Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06140


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Full Text
A1I0 XXXVII 1DIESO SI
Por tres mezes adaHtados 5
Por tres mezes vencidos 6

DIARIO


SABBADO 2 DE Ulty) DE IS6I
Pr amo adiantada 49(000
Porle franco para o subscriptor.
ENCARRBGADOS DA SUBSCRIFCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alezandrno de Lima -
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Araca-
ty, o Sr. A, de Lemos Braga; Ceara o Sr. J. Jos
de Oliveira; Maraoho, o Sr. Manoel Jos Mar-
tos Ribeiro Guimares; Para, o Sr. Juslino J.
Ramos; Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARTIDAS UUS ciMWtblus.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas el
sextas-feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas-feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Iogazeira, Flores, Villa-Bella, Boa-Vista,
Ouricury e Fi oas quartas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formuso, Uoa.Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quiotas feiras.
(Todos os correiospartem as 10 horas da manhaa)
(NAMBUCO
ErHEMERIDES DO HEZ DE MARgo.
3 Quarto minguaole as 4 horas e 56 minutos da
tarde.
11 La nova as 11 horas e 18 minutos da man.
19 Quarto crescente as 3 horas e 12 horas da
tarde.
[26 La cheia as 11 horas e 55 minutos da mfl.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
25 Segunda: Ss. Cezario e Dioscoro mm.
26 Terga. S. Torqosto are. m. ; S. Nstor b. m
27 Ouarta. S. Leandro are. ; S. Bessa m.
28 Quinta. S. Romo jb..; S. Pompilo m.
1 Sexta. O precioso sangue de Jess Christo.
2 Sabbado. S. Simplicio p. ; S. Jovino m.
3 Domingo. S. Hemeterio m. ; S. Cunegundes
AUUlKAILlAS UUS l'KlbUNAKs DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundase quintas.
Relaco: lergas, quiotas e sabbados as 10 horas.
Pazenda : lerdas, quintase sabbados as 10horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia:
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Pr'diae" Ym d Tel: ter5" esex,someio
Segunda rara do civel:
hora da tarde.
quartas e sabbados a 1
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCA DO SU*-*
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Babia,
Sr. Jos Martios Alves; Rio de Janeiro, o Sr
ioio Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figueiroa t
Paria, na sua livraria praga da Independencia ns-
6e 8.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
Expediente do dia 27 de fevereiro de 1861.
Officio ao Exal, visconde commarnlnut- supe-
rior da guarda nacional do Recite.Deferindo o
requerimento do lenle do Io batalhao de in-
famara Luiz Jos Rodrigues de Souza. sobre que
Tersa a inlormaco de V. Exc. datada de 25 do
correle, o aulo'rso mandar passar-lhe a guia
de quo trata o art. 45 do decreto n. 1130 de 12
de margo de 1853, visto ter elle transferido a sua
residencia para o destriclo do 4 batalhao da
mesma arma.
Dito ao coronel comroandante das armas.
Queira V. S. expedir as suas ordens par que o
4 batalhao de artilharia p seja transferido
para o quartel em que esteveo 8o batalhao de in-
tentara, ea compaohia flxa de cavallaria para o
campo das Princezas, que Ihe foi destinado por
aviso da repartirlo da guerra de 7 de novembro
do aono passado.
Ao director das obras militares, fficio nes-
ta data para que, eutendendo-se com o cora-
rcandaiite da prepita companhia, mande fazer os
reparos e arranjos que forem necessariosao quar-
tel, que ao mesmo se destina.Fez-se o oOicio
de que se trata.
Dito ao mesmo Sirva-se V. S. de mandar
inspeccionar o paisano Carlos Pereira da Silva,
e sentar-lhe praca no caso de ser considerado
apto para isso.
Dito ao cnsul dos Estados-Unidos.Respon-
dendoao officio que em data de hoje me dirigi
o Sr. R. A. Edes, cnsul dos Estados-Unidos
nesla provincia, tenho dizerque nesta data de-
termino que se expesss a portara que o mesmo
senhor cnsul solicitou para a sabida do cidado
americano Henry Forster Hilch.
Renov ao Sr. R. A. Edes cnsul dos Eslados-
Uuidos a seguranza de minha subida eslima e
destnela considerago.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da inclusa conla, mande V. S. pagar aos
empresarios da Iluminadlo a gaz nesta cidade
a quantia de 920420 rs em que importa o gaz
consumido com a illurninacao do arsenal de ma-
rinha durante o mez de dezembro ultimo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em solugo consulla feita pelo admioistrador
do consulado provincial, e que foi-me transmi-
tida com o officio de V. S. de 25 de Janeiro Ando,
cabe- me declarar-lhc que terminante e genrica
disposigo do art. 3. do decreto n. 2699 de 28
de novembro d6 1860, revogou som duvida o art.
19 do regulamento de 11 de abril de 1842, adopta-
do nesta provincia para cobranza do imposto de
meia siza.em que era permittido que os contra-
tos de compra o venda deescravosseeffectuassem
por instrumento particular, e que porlaoto a
arrecadaco desse imposto deveser feita de hoje
em diante em vista de escriplura publica lavrada
com as formalidades legaes, salvo a restriego do
citado art. 3." do decreto n. 2699; oqueV. S.
far constar ao administrador do consulado para
sua inlelligencia e directo.
Dito.Pode o conselho de compras navaes of-
fectuar comprados objeclos de que trata o seu
officio datado de 21 do corrente, remetiendo
thesouraria de fazenda copias dos termos de coo-
trato que assignarem os vendedores dos ditos
objeclos.Communicou-se a thesouraria de fa-
zenda.
Dito ao director das obras publicas.Certo do
contedo de seu officio de hontem, sob numero
43, tenho dizer que pode Vine, mandar lavrar
o termo da recebimento definitivo das obras da
estraia provisoria de Tamanlar, daqual em-
preiteiro o engenheiro civil Henrique Augusto
Millet, e bem assini passar o competente certifi-
cado, afim de que possa elle haver na thesouraria
proviocial a quantia que tem direito.Commu-
nicou-se thesouraria provincial.
Dito ao vigario de Ouricury.Inleirado do con-
tedo do seu officio de 30 de selembro ultimo,
acerca do estado laslimo30 em que se acha essa
freguezia, occasiooado pola secca, tenho dizer-
lhe que j providenciei semelhanle respeito,
com a reuiessa de dez con los de ris ao presiden-
te do Cear, para a compra de gneros alimenti-
cios na comarca do Grato e remessa delles para
essa villa.
Portara.O presidente da proviocia, atienden-
do ao que lhe representou.o prnvedor da Santa Casa
da Misericordia do Recite, sobre a inconveniencia
que resultar de nao ser substituido as reunies
da juota adminislrativa o l h eso u rer o esmoler,
sem o qual nao pode a junta funecionar nos ter-
mos do artigo 52 do compromisso de 27 de junho
de 1860, resolve determinar que nos casos de nao
compareciraento do thesoureiro esmoler is reu-
nies das juntas, seja elle substituido por um dos
mordomos, que fdr designado pelo provedor.
Remeltou-se copia desta ao referido provedVr.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao comroandante da estago naval.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
muntcar V. S. que em oficio de 25 do corren-
te parlecipou o inspector do arsenal de marinha
estarem feitos os reparos de que necessitava o
vapor Thetis.
* Dito ao director do arsenal de guerra.O Exm.
Sr. presidente da provincia manda declarar V.
S. em resposta ao seu officio, sob numero 55,
que em 8 do correle se deu sciencia thesou-
raria de fazenda de ter sido V. S. aulorisado nes-
sa data augmentar 200 rs. sobre o veocimento
diario que percebia o servente desse arsenal Isi-
doro de Franca Barros.
DESPACHOS DO DIA 27 DE FEVEREIRO DE 1861.
llequerimentos.
3924.Abaixo assignado do partidoligade
Agua Preta.Providenciou-se como convinha.
3925.Baro do Livramento.Espere por cr-
dito.
3926.Bento Jos Ramos de Oliveira.Exhi-
ba osupplicante o titulo do terreno, que al-
lude.
3927.Caelano Cyriaco da Costa Moreira.In-
forme o Sr. capillo do porto.
3928.Delphina Mara da Conceicao Magna da
Silva.Informe o Sr. delegado encarregado do
expediente da secretaria da policia.
3929.Leonel Raphael de Moraes e Silva.
Informe o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda.
3930.Fielden Brothers.Dirija-se thesou-
raria de fazenda.
3931Jos Hygino de Miranda.Deferido, -
cando o cessionario do terreno n. 234, que o
supplcanie quer transferir, obrigado completar
o beneficio que lhe faltar.
3932.Jos Soarea Neiva. Informe com ur-
gencia o Sr. comroandante superior da guarda
nacional de Garanhuns.
3933.Jos Amancio da Silva Grillo.Requei-
ra petos eanaes competentes.
3934 Joao PraociscO Pessoa de Vasconcelos.
Informe o Sr. director geral da instruego pu-
3935.-CoroneI TiburUno Pinto de Almeida -
lcame d,recl01 "Ml *t nUuc$ao pu-
EXTERIOR.
O Daxly-Netos publica as seguinles pecas di-
plomticas relativas ao negocio do Schleswig-
Holsteio.
Lord John Rnssell a Mr. Lowther.
Ministerio dos negocios eslraogeiros, em 8 de
dezembro de 1860.
Senhor.O governo de S. M. leu com a maior
attencao o despacho do baro de Schleintz diri-
gido ao conde Bemsloflff. Deste despacho en-
contrar urna copia junta, o que tem a dala de 8
do mez passado.
A primeira observacao que quero fazer a res-
peilo desse despacho, que o governo prussiano
parece ter comprehendido mal a attilude do go-
verno de S. M. acerca do memorndum apreseo-
tado corte de Berlin. As proposlas contdas
nesse memorndum sao as da corles de Dina-
marca. O governo do S. M. nunca recommeo-
dou asua aceitacao; nunca disse mesmo que
Dodiam formara base de ura accordo ; o que dis-
se fol queesperava que se podesse encontrar as
propostas motivo para encelar as negociages.
Farei anda segunda observacao ; que o go-
verno de S. M. nao entendo de maneira alguma
que a contribuico que o governo dinamarquez
prope langar sobre o Holstein sem que osle le-
nha direito de saber qual o emprego desse ira-
posto. Pelo contrario, o governo da rainha pen-
sa que a Prussia, pedindo que a paite contribui-
tiva da Dinamarca para as despezas genes e
communs seja tambera urna somma fixa, e que
os estados de Holstein gozero, com o mesmo ti-
tulo que o conselho do imperio, do direilo de
exame do emprego dossa somma e de censura
contra qualquer malvcrsago, est inteiramente
de accordo com o memorndum da Dinamarca.
E' evidente que sendo a Dinamarca um es'ado
independenle, deve manteroseu governo, a sua
marinha e o seu exercito em um p digno da sua
posigo, e nao pode ser razoavel em principio
pedir ao Holstein e ao Lauenburgo que conlri-
buam para manter o governo, o exercito e a ma-
rinha do reino. Tendo diligenciado fazer cessar
este mal entendido, vou definir a posicao da Di-
namarca e a do governo de S. M. a respeito des-
la correspondencia.
O desejo da Dinaraitca foi mostrar-se disposta
para a conciliagiio sem admiltir o direito de io-
tervenco da Confederago Germnica nos nego-
cios do Schleswig. O governo da Dinamarca
moslrou que como a Gra-Bretanha nao pode ser
suspeila de querer reclamar um tal direito con-
vinha mais, visto a siluagao da Dinamarca, par-
ticipar Prussia as suas ioteocoes, relativamente
ao Schleswig por nlermedio offidal da Graa-Brc-
tanha.e, se fosse possivel, cora o apoio desta
potencia do que fazer concessoes directamente
Coefedeacn Germaoica.
O governo inglez, pela sua paite, nao adoptou
como suas as propostas ds Dinamarca, e tamhem
as nao recommendou acceitaco pura esimples
do principe regente da Prussia e da Confederago
Germaoica. Mas confessa que se interessa mul-
lo pela iotegridade da monarchia dinaruarqueza,
e que sentira muilo ver a torga da Diuamarca,
que nao cousideravel, enfranquecida ou damni-
Ucads. Sob estas vistas, o governo de S. M. es-
timara rauito ver todas as partes da monarchia
dinamarqueza representadas n'um parlamento em
Copenhague. Se isto nao possivel estimara
ver a Dinamarca e o Holstein soffrerem urna par-
te equitativa dos encargos de que necessita para
manter a independencia dinamarqueza. O des-
pacho do baro de Schleinitz, datado de 8 de
novembro, parece registar este meio de acedrdo,
coraoj tinhasido registado o plano de urna igual
represeotaco.
Resta examinara siluagao da Dinamarca a res-
peito da Confederaco Germnica.
Os ducados de Hulstein e de Lauenburgo sao
ducados allemaes, e fazem parle da Coufedera-
gao Germaoica ; as leis da Confederago Germ-
nica sao all applicaveis, e a Dieta e ao duquo
de Holstein-Lauenburgo que perlence decidir
juntos o que exigem essas leis e qual ser o seu
futuro destino. Mas quanto ao ducado de Schles-
wig, um ducado dinamarquez, e o memorn-
dum da corte de Berlin, communicado ao gover-
no de S. M. em 8 de julho ultimo, contendo a
substancia do annexo ao despacho de Vienna de
26 de dezembro de 1851, diz : O governo ira-
perial reconhece completamente a competencia
do rei para annullar a antiga uniD do Schles-
wig e Holstein no que toca a administrago da
justica ; reconhece lamber em principio quo
a auloridadeda lei federal, e por consequencia
a competencia da Confederago quo provin s
o disto, nao pode ler forca alguma, n9m existir
sobre um territorio que nao perlence Con-
federaco, e conseguiolemente sobre o Schles-
wig.
A Austria e a Prussia parecem pois ter deoi-
livamente renunciado para a Confederaco Ger-
mnica a alargar ao Schleswig a competencia da
lei federal. Todavia o governo prussiano recla-
ma agora o direilo de inlervir no Schleswig em
virlude deccertas promessas feitas em 1851 pelo
rei da Dinamara,
Examinaremos em primeiro lugar a forma des-
sas promessas, e depois a sua naiureza. Na sua
forma, as promessas do rei de Dinamarca foram
primeiro feitas aos seus proprios subditos; mas
o despacho da edrte de Vienna de 6 de dezembro
de 1851, e a resposta do ministerio dos negocios
eslraogeiros da Dinamarca, assim como a procla-
mado quasi simultanea do rei de Dinamarca,
tendem a dar a essas promessas o valor, se nao a
forma exata do um compromisso. O despacho
imperial, determinando o senlimenlo do pro-
gramma do rei de Dinamarca, pede a; a forma
obrigaloria de urna declaraco feita por S. M.
el-rei, e conclue por um offerectraento volun-
tario, mediante o de abandonar o mandato da
Austria e da Prussia. como representantes da
Confederaco-Germanica, e de prover a eva-
cuaco do Holstein.
Era 27 de Janeiro de 1852, o ministro dos ne-
gocios eslraogeiros de Dinamarca fez em vir-
lude da autoridade que lhe cooferio o seu alto
lugar, a declarsgo de que o ret, seu amo, reco-
nhecia como estando de accordo com a sua pro-
pna, a interpretacao das supremas convencoes
communicadas s cortea de Berlin e de Vienna
queje encentra no despacho da corte de Vienna
de 26 de dezembro do aono passado, e no anne-
xo que 0 acompanha. > Examinaremos agora a
naiureza das promessas. Ei-las: o rei de Di-
namarca promette que o ducado de Schleswig
nao ser incorporado ao reino, e que por conse-
quencia. so nao lomar medida alguma tendente
a esse flm. Em segundo lugar, a proclamaco
de 23 de Janeiro de 1852 promelte o desenvolvi-
roenlo constitucional do estado de Schleswig.eque
a lei que houver de ser feita especialmente para
ease efeito ha de contar as clausulas necessa-
nas para assegurar a perfeila igualdade das duas
nacionalidades dinamarqueza e allema no duca-
do, e proporciooar-lhes orna igual proleeco.
Nao offerece pois duvida, na opiniio dp governo
de S. M., que estas promessas constituem um
compromisso que a honra exige que o rei de Di-
namarca cumpra. Obrigou-se a nunca incorpo-
rar o Schleswig na Dinamarca, a manter no
Scnleawig os estados representativos, e a prote-
ger no ducado as nscionalidades dinamarqueza e
allema,
Mas, nem na forma, nem na substancia, segn-. O governo dinamarquez oilereceu fixar na
do pensa o goveroo da rainha. essas promessas plenitude do seu podor, urna certa soturna'que
dao direito nem Austria, nom Prussia, nem o Holsleio devia pagar annualmonte como con-
Conroderacio Germnica, como estado collecti- tnbuicao para as despezas communs da monar-
vo. para se envolverem nos detalhes da admi- cha j esta somma seria proporclonalmente cal-
nistracao do ducado dinamarquez do Schleswig^***da pela que o ducado devia pagar durante
Se o Schleswig estivesse incorporado na Dina* os ltimos seisannos. A este offerecimento es-
marca, e, privado da sua constituicao separada, lava ligada a condico deque, emquanlo o go-
a Alleraanha podia reclamar o direito de nter- ', verno nao pedisse o augmento desla somma a
vengo. Mas, se a ConTederacao livesse direito assembla representativa do Holstein nao tria
r para a regularisacao dos direilos de direito de exercer exame de qualidado alguma
cala igreja o de cada escola no"Schleswig, cla-
ro que os direitos soberanos do rei de Dinamar-
ca nao existiran) mais do que no nome.
sobre a emprego desse dinheiro. E' evidente
que a posicao de Holstein se torniria desta ma-
i mais desfavoravol do quo a dos paizes
goveroo de S. M.. pela sua parte, ha do usar! representados no Riksrath geral de Compenha-
sempre de toda a influencia que possa possuir gue, por isso que este ultimo gosa do privilegio
junto da corte de Dinamarca, para assegurar a de votar cada um dos captulos do orcamento e
proteegao dos negociantes allemaes do Schleswig. de vigiar pelo emprego legitimo da des"peza.
Mas, quando o governo prussiano allude aos seu- V. Exc. veri, pelu despacho incluso, que o
tmenlos manifestados ltimamente pelo gover- governo inglez est desejoso de assegurar as-
no de S. M. a favor da nacionalidado italiana, sembla representativa do Holstein um di-
necessario que so lembre que no Schleswig ha reito de exame quanto ao emprego das oontri-
140.0O dinamarquezes, e que o resto da popula-1 Duigoes.
gao nao toda allema, em quanto que nem nos; 0 governo inglez (assim se expressa lord John
estados da igreja, nem no reino das Duas-Sici- Russell no seu ultimo despacho) considerar-se-
s a populago est misturada; ali ha s ita- '" feliz de ver cada urna das partes da monar-
chia dinamarqueza sufficienlemenle representa-
da no parlamento geral do Copenhague, ou.se
lanos.
Em resumo, quer se examine a forma dos com-
promissos contratados pelo rei de Dinamarca | isto nao liver lugar, o reino, assim como os du-
para com a Austria, Prussia e Confederago-Ger- cados, dever contribuir proporcionalnienle para
as desperas communs.
No que nos diz respeito, nao temos a
manlca, quer se teoha em conta as susceptibili-
dades do rei de Dinamarca, em envolver as ra-
gas nu Schleswig, e os justos respeitoi devido3 nor objecgo a fazer contra um semelhanle ojus-
aos allemaes e aus dinamarquezes, o governo do : te, e'se lord John Russell lirou urna concluso
S M. est persuadido de que nunca houve ques- j differente do meu despacho de 8, nao pode pro-
tao quo exigisse um mais serio exame, e que um ir isto teno de um mal entendido. Tambera
; comego de luja seria funesto para todos os inte-'j n regeilamos, como suppe lord John Russell,
resses em aego. o projeclo de urna representago igual paraos
Tenho, etc.
Assignado John Russell.
Lord Jobo Russell a Mr. Pagel,
Ministerio dos negocios eslraogeiros, em 8 de
dezembro de 1860.
Senhor:Remetto-vos a copiada resposla que
i deu (em um despacho dirigo a Mr. Lowlhen) a
um despacho do baro de Schleintz ao conde de
Bernstorff.
Notareis que especidquTTneste despacho os
i comproraissos, que, na opinio do goveruo da
rainha, S. M. dinamarqueza linha obrigago de
curaprir. El-Ri, disse eu, obrigou-se a nao in-
corporar o Schleswig na Dinamarca, de manter
no Schleswig os Estados representativos, e de
proteger as nacionalidades allema e dinamar-
differenies pazcs. Pelo contrario, temos sera-
pre instado com o governo dinamarquez para
curaprir a promessa que fuera de conceder
monarchia urna constituigo, conferindo di-
reitos iguaes a cada um dos estados que a cora-
peni.
Sentimos urna particular satsfagao com a
leitura da ultima parlo do despacho de 8, na
qual o governo inglez nao hesite em reconhecer
as obrgages ititernacionaes da Dinamarca a
respeito do Schleswig, obrgages que foram
conlrahidas para com a confederago germni-
ca, nas cuja existencia contestada pelo gabi-
nete de Copenhague. Quer dizer que ests obr-
gages nao podera ser causa do urna interven-
gao da dieta nos detalhes da adroinistrago, e
nao temos nunca reclamado o direito oeste sen-
tido.
Estamos certos do quo as conveces, to
francamente manifestadas, por lord John Rus-
que no dncado de Schleswig
Parece ao governo da rainha, que qualquer que
possa ser a forga obrigaloria dos corapromsssos ,
contrahidos para com a Austria e com a Prussia, 'sel.' sobre as obrgages dinamarquezes a res-
o rei de Dinamarca obrigou-se a cumprir essas1 e'to do Schleswig, leriam tanto mais influencia
condiges ; proclamou-a3 publicamente, f-las' S0Dre a acgo do gabinete de Copenhague, do
conhecer nao s aos seus subditos, mas tambera 11ue poderla duvidar da attilude imparcial e ami-
aos representantes das potencias estrangeiras. A < 6*vel da Inglaterra sobre esta queslo.
sua execugo nao menos do seu ioteresse, que Termino a resposta observago feita por lord
do seus subditos allemaes, no Schleswig, devem Jo,in Russell, no m do seu despacho,
conhecer que sob o seu sceplro, gosam dos mes- Se n<> neu despacho de 8 de novembro. se
mos direitos que seus conscidados dinamarque- 'ez menco de um despacho de lord John Rus-
zes; eulo hao de sentir urna dedicgao leal sella sir James Hudson, nao quiz fazer alius
monarchia dinamarqueza, e ura desjo sincero
de a conservar sera altcrago. Se pelo contrario
a educjgo dos seus fllhos as escolas communs,
e o cullo as suas igrejas parochiaes estiverem
sobrecarregados de regulamentos vexatoros, e
se o governo parecer esiar animado do desejo de
oppnmir a oacionalidade dos subditos do origem
allema, podero seguir-se desgracadas conse-
quencias.
Se a dieta germnica procedese a por em vi-
gor as resoluges de margo ultimo, o ducado de
Schleswig seria certamente o thealro do agita-
gao, talvez que de tumulto e de desorden).
- Nestas circumstancias, o rei de Dinamarca ha
de comprehender quo sera importante fazer aos
habitantes allemaes do Schleswig ccncesses de
naturesa que o collocassera superior de todas as
suspeitas de m f, e de qualquer aecusago de
querer collocar urna parte inlelligente e indus-
triosa dos seus subditos em urna posicao de odio-
sa inferloridade.
Lereis este despacho a Mr. Hall, assim como
o que dirijo a Mr. Lowther, diexando-lhes co-
pias.
Sou, ele.
Assignado.John Russell.
Francisco II dirigiu ltimamente um novo ma-
nifest aos habitantes dos Abruzzos, o qual con-
cebido nestes termos :
Habitantes dos Abruzzos :
Quando o estrangeiro ameagava destruir os
fundamentos da nossa patria, quando nao pou-
pava meio algum para reduzir ao nada a pros-
peridade do nosso formoso reino, tornando-nos
escravos. destes-me vos bastantes provas da vos-
sa fidelidade.
Gragas vossa sincera e nobre attilude, ten-
des desanimado o inimigo commum, e demora-
do a rpida carreira do urna revoluto que abra
jira caminho por meio da calumnia, traigo, e
todo o genero de seduego.
Nao, eu nao o tenho esquecido, nem o es-
quecere nunca. Leaes habitaules dos Abruz-
zos, lurnae a ser o que sempre tendes sido ;
que a Odelidade, o amor da patria, e o futuro
* Nos nao devemos, era podemos deixar-nos
envolvor pelas insidiosas tramas de um parti-
do que nos quer arrebatar ludo.
i Nao nos submeltamos.nunca sua vontade ;
revindiquemos com todas asoossas torgas a li-
berdado das oossas leis.dos nossos costumes. e
da nossa religio.
Os meus votos hlo de vos acompanhar sem-
pre, e era toda a parte, e o co abengoar as
vossis aegoes.
Francisco.
Os emigrados dispersos as diversas cidsdes
da Ialila constituiram-se em sociedade, elegendo
a Garibaldi para o cargo de presidente;
O ex-dictador respondeu de Caprera com a se-
guinte carta :
Senhor presidente.-Agradego do fundo d'alma
a dislincgo que se dignou fazer-me a emigragio
italiana, nomeando-me seu presidente hono-
rario.
a Acceito com o maior reconheciment este
titulo honorfico, e pego-vos para fazer presente
sociedade a minha gratido por me quorer
mandar urna deputago afim de me fazer saber
o accordo em que est. Todavia, desejaria que
a deputago evitasse o encommodo de urna via-
gem a Caprera, altendendo a que devo ausentar-
me dentro em pouco, ignorsndo o lempo que du-
rar a minha ausencia.
Caprera, 26 de dezembro de 1860.
Garibaldi.
Em seguida publicamos o extracto de um
despacho do ministro dos negocios eslraogeiros
em Berln, dirigido ao ministro da Prussia em
Londres, em data de 29 de dezembro:
Foi com a maior satsfagao que soube-
mos, pelo ultimo despacho de lord John Rus-
sell, qne o governo real da Graa-Bretanha nio
tem lencao de recommendar i nossa aceita-
gao as proposlas do gabinete de Copenhague, as-
sim como, que elle tambem nao quer apreseotar
essas proposlas como bate conveniente de um
ajuste,
aos principios que all estavam oxpressados a
respeito das nacionalidades, mas quera fallar
dos direitos de um povo em relago aos de um
governo. Debsixo desto poDto de visla, nao
podia eu deixar de ver urna garanta para
que a Inglaterra tomasse interesso as reclama-
ces da assembla do Holstein contra o seu go-
veroo.
V. Exc. est aulorisado a dar conhecimenlo
a lord John Russell, do contedo deste despa-
cho, e a transmittir-lhe a expresso do nosso
reconhecimento pelas explicages que nos deu
na sua ultima nota.
(Assignado)Schleintz.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
Comegou nos Estados-Unidos o movimenlo de
separago. A Carolina do sul proclaraou sua in-
dependencia, e outros estados aprestam-se para
imita-la. A unidade de aeco vivamente re-
recommendada em manifestos. Ao mesmo lem-
po continuara as di*cusses no seio do congresso
federal ; e a coramisso de exame sobre a silua-
go da repblica, nomeada pela cmara dos re-
presentantes, parece que flcar sem resultado.
A commisso especial do senado poda s inspi-
rar anda alguma esperanca aos partidarios da
unio. Um dos sem mais distinctos membros,
Mr. Critlenden, tomara a iniciativa de um com-
proraettiraento, que estabelecendo limites s
usurpages do sul, encerrava concessoes impor-
tantes do lado do partido victorioso. Sabemos
que esta proposta cahio por trra. Entre as que
restam submettidas commisso do senado, ha
urca relativa convocago de urna convengan :
assim, o congresso desembaragar-se-hia da pesa-
da tarefa, que lhe incumbe na crise actual; mas
conseguira urna convongao acalmar os espiritos?
A despeito da resolugo tomada pela Carolina do
Sul, seria lempo aiuda de recorrer meios de
conciliago. e seria possivel que da propria ex-
tremidade do perigo sahisse a salvago da rep-
blica? Sinceramente o desejamos, sem dosco-
nhecermos entretanto que os ltimos aconteci-
mentos parecem de natureza a confirmar, e nao a
dissipar, os temores, que temos ha muito lempo
experimentado.
Cora effeilo, se entrsrmos na apreciago da si-
tuago, tal como no-la piolara as ultimas noticias,
descubriremos cada passo um motivo de appre-
henso. O acto da Carolina do Sul Ulvez que j
nao esteja mais isolado. Durante o mez de Janeiro
deviam reunir-senos priocipaesoslados escravos
convenges, composlas de delegados separatistas
pela mor parte. A convengo da Florida devia
abrir-se 3, as da Alabama e do Mississipi 7
do Texas i 8 e da Georgia 9. A' hora em que
estamos, pode ser que os estados desunidos ele-
vem-se j ao numero de seis. A convengo Ja
Luziana se reunir 23. Na Virginia e no Ten-
nessee as legislaturas ordinarias foram convoca-
das em sesses espociaes para o dia 7, afim de
examinaren] se tem lugar a reunio de nma con-
vengo. Finalmente, a legislatura da Carolina do
Norte, que toma assento neste momento, oceupa-
va-se de medidas relativas s milicias e armamen-
tos do estado.
Entre quinze estados escravos, que comprehen-
de a unio americana, ha por tanto dez, qns pa-
recem obedecer em ludo a um Impulso commum.
O que faz a adroinistrago actual de Washington
pela defeza dos direilos federaes, em quanto o
sul sem inquielar-se cura os desejos de concilia-
go manifestados pelo norte, nem com os com-
proraissos discutidos no congresso, sem esperar
julgar por seus actos o novo presidente, mostra
estas resolutas disposigoes ?Pouca cousa ;pa-
rece mesmo que nem ella existe I
No momento crtico, quando ama entente per-
feila era mais que necessaria dos cooselhos do
governo, o gabinete de Mr. Buchanan desmem-
brou-se. Um dos ministros, o secretario do the-
souro, entendeu que a poltica presidencial nio
era ainda assaz claramente aecusads em favor do
sul, e abandooou seu cargo para ir onde o cha-
mavam suas sympathias e interesses pessoaes,
isio ao estado da Georgia, i que perlence. fim
de ahi animar o movimenlo separatista. Pde-
se dizer que todos os respeitos Mr. Cobb esco-
Iheu urna occasio muito m; por quanto elle
delxsva o thesouro federal reduzido aoa maiores
apuros, e at, segundo noticias mais recentes,
entregue s mais enormes delapidagoes. Alm
disto, julgou elle dever publicar um manifest in-
cendiario, que o propro jornal, que passa como
orgao do presideote, eocarregou-se de fazer co-
ohecer e recommendar attencao publica.
Ura oulro ministro, encarregado dos negocios
do interior,Mr. Thompson, sera dar sua demis-
so, collocou-se, dizem, aoservigo da revolugo.
Elle deveria dirigir-so, na quahdade de coramis-
sano do estado de Mississipe, s autoridades da
Carolina do Norte, afim de entender-se cora ellas
sobre os meios de imprimir urna direcgo de uni-
Tormidade ao movimenlo revolucionario.
O general Css, secretario de estado, irapellido
por outros motivos, vio-se obrigado a deixar tam-
bera seu cargo, que era o mais importante do
gabinete. Este hornera de estado, que ha quasi
inniH annos, conlribuo cora seu concurso para a
poltica enrgica do presideote Jacksoo em con-
junturas semelhanles sacluaes, retirou-se do'
ministerio pela simples razo de que o presidente
recusava lomar as medidas de ordem e precau-
gao, julgadas necessariis pelo commandante era
cnefe do exercito.
Mr. Buchanan foi por tanto torgado a rcorga-
nisar sua admloistrago para dous mezes de po-
der, que ainda lhe restara. E' difficil que era
taes condiges um governo possa dar provas de
energa, por mais desejos que tenha. Infeliz-
mente porm nao se cr6 que Mr. Buchanan tenha
ntengoes enrgicas. Nao queremos dizer que
elle faz mal em recuar diante dos meios violentos
para fazer entrar a Carolina do Sul em seus de-
veres. Nada seria mais deploravel do que ura
conflicto sanguinolento. Se tal cousa tivesse lu-
gar, desvanecer-se-hiam as ultimas esperangas
de unio ; e ento um abysmo, e nao simples de-
declarages, separara as dnas secces da rep-
blica. r
CeDSura-se, porm Mr. Buchanan nao ter re-
lorgado as guaroiges dos tres torles federaes so-
bre o territorio da Carolina do Sul, como acoose-
Ihava o commandante em chefe, offerecendo as-
sim aos cidados exaltados desse estado a lenta-
gaode effectuar um altaque ioexperado. Os l-
timos officios de New-York, datados de 27 de
dezembro, dizem com effeilo que a pequea guar-
nigao do forte Moullrie, lemendo um ataque,
deia ter-se retirado, e posto ao abrigo era um
oulro forte na enseada de Charleston.
Carlas do Washington prelendem mesmo que o
presidente ordenara ao offlcial commandante dos
torles a entrega delles sera resistencia alguma
" ca8 que fossera atacados. Os jornaes hostis
Mr. Buchanan assignalara neste facto, admittin-
do sua exactido, urna traigo para com a conie-
deracoe urna culpada animeco para o sul per-
severar em seus projeclos.
Quanto a usar immediatamente de represso
para com o estado recalcitrante, oque ninguem
pedo. S a imprensa revolucionario desejava
que ao menos o presidente raaudasso um navio
de guerra crusar as aguas de Charleston para
exigir o pagamento dos direitos de alfandega de
lodos os navios carolinos, que em virtude do acto
de inpedencia pretendessem eximir-se disso.
Segundo estes jornaes, este meio, sem nada ter
de violento nem de aggressivo, bastara para fa-
zer sentir Carolina do Sul que ella nao pode
seu bel-prazer libertar-se de seus deveres fede-
raes.
Por oulro lado, nao sera para temer que s a
visla de um navio de guerra da Uoio irapellissa
os Carolinos a apoderarera-se dos fortes federaes?
Neste caso, corroria provavelraente o sangue: ao
meos o estado rebelde leria commeltido um ac-
to de aggresso, que poderiaser o signal da guer-
ra civil. "
Em resumo, e qualquer que seja a attilude ac-
tual do governo federal, nao possivel que a si-
luago seja mais grave. Em quanto o norle ea
tem mostrado conciliador-e moderado na victoria
o sul tem-se apressado obrjr cora transporte
para a sua derrota. Ueste modo elle commette-
r at o Ora todas as injusticas.
Depois de ter seguido constantemente urna po-
ltica invasora, elle declara-se ameagado antes de
ser atacado, e separase da Unio, que nao cora-
melleu para com elle oulro crime, que nao fosse
a eleigao constitucional de um presidente, que
representa os sentimentos de urna maioria im-
mensa.
Importa portanto provar ainda urna vez que a
eleigao de Mr. Linuolu nao signiflcava a abulgo
da oscravido, mas sim simplesmente urna reso-
lugo firme de impedir-lhe a exleuso Ilimitada.
Todos os estados do norte, excepgo de um
s, foram unnimes, em dizer ao sul: Tendes
levado mui longe vossas conquistas, nao iris
alera ; > mas elles nao penssvam em roubar-lhe
seus direitos adquiridos.
Esta expresso to legitima da vontade do nor-
le, pacienlissimo este ponto, bastou entretanto
para irritar o sul, de maneira a fazer-lhe perder
os estribos e arrasta-lo ao acto o mais revolucio-
nario.
A escravido, especialmente, nao ao que pa-
rece, o nico motivo, que teria inspirado os pro-
joctos de separago. O sul considera-se tambem
sacrificado as tarifas da alfandega aos interesses
industriaos do norte ; e ha rauito tempo protesta
contra o rgimen, certos respoilos protector,
imposto aos estados da confederago. Elle es-
pera poder oslabelecer com vaotagem relacoes
commerciaos mais livres e mais directas com as
nages da Europa.
Estas ideas devem com effeilo pesar bastante
nos projeclos, cuja execugo foi comegada pela
Carolina do sul. Entretanto, a queslo da escra-
vido a que nao tem cessado de oceupar o pri-
meiro lugar na cris" actual. E' para defender
essa chara instituigo particular, em nome
da seguranga em meio de seus escravos que o
sul proclama-s rebelde 4 constituigo federal.
E' portanto escravido que convra fazer re-
montar a causa primordial da catastrophe, que
est em termos de ter lugar, e que tantos espiri-
tos eminentes predisseram como inevitavel tarde
ou cedo.
H. Marie -Martin.
[Le Constilucionel.S. Filho.)
As leis inglezas que regulara a alheiago da
propriedade territorial, tendem todas invarisvel-
raenle a ura flm : a conservago das grandes fa-
milias e a manutengo de urna aristocracia eujo
poder tem por base a posso do solo. Assim, os
partidos que querem introduzir na constituigo
ingleza reformas importantes e radicaos, dirigem
naturalmente seus ataques contra o modo de
alheiago das fortunas immoveis e contra as pri-
vilegios quedellas resultara.
ltimamente em Berrainghsro, perante ama
numerosa reuoilo, repeliram-se esses ataques
com um vigor novo : oSr. Bright, n'um estirado
discurso, cujos argumentos priocipaes vamos dar,
desenvolveu a these que resumi a proposigo
submettida reunio por ontro membro do par-
lamento, o Sr. Wbite. Essa proposigo, que a
assembla volou unnimemente, era assim con-
cebida :
A assembla est firmemente convencida de
que as leis que se oppera i livre e natural alheia-
go do solo, isto o direilo de primogenitura e
as subsliluices, assim como os obstculos inateis
que a difficuldade do obler titulo* validas, etusa
alheiago dos bens immoveis, sao prejudiciaes
a independencia e ao bem-estsr ds populago; e
que a aboligio dessas leis e asuppresso desses
obstculos traam rapados progressos para todas
as condiges sociaes e melhorariam a posicao da
populago agrcola. !*
Foi em apoio desta these que o Sr. Bright des-
envolveu seus argumentos. Comecou por pro-
testar contra a legislarn da Inglaterra que de
facto interdii a propriedade territorial maior
parte dos cidadao* e a concentra em ura numere-
de raaos que lende a diraiouir lodos os das. Essa
diminuigao do numero dos proprietarios terrto-
"??*'?"' em 0utr09 termos o accressimo indefi-
nido das grandes propriedades. justamente o>
inverso do que se observa nos paizes que sao re-
gidos por urna legisUgao mais liberal, taes como-
a tranca eos Estados-Unidos, onde se opera sera
obstculo o fraccionamento da propriedade e on-
de lende sempre a crescer o numero dos proprie-
tarios. r
Qual ser o resultado dessa concentraco da
fortuna iramovel ? Ha urna consequencia intei-
ramente immediata e directa que o Sr. Bright as-
signala e contra a qual protesta enrgicamente -
fnf>.P a" "- 8ae'Sa d POpulagao quasi
inteira omnipotencia da aristocracia. Em to-
das as eleigoes volara os reodeiros e os cultiva-
dores sob a presso de um corpo de proprietarios
ricos ; por isso que to poucas vezes mandara;
ao parlamonlo deputados que representen! real-
mente suas opioies polticas e religiosas As-
sim, o paz de Galles e a Escossia que pertencem
a igreja dusident* ; o norte da Irlanda onde do-
minara os presbyteriaoos. nomeara deputados de-
dicados igreja da Inglaterra. Que huroilia-
gao I exclama o Sr. Bright. A Inglaierra a quero
costumam chamar livre, sob alguns pontos de-
vista ura paz de cruel oppresso I
Com effeilo na Inglaterra, onde existe a liber-
dade individual, onde a industiia e o commercio
sao livres, s a le.ra nao o A csusa disso est
no direito de primogenitura que foi rnantido pela
le. e, forgoso diz-lo, pelos costumes muitas
vezes mais poderosos do que a lei. E" s as
successoes cuja transmisso nao foi regulada por
testamento, que a lei intervem ; ella d ento ao-
primognito a totalidade da fortuna immovel e
os outros fllhos dividem cotre si a fortuna movel
Mas na raaiona dos casos, o pae dispe da
sua fortuna por testamento ; na Inglaterra, como
outrora em Roma, pouco honroso abdicar a
vonlado pessoal para deixar fazer pela lei o que
cada um pode fazer com mais vigilancia por si
mesmo. Alm disso, os testamentos sezuem in-
variavelmente o mesmo
systema que a le, e
consagrara tambera o direilo de primogemtua.
rasis mais: oneram de suhstituigo para al-
gumas geragoes as propriedades lerntoriaes. O
direito de substituir, isto de fixar as devolu-
goes successivas da propriedade a diversos pos-
sutdores, do filho ao nelo. ao bisneto. s conhece
um limite : o ultimo substituido deve exercer
dentro dos viole e um annos que se seguem n
testamento D'ahi se v por quanlas geragoes
pode eslender-se alm do tmulo a vontade de
um velho I
Essas leis remontara, na Inglaterra, ao lempo,
da conquista; ellas crearam um grande systema
aristocrtico, porm cusa, verdade, de mui-
tas nijustigas particulares e de muiloj soTYi-
raentos. Para enriquecer o primognito n'essas
familias inglezas lao numerosas, quantos filhos
desherdados. condemnados pela lei ou pela von-
ria I ,eslador uma vida muilas vezes preca-
Na Escossia, onde predominara os roesmua
principios j ihes foi dado um primeiro golpe ;
a le permute vontade dos herderos interessal
dos annullar a substiluigo. As aooullagoes des-
sa especie sao, porm, necessariamenie mui
rar39,
^'.PTr fT0 muI facil 8CCUS lei aristocrti-
ca da Inglaterra, ass.gnalar-lhe os abusos e mos-
trar o que ha de odioso na desgualdade das par-
tilhas: algumas vozes eloquentes, e em perfeitc
accordo com o senlimenlo popular, proclamaran
era Franca essa profunda iniquidade e extirpa-
n,"i"i D0SS" ,eis- Mas ever-se-ha o'ahi
concluir que seja possivel na Inglaterra, aiuda
com a aguagao que promove o sr. Bright a res-
tt. f 2UeSt5' chef o quo elle chama
Iiberlamento de trra, isto aboligo do direilo
de primogenitura e das substituiges? E' licito
duvidar. Eis uma ancdota que o mesmo Sr
Bright referi aos seus oavintes de Birminghar
e que parece-nos resolver a questo coutra elle
mostrando-nos quaes sao as opinies ou antes o*
prejuizos mais populares alm do Mancha, a Ura
da, diz elle, ha muitos annos antes da revoga-
caoi das leis sobro os cereaes, ia eu a Newcastle
Subi ao carro ura viajante instruido e de ma-
neiras distinctas, e como pareceu-me iolelligen-
le, pensei que podia discutir com elle a queslo
dos cereaes. Roconhecia elle que as leis prohi-
bitivas infligan a tome ao pobro povo, augmen-
tando o prego do pao; lamentava isso, porm
dizia que era necessario para conservar a aristo-
cracia ingleza, e que dependiam della a gloria a
terga, e a reputago da Inglaterra no exterior.'
O mesmo augmento que ento oppunham re-
vogagao das leis dos cereaes, oppem hoje com
mais torga ainda aboligo do direito de primo-
genitura e das substituiges a importancia da
aristocracia, sua riqueza e poder prendom-so 4
cooservago dessas leis, e a gloria da Inglaterra
depende dellas 1
E' verdade que o Sr. Bright responde que a le-
gislicao que organisava a tome em proveito da
aristocracia, foi reformada sem que esta sofTresse
prejuizo algum, o que o prego das Ierras e do
arrendamentos augmeniou alm do todas as pre-
visoes ; d'ahi concluo elle que o lbertaraenlo da
slo e a liberdade das transmisses nao causa-
ra m maicr prejuizo aos grandes proprietarios.
Mas essa asseverago qne apenas um meio ora-
torio para que se acceite a sua reforma sem gran-
de medo, parece estar em coolradicgo com o
alvo a que elle tende evidentemente, querendo
igualdade das partilhas e a transmisso, sem ob-
stculo, das propriedades. O que viri a ser a
poderosa aristocracia da Inglaierra, esse corpo
privilegiado que diminue era numero e no qual
se concentra a riqueza cada vez mais, se a di?i-
sao da propriedade fr unida jei geral ?
A proposigo adoptada ro meio de applausos
pelo meelmg de Brmingham cootm um lercei-
ro ponto que divide menos as opinies e que j
lu submeltido ao parlamento. E* a dfflculdada
de obter tilulos regulares e de assegurar de um
modo mvulneravel a transmisso das proprieda-
des. Na Inglaterra, o acto de venda de ura im-
movel d lugar a despezas coosideraveis e a for-
malidades sem flm ; mister dsseobrir a origem
da propriedade e a regulan Jade das transmisses
desdo sesseola annos sob pena de evcgo pela
proprielario, cujos direitos foram menospreza-
dos. Em cada novavmudanga deve-so recomecar
o mesmo trabalho, e nunca, por mais cuidado
que tenha o comprador, tem este completa segu-
ranga. Um projeclo submettido so parlamento,
tende a introduzir- um systema novo isenlo des.-
ses inconvenientes. A alterago de iramaveis
far-se-ha por meio de traspasso inscripto as. re-
gistros pblicos, exactamente como para orna
acgo do banco da Inglaterra ; o titular inscripto
no registro ser* o anico proprieterto para con
terceiros, e nao se dar recurso algum a direito
anteriores contra essa inscripcao.
Seria esta por certo uma grande imprtenla
reforma ; porm spenss o que menos importa
questao que foi suscitada pelo Sr. Bright. a
qual tende a nada meos do que a metamorpho-
co*jtui54Q. Ugloia^ Ver-te-u l*-


(*)
UNO DI fERlUMlCO. S1BBADO a DI MARCO DB 1861.
mu
gura lempo a conslituico dos Estados-Didos
substituir as leis da velha Inglaterra? A aris-
tocracia ingleza triuniphou de moitas Iotas : eu-
vio muilas Tezes pronunciar contra sio atienda
Carlhag'o; triumphar ainda sem duvida dos
ataques do Sr. Bright, a despeito do yoto unni-
me de Birmigbam.
Emilio Cusbiec.
( ConitituHontl. H. Duperron }
A separagio di Carolina do sul, e as que de-
ven provavtlmente segu-la, inqurelam seria-
mente a Inglaterra que se cha a arabos com o
interesse e com a coosciencia. Talvez que nao
baja m Washington mais desis;ocgo do que
m Londres por caasa das consequencias dessa
desavenga na uniao americana, e o Times, que
ainda dectarava o rompimento vmpossivel em o
numero de 26 de novembro passado, est a fren-
te dos jornaes que agora se mostram mais cheios
de apprehenses. O que facemos? perguuta a
ai mesma a grare Saturday Reoien; o mesmo
faz John Btt.ll, o Examiner-, o Uorning Poet e
toda a imprensa ingleza, e ainda nao se ouvio
resposla alguma ; eslu U-se o caso de conscten-
cia, procura-se hirmonisarinteresse com o de-
ver, procura-se urna illusao acerca das coase-
quencias da desunido, espera-so urna reconcilia-
do, etc., u'uma palavra, hesila-se ; o que. quer
dizer que antes se ourirA o interesse deque o
dever, o interesse da Inglaterra anles do que a
voz da humauidade. Padia-se flear certo de an-
te-mo que a Inglaterra nao tomara um partido
opposto a seus interesse* ; em suas mos o hu-
manitarismo urna arma de guerra, o que nao pu-
de ser um punhal para o suicidio.
Ora eis o caso de consrioncia. A Inglaterra
detesta sflicialmente a escravido, e dos esta-
dos de escravos que ella tira as materias primas,
morraenle o algode, que sustenta cinco a seis
milhoes de seus cidadaos. Em quiote existia a
Confederado integralmente, nao se suppunha
omraerciar com os estados de escravos ; com-
merciava-se com a repblica dos Estados-Uni-
dos ; os abolicionistas tiaham a coosciencia tran-
quilla, nao recoubeciain directamente a escravi-
do ; nao se aproveilavam directamente do tra-
balho escravo, Has as cousas vo mudar de fa-
ce. Apenas se heuver consolidado a confedera-
cao do sul, oo dcixar ella de pedir a Inglater-
ra que a reconhega. Nao alias provavel que
"para obter esse reconheciraenlo consinta era abo-
lir a escravido em seu territorio, por isso quo
para consetva-la que se forma ; nao provavel
to pouco que renuncie acquisigo do novos
escravos. A Inglaterra poder reconhecer tal
stado ? A nova Confederagio far concesses a
este respeito ? Nao se faro concesses. Mas se
a Inglaterra ceder de seu lado, ipso faci consen-
tir na resurreigaa do trafico de escravos, reco-
nhecer a legatidado desse infame commercio, o
que ser para a livre Inglaterra renunciar po-
ltica quo segu ha mais do sessenta annos, re-
nunciar priraazia quo adquiri, segundo a Sa-
turday Revia>, na liga philaulropica dirigida
contra a escravido.
Mas all vera el-rei algodo, que por sui vez
ac deixa ouvir, e seus argumentos teera alguma
torga. Cinco milhoes de inglezes vivera da ma-
nufactura do algodo ; dos 48,000 saceos de al
gudo importados na Inglaterra, 41,000 vem do3
Eslados-Uoidos, dos estados de escravos, isto ,
os seis stimos do consumo geral ; silo pois os
sois stimos de cinco milhoes de hoinens que do
dia para a noite podera licar sem meios do exis-
tencia, se rotnperem com a confederacao meri-
dional ; para nao lomar as cousas pelo lado peior,
admitamos apenas quatro milhoes de homens.
Pois bem I Qgurem l, se podrem, a calaraidade
porque passaria a Inglaterra onde ha tanta mise-
ria, se se vissem sera recursos mais qualro mi-
lhoes de homens.
Nunca la o grande calamiJade, diz a Satur-
day Reciew, nem ainda a tamo da Irlanda, inva-
di urna nago ; nenhuma poderia comparar-se
com a que prodtuiria a destruido ou a interrup-
gao de urna industria to colloss'al. Por isso pen-
sim os Americanos do sul que nos lanzaremos a
seus ps para nao licarraos privados de algodo.
Nao ha preconceilo, nao hasenliraento que pos-
ea resistir a to urgente necessidade. E' alira-
possivel conceber que um meeting cuide em pro-
testar contra o reconhecimeolo da nova confede-
racao, quando se reflecte que a recusa de til re-
conheciraenlo Irazia como consequencia imme-
diata e deslruico de um capital imraenso e a pa-
calys.icj de trabalho para cinco milhoes de ho-
mens.
Sao terriveis estas verdades. Fizerara urna
objecgo : se os estados do sul recusar era ven-
der seu algodo, nao se poder sublevar os es-
cravos e destruir assim a fizenla desses leirao-
sos propri-tarijs? Sera duvida, contina a Sa-
turday Riview; adiantariaraos porm alguma
cousa ? s senhores Jos escravos llcariam arrui-
nados ; nao havoria miis escravos, mis tarabem
nao hareria mais algodo. Objectam outros que
os productores de algodo tanto inleresso teera
em vender seos productos como os outros em
compra-Ios, verdade ; mas ento resta saber
quem poder esperar mais lempo, e debaixo des-
se ponto de vista, achsm-se os estados do sul,
relativamente Inglaterra, n'uma posico to
coraraoda como relativamente aos estados do
norte. Accrescenlemos alera disso que a Ingla-
terra nao a nica em comprar algodo aos Es-
tados-Unidos ; so as outras nages continuaren]
a consurai-lo, ao passo que a Inglaterra nao o
fizer, achara o sul um meio de prolongar a luta,
e a Inglaterra arruinar-se-ha era vaos estorbos.
Vs, pois, como importante a queslo.
O Times reconhece toda a gravidade della,
porm quer tranquillisar-se quanto ao futu-
ro. Confessa elle que das 48,000 saccas, 41,000
provra dos Estados-Unidos, ao passo que s vem
2.000 do Brasil, 1800 do Egypto e das Indias
occidentaes, e 3200 da India. O algodo nao
pois cultivado smente nos Estados-Unidos ; al
nao ello indgena da America, observa o Ti-
mes. A frica e as Indias orienWes podera pro-
ducir bastante para o cosummo da Europa ;
mister por mos obra sem perder tempo, o
d'aqui uns dez anuos.podor-se-ha passar sera os
Erados- Unidos, seria isto rauito bom, se duran-
te esses dez annos, ou, quando menos, durante
os quatro ou cinco primeiros annos, perdessem
vivor os quatro milhoes de operarios inglezes;
se durante esse lempo podessera sustentar-se as
fabricas inglesas e se nao Iho podessera o mer-
cado exterior; porm essas consequencias desa-
gradaveis nao eram facis de evitar, e a queslo
permanece com toda a sua sinistra gravidade.
Por cumulo de infelicidade, um incidente
ameaga de malquistar desde j a Inglaterra com
os estados de escravos.
Um escravo chamado Anderson fugio de casi
do senhor, cidado do Missouri e refagiou-se no
Canad. Pisando um territorio livre, o escravo
licou liberto.
O senhor relama-o, porm o estado do Mis-
ouri exige do Cnida a propriedade de um dos
eus me rubros.
Seria pouco, se nohouvesse mais do que urna
simples reclamarlo; porm a queslo mais
complicada. O fugitivo nao exigido como f-
gido, exigido como assasslno, e formal a esse
respeito o tratado de extradico concluido em
t8I3.
O negocio foi levado persnle o tribunal do
banco da rainha na Inglaterra; para que o tribu-
nal ve-so muito embarazado. Se o tribunal
pronunciar-se favor da extradico, ser um
escravo que restituiram ao senhor, um hornera
livre que tornaram a reduzir escravido; todos
os plnlantropos da Inglaterra amotinaram-se
essa idea.
Entretanto abi est o tratado. Podero infrn-
gi-lo nessa occasio, para nao tornarem a
Sor sobre o jugo um hornera que vive livro
a sete annos do livre solo do Canad, e
que aasassino porque matou o homem que ia
preod-lo ? Se se declararem contra o negro,
irritaro a opioio publica ; se se declarom por
elle, escaodalisaro esses estados de escravos
que vo ser ama potencia e que produzem algo-
do. Segundo dilemma nao menos terrivel que
o primeiro, e que moitra como essa queslo
americana aflictiva para a Inglaterra.
S ha esperaoga n'uma reconciiiaco entre os
oslados do sul e os do aorte, ou quando menos
o nm accordo temporario da Uoiio
Pensa o Times que nao se pode nutrir esaa
aperaoca; pensa al quo se a desunio se ope-
rar completamente, ser o ul que vencer o
norte. do lado 'dos estados de escravos que se
! ioatV- v.,ald' em lies embo-
T.n.!lM1,SU*,pii Pl*ocewlo o Missouri
eeeideaut. Acham-se ahi todas aa riqnasaa do
novo mundo; teem em mu favor oTcpu
olo e os mineraes. viu, o
O Texas tem axteosio suCBciante para formar
quatro esUdos. WM,r
Se esta repblica meridional ae formasse, ella
seria por certo superior ostra em poder, tor>
nr-se-ia o arbitro da America do norte. Ha,
pois, urna queslo americana para se juntar a
todas as questes que agora agitana o mundo ; a
Europa continental a v rgaer-m em muita in-
quielacao, porm a Inglaterra alo est to tran-
quilla como a Europa e a imoretisa do alera Ma*-
cba nio diz provavelmeBteludoqaanto pena*. A
deslocarao da Unio ameaca a industria inglesa;
pensam que ella tambem o ameaga o Ca
di t Sena bem possivel que os estados livres
procurassem urna compecsacao n'uma parte, do
'rae procederan! novas camplicac.es para a Eu-
ropa e para a America.
J. CHANTHEL.
[le Monde.U. Duptrron.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DEPERNAM-
BUCO.
Porto flde fevereiro.
A' agilago que velara nos partidos politices
no intervallo do adiaraento das cortes al sua
abertura, succedeu a seronidade de nimos lo
signiQcalivameate traduzida na placidez des de
bates do actual parlamento. E' por que nem
ministerio nem opposicao pode contar cera o
resultado faverevel no caso de novo appello para
a urna.
J passou o tempo em que os governes dis-
solviara a cmara electiva para crearem maiorias
s suas feices, o que eempre coaseguiam sem
grandes difficuldades. A le eleitoral vigente
nao so presta aos clculos numricos, enlio,
quasi infalKveis, feitos nos governos civis dos
istrictos, como se preslavam as suas anteces-
soras. Recordarao-uos de urna vota^o na c-
mara dos deputado, em que o Sr. Rodrigo da
Fonseca Magalhes. com aquella agudeza e garbo
com que a natureza o dolara, exclamou em se-
guida urna v^ia^o na qual o governo tinha
tido tres ou qualro votos contra abencoados
ministros que tal maioria souberara arranjar :
com urna maioria d'estas nunca rae eu benzi
E o Sr. Rodrig) da Fonseca er* competente para
esta avaliacio. Ninguem sabia melhor os segre-
dos do dirigir e vencer urna conrpanha eleitoral;
purera, ri"esta occasio, confessou a sua inferio-
ridade para conceder aos discpulos o grude tnes-
tre.
O povo est candado das lucias partidarias,
porque tem sido delubriado o escarnecido pelos
homens que, era quanto opposiQo, Ihe lera pro-
mettido reformas e melhoramenlo*. e que, quan-
do podem, Irilhara, cora pequea variante, a mes-
raa vereda governativa que haviam estyraali-
sado.
Os pomposos programmas governativos j pes-
saram de moda, lio uve lempo era que raeia du-
zia do palavres, postos era letra de imprensa,
angariavam proselytos. Esse systema cahiu no
ridiculo queo condemnra a falta de cumpri-
; ment das proraessas feilas nesses documentos,
lloje trocaram-se as voltas ; o partido ou minis-
terio que se apresentar perante s urna, pedindo
a preferencia, lera de passar em revista os pre-
cedentes da sua vida passada como penhor do
seu coraportamento futuro, e s assim poder
captar a benevolencia dos eleitores.
E' fundados as razes que fleam expostas, que
aliribuimos o mutuo respeito que se guardara
actualmente na cmara baixa ministerio o oppo-
sicao. Exceptuando a celebre queslo das listas
brancas, na eleico de um dos actuaes ministros
da cora, todas as discuss.5os do parlamento teem
sido dirigidas com gravidade, prudencia e lino
poltico I
A cmara municipal do Porto tomou a reso-
lofiio de solicitar do tribunal do conselho de dis-
trictoa aulorsago para converler os foros do
municipio em inscripfoes com assentamento.
Para este lm procedeu avaliaco do lodos os
bens foniros acamara, cujo rendimeoto annual
foi calculado em '31.3558590, que multiplicado
por vinle annos, para assim adiar o laudeoiio de
todas *s propriedades, d o producto de
2:627:1I1J>800, vindo por tanto, a ser o laudomio
que lhecorresponde na razo de 2 1/2 porcen-
to, 65.677S793 ; addiconando esta quaotia o
importe dos foros, que do a receita aproximada
de l;500j[000, peviam produzir, no referido pe-
riodo de vinle annos, que tanto deve ser o cal-
culo para poderem ser vendidos, 30:000*000;
sommando por consequencia lauderaio e foros
95:6>g0'.>0 era moeda metlica, que quantia
suiriciente para se compiarem 2IO:00JOO0 em
inscripQes com assentamento. com o juro an-
nual de 3 por cento, devendo por consequencia,
segundo n calculo feito pela cmara, produzir a
quantia de 6;300>000cada auno, o que verica
do dara ao municipio um rendiraento duplica-
do daquelle que est recebendo aunualraente
d esta fonte de receita.
0 viscoode de Villarnho de S. Romo, An-
tonio Lobo de Barboza Ferreira Giro, solicitou
que, em attengo aos servidos que tem prestado
ao paiz, Ihefosse concedida urna vidi 'no titulo
de que usa para seu sobrinho e inmediato suc-
cessor o Sr. Alvaro Ferreira Giro. El-rei o Sr.
D. Pedro V accedeu esta supplica, nao s pe
las circumslancias que concorrera na pessoa do
requerente, mas tambara pebs que se do na do
Sr. Giro (sobrinho). Os importantes servicos que
este tem prestado agricultura, na qualidade de
vico-presidente da socidada Agrcola do Porto,
loram recoohecidos pelo monarcha;e esle reconho-
cituento vem assim expressado co diploma regio
a que nos referimos : e querendo ao mesmo
tempo dar aquella associaco, na pessoa do seu
vice-presidente.um testemunho publico do apreco
em que tenho os servicos por ella prestados o
paiz hei por bom tazer merc ao sobredilo vis-
conde de Villarnho de S. Romo de mais urna
vida neste titulo para desde j se verificar no
seu mencionado sobrinho, Alvaro Ferreira Gi-
ro.
Tiveram lugar no dia 29 do Janeiro, na igreja
da Misericordia do Porto us suffragios annuaes
que D. Lopo do Alraeida, fundador do haspital
d'esla santa Casa, instituiu por sua morte suc-
cedida em Madrid era 1581. Urna das disposicoes
d'este legado impoe o deverpara em qnaolo o
mundo fr mundodeserem vestidos cinco pobres
dos pos st cabeca com aobriga;odeassistirera
s exequias do instituidor, no Ora das quaes Ihes
servido no hospital, pelos raezarios, um escol-
ente e abunlaute jantar. O Sr. gobernador ci-
vil assistiu, no presente anno, a este banquete
da pobresa, pequeo em si, mas grande no pen-
saraentj quo revela o editicativo coremonial com
que os msanos da santa casi cumprem capri-
chosamente a ullima vontade do fundador d'este
es la bel eci raen lo do caridade.
O busto de U. Lopo de Alraeida, bem como o
do grande bem feitor o Sr. Joo Texeira ui-
raares, fallecido no Rio de Janeiro, acham-se
promptos para em occasio opportunaserom col-
locados na magestoss frente do hospital da Mise-
ricordia.
Segundo o relatorio e contas da Santa Casa re-
feridas ao Io de julho de 1859 at 30 de junho
de 1860 a receita foi de 50:9l2,085 e a despesa
prefez a somma de 56.6965052, e raaior do que
aquella 5:783967 rs., que foram lirados do co-
fre de capitaes da mesraa santa casa.
A despeza leve a origem seguinle :
Ordenados auserapregados, honora-
rios a advogados, despezas com
demandas e pendencias, com o ex-
pediente, iuipressos, e com os re-
tratos de dous bemfeitores, etc. .
Igreja e legados d'almas, nos quaes
entrara treze offlcios, dez snnirer-
sarios, ele.........................
Esmolas e difiranles encargos pos,
113 vestidos a pobres, diversos do-
tes, tengas vitalicias, etc.........
Legados para os presos da cad&a da
relaco, o ordenado de dous ca-
pelles para dizerem missa aos
presos na capaila da dita cada..
Hospital real de Santo Antonio, (que
o grande hospital di Santa
Casa)..............................
Hospital de Lazaros e mudos: era-
pregados, sustento e tratamenlo
de 22 lazaros, 22 lazaras, 3 mu-
dos e 3 mudas, ele...............
Hospitaes de entrevados : empre-
gados, sustento e tratamenlo de80
entrevados, e 4 entrevadas, le.
Recolhimento das velhas..........
Conliuuac&o do edificio do hospital
da Santa Casa, e outras obras....
Diversas despezas, laes como paga-
mentos da cantribuicao predial,
seguros de propriedade, pensos,
jurados, ole......................
5:1319184
2:756I15
S:96154U
600*840
31.768883
2:0540136
2:75311156
3540940
6.3170483
1:997|904
Total.... 56 6960062
Mas terminando aqu as verbas da despeza da
Misericordia desla cidade, as quaes flzeaoa per
resumir em pequeo espaco, ainda nos resta a
meocionar um oulro estabelecimeto a cargo da
mesma Saeta casa, que forma cunta em separa-
do ; o recoUiimenlo de Nossa Senhora da Es-
peraoca.
Nao por certo este estabelecimeto dos de
menor importancia que a Santa casa tem a seo
cargo. Se os diversos hospitaes, sustentados
pela Misericordia, sao o amparo e conforte do
pebre Btdoeoca, o recolhimento dos orph&os,
que o vulgo mudou, com bastante propriedade,
para o deraparigas abandonadas,- um aavlo
que livra da indigencia, e pee a coberto da n-
moralidado um cerlo numero de meninas que,
pela morie de sous paes, Bcariam entregues jas
tristissiraas consequencias do abandono, a i o
ser esse padro civilisador, ahi levantado no m do
de urna sociedade em que a corrupcao de cos i-
mes appaTece attravs da creado de algunas ir s-
tituicofs philantropicas.
O rendimento certo do recolhimento das < r-
phos de 1:4350871, e o eventual foi, no an 10
I econmico a que se refere o relatorio de que I a-
zemos estes extractos, de 5:2430276 ris. A d s-
peza, incluindo a susleolacio da igreja, foi le
5:S06j23O, entrando no cofre do recolhimento o
saldo de 872*897 ris.
O recolhimento cooservou durante o anno
meninas.
O movmento de todos os estabelecimeto
cargo da Santa Casa da Misericordia foi o
guinle :
No hospital de Santo Antonio eniraram dur.
te o anno 6219 docnles, exisliara do anno a
or 351, sahiram curados 5558, fallecern)
e ficaram existindo era 30 de junho 411.
enfermaras das cadeias da relajo entraran)
doenles, existiam do anno passado 20 sahl
302, morrer.im 13.
Nos hospitaes, que em seguida relaciona
poreraos s o numero dos doenles que nos m
roos se achavara em 30 de junho, pelo seu
rmenlo ter sido insignificante.
Hospital das velhas invalidas 40, dos- entre-
vados 21, das entrevadas 80, dos lazaros 22, das
lazaras 22, dos mudos 3, das mudas 3.
Nao sjuntaremos mais reflex&o algumi s que
o leitor vem do 1er. Os algarismos que ahi flcara
dizem do per si o que para a humanidade afflic-
la a Santa Casa da Misericordia da ciJade do
Porto.
Fomos talvez nesta resenha, alguma cousa ex-
lensos, porm o leitor nos desculpar era alten-
co a que escrevemos esta correspondencia para
ser lida u'um paiz do qual tem vindo muitos e
valiosos recursos para este estabelecimeto de
caridade.
Foi julgada no dia 3 Jo correnle, no tribunal
do 1 districto criminal, a queris que por abuso
de liberdade de imprensa, tinha dado o Sr. Joo
Malheiro contra o Sr. Jos de S Coutinho J-
nior pelo facto de ler feilo publicar urna corres-
pondencia no jornal desta cidade o Amigo do
Povo, imputando ao Sr. Malheiro o crirae de
prevaricago no exorcicio das funcc.oes de presi-
dente da cmara municipal de Ponte do Lima, e
bem assim o do dcslealdade no cumprimeuto dos
deveres de advogado.
Presidia a sesso o juz o Sr. Jos Maria de
Almeida Teixeira de Queiroz, e era advogado do
aullior o Sr. Jos Luciano de Castro, e do reo
o Sr. Custodio Jos Vieira.
Osdebales oraes foram interessantes; dura-
ran) 5 horas; e tanlo pela parte da aecusaco
como pela da defeza se erapregaram os meios
que i advocacia cosluma erapregar para se des-
empenhar das obrigajoes inherentes esta nobre
prossSo.
A aecusaco andou cautelosamente fazendo
circumscrever a defeza discusso dos actos do
autor como presidente da raunicipalidade, dizen-
do que a outra parte de que constava a corres-
pondencia aecusada nao poda ser objeclo de
queslo por isso que perlenceudo vida privada,
a lei de liberdade de imprensa nao permltia de-
bate sobre este ponto.
A defeza sustontou que se podiam discutir to-
dos os fados de que o querelante era increpado,
pois que a lei dava o direito de aecusar os era-
pregados pblicos, e que o autor devia sor con-
siderado como tal nao s como presidente de
urna raunicipalidade. mas tambem como advo-
gado, estranhaodo que a aecusaco nvocasse a
lei cora o lira de por certos fados coberlo da
analyse.
O juiz nao consentio que a defeza enlrasse na
avaliaco dos actos de que o autor era aecusado
na qualidade de advogado, declarando que este
nao considerado funecionario publico.
Em vista desta declso do juiz, o patrono do
reo oggravou para o tribunal superior.
A discusso Qcou pois limitada aos actos do
Sr Malheiro como presidenta di cmara muni-
cipal de Ponle do Lima, exforgando-se oeste cam-
po o advogado do autor por mostrar a falsidade
das assergoes que se avanrarara na correspon-
dencia contra o seu conslituinle, e o do reo por
coraprovar que essas assergoes, eram verda-
deiras.
Seguio-se o veredictum do jury que deu pro-
vado por uoanimidade o abuso, e por maioria
que o reo era criminoso era primeiro grao. Foi-
Ihe applicada a multa correspondente que de
103000 ris.
Esta deciso foi julgada justa pelas pessoas
que estavam ao facto da quosto quo fez objecto
da qucrela.
O supremo tribunal de jusliga em conferencia
de 11 de dezerabro, ultimo, mandn reformar o
accordo da relaro do Porto, no processo por
crimo de moda falsa, era que r D. Mathilde
Ludovioa Pereira Pinto do Vasconcellos pela er-
rada applicaQo que, segundo o entender do su-
premo tribunal, a relago havia dado a um ar-
tigo do cdigo penal em referencia a notas falsas
do Brasil.
Esto processo leve origera n'uma denuncia da-
da por Victorino Jos Martina no governo civil
do Porto, e no vice-consulado brasileiroem ou-
lubro de 1859. Na busca que se deu era casa de
D. Mathilde encontrarara-se debaixo do soalho
de urna sala 72 libras falsas om cobre ainda por
dourar, mas em quinto a notas falsas do Brasil,
que a denuncia tarabem coraprehendia, apezar
da mais rigorosa busca nao foi possivel encon-
trarera-se. D. Mathilde, porm, no seu inter-
rogatorio confessou que a ola do 20&OJ0 res
que, pelo menos, as autoridades esperavara en-
contrar-lhe era casa fra por ella escoodida n'um
vaso de flores que tinha janella na occasio
era que a polica entrava o portil de sua casa, e
cuja nata, pouco depois, queimara, na occasio
era que accen lera o lurae para aquecer agua
para fazer cn.
Foi neste processo, que o juiz o Sr. Queiroz,
que o leilor j couhece, pela celebre sustenta-
gao do desparho de pronuncia no processo do
conde do Bolho, exarou duas respostas nao
menos celebres, dadas a dous aggravos iuter-
postos pela parte aecusadora. Como se oos pro-
porcionou occasio, faremos alguos extractos dos
referidos documentos, cuja leitura hade, por cer-
to, interessar aos leilores quo desejassera ter
conhecimento das questdes de moda falsa em
Portugal.
Os seguinles periodos perlencem ao documen-
to [3 de fevereiro de 1860) era que o Sr. Queiroz
apresentou as razoes porque nao indiciou D.
Mathilde no crme de fabricago e passagem de
notas falsas no Brasil.
a Estas questdes de moeda filsa quesles da
moda germen fecundo de intrigas e malque-
remos escolho em que so tem despedagado e
bao de despedagar-se ainda muitas reputarles
j me vo eojoando a mira, homem e magistrado
grave e sizudo, que tenho mostrado o mais deci-
dido empenho para a puni;o dos crimes daquella
ordem que tenho arcado com altas influencias
que quiz em certo processo dar a este paiz um
grande exemplo de moralidade e que no lm
de tudo vi que os meus esorcos eram esteris,
porque eram poucos os qne tinham bastante ener-
ga de carcter para me acompanbar naquella
cruzada lo nobre, como difficl.
Essas guerras do Guelfos e Gibelinos essas
intrigas que se alimentan) esses odios que se
encendeiam essas calumnias que se propagara
essas calumnias que se acariciara esses es-
criplos que se encommendam, a ludo isso, se-
nhor, me teobo conserrado, e pela minha honra
juro que me beide conservar estranho. Nao
para essis cousas o meu carcter: como juiz
heide conservar-me insospeito, imparcial e in-
flexivel.
Uns querem ver em eada ra deata cidade,
um subterrneo profundo, o l dentro, balancs,
cunhos, cortadeiris. puncoes, troclos, peneiras
d'arame, chapas, e todo o mais apparato necesaa-
rio para a Jabricafao de moeda falso, e querem
aioaa que nos processos por aquello crime flquem
sempre indicados os querelados todos, sem esca-
par neohum, o debaixo de lodos os pontos de
visls, em que o crime possa ser considerado,
uniros porm nao querem ver nada disto, porque
sinceramente nao crem, ou astuciosamente Un-
gem nao crer na existencia de semelhante crime,
e julgam. ou fiogem julgar tudo isso ama pura
visSo de Fausto, um sonho de pnantasias escan-
decidas.
Urnas e outras pretendes tem seas efTeitos,
e tem seas fns que eu alcanco, que eu compro-
bando, que eu esiou entre mim condemnando.
Nao hade, porm, ser una nem outra cousa.
Nao me ainto disposto a prestar as miohas opi-
mnOd n wv,an ...._. _. ..... ,
or dissemos ter vindo ao Porto, sua nataralida-
de, apagar saudades de familia e abracar os seus
amigos, deu 509 ao recolhimento das orphas a
igual quintia ao asylo de roendicidade.
Os tolguedos do carnaval vio pardeado a fei-
gao chistosa cora que tanlo se faziam sobretabir
no Porto. Hootem, domingo, chamado gordo,
transitaram pelas ras innmeros mascaras. A
noito, nos saldes doa theatros de Joto e Baqaet e
no circo da ra de Santo Antonio, em que houve
baile de mascaras, nao appareceu cousa notavel.
Moje e amanba continuam os bailes nos tres
theatros.
Na comarca de Fafe, em audiencia do jury, foi
condemnado pena ullima Autonio Francisco
..------------(.< nicsiac as miaas opi- ( uuiiuemuauo a pena Ultima Autonio Francisc
uioes, o meu oome. e a minba responsabilidsde i Pinheiro. aecusado de tancar arsnico namoen
a essas prelencoes extrema a nA.l. > ur>irl, d* da um n,ni,n ....,,<__:_____r. .17
-.-------------- -., u uiiiju loauuudiuuiuo
a essas pretensoes exlreraas, e p-la ao servico
de caprichos exagerados. Hade ser indiciado
quem os autos mostrarem, que o deve ser, uni-
cameule em crime que os meemos vericarem.
todo o juiz que proceder de outro modo torna-
se faccioso. Eis aqui, lera V. M. a razo por-
que eu oo proounciei a querellada D. Mathilde
no crimo de fabricago ou passagem de notas
falsas brasileiras.
Dase eu, senhor, que havia de dar a razio
P^ue nao pronunciava D. Mathilde, do crime
de abncago e passagem de notas falsas do Bra-
sil, anida mesmo que o aggravanle houvesse ci-
tado na peiigo de querella a lei que pune seme-
lhante crime. Vou a isso, que eu nao aou ho-
mem que falle a um compromisso.
a Fabricaco e passagem de olas falsas do
Brasil I Santo Deus I Pois aonde est o corpo de
delicio desse crime? Onde oslo essas notas?
Onde estavam ? Onde as enconlraram ? Quem as
vio ? Quem as appreheiideu ? Que cor, que es-
tampa, que forma e que valor tinham ? Que juiz
presidio ao exame dellas? Que peritos as con-
fxooUram com as verdadeiras e Ihes reconhece-
ram a falsidade ? Onda esl tudo isso ? Quando
ao fez tudo isso ? Neste processo ? Nao. Pois
entao, se nao appareceram as notas falsas se
ninguom as vio se nao esto nos autos se
ha juiz nem delegado.
da de um moinho. quando moia o grio para urna
fornada do pao pertencenle a Jos Bernardo Das
da Costa, morador na freguezia do Aboim da dita
comarca.
Falleceu em Braga o Sr. Alves Vicente, dis-
tinelo advogado, que por mais de urna vez tinha
sido eleito deputado as cortes. Foi o primeiro
representante da naoao que levantou a voz no
seio do parlamento denunciando a corrupcao de
alguns juizes da relago do Porto.
Em urna das freguezias do concelho de Ponte
do Lima, deu-se na noite de 24 de dezembro ul-
timo, um aconlecimento, que merece um exem-
plar castigo. Foi nada menos do que o templo
de Dos ter sido transformada em casa de come-
dia A" proanaco juntou-se a irreverencia, e a
esta o escndalo de ser o.proprio parodio o au-
tor e director do espectculo Lembrou-se, tal-
vez, de que as prmeras tentativas da arte dra-
mtica foram feilas com assumptos copiados da
Biblia Sagrada, e que tendo sido os mongos que
primitivamente compozeram e representaram oos
seus conventos esta especie de dramas, poderia,
o tal parodio, fazer reviver semelhantes usos e
costumes, que o progresso e a civilisac,o de cin-
co ou seis sculos banio completamente.
Urna correspondencia dirigida ao E'co de Bar-
cellos, conta assim o referido facto :
ao meio da igrej levaotava-se urna gaiola,
servia-lho de tapadura um panno : era um thea-
! o resto da igreja formava platea e galera
nao lia juiz nem delegado, nem escrivo, nem
peritos, nem testemuuhas quo assistissem au,
exame de falsidade, como querem que se assente A pega da noite era'o aascmento'do^d'emptoV
urna pronuncia sobre urna base falsa ? actores, a gente rustica da freguezia. No sagra-
Sobre urna base falsa : disso eu; mas a ex- do reciulo echoava a algizarra e vozeria I Ao
pressao nao exacta ; porque aqui nao ha base bom do parocho competa o servico de subir e
era falsa, era verdadeira. 0 que ha a nega- descer o panno de bocea O povo ao ver a repre-
Qao de tudo o que indispensavel para se verili- sentado nao contioha os seus apupos. Quando
car legalmente a existencia do crime de falsifica- estes chegsram ao seu auge, contentou-se o pa-
cao o passagem de olas falsas do Brasil. rocho em bradar mipm.sa ..nii^ n a~JZ>
Querem adiar um reo n'um criroe que o pro-
cesso nao verica evideotemente? Nao pode ser.
Como hornea posso fazer do facto urna diversa s
apreciaco. Como juiz as miabas ideas sao oslas,
ho de ser estas, oo podem decididamente ser to
outras. Querem descobrir os fabricadores de m
o e desordera, tudo reinou no palco e galeras.
Profanarara-se os santos e o lugar 1 Desaca-
u-se a religio I Chegou a irreverencia a fu-
_ar-se na igrej I E foi um parocho que tudo
uoias lalsas do Brasil ? Fazem bem, que um promoveo E ensina assim a respeitar os sagra-
empenho louvavel. Procurem-os nesta cidade, do9 lugares I
neste piiz, na Pennsula, na Europa, oas outras
partes do mundo, onde quizerem, que elles em
alguma parte ho de estar.
Pois eu como juiz soi c se existe semelhan
% a J caseexisie semeinan- e o por cenio, seguodo o raaior ou menor pra-
te nota 7 Ento porque nao a appreheoderam e *o que tiverera a decorrer, ou o numero de r-
lizeram a diligencia como deviam fazer ? A eslo mas que nellas intervicrem.
zerara a diligencia como deviam fazer ? A eslo
espeito permilta-me V. M. que eu oo v por
dante. Nao me importa para nada essa D. Ma-
thilde, e assim como a pronunciei n'um crime,
tambem a pronunciava no outro. se para isso
houvesse fundamonlo legal no procosso.
Teera desejos sinceros de castigar os moe-
deiros falsos? Timbara eu. E' um crime grave
e anligo antiquissimo. J no seculo XIII Ca-
pochio de Siero, Adam de Brescia e os tres con-
des do Ilomena foram punidos como moedeiros
falsos : j ento Dante Alighieri, na sua Divina
Comedia, livro de austera moralidade e profunda
""""""i _iimu ue austera raorauaaoe e proiunaa uus aos ou oas anteriores, porque as transicces
philosophia, fez penar os reos de lal crime no mercantis nesse periodo foram de nenhuma im-
decirao valle do oilavo circulo do ioferno. Pu- portancia. As duas cheias do rio Douro, e os si-
nara-se que assim preciso, os fabricadores e '
passadores do notas falsas, qualquer que seja o
seu nomo e a sua posico na sociedade. E' esse
o meu mais vehemente desejo, e asss o tenho
mostrado. Mas procurem o verdadeiro rumo, e
nao queiram processos s de apparato, e para fa-
zer eireito: o sobre tudo oo queiram o que le-
galcenle se nao pode querer. saccas vinoas directamente de Inglaterra,
O seguintes trechos sao copiados da resposla barcos de vapor; 383 caixas por Lisboa ; e' !
ao sggravo do ministerio publico (20 de marco barrica e 107 saccas do Maranho, pela ba
de 1860) contra a lianza que o Sr. Queiroz con- Fnrmnrn
cedea a D. Mathilde depois do accordo da rela-
co do Portj, que o supremo tribunal de juslija
;aojou reformar :
Ju j disse a Vossa Magostado Mata mesmo
processo, que as quesioes do moeda falsa come -
gavarH a enjoar-me. E o peior que cadi vez
rae vb enjoando mais, por que todos os dias aug-
mentado meu convencimeoto de que ellas nao
sao exactamente avalladas, ou seja por falsa
apreciaco dos fados, ou por urna cert altera-
cao, ero que andam os nimos, ou pelo proposito
de tancar conta de uns a responsabilidade que
talvez deva caber a outros. Creio que hoje pou-
cos sojos quo fallara nestas quesioes, que escre-
vem edrea dellas, quo as analysam, que as dis-
cuten), ue as commentara, sera preoecupaco de
espirito, em que eotram mais ou menos os seus
despeaos, as suas sympalhias, as suas malque-
rencias, is suas ambicoes, as suas rivalidades.
Esses poucos, poim, que teem presenciado
o que ha tantos annos se passa neste paiz acerca
de moeda faUa. que olhara para as coasas com
verdadeiro criterio, que nao querem adornar-so
com os louros que podem colher-se nessas lulas,
que por ah andam traradas, nem sujar-se no p
que dellas porveutura se pode erguer, esses
digo eu,homens do carcter independente, de
conviccocs profundas, de animo desprovenido
seolem viva repugnancia a tomar parle nestas
questdes, que podem ser fecundas em muita cou-
sa, mas que, pelo modo por que sao dirigidas e
apreciadas, nunca ho de se-lo no meu conceito
era grande proveito da causa publica.
Foi por isto, senhor, que eu por duas ou tres
vezes peguei da peona para responder ueste ag-
gravo, e outras tantas a puz de lado, dizendo
ontre mira que a mais segura denota a seguir
por estes maros levantados, era confiar tudo
illustrsQo e inteireza de Vossa Magestade.
Pois onde se vio nunca applicar ao cumplice
a lei que regula para o autor do crirae ? Onde se
vio nunca ampliara legislarlo penal, que de
sua natureza restricta? Em que livros se acham
escriplos esses principios? Em que escola se en-
sinam essas doulrinas ?
Digam, se quizerem, que a lei de 6 de ju-
nho deficiente. Digam, so quizerem, que
conveniente fazer entrar na cadeia D. Malhilde,
por que isso d lugar a fazer urna participado
pomposa ao governo. Digara, se quizezem, que
necessario conlinuar-se contra D. Mathilde a
mesraa violencia que j so Ihe fez, dando-se
como testeraunha contra ella no summario um
hornera suspeilo de modeiro falso, que prende-
rn) (e depois soltaran) I I) como moedeiro falso,
e que eu neste mesmo processo pronunciei como'
moedeiro falso.
c Digam tndo isto, ainda mais do que isto :
mas nao tenhara a simplicidade de acreditar, e
anda menos de querer fazer acreditar aos ou-
tros, que seja esto o meio de fazer lavar a no-
doa que deslustra o brazo das armas desle paiz,
e de levar ao cabo a empreza da regeneraco
moral deste povo, quanto aos crimes de moeda
falsa : e sobretudo nao creiam que nos os jui-
zes estamos aqui para por o nosso oome. e a nos-
sa independencia ao servido de pro toncos extre-
mas, de caprichos exagerados, de interesses in-
dividuaes.
Nem por nm nem por outros: a lei, nica-
mente a lei : nem mais, nem meaos. Aqui nao
entra para nada o nomo ou a condigno de D.
Mathilde : urna r eomo qualquer outra, e co-
mo tal soffra as coosequencias do crime, que
commetleu, mas s as que a lei Ihe mauda sof-
frer.
O jury qualificador que, Segundo as leis pro
tectoras do Douro, fra comeado pela lavoura r
commercio para provar os vinhos da ultima oo
__ i----------------v rr. ^t "
vacio do governo nao poda sabir das adegas .
Douro nenhuma partida de vinho pertencenle
esta nevidade.
A importante povoaco de Santo Thysso,
querido.
O Sr. Victorino de S Passos, commercisnte novas 880
portugus no Rio de Janeiro, qne na arta ote- -4#500.
o--- -w *^. u"*<-, tuicuu :c u ja-
rocho em bradar calem-se, qusndo nao desQo o
panno. A representago fez-se. Foi perfeita
Palavras e aclos deshonestos, confu-
esfolhada
O Banco Oramercial do Porto desconla a
por cento ao anno as lelras do cambio que nao
xcedam a 90 dias de prazo a decorrer.
O descont das letras da trra na razo de 5
G por cento, segundo o maior ou menor pra
as que nellas intervicrem.
Empresta sobre cada urna das suas acc6e3 a
quantia de 2003000 ; e sobre inscripces de di-
ida publica, accoes de bancos e companhias que
raham cotac.o no mercado, segundo o prego que
' convencionar.
Sacca e remelle sobre Lisboa e Porto, compra
itulos de divid publici, o encarrega-se da re-
cepgo de juros e dividendos dentro e fra do
aiz.
A nossa correspondencia de 11 de Janeiro,
foi desscompanhadadoeslado do mercado referi-
dos aos 30 das anteriores, porque as transicces
islros que nelle se deram, limitaram o coramer-
10 da praca a pouco mais do que s compras e
ondas para o consumo ordinario.
O periodo decorrido desde aquella data at 8
do correnle houve um movmento commerclal
que passamos mencionir :
Assucar.as entradas consistiram em 3057
accas vindas direclamente de Inglaterra, em
221
rea
Formoxa,
Venderam-se :
De Pernambuco 1G80 saceos e 25 barricas ; da
Bahia 15 caixas ; do Maranho 15 saceos ; e do
vinio por Inglaterra 50 saceos 31 feixos e 24
gigos.
Os preQos regularam para o branco de Pernam-
buco, 1. qualidade 2J700 a 20800, 2.a dita 23400
a 2-9650, 3.a 2*200 a 9*300 ; branco mais inferior
1&950 a 2JJI50. Mascavado 1*600 a 1*800.
Da Bahia, branco, 1*900 a 2*100. mascavado
10500 a 1*700.
Do Rio de Janeiro, mascavado, 1*600 a___
2*150.
Via de Inglaterra, branco 1S900 a 20400, mas-
cavado 10450 a 1*600,
Existe na alfandego 9630 saccas, 1612 feixes.
730 barricas e 624 caixas.
Arroz Importaram-se dos porlosde Inglater-
ra 2900 saccas, e de New-York 30 barricas.
Regula o da India de 4*200 a 5*100 o quintal.
O nacional, que tem abastecido o mercado, de
de 4*600 a 3*000.
Do do Brasil falta.
Algodo.As entradas foram 1802 saccas do
Maranho as barcas Formoxa, Brilhante, o Al-
fredo, o de Lisboa 278.
Venderam-se cerca de 700 saceos do do Bra-
sil e 130 fardos do de America. Para o da pri-
raeira procedencia regulou o preco de 130 a 155
o arraiel.
As ultimas noticias de Londres flzeram com
que os possuidores deste genero pretendan) a
160 ris. pelo do Maranho.
Na alfmdega existera 3210 saccas, e o deposito
particular orra por 140 do do Brasil e 60 fardos
do de America.
Agurdente.Iraporlarara-se da ingleza 252
pipas e da hespanhola 333.
As vendas forara pequeas. A ingleza regula
de 15*000 a 180*000, conforme os graus ; e a
hespanhola de 220*00 a 240*000. Urna e oulra
prompta pagamento. A agurdente una na-
cional existe mui pouca e conserva o elevado
prego de 250* a 260*.
A agurdenlo de canni do Brasil regula de 60*
a 70* a pipa.
A existencia na alfandegs de 260 almudes.
CafA imporlaco limitou-se a 45 saccas
vindas por Lisboa, e as vendas foram do 300 sac-
cas e 20 barricas.
O do Rio, 1.a qualidado, 3*700 a 4* a arroba,
e o de 2.a 3*500 a 3*700.
Existem na alfandega 550 saccas, o tl7 barr-
cas, e o deposito particular calculado em 250
saccas.
Cacau Eotraram 25 saccas da Bahia. Nao
houve vendas Regula de 40200 a 4*800.
Na alfaodega existem 300 saccas.
Couros.As entradas foram 2674 da Bahia,
5451 do Maranho e 2290 de Lisboa.
As vendas or}ram por 900 couros.
Os courus seceos do Rio Grande regulam de
235 a 240 ris o arratel, os da Bahia e Minas de
180 a 220 e os salgados de Pernambuco e Mara-
nho 170 a 180.
Existem na alfandega 40700 coaros e e dep-
sitos particular calculado em 12000.
Farinha de pau.Entratam 1035 saceos do Ma-
ranho as barcas Brilhanle, Formoxa, e Al-
fredo.
A venda consistiu de 250 saccas. Preco 3*900
a 3$80U o quintal.
Existem aa alfaodega 1280 saccas, e 60 bar-
ricas.
O deposito particular oreado em 900 saceos.
Melago.Prompta venda. A entrada foi de 20
barris. Prego 30000 a 3*400 o almude.
Na alfaodega existem 1900 almudes.
Gorama.Entraran) 18S9 paneiros do Mara-
nho. Regula de 1*700 a 2*100 a arroba.
Na alfandega existem 1237 paneiros.
Accoes. Banco Commercial do Porto, no
a/r C.,m*i0-Sobre Londres 90 d. 54 3/8 a 54
3/4, Hamborifo.90d.48, Aoislerdam 90 d 4S
1/4, Paria 100 d. 529, Madrid 8 d. 935.
Abrtrara termo de carg :em 29 de Janei-
ro barca Monteiro II para o Hio de Janeiro ---
em 5 de fevereiro o patacho Novo Lima para o
Rio Grande do Sul, e abarca Brilh*U para o
Maranho ;em 6 a galera Europa para o Rio de
Janeiro ;em 7 a barca Formosa para o Rio de
Janeiro.
Com referencia aos portos do Brasil nio na-
trn durante a qutmena embarcacao alguma.
Sahiram :em 31 de Janeiro o brigue Jfeo /
para a Babia ;em 3 de fevereiro o brigue Ana-
Ita /para Pernambuco, o brigue brasileiro Hw-
nambucano para a Bahia o a barca Oorense para-
o Rio Grande do Sol;em 4 a barca Faria I
para o Rio de Janeiro ;em 5 o patacho Oesp-
?ue /// para 0 Rio Grande do Sul.
Segundo o registro diario dos despachos de ex-
portado da alfaodega do Porto, o brigue Amalia I
carregou as mercadorias seguintes :
Alhos 106 sanastras, arroz 4 saceos, azeitonas
An0relas e ". bacalho 8 costses, bala-
ta .k1?8 eQ10 caix5es; Cnie d Prco 1 cai-
chumbo 260 barris, doce6caixes ; farelo 40 sac-
eos hiendas diversas 2 caixoes e 7 volumes. fo-
chaduras 36 csixoes ; ferragens 2 caixoes e 43 vo-
lumes, fejao 113 saceos, folhas de louro 5 ca-
nastras, freos de ferro 1 caixo. imagens do ma-
deira 3 caixoes, lonas t fardo, louga 3, caixoes
malbos 4 feixes, magos de linha 6 caixoes, mo-
biha 7 volumes, nozes 18 volumes, palitos 3 cai-
xoes. panno de linho 1 caixo, pentes I caixa
rolhas 1 sacco, rodas de arcos de pao 380. salpi-
coes 5 caixoes, sal 4 milbeiros. sardinhas 25 bar-
ncis, trigo 1 caixo, velas de sebo 40 caixoes. vi-
nho 10 pipas, 39 volumes cora 6 ditas, 1 quarto
e t oitavo de pipa, dito engarrafado 169 caixoes e
mais 2 volumes, 20 amarrados com obras de vi-
?.!"'ii Crf*!XOe8 COm miudeiM. 18 volumes diver-
u\1 m doce e ra". 1 caixo com
fejao e carne do porco, e urna porgao de mobilia
Pelo mencionado registro de exportigo da dila
n.r d ga' JMroa Corfa """ciada para sahir
para Pernambuco no dia 15 de fevereiro, tinha
de1h^daV, 1" 9 Seguio,M crcadoria. :
Alhos 683 esnastras, azeitonas 615 ancoretas
azulejos 16 caixoes. carne de porco 2 latas, sebo*
era pao 70 caixoes e 5 barricas, cestos de madei-
ra 20. condeces 12 volumes, chumbo 100 barris
doce 2 caixoes. farelo 16 quarlolas, fazendas di-
versas 4 caixoes. ditas de linho 2 volumes, fecha-
duras 1 caixo, feijo 582 saceos, ferragens 17
volumes. folhas de louro 7 saceos, grades de fer-
ro 9. impressos 1 caixfio, linho 3 caixoes, macos
de linha 14 caixoes, movis 6 volumes, nozes 6
barricas, obras de vimes 20 amarrados : obras de
pal he la 1 volume, paios 1 caixo, presuntos 17
barris, palitos 8 caixas, poramada de sebo 23 cai-
xoes, papelo e fazendas de linho 8 caixas retra-
tos 1 caixo, rodas de arcos 600, rolhas 13 sac-
eos, salpicos 15 barris e 2 latas, velas de sebo
170 caixoes, vinho 8 pipas. I barril, e 7 volumes
contendo 1 pipa, dilu engarrafado 137 caixoes
urna porcao de barro a granel, jraa chapa e 8
testos de ferro. 3 caixoes cada um cora um san-
tuario, 2 caixas cora resmas de papel, e 10 vo-
lumes diversos.
PERHaMBUCO.
luuituciiiu poio pruvar os minos ua uiuma no- Acgoes. banco Commercial do Porto, no
vidade-daquelle paiz vinhateiro, qualiflcou como minal 200*. premio 69* a 7u* com o ultimo di
vinho exporlavel 19,477 pipas, e nao exporlavel videndo pago.Banco Mercantil Portuense, oo
2,957. O governo nao se demorou em approvar minal 200* premio 68* a 70*, sem o ultimo di
como effectivamente approvou, o juno do anno videndo pago.
Era urna necessidade Os premias de seguros martimos das com
feito pelo referido jury. Era ama necessidade Os premijs de seguros martimos das com-
para o commercio de vinhos, por quo sem appro- panhiaa do Porto, e das agencias das do Lisboa
*""- no sao, em navios de vela : para o Rio de Janeiro,
a Pernambuco, Bahia e Santos 1 \, Para e Ri
Grande do Sul 1 J, Maranho 1 %.
a Metaos.Pecas portugnezas do 4 oitavas
aguias d'ouro dos Estados-Unidos
m. luipuiwun (ju.uayau ue ainio inysso, a ueiaes. ie^
quatro legoas do Porto, que cabeca do conse- 70980 a 8*000; ag,
lho e comarca do mesino nome, ol elevada p;r 18*450 a 180530 ; ongas hespaoholas 5*000"
decreto do 24 de Janeiro ultimo, i cathegoria de 15*100; ditas mexicanas 14*100 a 141350 pesos
villa, com a respectiva raunicipalidade havia re- hespaohes 940 a 950 ; dilos mexicanos 930 a
930; patacas brasileiras velhas 920 a 950 ; datas
a 9*0; soberanos a prata 40490 a
_ REVISTA DIARIA.
lia hoje no Sania Isabel um especlacnlo dra-
mtico, eniremeiado de danga, em beneficio de
diversos artistas drarraleos.
Ao programma, que vae trancripto em outro
ugar prosidiu bom gosto, como o prova esso
lindo drama-A esposo virtuosa, que Unlocap-
tivou a atiengo publica a primeira vez que foi
representado em nosso Iheatro.
A senhora Romagooli, que so acha de ha mui-
to retirada di scena, em obsequio aos beneficia-
dos, abrilhantar essa festa de irmos artistas com
alguns dansados do seu repertorio. Bastante-
mente conhecida essa senhora para que se faca
preciso emittir urna opioio.
Tomar tambem parle no espectoculo um jo-
ven de 14 annos, que danga mui bem na corda,
bo anda nao um artista perfeito nessa arte
mostra. por sua agilidade e gosto de irabalhar'
um talento que, se ao desabrochar assim, mui-
to promctie para o futuro.
Aos beneficiados desojamos urna boa concor-
rencia, 6 um resultado favoravel aos seus de-
sejos.
Do povoado de Aguas-Bellas temos algumas
noticias, que chegam a 16 de fevereiro ultjmo.
No dia 11 do mesmo all chegaram o Dr. che-
le de polica, que para logo envidou lodos os seus
esforgos e enrgica perseveranga para adiantar o
processo, que aquella data achava-se quasi con-
cluido, de maneira que o referido Dr. esperara
seguir a 19 para Garanhuns, onde teria de ouvir
os reos envolvidos no processo, eque all exis-
tem delentos,
O processo orgaoisado aos complicados as
scenas de 31 de dezembro esl sufficieutemente
instruido ; e o Dr. cnefe de polica j o achou
assaz adiantado pelo respectivo delegado, sob a
direcgo de juiz de direito, qne muito fez com a
sua presenca n'aquella localidade.
Alm disto, tudo o mais vai bem por aquella
povoago, por que ha chovido, e reina a aeco-
da lei. ^
As noticias a quo nos referimos, do-nas a
aldeia de Panema eom raiserabilissima.
Contera talvez mais de trezentos indios, entre
homeos e mulheres, grandes o pequeos,
E' gente robusta e forte, porm feia e em ex-
tremo preguigosa, vivera cobertos de trapos, im-
munda e raorrendo fome no meio da uberdade
das serras I
Ainda o martyrio dos correios I
Hontemoccupmo-nos dos de outra provincia.
hoje temo-lo do fazer a respeito da desla ; visto
que assignantes nossos da villa de Pao do Alho
luformam-nos que s recebem Diarios no sab-
bado noite, quando o estafeta parte desta cida-
de na quarta-feira III
Que tal a forga locomotora desenvolvida por es-
ses caminheiros I
E' insupportavel que distando Pao d'Alho des-
ta cidjde nma meia duzia de legoas apenas, o
estafeta dispenda todava mais de trez dias para
l chegar; e para isto portante solicitamos urna
providencia da parte do Sr. administrador.
Honlera chegou o Sr, Dr. chefe de polica
de sua commisso comarca de Garanhuns, dei-
xando os negocios de Aguas-Bellas em regular
andamento.
Por portara de 26 do passado foi no mead o
pedagogo do collegio dos orpbos Miguel Joa-
quim Barboza Fonseca-do Carvalho.
Por acto do governo, sobre proposta do
Dr. chefe de polica, foi creado um districto do,
subdelegacia policial no povoado da Malhadinha,
termo do Limoeiro, sob a mesma denomina-
gio.
Os limites deste districto partem d'aquelles
da freguezia do Brejo pelo lado sul do rio
Capibaribe, seguiado por esle at o Jatob, e
d'ahi para estrada da Vicloria al Candaos, onde
tomando a que vai do Pao para Bengalas, e se-
gurado por esta at a povoago de igual nome
tomar outra vez a referida estrada de To at*
os limites da freguezia do Limoeiro com a ci-
dade da Victoria, Qcando limitado pelo lado do
poentecom as freguezias de Grvate, Bezerroa e
Brejo.
. Passageiros do brigue poriuguez Amalia I
vmdos do Porto para esta provincia : Cypria-
no Alves Para, Antonio Pereira da Cosa, Jos
Rodrigues, Joaqnim Solteiro, Jos Pinto Lapa
Augusto Morteiro. Jernimo Ribeiro, Joaqun"
Jos de Carvalho, Domingos Soares, Manoel Cas-
telhano, Joo Ferreira, Custodio Dias Moreira
Joaquim Jos Nunes, Aparicio Jos Moreira, Jos
Joaquim Moreira Peixoto, Jos Antonio, Beoto
Joaquim Gongalves, Cosiodio Josqoim Gongalves
Jos de Souza Ferreira. Florido Lope, Antonio
Soares. Francisco da Silva, Joaquim Soares Ne-
ves, Jos Manoel Mendes, Jos Lourengo Mar-
tios, Manoel Antonio Azan.
A.TA00UH0 PUBLICO :
Matou-se no dia 1" do correle para o consu-
mo desla cidado 57 rezes.
Mortalidads do ou 1* :
Nalhalia, branca, 6 annos; deseoieria.
Jos, branco, 1 hora: asfixiado.
Joaquim Alexaodrioo de Otando Cavalcante,
branco, casado, 26 oooa; lyphoide.
Olimpio, branco, 5 aaeie; coovulsoos.
Marianos, preta, 8 mezes: convulses.
Francisca de Pala Garrido, branca, solteira,
55 anooa; pericardite. >
Ermilinda, parda, 3 mezes; congestio cere-
bral.


MARIO DE MRlIlimO. SBBADO DE MARCO DI 1961.
CHR0H1CIJIUD!CIIIRII.
JURY DO RECITE.
1' SESSAO.
(*t
Da Io de
mareo.
presidencia do ss. r. juiz di direito da se-
gunda vara cruuhal francisco d0hn6vm da
silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Guimao Lobo.
Escrivao privativo, o Sr. Joaquim Francisco de
Paula Ettevet Clemente.
Adrogado, os Srs. Dr. Americo Netio de Mon-
donga e Romualdo Aires de Olireira.
A's 10 horas da manha, o escrirao procede
chamada e veriQca estarem presentes 39 ju-
rados.
Sao multados em 20)009 pelo Dr. presidente
de jury, cada um dos Srs. juizes de facto multa-
dos no* das anteriores, que nao comparecern),
e mais os que fallaram sesso de boje.
Estando presente o numero legal, o Sr. Dr.
juiz de direilo doclarou aberta a sesso.
Entra em julgamento a r Alezandrina Mara
da Luz, accusada por crime de tentativa de mor-
(e perpetrado na pessoa de seo marido, tendo s
mesma r por seu defensor o Sr. Romualdo
Aires de Oltveira, que prestou o derido jura-
melo.
O conselho de sentenca compoe-se dos Srs.
jurados :
Jos Joaquim Ramos e Silra.
Leopotdino Ferreira da Silra.
Antonio Conrado Sabino.
Jos Joaquim da Costa.
Joo Alves Ferreira.
Luiz Jos de Olireira Diniz.
Candido Jos da Silva Guimaries.
Jos Francisco daMoura.
Caetano de Carvalho Rapos*.
Jos Pacheco de Medeiros.
Manoel Ignacio de Torres Bandeira.
Virgilio Jos da Molla.
prestaran! juramento sobre o lirro dos San-
tos Evangelhos.
Foi o reo interrogado.
Lido o processo, deu-se a palarra ao Sr. Dr.
promotor, que pedio a coodemnaco da r
do grao mximo do artigo 192 do cdigo cri-
minal, combinado com o artigo 34 do mesmo c-
digo.
O adrogado da r, deduziodo a defeza, pedio
a condemnaco no grao mnimo do att. 201 do
cdigo criminal.
Findos os debates, e preenchidas as demais
solemnidades da lei, o Sr. Dr. juiz de direito
pergunlou ao jury se-eslava sufQcieolemente es-
clarecido para julgar a causa, e tendo resposta
afrmatira resumi a materia da accusacao e da
defeza, propondo ao conselho os quesitos se-
guintes:
IoA r Aletaodrina Mara da Luz, no dia
22 de abril de 1858, ferio a seu marido no pesc-
lo, como se v do auto do corpo de delicio?
2A r leotou matar a seu marido, manifes-
tando isto por actos exterioras, e principio de
execucao, que nao leve effcito por circumstan-
cias independcnles de sua rootade ?
3oA r commelteu o crime era lugar ermo ?
4oA r commelteu o crime com superiori-
dade em armas, de man eir que o offendido nao
se podessse defender com probabilidade de re-
pellir a offensa?
5oA r commelteu o crime com fraude?
6oA r commelteu o crime com abuso de
confianza ?
7oA r commelteu o crime com sorpreza?
8"Exitem circumstancias atlenuantes fa-
vor da r?
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direito,
foi o jury de sentenca recolhido sala secreta
das conferencias, 1 hora da tarde, com o pro-
cesso e quesitos, d'oode voltou depois s 2
horas, responden jo aos quesitos pela maoeira se-
guinte :
Ao 1 quesitoSim, por unanimidade.
Ao2 quesitoNao, por unanimidade.
Ao 3o quesitoNao, por 11 votos.
Ao 4o, 5o, 6* e 7oNao, por unanimidade.
Ao 8"Sim, por unanimidade.
Lidas as respoatas polo presidente de jury de
sentenca, o Sr. Or. juiz de direilo pnblicou sua
sentenca condemnando a r um mez de priso
e mull correspondente a melade do tempo e
as rustas.
SEGUNDO JLGAMENTO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. FRANCISCO DOMINLES
I'A SILVA, JLIZ DE DIREITO DA SEGUNDA VARA
CRIMINAL.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopot-
dino de Cusmo Lobo.
Escrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula
Esleves Clemente.
Sendo noramente feila a chamada dos jurados,
acharnm-so presentes os mesmos39.
Entra em julgamento o reo Jos Marlioho da
Costa Lima, aecusado por crime de tentativa de
ferimenlos, tendo o mesmo reo por seu defensor
o Sr. Dr. Americo Nello de Mendonga.
O conselho da senteuga foi composto dos Srs.
juradas:
Joao Antonio Coelho.
Jos Joaquim Ramos e Silra.
Bernardo Falcode souza.
Antonio de Hollanda Arco-Verde Cavalcanli.
Ignacio Nery Ferreira.
Joo Francisco do Nascimento Feitosa.
Manoel Antonio da Silra Rios Jnior.
Antonio Carlo3 Pereira de Burgos Ponce de
Len.
Antonio Jos da Cosa Reg.
Cdelo Forjaz de Lacerda.
Jos Feliciano Pereira de Lyra.
Jos Pacheco de Medeiros.
E prestaram o juramento aos Santos Evao-
gelhos.
Foi o reo interrogado e fez-se a leilura do pro-
cesso.
Dada a palarra ao Dr. promotor pedio a coo-
demnaco do reo no grao medio do artigo 201
do cdigo criminal, combinado com o art. 34 do
mesmo cdigo.
O adrogado do reo, deduzindo a defeza, pedio
a sua absolrico
Findos os debates o Sr. Dr. juiz de direito re-
sumi a materia da accusacao e da defeza, e
propoz ao jury os quesitos seguintes :
IoO reo Jos Marlinho da Costa Lima, no
mez dejulho do anno prximo passado. atirou
urna pedrada porla da casa em que mora Ber-
nardo da Silva Vieira, tentando por esse meio
ferir urna mulher, que vire com o mesmo
Vieira ?
2 Exislem circumstancias attenuaoles em fa-
vor do reo ?
Lidos os quesitos pelo Sr. Dr. juiz de direilo,
foi o conselho recolhido sala secreta s 2 horas
e tres quarlos da tarde, o'onde voltou depois de
2 e meia, respoodeodo aos quesitos pela maneira
eeguinle :
Ao Io quesitoNao, por unanimidade, o dei-
xando de responder ao segundo porficar prejudi-
cado.
O Sr. Dr. juiz de direilo em vista da deciso do
jury publicou sua sentenca abaolrendo o reo e
condemnando a municipalidade as cusas.
Le'rantou a sesso, adiando-a para o dia se-
guiote s 10 horas da manha.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 18 DE
VEBBIRO DE 1861.
Presidencia da Sr. Barros Reg.
JleMutes ~" Sr8- ae- Honriques da _
ve, nata, Cesario de Mello e Barata, faltando
aik "UM Me,lo> e em o Sr. R
Albnjuerque abri* a sesso foi lida e a
rada a acta da antecedente.
Foi lido o secutte
rt m- a kmmbnik.
Um officio do secretario degoverao da pr
ca, participando que o Bxm. presidente da
Um?."' P^"1*"*0! d'ocreolo, resolver
1f VW1 d* *nbla Provincial p.r,
n!ir ^ *bnl P8",n0 *". Useiinda
Uulro do eogenheiro coronador, dizendo
tendo de avaocar para o aliohameotu da
ra do qual aa cha, a casa de rendo la
n. 49, que pretende Manoel Infinita
FE-
i Silva,
.jltaod
Reg
ippro-
i provin-
pro-
Ivara
para
rada.
f?
-jraavf.
imperador
Maoaof
Soares, concertar interior e exteriorraente, levan-
tando na forma dalla urna trapeira, alo Ihe pa-
reca conveniente conceder-se qua nella se faca
trapeira pedida, podendo entretanto ter lugar
os concerlos necessarios.Nao obstante, conce-
den-se licenca para urna e outra consa.
Outre do mesmo, dizendo que, Ihe sendo apre-
sentado o requerimento de Antonio Ricardo do
Reg, pedindo cordee$o para reedificar a asa
casa do largo do Paraizo n. 12 com os fondos
para a raa de S. Francisco, compria-lbe observar
que teodo de ser desapropriada casa da esquina
para alargamento da ra, fleando aponas uosdez
doze palmos, pareca -Ihe que o peticionario
proprielario da outra casa deveria avanca-la para
o alinhamento, comprando esses palmos de res-
to, e fazendo ah oatra frente com cornija, como
determinan! as posturas, o que por cerlo nao po-
derla ler logar agora, nem depois, se Ihe fosse
concedido fazer a obra que pretende. A com -
misso de edideacoes.
Outro do fiscal de S. Jas, informando que
igual licenca que pede Manoel Luiz Coelho de
Almeida, para edificar duas casas com 22 palmos
de frente, cada urna em o seu terreno Da traves-
sa do Mooteiro, j tora concedida outro, tam-
bera para ediflcacoes de casas na travessa
Concordia, em seguimenlo da casa de detooco.
Msndou-se cordear.
Outro do mesmo, informando que o lugar, na
traressa do Monteiro, no fundo do terreno de
Theodora Maria do Nascimento, onde pretende
esta lerantar um telheiro. dista da Camoda por
onde lera de seguir a mesma traressa mais de
100 palmos, Gcando assira retirado do alinhamen-
to della.Despachou -se que depois de fechado o
terreno com muro se deferirla.
Outro do fiscal desta freguezia, informando que
Ihe pareca que Joo Biptista da Silra oslara no
caso de ser deferido, risto que nao succedera no
esUbelecimenlo que houre na casa da rus do
Raogel n. 55, onde o supplicante tora actualmen-
te armazem de louca, consiando-lhe que alugara
a mesma casa rasia. Deferio-se que nao era o
peticionario obrigado a psgar o imposto que ou-
tro Picara deveodo.
Outro do procurador, enviando o balincete da
receila e despeza da cmara, do mez de Janeiro
ultimo.A' commisse de polica.
A requerimento do Sr. vereador presidente,
mandou-se officiar aos flscaes desta cidade, dos
Afogades a do Poce, e ao aagenhafro cordeador,
para nao deixarem de comparecer a cmara, em
das de sesso, e abi se demorarem dorante o
tempo dos trabalhos, aSm de mioistrarem verbal-
mente as informscdes, que Ihe forem exigidas
Acamara mandouannunciar per editaes. nos ter-
mos do art. 25 do decreto n. 2621 de 22 de s-
;osto de 1810, que no dia Ia da marco vindouro
zia a apuraco geril dos votos dosdons eolle-
gios eleiloraes do 1 districto desta provincia, pa-
ra a eteico de tres deputidos assembles ge-
ral.
requerimento do Sr. Reg, resolreu a cma-
ra o seguate :
Que se ordenasse ao fiscal desta freguezia fizes-
se numerar com urna nomeraco especial, dei-
xando flear nota della na secretaria, os carros f-
nebres, afim de com mais facildade seren puni-
das as infraccoes que i cada passo csmmettem
Que recommendasse ao mesmo fiscal, e aos ou-
tros da cidade fizessem com que os donos de taes
carros ss cingissem as determinaces do regula-
memo do cemiterio, quanto maneira de serem
preparadps os carros, fazendo desappireoer o a-
buso de lerarem elles figuras e outras cousas,
qus servem de irriso, e ridicularisam o servico
da. dos funeraes. Que se ordenasse ao administra-
dor do cemiterio qoe aempre que se apresentasse
naquelle eslabeleciment carros fnebres d'uma
classe supirior aquella da que se psgou a tata do
art. 51 2 de citado reglamento, dsse parte
a cmara.
Ao2 requerimento cima o Sr. Barata acres-
centou e foi approvadoque o fiscal desta fre-
guezia, dirigiodo-se aos eatabelecimantos de car-
ros fnebres adrertisse priraeiro aos seus donos
sobre a observancia do regulamento.
Despacharam-se as peli;oes de Antonio Ramos,
Bernardino Jos da Silra, Jeanna alaria do Es-
pirito Santo, Joo Baptista da Silva. Joaquim Lo-
bato Ferreira, Joo Amaral Rapozo, D. Joanoa
do Rosario Guimsres Machado, Manoel Ferreira
dos Santos, Manoel Antonio de Jess, Manoel
Luiz Coelho d'Almeida. Manoel Antonio d'Aze-
vedo, Theodora Maria do Nascimento, e lerantou-
se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escre-
n.Reg e Albuquerque, pro-presidente. Barata
d'Almeida, Reg, Henriques da Silva, Cosario de
Mello, Leal Ser, Maia.
TABELLA do rendimeato da alfandega dePernambuco no
mez de fevereiro do exerccio cor-rente comparado com
o de iguaes mezes dos dous ltimos annos.
IMPORTACO.
Direitos de importaco para consumo............
Ditos addicionaes..................................
Ditos de baldeacoe reexporlaco................
Ditos do baldeagao e reexportaba o para frica..
Expediente dos gneros estrangeiros naregados
por cabotagem..................................
Expediente dos gneros do Paiz..................
Expediente dosjeneros lirres....................
Armazenagem das mercadorias...................
Premio dos issigoados............................
DESPACHO MARTIMO.
Ancoragom......................................
Direitos de 15 % das embarcajoes estrangeiras
que passam a naciooaes........................
Ditos de 5 % na compra o venda das embarcacoes.
EXPORTAgAO.
Diios de 15 % de exporla$o de pao Brasil......
Ditos de 5 % de exportaco....................
Ditos de 2 % de addicionaes....................
Ditos de 2 / de exporlaQo....................
Ditos de 1 /0 do ouro em barra................
Dilos de } 7 dos diamantes..................
Expediente da Capatazia........................
INTERIOR.
Multas........
Sello do papel
fixo.. .......................
proporcional.................
nposlo dos despachantes.....................
moiu memos..............................
1860 i 1861
309:74295*3
14:9339720
17657
1:030**24
2:044$X03
558237
3:336*281
1:266*731
2:186*700
EXTRAORDINARIA.
Receita eventual..................
4$500
56 452g842
22:581J?U2
l:2S2f080
143n680
61lg660
1625400
75JJ00O
685000
Dizimos da provincia das Alagas................'
Dizimos da prorincia da Parahyba...............
Dizimos da provincia do Rio Grande do Norte....
Contribuico de caridade..........................1
416:4533676
5 0689230
1:081*167
989198
481*645
424:072g916
1859 a 1860
364:4908873
73*765
8158285
2:326*777
5259721
2:388*937
621*431
2 413*050
420*750
192*500
51*000
68:280*957
664-3675
214*066
749*520
197S069
62*500
100*600
86*573
444:679*06
3:177*246
3:1549143
697*340
452*265
452-1605063
1858 a 1859.
501:296*395
1148772
563*225
998*173
14*280
l:575255
4:4068243
3:761*400
1*500
98:717fi829
39:487*132
990*225
7248287
8138920
335S876
1508000
46*760
654:027*272
6:742*848
941*093
1:109{884
9383542
663 7595639
Alfandega de Pernambuco 28 de fevereiro de 1861.
O 4o escripturario, Bazilio B. Furlado.
COMMEReO.
Alfandega,
Rendimento do dia 1 ,
20:370*761
Movimiento da alfaiidegra.
Volumes entrados cem fazeodas..
com gneros..
Volumes
o
sahidos

com
cem
fazendas..
gneros.*
55
666
------721
55
55
------110
Descarregam hoje 2 de fevereiro.
Galera francezaSolferinofazendas.
Barca americanaReindier farinha e bolachi-
nhas.
Brigue inglezPhantonbaclho.
Bngue portuguezSoberanomercadorias.
Importaco.
Vapor inglez Oneida yin do dos portos da
Europa, maoifestou o seguinte :
50 barris manleiga ; a Saunders Brothers & C.
10 canas queijos : a Milla Latham C.
30ditas ditos; a Tnsso & Irmos.
2 caixas chapeos de sol, 3 volumes amostras :
a Joao Keller & C.
1 dita queijos, 1 barrica presuntos, 1 caixa
manteiga, 1 dita joias, 4 ditas e 1 volurae sedas
chales de laa. lecidos elsticos e outras fazendas
1 volume amostras; a D. P. Wild & C.
8 caixas raantimentos, 2 volumes amostras; a
Adamson H. & C.
1 dita couros ; a Vaz & Leal
1 dita fazendas de seda, 1 volme amostras; a
kalkman & C. '
1 dita cedas ; a Sister Michan.
t caixa lecidos elsticos. 1 volume amostras;
a Linden Wild & C.
a 2dil" ,bJ?c.tos P"a os fumantes ; a Eduardo
da Costa Medeiros.
1 dita cigarros e papel; a Manuel AC.
1 dita carne em conaerra ; a Lawerre & C.
ditas rendas e sedas; a E. A. Burle & C
1 dita sedas ; a Mello Lobo & C.
1 dita joias; a Rabe Schametteau 4 C
3 ditas queijos, 2 barricas presunto! : a M. J.
da Ponte.
3 dilas ditos ; a Soulhal Mellors & C.
2 ditas roupa e oulros objectos; a J Olivar.
1 dita lirros; a Guimares & C.
1 dita obras de prata ; a Vaaconeellos.
1 dita fazenda de la ; a Ser Filhos A C.
50 caixas queijos ; a Tisset freres.
1 dita bichas ; a N. O. Bieber & C.
4 ditas e 9 barricas obras de ferro : a F.
Ifarrisson.
1 dita roopa
ao padre Jos Antonio
com
H.
i& Medeiros.
eaixa pertenece do escriptorio
-~-r- a W. F. Cope.
2 embrulhos amostras; a Patn Naah & C.
1 volme ; a Jos de Almeida Pinto.
1 dito amostras ; a F. Sauvage & C.
1 embrulho ditas; a Barroca & Med
1 dito ditas, 1
a H. Gibson.
1 eaixa roupa; a P. C. Morln.
i embrulho amostras ; a J. Ryder A C
i dito ditas ; a Arkwright & C.
2 caixas medicamentos ; ao Dr. Valpy.
t caixa de (landres roupa e 1 embrulho livros ;
a E. H Bramah.
1 embrulho amostras; a Thomaz Combar.
1 dito ditas; a C. J. Astley & C.
1 caixa roupa; a M. J. de Carvalho.
1 embrulho lirros ; a Krabba Whately & C.
1 valurna amostras; a H. H. Carmen.
* eaixa relagios ; a Fareote Viaana A C
i embrulho amostras; a James Crabtree & C.
2cuia Mstaloi> sttancejros a fc Boarn.
Ha papeu; aGamton E. A C.
1 volume jora** 1 c. L. CaMbroaae.
1 fardo lirros ; a A. M. C. Soares.
50 caixas batatas; a Almeida Gomes Aires
S c.
1 dits man ; a Bartholomeu F. de Souza.
3 ditas mercurio e flus ; a Jos Antonio da Cu-
nta & Irmaos.
1 caixa folhas de ouro
dos Santos Lessa.
1 dita peridicos e 1 v ulume documento; a Jo-
s Henrique Ferreira.
3 caixas amendoas ; a Manoel Jos Goncalves
da Fonte.
4 ditas carne de porco, 2 ditas S3lpicoes ; a
Marques Barros 4 C.
1 caixa carne de porco ; a J. da Cunha Maga-
Ihaes.
1 dita vinho, i rolumo lirros ; a ordem.
Exportaco.
Bngue inglez Anna, para Buenos-Ayres,
carregou :
Krabbe Whately & C. 800 barricas
6,406 arrobas assucar.
Sumaca hespanhola Ardua para o Rio da
Prata, carregou:
Aranaga Hijo & C 250 barricas e 100 saceos
com 2,417 arrobas e 18 libras deassucar.
Patacho portuguez Jareo para Lisboa, car-
regara m:
Amorim Irmos 20 saceos
de assucar.
Barroca & Medeiros 500 saceos com 2:500
arrobas de assucar.
Jos Custodio Peixoto Soares 15 amarrados
com 150 meios de sola.
Patacho francez
regou :
Tisset-freres 1,500 sacos com 7,500 arrobas
de assucar.
Barca franceza Cephise para Marselha, car-
regou :
Tisset freres 800
do assucar.
Recebe doria de rendas Internas
aTeraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 2:890*761
Consulado
Rendimento do dia 1 ,
com 100 arrobas
Alix para Marselha, car-
saceos com 4,000 arrobas
provincial.
.... 3:897*612
Movimento do porto.
Navios entrados no dia i
w ^-'foT.88 d.iaf' brigue Q,ez Annit a""
rxe, de 198 toneladas, capillo J. Goldswortby,
equ.pagem 10, carga 2,710 barricas com bac-
ino : a Johnston Paler A C.
Welmiogton-. dias, patacho americano Laza-
rote, de 198 toneladas, capito R. Harreraan.
equipagem 7, carga madelra, breu e mais ee-
_ eros ; a Henry Fosters 4 C.
nalifax28 dias, barca inglesa Celia, de 264 U-
?ai' qW0 H- Dlbel- e carga 2.936 barricas com bacalho ; a Saun-
ni a ?rolhers 4 C. Seguio para a Bahin.
iVii^r I0.""8' hia,e POrtg Gar-
ren, de IWJ toneladas, cipito Custodio G. do
Figu#.iredo, quipagem 11. cargbate; a Do-
mingos Aires Matheus. Velo refrescar e segu
para Falmoulh.
I
Boros
B I
B
B

"1*
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Atmospherm.
Direcco.
Jntensidade.
Fahrenkeit.
Centgrado.
_o__* 00 I ffyaromttro.
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t* tu
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00 Jm
Cisterna hydro-
metrica.
Francet.
s
s
s
Ingles.


s
H
H
W
O

g
A noite clara, venlo ENE fresco al 2 b. da ma-
nnaa que rondou para E, com a mesma intensi-
dada.
OSCILLAQAO da har.
Preamar as 7 h. 18' da manha, altura 6,6 p.
Baixamar a 1 h. 30' da tarde, altura 1,2 p.
Observatorio do arsenal de marinha.
marco de 1861.
de
ROMANO STEPPLR,
Ia. lenle.
Editaes.
De ordem do Exm. Sr. director, e em cum-
pnmento do art. 68 dos estatutos, se faz publico
que em congregado do hoje, depois de verifica-
os a iresenca dos lentes, foram deslribuidas as
norasdis aulas pela forma seguinte :
Io anno 1* cadeira da 10 s 11 na 2* sala.
L K ,* de 9 s 10 '", la
2 annoIa cadeira de 10 s 11 na 2a sala.
> 2* de 8 s 9 na 2
ranoIa cadeira de 10 s 11 na 3a
2 de 8 s 9 na Ia
4 annoIa cadeira de 11 s 12 na 2a

sala.
de
sala.
sala.

I
Principiar s horas do cosame.
Avisos martimos.
Aracaty.
Saho imprelemelmeBte 00 sabbado 2 da mar-
go o hlate cGratldlo : para passageiros, traU-
se com o capitio Pwiro Jos Franeiaco, do tra-
piche do algodo, oa com Pereira A Valente. na
ruado Codorniz d. 5,
- 9 s 10 na Ia
5 annoIa cadeira de 9 s 10 na 3a
2a de 11 s 12 na 3a
3a de 8 s 9 na 3a
Pan programma do ensiuo foram adoptadas 03
compendios do anno passado, com excepto da
1, caieira do 1. anno para aqual foi adoptado
ocomiendio do Exm. Sr. conselheiro Autrao.em
sobstiluigno ao de Ferrer. Secretaria da farulda-
de de direito do Recife, 1. de marco de 1861. O
secretario.Jos Honorio D. de Mentxes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendadoo
da imperial ordem da Rosa e de Chrislo, ejuiz
de cireito especial do commercio, desta cidade
do lecife, capital da provincia de Pernambuco
e s;u termo, por S M. I. e C. oSr. D. Pedro
II, fue Deus guarde, etc.
Fac saber pelo presente, que Jos Rodrigues
da Silra Rocha, por seu odvogado, me dirigi a
peliQo do theor seguioto :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz do commeroio.__Diz
Jos Rodrigues da Silra Rocha, que senda-1 he de-
vedor Manoel Lucio de Souza da quantia de 480*
rs., importancia da letlra junta, proveniente de
ferragens, que Ihe comprara para revender no
ceutro da provincia, succede ler-se espalhado a
noiicia de harer o supplicante fallecido na poca
do cholera ; na duvida de ser ou nao exacta essa
noticia, quer c supplicante fazer citar ao mesmo
supplicado no caso de anda existir, ou a seus
herdeiros, para na primeira audiencia destejuizo
rallarem aos termos de urna aeco ordinaria, em
a qual lho pede a importancia da indicada letra,
juros nella estipulados e as costas; requer por
lano a V. Exc. digne-se mandar que, justificado
quando baste a ausencia e noticia da morte do
suppcado e julgada porsentenQa a juslificago,
se passe carta eqal por trinla dias, afimde s*r
por U. atado o suppircsdo ou vetr herdeiros,
uomeando-*e-lhe em todo o caso curadorin litem
que represente os ausente'. Pede a V. Exc. de-
fenmento. Espera receuer m>rc. Adrogado
Joaquim Dourado.
B mais se nao conlinha em dita peligo aqui
bem e fielmente transcripta e copiada, a qualsen-
do-meapresentada, dei e profer o despacho que
se segu :
Distribuida, justifique com ciUco do Dr. cura-
dor geral.
Becife 15 de dezembro de 1860. Anselmo
Francisco Peretti.
Nada mais se continlm em dito despacho aqui
interto, por forca do qual fez-se a distribuicao ao
escrio deste juizo Manoel de Carralho Paes de
Andrade; e produ'lndo o supplicante as suas
testemunhas que justificaran} a auzencia dos sup-
plicados a riura e herdeiros do sobredilo Manoel
Licio do Souza, foram os autos competentemen-
te sellados, e subindo a concluso, dei e profer
a senterjQa do theor e forma seguinte : Arista da
inquirigo de folhas nore em diante e mais pe-
cas dos aulos julgo prorado a auzencia da viura i
e herdeiros do justificado em lugar nao sabido
pelo que mando que sejara citados por ediclos
passando-se a respetiva carta com o prazo de
trinta dias findo o qnal e sendo os auzentes ha-
riJos por citados, se Ihes dar curador, afim de
correr com esle o feito os seos devidos termos:
pagos pelo justificante as cusas Recife. 26 de
feereiro de 1861.Anselmo Francisco Poretti.
E mais senoo coutinha e nem outra cousa
alguma se declarara em dila sentenca aqui
bem e fielmente transcripta e copiada, em
virtude da qual o referido escriro fez passar
o prsenle edital com o prazo de 30 dias, pelo
theor do qual chamo, cito e hei por citados aos
supplicdos a viura e herdeiros de Maooel Lucio
de Souza, para que dentro do mencionado prazo
compare;am oeste juizo para allegaren) a sua de-
feza por todo o cooledo na petigo cima trans-
cripta, sob pena de proseguir a causa os seus
deridos termos a revelia ; porlanlo toda e qual-
quor pessoa prente amigo ou conhecido dos
subredllos supplcados lhes poder fazer scieotes
do que cima tic exposlo. E para que chegue
noticia a todos, mandei passar editaes, que
rao affixados nos lugares do costume e publica-
dos pela imprensa. Dado e passado nesla cidada
do Recife de Pernambuco ao primeiro dia do mez
de marco de 1861.
Anselmo Francisco Peretti.
De ordem da inspecQo da alfandega se faz
publico, que no dia 4 de marco prximo, depois
do meio dia, se ho de arrematar em hasta pu-
blica porla da mesma reparlico, de conformi-
dade com o disposto na segunda parle do art. 302
do regulamento de 19 de'setembro de 1860, 132
caixas, 62 1|2 ditas, e 5 quartos de ditas com
passas, pesando liquido 4,353 libras a 167 rs. por
libra, total 726*951 abandooadas aos direitos por
Aranaga Hijo A C, sendo a arrematarlo livre de
direitos ao arrematante.
Alfandega de Pernambuco 28 de tevereiro de
1861.O 4. escripturario.
Antonio Lucio de M. M. Pimsntel.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria pro-
vincial manda fazer publico, que do dia 2 do cor-
rente por diante pagam-se os ordenados dos em-
pregados proviociaes, vencidos no mez de feve-
reiro prximo Qodo.
Secretaria da tbesouraria provincial de Per-
nambuco 1. de margo de 1861.O secretario,
Antonio Ferreira d'Aonunciacao.
Rio de Janeiro
segu nestes dias a bares nacional Ostro Hl>.
capito Antonio Goncalves Torres.por lera maior
parle do carregamento prompto, e para o reata
que anda falta, passageiros e escravos, pasa os
quaes tem excedentes commodos, tratt-se com
os consignatarios Piolo de Souza A Bairo, aa
ra da Cruz n. 24, ou na praca com o capito.
Para o Ass
seguo com brevidade o hiate Beberibe; para
earga e passageiros, trata-se na ra do Vigario
numero 5.
Para o Aracaty
segu eom brevidade o hlate Camaragibe ; pa-
ra carga e passageiros, trata-se na ra do Viga-
rio o. 5.
COMPANHIA PERNAMBUC1NA
DE
Navegado costeira a vapor.
Pela gerencia se faz publico que d'ora em dien-
te os rapores da companhia peroambucana sahi-
ro para os portos do norte a 7 e 22, continuando
para os do snl a 5 e 20.
Conselho de compras aavaes.*** do dia, e no a do especticuu
Teodo de promover-s a eoaspra do material' l8rI do mesmo thalro.
da armada abaixa declarado, manda a canselho
lazar publico que ter isa tafar eos, aasea? de 5
do mez prximo, mediante proposlaa recebidas
at atf atoras da manha deas* dia, acompa-
ohadaada amostras dos objecm.
Para os navios.
3 pecas de flele azul, braaco e encarnado, 8
ffobaiMa.tneta de patente. 4 Hvro mappasde
50 toldas. 5 ditos ditos de 25 ditas. 10 arrobas
da meaUtar branca, 16 arrobas e 1 libras de
plvora grossa. 1 peca de cabo de linbo da 7 e
l|t a 8 polegadas, 1 jogo de tinteiros galvaniza-
dos e 30 raspas de ferro.
Para os navios e arsenal.
6 barris de alca trio, 4 arrobas de agua-ra, g
barris de breu, 3 caixas de guerra, 2 rolos de
chumbo emlencol, 6 arrobas de estopa de algo-
do para limpar machinas, 400 folhas d cobre
de 24|0 com a competente pregadura. 50 arro-
bas de oleo de lnhaca, e 30 latas de tinta branea
de chumbo, 1,000 folhas de lixa de esmeril em
panno, 72 paes de ferro e 4,000 tachas de bomba.
Para o arsenal.
20 arrobas de almagre, 85 caigas de algodo
azul, 85 camisas do mesmo algodo, estes dous
objectos para africaoos, 9 camisas de algodo
branco, 9 saias de dito azul, estes objectos para
africanas.
Para as obras do porto.
400 raras de linhagem para saceos.
SSo as coodiccoes para effecluar-se a compra
ser paga logo 00 mez snbsequeole do recebi-
mento dos objectos e sujeitarem-se os vendedo-
res a multa de 50 por 0|0 do valor dos mesmos
objectos, caso nao os enlreguem da qualidade e
na porco contratada.
Sala do conselho de compras navaes de Per-
nambuco 25 do fevereiro de 1861.
O secretario,
Alexaodre Rodrigues dos Anjos.
Pela contadoria da cmara municipal do
Recife se faz publico, que o prazo marcado para
pagamento do imposto de estabeletimeote linda-
se no ultimo de marco vindouro, e todos aquelles
que nao pagarem deDtro do praxo, flcam sujeitos
multa de tres por cont.
Contadoria da cmara municipal do Recife 26
de fevereiro de 1861.O contador,
Joaquim Tarares Rodoralho.
Pela subdelegada da freguezia de Santo
Aotonio se faz constar que se echa recolhido
casa de detenco o preto africano de nome Ma-
noel, que diz ter sido escraro do Sr. Aonuncia-
eao, cujo preto foi preso por briga. e nao tem
apresenlado carta de liberdade. Se alguem se
julgar seu senhor, compareca nesta subdelegacia
munido de seu titulo.O subdelegado supplente,
Joaquim Antonio Giroeiro.
Vice consulado de Espaa.
De orden del Excmo. Sor.
ministro residente y cnsul
general de S. M. Catlica en
Rio de Janeiro, prevengo
ios subditos espaoles resi-
dentes en este districto con-
sular que, siendo indispensa-
ble que se hallen provistos de
una carta de nacionalidad,
tanto por inters propio par*
acreditar sus personas y po-
der reclamar la proteccin de
los agentes de su nacin, co-
mo por convenir al servicio
del estado, el tener una noti-
cia exacta de los cuidadanos
que residen en el extrangero;
debern en el termino de 15
dias presentarse en este vice
consulado renovar sus car-
tas de nacionalidad proveer-
se de ellas los que no las tu-
vieren.
Pernambuco, 25 de febrero
de 1861. El vice cnsul de
S. M.Juan Anglada Hijo.
Pela subdelegacia da freguezia de Santo
Antonio desta cidado se acham embargados em
urna cocheira tres carados do diferentes cores,
tendo todos o mesmo ferro, o que prova perten-
cerem a urna s fazenda, e com indicios de se-
rem do servico de engpnho. por desconfianza e
indicios de serem furtados, visto lerera sido all
recolhidos por dous homens do mato desconhe-
cidos, e depois appsrecerem outros tratando de
os vender, sem haver coincidencia as respostas
entre olles : quem, portaoto, se julgar com di-
reito a ditos carelios, compareca neste juizo mu-
nido de suas proras, que Ihe sero entregues.
no escrip-
Para o Para em direitura.
O palhabote Garibaldi, segu nestes das por
ter engajado parle do seu carregamento : a tra-
tar com Taso Irmos ou com o capito Custodia
os Viannv
Para a Baha segu em poucos dias a es-
cuna nacional Carlota; para alguma carga qu
Ihe falta, trata-se com seu consignatario Fran-
cisco L. O. Azeredo, na rua da Madre de Dos
n. 12,
COHPAMIA I BUCAXA
DI
Navegado cosleira a vapor
O vapor Pcrsii\unga, commandan lante Mou-
ra. segu para os portos do sul em 5 de marco s
5 horas da tarde.
Recebe carga at o da 4 ao meio dia Passa-
geiros e dinheiro a frete at o dia da sahid s
2 horas. Escriptorio no Forte do Malos n. 1.
Recife 22 de fevereiro
de 1861.
Carneiro.
THEATRO
DE
anta Isabel
Declarares.
Consulado provincial.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que os 30 dias uteis para pagamento das
impostos de 12 0(0 sobre lojas a retalho, arraa-
zens de fazendas, tabernas e casas de leilio : da
4 OO sobre
PiVto__Qrt/ti. W Bunro ae ro*'1 estabalaonaaiot; de
tonTridJ ;.n^fUe,POria!uercAwa,,a- de,270Tfl >> casas da cambio ; de 50 sobre casas
estrangeiros, e de jogo da btlhar, a finalmente a
impostos sobre carros, carrosas e mnibus, tanta
dealuguel como particulares, relativo aa anna
Onancelro de 1860 a 1864. flndam-sa no dia de
marco correte, ficando sujeitos malla da 3 QjO
sobre os seus debitas, os que pagarem depois
desae prazo.
equipagem 16, carga vinho o mais gneros;
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Terra Nova30 dias, brigue inglez Polly, de 17S
toneladas, capito Aleandre Taylor, equipa-
gem 9. carga 2,480 barricas com bacalhio ; a
James Crabtree C.
Navio sonta* no mttmo dia;
Rio dai Janeiro Briga braaileiro Encantador,
capito Antonio Pedro dos Santos, carga a lau-
car, Dous escravos a entregar. ^
Mesa do consalado provincial da Paraambuoo
1.' da marco de 1861.Pelo administrador.
Thtodoro Machado Freir preir da Silva.
3
Sabbado 2 de marco.
Segunda recita que S. Exc. se dig-
nou conceder
AO artista
SA1XTA.KOSV,
e que elle igualmente concede em bene-
ficio aos corepanheiros
que trabalharam gratuitamente
no seu ultimo beneficio.
Grande e variado espectculo
composto de dramtico, dansas, por Madama Vir-
ginia Romagnoli, e corda bamba pelo joven de
14 annos, etc.
Depois que os professores da orchestra execa-
larera ama das melhores onverturas, represen-
ta r-sa-ha o drama em 3 actos, intitulado,
COMPAHHIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia 4 de marco espera-se dos portos do
sul o apor francez Bearn, commandante Aubry
de la No, o qual depois da demora do costume
seguir para Bordeauz locando em S. Vicente e
Lisboa, para passagens. encommendas ele a
jrstar na agencia rua do Trapiche n. 9.
C01PAMIA PER1UIMJCANA
DE
Navegaca* costeira a vapor
Parahiba, Rio Grande do Norte. As-
su', Aracatv, Ceara' e Acaracu'.
O vapor Jaguaribe, commanddnte Lobato, sa-
hir para os porlos do norte at ac Acarac na
dia 7 de mar$o & 5 horas da tarde.
Recebe-so carga al ao dia 6 as 3 horas. Pas-
sageiros e dinheiro a frete al ao dia 7 s 2 ho-
ras : escriptorio no Forte do Mallos n. 1.
Aviso martimo.
No escriptorio do Saunders Brothers & C. se
receberi propostas das pessoas que quizerem con-
tratar de fazer lodos os reparos de que precisa a
burea ingleza Emma Eugenia, capito Joba
uenry Daltoo. arribada ueste porlo, hoje ata
meio da. Para a especificado dos reparos e
mais nforraacoes, os preteudeoles dirijam-se o<
referido escriplorio.
aspDSJL-iinmuDSii
00 o
RETRATO DE HITAS FAMILIAS.
Foi eseolhido este drama por haver recordaco
do muito que agradou quando em novembro de
18od foi acea oeste mesmo theatro.
No lira do drama Madama Virgioia Romagnoli
Ferrari, em grande obsequioso Santa Rosa e os
seos cotlagas. ezeeatar um dea seus melhores
daasados.
Depois segu-se a dansa
de 14 annoa.
de corda pelo joven
Terminar o espectculo cem a jocosa comedia
em um acto,
0 Irmos das Almas.
A "! '!*.''* "2 ****** inoaiio,
no nano da 1844, a di da uados.
. Os birhetes'de camarotes, cadeiraa enlteos
sao desda ji ezpostoa-4, aadaas ManTasaa.
U ftoaa, na rua de Suta Uabsl n, 13, a qualqotr
Riode Janeiro,
segu por estes 4 ou 6 dias o brigue escuna tNe-
graes, tem todo o seu carregamento prompto, a
so recebe escraros a frete : irata-se com o con-
signatario Manoel Aires Guerra, rua do Trapiche
n. 14, ou com o capito a bord.
Para -Eisboa segu com muita brevidade o
patacho portugus cJarco, recebe carga a freta
e passageiros, para o qoe trata-se cem seus con-
signatarios Amorim Irmos na rua da Cruz n. 3.
ou com o capito J M. Coelho Sobrinho, na pra-
ca do commercio.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Espera-se do sul att o dia _3 de marco o
rapor Paran, commandante o capito teneule
Jos Lepoldo de Noroeba Torrezo, a qual de-
pois da demora-'do costme seguir para os
portos do norte,
Recebem-se desda j passageiros e engaja-sa
a earga aun o vapor poder condonar a qaal da-
veri ser embarcada oo dia de sua ckegada: agen-
cia rua da Cruz a. 1, escriptorio de Azevedo 4
anden
Pata Lisboa
briga nertugaez
sea carrofamento promnto ; ara o rest e pas-
^t^e^^^B^J^l pri-
meiro nlnroom oeanite Aatonl *A|iSS.
bao de Atautit, u praea%
MM cem toda a brevidade >
Soensnna, por ier jMastada


W
DIARIO DE PEftlUBMUCO. SABBADO % DE MARgO DE 1811.
\
Maranho.
Segu oestes dias o hiate Santo Amaro ; pa-
ro o resto da carga, trata-se com Csetano Cyriaco
da C. M. & Irmao, so laao do Corpo Santo o. 23.
COMPANHIA BRASILEiRA
DE
MlSIffi UTO!.
Espera-se dos portos do nortale o dia 5 de
margo o vapor Cruzeiro do Sul, commandan-
te Pontea Ribeiro, o qual depois da demora do
costume seguir para os portos do sul.
Desde j recebem-se passageiros e engaja-se
a carga que o vapor poder conduzir, a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada :
agencia ra da Cruz n. 1. escriptorio de Azeve-
do & Mendos.
Para o Aracaty e Assu'
segu com breidade o hialeSmta Rita, j tem
a maior parte da carga ; para o resto trata-se com
Martius & Irmao, ou com o capio Antonio Joa-
quim Alves.
Leiles.
LEILO
O agente Oliveira congratula-se sobremaneira
por se ac.har restituido presen;) de seus nu-
merosos amigos Srs. logislas desta cidade e con-
fiando em sua antiga indulgencia, tem o prazer
de turnar a conviJa-los, pela ptimeira vez aps
seu regresso, para o leilo dos Srs.
E. A. Burle C,
o qual constar de um perfeilo surtimenlo de fa-
zendss, principalmente pretas, as mais procura-
das e proprias da presente quaresma, e lerS
lugar no armazem dos mesmns na ra da Cruz:
sexta-feira Io de margo, s 10 horas da maohaa.
LEILAO
DE
Um grande sitio na
estrada do Arraial.
Terca-feira 5 do crvente.
Antunes far leilo em seu armazem na ra
Jo Imperador n. 73, de um grande sitio no prin-
cipio da estrada do Arraial junto ao do Sr. Mar-
celino Jos Lopes, coro excellento casa de pedra
e cal, conlendo 8 qoarlos, 2 salas, um gabinete,
cosinha, estribara, muito boas larangeiras, sa-
potizeiros, jaqueiras, coqueiros, urna grande
baixa de espira, um riacho no meio do sitio com
banheiro. chaos proprio. Os pretendentes diri-
jam-se ao referido sitio para examinaren), tendo
lugar o leilono dia cima indicado s 11 horas
em ponto.
LEILAO
DE
DE
Urna arinacao.
Sabbado 2 de marco.
Costa Carvalho d5o Dodendo efTeduar o leilo
da taberna de Antonio Pereira Vianna far no dia
cima sem reserva de preco s 11 horas ero pon-
to [iaia inforroaces podem entenderse cum o
mesmo agente ou com o Sr. Manoel Jos de Pa-
ria em seu armazem na ra do Amorim.
LEILAO
O agente flyppolito da Silva autori-
sado pelo Sr. Dr. juiz de orphaos fara'
leilo deum predio sito na freguezia do
Poco, o qual tem accomraodaqoes para
grande familia, neste predio mora pre-
sentemente o Sr. Francisco de Paula
Silva Jnnior, os pretendentes pois o po-
dero examinar e comparecer ao leilo
que tera' lugir segunda-letra 4 de mar-
ro, as 11 horas em ponto, em seu ar-
mazem na ra do Imperador n. 55.
LEILO
Segunda-feira 4 do corrente.
James Ryder & C. faro leilo por intervenco
do agente Olivpiro, de grande e variado sorti-
mento das melhorcs fazendas inglezas bem co-
nhecidas de seus tons freguezes, a auem tanto
ellcs corno o referido agente muito prazer tem
em convidar, e cuja concurrencia muito apre-
ciarlo como sempre, e esperan) no indicado dia
as 10 horas da manha em ponto.
LEILAO
DE
200 saccas com feijoe
fuilio da Baha.
Quarta-feira 6 do corrale s 10 horas.
Amonestar leilo por conla e fisco de quem
pertencer sem reserva de prego algum, de 200
saccas com feijoe urna porco de rolos de fumo
da Baha. As 10 horas em ponto.
DE
Terca parte do sobrado da
ra Diratoii. 88.
Terca-feira 5 do corrente.
Antunes far leilo cm seu armazem Da ra
do Imperador n 73, da terca parlo do aobrado
da ra Direita n. 88. que ser vendido imprete-
rivelmente pelo maior prego que fr offerecido
do dia cima indicado s 11 horas cm ponto.
LEILAO
DE
Tinta branca em latas e 3
caixas com phosphoros.
Terca-feira 5 do corrente.
Antunes far leilo em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, de urna porco de latas com
lila branca de boa qualidade que sero vendi-
das sem reserva de prego, bem como de 3 caixas
com phosphoros. As 11 horas em ponto.
Gneros de estiva.
Quarta-feira G do cor-
rente s 1\ horas.
Antunes autorisado pelo Sr. Jos Nu-
nes de Paula, vender' em leilo para
liquidar todos os gneros existentes em
seu armazem na ra do Amorim n. *8 :
Papel paquete.
Gigos de champagne.
Caixas com cha preto..
Ditas com ditas ordinario.
Barricas com bolaxinhas,
Pipas com vinagre.
Barris com cra\ o.
Barricas com cerveja.
Garrafes vasios.
Caixas com sabo.
Urna barra de ferro.
Urna balanca decimal e pesos.
Duas carteiras.
Duas mesas._____________
Avisos diversos.
Leilo
Hoje, 2 de marco.
E. A. Burle & C. penhorados pelo favor'da
concurrencia de seus nnmerosos amigos e fre-
guezes so leilSo que honletn tere cornejo e do
qual n5o houve lempo para patenlear-lhes todas
as fazendas, lem a satisfacao de convida-las para
continuado do referido leilo, que lera logar
Hoje, 2 de marco
e esperara dever o mesmo favor da conlinuacao
da sua concorreucia, .com a qual esperara nao
deixaro de aproreilw seo leapo e intereisei.
S0CIEDA0EBANC4KI4ENC0M-
MANDITA.
Amorim, Fragoso Santos
Companhia
fazem publico que desta data em dianle as snas
coritas correles sero reguladas da maneira se-
guinle :
Keceber-se-ha qualquer quantia de 100g para
cima, e pagar-se- ha vista al 5:000. sendo
dah para mais com aviso de lOdias, contanlo-
0 juros de dona por canto, manos do quo a laxa
por que a caixa (il do Baa do Brasil descon-
ta letras, sendq^estes juros contados e capitali-
sados de 6 em o mezes.
Tambera sero abertas conlas correntes sob
condicoes de serera pagas vista qualquer quan-
Ua independente de aviso, contando-se gmente
juros de 3 0|0 ao anuo na forma cima declarada
Becifo 1. de marfo de 1861.
Os meios bilheles da lotera que tem de
correr no dia 6 do corrente. pertencem : o de n.
nI a J- D- Mart'ns. n U5 iD.ll.e Augusto, d.
956 a J. F. de Oliveira, n. 921 a Sergio & C.
Carneiro Vianna.
Est justo c contratado a compra da taber-
na sita na ra do Alecrim n. 45, pertencente a
Sra Candila Fortuna da Cunha Braga : se al-
filera se julgar com direito a reclamar sobre a
dita venda, ha ja de o fazer no prazo de 3 dias.
sob pena de nao ser mais attendido. Recite 1.
de margo de 1861.
O Sr. Antonio Pacheco Lourengo, natural
da Ilha de S. Miguel, lera urna carta vinda da
mesioa llha, na ra de Apollo n. 8, nrimeiro
andar.
O portuguez Jos Pereira da Silva
que annuncia retirar-se para o Para',
queira antes de o fazer concluir o ne-
gocio que nao ignora, no pateo do Pa-
raizo n. 10.
Precisa-se de urna ama para com-
prare cosinbar: na ra Nova n. 53.
Os abaixo assignados socios na botica e ar-
mazem de drnxas silo na ra da Cruz n. 22, dc-
claram que clles lem amigavelmeote dissolvido
a soriedade. flcando de posso ao dito estabeleci-
mento o socio A. Caors, o qual de ora em diante
sero dono eliquidatario do mesmo estabeleci-
menlo, e obrisado porquaosquer transaccoes an-
teriores e com exclusivo direito a todas as divi-
das activas na conformidade da escriptura do
compra feita ao socio J.Soum da parte que lhe
pertencia no supradito estabelecimento, a qual
fica registrada no tribunal do commercio. Reci-
te Io de margo de 1861.J. Soum.A. Caors.
njos e flores
para os actos da quaresma
As bem conhecidas pinhoas que moravam na
ra Nova achara-se hoje residindo na ra da
Praia, e abi continuara a vestir anjos e fazer flo-
res com toda delicadeza e perfeigao, por issoavi-
' sam aos Srs. encarregsdos dos actos da quares-
ma e testas para que.se lhes quizerem fazer o fa-
vor de as incumbir desse trabalho, as procurem
em dita ruada Praia o. 31, segundo andar, que
sero servidos com todo esmero.
Gaspar Pereira da Silva subdito portuguez
vai a Portugal e durante sua ausencia deixa pro-
curado a seu socio o Sr. Joo Volate da Cruz e
ao Sr. Antonio Martina Duarte.
O abaixo assignado perdeu um val de 320$.
passado por Joo Adriano Mello Dutra a seu fa-
vor, pagavel em marco prximo futuro. Recife
28 de fevereiro de 1861
Joaquim L. Monteiro da Franca.
Admirado
1,900 cada um.
No armazem de fazendas da ra do Queimado
n. 19, vende-ae lengeg de linho muito fino pela
pechincha de 1,900 rs.
Al,800acoberta.
Ra do Queimado n. 19,
armazem de fazendaa, vende-ae as lindas cober-
tas de chita desenho chlnez e pelo barato preco
de 1,800 rs. *
No armazem da ra da Madre de
Dos n. 6 confronte ao consulado pro-
vincial, ha Dar vender-se saceos com
milfao muito novo e com 122 libras de
peso que regula 22 a 23 cujas a preco
de 3f600 cada urna.
Publicaces do instituto
tha do Brasil.
DICCIONARIO POPCUR
DE
MEDICINA BOMEOPATMCA
Obra indispensavel (odas as
pessoas que quizerem curar lio-
meopattalca mente,
CONTEKDO :
A defmico clara dos termos de medicina: as
causas mais frequentcs das molestias; os symp-
tomas, porgue estas se fazem conhecer : os me-
dicamentos que melhor lhes orrespondem : a
quantidade das dses de cada medicamento e
seus respectivos intervalos as molestias agu-
das t chronicas: a hora do dia ou da noite,
em gue os medicamentos desenvolvem melhor
saa aeco : a maneira de alternar os medica-
mentos: a maneira de curar os envennamen-
os, as mordeduras de cobras, focadas, tiros,
guedas, pancadas e fracturas e todas as mo-
lestias conhecidas, principalmente as gue gras-
sam no Brasil, qur as pessoas livres, qur
as escravas: os soccorros gue se devem pres-
tar tnulher durante a prenhez, na occasiao
do parto e depois delle: os cuidados gue a
crianca reclama, gur logo depois do nasci-
mento, gxiir durante a infancia : os perigos
que eslo sujeilos lodos os gue tomam reme-
dios allopathicos: e muitos outros arligos de
vital inleresse; bem como urna descripcao con-
cisa, e em linguagem acommodada inteli-
gencia das pessoas exlranhas medicina, dos
orgaos mais importantes, gue enlram na com-
posicao ao corpo humano, etc., etc., com duas
estampas, umamoslrando qaantopossicel to-
dos os orgaos internos, com a sua explicaco
phiologica e oulra mostrando as differenles
regies abdomivaes. [kprimeira c colorida pa-
ra ossenhores assignanles.)
PELO DOCTOR
SABINO 0LEGAUI0 LIDGER0 PIMO.
O Diccionario Popular de medicina homeopa-
thica urna obra completa de homeopata, o
resultado da pratica dos hoaieopalhas europeos,
americanos, panicularmenlo dos Brasileros, e
da minha propria experiencia ; ella satisfiz intei-
ramente os mdicos, que quizerem experimentar
ou exercer a nossa medicina ; e muito mais an-
da aos paes de familias, qur das cidads, qur
do campo, chefes de estabelecimento, caprtes de
navio, curas d'almas, etc., quo por si uesraos
quizerem conhecer os prodigiosos effeilos da ho-
meopathia.
N. B. Tencionando o autor, aproveitando sua
viagem Kurops.fazer imprimir all o Dicciona-
rio Popular tal qual o havia feito, acoiileceu
que antes de incetar a publicaciio visse elle obras
mui modernas de medicina, abuudanlesde ideas
novas, e enlao resolveu mudar inleiramenle o
plano que havia concebido, e dar toda expan-
sao e clareza a essa obra, de modo que tanto os
homens versados na scieocia, como os que o nao
sao, podessem tirar della o mximo provtito pos-
sivel, sem embargo de trazer-lhe isso umaccres-
cimo de despeza de dous lergos mais do cue gas-
tara, se publicasse a obra, como a principio ti-
nhi organisado.
O Diccionario Popular de Medicina Hcmeopa-
thica, como agora est composto ser sem duvi-
da a obra mais til de todas que se tem publica-
do. Ella constar do 3 volumes cora 1,500 pa-
ginas pouco mais ou menos.
A assignatura 15#, pagos na occasiao de assig-
nar. Depois de impresso cuslar 25#.)
Acha-se igualmente em via de publica-
cao a segunda ediccao do
THESOURO HOMEOPATHICO
oo
Vade-mecum do homeopatha.
Esta nova ediccao em lulo superior pri-
meira, tanto no que diz respeilo disposicao das
materias, como no que relativo ao modo de ad-
ministrar as dses, ao esludo dos tamperameotos,
s molestias hereditarias e contagiosas, a hygien-
ne pratica, ele, etc. Cora urna estampa demons-
traliva da continuidade do tubo intestinal desde
a bocea at o recto.
A assignjfira 6 de 8g pagos na ocjwsmo do De-
signar, (depois de impresso cusa' lbelo
menos.)
As pessoas que quizerem ssignar urna e ou-
tra obra pagarao apenas 209 em lugar de 23.
N. B. A assignatura, qua nao for acompanhada
dt respectiva importancia, nao ser considerada
como tal.
Assigna-se em casa do autor, ra de Santo A-
maro, (Mundo Novo] n. 6.
Na ra Direita n. 28. acha-se urna carta para
o Sr. Jnaquim Francisco de Paula, e pede-se ao
mesmo senhor que se dfi ao trabalho de a prou-
rar na mesma casa.
Santo Amaro.
Festa de Nossa Senhora
daSoledade
Hoje as8 horas da noite, urna salva annuncia-
r a bandeira que sahir da casa da juiza no 3m
da ra da Aurora, conduzida por Anjos e prece-
dida por mimosas virgens que iro cantando du-
rante o trajelo da mesma.
Amanha haver vesperas, e domingo as 5 ho-
ras da madrugada, urna salva e girndolas annun-
ciatao o dia da festa, quesera feita com decencia,
a tarde haver cavavalhadas offerecidas por dis-
tinclos eavallieiros aos encarregados da festa, as
quaes duraro at as 5 1[2 horas, a cuja hora so-
bir aos ares um bilo. Terminar a festa com
um fogo de vista e o liramento da bandeira, que
se recolher casa da nova juiza.
Todos estes diveriiraentos sero acompanhados
por urna das melhores msicas j bem conheci-
da nesta cidade. Os encarregados da festa pedem
ao respeilavel publico se digne concorrer a esta
festa para a tornar mais brilhante, pois elles na-
da teem poupado para que a mesma seja feita
com toda a decencia.
Barroca &Medeiroi sacara para Portugal e
Ilha de S. Miguel. 6
Arrenda-se o sitio em que estove o Sr. Fran-
cisco Gomes de Mallos Jnior, na Iravessa da es-
trada de Joo de Barros, cora grande casa de so-
brado, tudo plantado de arvoredos, 2 viveiros e
baixas para plantar capim : quem o pretender,
pode dirigir-se ao mesmo sitio.
AVISO.
Jos Patricio de Siqucira Varejo, com taberna
na ra Augusta n. 1, e fabrica de charutos na
Iravessa do Dique n. 7, avisa a seus devedore*.
que oo prazo de 8 dias, a contar deste, venham
saldar suas comas, do contrario sero publicadas
por esta folha os seus nomes.
O esludante que mandn engommar roupa
na ra estrella do Rosario n. 27, mande buscar
nesles Ires dias, do coBlrario ser vendida para
pagamento da mesma.
O Constituate.
Publicou-se hoje o 1.a numero deste jornal,
sob a directa o do Dr. Antonio Borges da Foose-
ca. Distribue-se na cidade, e espera-se que seja
aceito como um fiel representante da impren-
sa livre e mora Usad*. 59 por 4 mezes, e 160 rs.
avulso, na typographia em quo ae imprime, na
ra de lionas n. 14, e no becco da Congregado,
toja de eocaderoador : o pagamento feito adi-
antado.
O Sr. A. J. de Miranda veoha pagar os 209
do vestuario de raascarados que flcou a dever,
na ra do Queimado n. 2, terceiro andar, e en-
tregar a toalha que levou embtulhado.
Alugam-ie os dous grandes sobrados da
ra de Hortas e Caldeireiro n. 140, sendo que
tem communtcaco um por dentro do outro :
quem pretender, dirija-ae a ra do Imperador
d 75, escriptorio.
Roga-se ao senhor que em 1858 compran
por 1008 um cavallo, o favor de o pagar, certo de
que se o nao flzer nesles dias, ter o prazer de
ver seu nome por extenso neste jornal.
Existe orna ama de lelte, no Caminho Novo
n. 70, defronte do oito do sitio do ciruriiao Tei-
iXl.
- Roga-se ao Sr. Romao Antonio
da SIa Alcntara, queira declarar sua
morada que se precita fallar.
Hotel trovador
Ra larga do /{osario
numero 44.
Neste estabelecimento existe disposicao dos
amadores dos bons petiscos, peixes de conserva
preparados pelo fornecedor de S. M. I. o delicio-
so salame de Lio, azeitonas brancas de Sevilha,
e varias conservas. Depois de apreciar esses sa-
borosos petiscos para tornar a digeslo mais r-
pida, ha tambera no mesmo estabelecimento um
primoroso bilhar, o melhor desta cidade, como
est provado pela immensa coocurrencia que lem
tido. .As bolas eslo dia e noite sujeitas a um
motu-continuo, impellidas pela flor da popula-
gao desta formosa Veneza americana.
' Julio & Conrado. |
Ra do Queimado n. 48. Participara aos seus numerosos fregu- jS
zes que tendo chegado o seu mestre al- *
faiate que roandaram contratar em Paris, 5
acham-se promptos a manaarem execu- lf
lar toda e qualbuer obra tendeoie a al- |5
faiate, assim como tem era seu estbele- ff
cimento grande sorlimenlo de tudo quan- a
tei se desejar, para qualquer das esta- 8
coes nao s da fazendas como diversos O
arligos de luu, continuando o mesmo i%
mestre a recebpr por lodosos vapores fl- &
gurinos para raelhor poderem servir ao B
respeilavel publico a quem pedem de vi- j?
rem visitar olseu estabelecimento que 4f
K eocontraro aquillo que desejarem. m
SsQaBBielSeHS 9HSH i8 S!&il8ilS
Muanjca de esta-
belecimento.
Jos Moreira Inopes avisa aos seus amigse
freguezes desta e de outras provincias, que mu-
dou o seu estabelecimeoto de fazendas que tioha
no sobrado amarello da ra do Queimado, para a
loja e armazem que foi dos Srs. Santos Rolim,
onde tem o mais completo e variado sortimeoto
de fazendas de todas as qualidades para vender
em grosso e a relalho por pregos muito baratos:
ra do Crespo, sobrado de 4 andares n 13, e ra
do Imperador, outr'ora ruado Collegio, sobrado
de um andar n. 36.
aseoctaco Eop og vapfnca
]3ctrnamhucatiA.
Daraingo 3 de margo, s 10 horas da rnanhaa,
haver sessao extraordinaria do conselho e da
assembla geral para tratar-se da continuscao da
reforma dos estatutos e de outros negocios.
Secretaria da Associago Typographica Per-
ambucana 27 de fevereiro de 1861.
J. Cesar,
Io secretario.
lOTERIi
Qnait-feira 6 do presente mez de
marqo andarao impreterivelmente as
roelas da primeira parte da primeira lo-
tera a beneficio da igreja de Santa Rita
de Cassia, pelas 9 horas e meta da rna-
nhaa, no consistorio da igreja de Nossa
Senhora do Rosario da freguezia de
Santo Antonio desta cidade. O abaixo
assign.do convida o respeitavel puhli.
a-, ii proic.c'i.i- o icerido acto, o qua)
por um novo processo sendo os n-
meros e premios impressos em peque-
as esphera, as quaes sao sempre tira-
das e lidas sobre as pontas dos dedos
polegar e index, tendo os publicadores
as mangas bastantemente arregacadas,
tornando-se assim impossieel praticar-
se qualquer fraude, pelo que se respon-
sabilisao mesmo abaixo assignado. O
restante dos bilhetes, meios e quartos se
acliam a' venda na thesouraria das lo-
teras ruado Queimado n. 12 prmeiro
andar, e Iojas commissionadas na pra-
ca da Independencia n. 22 do Sr. San-
tos Vieira, na ra estreita do Rosario n.
12 doSr. Mira, na ra Direita n. 3 bo-
tica do Sr. Chagas, ra da Cadeia Velha
n. 45 dos Srs. Porto & Irmao e ra da
Imperatriz n. 2 do Sr. Sebastiao. As
listas se darao no da immediato pela
manh5a e os premios serao de prorapto
pagos na mesma thesouraria e Iojas com-
missionadas. O abaixo assignado roga
portanto a valiosa coa dj uva cao do res-
peitavel publico na compra dos bilhetes
que lhe restara, certos de que coopera-
rao para um im todo piedoso como se-
jara os reparos da dita igreja de Santa
Rita de Cassia, cuja coberta se acha era
ruinas.
O thesoureiro,
Antonio Jos Rodrigues de Souza.
_ N5s abaixo assignados fazemos
sciente ao publico e particularmente ao
corpo commercial, que de commumac*
cordo dissolvemos a sociedade que ti-
pilamos no armazem da ra da Madre
de Dos n. 6, debaixo da firma de Ma-
chado & Dantas, ficando o socio Anto
mo Jos Dantas na liquidacao fe todo o
activo e passivo da mesma Grma. Reci-
fe 31 de Janeiro de 1861Jos Feliaci-
no Machado Antonio Jos Dantas.
COMPANHIA LH TA FRREA
DO
Recife ao rio Sao Francisco.
(LIMITADO.)
Para maior commodidade dos senhores de en-
genho a companhia eslableceu um novo arma-
zem na Escida no lugar denominado Atalaja do
outro lado do rio Ipojuca, o qual estar abarlo
para orecebimentodoassucar, gneros etc., etc ,
de quarta-feira 20 de fevereiro em diante.
AssignadoE. H..Bramab,
Superintendente.
II M J. Leite, declara que cons- ||
tituio seu bastante procurador
aoSr. Manoel Gomes Leal, paia
lf promover a cobranca de suas di-
H vidas passivas.
yuem tiver para vender um negro perito
canoeiro e que nao tenha vicios, queira procurar
no largo do Corpo Santo n. 13, que achara com
quem tratar.
Philosophia, de geographia e rketorica
PBLO BACHAREL
A. R DE TORRES BANDEIRA,
Professor de geographia
e historia amiga no gymnasio desta
provincia.
Eslo abertos estes cursos na casa da residen-
cia do annunciante, ra do Imperador n. 37, se-
gundo andar ; e dar-se-ha logar a novos cursos
destas mes mas disciplinas, a proporco que aug-
mentar o numero dos alumnos. A ciaste de geo-
graphia comprehende ;
t. o estudo de geographia.
2." o estudo da historia com especialidade a do
Brasil.
A classe de rhetorica est dividida em do
seccoes.:
1. de rethorica em geral.
2. de potica e analyse dos classicos.
Atlenfo.
Joao Jos de Figueirodo, tendo comprado o
estabelecimenlo de fazendas finas da raa do Cres-
po n. 9, que foi de Siqueira & Pereira, avisa a
todos os freguezes dos mesmos, que elle conti-
n a vender fazendas de muito goMo, bem como
.obrasde ouro e brilhanles, tudo por menos do
seu valor para liquidar.
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
O artista americano
Tira retratos por 5$
Tira ratratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tira retratos por 3$
Tendo recebido um sortimtnto de cai-
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento de cai-1
\inlias novas
O Dr. Casanova
pode ser procurado lodos os dias em seu
consultorio especial homeopathico.
30Roa das Onzes30
Neste consultorio tem sempre os mais
5 novos e acreditados medicamentos pre-
parados ero Paria (astinuras) por Ca-
lellan e Weber.por preqos razoaveis.
Os elementos dehomeopalhia obra, re-
jj commendada intelligencia de qualquer
. H pessoa.
Antonio Eloy Rodrigues da Silva pedeato-
das as pessoas que lhe devem, que no prazo do
30 das queiram vir pagar seus dbitos no raes-
f mo estabelecimento aonde o contrahiram, do con-
j Irario verfio seus nomes por extenso nesle jornal
I e passaro a serem cobrados judicialmente. Rc-
f cite 26 de fevereiro de 186!.
COMPANHIA DA YIA FRREA
_ DO
RECIFE A SAO FRANCISCO.
(limitada.)
Tondo recebido um sortimento de ca- ^^o^XI^^IU^ [
xmhas novas estacio das;Cinco Ponas s 8 li2 horas da ml-
1 en do recebido um sortimento de cai- f," "rre,,i somen.le al ? Vil do Cabo, e o
xlnhas nova, X*?? ?" em. "ifo da Escada 1 3,4
Veneravel confraria de Santa
Bita de Cassia.
A mesa regedora da veneravel contraria de
Santa Rila de Cassia convida a todos os seus cha-
rissimos irmos para que hajam de comparecer
no dia 3 de margo pelas 2 horas da tarde, do
consistorio da mesma confraria, afim de acom-
penharmos a procisso do Senhor Rom Jess dos
Affliclos. Consistorio da veneravel contraria de
Senta Rita de Cassia em 28 de fevereiro de 1861.
Joo Pedro de Jess da Malta.
Escrivo.
saber se o Sr. Jos Pereira da
unciou retirar-se para o Para,
do Sr. Poncianno Loureoco da
fabrica de charutos,
ano de Souza, doutor em medicina
do Rio de Janeiro, lem o seu con-
sultorio medico-cirurgico na ra do Imperador
n. 77 2.a audar onde- pode ser procurado a qual-
ra o exercicio de saa arte,
se de um hornera portuguez, prefe-
orto, para trabalhar com urna car-
ador a sua conducta : quera pre-
se 1 ra do Imperador n. 46 : Dio
a a pagar se bom ordenado.
Dos Monteiro Jnior faz scienle ao
ublico que nioguem contrate nego-
m Vicente Campello do Patrocinio,
te Campello, relativo a seus bens,
esli litigiosos.
livrana n. 6 e 8 da praqa da
enca precisa-se fallar ao Sr.
les Catalcanti de Mello.
Deseija-t
Silva que ani
o que foi socio
Silva, em umt
Jos Sor,
pela faculdadE
quer hora
Proci
rindo-se
roga, dando ,
tender, dirijj
se p6e 1
Jos
respeilavel J
ci algum
vulgo Vic
porque'
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento
xinhas novas
Tendo recebido um sortimento decai-
xinhas novas ,
No grande salao da ra do Imperador
No grande salao da ra do Imperador,'
No grande salao da ra do Imperador]
No grande salao da ra do Imperador
No grande alio da ra do Imperador ,
No grande salao da ra do Imperador O
A. W. Usborn, o retratista amerlca. '
no tem recentemente recebido um gran-
de e variado sortimento de caixas, qua-
dros, aparatos chimicos, e um grande
numero de objectos relativos a arte.
Como tambera um grande ornecimen-
to de caixas para retratos de 3#000 rs.
cada um, as pessoas que desejarem ad-
qnirir conhecimentos pratices na arte
de retratar acharao o abaixo assignado
sempre prompto sob condieoes muito
razoaveis.
Os cavalheirosesenhoras sao convida-
dos a visitar estes estabelecimentos, pa-j
ra^ examtnarem os specimens do que'
cima fica anunciado.
Aluga-se a loja do sobrad da ra das Cru-
zes n. 18 : a tratar no mesmo sobrado.
Alugam-se duas casas no lugar denomina-
do Sant'Anna de Dentro, tendo commodos suffl-
cientes para grande familia, tendo banho perto
da casa ; a tratar no pateo de S. Pedro n. 6.
Precisa-se singar um preto : na ra da ma-
triz da Boa-Vista, padaria n. 26.
Attenco.
As filhas de Firmino Jos
Flix da Rosa (j fallecido )
participa 111 ao respeitavel pu
blico desta cidade, que auto-
risadas pelo Illm. Sr. director
da instrueco publica, achain-
se com sua aula aberta para
ensino particular, na ra do
Vigrio n. 15 segundo andar,
em cuja aula ensina-se o se-
guinte: marcar, labyrioth*>,
tapete, tapessaria, bordar em
branco, matiz, froco, missan-
ga, bordar a ouro, bordar em
papel, tudo isto com toda a
porfeiQo: rogain portanto aos
Illms. Sr.paes de familia para
que facam coocorrer suas me-
ninas para o ensino, aflu de
queaquellas por este meio pos-
sam sahir da miseria que
esto reduzidas, por cuja ra-
zo sua gratido ser eterna.
O abaixo assignado previne aos seus deve-
dores que venham quanlo antes saldar seus d-
bitos do lempo que leve estabelecimeoto na ra
Nova, at o tlm do corrente mez se nao quizerem
ver seus nomes por extenso neste jornal : a tra-
tar na ra da Palma n. 41, ou na ra Nova n. 3.
Recife l. de marco de 1861.
Sebastiao Jos Gomes Peona.
Francisco Jorge Martina Botelho retira-so
para a Parahiba.
A Exma. Sra. D. Guilhermina Leopoldioa
de Andrade Souza e o Sr. Theophilo Pedro do
Rosario teem cartas de Sergipe, ua ra do Coto-
vello n. 1, primeiio andar.
Jos Pereira da Silva, subdito portuguez,
relira-se para o Pari.
iVrl* t l,rd?"*e~ri dWBu"ad?,5 a., 28
de ca- r do Cabo s 3 horas da larde como costuras-
.u. hfi" d" paM.da dos trens ma guiadas
pela tabella seguinte : c"""
. o m ce ao .2 S B US o -r. a S o t a < Ex . en O a
s s H m co =c te t^ t- i- r^
< a < 8 i Oa 0
0 m o a
* < fe "eS g B . w a es < O Qe>s-wir5 1 .i ?| asi ico
u H ao O a
< a z < a 09 O "! 1 ^. n a
1 1 1 r ? 00 00 00 O OS OS O 0 a
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o a
a no
a .3
as <^
o <
. = -a xi "2
a a> S
0 w,'5
1 ^C E. m
a.o
elU
Ntf
Indef
UMej
Attenco
Pedro Francisco Cordeiro Cavalcanti avisa ao
publico o principalmente ao respeitavel corpo de
commercio. que dehojo para sempre se assigna-
rPodro de Alcntara Cordeiro.
Na ra do Crespo o. 14, precisa-se fallar
com o Sr. Joaquim Marinbo Cavalcanti de Albu-
querqae.
T~
1 0
ce O 1 g^^SSIS89S12
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LieiC!Ct-Nt-NNX0O
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1
1
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S
5.:
. m a 2
O m g
a Sos a
S -r p; o.^ S o S o *>-i>i-ia.p,O^3
AssignadoE. E. Braman,
Superintendente.
Relira-se para o Pari Jos Pereira da Silva,
subdito portuguez.
Offerece-se urna moja de boa conducta pa-
ra engommar, cozinhar e coser em ama casa do
pouca familia, pois de ludo enlende bem, sendo
servico de portas a dentro, vindo dormir em sua
casa : quem precisar, diriia-se a ra de Santa
Rita, loja n. 14, que tratara negocio.
Urna casa estrsngeira precisa alugar um ne-
gro para servico de casa : na ra da Cruz n. 19
armazem.
Precisa-se de urna ama da leite sea fllho
na mi do Ruge! n. 7 3.* andar.

MUTILADO


DIARIO DE PERNA1BUCO. SABBADO i DE MARCO DE 1861.
o
O EXTRACTO
COMPOSTO DE
SALSA [PABKDLHA S> DR. TTOWWSEll
MELHORADO E FABRICADO SOB ADIRECAO' DO DR JAMES R. CHILTON,
ehlmleo e medico celebre de New York
EX-
GRANDE SPERIORIDADE DO
TRATO FLUIDO COMPOSTO
DE
SALSA PARRILHA
Explica se pelo sen extraordinario
e qnasi miraculoso effeito no
sangue.
Cada um sabe que a saude ou a infermidade
depende directamente do estado deste fljjido VI-
TAL. Isto ba de ser, visto o partido importante
que tem na economa animal.
A quantidade do sangue n'um homem d'es-
talura meliana est avaliada pelas as primeiras
autoridades era vinte e oito arralis. Em cada
pulsado duas ongas sahera do coracao nos bofes
e dalli lodo o sangue passa alem no corpo huma-
no era menos de cuatro minutos. Urna dis-
posijao extensiva tem sido formada e destinada
cora admiravel sabedoria a destribnir e fazer
circular esta corrente de vida por todas as
partes da organisago. Deste modo corre sem-
pre pelo corpo em torrente, o qual a gran
de fonte de infermidade ou de saude.
Se o sangue por causa alguma se empregna
de materias ftidas ou corrompidas, deffunde
com VELOCIDADE ELCTRICA a corrugo as
mais remotas e mais pequeas partes do corpo.
O veneno langa-s para tras e para dUnte pelas
arterias, pelas veias, e pelos vasos capillarios,
atacada orgao ecada teagera se faz completa-
menle saturado e desordenado. Desta maneira
a circulajo evidentemente se faz um engbno
PODBROSO de doenga. Nao obstante ple tam-
ben obrar com igual poder na criacjio de saude.
Estivasseocorpo infeccionado da doenca maligna,
ou local ou geral, e situada no systema nervoso
ou glanduloso, ou muscular, se smente o san-
gue pJe fazer-se puro e saudavel ficar supeiior
a doenga e inevilavelmente expellira da consti-
tuigao.
O grande manancial de doenca entao como
d'aqui consta no fluido circulante, e ne-
nhura medicamento que nao obra direclamenle
sobre elle para purificar e renova lo, possue al-
guna direito ao cuidado do publico.
O sangue O sangue o ponto no qual
se ha mysier fixar a.aitengao.
O ORIGINAL E O GINUIO
AO PUBLICO.
i>?, os Assignanles, Droguista na cidade $
Cada garrafa do original e genuino extracto do Dr.
exterior de pspel verde.
No escriptorjfl do propietario, 212 Broadway,
bem na botica da ra Direita n. 88 do Sr. Paranhos.
New-York, ha vemos vendido durante muitosan-
nos o extracto de salsa parrilhi do Dr. Town-
send, coosideraro.0 lo ser o extracto orignale
genuino da salta parrilha do Dr. Townsend.
o qual primeramente sob este Dome foi
apresen lado ao publico.
BOYD PAUL, 40 Conland Street.
WALTERB. TOWNSEND Co, 218 Pearl
Street.
LEEDS& HAZARD, 121 Maiden Lae.
JOHN CABLE & Co, 153 Water Street.
M WARD & Co, 53 Maiden Lae.
J. & J. F. TRIPPE, 92 Maiden Lae.
GRAHAM Co, 10 Od Llip.
OSGOD & JENNINGS, 188 PearlStreet.
R. B. HAY1LAND & Co, Office 177 Broad-
way.
JACRSON,ROBINS&Co,134W a ter Street.
THOMAS & MAL, WELL'86 William Street.
WM. UNDERH1LL, Junr, 183 Water Street
DAVID T. LANMAN, 69 Water Street.
MARSH & NORTHROP, 60 Pearl Street.
NORTON, BABCOCK & WOOD, 139 Mai-
den Lone.
PENFOLD, CLAY & Co, 4 Fletcher Street.
OLCOTT, M KFSSON&Co, 127 Maiden
Lae.
A. B. & D. SANDS. 100 Fulton Street.
SCHIEFFELIN, BROTHER & Co, 146&
I06Jobn St.
LEWIS & PRICE. 55 PearlStreet.
HAVILAND,KEESE& Co, 80 Maiden La-
e.
RUSHTON, CLARK & Co, 110 Broadway,
lOAslor.
House, and 273 Broadway, cor.ofCham-
bers Street.
PHILIP SCHIEFFELIN, & CO107Watr
Street.
POU & PALANCA, 96 John Street.
SERWOOD & COFFIN, 64 Pearl Street.
RST & HOUGHTON, 83 John Street.
I.MINORA Co. 244 Futon Street.
INGERSOLL &BROTHER, 230 PearlStreet.
H ASKELl A MERRICK, 10 Gold Street.
B. A.FAHNESTOCK & Co. 49 John Street.
CONHECEMOSA ARVORE E SUAS FRU-
TAS ,
B IGUALMENTE
Conhecemos um Medicamento nos seus Effeito
O extracto com pos lo de Salsa parrilha do
Dr. Townsend est.
0 MEDICAMENTO DO POYO'.!
Adata-se lao maravillosamente a constituido
que pode ser utilisado em quasi todas as enfer-
midades.
ONDE E DEBILIDADE,
fortalece;
ONDE E' CURRUPCO,
purifica;
ONDE E' PODRID AO,
AL1MPA.
Este medicamento celebrado que lao grandes
servidos presta a humanidede, prepara-se agora
na nova fabrica, na esquina das ras Fronl e
Washington], Rrooklym,-sob a inspecgo directa
do muio condecido chimico e medico Dr. James
R. Chilln, da cidadejle New-York, cuja cer-
tido e ssignatura se acba na capa exterior de
cada garrafa de
ORIGINAL E GENUINO
EXTRACTO COMPOSTO DE SALSA PARRILHA
DO DR. TOWNSEND.
O grande purificador do sangue
CURANDO
160 rs
F01M1NA8 BE Ittl
Acham-se venda na livraria da praca da Independen-
cia ns. 6 e 8, as bem conhecidas folhinhas impressas ntsta
typographia
tOlhtnha de porta ou K.ALEARIO eeclesiastico e civil para o
bispadode Pemambuco....... .:..
Dita de algibeira contendo alm do kalendario eeclesiastico e civil,
explicac,o das festas mudaveis, noticia dos -planetas,
tabellas das mares e nascimenio e occaso do sol;
ditas dos emolumentos do tribunal do commercio;
ditas do sello; ditas do porte das cartas; ditas
dos impostas geraes, provinciaes e municipaes, ao
que se juntou urna collecgo de bellos e divertidos
jogos de prendas, para entreten i ment da mocidade. 320 rs.
contendo alm do kalendario eeclesiastico civil, expli-
cagao das festas mudaveis, noticia dos planetas, tabellas
das mares e nascimento e occaso do sol; ditas dos emo-
lumentos do tribunal do commertio ; ditas dos impostos
geraes, provinciaes e municipaes, ao que se reuni o
modo de conessar-se, e coBungar, e os oficios que a
igreja eosluma celebrar desde domingos de Ramos, al
sexta-feir da Paixo, (era portuguez). prego.....
civil^dminislralivo, commercial e industrial-da provin-
cia de Pemambuco, ao prego de:.......
Paira facilidade do uso deste almanak, augmentou-s
de formato, e fizeram-se militas alteraces, sendo a corree-
cao a mab exacta que foi possivel, em materia desta ordem,
(que todo os dias sore mudancas) ,acrescentando-s anu-
meraco dos estabelecimentos commrciaes einejustriaes;
acompanhado de ndice para facilitar o uso, procurando^
quesedeseja pela oceupa^ab do individuo de quem sotuer
saber a residencia*.
romano.
lo?!Ii?r0i.V0n5r'g,,s50 d' "* de Direi-
ta cidade adoptado para texto das prelec-
gesde direito romano
tUuxcei de Warnkac
de W.ldeck. oi eslud.otes do
- no correuie orino as ins-
""^J!*!1***** subslituico .os ele-
Dita dita
Ditadoalnanak
320 rs.
15000
JOSEPHE TRIPPI, 128 Maiden Lae.
GREENLEAF & KINSLEY, 45 Corlland
Street.
HAYDOCK, CORLIES&CLAY, 218Pear
Street.
CUMIMG & VANDUSER, 178 Greenwch
Street.
O Herpes
A Hertsipela,
AAdstriccaodoyen-
TRE,
AsAlporcas
OsEffeitosdoazo-
GUE,
Dispepsia,
AS DoENCAS,DE FIGA-
DO,
A Hydropesia.
AIhpingb
As Ulceras,
O Rheumatisho,
As Chacas
A Derilidade geral
ASDOERCASDEPELLE
AS BORBULBASNA CA-
RA,
As TOSSES,
Os Catarrhos, As Tsicas, etc.
O Extrato acha-se contido em garrafas qua-
dradas e garante-se ser mais forte e melhor em
todo o respeito a algum oulro purificador do
sangue, conserva-se em lodos os climas por cer-
to espago de lempo.
Townsend (em assignatura e a certidao do Dr. J. R. Chlitton,
na capa
New York, e em Pemambuco na ra da Cruz n. 21, escriptorio, 1. andar, lam-
"ra
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos ( para urna pessoa)
tomados era 30 dias consecutivos..........
30 cartes para os ditos banhos tomados em qualquer lempo. .
15 Ditos dito dito dito ....
7 .....
Ranhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos pregos anunciados.
Esla reduccao do pregos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlsgens que resullam
da frequencia de um estabelecimento de urna utilidade inconteslavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
Nova carlillia.
CONSULTORIO ESPECIAL HOHEOPATIIICO
DO DOCTOR
B SABINO 0. L. PINHO.
Ra de Santo Amaro (Mundo
Novo) n. 6.
Consultas lodos os dias uleis desde as 10 horas
al meio dia, acerca das seguiotes molestias :
1." molettias das mulheres, molestias das crian-
gas, molestias da pelle, molestias dos olhos, mo-
lestias stphililicas, todas as especies de febres,
febres intermitientes esuas consequencias,
PHARHAClA ESPECIAL HOMEOPATHICA .
Verdadeiros medicamentos homeopatbicos pre-
parados som lodas as cautelas necessarias. in-
falliveis em seus effeilos, tanto em tintura, corap
em glbulos, pelos pregos mais commodos pos-
siveis.
N. B. Os mcdicsmeolos do Dr. Sabino sao
tnicamente vendidos em sua pharmacia ; todos
que o forem ra della sao falsas.
Todas as carteiraa- sao acoropanhadas de um
impresso com um emblema em relevo, leudo ao
rtdor aa seguintes palavras : Dr. Sabino O. L.
Pinho, medico brasileiro. Este emblema posto
igualmente na lista dos medicamentos que .e pe-
de. As carleiras que nao levarem esse impresso
assim marcado, embota tenham na lampa o ri-
me do Dr. Sabiuo sao falsos.
Acaba de sabir dos prelos desta typographia
urna nova edigao da cartilha ou compendio de
doutrina chrisla, a mais completa dequantas se
tem impresso, por quanto abrange tudo quanto
continha a antiga caitilha do Hbbado Salomonde
e padre meslre Ignacio, acrescentando-se muilas
Oiago no .a.iolUa np linham ; modo de B-
compatihar um moribundo nos ltimos momen-
Iu da Tda, com a tabella das festas mudaveis,
aaa e ec'yPses desde o corrente auno al o de 1903,
1C5P000 seguida da folhinha ou kalendario para os mes-
159000 bios aonos. A boDdade do papel e excellencia da
impresso, do a esta edi;o da cartilha urna
preferencia asss importante: vende-se nica-
mente na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia.
85OOO
455000
CONSULTORIO
DO
MEDICO PARTE!ROE OPERADOR.
3 RlA IKK.I.Oirtl i.C AS V BHM I YO03
Cliniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consullas todos os dias pela manha, e de tardedepois de 4
horas. Contraa partidos para curar annualmente, nao sopara acidada, como para o engenhos
u outras propiedades ruraes.
Os chamados devera ser dirigidos sua casa at s 10 horas da manha e em caso
de urgencia outra qualquer horado dia ou da noile, sendo por escriptoem que se declare
o nome da pessoa, o da ra e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro doRecifepo-
dero remetter seus bilhetes botica do Sr. J. Sounn & C. na ra da Cruz, ou loja de
jivros do Sr. Jos Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa de annuncianteachar-se-ha constantemente os melhores medica-
mentos homeopathicos j hora conhecidos e pelos pregos seguintes:
Botica de 12 tubos grande............10*000
Dita de 24 ditos........;........159000
Dita de 36 ditos.................205000
Diu de 48 ditos................. 255000
Dita de 60 ditos................ 3OJ5O0O
rubos avulsos-cada um.........: 19000
Frascos de tinturas. : j............2)000
Manual de medicina homeopalhica pelo Dr. Jahr, t'ra-
duzido em portuguez, com o diccionario dos termos
de medicina, cirurgia etc.. etc........ 209000
Medicina domestica do Dr. Hnring, com diccionario. 109000
Repertorio do Dr. Mello Maraes.......t 6900*
Gama & Silva
quid
I OBI
estando em liquidago de sua loja
sita na ra da lmperatriz n.
Banhos econmicos!
Na casa de banhos do paeo do
Carmo.
Nesle estabelecimento (alem dos banhos j co-
nhecidos) se foraecer d'ora em vante, por maior
commodo do publicobanhos econmicossera
luxo, mas com toda a decencia e aos pregos se-
guintes :
1 banho avulso |frio 32? "
I morno 400 rs.
7 cartes para banhos f"08 ** n/v
nn (momos 8*500.
31! naobos consecutivos frios ou momos 5.
CASA
M. J. Leite, roga a seus deve-
dores que se dignem mandar pa-
gar seus dbitos na sua loja da
ra do Queimado n. 10, enten-
tendo-ie pata esse fim com o teu
procurador o Sr. Manoel Gomes
Leal.
Precisa- alagar um pteto de Btia idade :
taruaNoT,lojan, 7.
de cominissao de escravos, pa-
teo do Para izo n. 16, sobra-
do que foi do fallecido Ni
eolo.
Para a dita casa fot transferido o antigo escrip-
torio de commissio de escravos que se achava
estabelecido na ra larga do Rosario n. 20 ; e
ahi da mesma maneira se contina a receber es-
cravos para serem vendidos por commisao, e
por coota deseos aenhores, nao se poupando ca-
lreos para que os meamos sejam vendidos com
promptido. aflm de que seus senhores nao sof-
fram empates com a venda delles. Nesle mesmo
estabelecimento ba sompre para vender escravos
de ambos os sexos, valbos e mogos.
O bacharel A. R. de Torres Ban*
deira mudou sua residencia da ra da
larga do Rosario n. $8, para a do Im-
perador n. 37, segundo andar, onde
contine no exercicto de sua profissao
de adrogado.
de fdzcndas,
60, por meio deste
aonuncio avisam a todos os seus devedores por
conta e letras j vencidas, a virem pagar seus
dbitos no prazo de 30 dias, contados da data do
prim'iro aonuncio, lindo elle sero seus nomes
publicados nesle jornal. Recite 16 de fevereiro
de 1861.
O padre Francisco Joo de Azevedo, com as
competentes habilitacoes, propoe-se a abrir no
l. dn margo um curso constante de arithmetica,
I algebra e geometra : as pessoas que desejarem
estudar estas materias poderao dingir-se a ra
I larga do Rosario n. 16, onde acharao com quem
tratar.
Henry Forster Hitch, cidado americano,
retira-se para fra do imperio.
Francisco Fonlan, subdito hespanhol, vai
para Macei.
Alberto Branca, subdito hespanhol, vai para
Macei.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama deleite sem filho; a
tratar na ra do Imperador n. 54, livraria da es-
quina.
Achando-se contratada a venda da casa
lerrea n. 43 da ra do Amparo em Olinda, pede-
8e a quem se julgar com direito mesma de de-
clarar.
Antonio Joaquim Teixeira Barbosa, subdito
portuguez, vai ao Aracaly.
Rnga-so ao senhor que em 1858 comprou
por ll)0# um cavallo, o favor de o pagar, certo
de que se o nao zer nestes dias. ter o prazer de
ver seu nome por extenso neste jornal.
Aluga-so a loja do sobrado n. 3, sito ao
norte da fabrica do gaz e beira do rio, contendo
duas salas, tres quarlos, quintal e cacimba, es-
tando pintada e caiada de novo, e Gca iuuto ao
banho salgado : a tratar com o Sr. Valenga no
mesmo sobrado.
O Sr Jes Antonio Pereira Jnior queira ter
a bondade de dirigir-se ra Nova n. 43, que se
lhe deseja fallar a negocio de seu interesse.
Offerece-se urna mulher para ama de urna
casa de pouca familia, ou de un, rapaz solteiro :
a tratar na camboa do Carmo, sobrado n. 36, pri-
meiro andar. *
Grande hotel Livramenlo.
O proprietario deste novo estabelecimento, col-
locado no principio da ra Direita n. 12, nao tem
poupado despezas para torna-lo capaz de qual-
quer possoa que se qbeira servir de comida,e be-
bida usira como apromptara-se almocos e janla-
res para fra.e ludo isto com promptido e aceio
e prego, razoavel.
O grande hotel Livramenlo
Tem um grande sortimento
De petiscos deliciosos
Para a pangados golosos.
Com qualquer e pequea soturna
Sempre ha o que se coma
Com tanto baja dioheiro
Pois o petisco tem bom chairo.
Fiado nem por grsga
Comer sem dioheiro cha laca
Dioheiro e mais dinheiro
Paga bem quem nio caloleiro.
Pelo juizo dos orpbos, escrivo Brito, fin-
dos oa dias da lei, na casa das audiencias do
mesmo joizo, ser arrematada por venda a casa
de sobrado de tres andarea e soleo em o estado
em que se achar, sita na ra da Guia n. 53, do
bairro do Recife, avaliada em 5:2O0f. por execu-
co de C. G. Breckenfeld contra Joo Atbanmio
COMPANHIA
ALUANCE,
estabeecida em Londres
iff tjfi) li iii.
CAPITAL
Cinco MftlioeB de Utaas
slerV iiias.
Saunders Brothers & C. tem a honra de in-
formar aos senhores negociantes, propietarios
de casas, e a quem mais convier, queestao ple-
namente autorisados pela dita companbia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e pe Ira,
cobertos de telha, e igualmente sobre os objectos
que contiveremos mesmos edificios, quer consis-
ta em mobilia ouem fazendas de qualquer qua-
lidade.
c/za WW OS.W nrTVCvpSVSSvT vSV Un IR #**
Dentista de Pars. |
15Ra Nova15
Frederic Gautier, cirurgiodentista, faz
todas as operacoes da sua arte e colloca
denles arlificiaes, tudo com a superiori-
dade e perfeigo que as pessoas entendi-
das lhe reconhecem.
Tem agua e pos den tifricios etc.
4os consumidores de gaz.
A empreza da illuminaco
gaz, roga a todos os Srs. con-
sumidores o favor de nao en-
tregarem aos seus machinis-
tas ou serventes qualquer di-
nheiro quer de reparos ou
outro qualquer pretexto, sob
pena de lhes ser novamente
exigido. Todos os pagamen-
tos devem ser feitos ao Sr.
Thoniaz Garrett nico cobra-
dor autorisado ou no escrip-
torio dos gerentes.
Camargo <& Silva.
compradores da loja dos Srs. Campos & Lima,
sita na ra do Crespo n. 1, rogam aos devedores
desta firma, que se dignem vir pagar suas contas,
ou entenderem-se a respeito com os referidos
compradores; certos de que sero chamados a
juizo os que assim nao Ozerem.
0 bacharel WITRLVIO pode ser
procurado na roa Nova n. 23,primeiro
andar, do sobrado da esquina que volta
para a Gamboa da Carmo.
Aluga-se o armazem n. 7 silo na ruado
caes de Apollo-, sendo ptimo para assucar ou
oulro qualquer deposito de gneros, estando to-
do travejado, o que pode servir para guardar cor-
tos geoeros, tendo o quintal murado e cacimba,
neo favoral embarque ao p da porta : a tratar
o paleo de S. Pedro n. 6
Agencia dos fabricantes americanos
Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casad e Samuel P.
Jobilon & C, roa da Senzalla Neva n. 52.
Perderam-ie, ao desembarcar do lio quefl-
ca por traz do engeoho Poeta at o corredor do
Cicnang, aa duas ultimas pegas de ama flauta :
a pessoa que achando quizer ter a bondade de
'fin i a MU typ0^^9Phl, 0Bde w ,he
JOIAS.
Joaquim Monteiro de Oliveira Guimaraes com
loja de ourives na ra do Cabug n. 1 A, partici-
pa aos seus amigos freguezes e ao publico em
geral, que se acha sortida das mais bellas e deli-
cadas obras de ouro e prata, e quererlo acabar
com o negocio, est resollido a veoder mais ba-
rato do que em outra parle, garanlindo as dilas
obras, passando conta com recibo, declarando a
qualidade, e compra ou troca obras velhas, pa-
gando o ouro por mais do que em outra parte.
Lauriano Jos de Barros
participa aos seus numerosos freguezes desta ci-
dade e mesmo de fora, que acha-se regendo a
grande offleina de roupas feitas de Ges & Bas-
tos na ra do Queimado n. 46, onde pode ser
procurado a qualquer hora, pois est prompto a
desempernar qualquer obra importante,, pois
para isso tem na mesma loja um. completo sor-
tmenlo.
-- Na travessa da ra
das Crnzes n. 2, primeiro andar, contina-se a
tingir com toda a perfeicao para qualquer cor, e
o mais barato possirel. '
s- Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na ra do Hospicio n 62.
Para o Sr. Armand Fierre Louis de Massy
ha na ra das Cruzes n. 2, segundo andar, urna
carta sobre negocio de importancia vinda do sul.
Para urna casa
franceza.
Precisa-se de urna escrava que saiba engom-
mar, coser, e fazer todo o achico de urna cas
de pouca familia, e que arjo fie e dillgrDie. No
Sesma casa precisa-se de um escravo para oser-
0 de um sitio : quem tiver pode dirigir-se.
ra do Imperador n. 27 confronle a ordem ler-
ceira de S. Francisco, que achara com quem tra-
tar, das 9 horas da manha s 4 da tarde.
".. .nu.umo uomiORues, o* ra do Goileaio n 17
SpveuS"10 6* P86D" 'iSAS
. A. Warnkcenig.
numero* 37' "* ,0Ja de Hvr8 dl raa do Col,e8io
Jos Ramalho de Souza vai fazer urna via-
gcCD.
O padre Francisco JoSo de Azevedo. com as
compelentes habilitatoes. propde-so a abrir no
i. de marco um cuiso consUnte de arithmetica.
algebra e geometra ; as pessoas que desejarem
esiudar estas materias, pedero dirigir-ce a ra
U,la RoS8rio 6> on(,e chario com quem
No dia 5 de marco de 1861 ir pruCa. Co-
da a audiencia do Dr. juiz de orphaos, o moleque
Amaro, avahado por 400. pela execuco que ao-
ve o Dr. Caetano Xavier Pereira de Biiio. e Jos
ana breir Gameiro contra Jos Rodrigues do
rasso como inveniarianle de sua fallecida mj
eseudo o dito moleque entregue pelo executado'
paraosomciaeseffectuarem a penhora, e deposi-
taren) em deposito geral : porlanto ignora o abai-
zo assignado qual a razio delle executado querer
.iS!,mr.?iPrUll aiguroa ir pr. ca como cima diz, porque os
meus coTistituintes querem ser pagos; C. P de
1>-, solicitador.
508000 de gratiflacao,
a quem apprehender urna escrava de nome Vi-
cencia, rom os signaes seguintes ; baixa,.gross8,
eia< de cara, cor ful, beijos grossos, bocea regu-
lar, orelbas grandes e acabaoada?, urna especie
ae sardas pretas oo rosto, ou marcas de bexigas
talla spera e grossa, acompanhada de arreme-
sos, cara um tanlo comprida, c bello coi lado
renle, uma.pequeua fenda no tornozello esquer-
do ; levou um vertido de chita rxa j usada e
um ano (nao em folba) de chita encarnada, cons-
ta que cdtqproujiai p.ar de sgatos de panno, o
que Indica que .vai usar delle para passar por
forra ; e que seguir para .Paje, de Flores,
pois foi encontrada na estradalR Jaboalo era di-
reccao a este seflao. o#dejuroa vez esteve pre-
sa": quem a pegar ou della der noticia, dirija-so
a ra Augusta n. 70, que alem de se agradecer,
ser granulado com a quaolia cima,
A meia noite!!
No grande hutel Livramenlo, collocado no
principio da ra Direita n. 18, haver a meia
noiie de hoje para amanha a deliciosa mo de
vacca feita pelo hbil professor de coiinha.
Saturnino Marques Valle, subdito hespan-
hol, retira-se para o Rio ae Janeiro.
C ompras.
Aviso
deS.
aos terceiros da ordem
Francisco.
Na ra do Queimado n. 39, loja de 4 portas,
vende-se estamenha para habito3 a 2200 o co-
vado, ese apromptam os mesmos hbitos a von-
tade dos irmos a 45 cada um. obra muilo bem
feita.
SOCIEDADE
Unio Reneficente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente convido a todos os
nossos irmaos socios effeclivos, que so dignem
comparecer impreterivelmenle no domingo 3 de
marco, as 41 horas e meia da manha, no pala-
cele do caes de Apollo, para a reunio da assem-
bla geral.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Martimos, 26 de fevereiro de 1861.
Jos Sabino Lisboa.
1." secretario.
SYNOPSE
DE
ELOQIEMIA E POTICA NACIONAL
PELO ACADMICO
MANOEL DA COSTA HONORATO.
Sabio do prelo a indispensavel synopse para os
exames de rhethorica, a qual se torna recom-
mendavel aos esiudantes nao somenie pela cla-
reza e toncisao do phraseado, mas tambem por
urna taboa synthelica qne tem junla, a qual, de-
pois de ter-se studado o compendio, de impro-
viso traz memoria ludo quemo ha de essencial.
A' venda na typographia commercial, ra estreila
do Rosario n. 12, e na livraria classica. praca de
Pedro II n. 2, a 29 cada exemplar.
O abaixo assignado. sabondo agora que o
Sr. Luiz Emigdio Tenorio procura contratar, oo
j est contratado a vender o seu engenho deno-
minado Soledade, silo na freguezia do Senhor
Bom Jess do Camaragibe, na provincia de Ala-
goas, apressa-se a declarar que ninguem se ar-
risque a fazer negocio a respeito de tal proprie-
dade, visto estar ella hypothecada ao abaixo as-
signado, que alias ainda nao foi ouvido para dar
o seu consentimento, e como ,se acha estipulado
na respectiva escriptura. Approveitando o eosejo
declara mais o abaixo assignado que estar prom-
pto a fazer negocio relativamente a sea debito
com quem quer que pretenda comprar o referido
engenho, traosferindo e cedendo-lhe a bypolhe-
ca que sobre elle tem. Recife 22 de fevereiro
de 1861. Joaquim Rodrigues Tavares de Mello.
Manoel Ignacio de Oliveira dr Filbo sacesm
sobre Lisboa e Porto ; no largo do Corpo Santo,
escriptorio.
Aluga-se orna sala com 3 quarlos, propria
para caixeiros ou alguma pessoa": na ra do Quei-
mado, loja o. 14.
Compram-se escravos.
Compram-se, vendem-se, e trocam-se escravos
Je ambos os sexos e de toda idade : na ruado
Imperador n. 79. primeiro andar .
Compram-se notas de ift e 5} ve-
lhas com mdico descont : na praca d
Independencia n. 22.
Com[ra-.=e um cavallo que seja manso e gran-
de : na cucheira defronte do porto das canoas da
ra Nova.
Compra-se urna pequea casa terrea, ainda
quo CB lh o. fl8, dos 7 e 9 horas da manhai, ou das 5
s 8 du tarde.
Vendas.
Cassas francezas de lindos desenhos a 240 rs. o
covado, chilas francezas a 160 rs., ditas a 200 rs.:
na ra do Queimado n. i.
Na nova loja de fazendas de
quatro portas.
Na ra da lmperatriz n. 56, vendem-se fazendas
que Tai admirar, proprias para a quaresroa, a sa-
ber: grosdenaple pretoal*700. 2, e2J200 o co-
vado, muito encorpado, panno fino preto a 3#,
30500 e 49500 o covado, fazenda muito fina, prfn-
ceza prela a 600, 720 e 800 rs. o covado, alpaca
preta do mesmo preco, cortes de casemira preta
para calca a 5g, 6$ e" 6*500 o corte, cassas de co-
res de ltimos gostos a 320 e 400 rs. o covado,
delicados padrOes. S vista.....
Vende se um cavallo, preto, para
carro ou cobnolet; a tratar na ra
Augusta n. 4.
os Srs. es ludan tes do
segundo anno.
Vende-se por preco muito commodo
Bergier, diccionario tlieologico er-
seis voluntes e um supplemento; Geom
ge Phillips em tres volumes e um sup-
plemento ; Colornbel, instituidles de
Franca ; compendios de direito natural
e publico pelo conselheiro Autran e
constituiqao poltica : quem quizer di-
rija-se a ra Direita n. 74, onde tam-
bem se compram todos os ltvros neces-
sarios para o quinto anno.
Livros.
Vendem-se diccionarios latinos, inglezes, alle--
maes, selectas ingleza3, Horacios com interpreta-
coese notas, Euclides, flos-sanctorum oo a vida
dos santos, bre*iarium romanum: na ra da ma-
triz da Boa-Viata n. 34.
Cerveja branca.
Vende-se na ra das Cruzes n. 1, a 500 rs a
massas a 480 a libra. '
Vende-se urna barca;* de lote de 450 as-
eos, bem apparelbada, a dinheiro ou a prazo, e
muito barato ; na ra de Apollo n. 8, segundo
andar.
Cavallinhas.
No trapiche do Barbosa vendem-se barris com
125 cavallinhas em salmoira, pelo diminuto pre-
go de 59 cada barril.
Vende-se um moleque crioulo de 16 annoa
de idade : na ru Augusta n. 70.
Vende-se ou arrenda-ae um dos engenhos
Caramur 00 Santa Cruz, oa comarca do Cabo
perto do embarque e da estacio de ferro os
Antonio Jos Dantas liquidatario
da firma de Hachado & Dantas, faz
sciente a todos os seus devedores que 'uae8leffl B!lil wte"" d planacio.'con
. 1 ~" vaneas e paus, muito boas malas, com ranaru
tem nomeado ao seu caixeiro Jo&o Cor- -
reia da Silva, para cobrar lodas as di-
vidas da mesma firma, por isto'espera
de todos os devedores a pontualidade
de seus dbitos. Recife 31 de Janeiro
de 1861.
de de safrejar de dous a tres mil pies : quem oa
preieBder, dirijs-se'aq coronol Umenha, no Re-
cife, roa do Hospwjo.-para iraUr do negocio.
Veode-seum mulatinho de idade t2aonoi.
muito bom para pagan 00 para aprender qual-
qoerofflcio. tiaotem vicios nem achaques: na
quim Lobato Ferreira.
N

ILEGVEL




()
MARIO DE PEWIAMBCO. SABBJkDO I DE MARgo OB 1861.
PROGRESSO
Largo da Penlia
libra e 800 rs. de 8 libras para cima s6 no
s no Progresso,
IgGOO e 45 latas com
da melhor que ha neste genero a 500 a libra e cm latas a
Vendem noseu armazem Prograsso os segalntes gneros recentemente chegados por me-
nos 5 ou 10 por cento por serem iodos de conla propria e tudo das melhores qualidades que se
podem encontrar tendentes a molhados :
Manteiga ingleza flor a i$,
Progresso.
Qneijos ftameiigos al$lOdopre50de3s e 29500 u* a 19700
pela grande porcao que tem, aGaoca-se quo sao os melhores que ha no mercado, so no
Progreso.
t^l\dlupAull.d das mas acreditadas marcas a 20#a duzia e 2# a garrafa, afiamja-se que
a melhor do mercado, s no Progresso.
"aCljO SU.1SSO a g^Q r8 a iil>ra unicameQie se vende no armazem Progresso, aao$a-se
a boa qualidade, s no Progresso.
^iUOlyOld.l'fc ,jog mas acreditados fabricantes da Europa a 900 rs. a libra, s no Progresso.
"*"**"**"*'*""* em compoteiras de folha do mais acreditado rubricante da Europa vinda pela
primeirs vez a esta provincia lcrala hermticamente e muio bem enfeitada a 19 rs. a libra,
s no Progresso.
imperial Ulanudada d0 afamaQ0 Abreu e oulros fabricantes premiados na ex-
psito de Londres a 800 rs. a libra, s no Trogresso.
Hlala Ae lOiaale legada ltimamente da Europa a 900 rs. a libra,
L*alaS COm SOda ci1Pgada3 do conll pr0pria no ultimo navio a
8 libras, s no Progresso.
A.meixas f ra aeexas
19, s nb Progresso.
I IgOS de Comadre cajxinhas com 16 libras, os mernores que ha no mercado a 29500
e 240 rs. a libra.
C\l pero\8, \\yS01\ e prclO dos melhores que tem rindo e ha do mercado a
2^560,2 e 18600 a libra, s no Erocresso.
Cavxas com fc Vibras de passas muit0 fcem enfcUad pr0prias para
meninos a 3jk e em caixa de 1 arroba a 12J e em libra a 500 rs., aanQa-se serem as melho-
res do mercado, s no Progresso.
#'A\1V COriUiU ou passas proprias para podim a 1JMQ o frasco, s no Progresso.
H0Ce da CaSCa de glaa a ls 0 caixa0, s no Progresso.
Vinn xerez
Progresso.
V 10D.OS para paSlO e mesmo para engarrafar pelas suas boas qualidades a 4*500 a
caada e 640 rs. a garrafa, s no Progresso.
* l"-ia UOrilCaUX da3 marcas mai3 acreditadas aliga caixa e 1# a garrafa, s no
Progresso.
^"rC|lS das melhores marcas que tem vin lo ao mercado a 5g a duzia e 500 agarrafa,
(branca) s no Progresso.
9HAi$&S para SOpa e sevadinha muilo nova a 500 e 320 rs. a libra, s no Progresso.
M.anleiga frncete
Progresso.
JL alllOs 11X&UOS os melhores que lom viado ao mercado a 200 rs. o masso com 20
msssinhos,s no Piogresso.
A-ZeilOUaS a 1Jf200 rs. o barril, s no Progresso.
aillia lie pOrCO reQnada amis aira que existe no mercado a 480 rs. a libra e em
porgao de 8 libras para cima a 440 rs., s no Progresso.
T.0UCIH110 de V*isbo omclhorquehaa9Ja arrobae 32ors. a i&ri,
Progresso.
ae\atta muito nova a 39 a arroba e 120 a libra, s no Progresso.
iV\ Y'lSVtV 0 raas limpo que ha a 5$ a arriba e 160 rs. a libra, s no Progresso.
Spermacele a 800 rs. a libre] s no Progresso.
9 Os pTopnetartos proueUein aos seus freguezea co"tnuarem a terem os melhores gneros
relaiivamput- a iDOlhados vitnlerem mais barato quo emoutra qualquer parte, promeltem mais
lambem servirem tqin>lls pessoas que raandarom (ior outras pouco orticas como se viessem pes-
soalmentL", rog'ui tiiuUu.a a lodos os Srs. do eng.Niho o Srs. lavraJores queiram mandar suas en-
commcndas que no armazem Progresso se lhes afianza a boa qualilade e acoodicionamento por
mais longe que seia o sertao.
Terrenos na ra do Brum
Vendem-se 40 u 50 palmos do memo', que
dividem eoma fbndicaodeSr Bovrman, por pra-
qo commodo: quera pretender os meamos, diri-
ja-se a roa da Madre de Dos n. 6, que achara
com quem tratar.
Casa a-venda.
Vende-se a casa de sobrado na roa Imperial n.
79 ; a tratar na loja de miudezas da roa Direita
n. 103, ou com Joao Ferreira dos Santo* Jnior,
no eacriptorio do Sr. Maooel da Silva Santos,
Wecco do Capim, bairro do Recife.
Pechincha para a
quaresma.
Manteletes de grosdenaple e da Ql de aeda
Pretos e de cores, pelo baratissimo preco de 58,
89, 10$ e 12J : na ra do Queimado n. 44.
Aviso aos Srs. thesoureiros
das irmandades e confrarias.
Na ra da Senzala Nova n. 30 tem para ven-
der caixinhas com doces de (rucias e de farinha,
ameudoas, castanhas com confeitoa e amendoas,
ludo com muito bom sortimento para os anjos
das procissdes, e vende por prego moito cornmo-
do, porque tudo fabricado neate estabeleci-
mento.
Farinha de mandioca.
Vende-se muito barata para acabar; na ra da
Senzala Nova o. 39, taberna.
Vende-se urna padaria prompla de todos os
ulenciliospara trabalbar, em um dos mnlhores
locaes marcados pelas posturas municipaes e com
um deposito em urna das melhores ras desta ci-
dade: quem a pretender, entenda-se com o Sr.
Jos Duarte das Neves.
Vende-set urna escrava : no pateo do Car-
ino, esquina da ra de Hortas n. 2.
do melhor que se pode encontrar neste genero a I96OO a garrafa, s no
chegada no ultimo navio do Havre a 800 rs. a libra, s no
TABAC CAPORAL
Deposito das m'amifaclaras imperiaes deFranca.
Este excelente fumo acha-se depositado, diretamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
GAMBOA DQ^ARMO, o qual se vende por mseos de 2 heclogramos a 19000 e em porgao de
10 masaos paro cima com cesconto de 25 por cento ; no mesmo estabelecimeoto acha-se lambem
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
CENTRO C0NDIERCI4L
15 -Ra da Cadeia do Recife 15
ARMAZEM DE TABACO, CHARUTOS E CIGARROS
Grosdenaples barat-
simos
Vendem-ae grosdenaples pretos pelo baratissi-
mo preco de 1C600 e 2 o corado: na ra do
Queimado n. 23, loja da boa f.
Vendem-ae queijos boos a 1f440 : na roa Di-
reita n. o.
Rua do Crespo n. S, loja
de 4 portas.
Pechincha que admira.
Chitas francesas corea flxas lindos desenos
a 240 rs. o covado do-se amostras com penhor.
Bolsas de tapete para
viagens.
Vendem-se mui bonitas bolsas de tapete pro-
prias para viagens, etc., etc., pelos baralissimoi
precos de 5, 6 e7j : na loja da aguia branca,
ra do Queimado n. 16:
Aos cocheiros e carros
culares.
Na loja da ra do Crespo n. 14 existe um com-
pleto sortimento de aviamentos para carro, como
chicotes, galio, vaqueta, sola, virola, belotae,
lanternas, botes, puxadores, oleado, iocerado,
e velas, tudo se vende por menos preco do que
em oulra qualquer parte.
Arreios para cabriolet.
Na loja da ra do Crespo n. 14. vendem-se ex-
cellentea arreios para cabriolet muito em conla.
parti-
Vende-se urna cadeirinha em
na ra da Aurora n. 66.
Baratissimos
bom estado
a qua-
e ca-
Leo de prata
Rival do leo d'ouro.
Vendem-se luvasde seda com mofo a 210, 320
C 400 rs. o par, ditas pri>las bord.idas a I98OO o
par, ditas de cor a 1$500, luvas pretas lisas
a I92OO finas, ditas amsrellas e brancas para me-
ninas a 800 rs. o par, franja preta de vidrilho a
640 e dita larga a 800 rs., estreilinha a 500 rs. a
vara, pares de jarros a 1^500, 23, 23500 3# o par,
e outras muilas miudezas : na loja da ra larga
do Rosario n. 36.
Ricos pretos.
Largos a 6i0, 500, 400 e 320 rs a vara : na loja
do leao de prata. ra larga do Rosario n. 36.
Rap do Joo Paulo Cordeiro.
E' chegado o rap de Joao Paulo Cordeiro
ra larga do Rosario, passando a botica a segun-
da loja de miudezas e na mesma loja tem muilas
xnais qualidades de rap, linhns del'edro V, car-
tao de 50 e 200 jardas, muilo boas linhss por ser
de linho puro, e muilas mais mtulezas c encon-
la, que s vista se dir o pre;o do tudo.
Vendem-se saceos com farinha de mandio-
ca muilo barato : na ra da Senzala Nova o. 39,
taberna. f
Vendem-se 4 e3cravos, sendo 1 moleque
crioulo de 11 annos, 1 pardo de 23 annos, 1 mu-
lata de 20 annos, e 1 parda de 16 annos: na ra
da Cruz n. 50, segundo andar, a tratar com 1. L.
P. Buhar.
Pennas de ema.
Na ra Nora n. 20, vendem-se pennas de ema
por barato preco, em porcao e a retalho, assim
como lambem esleirs do Araraly.
Boa pechincha.
Vende-se por preco muito coinmolo urna rasa
terrea de pedra e cal, na ra Imperial, cora 3 sa-
las e 3 quartos, cazinha fra, lado do rio Capi-
baribe, quintal com mais de COI) palmos de ex-
lensao e alguns arvoredos de fruclos, banho ao
p da casa e porlo de embarque cm todas mares,
cuja casa se ach alugada por 300(000 annuaes :
os pretendenles dirijam-se mesma ra Impe-
rial, casi n. 176, pouco adianto da fabrica do
sabo, que achario com quem tratar, a (odas as
horas do da, e se tiverem vonlade se agradaro
do preco.
A 20$000 o corte,
no armazem da ra No va jun-
to Conceico dos Milita-
res. D. 47,
de
Bastos < Reg.
Parece inerivel I... corles de ricos vestidos
do seda pretos, com babados ricamente borda-
dos pelo diminuto preco de 200000 o corte, as-
sim cono temos grande sortimento de fazendas
pretas para a quaresma ; ricos taimas de velludo
e capas compndas, ricamente bordados dos mais
modernos goslos que teem apparecldo; vestidos
de seda preta de todas as qualidades; grosde-
naples a lifiuO, 2 e a 2(400 ae eovado; ricas
manta preiia para senhora, com quatro palmos
'"8"" multo compridas, pelo diminuto pre-
go deSirt.; ricos manteletes de eda preta
com bicos comprima e sem Meo, oete muilo
aparado, a 22. 34, 20* a 30 rs:: todas estas
fazendas se vead.n multe barato s coas o fim
de aperar dinheiro e acreditsc este noro ar-
maiem.
Nesta typographia se dir quem vende mui-
lo barato urna Lcgislacao Brasileira completa,
desde o anno de 1811 al o de 1859, em muito
bom estado.
Sortimento dechapos
/i*ua do Queimado n. 39
Loja de quatro portas.
Chapeos pretos francezos de superior qualida-
de a 7$.
Ditos dos ma3 modernos que ha no mercado
I9JL
Ditos de castor pretos e brancos a 16$.
Chapeos lisos para senhora a 25$.
Ditos do velludo cor azul a 18.
Ditos do soda para meninas ricamente enfeita-
dos a 8j.
Ditos ditos para menino a 5.
Lindos gorros para meninos a 3.
Bonets de velludo a 5.
Ditos de palha muito bem enfeilados a 4.
Chapeos de sol francezes de seda a 7.
Ditos inglezes de 10, 12 e 13 para um.
Potassa.
Vende-se a 2i0 rs. a libra, a
superior e al va potassa doacredi-.
tado fabricante Joao Casa-nova ,
cua qualidade e reconhecido ef-
feito igual ou superior a de
Hamburgo, feralmente conheci-
< da como da Russia : no deposito,
8 ruada Cadeia n. 47, escriptorio
jf de Leal Keis.
Fazendas pretas para a
quaresma
Na ra do Queimado n. 39
Loja de quatro portas
DE
Joaquim Rodrigues Tavares
de Mello.
Cortes de vestidos de aeda pretos bordados a
velludo muito superiores a 120, ditos bordado,
a retroz e vidrilho a 80, ditos bordados a sedas
fazenda muito superior a 70, manteletes de fil
de lindos goslos a 2rg, ditos de grosdenaple pre-
to ricamente enfeilados a 20, 25, 30 e a 35$
cada um, ricas mantas de blondo hespanholas a
20, ditas de Ql bordadas a aeda a 12 e a 15
cada urna, grosdenaple preto de superior qualida-
de de 1800 al 3t00 o covado, luvas pretas en-
feiladas e de superior faxends 2200 cada urna, e
outras muilss mais fazendas proprias para a qua-
resma.
DE
Jos Leopoldo Bourgard
Lliai'U IOS SUSpirOS ,ja Baha, e grande deposito de superiores charutos do Rio de Ja-
neiro por cunta da grande fabrica dos Srs Domingos Alves Machado porcaj e a retalho, alm disto tem sempre grande sortimento de charutos manilha, havana,
suissos e hamburgo.
LnarUlOS SUISSOS a 3Q 0 miiheiro, fazenda superior e que se venda a 43.
LlgarrOS de papel e paihade milho, de papel grosso, de linho, de seda, arroz, pardo e
hespanhoes sendo de superior tabaco do Rio, vende-se em milhoiros muito barato.
Bocaes para charutos com agarras de melal a 1# cada um> dUos para cigarros,
8 ou rs.
rapei para CIgarrOS proprios para os fumantes de cigarros e cigarreiros que fabri-
cara os cigarros de papel de linho e seda.
lauaCO Caporal francoz, verdadeiro em macos de diversos larnanhos, garante-se
hdade.
1 ahaCO tUrCO a ^ alibrae meia libra por 3j, para cigarros e cachimbos.
Tabaco fleur deharlebeke era ma5os de diversos t.m.nhos, P.ra cigarros
chimbos, fazendo-se abalimento em porgao.
lai)aCO americano em latas a2, em chapa al a libra e em macinhos embrulhados
em chumbo a 160,240 e 320 e a groza de 17 a 22, para cigarros e cachimbos.
CigarrOS de manilha de papel tranco e pardo a 15 o milheiro.
Machinase papel p.r.garro.demim.
Ixape rOlaO francoz em majos de urna libra e ditos de meia libra fazenda superior.
Vasos de louca ebarro para tabaco e rap.
PhoSphorOS e SCaS de tiversas qualidades psra charutos.
IlUOS esta casa tem sempre sortimonlo espantoso de cachimbos de gesso, louga, ma-
deira, barro e os verdadeiro y >* oMetasaii capiimhn iio osnnma
TabaCO d O RIO de Janeiro piCado para cachimbos'e cigarros 800 rs. a Ubre
Venaem-Se tOaaS es fazendas maisbaralodoque em oulra qualquer parle.
Garante-Se todos os objectos vendidos tornando-se a receber (iocluindo os charutos) quan-
do nao agradem ao comprador.
ApromptalU-Se encommendas, encaixolam-se e remelem-se aos seus destinos cora bre-
vidade.
do que Qcaexposlo lom um variado sorlimanto de objectos proptios para os senhores fu-
mantes.
Recebem-se todos os artigos directamente, molivo pelo qnal se ple vender muito mais
barato do que em oulra qualquer parle.
Vender muito pari veu ier barato
Vender barato para vender muito.
jarros de por-
cellana.
Vende-se mui bonitos jarros de porcellana doo-
rada, e de tamanhos nao pequeos, proprios pa-
ra enfeites de mesas, ornato de gabinete, etc.,
pelos baratissimos pregos de 3 e 4S000 o par:
na ra do Queimado loja d'Aguia Branca n. 16.
Attenco.
Na ra do Trapiche n 46, em casa de Rostron
Reoker & C, existe um bom sortimento de li-
nhas de ceres e brancas em carceteis do melhor
fabricante de Inglaterra, as quaes se vendem poi
precos mui razoaveis.
w
Estampas finas e interes-
santes
A loja d'Aguia-Branca recebeu mui finas, e gran-
des estampas, de fumo e coloridas, representan-
do urnas a morte do justo rodeado de anjos, etc.,
e outras a morte do peceador cercado de demo-
nios, ele. Sao na verdade inleressantes essas
estampas para quem as sabe apreciar, pelo que
se tornam dous quadros dignos de se possuir, e
mesmo pela raridade delles aqu. Vendem-se
a 2000 cada estampa, na ra do Queimado n.
16, loja d'Aguia-Branca.
Xarope peitoral brasi-
leiro.
Os Srs. Joo Soum & C nicos possuidores des-
te xarope j bem conhecido pelea seus bons ef-
feilos, continuara a ven de-lo pelo preco de
cada vidro, fazem urna differenca no prego l_.
collegas e a todas as pessoas que tomarom de 12
vidrosnara cima.
Rap princeza gasse da Baha
Era casa de Lopes Irmios, no caes da alfande-
ga n. 7, acha-se estabelecido um deposito dessa
fabrica, onde se vende em porcoes ou a retalho.
Fardo e milho.
Saceos grandes e de muilo boa qualidade : no
largo da Assembla n. 19, armazem de Anlunes
Guimares & C.
A precos sem limites.
Na loja de miudezas da ra Direita n. 103 se
vende, para completa liquidacao, diferentes miu-
dezas de diversos mistares, um completo sorli-
mento de bicos e rendas, de algodao, linho e se-
da, caixas com msicas proprias para costura
carteiras e eslojos proprios para viajantes, diffe-
rentes objectos de porcelana, sendo jarros e ou-
tros para enfeites de mesa, banbas e cheiros
roupa o calgado, e realejo, com pancadarii, ou-
tros com figuras de macacos, e outras multas cou-
sas, que s vista animar ao comprador.
Vende-se nm relogio de algibeira, de ouro,
patente tnglez, com muilo pouco uso, eporum
preco mnito barato, o qual regula perfeilsmente:
a tratar na loja da ruado Queimado n. 41.
Manteiga ingleza
em barris de vinte e
de Tasso Irmios.
Luvas.
E' chegado loja da aguia de ouro da ra do
Cabug, as verdadeiras luvas de pellica Jouvln,
sendo para senhora e psra homem, que se Ten-
dea a 3 o par, aflanca-se a boa qualidade.
Pechincha.
Vendem-se balde, de 80 arcos, pelo diminuta
preco de 49: na ra da Cadeia n. 24.
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CALCADO.
45 Ra Direita 45
Tendo de augmentar 30 [0 o calcado de se-
nhora e o de homem 10 "i,, do dia 9 de fevereiro
em diaota, em conaequencia da doti pauta que
ha de vigorar na alfandega; o pfoprietaHo do
bem sonido estabelecianenlo da roa Direita n
45. nao quer que o. seus fregueze. carreguem
com as consequencias do systema floanceiro do
Sr. ministro da fazenda e por isso sustenta os
pre;os do sea calcado pela tabella segninte :
Homem/
Borzeguins para homm (im-
periaes)....... 10^(000
Ditos (aristocrtico). 9$000
Ditos (prova d'agua) ... 8^500
Ditos(Bersaglieri)..... 8^000
Ditos (communistas). 6^000
Meios borzeguins (patente). 6,5(000
Sapatdes (3 batera). 5,0600
Ditos (sola dupla)..... 5#200
Ditos (blusas)...... 5J600
Senhora.
Botinas (prima dona). 5$000
Ditos (?s a vi)..... 4#800
Ditos (me deixe)..... 4$500
Ditos (grisete)...... 4(000
Meninos e meninas.
SapatOes (bezerro).....-,S'000
Ditos (diabretes).....3#500
Ditos (salva pes)......3J00O
Botinas (boliepsas). .... 4J0OO
Ditas (para criancas). 3^500
Sapatos para senhora (lustre). 1#200
E um completo sortimento de couro de lustre
marroqutm, sola, bezerro franeez, courinho.
tudo que necessario a um irmao de 8. Cris-
pim, advogadodos artistas sapatiros, por precos
que s este estabelecimento pode vender.
Ra do Crespo,
loja n. 25, de Joaquim Ferreira de S, vende-se
por pregos baratissimos, para acabar: peca, de
cambraia lisa fina a 3#, organdys muito Anas e
modernas a 500 rs. o covado, cassas aberlas de
hoeilas core, a 240 rs., chita, largas a 200 e 240,
cortes de cas..* de cores a 2*. enUemeios borda-
dos a 18500 a pe;a, babados bordados a 320 a
vara, sediohas de quadros finas a 800 rs., casa-
veques de cambraia e fil a 5}, perneadores de
cambraia bordado, a 5$, gollinha. bordadas a
640, ditas com ponas a 20500, manguitos borda-
dos de cambraia e fil a 29, damasco de las com
9 palmo, de largara a 19600, bramante de linho
com 5 palmos de largura a 900 rs. a vara, luvas
para senhora a 100 rs. o par, capas de fuslao en-
feitadas a 59, pegas de madapelo fino a 4J, la-
zinha de quadros para vestidos a 320, camisu.de
cambraia bordados a 29, sobiecasacas de panno
fino a 20g e 23g, palelots de panno e casemira de
16 a 20$, ditos de alpaca de 39500 a 89, ditos de
brim de crese brancos de 39500 a 5J, calcas do
casemira pretas e de cores para todos ps pregos,
ditos de brim de cores e brancos de 29 a 59, ca-
misas brancas e decores para todos os presos,
colleles de casemira de cores fino, a 59 ; assim
como outras muilas fazendas por meos do scu
valor para fechar contas.
Agua imperial
para tirar as caspas, limpar mui bem a cabera, e
fazer renascer os cabellos ; vende-se nicamen-
te em casa do cabelleireiro da ra do Queimado
n. 6, priroeiro andar.
Agua para tingir ca-
bellos.
a uoii.ur que tem apparecido ot hoje : tinge
mu bem os cabellos, e nao tem o inconveniente de
hcarera os mesmos russos ou verde.: o proces-
so de usar simples, e o eflVito proveitoso : ven-
de-se na ra do Queimado n. 6. primeiro andar,
casa de cabelleireiro.

C&
Liquidacao.
S GRANDE SORTIMENTO
113 .DE
Roupa feita,
Na loja e armazem de Joa-
quim Rodrigues Tava-
res de Mello.
Ra do Queimado n.39
tantas libra. : no armazem
Vende-se um lerreno com 30, 40 ou 50 pe-
mos de frente, conforme melhor convler ao com-
prador, tado aterrado, aituado na na'do Brum,
junto a fundicao ingleza, com mais de 980 pal-
mo, de fundo, e prompte para se edificarem re-
finsces, padarias, ou outroa quaesquer estabele-
cimento. por ter excellenle porto para embarque
e desembarque de eneros: na ra da Madre de
Dos, armazem a. 90.
Vende-se por um preco commodo urna car-
roe* com pipa e mais pertences para condaeeio
d'agua, a qual tem poner uso: pin trstat, na
roa Imperial a. 64.
Loja de quatro portas
Sobrecasacas de panno fino obra muito bem fei-
ta, de 359-a 409 cada urna.
Palelots de panno fino preto, de 259 a 309.
Colleles de velludo preto bordado, a 129
A loja da ba-f
na ra do Queimado u. <2,
est muito sortida.
e vende muito barato :
Brim branco de puro linho trangado a IgOOO e
19400 rs. a vara ; dito pardo muito superior a
lfSOO a vara; gangas francezas muito finas de
padre. oscuros a 500 rs.; riscadinhos de linho
proprios para obras de meninos a 200 rs, o co-
vado : cortes do caiga de meia casimira a lg600 ;
ditos de brim de linbo de cores a 29 rs.; breta-
nha de linho muito fina a 209, 229 e a 249 rs. a
pega com 30 jardas; atoalhado d'algodao muito
I superior a 1400 rs. a vara; bramante de linho
! com 2 varas de largura a 29400 a vara ; lengos
de cambraia brancos para algibeira a 2J400 a
duzia; ditos maiores a 3; ditos de cambraia
de linho a 69. 79 e 8fl rs. a duzia ; ditos borda-
dos muito finos a 8& rs. cada um ; ditos de cam-
braia de algodao com bico largo de linho em
volta a 19280; ditos com renda, bico e labyrin-
loa2JO00; e alm disto, outras muilas fazen-
das que se vendem muito barato a dinheiro a
vista : na ra do Queimado n. 22, loja da Boa .
Bonitos cintos para seuho
ras e meninas.
Na loja da aguia branca vendem-ae mui boni-
tas fitas com flvelae para cintos de senhoraa e
meninas, e pelo baratissimo prego de 2$ : em
dita loia da aguia branca, ra do Queimadonu-
mero 16.
Cueguem ao barato
Fitas de cor, a pega 160 e 200 rs penles de
alizar, finos, a 200 rs.. cordes para esparlilho
60 rs.. csixai, de clcheles 60 rs., carlns a 40
rs., caixa. de lamparillas 40 rs., agulheiros
com agulhas francezas 120 rs Ota de linho, a
pega a40rs babado do Porto 120 e 160 rs. a
vara, boloes de louga para camisa 100 e 120
rs.. peonas de ac, a groza 400 rs., froco para
n /oJ10 L pe?' froco com 8rame sem
on .r e 40 rs- frnis e gales de linha
80 e 100 rs., viJrilho i 1950O rs. a libra, goli-
nhas 800 e 29. manguitos 29. boloes para
casavoque de todas as qualidades 200, 300 e
400 rs. a duzia, tranca do lioha de caracol 200
rs. a pega, magos de grampas 40 rs la para
bordar 5,6e 89 a <8, alamares dourados para ca-
pole, a groza & 89. 109 e 129, fitas de seda de to-
finas de das as qualidades, bandejas, espelhos dourados
quadros do estampa dourada e oulros muitos ob-
jectos por barato prego, e lambem se vende ar-
magao e pertences em poreao ; vende-se prazo
na ra do Imperador n. 38, por baixo da bandei-
ra do retratista.
um.
cada
Ditos de gorgurSo preto a 79 idem.
Ditos de setim maco a 65 idem.
Oilos de casemira preta a 59 idem.
Caigas de casemira preta fina de 12 a 149.
Palelots de eslamenha a 59.
Dilos de alpaca preta, saceos de 49 a 59.
Ditos de dita sobrecasicos de 89 a 99.
Ditos de bambolioa preta superior fazenda a 12J.
Dilos de meia casemira a 109.
Ditos de casemira muilo fina a 14j.
Um completo sortimento de palelots de rusti e
brim, e caigas e coleles, que tudo se vende por
prego em conta.
Cera de carnauba.
A melhor que tem vindo ao mercado
prego commodo : no largo da asseasbla
armazem de Antones Guiamee fV C.
e por
n. 19,
eobertos e descobartotr pequeas e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora de
na dos melhores fabricante, de Liverpool, viu-
dos pelo ultimo paquete inglez
Sonthall Mollor & C.
O Preguica est queimando, em sua loja n
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palito ts a 060 rs. o covado, cam-
braia organdy de muito bom gosto a 480, rs.
avara, dita liza transparente muito fina a 39,
49, 59, e 60 a peca, dita tapada, com 10 varas
a 59 e 60 a pega,chitas largas de modernos e
escomidos padrees a 240, 260e280 rs. o eova-
do, riquissirao. chales de marin eslanpado a
7 e 8, dilos bordados coa duas palmas, fa-
zenda muito delicada a 99 eada um, ditos com
urna s palma, muito finos a 850, ditoslisos
com franjas de seda a 59, lencos de castas com
barra a 100, 120 e 160 cada ura, meias mnito
finas para senhora a 49 a duzia, ditas de boa
qualidade a 39 e 89500 a duzia, chitas fran-
cezas de ricos desenhos, para ooberta a S80 rs.
o eovado, chitaseseuras inglesase 59900 a
peca, e a 160 rs. o eovado. brim braneo de puro
linho a 19, 19200 e 19600 a vara, dito preto
mnito encornado a 19500 avara, brlhantin
azul a 400 ra. o eovado, alpacas d diferentes
rs. o eovado, casemiras pretas
finas a 29500, 39 a 39500 o eovado, cambraia,
preta e de salpico, a 500 ra. a vara, e outras
da- ouitaa fazendas que se far patente ao compra-
dor, a da todas sa dario amostras coa palor,
A grande fazenda
Pi tanga.
Vende-se esta grande propriedade a
qual tem urna legoa qnadrada de exten-
di e lica distante da villa de Iguarassu'
s duas leguas e confronte ao lade do
leste com o engenho Monjope.
Tem um rio que percorre a fazenda
do sudoeste para o nordeste e varios ria-
chos com cachoeiras convenientes para
quaesquer eDgenbos de loicas maiores
e as aguas do rio podiam ser adaptadas
para conduccac de madeiras durante
seis mezes do anno.
A metade da fazenda esta' anda em
matto virgemque contm grande por-
cao de madeiras de lei e de construccSo.
Tem urna boa casa de moradia com
pertences, como estribaras etc.
Tem horta com muitos pes de dife-
rentes tructeiras tanto da trra como
estrangeiivr e um jardim que tarnbem
contem muitas larangeiras.:
Ten diversas casas de moradia pro-
prias para feitores c engenheiros.
Tem boas ras e pootes fornecendo
vas de communicacSo com as difieren-
tes partes da fa*enda e tarnbem com a
villa de Iguarassu'. *
Tem grande curral e pastos bem fe-
chados e seguramente cn-cados.
Tem urna plantaeo de caleaelros de
cinco mil pes e grande porcao de plau-
tas novas proprias para ertender o ca-
fezal.
O terreno de Tanas qualidades are-
noso e de barro puro e tarnbem de mis-
turas destas em differentes proporcOes.
Os pretendentes que quierem exa-
minar a propriedade podem fazer di-
rig n do-se ao Sr. Crisp m, que ao pre-
sente mora nellae a mostrara'.
E pan tratar de preco na casa n. 46
da ra dTo Trapiche no Recife.
IILEGVEL1




DIARIO M WRRAMBOOO. SABBADO 51 MAttCO DI ftei.
(?)
ARMAZEM
DE
ROUPA FSITA
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RIA DO 01EIMAD0 40
Defronte do becco da Congregado letreiro verde.
Nesle estabelecimento hasempre ura sortimento completo de roupa feita de todas as
qualidades, e tambem se manda execuiar por medida, voniade dos freguezes, para o
que ten um dos melhores professores.
asacas de panno preto, 40$, 35$ e 30c000
Sobrecasaca de dito, 35$ e 300O
Palitots de dito e de cores, 35, 30).
25*000 e
Dito de casimira de cores, 22#000,
15, 129 e
Ditos de alpaka preta goila de vel-
ludo,
Ditos de merin-sitim pretos e de
ceres, 9$000
Ditos de alpaka de cores. 5 e
Ditos de dita preta, 9$, 7. 5 e
Ditos de brim de cores, 5?, 4J-500,
4$ Ditos de bramante de linho branco,
6g000. 55(00 e
Ditos de merino de cordo preto,
159000 e
Calsas de casimira preta e de cores,
129,109, 99 e
Ditas de princeza e merino de cor-
do pretos, 59 e
Ditas de brim branco e de cores,
5g000. 4j500 e
Ditas de ganga de cores
Colletes de velludo preto e de co-
res, lisos o bordados, 128, 9J e
Ditos de casemira preto e de cores,
lisos e bordados, 69, 5$500, 59 e
203S000
99000
11O0O
89000
39500
39500
39500
4S0OO
88000
60000
43500
3g000
89OOO
39500
Ditos de selim preto 5J000
Ditos de seda e setim branco, 69 e 5$000
Ditos de gurgnrao de seda pretos e
de cores, 7$000, 69OOO e 59OOO
Ditos de brim e fusto branco,
. 395OO e 39000
Seroulas de brim de linho 29200
Ditas de algodao, 1 $600 e 1J280
Camisas de peito de fusto branco
e de cores, 29500 e 2$300
Ditas de peito de linho 6fl e 3c000
Ditas de madapolo branco e de
cores, 39. 25500. 29 e I98OO
Camisas do meias I5OOO
Chapeos pretos de massa, francezes,
formas da ultima moda 108,89500 e 7J0C0
Ditos de feltro, 69, 5$, 49 e 29000
Ditos de sol de seda, inglezes e
francezes, 149. 12$, llg e 79OOO
Collarinhos de linho muito finos,
novos feilios. da ultima moda 98OO
Ditos de algodao 5500
Relogios de ouro, patentes hori- *iCy
sonlaes, IOO9. 909, 809 e 70{000 $&
i Ditos de praia galvaoisados, pa-
tente hosontaes, 40J 309000
Obras de ouro, aderemos e meios
aderemos, pulseiras, rozetas e
anneis
Toalhas de linho, duzia 12J000 e
8
109000
EAU MINERALE
NA.TURALLEDE VICHY.
Deposito na boticafranceza ra da Cruz n.22
Algodao monslro.
Vende-se algodao moBStro com dnas larguras,
muito proprio para toalhas e lences por dispen-
sar toda e quaiquer costura, pelo baratissimo
Sigo de 600 rs. a Tara ; na roa do Queimado n.
, na laja da boa f.
BASTOS
DE
Calcado barato na ra larga do Rosario n. 32.
O dono deste estabelecimento teado em vista acabar
com todo o calcado at o fim de marco, expe ao publico pelo
preco abaixo:
Para homens, senhoras
Eorzeguins de bezerro de Meli a lOgOOO
Dito* de Nantes sola patente 9j00O
Ditos de dito sola una 8$rnn
Ditos dito do dito 7000
Ditos francezes de lustre do 69, 78 o 89OOO
Ditos lodos de duraque 6500
Ditos de couro de porco a 5gOOO
Sapatosde lustre a 3g al 59000
Ditos de bezerro a 3500 at 5JSO0O
Ditos do dito de 2 solas 48000
Ditos de 1 sola com salto 3j000
Ditos de 1 sola sem salto 29500
e meninos.
Borzeguins de setim branco
Ditos de duraque dito
nilos pretos
Dit.is de cores
Ditos de cores panno de duraque
Ditos dito de dito
Ditos de cores para menina
Ditos de dito todos de duraque
Ditos de dito dito
Sapalos de tranca para meninos de 1( (
Ditos de lustre para senhora
Ditos de tranca francezes para homem
69000
55500
59000
48000
49000
39OOO
39000
38000
29500
18200
18280
1S000
As melhores machinas de co- Fazendas proprias para a
7Ar lina mmc ntjmn.lnc an_ *T S7 17
quaresma, no novo es-
tabelecimento de Jos
Moreira Lopes, rua do
Crespn. 13.
zer dos mais afamados au-
tores de New-York, Singer
& C, Whecler & Wilson e
Geo. B. Sloat & C.
Estas ma-
chinas que
sao as melho-
res e mais
durado uras
mostram-se a
quaiquer hora
e ensina-se a
trabalhar as
casas dos com-
pradores ga-
rantindo-se a
sua boa quali-
dade e dura-
gao : no depo-
sito de ma-
chinas de
Raymundo Carlos Leite & Irmo, rua da Impe-
ra Iriz n. 12, adtigamente aterro da Boa-Vista
Acaba de che-
gar ao armazem
DE
Bastos & Reg,
urna grande qoantidade do uniformes de case-
mira de cores muito recommendados tanto pelos
seus bonitos padroes como pela sua bemfeitoria
e como seja grande quantidade tomamos a deli-
beradlo de vender pelo diminuto prego de 258,
assim como urna grande quantidade de chapeos
de castor brancos e preto pelo diminuto prego
de 68, poisse vendem estas obras por este dimi-
nuto prego como fim de apurar dinheiro e acre-
ditar este aovo armazem na rua Nora junto
Conceigao dos Militares n. 47.
PARA A
Na rua do Queimado n. 17 a primei-
ra loja passando a botica vende se casa-
cas de suoerior panno fino preto de
35$ pelo barato preco de 28$, por baver
grande sortlmento e querer-se apurar
dinheiro.
Estampas finas.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cabugi n. 1 B,
vendem-se collecgoes dos passos, o mais Uno que
pode haver, compostos de 14 estampas, que se
vende por baratissimo prego de 149, assim como
estampas avulsas, tanto de sanUs como de vistas
decidades e de retratos que se vende, pequeos
a 109,400 e 600 rs., e grandes a 1600 o 2 ca-
da ana.
Venie-se urna bonita negra com 13 a H
annos de idade, sem vicios, e com perfeigo co-
se, engaarsna 9 lava : rra rua da matriz da Boa-
.Vista a. U, casa particular.
Manteletes, vestidos de grosdenaple com bar-
ras de velludo, ditos bordados, veos pretos de
QI bordados, sarja preta, grosdenaples, casemi-
ras, pannos unos, e outras muitas fazendas, tudo
por precos muito commodos.
Exposices de
metaes.
Riquissimo sortimento de toda a qualidade de
metaes Anos prateados, em apparelhose avulsos,
grandes e pequeos, tudo quanto se pode deso-
jar para servido e ornamento de urna mesa, ap-
parelhos para slmogo, desde ornis fino at o
mais ordinario, contendo em si os apparelhos fi-
nos a garanta do fabricante por espago de 20
annos, ludo se pode garantir ao comprador, e
outras muitas qualidades de objectes, contendo
assim taboleiros para dar cha, bastantes grandes,
e que muito devero agradar aos freguezes que
p ecisarom ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Fazendas baratas
Na rua do Queimado n. 19
Cambraias finas matizada, pelo baratissimo
preco de 240 rs. o covado, ditas-escuras a 18C rs.
o corado.
Chitas francezas tanto escuras como claras a
220 o covado.
Toalhas de fusto a 600 rs. cada urna.
Cambraietas Unas para vestido a 29800,39 e
39500 a pega.
Esteiras da India para cama e forro de sala,
sendo de 4, 5 e 6 palmos de largo
Lengos brancos para algibeira pelo barato pre-
go de 19600 a duzia.
Grandes colchas do fusto lavradas a 59500.
que outr'ora tinha ioja na roa do fuei- K
mado a. 46, que gyrava sob a firma de *
Ges & Bastos participa aos seus nume- 1
rosos freguezes que dissolveu a sociedade jf
que tinba com o mesmo Ges lendo sido jm
substituida por um seu mano do mesmo f
Dome, por isso ficou gyrando a mesma ]
firma de Ges & Bastos, assim comoapro- *
veila a occasio para annunciar abertura I
do seu grande armazem na rua Nova jun- S
to a Conceigao dos Militares n. 47, que SU
passa i gyrar sob a firma
DE i!
Bastos com um grande e nnmoroso sortimento de S
roupasfeitas e fazendas de apurado gos- 55
to, por pregos muito modificados como 3
de seu costme, assim como sejam : ri- S
eos sobrecasacos de superior panno fino
preto o de cor a 258. 288 o 309, casacas
do mesmo panno a 309 e a 359, paletols
sobrecasacados do mesmo panno a I89,
209 e a 228, ditos saceos de panno preto a
129 e a r4g, ditos de casemira de cor
muito fina modelo inglez a 9g, IO9, 129
e 149> ditos de estamenha fazenda de
apurado gosto a 59 e 68, ditos de alpaca
preta e de cor a 49. sobrecasacos de me-
rino de cordo a 89, ditos muito superior
a 129, ditos saceos a 59, ditos de esgmao
pardo fino a 4^,49500 e 58, ditos de fus-
to de cor a 39, 35500 e 49, ditos bran-
cos a 49500 e 55C0, ditos de brim pardo
fine sacco a 28800, caigas de brim de cor
Ouas a 39. 39500,49e 4g50O. ditas de di-
to branco finas a 58 e 69500, ditas de
princeza proprias para luto a 48, ditas de
merino de cordo pelo fino a 59 e 69,
ditas de casemira de cor e preta a 89, 9
el09, colletes de casemira de cor e pre-
ta a 48500 e 59, ditos do seda branca para
casamento a 59, ditos de brim branco a
39 e 49, ditos de cor a 39, colletes de me-
rino para luto a 48 e 49500, ricos rob-
chambres de chila para homem a 109,pa-
letols de panno fino para menino a 128 e
149,casacas do mesmo panno a 158,caigas
de brim e de casemira para meninos, pa-
letots de alpaca ede brim para osmesmos,
sapalos de tranga para homem e senho-
ra a 19 e 19500, ceroulas de bramante a
189 e 209 a duzia, camisas francezas fi-
nas de core brancas de novos modelos a
178,189, 209. 248. 289 e 309 a duzia,
ditas de peitos ae linho a 309 a duzia, di- 11
tas para menino a I48OO cada urna, ricas 0
grvalas brancas para casamento a I98OO a
e29 cada urna, ricos uniformes de case- S
mira de cor de muito apurado gosto tanto 8
no modello como na qualidade pelo di- 9
minuto prego de 358, e s com avista se
pode reconhecer que barato, ricas capas tt
de casemira para senhora a loa e 209. *
e muitas outras fazendas de excellenle 8
gosto que se deixam de mencionar que 9
por ser grande quantidade se torna en- m
fadonho, assim como se recebe teda e X
quaiquer encommenda de ronpas feitas, M
para o que ha um grande numero de fa-
zendas escolhidas e ama grande officina
dealfaiateque pela sua promptido e per- n
feico nada deixa a desejar. 9f
Cassas de cores.
Ainda se vendem cassas de cores fizas, padroes
muito bonitos, pelo baratissimo prego de 240 rs.
o covado, o ,i barato a rhM: na rua do
Queimado n. I, na bem conhecida loja da
Boa f.
E' baratissimo!
Rua do Crespo n. 8, loja de 4 portas.
Cassas de cores fizas miudinhas a 240 rs. o co-
vado, cambraia, organdys lindos desenhos a 400
rs. o covado, e chitas largas finas de 240, 260 e
280 o covado, e outras muitas fazendas por ba-
ratissimo prego : dao-se amostras com penbor.
Para desenlio.
Mu bonitas caixinhas envernizas, com tintas fi-
nas, lapis, pincels, e os mais necessarios para
desenho.
Perfumaras
novas.
A loja d'aguia branca acaba de receber de sua
propiia encommenda um lindo e completo sorti-
mento de peifnmariss finas, as quses est Ten-
deado por menos do que em oulra quaiquer par-
te : sendo o bem conbecid oleo philocomo e ba-
nha (societ bygienique) a 19 o frasco, finos
extractos em bonitos frascos de cores e dourados
a 29, 29500, 39, e 49, a afamada banba trans-
parente, e outras igualmente finas e novissimas
como a japonaise em bonitos frascos, cuja lam-
pa de vidro tambem cheia da mesma, buile
conerele, odonnell, principe imperial, creme,
em bonitos copinbos com lampa de metal, e
muitas outras diversas qualidades, todas estas a
19 o fraseo, benitos vasos de poreellana doura-
da. preprios para offerta a 29 e 29500. bonitos
bahusinuos com 9 frssquinbos de ebeiro a 29,
lindas cestinhas com 3 e 4 frasquinbos, e caixi-
nhas redondas com 4 ditos a 19200 e 19600,
finos pos para denles e agua balsmica para ditos
a 15 e 19500 o frssquitbo ; e assim urna in-
finidade de objectos que sao patentes em dita io-
ja d'aguia branca, na rua do Queimado n, 14.
Ultimo gosto.
A loja da aguia de ouro, rua do Cabug n. B,
acaba de receber da Europa pelo ultimo vapor,
de sua propria encommenda, lindos cintos para
senhora ou para menina, o mais fino que se po-
de encontrar, sendo ultima moda, que se vende
pelo barali;simo prego de 4 e 59, assim como en-
feilesde cabega para tenhora, todos en trancados
com borla dourada a 158, grinaldas de flotes
muito finas linio branca como de cores que se
vende a 3, 4 e 59, pois a vista da finura e do ul-
timo goslo ninguem deixar de comprar.
AGMICIA
DA
Penoas d'acx).
A loja d'Aguia-Branca recebeu um grande sorti-
mento de peonas d'ago de differenles qualidades
as quaes est vendendo de 500 a 19U00 rs. gro-
as. E' o mais barato possivel: na rua do Quei-
mado loja d'Aguia-Branca, n. 16.
Arados americanos e machina- Clicas,
pata lavar roupa: emeasa de S.P. Jos
hnston & C. rua d Senzala n.42.
Cheguem aloja da Boa f
Chitas francezas muito finas de cores fizas a
280 rs. o covado ; cambraias francezas muito fia
as a 640 rs a vara; dem lisa muito fina a
495CO e a 6J0O a pega com 8 1(2 varas ; di-
muito superior a 88000 a pega com 10 varas ;
dita fina com salpicos a 4$80O a pega com 8 1(2
varas; fil de linho liso multo fino a 800 rs. a
vara ; tarlatana branca e de cores a 800 rs. a va-
ra ; e outras muitas fazendas que, sendo a di-
nheiro, vendem-se muito baratas: na ruado
Queimado n. 22, na loja da Boa f.
PINDIClO LOW-MOW,
Rua da Senzalla Nova n.42.
Neste slabelaeimento contina a baver um
completo sortimento de moendasemeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
te ferro batido e coado, da todos os tamanhos
para dito.
Tachas e moendas
Braga Silva & C., tem seropre no seu depo-
sito da rua da Moeda n. 3 A, um grandesor-
mento de tachas e moendas para engenho, de
muito acreditado fabricante Edwin RJaw a tra-
tar no mesmo deposito ou na rua do Trapiche
'sistema medico de holloway.
piltjlashollwoya.
Este inestimavel especifico, composto inteira,
mente de hervas medicinaes, nSo comea mercu-
rio era alguma oulra substanciadelecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleigaomais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleijao mais robusta ;
entecamente innocente em suas operagoese ef- i
feitos ; pois busca e remove as doengas de quai-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes -
que sejam.
Entre mimares de pessoas curadas com este,
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois dehaver tenta-
do inullmente todos es outros remedios.
As mais aflictas nao devem entregar-se a des-
esper8c,ao ; fagam um compleme ensaio dose
efficazes effeitos desta assombrosa medicina,
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se] perca lempo em tomar este remedio
para quaiquer das seguintes enfermidades:
S 28 -- IBA NOVA H. 28-
sfusntc
DEPOSITO DE PIANOS FORTES
DOS
Mais afanados fabricantes da Europa
DE
- Joo Pedro Vogele/.
Este acreditado estabelecimenlo tcaba de rece-
a'c el"'?*.* lguB t'i"uos d* ce,ebre fbrica
oe U bheel de Gaaeel ; o proprietari deste esta-
belecimenlo toma a liberdadede convidar os pro-
essores, dilectanli e amadores deste insttumen-
10 para que se dignem vir apreciar as excellentes
qualidades destes pianos, e juntamente observar
a perfeigo do trabalho unido elegancia e es-
1 merado goslo deste afamado "
fabricante.
ti*
ROIPA FEITA ANDA 1AIS BARATAS.!
SORTIMENTO COMPLETO
IFazendas e obras feilasj
HA
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
A reas (mal de).
Asthma.
Lencos para rap.
Vendem-se lengos muito finos proprios para os
tabaquistas por serem de cores escuras e fizas a
5G0 a duzia : na rua do Queimado n. 22, na
loja da Boa f.
Na loja da Boa f vende-se
panno preto fino a 49, 5?, 69, 89 e IOS rs. o co-
vado, casimira preta fina a 23, 39 e 49 rs. o co-
vado ; gros de naples preto a 29, 2$500 e 39 o
covado; alpaka preta fina a 640, 800, e muito
fina a 19 rs. o covado ; casimiras muito finas de
cores escuras com 6 palmos de largura a 49 rs. o
covado ; ditas de cores claras a 6g rs. o corte de
caiga ; meias de alpodo cr muito superiores a
45800 rs. a duzia ; ditas de algodao :ru tambem
muito superiores para meninos a 4$ a duzia ; e
assini muitos outros artigos de lei que se ven-
dem naratissimos, sendo a umneiiu. na ivfeiida
loja da Boa f. na rua do Oueimado n. 22.
Camisas e loalhas.
Vendem-se camisas blancas n uito finas pelo ba-
ratissimo prego de 289 rs. a duzia ; toalhas de li-
nho para rosto a 99 a duzia ; ditas felpudas mui-
to superiores a 129 a duzia : na rua do Queima-
do n 22, loja da Boa f.
Convulses.
Debilidadeou extenua-
do.
Debilidade ou falla de
for;as para quaiquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga. ",
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades noventre.
Ditas bo figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto dae specie.
Gotta.
Hemorrboidas..
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflsmmacoes.
Irregularidades
menstruaejio.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucjao de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar. "
Retengo deourina.
Bheumatismo.
Symptomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Paletos.
Vendem-se paletos de panno preto fino, muito
bem feitos a 229 rs.; ditos de brim branco de
I linho a 59 rs.; ditos de selineta escuros a 3^500,
muito barato, sproveitem : na rua do Queima-
E' o que de melhor e mais perfeito se ?
tem visto aqui em tal genero, e vendem-se a 5 do D- 22, loja d" Bo "
69. 89, IOS, 12 e 149 :
16, laja d'Aguia-Branca.
na rua do Queimado n.
Chega para todos.
Cassas francezas muito bonitas e de cores fiza;
a doze vintenso covado, mais barato do qn
chita, approveitem em quanto nao se acabam
na rua do Queimado n. 22, na bem conhecida lo-
ja da Boa F.
Pechiocha
Na rua do Queimado n.
retas de
a pega com 10 varas.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conbecid eacreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12,ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova ede superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em
pedra, tudo por precos mais baratos do que em
outra qualquerparte.
i Remedios americanos

DO DOCTOR
e seda p*Jr'a vestid""/" fiSSS \ ^Z*9z ^ .?52L-?0rk*
Vinho do Porto, genuino,
Rico de 1820.
Stomacal de 1830.
Precioso de 1847.
As duzias, e em caixinhas, adinheiro, por ba-
ato prego : vende-se na rua do Trapiche n. 40,
escriptorio.
8
9 Machinas de vapor.
9 Rodas d'agua.
9 Moendasde canna.
O Taixas.
% Rodas dentadas.
% Bronzes e aguilhdea.
9 Alambiques de ferro.
9 Crivos, padroes etc., etc.*
% Nafundicode ferro de D. W. Boirman
Srua do Brum passando 'o chafariz. 0
_
l
Vende-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight iC, rua da j
Cruz n.61.
Boi com carrosa.
Vende-se um grande e gordo boi com urna boa
carroca : a tratar na rua larga do Rosario n. 2i,
loja de ourires.
Atten^o.
N. 40~Rua do Amorm-N. 40.
Vendem-se saceos grandes com fresqueras de
farinha de mandioca a 29500.
RELOGIOS.
Vendem-se em casa de Braga, Silva & C,re-
logios de ouro de diversos; rabricantea.iiiglaaee,
por prejo comaodo.
Vende-se em oasa de Saundres Brothers 6e G.
praca do Corpo Santo, relogios do afamado fa-
brioaute Roakell, por precos commodos e tam-
bem trancellins e eadeias pan oa mesmos de
excellenle gosto.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater A C,
na do Vigan'o n. 8 nm bello sortimento de
relogios de ouro, patele ingles* de ura dos mais
afamados fabricantes de Liverpool; tambem
na variedad* de bonitos traoeeliBS para oa
mesmos.
PROMPTO ALIVIO
Resolutivo renovador.
| Pilulas reguladoras.
g Estes remedios j sao aqui bem conhe-
S cidos pelas admira veis curas que tem ob-
* tido em toda a sorte de febres, molestias
w chronicas, molestias de senhoras, de pe-
le etc., etc., confrmese v as inslruc-
coes que se acham traducidas em por-
9 tuguez.
i .-------
fSalsa parrilha legitima e
original do antigo
IDR.JACOBTOUNSEND
0 melhor parifleador do sangoe
cora radica Intente
jp Erisipela. Phtisicas.
a Rheumalismo; Catarrho:
p Chagas. Doengas de figado.
Alporcas. Effeitos do azougue.
k Impingeos. Molestias de pelle.
Vende-se no armazem de fazendas de
I Raymundo Carlos Leite & Irmo, rua do
Z lmperatrizn 12.

Febreto intermiten le,
Vende-se estas pilulas no estabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistaeoutras pessoas edo
carregadas de sua venda em toda a America n-
fcul, Bavanae Hspsnha.
Vendem-se as bocetinhas a 800 rs. cada
urna dellas, conten orna instrucjSo em portu-
guez para explicar o modo de se usar destas pi-
lulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
dbarmaceutico, na rua da Cruz n. 22 em Per-
nomlSiri*i
SEDULAS
de i$e 5^000.
Continua-se a Irocar sedu'*s de urna s figura
por metade do d< secuto que ezige a thesouraria
desta piovincia, e as notas das mais praqas do
imperio com o bale de 5 por cerno: no escrip-
torio de Azevedo & Mendes, iua da Cruze
o. 1.
Ges & Bastos.
Rua do Queimado b. 40.
Tendo s annuncisntes conseguido elevar este
estabelecimento a um engrandecimenln digno
desta grande cidade, apresentam concurrencia
deste ilustrado publico, o mais moderno, varia-
do e pscolhido sortimento de roupas diversas e
de fazendas escolhidas para todas as estages.
Sempre solcitos em bem servir aos seus nume-
rosos freguezes nao s em pregos como em bre-
vidade, acaba de augmentar o pessoal de sua of-
fina, sendo ella d'.ira em diante dirigida pelo
insigne mostr LATJRIANO JOS' DE BARROS,
o qual es seus numerosos freguezes podem pro-
curar na loja n. 46 ou no primeiro andar do
mesmo estabelecimento, assim pois em poucos
diss se aprompta quaiquer encommenda, quer
casaca, quer fardoesdosSrs. ofllciaes de marinha
e ezercito. Outro sim recommendam aos Srs.
paesde familia grande sortimento de roupas pa-
ra meninos de todas as idades.
FROCO.
Vende-se frco de todas as cores egrossuras,
com rame e sem elle a 400, 500, 640 e 19 rs. a
peca ; na rua do Queimado, loja da aguia bran-
LOJA E ARMAZEM
DE
Ges & Basto!
NA
Ba do Queimado
u. 46, frente amareUa.
. Constantemente temos um grande e va-
riado sortimento de sobrecasacas
^P0 e de cores muito fino
au e 359, paletols dos mesan
pretas
a 28.
-OS. f 24S. dito7s7cVo"a0p8re?o"Sos
mesmos pannos a 14. 16 18. casa-
cas pretas mullo bem feitas edesunerior
panno a 28. 30g e 35. sobrecasaas de
casemira de cores muito finos a 15 168
e 18$, ditos saceos das mesmas casimi-
ras a IOS, 12 e 14S, calSas prelas de
casemira fina para homem a 8, 9, 10i
e 12, ditas de casemira decores a 7 8
9 e 10, ditas de brim brancos mui
fina a b$ e 6, ditas de ditos de cores a
3, 3500, 4 e 4500, ditas de meia ca-
semira de ricas cores a 4$ e 4J500, col-
letes pretos de casemira a 5 e dili
de ditos de cores a 4J500 e 5, ditos
brancos de seda para casamento a 5
ditos de 6, colletes de brim branco e de
fusto a 3, 3500 e 4. ditos de cores a
2^500 e 3, paletols pretos de merino de
cordo sacco e sobrecasaco a 1$, 8 e 9
colletes pretos para luto a 45CO e 5'
ras pretas de merino a 45C0 e 5, pa-
letots de alpaca preta a 3500 e A&, ditos
sobrecasaco a 6, 7 e 8S, muito fino rol-
letes de gorguro de seda de cores muilo
i boa fazenda a 380O e 4S. colletes de vel-
ludo de crese pretos a 7 e 8. roupa
i para menino sobre casaca de panno pre-
tos e de cores a 14. 15 e 16, ditos de
casemira sacco para os mesmos a 6$5C0 e
7, ditos de alpaca pretos saceos a 3 e
3500, ditos sobrecasacos a 5jj e 6*500.
calcasde casemira pretas e decores a 6
6g500 e 7, camisas para menino a 2(
a duzia, camisas inglezas pregas largas
muito superior a|32 a duzia para acabar.
Assim como temos urna officina de al
faiate onde mandamos eiecutar todas
obras com brevidade.
as
Para quem tiver gosto.
Vende-se um sitio na na da Esperanca, oquai
faz quina para a travessa de Joo Fernandes Vi-
eira, com excellenle casa de vivenda assobrada-
da. iiqml offerere os melbores commodos para
grande familia bastante fresco, com agua de
beber muitas fructeiras lucrativas; esl collo-
cado em lugar ameno e bastante perto da praca,
lendo ao lado direito do mesmo um terreno que
se pode aproveilar para editlcago de mais al-
go m predio : trata-se na rua Imperial, casa ter-
rea n. 74, ou rua da Senzala Velha n. 10.
os senhores alfaiates.
Para acabar.
Na loja d'aguia de ouro, la do Cabug n 1 B
existe urna porjao de botes para paletot ou col-
lele, grandes e pequeos, que se vende por ba-
ralissimos pregos, grandes a 1 e a 12C0 a iro-
sa, pequeos a 500 e 600 rs. a gross.
Escra^os fgidos.
can

Relogios
Suissos.
Em casade SchafleitllD & C.rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento
0## 9#9#99#| de relogios de algibeira horisontaes, patentes,
vrOmiIa CIO AracatV. [chronometros.meioschronometrosdeouro.pra-
Vende-seexcellente gomma do Aracaty; na !f do.urada.e 'oleados a ouro. sendo estes relo-
rua da Cadeia do Becife. primeira andar, a. J Ei!LpLl""I?!! c.D!f.dt SulM"' *** se
Libras sterlinas.
Vendem-se no escriptorio de Hanoel Ignacio
deOliveira & Pilho, largo do Corpo Santo.
Ruada Senzala No va n. 42
Vende-se em casad* S. P. Joans ton 4C,
sellinse silbos nglezes, candeeiros e easticaes
bronzeados, lonas nglezes, fio de vela, chicote
para carros, entornara, arreios para carro de
um dous cvalos relogios de ouro patente
ingles.
Ovas do serto.
Vendem-se ovas do fertao muito frescaes ; na
rua do Queimado, loja de ferragens n. 14.
Vendem-se na rua Direita n. 99,3 pipas ar-
arqueadas de novo, proprias para canteiro, saccas
de trelo e ditas de forjaba da trra, qneijos dos
ltimos chegados a 1|800, e ditos a 9f5O0* man-
leiga iogleza a 800 rs., dita a tflO, cha da India a
2, dito muito fino a 21240, caf 240.
vendero por precos razoaveis.
Vendem-se noventa apolices da
companhia do Beberibe : na rua Nova
n. 14, primeiro andar.
Vende-se na cidade do Aracaty urna casa
terrea com sotao, bom quintil e cacimba, na prin-
cipal rua de commercio, propria para quem qui-
zer ali estabelecer-se, por ler nao s commodos
precisos para residencia, como tambem loja, arma-
zem, etc.: a tratar na mesma cidade com os Srs.
Gurgel Irmaos, que esto autorisados para esse
fim, ou nesta praca na rua do Cabug, loja n. 11.
Superiores manteletes.
Vendem-se superiores manteletes pretos rica-
mente bordados, pelo baratissimo preco de 35 :
na roa do Queimado n. 22, loja da boa f.
Venda de um cavallo.
Na rua do Jardim n. 19, ha para vander um ca-
vallo que serve para todo o servico, que se ven-
de muito em conta,
Fugio no dia 58 de fevereiro do rorrete
ama e.crava de nome Izidoria, de idade 23 an-
nos, pouco mais ou menos, estatura regular, cor
preta, levando um vestido de chita j usado e um
panno da Costa tambem j usado; pede-se por-
tento a todas as autoridades e quaiquer pessoa a
apprehensao da dita esrrava, e leva-la nos Ato-
gados a Jos Buarque Lisboa, que serio genero-
samente gratificados.
A noite passada, 25 do correle, fugio do
engenho Quanduz na freguezia de Sanio Anlao,
um escravo de nome Victorino, representa ler 23
a 24 annos de idade, cor preta, altura regular,
rosto bechigoso, ps feios sem ter bichos, e lem
pouca barba ; este esrravo foi da viuva de Joo
Dias que leve botica na cidade da Victoria, rua do
Meio, e quando se ausentava ia para a cidade do
Recifo : portante roga-se as autoridades policiaca
ou capilae8 de campo a sua apprehensao e leva-
rem-no ao referido engenho a s*u senhor Jos
Ignacio de Mello, ou no Recife a Bernardino
Francisco de Azevedo Campos, no paleo do Car-
mo, que serio generosamente recompensdos.
oopoo.
Fugio no dia 14 de dezembro do anno prximo
passado um negro de nome Filippe, esrravo de
Francisca Rosa Pereira dos Santos Bezerra. mo-
radora em trras do engenho do Curado, cujo es-
cravo tem os signaes seguintes : cor fula, alto
secco. pouca barba, ps grossos e mais pretos d
que a cara, pernas malfeilas, olhos brancoa e pa-
pudos, denles pequeos, cabega pequea, duas
fallas e muilo mansa, e quando olha para quai-
quer pessoa fita os olhos e nao pestaoeja, nade-
gas grandes e empinadas, levou caiga preta de
casemira nova, paletot de alpaca tambem preta,
chapeo da moda de massa de cor, sapatos de
couro de lustre, camisa de madapolo nova, e
tambem de baeta verde velha, abena, e tam-
bem de algodao azul, cbapo de massa cor de
chumbo j velho, de suppor que em viagem
elle nao ande com a roupa nova e sim com a ve-
lha por ser mais propria : a pessoa que o trou-
xer no referido engenho, ou na rua Augusta n,
'1, receber aquantia cima.
Fugio da cidade do Aracaty, no mez de se-
tembro prximo passado, um escravo do com-
mandante superior Manoel Jos Peona Pacheco,
que ha pouco o havia comprado ao Sr, fieoto
Lourenco Collares, de nomo Joaquim, de idade
de oinecenta e tantos annos, fulo, alio, magro,
denles grandes, e cora falta de alguns na frenle,
queixo fino, ps grandes, e com os dedos gran-
des dos ps bem abortos, muito palavriador, in-
culca-se forro, e lem signaes de ter sido narrado.-
Consta que este esersvo appareeera no dia 6 do
crreme, viudo do lado das Cinco Ponas, e sen-
do enterrogado por um pareeeiro seu tonhecido,
diese que tinha sido vendido por sen senbor para
Gotanninha : quaiquer pessoa que o pegsr o pe-
der levsr era Pernambuco aos Srs. Basto & Le-
s ^tw gratificarao generosa meo te.
J


(8)
DIARIO DI KUUMBOGO. *- SABBADO a. Al MA1CO DE 1801.
Variedades.
S

PROTECgO AOS ANIMAES.
A sociedade protectora de Lyon (de Frang] of-
ferece urna medalha de ouro, do valor de SOO
franco, ao aulor da melhor cartilha, que entine
aos meninos i tratar bem os animaei.
A cartilha deve ser escripia em francez. e ler
curta extensa o, nm de poder com pouco gasto
pr-sc nns miios dos meninos que concorrem s
escolas de primeiras lettras. .
HOSPITAL PARA CAES.
Alguns individuos de urna das sociedades pro-
tectora dos animaes tem j reunido m Londres,
bastantes subscripc.es para estnbelecer um osylo
no qual se recoiliiim os caes extraviados, arom-
tos, ou sem dono conhecido.
Nao condenamos o cstabelecimenlo, porque
sympathisamos com esse dcil animal, que lo
frequeules vezes se faz o companheiro e amigo
do hornera, amigo inseparavel tanto na prospera
como na adversa tortuna.
Folgariamos, porm, mais que essas quanlias
fossem applicadas i alliviar as miseras que sof-
frem milharesdos nossos seraelhantes nessa mo-
derna Babylonia.
PROVIDENCIAS CONTRA A ADULTERAQO
DOS ALIMENTOS
O governo ioglez adopt,u para Londres urna
Jei mui conforme com nygiene, e que merece
Ser conhecida dos nossos leitores.
Os edis encarregados da vigiar sobre os ali-
mentos e bebidas, nomeam peritos dotados dos
conhecimentos mdicos, chymicos e necrolgi-
cos, necessarios para analysar os artigos sus-
peitos.
Ao vendedor de gneros adulterados impe-
se-lhe, pela primeira vez, a mulla' de cinco li-
bras esterlinas, alera das cusas; e, era caso de
reincidencia publicase o seu nome nos periodi-
cos.pagandoo sophisticador as aespezasda publi-
cacao.
Determina oulro sim a le que qualquer consu-
midor possa recorrer um perito e fazer-lhe pas-
sar unta certido de analyse (eila qualquer be-
bida ou substancia alimenticia, medanlo um m-
dico dircito.
Porque se nao promulgar oeste paiz para on-
de se ha transplantado tanta lei eslrangeira im-
pertinente e desconforme, urna lei egual esta
ingleza?
NAPOLEO III E OS BOCIOS.
Era sua ultima visgem Saboya visitou o m-'
perador dos Francezes, os dislricios ero que mais
roi'ia o cretinismo cora suas papeiras ebo-i
cios, etc.
Quando passou por Grenoble recebeu era au-
dieucia particular ao Dr. Niepce, medico inspec-
tur das aguas mineraes de Allevard, com quem i
conversciu largamente sobre as cousas do creti- .
nismo e das papeiras, concluindo com annuun-
ciar-lh que ia propr um premio para quem re-
solvesse essa questo lo importante para os in-
felizes povos dos Alpes.
Entregou alera disio, o imperador ao Dr. Niepce
a cruz da Legio de II jnra, em recompensa da !
su:i obra sobre o cretinismo, premiada j pelo!
Instituto de Franca.
Desadoramos a poltica de Napoleo, porm
como amantes da hygicne nao podemos deixar de
confessar que um monarcha que ruis allende1
s necessidades sanitarias do seu povo.
TRES COL'SAS NECESSARIAS PARA A SALDE
PUBLICA.
O Register General de Londres diz mui bem
que tres sao as cousas indispensuveis para a sa-
lubridade de um povo :
1.a Ar puro para respirar.
2.a Agua pura para beber.
3." Slo saudavel para virer.
ANEDOCTAS.
O cardeal Mazarino eslava redigindo urna carta,
que escrevia o seu secretario.
Este, porm, faligsao por causa do grande tra-
balho do da, adormeceu, e o cardeal continuou
f.izer a redaccao, passeando.no seu quarto.
Quando Mazarino chegou ao Gm da carta, vol-
lou-se para o secretario, e disse-lhe:
CodcIu com as formaes palavras episto-
lares.
Mas foi entao que conhecou estarem s escrip-
tas as primeiras linbas.
O cardeal amava paternalmente o secretario, e
para despertir-lo dou-lhe um grande bofelo,
que o adormecido correspoodeu com outro.
O cardeal sem mostrar o mais pequeo enfado
continuou dizendo:
Cavalleiro, agora que j estamos bem acor-
dados, continuemos o nosso Irabalho.
A SENHORA CLAIRON.
Quando esta celebre actriz foi visitar o grande
Voltaire em 1788, disse-lhe este :
Senhora, tenho oitenta annos, e j z oiten-
ta disparates.
Isso urna bagatella I Eu tenho s quaren-
ta e j pratiquei mais de quarenla mil.
PIIARES FLUCTUANTES NA INGLATERRA.
Os cngonhciros francezes clamam para que
haja no seu paiz os phares fluctuantes, que ap-
parecem em grande numero do outro lado do ca-
nal da Mancha.
E d-se este noma i uns navios ancorados per-
to dos escolhos, que preciso aos navegantes co-
nbecer e onde existem os phares durante a noi-
I te. Nss costas inglezas contam-se actualmente 46
phares.
A projeccao das luzes dos apparelhos de que
Iratamos, varia de 13 20 kilmetros, segundo a
, sua altura sobre o nivel d'agua.
i Pelo que respeita projeegao theorica dos fa-
l chos luminosos produzidos pelos reflectores, po-
demos dizer que superior que fxaraos, ex-
cedendo, portanlo, os limites do horisonte das
luzes fluctuantes, e podendo apreciar-se era 95
kilmetros.
UM VIAJANTE NA FRICA.
lia muilo lempo que se fazia sentir a necessi-
dade de urna obra que revindicasse o que se tem
publicado ero lingua eslrangeira de menos exacto
ou desfavoravel respeilo das oossas ousas afri-
canas; at que a final felizmente vemos com
muita satisfago por autoridade insuspeita [Mes-
senger e o Morning Post, jornaes de Londres,
chegados por este ultimo paquete) que uro com-
patriota nossoo Sr. Francisco Travassos Valdez
(fllho doSr. conde do Bomfim) acaba de fazer ap-
parecer em Londres urna inleressante obra por
elle escripia em lingua ingleza sobre a Africs oci-
dcntal, como se v dos annuncios e juizo critico
dos referidos dous jomaos inglezes, que passamos
transcrerer :
Acaba de sahir luz, em 2 vol., em 8o com
muitas gravuras, urna obra que tem o titulo de :
Seis annos da vida de um viajante n'frica
Ocidenlal, por Francisco Valdez, arbitro en
Loanda e no Cabo da Boa Esperanca.
E' um livro de valor c importancia. O seu
merecimento, intrnseco tao grande e lao posi-
tivo, que muito nos admiraramos se esta obra
nao adquirsse tanta popularidade como a do Dr.
Levingslone ; e se nao viesse ser de um apreso
egual para a causa africana.
Hurst and Blacket, Publishers (publicadores).
13, Great Marlborough-street.
Mestnger de 12 de Janeiro de 1861.
Esta obra est recheada de materia nova e
interessante. O Sr. Valdez reuniu nella urna con-
sideravel porgo de esclare.imentos de iostruc-
gao e recreio.
Morning-Post de 18 de Janeiro de 1861.
O LAGO DE NICARAGUA.
Este lago forma a maior extenso oceupada
pela agua doce, que existo na America central e
meridional.
A sua superficie 6 prximamente de 115 mina-
metros quadrados. Sua elewgo sobro as aguas
do Pacifico varia de 70 80 metros, sendo a tem-
peratura media das aguas do lago de 27,5.
As suas aguas em relacao ao nivel aprescnlam
variagoes quotidiaoas e proprias eslago.
Pelo que diz respeilo s primeiras acrecenta-
remos que as aguas leem o seu mximo nivel ao
meio dia, e o mnimo noite ; estas oscillacdes
variam de zero 30 centmetros.
Emquaulo s variagoes proprias da estago do
nivel das aguas do lago de Nicaragua, diremos
que se elevam de 1,5!) metros 1,60.
A altura mxima apparece nos ltimos das de
novembro, ultimo mez da estago chuvosa.
No lago, de que fallamos, existem varias ilhas
volcnicas, sendo mais importante a de Oraelepe,
que contera um volco apagado de 15, 30 metros
i de altura, e summamenle notavel pela regulari-
| dade de sua forma cnica.
| MEIOS UTILISS1MOS PARA TIRAR O MO
SABOR AO OLEO DE PICADO DE BACA-
LHO.
Varios sao os processos. que at hoje tem sido
empregado para tirar o mo sabor ao oleo de li-
gados de bacalho, e todos mui uteis, sendo cer-
to que tal inconveniente priva muilas vezes o
medico do poder adminislra-ln. maniato 4o
creancas.
Iloje gracas aos excedentes descobrimenlos te-
mo as capsulas gelatinosas, a essencia de emen-
dos amargas segundo Savan (d'Agen), a agua de
louro cerejo segundo Jeannel (de Bordeaui) o a
nitrohenziaa segundo Chovrier.
Desi'srde podemos tirar ptimos proveitos de
to til remedio, que tem feilo milagres.
A POLICA FRANCEZA.
O Propagador conla um facto curioso, que mos-
tra quanto activa e vigilaate a polica cm
Franca :
Ha pouco lempo, um trem sabido de Paris,
conduzla Lulo um viajante, mogo ainda, cha-
mado Boursant, bem trajado, ecom elegancia, le-
vando um sacco do viagem muito cheio.
A' sabida da gare, lancou os olhos para lo-
dosos lados, ver se encontrava um comrois-
sario
Estou eu aqu, senhor, disse-lhe um homem
que o seguia
Conduzi-me ao hotel de...
E pozerara-se caminho.
Duraotc este, perguntou o viajante ao seu guia,
se a3 pessoas de bem ostavam em segurancia na-
quella grande cidade.
Cerlameote, respondeu o gala ; at oa
meamos lsdres, porque, bem vede, aqui. a po-
lica...
E inlerrompeu-ae para mostrar ae viajante o
hotel de... que nlo era senio a casa da adminis-
Irago municipal.
Deale (acto deduzimos claramente que a tem-
peratura doeaptwroide d'agua, corado pelo iodu-
reto de anido inferior i 80 graos*
i
PRESERVATIVO E CURATIVO RABE DA RAI-
E" bem eapacoso este hotel, replicn Bour- Diz-se que os rabes tem grande'conanga
\ siguite jnethodo:
Ah I senhor, o Interior que preciso Quando um individuo mordido por um do
Te[Tse- f damnado, deve malar-se este, arrancar-lhe o fl-
Pto mesmo instante atravessaram ambos a en-*gdo que se cose e comido pelo enfermo. Cos-
trada da estacao de seguranza em quo o viajante] lumam tambera assar parte desti viscera, e em
era esperado. seguida ench-la de sal e pimenta, applicando-a
AH, julgando es.ar no hfilel de... pediu Iran-
quillamenie um quarto para oito das; mas.logo
o empregado superior daquella casa Ihe lez oa
ses cumprimentos nos termos seguidles :
Vindes de Scnlis, onde praticastes um rou-
boconsideravel, j estiveste* preso 5 annos, por
crime da raesma natureza.
Boursant, admirado, reconheu, mas muito tar-
de, que tmha ido metler-se na bocea do lobo ;
com ludo coraprimenlou o seu guia, e oicondu-
zido ao palacio da justiga, i espera de que os
gendarmes o entregassem s autoridades de
Senlis.
Qual ser a razo porque csses francelhos, que
em ludo preteodem imitaros Francezes, nao ten-
tara imita-los tambem nisto?
LADROES DE NOVO GENERO.
Em Paris foram presos alguns ladres, aos
quaes foram aprehendidos uns instrumentos cha-
mados sahidas de baile, que consisten) n'umas
balas que levara empunhadas, e com as quaes
atiram por meio de um espiral cabeca da3 pes-
soas com a orca de urna bala.
Com estes iofernaes instrumentos derriban) as
pessoas de um modo traidor e impune.
SEPULCROS ANTIGOS.
No dislricto de Puente Douro, urna legua de
Velhadolid.a cheia do rio rompou a trra e dos-
cobriu uns 30 ou 40 sepulcros e oulros tantos
esqueletos humanos inteiros.
O governador da provincia adoptou medidas
para que ninguem toque naquellas sepulturas, e
oulras ruinas que ao mesmo tempo se descobri-
rom, emquanlo nao forem cuidadosamente exa-
minadas.
Parece que sao do lempo dos Romanos.
JORNAES DA RUSS1A.
No Dm do armo de 1860, sem contar com a Po-
lonia e a Finlandia, haviam na Russia 310 jornaes,
isto 121 mais que no anno anterior.
GRANDE REUNIO DE TROPAS
Dizem alguns jornaes de Paris quesero200
mil homens os que na prxima, primavera se bao
de reunir no acampamento de Chalons.
ASORDENS CLARAS.
Durante o sitio de Amiens deu-se ordena geral
para que ninguem podesse sahir de noite de ca-
sa sem linterna.
Na mesma noite daquelle dia apresentou-se
um lavrador com a sua laolerna na mo.
Ao vera sentinella o lavrador disse :
Aqui est.
Sim, disse a sentinella, porm nao (em
vela.
A ordem nao diz isso, respondeu o la-
vrador.
Na manhaa do dia seguiote deu-se nova ordem
mandando queninguem sahisse de casa sem urna
lanterna com sua vela.
Naquella tarde, ao anotecer, apresenta-se o
mesmo hornera com sua lanterna e sua vela.
Onde est a tualanterna? Ihe perguntou o
sentiuella.
Aqui, respondeu o lavrador.
Porm nao est accesa.
Na orde*m nao se manda que esteja accesa,
o governador que se explique, se quer que o en-
tendi).
Foi necessario publicar urna lerceira ordem na
qual so prohiba que ningnem sahisse sem lanter-
na com vela accesa.
FOLUXTUI
11A FAMILIA TRGICA
POR
CHARLES HUGO.
DETERMINACAO DA TEMPERATURA DA AGUA
QUANDO SE ACHA NO ESTADO ESPHE-
UOIAL.
Sao geralmente conhecidos os phenomenos no-
tareis, que apparecem qusndo se deilam os l-
quidos sobro as superficies incandescentes : aquel-
es nao molham as superficies incandescentes, e
antes adquirem a forma de um globo, facto que se
exorime di/Rudo fine n liq^idj pRsoa o ofilodv
espheroidal.
O professor de chimica, o Sr. Lucca, fez na uni-
versidade de Pisa, urna experiencia mui uolavel,
e que determina com rigor e exactido a tempe-
ratura da agua no estado espheroidal.
O Sr. Boutigny linha annunciado com apoiode
experiencias directas que a temperatura dos cor-
pos no estado espheroidal era invariave!, e sem-
pre inferior de sua ebuliQo, acrescentando que
a da agua era de 95, 5 grus.
O.utros varios physicos, cujos nomes deixaraos
de mencionar, pralicararo ensaios directos,e nun-
ca poderam alcanzar resultado idntico, anda que
na experieucia, qual nos referimos, as causas
de erro sao lo numerosas como de diUicil climi-
uaco.
Neste estado leve ideas o chimico Sr. Luca, de
empregar ura corpo corado, que perdesse sua cor
dada temperatura.
O iodurelo d'amido, por oxeraplo, deixa na
agua urna cor azul, que desapparece tempera-
tura de 80, e cuja descorao comec aos 50.
Desl'art, quando se faz passar ao estado esphe-
roidal urna pjr^ao do liquido azul, de que falla-
mos, projectanJo-se sobre urna capsula de plati-
na muilo quente, nao perde de todo a coro iodu-
relo de aroido, quo conserva a propria al ao seu
completo desapparecimento.
quente sobre o ferimenlo produzido pelas mordi-
duras.
Esta pratica lembra a dos pescadores que pi-
cados com asespiohasde um peixe que julgam
venenoso, o abrem, liram-llie o Ggado, psam-o,
e collocain-o sobre a ferida.
Cada trra com seu uso, cada roca com seu fu-
so, diz o nosso rifo.
REGULAMENToTaRA OS FUMISTAS.
Um jornal hespanbol, sobre o obuso de pedir
logo, geralmente inlroduzido entre os que fumara,
publicou, o seguinte edital para estorvar o in-
commodo do favor e desembarazar os fumistas de
toda a demora do obsequio :
Neohum llespanhol obrigado dar Iume
qualquer Individuo que nocbegue i. craveira.
Todo o fumista deve ser de maior edade.
Devo abster-se de pedir lume aos carvoeiros,
por que nao sai pessoas decentes.
Tambem ae evem abster os albinos porque
sao excessivamc nte braocos.
E' tambem sa lidoque tanto so pecca por ex-
cesso como por falta.
Em egual casi eslo os encarregados da limpe-
za publica. 1
Nao preciso Declarar qual o fundamento des-
la prohibirlo. 1
Diga se aos sujis que comprem phospporos.Na-
da ha to bom nep lao barato.
Cinco minutos o mais que se pode abusar da
paciencia de um fumista, que se entrega oas mos
de outros. Ha alguos que se demoram 15. Nao
tyrannia cooceder-lhe a terca parte.
Cada cidado dene fumar o seu cigarro. O que
abusa do cigarro de outro, turan dous ; o quo d
fogo, e aquella que recebe.
E' osle um delicio delesa-estanque.
-Nao ha cousa que se nao aproveite. A cioza
do tabaco lirapa os denles. Sirva isto de aviso
aos novos fumistas que deoram o charuto que se
lhes confia.
Um fumante que vae depressa deve ser sagra-
do para os que acendem de vagar.
Tambem devia s-lo para qualquer homem at-
tencioso ; mas nem todos os fumistas eslo no
caso de ler educaco, e a necessidade nao d tre-
guas. Accenda-se, pois, vapor sem pedir nem
agradecer para poupar lempo.
Os que fumam ponas de charuto ou do cigar-
ro nao devem ser considerados fumistas, mas in-
cendiarios, e certamente o sao, do cigarro em
queaccendem, se o nao apagam.
O que pede lume e paga o cigarro pedido sus-
peito, e como tal oeve ser lido.
Nem todos os homens alacam de frente. Por-
gunla-se-lhe se lera alguna motivo de resent-
ment. Se elle se perturba, pancada ; e se nao
se perturba pancada tambem, que o melhor
meio de nao errar.
Nao se ha de dar lame mais de urna vez ao dia.
Se ha segunda pessoa a pedir, deve dizer-se-lhe;
< Desculpe pelo amor de Deus ; urna vez bas-
tante.
O atacado pode tambem levar comsigo um car-
lo em que se lia: Hoje nao se accende aqui I
Nunca se d fogo aquello quem se deu cha-
ruto ou cigarro.
Como prova da necessidade de se adoptar esta
medida, vamos referir o seguinte acontecimento:
Um fumista approximou-se de outro para Ihe
pedir fogo, e eslepara evitar que se deleriorasse
o seu excellente charuto havano puro, tirou da
charuteira um phosporo, accendo-o.entregou Ih'o
e partiu.
Espere um bocado, disse o que recebera o
phosphoro, e metiendo a mo na algibeira, tirou
5 ris, que enlrgou ao primeiro, em paga do
phosohoro.
- Muito obrigado, respondeu esle, e separara-
se depois de ter dado cada um duas estrondnsas
gargalhadas.
R. o conde de Trapani, e tia de S. U. o rei Fran-
cisco II.
Nao houveram filhos deste matrimonio.
Segundo os despachos de Trieste de 13 de Ja-
neiro a 4 horas da tarde, o conde de Moatomo-
lini vendo aggravar-se sou mal, pedio e reeebeu
Mee os Sacramento*.
A'a 5 horas e meia entregou sua alma ao Crea-
dor.
Acondessa de Monlemolin eslava perigosa-
mente doenle desde alguns dias e oo dia 13
meia noite passou para a vida eterna.
Dizem alguns jornaes, que um dos seus fami-
liares tambem raorreu no mesmo dia.
Ainda no dia 3 linha morrido em Vienna seu
irmo D. Fernando de Bourbon, terceiro Qlho de
D. Carlos.
MISERIA EM INGLATERRA.
As folhas de Londres noticiam urna multido
defactosque prova a miseria de que sao victimas
certas classes do puro.
L-se respeilo no Times :
Sabbado passado, todos os escriploros dos
pobres foram assaltados por urna multido de
desgranados (literalmente esfaimados.
Em Vhite-Chepel-Unioo, Charles-street, e
Mile-end os administradores nao cessaram de
distribuir pao. Foi preciso grande numero de
constables para conler a naultido.
No domingo de manba o clero de todas as
parochlas appellou para a caridade publica.
Em Vorcester formou-se urna commissao
para promover esmolas para os tecolines de
Conveotry.
Diz o Morning-Adverlisser que a miseria aug-
menta todos os dias, que sao insuficientes os
fundos destinados para a alliviar, e que nSo se
pode prever onde ella ir parar.
O Express diz que a subscripcao dos membros
da bolsa para os pobres de Londres eleva-se
1,400 libras.
No mesmo Morning-Adverlisser l se :
Na quinta-feira, urna multido de pobres e de
gonteesfaimadaassaltou o tribunal de polica do
Tamisa para obter soccorros.
Foram soccorridas mais de 3,000 pessoas.
polica teve o melhor Irabalho para conter a
ordem.
tocemos meia ama occaeiao de contemplar com
grande eoUmsiasmo deaooberta ora que tanto
nos ensoberbece.
Mu alm das vantigens apontadas offerece a
nova luz curiosas propriedades, em relelo ao
estado do speeto solar ; tedaa aa crs* i qa* nos
(em costumado a luz do sol, se alterara.
As flores mudam de cor, e aa substancias se-
paradas, euja composico conhecida sao as que
moslram maioras irregularidades, quando com-
paramos o seu aspado pelainQuencia da luz de
que tratamos, com a que Ihe proporciona a do
aol. Citemos varios ezemplos.
O prolosutphato de ferro, euja cor azulada to-
dos conhecem, Dea totalmente sem cor.
O ouro loma a cor do lato.
O caf preparado com o teite, as proporcoes
marcadas para bebida, adquira ama cor verd-
ese ura.
As substancias, cujas cores pouco diversifican],
sao os saes de cobalto, o permaoganato de po-
tassa, a Uulura vormelha de auhilina, etc.
As cores vermelhas sao as que mudam consi-
deravelmenle, e a cor violeta que tem maior
brilho.
PRIMEIRA PARTE.
O Filtao.
(Contnuaeo.l
VI
Umd gota d'agua.
Tanto a attitude o physionomia de Alina res-
piravam suave quietaco e confiauga, quanto o
semblante do conde, quem o adormecimeoto
de sua esposa havia arrancado apparenteraentea
sua alegra forgada e constrangida, revetava gra-
ves, seno dolorosos pensamenlos: seu olhar
absorvido, vagamente errante sobre a paysagem
que se Ihe descortioava, pareca nao Gxar-se em
cousa alguma de tudu que o rodeava : eem
quanto Alina, em quem dava de cheio o claro
do crepsculo matinal, repousava ao p de seu
marido cora a tranquillidade de urna alma que
tem consciencia da sua feltcidade, o joven capi-
to entre esse dispertar do cu e esse soraoo da
belleza conservava a vista seria e pensativa, que
para a belleza, o simulacro do tmulo, e para o
cu a semelhanga do raio.
Reconhecendo as montaohas das Cevennes, o
conde leve um estremecimento : abaixou mansa-
mente e sem ruido a vidraga que ficava por de-
traz da almolada do coxeiro, e perguntou em voz
baiza para nao dispertar sea mulher:
Pedro, estamos ainda muilo looge de Gan-
ges?
L havemos de chegar esta noute, Sr. con-
de, respondeu o lacaio.
O mancebo fechou o postigo e voltou de novo
aos seus sombros pensamenlos.
Alguns instantes depois, teado a carruagem
negra atravessado urna malta, o sol al en lo oc-
culto na linha do horisonte ergueu-se rpido e
magestoso cima do curac das montaohas ; ludo
o que acbava-se ainda um pouco escuro resplan-
deceu de luz e de vida : as arvores destacndo-
se urnas das outraa moveram-se orgulhosamente
como que saudando o apparecimento do astro
brilhante : dos ramos, das reivas, das folhas,
emfim de todos os cantos os mais recnditos da
malta rebentoo urna especie de msica tao es-
trondosa, um gorgeio lio agradare! e ao mesmo
tempo ruidoso de paaaaros de toda a qualidade,
que a condesas dispertou.
' {) Vide Diario u. ti.
O seu primeiro movimenlo foi sacudir os ca-
bellos, e envolver-se anda mais na sua capa de
setim ; depois passando a sua linda cabeca sobre
o peito do conde, cujo semblante se desenrugou
involuntariamente, ella se enclinou para iraz
apoiando-se sobre os joelhos do mancebo, e Ihe
disse com o sorrso mais encantador:
Bom dia, Sr. conde I
DormUies muito, minha querida Aliaa ?
perguntou o capitao
Desde que sahimos de Florac nao abri mais
os olhos : na verdade sou muilo preguicosa 1...
nao sei como se podo dormir lano I... "quando
meacho vosso lado, Christiano, quereria estar
serapre olhando-vos.sempre pensando em vos...
e o somno a raortel... e a morte o esqueci-
mento I... E quan 1o pens que nem se quer so-
nhei comvosco, accrescentou ella cora incxplica-
vel melguice, fico furiosa contra mim mesma 1...
eu que desejaria ver-vos sempre nos meus so-
nhos !... sois lo bello, meu Christiano. quo pas-
saria toda a minha vida contemplar-vos... o
preciso que sej muito insensivel para dormir
assira estando junto de vos!... porm eu nao o
souamo-vos, e amo-vos muilo!... E vos,
Christiano, tambem amaes? Esjerae .. nao
o digaes lao depressa. porque assim esgolariamos
a nossa conversago 1 Achaes-rae bella como eu
vos aclio?
Bem o sabis, Alina, respondeu o conde.
Sim, eu o sei, verdade ; mas nao impor-
ta -toroac sempre dizer : estas cousas nunca
se dizem bastante para quo nao se repitan) ca-
da momento.
Pois bem 1 sois bella como urna imagen) a
mais perfeita I murmurou o conde, lanzando so-
bre sua mulher um olhar apaixooado.
Obrigada, Christiano, mil vezes obrigada :
olbae I eu s tenho urna idea no mundo a de
agradar-vos. Se soubesseis como fico contente
quando vos raoatraes satisfeilo comigo 1... Eu
sou bella... j o proferistes, e nao podis mais
desdizer-vosl... E que flz para merecer tamanha
ventura? Bella quer dizer amada I Bella
quer dizer feliz 1... e quando eu me sloto feliz,
parece que a minha felicidade se expande por
ludo o que me rodeia, o supponho que todos os
homeos sao lo bons I Amar abengoar: sim,
meu charo Christiano accrescentou ella com
urna especie de enthusiasmo que fez estremecer
o capitao como se fallando assim, Alina tivesse.
tocado n'uma das fibras mais profundas da alma
do seu marido para as pessoas fetizes, como
ou e vos, nao ha ninguem mi neste mundo, e
agora mesmo, nio sei porque, parece-me que
nesta vida ludo bello, e ludo vae muito bem.
E' verdade qae pouca oo quasi nenhuma expe-
riencia tenho do mondo ; respeilo de sciencia
>a possuo a que so cosluma dar is mocas da
minha eondieo : o bordado, a msica e oa bra-
soes ; i respailo de lei tura nunca li seno o
meu liio de rezas, e os conloe das fadas. Nun-
ca uvi contar nada de mi de quem quer que
seja desde que entrei no coevento al que sai
GRAA-CRUZ.
Por decreto de 15 do corrento. f olovado
aigniaade de gra-cruzda ordem da Torre c Es-
pada, D. Leopoldo O'Donnell, duque de Tetuam.
EMPRESA COLLOSSAL.
A fabrica imperial do-tabaco estabelecida em
Pars oceupa diariamente 1,500 mulheres e rapa-
rigas, nao fallando nos 400 operarios, homens e
rapazes.
Podem, pois, haver muitos fumistas, sendo que
ha muito quem Irabalhe para salisfazer um vicio,
que hoje domina todas as classes da sociedade.
OS CONDES DE MONTEMOLIN.#
O conde de Monlemolin, ha pouco fallecido, li-
nha oascido 31 de Janeiro de 1818, e casado
31 de julho de 1850 com S. A. R. a princeza Ma-
a Caroliua Fernanda do Bourbon, nasctda 20
de fevereiro de 1820. irma do defunctorei Fran-
cisco II das Duas-Sicilias.
Elle era Qlho do Sr. infante D. Carlos, que sus-
tentou pelas armas, por muitos annos, seus di-
reitos coroa de Hespanha.
A condessa de Monlemolin, cuja morte foi an-
nunciada pelo mesmo despacho que annunciou a
de seu marido, era irma consangunea da du-
queza de Berry e irma de Mara ChrUtina, viuva
de Fernando VII, rei de Hespanha, de S. A. R.
o principe de Capua, de S. M. a imperatriz do
Brasil, de S. A. R. o conde de Aquila e de S. A.
delle, isto at o dia do meu casamento : nao
conheco, pois, oulros criminosos seno Barrabs,
Judas, eo papan do Petit-Poucet. Portanlo sou
capaz de jurar-vos, meu Christiano, que uioguem
mais ha que seja mo I... Olltae para esle espec-
tculo e ella apootou para a paysagem queso
desenrolava sua vista a manha so ergne, e
estamos no mez de raaio... os mesmos bosques
o presentem, e t ido bello em torno de nos : o
canto dos passaros, o azul do firmamento, a ver-
dura do prado ludo .. e tambem o meu cora-
go I
Querida e encantadora menina I clamou o
conde.
Querida, verdade, eu o creio : encanta-
dora, pode ser : mas menina I isto nao. neg.
Bom sabis que eu tenho deseseto annos e seis
raezes : enlo nao parego ler esla idade ?
Qual ? A de seis mezes ? disse o conde
tranquillisado seu pezar,
Ora est I como sois mo I Sabis que
nao gosto que mo cbamem menioa : quero que
me Iralem com seriedade. Vos ten Jes viole e
cinco annos, e eu desesele ; neste caso tambem
ainda podieis ser menino. Por ventura ainda
brinco eu com booecas ? Pois Ocae certo, senhor
teimoso, que eu j sou urna mulher, e urna mu-
IherTiereila 1..,
E at muito crescidaj disse Christiano
suspendendo sua mulher duas vezes nos seus bra-
cos e collocandu-a depois meigamente sobre os
joelhos.
E* quanto basta para ser condessa 1 ezcla-
mou Aliua. E' bem verdade que eu sou peque-
a, e nao peso l grande cousa : porm por mais
que digaes, as mulheres pequeas tem tambem
as suas vantagens I Ora dizei-me, gostarieis de
ser casado com urna gigante, que vos passasseo
brago por cima da cabega, e que nao podesseis
abragar sem pdr-vos as pontiohas dos ps? Eu
sou o contrario,' pobre alma lio fraca mellida
n'um envoltorio que qualquer um nada quebra-
ra I... minha me era urna avezioha.., e eu nao
passo de urna penna I
Assim fallando Alina tocava com o ssu dedo
ligeiraraeole sobre um dos vidros da carruagem
molhado ainda do orvalhn, e nelle tragou o nome
de Christiano, cujas letras se destacaran) visivel-
mente sobre o azul que o vidro copiava da pay-
sagem, to bem que o nome nao pareca escop-
lo sobre o vidro, mis sobre o firmamento.
Christiano mudo e commovido contemplava
essa joven ingenua que tranamittia a sua alegra
i todas as bellezas da manha, e cujo amor apra-
zia-se mu naturalmente com essas adoraveia
puerilidades.
Bem vos dizia eu que eris urna menioa,
disse elle, e agora accrescento que sois urna me-
nioa travessa, pois que briecaes at com o cu.
Alina, porm, olhava alternamente para o seu
dedo que ficra molhado.
Eataea vendo isto aqui ? perguntou ella.
Onde ?
Aqai, na ponta do meu dedo.
LAMPADA ELCTRICA DE MERCURIO.
Lemos as revistas scieolicas de Inglaterra
urna inleressante noticia icerca da clebre lam-
pada do professor Wai, e vamos oceupar-nos de
to til invento.
E' cerlo que as ideas e descobertas do actual
seculo se dingem sempre para um fim justo, e
que diminuem os accidentes que tanto affligem a
triste humanidade.
E sem duvida a sciencia nos procurou meios
adequados para domiouir os effeitos do raio ;
meio para obstar a dr as operagoes cirurgi-
cas ; meios para facilitar as distancias, e meios
finalmente para termos urna brilhan'te luz duran-
te as trevas.
Tambem os grandes inventores desejam que a
luz elctrica substilua a luz do sol ; mas certo
que tem apparecido grandes inconvenientes pra-
licos, entre os quaes devemos mencionar as diffi
cuidados, que ha, para bem regular o consumo
desegual dos carves, e as que existem ainda
para obtermos carves de absoluta pureza, sera a
qual nunca poderemos conseguir urna luz sem-
pre egual. Alm de que necessario que os ap-
parelhos elctricos se conservera firmes para
exercerem fcilmente suas funeges.
E na actualdade o physico ioglez, o Sr. Wai,
por meio de urna columna capillar de mercurio,
fechada hermticamente em um tubo com o fim,
de impedir suas usutitagoes e reparar as perdas
causadas pela evaporago, coastituiodo dest'arte
urna mecha incombustivel, venceu todas as diffi-
culdades que ennurneramos, como o attestam
d'um modo evidente os ensaios e experiencias
effectuadas na ilha de Whirg um dos mais pillo-
resco3 lugares onde estivemos em Inglaterra.
A electricidade combinada com o mercurio a
base da lampada de que tratamos, e as experien-
cias foram feltas em um navio i vapor.
A luz, apezar da marcha do mesmo navio,
brilhou com perfeita egualdade sem prejuoicar
os movimentos do navio
constante.
PRIVILEGIO REAL.
No die V do mez paseado verificou-se no pa-
lacio de Madrid a ceremonia de tomarem almo-
fada, isto de se sentaren) dianle do soberano
quinze damas da rainha, e de lerem os chapeos
oa cabega na presenga do monarcha treze gran-
des de Hespanha.
BARCO SALVA-VIDAS.
Os jornaes hespanhoes moslram-se maravi-
lhados com a iovengao, de um seu patricio, o
Sr. Montoriol. de um barco submarino, o qual
foi experimentado no porto de Barcelona.
O inventor presidiu experiencia mettendo-ae
no barco, que eslava hermticamente fechado,
com quatro homeos para o dingirem.
O barco mergulhoo, lentamente, veio i tona
d agua, tornou i mergulhar com rapidez e dei-
xou muilo sslisfeilos os numerosos curiosos,
que linham corrido i observar a experiencia.
Diz o autor do novo barco que com 80 embar-
cages submarinas, tripoladaa por 4 5,000
homens possivel arrostar com a mais poderosa
marioha.
Os Hespanhoes chamam nova embarcaco
Barco-peixe.
GRANDE JANTAR NO VATICANO.
No dia 27 do passado deu Sus Santidade um
jantar que assistram a rainha Christina e seu
esposo, a rainha viuva de aples com a sua fa-
milia, o conde de Trapani e oa embaixadores de
Hespanha e de Francisco II.
MALVADEZ.
No da 18 do correte appareceu degolada em
urna casa, em Tetuan, toda urna familia, que se
coropunha de um homem, de sua mulher e de
um Ulhinho de cinco annos de edade.
tuaram, appareceram os mesmos resultados, e
todos os que examioarem a intensidade, que
proporciona o novo systema da illumioagao, con-
cordara em que as costas nao haver perigos
para os navegantes, seja largo ou estreito o espa-
go no qual agita suas aguas o Atlntico ; emlim
no dia em que o novo systema de illumioagao
brilhar com a sua luz, quasi idntica do sol,
FREDERICO II E O SACRISTO.
Faltaya em certa occasio na egreja cathedral
de Berlim lenha para queimar no fogo da tri-
buna real, ftllavam livros de caticos para o co-
ro, e havia mais algumas faltas, mas pequeas.
O aacrislio, que era ura velho muito resoluto,
escreveu ao rei Frederico 11 a carta seguinte :
c Sire. Advirto i V. M., que faltam li-
vros do crnicos para a familia real; advirto
V. M., que falta lenha para queimar, como se tor-
na preciso, no fogo da tribuna real; advirto
V. M., que a balaustrada que olha sobre a ribei-
ri, por detraz da egreja, ameaga ruina.Schmidt,
sacristio da cathedral.
O rei riu muito ao lr esta carta, e respon-
deu :
Advirto ao Sr. sacrslo Schmidt, que
querrTquizer cantar pode comprar livros de can-
ticos ; advirto o Sr. sacristio Schmidt, que quem
se quizer aquecer pode comprar lenha ; advirto o
Sr. sacristio Schmidt, que a balaustrada que dei-
la sobre a ribeira oio olha para parte alguma ;
advirto o Sr. sacristio Schmidt, que eu nao que-
ro niaij ler corroapodoooia com elle.
OS PHYSICOS DO SECULO XVII.
Olio de Guerick nasceu em 1602 e morreu em
1686.
Somos-Ihe devedoresda machina pneumtica a
de muitas experiencias, que bem manifeslam o
peso do ar.
Em 1602 nasceram egualmonte Robermal, co-
nhecido por lodos os que estudam physica, m
virtude da sua engenhosa balanca, e Kircher, sa-
bio jesuta allemo, quem se atlribue a inven-
gan da lanterna mgica.
O primeiro morreu em u anno 1694, e o se-
gundo em 1680.
No anno 1608 nasceu
n Torricelli, celebre por
o seu bnlho sempre causa da descoberta do barmetro : este afamado
physico morreu em Florenca em 1647.
Tambem no anno 1623 vio ao mundo Pascal,
Em cada urna das experiencias que se effec- o qual morreu ua cidade de Paris em 1662.
O celebre abbade Mariolte nasceu em 1620,
lendo lugar sua morte em 1684, suas notaveis
descobertas sobre a pressio dos gazes immorla-
lisaram o seu nome.
Os sele sabios e afamados physicos, cujos no-
mes estampamos em seguida, nasceram : Huyg-
heus em 1629 ; Kepler em 1630; Hook em 1635;
Gregory em 1636; Newton em 1842, e Roemer
em 1644.
[Naco.)
urna cousa que bri-
Nao vejo nada.
Pois nao estaes vendo
lha?
Ah 1 sim, urna gola d'agua.
Justsmente I E esta gola d'agua nao vos
desperla alguraa lembranga ?
Nenhuma absolutamente.
Esquecido I l'ro urae bem recordarvos.
Por mais que procure, de nada me psso
lembrar.
Como 1 Sois to esquecido assim Oh I
meu Deus Foi de urna simples gota d'agua
como esta que nasceu o nosso amor I
Sim I disse Christiano interrogando sua mu-
lher com o olhar, e preparndose para ouvi-la,
como se achasse nesse entreleniraenlo urna dis-
iracgio ao cuidado interior que nio cessra de
affiigi-lo desde a sua conlereucia com o re,
Alina de sua parte preparou-se tambera, ecom
os psapoados sobre os cochins do assento da
carruagem, e as espaduas sustontadas polos joe-
lhos do capilao, tomou a attitude de quem vae
contar urna historia imprtame, to gentilmente
que Christiano sentiu dssipar-se como por en-
canto os seus pensamenlos sombros.
Foi urna vez, disse ella, um mogo e urna
moga : o mogo era capitao, a moga ara urna or-
phazinha : Alina chamava-se esla, Christiano
era o nome daquelle. Alina desde a morte dos
seus pareles fra residir em um convento na
sua cidade natal, que era Avignon, e desse con-
vento, nos termos du testamento de seu pae, s
devia sahir para casar com quem fosse do seu
gosto ; porque o pae tioha recommandado i
abbadessa que nao cootrariasse as inclioages da
menina quando ella crescesso : esse pae, um ve-
lho fiJalgo do sul, comprehendia porfeitamenle
que melhor deixar o coragao das mogas expri-
mir-se por si, do que constrang-lo na sua es-
colha.
c Assim, pois,Alina, confiada aos cuidados da
sua piedosa tutra desde a edade de cinco annos,
crescu oaquelle asylo, cuja regra alm disto nao
aeliava ella muito severa; pois que ignorava que
alm houvesae tanta gente e tantas casas, e
suppunha que o universo acabava no maro do
jardim do convento. Nada profano se havia del-
ta aproximado, era por palavras, pensamenlos,
era pela vista. Tendo vivido sempre fra do
barulho do mundo, nunca havia trocado a raenorl
expressao com quem quer que fosse que Ihe po-
desse dizer alguma cousa de fra ; porquaolo a
conversago no convento s se diriga Deus, i
quem se supplica uoite e dia, e nessa conversa-
gao nada se pode saber dos peccados da Ierra,
pois de cerlo nio fasem ellea parte dos choros
do paraizo.
< Neste estado Aliua chegou i completar dese-
sele annos, ignorada de todos, e ella mesma lu-
do ignorando, nanea tendo visto um homem, e
nao sabando absolutamente o que era um capi-
tao. Quanto ao seu coragaoeste alada nio fal-
lav, poito que avangasse em edade, nem se*
quer aindi balbuciava a palavra....
Que palavra ? interrompeu o conde rindo-
se dessa simplicidade.
Amor, respondeu Alina.
Certa manha, prosegua ella, ha justamente
tres mezes e urna semana que isto se passou
certa manha eslava ella oa capella do convento
que commuoicava com urna das egrejas de Avig-
non por urna grade encoberta com urna cortina.
A missa tinha acabado. Alina que Gcra por
ultimo diaule do altar, tendo as suas corapanhei-
ras entrado para o claustro, achou-se na capella :
conservou-se ah por algum tempo sem erguer
os olhos, ainda que nao houvesse reparado que
por delrz de si alguem havia levantado a cor-
lina da grade, e esse alguem era o capitao Chris-
tiano que a encarava do lado da egreja, e junto
pa d'agua benta, que se achara na capella
muilo prxima da mesma grade. Quando Alina
se levaotou dirigiu-se, como era mui natural,
para o vaso sagrado, sem duvidar que, se todas
as capellas linam o seu Santo, todas as pas ti-
nham o seu demonio. Ora iodo ella jipara roo-
Ihar o dedo aim de fazer o signal di cruz o
capitao, que era provavelraenle o demonio da-
quella pia, Ihe esleodeu audaciosamenle a mi.
E por signal muito grosseira, nio assim ?
perguntou o caprtio.
Nio, senhor, era mui delicada com os seus
dedos rseos e bem feitos, e que s naquelle mo-
mento Uvera o atrevimeoto e bypocrisia de of-
ferecer agua benta urna pobre novica sem defe-
za. Alina flcou indecisa : o que fazer? Do de-
monio ludo se pode recusar, mas nada se deve
recusar que venha da pia sagrada : e como a
agua o bom Deus quem fornece, nio ha duvida
que se poda tocar no dedo molhado do demonio
sem recelo de que esse contacto viesse oflender
o coragao ; foi o que fez justamente a moga, que
tocou na mo do capilio, e voltou depois para a
sua colla.
< Teria ella olhado para o capilao ? Provavel-
mente. Acha-lo-hia bonito e bem feilo ? E'de
presumir que sim ; porque apenas entrou na
celia teve medo, e perguntou si mesma se
oio era um grande peccado que acabava de com-
melter o acceitar da mo do bello mancebo essa
gola d'agua benta que pareca ler um cerlo per-
fume de...
De corte, atalhou o capitao.
Sim, senhor, de corte, respondeu Alina.
A moga fez todo o possivel para esqnecer o capi-
tao Christiano ; porm por mais que fuesse, me-
nos o consegua : e cada vez que ella olhava pa-
ra o seu dedo lornava-se vermellia, e ezclama-
va : Santa Virgem, valei-me 1 Foi buscar o seu
livro de oragoea ; mas para o ler, era preciso vi-
rar a folha, para virar a folha linha por torga de
olhar para o dedo, e esse dedo... esse dedo im-
pedia-lhe de attender para o que lia. Deixou
pois o livro das orages de parle, e loraou o bor-
dado ; mas para bordar era preciso pegar na
agultra, e pegando na agulha, havia por forga de
olhar para o dedo, que impedia-lhe de pensar no
que fazia, Abandonou o bordado e pegou no
seu rosario ; mas tambem para reza-Io era pre-
ciso olhar para o dedo, e isto impedia-a de pres-
tar altengo sua reza.
No da seguinte foi ainda peior: feriu-se com
a agulha do seu bordado, e molestou-se com as
curdas do seu cravo sempre no mesmo dedo !
Fez urna novena Virgem, e ella mesma accen-
deu os cyrios ; mas quando chegou ao nono,
queimou-se sempre no mesmo dedo I Ora o
remedio mais proraplo para queimadura a
agua, e na capella nio havia ouira agua seno a
da pia; Alina correu i ella, mergulhou a mo,
e quando tirou viu reapparecer no dedo a gota
d'agua benta do demonio I
A abbadessa Ihe disse :'
Estaes triste I o que tendes ?
a Estou doeute, minha mi.
Doeote 1 deque?
Deste dedo.
E" preciso cura-lo, minha fllha:
Sim, minha mi.
Porem como curar um dedo molestado, feri-
do, e queimado pelo amor ? E' caso este extra-
ordinario, que todo o latim dos sabios uo re-
solvere. Alina, pois, flcou triste : felizmente o
capitao Christiano intromelteu-so no negocio.
Esse capilio era com effeito um desses ho-
mens mysleriosos, e da antiga cavallaria. que ti-
oham por officio soccorrer is damas affligidas :
pois se achava elle envolvido n'um segredo e
obscuridade tal qual como os antigos paladinos
dss legendas. Nioguera sabia quem elle era
nem de onde vinha, nem para onde ia ; diza-se
que era muito rico, e vivia szinho neste mundo.
Em summa era um Amadis. um Esplandiano, um
llogerio, um desses hroes fabulosos, cuja pro-
ssao era libertar as captivas lacrimosas. O no-
me de Christiano pareca prodazir nelle o mes-
mo effeito da viseira de um capacete. Mas nin-
guem se caaa com esse myslerio, e para obter da
abbadessa a mo de Alina foi-Ihe preciso primei-
ro spraseolar o consenlimenlo do rei. A abba-
dessa. fiel i promessa feila aos paes da moga
consentiu no casamento, combinado o qual ella*
permittiu que o capilio levasse a sua futura' pa-
ra Paris sob a vigilancia de urna das freirs mais
graduadas do convento. Em consequencia 2
de margo ultimo, em Saint-Germain-des-Pre
o capilao Christiano desposou Alina de sioisMc*
o passou o annel nupcial para esae pobre dedo'
doente que ficou instantneamente corado.
E eis aqui como a mulher do capitao Chris-
tiano, de boolem para ci condessa de Cazilhac
deixa Pars, muilo admirada de Versailles. dese-
josa da solidio, a travessa com elle mostea e val-
les, e se vae refugiar sob o cu natal, bem looge
do muodo e do rei da Franga, no fundo de um
velho castello de provincia, que ella morte de
desejos de conhecer, e onde ambos serio felizes
viv6odo como.... dous pombirihos 1
( Continuar-s$-ha}
nWr.TO. M *! f. DI FAMA. -18W,

elBSBaVBSBI


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