Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06075


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Full Text
\
7
w

.-***
ANNO D i83*). TERCA FEIRA
_, -' CAMBIOS.
Abril 8
Londres 5o 1/a por ifooo ced.
Lisboa 8o por too premio, por metal, oflerecido
Franca 3ao a 3a5 Ka. por franco.
Rio da Janeiro aopar.
Miadas da 6/4oo i5|ioo as reinas oras tf ooe;
i/ooo 8|aooa 8|5oo
Pisos Colnmnarios 1/680 a 1/690
Oittos Mexicanos 1/620 a i/65o
l'ataees B: wileiros 1/680 a 1/690
Premios das Letras, por mea 1 i|4 a 1 m por es;
Cobra ao par
m
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES.
3
Segundas Sextas fe i ras]
Cidade da Paraiba Tillas de sna prctcoeSo ; S
Cidade do Rio (randa do Norte, e rulas Idea .
Cidade da Fortalexa e Tilias dem ...
Villa de Uoianna..... S
SM8djd2?,,nl*.- S i Todos os das.
Villa de Santo Antao ....;.; .. Qoinus felras.
Dita de GaranhunsePoroaco do Bonito, s DiM ,o, a* de cada eaeu
SvU5 2?i?' b,nBh?m/ i11?. r,0"> Porto Caire dem Tu, e ai dittodide.
Ciiad. da. AU^oa., Villa de aUcei...... dem dem. -
Vla de Pijjaa^de Flores. s dem i3, dittoditte
Todos os eorreos partem ao meio da.
9 DE ABRIL. NUMERO 7fc
Todo agora depende de nos mesmos; da nessa pmdetei#
moderacio e energa: continuemos como 1,1 ,ncinian>oe
e seremos apontados eom admiracio tnirt as titefiei mais en I
tas.
Proclamacie da Auemblea eral do Brasil.
Sobserare-se para esU foiba a 3/ooo rs. por qoartel, paros adl-
antados nesta Typografia, rus das Cruzas 3, e na Praea
da Independencia D. 37 e 38, onde se recebem eorreepon-
dencias legalisadas, e annuneos: insirindo-sc it
sendo dos proprioi aisif nantes, e rindo* assignados.
,
DAS da semana.
8 Segunda N. S. dos Praieres. Audiencia do J. de Dir. da >. rara de manli.
9 Terca S. Demetrio B. Re. e aud. do Juii de Dir. da I. vara de manhi.'
o Quarta S. Eiequiel Proi.ta B. SessSo da Thex. Prov.
11 Quinta S. lnstitui^-odo SS. Sac. Are. Re. e aud. do Juiz de Dir. da 1. vara de manh.
la berta S. Vctor M. Se i Sabbado S. Bmenelgido M. R. de manh e aud. do J. de D. de 5. rara de manh. La
nova as 8 bor. e 55 minutos da manh.
i4 Domingo do Bom Pastor S. Tiburcio a Valeriano Mm.
Mari cheia para odia g de Abril.
As 1 horase 18 minutos da manhi. As 1 horas e 4a minutos da Urde.
mjmm s peuhahmcj
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVIN-
C1AL.
Acta da ai. Sesslo ordinaria da Assemblea
Legislativa Provincial em 5 de Abril
da 189.
Presidencia do Sar. Maciel Monleiro.
Presentes 99 Snrs. Deputados, e entre
elles o Snr. Affunso Ferreira faltando
con ceuza partecipada os Senhores Dou-
tor Brito, Pererra Monteiro, Luis Carlos ,
Vieira de Mello, Manoel Caralcauli, e Le-
menha, o Seuhor Presidente abri a Ses-
sao e I ida a Acta da antecedente foi ap-
prorada. O Senhor primeiro Secretan.'
den conta do expediente:
Hum requerimento do Major Joio Gui-
Iberme de Azevedo e cu tros pediodo que
loase differida a represenlacio que a Assem-
blea tinha dirigido para que fosse elleva
da Villa, e Cabeca de Comarca a Poyoa-
l'io de Carnai ti : a Commissio de Esta tis-
es.
i* parte da ordero do da.
Hum pr ojelo de Le oflerecido pelo Sr.
Doutor Pedro Cavalcauli, autborisando o
Presidente da Provincia a contratar com
qualquer companbia Nacional ouexlran
geira on mismo eom qualquer particular a
illuminacao da Cidade do Recife por gaz
com tanto que nao exceda o contracto a
35 anuos, e o preco de cada lampiio ao
que actualmente se paga : foi julgado
materia de deliberadlo e tnandou-se im-
primir.
Oulro do Snr. Peixoto de Brito autho-
risando o Presidente da Provincia a cons-
truir hum tbeatro Publico nesta Cidade
concedendo-lhe para islo o beneficio de 1 a
por 100 de ao Loteras de 60:000*000 cada
boma couforme o plano que ajuntou
dispoodoque no caso de uocbegar o bene-
ficio se boursse o numerario preciso por
meio de alguns emprestimos bypotecando-se
o mesmo beneficio. Foi tambera julgado
materia de deliberado, e mandou-se im-
primir.
Ouro da Commissio de Negocios Ecle-
ziasticos spprorando o Cpmpronaisso da
Irmandade de S. Benedicto o Conrento
de S. Francisco da Cidade de Oliuda da-
tdo em 1 a de Outubro de i8J5. Foi jul-
gado materia de deliberacio e mandou-se
imprimir*
Foi tambera lido julgado materia de de-
liberacio e mandou-se imprimir nm pro-
jecto da Commissio de Peticio conctden-
doa Coofrria de S. Joio Baptista dos Mi-
lilares de Anilberia erecta.na Capella da
Congregelo que foi dos Jesutas huma
Lotera para reparo da mestna Capella de i-
|oal somma e pelo mesmo tempo de que
ora concedida a Matriz da Boa-vista.
a. parte da ordena do dia.
Passou em primeira discussio o Proje-
to numero 17.
Seguio-se a discussfo das Posturas da
Cmara Municipal de Olinda forfo ap-
proradas os artigos 43, 44, e o artigo 45
com ests emenda do Snr. Mondes : depo-
is da palavrs, taipa, diga-se -- pena de ser
demolida a sua cubta supprimindo-se o res-
to do artigo.
Viario a mesa as seguinlus emendas sup-
pressiras ao artigo 46 as quaea sendo a-
poiadss e disentidas foro ao depois rejei-
tadas : do Snr. Reg Dantas : Sopprma
seo artigo 46 em quesjo; do Snr. Car-
ueiro Leio supprima-se ss patarras 8 das
de prisio ; do Snr. Lopes Gama Elimi-
ne m se as patarras E os maiores 3o dias
depois da publica ci desU ; foi a final ap-
prorado o artigo com a seguate emenda a-
ditira do Snr, Meira depois das pela-
vras serem raccinados accrescente-se alo
o tendo sido anda:
Com a seguinte emenda do Snr. Lopes
Gama supprimo-se as patarras impor-
tante a bumanidade foi tambem appro-
redo o artigo 47
Semelhante foi approudo o artigo 4$
com esta emenda do mesmo Sor. Deputado
- Onde dis no principio do auno accres-
cente se ser multado em 4U000; sup-
prima-se o resto e sobstitua-se assm E o
queeompiar ou render por medidas que
nio tirerem sido revistas no mesdeJulbo
ser multado em aUooo Consideren se
por consequencta prejudicada est'outra do
Sor. Mello multado em a a 6U000.
O artigo 49 foi substituido em primeira
parte pela seguale emenda substitutiva do
Snr. Doutor Cbagas Os proprietarios dos
predios urbanos dasta Cidade ferio calca-
das na frente dos mesmos, pena de aU
res e de serem feitas a custa dos proprie-
tatios e na segunda pela segunda parte da
emenda do Snr, Lopes Gama Onde
dia na frente dos mesmos accrescente-se
sob pena de aeUooo e supprimindo o resto
substitua-se ssim : e as conservado limpas
e sena ruines sob pena de aUooo. Foro
rejeitadas a primeira parte da tobredita e-
menda do Sor. Lopea Gama e est'outra
do Snr. Carneiro Lelo Em logar de cal-
cadas diga-se fario passeios na frente; o
mais como no artigo.
Foi approrada o art 5o; e rejeitado o art
5i, seconsiderou tambem prejudicado a se-
guate emenda do Sor. Urbano que Cora
apoiada e discutida Em lugar das palarras
em quem recair a multa diga-se que pa-
pagar a mesma mulla caso de ommis-
sao.
Foi approrado a primeira parte do ar-
tigo 5a menos a pena de prisio, o rejeita-
do, a segunda.
Foro rejeita Jos os arts. 53, 64, e 55 ,
ficando prejudicada a seguale emenda do
Sor. Reg Dantas olTerecida ao artigo 53
- Em logar de pena mxima diga-se -
suspencio de 3o a 60 dias. Salva a re-
dacto.
Por dar a hora marcou o Snr. Presidente
pan ordem do dis ; Leitura de Projec-
tos, Indicaces, o Pareceres de Commjsses,
segunda discussio do Projecto numero
16, primeira dos nmeros 19, ao, e ai,
primeira da Indieacio para ser alterado o
artigo ia5 do Regiment : continuado da
materia ja designada.
Tbomaz Antonio Maciel Monteiro,
Presidente.
Antonio da Costa Reg Monteiro,
i. Secretario.
Joxe Tbomax Nabuco de Araujo Jnior,
a. Secretario.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Expediente do dia 4 de Abril de i83g-
Portaria Ao Thezoureiro dos ordena-
dos mandando pagar ao a. Etcripturario
da Contadoria da mesma Thesouraria 11 En-
riques Machado a quantia de 58U334
res importancia do seu ordenado do mes
de Marco ultimo.
Dita A'i dito mandando pagar ao 2.
Escripturario da mesma Contadoria Mano-
el da Silva Ferreira Jnior, igual quantia
do seu ordenado do mesmo mez.
Dita Ao dito mandando pagar ao 3.
Escripturaiio da mesma Contadoria Anto-
nio Luis do Amaral e Silva 4>U666 res
do seu ordenado do mesmo mez.
Dita A o dito mandando pagar ao 3
Escripturario da mesma Contadoria Jos
Pacheco de Queiroga a mesma quantia do
seu ordenado do dito mez.
Dita Ao dito mandando pagar ao A-
manuese da Secretaria da mesma Thesou-
raria Jos Ignacio Pereira Dutra a mesma
quantia de 4 > U6CS res do seu ordenado do
dito mez.
Dita Ao dito mandando pagar ao Car-
torio da mesm* Thesouraria Joad Jos Lo-
pes Jnior a quantia de a5,ooo rs. do seu
ordenado do mesmo mez.
Dita Aodito mandando pagar ao Con-
tinuo da mesma Thesouraria Antonio dos
Santos Roza a mesma quantia de a5,ooo
rs. do seu ordenado do mesmo mez.
Dita Ao dito mandando pagar ao Al-
moxartfe aposentado do Arsenal de Guerra
Joio Rodrigues de Miranda a quantia de
33,333 rs. importancia do seu meio orde-
nado do mesmo mez.
Dita Ao dito mandando pagar ao A-
manuense aposentado do mesmo Ars. Jos
Joaquim Umbelino de Miranda a quantia de
16U66 res do seu meio ordenado do re-
ferido mez.
Expediente do dia 5.
Oficio Ao Exm. Presidente dr Pro-
vincia enriando a representaca do Conta-
dor da Thesouraria Provincial, sobre o
estado em que se acbio os Carelios do
Corpo Policial, para vista della se dig-
nar expedir as ordena, que julgar mais
convenientes bem do Serrico Publico e
dos interesses da Pasen da.
Dito Ao Inspteor interino da Thesou-
raria da Prorincia do Rio Grande do Nor-
te aecusando a recepca do oficio em
que partecipou achar-se impossado do mes-
mo Em prego, para o qual fora nomeado
por Decreto de a2 de Dezembro prximo
passado.
Dito Ao 1 .* Tennte encarregado do
exame dos Proprios Nscionaes Anacleto
Lopes do Santa Auna autorisando-o para
alugar os 8 Serventes que requizita pa-
ra a scavacaS da Fortaleza das Cinco Pon-
tas.
Portara Ao Thezcureiro da Fasenda
mandando entregar Me. Calmont &
Comp. a quantia de 7:08111967 reis cor-
respondente a gjo Libras Sterinas im-
portancia de huma Letra que sacoo sobra
Me. Calmont Bro'x & Comp. de Londres
favor do Exm. Ministro do Brazil em
Londres quem he- remettida na confor-
midade d s ordena do Tribunal do The-
zonro Publico Nacional.
Expediente do dia 6.
OficioAo Exm. Enviado BxVaord**
nario e Ministro Plenipotenciario do Bra-
sil em Londres enviando urna Letra di- 000
Libras Sterinas do saque de Me. Calmont
& Comp. abonado por Joaquina da Sousa
Pinto, sobre Me. Calmont Brox & Comp.
da mesma Cidade.
Oficio Ao Exm. Presidenta da Pro-
vincia pediudo para trausmittir ao Tri-
bunal do Thesooro o oficio que acoraos*
nha a 3. via da Letra de 900 Lebras Ster-
inas remettida ao Ministro do Brasil em
Londres.
Dito Ao mesmo informando o requeV
rmenlo de Joad Nepomuceno do Mello.
Dito Ao Contador da mesma Thesou-
raria remetiendo-1 he para sua intelligpn-
cia copia do Aviso expedido pela Secre-
taria de Estado dos Negocios da Justica em
5 de Juoho do anno passado pelo qual o
Regente em Nome do Imperador lio-uve
por bem prorogar por mais um anno com
metade dos respectivos vencimentos a li-
cenca concedida ao Dezembargador da Re-
lacen desta Provincia Antonio Manoel [da
Roza Malheros.
Dito Ao Inspector d'Alfandega como
requerrnoslo de Gaodino Agoslinho da
Barros para informar respeito.
Dito Ao mesmo para informar se ex-
stem n'Alfandega os gneros salvados do
naufragado Brigue Francez Bouganiville,
constantes de huma relacaS que o acom-
panbou vindos da ilha de Fernando pelo
Brigue Eugenia Mostr Josa Aires Car-
neiro.
Dito Ao mesmo psrtecipsndo para
seu conhecimento ter Antonio da Cunha
Soares Guimarens rccolhido aos Cofres da
Thesouraria a quantia de 3i,8j9 rs. dos
direitos de i5 poi cento sobra o valor da
37 colares vindos de Loanda pelo Brigue
Novo Abismo.
Dito Ao Inspector do Arsenal da Ma<
rinha disendo-lhe em resposla ao seu ofi-
cio de 5 do correnle que annuncie a quo
se venda Jos Goncalves CascaS a ferra-
gem do Brigue Barca Francos Bouganivil-
le, naufragada em Fernando pelo preco
de 4j rs., visto ser esta quantia superior


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DIARIO DBPBKNAMBUGO
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d'araliaca e nao ter sido a mesma fer-
ragem vendida em basta publica por falta
da concurrentes.
Dito Ao Administrador da Mesa d.
Consulado dizendo Ihe em resposta ao seu
officio de 5 do corrente que nenhama al-
teraca se deve faser com o pagamento das
despesas do Escaller da Saude ; porque
tanto esto, como o que novameute se man-
dn construit- devem servir as duis Re-
psrtices conforme a necessidade e as
circunstancias occorrentes.
Dito A Commissa do Hospital de
Caridade com o requerimenlo do Jos Di
asGuimaries para se dignar d maca de que trata o mesma requerimen-
to.
Diversas lleparticoeus.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
A Galeota Sarda Amazonas vinda de
Genova entrada em 6 do correte Capi-
tad Joseph Canavarro consignada a A.
Sjhramai.
Msoifestou oseguinte
46o Barricas com tarinba, 85 pipas coro
vinbo 6i meias ditas com dito loo cai
xas com macas 5io resteas d'alhos 5i6
ladrilhos.
Fora do Manifest.
4 Caixascom bizas i dita com fasen-
das a carldes com lencos, i embrulbo
com retrato.
MEZA DO CONSULADO.
EDITAL.
O Administrador da Meza do Consula-
do faz saber aos Snrs. Propietarios Con
signatarios, Medres e Despachantes dos
Navios que em virtude da Ordeno do
Thesouro Publico Nacional de 18 de Fe-
veroiro do correrte anno, communicada a
esta Administrabas pela Thezouraria da
Provincia em 3 do corrente mez devem
requerer a esta Meza para serem novamen-
te arqueadas suas Embarcacoens conforme
o metbodo do Regulamento da eztincta Me-
za do Diversas Rendas de ati de Marco de
1833 ; e para constar manda publicar pelo
Diario, e afizar nos lugares do costume.
Meza do Consulado 5 de Abril de 1839.
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade.
_ A Pauta be a mesma do num. 76.
CORREIO.
A Escuna de Guerra Pedelidade sai
boje 9 e recebe as malas pura o Cear e
Martnho as 9 horas da manhia.
mmm""^TR^SrSAT""
Parte do dia 3 de Abril de 1839.
Illm. e Exm. Sur. Partecipoa V. Ex.
que das partes boje recebidas consta te-
rem sido prezos hontem miaba oYdem
os individunos seguintes : Manoel Mar-
ti ns e Caetano Constante Geoovezes .
John Hiliam Iugltz Joae Baptista, Por-
tuguez, e Antonio Jos da Costa Braga ,
preto pelo Sub-Prefeito da Freguesia do
Recife, o r, a. e 3. requizica de
seus respectivos Cnsules, por haverem es-
pancado seo Capita de navio ; e o 4>
o 5. para recrutas de Marinha ; e Vicen
te tambem preto escravo de Caetano da
Costa Moreira pelo Sub-Prefeito da Fra-
guezia do Santo Antonio por estar em de-
zordem cujos presos tivero o competen
te destino.
Nao occon eo maja novidade.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 3 de Abril de
i83q. Illm. e Kxm. Sr- Francisco do Re
>;o Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Bar reto Pre-
feito da Comarca.
escravo de
elo Sub-
OBRAS PUBLICAS.
Em observancia s ordena do Exm. Sr-
Presidente da Provincia tem de hir nova-
mnte praca para ser arrematada por
quem por menos fuer a reforma da cober
ta da caza da Relaca desta Provincia em
os das 22, a.'i, e 26 do corrente mez, or-
eada em rs. a;6i4U7io. Os Licitantes
deven comparecer competentemente habi-
litados de Fiadores idneos em os mencio-
nados dias ao meio dia a darem os seus lan-
ces na Repartica das Obras I'nblicas, on-
de se ach& patentes os respectivos orea
ment e condicoens para serem examina-
dos pelos pretendentes em qualquer dia
til as horas do expediente.
Inspecca das Obras Publicas 6 de A-
bril de 10*39.
Mor*es Ancora.
Pela Administrado Fiscal das Obras
Publicas se hade comprar em hasta pu-
blica a quem por menos venders obras
de ferro seguintes : a saber, 10 chapas
de parafuzo de n polgadas de largo, ea2
decomprido; ao chapas quadradas cum
10 polgadas em quadro : as pessoas que
peitenderem faser a dita obra podem con -
correr na Sala da sobredita Administraca
no dia 10 do corrente do meio dia at da-
as horas para tratar do ajuste.
Parte do dia 4.
Illm. e Exm. Sr. Fora5 presos hon-
tem a minha orden, e tivera hoje o com-
petente destino : Philebort, Francez ma-
nijo do Brigua Armorique Francisco Jo
ze dos Santos e Manoel Antonio, Por-
'uguez pelo Sub-Prefeito da Frrguezia
do Recife o 1. requisica do respectivo
Cnsul, por desobediencia seo Capita
o a. por ebrio e o 3. por denuncia de ser
cmplice em varias mortes feitas bordo
da Escuna Astra 5 Antonio Francisco Pe-
reira da Silva preto por ser indigitado
em fuito de escravos; Domingos, tam
bera preto, escravo de Manoel Lopes Ma-
chado por um soldado do Corpo Polici-
al, por estar armado de urna faca depona,
e ter resistido priza atirando facadas ao
mesmo soldado ; Jos Lourenco Henrique
d'Alvarenga pardo por outro soldado do
mesmo Corpo por queixa de Pedro Nolasco
Baptista de que elle Iho liavia atirado urna
estocada, Antonio Luiz, pardo, e Mano-
el Gomes da Cunha branco pelo Sub-
Piefeitoda Freguesia da Boa-vista este
por se ter negado ao ser?ico da Polica e
aquelle por ter espancado a orna prela, por
esta Ihe ter pedido a paga do que Ihe havia
vendido ; e Bernardo, preto, escravo de
Jos Jorge Rodrigues Lima pela 1. patru-
Iba do districto do Corredor do Bispo por
Ibe ter sido apprehandido um caivete.
E' o que consta das partes hoje rece-
bidas nesta Secretaria.
Daos Guarde a V. Ezc. Prefeitura
da Comarca do Recife 4 de Abril de
1839, &c.
Parta do dia 5.
Amaro Francisco de Moura.
Administrador Fiscal.
Illm. e Exm. Snr. Consta das partes
hoje por mim recebidas que fora presos
hontem a minha ordem Antonia preta ,
escrava., pelo Sub-Prefeito da Freguesia
de Santo Antonio por estar fgida, e nao
querer dar o nomede seo legitimo senhor;
Paulo Rafael branco pelo Commandan
le da Guarda do Thealro, por estar a pro-
ferir em alta voz na porta do mesmo The-
alro palavras obscenas ; c Manoel Antonio
Goucal ves, pardo e Joaquim de Paula
Lopes branco, pelo Sub-Prefeito da
Preguezia da Boa-vista este por ter pri-
vado o seo respectivo Commissario de Poli-
ca de exercer actos de sua competencia e
aquelle por ser desordeiro e de conducta
suspeits.
Nao occorreo mais novidade.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarcado Recife 5 de Abril de 1839.
Parte do dia 6.
Illm. e Exm. Snr. Fora presos hon-
tem a minha ordem e tivera hoje das
lino : Joto Antonio Gomes, e Ignacio Jo-
ze de Mello brancos pelo Sub-Prefei
cisco das Chagas para sair da casa de seo
senhar e fugir com elle para fora da
trra ; Francisco Malaquias dos Santos
branco -o Roberto,, preto ,
Manoel Cardoso da Fonceca p
Prefeito da Freguesia de Santo Antonio ,
este por estar fgido, e aquello par ter
insultado urna moca de familia honesta ;
Antonia, tambem preta, escrava de Joa-
quim Jos Vieira, por um soldado do
Corpo Policial por desobediencia, e in-
sulto ao mesmo soldado; e Joaquim Jos
de Santa Anna tambem preto pelo Sub-
Prefeito da Freguesia da Boa-vista para urna
averguaca da Polica.
O Sub-Prefeito da Freguesia do Poco
partecipa que hontem pelas 10 horas do
dia foi gravemente ferido no lugar de A-
goa-ria da mesma Freguesia e se acha
quazi expirando o Cidadio Francisco do
Reg Barros, de um tiro de espingarda,
que Ihe disparara Jlo Gomes de Mello,
por motivo de o dito Barros se ter oppos-
toa que em sua casa o mesmo Mello aspan
casse a um sugeito que n'ella se havia
refugiado e que elle persegua al a mes-
ma casa.
E' o que consta das partes hoje recebi-
bidas.
Daos Guarde a V. Exc*. Prefeitura
da Comarca do Recife 6 de Abril de
1839 &c.
Rendimentos da Meza das Randas Geraes
Internas no mez de Marco p. p.
Matriculas do Curso Jur-
dico i:44U8oo
Noves e velhos Direitos i5iUo8o
Direitos de Chancellaras 7U4o
Disima da mesma i5Ua56
Impoatosde letras ajuisadas 1JUS77
Siza de bens de raz 8:i8aUoa8
Impostos de lojas abortas 21065U690
Ditos desegis, e carrinhos 2i5l_hoo
Ditos de Barcos do interior i4U4o
Sello do papel 349U4 ia:499a8i
Antonio Ferreira Duarte Velloso.
EDITAl.
De ordem do Exm. Snr Prezidente va a
Concurso as Cadeiras de Primeiras Letras
para meninos que actualmente nao esta
prvidas a saber urna em Ipojoca ou-
tra em Nossa Senhora da Gloria do Guita ,
e a terceira na Freguezia da Serra Tallu-
da : os Candidatos que pertenderem op-
por-se a qualquer deltas, dever a pre-
zentar ao Director do Liceo ai seos reque-
r mentos lega ligados at oito dias antes do
dia 9 de Jonho quando devem principiar
as pravas determinadas no Regulamento
das Aulas.
Liceo 6 de Abril da 1839.
Laurentino Antonio Moreira de Carvalho.
Director.
Coiiiiiiiiiiicado
to da Freguesia do Recife este por ter
vendido na qualidade de Corrector, urna
carga de arroz de um matulo, e ter se 6-
cado com a importancia de sete mil reis,
que nao quiz entregar ejquelle por de-
nuncia de icr seduzido a escrava de l'ran-
Continuado do N 76.
Art. a* Quer a Commissio que do di-
reiio que tem as Assembleas Provinciaes de
crear e suprimir Empregos Provinciaes,
concedido no 7 do Art. 10 do Acto Ad-
diconal, se deduz o de marcar as alnbui-
ces e deveres inherentes aos mesmos Em-
pregados, recorrendo para isso a noci da
palavra Em prego que se nao pode en-
tender sem o concurso de circunstancias
que o constituem. Eata opiniio seria ad-
missivel, t,e por ventura nio estivesse em
oposico com a letra do Acto addicional, e
se della se nao seguissem notaveis absurdos,
como provaremos. Se se-quiser entender
o ]* no sen rigor literal, elle nada mais
concede as Assembleas Provinciaes do que
o direito de crear, e suprimir empregos
Provinciaes, e marcar-Ibes ordenados
podando as Assembleas ter nicamente esta
alnbuco sem estarem revestidss do direi-
to de prescrever condices aos mesmos em-
pregos quando estas j sa acha o anterior-
mente reguladas, nem descubrimos incon-
veniente algam que um Poder tenhn o di-
reito de crear Empregos, que outro
pertenca o de Ibes macear suas attribuicws,
e devares. E' pois o caco das Assembleas
Provinciaos acerca de todos aquelles Em-
pregos Provinciaes, cujas atnbuices se
acha reguladas pelos Cdigos e Leis geraes
do Estado. Nem era preciso que no 5 7
se acrescentasse o adverbio numrica-
mente-para ser ente Jido da tmneira literal,
que vimos de ex por; porque tal ac escimo
seria escuzado, urna vez que do sentido 1.
teral das palavras crear e soprimir ne-
nhuma outra idea resulta, sena o a facul-
dade de augmentar, ou diminuir o numero
dos Empregos Proviocraes Nio descobri-
mos a raso porque a Commisso recorre ao
ri do Art. 10, para melhor sustentar sui
opiniio. Nesse se impoem as Assembleas
o preceito de formar Leis orgnicas pelas
quaes se regulem os Presidentes na nomea-
cao, suspenso e dominio dos Emprega-
dos Provinciaes, e porque nio se acha oes-
te o adverbio numricamente segu-
se que ao 70 se deve dar a extensiva in-
terpretscio que quer a Commissio ? p.
doe-nos a Ilustre Commissio: ella deduz
consequ mcias que sendo seriamente exa-
minadas, ou se niocontem nos principios
estabelecidos ou sio arbitrariamente im-
provisadas som elementos sobre que repou-
sem. E quera a Ilustra Commissio qne
no 11 estivesse o adverbio numrica-
mente para se entender que as Assem-
bleas Provinciaes nio poderia legislar so-
bre as atribuiccVes dos Empregos Provjn.
ciaes ? Ou nio entendemos os raciocinios
da Commissio ou ellea sio destituidos de
rasio e prava. E' ainda mais notayel o ou-
tro argumento que deriva a Commissio do
i do Art. 10; -querendo persuadir que
neste j se d as Assembleas Provinciaes o
direito decresr e suprimir Empregos
Provinciaes e que por conseguinte a
disposifio do 7 nio pode deixar de ser
extensiva a faculdade de marcar-lhes atri-
buicoes, sob pena de se atribuir ao Legis-
lador urna occiosidade reprehensivel. Re-
leva ponderar que no referido i trata-se
nicamente da divisio civil, judiciaria, e
ecclesmspca da Provincia a qual nanitas ve-
zes se pode fazer sem alinelo; ou dimi-
nuicio dos Empregadoa existentes como
por ex., se a Assemblea Provincial decre-
tasse que parte da Comarca B fosse
encorporada na Comarca C etc. e assim
a respeito das Freguezias e Municipios. E
semelhantemente pode haver creaeio da
nevos Empregos Provinciaes sem nenbuma
alteradlo da divirio existente como por
tx. se a Assemblea Provincial decretasse
que em cada Paiochia houvessem dois ou
mais Coadjutores para ajudarem os Paro-
chos no seu respectivo Ministerio. Por
tanto temos que o 1 contem materia es-
sencialmenle diferente da do 70 E se a-
caso prevalecesse o argumento da Commis-
sio, tambem chamaramos redundante o
a* do Art. 10, porque o direito da crear
e soprimir Empregos Provinciaes exten-
sivo aos de Instruccio Publica, e por con-
seguinte nio havia necessidade de tratar
desta materia separadamente no referido ^
a. Mas quem nio v que o Legislador de>
finindo d'uma maneira afirmativa os objec-
tos sobre que as Assembleas Provinciaes p- -
dem legislar, quiz fizar d'um modo el ro
e indubitavel o grao de aulhorldade, e ju-
risdicio que Ihes competo, para que nio
exorbitassem das atribuices, que Ihe fora
marcadas? Sem dovida a naio de mullos
conflictos que tem aparecido resalta de se
nio ter dado ao Acto addicional a verda-
dera intelligencia que fcilmente se depre
hende dos proprios termes, em que esl,
concebido. Nio sodas palavras do 7 *<*
nic pode deduzir a intelligencia da Com-
missio ; mas ainda ella oposta a explcita
declaracio do Art. la do Acto addicional,
no qual expressameote se prohibe as As-
sembleas Provinciaes legislarem obre ob-
jectos nao comprebendidos nos dous preMr
denles Arts que marcaS a esfera normsl,
dentro da qual se exerce a acelo Legilva
das Assembless Provinciaes. Quando mes-
mo o 7* oferecesse homonimia ou obscu-
ndade, esta se desvaneca a vista da termi-
nante declaracio do Art. ia, aeguindo
nesta parte os mesmos principios da Com-
missio que preciso recorrer logates
homlogos para se interpretar qoalquer dis-
posicio legislativa que nio et concebida
coro a clareza necessaria. Mas se quizesse-
mos admitlir a intelligencia da Commiss o,
lora de duvida que as Assembleas Pro-
<
BM



DIARIO DE PE R N A M'fc O C O
incites teria o direito de legislar ampia-'
mente, e por consegu nte de alterar os C-
digos e Lea Geraes do Estado que tem
regulado objectos geraes communs a So
dedada pois que o direto de marcar atri
buicSes e prescrever deveres aos Empre-
gados Pblicos trtz virtualmenle comsigo
essa faculdade coaclasio absurda e perni-
ciosa no s porque excntrica do Acto
addicional, como porque tende a muhipli
car ou enervar a acco do Poder Legisla-
tiro Geral. Se acaso o Legislador qeizesse
d.ir essa faculdade as Assembleas Provn-
ciaes usara certamente de diferentes ter-
mos que tirusem toda i duvida, como
por ex. compete as Assembleas legislar
sobre Empregos Municipaes, e Pro? inci-
tes a semelhanca do quo se acba declara
do no a do Art. lo acerca da lostruccio
Publica. Mas logo que o Legislador em-
pregou os termos crear e suprimir Em-
pregos Provinciaes poique quiz a estes
unidos casos restringir o poder das Assem-
bleas Provinciaes. Esta intelligencia est
era perfeita harmona com o espirito do A
cto addciontl e intencio do Legislador
Ninguem ignora que o sistema de centrali-
saco de podares se torm pernicioso ao re-
gular andamento dos negocios pblicos. E'
este um theorema muito conhecido para
dalle nos occuparmos presentemente, sen
do bastante afirmar, q' esta ideia se tornou
entre nos como um dogma reinante cuja
rasio convencen a todos da sua veracidade.
Vio-se q* as Provincias longas distancias da
Capital do Imperio, necessitavad dn ter em
si os precisos meios para curarem de seos
interessea peculiares que ellas mesmo os
conheca melhor, e mais promptamente os
poderia satisfazer : d'aqui a necessidade
rigorosa de Ibes dar poderes concernentes a
conseeucio de taes fins.' Eis em resumo a
historia e prigem do Acto addicional, mas
ninguem dir que elle veio fazer das Pro-
vincias Estados inteiramente independen-
tes ou pelo menos conceder-lhes atribui-
ces que tornassem vacilfante a uniio do
Imperio* As Assembleas Provinciaes se
podem considerar como raios d'um mesmo
circulo, que sahindo d'um centro com-
mum para elle convergem constantemente
por um movimonto certo e uniforme,
d'onde fcilmente se conclue que suaa a-
tribuicea nio se podem entender esa opo
sirio aos principios essenciaes constitutivos
do rgimen Representativo. Se tal fosse a
intencio do Legislsdur, teriamos alterada
a forma de Governo o que absurdo; e
o dogma consagrado no Art. 3 da Coniti-
tuico tio sagrado que a elle se nio ca-
lende a accio do Legislador. Fallemos
mais positivamente. Todos sabem que an-
tes do Acto addicional para a creacio ou no-
meaclo de qualquer Empregoera necessario
recorrer a Assemblea e Governo Geral,
o que trazia comsigo nf o pequeos inconve-
nientes nio s relativamente as despezas
e encommodoa que sofria aquellos que se
derigia a Corte para requerer este ou a-
quelle Emprego, como porque se dava um
desmedido grao de influencia aos Poderes
Geraes do Estado de que nio havia fun-
damente plausivel, alem deque semelhan-
te medida era o germen de clamorosas quei-
xas, e descontentamente e finalmente por
que se convenceu o Legislador de que as
Provincias era mais aptas para conbece-
rem quaea os empregos convenientes e le-
gislares sobre sua creacio ou supressio.
Tats sao os fundamentos do 7 do Art. 10
do Acta addicional ; por elle se conceden
as Provincias o direito de croar e suprimir
Empregos Provinciaea sem alteracio das
suas atribuices do que nio havia neces-
sidade, por j se acharem reguladas pelas
Leis Geraes do Estado, e porque o Poder
Legislativo Geral nio demitio de si tio im-
portante prerogativa. A Commissio reco-
nbeceo piiacipio de que um Poder pode
augmentar ou diminuir Empregos pblicos,
eoutro dar-lhes existencia e marcar suas
atribuices. Eis como a Commissio se ex-
prime a semelhante respeito entende ,
que com quanto se possa exercitara facul-
dade de augmentar ou diminuir o numero
dos empregos por pessoa diferente d'aquel
la a quena compete o direito de os crear
etc. Se pois a Commissio reconhece es-
te principio nio sabemos como deduz a
consecuencia de que esta distincio nao traz
com sigo urna total independencia entre oa
dois Poderes, a um doa quaet compete ere
ar os empregfts e a outro o direito de aug-
mentar ou diminuir o seu numero. A
theoria de delegaces, de poder delegante,
e delegado de que falla a Commissio alem
de nos parecer escliolaslice, a au pomos sem
fundamento para o caso em questo. Des
de que o Legislador tem dado a dois Pode-
res atribuices diversas, claro que um
obra independentemente do outro dentro da
esfera das mesmas atribuices. Logo ta
independentes sao as Assembleas Provin-
ciaes, quando augmentad ou diminuem
Empregos Provinciaes, como a Assemblea
Geral quando Ihes d existencia prescre-
vendo as regras que elles devem seguir. O
exemplo tirado das Cmaras Municipaes
em nada favorece a opiniio da Commissio ;
porque do direito que tem as Assembleas
de augmentar ou diminuir os empregos
Municipaes nio traz com sigo a alteracio
das atribuices marcadas por Le da com-
petencia da Assemblea Geral, e por cense-
guinte nio se pode dizer, que as Assem-
bleas Provinciaes legislad em oposicio a
Assemblea G ral. Esclareca se tambem es-
ta doutrina com um exemplo. Soponba-
mos que a Assemblea Provincial suprime
um Termo est claro que esta medida
traz com sigo o deaaparecimento da respec-
tiva Cmara Municipal, do Juiz Mu
liewal,
Con-elho de Jurados etc., mas niognnm
dir que esta medida est em oposicio a Li
da Assemblea Geral, porque a Assemblea
Provincial tomento pode determinar qoe
neste ou naquelle lugar nio hija Cmara
Municipal, Juiz Municipal, Conselho de
Jurados etc. mas ella nio pode deliberar
que na Provincia nio esista estas Entida-
des porque ellas entra na organisacio ad-
ministrativa e judiciaria de todo o Imperio,
que as Assembleas Provinciaes uio podem
alterar. Por tanto v-se que a separacio
deitas duas faculdades nio aonulia o direito
que tem a Assemblea Geral de legislar so
bre a intensidade e exteuto das atribui-
ces dos Empregos, rujo numero compete
as Assembleas Provinciaes augmentar ou
diminuir ; e menos se pode sustentar o di-
lemma da Commissio de que ou as Assem-
bleas Provinciaes nio podem limitar o nu-
mero dos Fmprego* relativos objectos ge-
raes ou que o poder Ibes d o 7 do Art.
10 do Acto addicional comprehensivo da
faculdade de Ihes marcar atribuices que
regula o seu exercicio. Somos chegados
a urna observacio da Commissio que em
verdade espantou-nos, e quando ella
com toda seguranca assevera que qual-
quer intelligencia contraria a sua oposta a
todos os principios de Direito Publico Uni-
versal ; urna decepcio um germen de
perigosos conflictos de atribuices entre os
Poderes Geraes e Provinciaes Estavamos
persuadidos que ludo isto se seguira e
m parte se tem seguido com a inteiligen
cia da Commissio. As manifestas usurpa-
ces das Assembleas Provinciaes o excesto
de jurisdicio que em muitas se tem obser-
vado, deierminara5 como absolutamente
precisa a interpretarlo do Acto addicional,
para oferecer barreira a todos esses exeeasos,
que pouco a pouco vio aluindo as bazro do
Sistema Representativo, e destruiudo os
fundamentos da uniio das Provincias'. A
intelligencia que quer dar a Commissio nio
s conduz a esses inconvenientes, e pera os
negar seria preciso desconhecer a Historia
das Assembleas Provinciaes, algumas das
quaes (digamos de passagetn) se julga aa-
thorizadas a legislar sobre Rispados, hbi-
tos de Christo etc. etc. mas anda serve de
tornar vacillantes e incertos os poderos das
Assembleas Provinciaes sempre em duvda
sobre os limites de suas atribuices, e fi-
nalmente concorre para alimentar e susten-
tar partidos no seo das Provincias pug-
nando uns pela interpretarlo extensiva do
Acto addicional, eoutrospela liter.I. com*
binada com a ndole do sistema, e intencio
do Legislador, a rmneira das antigs sei-
tas aparecidas entre os Jurisconsulto^ Ro-
manos. Tudo isto um mal, que nos pa-
rece ser remediado com a nterpretacio ao-
thentica do Acto addicional, porque eolio
nem as Assembleas terio motivo plausivel
de aberraren da norma que Ibes foi marca-
da nem se insurgiro partidos sustentan,
do s pretences exageradas das Provincias,
e finalmente desaparecers os perigosos
conflictos que continuamente se tem ob-
servado. A Coromis.ao recorre anda a no-
vo argumento derivado do 16 do Art. i5
da Constituicio, e porque este Art. em
suas exprosaSes, idntico regra do 7
do Art. 10 do Acto addicional, conclue
que te por aquelle a Assemblea Geral tem
o direto de marcar atribuices aos Empre-
gos Pblicos, igual direito tambem tem as
Assembleas Provinciaes pelo 7. Admira
mos que a Commissio dedaza esta atribui-
c5 do 16 quando alias ella se depre-
hende naturalmente do 8 do Art. i5 das
palavras genricas fazer L expressa est incluida essencialraente a fa
cuidado que tem a Assemblea Geral de de-
signar as atribuices relativas aos Empre-
gos Pblicos. Logo o argumento de ana-
logia a que recorre a Commiss nao po-
de prevalecer pondo mesmo de parte as
rases especiaos, que tvera os Leg'sl-di-
res para tratar da creaoao e supressa de
Empregos Publicos em Art. separado o
3ue para demonstrarnos nos afastariamo*.
o nosso sssumpto. E' frtil a Commissa
em achar contradices e absurdos no Pare-
cer e Projecto da Cmara dos Diputados ,
e nos a consideramos tambem frtil na
descuberta de subtilexas Meta6zicas, tal
por ex. a definica que nos d da palavra _
natureza para considerar como geraes a-
quellesemprfg"9, cujas atribuices a As
sembleas Provinciaes nao podem alterar e
que por conse uinte tambaos Ihes nao li-
cito alterar o seu numero. Que importa
que no Projecto da Cmara dos Depurados
se diga que o Acto addicional n-> alterou a
natureza e atribuices dos empregos Pro
viciaes relativos objectos geraea para d'a
qui concluir a Commissa que tegundo
esta expressa estes empregos aa geraes ,
e que por conseguinte ts Assembleas Pro-
vinciaes nao podem alterar o seu numero ?
Concordamos que seja geraes quanto as
suas atribuices, que se acha reguladas
por Leis Geraes ; mas sao Provinciaes em
virtude da faculdade que tem as Assem-
bleas Provinciaes de augmentar, ou di mi
nuir osen numero, e por conseguate es-
cuzada toda a Metafizica da Commissa
Multas outras observaces aindamodera-
mos fazer sobre este segundo Art. mas
falta-nos o lempo, e com bastante custo po-
demos obter o Parecer da Commissa : pro-
metemos porem continuar a reftalo, e
talvez o possamos fazer com mais vagar ,
que agora nos falta em consequencit da
brevidtde dt uossa partida.
O Deputado M. M.
cripcespelo preco de 6fooo res peden
do cada subscriptor traser comsigo a su
senhora, sendo o preco da entrada indiv 3
dual de ifooo rs. por cada pessoa.
As horas sao, das seis at as nove da
tarde.
Avisos Diversos.
C0SV10RAMA.
Mudanca extraordinaria de vistas.
O Director do Cosmorama deeejando
mostrar ao roapeittvel Publico e com espe-
cial particularidade aos. seut subscriptores
o quanto deseja satisfasel os, tem arranja-
do mais algumas vistas que serio expostas
at o dia sabbabo 13 do corrente, da em
que commecara' infalivelmente, a nrimei
ra exposicio da repeticio total das "is-
las. Eis a lista das vistat #agora expos
tas;
Coroamento de Napolen pelo papa Po
VI ; ve se elle com coroa as mos no meio
da mais brilhante corte.. .Batalha de Som-
ato Sierra entre os Hespanboes e loglezes
contra os Francezes. Theatro da gloria dos
lanceiros Polacos... Vista tocante de Na-
polen vizitanto o tmulo de Fredcrico
Vista de huma
o grande re da Prussia...
guarda de lanceiros Polacos em campanha
Retirada de Moscou do Exercito Fran-
ve-se o Hroe "do Seculo attraves-
guar
cez,
sando seu exercito no meio da nev e
do gello, em cima de lium Treno. Com-
bate de Hussardes Francezes contra huns
Vlemeluk Tuicos... Lanceiros Polacos
no acampamento... Moite infeliz do insi-
gne Ceneral Princepe de Polonha Jos Po
Dato-p>k, aflbgado em o Rio Elsler per-
to de Leipzig... Vista plhoresca do Moni
Blanc (Monte branco) a mais alu Serra da
Europa tent 4,8io metros de altura...
Napolen em Santa Helena... Amiga e
arruinada igreja de S Vandill em Nor-
mandia Franca... Vista do Combate de
m Soldados Franrezes que attacades em
urna forlaleaa por um exercito de turcos e
Ingieres depois de huma longa resisten-
cia e a perda de d. us dellet fisero hon-
rosa Capitultcio...
Al Sabbado t3 recebe se ainda suba-
__ Precisa-se de urna lavadtira, que d
fianca do valor da roupa que levar para
lavar 5. nesta Typografia.
A pessoa que em um dos meses pas-
sado arrereatou na Alfandrga urna porcia
delivros impugnada ao liveiro Francei ,
sendo qun queira por obzequio ceder um
Mrama intitulado O incendiario ou o
Cura e o Arcebisp.i ou trocar por outro
Drama ainda mais interessante 5 queira
mandar annuncir ou fallar ao Professor
de Mnemotecliini* Mr. Gounct, e sendo
que nio qu' ira a dita troca, roga Iheodito
Gonnet, o emprestar-Ihe por alguns das,
do quflhe ficara' assas aggradecido.
_ Des'pareceu da piaia do Colegio no
dia 8 do corrente i3 Chaproens de louro
rom a marca A ; quem. es achar e queren-
do restitu'l os o pode faser em casa de Luiz
Jos Marque- que se recompecaia' genero-
samente,
_ Quem quiser alugar hum, a dois es-
cravos, proprios para o servico de huma
casa por serem muito Lidiiios, e fiis, e
um delles sabe cosiuhar o Diario de urna
casa, e sao robustos para qualquer servi-
co : dirijio-ae a ra Eslreita do Rosario
D. ao no segundo andar, da parle do
Noit.
_. Um hornera sjlteiro que sabe 1er,
escrever e contar se oflerece a ser cai-
xeiro deengonbo ou mesmo para outra
qualquer oceupacio e mesmo para fora da
provincia; quem precisar anouncie sua mo-
rada.
_ Alugt-se o primeiro andar e arma-
7.em de huma casa situada em huma das
melhores ras do Recife muito proprio
para Escriptorio ; qem o pertender an-
nuncie.
_ Aluga-seoarmasem e quarto andar
da casa da ra da Moeda, ltimamente
reedificado, e pintado : dirijio-se a ra do
Vigario D. I a.
Huma pessoa de bons costumes pois
dar fiador de sua contucta, e com bastante
pratica de negocio, desoja ser empregado
em alguma arrumacao nesta Provincia ou
fora della : nesta TypograOa sedira* quem
he.
_A a do corrente apareceu um preto
na casa do Snr. Francisco Martinho de
Mello no cilio da estrada nertencente ao
Afogado, enjo preto parece estar fgido,
e ter dito ser do ser lio de Pesquaira; quem
for seu dono dirijn-se ao anunciante, que
dando os signaes certos Ihe sera' entregue;
outro sim o anunciante nio se responsabe-
lisa pela fgida do mesmo.
_ Precisa-se de huma ama que tenha
um oa dons meses de p*iida, e que tenha
bom leite, quo s pagara' bem ; a' ra do
Cabuga' toja do ffr, Melb.
Precisa-se de huma ama de Leite ,
parda ou preta, ainda mesmo cativa; quem
estiver as circunstancias, v a ra do
Queimado D. i3.
_ Quera annunciou querer as Pecas
Dramticas Torre de Nesle, Lucrecia Bor-
gia, e Ricardo Darlington, dirija-se ao Em-
presario do Theatro, o qual tem alem de
oulras muitas o Archivo Theatral do 1.
at o ultimo N. do auno de i838, assira
como todas a Pecas Dramticas de Napoliio
e do Duque de Brganca, a 84! rs. cada co-
pia.
Joaquim O. Elsler faz aciente ao res-
peitave! publico que pretende ir para eu-
ropa deixando a sua casa no mesmo giro
de commercio debaixo da adminislracio de
san irmioo Sr. Frederico Ch. Elsler, e o
Sr. G H. Pascbe, os quaes Srs. ficio mo-
nidos do procursco bastante para derigi-
rem todos os seus negocios oesta praca.
_ Precisa-se de qustro contos de res a
premio por lempo de tfm armo com hypo-
iheca em um sitio de rnaior valor : quem
qu'zer dar annuncie pa'a ser procurado.
_ Quem quiser comprar 1 molecote cr-
oulo : dirija-se 6m Fora deJPoitts na ven-
da do Diogo Lu'-, qu; se dir] quem o
rende..
I



D I A RO DE
PERN
NBDCO;
_ O Empresario do Iheatro desojando
promover o tomento e brilhantismo da Sce-
a certo de que a arla Dramtica nao
derainne o mrito e estando por fino con-
?eneldo que no lio o theatro capaz de
prostituir antes o continuado estudo e
as canas representadas em quj se v
sempre a virtade triunfante, e o vicio
abatido alem do conhecimenlo que tomio
OS actores das immensas siladas que este
arma para triunfar dsquelia, ouza por estas
razos convidar a qualquer Senhora que se
queira dedicar arte Dramtica bem co-
mo alguma menina pobre ou orla ca-
sada oo viuva, que precise para a ua
sobsistencia de uro ordenado de 3o a 4f
mensaes, se dirija a fallar-lite no theatro: a
maneira porque este he dirigido, e coadja-
?ado pela iUustre soctedade theatral he
o mais seguro garante do que a cima es pe-
dio o que deve resolver as pessoas do sexo
feminino a aproveitarem se deste seu con-
vite. Francisco de Frt'itas Gambua.
Roga-se pela segunda vez ao Sur. J.
C. haja de mandar lavar os tamarindos que
ficou de mandar e que ja lee -beo m quau-
lia de 344 Por coala uto a mais de uro an
no, ese agora o nao Gzer o seu nome se-
r declarado.
Aluga-se urna escrava ptima qui-
tandeira e propria para o servico de urna
casa : na roa do Calabouce D. 5.
_ Quem precisar de um caixeiro enteu
dido para qunquer loja de faseadaa ou mi-
udesas ou mesmo pira armasem, ou ra,
dirija-si) a ra do Aragio D. i-j.
_ O r. Antonio Francisco da Costa ,
queira procurar em Olinda ra du M.alnas
Ferreira D. 3o urnas cartas viudas de Paja-
ha*
Arrends-ie um sitio no principio da
estrada do arraiat com casa de vi venda com
5 quartos. casa de vaccas estribara.
terreno para ler 6 a 8 vacos anuualmenie ,
o proporcoes para planiaces decapim, por
Ihe correr todo anno um grande alagadico
de agoa corrente : a tratar na ra das Flo-
res D. 12, de meio dia as 3 boras da tarde
- ou annuncie.
_ Quem quiser dar 5oo,ooo a juros de
a por canto ao mez, sobre hypollieca em
urna escrava annuncie*
_- Acboa-se um par de brincos de ouro,
quem for seu dono dirija-se a ra e-dreita
do Rozarlo sobrado defronte do Snr. Dr.
Grangeiro.
Precisa-se de urna ama para lodo o
servico interior de urna casa ; as 5 pon-
tas loja D. 34.
_ Precisa-se alugar oilo serventes para
trabalharem as exea vacacoes que se tam de
fazer na frlales* das 5 ponas, quem os
tiver todos ou paites deles ou quem es-
tiver as circuntancias de fazer este ser ico,
dirija-se a ra do Livramento do lado da
ra Direita no 3. andar do sobrado D. 18
psga-se 64o rs. por dia.
_ O abaixo assignado leudo em 16 do
p. p. publicado por esta folba, que daquel-
le dia em dianle se assignava por Jos Ben-
to Gonsalves, agora vai ratificar o equivoco
que houve em dito snnanciu poriauto he
realmente o seu nome liento Connives
Couto a ser de boje em duule a sua ver-
dadera assignatura. Beulo Gousalves
Couto.
Avisos Martimos
PARA O RIO DE JANEIRO e Santos
o Brigue Brasileiro S. Joio Bapiista o qual
pode receber alguna passageiios escra-
?osa frete, para o que tr Gon alves Casco, na ro da cadeia do
Racife n. 4$ ou com o Capillo Jezuino
Jos Simos, a bordo.
FRFTA-SE para qualquer porto da Eu
ropa ou Estados Unidos d'America do
Norte o velleiro Bnguu Sueco Emelie ,
Capillo Tlodembug torrado de cobre,
de primeira classe ; os pieteudeules diri-
jao-se aos cousigualarios Me. Calmout &
Compaohia.
JLC 1 1 fio
Que faz o corretor Oliveira de um
bota aorlimento de faxendas ingiera? e frsn-
ceua Qaarlu foira 10 do corrala pe.aa
10 horas ca manli no sea armasem
ra da Conceico D. 34 no 1. andar.
da
Compras
Um cavado que seja novo carrega-
dor e em boas carnes e no excedendo o
preco de 60,000 : na ra Direita D. 34-
Algebra e geometi ia por Lacroix;
que tiver annuncie.
Vendas
Urna cabra Jixo : na ra do calabou-
ce sobrado D. 5.
_ Um negro sadio moco e canoeiro
sem vicios ao comprador se dir o moti-
so : na ra do Cabug segundo andar do
vobrado defronte da loja de cera.
-* Farinha de trigo da primeira quili
dade, desambarcada boje: no escriptoiio
de L. G. Ferreira Mansfield.
rao barris proprios para se botar es-
pirito : na roa das Cruzes D 7.
_ Fazeada de muilo boa qualidade pa
ra habito doa terceiroi de S. Francisco : na
pracioha do Livramento loja D. ao.
mi Os seguintes livros em bom uzo :
operss portuguesas historia de Gilbras,
Carolina de Ohteldafield o renegado ,
caverna da morie Oslada ou o bosque de
Mara e outras novelas .* na ra do Li-
vramento D. 3.
Urna escrava dnselo maito boa la
vadeira ou troca se por ontra que saiba
cozinhar : na ra Direita D. 6} do lado do
oasceate.
_ Urna casa terrea com um grande
quintal na ra dr trompe para a da soli-
dado defronte do sitio do Sr. Hercalano
Alves da Silva : a tratar na mesma casa,
he bem conheeida por ser a nica quo ahi
tem envidrasserja.
_ Um terno de medidas da pao do no-
vo padree todo de amarello e duas con
xas para urna balanca grande e tambara de
amarelo : na ra nova venda D. a5 quina
da ra de S. Amaro.
Urna barretina para ofhcial de G. N.
duss baidas urna espada dois fiadores ,
urna canana um talim e urna barretina
de oleado tudo novo : na ra do Fagun-
des lado direito n. ai.
_ Urna negra moca engomma cozi-
nba e lava roupa ; e urna negrinha de
10 an< os de muito linda figura ; ama m-
tala de a5 annos de idade bda para ama
ile urna casa por saber bem cozinhar en-
gommar cortar, efazer camisas de ho-
rnear e vestidos de senhora : na roa de
goas verdes casa terrea D. 37.
Urna carroca de condusir materiaes
para obras, e propria para ca vallo indo
icompanhada de sius competentes arreios ,
e dois silhes sendo um novo e outro
em bum uzo: a tratar com Lourenoo Jus-
liniano de Siqueira morador em ama das
casas da estrada do Manguinho defronte
do sitio do Dezcmbsrgador Maciel Mon-
teiro.
_ Urna vacca boa de leite, prenh.i, a
com um garrote bastante gordo, e um quar-
to de ambas as sellas mui bom passeiro:
no psteo do Livramento D. to.
60 palmos de terreno de frente e
fundo sl absixa mar com a maior parte
atterrado e com um grande te beiro de
pedra a cal, muito proprio para qualquer
eslabelec ment ou mesmo para serrara por
ser ja deste mesmo trafico : na ra do Fa
gundea D. 3.
Um par de esporas de praU fina por
preco commodo : na ra do Quemado loja
D. 7.
_ Urna caaa terrea sita na ra do fogo
D. ao : a tratar na roa da Guia n. 16.
_ Um cavallo carregador, muito no-
vo feijio, arroz blanco em sacas e medi-
das : na padaria da rus do Peixolo das 5
ponas.
Urna escrava moca de bonita figura ,
boa bocdteira, e cosinhera : na ra do
AragaSD. 37.
Uma-caa terrea em Olinda na rus
da biquinha dos 4 cantos lado esquerdo
hindo para o iogo da bola : a tratar na ra
da Madie de Dos loja D. 3i.
Uma negra de na;lo de idade de a4
anuos, robusta o diligente para todo o ser-
90, cozinha o diario de ama casa; ao
comprador se dir o motivo: na rus do
Rangel no Ia andar do sobrado da quina do
beco do LiceO.
Olhos da repollo para aplahtar e se-
ment de seb* la viuda da europa na quioa
da pracinh do Livramanto loja do Burgos.
__ Har fora da Ierra um neg o da cos-
ta de idade de a8a 3o annos, mui ro-
busto, e de bonita figura sem vicios nem
achaques, ao comprapor se dir o motivo:
as 5 pontas sobrado D. 3i.
_ Uma molata moca com algumas ha
belides parida de i5 das, sem cra, e
com bom leite : na ra da Gloria casa D.
43, quefica defronte do por t o das freirs,
das 6 horas da minh as 9, e de ama as 4
da tarde.
_ Um moleque creoulo de idade de i5
annos com principios de catraeiro : em
lora de portas venda de Diogo Rodrigues
se dir.
_ Um escravo do gento de angola ,
por preco commodo : na ra de agoaa ver*
des D. aG.
_ Uma linda escrava creoula de idade
de 16 annos, cose algaras coisa, cozinha
o diario de uma casa, e eogomma perfec-
tamente : na ra do muro da penhu De-
cimejg.
jPUma escrava de naci benguella de
idade de a5 annos sabe lavar de varrea ,
e sabio ecozinha o diario de uma casa ;
na ruada Conceico da Boa vista D. 8.
Uma das melbores vendas das 5 poe-
tas D. 8, com os fundos de 600 a 800,000:
s tratar na mesma.
Uma negra de naci Cabinda que
sabe bem cosiohar engomar e cozer chl ,
e tambem ensaboa tudo muito bem : na
pracnha do Livramento por cima da loja
de Hercalano Jos de Freitas.
Uma negra da costa com uma cria de
um anno, a negra cozinha o diario de uma
casa engomma liso e he quitandeira: na
ra da Flores D. i2.
Um bom violio com pouco uzo de
excelientes voaes ; e um par do mangas de
vidro, e um bou de pelle de lontra : na
ra da Cruz n. 3i.
O primeiro e segundo volme do Ar-
chivo Popular semanario pintoresco os
a volumes do Panorama, o ramalhete jor-
nal semanal com ricas estampas, e diversos
folbetos e comedias : no caes da alfande-
ga armasem defronte da escadinba.
Duas obras de Marline em latim ,
uma ds quaes com bastante notas nlo s
da universidade de Coimbra como tam-
bem da academia de Olinda : na ra larga
do Roz gues Valenca, do dia ao do corrale em
diante.
m. Urna esersvs com todas habeldades,
ou aluga-se; quem a pretender auna ocie.
_ Uma m .Uta he bonita figura de ida-
de de ao annos cozinha engomma e la-
va : na ra nova sobrado D. 19 segando
andar.
Urna porfi de lenha propria para
olariejp ou padaria ; em bebiribe sitio do
peixiamo ou na roa das larangeiras D-
cima 11.
_ Um escravo de idade de ao annos,
de naca mucambique, de bonita figura
sem vicio algum ; um dito de naca ango-
a de idade da 3o annoa por 35o,ooo 5 a
e-cravas inda mofas fazem todo o servico
de ama casa ambas, por 660,000; dois mo-
leques de idade de laaiiaunos proprios
para aorenderem qualquer officio: pastan-
do a Igreja dos Mailirios no 1. andar do
1. sobrado.
m Um refe com o seu trassado ; uma
escrava de afio, de idade de 18 a ao an-
oos engomma cozinha e cose e pti-
ma para todo o servico de uma casa de fa-
milia; um moleque de uafajmofambique ,
com muilo bonita figura e de idade de
18 annos : na ra DireiU do lado do Li
viamento D. ao.
Uma cabra bixo parida de 6 das o
menos pnfo be 10,000: em Oiiuda nos 4
canto n. 8.
_ A posse de 54 palmos de um terreno
no fundo da igreja dos Martirios com um
grande atierro at abaixa mar : na ra es-
treita do Rozario D. 3o.
_ Um palanque maito bom cantandor;
nesta Typografia.
_ Uma negra de afio de a4 annos de
idade, robusta e deligenle para todo o ser-
vico cozinha o diario de ama casa, ao
comprador se dir o motivo ; quem a qu.
ser annuncie.
_ Excellente vinho de Bordean* em
barricas e engarrafas : na ra da cadeia
D.6.
Escravos Fgidos
Roga-se as authordades a quem per-
tence a inspecao deste ramo da polica,e di-
rectamente aos Srs. Sub Prefetos do affo.
gado e Varzea e Delegados do Remedio
e Bemfica o obsequio de atlenderem os
signaes seguintes para procederem a apre-
hendi de uma escrava fgida a a de Fe-
voireiro p. p. Francisca de naci costa, de
idade de 47 annos alta secca com os
peitos descarnados leve signaes da tilhos
no rosto com falla de denles no queixo
inferior tem a perna direite zaimbra, ou
torta quaudo anda, falla cheia de liogut
(vulgarmente dito ) : esta negra finge-ia
forra, e anda vendendo e comprando pelo
VIontuiro e Varzea julga-se estar acol-
lada e quem quer que o tenha feito ou
que tenha a titulo de comprada protesta-
se haver-lhe os das de servico e a im-
posicio rigorosa de tudo quanto a le com*
mina em Ues casos ; quem apreender leve
a ra de agoas verdes sobrado D. 5 por ci-
ma do assougue, que satisfar toda a des
pezs.
Fugionodia3t do passido mezum
moleque creoulo de nome Joaquia ida-
de de i4 a 15 annos com os signaes se-
guintes : bastante preto, olhos vermelhos,
com um ou dois denles de menos na frente
da parte de cima rosto medio coas macis
largas anda bastante apressado levou
vestido camisa de algodio e calsa da li
escura e esta alguma coisa compnda,
uzando elle por este motivo arregassar as
pernas da mesma e a maior parte das ve-
zes uza de camisa por cima da calsa; o abai-
xo aisignado roga as pessoas quo de le ti-
verem noticis e mesmo aos Srs. Cpitaes
de campo hajfode o prender, e entrga-
lo na ra do Queimado loja de fazendas 0.
9 ou na roa do crespo D. 7 que ser bem
recompensado Luiz Cosario do Reg.
Desapareci no dia 2 do cirrunle
hum escravo di osta do cor verme-
Iba baixo groato com talhos 00 rosto,
tem em um dos peitos a marca P e Isa)
igualmente alguna era vos nos ps, pelos
quaes manquoja bastante no andar levou
vestido calsa de barguilla camisa de es-
topa roga-se a qualquer pessoa que o pe-
gar levar a seu Senhor Antonio Alves Bar-
bosa na ra do Vigario que pagar to-
a despeza.
Fugio no da 6 de Janeiro do cor-
rente anno hum escravo j de idade de no-
me Joaquim do gento de Angola, com
huma perna torta cabt faja pintada de ca*
bellos brancos, olhos fundos seco do
corpo, vestido de calca de rucado e
Jaqueta : quem o aprender leve a seu
Snr. o Tabellia Regis que ser recom-
pencado.
No dia a4 do passsdo mez fugio um
moleque de nome Carlos, de naci ango-
la, levando vestido calsa e camiaa de brim,
com principios de carpina representa tar
jo annos pouco mais ou menos, estatura
regular, secco do cor po, cara descirnadi,
roga-se a todas as authordades policises ,
ca pales de campo e pessoas particulares,
que virem ou souberem de o pegar e levar
a ra do Vigario o. 16 que ser genero-
samente rt compensado.
No dia Quinta feira Santa fogio
uma preta de nome Maria do gento ca*
labr, representa-Jo annos de idade le"1
o beifo furado e com uma cruz de taino
na testa estatura regular; quem a peg,r
leve as 5 pontas lado do poente D. 58.
Movimento do Porto
NAVIO SABIDO NO DIA 6
BALTIMORE; Brigue Americano Obe-
ron,
sucar ,
M. Benjamim Buxton carga as-
e couros.
PERN, NA TYP. DE M. F, DE F. i8?fl


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