Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06077


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Full Text
i-
ANNO QUINTA EIRA
CAMBIOS;
Abril 10
Londres 6o l/i por i'ooo eed;
I, sboa 8o por 100 premio, por metal, offerecido
'^Vinc 3ao 3a5 Rs. por franco.
i Rio de Janeiro io par.
' ;Moedas de6|4 '5|ioo as velhas noval i4fgoe>;
* i ifooo ifioo a 8jJ3oo
Pesos Columnarioi i#68o a i|6go
Dittos Mexicanos ifoio a i#63o
, Pataeei Brasileiroi i|68o a iffjgo
Premios das Letras, por met i i|4 a i rji por lee;
Cobre ao par
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES.
7
T
II DE ABRIL: NUMERO So:
Tudo agora depende de nos mesmo da noasa pndcuei*
modaraco energa: continenlo* cerno piiucipieaM'
e aeremos apontados com admirado entra ai rW*f n ais cu I
tas.
Proclamaeao da Asscmblea tiara I do Hrafll.
Subiere ve-se para esU rolha a3/000 rs. por qoartel, pacos adl-
anudos nestaTyporaha, ra das Cruves D. 3, e ua Praea
da Independencia D. 37 e 38, onde se recebem eoiraipon-
deneias legalisadas e annuneos: iiurindo-se cu*, (rejal
indo dos proprios atsignantcs, ev indos assignados.
Cidade da Paraiba aovillas de sua preteoeSo 5 8 J
Cidade do Rio tiran.fe do Norte, e villas Idea 1
Cidade da Fortaleza illas dem ....;.;
Villa de oianna ....... ..i
Cidade de Olinda .......... ;
Villa de Santo Anto ..........
Dita de Garanhons e Povoacio do Bonito. .
ninas do Cabo Serinbaem, Kio Formoso, e Porto Calvo
Ciiadedas Alagoas, e Villa de Macei. .....
Villa de Pajau'de Flores..... .
Todos os eorreios partem ao meio da.
Segundas Sextas feirasj
Todos os dias.
Quintas feiras.
Diat 10, e 4 de cada ases;
dem 1 11, e. 31 ditto dide.
dem dem,
dera 13, ditto ditto
DAS DA SEMANA;
8 Segunda N. S. dos Praseres. Audiencia do J. de Dir. da 1. vara de manli.
9 Terca S. Demetrio B. Re. e aud. do Juit de Uir. da I. vara de manh.
10 Quarla S Ezequiel Broeta B. Sesso da ", '! z. Brov.
.. r\..:_t.. u I ..,-r ;<..;.-, -n ,1.. ce C~ .__ u .__J .1.
Ii Quinta S. lnsiituic'odo SS. S.ic. Are. Re. e aud. do Juiz de Dir. da i,
la Seite S. Vicior M. Se 3 Sabbado S. Emenelgido M. R. de manh e aud. do J. de D. de 3. vara
nova as 8 lior. e 5 minutos da manh.
4 Domingo do liom Pastor S. Tiburcio a Valeriano Mm.
l
Mare cheia para odia n de Abril.
Al ,i horas e 54 minutos da manh. As ) horas e 3o minutos da tarde.
vara de atanhl.
de manh!. l.ua
BUtUIO 1MB F
j
PERNAMBCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente
do dia 4 de Abril
i83g.
de
Offieio Ao Exm. Hispo Deoceimo,
enviando-lhe o requerimento de Jos Ma-
ra do Espirita Santo Peres eoutros mora-
dores da Povoacio do Pilar, em que pe-
den, a remocio dal Matriz para a sobredita
Povoacio, a 6m de que informe sobre a
pretendida mudanza como exige a Assem-
blea Legislawfc: Provincial.
Dito Ao roesmeffoiividando-o para
assistir ao Cortejo e Grunde parada do
dia 7 (lucuii, Aivcrsaiio da AccUma-
cio de S. M. o Imperador o Sur. Pe-
dio a.
Iguaes convites forio dirigidos ao Presi-
dente e De puta dos da Assemblea Provin-
cial aos D zembargadoresda Rellacio, aos
Chefes e Empregados das Reparlicoes pu-
blicas, ao Prefeilo Commandantes dos
Navios de Guerra, Commandante Geral e
Officiaes do Corpo de Polica, e aos Prela-
dos das ordens Religiosas &c. &c.
Dito. Ao Commandante das Armas en-
viando-lhe os numeos 5o e 5l do Correio
Oflicial, em que se achio estampados os
1) erutos nmeros 3n e 3t de a2 e a8 de
Fevereiro do correteanno, dando o pri
m. iro nova organisacio ao Exereito e de-
terminando o segundo a numeraco que de-
vtm ter os Corpos de Linba, que formio
o mesmo Exeicito; e communicando-lhe
que em consequencia do Imperial Avizo
ae 39 de Janeiro do correte anno ficio
suspensas todas as ordens que Ihe Torio ex-
pedidas sobre a organisacio do Esquadro
de Artilheria a Cavallo.
Dito -- Ao mesmo, communicando-lhe,
que a Grande parada do Dia 7 do corrente
de ve ser compoila das duas Legides da
Guarda Nacional deste Municipio, e do
Batalhio Provisaiio e 4- Corpo de Ar-
tilheria sob oCommando em Chefe do
Commandante Superior da mesma G. N.
a cuja disposicio pora' no referido dia
osobiedito dous Corpos de ptimeira Li-
nna.
Dito Ao Commandante Superior da
Guarda Nacional do Recie, comunicando
Ihe o conieudo no precedente crhcio e
prevenindo o deque toda a Tropa dever
acbar-se posta so meio dia em ponto no
K Collegio.
Diio Ao Commandante das Armas ,
corumunicando-lhe em additameoto ao offi-
eio que Ihe foi dirigido oeste, data sobre a
Grande Parada do dia 7 do corrente que
a companhia de Artfices devera' tamben
marchar incorporada ao quaito Corpo de
Artilheria.
Dito Ao Director do Arsenal de Guer.
ra ordenando*lhe que no dia 7 do corrente
mande por a dispusicio do Commandante
das Armas a Companhia de Artfices.
D'to Ao Inspector da Thesouraria,
enviando Ihe a relaco dos Membros da
Assemblen Legislativa Provincial, que assis*
lirio as mas Sesses no mez de Marco pr-
ximo rindo.
Ditos Circular aos Prefeitos das Co
marcas enviando-Ibes om ExempUr do ve-
latorio apresen!do pela Presidencia a As-
semblea Legislativa Provincial.
Dito a* Ao Prefeilo da Comarca do Re.
cife enviando-lhe um ofttrio para ser en-
tregue por intermedio do Sub Prefeilo de
Itamarac ao professor de Litim da Ca-
deira Suprimida d'aqoella Villla.
Dito Ao Director do Arsenal de Guerra
ordenandoIhe, que mande pagar por con-
la das quantias consignados para conser-
tos de Quarteis a importancia da gradede
vergalho que o Inspector Geral das o-
bra; Publicas, msndo fsser pra maiar
seguranza doQuaitel do Hospicio
Dito Ao Administrador Fiscal das
Obras Publicas communicando-lhe a ex
pedicio da ordem supra.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Ms-
1 iuli.1 respondendo-lhe, que nio pode ter
lugar a requisicio do Commandante da
Escuna Legalidade, que deve seguir o seu
destino da melhor raaueira que lor possi-
vel, visto ser' mais convinbavel que ella
faca a subslituicio dos msslros na Pro-
vincia do Maranliio onde se achara' com
facelidade.
Dito Ao mesmo para remoller quan-
to antes aSeeWlaria em conformidade do
Irijp.-riai Aviso de 8 d" Fevereiro desle
anno, a planta do mesmo Arseoal no esta
do em que se ella acha e dos novos edifi -
cios queconvem construir, com orcamen-
to relativo a cada um delles, e do que he
necessario para concluir os que ja esli
comecados; devendo urna e outra cousa se-
rum acompaobadas das precisas informa-
ces para que o Governo possa decedira
quaesdas cMMlrucfoes deve dar preferen
cia.
Dito Ao mesmo respondendo-lhe que
tanto i soldada do PraAico que foi dado ao
Vappor Uahiano, como a importancia dos
objectos que Ihe forio fornecidos devem ser
pagas pela Companhia dos Paquetes de Va-
por.
Dito Ao mesmo para remetter a S> cre-
er lar ia com urgencia a corita do que se
tem dispendido mensalmente com a obra
do Caes de Palacio ata o fim do mez prxi-
mo passado, (sendo destineca entre o ma-
terial, e o pessoal.
Portara Demitindo do posto deCa-
pilio da sexta companhia do primeiro Ba
talbio da Guarda Nacional de Garanhuns a
Jos Tu vares de Araujo Caite, visto tei-o
assim requerido, em consequencia de nio
poder continuar a servir, pelas .molestias
que padece como provou com documen-
tos.
Offieio Ao Coronel Chefe da Legiio
da Guarda Nacional de Garanhuns com>
municando-lbe a demissio suppra e orde-
nando-lhe que faca proceder a propos-
ta da pessoa que deve substituir ao mencio-
nado Capitio.
I'orlara Nomeando o Bacharel Joa-
quim Higino da Molla Silveira para exer-
cer interinamente os Lugares de Juiesde | Joo Monteiro de Andrade MaVvinss, Te.
Direito do Civel, e doCrime da Comarca
deNasarelh, visto acliardto -se estes impe-
didos.
Offieio Ao Presidente da Re'aco c-
mnncando Ihe a nom.eac.io do offieio su-
pra.
Igual communicaco foi dirigida ao Ins-
pector da Thesouiaria.
Dito Do Secretario da Provincia ao da
Assemblea Legislativa Provincitl com-
municando-lhe para sciemcia da mesma
Assemble, que foi remedida ao Inspector
da Thesouraria a reluci dos Deputados
2ue asbi liao as Sesses do mez prximo
ndo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do Com mando ds Armas de Per-
nambuco 8 d'Abiil de 1839.
Ordem addiccional a do Dia.
O Commandante das Armas em virlude
de communicacad que Ihe foi feita pelo
Exm. Snr. Piezidente da Provincia em of-
fieio de 3 deste mez declara a Guarnica5,
que o Regente em Nome do Imperapor por
Decreto de 5 do mez antecedente Houve
por bem de conformidade com as dispo-
zicoens do Art. a. da Lsi N. 41 de ao
de Setembro do anno passado Reformar
aos Senhores Officiaes cujos nomes e
Postos abaixo se transcreve.
Coronis Aleixo Jos d'Oliveira, Rftnto
Jos Lemenha Lina Tenente Coronel Gr.
Francisco da Rocha Paes Brrelo Mejo-
res -> Felippe O jar te Pereira, Manoel Al-
ves Monteiro f Cae ano Alberto Teixeira
Cavalcanli Capites Antonio Lins Cal-
das, Joio Baptisla do Ama ral e Mello,
Manoel Soares de Souza, Manoel Jos Ser-
pa, Antonio Benedicto de Araujo Pernam-
buco, Manoel Joaquim Paes Sarment
Primeiros Teneotes e Tenentes Joaquim
lesfero Marques da Silva Joaquim Ma-
noel do Reg Barretto Francisco Ferrei-
ra de Alcntara, Francico de Paula C neiro Le, Manoel Ignacio Pereira da
Sil"a, Bernardo Antonio da Silva Lobo,
Francisco Joaquim Pereira Lobo, Jlo
Oas Martins Jos Bernardo Fernardes
Gama, Joo Antonio da Silva Couto Va-
lente Antonio de Holanda Cavalcante de
Albuquerque Joio AI ves Pragana, Rai-
mundo Jos de Sou?a Lobo, Christo-
viode Barros Wanderley Silvestre llun*
rique de Piaho.
O Mesmo Regente por Decreto tan bes%
de 5 de Marco do correnle anno n .i.lou
extinguir as Classes dos OIBciaes Avulaoa
organsadas pelo Decreto de 3l de Ja narre
de 183a em consequencia do que o Out>-
mandante das Armas determina i .n< m
extinctas as cinco Clusses queactualiu ri-
le estad sob o Commando do Snr. Coronel
Alexo Jos de Oliveira.
Urna Commissa composta dos Senhor s,
Major Jos da Costa Rehello Reg Vlontui-
ao como Prezidente e Capitaens Antonio
Gomes Leal, e Sergio Tertuliano Castel-
Branco como Vogaes passar a entender-
se com o mencionado Snr. Coronel, e a
inventariar, os papis e livros do archi-
vo de cada ama das Classes : concluido es.
la trabalho o estando o archivo arran ja-
do e em estado de ser entregue na The
zouraria a Commiss.i extruido inven-
tario trez copias das quaes ornecendo
urna ao referido Snr. Coronel para ma 1. -
salva enviar as oulras duas a Secretaria
Militar. Os Snrs. Officiaes constantes da
relacao abaixo transcripta que nao fora
Reformados, e pertenciadas Classes ora
mandadas dissolver, fica addidos ao 4*
Corpo d'Artilheria a cu)o Commandante,
o Snr, Coronel Oliveira enviara as compe -
les guias.
Para substituir ao Sr. Major Felippe Du-
arte Pereiia no Commando do Depozito ,
Ietiacio de Barros Lima, Joio Ignacio Ri- I tem o Commandante das Armas nomrado
beiro Roma, Joaquim Bernardo de Souza
Rangel, Joo de Siqueita Campello, Ma-
noel Biserra do Valle, Pedro Alexandrino
de Barroa, Francisco Gonsalves de Arru-
da Francisco Antonio de S Brrelo, Ig-
nacio Francisco Pereira Dutra, Joio An-
tonio da Silva, Carlos Martins de Almeida,
Joaquim Jos de Souza, Francisco Joaquim
Maxado Freir, Antonio Marcelino do Es-
pirito Santo Francisco Jos dos Pasaos ,
Joaquim Rodrigues da Silva, Antonio Co-
elho da Silva, Antonio Rodrigues de,AI-
meida Estevio da Cunha Mendes, Joio
Jos de Moura, Francisco de Paula Meira
Lima, Fernd." Francisco d'Aguiar Mont'ar-
roy"S,--Segundos Teneotes e Alferes Jos
Ribairo Padilba, Filippe Servlo Beserra
Cavalcanli, Felis Miguis, Antonio Egidio
da Silva Jos Francisco dos santos, Joa-
quim Ignacio de Carvalbo Mendonca, Ma-
noel Joaquim do llego Barrelto, Manoel
Leocadio de Mira Wanderley, Manoel Cor-
rea da Silva, Manoel Pedro da Fouceca,
ao Snr. Major Josa da Costa R R. Montei-
ro que no dia i5 do corrente o recebis
com as formalidades estabelecidas. Con-
tinuad no Commando da 1. Companhia
do Bataiho Provisorio de Creadores o Sr.
CapitaS Antonio Benedicto d'Aranjo Per-
uarobuco a quem encarrpga do Comman-
do interino da a. da 6. o Snr. Joa de
Siqueira Campello. Caiitius U bem no
Destacamento da IIha de Fernando de No-
ronha os Snrs. Alferes Reformados Ber-
nardo Antonio da Silva Lobo Raymun-
do Jos de Souza Lobo e Manoel Ig-
nacio Pereira da Silva. Fica exonerado
do Commando do Forte Pao Araarello o
Snr. Major Reformado Antonio da Sonza
Rolim 1 e para substituil-o nomeia o Snr.
a. Tenente Pompeo Romano de Carva-
Iho que partir quanto antes a seo desli-
no. Fica de nenhum efljilo a nota de oVi-
xerca Unsada nos ass utos do Snr. Al
rea Rtfoimado Silvestre Hnrique de Pi-
nbo.

Ma.


^T
\

^
D I A R I
Relacs dos Snrs. Officiaes que passa
ser addidos ao 4* Corpo d'Artilheria.
Tenentcs Coronis Francisco Josp
Martina Jos Joaqun Coelho Francis-
co Sergio d'Oliveira Manoel Munis Ta-
cares -- Majores Jos Gabriel de Mora-
es Mayer, Fernanda da Costa, Antonio
Pedro de S Brrelo Joaquim Caelano de
Suuza Cosseiro Emeliano Filippe Benieio |
Mundurucii Jos Carlos Teixeira Joa
Francisco de Mello Manoel Machado da
Silva Santiago Joj jNeporauceno da C's-
ta Monteiro -- Capitn .Manoel Joaquim
d'Oliveira Vicente de Mor*es Mello Ig-
nacio de Siqueira LcaS Antonio Fernan-
des d'Andrade, Franc >cn Jote dos S mtos,
Jos Joaquim da Costa Jos Joaquim da
Silva Santiago Antonio Fernandos Pa-
diilu Tenentes Manoel Ferrundes da
Cruz Sebastia Lopes Guimaraens Jo-
xe da Silva Guimarens Jnior, Joad A nto-
nio deNoronha, Candido Eufemia Lins
de Mello Francisco Vctor de Mello e Al-
bupuarque Jos Per era Ernesto Eme
liano de Medeiros Jos Antonio Pinto ,
Antonio Pereira de Lierda Cirurgia
MorJos Vieira de Mel'oSegundos
Tenentes -- Josa Pedro da .Suva Jos Jo-
aquim Soares Carneviva Miguel Joaquim
Fernandes Barros Alfere Flix Pei-
xajlode llrito e Mello Sebastiio Antonio
do Reg Manoel Joaquim Madureira ,
Dito Ao CapitaS Ajudnte de ordens
Manoel Joaquim deOlifeira responden
do ao seo officio de 29 do met pasaado e
concedendo-lhe a facldade que pedia pa-
ra continuar no seo tractament, no Api
puco onde se achava.
Joaquim Jos d'livrira Flix Gam>s Co-
imbra Jos Joaquim i'u Moura, Loaren-
fo Jos Roma Antonio Faustino de Mi-
randa Joaquim Izidro d'Oliveira Jlo
Cbrisostimo Ferreira dos Santos, Siloma
Joaquim Ramos, Justino Francisca da
Silveira Joa Francisco dos Santos J-
lo Jos Gomes Joa Francisco do Reg
Barretto Joa Francisco Cavalcante,
Joa Goncalves da Silva Jos Grigorio de
Jezus, Ignacio dos Res Campillo, Mi-
guel Alfonso Ferreira, Joaquim Guedes
de (ambones, Vicente Josa Ferreira Ma
riz -- Capelln Fr. Jos de S. Jacinto Ma-
ybier Cirurgia Ajudnte--Francis-
jjl'joie Nunes.
Antonio Pedro de S Barretto.
Expediente do dia 3 de Abril de 1839.
Officio _. Ao Exm. Presidente com-
municando-lhe que por Portaras de 13
do mez p. p. tinba mandado dar baixa a
o Cabo graduado Manoel da Rosa Aran jo,
e soldados Malaquias Jos e Augusto Jo-
ze Leopoldo o primeiro e segundo da
Companba que guarneca a lllia de Fer
nando de Noronha e o terceiro do i\.
Corpo d'AUilberia todos por terem fina
litado o tempo porque era obrigarios a ser-
vir no Exeicito, e nao quererem continuar.
Dito Ao Inspector da Thesouraiia ,
communicando-liie para que suspendere
o pagamento das prestacoens que deixara
as suas familias "tiesta Capital a dispedi-
da dos Muzicos, da 1. Classe Luis de Fran-
ca Viaira e da a. Agostinbo Vieira de
Lima ambos do Batalho 7. de Cala-
dores.
Dito Ao Exm. Commandante das Ar-
mas da Provincia da Babia, respondendo
ao seo officio de ao do mez antecedente, que
acompanbou varias pracss invalidas do Lia-
talha 7. de Cacadores.
Dito.- Ao Coronel Commandante da
a. Brigada d'Inl'antaria do Exeicito do
Sul, disendo-lhe, que em consequencia
deiua rommunicaca feita 10 officio de
28 de Ta* ir o ultimo bavia oxpedido as
precisas ordens ao Commandante do \.
Corpo d'Artilheria para a suspensio das
prestacoens que os Muzicos do 7. Bata-
Uiadde Cacadores Franca e Lima, dei-
xara em soccorro de suas familias nesta
Capital e scientiGcado a Tbeaouraria do
expendido*
Dito Ao Commandante interino do
4. Corpo d'Artilheria ordenaudo-lhe a
suspensa do eobramento das prestacoens
dos muzicos cima referidos desde o 1.
de Marco do correte anno.
Dito Ao mesmo mandando prendei
o Furriel Antonio Francisco de Almeida ,
e soldado Antonio Lopes, pelos lacios
notados as ptrtecipacoens que Ihe enva va
e ordenando I lie que manUasse escrupu-
losamente examinar taes factos commum-
cando por escripto o resultado da iovesti-
$aca
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de Abril de 1839
Officio Ao Exm. Presidente da Pro-
vincia informaodo o requerimento de An-
tonio Manoel Estevio.
Dito Ao Director do Arsenal de
Guerra para dar esclarecmentos a respei
to da Caixa de instrumentos, que |> I"
mesmo Arsenal foi fornecida ao Cirurgia
Jose Vieira de Mello.
Expediente do dia 9.
Officio Ao Exm. e Res. Bispo, Direc
tor interino d' Academia Jurdica de Olin-
da, puflndo para informar o requerimen-
to, que o acompauhou de Jlo Antonio
de Souza Beltra, substituto de Rhetori-
1 a e Geografa do Liceo desta Cidade.
Dito Ao Director do.Arsensl de Guer-
ra acompanhanda huma requisicio di di-
verso objectos para o expediente do
Almoxarifado da liba de Fernando de
Noronha, a fat de o satisfaser pelo mesmo
\rsenal. *
Diversas Repartieoens.
ALFANDEGA DAS FAZENDiS.
A Escuna Americana Emilia, vinda
de Biltimorn, entrada em 9 do corrente
Capilad B. I). Claik consignada a L. G.
Ferreira & Mansfeld.
Minifestou o seguinte.
189 Barricas coro bren, 656 ditas com
farinha de trigo 4o meias ditas com dita.
MEZA DO CONSULADO. '
_ A Pauta be a meama do uum. 70.
CORREIO.
recebe a
11 as 10
O Brgun General Cabreira ,
mala para o Rio de Janeiro hoje
horas da manhia.
OBRAS PUBLICAS.
Em observancia as ordena do Exm. Sr.
P ezidente da Provincia tem de hir nova-
menle praca para ser arrematada por
quero por menos fizar a reforma da cober
os das aa, a4, e 36 do corrente mea, or-
cadaem rs. 2:61^710. Os Licitantes
dedp comparecer competentemente habi-
litados de Fiadores idneos em os mencio-
nados dias ao meio dia a darem os seus la-
es na Repartica das Obras Publicas, on-
de se aclui patentes os respectivos orea-
mritos e coudicoens para serem examina-
dos pelos pretendentes em qualquer dia
til as horas do expediente.
lnspecc*5 das Obras Publicas 6 de A-
bnl de itiig.
Moraes Ancora.
Pela Admiu straca Fiscal das Obras
Publics se declaro, que aquella pessoa ,
que bouver da arrematar a gradara de
Ierro que hade guarnecer os lados da ponte
da l5oa-vila que se acha em asta publica
hade prestar Banca idnea para no caso
de nao entregar a obra no fim do prszo
( que se bada declarar no seto d'arremata-
cao ; ) ser feita a obra que faltar a vista do
mesmo Arrematante e pelo preco que se
achar.
Amaro Francisco de Moura.
Administrador Fiscal.
Pela Administracad Fiscal das Obras
Publicas declara-se que a Arremalacao d-
grade de ferro marcada para o dia la ,
tica transferida pira o dia a3.
Amaro Francisco de Moura.
?dmiustrador fiscal.
PREFEITURA.
Parte do di* 10 de Abril de i83g.
Illm. e Exm. Sr. Sou a partecip^r
V. ExU%/que das partes hoje recebidas
somente consta que fora presos hon
tem' a minba ordera, e tivera hoje o com
ptente destino : Francisco Gsmes Fer-
reira semi-branco pela 1. patrulha do
districto da Ribeira de S. Antonio, por ter
dado nm golpe com um fado no braca de
uro preto ; Anaslacio Jos Lourenco pre-
to soldado do Bitalho Provisorio pelo
Commandante da Guarda da Cadeia por
ter desobedecido sentinella da mesma ; e
Jos d'Azevedo branca pelo Sub-Pre-
feitoda Fieguesia da Boa villa por sus-
peita de ser desertor de mirinhar
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitora da
Comarca do Recife 10 de Abril de
1839. Ulm. e Kxnx Sr- Brancico do Re
go Barros Presidente da Provincia
Francisco Antonio de S Barreto Pre-
felo da Comarca. .
Torna a ser publicado por ter sabido a
primeira vez errado. I
Illm. e Exm. Snr. Em cumprim^nto
ao officio de V. Exc. de 3 do corrente mez
em que me ordena que infirme qual a
Lei em que se funda a obrigaca im-
posta s pessoas que saiem em canoas je
jangadaa para os poitos c-steiros e escra
vos de tiraren! passaporte d'esta Prefei
tur. ; visto terassim resolvidoa Asem-
blea Legislativa Provincial requerimento
de nm de seos Siembros : tPnho a honra de
segnificar a V. Exc. quequantoas priropi-
ras reclamo o testemunho de qualquer Ci-
dado, a quem eu tenha imposto similhan-
leobrigaca, e que somente ; aquelles,
que voluntariamente vem esta Secreta-
ria requerer passaporte he que se tem
panado depois de se mostrarem para isso
habilitados; e que k respeito dos segun-
dos nao estando elles comprebendidos no
art. 118 do Cdigo do Proeesso Criminal,
claro fica que nao podem viajar sem passa-
porte o que est mesmo expreso no Avi-
zo de 18 de Marco de i835 anda quan-
do saio em companba de seos senhores.
Dos Guarde a V. Exc. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do Recife 8 de A-
bril de 1839. illm. e Exm. Snr. Francis-
co do Hego Barros Prezidente d'esta
Provincia. Francisco Antonio de S Bar-
leto Prefeilo d'esta Comarca.
EDITAL.
A Cmara Municipal da Cidade de Olin-
da em virtude da Lei &c.
Faz salier que se hade arrematar por
renda annual a quem msis der a casa de
seo Patrimonio onde esteva a Meza do
Consulado ua Cidade do Recife nos das
1a, 16, *> 19 do correle mez ; e oseo
orcamento ser apresentado no acto da ar-
'emalaci: quera na rresma quiaor laucar
se apresentar nos mencionados dias mu-
nidos da seos fiadores.
E para que.chegue a noticia a quem
convier se passou o presente.
Olinda em Sesta de 5 d'Abril de 1839.
Joze Joaquim de Almeida Guedes.
Presidente.
Jote Joaquim de Figueiredo.
Secretario*
Correspoiidettcia.
Sra. Redactores. Nao sendo de minba
intenca responder a todaa as arguices,
que se me tem felo por este Diario, por-
que bem conhf-co que a polica em lodos os
pases a parte da administraco Publica,
que mais descontentes ou mesmo inimi-
gos acarreta mxime entre nos pela oppo-
sicio, que sofreo desde sae cmico, a
Lei, que instituto o actual systema de po
licia sem embargo eu me laiei cargo de
justificar>me somente d'aquellas increpa-
ces recheadas de embustes e que s ti-
verem por fim tornar-ma menos circuns-
pecto para com o Publico judicioso pna-
te quem me eropenho ser julgado.
O Communicado, publicado em o Dia-
rio de 6 do corrente em que se faz o pa-
ralela da polica por mim administrada
com a de Merme
por
isto mister
le arteramente alterado,
sr se faz a publicscc do que(
UMI -.-.---------- T i -J Vi ,
se passon cerca de Jos Ignacio do Mon-
te e seo Official de ourives Jos Singulos-a
te a fim de que nio s sn conheca o pro-]
cedimento de to decantada prepotencia j
como que nio exorbitei ainda esta vez do
circulo que a Lei me marcou como para/
que ej* descascarado esse verdadeiro ini-(
migo fia insutuicio policial que tanto a-
fan mostra em tor nal-a odiosa, e se bem
me nforma um que'Passou retrogra-
dando decenos planos pela perspicacia da
mesma polica ; e eis o caso. Jos Ignacio
do Monte, mestre de ourives, horneen,
que se diz possuidor de nio pequea forin.
na
recebeo de jos Singoloste seu of
cial, nove libras ecento e desenove oir.
vas de prata de Lei e tres pessaa de seis
mil e quatroceotosem ouro para Ihe resti-
tuir igual porcio e qudidade quandoche-
gasse da Villa de Macei para onde saina
o dito jos Siogttlosle negocio, e Ihe
passou recibo de sus propria letra em-
prestando ao mesmo Singuloste sessenla e
lanos mil reis, que pedio para as despezas
da viagem : logo que elle voltou foi proa-
lamente pagar ao dito Jos Ignacio o di-
nheiro que Ibe havia tomado emprestado,
e nenbuma duvida poz em recebel-o ; de-
pois do que Ihe pedio o jos Singuloste a
sua prata que Ih'bavia deix do como em
deposito ; mas seo mestre h'a nao quiz dar
como recebera, essim metade boa, e
outra ametade m allegando que a prata
recebida era boa e m : ora alero de nao
ser crivel que elle sedeixasse engaitar por
um seu official, o recibo de sua propria le-
tra tirava toda duvid.i. Vendo-se pois o
jos Sioguloste na colisi de receber. prala
m, ou de entrar em urna renhida queato,
procurou o Sr. juiz de Paz d^aJEeguexia da
Boavista sonde mofa o dito jo: Ignacio,
como medianeiro : para por meio de ami-
sade fasel o entregar a prata como tinba
recebido cujos pedidos nio quiz ceder o
mesmo jos Ignacio ; pois seo designio era
dar com o misero official no pelago conten*
cioso : seo fraco credor, querendo sulitra-
ir-se a tao injusta demanda, procurando
todos os meioscousiliatorios para obtersua
prata d'esse poderoso depositario cheio
de recursos para o illudir no l'oro, e dar-
Ihe cabo de sua mesquinha fortuna ; recor-
reo enlo polica, expoz o f*cto, eo
provou : jos Ignacio do Monte chama-
do para dar a raso porque re tinba a
prata alheia em seo poder contra a vonlade
de seo dono, recusou compaiecer desobe-
decendo urna oideovpor escripta que se
Ih'appresentou do Sub-Preleito respectivo,
eraandouem seu lugar responder o Cgo
Alaria uno, pelocommum pretexto de eslar
doenle sem mais prova ; e sendo instado
comparecer para se nio burlarem assim
as d ligencias da polica ; foi eolio a Pie-
feituraemuma Cadeirinha allegando a-
inda esses pietextos ue supposta moleats ,
e sendo Ihe appreaenlado o seu recibo, e
admoesiado por meios brandos, que por
honra mesmo de sua firma devia restituir
prata igual, que havia recebido, e nao
inferior, como a que quera dar, assim o
fez no dia immediato, sem que para tsso
fosse conslrangido, eso movido pela voz
de sua consciencia. a' vista pois do que
levo dito, oque se pode prove- com as
mesroas dcclar.ces das duas partes conien-
deotes, o pnblico decidir se cuve em own
exresso no que pratquei, ou se no auctor
do communicado ha ou nodesejo de tor-
nar odiosa a poficia, sendo elle o que def-
iende a causa do poderoso injusto, e op*
pressor contra o fraco e desvalido.
Sirva-sepor tanto Sis. Redactores, por
obsequio de mandar inserir em su folna
estas linhas para exclarecimento da verda-
de, pelo que obrigado dexai a quem se
confessa ser
Recife 5 de Mar. DeVv.Ms.
90 de 1839. Muito atlencioso V. e C.
Francisco Antonio de S Barreto.


Variedad e.
SOBBB o trafico dos escravos.
Csrta de Franklin o Editor da Gazeta
Federal.
Filadelia, a3 de M*rc9 de 1790.
Senhor Meu :
O discurso, que hei lido en o diario de
Vm., pronunciado do congresso pelo Sr.
J-ckion, fino de persuadir Asserabla
que se oo occuppe da queslo da abbelo
do trafico la escravatma e que nao tome
era consideradlo o melhorar a sorte destrs
infelices, me fez recordar de outro discur-
so similhante pronunciado a mais de
cem annos, por Sidi-.Yiehemet Ibrahm ,
membrodo Di van da Argel que se pode-
r examinar ni relaclo do consulado de
Martin em iG^. Es'e descurso era diri-
gido pira que se nao acceitasse peticio de
una seita chamada dos 'etikaaV, ou
(puristas', que sollic ti va a abolicio da
pira tari j e da escravidio, como actos es-
nencialraente injustos. Talvez o Sr. Jark-
sii m"o tivesse presente tio oportuno docu-
mento, pois que delle nio trata. E, se
s-ueloquente discurso contem urna puli-
dos mesmos raciocinios isto prova nica*
mente, quequando as circunstancias sao
iguaes os interesses dos homens obrao e
sempre tem obrado constantemente com
urna adraiiavel tjmilhanca, en todas as
regidas, eem todos os climas. Eis a Ira
duccio do discurso Africano. Allah Bis-
mill-h etc. Deus grande e Mahoroet e
i- u profeta Estes erikas b Jo. por ventura
reflexionado sobr os funestos resultados ,
queacarretara acceijacio de seu insensato
requerimento ? Se deixarmos de fazer o
corso antra os cbrislios como nos provp-
remos dos productos de seu paiz que nos
sao tio n'cessario3 ? Se nos abstiverroos de
escravisar asua 1 ac, quem occupsre-
mos na cultura de nossas trras, ueste cli-
ma abrasador ? Quem servir em nossa ci-
dad e s nossas familias ? Ser pois ne-
c s-iario, que na mesmos nos convertamos
era escravos? Deveremos acaso ter mais
compaixio e conceder maiores favores a
e tros iMusulmanos ? Temos present-menle
mais de cincoenta' mil escravos em Argel, p
nos seus campos: se este numero se nfo
augmentar com novos captivos ir gradu-
almente diminuindo, al acalrsr-se mteira-
mente. Assim pois se cessarmos de apri-
sionar e de saquear os navios inflis se
nao escravisarmoa os seus marinheiros e
passageiros nossas trras perders do s< q
valor por falta de cultura, o aluguel das
casas, na cidade, diminuirconsideravel-
meiitedopreco.actu.il, eosdreitos, qu
recebe o governo por causadas presas re-
duzr-se-hao a 2ei o. E todos estes desastres
para que? Para saiisf-zer a os caprichos de
lima seita extravagante, que quer delermi -
iiar-nos nao s a que nio f caraos mais es-
cravos, como tambem a q' demos a liberda-
de a os que possuimos P E quem indemni-
zara a seus senhores deltas perdss? Serio
por ventura os erikas ? Podem elles fazel-o
assim ? Ou para obrarem com os escravos o
u,ue elles chamad acto de justica queiem
fcbrar com os senhores a maior das injusti-
cas? Concedamos, que commeltessemos a
loucura desoltal-os que seria delles e
quem os soccorreria ? l'ise-tou seguro de
que mui poucos delles querer vdltar.a o
s*u paiz natal, porque mui bem conbecem
os males, que aii os aguardad. Nio abra
caiad nyjsa santa rehgiio; nao adoptard
nosaos costumes ; nossos concidadios nio
quereioaviltar-se aoponto de com elles
Gcnlrairem parentesco. Ser por tanto mis-
ler guardal-oaentre nos como mendigos,
"sofrer, que as nossas propriedades se
jao a presa de seus latrocinios; porque nao
e de esperar que gente acostumada es-
cravidio, queira trabalhar por ganhar o
seu sustento, salvo se for obligada aislo.
Que ha em sPu. actual estado, que seja dig-
no de compaixio ? Sus pais to er*d es-
cravos? AEspanha, Portugal, Franca
no eslo governadas por despotas, que
tein debaixo de urna escravidio a todos os
seus vassallos sem excepcio ? A mesma In.
6'terra traa como escravnj a seus mari
nheiros ,e soldados; porque, quando a-
prai a o governo elles sao obrigados a
marchar, sfo encerrados nos navios de
guerra, e condemndos, nio s a trabalbar,
como tambem a exporem-se morle e is
lo por um mesqunho salario oa talvez
por oblar um alimento, que certamente nio
maior que o que damos aos nossos escra-
vos. Sm condicio por veolura peor,
qiiando elles cahem em nossas mos ? De
certoque nao; pois que realmenle s mu
da da escravidio, e posso provar que
ganh no cambio; porque piles sio con-
duzidos a um paiz onde o sol do Islamis-
mo derrama sua luz e brilha com todo o
explendor, lendo alem disto occasiio de
nslruirem-se na verdadejr*. doutrina e de
salvaren deste modo su quando os que permanecen no ieu paiz nio
osad desta felicidade : mandal-os para sua
patria seria lira! os da luz para sepltalos
as 1 re vas.
Resolvo-me a pergunfar : Que f.remos
nscomel'es? Ouco indicar, que pode-
riap pstsbelecer se no diserto onde ha u -
ma grande extensa'o de terreno, que pode
procurar-Ibes a subsistencia e onde podem
fljrecer, como povo livre : porem elles lio
em demasa preguifoios para trabalharero ,
pois o nio fazem sem que seja comoellidos
a isto, e mui ignorantes para ealalHece-
rem um bom governo ; e as hordas Arbi-
cas nio tardari ero inquieta los, e des-
truil-os, ou reduzil os nova mente a escra
vido } eotretanio que debaixo do nosso go
veroo elidamos de prover a todas as auas
necesidades trataodo-os cim a mais edi-
ficante humanidade. Estou mui b"m in-
formado que no seu paii, 01 Uvrsdores
sio muito peior alimentados alojados, e
vestidos. A maior parle delles tem ganha
do bastante e nio solicitud outraa melho-
ras : sua vida aqu est segura, nioestando
elles expostos a os actos de forca, que ot re-
d 11 aero a servir como soldados; para se
desiruiremcoiD guerras incarnicadas co-
mo vemos continu-idanaentr na desgranada
Europa fazerem o chriitios uns con ira os
outros. Se alguna dos santn Nuprstinio
sos que nos acoc<5 e nos fatigad com as
suas insensatas oraces nos accessos de seu
extravagante cerebro hio dado a lbenla
dea sem sera vos, nio tem sido o efTeito
de um impulso generoso, nem de huma-
nidade, que os tem excitado mas simo
insoporlavel remorso de sua consciencia ,
acabrunbada com o peso dos peccados o
que Ihes ha sugerido este exp-diente, com
o qoal imaginad desaggravar a Deus e li-
vrar sedas penas eternas- Mas quao gros-
seiramente se engaad os que imaginad,
qua a escravidio est desapprovada pelo Al
corio Nelle $9 nao encontrad estes pre-
ceilos alem de outros ramios ?: Amos,
tratae a os vossos escravos com bondade;
escravos, serv a es vossos ames enm amor,
e Gdedade. Aqu esto claram nte de-
monstradas cm o texto santo as provas do
seu erro. Tio pouco est prohibido em o
nosso li vio sagrado o roubar a es inflis:
porque p! um facto notorio, que Deus ha
dado o mundo e quaulo nelle se contem ,
a os seus fiis Mqsulmauos chamados para
gozarem delle por direito. Assim p is do
oucamos a essa proposito escandalosa e
detestavel da bberdade dos escravos O ac-
ceital-a seria desist mar as nossas Ierras e
as nossas propriedades privar a urna mul-
lidlo de bous cidadjos dos seus bens pro-
vocar o descontentamente) universal, exci-
tar insurrecedes 1 r em perigo o gover-
no e produzir urna c nfuzao geral. Por
consequencia nioduvido, que este sabio
oouseibo preferir a vantagem e felicida-
de de toda a naci dos verdadeiros cenles,
a os caprichos de alguns erikas ', e que
desprezar o seu requerimento .corno um
dalirio,
O resultado fo, segundo diz Martin,
que o Divn rtsolveo o seguinte : A dou-
trina de roubar a os christos e reduzl-os
escravidio injusta oa ao menos pro-
blemtica ; porem o inleresse do Estado
em continuar a prat ca inconleslavel. Por
consequencia a pelicio seja despresada.
E com elfeito o fui*
Pois que ha os mesmos motitoi para pro-
duzir no espirito dos humens as mesma*
opinides e as mesmas resoluedes nada
arriscamos em vaticinar em virlude desla
lelacio que as petiedes feitas a o parla,
ment de Inglaterra cm favor da abolico
docorrimercio dos escravos, por nio dizer'to distante quem se achar nestas circans*
nada das oulras assembleas legislativas, co-
mo lio pouco dos debates que se suscitad
sobre estas petiedes terlo o raesmo resul-
tado.
FlU.NKLIU.
(Traduzdo.)
Avisos Diversos.
Quem precizar de huma mulhpr pa-
ra ama, que cosinha engoma e faz o
mais arrsnj. dn huma caza, dirjase a
ra do Rangpl sobrado defronte da ciza
dos Diversos Reanmenlos.
O Emprerario do Theatro pede aos
Srs. que levarad roupas para tcompanbar
algomas das procissdes de enterro bajad
de declarar suas moradas para as mandar
buscar e no caso de Ihe quererem fazer p
favor de mandar entregar, Ibes ser anda
mais ob' gado. O raesmo portador pode
trazer o emporte do que inda nao esliver
pago visto que faz j boje 11 diaa de es-
pera.
_ Manoel Pacheco deResende, mora-
dor na rui das Trncheiras, lendo urna
venda no principio da roa Nova e nella
por seo caixero Francisco Antonio da Ro
cha em cuja fldelidade descancava acn
lece fugir Ihe de casa urna sus escrava pre-
ta anglica pelas 7 horas da noite do dia 7
do corrente roez e anno por sedurres do
dito seu caixeiro e pelas 7 horas da noite
do dia g do mesmo mez n anno tambem
desappareceo o sobredito caixeiro da ven-
da dexando o Annunciante na venda,
cujas chaves fez depositar em juizo e re-
queren um balanco judicial para se s-.ber
f>in que estado o caixeiro deixou a venda :
a vista deste successo, que dever servir
para advertencia dos mais Paltes o An-
nunciante roga a todos os seos Ga-edores que
aaibadque o Annunciado nio he mais seo
caixeiro, nem delle confiero nada para sua
venda: e sailud os seos devedores qua
nada Ihe devero pagar ; por estar j fora de
sua casa : o Annunciante estimar que este
avizo seja ulil, e proveiloso a todos a quem
convier.
_ Huma casa capaz, e de pouca familia
obriga se a receber alguma Senhora llvre
e desembaracad* que se queira sugeiar
a servir de perlas a dentro, com a condi
cao de lite darem o comer vistir, e o mais
q' Ihe for necessario; quem estiver as cir-
cunstancias annonce.
_ AHuga-se o primeiro andar doquin
lo sobiado do Lado direito na ra d' A po-
lo do Bairro do Recife quem o pertender
dirija-se a mesma ra no armasem deassu-
car D. l3.
_ A pessoa que por engao levou do
armasem do Snr. I'ater hura chapeo de sol
de si da asul, no da g do corrente, qur-ira
por obsequio mandal-o entregar na ra
do Queimado loja do Snr. Annuncia-
9o.
Quem precisar de mandar cobrar algu-
ma divida pelo mallo e me-ino fazer con-
cilia^dts dirija-se a esta Tipografia que
se dir' a pessoa.
_ Huma pessoa de bons costuraos pois
dar 6ador de sua contucls, e com bastante
pralica de negocio deseja ser empregadu
em alguma arrumacio nesta Provincia ou
lu a della : nesta Typografia sedira' quem
he.
_ Precisa-se de cem ou duzenlos mil
res a juros sobre penhores ou fima a con-
tento ou outra qualquer franca : quero os
tiver dirija-se a ra larga an Rosario no bo-
tequim do Sr. Albuquerque.
_ No Escriptorio de Jos fereira da
Cunba, ra da Cadeia no Recife venda-
se barris com potaga Americana de ba
qualidade, em barra grandes e peque-
nos.
_. O Snr. Joio Gardine, que esta' ou
esteva em casa do Snr. Antonio Rodrigues
Vianua, queira procurar, no Escriptoiio de
liosas & Braga, Ra do Vigaiio D. 5, urna
carta de sua familia.
__ Allugd-se huma ptima escrava boa
vendedeira, e propria para lodo o servico
de huma casa quem a pretender dirija-se
a ra do Calabouce D. 5.
_ Precisa-se da hum rapaz Portuguez
de idade de 13 a i5 annos vindo ultima
mente do Porto para Caixeiro de huma ca-
sa de negocio fora desta Cidade, nio mui-
tannias annucie a rooradia para ser procu-
rado.
-----Arreml i-.e o cilio da Capellinha do*
Mondego ; quem o pertender dirija-se ao
mesmo cilio.
Precisa-se de hum hnmem solleiro 00
viuvo para ser feitor de um Engenho ;
dirija-se a ra das Cruzes D. 7 no terceiro
andar.
Quem quiser alugar hum, a dos es-
cravos, proprios para o servico de huma
casa por serem muito Ladinos, e fiia,' e
um delles sabe rosiohar o Diario de ama
casa, e sio robustos para qualquer servi-
co : dirijio-se a ru9 Estreita do Rosario
D. 10 no segundo andar da parte do
Norte.
Aluga-seoarmaem e quarto andar -
da casa da roa da Moeda ltimamente
reedificado, e pintado : dirijio.se a ra do
Vigario D. 12.
Os Sfnhores assignantes do,Pan?ra-
roa, podem mandar buscar os seus compe-
tentes nmeros no Escriptorio de Francisco
Severinn Rabello.
_ Olferece se hum hornero de quaren-
ta annos capis- e de bons c stumes a dar
lita) em algumas casas particulares de pri-
meiras letras, que he ler, escrever e con-
tar Grammatica Portugueza e Francesa 4
auem precisar dirija-seao armasem da ra
NomD. 3*.
_ A pessoa que annuncioa no Diario
numero }"> ler para vender huma escrava
com todas s babelidades, dirija-se a ra
do Crespo D. 7 lado do Sut.
_ Per-isa se de huma mulher de idade
sem pnelo alguma, que tenha as condic-
cds seguinlrs, que saiba ler e escrever ,
coser e bordar pois be para ominar duas
meninas em huma casa particular, onde
deve morar, quem se achar nestas cir-
cunstancias, anuncie a morada para se
(ase 1 o ajuste. Mf
__ O Snr. Hnrique Cesar Guimaraen
sirva-se auuunriar a sua morada a negucio
de inteiesse.
_ Arrenda-se 011 troca-sg por oulro
mais perto da praca ou por urna olaria que
eolia barro dentro do terreno um sitio
grande na estrada do Monteiro com casa
amiga de muito cmodos casa nova para
escravos, estribara para doos cavallos,
telheiro para couxeira cacimba coa boa
agoa de beber terreno para plantar qual-
quer lavoura, baixa para capias, e es-
piro plantado para dous 011 tres cav.illoa ,
bstanles ps de laiungeiras velhas, e 400
ppz novos enxertados de varias qualidades
queja principiad a dar fructo 60 coquei-
ros de fiucto, e cento e tantos que anda
itio dio, mudos pez de cafe* que dio por
anno 16 a ao arrobas, pez de jaqueirasde
fructo e So que anda nio dio -jo pez de
mangueir^-s de fructo e outros tantos que
inda i. dio, varios pez de limdes doce,
limas lizas e da Ierra deembigos, varios
pi z de pinhas, romanz-iras e tamarinos ,
ludo j de fiucto, e oulras multas qualida-
des de fru la : quero pretender annuncie.
_ Piecisa-se de aoo,ooo rs. a juros dan*
do-se dous por cento aomez boa firma e
por lempo de 6 meses : que os quizer dar
annuncie.
Quem precisar de areia grossa psra
obras, ou atierros qau. possa em pregar du-
as canoas urna que carrega dous milbeiros
de lijlos e outra de milheiro com quatro
canoeiros : dirija-se a ra do Queimado
loja de f.scndas D. 11., que achara com
quem tractar.
Urna Senhora casada en-ina meninas
a ler escrever e contar ; e toda a quali-
dade de bordados como seja de fil de li*
nbo e ouro e mais outros e avarintos
ludo com peifecad : as pessoss que quise-
rera mandaras suas meninas dinja-sea
ra do Livramento sobrado de 9 andares
D. ii U.'o direilo.
_. A pessoa que annunciou querer com-
prar uro cavallo bom que sirva pra se-
uhora querendo um que custou 3oo,ooo
rs. e que se lhes d por 100,000 rs por
estar magro : annuncie asseverando-se ,
que nad obstante as carnes em qu s: ,
nad he possivel haver anim.l mais seguro
de maos, e mais macio nos andares bai-
xos.
_ Compra-se urna escrava que saiba
engomar cozer e coz uh.tr : utsla Ty-
pografia.


11
\



D I A R i O DE PRNAMBCO.
_ Oabaixo assignado caixeiro do Snr.
Lu z Gomes Ferreira &. Maosfield, faz sci-
nte ao respeitavel publico que lndo no
Diario da y do corrente numero 78 na par-
te d p ilicia ler sido preso uro lioroera pelo
Sul> lVfcito da Boavista denorne Maooel
Gomes da Cunda por se ter negado ao
servico da polica e como o annunciante
tem igual nome por isso nio se deve en-
tender como annunciante, que desde ja
muda o nome para Manoel Gomes Ferreira
da Cunha.
A bsm das olmas da Matriz de Santo
Antonio roga-se encarecidamente ao Sr.
Fiscal do mesmo bairro de deitar suas
vistas sobre o beooque fica por detraz da
mesma Matriz fazendo recabir as postu-
ras da Cmara Municipal sobre quem seuo
pejo do publico e nein temor s mesmas
leis manda deitar em dito beco imundicas
tmente proprias d praia.
_ O abaixo assignado fax sciente ao
respeitavel publico que em viriude d
nnuncio que se v no Diario n. 76 de 6
de Abril par Luiz Marques d Silv Mello,
no que diz respeito a Sebasliio Jos Gomes
Penua ser obrigado a pagar a qualquer
urna, divida que se offerecer por dividida
casa em que havio tido sociedade ; decla-
ra que s paga a Mino-I Ferreira Linsa
quint'u de 10,000, ea viuva de Braz e
Simoes4i>3oo Pjr ser estas as dividas ,
que Ihe dera enconta no desapartamento da
mencionada sociedade, por quantj o dito
Luiz Marques da Silva Mello t> eslava au -
thorisado para comprar a diuheiro lio so-
mente. Sebastio Jos Gomes I'enna.
_ Quem pardeo desde o Corpa Suito
al o trapiche novo um pouco de dinlieiro,
um passaporte e dois couhecimentos de
urnas pipas de sgoa-ardentes dirija-se a
ra dos tanoeiros n. 10 a l.tllar wra o cai
zeiro doSr. Antonio da Silva Lisboa que
da,gjJo os signaes Iheser entregue.
~ Quem quiser hypothecar urna caa
terrea nos aflojados dir ja-seao principio
do mesmo atierro venda I). \,
_ Traucisco Jos dos Sanios, guarda
aposentado da Mesa do Consulado. |> d.
o respeitavel publico que se por fiiali-
dade pensar ser elle o q efoi preso pelo
Sub-Prefeito do Ke&fe por ebrio que
nio be elle do tal desgraca e outro siun
do mesmo nome e prometi apsrecendo
oulro de talnatureza dar outra assignalura
_ Marcelino Ferreira dos Santos Costa
como administrador de sua mulber Mara
Jos dos Passos, que foi primeiram'nte ca
sada com Francisco das Chagis Alves, fi-
Ihos dos fallecidos Mancel Alves e Muia
doCarmo, pelo prsenle >aununcio de
clara que pessoa algutna compre, e uem lio
Saco faca outio qualquer negocio com
ipolito Jos da Silva Maximino Pz de
Rozario e Mancel Anaslacio, como ad-
ministradores de suas mulheres ( suas in-
tasdas ) e berdeirosem testamentla dita
fallecida Mari* do Carino com omi mo-
rada de casa sita na Boa vista que fiou
por morle da fallecida por isso que elle
tem de disputar em Juizo o dir. rilo que tem
sua mulber na meacao daquelh 1: sa e
adverte tambem ao Snr. Placido ( mestre
pedreiro ) que como testimenteiro nao con-
cinta em seinelhante venda sera que se
proceda a formalidade da iei por isso que
ainda ha urna orfi berdeira e para se nio
chamarem a ignorancia faz o presente,
_ Quem anuuuciou querer vender ou
alugar urna escrara muito boa vendedeira
de ra dizija-se a ra nova da trempe
casa pintada de amarelo ao p de um sobra-
do novo que se est zendo e na mesma
casa se vende urna escrava moca de bonita
figura pejada de 4 mezes e cozinba o
diario de urna tasa,
_ O procurador di Cam ira Municipal
de Olinda, mora na ra do Bom fian da
mesma Cidade n. ai e no Kec f (odas
as S-xIas F. que nao forem das Santos, na
ra das Cruzes no carlorio do Snr. Cir-
aco.
Mr. Kisel reloj oeiro francez, no
alten o da Ba vista, acha-se promplo a
concertar qualquer 1 elogio que Ibe seja
confiado pelo inais commodu preco elle
obnga-se restituir o dinheiro que tiver re-
cebido em pagamento de qualquer concer-
t, que nao for bein execurdo.
_ Quem annunciou precisar de a.'oooj
jaros por tempo de 6 mezes dois por
cento ao t, e da fima a conteni pro-
cure na ra do Cabug loja de ourives De
cima 1.
_ Perdeu-se um par de brincos de po-
dras corapridos do modelo antigo pes-
soa que o aehou querendo restituir dirja-
se a ra de S Francisco na quina que volla
para a frente de tlieatro rio 1. andar, ou
annuncie.
Avisos Martimos
PARA A BAHA segu viagem com
umita brevidade por ter a maior parte de
sua carga prompta a Escuna Brasileira
Emilia, Capillo Jos Raimundo da Sirva ;
quem quiser canegar ou ir da paasagem ,
du ija- se ao mesmo Captio a bordo, ou
a Manoel Fraucisco Pontes ra da san-
zala velha.
PARA O ACARACU' peloCeara' segu
vi."'in al ai do correte o Patacho Joan^
EliSi ; quem no mesmo quiser crregar ,
ou ir de passagem di< ija-se a fallar com Ma
noel Gonsalves da Silva ou com o mes-
Ire a bordo do mesmo.
_JtL
Le i 1 o
Segunda feira 15 do corrente as M
horas da manh na praca do Commercio ,
de 4 barris com plvora que se acha na
fortilesa do bruno e dois mastros um
gurupe um leme e um bulineta que
se acha na praia das garcas na provincia
do Rio Grande do arte, ludo pertencen-
te a naufragada Escuna Americana Sailors
Kiiuu, por ordem do Cnsul dos Esta-
dos Unidos, por conta de quem preten-
cer.
C fifi p ras
_ Um preto carpina e outro pedreiro :
;ia cambo do Carmo sobado d9 uno andar
D. 6.
__ Urna canoa de carreira que esteja
si prompta, e que conduza 5 a 6 pessoas:
no 1. "andar da sobrado D. 10 defronte
do Theatto.
_ Escravas mocas com habelidades pa-
ra embarcar para fora : na ra do Amorim
armasem de assucar do Sr. Reg e no
mesmo ha para vender um lindo moleque
de i4 a 15 annos de naci mucambique ,
faz todo o ser vico de um casa.
Vendas
4 casaes de pombos de muito boa
qualidaile por serem muito batedores: no
larga) das 5 puntas junto a padaria de Joio
Lopes de Lima se dir.
_ Urna escrava da costa ptima vende-
deira muito fiel, de idade de a4 annos ,
por 35o,000 duas ditas de naci banguel-
la de 18 a ao annos de idade faxem todo
o servico de urna casa por 600,000 ; e um
pianno novo de excellente vozes : passao
do a Igreja dos Martillos no i. andar do
1. sobrado.
Bretanhas de linho em pecas de 6
varas : em casa de Hermano Mehrtens ,
na ra da Cruz O. 23.
Varias taba aparelhidas e 4 Por*
tas decaixilhos aendo duas com vidros ,
e duas s em madeira todo proprio para
loja de miudezas ou de sapatos : na ru<
do Faguildes sobrado O 8 no priraeiro an
dar.
_ Urna porcia de cera de carnahub* :
a fa lar com Mauoel Francisco da Silva ,
em sua loja na pracinha po Livramento.
_ Familia de trigo fraoceza de boa
qualidade e a preco cjmmodo : em casa
de JN. U. BiebcT na ra da Cruz n. 63.
Umengenbo de fazer assucar at-
ente e(.'oriente com canas e todos os
seus otencilios, na provincia do Rio Gran-
de Norte as margena do rio jundabi de
nominado engenho Pirpiri, com legoa e
meia de trra, nao t muito boa para ca-
nas, como para algodio, e mandioca :
a tratar com o propriatario morador no
mesmo engenho.
_ A historia universal antiga qua d
noticia dos reinos e provincias da Europa,
Azia e frica em um volunte : na ra
Direita D. 8.
_ Urna negra de naci Cabinda que
sabe be cosinhar engomar e cozer cha" ,
e tambem ensaboa tudo muito bem : na
pracinha do Livramento por cima da loja
de Herculano Jos de Fteilas.
_ Sacas com feijio de superior quali-
dade e ditas com arroz com pequea
arvaria por preco commodo : na ra do
Livramento loja de louca D 4-
__ 33 palmos de terreno no fundo do
convento do Carmo ama canoa que tem
6 mezes de construida que pega em 800
lijlos e urna dita de carreira que car-
rega 14 a 16 pessoas : na rui nova venda
de Manoel Ferreira Lima.
Urna carroca de conduzir"1 maleriaes
para obras e propria para c .vallo indo
acompanhada de s-us competentes arreios ,
e dois sillines sendo um novo e outro
em hun uzo: a tratar com Lourenco Jus-
liniano de Siqueira morid >r em urna das
casas da estrada do Manguinho defronte
do sitio do Dezembargador Maciel Moa
l turo.
_ 4 mastros para embircacio : na ra
do Livramento venda D. a3.
_ Urna negra creoula de idado de 3o
annos cozinba o diario de urna casa, com
urna cria de 8 annos que ja cose ; na ra
nova loja do relojoeiio Carlos Dobois.
_ Urna preta de nacSo de idade de 16
annos de bonita figura faz renda en
saboa e ha muito deligente para lodo o
servido de urna casa : na roa da cadeia do
Recite D. a6.
_ Urna canoa de a caixas e outras
mais pequeas todas novas : a tratar no
forte do mallos com Firmino Jos Felis da
Rosa.
_ Urna escrava de angola robusta .
sem vicios nem achaques, c zinha fh
gomma ensaboa nao se duvida dar a
contento, eao comp^idor se dir o moti-
vo ; na ra do Queimado D. 3.
_ Urna negra da costa com urna cria de
um auno, a negra cozinha o diario de um .
casa engomma liso, e he quitandeira: na
ra da Flores i2.
Urna escrava moca de bonita figura ,
boa b'-c letra e cozinheira : na ra do
Araga D. 37.
_ Umcavallo ruco sujo bom carre-
gador ; e duas ngrinhas com piincipios
de costura ; de idade de 10 a la annos :
no beco do Veras sobrado novo.
_ Cera do Rio de Janeiro em vellas ,
a retalho e por atacado por preco mais
commodo : na pracinha do Livraniento
loja D. 36.
Urna negra de idade de 15 annos ; e
um moleque de iddade de 10 annos : na
ra da cadeia do Reuife D. 11.
Ou troca se por outra propriedade
aqui na praca um pequeo sitio com pti-
ma casa de vivenda, no 'ug*r do Montei-
ro, na beira da estrada, qua i sobre a pon-
te lugar muito bom para venda para o
que ja tem boa arrancio : a tratar na ra
da Florentina D. i3 ou oconvento de
S. Francisco com o Padre MlSme Fr. Joio
de Capislrano Mendonca.
Urna escrava creoula moija, de
bonita figura cosesofrivelmente, cozinha
bem o diario de urna casa e he ptima
engommideir.a ; e urna rwrleira deamarel
lo de urna t face : no convento da Sao
Frai.cisco a fullar com o Padre Mestre Jo-
io da Capistrano Mendonca,
_ Duas escrava creoulas de ta a 16
annos de idade urna com principios de
rendeira costurciri e t-ngommadeira ,
e uza de cozinha v e outra do servico de
casa e campo : na ra da Cruz n. 57.
_ Um inoialinlio de idade de 16 annos
com olficio de a'faila e proprio para pa-
; m : na ra Augusta na ultima casa ter-
rea prxima ao \ iveiro
Bezerros de superior quadade e
prximamente cliegado de franca : na ra
nova U. 1 e a.
Potassa de boa qualiJade, e por
preco commodo : uo armasem de Fernn
do Jos Braguez*
Rap princesa de Lisboa em libras,
meias ditas a aooo : na ra da cadeia do
Recife n. 1.
Um escravo de naci angola, de ida-
de de a5 a a6 annos : na roa do logo D-
cima a.
- Uo bom escravo muito moco, ro-
busto eproprio para qualquer servico:
na ra nova D. 34*
_ Sscas com feijao' branco novo de
alquere a 6300 : no armasem de Antonio
Annes nocaes da alfandega.
_ Urna escrava com urna cria de 6 rae
zes e com muito bom laite e um mole-
que creoulo de idade de 14 anuos: ni
camboa do Carmo casa que foi estanque de
tabaco.
_ Urna negra de naci de idide de a4
annos robusta e diligente para lodo o sur-
vico cozinha o diario de urna casa; ao
comprador se dir o motivo: na ruado
Rangel no t* andar do sobrado da quina do
beco do Liceo.
lscravos Fgidos
A 15 das desapareceo da casa de seu
Sr. um preto da nome Antonio caiador ,
do gena>de angoli alto, magro, den
tes limados, ja piola de branco os cabellos,
muito rhetorico no fallar e com muiti
uidrustria para engaar, e como he casado
1 4 dias desapareceo a mulber a juisa-se
terse unido para a fuga chama se Mara
de naci rebollo : baixi di meio coi po ,
rosto muito enrugado bem fallante a
juisa-se estar oceulta ou ter bido para o
mato roga se a todas as authoridad 's po-
linices e aos capitaes de campo faci ta-
ifa a deligencia de os prendere conduc-
ios ao poca da panella no sobrado da beira
do rio ou na ra do Rangel sobrado Da-
cima a4-
_ Um preto creoulo de nome Joo de
idade de 3o annos allura e corpo propor-
cional, olhos vermelhos pi largds e a
papagaiados 5 quem o dscobrir e levar ao
seu Sr. na Cidade do Natal do Rio (linde
do Norte o Tenante Jo.- Fernande Car-
nlli ou nesta Cidade ao Dr. Joaquim
Aires de Almeida Preas morador na ra
do Fagundes sobrado 14 sera bem re>
compensado; ass.m como urna parda escu a
de nome Rita por alcunho Batinga da
idade de 35 annos bstanle sita, secci,
defeituosa do nariz, e por i so un taolj
fanhosa.
Fugio em Janeiro ultimo um es-
cravo de nome Esteo creoulo de 4o
annos de idade, cheio do corpo e mui-
to Udi'io tendo por signal mais saliente
um calombo no pescoco ; quem o pegir
leve ao forte duna tos a entregar a Firmi-
no jos Flix da Rost que recompansa-
r o trabalho.
_ Desapareceo no da a do corrente
hum escravo da costa de cor verme-
Iha baixo grosso com talhos no rosto,
tem em um dos peitos a marca P e tem
igualmente alguna cravos nos ps, pelo'
quaes manqueja bastante no andar, levou
vestido calsa de bsrguilba camisa de es-
topa roga se a qualquer pessoa que o pe-
gar levar a seu Senhor Antonio Alves Bar-
bosa na ra do Vigario que pagar lo-
a despeza.
Movimento do Porto
NAVIO ENTRADO NO DA 9
S. MIGUEL DAS ALAGOAS ; 4 da*
HiateNac. Bom Jezusdos Afilelos, M.
Antonio dos Aojos Caldas, Carga assucar,
e algodio : a Joaquim Francisco de A-
lem ; passageiros os brasileiros Joe
Fernandes ibeiro Alexandre Mano'
el de Souza Jos Joaquim Ferreira de
Mello Flix Correia d* Costa Anto-
nio Jos Pereira Bistos*
SAHIDO NO MESMO DA
MARANHAO' pelo Cear 5 Escuna de
Guerra Nac. Fedilidade Commaodan-[
tao i.Teoente Antonio Xavier de
Noroiiha Torrezio.
OBSERVA^OENS
Fex-se de vella no bordo do sul o Brigoe
Nac. Uuiio, que tinha fundiado no
lameitio no dia 7 do corrente. __
PERS, NA TYP. DE M. F. DE F. i8?9
fa_


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