Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06038


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Full Text
.HHP DE 538. TER^A FElLU
CAMBIOS.
Outubro a a.
Londres'a8 Ds. St. por sfooo ced.
j0pWr)o g por oo premio, por metal. Non.
iHM-a 34o '345 Bs. por franco.
Sid'rf JaHer'r'aopar.
odas 'de&Sitto iSflboo as velhas noyas s4^700.
"t'' ^'ffSctf 8|jfioo a t|jfroo
Pesos ColumnVios 1H90 a (#7 >o
nittos'MeVIWWos i|j(6o a i|H)5
Ptacoeds Biasileiros i#6q* i^oo
J'remidsdas Letras pr rae: 1 a re i\i por 100.
Cobre 2 p. c. disconlo.
PARTIDAS DOS CORBEIOS TERRESTES.
'Judo agora depende de n6s mrsnios 1 da nossa prudencia,
modemc'.o e energia: continuemos como principiamos,
a seremos apontados com adrair.rao entre as Nacoes mua cul-
tas.
Proclamaco da Assemblea Gtral do Brasil.
v&F
Cidade da Paraiba e villas de sua pretencSo .'
Cidade do Rio Gran 'e do Norte, e villas dem ... I
"Cdade d Fortaleza e villas dem .' '. 1
Villa de Goahna .'.'. I
Cidade de Qlinda .............
Villa de Santo Anto......... -
Dita de (iarnliuns e Povoaco do Bonito. ....
Ditlas do Cabo Sennhaem, Rio Formoso, e Porto Calvo
Cidade das Magoas, e Villa de'Macei. .' .
Villa d Pajau de'Flores. .......
Todos os corretos partera o mcio dia.
Segundas e Sextas feiras.
Todos os das.
Quintas feiras.
Dias 10, e a4 de cada met.
dem 1 ii, e 11 ditto dido.
dem idem.
dem 17, ditto ditto
Subscreve-se para esta folba a mil reis mensaes paqos adi-
antados nesla Typografia, ru das Cruzes D. 3, e na l'raca
da Independencia D. 37 e -8, onde se recebem correspon-
dencias legalisadas, eannuncios: insirindo e este gratis
sendo dos proprios assignahtes, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA.
M Segunda S. Mara Solme. Aud. do Juit do crime de Urde e sessSo da Tbes. P.
a3 Terca S. Romo B. tieiac de maoh aud. do J. dos Orf. de Urde.
q4 QuarU S. Rafael Arcanjo. Sesso da Thesouraria Provincial
a5 Q .inta S. Crispim e Ciisuiniano M. BelarSo de raanh c audiencia do .1. dos orfios de t.
a'i Seita S. Evaristo P. Sesso daTbesouraria Pub. e aud. do Juiz do Civel de l. Quartj
cresa as 6 horas e 18 snin.'da manh.
a- Sabbado S Elesbio Imp. Belacio de manb, aud. do V. de Urde.
38 Domingo S. Simio e S. Judas App.
Mar cheia para o dia a3 de Outubro.
As 10 horas 54 minutos da manh As 11 horas 18 minutos da Urde.
PARTE OFFICIAL.
I V i
RIO DE JANEIRO.
Ministerio do Imperio.
O Repente interino, era Nome do Im-
perad or o Sur. D. Pedro Sgund, Ha
por bem Prorrogar oovamente a prsenle
Sestio (Ja Assemblea Geral Legislativa al
ao dia treze do mt-z de Outubro prximo
futuro.
Bernardo Pereira de Vasconcellos Mi
nistro e Secretario, de .Citado dos negocios
'da Justica, encarregado interinamente dos
do Imperio, o ten ha assim entendido, e fa-
ca expi-dir as necess.irlas partecipices
Palacio di Rio (1 Janeiro etn desanove de
Setembro d- rail oito ceios e trinta e oi-
to dcimo stimo da Independencia e do
Imperio Pedro de Araujo Lima. Ber-
nardo Pereira de Vasconci-llos.
(Correio olcial de 21 de Setembro).
DECRETO.
O Regente interino et nome do Impe-
rador o Senhor D Pedro Segundo appro- '
vando a proposta do presidente da provin-
cia do Para", pira se prehencliTem as va-
gas nottaih > de Capadores V. 5 de pri
meira Linh'do Exercito ; 111 por be'n
promoveros O'tficiaes designados na inclu-
sa relaco, as'sgnada pelo Ministro e Se
cetario de Gttado do* Negocios da Guerra
S bistiao do R>go Barros da maneira
constante di mesraa relaco.
O Conselho Supremo Militar assim o
tenha entendido, e expca os Despachos
necessarios. Palacio do Rio de Janeiro em
viole oilo de Agosto de mil oito centos e
trintae oito, dcimo stimo da Indepen
dencia e do Imperio Pedro de Aiaujo
Lima. Sebastio do Reg Barros.
Relnco dos OiHciaes promovidos no Ba-
talbio de ( assadores N. 5 de I. linha
do Exercito, por Decreto desta raesraa
data.
Para Tenente Coronel Commandanle
O Tenente'Coronel Francisco Sergio de
OI'\eia.
Para Major. oCapilo Profiri Enio de
Queiroz Carreira.
Para Aj.udanle com o posto de Te-
tiente, o Alferes Francisco Viclorioo Xa-
vier de Brlto.
Para Qartel Mestre. com o posto de
Alfere's, o Sargento Vago-Mestre Elias
Jos Rodrigues.
Para Secretario, no posto de Alferes, o
regundo Sargento Raimundo de Souza
Morino.
Para Cirurgio Ajudante o Ajudante
de Cirurpia Felippe Antonio Ferreira.
Para Capila da 1 Companhia, ocapi-
la Jos Joaquim Romo de Alaieida.
Dito da 2., o CapiU Joio Luiz de
CiroGaiaa.
Dilo da 3. o Tenente Lourenco Jus-
tiniano da Serra Freir.
Dito da Tenente Domingos Igna-
cio de Souza.
Dito da 5., o Tenente Boaventura Fer-
reira lenles.
Dito da 6 o Tenente Bartbolomeu
Ferreira de Goes
Dito da 7 o Tenente Affonso de Al-
buquerque e Mello.
Dita da 8. o Tenente Ernesto Emilia
no de Medeiros.
P. Alferes Jos Joaquim de Moura.
Dito da, o Alferes Francisco Anto-
nio de liveira.
Dilo da J., o Alferes Tbeodoro Mano-
ej Portal
Dito da .\. o Alferes Antonio Jos
C.impello.
Dito da a. o Alferes Domingos Jos
da Cosa Pereira.
Dito da 6. O Alferes Joo Jos Come*
Dito da 7 o Alferes Alberto Jo de
Mello.
Dita 8., o Alferes Autonio Joaquim
Diniz.
Para Alferes da 1., Companhia, o
Alferes Theodoro Pereira de Castro.
Dito da a., o Alferes Jos Joaquim
Nabuco de Araujo.
Dita da 3. o Alferes de Commisso
Raxilio Magno da S Iva.
Dito da .{., o Sargento Ajudante Joio
de Castro Suva.
D to da 5. o Sargento Ajudante Ma-
noel Baptisla de Carvalho.
Dito da t. o Sargento Ajudante Joa-
quim Belfort Gomes-
Dito da 7. o Sargento Vago-mestre
loaquim Jos d Silva Lisboa,
Dito da 8. 01 Cadete Pedro Luiz de
Menezes.
Para Alferes Porta Bandeira, 01 Ca
dele Uylario Maximiano Anlnes Gorjo
Palacio do Rio de Janeiro m iH de
Agosto de i638. Sebastio do Rega
Barros*
(dem 5 do dito )
SENHOR. O Senado nos envia em
Deputacio Augusta Presenca de Vossa
IVlagestade Imperial para sotenisar o ven-
turoso Dia sete de Setembro aniversario
da nossa existencia JNacional. Sete lustros
so tem volvido, desde que o nclito Avu
de Vossa Mageslade Imperial o Senhor
Dom Joo VI flanqueando os portos a
todas as Naces pacificas hevia dado im-
pulsivo principio ao systema liberal ; a sua
viuda ao Brezil marcara huma grande
poca nosannaes da civilisaco pela abol-
cao do jugo colonial.
Fstava por'm reservado ao Magnnimo
Fundador dojmperio o Senhor Dom Pe-
dro I, Auguslo Pal de Vossa Magestade
Imperial dar a emancipaco poltica do
Povo Brazilero no Dia sete de Setembro
de mil oiocenlos e vinte dois Proclamou
as margeos do Ypiranga a Independencia
dos Braieiroj; eoftwU gnnde epo;
deroso pelos seus immensos recursos foi
emancipado passou a ser Naco livre e
dependente ; e oceupou hum lugar dis-
i ocio entre as mais cultas Naces do
Mundo.
O Dia sele de Setembro he e ser sem
pre, hum Dia memoravel, de felizes e
-lorio-as recordaces ; hum Dia solemne
detriumpho, e de publica prosperidade
em todo o Brazil,
Taes sao, Senhor os justos motivos
deregosijo, porque os Brazileiros SeVeu-
nem hoje entre acclaidacSes e "esperan-
cas em'redor do Tronb de Vossa Vlages-
tadeltnperal e porque o Senado nos
envia em D.-putaco a Presepca" Augusta
de Vossa Mageslade Imperial para termos a
honra de exprimir a Voisa Magestad-i Im-
perial Os sentimentos que elle p'arhlha
com toda a Naco no anniversario da sua
Independencia, e para segurar a Vossa
Mageslade Imperi .1 que elle dirige ao
Ente Supremo incessanles e fe vorosos
votos pela cohservacio da Sua prcio-a vi
da e pla prosperidade e estabelidade
do Imperio.
SENHOR. O acto de hum Povo que
sentndo a consciencM das suas forcas e
da sua digoidade sacode o pesado jugo
de huma longa tutela e reassume seus
naturaes direiios, para constiluir-se no
ligar (jii-s- us altos-destinos Ihe assigno
ntre as Nico*s civilisadas : he sem du-
vida hum dos que mais brilhio em sus
faslos e to digno do seu respeito e gra-
tidio queo mesmo Snpr. mo Legislador
e Arbitro dos Imperios nio se dignou
de prescrever, como espacial objecto do
culm de hum Povo celebre para ser Iris
mettida8l ultima posterdde, a memo-
ria do dia venturoso em qUe o seu Braco
Omnipotente o libertuu das mos dos seus
oppressures. Mas entre estas pasmosas vi*
cis*ilude-i que muda a face das Nac>s,
e que muitas vez-s escapio providencia
o os clculos da poltica humana ; qual
he o Povo que pode gloriar-se, como o
Brazil, de huma protecen mais singu-
lar, e de mais copiosas bencios do Co, no
heroico empenho de conquistar seus legti-
mos foros e independencia ? Ao passo que
outros Povos ds> anligo e novo Mundo
aprsenla seus gloriosos tropistas enne-
grecidos de sangue e marcados rom as
calamidades de (suma prdfiosa e encarni-
cada lula ; e que mtiitos ainda errio ,
mal -eguros e vacillantes ao impulso das
paixes inimiga da paz e da verdadeira
hberdade': oBrazI Senhor, nao osten-
ta hoje senio recordaces gratas e puras
de hum'triumpho, tal ve/, sem exemplo na
historia das Ncas. Apenas o Augusto
Pai de-;Vosa Mageslade Imperial o Mag-
nnimo Fudador do Imperio soltou as
margens do Ypiranga o grito sublime da
Independencia a ese mgico sm stai-
rao as cadeias que j nio podio convir ,
sem deshonra, a hum Povo numeroso e
Ilustrado : conlundiro-se nesle magnifi-
co pensamento todos os inteiessea e todas
u rootedoi eo Brazil, de huma t ou-
tra extxemtdade se vio como por en-
canto reunido em torno do Principe im-
mortal que nao era senio ointeiprele dos
seus generosos sentimentos : as mais po-
derosas Naces da Europa curren nio
era sen auxllio para del) 'llar phaanges
inimigas, mas para saudn-lo como stu
igual e solicitar sua mzade : em fim ,
tres lustros apenas tem decorrido e o
Brazil, atravez de mil escolhos e embara-
zos avanca sereno e'msgestoso na brslbi-
le carreira da civillsacao.
"Taes sao Senhor, os prodigio os ef-
feitos dessa poliliea rara e feliz que identi-
fica os Principe* ora os povos: seu Trono,
firmado nos coracas se torna enlo hum
centro rhexpugnavel, donde parte a luz,
o movimeuto e energia que vivifica todas
as partes do Corpo poltico, e triumpha de
todos os obstculos. S esla dilosa alti-
ahea enlse o povo e seu chefe ; s esta u-
nidado de crencas e de sentimentos q\i
constiiu-' a vida das Naces sera' capaz
de consolidar esla grande obra e reali-
sar essa immensa e definida prespecliva,
de g-andi sa e de gloria que a natur<*sa tem
assignalado ao nosso abencoado Paiz.
He com este espirito, Senhor, que t
Cmara dos Deputados nos encar-rga de
virexp'imir respeitosamente anteo Thro-
no de Vossa Magestade Imperial o inti-
mo jubilo de que ella se acha possuida
nesle dia faustsimo e sempre memora-
vel. Fiel a sua alta roissio, e aos seus sa-
grados juramentos, a C mira dos Depu-
tados forma os mais adentes votos pela
estabelidade do Thrno Conslilucional co
roo do mais firme enhor da lindependencia
da uniio e di prosperidade Nacional E
estes votos, Senhor, ainda se torna ma-
is fervoroso, ao contemplar sentado nes-
te Augusto Throno hum Joven M.iti.relia,
D licias da Naca >, e OI)jecto ds suas mais
charas esperancas. Possa o seu R in dj,
afuyentando para sempre de no-sis praias
o feri demagogismo, desempenhar fns o
confiamos) todas a condic-s de huma
Monarchia independente, respeilada li-
vre e fiz .' Aquelle Dc-os, qu vela inecn-
santemenle sobre os deslios d.' Brasil, o
que lem na sui mo os coraces dos
Reis, queira escutai propicio estes voios
de. hum Povo fiel, que olha a Relsgiiode
seus Pais e o Thiono dos seus Mouar-
chas, como os dous principies clmenlos,
e as maisjsolidas baes da sua existeis.cia po-
litica.
Romualdo, Arcebispo da Babia.
(dem de 12 do mesmo).
PERNAMBCO
DIVERSAS REPART1C0ENS.
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
EDITA L.
Peranteo Inspector da Alfandega se had
arrematar em hasta publica ,' por conia
d ipwm nerlenwrtra as BJ^^''',, "


2
DIARIO Dl PERK'UIBCO.
biixo transcriptas no pruzo de 5 dis ,
conl adp* desta dacta.
Alfandega 20 de Oulob'o de 1838.
O Inspector interino.
Jacome Gerardo Mara Lumachi de Mi lio.
ArnmemN0 i. i53 Dtuias decoli-
rinhos 26 ditas ditas Dito N 4- 9^ Bues de graxa j
qutrtola* Iguma-i vazias i b-rrica com
gesso i dita arruinada 4 ditas com pi-
ladlas de ferro.
Dito N. 6. io Barricas com tinta ar-
ruinada i 3 ditas com latas vasias i dita
latas com graxa a variada 2 laxas de Ferro ,
a barrios com er arruinado, 9 ditas com
tint-em p dito, 1 dita vasia c miqui-
na de madeira 1 meia pipa quase vazia ,
3 bancas latas vasias 1 barril vasio ,
i gigo comalguma louc, 1 d lo dito 6
quarlolas algumas vasias 2 barra um va-
stos, e ou'ro cli'-io 1 ancoris com al-
gum vinagre 1 barril vasio 55 esleirs
algumas averiadas 6 quarlollas vazias ,
1 barril com azeit as I pipa vasia 3
raixis com castrabas 1 birril om pouco
vinho.
Dito N.* 8. 1 C.iixocom chapeos ava-
dados.
MEZA DO CONSULADO.
A Paula be a mesma de num. aaj.
CORREIO.
O Patsxo Inglez Alert recebe as malas
para Rio de Janeiro e Babia boje 2 3 ao
meiodia.
Existe nesla Adminstraco as cartas se-
guras para os Sfrs. : Antonio Francisco
da Cosa Fr. Francisco Sacramento Bra-
vner. Fr. Culos de S. Josa e Paulo Jo-
le Pereira Smoens.
ARSENAL DE GUERRA.
O Arsenal de Guerra compra em pircio
mantas de lan C3iihecidos cobertores de pa-
pas, e esleirs de Angula ; quem as tivcr
diiija-se ao rnesmo Arsenal.
Arsenal de Guerra 22 de Outubro de
i838.
Jos Carlas Teixeira.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Nos dias 24 6. e 29 d o correle mez
se pora em praca o concert da casa da Re-
lacio avahada em Rs 2:614^10.^ O Li-
citantes sao convidados a comparecei5 com-
petentemente habilitados de fiadores ido
neos em os mencionados das ao meio dia
a daros seus lances na R<-partic6 das O-
bras Publicas a onde est patente o res-
pectivo orcaroento para ser examinado pe
los pertendentes em qualquer dia til as
horas do expediente.
Moraes Ancora.
PREFEITURA.
Parte do dia 21 de Outubro de 1838.
^^*f.>T*^ig^f^p^e^|ajT'Ta^4^M]MB^J^^i^pq|j|^efl|ii^iQ
11*1 !
Illm. e Exm. Sr. Foao presos bon-
tsm a miiiln ordem e tiverao destino :
Jos Valentim de Santa Auna semibrau-
co pelo Sub Pi-efeito da Fregucsia de
Santo Antonio por ser vagabundo j'f'ian-
c-cj Antonio pardo, e .Mu el Fran-
cisco, braneo pela \ patiulha da dis-
tiicto das 5 P.ntas por terem sido en
centrados as tu hitas da noite insultando
timas mulberes a Manoel, pr t), cscra-
vo de Martinho da Costa polo Sub Pre
jeito da Fieguesia de S. Pedro Alariyr de
Olinda por suspeila.
E' oque consta das partes boje recebi-
das n'esia Secretaria. .
eos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife 21 de Outub o de
83i>, lllm. e Exm. Snr Francisco de
"Paula Cavalcanti de Albuquerque Vice-
presidente da Provincia. Fiaasco Au-
laoo de S Brrelo, Prefeito da Comarca.
Paite do dia 22.
Illm. e Exm. Snr. Das p,rt,es boje
recebidi nesta Secretaria consta sorotule
qus foro presos Hontem a minha ordem
Joio Pereira Uias braneo pelo Sub-P.
da Fregu.'sia do fltaife par ebrio; e
Maticos preto escravu de Barbara Joa-
quina da Rocha p,.|o Sul) P efeilo di
Fiegu'.'sia das A(Fu'ldos par estar futi-
do.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura
da Comarca do Recife 2a de Outubro de
1838, &c.
CMARA MUNICIPAL DA C1DADE
DO RECLE.
seja o fundamento desta tmputacio "f 1
mente se (he respoiid-e observando 15,-, -
ligiosamente como he devido a Ub*'
Res
5 Sessfi3 ordinaria de 27 de
de 1858.
Setembro
Presidencia do S.-nhor Barros.
ComparecerSo os Snrs Vinnna Siuza,
Snmpaio, Oliveira e Pes-oa ; fallando
com causa os mais Saibores.
-berta a Sesso e lida a Acta da ante
ceden te foi approvada por estar conforme.
O Secretario dando contado expedien-
te mencionan um officio do Exm Vice-
Prczidente da Provincia remetiendo 6
laminas de puz vaccinieo 'para 'serena re-
mettidas a (Jamara Municipal da Cdade
das Alagoss por assim ter requisilado es-
ta Cmara em olticio de \ do correnle.
A Cmara resolveo que se clichsse a
Cmara d 1 Cidade das Alagois remelteudo
se as (j laminas de puz vaccinieo.
Outro do Prefeito desta Comarca par-
tecipandu ter xpedido ordena aos Snbs-
Pri'feitos .das Fr^guesiis de Jaboalao, e
S. L )Uretico da Malla para prestarem
todo auxilio que lli-s lor pedido pjlo ar-
rematante das Aferiyoens, dos pesos e me-
didas de*le Municipio no aclo desitas fiiii-
coeiis com fora requiaitado por esta Cu-
mar em officio de %\ do correte e que
quanto a Fn guesia da Gloria nada poda
dispor por ser ella pe incaute a Comarca
de Sinto Anlo.
A Cmara ficon inteiradi e resolveo que
se officiasse o Prefeito de S. Anta pa-
dimlo a mesma providencia a esse respeiio
Canlinuaio as arremalac cus.
Despacha ro-se algums requer meatos.
E por ser dada a hora levantou-se a Ses
sao e mandaro fser a prezente em qu*
assignaro. Eu Francisco Antonio Ribel-
lo dri Carvalho Secretario interino a es-
crevi. Barros, Pfo Presidenta. Vian-
na, Souz Sampaio Oliveira e Pes-
soa.
Es conforme.
O Secretario uterino.
Francisco Anlanio-Ribella deCarvalho.
lade Divina cujo testemunho invoc*aoj'
todas as promessas feilas em seu santo Na*
me. Dest'arte pondo em Dos toda v0s$*
confianca s vossas mesma dreisoens m"
_r_________..___L._:__.1.___
DISCURSO.
Pronunciado pelo lllm. Snr. D ulor Ma-
noel Mendes da Cunha e Azevedo Jtnz
de Direito da 2.* Vara do Crime na a-
hartura do Ti 1 bu nal do Jury em 27 de
Agosto p. p. -
Redusindo tods as .vantagrn da vida
civil ao seu verd.deiro p >nto de vista ,
ninguem as encontruia seno aonde o
sabio Atithor do Espirito das Ll desco-
brio a exccllencid das virtud -s que des
ir 'uirfp d entre os povos antig >s os ha-
bitantes da Grecia e. de Roma. ** Nada
pode d r miisfo.ci as l-'is diz Montes-
quiu, que a sub rdinaco{extrema das
Cididio aos M tgitrados. A grande de-
fTi nca que L < urgo poz entre a Lace
demonia eas outras Celades da Grecia
consiste em ter conseguido que os O-
d 1 daos ali obi'd.ccsseni s luis ,, O povo
Romano, c nlimao phdosopho linlii
probidade, e esta probidade leve tanta
forca, que o Legislador nao tinln neces-
sidade t senao de Ihe mostrar o bjm pira
o faser seguir : pareca qu^ ^ni lugar de
leis baslava dar-lhe consellios.
Os serulos, que absolverao milhares de
teslern 11 nh.is d su passadi grandeza ,
parece que se renovo sorr.enle para at
lisiar este universal e prodigioso elemen-
to da fflicidade dos povo* Tal foi Sins
a c. mili -ti do povo ]o:n ni na mtis glo-
riosa dn epoihas que elernisaio com o
seu nome as -uas virludes e os seus lie
roes. Tal he tarob m a que boj* vos pres-
creve sob o mais sagrado juramento o
simultaneo dever de Chutolico e Cida
dio. l- Hiver-me com fratiqupsa e verda-
de t leudo diante dos odos Dos e a
lei. ,, Eis a norma que pode-se
com rsfo definir hum compedio de
t'dts as v. rdad^s m-iraes a l>i suprema
di ho.-nein > hom n difinido na parte
mais nobre de seu ser.
Eucarreg.di dep"diinte de vossosolhos rao a prova excluzva da necessidade po|j
lodosos preceilosque encerra este solem- tica da instituica do Jury.
oe mandado, eu eslou anda mus pirsu \ As leispenaes substituindo os calamiio.
adido dos vossos leaes sentimenlos na par- zis e-itosdi vinginca fodif4il,|
le que lano inleressa nossa honra e e consagradas pela experiencia de todos oi
zelopelo amor do bera publico. seculos s ellas encerro o. segre |0 Subditos da lei chamados p^li lei para conservacio e duncodos estados: 0 de.
desagravar as lei eis em resumo todos preso de sua applicacao pondo liona pou.
os predicados e oficios do Julgidor. Es- co de parle a va illaco de todos osdireitoj
tas verdades Snrs., revela igualmente a i e garantas publicas, que se Iba deie
i'xcllenci do seu ministerio gravi I'de
e extenco de seus deveres. O officio do
Juiz he hum continuo infatigaveL e au-
g isto dever. S o Cidadao te u direitos:
he para-defende-l s he finalmente para
suslenl-ios, qu a lei nos mpd* a rigo-
rosa ubrigacao de punir aquelles que os
violo e abandonando vossa c mon-ncia
a apreciacio das factoi empenha sobrewn-
neira a vossa repntaclo e honra, rapan-
do vo hum devr qus se nao cumprecom
i simples vonlida de faser juslici Ha
fora deduvida que ainda quando seguros
da pii'esa d^ nossj zello rectidio d-s
nossas intencoens esta confimea legitima
b-m que fundida em solidas rasoens, nos
oculte umitas vcz"S a fraqu-za de nossas
Iuas o desvio d nosa espirito, e o erro
de hum primeiro juiso ; e se stoajun-
tar-muso perigoso atract'vo do amor pro-
prio que sabe fu ii.nenie tirar in la do
mais criminoso pjnsnnento motivos para o
justificar aos n usos proprios olivas que
dilficulladesentaS a vencer E o qu he
mais que de injurias p ra vos e de pe
rigos para todos sa nao fossem corajosa-
mente excedidas no interesse da juslica !
Semelliante ao Piloto que c denla o ru-
mo e meneia o pao sem perder de vista
hum instante os meteoros que ybraso o
firmamento cumpre antes de proferir as
vossas deciso s premunirvos cuidtdos*-
111 en te contra a influencia que pode so-
bre ellas exercitar o favor os preconcei-
tos a divers dade de condicoens e ou-
tras numeras cauzas, que com quanlo nao
sejo muito frequentes em nos so esp-rita,
nao sao por iss > de menos importancia em
nossas deliberarles. Se ha arle de bemeo-
nhecer os homens, aonde a acitara aquelle,
q a nao piocura no carcter e na influencia
das paixoens t Nem lodos os que conhe
cem o seu espirito conhecem o seu cora-
cao diz o sabio La Rochefoucauld ,, Hi
Snrs., h movimentos no cumeio que a
fihilosophia hitma'ia anda nao di fin o ; o
coracio lem suis ras5es diz Pascal, que
a mesma rasa nao conhece. _. Ni vos
esq:ueca cm fim de consultar escrupulosa-
ment-o vosio coracm sobre a impr-ssad ,
que houver neile feitu a seductora li'.gm-
gem dos Patronos que multas veses an-
ttincia em lugar de g-nerosas defensoies
da verdde, e da juslica Sophistas p--
rig nos que se desbonrao por hum biixo
trafego desus talentos e immolao sua
amb-c 5 criminosa esa mesma juslici a
que se tem irrevogavelmente consagrado
P"l>s iniis soli-miie juramentos.
Touiai Snrs estas cautelUs eam que as
leis vos supoem na ordem das Julgidores
que a hmnimdide cr-dora d is imis sin
ceras homenagens altamente reclama que
a Itoligio vus ruco acuida em cida um dos
seus piecoitos em cada pagina d- seus li-
vros. O menor descuido em huma
s destas vistas maraes ou antes
modellos de juslica, he huma p-iidn
tanto m lis grave quanto maisocculta s
providencias d. I i canlra a malicia ou
negligencia dos Juises e por essa mesma
1../..1 liu.ua ongem compl-xi de niil.s,
que forera mus quatido menos nellis So
idverle ; e q-iasi sempre ferem de supre-
ts.:. arredai os, Snrs para bim i.>n;j-
de nos p evcMiindo e cj nbtiendo s suis
CaUZa.8. Eu desde ji me congratula com
vos o p r e>t.' uoor les emuutio de vosa
fiifd.nle Relgio, e P.tria l Fura
dcsle plano, us cout-mariamos, em vez
de refulir, o seguinte peiia.ueni de hum
celebre Ecclesiastico Hortugez: Que as sen-
leucis da Jui y s sao bas ui> acuelles
em favor de quera ellas se pronunciad.
Q^laifttav epjr mais eugeohoto y que
stgutr poda dar e multas Veses
lera dado o afrontoso expeclicu|0
d huma reaccio ob tinada debiixo 4,1
defferentes aspectos. Provera D'o-qu3
eu nao posse citar exemplos dista terrj.
vel verdade .' Cedo 011 larde o lem-
po vi nga necssaria mente o ullrag9
das leis, ea indolencia desta sorie cisti-
gadicusta quise s-mpre o sacrifico do
decoro e independa NjcibnaL Se tives-
semos sabido resp-itar as noss*s leis us
eslrangeiros basta, Ni foranos seiu
duvida mais fortes para os puuir do qua
elles para ullrajllt. v '
Oafactos Snrs. Juises ea experiencia
de todos os das confirma que, huma de-
ni / d i indulgencia releva sobre todas as
concideracods no animo dos Jurados. He
a pie lade eu o reronli co, bu.11 dos sen-
tinentos, que iniis hanro a naturesa e
os mesmos acelralos anda podem nteres-
sar a oossi c mpaixao em seu favor ; mas
a Patria ? A Patria tem direito espon-
sibil .1 ule de nossas accoens no cumprt-
m-oto dos deveres que. nos incumbe.' O
infl-xivel Romano immola seu jlho a
salvaco da Republ ea : o Pai iodo se ab-
sorve no Cnsul E Cali quando nao vio
mais Patria para salvar foi-se recolher ao
sepulcro para nao ver mais outra coisa i...
sem duvida porque a juslica he nao ma-
nos qu a piedadehum sent ment de nos-
sa organisaco moral Todos conven) que
a mesma naturesa sollicila pelo amor de
nossos semillante-, que insta pelo respeito
conservaco de suas vidas, e de seus
bois como hum b n Picio da vida; lie
por conscqucncia de simples iotuico qua
ella mesma nos compeli a reprimir aquel
les que atienta contra estes preciosos
bens, que a sah-doria Eterna nos reservou:
nao he j; por tanto hum problema a alli-
anca das leis penaes com o inslincto da be-
neficencia. A beneficencia he hum acto
de juslica; mis hum acto refleclido, a
propr.a aiente soci >l; do contrario nao he a
b 11. ficncia que obra ; raas a fraquesa, so-
bre a qual obra a tenlaco. A bumani-
dade para ser virtuosa diz laentham. de-
ve aprender a calcular ,, Os golpes Snrs.,
coin-que a lei fere os individuos sao o pre^o
do bilsarao cora que cura as enfennda-
pefl da c iinuobo.
As leis criminaes lendem a tudo influ-
em sobre ludo : so' ellas p dem contera
todos as limites di obediencia s-m deffe-
renca de Jerarquas <;u coiiic5 'S : ella*
reprimem esses chaqus dos Poderes, que
balhio a sociedide inteira santifico a
aulhoridadd das leis civig conslraiigendo
os q'decahem das accoes respectivas resi-
gnarem se as senlencas em que foio con-
uVeuinados : ellas dirigen igu lmenle pelos
exempl.s, qua do e imprssaeos, qua
cauzd as opinioens oscostunes que
p ovavelraent.- sicnlicmd j individu did -
de e ao egosmo affontario luds as re-
gias de mord, que Ibes nao dessera aco-
lhimento, esens co : ellas nioguemouze
conlradiser-me) podeai mesma inspuar
no coi cao do b > nem o sentimrnlo de hu-
ramidade por este rigor salutir com que
vinga o Cidado o t mor religioso, coa
qucojulg.i A ordem social em urna pa-
lavra seja quil for a dtversidade dos seus
meios ass.-nla sobre esta bize principal.
Jamis jamis seremos fe izs em
quanto juslica criminal u foro primei-
10 titulo da ^uio dos nossua dueilos, em
quaulu as lea nao derem moral a I -r
ci que Ihe- I 111 no coracio humano e o
habito de as respeitar nao for na sociedi-
de civil o mesma que o sentimento da di-
viudade as assemhl quanto a moral j as leis, apoltica, se-


r
DIARIO DE PERNAMBICO
S5
nao appoiarera nos dogmas do hama Reli-
gio, que d huai fim a nossa existencia ,
hum motivo as nossas virtudes, hura pro-
co aos nossos sacrificios ; em quinto final-
mente os gobernantes eos governados,
nao vendo lora das leis seno esculhos ,
pjssa hama infllivel responsabilidade u-
nir .r todos era hura so interesse.
Justica liberdade _. eis huma vos que
todos 01 ooracss entendem e que to-
dos os coraces respndeos !... Todos
querem serlivres 5 mas todos nio quorem
a Derdade \ .,. Estranlia contradico!
Mas nio he incompivel com senos,
e absurdos da mullida j nem com osed-
culos'do egoismo e da perversidade. Eu
me explico. A liberdade h o go/.o ptci-
fica dos nossos direitos ; nao obstanta al-
guna, que nao ten lo desta venia, ie mais
da qu; hura noci confuza e va;a nio
d sunguiudo a libardale do daspatisn
no desauvolvimmlo e pratici >ids theo-
rias cout^olaose con a libardade dos
hymiios, silvas d'art'lbiria luminarias,
* algu n Te U :u 11 laudamos era rere 1-
te... cuitados.'... Ha incontestivel que
lis no horaeiii huma certa aptidi para se
ac imodar dar a todas as situicas e vi-
Cissitudes do lempo. Mullos porem es-
peculando direitos em toda a parte e de
lodosos modos; mas nao v udo fora de si
seno deveres, explcito a libardade com*
mura pal 1 liberdade delies somante is-
to he a libardide d roubo da blisfe-
mia dalascivu, dS injurias propicio,
de todas as exiravagwicias s propriisde
humi cond ida licenciosa : eeis-aqui como
liberdade germen de todas as virtudes
soc:ae.* lera sido para huns hurai ab trac-
cao ilusoria e pira outros huma rea,id 1-
de funesta. Aqu cabe dizer como Uro/.
fallando respeitoameule de Frank'.in:.
( Uonde vera sua prodigiosa supenorida-
desobie os Polticos de hoja? Franklin
antes de pensar em norm.r os liomens ,
e as leis oceupou-se em reformar-se a si
mesmo : era hum lempo, em que nada an-
da presagiav* seua altos destinos seniio
que devia fazer a os seus semelhantes todo
o bem que Iba fosse possivel, e j'dgou
que pua salisfazer este dever cump i- lite
regulir seus entumes e ennobrecer s-u
carcter. Equmdoos pe ig s do estado
o chamafa a hura vasto tbe.itro elle mu-
dou de siluaco, sera mudar de princi-
pios.'..* Franklin, virtuoso Fran-
klin Ah Eiivargonhem-se todos os li-
bertadores modernos de nuue#o terem sa-
bido imitar As virtudes de Franklin sera
duvid.i nos aponta o camiuho da verda-
deira liberdade ; mas ellas nio resolvem
ludo... S a forca coercitiva das leis ex-
plica o misterio da rede m pea o poltica dos
poves Estas deas nao sao huma digres-
so do assumpto que me propuz ; o ob:
jecto que ellas encerra he o motivo ,
que nqui nos rene : uossa indiferencia ,
nossa desatenco nesla parte lera sido co-
mo o vehculo de lodos os infortunios e
calamidades, com que a Mo de Daos nos
lem to visivelmenie castigado de huma a
oulid extremidad do Imperio... A obser-
vancia das leis critninaes eu nao ce sarei
de repetir he a pedra de toque da liber-
dade Civil....
Sa at aqu nos temos desame idamente
desviado dest#rumo, se os Tribunaes de
Justica por huma condescendencia crimi-
nosa o nao lem invariaveimente seguido,
se o bom povo Brasileiro nao lem lvido
pirlicularmente sobre elle as suis vistas ,
todo* os seos votos, e pelicoas he por
do, combinen as mllenas e seus estilos
que ... eu luida aqu muito a ponderar-
v >s.. mis hmito-uu a repetir o que piu-
co raais ou manos j disse. .. li; por que
amdi h: tura *ns to indiscretos e ahe-
ni ios, qu> idoltirando o ai bino m isci-
rado com m formulis e palavras cuidan
que pira extinguir a tirauuu nao lis pre-
moflais do qua mu I ir d-e tiranno!.. .
triste consolaeo!... insensatos! que
frustas ho elles at hoja colhido, alero
d s encantos da liluzor1.. acordara, os il-
Itil.dos, e declamara embota os liberta-
dles Turca ab cornea decano nos
dquelles, p Cm >s a D.-os por estes.. .
m antes piemos a Daos por todos.. a-
qudis pin q ie se desengauem ; a estes
pira ijua seeonvarti Roado como ri
perau 4td .s do qsw sasub.^so ao ira
no di-lt aoi pois hbjrlir di tirannu
da forca !
Esta verdade fructo da experiencia de
todos os tempos e proferida pelo maior
hornera do sea Seculo nao preciza de outra
luz nem de Aul hondada m ior 1 ella dac-
la do primeiro da da creaco a sabio da
b >ca da. Cicero para se recolher era todos os
coracjes virtuosos! he para sermos li
vres que somos escravos d.i le observa
o l'lnlosopbo do TuCU um na defeza da
Clnnncio Legum idcirco otoes ser-
vi sumos ut bberi esse p assimus
COMMUNICaDO.
Resposta de Orestes ao Pillades do Argos
liiidensa sobre o titulo da A>gos.
Meu caro Pilladas: Senapre novo* mo-
tivos descobre a tua amizade pira lisonjear-
me e nova utilera pira solicitares a mi-
nha correspondencia.
Quizeste saber o meu conceito sobre o
Argos Oliudense j te salisfiz: agora
queres a minba opinio a respeito do titu
lo, i-toho, se foi bamescolhido: forte
ociosidade he a tua m*s eu comprebeu-
do-te bem: direi poi. o qua entendo,
com scendendo com ligo.
Qi-'to quer que sej que rediga o Pa-
peluxo do Argos ; on alludto ao A'-goi cem olhos ou au dos Argonautas :
em ambos os cizos descubro muita analo-
ga e parentesco cora o Illustra Redac-
tor, como vas ver, ep)f Unto Lisiante
penetraci 1 em ter escolhido hura titulo ,
que in limiiri <> da logo huma idi do
que vale e do qua importa.
JNo primeiro cazo, como se diz, a tris-
temente be fama publica nottoriaraenta
sabido (quem tal dira .') qua os Redacto-
res do Argos sao Acadmicos, asab-r:
seis para a sm rediccio; dez para Colla-
lloradores, doze para desprzas e doze
para correctores, islo be, encirregados
da inculcar o bem escrito do Papeluxo e
ou v re ni a opiniio sobre elle por todos
4o; acho huma lal qual. analoga cotb a-
quelles cera olhos ; porque como d'elles
estiva 5o sempre abortos em quanto Oi
outros 5o dormido ; tambero era (loauto
ao (lestes lllu tres Senhores estioa dormir,
cu entretidoa entre turbillies d>* fumicts
de charutos em seus clculos Polticos ou
em Illas Festas Itypballiquas ; os outros
ao esto a copiar retal nos de alguraa his-
torieta pedacos de Tracy d'Holbach ,
&c., on suggerindo alguraa calumnia para
entulbo do tal Papelucbo
Seria para desejar, que a alluzo da vi-
gilancia fosse sincera e tivessa era vista
soment abusos pblicos infraeces de
Lei, e a prudente stira, &.:. em qua a
Naco e a Moral interessassem : enlo ,
o papeluxo nao oimii.i occapar se da cen-
sura do Governo Geral, sem provar Hie
anida hura facto da d/svio, da dos Presi-
dentes das Provincias que nio saba ava-
har maiormenta do Sr. Cimargo, qua
lem por si a corapacti opinio dos lameos
saos, e boa f de Maranho, da dos seus
Lentes, cujo mrito nao pode entender,
coraoj te disse os qmes podera retri-
buir declarando seus U.'tractores timbera
mu ponca cousa; nao se occupiria do Ulna.
Sr, Prefeitoda Coramarca como se a L-ii
o inc imbisse do exame pessoal da corda
dos enforcidos, e nio fosse effeito da as-
tucia tilvez o haver-se quebrado a cor-
da ...! e finalmente respaitnia a qu un
a o se importa dos filustres Redactores do
Argos, se nao para te rir, e rir muito,
ter compaixo d'clUs, e de seus Pais a
pela sensibilid ide de plantarem a intriga
em 01 inda, &c.
J vs, que por isto acho semelhanc,
por tinto bem escolhido o titulo Argos
eal, por outia especie, qua pode ser
julgues inleri'sante e vera a ser:
Que leudo sido o Argos transformido
em Pavi-, Pavoes, e mmto Pav5t,
na parecera ser cora efflo os
taes illuslres Redactores; porque nao
descubro nelles seno Pavonad is 1; e
Ulives teuhas notado, como eu huma
exacta applicacio da Carta delLbek ao seu
\migo Rliedi, qua chegou no Ciraprn-ei-
ro S. ti, que anda aqu de mo em mo,
pedido como remedio o todos o qu*-
rcm ler que parece ter ante os 0II103 cada,
hura dos litustnssimos Redactores do Ar-
gos e como o Carapnceiro corre todo o
Imperio o que uro acontece ao nojento
Argos; ella Irte f o relevaba puden-
da la el ostendam Gentibus medilatem
tuam que quer di/.er poucomais, ou
menos, que Ihe pora activa amostra _
era elle deve descer a uutro geuero de po-
lmica com quanto o insultara como
terafeito, p-srsouilisindo-o at, noque
nio os imita de cerlo 1 o Publico fai Jus-
tina.
No segundo caso: isto he, sealludio
au Argos, o que nio creta nao |lu me-
nos frisante a analoga, ou a semelhanca,
porque, segundo o Sr. Dion Cassio* *
p ilavra Argos darira-se ab voluQi~
ltate isto he da volubilidade ou ''-
geirezt, alludindo facilidide, com que
a au se rao va a muda va de bordos em
fira ligsireza de sua navegico; e Rada
to saliente, corao a ligeireza que se no-
li em ludo o que o tal Papeluxo contera ,
e a cora qua pensa5 seus dignos Redacto-
res. Eua ver da Je, Pi ludes, dir.e em
boa f que beneficio publico qua dou-
Irinas solidas, que fin* honestos, e inte*
ressanteslera tido, e lem o Argos ? Qual
a cousa apreciivel? Sa tera tido em vista
algurai Raforrai para a Academia, qu in-
di comee u a olfii ler os seus Lentes ;
bem vs, quo naocjnlieceoo carainho.. .
nio u esse o modo lagil, em uzo p da
iiuil 'ii;ia e o qua inspirao a boa f a
boa educaco, e o verdadeiro patriotis-
mo; teoh 1 paciencia qua pode ser qua
appareca a Reforma conjunclaraente com
a policial da cuja necessidade absoluta, e
urgente, soomiior argumeuto os mes-
moslluslrissiraos, e Sapientissimos Srs.
I! 'd iciores do Argos. Era consequencia
pois da qua tendo dito, cabe bara e mui
digna nenia o titulo de Argos _. ao lal
Paneluxo que muita gente danomtui
a Cai.vtde Pandora _
Mas, hesitars tu ainda as Pavona-
gni, na fatua presu upeo o na filaucia
dos leus Amigos ? Nao vs queixarem sa
de nao terem sido respondidos, e que sao
combat los cora insultos ..! isto he ce-
gueira 1 Y'ie miseris l! 11 Onde esto os
insultos, os psrsonaltdides icono elles
practicad) as correspondencias ? ? -} esa
ha insultos que de ceno nio sao., mas
sim stira c un quinto ridicula nao sao
elles de proposito caberlos de escuras alle-
goriasP? Sa julga insultos esses annun-
cos, que oj morl-fici ; retnbuao do
raesmomolo, mis nao dig.o que sao
eo.nbitidis com*insultos, isso he muila
viidade ha muito abusar da paciencia ,
a da boa f he hura accasso de desespa-
raco, ha um .cavaco exlriordmari-imen-
te grande: leiao com (ranquillidade as
correspondencias ao Kcbo da Religio u
do Imperio, as do Bibiano Catboltco e
outras no Diario, que muito, e muito
(bem o m istra) os Ijiu ferido e migoa-
com ludo o que a respeito escreve o Ar-
gos ; c respndala emseus lculos in'or-
vallos se ha insultos ese eslo respon-
didas ou nao e bem combatidos victo-
riosamente e de modo qtt parece bira
n>o eotenJerera porque assim como ha
gente, qua se aveza ao thunbub tam-
bera gente ha que sa aveza maledicen-
cia ese habita ao orgulho, e in f e
uoconh'ca nem outra armas, nem ou-
tro estilo.
Fica cecto Pilladas, quo a nenhura
dos contendores do Argos se raetteo em ca-
beca creio eu, outra causa seno cha-
mi-lo rasao paz, e ord ;m visto
ter sido ella quera foio provoctute offen-
deodo seus Lentes pira desraoralisir a Alo
cidade incauta, plantando a intriga; e co-
ma pareca, e parece ob ainado; julgou
alguera combate-lo pelo ridiculo para dar
_ mate em sua vaidade orgulliosa mas
cora a decencia 'que sa no.a as ditas
Correspondencias, porqua os annuncos
liada lem comeilis; a mu carta, n cu-
tissima ha de certo a Opii a do Argos,
que nao enxe.ga seus iuioiigos s-no e n
tres, ouquilro, que sai indiscreta, e
grosseira altivez insulta ; engaase mui
redondimante sa jula o circulo de seus
C -nsores e Zoilos lio curto quo nio com
prebenda mais dos tres ou quatro ...
espere o tsmpo, tenln p ud;ucia e en-
lo sa desengmar ; essforcipiz de re-
ra tirsos, se pozara miis desta iujUsl9 ,
sobre tmtis con qua escreve.
Concluirei, dzendo-te que pergunte
ao leu Argos i_se he insulto ter-e Ihe
feito ver como o Carapucerro fas tem
feito, e rara e ero cujas mos est, o
basta 5 que elle Vrgos pelo que tem es-
crito nio tem capicidide para ser tido
por sensato, e muito menos por Censor:
sa elle duvid, atunna Iba que esta he a
opinio g'-ral da gante s, que o le ese
nao, que mella a m&o na coiscencia e
ver qua Ihe sabe leproza : a.* Que con-
cedo se pode fazer da sucia da redaeco da
hum Papeiuxo, onde, segundo se diz, en-
tra r por exemplo > hua Collaborador ,
qua inculca alta estupidez em desprezar os
alimentos da vida animal, como pi, vi-
udo, maateigi, piio, presunto, e lu-
do que he da Europa e falla com escar-
neo de.... e nao despreza ama appete-
ca devora, e idolatra os alimentos do es-
pirito, como as doutrinas Je quantos Im-
pos, e Materialistas apparccem na Euro-
pa .' Sc valeas, ul faria es: Outro
oificio. AUeos Pillades.
Teu Amigo
Orestes.
THEATRO.
O U mea rio Manoel Antonio Marques
ebegado do Rio de Janeiro vas dar a sua
fu necio da diuca de rame, Jogos e
Equilibrios, s. lugar o espectculo do (Jilo Uanc trino sa
esiiverem p el> micIi los os Camarotes a
bilhetes : na mi do Sr. Major Patricio
Jos de Souza esto as O a ver turas de Eli-
zabata outra lirada de Eliza a Claudio ,
e I abela que v.era 11a mesraa occasio. A
Peca Mahomet 4. j est cora siuco en-
siles leudo lugar o expectaculo, se o
amantes da Sceua coacorrerem.
O Emprezario.
v v'l O S O I V R SI S O H.
. Alugi-se parte da urna casa para a
Festa ou por aono em um sitio em S*
Amaro constando da uujs sallas duas
ctrairinhas, solao ecosiuha, ludo in*
teiraraanla separado da pequea familia
que rezida nallas; msealugar se nao
u familia capu,aquil igualmente podar
se milis ir d is frulis qia.n quisar diri-
ji-se ao campo de S. Amaro, na venda
to n sus erto, que ihe dar s iufor-
nitcoas ueeassarias 1 ou a esta Typogra-
fia.
_ Furtarad da huma caza no R-cifa ,
haver 1.1 das, hum annelo d'ouro fino
lavrado cara duas traucas de cab lio pelo-
lado; tem o dito anal uipiiic superior
hum quiJro da ouro iguilraeula lavrado,
csjbre esta hura bniliauta 'randa pela
pirlu interior ; lera o ora; da pessoa a
quera psrteuoo era letras iniciaes, e tem
mus o dia rae/, e anuo era qua fui feito ;
este anual julga-se ter sido loriado por ne-
gro de caa, a corao he cosiurae lel-o-ha
vend Jo por alguraa ridicularia ; a pessoa
a quera eila perience pade encarecidamen-
te quera o possua presentemente Ih'o
queira raslituii*, dirigiodo-se para esta
lira ao beeo largo a fallir coro o ourives o
Sr. Miguel Arcanjo du Figueiredo por
quem o mesrao foi feito e aoude podar
confrontar com outro igual, garanlindo-sa
pelo presente anouucio que a pessoa que o
apres-niar itcbar do mesmo Sr. a quan-
I14 que o dito aunel custou e nio se exige
esclarecimento algura sobra o modo por-
que para :.a mo do actual possuidor. Es-
pera por tanto que a uonscieucia o mova a
dar este passo pois aitida se Iba Picar
asss agradecido pelo obsequio da entre-
ga. Furtou-se 11a mesraa occisio hum
relogio de prata patente s^bonele, o qual
lera o numero ou a declaraco da ter sido
falto em Liverpool atiaba huma fita .
marrada cora huma pequea chava: a /
pessoa que delle liver noticia au o apre-
hender em qualquer mo ppdo igualmente >
dirigir-se indicada caza do S,-. Miguel,
q ie elle dir quem seu dono, e de quem /
a pessoa que t alguraa noticia recaber '
baa gialficavio pelo seu lrsbxbo.f *p*^ *
o deivtra satufeito.


I

MBIICQ.
SMttB
Precia-se le llagar um negro ou
.negra para andar carrtgaudo um labolero
de fazendas : as 5 ponas loja 0. 34
--- Al-ga-se um negro que suba Ira-
bdhar de anchada ,. rudo fiel : na ra
nota D 5 COli/ronta. ao caldereico.
Precisa se de ama mulher forra ,
que saiba bem cozinlur e lavar do sabo ;
a pessoa que enlcnda b"tn estes sei vicos,
pode dirigir se ao Hospicio lerceiro sobra-
do passando o Quailel.
Quera precisar de um Ciiieiroportu-
guei com boa conducta para fora da
Provincia o qual sabe ler escrever e
contar para qual quer occupaco exce-
pto venda annuncie.
- A casa dos expcstos desta Cidade ,
precisa de alugar amas, forras ou captivas;
tratar na mc.ma casa com o respectivo
Regente.
--- Precisa-so de pretos pan trabalbar
era um sitio, e pretas para vender na ra:
na ra do Cabug no primeiro andar por
cima d > relojoeiro.
Quem precisar de uro caixero bra-
sileirode idade de \\ pata |5 annos pa-
ra q ialquer occupaco : annunoie.
Adolfo Sobramos deseja fallar no
praso de i5 dias ao Sr. Ignacio Francisco
Gomes Jardim pois que nao sabe de sua
residencia e por isso roga Ihe que se di-
rija ao seu esciiptorio para com elle tra-
tar certa negocio.
. Quem precisa' de 100,000 a premio
bre pmhores, dirija-se a ra Uireila
loja de couros D 18
'... O Sr. que aununciou querer com-
prar urna venda e d por bypolbeca
urnas Ierras no Brejo, dirija-se a ra do
Padre Florianno D. 9 quina da ra dos
Assougninh- 9.
__Pretende-se slugir urna casa terrea
ruadas 5 ponas, que o seu aliigueJ
nao exceda de 8 a 10,000 ; quem tivcr an-
nuncie
-.- O Sr. Antonio Jos Coelho Braga ,
qup'u a comparecer no escr iptorio de Lao-
ir B-schel & Puchet, n ra da Cruz n.
5 para negocio de 9eu in'etessc.
Deseja se sal) r onde mor o Sor.
Francisco Jos de Oliveira pura se tratar
atbre negocio do seu interesse.
- Jos Joaquim Bezerra Cavalcanti ,
faz cerlo ao respeitavel publico que pas-
nou a sua residencia paca a passagera da
Magddena aonde o podero procurar es-
pecialmente nos Domingos e Das Santos ,
para a venda e aforamento perpetuo dos
terrenos que tero annuaciado
Deseja se sube* a morada do Snr.
Bernardo Correa de Brito parase tratar
sobre negocio de seu interesse.
Quem precisar de urna ama de leite ,
dirija-se a ra da Cideia do Recife loja
11 19.
- Precisa-se de una ama de leite: na
ra nova D. a, venda de Manoel Ferreira
Li'i>a. -
Urna parda forra de muito boa con-
duca, se c He rece para o servido interno
de urna casa de pouca familia; quem de
seu prestimose quiser QtdMT va a Boa vis-
ta aoaVo de Joo Francisco L). 10.
Na ra lo Jardim D. a, ve^tesean-
*os para prucissocom alguma perfeico e
omgostu, e preco comra do edverte-se
que os vestuirios saonovos e anda nao
i'oio servido.
AVISOS MARTIMOS.
PARA A BAHA segu com toda bro
vid* o Briguo Nacional Carolina; quem
quiser carregar ou hir de passagera < diri-
ja-se a bordo ao Capilo Hernardino Pe-
reira da Veiga ou a Giudino Agoslinho
deBirros detrazdi Carpo-Santo.
PARA O ARACATY. segwe viagera a
Sumaca Omceico Flor do Mar M. Joa-
quina Jos da Silveira ; quera, quiser car-
regar <>u rde passagem dirija-se i Anlo-
ii'O Joaqun) de Souza Ribeiro na .ra da
cadeia ou a Antonio Rodrigues Lima na
ra da Cruz.
c PARA O RIO DE JANEIRO, o bem
onhecid' Bergantina N cional B oro Jess,
Capilo J o Rodrigues Amaro pertende
nhir com toda brevidade -, quera no m s-
mo quiser carregar ou ir de passagem, di-
,pjjirtiu CapUte bordo, opa Gaudma
Agostinho de Barros, na pracinha do Cor-
po Santo D, 67.
LEILA.
Que pretende fazer Josepb Ray na,
casa de sua residencia n. i3 ra do Tra-
piche boje ai do corrente as 11 horas
da manh de algodozinhos entransados,
e lisos farinlia de milho feijio brauco,
fiadinho, e charutos da Havana de supe-
rior qualidade.
Que pretenJe faier no dia a4 do
corrente na porta do armasen) de Anto-
nio Joiquim Ferreira, defronte do caps
da alfandega de 9 caixar com mancas ,
Ihosd podo etcaixas de chocolate.
Diego Cockshotli&Companhia fi-
zem leilo quarta feira 1 \ do corrente de
fazendas limpas e averiadas, na casa de
sua residencia ra do tiapiche n. 1 \
principiar as 10 horas da manh.
-- Que fazero Aim Fradel e Dangla
Frres, no escriptorio da ra da Ciuz
Decima to, hoje a3 do crreme de um
grande sorlimento de fizendis francezas e
bijouterias com coidoos d virados cora
t,?s crnzes brincos com pedias e de
filagr rosetas de orelhas fivellas para
cintos de muit s padres botoes pulcci-
ras lecques lencos de fil de 3 pintas ,
los pretos e brancos de lioh bordados ,
sedas echalis para vestido, bicos pretcs e
hraneis riscados vestidos de fil de l-
nho e de cassa lencos de cambraia chi-
cotes copos para licor, peute grandes ,
ditos de tartaruga para mirrafas estri-
bos bridas da ferro e de lato esporas,
pistolas fila- degaici n de tafft meias
de sede e oulros muitos artigos : trez
belledilionde Buffoil avec les suites par
Lacpde et Cuvier ornee de 3oo gravu-
ees colarirjes avec le plus soin Ja vol. in 8.
ctidionnairesde mcdccine et chirurgie v-
trinaires orn':s de gravures, diclionnaires
de mderine domestique d'ctionnaires
fincis de i'Acadmie diclionnaires des
codes fn ncais : principiar as lo horas da
manh e sei o ultimo leilao.
COMPRAS.
Ou alog se par alguns ariiis urna
casa terrea ou de sobrado, a qual tenha
quintal ou pequeo silio e seja prxima
ao rio capibaiibe at a passagem da Ma-
gdalena ; serve qualquer pcopriedade an-
da mesmo nao estanto repartida por
dentro e pref< re-se a que for mais pr-
xima aos bairros dj Ri-cife ou Santo Ama-
ro ; laz se todo o negoc o vanlajoto para
com o seu possuidor e equella pessoa a
quem convier annuncie ou dirija se a
a praca do Corpo S..nto D. \ no piiraciro
andar.
As tragedias de Vollaire e alguns
folhetes de comedias e tragedias sendo
de bons authores : na loja de eocaderna-
dor do pateo de S. Ptdro.
- Sinco enchams ou linhas finas de
56 palmos cada urna : na ra da alfande-
ga velha n. 5.
--- Ou aluga-se um. preta que saiba
vender fazendas na ra tamben) se alu-
ga qualquer pessoa que queira se a -u-
geitar a vender fazendas com pretos ptlas
ras: na ra nova palara de B-nt An-
tonio Domingues que dir com quero
deve tratar.
v 1; N I) A s .
GELO a bordodo Brigue Americano,
estacionado rouito junto a escadinha do
caes da Alfaudega, dndo-9e gratis o trans-
porte aos compradores : de 4 libras ( o
menos peso ) at urna arroba a ivo a libra:
de itrroba para cima a loo 19. ; he franca
a venda e conduco das t horas da manh
as t e me i a da tarde.
- Um realejo grande com 4 selndros,
e 3a pecas de msica est como novo e
toca muito bem, pois tero boas vozes ;
atr.'Z da Igreja dos Maitirios casa de 3 ro-
tulas verdes
, Urna bomba de cobre Genoveza t
coro suas ferragens tarro xas e mais per-
lenots, Tda d Lsbo rm Norembr 1t
i83^ setn ser anda servida muito bem
feita propria para puchar agoa em cacim-
ba de nlgiim silio : a fallar na quarta casa
de placio velho.
Sicas de farinha de mandioca do
Ro de Janeiro a 55oo : na ra do Vigario
no primeiro andar da casa n. 3 defronte
da porta principal da Igreja do Corpo
Sanio.
Um escravode 20 a aa snnni, fiel,
e sem vicio algum com pfficio de medir
de rede, e pescador do alto e canoeiro ;
das 5 ponas D 43.
Urna mo'ata anda moca boa
lavadeiaa ptima para vender qualquer
especiaras e laboleiro de miiidetas. *
mesmo para casa de familia ou Irqca-ae
por um escravo : a tratar na ra nova de
Olinda n 14.
Duas ricas espingardas de dois ca-
nos para cacar e 1 jogn de pistolas : na
ra do C>espn na loia de Sanios Neves.
Urna canoa de crrera qnnsi nova,
pintada com bancos de assentn e que
carregadeSa iopesonas: na praia do ar-
senal de guerra estar a ver ^ e no mesmo
se dir quem vende.
Urna escrava de 3o Tinos. nc?o
pongo lava muito h m de varrela boa
quitandeira engomma e cozinha a
vista do comprador se dir o motivo ad-
ver-se qqe se prpfnre par fora da provin-
cia : alraz da Matriz da Boa vista na se-
gunda rasa a fallar com Manoel Elias de
Moura
Urna das mlhores vendas na na do
Padre Floriann quina da Upa d' guinbos rom porta nHpendente d ven-
da r> cnnamndns pira familia com quin-
tal : a f llar na m*ma.
Urna negnnha de i3 a i4 annos,
de linda figura pnftnmm* rwinh o
di.arin de urna paia e lava de saho ; na
ro Direila D. ao lado da Igreja do Livra-
mento.
Di verses fnlhetns de enlreroezes a
scenca do hnm hornen R'cardn : na lo-
ja de encadernador do pateo de S. Pedro.
ESCRAVOS FGIDOS.
-- No da a do corrente fugio um ne-
gro creoulo da nome Domingos o qual
tem por appelido Marequinhas por ser
muito dancador e cantador de chulas, com
os sgnaes segninles : cara romp ida, cilios
1 a rol los b >xo corpo grosso, ps cam-
bados o qu I se ju'fta ler fgido para as
bandas do Abren de Unna e p r isso se
I roga a t'das as ulhond -des comp ules
tanto de le Municipio como de fora o ha-
jao de prender e remetler ao atierro da
Boa vista D 58 sobrado de a andares do
lado do poente.
- ^Francisco nnco da cosa i da de
de a8 a 3 annos falla mui bem e de
sernbarassado tem sui sas e um sgnal
de sua trra sobre o estomago e urna ve-
lda no olhoesquerdo contorna andar ga-
nhando na hngoeta praia do Collegio ,
I ou 5 ponas ; le vero-o a rqa do Cabug
sobrado defronjcdi loja de cera.
No da 15 do crtente fugio urna
escrava parda de nome Luiza idade de
, 5o annos pouco m is ou menos cabellos
com a m or parte braceos da cabega ora
I falla de um dente .na frente orejlia* gran-
des, olhos pequeos, carcunda do corpo ,
3inndo anda nariz grosso p* nervu-
os e ochados sahio com um taboleiru
de venda e consta que anda sem elle ,
suppoe-se estar acoitada em slgoma casa ,
pois se protesta contra qualquer pessoa
que a tiver occnlta ; e por isso rega-e a
todos os espilles de campo qu*i a p'-garde
levar no armasem da ra nova D 34 1 que
ser bem recompensado
- Na noite do da 17 de,corrfnte fugio
do pajeo da S. Cruz um mol que de ida le
de 18 a 19 annos, de nome.Lourenco,
biixo grosso olhos g-andes \nariz cha-
to beicos grossos cara redonda bem
pelo, bem feita de corpo e pernas, e
anda nia tero buco de barba ; qupm o
pegar leve a botica de Jos Mara Freir
Gameiro.
Fugio do bigarda Gu','',* 0,ua es-
crava maroaluca que parece quasi caboco-
ja atatura regular, ciWo cortado,
nome Vcencia com principios de g/av.
des recomenda-se a todas as authoridrdes
policiaes e mearoo captes de campo a
fim de apegarem levando-a a casa de Ar>.
ionio Jos Quemado D 5.
- F.igio de bordo do Brigue Monle-
vidiano na madrugada do da i'3 d cor.
rente um eseravo de nome Antonio n.
cao angola com pouco mais oii 'menos ai
annos', estatua regular ,' cara" redonda
aera barba, ps inchados vestido da ca-
misa e calsa de rscadinho barrete a n.
gleza ; rog i-se as authoridades competen-
tea, ou queraoapprehender d condu-
zi-lo a b i'rdo du dito Brigue' ancorado ao
veltar do forte do matto ou d;*tiaz do
Corpo Santa, ao Consignatario Gaudin
Agostinho de Barros.
' No dia 18 do correte fugio do Re-
cife um negro de nome Joa >, de naci
c ngo baixo bunda grande e espora,
da levou camisa e seroula de algodio da
trra urna mana de panno de a godao
pintado chapeo de pdha he bisUnt
buc.l p >iem sabe dizer o nome de seu
Sr. Joo da Cunh.a Migalhaes morador
no Recife ra da Cadeia cujo negro anda
occullo no mato p 11 freguezie da Varzea
suburbios do E'igenho do meio pois hia
junto com mais tres os quaes na occasiio
que forio apandados o dito pode envadir-
ie para dentro do matto ; quera o p**gar
leve a casa do mencontido, que recompea.
sai.
Fugio um negro de naci angola
no dia 16 do corrente com os signaer se-
guintes : de nome Joo altura regular,
de idade de 3o e tantos annos falto-lhe
dos denles na fente da parte superior,
levou vestido calsa branca col e preto ,
camisa de algodo da Ierra chapeo de
palha quem ai pegar leve no bt-co do ci-
piro casa onde mora Henrique Foster, que
seibem recompensad).
--' No di 1 14 do correnle fugio um es-
cravo de nome Manoel de naci com
es sgnaes seguintea : um dedo da ma
cortado bem pret com calsa e camisa
deestoupa ; qum o pepar leve na pada-
ria da ra do Peixolo das 5 puntas que
aera bem eecompensado.
- No da lado correnle desapareceo
um molatnho a cabocolado de nome Joio ,
de idade de 16 annos lera o cabello
bastante corrido urna ma llia branca de
na cenca na barriga, levou vestido
cals.i e aqueta b anca e chapeo preto
de seda uzado; snpe-se ler sido de-
sencaroinhado e ter hido para as par-
tes das panellas logar do verde, em um
comboio que sahio desta pi ac no referi-
do dia rogase a todas as Authoridades
Bolicaes e captae? de campo de o appre-
h'-nder e levar ao seu Snr. AI1(on' ^oa
quim Machado morador na fui do Livia*
ment I). 19 que recompensar toda a
despesa que houver.
MOVIIIIEIMTO DO PORTO
NAVIOS ENTRADOS NO DIA ao.
RIO DE JANEIRO pela Baha ; a8 das ,
Paquete Inglez Opossum ,sCmmandan-
te o Teen te Roberto T^ter IMX passa*
geiros para Inglaterra.
ENTRADOS NO DIA ai.
MACEIO*; 10 das ; Sumaca Nacional
jR.inha dos Anjos M.|Luiz Custodio
Ferreira, carga algodo, couros, e as-
sucar; a Manoel Joaqun) Pedro da
Costa; passa ge i 1 os os Portuguezes Fran-
cisco Luz Guimares, Joaquim Jos
F'erreira da Gama e um escravo ; os
'Biasileiros Manoel Jos de Carvalho,
Maximiuno Pinto dos, San tos Jos Vi*
(cente de Azevedo Benedicto Gonsalves
.Biza.
.OBSERVACES
No dia ao.deo a iella para LIVXRPOOL
a Galera,Ingleza Soberb.
Dero fon 'O no Lameiro no dia > 1 o rv"i"
.guelnglez Arrictvindo de.LlVERPOOL
em 4 das ; e o Paquete Inglez ndo
de FALMUTHem 44 dias.
1 rf 1 1 1 1 uIS'
Mt a .Air. p T bu r. :;r fJ


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