Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06028


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO DE i838. QUINTA FEILU
Cambios.
Outukro 13.
Londres a8 l)s. St. por i jfooo ced.
Ipshoa go a )5 por 100 premia, por metal. Non.
Franca 54o a 345 Rs. por franco.
Rio Moedas de 6ft\oo i5jjfooo.as velhas novas i4#6ooP
,, 4ff"00 fyjfioqa h^3oo
fosos Col un na r ios ij('i8o a i#7o
Di i tos Mexienuos /jTttyt a 1,^)90
Patacoeus IJiasileiros i#68o a 1^700
gremios das Letras, por niez 1111 ia por 100.
'Cobre ao par.
PARTIDAS DOSCORREIOS TERRESTES.
Vidade da Parailia e villas de sua pretenco ....
nidada do Rio tiran ic do Norte, e villas dem ...), e r ^
tJlade da l'ortaleza e villas dem ...... beguuda e Sealaa fouai.
Villa de Go'anua............ |
filiado delinda............ Todos os dias.
Villa de Sinto Anlo........... Quintas feiras.
Dita detaranhuns............ Dias 10, e ao decada mea.
Ditlas do Cabo Serinliaem, Rio Formoso, e Porto Calvo dem 11, e ai cinto di Jo.
Pajau'de Flores ... ....'...... ideiu 17, ditlodiUo
Todos os correios partem ao nio dia.
11 DE OtlTUBKO KUM110 aa*'
Tudo agora deptnde de ni mesmos ; r"a no asa pr4eMtai
modei ar'.o e energa: continuemos como principiamos,
e seieiuos anontailscoiu ai!niii..:u cuica fcS iNai^Je ais col
tas.
Proclaiuaco da Assemblea Cera) do Rrasil.
Subscrevese para esta ful lia .1 mil reii wensaes pa antados nesta Typograi, ra das CruaVl D 5, e ua Prac4
da Independencia 1). ?>j e .8, onde iccebem correspon-
dencias legalisadas, eannuncios: insirimlo u stu gratas
sendo dos proprios assignantes, e vindos asignados.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda S, Biigida Vio. Aud. do Juia do crime de tarde e sesso da T bes. I*.
Q Terca S. I)ionio9io II. Relaco de inanb aud. do J. dos ()if. de tal de.
10 Quarta S. Francisco de liorj. Sesso da Thesouraria Provincial. Q. ming. as 7 hors
44 inin. da ranli
11 Q.iiuta S. Fumino B. M. Relacode manb e audiencia 1 Sexta S. Sipriano II. M Sestao daTliesouraria Pub. e aud. da Jais da Civel de tarde.
13 Sabbado S Eduardo II. IWIaco de maulla, e aud. do V. ti< (te larde.
14 Domingo O Patrocinio de N. .
Mar clieia para o dia 11 deOutnbrp.
As 10 horas 54 minutos da manb As 10 tioras 8 minutes i'a tarde.

PARTE OFFIGUL.
R!Q DE JANEIRO.
CMARA DOS SENADORES.
Sesso em 18 de Agosto de i838,
Pressidencia do Sor. Mrquez de Iae-
pendy.
Feita a chamada eacb,ando-se presente
numero legal dos Snrs. Senadores, o Sr.
Presidente abre a sesso, e (ida a acta da
anterior beapprovada.
O Sur. primeiro secretario da' conta do
expediente.
Ordein do dia.
He approvado em ultima discussao o pa-
recer da commisso da mesa, para que se
epprove o requei intento do Sur. Fe ir rei-
r de Mello, propondo que sejo pagas pe-
lo thesouro publico q meses depois de
vencidoi, as gratificaces concedidas aos
em pregados di secretaria, e casa dj se-
nado.
Entra em ultima discussao a propasta
do goveroo ixnulo as foreis nav-tes para
o auno fnanceiro de 18J9 a 1840, con-
junctamenta coma emenda da cumira dos
Snrs, Deputados ; e vem a mesa as se-
gu 11 tes ;
Artigo 3. SuppriiiKi-se a ultima parte
desle artigo, relativamente a Gxacao do
umero de alumnos que se devem matri-
ular no primeiro auno. Mrquez de
Paraoagua'.
Instaure-se a emenda que oli'ereci, na
segunda discussao, a este ui ligo. Conde
de Lagos.
Aitigo 3. Em lugar <|a alumnos, etc.
diga-se de aspirante Vurgueiro.
Sao apoiadas, e retiiaudo-se o Snr. pre
sidente por incoomodado, oceupa acadet-
ra o Snr. Vice presidente.
Fiuda a discuaso, aprova-seo projecto
como passou na segundi [lira reaietler-
se a sanelo, nao passando as emendas dos
Snrs. Senadores.
Entra em discussao e fica addiado pela
hora, o ai ligo 5. do projecto de lei U,
sobrM direitos hereditarios dos filhos il-
legitimos conjunclamenle com as emen-
das da commisso de legislaco.
O Snr. Presidente d para oidem d
4a :
Primeira discussao do parecer da com-
misso de constituidlo sobre a alteraco
preposta pela cmara dos Snrs. deputdos
110 artigo 4. do projecto que organisou. o
quadro dos oociaes do exercito.
I'rimeira n segunda das resuluces atp-
provando as penses concedidas ao len-
le Jos de Aquino Tanajura, padre len-
te Jos Labre Maitel, e ex-grumele Jos
JVl-moel.
A aposenladoria do conselheiro Diogo
Duarle e Silva, e as penses concedidas
jrma e sobrinhns do tenente Antonio Vi-
cira doLfigoCavalcanti, e a Felisbertoda
Silva Vieira : e a eonlinuac". di discus-
sao adiada boje do projecto de lei BU.
Levantou-su a sessa as duas horas d&
tarde.
CMARA DOS DEPUTADOS,
Sesso em 16 do Agosto.
Presidencia do Sur. Araujo Vianna,
LogfMjue se rene numero legal de de*
putados, heaberta asessaG, lida e appro-
vadi a acta da anterior.
O Senfi ir primeiro secretario Ja' conta
do expediente.
Ordem do dia.
Primeira parte.
Leituras de projectos :
Julgi-seohjeeto da deliheracia e vao a
imprimir os scguinles projectos.
i. Dj Sur. Carvalbo d Mandonga, au-
ihorisandi) o governq a repirar as prete
ricues que sulJVi rao os ofhciaes do eferci-
(0 pelas promut' s anteriormente feilas.
a. Dj mesiju Snr., aulhorisando o go-
vernoa crear hospitaes militares as pro-
vincias onde forem necessarias, abolindp
os hospitaas regimentaes dependendo
estaorgiiiiisaco daapprovac6 do corpo
legislativo.
i. Do mesmo Snr. dando autorjda-
deaogoverno para reformar os arsenas
da guerra e fibrica de plvora da Es-
trella da modj que loe mais eonv nien-
teaoservico pubbi'Q, dependendo os ac-
tos de taes reformas da apjiro vaca do
corpo legislativo.
4. Do Snr. Coelbo, para que os len-
tes e substitutos da academia militar di
corte percebo os mesmos ordenadas, e
gratifican es annuaes, que compito aos
lentes dos cursos jurdicos de Oiindi, e
S Paulo inclusive n sold dos que forem
militares, Exueplu5-se os que pelas dis-
pjsices em vigor percebo actualmente
melhores vantagens.
Nosejplga porem objfcto de delilie-
racio o projecto do Snr. Gomes Ribeiro,
deliberando, que as dLsposic,da8 dos ar-
tigos 27 e 8 da constiluica do Imperio
compreiieiidem os m^mbrus uas assem-
bleas legislativas provinciaes.
Entra em terceir.i discussao o [irojecto
relittvo a sania casa da misericordia do
Rio de Janeiio.
H.-apoiada urna emenda do Snr. Cle-
mente Pe/eira, q' declara icar conlirm id 1
a merce feita a mesin.i santa casi par dec
de ".- de seterabro da 1S19, di posse o
terreno annexo ao hospital militar d'esla
corte.
O Snr. Henrique Resende prope a
urgencia para que depois do e.pedienle
se discuta logo o orcameiito.
A. urgencia lieapoiada, eupprovada, fi-
caiido a outra discussi adiada.
Segunda parte.
Apenas ebega o Snr. ministro da fa-
senda cUtinua discussao sobre o ofc4_
minio.
Toma parte na discussao os Snrs. mi-
nistro da faseuda, Carneiro de Campos ,
Vianna, <; .Mirii do Amaral.
Fiea a discussao adiada por dar a hora.
O Sur. Presidenta d; para ordem do
dia a mesnv de boje.
Levanta a sesso depois das duas horas
da tarde.
PERNAMBUCO,
GOVERNQ DA PROVINCIA-
Expediente do dia 3 de Qutubro do
Oficio Ao Commindaute dis Ar-
mas axigindo a remes* 1 de luan relaca
dos initcriaes depositados no quartel do
Hispicio e pe re uceles a obra do hospi-
tal regimenlal, u que informa o motivo
porque dita obra m tem continuado c>-
mo cjnvem piracomprnnjiito do Imperial
aviso de i-j de Janeiro de 1837.
D.tj j Ao Inspector da fhemararia,
cQmmunicando-llie que tendj o Prefeito
da Comarca do Rio Formoso parleciptdo
que o reeruta Francisco Ridrigues Pin-
to depositara em mi >lo Mijor do 1Jlla-
lli 10 doG. N. da Villa de Serinhieui Jos
JNarcelino da liirros a quantia da ^onll
alim de sor iseuto do serviCJ da primeira
I111I11 na conformidida do artigo 3.^1.
da lei da 28 de Satembro u Ujcreto de
i3 de Oalubro ilaanno p p. cumpreque
receba do dito Msjor a mencionada quan-
lia e lie passe as necessariasclaresas a li de que dito reeruta possa ser despensado.
Uilo Ao prefeilo da comarca do Rio
Formoso comiaunicando-lha a txpeJiua
da ordein sopra e ordeiianda-lha que a-
vise do seu conteudo ao mijor dj lula-
IhadeG. N. de Serinhaem, parquanlo a
depois da recebida aquella quanlia hei|je
oiecruta podara' ter a isei^ao do que
preteute gosar.
Dito Ao Prefeito da Comarca do Ile-
sife, ordenando-Iba qua remeta os sen-
lenciados constantes da relaca qus acam
pjiiluu o seu nthuio de 1 docorrento com
exeepca dj que fai condeiuiuda agilc
puriietuas na litu de Fernando ao Ad-
ministrador ical dis obras publicas ai:n
de os empregir nos trab'lbos dis mes-
inis obras depois de os lser learopoar.
lilm. Sur. Toado recebido o oih:io
queV. S. msi dirigi em d.la dj a3 do p.
i> mez ue Seleiuliro, e no qual me pirte-
cipi que lora uioi'lo o cidada Francisco
Carneiro de iMouiu pela patrullia que o
fura prender em cousequeuc 1 de ter re-
fUdo a mesma patruina a ponto de
despirar sobre elle um tiro de espingarda,
cumpre-me ligoifiMV a V. S. q>ie deve
por todo o cuidado e desvello p*ra que
taes actos nao so repiti se nao em caso
extremo, quaudo por oulro modo se nao
possa tffeciuar as deligencia da Jostica
cmoda termina o Cod. Criminal na ar-
tifo 118, sol nena de comme>lterem-se
Tc'rdadciros asssstualos, digno por i*"
do castigo animadversao das bis j 1 ou-
trosim mandar formar contra a menciona-
da pjtiulliio imiii pe tente proLVisn a lira
de que em Juiso mostie que o 8do por ella
praticado n^ be criminoso, ma^ justifi-
ca vel por nele bavuiem concoirido as cir-
cunstancias da qua trata o artigo 1 j do
mesnao Cdigo ; licindo V. S. na inteli-
gencia de qua assim deve proceder ert
todos os cas ol/indo por este modo beque se oppora'
urna barreira a cootinuaci de um crime ,
que desgrapadamente tem sida nanitas te-
ses commetlido nessa e nouttas comar-
cas, e que as autoridades mostrara que
0 poder en> suas mii be protector e vi-
ga orno Ihes incumbe sobre a seguranca
da vid 1 do Cadad.i, confiados a sua nd-
ministraca, ainda qnando supeilos cmx
condenados p elos muion $ elimos.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Go-
verno de Pernambuco 3 de .Oulubro de
1838. Francisco da Paula Cavulcanti da
Albuquerque. -- Snr. Prefeilo da comarca
do Limoxro.
Dito -- Ao ebefg da Legis da Guarda
Nacional de Santo Anla respondendo -
1 be, que nao pode (er lugar a rtquisic/
que f.i/. do armamanto de sulla para subs-
tituir ao que existe em mao estado por-
isso que pelo ai ligo to' Cap, 5. da lei da
iSdeagsstode i83i aos gualdas tiationaes
c impele a conservaca e concert das suas
armas, econseguinliMuento o dos correa-
mes'que dellas fasem parte.
D1I0--A0 Inspector Geral das obras
publicas, ordenando Ibe que mande faser
us exames e orcamentos dosconsertos iire-
ci-.os na Cape Ha mor da Igreja Malrizd'
Agoa Pffta pelos mestres da sua repulida(
nao obstante as rasoes presentudas, em
seu ollieio ih a do correte.
Dilo A-o Administrador Fiscal dis
obrs pebln-as, pira emp.rgar no ser vico
das niesiuas obras os sentunciados cons-
tantes da leteetS qu- se liio enva depois
de os mandar Liropear nr> Arsenal du
Guerra, para o que se achau expedidas as
convenientes orden*.
DitoA*o Inspector do Arsenal de Mari-
nb repondendo qufta* ^esacas dafuii-
11I11 viudas de Goia'ma devem ter o'
un sin i destino de todita as uIims qui* |-
cara nos rmaseos e ijue p:>d pagar
aoMestreda Rircassi que as coudusi > u
frete por elle ajustado otn o Prefeit
daq ielh Comarca.
Portara Ao Director d arsenal de
Guerra para mandar ferropeer os cauci
presos que Iba serau enviados pira <
fim pelo administrador liolil dasobras pu-
blicas.
DIVERSAS REPART1C0E3XS
MEZA DO CONSULADO.
Rendimenlos da Meza do Consulado des*'
la Cidada no me/, de Setembru p. j.
Dmibo do olgodio desW
Provincia i.iobUitio


~"T

2
DIARIO D K EIINAMBUGO
Dito do assucar dito
Di lo do fumo **
Dito do caf "
Taxa de 4" re's Por saccade
idgodo insptctado
Dita de ido rs. por caixa de
assucar dita
Dita de 4o rs. por fecho di-
to dito
Dita de ao rs. por barrica
dito
Dita de 5U rs. por escravo
exportado
Descont de 16 por cento
dos Ordenados do mez de
Agosto
Direitos de 7 por cento de
exportarlo
Ditos de 2 por cento dita
Ditos de ancoragera
Ditos depositados que exce-
derlo do auno
Emolumentos das CertidSes
Ciza de 5 por cento da ven-
da das Embircacoens
Papel dos Passaportes Im-
periaes
Quola do desp'-za feita com
a arrecadsco das Rendas
Provinciaes desla Pro-
vincia na raso de res
:i84U57i
dem das Alagoas
dem da Parad iba
Reditenlos das Provincias
Disimo d'assucar das Ala-
goas
Diio doalfjodo de dita
Dedu/ida a quola da des-
pesa
Dizimo do algodo da Pra-
hiba
Deduzida a quola da despesa
G64U4&)
JU07
193U040
37369
i6a
i4U383
85Uooo
85U365
iG:462U53o
8oU6(i
3;587Uiaa
o5Utit)a
3U720
3oUooo
iUjoo
45*75
o Uc)74
a 1 Udfj*
199 U1199
99iUb*3a
849;4
298U642
1U862
29-.i87U877
Mesa do Consulado de Pcrnambuco 4
de Oolubro de i833.
Miguel Arcanio Monleiro de Andrade.
A Paula he a mesma do num. 216.
CORREIO.
O Palaxo ero do nal be Mestre Jos
Antonio de Sonta sai para o Rio de Ja-
neiro no dia 18 do crreme.
PREFEITURA.
Parte do dia 10 de Uutubro de i838.
lllm. e Exm. Sr. Forio presos hon-
tem a minba ordem e tivera destino:
iUuuoel Joaquim, pardo pelo Coniams t
rio de Polica do districto da ra do Rangel
por ser ladro de galinha ; Jos preto,
escravo de Joo Manoel Mcnd s da Cunta
Azevedo por um sobl ido de Polica, par
o ler encontrado com urna faca de pona ;
Arma Joaquina e Cundida Mara par-
das por outro soldado de l'olicia por
b'iga, e ferimento era Mara Joaquina
- Ju Silvestre semi-branco, p>-lu Sub
Prefeilo de Iguarass por ser desertor de
Polica.
E' oque consta das partes boje rece bi-
elas n'esla Secretaria.
Dos Guarde a V. Exc. Prefeitura da
Comarca do Rccife 10 de Outubio de
i838. Illa, e Exm. Sur. Francisco de
Paula Cavalcanti de Albuqueique Vice-
Presidente da Provincia. Francisco An-
tonio de S Brrelo, Prcfeito da Comarca.
CVMtRA MUNICIPAL DA
DO RECDE.
CIDADE
1.' Sesso ordinaria de ao de S ele rifen)
de 1838.
Presidencia do S nhor Ilarros.
Comparecern os Sms Pessoa Souza ,
Vianna Oliveira Saropaio ; faltando
com causa os mais Senhores.
Aberla a Sesso e lida a Acta da ante
cedente foi sancionada por estar conforme.
O Secretario dando contado expedien-
te menciono Oi rguinies oiacioi.
Um do F iscal de*)e Bairro pedindo o
paga ment da quant4a.de 2480 res do en-
terra ment de 2 cadveres ; que ae pacas -
se mandado.
Outro do mesmo pedindo que man-
dasse satisfaser ao Dr. Felippe Neri a
quanlia de 9600 rs. de 3 corridas de saudc;
que se pacasse mandado.
Outro do mesmo apresentando a con-
ta da limpesa das ruis deste Bairro a Coin-
misso do Sr. Sampaio.
Outro do Juiz deDireito da a. Vara do
Ciirae remetiendo asRelacoens dos Juiset
de Facto que serviro na 5." Sesso dos
Jurados de 27 de Agosto p. p. e os que
foro multados,- inteirada ese tirasse
copias para serem remeltidas as outras C-
maras as pesioas multadas que pertence-
rem a aquelles Municipios.
Outro do Prefeito da Comarca dactado
de 3 docorrente partecipando que lendo
de ser execulada no dia 5 a seu tenca de
pena ultima ao Reo o cabra Francisco es-
cravo do Tenenie Coronel Joaquim Caval-
cante de Albuqueique ; quo fSta Cmara
mandasseforntcer ao Carcereiro da Cadci
desta Cidade os utencil os e sustento do
Reo: inteirada.
Ouff do mesmo pedindo a esta Cmara
que mandasse iluminar da Lista dos Jura
dos o Cidado Jos Mara da Purificaco
por ter perdido a renda qu vencia como
3. Com manda nte do Corpo Policial : intei-
rada.
Outro do mesmo pedindo que fosse ilu-
minado da Lista dos Jurados Joaquim Jos
da Cnceica por tef [novado ser de ida-
de avancada .* inteirada.
Outro do mesmo disendo que tndo
sido quali6cado Jurado por esta Comarca
para o presente auno o Cidado iManoel
Maxado Teixeira Cavalcanti e que ha-
vendo elle provado ser domiciliario em Se-
rinhaem, Comarcado Rio Formoso, que
e-ta Cmara flzes.se iluminar o seu nome
da Lista dos Jurados ; inteirada.
Outro do Sr. Vereaddr Ros parteci-
pando que por molestia nao podia compa-
recer a sesso de boje : inteirada.
Outro do Secretario desta Cmara, par-
tcci pando que por molestia au podia
comparecer assesoens : inteirada.
Outro d> Fiscal deste Bairro informando
acercado requerimenlo de Manoei Ignacio
"iserra Cavalcanti : aCbmmisso dos Srs.
Vi .una e Oliveira.
Outro do Fiscal do Bairro do Recife ,
pedindo o pagamento de 6100 res do en-
terraraento de 3 cadveres e partecipan-
do que havendo uaqiielle Bairro someute
3 Igrejas cujas lrmandades pretextando a
pequinhes de espaco c afluencia de cor pos
recuzo ucceitar os cadveres da pobresa
que continuamente ap rere resultando
dessa prohibirlo estarem ditos cadveres 2
e 3 dias sobre a leira pedindo que esta
Cmara tonusse enconsideraco : quanto a
pi imeira parte que se pacasse mandado ; e
quanto a segunda que o Fiscal fi.e>se en-
terrar os cadveres que aparecessem, alem
do Forte do Brum.
Outro da Cmara das Alagoas parteci-
pando que na Villa do Penedo ha appa-
recido a peste das bexigas ; e d presente
se tein manifestado naquella Cidade e mes-
mo foia delta urna epederaia febril acom-
panhada de successiva dor de cabeca e
de ventre mais ou menos aguda a qual
lebre o Professor da' o nome de gstrica
edieide quase sumariamente de aquelles in-
felises que nao tem prompto socorro, e
remr-ttia os exemplares que sobre o mal
da dita febre o Professor de Partido tem
seguid'/ com bons resultados e pede a
esta C .mar algmnas laminas de puz va-
ri nico; quanto a 1. parle que se olhciasse
a Cmara das Alagoas pedindo os exempla-
res mciic onado em seu olhcio visto quo
nao viero e quanto o puz vacinico que
se pedisseao Exm. VicePresidente para ser
remetlido.
Despacharo-se algums requerimenios,
E por ser dada a hora levanlou-se a Ses-
so e mandarao faser a preiente em que
assignario. Eu Francisco Antonio Rabel-
lo de Carvalho Secretario interino a es-
crevi. Bjrros, Pro Presidente. Pessoa,
Souza, Oliveira Vianna.
Esa conforme.
O Secretario interino.
Francisco Antonio Ribello de Carvalho.
COMMUNICADO
Replica Respasta dos Srs. Escrito-
res do Argos N. 15.
Se o Argos Oliudense s fosse lido por
pesseas instruidas e experimentadas eu
me forrara aotre-balbo de Ihe responder :
mas o Algos poda ser lido por qualquer
pessoa do povo e muito principalmente
pelos Estudantes, dos quaes huns por es-
pirito de classe, outros ptr falta de co*
nhecimentos em materias exlranbas s do
Curso', imaginars por ventura que os
seus Collegas Escriplores brilhra, eque
expichara completrmente ao pobre
Bahiano Calholico. Isto posto eu nao de-
sisto da empreza, e procurar*! mostrar,
que os Srs. do Argos em nada desfnera
as minhas objecces, e que quizeraO de-
fender-secom paralogismos.
Primeirameuie em meu Communicado
eu nao chaoiei materialistas aesses S s. ;
porque nao imagino, que o possaS ser
com fundamento huns Mocos que aioJa
agora comeca a sua carreira Lilteraria e
que apenas p.idem estuda# proveitosamen-
te as materias do Curso Jurdico ; e seria
huma impostura m'iseraVef o pretcnderem
inculcar-se materialistas e assoalharem
taes doutrinas por meio de bum Prriodico.
Mas a raso que riles meamos do de o
nao serem parece-me, com o devido res-
peilo, raso nao d'EstuJante, pivenl sim
de Cabo d'esquadra ou bum verdadeiro
paralogismo. Diga nos S. S. (assim se
exprime o Argosj sej enconlrou algum
materialista dizendo que a Religio tem
lido sempre a gloria de civilisar os povos
em todos os paizes, eque bedela que
tira o justo as consolac^s necessarias para
resistir injustas perseguirles dos malva-
dos Oque quer isto dizer ? Quequem
faz elogio Religio eo ipso'' fica len-
lo de toda a nota de materialista E como
os Srs. Acadmicos do Argos exigem de
mim que Ibes mostr materialistas pro-
ferindo expresses favoraveis Religio ,
nao tenho remedio, seno fajer-lhes a
vo lade. Hohbes foi hum grande muteria-
Ista e manifestamenle alheo, e foi o pa-
triarca dessas doutrinas terrivis era o se-
cuto passado : mas frequentava os templos,
ate cbnimungavasacramentalmenie 5 e per-
gunlftdo pelos seus amigos ; por' practcava contra aquillo mesmo que senta,
descartava-se dizendo que a Religio era
mui til para o povo que era huma doce
illuso e que elle nao linha crtica fixa ,
&c (Vid. Tabaraud Art Hobbes.) O fa-
migerado Diderot era hum dos mais furio-
sos materialistas u alheos -do seculo 18:
mas em alguns lugares dos seus numerosos
cscriptos nao s fazia elogios Religio em
je 1 al como punba em suis obras estas
proposicoes Eu nao souChristo; por-
que S Agostinho o era ; sim porque he
rasaavel o se-lo. _, Eu nasci na Igreja Ca-
tholica Apostlica Romana e me suh-
metto s suas decises com to las as minhas
loicas Eu quero morree na Religio de
meus pais ; porque a juljo boa O Sa-
rao d'Holbac (crio que os Srs. do Ar-
gos conhecem este apostlo) foi bum im-
pudentissimo materialista, e alheo ; toda-
va na sua Publica Natural assim se expri-
me que o nao dissera melhor S. Jerni-
mo ou S. Joo Chrsostomo A Religio
foi considerada em todos os lempos como
huma das mais poderosas molas da poli 11
ca e a mais foi le barreira que s pude
oppr as paixoes dos homens, e aos exces-
sos dos Res Outros podera citar : mas
apavora-me a feia pecha de erudico ; se
bem que lora mais para rir o ver censurar-
me por citar eu Auctoresos Sis. do Argos,
que cbi mesmo lartara-se da citar Yon-
lesquieu Muler, Guizot, Chateaubri-
and, Warden David Hume, B. Loiu-
tfeltt) ao todo muito mais gente, do que
eu cilei! Assim certo Medico do Papa fa-
zia huma pomposa dissertaco em Roma
ronda o uzo do pernicioso tabaco loman-
do no mesmo acto e publicamente repeti-
das pitadas. Tanto he certo que o ma-
terialismo atheisino, &c. sao syslemas,
de que se envergonhuo pera mor partea-
quelles meamos que os abraco, e susten-
tan : finalmente 1'. di se, que a Religio
rivilisou os povos e serve de consolaco
aos justos : logo F. nao be materialista,
can c su ser Lgica queme jm vumu-
ra as escols : tanto mais quanto Ben-
iliam e outros decididamente materialis-
tas confessao que a Religio he boa he
til, te.
Mas o scopo do meo 1." Communicado
1 foi principalmente combater o paradoxo,
ou antes absurdo do materialista Tracy. E
o que disse este Sr., no que concordaran
os Srs. Acadmicos do Argos ? Que hum
povo era tanto mau felis, quanto nelle
menos poder tiniiao as ideias religiosas.
Desfiemos esta proposico, mos, oque se dse .entender aqui por
ideias religiosas. Entender-se-ha por isso
o abuso das ideias religiosas P Querer di-
zer que hum povo he tanto mais feliz ,
quanto nelle menos predomina o fanatis-
mo a superstic^o ele. ? (que aio verda-
deiros abusos das ideias religiosas) Nao
certamenle ; pois tal proposico seria hu-
ma trivialidade e o Sr. Tracy nada di-
ra qu ti do mundo nao soubesse isto
he; q' hum povo he tanto mais feliz, quan-
to menos supersticioso e fantico : logo a
nao se conceder que Tracy proferid hu-
ma puerilidade e os Sra. do Argos com
elle, as regras da boa Hermenutica ensi-
n que aqui poT ideias religiosas quer-
seenlendef o s'enlimento de Religio a
crenca o dogma: e vem pois o principio
to gabado de Tracy a reduzir-se em sua
rigorosa exp res sao a este absurdo. Ha
tanto mais feliz o povo quanto menos a-
cieditar na Divindade quanto menos Re-
ligie tiver e cpnseguintemenle hum po-
vo de alheos (se tal monstruosidad* se po-
desse dar em as sociedades humanas) seria
o povo mais feliz de lodo o mundo. Logo
sea proposico de Tracy, e abracada pe-
los Srs Acadmicos do Argos, nao be ein-
minentemente iropia, paradoxa, e acres-
centarei, absurda, cousa he, que sub-
melto ao juizo dos cordatos, e mparciaes.
Eaqui mesmo encontr nos Srs. Esludan-
tes do Argos huma contradico martresla ;
porque ae, como S. Ss. mesnros confesa1*
rao A Religio tem tido sempre a
glora de civilisir os povos era todos os
paizes ,, ella s o p dia conseguir por
meio das suas ideas; 8 se Iium povo he
lano mais feliz, quanto mais rivilisado ,
segU3-se o contrario do paradoxo de Tra-
cy isto he r que hum povo he tanto mais
feliz quanto nelle mais forra liverem as
ideias religiosas.
Esta he a propOzico verdadeira fun-
dada nos principios de raciocinio, e a
Historia d lodos os povos. Apjntei por
ex. os primitivos Chrislos os pacificos,
e diosos Fndigenas do Paraguay -b a pre-
ponderancia religiosa dos sempre rfSpeta-
veis Jezuitas : mas podera citar os Fastos
do genero humano, os quaes todos att'-s-
la que qualquer povo he sempre feliz-,
qu.mil> mais dominado do srnliraento de
piedade, da crenca religiosa. Eoq' respon-
dan aislo os Srs. Estudantes do Argos?
Trazem coleco a theocracia dos Egyp-
cios, ou antes o seu extravagante Poiy-
thrsmo o uuu nada prova para o nosso
caso; d'ahi a poncas linhas querendo
enfirm5 o valentissimo argumento dos
Chrislos da primitiva Igreja rabera em
oulra contradicdU, dizendo que em
quanto as antigs Religies nao decabira,
os chrislos procedo.a virtuosamente :
se proceders virtuosamente forao aem
duvida felizes; porque nao ha maior ftli-
cidade que a da virlude se forao felizes
por meio da Religio segu se necessaria-
mente que he falsa he paradoxa a pro-
p )sicao de Tracy e dos S.s. do Argos .
os qiues agora confessaS que nos Chris-
los primitivos predoojinavao as ideia* re-
ligiosas e por isso fore virtuosos e por
necessaria consequencia felizes. Permit-
l.iume, apphquea S. Ss. (sem todava in-
correr no vergouhoso peccado de erudi-
co) as palavra* do 1) vino Mesire lo
quela la inanifeslum le fcil
A que proposito vem a enfiada de abu-
zos practicados por Padres ? Que culpa
tem disto a Religio pura .saucia e be-
nfica de J. C. .' Mas os Srs. Acadmi-
cos do Argos dizem qne quando se exami-
na huma cousa, devem.se melter em cori-
ta 0$ abuzos, a que pode dar lugar, e bc-
cresma, q' a Igreja pelo seu dominio no
temporal commetleu esses abuzos. Se os
Sra. do Argos eutendessem alguma cousa
das materias Theologicas (sciencia, que
parecen despreiarj saheriaQ, qup a Igreja



DIARIO DE PERNAMBtlCO
deJ.C. nol.e a opinio de-ste ou d'a-
quelle Padre desle, ou d aquella Bispo,
deste eu d'aqueile Pontfice porem a
Congregacao dos Fiis, presididos pelo
Vigariode J. C pelo Successor de Pe-
dro unidos pelos laco-* da mesma le dos
rneinoi Sacramentos, &c. Unus Pastor,
el unum ovile. Para mostrar pai com
verdade que os abusos da Igreja nascem
de lium principio intrnseco da sua Insli-
tuico he preciso demonstrar, que esse
dominio, que enlo teve a Igreja em os
negocios civiz era huma consequencia
das.mximas do Evangelho geralmenle
dos Livro Sagrados, e da tradico Apos-
tolica. Pelo contrario o Divino Mestre
dizendo positivamente que o seu Reino
nao era deste mundo quiz, que os seus
Ministros em nada governassem, como
taes os negocios do seculo. A Religio
de J, Christo nao he o que pralicrao
taes, e taes Padres taes, e taes Conci-
lios nao Eceumenicos &c.; porem sim o
que est prescripto as Sagradas Letras ,
na Tndico Apostlica, na erenc geral
dos Fiis: (|uod semper quod ab m-
nibus quod ubique.
Que lera de ver a opinio de David Hu-
me contra os Padres para a nossa queslo?
Os Padres em todas as idades tem sido os
inimigps da liberdade Isto he huma
propozico ralsa ao menos relativamente
ao> Padres da Religio Chrbtis. Por es-
capar nodoa de erndito e por poupar
fastio aos Leitores nao produzo innmeros
Padres Cbristos concorrendo para a liber-
dade dos povos, e anda nos nossos das
he (ligraute injiistica chamar inimigoi da
liberdade aos Padres eat Frade do Bra-
sil. Mas lemb em-se os Sis. Estudantes
do Argots to gratuitos inimigos dos Pa-
drea, que quando na Meia Idadn quasi
toda a Europa idolatrara as doulrinrs de
Aristteles, que sustentara haver escravos
feilos pula nahireza lium Padre, o Pon-
tfice Alejandre 3. dizia : nao, a nalu-
reza a nenhum bomem fez escravo.
Cre, que a a.uclordade .do grande
Cousin como Philosopho a desnluressa -
do he milito mais attendivel que a de
Hume por maior Historiador, qne se re-
pute. E o que diz a este re-peit i o l'lato
modero era o seu Curso da Hitara da
Plnl isophia ? Diz o segninte A Religio
do Hornera Dos di hum prec; infinito
humanidades por isso o Cbristianismo he
urna Religio eniinentemite humana, e so-
cial : e a pro va lie, que duChrisliiuismo,
da Sociedade Christ sahiraoa Liberda-
de CDoderna os Governos Representa-
tivosOra perguntarei aos Srs, Estudan-
tes da Argos: quera foi, que ensinou,
que pregou que formulou quo exteu-
deo esta Religio eminenraeote humana e
social ? NSo foro indubitavelmente os
Padres Cbristos ? Logo como- dizer-se ,
que os Padres em todas as idades tera sido
iuim'gos da Liberdade P Pode ser inimig >
da Liberdade quem propaga ensina e
dogmatiza principios donde se deduz a
me ma Liberdade ? Respondi os Snrs.
Estudantes do Argos e l se havenho
nrsla parle, nio coraigo, mas cora o Snr.
Cousin : expichem-o ** completamen-
te, como expichro o pobresinho do Por-
talis que he hum pigmeo par dos Es-
tudantes do Argos Olio lense .'
Vamos tollerancia absoluta como de-
zrjo os Snrs do Argos. Onde disse eu ,
que era couza noa, se no Brasil liouvessem
diferentes Sceitas religiosas ? O que eu
disse foi, e anda sustento que se no lira-
zil as houvesse, pedia a P I i tica que a
Le permitisse o culto publico de todas :
mas d'ahi nao se segu que eu approve
todas indestinctamente. Nesta hypothese
leamos hum mal se liouvessem sectari-
os de Religioes infensas ordem publica :
mas que remedio se nao tolleralas na par-
te, em que nao offendessem esta ? Mas
o nosso Brasil sempre foi e he Catbolic>
Romano : logo com que necesstdade havra
d'o Legislador determinar que o Governo
nao reconhecia nem huma R-ligio d'Esta-
do a que todas as Sceitas, que a inda es-
lava. por vir de oia gozara de iguaes
privilegios ? Nao seria isto accender o Ta-
cho da discordia ? Nao seria desa-possar
da supremaca a huma Religio que do-
mina soberanamente a consciencia dos Bra-
zileiros ha maia.de 3 sculo?
D isas e airada diga qus a Liberdade
de pensar nao ha nem nunca houvequem
a. podesse tolher o que alguns Governos
tem feito be limitar ou embaracar de to-
lo a Liberdade de fallar, d'escrever de
obrar lc. em summaquando as doutri-
nas se manifesto por actos externos. A
mesma facarihosa e sempre detesta vel In-
quisico nunca panio o pensamento ; que
isto nio erapossivel: puna sim as ex-
pressoens herticas os actos zc. Lon-
ge e bam longe estou de approvar cou-
za alguma desse Tribunal herrivel parto
da ignorancia, Tribunal sacrilego q' se di-
zia viogador d'Aquelle mesmo que o-
rava a seu Eterno Pai pelos algoses que
o estavo Crucificando. A Igreja a res-
peito dos Hereges e dissdentes nio tem
mais do que a excommunho : declara-as
fora do gremio ; porem intercede por el les
emsuas Preces ao Pai das Misericordias.
Mas o poder civil pode e d*ve punir a
aquelles, que pregarem ou ensinarem
principios que destruio as bases da Mo-
ral como sejo ; o Materialismo e A-
theismo e os que desatacaren! a Religi-
io do Estado. Isto nio he ir contra a li-
berdade de consciencia. Quem quser
pensar que nio ha Deas, que a alma he
materia que nao ha penas e recompen-
sas no oulro monde ; pode-0 f'aser. Se
todos estes Dogmas forem verdades, elle o
pagar seu lempo: mas nao pregue, nao
escrnva nao ensinue taes principios que
vo perturbara paz a doce esperancido
horaem de bem aTbulado e demolir o
mais solido alieerce das virtudes. Eis-aqui
quando tera lugar ^ perseguicio nao de
qualquer individuo; mas a da Lei panal.
Creio que estes m ua principios sao saos,
sao geral rae ule approvados e nada tem
de intollerautes.
A respeito da Bavoluci Francesa dire,
que esse grandioso Cuhaclisma poltico tem
duas partes muito attendi veis, e distinctas:
a boa foi effaitointvKavel dos progressos,
e das luzss do espirito humano; a m pro-
veio sem duvida das doutrinas immoraes ,
impas ,, e encredulas dos Ppilasaphaates,
ou falsos Philosophoa. Qaaudoos Mir-
is os Lebons os Carrieres os Couthons
os Fabres os S. Justa os Robespierres ,
e innumaros outros monstros alagavo de
singue e de nunca vistas atrocidades o
solo da Franca elles mesmos se disio
discinulos dos Didt-roN dos Holbics ,
das B mlargers dos Helvecios dos Ray-
nas dos Voltaires, &c. &c., citavio as
suas mximas ; produsio os seus princi-
pios e assim pretendiao forrar se a cen-
sura das suas enauditas perversidades.
Logo eu nio argumeatei com a Revotu-
co absolutamente argument i sim como
o Philosophismo que he o syslema dos
Sophisraas e este Philosophismo posto
em pratica foio que delurpou a gloria da
sempre memoranda Revoluco Franceza.
O Indiferentismo em materia de Religi-
o sempre foi reputado huma especie de
gangrena em o espirito Religioso. ( En-
tio os Snrs. Estudantes do Argos nao da">
licenca para mais huns trechosinhos de
erudicao? ) Lutbero que certamente
deva conhecer as tendencias da sua nova
doutrioa ja disia Eu prevejo que tan-
tas e tai disparatadas opnioens a res-
peito da Fe ha de vir a parar no Indife-
rentismo ultima corrupca do espirito
humano. Marheineckc, actual Pro-
fessor da Universidade de Berln tra-
ctandodo Racionalismo, "assim se ex-
prime. Esta gangrena vai-se propagando
por todo o systema das Relgoens ; e o
Indiferentismo poem em torpor todo o es-
pirito religioso. Se o olficio do Ministro
dos Altares nao he gnvernar o Estado ,
nao se deve d'ahia inferir que seja of-
fico do Estado o governar a Igreja. Os
salarios, que o Governo civil reparte pe-
los Ecclesiasticos, tera-os tornado inteira-
mente mundanos ; d aqu o considerallos
olliciaes eiviz e como seus empregtdos
da nfima classe ; d'aqui a Religio havi-
da ora em despreso ora olhada com in
dferenca ou como huma impostura ou
como mera rnstituca humana. Eslava
reservado para os nossos das o ver nos
pulpitos a Ereonorata poltica a Hegena ,
a Agricultura a Poltica. O Ministro s
iulga ter saptisfeito o seu dever quando
le ao povo as orden* do Governo : elle
dve 110 seu serraa eosinar remedios cun-
tra o coatagjo daj bestas iocuioara uli
lidade da inoclacao das hexigas, e pre-
gar sobre o modo de prolongara ida hu-
mana : das verdades eternas, nada ou
quazi nada. Lamento a curta extenca
de hum Peridico ; poisaqai mostrara a
os Snrs. do Argos a authoridade de res-
peitabilissimos escript >res contemporneos
queixandose amargamente do estado de a
bandono, em quevai cali indo o espirito re-
ligioso e consegiiintemente a Moral pu-
blica tudo devido ao indiferentismo a
respeito da Religio ; e o mesmo nos Es-
tados Unidos. Se por ora o mal ainda se
nao faz muito sensivel he porqu* esse
veneno agora vai comecatido a produ/ir
os seus estragos em hum povo que era
muito religioso e qde poneos annos cun-
ta de sua emancipacio poltica. Quem
sabe o que aera* para diante quando o
indiferentismo Ihe tirar de todo o sancto
temor de Dos ? Por ota vio indo bem ,
apesar das doutrints do indiferentismo;
porque ainda ali existe muito espirito reli-
gioso : mas em se este evaporando ; o que
ser entio dos Estados Unidos ? O lempo
o mostrara.
Finalmenlo assim como os Snrs. Estu-
dantes do Argos se julgrao uctorsdos
para me dar conSlhos cerca da tolleran-
cia que eu alias amo e respeito era
Seus justos limites ; do mesmo modo Ihes
admoesto que deixera de incu1cr-s espi-
ritas fortes de querer vulgarisar as per*
niciosas mximas ae Tracy e denfiruiar
a crenca ortbodoxa das povos. Isto nao
s os desacredita, como Ibes nao pode
fundir seno a indignacio das pessoas
sensaclas -e instruidis Perdoe o satida-
vcl conseibo e a lmitaoeia ap ,
B iliiano Catholico.
( Contnuar-sa-ha. )
VARIEDADE.
(COHKUNICIDO.)
Receita para os miopes de senso critico.
As pessoas que, padecem atriste mo-
lestia de nao envergaren! mais de dais 8-
t tres inimigos '* ou propriam nte Censo-
res de suas doutriuas" somente ou de
suas opkiies ; achario raelhora no se-
gun'e reccituarso .*
Recipe : de exame da propria conscien-
cia
graos
10
de mximas de boa educaco ;
graos .....10
de dictames naturaes; graos 10
de dignid.ide ; graos 10
de xarope de prudencia ; hura es-
cropulo.
Misture faca huma plula e como es-
ta mais 10 e repita quanto for bastante.
Deve tomar huma pilula tioile e ou-
(ra ao levantar da cama e em cima huma
doze de refl -xao sobre o disgosto que se
d aos Pays,, e dando hum passeio no cam-
po dos respeito* a seus Concidados
sombra do escndalo que se d cora taes
opioies que o Publico sensato reprova ,
examinar bem os vidros de seus ocolos ,
para saber distinguir censura de. in-
sultas correspondencias decentes de
annuncios, e sobre tudo que Seus fins __
s tem por fim a mxima antiga para
se reprehender erras alheios cumpre e-
mendar os propros.
Doulor Civilisacio.
N. B. Pode querendo o enfermo ,
xuxar o seu xaruto e ter as fumacas ; que
quizer, observada a receita : o supradito
D.iutor fax publico que d esta receita _
gratis e que tambera dar gratis o re-
cetuario para pelo dedo se conhecer o
Gigante; pelos olhos, quem tem lombri-
gas pelas palavjas, oque est no cora-
cao pelos eslillosas pessoas a sua edu-
caco.
Annuncio.
Aviza ao Illm. Sr. Prefeilo da Comar-
ca do Recito, que baja de ter toda a vigi-
lancia sobre certa quadiilha do Sarlo ,
que aqu appareceo, diz abertaraen-
te que nao faz caso da Polica a
quals deve ter lugar para com os rnule-
qu.es ; mas repara bem paja sc-no enga-
ar, que elles ja largara os calcoes e iba-
nao de cuuro e anda preseulcmtute de
cazaca; nem tambera se engae com a
Frenologa e Fisiognoma porque o
homens sSo de meia cara.
_________________ O Jcz Firmo.
A V 155 <> M 1) I V R RSON.
Nolice to Navigators.
_ Those who are desirous of having
the Needles of Sbips' Compasses remoun-
ted with loadstonc are requested to apply
at N. 18 ra do Vigario, where Chro-
noraetres are also regulated with the grea.
test aecuracy by meaos of diurnal obser-
vations Charges modrate.
cumbencia a qualquer hnm lugar do cen-
tro destaCidade precisando para isso da
hum portador capaz. quedesempenhe com
Gdelidade a mis o de que for encarregado
pode annuncar a sua morada para ser pro-
curado por huma pessoa com as qualidades
indicadas, e que al prestar abono a sua
conducta.
*3* Quem quizer comprar para fra
da Ierra, huma escrava moca com idade
de 18 a ao annos de bonita figura sem
molestia alguma engoma ensaba bem ,
cozinha sofrivel, sabe fazer po de l, bo
linhos e he deligente e boa quitandei-
a ; dirija-so a ruados Quarteis D. 9.
Arrenda-se huma caza terrea abar-
racada repartida segundo o gosto moder-
no corredor lavado salla de visita for-
rada com trila e dss palmos em qoa-
dro tres janellas de peitoral envidraca-
das, oitoquartos, salla de jantar boa,1
cozinha fra com o assentamento de fog
Ingle/, cora cinco fornalhas e seo respe-
ctivo frno, quintal grande com cacimba
que tem famosa agoa de beber, senzalha
para seis escraros, estribara para dous
cavados, com por to de coxeira para fren-
te da ra, independente da porta princi-
pal e tudo mu bem pistado, e sahci-
ente asseado. Na ra que vai da estrada'
da Solidado, ptira a do Manguinho : os
pretendentes ntendao-se com o Escrivio
Almeida que tem poderes para fazer tal
arrenda ment. r
8^^ Precisa-se de hum menino que le-
nba de ro a la annos para ajudar a ven-
der em huma venda de mulhados, e cont
pratica disso melbor; d-se-lbe ordenado :
no al trro dos A (togados cari cirio ha de
cazas do l'avo, caza da quina que tem
lampeo.
Allug 10-se duas canoas huma que
pega 700 lijlos, e outra propria para con-
duzir familias lempo de festa : no mesmo
lugar cima. .
a pessoa que precisar de alugar hu-
ma negra para o servico de caza, dirija-se
a ra por detraz da Igreja dos Martirios
caza defronte d'hnma cerca de palha pa
ra tratar do ajaste da mesma.
Quem quizer comprar o seguint ,
dirija se a roa de Hortas caza i). 5c/, no
alinhamento da Igreja dos Martirios hu-
ma meza grande de amurello ja uzada ,
com sua gaveta com nove palmos de
comprido, e 5 de largura hum realejo'
semsvlindro, porem com seus orgios.
__ Joaqui n Nogueira Freir, faz scien-
te a todos os freguezes da sua escrava Lu-
za a quem lava roupa no rio do Montei-
ro, que elle nio se responsabiliza por
qualquer falta que haja visto ser nece-
sario retiraba daquelle servico para entrar
em certa averiguaco.
_ Quem precisar de roupa lavada e
engomada com perfeicio e por preco mais
cmodo, do que o do costume dirija-se
a ra da Lapa caza terrea que tem as
portas pintadas de verde.
f}^ Precisa-se de huma ama de leite,
que seja captiva : no pa'eo de N. S. de>'
Terco sobrado D. 1 a. andar.
_ Quem quser comprar huma venda
situada no fim da ra d Roda n. 27 com
bastantes fundos dirija-se moma que
Ihe dir com quem hade tratar.
_ O Tintureiro da ra Direita que ti-
nha se mudado para a ra das Trinxeiras
annuncia aos seus fregueses e i todas as
pessoas que se qoiserem utilisar do seu
preslimo que remo veo a sua residencia pa-
ra a ra Direita outra vez a onde tem o re-
tablo.
Ouem precisar de 100,000 rell" al"
una cont de rea a juros r Cora segaran^
V*: dirija- a ata Trpograua

A


DA. RIO I>E PERNAMBUCO.
inuECIkiiu m*3*KnStBG*Hli3
U'dniy&tazirsBKaBuzx

,-- A pessoa que so echar era circuns-
trticias do bem ensillar primeiras letras,
em jjm lugar distante da (idade 6 legoas ,
r.om tanta que se a t de ruis de 4a an'
nos, e cujos coslumes mostr que sao bous;
dirija-so a ra larga do Rozarlo por cima
da botica de Birlliolomtto Francisco de
Souu
OSr. B. F. G. queira quanto oo-
t"S hir ou mandar pagar a quantia de 16
mil rs. da vacca (ue a mais de um mez com-
prou a tirn seu camarada no lugar da casa
lorie sem condico algura-a ci espera, e
at o presente nao tem pago ja se leudo
esgotado os meios de prudencia e civil-
dade e se o nao izer se protesta apre-
senlar por extenco o nomo do mesmo Sr.
para conhr cimento do respeilavi-l publico ,
e proceder judicialmente.
Na loja do sobrado l) l6 alraa dh
Matriz da Boa vista lava-se e engomma-
se roupa, com perfeico e piteo com-
modo.
O abiix j assigna'io faz scienleao res-
peilavel pablioj que prelendendo vender
os heHeiros de Joo Dulra Garca o si-
tio que possuem p -lo falecimenlo do m-s-
m > ni stra-Ja do arraial, e como o ab-ii-
xo assignado oo mesmo lenba feilo pinlio-
i .i pi i i ia mili de trusentos e tanto-, mil rs-
por Uso, pira que o comprador nao se
chame a ignorancia faz o presente amiun-
eio, cello que o mesmos vende-iores nao
deinaro de fazer sciente h qualquer dos
compradores. O Padre Joaquim Pereira
Freir.
O-iem precisar de urna ama pira
fuzcr o servico de urna casa, dirija se a ra
de-Agas verdes lias lujas do sobrado De-
cima 8.
Precisa-se de urna mulher para f-
zer todo o servico interno de urna casa de
pequea famiha : o-a ra d > Nogueira
defroute do sobrado da vi uva Temporil
Desapareceo um taxo grande de co
bre com urna tira cid roda tem mais de
.'libras, rogase a quem for off.;rerido
faca apprehenco nelle a quem o vender ,
que ser generosamente recompensado ,
no sobrado novo da ra do Raitgel, quina
do Trem.
- Quem annunciou querer 3oo,ono
a juros com pinhortts de ouro querendo
pagar os juros mensamente dinja-se a
ra da Gloria D. 17 que dir quem d.
Qiiem quiser aforar 200 pilmos de
trra com Instante fundo junio ao Reme-
dio no sitio denominado traca ; dirja-
se ao mesmo a tratar com Francisco da
Costa Barcellar.
No dia 12 do correte me* se hade
arrematar perante o juizo da primeira Va-
ri do Civel por execuco da Faxenda Na-
cional movida contra o cx-colector Anto-
nio Moreira da Costa, a olaria de dois
lomos com osa de vivenda ludo coberto
de telha e com barro proprio sita na
margeno do riocapibaribe delronte das bi-
cas do Monleiro.
- Oab.xo assignado tendo feitocorr-
promisso moratorio com seus credores de
maior quantia e por lempo de 5 annos ,
foi julgado por seutenca pelo Juizo do Ci-
vel da primeira Vara e porque enlre os
credores dissidentes dos couseguiro do
mesmo Juizo chlerem senlenca para ex*cu-
tarem ao abiixj assignado Ihe fis<;ro
pinhora em sua loja apesar de su 1 opof-i-
ci, e estas seotencas loiao olEtiicivas do
direito ds lercei-o que bera os mais cre-
dores, e o abaixo assignado nao desej
prejudicaraalgum do seus credores, p*or
roeio deste declara que renuncia a mora-
toria e pjd.'m lodos prepararen! as suas
'xecuces para se pagarem por um rateio
regular. Jos A Ivs du Silva Guima-
Jies.
n
AVISOS 3!AltiTJMOS.
PARA LIVERPOOL, a Barca Ingleza
Lsk. Capilio Bill, de primeira classe ,
sahira con toda brevidade ; quem quiser
rarregar ou ir d pissigem diri ja-se aos
ConsignaUrios Har, isoi.s Lillam & Heb-
bert ma da alhndegn velha.
PARAOASSLT, Touroa, e Caicara ,
a bm conbei.da Sumao S. Jos Palafox ,
abircom lodi a brevidade, quem na
jnesma quiser eirregar, ou hir de passa-
gem dirija-se a fallar com o seu propieta-
rio Luiz Eloy Duiao na ra da Cruz do
Recite n, 17.
LEILAO.
- Que pretende fazer Alexandre Mae
Kay & Comp. boje quintr. feira, de um
porco de ferrngens na casa de sua residen-
cia na ra da C.'i uz n. 4o.
loje 11 do correle, continua o
leilSode Aim Fiadcl eDangla Fieres ,
na ra da Cruz U. Go.
Que so faz na praca do commercio
ns 11 buras da nmbanos dias 1 2 e 13 do
carrete, do Hriguo portugus denomina-
do A'ci--les loriado de cubre que se acha
fundiado defronto do trapiche do peluuri-
nho por cunta du quem pieleneer.
C O M AS.
Escola Decurial de varias licoss a
Virgem N S. do JJislerr>> &c. &c. pelo Dr.
Fr. Predique ^spinola Monge de S. Bjr-
nardo ; quem liver annuncie.
- O primeiro e segundo volume da
obra Semanario Pintoresco ; ass m como
os nmeros todos do Panorama ; quem t-
veraununcie,
V l NDAS.
Umacaixa de costura com msica ,
obra delicada para urna Sanbora e tam-
bera se troca por algum livro curioso : na
raa alraz da Igreja dos Martirios casa de
5 rotulas verdes.
Bom lijlo de alvennria posto na
.obra, a -23,000 nopassandoa ponte do
Recife: na praca da Independencia loja
de serigueiro D. 10.
Urna escrava que representa ao an-
nos de idade coge eneoroma e cozi-
nha i na ra de S. Jos JJ. 8.
- Urna duzia decadeiras e duas ban-
quinhas de Jacaranda o urna cmoda, e
marqueza de outra madeira e outrai pe-
cas de urna mobilia: na ra da Florentina
na pennliima casa pintadas de novo do
lado da mar*'. .
Um raolatinho de i3 annos pouco
mais ou menos : na ra do Vigario botica
do Peixoto.
- Urna canoa decarreira que conduz
tres a 4 pessoas : na ra da cadeia de S
Antonio no primeiro andar do sobrado
D. 10.
para a praca do commercio ; assim como
urna prela crioula de 5 annos de idade ,
cese e tem principios de engommar e
cozinbar.
Um bom ci vallo de estribara ; nos
5 ponas venda D. :;;.
-- Urna cabra bicho boa leiteira e
com duai crias; e dois bicudos.muilo bous:
na venda da quina, defronte de S. Tbe-
resa.
Una negritilu de naco de idade
de 10a 11 annos, corintia o diario de
umicasa, lava de sabio, e ptima pira
todo o servico : na rui Direita D. 20 lado
da Igreja do Livramento.
Rap de Lisboa muito superior o
fresco por ser chegido no ultimo navio ,
a 3o'ra. a oitava ; ni ra larga do Rozario
loja de miudezas D. 7
Um preto du naco angolla de da-
de de 25 annos pooco Oiii u menos e
ptimo pira o s -rvico re campo ou ganlia-
dor : 111 ra Direita D. 3o.
Um sitio na estrada d Joo de Bar-
ros com urna bem construida ca-a de cam-
po a moderna cbos proprios frente
cercada do limootema mesma 1818 pal-
moa bastdntes arvores de frutos formi-
dav^l baixa para capim terreno mais que
suficiente para plnilaces recebe 6 a 8
vacas deleite; a tratar no primeiro an-
dar do primeiro sobrado passando a Igrej 1
dos Martirios.
Cem palmos de trra em largo, fun-
do abaixa mar decapibaribe cujo terreno
h- de propriedade e silo no aiterro dos
afJfogados junto ao Sr. AnTonio Rabello: na
ra dP aguas verdes sobrado D. 10.
Urna escrava de 20annos de idade,
engoman cose, cozinba, e tudo faz com
perfeico ; urna prela de meia idade co-
zinh'i e lava roupa : na ra de agoas
ve.des sobrado D. a6 defronle do consisto-
rio de S Pedro.
Um escravode idade de 16, annos,
bem sadioe de bonita figura ; e outro da
mesma idade e ambos de angolla, sendo
para fora da provincia : na solidade casa
confronte a Igreja de 3 janellas e um
porlo.
--- Urna negra de naco angola de ida-
de pouco mais ou menos de 3o annos, sena
vicios nem achaques, boa lavadeira de
varrella e cozinba o diario de urna casa :
na ra do Livrament D. le.
Terrenos paia se edificar casas no si-
tio da passagem da Magdalena abeira da
estrada com 185 palmos de fundo, ou
4oo e pelo lado da c un boa da pontezinha
com 2oo ou 100 palmos de fundo con-
forme o goslo, e circunstancias dos pie-
tendentes a vista di planta que ser
, apresentada : a fallar com o proprietario
Por preco muito eommodo um pian- Jos Joaquim Bezerra Cavalcanli na tri-
no forte ingles : na ra da larangeira no
segundo andar do sobrado D. t.
Um cavallo muito bom ; na ra da
Conceico da B>a vistaarmasem de sal.
Urna porco de trra na estrada de
Bellem com 5oo palmos de testada e mais
do 1000 de fundo, com alguma* arvores
de fructo e muito bom terreno para plan-
tar livre de qualquer duvida, por ter
suas demarcoes e com os chaos proprios :
a fallar no sitio do espinheiro com o pro-
prietario Silvestre Antonio de Laage.
-- Urna preta que sabe co7.ii:lnr o dia-
rio de urna casa lava de s-bo e varrella,
boa quitandeira, <> tambera he propria
para o servico de campo por ser muilo DOS-
sante : na ra do Livramento do lado da
ra Direita no terceiro andar do sobrada
D. 18.
- Urna barretina de pello pata G. !Y. ,
ainda nova : na prac da I5oj vista venda
I) 6.
* Osseguintes livros (a somonte par
ter ruidos de bixo porem pouco ; procetso
orfanalogico primeiras buhas crimimina-
es ; pralica criminal de Ferreira Mondes
a Cislro Guerreiro Moraes, de execu-
tionibus Stiychio direito Remano, di-
reilo Ecclesiasiico por Genuneri, ebra de
direito (vil por Pase al Jos de Mello,
obras de Benlham Moulequius Recita-
roes de Horacio Pandielas Felice direi-
to nalu'tl arte potica por Jernimo So
fes, Watlel Droit des gens, biblioteca de
direito Governemenle politic leis do Bra-
sil de 1826 a 2jQ Filangeire sciencia de
legislaco: no segundo andar da ca ala
quina da ra do encantamento que. deia
vessa de 'o Jos, solnado dft 2 ;m-
dares nos dias uleis das 3 as 5 horas da
larde ; assim como tambera se afora per*
luimente du lado da camboa.
KSCItAVON FGIDOS.
Havendo desaparecido em Janeiro
de 18'.4 do poder do abaixo assigdado um
escravo crioulo de nome G.msalo de
idade de i5 annos com principio de of-
fisio de pedreiro oqmlvieraa seu po-
der por tleranoa da seus finados pas Fe-
lippa Cavalcanli Bezerra Tbeodora
Mara Vieirj da Conceico, e nao ttndo
o anunciante noticias delle egora soube
que no dia a3 de Seleinbro p.ss&do elle
piastra pelo engenho Suassuna preso por
dois bomens que declararo no dito en-
genhoque vinho de Serinhaem aonde
istava Irabalbandopeloofficio e ali lora
o mesmo preso reconhecido por outros que
com elle viverSoern prqueno al o lempo
da sua fgida : os ditos ronduclores e
escravo dormirlo entre ai Ierras do Pico e
Pedade do dia seguinle 4 do mesmo ,
seguiro com elle para esta praca por se-
rena visto passar pela eslrada e como nao
foi presente aoannunciante, enera reco-
liiido as pris6es desta Cidade be portan
to de sopor que os referidos conductores
( que seno condece quem sao ) o livesse
entregue a alguem que melhor paga Ihe de-
cena. do que a que poderia esperar do
abaixo aisignado e por isso declara que
quem dlle tyer noticia a dilate ao auuun-
einnte, quesera bsm recompensado.'--^
Guilherme Patricio Bezerra Cavalcanli.
Antonio da Silva Gusmo avisa e
roga a todos os Srs. encarregados da Poli-
ca para que tenho toda camella as ca-
noas e jangadas do norte, que eos lunado
a rooharem escravo, a fiai de verem su
podem aprehenderem urna sua escrava de
nome Germana crioula alia e secca do.
cor po por estar magra, tem a testa a
carneirada e com algumas marcas de que.
lenla, em quanto a roupa levou bastante'
levando panno da costa e outro fino pre-
to e saia de lila e muitos vestidos de
chita o riscados o mesmo desuonf
ella ter-se encaminhado para a paralaba ,
por esse aimuncio se obriga a dar 200,000
a quem a apprehender o igualmente a
pessoa em cujo poder ella se achar a es-
crava ftigio no dia 3 do crrente.
--- lioga-se a todas aulhoridades poli-
liciaes capities do campo que mandem
prender os escravos Segu otea : um mola-
linbo de 16 annos, alvo com cabello lou-
ro tem na testa una marca du um coica
da cavallo e quanda anda pisa sobre os
cilcanhares. Um molcque de nome An-
celmo crioulo baixo e groaso docor-
po com a orelha esquerda furada ca
beca grande, e beicudo. Um moleque
de na-.ao de nome Jos tem_ os denles
para fora costuma tomar bixos nos pi.
Um negro du nome Joo, de naco. qu o-
do falla gagueija e leva-Ios a. ra do Jar-
dim sobrado novo de dois andares e tre-
pera queserobem recompensados.
No dia 16 de Setembro do correnlo
ilesapa 11 eeo um tnolaliiibo da cor escura ,
de idade de i4 annos, de nomo Joo ,
natural da barra grande, com o* sigoaes
se guantes : cabepa grande e mal feila ca-
bellos prelos coi lados todo igual e estira-
dos olbos grandes e meios zaroltios so
branceilhas feixadas nariz afilado, ore-
Ihas grandes boca grande beicos fii\os ,
e lenles com principio de podres, baixo
e grosso do corpo. barrigudo, mo gran-
des e asparas ps grandes e apalbetados ,
e muito chegados a bixos t^m urnas sica-
Irizes junto aojoelho de dentada de cao ,
e as mesmas as trajeras, muilo sugeiio ao
somno foi escravo de Joanna Francisca
da Conceico viqa do fallecido Antonio.
Gomes Bezerra ambos naluraes da Barra,
grande, e presentemente he escravo de
Miguel Gonsal ves Rodrigues Franca, an-
dava vendendo azeite quando lugio com
11 m Huid com caada e meia de azeite,
levou vestido urna camisa da estoupa do
mangas curtas ja suja do dito e calsa de
panno da costa ja velha quem o pegar
leve a seu Sr. no beco da ra do Rangel
que confronta cora o buco do caicerciro ,
que ser gratificado.
-- Miguel Mnnti'iro de Andrade rog
aos Srs. Sub-Piefeilos desla e mais comar-
cas e aullioridules pliciaes, pessoas par-
ticulares e propietarios de obra de pe-
dieiro, que souberem ou virem um es-
cravo cabra de nome Felis official de pe-
dreiro quti Irab ilha va' riis obra publicis
e iiltimamente no novo trapiche do algo-
do de idade de 20 anuos bem pareci-
do sem barba cena um dos denles da
frente quebrado, estatura ordinaria, mos
o ps grandes e foi escravo de Jos Ba-
ria Schefiur Jnior, levou vestido calsa no-
va de brim fino camisa de algodozinho ,
jaqueta de liseado chapeo bianco, consta
ja ler mudad" de Irajo para nao ser conde-
cido ea> mesmo lempo andar ti'ubajban-
do a poucos dias em diversas obra* nos
lugares de lem fica e ltimamente ter-se.
embarcado para o sul cora um homem a
fim de fazer-lhe urna obra ; fugio no dia
17 do passado mez de Setembro o man-
dona prender e levar ao annuiiciante na ra,
do muro da Penbi sobrado J). 18, que
sapttsfari toda a despesa, e generooamen-
te gratifcala ao conducid.
MOVIMIENTO DO PORTO
NAVIO SAHIDO NO DIA 9.
LIVERPOOL ; Barca Ingleza Marcher-
ter Capito Raddicbk carga assucar,
e algodo.
*?, ms. Tl p* m, r, bk f. r;r 8J8.
J


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDO3DDI3K_150I94 INGEST_TIME 2013-04-12T23:07:52Z PACKAGE AA00011611_06028
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES