Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06008


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Full Text
^1
ANNO DE 1836. QUINTA FEIRA
\7 E NOVEMBRO N. 250..
Pb das da semana.
14 Seirnnda 8. Cletncnllno And. dos Juize*. do Cr.
de m. e de t. ses. da Tlie/ouraria Publica e
Chae, de t.
15 Terca S. Gertrudis Rf|. de m. e aud. doJ.de
O. de t. O ii i u c. as 6 h. c 4S m. da t.
10 Quarta S. Gousalo Ses. da Th. 1'.
17 Quinta S- Gregorio Re. de m. aud. do J. do
C. de m. e Ch. de t.
18 Sexta S Roraao M. ses. da Th. P. aud- do J. de
O. det.
19 Sbado S. Izabcl Rainha Re. do m. c aud.
do V. O. de t em Olinda.
20 Domingo S. Felis de Vclois.
Todo agora depende de nos mesmot da nossa pru-
dene>a, moderacao. e eiiert?ia.'coiitinuemnn coma
| principiamos, e seremos apontadoi cun admira-
cao cutre as Nacoes maiscultas.
fruclamurt da Autmblta Qiral d$ Amiil
8abscrerese a 1000 rs. mensaes pa nesla Tj pogruna. ra das Cruzcs D. 3, e na Pra-
<}a da Independencia N. 31 e i"> : onde se reccl.em
correspondencias le^alisadas, e annuucius; inxerin.
do se p>ie> g-raiin sendo dos proprios antiguante!,
rindo assiguadns.
CA MUIOS.
Tiooembro 16.
JLiOndres 38 Ds. St. poi l m. ou prata a
50 porcciitn de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Noni.
Franca 255 Rs. por franco
Rio^le Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas di!f>lO 13..200 I3..400
4..000 6T00a 6800
reM I,.440
Premio da prata 50 p, c ,
das ledras, por me % I 2poro|0
Cobre 25 porcento de descont
PARTIDA DOS CORHKIOS.
Olinda_Todos os das o meio da.
Gomua, Alhandra, Paraiba, Villa dn Conde, Ma-
ui.Hiii-u.ipr, Hilar, Rea. de S. Joao, Hrejo .rA rea,
Rainba, Pnmltal, Nova de Soima. Cidadr do Katal,
ViPas de Goianiiinha. e Nova da Prinet-xa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Auuirs, Monte mor iiovi ,
Aracaiy, Cascavel, Caninde, Granja, Imperairir,
S- Bernardo, S. Joao do Principe. Sol.rar. Novad'
KlRe. ico, S. Machen*, Reachodo tanque, S
Antonio do Jardn, Qiii'xeramnhim. r Parnabi a
Seminadas c Sextas felra* ao nielo da por ia da
Paiaiba. Santo A ntao Todas as quimas fcraaao
uie'io da. Garailhun, e Bonito no* .lias 10 e 24
de rada mez ao meio da Plores no dia 13 do
cada mez ao meio dia. Cabo, Serinliaem. Rio Per-
mozo, e Porto Calvonos das I, 1 l.e 21 de cad.
mez- __
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
A8SBMBLEA GKRAL LEGISLATIVA
CMARA DOS DEPUTADOS.
SessaS de 30 de Agosta.
Abre-se a sessaS s 10 horas da manb,
e;i|>prov-se a acia da antecedente.
L-se hum Oficio do Snr. Ministro da
Fazenda pedindo se Ihedevolva o do Pre-
sidente de Minas, em que d esclarec-
mantos a respeitoda Contpanhia de Gongo
Soco, o qual tomar a remetter Cma-
ra : reme! te-se o Officio.
Do Ministro doltnperio conj o Decre-
to que ptoroga a presente sessa da As-
seroblea, do que tica a Cmara inteira-
da.
Ilum Officio do Presidente do Espiito
Santo, remetiendo as copias dos actos le*
gislativos provincaes do anno passado, os
decretados nesta e resolucSes do Gofeino
obre devis5es de termos e comarcas: a
iui|n imir e depois Coiu, das Aasemble-
as Provinciaes.
Do Presidente da Parahyba partecipan-
do ter creado mais hum collegio e'.eitoi al
na Villa de Piam: tica a Cmara io-
teirada.
Menciona5-se requerlmentos de par-
tes, que seguem o competente destino.
L-ao eappiova.se a ledacgad da lei
doorgamento para ser remeliida outra
Cmara, ea da lei acerca dodinheiro dos
' cotes dos Depsitos Pblicos para seguir
y n esai destino.
Entra em disCOssaS e approva-se hum
Eareeer da CommissaS de justga civil so-
te requerimento de Anglica Mar a Ig-
uacia de Paiva, em que a Commissio
he de opiniad que nada ha adifleiu-
Ihe.
Julga-se objeclo de deliberaca, eva a
imprimir, hum projecto de resoluca da
3. Cuniroissa de Fazenda, sobre o re-
querimento do Coronel de Milicias Ma -
noel da Silva Freir; e he o seguinte :
O.Goveruo e.st autoriaado para restituir
' spessoas que subscrevtra para a inau-
guraca de huma estatua equetre em me-
noiia do Sur. D. Pedro I. trapeador
do brasil, as quanlias que se arh.-rem de-
positadas no Thesouro, p ovenitntes da
subsci.ipga que para e-se tim se (iiou no
Iiperio, logo que os subscriptores o re-
clmatelo, &c.
Outro da mesma CommissA sobre re-
, queriiiiento da Ii mandado de S. Jorg'',
i^diudo qutro loleiias pjra reparo do
seo templo, no qial a Com. eotende que
nao tem lugar a concessaS pedida : heap-
provado.
Ordem do da.
Entra em discusso a seguinte resolucfo
vinda do Senado :
A A.-semblea Geral Legislativa resol-
va :
Art. i. Nos Cursos Jurdicos de S.
Paulo, e Olind* nn se exige oexamedo
Ingles, nem de Historia e Geographia.
Art. a. Os estudantes que, \ovfalla
de-tes preparatorios, diixar.-o de matri-
cular-se, srra admit idos a l'azer arto das
materias dos respectivos annos, piovando
que os FrequentaraS, e pagando as com-
petentes matriculas.
Art. 3. Ficad revogadas as dispusi-
eres em contraro.
Paco do Senado,, em 4 de Julho de
1836. Berilo Barroto Pe eir Presiden-
te.Conde deValenca, i. Secretario.
Visconda de Congonhas do Campo, a.
Secretario.
Depois dealgum debate sobre o artigo
I. fi> a a discussaS adiada para se pas-
sar outra parte da ordem do da.
Continua a discussa5 adiada das emen-
das do Senado proposta do Governo e
emendas da Cmara dos Depulados sobre
a fixaca das Torcas n;ivaes para o anno
finanreiro de i837 a i838 ; .-em dtbjto
sao reprovadas.
O Snr. Seara depois de o motivar re-
mtlte Mesa o seguinte requerimento.
. Jolgado vanlajoso o projecto da fi-
xacad de Torcas de mar, requeno que con-
vide o Senado para a reuuiio dasduts C-
maras, a tim dse discutir- as emendas
por elle feitas s leis da tixaca de Tor-
cas de mar e trra, reprovadas m-ata
cas*.
OSr. Galmon combate a seguida par-
te do requerimento por ir de encontr ao
queja Tora veucido na casa.
O Snr. Seara sustenta o -.au requerimen-
to.
O S-iihor Carneiro Lead opp5-;e a el-
le.
D pois de mais a'gum debate he regoi-
tm!o o requerimento.
Comino id.i adiscnssa sobre o i. Art.
di reaulucad, a erca dos amus dos estu-
dantes, vio ,-eappiov, e passaodo-se ao
art. 2, o Si'. Maciel Monteiio oll.-rcce o
seguinte requerimento additivo.
a Osesiudanles que, p..r T.llar ao In-
g!>z, Ili.-toia, Geometiia e Grograpbia,
deixario de mati icular-se, sirio aduntii-
dos a Tazer acto das materias dos respecti-
vos annos, provando que os fro-quentara,
e que se acliao competentemente habilita-
dos, na5 podendo porem faz- r acto do
quinto 8QU0 D'.iu aprea-.uUr cei'liddd d.-
(x*me das materias cima mencionadas,
&c.
D-se por discutida a materia, e, posto
eait. do Projecto votos, ua5 se ap-
prova ; porem a emenda do Sr. Maciel
Monteiro he approvada.
He apoiada e entra era d9cu9s?5 o se-
guinte artigo additivo do Sr. Rafael de
Carvalho:
Os Estudantes que nos Cursos Jurdicos
apreseutm-m certida de exame do* pre-
paratorios exigidos em qualquer parte
do Imperio, serio admittidos matricula
sem outro algum xeaine sobre a materia,
Ser. Salva a redacca.
Ju'gada discutida a emenda, pe-.-e a
votos e he regeitada. Sendo adoptada a
outra emenda approva'Ja, paisa Com. de
RedaccaS.
Entra emdiscussa a reso1oca5 n. 83
deste anno, sobre o esludante Querog-t,
e he approvada e adoptada.
Entra em discussa a resoluto n. 06
deste anno, sobre o esludante Joa de Bar-
ios Falca5de lbuquerque MaranhSo,
qoal he oTTerecida a seguinte emenda do
Sr. Souza eOliveira.
O art. 8 do cap. 6 dos estatuios dos
Cursos Jurdicos de S. Paulo e Oiinda,
deve ser entendido rom a seguinte exce-
pca5: Quando porem o acto que tiver
de fazer for o do quinto anno, poder ter
lugar depois doencei ramelo da matri-
cula do seguinte anno lectivo, &c.
Dando se por discutida a materia, be
appruvado o art. da resolu$a6 e regeitada
a cmeida.
Entra em discussi osegniote :
A Asamblea Geral Legislativa resol-
ve:
Art. uni.-o. O Director da Academia
das Si iencias Sociaes e Jurdicas da Gida-
de de Olinda tica autoriaado a admillir a
Francisco Manoel da Silva Tavares Jni-
or a Tazer os actos do 1. e a. anno da
quella Academia, quando para e-te fim
se mostr habilitado pola Congregagad,
pagas as matriculas de hum e outro anno,
fkando obligada a fazer os eximes do
Ingliz, Gcographia e Historia para se po-
der matricular no anno seguinte.
Paco da Cmara dos Diputados, 25
deJunho de i836Paulo Joie de Mello
A/e.vedo eB'ito. < Antonio Mara de
(boma.J. J. Rodrigues Torres, venci-
do.
Oait. da i-'..'solucaS, d-pois de discuti-
do, he approvado al s pJvras--de hum
e oul#0 anuo ; o reato he regeita-
do.
O parecer nao mpressq, sobre os rstu-
dantts FlixTheotonio da Silva Gusmao,
e Antonio Buesque Lima, ju)ga-se pieju-
dicado.
Couliuua u i gundj discuti do Pro-
jecto do Sr. Arcebispo da Bahia, sobre
Relucad Eccleiastc.
Ait. 6. Os utenuh'os e movis que
forem precisos para a mesma retacad serio,
a pedido do Aicebispo, fornecidos pela
Fazenda Publica.
Art. auditivo doSnr. Blierng : A no-
meaca dos memb o-s da Relaca ser Itii.
na cmili.i midade do 3 do art. iOa da
Coustiluicad do Impeiio.
D-se por discutida a materia, o ar-
tigo 6 he approvado, e regeitado o addi-
tivo, e o pi ojelo passa para 3. discus-
sa.
Entrando em discussa a resolucaS, que
aulborisa o Presidente da Provincia de
S. Paulo a conceder a Agujar viuva, filos,
Platt, e Reid previbgio para a cooalruc-
ca5 de huma estrada de ferro, apoia-se a
seguiole emenda subslituitiva da Com-
missa.
AAssemblea Geral Legislativa resol-
ve :
Art. i. Fit lo confirmados os arts. 3,
8, 9, iO, ii, 12, 14. e 18 da lei da As-
-emblea Legislativa Provincial deS. Pau-
lo, da data de 7 de Margo de i836, que
autoiisa o Presidente da Provincia a cmi-
Iractar com huma Companhia a construc-
ca de estradas delirio na mesma Provin-
cia, etc.
A diacussio fica addiada.
Dada a boia oSr. Presidente designa
para ordem do dia seguinte, a mesma
materia.
Levanta-se a aessao s duas horas da
tarde.
SENADO.
Sessa de 31 de Agosto.
Depois do expediente entrou em dis-
cusso, e fui approvada a Resolucio que
confirma a apnsentaduria concedida pelo
Governo a S Iverio Caetano da Costa, que
foi administrador do Servicos Diamanti-
nos.
O raesmo acontecen Penso de D. Ger-
trud'.'s Magna de Oliveira, viuva do Coro-
nel Luiz Maguo do> SililOS Pi.
Approvou--e tambera a Penso de D.
Joaquina de O.ivera Araujo, com edida
pelo Governo un remuoeracio dos ser-
vicos de seu Pai, o Marechal doExeicilo
Jo^quim deOliteira Alvaie*.
Approvou se o Parecer das Com*. de
Fazenda e Ju-tica, que vota para se remet-
ter ao Governo a perteuga de Antonio)
Juze de Oiivuira, Escriva do Meirinbo
da Coireico da Corte.
Entrara em ullima d-cussa as duag
emeudas pesias na 3. distujs-O ak-soluvu


s
DIARIO DEPERNAMBUC
sobre aa Mamarias, passanJo huma da
redact, a regeitando se outra sobre o
praso en qoe os sesmeiros sao obrigadoa
a niedirem suai trras judialmente.
Eatrou em discussaS o Resoluca5 so-
bre o qusdro do Exercilo, eoSenhor
Conde* de Lagos apresen ion buma emen-
da ao artigo 3. dj Capitulo i. pi-
ra que o Governo pos*a reformar, oa
IMTigl" M ODSciaes qae sobraren! da
p imtira cla*ae, que na6 passou e
forao suceasi va mente approvados os |maia
artigos, e toda a Lei para passar a ter-
ceira discussa.
Fot approvada em terceira discussa
a Resol uco que determina quem deva
ser os Pres'.d ntes das Juntas de Paz.
Entro em discussa a ResolucaS que
fixa a randa aos Cidadaos elegives para
Jurados,e o senhor Custod'O Das mandou
hama emenda para que na C-pilal de
Minas nasj*5 excluidas os empregados
pblicos de entrarem no sorteamen-
lo; raaispor dar hora ficou a materia
addiada;
PERNAMBCO.
OOVBRNO DA FROVIHCIA.
Expediente do da l>.
OFFICIOS.
Ao Commandante das Arm?s para
mandar a visar os Vogaes Militares da
Junta de JuMica a fim de comparecerem
no da 18 do correte, que se acba mar-
cado para a ella se reunir.
__ A\os Uesemb.irgadores Juiz Relac-
tor, Vogaes da Junta da Justica parteci-
paodn-lnes eaiar designado o dia 18 do
crtente para haver reuiaS da intima
Junta.
k Ao Teoente Coronel Inspe-
ctor Geral das obias Publicas re-pondi n-
do-lhe que como o Licitante as 73o bra-
cas da nova Entrada do Sul Manoel Jo-
aquina Pascboal Ramos, sug ila-se a to-
das as condicSes propostas pelo Governo,
deve ser preferido ao outro Licitante
Antonio RodiigUf-s Samico, na5 obstante
a difeienea de aeia mil res de menos que
offerece este ultimo que na5 compen-
sa o adunenlo dodioheiro que exige e
rnaior espaco de tempo : e qoe por tan-
to se o referido Ramos apre-entar fiador
edoneo ronclua com elle o negocio da
arremataca.
Ao Coronel Chefe da LegiaS da G.
N. de Seriohaem ordenando de novo,
e com urgencia que faca remetter a
Secrttaiia do Governo o Archivo do Ba-
lalhaS da G. Nacional de Unna, que ser-
vio na guerra de Paneilas, e Jacuipe ;
archivo que indispensayel se faz na The-
souraria para ajuste de conUs das Pracas
de tal Batalha, que procurad seus pa-
gamentos.
Navios despachados no dia 16.
Barca Hespanh >la Izabel Segunda,
Mestre D. Antonio Mandueno Ecissa
Para Barcelona, e Porti.Ric.
Sumaca Bratileira AveMaiia, Mes-
tre Anselmo Jos dos Sautos Para A-
racati e Ast.
DIVERSAS REPARTICOENS.
PRBFEITL RA DA COMARCA DO RKCIFB.
Paite do dia iti.
lllm. e Eim. Sr.
Forao presos a minha ordera, e recolh-
doa ao Calabouco do Coi po de Polica,
para terem o couveoiente tistioo : Jos,
preto, escravo de Francisco dos Santos,
remetlido pilo official de Polica que ion-
dou da meia no te as 5 horas da manh,
por ser encontrado foia de horas, e tor-
nar se suspe'to ; e JosePereira de Souza,
trauco, remettido pelo CommisMiio de
Polica do DMrictod Ba vita por ser
encontrado armado, e ter insu Ita lo ao di-
to Com misario de'Polica, estando elle
em acto de ser vico publico.
Nada mais consta.
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do Recife 16 de
Nove mbro de i83S. lllm. e 'Eim. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albu-
querque, Presidente da Provincia. Ma-
noel do Nascimenlojda Costa Monteiro.
i mii'
ALFaNDF.GA DAS FazENDAs.
OBrgue Ingles Reward, vindo de
Terra Nova .entrada em 16 do cnente,
Cap. Beiwick, consignado a M. Calmont
& Comp.
Maoifcstou o seguinte :
i3a7 barricas com bical bao.
COR R FIO.
Autos existentes no Correio, que de-
pois de pagar o competente porte devem
seguir para o Rio de Janeiro.
Autos em que sao partes Salvador Jos
de Ara ojo, e Lu-
ciano Antonio
Morena dos Sau-
tos.
aiSBH
MUZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a ruesma do N. 24'
CMARA MUNICIPAL DO RRCIFB.
SessaS Extraordinaria de 11 de Agosto de
1336.
Presidencia do Sor. Silva.
Comparocera os Senhores Miranda ,
Souza, Pessoa e S. Paio, faltando com
cauza os mais Snrs.
Aberta a Sessad, e liria a Acta da an-
tecedente fui sanecionada por estar con-
forme.
OSecrccretario dando contado expe-
diente mencionou os oficios seguintes :
Lm da Cmara de Goiana em qne
partecipava teros pavos daquella Comar-
ca inderecado una represenlacaS a As.
semb'ea Legistiva Provincial por in-
termedio ^desta Cmara a fim de
que fosse tranferida a feira dos Gados de
de pedias de logo para aquella Villa ; e
que tendo fu-a do adiada a dita represen-
tadlo para seguinte sessa aquella C-
mara em virtude do Titulo 3. Artigo
66 8. e io de seu regiaento do i.
de Outubro de 1838, resolteu faser as
comptenles posturas incluas marcan-
do o local da forma onde os boiadeiros
devem dispor seos gados com at como-
didades, que ali achario|de curraes gra-
tuitos terreno proprio para pastagem,
ecasa de abotetagm para ser tudo le-
vado ao conhecimenlo da referida A
-emblea Legislativa |Provincial, e della
obter a sanccaS, e approvaca, e poris-
so participava a esta Cmara a fim dos
contraventores nad acharera apoio em
qu*lquer lugar onde possa concorrer;
rogando haja de coadjuvar na parte que
Ihe toca : inteirada e nomeiou-se ama
Commissa dos Seuhoros Miranda, e Pes-
soa.
Outro do Juiz de Paz Suplente da
Freguesia|de S. Loorengo da Matla em q'
partecipa existir anda o motivo, que ja
n-jutro oficio veioa esta Cmara; pir cu-
ja tauza n5 podia comparecer para
prestar juramento e tomar pos-e do
cargo de Juis de Paz Suplente, qoe as
.-ini h >utesie a Cmara de despensa lo,
ou alias que pedera sua ezcusa : quise
oficiam para comparecer no dia 18 do
corrente para prestar juramento e toa.ar
posse do dito cargo visto nad poder a
Cmara couvir com o q>ie exige, por de-
ver sempre haver dous Juizes juramen-
tado ou queenta pedisse excusa.
Outro do Fiscal deste Bairro em q' pe-
dia se mandas-e pagar a quantia de
l3#68o rs. da despega leita cora a Ca-
dera desta Cidade como consta da coa-
ta junja : que se pasaasse mandado.
Outro do Fiscal do Burro do Recife
paitecipando ter dado piincipio ao con -
serto do dito Bairro ; por que se acha-
va parausado dito conserto por falta de
pedras, e que teudo chegado buma por-
ca5 dellas de Fernando, houvesse a C-
mara' de dar alguma deliberacaS afim
de se nao demorar por mais tempo o re-
ferido conserto : que offieiasse ao Excel-
lentissimo Presidente pedndo as pedras,
que restarem depois de feitas as obras pu-
blicas.
A CommissaS appresentou seu parecer
sobre o requerimento de Justino Carlos
Conrado Prytes, ex segundo Tenente da
Armada, e foiapprovado com o seguinte
additamento:
Que nao podia ter lugar a pretengaS do
Sopplicante, por ter sido prvido com-
petentemente pela Cmara no logar de
intrepete daSaude, Innocencio Xavier
Vianna, Cidado Brasileiro.
O Sr. Venador Souzi apresentoua se-
guinte proposta Que sendo por Lei
despensado do servisso de Guarda Nacio-
nal, os 4' forera Empregados pblicos, cu-
ja dispensa conferida poroExm. Pre-
sidente da Provincia, e sendo o Porteiro
e seus ajudantes Empregados desta C-
mara que alera de suas fungSes mar-
cadas no artigo 8a da Lei do primeiro
de Agosto de 1828, tem mais acompa-
nh.ir os Fscae8 na vigilancia, eexecussaS
das Posturas, como lie evideole no Art.
85 da dita Lei, e em certos casos estes
Empregados nao sos no dias uleis como
nos Domingos, e dias Santos e me-mo de
noite era dito servico ; por isso propo-
nho, que de novo se pessa ao Exm. ir-
vidente nao .- a dispensa ja concedida
do servico activo, como mesmo dos ex-
ercicros a qu tem sido chamados ditos
Empregados, attentas as circunstancias
expendidas : cuja Proposta foi appro-
vada.
O Fiscal deste Bairro apresentou a lis-
ta das pessoas multadas no dito Bairro
desdes o 1. al o ultimo de Julho pr-
ximo p.
A Cmara deliherou, que se fixasse
editaes para se arrematar no dia 18, e
a5 do corrente, e 1. de Sembr pr-
ximo fucturo, os b.ns pertencenies a seu
patrimonio.
O Fiscal deste Bairro apresentou a lis-
tas das pessoa* multadas no dito Bairro
desde o primeiio at o ultimo de Ju-
lho.
MatHou-SB passar mandado da quan-
tia de 2I$735 r=. a Mara Francisca da
Conceicad, quantia proveniente do im-
porte das custaa que a mesma despen-
di na denuncia que contra ella deu
o Promotor Publico desta Municipio.
Despacha 1 a-se alguna requerimentos,
e por ser dada a hora, lev.mtou-se a Ses-
sa e mandarad faser aprsente arta en
que assignarad. E eu Fulgencio I llan-
da Albuquirque e Mello Secretario da
Cmara a escrevi. Silva Pro-P. Miran-
da, Souza, Pessoa, S Paio.
Collegio Eleitoral da Cidade do Reciffe.
Sessio d i/J e 15 deNovembro.
Depois das 10 horas da manhan do dia
l3 acbaudo-se leunidos quase todos o Sis
Eleitores, o P. da Meza fez proceder
chamada, e veiificou-se acbarem 'eruc
za 118 Eleitoie-. A Commissa deu cori-
ta dos seus traba ho-, d dos os Deplomas, excepto o de bum Sr.
Eleitor de Ipojuca, que e achava presen-
te, es'bresua admis o, ou nioadtnis-fo,
visto algum^s faltas essenciaea qoe conii-
nha o seu Deploma, suscitou-se reiihida
disrusso : ( bem pouco judiciosa ) final-
mente proposlo volaco se a Meta de va
ou nao receber os votos do Eleitor de Ipo-
juca, o Collegio decidi que nio: leu se
huma participacio do Eleitor o Sr. D.zor
T. A. Maciel Monten o em q'(.xpuuha por
attestados de seu Medico assistente, a
impossabelidade de comparecer no Colle-
gio, remelendo juntos seus votos para De-
putados Geraes e Provinciaes: a respeilo
de dever ser ou nao recibidos seus votos,
foi pelo P. adiado, passaodo a convidar os
Sis, Eleitores hirem assistir M.ssa do
Espirito Santo na Igreja Matriz, os
quaes immadiatamenle seguirlo. Ali, de-
pois do sagrado sacrificio, celebrado por
hura dos Administradores, pois que o Ke-
verendo Parocho de S. Antonio nao com-
pareceo,*o Reverendo Manoel da Fonceca
e Silva recitou hum discorso anlogo ao
objecto da augusta solemnidade, os Eleito-
res voltario para a caza do Collegio. Com>
quanto o P. adiasse para o fim dos traba"
Ihos da Mesa, a deciso sobre os votos re"
metidos pelo Sr. Detembaigador M. m m-
teiro, bou ve quem requereaae ( o Sr. Dr,
Ptdio Cavalcante ) que esse negocio fosse
deliberado a tempo, ou de os votos entra"
rea para a urna, ou de se ofF.ciar ao Su-
plente para vir exeicer as fungdes do Elei-
tor proprietario. Posse em discussio, e
depois de grandes debates, o Collegio de-
cidi que tos-e chamado o suplente para
votar, que a lista do Sr. M. Monteiro no
fosse recolhida ; que igualmente se cha-
masse o suplente de Outro Sr. Eleitor
(d'huma Freguezia de fura)que partici-
pava no poder comparecer, e cujo Sr.
Suplente se achava na caza; oSr.;.. Ne-
to. Decidio-se que fossem chamados ditos
Splenles por intermedio do Prez da C-
mara M. ali presente, e hum dos E-cruta-
duns; e que estes oficios servissera de
Deplomas aos Suplentes, sem mais preci-
zar hirem Gommisso. O P. da Cma-
ra fez officiar aos dous Suplentes, que
comparecerio pe'as 4 */a horas da tarde.
Piocedeo se achamada, e entrega das lis-
tas para Deputados Geraes, e achario-se
dentro da urna lia: n. que combnala
com o dos Votantes. Principiou a apura-
rlo al o por do Sol, ficando para o outro
dia 1a listas, e mais sobre a meza duas
dos >up. chamados, e suspendero-se os
traba I bo-'.
Dia i5 Feila achamada, queseachou
quase3 exacta, compareceo o S. M. Mon-
teiro: principiario os trabalhos da apura-
cao al qoe foiio fiadas todas as listas. Do-
vidaro emto alguns Membros da Meza,
se se devia proceder a leitura, e por conse-
grante aareitacio das a listas dos Suplen-
les, visto que ellas nao forio lansadaa na
urna na occasio do recebimento, e conta-
das : esquecidos talvez de que o Collegio
liuhaprovado o parecer do Se Nunes M.
de que na contagem ellas fos.-ero tomadas
em n. e que mesmo visto a deliberaco,
ellas podio ser lecolhidas a urna, fazendo-
se ver ao Collegio. Na duvida sussitada
difendero a piol dos Suplentes os Sis.
Dr. Pedro Cavalcante, Martins, os mes-
raos Suplentes Srs. Coronel Joz de Barros
FalciodeLaceida, Neto, Nunes Macha-
do retificando sua opiniio do dia antece-
dente : insistiao contra, os Srs. Machado
F. P. da Silva, Dr. B iio, e o P: da
Meza, que deixando a cadeira, orou jus-
tificando o procedimiento da Meza. Posto
a vi tacio o Collegio decedio por maioria
absoluta, que se l-Mira as lista: entrando
em apuracio obtiverio maioria de votos
os Candidatos, queabaiio se designio. Fei-
ta, e lida a Acta foi plenamente aprovada;
lez-se achamada, e depoia de terem a*sg-
nadoos Membros da Meza, e depositado na
urna t>uas lalas para D putados Provincia-
se, todos os Eleitores cbegaio, ass'gnsrio,
edipositaiSo suas list s. S*speoderio-se
os trabalhos ao por do Sol.
ObiiverSo maioria de votos no Collegio da
cidade do Recife para Deputados Geraes.
Os Senhores. Votos;
Dr. Joaquina Nunes Machado.......4
Tenente Coronel Antonio Fiancisco de
Paula de Hollanda Cavalcante de Al
buquerque....................bi
Dr. Antonio Pnegiino Maciel Mon-
teio.........................60
D lemhii g <(ior Francisco de Paula Al-
meida e Albuquerque... .........60
Capillo Manoel Ignacio de Carvalho.. 59
Antonio Joarjuim de Mello.........5
Padie Venancio Henriques de Rezmde f>9
Deserahargador Luiz Francisco de Pau-
la Cavalcante de Albuquerque.... 57.


DIARIO DEP ERNA M RUCO.
Ca pita Sebastia do Reg Barros____ 56
Dr. Anselmo Francisco Preti....... 51
Dr. Elias Coelho Cintra........... 51
Dezembargador Manoel Ignacio Ca-
valcante de Lacerda............. 50
Dr. Francisco do Reg Barro....... 49
Como Suplentes.
Dr. Francisco Xavier Pereira de
Brito.........................47
Dr. Manosl tiendes da Canha Azevedo. 44
Joaquim Corris de Araajo.........43
Padre Lu* Ca los Coelho da Silva.... 4a
Dr. Pedro de Araujo Lima.........40
Padie Joaquim Rafael da Silva......39
Antonio da Costa Reg Monleiro..... 3i
Joaquim Manoel Carneiro da Cuoha
do Abi....................... 29
Dr. Joaquim Manoel Vieira de Mello. a9
Jlo .Mauricio Gavalcante da Rocha
Vanderlei..................... 2g
Padre Mancel do Monte Bop igues de
Araajo....................... ag
Dezembargador Castao Muia Lipes
Gama........................ 9e
Francisco Antonio de Oliveira....... 11
Resultado dos Collegios de Olinda e Reci-
fe para Deputa dos Genes
Os Senhores. Votos.
Antonio Francisco de Paula Olanda Ca-
valcante..................... g|
Franciaco de Paula Almeida e Albu-
.erque...................... -g
Luir Fiancisco de Paula Cavalcante
d'Albuquei que................. 7-
Doutor Antonio Perigrioo niaciel Mon-
te o......................... 75
Sebastia do Reg Barros...........mi
Dr. Joaquim Nunes Machado.......69
Francisco do Bego Bairos..........66
Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca 62
Padre Venancio Henrique de Rezende 60
Antonio Joaquim de Mello.......... 60
Manoel Ignacio Gavalcante de Lareida 60
Duutor Anselmo Francisco Pirete.... 55
Doutor Elias Coelho Cintra......... 52
ECCOKOMIA. PoBLlCl*
Vantangena das minas de carva depe-
dra.
He facto averiguado em Hespanha que
0 valor do Carvad de pedia (mesmo a bo-
ca das minas) que aeextrahe animalmen-
te naGri-Bietanha, excede aoda prata
eou.o que prpduz o mundo novo e
he tambem outro fado, que a impor-
tancia dos salario pago aos individuos
01 cupados nos trabalbus, excede o valor
dos metaes preciosos, que por anno se
txtrabem por toda a America. Esta pro.
posicad demonstra se pela seguate ma-
neira.
Sabe-se que se extrabem por anno em
Inglaterra desoto milhes de toneladas
de carva mineral que a raza de dous
milieis cada huma ahora da mina da6
num total jde cera milhes de cruzados.
A importancia total das minas de prata
eouro da America incluindo o contra-
bando no principio do seclo 19, e-
pocha do 9eu maior beneficio, subia se
girado HumboL, a oitenta e ele m-
lhoes de crqz.idos, menos que o das mi-
na"! tret milhes de cuitados. Calcu-
lando em 4o rs. o preco med o de cada
tonelUda, paga pelo consumidor, o to-
tal de debito milhes de crzalos. De-
duido-e desta -011111.1 o valor do car-
ao p da mina teremos o re^to
oitenta e dous milhes de cruzados, quo
representa os jornaes despendidos com e
trajino,
O custo da condurcaS da prata des-
de o Potos al Buenos-Aires n'huma
jornada de mais de quinhentas legoas,
n quas gual a dos por sent do sen
valor e hum pouco maior no ouro.
Calculando sobre este p o p'eco da con-
dcelo de todos os metaes preciosos aos
portos de embarque, teremos que sera'
o seu custo pouco m.iis ou menos de do-
us milhts : dado que.deve tomar-seem
coola beta receio para comparar o va
lar dos ren di roen tos das minas do carva
mineral da Gri-Bretanba com as de oi-
roe prata da America. Do que fica dito
sededuz, que o valor total do carva e
dos jornaes esalai ios dos que se empre-
gao na su a exlracca sobre a duzentos
milhes annu.ies ; quand o da prata e
ooro com o do custo da sua condcelo
nao excede de noventa milhes : don-
de se acha a favor da Inglaterra ham
ganho de noventa e hum milhes, igual
differenca media entre as (operares,
qne rende o beneficio de humas e da ou-
tras minas.
As minas de carva mineral de Franca
dao cada anno det milhes d quintaes
n'ltum valor de su* mil seleceiitos e ses-
senta contos. Ao p da mina o seu va-
lor be de dous mil cento e vinte e cin-
co contos levando o trabalho o que res-
ta paia completar a primeira somma.
(Do Correio Ofliciil)
EXTERIOR.
Allianca da Inglaterra e Franca.
Discurso de Mr. Thiers Presidente do
Conselho na Cmara dos Deputados.
Continuaca do n. antecedente.
F, qual he esta poltica ? Ella he simples,
ella he de todos os tempos e he que haja
em Madrid e Pars hum mesmo interesse ,
porque, deoutra maoera o pacto de fa-
milia nao teria sentido algum e nao des-
cancaria mais sobre a vantagem dos povos.
Quando Luiz XIV collocou seu nelo so-
bre o trono de Hespanha nio era por ca-
pricho de sangue, era porque elle sabia
que era necessario homogensar peco
pe dio de me servir de hum termo que
nio hetalvez francez que era necessario
tornar homogneos os inieiesses da Franca
e da Hespanha.
Era necessario digo eu amesma po-
ltica em ambos os paiz. a a mesma po-
ltica em ambos os tronos. Nos nio ira-
mos certamente faZer huma revoluco na
Hespanha porque sso nio convinha
moderacio dos principios que piofes-a-
mos. Mas Fernando morrea deixandoo
trono a sua Giba. Esta Princesa tinha por
inimigos nos-os inimigos : nio he pois de
admirar que Ihe dessemos a preferencia ,
nio so por ter a seu favor a legalidade ,
po 6 n poi que representa va os nos os prin-
cipios.
Fizamos o qne -e fez em i823 porm
com a differenca que nio fomos violentar
hum povo rom mi armada e que o que
fazemos he pelo verdadeiro ialeresse do
paiz. Nos podemos dizer em alta voz ,
que o interesse da nossa revoluco, o io-
teresse do nosso Trono Constitucional, e
o oteres?e do paiz nio sio senio hum.
Eunosei seo Goveruo derribado poda
dizer em qualquer poca que o seo in-
terese era o do paiz ; porm, em quanto
a us podemos dizer que o interesse da
revnlucio e o inteiesse do nosso trono he
o inteiesse do paiz.
Sio pois os nossos interesses q' brigaro a e-tabelecer em|Madrid e em Paria
a mesma poltica. Nio era o desejo de
sustentar de hum lado o despotismo, e
do outro a libei dade que inspirava a
no-sa conducta era a analoga da polti-
ca que nos conduzia. Ora bem, que
interesse tinha a Inglaterra na Hespanha ?
Julgamos que tinha o mesmo interesse
que nos ; e he verdade que o tinha. He
pois verdade que ella tinha interesse em
mi-tentar em Portugal D. Maiia e na
Hespanha a R*inh> liabel ? Incontestavel-
menle isio be evid rite para todo o mun-
do e a sua conducta o pi ova sufficieote-
mente^-v,
Orapii, eis-'qi duas gran les, duas
immenas questes a da Blgica e a da
Pennsula as quaes adiamos a Ingla-
terra as raeimas vias, e 11 >s mesmos in-
teresses que nos. E queris vos que ti-
vessemos repellido a Inglaterra como ai-
liado Nio, Senhoies eos seriamos
insensatos, nos tai i mi >s huma coosi in-
digna de uj e digna dos nossos inimi-
gos.
Sobre este objecto permitti-me hum
curto desvio do plano qae devQ seguir,
para responder ao orador que hontem fal-
ln.
Vos nos dizt-is: que fostes fazer Hes-
panha? Vos fo-ti's attrabidos pela esoe-
ranga do juste milieu e achastes l hum
Govemo horroroso qae mesmo d b.i-
xo de vossos olhos assa-sina degola ,
fusila huma mulher a mii de Cabrera.
O que nos sustentamos em Hespanha ,
sustentamo-lo em toda a paite. Em ne
nhuma parte sustentamos o assassinato,
em oenbama parte sustentamos oshomens
que dtshonrio as revolme.-por excessos
culpaveis ; a poltica da Franca e da Hes
panha sio estranhas a estas odiosas cruel-
dades e o Governo Hespanbol tambem.
E permelli-me dizer sem querer re-
criminar, que sem duvida a Bestauracio
nio aconselhou que o Riego subis-eao dafaho, e comludo foi diante das baione-
tas francezas que Empecinado e Riego so-
birlo a elle da mesma maneira que huma
mullidio de desgranados.
Em quanto a nos, be permttido dizer-
mos que nio foi face da bandeira tri-
color que correu o sangue- que se dt-plo
ra.
Agora pergantais-me vos o que faria-
mos se das Coi tes sahsse huma repbli-
ca ? Eu vos direi que em quinto
mim confio no espirito do seclo, ee.-te
espirito tem passado alm dos Pyrinos ;
confio qae a genero-a Naci Hespnaholi
tem visto bem peito de si o abismo, para
saber recuar delle; confio que ella nio
chegar aos horrores que Ihe profetisais ;
ese de.- des-em accumular se sobre ella, certa-
mente nio cessaiiamos de tomar hum vi-
vo interesse por esta generosa Naci ; roas
sabei bem que a Franca nio ser nunca o
apoio do cadafalso em paiz algum ( mos*
tas geraes de approvacio. )
Pejrmitti-me agora o entrar ero huma
terreira quesllo o interesse verdadeiro
da Franija e de ver se elle est identifi-
cado com o inteiesse da Inglaterra.
Em quanto ao Oriente qual he hoje ,
eu nio direi somente o interesse da Fran-
ga e o interesse da Ing'aterra mas tam-
bem o interesse do mundo inteiro? He
que hum choque nio produza a pert ui ba-
ci geral do mundo. O interesse de toda
a Euiopa he de que o Imperio Oltomano
nio sirva para engrandecer o territorio de
Naci alguma. Este interesse he tio na-
tural e tio aro que se pode dizer do
alto desta tribuna A Fnca, a Ingla-
terra naca alguma da Europa nao < on-
sentii certamente que o equilibrio do
mundo se mude no Oliente.
A;nda nos acharaos a Inglaterra de a-
cordo comnosco sobre este ponto : que
era necessario sustentar os F.-Uiius exis-
tentes e nao permittir que a ambici de
hum vass^llo para com seu Soberano, e
de bum Soberano para com seu vassallo ,
prodn/i-sem hum choque que podesse
oicasioiiar a pertuibaca do repouso do
()ri- ote '' por conaquencia o repouso
do Occidente. E;s aqu o interesse nao
so' da Franca e da Inglaterra mas de to-
do o mundo : porque deve saber-se que
questa do Oriente he dominada pelo
d-sejo que o mundo inteiro tem da paz.
To lo o mu mo sabe que se nao pode bolir
no Oriente sem producir huma cnse ge-
ral. Quera defende a questa do Orante
he o amor universal da paz, que he bem
real. Nesta questa anda acharaos a In-
glaterra nnindo o seu pavilha ao nosso
para impedir bum choque, para destruir
ambices e para mant r o statu quo do
Oriente, que be a garanta do statu quo
do Occidente.
Ai-im pois na Blgica por hum im-
menso inU-resse territorial na Hespanha
p-lo interesse de no>sos principios, e 110
Oriente pelo interesse da paz do mundo ,
adiamos a Inglaterra marchando romnos-
co franca e lealmente; e na verdade, sen-
do a sua un.i huma garanta quasi certa
da paz quando vimos que a Inglaterra
segua em cada questa o mesmo nosso
systema nos nao deviamos a nao ser-
reos cegos, repellir huma amizade ta
natural e ta til e a ites sim extendtr-
Ibe ;,s bracos, como ella nos extenda os
scus eisto sem iubmelter o? nossos inte-
resse aos seus, pois que os interesaos era
commo-.
Ha hura nico ponto ( eu o roafesso
francamente ) sobre que os intereses da
Franca e d* Inglaterra n-i esta de acor-
d. Eu o digo bem alto para que a In-
glaterra raeouca ta bem tomo .1 Fi anca:
sao os interesses industriaes. N< o diae- .
mos bem alto para n.. engaar ninguem,
e nao devenios engaar nem a Inglaterra ,
tu m a Franca, le evidente que na car-
reir industrial nos fabricamos qnasi os
mesmos objectos ; porm nos fabricamos
com condirces differentes; e era neces-
saiio nao entregar a industria franceza
industria ingleza. Ora bem nos nao en-
gaamos a Inglaterra e disseiuos-Ihe .'
FuiHemosa analoga dos no->os intere>ses
sobre a poltica e nao sobre a industria ;
Tacamos huma allianca poltica e nao hu-
ma i-Ilianca industrial, que sacrificara u-
ma das duas Naces. E se estes sabios
conselhos nao fossem seguidos hoje rei-
nara a miseria as nossas Provincias, e
levantar-ne-ia contra esta allianca hura
grito que a teria feito surcumbir diante da
Franca solfredora e sacrificada.
A mais hbil conducta do Governo tero"
sido nao sacrificar o nosso commercio a
nos-a industria defender os nossos inte-
res-es. De resto, alnglateira eslava as-
esclarecida pa 1 a nao nos pedir iguasa
sacriiios. Ella nos pedio que examinas-
sernos maduramente se nao bavia algum
meio de multiplicaras nossas relaqes so-
bre alguns pontos, sem prejudicar os nos-
sos intere<-see.
Nos examirmos esta qaestio, porm
coati-vemo-nos nos lim t- s. A minba lin-
goagem mesmo, di pois qae son mnislro
ds Negocios Estraogeiros, vos tem pro-
vad o que sabia que defendendo a industria
nacional, nao prejudicava s relaces po-
lticas. Eu sabia que a Naca Ingiera es-
tava asss esclarecida para us nos pedir
queentn gas sernos sua disciicio os nosoS
interesses uaciunae-, pan nio exigir Con-
cesses, que acanetariio o odio entre 09
dous povos.
Eu o digo, Sanhores, poiqae he neces-
sario huma grande franqa ze as nossas
relayes rom ella ; he necessario qne a In-
glaterra saiba, com que condices n' so-
mos seus adiados, e he precizo que o paiz
o saiba tambem. Assim franqueza o leal-
dade, es aqu a base mais solida alm das
analogas de interesse da nossa commum
allianca. ,
Isto vos prnva qae he huma aUianca
sem dependencia. Quando v6s diteis qae
bum paiz he engaado por outro, permit-
ti me iiotar-vo que nao dziis huma cou-
sa mais nova do que a 10 sa vella ixpresslo
de odio contra a Inglaterra. Mas sabei bem
que toJos os Gabinetes, qu. ja a forma dos teos Goveroos, sio asss
esclarecidos, asss prvidos de sagacidade
para se advinbarem huns aos outro. O
que elles nao dizem, todo o mundo oadvi*
riba ; e boje nio existe bum mio de enga-
ar hum Gabinete. Quaudo se fz huma
cousa, quando se medita, lodo o mundo a
advinha j e ha huma grande prudencia, o
huma giande habilidade em dize-la. Por
exemplo, julgais vos que se i engaado com esta allianca, o Gabinete
francez nio ,-e teria apercibido to dapres-
sa como o homado >V. Fitz-James, anda
que elle seja dotado de alguma sagacidade?
Julgais vos que seja po-sivel fundar huma
allmnga de ta iopoitanciapara ser victima
d'humi grande velhacaiia ?
Diz-se em Inglaterrr: Vos sois engaa-
dos pela Franca diz-.-e todos os diasno
Parlamento. Aqu diz se ; Vos sois ea-
gaoados pa Inglaterra. Estes sao dis-
cursos (permitti-me dize h>) pouco par-
lamentaies, Na He-paoha diz-se tam-
bem que o pacto de familia era huma
grande velhacaria. Estes discuri-o ou-
vem-.se por tola a paite, porem para
os homens sensatos elles nao tem signiflea-
C'5 ilguma verdadeira.
S.'bei pois que a flaqueza a jealdade,
e a .-implicidade das relatos he hoje a
melhor das diplomacias. Vos accivdita-
is por um amigo costume que a diplo-
macia he huma grande mentira, huma
grande finura j nao ha tal ,as relaces de
de Gabinete a gabinete devem ser como
de homem a homem. A franquesa a
lealdada e a clarea sao os melhores me-
ios de Influencia. He a pratic* que o


DIARIO DEPERNAMBUCO,
indica he o manejo dos negocios que
emiaa lodos os das aos que estaS en-
carregados dellcs. Agora me pergunla-
reis vos como ha po-sivel com c.-.ta allian-
V ioglesa franca e altamente coof.ssa-
da como en < relacdes lodos os dixs melbores com o
reato da Europa e como he que a des-
confianza (euestou encanta Jo de ver sa-
bir esta expiessn da vossa) que a descon-
fanos vai deniinuindo todos os das ? He
porque nos sempie temos prolessa lo es-
ta aliancaj ingles*. Etn quantoa mim,
cerdeo da que iive a honra de ser ha
niado para os negocio* externos do paiz
a a ttnhu profesado di.nte de lo lo o
muado ediaute de tolos os g I>iri tes :e
be a-itn qnando dijera. claia efranci-
rante oque somos, eoqie qu^rerao',
ajao se podera conservar ce,tisamisades,
aem attrah r inimisades e:n outros pon-
tos.
(Contiau3r-se-).
AVIZOS PARTICULARES.
Tendo-se por vezes fallado ao proprie-
Urio desta Typografia da exi-tencia da
varios manuscritos precitos, que Patera par-
te da historia Pernarobucana, e inesrno de
outros scentificos ; convida o mesmo aos
posraidores de taesobiectos, para que que
rendo vendel s, ou d'allos a imprimir me-
danle hura numc o de exemplares, diri
ja se raesma oflicina, ou a lujada livros
.37e38, da Praca da Independencia.
^ A Senhora que moro* em Olinda
junto com un estudante do quwio anno,
que nonndou empenhar por elle janlo cora
oaeufilhoem u de Marco de 1855 urnas
obras de ouro, querendo pode anda ir re-
mitas nesles 8 das, una vez que o dito Es-
tudite dizque os nao quer mais remr
por acbar que esto bem vendidas pela
quantia de que se aclo empenbadas.
*" Precisa se de urna ama que saiba
cosiabar, engomar, eensaboar : ua ra da
Conceicao da Boa-vista D. 3o.
. W^ O ab*jxo assigoado Jendo no Dia-
rio de Terca feira i5 do coi rente a ^er-
gunta de um Snr. que diz assignou para o
binquedu do fogo, e o seo nome nlo apa-
receo na rellacio, que j fui publicada 3-
quera ter a bondade da dcUrar por o
mesmo Diario, como se chama, e se o nao
fiter deixarei de dar reposta, consideran-
dos porem como calumniador, que s se
servio d'esl'arte para exorcar seo genio.
Jos Mara d'Amorm.
3?
*t& Precisa-se de um feitor, que sai-
ba ler, e enlenda de sitio, prefere se Por-
tuguez, amda que seja cazado cora pouca
familia: atrax da Matriz da Boa vista so-
brado o. i7 segundo andar.
1& O Doutor Mavigoier avisa ao res-
peitavel publico que por ora est residin-
ilo do beco do Pexe fiitoD. i, i.* andar:
onde continala a presta r-se gratuilamen-
te s pessoas menos favorecidas da fofta-
na, e acudir aos chamados de todos que
quiserem utilisar-ae desua Arte.
f^ O abaixo assighado roga ao Snr.
F. A. de B., queira ter a bondade de vir ou
mandar sua J.jaem as 5 Pon tes D. 48
satisfaser-lhe 11#360 reis, que Ibe pedio
emprestado por 3 dias, mais de 3 matea
e ineio, visto que o dito Sur. B. tem o-
bradoam.ior grosseria, e rilleza c >m o
abaixo as-ignado>; dechianJo Ibe que se
Dio luer at o da 2* do crtente passar
pelodesgosto de ver seo nome por exieoco
publicado n'esta folha, assim como bem
todas as mais pa. ticulardades, rogos cho-
i adairas &c., d que o dito Snr. se servio
para milhor illudir
H. Joze d'Oliveira Figueredo.
t ^ Em meo poder se ach urna carta
vinda de Cerlio para Manoel Francisco,
e diz ie-ideno piteo do Carmo, oode par-
ticipa, sibre ura moleque que se aclia a-
prebendidu no dito Certio, a quera per.
tencer procure na B'a v5ta em casa de Jo-
ze Joaquim do Espirito Sanio, rna Velha
quase aotregai.
fj^ Um professor de prmeiras letras
propoem-te euaiuar encasas particula-
res ; e promete adiantar aos meninos o
maispossivcl ; os Pas de familias, que se
quiseiem otilisar do seu prestimo anuun-
ciem para surera procurados.
inh Quemqustr dai'400$ reis a ju-
ros por lempo de um anno, com hipoteca
em uin e.-Ciavo, sendo os juros o servico
do mesmo escravo; annuncie para ser pro
curado. '
19a Quem oflvreceo no da Sega ruja
feira na ra do Assougoe velbo 55$000
por um quarto, pode vir busca-lo.
&JF Preria-se de urna pela forra ou
eativi para o sei vico de urna casa de pouca
familia; annnncie a sua morada, ou diri-
ja-lea ra Nova loja de marcineiro junto
a Igreja da C n eicj dos Militares.
WTf Perjranta-e aoSm Antonio An-
nes Jarome Pires, actual Tlitsoureiro da
Irmandade de S. Amia, que, s a Igreja
da madre de Dos, (ou para melhor diser)
se os cubiculoj da exlincta Congregaco,
|)a-saiao acora a servir de armasem de re-
Colher, quero saber para quera he ese
rendiinemo separa o Th'soureiio, se
para a Irraandn le, pois folgarei rauito ver
iiso em pratos limpos ?
O que dezeja saber.
|ty Pergunla-se ao Snr. arrematante
da illuminncao o motivo porque na imite
do dia 3 para 14 ficaro todos os lam
pioens de dentro do Recif'e apagados, pois
la'vez ser por falla de azeite visto e^te an-
dara3$aoo reisou n e-rao o Snr. arre-
matante Uve il do grande gasto do azei-
te, que a naci lera, que pvr isso quiz
poupar esta noite era nao mandar ascender.
COMPRAS.
No Recife ra da Cruz, casa, n. 12
compra-se Pecas de 6^400 reis sendo
P01 tuguezas.
V3> Urna aboatuadura de curo de lei
com diamantes ou mesmo ura ao' botio
com diamante grande, a.ssito como um a-
nellfio de ouro de lei com diamante, ou
mesmo sem elle : quem ti ver annuncie pa-
ra ser procurado.
VENDAS.
Urna preta da Cosa, muito sadia a sem
vicios, cozinlia o diario de ama|c*za, e boa
quitandeira : no beco da Pol sobrado D.
i, no primeiio andar.
%W Um cazal de Fseravos sendo o
negro bom rnnoeiro e lz todo o servico
por ser bem ladino, e a negra fas o necta-
rio de nina caza, e[mais um negro lmbem
canoeiroe lem prencipios de caldeiieiro,
quem os pert^nder derija se ao Forte do
Matto caza de Fermino Jos Fellis da Ro-
za.
tV Um cavallo carregador por pr'co
cmodo: na rna da San/...lia velha n. 4i.
ICf Ura molato de 22 a 23 annos, de
muito bonita 6gura, e sera vicio algum :
vende-se por nao querer andar em viagens:
em a loja de livros da Praca d> In lepen
deacia n. Zj e 38.
xo, e goido, por pieco commoilo : na ra
da Conceicao da Boa-v i-ts D. 30.
J3^* 25 |gaiollas d'arame nova=, por
serem feilas nesieanno, t.-das com muito
bons passaros de todas {as quailades in-
clusive no numero das ditas gaiollas um
grande viveiio com duas viuvas, e mais
qiiatro passaros d'Angola, como tambem
mais 6 passaros ordinarios com gaiollas de
sambiquicn : na Piafa da Boa vista i." an-
dar do sobrado que tem um nixo.
1^ Urna e-cava de naci cacange,
de servico de ra, e de enxada: tiaz d3
Matriz da Bja-vista sobrado a. 17 segundo
andar.
t-9 Urna negra de naci c;>m urna
cria ro0l.1iiiiho, com muito bom leite pro-
pria paiacri.r, e s*be engomar, coinhar,
ensaboar, e coser cilio, muito aereal pa-
ra meninos e para tractar de urna casa na
esquina da luada Saiualla nova 110 sobra-
do de ura andar confronte a casa de Auto- |
nio Marques.
L'ma barretin de G. N. com to-
dos os seus utencios, em bam uso, por
pi eco cornmodo : na venda da esquina da
ra do Fagundes.
9& Sal de Lisboa a 1^4^ rt*s '"
queire : no beco largo a fallar com Manoel
Valenle.
ICSP1 Ura piiol de amarello, proprio
para guardar farinba : na mesma casa ci-
ma*.
*" Um bom cavallo alaso mu'to bom
paceiro; carrega baixo, e esquipa o mais
que pode: na ra do Rosario estreita
aoj do Snr. Bazilio Goncalves Ferreira
D. 30.
IF^ Potassa da primeira quali centemenlechegado em barriz grandes e
pequeos : na ra da Cruz n. 56.
"" Urna venda com poneos fundos e
em muito boa localidade para negocio na
rna do Cordorniz do Forte do Mallos a fal-
lar com Manoel Marques da Cuuha na mes-
ma.
Wjv" Para vender ou frrtaro muito vel-
leiro e bem construido Pataxo Americano
Virginia f nado e cavilliado de robre
prompio a seguir viagem para qualquer
Porto : os p-rtendenles dirijio-se ao seu
Consignatario Jobo Malhues na ra da
Ci U7 n. 56.
*ry" Urna escrava do gento de Angola :
na ra Velha D. 7, do lado direito che-
gand >a Saota Cruz.
8^ Um negro de ^0 a 50 anno?, naci
C bunda, entende do >ervico de enxada e
padaria : no atierro da Boa-vista em c.
zade Jo/.e Igoacio da A-sumpg D. ti.
Wkv* Um i avallo caitanbo escuro, pes-
seiro, eesquipador; na loja de marcinei-
ro junio a Igreja da Conceicao dos Milita-
res na 111,1 Nova.
"O""" Um b m cavallo ruzilho, o qual 6
bem conhecido pela figura, e bons anda-
res : na ra da Cadeia do Bairro de Santo
Antonio D, 1, ouna loja da ra do Cres-
po D. 2.
%W Urna parelha debcudos bons can-
tadores por 30$ reis : no a. andar do so-
bradodo pateo de S. Pedro que tem venda.
W Urna barretina nova aparelhada
de amarello para G. N. do a. Batalho na
ra do Cabug D. 5.
a 240reis: no pateo de S. Pedro D. 6.
fc^ Um filio na estrada do Arraal
com urna casa para grande familia a pouco
lempo acabada, pintada e en vidracada com
cosinha fora, e quarto para feitor e estriba-
ra, com boa baixa para espira e tam ca-
pacidade para ter vaccas de lete e urna
grande capoeira para tirar lenha, tem tre-
zentos pez de larangeira-, e outras arvores
de fructo ainda pequeas, e tiobem se tro-
ca por algo ma casa nesta Praca : na Praca
da Boa-vsta D. 16.
^C9* Urna venda sita em muito bom
lugar: os pe tendentes dirijio-se a ra da
Sanzalla velha padaria n. 27, onde acha-
rad com quem tractar.
ALUGUEIS.
Quem quiser tomar em alague] urna
canoiaberla que pega seiscentos tijollos
d'alvenaiia; procure na ra do Rosaiio
ostreia D.' 3i, ou na loja n. 2 na Praca da
Independencia.
con um negro; o em urna casa destes lu-
gares, estacoilada : roga-se a pessoa quo
a liver oculta veuha ou mande entregar
que receber, 80$ reis, e se Ihe gurda-
la silencio em quauto ao mais, e o mes-
mo premio se offerece a quem a aprender
e a levar l loja da ra do Crespo D. (i 011
no sitio em Santa Anua ao p da Caza-For-
te contigua a venda do Nicolao.
jy Fugio em os ltimos dias do me*
deOulubrode 1836 um escravo de nome
Mximo, crioulo, oficial de carpina du
EogeohoGempapo na freguezia de Santo
Antio, de eslatura ordinaria, idade de3o
e^antos anno-, bem barbado, e encalil-
lado por por peito e pernas, cara redon-la
omesraoolhose cabera, fumodor, pronto
em fallar por traverso e tmido, fuge pro-
curaodo quera o compre, casado e tero fi-
llios no mesmo Engeuho ; cortuma procu-
rar lugares de servico de seo offioio, pelu
que tem sido' conservado com recato pelo
nleresse como fosso no Cabo Engenho
Moiibequmba, e no Crauat cima de S.
Antio no Engenho Verlente: com empe-
nho pede-s teja aprehendido, de que se da-
r bja gratificarlo, levautlo se ao mesmo
Engenho Genipapo, ou noReiifeno at-
ierro da 8oa-vista D. 7 ao proprietario do
mesmo Eogenho Lourenco Jolt de Carva-
Iho.
tP No dia 11 do correata pelas 6 ho-
ras da tarde, pouco mais ou menos, fugio
fugio um molleque de naci Angolla por
nome Joaquina, da caza oila n roa da Ca-
deia do Baino de S. Antonio D. 1 com
ossignaesseguiotes. Idade pouco mais, ou
menos 18 annos, bem paiecido, pez gran-
de-, altura piop rcionada, levou vestido
calca branca, carniza, e jaqueta riscada ,
ludo bastante sujo, qualquer Capilio da
Campo, ou pessoa que do mesmo .-ouber ,
ou encontrar, o poder conduzir dita ca.
za assima, ou na Loja da 1 ua do crespo D.
2 que ser generozamenle recompencado.
*9* No da 15 do correte das 7 para 8
horas da nonte fogio umnegro de nome
Lourenco, naci cac-ange, estatura med-
anna bem preto, e representa Ur a5 annos:
osapreeudedoreso cooduzao Ruj da Ca-
da Velha loge n. 5i.
Taboas das mares cheiat no Pono da
Pernambuco.
7-Segunda 5
s 8-T: i
9-Q: .
^10Q:
n 11S:
5i-S: g
i3D: j
- ioh. 54 m (..
- 0- 30 a
- 1-18 -
- a 6 \ Tarde.
- 2-54 a
- 3- 4a a
ESCRAVOS FGIDOS.
No da 15 do correte desapareceo do
sitio de Joze Francisco Martins de Almeda
na passagem da Magdalena urna escrava
crioula de nome Benedita, a qu,d veo a
pouco de Maceio', i.hde 18 a 20 annos,
estatura regular, bem preta, eos d-dos dos
pez algwma cousa separados uns dos ou-
tr^.H, e coro os peitot muito duioa, levou
pao da Costa e aaia de xta : quera a a-
preh nderlet-e-a rio Forte do Mallos casa
deFirmino J>ze Felisda Roza, que ser
bem lerompen-iado.
*9~ A' 4 deAg.sop. p. fugio urna ne
ginha de na,o por nomeRoza, 14 a i5
annos, baixa, corpo regular, naiz chato,
pez e mos p quenas, ar alegre, fala ace-
lerada, andar bgeiro, l noticias aparecer
de noile pula Ribcira e ma da rraiajuu'.o
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado\ no dia 16.
Para; 3a dias; B. Escuna Americano
Vrgioa. m. Jeorge J. E. Baley : lastro.
Ton. 140.
Sahidos no mesmo di.
Barcelona ; Polaca Ilesp. Dolores, M.
Ago>tinho Cabanhas: couros, e algodo.
Dita ; Snra-.ca Hesp. Virpem do3 Anjos,
M. Joio Aodr : couros, e a'godio.
P. S.
Pelo B'igue Escuna Americano Virgina
chegado hontem, vindo do Para, sabe-
mos que o Paquete Braxleiro tinha sahi-
do no da i5diOutuhro, eque o Eduar-
do cora sus partida de facinorosos acba-
vio-se cercados no lugar do eentro para
onde se linhio refugiados.
O estado ommercial d'aquella Provin-
cia, por tanto lempo parausado, hia lo-
mando m lis algum desenvolvimenlo; (|ui-
los aunos porem n^io deverio deoerrer an-
tes que alcance sua amiga prosperidade ? .'
Pttt.,:\A tjp. un M. F. Faru lib.


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