Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06037


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Full Text
ANNO DE i838. SEGUNDA FEIRS >
CAMBIOS.
Outabro to.
Londres a8 Ds. St. por iijfooo ced.
Lisboa 90 a q5 por 100 premio, por metal. Nom.
Eranca'3jo a 345 Rs. por franco.
Rio de Janei ro o par.
Moedas de6#4oo i5jj(>>oo as velhas novas i4j?7oo.
4$ooo 8jj(iooa R#3oo
Pesos Columnarios ijfigo a i#7"o
Dittos Mexicanos 1 #680 a i#6p,5
Pitacoeus Biasileiros i#6qo a i^oc-
Premios das Letras por mei 1 a 1 e ni por too.
Cobre a p. c. disconlo.
PARTIDAS DOSCORREIOSTERRESTES.
Cidade da Paraiba e villas de sua pretciico ....
C,dade do Rio <;.ail le do Norte, e villas Idera Sendas e Sextas fera.
C dade da Fortaleza e vdlas dem.......
Villa de (ioanna...........* 1
Cidade de linda............ Todos os ds.
Villa de Santo Amito........... Quintas lenas.
Uita de Garanliuns e PovoicSo rio Bonito..... ias 10, eu4 dcada me-/.
Dittas do Cabo Serinhaem, Itii Formoso, e Porto Calvo dem 1 11, e aidittodido
Cidade das Al.-ignas, e Vla de Macei...... l.lcm idein.
Villa de Pajau' de Flores.......... idera 17, dittoditto
Todos os correios partera ao raiio dia.
22 DE OUTUBRO. NUMERO ^9
Tudo a<;ora depuide de nos mrsmos ; da nossa prudencia,
rnoderaco e energa: continuemos como principiamos,
e seremos apontados com admiraco entre as Najes mais cul-
tas.
Proclamarlo da Assemblea Geral do Brasil.
Suhscreve-se para esta folhs a mil res mensaes pagos adi-
antados nesia Typesrafi*, ru ilas Cunes l). 3, e na Prarn
la Independencia D. 37 e ;8, onde se recebem correspon-
dencias legalisailas e annuncios: insirindo se estes grate*
sendo dos proprios assignantes, e vindos assignados.
DAS DA SEMANA.
ai Segunda S Marta Solomo. Aud. do Juiz do crimede tarde e scsso da Tlies. P.
s3 Terca S. Komo It. Kclaco de maiili't and. do .1 dos O f. de larde.
94 Quarta S. Rf a5 Q unta S Crispim e Ciispinjano M. Helaran de maulla e audiencia do .1. dos orfso* le t.
a' Sexta S. Ev
cresc as 6 liora e 18 min. da nanbi
1- Sabbado S Elesho Imp. Relacaa de maobS, e aud. do V. O. de tarde.
ao Domingo SunSo e S. Jeda App.
As
Mar clieia para o dia ">i de Outnbro.
10 hoias 6 minutos da manli As 10 lloras 3o minutos da Urde.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SENADORES.
Sessioem ti de Agosto de 1838.
Pressidencia do Snr. Mrquez de Bae-
pendy,
Feita a chamada eachando-se presente
numero legal dosSnrs. Senadores, o Sr.
Presidente abre a sessao, e lida a acta da
anterior he approvada.
O Snr. primeiro secretario da* conta do
expediente*,
Ordem do da.
Continua a segunda discussao adiada
pe 1 hora, na ultima discus-o, do proje-
clo de Lei, sobre d,ireitos hereditarios dos
Cilios Ilegtimos: e commecando se pelo
artigo 6, he este approv3do, beoj como
o 7, 8, g,e 10, nio tendo passado huma
emenda do Sur. Teixeira de Gouvea, para
supprimir-se o a do artigo 8, ejulgan-
do-se preiudicados os artigos 3 e 4 dase-
roendas da commisso. O projeclo he fi-
nalmente approvado para pissar a Lerceira
discussfu, como fui enmielado na se-
gtinda.
O Snr. Presidente declara que a ultima
parte da ordem. do dia sao traLalhos de co-
misses e d para ordem do dia ;
Ultima discussao do parecer di commis-
so de constituico' sobre a alteracaO pro-
posta pela cmara dos Srs. deputados, no
projeclo sobre o quadro do exer'cilo, e das
resoluto ;sapprovando as penses concedi-
das ao lente Jos de equino Tanajura,
Padre Benlo Jos i^abre Marte!, aferes
Afonso de Albuquerquee Mello, ex gru-
mete Jos M a noel, aposentadoria aocon-
selheiro Diogo Uuarte e Silva, meio sold
a irmo e sobrinbas do tenente Antonio
Vieira do Lago Cavalcanli, e sold a Felis-
berto da Silva Vieira.
Levanlou-se a sessao as duas horas da
tarde.
CMARA DOS DEPUTADOS.
' Sesba em a2 de Agosto.
Presidencia do Snr. Araujo Vi. una.
Logo que se rene numero legal de de-
putados, heaberta a sessao, lida e appro-
vad a acta da anterior.
O Senhor primeiro secretario da'conta
do expediente.
Ordem do dia.
Continua a discussao do orcamento do
ministerio da iasenda, com as emendas
apoiadas, e mais as seguinles da commis-
so ;
No fim .da tabella dos novos ve-
llios direits ; que acompanha o artigo 10
additivo acrescenle se ; 15 Por carta
de Juiz de direito 3uU.
Sao apoiadas oulras emendas e toman
parte na discussao os Srs. Nunes Ma
diado ministro da I /enda arcebispo
da Babia Carneiro Leo Souza Fran-
ca Vianna e Gomes de (ampos, que
retira a sua emenda relatliva ao hospital
dos lazaros e offerece oulra sobre o mes-
mo < bject que approvada.
Da-se a materia por discutida e o
arligo 8 da proposla que orea a renda
geral do imperio no se offerece vota-
co reservando-se esta para a 3 dis-
cussao.
Segue-se a votado dos artigos additivos
da commisso que sao todos approvados,
menos o g e o t6 sendo approvada
em lugar deste ultimo arligo urna e-
menda da commisso.
O arligo 9 da proposla e todas a*
imposices a elle anne\as sao approvadas.
Spgue-se a vottglo das artigas da abe!
la que sp lodos approvados, excep-
co do io que manda dar por provisso
de ad.vogado e p ocurador de auditorios
a quaulia de 6uL) is.
E' igualmente approvada a emenda da
commisso que manda pagar por caita de
juiz de direito 3oU rs.
O art. 10 da proposta approvado.
Sao approvado1' os artigos additivos dos
Srs Vaz Vieira e Paulino.
E' approvada a emenda do Sr. Gomes
de Campos rel.ili.va ao hospital dos Laza-
ros.
A emendado Sr. ministro da fazenda,
para que o governo seja aut irisado desde
j a elevar os direilos de importacio de
man -ira que su estabeleca a possivel re-
procidade entre o imperio e as naco^s
com que nao tivermos t alados de commer-
cio igual nente approvada.
A emenda do Sr. Baptista Caetano para
que as meicadorias porluguezas importa-
das no imperio paguem io por cento ad-
dicionaes aos i5 por c.nto existentes re-
gentada por 3g votos contra i-j.
As emendas d > Sr. arcebispo da Rahia,
e hispo do Guiaba s>io approvada* ; Pican-
do as oulras emendas regeitadas e pre-
judicadds.
Eulra em discussao o seguinte :
T IT U L O 3.
Disposices Gcrafs.
Art. n. O dficit, que se verificou ,
ser preenchido pelas seguintes imposi-
toes ( ou outri.s meios ) que o governo
far laucar desde ja e anecadar 110 1
de iunbo, a sabpr : ( cabe camaia dos
Sis. deputados a inniciativa sobre esta
materia. )
Art. la. Fico em vigor todas as dispo*
sices da lei de 11 de Oilubro de 18.i7 n.
106, que nao versaiem particularmente
sobre a receila ou fixaco da despesa ,
e que nao liverem sido expressamente re-
vogadas.
Art. i5. Fico revogadas as leis e dis-
posices em contrario.
TITULO 3.
Disposices Geraes.
O Artigo 11 da propesta suprimido.
Auditivos.
Art. ao. O governo e autorizado para
reformar o actual regulamcnto das alt'an-
degas em lodas as sus* pirles guardan-
do porem as seguinles bases : i, que
.sei, marcado um mximo afern do q_u.il
nao passar 5 os ordenados qualqil'r que
spja a leuda arrecadada; a.3 qufl uos
lugares do pequeo eommercio sero as
mesmas alindolas incumbidas da cobran -
cade todas as rendas de importaco, ex-
portaco, e interior ; 3 que nao se-
r augmentado antes diminuido, onde for
possivel, o num ro dos empr gados actua-
es ; 4o q,,e 8 ordenadas tanto que for
possivel guardr proporco em lodas as
alfandegas com a renda arree dadi.
Art. al. i'ic tambem autorisado para
reformar o re^ulamento das mesas de con-
sulados e ambas estas reformas, que se
poro logo em execusso sero com tudo
apresentadas ao corpo legislativo para de-
finitiva Hpprnvaro l o ultimo de Agosto
de ]63q, nao sendo licito f ser se-lhe
mais alleraca nem em penas ero em
vencimenlos, ou nmeros de emprega-
d<>s.
Art. aa. Os batneos conlerio alem
doquadro da receila geral do imperio,
11I1 lias parciaes do que ella produ/.ir em
cada huma provincia com esp>cificaco
de cadabum dos rticos de renda e. seu
quantilalivo ; e as tabellas das provincias
seio instruidas com oulras parciaes que
declaren) pela mesma maneira o quanto
produziio, os que se arrecadaro em ca-
da urna das estacos en^arregadas daco-
branca das nuda- publicas, quer sejo
sulioidinadas directamente ao lesouro,
quer as lesourarias assim como o que se
de-pendeo em cada urna. Pela mesma
forma tambem sero organisados os orca-
menlus.
Ail. 23. Sero tambem acompanhados
os mesraos balanco-; que dora em dian-
te se apresentarem. de dous quadros das
dividas, de que faz menco o ait. o \ da
lei de aa de oilubro de i83'o na primei-
ra e lerceira parte existentes ate o an-
uo de que e der conUs e pela mes-
ma forma ai prescripta.
Art. 9.4- I"' oait. ia da proposla re-
digidoassim. Fica revogado o ai t. 11 da
le de 11 de oilubro de iu.{_7 11. 106, e
em vigor lodas as disposic&es da dita lei ,
que nao versarem particularmente sobre
a receila ou fixaco da despeza e que
nao liverem sido pressamente revoca-
das.
Art. 5. F.' o art. |9 da proposla.
Paco da cmara dos refeiidns em j de
junbo de 1838 J. F. Vianna. -----
C Carneiro de Campos.
Fira a discussao adiada por dar a hora.
O Snr. l'iesidente d para ordem de
dia a mesma de boje.
Levanta a sessao depois das duas horas
da tarde.
PERNAMBCO.
COMMANDO das armas.
Expediente do dia 18 de Outubro do
i838.
Offieio. Ao Exm. Vice-Presidente d<-
zendo Ihe, que como as pracas que estive -
rao de guarda na Alfand>ga no dia 14 do
correte erao do a. Batalho da Gualda
Nacional, e estas nao estavo debaixo de
sua jtirisdico devolva a parte do Inspe.
ctor inleiino das Obras Pujjlics, que lint
li 1 via enviado por nao po Ier lomar c -
nbecimenlo do f. co nella relatado.
Dito Ao Major Commandanle do
Depozilo nomeando-o Commandante d.t
Biigada,que de ordem do l'xm. Vice-
Prrzidenle lem de lser as de vidas hon-
ras a o Exm. Piesidenleda Provincia Fran-
cisco do Kego Barros, quando de volta da
Coi te chegar a este l'oilo e disendo Ihe
que a Biigada se comporia do Corpo de
Engajados do de Polica e de um Par-
que de 4 Nucas de Fogo que opportuna-
mente se formara 110 largo do Arsenal de
Marinha onde elle devia t ni r o Com-
isando.
Dito Ao Capilo Commandante do
Corpo de Eng jados coumunicando-lhc,
que o mesino Corpo tinha de faser parle
daBiigada que lem do faser as devidas
honras ao Exm. Prezidente Franci co do
Reg Barros na occasio de sua rallad >
nesla Provincia de volta do Rio de Ja-
neiro designando-lhe a maneira e lu-
gar onde devia tomar posico e que pa-
ra Commandanle da Btigada eslava Horne-
ado o Major Commandante d.> Deposito.
Dito. Ao Capilo Commandanle inte-
rino do 4-0 Corpo de Artillera com-
municando-lhe o exposto nos antecedentes
officius e disendo-lhe, que a um sign.nl
dado drvia faser mirehar para o largo do
Arsenal de Marinha um P.irq e dequaUv
Becas de fogo competentemente guarne-
cidos e que para esse fim fi :ava a sua
disposico a Companh a de Artfices
Dito Ao Director do Arsenal de Guer-
ra dizendo-lhe que tendo a Companhia
de Artfices de faser paite do Parque que
compoe a Brigada que tem de faswr as
devidas honras o Exm Presidente Fran-
cisco do Reg Birros, ficava a mesma,
Companhia a disposicj do Commandan-
le interino do 4- Corpo de Arllheria.
|)i o Ao Commandante interino do
4- Corp d'Artilheria remettendo-lbe
era officio do Prefeito da Comarqi, um;
parle do Commandinte da guarda da Hi-
beira e oulra d> Commandanle di guar-
da dos Diversos Rendmentos acerca d.i
desordem havida no dia 16 entre s pra-
cas desla com as daquella para mandar
proceder a um Conselho de invesligaco ,
noqual devia ser ouvido o Majar Fran-
cisco Jos de Mello que preseneiou
mesma de sordern.
Dito Ao Commandante Geral do Cor-
po do Polica disendo-lhe que o solda-
do da guarda da Rilwira ? qu fcaria |a>


DIARIO BE PERNAMBUCO
preso a sua ordem pelo Coromandante da
'guarda dos Diversos Rendimetatos passa-
v.i a sua disposico cerlo de que tendo
tilindajo proceder a Conse'iho de invesll
g,K:So Ihe coinrounicaria o lesullado;
Portara Ao Major Commmdanie do
D.-posito mandando dar denuedo ao sol-
dad> Pedro Jos d Sauz.i que lendosi
do inspi-cionado \v la Jimia de Saude fui
julgadu incap-z do ser vico.
DIVERSAS REPART :OFAS.
TRIBUNAL DA UELLACAO'.
Sesso de 20 de Outubro de l38.
Na appellaca Civel do Juiso de Direi-
to do Civel desta Cidadu appellante The-
reza de Jezus Mara appirllada Francisca
Guhermina de Figueircdo, Ecriva
Posthumo ; se julgou quo nao tuimvao
conhecimento do Recurso por ser apreten-
tado iota do lempo.
MEZA DO CONSULADO.
, A Pauta he a mesma du mira. j.
OBRAS PUBLICAS.
Nos di-is -4 O\ e ac) do corren'e mez
se pora em piacaJ>CjOUCerto di casa di Re-
LcioaVali.da coi Rs. a:6l4Uylo. O Li-
citantes pi9 convidados a campan ceie com-
petentemente habilitados de Pudores id-
neos em os mencionados das *o meio dia
arlaros seus lances na Reparticad das O-
bras Pablicas a onde est patente o res-
pectivo orc>menIo para ser examinado pe-
lo* pertendenles em qualquer dia til as
Jioras do expediente.
Moraes Ancora.
PREFEITURA.
Parte do dia ao de Outubro de 1838.
Illm. e Exm. Sr. ForSo_pre*os hon-
tam minln ordem e livero destino :
Serafim Jos de Souza semi-branco ,
pela 1. patrul ia do district'i ) Corno
Santo por ter sido eDCairado pulas 10
horas da noitecom urna espada ,- Joaquim
Atoes de Carvalho, e Jos Joaquim, br-
eos Jos Antonio de Lima pardo e
Antonio e Venancia pretos, escravos
de Mara Rosa de Lima pelo Sub Prefei-
to da Freguesa de Santo Antonio 01.*
2.0 e 3 por st rom atravesadores de g-
neros de piimeira necessida e desobedi-
entes ; e o 4 e 5.* por terem dado unas
pancadas em 1 pardofaendo-o deilar san-
;ae pelo nariz e ler de mas a dita preta
dado outra encelada na mo es |uerda ao
Apuntador dos trabtlhidores do atierro
dos Afl'ogad .s ; Silvestre, tambem pelo
forro pelo Commandante da Guarda
do Quartel do Corpo de Polica por ter
faltado o res pedio a m-sni 1 Guarda e ser
peralta ; Francisco das Chagas tambem
preto por um soldado do mesmo Corpo ,
por ter querido assassin >r urna preta rom
urna faca de poota no lugar do Coelho ,
resallando suir o dil > pela gravemente
farido por outro sugeilo a qu jm elle ha-
via igualmente agredido ; Thereja de
Jess pardi e Anna Ylaria, prita,
por outro soldado do mesmo Corpo p r
ebiiis ; Joio R fino Gomes e Joo des
Reis Soares pardos, pelo Sub P.eleito
da Boa-vista este por nao ter como Cubo
cumplido as Ordens do Commissario de
Po.iciu e aquelle por ser desertor de Via-
riuha ; e Antonio Luz tambem pardo ,
pelo Sab-Prefeito de Marauguape por
ser suspeito
E' oque consta das partes boje recebi-
das n'esla Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Recife ao de Outubro de*
188, Illm. e Exm. Sur. Francisco de
Paula Cavalcanti de Albuquerque Vice-
presidente da Provincia. Francisco An-
tonio de S Uarreto, Prefeito da Comarca.
CORRESPONDENCIAS.
Snrs Redactores. Na,5 be s quando
a c /umoia cu offenca be a propria pes>
-
soa que sa deve deffender ; mas la bem
quando ella faz o seu alvo e.m oulrem ,
ruja prchidade, e nobresa de senli-
mentos deixa conhecer aaquelles de sed
conhecimento : be do meu amigo o Sur.
iSJanoel Antonio Das de quera fallo, com
quint nao desconheca a rniqu nhez de
minhas ideas para pilentiar ao Publico ( a
aqu lies que nao o conhwem ) os nobres
sentiraenlos grandesa d'Alma ,- aecoens
generosas que reunetn a pessoa do
dito mpu amigo ; com ludo por mais me foi possivcl conter me no silen-
cio lano mais quando pjnso que a Cor-
respondencia do Snr. Joao Nop muceno
Paes de Lira tem de correr por militas
partes e em cojos lugares onde lodos ns
podem conhecer de perto o Snr. Dus he
suceplivel faserse um juiso bem contrario
ao deq' elle he digno pdo seu merecinten-
to. Nao podiaSurs. Redactores eu dei-
xar de ser-lhe oenfadonho, se outra mais
hbil p?nn'i (ao do Sur. Jos Venancio
Pimenla de Carv.dho ) ja nao livtSie con-
testado ou destruido a negra calumoia
rom que d< bilde pretendeo olfuscar o Sr.
Paes de Lira o ulto conceito qus de to-
das as pessoas respeilaveis goza o Sr. Diag.
Entretanto pois, qu9 exento de r;ffirir, o
que pretenda pelo, queja fica dilo na
Correspondencia do Snr Pimenta de Car-
vallo tenho pois a rogar a Vmes. o
obzi'quio de emserirem no seu bem concei-
luido Diario esta minha Carta, com quan-
lo conlnca, que outros sao o modo de
pensar do meu amig o Snr. Dias a respei-
to de semelbanles contestscoens por isso
queja mais aprova re^posla alguma a ca-
zos semelhanles : todava porem pencan-
do eu de outra maueira e bvre conservan-
do o oieu coracu i o que elle me ius-
pirou.
Sou Snr. Redactores sea assignantu e
constante leitor.
Antonio Caldas da Silva.
Srs Redactores. Parece que de algu-
ma sorte coniia os nfezes os fados se
conspira. Sao tantos os males que me
oppnmem que, como se me melamor-
phoseasse em a bocta de Pandora me a-
cho quasi em estado de desegperaco.
Nunca determinei publicar hum dialogo,
que se passou entre mira e meu pai o
Sr. Bacharel Pedro Pereira da Silva Gui-
mares; porem como ltimamente este
fulm non contra mim hum pezado e arro-
gante anatln-ma e esta noticia tenha che
gado aos ouvidos do publico : eis a raso
de rogar a Vv. Ms. queira5 dir em sua
bem concritu mencionado dialogo, fim de que o pu-
blico conheci qual o meu crime, que mere-
ceo huma lo grande censura ; e assim fa-
ca melhor juizo do meu procedimento, e
respeito que tributo a m'ii pai.
DIALOGO.
Co no me dicessem que meu pai o Sr.
Richarel Giiimares eslava ernestidode
endoudecer depois da noticia que Ihe man-
dei inserta ni Diario 11. aoa determine!
cumprir com o meu dever fazendo llic
huma vizilaa fim d'o consolar; e derigin-
(lo mea sua caza mandn-me elle entrar
saudando-me fastidiosamente, pelo qus
logoc.inheci quanla melaucola ervao
preocupava; porem com 1 eu hia acautela
do procurti modernr ludo e ped !he a
liencio : vista disto nlle ou tocado de
minha humildade ou aecuzado pela sua
si m razio reveslo-se dhumi pr>senca
mais bonancosa, e assim lilou me :4 Fi-
Ihii ingrato, anda me app-irecesp nao sa*
basque (ens grangeado o meu dsprezo/
Respond Ihe enloeu: Cerlamente nao
sabia meu pai! Quem te animou, dice
me elle, ; escrever-me huma carta toa-
trevida? Meu pal, dice-lhe eu, bem
longe de julgaro olfender com ella cui-
dei que coDtendo ella huma colltrcao de
verdades muito Ihe interesara saber ; e
por isso Ih'a offe;eci no da 7 de Seterab o
para seu d.verlimenlo. D vrrtimcnto! .'
replicou elle pircius ista viris lamen ob-
jm.enda memento (permille-me uzir de^te
versinhode Virgilio), econtinuou: Nao
sabes ijue verdades nem sempre agrad^,
IKincipalmente pelo tnm com que me II-
laste ? Perdoai-me meu pai dice-lhe
en; pois se tinto me alevi foi com u
xemplo d-Vm. ; ejulg> ser eu Unto
mais desculpivel, quanto foi a miuha car-
ta hum complexo de verdades, e o seu a este respeito. Nada, me dice elle, de.
manifest hum choreo de indignidades, chemos de Lgica ; porque eu disso jme
mentiras e insultos. Respondeu-me elle, nao lembro mais por ter passadn pore|.
em q ie menti eu indiscreloP Es mui la como ico de rabera por simifu?as>
audaz!!.' Mentio Vm. dice-lhe eu Nao se enfade j meu pai que agora pas.
em dizer o qde ufo acconteceo emo j so Ihe declarar o que dizem de V'm. 0
Ihe mostrei em nrinha carta de 7 de Setem- meninos do Trem. Que dieem esses t0.
los? pergunlou-me elle. Dizem respoo.
di-lhe eu que quando Vm. f.llou as
correias dos sa patos n^o foi por esUr con-
vencido deque os Oppositores fessem a ca.
u de Profeasor algmn pedir-Ihe alguraa
bro Refere, inStou elle as mentiras que
dice. Sim Sr. eu screi prompto em cum-
prir as sua ordens ; e nb obstante j lar
declarado algumas na supra mencionada
carta dir-vos-he alm daquellas nutras
que guardei para huma occasio mais op
porluna ; e agora declarabas hei vista da
franqueza de Vm e do lugar era que nos
acharaos. Primeiramente conceda-me que
rillinnar o que se nao sabe he mentir : a
vista disto mentio Vm. prirneiramenteera
dizer que os Bedactores demorara malicio-
samente a sua Cerrespondencia fim de
levar tardamente ao conhecimenle do Go-
verno Imperial a encamisada do concurso ,
chegandoa sua correspondencia depois que
cliegassem os papis relativos au memo
Concurso; e provarei que mentio, por-
que os ditos pastis, como j Ib mandri
dizer forafi pira o Rio d Janeiro no fim
de Junho e a correspondencia de Vm.,
por antonomasia* a boa Lgica >> foi
publicada logo depois do concurso que foi
a 11 de Marco; e si Vm. se conformar
comigo o que ser isto ? Ora o que sera
islo, dice-me elle, he huma menlirinha ,-
porem he desculpavel attendendo-se ao
rim. E qual foi perguntei Ihe en <
seu fim Eu t'o digo respondeo-me
He, quera inculcar-mu grande Ldinoao
Governoa fim de ver se o Iluda ; e me
piovia na Cadeira : alm disto quiz preo-
cupar o Publico incauto meu favor, e
ser tido na mente de I le como o Campeo
da Latinidade. Desta dice-lhe eu des-
culpou-se Vm. heroicamente; porem co-
mo se desculpai da mentira que proferio,
sto he, de ter dilo que viera de caza tres
ponlinhos de eocomenda sendo os pon-
tos seis, e nao tres? Eu le digo res-
pondeo me elle.,- depois que tirei o ponto
nao sube se (carao dnis ou cinco; po-
rem tomando o partido mais adquado ao
que intentava aliirmei seren tres A mi-
nha presumpc.io, dice-lhe eu aproxi-
mou-se verdade, e lego que li tal ca-
lumnia raciocinei assim : ou meu pai nao
sabe contar o numero de seis ou nao adir-
mou o que saba sim o que Ihe conveio ;
porem sendo a piimeira hypolhese inad-
missivei .-egue-se neerssarumente a se-
gundi, querendo accrescentar mais este
barrete para cobriracalva do seu manifes-
t.
Que dizes brejero, exclamou elle,
queres brincar comigo ? S responli-lhe eu, alguma iudignidade ?
sin he, c mfesso que sou indigno com .as
lices de Vm. ; e se ultrapassei da 01 bita
da honra e d-coro nao foi, ti n o imi-
taudo-o. Obrei mal, dice-me elle ; po-
rem nao sabes que huma injuslica nao di
dui'iio a outra. A' issolenho de Ihe res-
ponder, meu pai, que huma injuslica ,
he verdade nao d direiio a outra po-
rem d a huma justica e sendo o seu ma-
nifest huma verdadeira njust < 1 -111 >
Vm. raesmocjufessa ; o que tenho eu di-
to o nao he, segundo as razes que dei ;
e de mus se eu eirei em uzar d aqu lia fra-
se para com Vm. sou mui desculpavel, at-
lendeodo-se que nunca folheei como
m., os grandes Jurisconsultos Mello
Freir, Gama, Pnf*ndorfio ic., d'on-
de nao s devera ler colindo eonhecimen-
tos de I.itinidade, mas lnbem huma
grande soma de civilidide c os enteu-
desse. E como se hvrai Vm. accres-
centei eu do epithelo vergouhoso de in-
sultante pelo ataque que dirtCUmenle diri-
gi ao Sr. Buarque, dizendo que elle a-
piendera Ladra post careca^ nio sa-
be Vm. que isto alm de ser ati-uuiu he
l.ilsor1 Vem c meu fiiho dice-me elle,
eu raciocinei bem ; porque como sou natu-
ral do Aracaty e gaslei l os meu* seis an-
uos em aprender i.atim cuidei que sendo
oSr.'Buaique natural das Alagous l mes-
rao aprendesse odomesrno modo, por-
que eu aprend n> Aracaty: equejulgas
nao toi verdadeiro u rmu raciocinio e ri
gorosa a il'aco P Pordoe-me meu pai, d-
od-lhe eu nao est exacto oeu racioci-
nio, si nao dentro da sua cachola : ora
recorramos a Ligica para ver o que nos diz
cousa ; foi sim porque tal vez Vm. se re-
cordasse das correiadas, que Ihe deo o
Padre Mestre Sampayo. Atrevido, gr.
tott elle ousas avancar semelhante pro-
policio ? NoSr., dice-lhe en; nSo sou
eu quem tal digo; eu aqu sou lo sor-dente
orgao, por onde Vm veio ao corhecmen-
t de taes dicterios. Nao sei, dice elle
como nao dizem mais alguma cousa. Nao
deicha de dizer dice-lhe eu. Pergmi-
tou-rne elle muito admirado, o que dizem
esses detractores? Dizem por ah, res-
pondi-lhe eu, que a tradcelo de Vm. no
Concurso foi a peior de todas; e que em
algumas pila vras acera va ; em outras ti-
tubiava em outras errava miseravelmen.
te; queseu Portuguez nao linha lig.ico ,
nem fa/.ia sentido sendo toda a sua ira
dtico aicompanbada de car'.as e gal ion.
nhos olhando para o livro assim por rao
do dhum enfermo medroso quando avista
o barben o com a lncela ao p prestes
fender a vea : dizem alguns que aquillo
era impostara, outros que era effvilo da
ignorancia ; e eu ento (aliando favor de
Vm. decid que era hum mixto destis duas
Deozas que o dominad. Esta falta, res
pondeu-me elle ha mui leve, e leve a
sua origem nicamente de nio estar en
lembrado da traduco que fiz no Aracaty
quando Iraduzi os classieoa de 60 a pavio.
Ora meu pai, isto aqu para nos dga-
me como foi que Vm. se aire/veo. dizer
que sabia traduzir seu retalho de Lilim :
nao sabe Vm. que quem se propoem ser
hum Professor deve saber verter humas
poucas de jardas de Latina, e saber outras
tantas peeis deGra umatca ? 0>a nao me
d.i accrescentei eu -por obsequio onde
era que Vm. dava lices de Latim por-
que quero fazei callara estes mald-zenles,
03 queaffirmaS, que Vm. nunca ensiiou
Latim aqui onde se podesse ejercitar:
e fora capazes de alhrmar que nnguem
desta velha Olinda dava noticias de taes
lices; e outros chegaG a dizer que, se
Vm. as deo, foi l alm do Lupe onde
ninguem visse. Deiiemos rfestas argui-
ces dice me elle, que nada valem : eu
id quizera que me apresenlassem as cincas
fue commetii no exame ; esi me as>im o
zerem darei as roaos aquella palmatoria.
Em boa occasio, repliquei logo eu (lin-
eando mo de huma forrnidave f ola que
esta va ao lado) poique eslou prorapto uio
s pira apresentar as suas cincas mas
tobem em numero A' estas palavris
nspondeovne elle recoando queres me-
recer meu aoalhema ? Vm. nao deve,
dice-lhe eu faltar sua promessa prin-
cipalmente atendendo a que he hum lio
mem graduado. Ato honroso epithelo
nao pode o Bacharel resistir; esugeilou-se-
palmatoria; por m com duascondic es:
l* que eu ujpubbcasse que Ihe linha
dado palmatoadas, a* si elle nao me apre-
senlasse razes que disculpassem as suas
cincas _. Convencionado isto princi-
pie! arguil o da mmeia seguidle : diga-
me meu pai como se desculpar Vm. de
nao ler s dar a definico de verso ,
que o Sr. Padre Mestre Barros Ih'a palio?
Espera, ... espera... meu filho diixa*
me hir ao Aracaty. Nada nada dice-
lhe
eu; chegue a mi; em taes cazos.
non valet esludere sed sludusse.
Perdoa-me por esta dice-me ella, como
pela piimeira. Ao que respondieu esta
bem por esta vade niecum 11 pace. Va-
mos agora a a* cinca ; porgue nao soube
Vm., e por sua ordem qu antas sao aS par-
tes da Grammatica quando Ihe pergun-
tou o Padre Mestre Catanno ? Esta he boa,
dice-meelle, eu nao me jactei de Gram-
malico sim de Latino ; alem de que nao
.me leraccodido a Musa logo, todava
semp e chegou caadidior postquata ton-
deiili barba cadebat ; e se nao responot
por sua ordem nao foi porque ignorasse ,
foi san arrastado pela forca do meu Estro
_____


DIARO DE PERNAMBUCO
5
S?!5!
Era
naturalmente poetieo? atlendendo antes a I
boa eufona do que ao l-ifjico. Sim sim, ]
dice-lhe eu eslava Vro. lalvez julgando q'
combata com S leo, Bivio, ou Mevio '
e por sso desculp > uto: vamos agora a
3* cinc* di;a-me orno foi que Vm.
nao soube responder porqne era o verbo
repeto regular ? de sorlr? que quando o
Sr. Buarque Ihe pnza objeccSo Vm. res-
pondeo-a com o silencio, e palidez; at
que o Sr. Pddre Mestre Barros respondeo
era seu lugar, por mI-o engajado; e
nao obstante isto vem Vm. jr.ctando-se de
ter queslionadocom o Sr. Buarque : veja
l o que responde a isto ? A' isto be fcil
responder, dice-me elle. Nao sabts'que
fallei figuradamente? NSo he to vulgir
O dizerse que F. e F. vencera isto fize
raoaquillo, quando obrar o seus agentes
derigidos por elles ? Assim eu : olba quan-
do eu eslava silencioso e espantadizo esta-
va internamente invocando os Manes do
Padre Mestie Sampaio ; entre tanto foi o
Sr. Padre Mestre Uirros instigado por el-
les ; tomou ; si a objtelo e in tancias do
Sr. Buarque; e por ventura nSo posso eu
dizer que queslionei com o Sr. Buarque ,
por le- eu supplcado os Man^s ? Pouco a
pouco respondi Ihe eu est Vm. illu-
dir-me com suis rasoes de Cabo de esqua-
dra : porem dgame mais, porque nao
soube Vm. medir os versos heroicos com
cizuras quondo o Sr. Padre Mestre Bar-
ros Ih'os mandou medir ficando ao mes-
mo lempo Vm. emh >>liicih> como se ti-
vesse visto huma Hydra de sete usbecas ,
ou fosse isto coisa nanc sabida ? Como
be que que Vm. latinando como indirecta-
mente con fessa a i3 ou 14 annos isto
he, 6 no Aracaty merecendo os encomios
do Padre Mestre Sampayo, 2 ou 3 pro-
vavelmente nos preparatorios onde nun-
ca se descuidou do Lattm, 5 de Acade-
mia i de Bacharelado, nunca pegou
nesse livrinho em que se acba a historia
da mesma Lingoa para saber quaes sio as
cizuras do verso heroico ? Ora esta nao se
perda, estire a mi e sugeite-se pal-
matoria. A vista disto elle ergue-se per-
tm ba-sn e clama : valha-me aqui a espa-
da de Alexandre para cortar este n Gor-
dio. Foi tal o vexame do Bacharel, que
eu nio pude deixar de llm nerdoar efun-
da vez ; e enlo dice-!he socegue meu pai,
modere o terror que Ihe f co ultima per
gunia, que inteira as 5 cincas que
Ibe promelti apre/.entar ; ese mais quizera
mais Ihe aprezentara. Como foi meu pii
que Vm. nao soube responder quaes era
os nomes que nao forma cjmparativo ,
.send-ihe perguntado pelo mesmo Pudre
Mestre Barros ; coisa esta que qualquer
menino sabe ? A' isto calou-se meu pai;
poiem a Torca de replicas, e treplicas res
pondeo-me elle meu filho eu sabia po-
rem ciHei-me por Elypse. Elypse !
(clamei eu ao lempo (ue Ihe pegara na
mo) Elypse nio he Xarope gomoso raiz
altea, le roy que ser ve m para ludo; e
loga dando Ibe humas palmataadas. gri-
tou o Laiinu meu pai: Anathema sis ,
anatbema sis; neste interim icode gente ;
corr eu pelas escadas &b deixando meu pai escorado como elle
mesmo quiz segundo o nosso tracto.
EisahtSrs. Redactores, o que fielmen-
te e pis ou entre mira e meu pai ; avista
do que ajuiziTn Vv. Ms o Publico qual
de nos lem raso ; e pela publicaco desle
Dialoga muilo Ibes Picar oqrigado O
Vademcum.
_ A' muito que se cha em nosso po-
der l pessa a cima sem que a podessemos
publicar. Os lili.
LOTERA DA BOA-VISTA.
Achando-se vendido urna boa porca de
Bi I be tes pertencente a segunda paite da
segunda Lotera por esse motivo julga-se
que por todo o mez de Novembro correraS
as rodas, para o que convidao se aes ama-
dora de ura tal jogo hajao de concorre-
rem a compra do resto dos Bilhetes afim
de que a Irmandade p&Mi marcar e dia em
invpreterivelmento que de vem correr as
referidas rodas.
LOTERA DO UVRAMENTO.
Tend augmentado consideravelraenle
otiles ultimo* diai a ejUrwcio dos bilhules
d'esta Lotera espera o Thesoureiro da
mesma a continuar assim a referida ex-
Irarcao para com a pequea porco dos que
ainda re. ta venda poder nest-s prxi-
mos dias designar o impretnvel para o
andamento das rodas; para cujo fira rga
o mesmo Thesoureiro as pessoas que an-
da tencifna5 comprar bilhetes hajao de
ofazerlogo, a lira de satisfacer quanto
antes o desejo de tedos os inleressados.
t V I '/ O H r> I V K R K Anulo de preca os pexinbos pei-
xoens e peixoles ao Theatro ; quanto
mais : melhores, para na confusoeu me-
ter osombros porta arromba-la e ver
de graca mais os meus quatro sucios,
como fiz no Beneficio da Madama Luisa ,
era que manguei com o Porteiro Jos
dan Mimlas venba o Uancarino a pri-
meira noitedf grac e depois pnhi o
precique quiser : anda que muitos cahi-
rJo com o preco do "Ir. Valli, sem pri-
meiro o verem e eu laiub -m cahi ,- com
ludo agora nao posso, porque estnu
quebrado ; liaj i concorrencia bastante aos
Camarotes poique se ouver espertesa
para eu nao entrar de graca na Pl tea ,
sempre acharei algum tollo que ap Cama-
rote rae deixe ver de meia Cara. Eis a
rasio porque me assigno O Inimigo
das espertcsas.
--- Quem tiver e quiser alugar urna
preta ou um moleque que saiba cosi-
nbar e comprar na ra que seja fiel :
dirija.se a ra das Flores casa terrea
. 3.
Pergunta-se ao Snr. Escrivio que
servio na presente Sesso do Jury que ex-
tra indo os nomes dos Juises de Faci, pu-
blicados pelo Diario que forn assduos,
Ihe (icn no linteira os nomes de muitos ,
tanto dos sorteados, como dus que foro
chamados para prehenxer as faltas ? Isto
dezeja saber om que servio em toda a Sl*s
sao e que nio deseja ser sorteado as se-
guinles Sessoes uma vez que desta orea -
sio tem prehenxido os deveres da Lei e
nao quer ser utropelado ; porque ja Ihe
vai duendo as c^nellis, que a mesms emis
sao derer ter havido para com a lisia que
devera ter remedido para a Cmara para
serena tirados da urna seos nomes : deseja
esta resposta um offendido.
Os Dois rapase* Portugueses que an-
nunciaro quererem ir para fora da Proca
querendo ir para o Cear : dirija5-*e a roa
d'Alfandega wdha n. 5 ; dverte-se que
s serve tendo menos de i ti annos de ida-
de,
_ Perdeo-se no da ao de Outubro uns
poucoa de recibos amarrados: a pessoa que
osaehar os levar mediatamente na ra
doCollegio armasero D. 11, que ser gra-
tificado.
v- Com toda a brevidade vai para a
mpressa a obra intitulada Estro de um
Obndense feta pelo Buh^rel Formado
Jo-> de Barros t?H o d'Albuquerque Ma-
ranho o qual tem empregado o$ esfor-
cos da arte e naturesa afim de se mani-
festar til, eagradaval n'esle seu t En-
saio Potico. Se n lempo e a fortuna Ihe
forem mais propicios enlo o aulor en-
vidando novos efforcos mais fcilmente
se remontar ao Parnaso com vuoa mais
b'ilbantes e encantadores : nao obstante
n'este sen i. Ensaio a Naturesa parece
ter-se deleitado com os dilirios amorosos
de sua alma ap ehensiva e terna e por
isso espera dos amadores das ledras, que se
dignem subscrever para a publiccaod'esta
obra potica cuja leitura dar o verda-
dero upreco quem for ingenuo e amigo da
Poesia. O preco da Obra he j.oco reis.
6^ Esta Typ. precisa de hum jorna-
leiro forro ou captivo para trabalhar de
portas a dentro : dirija-se mesma ou
luja d:1 livros da Praca da InJependencia
N. -j e'io.
A rpida extraco dos bilhetes da Lote-
ra a favor das ob-as de N. Senbora do
Livraraento faz crer que permitir' cor-
rer por todo o prximo mez futuro ; em
conseqoencia os predilectos da fortuna ,
os fensonislas que deaejo passar fesla
fo'gada e regalada accudindo ao reclamo
da sorte la rio pieeneher-se seusgosto* ,
o iuleresM d eulrei, a perea de muitos,
e a abreviatura deste negocio que para a
alma Ihe pode prestar Se bem emprega-
rem sua dia. ">^uer-e diser com is'O ,
que cheguem a comprar o pequeo reslo
de bilhetes que existe.
Uum que aspira ao premio grande.
_ Qu^m precisar de um Padeiro para
forneii ou para Irnbalbar em masseira :
dirija -se a ru dos Quarleis casa dd Pasto
D. a.
__ Quem precisar de engomados do
minio bom gosto e costuras tanto di i
mulher, como de bomem dirja-se i mi
do Tiahgel no i andar do sobrado que
tica defronte do Sello com escada pele
ra da Piaia.
_ Quem tiver huma escrava que sirva
para rozinhar o diario df huma esa de
poucafamilia querendo aluga la, dirja-
se ao i. andar do sobrado D. u da ra
dos Quarleis ouannunce.
_ Pcecis-se de humN portuguez para
raixeiro de huma venda e que d fitdor
asna conduela : s 5 Ponas venda D 46 j
e adverte-se que he para tomar cotila por
balanco-
Alugi-se hu ra escrava propia para
todo o servico interno de huma casa ,
moca e possante dirija-se ra Direita
na quina do bero do Singado no segundo
andar do sobrado novo.
_ Na i ua de Santa Rita Nova caza ter-
rea de esquina i que foi do Padre
Le sa aluga-se a pretas para vender a-
zeite, eqne estas seja capazes pa.ando-
se a pataca por caada livre das quebras :
quem qui/er dirja-se a m sraa caza.
_ Achaia5-se duas sedulas de pequea
quanla desde o beco da Cacimba at ao
Corpo Santo; a pessoa a quem pertetiQa
dando os signaes certos Ihe sero entre-
gues : ra da Cacimba loja de fazen-
das N. 45.
_ No dia 4 do cerrente Outubro per-
deo-se ou furlarad dos hombros de huma
negrinba desde ra do Rozarin at a do
Cabug huma toalha de cassa lira fina de
matames com bico fino a roda, e com o
nome Passos escripto em huma das pon-
tas ; no caso de ter cabido as mios d'al-
guma pessoa de consciencia, roga-se
a queira letara ra da Conceicio da Bua-
vistaeaaa parede e meis s laja de lazenuas
defronte da Igr*ja> qoeser recompensada*
Aluga-se um sobrado de m andar
que ten ha quintal ou huma casa terrea
com bous commodos neste Biiro de San-
to Antonio ou Boa vista : quem o tiver
annuncie.
Quem precisar de 100,000 res at
5oo mil reis a juros, dando pinho-
res de ouro ou prata ou firm -s a con-
tento : dirja-se a esta Typografia.
__ Em consequencia da (iiande aeeita-
cio que tem tido nesia Cidade o Rap
do Ro de Janeiro intitulado Maciroca ,
e Nacional; o s*u fabricante resolveu-se *
eslabrlecer aqui hum deposito no pri-
meiro andar da casa n x no lugar do
Corpo Santo ; onde ha ver sempre novo,
e em porco ; lizongeando-se ao mesmo
tempo que o agradavel aroma ,e simpli-
cidade de que he composto, mniln concur-
ren para a sua grande extraeco.
_- Aloga-se parte de urna casa para a
Fesla ou por auno em um sitio em S*
Amaro cooslando de duas sallas duas
camarinhas, sola ecosinba, ludo in-
Uiramenle separado da pequea familia
que rezide nellas; x\o se alugai se nao
a familia capaz, a qual igualmente poder
se utilisar das frutas : q-iem quiser dir-
ja-se ao campo de S Amaro, nt venda
, domestie Bento, que ll.e dir qual o sitio.
___Jos francisco Pinto Gui-
maraes, pela real escola de ci-
rnrgia de Lisboa cintrgio opera-
dor e parteiro e cirurgiai do
hospital de Caridade de Pernam-
buco mudou sua residencia pa-
ra o segundo andar da cftsa da es-
quina defronte da Matriz da Boa-
vista : continua sua pratica espe-
cial de partos e operaedea cirur-
cicas: d aos pobres consultas
gratuitas, na9 quintas feiras das
nove as dez horas da manh no
hospital da Caridade.
-- A quem Ihe faltar hum negra creoa-
la, cjue representa 4o annos de idade, com
o bra^o (Incito quebrado ni junta,
perna esquerda arqueada, o dedo gran-
de do p etquerdo sem unha, um
pao da costa e vestido branen ja velho,
e and--va vendendo caf moido ; procure a
Victorino Jos de Almeda, capito de
de campo da villa de Iguarassu'.
Boga-se ao Senhor Cnsul que re-
prezenta pelos natuii.es da Cidade de Fr-
queforte tenha a bondade de declarar a sua
moradia para ser procurado por,hum sub-
dito dfsia naco.
__ Ha para ser arrendado a quem qui-
zer hum sitio grande ebeio de arvores de
fruto de tuda qualidade na estrada do
Pcmb. I, com casa de dedra e cal e muitos
commodos : dirija-se a ra da praa por
cima do barben.
Arrenda-se pelo tempo de festa uma
b a casa em Apipucos a margem do Capi-
baribe com os cmodos seguidle ; duas sa-
las, 4 quarlus. cosinha lora, e hum gran-
de copiar concertados e Tintados quem
o pertender dirja-se e ra do Livramento
casa n. i3 que achara'com quem traclar do
ajuste.
Findos os dias da Lei se hade arre-
matar por venda a casa do Theatro desta
Cidade que se acha em Praca por exe-
cuco que encamnho os administradores
da Compsnhia Geral extinta desta Cidade
contra o Cepitio Antonio Pereira Pinto de
Farias e mais herdeiros do fales*
cido Capito Mor Antonio Jos Soulo e
sua mulher pelo Juizo do Civel da 2 Va-
ra, EscrivoCunha acha-se avahada em
des contos e quatro centos mil rs. que pa-
r ce ser metade do seo verdadeiro valor.
Os Administradores do finado fran-
cisco Jaze da Costa Guimaries tem para
vender huma moenda prompta de tambo-
res com dois rodetes de pau e huma
porco de ferro velho balido e fundido,
os pertend nles dirijao-se para examinar ao
Engenho Curado e para o ajuste ao Es*
criplorio da Administrado ua do Vi-
gario n. 12.
Alluga-se huma canoa de carreira no-
va e muito raaneira por preco coramo-
do no armasem da ra nova D. 34- No
mesmo se vende uma porco de livro che-
gado ullimam ule por preco muito com-
modo.
_ Perciza-se de huma ama de leile pa-
ra criar huma crianca de 5 metes ainda
mesmo sendo escrava quem quizer dirja-
se ao primeiro andar do sobrado D. 11 na
ra d s Quarteis ou annuncie.
Q^> Aluga-se hum sitio com boa caza ,
bastantes arvoredos de fruclo e huma
grande baixa para capm, por anuo, ou
pelo lempo da fesla : na ra da Conceicio
da Buavisla O. 3o; e ahi se precisa do
hum caixeiro pjra venda.
Aluga-se para passar a festa ou por
annos o segundo andar do sobrado dos .f
Cautos na Cidade de Olinda pintado de
novo, tendo bom quintal, com alguns
pi de fi ucta flores e parreiras e
porto para a ra da Ribeira : na mesma.
_ Hum pardo cazado com familia ,
e que d fiador sua c induca acosluma-
do a viajar desla Praca para os Sertes des-
la Provincia off-rece-se a qualquer Se-
nhor, que tenha communicaces para o
centro para fazer alguma viagem a qual-
quer lugar, a ir buscar alguns animaes ,
levar alguma carta e trazer a resposta cora
maior brevidade possivel, em fim para
qua quer oulro mis'er desta natureza e
promclte cumprir com exactidio o que Iba
for incumbido, mediante hura cmodo a-
juste : quem precisar de seu prestimo haja
ie annuuciar a sua morada, parase pro-
curar*
rf^ Hum brazileiro de boa conducta ,
que tem bastante pratica de ser caxeiro de
loja, botcquim, venda, padnia, e de
ra e que sendo preciso dar fiador
contento preferindo porem empregar-se
para fora da Provincia offerece-se para
caixeiro de qualquer das occapaces indi-
cadas ; quem o pretender annuncie a .sua
morada para ser procurado.
_ Precisarse alugar duas pretas, que
sja capazes, e fiis para veedor na ra
azeilc, pagando se huma pataca por eada
caada que vender : quem tivrdi*VS-
9* a ra db Cabug laja de aiujiats jimio
a deSr. aadeira.



DIARIO DE PERNAMBUGO.
... O dois rapaies portugueses, que no
Diario de sabbado n. aa8ae offerecem pi-
ra que sejao eropregados em qualquer ser-
vico fora desla praca dirijo-se ao sobra-
do do pateo do Carmo na quina que volta
para a camboa de manh at as 9 horas f.
de tarde de das as tres.
> Aluga se para se passar a fesla no
poco da panella urna boa casa rom bas-
tantes commodos junto a que fo da fal-
lecido Oliveira ; quem a pretender dirja-
se a ruadas Trincheirascasa D. i--
- Antonio Santiago dos Santos mora
na ra de S. Rita nova D. 18 lado da
Igraja, ... .
. Quera quiser dar aqu um cont de
ris para o receber no Rio de Janeiro an
nuncio.
- Aluga-se urna morada dfl casa no
lugar denominado cajoeiro ao p da pas-
sagem da M tgdalena, pelo lempo de festa,
com bons commodos para urna grande fa-
milia com estribara para um ou dois ca-
vados, e banho muito perto; e juntamen-
te um sitio no lugar do Remedio, amar-
gem do rio capibaribe com muilo boa ca-
sa de vivenda sanzalla para pelos, es-
tribara para cavados um bom viveiro ,
e alguns ps de coqueiros : os pretenden-
tes dirl)o-se a ra do caldereiro D. a6 ca-
9a que faz frente com o fundo da Igreja
dos Martirios.
Precisa-se de 3oo,ooo, d indo-se
um mo'ecote ranoeiro por hypotheca, por
tempo de um annoj quem este negocio
quiser fazer annuncie.
A pessoa que annunciou querer to-
mar lices de Botnica dirija-se a Olin-
da na ra de S. Bento D, 3o, ou annun-
cie.
A pessoa que pelo Diario de segun-
da feira :q do correle querer saber quem
quer tomar a quantia de tres contos de re-
s a premio por lempo da 12 mezes dando
para srguranca predio desembarassado ,
dirija-se a i-ua do Palacete sexta casa tar-
rea em que lera lampiio a tratar.com Ho-
norato Jos de Oliveira Figueiredo das 7
as 9 da manli e das duaa as 4 da tarde.
Qualquer pessoa que quiser a di-
ntar a um Sr. de engenbo a quantia de
um cont de reis, pata este (he remeller
toda safra prxima futura e dar-lhe o
cu assucar por meaos um tanto que se
tratar em arroba do pre<;o que liouver de
dar garantindo-se este trato ( e mais con-
dives ) queira annunciar ou dirigirse
a ra do Palacete sexta casa terrea em que
tem lampio.
.-- Precisa-se de urna boa lavadeira
esta que seja capaz : na ra do Fagundes
casa terrea n. 21, que fica junto ao sobra-
do novo de 3 andares.
O abaixoassignado pela segunda vez
torna fazer sciente ao respeilavel publico ,
para que nao lacio negocio de qoalidade
algum com sua Mi Francisca Antonia de
Paula sobre os seus bens e outro qual-
quer negocio que possa prejudicar a sua
fazenda, sem que nao seja em presenca do
annunciante. Manoel de Almeida Li-
ma.
Qualquer menina pobre de 10 an-
nos deidade pouco mais ou menos, que
nao for mal educada, e a quem seus Pae-,
ou tutores por falta de m 'ios no po-
derem mandar ensinar com perfeico a
coser, ler, escrever e &c.-, querendo apren-
der i^to e o mais que se ju'gar necessa-
rio para a sua educaco com tanto que e
a sugeite a certes servidos domsticos, pro-
prios desua idade; no largo do Hospital
do Paraso D 33 se dir quem a procura
para sua edmpanha.
Piecisa-se de alugn-urna casa ter-
rea ou sobrado em qualquer dos Bur-
ros do Recife e S. Antonio e que o eu
luguel nao- exceda a i'J,oco mensaes :
anouncie.
O abaixoassignado continua a rece-
ber caixas no seu trapiche do Passo Giqui
e outros quaesquer objectos. Amaro
Gonsalves dos Santos.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO DE JANEIRO, o bem
coahecido Bergantim Nacional Bom Jrsus,
CapitoJoo Rodrigues Amaro pertende
Mbil com toda brtvida* 5 qqem. no mf-
mo quiser carregar ou. ir de passagem, di-
rija se ao Capitn a bordo ou a Gaudino
Agoslinho de Barros, na-pracinha do Cor-
' po Santo D. 67.
PARA OCEARa.' a Escuna Bom J-
zusdeCamaragibe tem parte de sua carga
prompla ; quem quiser carregar, dirija-se
a Manoel Joaquim Pedro da Costa, na ra
da cadeia o 1.
PARA O HAVRE, a muita velleira
Barca Franceza Henry & Louize ; quem
nella quiser carregar ou hir de passagem ,
:. dirija-se aos seus consignatarios B Lasser-
re & dmpanhia ra da sauzalla velba
numero 4-
PARA O ARACATY a muilo velleira
; Sumaca Felecidade Mestre Jos Rodri-
gues Pinbeiro ; quem na mesma quiser
carregar ou hir de passagem dirija-se ao
dito Mestre ou ao Consignatario Anto-
nio Joaquim de Souza Ribeiro.
FRETA SE para qualquer porto do Rio
da Prala a bem construida Escuna Porlu-
gueza Esperanca de lote de ati8 toneladas
pregada e forrada de cobre ; quem quiser
carregar ou ir de passagem dirija-se a ra
da Cruz n. 6.
LEILAO.
Que pretende fazer Josepb Ray na
casa desua residencia n. i3 ra do Tra-
piche anianh a3 docorrente as 11 limas
da manh de algodozinhos entransados,
e lisos farinlia de milho feijio branco,
fredinho, e charutos da Havana de supe-
rior qualidade.
COMPRAS.
Um escravo que seja bom carreio :
na ra de aguas verdes sobado O. 26 de-
fronte do consistorio de S. Pedro. '
5 ensarn ou linhas finas de 56 pal-
mos de comprimento : na ra da Alfanje-
ga o. 5.
V RNDA.
Um moleque de i5 annos de idade '
ptimo para todo o servico de urna casa
e urna pretade ao annos de idade cozi-
nha, engomma, cose, e ludo faz com
perfeico : na ra de aguas verdes sobra-
do D. a5 defronte do consistorio de Sao
Pedro.
. Um cavado ruco bastante ca nudo,
carregadocat meio sem nenhum acha-
que e muilo ardigo por preco eommo-
modo : na ra nova loja de leiio.
Capim a 240 a ai roba sondo sempre
muilo verde e sendo secco o freguez n >
o receba : no armasem da ra do si e
no Recife no ai mas. m do Machado.
A qitarla parle de urna boa morada
de casa terrea chaos proprios e sita na
ra de Horlas desta Cidade : a tratar na
ra dos Martirios ca3i confronte ao beco
doadiqueondese est edificando um so-
brado.
Urna das milbores vendas na ra do
Padre Floriano quina da ra d >s assou
guiuhos com porta ind^pendente da ven-
da e commodos pira familia coro quin-
tal : a fallar na mesma.
--- Urna negra de idade de 25 annos
cozioha o diario de urna casa, e engomma: l
na pracinha do Livraraento no primeiro
andar do sobrado novo do Baptista.
--- Urna escrava moca de idade de 20
annos ensaboa e cozinba o diario de
urna casa: na Boa vista casa terrea enfren-
te da ra do Arago D. 7.
A posse de 60 palmos de um terreno
alagado no seguimento da ra da Aurora ,
pig 'iido de foio 3o rs ao palmo e com
15oo de fundo : a tr.-tar ua ra de Sao
Gmalo D. 11 das b horas da manh as
8, e das 3 da larde em diante* assim co-
mo urna propriedade de casa terrea de pa
da e cal, com um grande quintal ca
cimba, terreno na frente para se edificar
duas grandes casas sita na solidade junto
ao sobrado da viuva do Martins.
Urna negrinha de i3 a l4 annos,
de linda figura engomma rozinha o
diario de urna casa, e lava de sabio : na
ra Direiu 0. ao lado da Jgreja do Livra-
ment.
Por preco commodo urna parte de
um sobrado de um andar com trepeira si-
. to na ra do Fagundes em o qual mora o
i Esc ivao das bypothecas : a tratai na mes-
: mi ra D 5.
Um terreno no lugar da Capanga ,
t com arvores de fructo com 170 palmos de
. frente : a tratar na ra do Queiroado loja
de ferragem D. 5.
Farinbade araruta: na ra larga do
Rozario botica D. to.
Ou troca-se urna negra de 18 a 20 an-
nos de bonita figura, sem vicios nem
achaques por um preto com iguaes qua-
lidades dando-se de torna de parte oque
for justo : as 5 ponas lado do nascente
I). 3* das 6 huras da manb as 9 e das
3 da tarde as 7.
Urna L.ja de miudesas de urna so
porta com muilo piucos fundos com ar-
maco de lodus os dois lados envidrassada,
a dinheiro, ou a praso : na ra do Cres-
po D. 5.
Sal de Lisboa : a b -rdo do Hi -te
S.Jos, a tratar na ra do Vigario nn-
mero 8.
Um berco deconduru', novo e de
bom gosto, com os seus cortinados de cas-
sa : na ra do Nogueira n 710.
- Qualro parles do sobrado de dois
andares da ruado Rozario larga o qual
pertenceo outi'ora ao fallecido Francisco
dos Reis a fim de ser remida certa hypo-
theca que ha no mesmo sobrado : os pre-
tcndenics entendo-se com o Escrivo Al-
meida que est munido de poderes para
fazer tal venda. '
-<- Meias para meninas de todos os ta-
maitos (lilas para mulher e liomem de
seda e algodo, luvasdito, bicos e ren-
das de 60 rs. a vara para cima, fi as, cha-
peos de palha e de setim* para Senhoras ,
golas e outros artigos muito euconta.
V. B. Faz-se vestidos chapeos toucas ,
e outros objectos de encomenda por preco
commodo, e com promptido : na loja
de Mn: Daniels no allerro da Boa vista
primeira loja de fazendas a mo esquerda
pssando a ponte assim como um relogio
inglez de caix.i de ouro.
-* Um escravo de naco costa de 20
annos de idade sem vicios nem achaques
proprio para o servico de alfandega ou
para palanquim pois tem bonita figura ;
dois moleques de naco mueambique de
beUissimas figuras, com 15 annos de idade
fazem todo o servico de casa; um negro
da mesma naco muito forte ; e urna es-
crava ptima costurcira, cozinheira e pe-
rita no servico e arranjo d urna casa : pas-
sando a Igreja dos Martirios no primeiro
andar do primeiro sobrado.
Urna canoa nova acabada de se fa-
bricar que conduz 5oo a 600 lijlos de
alvenarh grossa, e recebe-se em pagamen-
to ametade do valor em lijo'os ; na ra de
S. Gonsalo ou na reparticio daa obra9 pu- i
blicas a tratar com Marcelino Jos Lo '
pes.
Duas cscravas urna da costa, e ou-
tra bfiifu la engommo coziuhSo e
sao boas quitandeiras : na ribeira do peixe
casa da quina D. 14.
Urna casa na campina da casa forte ,
de pedra e cal com 3o palmos de largo ,
e 75 de fundo com duas salas 4 quar
tos, cozinba fora, estrbaria, h cacimba
com boa agoa de beber as trras sao pro-
piias, muito fresca e com boa vista : a
tiatar na ra dos Martirios pastando a Igre-
ja no primeiro andar do primeiro sobrado.
-- Pnnas de Gorne e chumbo de
rounicao : na ra da Madre de Dos loja
n. la*
Umcaixo de vender miudezas : na
ra do Jardim I) 2
Um preto de angola de idade ,de a5
a 3o annos sem vicios nem achaques ,
trabalhador de ruchada e ganha na ra :
na ra Direita O. 3o venda que foi
do Jos Lourenco.
Superiores cor las de tripe para vio-
lao 1. 2. e 3. bordes de retroz para dilo,
primeira segunda e terceira chegadas
no ultimo navio de franca por menor
preco que em parle alguma; rap de Lisboa
a 3o rs. a oitava de superior qualidade ;
superiores navalhas de barba com afiadores,
assim como m*sa para aliar as mesmas ,
tudo'a prei^o commodo : na ra larga do
Rozario loja de m udesas D. 7.
-- Um jobrecasaca d muito bom paa.
no cor de vinho com goda de velu lo, q^
anda nao foi servida : nesta Typografi;
ESC A VOS FUOIDOs.
-- Fugio na noile do dia 18 do cor-
rente urna preta de naco angola J8
nome Rita estatura regular, clieia do
corpo cara redonda, os ps apalhelados
est peijada a 4 p^ra 5 mezes, olhosempa.
pussados levou ve-tido escuro e carn-
za de algodlozinho suspeila-se ter furi-
do.para o poilo calvo, para casa de 0.
Josda d tal Lins, mulher de Manoel ]',-,.
reir de Aiauo, que foi quem a vendeo
quem a pegar leve a ra da Cruz casa de
Francisco Xavier de Moiaes, que recom-
pensar.
Na noile do dia 17 do corrente fu-
gio urna mol ta escrava de idade de ao
annos pouco mais ou menos tem oa si-
I gnaes seguintes : cara abocetada com
maicas de be* gas frescas o cabello cor-
' lado rente porem principiando a crescer,
baixa e ebeia do eorpo de nome Paula
levou urna porco de roupa de seu uzo a
julga se que foi desencaminhada por algu-
ma pessoa mal intencionada foi compia-
; da a Senhora D Mara Francisca de Car-
; valho Paes de Andrade e por isso roga su
aoslllms. Srs. encarregados da polica o
mesmo capiles de campo de a apprehen-
der e lvala a ra da Guia ao seu Sr. Jos
p uiz de Souza na casa n. 27 que rocom-
Lensai.
Antonio Cordeiro Muniz Falco pro-
testa nos termos da lei contra todae qual-
quer pessoa qufa ti ver i-m seu poder dois
escravoscreoulosque Ihe fugiio a i5 du
corrente as 8 horas do dia, de nomes The-
odoro e Agoslinho. ambos irmiuse crias
do serto porem ja sao p.retos feilos Q
qnese atribue e ha toda a certeza que el_
les loro seduzidos por pessoas con herida
do serto dos mesmos e moradores no
arredores do lugar, e roga igualmente a
authoridades desta e de outras Comarcas,
pessoas particulares e capiles d.: campo
de fazerem toda a deligencia para os ap-
prehender pois tem os sigoaes seguintes:
o primtiro tem altura reguiar preto bs-
tanle he mui fallante e talvez se enti-
lule forro eo signal mais vindico que
tem he ter pouco cabello na cabeca pro-
veniente de urna molestia que leve lnvou
vestido calsa e camisa branca e jaqueta
de ginga azul ; o segundo he alto cor
tambem preta tem os ps cambados que
quando anda par ce ter as pern tortas ese promette recompensar a quem
os apresentar na ra velba ua casa da Sr.
dos mencionados escravos.
Fugio no dia 17 do corrente urna
negra creoula de nome Joanna de idada
de 4 annos altura regular e reforcada
d> corpo, levou saia branca j< suja, e
panno da costa novo de listras encarnadas ,
he bem conbecida por ter o braco direito
com um defeito de urna queda foi escra-
va do fallecido Migue1 Ferreira de Mello ;
quem a pegar leve a rui de Hortas sobrado
D. 65 quesera gr.-tificado.
- Fugio no da 2ti do passado um ne-
gro de nome Bernardo naco angola ,
com o signaes seguintes: estatura regular,
cara redonda sem pona de baiba bis-
tante ladino fino da sintnra temo tor-
nozello do p esquerdo oais grosso que o
do direito ; quem o pegar levo a ra da
cadeia do Recife n. 7 casa de Mendes o
Oliveiro que ser recompensado.
MOV1MENTO DO PORTO
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 19.
ASSU' 5 8 dias, Brigue Nacional D^os To
Guarde de i38 Tonel. Cap. Domin-
go du Silva Moura carga sal : ao Ca-
pito ; passageiro o Brasileiro Antonio
Jos Correia.
MARSELHA ; 47 dias Polaca Sarda
Mercurio de 220 Tonel. Capillo R<>*
tacuta carga farinha azeite e *"
tiho; a Joau Pinto de Lemos. _
{HI Jl. DI Mi r, DK T, z~- 8Jft<


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