Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06006


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Full Text
ANNO DR 1838. TERA FEIRA

]5 DE NOVEMBRO N. 248.

Pbuwambcoo. m Tvr.i>n Vt. F. .Ir !'tii. 1836.
das da semana.
11 Sejrunda S. Clementino Aud. dos, Julae*. do Cr.
de m. f Je l. es. da '1'liezouraria Publica c
Chae. de I.
15 Terca *. Qdrtrndoi n-l. de m-ovid. do J. de
O. h. < -H m. da t.
lo Huiirla >. GoiltalO -fs. da Th. P.
17 Quinta S Gregorio Re. de m. aud. do J- do
C. de m. e Ch. de t
18 Sexta S. llomao M. scs. da Th. P. aud- do J. do
O. del. '
Mi Saluda ? [zal)el H linha llel. de m. e aud.
.lo V. O. de t em Hunda.
'20 Domingo S. Felis de t'eloia.
Ttdo agora depende de n neamoa d nn> pru-
dencia, modaracao. e eoeayia continuemos enma
principiamos, e .nin,n contado cuoi admira-
,'Hci entre V';w. mais cultas.
Frorla-nucc da A$ir.n6lta Qtra i* Brasil
8u!>scr(e.e lOOftr*. menea? payo adisntados
nema Trpografia. ra dos Cruces I). .'I. r u l'ra-
c,a da Independencia \. S7 e .is : onde te receben
oorreapondenciai leffalisaslaa, e annnncio; inscrin*
do **- i-;-- .-:>..i-, do prf^pncM assla-nantat,
n rindo igiiadn.
L.
( A .MUIOS.
\ n hro 14.
Ondres 88 D*- >t. Poi ., cd. ou prata a
5o porcento de premie Nomina.
Lisboa ">"> por ^i|" premio, por metal, Noin.
Franca 255 lis. por franco
Rio de Jan, t> p, c- de prem.
Moedas de 6..4UU 13 .* 0 I3400
4,.lili!) P..7 ..V);i 0!JOO
Pe os I440
Premio da pratB .50 p. C
., das li-itras, por mea I 2poro|0
Cobre 25 por cenio de descont
PARTIDA DOS r.OKHJHOS.
()lnida_.Tii>lo!* o* iIm-. o nirio di.
(iimi.-i. Alhanrfr, Paralba, Villa do Conde, Ma-
maifguapc, I',lar. lie*, de 8. Joo, Rrejo d'Arcia,
Ratnha, Poinhal, Nora de Sonsa, Cidade do Natal,
Villa de Goianninha. e Novada Prineeaa, Cidade
da Kortalexa. Villa do Anuirs, Monte mor or,
Aracalv, Cascarel, Canrnn, Granja, Impcratri,
S- Bernardo, S^JoSodo Prmeipe, Sobrar, .Novad*
Klllev. Ico, S. Watlieu, Reaehodo sanene. S
Antonio do Jardim. Quesera mn ni m. e Parnahi *
tefriindae Sextasleira ao rneio di.i por ra da
Paraiba, Santo A litio Todas as quin's felraaao
nielo din, Garantan*, e Douiln nos lia* 10 e'4
lie iada mea ao meio di Floreso din i.id
i ada meje an meio dia. Cabo, Serinhaem. Kin F( r-
iti'i/.o. e Porto Calvonos das I, He 21 de cadi
ni--____________________
PARTE OFPICIAL.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLE1 GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
Sesa de 27 de Agosto.
D< p'is do expidenle, en ti ario sures-
bivamente, e for.5 approvada em ultima
discus o as Resoluces que confirman s
tencas concedidas pelo Governo a Joa
Francisco Leal, Paulo Freir, Conde de
lteaurepaiie, e Flix de Seixs Soato Mj-
or.
Approvou-se tambera em 1. e 2. discua-
6o a Resoluca rinda da out' a (.'amara,
que 1 onlinna a pen-o dada pelo Gover-
110 a D. Juliana Emilia de Medei-os, viu-
va de Theudoro P ulqu-rio Ollioial que
i di da Seti'i tarii (io Senado.
O roesmo se fe/, pensao de D. Izabel
Maria Heredia, viuva de Carlos friaria He-
iedia, latnbem Olfiu'al da Secretaria do
Senado.
Tere lugar a prrmira e segunda dis-
cus>ao, e fui apprevada a ResolucaS que
confirma a tenca concedida pelo Governo
a Candida de Maraca Siment, em
remunera o d-is serricos de seu marido,
que foi OHicial nuior da Secielaiia da
C.'inaia dos Sus. D- pillados.
Entrou em di;Ciiss.> a Resoluca do Se-
nado com o parecer da Cummi-sa6 de Es-
ttistica, que desmembra da Provincia do
Para, anechando ao Mararma, o lerrito-
' h-o do Turias ea requei ment do Sr.
Verguciro ficou a materia ad-liada, etn
quanlo te pedem infoi .nacos to Go* er-
an, que foi appiovado o requerimento.
Entrou em discus-aS a Redaeca da Re-
solupo que fixa o numero dos Juuea de
Direiio, edeorfos 110 municipio da Cor-
le, e foi approwida.
O mestno a. ooteceo s redarc s das Re-
solur;de.s relilivas $remeaSMd<8 Le'S Pro^
vineiaes de huaias a outras Provincias, e
que eslab-Itce multas aus Itnpiess'jre.-.
(Jonimu'ti a discassio addiada do Pa
recer das Cummisaftea reuuidaa de Cons-
tiluica, e Asaembieaa Protineiacs, .-obie
a iiilerpieta;a6 do A 10 addicional na
parte que dii respailo oreaca6, aupro -
si e ordenados tos empit'go Provim la-
ta, e Munfi,.ac.; a por dar a hora, bcou
ainda a mat.iii addiaia.
Scssa de 2j de igoito.
pepo'8 dotxpedieole, o Sr. Saturnino
por parte das Commis-es veuniJas de
Marinln, Guerra, eFamnda apresnlou
huma Resolucf approrafido a tenca con*
redida pelo Governo a D. Arma l''li-a
Pessoa, viuva do Capitio I )omin.'n- T'ie-
otonio J' rge Martins Pe^oa, que foi
impiimir.
Entrn em i. ea. discussaS, e fei n-
prorada a Resoluca viuda da nutra C -
mar sobre asrefoimas dos OHiciaes de
Melkias.
S-guio-se a 3. discus^So da Resoluca
Almeida e Albuquerque apresentou bu-
ma emenda par. que) as diap'sices d.i
mesina Re-olucio na5 con, pi ehenda 0<
pleito" pendentes p ir leligio, que p"Sta a
?>taca5 ticou impatada, e por isso adiada
paia a seguinte Se.-So.
Seguio se a dism-saS da RpsoIoq'i que
augmeula a Congrua do Bispo de Cuial a
coto as emenda-> sob'e os Mons nhores,
Gooegos, e Capellies da Capella Impe-
ii. meuda mesa para que o venrimento dos
Sacristies da ni-s.ma Capella st ja d^ 150)
is. annuae.o, mas por dar a hora ficou a
materia addiada.
CMARA. DOS DEPUTADOS.
Sessa de a7 de Agosto-
Ahre-se a spssh -> iO horss da manh,
eapprora-se a arla da anteeplenlp.
Le-se hum offic o do Mnistio da Fa-
zenda rom outro do In-peetor Ha Tha-
souraria da Provincia do MaranhaS sobre
a conveniencia d alienacSo de algoroas
ropriedades nacionaes n-:.qtiella provin-
cia : Com. do Ornamento.
Do Secretario d<> Senado commuriican-
do ter o Exr. Regenlo sancrioriado as
resol'ices, queapproeo ai pens-s cn-
redidas Jo 5 d.< Suva Lboa, Martotl
Lopes Pinbel, Antonio Veloio, Josa
Piaocisco de Souza,
Julga-se objecto de debberacaQ, e ai
a imprimir, hurn pn jeito fe d-er-ip so-
bre bypotbecaa, offerecMo pelo Sr. Anto-
nio Augu-to da Silv*.
Nao se julg porem cbjeclo de deliberi-
91o o seguiftte :
A Assemhlea Cera! Legislativa re-
sove :
41 Art. nico. Os dous LVpntado, e
hum Senador conn 'los pelo deerttodd
.... Pr-.vi i"ia do Rio de hneiro, per-
t D'm ao Munic'pio da ("orle, e ticlu
aivamcnta eleitos peloi"Ekora do mea-
mo Municipio. Cmara dos Diputados,
7.7 de Ago.-lo de i8$6.>Resan Je.,,
lie julgado objecto da deiibiirafn a
va a imprimir' a seguinte rsoluca5 da
Com. de pen 5-s e ordenados :
A Ai-semhlea Oeral LtgialaUva re-
at-Ne:
" Ait. Uniro. Fica apprnva-la a pensio
annual de 800.J5 rs., roncfdida por de-
rrelo de 16 de ^gost'i de i836, a l). Ma-
ra Adel-ide Su'lr C<-utinho, em reeorn-
pen--a dos servidos prestados por *eo falle-
cido marido, o Conselheiio Joze Lino
Coutnho. Paco da Camr dos D> puta-
dos, 26 de Agosto de i836. J. F. de
'I' I.J.. o.-...-. 4. v---------,,
Entra rm ditcosiio e approva-se o pa-
recer da 3 Com. de Fnteoda que indifi-
re o nq'jeu'menlo do Vicario da Lagoa, o
Paire Joze Correia de S ("oelho.
Julga-e ebj"''.lo de delibeiapa e min-
da-se imprimir o seguinte projeclo de
resoluca da Cmi.-^o de Mai inba e Guer-
ra.
" A Atsetnhlea Geral Legislativa resol-
ve:
" Art. Uniro. Agos'inh'Nones Mon-
tei, Escripiurario doexlincto Commissa-
liado, st comprehendido na resol ufa
de 51 de Outubro de I83i.
" Paco da Cmara dos Depulados. a3
de Agosto de 1836. Lima e Silva.F. do
Reg Barros.-Pinto Peixoto.,,
He ju'gado ob;eelo de deliberaca e vai
imprimir o>*gumte prcj-cio de resolu-
ta la 3. Comm8saS de Kazenda sobre a
pri'tonCoS 4* Mire"y Rus-el e outros ne
iiii.nis Britnicos na Protincia das A-
lagoas.
" A Assemblea Geral Legislativa resol-
ve :
*' Art. 1. O Governo he authorisado
para pagaraquem peite'ncer, na Forma
da le de 6 deOoluhro de i83S, a qun
;ii de \ 573,3)^80 ieis, iec- Iluda no armo
de 1828 Tbeaouraria da Junta da Fa-
zenda da Provioria ds Alagas,
e por ella enviada no The7.ouro Pu-
blico Nacional pm o auno de i8u9.
" Art. Firafi derrogadas quaesquer
dispos'Ces em contrario.
Paco da Cmara dos Depul; d aa
de Agosto d- l836J. P. de drvallio.
J. J. Femandes Torre-.,,
O Sin. II nrique de Re/ende requer
que sen-Q^ informaces-ao Giverno so
1) c < con he-ido de huma coi responden-
lia do Jornal ito Comniercoasatgnadapor
hum empreado d^ Alf.-ndegida, a rea-
paito dos dm i'os de e\i ortaea e imp.r-
taca d genero! p'ntugueie.
O Sr. S retario declara nao ter expo-
dido o oflieic, por julgir que a Cmara
t.-,ii ficado salid, ita coin a informaran
vor.l doSr. Ministro da Ft O Sr. Paim d>, que a informaca nao
tioba o raracter oificat e que como o
negocio c aviava embrulbado lo> cava-
se nere^saria a expedica do oflcio.
O Sr. Secretario responde que huma
informacad anda que vocal dida por
hum MiniMro he ofli< al, ua obstante
11.and ira espedir o OiSco.
L-se e approvTse a redaeca da re-
anluca que ap>rova a p>-n-a concedida a
Salvador Cardoto de Oveia.
Ordem do dia.
Con'inua adiscussa. das emendas do
Senado nmnosta n_ue fi a lorca de Ier-
ra caa o uno iinaxiceiro de 1837, a
i838.
U Sur. H<-nriqiie de Rezenda pedio o
adia-i ento da di-ru-s.- para assistir a el-
la o Sr. Ministro da Gueira, o que nao se
approva.
Dada amateiia por discutida pe-se a
votos, lica impatadaeporconsequeucia ad-
diada.
OSnr. Carneiro Lea pede urgencia
para se discutir ja a emenda que ric-ra ad-
diada, o que assim se vence, sendo ella
a final apprevada.
Dada a hora o Sr. Presidente designa
para ordem do dia seguinte, a mesma
materia dh-je.
Levanta-se a sesso s duas boraa da
tarde.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVlHCIA.
Expediente do dia 4'
OFFICIOS.
A Cmara Municipal do Rerife respon-
dendo Ibe que em quanto ella nao cum-
prir a di-pnjio. do art g> 10 da lei Pro-
vincial de 8 le Junlio p- p. ,queaauc-
toiisoup*ra vender o EJilicio da actual
Cadt-ia deata Cidade, para edificar 011-
ira, devara' mandar faaer s possiveia
tep^i'.a 0U0neitoa deque ella sucep-
livel para stguianca do- presis, vi.toqno
outro lugar ua hi paiaonde sejaierao-
vdos.
__ Ao Prtfeilo dj C^mmarca de Naia-
reth, commanicando-Ibe que informado
o Governo de que Manoel Cafalcante
Chavea por o mesmo Prefeito propc-to
c por o Governo approfado para Com-
miasario de Polica, he G. N. relatado,
e Qicsroo'eoiubordinado, o deque para
sa aiibtrair ao St ric> procuiou
saaa C.iumis^, haiendo aules re-
sistido a oidein que leve do Comman-
dante pra se receiher a priai ; cumpia
que o maule cutiegar uo Major do rea-
:


9
DIARIO DEPHNAHBCO.
pectivo BatalhaQ Antonio Aureann o Lo
pes Continuo, havendo por nulla a men-
i ion ula approvacaS.
Ao Major Commaudante interino
do Batalha da Guarda Nacional de N-
sareh communicando-lhe que era atten-
ca aoq'rpresentou era seu officicio de
8 ilo torrente, foi expedida ao Prefeilo
daquella Coro marca a orde m de que tra-
ta o Oflicio antecedente.
Navios despachados no dia i i.
Brigue Americano, Maiy Mellen, Mes
tre Daid Elevell, para Bostn.
5
DIVERSAS REPART1COENS.
FRBFEITl'RA DA COMARCA DO RECIFE,
Parte do dia i..
Illm. eEira. Sr.*
Fora por mioha ordem recolbidns ao
Caliab .neo do Corpo Policial,e tivera di -
lino : Joa da Costa Palma, preto, que
fiz prender, por estar ebrio, e pertur-
bando o- trabdlbo* doCollegio El'eitoral
destaCidade : tres mam jos Ingleses, reme-
tido pelo Commindante da Guarda da
Alfandega, porterem entrado^em urna casa
semconsentiinento de seu dono : Manoel
Marques, crioulo, rametlido pelo Sub-
Prefeito deS. Antouio por ter frutado um
queijo, em huma taberna, e voltou a
lia para furtar segundo; Claudino pre-
to escravo do Balero, preso pelo Clarim
do mencionado Corpo, por furto, e Ma-
ra Leopoldina, preti, pi e-a por hom
Soldado, por estar a injuriar a urnas
mal he res que passavad na ponte da Boa-
vista.
Nada mais consta. .
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do Recife i/ de
Novembro de i836. Ulm.e Exm. Sr.
Francisco de Paula Cavahauli de Albu
Suerque, Presidente da Provincia.Ma-
oei ao nuoimeuCOdH v-o>ia iviomeiro.
BKZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesraa do N. 3^t.
auminIsTRAc,a5 do patrimonio dos or-
FAOS.
A Administrado do Patrimonio dos or-
fios faz sciente que as rendas dos sitios gr
de de Parnameiriro, e Rosario se hio de
iinnreterivelmente arrematar no da i6do
conente mea : por tanto as pessoas que
as quiserem arrematar podero compare-
c r na casJ -e !,u*s Sesses no indicado dia
as 4 horas da tai de com seos fiadores ; e
adveite seque as rendas sao por trez an-
nos e meio a tiudar no ultimo de Junho de
Casa das S s-5ps da Administracao dos
OiTOJem ii deNovembio de 1836.
3. M. da Cruz Escriptuario.
CMARA MUNICIPAL DE OLINDA
7 Sessaa ordinaria de 31 de Agosto de
f i836.
Presidencia do Sr. Barros Falca.
Comparecers os Senhorrj, Doutor
Roscile* Albuquerque, Aievedo, Oli.
veira e Pasaos faltando rom cauza
osSenho.e Barata, e Doutor Cbagas.
Sendo dada a orJem do dia a arrema-
taca de diffe entes contractas do Patri-
monio da Cmara, nao pode ter effVi-
to por somente baver Sessa no da
3i. e deliberou a Cmara, que aepo-
rograssem mal os das seguintes, pnroei-
ro, edous deSetembro; todo emeon-
f0rnidade da Lei, aendo por rouseguio-
te contracto o praso d'arremata98 da
presente Sessad at o dia dos !
OSr. Albuqueique requereu, que ten-
do o Procurador em si conhecimentos
de foros desta Cmara para effeito de co-
bradlos, houvesse de ser chamado para
tria da Franca ; a imprensa ingleza o
sabia ; e por coosequenria seexiatissem
os sentimentos que sesuppe, era eu o
na-ios, iiniivf.se uc o*.. ......--- ,.------ ------------------------ -,- ,. IL-J
asseeuintes SessSes para o indicado fim : que devia ser menos bem acomido ; e
o Sr. Roselles concordando no mesmo
sentido, acret-sentou que semelbantes
conhecimentos apresentados pelo Pro-
curador deveria sempre acompanharas
formalidades tambera das contas, que
cumpre dar a Cmara ; como ja por ou-
tras vosps se estabeleceu a respeito ; a C-
mara fieou inteirada eordenou que se
< firiasse ao Procurador no sentido da
proposta.
Alemdi-to ordenou, que lerceira vez
sechamasseo Jii de Pa* Suplente da
Freguesias do Poco para vir prestar ju-
ramento na SessaS de a de Seterobro.
Nesta mesma Sess 5 fS\ approvada a
do Senhor Doutor Roselhs para que se of-
ficias-e ao Presidente da Provincia a 6m
de que desse as Providencias a cerca da
illuminaca desta Cidade, concedida e
marcada' na Lei do orsamento de 8 de
Junho do p esen'e nnno.
O Senhor Albuquerque prnpoz, qoe
o Secretario apre-entasse em todoi os tri-
mestrfs huma relaca dos Laudemios,
para que esta Cmara livesse cabal co-
nheciroento das contas aprasentadas pelo
Procurador.
Houvtrio variosrequerimentos depar-
tes, e por ser dado a hora o Sr. P.esidente
levantnua SesssS. e i esta Ai ta.em q' as-
signara5. E eu Joaquira Higino da Motta
Silveira, Serretario intirino o CsrfeTi,
Rarros Falca, P., Rozees, Oliveira,
Azevedo Albuquerque e Passos.
com tudo posso afirmar que a Inglaterra,
naS s6 a meu respeito (e,u seria injusto f*-
sendo me o nico representante da Fran-
ca), mas a respeito de todos os Frence-
xes o acolhimento do> Inglezes tem sido
o mais cordial o mais aollieito e direi,
o maissinceio (muitas veses: Hever-
dade).
Eu na5 venho faser na tribuna huma
preleg-5 de historia ainda que o Duque
de Fits-J-tmes hontem me recardou
que eu a tinha escripto, e que hum de
meos antros collegas a tinha professsado.
Comtu^o ja que me recoHcraS factos
histricos seja-me perraettido citar al-
gnn--
Sera' verdade ( a questao he ass ira-
pottante para que a Cimara me permi-
ta esta digressa), sera' verd*de que
certos povos estaS destinados a ser sem-
pre os amigos exclusiveis de outro po-
vc.
Sera' verlade que segundo a theona
que tanto agrada aos rapases, e aos ho-
rneen* que se involvprnna poltica, sem
ser o Governo j sera' pois verdade que
haj alliancas naturies e inimisades na-
turaes, isto he, que certos- povos este-
i5 sempre alliados com certos povos, e
sempre em guerra com outros? Eu remet
ahi a miriha memoria que vos hontem
invoccaveis, e eisaqui o queachei : he
que os povos mudaS allian?a, segundos
seusinteresses. A historia e,ta' cheia des-
tes exemples.
Queris que vos cite factos historeos ?
Euofaiei era pouras palavias (falae, fi-
lae). Desde a obra de Luiz XIV em H. s
panha, e desde o pacto de familia, eis.no>
lugo alliados a Hespanha. E nao se dir
que temos sido sempre os amigos da Hes-
panha ein nunca estiremos em guer-
ra cora ella? Vos sabe*, tambera como
eu que, durante hum seculo, desde Lar-
loa V, at a pi dos Pyrineo, a guerra
foi encarrilada e constante. Mas donde
proveo que a tanto encarnioiraento su-
reaeu sbitamente tanta iniimidade ?
He porque os steresses tinha mudado.
(Continuar-se-ha)
EXTERIOR.
Allianga da Inglaterra e Franca.
Discurso de Mr. Thiers Presidente do
Constlbo na Cmara dos Deputados.
Continuaca do n. antecedente.
Era evidente que se n<5 pusessemns f m
campo os txercitos da Franca jiincti-
menteas finanzas da Inglaterra, nao ha-
via guerra po.-si vp! ; he o grande pensa-
ment que nos tem conduzido a A'ian-
ca Ingleza. (Vcses uumero as : Muito
bem).
Nos chrgamos a este fim com mui feliz
suresso. l'.una denunciare nomes pro-
pripiios nesta tribuna; eu sou o prinieiro
que nao quera que a qui se pronuncias-
sem ; nao esquejamos com tudo que es-
ta paz se deveu, nao so a prudencia do
Governo Fiancez, e das C'maras que au-
xiara5 as suas vistas mas ta execucaS. a p.u ) ncia d'hura tllustre Di
pl'imalii-o que fez a Franca hum dos
mais asMgnalados servicos que hornera
ah um publico nunca fez; poique nesta
sitoaca5 manter a paz, era salvar a revo-
luca deJulbo.
Dz-se porem que esta alianca sacri-
fie<>u os veidadiiros iuteresses d< Franca ;
que a Inglateira nao sera'nunca vossaa-
mi^a ; que o Pov> inglez pode estimar o
povo francez, e at que elle comeca a es-
lima lo ma. t]ii" elle o odca no cora
cao ; que quando ouvirdes expresses
amigaveis, sa5 Fianceses que uz 5 des-
las exprersSes amigaveis os Inglezes
nunca.
I-to me Uvuia a cier'qoe o Snr. Du-
que Fit/.-James na5 vio a Inglaterra se
n5 ha 5 ou 3o annos ; se elle a livesse
estudado depois talvez tivesse ali adia-
do outios sentimentos. Por minha ron-
ta atravessei a Inglaterra mais recente-
mente que o Snr. Dujuc do Fitz Lunes,
e por outras cauza (i iso g. ral) e posso
aflirmar que os sentimentos dos Ingle-
zes para rom a Franca sao iuteiramente
outros.
O Duque de Fitz-Jam-s : >os eris
Ministro e eo o nao era.
Mr. Thiers : Eu era Ministro, mas
vos me c-mhecereis qneeia Francet, e te
livesse visto contra a Franca sentimentos
de repulsa ta viol- ntos, nao he a hum
Ministioqne se teria poupado esta espre-
sad ; alera de que eu era bura Ministro
que dizia altamente quelaallianca na6 po-
da fundawn sobro o sacrificio da indus- com o nome immorUl de Watb. O vapor
RTICO COMMONICDO.
POCOS FUR\DOS O ARTEZIANOS.
Era reservado ao 19. Seculo, de dar tan-
to no fi ico como U mor.l, a prova, que
os mais protentosos progiessos, soempre
filho da liberdade. O systhema liberal ,
que nemelhante a huma touente, fez, no.
seos priooipioSi tantjs estragos, quando a
ambicio e o de-potismo Iba quizero op
por a brreir das fanticas e jenvelheci
das inttituiooena feodaes; parifico em fim,
e contido entro os seo* dois limites natura-
es, a s-.beiana do povo, e a presligioza le-
gitimidade; no lardn, beneliciaudo das
suas agoas regenera >o tos da ignorancia, e da suprestii;ao, a fa-
zer brotar as plantas mais frutiferas. O ar-
bitrio, fugindo, e de>aparscend> diante
dodireito do hornera e do Gidadao, tudo
mudou de face. As Scienrias, as Altes,
4 Industria, que tinhio sido tantos annos
aprisionadas, em oa recintos dos conven-
tos, ou cultivadas com indolencia por cer-
tas classes privilegid.s recobrarlo ins-
tantneamente novo vigor.O Hornera livre
novo, mas pacifico Encelado escala as reli-
giSens superiores, e semelhante a Prome-
teo vai de hum raio devino vivificar a sua
r.generada iirelligencia. Porem espan-
tarlo pela immeiisi Jade hincan lo hum
triste olhar sobre infinito o hornera, se
queixa da falta das suas forcas, e procura
anciozamente novos e mais enrgicos
meios de a supprir. Eis quando hom ge-
nio superior, tavorescido pelas inslituic-
ens protectoras de hum povo republicano,
apparesce oa America do norte, depois de
ter sido repulsado pelo mais ambiciono e
mais feliz dos soldados, e desprezado pelo
goveroo de hum povo de piates e merca-
dores. Eis, digo, quando as mragens do
S. Loureouo, e do Miscissipi reiumbao
d'agoa convertido por este grande hornera,
em o agente o mais poderoso, vem dar
huma nova existencia a industria, novas
forcs a mecnica, novas azas a navega-
cio. Economa immensa de bracos, e de a-
niraaes rapidez espantosa as relacens,
eis os fructos da descoberta d'este vasto ge-
nio. J o homem nao v ootna algoma a-
cima das suas forcas, reputa por nada as
distancias zomba em fim dos ventos con-
trarios, e das mais rpidas correntezas.
Mas se o vapor, oi para a velha Euro-
pa, descoberta de hum valor inepreciavel,
economizando os biacos em regiio lio
populosa ; elle veio, sera contradieo al-
guma, fazerafulura felicidade dos paizes
equiaorciaes, onde hom sol abrazador o-
briga a raca delicada dos blancos, a se ser-
vir de bracos Affnranos comprados a cus-
sa, desangue, suores, e despezas iramen-
sas.
Outros genios, nao menos Ilustrados,
procuivro no rahs da antigmdade, al-
guns vestigios, de taotas invencens uteis
dos nossos antecessores, sepultados no na-
da pela mi do lempo, e pela ignorancia
dos seculos baib ros. As ruinas phisica
e moraes foro revolvidas, as cinzas do Ver-
tuoso Scrates, do sabio Aristteles, do
grande Cicero, do profundo Plinio, forio
evocadas, e breve sahii da obscuridade do
passado, luzes, que devem nestesculode
philosophia, escLrecer o caminho do ho-
maro e o conduair a essa meta de felii idade
civil, a que antea neo se quer Ihe era lici-
to aspirar.
Deixando a parte tantas descohertas de*
vidas a este^ sabios escrutiadores do anti-
go passado, nos, antes de tudo amantes
sinceros da nossa patria, do imsso amado
B azil, vamos dar aos nos-os leitores, bo-
ma idea de urna das descobertas dos nosso
ante-passados, renovada modernamente,
queremos fallar dos pocos forados, ou
tontea Arteiianas. Descob rta que teodo
Junto, com o da for?a do vapor, forneci-
do nos povos cultos da velha Europa, as
armas as mais poderosas, para poder sus-
tentar no meio de huma populacio supera.
hondintc, huma concorrencia, industri-
al que deve talvez algura dia, os condozir
ao extremo tio temido do philosopho das
ruinas, nao pode deitar de ser para
hum paiz, cojo o mais terrivel flagello,
para nao dizer o nico, he sem contradi-
cio, em a maior parte do seo territorio, a
fa'ta nio soroenle de agoas proprias as r-
rga?5ens; mastarb m pa a o sustento dot
seos habitantes; nio pode deisar, digo, de
ser para o Brazil, hum maoanciil da mais
cab.l prosperidade. Querendo por lano,
quanto couber em nos, excitar os n-ssus
patricios propiielarios agreultores, a no-
bre amhigio de approveitarem se de hum
descobeita, que ao nosso ver deve fazer a
. felicidade do nosso paiz; varno* depois de
ter primeramente, ex posto algumas das
moitas ra/oens que demostro a grande 0'
#dade d'esles poos no Brazil: dar aos
noss; s tutores, huma sussinela analize da
scienlifi a noticia, que a este respeito, pu-
blicou em Franca, o Sabio Mr. hfttffl
membro da academia das sciencias de Pa*
n's.
O Brazil, rujo territorio se acha em
grande parte situado debaixo da zona tr-
rida, seria sera duvida o paiz mais fertd
do universo, se todas as suas Pioviocia
forera arregadas de agoas permanentes,
bem como est a Provincia do Giio Paia,
contras. Mas infelizmente d'ellas, e coto
parlicu'aridadeas Provincias do norte, -
luidas mais pe to da equinoxial, se acho
quazi lodos os annos, pela falla das chuta
reduzidasa tal penuria de agoa, que quan-
do chego a faltar como algumas V es
acontece, para as 1." necessidades dos se-
os habitantes, as Uvouras, o gado, defi-
nho e morrea muitas vezes por falta d >s-
te elemento indispensavel. Infinitos lo-
gires ha, e mesmo dos mais fe leis, em <|
vindo a fallar pelo meio do veiio as agoas
ajuntadas era tanques mal construid";
os habitantes, vera se obrigados a fuKlC
das suas cazas, por alguna mezes, abando-
nando as suas lavouras, que brevemente,
sio aniquiladas pela secca, ou ficio o p*to
deanimaes destructor s de que o paiz abun-
da. as partea destinadas a creaco do
gado, os rebanhos, privados dos seos pas-
tores, e morrendo a sede entranbo-se as
florestas a procura d'este indispensavel elet


ment, e acabio minados sem o poder a-
char.
Eis o mal esbocado quadro dos p< rnici-
s->s effeito da falla de agua no Brasil, eis
a oais evidente pro va da grande prosper-
dadequedeve produrir nesta Ierra itoza
o abrimento de pocos artesianos. Logo
que grapas a estas fontes perenneas de agu-
as puras esadias desaparecer o maior fla-
gello do nosso paiz |0gu que a abundancia
deagoa produzida poralguns ha de servir
no sement a benficas irrigacSens, mas
tiob m em mu tus casos; de poderoios
molo.ea bydraulicos que nao de economi-
zar o emp.ego de animaes, ou de cbusti-
veis. O B.azd enlio feito hum novo edem,
vera incesantemente, creser a sua pros-
pendade, augmentar os producios da sua
agricultura, Multiplicar em 6rn ao infi-
nito a sua populacfo.
O Governo d'esta Pruvncia, persuad-
do d'eslas verdades, j mandou vir da Eu-
ropa hum artfice perito neste Irabalho,
os seos ensaios fntos no lugar mais alto dos
arredores 4leste Recife e que se achfo
bastante adiantados, promettem assaz feli-
zes resultados. Porem esta sabia determi-
nacio do Governo destinado ao melhora-
mento do bem publico est longe de che-
gar ate os interesses particulares, he pre-
dio que o espirito dos proprietsrios, per-
suadido da grande utilidade d'twles pocos,
se anima, ahmdeque alguns d'eorte ellos
formando se em poderosas sociedades,
mandem vir da Europa, nao simples obrei-
ros, as vezes ignorantes, mas sim mestres,
babeis lauto na pratica romo na theoria,
que venhio munidos de todo o precuo, pa-
ra cobrir ao menos em partes o nosso fr-
til solo de fontes vivas, quea avarenta na-
tureza quiz nos esconder as entran has da
trra. Entremos por tanto na analyze da
sabia noticia de Mr. Anagq.
O* pocos Ai teu'anos sao assim chamados
do nome de huma Provincia de Franca
( L'artois) onde com mais particular cui-
dado, se oceupario da indagacio das agu-
as sahtorraueas. Nao podemos tndavia
dissimular que fontes d'esta mes-na natu-
reza erao perfeilamente con heridas dosan
ligos, eque alies sabiio fa ral as.
Parece natural, suppor que a agoa dos
pocos communa, dos pocos Artezianos, e
das fontes ordinarias, vulg mente chama
das olhos d'agoa, nao he outra coiza sena
o producto das agoas da chuva que se
tem h Irado, atravez dos poros, edasfen-
das do terreno ate encontrar alguma cama-
da de barro impenetravel a agoa. Senecca,
as saas questens naturaes diz que a chu-
va por mais abundante que seja, jamis
penetra alem de 3 1/4 metros ( i5 Palmos)
no interior do teneno.
Dos rezultados das experiencias da ma-
ior parte dos pbi-icos modernos que se
tem applicado a estis indagares sabe-se
qne semadas de barro impemeuvel isto
he impeoetravel a agoa se alio qnse
semp.eem muito imioi proximidade.
" Estas diversas obseivnens seriio de
huma grande impuitancia na questioda
origen das fontes, se a supeifi. ie do glo-
bo, fose cobeila por todas a-partes de
huma carnada de tena vegetal de alguns
metros degrossuia mais ninguem igno-
ra que em umitas partes o terreno super-
ficial he areia e que imitscio de
hum crivo, a areia de sarasag as. Que tambem era muilosoii-
tros lugares os rochedos se deixfn ver mis
eque hum liquido pode fcilmente, cir-
cular p..r entre suas fendas e intersticios.
A ca-ra mineral e solida do globo nao
foi formada de hum so jacto a formago
dos diversos roebedos das diversas opu-
clidades de tei r> no de que ella .-e corape
remonta a pocas difiei entes que a Geolo-
ga lem h-angado caracterizar por sinaes
nioequivo'os. Bo.i- h- todava, adver-
tir que muitas producedes que a sciencia
considera boj- como contemporneas, tem
entie ellas grandes diffei eneas, tanto pela
sua propria natureza como pelo seo as-
pecto exteiior.
Aqui distinguiremos tres especies prin-
Cipaes de terrenos supporpnstos, dos quaes
cads huma contem em si partea btante
vanadas os seos nomes serio indo de bai-
xo para eima isto he pss*ndo do antigu
para o moderno, i. Teremos prim'li-
vose de transigi a. terrenos Segun-
darios e em tim Terrenos de teiceira or-
P ERKAMBCO.
dem. Oslerrenos piimitivos, ,Uras ou
poucas veres se acbio Str.tific.dos. ( A )
As rachaduru e fendas dos ro-hedosgra-
n'ticos, a9 gr(,tas que 8e piro p^ mo ^
da massa contigua lem em geral poura
'"gura pouca profundidade e commu-
nic.o rar.s veres entre si. As agoas de
inBllracio nao devem por tsnto ter den-
tro dos terrenos p.imilivos senio trajelos
snbUrraneos muito limitados cada fio li-
qudo, arcaba, para assim dizer o seo
curso izoladamente, e sem foitificar-se
como a un lamento de ou iros fiosvirin los.
A eipenencia rom effeito prova que os
terrenos d.sta especie, contem olhos de
*g a muiio numerozos sim mas tam-
bera pouco abundantes e surdindo-se pe-
quenas distocias da regiio na qual a n-
nltracao das agoas da chava tem operada,
bupe fl.o seria farer aqu a enurneacio,
circunstanciada das diversas e-pecies de ro*
chedos de que sao compo^tos os terrenos
segundarios; contentai -nos-hemos cora
direr que estes tenos, tem geialmenle
a forma de inmensas bacas isto he, que
depois de ter sido quazi de nivel em huma
grande exten>io ; o ohegar as rollinas
ou ss montanhs ellas se levanlio de
maneira a circumscrevem a parte hori-
zontal e formar como ja o dicemos, im-
rnens.s bacias.
Oiremos mais que os rochedos segn
danos sao despostos por camafas qua al
gomas dstas carnadas alias muito emes-
ias se compoem em partes de areita solas ,
e muito pe mea vais que se elevantando co-
moja o dicemos, as extremidades das
bacias estas carnadas permeaveis se apre-
sento nuas e dei-cobertas sobre o Hunco
das tollinas ou da- montantes que as agoas
da chuva podem por infiltragio, f.rmar
ah continaos ajuntamentos deagas; que
e>tas ma.ssss liquidas nio podem deixar ,
quando as carnadas tm hum grande de-
clivio de encaminhar-se com rapiHe/.a pa-
ra as partes infeiiores, que no seo cami-
nho estas correntes levando romsigo pou-
co a pouco a areia e tambem alguns
pequeos fragmentos de lochedos circum-
visinhoa ; riheiras subterrneas, devera
tomar o lugar de certas partes da massa o-
rginaii* eproduzir grandes vacuos, on-
de primitivamente tudo era mas-ico.
Entre os terrenos segundarios, existe
ham a greda calcrea que he soleado
em todos os sentidos por milbaies de fen-
das. Evidente he por tanto que as agoas
da chuva fcilmente o devem trave.sar,
e circular na sua mas*a ale asmaiores pro-
fundidades.
Os terrenos de lerceira ordem so Gra-
tificados isto he, compostos de hum nu-
mero mais ou menos con-iideravel de ca-
rnadas vOperpoMei e separadas humas
das outras por junturas bem distinctas.
Estes terrenos assim como os segond'irios
tomio erh geral a forma de bacias, porem
estas bacias o de muito menor ext rico-
Nio penamos da vi>ta que esta forma re-
zulta como ja o expiquei do levantamen-
to das carnadas pois que assim he que os
elementos con Motivos dos terrinos de
lerceira ordem tem formado as roargens
dos outeiros e das collinas que os cingem.
Na sei i., de carnadas que di.-po tis t m
todos os lugaies, em huma ordem cons-
tante compoem os terrenos de terceira
ordem axio se em diver-as alturas rama-
das de rea pe mea vd. As ajjo.'s da chu-
va devem as traversar primeiramente na
parle muito inclnada com huma forca e
lapideza proporcionadas ao pezo do liqui-
do e depois intrn loiir-se as partes mais
oa menos hoiisonttes em proporcSo da
pressio caucada pela ag"a, que asparles
elevantadas das carnadas nio tem anda
d'ixado p.issar. D<-vemos por tanto achar
i'falivelmente no seio dos mas)igo> ter< ei-
ros tantas massas de liquido subterrne-
as quintas existi (tratas carnadas are-
nozas descalcando so! re outras iinpe me-
areis.
Existe com effeito nos terrenos Stratifi-
cados bumis immensas massa de agoas
subterrneas, pois que oulro nome dio.
V. G. ao viveiro onie e*n toda eslagio se
alimenta a fonte de Vancluca ( B ) qua
( A ) Divididos, em fendas parallelas
e muito extensas de carnada* superpostas.
( B ) Fonte da Fianca famosa pelos a<
mores de Petrarca e de Lama.
forma hum rio verdadeiro (la Sorqne) ca
jo producto medio ho de H90 metros c-
bicos de a oa por minulo pe 10 de cera mil
melros cbicos por da e 463 milhes de
metros cbicos por anuo ; o que he ap-
proximativamente a quantidade total da
chuva que nesta regiio da Franca, en-
tra cada annosobie huma extendi de
trinla legoas quadradas deterrenno.
O mais admiravel exemplo que se pos-
sa otar de huma massa de agoa sobl-rra-
nea de nivel vai iavel be o do lag > d- Zi> k-
nits em Cumila. Este lago lem pumo
mais ou menos duas leg.as de cumprimen-
to, sobre huma de largura. Pelo meio
do vciao em annos seceos o seo nivel
abaixa rpidamente a ponto de seccar
completamente em poncas semanas. En-
lio, distinguere claramente as aberturas
pelas quaes as agoas sa lem sumido para o
interior da trra aqui verticalment? e
em outras parles em diiecgo lateral pa
ra as cavemas de que as erras das siias
margens se axio ciivadas. Chegado o fim
do antumno, depois das chuvas ordinarias
nesta estado, as apois turnio a surdir or
este mesmos carnes, que Ihes linhio
franqueado o caminho, no momento da
sua dezep.i irj.>.
Ek tem, noto em paires planos ca-
vidades subterrneas as quaes engolfo-
se as vezes ros inteiro.
Ele phenomeno tinha vivamente exci-
tado a curioziHade eattongio dos amigos ,
e P.inio citava entre os pos que d- zapa-
recem debaixo da trra o Alpheo do Pe-
hiponezo o Tygro da Mesopotania e o
Timavo do territorio de Aquilea. O Gua
di.nu Hespanhol, o Droma da IVormandia
perdem se no meio.de immens-s prvidos
(Alguns u'os desta natureza consta no-
que tiobem existetn na Provincia do Ces
ara e do l'yauhi. )
Fcil sena multiplicar as citacSes limi-
tando-se mesmo a fallar snmente dos rios
que desaparescem completannn'e. Q )e
seria enlio se por clculos bem exactos po-
dase dar-ae a conhecer todos os cazos em
que as perdas si o smente parc es.
Existem muitas veres dentro dos terre-
nos stratificados. Missas liquidas distinc-
tas em div.reas profundidades, entre
muilos fados que se poCeriio p:oduzir
para apoio desta assergio conteutar-me-
hei rom a -eguinte Purando bum pogo
peit.. de St. Onen ( Franca ) osSeaho-
rs Flechoct enconlraio cinco massus
d'goa bem distinctas e todas susceptiveis
de ascencio.
A l.a a 36 metros ( 166 palmos de pro
fundidacle. A a.a a 45 metros i/a (sn
palmos ) id. A 3.a a 5i .dito e i/2 ( a.38
palmos ) i '. A 4.a a 59 dito e i/a ( ->.63
palmos) id. A 5.aa 63 dilo e 1/2 (-94
palmos ) id.
Algumas vezes exislenj no seio dos Mis-
sico mineralgicos stratificados alem das
Masas liquidas iuteiramente ou qu.ize sta-
hionarios, humas cscalas de aaoas cor-
rentes verdadeiras ribeirassubterrnea*,
que com b istante rapidera conem por
entre os intervallos vacuos contidos entre
certas carnadas irapermeaveis.
Pur coi lentezas de agoas subterrneas,
nio perlendo designar aqui nem os rios
que cumo o Foik da Carmiola se engol-
fo as immensas cavernas de huma mon-
tanda aera us que dellas sabem a ma-
neira do Gucharo; mas sim d'aquellas
cor-rites de agoas que tem para twiai d-
sei tomado inteirameiite o logar de certas
carnadas de terreno oiigmario.
C'ausai sem duuda a l.a vista alguma
admiragio se eu dicera que debaixo do
terreno de Pariae deseus arredores ex-
siem algumas de-tas pequeas ribeias
subterrneas : masa adiuiiac.io cessaiia a
vi-ta da prova seguinle. Prrforava-se o
terreno perto da barreira de Fontaineble-
au (Franca) e>n huma proptiedade co-
nbeeida pelo nome de fabrica de cerveja
da casa branca. Cumo he costme os
progressos d'este trabalho eiio vagarosos ,
mas eis, qoan lo de repente a verrume
escapulindo-.e das mis d..s obreroa en-
terra se precipitadamente 7. 1 a metros.
( 35 palmos ) Sem o munivel coiiocado
uansversalmente que nao pude passar
pelo furo ja feita, a queda se teiia p o-
vavelmente prolongado anda. Puxan-
Ido se a verruma recooheceo-sa evidente-
mente que ella seaxava suspendida, is-
to he que a sua parte inferior no tocava
sobre teneno algom solido, e que hum*
forte coi rent-sa a puxava em fim lateral-
mente, e afasia vocillar. O rpido espi-
cho das agoas, nio deu lugar a mais ex-
tensas obsertaedes.
Eisainda huma piova a mais endent,
doqueacabodediser e que demonstra
que existe hum 1 o subterrneo debaixo da
Cldada de Toara (Franca).
A 3o de Janeiro i83l o tubo vertical
da fonte Artesiana da praca da S, en a
sobreditta cidade, lendo sido encunado,
qoaee de 4 metros (18 palmos),; o produ-
cto em liquido como hade raza au-
mentou imediatamente; este augmento
loi approximaliv.mente de hum terpo t
porem as agoas antes dieso muito lm-
pidas lendo adquerido este repentino
ecresri.no de rapidez tu.vara5-se por
algumas horas tronxeraO comsigo da
proluadidade de 1-9 metros (5.4 pal-
mos ) buns f.agrnentos de veRetaes.
Esle lacto prova invensivelmente qae
ai aguas da leiceira massa subterrnea da
Cidade de Toara, nao sao pe|o menos
em lotalidade o resultado de SltracSes ao
traver de carnadas de areia ; pois que pa.
ra poder, arrestar, assim comsigo, fia-
gnunlos d* conchas, e pedacinhos de ma-
dura*/ preciso ha qua ellas a novan
com hberdade en verdadeiros canaes.
Qual heagoraaforsa q' suspeadendo as
agoas subterrneas, ss fas brotar cima
da superficie do terreno.
Se derrama mes sgos ou qualqaer ou-<
tro liquido em um tubo curvado en for.
na de ella procurara' o nivel, ito
he ella subir'era corda hura dos dous
ramos a huma altara exactamente .
goal. Vamos agora suppor que hum des-
s dons ramos o da |esqueida V. G es-
teja pela ana parte suponer a dsptad ao
lando de hua vasto tanque d'agoa qqa
o peso constanteraente entreter cheio, o
que o outro ramo o da d reits, seja eo-
curlado, de sorte qo nao fique K n45
huma pequen partv, qtae se dirija anda
tcticalneote pa.a cana, assim ,eqU9
que esta nusma leja em fim femada por
huma toioeua, logo que se abrir esta
lorneira, a agoa esguixn.' para em-
pelo hoco du rara.., da direi'ta at a al-
tura a que se elevava quando este ramo
exista anida imeiro ; ella procurara'su-
bir tanto quanto lera' descido, e a se
elevar ao nivd;d\.g.,a do tanque que estar
senieessar- alimemtaodo o ramo upposto.
a A, duas hypaihesis, que acabo de
producir tem muo em grande ponto
realzadas naSuteraz dos Turcos e na
msior 1 arle dos tubos de conduca que
severa s distribuir as aguas de huma
fonte ehvdda nos di Varaos bairros de
huma Cidade eaosdifeientes andansdas
casas. Quando os Romanos qoeriao con-
dusir, a aguas de nm'outeiro para outios,
ellrs *dificava5 com grandes despesas no*
valle intermedio pontos aqueductos taea
quaes us do Garde (F.anca) ou daa
agoas livres perto de Lisboa. Os Turcos
resolvem o problema de hum modo in-
finitamente mais econmico ; el les esta-
belescem ao correr da descida do primei-
ro ouleiro, um tubo descendente de pedia
e cal, ou de barru cosido uu em fim da
metal que atravessando depois o Valle,
e rnoldand r-M s -bre as suas diversas in-
llexes torna a subir a ladaira do se-
gundo oileiio.
(Continuar-se-).
AVIZOS PARTICULARES.
Por ordem do CoHegio do CommerCo,
oabiixo assignado, Vice-Consol, f.. pu-
blico que S. M. El-R y da Suecia Norue-
ga, ordenou que na vacancia dos Consu-
lados da Soccia e Noiuega as Provincias
de Pernamboro, e H, tes devim dirigir-se, ao mesmo Collegio
de Commerciu, em Stockhulm dentro do
prazo de (i mezes,
JL J- L. Harrhil
Vice-Consul.
Preeisa-se de ama ama que tenba
bora s bastante leite, forra ou captiva, sem
cris, quem ettiicr nests circuwituci dir-


DIARIO DE PERNAMBCO,
ja-se a ra da Cadeia velha i. andar da
caza n. 49*
WT* Na ra do Azeite de reixe n. 59
ten urna loja de marcineiro que se propo-
era a ensinar apiendi/.es tanto Irires como
captivos, na roesma a fallar cora mestie.
W9^ Quena preri-ar de urna raulher
parda para criar cora muito boro Icite, di-
rija-se atraz da matriz de S. casa D. 4. r
f^ O arlual Afeiid.r participa a to-
das as pessoas qu uio de pesC9 e medidas
que oannuncio le lo no Diario N. a/j3 que
nao se de re entender oom aquellas p.s-ois
que tem aferi io e revino, e s sim c<>m as
q-je nio tem revisto ou af-rido algum nes
te presente auno, tantu 111 praca como na-*
Fieguezias.lonii.tto, c o Barros que tem
chegado prximamente cora carne ierra
o laiinha de mandioca, qne nio tem afe-
rido nem revisto, e tambera os a -songuea
que sao revistos do-trez era trez metes, e
para que cheguea noticia de todos mandn
oditoaendur fcser o presente annuucio,
paiase nao chamarem eoengano.
r U Director do Theatro parte ipi
ao re-pt itavel p ,b!co que a noite de 11
do corrente em Beneficio do actor fofo J -
ze Lope-, ouvc quem illudindo a boa f do
f uhhco anda**, ronfeada porta di
rbeatro vale e eioc bdheies falco, os
quaes lorao sera duvida offerrtjidoi por
tienoa do tea ralor: eetea-se rasando to-
das as pes plisa, p ra descobrir o Ladtlo, e
rdobadur de firma, qile neo so' forte j a
do Sur. J ,ao J ze Lopes, como laobem
a dosmete do Theatro : as pessoas .. quem
forera offerecido, bhetej baja de os nio
compiar aem primeire os dnfioatarara
cornos que tender o Snr. Zihedeo Ceaar
para se na sp Te 03 a n rico de aerean jill-
gadas, ehjvia, poi-Koniventesdesfe rou-
bo, pagando assim o iuuocente pelo culpa-
do.
mW* O Director do Theat.-o avisa por
esta folha, ao ex Ponto que pode princi-
piar a repartir o sen Bemficiu para o da
a6 do crrente, oque ihe comunica roo
os dezdas do estillo cornado* da data *te.
W" Quem precisar de tima ana par-
da para criar menino, dirija-se ,1 Caaiboa
do Carato 1 j.
3at* A ab.izo assign3da, em respnsta
oannuncio inserido na Diario de Sex'
feira n do corrate n. a45, declara quo
ella senhora e possuidoi a da casa n. 5 d*
ruado Padre Floriano, a qual a h'uve por
heranca de sua falescida mli D. Francisca
Xavier das Mcrcs, e protesta disfructar
edefeoder a sua propriedade, nio ob-tan-
le lerem-se desencarninhado os titulo da
dita casa do poder de ana falescida, e acba*
rem-aeem mao de algum espertalhio.
Ignacia Julianna Goncalves de Carvalho.
Quem precisar de um homem que
ennta, le, eesereve sofrivel, pjra caixeiro,
inda mesmo Je Eugenbo, dirija-.-e a tita
LypogTatia que se di ;t quem pertende.
y Precisse alugar 3 pretos para
sei rentes de pedreiro, e paga-se a 600 rs.
por dia, a st cea : quem os ti ver annuurie
por este diario para ser procurado, ou di-
rji.se a ra da Guia 11. 59, que achara
com quem tractar.
ar3r- Precisa >e de bura casriro ; na
padaria do Forte do Mallo N. 4^
tty Prcci-a-se de urna loja na ra do
R-ng ou na roa da Crui par* setentar urna bo-
tica : quem a tiver annuncie por esta fo-
Iba ou piocuce na ra dos Martirios na 3.
Cata junio ao tanque o Sr. Vicente Fer-
reira Gomen
py A botici que f. d* Mal'1 de le-
os pt-iteoce (fe luje em date a Peiegri
no A: I ouio eFigueiedo por a ter corn-
piada.
Pnblicaco Literaria.
Sabio luz a Influencia dos costumes
rtasleys, e da Infl-*iicia da> ley-, noscustu-
roes-Por Mr. Matter; tredosida em Por-
tugus: pelo D, uto. Pedro Aulrari da Mal-
ta e Alb'iqoeique : He e->.'z*do t cer do-
gio aiataobra, eb'slR dizer que sen au-
I tor* oblevo nm piemio cntiriJeieTel) pr
esta produccio, que tem tido tanta vot-a
Da NacSas esiranhas, que se ib (raduzi*
'a em tiez d Teieii'es linnu^s Europeas.
Vende-s na Praca da Un:i> Inja de livroa
n. 37 e 38, pelo urtco de 2560.
5^BX022 i
Roga-se ao Snr. Joie Romualdo
da Silva o favor de ir a ra Nva sobrado
D. 3a no a. andar para se Ihe fallar ; por
a pe^soa que deseja fd||ar ao mesmo nr.
nio puder ir pe^oalmentn a sua casa por
molestia. Da inesroa foi ma pede-se ao Sr.
Joze Fernandas Brasil.
/y Pergunta-so ao Snr. Joze Mara
d'Amorim, se, em sua reluci, e toota,
que offriieceo ao publico, em .0 Diario de
Segunda feira 14 do correnle roez, do fu-
go artificial, e naquiniaoiq, para a fe-ta
deN. S. do Terco, (o qual leve lugar em
odia 6 do correute) oesla ixaclaraeiite os
nomes de todos acuelles ndieiduov, que
concorrero cora suas esmollas para o dito
festejo.
Esta porgunta faz e snber dceja, nm
que tobera concorreo com sua tsmolla, e
nao vio seo nome !
t/y* Precisa sede umciixciro Portu-
guez de 8 al 14 annos para o.iix iro de u-
ma loja poiem na Villa do Rio Forra' zj :
|uem estiver nentas circunstancias dirij.-
se a loja de miudeaks de Euzebio Pialo &
Comp.
W&* Dase ao patacas a quem discobrir
urna rasa de alug iel einda seolo pequea
com tanto que lenha cmodo para, negocio
de loja ou venda, e morada para urna ou
luis pe-so. anniat-s as ras de rn lis crame'rio dos
trez Haii ros de-^ta CiJade, para aabvr-se du
pieteddenta eodgue-e na rus do Golie-
gio Botica de CypriauoLuic da Paz, ou ru
Rccift Botica aaLuiz Pedro das Neves. I
ARFMATA^AO.
A roza desobrado de ura andar e um so
ti.) que se bav artematar no da i4 na
porta do Juiz do Civel o Snr. Na7.irro pas
sou para o dia 7 do correte as 4 hora
da larde.
GOMPHAS.
Umanegrinba d : i2 a id annos, que
ssibs coser, e engomar, e que sirva para
murabanda de urna Senbora: quero a
quise- vender, dirija-se a roa do Vigario n.
ii I, ou nununcie.
a/^T Um negro que sirva para o serri-
co do campo, nio sendo velho, e sem vi-
cios : na mesma casa cima.
335* Ura refe : quem o liver annunce
para ser procurado.
|^ Urna cama de vento, com arma-
cao que seja boa : na ra do Qoeimado lo-
joD. 13.
X31" Um ou dois toneis que tenhlo ser-
vido do agurdente: quemes liver annun-
ce.
LE LA O.
Lutikens aVComp. fa>em lelfo de va-
ras f-sendas Quarla feira 16 do coi rente
mezas 10 hoias da manb na casa da sua
residencia ra da Ci uz n. 60.
VENDAS.
Azeito doce de superior qualidade,
a 3-SJ20O reisa caada, e a garrafa a 400
leis: na ra da Madre de Dos n. a8.
tjrS^ Para lora daProvin ia um e-ca-
vo den 'cao, de a5 annos de dad-. s vicio alg' co-uiba : hapiaca da Iadepeudencia loja
n. I o.
t<3^ Para Torada trra urna negra de
18 anorta, hoo cosinb> ira, e engomoleira,
e lava bem d<" simio; na ra do Coliegio eru
ca:a de Juaquim di Silva Salles.
Wr* Uma escrava crila de 30 a aa an-
nos, sabe lavar de b.-nella ens. bj a 10 i'
nba o .liaiiode urna casa,esabe traballiar
de enxada : na rus da Conceicio ludo es
(juerdo D. i3.
Uma preta de 30 annos, nacfio
Angola, sube cosiubar e boa quitande.ra,
porpreco comod : no ultimo sob.ado na
1 ud do P.< lcente.
|qpk> Saecaa de arroz hraooo e verme-
Iho de superior qualidade : dt fronte de
palacio no armasem D. 13, e no lieco largo
da Matrd. Santo Antonio D. 6.
a/ja Dois ricos pandeiros coro chaves,
proprios para piezepios: na ra Nuva lo-
j 1 de f- nagem D. 10.
/.y" Para Tora da Provincia um escra-
vo cabra de dado de 23 para ai aunos,
ecuito piop u para qualqu Tse vico, prin-
cipalmente para pagem : ama da Cadea
velhi n. 14.
jy Bridas de Yerro Dolido, pequeas
e moto boas, obra superior, bons >elins
Inglezes plente, huerros Fran eres, mar-
roqi'ns, sapa tes Franceses para h- mero,
bisen es de lu-lro, g avalas delutro, es-
covinba para S Idado, e continua-se a
ven'er ens e correames p^ra cava'laiia
de G. N : na loja Francesa do largo do
Livrameoto.l
t^J" Chapeos do macs de copa b.ixa
de pello de seda para homem ditos de
palliinhn, ditos de senbora de cores por
preco coromdo, e tambi-m se ip'ompta
qu.lquer onoomenda quequeiio para re-
fcKporlario : na fabrica nova debaixo do
sobrado junto a Oadei*.
gualando a ultima rauda, bera artigo bom
pa-seiro ee'm bo.-s carnes: no sitio ao y
do do Sor. Uchi.
T2T* Umcaiao alazo coro bonita fi-
gura, muito piceiro, catrega, e esquipa :
na ra do Rosario estteita D. 3, se dita
quem vende.
1"U** Para for da provincia urna escra-
va d g nt'n de Angola, de dade d<-' a a an-
nos : ra f tCJJ* Urca banetma nova aparelbadade
amarillo p^raoCorpo Municipal e 'nvl-
laria : na mr. do Rangcl sobrado D. 3 de-
Ironle da rasa das Diversas Reodas Provin-
ciaes, coja barretina d-se em ronta.
*"*3a*'Um raTallf rarregadnr poc pr^^o
Cmodo: na ra da S->nz. Yd? Umaescrara de naci, cosinhao
diai io de uma casa, engoma liso, cose xit
na ra do R gad a casa do Snr. Tener:lo Coronal A*
maro Francisco de Mo ira.
/3^ Uma preta da cosfa muko sadia
cosinba o diario da casa, lava de fabio, e
sabe vender na ma : no becc da Po! o-
l)i do D. 1.
*TjJ>* Bixss boas : na Praca da Boa-vis.
ta Botica d<> Braulio a saber as graodes a
3ao e as pe luenas a 100 reis.
&* A po-se de um terreno no fim da
roa de Santa Rita nova com 72 palmos de
frente, e fundo al a baixa mar, pjrte do
quil j aa echa atuira lo, e eslaqniado, e
faz esquina com a ra que ten por delraz
da ra de S. Joie : na ra do Coll- g:o so-
b.-ailo de tre andares por cima de Botica.
Sr^" Um sobradinbo de dois andares\
novo, e bera construido, em fura de'por-
las da parle da mai grande, por preco,
c modo : na mesma ca-a cima, vende-se.
a praso, ou troca-se por o .tra; em qual-
quei oulro Itig^r, ou sitio marg. m do rio.
y&* Um moleque de 18 annos, sem
vicios, 8adio, e bora oDcial de sapaieiro :
no atierro da Bo i-vista, tenda do m in..
ofi io que 6ca confronte ao beco do fer-
ie it o.
. VJ" As obras seguintes: Oraces de
Cicero em portugus; Emeiigon, Traite
des A-surances; obras de B. njam'iu G >n.-
tante; Manuel D'plamatique j Tilo Li-
vi.., II iraeio ; e obras poticas de Bocage:
na la da Sania Cruz n. a32.
yg.'Sr Una vaca prenha bera gorda
com uma cria (maxo) bem nutrida, e ou-
Bxasde330 a lOOrs.: na pra;a
da Ba-vi,ia.
ALUGUEIS.
Aluga-se a metade d uma casa a uma
senhora idosae de pequea l'.imiliaj: quem
quiser dirija-se alraz dos Martirios casa
verde mmediaie a venda, e ubi ihe dirao
quem alo4.
-jr Alugi.se um sitio, pira pas>ar a
festa, na Croa o'Almas, com estribara
para nica vallo, baixa de capim, e cooi
I) atante ai rorede fructfero, e boa aguada
l)>ber: quera o pertender di.ija-se a loia
por ba;xo (Jo sobr,d< do Ciiurgio Cane-
ca, na iuado Livramtnto D. if ou anuo-
c.e.
PERAS.
Perdeo seumaSeduIa decem mil reis,
desde o cscr.toiiode Vianoel Jaqum Ba-
moseS.lva; iMo P.apixe N.vo : seudo
pella roa da Cacimba, do Vigarin, e dal.i
ndueituraao dito Trap xe. Rga-se a
quem etivera.b-'do, e quem i-.siiui-la ,
'J^-nja-.-e ao escritorio do Sr. Juaquim Jo-
de Miranda Jnior a f|ar com Joz
An'onio de Bit'court. o qual prora, te
li-iui bom acbadu.
ESCEAVOS FGIDOS.
Joaqoino, naci cacange, idade de 22
para a3 annos, bonita figura, e^t..tura bai-
Ka, giocadacoipo, p.itos pequeos, na.
ra chato, boca grande, e o sgnal que
lem nais rM*el eos pez foveros pelo r-
gelo : fri escrava da csa do faleacido Don.
lor Bcrnaido : rogi-se a todas as Aulhori-
dadesPolhiaetpoi onde ella tenba de a-
pntcer, q0e a maode.11 prender, (po*
coasta ter andado pela Cidade de Olinda)
e tra'f r a aua seoboia Coi dula mtm Clau-
dina do Espirito Sanio, na ma do tivra-
Baanlo sobrado de a andar do lado esquer-
do rindo da Pracmba do Liviamenio, o
2.* pascada aleuda do F.neira, que pi>-
g-icomgenerozdade a quem a Iroucer;
e protesta exigir das deservico se alguem
a tiver oceut., e nao a maudar mediata-
mente entregar
?3r Fugio um roer, orna escrava de
nome Maria, de nacao, de boa etlorat o-
Iboi giaoles, andar efundo, fa'tio-lhe
algunsdeutes o., frentee tem a falla algum
tanto baixa e muito explicada : quem a
aprehender leve-a no Forte do altos pren-
si de Joaquim Francisco de Moli Caval-
canle.
r^- No da it do crrante fugio urna
negra de nome Boza, bonita, alta, oll'O
na flor do rosto, dedos grandes, bvou ves-
tida de xita, e pao da cosa, representa
2a a a3 anuos, muito ladina, e falla ieira,
venda sapatosequirlinhas : os aprehen-
dedores lev da grande de mnoel Goncalves Pereira
que sei bem recompensados.
Taboas das mares cheuu no Fono d
3
^10
i3 -D:
8-T.
9 v):
Q:
Ira vaccas-mcria tioliim o enlu/e b rn-# 11 ^:,
goid.t, ainh..smuiboas de le te, porpreco^
oommolo: no sitio ao p da porteira do
l-'iigento da Torre ao p do t'.io do U-
ci'.
O Botes de rap Pirneza ullima-
mente chegado de Lisboa : na ma do En-
caolann iitoarm:iS"in pjr biixodo sobra-
do do Reverendo Vigario dollecife.
**' Urna negrinba de 15 a 16 annos,
abe coser ahfo, lser renda; e cosin.'ia
O icio de tuna raai, e tiobem se troca por
um moleque: na ra Ago.ts verdes empa-
ta de Aoumio Jja.uui Utireira Ba.due,uj.
Pefnambuco,
7Segunda | ih.54 (
ii- 4-i
O 30
1-18
a o
Man.

o
Tarde.
a- 54
3- A-i
yKEt NOTICIAS MARTIMAS.
Ja*
No dia i3,e i4 docorrrnte nio'cnliou
nem sabio Ersbarraco a'guma.
PK.v.KNA TiP, ou j^F. Faxlia tttJb.


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