Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06029


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Full Text
-**
ANNO DE i83S. SEATA FEIRA
CAMBIOS.
Outubro ir.
Londres 18 Os. St. por i#ooo ced.
l,isboaoo q5 por 100 premio, por roeUl. Nom. ,
J-". anca'340 345 B* Pr tranco.
Kio de Janei ro o par.
Moedas detij/400 i5#joo as vclhas novas i4#6oo.
4$uoo 8#iooa Cpoo
{esos Coluinnarios i/fibo a i^rjirt
-Uittos Mevicauos jjtjo a litigo
i'.iiicoeus liasilciros i#68o a '#700
Premios das Letras, p 'Cobre ad par .
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTES.
"tVuUde da Paraiba e villas de sua preteurSo ....
.(:|.1cU.loKio(;ra..lcdoWurte, o villas dem Sedas e Sextas fairas.
X.'iiltdc da rortaleza e villas dem........
Villa de Goianna............. '
Cid ule de Olinda............. Todos os Hias.
"Filia de Santo Antio........... Quintal l'eiras.
Dita de (iiiianliuns............ Diaa 10, c-jo de cada mea
J) tas do Cabo Serinliaein, Rio Forinoso, e Porto Calvo dem 11, e ai ditto dio.
Pujan' de Flores...........'. dem 17, dittodillu
Todos os correios partcm ao raro dia.
\
la DE OUTUBRO lLufcllO aa,
i'uilo aora depende de nos lurstnos ; da ni ssa prnder-ci,
inoderaco e energa : continuemos como principiamos,
e seremos apontados com adlirtc entre as iVacoes 10ais cul-
tas.
Proclamuco da As&euiblca Gtral do brasil.
* s-
Sobscreve-se para esta folka R mil reis mtnsaej paos adi-
anlados nesia Typogralia, ra das Crasos I) \ c ua daca
da Independencia L). 07 e .8, onde se recebe ci'uopon-
dtneiu legalisadas 0 onuncios: patriado la esie gratis
sendo dos proprios *sgnanles, vbulos aatignadoa.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda S. Brgida Yin. And. do Juiz do erime de tarde c tesis da 'II,es. P,
) Terca S. Dioniosio I!. ItelacAo de manli aud. do X..dos T. de (arde.
10 Qoarta S. Fraocisco de liorj. Sesso da ThesoVaria Provincial. Q. naiag. as 7 Loras
44 min. da 11111I1 .
11 Quinta S. Fniiiiuo fi. M. Relaco de raanh e audiencia do J. dos orlaos de tarde.
lirSeita S. Siprano I. M Sessio daThesOuraria Puh. c aud. !<> Juia lio Civel de tarde.
i.> Sabbado .V l'iduardo II. RelacSo de inaiili, e aud. do V- O. de larde.
14 Domingo O Patrocinio de N. S.
Maro chcia paia o dia 12 de Outubro.
As 10 boias 4 minutos da manb -- As 11 horas 54 minutos da tarde.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
O Vice-Presidente da Provincia, auto-
risado pe artigo aj pargrafo 4 da le
de la ce Agosto de 1KJ4 a expedir or
-dens, Inslrucces, e Regulamentns ade-
cuados a boa excussa das leis Provinciies
designando que as Propostas para os Pos-
tos vagos dos dier>os Corpos da Guarda
Nacional, fetas pelos respetivos Coro-
m.mtljnti s em virtuile do artigo 18 da le
Provincial N. 13, de 14 de Abril de i83t
seja organisadas de um modo uniforme,
e regular, e recaio nicamente sobre as
pessoas que tiverem os necessarios requi-
sitos, e qualidade para -oceupar os ditos
Pustos, com o que mdito lucrara' a dis-
ciplina da niesuia Guarda Nacional de-
termina, que observen) asst-guintes :
. INSTRUCCOENS.

Artigo 1. Os Commandante dos Cor-
pos da Guarda Nacional nao proporo pa-
ra os poslos vagos de ofliciaesdos mesmos,
se nao as pessoas que residirem no dis-
triclo da companhia, para a qual izerem
a "proposta, e na falta dellas as que resi-
direm no districto do Batalh;>6 em pri-
meiro lugar, on nq termo do municipio
em segundo, ou dentro da Cumarca em ul-
timo caso. Estas pessoas devero ter a
mcessaria robustez e satide para o ma-
nejo das ai mas, e defesa da naca, e ser
escolhidas d'entre as d maior representa
cao por seus talentos, riquesa, e bora
compoi lamento, procurando-se sempre em
igualdade de circunstancias as que hou-
\erem ja servido as antigs milicias.
Os Commandanles interinos dos Corpos
nao podero lser propostas para os Pos
tos da Guarda Nacional que se acbaiem
vagos no lempo-do seu commando.
Artigo a. Pata prtbencher os pestes
que.' vugarem em cada eorpo, proporo
es seos respectivos Comrr-.and-.ntes em
primtiro lugar aes offici es dos Pustos iro-
mediatamente nlt-rioies ou Guarda do
seu Carpo* Nestas proposta3 se derlira-
r piimeiro a id.de, estado, quslidade.
nalwalidade, residencia oceupacao e
endimento do proposto ; segundo qual
a sua conducta, desde que foi qu.lificado
Gnaidu Nacional do (oipo em que sea-
cba ; e terceiro o motivo da vaga, que d
lu;ar a proposta, tudo na conformidade
do moddllo junto.
Atl go 3 Quiodo vagar o posto do co-
mandante ile iium corpuda Guarda Na-
cional, oOllicial, em quem recairo Com-
mondo, paiiecipal-o-bj logo aochefeim-
m-diatamentH Superior, na conformi-
dade d< decido de5'deJuIbo de iH.5(J
a fim deqnetsic o communique ao Pie
sidente da Provincia, e possaifaser-se sem
demera a nomeaco do commandante pa-
ra o dito eorpo.
Artigo 4 (guando porem vagar algum
posto de otHci.il da Guarda Nacional, por
moite ou por efl'eito de bsi-a imposta.
peloConselbo de deseiplina na formado
artigo 86 da le de 18 de Agosto de i8'i,
o commandante do respectivo Corpo fara'
un Jutaaiei)tu a p'op. pira o preltenclier
Si a vaga provier de nao baver se o *orb>tal
fardado no tempo marcado pelo artigo 5i
da mesm L'i de se ter ausentado por
mais tempo do que o determinado no ai-
ligo 16 da R-soluca de aod oulubrn de
rBJa, combiuudo com o 18 da |e Pro
vincial de i4 de Abril de i8Jt, o com
mandinte do corpo Horneara' um conse-
II10 de Disciplina, a fim de examinar o
facto, e declarar se o olhcial tem ou nao
incorrido as ditas dispnsico-'S, convi-
dando-so este a justificar se da falta que
tem commeiido, e procedendo-se a sua ie-
velia, quando nao compareca.
Artigo 5. Sendo nllirmaliva a decisiio
do Con-elbo de Disciplina, sera' ella re-
metida com todos os pjptis relativos ao
Presidente da Provincia com a proposta
para o posto que se declararon vago, a
fim de as approvar, caso as julgue feils
na conformidade do quo prescrevem estas
Inslruccesl
Palacio do Governo de Pernambuco 14
de Setembro de 1838. Francisco d
Paula Cavalcaoti de-Albuquerque.
Acbando-se concluidas as duas pontes
dos Carvalhos, e da Magdalena e deven-
do eslabelecrr-se nellas barreiras para re-
cepcio de impostos da transito deslina-
dos a conservacao e melhorimento das mes
mas pontes, e estradas contiguas; o Vice-
presidente da Provincia, autorisado pelos
artigo* 25 e at da lei provincial N. Q, de
10de Junbo de i835, determina que se
observe o seguinte :
REGULAMENTO.
Artigo 1. llavera' em cada humi das
pontes dos Ca/valbos, e da Magdalena
liuma larreira, em que se pagar huma
lav exclu/ivamente applicada ao mellio
ramento e canservaco de cada buma del-
l.is, e das estradasque a ellas vo ter, e
c a importancia ser recolbid ao i: fre
do fundo das estradas, com as precisas
claresas na conformidad* do disposlo
no artigo *^ da Lei Provincial citada.
Artigo a. Esta taza sei. cobrada de to-
dos os aninaes e vehculos, que pissn-
rem pelas ditas ponte< ; e a su 1 importan-
cia ser declarada em cada Barre ir em
burh Gula/, p oto em Jugar saliente, de
modo que todu$ possao sabsr quanto Ihes
cumpre pagar.
Artigo 3. O valor da anidada na IW-
reira da Ponte dos Garvalhus seri de vinte
reis e na da Magdalena de 3o reis ; e as
laxas seio fixadis na ras o seguinte :
1. Cada animal ovellium, cabruna, ou
porcum, ni raso da metade da unidade.
Cada animal vicum enrular ou
muar, em manada ou s, sem cavalleiro
nem carga, ou sella e freio na rasad de
Jiuni.
3. Cada bum dos ditos animaes com
carga, cayaletro, ou sella e fieio, na ra-
sao de do lis.
4. Cada animal vacum, cavallir, ou
muir, tirando carra-descarregada, de du-
as roda movis e eixo fixo, e de pinas
com menos de (nitro polegadas de largura
na rasaG de tres.
5. Se as roda-; forem li.vis no eixo, e
com 1II volteiarem, na razo de seis.
(J. Se o carro porem tiver mais de du-
as rodas, diminuir-se-ha urna unidade por
cada arodis; ese as pinas das rodas ti-
verem qintro polegadas, derainuir-se-
li 1 urna unidade em cada carro 5 e d'ahi
para cima nada dagai o carro, mas so-
I mente os animis ipie o condusirem.
y Cada unta debis tirando carro do
mato de rodas ferradas e sem carga, na
rasa de oito. Si as rodas porem, nao
forem ferradas na ras..o de nove.
8. Si os carros, deque tratao os qual ro
pargrafos antecedentes estiverem carre-
jados, pagiro mais duas unidades, do
que os descarregados da mesma especie
(). Por cada animal, que se accrescenlar
ao carros, de que Iraleo os anleccdentes
pargrafos se pagar'uma unidade mais.
lo. Cada carrinho, carro, carroca, se-
ge traquitana etc. puxado a mo, seja
qual for o numero de suas rodas, largura
das pinas, qualidad do eixo, viudo des
ca regado, na rasao de duas unidades -, e
carregado na tasa de tres.
Artigo 4- '^s laxas mencionadas se>o
pagas tanto pela ida com pela volt* e
simente ser.i isento de as pagar: 1. os
que and Tem a p as pontes sobreditas;
a. ospadres, e pesoas que acompanhare.ni
em acto de administracados Sacramentos;
3. os eTeitos que o reconhecidimenle
de propriedade nacional ou Provincial ;
e 4' "S pessoas que transilirem pelas pon
tes em acto effeelivo d- servieo publico.
Artiga 5. Toda a pessoa quedeixarde
pagar, ou tentar nao pagar as taxas mr-
calas empiegandi mcios illicitos e re-
pujados, ser multada em dez a trinta
mil reis, e no dobro as reincidfmeias, a-
l.-m du pagamento da tax, pelo Inspec-
tor da Barrear com recurso definitivo
para o Inspector Geral das obras publicas.
Artigo6, Pira tornar f-etiva a dis-
posica do artigo antecdante, os Inspe-
ctores dis Barreiras aprehendern logo
^ens equivalente para o pagamento, 0:1 as
propriss pessoas em filia de hens e. po-
dera deprecar a qinlquer autoridade a
upprebeiiso, que nao poderem faser por
si ; procedendo se em lado administratt*
vamentei esem f rma ndciaria
Artigo 7. Qaanda occorer duvid.i so-
bre o pag-imenio di laxa, a Birreira nao
sei franqueada sem a (d'/ctiva ontrega
d 1 quantia exigida p-lo respectivo Inspec-
t ir filando entreunto salvo o recurso,
de que tracta o artigo 5.
Arti ;o S\ Os Agentes da arrecadaca
sao officiaaa pblicos e os que se Ibe
opportin cun forya ou amescas incorre-
ro as penas dos artigos ,6 e 117 do
Cdigo crim ; e elles poderad repelar a
forca na forma do artigo 118 do meslo
Cod
Artigo rj. Em cidi B'rreira baver un
Inspector, enearregado do recebimento da
laxas e tres Guardas Barr iras, pura o a-
judarm e toinarem efectiva a Cdhran^a
das mesmas laxas. Tanto unscomocu-
tros sera nomeados pola presidencia da
Piovincia.
Artigo to. O Inspector da Barreira, lo-
go ijue for recebeudo a impoitanfia das
laxas, lanca-la-b em bum ci fire feixnde,
e.nota 1 a em urna tulla curiada dos livio
de tales, organisado pelo modelo sob nu-
mero 1. odinluiro recibido, a fim de
que se pos** saber qual o rendiment diario
da Barreira, e o nuuieodo cada especie de
animaes, ou carros, que transilaro pela
ponte. No dia -eguiute serao passadas em
resumo estas not'is pra o livro, constan-
te do modelo n. Estes livros serao u-
meradis e rubricados pilo Administrador
Fiscal das obras publicas
Ai'ligo 11. O Inspector da Barreira re-
colhera' Administraco Fiscal noi. da
til de cada semana a importancia do
rcndimenle QSS taxis-, a qual sera' guar-
dada e.m cofre especial, ftsendo se as 110-
cessarins dtclaraces quanto as entradas
e sabidas do- dinheiros.
Artigo 1 a. Orendimento das taxas fr-
mala uids classe separada da ere i tu e des-
pesa Provincial ; e o m.u bataneo e orca-
mento Provincial serlo annualmente pre-
sentes Assen Llea Legislativa Provincial,
por ioiertnsdiji do inspector da Thes .li-
ra 1 i a.
Artigo 13 O Inspector di Barreira da
ponte ta Magdalena veneeia, por bou pe-
lo seu trabatho cinco por cenlo, e 06
dos Carvalhos selte por. rento da que s;;
arrecadar li o fim d<* cada mes, pagas
pela AdminirfraeaS Fiscal. Os >
Birreiras lera os venc mentes que se tbu
marrnreiu pagos da mesma sorte.
Artigo 14. O Inspector da Barreira par*
tecipan ao Invneclor Gcral d-s 1 bras pu-
blicas qu'jcs o oonserlos, de- qj- lueirssi-
tar a ponte, em que se ..i-ia a l> n eir a st u
cargo, ( os obstculos que obstruirem 1
curso do Rio, e poderem d> qoafquer
modo damnificar a mesma ponte, para o
que o dilo Inspector geral ili liara' as
convenn otea instrucc5*. Outrosina fa-
i tudo m'is de q' olnspectoi Geral u en-
earreene para o bom Oesempeiibo des'.s
Comnvssio.
Artiglo. O I.iip-ctor Geral das obra*
pnblicas mand r faser aadispe^s neres-
esaarias para o esta bel ciosento das Bar-
reiras ;is qnaes sero abonadas pr k*v>-
riameni" pclquanlia mateada para as o-
bias publicas, v paga au depois pelo reu-
dimeulo das Barr-iras.
Aiti|p it. O Insp ctor da Barreira
* A I ...
preotaia tianca Idnea antea ua principiar
M fnnecoes do seu empie.go, aos valares
que hoow de receber, regulada a ido-
neiade segundo o mximo presum-
vei do RcodimcnlQ da Barreirt. por espa-
V'odebum mez.
Artigo 17. Esteregulamento podera* ser
alterado, e lera vigor, em qoaulo nao Tur
definiTimeniQ approvatio pe* Aasembltr**
I


DIARIO DE PRRNAMBUGO
Legislativa Provincial.
Palacio do Governo de Pernambuco i.
de Stembro de iSiS.-Francico de Pau-
la Civalcanti deAlbuqaerque
Espediente do da 4 de Outubro de
i838.
Officio-- Ao Prefeito da Comarca de
Nazarcth concedendo-lbe i5 dias le liceu
c:i que pedio pira vir a esta Cidade.
Dito Ao Prefeito da Comarca do Re-
cife comraunicando-lhe que pode man-
dar receber no Arsenal de Guerra os ao
bicaraartes que reque&itou para o servico
da Polica.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Ma-
rinha ordenando que remeta parabor-
lo do IVivio que ora segu para a Illia de
Fernando as racdes precisas para ti senten-
ciados q' tem des.-guirempira a^i l'asendo-
osembarcar, logo que Iheforem mandados
presentar pelo Prefeito da Comarca.
Dito Ao Prefeito da Comarca do
]' cife, communicando lite a expedieco
da ordem supra.
Dito Ao Gommandante da liba de
Femando aulbOrisindo-o para abnar
p?lo Almoxarifadoda liba aos Mestres e
Officiaes de Car pina Ferreiro Tanei-
ro nos dias somonte em que liabalharem
a gratificaco de ilio reis diarios, que por
determinaco da Presidencia de -a"] do A-
bril du 1039 se mandou abouaraos Pedrei-
ros nao existentes.
Dito--- Ao mesmo Iouvando-o pelo
zelo que tem mostrado pelo reparo dos
Edificios eFortalesas da liba e commu-
nicando-lhe que abordo do Brigue Trium-
pho Ame: cano Ihe sao remettidos os ob-
jtclos que por dederenles veses tem re-
quisitado e constad das relaedes qu* se
lbe enviad r e que nao devendo o referi-
do Brigue deraorar-se n'aquella Ilha in >is
de ao dias cumpre que ponha todo o cui-
dado em o faser descarregar quanto antes
e tomar bo depois a pedra que lbe foi en-
commendada eiu officio de a5 de Setem-
bro.
Dito Ao Inspelor Geral das Obras
Publicas, exigindo o cumprimeoio das
ordens que se lbe ba expedido para enviar
usa espia da Planta desta Cidade e a
reiaco dos mappas que se acbad ai chiva-
dos no Gabinte Topogrfico.
Portara Ao Director do Arsenal de
Guerra ordenando que entregue ao Pre-
feito da Comarca do Recife ao bacamar-
tcs que requisita para o ser vico da Poli-
ca.
COMMANDO DAS ARMAS.
I Expediente do da 9 de Outubro de
i838.
Officio Ao Exm. Vce-Presidente,
disendo-lbe que comprchendido na rea-
cao que [he bava pedido por seo officio de
a de Setembro ultimo s se chava o
Mfrres de 1-* Linha Flix PeTxoto da Bri-
to e Mello que nesta Provincia exercicia
o logaf de Juiz de Direito interino da r.
Vara do Crime e porisso Ihe transmita
a res posta por esc po que delle se tinha
exigido de querer continuar na carreira
das armas, ou dar preferencia a Magislra*
tura. Que com quanlo a exigencia felfa s
dicesse lespeiloa officiaes, que eslivessem
serviudo na Magistratura nos Empregos
de Fasenda e pro des sa ndo Medicina ,
nadevia com ludo omltir, que os Se-
gundos Tenentes J.P. da S. A. E da S,
M. I. V. B., e Alferes J. I. de C. AI. ,
exercioa Proffissad de Lentes de \ialhe*
maiicas, 3 nesta Provincia, e um na do
Cean'i. e que dellcs se pedindo expressa de-
claraco de quererem ou nao continuar
B,o servico do Exercito remuuncHudo no
caso de afirmativa os Empreados Civil
conforme llus determinara o Aviso da lie-
pardead da Guerra de i4deAbril de a.834
respondero que davo preferencia aos
lugares que eslavo oceupando ; mas que
de neiihum modo podioser privados de
suas Patentes que garantidas se acbavo
pelo art. 14.9 da Constituidlo, e sendo suas
espostas em or ginaes aposentadas a Pre-
zidencia em 26 de Junho, e 8 de Juibo do
mesmo auno uenlmuia deliberado bou-
ve a espeilo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr* devol-
vendo Ihe informado o requerimento do
alguos Negociantes desla Cidade que pe-:
dio a transferencia do paiol da porvora
dos particulares do Forte do Buraco para
a Fortalesa do Brum com o que lucrava
Fasenda e os mesmos particulares.
Dito Ao Gommandante da Fortalesa
de Tamandar aecusando recebidos os
seos officios do 1 .* 4 e ^ ^esle mez e
disendo-lbe que inleirado ficava do con-
tendo dos mesmos.
Circular __ Aos Commandantes d*s
Fortalsas, Ita marac e Tamandar e
dos Fortes Gaib e Pao Amarello, para
que semprc que tivessem de remelter ob-
jectos quer para troca quer para con-
certar ao Arsenal de Guerra deviso logo
ietar a canoa ou balea pausando ao
Canoeiro, ou Baleeiro huma cautela para
ser apresuntada*, e paga pelo Arsenal,
tendo em vista toda a economa da parle
da Fasenda certos de que quando ao
mesmo Arsenal competa faser o fretamen-
to das canoas ou b tic is que coudusissem
para as Fortalezas os objectos requisiudos,
concertados ou trocados.
____mVERSASREPARTICO_ENS.____
TRIBUNAL DA RELLACAO'.
Sesso de 11 de Outubro de i838.
Na appellaco Civel do Juiso de Direito
do Civel da Cidade do Natal appellanle
Francisco Pedro Bandera de Mello, e ap -
pellada a Fasendo Nacional, Escrivo
Ferreira ; nao se tomou conhecimento do
recurso por ser interposto fora do decendio
legal.
Na appellaco Civel do Juiso de Direito
desta Cidade appellanle Manoel Luiz da
Veiga appellada a Cmara da Cidade de O
linda e a Fasenda Nacional, Escrivo Bao-
der 1 : lorio despresados os Embargos op-
op stos por a dita Cunara com declarar.o
de que o embargado te p; gasse de sua
execucio pelo iendiiueulo dos bens pe-
nborados.
Na appellaco Civel do Juiso de Direito
uo Civel desla Cidade appei'anle Jou A-
nastacin da Cimba e appellados Grego-
rio e Jos da Silva Reg Escrivo Fer-
reira ; foi confirmada asentenca recorrida.
Na appellaco Crime do Juiso de Direito
do Civel desta Cidade appeilante Domin-
gos Alves Barbosa appellados Miguel de
Castro e O iveira Anasticia Mara do
Espirito Santo e Arma de tal Escrivo
Bandeira ; se ulgou pela confirmaco da
sen tenca appellada.
Oj embargados de Joaquim Jos Pache-
co oppostos ao 'cordao contra elle profe-
rido a favor de Antonio Lopes Ferreira
na Cauza de appelldco Civel Escrivo
Bandeira ; se ulgou pelo despreto delles
Na Cauza de revista Crime Recrtenle
Antonio Jos de Oliveira Rolim e Re-
corrido Francisco di Cunha Aluniz de
Gusmo Escrivo Ferreira ; se julgou
que tomando se conhecimento do Recurso
enterposto ficasse emprncedente.o nv-s
mo recurso por seno verificar alguns dos
quizitos do art. 3o 1 doCod. do Piocesso
Ciiminsl.
MEZA DO CONSULADO.
A Paula be a mesma do num. a 16.
ARSENAL DE MARINHA.
Pelo Arsenal de Mantilla se faz publico
que nos dies j5 i 17 do corrente
mz se hade vender em basta publica jo
saccas de farinbi arruinada pertencente
ao numero das que V.etfo do Rio de Ja-
neiro por cunt do Governo para serem
vendidas ao Povo desta Cidade ; as quaes
foro revertilas da Villa de Goianna res
tante das que para o mesmo fim de seren
vendidas foro enviadas para a dita Villa.
Pelo refferido Arsenal igualmente se faz
publico que nos dias cima indicados con-
linuii a venda da porco de cabos volbos
e de urna pipa de vinho, que por falta
de concorrenles nao foi concluida nos di-
as que se annunciarad.
Arsenal de .Marnha de Pernambuco 10
de Uutubro de i838.
Francisco d'Assis Cabrfil e Teive.
Inspector.
t
OBRAS PUBLICAS.
Nos dias 18 ao,' a2 do corrpnle mrz
se proceder a arremataco do 3.a Unco da
estrada1 de Santo Auto iucluindo a pon-
te de Tigipi e a das obras precisas para
completar a estrada do Giqui ; aquelle
breado em i4^uUa4i reis, eslas em
io:Go5,oo5 reis : os Licitantes sao convi-
dados a comparecer competentemente ha-
bilitados de Fiadores idneos em os refe-
ridos diasao meio dia a dar os lances na
Repartico das Obras Publicas, a onde es-
tfio patentes os respectivos Orcamentos
Descfipcdes e Condicdes para serem exa-
minados pelos Perteudentes em qualquer
dia til as horas do expediente.
Inspecco dn Obras Publicas 8 de Ou-
tubro deI&38.
, Moraes Ancora.
PREFEITURA.
Parle do dia 11 de Outubro de 1838.
Illm. e Exm. Sr. Forio presos hon-
tem a minha ordem e tivera destino:
Manoel Gomia da Silva srmi-branco n
Antonio Jos Annes Braga branco, pelo
Sub- Prefeito da Freguesia de S. Antonio,
este por ter sedusido a urna pardinha es-
crsva de J. Ribeiro Cui- ca para fins libidinosos e
aquelle por ter insultado listante a Fran-
cisco da Costa Amida n Mello.
E oque consta das partes boje recela-
das n'esla Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeilura da
Comarca do Recife 11 de Outubro de
1838. I llm. e Exm. Snr. Francisco de
Paula Cavnlcanti de Albuquerque Vice-
presidente da Provincia. Francisco An-
tonio de Si (Jarreto, Prefeito da Comarca.
EDITA L.
A Cmara Municipal da Cidade do Reci-
fe e seo termo &c.
Fae s*ber que em virtude da r$olu.
co do Exm. Vico-Presidente da Provin-
cia em officios dactados de a8 de Setem-
bro ji p e a do corrente ter princi-
pio no dia 18 do mesmo arremataco
annual das casas da Praca da Independen
cia de nmeros 17 e 18 21, e aa ;
as da Praca do mercado do Bairro da Boa-
vista ; ditos da Ribera do Peixe e Praca
do mercado deste Bairro ; o contracto das
afiericoens ; e o restante dos talhos dos
assogues dos Bairros de"Santo Antonio e
Boa-vita.
E para que chegue a noticia de todos
manda publicar o presente.
Recife em Sesno extraordinaria de 8 de
Outubro de 1838.
Jos de Barros Falcfo de Lacerda.
Pro-Presidente.
Fulgencio Infante d'Albuquerque e Mello.
Secictario.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Nossa correspondencia d Jornaes da
Corte ebega pela ultima remessa at a da-
la de 10 de Setembro : o tyrocinin dos
negocios pblicos segua os (rasmilles or-
dinarios. A Opposico muda na tribuna,
e desesperada pela i no prensa ja nao se
limita s a fazer barreira, faz a guerra,-e
guerra mortal, guerra de personalidades ,
de vituperios de que he principal ovgao
o F Ibo do Seto de Abril. Mis estar
com effeito como de si o diz a mesma op-
posico estar coacta no seio da Repre-
sentado Nacional sem que possa expender
suas opinioes a bem dos negocios pblicos,
chamar cocccio e arbitrio da Maoria, o
nao poderem os Alvares Alachados, e
Monlezumas repelirem discursos de tres
dias de sesso? Nao se pode duvidar que
esta seja a vrrdade, mor mente quando Te-
mos a opposico que se diz mpossibhStada
de fallar pela reforma do regiment inter-
no fallando de mais para o que era mis-
ter de suas reconvencoes. as anteriores
sessoes os influentes da maoria que bo-
je commsndao a minora rauitas e muitas
vezes lembrarao de levantar diques tor-
rente dos opposiconistas; mas ou por im-
providencia ou parque nao se persuadis-
sem que perlino trocar de logar, deixaraO
o mal sem Ihe spplicarem a cura; boje que
se fez o que ento ndicava os Cusiros
Silvas os Pantojas e Lima e Siva bo-
je isso mesmo he hum dos grandes crimes
deque a minora s- horrorisa. Mas es-
peremos que se ella algora dia voltar ao
antigo posto, consrvala a reforma no
mesmo p actual; porque alem d'outros
motivos ser de sobejo o respeito que
querer conservar pelas determinac"s di
casa. Assim vo as coisas em nosso Pdiz,
A interpretaco do Arto Addcional ,
to necessari* to vivamente reclamada
pelo Governo e pelas Provincias taro,
bem tem sido hum dos grandes objectos
de discusso na Cmara Electiva, e tam-
bera hum dos grandes motivos de escn-
dalo da imprensa opposicionista que para
abrir campo s suas invectivas, e envene-
menlos, clirismoua de Reforma _
appellido (aneado de cima da tribuna par-
lamentar. Sobre e.-te objecto to nteres-
sanie, copiaremos o seguinle. artigo do
illusirado Cincinato alem do qual diicrl
ser acrescentar mais judiciosas observa-
ces porque elle diz tudo diz quanto
basta para reconbecer-se a sem raso dos
orgos da minora e della mesma qua
muilas vezes pedio essa interpretaco a
que boje chamad reforma
" A Cmara dos Srs Deputados (diz o
Cincinato) oceupa se n'este momento,
com a interpretaco do acto addcional.
Era esta huma das medidas mais urgente-
mente reclamadas pelo beta estar dopai?.
Depois de publicado o acto addcional em
i84 as assemblas provinctaes creadas
em virtude d'essa lei, que refurmou a
constiluico do estado tiahaS em alguos
dos seusactos, ivadido asaltribuicdes do
poder legislativo geral: entre hum minis-
tro, e hum presidente do provincia ti-
'nha j apparecido serias contestaed^s, por
ter este recusado dar posse empregados
nomeados por aquelle firmando-se em
qiw o governo central invada altribuicdes
conferidas ao governo provincial, outor-
gadas sustentava o presidente por dis-
posied s con ti das toa lei das reformas ; re-
sultando d'esta lula entre o ministro e o
presidente a demissio e responsabiK-
dade deste, por haver dizin o ministro,
o Sr Castro Silva que eolio derigia os
negocios da fazenda o Sr. Francisco de
PanlaCavalcanti de Albuquique, resisti-
do ordens do governo supremo. Alem
d'isto o poder legislativo geral tinba-se j
visto na necessidade de revogar algumas
leis provinciaes, como nfo cabendo na
a cada do poder, que as havia decretado;
o que bem pod a para o futuro excitar
graves descontentamenlos as a-semblas
provinciaes, e produzir resultados funes-
tos. A lei mineira sobre a remoco dos
parocos deixou nos ante ver quao perni-
cioso seria nao se designar mu de promp-
to c>>m a indispensavcl clareza, o que
pertenn a ao poder legislativo provincial ,
e ao poder legislativo geral. ,
Aindamis, o prortrio governo supre-
mo via-se nao poucas veze duvidoso sobre
o modo porque mais raso-velmente sem
o densa da lei, e sem quebra de seos di-
retos, deveria interpretar alguns artigos
menos claros do mesmo aclo addcional.
Hum ministro entenda hum artigo de
hum modo outio ministro entenda-oda
ouli o. De ludo isio se segua pois ,
grande detrimento cao-* publica e ele-
mentos de futuros graves males se iad ac-
cumulando.
Reconliecendo os embaraces d lei, e
osperigos, que a tbscuridade de alguns
artigos preparava pira os povos o gover-
no supremo pelo or^So de todos os mi-
nistros, que desde 1835 al boje tero pre-
sidido aos negocios da justica constante
mente tem pedido asserobla geral pro-
videncias, que atalhem todos estes emba-
races, todos estes males : o Brasil inteiro
una seos votos aos do governo do estado :
mas em nenhuma das ptssadas sesses fo-
ra po>sivel tractar-se de objecto de tanta
transcendencia. Eslava reservado este
trabalho importante para a 1" sesso da
4.* legislatura.
Na vecdaS nao era muito propna, no
nosso onleuder para a interpretaco dos
artigos obscuros da le a legislatura em
cajo lempo fora ella promulgada. Os ni-
mos duraote teda a existe acia d'essa le-


gislatura, sertpre ressentiro-se ou
mais ou menos, da exdtaco qne domi-
nara a cmara electiva ein i8'i\. Era,
pr Limo, d(! misler que huma nova le-
gislatura inleirameute estrnnha alga-
ni is das preocupacoas d'aquella c >m
p u lene a examiiasse lei, e aclaras*-; o
que bavia de obscuro presero vesso regras
lixaj ao que havia de vago.
Eis o que a cmara da 18.53 tem empre-
hendido com disvello. A coramisso da
cunara lectiva p issui Ji d'esse espirito ,
deo-se hu.n serio exame nao s dos ac-
tos das legislaturas das provincias como
t i.nl) 'in dos arligos obscuros da lei, que
tiiihao servido de pretexto aquellas des-
ses actos, que oU':u Jiio leis g-iraes. Eu
resultado da seu panosissimo trabilha, a
com niss o olfrreceo cousi leraco da c-
mara o projec.o que ora sa discute. Pra-
z aos ceas que ess interpretacio v arre-
dir t ds os pangu, quj ora s* tamem .
Este proeadiroanto da cmara nao tem
ptssado nenio doi attaquas dt oppasicio,
que ckasi i de reform i do acto addiciouai o
que nao posa de iutsrpreUco. O liras I,
pji-em I ir |ustr;a aos seaiimautos pi-
lrioticos da caara qua assim procura
dar remedio hutni das mdores necessi-
dides publicas. Ronpi os oppasicioms-
ta> di cmara o sao estillado sifencioj
niostrem quil he o artigo, que he refor-
mado ; apontem qml lie o golpe que e
d uas girantias qua o acto adJnuonal
coneodos provincias : mis os oppoiicto-
aislas permanecen mudos e quedos dt-
aote da discusso, pira depois envenena-
re n ennegrecern pela imprensa quau<
to Ibes aproa ver qualquer ilisposieao ,
que as cmaras por ultimo approvarem
val respeito. Assim nao be que deve pro-
ceder nobre opposico, ella, que so diz
a defensora das libardades publicas ....
Mas a opposico faz bem : ella 'v. bum
servicoao pai7, e si m:smi, guardan-
do silencio ; porque a opposico silen-
ciosa da caimara scouhece dois extre-
mos ou fallar eternameute e atrapa-
Itiar ludo, ou emmudecer: bum
meio termo entre estes dois extremos dio
desagrada! Quanlo ab 1 quanto nao lena
ella lucrado si o tivesse seguido !... suas
iciias uvuUru buje mais ciubaieaies ;
alguna servioos, talvez importantes ,
lena feito ao paiz. Mas ella repelle a uio-
derace; mais Ibe agrada calumniar.
COMMUNICADO.
A Mulalinlia Pernambucaud.
Mr Gonet.*. acaba de nos dar no Thea-
tro publico sua segunda composicao dra-
mtica intitulada a Mulalinba Per-
uano/bocana na qua a par de amitos de-
leito* brilba .algumas bellezas. Demos
huma idaia da aeco do drama
Maricas, linda e virtuosa donzella fi -
Iba da v-.iha mulata Brgida est em vea-
peras de casar-se com o alfaiate Frederico ,
quindo quasi entregue a saduco d'uma
iintiga amiga a meretriz Roziuha tenia
i'ogir di casa materna a ti n de protisluir-
se felina ate Mancas deila-se a dormir ,
be inspirada pela Ui.m la Je. lia n ler-
rivel pezadelo palenlea a sorle da infeliz
mulalinba Iba d guarida e a sjIv.i a-
cordaudo sobresaltada no comee > do 5."
uc.o narra aos espaciadores o mesmo que
a pouco acabara de ouvir e ver nos 3 ac-
tos intermedios, o desauvoivi.neuto do in-
slito praser que Mancas colbe em to-
ulios Apressa-ae o casameuto ; rmn IrVe
derico com a sucia, de seos prenles ami-
gos casa-se com Maricas ni santi pi
'*lo Senlior e assim lenoiua o enredo do
drami se de enreJ i merec o aune.
O -ooli j r. Mricas representado do
a' ao 5." acto consiste em a infeliz coila-
dinhi se deixar seuzr pala boa llisinbi
amasia de Piierson, negociante ingLz ,. a
lim de se amancbir com hum Intitulada
Lord am go e socio de Pilersan embar-
cauJo-se todas para o Monteiro em com-
panliia de humestuJiole do Curso Jun
dico d'Olinda o Sr. Ernesto con o* pe
trechos necesurios huma come/.ama, e
sendo depois surpreheudidos pelo desasso-
cego de Maricas ao ler huma carta de
Frederico quando j instruido da sua fu-
ga eao depois pela nova surprezi que a
DIARIO DE P
todos horrorisa da priso e suicidio dos
a inglezes por denuncia de fabricaren
pitacoes falsos. Maricas entregue a dor
o a desesperacao fog* para Olinda com o
patusco Ernesto ; sofre maltra-los e im-
properios do seu novo Adonis; resiste
quinto ple a seducao d'bum intitulado
amigo de Ernesto, e entrega-se a find
(pobre desgajada !; con sum na facilida-
de nos bncoi de Mi noel, ecW*ota do pa-
daria mirador no llecife. Maricas nao
melbora de orle e tregua a Manoel, por
queestrt deapedido pelo amo, bindoria a
casae daixa a sua billa redu/.ida a e>molar
o pao da existencia, Em bumt deslas oc -
casidas ella encontra no Varadour o infe-
liz Ernisto, vagibundo e ratooeiro este
so offsreee a traser-lho o hahu que por
esquo ment deixira na pidiria ; mis
perseguido peh polica fogi largando o
bahu aos p de Miricts, que nao poden-
do livra -se de ser presa como cumplice de
Eniest>, a dorentao a espedici epira
evitar liirm vid i dei soFfimsnto e dissabo-
res pri-cipit i-s; n > rio de Oiiuda que uo
faga nin^uem
Eis o en red fraco em verdade que
se deseuvolve na nova composicio de Mr.
Gonet.-. porem muito mais forte do qa o
dos C ib mos tambem d% mes.no autlio-.
Eis o briliiinte drami q"ui acabida
representar-so e delle ver-se bi facilmsn-
le quanto he interessante e que im-
portantes licoas nos d seu aulinr. Seus
defeitos (ah seus defeitos l a critica os
deve apontar .) s>oinumeros; o primeiro
eomus saliente he a pouca atibdide que
o ttuthor tirou do parentesco de Frederi-
co, da s'us protectores, parent-sco qua
Ihe devia fornecer materia do drama e d>r
ervo a seu enredo bastante fraco. O se-
gundo he a inverosimiiliinc do somno Mancas no i.acto ; e realmente se tinlia
vonlada de dormir qumdo toda casa esla-
va agtsilh ida para que se deita a vista da
patea n'liu n i cama de estado e ao som de
tliutas e ti minies ? Parece-nos tabam in-
verosmil a facilidade com que se deixou
eed.uir pelo bom do M noel depois de
ter mostrado virtude itotea a respeito do
also amigo da Ernesto ; notemos como
viciosa por deinecessaria a morte dos a in-
glezes } delles nao precisara mus o au-
tlior; matou-os > milhor seria nao Ihe tsr
dado nasciment.
Apontar todas as censuras e defeitos que
na composicio abunda seria inteiramsnte
trabilho interminavel todava o Taremos
sobre alguns outros mais salientes. As
pal ivras hum pouco chulas e immoraes ,
v. gr. _as mulberes leva se todas a ver-
galho tu nao sabes Maricas o que he
ter, bu.n amigo inglez par Rosinba &c.
&c. bem quj excilem alguma risada na
platea, tas--m corar al,;urnas faces nos*
oamaroles. A causticidida do aullior con-
tra os <;o,turnes braseiros e ingleses he
excessiva e b;m poderia sur modificada ,
pas ha alsm da injuda uffensiva em sua
giuaralidide. Seja o que for, nao deve-
laos lavar nossa roupa suja avisti do pu-
blico, e par lanti* nao diremos a menor
desculpia Mr. Gonet.*. quando ataca cos-
lumes iiiuocents, qua nidi oI*jndem a
moratidada d'bum povo. Censuramos i-
gualmente oiusulsi quadro dos bebidos
em casa daManoel, por intil e desne-
cessino e s a bondade estretsa dos es
peladores tolarara tanta insipidez.
O esty.o do drama ne bastante nenio
d gillectsmas inevitaveis n'hum auibor
eslrangeiro e por isso nio po lemos dei-
xir di enmurar a Mr. Gonet.-. a sem ce-
remonia co.n que se atreve a HMMfer pa-
ra o i'ubl.coem liorna lingoa que mal ga-
gueja e pira o publico empeca dnnii-
licis* Os Thealros forao sempre a anida
boje sio no* paires civilisados a e-cola do
b n ioslo em materia de lingoagem ; e
Mr. Gonet.*. veni-nos imp ngir hum pa-
lo que iiingUd.n cntenJe? Si nos lo-
ra peniiiliido dinamos ao uuthor improvi-
sado que se applicisse anl-s dar lices
de m'mora aileticial destrua do a natu-
ral ua escrever por meio de Tacliigrafii ,
para que nos dizem tem alguma habilida-
de.
O Tneatro apesar de velho e inegular,
ach se indecentemente decorado, nada
presta, ludo exige refonm e reform i
radical improprias forao as vistas dos
difereutes quidroi do drama. Sobre es
ERNAMBUCO
s
*>
actores pouca nos demoraremos por sa-
hermos que esses Srs. nio gosto de criti-
cas, apesar do estarem a muito familiari-
saduscom pateadas singela dobrada e
da triple batera; todavia diremosqueo
papel di Maricas fora excelentemente de-
sempenbado; Frederico esteve sofrivel,
recomendamos entretanto a es-e Sr. roe-
no-alfectaco e qua nao J tanto com os
bracos; Pilerson tornou-se insoportavel;
Ernesto (o carcter mais immoral que ap-
pareceo na scent apesar de Estudantedo
Curso Jurdico,) nado fe/, que inereca ser
applaudido, e uo ultimo acto eslava lio
apressado to nao sabemos como, que
suas palavras precipitadas nio se dslin-
guiaS nem se ouvio. Os mais actores
no desenipenbo de seus papis nao me-
re --m sena > desculpa por serem todos bi-
so olios recrulas ltimamente alistados pelo
Sr. Gamboa e s aturados pela pacien-
eii do publica.
Terminaremos esta rogando a e se
Sr. ,' que nao illuda tanto ao pn'Jico com
annuncios esti ondosos sobre o Tbeatro e
que veja hum actor para cada papel, a
lim que nao se jai) iluas dillerenlt-s perso-
nageus representadas pelo mesrao indivi-
duo o que mailo otTende a verosinat-
llianca.
X, Y, Z.
Scnhores Redactles.
Pitiscaro livremenle.
Todos seis de palnscada ,
Hade ser couza eugracada ,
Quando pagareis patentes.
Como Vmc. t depois da minha prisoa,
he o nica capaz de guardar huta
segredo de ponJeracio quero contar-I he
certa verdade que hontem ti n'Alfandega ,
onde me achei levado pela coriosdade e
vontade de arrematar huns potes da es-
tranja impugnados por hum Empregado,
que o seu Diario annunciou a arremata-
cao p.ra esse dia. O Sor. Redactor
bem sabe que a alma do negocio he o se-
gredo e que agora nem todas as verda-
des se disem, atormente n'umi epochi qde
se Sangra a gente com os olhos tapados ,
por sso fico certo que nem huma pessoa
sebera o que eu Ihe cont. Ja me parece
velo aplicando o ouvido tem rasan ; eu
O tiro do'desassocego que a cunosidaJo erd
Pies casos costuma produzir. O .
mas ; valha me Daos .' Vmc. promette
guardar segredo ? Diga Sur. R., pro-
mette ? Fassi huma Cruz com os 2 de-
dos ndices sobre a boca, e jilri .
bem jurn ja he quanto basta. O....
porem esp rem : ora diga-me sealgum
desses seus amigos que diariamente cost-
ralo massar todas as manillas na su% po-
, bre loja e roubar-lhe o tempo a seus J'as"-
res Ihe pedir debiixo de agredo que
diga quem sou e Vmc. hadediser? ....
Esl bem nase enfade veja por quem
he se est por ahi algum que nos oica :
nao esta ? bello ; enio, ebegue para c o
ouvido.
Como disseera o dia da arremataco dos
potes esperei l a hora aununciada nada
de potes nem para potes nao lioue a pre-
meditada arremataco e o intenso calor
obrigou me a demorar contra minha ratas*
lude n'Alfandega t que o brlhinto as-
tro do dia decliuaodo mais l para as ban-
das do iirejo e dos Cariris modiic sse
st,us ardores. Coofesso-lhe, que tive
bast mte tempo Je examinar minha von-
tade o antigo convento da Madre de D>-
os, denominado boje pela misericordia do
Altissimo e espertesa de mu i los .\lfan-
dega de Pernambuco .' Quando entregue
a taes medilacoeus Sur. Kedaclor I abrigo
a bum canto da casa huma mullid;; a de
rapases corro a elles persuadido ler che
gado a hora dos potes ,- teniendo ceder a
priinasia na arremataco ; mas que tal fui
o met engao Era uvas e micaens ; a
differenca cerlementn nao be dis maiures.
Os laes amigii'iihos Snr. Redactor nem
s provinbo o bandulbn como recheavjo
os alfarges.' Cbeguei-me para junto de um
velho e pergunlci admirado que ('.stanca
era aquella respondeu-ine pesaroso que
as uvas Ibe pertencio e que para cumu
lo de nfelicidade t seria obrigado a pagar
direilas } J's que estavo comeado e re-
partindo e a tilas se atiravo como gato
a bofes Que o Feitor eucarregado o9
Despicho nao podera conter a culi .ile de-
vorista, acbinelados com posta de seis ra-
pasolas empreg dos na Capatasia da cias-
te de abridores arruinadores espa-do-
res e comedores ( ja se *abe com as de-
vidas eicessoens ) : que taes amigos nena
hum respeito Iributo aos em pregados da
casa o que acreditei logo por haver ob-
servado quando entrei a doscujes lam-
bareiros estarem assentados em cimad'uma
meza com a maior sem ceremonia a Dir-
rarem as novidades do dia. Inda mas
soube Snr. R. que existe huma guerra de-
clarada a todas as capas de fardos papis
de embrulho latas e amamlbos das mer-
caduras e a avidez ebegaa tal ponto as
ves- s que umitas ocasioens damnifica;) a
fasenda com a pressa d^ colheita temen-
do que chegue o invern: por tanto quan-
do Vmc. bnr. II. a'gum da tiver a fra.
quesa de narrar este mou segredo ao sen-
amigo Capataz recomend iho que con-
teuba Uo insobordinada turba jaqueto
pouc i do eis se mostro as reprebensoens
continuadas dos empregados d'Alfandeg ;
alardeando oio serem subordinados a este.
Ouvio ludo que Ihe quera contar Snr. Re-
dactor ? pai.s chiten chilon meu amigo
porque se o Jos Firmo sabe desle meit
segredo, grta logo quem tema culpa da
tildo isto he o Guardio K depois a Oj-
os luzes que se apagio as candeias.
Guarde o segredo prometido Snr. Reda-
ctor ouvio ;' lejnbre-se do juramento e
queira bem a seu amiga do coracio.
Jor das Esmolas.
IVIZIMIJIVKBSOS.
- O abaixo assignado roga aos Snrs,
Acadmicos da Argos que deem algum!
puxo para serem apreciados ca* pelos arre-
cifes os seus talentos e vasta erudica y
isto he descompondo alguem daqui
O Felisbiuo.
Charada.
Qualquer Snr. Ferreiro Ou Curioso ,"
que for perito em calcar caras, quereudo)
ginhar dinheiro : dirija-se a ,\o Argos
para c.Jcir a cara da sua maruja que a
nao pode saltar em* Olinda com a que tem;
ede mus parte d lia tem de ir passar a
festa com seos Pais e nio pode l appa-
recer ae nio de cara calcada-. Concei-
to c c c dd
Obra poslbuma do Dr. Orgulho.
- Precisase de huma casa terrea em
qualquer das ras da Bairro de Santo
Amonio que na* exceda c alluguel da
seis a oito mil res measaes, daade se a-
lem do fiador dez mil res de grali-
fieaco quem a tiver dirja-sn a es>a
Typagrafia, que acharo' com tratar do a-
juste.
----- Quem q'iizer comprar boas eslei-
rs grandes chegadas agora de Angolla ,
as qui*s sa vendem por preo camodo :
dirija-sea ruadcSinla Rita Nova defron-
te do sobradu do falecido Rossado.
{p^ Qu^m quizer alugar por 5o mil
reis huma grande caza para passar a festa ,
com cinco camarinhas e duas grandes sal-
la* na frente do Engeoho S. Joso da
Varze perlo do Rio Capiberibe; dirija',
se a esta Typ. que se dir quem alluga.
^ Da-so juros de i at i cantos de
res a i por cedo ao mez rom firmas
contento: na ra da Cruz N. 3i se dir
quem os d.
----- Ninguem contrate com Antonia
Fernandos de A/, vedo ou sua irm.m Flo-
rinda .Mara de Santa Anna negocio algum
de venda ou hipotbeca sobre os bens qua
possuem por me serem obrgados em dil"-
renies quantias e por isso de hoje eirt
diante se reputai qualquer contrato ein
fraude da credora abaixo asignada
Joaquina Maria Peicua \ ianna.
_ Joaqui n Noguera Freir, faz scien-
te a todos os fieguezes da sua escrava Lu-
zia a quem lava roupa no rio do Montei-
ro que elle nio se responsabiliza por
qualquer falla que baja sto ser neces-
itar o retiralla daquelle servir para entrar
em ceita iverigmcio.


D I A RIO
ERNiMCO.
. Joo Zurricb faz publico que tend
pedido to Sr. Luiz Francisca Correia Go-
mes de Almeidc para liic procurar venda a
nmasu escrava de nome Margarida cre-
oula sucedeo que essa Senhor sera
onecesiai'io titulo do annunciante deo a
dita escrava por vendida decl uando que
fuera a venda por i:>o,oooo, mas sem en-
tregar o dinheiro o sem ter 8pprovaco
do annunciante o valenilo-se da eegueira
do mesmo e ignorancia de sms filhas ,
apresentou-lhe urna letra a dois mezes do
valor da dita quintil de l5o,ooo, e porque
o aiuitineianlcj nao anuuio a semelbantc
contracto ; egora sabe da m: f do sohre-
diloSr. Correia Gomes declara pelo pre-
f.nle que nao existe semelhanle venda, c
rjUB o 3r. Correia Gomes, pode mandar
recabar asua lelra e que o annunciante
passa n ruque er o seu dirrilo.
Smith o Divers cmvida !od*s as
pessoas que tem contas contri ellrs da as
presentar boje i a do correnlt noarmas.m
da praca do Com.-nercio, n. i.
-- Comido-sc os socios Euterpinos a
Tnaudarem buscar os seu bbeles para a
partida de i i do orrente a casa dj The-
.oureiro da soriedade.
A pessoa que quer nos afflictos dois
cavados para serena tratados decapim de
pian!), e girapa por temp de festa ,
Anuncie e promette-se dar conhecimen-
Is necessarios.
-- Aluga-se um armasem com todos os
per'tences pata socar assucar na ra da
Gru/. n. 58 na mesma casa ha um homem
que entende deste negocio quero preten-
der o dito armasem dirija-se a ca.a a ci-
ma no segundo andar.
O abaixo assignado faz sciente ao res-
peitivel publico, que pretendendo vender
os herdeiros de Joo Dutra Garca o si-
tio que possuem pelo faleci ment do mes-
mo na estrila do arraial, e como o abai-
xo assignado no mesmo tenha feito pinho-
ra pela quaotia de tresentos e tanto* mil rs.
|M>r isso, para que o comprador nao se
chame a ignorancia fax o presente annun-
-cio certo que os mesmos vende lores nao
-deixarode fazer -iente h qualquer dos
compradores. O Padre Joaquim Pereira
freir.
- No dia i3 do corrite mei se hado
arrematar per-nte o juizo da piimeira Va-
ra do Civel por ex-cueto da Fasnda Na-
cional movida contra o ex-coiector Anto-
nio Moreira da Coata a olaria de dois
Cornos com casa du vivcnda ludo coberto
de telha e com barro proprio sita na'
margena do rio capibaribe detroote das bi-
oas do -vlonteiro.
- Quem annunciou querer alagar um
sitio com capacidade d-i ter vaccas de leite,
sendo queira-um grande sitio lodo planta-
do -e na estrada du poro bal dirija-se a
roa da praia no sobradinlio por cima do
barbeiro.
AVISOS MA.UTjU&S-
FRETA-SEpara o Ilio da Prata um
b >m iiavioid-; i tooy ou mais arrobas; quem
o tier dirija-se a casa de Me. Calmont &
Convnnliia.
PARA O HAVRE a Gafe.* Franceza
Atbalie, Capilo Saldnd ; feKa a malla
hoja I? docoiMearte as 5 Loras da la ru
o escriptoiio da Lenoir Bjjuchrt & Pu-
^ct, 'ra d Cruz n. i.
PARA O RIO DB JANEIRO, o Pa-
l Nacional Nw Capilo Jos An-
> de Souza ; quem qurser carregar ou
]iir de passagflfla para* que tem excel-
':i)iiijdos d:rij:iu-sea bjrdo do mesmo
aorado dcfro.-ite do Tiapiche do pelori-
nho ou no escriptorio de Gaudino Agos-
lia'no de Barros, na oraca doCorpu Santo.
PARA O HAVRE, a muita velleira
73 iie* Fnncrza Henry i Louize quem
fteila quiser carregar ou hirde passagum ,
dirija-se os seus consignatarios J Lasser-
re & Cmipinbia ra da saazalli velba
1 umero 4'
LEILAO.
Que se faz'na praca do comanercio
f a II horas da manhauoi das i. e i3 do
corrente, do Brigue portuguez denomina-
do Alcides forrado de cobre que se acha
fundiado defronte do trapiche do pelouri-
nho por couta de quem pretencer.
V l N I) A
O Numero 72 do ECHO da Rfligi"
ao e do Imperio: na praca da Independen-
cia d. 37 e 38.
-- um negro peca do naco angola e
urna negra creoula propria para todo o
trrico interno de um* casa: na rui da
larangeiras sobrado D. em que niur& o
Padre iUeftre Gueireiro, no primeiro an-
dar.
Urna negra moca de idade de ao a
y.j nnnns naci Mucambique de boni-
ti figura e 'om principios de costura, en-
s.dioae COziaha as 6 pullas ). t.
Um eseravo ladino de naco angola:
na ra dos Martirios D. ti.
Urna venda no atierro dos affogidos
defronle do viveiro do Muniz que pode
vender diariamente 20,000 estando sorti-
li a diiilu'iioou apraso : a tratar com
Guimares Fereir ra d > Colbgio.
i Urna molata com algumas hal)*lidi-
des que representa :>-x a i'\ annos de ida-
de com um hlhode 3 annos; na ra do
Livramen'o no segundo andar do sobrado
D. 35, ao p di botica do Sr. Chagas.
r Chapeos de caslor branco e preto ,
madapol5?s finos e ordinarios muito largos
algodoainbos cassas de quadro xillas e
chiras de diversos padies lencos de seda
preta da marca grande luva* de la de di-
ferentes cores, suspensorios elsticos, lu-
do muito em conta : na ra da Conceico
da Boa vista defronte da Jgreja.
- Urna casa com 4 palmos de frente ,
a moderna toda tnvidrassadu, com quin-
tal de 5oo palmos, plantado, maior par-
te murado, em chaos proprios 'cacimba
com egoa de beber parte delta adrilhada
de pedra marmore com algrete porlSo
grande no lugar que vai para estancia :
a tratar na ra da cada de S. Antonio
Dcima q.
Um moleque de is annos da idade ,
proprio para aprender qualquer officio: na_.
ra deS. Rila casa confronte a Igreja
- Esteiras grandes dw angola muito
boas e por preco coromodo : na rus de
S. Rita nova casa defronle da do fallecido
Rossado.
Superior Rap princeza de Lisboa,
a aooo a libra e 3o rs. a oilava a contento
do comprador: na ra do Queimado se-
gunda toja de fazendas passando o beco da
Congregaco vindo do Lirramento.
Continua-se a vender vinhodaFi-
gueira pelo preco jaannunciado de 1280 a
caada, asseverando-se ser verdadeiro e
sem mistara alguraa, e da mclhor qualidade t
queda (i costuma vir, encluem-se gar-
rafesou barra ; no armasem de Fernan-
do Jos Braguez junto a botica de Anto-
nio Pedro das Noves.
- Chitas, cassas de bom gosto niei-
as preta-j e brancas d Lisboa chpeos de
sol de seda e outras maltas fazendas por
preco com modo : na ra do Qucianda lo-
ja de l/.cndas T). 2.
- 3o loros doangico e dois quarlos
muilo novo3: na padaria da rui dj Pci-
xoto as 5 ponts.
--- Farinha francesa d. Bimo', Fia
mot, e Vassu cbegadi do Havre p.-^a Ga-
lera Atbalie em p quenas egrandes por-
cea : no esesiptorio de* Leonoir Besucbet
e Puget, rna di Cruz n. 5.
Urna venda com pouos fundos na
roa de S. Jos D. 1 : a tratar no mundo
novo na vend que foi do Viaona.
- Sacas com f'.iiubi fina do Rio de
Janeiro, n t >o un limpiao grande
proprio para arm.isem e urna cama de
casado de m>d<-iri angico : na ra da ca-
cimba armasem d" assucir d. 5.
O sitio grande 'ulho d'agoa forei-
ro a S. casa da [Misericordia com casi de
pedra e cal perlences de fazer farinha ,
eujo sitio sustenta lavaccasde leite lodo o
anno grandes baixs para verduras e
lodo coberto de orvor^dos de todas as qua-
lidadrg que po iem montara dois mil ps
de fructeiras um as produzindo, e outras
prximas a dar fructo sendo as mais no-
vas de mais de 8 anuos : a tratar, na ma
do Crespo D. 11, a dinheiro ou a praso
com firmas a contento.
Um bom terreno com 90 palmos de
frente-fundo at abaixa mar tendo este
um muro que ta pouco mais ou menos
200 palmos e um grande caes feito de
pedra que com pouco custo faz-se u/m vi-
veiro e com alicerce feito para 3 moradas
de casas no atierro dosalrogados ao p do
Sr. Antonio Jos Mendes e mais a posse
de 35 palmos no mesmo correr com fundo
abanta mar confronte ao Snr. es'crivo
Campello ; 6 vacas filhas do pasto com
crias, e um quarloainda novo: a-tratar
no principio d:. atierro dos aogados na
venda do Sr. Br.gi.
Urna negra de naca inda moco ,
com principio de cozinha e engummaal-
guma coiza : na ru 1 di cadoia velba no se-
gundo andar do scbr.ido n. 19.
- Uran venda em cisco, e com pouco
importe. em um dos imlhores lugares da
minguinba por fifir na^pneruzilb da das
duns estrda dos affliclos e da ponte de
Ucba cuja venda estando bem sortid
vendo diariamente oilo a 10 mil rs. casa
grande com bous commodos e solo para
a 'imi'n passara festa: a Intar na mesma.
Um moiatiajio de i3 annos pouco
mais ou menos : na ra do Vigario botica*
do Peixolo.
- Urna preta que sabe cozinhir o dia-
rio de urna casa lava de sabo e varrella,
boa quitandeira, tambem he propria
para o ser vico de campo por ser muilo pos-
sante : na ra do l.ivramento do lado da
ra Direita no terceiio andar do sobrado
D. 18.
Una negrinbd de naco de idade
de 10 a 11 annos, cozinha o diario de
urna casa lava de sabo, e ptima para
todo oservico : na ra Direita D. 20 lado
dalgreia do Livramento.
Um sitio na estrada d Joo de Bar-
ros com urna bem construida ca-a de cam-
po a moderna chaos proprios frente
ctreada de limo e tem a mesma 1818 pal-
mos bastantes arveres de frutos formi-
davel baixa para capirn terrena mais que
suficiente para plantaces recebe t a 8
vacas de leite : a tratar no primeiro an-
dar do prirriiro sobrado passando a Igreja
dos Martirios.
Um sobrado de um anclar, chaos
proprios todo ratificado de novo e com
excelleotes commodos quintal grande e
murado do lado da sombra e em um
dos melhores lugares da Cidade : a ti atar
no segundo andar do sobrado contiguo ao
do Sr. Andr no largo do Terco
Um escravode naco de idadw de
20annos, muito sado e sem vicio al*
gum oque seafianca ; urna escrava de na-
Cjo perfeitaeostureira, o engomma liso ;
urna dita ptima engommadeira ; e urna
neg inha de idada de : 2 a 13 annos cam
bous principios de costura : passando a
Jgreja dos Martirios no primeiro andar do
primeiro sobr.ido,
A posse de 60 palmos de um terreno
alag ido no seguimenlo da ra da Aurora ,
pagando de foro 3o rs. ao palmo e com
i5oo ditos de fundo ; a tratar na ra de S.
Cnsalo I). 11, das t horas da ranfS as
8 e das 3 da tarde endiaute ; assioi co-
mo uipa piopriedade de casa terrea de pe-
dra e cal com grande quintal cacimba ,
tei reno na fenle para se edificar 2 gran-
des casas na solidada junto ao sobrado da
viuvi do Wajlins.
- Excelentes bixas ebegadaa ltima-
mente, coma condico do irocar-se as
que nao pegarem e por prego coramodo :
na praca da lod/pendsacia o 20 e na
ra dos Quarl* DA 3.
Cem pdmosde trra em largo, fun-
dAbaixa mar deeapiharibe cujo terreno
h- de propriedadu o sito no oi'terro dos
iffogadosjuntoaoSr. Antonio Rabello: na
ra de aguas verdes sobrado D. 10.
U.na escrava-de 20annus de idade,
engomma, cose, cozinha, eludo faz com
perfeicSu ; urna prela de mei 1 idade .. co-
zinha e lava roupa : na ra de agoas
ve, des sobrado D. ab defronte do consisto-
rio de S Pedro.
-- Urna tina de amarello grande e
propria para banho, meia duzia de cadei-
ras francezas com assento de pao urna
meza pequea de Jacaranda, urna cama
para solteiro e oulros diversos objeclos
do serToinieruo de um casa tudo por
preco com modo : no forte do Mallos ra
do Aonrim J). 111.
Urna armaco para miuezas, em
nm corredor na praciuba do Lvrnmentu ;
a tratar na ra do Queimado D. 6.
Urna canoa de caireira em muin
bom estado encavernada de nov,> p0r
preco commodo : na ra Direita D. |3 |H
do do oascente ou na ra da sanzalls vt.
ha n. 44 > 'Iuo abi se dir quem vende.
KNCUAVOS FGIDOS.
Participase a todas as authoridadei .
policiaes ecipites decampo que no d a
10 do eorrente pelas 7 horas di noite de
sapareceo urna negra do home Libania con
os signaes seguinles : estatura baixa, cor
fulla, algum tanto cheia do corpo car*
redonda pomas finas levou vestido de
chilla roixa em quadro, piano da costa
ja izado representa ter 22 annos de ida-
de roga-s*1 dea mandar prender, e le.
vara rudjJo Livramento I), .j la.lo csfiu-r.
do quem vem da pracinhi que generosa-
mente lecompeiisar j assim como se pro-
testa contra quem a tiver oceulta pois as-
sim se supu, pois a dita sem motiuo al-
gum sahira levou toda roupa que tinha
em urna troixa.
- Miguel Arcanjo Monteiro de Andn-
de rogaaos Srs. Sub-P:efeitos desla e mais
comarcas, e autbondades policiaes, pessous
particulares, e proprielarios de obra de pa-
dreiro que souberem gu virem nm es-
cravo cabra de nome Felis official de pe-
dreiro que trabalhava as obras publicas
e ltimamente no novo trapiche do algo-
do de idade de 20 annos bem* pireci-
do, sembaibi cora um dos denles da
frente quebrado, estatura ordinaria, rea >s
e ps grandes e foi escravo de Jos Ma-
ra Schefbr Jnior, levou vestido calsa'no-
va de brim fino camisa de algbdozinho ,
aqueta de riscado chapeo braneb, consta
ja ter naudaV d trajo pana nSo ser eonlie-
cido ea mesmo lempo andar trabalban*
do a poucos -lias em diversas obras nos
lugares de Bem fina e iiltimamente ter-so
embarcado para o sul com um homem a
fim de fazer-lbe urna obra : fugio no dia
17 do passado mea de Setembro o man-
dona prender e levar ao annunciante na ra
do muro da Penha sobrado D. 18 que
sa ptisfar toda a despesa e generosamen-
te gratificar ao conductor.
-- Roga-se aoa Srs. SubtPrefeitos,
desta e mais Comarcas, e aulhoridades
policiaes, pessoas particulares, que sou*
b-rem ou virem urna, escrava de nome
fThereza, naco angola da.le de. 28 a 3o
annos, estalura porporcional, cabeca rer
donda olhos grandes. nariz chato, tem
dois denles da frente da mendibula supe-
rior quebrados peitos escorridos, e pe-
queos bracos grossos mos e ps pe-
queos, elargos, os dedos dos ps corno
das mos cuetos e grnssis foi escrava do
Tenenle de artilhena Anaclelo Lopes de S.
Anua que a comprou a Jacinto Joze de
Souza, morador em Macei, cuja negra
supoe-se ter paia l hido, e foi a depois
comprada ao ditlo segundo Tenenle em
1807 e desapareceo no dia 8 do p. p.
E olilro de nome Valentina naci da cos-
ta idade em que fugio de ij a 17 anuos ,
om os sigmes seguintes : cor prela, corpo
secco altura proporcional a idade, cabe-
cae orelbas pequeas, olhos giandes
ebugalbados, e im-ios veigns n-iriz mais
afiLdo do que chato, boc abicudada-
dmles acangulados pi'sooco compiido,
pcito ouvadu mos e ps porporcionaes ?
pernas fin.'S supe-ss estar fudado, v
qoal desaparecen em 10 de Abril de 1837-.
01 manden apprcbender e levar alraz da
Matriz da Boa vista segunda casa a entre-
gar a Manuel Elias de Moma que recom-
pensar.
MOVIJUEIYTO DO PORTO
No dia 10 nao entraro nem sabiro era-
barcaces.
faicti A Ti. 01 m, y, 1. zzr 88


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