Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06050


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Full Text
A-,
v
Dfc'iS. QtJARTA
f;
C h HBIOS.
..
Novembro 6. >
t I. indi es a8 l>s". St. por 1J000 ced. ..
Lsboa no apipo" loopremio, pormeul. Ni-io
jranca"34o 545 Rs. por fianco
Kio de Janei r apar. .. >
Maedas d6|C4oo i5{f >oo 5 velhas novas \if-,n
4ooo8Jliooa -fio
? Pasos Col u mi na ros '^uca \f-j o
Hilos Meticanos ifi&j* a i|oj)>
- Patacoans Hiasileiros i/jfG8n 1/I7001
, Premios da Letras i>t mes 1 a i| por 100.
C >t>re a p. c diaconlo.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERflESTKS
7^E WOTEMBKO. MRO *4.
I'udu a.ora depande de nos inesraos ; da ncssa "prudencie,
n,ie-co ueigia:' "totitjiiueni como principia*
e erarnos aponiadoa <*>" ediuuco entre a Aacea nuil ol-
|>i octano-cao da Assemblea Geral do Brasil.
.Siri-cieve i ara asn 'oh* a rril reis metisaei pagos adfc>
1U1I > ,m^ Iti> ^isli*. rea ds Crine- \). 3, e na Praea
r 1 riepen,ii,<-ia l>. s7 e ", ci.de sa rewner eorrespoii-
>ji c h U-gu litada*, e *niiuici(>. osii indo t* este gratia
sendo do propriov asiigiianlcs, cvinosassignados.
o
I
-
* *
, Ci/lade da Paraiba e villas de la pretcnr.o .
Cidade do Rio >iWt, et villas dem
C dade da Fortaleza c villas dem .....
. Villa de Goianna .........
Cidade de linda ... ....
. Via de.Sanlo Antao ....'. .....
Dita deGaranliuns e povoaco do Hondo. 1
v Dittas do Cabo Seiifrnaem, Win Formoso, e Parto Calvo
Cidade das A lagoas e Vida de Macei......
Villa de Pajau'de Flores. ... ...
Todoa os correios partero ao meio da.
( Segundas e Seitas fairas.
Todos os dias.
Q.iiutas f'eiras.
Dias 10, c ?4 de cada mea
dem 1 11, e ai ditto dio.
J.lerii ideni. '
dem 17, ditto dilta
. DIAS DA SEMANA. ,
5 Secunda S. Zacariai. Aud. r*o Juii do cn'int de tarde e aeasao da Tboa. P.
h Terca S. Severo B. Hateclo de nanita aud. do J dos Oif. de tarda.
j Ouarta S. FloiencioH Sesso da Tbesotiraria Piovmcial
8 (uinta S Se ve na no M Relaco de manh. ai dieneia do J. do* orfi.sde Urde.
9 Sexta S; Tiieoiloro M. Sessa da Thrsoararia Pcli e aud. do Juiz do Civel le tarda.
ming as 11 Tiaras e 6V roin. da taide.
10 Sabbado fjejom S. Andre Avelino. llelaco da raanha, e aud. do V. G. da larda.
11 Domingo Patrocinio de Si. S. 1
\ o i- Mar cheia pra o da j As 8 horas 3o minutos da ruanhi As 8 horas 54 minutos da tarde.
Q.
"PARTE OPFIGIAL.
kio DE JANEIRO.
CMARA DOS DEPUTA DOS.
Ses>a em 3 de S tembro,
. i, <.
Presidencia doSnr. Araujo Viaona.
. Logo que se rene numero legal de de*
putados, he aberta a sessa, lidaeuppro-
vadi a acta da anterior.
t O Senh-ir priraeiro secretario d' conta
do expediento. ,. ,
Ordero do .da.
Primpira parto.
n Entra em discussio o aeguinte artigo de
u/na resoluclo da commis-o de juslica ci
vil aob n. 97 d^sle anno.
Artigo 1, Os c edores, que nos termos
da legislacio em vigor houverem de dis-
putar preferencias apresentara > os arti
gos delta ,ai quince, dias depois de f-
ta a arremat.cio, ou adjudicicio dos
bens, havrndo p<>ra isso por eertdip
dos autos os documentos de que cartce-
**m> .
O Snr. Gomes de Campos combate a re-
solu^j demonstrando as impossibiiidades
que 'IU oQerece eoi sua ex-'cuco
A discus-o Hca addiada pila hora
Continua a disrussao a artigo 4- do pr.jecto, que interpitla al
guifs aitigos d j a. to add ci.snal
Falli sobre a mat.ru 09 Snrs, Pauli-
no, VIoura Vlagalhes, e Coelho.
Hea|K>i A disposico do 1 1 do artigo 10 do
acto addicional oo comprehende as juises
de direito, os qu'e toui juiso privativo,
na conf'.irmidade do artigo.1 4 da cpn-
litoic", que nao fui lefurmoda. Cle-
mente Peir.ra.
V |j I
Segunda parte
Contina a 3. discusslo do ore nenio ;
com as emendas apoiad.is da commissfo ,
e as seguales:
Do Sr. Paclieco para se collorar em
lugar competente no titulo a. da rend ge-
ral : Os adfgidos cirurgies e me
dicos estrangeiros que exercerem suas
profissoes has cidades.do Rio de Janeiro ,
Babia, e Pernamburo pagai annual-
mente lnU rs. as lras capitaes do
lmpe 10 5oU i-a. e tus villas ou povoa
cr* 3 rs .
Mas ca pitaes do Rio de Janeiro Ba
lia e Pernambuco os negociantes que
liverem un, ou mais Caixeiros e-trangei-
ros pngaiS annnalmente 6jU ra., e as
jutras capitaes 3o(J tf. ;
i a O Goerno regulara o modo pi tico
la percepcio d'esla nova imposicio.
Do.Sr.. Veiga Pessoa artig additivo
ira fi-r collocsdo onde convier a Agra-
tificacio do director do arsenal de guerra.,
iio exclue a sido da ua respectiva pa-
tote.
Do Sr. Cirneiro L-ao emenda addi
tivj a-tabella que altera os novos direitos:
a Por carta de desemnargador, e de
naemhro do supremo t ibuna^de j-ustica ,
3o por rento do .vencment annual ,. le
yando-sc em coqta os ovos direitos que
fiverem pago, pelos lugares anteriores.
Salva a redrelo. .
Do Snr. Casado artigo additivo. O
go.verno fica.aulorisado a despender desde
ja com aconstrueco de um farol no por-
to de Jaguaro na provincia das Alagoas,
a quantia de io:oo< U rs.
Do Sor- flmrique de Resende. Sup
prinia-se, oartiRo 17
Do Snr. Torreao, artigo, additivo. O
governo fes autorisado a noraear um dir
tor geral dos correios, dando-lhe a grati-
fiffaoo, ju j^'gar coavenlenie, e a me-
Ihorar os ordenados dos empregados dos
mes.m'-s correios, que precisaren! de su
ment, Grande dependente da approva-
co da assemblea, geral. -
Do Snr Pacneco em sobstituicio a se-
gunda parte di sua eraen.d.i, hnvendo ja
retirado a piimeira. As casas de negocio
nacionaes, ou estrangeiras. que tiverem
tfii^ de um caixtfira esmi{;eiro. pagaro
as capitaes do Rio de Janeiro. B.liia e
.Pernsmhuco, 6-U reis, e as ouhas capi-
taes 3o(J rs.
D> Sor Ponles Visgueiro Artig) ad-
ditivo As disp;>s!C0- eoiiti-udas nos ar
tigos 18, 99 e 3o. sobre a provincia do
i R'ii d- Janeiro, e >uns, Germen. f ti d--
rec^berem ,s, quiitias. qu-.aind f harem
|p.:a p'ehenrhirnerito das snmm< qu Ihe
f'o e,m consignadas nasdiversas le* dos or
camentos anteriores sio app'-icavf i to-
das as mais provincias do irkpero, que
doixaio d* rwvber, e pv venttin hiiiiI i tras nin se npoilo.
tiverem taes coniig-iac5es em todo ou em
parte. .. .
Do Sur Aur-lianiio. Consigne se no
ai ligo ,- obras publicas -a quintia- de
40:001 U rs. para conserto da pnlarn impe
lial da cidade, que esta' arruinado, e pa-
ra o toireo do pavo de S Chnstovo. que
esta arreiado para se levantar de novo,
devebdo e^l8s obras ser feilas pelo gover-
no S a R.
Do Snr. Carneiro te"o. .Tara concert
dos Palacios iroperiaes da quinta da Boa-
Vista, e da cidade, 4 >:oouU rs.
Do Sor, Assis Mascareohas O gover-
no Gcaijutorisado desde ja a elevar o or-
denados dos empregados ciis da maniiha
do Rio de Janeiro,, .de forma que. Gquem
equiparados aos das de mais njiarticVs
de laseoda, nao excedendo, por este mo-
tivo, a quantia total designada, para> as
despesas Do Snr. Peixoio de Aleacsr. No 16
accreseente-e dr-pois da palavra geral --
o seguinte: Gcando desde ja e.llevado a
600U rs o ordenado do administrador
geral do corraio da capital do Ceara'.
Do Snr. Ribeiro Duarte. Ao actual
mons-iib'>r,inspeclor,-da Capaila,, com au-
gmento de gratiGcaca aooU rs.
Do Snr. Poples Visgueiro. ,|A emenda
do Snr, depudo Alencar, qusoto ao
. ,.,.? a
administrador gfral do correio d<> Cea
ra, .elevando-o aeu ordenado a 600U reis
annues, he extensiva ao da provincia das
Atag.oas.
Do Snr Encarnarlo Ao artigo 3t
Em vexda quantia d^ 58o:ootU diga se
- 66o:oooU rs. e aceresceote-se a tabella
a par.cella segbinte A' provincia de Vla-
ranho 8o:ooU rs. v /
Ao 3. do,artigo 3. -- Aonde se diz --
com as telacSes areiesceote se :' inclu
iodo ordenado de 35oU dos feilos da fasenda a s"berania naco
nal.vie solicitador das !jnstie-s da ni cao
do Maranhio \'5:o{]66j.
Do Snr* Clemente Perraira. v$ 16. Com
a condoecn, sustento, e vestuario de pre-
sos pobres, Gcando a Sinla castda nmwri-
cordi deaonerada da preat?cio men-
sal* com que contribue pir* suste'n'o dos
mesm. S pobres, desde ja' it'oooU -eS.
Dos Sois Miria do Amaral, e Viana
Todos os aitigos cvmprcliendidoi as h-is
do-orcami-nto. r|*c; di p- rmapentf s, s<-jso elremadr>s do proj c-
lo que se disrute, para serem discutidos em
i. discuti em lei separada, ind pe..dert
le da discossio.
Eolra piimena ente em discussio esta
ultima emenda npjiuda, emo queslo de
ord-ro-
F>lla clidii Coi-lln P^checn H nrique d
Ronde Mira d- Ami-al, Clem*nt-
Pnrf'naH n Calmo*; e, dan- o se-a mrt'-ri^
pv.r <>i-c tida a em ndi he posfi a voto
e reg it.da. l
Continu a dispgssio obie ooicamento
e midas cM.11d.11i '
Sao apoiadas difirenos emendas, e mi
T ra Magalhies vrrebipo d> Baha, V< igs
i'esioa Catmon, Vianna
O Snr. A r obispo em seu discurso-cha-
mim a attr-ncio do gnverno si>bre .1 neces
sida le que lia.de haver no l'ai um novo
administrador ,'e bem ssm -de se lomar
orna medida diGnitiva sbreos presos que
existen e tomario parte nos acontec
meiitos d'atjueUa provincia ,- laslimanb
com ludo a sorte de muitos indios; que
si-ro duvida- foiio Iludidos, e que de
urna embaracao em que se scho Joo pr
sos se d-rtavo lodos os dias ao mar 3 :
e quatro. 1
O discurjodoilluslre diputado foiou-
vido com bastante attencio e leve mui-
tos apoiados'
O Sr. Calmoo combatrtndo algum.s d s
emetid.>s da commissao lembra a necessi-
dade que ba de consignar a quantia de
5>.oobsoeo rs. para a S'a imperatriz
viuva ,. cuja dotacio foi aprovada este, an-
no .efalla igualmente sobre os suprimen-
tos que se deven fazer s provinciss. '
O.Sr. Vianna susti-nla as. emendas da
commissao, e respondas observ. fes do
Sr. ministro da fazenda. A discussio G
ca isddiada pela hora. .... 1
,0 Sr,i. secrelar(io parlacipa que^ai
oficiar ao goverao pin m aajser o lofar
hora em que dever ser recebida no da
sele a deputacio d'esta cmara. *
O Sur. Pi estlenle d para orden do
dia a contiiiuaca da mesma malaria.
Levanta a sessa5 depois das duas horas
da tarde. >
. pernambuco.
1 : a
thezorarta da provincia-
-' \.- 1
Expediente do dia 5 da Novembro da
18J8.
. -
OIHco Ao Commandanle das Armas
communicando Ihe a Gm de expedir a a
-uas ord-iis qua ao ('apilso do
4." Carpo d'^A tilliena de Psic0 Sergio
Tertuliano Ci't*-ll 1 B.ranc.i tcm dedisciin-
Nr'se mensilmenli pe- 5 paite de seu
suido I aos res imp Mlancia ie s.'ld" que p U Cuite se Ihe adiaiituo ;
e que fwido estediscoi-to dn've se pn eder
a buril i'u'r-1 de or< res tambem. mei.saes,
qUttd'Vf (iu ar .it S Uli'l 1 u. I- ni
Dno n iusperi r d< Th-z uraria
do Maranh 1 t*nimoo lite 'p:-r ena do
upri acnt'v Piovimia do Para' li mi
L-Ira d.'857^,4'-s.
Dito Ao >iliq eaviind > Ihe na c >n for-
ro 1 dad do 1 rano .cini m .15 hums Le-
lia d 3 2 is '
I) tu Ao Contador desta Tli-sou-
raria. p.u rip.indo !be a ao/.r-ii|s^so
C ncdidtpor Port^'ia Imp^-i.l de 8 de
Outubio ulflio ,aJo qinm Jose> valh'i no lug>r de Clin rio da. Alf nd.gi
dista Cidade cum O unlen. di, qu> Un-
comp'l>r ni fo>nvi d, Ri-gul minio de
i4 Ib- Juiho de i836
Dil> AjVohI d'ii da Cnld^ i Pro-
vine I lernellenrlo Ihe para su< "Uleligen-
Cia ,i- ciimpri'i.ento rm parte que Ihe to-
ca 4 exemplares do Uegulasneuto, qu
em virtud^ dosarts 5 e a6 da Le,j Pro
ni.ci I n 9; de lo de Junho de i63 ,
est-ib lecem Bu reirs lias puntes dos Car-
v.illlus e Magdalena. '"
Dil Ao Administrador da Mesa do *
Onsul lo declarando Hie qua do Fumo
e r.i > do Tr.bcu manuf ctu-ailo lie qu-
se deve anecadar o Disimo na expoita-
co
Dito Aoditop- a din'-rmea do agio da p:tica entre os
pat ic. 1 os a a moeda miuda. .
Portara Nomeando a>- Lua Cela no
Ferreia Chaves para Culbclor do Munici-
pio d" B mito.
Poilaria -r Mriidanrio, o Thesou-riro
das R. nd-is Geiat-'s saptisf ser depois de
exim nad i: a respectiva conta e documen-
tos n-qu'S'cao de PreJeito da Coftjtica
Ant 5 entregando a qumtia de
rs. a Joao Francne<> te Ar.'ujo ;
de S
4,96
impurlanciadespHajdida.al l5 de JuUiodo
coneivle anno com o sustento dos presa
p. b ea de Justic* da m snu Comarca.
1 Dila -Mandando o Tbesouireiro dos
O denados ptgar a Jo Francisco da A-
raujo4 ChIUeior dq Mqmcipi da Sat^-
AuU 98|^o rtii# impoiuoc da 6 tb-


DIARIO
DE PRHlt.UinUGOi
f
. i. nf i u ii
les da despesa fefta pelo Prefeito' da mes-
m Comaic.i coa) o transporte de 1>
rrtores e recrut Cavatgadoras, ;il 17 de M.iu do crrante
anuo.

DIVERSAS REPARTIC.OEJN'S.
ALFaNDEGA DAS FA/.ENDiS.
A IWra Fiancea Alie, viuda doHi
vre de Graca en'rada im 5 do curenle
Capil" o Sava y, consignada a Angelo Fran
cisco Carneiro *
Manifestou o seguinle.
98 Vnlumes rom dueis.s lasen das 3
eaixas coro dmgis 1 dita cjoi agoa mi-
neral 5o b tricas com m nteiga i5o
cestos com tmho engarrafado 5o caixas
com vinho dalo 1 barril ora dito, 1000
cestos com bit11 s 84 ciixaj com quei-
jos '>5 ditas com cliuoib >, '..o cestas < ora
serveja 1 birril com agurdente.
Fora do Manifest.
45 Voluntes com diversas asendas 5o
cestos com batatas 1 binil com pedra
use.
O Biigue Americano Chave vindode
Boston entrado em 5 do corrente Cipitio
Alien Bang* Jnior consignado a I-os
ter di Companbia.
Manifi stou o seguinte.
107 Barricas com cbnulos a5 caixas
com ditos bum bmiliuho com pesos
mexicanos, 65 bar is com carne a 3 me-
tas birrieas com p.tac banca, 7 5 birri
eas com breu .obairis com agua raj ,
1 barrica com formas para sapateim 4
caixas com ponte* 5 caixas com t foro ,
18 ditas com tinta de escrever (jibirri-
cas com familia i3?4 barricas abatidas,
18 ditas con lampos. .
MEZA DO CONSULADO.
Rendimento da Meza do Consulado des
la Cidade no mez de Outnbro p. p.
COR R fetO.
Disimo do assucar desta
Provincia
Dito doalgodio de dita
Dito do Caf
Dito do fumo
Taxa de 4o rs por saca de
algoda inspectado
Dita de 16 res por caix*
da assi.car dito
'Dita de 4 res por fecho
de dito (tito
Dita de 30 rs. por btrrica
e saca de dito
Diu de 5i' is. por escravo
exportado
Dfconio de 16 por cento
Ceiilo dos O.deiiados*
Diret $ de 7 por cento de
expurlicj
Ditos de a por cei.to de
d la
Ditos de ncora:'em
Ditos depositad s que ex-
cdei do auno
Emolumentos de (Jerlides
Siz* di) 5 pr cento das
timbarcaci's Nacionars
Papel dos i'assapoites Im-
periaes <
Multas por infraccoens do
Regulamento
64",8i4
7;i4t,572
4- *
,04o
i3,5u3
a 55,gao
17,76.
04
a|,J6
l5o,ooo
83 06
O Pstaxo Symparie Brazileira tai pa
ra a Baha no dia la do crrente.
OBRAS PUBLICAS.
No das 1 a t3 e i5 do corrente
mez de Novembro se proed>r a r*
rema tacto do 4 lauco da estrada de Pao
do AM10 desde a valla aue separa a* tinas
dos Engenhos Biume l*oeta at a estrada
denomina-la do Barbalho avahada"-m
Rs 18 835,'7l. Os Licitante*, sio c m-
vidad-s a comparecer comp-tenteo'ote
liahditad is de Fiadores idneos' fin os re
feridos das ao roriodiaa dar os seus lances
na Repa. ticao das Obras Publicas aonde
*.chai ) ptenles em qoalqur (lia >til as
horas do expedient* as rsped v .s Dseri
pcoons Oicanviilos e Condicin' p ra
examinare*].
Inspeccio das Obras Publicas 3 de No-
vembro de 1838.
Moraes Ancora.
PRFETURA.
Parte do da 4 de Novembro de i838.
Ulan, e Exea. Sf. Forio presos hon-
tem a minha ojdem e liverao destino :
Jos- Gomes Tavares Jnior, branco pe-
lo Sub Prefe.to da Freguesia do P.ecife .
por
ser vadio a estar no caso de servir
8 343,374
aa 956.7a 1
ao4 984
3 I9*tj07
90.798
6 68 >
33a,"5o
600
367,074
na Marinha ; Manoel Joaquina e Miguel,
pretos est* escrav -de um Francez pe
la 8'.* patrulba do dislricto de Fora de
orlas o 1.* por supol-o desertor da Es
runa L- bre e o a. por est-r fgido ; Jo-
anoa Antonia india e rsula Mara ,
parda, pelo Sub Prefeito da Fregu'-sia
de S'nto Antonio por estarem profferir
palavras obscenas defronte do Tbealro ;
Vlanoel Franci-co Peixe t-mbem pardo,
e Manoel da Paixa preto pilo mesmo
Sub Prefeito este por ter sido encontrado
em urna esquina em trajos de suspeila e
aquello por ter acoitado pela roeia noite
em um sobrado ni ra do Livramento
pelas escravas das qu es urna se evadi
pelos fundos do roes nao obrado uim
de nome Clara escrava de Izab'-I Maria
do Sacramento foi capturada ; J> iquim
A Ivs de Carvalbo braneo por um sol-
dado do Poliria por contra venci de or-
d.-ns ; Jos Antonio Goncalves, pardo,
por um Cabo do mesmo Corpo por es-
lar ebrio e fasend desordem ; Mari
auno Jote do Espirito Sanio, tamb-m
pardo, e Francisco, preto, estrave de
Francisco Ramos pelo Sub Prefeito da
Fieguesia. da Boa-vista este por ter in-
sultado a um sugeito "aquelle por ser
desertor da Escurra Carioca ; Mmoel Fran-
cisco Joo Fran seo e Manoel Antonio
do Espirito Santo pardos e icom de*
do Espirito Santo creoulo pelo Sub P
Rcndimentos das Piovinciaes.
Dizimo do assucar das Ala-
go"
Dito d > algodo de dita
Dito de dito da Parahiba
Dito de dito do Rio Grao -
de d j Norte
Meza do Consulado de
de NoJbiod 1838.
a7,ia7
1:075 3tio
477,553
17,051
37;090l79
Pernambuco 5
Ja Fn'guesa dos A (Togados, por seiem d-
pessima conducta e estarem as cireuns
tancias de ser n-crutados.
E' oque constadas partas boje recebi-
das n'esta Secreta ra.
Dos Guarde a V. Exc Prefeilur* d^
Comarca do Recifo 4 de Nnventbi* de
1838. I!lm. e Exm. Snr. Fi-ancisco d
Reg Barros Presidente da Provincia.
Francisco A11 taio de S Brrelo, Prefei-
to da Comarca.
rrstreti oDservaneia os Estatutos e faser
qu os L> ules seia respeilados e ga-
rantidos.
Vendo pois que continuio as insolen-
cias observando o progresso dos m tins
qup podem chegar aos ltimos excessos .
lequisilei OJub Pieftito desta Freguesia
uma palmilla que estar netp Mosteiro
rimante os Actos, se V. Exc. me nao or-
denar n contrario
l''ssa repeiicio de desacatos esseespir.-
to ale insob 'rdin eio que or aq ii appa-
resse lio arrogitee ameacadnr me incli-
no a que nao d*-sprese, os boatos qu s"
liSo ;*sS'ialhado de que para alguns Actos
ti*m de vir a esla Academia pes>ms do Re
pife com o designio de cometter atent idos.
* lioiverem RR. 011 reprovac5-s o rju--
ludo siibmelto i consideracio de V. Exc
afim d-ibe dr o vallor que julgar em
>ut obedoria ficando V. F2xc. cerlo. que
aerei semore um a> I so e aclivo executor
de seqs muid idos para man ter rm res
peito e ordein esti* Eslabnlecimento. Prou-
vera D'os quri V. Exc. cercando al-
gum 18 horas t suas diarias ftdigas nessa
Capital se dignasse honrar a Ac deaoia
com a s-a presenca em alguns das de )-
dos .' Este passo seria em meu humildi'
entender mui conveniente e proficuo.
Dt-os Guarde a'V Exc muitos annos
Secretaria da Academia Juridci de Olinda
a de Noveo b.-o de 1U38 Illre. e Hxm
Snr. Francisco do Reg Barros Presiden-
te da Provincia Miguel do Sicramento
Lopes Gama Director interino.
Os Senhwes Douto'es Joao Capistrano
Bmdeira de Mello Febppe Jansen de
Cairo e Albuquerque, e Francisco de
Paula Baplisla queirSo informarme ao
p d'esta do disturbio que houve boje na
Silla grande dos Actos d'esta Academia ,
na occasiio de formsr-se o examinado Jo
o Castao Lisboa e quaes ferio os su-
dores d'is o.
Dos Guarde a VV. SS. muitos annos.
Secretaria da Academia Jurdica de Olin-
da 31 deOutubro de i836. Illms. Snrs.
Doutores JooCapistrano Bandeira de Mel-
lo Felippe Jansen de Castro e Albuquer-
que e Francisco de Paula Baptista. Mi
gu' I do Sacramento Lopes Gama, Dire-
ctor interino.
lllm. Snr. Dr. Depois que o Secre-
tario interino foi partecipar ao Candidato
Joo Casiano Lisboa de que tinba levado
um R eutrou o ra-imo Lisboa coni outros
muitos Ealudaiit>'s em grande alarido, di-
tendo o Bacharel Antonio Bo'ges L-al Cas-
lello Branco que o Candida o nao lo
masse o grao e, npproximando-se a m*a
em que se .icbavo os examinadores pro-
nunciou em alts voses as segumt s p-.li
vras_ Nao delibere se deve, 0.1 nao to-
IHm Snr. Director interino He ver-
dide que houv alando na occasio em
qll<* eiiln.u o Examinado Joan Caetano
Loib >a para tomar o grao de Bachaiel ; e
voset dentro da Salla Grande dt*_ tom*- o
gr.io nao tom g'o m is o estado de
minha saude por causa da doi-m-a.. qu
utualmenle pad co e os'iiiime tu qU(.
me ncompari'hava n- sa eiemio me nao
pe me Ue con o cer qu m as arliiuliva.
Di'6-. Gua a V. .S Olinda a d>- Ou-
tnbro de 1858. I)f. Felippe Jansen de
'iastio Albuqu-'tqu', L. P. da segunda
Cadi iia do 3.* anyo. .
Discurso pronunciado pelo Ilustre diputa-
do o Sr. Nunrs Mu hado dincutiudo-
se o ai ligo a do piojelo de lei que in-
terpreta o acto addieiou!.
(Continuado do N. antecedente.)
O Administrador.
Miguel Aicanjo Monleiro de Andrade.
_ A Paula be a metma da num. 934.
CURSO JURIDIO.
Illm- e Exm. Snr. Continuad os in
sulos nesla Academia, sendo o principal
motor delles o Bacharel a pouens das fir-
mado Antonio Borges Leal Castt-llo Bran
co, o qual parece querer pr mar e des
tinguir-se por caudilho dos mlitis e de-
zordens nesle Es.I- b li cimento No dia
31 do mi z p. p. nao contena com o qui
tinba pralic-'d-i ante vespora segundo ja
partecip-i a V. Exc em ereu officio de 3 >
veio do novo alentar a insubordmaco e
por ludo embirul'io como ver V. Exc
da informacio inciuza dos 'entes, que
examinarioo estu 'ante Joo Caelano Lis
b<>a, e presenciar.* o facto. tito m
compete nem a Aucloridade alguma lo-
mar conheciraeiito da Joslica ou iejusti-
ca com que os, Lentes approvio ou re-
piovio os seus discpulos : mas o que mui-
to me importa he mi oler a orden, por em
mar o gr 1 ; lomeo g'o, e depois *i> |i
bere at bre ouaros m<-ios Hum R. n'esta
Academia nao desconcitua bu* Estudan-
te. Por me ver obrigxd > a desempenbar
meu lugar no roeio de lio grande modm .
nao pude bi*m ver todos que concorreijo
para a assu.da. Pnrem coiili. vi bem o Ea
ldante Felippe .\lves I*- Crvalbo, o qual
cooperou bastanlemente para o mottan
Foro testemunhas scrulaiei o Screlario
lose Miguel de Souza Magalhaes, n 8nr.
' enmandaule do Deslicamenjo Felipp-
15 oiciii Cavalcanli Man I Joiquim da
Purifica' 5o alem de nutras que nao co
nh^ci. He o que lenbo a informar V
S respe! I o
Olinda 31 de Outnbro de |838. Fran
cisco do Paula B.ptista Lente da segn
da Cadeira do 5 armo.
Illm Snr Director. He verd de, que
b uv- alarido na occaxi .0 em qne i nlrou
o Examinado Joo Caetano Loboa para
tomar o g'a) de Bacharel disendo alguna
Estiidatil s que elle tomasse o dito gio,
outros que nao collocado hum grupo
d'ellei contra o cnstume e boa ordem .
10 p da meza, em que o Candidato de-
ver prestar o juramento do estillo e en-
lio com eTeilo o Bacharel Antonio Borges
Le.I Cabello Branco disse as palavras, de
que faz mencao a informacao do Snr. Dr.
Bpiist,
Dos Guarde a V. S. muitos annos
Olinda 3i d- Oulubro de 1838 illm
Snr. Miguel doS.crament Lopes Gama ,
Director interino Dr. Joo Capislrano
B ndeira de Mello L. F. da segunda C.
do'a. anne.
Hum nobre deputado por S Paulo disse
que nao comp ehendia como podando as
a-js^mbleas provincia s ,, crear e suppiir-ir
emprngos nao podi.i mareir-lbes altrt-
buit-s, dar Ibes ngulamentos, &c. Eu
f co huma distinccao Quando os empre*
pos forero creados esupprimidos pelas as-
semblis provinciai-s, no exercicio das at-
Irihuices que Ihes sao concedidas pelos ar-
tigos 10 e 11 do acto addicional eulo
nodeu ellas determinar a nalureza e ;ittri
buices desses emprego?. Mas quando
os empregos posto que provinCiaes boje ,
pela clissificacao do a.'periodo 7 do
ail. 10, todava j estava cenlos antes
do acto addicional e suas attribuc5es e
versad sobre objectos geraes, as assem-
b'as provinciaes no podes mudar sua
natureza e atlribuic'S ; por exemplo, os
empregos de fazenda provincial, cu jo ob -
jecto be lodo provincial ; e no a.* caso,
09 empregos d# ju'liya ; porqu.mlo os ob
jectosa que dizem ie pe to sao todos ge-
ni-s nao comm'ttidos assemblas pio-
vinciaes que nao podem legislar sobre os
cdigos. Nem se diga que essa diviso he
t-ratuita e ideal, porque attendendo-saa ao
acto addicional v seque ella existe, e
nem aclio repugnanci em oue esses em-
pregos sej5 provincia* em sua calhegoria
edenominacio e tenho atlribuicdes pr-
leocenles a objectos geraea ; o presidentes
sao em prega dos geraes mas exercem Um-
bi-m llribuicfs provinciaes.
Argumentou niais o nobre deputado
com o 11 do acto addicional ; mas nao
reparn o m bre deputado que esse he
huma 1 Omeqii' ncia dos ^ anteriores em
virtudp do qmes tendease d crear muitos
empreg.-dos pr'^vinci es Fo'Ca era que '
p-r encesse s assemblas provinciaes O
podei de legislar subie elles e iabi b ceii-
do o m do duinmeaco, MI p-nsao, o
mesmo d-missfio d s re-p divos emp-eg^-
(l.i-i poim is>enio pio\a que p sa
ellas mudar amiureza e atnbuco. a^.-e
po veniuia I- iklt-.5 alguns empregos pm-
vjjicia>-s relativosa ubj^etoa geiaoa.
Outio nobre diputado por S. Paulo,
manif slando inc ioai s .ai Ti a da
nniiBhsio diflse (|ue vot-i^a conl a lie ,
m qumto ;ui lo mu pois exceda os
limites de buma ju-t,. in'ei pr. tucao di-s-
llend. ndo se os a>i c-denli s e consequ- n-
!*. Eu j mostrei que o artigo sj'(onti-
i'ba ne.ses limites p rquanio 'bsu'do que seaguuia da dou ria im
rom raijo, isto be suppor-ie qO< o leg a-
lador quiz destruir com o acto addicional os
principios do govrrno, consagrados na
constiluicao, e s m os qu e* nao pode
dar-se a uniao- I'm tanto, nao he exacta
a opinio do nubrr d.-putado oque quer
a consdli.icao he que o acio addicional
preencha seus fius que sao leiem as
provincias buma por^o do elemento fi de-
ral, lano qu-nito fbr preciso fiara promo-
verero seus melboiamenios locaes e com
pativel com a existencia da uuo, cjm a
qu I n o se quiz acabar.
Continuando o mbre deputado, disse-
nes que murto se aneceiava deque '-
ir; pirlaco que te ia dar ao aclo addicio-
nal fosse mal recebida e prodnzisse
disseris>s as provincias.
P la minha paite > ffirmo ao nobre de-
putado que nao estou possuido desse pa-
vor. Creio que as provimias bao de ac
ceilur a ioterprelaciq, porquan'o lodaa.


DIARIO DE IERNAJHBUCO
!S5
mm
Has e tem mais ou menos resentido com
OS actos absurdos e extravagantes de sms
assemblis ; ajuisando pela miuha pru
vuicia diga que ella esgorja pela, inler-
pretacao do acto ad lici mal lid supira
para que se Xe o seu verdadeiro sentida ,
lia q oer que sejj revogidt a celebre le
d. i i desbiil.
Sr presidente., se o acto addirional
illrgd em algunas de sms partes porque,
enrfiii >u de huma aatoridade incompetente
qu* nao eslava ut irisad i a reformar aili-
g>s que nao I >ta6 julgidos reforma veis ;
se esse acto digo, em algumas das stMS
.pirtes raani l sla f iolico dos ai ligos iji c
seguintes da con>tituicio fui aceit e < be-
decid, eissbemhum templo de icvolu-
cao, como nao sei boje ac-ila a su iu-
lurprelayo fcoie que esse espirito inno-
vador, e nao sei mesmo se desorgtaisa-
d*r est arrefecido e eilmo boje que as
provincias tcm ouhccido que o acto d
lugar a inlelbgencias absurdas e que j.
f vo enfadand > com tantas excessos "a
bu-os ? Nao be de esperar de su ndole
boro senso que ellas resisti a hum icio d
a t sembl i geial, qu- l me a seu b nefi-
cio. El '" seguro de qun a intrpreacao
$er; acceila e com muito p-azer
A,;na pissaiei a responder a algumas
ohi cco'S de b'im Sr deputado por Se uta
Calliarina
|>jvidindo tile di veracidad do prin
cipioon>t>tucional, que d aos jui/.es de
diteito a quahdade de perpetuos dise o
nob e depotado que, se lal principio fosse
verdad-'iro, seguir se-bia que pod ndo
as assembl a pmvinoia s supprimir as co-
marcas vina a bter juizes de direito
tpm comarca.
Respondo ao nobre deputado qua esse
artigo daconstiluicio que garante a perpe-
tuidade dos junes de direito nao foi rtlrr
nudo pelo acto addicional, nem implcita
nem explcitamente; paranlo, foici he
obedecer Ib1: os juiatsi de direito po-
dem peo der eus t-mpregos em virlude de
huma seule.nc \ sem isso eiles sao magis-
trados e coiiservao tod .9 as regalas que
Ibes sao inherentes rouito emooi'a se ex-
tingua a comarca.
A segumta dui la foi que admillidaal
velusio da CommiuSo. nzs se sabia"
quaes sio osempr.gos provinciaes.
llesponde ao nobre deputado que sao
emoregos provinciaes os creados pelo acto
addicional.
3. duvida. Que nao se pode dizer que
os artigos 10.e 11 mard am as attribui'ps das assembleas provinciaes ,
quando pelos artig 5' e i se Ibes
permute outroi actos.
Respondo q ie alero de que essa ex-
cepcao dos anigos 10 e 1 1 firma a regra
nao sei como o nobre deputado te opp
ao artigo.
Fiialmeote, Sr. presidente, voto pelo
artig a* porque elle nao las senio d>-s
truir o absurdo que se se^ue da iutelllgyn
e4 Ijlleral da b*i, e declara o venfeideiro
s'iilid > do bgislulor que nao p ola sel
ulr'o qu combinar o he'm das provincias
Cima existencia da unio.
(I) speitador N. i35 )
TH lv\TRO.
Quinta feira 8 do crrenle ha ver Ex
p-il.cu ocom;ost de R pres'-ut icio J -
eos Malah>res E|iiilibrios, e mea di
trame. Represeutir-se ha a P e outro terreno lie toda enchuto e h>ne
Retado, e promplo para I >go sb eilfiewoi
pro/>iiedades iiidependenle d- outro quI
piei lid) dli > quando plo t-O'ilraiio so
rede com oulios l.-neno* pn .q ellas i.ne-
diaces, eradamacd qu- '* lem aforadu
O lo mem pceo : OS p"-|-inl iil'-s eiit-n
i6*e com o Kscrivavt A naeiua era 11
Cni od na 1111 das Iriiich iras i(oe elu
iiiun d 1 de pnd-res pata f.tr.er liSifra
nrnt is
Qu-m aiinuni'ion >m o Di ri d-
bonieni tt-ra compiar luo red j.,
qiiereiid" hoin que^sl c mj novo e te ai
I) HS Vi'S- p I Ke giamle, e Con! "TJ
J pecas de mulita drijn-se tris da I-
g eja dos Malinos cu d.) lie rotulas
veide
_ Frecisa-..e al'ugar do's aegr^s '|ii
m-t 4o nofit do 1 acto se ex-cutaro
s Siguiles Jigos Malabares: Os p irnos I stjaScapans para carn gw f i/.enda ; qu-111
domados. \s f c>s P.thhijs. O f'ixo
ig'ieos. A garrafa e os pomos. As larangi-
nhas As lant' rnel'is AEassada d >s pissa-
rmh is A rabeci gir.nte Os tres Oipratos volm'-s. O Tridente. O- pratos
eos-spadins O cli\ h a espal a A Impe-
ritl Elgie p Sol pla I^ua Os (1 >re!es an-
gajlai's O a ico, e d ropo Os garfos Tur-
cos As pennas do Pavo. E a grande sor-
11; (bu iminad 1 -- O p-'it > de Ac. Se-
guir se-ha o 1 e 3. actos da Pe;a nmi
lindo todoo E^p rtacnl o com o "Duelo no-
vodoZtbumba. D 1119a do Arime ; sobre
0qu.1l ejecutar o s-Ruintc: a pissa^em
pelo arca. A transmtilacio de vestidos. O
Capi.hi valenl^ O j >go dofcpoiiosdou-
r.idus O manejo"dn .irins O tiro b-m
dad.. A Caxuxa'. O Solo Ioglez jomando
8 pomos. Ea RedeCh ne/.a.
iis tiver Hinuueie tu im orada oudni|i le
1 ea/1 de Solomo Joo Runos, no Folie
do M ti os
_ No da 5 do Correrlo mes furtarao
10 v ou end-m s- duas preoullnbas ,
no01. om 1 1 1 i) unios, eoulia con i\
\ amhrs i-'on m.i-i ipi'S d costura
I lo lo 0 ser c 1 i| lio n rata ; a s Im-
n'-tii n aHigi cii.f rmidule ania,
1 ,i iiinoi co/.inln o d'tri engoma ,
1 abura e td > o mais sermp d liumi
1/ 1.
__ Q 1 m qui/.-r d ir seise nlns mil rea
) vi. necea eo n fir nas a c Hlenlo ou
1.11 by>"i e em 1 s r ivo>, 1111 ncie p.r
-r |rmMia .do.
--- Pfesli Tf 'Og fi fX\s\<- bnm- enttl
>r> S01I1 r vi*noel d* A01 nmi i*er
i-fi, ;.u/.ente .10 S' nhor Jos H 1-
I igu-s V rgiuio moruior na Rk-visIi
ia ra i vir ree I) r.
Q ii 111 nnu ic- u (uerer comprar
orna esc.av de moa i4ade qu>- siba eo-
(inbar coser e eug :inu : dinja-sn a ra
do l.ivraiueoto s brado de 3 andar*
D 10.
_. A pessoa auiiuncinu querer Irocar
'de dentro de bum aimasero hum. par de urna Imagem de S. inlunio que Irnlia de
suspenso) ios com fi velas de prala ; cala vulto palm i e meio com o seu menino:
huma tem dois passarinbos beijindo hum '
ao outro : roga se a quero fo^em offen oi
dos o queia levar a ra da Cruc i). 5i ,
que seri recompensado.
_ Precisase fallar ao Sr M ionio da Silva por atenda B-xiga rasa-
do e 011 D, Mana Jos Coi rea Ama la
Si'va, ou'com sua mulher par negocio
de-eu inter'sse, rripeito a huma pru
ni dub'q.e lbepe:teiice na Cidade do
Vlarinhlo,
avisos Diversos.
geral aciesce que ella serve para mostrar
que se nao pode, por ilJic'S forcidas e
inlelligeiicias absuidis, dar s assemb'is
provinciaes iiiit'as altribincis ni m da
marcadas em os ditos ai ligas.
4 duvida. Que, estab- bren do a rom
mis>o o principio da que nenbuai artig'
de le se deve entender de modo que des
tiuaoulro, O nobre d-putado l"rti mnslra-
ico ; equal paiis
lie pieb-rivel i \ re,p sil be obvia : ni
boa sao bous porquamo sin- di-posices
sao concdiaves e conp 5. duvida Queoi'tigo nao he mera-
mente inteiprel&livo porquanto a com-
nissio violara hum precito de hetmeu u-
tica juiidica distiiiguind > aquillo que a
lei nao distingue.
Tenho a responder ao nobre deputado
que elle confunde o legis'adur com o ex-
eculor. Este certameute ufo p de dislin
guir n-> se pode a(F*star de sin b Ira ;
mas o legislador a qu-m be dado nter-
pielar pude explicar a lei pelo si-U senti
do, dislinguindo aquillo que nao estiver
nas pal 1 vas.
- Aqui cunpinta o n bre deputado que en
faca reparo em huma sua proposicin di/
elle os juizes de direito nio so.encar-
rrgados smenle de futan s geiaes nas
lambero'de provinciaes lo o nobre de-
puiado convindo con a commis ao e d
mitliiid >a difTeienca que illa lem admitti
t\. A C iminissao diz o mesmO que o no-
bre d pulado i>to be (|oe as assembleas
provinciaes nao podem alerar a natute/i
all ibu'cSo do* juises de direito na parle
B que versu lubre eousas geraes; logo ,
_ Francisco Beserra de Vasconcrllos
Awnte da aireekI.ic.-o das Rendas da
Ptevincia das Alagoas, las se ente
quemeonvier, que a sua residencia be no
airro do Recife ra do Torres 1 an-
dar cima do botequim do Sr. Antonio
Lopes.
_ O Senhores Assignantes do Jornal --
raooran 1 que recebera os puroeiros
"umeros podem derigirse ao Escriptorio
de Francisco Sa#>rino Rabillo para rece-
berem dois meses.
_ Precis-sa de huma ama de leite .
sejalivie, ou escrava p-gandose b^m :
na ra do Vigaiio Casa 11. 71 srgunie an-
dar.
__ Que" arir.nncinu precisar de bum
sitio para arrendar nao ssndo muit<> l<>n
ge d^sla Prca, dirija s a ra do Viga rio
no segundo andar do sobrado N. ai nu
na bolira do Sr. Peixoto ou na misma
rui.
_ Precisa se de bum Sacerdote para
ser Capel so de bu Eig-nlio d>st inte dr>-
la l'raca if\ lego). e d-se sufficienle or
denado: qoemsi'acli r nestas cireunstan
cus dirija-se a estrada do Manguin.ho
e ;.a mira de dees p"H5n (juaie defronle
do sobrado d Sr. Braga,
_ Pre'is'-se d hum s..b'ado de bum
inlai ou bum pfim iia andar com luja ,
11 anda m.-smo huma caza terrea de dois
qurl sem 1111 A" negocio: quem os live
oaia allugar aiinucei
_ Qii' m livi-r pa-a alugir algum pn-
loou 1 na paa vend r pa para o mato
e mismo na l'iaca paga ndo-se a venda-
geno, annuncie cu dirjase as 'ei)*ns
p dara I) Ja l'do do 1 a-cnte para
tratar.
J^ Mr. Ki sel leliijoi-irn fianaz n
alieno d 1 B Mvisia lebam prompto <
enneertar qualquer iel gio qu- I lie seja
runflado, p- lo mais cmodo ptifii; 1 II.'
bigi sea restilnii o dinheiio nue tiver
n c bido em pagim'nlo de qu.lquer coi.-
C.rlo que nao lo: b--m exiculad..
0."^ Ai ma se continua a nfonr os
dmis lerienos situados na estiada da Seb-
orocu'e na na da Coibgio na Blici de
Jos Alx-ndie Ribeiro D 5
--- Quem quiser alugir hum luali em
B.birib- para passar aKrsl ', com uito
bom banbi e planta de capim : a fular
com Manuel Joaquim Camcirn I eal na ra
N .va loja de (Jalden-iio
Q-iem quis'-r llu^r pira" pisar
l.'-t. huma casa boa piulad) de novo e
pira grande familia na Cruc de lru2
com pfiju no cilio irqoiolal pore bom,
No dia 1 desle miz de-piieceo procure^ segundo anda da cas da sq'ii
ou fulano po-que eslava cono cad^ad 1
correnle huma canoa do lugar de S. Fran
cisci, que be canoa dn carreiia .porem
bum lano larga, alcatroada de novo,
eum a horda do lado interier pintada d
encarnado, e tenoo na proa huma argola
de'ferio. As pessoas que souherem de tl
como ou a quem for offerecida poi com-
p-a querendo pode entrega-la, ou mandar
avisar e dirigir si ao 1 andar do sobra
do O 60 do atierro da Boavista e ter
disto recompensa.
L Quem quiser compar um escravo
de Naci Sdbi- cosinlnr o diario de urna
casa, e lem principio de llj.ie; mui'o
fiel vende-se por perci/.ao airas da I-
greja dos Marliros caza D. 3o
_ lia mais de d-z meses que *ap reren
huma vaca na campia da caza da P.lvori
do Forno da Cal e at O preaente pasta
nadita campia, e sitios da Floresta ;
Cimo o uiiuuci nte lenlia sorido c-^iiti
i>u-idas ucstiu'tts tanto em airomba
mentes da c-rea como nocapim qu- id.
serviod> de c iisuniH pasto paia 1 dita va-
ca s no, por mais d' bg-meias que tetina f ilu
O i-nnuiicianle e qual f z pub'ieo par
qu- Uiincorm o dono aoind rado lugar da
Floresta no -ino que lem a c. za no h.i.Ih
m> o!da estiada n 6, d udo es ?I1}
naes cem a> p ovas n c :|* ii* se I lie en
tnga). por i'sso qu ixisle se o a en-
corda; li'o Ihe cutiendo risco I u 11 ;
or iju.il quer incidente que po ter. ,
. De ji se sdi-r dos f^r A genahlas
qua-S'ioo Eliidaiil< s que der< m K-i
approvados na Aeadimia loiidic.
_ Na iua da Guia d fuiTIe nipnro
das ratias s biado de dottl andares na
esquina do beco ^ngllna^e >oupM 11
f, f* con lodo o ac io e p' (mptidao pus
_ Wod'a l.odo cor enf *n se ha de ) 38 que o m smo pigaia g nerosamen-
a'rematar em Wtci publica a quem niljleao po-ladur.
di r por venda h ina caza terrea g'la na ra
na di na do Knolaroeiilo qu d. iU
p>ra o prac do Commeicio : aonde tam-
il no se precisa de bum b>n tener, de
quabdadr-s que enlenda de planta, caiitei-
r -s, poda e ludo mais proprio de ura
ci'io.
Mr. Dntocq cabelleiro francesa viza
10 publico que mud m a sua rezidencia pa-
ra o> bsido d'um and ir sito no largo do
S^cramenl" sonde continua a cortar ca-
be-los ef;istudo o r iis concernenle ao
seo mi\ter. Elle se off^recetamb-m as So-
nhoi as para H ir peulear a suas casas, e
ist 1 no ni'imo giHio de Paria.
-- F-Iippe Peri C"laco encina Geo-
metra no Convento do Carino em a salla
dennmi^id 1 Ai.tecoro ; os Senhores que
se nuil"' 'iu instruir nesta ciencia p^detn
irOcoia o no mesroo lugar das oilo huas
at m< io tfia.
Il quem se propor.ha a encioar La
lim e pnmeiras Letras ainda mismo
distan!" lesl 1 praca o S ibo que la
qoiz-r utilizar annuncie a sua morada para
ser procu'ado.
AneiiUo se huma casa grande no
M r.eiiocm gride Quintil e lrotfia
,ivonsd< fruto, fundos para o rio, e
milito I es- i-ru"cssi do depositario ge
rl.
Pr risi se i|e doi h >n mis forros ou
fpim>s qui sabao tiabalhar em miceira;
n^ P daiadi ion do l'sixulo das cinc
l'outis.
S'oibo- 1I1 F.ngenho Serrari> que
nnunrioU p> lo lo nio ach-r se em seo Ku
;. ib. I.o'ii p to que nao qu^i di/er quero
U. seo S 1 bur rend lilil,- huroi cic-tiiz h.ixo di queixoino-
l vad de iium fisli.la e teiulots \- uan
tuil g" C' S dp 11 n>- Joi(e, mea' .*>ougo
pod- remeter ao seo I gilin.o S nhor o IVia-
ioi Mitiwel do rS'.ieinienlo da Cesta Viou-
l-iro n:otadrr na ra da Gloria brado
fl'erecn-sc huma mulher parda de
1 Nova bom costme para ama de. leite ; para qual
pot'iii'doSrrb" Juiz doViveldaa Vara qu-r ca
comquinlal. cacimba, aulla., a alo- I. oder dirija se -. a- .ar d f italeza d.. cm-
5 ou annuncie para ser
eo
vas
, 9 coi redores a pntlas e huma j 1- co pona casa D
ella fc leudo b fundo oreopado ci*i hum i procurado
__Quem quiser romprar 3o ou 6 %
palmos le tTieno silo na ra nova da Ri-
l'oiiio, que com o mismo maletisl e huma
pequen! d-spe/a pede render 6 a 8 mil
reis por ler server.tia para bura b cu lar-
dide para o M .nguinbo, dvfronte mesmo go e a frente 16 por ser muit. p,ra
indi
da ponte d 1 paite da es'.rada que se
*U do \4agu nho para a Igieja dos Af
flielvs, comecand) lugo do fim da caza
nova do seu propii-lano o D's-mbnrgad Tlmnia/. \nlonii) M oiil Monleiio, con
tetado o fundo de caza palmo .-fuiade i%a
tialmus ditos e na rasao de 3ao res cada
bum palmo: advatlindo porem que bum
ponto aho ; tem de a5 a 3o palo os de
frente e de fundo 18 > pjuco mais eu me-
nos.
_ Prrcisa-e de allugar bum prelo bom
csrdina : quero Ivt dirija-se a ra Cruz D. 5-2 no deposito do Rap areia
prcta
_ Na ra do Barrio Urja D. r*, 1ro-
beira ero algumas b'-mf> ilorias e algn
meleri I <'U S''m elle, a tratar com o pro
piielaiio da niesma : na ra ptmla S>r,
riria junio ao lauque d'ign.i ou na ra do
Livranento venda L). ao.
j_ Quem quiser dar svoj 11 premio de
1 porcento o mes por evpi co iii d.u> me-
Mf,. p-gaiidn-se 'og 1 c premia ad lado \
c m s> guranc < em hum estrato '- aunJMn*
pra str procurad .


%
MH
fIIilM nb f 1* M A IIB C%S
K
Quem precisar de ataarde leile ,<'fpar-
' da dirija-jira ra lde. Agoaa verdes D-
cima 36.
-Queta finrtunciou-rjuerpr c'ompr.ir aa
diccionario, can T .-Ir maco ero. frnncez ,
sciid^qBeiraso o diccionario dirija se a
roa nova loja de ferragem D i3
Aroga te un negra ou negro para
vender- fructas : na ra nova D. 5 defron-
t doCardereiro.
Quem qoiser dar 200,000 a premio
com pinhorea de ouro annuncie.
-- Desencatainhoa-ss no da a 'do" cor-
rente um crioulinho de topara 11 anuos,
vestido d camisa branca e calsa de* rsca
'do atol ja rota cujo creoulinho he^ forro ,
' pessoa alguma o tome como captivo e* ap-
' perecendo p'ode levara Yus do Encanta
ment a Rafael Pereira de Barros no
'fundo do polieiro Baptista.
Quem nter ulna ama de leite ca*p-
tivaesem filho annuncie.
- A pessoa que annunciou no diario de
bontem precisar de uro caixeiro portuguez
capaz de tomar corita de 'urna venda por
bataneo diri ja-se a ra da Conceico da
Boa-vista D. 5i.
Queta precisar de mandar conduzir
material para obras em cassambas, ou
rtaandar i-onduzir entulho todo por pre
co'cornrnodo sendo no brrro de Santo
Antonio dirija-se a ra Direita D. 5*4.
-- Precisa sedealugar um escravo para
vender fructas : na ra do Livramento
D.6.
-- O Secretario da" Sociedade Euterpina
visa aos"Srs Socios da mesma que no di
quinta feira 8 do corred te bavei esaSo
extraordinaria.
O leilio de farinli de tri^o annunci-
ado para boje pisr L G. Ferreirt Mansfi-
eld nao ter effeito.
vestidos de cassas e de fri gangas vsarrPir negocio e'por preco mdica : a Ira
a 1 ._ ,- f ii'1 a /faii /* fc*
jas para coletas sedas e-ga>ca para vesti-
dos bicis'de"fil de seda ede liribo es
pelhos ricos e muitos diitros ttbjectos de
canquehSeras e bejoteri'as fra ncezas, no
dia qwarta feira 7 do correle as 10 horas
da nidiin rio seu rmaselo na ra'da Cruz
numero^.
-------------------------------1,_^
'COMPRAS.
'Urna mesa de jan'tar para S a ro pes-
soa s e m par de'snangas'de vaVo lavra
das : inrinncie.
- Um.selim em roeio zo, quemjtiver
annuncie.
VENDAS.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O CE \ K A', e Aearacu, a. Escu,
na Bom Jz'usde Csroaragbe sane m
preter ve I ros ule h dia i5 dd crrante, e
pono* carga mais recebe ; oa 'preTendnall
diriia-pa ajann! Joaqui:2 Prtirc d Ccs
ta na rusdacadea n.
PARAOAS>', eToues, a bem co
nliecida Sumaca Luir.mina Br silt ir, Ca
pilao Arilooio G-rm mo das N'-ves proteo
de sabir com tod* brevidade.; quem na
mesma qoiser carregar ou iiir de pissegem
para o que teta excelletes om modos di
rija-ae aoCipilao ou ao seo proprnlario
L >urenco Jos das Nevea ra da Ouz
u. 3i
' RA OASS
da 1 do coru-nte .
?.h para c*'g e
, segu i^g'-m ale' o
i> B'tg" NCOttl Rj-
pas>g i.us |iar que
.ffeiece -..! i-is ommodoj trat-se no
fjrledn maltoWroia>o propietiriu Fumi-
no Jos F'-lis da noza
PVRvO.'J sRA VH \' s.liir com
luda brerda le qUe for posaivel o bena
coahecid'. Brizne Olinda morado defron
te do trapiche da il nd quiser carregar ou bir de p-issafg.-m diii-
|a-se a casa d vhiva GuiisalveS Feieira
& Filkos na ra da Cruz
LEILAO'.
- E>n asta publica peralte o Juiz de
Direito da turceira Vara do Civel o Bri
gue Portugus Eugenia forrado e plega-
do de cobre r btm aparebado e prompto
a seguir viagpta isto a requisco do Ca-
xa para pagamento do costeio mais
despezas nos dias marcados na le, cons
Unte do publico Edital.
Que preteodem fazer Jobnston Pater
4 Cooipanbia quinta feira 8 do correle
pelas 10 horas do manb de diversas fa
zeildas a variadas entrando Iguns lardos de
coart rda da Madre de Dos.
- Que fazem B. Latserre di Companhia
no dia 7 do c-irreote pelas 10 horas da
manbi na roa da sanulta velba O. 4 de
um porcia de fazenda litapas averiadas ,
airando no camero tida deltas francezas.
Qae fssem Lenoir Besuchet & Pu-
getde lazendas limpas, e averiadas, ata-
ban eWfi< briocav. de corta, chitas ,
GELO a bordo do Rrigue Americano,
estancionado rautto junto a escadinba do
caes da aifandega 'dando s- gratis o trans
poi te aos compr.dores de"4 bbras ( o me-
001 peso) al-urna arroba a tao a libra: de
roba para r.icna a ion ris he franca a
ida e ennd ifSo das 6 horas da manbi as
. m--.da tarde.
'Unia casa terrea'em Oliodana ra
'do jogo da bola: a tratar na roa da Floren
tina casi D. 10. (
Urna ne'griuha de g annos 'de idade ,
e de linda figura : na pracinha do Livra-
ment> D. ag
Treseulos palmos de Ierra corp t>do
fun'do de'rio a ri na pssa'gem da Magda
lena a' um ou mais de um, trra alta e
plana a frente a margem do ro capiba-
ribe e o fundo pira a camboa que dei-
decomas trras da Magdalena, confron-
te o sitio de-Jos Jacinto da Silveira com
bons alagados parase fazerem viveiroscom
ponco casto ; tratar cota O seu proprie
lario que mora no mesmo sitio que fi-
ca enfrente con caes da ponte onde l#m as
r*rnptedades de Joaqu>m de Oliveia ,' di-
vide a nmbM, e confronte o siii, do-ca
joeiro ; as Ierras nao sio foreiras lia prtf
P"'-ij
Urna eicra'va ptima costurara, e
coznheire engomma lito e de bonspaa-
tnmes o que se a Manca pois se dt a
conteni
lar na catabo do Cario D. ao
-- Urna negra crdula sabe fazer ren-
da cozinha e engomrria sofirelm-ntg :
no sobradihho pequeo junto'ao de Arlto-
nioA'naes na rilada praia', adianto da
ribeira.
Um rialejo com seis pesias de* msica
ero muilo bom estado, urna gaita de, folies
os 4 tOtaHHde breviario em boro estado <
vinlio muito bom em ponto pequeo pi ci-
prio para, Senbora 'i calxilhos proprios
para mudesas : as 5 ponas D. 5.
.- Duasta latin'bas urna de" 10 annos e
ontra deis ; dls mulaiinhos um de
Bapnos eoot'ode n(, todos com bo-
das figuras :'no largo do Co-po Santo .
loja d* cabos n 5
Uro moleqoe de idide de i4* 6 an-
s cozinha o 'ano d- urna casa
ensa-
, deis rooleques uniera 13 an-
nos e o outro tem 12 ditos livres de
^bexgas ; in prelo excehVote eozinheiro.
e tambera se da a 'contento ; on dito ma-
guieo para estar em um sitio : passand
sTffreje ds Martirios 00 p iroeiro andar alo
prim-iro sobrada.
(j>a das caldas chegada a pooco
dias de Lisboa e p:r preco cora modo: na
"1"j d<- Antonio da Siiv Gusraio, AS roa
do Qneimado
e> Na ra da alfand ga vi Iba 5. lasas
grandes de fero roado a jo rs e tambores
para moendas anaigas com aguilh-s.
Urna neg'inha de idaiJe de l i annos,
d bonita figura com principio' de costu-
ra e muito gei't'osa p*ra ludo quanto se
Ibe ensimr : 1,1 ra de tlorl.s D. 65.
- Os veidadeiros e gen aillos poz nlebi
liosos e purganli'vos preparados pcir M-t-
noel Lapes boticario chimico da Corte do
Rio de Janeiro : na praca ds Independen-
cia n 'i.
Urna prelada 18 annos de dada, co-
zinha engomma e ludo faz com parlei
cao f e uraescrvade ao annos, cotinha
e lava roupa : no, paleo 'le 5. Pedro sobra-
do de um nndar D 8
Urna negrinbt de ta annos da idade ,
de naci : na rda do Quimdo O 10
- Um prelo de naca muito aadio e
proprio para o servico : oa ra da laran-
geira D 5. ^
-- mi motada de casa de sobrade de
um and r cbios ptodrios, na ra da lab
z IIi velba n 60 : a tratar oA ra de S.
Thereaa t. ir,
r-*" Uro chapeo de Seda fina para baile:
na pracinha do Livramento loja de Mano
el Francisco da Silva.
Urna mulata moca com cria muito
sadia cozinha o diario de urna casa: na
oa doazeite do De'ixe ardutem novo de
socar assucar de Munteiro e Companbia.
Urna casa grande e-boa com bulan-
te ornmodos senii. na prmcipd roa da
casa forte A lugar d quisa ptima
boa, e coro.principio de cqs-r e eng mraar:
na ra das Ffbres D. ta de meio da as
3 boras ,
~ "Unia negrin'ia creoula de dede de 10
a H annos, cozinha o diario .d" unaa ca$a:
na ruado l'adre Floriano D. -
Regras roelhodieis pars se aprender
a escrever os caracteres das |et- as i''gl .
por'ugueza a'dina r,omana f?0,'ca
germnica poe Joaquim Jos Ventara da
Silva professor da escripia e ar|bmetica ,.
cvm 3{ estampes : na praca da Indepen-
dencia n. 39.
--.Uma armario envidrassada de arobo-
ns lados., propria para roiodesas ou leja
de couros em uma das melhores rus des-
la praca : na roa Direita loja de couros D
18 dir onde he. ,
Uma negra-que si be eorinhar, e la-
var roupa ; narua das Trincheiras D. ai
no segando ailar.
"Uns pinhores em obre sendo 110
ot'tavas de ooro e 7^0 e tapias de prsts .
entrando o numero das pecas um m fa-
ca' de ouro do ul imo gnsto: na ra Di-
reita lado de teira D. 34-
Uma prela de idade de ^0 annos,
com uro filho : na ra da Guia casa terrea
numero 8
Tres cepos bons.nafre ntKbt da rame:
na camboa ilo Car roo D. ao <-nde tero um
laio.
Superiores cqr las ,de*ripe para .vio
lio r. 1. e 3. bordes de reros para dito,
prireir segunda e terceira ebegadas
no ultimo navio d franca, .por menor
pre^o que em parte alguma; rap de, Lisboa
a Jo rs. a oitava de superior qualidade ;
superiores navalhas'de bardia com afiadores.
ssim como ma-sa para afiaj- as mesmas ,
ludo a pre'.o coramolo : na roa larga do
Rozario loja de m udesas D 7.
Para foia da provincia um moleque
que rapresenla ao annos bonita figura : na
ra do Livramento D. i5
ESCRAVOS FGIDOS.
-- Fngio no dia 5 do co crava de uotne Catharina necio caca rige ,
de 4 annos de idade com a cabrea 'ja
pintada com uma pinln de cbelos blancos
no alto da c.beca fulla ubqsta com
uns salpicos de carne na testa sgnaes de
sua na^lo leyou uro vestido de icassa ja
'i-ibulada e biela azul ferrete a velba ,
quem a pegar leve a ra da Florentina D.
9 que ser recompensado.
No dia 14 de Vlaib do corrente fu
gio uro preto de* naci gongo muilo co-
ndecido pelo alcnho do macaco foi, es-
cravo de oaquim l'ereira Xavier de Oti-
veira que leve serrraria, na ra da praia e
de pre ente mora na casa forte, ps si'gnaes
sao os seguiotes : biixo seccodo corpo ,
bem feito de pe e peruas lem as mos
pequeas e dedos curtos cara compr.ida
e descarnada tero as macas do rosto altas
olhos grandes e oa flor do rosto e vivos,
testa coroprida, a cabeea mal feita den-
les abertos e algum cois'a a cangulad' s ,
pooca buba, na figura parece m l-que.
porero tero de idade 3 a annos he bom
serrador e tem officio de canoeiro as
costas lem uro bordado, no c >gote e as
doas pazes 5 p. qu-nos talbos sigoaes de
sua ierra tero a falla grossa e algum tan
to be-al lento, algum susto torna-se gago
e a fecla nao saber se explicar levou calsa
e carifisa de stopa on'sts ttf andado no
lo|ar da casa forte m' das'"de Julho do
correle'; quem ti ver noticia deste escravo
pode prende lo e conduzir a^ ua do fa-
gundes 'em casa do Reverendo Joaquim
Gonslves Rodrigues, que reccbei de
gratifieaco jo,000 'res. '
- F.igio no ultimo de Dezem|iro doan-
no p. p. uroa n^-gra da costai ja id >sa de
nome Catharina, alta uro tanto fulla, que
brada de ambas as verllhas (piando anda
deiti ospeitps para f ira ; quero a pegar le-
ve a iuadp Arageo D. J7 boeser bem
recompensado do seu trabai"h'o. ,
No dia a8 do mez passado fiifio uro
negro de nome Franci co de naci ben-
guella olio e chio do coi jjo canallas
finas quando flla gagueija alguma cois;
quero pp^gar leve a ruado crespo lado do
norte f) 5, que sei recompensado
, Fujrio a i5 Jias uroa prela de nome
Mara cjm, >s signaes segun(es : aliara
regular, rosto redondo, olhs aveiroe
Ihados. ventas largas beics grssos,
denles l'mados pe pase m ios pequeas ,
e ero c,ima d umi ^obsraii('.|lh-' lem uroa
marca de costura bastante aroarella de a-
cao congo e representa a5 annos d'! ida
de,; q lena a ..pegar leve a ruada Concicao
da Boa vista ) 27..
m Antonio de naci angola alto a srco
do corpo cor prela semblante alegre',
sern ha-ba re.ro uma das pernas zambas ,
com officio de ferreiro ^ e, carangnigeiro ,
consta que tem trabalbado de servente de
pedreiro no bairro.do Rfcife ; quem o pe.
gar levea cas,a do Major Costa, on na pra_
ca do ^'orpo Santo casa de. Jo#o da C sta
Lima Jnior ou em Serinhsem a sea Sr
o Capitio Joa Baptista Acioli Lins do'
engenho Palma e Goicana ,- que serio ge
neiosaroeple recompensados. \
-- No dia 28 de Outubro p. fugio um
escravo de nome Gonsalo de naci Lo-
anda levou vestido calsa de estoupa ca-
misa de cbila Jizul .dto do corpo ollns
vermelhos ps pequeos e groados lem
Ota pequeo taWni d*bao do olho esquer-
do o andar he alguma evisa miudo-;
quem o pegar lesea fabrica do Fundi ,
que sera* recompensado.
, Fugio um prelo no dia 37 do.p. era*
oi f iiino uo Cear com 10 annos de
id.de, de pome Jo-e, groaso do corpo',
baixo. sero defeitoalgum levou camisa do
estoupa e calsa da,mesma he muilo pro*
nsticoe falla muilo claro; quem o pren-
der leve a seu Sr: Fernande Jos Braguez
ao pi do arco da Conceicio do Recife que
rec ber 3o,000 ris.
Fug o um moleque no dia 7 de Se;
lembro de 18J1 de nome Eeliseo Cota
>s signaes,seguinles : cara grande., belfos
grossos lem os dois joellio metidos pa-
ra dentro porem sern dell'eilo ms penis*,
quando fugio tena pouco mais ou morios'8
ann s, quem o p/ gar leve a ra da Par. por
detrs da ra das Flores que se gratifica-
r gene rosamente
-- No dia 3i du.p p. fugio uma n"gra
creoula esc a va dr- Euzebio Pi lo, de no-
roe Silver a H.nriquela bastante alt." e
beta par rida lev.ndo com sig" uro 6lho .
lie nome Tbem. leo de idade de a annos,
quilquer pessoa (jie delia snuber, ou a pe-
inar leve ao seu Sr. nos a (Togados no so-
brado junto a ponte do lado direilo que
ser bem recompensado ; assim como pro-
testa ha ver das de servico, de qualquer
pessoa que a tiver oceulta.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 5.
HAVRE ; 4^ dias % Barca Fraocez Came-
mt lia. de 3oj) Tonel. Cap. Guilbert .
car^i varios gneros a Lenoir B^sucbet
e Puget ; passageircs 9 trnceles.
bserVacoes
Deu fundo no lameirao a Galera Inglesa
Indu. Capilio Welliara Clark, vinda
de Dundeeeru 4()dias Iraz 74 passa-
geiros, veio "
me n tos
igoa
e
re lesear da
e segu para N >va Holland

man 1-
a.
Pem. A T

Snrs. Redactores.
Confesso-Ihes que havia milito lempo que aborre-
cido, nio ia ao Titea tro publico, mas vendo annun-
ciado no .-en Diario n, uiu urna peca pura Brasilei-
ra, prodcelo de Mr. Gotwet com snus pontinhos
intitulada a Mulalinha Pernambucana, disse pura
mu amigo que s'achava ao p de mim Ora leve o
dmbe o Ierro sanfona vou ao Titea tro na uoote
desaporqu o tal Mr. los ponlinhos deu-uu; no
fraco. A mulalinha -- Vamos a ella, amigo, vamos
a ella que o homem locou-me nas meninas dos meus
olhos. Bravo, me tomn o meu amigo, bravo que
se o liomem te tocn nas meninas dos olhos, a mini
torou-me nas meninas em que eu trago postes os
meus olhos. Ora pois, dissemos nos, seja Dos
louvadoj appareceu oSr. Goutiet que consultan-
do o seu meiilo se disvelou em nos lazer parecer bem
o que nos nao parece mal, e coi boa hora ven ha rom
as Mas mo$ lavada*, e sua hem aparada prima pin-
tar-nos ao natural os incautos das mulalinha.-. Nos-
so dito, nosso feilo *- l lomos dar rom os os-os no
Theatro na nouledeag, e agora vou dier-lltes em
summa o que l s'apresentou, que fui a mu formal
a irais despropositada miscellanea, que creio se
tcm jamis visto nos tablados da mais. muiina aldea.
A arco nao se persebe: dura em quanto a Maricas
( que assim re chama a mulalinha )* faz una visita a
uma certa Bosinha amasia d'urn Inglez esta vem
depois pagar-lhe a visita ecalhechisal-a para seas-
sociar a mitro Inglez: a mulalinha foge de ca/a da
mai e vai para adeRosinha que lhe inspira que
necessario agradar aoshomens; porque islo de re-
putaco, mode>lia, virlude, decencia, e pejo
sio trastes inuteis e en fado ribos. Afranjada a mula-
tiulia coro o seu Inglez, ananja-se logo um far-
tanxo para o Monteiro onde faz um dos bi Ranles
ornamentos um Estudante d'Olinda, caloteiro, va-
dlo peralta, em tiin um diabo. No melhor da sucia
ha grandes desgostos porque a policia d sobre os In-
gleses para os prender por seren ladioes, fabrican-
tes de palaces e cdulas falsas ( aqui rarambolou o
auclor pois nao acliou mais propriedade nos F .
.....paia fase re m d'eslas ? ) mas um resistindo, Ib i
morto, e o outro den um tiro em si : o la rapio do
estudante aproveitando-se do ensejo, atraca-se coin
a Maricas e l vo para Olinda : eis acabado o e-
erno i. acto.
Ora vamos ao rons que se segu, mas espero ser
desculpado em amitos pontos que nao tocarei por
que a este lempo j en eslava com urnas lrliasimas
dores de cabeca como succedeu quasi lodos; e
mesmo porque nao se podem enumerar todos os des-
conchavus da monstruosa peca, que lo grande pe-
ca nos pregou. Em fim, sigamos os passos da mula-
tiuha. Depois da calastrophe do farranxo vemos a
pobre Maricas na pusse do estudante larapio ( el les
que lhe agradeci esse obsequio ) feita armasetn de
pancada, e morta de fume. E'na&ta msera ve I sita-
cao que ella recebe a triste noticia que sua mai Br-
gida morre de paixio, e mesmo ueste -momento
que lhe bale porta um Gallego, caxero do pa-
deiro que vem pedir o dnheiro do pao que ella e o
estudante tem comido e nao tem pago. Maricas nes-
te apuro conla a sua m sorte ao Gallego, e este
compadecewdo-se da pobrezinha ofFerece-sa-lhe pa-
ra a salvar e ser o seu arrimo; e em to boa hora
o lacio todos: a Maricas nao hesitou dase logo
que sim, mesmo porque quera vir ao Recife en-
terrar sua mi. a posse do Gallego que a Mari-
cas pasta pelo fundo de uma agulha -- arro-
bada por da i aquella palta), fouie deiaBo.' Col-
lada da pohre mulatinha que at j va taberna
compiar 4a branca, para se forrar aos sopapos,
mas nao lite vale isse porque a final leva com a pa-
langana telas ventas. Para m.-.ior deagraea da des-
granada entra o patrio pela porta da caza do Galle-
go ( que pelo modo mora no Recife e o p itrio em
O.inda ) e poe ludo na ra porque o gallego o rou-
bra. Que testa pobre Maricas ? Pedir uma tsmo-
la Collada! eu e o publico sofrtdor a vimos men-
digar pelas ras do Recife Eqttem seria a primei-
'H humanidade <|ue a caridni ? ( Qu sceua lio pa-
thelica t as podras doiio chorar.....\
Quem diria que a primeira esmola ll>e serl dada
por aquelle que se achara a poni de a esposar
piando ella por sua sorte mesquinhi prefeiiu as pa-
luscas do Montt iro nos btsco-i (io seu Inu'cz? Queiu
acreditan* que o auligo amaine de Maruas, ja ca-
sado e indo pido Iliaco de sua venturosa (spo.-u en-
contrando a ingrata,, c esta ueuitido-lhe nina e-mn-
la, a propria esposo ( (pie moca de 15o bom geiljo '}
nuil que o marido nSo iastOiOe os olhos da infeliz e
i> z rom que elle lhe metease nas mos um pa-
taco .' A dos minlia Maricas ( lhe diz elle,), e vae-
se a chorar como uma ciiorca, quandosahe da bar-
riga de sua mai. Sigamos ainda os passos de Maricas
-- onde ir ella agora dar com os ossos? Cuitada ; a
miseria quasi nunca enronlra senio a mesma miseria.
A infeliz loi ter ao Beco da Liugola, e hatendo a
uma porla para pedir urna esmola opparece-lhe a
Rosinha (aquella Rositiha auctora dos infortunios da
Marica.'', e da morle da boa mamau Ungida, que
Dos est no Ceo ) que vinlia para lhe dar um Dos
a favo teca, e de repente dando com os olhos em
Mancas que de postes que prazrres .' que alegras!
Maricas eonfa fosmha tedos os trances de sua a-
margurada vida, e o estado a que se va reduzda :
Rosinha tobem erere que depois de morto o sen
Inglez que ella lhe lora a casa e carregra com as
inutilidades que l encontrara -trastes de casa, de
117.0, dnheiro, etc., etc.; e que finalmente cansada
j de viver sugeita s ordeus, vontades e limitadas
orcasies de um homem, abrir linda de hospedes
naquella casa, e que alugava quartos a raparigas que
enfastiadas da tal vida liinil laila all recebo os (um-
prmentos da rapasiada ; e finalmente apparecendo
alli ne.-se instante o decantado Estudante d'Olinda
que depois de expulso do Curso, tinha dado para
meirinho, e gatunar pelas tabernas, ltimamente
tobem se oceupava em inculcar as don/ellas do
collego da Rosinha ; e vendo elle a sua aiitifaier-
va em lia lastimoso oslado acn-.el ha-a ajudado de
Rosinha para que tome aposento naquella santa
casa, porque ella ainda nao linha mos bigodes u
poda lazer sua fortuna, porque nada havia mais
bello e mais deleitoso do que aquella vida vaiiada e
independente. Maricas que ora naturalmente dcil
e amiga de lazer vontades nao sedeixou rogar mul-
to-* disse logo que sim e que conlassem com ella
para o seu servico, mas que antes d'isso o seu vtlho
amante lhe havia de fazer o lavor de ir buscar o seu
bahu que deixara em certa parle, e ao que do me-
lhor grado se prestou o pelutra, mas antes de par-
tir pediu-lhe algum cobre (que estudante tio ras-
gado! ) que era, se hem me l.-mbro para cigarros, e
ti bonanxnirona deu-lho toda a suu fortuna que era
o palaco que lhe tinho dado por esmola. Parlu
pois o estuda.'Ke e voltou na carreira com o bahu que
precipitadamente larga aos ps de Maricas e pe ps
em polvosa por que a po-'iciu lhe Tinha no alcance
para lhe aprehender o bahu que en^errava objoc-
toa loriado. A pobre Maricas diz que o BjIui seu
e islo fui bastante para ser preza; debalde ella in-


(3)
vova o tealemunho c palavra de honra da Fpsinha,
mas intilmente poique esta Coi lu desaliada e
traidora que alto e bom som declaron que Ul mu-
Ida* nunca vira e r.irm con4iercni / Ne*te irtmiento
de dr-'-speracio e colera l^nca-se Maricas lo mar,
. o aloyada que sw'.im fura rtH t-
!,.... \'al>iu-' poja o 4- acto. N*'*'e
." r crin os mfi HdlSt';,: aMtuiras
H h. i'a peca ella te i sido urna prostitua
il)n< i.<, < parece (pie morreu no 4 do (mps em
vetdaMe eu rao acreditaba na moile ) e se isto cer-
lo, okuo que ella acaba Cdin decencia e literoismo r*
Por ma-> queeu quize.ise aliar rom o cesto mo dei
poY elle nem mo df Dees Padre, mas alii que
slava o busilis; ahi r que estiva o ramalhete do
Sr. Gonnet. O 5. c acto representarse na caza
materna da Maricas, e ella apparece na ama a dor-
mir (entaobem pensava eu, quando me nao per-
suada que ella livesse morrido alegada ) -- acorda
assaralluipada fat oracio e vem para a sata toda
atalantada : apparece a n*. ( a marne Brgida
aquella mesma que j havia morrklo de paixio !,...)
ea boa Maricas conta velhinha que lIvfM uro so-
nho lerrivcl tiualmenie refere m> quanto se
pissara nos actos antecedente1', que fotdo foiumso-
w/ie, fin Km urna gcringnnea J!' A boa mnmSe lou-
va a Dos as boas inclinacoes da filbinba e KMW*
Iba-a para que siga senipre H estrada da lioneslida-
de. ?i>-i.te momento entra Rozinha na caza e 09 dois
Ingler-es que tinho morrido e que por arle do dia-
bo j- estarlo vivos: a velba ai raza a seductora de
Ma filha c faz-lhe por os quartos na na : ueste ins-
tante entra o tal pretendido noivo de Maricas, a-
quelle mestno que a quena esposar qnando ella vi-
?ia honestamente em caa da me ( que bom genio
0 do tal rapas I ) e que casou corr a outra depois
que Maricas sealambasou com o seu Bile, mas ago-
ra, embora ludo isso, como a rapariga e urna rocha
( assim ella nlb sonhasse ) i'm justar eom a
inami Brgida o casamento eom a peqoena, e como
isso j eslava tratado antes do sondo e nao havia im-
pedimentos oasarnm logo, e O que fizerio depois
Dos d que o sabe: mas o que o publico sofredor
foube que Hcou logrado, e que as poucas vergo
nhaS lauto ao Vivo que se passaram em parte do 1
acto, em todo os5, no 3 e 4 se diwe no 5 3
que ludo lora um sonho .' Sonboe ruis qu so
uno parece o arrojo com que este Charlarn aqui es-
t mangando rom o publico e dando-nos iice da
'ai-* retinada inmoralidades
Na peca que examino, Snrs. Redactores, nao b
nina srtiioeao bem disposta e nein se v contraste
algnm das paixdes -- ulna continuada serie Y pa-
1 daras e prostituidles : alti as sedceOes si o 09 me
lliores pedacos da monstruosa p.ca -- ;* .-> chuce* s
succede sempie o segu men lo do rrinie e desmura -
lisacio alli inaliii.nle.--u o vicio, a preslituico e
0 ciime i! que tcm encantos e regalos!
Nao se pode, Sun, Redactores, nao se pode ler
pachorra, para laer a anarjyse do una neta, aonde
ludo monstruoso, e aun b longe de se ver um ras-
go de geneosidode ow rata o s o crime e a devas-
sdSo sio os seus b'ilb-otcs episodios! Al para la-
zer reqnnlar a desmora I sacio e desorden) dramti-
ca, que slo os preceitos que diVingut-m a obra do
tal asedcr de comedUs, appaiert- a mulatiidia ( an-
te de conquistad*..., ) no 1 3 acfo en raM fio sen
Vgaiio a pcdir-He mas nsluras, e topaudo-se
alli com um senbor I*adre, (|B os modos (]oa 1 apar ja como gato Iw'es: rfHeip salir r quem i:
que pretende, e un pUrealheies nil-iruma->r com os
tu amos da mocoila e taz seus entiot pas o rv/.'i-T
(ucif, (j'ier l queia. Marica^ ccn!a-l!i.> a 11.1
historia, islo ? que um rapaa quera carar com ella
e 001 Inglez I he offerecia sua coraco. O Padie dis-
suade-a do casaaneiilo, e desvia-a dos obsequios do
Ingle por ser um lieiep, e que nelle ( Padre J ella
pivtia encontrar arrimo e lorie csleio ... Maldiz, e
(l ao diabo o estallo clerical, e blasfoma contra a
reis-io Cal Indica porque queriq caaar nthusias-
rua-fe com as dcMiirinas irreligiowB de ^oltaiic, e
Bnusseau, e finalmente pouco fallou para nclieva-
Iliar em scena a pobre mulata Kntra o Vigario es-
te momento, que lein lesloiuiiuhado as blasfeouas
e excesso do Padre a quem deseomp5e com os l'-
iontosos termos de malvado, monstro e infajue,
rtMM hIo combate o seu materialismo a so espera <|ue
depois iklle Vigario o delatar ao Em. Sur. BL-po,
que um Prelado de virtudes, llie serio sut-pendidas
as ordens e ro sci que irais. Tambem pouco mais
ou menos, neate ponto a mulatinha proetra se anle
um altar exorando ao Creedor para qnea inspiras-
sea fin de seguir a estrada davivludo; e a islo w-
guiu-se a sua prostituieio Se isto nao f*r bti-
iua offensa aos nossos Dogmas, eo me humilho, mas
parece-me que aqnillo importa o ikcsuio que, fa-
zer-nos persuadir qe ta*s inspiraces nao b, e
que isto de invocaodes una peta.
Tal dem fim a embrulhada da peca intitulada a
!\IulptRlia Pernamhurana, que um impossivel o
circunstancia-la pelo mitido, e que .-- faz acceudei
em justa iudignaclo contra um Cliai lati que vio-
lando loda a ordeno dramtica ros est tazendo paa-
sar por uns monstros desmoralisadoa e barbaros.
Em aboao da verdade, Snrs. Redactores, deve con-
fessar-se que em gral a peca nao foi mal desempe
nhada pelos Cmicos as indecencias e gvosserias
erio dovida ao auclor, que bem pode chamar-te o
Nume da Asneira e (.'barlatan smo.
EaBnossas Aulhoridades quem est incumbida a
Polica, e corrercio 011 reviso das Pecas que se bao
de representar, nio se pejfo que can o seu consen-
so se representen) cousas tfo abluidas, que ns la-
zem passar j>or barbaros, no concedo dos Estrangri-
ros ? Eis aqui porque a parte al eultivada dos Bia-
sileiros, sent, e declama contra o abuso, e desor-
dem do nosso thealro publico, qoe todos grilio
pola Mal reforma, que miiitos nSu tem valor de a-
sUtir a elle; que se alguna vio porque nao sabem
em que ornupur aquellas boras inulais do lempo. E
mtoleravel o ver em scena nma pca carregada de
indecencias, de ofcjectos lascivos, de desorden ap-
provadas e de deudos exaltados: Comedia na qual
s se preza a corrupcio, e se lisongeia o vicio: al-
li finalmente s se ve o qu a educacio e a decentia
procura esconder, v-so que a pureza e a innocen-
cia sao cousas ridiculas, a qae a desenvoltura e des-
orden! sao galas*
Ahi est porque *ees sefazero bem mereci-
das cassoedaa na Platea ; roas aqui dobreraos folba....
I", sao estas, Snrs. Redactoats, sao estas as escolas,
em que o poro- deve aprender o respailo aos *cus so-
beranos, e os (iLhos o que deven a seus Paes ? P-
dem aprender em exeinplo to viciosos o recato aa
caradas e tedas a mulheres a decencia o a modes-
tia? Anteapelo contrario, aprend rao a esquecer-se
da authoridado paterna, e a despresar a regia, qnan-
do o pedir o seu desejo; e seren mentirosos, inso-
lentes, e a consultar somente o proprio capricho no
fogo das paixes.
Os l'.nlrenesfs do mfsmo aucor e que lorio dea*
einpenbados as neutes de ac) io davio urna vas>
tissima multi-ia, mas j:i est cansado o
Seu creado
O Abren.
l'cin. na J J p. de M. I', de /'. Dlovvmbro de bdle.


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