Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06015


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Full Text
ANNO DE I83C. SEXTA FEIRA
25 DE NOVEMBRO N. 957..,
Pbrkambooo. p* Tvr.m M. P.de fun- 1836.
DAS DA SEMANA.
21 Secunda S. Columliano And. doi Jnize. do Cr.
de ni. e de t. sea. da Tticzouraria Publica e
Clianc. de t.
22 Terca S. Cecilia V. K.-l. de m-eaud. doJ.de
O.ile t.
23 Quina 9, Clemente Ses. da Tli. P. L. oh. a* 4
e 2 m. da m
24 Uninta S Joao da Cruz Rcl. de m. aud. do J. do
C. de m- e Ch. de t.
25 Sexta S. Catharna ses. da Th. P. aud. do J. de
O. del.
26 Sbado S. Pedro alex. Re. de m. e aud.
do V. G. de t. em Olinda.
27 Domingo 1. do Advento S. Margarida de Saboia
Tido a^ora depende de ni neimai da iioh pru-
dencia, moderacao, e ener I principiamos. aeremos apontadoi cun admira*
<}o entre ai Nac,es maii culta*.
Froctamafit do J$$tmbUa 9iral Branl
8 a lucre ve- e a lOOOri. meniaes pairoadiantadoi
nri T.pnf.,, ra das Cruzes D. 3, e na Pra-
ca da Independencia S. 37 e 38 onde e recehem
correspondencia legalisasaa. e annunciom hiierin-
do ir ata* rratia leudo doi urojirio. aiiignanlei.
vindo aaiignadai.
CAMBIOS.
Novcmbro 24.
-1-iOndre S8 Du. St. poi l ctd. ou prata a
5o porcento de premio Nomina.
Lisboa :>b por o|o premio, por uielal, Nom.
Franca 255 Ks. por tranco
Rio de Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas de fi.,400 13..2O0 I34 K)
., 400 6..70Ua6800
Pezos l44
Premio da prata 50 p. c.
., dae lettras, por mea 1 2poro|0
Cobre 25 por tent de descont
PARTIDA DOS COKHBIOS.
Olinda_Todosos diaao mrio da.
Colana. Alhandra. Paraiba, Villa do Conde, Ma-
DMiiguape. Pilar, Hea, de S. Joao. Hrejo dAreia,
Kainlia. Pombal. Nora de Souaa, Cidade do Natal,
Villas de (ioianninha. e Nova da Prineia, Ciflada
da Fortaleza. Villas do Aquirs. Monte mor nove,
Aracatv, Cai-cavel. Canin.l, Granja, Imperatria,
biuBer"ardo< S- J<>ao do Principe. Sobrar. Novad'
KIKev. leo, S. Matheus, Hentiodo anpue. S.
Antonio do Jardim, Qiiexeramohim. e Parnabi *
Secundas e Sextas toras ao meio Jia por va da
Paraiba. Santo A ntao-Toda ai quintas friras
meiodia. Garauhuiib, e Uonito-noi dial 10 e 24
de radu mez aomeio di. Flore- no da 13 da
cada mes ao meio dia Cabo. Serinliaem. Rio For-
mozo, e Porto Calvo- nos das 1, lie 21 de cada,
mez*
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
DECRETOS,
0 Regente, em Nome do Imperador o
Senhor om Pedro Segundo, Regulando
a etecuca do Art. 9. i. da Lei de 5i
de Outubro de i835 : Ordena que po vi*
boriamente se observe oseguiole.
Art. i. Sio spitos o pagamento de
dois por cento do volor de quaesquer cou-
aas demandadas em Juito :
i. Todo o Autor, ou Reo, contra quem
se proferir sentenca definitiva emqualquer
Juno Cival; comprehendi lo o Jumo de
Pac, a i espeito das sentencas definitivas,
proferidas as causas que cibero na sua
aleada, e ras que antes perteneiad ao Ju-
izo da Almola< eria.
a. Todo o Autor, que tendo proposto
demanda em Juizo desistir della, depo-
i que estiver contestada ; ou seja antes,
ou depois da entrica definitiva.
3. Todo o Autor, e Reo, que depois
de contestada a demanda, antes, ou de-
pois da sen tenca definitiva, a fiser termi-
nar por meio de transacca, e amigare!
composicS.
Nesle caso cada huma das parles ficar
obrigada solidariamente, para se poder
haver o pagamento, ou de ambas, ou de
huma deilas, como mais convier.
Art. 2. JVenhuma seutenca definitiva,
ou tenba sido proferida sobre o objecto
piincipal da demanda, ou o tenba sido
bob.e a desistencia, transaccio, ou arai-
gavel cooiposic.5, de que trata o Ai t. an-
tecedente, seta transitada pela Chancella-
ra, seco que se aprsente Conbi-rimeiito
de se le- pago os dois por cento do valor
da causa que fra demandada.
Arl. 3. Se as partes nao < xtrahirem as
sentencas do pioesso, nos casos dos Ai ts.
precedentes, quando deilas se nao liver
appellado, ou na6 tiverem sido embarga-
da*-, sasno levarem Chancelbria dentro
do prazo de sessenta dirs, contados da da-
ta da intimaca que deilas se Ibes tiver fri-
to, ou a seus legtimos procuradores, se-
rio demandadas pelos respectivos Fi> ca-
es o Col le turen, para p.*gaiem os d us por
centoj ptocedeodo-fe executiva, e .-i,ro-
manamente, eservindo de fundamento
intencio da Fazenda Nacional as respecti-
vas Certides.
Art. 4. Da mesma forma se proceder a
respeito das partes, que lendo desi-tido
di demanda, ou havendo-s-e composto,
i)o< termos do Art. i., nao fizenm subir
osaucs ;i comlii.-a para seren iulgados
por scutcnc.a, as desistencias, transaece
ecomposc5es, dentro do praso de ti ni-
dias, contados da data dos respectivos ter-
mos.
Art. 5. Para este fim todos osEsrrvi-
es dos Ju;zos de Paz, e mais Joizos Civei-,
remetteiio no principio de cada mez, nfo
excedendo o dia 8, huma Certidio com re-
lacio de todas as partes, que estive ero as
circunstancias dos Art. 3. e 4., com es-
pecificada dechraca do valor das cousas
demandadas, na Corte ao Administrador
da Reo bedoria, as Capitaes das Piovin-
cas aos Inspectores das Thesourarias, e
as mais Villas e Cidades ao. CoHctores,
ou Fiscaes da Fazenda Nacional que nel-
las houveutn.
Art. 6. O valor das cotisas demandadas
ser sempre regulado pelo pedido pelos
Autores ()"C fico obligados a declaral-o
expresamente, d'oraem diante, logo que
propuzerem em Ju:zo qualquer acca, or-
dinaria, ou summaria, saja qual for oseu
objecto.
Ait. y. O valor das cousas demanda-
das, que ainda nio (verem sido definiti-
vamente julgadas, ser tambem declarado
pelos Autores, no caso de o nao ter sido
nos libellos, ou peticSes porque se houve-
rem comecado as acedes actualmente pen-
dentes era Juizo ; e a esta declaracid se-
rio obi gados pelos respectivos Juizes, que
para isso Ibes assignir prezos asoaveis;
ficando incumbido aos Escrives niopro-
aeguiem nos fritos que esliverem nestas
circunstancias, seni sa efTectuar a declara-
dlo ; sob pena de responsabilidade acs Ju-
izes, eEsciivies, que assim nao pratica-
rem.
Art. 8. O valor das couzas demandadas,
que nao tiver sido declarado nos processos
actualmente pendentes, o sobre que ja se
tenba proferido sent nca definitiva em pri
ni-ira Instancia, do piimeiio do mez do
Juina deste eorreute anno em diante, te-
nha, ou nio pxs.-ado pela Chancellaria,
ser regu'ado, ou pela mesma entrica,
se nella houver condemnaga5 de quantia
certa ; ou pr aibitramento de louvados,
da raaneira que .se pro-ede na IcuvacaS
pira asappellaccs j ou mesmo por ac-
i ordo, e aprazimento de ambas as par-
tes.
. Art. 9. F,-u diligencia ser feita no
Juizo deprimeira Instancia, que tiver
proferido a sen'enca, e defla enviar oer-
tidio o respectivo Escrivo i passoas de-
claradas no Art. 5.
Art. 10. Em quanto as psrtes nao sa-
tisfizarem a esta diligencia, e a na5 fize.
rem constar p-r documento, nio podei
transitar asentenca na Chancellaria ; n.5
podei ter cumplimento e expcucio, se
j liver transitado; nao podei prose-
guir na execucad, se j estiver curoecada
uo poder ser embargida, ou appelta-
da ; e no caso de ja se terem ofdiecido
embargos, ou interposto a appelaca,
era aquelles, nem esta poderS ter an-
damento : e serio remonaaveil os Juizes,
e Escrivies, e mais Empregados, que o
contrario pa'carera.
Art. il. Quando o valor das rousas de-
mandadas, deque trata o art. 8., for re-
gulado por arbitramento de louvados,
com que as partes se contentem ; ou por
accordo, e aprazimento deilas, nao pode-
ia, quando forem vencedoras, haver das
vencidas maij que esse valor arbitrado'
deveodo porem haver somente a quantia,
ou valor qoe Ibe for julgado, quando seja
menos.
Art. i a. A cobranca de-tes direitos Hca
encarre^ada no Municipio da Corte, e as
Provincias, smesmas Repartices, e Em-
pregados, que est encarregada acobri-
ca, e arrecadacio das Rend-s Gerae*.
Ait. 13. A importancia dos dois por
cinto, que pagarera as partas vencedoras,
seta accumulada ao principal, e custas
que tiverem vencido, para por ludo se-
rrn ejecutadas as partes vencidas.
Manoel do Nascimento Castro e Silva,
do Conseibo do Mesmo Augusto Snr., Mi-
nistro e Secretario de Estado dos Negocios
da Fazenda, e Presidente do Tribunal
do Tbesouro Publico Nacional, o te-
nba assim entendido, e faca executar
com osdtspacbos necessarios. Palacio di*
Rio de Janeiro em trinta e hum de Agos-
to de mil oitocentos trinta e seis, dcimo
quinto da Independencia e do Imperio.
Diogo Antonio Feijo.
Manoel do Nascimento Castro e Silva.
A6SEHBLEA OHRAL LEGISLATIVA.
SENADO.
Sesso da 6 de Setembro.
Dep.'is do expediente, o Snr. Vergue 3
r.) leu RedaccaS da Resolucio que au-
g-i eutaa t'ongiua do Aicibspo Metro-
politano Rispos d> Brasil, e empregados
di Capella Imperial.
O Sur. Almeida A'btiquerque, apre-
sentou humFiojeito de Resoluca sobre
MElleifSel dos Vereadores e Juizes de
Paz que licou sobre a mesa para ser
examinad.).
Se. Velas(|ue por p>rte da Commiss 5
de Legislaca leu hum parecer sobieas
contas do Tutor de S. \.. 1. q-ie fui a
impiimir.
l'.nti ou em discuca o Artigo li do
Pj ojelo de Lci extinguiudo as classcs de
Cadetes do Exercito que na Se*a5 ante-
cedente havia ficado adiada quo posto
votaca nao passou.
O Ait. 12. foi aprovado, finalmente
foi tambem approvada a Lei para passar
a tercena discussaS.
Foi approvada para passar a terceira
discussaS a ResolucaS, que approva a
tenca concedida peloGoverno a D. Ma
na Luiza Frere.
Passou a primeira discussaS a Resolu-
c5 que approva a pens.m concedida pe-
lo Coverno a D. Auna Eliaa Pesaoa vi-
uva de Domingos Theotonio Jorge Mar*
tins Prssoa.
Seguio-se a pn'meira discu-sa da Re-
soluc- que marca 10 preparador dePhit
sica da Actadema Militar, que foi ap-
provada para passar a segunda.
Entrou em dieussa a ResolucaS sobre
os vencimentos dos en pregados do ex
tincto Commiss-ario do Exercito, co.Se-
tibor Rorges requereu que se pedi>sem
inf'ormaces ao Coverno, o que pas-
sou.
LeraS.sn 3 Redaeies que hsvia ficado
da Sessad antecedeuta e fora approva-
dss.
Entrou em i. e a. discussa o Projeto
de Lei sobre i remossa dos Cofres do
Deposito publico para a (Jaiva da Amor-
tica a o Snr. M. de Manca reque-
reo o Addiameoto para se discutir na
presenca do Ministro da Fu-enda, o quo
foi vencido.
Segui-se a discussaS da Lei sobra o
qutdro do Exercito, que ficou tambem
addiada a requerimento do Snr. Goode
deLagespara se discutir na prest-risa do
Ministro.
Sess-' do dia 9 de Setembro.
Depois do expediente, o Snr. M. da
Baibacena deu conta de haver a Deputa-
ca5 no dia 7 apresentado as frlicitacdes
do S?nado a S. m. I., lendo o discurso
q je havia letitado.
O Snr. Presidenta parteu'jiou haver
falecido o Snr. Senador Mrquez de Cara-
vellas e passou a tirar asoile os Mem-
bios da Deputric que deven assistr
ao funeral, sabindo para isso os Sois.
Mrquez deBaibicana, Marques de In-
bamb pe Maiquez de Paranagu Sa-
ti.rniuo M. reos Antonio, e Conde de La-
Entrou em i. e a. discussaS a Resolu-
cio v inda da ou ira Cmara, que appro-
va a pensad cousedida pelo Coterno a
Salvador Correia de Oliveita, em remu-
neiaca de srveos na epocha da Inde-
pendencia ; que foi appiovadas as emen-
das fritas pela outra Cmara.a Rasla-
9s5 do Senado sobra os axamea piepara-


2
DIARIO DEPERNAMBUCO.
.
torios dos Estudanles dos Cursos Juridi-
eos deS. Paulo e Oliuda eforaS adop-
tadas.
O Snr. i.8 Secretario leo hutn ollicio
do Ministro do Imperio em que pirtecipa
nao poder virassis'ir por hora a discus-
,sa6 do Ornamento por se achar ooupa-
do na ouli-Cam.ua e o Sur. Suturnioo
reqooi en que se convidaste o Ministro da
Ju.tica para o Orcamente respectivo, o
que fji approvado, mas dicidio-se que
progredisse a diicussaS na parte relativa
aos Negocios do Imperio, c o Sr. Mar-
ques de Palma requereu, que se pedis-
sem informaeSes ao Tutor por inierme-
dio do Coverno, sobre o ordenado do
Mestre de EqutacaS de S. M. I. o que
foi approvado.
OSnjr. Paula e Souza requereu a sus-
pensas da parte que seoecupa do venc-
ment deste empregado.
O Sur. Presdele deixou a Cadeira pro-
poz huma emenda para que se faca seps-
racaS explicista das quantias que sa6 vo-
tadas Secretaria do Senado, e da dos
subsridios dos Surs. Senadores que foi
approvada como os dona primeires Arts.
da Lai, na5 pascando a emenda do Sur.
Piola e Sousa, e por dar a hora, ficou ad-
diada.
? 01
CAMARi DOS DEPUTADOS.
SessaS ele 6 de Setembro.
A'a i O horas da manb abre se a sessio
e lida a acia da antecedente he approva-
da.
O Sr. i. Secretario d conta do seguin-
te expediente.
Hum Ollicio do Ministro do Imperio
participando, que a Deputaco d'esla C-
mara ser recebida do Paco da Cidade no
dia 7 pela huma hora da tarde.
Do Ministro da Justica re me tiendo as
informaces que tem obstado ao paga-
mento dos ordenados, que reclama Anto-
nio de Jess Silva, Continuo da ReUcaS
desta Cidade: Com. que pedio a iufor-
naca.
Do Secretario do Suido remettendo a
proposit que approva a penso de cen-
to e cincoen'a mil reis a Dona Candi-
da Maria da Moraea Sarment: a im-
primir.
Meooionao-se requerimentos de par-
tes que tem os competentes destinos.
OSr. Presidente nomca para a Depu-
taco que tem de se apresentar no Paco
nodi 7 osSnrs. Luis Gavalcanti, Seara,
Dias de Toledo, Brilo Guei ra e Pinto Chi
chorro.
O Snr. Veiga Pessoa pela ordera pro-
poem a urgencia pira se ler hum parecer
da Cbmmis^aS de Constituc5, que sea-
cha adiado, e versa sobre a illegal crea-
ca6 dedous Juises do Civel pelo Presi-
dente da sua Provincia a Parabiba, ur-
gencia, que sendo apoiada e jlgada dis-
cutida, nio te approva.
Ordem do dia.
Continua a discusssio da resolucio so-
bre a aposentadoria de varios Dezembar-
gadores.
Vem mesa e he apoiada a seguinte e-
menda do Sr. Carneiro Lea5 Quan-
do so approvem as aposentadorias dos Uej
xembargadores, diga-se que ella fica
concedidas com o ordenado por iotei-
10.
Comprehenda-se os Desembargado-
res Fortado e Aor, e exceptue-se o De-
serobargador Mello que se acba empe-
gado ei Portugal.
TomaS parte na discusslo os Srs. Lim-
po drt Abreu, a Carneiro Leo.
L-ae o seginte requeiiroento do Sor.
Torres.
Remeltio-se ao Governo os requer,
mentos, decretos e man papis, relativos
aos Desembargadores cuja aposentadora
ae discute, para que pratique a respeito
de semelhante objecto o que for 3e Justica
e de direito.
Este requerimento involvendo o adi-
amanto, be este apoiado; mas adia-se a
diacussa por te pastar do crdito pedido
pelo GoTcrno, que entra em di&cnssad
com a emenda das Coms. reunidas e ado
Sr. Vascooceilos.
Encela a discus>ao o Sr. Fernandes
Torres, o quai em longo discuroocomba-
te os argumentos produ/i los nas anteri-
ores ses oes por diversos Sis. Deputados,
que impugna o crdito /p.edido e sendo
iiiterrompido pelos Sors. Galuion, e
Vasconcellos, a elles responde, econclue,
que, cada vez mais convencido da exis-
tencia dodefficit, naS queceodo deixar
o Governo sem meios de o soppiir, vota
por elles.
O Snr. Vasconcellos manda mesa o se-
guinte: _
Requeiro retirar a primeira parte da
rumba emenda, das palavras:He aberto
ao Governo hum crdito suppleraeutar na
importancia de mil equatiocentos contos,
para as s-guintes despeas extraordinarias,
e em seu lugar offereco a seguinte :He
autorisaJo o Governo a despender com os
objedos abaixo designados, alem das
quantias fixadas na lei do O.camento do
corrente anno, mais mil e quatrocentos
eontoi de reis, a saber : &c. (o mais como
na outra emenda.) Vasconcellos.
Consultada a Cmara sobra o uobre De-
putada retira a dita parte da sua emenda,
vence-se pela negativa, e he apoiada a no-
va emenda e posta em disrussio.
O Snr. Calmonem rnui extenco dis-
curso sustenta a opilo de que nenhuma
necessidade ha de confe.ir ao Governo a
crdito pedido, e rebate as i Ufa produ-
zidasem favor dclle pelos difraentes Snrs.
Mcnibros que os sustentio.
P Sr. Ministro da Faienda responde ao
Sr. Calmon procurando destruir os seas
argumentos.
Fica a materia addiada pela hora, sendo
a sua continuaco dada para ordem do da
srguinte. t
Levantou se a ws>o depois das duas ho-
ras da tarde.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVIUCIA.
Expediente do dia a 4.
OFFICIOS.
Ao Prefeilo da Commarca de Naaareth
partecipando-lhe estar a Presiden ia sci-
ente de ha ver elle passado os trabalbos
da Preeiiura ao Piomotor Publico, em
consequencia doseu mao estado de saude,
e perinitindo-lhe os dous meses de licen-
ca que para restabeler-se pede em teu of-
iicio de 19 do corrente.
Ao P refeito interino da Commarca
cima referida r^spondendo-lhe que o ar-
li"o i4 d Lei Proviocial deo,deJunho
do correte anno permitlindo o encaja
ment de Cidados p^ra o servido Polici-
al das Comarcas ; nenhum prazo fixou
aos engajados para se empregarem em
ditoservico, e de vendo elles ser conser-
vados em quantobem servil em n5 po-
da o Piai'eilo estabelecer es-e prato,
nem ta6 pouco elle Prefeilo intiri'io con-
feir-lhts baia sera preceder ordem da
Presidencia como foi ordeaado em circu-
lar de 7 do corrente mes, quem cumpre
ser restrictamente observada como aie-
fe ida Lei.
PORTARA.
Ao Director do Arsenal de Guerra or-
denando que faga p novo reposleiro que pelo mesmo Ar-
senal f>i mandado apromptar para a Sal-
la do Docel.
DIVERSAS REPARTigOENS.
TRIBUNAL DA RELLACAO.
SeasaS de a4 de Novembro
Nos Embargos de Anna Joaquina de
Santa Anoa, oppo>tos ao Acoidu em q'
he embargada Maria Joaquiua se julgou
pelo dismeo do mesmo.
IN'js Embargos de Lu/ Antonio dos
Santos oppos'o ao Arcorda na Appela-
ca6 Civel do Juizo de Direito do Civel
desta Cidade em que he emba gado An-
tonio Marinho P..s Birreto for5 os mes-
moa despiesados mandando-se cumprir
o Arcordio.
Nos Embargos de Jos Venancio Pimen-
ta de Carvalho, CQolra o Padre Antonio
Jos Duai te Gondiui, opposlos ao Accor-
dio contra elle, proferido em causa de
AppelaC/O Civel se julgou pelo desprezo
dallen.
Nos Embargos de Antonio Jos da Cos-
ta Ribeiro oppo6to ao accord -6 contra
elle proferido na Causa de AppellaeaS Ci-
vel do J liso di- Direito do Civel de-t* Ci-
dade em que he parte Manoel Luis da
Veiga : fora julgados 'lespresados.
Nos Emba gos de Francisco Rodrigues
de Moura opposlos ao AccordaS na cau-
za de Appellaco Civel desta Cidade em
que he Embargado Joaquim Antonio da
Silveira, foraS julgados despresados.
Nos Embargos de Joa Jos de Couto
Luna opostos a acordo coutra elle pro-
ferido, e a favor do Procurador Geral das
Recolbidas de N. S. da Gloria na Causa
de AppellagaS civel desta Cidade se al-
gou p'.lo rtc>biraento dos mesmos, de-
formado o Acccordio emba gado.
Nos Embargos de Monoel Joa de Mi-
r.-nd, contra o Prior do Convento dq
Ca mo do Recife, na Causa da AppellacaS
desta Cidade } se julgou palo despreso
delles. v
Nos Embargos de Jos GomesL tra Manoel Dnarte FerraS na Causa da
AppelacaS Civel desta Cidade, foijulga-
do poro seu despres-omandando-se transi-
tar o AccordaS embargado.
Nos Embargos de Francisco Gomes Flo-
res contia Manoel Luis da Veiga ao Ac-
cordao na cau/a da Appellac.a Civel dea-
ta Cidade se julgou pelo despreso delles.
Nos Embargos de Anna Mara da La
contra Fran:ca Maria da Roza, ua Cauta
da Appellaco civel desta Cidade; fora
rerebidos e julgados provados, reformado
o AccordaS embargsdo.
Na AppelacaS ci ime do Jury da Villa
do Aracati, Appellante Lourenco Al ves
Luna, e Appellado Reinaldo da Costa Lu-
na; julgou-ne pela nulidad do Processo
por fe naS terem p as legaes. #
Na AppellacaS Civel do Juiso de Di
reito do Civel desta Cidade, Appellante
Jote Thomaz de Freitas, e Appellado Igna-
cio Alves da Silva Santos, foi confirma-
da a Sentensa appellada menos na par-
le em que condenou o Appellante nos
juros na parta em q' foi o mesmo conde-
nido ua quantia de quarenta mil veis ;
condenado dito a Appelanteem a paites
das casias, e o appellado em huma
Na AppellacaS Civel do Juiso do Civel
da Commarca do Bonito App liante
Luu Jos da Silva, e Appellado Frsncis-
coPa- mada a Sentenca.
Na AppellagaS c ime do Juiso de Di-
reito desta Cidaie Appellante JoaS Do-
mingues da Silva, Appellado Francisco
Caetano Pe en a Guimarats : nao fui to-
mada conherimanlo della.
FREFEtTl RA DA COMARCA DO RECIFE.
Parto do dia 2 j.
Illm. eEsm. Sr.
ForaS reco'hidos 00 Calabouco dePo>
licia, e tivt-iaS destino o- presos : Fran-
cisco Antonio prelo, hbei to, remetti-
do pelo Sub-Pieleito da Freguesia de
S. Antonio, par haver mal'ratalo com
panca as a sua mulher, quem elle tem
por vesos abandonado deixinrlo a expos-
ta com dous filb is a mendicidade ; Igna-
cio Ferieira Marujo remettido pe i Of-
cial da segunda Ronda de Polica por
ser encontrado fura de horas vagando pelas
ras; Antonio Iiidoro, preto, liberto, e
15. nliid -tueu Gomes da Silva, Corneta
de G. Nacional, e.te por estar ebrio, ar-
mado de bum ca ele no lugar da Bai rei-
ras, pertfndendo espaucar a lod >s, que se
IheaproximavaS, e at amea^ando a pa-
lmilla, que o foi pienJer j e aqudle poc
estar cm desordens no mesmo lugar, ambos
remetlidospelo Commandanle da guarda
da Ribeira da Boa vista ; JoaS Nepomo-
c.enodaSilva. cabra, remettido p. lo Sub
Prefeilo de S. Lourenco de Tegicupapo,
por haver ferido gravemente a hum menor
com urna faca, de que se proceda ao
competente Auto d entona ; Josa Joa-
quim de Moraea crioulo, liberto, re-
mettido pelo Sob-Prefeito da Freguesia
de S. Pedro Mrtir, por ser encontrado
em segu ment, da parda Francisca Xa-
vier, a quera havia ja feilo varios teri-
mentos, e aneacara dea assassinar.
Nada mais consta.
Dos GuarHo a V. Es. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do Recife a4 de
Novembro de 1836. Illm. e Exm. Sr,
Francisco de Paula Cavalcanti de Albo.
querque, Presidente da Provincia.Ma-
noel do Nascimento;da Costa Monleiro
ESA DAS DIVHRSA RENDAS.
A pauta be a mesma do N. %\i.
CORREIO.
A Sumaca Rosario de Maria de que
be Mestre Fiancisco de Jess Silvares, sae
para a Babia no dial. de Deserabro p.
vindouro.
O B. Portugus S. Manoel de que he
Cap. Manoel Alies da Silva, aae para Lis-
boa a 15 de Desembro*
1 I ias 1
CAMARi MUNICIPAL DO RECIPE.
SessaS Extraordinaria de ia deSetembrO
de i836. '
Presidencia do Sor. Silva.
Comparecers os Senhores Miranda,
GuamaS, Martina, eSous, faltando com
causa os mais Surs.
Aberta a SessaS, e lida a Acta da an-
tecedente foi saccionada por estar coa-
forme.
O Secrecretario leudo feito a Ieitura
do expediente meucionou os omcios se-
guintes:
UmdoJuis de Pas Freguesia da Var-
sea pirtecipando naS hjver apoiado as
sedulas dos Veredores, e que estas se
achavo em seu poder e que os na6
remetia jnntimente com a acta da Elei-
caSdos Jui^efldePas por julgar que esta
ElleiQaS eslava nulla, pela maneira com
que fjraS entregues as Sedulas, como
f.sia ver dosOfficios que incluso remeta,
e que a Cmara bouvesie de determioaf
o quddevia elle Juiz fasar a re-pto a
Cmara dehberou que se tffflolaate ao
Exm. Snr. pa'i leeipando que naS se jul-
gando ella a'uthorisada pafa dar a reso-
lucaS de tal negocio, levava a conciJera-
c,aS do mesmo Eso. Presidente p solver o que parecesse mais concentaneo,
eut) tamb m se offi .iasse aoJuis de Pai
pariecipando que naS se adiando ella u-
thorisada para dar a soluoaS eKig'da, ha-
via submendo a decisaS do Governo da
Provincia.
A Commissioencarregada de examinar
as contas a p presenta das pelo Procurador
desta Cmara, asdpor examinadas por
nao adiar a menor duvida.
Despachaia-se alguna requerimentos,
por ser dada a hora, levantou se la Ses-
8.5 e mandara faser aprsente acta em
que assignaraS. E eu Fulgencio Iofan-
de Albuqutrque e Mello Secretario da
Cmara a escrevi. Silva Pro-P. Miran-
da, Sousa GusnjaS, Martins, e PessoS.
CONTINUACO' DO ARTIGO
RELIGIAO'
Das Oidens Mendicantes.
Sendo os bens dos Regulares hum a9
mais eneigicos estmalos, que pruvocio
o desejo da sua suppiesso e a causa prH
mordial de tantas queixas, e declamarse-


contra el les pareca que a ambicio t e
cubica filosfica deverio perdoar de quem
nio vive senio do que voluntariamente
Ihediodeesinola; porem nao lie menor a
guerra, que se Ibes faz apregoando se
uas diatribas filosficas que os Religiosos
mendicantes gravio a Repblica pelo mo-
do oneroso da sua subsistencia.
Eu nao sci o que entenda por essa hu-
maniJado, que anda sempre na bocea e
dirige a penna dos Filsofos deste seculo :
elles piofessio hum amor heroico ao seu
semelhante ; mas em este se vestindo de
lium certo modo, e rapando o alto da
cabeca muda de especie e ja nio he di-
gno da su. decantada pliilantropia. Por
huma parle os Frades nio devem pOMOr
bens ; por outra nao devem receb r es-
molas ; e segundo estas lindes da muito
humana Filosofa de taes senhores nio res-
ta a estes vvenles outra alternativa, se
nio a de furtar, ou a de morrer de fome.
Oraseja-nos permit ido nio receber nes-
ta parte o seu evaugelho.
Os quecorabatem a mendicidaJe nio se
enganio menos nos seus clculos, do que
guando imaginao as posessdes immensas
dos outros Regulares; pon he certo que
os mendicantes nem tudo, que gasto na
sua subsistencia he o fructo do mendica-
to, posto que tudo se reciba a titulo de
esraola. Huma grande parte be de Capel-
Its fundadas a diulieiro que Ibes rende
juros rom ob.igacio de Misas, estas
Cape las sao administradas pelos seus Syn-
dicos. Concorrem tambera Mig?s ma-
nles, que amitos ekfu em seus testa-
mentos ou mandio dzer por devocio.
Do mesmo modo concorrem as asmlas
dos Sermes, enterros, annvers.ros,
exequias e alguna outros legados pios ,
alm do proJoclo quotidiano das suas Sa-
cristas eservicode Capellas particulares.
Levim-se tambem era conla as esmolas ,
que recebeio dos Convento, que t. m ren-
das, e vejio quanio deve rebater-se da
somma, que se julgaser onerosa ao Es-
tado para a subsistencia dos mendicantes.
Sobre asesinlas, cono que o povo Ihes
eoatrbue he digno de notar-se que a-
quellea, que as dio sao o que se ni,
queixio nem se repuli gravados es-
tando no %eu arbitrio o livraivm-se deste
ncommodo a todo tempo, que queirio.
Eslas esmolas sao actos livres : quem nio
pode nio as Faz : qU8ra pode e nio quer,
mnguera o obliga; quem pode, e quer ,
da : que daino pois re.ulta Sociedade
do exercciode huma virtude ? Estes in-
trusos tutores dos beus alheios se som-
marem no fin do auno os seos disperdi-
cios, bao d'encontrar huma verba conci-
deravel ; e nio se daudo por gravados
oesta intil dispeza, o seu /.elose dispe ta
contra o que os outros dio d'esmola a quem
lenuocou a toda propriedade. Como se
sahio tiesta o pi iio absurda os direitos do
hornera, que quei dar e os do indi
geule que necessita receber ?
Hum lavrador no lempo da colheita d
de boa vonlade huma pequea porco dos
seus fructos sem se reputar nem inais rico,
nem mais pobre ; e quando se juli>a oeste
ultimo estado nio uecessita que nin-
guera Ihe ensine se deve diminuir ou
suspender os eff.itos da sua caridade : elle
sabe isto melbor que Smith Ricardo ,
M'll J- B. Say &c. Nio vejo em tudo
isto o mais pequeo prejuo antes con-
cidero rtspeitada a liberdade natural do
homem, eo uso livre de hum diieito, sem
0 qual nao poderlo subsistir as Socieda-
des. Para se iV.er hum juo prudente
obi C8t% questa5 0 meudcato nao se de-
?eolhar para o cumulo das Minlas sem
ttencad ao modo porque se ajunta. S5
Prcell.,8 tenuissimas colbidas de muitos
Silbares de pessoas quejontasem hum
monte sustenta p'bi es laboriosos, que
*5 Ministros da Religiad e subdit s do
Jmpeiio.
Se o ZeIo destes dogmatistas quer as-
fiumpios mais dignos para os seus simbo-
J> eccon imicos 'eu Ibes denuncio esses
Pndos errantes de cmicos viciosos,fe
inpt'>s que vague5 d'aqui para ali ,
toeltendo em contribuirlo os povo-; que
consoraem o jornal de dous das pela far-
v'adeduas horas; essas colonias de arle-
'lUius, que p >r c nos encampad os es-
trangeiros, que fazendo ligeirezas equi-
librios, pclolicas, *S". sao outros lautos
passarosdeairb.c5, e de rapia, que
sangrad os povos, e os deiiiad ti/.cos.
Mas em quanlo asesinlas que se dad
aos mendicantes, nunca persuadirs, que
sao onerosas aos povos ; peque Ibes resis-
te o tacto deque hum todo esultantede
poredes mdicas a ninguem desarranja :
e que estas mesmas poredes mdicas as-
sim accumuladas com-orrein para o sus-
tent de hum grande numero de cidadaos .
que i.enuucian lo aos bena do mundo se
laotia nosbiacos da Providencia, eque
disso mesmo que rerehem reraedead a
miseria; e matad a fome a oulios militas
em hum Estado til Relgia e ao Im-
perio como he notorio.
Causa adiniracad o qnanto estes eccono-
mi.-tas do allieio laoienta o prejuizo, que
provm d hum pequeo numero de Frades e nada
Matera as mos cheas de dinh. iro que
muitos dispendsm e lalvezeltrs mesmos
em perendengues, e ca<-nimbadles e tran-
g"iros no 'ogo que extende <-s f-eus es-
tragos por toda a parte, &.-. cV. : mas
os Frades lera cores ; sa5 Mmistios Je
huma RegiaS cora que elles na6 se dig-
rib de sympalizar e isto expli.a tu.lo.
Tiactarei agora da Vocaqa ao Estado Re-
ligioso.
Algumas pessoas de pidade lamentad a
decadencia desle Estado da sua antig. ob-
servancia, edesejariad t.rmeios de res-
taurar a aoliga disciplina: mas dotes sen-
liment s pums que nascem de boa fon-
te
abusad
outros muitos, em quem
reina o espirito de opposicd e que que-
rem fajlar a lorto e a t>avs (-obr'esta
questadda moda para porsiiadi em ao
publico, quesera justa a desti uic.-6 d
Oidens Regulares, exageiando os esees-
sos, e culpando o commum das mesmas
Oid-ns dos rrimes d'alguns particulares
contra todas as legras da caridade, dajus-
tics, e da Lgica. Por isso trartarei
de>tes argumentos com a possivel clareza,
ebrevidade, visto que dissertaedes volu-
mosas nad sad do presente Seculo.
Principiando pela vucaq-40 Estado he
certo que entrad as Religide.> muitos
mancebos sem vocapad e sem conheci-
mento das obrigaedes do Estad v que bus-
cad ou alrahidos somenle de objectos ex
temos, ou persuadios por prenles ou
seduzidos e muita Mam violentados por
seus pai. Ki (1 c lindo por ora na espe-
cie que repre.enta esta falta de roesgad ,
digo que nem por isso se deve concluir
contra a t-stimac. istencia do Bslado Religioso, ^
Des d'os primeros Seculos Cbristies ,
em que se fundar*6 as Religdes s. mpre
houvealguos Mo riges que recebm o
habito sem saberem oque recebitd, e a
falta de vodgsd foi entad como he ago-
ra a fonte da aposlasia. Com tudo ape-
sir destes escndalos as Religies te esti-
mavad e veneravd al o lempo de que
mandio Exercitos tem todos a soiencia He-
ces ir'n para lio alio mpreg? Os Cesa-
les, os Fredeiicos, e Napolees sio Uto
raros; e a nalueza entre huns, e outios
pde seculos de permeio. Todos <-s que en-
trio na Toga tem a necesssiKi l-tteatora,
a prudencia, o desinteresa, ea probidade,
qoeseiequer, eque forma opeifeito Ma-
gistndo? Tem tod. s a p eiiza fortaleza
para resistir lisonja, e nio flsjtsr pro-
pender por temor, ou inteiesso a batanea
da Juslica ? Tem firialmenle cada Ma-
gistrado huma applicacao labor iota, huma
assidua vigilancia para agorar o acert
dos Orculos de Tliemis ? Que ahsut da
Lgica seria aquella, que tirasse d'aqui
por consecuencia, que a prolissio Mlitr,
e a Magistratura civil deviio ser destruidas
sobie a teiva !
as dive sas occnpscSs litlrarias e
profk-des publicas de>ta uatureti aeintro-
duzem muitos sem a devida capacidade;
outros com cap.scida le, mas sem cstud s,
e entre os que tem estudos, e capacid.de
muitos I a quem he violenta a appliraciu
ao destno, que Ibos compete, ouioIB-
co, que exercitio, f*zendo-o com negli-
gencia, e a contra gesto. E se todos estes
estados, e profissdes nada perdera da .sua
eslimacio. e Utilidad* por sa ugeriiem
nelles alguns individuos sem vocacio, e
summa njuti$a fors o requerer por essa
cauza a sua (destruicio, do mesmo modo
devemos discorrec do Fstado Religioso.
Em oda a coi poraco Religiosa, ou litteral
na, civil, ou mechanicapodem os horneus
ser iguaes, ou perfeitos no s< u geuero ?
Nio sofffltt tantas excef>cdes a fraquets
humana? Deixemos, que Platio delire
rw. sua Repblica, e que forme systemas
para borneas ideses.
(Continuar- se-ba)
cs.-i ipt,is cni lingoa vu'gar.
Geison sera disputa o philosopho mai-
or do seru'o 14. Colinuou a obra de Jo-
o de Qrcsjnp, mase liu superior a este
como um nfoi mador aum revolucionario.
Ocnamp, um innovador atievdo queso
doixou preocupar de um desejo insensato
de destruicio, e applicou o martello ao e-
dilicio da idade media, sem conbenr o q.'
9Hue"a grande epocha tinha de elevado a
duravelem seus principios. Gerson, pel
contrario, um reformador prudente que
por. o dedo nas chagas da socieJade dose-
>4* indaou o remedio, e que a ser
VARIEDADa
A academia Pranreza propct para as-
sumpto do concurso do auno de i836 o e-
logio do Cbanccller Gerson, por mocio
leita por M. Cousin e adoptada unani-
"mente pela academia. Havia annos que se
traba renunciado s esra classe de oomposi-
edes pelu inconveniente deque osilgios
produzem deJamacdes, a muido eloquen-
ls, mas que nio tinham resultado nem
influencia alguma sobre o publico. A ac
demia, tornando boje a adopta la, eleg-m
discretamsnie otn argumento que pode
dar logar a considerages da maiwr impor-
tancia, equebem manejado formai um
discurso inteiramente diverso dos paoegy
ricos communs.
O nome de Geison como o disse Mr.
Villemain ao annunciar a decisio da Aca-
demia, mais rcspeil-do (ue cili brt f ese
tem alguma consideacao popular 6<5 em
.------, ^ ^...**w c .cuipo ue que razio de se ter all buido iquivocadammte
nos somossioda testemunhas. Sendo poisj Ge.son o livro da Imitacio de Jesus-
lad antigo f*l* deft-ito O lendo-se cora Clnisto. Segundo aa ultimas averiguarS-
elle conservado as Religies em suffiaien*
te observancia, e no mais alio pnnio da
estimacad pubica, nad deve ser agora o
motivo do desagrado commum, nem da
sua destruied.
Se a falla de vocagao para o estado, que
se alnada, fosse hum motivo sulli.iente
para o destruir nenhum estado devra
subsi tir sobre a trra; porque em todos
seencontra essa falta de tocacad ern mui-
tos individuos. Qu-nlos sd os Clrigos ,
a quem falta a vrc.cod para o estado Saeet-
dotal E devei por isso abolir-se o Sa~
ceidocio? Quantos sad os casados., a
qu^m falla vecacad para o otado conju-
gal 1 Pode diter-se sem temeridade, que
bem poucos examinad os requizilos da
sua vocagad. O imperio dospais, a con-
veniencia das familias huma paixad mo-
meutanea, es aqu os prin.eiros movis
da maior paite dos matrimonios : edever
por issso abolir-see.-te Sacramento, ou es-
le Contracto ? Quantos seguem a pr, fi-su
das Armas sem vocacio para ella Por
accaso (em todos os soldados o vigor de cor-
po necessario para supportar o rigor das
e.ilacdes, as lomes, as sedes, asvigi marchas, as contra-inarchac, e todas as
fadigas da campanha? Possuem todos a-
quell'alma interpida, que encara impertr-
rita com a morte, e lem por honra expor a
vida em defaza da Paiiia? Os quo com-
es resulta que este livro nem de Ger?on
nem de Tilomas Kempis, mas sira de un
monge Piaraont>E rbamado JofoGeracn.
A similliMiea dos uoniis, e a conformida-
de em algumas doutriuag de arabos os auc-
tores 6zeram que se attribuisse este livro
ao Cbanccller da Uuiversioade de P rs.
Similbante equivoca^io j unta In-meiia-
gem tributada so seu genio, e anda quan-
do nao lose credor desia glcria, bistariam
os demais ttulos que tem gratidio da hu-
manid-de paia immorlalisar seu nome.
Nada t. m de estrauho que as obras de
Geison nio tenham conservado urna ron-
sideragio popular. Gerson nio cuidou do
estilo, nem soube apre-enlar seus pensa-
muil'iS com aquellas vantagens exteriores
que sio necessanas para Ihe dar valor. Es-
creveu n'um estilo duro, que se re ente.a
cada passo, do mo gusto, e baibaridade
do seculo E'iloquente quaodo exprs-
sa o profundo convencimento relig oso que
o anima ; porem as formas com que i e\ es-
te seus pmsam'tilos sio Irequtnlemente
fras, incoirectss, e descuidadas. Por ou-
tra p .re Gerson escreveu em lalim, e suas
producedes tiveram a me-ma sorte que as
de todos os escriplos dos pbilosophoa da i-
da Je media, dos livros de Erasrao, de Mo-
ro, e outrus muitos auclores, cujas obras
foiam populares na epocba tm que se pu-
blicaras}, e que nio o sio j por nio serem
crido ?e teriam evitado os sacudimentjs po-
lilieos e religiosos que ..g.tarara posterior-
mente a Europa.
Gerson o mais Ilustre representante
que leve a p iunra coi poracio acientifiel
da idade media, a Universidsde de Par.
Comervou sempre na sua carreira poltica
" ndependencia queeonvm empitt a uro
homem estudioso e pensador. Nunca adu-
lou nem os Res nem os Povos. Teve quo
se occultarem Pa.s durante uu mutim
parasesubtrabir vinganfa da populaca
posteriormente teve tambem que esconder',
se, e consagrar os ltimos annos de sua vi-
da a urna profiaslo obscura e Irabalboso
para se livrar da vinganca dos Soberanos,
e nio suecumbu pobresa.
Dorante a vida do Duque de Orleao,
protestou enrgicamente contra as sosa
perteneces.injustas e ty.anrcas; e quaodo
aquelle I rmc.pe cabiu victima de ura ss-
saasiao, Gerson f.,i que respondeu a.um
vil cortezio do Rei de Franca, queacabaia
de dar a los urna apologa do regicidio; e
sua vos elequente anathematisoa lio infame
doolnna en nome da Universidade a da
Igreja. Como filosofo, unu-se Cerson
ao movimenlo que sahiu da escola nomina-
lista, equeimpellaentio o*anirn0 para
a dest: uivio da losofia escolstica. Reco-
nbeeia sem embargo disso, omento da-
quella filosofa, e adoptay. ,|gun8 dos .
us principios. Pode comderar-se tambera
a Gerson como o continu.-dor, debaixoda
outro aspecto, de alguna dos filsofos da
idade media, e sob.e tudo.dos filsofos
msticos, comoScoto, En'gem, g S. Boa-
ventura. Sua alma terna, e pied.ss, o
in. Ima va ao myucismo, p... m nio aquel,
le misticismo supieslicioso que obscu.eceu
afama de seu predecessor Pedro d'Ailly
Gerson distingua o my lici-n o filosofo do
mystcismo gro^ero e popular, e o um
dos que mais contriboirain pira a destrui-
cio das lupresticoj da idade uiediai pro-
testando contra ellas, com toda a author-
dade que Ihe conciliava a aua pedade a o
seu saber.
Gerson adquriu como Ibeologo p.nci-
palinei.te direitos eternos gratidio huma-
na. Gerson um dos pi.dies da Igreja
Gallicana ; protestou vehementemente
contra as excesivas pielencdes da (ote
de Roma, e compreheudiu admiravelmen-
te que a Igreja Calhohca, para conseivar
poder sobre os nimos, deve ser urna mo-
narchia constitucional, e nio urna monar-
chia absoluta. Foi a alma do Concilio da
CW tanca no qual se pioclamaran os ver-
dadeiios piiucipios do cstliolicismo, ape-
iar das pielences ultramoiiianas. Mais
adianto se corrompeo de novo a disciplina
dalgr.ja; os P.-pas do scula i5. loma-
ran, atomaraauthoi-idade Ilimitada, que
Ihes tinham tirado os Rispos de Constanca
e assim nio lardou a Ctnistandade em ex-
perimentar dtfiaSai que acreditaram os va-
licinios de Gerson. No seculo 16. secce-
deu a reforma, triste cousequencia da cor-
rupvio da disciplina, e das desordens que
produziu. Ha ja tres seculos que o proles*
laulismo se sustenta na Europa, e se mau-
lera tanto, quaiito durem as pretem;des
intolerantes do absolutismo ultramontano j
e ser mist-.r recorrer-se algum dia aos
principios de Gerson, como aos quaes en-
cerram todo o futuro religioso e civil.
( La Paix.)
( D Diario do Goveruo da Lisboa. )
Pnblica Acba-se sobre o pelo, e breve sair
luz o i. tomo dasI.istituicdes do Direito
Publico Ecclesioitico de Gmeneiri Aa-


DIARIO DE P ERNAMBUCO.
signa-se na piac,a da Uniio h-j-i de livros
n. 37 e 38, e nesta Tipografa.

3
AVIAOS PARTICULARES.
O ab^izo asignado lendo no Diario da
Qoarta feira a3 do torrente a r aposta do
Sur. Joze M*i d'Amorim, tem a dizer
aodito Sr. que nao ob-tante os nomes tro-
cados, llie parecer un engao botante
cr.'sso, todava tst mui convencido do e-
quivoco doStir. Amo1 irr. E que eni quan-
lo o mesmo dttt-r, o ab>ixo ass>gnado 0>se-
ja ver o seo nome noDiaiio, lenho a rej-
ponder-lheque, s'esta fos-e miaba lelo,
por certo nao assignaiia na 1 Licio por
huma'i'inyiDO-coiiiO as^gnei. Advertiu-
do 10 Snr. amorfa), que quu'id > lenlia de
dar algumasatiafacio i parle, motivos puticufaies, responda co-
no deve, e nao avance a limites.
Honorato Joze d'O iveira Figueredo.
IgjT Precisa-se de umcaizinro qued
fiador asui conducta ; na venda D. 30
da ra da Conceiclo di Boa- vista.
yy Quem annunciou ler um mol'que
para*lug
Direita Botica O. 62 que l achara cun
quem tractar.
*jry Pergunta-se as Illustrissimas Ir-
mandades do Saalissimo Sacramento do
Bairro de Surto Antonio, e dos Marti-
rios, qual a ra-lo porque morrendo huma
lima (nodiaaa do rorrente) nao a vierio
acompanbar, iono de suas obrigaces,
mxime havendo-se-lhes avisado logo que
a dita lale-ceo. Peiguuta.se raais se t-in-
b m tii-ara aferrolhado o dinheiro dos su-
fr>gio-<, que as ditas Irmandades sao bri-
gadas a dispender pela alma da falescida,
e pot que quem fjlla aos primeir >s deveres,
pode faltar aos s-gundo-1, exige-se por es-
te Diario as Certoddes das miss>s que se
dicerem pela alma da dita I. ma, e na fal-
ta verlo contar-lhes certas anedoctase exi-
gir as ditas CertidSes em Juizo
llum que dco seu dinheiro e deseja ver
compridugos Comprimissos.
Ipjay Smdo necessario que a S. H. T.
resolva sobre alguns objrctoa, que tem
de ser submettios sua deiiberacio, a
Commisslo Administrativa da mesma So-
ciedade convida os Snrs. Socios para que
ae digncm comparecer no lugar do i otume
a 9 horas da inaub do dia 27 do corren
le.____
V9" A pessoa que annunciou ler urna
rasa de sobrado p rea, anouncie a sua morada para .ser pro-
curada, ou dirija se a esta Typograa.
*J9* A p's< a que annunciou ter urna
estribara volante, dirija-so a esta Typo-
grafia.
sjty A pessoa quequiscr dar um cont
de reis sobre boas firmas a um e meio por
cento ao mez, por tempo de um anuo, an-
nuncie.
Vjr* Faz-se sciente aos Snrs. de Enge-
ntios do Sul desta Provincia, que no En-
genbo do Alijo situado em Serinhaem be
cha para vender pequeos barril de pa-
taca rluciana de superior qualidade, por
ser o verdadeiro perlace, p-io mesmo pre-
co que se po le obter no Recife tendo de
maij a vanta#em o compra lor de economi-
zar o frtte que deveria pagar na conduelo
para aquel le porto : outro >im como teuba
precisao o vendedor de effectuar a com-
pia dealgum mel, nenhuma duv da tem
pertender qualquer dos negocios indicados
dirija-se ao dito Engenbo do Arijo, que '
achara rom quem tractar.
ry Quem quiser alugar urna escrava
hbil para o sorvjc-o rcraium d'uma casa
de familia, pude dirigir-se ra da Cruz
no Rerii, casa n. 36, ou annuncie por es-
te Diario a sua morada paiase tractar des-
te negocio.
%W Quem por varias veres tem annun-
ciado no Diario querer trocar um trance-
ln groco pjr um coi dio tlobarn groco e
de bm ouro ; annuncie por e-t* Diario a
hua morada para se tractar do negocio.
Quem quiser urna boa ama de lei-
te, dii ija-se a 1 na da Conceicio da Bna-vis-
las< bradinho defronte da mesroa I^reja
que achai com quem tractar.
IfW A pessoa que annuociou no Dia-
rio de bou tem 24 do crrante queier tro-
car a muradla de un tobrado na ra do
Bosario, por a de urna casa terrea, queira
declarar com quem se deve tractar essa li-
ta troca para ser procurado.
IfW Aluga-se urna casa que tenha com-
modo to somente para urna ou duas pesso-
as, no Baino de Santo Antonio ; quem ti-
ver annuncie para ser pioc;.rado.
jty Antonio Joze Ribeiro, actual Por-
teiroda Tlusouraria Geral derts P.ovin-
cia, vendo no Diaiio, e P-quele do Norte,
de i9do correte, aviaos de pe*soas coro i
gual nome, faz sciente ao espeitavel Pu-
hli.-oqued'ora em diante, para evitar en-
gaos, seas-iguai Antonio Joze Ribeiro
de Moraes.
O- Roga seaoSnr. B. J. P. M., qe
queira mandar pagar a diminuta quantia
daslavagensde ruupa, que mandnu lavar,
por seo lalescidoPiimo P. pois h um au-
no e mais alguos mezes, que deve dita^
quantia.
jtJT" Quem annunciou querer comprar
urna abo.-luadiira de ouro com diamant,
dirija-se a Typogrsfia Fidedigna, assim
como f-i-se outro qualquer negocio com
ouro, ou alguns diamantes sendo grandes.
*9" Precisa sede um caixeiro, que en-
tendad'escripta, e que queira hir para a
Villa de Macei, prestar al'i seoa ser vicos
em urna casa de negocio : a pessoa a quem
convier este negocio; e se queira ajostar
para este fina, dirija-se a ra da Cadeia no
Recife a fallar com Joze Pereira da Cunta.
\(W Precisa-sede urna ama para co-i-
nbare regev urna casa sem familia: quem
estiver nestascircunstancias dinja-sea ra
da Mad.ede Dos prensa de algodo.
K^ Offerece-se um portuguez para
trabalhar em um sitio, e por nlo estar bem
piatico nos enxertos e plantaces, servir
um mez gratis; e tiobem se sugeita a ser
criado dealguma casa particular: quem
delle precisar annuncie.
jrja/ Mo dia a de Janeiro de 1837, per-
tende-se abrir a Aula j annunciada por
este Diario, na qual se ensinara todos as
contabilidades de cuntas e principios d'E-
cripturacio mercantil, com todo o esmero,
e perfeicio -, para o que, todos aquelles
Snrs. qne quiserem dar ess spplicacio
aos seui Pilhos, devero at 15 de Dezem-
bro prximo, os matricular, para inteli-
gencia do annunciante, residente ao en-
trar pela ra da Croa na ti aves-a que vai
ao porto das Canoas, sobrado de trez anda-
ros na esquina da ra da Sansala n. 5.
9 Quem annunciou precisar de um
caixeiro para tomar corita de urna venda,
sendo queira um rapaz de 30 annos, que
tem bastante pratica pode procurar na
venda da esquina na roa do Fogo D. 19.
que se dii quem o annunciante.
COMPRAS.
Escravos ladinos : indo pela rus Nova,
para a punte, no ultimo sobrado de tiez
andares dirtila, no le etico andar, das 7
as 9 horas da manhi, e das 3 as 4 da tar-
de.
Urna carteira de urna so' face pira urna
pe-s >a, e que seja pequea.' annuncie, ou
dirija-se a Fora de Portas venda n. 22.
WF' Urna balmc.i propria de pezar ra-
p, que eslej em bom uzo, e tenbo se-
us respectivo^ pezos : quem ai tiver anun-
cie por qualquer dos Jornaes atim de ser
procurado.
W* Urna bride de prata servida : na
ra do Rosario indo para a do Queimado
vend de Jo.iq im do Reg Pe re ira, ou na
Botica do Cbagas na ra do Livramento
que dir-se-h quem compra.
ajJP"1 Urna Octografia de VTadureira,
es'ando em bom uzo: annuncie para 6er
procurado.
*1I A Novella intituladaAlexinaou
a Torievelha do Ca.tello de Hldhum ,
nova ou uzada ; adverte-se que nio --ose
compra no I liorna Portuguez, como no
Fi anee/., ou lespaohol ; na ra do Quei*
madoD. i3.
jtjT* Um corrame de lustro tendo fer-
ragens douradas, e era bom uso: na Prfcl
alojan. 37e 38.
VENDAS.
9a da Independencia
QuftrO Mappas geogiaficos, modernos e
perleitos, mui proprios para escritorio,
por serem de grande dimenio : na ra da
Cruz n. 61.
a/f* Uro bol de carro, glande, novo e
muio manco: na mesma casa cima;
qry Roinanre de Vollaire, traducidos
e anotados por a Doutor Antonio da Costa
Paiva: obra intere.-santissima, pelas ligoens
da mais sublime pbilosopbia pratica, que
n'elles s'encei ra : vende-se a retalho, ou
empai tilla; por mdico preco: na ra de
Vigario D. 12.
ry Cma venda com pencos fundos e
em bom lugar pira negocio na ra do Cor-
deniz do Forte dorMattos ; a fallar na mes-
ma com M a noel Marque da Cimba.
jr^ Um cavado russo bom carregador
eesquipauor, bastante grande, ou troca-
se por outro conforme o negocio : defronte
da cadeia D. 7.
jCjr Urna negra de 18 annos pouco
mais ou menos, crioula, que foi do rnatto :
na 1111 do lio-ario larga D. 13.
f/p- Um cama de Angico lirada ds ca
za do marcineiro que ainda se nlo armn ;
obra muito bem feita, cora armaco degos
tomoderno, e nao muito grande, bistan-
te alta : na ra di Florentina as casan de
Jlo Zrriok pegada ao lampiio.
W ao sacras com airo/, branro de mul-
to boa qualidade: na ra do Livramento
loja de fasendas D. 8.
%Tf Urna pela de naci de ao annos,
sabe cosinbar, engomar, lava roupa de sa-
bio, sem vicioalgum : na ruado Fogo D.
11.
jry Um fardamento completo de G.
N. : na ra Nova D. 2.
^iVjr" Mantas de fil de linbo, ditas da
garca para Snras., ditas de seda para ho-
mens, sedas e laris para mieles, e vestido4,
franklins, macedonias, brins de todas as
qoalidades, brancose pardos, lenso- de fi-
l de linbo, ditoi de carabraia e d'outras
qualidades, veos de linbo, vestidos de r.-m-
braia bordados, tnei. raens, eSenhoras, fitas para sintos, dit-s
i'egarqa e4de outras qualidades, platilhas
de linho, chitas, cassas, e cambraias de lo-
dosas qualidadea e muito bon-go-tos, leu-
sos pretos e decores, bicns de buho, cha-
les de luda* as qualid des, chapeos de mas-
sae de castor pelos, bons para cr i ancas,
de veludoe cabello de coras, pentes de tar-
taruga, chapeos deso de seda para homens
esenhoras, caivetes finos, orgios e alguns
outros objectos 1 icos : na ruada Cadeia do
Recife loja de Gregorio A ni unes d'Oliveira
0.40.
V^T Chapeos de sol de seda para sen ho-
ras : na 1 ja de Tbomaz de Aquino Pinto
Bandeira, un do Crespo D. 5.
fjQp* Duas canos de amare!lo bem fortes
e por preco commodo; assim como urna
escrava boa lavadeira de sabio e varrella,
veiidedi ira na ra, e muito boa ama secca:
na ra do Rosario indo para a do Queima-
do venda de Joaquina de RegoPereira ou
na Botica do C'hagas na ra doLiaramento
que dir-se-h quem vende.
py Urna mulata de bonita figura de
16 anuos com as habilidades necess. rias :
na ra de Hoitas D. 68.
fcy ^ canoas de amarello em bruto
muito boas para se abrir, eduas pequeas
j promptas : quem as pertender piocure
auiaute da Rib ira na terceira serrara.
(F9* Polaca Ruciana de supeiior quali-
dade em barril pequeos, ltimamente
ebegados de Hamburgo : na ra do Viga-
rio escritorio do Coronel Menezes n. 15.
WT Sapatosde duraque para senhoras
com titas esem ellas, ditos p.ua meninas de
todas as co.es, o por preiyo muito como lo,
e tem soitiuiento p.* soescolber a vontade
dos compradores : na rrafa da Indepen-
dencia loja 11. 7.
Wbv" Urna pela de na?lo Angola, bo-
nita figui a, engoma liso, cosinha o diario
de una casa, < n-boa muito bem de sabio
e vanella, esena vicioolgunia : na ra de
Santa Theiesa D. 37.
HW Urna obra de He-lvecio j uzada,
dita de Frito!, Fbulas de la fuotaine Per-
reau em He-panhol, e todos os livroi lati-
nos : emOhnda ra do Jogo da Bolla em
casa de Lourenco Avelino de Albuquer-
que Millo.
Urna pela de naci Angola de
30 annos, vendedeira .* na roa doCollcgio
n. 9 3. andar.
yy Urna preta da Costa que represen-'
ta ter 30 annos deidade, sabecosinhar o
ordinario de urna casa, lava de sabio, e
varrella, e boa quitandrira : no beco di
Pol soqrado D. 1 no 1.* andar.
v/y* Dois carrinhos um deqaatro ro-
das com assentopara urna pessoa de muito
bom gosto : no atierro da Boa-vista loja do
Segeiro Francez Loiz.
. jrjT' Urna carteira de duas faces em
muito bom nao, por pi eco cmodo; e lou-
ca da Babia vidrada : na ra daMoeda ao
p da Ro boa.
|ry Faqueims de prata de duza e
meia, relroz de todas as cores e qualidade,,
e pula-s Americana de primera serte, l-
timamente cbegida : na ra da Cadeia ca-
za de Joze Pneira da Cunba.
19a Azeite doce de superior qualidade
a 3j-.!oo veis .1 caada, e a AOQ res a garra-
fa : na ra da Madre de Dos n. 28.
Q^> Um sito no alto do Rio de Ijio-
juca do Cravat com tres casas de mora-
da, de lelil, um cercado de vara e
lodosos piten es de casa, Ierras mulo
boas para ludo tendo dos ropados de
algodad hum do anno passado, e outro
de-la aono, atacado de coca por entre
o algodad tendo o dito citio bastones
pea de laranjeiras, caf, e diversas frutas,
este mesmo cilio tem urna legoa de fren-
te e outra de funto aonde se a xa huma
engenhoca piompta de ludo, com seus
cubres, e dUtilaca, casa de morada nova
que ainda Ibe faltad algomas poitas,
e hum bom cercado de vara com muito
bom cmodo para ham engenbo de agria,
muito boas canas, e rocas : mais um cilio
na lagoa comprida distante da Villa de
Sanio Ailo huma legoa ; mais huma
parte do engenhodas cacimbas em dustn-
tose cincoenia e tantos mitris: a falar
a Jacinto Jos de Mello, ara sua luja as
5 pontos, sobre ualquer dos objectos ,
e este dar' lodos os esclarecimenfos pre-
cisos.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia i^ de Junho do anno p.
p. fugio hum preto por nome, Joa, por
alcunha, ladino, de naca cambimda,36
annos de idade, estatura irgular ma-
gro, tem urna cora pelo uto de ca re-
gar peso, pouca haiba, olhos grandes,
a perna dreila um tanto arqueada anda
e falla muito apressado, gagueija, e trtn
u costume tremer os beicos, e he canoei*
ro ; adverle-se que este preto foi escra-
vo de burn paitido de do engenbo Pixa,
por issojulga-se andar pelo mallo : ro-
ga-se a todas as Authoiidades Policiaas
eaos Capitaes de Campo o prendi e o
faca oonduzir I ra de Orlas sobrado D.
il de Agostioho Henrique da Silva, ou
a ra do Crespo loja do Jos de Mene-
sea Jnior, que ser 5 bem recompensa*
dos.
Taboas das mares cheias no PoriO di
Pcrnambuco.
14Segunda |
J.5-T:
J16-Q:
3i7~Q:
2 18S:
q i9S:
aOD:
B
O. -
m
4u. 3o no \
5-4a
6-30 a
7 I8
8 6
8
9
-18 Tarde:
! 6 .
1-54 n \
)-4a a /
NOTICIAS HARITIMAS.
yavio entrado no dia 24*
S. Jlo de Terra Nova ; 37 dias; B. A
nieiicano Champion, Cap. Hersey: i^
barricas debacalho : H. Forster &C. j
e segu para a Babia.
Per.n., na tip. un M, l'\ Faria l Jo;


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