Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06087


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Full Text
AMO DE i839. TERCA. FEIRA
CAMBIOS,
Abril 21
L-mdres 3c 4 por 1*000 eed.
I-ubo8opor 100 premio, por mata I. offerecido
r ranea 3ao a 3a5 Rs. por franco.
Rio efe Janeiro ao par.
Moedaa da6*400 i5/roo as velhas nova lifooa.
>. 4|ooo 8/100 a 8J30O
Psos Columnarios 1/660 a i/7ro
Ditto Mexicanos 1/640 a i/65o
Pataces Brasileiros j/680 a 1/700
Premios das Letras, por ncz 1 1,4 1 ip por lee.
t-obre a por 100
PARTIDAS DOS COR RE IOS TERR ESTES.
CJdadt da Paraiba Tillas de saa prateoeSo 3
4-irlade do Rio irande do Norte, illas dem .
C.dade da Fortaleza e Tillas dem ....
Villa de Goiann........ I
Ci.Jade de Olinda....... *
Villa de Santo AntSo......* *
Dita de Garanbuns e Povoaco do Bonito. .
Ojttas do Cabo Serinhaem,' Rio r ormoso, t Porto* Ca'lvo
Cii'Jade das Alagoas, e Villa deMacei. .
ViU. de P.jau' de Flores........*.'.'
Todos os correios partera ao meio da.
23 DE ABRIL. NUMERO
Tudo agora depende de nos mesmos j da nosaa prudencie
tnoderacao e energa: continuemos como principiamos
e seremos aponudos com admiracio entre as Pactes Dais col
tac. T
proClamaco da Assembl.. tieral de Brasil.
Segundas Sextas fciras}
Todos os das.
Quintas fciras.
Dias 10, 34 dcada mez.
dem 1 ii, 111 ditto dide.
dem idem.
dem i3, ditto ditto
, SnbacrcTC-sc para esta folba a 3/ooo rs. por qcartel, pagos adf
antados tiesta Typogiafi, ra das Cruzas U. 3, e ua Prae
da Independencia D. 5j c 38, onde se recebem corraspoa-
dencias legalisadas, cannuncios: insirindo-ta itai gratis
sendo dos proprios aisignantcs. e fiados assignadoi.
DAS DA SEMANA.
la Segunda S. Sjter c Caio Mm. Audiencia do J. de Dir. a3 Terca S. Ji :ge M. Bel. e aud. doJuizde Dir. da I. Tara de raanbS.
oi Quarta S Fiel de Sicmaringa M. Sesso da Tbez. l'iov.
a| Quinta S. Marcos bvang. Re. e aud.- do Juiz de Dr, ds 1. vara de manh!.
a6 Sezta S. Pedro de Rales B. Se-s'o da Tbrz e aud. do J. de U. da 1. v. demarih.
27 Sabbado S. Tertuliano B. Re. de manh e nud. jlo J. de D de 3. aia de m.
a8 Domingo Fugi'a de JV. Senhora. Lacbeia as 5 bor. ea minutos da tai d.
Mar cheia para odia a3 de Abril.
As 1 horase 18 minutos da manhi. As 1 horas c 4a minutos da Urde.
Ij3B
PERNAMBUCO.
COM MANDO DAS ARMAS.
Expediente do dia (6 de Abril de 1839.
Officio Ao Exm. Presidente, para que
hoovesse de dar suas ordens ao Director
do Arsenal de Guerra, ai.n de receber do
Comniandite interino do 3 B. d'Art. ap
duzentas e quarenta bombas de metal do
apparelhj das barritinas e hzel-assubsti-
tuir por outras de nova numeraca do Ba-
talhao assim como o sgnete d'armas ,
quecorvinha mu-lar-lhe a denominsca ue
4. Corpo d'Artilheria para 3. Batalhao
d'Artilheria ap.
Dito Ao m'smo Exm. |Snr. requisi-
tandolhe o concert dos C!deir*s do
Rancho do Deposito que pelo uzo que i,eu
tido esta quase sena estanto e incapa-
zas por isso da preparar a comida dos re-
crutas.
Dito_ Ao msrao Exm. Snr. ponde-
rando-lhe a necessid-de de mandar deste-
lliar os quarteis e casi que servia de re-
zidencia ao Commandante do Forte Na-
zareth por quanto tendo dito Forte sido
abandonado em i83a os moradores vsi-
nbos se utilisava d*s tethas e de tudo
quanto Ihei podia servir de proveito, com
prejaiso da Fasenda ou encirregar c
Autlioridade do lugar fisesse oceupar por
|um de sitaconfiauca o ed.ificio sob res-
ponsabilidade de velar na conservaca do
mesmo edificio, eobjectos nelle existen-
tes.
Dito Ao mesmo Exm, Snr. requisi
tando-llie um armario para a nova arreca-
dana geral do 3. Datalh5 d'Artilheria,
afini de nelle se guardar o fardainenlo a
cargo do Quarlel MeSlre., e o concert de
outro que ja exeslia na mesma arrecad.)-
c< com igual destino.
Dito Ao Teu'ente Coronel Comisan
dante da Ilh* de Fernando procurando
saber se o fardamento que Ihe foi ie
mltido em i'\ de Janeiro ultimo pelo Bri-
gue Boa-ventura aude ser destribuido
pelas praoas da guarnica esteva, ou nio
incluido na relaca que acorapanhou o seo
officio de 19 do mez seguate e ordenati-
do-lhe no caso de n5 estar intuido a
remessa de urna relaj das pracas por
qum fora distribuido, e que pessas fica-
lo competirido a cada uma dellas por is-
so que tendo-se-lhes de ajuntar a cunta ao
faldamento vencido en dinheiro, al o ul-
timo de Dezembro do atino (indo se Ihes
devia no pagamento levar em conta o far-
datfento abonado desde a organisacio da
Cotopantiia anda mesmo d pois do refe-
lido dia 3l de Dezembro. Que posto fos-
89 esta a es'olucio tomada a carca desse ne
k gocio desejava com tudo saber se convi-
bha as pracas a queoa se dte o paga-
mento em dinheiro, ou em gneros.
Expediente do dia 17.
Oficio _. Ao Exm. Prezideote, dizen-
do.lu, que Joiquim Ferrsira Salgado e
Francisco Joaquim da Slva Alagoas^ ti-
11I1I0 em consequencia de molestias crni-
cas que padecem ido julgados pela Junta
de Saude em sesso de hontem incapues
de todo o servico e que ni.) convindo a
conservaco de pracas inutes, houveste
S. Ex. d'os mandar diraiittir.
Dito Ao Exm. Vice-Presid. da Pro-
vincia da Paralaba, deprecando Ihe a pri-
zio de um desertor do 3. Batalhao d'Ar-
tilheria cijo noma e signaes lhe trans-
roittia em urna nota.
Dito Ao Prefeito da Comarca de-
nrecando-lhe a prizlo de dous recrutas do
Deposito, constantes da nota que ihe en-
viav.
Dito Ao mesmo em additamento
ao officio antecedente requisitando-lhe a
pri/.a j de outro recruta do Depozito.
Dito Ao Prefeito da Comarca de S.
Antao, deprocando-lhe a captura de um
recruta do Deposito natural de sua Co-
marca.
Dito Ao Prefaito da Comarca do L
moeiro, deprecando Ihe semelhantemente
a prizo de outro desertor do Depozito,
cajo nome Ihe indicava.
Dito _. Ao Commandante interino do
3. Batalhao d'Artilheria remetindo-
la os assentmentos de praca do soldado
addido Joze Carlos, pira que os averbasse
competentemente e ordenando-lhe, que
ao soldado tabem addido Manoel Joze A-
gostinho tirasse os vencimentos que se lh
esta a dever do dia 1 de Junho de i838
em diante, abitendo-lhe o que por conta
tivesse recebido anda que i'osse com data
anterior ate que se obtivsssem os precisos
esidarecimentos sobre a duvida, expressa
no seo officio de 3 do corrente que desta
soi te ficava respondido.
Dito Ao Major Comandante do i.
Baliilha Expedicionario ao Rio Grande do
Sul remettendo-lhe a nota dos primeiros
assentos de praca do Soldado Joze Carlos ,
a fim d'os fazer aveibar no livro Mestre e
ordenanda-ln^ a remessa de orna nova guia
do soldado Manoel Joze Agoslinho, na
qual viesse {Jesfeto o engao que a pri-
meira apresuntava, de se Ihe Ser abonado
vencimentos de Marco de iU38 em dianta,
quindo sua'praca datara do 1. da Junho
do mesmo anno.
Dito Ao Commandante interino da
Fortaleza de Tamand.i' respondeodo
aos seos officios de 3 4 I0 e >4 de.ie
mez e dando-llie varias dispozices acer-
ca do destacamento, que ait fazia agaarni-
ca.
Correio at i3 de Abril de 1839.
Auto, entre partas Gabriel Antonio,
e Joaquim da Silva Regadas.
,, Francisca Nunes de Bulhes e ou-
tros com Josefa Joaquina do Livramen-
to
,, Vicente Ferreira da PuriQca^a ,
e a Fasenda Nacional, .
,, .. Jos Antonio de Carvalho a Ma-
nuel Rodrigues dos Santos.
,, Francisco de S uza Brito o outros
com o Administradores da casa de Fran-
cisco Antonio Rodrigues Vianna.
,, ,, Victorino Pereira Maia e Bento
Marlins Manoel Pereira e outros.
Os Administradores da casa
Diversas Reparticoens
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta be mesmi do num. 88.
CORREIO.
Autos existentes na Adminislraca do
,, ,, iiuujuiisinuoio ua case de
Manoel Pereira Guimaraens e Marcelino
de Souza Pereira e Brito.
,, ,, Alvaro Jos Figueiredo e Lucas
Nunes da Silva.
,, ,, Domingos Rodrigues dos Passos ,
e Joaquim Mara de Carvalho.
,, Mnoel Joaquim Goncalves Braga ,
e Candida Monteira de Queiros.
,, JoaS da Cruz da Malta e Joa da
Matta Cerdoso e outros.
,, ,, Ignacia Mara da Conceicad e ou-
tro com Francisco Rodrigue? Correia e
outro.
Jos Fernandes Barrata com Clau-
dino Fernandes Barrat >.
,, Francisco Gomes Flores e Mano-
el Luiz da Veiga.
,, ,, Manoel Pereira da Silva Lordello ,
e a Justica.
,, ,, Lourenco Alves Lima e sua mu-
Iber com Reinaldo da Costa Lima e sua
mulher.
,, Vicente Ferreira de Paiva e Jo-
a d'Albuquerque Maranho e outros.
,, ,, Theresa de Jezus Bandeira e Mel-
lo e Francisco de Olanda Chacn.
,, ,, Jn*5 Baptista do Reg Cavalcante ,
e Bfz da Costa de Medeiros.
,, ,, Luiz Fernandes Lima e Jos Ro-
drigues de Oliveira.
,, ,, Francisco Antonio da Silva e Ma-
noel Jos Duarte e sua mutilar.
,, ,, Candido Machado Severino o Fr-
cisca Correia de -Araajo.
,, ,, Joad Ribeiro da Cunha e Nico-
lao Joaquim Rodrigues.
,, ,, Vicente Ferreira da Silva Freir,
e Bernardo Vergnes.
,, Felippe Jusliniano da Costa Fer-
reira e Luiz Francisco Pacheco e ou
tros.
,, ,, Antonio Jos da Silveira e Lu-
cio Antonio da Silva com a Justica.
,, Cosme Goncalves de Oliveira e

Antonio Francisco da Andrada Curto.
,, ,, Cordulo Candido de Gusma Bor-
radlo e Justica.
,, ,, Bartholomeo Jos de Carvalho, e
J0S0 Jos do Espirito Santo.
,. ,, Antonio Pedro de Mendonca Cor-
te Real, e Joaquim de Bastos.
,, Benedicta Josa de Mattos Lima e
a Cmara Episcopal de Pernambuco.
,, Antonio Bargel da Fonceca e a
Cmara Municipal da Cidade da Parahiba.
,, ,, Manoel Francisco da Fonceca e o
Tribunal de Jurarlos da Villa de S. Jos do
Rio Grande do Norte.
,, ,, Jos Ci'.' 1 xio da Souza e a Cma-
ra Ecclesiastica de M.mga.
,,',, Francisco Alves da Carvalho e sua
mulher com Manoel Lopes de Barros.
,, ,, O Padre Joio Cspristano Moraes,
e outros com Joio Tinto de Queiros.
. ,, ,, O Juiz de Paz da Villa de S. Joa
do Principe Etcriva Manoel Ferreira de
Jezus Brrelo.
O Brigae S. Miguel, rcebe a mala pa-
ra o Porto hoju 1 ai 5 horas da tarde.
O Brigue Flor de Bevris receb t a ma-
la para o Porto no dia a do crrante.
O Pataxo Joanna Elisia sai para o A ca-
rac recebendo a mala hoje a 5 as ataje ho-
ras da tarda.
O Brigue Porluguez Nova Aroi/.ad- Ca-
pita Joio Pereira Borges sai para Lis-
boa no dia vinte e cinco do corren e uuz.
PREFE1TRA.
Parte do dia ai de Abiil de ibJg.
Illm. e Exm. Snr. Das partes hoje re
cebidas consta que hontem nio occorreo
novidade..
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife ai de Abril de
1839. Illm. e Exm. Sr. Francisco do Re-
g Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Barreto Pre-
feito da Comarca.
Parte do dia 22.
Illm. e Exm. Snr. Fora presos hon-
tem a minha ordena, e tiveto o compe-
tente destino : Jos Antonio branco, por
um particular por ter encostado hum Esca-
ler no Caes que se est constmindi na
Praia doCollegio ; Jos Ribeiro Tavares ,
tambera branco, pelo Sab-Prefeito da
Freguesia da B )a-vista por ter consent*
do um grande adjuncto em sua taberna,
sendo alta notte ; e Pedro preto escra-
vo do D. Francisca de tal pelo Cidada
lose'Maria Goncalves por tel- encon-
trado em alta noite em sua casa sem so
consenlimento.
E' o que consta das partes lije re-
cebidas n'esta Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarc.a do Recife aa de Abril de
1839, &c.
CONSULADO DE FRANCA EM PER-
NAMBUCO.
O Gerente do Consulado de Franca em
Pernambuco, tem a honra de Participar
a todos os reclamadores da Galera Fian-
ceza Athalia de reunirem-se boje terca
feira a3 do corrente na Chancellara do
mesmo Consulado peLs dez horas da na-,
uhaa.
Pernambuco aa de Abril de tSIg.
O Gerente do Consulado de Franca.
L. A. Bsudoax.

*
!
J Ja*


0 1 A 11 O D
ftENA-MBU6*
Communicado.
Guando escrevemos o nosso Communi-
eado transcripto no Diario de 6 de Marco
do presente anuo o filemos rom me-
lbor boa f iuteiramente convencido
Dio s da veracidade do fado, que eolio
relatamos como da necessidade de coo-
perar com o nono fraco contingente pa-
ra que a Aotoridade legitima fizesse pa-
rar o Sr. S B.rrelo na espantosa carreira
das arbitrariedades : daqai pois se v qual
foi o nosso fim e que nfo somos imbus-
tetros, e calumniadores, como pretende
inculcar o Snr. Prefeito. O faeto foi ver-
dadero, e tao verdadeiro, que o|mesmo Sr.
Prefeito coraxojamente o confessa na aua
correspondencia inserta no Diario n... de
11 do correte Abril ; com a difereosa po-
rem que nos diasemos, que esse tal Jo-
ze Singlost, havia vendido a Monte huma
porco de obras de prata &c. e o Sor. Sa
Brrelo peloconlraiio assegura, que o pri-
meiro deu ao segundo a guardar esta prata;
mas iii com quanto multo crdito devaraos
ao Snr. Sa Barreto, todava Ihe pedimos,
que nos permita duvidor desta assersfo,
visto que alem de outras rasos, que firmlo
a nossa convinccfo, fomos bem informa-
dos ( e ai ltimamente pelo proprio vi-
olentado ,) que o caso se passou tal e qoal
referimos. Isto posto queremos conceder,
que Singlost nfo vendeo as obras e que
ao contrario depositou o metal as mos
deseumestre como dito Snr. Prefeito;
quid inde ? O certo he que o Snr. S>'
Birreto forcou o Monte a entregar a prata
a Singlost na qualidade que este que- a,
eiito lie,o q'nio podia faaer o Sr. Prefeito,
porque na Lei de i4 de Abril senoej-
contra um s artigo, um s que para
Unto o autorisaase. Repetimos o que ja
disemos; muito folgarimos que o Sor.
Sa' B.rreto nos citssse urna Lei, quedispo-
nlu que no caso de se ventillarem nego-
cios desta naturesa nos Juisos de Pai, e as
partes ali se nio conseliem ou que orna
teja fraca e outra poderosa baja re-
curso para o tribunal da Prefeitura, e
que nestese decida a questae diGuiti vareen -
te porem como estamos certos quesease-
lhinle Lei nio existe ninguem nos po-
dera' negar (apesar de nio serreos juristas)
que o S'r. Prefeito excedeu os limi-
tes das proprias fuoccet, engerindo-se em
um objecto absolutamente alheio a su ju-
risiiiccao-, e admiramos a impavidez, com q'
avancou em sua citada correspondencia
que nfo exorbitou anda esta vez do circu-
lo que a lei Ihe marcou E que tal ?.'!
Entrttanto o Sur. S Barreto nos taza de
embusteiros, e calumniadores e nos de
que o tasaremos ? de arbitrario e mais
arbitrario, do q'Merme, porq' este foi no
tempo do despotismo, eoSnr. Prefeito o
he em huma poca difireme, em que te
moi urna cooslituicio cdigos leis ge-
raes e provinciaea &c, de. Com o que la-
vamos dito, e que nos parece suficiente,
temos respondido quanto ao faeto ago-
ra tractaremoa de impugnar aa calumnias
com que prdigamente nos mimosiou o Sr.
S Barrelto qatndo para cohonestar seus
erros, quer faser-nos passar por inimigos da
polica, e da Lei de i4 da Abril e quando
(para o mesmo tire) us irroga pumos, (que
nio declarou) e dos quaes segundo elle diz
retrogradamos pela prespicacia da polica.
He preciso q'declaramos ao Sr. S Barreto,
que nao somos a pessoa a quem attnbue o
nono communicado; que presamos ter
tanta honra e probidade, quanla dever ter
todo o homem de bem ; que nio tomos, e
nunca fomos anarquistas, e lusgoeiios,
que nio traficamos com zaoxan e muito
menos em contrabandos de Africanos, e
por conseguinte nanea nos fizamos, nem
nos (aremos dignos da prf spicacia da poli*
cia ; que nio tomos inimigos datgenuinas
desposices da lei de i4 de Abril porem
sim das ensanchas, que o Snr. Prefeito t
oulros Ihe tem dado; que fiualmeoie bem
longe de termos inimiaade a polica pelo
contrario muito e muito desojamos, que
ella seja activa aem ser desptica ; vigi-
lante, nio excetsiva, em suma que
acia preventiva, e nanea crimino-
aa por que he da forma, que a deseja-
mos que aa ella tem estb lecido nettea
pases cultos) pelo Snr. S Barreto inculca-
St acmalmenta Mimsemos dispos-
to* a nos faser mais prolixot diramos
anda alguma couzs sobre factos arbitre-
rioa mas reservando noa a fasel-o em oalre
ocesujifo, dambs por agora couo fiada a
nossa tarefa.
Correspondencia.
Snrs. Redactores Ha bem tempo
que nio oecupo o prelo mais hoja a grati-
dio, eamisade me roobfo o silencio, e
lio vivamente fme forio exprimir
as virtudes do honrado Cidadio o Snr. T-
ente Coeonel lose de Albuqaerqun Ca -
vale- ranhuns ; que aquellas passoaa que me
nio conhecem o genio e aa virtudes da-
quelle benemrito Pernambucano parece-
r' que as miabas exprs dea sfo antea 6-
Ihaa de lisonja do qne rasgos do meo cora-
ci e holocausto a verdade.
Senbores Redactores, foi despensado da
Prefeira de Garsnhans o Snr. Jos de
Albuqaerque Cavalcanli por assim o ha ver
solicitado do Exm. Presidente da Provin-
cia, por o atrazo em que hia os sena in-J
teressea particulares as auas molestias,
oaeu genio dcil, e nataramente beneficen-
te, e a sua ja nfo pequea, idade, nfo po-
dia concantir, que elle por mais tempo
continuasse nos austeros deveres da Prefei-
tura A sua demissfo encheo de magna ,
e de saudade a todos os habitantes da Co-
marca de Garanhuns ,|todos Srs- Redacto-
res todos seotem a sua falta ; os pobre"
se lamento pela falta do abrigo, e da pro-
tecefo os ricos se amirgurio pela sega-
ranea de suas propriedades as familias aa
contristfo pela falta do aeu reapeitador, os
honrados se recordio da sua pura amsade,
e os desgranados nfo se esquecm da su
exemplsr piedad*; falta-le a Comarca de
Garanhuns, queixe-se alguem do honrrado
J. de Albuqoerque, fa'lem por mim os Era-
pregados que na mesma exislem .' Qual
dalles, Snrs. Redactorea, ser If ingrato
que nfoconfesse que sempre experimen-
tou daquelle Prefeito urbanidad?, amia de,
respeito, e unifo ? Senbores Redactores ,
a vontade de Joaa de Albuquerque he a
vontade da Comarca de Garanhuns, e se
Jos de Albuqoerque sempre respeitou as
Auctoridades daquella Comarca os seas
habitantes sempre respailarlo por amor
delle.
Em todos os lugares o numero dos maos
semp-e sobrepujon aos numero dos bons, e
se em Garanhuns nem todos os rnaus fe-
rio punidos tambera nenhum delles con-
tou com o apoio da prefeitura ; se ella le-
vo alguns erros errare humenam est
Snrs. Redactores tenha sempre o 'Penen-
te Coronel Jos da Albuqaerqne Cavalcan-
li bam lugar destincto entre os homens da
boora, e iembrem-ie muitos, que se elle nio
fora terifio experimentado grandes dissabo
re, A Comarca pa-sou as mios do moi
digno Tenenle Coronel seu sobrinho, Apo
lina rio Florentino de Albuquerque Mar-
nhfo moco destnela pelas auas virtudes,
genio setividade, e patriotismo nfo ha,
se nfo q'esperar q' muito brillie a Comarca
de Garanhuns elle tem os dados de a faser
emula do Brejo, Paja, e outraa cujot
Prefeitos muito se tem destinguido, e boje
vivera no meio dat aclamaces de s*us con-
cidadas, e sa5 o crdito das Prefeituras;
elle he hbil discredito resoluto, e pa
triota he prestigioso be honrado jusii-
ceiro, e piedoso, muito folgara' a Provin-
cia ae o resultado ( como he de esperar )
corresponder a espectativa : Deoa d au
Exm. Snr. Presidente ioo olhoa para pro-
videnciar acerca da polica desta Provin-
cia, e faca desaparecer de seu gremio aal-
luviio de msjfeitore, que a habilf o.
Variedades.
TMULO.
'Turnlo' a parto principal de um mo-
numento funerario onde descanca o ca-
dver. E' o que cbamava oa antigoa 'arca',
que entio era construida de tijolo pedra ,
ou mar more, em forma quadrada lavra-
|da, oa escarpada, coberta da ptdacos de
pedra, ou da marnore, com btixo-rele-
vos e iosoripcoes. Havia tmulos' cons-
truidos de ama especie de pedra que con-
suma os cornos em pouco tempo. Estes
tmulos se chanavao' sarcopbsgos come
ame.
Tmulo', entre oa antigos Romanos ,
era um sepulcro mais oo menos magnifi-
co onde desesneava o corno dos principes.
dos grandes ou dos ricos, depeis de sua
morte.
Os res do Egypto, para consolo de sua
mortalidade edificava grandes cazas que
devis servir-lhes de tmulos', depois de
morios ; els a origem de seus obeliscos e
de suas sobarbas pyramidea.
Os Romanos tinbs tret qualidades de
turnlos, sepulcro*, monumento', e
4 cenotaphio.'
' Sepulcro' era o tmulo ordinario, em
que se depositava o corpo inteiro do defun-
lo.
O monumento' offerecia aoa olhos al -
gumacousade mais magnifico, que o sim-
ples'sepulcro'; era umedifnio construi-
do para conservar a memoria de alguem ,
sem alguma solamnidade fnebre. Podia
erigir-se muitos monumentos honra de
orna pessoa ; porem o 'tmulo' nfo poda
ser mais que um. Gruter falla da inscrip-
cio de um monumento', elevado em hon-
ra de Oruso e ao mesmo tempo das festas,
que se celebrava todos os annoa sobre es
tas qualidades de monumentos.
Logo que, depois de construido um t-
mulo celebrava se ali os funerses com to
dooparelho docostume, sem que com
tudo metessem o corpo do moito dentro do
tmulo, chamava-se isto cenotaphio', i.
. tmulo vazio'
A idea dos cenotaphios' proveo da opi-
nif o dos Romanos, que cria, que as al-
mas daquelles que nfo era enterrados ,
andava errantes por espaco de um seculo,
a o longo dos ros do inferno sem pode-
rem passar a os campos Elyseos.
Esta turba, que v* vagando aqu,
As honra* nfo gozou da aepultura.
Elevavt-se um tmulo de relva, a que se
dava o nome de njectio glebse.' Depois
disto praticva-se as oiesmas ceremonias ,
como se o corpo estivesse presente. E' as-
sim que Virgilio Eneida liv. VI., faz
passar a alma de Deiphobo, anda que E
neas Ihe nfo ti veste erigido mais que no
' cenotaphio.' Soetonio, na vida do Im-
perador Claudio', chama va os cenotaphios
tnmulos honorarios', porque escrevia-se
cima estas palavras, ob honorem r, oa
memoria ; mas nos tmulos em que
descancava ascinzas, gravava-se estas
letras D. M. S. para mostrar que era de-
dicadas aes Daoses manes.
Entretanto como nfo era reaes os fu-
neraes da pessoa em cuja honra ae cons-
trua eate tmulo vario os jurisconsultos
tem muito desputado, se o' cenotaphio '
era religioso. Marciano affirma Ulpiano
o nega ; e ambos te fundan sobre diversos
logares da Eneida : mss fcil conciba! os,
distitiguindo o cenotaphio, sagrado com as
formalidades daquelles que o nfo tinha
sido com as ceremonias exigidss. O mes-
mo Virgilio tem descripto as ceremonias
desta sagracio quando falla do cenota-
phio elevado em honra de Hctor sobre
as praias banhadas pelo Simoenle.
Era o dia, em que Andromaca saodosa,
Em um bosque sagrado, o qual banhava
Do falso Simoenle as agoas puraa ,
D'Hector s cimas caras offertava
Junto ridade de Buthrinto. Ali
Do caro esposo os manes invocava ,
A quem ella, no mu i o dos altares ,
Um tmulo de relva consagrara.
Triste objecto, que Ihe aviva a dor,
Efaz coner-lhe lagrimas perennes.
Nio se poda duvidsr, que sagracio dei
xasse de ser necesssria para fazer a religio-
sidadedo cenotaphio, pois que, por min-
ias isMcripcea sabemos, que aquellos ,
que se fazia construir um tmulo em sua
vida o sagrava com o sentido de que el-
le t nio poneran ser tidos orno religiosos ,
se por alguma aventura aeu corpo nfo fotse
ali depositado depois de aua morte.
Os nobrea tambera tinha nos seus pala-
cios abobadas sepolcraes, onde deposiu-
va, em differentea urnas, as cinaas de
sens antep liados. Encontrou-se amiga-
mente em Nimes urna destas ababadaa, cu
jo pavimento era embutido, toda ella\
guarnecida de ^ichos pela parede em ca-
da um dos quaes eslava urna urna de vidro,
ebeia de cinzss. ,
A pyramide deCestio, que continua
interiormente urna cmara admiravelaen-
t pintada nfo era mais que o tmulo
de um particular ; mas neoessano coos.-
derarmos aqui os tmulos ordinarios da na-
Havia tmulos de familia de herdeiros,
e oatros sem destino. Encontra-se esla Sjif-
ferenca naa leis do digesto e do cdigo ,
debaixo do titulo de religiotis', assim co-
mo na colleccfo de inscripces', publica-
da pelos sabios.
Os tmulos' de familia era os que ca-
da qoal podia fax r para ai, para sua fa-
milia i. para seus filhos paienlea, e
libertos. Tmulos hereditarios era oa que
o testador ordeoava para si para seus her-
deiros, ou para oa que por direito de be-
ranc* oaadquirisaem.
Todos podia ter reservado para si um
tmulo particolar no qual ninguem po-
dia ser enterrado. Tambem na verba tes-
tamentaria podia ser excluido do goxo da-
quelle tmulo algum dos berdeiros. Entfo
tM-avava-se sobro o tamulo as segointes
letras: H. M. H. N. S. Hoc monumen-
tum hceredes non sequitur; esto monu-
mento nfo passa herdeiros; ou esaa ou-
tras: H. M. ad H. N. traoa. hoc monu-
mentum ad haredea non transit; o di-
reito deste monumento nfo perteuce aos
herdeiros i. os herdeiros nfo poder
despor do logar onde est o tmulo, o
nem o logar, nem o tmulo fai parte da
heranca. .
Podum verse as antigaa inscripces se-
pulcraes as precauces que e tomava pa-
ra que os tmulos subiietissem a pezar das
diffarentes mudancasde proprietarios- A-
lemdoque sa grava va aubre o tmulo, o
alem das imprecaces, que se fazia conlra
os que ousassem violar a vontade do testa-
dor as leis fulminava multas gravissimas
contra os inf. adoros.
Em urna palavra oa tmulos era do
numero das coasas religiosas. Aquello,
diz Justiniano nos seus Institutos L.
II, tit. i. 9, que fizer enterrar o cor-
po de urna pessoa em fundo proprio ren-
del-o religioso. Pode-se mesmo enterrar
um corpo em fundo albeio com o consent-
ment do propietario ; e se succeder que
o proprietario ohrigue ao depois desenter-
rar-te o cadver, aemnre o fundo ficara
religioso.
Nio o logar oceupado pelo tmulo era
religioso, como era certo espaco nos arre-
dores, assim como oeaatiaho, por onde
i se ao tmulo. E* o que not sabemos por
urna infinidade de in-enpe- antigs, que
Gruter B.isard, Fabreti, Remisio e
muitos oulros lem compilado, onde se v,
que lem do espaco em que esta levanta-
do o tmulo, gosava dos meamos preele-
gios o'caminho', a'entrada' e 'cir_-
cumferencia 'j que dependia delle. O
que se atrev a tirar os materiaes do tmu-
lo como columnas mezas de marmore ,
para empregal-os nos edificios profanos ,
era condemnado em dez libras de ouro,
applicaveis ao lliesouro publico; e de mais,
ssuedficio era confiscado. A lei nio ex-
ceptuava senio os sepulcros, eos tmulos
dos inimigos porque os Romanos os nio
considerav como santos e religiosos,
Omavf algumas vezes os seus tmulos
c >m fitas de lia e festes de flores; mas
elles tinha o principal cuidado de manda
rem gravar-lhes os ornamentos que dis-
tinguas os eorpos, em quanto vivoa, co-
mo fossem figuras de animaes, tropheos
militares emblemas caractersticos ins-
trumentos em urna palavra differentea
cousas, que marcassem o mrito, a digni-
dade e a profitsfo do morto.
Not tempos de corrupefo, os particula-
res da mais baixa orden poren que era
favorecidos dos beos da fortuna, manda-
ran edificar sonptuosos tmulos.' O de
Licioo, barbeiro de Augusto, igualara
em magnificencia a os dos mais nobrts c-
dadioa do aeu Umpo Anda nos lembra-
mos do dstico que fes Varrlo indignado
por este abuso:
Dos Deozes quem crer na Providencia ,
Se jaz Licioo em tmulo de marmore j
Entretanto qu' s cintas de Caifo
Em misero sepulcro se conservad ;
Eao grande Pompeo


t

aalha.



DI4RIODE riRNAMftOCO
-fc
Igual jazi^o nem te quer s' ele ?
Eu iei que o orgulho dos domos moder-
nos epiufi >s nio d menos os vistas; mis
nio he para compilados que ea visito al-
gunas vetes os tmulos as nossas Igre-
jss : eu o f. panto encarar na natureza destas sortes de
aceas mudas; a demais, porque disto
sempre liroalgam prove t o. Porexemplo,
q unid o lanco as vistas sobre os tmulos
desses homens abominados, dos quaesdis-
se Virgilio;
Este a patria ha vendido, a cruelmente
as mos do despotismo a tem deixado:
(Nefanda sede d'ouro! ) Aquella tem
Novas leis por dinheiro instituido,
Abrogando as mais s. Mas emfim todos gozad
Djs infames productos d'ambicio.
Quando, dizia eu ,Tvejolesses Ilustres cri-
minosos, dvitados na poeira experimento
urna secreta alegra de pizar Ihes com os ps
SS cinzas.
Palo contrario ,Tfquando leio a dor dos
pais e das miis, gravad sobre o tmulo
dos seus amados filhos eeifados na flor da
idade, me condoo e choro.
Quando avancando os meus pasaos para
o interior dos templos v?jo estas persona-
gens que despedacarad o mundo por auas
crueis disputas, collocados, uns junto
os ontros sinto urna viva dor por todas
essas faccdes e pequeos debate, que tem
posto fogo ao genero humano. Em fim
quando, voltando antiguidade deparo
com as nscripfdes dos soberbos tmulos da
Grecia e de Roma ; pergunto-me a mim
mesmo a que esto reduzidos esses grandes
horneas que ali se encerrad.
Neste chaos de poeira, barro e pedras,
Por entre montes de confuto* ossos,
(Medonba sceo< .') consternado busco
Dos res a mullidlo rivaes do iaio ;
Os Cesares procuro; os Alexandres;
Essas grandes nates ,
Gloria da patria espanto do universo ;
O povo rei, qu' ao mundo leis ha dado ;
Poder ssbedoria formosura....
De tudo ali s restad
Vermes, p, cinzas, urnas, e mais nada.
(Traduzido)
Continuar se-.
THEATRO PUBLICO.
Qaarta feira 4 do crrante em beneficio
de J. F.cbinetti e D. Tribuci. Abe. ta
a Scona, depois de oxecutar a Orchettra
urna das mais deleita veis Ouverturas com-
posta pelo Beneficiado Facbinetti, darse
principio a representarlo da ptima e
assax spplaudida Tragedia Gabriela de
Vergi No fim do prioeijo acto cantar
os Beneficiados o Duelo Das Pistollas
na) Opera Clara de Rozembergh de Mr.
Ricc, afranjado para a Orchestra pelo di
to Beneficiado J. Fachinetti : concluido o
a aoto o mesmo executara* um Concert
de Rabeas acompanhado da Orchestra,
composto por elle: terminado o 3a acto
cantal dos meamos o Romance, e Doetto
de Marilia de Dirceo posto em Mu-
zica pelo sobredilo Beneficiado Fachinetti ,
e finaliaai o Espectculo com Farca
O Velbo perseguido.
J. Fachinetti e D. Tribuci fasem scien-
te aos Srs. Socios da Sociedade Theatral,
que mandem procurar oa bilhetea de platea
para o sau beneficio do dito da perlen-
ceutes Sociedade em caza do Sr. The*
zourtiro o Sr. rceuto Fortunato da Sil-
va.
COSMORAMA.
Segunda Expolicio.
Alguna pour.os dos Senhores Assignan-
i tes, que sinda nio pag~-rad os importes dss
suas subscripcdrs sao rogados a terem a
bondade de o faser. Anda se recebem
subscnpSoes obrigando-ie o Director a
fraoquear aos novos assignantes as vistas
S) da primeira exposicio queja tem sido mu-
a dadas. As vistas ora existentes que serio
anudadas impreterivelmente nosabbsda 1")
do corrente sio as seguintes : Batalha de
Wagramentre os Austracos eos France-
zes... Magnifica vista da ponte aporto
de Bordeaux. Esta ponte foi construida
em 18og em um lugar onde a profundara ,
a rapidez da corrente tinhad feito acreditar
a impossbilidade'da cooatrucco; apo
leio foi que poza prmeira pedra he urna
das maraviihas do mondo moderno, e o
Director o aprsenla ao publico como urna
obra prima de pintura e de perspectiva...
Tribunal da inquisicio em Hespanba, v-
se todos os horriveis tormentos que o fana-
tismo fazia soffrer as desgranadas victimas
do seo furor... Foote de Stepbano em
Constantinopla... Porto e cidade de Lis
boa... Vista encantadora de Chalet em
Soissa. O ramantco d'esta vista subli-
me... Vista geral da soberba Venezi*
chamada pela antiga a Rainha dos mares..
Vista do interior da Capella do Grio S. Ni-
colao em Hespanha. Esta vista tem mere-
cido a gcral admiracio da todos os Srs- da
prmeira subscripcio... As qustro vistss
novas seguintes obra do famoso pintor
Horacio Vernet se reeomraeoda aos aman-
tes do bom. i. ma tropa de rabes no
seo acmpamento... a. Combate entre
uos soldados de cavallaria (dragona) do Pa-
dre Santo a uns salteadores... 3. "Ca-'
valcatore, ou Gancho Hespanbol perse-
guido um boi selvagem... 4 A Coa-
fissio de um Salteador Italiano.
O Director avisa que esta sera' a ultima
subscripcio de vendo elle depois de con.
cluida retirar-se para a capital deste im-
perio onde fortes motivos o chamad e
he por isto que elle se tem determinado a
recebar a inda sub>cricos a pesar das vis-
las ja expostas que elle tornar a expor no
fim por este nnico motivo. As pessoas por
tanto qoe quizerem gozar deste agradavel c
instructivo divertimento devem approvei*
tar-sc da occasio. O preco he sempre de
6f000 rs pan a totalidade das vistas po-
dendo cada subscriptor trazer comsigo a
tua Senhora e de ijjooo rs. de entrada in-
dividual s horas do costume, isto be
das 6 at as 9 da tarde.
Avisos Diversos.
Quem quiser comprar orna escrava
de boa figura moca e propria para qual-
quer ensino dirija se a ra d'Agoas-ver-
des sobrado D. 3.
_ Precisa-se fallar ao Sr. Bernardo Fer-
nsndes Gama a negocio de seo interesse ;
na roa Direita sobrado D. ao onda tem um
bilhar.
m Quem quiser comprar um ptimo
gamlo com tabolas demarfim ; e copos,
dirija-se a ru-* de Santa Thereza D ao.
_ O Professor interino da Aula de
Lstim do Lyceo desta Cidade aviza a qnem
convier que dita aula se acba aberta des-
de b 'je a i do corrente.
_ Precisa-se de alogar orna caza ter-
rea com cmodos para pequea familia,
nio deixando de ter quintal e cacimba e
nio excedendo o aloguer a oito mil res ,
sendo no bairro de Santo Antonio embo-
ra nio seja em ra publica ; quem a tiver
annuncie.
_ Pertende e anbelantementa um An-
nimo em pregarse nesta Cidado em um Es
criptorio Commercial onde possa praticar a
sua profissio d'Escripturario 00 Guarda-
tiros a qualja tem exercido nesta mes-
ma Praca e tem assss instruccio da Es
cripturacio mercantil por Partidas Dobra-
daa : Os Srs. Negociantes desta Fraea que
delle precisarem dirijaae ao Recife na
Ra da Conceicio na Casa e Escriptorio do
Sr. Francisco Gomes de Oliveira ou na
Roa da Cadeia na loja n. 53 do Sr. Bour*
gard, os quaes dirio quem be o annon-
cbnte.
_ Adverte-se so Sr* J. J. A. T. P.
que se ab'estanha de depremir o crdito
albeio, aioda mesmo falaiido verdade,
quanto mais mentiodocomo despejsdamen-
le mentio, he milhor que Sr. P. v ven-
dendo os seos alhos e sebolss no T., e nao
desacredite pessoa algunas e muito princi
plmente com mentira ; isto para o Sr. T.
oadsofir algum disgosto... porem quem
mente nad tem vergonha, e quem nad tem.
vergonha nem centimentos ( assim como o
Sr. T. nad sofra disgostos. Assim o pen-
ca o Jararca.
_ Ven de-se a posse de hum terreno com
100 palmos de frente sendo ate a bacha mar
da parto da mar piquana, o devide com
huma olaria qua ali existe o foro he da ao
res o palmo, he proprio pata se levantar
huma olaria por ter terreno para isso ater-
rado e perto de desembarque, o na fren-
te para essas pois pouco aturro preciza :
a fallar no meamo atierro do Affogado na
fabrica de rap que achara com quem tra-
ctar.
Urna senhora cazada encina meni-
nas a ler eacrever e contar, e coser chio
e bordados de ouro e fil de linho e ou
tro qualquer, e tambera lavarinto tudo com
perfeiclo : as pessoas que quizerem utili-
zar sede seo prestmo para as suas meni-
nas dirijio-se a ra do Livramnnto D. i3
do lado da ra Direita que achara com quem
tractar no segundo andar.
Quem precisar de urna mulher parda
para ama de casa de homem solteiro, ou
casado com pouee familia : annuncie.
_ Manoel Antonio Alvares de Brto,
credor do casal do finido Jos Joaquina
dos Santos senhor do Engenho Fragoso faz
saber qoe o dito Engenho Ihe est hypote-
eado por urna escriptura especial da quan-
tia de 4'-'5iU58a rs. com o uro de dous
por cento ao mez alem disto pinhorado em
Agosto de 1838 por urna execucad que o
annunciante move de 945U4.8 reis bm
comoootra accio de lettia de i:65oU6.o
que se achajulgada a devendo o caral
mais do que soma rao todos os bens e ha
vendo arfos a V. D. Theresa M. de Jezus
para lesar a annunciante e mais credores
vendeo o dito Engeoho dolosamente a Jo-
aquina Manoel Cardeiro da Cunha senhor
do Engenho S. Joad por oroooUooo de rs.
<>pezr de ter sido prmeira mente avahado
am 14:oooTJooo a lettras de aroooTJooo com
praso de um a cinco sanos. Ninguem
pois contracta com essa vi uva sobre as di-
tas lettiss, nem sobra os mais bens do ca-
sal porque o annunciante protesta por se-
cad competente mostrar o stillo nsto e i r
a ver oseo pagamento donde estiver o En-
genho, oa aa lettras, ou esses heos: o
mesmo jolga que farad os mais credores
It-zados.
_ No tercaro andar do sobrado pinta-
do de ara relio defronte da Matriz d
Bva-vista pretende se comprar nm preto
de boa figura sem vicio e nem axaqe al -
gum : quem quiser effeituar este negocio
dirija-se a dita casa.
_ Precisa-se comprar urna casa terrea
no Bairro de S. Antonio, ou Boa-vista ,
que ten ha um quarto aMdous ( quem ti-
ver dirija-se a ra do Hospital do Paraso
em urna casa de trea portas pintadas de
verde que achara com quem tractar a
venda da dita*
_ Quem quiser 400U000 reis a premio
de dois por cento ao mez com bypoteca
em predio livre dentro da Cidade .* dirija-
se a roa atraz do Calabco velho D. 7.
_ Quem annunciou querer fivellas dou-
radas de molla querendo nm par novo ,
que s se b< tou orna vez : dirija se ao
Pateo de S. Pedro loja de encadernador.
_ O abaixo assignado com venda no
Atierro da Boa-viata D. 19 lendo de retirar-
se para a Europa a tractar de sua ssude a-
visa ao respeitavel Publico que nada deve,
e que so alguma pessoa o julga seo deve-
dor declare-o por esta folha no espaco de
oito das ; e ootro sim que o seo antigo
Caxeiro Antonio Jos da Silva fies com so
ciedada na dita vend e na qualidade de
um dos seos Procuradores. Mancel de
Azevedo Maia.
_ Qnem quiser alugar o armazem da
casa D. 4 rus da Cruz : dirija se mesma
casa de manha antes de 8 horas.
_. Arrenda-se hum sitio na Povoacao
dos Affogadoscom duas casas sendo urna
com grande sotad estribara para cavado,
casa para pretoa, duas boas cacimbas urna
com tanque e bomba para banho n ou-
ira de excelente agoa de beber grande vi-
veiro bastante pez de la rargeiras, coquei-
ros maogeiraa, cajazeiros, e ootras,
frutas; lugar para faser urna olaria, bar-
ro para tijolos tambem se vende o dito
sitio adinheiro ou a pagamentos ou se
troca por alguma propriedade nesta Praca:
a tractar no Recife ra da Cadeia casa N.
ao e para ver pdem dirigir-se ao mes-
mo sitio defronte da Igreja do Rozario da
mesma PovoacaS dos A (Togados.
_ A pessoa que annunciou querer ven-
der por muita necessidade hum moleqoe
sem victo algum, nem defeito com
principio de Bapateiro : dirija-se ao sitio
dos Afilictos de Antonio Manoel de Mora-
es de Misquita Pmentel acompanhado do
moleque para ser visto ejasto.
-O abaixo assi^n.'do far publico que com-
prou huma marida de Caaas terrea meiaa
agoas cita na. ra de Santa Theresa D. 1,
t Auna Felippa de Santiago Amara), a
sendo a dita tasa esteja sujeita a alsuma
pessoa por hypotec aprsente documentos
no praao de oito di as.
Josquim Pereira de Oliveira.
_ Jos de Bitaocourt Amarante faz sci-
ente a diversos Senhores donos de tabernas
que derio dous mil reis de cada urna, que
comp ou cinco meios blhetes da prmeira
parte da tercera Loieria da Matriz da Boa
Vista os seguinte> .'luaieros a833, a8.{3
a844, a826 e 289.
_ AHaga-se hum sobrado de doos an-
dares com loges na roa velha D. 26 quem
a pertender pode procurar na ra do Col -
legio N. 9 3 Andar.
Na mesma casa cima vende-se huma
negra de bonita figura, e huma parda de
ao anno.
_. Quem tiver para vender hum diccio-
nario de liogoa Portuguesa para latina, ou
Prosodia de Bento Pereira em boro uzo an-
nuncie.
_ Precisa-se de urna casa que tenha c-
modos suficientes para grande familia (bom
quintal e cacimba ) no bairro de Santo
Antonio ou Atierro da Boa Vista nio se
o1 liara o preco do alleguel com tanto que
aeja boa quem a tiver annuncie a mora-
dia.
_ A pessoa que tiver para vender, oa
que se quiser encumbir de faser qoa-
renta ou cincuenta espanadores, bem Jei-
tos anuncia a moradia ou dirija-se a ra
nova ao p da ponte armasem D. 27.
D<*seja-se falar ao Snr. Domingos
Ribeiro de Paria oa a quem suas veses
fizer para negocio de interesse o mesmo
Snr. dirija se a roa Nova loja de ferragem
D. 18:
_ Alluga-sa huma casa na roa direita,
sendo segundo andar, ou casa terrea, nio
excedendo qualquer das ditas a oito mil
rs. j annuncie.
_, No Escritorio de Francisco Severiano
Rabello no Forto do Mattos ha ainda Co-
leccdesinteiras do iuteresssante Jornal
Panorama para os que qoiserem seras*
signante.
Hum Brasileiro capaz, e de bons cos-
tumes de trinta anuos de idade se offe-
rece para caixeiro d armasem, seco, oa
molhsdo, e mesmo de socar assucar dando
fiador de sua pessoa 1 quem o pretender
procure traz da Matriz da Boa vista lado
direito D. i4
_ Hum dos doos caixeiros que no diar'o
de Sabbado annanciaro qaererem-se arru-
mar em venda ou ra sendo algum dos
dous tenba boa mi de escrita, e d fiador
a sua conducta, ou outro qual portuguez
queesteja nestas circunstancias dirija-se as
cinco pontas D. 10.
Quem quiser comprar a retalho azei-
te de cooco muito bom a 2 '56o a caada,
e a 3ao a garrafa, dirija-se a casa de rotu-
las verdes D. i/ dtfroute dos fundos da
Igreja de S. Jo-e.
_ Precisa-se de hum rapaz de 18 a ao
annos de idade, que escreva bem para
huma Loja de fasenda na Villa de Nasa-
reth ; a tal ar com Joaquim da Silva Castro
Ra od Ctespo D. a.
_ Nigolao Gadault, ainda tem para
vender em seu cito do Coi-Iho terrenos
para edificar cazas com bastante fundo,
arvoredos de fructas, em logares proprios
de qoint*es, sendo o preco de cada hum
palmo de frente ao fondo a des mil reis ;
onde Gado por lempo de um anno, com
letras endocadas s para effeito de con-
cluir o feixar os vios que se acho de vo-
llo as ruis, que abri em dito citio onde
ja se axio di Eferentes casas edificadas, tendo
a vantagem o comprador de ter o porto de
dasembarque o ma's perto possivel da O-
bra para conducedes dos ma'eriaes; os
pertendentes a qual hora do dia podem di:
rigir se a fallar ao propietario am Cilios
dos Coelhos.
Precisa se de a00,000 oa tresentos
mil rs. ajaros dando-se boa firma dois
por cento ao mez e por tempo de seis bu-
zesr quem os quiser dar annuncie, paxa.sar
procurado.


MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO,
Manoel Antonio A'ves de Brito
bero da suasaude se Ihe faz milito e amito
precito ira p"ttnga.l a cid o esio gera no Brigue S- Manos! fie nido a sua
cas* entregue a seu filbo Manoel Antonio
Alf*t de 13 ito Jnior f- a seu sobrinbo
Jos Antonio Abres de Brito que qual-
quer delles fazem as suas vetes por ficarem
socios cora o annunciante girando a casa
d. b.iio da firma de Manoel Antonio Al
ves de Brito Filbo & Sobrinbo. D -cla-
ra o anunciante que as suas contas fi'eo
justas para com todos e que a soa casa
nada fica devendo. Pede o annuociaute
encarecidamente a todas as pessoas d* su
misado, o desculpem m nao cu morir
com o seu deverde despedida, por isso que
dores pelo corpo o impedem e o tem
atromentado ; porem promette q e no seu
regresso cumprir com seu dever.
_ Quem quiser dar 200,000 a premio
sobre pinhores annuocie.
O Secretario da socit-dade Euterpina
avisa aos Srs. socios que quarta feirt a4
do crrante ha sis.o na conformidade do
artigo 8. dos estatutos.
O Sr. Henrque de S-juzs Rmgel ,
que a pouco ebegou de fara ; queara n-
nunciar a sua morada.
_. Precisarse de 3oo,oooa juros, dan-
do-se por segranos ui escravo com a
condicao do escravo finar na prac ; quem
quiser darannuncie.
_ Sendo ja pouca a infidencia de rece-
hedores dos premios dos bilhetes d Late-
ra do Seminario de Olinda tem o actual
Tli'soureiro destinado oa dias quitas fe-
ras e sbados, em todas as semanas da
10 horas da manhia as a da laid para o
pagamento desse resto de bilheles que ex s-
tem por pagar.
_ Precisa se de um rapaz para criado
deservir, e que cntenda de boiiar carri-
nho ; quem es ti ver nestas circunstancias ,
dirija-sea ra do Rozario larga loja de mi
udesas D 7.
_ Deseja*se fallar ao procurador do Re-
verendo Jos Joaquim da Costa ex Viga-
rio interino da freguesa de l'apaeassa.
_ O abaixo assignado faz publico qae
tem fiualissdo todas as suas contas com
seas credores e nio tendo letra nem bi
Ibete ou outro qaalquer titulo de divida
de sua firma at boje faz saber a quem se
iulgar prejudicado se aprsente no praso
de 8 dias ao abaixo assignado qu' sendo
legal ser pago em a rui Oimta defiontedo
beco da Penha D. 8. = Jofo Antonio de
Castro.
___ Preciss-se de um rapaz qae soja por-
tuguez para caixeiro de padaria e que
se sngeite a entregar pao de manda om
um preio; oqueestiver nettascircunstan-
cias dirija-se a ra Direita padaria de 3 so-
brados D. 13,
_ Quem annunciou querer comprar
ama meaa de Jacaranda de meio de salla ,
dirija se a praca da Independencia n. 3j e
38 que dir.
_ A pessoa que 00 Diario de sabido ,
annunciou querer ser caixeiro de venda ,
dirija-se a Olinda na ra de S. Baoto so-
brado n. 1a.
O abaixo assignado f.z publico as
pessoas que com ello tem negocio que
rnudou sua residencia da ra do collegio ,
para ra Direita D. 37. Manoel Joa-
quim Alexandrino.
Precisa se de alugar urna escrava ,
que saiba faier todo o ser vico de urna casa
enclusive o de comprar na ra : na prsca
da Independencia n. 9.
Huma S-nhora viuva de bons eos
tomes propoem-se a administrar urna ca-
ca de homem solteiro ou viuvo : quem se
quizer utiliiar de seo pouco prestimo di
rija-se ao becco do Rozario D. 11 que Se
dir quem pretende.
Avisos Martimos
PARA O RIO DEJANEIROsegaecom
toda brevidade o Patacho Nacional Bella
Carlota, Capillo Fr-ncisco Jos da Silva
forrado de cobre e de boa marcha; quem
quiser carregar ou hir de passagem dirija-
te a Gaudino Agostmho de Barros, d
trsz do Corpo Santo D 67.
PARA LISBOA pretende sabir at o
fim do correte o Brigue 'Portugus No-
va Amiside, Capita Joio Pereira Bor-
ges ainda pode recebar alg >ma carga a
rete assim como passageiros para o que
tem excedentes comuiodos trata-se com
Mendes 4 Oliveira roa do V gario D. l5
ou com o dito Capillo na praca do Com
mercio.
PARA O CEARA' at o dia 5 do mez
de Maio vindouro o Bem conhecido Pa
lacho Luireiilina Brasileira Capita
Antonio Germino das JVeves ; quem no
mesmo quiser carregar ou hir da passa-
gem para o que tem bons commodos di-
rija-se ao seu propietario Loureoco Jjs
d.s Neves ra da Cruz n. ii, ou ao Ca-
pita a bordo.
___________ \______
JL e i 1 L*o
Que faz Jos A'tunes Gumares ,
de 6a sacas com arroz chegsdas do Ma-
ranhio no Brigue Escuna Daarte 3." por
canta de seu* donos e remtent'S Amo-
nio Joi Sobres Dante & Comoanhia no
trmasem de Fernando Jo>. Braguez das
lo horas da manila al as duas da tarde do
dia a J do correnle.
Qae fazem Jones <& E-wards, por
intervencio do c >rretor Oliveira de um
xc lente sortimento de fazendas terca
feira aJ do corrente pelas 10 horas da ma
ril' no seu aimasem defronte do trapi-
che novo.
_ Que fazem Fox & Stoddart por in-
lervenco do correlor Oliveira de boin
ortimento de fazendas inglezas quinta
feira a5 d<> crreme, pelas 10 horas da
manha no seu armasem da rus da sanzalla
nova n. 1.
Que fazem Ccahtree Heyworth & C.
por intervenid do Correlor Oliveira, de
um grande sortimento de fazendas quar-
la feira a4 do corrente p>-Ivs 10 horas da
m.nhi no seu bem conhecido armasem do
forte do mallos.
Compras
_ Escravos proprios para servico de
engenho, com prefereucia aos que disso
liverem alguma pralica nao excedendo de
a5 annos de idade a igu lmente urna pre-
ta moca boa co-lureira ou engommadeira :
na ra nova D 1 2.
_ Dois quarto* novos e que sejSo 00
vos e um uegro : no atierro da Boavisu
no segundo andar por cima da primeira bo-
jea.
Vendas
Vinho do Porto de feituria de mu
superior qualidade em barriz de quarto ,
proprio paia casas particulares: na rus da
Cruz do Recifen- 14.
_ Urna canoa que carrega ao patacas
d'agoa bem construida e muito leve : na
ra Aagusta D. ai.
_ Ou aluga-se orna escrava que sabe
cozinbar engommar e lavar de varrells;
na rna Direita D. 64 do lado do nascente.
Farellos em sacas por preco com-
modo : em casa de N. O. Bieber na ra
da Cruz n. 63.
Taboadode pinho de todas as lar-
guras e comprimentos e um pouco de re-
lugo por preco commo'do : do armasem
ati-az do Theatro.
__ Capim de planta a seis vintens o fei-
xe : no atierro da Ba Mato ua venda do
lado do poeole D. i."
Umacabrade i iadede a4 a a5 an-
nos robusta cozinha o diario de urna
casa e lava roupa : no pateo do Hospital
. 2a,
_ Um paiol deamarello vinhalico feito
de juntas para se armar e desarmar que
leva 100 alqueire de farinba pelo menos:
na piaca da B01 vi>ta botica D. 16.
_ I ilul.s de familia, chegadas do Por-
to prximamente e sag' fino : na praca
da Boa vista D. 9.
Urna bonita negrinka de idade de
i3 a 14 annos, cose sofrivelmente, mui-
to boa mumbanda : na 1 ua da praia no se-
*undo andar, do sobrado onde mora A. Vi-
tal de Oveir.
' Um sobrado de dois andar* com so-
lio Sito na ra do Amorim n. ia5 : a tra-
tar no mesmo.
3o casaes de pombos de muito boa
ratra por juntos'ou sep*ndo : na ra es-
ireita dn Rozario no tere >iru andir do so
brado D. at).
Urna neg'a creouU d idade de 19
annos, cose l nha : na ra da fljres no s .brado -ue se
est fazendo.
Bichas pretas de superior qualidade,
grandes e pequeas pillas de familia ,
sag' de primeira e segunda sorte : na ra
do Vigario armasem do Machado, n. i'\-
_ Um negro de bonita figu*a moco,
le naci angola muito b3m canneiro e
cozinheiro : na ra do crespo loja D. 6 a do
do norte.
_ Farinha de trigo novo de superior
qualidade desembarcada da Escuna Ame-
ricana Ontario vinda dos Estados Unidos :
na ra o Trapiche q. 17 em cisa da H-in-
ry FursterA Companbia.
_ Um cavallo bom para um carrinho ,
(iu para outro qualquer servico : na ru<
do c.buga loja de. miudezas da Francisco
Garca Cha ves.
Urna escrava de idade de a4 annos,
bonita figura cozinha engomma sofri-
vel e eusaboa bem sendo para fura da
provincia, ao comprador se dii o motivo;
no sobrado do Hosp tal do Paraso.
_ L cores de diversa* qualidades ,
pronapto p*ra embaric*r para fora em
porcio a 180 a garrafa e agoa ardenle de
aniz a 800 r. a caada : na ra da roda
D. i5.
Por preco commodo la vareas, a
novilbos, e uma egoa : Ta tratar com Ma-
noel Alves Bezerra,
Urna davina de dois canos : na ra
docaldereiro n 16
_ Duas vaccas filbas dw pasto com be
zerros : nt ra dos Pires D. 11: de ma-
nbi al 8 dorase de tarde das a em vante.
_ Sevadinha em barris de duas arro-
bas : na ra da Cruz D. 6{ e na mesma
casa compra-ae uno cavallo forte.'
?-. Um escravo da 18 annos proprio
para qualquer servico : no atierro da Roa
vista loja D. 9.
Rap de Lisboa 3,aoo a libras dito
da Babia a 1080 dito do principe a 960,
dito do Varejfo a 800 cha son de pri-
meira sorte a 1600 dito perola a 1930 ,
dito sequim a 800, tinta de escrever a a meias garrafas, dita ingleza em pot >s a i6u
dita enearnada a 200 o frasquinbo linda
de cores sortidas a libra 1440 dita prela,
parda e azul ferrete a itoo dita branca
para alfaiatea nao boles de vidro de
varias qualidades ditos de duraque di-
tos de metal amarello, pentes de tartaruga
para marrafas, superiores bichas che-
gadas ltimamente ludo se vende a preco
barato : na praca da Independencia D. ao,
e n 1 na dos Quarteis D. 3.
_ Um milheiro de tijoios : na ra do
ol armasem por baixo do sobrado onde
mora o Sr. Gustavo.
Brim da Russia : em casa de L. G.
F. & Mansfield.
Um pianno ingles com algum uzo :
na ra nova loja de ferragens D. 18.
A obra completa da Recreacio filo
sofica nda nova : na rus do cabug lo-
ja defronte da Matriz.
_ Urna negrinha de idade ao annos ,
de n'c-5 angola, cozinha, lava, e faz
todo o servico de urna casa : na ra do
eollegio D- 9 no segundo andar.
C'ixas com phosphorut de varas
qualidades recenlementechegsdas : em ca-
sa de H. Forster 61 Companbia, na ra
do Trapiche.
.Esclavos, Fgidos
OBSERVACOENS
No dia 1 a do correnle, fugio um
preto denome Caetano de afio cacange,
estatura baixa secco do corpo pausa-
do com urna orelha furadi, tem urna marca
redonda em urna das barrigas da pernas,
levou vestido camisa de algodfozinbo c
cala da dito transado ; representa ler de
idade ao annoi julga-se ter bido psra o I "~
to, poisja foi furlado de n inno I PER, NA TYP. DE M. F, DEF. i8?9
Acba-se fundeado no IsmeiraS a Galera
Francesa Bennion vinda do Chille em
ao mezes onde aadava a pesca e se-
gu para o Havre Capita B. carga
azeite.

para a Villa do Apodim ; qusm o pegar le-
ve as 5 pontas D aa qa sei recompen-
sado.
_ No dia 18 do correte fugio urna
escrava dejiome Felisarda de naci de
idade de aa annos, alta,'bem preta de
cor e, de bonita figura tem um peque-
no geito no b-ico Jedaixo que intorta pi-
ra urna banda tem o* p* com signal.de *
bixos, levou um vastido de ganga verde
com o corpo de rucado azul ,* quem a pe-
gar leve ua ra dj sol na ultima casi.
_ No dia aa de Fevereiro desap*receu
urna negrinha do ciminho da Estancia ,
de idade de i3a 14 anoos bastante ma-
gra', meia fulla com as juntas dos p* e
mi: inchadas com urnas l'erida* tas cas-
tas de marcas de d-eliigas odos grandes ,
boca grande b icos grossos, deutea lar-
gos e f- ios orcinas pequeas o p de
urna tem urna maro grande de ferida no
hombro esquerdo um caloinbinbo, he que-
brada do e.mbigo tiaz una funda levou
siia de edita roixa ja velda amarrada pelo
liombro 3em omisa e chama-se Mara
Bauedicti, quem a pegar traga a esta Ti-
pografa.
_ No da ia de Marco do corrente an-
110 fugio um escravo preto ainda bucal, de
naci Miange, com idade de a \ annos para
m >is ou menos estatura regular cheio
do corpo testa grande rosto cumplido ,
com pouca barba na ponta do queixo tem
alguns cravos ou verrugas nos peitos dos
ps sendo estes om lauto cortos levou
vestido seroula dealgodaoja velda e ct-
misa da bjeta azul dita ; os apprehendedo'
reslevem-o a 1 ua do Amorimja seu Senhor
Jos Francisco Marques que tem ca-
noas d ago quseraj recompeniados c^m
5,ojo.
Mofiuento do Porto
NAVIOS ANTRADOS NO DIA ao
HAMBURGO; 5-j das, Brigue Dina-
marquez l'lemx de 190 tonel., Capilio
Smitd carga difereuies gneros; pas-
sageiro um Hamburgaez.
MOMEVIDEO; a6 das Brigue Ame-
ricano Chalccdauy de a 1 4 tonel. Cap.
Goorge Repten, carga couros e lia : a
Forster & C impanhia passageiru um
Cap:tio da marinha Americana.
SAHIDO NO MESMO DA
BARCELONA com escala pelo Porto Re 1;
Polaca Hespanhola Arestides Capuo
Pedro Antonio carga genero* do p*izA
passag"iro o Sardo Luiz Cartagnelo.
LIVERPOOL Brigue Inglez Po.eia, Ca-
pilio W. Holcliard carga algod couros e a>sucar. ,
ENTRADO NO DIA ai
PORTO; i65 dias Barca Su>Cl Miner-
va da 180 tonel. Capita J. Hentique
Knoll caiga diffarentes gateros : a N.
O. Bieber & Companhia.
RiOGHANUE DO NORTE; 18 dias,
Transporte Nac. Couceic* Comman-
dante o 1. Tenente da Armada Joa-
quim Jos de Aguir conduz a7 recru-
las para oexeicito e 2 Ofiiciaes o Te-
nenie Antonio Jos de Moura e rtl-
feres Mathias Carlos de Vasconcellos
Monteiro ; passageiro J>>s Joaquim de
Castro Barroca.
SAHIDOSNODIA 21
GOIANNA 5 Hiate Nac. Conceicao do Pi-
lar i\l. Amonio de Souza Laura carga
diif'-ieuies gneros; passageiros as e.-cra-
vas Luiza creoula, o Mana de nacao an-
gola a entregar a0 Prefeito de Goianna.
.

L


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