Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06114


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Full Text
A.NNO M isSd S&TA FlR
=
C A M B IOS:
Mato *).
Londres i>9P*r i#**ed. ., ,
Lisboa 85 por oo premio, por metal, offerecido,
franca 5e 3*5 res por franco.
Rio de Janeiro 3 por i oo p.
Moedas de 6Moo i5 if/ooo 8jf3oo a 8#ioo.
Pew Columnarios 107 'jfa'o-
Dittos Meiicaons i#68o a ipoo.
Pataces Braxiteiros i #700 a 1^170.
Premios dnslel as, por mea 1 1/8 a 1 i/apor 100;
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES;
Cidade da Pal aiba e Villas de sna pretenco : 3 3 3
Cidade d Ri Grande do Norte, e Villas dem a 2
Cidade da Fortaleza e Tillas dem .....' .' 1
Villa de Goianna .....'' 3 .' .'
CiHade clt Olinda 2 S : 3 3- 3 3 3 <
Villa de Santo AntSo .' V?733'333
Dita d Garanhuns e Povoaco do BonitoJ B *.. 2
Dittas do Cabo Serinhaem, Rio Formoso, Porto Calvo
Cidade das A lagoas e Villa de Macei. .....
Villa de Pajau de Floree. ....;.. .
Todos os correios partem ao meios da.
31 DE MAIO HUMERO 117.
w
'Todo agora depende de n*s mesnaoi de nossa prudencia
moderacio, e energa: continuemos como principiamos
e seremos apontados coaa admiraeo entre as Nac<>es
nlUt
Prociamacao dm Astemblea (ierql de Brasil.
Segundas'e Sextas feira
Todos os das.
Quintas feiras;
Dias 10, e ii de bada mes
dem i 11, e ai dtodittoj;
dem idem.
dem 13, dittoditte
Sabcereve.se para esta folna a 3|ooo por quartel pagos adi-
antados nesta Typografia, roe das Cruzes U. 3 e na Praca
da Independencia D. .17 38, onde se recelara correspon-
dencias legalisadas e annuncioj; insirindo-se estesx grata
sendo dos proprios assignantes, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA.
37 Segunda S. J0S0 P. M. Jes. da The e aud do J. de D. da 9. ver de manh.
a8 Terca S. Germano B. R|. e audiencia do J. de D. da 1. vera de manh.
19 Quarta >. Maximiano B. Sesso da T. P.
5o Quinta jfc FesU de Corpo de Dos.
3i Sexta S. Petronilla V. Sesso da The, e aud. do Jar de Bir. de 1. varalde na.
I. de Junho Sahbado S. Firmo H. Re. de raanhS e aud. do J. de D. de m.
a Domingo a. Marcelino M.
Mari cheia para o dia 3i de Maio.
As 6 horas- e 54 minutos da manh. As 7 horas 18 minutos de Urde.''
* RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO.
i,m Scufo em 4 de Maio da 1839.
Presidencia do Sr. Conde de Valenca.
Estando presentes 33 Snrs. Senadores,
o Sor. presidente declara a berta a sessio, e
ao lidas e aprobadas as tetas de i5. 16, 17
e 18 de outubro do anno pasudo; e de
27, 99 e 3o de Abril, e 1. de Maio do
correte.
O Snr. 3. secretario l dous oficios do
befe de divisio Jacinto Roque de Sena
Perreira partecipaiido no primeiro ter
ido nomeado roioistro e secretario de es-
tado dos negocios da marinha; e no se-
gundo acbor-se encarregado do expediente
dos negocios da guerra, durante o impedi-
mento do respectivo ministro. Fica o se*
nado inteirado. marmita o
O Snr. presidente declara qoe vai tra- \ Lages 3a votos"; marque de Paranagua
tr-se da Inicio da mesa comecando pelo a3 : Lima a Silva la.
presidente. Procede-se etrtio ao retpecti- Commercio, agricultura, industria ar-
to escrutinio e obtem votos os Snrs. : Fei- tes. Os Srs. marques de Marica 18 vo-
j 15 marque de Paranagua la, mar- tos : Vergueiro 17 j Costa Carvalho 14.
mesmo Snr. Lopes Gama he introducido
com as formalidades do estillo, presta jura-
mento e toma assento.
Segu se a nomesco das commisses, e
slo eleitos para a de
Resposta a falla do trono. Os Snrs. :
marque de Paranagua i'i votos : Alvos
Brancoai ; marque de Barbacana i5.
Constituido e diplomacia. Os Snrs. :
marque de Paranagua 17 votos ; visconde
de S. Leopoldo 17 ; Vergueiro i5.
Fasenda. Os Snrs. Holanda Cavalcan-
li 19 votos; marque de Barbicana 175
Alves Branco i5.
Legislaco. Os Snrs. Lopes Ga-
ma ai votos; Augusto Monteiro i5 ; Al-
meida e Silva i5.
He introdtisido com as fermalidade do
estilo o Sor. Jos da Costa Carvalho, se-
nador nomeado pela provincia de Ser-
gipe e toma asiento depois de prestar
juramento.
Prosegue-se nomeaco de commisses,
e sabem eleitos para a de
Marinha e guerra. Os Srs. conde de
de Baependj 4i a conde de Valenca
qaez
a.
Por nio haver maioria corre novo es-
Srutinio sobraos dous Snrs. mais vola-
os e be elleilo o Snr. Feij com ij vo-
tos ten do obtido i4 o Snr. Marque de Pa-
ranagua.
O Snr. presidente eHsito ocenpa a Ca-
deira da Presidencia.
Passa-se a nomeaco de vic-presidente
e obtem votos os Sais. : eonde de,Valen-
ta e conde de L*ges i3 cada bum mar-
( quez de Paranagua' 4 e 1 os Senbores
-Costa Barros, Olireir e visconde de Con-
agoahaa,
Em segundo escrutinio, ficaeleito o Sr.
conde de Valenca com 16 votos, obtendo
i5 o Snr. conde de Lages.
Sao eleitos para primeiro Secretario o
SSr. Rodrigues d<> Carvalho com 14 votos,
e para terceiro o Snr, Alencar com 11.
Passa-se a nomer o a. e 4- Secre-
tario e sahem eleitos os Snr. Paraizo e
Saturnino com 14 votos cada haro, se-
gnindo-se os Snrs. Costa Barros o Valas-
, -jues com 8 votos tambemeada bum : pro-
tcedendo-se enlo a sorteio, fica 2. se-
cretario o Snr Paraizo 4- Snr. Satur-
nino, 1. suplenteo Snr. Costa Barros a a.
o Snr. Valasques.
"Os Senbores Secretarios novamentes elei-
tos toqpio assento na mesa.
Siolidos a approvados dous parece-
res da Commisso de conslituicio e diplo-
macia reconhecendo legaes os diplomas
da nomeaco do Snr. Dr. Jos da Costa
Carvalho sanador nomeado pela Provincia
de Sergipe ; e do Snr. consetbeiro Caetano
Maria Lopes Gama, nomeado por esta pro-
vincia.
Confitando charrn na, inlactuwrao
Iustruccio publica e negocios ecclesias
ticos. Os Snrs. Rodrigues de Andrade
ai rotos ; Monteiro de Barros 19; Ferrei-
r da Mello 19.
Sauda publica. Os Snr. Faria Lobato
15 rotos ; visconde da Congonhas i3; Na-
buco 8.
Redaccfo dss Leis. Os Snrs. Verguei-
ro i5 votos; Mello Mattos l3 ; visconde
de S. Leopoldo la.
O Snr. primeiro secretario l bum ofi-
cio do ministro interino do imperio, par-
da Veiga contra 'o Duotor Martioianno da
Rocha Bastos Juiz da pnmeira vara do Ci-
vel desta Comarca, por haver este Magis-
trado anuullado bum Aeeordio da Casa
da supplicacio que ha mais da '8 anana
passara em julgado revivando por tal modo
bum processo findo contra a Conslituicio
do Imperio Artigo i79 1a.
Collegiu a Commisso dos Documentos
com que foi instruida a qoeixa que o Ma-
gistrado Querellado annullara por huma
Sen lenca que dera sobre urna accio de nul-
lidade intentada contra o queixoso pela C-
mara Municipal d Olinda a sobredita A-
cordo proferido em prol delta e, con-
tra o extinelo Sanado da Cmara da mes-
ma Cidade; que o queixoso j promoveu
a responsakelidade do querellado por es-
te mesmo facto perante a Rellacio do Des-
tricto aonde decaaiado da accio recorrer
para o Supremo Tribunal de Justica. As-
segura a Coamefo Assemblea que em
Tribunal superior negou ao Queixoso a
pretendida revista.
Se a ordenacio L. 3. tt. 75 esta* rero-
gada pela Constitulcio no precitsdo arti-
go e paragrapbo he a qoestf o que deva de
ser considerada para a. deciso da quei-
xa.
Relevfe em prol do Querellado estes ar-
gumentos :
1. que o Gm que em vista tere o Legis-
lador Constilointe prohibindo que se re-
vi vessem os processos (indos nf o fei o que
se inculca pelo lado adverso de considerar
fin dos os processos aioda que nullos huma
vez exaun'Jos os recursos ordinarios, e to-
das as instancias, porem impedir como um
meio de mantee a independencia do Poder
Judiciario que Autoridades que Ihe fossem
extranjas, revivessem os Processos por elle
fiodos e dicididoso q'resulta dos termos
tecpando que o presidente da provincia do em queeat..' concebido o precitado artigo
Bio de Janeiro Ihe commuoicara ter to- e ^. em o qual depois d se declarar qUe
o
mado a deliberacfo de crear um novo col-
legio eleitoral na villa de Piraby.
L mais dous oficios do censelheiro Can-
dido Baptista de Oliveira, participando em
bum, bavel-o o regente em nome do impe-
rador nomeado ministro e secretario de es-
estado dos negocios estrangeiros, e em ou-
tro,acbar-s8 encarregado interinamente da
repartico dos negocios da Fasenda.
De todos fica e senado inteirado.
O Senhor presideote d para ordem do
dia a leitura do expediente, a nomeaco das
commisses que falli, e trabalhos de com-
misses.
Levantarse a sesso as duas horas e hum
quarto.
PERNAMBCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
CIAL DE PERNAMBCO.
A Commisso de Justica Civil eCrimi-
nal, examinou cem a devida ponderaco
a queixa de responsabslidade qoe a esta
Astemblea dingio oCidadio ManoelLuu
sera' mantida a independencia do poder
Judiciario -se ajunta est'outrasexpressVas
que se concederio meios para se ella man-
ter nenbuma aotoridade podera' avocar
as cauzas pendentes, sustental-as, ou faser
reviver os processos lindos sciliat auto-
rizada que fizer parte de ontro poder po-
ltico por que em rellacio a outros poda-
res polticos, he que se da' a independen-
cia do Poder Judiciario, e nioem rellacio
aos Membros do mesmo poder cujoa actos
sao entre si sbssolutamente dependentes ;
que se nao raferindo ao Poder Judiciario a-
quellas expresses subsiste a ordenadlo ci-
tada.
a. que nio repugna qoe o Juiz da pri-
meira Instancia revogue os procesaos nul-
los em que se tenho proferido Accordios
dos Tribonais superiores, nem desse poder
resulta a'degradacio da Jerarqua Indiciara,
por quantd as Sautencas desses Juises po-
den ser de noro sobmettidss a deciso,
confirmaco, ou revogaco dos mesmoa
Tnbunaes Supperiores : e se assim nio fo-
ra, diz o Desembargador Menses na sua
pratica dos Juises Divesorios, aonde a se-
guein que tal be a praxe nunca torta efietr
to o remedio da Le ord. L. 3. tt. 75 por
quanto se elle concede opposico em todo
o lempo a Sentones nulla conclue-se que
nio se podando apellar oo embargar em
! todo o lempo s ha lugar a acefo ordi-
naria revisora nos 3o anuos da ord. L. 4.
tt. 79. L. 3. Cdigo do Processo mas pa-
ra que esta se d e prosiga nao pode deixar
de intervir o Juia a 1. Instancia aonde
de ve'ella comecar.
3. que o argumento ex adverso dedo-'
zido da incerteza em que vacillo os direitos
do cidado sujeitos no longo decurso de
3o annoa a continuos procesaos, sempro
reproduzidos a, pretexto de nuilidedes lio
facis de se descobrlrem qua innmeras
sao as eontrorercias jurdicas nao contra-
pesa a injustica manifest de ae sacrifica-
ren! irrimis vilmente oa direitos d outr
parte ao brilho do ouro, e artimanhas da
cbicana, cobrindo-se com huma prescri-
peo lo breve nullidades e nfracco de le:
nio eabe presumir que a Lei armasse por
tal modo o Juiz do poder de a destruir o
que seria consequencia da proscripeo to
breve de nulidades e infraccSas que irri-
missivelmente contra ella praticasse : as ve-
zes 10 dias decorridos no silencio e ig-
norancia dos prejodicados os privario pa-
ra sempre dos sena direitos.
Parece pois a Com. que qaando nao sejo>
victoriosas as rasos qoe expendeu em pro
do Querellada pelo menos se equilibrio
com as que se dio por parte do queixoso
sondo corto q' em grande preco deve de ser
tida a autoridade dos dous Tribunaes Su-
periores compostos de Juises encanecidos
na Jurisprudencia e a consideracio da
que huma sentenca proferida a favor dea
neos pblicos e taesse considero os Mu-
nicipaes arredio a snspeita de que outro
motivo queniofosse a justica inclusive o
Magistrado querellado, que por tanta
deve de jolgar-se improcedente a queixa
que ao seu exame foi submetida.
Salla da Commisso 26 de Abril de
1839.
Nabuco de Araujo.
J. F. Cavalcanti.
J. M. C. R. Wanderlev.
Diversas Reparticoens.
" ~ ""~Sa^a^ieai^>iai..^^^, 1 ~ 7- 1.
MEZA DO CONSOLADO.
A Pauta he a meama de num/i 1 a i
OBRAS PUBLICAS;
Tem de ir a praca nos dias i4, l5, e ij,
do me de lunho prximo futuro a sexta
parte da estrada de S. Antio calculada eos
rs. i7:i73U3tio. Os Licitantes devem ,
competentemente habilitados de Fiadores
idneos, comparecer nos referidos das ,
ao meio dia a oBerecerem os seas '<**
na Repartica das Obras Publicas oado
seachao patentes o respectivo Orcaasento
Deacrinca6 e Condifow Pf ** ?"*
MUTILADO


2
M

DIARIO DE PERNAMBC it.
VtVB'S
ndenles s< rem e\irainsd> s em quJquer
di* ulil s lioi< do npe'li>ia.
i<-p.cvIo as Obras Publica* s de M.io
de l83g. '
M o raes Ancora.
CMARA MUNICIPAL DA CIDADE
. DE OLINDA.
4-* Sessio Ordinaria de 18 de Fevertiro de
.839.
Presidencia do Sor. Guedea.
Foi qberta a Sessio estando presentes o*
Snrs. Vereador JYlonteiro Doutor Rcr.ellis, a Figueiredo;
faltando coro cama os mais S> nhores.
Lida a acta da antecedente tai appro"da.
O Secretario dando conta do expedien-
te nao menciono u officioa por os nao ha-
ver recebido passon-sa a ditpsch.r re-
queriroentos de partes e por ser dada a
ora o Presidente Itvantou a SessaS. De
que fiz presente ero que assignand. E
eu lose Joaqun de Figoeiredo, Secreta-
lio a escrevi. Gnedes Presidente. Ro-
zellis. Alaciel Monteiro. Laages Juniur.
Figueiredo. Est conforme.
Jos Jcaquim de Figueiredo*
Secretario'.
CONSULADO DE PORTUGAL.
O Cnsul de Portugal, precisa contra
ciar para a Provincia de Angola, hum
Mestre de assucar que entenda bem de
purgador d'este genero. Qualquer pessoa,
que se que ira coatractar n'esta qualdade ,
pode dirigir-se Chancellan* do Consalado
tlefronte da Igreja do Corpo Santo, todos
os dias otis para saber das eslipulacSes
cimque&a pe ten de faser este contracto
ANNUNCIO.
De ordena do Exm. Sn*. Presidente vai
a concurso a Cadeira de Primeir.s Letras ,
que novamente foi creada para Fregue-
zia da Boa-vista. Os Candidatos devel
apreaeutart mv Directer do Liceo os ws re-
querirnemos L> ^alisados ai o ci'u 8 de
Julhe segando he dele roim Jo no Re>>u-
lamento das Aulas; poique a i5 do roesmo
int-z tem de principiar as provas estabele-
cidas.
Liceo 29 de M.io de 1839
Laurentiuo Antonio Moreira de Carvalbo.
Director.
Carapuceiro.
O BAIRRISMO.
Anda que este tocbalo nao venha em
os Diccionarios da nessa Lingoa todos sa-
ben. que elle significa o excessivo amor,
* indiscreta predileccio pelas roass e pes-
8oas da localid-rde em que leseemos : e
0S0 h duvida, que obairrisro he bum
vicio que nos pode levar s mais terriveis
desgracas.^ Esta paixio vil, b.ixa e igno-
miniosa nao deve ser confundida com c'no-
bre, virtuoso amor da Patii, amor,
que quando bem regulad,) he o manancial
das mau heroica* virtudes. A nossa Patria
pois he o Brasil, e todos os Rr.zileiros cjn-
stituem huma s, e a meso familia.
Do que servem esses ciu lidades que d da em dia o tomando
galga eut.e as Provincias do Imperio, *e
nao de desuniros Bra^leiros, de retaihar
e.le vasto continente em pequeas e fra-
quissimas fracedes, e conseguiotemente re-
duur nos a os horrores d'anarchia e p,e-
cipiUr-nes na voragera da guerra civil, do
que temos dolorosos exemplos em os nossot
conterrneo, d'Amenca do Sal ? O Brazil
todo unido oh o R-gimea Monrchic
Const.tac.onal Representativo j he algum.
coas, na c;la da. gr.ndes ^ ^
ebegar a o f.at.g.o da pro.parid.de e da
gloria ; maso Bras.1 ret.lh.do em provio-
o.w dependentes e rivaes be ham po-
v^miwmvel, pobre, econtinuamente ba-
tido pe.sondas sempreagitadas das faeces
e. Adereza d'ousados aveulureiros. '
Oqao quer dizer excluir dos empregos
autos J ci doGoverno a os n.scidos em Provincia
extranha se estes si'* domiciliarios da nos-
a e nella viven muitas vetes catados etc.
etc. ? Se elle liverero capacidade para as
funec-s publicas, porque motivo hSo de
ser excluidos so o Bra.ileiro em qualquer
Provincia do Brszt'l, em que habita, est
em.ua Patria? D-. mas nao he infinita-
mente ridicula a presumpcio mrmente das
Provincias pequ>ns de segunda, e terceira
ordein o exclu rem da gerencia de seus ne-
gocios pblicos a lodo e qu.lqaer Brax-
leiro d'outras Provincias? Terio aquellas
aulucientes capacidades para tudo? Maitas
vezesali se nio ada hum numero sufficien-
te de cid.dios com os precisos requesitos
para Juizes de facto, e entretanto julga-se
idneos para os crgot mais difficeis para
as funeces mais delicadas Miseria das mi-
serias e que nos vai cansando miles incal-
cuI.1 veis .'
Eu j disse lempos em meus fraco cripias, que p-ra conservar a tio precisa
anio entre as Provincias epata melhor
de.empenho das funeces publicas convi-
nha, que na escolha dos Presidentes se re-
vesaasem o. Braxileiros dat diflerentes Pro-
viitci.s isto he ; que o Bahiano viesse aer
Presidente em Pernambuco o Pernarnbu-
cano fosse para a Babia ; o Maranhense pa-
ra a Parahba, o Parihibano para o Mar
nhio, etc. etc. ; porque, salvas poucs e
honrosas excepces o filho do huma Pro-
vincia he o menos idneo para ser Presi-
dente nella. As amisades des d'a ii.fancia,
as relsces de pai entseos etc. etc. fazem
com que o homem ainda o mais bem inten
cionado falte justica postergue ss leis. e
se deixe arrastrar de certas concideracoes
alias infensas causa publica ; e os exem-
plos desla triste veidade apparecem todos
os di.s.
Hum horroroso futuro se me antolha ,
quando sobrepenso ns cousas do nesso Bra-
zil, e por toda a parla nao vejo, senfo a-
byjmos. D'aqui o infernal btirrismo des-
unindo a Grande Familia Bialeira, d'ali
as Assambldas Provinci.es ao modo por que
as organizju o Acto Addicional, e pela con-
fuiio dos poderes de que as revest.), ca-
minhando a passos Urgos para a disaoluco,
d*acola a impjrtaco d'escravaria africana ,
deoiitra parle erofim o espirito republiquei-
ro, e a enorme divida publica, lulo, tu-
do me assusta e me leva a desconfiar mu-
to do futuro que nos aguarda.
Ao mesmo pa.so que essa louca rivalida-
de desune as Provincias, e enfrquece o
todo, a mercanca de carne humana vai
diariamente importando para o nosso seio
esse germen fecundo de horrorosas revolu-
ces, de con pelo, e de iiiiinor.lid.de.
Ah Quando as ideis livres forem calando
nos .mimos ds esenvaria, cuja numero ha
espantoso, o que ser doBrazil? E como
podemos contar com o progresso de indus-
tria deciilisaco e de moralidade, se
estamos engrossando os meios da destruir
todas estas cousas ? Os Americanos do Nor-
te, concluida a lula da sua emancipacc-
politica invdrto todos os seus disvt-llas ,
j em ir acabando com a tsera varia j em
promover a importarlo de gente livie, e
industriosa de todas as partea da Europa ;
nos pouco, ou nenhun cuidado temos em-
preado a respeito desta acqui-icia e cada
vez tntrttduzimos maior numero d'^seravo
110 desgiacado Brasil Algum dia p(gire-
mos com usura esta nessa imprudencia e
iniqu.dade, e nossos filhos ou netos, vie
timas de medonhas desordena, ucs enche-
r de mal-iic-s.
Todo o Brkiileiro amigo do Throno a-
migo da ordena, e da prosperidad da sua
113 s tem cuidado em arranjar a sua for-
tuna p.iteular e o bnoo publico nio pasa
de mero pretexto de huma capa dourada
para ancobrir ss masas urdimalas e mal-
vers^ces a os ollios do Iludido Povo. Os
Governos succedi-m-se como as vistas do
Cosmoram. : faz se a guerra a esta Admi-
nistrarlo t para se Ihe fimar o lugar ; m.s
a subsequeute faz'o mes co ou peor, que
aaniesedeje os impustos multiplica-se
na rasio dos empregos, que se ngenha5
para acomodar a enorme clientella dos'afi-
Ihados a divida publica engrossa todos os
dias a delapidacia dos dioheiros nacionaes
nio tem mais termo nem* medida onde
pois ir parar o malf.dadoBra.zil ?
A desmembradlo das Provincias, a que-
da da lYfonarchia a guerra civil nos mea-
ca5 de todos os lados __ jam proxiraus ar-
de! Ucalegon Que mi poderosa nos
irraucr das boidas do abrsmo ? Br.zi
luiros honradas \s todcs que tendes ,
que perder e nada a gmh.r com as revo-
lques ui vos em ham s facho; poster
g.i esse ridiculo prejaico de bairrismo;
dai-vos as mioi para sustentar a inteffrida-
de do Imperio para manier Ileso o Thro-
nodesse Augusto Menino, taboa da nossa
salvacfo, penhor sagrado da nossa proa-
peridade. Brasileiros amigos da ordem .
congrassai-vos, accolhei-vos a huma
bandeira : vede, que a demagogia levanta
o sauhudo col, e se nos atreve por todas
as partes : e mal por nos, sa ella medrar ,
e nos levar de vencida SentineIKs d'hu-
ma confl gracio geral apparecam em difTe-
rentes pontos, tudo nos arneaca com males
horri veis e incalculaveis; e devoremos
dormir no remanso de huma louca, e im-
prudente segundado ? He chegado o tempo
dos maiores siciificios: facamo-los, com
tanto que se segure a integridad* das Pro-
vincas e se salte o Throno do Sr. D. Pe-
dio a
Hf huma refinada rapoza em os dese-
nhos de certas Potencias da Europa ares-
peito da America. Os Fraocetes j se as-
sehhoreara do Oyapok. Os g-bneles tran-
satlnticos bem esli observando as nossas
discordias, a nossa fatal tendencia des-
raembracio das Provincias ; e nao he mui-
to de recear, que'queira aproveitar o en-
sejo, e repartir entre si esta preza liocon-
sideravel, e preciosa ? Se o Brazil se con-
servar unido sobo Rgimen de huma Mo-
naichia temperada nio conheco Potencia,
que sej capaz de o conquistar e conservar
sob o beu dominio : mas huma vez des-
membrado nio b quem se lite nio atre-
va t nio consiga fcilmente assenhorear
se desta ou d'aquella fraccio. Nio delei-
xemospois negocio tio roomentoso ; o pe
rigo he emmioenle, e s a uniio nos pe
salvar. Sottent- mos a todo casto a inte-
gridade do Imperio ; e nio se diga de nos
o que disse o *>bio Lamartine, fallando
dos fgoijtes La patrie et 1'humanii sont
deselles bstrails pour des hommes qui
veulent posseder l'heure presente etfaiie
Iriotipher, a tout prix dns interets de
familia, de este, 00 da p.uti. A pa-
tiia, ea humjnidade sio entes abstractos
para homens, que querera possu r a hora
presente, e fazer triunfar a todo custo in-
eiessts de familia de costa ou de parti-
do.
Se formes lo desgrac;.dos que vejamos
separadas as Provincias oeste vasto Imperio,
bem ei eu que gente nos ha de governar,
que monstros bao de decidir da nossa for-
tuna da nossa honra e da nossa propria
vida : bem sei eu (mens meminisse hor-
ret !; quem tem de assenhorear se do po
dar. a au.l ser a dura,
parece cousa indiferente; m.s quem \\4
com a miolla em seu lugar qun nio se risj
vista da enorme gadelha que trazem cr
tos jovens que se deem do bom ton. ? [)j
hum lado da cabeca tem o cbella qu.si
rente com o casco ; e d outre* levanta-e
hum promontorio, cujas frld!as descera
mmaranhadas sobre o llio e eaquelle vale slo divididos e bem exlre-
mados pela estradinba da Liberdside. T.es
jovens, vistos de bum lado, parecem D-
alos, e vistos dolado oppdsto parecer
des d'agoi. Se tem os cabellos crespos na-
turalmente, ou se os podem encrespara
ferro (que tollos ha que at 1 iso f.zem)
ainda bem ; porque apresenta huma re-
polhuda alcachofa que ae divisa na dis-
tancia d'itum quarto de legoa: mas s o
cabello h* d.sses que parecem ca nature-
za da piassava ; que quebrarn antes d<
que enroc.r-se ; como fic5 laes vsabecas ?
Que chores pela testa t baixo .' Qe pa-
pes i Que lubishomens! Nem tudo he
para todwa, nem todos sio para .tudo; e
melhor lra que se deixassetn da moda de
que.er arremedar eos dea d'agoa.
ANCDOTA.
Ham Juiz de facto tendo saido Presi-
dente do Concelho de Senleoca 1 encon-
trando no Cdigo C'iminal o Art>g 16 em
algarismo Romano (LSI) voltou 4o dito
Conselho, e pronunciou em alta voz O
Jury ju'ga o leo iucurso no Artigo Xu
Correspondencia
Illms. Snrs. Redactores do Diarlo de
Pernambuco. Como seja gostoso deve'
do Escriptor Publico, imparcial, render
ao Benemeritismo os devidus encornnos;
por este motivo que eu anda nao sa-
lisfeito de peranle meo* Patricios Mara-
nhense di ff-nder a ptima Admioistr-
ca5 do Exm Sur. Vicente T'hom.s Pires
de Figueiredo Camargo; eocooimodo a V?.
Si>. afim de que, pelo veicub de sau
bem recebido D ario, den conitecimaoto a
os vaerosos e honrados Pe.'nambacanos
do qui pelos Investigadores nmeros ti
ig y disem os M ranhenses do mesmo
Ex n. Snr. Camaigo.
Rogo igualmente a VV. SS. a pnblicaca
desia carta ; que ma offereco ao servic)
de VV;"SS. de quem com respeto sou i\f-
fectuoso Collega e criado.
Maranha 17 de Alai50 de r83g.
O Redactor do Investigador Constitu-
cional. )
Francisco de Salles Nuneii Cseles.
- q' era a aura, e ignominiosa
, qoioto^a m.m desejar} | eondicio dos homens abastados, dos cida-
dos honestos e pacficos... Reflictamos
mal, e procuremos remedalo, em quan-
que seja devidamente refomado e quanto
ates esse Acto Addicional, obra do mo-
mento e germen da dissolucio das Pro-
vincias : reformado sim pelos tramites mar-
cados na Constituido primordial o nio
interpretado por Assaublas ordinarios,
que boje fario huma cousa amaahi ou-
ira, que ora nterpretaro ueste sentido,
ora n'aquelle pondo por ventura as coosas
em peor estado. Estamos sobre hum abys-
mo,e de todas as partes surgem elementos de
desordena, e degoral dssoludo. Nao pro-
curemos as causas so nao em nos meamos:
nossa ambicio, nosso desmesurado egos-
mo nos tem levado de rojo a o tercivai esta-
do, em que nos echamos. Cada hum de
to he tempo.
VARIEDADE.
Os des d'agoa da dous per.
Sempre houve modas, e a Moeidade
sempre se desviveo por ellas: mas os mo.
da*, quando ultrapiissa5 as regras do de-
coro e da veroBimilbsnca, loma-ae ex-
travagancias, e mucuras, qUa nu podem
deixar de tornar ridiculos a aqoelles que
della- -
A pe zar de termos dado uro. um dos
nossos nmeros passados u ideia do
qoanto foi sentida a auzancia du Ex Presi-
dente do Marauho, o Sr. V.ce ate Thomaz
Pires de FigueiradoCarnargo com tud-j
para satisfasei-mo aoque nos pede o nossr)
filustre Colega e couvencido de que tu-
do pouco quando se trata de prestar 1 1
merecidos incomios aos bous servidores
do Estado, iremos publicando o que ,
nos supra citados ns. 36, 39 formse-
contraudo, peftuuonu a di.to Sor. Ca-
margo. *
Illm. Exm. Snr. __ Rect'bi o officio
que V. Exc. me fez a honra diri gir com da-
cta de i'6 do mez prximo paasudo reqae-
zitaodo todas as providencias d 1 parte oWs-
ta 'rrpj* e convite do clero piara a posse>
do lUm. Exm. Sor. Manoel J.'elisardo de
Souza e Mello no dia 3 do eorrente. Cum- ,
pre-me comunicar a V. Eac. que forafr
feitas as convenientes partenip'>cofins.
Sobre o segundo artigo do mesmo Ofi-
cio em o qual V. Exc. faz saudosej des-
pedidas o bom seoso exige qua a cer-
tefique a V. Exc. qua datix* oesta D'ooeso
mu.lo vivas saudades e ojo a Igreja do
Maranho nunca aeesquecer, que ella
respirara de anuitoe lucomodu. qua leo*.
scllrido pelas circuost.ucias do Tempe
por isso fai oracoens ao sea Divino Prote-
..a^"MM^fca^' -r^r^rZ^Z .0 sea domi-
.rr.nj.da. ueste, o., d.quulle modo | alio com prospera Ti.gaft, .mIIb ga^e-
MUTILADO


(
I (
aquella felicidade com que o SENHOR re-
compensa a vari justa, e cuidadjso de
cumprr suas obrig.CJens,
Aproveito esta occisaS pira renivar o$
sincero protestos de estira, i e veoeraca
Pessoa de V. Exc. a quin U*os Guarde
tnu>t"Snnos. Mranhii a da Marc<> da
i8J(). I'lm. Ex Pires de Figuairedo Carairg-t, Presiden-
te denla Provincia. Marcos Bispo do Mj
ra"haS.
Illrn. Exm. Sur. A Cmara manici-
pal deU villa; por si e como arglo de
todos os Habitantes dj sen U micipio ap-
precao-sa eo tributar V. Ene. os seas
votos de grati lo e reconhecm ento pea
acertada Adrainistracio cora que se dgnou
Presidir o destinos deata Provincia, pois
desempenhando condignaroenie a impor-
tante Missao de qae fui investido ,
souba despeitod'uro puntuda de seos Ad-
versarios restabellecer e firmar o Sys-
tema Monarchico e Reprsalalivo contra
o qual priguejaS desorientadas cabecas e
o mesmo lempo conciliar a sua constan-
cia e energa, com a necessaria pruden-
cia que tauto o disir.guio.
E se a um Goveruo se deve tributar os
dividos encomios pela sabia Administracio
da Provincia no remeneo da paz, com
maia propriedade se Ibe deve louvar a
pericial e proficuidade com que se desen-
volved na assastadora ciise das sedicoens ,
na qual o Poto lodo, partilha mis ou
menos desgranas. E' nesla parte que ca-
be a V. Exc. ua5 pequea gloria, por
havsr rtffieado-.-o germen da rebilio ao
interior ja por meio de expedicoens mili-
tares, eja por todos os auxilios que es-
tiveraS ao seu alcance para com at Provin-
cias leroitrophes de maneira que em urna
deltas o caudilho da Facco foi enteira-
nitnie despenado e ja oje o MaranhS) se
ve liyre d'ameacadora borrasca que se Ihe
antolhava. Nio forio s estes os relevan-
ti s mos sel vicos que destingars a- sa
sbaixo assignados faltaran a seos deve-
res, se no num^nto de V. Exc. ceixar a
CUCO
'r"niSJ7*?yiniaanMBl
co e do Thrfiio em do limitado espa-
<> de lempo? O* Maranhenses, S". nao
presidencia da Provincia Marahnnse ,ao s reconherm quinto fueste a beneficio d
dirgissea seus cordeaes rgradt cimento a Gama Public1, mas os rdentes desejos
V. Exc. pelo aeu bom Gaverno. que*otrwsde faser prosperar a Provincia .
O* assignados Exm. S-r. sempreiqu lio sabiamente vos f>i entregue pelo
fiis as ley i ^ e as ordei.s do G >verno a-; G >verno Central ; ma< se pormittio a jor
gal se ufana d declarar; que delles te qt no fjss-is prematuramente roubado,
nnnea V. Exc. sofieu opposica alguma ; onuequer qae vos cheis semprn vos ha-
de scoaipanliara gloria de ha verdes con-
via-
sua
nis
qua
'ra-
bia e enrgica Administracio de V. Exc.
outros mais Ibe merecem saudosas recor-
dares porque em verdade a Guarda
Nacional ellevada ao seu completa memo ,
e regular disciplina, as Reparticoens da
Fasenda chegadas ao termo methodico e
ero fim a creaco de uteis Estabaleciroen.
tos, e jaitas reformas sao objectos de
tamanho vulto que por si mesmo fasem a
V. Exc. o devido merecmento.
Mas como ludo be irremediavelmente
sugeito a mudanca eix qu* tamos nex
peradamente de ver a V. Exc. separado
de nos e restando-nos em tal coi.jon
claros nossos fiis agradtcimentrs', nos
Exm Snr, tributamos peloa innumera-
veis bees qyedeo a Provincia ; e dir giov-s
aos Ceos fervorosos votos para que V.
Exc. abtenha urna prospera e feliz
gem a fim de restiluir-se ao seio de
presada e virtuosa familia.
Os povos desta Villa ja mais apaga-
rs da memoria os bellos das que dispon
tario no seo termo com sabia Adm
traca de V. Exc. pois } assim be
pode ver terminada urna pesada e ..,
bec.l influencia que nos ,lPf,0cio- Pub
eos por algum teropo arrog, u a si bum
pugilod ambiciosos, n i ,,fnsos a Proape-
/riade ta Ordem. Eiles devera lo gran-
de vantagem a t-nerg.Ca cooperaco de V.
Exc. porque em balde trab-ihariaS verda-
deros amigos dapiZ, ,i Doeucontras-
stm decedido apoio na Administraci-5, que
sucedeo a aquella que favooeava esses mes-
mos ambiciosos. -
So estes os votrs sinceros que a nossa
Saudade e gratidao Ibe tributa e livra
de toda a lisonja.
' Digne se V. Exc. acolhel-oa e contar
com a justa recoidaco do seu presado Go-
verno, que nuuea se apagar da nossa me-
moria.
Dos Guarde a V. Exc. por dilactados
anuos. Villa do Paco em Sessao de s de
Mai9o*de 1839. Illm. e Exm. Snr. Vi-
cante Tbomaz Pires de Figueireifo Canur-
g, Presidente da Provincia. Jote Joa-
' ,aim da Rosa. Joa Ribeiro Cirillo. Ig-
nacio Luit de Moraes. Antonio Raa-
mando dos Santos. Januario Vicente da
Costa Neves. Domingos liento Rodr-
Illm. Exm. Snr Of Empregados
por quanto se ellos a bouvesseaa feto se
epuuriaS com vtsrgonha inimigos da
bonra e da rirtude quabdades mu pa-
tentes de V. Exc.
Acceite pois V. Exc. nossis saudades,
filbas de masa gratidao, acreditando qua
Bramos fasendo votos para que a filicida-de
ac rapan he a V. Exc em qualquer parte ou
circ.inttancias que o destino 9 colloque.
Dos Guarde a V. Exc. Inspecca do
Arsenal de Marn lia do Maranhio 4 de
Marco de i83j. Illm Exm. Str. Vicen-
te Thomsz Pires de Figueiredo Camargo.-
Francisco de Assis Cabral e Teive. Fran-
cisco de Salles Nun.-s Gascaes. Francisco
Na Paula Rebello. Aoieliano Antonio
Maitins Franco. Jos Lopes Toixnira.
Frederico Antonio da R cha. Riimmim-
do Quinao Bamfica. Fiancisco Manoal
d'Araujo. Mn'el Pereira Ha-nos Jnior.
Faustino Jos de Moraes. Joto Jes* de
Spuxa Guimaraeos. Carlos Jos da Aie-
do. Antonio Peiioto.
Discurso do Presidente da Cmara Munici-
pal da Capital recitado no ;to do Exm.
Sr. Camargo entregar a Presidencia da
Provincia ao Exm. Sr. Maneel Fclisardo
de Souza e Mello.
Agora Exm. Sr., que tendes deposita-
do as Radeas do Govarno desta Provincia
as mos do vosco Exm. socceasor, cum-
pre a esta Cmara !< temunhar-vos pelo or-
gao do seu Presidenta os mais sinceros e
cordiaes agradecmentos pelo incancavel xe>
lo com que dorante a vossa Administra-
cio mantivestes a Ordem poblica e a In-
tegridade do Impeli pela cunsummada
prudencia com que presidistes aos destinos
da Provincia e sobre todo pela intelligen-
cia que desenvolverles na maior parte dos
vossos actos administrativos, promovendo
por todos os meios ao vosso alcance a foliei-
dade dos Povos que fora confiados a os
vossos cuidados. Nao creaes que a com-
placencia tem parte oeste procediooeno da
Cmara: a justics, eso a justica que se
vos deve, que decide a Municipalidade
desta Capital a dar-vos boje huma prova da
sua frrali. Os Maranhenses jamis po-
der5esquecer se dos importantes servicos
que presiastes a esta Provincia e o Esta-
do em geral dentro do curto espaco do lem-
po da vossa bera entendida A d no i n trica o.
Vos deixaes aqui plantad >s alguns monu-
mentos dos vossos b' neficioa que sm as-
saz perduraveis/ Embora o genio do mal,
e o espirito da intriga tentera menoscabar ,
e escarnecer aquillo que fizestes de ulil e
graude, as voss-s obras darlo testemunho
de si, e os verdadeiros Pa1 rilas em lodo o
lempo vos faiao justica. A quem se deve a
consolidocio d* Ordem e extirpacio da
nvalidade entre n de de Gaxias ? A quem sa deve a insliluui
de um Lyreo paia a illuslraco da nossa mu-
cidade? A quema daumu R'particio Fis-
cal que melhorassea adminittrcio das ren-
das provinciaes A quem a organisacio
dessa brilbaute guarda nacional, que bo-
je um dos ornamentos da nossa Capitxl ? A
quem, para nao tocar em oulras providen
cias menos impottantea, a salutar institu
co dos Prefeitos, revestidos da necessaria
authoridade para faxer ebegar a todos os
pontos da Provincia a accio do Goveruo ,
dantas sem movimento e q>* si nuil* ? A
quem finalmente seno a vos ou a vossa
cocpeiscd se devera todas essas proficuas
medidas? Nao tambera vossa energa,
e actividade que devemos a prompta anni-
quillacio da revolta que a pooco apareceu
no interior da Provincia ? As rpidas pro-
videncial qae destes secundadas pelo zelo
dos vossos Agentes, fizerao dessparfcer
em breve a terrivelcombastiocom que des-
vairados perturbadores do socego publico
perteodiao devastar esta bella poicio do
lerritoiie Braleiro, ecravar o punhal no
seio da Patria. Qae mais podia esperar
de vos oa amigos da Ordem da Consiiiui-
corrfdo com tod ts as vossas posses pira a
felicidade do Maranho sustentaco da
:Mjuarchii Const'ilocional manuteuco da
Coroa do Senhor D. Pedro a* Rccebei por
tanto o mais s nidoso a Daos desta .Vlunici-
palidide agradecida.
Evo, Exm. Sr., a quem fica confia-
dos os destinos da Provincia contai sem-
pre rom a mis decidida cooperaco da
parle desta Cmara pira a manutencao da
Ordem publica da Constituicio da Inte*
grid'de do Imperio e do Tbrono do Sr.
D. Pedro a* Com quanto encelis agora
a vossa Administracio, nao nos sja dado
pre*er o futuro, auguramos com tul um
venturoso porvir a nossa cara Patria quan-
do dos recordamos da inteireza e energa
com que regostes a Provincia do Cear ,
didas, q' possi sanaros g>-avismos prejui"s
de q' vai ella senda apodr*r)a: pois q-iando
ajuvotudeconvflocida ficar d^s limites a,
que consiste a Moral de ora P>o anpro-
veitandd o ttnoo do seo tirocinio : ja mais
teremos ocrasis de ver (como a piuca
sureedeo n'Alfandega d*s Fssendis desU
Provinca>^que entre ponco mais de 70 can-
didatos qoe e opposerio aos lugares de
Guarda Avufso d'aqnella Reparticvr> a-
ctualmente vagos, s foraojulgados apto
o num. de 6', induzive o i. dado o de
3o > tantos qoe n5 comparecerio aos
exames ( aihda", que mui.simples a edu-
caej preleminar ) 6 que bem mostra que
assoas incapaci'bides' a isso o' nduzir'i'o ,
quando apenas alguna queja tem tido des-
pachos^ disfavoraveis referindo-se as
iiifoim*coflns a respeito dadas ; os'occu'to
para qae nnguem em particular os veja :
00 que obra5 bem por s 'deverem pagar
tributo a ignorancia que bes may da to-
dos oa vicios.
Snr. Autlior do Commuuicado todas
4s vesea que,Vmc. Rpparecer em campo,
puguaudo p-lo bem da uossa Patria; sem-
pre me achila a psr de si para repellir
( se bem que com pouca forca ) todas as
no transigind.. com os inimigos do Sfste- arguices que Ihe fiserem a hura tal res-
ma PeHtieo do Brizil, e emprega.ido a au- pBho, podendo ficar cerlo de que ellas
thondade queros conferira5 A Lea para j, estio tramadas, e pouco tar lar a p-
fazer entrar nos seos dveres a Em pregados parecerem; porem tal vez qoe oseo Au-
refrctarios. Aqui no encontrareis Cor- ihor as vejas ahir cjm o mesmo goslo ,
poraces infehsas ao Governo e razando com que aa a prese u tar.
O Amanta 'da, Sabedoria.
ama dpposicio systhematica e extrema to
das anhelad a feheidade de ser vi rea oseo
P.iiz, ede eoncorrerem para a consolida-
ci da Monarchia Constitucional. Encon-
trareis Tropas disciplinadas que merevao a LOTERA DA M. DA BOAVISTA.
Vossa Confianca e grande somma do Ci-
dadios pacficos e laboriosos qua estarlo Sendo mu pequea a concorrencia do*
srapre promptos a coadjuvar vos quando recebndores dos bilhetes premiados da Lr-
d'elles nep'essiteis : acharis o necessario leria da Matriz da Boa-vista, o Thesoareiro>
apoio as Authoridadas e Corpos constitu, declara que s pagar* s quartas feiras, em
dos da Provincia e se por ventura exis- el do Eicrivo, ra daSanta Cruz, das
tem anda entre nos inimigos da actual for- dez horas a ama da larde,
ma de Governo elle sao em taS pequeo
numero e ta5 diminuta he a sua infl-in-
LOTERA DO LIVRAMENTO.
Dapendendoo da prefixo do andamento
das rodas da Lote-ia da prompta extrac-
cia queniopodem inspirar receio algum.
E>ta Cmara, Snr. se congratula com
vosco pelo acloque acaba de tur lujar ,
e vos deseja um feliz Governo
Joaquim Mara Sorra. ci dos bhetes que restad; pelo presenta
Presidente da Cmara Municipal, se f*z publico que dito da ser brevemente?
designado entretanto qne roga-se aos
I amadores deste jogo concorra a comprar
o sobredio resto d bilhetes, certosde que
! o andamento das rodas ofiu pigse do futuro
. mez de Junho.
( Do Investigador N. 36. )
Com 2111111 icaclo.
Avisos Diversos.
Louvores mil se5 dados ao digno Author
do Communicado inserido no Diario de 34
do andante, pois ja esl parecendo qae
entre nos vai desenvolvendo-se algum Pa i
triotismo. Quem duvidar, (alemdeto| Quem annanciou querer comprar
das as mais) das terminantes verdades no um Diccionario ingles para portaguez', di-
raesmo Gom. apresentadas? .' Ninguem por ; rija se a ra Nova loja de ferragem D. ro.
certo e assim o podemos ajuisar ind-peo-j __0 Sor. queannuncim querer falar
dente da m.is leva sensura qaer publica, Com o correspondente de Al,1 noel Alexandre
quer particular; porque na devida eonsi- de Souza querendo flar esm o mesmo
deraca tomados outros muitos actos no Manoel Aleaandre de Siuz : dirija sea
Liceo pralic.dos por alguna dos seos A- casa do Sur. Antonio Jos da Costa, no
uranos, de ql t.il vez o Author do Comrihu
nicado Ihe passasse pela lembranca refe-
ritos i como por ex. ter sido (de caasuadas)
o paciente o ceg Professor de Inglet &c.
e ootras travissuras inventadas por aquel-
lea que s frequent6 as Aulas para as tas viudas de Loanda: d
porem em pratica lemas de ver applicida
a cobibicao (da parte dos Pas dos Esto*
daotes ) em no- conaentirem que seos fi
Ihos ali apieadio os primeiros EstudOs ,
P"r se Verem estes compellidds pelo ver-
dor da mocidade a abricarem os mo*
costumes de seus incorregidos Collegas E
quem dir, que aquellas nao tem rasa?...
Nao se entenda daqui, qae o descuido
dos Professores e dos Encsrregados de
velar ao amago do Liceo ao comporta-
ment de semeihants mocidade ha qoe
provea essi quebra de respeito ; porque
exemplos tea bavido, em que se pode 00-
riheoar a puoiea, q' tem recebido diversos
Euudaute aggressores de sesnpre tad re-
prehensiveis procadimeatos : provem sim
da immoralidadeem que sata fieaado a a-
ctual mocidade habituada sea refieiarem
as toas d-iminantes paixoens ; tanto no-
civas, quanto tem d'extravagantea e ao
que deve o Governo acudir ,' com a Forca
Moral;e em lempo opporluao, dando me-
Aiterroda Boa-vista at no Domingo, que
elle se acha a di.
O Snr. Jote Ferreir Diaa Capitiodo
Pataxo 1 a de Janeiro, e Francisco Anto-
nio Coelho querendo recebar humas car*
*ij -o se a ra do
Crespo D. 5 primeiro andar.
Aluga-se o i. e a. andar do sobra-
do D. 21 ra raado Vigario : no a.u an-
dar do mesmo.
A pessoa qae quiser dar 70^ reis a
juros por eapaeo de 6 meses oa umanno
sobre firmas dirija-se a esta Typografia
que se dir quera os quer.
Precisa se de bum Fei'or qae emen-
da de hortaKcas e maia arranjos .* na qui-
na da Pracinha do Livramento loja do
Burgos.
Sgue viagem com toda a bravidada
para Macei at o da i5 do mes prximo
vindouro o Pataxo Raioha dos Aojos quem
-elle qaiser carregar oa hir de pissage i
dinja-se a seu Cooignatario na ru d&-
deia n. 1 oa a bordo do mesmo a eoten-
der-se com o mesmo Capital.
Quem precisar de um malher, preta
forra para ama de casa d- homno sol-
lero oa casado com ponca fmili* : aa-
nuncie.
ILE6VEL


DIARIO DE PERNAMBCOJ
Ainda se continua a aforar o restante
dos dois terreos situados na^ cordiaca
do sitio do Desembargador Maciel Montei-
ro, no lugar do Manguinho, eseguimen-
tooa principio da estrada dos 3flctoa, dan
do-se aos foreiros grandes vantagens para
ocdeficamento de propriedades sendo os
siesraos terrenos bastantes enchutas, bene-
ficiados, e pelo preco de 4 rs- e de
3ao cada um palmo que se aforar : os pro-
tendentes entendo-se cora o Escrivio Al-
meida, que tena poderes para taes.
_ Pelo Juico da i. Vara do Civel, e
Orfos desta Cidade Escrivio Francisco
Joaquim Pereira de Carvalho anda en
praca para ser arrematada de renda trienal,
findo os das da le, a quera mais deruma
morada de casa de sobrado D. 4 sita na
ra da Cadeia velha do Bairro do Recife ,
avallada no de renda annual em 800,000 ,
pertencentes a viuva e herdeiros de Anto-
nio Jos Quaresma-
Alnga-se um sobrado do dos andares
cora tojas que tenba commodos suficien-
tes e quintal com cacimba que seja na
ra Direita ou agoas verdes assim como
urna casa terrea que sirva para morada e
toja de fazendas, na ra Direita dndo-
se luvas a qoem preteocer ; quena as quiser
alugar annuncie.
Offerece-se um rapaz brasileo pira
cazeiro de ra ou armasem, e tmbeos se
sujeita a cobrar dividas pigando-se por
cento conforme o'ajust; quem o precisar
annuncie.
_ Qaem precisar de urna mulber de
boa conducta para o servico interno de urna
casa dirija-sB a ra de Manoel coco D. 7.
__ Quena ti ver achado urna cadella bas-
tante gorda de cor preta com urna ma-
Iha branca no pesclo a qual fogio no dia
terca feira desta semana leve-a ao atierro
da Boa vista casa D. 71 que ser recom-
pensado.
_ No engenho Gaipi precisa-se de um
feitor que saiba trabilhar com escravas ;
quem convier dirija-se a ra do crespo D.
8 lado do sol.
_ Precisa-se de ama ama de leite e
que seja de bons costumes forra ou es-
crava : na ra do Rangel D. 22 uo segundo
andar.
_ Precisa-se de urna mulber que saibi
engommar, e faznr o maii arranja de
um casa de muito pequea familia : na
ra das Cruzes D. a no primeiro andar ,
das 9 horas da manhi as duas da tarde, ou
annuncie.
__ Qaem precisar de ama pessoa para
dar em casa particulares algumas lices de
primeiras letras e latino com todo zello ,
promptidio annuncie.
_ Os oficial de bahuleiro que se offere-
ce no Diaaio de 38 do correte para traba
Ihar de empleitada, dirija-se a pracinha do
Livramento D. 26.
_ Deseja-se fallar ao Sr. Francisco Bor-
ges, que tem um parete na liba de Fer-
nando, de nomo Geraldo de Castro para
negocio de sea interesse queira annunci-
ar a sua morada.
Precisase de um feitor : no atierro
di Boa vista em casa do Dr. Brito.
_ O Srs. Joio Angosto Martios da C-
mara dirija-se a ra da cadeia velha loja
de Souta & Basto pira receber um carta
vinda da provincia de Sergipe e Antonio
Nobre de Almeida queira annunciar a sua
morada.
de Barros, detrez do Corpo Santo D. 67 ,
ou com o Capitio Jo: Doniogaes Vieira.
Avisos Martimos
JLei lao
Que fazem Gaskell Johnson & C., por
intervengo do Corretor Olive ira de um
sortimento regular de Fazendas Ingieras ,
Sexta feira 51 do crrante pelas 10 horas
da manhi no sea armazem da ra da Croa
D. 7.
Compras
_ Dois quartos que sejo hotos ,
possantea : na ra da prais D. 6.
Vendas
PARA O ACARAC' com escala por
Cear a Jumaca Ave Mara; quam qui-
zar carregar ou hir de passagem dirija-se
ao Meslre a bordo ou a Meodes & Olivei-
ra na ra do Vigario armasem de assucar
n. 10.
PARA ANGOLA segu viagem at 8 de
Juribo o Brigue Pernambucino; quem qui-
ser carregar ou hir de passagem dirija-se
a Manoel Gonsalves Pereira Lima ou ao
Capitio na pra$a do Commercio.
PARA O RIO DE JANEIRO coa toda
brevidade por ter a maior parte de aeu car-
refaminto a bordo a Sumaca Nacional Ma-
riana e recebe mu ptqaena quanlidade
de carga : quem quiser carregar ou bir de
paiMgem dirija-se Gaudino Agoitiaho Ico de urspaAel D, 19
_ Uma linda molatioba mumbinda re-
colhida de idade de 16 annos com boas
habelidades e he muito bsm educada ;
urna negra da mesma idade faz todo o
servico de urna casa ; um negro de 35 an-
nos de idade bom servente de urna casa por
280,000 ; ama escrara parda recolhida de
idade 30 annos de elegante figura e de
muito boa conducta cose bem cha, e tem
principios de engommado ; e urna negri-
nba de i5 annoi, cose bem e tem muito
linda Ggura tudo com flanea de boas
vendas: passando a Igreja dos Martirios 00
primeiro andar do primeiro sobrado.
Os seguiotes livros .* compendios do
paarda livro moderno, sem uzo alguna, tra
tado de commercio por Samuel Ricard ,
historia da Inglaterra, liogoagem da razio,
praseres da esperanca em versos ing'ez ,
R solas historia do Principe dalAbyisinia,
nova geografa por Cresat um modelo {de
escripturaco comoercial em 2a volumes :
no atterro da Boa vista D. 16.
_. Umajmolata moca de bonita ffigara ,
sem vicios nem achaques engomraa 00-
zirilia ,|e',cose_: narua do^crespo D. 6 la-
do do norte.
__ Um carro inglez de duas rodas muito
forte, e bem construido, a vista do mesmo
carro sesaber de sua boa qualidade ; quem
o pretender annuncie.
_ Um rico lampiio ou lustro de cobre
ricamente dourado com seus globos de vi-
dro: na ru> velha casa de Joio Francisco
Santos de Siqueira.
_ Rap de Lisboa novo a 3ioo a libra
dito da Babia a 1080, cha isson de primei-
ra sorte a 1600 a libra, lioha parda, preta,
e azul ferrete a libra a 1600, e sendo en
porcio de 10 libras para cima se far o aba-
timento de 5o rs., canutilho em caixas ,
crespo de todas as qualidades e dito liso ,
latra amarella em libra que tem 4 folhas,
peonas de escrever a 200 rs. ao quarteirio,
tinta de escrever a 200 rs. meias garrafas ,
e em potes a i6 a*gu' de primeira sorte
4oo a libra pentes travessss de tartaru-
ga bichas grandes de Lisboa chegadas l-
timamente : na praca da Independencia n.
20 e na ra dos Quarteis loja D. 3.
_ Sacas de farioha da ierra para escra-
vo i a 284 a sica 1 na roa do crespo De-
cima it.
_ Um bote muito forte e com todos os
seas pertences e por preco commodo : na
praca da Independencia n. 39.
_ Um molatinho de idade de 14 annos ,
e outro de 11 annos; na roa do Crespo
D. 11.
_ Cha bisson de superior qualidade em
caixas grandes e pequeas e traques da
india, chegados agora : no escriptorio de
Luiz Gomes Ferreia & Mansfield-
_ Um sitio na estrada de Bdamdt fron-
te do beco do espnheiro com boa casa de
pedra e cal bastantes trras para planla-
ces e arvoredos de fructo a tratar na
praca da Boa vista botica D. 16.
_ Para fora da provincia um bonito
moleque de idade de 18 annos mui sadio ,
gil, e robusto ptimo para todo e qual-
quer servico : na roa de agoa verdes no 1.
andar do sobrado passando o beco que vai
para a roa de H orlas.
_ Umarmacao de venda cora todos os
pertences na ra do logo na, quina do be-
. Um lindo relogia de pirede com 3
palmos de altara, o qml da-se corda de 8
em 8 das : na ra da Cruz o. 56.
Urna caixi de prata para rap por
preco commodo : oeita Typografii se dir
Na ra da moeda n. i\i, caixas com
vellas de cera do Rio da Janeiro; e cera de
carn ihub em porcio de arroba para bai-
xo por preco commodo.
_ Urna negra do gento de angola de
bonita figura boa quitandeira com um
filho de idade de 10 annos : ps de coquei-
ros ptimos para se mudarem ; dois terre-
nos de 3o ptlmos cada um ea5o de fun-
do com arvores de fructo : na solidado es-
trada que vai para o Manguinho sobrado
de um cridar com mirante.
_ Bichas pretas de superior qualidade .
e a preco commodo : no atterro da Boa
vista venda D. 9 ao pe* do beco do ferreiro.
_ Na loja deencadernador na praca da
Independencia n. 26 os seguintes livros :
Alfonciada vida de Joio da Castro Ca-
thecismo de economa poltica, Cames po-
ema Gergica portugueza Rimas de Jo-
ao Xavier de Mattos, historia da Grecia ,
arta potica e Oriente Poema.
_ Urna arraic > pequea de loja com os
seus fiteiros : na ra do Fagundus sobrado
D. 8 no mesmo (sobrado um crchame
de lustro com urna farda fiaa e ama
barretina.
Canoas fechadas e encavernidas ,
de tamanho proprias pira trafico de olaria,
e abortas que pega > em 6ao a 1000 lijlos de
aivenaria grossa na roa velha cis de Jo-
io Francisco Santos de Siqueira ou no
Correio com Antonio Jos Gomes do Cor-
reio. *
Duas escravas de 18 a 20 annos, bo-
nitas figuras 1 engommaS coziohto e
urna dita de 35 an ios por 240,000 cozi-
nha lava roupi, e ptima quitandeira :
na ra de agoas verdes casa terrea Dci-
ma 3j.
Um carrinho de duas rodif com um
cavallo muito bem ensinado, por preco
commodo, e urna duziade cadeins de Ja-
caranda : na ra do collegio D. 4 fabrica
de chapaos.
_ Um moleque de 10 a 12 annos : na
ra largado Rozario venda D. 2.
_ A obra de BufiYncom 80 volumes :
na ra da Moeda n. 51.
_ Msicas para piannos a 2 e 4 niSos ,
por prego commodo : na ra do Collegio
D.2.
_ Seoentes de nabos rbanos, cou-
ves baterraves e outras : na ra nova
D.6.
_ Tres moradas de casas terreas, na ra
doNogueira D. 12 ra de S. Thereza D.
19 e no alterro dosaffogados entre Ma
noel de Jess Prafitas e Joaquim Ferrei-
ra da Penha por preco commodo : a tra-
tar com o Reverendo Padre Joaquim Gon-
salves Rodrigues na ra do Fagundei D.
4 oucom Jos Bento Muniz no pateo da
Bibeira, os quaes estao munidos para as
veoder.
_ Urna loja de couros com muito poucos
fundos sita na ra Direita ptima por fa-
zer muito negocio metade a praso e me-
tade adinheiro: a tratar na mesma Deci
ma 5.
_ Selins inglezes de todas as qualida-
des e francezes ditos promptos para
cavallaria bridas polidas muito maneiras,
ditas de ferro birretinas para G. N tan-
to de soldado orno de oficial |para en Pari-
taria e cavallaria cananas e talins para os
ditos espadas de roca e sem e las botins
de bezerro sapatos ditos para hornera ,
ditos de duraque e cordavio e marroquim
para Senbora chiquitos para meninos ,
sapatos a moro para homem chamcas pa-
ra Sen hora de cordavio, marroquim e
duraque, contras omitas miudezas : na
roa nova lojaa de Autonio Ferreira da Cos-
ta Braga, D. i5e 14.
_ Umcorda de oirocom /\6 oitavase
a 2680 a oitava ; no beco da Ordem Ter-
cena de S. Francisca n. 2.
Escra vos Fgidos
Nodia|4 docorrente fugio um preto
ladino, denomeJos de afio cicange ,
alto um tanto cheio do corpo, pouca bar-
ha rosto largo ; olhos grandes e vern
Ihos beicos grossos com todos os denles
da frente pernas finas e na barriga da
perna direita tem ama sicatriz de ura talho,
representa ter de 3o a 35 annos de idade^
foi vestida de camisa e Calst de estopa a
bon de psono de ganhador ; quem o pe-
gar leve a ra das Cruzes sobrado D. 3 de
Manoel Caetano da Silva que ser re-
compensado.
No dia 20 do correte fugio um pre-
to da nome Benedicto de idade de 4a <">"
nos, levou vestido seroula larga de algodio
e camisa do mesmo falla discansado e com
umildade grosso do corpo he padeiro ,
he esperto e ginga quando anda ; quem o
pegar leve a ra da moedi n. 1 \ 1.
No dia a5 do correte fugio um ca-
bra, nio muito preto biixo mai>ro ca-
ra comprida alguoaas maros de bech gas,
nariz grosso olbos pardos pi chatos ,
e com bichos nos dedos e um dos ps
apilhetados, pernas finas e alguma cois*
arquia-las falla bem lavou vestido calsi
de algodio e omisa do mesmo de man-'
gas curtas e chapeo de palha de nomd
Manoel; qaem o pegar leve ao principio
do atterro dos Affgados armasem de cou >
ros do Nascimento, que ser recompensa-
do de seu trab .' No dia 27 do correte desapareceo
de S. Amiro um negro de mca5 angola ,
que representa ter 26 annos de idade esta-
tura biixa fulla de nome Felipe, olhos
grandes nao falla muito desecabarassado,
levou calsa de estoup 1 camisa de algodio*
zinho ; quem o pagar leve, ao sitio de S.
Amaro ao p da venda de Joaquim do Reg
Pereira ou na alfandega velhi que rece-
ber 5o,000 d gratificacio.
_ No dia 8 da Dezembro do atino p. p.
fugio da Cidade de Olinda um moleque da
nome Benedicto de idade de if\ anuos,
creoulo muito ladino olhos muito vivos!,
com todos os dentes ni frente com algo'
mas sicatrizes pelo corpo proveniente de se-
us bons ser vicos levou calsa de brim e
camisa pede-se as pessoas encarregadas
da policia e capities de campo que o
levem a mesma Cidade a casa do secreta-
rio da Cmara que aerad generosamente
pagos.
mt No da 27 docorrente fogio um mo-
leque creoulo de nome .Matheos de idade
de i3 a 14 annos levou vestido urna cal-
sa velba jaqueta de riscado azul, chapeo
de couro camisa nova de algodaozinho ,
ps pequeos e largos um talho na testa,
e com o cabello grande ; quem o pegar le-
ve a ra larga do Rozario venda D. i\ ,'
quesera recompensado.
_ Desapareceo ou furtarao no dia 29
de Abril um moleque de nome Joio de
idade de 14 annos pouco mais ou menos,
altura proporcional a idade rosto compri-
do nariz chato dentes grandes e razoa
por naturesa cor preta bracos grossos ,
e tem de um lado da cabeca urna pequea
falta de cabellos que serve de sigaal mais
evidente reforcado alguma coisa do cor-
po teve bixos nos p< do que tem as mar-
cas levou vestido clsa de urna fazenda de
algodio a mmitac- de toalhado emen-
dada as duas pernas camisa de chila azul
com listras encimadas ja desbotada e urna V *
fita amarella no pescoco com duas consta,
azues ; qaem o pegar leve a ra da Cadeia
loja de Joaquim Gonsalves Cascad, quu
recebar 100,000 de gratificacio.
No dia 4 do correte desapareceo f
eacravo creoulo de nome Bernardo idade
de 22 annos, estatura regular, marcado
de bexigas os ps apalhetados ; quem o
pegar leve ao beco do peixe frito venda D.
4 que ser recompensado.
____________________________
Mov ment do Porto* *.
i
?i
NAVIOS SAHIDOS NO DIA 29.
TRIESTE B. Dinamarquez Pbenix ; Cap.
H. Smith carga assucar, equipagem^
10.
B. Ingler Centurin, Cap. M. Charlea
M. I| carga assucar, equip. 11.
PERK. NA TYP, DE M. F,, DE F. 18J9.


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