Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06055


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Full Text

ANNO DE i838. TERA FEIR
CAMBIOS.
Novembro ti
Londres a8 ir* Ds. St. ponjooo ced.
Lisboa no a g5 por ioo premio, por metal. Nora.
Franca'3o s 345 Rs. por franco.
Rio il'e Janeiro aopar.
Maedas de6#ioo i5f .00 as e ha noval i4#7o.
ti 4l)" 8F 100 a f//.>
Pasos Columbarios i#6oo a i(S(>g
DUlos Mexicnuos ijjfjo a'i^Oo
Patacn Biasileiroa lff)6o a l#6qo
Premios das Letras p r niez 1 a i4 Por 100.
C jbre a p. c. disconto.
PARTIDAS DOS CORRE10S TERRESTES.
3 DE NOVEMBHO. NUMERO 47.

Tudo a^ora depende de nbs mrsmos ; da nossa prudencia,
modeaco e energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontados com admiradlo entre as Maces mais cul-
tas.
proclamacao da Assemblea Geral do Brasil.
Segundas e Sextas feiras.
Cidade da Paraiba e villas de sua preteor.o .
Cidade do Rio'iranle do Norte, e villas dem .
C dade da Fortaleza e villas dem......
Villa d* Goi'anna.....'.......' -
, Cidade de Oiinda............. Todos os das.
Villa de Santo Anto........... Quintas ieiras.
'Dita de Granhuns e Ptfvosco do Ronito. ..... Das 10. e 34 de cada mei.
- Dittas do Cabo Serinbaem," Hi.. Fonnoso, e Porto Calvo dem 1 n, e n ditto dido.
Cidade das/*lagoas, e Villa de Macei.......I.Jein dem.
Villa de.Paian'de Flores-. ........ dem i5, diltoditto
Todos os correios partem ao nido dia.
Subscreve se para esta folba a mil res mensacs pagos adi-
antados nesia Tvpograia, ra das Cruzes D. 3, na Praca
da Independencia D. 37 e 8, onde se recebem correspon-
dencias legalisadas, eannuncios: insirindo se estes gratis
sendo dos proprios assignantes, e vindos assignads.
DI AS DA SEMANA.
11 Segunda S. Mm tinnho P. M. Aud. do Juiz do crime de tarde e sesso da Tb.es. P.
ij Terca S. Eugenio t. Ketaco de manir aud. do J. dos Or. de tarde.
i Qua'rta S. Clementioo. .Seato da Tln-souraria Provincial. .
i5 Quinta S. (leimdu V. RelacSo de roavili. < audiencia do J. dos orlaos de tarde.
iti Sezta i> Gunsafo de Lagos. Se3o da lliesouraria Pub, e aud. do Juiz do Civel'de t.
17 SahhadoS. GregorioT li, Heladio de inanb, e aud. do V. G. de tarde. La nova as
5 horas i3 inm. 13 Domingo S. Roino M.
Mar clieia para o dia 1 de Novembro.
As 1 botas 18 minutos da manh As 1 horas 43 minutos da Urde.
PARTE OFFICIAL.
(--!----:----
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Ses>a em 10 de S-tembro.
Presidencia do Sor. Araojo Vianna.
Logo que te rene numero legal de de-
butados, heaberta a sessa, lidae poro-
tada a acta da anterior.
O Senhr primeiro secretario da' conta
do expediente.
Ordem do dia.
Primeira parte.
Continua a disrussio addiada sobre a
indic-cao do Snr. i'erreira l'enna, acerca
da publicado dos trabalhos da casi.
O Snr. Veiga Pessoa declara que nao
'votara'agora ntm pela indicac > do Snr.
Ferreira Penna, nem por algumoutra e-
' metida que appreca na mesa : o que elle
deputado pretende he que a Careara se con
vence da ikc ssidade de ter hum j rnal \><-
go a su) cusa, mide se transcre*a -tudo
quinto se passar as sesses, e que pri-
meramente se dirida esta queslo prelimi-
nar, para o que offer.ee o segunte reque-
rimento :
Requeiro que, antes de discu'tir-se a
a indicaco do Snr. Penna, a cmara deci-
da ou delibere se deve ou nao contra-
tar com bum jornal a pu'dicico, no n
no seguinle, dos seus trabalhos e discursos
dosseusmembros sivel, mediante cada huma sesso, e o dia
seguinte at as seis horus da manh, em
que devera'ser entregue em casa deradr
hum dos referidos membros, huma folha
gratis, assim como a c>da hum dos mem-
bros do seoado.
Este requerimenlo heproposto com 01-
diamento e nao he apoiado.
Q'Snr. F. Penna faz ver qSie he n-
questionavtl a necessidade de b.'ver hum
jornal que pago pela cmara publique
tnelhoT os seus trabalhos. Nao quer de
tod> criminal o jornal do Commercio, mas
nao saplisfasendj a puhlicaco que apre-
senta. nem tendo a cmara dnilo de exigir
dellc que faca melhor, he nece-sario que
lia pague para que a naci saiba tudo
qmnto fasem s> us representantes.
O orador conclue sustentando a sua in-
dicaco.
A discus.-o fien addiada pela hora.
Segunda parte.
Continua a disctalo dos rticos addi-
ti'vos ao proji-cto delei que interpreta o a-
cU/addicional
Depois de fallar o Snr. Andrada Macha-
do, julga-se discutida a materia, e proce-
de-se a votaco.
He approvado 9 artigo additivo do Snr
Bandeira de Mello, que determina que os
urdenados que forem marcados sos em-
Eregados de que tracta o artigo segundo,
trio pagos pe|o cofre geral, estabelecendo
as assembleat provinciaes o qinnlitntiv >
em que devem montar em coulormidide
doartigo 10 pirif^rafo 7. ficando depen
dente da assemblea geral.
Heappr ovada a emenda da commisso
das assemblea provinciaes declarando
que, no artigo 16 do acto ddicional ,
esta' conoprehendido ocaso em que o pre
sid'-nte da provincia uega a saneco a hum
projecto por entender que offende a cons-
tiluico do imperio e o dito acto.
Tambera he approvada asegunda parte
de outro artigo da mesnia commisso na
qual segunda parle t-e determina que a
interpretado dada por este projecto nao
prejudica por qu Iquer maneira, a re-
validacao pala assemblea geral d09 actos
praticados em virtudo de leis provinciaes,
nos rasos em que esta mesma revalidaco
deve ter laear.
Todos ot mait artigos additivos sao re-
geitados ou prejudicados, e da-te por con-
cluida a segunda diteussio do projecto que
passa para alerceira.
O Snr. Penna pede urgencia para te
continuar a ditcussSo addiada de huma re-
soluco queautoriaa o gOverno a conceder
carta de naturaiisaeio a ilenriq ie Guilher-
me Fiederico de. natural do reiiio de
H mover, domiciliado com sua mulbef e
filhos na imperial cidade do Ouro-Pret
A urgencia pedida he apoiada, mas nlo
approvada.
Entra em segunda discusso a proposta
do governo convertida em projecto de
lei pelas t-ommiss s dejustica civil, e
terceira di* fasenda sobre o restsbelecimn-
to dojuiso privativo dos feitos du cor,
e sao approvados sera debate 01 seguales
,rli609 ?,
i. Fica restabelrcido o privilegio ao
foro pira as causas da fasenda nacio-
nal, e criado ojuiso privativo dos felus
da fasenda de priraeira instancia.
1. No jniso privativo dos feilos da
fasenda te processaio e serao tilgados em
piimeira instancia, de ora em diante to-
das as cauzas airis da fasenda nacional,
em que ella for interesada por qualquer
motivo, e em que, por consegtiinte hou-
verem de intervir seus pn curadores, co-
mo autores, reos assitentes ou oppo-
entes.
3. Neste juiso se continuara' a se-
guir v. observar a otdem d. processo ssl
belecid pelasteis em vigor com as alle-
rnc5es decretadadas na disposieo provi-
soria acerca da administiacio dejustica
civil.
O seguintearligo posto a votos tal qual
nao passa ; mas he approvado com a e-
menda das com 1 issots que abaixo se se-
Ru''- ,.
.\. A junsdicco privativa e improro-
gavel do juiso dos feitos da fasenda sera'
exercida na corte por hum juiz de direi-
to psnre al com a dehomina^o de\ti\z
dos feitos da fasenda : as cidades capi
taes das provincias pelos juiss do eivel,
e onde houverem dous ou mais, por a-
quelle que o governo designar.'
Emenda das commiisoes, No rii-
go 4- depois da pslavra corte ac- | ma-se as palavras--da corte em logar
crecente-te- ecada huma das provincias de os juises _do eivel diga-se somenta
do Rio Grande do Sul, S. Paulo, Minas,
Rabia, Pernambuco, e Maranho, por
hum juiz de direito especial com a de
nominacio de juiz dos feitos da fasenda.
- os juises das capitaes, etc. ; o mais co-
mo no ai ligo, accrescenle-se depoia da
palavra eivel respectivos
Segunda. Do Snr. Gomes de Campos:
iiuiiniiavau \a\j j*jv> *4w ve*".* -.. ----n------
Jqdesera' nomeado pelo governo de entre Suprima-se as palavras e da fasenda na
os hachareis formados em direito, bem
cjnce tu.ulos, e que tenho pelo menos
tres annos de pratica do foro : as deraais
provincias,; pelos juises do eivel das ca-
pitaes, e onde os nao houverem pelos de
direito respectivos bavendo mal de
hum, por aquella que o governo desig-
nar.
u Nos impedimentos ou faltas, o juiz
dos feitos sera' substituido pela mesma
forma que os do eivel,' servindo os juises
municipaes somente em falta absoluta dos
Entra em discusso o guite artigo
Era cada hum dos juitot dos feitos da
fasenda havera7 bum escrivo e Kum
procurador t hum ou mais solicitadores
nomeados pelo governo e dous omciaes
dejustica nomeados pelos juises.
He apoiada a seguidle emenda offerecida
pelos Snrs. Ribeiro de Andrade, Tosta e
Pacheco.
n Accrescenie-se no Bm do artigo na-
qnellas capitaes, porera onde existirem
escrives proprietariot dos extifsetos juisot
da coroa, serviio estes nos juisos nova-
mente creados. S. a'R.
D-poit de fallaren os Snrs. Resende,
Vaz Virira e P checo, o primeiro oppon-
do-se aoart. e atodaa lei e os dous l-
timos tusb-ntando o piojocto he o arti-
go posto a votos eapprovrtdo com oaddi-
am*-nlo offerecido.
cional a commiso etc. al o 6m.
Uep?is de tomarem parte no dtbate 09
Snra Tosta, Gomea de Camposy Vaz Vi-
eira e Calmen, julga-se discutida a mate-
ria e o artigo he approvado cora aemeu-
%n de redaegio offerecida pelat commisses,
ficando p*ejudicda a do Snr. Gomes ds>
Campos.
Entra em dscusaa o seguinle :
Artigo 8. O procurador da fasenda
nacional, nos juisos de pi imeira instineia
da corte vencer' o ordenado de 1:600 jf
reis en?* !er eajclumentos os salaries
algutdas partes, ou da fasenda nacional,
a excepeo das commisset na couformi-
dade do artigo antecedente : os procurado-
res licaet dds thesourarias tero peh aug-
mento- de trabalho hum accrecimo de
ordenado igual a metade do que ja por-.
ceberem pelo seu emprego as coromiy-
s5es que Ihe forem ai bitradas.
Jlgado discutido he, approvado.
Segue-sedarligog
O solicitador da fasenda, no juiso
de primeira instancia da corte vencer o
ordenado de 8iof reis e as respectivas
commisses ; os das capitaes das provincias
teiohum ordenado igual a metade dos
vencimenlos dos procuradores ficaes,' e at
commisses na forma dos artigos antece-
denles. ^ .
He apoiada a seguiote emenda da com-
missio.
No artigo 9. depoia daa palavras
He tambrm approvado o seguinle arti- cspiwes das provincias em que houverem
po 6 de pois de alguraas reflexes do Sr.! relaces e depois de fiscaes -- diga-se-
| Lsende r as otitras hum ordenado igual terca
as capitaes das provincias serio os'parte dos vencimentos daquelles e as
procuradores dafasendaem prim.i.a ins i coram^sSes na forma dos artigos antece-
tancia para promoco c defesa de tudas as
causas da fasenda nacional, os mesmos qu
forem procuradores fiscaes das thesoura-
rias e seus ajudanles.
Naco, te havera' hum procurador es- 1
pecial denominado p-ocurador da fa- rrlacoes pois que tende cuidar dos fc.tos
Ld. nos juisos de primeira instancia da-f.seda, perante osju.tot de pnmei.
drntt-s.
O Sur. Tosta explica que acommistfo
offerecendo etta emenda, leve em atten-
co o raaior trabalho que tero os solicita-
dores da fasenda as provincias onde ha
pnsos ae p
nomeado pHo governo-.
Scgue-se a discusso do seguinte arti-
go ?:
u O juiz dos feitos da fnzenda naci0nal
da corte vencer' hum ordenado igual ao
ia segunda instancia; em quauto osso-
liciiaiiotes da fasenda as provinas onde
nao ha r. lacio, cuido somente perante:
osjums de primeira instancia. Ettabe-
lecer entre huns e outros igualdade d
ZTSm doeWtos JAiset do eivel das v.ncim-ntos seria huma verdadeira deti-
pia-s das provincias que forem juises guadade para destruir a qual lhe pare-
dos f< tos da fasenda, n5o tero por este ce necessano que p.ssea emenda.
encarffO, mais algirm ncimento e todos Julgada a materia discutida sao ap-
e-cb..o d.s partes emolumentos qo,e pYovados O artigo e a emenda.
Ibes compitirem na cooformidade do ti
;im-nto, pelos actos que pralicarem ; c
da fasenda nacional, a commisso que Ihes
fer arbitrada das qnantias quo se arreca
daiem por suas diligencias, alem das que
Ibes competirem na conformidade daa
leis das execuces vivas.
Sao apoiadas as seguintes emendas.
Primeira, Das commissooj: suppri-
Continua.
PERNAMBUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Expediente do dia 7 de Novembrs de i838.'
Omcio Ao txm. Presidente reaetr


m>
9
DIARIO DEPRRNAMUGO.
tendo-lhe rrsposta que acabava de dar o
Capillo Antonio AlTonso Viana acrrca das
representaces do Cotnmandante Superior
interino da G. N. do Municipio e do Ca-
pitio Francisco TexeiraCombra e di-
zendo-lhe que aquelle Capitio nao deixar.
defaser os cumprimentos Militares a Guar-
da de honra comraandada por ese no da
8 domes p.p. de caso pensado; mi
tmente por distraccio, como conffessava
em sua respoata poia que zeloao como he
da Diciplina e civilidade jamis falla-
ra a un dever que ass concorre para a.
manutencio da orden armona e dig
nidadeda Clt te Militir entretanto, que
O Capitio quetxoso afastandn-se dos prin-
cipios ( que di/ em sin re presen 11' o prof-
feesar c incivilidad* de nio cumplimentar o Corpo
Commadado pelo Capito Viana na occasi -
f o em que este hindo a Missa passou pe-
la frente da Parada no largo da Palacio ,
falta tanti mois grave, quinto elle hara
deprecado das autboridades Superio-es o
devido desaggravo da ofiVnsa que snffrera.
Dito A.o mesmo Exm. ^jSnr., devol
vendo-lhe informado o requerimenio do
Sargento Ajodanle Manoel Pereira Ba bo
a que requera a antigtiidade de 17 de
Outubrode 1822 e informando queem
vista da Resoluco de 9 de Desembro de
i8a3, mandada faser extencva oda Pro-
>iso de 7 de Desembro de 1835 tinha
direito a antiguidade impetrada diseonla
do o lempo que medico entre a su 1 dimi-
ti em iode Agosto da 181, e nava
entrada paraoservico em 9 de Marc de
1835.
D;to Ao rnesmo Eira. Snr per
puntando-Uie se em execucio ao Recula-
mente numero 2 a de 9 de Outubro do
correnle anno dena comparecer perante
a Commisso o Officiaes de 1.' Linlia do
outra Provincias residente nesta ao teta?,
po enqiM mesma Cpmroissio trabdhar ,
e os do Corpo d'Engenheiros cojo Quar
tel General be na Corte.
Di|o Ao Exm. Presidente da Parahi-
ba do Norte enviando-lhe a reidadeira
guia do soldado Jo Ferreira da Silva .
extrada da que a acompanhou do Para,
e augmentada das oecorrenc is que tere no
4. Corno onde es le ve addido.
_ No mesmo sentido se olficinu ao Exm.
Presidente do Rio Grande do Norte re-
mettendi-llie a guia do soldado Joaquina
Jos de Santa Aona.
ARSENAL DEMARINflA.
THEZORARIA DA PROVINCIA.
Espediente do di 10 de Novembro de
i838.
Oficio Ao Contador da mesma Tbe-
zouraria rom a copia da relacio que
ulliiuatneata veio da Ilha de Fernando lie
Noronha, dos conhecimenlos esa forma
dos dinheifs recolhidos ao Cofre do Al
O Arsenal de Marnha d'esta Provincia
precisa comprar bronzes^relhos, as pessoas
que tal genero ti verem e queirio vender
dir jao se ao roesmo Arsenal a tiatsr com
o respectivo Inspector.
A'senal de Marnha io.de Novembro de
i838.
Francisco de Assis Cabral e Teive.
Inspector.
OBRAS PUBLICAS.
Pela Admnisiracio Fiscal das Obras
Publicas se hade vender em hasta pu
blica a qoem mais der, hum enserado
df lona na conformidade do rt 33 do
Regulamento da mesma Repartido : os
licitantes poden comparecer no da i5 do
torrente ao meio dia para darrm seos
Uncos.
PRFEiTURA.
I
Parte' do dia 11 de Novembro de i838.
IUm. e Exm. Snr. Dis partes boje
recebida somente consta que forio pre-
zos hontem a minhaordem e tiverio o
competente deslino : Joa Pedro pardo ,
pelo Sub-Prefeilo da Freguesia da Boa-
vista, por ser vadio e d pessima con-
ducta ; e Mano*:I Jos de Santa Anna. tam
bem pardo, trigueiro pelo Sub-Pre
feto da Freguesia dos AQbgados porter
espaneado a urna preta enerara e ferido
levemente a um preto com um compaco
Dos Guarde a V. Exc. I'refeilura da
Comarca do Recife ti de Novembro de
1838. Illm. e Exm. Snr. Francisco do
Reg Barros Presidente da Provincia.
Francisco Antonio de S Brrelo, Prefei-
to da Comarca.
Parte do dia 13.
Illm. e Exm. Sr. Fora presos hon-
tem a minha ordem e ti veri > destino :
Antonio, preto, escravo pela a. pa-
Irulha do districlo do Corpo Stnto por
rair ebrio e^ter iicviiiiradoaa i lluras da
manhfa ; Antonio Lopes da Rusa branco
pelo Su b-P re frito'da Boa-vista por con-
irareudodas Posturas da Cmara Aluni
pal; l.uiza do Monte preta, e Silvano ,
tamben preto, escravo de Frapcisco An-
iones pelo mesmo Sub-Prefeito este a
requiaicaS do seo >nhor e aquella por
ser indultante ; Francisco tambera preto,
que diz ser lib-rlo morador em Cotin-
guba por um Cipitio de mato porjul-
gal-o escravo e fgido ; Jos Carlos de
Lemos, pardo, pelo Sub-Prefeito do Ca
bo por ser vadio ; e Paulino Bizerta ,
Corneta do f. Corro d'Arlillieria, pelo 1
Commandante do Corpo Policial Ignacio
dos Res Campello por ter querido as-
sassinar hontem pelas 4 horas da tarde na
Polica ; e aconselhando o a denunciado
em altas vosesao Examinando' que se ale
v.mtasse que os Lentes o quemo repro-
var. Sobreleva a respeil do i..* denunci-
ado que nessa occasiioelh injuriou osten-
tes examinadores chamndo-os Len-
tes estupidos e pstifes. Os denuncia-
dos eslo lodos incursos noart. 7/ da Le
de 26 de Outubro de i83l o i. De-
nunciado tambera no art. 936 a e 5
a!>7 i -,2o, a38 do Cdigo Criminal.
A. e J. esta digne-se V. S. de mandar no-
tificar as Testemunhas e Informante
margem e proceder como he de direto
Recife 6 de Novembro de i838.,
Jos Thomai Nabuco de Araujo Jnior.
Interior.
INDEPENDEKC1S. DE PIRATINIM.
Man festo du Presdanle da Repblica Rio-
Grandense em nome de seus Cunsli-
tuintes.
Desligado o poro rio graudense da com-
munbo biasileira reassume todos os di
reitos da primitiva liberdide ; na destes
'liteilos imprescriptiveis coiistitumlo se
repblica independente ; toma na extensa
escala dos estados soberano* o lugar que Ihe
compete pe 1 sufficiencia de seus recuros,
civilisacio e naturaes requesas que Ihe
assegura oexercicio pleno e inteiro de sua
independencia, eminente sbrania e do
minio, semsujeica ou sacrificio da mais
pequeua parte desta mesma independencia
ou soberana a outra naco goveroQ ou
potencia estranba qutlquer.
Igual aos estados soberanos seus irmios,
o poro rio grasdense nio reconbece ou-
tro juiz sobre a Ierra alera do autor da
naluresa nem nutras leis alem daquellis
que constituem o codiga das nacoens. Ob
serva o" estatuido principio d-i mutua
universal decencia provando face
de todas as repblicas principes e poten-
tados aos quaes nederige, que o acto de
sua separata e desmembrameto nao foi
obra da pncipitaco irreflTlida ou de

lil^S vMa'i O'
moxarifado da mesma liba.
Dito Ao Director interino da Acade rui por delr^z ds Martirios com um pu-
mia Jufidie.de Olinda com o re.|uerimen- "bal a sto camarada o soldado do meimo
todo Lente d* mesma, o Doutor Jos Ben-1 Corpo Manoel FernandesdeOliveira, que
toda Cunha e Figueiredo, pira itiformra
respeil da descordancia q' se enconlra'en-.
tro o ponto da mesma Academia do mez
de Setembro ultimo, e o certificado que
npreseuta o. referido Lente, com que
mostra ter acabado a licent.i que ohti-vera
do Governo Protinciai 110 di. i3dorefe
rido mez eencontrado no dia seguinte
noexercitio da sua Cadeira ; e nio como
declara o ponto de si ter a licenca ultima-
do no dra 4 do supradito mez eentra-
do o dito Lente em exerc:cio no dia sub
sequen te.
Dito A Theodoro Machado Freir
Pereira da Silva Joo Rodrigues de Mi-
randa e Bernardiuo Pereira de Brto ,
pira informare com toda a brevidide so
breo estado da liquidacio e rretda-
cio do Imposto da Sisa nesta Cidade de
que se aeba encumbidos desde 18 3o ,
declarando o motivo da di-raora eos em-
bira eos que tem occorrido ; afim de'se
lomarem as medidas necessurias
Diversas Reparticoeiis.
MEZA DO CONSULADO.
_A Pauta he mearas do nuo a4 \.
tambero se athava armado de um ctele,
e foi preso, rujo punhal o dito Corneta
lancou para dentro dt casa em que elle
habita logo que precentio o refferido J.
Commandante por cujo motivo Ihe nao
foi apprehendido.
E' oque constadas parles boje recebi-
das n'esta Secretara.
DeosGmrdea V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 1a da Novembro de
1638, &c.
TROMOTORIA PUBLICA.
Illm. Sr. Dr. Jtfiz de Direto da a. Vara
do Cnme Denuncio perante V. S. de
Antonio BirgesLeal Casiello Branco, Fa-
lli Alev.itidiii'O dis Reis e S Ira Mano
I Pereira da SiNa os a primeiros Bicha-
reis formados e o lerreiro Fsludanle do
Curso Jurdico de Olinda ; consiste a de
nuncia em <|ue: ns otcasiad em que Casia
acto do a.* anno o Estudante Joo Pedro
Vieira as 9 horas da mnibi do dia 39 de
Outubro du trrenle anno na salla re$-
brigaco indispensavel, hum dever rigoro-
zo de consultar a sua honra feliti-
dde existencia altamente ameacadas, de
atlender por si mesmo "propria natural
defesa de sublraliir-se a hum jugo inau-
portavel, cruel e ignominioso nppondo
a resistencia injuria repelliodo com a
forca a violencia.
S empunha oglidio dos combates para
cobnr-se e defender -se de urna odiosa ag-
gressao ; f..z nesle momento oque fiseto
tantos oulros poros por iguaes motivos, em
circunstancias idnticas; assim encoptre
este povo virtuoso e bravo entretantos il-
lusli-rfdos da Ierra essas generosas sympi-
tbias amplimenle dispensadas a quanlos
o prtcederio nesle afanoso comprometii-
mento essas mesmas sympalhas que out'
ora a bracos rom os seus lyranos da Euro
|fi invocario o Brisil e seu g > ver no, rsse.
governo hoje a seu turno opptessor sevo,
m-xor.ivcl e lyrano a nosso 1 espeiio
O bom seuso o amor da ord^m a
moder< ero proveibo ; o Brasil atormen ado pe-
Us faccoens agitado pelas farias da
" intriga convulso al o paroxismo por
" aspiruces exaltadas e pelo choque im-
petuoso de inlertsses msl combinadlos, in
vejoso ou admirado nosapon'ava tom o
dedo Eramos o lypo da ordem que
altamente se preconisava aen que se re
solvessem a entrar nrlla. As licoens de
casa, o exemplo dos de fora todo o novo
mundo ou quasi todo cobrto de sangue e
de cadveres e devorando os proptios fi-
Ibos .... nada foi capaz de sediuir-nosou
arrastar-nos pelo exemplo.- dir-se-ia que
o povo rio grandense firme nos prin-
cipios de prudencia de moderaco e jUslica que havia tonsagiado per
minecia illeso e intacto subre as ruinas
do americano continente. ProvocacoenA
revcltmles p< rseguicao insupportavel e
anda mais intoleraveis denegacoens de
A narrado fraca e sincera destas vexa-
ces e oppressoens sen limites I rara a
consciencia de todo o homem imparcial e
honesto a convirti intima droslo e da
justica que recommendio ou estudio a nos-
sa causa.
OgoevrnodeS. M. o imperador do
Bra-i tem consentido que se vilteo p Ibio brasileiro por huma cobarda repie-
liensvel pela m esculla de sena dipl-
malas e pela poltica falsaria e indecotosa
deque usa para com as nacoensesttan-
gfjras.
Tem feito tratados rom potencias estran-
geiras contrarios aos interesses e dignidade
da naci.
FrtZ pesar sobre o povo gravosos itnpos-
tos e nio zela os dinheiros pblicos.
Tem rontrahido dividas taes e por tal
maneira que araeaco a ruina da naci. '
Tem permiltido contrubaudo vergonbo-
zos e extremamente preji.diciaef.
Faz leis sera utilidade publica e deixa de
faser nutras de vital interesse para o povo.
Fsgota os cofres nacionaes com despesas
uperfluas e n^ocura do melboramenlo ma-
terial dopaiz.
Nioaproyeila, nem ao menos sabe con
servar as riquesas naturaes do solo biazi-
l*iro.'
Nio administra as provincias imparcial-
mente.
Peimlte a mais escandalosa impunida*
de em seus agentes despresando as quei-
xas que contra eliesse ditigem.
Permitle hum trafego veigonhoso no
pagamento da divida publ ca na distri-
buido dos cargos pblicos na administra-
ci da justica e finalmente em todos os
acto* da publica admmslracao.
Tem posto em pratca huma poltica fe-
roz e cobrrde com resp-ito a eslrapgeiros o
nacionaes que chama rebeldes.
Tem despresado e mesmo punido co-
mo a crimes as mais justas a attendirajs
representaces do povo !
Tem invalidado mandados de ~ babeas
Corpus legaes.
Tem conservado cidadios longo lempo
pretos sem processo da que consten seus
crimes.
Vilinendinn o espirito nacional. lijn-
dose a huma faccaoestraogeirae adversa a
o Brasil.
Sem o indispensarel consent ment do
corpo legislativo tem armado estraogei-
ras pura escorar suas arbitrariedades.
( Do Despertador N.' 157. )
Exterior.

-r
pert i va os denunciada ah fisera hum justica pretipilatio este hom povo no pa
motim que interrompeo o mesmo acto ; a-
levantando grandes voserias ; gritando to-
dos qur eslavio coactos, poisqueoCon
vento se arhiva cercado de soldados da
vorosn ampliilin-atro onde hoje lucia e se
despfdaca assobetbado pelo mais execra-
vel abuso da frca pela mais horrorosa pie-
potencia.
PARS, 17 D8 SETBMBaO.
O liomens de cor na Ilha de Coba.
O Gorernador da liba D Joaquim Es-
plela publicou huma ordem pela qual
prohibe o desembarque dehaixo dequl-
quer' pretexto que aeja de negros e lio-
mens de cor livreg, na mesma ILha. O
Capitio, ou Consignatario oe qaalqoer
Navio chegido uos portps da Colonia sera
obrigado fornecer huma taucio d mil
pezos para garantir ou afiancar, que nio
desembrrala nrnhum passageiro, 00 ma.-
rinheiro tk cor durante a estada do Na-
vio ne a.ncoradouro. Antes da sua parti-
da ser feita huma chamada a bordo para
se conhecer se os homens de cor com
que ellts entrn esli ,ou nio a bordo.
Se o Capitio se recuza a dar a dita cancio ,
os negros on homens de rr nass^gr'iros
oa fazendo paite da equipa ge O ser deti-
dos na prizio do porto, ou lugar, en qua
Cund ar o 11 vio al a sua sabida.
Estas medidas nao deix 5 de aer bstanle
severas entretanto se fallara m novas
reslrtces e mesmo se jul^ava se,ri pro-
hibidas as relatos tonoraerciaes entre Cu-
ba, e Jamaica. E- neral Espelets se dirige ao mesmo fin qo
o acto legislativo ds Estados da Americf
do Norte, que exclue igualmente o ho-
mens de rr estrangeiros. N nio sabe-
mos porqoe motivo este exemplo nio he
s guido as nossas Colonias visto, que
sequermauter a ordrm n'ellas e sol-re
ludo por bum termo incoes de mwi<
roa. Cr-e CoW^e'i



DIARIO DE PBRNAMBUCO
PARTO DA. DUQUEZA d'orLBAWS.
(Extrahido dos Jornaes da larde*)
Paria a5 d'Ajjosto.
!*/* horas da manhia __ Huma mensa-
gem anouncia.a Mr. Conde de Mole Pre-
sidente do Consellio e a todn* os Minis-
Iros a Mr. Chanceller Grande Refrendario da Cmara dos Pares,
queS. A. R. a Sra. Duqueza d'Orleans,
Sent as primaras dores, e que elle sao
chamados para assislir ao nascimenlo do
menino.
De* horas O Ry a Raynha e to-
dos OS Membros da Familia Real esli no
Pavilhdo Marsan onde se anhao tambem
reunidos a Grande Dfiquez* de Merklem
bourg S. A. R. o Duque de Wurtem-
berg, Mr. Conde de Mole, Presidente
do Conselho de Ministros e todos os seus
Cpllegas Mr. Biro Pasqnier, Chaneel-
ler de Franca acco npanha lo de Mr. Du-
que de Cazes Grande Referendario e
Mr. Caucby Guarda dos Archivos Mr.
Mareehal Conde de Loban Mr. Mtre-
chil Conde Girarde, designados hua e
outro para teslemunhas. O Rey fez con
vidar para o Pavilho Mirsan Mr. Dupin ,
Presidente da Cmara dos Diputados Mr.
Conde Purlaiis i Presidente do Tribu-
nal dn Cassaco Mr. Conde Simen |.
Presidente do Tribunal de Cuntan, Mr.
R .rio S'guier i. Presidente do.Tribunal
dePariz; VIr. Conde de Rambut.u e
Mr. Delessert Prefeitos } Mr. General Jic
quemint chefe do Estado Maior da Guar-
da Nacional, e asDimas, e Officiaes da
Casa do Rey da Raynha e dos Prioci
pes.
Meio dia A noticia se epallia em Pt-
riz que S. A. R. a Sra. Duqueza d'Or-
leans est com as dores. Hum grande nu-
mero de pessoas se dirigem as Tuile es ,
e debaixo das janellas de S. A. R. Todos
se querein informar do que occorre, per-
guotando aos Em pregados n'aquelle servi-
do ; e recebem em resposta que o paito
se appresenta debaixo dos mais favoravis
auspicios. Com ludo annuncia-se que
a 1'rinceT nio |r MgV.tTsds Sefio periO
das 4 boi as.
Duas horas_ As testemunbas sao cha-
madas ao quarto da Princeza. {Juma gran
de anciedade se roa ni fes ta sobre lodosos
rostos.
Duas horas e tres quartos Mr. Conde
de Mot se precipita para fora do quarto ,
annunciaado que hum Principe ncaltavs
de uascer. Os gritos de Vira Rey! se
fazem ouvir. O Principesa chamar.Lu-
a-Felippe- Ibeito, e lera o titulo de
Conde de Pariz
AV trez horas o Canho nnuncia este
feliz coMerimeDto.
Annuncia-se, que oCo.po Municipal
foi immediatanieote convocado para rece-
berbuma Carta fechada do Rey que (he
notifica o nascimenlo do Conde de Pariz.
O Conde de Mole enviou rorreos a to-
dos os Erobaixadores. No momento em
que S. A. R. a Duqueza d'Orleans pari,
Mr. Conde de Mole sabio da Cmara da
Augusta Princeza e exclamou diante das
pessoa* que o cercava : S-nhores nos
temos hum Principe! Esta feliz nova fui
recebida por todos os assistenles com hu
mo alegra cbea de erooco Ella se espa-
IhouimmedUiameiite por todo o Palacio,
e suas visinbancas onde huma mulldo
numerosa reunida esperando este acon-
tecimento fea retumbar unnimes trans-
portes de alegra.
O parlo se eoncluio sem que desse lu
gar a conceber-se alguma inquietacio a
respailo da vida da M., oo do Filho. A
Haynha nao deixou bum segundo a cabe-
ceira da doente. () R, y 0 Duque d'Or-
leans eos oulros Memb.os da familia
R al installados em bum quarto isiuho ,
podia receber d'instante a instante as no
licias da Princeza. A'hora que nos da
roos Imprensa esta noticia a Javen Mi i
e o recem-nasrido go-ao d'liuiu estado de
saude o asis salivatorio.
pars, a6 d'agosto.
U.j huma hora da tarde o Corpo
Municipal da Cidade de Pars tendo-se de-
rgidois Tuilwia para felictUc o Ry por
' occasiio do nascimenlo do Conde de Pa-
riz 8. M. o fez introducir nos apoientos
do Duque d'Orlean*. Ali se achava reu-
nidos junto do berco do Principe recero-
nascido, o Rey a Raynha Mr. Duque
d'Oile^ns os Principes e Princesas d-
Familia Real. Todos os Ministros esta
va piesentes. Mr Prefeito do Sena em
nome do Corpo Municipal pronunciou o
discurso seguinte :
Senhor
A Cidade de Pariz vos vio nascer,
ella foi a primeira em saudar, e procla-
mar a vossa. realeza ; ella em boje pelo
ergio dos seus Magistrados Municipaes fe
licitar V. M a respe lo de bum aconteei-
mento que d a Franca hum noto pe-
iilmr de estabilidad* para a vossa dynas-
tia edeseguranca para o Paia.
O Corpo Municipal de Pariz, Senbor,
tem agradecimenlos a dar vos pela gaca .
que Ihe fuesleis dignan o-vos vos mes -
mo annunciar-lhe esta feliz noticia. E*ta
graca O tem tocado profundamente e VOS
tem constituido digno do maior reconheci-
mento. Elle nao he menos tocad S
nhor do sentimento que inspirou a V.
VI. a escolha do titulo de Conde de Pariz ,
que ella quiz dar a ramo primognito de
seo filho. A este titulo se reunem lem
brancs gloi..sas para est Cidade. elle
he de bom agouro para o futuro d Prin-
cipe que dell gozar ; elle he maishum
laco entre/n e elle.
L>go que a noticia foi conh^cida na
Cata da Cmara o Conselho Municipal se
reuni, e votou regozijos pblicos, ea
offe.rta de huma espada ao Conde de Pariz.
Esta espada no pensamento do Corpo Mu-
nicipal nao deve trazer memoria a de
Canos Magno nea a de Napoleo : ao
espirito de conquista succedeo o espirito
de ordem e de liberdade que Vosso
Reynado faz amar e estimar. Permilti
nosdedizer, Senbor, he huma espada
semelhante de I uiz Felippe que nos
tiazemos a seu neto, isto he a espada ,
que tilo s>he dabainha genio pela defe-
ca do territorio e das instituicoes a es-
pada do Principe que sabe ao mesmo
lempo fazer-se respeitar da. Europa ,
consolidar em Franca a Reyno da libei d
de a as Leij..
Senbor, a Cidade de Pariz se rego-
porem
zija por si mesma e pela Franca
lia experimenta tambem huma alegri
mui viva recordando a felicidade que et-
novo brneficio da Providencia traz vo*sa
\ugusta Casa .' Ella sympalbiza com as e-
moces d'esta Joven Princnza que acco-
Ibeo o anno passado com entbusiasmo;
d'este Principe Real do qual ella aprecia
tambem as nnbre> e brilhantes qi'alida-
des: d'e ta Raynha que nos amamos,
e que nos admiramos todos, mas qu
s Mal podem bem cmprehender Ella
sympatiza, Senbor, com o vosso Cora
cao de Pay, e de Rey.' Necchei suas fe-
Iicilac6es e seus votos, e qae o Mundo
inteiro saiba o quanto a Ciaade de Pariz
be feliz por ludo qunlo vos lrna a vos
mesmo feliz, e por ludo que pode conso-
lidaras instituice- da Franca e a Dynas-
lia qual ella confiou o seu destino.
O Rey respondeu :
Eu sou mnitosensivel aos sentimentos
que me testemunba a Cidade de Paiiz as
presentes circunstancias, e da qual vos
sois o digno Orgo. He mui doce para
mim o poder apresentar Cidade de Pariz
o filho de meus filho em linha directa o
filho primognito d'aquelle, que he o
chamado deppis de mim a corresponder ao
voto nacional, e a assegurar o seu eum-
primento Eu sou feliz, par ver ennsoli
dar-se cada vez mais a esculla de i83 >, e
a Franca preservada das de gracas insepa-
raveis de toda a vacancia do Throne por
esti serie de herdeiros que me concede
a Providencia e que garantem nao s a
Iransmisso d Tbrono cerno a manuteu-
co de nossas leys, das nossas liberdades,
e a duracao d'este repouzo e d'esta s-gu-
ranca lio necessarias felicidade da Na
cao. I'elo que me ptrtence pessoalmenle
eu experimento a ma s putieular satisfa-
cSoe dar nea Neto o Titulo de Conde
de Pariz -Filho de Paiiz como eu e|le
gorar da vanlgem de poder go/ar de bum
titulo que une nnssa Cidade natal
Pupulacio no meio da qu*l eu fui edu-
cado, como elle o seta ; Titulo, que ma-
nifesta a todos a minha afleicio pela Cida-
de de Paria e o quanto eu aprecio os ex-
forcos generosos, que ella tem feito ero
todos os lempo? para defender as liberda-
des publicas. He o patriotismo de que
ella tem dado tantas proras Franca ; he
a devnco que ella tem mostrado as cir-
cunstancias as mais difficeis he em fim o
corajoso apoio, que eu teir encentrado
sempre n'ella, que tem forteficad em
mima ("onfianea na estabi idade da minha
dynastia fundandn-a sobre a d-feza e
manutencodas nossas instituic's.
i*Aqu S. M. he interrompido por gri-
tos de r Viva o Rey .' )
Eu vos agradece o donativo que me
nnnunciaes para meu Neto', eesper.i que
as palavras rom que o acompanhaes sero
gravadas na sua memoria, que esta espa-
da se'r as sus mios a garanta da paz
e que se na p re prompto a em prega la para
preservar a nossa honra nacinal de toda a
mancha e o nosso territorio de toda a
invasio elli nio sahir entretanto da ba
nha seno por casos mui graves e que
se algum dia sabir ser sempre para apres-
sar o termo dos males da guerra e para
fazer gozar a Franca da mais doce e da
mais bella das Conquistas ; a conquista da
par.
(Novas acclamaces retumbara na Sal-
la.).
Deptiis da resposta do Re a Rajiiha
por bum m < vi ment cheio de benignida le
apresentou ella m*ii Neto o t^onde le Pariz.
Q Rei se retirou aos seo* apozentos ,
rodeado da Rainba de Mr. Duque d'Or
le.nns dos Principes Princezis, e Mi-
nistros para ali receber os Pares, e di
versos oii'ros Triliunaes iSic.
A espada que o Corpo Municipal tem
votado e oflerecer ao Conde de Pariz ,
importar teguodoo diz o Jornal dos De-
bates em 5o mil Francos ; Ella ser or
riada de pedreras, e fabricada as ofB-
cinas de Mr. Fossin. (Le Temps )
AVISOS DIVERSOS.
_ Hum sujeito do capacida-Je prope
se receber em sus casa, 10 meninos como
porcionistas pelo modiro preco annu^l
dr aoo^'uoo rs. ensinando Ibes primeiras
Letias Gramm.it,ica Porttigiieza Lalim .
Francez Inglez, mrica e danca tu
do com bastante perfecio. Na ra do
Queimado loja D. a de Ferroino Jos Ro-
drigues Ferreira se dira as precisas in
formaces.
_ Preci-a-se de bum sobrado para pe-
quena familia sendo no bairro de Santo
Antonio as ras de Hortas S. Rita A-
goas-verdes Fagundes e Florentina e
no da I5.i 1 visla ra da Gloria Arsga e
Ra Velba : quem tiver annuncie.
A pessoa quequizer comprar tijol-
los de alvenaria gri.ca posto em quilquer
porto por a?'"Oo reis o milbeiro pde-se
dirigir ao armazem de na deiras de Do
mingos Jos Rodrigues d'Azevedo ao en-
trar na ra das Flores caza que anda est
em caixio.
Os S's. Albino Antonio Ribeiro e
Jos Francisco Lepes, subidos do Porto
para o Rio de Janeiro e d'l'i vindos pa-
ta esta dirija-se a Francisco Marques
Rodrigues & Inns ra doTrapixe es
quina da dos Tanoiros para negocio d-
seu lol-resse.
Quem tiver bum sobrado de hum
andar, ou bum pnmeiro andar com as
lojas ou ainda mesmo huma casa de a
quartos em ra de negocio, annuncie para
se procurar
_ Quem prreisar de hum caixeiro por-
tugus para venda, que nio dependa de
escnpluraco annuncie.
~- A pessoa que mu uncin no Diario
n.a5 ter hum moleque para o serviro
diario de huma casa queira annuneiar a
sua morada ou alias dirigir-so a Praca
da Independencia N. 9 para se tratar do
ajuste.
_ O Procurador d Cmara Munici-
pal de Olinda abaixo signado (z scii r.te
a todos os Senboies foreiros que se aeba-
rem devendo foros vencidos do Patrimo-
nio da mesma Cmara impreterivelmrnte
queira pagar os anuos vencidos al Irinta
dias pois o nio fasendo nio s serlo ajni-
7. dos executivamente como serio chama-
dos a commisso na forma da Lci: o an-
nunciante he morador em Olinda rus do>
Romfim n. a e nesta Praca o acbar
em todas as sextas feiras na ra das Crur.es
no Ca torio d > Escri vio Ciraco pora
qu nido fi/erao d tus aforamentos nfo ce
co nprometleoa Cmara de exigir o venci-
ment a custa do laborioso trabalho de seo
Procurador de andar por lugares iucertos
procurando-os para pagarem os foros ven-
cidos principalmente por ser huma res-
tricta obngacio do devedor procurar o seo
credor para Ihe pagar o que deve, em ru-
trns casos, quanto mais oeste que 4lea
cahem na pena de commisso.
Antonio Nones de Mello,
Quem quiser comprar muito bom
ti olio de alvenaria, posto na <>b:a a v>j
rs. o milheiro, dirija-se a Pract da Inde-
pendencia, loja de Sarigueiro U. 10, on-
de vera a amostra*
_ Propnem-se a ensin ir primeiras Le-
tras, fia desta Prac ,. bum homem sol-
teiro com 4o annos de idade e qu- be
condecido de pessoas fidedignas : no pateo
do Hospital do Paraizo I). Si.
Precisa-sede bum rapas activo que
queira sujeilar-se a ir com pretos vender
f>zeudas: na pidaiia de Rento Antonio
Domingos se dir quem precisa.
_ D.-se a juros de dous por cento ao
mez sobre firmas contento a quantia de
5oos rs. : nesta Typ se ii> quem os d.
Quem Ibe convier dar 4>o' r*. adi-
autidos pira receber em lijollo posto na-
obra a vinte mil reis annune.ie.
_ Hum Francez dez-ja-se empregar
em boa casa, tanto para o campo, como pau
a Cidade : ra do Araga n. 4a*"* ""
doegeiro l-rancez.
Quem precisar de hum cozinbeiro >
pasteleiro Francez, dirjase a ra Nova
D 16.
Roga se mui attentamente a h-m
I'lm. Sr Estudantedo 4- apno t pelo amor
da sua boa figura, nio meta lano medo
gente disendo sem receio que se Ibe
notta que o pao hade Irabdhar quando
acabarem 0$ Actos : e como S. S entende
de direito que se lembre que as pessoas
com qurm tem a tal respeito fallado, va
tomando lem branca e qando accunlcca
< vinganca S S. hade declarar -- como
j'iliia que hade trapa|h,ar o pao. l'.o-
ga-se mais se sirva lembrar que no anno
passado nio houveesta intriga nao e ap-
parecera estes successos neta Academia ,
como este anno ; e que nesle mesmo anno
em quanto nio nasceo o Argos nio ha vilo
desintelligeneias, e menos esta intriga Jp-
go foi o Argos a origem de ludo : igual-
mente se roga a S. S. naturalmente
mnilo estudioso queira rfflictir se
na Franca os Estudantes traclo assim seus
Ytestres como aqu nessa Academia de
Olinda, esel se diz, que o pao hade Ira-
bdhar ou se he effeilo esclusivo do pro-
gresso das luses no nosso Basil Enjfim,
que S S seja mais prudente pois pap
tem pedido segredoquando assim lem fal-
lado e por certos respeilos 'nao Ihe sera
airrso e decente que S. S. seja incluido
em rapa/jadas que seja chamado pera me
a lei pira declarar o que souber sobre -,
pao. Hum seu Respejladur.
_ Aluga-se escravos para trabalbarem
no atierro a 48" re's diarios pagos seroa-
nalmenle e ila-se-lhe o sustento, 011 a
4o rs. a seca : quem os quiser iilugar pro-
cure o A rrematanle do atierro Manoel Jo-
aquim Piscoal Ramos no Piteo de S. Pe-
dro sobrado de um andar D. 8.
Aluga-se para se passi urna casa terrea na Passagem da Magdale-
na junio as margens do Rio Capib-'nbe ,
com pequeo sjtio : na l'mca do Corpo
Santo I). 3-
Precisa-se allugar hum sobradinho
ou nm andarpaia pouca familia nobair-
roda Roa-visia, quem tiver annuncie.
-----O Sur. Antonio de Mello Muniz M.
queira mandar receber huma caita e i-
gualmente qearenta mil r is que lite fo-
rera remedidos da Provincia da Paraiha,
no Atierro da Boa-vista loge numero
16.
_ Precisa-se de allugar huma cas ter-
rea com com modos para pequea familia :
annuncie.


'"
DIARIO D P R N X M B U '
Precisa e de 100,000 a juro por tem-
pode 4 niezes; quera quiser dai annuncie.
.- Precisa-se de um rapaz de pannos .
para caixeiro na Villa de S. Atilo 5 o pre-
tndeme annuncie.
Precisa se de 200,000 a premio aobre
pnhores de ouro ; quena quiser dar an-
nuncie.
LE LA O'.
Que se faz na ra da cadeia do Reci
fe Dcima 6 hoje i3 do crrente as
laboras da manbi de um grande sor-
timento de molduras douradas para qua-
dros estampas finas orna ment de salli,
coro quadroesem elle, ep -Ihos grandes ,
urna porcao de vidios pira janelas, lajas,
palanqun*, um gruida sedimento de
vinhos de Bordeaux de superior qualida-
de, agoa ardente de franca coleles e ca-
sacas de varios gostos bijolerias f.il-as e
dita de ouro,oculos para tod-s as vistas, co-
Iheres, garfos e oulros objeclos de prata ,
sinetes caixas para tabaco pentes co-
lares, lavas de linhoe de seda pa.raSenho-
ras, e para homens instrumentos de
cirurgia de gomma elestica e outros brin-
quedos de meninos pedras-f tlsas ps de
ouro, bal.us decouro pira a vi.ig-m e cai-
xas para chapeos espingardas mangas-
de vidro e outros objectos.
O Leillo de Jones VVyme & Edwards
* annunciado para hoja. Bou transferido pa-
ra quarta feira i| do con ente.
Quinta feira i5 do corrente pelas 11
horas da manb na ca<-s da Alfandega, na
porta do armasem de Antonio Joaquira Pe-
reira de 6 i caixas de vidros por conta e
risco de quem preteucer, que fazem Fran-
ca & Companhia.
Que pretenden fazer DiogoCocksholt
& Companhia, de diversas fazendas limp.s
variadas, no dia i4do corrente as 10
horas da manli etn casa de sua miden
ca na roa do Trapi:he n. 14.
"
' O Ai 1) VJ \J ItA. L U.M- *
Escravas pretasoa pardas de idade
de 10 annos para fora da provincia: na
casado Francisco Marqu-s Rodrigues &
lrmio na ra do Trapiche n. la.
VENDAS.
GELO a bordo do Brigue Americano,
estancionado muito unto a escadinha do
eses da alfandega dando se gratis o trans-
porte aos compradores: de 4 libras ( o me-
nos peso) ate urna arroba a 120 a libra: dc
arroba para cima a 100 ris he tianca a
venda e cond cao das 6 horas da manila as
6 e meia da tarde.
A poste de um terreno no atierro des
affogados dolado da mar grande com 3o
palm sde frente e fundo at a ha-xa mar .
tendoja bemfeitorias ; a tratar as 5 po-
tas loja D. 34. *
Facas de marfim de cabo de bilanc
fina ditas de cabo deosso para mesa eso-
bre mesa ditas com cabo loMO do ul-
timo gosto ditas de cabo prelo de todas as
qualidades estojos de navalhas finas di
tas entre finas retroz sonido tisours pa-
ra alfaiate, ditas para costuras para S>nho-
ras caivetes finos escovas para fados ,
fivelas para cinto brincos do filagc di-
tos de pedra caixas de pr.la para tinco ,
ditas de massa fitas para eos, espelho*
com jogo de dama, caixas de limpari
as. massosde linha de roriz, ditas de ear-
ritel, papel de lira ferro d asso sortido,
palmatoria de lata o burdesp ra o outras muitas mais miudezas que
vista dos Ireguezes se mostrar e a pre-
cocommodo: na pracinha do Livrameoto
loja D. 34.
*" Os livros aeguntfs : dicioario de
Fonseca em portugoe/. dito histrico dos
cultos Religiosos em francei dito italia-
no para fraocez ed:to.ara Italiano : na
pracinha do Livram<-nlo loja de Joo Car-
los Pereir de Burgos.
-- Superior rap de Lisboa as libras e as
oituvas a 3o rs. dito areia preti dito do
Varejlo cha issDn de primira sorte ,
dito perola lint de escrever em garra-
fas a a4o, e em potes a 160, pennas de
escrevf r a 200 rs. o quart-iro ricos pin-
tes de marfim para piolho catangas de
todas as qoalidades de louca para presepios,
Irascos com pilulas da familia de 5o.e joo
com o suu cimpetente folhrlo superiores
bixas chegadas ltimamente a 6^0 at aoo
rs. e o mais ludo por preco commodo :
na pi.ica da Independencia u. 20 e na
ra dos Quarteis n. 3.
Duas bandas de canoa proprias para
barcaca 011 canoa grando : na ra da cadeia
casa oe Antonio da Silva Mota n. 6.
189 barricas va/.ias em muito bom
estado promptas para embiricar assucar :
na venda nova delVon'e do 'healio.
Qufijos II imburgaezesrhegados pr-
ximamente a i;-jo, gigns com Int it >s n-
glezas a 16'JO sacas com f-ij-j mol linho
a 3a00 : na rui nova venda D. 33.
Vinhode Bordcux, de priroeira quas
lidade : naiuadacad ia no primeiro an-
dar do sobrado D. 17.
Urna cabra bixo cem cabrito mnilo
bia leiteira : na ra da Couceico da Ba
vista rasa D. t
m civallo caslanbn acostumado e
ptimo para crnoio : no Hospicio tercei-
10 sobndo passando o quaitel.
5 cazaes de porquiohos da india por
1 ,8ou e um cameiiO manco proprio pa-
ra menino por 5 000,: na"/W do Livra-
ment aimasem de louca D. 4-
Um* molata anda m >ca com urna
cria dedois para 3 anuos : na ra do Li
vramrnlo'D. 12 ao p da botica do Sr. Cha-
gas no 1. andar.
Sacas com muito boa fuinha para
mesa a 6,000 pela medida veiha: nh pon-
te velha ao virar para detraz da Matriz ca
sa junto uo primeiro sobrado do lado es
querd.
-- A posse de t palmos de nm terreno
ala-'gido no seguimente da ra d* Aurora ,
pagando de foro 3o rs. ao palmo e com
i5uoo de fundo: a tratar na ra de S Gan-
sallo I). 11, das 6 horas da manhi as 8 ,
e das 5 da trrxHe *enttfante ; aisimaomo
UtMM I* V*tA*4W %AK/ Vf ** ** u *-" t *-"- *" ***
grande quintal cacimba e terreno na fren-
te |iai se edificar 7 grandes casas, sita na
s lidade junto ao sobrado da viuya do Mar-
tins.
Smenles de ortalica de varias quali-
dades sag' de primira e segunda sorte ,
piulas da familia ; na roa do Vigrio ar-
masem do Machado n. i4-
Una mola la de 2 5 annos de idade,
cozinba o diario de urna casa engomma ,
la?, podios, e arroz de leite : na ra da
cadeia no 2. a dar do sobrado por cima
da loja do Quaresma.
-- Urna negra de ao annos de idade ,
i cozinha o diario diario de urna casa en-
gomma e cose a vist-i do comprador se
1 d r o motivo : na ra de S. Theresa De-
cim a*.
- Urna propriedade de casa terrea sita
na ra dn Afegria, com 3'J p.ilmosd^ fren
te, da salas, 4 quartos e corredor ho
lado corintia fjra ; e a pos-" de 3oo pal
inos de trra defronte de Francisco Joa-
(|iiim com a frente para a estrada nova
de Luir, do Reg.p e o fundo para a ra da
Aurora: a tratar m ra do culhgio no
3. andar do sobrado n. 9.
** Chapeos de castor br-neos e pretos ,
cassa lisa dita de quadros e de '(tetras ,
xalbs brancos a damascados riscadinhus
para cilsas e raquetas lencos1 pretos d se-
da para o pescoco xillasmu largas', ma-
dapolps algodoziuhos chitas de dife-
1 entes cores hamhurgos em pannos da
costa, tudoa preco muito em corita : na
rui da Cnnceico do Boa vista loja de ta-
zend>s defronte da Igreja.
-- Para fora da proviucia um cabra
de 20 a 3o nnos boiia tr-bllbador de
eacbada, carreiro : nacamboa do Car-
mo sobrado de um andar D I a.
Duas Bolecas de idade de ta Annos e
de nacSo Bingorlla de lindas figuras; 2
escravas de nacSo cosem engommo e
cozinbio o diario de urna casa com perfei
cao; eduas moleques de i3 a l4 annos :
p.>ssando Igrej a dos Martirios no 1. an-
dar do 1. sobrado.
Urna canoa para abrir cuja d urna
famosa barcaca : na ru* da cadeia. do Re-
cite o) loja de Souza & liaslos.
Urna molala de- 20 annos de idade,
boa cozinheira e engommadeira costu-
rrira e faz odjis as qualidadas de rtnces :
no atierro da B >a vista na padaria de'Fran-
cisco Gonsalves Reg.
-- Duas casas terreas na B-ja vista urna
na ra do As.ougue D ai owtra na ra
velha D. 23 assim como.os fundos das 2
do allerroda Boa vista D. $6 e 47 coj^
fundos deito p^ra a ponte velha; e um
bom sitio com urna excedente casa de vi
vtnda na estrada dos Api pucos defronte
do sitio que foi do Col : a tratar no Ater-
ro da Boa vista D. 6i.
Uiha cadtira de braco de carregar ,
forrada de damasco, e coin vidros na fren-
te e dos lados ; na ra da Cruz n. 5j
Um bonito relogio de ouro, peque-
no e orisontal de eaixa lavrada e que
regula ptimamente por 104.000 sendo o
seu preco ordinario 140,000 : na ra do
Cabug loja I). 3.
"* Superior chapeos o*a ultima moda, de
castor branca e preto e de massa de mu
boa seda para homens e meninos e d't s
de castor Jira neo e pardo com abas estreilas
a 5,ooo e man ordinarias a 3,34o: na ra
nova loja do Frederico Chaves D 5.
Urna negra de 20 annos de idade.
cozinba sofrivelmerteo diario de um-i casa,
boa engommadeira e lavadeira ; e junta-
mente chumbo de munico e pennas de
Gontr.es: na ra da Madre de Dos loja
que faz qnina pira a rUa da cacimba.
Urna preta.de nacao cambinda de 3o
annosde idade cozinba o diario de urna
casa he lavadeira e boa quilandeira e
boa para servico decampo : na ra do Li-
vramento do lado da ra Direita uo'tercei-
10 andar do sobrado D. 18.
-- Uma loja de couros com mijito pou-
cos fundos esita em bom lugar : nesta
Typografia se dir.
Sal do Assu' a bordo do Brigue' Es-
cun. Aracaly defronte do trapiche rivo :
a fallar oom Antonio Joaquina de Souza
Ribeiro
Um preto moco para fora da pnc ,
por ser ptimo para trabalhar de enchada :
na ra estrella do Rozario D. 33.
Um qusrtdr: muito nsvo 4 por preco
commodo : na ra do Cabug loja de mi-
udesas junto a do Sr Bandeirs.
Na fabrica de chapeos do Antonio
Jorge junto da cadeia superiores chapeos
de castor e de massa branros e pretos ,
da ultima moda ; bixas de Lisboa e do
Porto grandes tudo por preco muito
c<>mmodo, e na mes osa loja se bota na ul
tima muda de chapeos de todas as qualida-
des.
Duias de palles de marroquim de
muito htm sorlimento masaos de cordo
branco para vestidos resmas de papel al
maco de i. e a soate : na praca da Inde-
pendencia n. 3j).
-- Uma preta de 28 annos de idade, coro
muit b' m leite e capaz de criar tem
1 crias uma com 3 anuos e a outra com
5 mezes ; sala cozinhar engommar e
lava de varrella na casa de nev do beco
do Theatro.
Sapatos de morroquim de todas as
cores para meninos de !\ a 9 annos : no
Aterro da Boa vista 11. |6
-- Chapeos de castor da ultima moda a
7,5oo ditos para meninos a 4.o. ditos
de massa de varias qualidades pannos
finos, duraques Tranquelins le icos de
linlio e (utras muitas Inzuidas por preco
commodo: na ra do c.-bug lujado Mello.
As seguintes obras em bom uzo : o
Cambista universal p r, K.e||y historio
universal por Millot Diccionario de Mo-
ra* s da uliima edico: na ru-. da Cadeia do
Reci fe ni. 9.
-- Flos Santorum ; Silva, as ordena-
cues, Pegas, Pratica criminal; dita Ju-
dicial de Ma igueilia ; Calepino ; Pro-
sodia; Luz dtLioeral hobre arle de ca-
vallara com 3p estampes; Anloicho, de
Limar com tod.is seoslas de mar, com
mappas ; historia da Gran Bielanha, obras
de Lucrecio todas as obr.is de Floriam ;
e algumas obras de Chimas ': no pateo de
S- Pedro loja de ncadernadoi.
-- A paitara da ra Direita D. ?>3 da
parle do nascente a diiiheiro ou a praso :
a tratar na mesma.
Um bom escravo do servico de cam-
po: no atierro dos a (logados por b.'ixo do
sobrado do liindo Lima.
Uma Ice fen te casa terrea constru.
ila a moderna sita em uma boa ra, da
B avista, com duas grandes sallas, 6 gran-
des qnartos -cozinlia fora poco indepen-
deote e quintal a murado com arvoredos:
a tratr noCoelho com Elias Jos Martina,
da* t horas as 8 da ramulla e a tarde das,
3 as (>.
-- Ou troca-sa por negras ou negros',
dois mol- ques e duas negrinhas de idade
de 10 a 12 annos pouco. mais ou menos:
na ra do Queimado- loja D J.
Superiores cor la's de tripe para vio-
lo 1. j. e 3. bordoes de retroz para dita,
primira segunda e lerceira chegarJSs
no ultimo navio de franca por menor
preco que em parle alguma; rap de Lisboa
a 3 rs. a oilava de %uperior qualidade>,-
superiores navalhas de barba com fiadores,
assim como ma'sa pira afi>r as mesmas*,
tudo a preco commodo : na ra larga do
Bozario loja de m desas D. 7.
ESCRAVS FGIDOS.
Fugio do Rio Formoso, um mol-
que de nome Amaro, creoulo de idade
de 14 annos-, com ofcio de sapa'leiro,
muito sevilisado no fallar, e consta que
tem trabalhadoom um lenta por toiro,-
qu.m opegirjeve a ra das Trincheirss
11. 4 quesera recompensado.
- A 8 de Outuhro fugio da leuda de
sapateiro defronte da cadeia o cabra Seve-
nno de 1 8 a ao annos.de idade, sico do
corpo estatura ordinaria ,. com uma si-
ca triz no nariz queso eslende para a face,-
consta que anda por chora meninos pas-
sagem da Magdalena; quem o pegar leva
ao Coronel losdeBirros Falcio ou ap
Commandante Geral do Corpo de Polica ,
que ser gratificado.
- Fugio no ultimo de Dezembro doan-
no p. p. uma negra da costa ja dsa de
nome Catharina, alta, um Unto tulla, que-
brada de ambas as yerilhas quando anda
deta os peilos para Tora ; quem a pegar le-
ve a ra do Arago D. 37 quesera grati-
ficado eenernsamec!?:
MOVIMENTO DO PORTO,
.__,--------------.---------------------------------------
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 10.
ANGOLA ; 35 dias, Brigue Portugus
Governardor Vidal de ao3 Tonel., Cap.
N coluMaria Passalaqua Jnior carga
lastro, consignatario Joio Jos Ribeiro
dos Santos vena arribado a este porto*
. S \HIDOS NO MESMO DI A.
RIO DEJANEIRO; Brigue Nac. Bom
Jezus Cap Joo Rodrigues Amaro,
r'arga varios gneros ; pas-ageiros 19.
BAHA ; Sumaca Nc Eugenia Feliz M.
Manuel Ferreira da Silva em laslro;
passageiro Antonio Alfonso Ribeiro.
ENTRADOS NO DA 11.
RIO DE S FRANCISCO DO SUL ; 3a
dias Brigue Escuna Nac. Cah ca de
110 Tonel. Cap. Joio Alves Madeira>
carga farinha ; ao dito Capit .
S. CATHARINA; a6 dias, Paquete Nac.
Plagonia Commandante o i. T-
ente Joo Alves Carqueja ; passageiros
tres 3.
SAHIDOS NO MESMO DIA
LIVERPOOL : Galera Inglcza Eraelv ,
Cap^J. H. Warille, carga varios gene-
ros.
OBSERVA^OENS.
Deu fundo no Umeiro o Brigue Sardo
Gracioso Fany viudo do Sello em 5a
dias.
No dia 11 fundiou no lameirio o Bg Nac. S. Manoel Augusto vindo de S.
Catharina em 28 das.
Deo a vell t do lameirio no mesmo da a
Galera Inglaza Cecean Rueen vindade
de Montevideo.
Fundiou no kmeirSo no dia 10, a Barca
Dnamarquez Alvine Clara vinda de
Anvers em 70 dias ; fez se de lia
no dia. 11*
VA; 9k lip. U" m. ir. di


Full Text
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