Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05994


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Full Text
ji uno de
Quaria-fcira 98
>F un fio
(I DI.4RI0 puldlca-ae I) I h ,vi li i; -, ,c ,i5 o
foYem <* giU'tati.o preo (l) *i!rttnr he d r
4j00 rs.porquurtel, pn^it rtdiniit-.,ir,<. Os an-
ouncios do Mignantej sin inser l jors. pirlirtha, 10 rs*. e n tvpo dillere-tte, e'as
t,petiyOes psl m-liHi. O que n-n &ma nts'%-
otits pegario B0 n- Por l'"'"> Isi^pu lypo
Jfc'lewnM, por cada pubtWco, .
PHASES D.V U.V. N.0 El DE JUNHO.
I.u nova, I. 0n. da twd.
Crrsccnle a S, al S hfai eS6 min. da lar.l.
I.tiacheiaa I*. horas e SU ruin, dalard.
Mingoaiitea 4 s 4 horas 8 arda manh.
PART* OOS CORREIOS.
'",.,i:n-., I'arati ibais segundas c sejtasfeiras |
H;,, de uide-dn-Nortc quintas feirasaomeiodi )
Cano, 3erinhcm,florormoBn, Porto-C'aivoe
Uaeei, no I .*, a 11 e i l de cada mea.
OnrantiuiM e Bonito, a 8 e 21.
Hoa-Vi'a e Plores, a t e.
Victoria, s quiHas-leras.
Olind, odos os dias.
Anno XXV. N. 1-l.t.
WHWggW
DAS DA SEMANA.
]( Sci-unda, Si. Joo e Paulo. lul.doJ.
orph., do ). do civ e do M. da I. V.
J7 Terca. S. Ladislao. Aud. de paz do 2 dist. do t.
?8 Quarta*. S. Loto. Aui. doJ. do civ. e do
J. de pal do 1 dist de t.
29 Quinta. #% S. Pe Iroe S. Paulo.
** O SS. CoracSo de Jess.
CAMBIOS NO LMA 27 DE -JUNHO.
dos Sobre Londres a 21 d. pt>r 11 rs. a 80 das.
Paria J*S a 360 re. por (raneo. Nom.
LisbAa lo por ion de premie.
Sahliedo. S. Theo'orico. Aud. do J. do civ.
Cdo J. de paz do f dist. de t.
? Domingo. VisIlacSode Nona Senhor.
Deje.deleUras de boas firmis a
OuroOncas bespanholas. .i
Mocdas de <>) 00 velli .
a de fiftOO iiov..
de 41800 .....
Prat Pataces brssilciros.
a Pesos columnares.
i Ditos lueticauos....
Miuda.............
'/,*/ a mez.
32*000 a llftOO
ITfOOO a
16160 a
8/600 a
2*0! a
2*000 a
l/S-io a
1*320 a
Acedes dacomp.'de Beberiae, a 5/>*o0*rs. ao pe*.
INTERIOR.
RIO-DE-JAHEIRO.
NOTICIAS DIVERSAS.
S. M. o Imperador dgnou-sc visitar hontem (10 de ju-
nho) o seminarlo episcopal de San-Jo e asslstlr a II9S0
de theologia dogmtica.
Termipou hontem (lOdejunlio) na cmara tempo-
raria a segunda discussao do projeclo sobre incompati-
bilidades. O projecto fol approvado era segunda dlscus-
siio para pastar a tercelra. (Jornal do 6'ommfreo.)
i'de Montevideo de 5 do corrente fjunho) an- roelios delegados julzes de nat e subdelegados visi-
t peto paquete Spidtr recebara ondee S*i tarSo cada uin de per si pelos menes4 vezes no auno
egressar (inmediatamente FrMta. e-qi"* durante o tempo lectivo, cada urna das- aulas dos seus
Caitas
niincim que
Oros para regma
se apromplava para sahir no dia 10, a bordo do vapor respectivos dlstrictos cora excepcSo da mencionadas
Maqeltm, que se assegura far escala pelo RkiTlJd-Ja- no artigo quarto e convidando cada um para o acom-
Ilei*0 B panhar, se o julgar necessario, pessoa instruida e de
- Recebemos folhaa de New-Ywk at 3 de brli. pobidade ,-eapai de o cnadjuvar nessa importante la-
ifc,oJe*l>iaa*.o.mealK)tiue j fi determinado
Segundo o Uiraid da ultima data parela Maver gran-'
Consta que o juiz.de dlrelto de Cantagallo
Cansansao do Sinii
oSr.
...inb, val ser encarregado da direc-
cii da polioia da provincia do Rio-de-JaneJro. OSr.
clitTe de polica Venancio Jos Lisboa deu parte de do-
ente ao tomar conta da presidencia o Sr. visconde de
Barbcena.
(Correto Mercantil.)
A alfandpga de Santos rendeu no mez de abril
7:44I#WI, o conanlado3:359/008 c arecebedoria 3tyt37.
' Vimos hoje (10 do corrente) umas cinco notas de
:>f rs. que silo evidentemente falsas. Sao estampadas
e'm papel mais escuro do que as verdadeiras inais pe-
queas e as lettras cm geral muito perfeitas. s asslg-
naturas deque seservlram os falsificadores n'cssns no-
tas qtie vimos sao as dos trs. Eleuterio Jos de Souza
c Manocl Goncalves Perelra.
. Maudou-se seguir, quinto antes um missionario
allemoo "para a colonia alleraaa estabeleeida na pro-
vine! do Espirito-Santo.
(Diario do nia-de*Janeifo.)
Fol nomcado provedor da saude do porto da cidade
do Rio-Grande o doutor Jos d Puntes Franca.
Ao concelho supremo militar commandante in-
terino das armas dacftrte e mals autoridodes subjeitas
ao ministerio da guerra, eommunlcou-se que S. M. o
Imperador se dignar receber o cortejo do eslylo no pa-
90 de S.-Chrlstorao pela' ulna hora da tarde no dia
seguinte ao em que S. M. a Imperatrlz dr luz o Se-
reililsimo Princip ouPrinceza, cujo feliz nasclmenlo s
espera. '/-'.''
Determinou-se que as fortalezas do porto deem as
salvas do costume no dia em queS. M. a Imperatrlz der
luz O Serenissimoftilncipe ou prlnceza devendo re-
lugar-se elo slgnl que se fizer no Castello sendo tres
girndolas se for Principe e duas se for Prlnceza.
Alllm. cmara municipal da corte convldou os
moradores desta capital a (Iluminaren as frentes de
suas casas na noite do dia eiu. que S..M. a Imperatrlz dr
lus "o Serenissimo Principe ou Prlnceza cujo feliz
uasclmento se espera, c a praticarein o mcsino as
duas segnlnles noites.
Ao presidente da provincia de Minas Genes coin-
nunlcoit-se que, na distribui{ao do crdito para o fu-
turo eaerolcio, se consignar algunia quantla para des-
pezas do aldeiamento dos Indios Nakncnuks e outros ,
que se teem apresentado na colonia de 8urublm e Oru-
Aobarabde Antonlua aecusou-se a recepcao do
nifmpa topographlco orne paizagens e sete retratos
demonslratlvosdoscost'umes das hordas dos selvagens
encontrados nos diversos pontos do sertao .entre a co-
marca de Corytlba e a provincia de Matlo-rosso.
--- A companbla Itrasilelra dos paquetes de vapor an-
nuncia que do da 26deste mez em diante estar aberto,
no, seu escrlptorio o pagamento do ti. dividendo a
sociedede na raso de 15/ rs. por acciio.
S. M.o Imperador dlgnou se outorgar o Enonelur-as
puentes apresentadas pelo Sr. Carlos von Hockofler,
cnsul do Cblll nesta corle riomeando cnsules do mes-
ino estado os Srs. Jos Verguelro em Santos, Antonio
Perelra da Costa em Paranagn e Lulz Flllppe Croco,
na Baha. -
Por decreto de 10 do corrente mez fol removido o
juiz municipal e de orplios Antonio Marcelllno Nunes
Goncalves dos termos reunidos do Codo c Croata para
o de Pastos-Bous no Mamullan.
Ao primeiro commandante da acadejnla de mari-
nha ordenou-seA transferencia provisoriamente d.a aca-
demia se fr preciso para o quartcl, quepertenceu ao
extiictooorpo de artllheria demarinlia ; entendendo-se
coui intendeiitrv o inspector do arsenal de marinlia
da corte sobre o que se tornar necessario para o trans-
porte e accommodacoes do que estlver a bordo e ner-
teneer a mencionada academia devendo Ir a nao redro
11 para lugar onde .nao corra o menor perigo e conser-
'ar-se nella a respectiva guamlcao ; na intelligencia de
qoe se manda cn"e(;(uar a obra indispensavel para estan-
car de todo agoa que ella faz., ...
L'se no JornaVdo Coeimrreio de 17 do corrente :
Nao nos enganamoaquando dissemas que o br. mi-
nistro da marinlia poria termo aos vexames que a in-
tendencia quera facr pesar sobre o camincrcm, logo
que tvesse conhcciiiicnto do modo por que all se pro-
ceda. No mesmo da em que appareceu o nosso artigo
fram pagas as lettras saccadas pelo cliefe das 3rca*
navaes no Rio da Prata na especie cm que deveriam ter
sido pagas no dia do seu veneimento. '
He a segunda admoesUo que faz a intendencia da
inarinha ; contamos que ser a ultima. _
Apparecerain boje (17 d,o corrente) cm circulafao
billietes falsos de 10/rs. Saotao: imperfeitos qu a prl-
meira vista se reconhece sua falsldade. O papel tem
multo algodo; o emblema est mal gravado a ponto
de uo se distiguir aoabejada cabocla, nem a enanca
que amanenla; os tres troncos.da arvure que Ihc ncam
a esquerda nao apparecem c os nomes das provincias
dentro das lettras que frmain apalvra imperio estao
agados. A assignaiura he de Jos Vicente Ferrelra.
de probabilidade da reeleicao do Sr. Polk.
O correspondente do Herald em Washington anda es*,
lava preso ordem do senado federal. O Courier itt S-
lals l'nidt diz que certoS indicios aecusadorrs Taziam
crer que a clivulgocoo do tratado ooin o Mexicoe dos
documento* que podam comprometiera sua ratilcacao,
veio do escriptorio da Viai, folha do gabinete. Parece
que o presidente des Estados-Unidos lra forcado pela
opimao publica a subinetter esse tratado approvacao
do senado, mas que anbolava a sua rejeico. O que he
ceno he que o /eraid de 28 j d por multo duvidosa a
mlilicaco desse tratado, equcatlribue asdifficuldades
cauo scno tambem de alguns senadores americanos,
accreicentando que a annexaco de todo q Uealoo sera
questSoproeininente na prxima cleiyao de presidente-
dos Estados-Unidos.
O general Sanl'Anna sabio do Mxico para a Uavana.
Reorbinos hontem (14 de junho) minas de Montcv
do at 3 do corrente.
No dia 1A do passado commualcou o governo oriental
guarnlcao de Montevideo que estavam rotas a* nego-
ciares de paz, por nao ter querido annulr o general O-
ribe s propOsicSes apresentadas pelos ministros inter-
ventores, em consequencia de ordens terminantes do
general Rosas.
No da 3 do corrente, conservavam-se os agentes de
Franca e de Inglaterra as agoas de Montevideo a espera
de novas instrueces dos seus governos.
Corra que ia ser bloqueada a Enscada.
No dia 24 de inaiu deelarod o general Oribe termina-
do o armisticio entre as forjas sitiadoras e sitiadas.
De Uuenos-Avres nada Jia de importante.
O paquete ioglez Spiier, sahido desie porto em 17. do
passado, cncalhou na Punta-Braba, cinco milhas a leste
de Montevideo, s-3 horas da madrugada do da 2 do
correte. Foram em seu auxilio, priiueiro o vapor fran-
cez Chimtri, e depois os vapures inglezes Harpy c Lizard,
e o brigue^escuna liriffan; mas 110 dia 3 pouca espera ti-
ca havia de salvarlo.
(Jama! do Commereio.)
ASSEMBLA PROVfNClAL.
13.* SK.1SAO OHDIVARIA W 9* DZ JUHUO
de 1849.
PRESIDENCIA DO SR, VICARIO AZEVBDO.
(6'oali'aaaf.io do numero antecedente.)
He lldo, julgado ubjecto de-dellberacao c mandado im-
primir o seguinte projecto :
-. A ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL
DECRET>.
TITUL I.
Da policio e inspeefio do aulat da provincia, t dos eotii'
pindios ilat aul ai di ininieedo primaria.
CAPITULO I.
Da polica e impectdo las aulat da provincia.
Arit. I. O provisor que ae sentir Impossibillado
por mais' de dotis dias, pur enfciniidade ou por qual-
quer outro impedimento, de exerqer o seu magisterio, fe
nao o participar Jmiuedatamen te podeiido, no munici-
pio desta cidade au director do lyceu, e nos outros mu-
nicipios respectiva cmara, afiiu.de.que posea provi-
no artigo quinto.
Art 8. Cada urna das referidas autoridades, con-
cluida cada urna das suas visitas-, dar sein demora ao
director dodyceu, por mel de officlo, exacta c minu-
ciosa conta do resultado della.
. Art. 9. Se o director do lyceu, por cffelto de exa
mes e insnceciio propria pa em consequencia de con
tas que silo obrigadas a dar-lhe orncial mente as autori-
dades nomeadas no.artigo stimo, ae convencer que
um ou outro professorhepoacoassidu ounaopreen-
he as horas marcadas para o enslno ou que, cinflm,
nao satisfaz como deve a algum dos outros deveres do
magisterio Inmediatamente o advertir por nielo' de
offlcio dando parte da medida autoridade que ofii-
Art. 10. Seo professor urna vez advertido, reinci-
dir na meama falta ou se se tratar de negocio grave ,
o director far tudopresente congregacao e esta pio-
por ao governo da provincia as medidas que julgar
convenientes ; as quaes, sendo approvodas por elle e
nao Importando maior pena que a .de suspensao cen
perda de ordenado at nove mezea terso vigor inte-
rinamente at a prxima reuniao da .asscmbla legisla-
tiva provincial, a cujo conheclmento o presidente da
provincia as levar, salvse a medida ver por flm fa-
zen-esponsabillsar a professor judicialmente, porque
entilo se aguardar o julgamento judicial.
Art. 11. A congregaco do lyceu com approvacao
do hoverno da. provincia poder itnpor as icguintes
peas co'rrecionaes :
1. Contra o professor que, dentro de um auno re-,
incidir em falta leve de queja fo una vez advertido
suspensao, com prlva95o do ordenado por 10a 00 das'
duplicando-se as segulntes reincidencias.
1 2. Contra o professor que pelaprimelra vez incorrer
em falta vicio ou defeito grave mas nao tanto que
deve logo ser punido judicialmente, suspensao, com
priva9ao de ordenado porum a tres inezes, duplicn-
dole as reincidencias; porin se reincidir tercelra
vez, ser submettido 80980 da lustra.
' 3. Contra o professor que incorrer pela prlmeira
vciem falta vicio, ou defeito to grave que deveria
logo ser punido judicialmente mas que por algum po-
deroso motivo nfio convenha faze-lo suspensao com
perda de ordenado por6 a 9 inezes, subinettendo-se a
aeeo da JBti?a na peinwira reinodencla.
a Art. 12. As penas correccionoes do artigo antece-
dente nao terfio lugar quando as lnforma9des das diver-
sas autoridades que as tiveretn dado, se contradisserem
reciprocamente a respelto da falte, vicio, ou defeito de
que se tratar, sem que primeiro se esclare9a a rerdade
por meio de exame e lnforma9o especial, a que o go.
vrrno mandara proceder.
Art. 13. O director do Lyceu, depois de dadas as
providencias que.dependerem delle, ou da congregacao,
jar registrar cm um livro, para Isso destinado, que de-
ve hnver na secretarla do Ijceu, as particlpa9e8 offl-
ciaes das cmaras, parochos, delegados, juizcs de paz e
subdelegado, e fara remessa dellas ao governo da pro-
vincia, a cujo conheclmento levar,-no mes de dezem-
bro de cada anno, as falus em que a esse rcspeito esti-
vereni as referidas autoridades.
Art. 14. Na falta de exacta observancia do que noa
determinado nos arts. 4, 5,6, 7, 8, 9 c 13, o governo da
provincia poder Impflr as segulntes multas ao direc-
tor, de 30/W00 at 100/000 rs. ; s cmaras munlcipaes,
de dOCO ate 300/000 rs., repartidannente por todos os
Miembros ; ao parocho e delegado, de 10/000 al 5#00
rs.;e aos Julzes de paz e subdelegados, de 8/000 at
40/00 rs.; Hcando, porin, suspensa a exeeucSo da mul-
ta at definitiva decisao da asscmbla legislativa pro-
vincial, se os multados a ella recorrerem, ate o fiu'da
aessao'do anno seguinte. ao da imposlcao da multa, de-
vendo esta, para esse Tiin, ser logo coinmnnlcada ofil
cialmentc ao multado.
( Crrelo da larde. )
dendar proiptamerlte a substltuljo da sua cadeira,
Serdcr o ordenado e gratflca9o, que estlver perceben-
0, do magisterio, por todo o irjnpo que se demorar
a Art. 2! O professor que, seni ir pedido e oblldo li-
cen9a, abandonar a aula por mais de dus mezes, ser
reputado como tendo-se dcmlttldo da sua cadeira, e esta
ser preenchida Ha forma determinada nos artigos 39 e
41, o por nielo de coucurso, nao sedando o caso pre-
visto nos citados arligos.
Art. 3; 0 professor que por justo motivo uo poder
continuar por algum tempo no exerciclo de eu cadeira,
poder pedir licen9a com ordenado, no municipio des-
ta cidade, ao director do lycu, e nos outros municipios
Recebemos jomara de Montevideo at 22 do passa-
do (inai'90). Nada de Importante h'avla pccoi 1 ido.
Por decreto de 20 de malo latkcou o governo dHe-.
rentes impostes sobre a revenda dos gneros de consumo
e sobre o gado introduzido na capital. No mesmo diace-
. lebrn o goveritn um contrato para abastec ment de'
//, iTere guarnlcao al fina de itixmbto. HH
qualquer desses casos a autoridade que conceder a li
cen9a chamar, ou oficiar para que s chame o substi-
tuto, ou, se n8o o houver, se nonie pessoa, para Isso ha-
bilitada. ,
Art. 4. O director do lyceu visitara, urna vez cada
mez durante o lempo leeilvo, cada una das aulas do mes-
mo lycu, e pero menos quatro vei.es no anno, cada urna
das aulas de lallm desta cidade ; c, sendo-lhe possivcl
mandar por idneo delegado seu, sem estipendio, visi-
tar qualquer outra da provincia, bem merecer da mes-
ina provincia e do' governo della, sC o lizer, e principal-
mente quando "alguma circumstancia oceurrente o
- Art. 5- Nessas visitas, o director se informar mui-
to escrupulosamente, por- exme c lnspecso propria, e
pelos mals nietos qu esllvereih ao seu alcancc.do nume-
r c aprovltainento dos alumnos que freeiuentam cada
urna das referidas aulas, da sa assldiildade e moialda-
de, do colnporiamcnto Civil, moral e religioso do pro-
fessor, da sua asslduldade e permanencia na aula pelas
horas marcadas para o enslno. e de tudo o mals que res-
peita lgutarldade e boa ordem do mes,ino enslno.
' Art 6 Terminando o finida visita, o director dar
seni demora ao pretdeote da provincia exacta e muni-
ciosa conta do resultado della, e das providencias que
houver dado por si tu. da de accord com a congrega-
9S0 a respeito das faltas, vicios, ou defcitos deque ob-
:T25f tKn.Sua.dp**, ( per di,u8do, seu.
Mcmbrosnomeadoipelo respectivo presidente) o-
CAPITULO II.
tos compendio! dal aula de initrucco primaria.
Art 15. Os autores ou proprietarios de compendios
accoinmodad os nstruc9ao primarla, que os quizerem
submetter approvacao, para que aquel les dentre os
apresentados, que o merecerem, sejam adoptados para
todas a escolas da provincia sdb as condicpes abaixo
declaradas, remetlerao secretarla do lyceu desta cida-
de, at o ultimo dia do mz de Janeiro do segundo an-
no que se seguir ao da publica9ao da presente lei, dfi
exemplares do compendio apresentado, no caso que
esie exista j impresso. O autor, porin, do compendio
anda nfio impresso remetiera, querendo, un s exem-
plar monuscrlpto. ...
Art. 16. No primeiro dia til de fewereiro do segn
do anoo que se seguir ao da publica9o da presente lei,
os lentes doalyceu, cathedratlcos c adjuntos, ou substi-
tutos, tendo sido antecedentemente convidados pelo
director, se reuniraoeiu congregacao sb a prcsidencli
do mesmo director, ou de quem suas vezes fizer, para
determinaren! o lempo necesaario para- a revlso e exa-
me de lodos os compendios, at ento apresentados so-
bre cada uin dos ramos da nsiruc9.au primaria, confor-
me a quantldadc e voluine dellcs em cada mu dos mes-
moa ramos.
- Art. 17. Determinado o tempo necessario para o un
declarado no artigo antecedente, o director far logo rc-
metter a ooda um dos lentos um aos exemplares dos
compendios apresentados sobre aquclles dos ramos da
instruc9ao primaria que elle Julgar dever dar prele-
rencia, aflu de que, lendo-os Com toda a retlexoes e
criterio, e comparando o inerllo de uns com os dos nu-
tres, se habilite, dentro do lempo fixado para esse fin,
para afinal se dicidlr, com conheciniento decousa, pela
pprovacSo ou rejelco dos que deverem ser approvados
ou rejeitados, na congrega9ao em que disso se tratar.
Art. 18. Findo o tempo da revisan, o director con-
vocar a congrega9o, e n'elta se proceder > djaeusMo
do'merito dos compedlos revistos, e depois d ella a vo-
U9S0 por escrulinlo secreto sobre cada uin dos mesmos
compendios ; noundo-se 00111 a letlra = A =mbu k-,
e dcclarando-se em acia especial, asslgnada pelo direc-
tor e lentes prsenles, o resultado da voU9ao a reepe.to
de cada uoi dos ditos compendios, com expressa dlsunc-
c3o d'ellcs pelos nomes dos seus autores.
a Art. 19 A respelto dos mais compedios sobre cada
dos outros ramos da instrucsao primaria, observar-
se-la o mesmo que tica determinado nos artigos 17 e 18,
dlstrlbuido-se pelos lentes, logo que se acabarem os
tntllalhos da revlso, discusso c votajo dos pWmeiros
destrlbuidos ; c issoinesino se far, se anda os houver,
antes das ferias do natal, para que sejam revistos e exa-
minados na duracSo dellas, afiui de que se procedan
dlscussSo e votacao d'cstes, log que ellas acabem sendo
pssivel.
- Art, SO. Xogo que se abrir a censo da asseniBla
legislativa provincial do 2. anno que se seguir ao da
publlcacao da presente le, o director do lyceu far re-
inetter a secretarla da mesma assembla, nao s todos os
exemplares de compendios sobre cada um dos ramos de
instriicfiici primaria, a respelto dos quaes a congregafao
honver j a esse tempo emittido o seu voto, para cujo
lim os lentes teram restituido a secretaria do mesmo ly-
ceu aquelles d'esses exemplares 'que lhes fram. distri-
buidos ; mas tambem copia authentica das actas da con-
gregacao em que ae consignou o resultado da dlscussao
e vota9o sobre cada um dos mesmos compendios, e lia
dahl poj- (liante fazendo o mesmo a respelto dos outros,
j apresentados, ou que o freiu no'futuro.
Art. 21. No caso de ter sido rcmettldo a secretaria
do lyceu Jmente uin compendio sobre um, ou outro
ramo da instruccao primarla, e de ser um s exemplar,
por ser manuscrlpto, n director, depois de dertermiua-
do pela cangrega9.n0 o lempo dentro do que cada um
(loa lentes ha de rever esse manuscrlpto, o vAr remenee
inmediatamente ao lente mais antigo, o que no fim do
prazo da revisan individual o passar ao immediato
com a seguinte nota por elle laucado na folha em branco
que n'elle houver : Visto aos 12 de.... de J184.... Tei-
leira ; e o mesmo far o inmediato, e asslm por dian-
ce at que o ultimo o apprcscnte ao director, para este
tonvocaca congregajao. .
o Art. 22. Quando porin, se apresentar com mu
compendio inanuscriptairm ou mals compendios impres-
aos, todos sobre urna e mesma materia, neste caso o
manuscrlpto nao ser revisto, nem votado pelo lentes,
mas ser remettido assembla legislativa com os ex-
emplares dos compendios Impressos, depois que estes
tiverein sldd revistos e votados, se ella a esse lempo j
estlver em exerciclo,' ou estlver prxima a sua rcnnlao.
Noi casos contrarios, depois de revistos os compendios
impressos, e antes de se discutir e votar sobre o seu m-
rito, ter lugar a revlso do manuscrlpto, na furnia do
artigo antecedente, e depois ser disentido e votado
juntamente com os compendios impressos sobre a mes-
ma materia.
Art. 23. O compendio que afinal fr approvado pela
assembla legislativa provincial em cada um dos ramos
da instruc9ao primaria, ser o nico por onde se ensl-
nar cm todas as escolas da provincia, excepto:
1. Quando'comprada a propriedade delle pela pro-
vincia, na forma do artigo seguinte, nao baja em ser
grande quantidade de exemplares delle, Impressos
cusa da provincia, ao lempo em que fiir approvado
outro mellioi', e esteja a esse tempo a fazenda provin-
cial j Indeninisadadas despezas que fez com a compra,
iuprcssao eencaderua9ao do compendio actual. -
2. Aocabo de anuos, quando se tiver concedido
ao seu autor o privilegio de o vender por esse csp.190 de
tempo para todas as escolas da provincia, 11a forma do
artigo seguinte 1
Art. 24. O autor, ou proprietarlo de qualquer com-
pendio approvado pela asscmbla legislativa provincial
ser obrigado ou a ceder provincia a propriedade del-
le pelo premio que a mesma assembla Ihc arbitrar,
ou a vend-4o para todas as escolas da provincia, se-
gundo s necesidades dellas, pelo mesmo prejo por
que e poderla vender, s a competencia fra livre, o que
a le coinmeite ao cuidado e vigilancia do governo.
Art. 25. No caso de compra da propriedade do com-
pendio, o governo o far imprimir, cncadernar e distri-
buir por todas as escola dajirovincla, laxando o prego
porque os professores o hao de distribuir pelos seus
alumnos, o qual ser calculado sobre as bases do prego
da compra da propriedade do compendio e mais despo-
zas de impresso, cncadcrnagiio, e do producto da ven-
da prvavcl do mesmo compendio no decurso de 6 an-
nos para oensino, asslm publico, como particular; con-
tanto, todava, que oprefo de cada exemplar nunca ex-
ceda aqelle por que poderia ser vendido, se a compe-
tencia fra livre.
A.rt. 26. Os professores, no caso do artigo antece-
dente, recolhero ao cofre das renda provlnclae ou
das collectorias, onde as houver, al o ultimo de de-
zembro de cada anno o producto da venda dos com-
pendios que com ellcilo houvercm vendido at cssa dac-
ta, sb pena de sercm excutados como devedores da
fazeuda provincial, sendo obrlgados a todo o tempo, por
si e por seus berdelros c succeisorea, a dar conta do
pre90 da quantidade dclles, que se mostrar haverem-
Ihc sido distribuidos, excepto daqucllea, que conser-
varem em ser por falta Ve venda, fatendo entrega delles
quando lhes fr maridado.
Art. 27. Os professores tero cuidado de requisitar
em tempo nova remssa de exemplares de cada compen-
dio approvado, para que as suas escolas nao venha a
haver falla delles com. prejuizo do adiantainento dos
seus alumnos, .
Art. 28. Quando se apresentar novo compendio so-
bre materia de que j baja compendio approvado pela
assembla legislativa ptoyineial, o exame dos lente da
congregago do lycu reduz-se a compaYa-lo com ete, e
a emlltir o icu-voto sobre a preferencia 011 nao preferen-
cia, do primeiro ao segundo, feilo o que n novo compen-
dio sera remettido secretaria da assembla legislativa
provlucial, com a copla authentica da acuda congrega-
Art. 29. Urna ve approvado um compeudio aottre
qualquer caso da instrucefio primaria pela assembla le-
gislativa provincial, os professores particulares sao tam-
bem obrigados a nao eusiuarem esse ramo se nao por es-
te compendio, sb pena de multa de 200/ rs. at Hi# r..
qual ficaui igualmente subjeilos, no mesmo caso, os
professores pblicos. '
Art. 30. Approvado.'ou rejeudo um compendio pa-
la assembla legislativa provincial, o proprletario delle
ir receber, querendo, na secretarla da mesma assem-
bla os exemplares que tlver apresentado.
TITULO U.
Do honorario e gratiflcacio doe profeiiore, 1 da euaremot-
laS d* umm para oulriie cadeirae da merma natureza.
Art. 31. Os professores do lycu e o de latim da fregu -
da do Reclfe contlnuarao no gozo dos ordenados que ac-
tualmente percebem. O nials professores de latim des-
ta cidade terSo o ordenado de 700/ rs.; os das outras cl-
dades, 600/ rs.; e os das villas cabe jas de comarca onde
os houver, 550/ rs.; dividido, a respelto de todos, na


ir

*


*w
-------
Su
frma determinada pela le provincial n. 43, de 10 de
junho de 1837.
Art. 32. O professores de primeiras letlras desta ci-
dade terao o ordenado de600|r.; odas outras cidades,
da povoacao dos Afogados, e do colegio dos orphaos,
500/rs.; e os das villas e mal povoaces oude os houver,
450/rs.; dividido, a respeito de todos, na forma do arli.
go antecedente.
Art. 33. Os professores de latim, cujo ordenado nao
excede a700/ rs., e os professores de prlmciras lettras,
cujas aulas nao estiverein establecidas ciu edificios p-
blicos, terao alm do ordenado, a titulo de aluda de cui-
to para aluguer de casa, urna quantia peciiuliria animal.
proporcionada s dlflerencas das localidades, a saber:
n_csta cidade,200/ri.; as outras cidades e povoa-
So dos Alogados, 150/ rs.; e as villas c inaif povoaces,
/" .
V*,3*: Ao* Professores do ly'cu e'aoi de latim de
lora do lyceu, eiu toda a provincia, que mostraren!, no
fim de cada anuo, o ser a sua aula freqentada durante
o auno lectivo lindo por inais de 40 alumnos com apro-
veilanicnlo deste*, mandar o presidente da provincia
pagar, quanto a esse auno, urna gralificaco correspon-
dente a dous tercos daquarta parte do ordenado que tl-
verera, e o mesmo far nos anuos seguintes em que se
verilicar a referida elrcuinstancia.
Art. 35. As disposices do artigo antecedente sao ap-
plicavcis aos professores de primeiras lettras, que mos-
trarem, no fim de cada anno, haver sido a sua aula re-
quemada durante o anno lectivo lido por u.ais de 50
alumnos com aprovellamenlo uestes. Tanto oeste caso
como no do artigo antecdeme, o presidente da provin-
cia ouvirascinpre por informaco o director do Iyc6.ll.
Art. 36. O professor do colegio dos or|ihos ter,
ajem das gratifleaces concedidas aos professores do lu-
gar da stuacao do colegio, urna oulra gratificarlo an-
nn.ii, correspondente ao numero de dias do anuo, que,
acudo feriados para os outros professores, nao o frem
para elle, exceptse leccionar umas ver por da, ain-
da que seja por maior espado de tempo do que o pres-
i-ripto pela le para cada urna das duas llces diarias.
u Art 37. Cada un dos professores do lyceu, cathe-
li ticos e adjuuclos ou substitntos, ter mais urna gra-
tiiieacSo animal de 120|000 rs. em coinpensaco do no-
vo trabalbo que Ibes acercase por esta lei, e pela mesma
raso o director ter' urna gratllicacao aunual de 240^000
Art. 38. Duran le o impedimento ou I cenca dos pro-
fessores, perteucer a quem suas vezes fizer, assim a ajn-
da d cuito, como a gratlficacao de que tratam osarts.
33, 34 e 35, e qualquer outra que o professor Impedido
ou licenciado estlver percebendo pela rasio do magiste-
rio, exceptuada smente a que perceber, por ler 25 an-
uos de exercicio nao interrompido, ou quando o substi-
tuto exercer funeces proprias, como no caso do art. an-
tecedente.
. CAPITULO II.
Da remoeo dos profeuorts de urnas pora outras eadeira
damosa natureza.
- Art. 39. O professor de latim, coja aula, nao tendo
sido freqentada no anuo lectivo anterior ao da vacan-
cia de outra cadelra de latim por mais de 10 alumnos,
lambein o nao lora esse lempo, aera removido para essa
cadena vaga, percebendo o ordenado desta, qur seja
igual, qur superior ao da sua, e serobrigado a aceitar
a remoco, sb pena de ser reputada a sua recusa como
dcinissao voluntaria da sua cadelra, salvo se, tundo 10
annos completos, ou mais, de exercicio nao interronipl-
do, preferir remoco, ser jubilado com metade do or-
denado. Era qualquer dcsles casos a sua cadeira ficar
supprimida.
Art. 40. Se o ordenado da cadelra vaga fr menor, a
remoco ter lugar com as restrieceado art. antece-
dente; porm o profossor removido continuar no go-
zo do ordenado de sua cadeira, com direito s gratifica-
res proporciouaes que Ihe correspondem.
Art 41. As disposices dos arta. 39 e 40 sao applica-
vels aos professores d primeiras lettras, cujas aulas,
nao tendo sido frequentadas por mais de 20 alumnos no
anno lectivo anterior ao da vacancia da cadelra da incs-
!>%natureta, tambera o nao for a esse teinpo.
TITULO 111.
DiipoiicOct geran.
Art. 42. O professor que fOr demlttidopor sentenca
que passasse em causa julgada, nao poder mais ser ad-
inittldoao magisterio.
Art. 43. Tudo quanto se determina na presente lei a
respeito dos professores de primeiras lettras, he exten-
sivo s professoras nos mesinos idnticos casos.
Art. 44. A presente lei, na parte em que augmenta o
ordenado da maior parte dos professores, c cria graliii-
cacesjiovas, so principiar a ter vigor do principio do
segundo anno civil que se seguir ao da sua publica-
cao.
Art. 45. Pica revflgado o cap. 3. Da polica e inpee-
f 1837, e todas as mais leis e disposices em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Pernain-
bnco, 21 de junho de 1848. Trigo de iouie.ro.
Em segnida, l-sc, e he approvado o segunte pa-
recer :
A commissao de constltuicao e poderes, a quein foi
eoimnettldo o rcqueriiuento de un dos meinbros desta
assembla, pedindo que se dsse asseuto ao Sr. deputa-
do supplente Jos Pacheco de Moraes Albuquerque Ma-
ranlio, que se achavu na antedala, revendo a copla au-
thcntlca da acta da apuracao geral, ltimamente lei la
pela cmara municipal desta capital, com excluses e
incluses de votos, declarados no parecer da commls-
j. ., sao provisoria de constitu; o e poderes, o qual parecer
foi approvado por esta assembla, achou que o dito Sr.
deputado supplente he o quarto na ordein dos supplen-
tes; e como esta assembla j resolvis que se chamas-
sera 7supplentes, lie a commissao de pariccr que se d
asiento ao dito Sr. deputado supplente.
Sala das commisses, 23 de junho de 1818. Trigo
de l.ourtiro. Cunha Machado. Xavier Lopei.
' O Sr. Presidente eonvida, aos 6rs. Jos Pedro e Olinda
Campello, a introduzirem ao Sr. deputado supplente.
Aceita o convite, he o Sr. Dr. Maranlio introducido
na sala, e, depois de haver prestado juramento na forma
do regiment, toma assento.
.1 He lido, julgado objtcto de dellberacao e mandado
imprimir o segainte parecer:
A commissao de pciieoes, examinando o requeri-
i ment da frmandada de N. S. do Livramento desta ci-
".( dade, em que pede a esta assembla a concesso para
fazer correr urna das loterias que em virtude da lei pro-
vincial ii. 104, de 9 de niaio de 1842, fram concedidas a
I
I
i
essa frmandade, e que fraui sobr'estadas pela preferen-
cia dada pela lei n. 160, Art. 5., s concedidas em favor
da obra do tbeatro publico desta capital e as do hospital
Pedro II, allegando a mesma irmandade ser esta conces-
so lufticiente para o acabauculo da pintura e doura-
idento da referido templo: a commissao emende que a
concesso pedida, nao podendo servir de einbaraco as
duas obras do tbeatro c hospital, c que, retardande-se
por mais tempo oque falta de pintura e douramento in-
teriores desse templo, a irmandade ter de faier grandes
desperas para a sua concluso, porque scr-llic-ha neces-
sario retocar o trabalbo feito, se passado algum tempo
eiiiprehender acabar a pintura e douramento comeca-
dos; e sendo isto grande atrazo para a obra dessa con-
fraria, he a commissao de parecer que se Ihe delira com
a seguinte resoluco :
A assembla legislativa provincial At Pernambuco
rssolve:
Artigo nico. Fica a Irmandade do Livramento des-
ta cldade autorlsada a fazer coirer una das loteras con-
cedidas pela lei provincial n. 104, de 8 de malo de 1842,
depois que a do tlicairo, que ha de correr este anno, ti-
ver extrahido seus billietes," para oque pode a mesma
irmandade divid la em Untas partes quantas entender
que mais-coutribuem para seu prompto andamento.
Ficam revogadas todas as leis e disposiedes em con-
trario, s i
Paco d'assembla legislativa provincial de Pernam-
buco. 23 de junho de 1848. Borba. Te'.xrira. Ca-
mello Peisoa. a
Logo depois he approvado sein discusso o seguinte
parecer:
a A commissao de constituiyao c poderes, tendo exa-
minado attentamnte a copia authentiba da acta da ulti-
ma apuraco geral, procedida pela cmara municipal
desta capital, com exclusao dos votos dos eleilores an-
nullados, e inclUso do colegio julgado vlido pela c-
mara quatrlennal, que por deliberaeo desta assembla
foi subiueltida sua consideracao e came, observou
3ue por ella ficava comprehendido no numero dos 36
eputados provlnciaes com 505 votos o Sr. Jos Carlos
Teixeira, e que o Sr. Dr. Joaquim Yillrla de Castro Ta-
vares passou para o lugar de prlraeiro supplente, dando
por essa mane ir a em resultado diverso do que deu a apu-
racao procedida pela commissao, quando teve de verifi-
car a legitimidade dos diplomas dos Senhores deputa-
dos : essa dlfi'erenca de resultados levo a commissao a
guerrilhar a sua causa ; e entao, por urna coofrontacao
das duas authenticas da primeira e segunda apuraeo
geral. conheceu que ella provelo do faci de nao ter a
cmara municipal declarado expressamente na primeira
eme apurara em,separado os votos dos eleilores das frr-
guezias de Murlbcca, presididas pel juis de paz mal
votado, Agoslnho Beserra da Silva Cavalcanti, e da de
Saiito-Amai'o-dc-Jabuatiio, adoptando a dellbracao.lo-
mada pelo colegio eleltoral desta capital, e de ter a
commissao, em face dessa scusivel omissao, justamente
presumido que esses votos haviam sido tomados englo-
badamente, enessesuppostodeduzido-os do numero to-
tal dos obtidos pelos mais votados na provincia; pre-
sumpeo que se firmou, nao su no facto de ter a cmara
municipal declarado na acta haver to/nado em separado
os votos dos collegios do lUo-Fonnoso, composto de 58
eleilores, e de Serinhem, e calado-se a respeito dos
mais, dando lugar consequencia de os haver. apurado
Siromiscuamente ; como tambera na disposif ao do art.
7 da le n. 387., de 19 de agosto de 1846, que, nao sub-
jeltaudo-a ao julgameuto dos collegios eleitoracs, e dan-
do-llie ao oontriio o arbitrio" de, no caso de duplcala
de cleiciies. apurara acta que Ihe parecer mair legitima,
prescreve-lhe restrictamente o dever de mencionar es-
pecificadaineutets actas que dcixar de apurar engloba-
damente ; dever que a commissao nao poda dar como
omittido se m ter para isso o menor dado, como succede
de presente em face da confisso que releva o seguinte
dito, comido na aulbentlca da segunda apuracao:. E
depois de se ter reflexionado na discusssao que em a pri-
meira apura;ao feitapor esta commissao se nao haviam
incluido os votos dos eleilores da Muribcca e Jaboato,
conforme suppe o parecer, urna vez que j haviam si-
do excluidos e lomados em separado seus votos pelo co-
legio do Recifc, ele, etc.
Salva, pols, a commissao da censura de baver in-
corrldo eu utn erro scusivel, visto que nSo eslava a seu
alcance remover, e devendo, na fallencja de factos con-
trarios, prestar toda a f declararn que faz a cmara
municipal, de haver tomado em separado a votacao das
freguesias cima referidas, uniformisando-se pon o pro-
ceder do colegio eleitoral da capital: be de parecer
que seja reconhecido deputado eflreclivo o Sr. Jos Car-
los Teixeira. e declarados supplentes o Sr. Dr. Joaquim
Yillcla de Castro Tavares e os que se Ihe segueni cui vo-
tacao, constantes da segunda apuracao.
Sala das coiuuiissdes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 23 de junho de 1848. Trigo ie
Loureiro. Cunha Machado.
ORDEMDODIA.
Entra em segunda discusso o projecto u. 2, que su-
prime os lugares de ajudantes do procurador-fiscal (Vide
tfiarion. 132.;
Val mesa e be apoiada para entrar em discusso a
seguinte emenda i
ti Fica autorisado o procurador-fiscal das rendas pro-
vlnciaes a nomear pessoa idnea que, lora da capital,
promova o andamento das causas provlnciaes, mediante
a porcentagem de 8 por cento. rsrrstra Goma.
O Sr. Trigo de Loureiro : Sr presidente, voto pela
emenda, mas em parte ; emendo que, acabando-se. com
os lugares de ajudantes do procurador-fiscal, de neces-
sidade se deve designar quaes as pessoas que bao de
substituir esses ajudantes, nao como presentemente que
s liavia taes lugares has cabecas de comarcas. Pens
que os deve baver em cada municipio, isto he, que em
cada municipio deve haver urna pessoa, que se cncar-
regue da _promovao das causas da fazenda provincial ;
porque nao lbc he postivel que una pessoa que reside
na cabrea da comarca, possa promover judicialmente
arrecadacao dos imposlos provinclaes em cada um dos
termos de que a comarca se compoier. Kssas notuea-
cces de ajudante do procurador-fiscal so as cabecas das
comarcas erara deTeituosas ; porquanlo as aeces para
a ai i ecadacan dos imposto* da fazenda provincial sao
promovidas em cada um dos municipios perante a res-
pectiva autoridade judicial. A comarca do Recifc, por
exemplo, teui dous municipios, o do liedle e o de Olin-
da ; como, pols, ser possivel que, no mesino dia. una
s pessoa comparecer ao mesuio tempo aqu e all para
propr a aeco Bem-sev, portanto, que.'competindo
ao ajudante do procurador-fiscal, promover a arrecada-
cao em cada um dos municipios da comarca para cuja
sede houver sido nomeado, jamis poder cumprir as
suas obiigacies, pols que nadaba que se opponha
que se d a circunstancia de se ver elle obrigado a com-
parecer no nicsiuo da e na mesma hora em dous mu-
nicipios diversos.
A' vista disto, vol pela emenda urna ves que seja
entendida na forma da minlia opinlo, isto he, una vez
que se autorise o procurador-fiscal a nomear pessoa de
sua confianca para piomover judicialmente em cada
municipio a arrecadacao dos impostos da fazenda pro-
vincial, percebendo um premio de5 por cento. (*)
O Sr. Xavier hopee: Voto pelo projecto, e contra as
emendas apresenladas. Voto pelo projecto, porque ve-
jo que elle val i validar a legislacao anterior que havia
sido revogada pela lei que se trata de derogar, e que
esta mencionada no projecto. A experiencia me tcm
mostrado que, a dispqsico desta lei, que o projecto
designa, tornon-se inleiramento medicis, porque as
cobranzas da fazenda, nem por seo melborarain. He
sabido que, quando o procurador publico nao deduz
urna porcentagem daquillo que cobra, torna-se negli-
gente porque tem o seu ordenado, ou iuteresse certo,
qur elle promova mais, qur promova menos. Ka ini-
nha comarca, por exemplo, aonde foi honrado com es-
ta nnineacao um bacharel, e por consequencia um ho^
niem que devo suppr com os precisos requesitos cha-
bilila{oes forenses, e que de mais a mais lie promotut
publico, observe! comludo, que, com bastante piejui-
(o da fazenda publica, as cobraocas nao tiveram anda-
mento ou impulso* de qualidade alguma ; forain 300/
rs. dados, por assim dizer, de amor em graca, una
sinnecura. Alm de ininba comarca, consta-me qtfe
tcm acontecido o inesino ein outra;/
Agora, quanto a emenda, nao voto por ella, porque
val dar ao procurador-fiscal urna altribuico que pqde
dar lugar a abusos : o procurador-fiscal. Acando com "a
altribuico de nomear em cada comarca pessoa a quem
aflecte este negocio, he multo de suppr, e ter tslvex
de acontecer, que se leve pelo espirito de afilbadagein ;
porque, infelizmente, este espirito be que domina bo-
je as nomeaces dos etnpregos ; e o resultado ser'
que os lugares nao sero deseinpenhados conveniente-
mente.
Por estas rasdes voto pelo projecto e contra a emenda.
Vo- mesa e sao apoiadas, as seguintes emendas-:
a O procurador-fiscal nomera em cada um dos mu-
nicipios, pessoa idnea para promover'judicialmente a
arrecadacao da fazenda provincial, vencendo a porcen-
tagem de, 5 por cento. Loureiro.
(*) Aqu entra o discurso'do Sr. Ferreira Gomes que
|em oulro numero publicaremos.
Arliqo adiiitlvo. Flcam encarregadas aos colleto-
res das rendas provlneiocs as execucaes ftscaes, median-
te 8 por cento ~S.1l. Cabra!.
O Sr. Laurenllno : Sr. presidente, ja por vezes te-
nho sido tachado de disperdicador dos dinhelros pbli-
cos ; porm nao me he possivel delxar de Iszer urna re-
llexao sobre este questao : os collectores teem, pela
arrecadacao da faienda de que estao encarregados, 12
por cento; aaltri,bulf5oque Ihedesta nova lei. nao
he de difireme natureza, ciles teem de mover execu-
ces, teem de partilhar com seus escrivaes, e vio adiar-
se acerca desUs novas arrecadaces no mesino estado
e.n que esUvam antes ; qual he, pols, a,rasao porque se
Ibes nao ha de dar a mesma porcentagem que elles teem
pelo mesino servico ? Se Ibes faltar o Interess* que os es-
timule, qual ser avantagem do fazenda 7 Perpeturon-
se as dividas que falta de quem promove a sua arreca-
dacao. Voto, portanto, para que se Ihes marque a mes-
ma porcentagem que recebeu por ludo quanto arreca-
dam.
He llda e apoiada a seguinte emenda :
Klcaa cargo dos collectores a arrecadacao das di-
vidas da fazenda provincial, mediante a mesma porcen-
tagem que tlrain de todas as arrecadaces que flzerem
em consequencia de sea cargo. aurnlino A. Pereira
de Carvalho. ...
OSr. Triao de Loureiro : Sr. presidente, ped a pala-
vra para me oppr a todas as emendas que tendam a
commelter-se a promoco judicial da cobranca da fa-
zenda publica a collectores, porque isso he nina medida
inteiramente intil, visto como j a temos. Demais, nno
julgo essa cobranca lao proveitosa, como a que fr leja
pelo procurador-fiscal.
A lei, Senhores, concede aos collectores 12 por cento
das arrecadaces que iizerem, Independente da accao
judicial, e 12 por e.jh'.o do que arrtcadarem, mediante a
accao judicial ; portanto, para que vamos commetter
esse negocio aos collectores ? Mao he preciso. De tudo
que elles arrecadarem por diligencia propria, ou em
consequencia de terem recorrido autoridade judicial,
teem doze por cento: se arrecadarem des contos de
rls por diligencia propria terSo doze por cento des-
ses des contos de rls ; se arrecadarem quatro con-
tos de rls em virtude da Intervencffo da autoridade
judicial, terao tambera dase por cento : logo, como
j dlsse, he intil semelhnte medida, Alm de que, sa
bndo nds que raro ser o colleelor que seja ao inesmo
tempo advogado, emendo que nao convm enlregar-lhe
essa cobranca; porque nos sabemos, gue para esse ne-
gocio se exije um advogado, e que, nao tendo elle essa
qualidade, tem de procurar quem a teuba, eaquelie que
for procurado nao nuciera encarregar-se desse traba-
lbo, porque dir : o servico que vou fazer he ao col-
lector e nao provincia ;.e por Isso o nao far. Entre-
tanto, cielo que nao llavera advogado que sejuao encar-
regue desse servico por ser* s de 5,por cento a porcen-
tagem. Eu, por niiin, dira : Esto prompto, nao que-
ro nada. Bein sel que 5 por cento nao pagara o traba-
lbo que o advogado possa ter ; mas nao estabeleco Isto
para bein do advogado ; entendo que elle aceitar este
onus como um servico felto a provincia. A pessoa, po-
rm, mais habilitada para escolher o advogado he jior
certo o procurador-fiscal : elle pode nao coohecer todos
os advogados as dlerentes comarcas ; mas informar-
se-ha. Quanto a mira, para isso nao ha ninguem mal
habilitado do que elle.
Voto,, pois, pela minba, emenda, e contra todas as
outras.
O Sr. Xavier Lopee : Sr. presidente, contino a in-
sistir as minhas ideias, tanto mais quanto observe! que
os discursos dos nobres deputados nao tiveram outro
fim, seno o de sustentar o projecto, isto he, combater
a existencia dos ajudantes do procurador-fiscal; no que
eu tambera estou conforme, porque disse da primeira
vez que fallei, que esta extlnccao he urna medida de
mi I i dude, porque a experiencia me tinha mostrado que
nada se tlnbaadiantado coin a lei n. 166, de 17 de no-
vembro de 1846, que creou esse ajudante do procura-
dor-fiscal ; e alm disto, Sr. presidente, nos todos reco-
nhecemos que be urna das nossas maiores necessidade's
a economa da receita provincial,.sto be, cortar por
despezas improductivas como esta".' logo h de necessi-
dade acabar com esta lei que he onerosa para o thesou-
i o provincial, e de cuj'onus nao resultou beneficio al-
gum. Portanto, quanto a este ponto nao ha duvida ;
todos esto de aecrdo, etn que o thesouro deve poupar
os ordenados que pagava a esses empregados. Agora
passarei ao outro ponto da questao.
Voto contra a emenda que estabelece 5 por cento pa-
ra o advogado que se encarregar deste servico, porque
realmente essa porcentagem he inulto diminuta. Eu
quero que se conserve a porcentagem que a legislacao
anterior eslabelecla, quando se eiiectuar a cobranca,
porque be s entao que se tem dlrito o elle ; mas 5 por
centff nao he sufficiente, porque certamentc nao haver
advogado que queira subjeitar-se a urna cobranca desta
qualidade, mxime se for de pequea quantia, por tal
interesse. -
Dlsse, porm, o nobre deputado, sustentando a sua
emenda, que o procurador-fiscal devla nomear um ad-
vogado em cada municipio, c que estes advogados se-
riara obrigados a aceitar, pelo (acto da nomeacao do pro-
curador-fiscal, porque com isso ara prestar um servi-
co sua provincia. Mas, Sr. presidente, eu nao posso
delxar de impugnar esta, ideia : primeiramente porque
o procurador-fiscal, como j disse, pode abusar inuito
desta faculdade ; em segundo Jugar, porque, pela natu-
reza da procuradoria-fiscal, nao vejo que elle seja um
.empregado de uina categora tal, que possa impr ou
determinar cousa alguma acerca do corpo dos advoga-
dos, corpo a que pertence o nobre deputado, com toda
a honrarla que o caractersa. Portanto, se o procurador-
fiscal nao pode ter dlreto de nomear um advogado pa-
ra exercer esse lugar, e ao mesmo tempo a porcenta-
gem de 5 por cento he multo diminuta, a consequen-
cia he que nao convm que tal se estabeleca.
Masdissi-ram os nobres deputados que os collectores
nao erain advogados. Ora, Sr. presidente, para que
sero precisos esses grandes conbecimentos jurdicos ?
Nos sabemos que essas aeces fiscacs comecam exe-
cm\ menle, e para isso basta saber fazer-se nina peli-
(o, que lie cousa inulto trivial ; e quando seja pre-
ciso o auxilio do advogado, elle o buscar mediante um
ajuste. Com isto consegulr-se-ha a cobranca, e nao se
continuar como at agora, que nada se cobrou.
Voto pelo projeto, e contra as emendas.
O St. Jote Pedro quando, d'ora avante houver pedido a
palavra, a reclamar logo que algum Sr. deputado a pe-
dir tambera ; nao s para nao ser prevenido e ficar qua-
si na imposslbilidade de fallar, mas para seguir o exem-
plo de certo Sr. deputado, que, ancioso deve fallar em
outra vez, fizera outro tanto, preterindo-o, comtudo, na
oceasio presente, e fallando mesmo semlhe ter sido con-
cedida a palavra.
Quanto materia em questao oppe-se a ideia de eu-
earregar-se aos collectores a cobranca das dividas pro-
vlnciaes ; mas observa que do facto de se derogar a lei
que creou os ajudantes do procurador-fiscal, nao se se-
gu que fique subsistindo a legislacao anterior, por isso
que, tendo aquella lei revogadoessa legislacao, para que
elle vigore; he preciso que assim o determine outra me-
dida legislativa.
O orador emende que os.collectores nSo so as pessoas
proprias para as cobranzas que j se referi; nao s
por Ihes faltarem os conbecimentos precisos, mas por
serem, pela mor parte, pessoas que teem poucos mcos
de subsistencia, e que por isso pdem com multa facill-
dade ceder a sugestes.
Nota que, por se haver reconbecldo isto, foi que na
sesso passada, se crearain os ajudantes do procurador-
fiscal, c que estes nao correspondern! aos fins que se
tiveram em vista, porque o espirito de afilhadagero pre-
sidio s nouieaoes desses funecionarios.
Faz algumas reflexes mais, e conclue pronuncindo-
se pela emenda do Sr. Ferreira Gomes.
O Sr. deputado foi merrompido por inultos e repeti-
dos apartes do Sr. Xavier Lopes, que nao transcrevemos .
j por nao darraoa, em sua integra, o discurso que el- lav'>
les di*etn respeito, e j por serem t5o longos, que de-1 He approvado sem discusso.
rain motivo ao Sr. presidente e mais alguns Srs. depu.
lados reclaraarem ordem.
OSr. Cunaa Hachado: --Sr. presidente, nSo esloudis
posto a votar, nem pelo projecto como se acha redigido,
nem tilo pouco pelas emendas ollerccidas que se aclun
eui discusso; o isto porque nao vou muito pela opinlja
de se crear hoje um emprego ein virtude de reconhe-
cer-sesua precisaoeutilidade, e amanbaa extingnir-se,
porque de seu exerelbi c iniervencao no publico servi-,
co resultou um ou outro Inconveniente, que alias, nao
desracntindo no essencial essa preciso e essa liberdade
que determinaran) sua creacao, pode ser fcilmente sa-
nado por una nova providencia legislativa : 'se assim
procederinosda'r-'se-ha o caso de todos os annos crear-se
emnregos, e na ses'sao seguinte extinguirte; de tomar-
se boje certas medidas, reclamadas pelas conveniencias
publicas, e amanbaa, sera din fundamento procedente,
revogar-se, c estabelecer-se novas, resultando de seme-
lhnte proceder um verdadeiro estado de duvidas c os.
clcSo, na multido incomprehensivelde leis, na al|u.
vino de providencias contradictorias, c mesmo absurdas.
Esiou convencido, Sr. presidenta, que, por inaiores
que sejaui os nossos esforens e oaejPRas, que por mal
providentes quesrjamos, quandoTiouvermos de confec-
cionar urna lei qualquer, c mesmo quando houvennos
de crear empregos, ja mais nos ser possivel ser casus-
ticos, e prevenir todos os abusos, lodos os inconvenien-
tes e vicios, de que essa lei de que esses empregos pos-
sam ser susceptiveis ; portanto parece-me mais justo e
rasoavel que, todas as vezes que a prtlca e os factos
nos Iizerem conhecer os Inconvenientes resultantes de
urna le, e do exercicio de um emprego, alias de reco-
nheclda ncessldade em sua intrlnsidade, busquemos
antes alcancar a sua causa motriz, e remov-la com a ap-
plicaco do antidat proprio, do que decretarmos preci-
pitadamente sua revogafao em extincao, para nos expor-
inos a outras tentativas, a bullas experiencias, e incon-
venientes, que a prtlca de un novo systeina substitu!-
vo nos far seulir depois de algum lempo: crelo ser esta
a tarefa do legislador, e que s pelo aperfeicoamento, (
aconselhado e indicado pela experiencia, chegaremos a
conseguir o que, anhelamos, e procuramos obter, que he
leis que, escoimadas de vicios e defeitos, cortera, quanto
ser possa, pela possibilidade dos abusos, c satisfacam
completamente as necessdades publicas. A experiencia
nos fez conhecer que a lei da creacao dos ajudantes do
procurador-fiscal tem seus defeitos que deram lugar a
inconvenientes e abusos, tanto pela moralldade c pouca
actlvidade com que esses empregados se do ao cumpli-
mento de seus deveres, cdnio tambera pelo deinlnuto ou
nenhum trabalbo que mutos dilles teem a seu cargo, e
cujas vantagens nao correspondem ao dispendio dos or-
denados; mas, todava, daqui seno segu a convenien-
cia de sua revogaco, e da exiinccao deste emprego
porm siin o dever de examinarmos se he elle necessai lo,
e removermos a cansa desses Inconvenientes e abusos.
Ora, qne be elle necessario c vanlajoso, nao lia duvl-'
da, porque os nobres deputados teem reconhecido que
necessitaoios ter em todos os pontos una pessoa encSr-
regada de promover as execuces fiscaes, que nao pdem
ser tratadas pelo procurador-fiscal, collocado aqu na
capital: c, tendo-se reconhecido isto, devenios conser-
va-lo e uscar corrigir aqulllo que ha de mo.
Teem sido morosos os ajudantes do procurador fiscal,
mas morosos porque? Qual a causa desta morosidade no
cumprimento de seus deveres? He porque contara elles
com um ordenado certo, e nao existe", por consequencia,
um incentivo que os convide ao trabalbo c os leve a
prceneber devidainenie os seus deveres. Portanto o re-
medio est em estabelecermosnii incentivo, para que
tornemos estes empregados mais activos e po'ntuaes; e
ente consiste em dar-se-lbes, nao um ordenado ceno,
mas una porcentagem dasquantias cobradas, e logo el-
les terao multo interesse em dar o mais rpido anda-
mento as execuces fiscaes', e a apressarera as cobrancas
para receberein sua porcentagem. Feito Isto, fica repa-
rado nao s o inconveniente da morosidade, mas tam-
bera o prejuito da fazenda, visto que nada terao quando
nada arrecadarem. A adopcao deste expediente ser,
por sem duvida, mais conveniente do que o encarregar-
se os collectores de uina causa que excede as suashablli-
taces; porque estou convencido, e ninguem poder con-
testar, que, salvas algumas excepces, a. maior parte dos
collectores nao possuein as babllltaces necessarlas para
preencherema inissao da qual se os pretende encarregar;
pols que he evidente que, para promover e eocaminbar
urna execuco-fiscal, he preciso ter hablitaces espe-
ciaes, be preciso ter conhecimento da legislacao respec-
tiva, he preciso conhecer da marcha especial deste pro-
cesso, econseguintetnenteho se pode dizer que ura ho-
rnera qualquer, que nao se tenha dado aos estudos desta
legislacao, que nao tenha instruccao iuridida e forense,
seja adaptado para ser incumbido de urna inissao um
pouco espinhosa.
Tambera nao acho conveniente que se d ao procura-
dor-fiscal o arbitrio de nomear pessoas idneas nos dif-
l'erentes lugares, aliin de promoverem essas execuces;
porque julgo prejudicial c-perigoso tudo quanto fr ar-
bitrio, e disposto me aclio a votar sempre contra elle,
qur venha do governo, e qur de qualquer outro em-
pregado publico. O procuradoT-liscal he homem, pode
ter all'eices particulares,e mesmo polticas,* conseguiu-
temenle ser levado a nao escolher das dlfl'ercnles co-
marcas as pessoas mais habilitadas, mais idneas e con-
venientes para preeoclierem esse lugar; -por consequen-
cia desejo evitar os perigois desse arbitrio, bein-como
desejra que o governo o nao tivesse : mas como gyra
ein urna esphera superior e tem mais grave responsa-
bilidade, nao ha remedio senodar-lhe arbitrio das no-
meaces ; e resignanne-nos coin qualquer parcialidsde
as escolbas.
De confonuidade coin o que levo dito, oilereyo ao m-,
ligo do projecto una emenda, que julgo sanar os incon-
venientes allegados, entretanto que tica conservado o
emprego, eolio nos submettemosanovos mbaracos.
Artigo substitutivo ao artigo do projecto n. 2.
Os ajudantes do procurador-fiscal, ein ves do ordenado
3ue venceui em virtude da ler n. 166, de 17 de novembro
e 1846, terao a porcentagem de 8 por cento das qiuu-
las que arrecadarem. S. R. Cunha Machado.
Apoiado, entra em discusso.
OSr. Trigo de Loureiro'. Scnhor presidente, ped a
Ealavra para sustentara minha emenda, que se compre-
ende na do meu nobre amigo, e na do nobre deputado
que acaba de fallar, porque nem a minha/eineuda, nem
a do Sr. Ferreira Gomes tratam da debomiuaco que hio
de ter esses gentes encarregados da cobranca fiscal;
por consegrante como que contem a ideia do nobre de-
putado. Elle nao convm ein que os ajudantes do procu-
rador-fiscal continuem como eslo, logo estamos qngsi
que ein perfeito aecrdo. He preciso que haja algurm
que se encarregue da cobranca das dividas provinclaes,
e esse algucm nao pdem ser os actuaes ajudantes do
procurador-fiscal; porque, tendo um ordenado certo,
naocurapiem coin os deveres que o sen cargo Ibes im-
pe: devem ser outros, ou elles nfimos, mas com urna
porcentagem. E qual deve ser ella ? t ntendo que 5 por
cento; porque, com quanto nSo pague o trabalbo, nao
haver, com 'ludo, advogado, que se negu aeste servi-
co, porque a porcentagem seja pequea. Por todas estas
rases, voto pela emenda.
He lida c apoiada a seguinte emenda:
Artigo addilivo. As causas da faiend provlnclsl
serao tratadas perante os escrivaes do foro cominuin.
S. R. Olinda Campello. '
Encerrada a discusso he approvada a emenda do Sr.
Cunha Machado, e bem assim a do Sr. Olinda, ficando
prejudlcadas as de mais, assim como o projecto, qut,
comas emendas approvadas, passou a tercetia dis-
cusso.
Entrou em primeira discusso o projecto n. 11, tae
considera em vigor a lei doorcamento aotuai, .at qV
se vote a que ha de servir para auno futuro (Vlde OU-
>


^9
iWHiHlHHVl^

P.issa-se segunda difussaodo prefecto n. S, d# anno
passado que comidera cojp dirello o ser jubilado com
aiiii-iade do ordenado o pfmessor de primetras Ultras de
Nasarelh. 4
He rejeitado sem diicussio.
Entra em (ercelra discussao o projecto n. 22 do auno
MSsadV), que autorisa o presidente da provincia a man-
jar pagar ao arrematante do 10." laufco da estrada
Ja Victoria, com 15" por canto do abate, as prestares
que o aiesuio lem iia thesourria. (Vldc Diario a. 132.)
Ue ancrVado ctn a emenda do Sr. Loureiro que pas-
smi em segunda djsousso, e segaidamenteVemette-se
coinmissao dercdicco.
Sao approvadas, em primeira dUciisso as posturas da
cmara municipal do Bonito.
Seguidamente he lido c approvado o seguinte reque-
rimento :
Ri-qsseiro duescja dispensado, o intersticio marcado
norcgulamenlo paraasdscusscies das leis, a respeito do
projecto a. 11 deste anno, sendo dado para discussao do
primeira dia til. Ferreira Goma.
Q Sr. Presidente levanta a sessao as 3 horas da larde,
depois de haver dado para ordein do da da seguinte:
leitura de projecto* e pareceres; segunda discussao
do projeeto n. II, e primeira dos de nmeros 1, 8, 0,
10 e 12, deste anno.' .
que est, como ja disse.muitomutnjfcopor isso pesso. na
qualidao de on dos signaUrios^jkaA o retirar, e crea
que nao ha quem possa me negar o dircito que tenlio de
pedir para o retirar. '
Fies adiada a discussao por se verificar nao haver nu-
mero suficiente na casa.
O Sr. l'reiidente, dando a ordein do dia para a sessao
seguinte, levanta a sessaopouco maii de 1 hora da tarde.

aaia a, asr isa otoaa 0>M aoao*

13, tSSiO ORDINARIA, KM 26 DE IMHO
DE 1MB.
PRBSIDENCH DO SR. VICARIO AZBVEUO.
As II horas,e */, da manhaa feita a chamada, verifica-
se estarem presentes 19 Scnhores deputados.
0 Sr. 2. Setretario (lntcrino}.decIara nao poder fuer a
leitura da acta da sessao antecedente, por ella nao se
"achar sobre a mesa.
0 Sr. I.9 Secretario (interino) d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Uin o lucio do secretario da presidencia, remetiendo as
posturas da cmara municipal da villa d'Agoa-Preta.
A' commissaa de exame e posturas de cmara*.
Outro do mesmo, reineltendo.a informando doadmi-
uislrador da mesa do consulado, acerca das vanlagens,
oii iiiconvrnieules que teemapparecido, emrelacao a reo
da publica- c iuduslfia commercial e agrcola com a
crcaco das inspccccsdo assucar e algodao-.--A quem pe-
dio as informales.
Outro Vo mesrao, remetiendo um r.'qucrimcto da as.-
sociaco oommercial desta praca, em que representaos
males que hao traiido ao commercio e agricultura as re-
iai liedea das inspecedes do assucar e algodao. A' coin-
missao se commercio.
ORDF.MDODIA.
Segunda discussao do projecto n. 11, que comidera em vigor a
lei do orcamenlo correnle, rio anno futuro, al que u confec-
cione a nova lei.
0 Sr. 1.' Secretario le a seguinte emenda:
A Tei do orcatnento do anno financeiro correnle, Qca
ein vigor nos iiiezes'dc Julho e agosto do anno financei-
ro seguinte de 1848' a 1849, se por ventura antes, no fdr
promulgada a nova lei.Joti Carloi.
Apoiada, entra em discussao.
O Sr. Joti Pedro sustenta o projecto, combatendo a
emenda, e faz diversas reflexes em geral acercada ne-
cessidade da le vigente subsistir no anno seguinte o
menor praio passlvel.
OSr. JCartoi:~Sr. presidente, pouco tere! a dl-
zer, por isso que nSo sou orador, nem leuho os conheci-
mciitos que tem o nobre depulado que me precedeu. O
fim da minha emenda fol evitar o arbitrio ; sou muito
Iiiimlgo de arbitrio, e muito mais do arbltrloindefinido*
ora, o projecto nao marca tempo determinado, dii que,
anquento nao fdr apresentada a nova lei do orcatnento,
islo he arbitrio Indefinido, o qual eu pretendo cortar
coma minha emenda; evito que o administrador da
provincia, .por qualquer frivolo preteato, fique com a
lei actual por multo maior lempo do que o nccessarlo, e
para assim.se nao darera os inconvenientes que notou o
nobre deputado.
0 Sr. Trigo di Loureiro : Sr. presidente, ped a pala-
vra para declarar "o meu voto : eu estou deadeordo com
o nobre depulado que combara a emendare voto pelo
projecto; porque nao me parece forte a rasao que d o
autor da emenda para a susteutar ; diz elle que he para
cortar o arbitrio; mas eu nao vejo aqui arbitrio, porque
a lei do orcatnento he urna le necessaria: o presidente
nao pode deixar de sancclona-la, erubora ella lhe nao d
rto (uanto elle desejar, porque elle nSo a sanecionan-
nao pode cobrar os impostos legalmente, o poyo re-
cusa-ie ao pagamento delles, por conseguintc nao po-
der dar um passo. A lei do orcamenlo he una le ne-
cessaria, esta assembla tem obngaco de 6xar os im-
posto*, segundo a posslbilidade dos contribuintes, a din
"deque, como dlssc o-oobre deputado, ningucm contri-
bua com inais do que dev, nem com mais do que possa:
logo, arbitrio iiiiu ha, c da emenda pdem resultar in-
convenientes, porque lie posslyel que a assembla nao
posaa confeccionar a lei do ornamento dentro do prazo
que ella marca, e ah flea o governo na impossibilidade
e continuar na sua inissao. Por ludo Islo, voto contra a
emenda, e a favor do projecto.
O Sr. Joti /dro'insiste nas suas ideias permitivas, c
combate as observaedes do Sr. Jos Carlos.
Encerrada a dlscusso he a emenda ubmetida a vota-
cao e aprovada, por II votos, contra 10, fleando em con-
scrtuciicia prejudicado o projecto.
Entra em primeira discussao o projecto n. 1 que auto-
risa o governo a mandar para S.-Paulo dous doentes ete-
pliantisis, pata se subjeitarem ao trataiuenlo que all
dcscobriu um Francez.
O Sr. Mavignier refleclona acerca do mel consi-
gnado no projecto, concordando com ludo na utilidade
delle, e nas boas inteneflesde sen autor.,
O Sr". Loureiro faz algumas rellcxaes acerca do que da-
se o precedente orador.
Julgada a materia discutida he o projecto aprovado
em primeira discusio para passara segunda.
Entra em primeira diecussart o projecto n. 8 que Au-
torisa o presidente a mandar construir na cidade do Re-
cua urna priso de de ten cao.
OSr. Trigo de Loureirtn Sr. presidente nao ao este
projecto, como un outro dados para a ordein do da de
huie, deveul entrar em primeira discuss5o ; tratam elle*
ambos do mesmo objecto e rcconhecida necessidade :
de um est reconfcecida a necessidade do Cutio ; e por
isso, eu como um dos signatarios do segundo projecto|
que est sob o numero 9 pesso a casa que me o deix
retirar, nao sopor aquella rasao como tambem porqi
sahiudo da l.nprenca multo mutilado nao he poss ve
3
O vapor S.-Sbaia'o, chegado loje dos porto* do sul,
com 8 das e-15 horas de vlagem, trouxe-nos jornaea
fluminenses at 18 do correnlee da Baha at 23.
Na corte achavam-se u oousas noitalu ouo.
No lagar competente acharao oa eltoret o que vimos
de mais curioso nas gazetas que recebemos d'ahi.
OSr. desembargdor Antonio da Costa Pinto,depu-
tado por Minas Geraes, fura uoteado presidente desta
provincia.
A Babia ficra tranquilla.
COMMERCIO.
lfandega.
RENDIMENTODODIA27..........
Deicarregnm hoje, 28 dejvnko.
84/840
firigue Mary-Hounnelt carvao.
Brigue Heliopolii mercadorias.
IMPORTAGAO'. ,
Hary-Uouniell, brigue Ingles, vindo de Liverpool, en;
irado no correnle mez, consignada a N. 0. Bleber & C,
manifestou o seguinte :
140 toneladas de carvao de pedra ; a N. 0. Bieber &1C.
6 fardos faiehdas de algodao ; a Me. Calmont b C.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 27.
Geral...............'.....2-619/562
Diversas provincia*............ 103/322
2:722/884
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 27 ... .....604/791
RIO-Dp-JANEIRO.
CAMBIOS NO DIA 17 Dt JUNllO.
Cambios sobre Londres .29 3/4
Pars......nominal.
Hainburgo .... nominal.
Metaes. Oncas hespanhTas .
da patria '.
Pesos hespanhes .
da patria
Pecas de 6/400, velhas
B33/000
a 321800
a2#020
i/980 a 2/000
18/800 a 19/000
,> Prau..... 106a 108
Apolices de 6 por cento.....81 a 82 dlv. pago,
provinciaes......83 a 84
(Jornal do Commercio.)
UAHIA.
cansos no bia 22 di junho de 1848.
Londres...........26
Paris.......... -335rs.
Hainburgo..........670 rs.
Lisboa............lOOalObVde.p.
Oncas hespauhlas........30/000
Ditas mexicanas ..........29/500
Pejas de 6/400. -........16/500 a 17/000
Moedas de 4/0OO ,,....;. 900
Prata............185 a 110 p. c.
Acdes do banco 20 por cento nominal.
(Correio Mercantil J
Movaiicnio do Porto
Pfavioi entrada no din 27.
Rio-de-Janeiro, Babia e Macelo, 8 diase 22horas, e do
ultimo porto 15 horas, vapor brasileiro San-S6 de 300 toneladas, commandante o 1. tenente A. Tor-
rezao, equipagem 28. Passageiro* : para esta provine
oia, Pedro Antonio Brasileiro Macei. Brander a Bran-
dis, e 2 escravos a entregar : para o norte, Lion Ce-
ben, J. S. Landerer.*
Cabao,21dias, barca franceza Gas)ar-Jlofl de 170
toneladas, cardtao K. Bidel. equipagem 10 em las-
tro ; ao capilo. .
Navios tahidis no mesmo dia. ,
Hainburgo, gallla hanoveriana /litna-Ra)>ica, capItaoH.
P. Prederlcks, carga assucar e couros.
Genova, brigue sardo Dflino, capillo Manoel Bozzano,
carga assucar e couroS.
Deca rnydes.
farqueos seus signatrios sao uns verdadeiros ignoran
tes al das mais U(viaes regras de grainmalica ; e por
prava.da que elle est infpnneinente mutilado eu o lere
no Diario de Pernambuco. onde.elle vcmlmpresso.smcn-
tc com dous pequeos erro* ; pela publicacao delle na-
quelle Diario eu inostrarei oomo a sua redaccao esta mu-
tilada : no Diario de Pernambuco de 23 do crrente n. Iv,
l-se da seguinte manelra;: (II) eis, Sr. presidente, como
ellefoi concebido, ejsev, portaoto que esse priineiro
artigo tomo a pouco foi impresso, est summainente al-
terado....
0"St. atjnier : Na veidadeest muito alterado.
O Sr. Trigo de Loureiro: Multo. Eu, portaoto, Sr.
pYeiden^ reflueiro a assembla lienca para retirar o
meu projecto, e na segunda discussao do presente apre-
sentarei atollina consideraedes....
B^gy Sr. i^Secretaito : Advino ao nobre deputado
que est em discussao o projecto n. 8.
; O 6r, Trigo de Loureiro : Sei que o que est fin dis-
cassao he o projecto n. 8; porin por isso'mesino e por-
Mtxt vejo mulla paridaae entre este e aqueile projecto
O vapor S.-Salvador, chegado hontem dos
portos do sul recebe a* malas para os do
norte hoje, ( 28) a urna hora da tarde. As
* correspondenciajjue vierem depois des-
sa hora pagaro o porto duplo at as 2 horas, e p.assn-
do dessa hora, nao le receber mais.
A administrado geral dosealabeleciinentos do ca-
ridade manda faaer publico qu, no dia 2 do prximo
futuro mez de julho, pela 4 horas da tarde, na respecti-
va casa, ter lugar a revista geral dos exposto*, e que
dessa hora para diante Se franquelara eutrada as pes-
soas que quizerem visitar a mencionada casa.
Adiiiiiiistrasao geral dos eslabeledmeutosde casidade,
26 de junho de 1848.
" J O ecrlpturarlo,
F. A. Cavbante Coutuiro.
CONSULADO DE PORtOG AL EM PERNAMBUCO.
No vice-conulad0 de Portugal na Parahfba exlte era
Lionn.iascos comvinho da marcas Jl al*maJ**
;^ o7lWW^emCtl)o.Sr.nc. do hla-
t portugus' Bom-Sucino, procedente de Lisboa com
deaUno a este porto. E parque nao tenha apparecido
ate agora reclamante a'esta quanria assim se fas pu-
blico para que a pessoa competentemente autorisada
soapresente uaquelle vice-consuldo ou peste consu-
lado com os respectivos e legae* documentos que assim
o habilitcm para referida entrega. Consulado de'Por-
tugal em Pernambuco aos 16 de junho de 1848
Joaquim Baptista Moreira ,
.Cnsul.
Avisos martimos.
j Para oRo-de-Janeira sabe, com brevidade o bri-
gue-escuna Bella-Virginia: para o resto da carga, es-
ravoshfretee passageiros dirljam-se a Joao Francis-
ca da Cruz ra da Cruz, n. 3.
- Para o Rio-de-Janelro sahe com a maior brevida-
de possivel, o brigue Sociedade : para o resto da carga,
pusageirose escravos afrete, trata-se Coin Jos Fran-
cisco Colares naloja de ferragens ao p do arco da
Conccico, ou coin Novaesb Companhia, na ra do Tra-
pichean. 34.
i Para o Rio-de-Janeiro deve seguir cora toda a bre-
yldade, por lera maior parte da carga prompta, o pata-
cho nacional Nilheroy: quem no mesmo qulzer carregar,
Ir de pasiagem, ou embarcar escravos, dlrija-sc a Gau-
dino Agostinho de Barros, ou ao capitao Joaquim Soares
Mearim.
Avisos diversos.
... Precisa-se de urna ama para casa de pouca familia,
qne cozinhe engomine e eutenda de todo o mais ser-
vico de urna casa e que d fiador a sua conducta : na
ra da Cadeia de S.-Antnlo, n. 21,
Antonio Alves Teixeira Bastos, morador na ra das
Cruzes n. 41 acha-se autorisadp pelo o Illm. Sr. Fran-
cisco de-Paula Crrela de Araujo para receber todo*
o* foro* das casas que lhe sSo foreiras nesie bairro de
S.-Anionio assim como em qualqueroutraparte, e ro-
ga aos Sr*. que" *e achaiu devendo, que hajam de diri-
gir-sea diucas com os seus recibos para pagarc-m o
que estivereni devendo, visto que mullos nao se sahe
onde morara.
D. Alxandrina de Figuelredo Barros embarca para
o Rio-de-Jancirooseu escravo Manoel, pardo, oflicial
de sapateiro.
Prccla-se de um feitor para ser oceupado ein uin
sillo nos suburbios desta cidade: a pessoa que a isso se
propozer. dirija-se a ra da Cruz do Recife, casa n. 66.
Pede-se encarecidamente a pessoa que apanhou
urna maracanaa, traga-a a esta typograpbia, qu ser ge-
nerosamente recompensado.
- Preeisa-sc de um feitor qne saiba tratar de hurta
a enchertar : no Aterro-da-Doa-Vista, n. 43.
Engomuia-se com toda a perfeiffio, e por preco
eoinmodo : no pateo do Terco loja d sobrado n. 9.
Pretende-se alugar, para urna familia capas, um.
sitio que tenba boa casa de vivenda, arvoredos de i me-
to e se for possivel capim para sustento de um cavallo:
rh-efere-.se Ras visinhancas do Manguinho Mondego ,
Soledadc, Passagem-da-Magdalena e Hospicio .- quem
tivermiunefe.
Quem precisar de urna ama para nina casa eslan-
gelra a qual faz todo o servif o annuncie.
O abaixo assignado, vendo neste Diario os repetidos
annuncios para se venderem as safras e mais objectos
constantes do mesmo Diario, existentes nos engenhos
Gajabuss e Cajebussuiinho, na freguezia do Cabo, do
patrimonio do mostelro de San-Bento, da cidade da Pa-
rahiba, transferindo-se aos compradores a* rendas dos
ditos engenhos, previne ao* compradores que, craquan-
to ao traspasso das reodas, nao conten com ellas : por-
3uanto, faltando ao actual rendeiro, o Sr. Jos Cordeiro
eCarvalbo Leite, no,engenho Cajabuss.iilguns me-
re, e no outro tre anno* para findarein, este Sr., por
escriptura publica, trasferio ao abaixo assignado os
meamos arrendamentos, accrescendo tambem ter o
abaixo assignado arrendado por oito annos o dito enge-
nho aos mefcinos religiosos do dito mosttro: adverte
mais a qualquer comprador que as ditas safras estao
subjeitas ao pagamento das rendas do inesmos enge-
nhos. asnuaes se vencein ein l."de maio de 1849.
nhos, as quaes se vencem
Torqualo Hinriqutt da Silva.
LOTERA
DO HOSPITAL PEDRO II.
No consistorio da igreja de Nossa Se-
iiIioim do Livrainento correm as rodas
desta lotera no dia 18 do corren te mez,
wspera de San-Pedro, dia certamente
muito propro para se tirarem sortes : os
restos dos poucos bilhetes que existen! s
se vendero ate o dia 27 ao rneio-dia.
., Precisa-se alugar um escravo para carregar pAo e
Caxer mal algum servijo de casa pagando-se iiicusal-
inentc o que se ajustan na ra do Pires, padaria n 44 ,
ao p da caixa d'agoa.'
-- Deseja-sfe fallar ao Sr'. Antonio Rodrigue* Martin*,
natural do Porto : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 1.
Jos da Silva Souza retira-separa Portugal.
Precisa-se arrendar un sitio perto desta cidade ,
qne tenha boa casa arvoredos, baixa e bauho : na ra
Direlta, n. 36, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para todo o servico de urna
ca*aetrangeira: na ra do Trapiche-Novo, n. 8, ter-
celro andar. ,
,:__Na ra Bella, n. 23, se fazcm vestidos, chapeos ,
toucaa espartilhos e qualquer outra roupa propria
para senhora ,e camisas para hornera : tudo por preco
cora modo.
i. Precisa-se de urna preta captiva para coziiihar c fa-
xer o'niai servico de urna casa' de pouca familia : no
Aterro-da-Boa-Viste, loja n. 3.
Antonia Francisca Cadaval viuva do fallecido Ma-
noel Ferrelra Pinto tem de faser.inventario e dar par-
tilia a seus Albos roga, por isso aos credores de seu
casal, que hajam de apreseniar suas contas para seren
conferidas.
No botlquim Cova-da-Onca na ra larga 'K?/
rj do Roiario, n. 34, contina haver almocos de (
Vj superior caf com leite, sera leite e cha : tara- S
~ bem contina a fazer cnooinmendas de caf ,*
' na forma do estilo da caa. No mesmo boti- *5
| quim vende-se cha hysson, de muito boa qua- A
1 idade a 2f300 rs. a libra arroz-maranhno 'JS
, a 90 rs. a libra e 5 barris vasios que foram de jg
vinho por preco eoinmodo.
- w ----
__Um lioinerh de meia Idade, casado examinado cm
gramnialicaportuguezae em matheinatica.se propoe
a entinar por casas particulares as primeira* lettias ,
pera mdica quanlla de 5/ rs. mensaes lembrando aos
ebefes de familia a conveniencia que resulta de seus li-
Ihos serem ensinados em suas proprias casa* multo
jrlncipalmente na eta{o invernosa : a tratar na ra
Bella, n. 23. --
^-Perdeu-e, no dia 24 do corrrente un rosario de
ouro do pateo do Carino para a Panha : quem o acbou
querendo restituir leve-o a rMdoVIgario, n. 14, que
ser gratificado.
__Precisa-se alugar um preto para o servico de una
casa o'anal saiba cozinbar : na ra da Cadeia do Reci-
fe. n. 32,
Precisa-se de uui sacerdote pa capellao e mestre
de-meninos, e'que aiba francez pira um engenho di* -
tente desta praca 16 legoas para o sul : na ra Nova, n.
58, terceiro andar, de I as 3 horas da tarde.
Quem tver para alugar urna negra boa vendeaei-
,ra, dlrlja-*e a ra Imperial, n. 47, defronte do vivelro do
Muniz. ,
Prccl*a-se de dou amassadores preferindo-se um
forro: na Soledade, padaria n. 14.
Quem achou urna algalia deprata por detras da ra
Nova, ra do Sol at o chafarii, onde se achou o lenco
em que vluha embrulhada, querendo restituir, pagar-
se-ha o valor della: na ra Nova, loja do Caj.
Precisa-se alugar um prato: na ruadeHortas, re-
linacao n. 7. ,, ^_
Caetanoda CosU Moreira embarca para lora O*
provinciaduas escravas crioulas, ConsUnciajeMasfrida.
Aluga-seacasa n. 22, na Magdalena : a tratar ao
ladQ do Corpo-Santo, n. 25.
ANNUNCIA
Firinano Jos Rodrigues Ferrelra que vende nas suas
lojas do Passeio-Publico ns. 9 e II. um rico sortimen-
to de brim trancado de linhopuro, branco'e decores,
a 720.800,1/, 1/2Q0 e l#60O rs.; superior merino, a me-
Ihor fazendaque ha a 4f rs. o corado; cortes de fu*-
laoamarello e de cores ; cortes de gorguro de seda
para oolletes a 2/400 rs.; csguiaodelinho muito fino ;
ricos cortes de vestidorde cambraia oom barra ,a""-
da debom gosto ; cortes de chita-cnssa ,'a 2/, 2o00 ,
3/e 3,50Jrs.; cortes 8e casimiras.de core, a 6/rs.;
ch itas-cassa a 240 rs. o covado ;JcBltas largas france-
za*, a 360 rs. o covado ; tapetes oetodos os tamaitos,
por menos do que em oulr qualquer parte ; chitas fi-
nas a 160,200,240 c 320 rs. ; lencos de cambraia bor-
dados finos; ditos de seda de cores; lilas finas e grosas;
inultas fazendas eseuras para caifas ; inadapoloes de te-
das as qualidade*; algodao branco e de cores ; e oulras .
multas fazendas que se deixam de anuunciar para nao
tomar tempo ludo se vende, seinpre por menos que
emoulra qualquer parte.
Tiram-se passaportes para dentro e fra do impe-
rio tambera para escravos, e igualmente tlram-se fo-
Ihas corridas, porcommodo preco com preteza, e ou-
tros documeptos mais: na ra Augusta, n. 4. Na mes-
ma casa se vende um terreno propro, para se levantar
um sitio no lugar dos Afogado por eoinmodo preco.
Precisase de urna ama para una casa de pouca.ta-
railia : na ra do Rangcl, n. 42.
-- Aluga-se a casa terrea n. 30 da ra do Sebo, con
bons coimnodos .grande qnintal murado com arvores
de fructo cacimba e portao ao lado da mesina casa : a
fallar na venda defronte onde se dir com quem se de-
ve tratar.' ... .
Precisa-sede umeaixeiro para venda; defronte da
Ribeira da Boa-Vista, n 60.
Offerece-se urna mulher para ama de urna casa de
homein soltelro a qual sabe desempenhar os arranjosl
precisos della, com excepcao do servico de ra : a acom-
panha um filho menor de 5 annos_, que nenhuin In-
cotnmodo dar : na ra da Assumpcao, n. 22.
Precisa-se alugar um prelo que seja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangeirai:
na ra do Trapiche-Novo, n. 10. "
Precisa -se de ums preta" captiva para o servico
de urna casa de familia; na ra da Alegra, casa n.
II, acharflo com que ti tratar.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Alexandre Augus-
to Ferreira, chegado a 7 do correnle, do Rio-Grande,
queira comparecer na rna da Cadeia do Recife, afim de
aclarear o negocio que sabe, e lhe da respeito, o que.
consta-se merecer-lhe.
Para as pessoas que tencio-
nam seguir viagem.
Na ra do Rangcl, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dontro e fra do imperio, despacham-
se escravos e correm-se folhas tudo com brevida-
de e por preco muito e muito commodo.
'Anda estao para se alugar as casas de n. 27 e 31,
sita na ra real, prximas, ao Manguiuho, as quae teem
bons coimnodos, quintaf murado, cora cacimba e por-
teo, com porto de embarque e desembarque, por pre-
co muito barato : a tratar coin Manoel Pereira Teixei-
ra, morador prximo quelle lugar.
Compras.
Compra-se vara e meia a duas varas de pedra de
iagdo : quem tiver annuncie>.
Compra-se urna casa terrea no bairro da Boa-Vista
ou S.-Aptonio : na ra Velha do mesmo bairro n. 55.
Compra-se urna carteira que sirva para escriptorio,
mas que seja servida : na ra do Trapiche-rVovo, n. 8.
Compra se una cadelra de balanco estando eiu
bom uso : na ra larga do Rozario, n. 34.
~ Continuam-se a comprar pataces brasileiros o
hespanhes, a.2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ra
da Cadcia-Velha, n. 38.
Compra-se uin prelo que seja bom official de al-
faiatc : na ruada Moda, n 7.
- Compram-se cftectivainente escravos de ambo* os
sexos, de 10 a 40 annos de idade, para urna encommen-
da : na ra estreita do Rozario, 1. o andar, n, 31.
Compra-se um caixo para venda : quem tlver an-
nuncie.
= Compra-se um realejo de pouco preco e que este-
ja em bom estado i no hotel Francisco, se dir quem,
o pretende.
Compra-se um par de caslices de Prata de le :
na ra Augusta, n. 94.
___Compra-se banha de tiiuassu fou o propro ti
juassu'; na ra larga do Rozario n. 36, botica de Bar-
tlioloineu Francisco de Souza-
(Midas.
RICAS NAVALHAS PARA BARKA. '
Vendem-sc rica* navalhas para barba : na ra estrel-
la do.Rozario loja,debarbciro confronte a ra das
Larangeiras n.l.
MISTURAS DOS GRILLOS,
livro interessontissimo de divertimentos :
vende-se no pateo do ColLegio, loja npvav.
de livroa n. 6, de Joao da Costa Dou-
rado.
Vende-se urna parda de 17 annos de boa figura,
que cosee cozlnha ; urna negrinha de 14 anuos de na-
co, que cose bem e cozinha o diario de urna casa, e que
he recolhida; um preto para o servico de campo : no
pateo da S,-Cruz n. 14, se dir quem vende.
Vende-se superior cei veja pretaem botija e ineiaa
dita em barrica de 3 e 6 dzlas cada urna a reulho:
na ruado Trapiche-Novo n. 18, casa de Frederico Ro-
billiard. ,. ....
___Vendem-so presuntos de Weslplealia, superio-
res noar.mazem de Kalkmann & Rosenmund, na
ra da Cruz, n. 10.
Vendem-so pianos inglezes da fabrica de Co-
lard : no armazem de Kalkmann & Rosenmund,
na ra da Cruz, n. 10.
Vende-so charutos de Ilavana, de diversas qua-
lidades, ltimamente chegados : na rur Ja Cruz,
armazem do Kilkmann & Rosenmund.


_A.

ttMt


-*>
i '
i
-- Vende-se, parjfrra da provincia urna cscrava de
bonita figura moca sem vicios e com todas as quali-
dades de urna ptima mucama ; urna linda negrinha ,
. com principios de engommado e que lie perfeita cos-
tureira : na ra do Hospicio, n. >.
Na loja nova de Ricardo Jos de Frei-
as Ribeiro, na ruado Passeio-Pbli-
co n. 17 vendem-se as sentantes ja-
zendas muito boas e baratas :
curtes de chitas com 10 cbvados, multo finas c lixas ,
proprias para vestidos de senhora, para andar por casa,
por serem escuras a 1/600 rs. ; ditos de cassa com 6
varase mela, a ?/rs- d,to' dc tarlatana de cures, a
3/ rs.; ciirtcs de calcas de pello do dlabo, fazenda es-
cura e muito lorie a 1/280 rs.; brini para calcas, a
340 rs. o covado ; cortes de fazendat para calcas que
precem casimiras a 2/ rs. ; cassas de cores de qua-
dros c llstras s 240 rs. o covado : chitas muito boa*, fl
xas c sem deleito algum a 120,140, 180, 200, 220, 240 e
280 rs. o covado ; riscadiubos francezes azues e de qua-
dro proprios para vestidos de pretas, a 160 rs, o co-
rado ; algodo trancad" inesclado proprlo. para pre-
tos a 200 rs. o covado ; curtes de colletc de fusto de
cores, a500rs.; ditos brancos a 640 rs. ; ditos de co-
res, a 800 rs. ; ditos de gorgurao a 1/ rs. ; ditos de ca-
simira de quadros a I,$00 rs. ; ditos le velludo a 2/560
rs. ; lencos de seda muito grandes c bonitos, proprios
para grvalas a 2/560 rs. imeiros, e partidos a 1/280
rs:; ditos de algodo c seda a 1/600 rs. c" partidos
a 800 rs. mantas de soda para grvalas a 1/600 rs.
merino, a 1/600,2/800 e 3/200 rs. o covado ; letim pre-
lo para collete : a 2/660 rs. o covado ; luvas de algodao
decores parahomeme senhora a 160 rs. o par ; briin
' branco trancado de linho, fazenda muito superior a 1/
rs. a vara; coutras umitas fazendas por preco multo
inais barato do que em outra qualqucr parte.
Ventlem-.se 7 escravos,' sendo : urna
niulatinliade 16 annos pouco mais ou
menos que cose e engomma soTVivel-
nientc ; nina preta Moca de milito bo-
nita figura ; urna parda padeira e que
.. lava i)cm roupa ; um casal com urna cria
de 14 a 15 annos, todos pardos ; um
preto de 16 a 18 a irnos por aoo' rs. ,
por ser defeituoso : na ra do Crespo,
i n. a A, se'dir quem vende.
=^=fe
=a^
i
vata; ditos de seda de cresj riscados francezes U
muito finos; ditos ingleses; Mcos largos e eti*l*os ; '
3 rendas.
Vonde-se vinho de Champagne,.marca comaia:
no armazem de Kalkmann & Rosenmund, na ra da
Cruz, n. 10.
Vendem-se pautas das alfandegas do imperto
Rrasil, impresias no Rio-de-Janeiro : na ra da Cruz ,
n, 20.
Vendem-se oculos de arinacao de aro de ac de
arobranco, proprlo* para todas as idades. proxi
mente chrgados de Allcmanha : na ra larga do Rom
rio loja de iniudezas, n. 35.
Vendem-sefazendasmuito baratas, jp
Qnatro Cantos, loja n. 20, de Teixp*
ra Bastos & Irmo *
como sejam : castores cncorpados para calca!,* 9*W*
o covado i leaos brancos de cassa com risca em fj^H
a 200 rs. ; cortes de cambraia pintada para, vestida
fazenda fina, a 2/400 rs. ditos com algom mofo a
rs.; cassa chita lina e muito larga a 200 rs. o com
dita superior, j 400 rs.; riacados largos, em cassa M
algum mofo 200 rs.; chitas brancas de flores i^lO
rs.; ditas escuras, a 160,200 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 e 160 ra. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora.. de 400 a 360 r*. o par;
lencos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; dito* de
cores em setim para grvala, a 1/600 rs.; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordada* a
800 rs. o par ; camisolas de ineia americanas, multo
boas, a 1/600 rs '; e outras muitas fazenda* por pre-
co cominodo.
CA-LUMB1.V MILLS
Georg lown.
Acaba de chegar a este mercado urna partida de*ta
superior qualidade de fariaha de trigo, com a qual s
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a rela-
tivo, no armazem de Antonio Aunes, no caes d'Alfande-
ga; e em poredes, a tratar con J. J. Tasso Jnior.
M*jVbra de 22 annos ada, qe cose, te enAlrt, e approvados nelo onscrvatoi lo drama.
ITia ra larga do Rozario, ri. 35, se. tfe ; multo* outro*etio a veVia.
Vebde-sc uf
engomma e coznha :~ha ra larga
dir quem vende por necesldade.
Vende-sc, ou troca-se por escravos mocos c robus-
tos urna casa terrea na travesa do Lobato ao p da aova
urdem terceirado Carmo : a tratar no largo do Carmo u
vendan. 1.
Chegueniao barato das cassas, a 320
rs. o covado.
Novas chita* atravessadas; riscados de notos padrdes;
chitas escura* muito fina* ; chitas de coberta multo
finas a 200 rs. o covado ; madapolao multo fino ,.a 5/
rs. a peca ; mela* para senhora as mal* fina* que teem
apparecldo ; eoutras muila* faiendas baratas que se
vendem na ruaoLivramenia, n. 14.
Vende-se urna banda e fiador muito ricos : as pes-
soas que tae* objectos qulzerera (comprar dirijam-sc i
rpraca da Boa-Vista, venda n. 13, por balzo da eas do
eicrivao Atahldc.
loj
Vende-se urna preta de 20 annos, perfeita engom-
madeira e cozinheira e que he de boa conducta; duas
negrinhas de 'Ja 11 annos ; um preta de 25 annos que
coziuha e engomma ; una preta de bonita figura, pro-
priapara o servicode campo : no pateo da matriz de
.S.-Antonio sobrado n. 4.
Vcndcm-se ptimos casaes de pombos, muito bons
lialedores grandes e de ptima raca por preco muito
coinmodo, por se querer acabar com elles : na ruada
Florentina, n. 16.
Vende-se meia legoa de trra na margem do rio de
Una, na fregu ia de Agoa-Prela, coin-uma legoa de
fundo, entre o dito rio e osengenhos Grvala e Formi-
guciro : os pretendentes pdem dirigir-se nesta praca
no scu proprielario, Mauoel Zeferino dos Santos.
Vendem-se laas para calcas, fingindo
casimira, pelos baratissimos pr ecosde 560,
640 e 720 r. o covado ; corles de vestido
de cassa de cores lisas, a 2/240 rs. cada
corte de 7 varas; merino muito superior,
a 3/500 rs. o covado ; e panno fino de va-
rias cures, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos .Morena Lopes S C, ra do Quei-
mado, quatro-cantos, casa amarella n.
2.
Superior vinho da Figueira.
Vende-sc esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madrc-de-Deos em
bai ris de quarto, quinto sello e stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casas particulares.
NOPASSKio-rtmico,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos finos de todas as
qpalidades a3/, 3/600,3/800, 4/e 5/ rs.; sarja muito
superior a 2/e 2/400 r*. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/rs. ; lentos de sed;., a 1/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
Corram, fregueses, d loja de Manol
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Pidlico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a -200 r*. ;
algodo azul, a 200 rs.; algodo de lstras, a 200 rs.;
chita de coberta a 200 rs. ; riscados francezes, a 200 rs.;
madapolao fino a 200 rs. a vara; meias, a 200 rs. o par;
chitas de assento escuro de cores fizas a 120 140, 160
e 9.00 rs. ; riscados muito finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia de quadros com 9 varas a 2/400 r*. ;
casss-chilas de todas asqualidades a 2, 2/500 3/ c
3/200 rs. o cort; lencos de seda para gravata a 400 rs. I
ditos de cassa, a200 rs. ; chafes' de inclhn a 1/rs.; di-
tos de laa a 2/500 rs. ; e outras umitas fazendas, por
menos preco do que em outra qualqucr parte.
Vende-se uina escrava moca', de una figura-ex-
cellente e que he possante para lodo o servicode ra-
e de quitanda: pa ra da Florentina, n. 16.
1. Vendem-se coifase meias ditas de laa de diversa*
1 ores epadrdes, do melhor gosto que tem vindo do Km-
de-Janeiro : na ra .larga do Rosario, n. 24.
Vende-se una casa terrea na Roa-Vista, ra da Man-
gueira 1 n. 11, que tem lampeo na porta, com duas
grandes salas, 6 quartos, coznha fura, cacimba, quintla
- bastantegraode, todo murado c com diversos arvoredos
de fructo : na ra do Aragao, n. 27, a qualquerhorado
dia. Esta veuda be feita de aecrdo e com consentiuen4
to do hypothecario da casa, o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior.
I', na do Quemado, n. 46, loja de Maga-
Ihaes & Irmao.
Vendem-se rico* cortes de cambraia abena, a-4,600
rs.; ditos, a 4,000 r*.-, ditos de casca de cor, a 3,000 rs.;
-cortes de cambraia lisa multo fina, de 8 varas e mela, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico, a
560 r*.; cortes de collete de fusto de cores, padrOes mo-
deraos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brisfj trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babadn fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor fizo, a 200 ra. o covado; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas da mela, das melhores que teem appa-
recldo, a 1,400 rs.; inulto boa fazenda para loalhas, com
4 palmos e meio de largura, a 600 rs. avara; setim pre-
to lavradq, a 3,500 r*. o covado ; chapeos de sol de teda,
a 5,500 rs.; brim trancado de cftres, de mui ricos pa-
dres e puro linho, para calja ; lencos de setim para gra-
No pateo do Colirio, n. 0, loja novade
livros, de JoOo da .Cofta Dourad, re-
receberam-se as.seguintes novellas, to-
das de rica encadernaco:
Novo* jogoade sociedades; Solitario ; tala Rene', do-
te de Suzanioha, 2 vol.; os segredos de triumpbar da*
iiiullicrcs i Camilla uo subterrneo; D, Remend de
Agolar, 2 vol.; vida de l'edrilho, 2 vol.; historia de nin
{ilho, 1 vol.; caverna de Setroze, 1 vol.; Estrella por
lorian ; um puglllo, 2 vol.; Lazarinbo, 2 vol.; Clara de
Alba, 1 vol.; liabel, 1 vol.; D. Quelxote, 8 vol.; Gil ra,
4 vol.; Alfonso lira/., 2 vol. ; dlabo colxo, 2 vol.; Esievt-
nlin Golcalves, 2 vol.; GullhermeTeil, 1 vol.; aventuras
de Roblson, 6 vol.; os verdadeiro* orculos das damas, 1
vol.; ditos das seuhoras, 1 vol.} tala, I vol ; caverna da
morte, 1 vol.: todas estas novella* velidem-se por coin-
modo preco.
- Vendein-sc boas caxas de tartaruga viudas do
Aracaly, por barato preto : na ra do Crespo, loja"
u.2A.
A .s'ooo rs. ,
ancorlas com azeitonas superiores : vn**
dem-seno caes da Alf'andega rmazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira.
Vende-se una morada de casa de dous andar* ,
com duas lujas grande quintal, formidavei* o Itere* ,
com 36 palmos de largura e 100 de fundo, sita na ra
Direita desta cidade no melhor local : a tratar na rita
do Caldeirero, n. 62.
Vende-se vinho de claret xeres e Porto, de qua-
lidade muito superior principalmente o primeiro ; en-
garrafado e em oaixas de urna duxia: na ra da Cruz, no
Recite, n. 17.
Vende-se um inoleque ci ioulo de g annos : na ra
da Cadcia do Recife, n. *.
= Vende-se urna cabra moca, que cose, cozlnba en
gomina, e he multo sadia : na ra larga do Rozarlo
u. 35, se dir quem vende.
Vendem-se cinco tonels com azeite de carrapato
a fallar na alfandega com o Sr. Domingos Calda* Pires
Ferreira.
Veude-se urna peeta de naco de 22 a 24 annos ,
com una cria de sete 1ne7.es a quai cozinha engom-
ma liso e lava : o motivo por que se vende *e dir ao
comprador: no Alerro-da-Hoa-Vfsta ioja n.' 78, das 6
horas da inanbaa as i) c das 3 as 6 da tarde.
ca
]Sa ra do Trapiche-Novo n. a ,
sa de Hebrard ft Compauhia,
chegou ultimameute de Marsciha, pelo navio Bilio-
pulii, azeite doce emcaixas, da bem conhecida marca
Plagniol, superiores salames d'Arle e presuntos : tam-
bem vendem-se na mesma casa todas as qualidades de
conservas de fructas da1 Europa em calda e vinagre ,
licores cherrl-cordial marraschino xarope, cerveja
franceza e inglesa kirschwasser superior vinho de
Champanha Khciio, Haut-liarsac Sauternes, Cherri ,
Porto Rivrsaltes Cognac ,etc. : estes e inultos ou-
tros genero* se vendem por preco commodo.
'Vcnde-se o ongenho d'agoa denominado Cami-1
vouzinho na comarca do lionito, com meia legoa de
trra copelra multa varzea de multa boa produc-
l'iio e assucar que smente tlrou duas,safras : os pre-
tendentes dirijaiu-se nesta praca a .ulz Josc Pcreira S-
miles que dar us csclarccimentos preciso* e na dita
comarca a scu proprietario o coronel Martinho de Mel-
lo Albuquerque.
Vende-se, para lora da provincia, ou mesnio para
o centro desta provincia., urna preta de bonita figura ,
sem vicios, ptima coslurelra, modista engoinmadei-.
ra insigne coziuheira de forno c fogao, docclra e pa-
deira ; assim como uina negrinha bem parecida peri-
ta costurelra boa engommadelra cozinheira do dia-
rio Je urna casa, padeira e doedira : na ra do Hospicio,'
n. 9.
Vende-c um negrinha de bonita figura de 12 an-
nos, com principios de coznha e .costura : na rua'da
Madrc-de-Deos armizein de Vicente Ferreira da Costa.'
Vende-se fio de sapateiro: na ra Nova, loja de
ferrageus de Jos I.uz Pcreira.
Vendem-se superiores velas de carnauba, coradas
e multo alvas a 320 rs. cada libra : assegura-se que a
luz he igual a de espermacete e a cor pouco difiere : lam-
bn hade 280 rs. cm libra pouco mais inferiores as
cor smente comtudo muito melhores do que as que
geralmenle appatecem a venda : aa travessa do Veras ,
na Boa- Vista, n. 13.
Venderse o verdadeiro xarope de Bosque, vindo a
Rio-de-Janeiro pelo vapor Bahiaaa : na ra da Cadeal-
Vclha, n. 61, botica de Vicente Jos de'Urito. .
Vende-se um relogio de ouro muito bpm regu-
lador : na travessa de S.-Thereza, n. 2, se dir quem
vende.
Vende-se, ou permuta-se por cata* ou esclavos ,
um grande sitio, peno da praca, com boa casa., mui-'
ta* fructeiras mais de 500 ps de manga be i ras, coquei-
rbs uina grande planta de caplm c grandes balsas para
connuajo de plantas um cercado que sustenta, na
niaiorfrca do verao, trinla vacca* da Icite una bo*
malta com boa* madeiras para cercas-, e boas lenba#|
para oiarlat, com mais de quatro mil p* de coqueiroaL
Ierras para plantacdes de mandioca e carros a tratar
no Aterro-da-Koa-Vista, n. M.
Vendem-se saccas com nilloo a 3/200 r*.; dita*
com arroz de casca, aMMOrs. : na ru da Cadeia dr
S.-Antonio, n. 21.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabri-
cas do RioGrande-do-Sul: na ra 'da Moda, arma
zem n. 7. ^
Na Ipjanova de livros do pateo do Col-
legio, n. 6, de Joo da Costa Dou-
i rodo, receberam-se os seguintes-livros :
Manual do chrlstao ou a* rautas reflexoeS'para todos os;
dias do mez, fkir Francisco Salignac da Molla l'enelon,
arcebispode Cambraia, seguido das oraedesquotidianas,
de um exercicio pora o santo sacrificio da missa repre-
sentado em 36 estampas, de varias oracous para ante* e
depois daconfissao esagrada communnao, rica encader-
naco, por 2/000 rs.; visita* ao Sandsimo Sacramento
e a Maria Satissima, para todos os dias do mez, por Af-
fonso de Lignori, por 2/000 rs., rlcaencadcrnacao ; mez
de Mara ou devocao a Maria Satissima', com um exer-
cicio para o santo sacrificio da mista, representado em
36 estampas, e um modo de rezar e offrecer o santo ro-
tarto, rica enordernaeo, por 2/V00rs.; alma do peni-
tente ou novo pensa ; o bem, coosideracao sobre a* ver-
dades ternas, com historias e exemplos, rica encader-
nacao, por 3/000 rs.; semana-santa com urna explica-
cao em cada diadas tuas ceremonias e misterios,umuie-
thodo para andar em a* estaces, urna meditacao sobre
apalxao, etc. etc., rica encadernajao, por 3/000 rs.;
iinltaco de Chri*to,nova edlcao revista eemendada.cora
estampas milito finas, rica encadernacao, por 3/000 rs.;
compendio da historia sagrada com as provas da reli-
giao por pergun las e respottas paran uso das escolas,
rica encadernacao por 2/000 rs licOes de arithmeti-
ca e breves elementos de algebra para o us*. das esco-
las, rica encadernacao, por 2/000 rs.; resumo de' aiith-
metica contendo smentc a* suas quatro operacOe* fun-
damentaes, (ominar, diminuir, multiplicar e repartir ,
por Salvador Henrique de Albuquerque, em broxura,
por640;novo alphabeto portugus,dividido por rvllaba*,
com prlncipae* elementos de doutrina christaa, o me-
thndo de ouvir ajudar a mlssa e urna prenaracao para
confissao eacomunhi, rica encadernacao, por 1/280
rs.; modelos para meninos 011 rasgos de huinanidada,
de pledad filial e de amor fraterno, -obra divertida e
moral, adornada com 5 estampas, rica endeniacao, por
1/600 rs.; armazem de meninos, rica encadernacao, obra
multo intereisante, por 1/280 rs.; contos ao meus me-
ninos, para recrea-los, fonnar-lhe* um bom coracio e
corrigi-los dos defeitinhoj da sua Idade, por madama de
Renneville, traduzido da 10.a edicao franceza, rica en-
cadernacao, por I/.600 rs.; novo thesouro de economa
domestica, ou colleccao de segredos e receitat, perten-
cendo s vinas artes e olricios, rica encadernacao, por
1/600 rs ; 1/iographia de bomen* destictdos, rica enca-
dernacao, por 1/280 rs.; aviso ao poro obre os primei-
ros soccorros que se hao de dar nos urgente*, e antes
da chegada do medico, por Julio Leroy, boa encader-
nacao, por lf600r*. ; aventura* de Telemaco, em por-
tuguez, 2 vol., rica encadernacao, por 4/000 rs. ; vida
de D. Joao de Castro, boa encadernacao, 1 vol., por 3/
rs.; diccionario da* fbulas, boa encadernacao, por 3/
rs.; manual episcopal, 1 vol., por 2/500 ra.; manual en-
ciclopdico, por 2/500 r*.
Vendem-specas de madapolao cora 20 varas, mui-
to largo a 2/800 rs. e a retalho a 140 e 160 rt.: na ra
estrella do Rozarlo, n. 10, terceiroandar.
VENDEM-SB
collcc^oes de vistas de Per-
11 a mi) uc o ,
sendo as da ponteda Boa-Vista,ponte do Recifo.Bom-
Jesus, Olinda, Poro-tia-l'anella e Cachang, feitas ao
henclicio da sociedade da, Reneflcencia allemfla e
suissa : no armazem de Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pistor, nasiojas dos Srs. Lui'z Antonio Si-
quoira .ilaSnra. viuva Cardozo Ayres & Filhos na
ruada Cadeiado Recife; as tojas dos Srs. Santos
Noves & Guimar.les, na ra do Crespo; lo Sr. Jos
de Alenquer Si mOes do A niara I, na ra Nova; e do
Sr. J. Chardon do Aterro-da-lloa-Vista.
Vidros para vidracas,
vendem-se em porcOos ou a retalho a vontade do
comprador: na ra da Cruz, n. 38, casa de Schafhec-
tlin &. Tobler.
Casimiras lisas, a 9,400 rs.
cada covado, as melhores que lem vindo a sta praca,
nao s pelas delicadas cores, como por ser perfeita
fazonda ; ditas de lislras,. viudas ltimamente del
Franca osineltiores gostos e melhor fazenda que*
ha u 9,500 rs. o corte; recias casimiras a 3,500 rs.
o corle : panno preto o nzul Arfo a 3,000 rs ; ditos
de. cores, do 4,000 at 5,000 rs.; dito preto a 8,000,
6,500,7,000 at 11,000 rs. que nada dcixanl a des '
jar ; e todo o sortiment do fazendas finas e gros.sas
que se vendem retalho e por atacado : na ra do>
Queimado.n. 37 no novo armazem de Uaymundo
Carlos Leite.
lirios trancados.
Vendom-so superiores cortes do hrins trancados,!
de quadros o lislras de muito bonitos padrOcs, pelo
barato proco de 2,000 rs. o corte : na ra do Colle-
gio, loja novada estrella, ii I.
Diccionario de Montes
da ultima quinta edlcao, augmentada com a* etyinolo-
gias e oom mais de cinco mil termos novos inalados
com asterisco ; boa iinpretsao e encadernacao. Pde-se
alfoutainente dlzer que esta nova edicto do MoracS ,
enriquicida como se acha nao deixara nada detejar
aos cultores da llngoa de Camfies ;

Manual de direiio ecchesiaslico
de todas as confisses chrisiaas, )or Walter traduccao
portugueza olferecidaa univertidade d Coimbra por
un escudante jurista da mesma unversidade,2 v., 1848;
Ultra iitlllssluia para o estudo do direito ccclesastlco ,
publico c particular ;
Ordenacoes do reino ,
beiuencadcruadas e de nova edicao muito em couta;
Matlim o ngeitddo, p?r E Site,
oulro famoso romance vertido eos lingoagcui pura,
correcta e elegante pelo traductor portugus dos- Mys-
terlos de Pars, i848 ;
O reiou o impostor. O crime ,
2 drama* orlgin*> rM>Hgttert*,puttcaao uttiinameo-
Direito orphanologidbi,
iblicafo portugueza por Eca c Leyva, com
ce alpbabetico das materias que facilita a con.
sulla desta importante obra, de muito prestiino fiara i"
pestoas do foro-, 1 v. 1846: vendem-se na llvraria
esquinado Collegio. *
Vende-se a venda grande do Mauguinho, cora nou.
eos fundos: quempreteoder dirija-%c u inesuja.
Na ra de jgvas-Verdfis, n. ?fe,
vendem-se dous perfeitos moleqde de 18 a 20 annos
um bom escravo padeiro ; um pardo alfaiate ; um prriQ i
carreiro ; um escravo bom feitor ; uina preta de 25 an-;
nos ,que he lavadeira e quitandeira,- sem vicios n^r
300/ rt. ; duas ditas para todo o servico. todos estes es-
cravos a vendem por. pr*fo commodo, por serem de-
Uina pessoa que te retira.
Na kija nova de livros do pateo do Col-
regio, n. 5, deJodo da-Costa Doura-
que chegaram;
' Os romances de Paulo de-Kock, todo* de mela enca-
dernacao ; o Gaia(o do lerreir do Paco, S yol ; Rusa e
Branca, verdades sonhadas, 2 vol.; a Ultima fada, 1 vol.;
Historia de Napoleio ; Castello das tollinas; o Amigo do
Castello ; Esnicraiise ; Elizia; o Astattino ; Epstola de
Elolza a Abellard ; Emilia ; Rochedo dos auiores ; Vlria-
to Trgico ; Cartas deMenclau a lleltna jGncrra dos Ra-
tos e Rass: alm destes romances lem 2 mappas liupor-
tantissimos da cidade de Lisboa; a obraAdministracao
domarquezdo Pombal -; Architetura mstica, 1 vol.; Rc-
flexOes tobre a llngoa portugueza ; Tentativa potica, 1
vol.; Responsabilidade de garantas, 1 vol.iNiillidadedo
matrimonio, 1 vol. brox.; ClassificacSo geral da legisla-
cao portugueza, 1 vol.; EnSaios sobre slatislica, 1 vol.;
o Defensor da rcliglao, 6 vol.; Tratado de esgrima, 1
vol.; e outro* mullos livros que se vendem muito ein
canta, para fechar couta de urna factura que receben par
coininissao.
Vende-e urna preta crioula de 22 annos : can Fu-
ra-de-Postas, ra do Pilar, tobrado q. 109.
Vnde-se um dot i elnores sobrados sito na cidade
deGoianna, eina ra do M. rclende-lo, diri-
ja-a* a ra da Cruz n. 10, ou rutquella cidade a fallar
com o Sr. Antonio Pinheiro de Hndoncv.
Na loja opa do pateo do Collegio, n.
6, de Joo da Costa Dourado,
ta uina colleccao de 14quadros dos passos que passou o
Senhor, em moldura invernixada, pqr preco multo com-"
modo.
Na ra da S.-Cruz n. 60, veiid defronte da ribei-
ra preclsa-se de um calxelro para tomar conta de uina
venda por lialanco dando fiador a sua conducta.
Vendem-se 5 escrvas sendo : duas linda* pardas,
de 26 annos, que engoimnam cosein chao cozinham
e lavam de sabao ; dous lindos inoleque* de najo An-
gola de 16 a 18 annos proprios para todo o servico ,
um elegante escravo de nayao, oprimo canoeiro e pa-
deiro : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vende-se uina preta de 30annos por 260/ rs. ,sem
victos iiem achaques : -na ra imperial ; confronte ao
viveiro, n. 01.
Vende-se papel almaco azul e bronco de duaf mar-
ca* em caixas de 50 e 60 resmas cada urna i retalho:
na ra do Trapiche-Novo n. 18, casa Frederiuo Robii-
itard.
-- Na ra do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos o sobrecasacas, as-
sim cmo chapeo de castor, pelo barato preco do
5/000 rs.
Vendem-se cadeiras d bataneo muito boas
commtias : no rniato de Kalkmann. & [Rosen-
mund, na ra da Cruz, n. 10.
Casimiras elsticas
finas.
Vendom-se superiores e excedentes corles de casi-
miras de superior qualidado e lindos goslos, pelo
diminuto prego de 5, 6 o 7f rs. o corte de calcas, sen- .
do seos padrOes tanto de gusto para o invern, como
ara o verti; a elles antes que se aCubem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
- Vendem-se aeces da cx-
iincla companhia de Pernambucd
e Parahtba : no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, ra da Giuz,
n. 9.
SUPERIOR FAREI.0, A *,000 rS.
Vendem-se saccascom fardo lino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual he o.melhor de todos que
aqtli tem aportado, por ser o mais nutritivo: em
do J. J. Tasso Jnior, rita do Amorim, n. 35.
' Vendem-se oite escravos chega-
dos hontem do Aracaly sendo : 3 ne-
grinhas de 11 a 12 annos; uina mulati-
nha ; una dita mui'o linda, de 18 an-
nos com una cria ; um preto de iS a
Ao annos ; um mulalinlioe i molequinho
d6 a 7 annos : na ra Pormosa, na
quinta casa.
^-Vende-se um casal de jacus da malta por preco
commodo : na ra larga do Rosario fabrica de cha-
rulos, n. 32.
- 'Vcndem-se 3 molcques de bonitas figuras, de 13 a
45anuos, sendo um delles bom pagein ; 2 negrinhas
Suito lindas de 13 a 16 anuos, com principios de coS-
ras e engommado de todo o servico ; 6 escrvas de nae'Sp mocas e com
habilidades : na ra Uireila, n. 3.
Escravos Fgidos.
5 Fugio, no dia 14 do crreme me* pelas 5 oras
da tarde um pardo trigueiro -de noine Rafael; tem
urna fstula pequea em um quetxo, alto, cabello aca-
boclado ; levou cal5s de algodo j Usadas e junta-
mente camisa ; assim como nSo largava urnas comas do
pescoco; he de poucas fallas ; v*o do Ceat o vapor
passado ; he escravo de Jos Sinith de Vascncellos d-1
iszua cidade ; he de supnr que touuuse o caniiolio do
erlo. Rga-se as autoridades poliiaes c capltaes de
campo que o apprehendam e Ievem-no.a ra da Crux
noRecife.u. 26, que serio gratificados geneV*ainente,
~ Ainda coulinualu a estar fgidas as esclavas Maria
P?cta, e Paula, parda, que se haviam auWulado eui
1846 pertcncenle* a Antonio Monteiro Pereira.
l'EhdJ.
&*m
NA 1VP. I)F I. P. DI-PAHTA.
,U
(

MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO^
IIMsHsMsHMsls.Ws1llll i" TlslssIIT Islstsss^ MM I I fcUl I I 1^___.___>


*w

DIARIO DE PERKAMBUCO.
IV. 143.)
IV
(1848,
U PMMfUJCO.
lamroaa. aa ata vvsmto toa aa^a,
MWKf cnwsxas dos das 26 jtV.
A 28docorrente,'nel*s 10 hora, da mantas, no entente
g,ue eerioestuSfene do.ljceu Uercava coi,. Hln dos Por-
tugueses que tem armazem de carne secca na ra da
Praft deate oidade, que fica adjacente ao infamo lyceu,
aeonteceu qne, eni aoccorro do referido eiuidante, appgl
recessem diversos oempanbeiros seus, entre os quaes
yla-s,* o cadete Jos da Coate Cordeiro, qUe, depoia de
haver descarregado urna bengalada sobre o Portugus,
recebeu deate, na cabeja, uina pancada, dada cora un
peso, qtie oaliio por trra, e flcou aemsentidos dorante
algn minutos.
Occorrido o Tacto, concorreu paragem em que elle
houvera logar, nao s a mor parte do alumnos do esta-
beleclment, seno lamben, algum povo, que, sb o pre-
texte de vingar o offendldo, chegou ao exce.so de arrom-
bar a porta de verlos do referidos anna/ens ; matar
a don Portuguezes, e ferir a diverso, na mencionada
ra. D'ahl, anda furioso, passou-e ra do Bangel,
onde arrancou a vida a outros tanto Portugueze, ura
dosquae deixou cinco filhos.
Oxin. Sr. vice-preldenle da provincia, anenaj ol
informado de tio deiagradavel oceurrencia, ordenouao
chefe de pplicia Interino, que,acompanhadodo4.*bata-
lho de artilbaria a p, marchaste para o theatro da de-
ordem, aflm de reunir-e a urna port5o da forja poMcial,
que ah se 'achata, e tratar de dissolver o tumulto. S,S.
nada pdde conseguir; volto.u para palacio e requi
majs forja, assiui como a codjuva$ao doSr. coronel
commaodante das armas. S: Ex. assentio ao pedido do
magistrado, e ordenou que inesmo Sr. coroner o acom-
paohasse cora o 5. bata Ib So de fuzilciros. Ao expedir
esteordem, oExm. Sr. vice-presidente recoinmeodou
que, e o gieios brando econciliatorio nao fssem
'bastantes, se recorresse aos forte. Entretanto, apenas
anovafrjappareceu, algumas peisoa do povo come-
earam a dispertar; mas outras couservaratn-se amoti-
nada ; principiaran! a faier exigencias ; c, viudo at ao
largo de palacio, mandaram, por urna.coinmisso, te-
presentar S. Ex., que os Peroambucanos estovara sen-
do massacrados pelos estr.angeiro, que inorriam fu-
me e quequeiiam promptes providencia a respeilo.
Q Ejyo- Sr. Aguiar achava-se cercado de muita tropa
de linha, e poda dissolver inmediatamente o ajunta-
roento ; mas, desecando evite- a lodo transe o derrama-
meato desangue, disse comnussfio, reduslsse stia-peti-
fao a escripto, para ser presente a Sua Magettade o Im-
perador, e devidamente atteodida no ponto em que o
merecesse. Entao os representantes retiraram-se.
Logo que sedlvulgou a noticia do horroroso acontecl-
inento, em que fallamos a principio, as lojas o as de mal
casas de negocio se fecharain cpmo de improviso ; o
susto e o terror se dlfludiranr por toda a capital; es-
ta ficQU como que abandonada, e exclusivamente oceupa-
da pela tropa c pelos grupos amotinado.
I O querellamos relatado, se passou desde as 10 horae
da manha at 5'/, da tardede 26. A' noite, os grupo fi-
rm diminuindo pouco a pouco ; mas, islo nao obstan-
te, agpverilo e couservou vigilante em palacio. Ao arre-
bor da-aurora de 27, reconhecra-sc que nada acontecer
alm do que Uca mencionado; mas, no correr do dia, for-
maram-sc novo grupos de desordeiro.
Um delle i.eguio para o bairro da Ua-Vlite. e ten-
tou fazer algn deaacalo ; porm nao o consegulo, por-
que o Sr. cominandante geral do corpo de polica. An-
tonio Carneiro Machado Rio, para logo dirigio-e a es-
se bairro, e inutiliaou os planos dos ainplinadores.
Mais tarde, este mesmo grupo, um pouco mais en-
grossado, tomou caminho da freguezia de San-Frei Pe-
dro Concalves ; invadi a galeras da asscmbla legis-
lativa provincial ; inultou os meinbros della, e atinal
apresenlou a peticao que abaixo transcrevemos :
lltnu. Sri. deputados provinciac-----O povo desta ca-
pital reunido, em torno da casa de vossas sessrjcs, vem
pacificamente usar do direlto que llic concede o artigo
179, 30 da coqsltuijao, pedindo-vos que o atleudais
no que passa a expor. ~ "" *-
Vlnte e seis aonos fazemqueo Brasil he iudepen-
uente, e no en tanto o povo tem continuado a ser enua-
gado pela influencia estrangeira : teein-se uccedido
diversos ministerios c legislaturas, houvc a reforma da
comtlipljao, promulgaram-se centenares de leis, eo e-
trangeiro contlnuou e contina anda em eu predo-
minioferoz, em sua conquista barbara.
Nao sallsfeito em haver transportado para a Europa
lodo o iiQsso ouio, elle invadi o nosao commercio de
luna mancira espantosa; e, couio c'isto nao fsse bastan-
te para saciar sua avareza, elle trate de approprlar-se de
todos os ramo da industria brailleira. J nao lia artista
nacional que posta vlver de eu trabalbo, porque o es-
trangeiro ambicioso Ihe tem roubado lodosos meio ho-
nestos de uinj ubsistencia licite ; e nao sallsfeito com
tude Isto, elle tente contra a vida dos filhos do Brasil,
em leu mesmo paiz, como hontein acontecer nestames-
illa cidade, segundo dere ter ebegad ao vosso conhcl-
raento. "
Din estado tSo deshonroso e aviltante como este nao
pode ser mais tolerado pelo povo, e portento elle e
Menta perante v, encorsjado pela consciencia do
bem. que representis aijembla aeral da
ca da necessfdnde que trn o pWae umi
contHuinte paW tratar de urna reforma
narmonise com o progreso liberal So sec1
presente da sooledade braslleira.
O novo confia m tS, seabi^i esaas* revln-
olaos, e por uso esper que o attenderei, lie dentro era tres dia a le de que cima se flti iimrv3o, e
^ecretando.pr,ovid,eqcas tes, que jesde JA nSohajaiu.te
RSi5 e ro quees que sao
l|dlpensvels nal cisas de grosso trato, os quaes nao
tioderae exceder a un em cada urna ell. r
k Se nSo for atlendldo,' o ovo protesta usar dos meto
que a toa rasao Hie uggerir, para llbei tar-e do Insul-
tante jugo que o opprlme; e sobre vossa cabeca, Srs.
deputados provlnciaes, recahirao as consequenclas de
qualquer confliaoque porventura hija de appareoer.
Pateo da assembla provincial, 27 dejunho de 1848.
De pose de semejante peticao, que, sera luiuima
observacao, ahi entregamos Conlderas|o dos leitore,
a assembla provincial a reinetteu i urna cominissSo pa-
ra dar hoje o sen parecer acerca da pitflrll de que fe
ella oceupa.
A* viste deste nova oceurrencia, tent mais srolA- .
eatlva. q.nto denunciav. que J era ^ o^r M ^tp^AY^^^U^
legislativo meiecia os respeitos dos tiimulUoos, o Exna. I "S ?2ler"' e pe, ran"e numero de peasoas que ti-
S,vice-pre.identetomou. re^ti de ue, d,.per- d g^^le^de ^^^ ?l^
A rarca, debaixo de armas, era avallada en 35,000 ho-
en, o l***o, reunido na praca da Csaeordia e na vl-
zinbanca do palacio, era mui numeroso.
Pela 8 horas, pouco mal u meaos, coiuecaram o
dMutedw a ejunr np alio, e a Iribun depomatica
acnsra-se oceupada por diHereoies ministro estrsngei-
iS*** ^f Andfjr de Puiraveau, o mais
veino uo raeinbro presente, oceupou cadelM presi-
dencial, Oom|>anbado dos sois saembtws nsis moyo da
me.ma aasembla, Messrs, Fresoeau, Astouln, Lgreau-
oei. 0inioe. Si. Beure, Avo*d Betwuillet, os quaes
epoi o oanbao dos Invalido aasMtnciou a spr*s4nia-
eao aos membros do governo provisorio, e os deputedo:
ir!?2iMe 2! ,eu,ntos: apenas Isso fra etfeitua-
do ouvia-se rfar o, tambores da guarda nacional, e os
empregado da casa i
ompregaoo da casa anuunciaram a cbogada dos mem-
bros do goverdo. fl. Duf dot (de l'Rurjeotrou no salao
o. u ?MeM"- Umartne e Lu Biane; segulam-
ni ikM .ASg(^' "": "arle. BethiuotU, Udru llol-
" ; 1 TtU"^pu e c''n'cux; e tmbgu. P/agnerre.
secretar.o do governo e M.ussidiere. preeiloll poli-
ca, o nico que se apresenlou com traga ssfrMiwftnb.
ff V ?un me,ntor'' I governo se postaram em fren-
ie na tribuna, toda assembla levantou-se eaaudou-os
sa-Io a (odo o transe, anda inesuioque Osse n,esario
recorrer ao eraprego da arma ; c era consequencia
expedlo sua ordens peste sentido. Seiuelhanle ordens
fram lellglosamente cunq.ridas ; e, merc de Po,
8 horas da noite, .eatevara dissolvido todo os bando
anai chista, sera que a isso houvease precedido mais do
que os denodados esforcos da' companhia de cavallaria
de 1. linha, e alguns tlr'o dados ao ar ; sera que, fe-
lizmente, tivesie uiorrido um hornera.
S. Exc. nao- se liraitou sqmente a isso. Como o Sr.
Antonio llorge da Fonseca ,' alm de haver Jeito, distri-
buir una proclamsco, subversiva da ordein publica, de
quando em quando chegava s varandss da sala-livre da
cadeia, e d'ah ccracitev o povo, coadjuvado por Fran-
cisco Pedro Vinagre, e pelo offlclal de juitica, geralmen-
te conhecido por Gottfalo, que com elle se acbavaui
preso na meiina cadeia ; S. Exc. mandou-os panar pa-
ra bordo da corveta Euttqte.
Esta providencias e outras influirn para que, ho-
ra em que escrevemos estas linha, ( 12 hora da ma-
nbaa j a capital esteja quasi restituida ao eu estado nor-
mal, animo anda se nao acham de todo desasom-
brados ; mas nao ha motivo para recelar que se repro-
duzam aceas de horror. Conste-nos mesmo, que algu-
mas casas de negocio j abrlram as portes.
i lie para uoiar que, emquanto ludo o ucced, ne-
nhuin evento deiagradavel se dra no bairro do Recite,
alm do que se passra na casa da assembla provincial;
o que be tanto mais admravel, quauto he ahi que re-
side a mor parte dos estrangeiros, contra qupm priraei-
roi se desenvolveu o phreneil popular. Este phenomeno
foi, por sera duvida, devido aos esforfos do Sr. coronel
Francisco Joaquim l'crcira Lobo, que nada poupou a
bem da iranquilUdade publica, nesse ponto da cidade.
Cabe-nos declarar que empenharam-se por coadju-
var a aeco do governo no nobre empenbo de restabele-
ccr a orden, nao so o Sr. coronel coiumandsnte da ar-
mas, e os outros dous Sr., cujos nomes ficam inscripto,
fedSo tainbcm os Srs.: coramandante uperior Fran-
cisco Jacintho Pereira ; teneiiies-coronel Francisco
Carneiro Machado Rio e Rodolfo Joao Barate ele Alinel-
da; diverso outrosofficiae da guarda nacional e pri-
meira linha ; e o Sr: delegado supplente Feliciano oa-
buira dos Santos.
Faltramos a uina de nossas obrlgacde inais sagra-
das, se ai) concluirmoa este irabalhq, nao lembras-
semos aps nossos concidadaos, que nlngnem tem o di-
reito de vingar-se por s mesmo, por malor que seja a
offen.sa receqlda ; ~ que jamis deven dfi manchar as
maos no sangue humano, uo tangue de seus semejan-
tes, de seus irmaos, na phrasc do Evaugclho ; que con-
fiera na insiituicoes do paiz, e na boa f e prudencia
do Exin. Sr. vice-presidente, que, filho dePernarabuco,
amante de se paiz, e seguro jip apoio 4a parte senssta
da popula9o, nada poupar para salvar a provincia da
voragem da auarcbla.
Por igual, corre-nos o dever de cismar que lie ebega-
do o momento de sacnlicar'raos no altar da patria todos
os odios e resentlmentos, filhos do espirito de partido,
e trabalhariuo de commuin accordo para fazerraos
abortar os planos dos perturbadores do socego pu-
blico.
frain levados ao ultimo banco esq'uerda. e logo qu
^fSarain, o presidente niandou uppllcar a M. Du-
pontfdc l'Eure), qu2ese subir tribuna. Elle ergueu-
e, e, acompanhadu de seus collega, encaminhou-se pa-
ra a tribuna, a qual subi Apepas ah appareceu,
romperain o gritos de Viva o governo provisorio I ., e
.TO ?., re^aJ>e'.wWo o lleucl, leu a.embla a e-
gu.:;c allocufao.
Cidadpi riprticntantes do pavo,
V governo provisorio d repblica vem Curvar-e
perantea nScSo, e render uina homenagem asslgnalad
*PF.emoJ>udr d,e ^ue vosacHais revestidos.
fcleitos do povo nos laudamos a vossa vlnda a esta
grande capital, onde a vosa presenta excita um sent-
ilhidido e' a .eP Encarrcgados da soberana nacional, v ide fun-
dar novas insiltulce sobre a lari base da democracia,
vos ides dar a Franca a nica cnskilulcao que lhe con-
vmuina constilulco republicana.
(Aqu tddo os raembros da asseihbla e levanlaram
hibll 'i'rf "'"'* aS tn3"- direltas'' Wtaraio Viva a r^
Has, depois de haver proclamado a grande le noti-
ca que deve orgaulsar definitivamente o paiz, devels
passar a regular a aCcao posslvel e elBcz do governo as
relacoes que as necesidades do Uabalho esWbelecem
entre todos cldadaos, e que devera ter por base as
lel*agnidasdajusilaedaftaternidade. T
(Pfovoj applausos egritos de Viva a repblica! )
He chegado finalmente o teinpo de o governo provi-
sorio resignar cni Vssa maos 0 poder Ilimitado de que
o rcvejtio a revolufSo. V sabis que, relativamente a
nos, e(a dictadura era s um pod/ moral, exercjdo no
mel dessas circunstancias dlincultosas, pelas auaes lia-
vciuospassado. t
Fiel a nosia origejn e a noa convicede pessoaes,
D ? Kw '!l*'* e'" Proc>*>n^ repblica de fe-
*i?ri!t-,,**T'0fifl",,u"r trb|h.0 < embla
MaSbHcat? q,c,ewpte a d"erU 'audaF
ty^$Mlh "*Wi<, pe,a aw.ewb,a cour W.r
liepois que Mr. Dupont (de l'Eure ) desceu da tribu-
na, rub.'o. a ella Mr. Crm)eux c Jeclarou aberta a e-
lo da assembla. Elle reqU'ereu o preside me que coi-
vidase o representantes do povo para em uas com-
iiiisses permanentes vcrilicareni os seus poderes ; a as-
sembla addiou-se entao no meio de gritos de Viva a
repblica e Viva o governo provisorio
Pelas 3 horas, leudo os deputados completado a veri-
ficacao de seus poderes, tornaram a entrar na ssla, e o,
presidente convidou entao a M. Bouchard, relator da
primcira coinmissao, a crainunicar assembla o re-
ultado de seus trabaihos.
M. Bouchard, subindo a tribuna, propox a admiiao
de um grande numero de deputados cuja elelcao fora
pela coinmissao adiada vlida.
^direlto, nedindo-vf que o slvela-da doraibacao
estrangeira, fazendo p^or uina lei que garante aos na-
d,i^l^,,^ent^Oi;0,,,merc,0 a rcho, bem como o
direlto deserem calxeiro e o exercicio dos dlfferentes
ramos d indu.trla braalleira dentro da provincl. Dre-
rS??0' ^r10,"6 abdlspo.lcoe..quenSoeJa fl-
ludlda a providencia que do rom atrloti.mo e Saje
Outro.im, requer-o povo, que ordeskls aqpresjdin-
te da provincia, que, no prazo lnprorogvelI Je qinze
dias, faca embarcar a lodos os Porto'gueseft soltarosi ^e
e acbarera nete cidade e nos dentis lugares da nro-
ivlncla, visto serein inimigos iinplacavels dos Brasileros
rcomoem dlferetes pocas teih mostrado : assra m-
Tendo o Sr.doutor Gervasio Gonjalves da Silva, sol-
citado e obtido demlssao do cargo de chefe de pnlcia
interino, S Exc. o Sr. vice-presidente d provincia no-
wenu paya substitui-lo ao Sr. desembargador Manoel
Rodrigue Villares. S. S. entrou bontera em exercicio, e
tem desenvolvido muita energa e actividade no cum-
primento das sua obrigacce As medidas, emprpgadas
ltimamente a bei da ordera e tranquilldade, frain
adoptadas (Je combina;ao com elle, que se nao poupou
a collocar-se teste da frca encarregada de dispersar
ps grupos dos ainotinadore
Pela barca inglesa Banger, procedente de Londres, re-
cebemos o rime at II do prjimo pastado malo.
Pelas 11 horas do dial desse nez, que, como j era mi-
tra occaslao annuncimo ao nono leitore, eitava
marcado para a reunIS da'ambl nacional de Fran-
ca, todo olbalalhSe da guarda nacional tinliam oceu-
pado as poiicde que lhe haviam sidb'ai'tignada, desde
a prafa Veiuowu, ao longo do oulevtrii, e d bra( d
0oncor4ia, at o palacio da asSembls. O nrnnelr'o bata-
Ihao da (ard Uobile esteva formado em frente do pala-
cio e do |ados estavapi poslado destacamentos da tro-
pa de linha misturaaoj com guarda naclonaes; a caval-
Levantou-se depois, M. Oemosthenes Qlivier, e reque-
re u que todos os membros, depois de serein introduii-
dos e na casa. ubisem tribuna e alli, em preeuca de
toda assembla prestessem juramento de obediencia
repblica. Mulos deputedo interromperani o orador ex-
clamando iuro#nWe(aMido' Por quera ? per-
guutou M. Olivier. Pelo governo provisorio. Pols,
contlnuou o orador, os senhores collocain o poder do
governo proyitorio cima do da assembla nacional ?
Grito O juramento est abolido c para sempre. ii
Levantou-se entao M. Creraieux, ministro da justica
e disse que o juramento do obediencia havia dado oc-
casiao ha tanto escndalo durante os ltimos 60 anuos,
e tinlia excitado tao uulv"- .al indienacSo, que o gover-
no provisorio havia julgado acertado aboli-lo. jura-
mento de todo verdadelro republicano, 'eccrescentou o
ministro, est no seu corAcao e nao em seus labios.
A assembla recebeu esta declaiacao do ministro com
grande apnlaso e ratlficou por sua unnime approva-
cao a medida adoptoda pelo governo provisorio no meio
de atroadore gritos de Fitm a repblica i Viva o
governo pro vito rio I "
Subi depoi, tribuns M. Bcrger, e disse : Cida-
daos, em nome dos deputados do Sena, proponho as-
sembla nacional a solemne proclainaco da repbli-
ca. ( 7*oro> de applausos. ) Cidadaos, conheca a Fran-
ca, conheca o mundo inteiro que a repblica solemne-
mente proclamada cora entbuilanno, he e ser a for-
ma de governo deste paiz (Afano applausos.) HSo no
esquefamo nunca jamis deste grande dia. Era norae
da patria reunam-se em urna s familia todos os ho-
raen, quaes quer que sejam as sua opinioe aflm de
que este da possa ser verdadeiranientc a festa da con-
cordia e da fraternidad. (Grito de Viva a ripubli-
ca" partirm de toda a partes da cmara. )
M. Clemente Thomas requereu que a prpclamacap que
acabava de ser propste fose feltaera nome de todos
o representante da naca.
M. Ducpux, disse que apgfaudia sera reserva alguma
*n!'Ben(cq'|ij? ditera a proclamacao, e que nRguera
etava nial que elle ncloso para proclamar a repblica
una e indivisiyel, mas que entenda que nao eranquel-
a oceatiSo que ste poderla 'proclamar repblica do-
raocratica, e fraternal cora toda a solemnldade' que
convinha a tao'lmportaate acto. ( Httrondoios applausos)
M. Emmanuel A*rigp~,' dIMe qu no eftava pelo ad-
diainento, que achAva qu oi representante do povo
devlanj levantar juntos as suas acelamacrjcs e procla-
mar a iepubllca (Gritoi de lim, sin )
M. Degousse levantou-se e'diste que estava informa-
do que a artilbaria do Invalido e a dos Campos Ely-
seos annunciariain a proclamacao da repblica,, que o
povo esteva alli reunido esperando-a com nobre impa-
ciencia, e que nao convinha fazi-lo esperar mal lem-
po. ( Approvaco. )
Depois de alguma observacoe mal frita por diver-
lo deputedo entrou o general Courtai, e dltc que vi-
nha da parte do povo de Paria pedir ao ineuibt do
lari co,npoU de dragde c Tancelroa, e a artilhar a oc-1 governo provisorio que chegassem ao perUtyllo do ed-
cOpavaiu a csplauada dos Invalido e os tompot Etysioi. | ficio, e aos representantes do poyo que os acompanhtu-
sem aflm de prooiamarem a repblica. Toda assem-
bla se levan tou no meio da mais eatrondoaas aceta -
macesde approvaoao e aesedeodo aos deijos alo pa-
vo procUmou e aceitou a repblica de um nodo nSo
equivoco em preseoc de 800,000 das habtenles de Pa-
rs : nesse mesmo di* foi publicada a segulnte procia-
mfao :
" A assembla nacional, interprete fiel dos sentimen-
to do poto, por quera (ira eleita, antes de dar princi-
pio aos seus trabalho,
" Declara em norae do novo fraaesa, ihoe da
mundo inteiro que a repblica proclamada ao dia M
-de ttvereiro de 1848 be, e er a forma do gorerao da
Franca.
" A repblica desriada pela Franca, tem adoptado O
dlrita, Liberdade, Igualdade, Fraternidad*. "
Em nome do paiz, a assembla nacioaal pede a to-
dos o Franoezes de quaMquer opinWes poUUeas, quel-
rara por em etqucciraeuto os odios que os dlvidem, e
formar para o futuro nao mais que urna s familia. O
dia em que se reunem os representantes do povo he pa-
ra todos os cldadot a fetn da concordia e da fraterni- .
dade. Viva a repblica \"
Em a essodo dia .'>, citando p reten te* a maioria dos
membros da assembla nacional, procedeu-ie cleifio i
do presidente da racima assembla, e sabio eleito M. Bu- !
che por 390 voto. Frain eleito vice-presidente Messrs.
Recurt por 633 votos ; o general Cavaignac por 576
Coi bon por 397 ; Guinard por 378 ; Cormenin por 319 ;
e Scoard por 318. Secretarios Messrs. Veupin por365 vo-
tos ; Robert por 333 ; Degeorges por 325; Flix Pyat
por 322; Lacrosse por 987 ; e Emilio Pean por 252. Oues-
tores Messrs. Degoute por 439 votot Bureau de Pusy
por 338 e o general egrier por 296.
Te ve lugar neasa eao urna forte altercacao entre M.
Barbes e um grupo de deputados ; prlmeiro diicutindo a
questoo do addiaraento da ele9ao dos vice-preiidentes,
para o da segulnte, apellidou seus collegas de arlttro-
cratas, e elles lhe relorqulrain, duendo: Sois fac-
cioso.
Em a sessao de6, M. Lamartine ubio tribuna e leu
a assembla um roiatorio geral dos actos do governo
proviiorio, depois do dia 24 de fevereiro. Elle disse que
o governo nao havia proclamado a repblica, que tinlia
meramente rectificado a eseollia dessS forma de g ver no
feita pelo poro, que, Impresslonado pela inagnaninida-
de dos combteme de fevereiro, o mesmo governo ha-
via decretado a abolicao da pena de inorte. Que a ban-
deira encarnada, proposta a principio, posto que nao co-
mo um lyinbolo de amcaca e de desordein, linba sido
regeitada pela populaco, e que a gloriosa bandelra tri-
color havia sido preservada como estandarte nacional.
Sue o governo provisorio bavla declarado que o trata-
o reaccionarios de 1815 tinliam cenado de existir, que
havia proclamado a tympalia da Franca para com as na-
cdei estrangeira, e o seu respeito para com osgovernos
dcllas ^ que havia estabeiecido quatro exercitoa de'ob-
servaeo, nos Alpes, no Rheno, no norte, a ao longo dos
Pyrineos, que tinha enviado a armada, debalso do coin-
inando de olficaes experimentados a mostrar aos povo
da Italia a bandeiras da repblica ; que havia declara-
do sagrado o direito de propriedade ; que toda a popu-
lacao da Franca tinha sido armada e constituida em guar-
das nacionaes ; que atsiin nao era mais possivel nenhu-
ma iuturreico, por isso que quera se separata do poro
nao pertenca mais ao povo; que os membros do go-
verno provisorio, resignando os seus podares as moi
da asssembla, etperavam que a representecao nacional
lhe levaste era canta a clrcumstenclas dificultosa*
cin que tinham sido collocsdos ; que a coAiciencia os
nao accuiava de haveren praticado nenhura acto con-
demnavel ; que he verdade, haviam sido favorecido pe-
la Providencia, poi, e o poro tinha salvado a repblica,
o Omnipotente a tinha abencoado.
Depois de M. Lamartine (ubiram tribuna M. Le -
dru Holln, ministro do interior; Creuiieux ministr da
justica ; Luis filanc, ministro do trabalho'; Carnot,
ministro da instruccao publica ; Garnler Pag* minis-
tro dafatenda;' e Bethmont, ministro do commercio,
todo ieraiu assembla o relatorio de suas repartieses
e juslincaram os actos por elles pratlcados.
Em a sessao de 8, Mr. Garnier Pags, ministro da ta-
tenda, continuando a ler o relatorio da reparticSo a seu
cargo, examnou o stado da finanzas da Franca, a 24
de icrereiro, raostrou que smente a obra extraordi-
narias nguravam no orcamento pela quantia de 514 ini-
Ibes de francos, os bilhetcs do thesouro por 318, e o d-
ficit do orcamento anterior montava a 256. Elle fes ver
que presentemente a obrigaces da divida publica n|p
excedalo de i77 inilhe de francos annualmente, entre-
tanto qu a da Gra-Bretenha erara de 736 inilhes;
que o drflicit de 1848 era smenle de 73 iullb$es. M. Gar-
nier Pag annunciou em concluso que em o diyenos
ramos da administra9o j se havia etl'cituido uina eco-
noma de 62 miihdci; que o orcamento das despetas or-
dinarias que elle lencionava subraetter coosideracao
da assembla leria reduzdo a 1,501,000,000 de franco, e
que o orcamento da rece i ta era avallado era 1,546,000,004,
sendo estimadas a despesas extraordinarias era franco*
140,000,000. Ao descer da tribuna, M. Garnier Pags ex-
clainou que a repblica poda ufanar te de haver salva-
do a Franca da bancarota.
Mr. Arago, ministro da guerra e marinha, subi tri-
buna, e, depois de haver exposto assembla o mao es-
tado era que se achava o exereito a 24 de fevereiro, e as
medidas que havia adoptado para o reforjar, declarott:
que, dentro de dous inezes, a reparticao da guerra ti-
uba fornecido 446,000 granadeiras para o armamento da
guarda nacional de Franca ; que 150,000 dessas armas
haviam sido distribuidas smente era Pars ;*que, no ca-
so de uina guerra, a Franja poderla por em campo 50p
mil houieiis de i ufan tai a c 85 mil de cavallaria. Depois
de M. Arago fallou M. Mane, ministro das obras publicas
M. Lamartine, que depois de Mr. liarle *ubio tribuna,
ditse : que a Franca havia proclamado Ir* cousas em
fevereiro : o aeu desejo de estabelecer uina repblica ein
Franja ; a sua determinacao de promover o progresiu
do principio democrtico na Europa; e o desejo de man-
ter uina paz bonroza. Elle desspprovou toda a ideia de
conquista ; mas, disse que se qualquer povo quezeite
estabelecer a ua naclonalidade c entrar na lamilla da
nacei, a Franja, o soldado da democracia, eitava
prompta para ajuda-lo, caso elle reclamssse o seu a-
poio.
M. Domes levantou-se depoi, e propi a segulnte re-
solujao :
A assembla nacional, achando-se definitivamente
constituida, aceita o deposito dos podre extraordina-
rios, conferido ao governo provisorio uo dia 24 de fev-
reiro, e declara que os seus membros bao merecido bem
do paiz pelo importantes servicos que teera feito. A as-
sembla, leudo agora revestida da autoridade soberana,
declara que o governo provisorio tem cessado de exis-
tir, e em vrtuae de seu direito deexercer o ppdr exe-
cutivo pordelegacao, decreta a imiituicao de uina com*
miato govrrnadora, coniposta de clpco membros se-
gulnte..... Aqu foi M. Domes eslrondoiainente inter-
rorapido, e prevenido de mencionar o nomea. Oiuniul
to chegou por fim a tal ponto, que o presidente foi obri-
gado a pAr o chapeo na cabeja, e a sessao estev lut-
penta por etpajo de ineia hora.
Restabelecido o socego, M. Domes subi de novo
tribuna, c consenlio em omlttlr os nomes dot comtnit-
sarioi, porm persisti na resposta de eleger urna com-
ihissao governadra, a qual nomeasse ministros respon-
savese ainovivei.
Ura ontro membro requereu que a assembla votaise
gi adecimentos ao governo proviiorio, e se retiraste em
suas commitss permanentes, para examinar a propos-
ta de M. Domes.
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OprJlfdente U consultara assembla, quando Mr. Bar-
seb correu tribuna, e declarou : que antes de con-
ceder ao governo provisorio uin M de indemnidade,
quera protestar, em nonie do povo, contra muitos dos
seu actos ; bem como a matanca dos operarios de Huao
pela.guarda nacional Aqu levaulou-se urna ternyci
'explosffo de murmurios, e gritos de Ordrm, oraem
partiram de todas as partes da casa. .
M. Barb espern na tribuna at que o silencio rol
restabelecldo, e accrescentou que a assembla nao po-
da rotar agradeciinentos ao governo provisorio sem
obrigar primeiramente o seus membros a responderem
pelo abandono dos Belgas, dos Italianos, dos Fotacos.e
dos principios da revolucao.
M. Bchard, protestou contra as palavras de M. nai-
bes, e insisti em que a asironle* votasse iinniediaia-
mente agradeciinentos ao governo provisorio.
M. Barbes requereu que se mandasse Indagar da
matanca deRuao por uin procurador geral da repbli-
ca, e nao por M. Frank (Jarr e outros perseguidores
do poro. I "NSo, nao exclamou a autmblea. ] A as-
acmbla votou .ubsequeniemenie que o governo pro-
visorio tinha bem merecido do paiz. Este voto toi ana-
ai unnime, sendo-lhe contrarios sinente M. barbes,
M. Durrieu, e outro membro.
O general austraco Radeuki prevalecendo-e da cir-
cunstancia de nao,haver o papa, declarado officlalmcnle
guerra contra a Austria, maodou espingardear alguns
volumtarios romanos que havia aprisionado. Uin pintor,
chamado Caffi, que era mais estimado, e extremamente
popular em Roma fo adiado morto pedente de uina ar-
vorc, tendo sobre o corno uin papel noqual esUvam es-
critas estas palavra i _,
. He assim que bao de ser tratados os cruzados do Fio
IX.
i tn-foiro no Rlo-dc-Ianelro ito P dentro, como para fra do imperio; assim
i!- ^^Sc^t^dcSS'. noRI-de-J.neiro.|eo,no despachan. se escravos: tudocom brevidade.
. A magniflea ponte pensil, no canal do Meney, nal
Inglaterra
5. 0 baaho universal de Pllmonth, na Inglaterra.
6." A alfandcga de Dublin, na Irlanda. 1
7. O interior d inatris de San-Jos, que se esta cdln-
cando ero Pernatnbuco.
8 A duqueza d'Orleant, na sala da cmara dos at-.
pudos, com os dous menores principes, na revolucao
de fevereiro.em Pars.
9. A cldade de Dresda-com sua magnifica ponte de
nedra, na Allemanha. ,
10 Toda a cidade de Pars, pelo-arco do Triunfado.
1|] O castello de Convay, na Inglaterra, ero ulna noite
de la.
AVISO IMPORTANTISSIMO.
O abaixo assignado, agento do Dr. Uranlrcth, Taz
scientc ao rcspeitavl publico, que pelo hiate ame-
ricano Gil-Bras, vindode Boston, entrado neste por-
to no correte mez de malo, ha recebido novo pro-
vimentodepilulas'vegetaes, doDr. Urandreth. Es-
tas pilulas, cujo autor basta para garantir sua excel-
encia, lornam-semuito recommendaveis por ser wu
medicamento inteiramente inofTensivo, podendo ap-
plicar-se at as criancas recem-nascidas: ultima-
mente se teem applicado a urna infinidade de moles-
tias ideadas incuraveis, de cuja apphcacAo se teem
* 5L i. ________li.l .....nniXilavM ml<
trae sane do cyUndro, pela auaia mesma quanti-
dade de vapor produz maior effeito do que as ma-
chinas de construccao enliga, augmentando assim
de urna maneira, nilo pequea, a economa do com -
bustivelnecessario para mantera machina em mo-
resolvido o problema de um romedio universal, por
aso o abaixo assignado deixa de Ihe fazer a apologa
devida, por ser um medicamento ha muitos annos
conhecido, nflo s nesta provincia como em lodoa
imperio, nfio havendo mais
resultado. Vende-se na ra
ca do agento n. 61. ......
fcenle Jote de Brto.,
13. A erupcao do monte Ve.avio, na opera
""i" TSlcen. da opera -o Fal.iflc.dor de mo^
d* bellea de to magniflea. vista., como as da presen-
te exposico, recommenda-seao respeiuvel publlao.
O. billetes vendem-se entrada a 500 ris geral-
mente.
Avisos diversos.
-Avlsa-se o Sr. M. J. F. que se delxe de andar mal. Ir,
Sil
(mando esteacontecimento se soube em Roma subi
de ponto a indignacau popular. Muitos quizerao dirigir-
se resideucia do conde Lulroff, embaixador austraco,
a tiin de tomar sobre elle urna assignalada vingauca
mais filizmente fol poupado em attencao ao seu amavel
carcter e aos esforcos que havia feito para reconciliar o
Soverno austraco com a santa s ; o povo, porem, exigi
o papa que deelaresse guerra contra Austria. Mn con-
secuencia disso suasanlldade reuni o collegio dos car-
diacs, e pronunciou enlo urna flla que produzio na ci-
dade o mais intenso .entntenlo de ancledade. O pont-
fice declarou que todos os seus actos, desde que lora
exaltado a cadeira de S.-Pedro, tinbamido nteiramente
coniformes com o. principios do msinorandwn de 1831 ;
que como cfcbeca da igreja nao poda declarar guerra
coutrascuJ fllhos que se os outro principe da Italia
Jiavlam tomado parte na luta, nao llnham feito maisque
ceder a exigencias de seus vasallos; que as tropas pon-
tificias nao llnham recebido outra commissao masque
a de defender as fronteiras dos estados, e que se tinbam
atravessado o P6, he porque havlam entendido mal as
auas nstrucce. Entretanto que sua .anlidade davaestas
xplicacOes, grande cxcltamento reinava da parle de
lora. Os ministros deram todos juntos a sua demissao,
mas o papa recusou aceita-la. A guarda.nacioual tomou
posse de todas as portas da cidade e nao deixava aalur
jiinguem fo.se quem foss; tal era a Irrltacao do povo
que em inultos meetings, celebrado em as noite. de 29 e
30 de abril, se dlcidio que no caso do papa persistir em
sua primeira resolucao, foe dcpoito como principe
temporal, e conservado sinente como bi.po de Roma,
e que o.eu lugar como governador do. eitados da igreja
fosse substituido por um governo provisorio ; maso pa-
pa cedeu a final as persuase. do patriota Mauriani, o
qual anuunciou aopovo que os ministro continuavam
em seus lugares a excepto do cardeal Antonelli, o qual
fura substituido por elle Mauriani. Os ministros tero a-
gora pleno, poderes sobre todo, os negocios temporaes,
lncluindos a que.taq de guerra, Mauriani, depois de di-
rigir ao povo urna falla conciliatoria, fez a. .eguintes de-
clarare :
1." Nenhum sacerdote sera mais nomeado para nen-
buraemprego publico.
'2. A guerra ser formalmente declarada.
3. Pi IX he o cabeca do governo.
4. Um bollellm official da grande guerra sera diaria-
mente publicado.
b. Conceder-sc-ha anlmacao a mocldade romana no
presupposto de armar-.e e de lancar os barbaros fra da
Italia.
Tinham ido presa alguma pessoas, entre elle o
commandantc do forte de Ancona. 0 ministro austra-
co devia ser expellidode Roma, mai dizia-seque o go-
verno da Austria, de conbinacao com os jesutas, tnha
concertado urna cabala em consequenca da qual todos
os bspos llemaesameacaranio papa com um schisma
no caso de elle declarar guerra contra aquelle paiz.
Em a essao do dia 9, M. Peupin, relator da commis-
sao encarregada de examinar as diferentes propostas re-
lativas constituieo de um poder executivo tempora-
rio, subi tribuna, c disse que a coininisao, tendo
examinado 89 duas propoitas submettlda. ua consi-
deracao; a primeira. para que a asscmbla nacional ele-
gcsie urna commissao de cinco membros, a qual no-
measse os ministros, e dirlgisse o governo ; e asegunda,
para que a mesma asscmbla elege.se directamente os
ministro, das nove repartieres, e um dcimo sem pasta,
que presidisse o concelho, era de parecer que se adop-
tasse a segunda proposta.
Depois de urna calorosa discussao, na qual loma rain
parte difieren te oradores, a asscmbla rejeitou por 411
rotos contra 385 o parecer da commissio, e approvou a
proposta de M. Dorns.
O governo executivo interino dcvla ser composto de
M. M. Lamartine, Ledru Rollln, Arago, Marie e Garnier
Pag>. O. fundo, publico, tiveram urna alta instantnea
e consideravel: tao favoravel foi o eueito que essa noti-
. cia produ7.li a na Bolsa.
Nesse da a tranqulllldade publica correu grande ris-
co de er perturbada. Os operarlo, rcunirain-.e em dl-
versas partes da cidade, e no bosque de Bolonba, e dc-
ciararain que, se M. Ledru Holln fose excluido do go-
verno, pegarlara em armas. Precauce extraordinaria,
framcon.egulntemente adoptadas em redor do palacio
da assembrea. Uina loria consideravel foi postada no
j ardini vizinho, e aviaos se fizeram aos guardas nacionaes
para que estlvessem promptos a marchar ao primeiro
Ignal. .
No dia 6 de malo, todos o. clubs republicanos de Paria
rotaram por acclamacao urna re.oluco, pedindo a a-
scinbla nacional a lmmediata e activa intervencao da
repblica no negocios da Polonia e Italia.
O. jornaes de F.yon annuncian que j nao poda ha-
ver durida a respeito da determinacao, tomada pelo go-
verno da repblica, de enviar um ejercito francs Ita-
lia. Esta assercao lie fundada em o facto de o general
udlnot, depois de ter passado. revista a dous regen-
los de coraceiro em Lyon, haver-lhe lembrado o he-
roicos fcitos dos primeiro. exercitos da repblica na
Lombardia, esias feriis campias que elle iain visitar
segunda vez.
Em Brie, S.-Dizier e Monthuel haviam occorrido al-
gun disturbio, porin pouco consideravei, ______
e
so
e
va
desando da vida alhcia.asslm como defaUar-da conducta
de certas pessoas, e a ver o que se passa na casa dos_ vi-
sinho pata ir pratic.r o que nao Ihe pertence; por nap
mecisar de tao bom crrelo he que Ihe Taco cte avisi
nols meu amigo, a cartlnbas ja sao bastante antigs,
Dos queira que ellas sejam entregue, a porto e salv
ment para srr bem pago do porte. ,
ANNUNCIQ INRESSANTE.
Fxistcm, nnra quem haja de convlr, e tiver interesse.
as demarcac'oes edtalo, .-fatigo, H&*!* *'
tes- demarc.cao das trras de San-Jose-d Alde a, no ter-
rorlo e Se.nhaem ; algn, ttulos do ''-
rie ttulos do sitio denominado Braco-do-Meio ou Ca-
noeras-dos-Duartes, c mal terreno annexos aoseilge-
Kho. Vicente-Campello eRlacbo-d'AnU | ttulos de di-
vlso por urna vl.loria entre o. engenho de M-FraB-
cisco, da Varzea, e San-Cosme, produ.ido. em u na que-
tiSo sobre a po.se e dominio da. trras denominada. -
Partido da outra banda-; titulo, do partido denomina-
do -Senum --, produzldos cm uina que.tao entre os
senhore de engenho de Camaragibe e Jaguar, do terri-
torio de Seiinhaem ditos do sitio de Ierras Tainatu-
Meirlm, na fieeuciia de Santo-AnUo; demarcacao das
trras no rio Cucah, territorio de Serinhaem. por pro-
visao regia que alcancou Manoel de Araujo Urna d*-
marcacao das terras do engenho Boa-Vista, do territorio
de Serinhaem, por provlsao regia que obteve Luiz iei-
xcira Lima.; demarcacao da trra flo engenho reman-
des : demarcacao e titulo, da. Paralibe-de-Baixo ; ae-
marcacao c ttulos das te rras, entre a. dua. estrada, que
vao para Bcbcribe de baixo c de cima ; demarcacao e t-
tulos das trras da Cachoeira-de-Tamatoupc, da_ircgue-
zia de Tracuuhaem
MDANCA
DA
rUNDICAO
r
oAunof/j.
As ditas machinas possuem tsmbem um appare-
Iho' oeloaual a quantidado d'agoa inlroduzda na
cald'eira seTaclia regulada automat.carnente com a
maior certeza pela machina mesma owtandt dja-
ta maneira o grande pertgo que existo as machi-
nas, onde por causa da meaqu.nha economa dos
fabricantes o fornecimento d'agoa para a caldeira
ha de sor regulado.por mi de negro*. ,
Estes esclarecimentosslo respeitosamente ofrere-
cidosaoaSrs. proprielarlosdo engeniios, que anda
perseveram, em o methodo fraco, dispendioso e
iiisalisfactorio/demoercomaniinaes, aflm de sa-
tisfaze-los que, no emprego destas machinas, nfio
existe o menor motivo para, receio, nem de explo-
, esperar do seu bomUBo, nem dequbra nem de demasiado consumo
rL^dt-Vclha. lol %combaUwl; o M. Callum & Companh.a-t.ao
teem pequea satisfago em asscgurar-lhes. que pe-
la pericia dos seus administradores e offlciaies, pul*
perfeiego dos seus instrumentse apparelhos e pe-
la abundancia e boa qualidade das suas materias
primas, so acham habilitados para construirem ma-
chinas de vapor de todos os tamaitos e para todos
os flns ; assim como toda especie de machinismo ,
com urna perfeicKo n3o inferior as obras das melko-
res/ooretudeluglatorra, e mu superior s g-|eer
Menle importadas daquello paiz.
Furtaram, no da 22 do crreme, urna baca de
cobre, que ter 4 palmos pouco mal ou menos, do
corredor da escada do sobrado da roa do t.'abug, n. 12.
Roga-sc a pesioaa quem for olterecida que baja dea
levar a caa a cima, que ser gratificada e se flear
ob.igado e endo que algucm a tenha comprado, por
ignorancia a poder levar c receber o importe por que
a coniprou. _______ '
\ endas.
i.auc ..a.u........... demarcado amigavel entre as tr-
ras do engenho Boin-Jesus, e pronriedade do Parol, ter-
ritorio do Po-do-Albo Ututo, da. terras entre os en-
genhos SibirO e Jussar ; titulo da terras de Campias,
Sue fram de Andr de Albuquerque, junto Ierra do
engenho Alaga-Grande titulo das trra do engenlio
Arariba-de-CIma, do territorio do Cabo; Ululo da fazen-
da Panella, denominada Queimada-Novas, e de outra
trra do mesino Ululo, entre os engenho Guerra e
Massangana, e liba da Mercs; ttulo de uina legoa de
tenas para urna c outra parte do rio Tamatoupe, que lo-
ram de Jos Camello de Vascoucellos ; Ululo das terras
denominada Caraaleao, na fregue.la de V na ; titulo
das terras do engenho San-Goncallo, de Tracunoacm,
chamado vulgarmente--fas Marolo ; ttulos do sitio de
terras de crear gados, no serlao de Sari-Jos dos Beier-
ros, denominado Serra-do-Ayres ttulos da proprieda-
de dos Fornos-da Cal; ttulos do engenho Petrbu, por
invocacao Almas-Santa. Almdesle Ululo existem ou-
tros de terrenos de algn predios ne.ta cidade, e va Iras
justlficacdes de servicos. A pessoa a nuem convier dirl-
ja-sc a ra Nova, n. 67, no armazem de traste.
Liz Teixeira.
0 Senhore acadmicos que encommendaram exem-
plares da obra de direlto civil dcste autpr, na livraria
da esquina do Colleglo, quelram mandar procurar, an-
tes que se acabem. "
Joao Carlos Augusto to ilva mu-
liou o sen aimjzcm de mantimenlos para
da ra da Ciuz, n 18, para a
Este antigo estabelecimento acaba de ser mudado
paraos multa ospacosos edifcios construidos.de
proposito na cidade nova de S.-Amaro, aonde exis-
tem todas as proporcOes para a factura do qualquer
machinismo, coma maior presteza e pcrfeicflo : e
para commodidade dos freguezes, ser conservado
na antiga casa, junto a igreja dos Inglezcs, um es-
criptorio onde se receberflo todas as encommendas
o ordens a respeito, tendo a toda hora urna barca de
ferro empregada exclusivamente no transporte das
obras do escriplorio fundicHo.
- Pugi, njarecneiro francez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio Zi-
lia, um sortimenlo do trastes de mogno, do mais
moderno g09to; bem como folhas de Jacaranda,
mogno e outras madeiras do folear ; ferramentas
proprias de marceneiro ; e papel de lidia. 0 mesmo
se oncarrega de fazer toda a quatidade de mobjlia,
quo se poder dosejar, por ter recebido desenhos das
tnobilias modernas que agora se usam em Franca.
navios,
mesma ra, n.
i3.
PUBL1CAC \'0 AGBICOLA.
Sabio a lus e acha-se venda por -i$
rs na livraria da praca da independen-
cia, ns. 6 e 8, o manual platico do fa-
bricante de flssucar, tendo por epigraphe
o proverbio quem quer os fina qtier
o meios ; obra interessantissima para
os nossos agricultores.
grandeTosmorama. .
Hoje, estfio expostas, da 6 hora da tarde etn diante,
no lugar do vusluuie, as segulutes vl.las:
I." A galera nacional, em Londres.
Quem tivet e quizer dar 400^000 r. a premio, com
seguranca a contento, dirija-se a ra da Praia-do-Cal-
dereiro, li. 9, se dir quem precisa.
No engenho llha-da-Liberdade aop de Pantorra,
fregus!, da Escada ha para vender doze bois mancos ,
mullo bons e gordo : a tratar no dito engenho.
__Quem tiver alguma escrava para alugar, e que sir-
va para vender na ra, dirlj-se ao (obrado n. II, d* ra
da Penha que faz esquina com a travessa do carcerei-
ro ou annuncie. No mesmo sobrado cngoinma-e rou-
na nSo s vlndo lavada como tambero para lavar.
__Aluga-se a loja da ra Direita, n. 4, por o/ rs.
mensacs : a Iratar na ra da Cadcla do Reclfe, n. 32.
CHAPEOS J)E SOL fe
Rundo Pmmo-Publico n.-,
Nesta loja ha presentemente um completo sorti-
menlo do chapeos de sol moderno*, tanto de panni-
nho como de seda furta-cres ,o de mais cores co-
nhecidas; ditos para liomem, senhora, meninos e
meninas; guarda-chuva para o lempo de invern ; e
guarda-sol. Estes chapeos sflo too bem cpnslfuidos-,
que se afianza a qualidade; sao de marca graude ,
com 32 pollcgadas e proprios para este tempo por
serem de seda o de panninho trancado. Nesta fa-
brica ha sedas de cores 6 panninhos trancados e
lisos de todas as cores para cobrir qualquer arma-
eflo dechapqdesol : Ismuem se concerta qualquer
chapeo do sol, e vendem-se baleias para vestidos.
~ Precisa-se de pretas para venderem pao, sob res-
ponsablidadc de .cus aenhore, pagando se a venda-
geni : na ra Direita, padaria n. 26.
Precisa-e de dous preto padeiros : pagase bem:
na ra Direita, n. 26.
__Na ruado Amoriin, bairro do Reclfe, ha um ter-
celro andar para alugar da caa n. 37: a tratar na ine-
ma ra, n. 36. ....
-- J. Domingues de SoUza reUra-ie para fura do im-
perio.
IlUA DA CRUZ, N. 0, SEGUNDO ANDAR.
D. W. Baynon, cirurgiSo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tendo-se resolvido flear
mais alguma tempo na cidade de Pernambuco, pe-
lo presento participa aos seus amigos e ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora pata fazer qualquer operaeflo que seja so-
bre os denles como saja chumbar, limpar, e extra-
hir; enformardontes sobre piSo e sobre chapn da
melhor maneira e com a maior perfeigSo conforme
fls ultimas descobertas, tanto na America como na
Europa.-
Aulas de primeiras lettras. -!&
O abaixo assignado com aula de primeira,
na travesa do Vera no bairro da Boa-Vista,
contina a receber meninos de ambos o ae- /t
xo tanto pensionistas como externas me- "X
diantc urna retribuiciio mdica sobre o medi-
os que d'ora em alante Ihe for confiada a <5
Sn, sua educacao, e anda mal. qucllcs cujos pai. A
nao sejam abanado, em fortuna ; por issn no- >S
vamente convida ao publico e especialmente
aos seu amigo, tanto da praca como do cen- 'i
tro que deseiarem a InatriiccSo de seu fllhos jg
com decencia e presteza o procurem a ete
fin.
O annuncianle lisonjeia-se de ter recebido
em ua aula ( durante o periodo de 11 annos//
2ue exerce este magisterio ) grande numero ^
e menino, de pessoas gradas desta praca e *
para certificar o regiine e boa ordem de sua ^.
aula basta ser publico a ma estada nelia per- A
manente, nao seempregando ero outro a fa-
zeres nos dia uteis.Poliearpo A'uh Crrela.
i
Attencao
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
3uini deNovaes, contina a haver um sortimenlo
e obras foitas; chapeo de todas as qualidades ;
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda?
mantas de seda ;'lencos de todas as qualidades ; e
outros muitos objectos que ha para vender.
Agencia tic passaporles.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vsta, n.M, continuara-so a tirar passa portes Un-
0
**.
S
H
<*
l'recisa-se de uro trabalhador de niasscira : adver-
te-se que seja preto : na ra Direita, padaria n. 26.
FliNOICAO' DE FERRO- .
Na fabrica de M. Callum & Companhia onge-
nheiros machinistas e fundidores de ferro, na ra
do Rrum, no Itecife, contina havw um grande sor-
timenlo de laisas para engenhos e moendas de can-
na de todos os tamanhos o dos modelos os mais.
modernos o approvados. Na.mesma fabrica conti-
nuam-se a construir de cncommenda machinas de
vapor, rodas d'agoa, rodas dentadas e todos os mais
objectos de machinismo, com a pcrfec<1oj conhe-
cida, por pceco commodo.
!. Callum & Companhia desejam chamar a atlen-
So dos Srs. proprielarios de engenhos as "machinas
o vapor construidas na sua fabrica visto serem el-
las, de um modelo omito forte e seguro e todas as
pecas perfeitamente adaptadas urnas as outras, por
meio do tornos automticos, machinas de aplainar
ferro,e otros'apparelhos modernos: alm disto, as
machinas de sua construcefo teem as vantagens sc-
guintes: possuem urna cisterna do ferro, onde a agoa
destinad para a caldeira se deposita por meio de urna
bomba movida pela machina, e onde se acha aqun-
tada pelo vapor superfluo antes de ser por meio da
segunda bpmbdel introduzida na caldeira, afina
do nio esfriar a agoa nlla esistenle, pela indroduc-
cao d'agoa fria, [como be de costutne ,em machinas
inferiores ]e assim produzir grande economia de
combuslivel. ....
Alm da supradita economa oe- combuslivel na
produccSo de vapor, eslas machinas possuem urna
modfcav"0 nova "as valtu^SS pr "d? **P"r en-
MEDICINA UNIVERSAL.
Pilulas i egetas de James
Morison.
A medicina vegetal universal he o resultado de 20 '\
anuos de investigacOes do clebre James Morison.
Por meio destas pilulas rohsegio seu autor inn-
meras e admiraveis curas desde as aflecefles que
atacam as enancas de peilo at as molestiaschroni-
cas do anci8o_
A Europa saudou este remedio como remedio uni-
versal para todas as doencaB, e at hoje ainda nilo
foi desmentido tal titulo.
Esta medicina vom acompanliada de urna receita
que cnsina e lacillila a sua applicacHo. Consisto em
tres pieparaQes, a saber : duas qualidades do pilu-
las disti netas por-Humeros, cun p : cada qual goza
de modos e accOes diversas. >
As pilulas n. t silo aperitivas ; purgara sem abalo
os humores biliosos e vicosos, e os expulsam com
eflicacia. .
As don. 2 expulsam com esses humores, igual-
mente com grande frca os humores serosos, acres
e ptridos, de que o sangue se acha a miudo infecta-
do; percorrem todas as partes do corpo, eso ces-
sam de obiar quando teem expulsado todas as im-
purezas.
A terceira preparaco consiste em ama limonada
vegetal sedativa : he aperativa temperante e atra-
cante : torna-secm commum com as pilulas o facil-
lita-lhes os melliorcs efieitos.
A posico social do Sr. Morison, asna fortuna in-
dependente, repcllem toda a ideia do charlatanis-
mo ; o as admiraveis curas, operadas com o seu
sysloma no collegio de saudade Londres, silo mais
que garantes da efOcacia do seu remedio.
Kecommenda-so esta medicina, que nfio pede nem
resguardo de 'tempo, nem de posiefio da parle do
docnte, a todos os que, atacados < molestias jul-
gadas incuraveis, se quizercm desengaar da sua
virtude.
OxaTatiue a humanidade feche os ouvidos aos in-
teressados em desacreditar estes remedios tilo sim-
ples ISocoinm'odos e tilo verdadeiros.
Vende-se smente em casa do nico e verdadeiro
agento J. O. Elster, na ra da Cadeia-Vellia, tt. 29.
Casimiras elsticas a G40 ris.
Vendem-se casimiras elsticas de algodfio o 13a,
polo barato prego de 640 rs. o covado : iva loja nova
da estrella, n. 1, da ra do Collegio.
Vendem-se vidros para cspelhos do todos os ta-
manhos : no armazem doKalkmann & Rosenmund,
na ruada Cruz, n. 10.
Novos gambreffes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
nada -- gambreoes pelo diminuto preco do 1,800
rs. o corte.: esta fazenda lio de mui superior quali-
dade e seus padrOes rivalisam com as melhores ca-
simiras : na ra do Collegio, loja nova da estrella,
n. 1. -
Boa pinga.
Vende-so superior vinho da Figuoira, em larrs do
4, 5,6e7em pipa: noarttazem de J. J Tasso Jnior,
ruadoAmorim, n. 35.
Jffc Vendem-se cliauos de superior
^51 castor, brancose netos, por preco
mulo barato : na ra do Crespo, n. 12,
lo];, de Jos Joaquim da Silva May.1.

______wm
.MEN'KZES.
imca da independen- \
cia, n, 17,
loja de cirguciro .
Vendem-so uniformes militares pa-
ra todas as patentes, tanto do legifio
como de cavallaria e infamara ; galflo
de ouro ; chapeos para pagens. N
mesma loja se faz qualquer obra per-
teucente mesma arte : todo pelo me-
nor prego possivel.


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