Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06031


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Full Text
'ANN'DE i838. SEGUNDA FE1RA
CAMBIOS.
Outubro 11.
Londres 28 Os. St. por ijfooo ced.
Lisboa 90 a 95 por 100 premio, por metal. Nora.
- Franca 34" 345 Rs. por franco.
Rio < Janei ro ao par.
Moedas de6^4.09 iSffooo as velhas novas i4jf6oo.
,, 4j?0 8$ moa h^Joo
tiesos Coluinnai ios i#f>go a 1^700
Diltos Mexicanos i/jIc-Ro a ij$*foo
i Patacoeus Brasileiros 1^690 a 1^700
Premios das Letras, pjr mez 1 a 1 i(2 por 100.
Cobre ao par .
PARTIDAS DOSCORRLIOS TERRESTES.
* Cidade da Paraiha e villas de su a pretencio ....
* Cidade do Rio 'iraa'le do Norte, e villas dem ...),. _'c r
Cidade da Fortaleza e villa, dem...... Segundas Se*l feras.
l,Villa de Goianna............
Cid-de de Unda ............ Todos os dias.
Villa de Santo Anto........... Quintas feirns.
Dita deGaianbuns e Povoaco do Bonito..... Dias 10, e ao decada mez.
D'tia* do Cabo Sehnhaein, Kin Formoso, e Porto Calvo dem 1 11, e 21 dittoditio
' Cidade das Alagoas, e Villa de Macelo...... I.lcm iclern.
Villa de Pajau' de Flores.......... dem 17, dittodilto
Todos os correios partem ao rucio dia.
i5
DE OUTUBRO KUMtiLlO a3,
Tudo ni;ora dependo de nos mesmos j da masa prudencia,
moderaco energa: continuemos como principiamos,
) e seremos apontados com admiraco entre as NacJes mais cul-
tas.
p Proclamado da Asseasblea Geral do Brasil.
Subscrevese para esta follia a mil reis mensaes paqos-aiK-
antaiios nesta Tvpoprafi, ra das CruBOS D 3, e na Praca
da Independencia O.'b'j e 38, onde se recebem correspon-
dencia legalisadas e annuncios ; iosiriiitlo ic estes, gratis
sendo dos proprios assignantes, e vindos assijjnados.
DIAS DA SEMANA. .
l5 Segunda S. Teresa de Jess. Aud. do Juiz fio crile de tarde e sesso da Tbes. P.
1 ti Terca S. Maitiniatto M. Kelaco de manli aud. do J. do Orf. de tarde.
7' Qurta> S. ilednvirges Sesso da Tlicsouraria Provincial.
ib" 0 .inta S. Lucas Evangelista. RelacSo de icnnbS e audiencia do J. dos orfos de tarde.
La nova as 1 1 liaras e 49 min. da manli
19 Sexta S. Pedro de Alcntara. Sesso da Tlie.sourari Pub. c aud. do Juiz do Civcl de t.
90 Sabbado S Joo Cancio RelacSo ile manh, e aud. do V. G. de tarde.
12 Domingo S. L'isula e suasCompaoheiras.
Marc ebeia para o dia i5 de Oulidiro.
As 2 horas 6 minutos da manb As 1 lioras 5o minutos da tarde.
.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente (Jodia 6 de Outubro de
i 838.
Officio Ai Commandante das Armas
' Jnrtecipando Ihe que por decreto de ao de
Agosto do crrante annno loi promovido
ao posto da Major efifeeiivo o Major gra-
duado Manuel Machado da Silva Sali-
*$\ !
Dito -- Ao Inspector di Thesouraria,
' comunicaodo-lUe o contundo ao oficio
supra.
Dito Ao mesmo transiiittindo Ihe
a ola relativa ao Feit.tr conferente d'Al-
fanegajjoaquim Bernardo de Fegoeiredo
que se ach matriculado no Maule Pi dos
Servidores do Ettado, afim de que Ihe
mande faser os srus assentamentos assim
tomo os respectivos discontos, cuj 1 impor-
tancia devera'se' remedida para o Cofre
Geral di Dirccao na forma estabelecdi, e
reiteirando as orderis que por a Vice Pres-
dencia lie tem sfdo expedidas sobre as
remesas para o dito colTre Geral tanto das
quantias arrecadidas, como das que se
iorem .recebendo dos diversos contribu-
ir) tes
Dito'Ao Inspector Geral das obras
publicas approvando o ore intento da des-
'pesa que se devu faser com os consertos
da casa da Re icio dest Provincia, e or-
denando que faca por em arrematacao os
mesmos conferios com a brevdade pos
iivel.
DitoInspector do arsenal de mar i
nha, respondendo ao seu officio em que
partecipa que as 70 sacas de farinha vin-
das de Goianna se acba5 arruinadas que
as f.ica vender em hasta publica da mes-
ma forma que o lo rao olra* em iguaes
circunstancias.
Portara Ao Secretario da Provincia,
ordenando que faca registrar nos livros
da Secretaria a portara do Governo de
2o de Feveretro de i833, e instruccoes
m ella annex4S mandmdo crear Eogaia
dos para a Gtfiraicad das fortalesas, visto
nao terem sido aneadas em lempo cor-
^petenle.
Expediente do dia 8.
Officio -- Ao Commandanta das Armus
para expedir as mais tcrminanlcs ordena
paraquea sentinella da portado Palacio
'geja encarregad > da guarda e conserva-
ca5 das listas das cartas que pela admi-
nistr<9H do Carreio sao affixadas no cor-
redor do mesmo Palacio, a fim de que s
evite o inveterado abuso com que sao
freqnentementfl delaceidas as metmas
listas como acaba de representar o Admi-
nistrador o mesmo Correio.
Expediente do dia 9.
Dito Ao Commandante Geral do
Corpo de P licia ordenando qun'a vis-
ta do que representou em seos (rucios de
4 e 5 do correle demilta do sei vico o Sal
d.do Joo Vicente dos Si'ntos da Campi-
nina de Cival tria do mesm > Corpo.
Dito Ao mesmo respondendo-Ibe
a vista do seu ollicio em que partecipa os
frivolos pretextos' que empregara o 3o
Cjmmindinle.da Compauhia do dito
Corpo Joio d'Alemao d Camtra Sisneiro
m de demorar-se nest 1 Cidade e na
Villa do Lim >eiro deixuidj de assumir'
comolbecumpria o Commando do D-sti-
ctmento da Cmirca da Garanhuns para
que fora nomeado ; que d'-ve faier punir
ao mencionado O.Bcial ni furtni do Dec.-e-
i de 24 de Ootobro 'd"i'c?Jt para o
chamir ao cumplimento de seu deveres ,
e partecipir a V. Presidencia em que lem-
po elle tomn coala do dito Comando.
Dito Ao Administrador Fiscal da<
Obras Publicas respondend-lhe ao offi-
cio em qn- p-de que seji.j exoedidas or-
des as Aulliuridjdes do Rio Formoxo pi-
ra farnecerem de cavalgid iras os Mostres
Pedreiro e Carpina que vo em servios a
Matriz de S. Joz d'Ag.>a Preta : que pa-.
ra obviar a complieaco d? ordens cori-
tas e pagamentos e facilitar o desempenho
da Commisso dos referidos Mestres po-
de fornecells da quantia que provavel-
menle podera gistar na condieco indi-
cada.
Dito _. Ao Prefeito dt Comarca do
Brejo, respondeado'lbeqoc posto devfio
ser executadas sem dependencia dos Pre-
feitos os mandados de soltura expedirlos*
pelos Juizes de Direito he todava conve-
niente que elles sejo primeiramente vistos
pelos mesmos Prefeitos nao s para sen
reconhecim nto como para que pnsso
obstar a soltur.i de todos aquellos Reos
suspeitos de outro crimes sobre os quaes
procedao 011 pretendo proceder dan-
do-se de mais por este modo urna prova da
harmona que deva reinar entre os Em-
pregados para bem do servico publico.
(Iayendoo Prefeito dessa Comarca in-
formando a esta Presidencia, que nao dera
ordena ao Carcereiro da Cade 1 dessa Villa
para deixar de comprir os mandados de
soltura exp:didos por esse Juizo sem que
primeiramente Ihe fbssem appresentados ,
cimo partecinara o antecessor de Vmc. era
officio de a5 de Agosto do correnlo an-
uo mas lamb;m psra Ihe dar parte de
todos os mandados de soltura, que hon-
vessecumprido; tenho por isso de s'gnifj.
car a Vmc. para sin direceo que posto de-
vo ser executados ditos mandados sem de
pendencia da Prefeitura por isso que a
Lei Proncia de i) de Abril deste anno
autorizou aos Juizes de Dreito para exe-
cutar as sentencas criminaes absoluto) as ,
he todava conveniente que elles srjlo pri-
meiramente vistos pelo Prrfeito da Co-
m2fC3, BUG svuiciiio pii "u 5f *j l nCCiiTir u-
to e direceo cmo para que possa obs-
tar a soltura de lodos aijuefles Reos que
elle jnlgT suspeitos de crimes sobre os
quaes proceda ou pretenda proceder ,
dando por esta forma os Eipregados qma
prova da harmona que necessariamenle de-
ve reinar entre-si quando se trata do
servico publico sob pena de padecer o
mesmo Servico Dos Giarde a Vmc.
Palacio do Governo de Pernambnco 9 de
0;itubro de 18J8. Francisco de PkuIi
Cavalcante de Albquerque. nr. Jmz
de Direiio Interino da Comarca do Brejo
J o Ojierino Rodrigues "da Silva.
Tenho presente o seu officio de 27 de
Agosto do correnta anno representando
c iftra abuzo entroduudo no foro Crimi
nal desta Comarca de conceder nm dos
Juizes de Direito flanea a um Reo
que outro est formando culpa por effei-
lo de jursdieco comimiUtiva que lites
foi conferida pe'1 Lei de it de Abril de
i86 e pedindo em consequencia alguma
procidencia que destrua o mencionado a-
buso visto achar-se e te Governo auto
risado pelo acto addicional para dar or-
dan, lnstMic; es e Regulamentos adeqita-
dos a boa exeencao dasL-is Provinciaes ,;
e em resposti tenho de siguifiitr a Vmc. ,
depuis de ter ouv ido sobre o objeclo d,e sen
officio ao Dct,oroiz de Direlo. Criminal
substituto da 1 Vara, que nenian pro-
videncia julgo conveniente dar visto que
esta j se ach dada pelo Direito enmmum ,
quando admittio a prevenca de hum Ju-
iz. orno remedio dt competencia, ou
jurisdicc commnjativas de muitqs >e
gundo Vm. mesm confessa no fioal do
seu officio cumprindo por isso que Vm.
con os meios que tem a sua disposi<,o co-
mo Promotor Publico faca cessar o dito
abiuo como muito convem u fim [de
evitar os inconvenientes que delle re.Mil
lo.
DeosGuirdna Vm. Palioiodo Goer-'
no de Pernambuco 9 de Outubro de i838
- Francico da Paula Cavalcrnte d<* Al -
buquerq >e. Sor. Dr. Promoltor Publico
deba Comarca.
sem a cotnmettido das bexigas de peste.
Portara Ao Major Commandante do
deposito, mandando rxcluir com guia do
passagem para o quarto Corpo de arlilhe-
ria as 11 pracas, cujos nomes hia des-
criptos na rejaci, que se Ihe enviara as-
sign.ida pelo Secretario Militar.
Dita \o Capita commandante inte-
rino do quarto.r-nrp) de Arlilheria auto-
risando-o a receberas pracas mencionadas
na antecedenle portara. ,-,
Dita-- \o Major Commandante do De-
posito, mandando excluir com gua de
ptssagem para o Corpo de Engjadoi ,
o soldadoJoa Antonio dos* Prase es. ;
Dta Ao CapitdO Commandante do
Corpo de Engajados, autoi isando-o a re-
ceber a pruca'mencionada na antecedente
portara.
Dita Ao Major Cammandante do
Deposito, mandari'lo dar demissa o,re-
cruta Florencio Beringoel. por nao fslar
nas rircun.'ttiiicias de servir emprimeira
linha.
DIVERSAS REPARTigOENS.
TRIBUNAL DA RELLACAO'.
Sesso de t3 de Outubro do i838.
COMMVNOODaS armas.
Expediente do dia 10 de Outubro de
i833.
Officio Ao Major Commandante do
Deporto, ordenando Ihe que no mo-
mento de seren vaccinados os recrutas,
fossem Iransportados a fortalesa do> Brum
onda seria conservados, al que a vaci-
111 livesse produ/.ido o seu effeito, a fim de
evitar o contacto perigoso dos bexiguen-
tos do I (api tal; certo deque ao Comman-
dante da Fortalesa se faavia expedido or-
d.-m para o recebimento dos recrulai ,
a para remetter para o hospital aquelles
em quem se desenvolvesso a bexiga da
pesie.
Dito Ao Commandante da fortalesa do
Brum, ordenando-lhe o recebimento dos
iccrutas vacinados, que lite fossem reme-
tidos pelo Comandante do Deposito e
para faser enviar ao Hospital os que fos-
Na appellaco Civel doJuiso de Direi-
to da a" tara .do Civel desta Cidade,
appe.lantcs a TO va Costa e filhos Mano-
el d Caivalho Medriros. Josa Joaquim
Carneir<> Leal. Manoel Lourenco. p-
pellados I.uiz Eoi Duro o Teen te Co-
ronel Francisco Marm da de Almeida e o
Di'semha'gidor .1 icinto Falcan Murzelta
de Mendonca Escrivo Ferreira ; se jul-
gpu pela confirmacao da sentenca appel-
lidi.
Os Embargos de Estevjo Ferreira 'da
Coila oppostos ao Accurdo a favor dn
Joaquim Jos Alves I inhares na Cttiza
da appellaco Civel Escrivo (landeira ;
foro desprrsados.
Na appellcico Critne do Juiso do Di-
reito da t amarca do Rio Formoso appel-
lante Evaristo da Costa Lritin e apel-
lado o Juiso Escrivo Rebrilo ; tomaro
conhecimento do Recurso e maudario
qpe o Juiz reformando a clarificacao f>or
elle feita declare ao apiliante com-
preendidoem o art. a85 do Cdigo Cr*
minal mandando-llie pussar Alvar t de fl-
anea.
MEZA DO CONSULADO.
_ A Pauta he a meso do num. 216.
. ARSENAL DE GUERRA.
t -
. O Arsenal de Guerra compra era por-
cao papel carluxinho meios de sola,, pa-
pel alraasso a pirado cera branca em f>5o,
carvo de pedra cangalhas esleirs pa-
ra cavallos e seis paos de jangda de 6 ,a
7 palmos de grocan : quem o* tiyer diri-


3
DIARIO DE ERJAftlDUGO.
ase aumcsmo Arsenal para tratar.
Arsenal de Guerra i3 de Outubro de
1838.
Jos Carlos Teixeira.
Director.
OBRAS PUBLICAS.
Nos dias 4 ^6, e 29 do correle mez
se pora ero praca o concert da casa da Re-
lacio avallada em Rs. a;(3l4U/lo. Os Li-
citantes sao convidados a comparecer eco m-
petenlem rile habilitados de fiadores ido-
neos em os. mencionados dias ao meio dia
.1 dar os seos lances na Repartido das O-
bras Publicas, onde est ptente o res-
pectivo ore mento para ser exsoiinado pe
los pe tendentes em qualquer da ulil as
horas do expediente.
IMoracs Ancora.
Pela Adminstraco Fiscd das Obras
Publicas se hade vender, em hasta publica,
a quem mais der na conformidade do
artigo 33 do Regulimento, urna porco de
madeira reiha, lirada da ponte da'Bja-
vista aqual s serve para leoha e se a-
cha nfrenle do armasem em Palacio
velho pordetrazdi casa da Relbcao;
dividida emquatro porcs ; e cada urna
destas, avahada em 6,/foo reis : os per-
tendenles concorrer na Silla da dita Ail-
cuinislracio no di-a 18 do correte ao
meio di-i, podendo desde ji hir ver a di
la madeira no mencionado logar que
Ibes sera mostrada pdo VJestre Carpios
que so acha na oBcioa no mesmo lu;ar.
PREFEITURA.
Parte do dia i3 de Outubro de i838.
Illm. e Exm. Sr. Fono presas hoo-
tem a minhi urdem e livemo o com-
petente destino: Sverno Nunes da Sil
va e Manoel Joaquim brancos mar u-
jos Bernardino de Oliveira Lima par
do e Luiz Fen eir, prelo pelo Sub
Prefeilo da Freguesia do Recifefe o-
por ter espancado e ferido a Antonio de
Azevedo ; oa. por ter sido encontrado
Urde flcliaivn i\n telhnirn da Lingoel e
faser-se suipeito ; o 3. por.ter faltado
o respeito ao mesmo Sub Prefeilo ; e o
ultimo por Iba ter sidoapprehendido hum
compaco c-m, o qual pertendeo ferir a Jo-
ze Antonio Cedrio ameacando o de o assus-
sinar e procurando-o para i si toda noi-
te no lugar do Forte do Bom Jezus Mel-
quades de Souza pardos Jos Quirno,
pTfto Manoel Felippa pardo e Mano-
el Victoriano hraoco pelo Comman-
dante da Guard.i Principal, por estiren
a espiocar om prelo; Theresa de Jess de
Barros, parda pelo Commandante da
Guarda da Cadeia p r ebria e proffe-
rindo pilavras obsceoas ; Josefa prela ,
nscrava de Antonio Joss Gomes por un
Inferior de Polica tambera por ebria ,
e desoideira ; Manoel Antonio do Na-c-
ineoto branco pela Sub-Prefeito d Fre-
guesia da Boa-vista por ter espancado
a ora prelo ; Faustino Jos do Reg e
Cahsto Joo Dimaceno crioulos pela 1.
patrullu da mesan Freguesia por serem
encontrados em alta noitc faseotlo grande
alarido o encommodando a visiuhanca ;
Alabeos preto, escravo de 'oaqum Jos
de Albuquerqoe por ura soldado de Po-
lica por brlga ; Luiz Gonzigi de Lima,
tambora soldado d<< mesmo Corpo por
um dos Commissarios de> Polica de Santo
Antonio, por estar armado de ccete ,e
n6 querer entregi-lo, agarrando-se ao di-
to Commissario por e9te llie ter dado a
voz d* prisa ; e Lui'., prelo escravo de
Joaquim Gonealves Guimaraens por mi-
tro soldado de Polica, por ler furtido a
ura malulo (i,0')0 rs. em um sacco que o
dito pelo largou aa occasia de ser perse-
guido.
E* oque consta das partes boje recibi-
das n'esli Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Pre feilura da
Comarca do Recife i3 de Outubro de
i838, IHm. e Exm. Snr. Francisco de
Pauh Cavalcjnti d Albuquerque Vice-
presidente di Provincia. Francisco An-
ioto da S Cairelo, Prefeilo da Comarca.
COM MU MCA DO.
*+*
Resposta de Oresles so Pitlsdes do A'gos
Olindense.
Meu caro Pillades : Bem lenho fogto
com o corpo para nio emttir o meu con
ceilo, que em la Carla pediste sobre o
Argos Olindense poique julgue o pre-
visses oameu silencio, que. ionputava a
nenhuma impoitancia a huma Rapazia-
da enthusiasta de saber as doiilrinas do
lempo que assim chara* i a esse pape-
lorio do Argos, em que te rnoslras lo in-
leressad.j, e at su-peito; porque deeh-
rsndo lu a opino, que te merecan o
Echo da Religio edo Imperio, e o Dia-
rio de Pernambuco que noachei josia ,
o menos prudente nada dizes do Argos ,
e deixas queeu diga o meu conceilo Pois
hem tu instas e teimas ale perseguires-
iim l'pee sur les reins ; que reme
dio tenho eu seno prestnr-me a leu; dse-
jos 00 risco que te rias de mim ? L po-
des rir milito embora porque o riso tam-
bero serve de lico (com quinto s vestes
se ja o mais cli o signal de fatuidide da
impostura, eda ignorancia), e ninguera
mais dcil do que eu a recebe-la ; mas fv
ca com tudo cerlo que- o leu rizo nio des-
truir a forca de roinhas reflexes, e ar-
gumentos em que vou bascar o conceito,
que merece o Argos.
Ganhei Pillades, na demora em res-
ponder, para mais seguro dizer o queen-
tendo. Assim que me mandaste o Ar-
gos, que ten sido liumi cquisico para
os meninos fazerem papaga i os ; recebi car-
las do Recife e de meus sohrinhus que
bem conheces, e frequenta essa Acade-
mia, noticiando me, que os Rodadores
do Argos (ainda me cusa acrer) eran huns
seis Acadmicos, com mais alguns Culla-
boradoros e mordomos, que concorriao
para as despezis de hura Testa de ferro! !
que assignasemelhante papelorio ..... tan-
la gente para cousa lio pequea nio gos-
lei da noticia que me sm prehendeo e
por isso firmei mais aquella conceilo des-
fogando smenle em dizer Ah pobres
Fais .'Creio que. me entendeos
quem sabe se toque na boibulha? .'
Porem nao latdou que reerbesse
hum escian cimento iro orlante em q c
se medisse, que a Companhia da red c
ci d > Argos tinlia adoptado hura signal
particular para designar os Sucios, que
parlilhassem as suas <>pni5es m >r ircnle
aquella de desacredilar a Academia inju-
riando os'Lentes lirand'i-llies a forca mo-
ral e pro ocand'i-os sem que os lives-
seiii offeodido, semeando por sso a dis-
cordia eolre os Acadmicos ; cujo signal,
ou senha, que ebeira assim a coma de
seila, !n'_nob'e orgolho I E como
quer que islo me Bzesse huma mpiessao
txliemamenle d-sagradavel e esse pr- p-
sito de serem injuriados es Lentes pelos
s us mismos discpulos com reflexos bem
graves, tenha oceupado muilo as minlns
sensibilidades; eu vou, sira vou emillir
o meu conceilo que pedes, e que deveras
concluir do que escrevo reservando para
oulra ou mais vetes, entreter-te anda
sobre o Argos.
Eu defino o Argos o nobre orgullio de
Heroslrato e concordars qua duu as-
sim huma ideia miis precisa mais ac-
comodada ao Argos j e se nao achures bom
o paralello que vou fazer ; So menos nao
duvidais da aillndade e mnila seme-
llianca, que parece ler o nobre o-gulio
dest, com o nobre orgulho d'nquele.
Harostrato, incendiando o magnifico
templo de Diana d El eso, leve em vista ,
no seu damn- lignidade, conseguir grande nomeada no
rrundo por ser pessoa mui mediocre,
e mui'obsrura queimando hum edificio
lao magestoso e de lo admiravel arch-
t clara.
O nebre orgulho do Argos por co-
nbecer tambem su 1 obscura mediocrid de ,
e sua iiegaco de imitar aquelles cujo re-
nlo ems e civiz faz a sua vergonha inveja e rai-
va lera por fim e em vista profanar, e
desacreditar o edificio da M nerva d'Olin-
da levantando a sacrilega m*o da injuria
contra seos sacerdotes ha>t;. darte da intriga em seu proprio templo ,
plantando desconfiarla, e a discordia
ntreseos Ribos, perturbando sua frater- Sr. Feij em al d=e Mato de i83a na C-
mara Electiva a respeilo do Sr. Monlezu.
rna, e ah achara o trislissimo conceilo
nal harmona e arriscando seu habitual
ocKgo, para'insultar a Deosa e como
Heroslralo a Diana e d'est'arte conseguir,
como elle, a triste nameada .'! tu con-
cordars Pillades, que nunca na Acade-
mia de Olinda exii. tanta intriga ini-
roizide, edesalos, como depos d'ap-
par i cao do Argos!
Seria bast- nte o expendido para le satis-
fazer ; mas na* : a materia pede melhor
d.snnvolvimenlo e quero fallar particu-
larmente d'essa impudente, e escndalos
injustica contra os Lenles. Qujs est iste
involvens senleulias sermonibus imperils ?
Job cap 38 n. a. Quem he este hornen
que se inculca sentencioso dizendo im-
pertinencias e fallando sem sssento com
injurias''
Tal h, meo caro Pillades o que eu
pens do nobro orgulho do Argos O inden- ; af^r.s.!.* *T 5*.:*IG,*TDl0i '* ""
se lendo a provocante ousadia da sua in-
que S. Exc. fac do seu' saber ; conceito de-
rivado do prestigio de S. Exc.: e porque
o Sr. Feij assim conceitia osconh ci-
mentes do Sr. Montezuma pode concluir-
se a negativa ? pode alguem ousar proferir
a blasfemia de que o Sr Montezuma nao
he de altos conhecmentos Quem dera
so Argos a millsima parte.
No esboco, que se faz do Sr. Limpo
d'Abreu em termos mui claros se Ihe
diz que he Estadista supinamente igno-
rante d is sciencias polticas alem de se
Iba fazer ver que nio possue as candi-
ces para roarcar-se no lugar entre es Ora-
dores da 1* ordem, o que ludo que le-
vo dito se le n o Sete d A bnl por ex-
emplo o N. 5;jo do 1* de agosto ultimo ; o
simattacar, e deprimir o Sr. Limpo de
Ahieu i Tem elle deixado de ser prof'uri-
les da Academia que como levo dito dameute ferido com o Sr. Montezuma por
nao o offendera ; e parecendo despiezar Zailos e inimigos de pulso tanto era sua
o acleo dos remoraos, nade menos toma repulaco lillerarra coapo oa poltica e
a peto, que aasassianr a alh*a repolacio, M-naral ? ? E podem conseguir os Zo.
com ofim de dessovaliser a incauta Moci j Wm que ellas seja reputado igouran-
dade. Graca^ Provdenoia, que lio pes- lei.\?\ .... ...
tilenle papeluxo se acha estrellado apenas Q8 batena* de calumnia a mais sordi-
s aroeiras da pobre Qlinda. O nobre or- da brutal, e vil, nao ten estabelecido a
gulho dos Argos nem reflecte em sua ne- "* q r'p dado^, quo
iihuraa habilidadeotrategica para o-tar o nanejosos nnis prfidos, e vergonhosos
desprezo, que tem soffrido do Publico
desta Provincia ; eto puerilmente o vejo
exallado que chega a concebsr, as e.x-
halaces de sua fantasa irritavel, a possi
bilidade de deprimir tambem a Adminis-
ttacio actual do Governo Central, como
tens lido .'... Miseiavel Parece escre-
ve'r as influencias Lunticas; e enlo
deixa sentir a ridicula mana de ter a per
uacio dos Birdos pira inflammar o Povo,
e a valenta dos Rolzebue-; ou soflfrer ac-
c ss >s enlre os quats vomitu sua alrabi-
lis contra quem pacifico se consagra ao
cumplimento de seos deveres, sem so
lembrarsequer d >s Argos !
Duas sio Pillades as especies, que
mais salientes se m'antolha : huma ,. fj
Rurandu-se-me o nobre orgulho do Argos
lium Corvo faminio dilacerando; oulra,
a repulaco e repouso dos Lentes, pasto
dadilaceracol Mas qual ser; o fino de
tamaita raiva a nao ser aquella de des-
mor>>lisar osinesut s Acadmicos, que a-
irul 1 oao piTtencem ao nobre o-gulhop De-
primir o mrito Iliterario dos Lentes...
oUusci-lo rouhar-lhes sua honra ? ? Cer-
lo que nao n cousegue. Com liumi ta-
pida vista sobre a historia sem me fazer
carg de formar huma prosodia de uomes ,
citando apenas os d rs mais insignes va-
res e Genios extraordinarios que me
lembrarem e sem me orcupar a vaidada
de boma disserlacii; farei ver, Pilla-
des, que o A gos inda faz mais, que as-
social- os Lentes do Curso Jurdico a Va-
r5es recomoiendaveis por suas virtudes ,
ou saber, e at aos Genios Extraordina-
rios, os Hroes 5 porque, ainda nao ex-
isti hura Homem s de virtudes, e de
mrito que nao fossebafejdo do pestfe-
ro balito di Calumnia e que nio cotilas-
se Zoilos mais encorpados ems vlen-
les em saber incomparavelmente que o
triste Pigmeo do nobre orgulho do Argos !
E como os fados remotos nio obrao lio
prompta e effirnrmeiite sobre nossa coo-
vrelo como os proximos, e p comecarei pelos dolos do Argos
Nio pode ser ignorado do seu nobre
orgu lio que todas as nossas Notabilida-
des a honra da Tribuna Brasileira que
nao nos deixa i oveja r a da Europa a teem
sido, eso mais, ou menos, vctimas
damordacidade, da inlr ga eda Calum-
nia a mais infame e mais consequente,
que a do misero Argos.
Ponlio fenle de todas o Exm. Sr.
Feij : o que ha que a calumnia nio te-
nha dito a S Exc ? eu omiti de o repe-
tir em respeilo a sua heroica retractacio ,
que acab de fazer com derrota dos sofis-
tas, e triunfo da Re'igio^ mas lerabre
ao nobrn orgulho do Argos que Teirla
bem, com prudenc'a, a veja que se 011-
Iro veneno mais forte nio tem podido of-
fuscar o mrito de S Ene. ; tambem o seu
propoices guardadas nio pode ofi'us-
car o mrito dos Lentes.
Lfia o Argos o discurso do mes/ao Exm.
contra o Exm. Sr. Vasconcellos esse ho-
mem d huma sabedoria seductora, con-
tra os Exms Srs. Calmon, Torres Ver-
gueiro, Reboucis, Clemente Pereira, e
oulros dt> hum saber magistral, de huma
reputaco universal ? E tem conseguido a
calumnia tem podido n intriga introdu-
cir no espirit da i\ac> a duvida de seu
mrito, e roiibar-llits a vcosa gloria de
suas letras ? Cario que nao. Os Exms.
Srs. Andradas que circulo tamanho nio
conla5de Zoilos esfaimados de outra es-
pecie superior ao Argos'? E oque nio
soffreo o Exm. finado o Sr. Jos Bonifa-
cio < ujo iiome respeitavel era huma
Auihoriilailo as Academias da Europa
soffreo por acas) sua torreada erudicio
brexa falguma de seus numerosos inimi-
C08 .,'
O Immortal Luzeiro do Brazil, o Exm.
Sr. Visconde de Ceb, esse Gauio uni-
versal esse sabio, reconhecido como tal.
de que o Brasil se ufana ab .' passou a-
casosem ver lisnad seu Nome Ilustre in-
nmera veis wzes da mais negra critica,
da mordacidad^ e da mentira snffien-
do al a monstruosidade de hum D-puy ,
que ousou profanar sua gloria, e a querer
leva-a de rojo ao tmulo con a Monar-
chia ?.'
O Venerando, e Exm. Sr. Arcebspo
da Babia, esse Onanento do Brazil, o
Candelabro da Igrfja Brazil'ra rtio lem
sido mordido e ataisa'ha lo da nveja ,
nao tem sido preza das ganas pouludas,
nao de hum insecto, ou de. hum zoilo fo-
sineo era lel-as; roas sim das do faca-
nhudj Parlamentar, e de oulros que laes
enrarnicados mas impotentes de obscu-
recer seu mrito em saber e a brilhante
luz de suas virludes que penetra al la
no Vatirano ?
Escapou por ventura oh delirio a
vil, infame selvtica oncal intri-
ga ing'atido a oais grosseiia, e
monstruosa, mais r; finada maligiiKla-
de, inveja amis frentica o Sr. D.
Pedro i. o Fundador do Imperio
Dos (permilla-se-me es,ta libsrdade) o
Dos da nossa Independencia, sem Ihe
valer a sgrada Egida de Pay do
nosso Augusto!?? Em piesenca pois
desla ligeira e curta analize, cuida 6 no-
vo nobre orgnlho do Argos em suas or-
gias que pode eclipsar ao menos a honra
dos Lenles e macular sua reputaco li*-
leraria ? Misero.'.. Quce dementia te
cepit!
Lancemos, Pillades, oulra igual, e
ligeira vista sobre alguns cutios que nos
cania a historia moderna, e comecemos
por Napoleao sim por Npo|eO : h .
Este nome basla para dizer hum comple-
xo de herosmos. E o que nio soffreo
>te Genio Extraordinario este Astro do
Mundo? he ocioso demorar-me nesla es-
pecie ... O inferno todo se empenhou
a insultar seu Nome mas nio consegulo
diminuir sua glora, e nenps sua imroor-


DIARIO DE r-ERNAMBUCO
tairdade cont Zoilo de valenta so*
muharra o como oa do Argoa tanto*,
quantos graos d'areia teao as praias do O-
ceano.
Pichegui, Morcan Blncher Wd-
lington e outroa muitos Hroes dos nos
sos das que tragos da calumnia nio be- j
bera, que fel se ne mislurou nos doir.i- j
dos copo em quo bebido o nctar da
seu* triunfo?
Quae sao, Pillad*, os Horneo., que
.o mundo Iliterario (particular tiente) tena
visto, cuja obras e reputaco publica ;
io lenba ou*ido a tro* da censura, edaj
malignidade furiosa, e desapiedada?
Burke, esse famoso Orador ingles,
que escrevendo da revoluco franceea,
foi o profeta desuaNaco, e valiccinou
o ucoetsos da Europa ; solIVeo grande
numerp de iiumigo., como elle mesan
confesa.; e o. Argos tem argumento de
caza muilo ati frisantes, para se conven-
cer que elle nio'podo desacreditar seus
Lentes; porquanto adora e inmensa co-
mo dolos os seus Patriarcbas Bentam _
Trac y Rosseau Uobbss liol-
bic outros, que nao julga, nena
er. derrotados pelo Scrates moderno
K pelo seductor Torombirt, pela columna
.cerrad* de Homensde saber respeitado
pelas Capacidades Moderna, comquanto
umversalmente assim sejulgue !
Homero que tem oexpl udido e es-
clarecido Nome de Pai dos Poetas contou
mais de hum emulo e o mes roo llor-icio,
que hem.cophecia seu mrito nao duvi-
don figura-lo dormindu algu Piaio profundo Filosofo o bomem
extraordinario que fot honrado rom o
ailnbuto de Divino, foi aecusado muitas
vezes de niJ Juervar ordein em eusdi-
logos.
Aristteles, o i." Filntofo de toda a ao-
liguidade Principe, da disciplina Peripa-
ttica be no liado de obscuro e repre-
hendido muitas. vezes por Galeno,
Virgilio foi al considerado de fraco en-
genbo e outros o chama rao tambem. hum
simples- compilador de Homero que im-
pa o me rao servalis servaudis o que.,
o Argos diz da inlubi idade dos seus Leo
les, mas com a diiferenca ignominiosn
p;:s o Argos, qu? os essubs dt V rgio,
podi .6 faltar e nem descid ind gnida-
de de insultar seu Meslre e o Argos em
verdade esludsnd o ainda e Dos sabe
como i uo podoconbecer do mrito de
seus Lentes.
O eloquente Damoslbene nem sempre
agrada a Cicero.
Sneca ua reputaco de muitos foi jul
gado cal em areia e Plinio, bum rio
turvo, e iguaes dicterios, chufas, e in-
sultos tem solfa ido outros grandes Genios,
e at o mes o Scrates n > izentou de sua
critica ao Filos io Anlislhenes quandu
)he dissp estar vendo a su vaidade atra-
vez doi buracos do seu capote em que
com elfci diminmsse o crdito do Filoso-
fa ; e como p ider as chufas e ehinca-
Ibaces do misero ou febricitante Argos
diminuir tambem o crdito do seus Leu*
te?!
IVo escaparan tambem, Pil'ades, s
farpautes lingoas de mordazes iuiquo- o
Principe dos Poetas Cames nem o in-
signe Podre Jos Agostinho de Macedo,
e-at hum i'ato ousou cm suis grasnadia,
a Ln (Uiela-lo de que rus illou ficar depe-
nado.
Mira dos Oradores Gregs conlfcido
p, los ulento* que dessnvolvera na Are-
opg>, Gcou descontente, e desconsolado,
(i indo nao vis individuo algn direr mil
ell.: ab i C uno sio pequeos os
talentos que nio excito a invaji ex-
cl un iva Aleibiad3* pireee Pillade*
.que he bum* allueoci o so Arg >s Des-
cartes golpeado da, calumnia vio se o-
brigidosim a refugiarse nos ci'upot dt
Hila vid eem .hum clim exlranha conti-
nuar indepeiideute no descobrimenlo da
verdal de j p >rem sua reputaco Ulteraria
nao foi obscurecida.
Hulean -ciiigido dos lo uros, que tri-
notante colla ra Par nao foi tois fe-
liz tambem se vio ha, venda dq necessita-
ajo a encerrarse no seu axilo de Auienit,
eali sentado junto de Moliere se distra-
is entre lamentos dos enjosd intriga,
wacis.0 foi eu merjlo e(juefi4o? Coi.-
3
mi foga da Corte; O Infante D. Henri-
quo constantemente contrariado pelos in-
vejosos que presenlio os gloriosos resul-
tad js de sus estudos raathematicos abi i-
gi-se em Sagres; finalmente, Pillades,
Scrates Cicero Luenlo Ovidio e
tantos outros Hoaiens extraordinario* ,
que espiutaro u mundo todos foro
viciim -s da inveja eda maldade. Onde
iria acabtr a lista destes VarSss recom-
mendaveia pelo seu saber virtudes e
fetoa gloriosos perseguidos, e insultados,
como os Late* de que tracto se d elles
bouvesse de fallar ? a* ?
Seria huma impostor- pueril em ma
se psrlendesse tal. A Historia tem suis
paginas ab-rtas ella facilita conheee-los,
e somente lenlio fallado dos que mais
promptos me lembrario e me parece rao
convenientes pata mostrar sos locamos A-
cademicos que o veneno e a maldade
do. Zolios nioap&gao, nio extioguem ,
nem obscurecen) o mrito do saber e da
virlude, nem era possivel f.izer raaior enu-
memeo sem o inconveniente' d* ra tor-
uar fastidioso.
K oque tem fe ito todos etes Grandes
Homen e Varoens respeitaveis quan-
do assim deprimid >s injuriados, ecalum-
niados ? Fisero, caro Pillades o que
tem ioito multo prudente, e generosamen-
te oa Lentes, lies despresario o tiro
da, calumnia, e em nada foi diminuid)
' su* reputaco que vive a travez dos s-
culos e tem passado ilesa e bullante
por entre grossa nuvensimpregnadas de
injurias, e de chullas ridiculas.
Sem. Ibantes ao Astro Rei, o Sea que
que corre tranquilln rbita, que seu
creador lite marcuu e soberano desprtsa
a fumacas impotente com que a ingra-
tido eos ignorantes forceja.) de otWu-
rece-Jo\ aera mais cmmumestilo des-
presan os ZuUos como Caens, que lar
airan a la. Ab .' Qualbe oCidado, que
posta estar seguro, da nao ter hum zoilo,
um immig i hum Argos qui o inquie-
te ? Quil a virtude inda (la usurad i no
uiiis recndito da huma abubed* que
nao possi ouvir a vez di calumnia qu*l
a causa, mais SmU que nio tenha sido
1 pulverisadt pela inveja qual1 a accao ,
que nao seja niterpetrada peles influen-
cas ou de um ospirus naturalmonls 5r=
rita vel, ou, vendido a partidos ou da
bum coraco formado pana a inaensibilida-
de e pira a inveja ?
Hei por tauto mostrada pe* historia ,
I quu o nobre orgulliodo Arf"* nao pode
uluscil nem obscurecer a honra ;eare-
p.ut^cio Iliteraria do seus Lentes e que
tranquilamente meditando se convenoe-
ro de sua incapacidade com quinto de
pequeos infectos rasteiros em liller^lura
se teubio transformado em membrudos
Cicbpea da mais injusta gratuita e es-
candeloaa intriga., e noite di. na big rna
dt i m punida de eatejo a redorados gol-
pes foi jando farpoes agudos de injurias ,
: oliiiicalrijce* e desrespeilo com o q' inten-
tio deixir na Academia seus nomes mui
distinctos.
Compr-aisa embira o nobre orgailho do
A/goa di su triste gloria A.i tios soU
lando sua* voses, quies habitantes de im-
mundos beccos ou gt-rados no lodo das
Cida les como diz o Mestre Horacio em
sui Arte Potica ; parque os Lentes do
Curso Jurdico de Oliiidaachaio em suas
c.insciencias a precisa trenquilidade para
aa escutar e desprestr; e abrindo os Li-
vros nelles acbaro o balsa m i consolador
para aa mordeduras dos seus Z ulos e I-
ninaig)* ;raituitrs quia a in'noralidade
dt Kpoca formou de seus proprios disc-
pulos a q jera Iraotario com as dev-ida
aitencoens sempre fenmeno ssm duyi
di do p?rlendid>progresso das luses, qui
ser.i dignjmente avdliadu pelo Pub co
Prudente e Litterato que respaila e
se interess pelo Crdito Nacional.
Nio devo concluir PiHadea despre--
zando o lugar opportuno pira convidar-te,
como coni,do, a diseres meo motivo, por
que o nobre orgujho do Argq Onden>e,
qua tanta bisoura com o di.p iti*mo ; pre-
ferio antes alt-car e ridiculisirseus Len
les., que nenhum mal Iba fizero, que
attacar einfuriar, como mi'raeem o
Bentos Msnaeis, o Dantos Goneaires oa
Sab nos., o Sergio,, o rf.dua.rdo* o*
Vinagres o cardume do* m-instro ben*
conhecidos, que tem convertido a Nco ;
em hum abismo de horroes victima de
suas atrocidades inauditas e basteado ,
com deshonra do Nome Brazileiro e in-
sulto a Divindade o pavoroso pendi do
roubo da morte e de todo* os crimes
mais horriveis sobre montoen de Cada-
veres, sobre a innoccencia sobre a viuvez
e sobre a orfandade ? ? Porque nao inju-
riao a quem nos perturb a paz e a quem
com malvados fins alenla contra o Trono
de hum Innocente Monarcha; porque nao
sola o nobre orgulho do Argos tudas as
velas sua inculcada [ mas negada ] elo-
quencia para conbater os lmmigos da
su.< Patria e tirar Ihes toda a foici moral,
como cumprn ; e s quer imitar Heroslrato,
e tirar a forca moral aos Lentes ? Parce-
me, que mudad de cor? tuneaste colhido???!
Pois se tu nao respondes, responda o
Publico sensato Prudente e L itralo ,
irva a resposta de alerta Autho-
ridade, a quem competir; mas en nio re-
sisto a acabar a miha carta sem o segun -
te dilem.n-. Ou o nobre orgulho uo
attaca nem toma a peito o chincalhar e
lidiciilisar aquelles monslros actualmen-
te em campo contra a Na cao no qiii la-
nao ser vico publico; pori|' nadae nada teem
n'tlles que invejar e que Ibes irrite sua
presumpcofatu ; oo porque.....
d ze dize tu, Pillades o resto poi
temo errar, ou porque porque. .
no primeiro caso, est decidido, que se
falli dos Lentes, como fica dito he por
que achia nelles, quo invejar; na a
.....dicant Paduani eo nobre orgu-
lho que escolha quil das ponas do argu-
mento mais o honra
Pilladet dito aos teuseompanheiro*,
que huma retirada muitas vezes be hon-
rosa ; que tenhio a pru leneia de nio of-
fenderem seus L-ntes que nao provo
quem mais escndalo quo temos gravws re-
lleitos hlem d.: outros : i. do descrdi-
to da Naco segundo enlendo, insultan-
do-ae a. corporac dos Lentes de um Ks-
tabeleeim-into Litterario; 1.a do disgos-
to que os do nobre orgulho deven lar a
seus 4*iy. Assim o espera de ti quem
se confessa ser muilo ten Amigo. A De-
es PvlladVs alheoutftt vez.
Oreite.
Ponto de-interrogaca.
Vaiiedade communicada.
Epistola t. *
Meo Flho*. l-i o Aristor vosso Pe
aos envo muitosaudar. Pec)-vos.que
me expliquis a epgrafe da vos*i Folha
de gloriosa memoria : cojo sentido nio
me lem sido possivel descubrir pesar
doler trabalhado com todas as forras a
ponto de eriar hum cali no juso e ven-
do cu, que nidi padi pssear do dito cu-
jo sentida, tralei i.j consultar alguut
amig's; porem a lodos achei no mesini
embarac muitos ja com 5 e I calsos ,
e quiso dnidos : soo.Or. Orangola-ugo ,
e mu* o Dr. Pedrea e miiso D'1. Ooc ,
pesso.ss intendidas como sabis foro
os uniros que roa dissero qu aquella
insenpeo nao tinha sentido que foi p-
lhda do Franceza dente decio e enea*
xida martello para apparecer a pala-
vrinha lorpor que vos ach isseis moi-
to bonitinba; e com elf-ito se assim foi ,
tend 'S rasi > j porque >u tambem achei a
dita cuja palivra muito bontinha e alem
disto rasieiiost; porque ella em Pptuei
se diz Stuprui- assimsemelbanca de
_ estupor gente estuporadi furiosa,
endiabrada kc &c En sentido proprio
ella segnifica dormente preguicos,
esmorecido ic. E era sentido figurad i
ella segntfici estpidos best Ihe*,
toleires pedacosd asno &c o qu* ludo
muito vos eonvem ... porque cpm is-
to podei*.... niiis era ludo se pode
diser meo fllho*. Ilespondei disendo-
ns.seos I). D. supra intendero b-m ,
ou ento dando-me a explicico que vos
peco pos lambern qu-ro saber alguma
cou/.a de muito, que vos abis. Recebei
hum bam epxda benci de vosto Pai ,
e amigo. O Aristor, P. So vosso
Avo Crotopo el muilo salisfelo cora vas-
co apeur de tambem nao vos-entender ,
e pelo portador desti vos remet huma
hercio.
Perguata-se aos Snis. do nobre orgu-
lho be o Oxul tambem he colloboiadoi?
E a rasa be porque o estillo e as boa
lembracas paiecem d'elle ; ealem disto vi-
inos copiados certos veisinhos quo ovil
ora fora transciipto por elle e por isso
naganhara S. S as alvicaras. Perdo-
em S. S. e com Uto oa eocommoda.
O Firmo.
LOTERA DO LIVRAMENTO.
Nao obstante os troperos que parece sn
lem querido de proposito oppor a boa f
e crdito da Lotera verifiuindo-se lodt
via huma progressiva extra dn bilhetea
a ponto da pouco menos de melada restar
por vender, pelo presente convida o The-
soureiro aos amadores destes jogos para
coucorrerem compra dos ditos bilheles ,
aimduque ule o n do presente mez de
Outubrose possa maicir o da impreteri-
vel do andamento d.,s rodas, lendo os
compradores allencao nao s au justo fim
para que foi semellianle Loteria concedida,
como as vantagens que otferece o nosso
plano publicado no verso dos bilhetes ,
cujas sortes couvidao ccrlamente a arr u-
car nojogo.
AN NUNCIO.
O actu l arremnauta do Imposto da
a,ooo res por cabula de gado vacuo a*
visa ao resp ilavel publico que a carne
nettta semana de i a i) de Outubro he a
23 jo res por arroba e quo os assogue
sao nos tugare do costume.
A V I Z !" I I V K H S ON.
|9| Quem quier camprar hum garro-
te goido t dirija se a Magdalena sitio da
Rangel.
Q^. Fica transferida a venda do Bri-
gueAlcides, en leilo para odia 17 do
correte na Praca do Ciommercio s j 1
horas da mauha.
i-i? Roga-eaquem tirou humas car-
ta do.Crrelo vunjas do Porlos- para Jos
Francisco Dt*s, tal vez por igualdade de
nome baja do as mandar levar a ra do
Crespo loja D. 8.
Quem precisar de 100,000 res at
um coulo de re* a juros dando piano-
res de ouro ou piala ou firmas a con-
tento : dinja-se a e&U Typogiafja.
-- Arreuda-se lium sitio com* urna boa
casada vi vend, e com cmodos suficientes
p de fructas, e com huma estribara para
cvalos, tem annualmcnte pasto p*r seis
vaca*, e coa boa cacimba d'agoadebe-
bt>r, silo no lu^ar do arraial toda a
pessoa que o pe tender drija-se a ra do
crespo u. 7.
Precisa-se: de huma casa terrea em
qualquer das ras do Bairro de Santo
Aotooio que ne exceda o alluguel do
seis a 0110 mil res nteasaes, dando se a-
lem do fiador dea mil res de grati-
ficacao quem a tiver dirija-so a esta
Typografia, que aehara' con ir alar do a-
juste.
... Qaem tiver par venuer huma caza
terrea, sendo 00 bairro de S. Antonio
que nio aej t le alto preco anouncie.
..Quem precisar de bum rapaz Bra-
silero para caiaeiro de loja de fasendas,
ferragens, ou outra. qualquer oceupacio
eveepo venda, pois sabe bem ler, escre-
ver e contar dirija se a ra da Cru
renda numero 3a que se dir' a pessoa,
quo se propon he. A misma d fiador da
conducta.
.-Quem precisar de hum caixeiro de
ru do que tem bastante pratica e d ri-
anoa a su 1 conduca, diriiija-se no atter-
ro los Alegados ua carreira de casas do
Pj. casa di quina do 1 ampeo ou n-
nunrie.
m Priciza-se de duas pvateas decapa*
cdade eheis para o servipe de casa da_
nev, que deem abono a sua condala : a
fallar n+ beco da Tbeateo de 10 ht>ra alA'
mio aia a das 4 em diat/


4

... Ou.lquer pessoa que quiser aJisn-
Ur a um Senhor de encubo u quuntia de
1:000,000, para este llm remeter sua sa-
fra prxima futura, fuendo uoi lbale
que* M tratar de um Imito en arroba sobre
0 preco quj houver de dar u assucar ga-
ranliudo sa este trato pode annunciar.
Precisa-so de 3:ooo,ono a premio
por tempo de u mezes d indo-se por ga-
rant*, escravos ou predio desembarassa-
do de qualqoer duvida ; quena quiser dar
aunuucie.
O Sr. Moreira com vend na ra do
Rozaiio qu recebeo do S.\ Mano'el' Jos
llabelio di Villa do Limoeiro 3uo,ooo pa-
ra entregar ordem do dilo Senhor
Rabelo qoeira annunciar a sua morada.
Pretende se alagar urna olaria que
twnha campo suficiente para trabulhar 8
pesso^s i que o seu Torno cazinbe de 10
milheirosde lijlos para cimas quero a
tiver aunuucie; advert-i-se que. timbera se
recebe por traspasso de algum rend -ito ,
que nao queira mus continuar, e se ofle-
i-ce algumas luus seudo quj a mesma
agrade ao aiinuncianle.
-- Alug se pura piss.ir a festa urna
casa prxima uo rio no lugar da Capung
com eommodos para grande familia: a tal-
lar com o Major Jos Carlos.
. Precisa-se alugir urna casa terreo
sendo no luirroda S. Antonio e.que nao
exceda o seu aloguel lo (iooo a 7000, nao
excepeo de ra nena bandado de casa :
lias 5 ponas O. 12.
... Joao Neporauceno de Mello faz pu-
blico as pessoas que e.->tao a dever ao seu
finido irinj Miguel Ferreira de Mello ,
que hajode ir pagar ao anmiiiei inte, que
se acha leg lmenle lia beblado, nopraso de
1 5 das, pena de que o nao fazendo serio
conslrangidos apagar judicialmen'e.
- Roga-se ao Sr. iVianotl Piulo que
que ra bir ou mandar na ra do Rozaiio
rstreita'n. ioj para acabar com o nego-
cio que o mcsiiij Sr nao ignora.
Precisa-se de um 1 ama de leilt for-
ra ou captiva, sendo que nie tenhafilho :
ne'sta Typografii se dir quem precisa ou
annunrie.
O Sr. Joaquina Jos da Penha, di-
rija-ue a ra t llozariu d<-fronte da Igre-
ja. venda D. i5 no segundo andar para
iic;;.icio de sr u interesse.
Precisa-s^ de urna rapaz Brasileiro ,
ou portuguez d- idade de 12 a 14 minos
pa>* c ix iro fura di prac : ms 5 ponas
Lja de fut-,ndu I). 18.
Quem tiver ulgum.is msicas para
fl)uta a saber senda boas peinas queira
aiuiunci.ir.
. Urna mulliT lira tic i se oFerece a
servir eiu cusa d- um bomem solleiro de
portas dentro com todo cuidado relo,
be de boa conducta quema precisar di
rija-sea ra do< barbeiros na casa onde
morou o Pavolidn caixeiro que foi de
Antonio Marques d 1 Costa Sjares.
85^ A mulber que u pouco lempo an>
nunciou por este Diario querer-se sujei-
tar ao servico do huma casa de pouca fami-
lia nicamente com a conveniencia de
Ihe darem o sustento e vestuario, sendo
i llenamente desempedida e no leudo
achaque, querendo liir para u Cidade de
Olinda fuer o servic: interno de boma
caza de bum bomem cazado cuja familia
consta de quatro p. ssoas oodo ser muito
liem tratada e at fte-Uie no ca-
zo de agradar algum dinheiro piando
poeeis.ir ; annuncie, ou ditija-se a ra
de. Malinas Ferreira sobrado pj. 11.
Joo liaplista Correia meslre de
pintor fu scieuto a todos os seus fregue-
zes que quandosi quiser ulilisar de suu
preslimo podem pi ucura-lo atraz do Ch-
imo velbo na ra da concordia casi u. 10 ,
queahi o acluro pin tratar sobre qual-
quer obra que esliver em seu alcance e o
mesmo promette dar comprim-mlo aos
seus traas que fizer com qualqusr Sor.
pqis be dd costume assim fazer e lera
Jeito al o presente.
.-- Arrenda se duas otarias perlo da
praca ama.gem do Rio capibaribe a vis-
ta dos prebndenles te dita as coramodida-
des, comduas canoaj grandes; a fallar
com Antonio raselino de lauda Caval-
aiili na ra do Palacete.
Quem quiser dar a premio 100,000
sobre piubores de ouro, epjc lempa de
< inezes aunuucie.
IIU1UO DE PERNAMKO.
O Padre Antonio Tbereso de OU -
veira Aiitunes faz scieute a quem mais
Ihe convier que se acha em praca para
ser arrematada em asta publica a quem
miis der utna sua parle que lera na mo-
rada de casa de andares 11. i 4x Slla "u
ra da moeda 110 frle do Mallos livre e
desembarazada para quem a pretender ,
com muito linda vista para o mar ntido
boje mora Sa utos Braga quem na mesma
parle tjuisrr laucar dirjanse a residencia do
Sr. Dr. Juiz do Civel da seguuda vara pe-
las 4 boras da laido 110. dias segundase
quintas feiras.
"Longe de punir pelo Drama de Mr.
Gonet s me lemito a pergunlar ao Sr.
X Y Z qu.l he o Tbealro do Brasil quo
aprsenla decoracoes analogis a lodos os
Dramas ? .Quaes os grandes actores que me
apona no Brasil ? ( nos Diarios do Rio
apenas se diz alguma cois de Vicior o
Joo Caelano os mais sao 8 e-Q do horn-
illo ca, e l.i ) QuW a grantjtt parte que fez
o Sr. Antonio Lopes na peca A Mola-
tinha -- para que houvesse de ser sensu-
rado? Se Ihe nao basto as pinturas omiis
obras de decorado e illuminaco, feitas
no cuito espac tle um mez ? Km que po-
ca vio o nosso Theatro melhor dec >'ado ,
lano em scenat io como vestuario? E final-
mente quaes as loteras, ou pencos, que
a immilacao das outras provincias se te-
nbiocousedido a este-Tbeatro, pura poder
sustentar urna compmhia tai nal requer
oSr. X YZ. Y'.
AVISOS MAKkTIMOS.
PARAOASS', Touros, e Caicara ,
a bem cotilleada Sumaca S. Jos Palufox ,
subir com toda a brevidade quem na
mesma quiser caTregar ou bir de passa-
gem dirija-sea fallar com o seu propieta-
rio Luiz Kloy Duio na ra da Cruz do
Recife n. 17.
PARA LI-VERPOOL, a Barca Ingiera
Esk Capilo Beil de priuieira classe ,
sahii com toda brevidade 5 quem quiser
carregar ou ir de passagem dirija-se aos
Consignatarios Hariisuns LitUm & lie li-
ben ma di alfandega velhu.
PARA O HAVRE a muita velleira
Barra Francezi Henry A Ljui/.e quem
nella quiser carregar ou bir de passagi-m ,
dirija-se aos seus consignatarios B Liss-r
re & Coinpinhia rui da sin/all velba
numero 4*
PARA LISBOA at o fimdo crrente
mez por ter pule da carga prompa o
Bargantim Portuguez Viriato,. ltimamen-
te fabricado e encavilbado de coin ,
quem no mesmo quis r carregar dirija-
se ao proprietario na ra da Moeda n. l4i
ou ao Ca pit o Antonio Gomea di Silva.,
na praca.
LEILAO.
Terca feira 16 do corrente continua
o It-ilio de Aim Eradel e Djngla Fiere na
ra da Cruz D. 60.
C OM P R AS.
Urnas andilbas; quem livef ,tfn-
nuncie.
Urna casa terrea sendo no Bairro^le
S. Antonio que s( lenha aquntos, e
nosequerde muito valor, preferindo*
se as ras de Hurtas, Direita, Agoas ver-
des Carmo e mais anexas : 110 Pateo
do Hospital do Parmso D. 1 (i.
Urna grammnlica pbdosopliica da
lingoa Fortugueza por Jernimo Soares
Baibosa ; quem tiver annuncle.
VENDAS.
- tima escrava d* naci cotrnha ,
ensaboa, e he quilandeira muito fiel e
sadi* : na ra de agois verdes sobrado D-
cima 3 que tem empeada.
A venturas de Telemaco em fren
ca v. diccionario francez portuguez,
e pHluguez francez a ?..-, Ccrnelio Nepo-
te em latim 1 v., 4- <>mo de Selecta ,
diccionario em lalim augmentado com o
da fbula tudo em boru USO, e por pre-
cjcommodj; m l'iacinba do Livramento
loja n. 2a.
Urna cama em bom uzo urna jarra
grand.i de esftiar agoa duas mezas, 4
mangas de vidro meia duzia de cadeiras
americanas e entras muilas coisas per-
lencentesauma casa ; quem pretender an-
nuncio
--- Pannos finos de varias cores para
casacas e sobrecasacas por preco cumtao-
(lo : na ra nova D. I Je 14 loja-de Anto-
nio Ferreira da Costa Braga.
Um Quarlo carrrgador por prego
commodo a uinheiro ou a praso na ra
id.va fabrica d: chapeos D. '$ defronte da
Cambo do Carmo,
Um molalo bom official de sapaleiro,
com 3o unios de idade bonita figura,
sem vicio nem achaques, e muito proprirj
para pagem : -na 1 ua do muro da perda so-
brado D. 18.
Meias para meninas de todos os td-
manhos dil >s de algndoe de seda pira
mulber e bomem luvas ditas, bicos de
tars a vara para cima e nutras fazen-
d.is tutloencotita. N. B. Faz-se ve tidos
chapeos tucas e outros objectos de cn-
comenda com promptido, e por preco
commodo : na loja de Mn: Daniels, pri
meira loja de fazendas no atteno da Boa
vista passando a ponte lado esquerdo.
Humi escrava parda com algumas
habilidades : os pertendentes dirija se ao
piteo do Terco D. 6, onde a vero para
depois tralarem doajusle no Escriptoriode
Adolfo Sch.imni.
Uma escrava de idade tle 18 annos ,
sem molestia alguma bonita figura en-
gomma alguma coisa ensaboa sabe fa-
zer pndeloe b linh< e he boa quilan-
deira : na ra dos Quarteis D 9.
Cem palmos de Ierra em largo, fun-
do abaixa mar de capibaribe cujo terreno
lie de propriedade e silo no atierro dos
aifogados junto aoSr. Antonio Rabello: na
ra de aguas verdes sobrado D. 10.
Uma escrava den annos de idade,
engomma cose, cozinba, eludo'faz com
perfeico ; nina preta de meia idade co-
zinhi e lava roupa : na ra de aguas
verdes sobrado D. 20 defronte do consisto-
rio de S Pedro.
Um escravode naci de dad de
20 annos, muito sudio e sem vicio al-
gum oque se alianca ; uma escrava de na-
cao perfeitaeostureira, e engomma lisa;
uma dita oplima engommadeira 5 e uma
negiinha de id ido de ;sa i3 annos com
bous principios de costura : passando a
Igieja dos \lai tirios no primeiro andar do
primeiro sobrado.
Excelieoles bixas ebegadas aaltima-
roenle, coma condicao de trocar-se as
que nao pegarem e por preco commodo:
na praca da Independencia n 20 t e na
ra dos Quarteis D. 3.
Um sitio na estrada de Joo de Bar-
ros com uma bem construida ca-a do cam-
po a moderna chaos proprios frente
cercada de limo eterna mesma 1818 pal-
mos bastantes arvores de frulos fonni-
davel baixa para capim terreno mais que
suficiente para plantaces recebe 6 a 8
v3cas de leile : a tratar no primeiro an-
dar do primeiro sobrado passando a Igreja
dos Martirios.
-- U;iia negrinhade naci, de idade
da 10 a 11 annos, 'cozinba o diario de
umi casa lava de sabio e oplima para
lodo o servico : na ra Direila D. 20 lado
da Igreja do Livramento.
- Uma casa com 40 palmos de frente ,
a moderna toda tnvidrassada, com quin-
tal de 5oo palmos plantado, maior p ir-
te murado, em chaos proprios, cacimba
com agoi de beber parte delta ladrilhada
de petlra marmore com algrete porlio
grande no lugar que vai pata estancia :
a tratar na ra da cadeia de S. Antonio
Decima g.
- Uma prela de bonita figura serfl
vicios : na ra da Cruz em casa doSr. Bo-
li Chavanne lerceini andar a falar com
Antonio Joaquim de Puntes Lins.
Urna negra de naci mucambique ,
debonila figura, com 18 annos de idade ,
com principios de costara : no atierro da
Una vj.ta o terceiro sobrado a esquerda.
Urna negra que sabe cozinhar o di-
ario de uma casa lava de varrella (ir
doces de todas as qualidides entende de
fomo faz pndelo e todas as qualida*
des de bolinhos : nt ra atraz dos Mar-
tirios D 3a.
-- Urnas das principaes vendas da ra
Direita D 3o : a tratar na mesma.
Um moleque sapaleiro de duda
de 18 annos : na ra de S. Thereza D-
cima 24.
Uma negra de naci angola de
idade de 14 annos, boa quitandetra' 0
lavadeira tambem se troca por um p/elo
que seja moco prefenndo-se canoeiro :
na ra da Cruz n. 38,
Um bom cavallode estribara bpm
gordo ruco e com todos os bons'anda.
res : as 5 ponas venda D iq,
Uma preta moca sabe bem engom.
mar e cozinbar e hab I para lodo o ser.
vico da uma csa : ni ra da Guia n. n.
Veos de fil de lindo mudo fnese
de ult.mo gosto carteiras de algibeira
resmas de papel almaco dito de peso, mi!
Ibeiros de p da Independencia n. 39.
Garrafas vazias a duzia 710 : n'o
beco do porto da* canoas na quina defronte
do Marcineiio.
KSCIAVOS FIXIDOS.
No dia 5 do corrente fugio do en nTio ginipapj um molato de notne Manuel
official de sapaleiro em um quarlo sel-
lado e enfreado cuj> mol ilo foi do S;\
Francisco de Carvalho e comprado ao
Sr. Manuel Joaquina Cutdereiro na ra no-
va ; quem o pegir poder entregar a ra
Direita quina do buco do serigado sobrado
novo de doisanda es no segundo que se-
r generosamente recomp rasado.
Um escravo de noroe Alfonso, de
naci Mucam'iique, estatura ordinrit,
com urna cova em uma face ps grossos ,
grosso do corpo ,' fugio no dia 5 do cor-
rente ; quem o pegar leve a ra da cacim-
ba no aun sem de' assucar 11 5 que sea
generosamente recompeusado.
--- Di fugar do K i be iro fundo Comarca
da Villa do Limoeiro em o dia 6 de Janei-
ro do corrente fugio um e*cravn de nn.
meFrancisco ere mo, fullo rosto liso,
c ra busso de barba de boa estatua,
co poa porporcionado pernas um tatito
finas tem o andar um lano a cambitado,
mu to bom almocreve pois he do que vive
ja foi visto na Boa vi-ta uzando desle offi-
cio tem de idade 24 annos pouco m.-is
ou menos uza tambem de vender miude-
zas ; quem o pegar leve ao seu Sr. Fran-
cisco Pereira de Liicena no sobredito lugir
ou ao Sr. .VJanoel Jos Mendi-s ou a casa
do Sr. Joaquim Luiz de Mello Carioca,
que ser generosamente recompensado.
Fugio no dia j de Oulubro um mo-
leque de nome Joao do geutio de angola,
com os signaes seguintes : reprsenla ler
18 annos, estatura regular bem pareci-
do bastante alegre falta-lbe um denle .
ou lem uma grande aberta junto apresa, terrt
urna perna aiquiada com um gato no pe
vallando para dentro e uma sicalriz em
cada tornozelo da p vsstidocalsa e camisa branca e um bon
de panno azul com uma (ira de coiro de
lustro ; consta andar aqu na praca e oc-
culta-se de noile para as partes da capunga,
tambem antla pela Cidade de Olinda ondo
esteve algum tempO ; quem o pegar levo
dentro do Recife na ra da Croz n. 61 ,
que ser bem rtcjmpens:do.
MOVIMEISTO DO PORTO
NAVIO^ ENTRADOS NO DIA 12.
MONTEVIDEO; 38dias, Brigue Sardo
Colomba de ol Tonel. Capitn Anto-
nio Cpala, carg carue secca: *
Sch'amm.
BOSTON 5 5o dias Brigae Americano
Lader de 137 Toneladas, Capillo Ger-
rek, cirga varios genero: a Henri-
queFoster.
PfcRM, HA Ti. DE M. J. BE l838.


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