Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06005


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Full Text
ANNO DE 1836. SEGUNDA PEIRA
14 DE NOVEMBRO N. 347.
Pihmhco, Ttp.di M. f. da Faai
1836-
DAS DA SEMANA'.
14 Sejrooda 8- Clemcntino A mi. Ho* Jultes. ito Cr.
de m. e de t. sea. da Thetouraria Publica e
Chae, de t.
15 Trca ?. Gertrudes Re. de m. e aud. do J. de
O. de t. Quarto c. as 6 h. e 43 m. da t
16 (Cuarta S. Gousalo *es. da Th. P.
17 Quinta S. Gre C. de m. e> Ch. de t
18 Sexta S. Romao M. tes. da Th. P. aud- do J. de
O.det
19 Sbado S. Izabel Rainha Re. de m. e aud.
do V. G. de t. em Olinda.
'SO Domingo S. Felis de Vella.
Tcdo agoradspenda de nos metmoi da nona pru-
dencia, moderacao, e energa.continenlo, coma
principiamos, eramos apontadot com admira*
cao ire a* Nacoea maii culiai.
Vooamaf Sa da JiirmbUa Varal da fratfl
=
Snhtcre've.aea lOOOra. menaaes papos adlantadns
nena Trpogr6a. ra das Cruces D. 3, e na Pra-
9a da Independencia N. 37 e 38 ; onde te renehem
correspondencias lejralisadas,e annuncios; nterin*
do te estas -ralis sendo dos propriot asis; nantet,
a rindo asignados.
CAMBIOS.
Novembro 19.
XiOndru 38 D. St po- l ced. 00 prata a
50 porcento de premio Nomina.
Liaba 55 ior o|o premio, por metal, Nona.
Franca 255 Ha. por franco
Rio de Jan. 6 p. c- de prem.
Moedat de 64(K) IS.,200 13400
i, 40UO 6700a 68O0
Petos M440
Premio da prata 50 p. c.
,, das lettraa, por mea I & 9 por o|0
Cobre 35 por ce uto de descont
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Olinda Todo oa das so meio dia.
Goiana, Alhandra, Paralba, Villa do Conde, Ma-
manguape, Pilar, Kca. de S. Joo, Rrejo d'Areia,
Rainha, Pombal. Nora de Souta. Cidada do Natal,
ViPas de Goianninha, e Nova da Prineeaa, Cidada
da Fortaleza, Villas do Aquir*. Monte mor noro,
Aracatr, Cascarel. Canind, Granja, Imperatrir,
S- Bernardo, S. Joao do Principe. SohraT. Nora d'
BlRe.r. Ico, S. Matheus, Reachodo sangne, S-
Antonio do Jardim, Qoexeramnhim. e Parnahi a
Segundas e Sextas leira* ao meio dia por ria da
Paraiba. Santo .AmanTodas as quinas letra* ao
meio dia. Garanhuus, e Bonitonos das. 10 e 24
de'ada mea aomeio di. Floresno dia 13 do
cada iiiez ao meio di- Cabo, Serinliaem. Rio Per-
mozo, e Porto Calvo nos das I, I l-c 21 de cad
rner-
PARTE OFPICIALs
RIO DE JANEIRO.
a
A83EMBLEA, GERAL LEGISLATIVA
CASARA DOS DEPUTADOS,
SessaS de 26 de Agosto-
Aiire-ie a sessa6 lO horss da msnh,
tapprova.se a acia da antecedente.
Le.se hum ollicio do Secretario do Se-
nado participando que diiigira SanccaS
Imperial a propoaicio desta Cmara mar-
rando a forma de pagamento de iOO$ rs.
annuaes a O. Emerenciana do Nascimen-
to Lima, e suas ii ms.
Outro do mrsmo Secretario parteci-
pando ter havido o mesmo andamento a
respeito da sob. evi venca da pensio con-
cedida a Mara Antonia da Silva, Rosa
Antonia da Silva, e Antonio Francisco da
Silva.
Fes-sa me oslo de requerimentos da
partes que tetn o conveniente deslino.
Julga ae objecto da del'beracio a ean-
da-se imprimir o srguinle piojecto de
resol ocio de Justica Civil.
A AsDemblea Geral Legislativa re-
sol ve :
Art. i. Heidla, e deve reputar-se
como nao eacripta a disposicao testaioen*
taris do finado Luiz Antonio de Souza,
relativa doacio de sua tenca para insti-
taicio de ties vnculos, em favor de Seus
ties filhos vaiSes, e todas as disposices
da mesma tenca 00 caso de se nao obter a
licenca para a instituido dos mesmos vn-
culos.
Art. a. Todas as disposicSes tssla-
tnentaiias, ou doacio para insliUices de,
vinculo, qua se nao varificaiio, devem
na ver-se, como nio escripias, e os bens que
fiterlu objecto dellas pertencem aos her-
deiros dos instituidores.
Paco da Cmara do Diputados, a3
da Agosto de i836.S. e Oliveira.Men-
dts dos Santos. -* Pioto Chicorro.
Entra em diacussio o aeguinte :
A Commissio de Pen-Ses e Ordena-
dos examinou o decreto de n do corren-
te mea, pelo qual o Governo concedeo a
Salvador Cardoio de Oliveira, a penaao
de G00$ rs., com sobrevivencia as suas
trez tilbas, em remuueracaS dosaltendi-
veis sarvicos que prestou so Estado na
lataapiol da Independencia do Impe-
rio, adundo se boje ceg e redundo
pobreta.
Pelos muitos e honrosos documentos
ora que o a^rscitdp iusUuio osea reqae*
11 ment, pro va que com eflVito tile tomou
huma parte mui activa nos differentes
combates que tiveiio lugar entre as tro-
pas Brasileiras eLuiitanas, que se oppu-
nhio Independencia na Provincia de
Maranliao, obrigando a capitularen), e a
se dis.-olverem as que guarneciaS a Villa
de Ilapiciir-Mirim sob o Comma. do dos
'Ferientes Coronis Ricardo Joze Coelho,
eJoza Felis Pereira.de Burgos, que fe
ach vio entfo ligados ao Governo de
Portugal. A'vi t pois do eipnsto, a C5-
mi-sio offerece para ser discutido o se-
guiuteprojecto da leoluc^.
tt A Assemblea Geral Legislativa re-
solve:
Ai t. nico. Fica approvada pensio
annual de 600$ ie9, concedida por de-
cr*ta de 11 de Agosto de i836 a Salva-
dor Cardoto de Oliveira, com sobrevi-
vencia ssuas tres filbas Isabel Maris de
Oliveira, Francisca O* dia de Oliveira,
e Thereza Bella de Oliveira, repaitida-
rnente.
Pa90 da Cmara dos Deputados, 31
de Agesto de i836. J. F. de Toledo.
Gomea da Fonceca
Jolga se objecto de deliberaca, e vai
a imprimir.
O Sur. Rafael da Carralho fazendo va-
ler os ser vicos prestados pelo agracisdo
na Independencia na Provincia do Alara-
nhi, pri'pem a uigencia para ser o
projec'o dispensado da impressa o dis
cutido desde j, o que sendo approvaodo,
fies tdnibem approvada quasi unanime-
tnanie a resoluca que be remedida C5-
mis-So de redacca.
Entra em diaeusaio e fica adiado o
seguala i
" A' Commissfo da Pensis 8 Orde-
nados fui presente o decreto de 23 de Ja-
neiro da i635, pelo qual o Governo a-
posenUu com O.respectivo oul.iud > o
OlFn-ial Maior da Secretaria de Estado
dos Negocios da Guerra, Jore Ignacio da
Silva, eentendendo que essa a psente do-
la j oi approvada implcitamente com
huma re.ioluc.i5 que passou nesta casa,
approvando a pensio de rs. i:aOO$, c6
cedida ao mesmo individuo, be a Com-
missio de parecer, que nio se fas neces-
sario algum outro acto legislativo a ae-
melhanta respeito. Paco da Cmara dos
Deputados, em il de Agosto da i836.
PaimJ. F. de Toledo.
Ordeno do da.
Passa-se a discutir as emendas do Sa-
nado proposta do Governo a emendas
da Cmara dos Deputados sobie a fixaci
das Torcas de terra para o anno de
1836.
^ Ao ert la S li ep01 Matto.Grossosuhslilua se o rosto do
pela s^guintd rdacca5 menos hum
terco das piacas de pfet no estado com-
pleto dos corpos, o< quaes em circuns-
tancias extraordinarias poder ser desde
ja completamente preenchidos. O Gover-
no fica aiilorisado a rrcrutar na ronfor-
midade dt lei de 6 de Outubro de i835,
eaeng.jar rom preferencia os soldados
que houverem obtido baiza, ou a ella
tivrrem direito, dando-te-lhes pan so
sold dobrado.
"' O 1. como est na proposta.
" O 3. como est as emendas.
M Ait. a. Ileoirl, 1. das t metidas.
Art. 3. He o a. da proposta que foi
restaheleeido.
Art. 4. Que be o 3. da proposta re-
dija-se pela maneira seguinte: O Go-
verno fica authorisado a eonceder desde
j huma gratificacao decampanha da lar-
ca paite do respectivo sold,atea dos ma-
is venciraantos, a lodos 01 individuos que
fizert-m parte das expedicSes dirigidas a
qualquer 1 on'o dolmpeiio, ou nelle se
acharem, e conjunctamente cooperarem
para o rcst-Mecimenti da ordem.
" Art. 5. He o 4* da proposta com a
emenda respectiva.
" O art. 5 das emendas fui supprimi-
do.
" Art. 6. Addivo. O Governo fica aa-
torisado a conceder licenca aos olliciaes
d- engenhariaeaitilheria do exercito, que
ten So concluido o curso completo da A-
cademia Militar, com boas informacSes
da Congregaca, quiserem ir a pases es-
trangeiros adquirir exercirios e conheci-
mentos praticos de suas respectivas ar-
mas, abonando-se-lbe o sold de sns pa-
ttntes, e lodos os vencimento deeffectivo
ei vico.
' At t. 7. He o d. das emendas.
M Paco do Sf nado, em 5 de Agosto de
1835,Benlo Barro*o Pereira, Presiden-
te.Conde de Valenca, 1. Secretario.
Luiz Joze de Oliveira, t\. Secretario.,,
A primeira emenda ao 'art. he appro-
vada -em discus-io. Passa-se a discutir a
oatra emenda, que diz ai t. 3. He o se-
gundo da proposla, qne foi restaheleei-
do.
O Snr, V<*iga Pessoa oppoe-se a esta
emenda do Sanado, a entre as rasesque
a presenta huma lie que se tia6 dee Fzer
propta alguma sem tstar orgaoisado o
qaadro do exercito.
Declarando o Sor. Presidente ficar a
discussaS sddiada para sepaar do or-
camanto, obtem a palavra o Snr. Rezen-
de, e nota que a fixacad daa foi cas faz par-
ta do oicamento, nio se pode fixar este
sem estar aquellas decietadas, para o que
pede o addiainento do orcamento at con-
cluir-so adicu>aG das tortas de terra e
mar, o qae nio se approra.
Continua a (en eir discussa da le do
orcamento com as emendas ofiViecid.'se
apoiadas na anterior ses io, e mais a< e-
guintes que vera me*a, que sio lidaa
apoiadas.
Do Snr. Junqueira : Emenda a o art.
9. tO, o imposto sobre os porcos, ain
lugar de 800 reis, 3 ja 5 o \ e nos carnei-
roa, em lugar de 4o<> reis, aoors.,,
o Sr. Vianna: M O Governo Geral
sapprira detde j pelos cofres da renda
geral as Provincias cujas rendas nao che-
gao para as suas dcapezas ; e.-te atippri*
ment porem ser ser igual difieren-
es que houver entre a renda que foi da-
da s Provincas, pela lei de 31 de Ou-
lubro de i835 e anteriores, e a de-pe-
za fixada na lei de 8 de Outubro de
183a.
Do mrsmo Sr. Vergoeiro: Fica em
vigor oail. 43 da lei de 8 de Outubro
de 833, excepto a respeito d i7 do artigo 1.: 4 do artigo 3.; 5,
i3, e i3 doart. 4.; 4 e 5 do ailigo 5.
e 1. do ait. 6.; cujas sobras nao pode-
ro ter outra app]cac*5 differtn'e da-
qualla que lltesd esta le.,.
Do Si*. Limpo deAreo:*'A na6 passar
a miuha emenda de hum cont de rea
para a gratificaco do Met-tre de Equita-
(75 deSoa Magestade o Imperador, con-
signe-se desda j \80^000 reis annu-
aes.,,
Do mesrno Snr. Limpo de Abren: "No
Ministerio do Impeiio accrescenta-se
quantia necessaria para pagamento da
subsidio dos Senadores e Deputados,
cuja eleica se mandou proceder nesta o
na Provincia da Baha, em virtude da le
de....,,
Do Snr. Rafael da Ca. valho : Os
IS, ei3 do art. 4. sejioredigidos assm
$ 1 a com as obras e costeios de fsroea
mclu.-ive (desde j) para o novo farol da
barra da Babia, 5a:000$ reis ; i5, com
a constiucca de hum farol na Ilha deS.
Joa5, outro ns ponta da Atalaia, outra
na ponta do Tait e huma barca coberta
de Tijoca (desde j) 40:000$ leis, i3,
rom o melhorameuto dos portos, 7o:ooo^j
res.,,
Do Snr. Castro e Silva : *A arreroata-
C5 dasCapatazias compiebenda a Alfan-
degs da UJiia, Pernambuio, e Mara-
nba6.
Do mesmo Snr. Tabella dos no vos di-
reilosdos En pregados Geraes e do Muni-
r ipioda Corte. Dos Ofiiciaes de Justica,
segundo a lotaco de seu r- ndimento an-
nual, e por huma vez aomente, 25 por cen-
to. De qualquer ordenado, sold, tenca,
pensio, congrua e de qualquer augmenta
ou a>aiaria no caso de accesso, ou melho-
1 amenio, nio comprehendido os smpregos
L


2
DIARIO PEPEBNAMBCa
de commishio, e as gr<*lfi aces, 10 por
rento. Deaposeeladotia, j ibila^io e re- |
forma ; de confi. micao da doaijio e sesma-
ras; de administradlo de op.l'a, dada i
por denuncia, 5 por cento; do valor das j
Sanca* prestadla cm Juizo, a por cetilo;
de habilitado era Juizo de Ausentes para
reeeber heraoca ou divida, calculados b-
bre o valordestas, i por cento ; de carta
de titulo docooselho, 6o$-">o; de privi-
legio concedido a qualquer I brica ou cm-
preza, 5u# de compromiso, ereccio de
I. mandades, conf. arias, conipanhias ocie,
dades, de matricula de negociantes, de
tupprimento de consentimento paterno
para casamento, 4 # 5 de proviso de
advogado e procurador de audictono,
3o#; de legitiinacio, adopco e emanci-
pcao, aoaJJJoooreis.,,
Dj Sor. remandes da Silveira : U
Governo tica auioruado a faser arrema-
tar as Proviucias os impo>tos geraes,
ruja arrecadaca acbar menos convenien-
te feita por Collectores, que ne.le caso
fi.aia abolidos. S. R.
UoSr. Vasconcelos: Artigo addmvo.
Fie abolida dcima ui bata addcional
que comprehende huma legoa, alera das
Cidades do Rio de Janeiro e Niciemy ;
eqoando na5 emenda, proponho a ID*
senqa da laxa dos cscravos as chaca-
ras que eaU sugeitas a decima addici-
onal.
Depois de Ion. dtscusso, da se a ma-
teria por (HCUtida e submeltidas as vo-
lacao as emendas he approvada a da
Commissa que principia- O Governo
presentar-' -- at a palavra isuluvel .-,
e o resto regeilatado ; a da mesan Com-
mi.-sa que principia -- O Governo fica
authorUado, &c --, posta Ul qual a
Votos, he regeitada, mas depois appro-
vada com adoSr. Cmaco; "ssim romo
s*5 approvadas: a do Sf. Vicua, que
principia O Governo Geral suppnra'
desde)*', pelo>cofres daCaixa Otra!, Jr.
; as dos Snrs. Fian, beodo Reg, Ma-
ciel Monteiro, e Junqueira j a do Sr. Cas-
tro e Silva, quanto a arrematado das|ca-
patasias, io$ 5 do a.t-go 9, e a que d.z
respeito as moedas de orno, piala e me-
taes preciosos ; a do Sur. Limpu, con-
ajgnado desde j tf" annoaes de
giatincaca ao meatte de equitac- de
. M. o Imperador a. rescentando a
q'uautia precisa para pagameulo do su
bsidio de mais dous Senadores e dous
Deputados e nalnalmetite a do Sr. Du-
krle Silva, declaiando o artigo ai do
projecto que na5 foi supprimido, como
uropozera o mesmo Snr.
Remetiese a espectiva Commissa as
emendas da do Senhor Castro e Silva,
sendo as tois emendas regeitadas ou jul-
gadas.
Marca a ordem do da Ievanta-ae a
Seasa6 perto da 3 botas da Urde.
PERNAMBUCO.
GOVRRNO DA PROVIBOIA.
Expediente do dia li '
OFFIC10S.
Ao Commandante das Armas, com-
municaudo.lhe que estando a con luir-
be a obra do Quartel da Compaa de
Artfices para elle lera' lugar no fim do
c oriento me a passagem que requisita
emjseu oflicio de i\ de Outubro pas-
eado.
Ao Prefeito da Comaic* do Rio For
tnoso, disendo-lhe que avista do que
expoem em seu oflicio de 17 de O.itu-
bro fica auctorisado para mandar pre-
parar qualquer caga anda mesmo par-
ticular para uella se reunir proviso a-
ruente oJuiy da me>ma Commaica, e
qne s dspeas que com tal preparo se
lwerserab pigas pela Thesouiaiia Pro-
vincial viudo legalizadas.
ACmara Municipal do Recle pa-
ra later despejar das Casas da pracada
Independencia o arrematante Joaquim
Cornil ves Vieira Guimaiies, pando-as
novamrnte era I a cao foi ordenado
em ofli io de 3o de Setembio pioximo
fraudo.
A Cmara ^uoicip! de Nasareth
partacipando que nao p^dte aer apro-
vado entei mente a postar! que re-
metteo com ofiicia de i7 d Outubro,
por nao aer jalada'til ao bem peculi-
ar d Muoicipio e ante prejudicial
por impcer o livre giro do C eque MO sea' levada a Assemblea Le-
gislativd Piovinciai logo que ae reanif
a fim de au thorisal-a, oasugeital-a como
lhe parecer conveniente.
Dia 12.
Ao Inspector da Thesouraria parteci-
pando-lhe a aprovaca dos contiactos fe-
lus p. U misma Thesouraria dos Uendi-
mento l'rovinciaes declarados na de-
muii-tcacao que a acompanhou O seo'of-
licio de 15 do raei p s-ado.
Ao Piefeito da Comarca de Gara-
nhuns,pailicipando lhe que foi expedi-
da ordem ao c-irooel Chele da Legia das
Guardas Na. ionaesdo referido lugar para
por a Ma disposica um Cometa, e hem
asim ao commandante Geral do Corpo
dePoliria, para remeter-lhe 4 >o cartu-
xos embalados e algumas peiderneiras;
e que quanto ao Qaaitel p-ra oa Engaja-
dos cumpreque deas piOkideucias para
se preparar qualquer casa que >r?a paia
esse fim.
A- Prefeito da Comarca de Nasareth
re.-pondendo-lhe que na5 pode ser sap-
tisfeita a ivquisicad que fas do armamen-
to em seu olicio de a6 do mez p. p. por
o n.5 hjver disponivel no Ai seal de
Guerra.
Ao Coronel Chefe da Legia das
Guardas Nacianaes da Garanhuns, para
poradi-poic 5 do Prefeito d'aquella co-
marca um cometo.
Ao Coronel Chefe da Legia dasG.
N. de Onda para expedir as necessaiias
ord^ns afim de nao serem a listados na
Guarda Nacional oa OlHciat-a de Juslipa
a Polica como dispoem o Artigo i2
3. da Le, de 18 de Aoslo de i831.
Ao Commandante Geral do Corpo
Policial paiaremetter ao P-efeilo daCo
maica de Gaiauhum 4(>J i'aituxs em-
lados, e algumas perdtneiias.
PORTARA.
Ao Director do Liceo para mandar a
presentar ao Director Interino do Cur-
so Jui i Jico o Substituto das Cad iras de
Ingles a Fr*ncez para assistir pieparatorios.
Navios despachados no dia il.
Polaca Hespanhol, Virgem dos Aojos,
Uestie Juau Andreu, paca Barcelona.
Dia ia
Brigue Ing'ez, Herald, Me.tre Collnia,
paralialifax.
DIVERSAS REPARTICOfeNS.
I'KEFEITI H A DA COMARCA DO H ECIKE.
Parte do dia ia
lllm. eExra. Sr.
Foi remettido pelo Sub-Prefeito da
Frguesla de S. Antonio, e recolhida ao
Catlabouco do Quartel do Corpo de Po-
lica Locil, preta, liberta, a qual fora
presa pela patrullia que rorHou no Dis-
tiicto do Carmo, por lser so de ebria,
para poder proferir em alias voses pala-
vras oiisenas, e otfeusivas da Moral Pu-
blica.
Nada mais consta.
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Pn fcitura da Comarca do Recite ia de
Ndvembro de- i836. Illm.e F.xm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albu
querque, Presidente da Provincia. Ma-
noel do NascmenU>;da Costa Mooteiroa
TRIBUNAL Da RELLACAO.
Sessa de i2deNovembrO
Na Appellaca Civel do Juizo dos Or-
faSsde Seiianhem, Appellante, Francis-
co Xavier Lope*, e oulrj, e Appellados
a Viuva da Antonio Joe Marmho ; foi
o P'oceaso julgad' nullo, mandando-so
proceder o novo Inv^utaiio.
Na Anpellagio Civel do Juizo de Dirt-ilo
do Civel desla Culada, Appellante D-
mingos RoJrigues do Paco, e Appelada
rranuiaco Rodrigues deMoura ; foi refor-
mado a sentenoa de que se appella.
Na Appellaca tel do Juiso do Civel
da Coramarca de Nasareth, App liante
Jos Gomes Cabra!, e outros, e App,l-
lada D. Maiia Tlieresa do O'; foi con
firmada aSentvnca app'llada.
Na Appellaca Civel do Juiso de Di
reilo do Civel desta Cidade, AppelLnte
Calbaiina Francisca Felisarda do Espi-
rilo Santo, e Appetlada Fr-m^isca Feli-
sarda Leal |de b-rros j se julg.u-a pela
reforma da Sentein;a recorrida.
CORREIO.
A Sumaca Mara treze de qneheCa-
pito Antonio Jos Ribeiro, sae para
Campos no dia aa do corrente '
Contiiiuaca da Lista das Cartas retarda-
das nesta Administrarlo, e deve ter 0
consumo pelo ibgo ale o ultimo do
corrente: e avza-se por este motivo
as partes interessadas para que co
lempo as tii em ou as mandein tirar ate
a vespora daquelle da para que por
insolencia desse processo nao veuha
depois a ter os proprietarios della al-
gum piejuizo
Joze Simes Magalliiea
n SilveiioRoxa
a Souza Pontea
a Teixeira
Tavares Mello
Teixeira Silva
Vicente Lia
Liandio Sabino
Lino Piulo liveira
Luix Amonio Silva
Co-Ij Leite
Fiancisco Silva
Jos Cosa Leite
w Marques Campos
Margarida Maria Mequvlina
Marianna Anglica Souaa B.
Maria Candida Viterbo
a Piedade Campos
Iluta Mello
a Boa Assump9a
Nobie
Marques Recife
Mathias Figueredo
Gomes Piraentel
Miguel Juaquim Ains
Manoel Alex udie Silva Guimariea
Axevedo S' ua
Autofio .Ivs
C-Hom
9 Ccimbra
a Comea
bise ra C*valcnte
Cavulcaitte Atbuquerque M lio
Campos
Manoel Moreira Cosa
Martins Silva
Ntlto Nevea
d Pinto Araujo
Pedio Res
M Pinto Couto
Pereira Jacome
Ramos Ponte
m Roteiro Tu va res
Ramos
1 Souza Pereira
Ovidio Francisco Silva
Possidonia Maria Joaquina R..
Paulina Maia Maia
Patiicio Jos Souza
Monteiro
Paula Mara Nasmeuto
Pedro Jos Veloso
Rozalinda Feliciana Carao
Silveiio Manoel Res
Sniiano Cordeiro
Salvador Co.lho Drumond
Sabino Jos Vianna
Theresa Nunes Foncecaa
Thereainha
Theotonio Novaes Carvalho
,, Souza Machado
Tiai.ino Gomes Santugo
Tbemoteo Pinto Lima
Thom Antonio Martins
Victorioa Maria
Viclorno Joe Medeiro*
Valerio Souza Lima
* .-i
Uomiu(,. es Gomes
a lUitiio
a Ferreir.S la
a Francisco Ramos
a i S
i Salles
a Souza
Gomes i^lt uc>r
C'jagas
a a Fen' ira
a O.ivel.a
i Igoacio Nascimento
Joaquim Viudas
a Pereii a
a * Rilieiro
a Joze Alt vedo
a U I-stoB
a Fernandez
a a Guedes M.
a n Me 11 dea
a I'i'i e>ra
a a Teixeira
Lopes (.'astro
M Macha io
a Lima
a a Vieira
BZA DAS DIVRSA RBNIJA8-
a
i paute be a mesme do N. 24*
CAVARA MUNICIPAL DE OMKDA
j.' Sessa ordinaria d 'M da jigoilo da
i836.
Presidencia do Sr. Barros Falca.
Comparecer os Senhorea Doutor
Chagas, Albuquerque, Azevedo, Rosel-
les, e Cardim, faltando corn cauza os
Senhoie Barata, Oliveia, e P^s-os.
Aberta a Sessa, e lidd a Acta da an-
tecedente foi approvada. O Secretario
dando conta do expediente, mencionou
bum olicio do Cxm. Snr. Presidente da
Provincia, oideoando qoe se procedi
aa Eleics primarias no dia 16 de Ou-
tubro p. fucturo, e aa secundarias do
dia 13 de Novembro a Cmara fcoain-
triada oordepou se remeites^e por co-
pia ditooBicio aoa Reverendos Peruchos,
e Juizes de Paz para o seu inleiro cum-
piimenio e igualmente ao Procurador
a fim de submiui trar tudo para seme-
|l,antes rauuies nos termos da Le e
qUe a txassem Editaes.
O..tro do mesmo Exm. Snhor Presi-
dente ordenando, que a Cmara cedesse
hura dos quatroa desocupados na Cadeia
para se lecolherem os instrumentos, e
ferramenta com queso bia abrir as fu*
tas Artrsianas,.nesta Cidade : iuteirada,
e mandn cumplir.
Outro do Juiz de Paz do Poco da Pa-
nella paitecipando nao baver em sua
Fr.g.e-ia, Suplente, eque a Cmara
uzease chamar o mmediato, e jurameii*
ta-lo : asaimcomo que havia leuiellidoO
Livio de Matriculas dos G. Nacionaes:
imeirada
Delibarou que visto se achar comple-
to o numero de Veriadores de-ta mesnia
Cmara, sa fize?se parte ipaca5 aos Sois.
Veiiidoies Jos Joaquim de Almeida
Guedea, Josa Ignacio Xavi-r, Padre, Jo-
c J 'Se Pe eir, e Manoel Antonio d'As-
sumpca Cardim egradeceiido-lhes os
servidos, que hivio prestado, eque
outios t'nha prehenebido os seus luga-
ies. Assini como deliberou, queseolti-
ciasse ao Cidadio Manoel Ignacio liiser-
ra de Mellu pra vir t or asssento di
Vereador huma ve que toba sessad
o imp sim que sechama>se de novo aoJuiad*
Paz Suplente da Freguesia d > rV
paia vir prestar juramento dodito car-
go na Sessa de 29 do crtente. Igu-l-
mente se oBiciaasaao Adnjinistr.'dor das
Balanzas a fim de informar c>ai urgencia
a actividark^a que se actia administra-



DIARIO DE P KRNAMBUCO.
5


aSdas ditas bataneas.
A Cmara resolveu se officias^e em
resposta ao Exm. Snr. Piesidente acerca
de poder ter hum Advng.do de seu par-
tido na Cmara do fteufe, cuju Cilicio
ficou adiado p n a a presente Se.-sa.
HouveraS variosrequerimentos de par-
tes, e por ser dado a hora o Sr. Presidente
levan ton a Sessa, e fiz esta Acta,em q' as-
6gnara5. E eu Joaquim Higino da Motta
Silveira, Secretario intirino o escrevi,
Barros Falca, P., Albuquerque Don
tor Chagas, Cardim, Rozedles, e Azere-
do.
Consulado de Franca em Pernimbuco.
O CapitaS Delapin do Brigue Fran-
cea Alexandre arribado a *ste porto por
falta de agoa, precisa pouco mais ou me-
nos de ooo$ooo rs. : qualquer negoci-
ante que qui.ier dar a risco sobre o casco
e mais petences do dito Brigue, aquan-
tia pedida pode levar em carta teixadaas
suas condicSes at as 10 hora do da de
boje 14 do correle no mesmo Consulado.
EXTERIOR.
Al'lianza da Inglaterra e Franca.
Discurso de Mr. Thiers Presidente do
Conselho na Cmara dos Deputados.
Senhores. Devo ditero motivo que
tne obriga a ser o pritneiro que tallo nesta
ses-io. He bem evidente qoe o fino de.-
ta discussio he dar da parte do Gabine-
te e particularmente do novo Hnistro
dos Negocios Estrangehos huma expli-
tajjio simples e clara sobre as suaa in-
cenedes e sobre a direccio que elle f u'ga
de ver dar aos trab.lhos deque foi encarre-
gado pela confianca do Un. Huma ves
que existase essa intencio fcil seria ad-
vinhar que huns proporiio tal allianca,
que outros a reprovariio querend outra
contraria, e, que, segundo o ponto de
vista em que e quizessem collocar ac-
rusar-se-ia o Ministerio de fazer inteira-
mente o cootrai o do que cada bum dse-
ja; que os partidarios da allianca ingleza
aecusario o Ministerio de se afastar delta ;
e que os partidarios da allianca do Norteo
aecusariio de oio sustentar esta aberta-
mente.
Julgo pois fater hum servico Cmara,
ao paiz ao Governo e a todo o mundo ,
dando j huma explicacio simples e clara
a este espeilo; e julgo que poup.rei -
que les que que^em intcrpellar-me, o
trabalho de o fazer (militas votes : No,
nio ) ; Cmara o trabalbo de huma lon-
ga discu.-sio ; e todos assim ganharemos
niato.
O discurso do honrado Duque de Fitz-
James deu-me occasiao psra expr aqu a
politve-
r-i a Cmara devo dize-lo com ideas
novas, que v expr Ine ; nio se mudio
as rousas pelo prazer de hum novo [vlinis-
tio, por sua honra, por sua gloria, e
por passaterupo dos espirito ; nio se mu-
elo pois os negocios de bura paiz ; os ne -
gocios de hum paiz lem alguma cousa de
aolido e de profundo que se no muda
vontade dos hmeos. Ha mil maneiras
de tratar os negocios que podem ser
igualmente bas ; novos Ministros podem
tuudar o modo de os tratar, mas o que
elles nao saberd lie muda sua vontade
os iuteresses de hum paiz. O. intere-ses
do paiz nio tem mudado desde 32 de Fe-
veieiro uliimo, e so estes iuteresses que
eu vou ex por Cmara,
Vos Senhores, ouviste9 hontem ( per-
mitta se-uae a expie-so) huma loriga e
vehemente philippica contra a generosa
Naci Ingleza ; eu nfo vtnho aqu S'gu-
ramente sustentar a these contraria poi-
que em verdade r. n >variamos hum p -u. o
estos debates de ha quarenta annos onda
finui ao tantas vxzes us uomes de Pitt e
Cobomg ; e com tffeito ao nome de Pitt
qua tantas v zea se tem rilado, faltava o
de Cobourg, para nos transportar ao tem-
po de haquarenta anno atraz (votes do
centro da esquerda : He verdade .' ) Eu
vendi aimplesmente ex por vos aiealida-
de das cousas, submctter ; da nossa poltica. Para expr o aystem,
he necessario apresentar o principio sobre
j que elle jamis tem deixado de talar esta-
belecdo ha seis aunos ; este principio he
a paz.
Porque, Sis., desde i83o, a mente
do Gal.mel doGoveino da Cmara e
do paiz mesmo, spesar de pass.geiras
commoces tem sido a da paz P
He porque n- at-ab unos < fater huma
grande e legitima revolujio que se uio
devia entregar ao acaso, e que para salvar
esta revolucio era necessario mani la ras
ideas da moderasio. Ora vos bero sabis
qoe durante os horrores da guerra a mo-
deradlo est sempre comprimida e oue
nio era senio no mei'o da paz que as ideas
de raoderacao podiio salvar e manter e,ta
revolucio,
O motivo da paz he este nio arrs-
carmos a revolucio que tinhamos feito e
nio nos precipitar-mos nos excelsos, qia-
si cempre neviltveis, das agitaces da
gueria. -- Eis aqu a posta poltica; evo.
a classilicareis como quizerdes ou poli-
tira do juste milieu ou d'oulra maneira;
nos aceitaremos todos os epithetos, mesmo
o de juste milieu. (Risadas). Paia sil-
var a levolucio era necessario a paz e as
ico t> rac-s que so insepara veis.
E-las ideas erio alm disto as nica?
razoaveis 1 estivamente grandeza da
Franca. Seiiacousa insensata e baibara
que hum povo civilisado gritasse em certo
dia : -- O leu territorio nio me agrada ,
eu quero outro', e engrandecerme pela
conquista. Comtudo era o que setena
ieito^m i83o, se se ti*essem rasgado os
tratados existentes. Seria imprudente,
em hum momento em que a Europa e-ta-
Va ainda commovida pela nossa revolucio,
querer fa.-er a gu-rra ; porque era fas huma guerra de principios e acarretar
sobre a Franca todas as naces, mesmo a
Inglaterra. O que havia pois a faser de
m Ibor para grandesa da Franca, e ps-
ia sai ara revolucio, era a idea da paz ,
comtudo esta dea nao tem agradado a to-
dos.
Os que que. iio outra forma de Gover-
no aqoelles que desejavio por exem-
plo a repblica ; eos que espera vio que
a repblica nos liara a dynasiia decah-
da todos estes nio queriio a moderacio
e a paz ; isto he muito simples da sua par-
te ; mas acharad tajnbem rauito natural
que nos que nio queremos entregu- a
Franca nem repblica nem aos Carlis-
tas tenhamos outra poltica. Es aqu
explicado o que vos chamis nossas, alliau-
cas.
As nos-as alliancas tem sido conformes
com t-ta grande idea ; manter a revolucio
de Juicio pela paz consolidar a grandeza
da Franca pela paz e guiar o seu desvn-
volvimento lento e socegado, sempre pela
pat. Eis aqu digo eu o im das nos-
sas alliancas.
He coa. esta mente que o Governo lem
datado as suas vistas sobre a Europa; e
nos podemos confessar h'ije que huma
feliz .MtuacSo tem substituido a d >s primei-
ros momentos. O q.ie nos admirou li-
tio era a descon6anpa g ral a qu.it devia
existir necessariamerite. Necesvariaiiien-
te se havia de desconfiar de huma revolu-
cio que tinha por fim anii'quilar hura
trono; arevoluca nao o anu pilava, he
verdade, sena5 j-orque s na5 tinba po-
dido fser de outra maneira porque a
Franca nesta poca na5 quera faser huma
revoluj., autes pelo contrario a quera
evitar : a sua gl na be de ter sido obliga
da tfa*e-l, c de ter si lo provocada a el-
la. Violia5-se as leis, ella re>poudeu a
esta violacad por hum acto de energa e
de alta nacionalidade.
Devia com tud > na Europa liaver huma
de confianga geral ; po lia suppr-se que
a Franca n*5 aberia gove. nar-se com
tanta moderaga e sabed u ia como o
lem feito.
Entre as ntgesquenos cercaS he fcil
diitinguir huma que p ir .-eu-. principios,
se idpntifica comnosco, a (|ual a anciidade
do Governo representativo la-ia olbar co-
mo hum grande ciime os decreti que ti-
nhao atacado a no-sa conuituig -5.
Na Ioglaterra toda a genl To.y ou
Wh'g o ha va os decretos como buen acto
ciiminoso, porque em Inglaterra o Go-
verno he velho, a Conlitoli)a5 be respei-
tada e os partidos juigavad acto crimi-
noso mecher na constituira. Demais a
Inglaterra nesta poca propendil para a re-
torno* sendo mais hum motivo de sym-
patia entre nos : alm de que he neces-
saiio diz-lo o generoso povo ingles nao
poda deisar de tributar bum j viva admi-
ras .5 ao p jvo francez que f.sia respeilar
as suas leis com tanta energa e Ualdade.
Acharaos pois em Inglaterra sentimien-
tos- que nos indicava que l com mo Je-
ragad habilidade e prudencia, acharis-
mos hum til .Iliad ; e nestemomento a
all.aoca eia mais que necessaria ert de-
ci-iva.
Contemplai o passsdo e aqui en me
colloco hum instante as vos*as opinies.
Supponde que entre a Franca ea Inglatar
ra haja resseutimenios inveterados e in-
Bexivtis eu nao os julgo inflexiveis e
eu vos mostrarei pala*hitoria, se va mo
permitas, que nao ha nada de meuos in-
II -xircl qua i,z odios de povo a povo ; mas
suppondo que Qs tenhamos tido parte nes-
ta opiua deviamos julgar importan-
tissimo assegurar-nos da allianca do povo
que duranta quarenta annos tinha enchido
a Europa dassuas I Utas contra a Franct.
Se a Inglaterra ea Francs evidenteraen-
to se idenlificrio, era impos-iv. 1 a guer-
ra; a primen a conquista a fazer na opi-
mio dos que queriio a p 11, era a conquis
ta do povo ingle/. I!. li. ti nos ultiuios
quarenta annos. Quaes sio as duas po-
tencias que tornrio a guerra ta tonga 9
ta5 enc.ainigada na Europa? F>.r de
hum lado os iuexgotaveis exercitos da
1 rauca, e do outro as inexgotavei finan-
cas da Ioglaterra.
(Continuar-se-a).
Principios philosopbicos do Christianismo.
O christianismo, a ultima religiio que
tem apparecido sobre a (erra, he tambem
a mais perfeita. O christiani-.mo hoocom
plemento de todas as relig>5ea anteriores,
o ultimo resultado dos movimentos religi-
oos do mondo ; Elle he seu fim, e com o
christianismo toda a religiio he consumma-
da. Com effeilo o christianismo, tam
pouco estudado, to pouco entendido, nio
he menos do que o 1 e-umo de dois grmdes
systemas religiosos, que a seu turno reina-
rio no Orienta, e na Grecia. Elle rene
em si ludo quanto he de verdadeiro, de
S indo, e de Sabio no themo do Oriente,
no herosmo, naturalismo mythologico
da Grecia e de Roma. A religiio d'um D-
os te lo homeii1, he huma regiio que, por
huma p-iie, eleva a alma para o reo, para
seu principio absoluto, para hum outro
mundo, equeao mesmo tempo llieenuna
que sua obra, eseus deveres sio nste mun-
do e sobre esta trra. A religlo do H .-
mera Dos d hum preco infinito a hu
manidade. A hummidde pois he cousa
bem grande, pois que ella tem sido esco-
Ihida para ser o receptculo c iniagem de
hum Dos. D'ahi, no Christianismo, a
dignidade da humanidade, confundida com
Saoctidadc da religiio, e por toda a par-
le com ella espalhada. Por i-so,'he o chris-
tianismo huma religiio eminentemente hu
mana, eminentemente social. Eis a prova :
q' lem sabido do christianismo e da Socie-
dade chi istai ? a lib irdade moderna, rs go
vernos representativos. Lan<}< as vistas f>
ra ealem do christianismo : q' produziro
desde ao seclos todas as outras religide?
A religiio biahmanica, a religiio musul
mana, e as mais todas, q' ainda hoje reinio
sobre a tena, que proiunrio ellas? Aqni
huma d-'gradacio profun la, acola boma
lyrsnnia seo reio. Pelo contrario, a Eu-
ropa ohi i-tai he o b#rco da liberdade; esi
aqu foise o lugar e o tempo vos demans-
traria que o christianismo, que, de facto,
produzio osgovernos repr^s-utalivos, 10
dia s uanr esta forma admirare! de go-
verno, que indeutifica a ord-m e a libi-r-
dade. Tambem he o chi i-ti mismo que,
depois de ter conserva lo odepos to das ar-
tes, das letras, d*s S'iencas, Ihes d o hum
poderoso impulso. O christianismo he a
raiz da philosophia mod-rna, e a philo-
sophia moderna he essencialmente a tilha
d'uma Sociedade christai. Faco pois pro-
fi^sio de erer que as grandes verdades ja
desenvoliidas e qut ainJa podei de.envol
ver a philosopbia moderna sob as forma
que Ihe sao proprias, sio to longe de ser
oppostas s verdades que contem o christi-
anismo, que pelo c mtrario, a meu pensar,
toda verdaleira philosopbia acha-se em
germen nos mysterios christios. O chris-
tianismo p.irem be huma religiio, elle nio
he huma pbilosophia a .
Vict. Cousio,
Penstrnentos.
A 'iberdade da imprensa todos pe ten-
ce, menos ao governo, cuja liberdade ha
neressariautente submetlida so re-peito q.'
se deve a si mesmo, ao re-pei(u que devo
s outras auctoridades constituidas, e cuna'
tituids cima da sua.
El e deve proteger a liberdade e no u-
zar d'ella.
As folbas peiiodicas tornario-se hurxm
nece-siJad de todos o das ; e quando se-
us esa plores siopiobos a esclarecidos,
os peridicos so huma forca para a liber-
dade, e huma auctoridade para a historia.
Existe na critica littertria bum direito
das gentes como na diplomacia, o p.iinei-
ro artigo do cdigo pjlemico deve ser, q.*
todo jornasta que e presla hum ataque,
deve igualmente pre^tar-se defesa.
Suspender huma lei he precipitadlo oU
pregui^. Sa ella he boa, porque su-pr-
del-a? Se ella be m, para que nio abro
g ra que no a estudais ?
Nio pode hum hornea d'hum roracio
bem formado, verdaderamente amigo da
sua Patria, viver mudo, fazendo-se cgo
esurdo, e finalmente ser indiferente aos
factos, que hoje se ..b-erva em todo o Brazil
principalmente na Provincia, onde por
ventura tive a foiluna nascer, factos que
de certo fazem murchar as benficas jespe-
ranesdo hornem'sen-ivel, que intimamen-
te anhela a prosperidade vindoura de sua
Patria, debaixo dos auspicios de hum Go*
verno Monarchico Representativo, que
tem por basa huma Crntituicio, nos of-
ferece bem entendida Liberdade, mas qua
( com magoa o dizemos ) desgracadamenle
comparando o passado com o presente, s
se incara com o Despotismo de muitos,
com a guerra civil, e finalmente com a am-
bicio, e a raiieria. No tempo dessa ver-
gonhosa viga de ferro, que nos opprimia,
quando nio txi-iiio, segundo dizem, co-
mo hoje as descantadas luzes do Secuto des-
de o Prata ao Amazonas, respira va se em
pat o.r de rerena tranquidade, gozba-
se da riqueza, e cada hum se continba
com respeito na rbita de seus deveres, e
MS-im girava equil.brada a roda Poltica.
l'rab.lb u se para noss-t I'idep.-udencia,
alcaiicou-se sem sangue, se pode dizer,
vista de ondas Naces, que paca alcancal-
a, alm de perder-m 1 ios dellc, perdiio
tambem inc.lcula v 1, sommas peoumarias,
e quando nos depois de emancipados deti-
mos por hoora, por dever, e at mesmo
por capricho maichar pela estrada, por
011 le tem trilbado as Na..-s livres, que
como tars. hoje se acho grandes, e opu-
lentas, pelo contrario, temos o digosto
ver em certas partes do B'atil, os parti-
dos -e subU-varm, os qu*es continuameii*
te se dilacerio, e tn ti cara Bihia o ve-
mos? A cada pssso se cometterem assas-
sinatos, he vermo-uos af}'ogad..s em hum
-mar irameuso de moeda fal.-a, lie vermoa
os gneros de primeira neces-idade pelo
di e. o em que estio ( orno a eme e a fari-
nlia, ) he Vi r nos em seu auge a intriga, e
a aiibcfo, he veimos de vez em quando
apparererem escriptores pregando doutri-
ns que o derec, a honra, e a gene.rozda-
de, mandio quase deeria de todo aque-
cer he vermos as antigs rivalidades a
cada pass > se produsirem por encomenda,
ou p"i- devoco dos que em tempo de Elei-
c6 s -eq .eiem pr no poleiro, e ueste la-
bvinio se vai pa-sin o o dia, a semana,
o n.et e anno, e assim coi re o tempo pre-
sente, que comparado cora o pas-ado.
nos prouicite tcirivel futuro, que a pussa


DIARIO DE PBRNAMBUCO.
Assemblea Geral, a Provincial em cons-
cmncia deve, e Ihe cumpre providenciar
com remedios raK ntes, e oio levar o pre-
cioso tempo com futilidades paliativas, ad-
verando que muito digno de reparo se fax
o ver-Macada passo gritar pelo Patriotis-
mo, e procurar-se tempre osexemplo* da
Franca, tem e at tender que osseus Depu
tados servem sem receber hum real da Na-
ci, por Tentara serio mais Patriotas os
Deputados da Franca, que os Musties De-
putados Brasileiros, que quaze todos sao
ricos, e abastados? Onde est o Patrio-
tismo? ? ....
( Caseta da B. ).
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Querendo dar boma prora evidente,
que lies que forio inflentes na desposa fri-
ta coa o fogo artificial, e maqumismo,
para a festa de N. S. do Terco em o dia
6 do coi i ente, tornei a meo cargo este tra-
balbo, para ressaUar alguma couia res
peito, que por ventura possa have, e bem
assim faser sciente a ditos influentes, que
exceden do total da suba icio a qu-mtia
de l7#G00 (tomse v da rellacio abai-
xo transcrita) qt.* esta queoabaixo assig
nado pagou por muito seogosto, por ter
aidooeooai regado do recebimento. Quei-
rau Sara. Redactores, publicar esta em soa
fulha, conjuntamente a rellaco, queroui-
lo Ibe tica i obngtdo.
Seo asignante, e attenciozo leitor
Joze Mana d'Amorim,
Relacfo das pessoas que contribu
eodinbeiro para o fogo que
em o pateo de N. S. do Terco
6 do cerrante mea. O* Snrs.
Jlo Francisco Regis..........
Antonio Luiz Ribeiro de Brito..
Joaquim Ribeiro de Brito......
Jote dos Anjos Rodrigues......
Joe Joaquim Tarares........
Joze de Oliveira.............
Joze Mauricio dos Santos......
Manoel Fiencisco Guedes.....
Joze Pinto de Mgalbens...'.'.
Jlo Fernandes Vianna,.,,"., ]
Luiz Joze de Sampiio......',','.
Francisco Martin* Ferreira,.,.
Manoel Antonio Ribeiro.....
J. Mara Placido de u galhaensV.
Vicente Martins da Luz.......
Joze Andr da Oliveira Jnior.'.'
Manoel Ferreira Dinit........
Antonio Prisco da Foncaza.'.'. [
Manoel de Medeiios Garvalbo'
Paula Al ves Borgea.......
D. Ignacia Mara TherVza...'. ]
Luiz Gomes Silerio.........'.
Frederico Antonio de Mello....
Francisco Xavier da Fonceca
Goitiaho..........
Manoel de Jezus Silva Coito''.'.'.
Antonio de Medeiros Coito....
Carlos Vieirs............
Antonio Ouarte Pereira....
Antonio JozeTeiztira Bastos!!!
Padre Manoel da Conceicio....
Luciano Rodrigues Lima......
Fr, Antoniode Jess Mara LIm>
Joze leixeira Pejxoto........
JoiedaPaiv. B.racho.......,
5impliciode Souza Lins.......
Joze Viricimo dos Santos.....
Joze da Silva Morera........[
Joaquim Joze Ferreira......! ,
Ignacio Ferreira da Cosa......
Pinto Guedes..............,
Joze Manoel de Jezus.........
Joaquim da Costa Campo......
Miguel Antonio d- Costa Ribeiro
Joaquim Tuxira Peixoto.....
Porrca po da roncera Lima.....
Joze Joaquim da Silva Pe eir.
Joaqun Baptiata Correia Nunes
Jlo Soares (morador em Caru-
r')......................
Antonio Joie da Coala ....*....
Hum annimo...........
Joze Jacinto Bulelho.........'.*
Francisco Antonio da Silva....
Pedro Tararea Caln lio......'.
Francisco de Ajis...........
rao com o
se soltou
em o da
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8-3)000
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4#000
4$000
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4#ooo
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3#ooo
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2#000
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1^440
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i44o
I&440
I#440
1 v2>4o
I&440
I&280
I $000
I #000
J$000
i$000
j#000
Manoel Joze Teixeira Bastos.... 1$000
Manoel Francisco de Paula.... 1 $000
Miguel Joaquim de Menezes... i.JgOOO
Francisco Camboim......"... i$000
Jlo Joze do Monte........... i$000
Manoel de Jezus Parafitaa...... i$000
J. M. S. V................. I&000
Joze da Silva Alves........... $000
Jclo Joze deCarvalho......... i$000
Francisco Aranha da Fonceca.. i$000
Joaquim Joze de Bitancourt.... i$000
Joze Bernardo de Sena........ J $000
Manoel Tbomaz dos Santos..... 1 $000
0. Antonia Joaquina Borges da
Fonceca.................. 1 $000
Hum Amante.............., p60
Claudio Joze da Costa......... 960
Joze de Souza Pinto........,. 060
Joze Alves Tenorio.......... 960
Joze Maria de Souza.......,. 800
Antonio Pereira G- raides.. .,. 640
Antonio de Araujo Real...... 6>0
Joaquim Femantes.......... 640
Francisco Jore Monteiro...... 640
A. VI. Silvs................ 640
nanut I Novae.- da Costa........ 640
Joze Martins da Cruz......... 640
Joaquim Joze Cardozo de Mello. 64^
Manoel do Nascimenio Pinbeiio 480
Manoel de Jezus Pinto......... 4^0
A Baratnha................ 3a0
B. L. de Carvalho........... 5s0
Joze Martins Pedras.......... 3a0
Joaquim Feliciano dos Santos.. 330
Francisco Antonio de Moris... 32o
Antonio Martina de Moris..... 320
Joze Domingo* de Oliveira.... 3$200
Francisco de O iveira M> lio.... 1$920
Justiniaoo Antonio da Fonceca. i$4)0
O fogo cnstou 1
Sobrou................
1 maquinas que impurto. ., .
Repou-se
I73$440
I70$000
003&440
21 $040
I7$600
PUBLICAGiO* LITERAIA:
'Heasss conhecidoem Pernani-
buco a falta de hum plano bem
organisado de instruc^oes geraes
da Tactita Moderna de Cassado-
res arma boje em dia a mais
generalizada cuja vulgarisacao
dc-sse suissenfes meios de inslruc-
9S0 aos Cidado9 Guardas Nacio-
naes-, tanto Officiaes como Solda-
dos para em auxilio do ordinario
exercicio dos Corpo? com seu es-
tudo particular poderem conseguir
hum adiantamento brilhante as
difFerentes manobras.
Possuido do patritico desejb de
forncer aos meos Concidados liu
recurso tao til e to raro em
nossa Provincia nao me poupei
ao trabalho de recopilar e ajuntar
em ordeni, e o mais resumido pos-
sivel com a quella clareza que
exigem os que aprendem tudo
quanto encontrei e julguei nes-
cessario ao fim a que me pro-
puz.
ftf -
.ssigna-se para esta obra to
nescessaria na Typographia de
M. F. de F. no primeiro andar
a 1^000 o volume em bruxura ,
e avulso ser a l$i 0 rs.
do seo prestimo dirijio se a ana casa, na
ra que foi dot Exposlos D. 9.
a/JT' Lendo no Diario da 11 do cor-
rente un aviso do Snr. Aferidordeta Fre-
gu.-ziapsraque.se torne a afcrir as medi-
das, varas, corados, pezos e marcos, de-
teja se saber se to bem so comprehendi-
dos os queja afeiiiioe reverlo este anuo
.corrente.
U.n que j a ferio e reveo.
jry Precisase.de hum caieiro ; na
padaria do Forte do Mallo N. 43-
IfW Pie.cisa-se alugar 3 pretos para
serventes de pedreiro, e paga-se a 600 rs.
por dia, a st-cca : qoem os tiver annuncie
por este diario para ser procurado, ou di-
rija-se a ra da Guia 11. 59, que achara
com quem (radar.
JTJP" Quem precisar de uno Sacerdote
para dser rnssa des le o 1.* de Dezembrc,
ate* o ultimo inclusive de Janeiro ainda
nitsmo ( oin distancia de 4 a 6 legas, pio-
cure na ioja de livros da pr.c da Uniso
n. 37"e38, qae achara com quem tractar,
HP Tendo-se de vender a casa de so-
brado de 5 andares no forte do Mallos,
ra do Amorim. cuja nasa foi do defunto
Frauci.co Antonio de Faria, fz-se sciente
so re^peitavel publico no cuso de barer
quem sobre a dita rasatenha aJgun etn-
barapo, que ra declarar por esle mesmo
Diario ; adverte se, que esta annuncio, em
nada vai implicar com a hypoieca antiga,
que em dita ca>a, lera oSnr. Joaquim Co-
elho Cintra.
VJr- Os Ir mos Mezarios da Ironanda-
de do Senhc- Jezus dos Passo*, Eret3 na
Igreja de S. F. Pedro Goncalve* do Re-
cite em veitode do roubo que sofieo nos
Livros, ns Sublevscio das Tropas em Se-
tembro de 1831, Ignoro quem sejoamai-
or parte dos seo dignos Irmios nntariores
ao roubo dos Livros, por isso, roga atodos
os Irmios e li mies que nesta Irmandade
selinhao anteriormente alit"Jo, msndem
declarrseos nomes ao sclual Thezoureiro
Antonio Joze Gomes; na rus da Sanzalla
Velha n.^ 3i. para se Ihe fazer as dividas
declaraces, afim de que se Ihe possa fazer
os sufragios do costume no seu falecimento.
NAVIOS A CARGA.
Para o Rio d Janeiro
A Sumaca Maria Thereza sahir com
toda a brevidade por ter a maior parte de
seu carregamento a bordo : quem quiter
carregar ou ir de passagem dirija-so a Gau-
dio A^ostinho da Barros^ Pracinha do
Corpo Santo D. 67.
ARREMATADO.
Hoje 14 do corrente na porta do Juiz
doCivel oSnr. Navarrose hade arrema-
tar urn sobrdo do um anda*, e sotio, na
ilbarga do Livraraento que faz esquina pa-
ra o beco do Carcereiro; e no dia 16 na
porta do Snr. Bento Joaquim de Miranda
Henriqueoutro, de dois andares sito na
ra da Pan ha anexo ao em que mora o Ju-
iz de Paz; o primeiro em xios proprios a-
valiado por xos foreiros, cada um pela
mdica avaliaco de dois contos de 1 e>s:
as pessoas que nos ditos quiserem lancar
1 ompare^io uasditas pracas que to as ul-
timas.
AVIZOS PARTICULARES.
O Substituto de Lgica, e Geometra do
Lyco, i.fferece se a eusinar qualquer dt-s-
tas faruldades ; duiante o tempo das feri-
ai u pessoas que se quiserem apvoveitar
COMPRAS.
Picas de ouro do antigo vallor de 6,4oo,
patacoens Brasileiros, C'o'unarios, e Hes-
panhoes ; as-im emo 4 Stravos roai i-
nbeiros: na rracinba do Corpo Santo D
67.
Luiz Gomes Ferreira & MansGeld
tazem leilio hoje a.* feira 14 do corrente
pelas 10 horas da manhiaporta d'Alfande.
ga de um Bote em mo estado, e una por
co de cobre velho, tirado do casco do BrU
gue Americano Hope vindo do Valparaso
por conta de qiem per ten ce r.
VENDAS.
Bocetss coro smeixas doces muito sope,
rioies para qualquer mimo por viicm
muto bem arranjadas: na ra do Crepo
Ioja D. 6.
ajrjr- Mantas reqnissimas, gravatas de
seda bordadas de cores, cueros de cazimi-
ra de todas .a coi es, liobem bordados tu-
do do altimogosto : no largo do Terco Io-
ja de fazendas D. 8.
*y Urna esrrava de nacfo, engoma
liso perfeitam*oie, cosinha o diario, e lava
de sabio, sadia, robusta, e sem vicio al-
gum : na mesos casa cima das 6 as n ho-
ras daruaobi, t,uda tarde para seo ajus.
te.
jfl^ Saccas de arrox branco e verme-
llio de superior qusdade : d< fronte da
palacio no armasem D. 13, e no beco largo
da Matriz d Sanio Antonio D. 6.
J3J Um carro de quatro rodas, em
muito boro uso, e por preco cmodo: no
atierro da Boa-vista a fallar com o segeiro
Francez Luiz.
fcjr Potasss Russiana de primeira qua-
lidade em birriz pequeos, muito nova a
dinheiio ou a praso: em casa de Joio Ru-
fiuo da Silva Ramos, madas Cruzes junto
ao Dautor Meira.
aty Urna preta de a5 ancos, cosinha,
lava de varrella, e boa quitandeira : na ra
das Agoas verdes D. 11, dolado dasom
bra.
Va^ A posse de umformidavel terreno
em S. Amaro, o qual bota o fundo para a
ra da Aurora; vende-se por preciso;
na misma casa cima.
W* Urna barretina com aparelhodou*
redo, coi reame de lustro, um jaqu de
pao fino, e dois bons de liado, tudo em
boro Uso, para Guarda Nacional; no beco
do Adique D. 5.
Wr" Um quaito muito novo e pos-
sanie rariega bem, e tem principios de es-
quipado, assim tambera um poldro boin
paceiro : na 1 ua do Assougue velho, correr
do Prete rasa ultima do lampiao.
WP^ Urna tipoia nova e a moderna,
coas a sua rede do Maranhio .* na roa Di-
reitaD. 34, 2.* andar, das 7 a 9 horas da
manhi, e das a as 4 da tarde.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no da i9 de Marco" do cor-
rente anno um negro crilo por nomo
Joaquim, repi e.-enta ter 3o annos de da-
de, rom os signaes seguintes, altuia, re-
galar, corpo meio cheio, pernas finas, cor
fulla, cara redonda mvito ladino, falla
muito bem e hesembaracado ; quando fu-
gio levou varias carteo para o matu-, disen-
do que eia forro : os aprehendedores le
veru-noa Pracinha do Ltvrament bija de-'
fasendas de Amaro Goncalv s dos Santo'
que rec. berso 5ofl> res de grati Reacio.
Taboas das mares cheias no Pono V
Pernambuco.
LEILAO.
Lntlk^ns&Comp. fasem leilio de va-
rias fasendis Qnarta feira 16 do corrente
mezas 10 horas da manhi na casa da sua
reaiJeucia ra da G u u. 60.
7 Segunda 5
V 8-T;
^ 10-Q:
11S:
S laS;
i3D:
- loh. 54 o (
Tarde,
NOTICIAS KA RITIlf AS.
Sabbado (1a) nioenlrounem sabio Em-
barcacio alguma.
pKtt.aU 6. A Til'., UH (. b, Faiua i o Jo.
MB


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