Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05992


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Full Text
Anno de 1848.
O M4R10 publlc-se taos o din que nS o
fArem de guarda i o nteeo di assigmiura he de
4/000 rs.poTquaftel, p'afot adlanlados. s n-
ouncioi do signantes s^o injer.In a rajfio.de
!0 rs. por liillia, 4J> rl. en typo difirante,'e as
repetijflej pal mstade. 0 q'ie n'oforem assig-
nantes'pagaro 80'r. por lioSa, e 160 ca typo
dillereute; por cad publlcac'o.
FRASES DAUU NO ME DR JNHO.
I.ii nove,. I,a0 SO asiavda Urd.
desecte a i, iti llorase 60 rain, da Ucd.
I.uacheia a 10, rf 6 horai tCmin. dalard.
Min^oaaU** 24 a.4 horas t mia. da aaanh.
-" Seffunda-feira 90
-j_________ _____ _______
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goiann, Pranlos segundas e sellasfeiras
Rio-Granda-dn- Norte quintas feiras orneio Cali, 3rWi"en\, UoFormoso, Porto-Ca'
Macelo, no I.", a II e il de cada Mr.
Garaahaut*Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vi'ta e-Flores, a Ueg. .
Victoria, s quiufas-Ielras.
Olioda, toditos dial.
ilvoe
PRRA.MAR DE HOJE.
Primera, 06 0 minutos da larde.
Segunda, aos 54 oiinutoi de manliaa-
de .Junho
Anno XXV. N. 140.
DAS DA SEMANA.
38 Segunda. Si. Joo e Paulo. Ad.do'J. dos
orpli., do J, dooiv. e do M. da), r.
27 Terca.S. Ladislao. Aud. doJ. dociv. edoJ.
de pai do 3 diat. de t.
18 Quarta. S. Leio. Aud. do J. do cir. e
J. de pai do 2 dist de t.
2 Quinta, i/fiff. S. Pedro eS. Paulo.
10 Sexta. ** U SS. Coraco de Jesui.
I Sablwd*. S. Tliebcorico. Aud. doJ.dociv.
e do J. de paz do 1 dist. de t.
1 Domingo. VisltacSode Nossa Senlicra.
CAMBIOS NO DA 2 DB JU.HO.
Sobre Londres a t4 d. por f ra, a o diaW
Pafis 34S a 360 rs. por fraav. lima.
Lisboa 106 por 100 depreoaeo. I
Dse, de leltras de boas firmas a t'/,"/ "
do OatroOocaa bespanholas...
ModadoO00elli.
. de 0/40(1 or.,
a de 4JI0O0 ......
Prats PatatB hrasileiros.
a Pesos col uaanarea...
Ditoa mexicanos,...
a Miuda,-
32*090
17/000
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32|60O
17*210
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M'lo
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l#M8
Aceda* dacoinp. da Btbariae, a 6M .* par
PERWAMBUtO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
1*.' IHiOOBDIKiRIA,
BM 20 DB JUNI10 Dg 1848.
Presidencia do 9r. vf gario Jizevedo.
Sonmmio. Reetificacao da acia da stisdo anterior.. No-
meaco dr um mimbro para a commimlo de
ccmslituicao t poderte. apedienle. Rejei-
co do parecer da commissao de Itgislaciio acer-
ca de um requerimtnlo dos continuos da secre-
taria do governo. Approtaco de urna emen-
' -dado Sr. Joe Pedro, a semelhante reeptito. -,-
Introducan do Sr. Mavignier. ApproeacaO
do projecto n. 7. em primeira dcueea ; e do
- de n. 20, em ugunda, com algum artigoe ad-
ditivoe do Sr. Crdeiro. ifdrfianrafo do pro-
veci n. 21. '
A' 11 horas e trela da manhaa laz-sc a chamada, e ver
ifica-se estarem presentes 19 Srs. deputadoi.
O Sr. Presidente declara abena a sesso.
OSr. 2. Serlaro lea acta da sessao anterior.
Sr. 1. Secretario : Sr. presidente, a acta conten
urna Inexactidao, nlha de um equivoco que hontem ae
deu na occasiao einquese cncerraram nossos trabnlhns,
c l'oi o declarar-se que entrava em segunda discussao o
projecto n.'o, que fixa a frca policial, quando, segun-
do o regiment, ess discussSQ nao pode ter lugar sem
mediarom tres das entre ella c a primelra. Alm dcste
anda houve otttro equivoco, c fot o dizer-se qUe entra-
va eih terceira discussao o projecto,n. 20, quando lio a
segunda aquella por que elle deve de passar agora. Fei-
ta esta dcclaracao, peco a V. Exc. que submetta a acta
votaciio com as convenientes alterajOcs.
Consultada a asseuibla, appiova a acta com as rcctili-
cacOes feita pelo Sr. prlmeiio secretarlo. ,
0 Sr. I. Secretario : Sr. presidente, antes de come-
car a fazer a lcltura do expediente, devo declarar casa,
que se acha na ante-sala o Sr. Dr. Simplicio Antonio Ma-
vignicr, que vem tomar assento, na qualidade de sup-
jilente, an de que V. Exc. convide a coinmissa de po
dei-ei a dar o seu parecer a respelto. Mas, como a sobre-
dita commissao nao se acha completa, e llie faltcm dous
inemliros, deve V. Exc.' na forma do regiment^ no-
mear um que, com o outro Sr. que cstliresentc, d o
parecer a que me hei referido.
O Sr./'rtsidenlenouica para fazer parte da commissao
de consfitdifo e poderes aoSr. Jos Malnede Alves l'er-
reira.
, A commissao sahe da sala.
ySr.'l." Setretario menciona o scgulnte
EXPEDIENTE.
Tlm rrquorimeiilo em que Jos I.ulz de Sonza Barbosa,
arrematante da obra da cadeia publica da cidade de Goi-
anna, pede assembla una ndemnisafao rasoavel pe-
los prejuizos que leve na coneluso da dita obra, por
terein sido os materiaes oreados em multo balso preco.
V oorhmissao de fazenda e orcamento.
Outro em que es habitantes e preprietarios das casas
sitas na Passagem-da-Magdalena solicitain da assemblca
a isliicBO da taxa que acttfaliuente pagam pelo transito
de cavados e carros na ponte do sobredlto lugar, A
commissao de fazenda e orcamento. < ...
Entra em discussao o parecer adiado na sessao de hon-
tem, acercada pretcncio dos continuos da secretarla do
gnvemo. (Vlde Diario n. 139.)
O Sr. Jos* Pedn acha menos justo o parecer, porquan-
to entende que os peticionarlos tecm dircito aos emolu-
mentos da secretaria do governo, visto que pela Ir i que
citam em seu requerimento i'raui insudados considerar
como einpregados da mesma secretarla ; julga menos
consequente o principio de sf) devercm ter parte nos
emolumentos aquelles que se oceupam tos trabalhos
que os produzem ; rrias he de opluiao que a distribuirn
desses emolumentos seja fella em propor9ao com os or-
denados, pera que se conserve a diflerene, existente
entre estes.
O Sr. Crdeiro: -- Sr.' presidente, como membro da
commissao que redlgto o parecer que ha pouco acaba de
ser impugnado pelo Ilustre preopinante,_eu devo de-
clarar casa as rasOcs em que a coininisso se fundn
para d-lo, e igualmente comba ter a impugnaco do no-
ble deputado. <
O nobre deputado comecou dlzendo, qqe os continuos
da secretaria do governo sao einpregados pblicos ; isto
a commissao no desconheceu e neni ha ah quem des-
conheca : basta seren nomeados pelo governo; quanto
mals que elles fazem parte integrante da reparlicao,
pelo lerviro que prestam, para que um expediente tao
complicado e tilo inoinentoso, como he o do governo,
seja o tnais prompto posslvel. Este fei o flm da creaeiio
dellcs, e por conseguinte sat> lndispensaveis em urna re-
parlicao de inaior categoras como lie ajeorptarla do go-
verno i portanto julgo albeio da qucsto, c at mesmo
intil traannos deste ponto. Vamos adianto.
Disse raais o nobre deputado que a commissao foi um
pouco Injusta^ ou nao proced'cu com a devida igualda-
de, quando comprebendeu todos os einpregados da se-
cretarla nadistribuicao dos emolumentos, e exceptou os
continuos, quando elles sao einpregados, como os mals,
da mesilla repartlco, e por conscquencla de vem ter
igual direito ; e que os emolumentos devem ser reparti-
dos proporctonalmente por todos, sem dlstlnc{5o algu-
ina. Ora, Senhores, isto he que cu eniendo ser contra a
iiatnrcza do emolumento, como passo a demonstrar.
O emolumento he umagrallficacao quc,sc d ao em-
pregado alm do ordenado, Esta simples considera9ao
basto i>ara suggerlr logo a ideia deque os emolumentos
so una rctribulcu do servico que os einpregados pres-
tam. Pergunto, pois, ao nobre deputado : Quera he que
presta este servico, pelo qual se pagam os emolumen-
tos ? Sao- os continuos ? Sao elles, porventura, que la-
vram as patentes dos ofliciaes da guarda nacional ? Sao
elles que paasam as provisOcs dos einpregados ?' Respon-
der-me-ha que nao. Ora, se niio sao os continuos que
interrcin na escripiuracao desses titulas, em conse-
Juenciadosquaesresultam sses emolumentos, enten-
o que elles jmals'tccm direito essa gralllicaco. Os
eiBolumcnts sao esseiiclalnieute devidos por traballio
deescrlptiuacao ; he um termo techlco que nao sollre
inodilicaco alguma, nao lein nada de.generico : portan-1 ta o adlainento.
to a commissao foi inulto rasoavel quando excluio os pe-1
ticionarios da distribuicae genrica.dos emoliuMatos.|
Demais, a commlssSo nao ful tSo pouco equitativa, coni
parece ao nobre deputado, porque ella nao fr. mais do
que conciliar a lettra da le cora seu espirito, approxi-
mando-sc o mais que pode da mente do legislador na
parte oftada pelos peticionarlos: donde se depredende
que, sendo algum tanto obscuro o artigo p'r elles Inva-
cado, (ora inlstcr consultar a lei em todas as suas dispo-
sicOee ; o quclhcnao fot posslvel por no estar anda
mpressa, e apenas existir um autographo, que infeliz-
mente nao est na'casa, mas era poder do Sr. priraelro
secretario. Falhou. pols, este dado couimlstao, e por
isto he digna de desculpa, su beque errou. Se porven-
tura existir alguma disposi(go, que mande dar aos eon-
tiuws jilguns emolumentos por esse'pequeno trabalho
que elles prestara na celeridade do expediente, a com-
missao convem que se Ihcs dein, mas nao que elles par-
ticipen! do direito exclusivo que teem os empregados
que lavrain e registran! as patentes c provises, etc.
Cuido que tenbo satisfactoriamente respondido ao no-
bre deputado e sustentado, quanto em iiiinlias debis
(Oreas cotibe, o parecer da commissao.
O Sr. Jote Pedro Insiste na' sua opiniSo ; e, respon-
deudo ao precedente orador, observa que se nSo pode
provar que os emolumentos pertencam s e nicamen-
te aquelles que prestara trabalho de escripUiraco, por-
que os factos meamos provam o contrario, visto como na
propria secretaria do governo ha quera nao interve-
nba nessa escripiuracao deque resultara os emolumen-
tos, e todava partilhe dellcs. Concliic votando contra
o parecer.
O St. Crdeiro : Sr. presldeute, o nobre deputado
que combate a sustentacao do parecer disse que insis-
ta anda era sua iihpugnacao, porque nao descobria ra-
sao alguma pela qual se convencesse de que os conti-
nuos devessem ser excluidos da parlllha dos einolu-
mentos que-se julgam com direito como os demais
empregados da secretarla do governo. Disse que nao
considerava os euioluraentos como a paga devilla pela
escripiuracao ; que, pelo contrario, el.les rram deridos
pelo trabalho material e intellectual reunido, que era
necessario fazer nessa repartlfo, e que os continuos
tinhain uina tal ou qual parte nesse trabalho : e para
provar a sua asserffio foi buscar exemplo de outras re-
partieses, em qu,c emolumentos se pagara por trabalho
meramente material, e lembrouas buscas nos carinos.
Respondo ao nobre deputado que os continuos nao
teem outr-a oceupacao mais do que a conduccao de l-
vros papis de urna para oulraparte, por exemplo, do
cinpregado que lavra o titul para o secretarlo, deste
para o sello, dabi para o presidente, donde descepara
o escripturario do titulo ; leva-o a um para averbar o
juramento, a outro para registrar : ora vio, ora vcem ;
assim, pdeni -se chamar os valvens' da repartlcao, e
nisto se cfra,seu mister, e.he por st mesmo que el
les teem o nome de continuos. Por este trabalho, que
he todo material, yencem elles nm ordenado ; mas dir-
se-ha que os outrus tambera perceben-no : certo que
sini mas o nobre deputado nao poder negar, como
j o confessou, que o trabalho mixto, isto he, material
e Intellectual, he mals importante que outro qualquer.
Sendo asslra, esses emolumentos sao a relclbuicSo da
diflerenca do trabalho : portanto nao' vale o simile que
o nobre deputado fez com as buscas nos cartorios, para
provar que os emolumentos sao devldos pelo trabalho
material ; porque eu entendo que o trabalho da busca,
alm de nflo ser tao material como parece ao nobre de-
putado, uo se pode considerar senao como um meio
conducente ao flm ;'porque, se nao so procuraren! cer-
tas autos, nao se poderao passar tacs e taes certides.
Demais, o continuo percebe ordenado, e o tabelliao
nSo. / '
Tambera uvi aqui um aparte era que se fallou no
archivista.: este por certo uao he-continuo ; porque o
seu oIBcio consiste em archivar as pecas e conservar
em boa ordem o archivo ; o que nao demanda nina in-
teligencia qualquer : o archivista he, por conseguinte,
o tombo da reparlicao : logo o seu trabalho he inulto
mais importante do que o do continuo, e por esta ra-
sao um c outro nao pdem entrar era parallelo. Elle es-
creve, e basta que ponha archivado ( aventuro eu)
para que compita na dlstribuicao dos emolumentos,
nao por este simples faci, mais pelo da condenacao dos
panela.
Como, poini, anda existe alguma duvida na casa, eu
requercrei para que seja adiado o parecer at que se
aprsente a le a que os peticionarlos se soccorrein, e
ueste sentidp lerei o scgulnte requerimento :
Reqeiro que lique adiado o parecer at que vc-
nha a lei provincial n. 192, de 2 de abril de 1847-----
Crdeiro.
He apoiado, e entra era discussao conjunctamente
com o parecer.
Sr. Zaursnm : Sr. presidente, eu pouco tenho a
diicr sobre a materia, porque me parece que ella he
pouco merecedora de grande discussao. Dlrei apenas
que o nobre autor do parecer ( comquanto eu respeite
muito seus conheclraentos ) nfio lera inulta rasao em
nao querer fazer extensiva aos continuos a dlstribuicao
dos emolumentas. S se Ibes pode negar, se se quizer
fazer uiua le especial ; ou, por outra, se se quizer fa-
zer neste sentido uina interpretado lei vigente que
creou aquelles empregados, e distribuo os emolumen-
tos : e parece-me que os seus argumentos nada con-
cluein, porque a le que os nobre: deputados citam e
desejamverhe esta ; a ImpressSo nao Ihc rauda o ca-
rcter ; ella foi redigida assm ; cis o seu authogra-
pho. (Iti. ) J v a casa que, mandando a le crear dous
orciacsc um continuo, e diicndo que os emolumentos
8ejam distrbuidosrepartidamentc por esses emprega-
dos sera fazer distiuccao, estao ndubllavelmente inclui-
dos os continuos, porque quod iex non diilinguit, nec nos
distinguere debemus. Quando a le confundi os ofliciaes e
continuos, parece que tere em vista incluir na distr-
bulcao dos emolumentos os continuos tambera. Quanto
a mira, isto he fura de duvida.
Disse o nobre deputado que os emoluments^eram
una grallflcacao jiro labore, e que os continuos nao p-
dem ser considerados como partes no' servico intellec-
tual. Eu nao o entendo assim : uina^repartico tem
dill'erentes empregados, cada um oom o trabalho pro-
porcional ao lugar que oceupa ; todos trabalbam ; os
empregados nao poderao preencher as suas luneces,
se nao tlverem quera lhes forneta os llvros. o papel,
peanas, e outras cousas a cargo daquelles : logo de-
vem elles parlilhar desse beneficio, mas recebendo os
emolumentos proporcionalinente aos seus ordenado,
como lembrou o nobre deputado.
Por todas estas rases, voto contra o parecer e con-
He lida e apoiada aseguintc emenda :
" Sejain coniprchendldos na partilba dos ernolemen-
toi os empregados peticionarlos e os que je oceupam
as fi>ncc3es de que est encarregado o oQtolal as orden
da presidencia. Jos Pedro.
. Depols de raais algumas reexcs, he a emenda ap-
provada, ficando preiudicado o parecer.
TBc I ido e approvado o seguate parecer:
A ooininisso de constltulcao e poderes, A qual foi
reraettldo o requerimento de ura dos menibros desta as-
serabla legislativa, pedlndo que e dsse assento ao
Sr. deputado supplente doutor Simplicio Antonio Mavig-
rier, que se achava na ante-sala, examinando acopia au-
thenlica da acta da apuracao gcral, ltimamente feita
riela cmara municipal desta capital, com as exclusflcs
e inclusoes de votos declarados no parecer da coinmis-
sSo 'provisoria de constituicao e poderes, approvado por
esta asscrabla, achou que o dito Sr. doutor Simplicio
Antonio Mavignier he segundo deputado na ordem dos
supplentcs ; c assim, era vista da resolucao d esta assem
bla determioando que se chamassern Isetejsupplcntes,
he de parecer se Ihe d assento n'esta casa. '
Sala das coimnlssSes, 20 de junho de 1848. Trigo de
Louriro. *(t>M Ffrrira. -
O Sr. Presidente designa aos Senhores Jos Pedro e
Ollnda, para Inlroduziicra na salaao Sr. Mavignier.
Tendo sabido os noineados.voltaracora o Sr. deputado
supplente, que presta juramento, e toma assento.
He lido, julgado objecto de deliberacao e mandado
imprimir o seguinte parecer:
O reverendo Joaqulm Rafael da Sijva, professor pu-
blico de grammatica latinado balrro do Reclfe, requer a
esta asscrabla a graca de ser jubilado cora o ordenado
correspondente a mais de 16 annos de servico na sobre-
dita cadeira, instrulndo o seu requerimento com 15 do-
cumentos dignos de toda altencao, e. allegando nao po-
der esperftr no magisterio at se completar o tempo pre-
ciso para jubilar-se, por achar-se principiado a afectar
deduasenfermidades graylsslraas, provenientes do pe-
sado exercicio do seu magisterio.
A commissao de nslruccao publica, attendendo ios
relevantes tervicos prestados provincia pelo reverendo
peticionario, os quaes se achara exuberantemente prova-
dos, e juntamente quao pouco tem sido o peliciobarlo
pesado d thesourarla provincial, pelo grande numero de
alumnos que animalmente matricula, c por cssa mesma
rasao ao grande peso de trabalho que diariaraento sup-
porta ; attendendo que o art. 10 cap. 2." de lei de 10 de
junho de 1837, quando ordena que o professor que tlver
ensinado por dez annos nao Interrompidos, achando-sc
impedido de continuar por molestia adquirida no exerci-
cio de sua cadcira.sja jubilado com a raetadejdo ordena-
do, nao quer senao marcar um ponto em que o profes-
sor principia a tornar-se digno de ser agraciado, e ja-
mis que se dcspreie o servffo dos 10 at aos 19, porqua
de outra sortc seria contradictoria comslgo mesma, re-
munerando o trabalho em 10, e despiezando dahi por
dlante at vinle, quando elle he raais pesado pela idade
do proessor ; attendendo, finalmente que he vantajo-
so ao bera publico remunerar ao Individuo que beui ser-
ve ; eotende a commissao que o peticionarlo deve ser
dcfprido favoravelmente cora a seguinte rcsolucao'i
A asserabla legislativa provincial de Pcrnambuco
resolve:
Artigo 1. O reverendo Joaquim Rafael da Silva, pro-
fessor de laliin da freguesia de S.-lr.-Pedro.-Goncalves,
fica jubilado cora a parte do seu ordenado, correspon-
dente ao tempo que tem servido na referida cadeira.
o Art. 2. Flcain revogadas, para este cueito smente,
todas as lek e disposiedes em contrario.
Sala das coiniiilssOes da asserabla legislativa pro-
vincial dCPcmainbueo, 20 de junho 1848. aurenlino
Antonio Pereira de Carvalho. A. Herculano de Soma
andeii-a. *
He approvado sem discussao o seguinte parecer :
O professor publico de prime iras lettras da povoacao
lie Cruangy .Lulz Ciraco da Silva, achando-sc desde o
anno de 1S46 aneciado de molestias graves que se tecili
tornado cbronlcas, e cousegulntcitieiitc impossibilitado
do exercicio de seu magisterio, e- de o'ella continuar,
como prova com os documeulos que ajuma a sua pcli-
co, pede por isso a esta asscrabla'lhe conceda jubila-
cao nos termos do art. 10 do cap. 2." da le provincial n.
43, de 10 de junho de 1837, por coutar mals de 10 annos
de exercicio.
o A commissao de neticoes entende que nao a esta as-
serabla, mas ao presidente da provlueia, compete o de-
ferimento deste professor.visto que ha urna lei regulado-
ra das jubllacea, e ao mesmo presidente incumbe fazer
dellaapplicacao aquelles a.queui possa approveitar. Is-
to posto, a asserabla resolver como entender de justi-
ca.
Sala dassessdes da asserabla legislativa provincial,
20 dejunho de 1848. Texeira de llorba. Jos Carlos Tei-
xeira. Camello Pessoa. ".
DRDEM DO DA.
Entra em primira diecussSo o projecto n. 7., que aitorisa a
admnistracio dos eitabelecimentoe de caridade a aforar ao
eidaiio Bernardo Jos da Cmara o rve nho Bemfica, me-
diante a penso annual de lOOJOOO :ie. {Yide Diario n.
135.)
O Sr. lurnlino: Sr. presidente, como esta discus-
sao s versa sobreautilidade ou Inutilidade do projecto,
eu ped a pnlavra, para fazer um simples esboco da sua
ulllidade, afira de ver se os meus nobres compauheiros
nos dispensara mals longa discussao.
O funecionario he senhor do uso e frurto desse enge-
nho durante vida de sua cessionaria: o peticionario
cede isto em favor do hospital, cede todos os annos que
ainda pode gozar: de mais a mais, creio que todos os
membros testa casa sabeln o que he um engenho, per-
tciicenic a rcparlicdes taes como o hospital de caridade,
estar entregue a rendeiros, os quaes s pretendem des-
fructar e nada mais. Ora, sendo elle nm predio destruc-
tiva por sua natureza, o hospital lera, ou de fazer con-
tinuadas despezas nos seus reparos, ou de deixa-lo des-
truir, quando pelo aforameno uao siicccdeassiin, porque
o forciro trabalha seniprc para beneficiar o predio : por
conseguinte o estabcleciincnto muito lucra e por isso
voto pelo projcclo.
Julgada a mate ra discutida, he o projecto approvado
era primeira discussao, para passar segunda.
Entra cin segunda discussao o projecto n. 20, que ele-
va categora de villa a povoacao do Senhor-Boin-Jesus-
dos-Remcdios de Panellas. (Vlde Dianon. di.)
O Sr. Crdeiro: -- Sr. presidente, coherente cora os
meus principios, levanto-rae para de novo oppr-me ao
projecto que ora se discute; porque, apreciando os ar-
gumentos dos nobres deputados (cujas ideias muito res-
peito) que inostrarain sua utilldade, eu nao vi destrui-
das as rases que aprcsentel contra, c neste caso devo
dlzer aos nobres deputados que anda estamos na mes-
ma: nem eu tive a fortuna de chama-Ios mlnha opl-
niio, nem elles poderain convencer-me. Chegaram a
ponto de dlzer que as rases era que me fundava par
que Panellas nao fsse creada villa cram as mesmas que
os movlatn a elevar sobredita freguezia a tal categora,
e nisto ciixcrgaraiu que eu argumentava eonlra-pnxlucfn-
tem. Parece-me, Sr. presidente, que nao pequel tanto
contra as regras da logic'a, como inculcara os nobres de-
putados, porque o argumento mals forte que aprsente!,
e que agora repito, foi que nfio se poda' erigir em villa.
Panellas, por isso que, sendo preciso pessoas para os
cargos municipal1 s e policiaes, nao haviam all indivi-
duos aptos para os lugares de supplentes do juis muni-
cipal, para vereadores, delegados, subdelegados c res-
pectivos supplentes. Os nobres deputados tiver.nu ex
bondade de leinbrar-mc que Altinho faifa tambera parte
do termo, e que por conseguinte a escolha nao recahia
s sobre a gente de Panellas, tanto raais quanto que Al-
tinho d 16 elci tares, e lie por isso iinpossivel quedes-
tes nao se tiran alguns cldadSos em quera concorram
as qualidades precisas para exercerein os sobreditos lu-
gares, c que se eu nao via Altinho, pareca Irrogar uina
Injuria a seus habitantes, mesmo aos de Panellas e seus
suburbios. Isto disse um nobre deputado: ao que res-
pondo que eu vi tambera Altinho. e tao longe est de
mira o proposito'de ofleoder a seus habitantes, que des-
de j declaro casa que s dall poderao sabir as auto-
ridades que bao de laucar os fundamentos da villa:
mas isto mesmo he um dos malares inconvenientes que
muito Importa remover, porque Altinho dista.de Panel-
las cinco leguas; hade ter seu subdelegado, assim como
Panellas o seu: c niuguem dir que os supplentcs da-
qiielle subdelegado devam ser os inesmos oeste : logo,
ser precisa escolh-los no proprio distada de Panellas;
mas (jomo escolh-los, se, como cu j disse, e anda In-
sisto,' em Panellas nao ficou gente capaz para este flm ?
Mas, disse um nobre deputado, ficou ainda nanita gente
boa, depois de concordar rummigo que a gente mais
grada havia com efleito emigrado da povoacao, pela In-
curso dos Moracs, e terror que tem incutido Vicente de
Paula. Eu quizera, se fsse posslvel, que o nobre depu-
tado me apontasse essa gente boa ; entao eu de bora gra-
do votara pelo projecto. Nao dtivido que houvessc'ti-
cado gente boa, isto be, gente de bora coraco, de bora
proceder; mas sou obrigado a diier ao nobre deputado
que nao flcou tanta quanta imagina, e nem porque urna
pessoa lie boa, seguc-se que presta para excrcer os car-
gos de jusiica c polica: faltando-lhe a capacidade para
desenvolver-se no exercicio de suas attribuicoes, falla
lhe Judo.
J lnostrei que o subdelegado de Panellas eseus sup-
plentsdevem de ser infailivcliucnlc tirados desse mes-
mo districto. Poder-me-ho dlzer que o dclegXdo pode
ser tirado de Altinho, e pergunto cu, com isto nao peri-
fa o servico publico? O delegado ha de querer, sem or-
enado, abstrahlr de seus interesses para estar calcado
na villa, onde he obrigado a dar as audiencias c as pro-
videncias precisas ? E porventura nao lhe impe a lei
esta obrigaco? r., inorando distante, as autoridades cora-
priro exactamente seus deveres?
O Sr. Jos Carloe: -- E Manocl Thom de Sauto-Antao
nao mora oito legoas distante do termo de que be dele-
gado ?
O Sr. Crdeiro: ~ Este exemplo nao me convence de
que seja conveniente que as autoridades sejam de fura
da villa; e quando sejam, devem residir na villa, dentro
do termo, na cabe9a do termo ; dq contrario, mal preen-
eberoas suas luneces; a experiencia bem o tem mos-
trado. Nao tendo, portanto, o povpado de Panellas gen-
te capaz para estes einpregos, a cousequencia -he nao
crigir-se era villa.
Senhores, pouco nos Importa a nos que aqui estamos,
que Panellas seja 011 nao y illa; porm aquelle povo sof-
frer muito se assim acontecer, porque nada uials fcil
do que errar a cada passo e commetter injusticas una
autorldade que nao tlver o preciso disceroiruento para
distinguir o verdadelro do falso, que se deixar levar de
informacdessiulstras, que as mais das vezes sao o teste-
uuinlio solemne de vingancas ignobeis e desabafos raes-
quinhos. Basta que un sujeito esteja era contacto com
a autoridade, goze de algum concelto, para que seja cri-
do como um evangelho, e o miseravel Innocente sorlia
todo o rigor da lei, seja victima da Indlscrlcao da au-
torldade. Nao augmentemos, portanto, o clamor do no-
vo, procuremos lodo o lenitivo aos seus males. Demos-
lhe autoridades que saibara por si desempenhar seus
lugares, sera ser preciso lancar-se nos bracos de um ac-
cessor. l.em bremo-nos dos dous casos, o da representa-
cao contra o subdelegado de Panellas, e o do processo -
instaurado de ordem do governo contra o priineiro sup-
plente do jni/ municipal do Bonito era 45, que escanda- '
lusamente foi absolvldo em das d setembro do mesmo
anno, mas que felizmente aindadelxou aberta, porque o
ju'lx de direito que o protega nao interpon recurso para
a relacao do districto. Nao demos lugar a que se abuse
tio largamente das insiituiccs soclaes. ,
J que fallei na representa;ao, devo dlzer ao nobre de-
putado que se adrairou do extraordinario numero de as-
siguaturas contra aquelle subdelegado, e por lato con-
Cluio que Panellas pode dar 50 jurados, que a mxima
parte des tas assignaturas eram feitas a rogo dos inisera-
veis que tiuhain compartllhado das oppresces causadas
por aquella autoridade; que ncisas occasies nao lia
quem nao sinta fervorosos desejos de manifestar sua re-
provacao c resentlmento pelos actos inlquos de um ma-
gistrado, prestando sua assignatura. Sabe-se, alm dis-
to, que os mais opprimldos sao os raiseraveis, e estes sao
os que, tendo mals direito decepreienUr, Infelhmiente-
se vera na necessldade de recorrer aoutrcni paraassig-
nar a rogo, porque nao sabera escrever. Asshn temos es-
vaecida aadmlraeao do nobre deputado. Ora, ntese
que Isto era no tempo em que Panellas linha alguma ca-
pacidade para servilla ; nesse tempo vlo-se Isto, e d'qf"
din dlante o que se nao ver? Horrescorefereru >. Dos per-
mita que os meus presentimentos laihein.
Quando assim fallo, Senhores, eu s tenbo ein mira o
bem do povo, nao tenho por fin ottender alguem, digo o
que he verdade ; c quando se falla a verdade, nao se in-
juria a niuguem. porque nao se aggrava o direito de
iiinguera, piiucipalracntc quando nao se personalisa.
Longe de mira, repito, ottender os habitantes de Panel-
las e Altinho, ou de outra qualquer parte; isto he con-
tra os meus hbitos. Quera desconhece que pelo sertao,
infelizmente, ainda ha multa gente rustica? E ser isto
injuria ? Certo que nao.
Os nobres deputados, com os apartes que me deram,
me fizeram dlzer: Ovidio nunca pode clvillsar os Ge-
tas. Cumpreqnecu explique este pensameuio. Sr. pre-
sidente, perraila-mc V. Exc. esta digressao.
Senhores, quando isto disse, rcferl-inc a ura facto da
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V]
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historia, amiga, que me pareceu ter alguma analoga
com a qucst.o. Ovidio era uin poeta, como sabemos, 11-
lustrado e sabio; teve dfi ser desterrado para a Thracla,
e fol cpnderanado a viver entre pov'os rudea. A necessida
de de coniraunicar os Getas devia inspirar-lhe odesejo de
civilisalos; mas nao o pode conseguir, disse ura nobre de-
putado, porque era immoral. E perguntarei ao nobre di-
putado: quem he inmoral no pode civilisar? Frcahe
que entremos nesta questo antropolgica. Quantos
escriptores, quantos mestres sao apontados por mino-
rar s, mas que nem por seus cscriptos, uem por suas dou-
trinas innoculaiu o virus da iminoralldadeno coracao de
seus leitorea, de seus discpulos ? Quantos oradores dis-
solutos, mas chelos de uucco! No entanto nao pulem
oscostumes, nao civilisain? Isto basta para que cu diga
que o nobre deputado devera guardar o pare lepullii, e
nao execrar a memoria de um poeta eximio, fue, como
hornera, nao podia delxar de ter defeitos. Mas he este
mesmo poeta inmoral que, escrevendo do desterro sua
filha, diiia:
. A virlude e nSo a vaidade
Te guiar, Vcrilla, immortalidae.
Quem falla asslm de lo longe sua filha, como nao
fallarla aos Gctas com quem conviva ?" Mas elles nao se
elvilisaram, porque eram barbaros; porque anda no
era lempo : a civlisaco he obra do tempo, he gradual-
mente que os costumes se reformara; por consequencia,
nao havendo disposico para essa reforma, he intil a
tentativa. Fol, portanto, uraaallusaoque fiz agente ru-
de era geral. Ol potesl capen, capial, '
O meu nobre amigo disse que deve-se crear a villa,
para que as pessoas uials gradas, que della se ausenta-
ran!, voltem a ella: porque so asslm estario garantidas
suas vidas e propriedades: e cu digo que voltem prlinei-
ro tssas familias para que se crio a villa porque nos
nao sabemos se ellas voltario, ehe inais provavelque
- nao voltem, porque nao soflreram pouco em suas fortu-
nas, c nao querero expr-se contingencia de um se-
gundo assalto, podeudo resultar multo bem que nao se-
jniii to fellies.
Esperemos que a accao do governo se estenda a estes
perturbadores daordem publica, que a espada da justica
extermine esses salteadores e malfeltores. Esperemos
que seja o territorio expurgado desses monstros, para
sobre solidas bases levantarmos o edificio que nos pro-
pomos : alias, mui breve desabar, e entao teremos de
ver gualdida nossa expectativa.
De lugares com melhores proporces e vantagens para
villa c at comarca sel eu, que nem sequr aluda fram
temblados: ecomo, nao obstante o que tenho dito, he
possivel que o projecto passe, tenho de offerecer con-
siderarlo desta assemblea os segulntes artigos additivos,
que passo a lr:
Artigos additiyos ao projecto n. 20.
Art. 1." Fica transferida a sede da freguezia de S.-
Cactano-da-Rapoia para a igreja de Nossa-Seimora-das-
Dres em Caruar, ouvido prviamento o ordinario.
Art. 2.' Fica transferida a sede da comarca do boni-
to pera Caruar, tendo os limites seguintes:
Principiar ao poente da propriedade denominada
I tai abete, aqum do rio lpojuca, at a Coz do riacho da
Onca, coraprehendendo as agoas pendentes ao mesmo
e por este cima em direccao ao norte at sua nascenca
na srrra Jaracatih. inclusive o sitio do mesmo aome ;
e dahi pelo riacho Carapol abaixo, e agoas pendentes
ao mesmo at a sua foz no rio Capibaribe ; e pd este
abaixo era direc(o a este at ao riacho da Egoa ; epor
este cima com direccao ao sul, dividindo com LiuioCi-
ro at topar na freguezia de Bezerros, abrangendo esta
em sua totalidade eos distrlctos Bebedouro, Altinhoe
< Relincha-Grande,a terminar no ponto de partida, o so-
hradito sitio Itacabet.
Art. 3.' O terreuo, assim de vid ido, do riacho da Egoa,
pertencentc freguezia do llrejo, fica assim como o tnais
pertencendo freguezia deCaruar.ttrnaliiemind,
Art. 4." A porco de terreno do sillo Itacabet, a-
lm do rio lpojuca, flea pertencendo freguezia da co-
marca do Rrejo.
Art. 5. Os districtos Bebedouro e Altiho conti-
nuara a pertencer freguezia do mesmo nome.
Art. 6 Ficam revogadas todas lcis e disposices em
contrario.
Paco d'asseinbla legislativa provincial de Pcrnam-
huco, aos 20de juuho de 1848. J. T Coritiro.
Apoiados, entrara em discusso conjunctamente coui o
projecto.
O Sr. durntino : Sr. presidente, q uando mi vi dizer
ao nobre deputado que ia continuar a sustentar o pro-
jecto, e destruir os argumentos apresentados em conlra-
diccao de sua opinio, esperei silencioso por esta promes-
sa ; mas, como isto nao apparecesse, reparei que o lie-
bre deputado limitou-se a repel r os uiesmos argu-
mentos que j tinha feito, eme'parece que em alguma
cousa referio-se s minhas expressdes na discussiio
passada, levanto-me porque julg o preciso que me ex-
plique.
Quando eu disse que o nobre deputado, em seu dis-
curso, pareca irrogar urna injuria aos habitantes de
Panellas e de Altinho, nao Uve cm vista de certo laucar
odioso algum sobre elle ; squiz fazer sentir que aquel-
las expressdes iam oflender o amor proprio de mu tos
cidadaos que lasan moradores. Crelo que o nobre de-
putado, por inais que tenlia exagerado a emigraran dos
habitantes de Panellas, acaba de reconhecer que ella
nao fol geral, que all ficou muita gente ; he, pois, essa
gente que licou, que deve resentir-se.
Disse o nobre deputado que nao se podiam nomear
autoridades pessoas moradoras no Altinho, porque fica
cinco legoas distante da sede do termo. O nobre depu-
tado nao nos apresentou a lei que marque as legoas de
moradia para os emprgados, uina fes que cstejam
dentro do termo, e logo se Ihe fez ver que delegado ba-
via que inorrva ainda inais longe, e nem por isso del-
xou de ser nomeado ; e eu accrescento mals que, se o
nobre deputado fr examinar isso, em quasi todas as co-
marcas, di-se o mesmo caso. Portanto nao procedein as
rasdes do nobre deputado.
Disse o nobre deputado.que eu dissera que era impos-
sivel que em uraa povoaco, em que havia 500 pessoas
que assignaram seu nome, nao houveise 50 capazes para
ser jurados ; e bbservou que multas dessas ssignaturas
eram a rogo i digo que sim ; porque, ainda convindo que
ainriade dessas ssignaturas fsse a rogo, ficavam 250,
ntre asquaes per certo se podero tirar 50 que saibam
lr e escrever, e tenham senso'commuin, que he ludo
quinto a le exige para ser jurada. Ora. all nao ha s
geiite de Vicente de Paula, lia muita gente honesta que
inora a menor distanciado que o Altinho, e que est as
efreumstancias de ser autoridade.
Sr. presidente, tambera nao tive intencao de offender
a memoria do poeta a que o nobre deputado se referi ;
l'oi um grando poeta, mas nao achei feliz a argumenta-
cao do uobre deputado quando disse que elle nao pode
cirilisar urna naco barbara; foi enio que eu disse
que um hornera, que tinha escripto urna obra capaz de
per verter a mocldade, nao podia ser citado como exeni-
plo ; nao foi outro, Senhoiys, o meu sentido, porque
nao desconheco o quanto esse poeta tcui merecido da
posteridade.
Repito o que disse em primeira dlscussao, nao accres-
centei nada : voto pelo projecto, porque Ihe conheco as'
grandes vantagens que dahipdem virparaa morahsacSo
daquclle povo.
O Sr. Trigo de Ixtureiro i Sr. presidente, tenho de vo-
tar pelo projecto que se acba em segunda dlscussao,
por Isso ped a palava para explicar o meu voto.
O nobre deputado que contina a fazer opposicao ao
projecto, coinb teu-o com rasdes que esta casa ja jul-
gou improcedentes, porque nao fez mals do que repetir
os argumentos que apresentou em primeira discusso,
e que fram destruidos com rasdes mui valiosas.
Todos os argumentos apresentados pelo" nobre depu-
tado como que cifram-se n'um. Isto he, em nao haver
no lugar pessoas com
to de 31 de Janeiro de 1842, c a le dc-3l de dezembro de
41, no capitulo cm que trata dos delegados, diz qu,
havendo na sede do municipio pessoa habilitada para
esse flm, essa ser preferida, mas nio havendo, poderi
ser de fra do lugar da sede. Portanto est toncada por
trra a objecco Jo nobre deputado, c, por consequen-
cia, justificado o voto que douao projecto.
Agora direi alguma cousa sobre os artigos additivos.
Oque me leva a votar por esses artigos he o mesmo
3uc me iuduz a apoiar o projecto : reronheco que he
e utilidade publica, que he conveniente crar-se essa
nova villa na comarca do Bonito, nao he da cicacao de
urna villa que se trata ?...
l'm Senhor Deputado : Nao se cria urna villa, muda-
se a sede da que existe.
O Sr. Trigo de Loureiro : Acho til o mudar-se a s-
de da comarca para o lugar de Caruar. Nao he Isto? ...
Um Senhor Deputado : ~ He, sim, Seohor.
O Sr. Trijo de Loureiro : E acho til porque ahi a
populacao he maior-; o terreno, se nao he mais frtil,
lie igual. Alm disto, ha ahi nina feira, os edificios sao
melhores, o local he inais arejado, e por consegulnte
est mais no cato de ser cabeca de comarca.
Encerrada a discusso, he o projecto submettido i vo-
tacao e approvado com os artigos andditivos, para pa's-
sar terceira discusso.
as puoporcoes necessarias para
oceuparera os cargos policiaes e os municipacs. Com
referencia a Isto, observou elle que o' delegado deve de
residir na sede do termo em que exerce autoridade. He,
com effeito, boinque assim acontecai mas, na forma da
Entra em segunda discusso o projecto n. 21, queau-
torisa a admirastraco do patrimonio dos orphaos a aforar
o sitio Parnameirim. (Vide diario n. 132.)
O Sr.Joaquim filela : Sr. presidente, tendo j feito
opposicao ao projecto que entra agora em segunda dis-
cusso, nao posso- delxar de continuar a combat-lo,
por Isso que as rases que se apresentaram em jusliflca-
aodelte, nao me conveuceraiu da competencia desta
assemblea para autorisar o aforainento nelle proposto,
nem to pouco da utilidade do mesmo aforainento.
Quanto comparencia, ludo quanto ouvi dizer, para
a sustentar, reduz-se a isto: pelo acto nd.iicion.it te-
mos a atlribuleo de legislar sabr casas de soccorros p-
blicos, e conseguinteiuente sobre o collegio dos orphos,
visto que be um estabeleciment dessa natureza ; mas
quem tem o direito de legislar sobre um estabeiecimen-
to, tem tambera o de legislar sobre .ludo quanto Iheniz
resprito ; logo podemos legislar sobre os bensquecons-
tituem o seu patrimonio, e consequentem.ente decretar
o aforamenlo desses bens.
Sr. presidente, este argumento pdrece-nie pouco l-
gico ; nao so porque suppe um tacto completamente
falso ; seno porque basca-se era um principio absoluto,
que alias soll're algutnas e tece no presente caso. Multas vezes nao podemos esten-
der as nossas atuibuicoes tanto quanto suppem os no-
bres diputados que se soccorrerain do principio-de que
nos, podendo legislar sobre um objecto, podemos legis-
lar sobic ludo que Ihe diz respeito. Nossas attribuicfles
teein liiuittes, e multas vezes s podemos legislar sobre
certos objeetos d certa e terminada maucira, e nao
pelo modo por que quizermos. Para qu o aigumento
apresentado cm favor do projecto podesse ser acceito,
seria mister que pertcncesse ao collegio dos orphaos a
propriedade dos bens que. constituem o seu patrimonio;
mas, se ale! que applicou esses bens ao estabelcimen-
to dos qrphos, apenas Ihe cedeu os rendimentos delles,
por isso que declarou, at expressamente, que elles nao
poderlam ser allienados, trocados, etc.; se esses bens,
nao obstante essa appl cionaes, he evidente que smente os rendimentos be
que pertencem por ora ao collegio dos orphaos, e que
por consequencia s nos compete a nos, que temos o
direito de legislar sobre esse cstabelecimento, legislar
sobre a adniinistracao desses rendimentos : e digo por
ora porque esses rendimentos no fram doados Irrevo-
gavelmcnte ; mas houvc apenas una cesso, urna ap-
plicacao, que de um momento para outro pude ser re-
vogada. E se acaso s podemos administrar esses bens
e dispr de seus rendimentos, a consequencia he que nSo
podemos decretar a sua_ allienacao, de qualqncr especie
que ella seja ; que nao podemos decretar o aforamen-
lo delles, que he uina especie de allienacao ; porque,
era rigor, nem possuimos o dominio utll desses bens, e
quando o possuissemos.no podamos allicna-lo semcou-
sentiraento do senhorio. J vem, pois, os nobres depu-
tados que, para cahir por ierra o argumento apresenta-
do ein sustentacao do projecto,basta a clausula, consig-
nada na mesma'jei que os applicou ao collegio dos or-
phaos, de que elles nao poderlam ser allienados de tna-
neira alguma.
O Sr. Cabial: Pela adniinistracao.
O Sr. Joaguim Vlttla : O que quero dizer hc-qire a
applicacao, que se fez desses bens, foi s a respeito do
rendimento delles, c nao da raesma propriedade ; e he1
quanto basta-roe para provar que os nao podemos al-
hear. 0 aclo addicional poz esse cstabelecimento a
cargo das assemblas provinciaes ; mas pergunto, ad-
quirimos nos, s por isso, a propriedade desses kvns
para os pdennos allienar '/ Creio que ninguetn o sus-
tentar ; porque, se se disser que adquirimos essa pro-
priedade, por seren elles desse cstabelecimento, fcil
he responder que o que foi cedido foi apenas o rdito
delles : e se dr como rasao srem elles provinciaes, he
essa rasao falsa, visto como ainda uaff fram discrimi-
nados os bens geraes dos provinciaes, e esto cnie-
guintemente todos na commuuliao. Portanto, o direito
que boje temos sobre esses bens que constituem o pa-
trimonio dos orphaos, fie o mesmo que foi conferido pe-
la lei geral que os applicou a esse lim, e esse direito tem
a masma liuiitaco que a lei Impoz admioistracao.
Asslm que, Sr. presidente, parece fra de duvida que
nao temos competencia alguma para decretar o afora-
menlo proposto no projecto.
Mas. Sr. presidente, eu vou ainda um pouco inais lon-
ge; minhas duvidas hoje se acham augmentadas; porque
se na primeira discusso eu duvldava da competencia
dest assemblea, por seren esses bens proprios nacio-
uaesenaobensprovincia.es; agora duvido mesmo que
a assemblea os possa allieur, anda quaudo sejain pro-
vinciaes ; e duvido, Sr. presidente, porque o acto ad-
dicional o que d s assemblas provinciaes, no 4 do
artigo 11, he a faculdade de regular a adniinistracao
dos bens provinciaes; e me parece que na ideia de ad-
ministrar nao esta coraprehendida a ideia de alhear,
porque ninguetn dir que o administrador pe alhe-
ar os bens que esto sob sua adtnipistraco- E acho, Sr.
presidente, que esta duvida tem algum fundamento ;
porque comparaudo este artigq do acto oddcioual com
o f5 do artigo 15 da constiluico, relativo assemblea
geral, vejo muita di'ereuca. A constiluico diz : he d
aUribuica da aetembla geral regular a admirastrco dos
bens naciouaes, e decretar a sua allienacao ; entretanto
que no aclu addicional apenas se diz regular a adini-
nistraco dos bens provinciaes, sera se accresceular
e decretara sua allienacao.
Ora, comparando uina e oulra disposico, vejo que, se
o legislador consttuinie inciuio no artigo da constilui-
co a clausula e dicretar a sua attisnafao depois de ha-
ver dito r<9ufar a adminislraca dos bens naaoxaes foi
porque euteudeu que na atuibulso de regular a admi-
oistracao nao eslava implcitamente incluida a de alhe-
l sr ; e que, se o acto addicional s d s assemblas
provinciaes a atlribuicao de regular a administraco dos
bens provinciaes, sem acCrescentar a clausula e decretar
a sua allienacao a consequencia que deveinos tirar he
que o aclo addicional nao quis dar s assemblas pro-
vinciaes o mesmo direito que a constiluico deu as-
semblea geral ; que a nos s compete regular a adnii-
nistracao dos bsns provinciaes, e nao alliena-les; e que
para o fazermos carecemos de autorisaco da assemblea
geral, a quem cou reservada essa atlribuicao. Assim,
pois, ainda quando os bens do patrimonio dos orphos
rsseui provinciaes, eu duvidaria da competencia desta
assemblea para os alhear. Portanto, como nao bel de
duvidar, quando'ninguetn me pude mostrar que elles
sao provinciaes, quando sabemos que sao proprios ua-
cionacs, porque nao houve divisao de bens, e ainda nao
foi promulgada a lei que o acta addicional dizque desi-
gnar os bens naclonaes e os provinciaes '
Sr. presidente, eu achei um documento com que limi-
to folguei, porque serve de apoio inhiba opinio : be
um documento que no posso delxar de dar multa im-
Ereino tribunal de iustica, no qual se declara que os
ens do patrimonio dos orpaos san proprios naclonaes.
O Sr. Trigo de Loureiro :De quando he t
O Sr. Joaquim Villelq.: He de 1842, inulto, depois do
acto addicional, segundo o qual entende 6 nobre depu-
tado que esses bens se tornaran! provinciaes Em una
causa que houve entre a adminislraca do patrimonio
dos orphaos e Nicolao ,0. Bieber e oulros, o supremo
tribunal annullou o processn ; porque, sendo os beiis do
patrimonio dos orphaos proprios nacionaes, nao tinha
sido ouvido no pleito o procurador-fiscal da fazehda na-
cional...
0 Sr. FerrtiTi Gomes: Logo sao naclonaes..
O Sr. Joaquim Villela: Assim o entende o supremo
tribunal dq jntico que, se nada val para o nobre depu-
tado, be paramini umaautorldadc respeltavel; para mim,
que nao gosto de fiar-me s na niiiiha inlelligencia ;
que rcconhcco a minha nullidade; que duvido da infal-
libilidade de minhas opinies; que sel que posso estar
era erro; e que por isso folgo quando'vejo confirmada a
minha opinio por homens quem os nobres deputa-
dos nao querero negar conhecimento nessa materia.
Els, portanto, porque fallel no accordm do supremo
tribunal de justica ; he elle um argumento que corrobo-
ra a minha opinio, O accordm aqu est ; ( mostrando)
se os nobres deputados qulzerem, eu o Icrel. Mas, Sr.
presidente, se os bens do patrimonio dos orphaos sao
proprios nacionaes, a consequencia he que no sao pro-
vinciaes, eque, anda quando fsse incontestavcl o direi-
to desta assemblea para alhear os bens provinciaes, nao
poderla ella alhear esses cuja propriedade Ihe nao per-
tence. No confundamos o direito de administrar, o di-
reito de appllcar o usofructo, com o direito de allieur.
Acaso sustentarao os nobres deputados que o administra-
dor, que o usofrnctuario mesmo, pude alhear os bens
iue esto debaixo de sua administraco, ou cujo us-
ructo ihe pertence ? K nossa legislacao, Sr. presidente,
considera o aforamento como urna especie de allienacao,
e assim o consideraram todos os jurisconsultos que dis-
tinguen! o dominio em pleno e menoi lleno, e que sabem
que, rigorosamente fallando, este ultimo nao fie um ver-
il.ideiro dominio ;.por isso mesmo que o dominio he um
complexo de mullos direitos, e tirada urna parte desteso
que resta nao he mals o todo. Sabtfiu os nobres depu-
tados que nao pude aforar quem no pude alhear As-
sim, o marido que nao pode vender'os bens de rait sem
outorga da mulber, tambem no os pude aforar. Portan-
to, Sr. presidente, eu insisto ainda em votar contra o pro-
jecto ; porque ainda estou convencido de nossa incom-
petencia para decretanoos os aforamentos, nelle pro-
postos; e porque ainda subslstem as rasdes que apre-
senlei quanto a inutilidade delles.
O Sr. Trigo di Loureiro: ~ Sr. presidente, ped a pa-
lavra para sustentar o projecto que se acba em dlscus-
sao.
O nobre deputado que combate o projecto, funda-se
era que os bens que constituem o patrimonio do colle-
gio dos orphos, sao bens nacionaes ; mas o nobre de-
putado deve notar que o 10 do artigo 10 do acto addi-
cional d s assemblas provinciaes o direito de legislar
sobre casas de soccorros pblicos ; que nesta disposico
se comprebende o collegio dos orphaos e o seu patri-
monio ; e que, pof conseguinte, nao pude deixar de re-
conhecer que por esse paragrapho temos o direito de
administrar esses bens. Disse, porm, o nobre deputa-
do: Se temos esse-direito, nao temos o de alhear; c para
fundamentara sua opinio recorren a um accordm do
supremo tribunal de justica, proferido em 1842, e, por
conseguinte, multo posterior reforma da constitu-
cao, que he de 34, o qual declarou nacionaes os bens do
patrimonio, do collegio dos orphos ; c para provar ain-
da que esta assembfa nao pude' alhear esses bens,
aventurou a proposico de que o aforamento he urna
allienacao.
Sr. presidente, pela lei de 11 de novembro de 1831 e
pela lei de 13 de agosto de 1834, estes bens fram, sem
duvida, declarados nacionaes, e a sua administraco foi
incumbida ao presidente da provincia, que nmncou
urna comniissao para regula-la, sem que podesse alhe-
ar semelhantes bens. At aqu estamos conformes.
Fram, pois, estes bens declarados nacionaes, com a
clausula de se no podrem alhear ; mas pelo acto adi-
cional, art. 10 IQ, foi conferido s assemblas provin-
ciaes o direito de legislar sobre casas de soccorros p-
blicos, sem restrieco alguma : conieguintemente es-
se direito que di o acto addicional no art. 10 10,
comprehende o direito de regular a adniinistracao dos
bens que constituem o patrimonio dos orphos, e por
Isso o direito de derectar a sua allienacao, quando dahi
provenha utilidade provincial; porquanto o acto addi-
cional. conferindo esse direito, nao Ihe poz restric-
ces. Esse artigo se refere aos bens que pela lei geral de
II de novembro de 1831 fratn destinados para casas de
soccorros pblicos; mas sao devem de ser conside-
radas como taes todas aquellas que teem por lim soc-
correr os nossos concidadaos as suas precises, sna
anas necessidades, e o collegio dos orphaos he urna casa
de soccorros pblicos, visto que tem por lim ministrar o
alimento corpreo e espiritual quelles que precisara
delles, como orphos pobres i log esta insttluicao
ho um cstabelecimento de soccorros pblicos; e se
o he, est claro que se acha comprehendido na dis-
posjcodo art. IQ 10 do acto addicional ; c que, sea
lei constitucional de 12de agosto de 1834 deu s assem-
blas provinciaes o direito de legislar sobre casas de soc-
corros pblicos, tambem tarnou provinciaes os bens
do patrimonio do collegio dos orphaos.
Funda-se, outrosim, o nobre deputado ciuiio exis-
tir anda uraa le que declare quaes os bens nacionaes,
e. quaet os provinciaes : mas, como os bens pertencen-
tes extiucta congregaco dos padres de Sau-Fillppe-
Nery fram nacionalisados e destinados para patrimo-
nio de urna casa de soccorros pblicos, carain ipio
faci sendo provinciaes, desde que em 12 de agosto de
34 se -
ulil de urna cousa com taesc_laes condices, bem como
a dp pagamento de umu pensao animal, sem que se di a
allienacao do dominio til, porque flea-se percebendo
animalmente urna renda desse dominio,que, como j dli-
se. no scallTena, mas apenas se cede, porque o jiro-
prietarlo lica percebendo os rendimentos da colisa pos-
suida.
Eulcndo que o aforamento no he allienacao, be
um meio de por o bem em. administraco ; o que, em
certas occasies, pode ser mais ulil do que o arrenda-
inento, como estou convencido que he no caso presente:
logo, ainda quando os bens de que tratamos, nao fossem
provinciaes (o qu'eeu uego) no seoftendia a lei, porque
o aforamenle nao he allienacao.
Concluo, pois,. votando pelo projecto, porque julgo:
1., que a esta assemblea e a todas as mals compete o
direito de legislar sobre casas de socorros pblicos, e
por consequencia o de regular a sua administraco; $.*,
porque os bens do patrimonio dos orphos esli decla-
rados provinciaes pelo art. 10 40do acto addicional;
3.', porque o aforamento nao be um acto de allienacao,
e sim de administraco, para o qual temos ampio poder;
4., porque, sendo provinciaes os bens ei questao, esta
assemblea pude ate allicna-Ios, se assim juigar ncessa-
rio..
Tendo-se verifleadb nao haver casa, flea o projecto a-
diado.
O Sr. 'residente levanta a sesso s 3 horas da tarde,
depois de haver dado para ordetn do da da segufnte :
cbntiouaco da de hoje; leiturade projectose pareceres;'
2.' disousso de projicto n. 6 deste anno, e 3:' do de
n. 9 de 1847.
11/
l i '
lo
se publicou o acto addicioinl, e por conseguatep-
dem ser aforados por esta assemblea, ainda mesmo
que o aforamento fsse urna allienacao'; quanto mais
que o nao he, como vou mostrar, baseado na doutrina dos
jurisconsultos.
Sr. presidente, o afaj-amento nao he seno a cesfo
que o proprietario faz do direito que tem de usofruir a
cousa, de haver os beneficios, os fructos, os rendimentos
della. Estedercito, Sr. presidente, he multo anterior ao
estabelecimeuto da propriedade: os homens tlnhain o
direito de haver e gozara cousa e seus fructos, toda a
vez que essa oousa se achasse abandbnada ; mas, se se a-
chasse oceupada por outro, devia esperar at que estea-
cabasse de desfi ucta-la,e entao he que Ihe cbagava a sua
vez. Portanto, o direito de gozar dos fructos de una cou-
sa nao he fillio da propriedade: scinelhaate direito a-
companha semprc a propriedade, mas he muito anterior
ao estabelecimeuto della.
"Sr. presidente, quando alguem se apropria de uina
cousa, apropria-se com dousfins,isto he.ou para dispr da
substancia da cousa, ou para usofrui-la. Dahi vem.Sr.
presidente, que a propriedade comprehende sempre os
dous direitos, o de gozar da substanciada cousa, com a.
faculdade de a poder destruir, e o de gozar della e dos
seus fructos. Mas note V. Exc.quc, quanto a mira, s se
d a faculdade de destruir,quando provm disso alguma
utilidade, porquanto no pertenco ao numero dos Juris-
consultos que advogam o direilo de destruir a cousa, s
tru
Isto
sor
usofructo da cousa nao alheamos a proprieJade, uem
alheamos nada que seja fill.o della, porque o osufruclo
he anterior ao estabelecimeuto da propriedade, nao he
fil.ho della, cj exista antes della.
Portanto, se be incontestavel que na creacao uo havia.
propriedade, que as cousas eram d todos, e que todas
linham o direito de goza-las e. usofrui-las, ein porporco
das suas neeessidades, est claro que este direito be mui-
to anterior ao estabeleeiuiehto de propriedade.
Dentis, Sr. presidente, o aforamento, daudo-se por
elle o direito de_ usofruir a cousa com a obrigaeo de a-
prefeicoa-la, nio encerra urna verdadeira allienacao ;
porquanto, pode-se ceder o usofructo de utua cousa,
OBDIWABIA, .
EM 21 DE JONHO DI 1848,
Presidencia do Sr. vi gario Jtzevedo.
Sommam. Declararan do motivo por que ee na'ojproeede
i(ura da acta, na occaeia'o competente.
Participaca'o do incommodo dos Sr. Loureiin
e Querr. lleclamacOes dos Sre. Laurentino
e Uellra'o. Requcrmentas. Projectos
Hejeica'o do projecto n. 21. Emendas ao de
n. 6. Hemessa desfae emendas e do projecto
commissa'o de frca policial, para dar o seu
parecer a respeito. Rejeica'o do projecto n.
. 9 e dae emendas', offerecidae a elle.
As 11 e meia horas da tnanba, faa-se a chamada, e
verifica-es estareui presentes 20 Srs. deputados.
0 Sr. Cordiiro (2.' secretarlo): Nao posso. fazer a lei-
turadaacta dasessao anterior, per nao estar presente o
Sr. deputado Joaqujni Villela que Uontein becupou este
lugar, c que por conseguinte a redigio, porquanto me
no he possivel redigi-ia neste momento ; farei, pois, se-
meihante leltura quando u dito Sr. houver ehegado, na
frma que dispe o regiment.
O Sr. fcllra'o participa que os Srs. Loureiro e Guerra
nao pdein comparecer, por se jeharem incommodados.
A casa fica inteirada.
. O Sr. laurentino : Sr. presidente; na sesssV em
que se discutio aqu o parecer da coiuniisso de consti-
lituico e poderes, que censurava alguna dos actos pra-
ticados pelo ex-vice-pr'esidente desta provincia, o Sr.
Joaquim Villela eslranbou qde esta discusso se fisesse
em termos um tan'o acres: o Sr. Loureiro pergunto ti se
nao estovamos em clrcumstancias.de censuraros actos
do governo: o nobre deputado do outro lado disse: ein
termos. Eu, porm, que-tinha-sido uraa das victimas
do ataque que.esse Sr. vlce-pfesente tinha feha aos seus
comprovincianos, por isso que declarou que os havia
demitalo, por prevaricadores, disse cm aparte: Quera
nio leve termos para oflender o melindre e a honra de
tantos cidadaos, no est no caso de exigir termos,* Mas
no Diaria apparece isto: Quem nao leve termos para
apodar de prevaricadores 300 cidadaos, e rcdusi-los a pe-
dir irmola nao merece termos. u no usei das expres-
sdes reduii-tos a pedir esmota, porque at sera contradic-
torio, porque viria a dizer que os emprgados s usa-
vjiii dos empregospara bem de seus interesses pessoaes,
que so calculo do interesse privado he que os fea sen-
tir as deinissoes. nao, Sr. i eu no sent a dcniisso por
tal motivo. Rogo ao Sr. tachigrapbo que faja esta dc-
claracao, para que se conheca como me xpressel.
O Sr. tltrao'1 :-Sr. presidente, sou pouco frequen-
te em pedir a palavra, nao s pela escassez de miabas
Ideias, c natural acanbamento que me nao be, possivel
vencer ; como porque entendo que as assemblas legis-
lativas devem de mauifestor-sc mais por actos do.que
por lo ngos discursos, que tendem a procrastinar as me-
didas d'interesse publico : afastar-mc-hei, porm, desse
proposito sempre que ive vir obrigadopor imperiosas cir-
cumstancias. SotVro o mcsino mal deque se queixouno-
bre deputado que acaba ile sentar-ie ; ha inxactldes
e faltos taes nos apartes dados aoSr. Dr. Joaquim filie-
la, ( sin'lo bem que che no esteja na casa) no discurso,
por elle pronunciado contra o parecer da coininissfio de
constiluico e poderes obre os segundos relalorios, que
no posso deixa-los passar dcsappercebidos, Quando o
Sr. Dr. Villela disse que tambera o Sr. Chichorro nao
tinha mandado responsabilisar a ninguem, houve na
casa um aparte que disse: Tambem o Sr. Chichorro
nao' declarou que demetlia oe emprgados po corruptos *pre-
vericadores. u E este aparte nao v--se rio discurso ; nas
outro,-como.em resposta, do Sr. Cunia Machado, j
fra de proposito e sem nexo. Mas abaixo vem o- se-
guale.
O Sr. Beltrao' : lie verdade elles ( inspectores ) nao'
pdern ser demellidos sem proposta dos subdelegedos.'. En,nao
me exprim assim, Sr. presidente, eu disse, como para
corroborar o aparte do Sr. Ferrelra Gomes, que por uina
portarla (ou avisa, que he o de 10 de feverelr'o de 1147)
elles uo pdiaiu ser deinluidos sem audiencia do lab-
delegado e que, por um argumento de paridade, pare-
ca, tambera que os delegados nao pdlam ser deuilttl-
dos sem audiencia do ebefe de polica. As rases em
que se fuudou o minislro fram : 1.a, porque a atlribui-
cao de nomear no importa necesariamente a de demit-
; 2.*, porque, se a nomeaco depende da proposto do
subdelegado, assim tambera a dcniisso, pelo prinipio
de direito'de que ascousai se desfazem pelo "modo por
que se fasem; 3.', porque, tendo os Inspectores deservir
petante os subdelegados, heimcopativel com os princi-
pios d'-ordeui privar os subdelegados d'enipregados de
sua confianca, sem querelles sejain ouvidos. Ora, todas
essas rasfles teem applicacao s dcmisses dadas pelos
presidentes aos delegados sem audiencia do chefe de po-
lica, Nesse sentido fol o meu aparte. Tambem nao sou
sectario da jurisprudencia das portarlas, como aqu bem
disse o Sr. Dr. Villela, mas elle que nos trotixe a cara
hontem um accordm como autoridade, o queu reco-
nheco, nao podiaregeilsr a autoridade d'um ministro da
coroa. Trago isso para justificar o aparte que del. Eu
no falle! em lei nem del lugar a resposta que se t nes-
te seu discurso : eu nao disse que a le o rdenava et.
pressaiuente. Disse qve havia urna, portara contra a
opinio do nobre deputado que fallava : nao ignoro que
portara nao he le.
Mais abaixo s leo seguate aparte : O Sr. Biltrad-Eu
je/, o delegado pode morar fra da villa. O regulamea- Iportoocia, por isso mesmo que he um accordm do su- |qur\> dizer, pde-se aforar por certo tempo o dointnfc
Villela, alm do que aqu se l, accrescentou o seguinte :
porque eu entendo que a assemblea legislativa provincial n e
pode, por um aclo especial, manifestar- um vola de censura d
administraras, etc.: e como na casa se tinha vencido que
a conunlsso de constitnieo e poderes dsse o seu pare-
cer a respeito dos relatorfos das duas adminlstraccs, c
esse parecer trouxesse urna censura, como se tinha ven-
cido na casa, que a commissao dsse o seu parecer sobre
toda a materia dos relalorios, porque nao era p#sslvel
S|e os relalorios andassein de coimmsso era coinmls-
o ; por isso en disse* em o aparte, que o Sr. Dr. Ville-
la pareca estar fallando contra o vencido ; parque se ti-
nha vencido nacasa que a commissao se oceupasse de to-
do relatotio. Neste caso o meu*aparte parece ter lugar ; '
__
asaaki



mai da maneira porque vera no discurso, he urna pe-
nuic'e, nao ten fundamento algn. Fra preciso que
,'ii esl'ivesse Inteiramete dlstrahido, para dar un aparte
,r0 fura de proposito! He bou corrrigir-se os discursos,
roas deve haver multo cuidado em que os apartes nao li-
guen desapontados; porque asslra pdeni-concorrer pa-
ra desacreditar os mmbros da casa. Nao quero dizer
(,'uc o nobr deputado o fizesse de proposito ; e talvez os
' "4 'rohores tchigraphos nao apanhassem suas ultimas pa-
ljvraa, por isso peco-Ibes que tenham todo o cuidado
nesse apanUaincnlo ; e vcjain que niais abaixo faltou
anda un aparte mu significativo O Sr. Dr. Borb'a deu
,ni aparte sobre a amnista concedida ao Sr. Jos Pedro
Velloso, o Sr. Dr. Villla respondeu < que nao labia llena
amnista e isto deu lugar a um aparte mea, duendo que
tlortlotorio do Sr. vicepresidente, com effeito, pareca cotutor
qiiehouvt amnista; porque eu mostr. {I.tnioj Daqui ve-
so que, promettendo-se que, se elle depotesse as armas,
nio soflrerln opprobrio', he visto que se Ihe perdoavo
ci-ime que Ira opprobro, ou deshonra. Fpi por isso, Sr.
presidente, que um nobre deputado, creio que o Sr. Dr.
Sorba, n'outro aparte, disse que o Sr. eie-pridsnl H-
nha-sc dest'arte arrogado o podr Biodrador.
O Sr. Borba :He verdade.
O Sr. Btitro: E nenhuin desses apartes que faziam
urna parle tito importante da discussao, apartes que sao
mesmo tSo significativos, ven no discurso a que me re-
tiro. NSo censuro aos Senhores tchigraphos; mas pe-
fo-lhes, repito, que tenhain milito sentido em que esses
apartes nao passein dcsapercebidos, e outros despropo-
sitados, em descrdito dos meutbros da casa. Foi para
fazer etses pequeos reparos, Sr. presidente, que toraei
a palavra.
OSr. 1 Secretarlo leo seguate requerimento:
Hequeiro que se pecain ao Exm.presidente da provin-
cia as posturas da cmara municipal da villa d'Agoa-
Preu, easo tenham sido remettidas pela respetiva ca-
Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 2i de junho de 1848 : Xavier Lopes.
O Sr. JTavier Lopes: Sr presidente, o que deu lugar a
apresentar eu este requerimento, foi o saber, nio so
que a cmara da villa d'Agoa-Preta, creda ha dous an-
nos, ou mais, nao teem todava as suas posturas appro-
vadas por sta casa, senao tambem que essas posturas se
nao acham no archivo desta assembla, nein tao pouco
em podr da commissao respectiva. E como desejo que
seja cmnprida a lei. approvando-se taes posturas, por isso
pedi se as solicitasse da presidencia da provincia, em
cuja secretarla supponbo cstarem.
Juigado o requerimento discutido, he approvado.
He lido e approvado o seguiute requerimento:
Requeiro que se mande imprimir e destrlbuir na
casa o relatarlo do inspector da thesouraria provincial
- Jos* Pedro
O Sr. Jote Pedro requer permissao para retirar o re-
querimento que fez n'uma das sesses passadas^ para
ue a commissao respectiva dsse oseu parecer acerca
de urna represeutacito da assooiacao commercial sobre a
inspeccao do assucar; por Ihe constar que essa repre-
sentacao nio fui enderecada casa, porm sim ao gover-
no da provincia.
A assembla atsente ao pedido do Sr. deputado.
( Confinuar-ie-na. )
\
Cmara municipal do Recife.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM 6 DE JUNHO
DE 1848.
PftBSIDENCU DO SINBOa SARROS.
Presentes os 8rs. Ferreira, Dr. AqUlno, Barata c Ma-
niede, abrio-s'e a sessiio, sendo llda e approvada a acta
.la antecedente. .
Continuou a apurafSo et as tres horas da Urde, e
levantou'-se a sessao. Eu, Joat Joi Ferreira de Aguiar,
secretario, a cscrevi Barrot, pro-presidente.aw-
de.-Ferreira.- Dr. Aguint.--Barata.
DIARIO DE PRNaHBUCO.
laafflajpa as sois ifina'jia sa aooo> -
Orden do dia para a sessao da assembla, que deve de
haver lugar amanha (26): lellura de projectos e pa-
receres ;- segunda discussSo do projecto n. II, e pri.
ineira dos de ns. 1, 8,0,10 e 12, lodos deste anno.
Obsequiaraiu-nos con ejemplares da auta Oficial,
Jornal do Commercio e Corrio Mercantil, publicados no
Rio-de-Janeiro, a 5, 6 7 do correte.
A cmara temporaria ja linha 'apresentado a S. M. o
Imperadora resposta falla do tlirono. Ao aecusar re-
cepcao de semelhante respoti S. M. dignra-se de ex-
primirle por esta forma :
u Eucho-me de viv prazer ao ver-vos em redor do
u meu throjio, para, em none da cmara dos Srs. depu-
u tados, me manifestardes os sentiinentoa de adhesao c
u lealdadea mlnha peuoa. Meu sincero agradeciincnlo,
> assim o podis assegurar cmara, dos Srs. depula-
dos, ser o meu continuo c fiel empenbo em proino-
ver, por nieio da consoldacao das instituicoes que
nos reg?'", a felicidade do meu pait; mostrando-me
u assim sempre digno do amor que ineus subditos me
consagram.
S. M. fallava assim aos membros da commissao da c-
mara quairicnnal, que va em derredor de si; e usou
das mesinas expressdes para com os nobres senadores
que Ihe apresentaram resposta-lgual essa a que nos re-
ferimos inais cima.
Na cmara dos Srs. deputados, era a discussao sobre
as incompatibilidades a que mais oceupava as aHeu-
c8es, e quf, para assim dizer, eslava ligada a sorte do
actual ministerio. Mullos membros dessa cmara apoia-
van a proposta do goveruo, e entre elles o Sr. Marlnbo ;
mas alguna llic faziam a mais forte opposicao. .No correr
le scinelhaule discussao o Sr. Carvalho Moreira procu-
rara demonstrar que o gabinete actual nao est as cir-
cuiiisiaoclas depr-se frente das grandes reformas que
o pala reclama, por carecer de unidade de pensamnto.
OSr. presidente do concelho ouvlra atteneiosamente ao
orador ; mas muitos dos companheiros deste interroin-
peram-no por. vezes. Veremos se a maiori decide-se pe-
la opiniao do Sr. Carvalho Moreira ; e se anda se d en-
ir nos ophenomeno de pronunciar-se a cmara contra
um governo apoiado e vletoriodo por quasi todo o pait
de que ella he representante, como acnteceu ltima-
mente com o ministerio Macah, cujo prograniina era o
nesiuo do Sr. Paula eSouza, conforme os leitoresja te.
rao, sen duvlda, notado. Veremos se anda a contara
diz:
Nio queremos na direccao dos negocios pblicos os
u homens~quc proclaman! justlca e tolerancia poltica.
O Sr. visconde de Barbaceua fra nomeado presidente
da provincia do Rio-de-Janeiro e o Sr. desembsrgador
Manoel Paranhos da Silva Villoso chefe de polica 4a
corte, em sub8titui{So do Sr. desembargador Francisco
Ramiro de Assls Colho.
0 cambio sobre londres fluctuava entre 23 Vs ** *
por 1/000 ris. ,_________
O Sr. deputado provincial Dr. Lourenfo Trigo 4e Lou-
reira dirigi ao proprictario deste Diario a carta, que a-
baixo Inserimos:
Illm. Sr. editor. No seu Jornal n. 137, de 20 do
crreme mes, na parle em que publica a discussao do
parecer da commissao de constiluicao e poderes sobre
os relatnos que a assembla legislativa coimnetteu ao
seu exame, houvcram algumas incxactidos, ( sem duvl-
da nascidas do excessivo calor, e simultneos apartes,
que essa discussao suscitou) entre a* quaes nio posso
deixar passar sem a nccessarla expcacao, na parte que
me toca, as seguales: .
Priiueiramente, publicau-se ahldebaixodotneu no-
nie o seguinte : A assembla. Sr. presidente, tem
poder para remetter qualqber objecto, que diga res-
pello a utilidade publica, qualquer commissao que
queira, e para dar essa commissao poderes ampios
e indefinidos, a Eu, porin, pens ter dito: A assein-
bla, Sr. presidente, tem poder para remetter qual-
quer escripto, que diga respelto a varias cousas de
utilidade publica, sobre que poderiam ser ouvdas
varias coinmsses, qualquer commissao que ella
queira, e para dar a essa commissao podares ampios
e indefinidos, a
Ein segunda lugar, publlcou-se ahi como aparte
meu o' seguinte : < O parecer diz que foi inconsti-
tucional o procedimento desse presidente : por Isso
requereu seja impresso, etc. Mas eu creio ter dito,
porque nein poda dizer outra cousa : O parecer nao
dis que foi inconstitucional o procedimento do pre-
sidente ; porm commissao requereu que o pare-
cer fdsse impresso, etc.
Finalmente, em tercelro- lugar, publlcou-se tam-
bem ahi como aparte meu o seguinte : Pois reprova
o procedimento do presidente, c nao he inconstltu-
clonal esse procedimento ? Entretanto, eu disse :
Pois disse eu que o parecer reprova o procedimento
do presidente, por ser inconstitucional o seu proce-
dimento ?
Rogo-lhe, portanto, se sirva publicar.estas linhas
uo seu mesmo jornal, "cu attencoso venerador e cria-
do Lowenco Trigo dt Loureiro.
-S. C.,21 de junho de 1848. a
COMiflERCiO.
Alfandega.
RKNDIMENTODODIA23..........10:596/463
i>aearrjas hqje, -28 de junho.
Brigue Ttxiior mercadorias.
Bilgue HeliopolUdem.
Barca Dyion ferro ein barra.
l'eratt farinha de trigo.
John-Farnum farinha, bolachinha e barricas
abatidas.
Ligrra pedra.
Billa mercadorias.
Barca
Barca
Barca
Barca
IMPORTAGAO*.
Elisa, barca ingleza, vlnda- de Liverpool, entrada no
torrente mez, consignada a Rosas llraga & C,. manifes-
t u o seguinte:
7 Cardos fazendas de linho, 17 caixas e 5 fardos ditas
de algodao, 68 barricas ferragens, 8 caixas fazendas de
cor ; a Johnslon Pater & C.
22 fardos e 20 caixas fazendas de algodao, 1 cesto inoi-
nho, 1 euibrulho meias, 1 dito objectos' de cscriptorio ;
a Rosas Braga & C.
5 fardos e '2 caixas fio, 9 fardos fazendas de algodao, 1
barrica pederneiras ; a G. kenewnrthy te C.
5 caixas iniudezas, 54 fardos e 21 caixas fazendas de al-
godao, 1 caixa ditas de dito e lita; a H. Gibson.
23 fardos e 2 caixas fazendas de algodao, 3 caixas di-
tas de linho, 4 ditas ditas de seda e de linho; a Fox Bro-
thers. ,
4 caixas fazendas de linho, 37. fardos e 5 caixas ditas
de algodao, 4 fardos ditas de dito a Russell Mellors
& C.
5 fardos fazendas de algodao; a J. Crabtree & C.
125 caixas queijos, 3 barricas ferragens, 50 potes de
ferro ; a B. a Brandis & O.
12 caixas fazendas de linho, 2 fardos didas de laa, 8
ditos ditas de algodao, I embrulho 1 llvro ; a J. Patn.
60 barricas barrilha; a D. G. Pereira Mina.
(i barricas ferragens ;.a\V. C. Cox.
) caixas fazendas de algodao ; a C. J. Astley.
10 caixas fazendas de linho; a Me. Calinont C.
1 embrulho livros ; a H. Ckrause.
1 caixa fazenda de linho, 5 fardos e 5 caixas ditas de
algodao ; a Adamson Iluvrie 8 C.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 23.
Geral........
Diversas provincias.
. 3:978/983
. 34/209
"013/192
Vlnhos -.....dem de 65/000 a 68/000 rs. a pipa do
' de Marselha.
Apenas livemos 3 embarcares entradas, e 13 sabi-
das.Estao ancoradas no porto 37, a saber: 4 america-
nas, 1 austraca, 18 bratileiras, 1 breinense, 1 france-
sa, I liespahola, I hanoveriaua, 5 inglezas, 1 lubeken-
se, 3 portuguesas e 1 sarda.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 23.......... 2:967/434
PRACA DO RECIFE, 23 DE JUNHO DE 1848,
AS 3 HORAS DA TARDE-
Revieta semanal.
Cambios- --- Flzerain-sc algumas transaeces a 24
d, por 1/000 rs. a 60 das, e anda ha
lacadores a este combio.
Algodao ----- Enlraram 882 saccas.- O de prlmeira
sorte vendeu-re a 4,400 rs. por arroba;
mas este preco nio he franco.
Assucar......As vendas do encaixado regularan! a
500 rs. por arroba sobre o ferro.O en-
saccado e embarricado .branco vn-
dense de 1,200 a 1,650 rs. por arroba;
e o mascavado de 1,000 a 1,650 rs.Vie-
rain ao mercado 390 caixas.
Qn"erecldosa90 rs. por libra.
Continuou a retalhar-se de 10/000 a
1 lfOO rs. a barrica.-- O deposito orea-
r por 1,000 barricas.
As vendas da semana fdram effeltua-
das dea/000 a 2/500 rs. por arroba.
O deposito boje he de 50,000 arrobas,
por ter chegado um carregamento.
trigo-As vendas da semana regularan por
mil barricas aos precos de 19^000 a
22/000 rs.-Ficaram em ser cerca de
Os'flamengos venderam-se a 1/480 vt.
Couros* -
Bacalho- -
Carne secca -
Farinha de
Queijos- -
Movimeato do Poeto.
iVarlo entrados no dia 24.
EloGrande-do-Sul; 24 das, brigue brasileiro sreanlil,
de 199 toneladas, capllao Antonio Ferreira Urna ro-
gassa, equpagem 13, carga carne ; a Amornn Inuos.
dem ; 18 das, brgue-escuna brasHeiro *ugna, de IjO
toneladas, capitio Manoel Gomes de Olivelra Magano,
equipagem 8, carga.carne ; a Leopoldo Jos da Costa
Rio-de-Janeiro 14 dias, brigue brasileiro Soeisdads, de
185 toneladas, capitao Joao Francisco Collares, equipa-
gen 9, carga pipas vaslas e mais gneros ; ao capitao.
Passagcro, Manoel Joaqun Lobato, Brasileiro.
Londres ; 41 das, barca Ingleza flanasr, de 304 tonela-
das, capitao N. Willian Page, equipagem 15, em las-
. tro ; a James" Crabtree. M.
Rio-Grande do-Sul ; brigue brasileiro rVorma, de 224 to-
neladas, capitao Joaquim Francisco da "Silva, equlpa-
g*fin 11. caiga carne; a Amorlm Irmaos. Pissagenos,
Antonio Francisco de Oliveirl Castro com sua senhora,
2 filhos menores e urna escrava com urna cria, Anto-
nio Jos Crrela, Brasileiro.
JVaefo eakidttnoimsmodia. -
Londres; brigue ingles Lightning, capitao Wllllaiu Mel-
lesb, carga a mesuia que trouxe.
Haranhao ; briguc-escuna brasileiro Laura, capitao An-
tonio Ferreira da Silva Santos, carga assucar, caf e
mais gneros. Passageiro, Tristao Cardiu de Oliveira,
iirasleiro. .
Porto ; brigue portuguez Primavera, capitao Rodrigo
Joaquim Carneiro, carga assucar. Passageiros, Manoel
Fernandes Guedes, Manoel Luiz dos Santos.
Babia; hiate brasileiro San-Usndicto, capitao Joaquim Jo-
s da Silveira, carga varios gneros.
Falmoutb ; paquete inglez Lennet, coiniuandante 1.
James.
Navios mirados no dia 25.
Liverpool'; 42 das, brigue inglez Mary-IUutucll, de 184
toneladas, capitao John Baker, equipagem 12, carga
carvao de pedra e 6 fardos-de fazeudas ;al<, O. Ble-
ber. Traz a seu bordo a senhbra do capitao e uina
lillia menor. *
Aracaty ; 16 das, hiate brasileiro Dueidoso.de 43 tonela-
das, capitao Jos Joaquim Alves da Silva, equipagem
5, carga couros, sola e mais gneros a Josc Manoel
Martina. Passageiros, Lecurgo Brasil e Mala, Fclisbcl-
lo Jos da Silva e sua irinaa Carlota Francisca Serafi-
na, e 11 escravos a entregar..
---------------
EDITA L.
Miguel Archanjo Monteiro dt Aniradi, oftcial da im-
perial ordem da Roa, cacalleiro da de Christo e ms-
pector da alfandega de Pernambueo, por S. U. o
Imperador, queDeoe guarde, eto.
Ka/, saber que, no dia28 do correte,ao meio-da, e
na porta da alfandega, se ho de arrematar cm hasta pu-
blica, 4 obras OrdcnacOes do reino no valor de 40/
rs.; 3 ditas -- Tratados de bordar no valor de 2/800
rs., impugnadas pelo amanuense Gonealo Jos da Costa
eSi, no despacho por factura sb o n. 5,314: sendo
dita arrematacao subjefla a direltos.
Alfandega, 23 de junho de 1848.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Declaragoes.
A adininl3lracao geral dos estabelecimentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 26 do correntc,
pelas 4 horas da tarde, na sala das suas sessdes, ira a
praca, a quem mais der, o rendlmcnlo do furo das cai-
xas de assucar do anno llnanceiro de 1848 a 1849.
Adtninistracao geral dos estabelecimentos de caridade,
19 de junho de 1848.
O escripturaiio,
F. A. Cavalcante Coutteiro.
Avisos martimos.
Para oRio-dc-Janeira-sahe, com brevdade o bri-
gue-escuna Bel/a-Kiraiiiia: para o resto da carga es-
cravoj a fete e passageiros, dlrijam-se a Joao Francis-
co da Cruz ruada Cruz, o. 3.
Para Lisbasahe, imprcterivelmcnte no dia 8 do
corrente r brigue portuguez S.-Dsmingo : recebe an-
da alguma carga e passageiros, para o que tem bous
conimodos : trata-se com os consignatarios Mcndes s
Tarroso, na ra da Cruz, n. 49 ou com o capitao, Ma-
noel GoncalvesVianna ,na praca do Comnerclo.
' Para o Rio-de-Janeiro sahe, con a maior brevda-
de possivel, o brigue Sociedade : para o resto da carga,
passageiros e escravos a frite, trata-se com Jos Fran-
cisco Colares na loja de ferragens ao pe do arco da
Conccicao, ou com NovaesSi Companhia, na ra do 1ra-
piche, n. 34. ^
Avisos diversos.
Teudo-se reunido no dia a3 do
corrente varios credores d Sr. Jos
Grdeiro .de Carvalho Leite afim de
nomearem urna commissSoque devia lo-
marebnta dosbens do dito Sr. para pa-
gnmctito de seus credores como se pu-
blicou nos Diarios de Pernambueo de
aa e a3 to corrente e nao sendo sufi-
cienle o numero de credores "reunidos
para deliberare.m a re9peito, assentaram
os que sereuniram, que se uzease nova-
mente aviso pelo mesmo Diario, para
que boje, a6 do correte as 11 horas
do dia se achassem em casa dt Senhora
viuva Brito & Filhos, no Aterro-da-
Boa-Vist, n.: 43, afim de ultimar-se
ste negocio : cercos de que, com qual-
quer numero de credores que compare^
cerem ser nomcada a commissao, nao
fcando direito algtim a reclamacSes d-
quellesque deixarem de comparecer.
Na ra do Amorliri, bairro 'o Aecife ha um ter-
_ .^larfMaA klsbM a nil *1 ak (rfatQI* na II1PI>
clro audar para alugar da caz
tratar na mes-
ura ra,
MUTILADO
LOTERA ___
I0 HOSPITAL PEDRO II.
No consistorio da greja de Nossa Se-
nhora do Livramento correm as rodas
desta lotera no dia a8 do corrente mez,
vespera de San-Pedro, dia certamente
muito proprio para se tirarem sortea : os
restos dos poucos bilhetes qoe existem so
se venderao ate o dia 37 ao meio-da.
Precisa-se alugar um escravo para carregar po e
faxer mais algum servico de casa, pagando-se meoaai-
menle o que se sjustar na ra do Pires, panana n m ,
ao p da caixa dagoa. ... ...
~ Deseja-se fallar a'Sr. Antonio Rodrigues Martina,
natural do Porto : no Aterro-da-Boa-'Vistt, B. 1.
O mel bllheu de h. 1,968, e um inUIro den.
1,069 da quinta ultima parte da lotera do hospital re-
dro II perteuccn ao Sr. Joaquim Jos Barboza, 4o
Cear.
Jos da Silva Souza retira-se para Portugal,
Precisa-se arrendar um sitio perto desta eldaae ,
que tenha boa casa arvoredos, balsa e banbo : ama
Direita, n. 36, primero andar.
Precisa-se de urna ama para todo o servjo de uina
casa estrangira : na ra do Trapiche-Novo, u. 8, ter-
ceiro andar.
Na ra Relia, n. 13, se fazem vestidos, chapeos ,
toucas espartilhos, equalquer outra roupa proprla
para senhora e camisas para hornera : ludo por preco
ommoda.
' Contina anda estar fgida a escrava Antonia, par-
da de Antonio Joaquim de Azevedo: por issb roga-se
aos Srs.capitaasde campo, que continem de nova-
mente na diligencia de a pegar.
-- Precsa-se de uina preta captiva para cozlnhar e fa-
zer o mais servico de uina casa de pouca familia : no
Aterro-da-Doa-Viste, loja n. 3.
Antonia Francisca Cadaval viuva do fallecido Ma-
noel Ferreira Pinto ten de fascr inventario e dar par-
tillia a seus flihos roga, por Isso aos credores de seu
casal, que hajam de apresentar sas comas para sercm,
conferidas.
mmmmmB
(P No botiqulin Cova-da-Onca na ra larga
dK do Rosario, n. 34, contina haver almocos de
&) superior caf com leltc, sem leite c cha : tam-
fv hi'in contina a fazer encoinmendas de caf ,
vj> na forma do estilo da casa, fjfi mesmo boti-
Sn 'Iuim vende-se cha hysson, de multo boa qua-
^3 lidade a 2300 rs. a libra, arroz-maranhao ,
gg, a 90 rs, a libra e 5 barris vasios que foram de
M?' vinho por preco commodo.
Um homem de meia idade, casado examinado eto,
grammaticaportuguezae em mathematca se propoe:
a ensinir por casas particulares as primeiras lettras ,
pela mdica quanlla de 5/ rs. mensaes lembrando aos
ebefes de familia a conveniencia que resulta de seus n-
llios serem ensinados em suas proprlas casas muito
principalmente na estacao invernosa : a traUr na ra
Bella, n. 23.
Furtaram, no dia 22 do corrente uina hacia de
cobre que ter 4 palmos pouco mala ou menos, do
corredor da cscada do sobrado da ra do Cabuga, n. 12.
Roga-se a pessoaa quem for oflerecida que haja de a
levar a casa a cima, que. ser ratificada e se ficar
obligado ,c sendo que alguein a tenha comprado, por
ignorancia a podera levar e receber o Importe por que
a comprou.
Perdeu-se, no dia 24 do corrrenle um rosario de
ouro-, do pateo do Carino para a l'enlia : quem o achou
querendo restituir leve-o a ra do Vigario n. 14, que
ser gratifleado.
Precisa-se alugar um preta para o servico de uina
casa o qual saiba cozlnhar : na ruadaCadeia do Reci-
fe, n. 32,
-- Precisa-se de um sacerdote para capellao e mestre
de meninos, ejque saiba francez para um engenho dis-
tante desta praca 16 legoas para o sul : na ra Nova, n.
58, tercelro andar, de i as 3 horas da.tarde.
Quem tiver para alugar urna negra boa vendedel-
ra, dirija-se a ra Imperial, n. 47, defronte do viveiro do
Muniz.
Compras.
Compra-se vara c meia a duas varas de pedra de
lagedo : quem tiver annuncie.
Lompra-se uina casa terrea no bairro da Boa-Vista
ou S.-Antonio : na ra Vclha do mesmo bairro n. 56.
Compra-se urna carteira que sirva para cscriptorio,
masque seja servida : na ruado Trapiche-Novo ,~o. 8.
Compra se urna cadeira de balauco estando eili
l, a ni uso : ua ra larga do Rosario, n. 34.
Vendas.
RICAS NAVALHAS PARA BARBA.
Vendem-se rica navalhas para barba: na ra estrel-
la do Rozario loja de barbeiro confronte a ra da-
Larangelras n. 21.
Direito orphanologico,
nova publlcaco portugueza por Eca'e Leyva, con'
um ndice alphabetico das materias que facilita a con-
sulta desta importante obra, de muito prestimo para as
pessoas do foro 1 v. 1846: vendem-se na livraria da
esquinado Collfgio.
Na na de Agoas-Verdes, n. 46,
vendem-se dous perfeitos inoleques de 18 a 20 aunos :
um bom escravo padeiro ; um pardo alfaiate ; umpreto
carreiro ; un escravo bom feitor ; uina preta de 25 an-
nos que he lavadeira e quitandeira, sem vicios por
300/ rs. ; duas ditas para todo o servico. todos estes es-
cravos se venden por prerjo commodo, por serem do
uina pessoaque se retira.
Diccionario de Moraes
da ultima quinta edicao, augmentada com as etymolo-.
gias e com mais de cinco mil termos novos assinalados
com asterisco boa impressao e encadernacao. Pde-se
affoutanicntc dizer que esta nova cdic3o do Moraes ,
enriquicida como se aclia nao deixar nada a desejar
aos cultores da lingoa de Carades ;
Manual de direito eeclesistico
de todas as confissdes chrislaas, por Walter, tradueco
portugueza offereclda a universidade de Coimbra por
um estudante jurista da mesma universidade,i v., 1848;
Obra utilissimaparao estudo do direito ecclesiastico a
particular ; ...
Ordenacoes do reino ,
beni encaderuadas e de nova edicao muito em conta;
Martim o engeitado, por E Site,
ou tro famoso romance, vertido em lngoagem pura,
correcta e elegante pelo traductor portugus dos Mys-
terios de Paris, i848 ;
Primeiro o rei ou o impostor. Segundo O
crime ,
dramas oiiginacs portugueses publicados ltimamen-
te em Lisboa e approvados pelo conservatorio drama-
tico ;
Vende-se a venda grande do Manguinho, cora pou-
cos fundos quem pretender di ti ja-se a mesma,
i
'-" % I' *
L




I
,
II
Vendem-se superiores presuntos ,,
a 320 rs. a libra propriospara fiambre;
bolachinha americana pelo barato pre-
co de isioo a 4,sooo rs. : na ra da Ma-
dre- de-Deos-, armazem n. ao, defronte da
guarda da alfandega.
Vcnde-sc, para fra da provincia una cscrava de
bonita figura 11109a iem vicio* e com todas as quali-
dades de urna, ptima mucama i urna linda negrinha ,
coin principios de engommado e que lie' perfeita cos-
lurcira na ra do Hospicio, n. 9.
Vendem-ie 16 barris da niel de furo: no pateo de
S.-I'edro, venda n. 7.
Vende-se una bonita cscrava de 30 annot, sem
tcos e he de boa conducta, o que se afianca : na ra
estreita do Rozarlo, n. 10, tereeiro andar.
Vende-se un guarda-llrros moderno, de amarel-
lo com commoda ein multo bom estado por preco
commodo : no pateo do Carmo, n. 17.
Vendem-se 4 inolecotes de bonitas figuras c nao
excedem nenhum del8annos, urna prelado nacao, de
20 anuos, multo linda; um dita do 30 anuos ptima
para o trabalho de' enzada por ter sido criada no ser-
vito do campo; urna dita de 30 annos, boa cozlnhira e
aitandclra : a roa da Pcnha, confronte a torre do
Ivramento n. 1, primero andar.
Vcndera-ae pecas de aigodaozinho americano com
18 varas, por quatro patacas e meta a peca: na ra do
Crespo, n. 4, loja da esquina que volta para a cadeia.
Na loja nova de Ricardo Jos de Freir-
as Ribeiro, na rita do Passeio-*Publi-
co n. 17, vendem-se as seguintes fa-
zendas milito boas e baratas :
cortes de chitas com lo covados multo finas e fizas,
proprlas para vestidos de scubora para andar por casa,
por serem escuras a 1/500 rs. ; ditos de cassa coin 6
varase niela a ifj rs. ; ditos de tarlalana de cores, a
3/1 i. ; cortes de calcas de pede do diabo, fazenda es-
cura e multo forte a 1/280 rs.; brim para carcas a
340 rs. o covado; cortes de faiendas para calcas que
parecem casimiras a2/rs. ; cassas de core* de qua-
dros e lislras. s 240 rs. o covado ; chitas muito boas, ti -
xas e sem defeito algum a 120,-140, 180, 200, 220, 240 e
280 rs. o covado ; riscadinhos francezes azues e de qua-
droi proprios para vestidos de pretas, a 160 rs. o co-
vado ; algodao trancado inesclado proprio para prc-
ius a 200 rs. u > ni.iiiu ; curtes de cucic de fusiau c
cores, a 500 rs.; ditos brancos a 640 rs. -, ditos de co-
res, a 800 rs. ; ditos de gorguro a 1/ rs. ; ditos de ca-
simira de quadros a 1,0600 rs.; ditos de velludo a 2/560
rs. ; lentos de seda muito grandes e bonitos, proprios
para grvalas a 2/560 rs. jnteiros, e partidos a 1/280
rs.; ditos de algodaoeseda, a 1/600 rs. e partidos,
a 800 rs. ; mantas de seda para grvalas a 1/600 rs. ;
merino, a 1/600,2/800 c 3/200 rs. o covado ; sciim prc-
to para collete : a 2/660 rs. o covado; luvas de algodao
decores para homeinc senhora a 160 rs. o par ; brim
branco trancado de llnho, fazenda muito superior a 1/
rs. a vara ; e outras inultas faiendas por preco muito
mals barato do que em outra qualquer parte.
Vendem-sc 7 escravos, sendo : urna
mulalinha de 16 annos pouco ruis ou
menos, que cose e engomma soffrivel-
mente ; urna prcta moca de muito bo-
nita figura 5 urna parda padeira-, e que
lava liein roupa ; um casal com urna cria
de 14 a i5 annos, todos pardos..; um
pretode 16 a 18 annos por aoos rs. ,
or ser defeituoso : na ra do Crespo,
oja n. a A, se dir quem vende.
,a
vara; lencos de grvala de setlm maco de cores e to preco de 200, 240 e 320 rs. : na ra d Quelsnado loja
Na ra de Agoas Verdes, n. 46,
Vende-se,para fra da provincia, um escravo de nacao,
bom carreiro, por 450/ rs.; um bom escravo ofAcial de
Eedrelro; um moleque de Idade de 18 anuos; um pardo
oin pagem; um dito de idade de 30 aonos, muito fiel
bom l'eitor de sitio e de rngcnho, por 350/rs ; duat es-
cravas de idade de 20 a 25 annos; um bonito mulatinho
de idade de 12 annos, e outros escravos.
--Vcnde-sc una preta crioula que coiinha; cose
cho c faz todo mals servico de casa e ra : no Alerro-
da-l!oa-Vista n. 39 se dir quem vende,
Vende-se urna prcta de 20 annos, perfeita cngoni-
madeira e cozinheira equehe de boa conducta; duas
aegrlnhas de 9 a 11 annos ;' um prcta de 25 anuos que
cozinha e engomma ; urna preta de bonita figura., pro-
"priapara o servico de campo : no pateo da matriz de
S.-Antanlo sobrado n. 4.
Vende-se por barato preco um relogio de ouro, pa-
tente inglez, multo bom regulador : na ra Dircita,
n. 78. 7
Vendem-se ptimos casaes de pombos, muito bons
hatedores grandes e de ptima raca por preco muito
commodo, por se querer acabar coin el les : na ra da
Florentina, n. 16.
Vende-se para fra da provincia urna, cscrava
11109a de elegante figura engommadeira e com to-
das as habilidades de cozinha, a qual faz pao-de-Ui e bo-
linhos de todas as qualldadcs e refina assucar : na ra
do Queimado n. 18 tereeiro andar esquina que volta
para a ra do Rozario, aonde lie a escada.
Vendem-se chitas limpas, inulto encornadas e mui-
to fortes, a 130 e 160 rs. a retalho, e as petas a 4/800 e a
5/500 rs. : na ra estreita do Rozarlo, n. 10, tereeiro
andar.
Vende-se meia legoa de trra na inargem do rio de
Una, na freguezia de Agoa-Preta, co.in urna legoa de
fundo, entre o dito rio e os engenhos Grvala e Porml-
irueiro : os pretendentes pdem dirigir-sc nesta praca
ao seu proprictario, Manoel Zeferino dos Santos.
de varias cualidades de tres ponas, a 1/960 e 1/200 rs.;"
ditos de quatro ponas a 2/400 c 4/000 rs.; lencos de
seda preta de varias qualldadcs, de tres ponas t
3-20, 400, 500, 600 e 700 rs. ; ditos de quatro pantos a
640, 800,1/, 1/200 e 1/400 rs. ; cortes de collete de vel-
ludo lavrado de todas as cores a 6/ rs. ; luvas de pel-
lica, para senhora de todas a* qualidades a i/e 1/300
rs.; ditaa.enfeitadas a 2/e3/rs. ; ditas para liomcn ,
a 1/200 rs. ditas de ponto ingle/., a 1/800 rs.; e outras
mui tas faiendas por preco commodo.
Superior vinhp da Figueira
Vende-se esta superior pinga no arinazem de Vi*
cenleFei/eira daCosta na ra da Madre-de-Dtos, em
barris de qoarto, quinto sexto e stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casas particulares.
NOPASSE10-PDBLICO,
na loja de Manoel Joaqaim Pascodt Ra-
mos, n. t'J,
vendem-se multo superiores pannos finos de todas as
qualidades a 3/, 3/600,3/800, 4/e 5/ rs.; sarja muito
superior a 2/c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1/rs. ; 11-119os de seda a 1/rs.; curtes de casimiras,
a 6/ rs. ; ditos de la a 2,500 rs.; chapeos de sol, de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mals por preco rasoavel.
Corram, freguezes, d laja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Pnblico, n. 19.
Vende-se pelle do diabo a 200 rs. ; castor, a 20 rs.,
algodao azul, a,200 rs.; algodao de llstras, a 2B0 rs.;
chita de coberta a 200 rs. ; rlscados francezes, a 200 rs.;
madapolo fino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
chitas de assenlo escuro de cores fizas a 120 140, 160
e 9.00 rs. ; riscados multo finos, a 240 rs. o covado ; cor-
tes de cambraia de quadros, com 0 varas a 2/400 rs.;
cassa-chitas de todas as qualidades, a 2 2/500 3/ e
3/200 rs. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de inelim a 1/rs.; di-
tos de l.la a J/400 rs. ; e outras militas Atiendas, por
menos preco do que em outra qualquer parte.
Vende-se urna cscrava moya de tuna figura ex-
cedente e que he possante para todo o servico de ra
e de quitanda*: na ra da Florentina, n. 16.
Vcndem-se as verdadeiras bixas
bambuigue/es, viudas pelo ultimo navio,
aos centos c a retalho por preco mais
commodo do que em parte alguma: tam-
bem se alugam-se e se vao applicar a qual-
quer hora do dia ou da noite, para cotn-
inodidade dos pretendentes : no deposito
de bixas hamhurguezas, na ra da Cruz
do Reci/e, n. 53.
Vendem-se coifas e meias ditas de I a a de diversas
cores e padroes, do mclhor gosto que tem vindo do Rlo-
de-Janeiio : na ra larga do Rozario, n. 24.
Vendem-se sapatoes de couro de
lustro superiores, pelo baratissimopre-
co de a,56ors. : na ra do Cabug, loja
de iniudezas, n. 4 de Manoel Joaquim
Das.
Vende-se urna casa terrea na Boa-Vista, ra da Man-
gueira.n. 11, que tem lampeo na porta, coin dos
grandes salas, 6 quartos, cozinha fra, cacimba, quinUa
bastante grande, todo murado e com diversos arvoredos
de fructo : na ra do A raga o n. 27, a qualquer hora do
dia. Estaveudahe feltade accordo e com consentlmen-
to do hjpoibecario da casa, o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior. '
de miudezas.'n. 24.
Vendem-se pautas das alfandegas do Imperio- do
(rasil, impressas no Rio-de-Janeiro : na ra da Crua ,
n. 20.
= Vende-se urna prosodia em inulto bom uso e por
pceo commodo : .na ra das Cruzes, n. 35, loja de en-
cadernador.
Vendem-se oculos de armacio de aro de ayo e de
aro branco proprios para todas as idades prxima-
mente chegados de Allemanha : na ra larga do Roza-s
rio loja de miudezas, n. 35.
- -'Vendem-se, sima do Crespo loja n. II, os se-i
gulntas litros : geometra de Lacrois ; Algebra ; Arl-
thmetlca ; Trignoinetria ; Curto de phtlosophia por
Dainiron 4.| Geometra "de Euclldes"; diccionario
francez e itallano-e italiano e francez '2 v. ; Rhetorlcn
de Quintiliano 2 v. ; a Moral em aeco Historia da
America ,2 v.; Horas Mariana, 1 v. ; gramtica ingle-
za, por Vicente Pereira do Reg'; diccionario da f-
bula ; mestre inglez por F. de Paula Jaku ; Direlto das
gentes i v.; e outros inultos llvros d'aulaa que se
vendcni por menos de seu valor e continuam-sc a com-
prar e-trocar, sendo bod obras e estando em bom os-
udo.
= Vende-se urna preta crioula de 22 annos : eitt F-
ra-de-1'orias ra do Pitar sobrado n. 135
Vendem-se jazendas muito baratas nos
Quatro Cantos, loja n. ao, de Teixei-
ra Bastos & IrmSo,
como sejam : castores encorpados para calcas a 200 rs.
covado ; lencos brancos de cassa com riaca ein volta ,
a 200 rs.; cortea de cambraia pintada para vestidos ,
fazenda fiza, a 2/400 rs. ditos com algum mofo a 2/
rs.; cassa chita fina e muito larga a 200 rs. o covado ;
dita superior, a 400 rs. Viseados largos, em cassa, cont
algum mofo a 200 rs.; chitas brancas de flores a 120
rs. ; ditas escuras a 160,200 c 240 rs. o covado ; meias
para menino a 80 e 160 rs. o par ; ditas para meninas ,
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560 rs. o par;
leaos de seda preta para grvala a 1/280 rs. ; ditos de
cores ein seilm para grvala, a 1/600 rs.; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordadas a
800 rs. o par; camisolas de meia americanas, multo
boas a 1/600 rs ; e outras inultas faiendas por pre-
90 eomuiodo.
Ra do Queimado, n. 46, loja de Maga-
lbaes & Irmo.
Vendem-se ricos cortes de cambraia abena, a 4,600
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de cassa de cor, a 3,000 rs.;
curtes de cambraia lisa muito lina, de 8 varas c meia, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.;4en90i bordados, com bico.a
o60 rs.; cortes de collete de fustao de cores, padrdes mo-
dernos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; brim trantado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino preto fino, a 3,000
rs.; cassa de babado fina, a 360 rs. a vara ; chita de co-
berta de cor fiza, a 200 rs. o covaclo; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de meia, das melhores que tcem appa-
recido, a 1,400 rs.; inulto boa fazenda para toalhas, com
4 palmos e nielo de largura, a 600 rs. avara; setlm pre-
to lavrado, a 3,500 rs. o covado; chapeos de sol de seda,
a 5,500 rs.; brim irancudo de cores, de mui ricos pa-
dres e puro llnho, para calca ; lenfos de setlm para gr-
vala ; ditos de seda de cores; riscados francezes largos
nujioAnos; ditos nglezes; bicos largos e estreltos ;
a rendas.
Vende-ae mn preto perito oficial de apateiro de
20 annos sem vicios nein achaques : na ra estreita do
Rozario, n. 3, segundo andar se dir quem vende.
-Vende-se o ihelhoi- vinho de Xerey engarrafado .
em caixas de 3 duzias : no armazin de Me. Calmoat &
Coiup.auliia na prata do Corpo-Santo n. 11.
= Vendem-se4 lindos moleques de 12a 18 anuos;
4 pretosde 25 a 30 anuos proprios para todo o servico;
4 pardos de 10, 14, 16 e25annos, sendo umdellesbom
carreiro ; duas mulallnhas de 7 a 14 annot; una negri-
nha de 10 annos, com principios de habilidades; 3
pretas com habilidades : na ra do Collcgio n. 3, se
dir quem vende.
Vende-se urna negrinha de 11 a 12 anuos, muito
esperta e hbil ; uina preta que cozinha multo bem,
cose e be perfeita engommadeira ; um pardo bom sa-
pa teiro, e que he ptimo para todo o servico ; um pre-
LOJA
DE6 PORTAS Nc22
Nesta loja vendem-se pecas de chitas Anas a
5/000 rs. e o covado a 140 rs.
Vendem-se las para calcas, fiugindo
casimira, pelos baratissimos piceos de 560,
640,e720 rs. o corado ; cortes de vestido
de cassa de cores fizas, a 2/240 rs. cada
corte de 7 varas; merino inulto superior,
a 3/MOrs. o covado; e panno fino de va-
rias odres, a 4/000 rs, o covado : na loja
de fos Moreira Lopes Ji C, ra do Quei-
mado, quatro-cantos, casa amarella n.
29.
Na nova loja da ra da Cadeia do Reci-
fe n+ 32, de Ca udi no Salvador Pe-
reira Braga,
vendem-se cambraias muito finas.de curca, a 880 rs. |
dita mals Inferior, a 440, 480,^60 e 720 rs. ; cha-
peos de seda, para senhora enlejiados, a 10/, 12/, 14/
e 16/rs. ; ditos de cambraia de algodao fiugindo seda,
a 1/ rs.; toucas de seda enfeitadas
rs ; enfeiles para cab
pos fraacezes de mansa
de sol, de seda de cores
para vestidos de todas as cores a 1/76" rs. o ovado
cambraias de seda de todas as qualidades a 7/, 8/ lr
e 14/rs.; cambraia de linho muito ana, a */500 rs.
w--' i-" --i".i.*"*-* iy un [ne-
to muito bom offlcial de frreirb; um dito carplna, bom
mestre de assucar, e que he carreiro ; um preto bom
para todooserv9ode campo : na ra do Vigrio, n. 24,
se dir quem vende. .
Vende-se una canoa de conduzir agoa aluda no-
va com muito pouco uso propria paraconduiir tris-
tes ou outra qualquer carga : na ra da Cadeia do itc-
cife, loja n. 5-
Vende-se salsa inuito nova vinda do Para pelo ul-
timo vapor ; borracha de todos os taannos < oleo de
copahiba, em qualquer poreo por menos preto do
que actualmente est o de linhata : na ra do Trapiche,
n.26, casa de Manoel Duarte Rodrigues.
Ve:ide-so vinho do Champagne, marca cometa:
no arinazem de Kalkmann & Rosenmund. na ruada
Cruz, n. 10. .
Vendem-se buhas de GuimarSes
muito linas, proprias para Javarintos de
cambria de linho; babados de panno de
linho lisos c bordados de todas as largu-
ras ; meias de linho ; ditas de laia. para
padre ; ligas de seda para meias de se-
nhora ; franjas de linho ditas de algo-
dao, de todas as larguras, c umitas mais
na
n. 4-
l^T^fYoh"^.] cha niiudezas Por preco muito eommodo
a,pa ahomem, a6/800rs. ditos ra do Cabug, loia de miudezas,
'.* ,coi i barra, a 7/500 ra. ; sedas J '
Caivetes finos para peanas.
Vendem-se caivetes finos para peonas, pelo dimiuu-
Vende-se um eseravo da Costa, que
compra e cozinha perfeitameute o diario
de una casa: he inoro, robusto, sadio e
muito fiel; nao tem vicios, e he de boa
figura : na ra da Senzalla-JNova, n. 4o,
segundo andar.
CALUMBIA MILLS
Ceorg town.
Acaba de chegar a este mercado urna partida desta
superior qualidade de farlnha de trigo, com a qual sd
pode competir a verdadeira Gallega : vende-se a reta-
lho, no armazem de Antonio Aunes, no caes d'Alfande-
ga ; e ein po^es, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
-Vende-se urna barcia que carrega 16 caixas, appa-
relbada c prompta afazer vlagem para qualquer parte ,
quem a mesiua pretender dirija-se ao becco do theatro:
por cima do botiquim do Sr. Paiva, 1. o andar. a mes-
ina casa deseja-se fallar ao Sr Antonio Moreira de Car-
valho, a negocio de seu in teresse.
Vende-se urna cxccllente vacca, de boa ra9a e mui-
to mansa, queda muito bom leite e ein grande qnanli-
dade, juntamente com urna cria: no .Moudego, sitio de
grades de ferro, onde existe a fabrica de rape Meuron.
No pateo do Collegio, n. 6, lofa nova de
livros, de Joo da Costa. Dourado, re-
' recebram-se ns seguintes novellas, to-
das de rica encadernac&o:
Novos jogosde sociedades; Solitario ; tala Rcn, do-
te de Suzaninha, 2 volaos segredos de triumpuar das
mulheres ; Camilla no subterrneo; D. Remend de
Aguiar, 2 vol.; vida de Pedrllho, 2 vol.; historia de um
pillio, 1 vol.; caverna de Setroze, 1 vol.; Estrella por
Florian ; um pugillo, 2 vol.; Lazarinho, 2 vol.,- Clara de
Alba, 1 vol.; Isabel, 1 vol.; D. Queizote, 8 vol.; Gil Braz,
4 vol.; AUbnso llraz, 2 vol. ; diabo coizo, 2 vol.; Eslevi-
nho Gol9alvcs, 2 vol.; Gullhrme Tell, ,1 vol.; aventuras
de Robisou, 6 vol.; os verdadeiros orculos das damas, 1
vol.; ditos das senhoras, 1 vol.; tala, I vol.; caverna da
norte, 1 vol.: todas estas novellas vendem-se por com-
modo preco.
Vendem-se couros de lustro : na
ra da Cruz, no Recife, n. 17.
~ Vendem-se boas calzas de tartaruga vindas do
Aracaly, por .barato prefo : na ra do Crespo, loja
n.2A.
- Vende-se urna carrafa nova, de boas madeiras ,
para um boi : na ra do l'alaeio-do-llispo, n. 8.
A i'ooo rs. ,
aurrelos com azeitonas superiores : ven-
dem-se no caes da Alfandega armazem
n. 7, de Francisco Dias Ferreira,
Vendem-se agulhas francezas em caizinhas j sus-
pensorios linos de.borrucha; tinteiros em caizas de jas-
pe; Unbas de carretel dourados; tinto fina azul c en-
carnada : essencia de rosa a 800 rs. ; sapatos de setiin ,
para senhora a 800 rs. : uo Aterro-da-Hoa-Vista n. 84.
Vendem-se tesouras linas -para costura; mcios
botins francezes para hornera a 2/500 rs.: no Aterro-
da-Uoa-Vista, n. 84
Vende-se uina cadeira de armar, forrada de seda
quasi nova; uina palaiiqiiim da Rabiaj usado ; cai-
xijhos de amarello, novos, para janellas de peitoril,
com todos os pertences : na ra do Amorim, n 15.
. Vende-se um preto de meia idade robustd e sem
vicios c que be bom suri-ador de couros : na ra Dirci-
ta, n. 4, se dir quem vende.
Veude-se una morada de casa de dous andares ,
com duas lojas grande quintal formidaveis oilOes ,
cora 36 palmos de largura c 100 de fundo sita na ra
Direila desta cidade no melhor local: a tratar na ra
do Caldt-ireiro, 11. 62.
Vende-se vinho de claret zeres e Porto, de qua-
lidade muito superior, principalmente o primeiro cn-
Sarralado e em calzas de ama duzia: na ra da Cruz, no
ecife, n. 17.
Vende-seura moleque crioulo.de gannos :.na ra
da Cadeia do Reclfe, n. i.
= Vende-se urna cabra 11109a, que cose, cozinha en*
gomiua, e he multo sadia : na ra larga do Rozario ..
a. 36, te dir quem vende.
--1 Venem-e cinco tenis com ateite de carrapto
a fallar na alfandega com o Sr. Domingos Caldas PuJ
Fes-Mica.
Vende-se urna peeta de naeao de 22. a 24 anrtoi
com una cria de sale inczcs a qual cozlaba eagom '
uialiso e lava : o motivo por que se vende -e dlra ao
comprador: no Aterro-da-Boa- Vista loja n. 78, du (i
horas da raanhia as B e daa 3.a* 6 da tarde.
Na ra do Trapiche-Novo n ia c
sadeHebrardf Compauhia,
ebegou ulilmaincute de Marselha, pels navio Urii*.
rilii, aceite doce em caitas da btm conftecida niarri
lagnlol, superiores salames d'Arle e presuntos i.um
bem vendem-ic na inesma casa todas as qualidades dp
conservas de fructas da Europa em calda e vlnagr,
licores cberrl-cordial inarraschino xarope, oerfa'
francesa e Inglesa, kirschwasscr superior vinho L
Champanha Rheno, Haut-Barsac, Saulernes, Chtrri
Porto Rivesaltes, Cognac etc. : estes e mullos ou-
tros gneros se vendem por pre90 commodo.
vende-se o oogenno d'agoa denominada Cani.
vouzinho na comarca do Bonito, com meia legas de
trra, copelra multa varzs*, de multa boa prodac
cao o assucar que smente tirou duas.safras : os itt
tendentes djrljam-se nesta pra9a a Liz, Joa PereiraSi-
ines que dar os esolarecimentos precisos ,. c na din
comarca a seu proprictario o coronel Martinas) de lfc|.
lo Albaquerque. .
Vende-se urna casa terrea em um dos mclhorej
lugares da Capunga de pedra e al, per pteco comino.
do por seu dono retirar-se para fra : quem quizer l0.
nuncie. ,.
Vende-se lijlo de todas as qualidade*); telh; cal
branca e preta barro e arela por preco comraoco >
no Rui de Becco-Largo no Recife, junto aa taizaidc
ferro.
- Vende-se a Lesia potica, ou olleccap de poesas
modernas de autores porluguezes publicadas uu Ri0-
dc-Janeiro, por Jos Ferreira Montelro, contendo o
primeiro voluine 52 nmeros com 312 paginas: preco
2/000 rs. Rccebem-se assignaturas para o segundo vo-
luine constando lodo o anno de 48 dividido em 6S Da-
meros-: aa ra da Cadeia do Recife, loja de Joao da
Cunha Magalhes aonde j se eucontram os nmeros
1 a 9. Na mesina loja se con tinuam receber assignatu
ras para a Chronica Liturariu jornal de luslrucoo c
recrcio pdr p'rejo de 6/,rs. por anno por 52 nuineroi.
Escravos Fgidos.
Fugio, a 21 de dezembro do anuo prximo pase.
do, o mualo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabe,
los estirados, tem falta de um dente na frente, tem ai-
gumas marcas de bezigas, e um pequeo taino na 111a-
caa do rosto ; o mais visivel signal he ter as costas a
marca de 11111 caustico : consta que seguro paraailhane
Itamarac: quem p pegar ou do inesino queica dar no-
ticia, dirija-se a ra Nova, loja de Jos LuizPereira,
que gratificar.
Fugio, na noke do dia 10 do crreme, um preto
escravo dos abaizo assignados de noine Noberto ; if-
presenta ter 30 annos, de cor (lila, barbado beifos
grossos, olhos abugalbados ; pelo seblante mostra ser
bebado. Este escravo ha lempos Tez urna fgida e por
ser sapa teiro esteve na cidade de Olinda em una ten-
da trabalhandb inculcando-ee forro. Quem o pegar le-
vc-o a ra da Cadeia do Recife, armaicm n. 12, que ser
recompensado. Bailarte Olivrira.
Fugio, no dia 30 da malo prximo passado, um pre-
to, de noine Gaspar de estaturaordinarl cor preta o
nao retinta secco do corpo, caracomprida olhos fos-
cos, nariz achatado, quelzos sabidos para fra; tem uma
feridana peina osquerda e cicatrlzes de outras ; tem a
inao dirclta repuxada de uma escaldadura e o brafo coin
malas brancas cabello incarapinhado e inesclado de
branco-, de 55 a60 annos. Este preto foi comprado ao
Sr. Timb, morador no Cabo pelo fallecido Pereira da
alfandega, tendo estado seiupre no siUo do mesuio Pe-
reira no Caldeirelro at a dous annos os quaes tem
estado no sitio que foi do fallecido Zacaras, no lugar
do Fundo em Beberlbe-de-flalxo ; foi vlslb nos pri-
meiros dias na Casa-Fbrte aonde tem multas amizadei
e he muito conhecido ; mas como soubesse ter sido pro-
curado nao tem havido mais noticia delle ; julga-se es-
tar escondido ein urna malla de capoelra junto ao Mon-
telro ou entao ter Ido para o Cabo ; levou calcas e ca-
misa de algodao azul, ceroulas brancas de algodo iraa-
cado ; he multo ladino por isso quem o pegar nao se
deve fiar no que elle diz e slra traze-lo ao niesmo sitio
do Fundo, ou na ra da hcuzalla-Velna, n. 84. Roga-ic
as autoridades policiaca, capilaes de campo e pessoai
particulares que o ipprehendam levem-o aos lugares
indicados que serao recompensados.
100/000 rs. t
Fugio, no dia 22 de mai 90 prximo passado, do enge-
nbo S.-Francisco era ri.-Antonio-Grande, provincia das
Alagas, a cscrava Benedicta, parda, inuilo ciara, bem
parecida, cabellos corridos olhos pretos, beifos gros-
sos denles limados peitos grandes, ps seceos ; tem no
hra90 direito um siuo salamao c no outra um coiafao ,
fcitodeagulha com tinta azul; tem 20 annos de ida-
de. Esta escrava he de Gonyaln Rodrigues Marlnbo ,
morador no dltocngenho, aonde pode ser entregue, que
recebera a gratificaco cima ou nesta praca a J: 0.
Campos, na ra do Queimado, n. 4. _,
Fugio, ao amanhecer do dia 12 do corrente do
en^enho Feiuna da povoaco de S.-l.ourenvo-da-Malla,
a escrava Mara, crioula, de 40 annos pouco mals ou
menos de boa altura cor nao.inulto prcta bem rr-
grista, bastante secca do corpo ps e mos bem fei-
tos rosto discarnado ; ignora-se a roupa que levan,
por ter conduaido o que tiuha cui casa ; toma muito ta-
baco ; suppde-se ter ido para Goianna Roga-sc.as au-
toridades policiaes e cap liics de campo que a ppre-
heudam e ievem-na ao dito'engenho 1 teu aenhor,
Joafjuim Mauricio Wanderley, ouarua Nova, n. 67, que
serao bem recompensados.
Fugio, no dia 14 do corrente mes pelas 6 horsi
da tarde, um pardo trigueiro de noine Rafael ; tem
uiua fstula pequea em ura queizo, alio, cabello aca-
boelado ; levou calcas de algodao j usadas-, e junta-
mente camisa'; assdn como nao largava urnas cantas do
pescoco ; he de poucas faltas ; veio do Cear 00 vapor
passado ; be escravo de Jos Smith de Vasconccilos da
inesma cidade ; he de suppr que tomasse o caitilnhn do
sertao. Roga-se as autoridades policiaes e pitaes 4e
campo .que o npprebcudam e levein-no a ra da Cruz,
no Recife, n. 26, que- serao gratificados generosainenle.
--Fugio, ha dias, da cidade de Olinda, c consta andar
pelo Recife ,nm moleque, de oomc Paulo crioulo de
14al5anmj6, cornos slgnaes seguintes"! pernas torlai,
com uma grande ferida no p esquerdo cambado; tem
uina das orejhas furadas eos olhos vesgps; levou cal-
as e camisa azul: quem o pegar lcve-oa blinda ra de
laUias-Ferrelra n. 10, quesera recompensado.
Fugio, na noite de 18 do corrente o moleque An-
tonio de estatura regular de 20 a 22 annos barbado
levou camisa de riscado encarnado e calcas de algodao
azul; fui encontrado na ponte indo para a Boa-Vista,
no dia seguinte de iiianha por onde se julga calar, por
elle nao saber lugar algum para fra : ihem o pegar
leve-o a ra Augusta venda n. 84.
Fugio, no da 5 do corrente do engento aliran-
Ua, da comarca de Cojan na o pardo Emlgdlo alto,
cneio do corpo ps grande! c largos, rosto umb'eui.
ago ; foi comprado nesta praca ao Sr. Vicente Alvcs c
tinba entno o officio de serrador : qem o pegar leve
ao mesmo engenho,ou a esta praca, a ra do Crespo
n. i, que ser recompensado.

8R.M. : NATYP. DE M. F. DE FARIA
i -1848*
MUTILADO


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