que vera para assalla-lo,
O recebe sera abalo,
E um doce perdo lhe d ;
O outro.... cala-se, e abenga
O gladio, que lhe abre a chaga ;
Na mente, A injuria, que se lhe faz;
Co'a mo generosa e boa
Os mos, no redil, congrega,
E, entre a ira e -i iuveja cega
Dos Ciins.... s prega a paz I
Se um, voz do pao, que o ama.
Como si proprio, seinclioa,
E, mansn Isaac, collina,
Sobre os seus hombros conduz
Para o sanguinoso drama,
Qu-, ha tantos annos, se espera,
E abrir vae a nova era,
O madeiro, o solioa crus ;
O outro.... cede uma egual ordem ;
o errno as delicias deixa ;
E aos hombros, sem uma queixa,
Em peso toma o poder;
Rege a barca ; e, quer discordara,
Quer nao, as c'roas da trra,
A' c'roa, que a cruz incerra,
Quer, abragalo, morrer I
Se um, sendo Deus, se faz homem,
Veste da carne a murtalha
Nasce n'um eido, trabalha,
Baptisa, explica o que
A verdade, embora o tornera
Por blasphemo, funda a egreja, __'
De paz armado, peleja, -^''
Abre o reinado da f ; ''
O outro, homem, quasi nume
Sbe.-^ingindo a thtara;
/MfaTi a f ; a egreja ampara,
l'uis d'ella pedra augular ;
*eu sacerdocio resume
Em manter, illesa, a heranga ;
Lucia ; ora ; exhorta ; avenga....
Ha de o porvir conquistar.
III
Mas como ? E porque prego ? A taga cheia
J elle a pe bocea e saboreia
O fel, que dentro vera.
Comega da agona a dor aguda ;
O vaticano em horto se demoda,
E.... em Golgotha. tambem
Nem falta nada 1 O sangue o slo rega,
Em bagas de suor. Uro falso a entrega,
N'um sculo, lhe faz.
Dizem-lhe o Ave I voiiam-o rcrgonha.
Ha, no povo, quem Cesar lhe anteponha,
E o troque i. Barrabez I
A mo lhe estendem Cyrineus sem zelo,
E, Uogindo quo intentara soccorre-lo, *
O vo no ecule.i por;
E o manto, aos dados, joga-lh'oa caterva,
Emquanto os reis, no egosmo, que os enerva.
Dormitara, ao redor I
slnha da iromobilidade que caracterisa os costu-
mes provincianos.
O silencio era ali a senlioella de todas as horas
do dia, e se julgava um caso extraordinario quan-
do as ras se ouvia uma ou outra palavra dita
era voz mais alia. Mesmo na praga do mercado
nao se fazia grande sussurro nos dias de renda ;
antea pelo contrario tinha ella nesses diaa a ap-
parencia muda e severa de uma criada velhusca
que s tralasse de encher o seu cabaz das provi-
ses precisas.
Quanto ao eastello era triste e egualmente si-
lencioso. Nao se via uma s luz a ira vez das suas
janellas, nem uma s pessoa no limiar de suas
portas.
Aldea silenciosa, eastello de apparencia trislo-
nhaeis-aqui o quadro que a presenta va o as-
pecto de Ganges. Nada se pode imaginar de mais
singular e melanclico do que ease eastello sem
snimagio no meio de uma aldeia adormecida, so-
prando por assim dizer para as ruazinhas de Gan-
ges o ar fri dos seus longos corredores.
O eastello tinha duas faces : uma do lado do
campo, outra do lado da aldea. Quando se che-
gava ali pela estrada de Nimes era preciso aira-
vessar-se um vasto parque, planudo & moda ds
horticultura adoptada no seculo XVII, o sobre o
qual se achara actualmente levantadas novas
construegoes do pateo, e das ras de Biron e de
Olivette : quando pelo coulrario se ntrava pela
avenida de Montpellier, chamada enlo ra do
Portail-de-Lnroque, uio se percebia logo o eas-
tello occulto por detraz de uma alta muralba,
alm da qual apparecia smeote a xlremidade
de seu telhsdo.
Assim de um lado uma cerca espessa de erro-
res antiquissimas, do ouiro essa muralha de po-
dras de cantara, tao alta como o proprio eastel-
lo, prohibiam que delle alguem se approximasse,
e o subtrahiara nao s ao contacto da vida exte-
rior, como aos olhares curiosos, dando-lhe a f-
nebre apparencia de uma habitago isolads, com
quanto estivesse ella no meio de algumas casas'.
At mesmo esse eastello traosrnliia o quer que
fosse de particularmente sombro esaa popula-
cao, i quem elle nio cemmuoicava mormenlo
nem aoimacio de forma alguma. Fechado aos
habitantes da aldea, esses lhe eram com') que
eslraohos: ali se conservara 4 seu lado aem ve-
los sera ser visto por ellos. Mais formidavel que
ama torro perdida ao meio de ama charnecs, os
que uma habitagozioha solada no cume de uma
monlanha, o eastello de Ganges, elevando-se no
centro da sua aldea, encostado s casas e aos
muros dessa aldea, mas inaccessivel aos seus
habitantes por descunhecidas razes, fazia dessa
vizinhanga uma solido terrivel I
Quandu alguem ali penetrava ou pelo parque,
ou pela munlha, achava-se logo era frente de
uma habitago do XV seculo, qual, sinda que
senhorial, nao offerecia analoga alguma com a
apparencia que se costuras dar um castalio feu-
dal. Em vez de ser alia e elevada, era poto con-
trario muito baixa. O lado que deitava para a
aldea se achava invadido pelo musgo e trepadei-
ras, e essa parte do editlcio era alm disso onco-
berta pelo madeiramontode uma granja que ele-
vava o seu tecto do colmo at s aguas furtidas
do eastello. A fachada em forma de meia la
roltida para o parque e precedida de um paleo
de honra, e outro de espera, nao tinha mais que
um andar, e uma slioha de janellas destnbui-
das em duas alas. A pedra enegrecida e gasta
pelo tempo se destacava oeste ou naquelle pon-
to, e abandonada por seu cimento, se guarneca
de moutas de tierras, assim como o proprio pa-
vimento dos pateos em que o eastello enraizava
os seus alicerces.
A ala do norte, um pouco mais elevada que a
do sul, com quanto ambas perfeltmenle idnti-
cas, tinha s de mais sobre a parte auperior da
fachada uma lorrinha, nica que possua o edi-
ficio : e essa. meio eocoberta pola muralha, e
pelo telbado, apreaenlava apenas uma janella si-
tuada uns Irinta ps do slo.
Anda que o eastello passasse por ser comple-
tamente deshabitado depois do aasassioslo da
marqueza de Ganges, todava alguna cagadores
de Vigan, Caiithac e Soubeyras, que de lempos
em lempos vinham furtivamente durante anoile
levantar no parque alguma lebre, afflrmavam ter
visto multas vezes uma- luz na janella dessa
lorrinha. Era. isto um grave motivo de conjec-
luras para as velhas dos arredores, mui supers-
ticiosas e amigas de ludo quanto pareca aot>re-
nalural, e pouco e pouco se foi espalhando no
paiz o bualo de gue o eastello era mal-assorabra
do. J ninguem fallara da lorrinha habitada
pela alma do outro mundo senio em roz bai-
xa e fazendo ao mesmo lempo o sigoal da cruz 1
Por detraz da lorrinha em quest&o, por cima
mesmo do te loado, te esleodia uma oetteua e
E lado I E o pasmo ao espirito assoma
Ao ponderar que, agora, con o loma
Era luto egual olio,
Ao ver que. ao som dos a do usa aojo, asis to
Do Bpa e Deas, de rio IX Christo
A' barbara paixio.
En tremo.... Vamos 1 Nasca a conflanga ;
Que nos chama, e o perdi nos afflanes,
A voz daquelle altar.
E esle o lugar proprio, a hora esta :
Para a culpa solver j s nos rests
Proslrarmo-nos.... e orar.
A. Pereira da Cunha.
(Ifaeo.)
Cartas escripias das regies potares
par lord Difera, e tradazidas da
iaglez par F. de Laaey.
(Continuago.)
< Foi em vo que assostei meu telescopio sobre
todas as partes do sombro pasto instalado dian-
te do mim ; nao pude destinguir a menor ron-
na. Nossa f no que nos haviam dito aobre a
abundancia deste animal comegou i ser singu-
larmente abalado........ Entre os pios brutos,
quefranjaram a praia, repousavam fragimenlos
e restos de um genero mais lgubre, pedagos
quebrados, um remo, um mastaru e fragmentos
da abordagem de algum navio perdido. Aqui e
ali viam-se espalhados crneos de walrus, cos-
tellaa e omoplatos de ursos, ossos carcomidos
sem duvida pelos gelos do invern.
Um grito sbito de Flz fez-nos correr so
lugar, onde elle estova. Mas uio era algum ras-
to de caga que elle tinha mostrar-nos : meio
enterrado no musgo negro alongava-se um es-
quife de pu pardaceoto esburacado pelos an-
nos. A timpa desapparecida, carregada prova-
velmenle pelos veotos, deixava descoberto os
alvos ossos de um esqueleto humano...... Era
evidentemente algum pobre baleeiro quem seus
corapanbeiros tinhara dado a nica sepultura
possivel sobre essa Ierra petrificada pelo fri, que
o sol do eslo nio pode penetrar alm de algumas
polegadas, e que nada tem offereoer ao ho-
mem, nem mesmo um tmulo 1 >
Es ah o que tinhara vindo ver nossos viajores
de tiolooge prego dos mais serios perigos :
nada sobre esses rochedos, nem uma arvore,
nem um pedago de herva, nem uma creatura
viva, excepgao dos ursos, e quem sabe se ura
btt[$ieack de urso nio vale bem uma viagera d*
lio longo curso 1
Conhego uma maneira, umi s, de fazer agra-
davelmente uma viagem ao Spitzberg, ler o
livro de lord Dufferin junto de bom fogo, com os
ps sobre as chamtns, ou aiodi debaixo de uma
sombra qualquer durante os mais callidos dias
do esli. PJe qualquer assim recrear se na
imaginaco. Nao ha nada mais docemenle com-.
moventedo que tremer deum fro, que os outros
soffrera, mas do qual se est perfeitameute ga-
rantido. Dr-se-hia de boa ronlade nesle caso,
como Sosie: Tomo alguma coragem pela nossa
gente que se bate.
Por tanto, que a Espumo, a linda escuna de
lord Dufferin, aoja bem vinda s praias da trra
natal I Se elle soffreu, contribuiu tambem muito
para os nossos prazeres, porque nao ha livro mais
interessante, mais prenhe de boas observages,
de sciencia amavel e fcil do que as Carlai
escripias da rtgioei potare.
Pallo Merrcal .
[Le Conttitulionel.S. lho.)
O crdito.
Se ha um ponto no dominio da economa poli
tica, em que o justo o o til, o honesto e o van
Ujo8o, achem-se estrictamente ligados, certa-
mente o crdito. Quem quer crdito carece de
conQanga; o meio mais seguro de obt-lo, o nico
meio de conservs-lo, nio por ventura tanto
para o estado como para o individuo o espinto de
ordem e~3e Economa *a conducto eral de seus
negocios, a lealdade na realjssgao de seus em-
penhos?
Tal foi o pooto de partida do discurso, com
que nosso collaborador Mr. H. Baudrillarl, abriu
quarta-feira ultima sus aula de economa politi-
ce no collego de Franga. O novo curso, que se-
r consagrado ao crdito em suas applicages lio
numerosas o tio diversas, acha-se deste modo
ligado naturalmente s ligos dos annos preceden-
tes, as quaes o professor demonstrara de uma
maneira geral as relagos que ligam entre si a
moral e a economa poltica.
O crdito, como justamente demonstou Mr.
Baudrillarl, suppe a economa o'aquelle que o
concede, e exige bonealidade naquolle que quer
obt-lo ; o crdito por tanto nao s moral, mas
alm disto duplamente moralisador.
Assim, menos contra detractores, que aecu-
saram sua immoralidade, do que contra adeptos,
uns muito zelosos, outros pouco conscienciosos,
que se trata de defender um dos msis maravillo-
sos instrumentos dos progssaos modernos. Os
utopistas, que sooham a gratuidade do crdito,
nao descoonecem menos as suas condiges essen-
comprida plataforma cercada de uma balaustrada
cavada na pedra com toda a delicadeza e destreza
de que era capaz a arte naquelle tempo. Dessa
plataforma, cajo parapeito entalhado se avista va
de longe, o olhar poda estender-se sobre o ho-
risonie alravs das aberturas dispostas habilraen-
to por entre a espessura das arvores, e abranger
os arre lores do eastello, assim como as diversas
estradas que ali iam ter. No lempo em que o
eastello de Ganges exercia sobre o paiz o seu di-
reito feudal era desse ponto que a seutinella re-
lava pela seguranca do edificio, onde ninguem
podis ebegar sera ler sido muito antes presenti-
do pelo olhar dessa sentinella, e assignalado
nospitalidade araigavel ou descoofianga do cas-
tellao.
Os domsticos de tal habitago se limitavam
dous velhos servidores, marido e mulherPedro
e Brgida.
Naturalmente a curiosldade publica nio deixa-
ria de inventar mil contos e aaedoctas sobre a
legenda do roysterioso eastello : e com elTeilo,
anda que a entrada ali fosse absolutamente pro-
hibida, anda que ninguem se alrevesse nunca
seguir a carrancuda Brgida, quando esta voltava
de fazer as suas compras para a semana, todava
contavam-se cousas bem estranhas do interior
dessa habitago.
Affirmavam que ouva-se ali lora de horas um
ruido de abrir e fechar de portas; e essss portas
eram as da lorrinha, da galera doa retratos, e da
antiga cmara da marqueza, na qual a entrada
tinha sido prohibida al propra Brgida : ac-
crescentavam que depois do assasaiosto ds mar-
queza o lotendente do eastello, que era o mesmo
Pedro, recebera ordem para conservar as cousas
no mesmo estado em que ellas haviam ficado na
ocvasio do crime.
Detauem partir esta ordem e qual era o um
della T Seguodo diziam uns, havia uto interven-
gao da justiga que poda ler necessidade de proce-
der em qualquer tempo uma averiguagio sem-
pre pendente sobre o crime de que fra theatro o
eastello de Ganges : entretanto, apesar dessa sup-
posigio, nunca mais se viu l penetrar um agen-
te da justiga desde o da em que os habitantes
das casas vlsinhas ouvirsm resosr as salas
Sertas o martello e a plalna dos officiaos do es-
d encarregados de execular, em prevenga do
bailio e dos senesuaes, a sentenga do parlamento
que declarar o eastello de Ganges decahido, as*
urna
jftgl
tesa
pe-
mua;
risco
o
ler
(langa
ira
gera
meioj
dito
desse
ere
daos, do que esos spiritos aventareis, qte
querem fazer erar em sus omnipotencia, que, por
exemplo, attribuem-lhe a faeuldade de enriquecer
ia naci do um dia para outro com o simples
o do ama imprensa de apolieas; hojo as apo-
chamar-ae-hiam ora bilhetes ae crdito, ora
acgCes e obrigages.
O juro do emprestitnoquem o ignora ?cora-
se da justo remuneragio do. Irabalho seca-
do, representado pelo abono, e do premio do
qto corre o emprestados Para que, pois,
crdito posss algum dia ser gratuito de mis-
que baja capital creado aem trabalho, a con-
:a que nao aecarrete algum risco : um uma
possibilidade material; o outro uma quasi ira-
possibitldade moral.
A' medida que so consolida a seguranga ta-
tema e externa dos estados, que augmentara, a
abastonga e a moralidado das elasses mdiaa o
inferiores cora o melhorssneoto das leis, que re-
as trsnsacges, com o aperfeigoamento dos
de communicagio o de circulagio, o cre-
torns-se mais accessirel e menos caro,
incontestovel. Para convencer disso basta com-
parar o estido em que se acha o crdito no orien-
te e no occidente, na Inglaterra e na Austria, por
exemplo. Mas concluir d'ahi para a inflnidade
progresso, ou, por outra, possibilidade do
dito gratuito, seria soppr que a locomogio i
vapor, por que abrevia as distancias, ehegari um
dia supprimi-laa.
A'queltes, porm, que nio negara de modo al-
gum so crdito o premio que tem elle direito,
mas que por outro lado imaginara poder exigir
delle ludo e mats aioda, llr. Baadrillart recorda
as liges do passado amigo e recente. Estos li-
ges provam exuberantemente que todas as ten-
tativas de crear riquezas facticias s tem por
fim ruinas muito reaes. Elle invoca o principio
constitutiro da sociedade humana, segundo o quai
o trabalho s pode fecundar e produzir. Todo o
goso, toda a posse, que nio fr o fructo e a re-
compensa de um trabalho honesto, seriara mais
que mmerecidos: seriara, se acaso podessem
generalisar-se, uma vordadeira desgrsga publica.
Ah anda estio em perfeitu accordo a moral o
a economa poltica. Reconhecendo. pois, o gran-
de papel, que no desenvolrimeoto das sociedades
modernas cabe etpeeulaS,-fgenio applicado
s combinages da ordan matoral.-o joven
professor estigmatisava com uma justa severida-
de os abusos que se tem feito desta palavra ces-
peculagio em nossos dias mais do que em po-
cs alguma precedente. A especulado honesta,
favorecendo os progressos econmicos, augmenta*
i prosperidado de todos ; a agiolagem ou abuso
da especulagio approveita raramente aoa indivi-
duos, e nunca enriquece a sociedade que sempre
por ella desmoralisada.
As vantagens da especulsgio. isto do crdito
fecundado pelo genio de combinagio, sao tio
grandes e tio manifestos, que se carece de resig-
nagio tambora para supporlar a agiotagem, na
qual multas veza* ella degenera ; concedo. Mas
d'ahi se segu que ao deva crear-lhe facilidades
todas pirliculares, que se dera por assim dizer
provoca-la?....
Mr. Baudrillard julga que as bolsas, por eausa
dos servigos feilos por estes estabetecimeotos ao
crediio publico e i especulagio, sio uma neces-
sidade, tal que seria necessaria invento-las se
nio exislissera.
Confesso francamente que esto pretendida ne-
cessidade me escapa inleiramente.
Julga-se hav-lo demonstrado da maneira a
mais peremptorie, dizendo que a bolsa o mer-
cado do capitau, isto para ser mais exacto,
dos valores pblicos ; mas esquece-se tambem
que o mercado perleoce um grao de desen-
volvimiento inferior, desde ha muito ullrapaua-
do por todos os outros gneros de traosaegea, e
que as trsnsacges em valores pblicos, em quan-
to sio serias e honestos, deveriam egualmente e
poderiam perfeitamenie dispensa-lo sem prejuizo
algum para o crdito publico.
- O mercado, isto o encontr dos offereciraen-
tos e daajrocurax, U W h-OtC fitoa 6 envegar"
flxo, neeessario onde nao existem os meios pa-
ra os hornera conhecerem-se e enten derem-se
qualquer hora e lugar.
Na edade media cada cidade, cada aldeia, tiaha
seu mercado, pela mor parte hebdomadarios, on-
de eram offerecidos e adquiridos os arligos de
primeira necessidade ; mais tarde os mercados
rarefazem-se, tornam-se trimensaes ou annuaes
e s tem por objecto as trsnsacges em grosso e
os artigos de uma necessidade menos urgente,
por que o desenvolrimento da industria e do
commercio permitiera, salisfazer s necessidades
ordinarias de uma maneira mais fcil e mais cor-
rele : hoje a Russia o unieo estado na Europa,
onde os mercados ou feiras anda teem ama alta
importancia,bem se adevinha por que.
Nos estsdos mais adiantados as feiras, quando
as ha, nio tem mais do que uma importancia
quasi nominal; a Allemanna, cujas feiras foram
outr'ora tio famosas, s tem conservado as de
Leipzig e de Francfort; ollas decahem risirel-
mente, e o proprio commercio, ha muitos snnos
reclama qne aejam abolidas. Nada mais nota-
el- (Coro particular.)
sim como n castellao, de todo o direito feudal, e
honras de cavallana.
Outros diziam que a ordem nio provinha dos
magistrados, mas, do proprio marquez de Ganges
que, solicitando de ha muito o sen perdi, es-
perara ainda rollar ao eastello ; e entio quera
encontrar ah os vestigios do seu crime para po-
der impr aos seus remreos a penitencia desse
espectculo,"sera cessar presente seus olhos.
Aquellos que snsteotavam esto ultima opinlio,
presiavam ao marquez um sincero arrependtmen-
to, e chegavam at interessar-se pela aua sor-
te : hsvia-se mesmo formado na provincia um
partido favoravel ao marques, e isto gragas s pu-
blicages e memorias destinadas captar para
elle a estima publica, e espalhadaa hbilmente
pelos cuidados de Pedro e oe Brgida, que ae di-
zia ser mui dedicados ao antigo amo.
Ao menos nesle ponto oio se engaoavam. Com
effeito de longos annos o velbo par ao achava li-
gado ao marquez de Ganges por absoluto dedica-
gio. Pedro oa sus mocidade Uvera occaaiio de
dever a vida ao seu oobre amo. Preso um dia
em flagrante delicio,no momento em que se acha-
va furtivamente cagando em Ierras do marquez,
de quem nio era ainda criado, foi jnlgado e con-
demnadosegun loas leis pouco benvolas deenlio,
e ia ser enforcado n'uma das arvores do parque
em occasio que passou o marquez ; este per-
doou-lhe, e sensibilisado pelo reconheciment
do sro rassallo, consenta em que elle casse
seu servigo.
O castellao conhecia perfeitamenie quanto rale
uma dedicagio ; e deade aquello dia tere em Pe-
dro oa mulher desteoio dous restados, cria-
dos ou escravos, masdous cies. Para Pedro e
para Brgida era ello um homem sagrado, quo
oio pooia fazer nem querer senio o sem.
Qualquer quo fosse o seo caprichoestrsoho,
suspeilo, ou criminoso para os outrosera sem-
pre para o reconhecido arinnocente e sabio:
e nunca mesmo chegaram i duridar da pureza
das acedes do marquez. Finalmente continua-
ran sempre coosidera-le como o augusto e
rardadeiro seohor de eastello de Ganges, apesar
de condemnado o despreso pe justiga.
(Continuar-ie-ha.)
m*,- TTP. DIM. f. DI FaUUA, -1861.
MUTILADO I.


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