Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06070


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Full Text
ANNO DE i83o. QARTA FEIRA
CAMBIOS
Marco 3o
L .odre* 3o 1/3 por ifooo eed.
1. aboa 8o por 100 premio, por rae lal. oflerecido
1'. anca 3io a 3i5 Rs. por franco.
Rio de Janeiro ao par.
Miadas de6/4oo i5/ioo as velhi nai \ifgom.
iooo Sftoo a 8|3oo
P .sos Columnarios >|6So a i#'170
Dittos Mexicanos i|63o i#65o
l'ataces Urasileiios i|65o a 1/670
Premios das Letras, por mes 1 i4 1 11a por 100.
Cobre ao par
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES.
Cidade da Paraiba a Tillas da saa pretendo 3
cidld!iK^:^i5,m-:i,UlW,B : : : | *.-...s.-
Villa de Goianna............
Cidade de Oiimla........ .
Villa de Santo Antio...........
Dita de Garantaos e Povoacio do Bonito. ....
Ottas do Cabo Serinbaem, Rio Forra010, e Porto Calvo
i-'de das Alagoas, c Villa de Macei. t .
Villa de Paja a' de Flores...... .
Todos os correios partem ao meio dia.
3 DE ABRIL. NUMERO 73
Tudo agora depende de nos meamos ; da nossa prudenci*
modera cao e energa: continuemos como principiamos
e seremos apontados eom admirado entre as rc<5e* n s cu I
tas.
Proclamadlo da Assemblea bar a I do Brasil.
Snbeerevc-se para esta folh* a3fooo rs. por amarte!, pagos artl-
a atados nesta TyiKjgrafia, ra das Cruzas I!. 3, ua Praca
da Independencia u.iy e 38, oude se reeebem nupon-
dencias legalisedas, e annuncios: iosirindo-ta attes gratis
5trido dos proprios auiajnantcs, e vindosassignados. '
DAS DA SEMANA.
Todos os das.
Quintas feiras.
Dias 10, e ^4 de cada mes.
dem i ii, e ai ditto dide.
dem idem.
dem 13, ditto ditto
i.de Abril Segunda >J< i. ojiara S. Macario.
a Terca >J< a. oilava S. Francisco de Paula Fundador.
3 Quarla $. Ricardo B. SessSo da Tliez. Prov.
4 Quinta S. Itidro Are. Rel.'e aud. do Juiz de Direito da a. vara de manb.
5 Sexta S. Vicente Ferrer. Sessto di Tbez e aud. do J. de U. da i. v. de manh.
6 Sabbado S. Ma>celino M. R. de manb e nud. do J. de de 3. vaia de inauh.
7 Domingo da Pescoella S. Epifanio B. M. Quart. ming. as a bor. e 11 minutos da manh.
Mare cheia para o dia 3 de Abril.
As 8 horas e 3o minutos da manb. As 8 horas e 54 minutos da tarde.
mMl 3 WEMmAMBW
RIO DE JANEIRO.
ACTOS.OFFIClAES.
Senhor. Antes da disposicao provisoria,
eram os Juises des chancellaras, poi- u'.L i
exmelas competentes para couhcerem
das suspeices postas os juises dos lugares
em que havia relacSes, nao seudo desem-
hargadores. Exlinctos osJJuises das chan-
cellaras e nao sendo txpresso quem deva
conhecer de taessuspeiedas, tero occorrido
a duvida ji deven ser nomeados Juises na
forma da ord. liv. 3. til. ai. 8. nao
obstante xercorem elles su jurisdicSo em
lerraa tn que na relajea.
Nao tendo sido revogado o assento de
q de Junbo de 1750, que faz parte da legis-
larlo brasileira, cumpre observal-o no que
pode accommodar-se a orgoniaaco judicia-
ra actual, n que por conseguinle as sjspei-
cues, postas aos juises de direito do civil
muuicipaes desta corte e das outi as cidades
em que ba relaces sejam julgadas cumu-
lativamente pelos juises do civel. Para
firmar pois a jurisprudencia a este respeito,
tenho a honra de submetter imperial ap-
uro vaco o seguinle Decreto. De V. I\J.
I. muito reverente subdito.a Bernardo
Pereira de Vascoucellos,
Decreto numero a6de i5; de Janeiro de
i83q. Declara a quem compete conhecer
ejulgaras suspeices postas, as couz.is,
civeis aos juises de direito do clvel e
municipaes.
O regente, em nome do imperador o
Snr. D. Pedro II. decreta.
Art. 1. Aos juises do civel desta corte e
das oulra* cidades em que ba relacas com-
pele cumolatioiente conhecer e juigar as
suspeices, postas naa cauzaa civeis,aos jui-
zes de direito da Civel e municipaes da
mesma corte e cidades.
Art. a. Nos outroa termos do Imperio,
para julgamento de taes suspeicas se
proceder' na conformidade da oidanicio
iivio tetceiro titulo vnte e om para-
grapbo oitavo e no caso de ser precito
lecorrer aos vereadoies j- preferiio os
mais aos menos votados incluido o pre-
sidente.
Bernardo Pereira de Vasconcelos minis-
tro e secretario de estado dos negocios da
Juslica, o ten lia assim entendido e laca ex-
ecuiar.
Palacio do Rio de Janeiro em quioze de
Janeiro de mil oitocenlos e trinta e nove, d-
cimo oitavo da independencia e do impe-
li.
IPedro de AraujoXima.
Bernardo Pereira de Vasconcelos.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia aa da Marco de
i839.
Oficio ,. Ao Commandinte das A[as
communieando-lha quese acha recolbida
a a Arsenal de Guerra a pea de bronze e
os arreios qua lia va requesitado para o Es-
quadro de Artilheria a Cavallo.
Dito Ao mesmo, transmettindo-lbe a
guia do segundo Tenente Pompeu Roma-
no de.Caivallio que acaba dejehegar a es-
ta Cid de no Brigue do Guerra Constanea,
e que fora requesitado ao Exm. Presiden-
te da Provincia di Paraiba para ser em-
pregado do Esquadrio do Artilheria Ca-
vallo.
Dito Ao Inspector da Thesuraria,
communicndo Ibe que foi prvido na Ca-
deira de primeiras letras de S. Miguel dos
Barreiros, Victorino Josa de Assumpco, e
as Cadeirs de Meninas da Msrzuguape,
e Bonito, Al. x mdrina de Mello e Albu-
querqne e Joaquina Delfina de Mello.
Dito Ao Director do Liceo communi-
raodo-lh* o cuoleudo no precendente cffi-
cio.
Dito Ao Inspector da Thesuraria ,
ordenando que faca os necessarios suppr-
mantos ao Engenheiro Augusto Hersling,
para as despesas da obra da ponte de Sau-
to Amaro, que Ibe foi encarregada e
oreada na quantia de 1 :oi6so5o reis.
Dito Ao Inspector do Ais. nal de Ma-
nnli.i, communicaqdo-lhe, que tendo de
seguir em urna Commisso o Brigue Es-
cuna Nigtberoy ; cumpre que satisfaca as
requisicSea que Ibe 6zer o respectivo Cjm-
mandante.
Dito-. Ao Engenheiro Augusto Hers-
ling, auctoi isaudo-o para faser a obra da
ponte de Santo Amaro ni Estrado de San-
to Anto, tendo lodo o cuidado que a sua
despesa nao exceda da quantia de .......
1:016^950 reis em que foi oreada.
Porua Ao Directo do Arsenal de
Guerra, para mandar receber do Coca-
aandante do Brigue Constanea, urna pee
de bronze, e os arreios viudo da Provin-
cia da Paraiba recolbendo tudo ao mesmo
Arsenal.
Diu Ao Commaodante do Brigue
Constanc para entregar a ordetu do Di-
rector do Arsenal de Guerra os objeclos
de que tracta a precedente Portara.
Dita Ao Director do Arsenal de Guer-
ra para mandar receber do Command&nte
do Brigue Constanea dez arrouhas de li-
nho deG'avat que eonduzio da Provincia
da Paraiba conservando-o no mesmo Ar-
senal at que se Ibe d o competente des-
tino.
Dita _- Ao Commandante do Brigue
Constanea para entregar ao Director do Ar-
senal de Guerra o hubo deque traa a por-
tara supra.
Dita Ao Cirurgio encarregado da
Vaccioa, paia remelter a Secretaria algu-
uias laminas de pus Vaccinieo ifio de ae-
ren enviadas ao l'reeito da Comarca do
Brejo.
Officio Do Secretario da Provincia ao
da Assemblea L gis aliva Provincial, envi-
ando-Ibe de ordem de S. Ex. o Sr. Pre-
sidente a fin de ser psente a mesma
Assemblea a conta dos sold* que a The-
KurarU deeta Provincia compete receber
em virtude do artigo 29 da Le da ao de
Outubro de i838, para preheneber as
quaotias que Ihe forio consignadas, em
diversas Le.is da orcamento para construc-
cio de prisoas a outras obras Publicas nos
anuos finauceiros de i8J3a i836.
Expediento do dia a3.
Officio Ao Exm. Bispo Deocesano en-
viando-lhe o requer manto do Padre Felis
Josa Marques Bacalhao Vigario da i'ra
guesia da Serra Talhada acerca dos limi-
tes da mesma Freguasia a fim de que in-
forma sobreest negocio, em conformi-
dade da resolucio da Assemblea Legisla-
tiva Provincial.
Portara Nomeando ao Exm. Bispo
Resignatario desta Diocese D. Thoraaz de
Norouha Brito para Director interino do
Curso Jurdico da Oliuda em quanto du-
rar o impedimento do actual Director In-
terino o Padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gima.
Officio Ao mesmo Exm. Bispo Resi-
Unitaria, eoviando-llia a nomeacio sup-
pra.
Dito Ao Commandante daa Armas,
para mandar fazer com a possivel brevida
de os reparos de que aecessita o Forte de
Gaibu', recebando do Inspector da The-
suraria a quantia de dusenlos mil reis
em que foi oreada a despesa com os ditos
reparos.
Dito Ao Inspector da Thesuraria,
communicando-lhe o conleudo no prece-
dente officio, e ordenando que para os di-
toa reparos ponba a desposicio do Com-
mandante das Armas a quantia de dusen-
los mil reis.
Dito Ao Commandante Superior da
Guarda Nacional do Recife para ordenar
que o quarto Batalbio da mesma Guarda
que tem de faeer o servico da Guamicao I constantes da guia q'so Ihe remelle, impor-
no dia a4 do correnta d a guarda da Ca- Unca dos carrelos da Villa de Goinna pa-
daa, valo no poder ser esta feta no re-
ferido dia pelo Corpo de Polica, por de-
ver este entrar na conercio da Grande pa-
rada.
cuna do sen Commando e pertencente a
Gnarnco da Escuua Victoria deve pae-
sar a servir como aggregado ao Brigue
Constanea.
Dito Ao Commandante do Brigue
Constases commnuicaudo lh o conleudo
no officio supr.
Expediente do dia a6.
Officio Ao Commandante Snperior da
Guarda Naciooal do Recife para ordenar
q'o a Escriplurarioda conladoria Provincial
Josa Mara da Cruz, que Guarda Nacional
do segundo B italbio seja despensado da
todo e qualqner servico visto achar-sa
incumbido de trabalhos que muito da-
mandlo a sua asiiduidade conforme re-
presenta o Iospector da Thesuraria.
Dito Ao Doutor Antonio Joe Coelho
Director Interino do Curso Jurdico res-
pondendo-lhe, que foi nomeado para Di-
rector Iqterino duraute o impedimento do
Padre Miguel do Sacramento Lopes rGama,
o Exm. Bispo Resignatario D. Thomaz
de Noronha Brito; e louvando ao mesmo
Doutor o zelo e inleresse que toma a bem
daquella Accadetnia e os bons servieos
que a ella presta em tudo que esta* a sen
alcance.
Portara Ao Inspector Geral das Obras
Publicas, para mandar faser com urgencia
os concei tos que precisa agrelha de tijolo
do fogo do Hjjpiul Regimental, con-
forme requesita o Commandante das Ar-
mas.
Officio Ao Commanndante das Armas
communicndo le a expedico da oidem
supra.
P01 taria Ao Administrador Fiscal das
obras publicas pira satisfazer a Mano-
I Btrnardino Vi.ira de Mello ou ao sen
Procurador a quantia da /{Sfooo reis
ra a de Nosarelh ,' das l'erramentas perten-
cente* a abertura dos Pocos Artesianos.
Dito Ao Inspector Geral das obras pu-
blicas respondendo-lhe que visto ter-se
6nalisado a obra da Cuxia do Corpo de Po-
lica e nio bavet- por ora oulra obra em
que seja empregado o Mestre de Carpiua,
deve despedir a esie assim como os demais
operarios.
Dito Ao Director do Jardim Botnico
aiihoiisando-o para fazer os reparos que
oecessitao osassentos do mesmo. Jardios,
e o Caramancbad, que Ibes d sombra e
bem assim para proceder a compra das
plantas constantes da rellacio qua acom-
panbou o seu officio de 4 <'e Fevereiro
ultimo apresanlando depois a conta lega-
lisada daa despesas feitas com taes objvetos,
a fim de ser paga pela Thesouroria.
Dito_ Ao Inspector da Thesoorsria,
communicndo lha o couteudo no prece-
dente officio.
Dito Ao Commaodante do Brigue Es-
cuna Niclheroy, respondendo-lhe que o
primeiro 'Pnente R-jcba aggregado a Es-
THEZ0URAR1A DA PROVINCIA.
EDITA L.
O lllm. "S ir. Inspector da Tbezouraria
da F-zt nda desta Provincia manda fazer
publico que no dias a 4 > 6 de Maio
prximo futuro se ua5 de arrematar em
basta Publica por leonp de hum anno,
contado do 1. de Julho de 1839 3o
de Junbo de 1840 as R ndas seguinles.
I.* Imposto de aoporcenlo u'aguar-
denle do consumo.
%. Dizimo do Capim de planta dos
Manicipius do Recife e Olinda.
As pessoas que se propozerem esta ar-
remnlaca o-mparefa ua Salla das Sess-s
da mesma Thesouraiia nos das cima indi-
cados competentemente habilitadas mu-
nidas de Fiadores idneos. E para cons-
tar se mandou affixar o prczeitte e publi-
ca-lo pelo Pelo.
Cootadorta e Tbezouiaria Provincial 07


4f*
'4 *l de Marc-r de i83<). O Contador.
Jo 13|ttisi Pereira L ba Jnior.
Diversas Repartigoens.
MEZA DO CONSULADO.
A Pauta lie a mesraa do nu. 56.
CORREIO.
O Brigue Nacional Boas Ie da q1"'
lie Ca.p|5Jo Ridrigoel Amito sai pa-
ra o Rio de Janeiro no dia 4 de A' ''
OBRAS PUBUCAS.
Pela Administraci Fiscaf ds Ob-at
Publicas se hade comprar un hasta pu-
blica a grndaria do ferro, qu-a liad*
guarnecer os dois lado di ponte da Boa-
vista : as pessoas ana porlendorem faier
esta tbra podem concorrer na Silla di
dita Administraci Fiscal nos di* 8 ip ,
e 12 de Abril prximo vindouro do meio
dilat a horas para tratar-se do ajuste.
Na mesraa Salaach* seo dezenho da refe-
rid obra para os perlendent-s o verem
e poder em ejustar.
Amaro Francisca de Moura,
Admiuht'ador Fiscdl.
PREFRITURA.
Parte do di 27 Jllm. F.xm. Sr. Fora presos hon-
lem a rainba ordem, e ti vers lioje o com-
petente destino : Nelson IVleison brin-
co Diuamarquaz pelo Suh-I'refeilo da
Fregoezia do Recife por ter ido (lu-rd 1
do Consulado requizitar em iiome do mi'S-
roo Sub Prefeito sem ordem d'este 2
Soldados e ter con elles entrado em urna
taberna e d'ella tirado varios objcctoa ;
Mui* Francisca preta e Alpeel Blake .
hranco americano pelo mesroo Sub-
Prefeto, aquella por estar insultando a
outras com te- mr>. obscenos e injurilos,
e este requizici do respectivo Cnsul ;
Pedro Francisco d'Alcantara pr'eto, e
Beno Francisco Eufra/io, pardo Corne
ta do 4- Corpo d'A'liliieria pelo Sub
Prefeito da Fregneiia de Santo Antonio,
este por ter dado sen m.tivo urna suveln-
da no cavallo de um matulo ter biiga
do com o roesmo e aquella p >r Ibe ter
sido apprehendido hiim c em rujo crimo lem sido | indiciada : e
Flix 1 preto escravo de Anna Joaquina
doC.rmn, p*lo Sub-Prefrilo da Fri-gue-
zia da Boa-vista por desorden.
E* o qu consla das parles boje rece-
bidas nesta Secretaria.
Dos Guarde aV. Exc. Prefeituta da
Comarca do Recife 27 de Maico de
1839. Ulna, e Kxm. Sr- Francisco do Re
go Barros1 Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brralo Pre-
feito da Comarca.
' paz de curar os malea que aoiremos em
coja nomeaca tev pan* o Espirito Santo.
E anpposto que fosas accoropanhada do
repudio do nomejido o qua tem magoado
eaffligido o publico pelo silencio seguido,
diulurnando-se a viuvez da igrej fliroi
Chrislos o ver se o templo do Deu* de
par feito orna praca.de arma ^ o sanctuario
do Djus vivo cercada^ de baionelaa como
em oulro trapo o tonwilode Christo mor-
to, cercado dos soldados do Cezar ; e,
para remate da mmoralidade, urna senli -
ella, por meio da forc. a mpellir d. llnense se.s par. *,te annos facnunca
entrad, da Igreja. a osCI.ri.llos s por-Wccontec.do ^embramo, ao governo ficto
que no v* como as madama convj Uenl.ro que teve logar no remado de D.
I ~..l... ,nwn. d.nones. tridos che? Maris I c -m o b.sp.do de M.riann, q-e
OH
Diario de Periiaiiibuco.
A TI10PA. E OS TEMPLOS.
Tanto nos eslranbo o vermos a tropa
fazer a guarda dos nossos templos como
vermos ossic rdotes involvidos em parti-
dos, armados, friendo fogo, e matando.
Quando seacabar' a mam* de aaaireter
e,n os nossos acto* religiosos a for.ci arma-
da! Fesia que > t^ro guarda nao
festa frstinha Amamos a tropa ou
para fallarmos com maicr pncisSo, respei-
tamos a tropa cor^simos a sua necessi-
dada mas na defesa da patria e no cu-
po da bstalha; purem nunca na defensa
da iMigio no interior das Igrrjas. B*.
tas tem o. seus soldados que sao os Os-
tiarios : quando a os ordenando, a in mi-
norilms st ent.ega urna ciia* trans-
mtle lh o B'spo o poder de abrir as por.
US das Igrej*a e por islo o da tancar lora
des Wtifplp, n.. urna pobre mulher,
po que vem com o ssu timaj ja ruco r.ao
a uru p >b' b mem porquera .- jaque-
ta, inasaquele. que a lr-ja con.iiiera
for'a rfj srr gremio.
Quanto nao ivolRnte a os veidadeiros
peraltas, todos dengues todoschei
rosos/ (1) Sejamos conludentes; ou a
nossa religo, ou nlo, verdadeira ; se
, com todos n crenv>s e a r.eligiio
do r-Mado, entio sigamos escrupulosamen
te os seus preceitos ; ni, p'ivemos daen^
irada dos templos a os que v.u a elles o
movidos peb espirito de devocio e nao
como aquelles, e aquellas, que ven?, com
escndalo, e immoralidad" vender a sua
formosura, e a sua garridice.
Temosoccasifo para, de caminbo, pe-
dirmos ou a os Parocos ouaS. Exc Rm.
tenba ompaixo dos cidadSos que roo-
ra visinbos s Igrejas ;. privandor desse
motu-continuo de dobres e repiques,
que tanto fflgem e incoromoda. Esta-
mos convencidos de que se estas comas
sfguisgem a soa marcha legitima, os Mi-
norjtas. ou, ao menos, os sacrisres to
earU"S sinos, e por isso osdobrea, e
r-piqoes snriaS mais breves; e no vena,-
mos os moleques deixarem o servico de seus
stfcliores, os apreodires fugir-m da,s cln
cias para irem dar o seu baile as torres
rusta do incommodo publico
Orto hom^m que se chava bastante-
mente molesto e por infelieidade su 010-
rev prximo torre desla fregueiia no
meo dos incororaodos que Ibe causa va a
molestia e da angustia, que Ihe occasio-
nar. os dobres que de mos dadas com
is repiques, puoba, na vespera do Ora-
o, em desespero a todos os que tem ou
vidos, ixcUmuu assim, em presenta de
um amigo :
'.i basta de tocar malditos sinos .'
Que nf o baja meu earo incendio tal,
Qutl de Moscou queimou a ctlhedral,
P're derreler n'uro dia
Quantos sinos ti ver a freguezia ? !
Do Cear recebemos o Correjo da As-
sembla Provincial 'at 16 de Feveieiro p.
p. O novo Presidente o Dr. Joio Antonio
de Miranda linha ali cheg*do no dia 8 do
(iitomez, e no dia i5 linha prestado ju-
ramento e tomado posso da presidencia ,
da qual foi dispensado, por o b nqu"rido, o Ex-Presidenta Manuel Feli
sardo de Souza e Mello.
No dia gainda o 'Correio'icopia urna
repr sent. ci feita pela Camar Municipal
do Aracaly contra o dito Ex-Predenle
A-v inhiea G^ral, em data de 26 da Janei-
ro ; mas de esperar., que com a sua reti.-
rda cesse esta guerra de palavras..
Como em um dos nossos nmeros tran-
sados tenbamos dito que o P. M- Fr. Pe
dro nao acceitara a nomeacSo de Rispo,
agora, com o seguiole artigo vamos fa-
zar ver qual a consideracao publica que
iLtmiu osla nomencio a um Pernaaobuca
no qua tanta honra faz sua patria, e
sua Rrligiao.
No principio da remana pretrita ob
S'rvamos urna alegra T completa stlisfaca
publica dando os cidadios uns a outros
ptrahens pela noticia do Diario de segun-
da ftir continuada na sua folln de ter-
ca. Consta-nrs que fora nomeado o re-
verendissimosnr.fr. Pedro de S. Marian-
na bispo do Rio de Janeiro. Nomeaca
qje grangeou aogoveroo acuitos encomios,
palo inl k igreja fluminense moral publica a feli-
cidade dos fres dando-Ibes um pastor as-
saz digno por suss virtudes e talentos ca-
(1) Nao se entenda que os comman-
danies dessas guarda, sao cumpliers nista :
ellos iopod-ra prohibir, qua esta, ou
aquella sentinella por seu genio ou por
que est ali constrangido cumpra spera-
mente as ordens, que se Ibes in|i lo gimes, de quero, temos apprendido tan -
t.icuutds. nao tem soldados armados nos
seus templos.
aquella s mestre Ponte vera ter feito aua nomeaca;
-lie acceitou.
O ab>ndono em qae se anha o rebanho
de Jezus Christo por falta de legitimo pas-
tor que promova p:r todos os meios a $eu
alcance a gloria de Deus e slvac dos fi-
is entregues voracidade de lobos subal-
ternos que, esquecendo-sa dos sagrados
(nones. na5 s Ihes tiram a la matqti"
ale Oi privam na ultima hora dos socorros
espirituaes nica consolaco ( em que
hasearn toda a sm esperanca da salvacao .
confiados nos merecimentos do sangue de
Jess Christo nosso redemntor ) por
meio da conG*sa&8 sagrado viatico de que
foram privados dous eufermos ppla obi-
tinaco d'o vigario negar-Ibes disendi
publicamente quanio administrav sacra
memos a q>iem nao era casado ; o meamo
teria accontecido a um tere -iro si os ami-
gos do enfermo em numero de tres iu
mais na5 fossem igreja constranger o
vigario com ameacas a ir Ihv.t e adminis-
trar os sacramentos quanto antes ; o que
fez mais por temr do que em desempenho
le seus deveres (*).
A grayidade d'etes fsetos t6 escndalo -
7.qs como reprehensiveis, que podem ser
repetidos por um vigario aclimatado a pra-
licar abuzoa muito principalmente na ad-
ministracao dos sacramentos poi. guando
lie chamado para logar distante procuro
evadir-se perguntaodo se vio seg* para
oconduzir, ou por cerlida de proressor,
nos obriga por caridsde che istia a publicar
eitesfactoa, para qua o governo e o mes-
roo se. biapo nomeado conheca urgencia
m que est de acceilar o alto em prego para
que foi eleiio ; a nao se faca indirectamen-
te com sua escusa e temor pnico, res-
ponsavel dos males que solfre a igreja flu-
minense, seus filhos, com taes pastores
subalternas que sem temor da justica
divina nem vergonha dos homens, socui-
d& em ajuntar dinheiro, para a sua fami-
lia d 20 pessdas que disie suslentava, e
por isso nao poda festejar o Orsgo tendo
um freguez que annualmente costuro dar
a cera para o throno e Outros que se ofle
r<-c,er;<6 para ajudal-o exigindo pelos mais
comparo:hianos esmolas. 0a por sema
Ih(Ote confisso, nao sendo Brasileiro na-
to a familia criminosa e prohibida al
pela lei do celibato ; e sendo administra
dor da fibrica vom a gastar renda com
cousas tslranhas do seu justo lim.
-
=
Exterior.
O NOfO MINISTERIO
em Franca.
Apczar de npprovada na Cmara dos
Deputados da Franca a emenda ministeri-
al de Mr. Dobolleyme por urna rnaioria de
q votos a administraca Mole considerou-
ie batida e pe.diu a Luiz Filippe a sua
demissaS. O Marechal Soiilt achava-se
encairegado de organirar uro Miniaterio ,
larefa bastante difficil fias actuaos circuns-
tancia da Europa que chamara a Fran-
ca a reprasenlar nellas o papal que Ibe com
(*) A primeira victima foi urna mulher
branca por nome Mara ; a segunda o
francez que pintou a igreja ; e o terceiro ,
o tabemeiro Domingos que roorava na es-
quina da ra do Imperador, o qpalcaaou-
se depoi in articu'o mortis : talvea o mes-
mo accontecesse as duas victimas, si o viga-
rio cumpriss seus devei'S. Os asientos
nos livros dos bitos das passoqs vres d'es-
te anno prrjvam. oa factos mencionados.
Trislis ost anima mea. D'estas ommisses
e crimes dos vigarios, approveitndo-se
os Moravios va6 engrossando o seu par
tido era ludibrio da igreja catholica roma-
na e da e. iiiituifa jurada.
pele o de urna grande potencia que se .
cha testa da ctvilisac5 e da csuza da l.
berdade.
Sem duvid a poltica externa ser sen-
sivelroeote modificada. A Blgica acha.
se ameacada de perder o Liroburgo e o Lu-
temburgo, proviocias ligadas por symp.
thiase por interesaos aos adversarios da
H llanda, E' comtudo para a Franca de.
baile do ponto de vista militar ,' que esta
perda tem urna importancia immensiv Na$
mos dos soberanos do norte as guindes
pracasde guerra desse territorio servan de
escudo para o- absolutistas no caso de ag-
gressa e de espada quando tentassero pj.
zar o solo da Franca. A Bilgica -perd-i:
toda a consideracao com este despija ..
as planicies da Champagne fctraS ahertas
para o exercito da oulro Duque de Brun-
swisk sem que os das de Hallermana
tenham prb ibilida.de de apparecer.
Quando o Re dos Francezes envicu um
exeicito ; Blgica a|iegou-se o proposito de
experimentar as intencoens das potencias
do norte agora sao esses soberanos que
apalpam o poder do rneio dia da E',ropa ,
apoderando se de duas provincias prxi-
mas da Franca.
A coufeieocia de Londres tr.cou pro-
tocolos mas como disse Mr. Mauguin na
Cmara Francesa a diplomara he de
singular elasticidade tem -se feito mui-
(os trictadis ; mas a principal obrigaci
de urna nacad be curar dos seus interesses.
Um tractado he um contracto e quando
ha -xemploeda violacs anterior, cahem
as suas clauzulas. O Rei Guhvrme po-
de impunemente recuzar o tractado de
185 1 e depois quando elle tomoo as
precaucoens necessarias ,%quando enten-
deu ser chegada a occasia propicia vera re- *
clamar a execues dos 24 artigos. Esta
delrminac5 actual nao he.enao precurso-
ra do plano de tomar conta da Blgica de
entrar triumphante em Bruxellas plano
que o Rei da Molienda nunca pardeu de
vista, plano contra o qual est6 de atalaia
Leopoldo e os s-us subditos ; porem que
vingar se a debilidada da Blgica for da-
vidaraenle constada.
A attitnda respeilavel que assume ests
ultima potencia ameaca destruir os clca-
los diplomticos, e apressar um ruropi-
mento que forc.na as potencias da primei-
ra ordem a sabir do sltu quo. Pirle do
exercito HolUndez apresentou so junto a
Turnhout em attitude hostil, e esta de-
monstracaS obrigou o Ministerio de Leo-
poldo a fazer avanpar forcas para conter
em respeito os inimigos que eslo sobre as
armas.
A populacfo do Limburgo comeca a or-
ganiza.-se militarmente a cauza religi-
ora acha-se ali unida cauza poltica : os
Bdgas sao calholicos como elles e reina a
mais decidida ayeraio aojugo do proies-
tantisroo Hollandez. Inseusivel porem a
lacios elementos de foica,o Ministerio
Mole servil adulador das corles donoite,
despressndo a cooperaco e albaca do go-
verno I'iglez pareca di-posto a sacrificar
a Blgica assim como saerificou a Italia ao
dominio Au-triacocorn a evacuaco d'An-
cona concorrendo para coliocar a grande
naci em um estado deavillameoto e de-
gradacio sobremaneira lastimoso. Paiece
impossivel quea nova administrsco per-
sista em seguir to errado caminbo. O a-
balsado orador Mr. Thiera que se poda
reputar a .Imada opposiySo eo" ->lo1* 5
e cujas ideias sobre politice a-xlerna sao pr-
lilhadas pelo Marechal Soull b-.ro clara-
mente mostrou na respo&la ao discurso throno que dissentia da poltica ministerial
acerca da Blgica. Actualmente, disse el-
le existe urna grave dilhcu'dade. Utiuve
teropo em que o Rei da Blgica poda ser
constrangido a acceit.r os acertigos sem se
tornar impopular para com os seos sub-
ditos porem agora ve-se na colhsao de
ceder, e neste caso recuar com humiliaclo,
ou da recusar e com esse accordo incen-
diar as margen do Rheno. Na6 ^e gaar*
dou out'oM o slatu quo porque se
maniera agora no se dtu out'ora hum
prazo ao Rei de Hollanda porque' ae re-
cusa agora ao Rei da Blgica O orador ci-
ta d< pois o suteesso que letal o inipeto, o
ardor enthusiaslico corr que se teve a rran-
caem i83 >.<*( ponto produt.u a
maioi senseco.
Depois iiesjai censiderafoens relti*8



DlAfti DE f>E R N A M fe GO O
, Blgica que to'le petto disea respailo'
seguranc da Franc. ..(Ferece-se natural-
mente aiialyi parcial odiosa condu-
cta da admiaistracao Mole para com ainfe
I H -spanht i qual ge acha ligada pe"
tracudo da quadrupli llianca que pare
ce tersido antes assigoado por plenipoten-
ciarios de D. Cario* do que pelos represen-
tantes da Rainha Itabel a. O Ministerio
foi completamente batido nesta parte da
resposta ao discorso do ihrono os bons
cfficios de Mr. Aroilbau de nada valeraro;
e os enrgicos e francos acentos do raare-
chai Ciausel determinaran] a Ornara vo-
lar de encontr ao des-jo ministerial. Coro
e|fei!o he adroioistracfo Mole que se
deve a ostentosa entrada da princesa da
Beira i.as provincial Vascongadas- a
ella que se devem oa numerosos exforcos
i -cbidos pelo pretndeme era cavallos ,
homens armas muuicoen e dinhei-
ro aos seus exforcos, que en parte
te deveo aborlamento d* emprrza da Mu-
nagorri que encontrn em Franca d*
parle das autoridades a repugnancia oais
decidida. Ai carneicerias de Cabrera que
bonorisaram a Europa e occas-onaram
numerosas pelicoens era Londres nao pro
duzuam a menor mpreasio no gabinete das
Tuilherus- e o discurso do Throno a-
penas contera urna frase relativa s gran-
des calamidades que pesara sobre ura paiz
com direito nao SO a mais decidida prole
cao mas ate a urna intervedcio armada
da p-rte dos seus alliadoa.
A este qutdro das ralacoens externas ,
UB) un,r-M aullado immenso obtido
om Franca com o pn.gresso da petica pa-
ra a reforma da lei eteitoral. O numero
de individuos que nelia inscreve/aro seus
nones tal que seria heresia negar que
a grai.de maiona do pavo Francez esl de-
terminada o conseguir urna aiteracaS na
btsse da representabas nacional. Diste
facto transcendente resulta a necessidade
de urna poltica govern*li?a adquada as o-
pinioans do-paii- e julgaroos La Filip-
pa^asssz atilado para ignorar os perigos de
resistir iberiamente s justas prelencoens
de seus subditos. O carcter de legalida-
de que preside aos exforcos da emancipa
cao interna da parle dos Francazes, tor-
nara o seu boca xito infallivel. Nao ha
pois duvidar de ama Huta era para a Fran-
ca nio ha pjia motivo para sustentar ,
iue a cauta da ijberdade sera: abandona-
da por um povo que sera o seu predo-
minio sena nscado da lisia das nacoens.
E igualmente certo que a installacfo de
novo Ministerio Franaz, alentando as es-
perances dos patriotas Hespaohos pora um
termo a vergonhos'a inaccio de Espartero
escandaloso armisticio exjstrnte entre os
dous exercitos do norte ser em firo termi-
nado j ee provavel enlloque Eslella dei
xe de seto quartel general de D. Carlos.
Anda ha dias mostramos por urna sttis
tica extrahida da folha. Hespanholas, que
no Remo visiuho as forcas liberaes erara
superiores em mais da ioo' homens s dos
baldes nao pode pois duvidar-se que
desde o momento em que a poltica da
1'ranea se tornar tal qual deve ser: a rui-
na do pretndeme vira inmediatamente.
Nao sabemos como os nossos doutrina-
iios de fresca data tomara noticia da que-
da ee Mole : no enlamo estamos seguros
deque ella naS he favoravel as pretenco
ens retrogradas dos nossos estadistas s
dos seus moderno alijados. Quando *
vos do progresso truimpha as nurgens do
pe?.a, quando os interesses das classes
muustriaea superara as pretencSes da es
stilha daa.Tuilharias, mal vai Sos nos-
sos retrogradados. O terreno qoe pisam
Hiescerecer brevemente obstculos que
s laiao desanimar,- saida a nossa oppo-
2'9*o conservar a attitude r*speitavel qe
qi' ha caracterisado- saiba ella
que conserva intacto o seu respeito e sai
sypathia pelos campees 6nis ao seu -credo,
^ue combatem cora tanta coragera na ad-
versidade como moderaci no momento do
triumpho quando curapre ser generoso
para poder ganhar estabihda'de.
( Di Nacional de Lisboa.)
Sobre o Scisma.
Em quinto os Porlugueres se dividem
em facones e partidos, em nuanto mutua-
mente se desacreditas e Escriptores in-
considerados e malvolos espalluS a desu-
oiao e a intriga entre aqudles que tantas
vezes fizeraS do seu pello impenetravel
trincheira contra os, ataques do despotismo
em quinto os Liberaos Portuguezes se roal-
querera e se dividem em bandos para dis-
putaren!, nio aLiherdade. porque "ssa
possuimos no* mas o roaior ou o menor
grt queda megma Liberdade nos convem.
as Potencias liberticidas folgaS e riera das
nossas ditsensSes, e bem s claras se pre-
paras para nos vir escravisar. A Russia ,
li muito que premedita vastos planos do
seu criminoso, .engrandecitoento, e agora
os vai desenvolvendo e procurando os meios
de os realisar : a guerra da Persia o casa-
mento do* irmio de Napoleo com urna
Princesa Rssiana o levante do Canad ,
sio embaraces que se prepira f Ioglaterra
p a Franca : a prol-ccio ao Pertendente do
Throno de rabel -x. \im corte na Li-
berdade Peninsular: o nenhura caso que
se fez-do tractado da Quadrlkpla Allianca.
creou e deu rpido incremento ao partido
Carlista, ji.hoje ffo formidavel. Pelos
auspicios do dspota do norte pela indiffe
renca notavel do Rei Cidadio, e pela pol-
tica do gabinetes dontrinarios de Hespa-
nha e de Portugal, D Csrlos lem se con-
servado e talvex se nio contente jcom
fazer s a guerra aos liberaes Hespanhoes.
Pelas provincias do Norte de Portugal
escandalosamente se anda recrutahdo para
o chamado Exercilo da F, e a colheita
abandaritissima : em muitas Ierras as au
tboridads esli dentro da Sdcirdade do Scisma ,
outras temem malquisiar-ae, e por isso
qusntss ordens o GoVerno taina*, sao il-
ladidas; as atterradoras noticias que o pro*
prio Governo tem dado s authoridades ,
incumbindo-ihes cuidado e vigilancia a res-
peito da premeditada invasfo e dos pro-
pagadores do Scisma, a causa de qoe f>a
aathoridades nada ihquiraS e de nada 'de
em parle : o estado vacilante era que nos
vemos a frouxidao do Governo fz olhar
pareo futuro, muito mais quando ha tan
tai authoridades subalternas affeC|as ao m-
guelismo.
O Scisma e o absolutismo dera-se as
maos para caminharem. O povo ignorante,
vendo que o Papa protege o Scisma abra-
ca-o com avidez, julgando achar tp He
verdsdeira Igreja : ejulgand os Padres
l'ulQctiaar com a valenta de raciocinio e a
oica dos factoa as insidias doutrinarias e
tonta com nov. ordem de cotizas ia sao ss-
robusta par. luct.r Com vantagera
contra r> spet-to fudal, que entre nos sur-
B'u. remorso cabera aqueiles que aban-
lonaramoaseus.principios, e que eposa
'm a reSpUDS,b:hdade alheia com o louco
nil^nto de adquirir preponderancia por
iuw'c*,0l,U"S9 me"S Uaes- PV
petgfla n veraatllidade poltica nun u-jucm a-i mcmurm uu umum (
se o vida dos dilier-iites papis que e-. que o nossos inimigos julg-5 intrusase
P esentam crfas not.bilidadas ao pisso scisma titos: procuremos evitar todasoc-
Conslituciotixes excommungados, nadt
qoer com ellas. As circunstancias s o tris-
tes ; aa Corles devem olhar com muita se
riedade para um objecto que o Governo en-
carou com indi fe renca o Scisma nio co
meca agora elle uasceo logo que a Naci
selibertou, e al agora nenhum s passo
se lera dado para o extinguir a nio ser
recommendsces de vigilancia : capturar
os psedos Apostlos justo, pois o per-
turbadores do socegu publico e atscad a
Soberana da Naci, publicando e dando
execucio Letras PonliGciaes sem o Regio
Beneplcito como manda a Constituicso .
e sempre foi costume neste Reino ; mas o
povo tambera deve ser insiruido e desenga-
ado: acredulidade e boa fe do povo nio
deve ser punida e nem a crenca Religio-
sa deve ser es pal hada a ferro e fogo ; per-
suadi e desengao sio os nicos remedios,
e os lega*s de que se deve lanear mi.
O nosso correspondente Sully, cujas
lur.es e valor transluznm nassuas correspon-
dencias, a re'peito do Scisn' lembraa con-
vocacio de um Concilio Nacional, com cuja
idea em parte concordamos, assentand
poim que este Concilio deve er s Pro-
vincial, i'stoe, da Provincia Eccleaiastica
da Estrroadura pois sendo a questao do
Scisma snas provincias do Norte, mal
uodem ser memhros do Concilio aquel. >
easo de davida : seja o Concilio s ds
Estremadura ventiie-se a qaestlo re-
voIvaS-se os antigos Csnones pooba se
em pratica o que for applicavel s circuns-
tancias em qua nos adiamos, faca-se re-
gularmente adequados ao nosso estado de
rotura com acorte de Roma, proceda-se
cora legahdade e boa f, e o Scisma aca-
bar.
Urna guerra dereligiio esl inminente
era quanlo ella nao rompe, prvcure-ie evi-
j** A* ^or,t'' es,aa constituidas e reu-
nidas para tractaiem do hem d Naci e
que maior bem Ihe podem fazerd" q' evitar
urna guerra civil, e dar-lhe a paz da con-
sciencia ? De Roma nada devenios espe-
rar, alimentar outras esperancas absur-
do : o remedio que o Governo appticou de
mandar s uthotidades que deem parte
das pessoas que cpalha o Scisma um
remedio imaginario : elle de nada serve co-
mo a exp-riencia nos mostra : em materia
de f : I i u i i o preciso primeiro a convic-
cao antes da pena : quando se tractoo de
desengaar o l'ovo? Querer persuadir os
incautos em materia de Religiio.com o cas-
tio c* um procedimento so digno da aborai-
navel inquisicio. A perauasio foi a nica
arma com que J. C. e os seus Apostlos
comba'era a supetslicio e o erro, eis a
estrada que devenios seguir. Falle-se ao
povo. convoque-se um Concilio, d-se
publicidade 's u.s decises e o povo dei-
xaroerro, e a mesma Roma ser, mais
circunspecta e nos vira pedir o" qee at a-
gora nes tem negado.
Representantes da Naci, cuidai da Pa-
tria que hambalea b ida de um abvsmo ;
esquecei partidos, e s.lvai Portugal.
(Aiblala.)
Avisos Diversos.
Variedades.
V
EPITAFIO DE FRANKLIN
escriplo por elle mesmo
m iji8.
O Curpo
de
Renjamin Franklin
Irapressor
fSimilhante a caps de um livro
velho sem titulo nem enfeites)
Descanca aqu, sendo pasto dos vetmes,
Porem
Nio se perder a obra ,
Pois
(como eu mesmo cieio)
A aparecer,
Em urna nova e mais forraosa edica >,
Revista e corregida
por
O AUCTOR.
(Traduzido de suas obras )
LOTERA DO LIVRAMENTO.
Acbando-se adiarjtada a venda dos Bi>
Ihetes desta Lotera pelo presente annun-
cia o respectivo Thesoureiro que breve-
mente se marcar e ser publicado o da
iraprelerivel do andamento das rodas, e
por issoconvids oa amadores deste jogo ,
quecoticorra a prover-se de Rilbetea nos
lugares do costume, em que se elles acha
a venda.
COSMORAMA.
Atlendendo a muita chuva que lem ha-
vido toda a .'emana e as ceremonias reli-
giosas qu impedira a muitos Srs. As-
signantes de poder vir gozar do expecta-
mlo das ultimas vistas desta ex pos i cao t>
Director tera-se determinado a dtix.r ficar
as ditas anda esta semana devendo jt/el-
livalraente serem ellas mudadas no sabbsdo
rj de Abril, da em que hade se principiar
a repetir toda a exposicio mudando se as
vistas todos os sabbados, como na primei-
ra. As pessoas por tsnto que desvjuem
subsrrever para a lolalidade das vistas f de-
vem fazel-o antes do da 7 de Abril pois
que desta dia era diante nao se recebe:
mais suhscripcio, B qual be sempre G,ooo
riis, p denqo tuda subicrj|jlr trazer *om-
sigo a--ua Senliura : o da entrada indiri-
dual 1,000 rs das 6 as 9 botas da nuite.
Joio Heurique Siegert proprietario
da fabrica de destilacio sita oa ra da Glo-
ria sobrado D. 3o, parlecipa aos seus fre-
gueses e ao respeiisvel publico que es-
tabeleceo no Recif 110 porto das canoas
ra de Apollo, no arma*em do sobrado
do Senhor M noel Jos X deposita de goa ardente do reino ,
aniz ginebra licores, ludo da melhor
qualidade e por preco cmodo ; assim co-
mo goa ardenle branca em pipas.
_ Luiz Jos Ferreira Perfeito fas
scienle ao respeitavel publico que nin-
guem faca negocio com seu genro Joio An-
tonio da '1 riudade com urna casa terrea
sita nos arrorobadose com du.is crias cre-
oulas urna de noroe Aona de idade de 5
annos e oulro de nome Benedicto de ida-
de de 6 anuos e para que nin^uent se
chame ignorancia faz o presente.
Quero achou urna cambada de cha-
ves que seperdeu desdeS. Jos do Man-
guind at a punte d'Ucboa pode entre-
gar na ra uova no segundo andtr do so-
brado dfronte do porto que recebar o
adiado.
Urna Senhora de boa conducta pio-
pSe-se a ensinar meninas a ler eserover,
contar, e toda qualidade de costuras, bor-
dar de ouro e l de linho e oulros e
fazer lavarintosas pessoas queqaizerem uti-
iisar-ae de seu prestimo para mandar ss su-
as meninas, dirijao se a rus do Livramen
to sobrado D. 13 no segundo andar.
_ Quera quiser comprar taboado de
Pinbo de todas as larguras e comprimen-
tos e grossuras assim cumo hum pouco de
refago a preco cmodo altas da caza d*-
pra junto ao sobrado,
_ A pessoa que em um dos tnezes pas-
sadoaarremalou na Alfandega urna potcao
de livros impugnada ao livreiro francuz ,
sendo que queira por obsequio ceder um
Drama intituladoO incendiario oa o
Cura e o Arcebispo ou trocar por oulro
Drama anda mais interesssnte ; queira
mandar aunnnciar de Mnemotechnia Mr. Gonnet, e sendo
que nio queira a dita Ircca, roga-lhe o
dito Gonnet, o empreslar-lha por alguna
das do que Ihe ficar assas agradecido.
O Eroprezario do Theatio leve enco-
menda da Bahia para a3 copias de Come-
dias : quem quizer copiar correctamente,
e com brevidade, pagando-se-lhe a 1800
rs. cada copia, dirja-ae ao Theatro.
Desappareceo da I. j.-. de J. Chardon
na ra Nova D. 4 1 ,ima colher de prala
para sopa com fiUtes no contorno do ca-
bo e com as letras iniciaes E. C. enlapa-
das ; presmese ter sido furlads e por
isso se roga a quem ella for cfferecida de
a restituir na loja mencionada onde ser.
gratificada a pessoa que disto se encanegara
Faz-se qualqtier negocio coro um
vinculo de Ierras na ilha de S. Miguel:
no paleo ds Magdalena sitio ds viuva D.
Cal harina.
Na ra do Cotuvelo ciza D. 17 b
quem se proponlia a turnar algumas enan-
cas ja desmamadas para se acabarem de
criar com todo o mimo e amor ; taSbem se
lava, engoraa-se, e coze-se toda qualidade
de costuras bordadas e lavarintos, ta
bem rosrea-se ludo com muito aceio e pre-
co commodo.
. Aiienda-sehoma boa morada de ci-
za tertea sils entre as duas estradas do
Manguind, e A'iictos, e no correr do
muro do Dezerobrgador Maciel Monteiro,
leudo a misma propriedade 4 quaitcs ,
boss sallas, seo quintal, estribara e ina
is algunsarranjoa : quem a pretender, en-
tenda-sc coro o EscrivaS Almeid qu
tem poderes para fazer esse a rienda ment.
Alluga-se o segundo andar da casa
1J. 10 da ra Nova : diiijo se a mesma
para o ajuste.
Na ra do Queiraado Loja de tres por-
tas defronte do beca da Congregado t.
16, existe huma Carta inda do Porto ,
para o Senhor Manoel Jos da Silva.
Soozs.
NoRecife na RVta da Cruz numero
13 Eicriptorio dejse Antonio Gomes J-
nior vfliide-sn btiricas com sentas de
trigos IJaoo rs. viudas ltimamente da
Portugal.




..... *
DIARIO DE PRKAMBCO.
mu
5
_. Manoel de Albuquerque Barros faz
scinreaoreapeitavM publica, que sua rnu-
lher D. Mariana Joaquina dos Praterea ,
pretende vender o seu engenho Canha e
oulros bens pertensenlea ao casal sem
consentimento do snuunciante, o para que
ninguem contrate negocio alguna com a di
ta sua rnulher faz o presante.
OJuiz de Direilo interino da pri-
men a vara do crime mudou a sua resi-
dencia para a ruadas Cruzes no primeiro
andar do sobrado D. 7.
Aluga-se orna benita casa nova a
estrada de Joo de Barros terrea pin-
tada eenvidracada a qua consta de duas
grandes salas 4 quanos cozioba fora ,
grande quintil cora aigumas arvores de
frutos boa cacimba, e purtio para ser-
venta da caaa ; quera a pretender annun-
cie.
_ Quem precisar de urna am pTa o
servico de urna casa, dnija-se a ru do Fa-
gundes D. L
mm Quem piccisar de capelao nesta pra-
ca, dinja-se a iua da Florentina rindo da
mare a direila na tei ceta-a cisa terrea.
_ O Sr. que pur engin levou um cha-
peo de sold seda rouxa fuito na Cidade
do Porto, do consistorio da Irmandade do
Espirito Santo erecta no Covento de Sao
Francisco ; queira lvalo a ra, d<> l n-
gel I) 16 que rectber o quedi-ixou.
_ Na ra nova D. a5 no segundo an-
dar precisase de duas criadas para dentro
de casa.
_ Dasencarainhoo-se un neio bilhete
da segunda parte da i5. lotaria do Semina-
rio de Olinda de u. 3354 pede-sa ao
Sr. Thesouieiio que nao pague o dito bi-
lhete seno a Domingos Antonio da Silva,
_. Quem precisar de um rapaz hrasiiei-
to para caixeiio de qualquer uccnpacio ,
e d fiador a sua conducta dirija sa a roa
velba D. 7.
_ Alguoi portuguez que esteja as cir
cuostancias de se querer sugeitar a ser fei
tor de um sitio da pencos scravos qu*
saiba trabalhar de enchada e enlende de
planlacst dando provas de sua conducta
compara^ na ru esc/eite do Ru/ario por
cima da botica no primeiro andar.
Avisos lUaritimos
PARfY LIVERPOOL o Brigue Ingles'
Porcia tem parte de sua carga prompta ,
e sabe com brevidade pata Irtle e passl
gemlrata-se cjm S. O. Bi-b.-i & Compa-
abia.
PARA O RO DE JANEIRO segne vi-
agem com breidade o Brigue Nacional Fa
ma ; quem quiser carregar ou hir de pas-
sagem para o que t ra bons commodws di-
rija-sea bordo arralar com u Capitn Ma
noel Antonio de Snu/.a 00 na ra da cadtia
quina da Madre du Dos n. ai.
C o Bu p r a s
Um cao de filia ;. quem liver annun-
cie.
Um moleque ou moleca de 6 mezes
a um anno ; quem tiver antiuncie.
Urna preta que saja bastante n busla,
e ladina e que sirva p.ira bvceteira, e. sera
vicios : na ra Direiu no segundo andar
do sobradoD. ta ou aonuncie.
Vendas
Duas rotulas ero bom estado urna
parte de um sobrado na ra lirg do lluza-
rio D. y a pciss da iu terreno un pifio-
ga urna muan que fz todo o servico de
urna casa urna chave com crrante de
ouro para rejogio, nm par de botes
deour.o, urojogoda malas, um relogio
parac ma de mesa um cabide para rou
para um casal de carneiros libras d?
canella pelo preco da praca : na rui da
praia sobrado onde em baixo ouva um bar-
betro.
Por preco commodo os livros seguir -
lesea mei. uto : Wiorouo menino da
fcelva, Luiza ou a ob.na no deserto, o
renegado, o aolixirio Joninha ou a in-
citada generosa NuDjwa l'ompilio as
duas desposadas os dois enfelices Iza-
bel oj p desterrado de Siberia Mariha
de Dircao : na ra nova loja D. 5 de Fre-
ierico Chaves. .
_ Um sitio de cequeiros que boje he
de muito interesse por contar o mesm..
sitio de 5oo a too ps de ditos e ser um
das coisaa que bom preco conserva : a tra
lar com Joo Francisco Santos de Siquei-
ra ou na ra da Aurora com Antonio
Jos Gomas do Crrelo.
_ Urna escrava creoola de^ ao annos
de idade as bebelidades se di ao com-
prador : na prac nba do Livramento por
cima da loja de Sr. Herculano.
Farinha de mandioca a a,a4o e a
3aoo a saca eom alqueire da medida velha,
e a miudo pela medida nova a 1600 o al-
queire easeitede carrapato pelo miudo
1600 : na raa do collegio armazens D
no i3.
_ Na loja de encadernador da praca
da Independencia n. 26os'$eguintes livros:
obras completas de Volney ditade Hel
v^cices ditas D'Alembert pojitique a-
turel obraspolilicas de Bignon Annaes
de Tcito Xavier de Mallos carta iw
glezas novelta Talemaque em Francez,
ditoem portuguez em a v. Pereira e Sou-
sa poderes e obrigaces do juiy estado
nctual da Mouarcbia portuguea filosofa
por amor novela Cecilia de Chateai ,
dito Ecclesiastico, Elementos de astrono
mia Haroismo do Amor Sistema Brit-
nico de educacio eutremezes e &c.
_ Urna canoa de carreira acabada a
moderna, piopria para conducir familia;
na ra da cadeia velha loja de fazenda Du-
cima f\.
_ Urna linda escrava de naca de idade
de 18 annos, engomma liso cose cha ,
cozinha bem o diatio de urna casa dois
esclavos proprios para 1 masera de assucar,
duas esclavas ptimas para todo o servico ,
um lindo moleque de idade de la a 13 an-
nos de idade, nao tem vicios nem achaques
e. vendem-se por prtcisa>> ; passando a
[greja dos Martirios no i. andar do 1.
sobrado.
Urna linda escrava creoula de 54 an-
nos de idade cozinha o diario de urna ea-
a com urna filhamoIatinha*de idade de
i4 mezes; na quina da pracinhi do Li-
vramento loja do Burgos,
_ Urna molata de 18 a ao annei de
idade, e urna negra da mesan dada : na
ra do collegio no terediro andar do sobra-
do n. 9
_ No siio de Antonio Jos de Amo-
rim na ponte de Uchoa urna vacna com
cria e um boi tudo de raqa tourina.
Urna escrava preta da idade de 3o
annos com urna cria de i5 mezes a es-
crava engomma' cozinha f.^x doces e
oulras habelidades na ra do Queimado
loja de fenagens D. 14.
_ Urna grande casa na Boa vista no
lugar das Cuelbos junto a olaria do Snr.
Miguel Carneiro com bastantes comm.0
dos feita a moderna com sotio e tra-
peira cilios doblados ,' grande quintal
que vai at a cambua na qual tem porto
de desembarque e com terreno ao lado
pata se edeficar oulra grande casa, a mea-
ma se alug : a tratar na ra do S. Gonsa-
lo D. 11.
ma Urna carreca de conduzir materiaes
para obars e propria para cavalto indo
aoompanhada de sius competentes arreios ,
e dota siliies sendo um novo e outro
r:r. b :m uzs: a tratar cum Loorenyo i i
liniano de Siqueira morador em uma das
casas da estrada do Manguind defroole
do sitio do Dzembirgador Maciel Mon-
tairo.
__ Ou arrenda-se om sitio no lugar de
apipucos, com baixa para caro pira com
casa de vivenda e nsais outrs com urna
gianda estribara muito bem construida,
que admita 16 cu vellos fugadamente e
tirreno para lavoura: a tratar com Joo
Francisco Santos de Siqueira ou com An-
tonio Jos Gomes do Corris na ra da
Aurora.
lisera vos Fgidos
Roga-se encarecidamente a todas as
uthoridades policas* como cevis e mi-
litares capites de campo de embarca-
epes e peaaoas particulares que virnm
ou souberem de um moleque de nome Jo-
o de idade de 15 anoos. desaparecido
nodia lo^de Fevereiro tendo hids ven-
der bolas queimadas em uma bocetinha
azul com uma toalha de algodoziubo cor
t>-m preta cara redonda com algumas
:narcas de bechigas ollios grandes e abo-
galludos, cabello cortado muito rente, ore-
Ihas levantadas, nariz chato., falla am
tanto a pressado levou vestido camisa de
xilla'aaul calsa de riscadinho a desbotada,
e chapeo preto ja velho este moleque foi
de Macei comprado ao Sr. Tenante1 Coro-
nel Joo Lu'z de Vasconcello pelo Sr. Ma-
halhie- BiStos e este vendeoo nesta Ci-
dade ; he provavel ter hido para |esta parte
por l ter mi e por isso roga-se as au-
toridades d'aquelle lugar lansarem suas
vistas no caso que o dito moleque apareca
por esta lugar ; quem o pegar leve a ra
nova da tiampecasa pintada de amarelo ,
que ser recompensado.
__# Matbias creoulo, muito retinto, bei-
pos pretos boa figura, estatura e corpo re-
gular os gnal mtisevidente qun tem he
us dados mnimos de ambisas mos ter a
semelhanca de um esporaozinho no meio do
dedo da parte inferior que he o p d > so-
bre dedos com que nasceo e Ihe foro
cortados eo dedo untoao polgar de um*
das mios cortado pela junta da uoha tem
de idade 33 annos muito pronostico to
i-a viola bastante devertido e costuma
intitular-se forro, he amito baquiano nes-
sa Cidade de Peroambuco. e a dias que
pira ahi se encaminbou fugio no dia 7
do passtdo da fazenda do Orob freguesia
do bom jirdim Comarca do Limoeiro ro-
ga-se aa aulhordades policiaes e capites
decampo o faci-prender e ronduz-lo a-
quelle lugar ao seu Sr. Joo Pereira Ferrei-
ra, ou nesta praca ao Snr. Antonio Luiz
Ribeiro de Brilo que ser generosamen-
te recompensado.
Nodia quinta feira ai do passado
mez pelas 7 hora* da noite desaparecen da
casa de Manoel Jos da Silva Neiva na ra
estroita do Rozario sobrado de dois anda>
res que tem por baixo tenda de barbeiro,
um moleque meio novo na trra que pou
co sabe fallar apelidado pelo nome de
Gaspar e sendo pelo de Joio no podar de
Manoel Adriano da Costa morador as 5
ponas quando d'antes o possuio, tem mui-
ta Boa figura bem parecido tem dois
denles da frente da parte de cima abarlos
para' os lados e as gengivas dos debaixo
alguma couza roxa representa ter de ida
de 15 annos pouco mais ou menos; foi
vestido com camisa de panjnho ja velha ,
rota pelas costas na parte'esquerda e cal-
sa de brim pardo de lislras ja desbotada e
remendada no assento com chita de pintu-
ras encarnadas ,- quem o tiver recolhido
tal vez por ve lo vagabundo ou delle liver
noticias certas disija-set casa a cima dita
que receber i5o,oooris.
Rogase enc Prefeitos e Sub-Prefeitns Commissarios
e mais aulhordades policiaes e pos-oas
particulrares o obsequio de prenderen) a
pretos um de nome Manoel de naci an-
gola altura ordinaria cor fulla eom
falla de denles, nariz regacado pi apa-
Ihetados e discaderado alguma coisa
idoso desapareceu do sitio do arraial no
d a 6 de Maio de i83fj, e o segundo da
nome Luis creoulo estatura medianna ,
cor retinta sempre anda com a checa
baixa e por essa r#*|o mo carrancudo ,
teata grande de cantos com um dedo da
mo direila cortado, os ps tomados de
calor de figado que parece formigueiro ,
he bam conbecido as vilhas de S. Antio ,
Moribeca, e Cabo, por Luiz Antonio van-
guarda e com e Ululo de forro desapare
ceo no dia 17 de Saiembro de i83^; quem
os p?gar leve na praciuha do Livramento
loja de Joo Carlos Pereira de Burgos, que
generosamente recompensar.
Qualqner capiiau de campo ou encar-
regido de polica poder prendar um es-
clavo de nome Manoel, de naci angico ,
baixo e groiso com camisa de algodio
da Ierra e calsa de asloupa tudo velho ; e
leva-lo a ra da Cruz n. 90 que ser re-
compensado.
Fugio um negro he idade de a5 an-
nos pouca mais ou menos de estatura pe-
3uena bem preto com todos os denles
a frente e bem alros pamas finas ps
pequeaos e descarnados ; e uma sieatri*
de um golpe sobre um debes, creoulo, mui
fallador e propenso a negociares serva
de pagem e be bem parecido t'ugio no
mez de Dezembro do anno passado do en-
genho Coit Provincia das Alagoas quem
o pegar leve nesta Cidade ao Sr. Joo Pin-
to de Lemes, e em Macei ao Sr. Lourenco
Cavalcanli de Albuquerque Marannao, que
ser recompensado
Moviiiiento do Porto
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 38 DOP.
TERRA NOVA 5 4a di.s Brigue Ingles
Cecily de a35 tonuL M. Samuel Nor-
man carga bacalho: a Crablree di-He-
yworlli.
RIO DE JANEIRO pela Babia ; 3a diag ,
Ei'iina de Guerra f'alicidade, Comman-
(I-i nte oi, Teoeute Aulonio Xivier de
Noronba Torrezio ; passageiros os hra-
sileiros J 'o Antonio de Utiveira e Silva,
Jos Aiitouio Borges o Alveres Diogo
Garcy Polha cjiu sua familia, 5 invli-
dos e a sentenciados para a lina de
Fernando.
DITO; 16dias, PatachoNac. Novo Es-
peculadorde no tonel., M. Jo.< Luiz
Rodrigues csrga carne secci ; a Ala-
noel Joaquina Ramos e Silva.
SAHIDOS NO MESMO DIA
LISBOA;-Brigoe Portuguez S Domingos,
M. Manoel Gooaalves Vianna, carga as-
sUL-ar e couros ; pasaageiros D. Ma*
riana Joaquina Ramos coa sua fami-
lia.
LIVERPOOL, Brigue Inglex Mdium,
M. Thomaz Roy carga assucar, e cou-
ros.
BAHA ; Brigue Escuna IIimbuguez Er-
dvvin-, M. Grill Gartts em lastro.
PORTO ; Brigue Portuguez Ventura F-
lix M Antonio 'iauuisco da Silva r
passagairos 2 porlguezes e4 brasilei-
ros.
SAHIDOS NO DIA 99
LISBOA; Brigue Portuguez Esperto, M.
Joio Antonio Vieira carga assucar e
outros gneros ; pass'geiro Antonio de
Araujo Ferreira Jacobina.
HMBURGO; Brigue Inglez Fleta, M.
James H jcklurt carga assucar algo-
dio e couros.
DITAS DO DIA 31
GENOVA} PohcaSirda Sacra Familia,
M. Antonio Sena carga assucar.
FALMOUTH ; Brigue Inglez Agnona, M.
Samuel Bruding cargaassuear.
TRIESTE ; Barca Sarda Bella Emilieta ,
M. Jernimo Sicard carga assucar.
ANGOLA; Brigue Portuguez Josefa M.
Mariano Joaqun Nones, carga diver-
sos genaros ; passageiros 7 brasileiros ,
9 poiluguezes a francezes e um es-
cravo pertenceute a um passageiro.,
OBSERVACOENS
No dia 99 do passado entrou no mosqueiro
o Brigue Inglez Mary e a Galera Ame-
ricana Caulon Packcf
Dito ; undiou no lameirao o Brigue Sue-
co Cari do Rio de Janeiro em 4 dias,
Mestre U. Nibery em lastro : a Me.
Calmonl & Compauhia.
No dia 3o fez-se de vella para a sua Com-
missio a Charra Nac. Cibelle C'>m-
mandaule o 1. e TeiiMiite Antonio Car'
los Figueira de Figueiredo.
No da 1. andava a veda no lameirao a Barca
AmericaaaPanteon, viuda de Nevr Yr*
ck em 38 diaa M. Welliam Abborl de
371 tonel., carga taboado : ao Coo-
sulo trat de passagem a rnulher do
sobre carga ; veio refrescar segu pa-
ra o Rio de Janeiro.
Dito: entrou para dentro do mosqueiro a
Brigue Inglez Cecily.
PEtUN. NA TYP. DE M. F, DE F. i82fl
Mi


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