Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05991


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Full Text
w
***
^pmo Sexta-feira 95
. O DIARIO niiMies-so t-vdil ni l n 1ue C *
Wrem lie guarda1 : o preeo da ats$titu r* he d
IjoO rs.MV,,,rt*,< W n-Umttiuim Os an-
ouneioi doWssi^nintas s'.o inser.I.i< rasorie
jo t5. pnrlioiii, 10 r..-n typo dill'ereo t, e as
tneti-.oe P'" me'" le- Os que io lSrein asiig-
L_nnles'psgaro O.rs por lin'n, e t,,t en typo
TnTerente, por cad publteicio.
TIIASES DA fcUA NO YIF.7, DE JTJNIlO.
I.uanova, I, o 10 min. d tir.l.
Ciescenle a i, s 2 liaras eS6 init. di tar.t.
|,inb'ia < 't horas e 39 min. da tard. '
Min"* 2* *orM """ PARTIDA DOS^CORRKIOS.
Ro- lm, Serinliaem, Riorormoso, Porto-Calvoe
Macero, n ''. e becada mez.
Garanlium Bonito., a 8 e 2S. ,
Boa-Vi'lae Flores, a lie26.
Victoria, as qun.!*'*".
Olind, lodos o dia.
PREAMAR 1>B HOJE.
Pri>Dir,s Id horas e fi aiinuto d manha.
Segunda, s lOjiorate 30 minutos d tarde.
fe Jnnfio
Afino HT. W. 159.
DA da semana.
19 Segunda. S. Juliana de Falooniere. Aud. dos
,'rph., do J.dociv. e .lo M. da 2. v%
20 Torea. S. Silverio Aud. doJ. dociv. edoJ.
de paz do 2 dist. de t. '
II (.luana. S. J.uii Gonraea. Aud. doJ. do
civ. e do J. de pa do 2 dist. de t.
22 ulnta. ** Fesla do Corpj de Dos. S.
Paulino.
23 Ststa. S. Edeltrudes. Aud.do J.dg dr.do
J. de paz do I dist. det.
2 Siblmdo. ifoft Nascimenlo de S. Joo Bau-
tista.
25 Domingo. A Purexa. de Nossa Senhora.
CAMBIOS NO DA l DE JUNHO.
Sol>re Londres a Jt d. por II rs.a 90 dial.
Pjris'its a M rs. por Trauco. Nom.
a LislAa 1,0S por 100 de pronto.
lese, de leltras de boarfirsMS I V t* "> .
(htroOicahespanheOas.... MM00 a llfOOO
Mollas <|ef OOvelh. ITJ000 a
. a del/toi.' OV.. IBjOo
de 4IM0..... 9/000 a
Praa Patacn brssileirot. 2|OOt a
Pesosoolumnarea... 2#00n a
a Dito mejicanos.... I JTBSo a
Miuda.......------ "i""
I72I
I7f000
0|80O
20JO
2#0IO
IfDOO
I9I0
Acedes dacomp.'de Beberibe, a 6**"00 rs. ao par.
DIARIO
r .^aayror
FERUTAMBUGO.
jpRt;offiq^
COMMNDO DAS ARMAS.
Illni. e Kxin. Sr- Entregando a V. Exc. o coininaiido
das armas que interinamente exerci, e como qual ine
lionrou o governo de S. M. o I-, sinlo-ine na obrigaco
de dar a Y. Exc. as Informales que san nccessnrias, pa-
ra bem orlenta-lo na marcha da admlnistraco militar
desta provincia, que tito dignamente Ibe' lio sido con-
fiada.-
I'onho sb as vistas de V. Exc. o mappa demostrati-
vo da frca dos enrpos de linha, que na actualidade la-
zem o irrvic'o da .guarnido da praca c das forllflca-
..Oe, a de presidio de Fernando de Noronha, e a de nu-
tros pontos da provincia : na observado do mesmo
mappa lera V. Exc. os nomes dos comiuandantcs dnl
corpos, que sao por mlin cmicclluados na ordem do dia
de hoje. Ein cada un driles encontrar V. Exc. o devl-
do apolo, porque cin verdade se esmcrain no cumprl-
inento dos.scus deveres, procurara Inculir nos seus su-
bordinados o espirito de ordcin. e disciplina sobre que
a'ssenta a rcgularidade do servico e a manutencSo da
ordem publica. .
A secretaria do commndo das armas acha se monta-
lada rdm o pessoal designado un aviso circular de 4 de
jutihtf d 1844. glido secretario o capitn do estadA-
inaior de 1.a classe Francisco Camr-llo Pessoa de Lacer-
da, que tomou assertto na asscmbla legislativa provin-
cial, da qual he tneinbro ; ajudante de ordena o len-
te do cstado-maior de i.' classe Jos Ignacio dn Medei-
ros Reg Monlcirn, que, no impedimento do mesmo ca-
pito, est servindo de secretario ; e .amanuense o 2.*
sargento Francisco Antonio Xavier da Costa. Alm des-
te amanuense, que se oceupa exclusivamente da con-
feceo dos mappas, outrs cadetes e sargentos existem
na mesma qualidade, mas sem gratificacOcs, encarre-
gados do expedienie que se conserva fin dia. A casa
onde se acha estabeleclda a secretaria, neerssita de l-
giius leves concertos, de pinturas c de nmbilia, para
trr aquella decencia que convm a urna reparlico pu-
blica ; o rclatorio enviado neste auno secretarla de
estado dos negocios da guerra, que V.^ Exc. ser a-
presentado, designa o estado da reparticao, e as medi-
das ijne se devem adoptar para o seu mrllioramento.
Esta provincia experimenta grande-falta de proprios
naclonoes para o aquartelamento da tropa e os que
cms..'in, e constam do relaforto que me forneceu meu
antecessor, existente no archivo da secretaria, nao teein
as precisas accnminodacOes para os corpos. Procure a-
quar.ti'la-lns nos pbntos da cidade, que, em casos" ex-
traordinarios, quando porventura fosse a ordem pu-
blica perturbada, se podessem mutuamente auxiliar, e
coiu este intuito, de aecrdo com a presidencia*, Cu. a-
quartelar o 5. batalho de fuzileiros no quai le da ex-
mela companliia de operarios engajados no bairro da
Reclfe, e o 4> batalho de artilharia a p no uairrnda
Boa-vista, fabrica do fundi, perleneente a familia
Pifes mediante un arrendamento. Este edificio, con >
cluidas as accommodaedes que se estdo fazendo no seu
interior, d commodo alojamento a um batalho de
grande fflrca. 0 7 de caradores est mal aquartclado na
fortalcia do llrum, cat certo ponto, nao lie convenien-
te a suapremanencia all. Coinvistas de reinv lo pa-
ra outro local, prpui o concert doi barraco, ou anti-
ga cnchia da soledade( c de parle inferior do edificio
que Ihe Hca contiguo, per.tencente ao hospital, para nel-
le oquartelar este batalho ; os concertos estao ein an-
damento, e quasl a concliiir-se. Aclici parausados por
falta de quota os concertos do quarlcl do Hospicio, oc-
cupado peto 2. batalho de artilharia a p, os de coin-
panhia-de artfices e os de coinpanhia da cavalla-
ria e vendo, depois de os ler examinado que es-
ta* obras oareciam de proaipto andamento, s6b pena
de se damnificaren! as coinejadas, e de se perderem
assim, sem nrnhuuia ulilidade, as sommas que seba-
viain despendido, propuz e consegu do Exm. presiden-
te da piov.iuia, que'to-soliclto tein sido ein promover
o inelhorainento do seu material, que se mandasse con-
tinuar essas obras pela repartlco das obras publicas,
a'giunis das quaes eslo a terminar,
Iiiajteccionei o estado da nrtaleta do Hruin c do forte
do (maco, situados sobre o isiliinm que liga esta cida-
de ,- d'Olinda. Na primeira s teein accuinulado as areias
ein tanta abundancia pelo lado da man: grande, que, a
nao serem removidas, o accesso por aquellc lado se tor-
nara com facilidad.' pratcavel ; para remediar este gra-
ve Inconveniente, sobre represenlaco do respectivo
cominandante, consegu taiubem do mesmo Exm. Sr.
presidente, que, pela indicada repartlcn. se fizesse um
fosso no lado aqucinc me refiro, ese cunliuuassem os 2
dos lados adajentes, aproveitando-sc este trabalhopara
contlruccao de um cano subterrneo que cnmmunlcas-
e a mar com as latriuas da fortaleza, que de multo ca-
ecia dessa va de desenfeceo. No segundo, o estado
de ruiua era tal. que a continuar em breve teriamos de
perder una fortilicajo importante, pela sua posico,
em relacao, a barra, que he defendida pela cooperacao de
urna e outra fortaleza, ou a consumir grossas sommas
com a sua rcedificaco. Procure! reparar este forte, e
ainda pelas obras publicas se eilao fazendo os. preci-
sos reparos, no eutretanto que a sua artilhartyest qua-
si toda montada, assim como a do lirum, podendo-se
considerar boje estes dous pontoi em estado de defesa.
Nao me fui'posslvel inspeccionar, como lencionava, as
outras forlillcacoes do sul e norte da provincia, e ape-
nas nosso Informar a V. Exc. que se acham em comple-
to estado de ruma ditas principacs, Itamarac e Tainan-
(l>r, cqueas demaisso susceptiveis de concertos que
exigein nao pequeas sommas, segundo deprehend
dos relatorlos existentes iia secretaria, que pdem ser
por V. Exc. consultados.
Hcstu-me tratar do hospital rgimen tal. O estado, do
editado, que pe lince iimandade da Soledadc, e que
nao tem a precisa capacidade e enmmodos para dar aga-
zalhaan numero um pouCo crescido de doentes mi-
litares, que teem incontestavclmcnlc direilo aos des-
velos do goveruo a quem servem, c ao seu -pas com o
sacrificio de suks vidas ; consta do rclatorio que foi
exigido do facultativo enea negado do mesmo hospital,
no qual lembra elle, fundado na experiencia c nos prin-
cipios d'arte, os meios concementes ao inelboramcnlo
deste estabelecimcnto. Nao me descuide! de promover
este iiiellioranicnlo, e entendi que convinha edificar
um edificio proprio, em lugar conveniente, oque lie
pi'cfcrivel, ou a passar o hospital para outroeaiiicio
que otteregesse inaisjcoininodidades que este onde ac-
tualmenle se acha.
Nesla inteneao, examinei ultiinamente um {edificio
3ue servio em outro tempo de residencia ao fallecido
ervaso Pires Ferreira, que, comquanto esteja assaz ar-
ruinado, tem proporcOes para nelle se ooltocar o hospi-
tal, mas por isso que se acha arruinado, convm con-
sultar, se he preferivel compra-lo e faaer os concertos,
ou arrenda-lo; ponderando que, no caso previsto em
1. lugar, mclbor fra edificar-se por conla da fazenda
um hospital, solicitando-sc dos poderes d'esUdoa com-
petente consignaco que pode ser dada em prestaedes
anouaes segundo o andamento da obra. Curto foi o
periodo de minlia adminlstraco militar : tenho cons-
ciencia de que. procure! dar-lhe todos os desenvolvi-
mentos,- e se mals nao flz, falta de melos, e nao de
vontade, se'deveisto attrbuir. Sirvorme da opportuni-
dade para declarar, que da parte do Exm. presidente
da provincia encontr! o mais decidido e franco apolo,
ein todas as medidas que tlve a honra de Ihe propr,
tendentes a mclhorar as reparlices miliUrcs : consig-
nando estas llnhas satisface para com elle um dever
degralldo.
Sao estas as infnrmacoes, que neste momento julguei
dever prestar a V. Exc, que com o seu reconhecido a-
lilanientu supprlr as lacunas, que nellas possa por
ventura encontrar.
Serei contente que V. Exc. seja feliz em sua honrosa
coMintuKo, qup a frente da briosa corporaco militar
peinanibucana llie proporcione os meios de engran-
decinenlo, de que he digna, e que cordlalmente Ihe
desejo. .
Quartel do commndo das armas na cidade do Reci-
fe, 18 de junlin de 1848. ( Assignado ) So/idonio Jos*
^iiluaio /'freir do Lago.
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMUUCO
Fttoria, 19 ilejunhu de 1848.
Os factos teem acontecido aqui de 15 em 15 dias, e por
isso levo lambn este lempo para me dirigir a Vmcs.
J Mies eominuuquei que o coiumandanie superior,
ManocIThom de Jess, entrara nesla cidade, no dia 4
do coi rente, era qualidade de delegado, c agora faco-lbes
ver que, oestes 15 diasque elle este ve entre nos, goza-
mos le inuita paz e soeego, sem que pessoa alguiua
solTresse o menor insulto.
Hontem pela 1 hora da tarde, teve lugar aqui o re-
conheciuiento e posse do coronelde l;gio Jos Ca-
valcauti Ferraz de Azevedo, acujoacto, anexar de ser
a legio numerosa, comparecern! uns trinta e tantos
guardas nacionaes, e estes uiesmos de jaquetas e desar-
mados ; dous alferes, utn capto e dez guardas nacio-
naes de cavallarla, comiuandados por um alferes; u que
deu lugar ao coiumandanie superior Manoel Thom de
Jess lastimar o estado de rclaxaiueuto e insubordina-
cao, que eslava rednzida a guarda nacional deste mu-
iWcipo. O acto enneluio-se ein multa paz.
f- A tarde, pelas 4 horas, relirou-se desta cidade para
seu engcnhii Noroega. deixando-nos bstanle saudosos,
o delegado Manoel Thom de Jess, dizendn que linda
neceasidade de ir sua casa, di qual j eslava lora, ha-
via 15 das, e recoinmendaudo ao cotnmandaule do des-
tacamento, o alferes Renaud, que fizesse manter a
paz, nao consentisse nos njuntamentos intitulados mec-
tings, e prendesse sua ordem a qualqucr ludividuo
que insnllasse a outro.
Hoje, porm propalou-se aqu urna noticia inulto
dcsagradavcl, e que bem mostra o estado de miseria,ale
:nsubordinaco, de desrespeito e de anarebia que es-
amos reduzidos, e he que, na malta doengenho Pimen-
a, o capto Lourenco Carneiro da Silva, aquelle mes-
mo que com 114 homens correu das Urubas, com 40 ho-
mens, all postados de antc-mo, dirigi furtes asaques
ao delegado Manoel Thom de Jess, que, como j dis-
se, ia de retirada para o seu engenho Noroega; e pergun-
tando-lhe o delegado .com que ordem tinlia reunido
all aquella gente, e para quelim, responden o tal cap-
to que por sua propria ordem, pois que era subdele-
gado do lugar, e que era para desarmar a elle delegado,
e a sua gente, caso trouxesse comsgo pessoas armadas ;
e dando-lhe, nesta occasio, o delegado voz de preso
ordem do Exm presidente, nao so resisti dlzendo que
nao obedeca o orden! alguina, como ordenou sua
gente rscarnasse as armas, e tizesse fogo ao delegado.
Di /em que, a nao ir o Paulinbo de I.arangcii as, que se
mellen de penneio, o velho delegado teria sido vctima
do bruto ; pois que s obra assim quem nao tem rasan,
ou vive com ella alluciiiada.
Parece incrivcl o que venho da. cxpr, e eu mesmo nao
poiso acreditar que tal acontecesse ; mas corre de pla-
no por aqu, c por Isso o levo ao connecimento de Vmcs.
Jiso infeliz estado que estamos reduzidos!! Eis
um verdad.'iro reo de polica, revestido de autoridade,
e incumbido da alia misso de velar na vida e proprie-
ilade dos habitantes desta freguezia de Sanlo-Anto. F.S-
lou que o delegado deve ler levado esse facto inaudito
ao conheciinentodo Exm. prenidenie da provincia, e do
Sr.- chefe de polica ; c estuu .tambem certo que ellcs
tido de dar providencias promptas c adequadasao caso.e
que possam servir de cxemplo a uo se repetir taes aclos,
e a uo se encorajar o crime.
Hoje, linalineiite, pelas 10 horas dffmanha entrou
uesta cidade, precedido de fogueles largados pelos mce-
tinguistas, o subdelegada Antonio Henriques de Miran-
da, em desforrad entrada feita pelo delegado Manoel
Thoinc de Jess, na qual soltou-se multo fogo doar;
os ineciinguistas se assanbaramcom a chegada d# seu
protector, que logo, sem descansar da tonga vlbgem do
sertSo, entrou em exercicio. Um clebre Manoel Anto-
nio Capadinho, viuvo, sem filhos, mullo mal procedido,
jugador e borracho de profisso, e que por isso he para
lastimar nao esteja na marinha, andou pelas ras a in-
sultar impunemente a uns e a outrs.
PERNAMBUC
n
la falta de uso de fallar em grandes remudes, nad pod-
reidizer ao menos opouco que me promettem meus
f reos conheclmentos, e aindamis tcodo de combater
ao nobre depulado que se oppoi ao projecto; mas, em-
fim, dire o que raefdr posslvel, e os meus nobres colle-
gas medesculparao.
Coutecou o nobre depulado, coiubalendo o projecto
quanto ao numero de pracas, acbando o muto diminu-
to, e nao deixou de encarar a questao pelo lado da odio-
sidade, fazendo sentir ao povo das galeras, que essa re-
ducro he devida a fipt e sentimentos menos generosos
da parte da coininisso.
O Sr. Joaquim Viltela : Eu nao falle! para o povo ;
fallei para a assemblca, c uo chaiuci ninguem para
vir c.
OSr. Jote Car/e: Falln em publico, e as suas pa-
lavras pareceram que queriam trazer tanto ou quanto
de odiosidad.' aos Miembros da commisso.
A commisso, quando marcou o numero de pracas
que est no projecto, uo se lembrou da odiosidade que
dalii Ihe podesse resultar; entendeu que cumpria um
dever, nao attendcu senao s necessidades publicas.....
(poiadot nat galeriai.)
roiei: Ordem, ordem.
, O Sr. Jote Carloi: Sr. presidente, ful por meus col-
legas encarregado da redaeco deite projecto : pouco a
par da legislarn provincial, tlvc de dar-me a um traba-
dlo, para compulsar as dille rentes lela, e ver a forma da
organisaeo deste corpo ; examinar as quantias fixadaa
para a sua despe/a ein dlQerentes pocas, para conhecer
se poda fazer alguma economa ; e com effelto no pro-
jecto se attendcu a este ponto, e da reducefio resulta
urna nao pequea dlfierentfa em favor da fazenda pro-
vincial ; slk|uc eu chamo economa, e o nobre depulado
nariz de cera--; e economa que precio multo e
multo.
Os nobres deputados que me precederam na defesa do
projecto disseram bastante, e por isso pouco tere! a ac-
crescentar.
Disse o nobre depulado que a provincia se divida em
19 termos e 85 districtos, e por esta rasao a frca poli-
cial era milito diminuta. Se olharmos para isso .parece-
me en tan, Senhores, que os 600 contos que figurara nos
algarismos do ornamento (e que nao sao reaes) serlain
poucos para pagar a frca policial; gaslar-se-hiam todos
em auxiliar a polica e a justica, e os mais ramos do ser-
vico publico nao teriam andamento: mas perguntarei
eu, toda a provincia que concorre para os cofres pro-
vinclaes^estaria de bom grado satisfeila com liso ? Creio
nue uo.
" Sr. presidente, nos vemos que he marcha e marcha
multo antlga, mesmo na assembla geral, augmentar e
dimiuuir a frca, conforme a confianja que te tem no
governo ; be islo o que se fez agora, e nao se diga que
assim se obrou por se querer fazer mal aos individu .j
que estao no corpo de polica ; nao, a commisso nao se
oceupoude cousas lo pequeas ; a commisso s leve
em vista, alm la economa, a nenhuma confian$a que
Ihe mereca o governo, e portanto' devia coarctar-lhe
quanto ser podesse os melos de poder 'massacrar o po-
vo : embora elle tivesse grande frca de linha, ao menos
nao seria augmentada com essa que a assembla tem de
votar : e desta sorte manifestados osnossos sentimen-
tos, lariamos ao mesmo tempo comprehender que o go-
verno provincial lio mereca a nossa confianca.
O Sr. Joaguim VilMa : Mas as cousas estao mudadas.
O Sr. Ftrrtira doma : Ha de auguienlar-se a Srca,
nao tenha llovida.
O Sr. Jos Carlos : Disse mais o nobre depulado que
a organisaco linha sido filha, Ulvez, de alguma clr-
ctiinsiancla oceulta ; eu, como sou muito franco, digo o
resto, talvez com o iim de tirar oxommando do-corpo ao
cominandaiite actual. Esse nao foi o Iim i a commisso
nao poda organlsar 240 pracas em 4 companhias, e dar-
lhe um prlmeiro e segundo commandante geral; eu an-
iini a esta organisaco e de muito bom grado, para que
se nao dissesse que eu organisava em quatro compa-
nhias, apezar de lo diminuta frca, porque linha a in-
teneao de coinmandar o corpo : tal inteneao nao uve,
nao tenho anda hoje, nem espero ter. Por isso he pre-
ciso que diga alguma cousa a respeito.
commisso, quando orgaulsou o corpo com 240 pra-
cas), he porque vio que mais na actualidade nao poda
dar ; vio que o presidente eslava rodeado de corpos de.
linha, e por isso chelo de recursos. Este motivo basta-
lia para acmiselbar oouimisso a rcducc. do corpo ;
e conviria, para fazer conhecer ao governo geral que
nao deve entregar a provincia aos seus proprios recur-
sos, sempre fracos, porque a partilba dos rendimeulos
pblicos nao est proporcionalmente feita. E como fazer
sentir a falta de taes recursos nos cofres provinciaes ?
Mostrando que nao podemos sustentar urna frca multo
grande ; para que elle assim se veja na necessidade de
mandar tropa de linha, ou de despender dos cofres ge-
raes com que se paque a guarda nacional aquartelada.
Anda mais, Sr. presdeme, gastatu-se 200 contos com
a polica, que pelos algarismos que representa o orca-
inenm san um terco de renda ; e ciliados pela renda ar-
recadada sao mullo mais de um terco ; isto s com um
ramo de servido, quando nos nao teios na cidade tima
casa de delensiio, aonde eslejam os criminosos, o que d
lugar a Tugas continuadas, augmentando-sc assim o nu-
mero dos criminosos nao temos cadeia as comarcas,
nao ebegar esta economa para por em andamento es-
tas obras to uteis ; o que evitar mesmo o numero dos
criminosos, pela certeza deque Ihe nao ser fcil a eva-
so, deixando nos de uvir dizer todos os dias l fugiain
10, 20, 40 presos ? A economa do corpo de polica pode
ser applicada esse beneficio e ouiros, de cuja falta se
rescute a provincia.....
O Sr. Juaquim Filelo : -- Em outrs muilos ramos se
pode fazer economa
O Sr. Ferreira Comes : E bao de ser felas, se Dos
nos ajudar..
O Sr. Jote Carlot: O nobre depulado j vio a le do
orcamento para suppr que se nao,far3o?
Disse o nobre depulado que, reduziudo-se o corpo de
polica, fieava urna porco de homens sem ter meios de
vida. Sr. presidente, o corpo de polica, para o seu en-
gajamento, exige homens muito .morigerados, que le-
nhaiu cxemplar conducta, c que nao sejam vagabun-
dos ; homens queprovem, com atiestados das autorida-
des policiaes, que nao sao vastas ; por conseguinle es-
tes homens com taes requesitos procurara o corpo de po-
lica, comoum mel de inelhor se sustentaren! ; e, por
ieus honrosos precedentes, acharo, quando despedi-
dos, melos de que vlver, visto que a provincia abunda
em recursos, e favorece aos laboriosos.
1 Disse o nobre deputadoque os guardas nacionaes nao
querrm fazer servico em destacamento. Eu nao estou
ASSEMBLA PROVINCIAL.
.' IIlllO OBDIM1BI,
BU 17 DB JUNHO DB 1848.
PrenUlencia do Sr. rigario Azevedo.
(coirnNCACAo oo itcmao antkcedbhte.)
0*./oiCrlo:-Senhor presidente, acanhadope-1 poVisto, porque*seide muilos que se lee engajado:
tenham paga certa, que nao ha a menor duvida eiu que
delxe de appareoer geute ; porque assim como elles
veem para a polica, um corpo que tem pesado servico
e rigoroso castigo, tambem bao de apparecer para a
guarda nacional destacada : inultos agricultores larga-
rain a enxada e vieram pegar ein urna granadeira ; ago-
ra nSo sao mals precisos, voltam para a lavoura.
Disse o nobre depulado que a le tem effelto retroacti-
vo, quando determina que os ofliciaes ltimamente de-
nlttrdos teem direito aos seus veacirnenlos al o dia em
que se reeolherara capital. Outras multas Icis tenho
eu visto, fazendo extensivos os seus cxTcitos pxra o paisa-
do, quando elles sao de iust$a, como no caso de que se
trata. Mas nolou o nabre deputado que este beneficio
s dizia respeito aos fflciaes ltimamente demittidos, e
nao a putros em iguaes clrcumstancas. Eu nao sei, se
antes destes officaes honvc outro* em idnticas clrcums-
tancas : se houW, devem ser incluidos ; porque, na rea-
lidade, nao ha nada mais injusto do que ser um ofitcial
deinitlido, estando daqui 200 legoas, receber a noticia
mu mes depois, e s receber o sold at a data da dems-
so, tendo o ofiicial servido ainda depois, e de voltar
sem melos, feito talvez almocrevc : nada ha mais terri-
vcl. A commisso, pois, seguio o que sepratlca na pri-
meira linha.
Quanto ao mais do que consta o projecto, nao foi con-
testado ; por isso tenho terminado.
O Sr. Cunno Machado : Sr. presidente, nao be tem
constrangimento, nao he sem contrariar meu genio,
que me ergo deste atsento. epeco a V. Exc. a palavra
para fazer onfIr oeste brilhanle recinto amlnla fraea e
dbil voz: sou naturalmente acanhado, propensoao re-
pousoe ao silencio. Creado,alm disto,em urna comarca
do matto, formado em Olinda no anno de 43, retirei-me
para essa comarca, e sendo logo encarregado de funccSes
policiaes e de outrs affazeres, necessidade Uve de me
distrahittdoa livros, e dahi o nao remover de mira esta
tendencia que tenho para o acanhamento. Arrancado,
pois, desse lugar, e enllocado em um theatro como es-
te em que me aclio cercado de collegas que me sao
superiores era talentos e luzes, e observado por espec-
tadores cuja Ilustrarn sei altamente respeilar, consi-
dero audacia intoleravei tomar aqui a palavra c envol-
ver-ine as discusses, sobretudo, Sr. presidente, quan-
do me vejo forjado a empunhar a lanca na arena com
um orador tao consummado como o Sr. deputado cujos
talentos sao geralmenta reconhecidos; in Sr. depu-
tado nascido e creado neste grande theatro, familiarl-
tado com as discusses, alicato aos combates parlamen-
tares, e cuja vida pacifica e tranquilla Ihe tem propor-
cionado muito tempo para cultivar as suas facilidades
inoraes ; mas, Sr. presidente, a despelto de todas essas
couslderacocs que imperam" em meu espirito, entendo
ser do meu dever, na poca actual, lomar parte nos tra-
badlos legislativos desta casa, trabalhos dos quaes pode
depender a falvaco dos meus comprovincianos, esal-
tar por cima de todas essas consideracoes da ininha fra-
queza, por todas as consideracoes da falta de meus ta-
lentos preferiado subjeitar-inc antes mordacidade
dos zoilo do que censura de ter reculado o meu fra-
co contingente a bem do meu pakz. He, pois, esta ra-
san que me fez hontem, e queme faz hoje entrar no
campo da discusso. Feita esta ingenua conflsso, que
julguei ainda necessaria, entrare! na materia que ae
controverte.
O nobre deputado que fallou em j>iinieiru lugar, cora-
bateu o projecto, porque entende qu'e o numero de 240
pracas, nelle consignado, he insufnciente para a polica
da provincia, e para levar a todos os teus pontos a ga-
ranta necessaria vida, honra e propriedade dos
Pernambucanos. Nao deixo de concordar com o nobre
deputado a esse respeito : live a nfelieldade de ser au-
toridade policial duranlc o espaco de 3 anuos e 9 meses,
e sei, pois, da necessidade que as autoridades teem de
frca dlsponivel para occonei s preclses policiaes
que, nuiitas vezes, nao podn ser prevenidas ;_ellasan-
pareccm inopinadamente, e a autoridade, nao tendo
lrca sua disposico, nao ihe he posslvel occorrer a
essas precisoes ; portanto dispostn me acho o votar pe-
lo augmento do numero de pracas, e naodcxeldaei-
Iranhar um pouco o lera nobre commisso reduiido a
frya a to pequeo numero ; por ato busque! atllngir
a,raso justificativa de seu proceder, acreditei t-la al-
cancado, e agora estou convencido que nao me illudi
uo meu julio ein face da declaracao que acaba de fazer
o nobre deputado que falln em ultimo lugar: conbe-
c que a nobre commisso com esse acto havia atten-
dido o eclipse poltico da ininha provincia; que ja nao
podiam os Pernambucanos contar com as garantas que
dantes gozavam, tendo na direccao dos seus destinos,
nao um governo animado por principios de justica, nao
um governo que tenha em vista a fiel execuco das le,
c proteger cora igualdade os direltos de todos, mais sim
um governo devotado misso odiosa de fazer ressus-
cltar esse privilegio fatal, que por urna familia foi exer-
cidt) nesla malfadada provincia. Entendo que o gover-
no he estabelecido por bem do povo, para attenderseus
legtimos interesses.suas verdadeiras necessidades, mas
nao o povo creado para satsfaier as paixes, os men-
los particulares e sinstros do governo; logo he conie-
quente que sua misso consiste na fiel eXecucaodas
leit, na proteccao aos direitos de lodos, e na recta dls-
iribuico da justica publica, e que elle nao deve encar-
regar-se de urna misso de interesse privado e mesqu -
nlio; nao deve apresentar-se como instrumento de al-
cuein, que de ha muito se arrepetla cora o pronuuciar
ment da opinio publica deste provincia, que lera a-
cabado com uina oligarchla terrivel que havia entre
nos, e que nessa expectativa mandn para aqu- um
presidente incumbido de abalar os sentlmenlos gene-
rosos da maioria do poyo pernambucano, e de erguer
dop a quem se achava, por seus feitos, condeuinado a
tao cedo uo ser encarregado da direcco do dettinoa
dVm governo que nutre" semelhanle Intento, nao te
um governo patritico, nSo he um governo protetlor,
mas fin um governo violento, espesinhador das garan-
tas doscidadaos ; ea um governo destes deve de op-
nr-e lodos os obstculos, lirar-se-llie lodos os recur-
sos com que possa offender e damnificar ; e foi isto o
que a commisso fez como multo bem declarou o nobro
deputado: entendeu ella que nao devia dar grande tor-
ca ao Sr. presidente Molla, e eu estou com o teus prin-
cipios.
O Sr. Joaauim VilMa : Mas nao deve colloca-lo na
Imposslbidade de governar.
O Sr. ferreira orne: Negar-lhe atj pao e agoa.
O Sr. t'un/ia Machado : A frca policial que em
virtude do acto nddiclonal temos de fixar tem um
fun muito imprtente, muito justo, que he auxiliar :
accao da justica para prevenir os delitos, e prender o
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V.
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dclinqnentes, manler a ordem, a seguranca individual
< de propriedade, garantir as vida, a honra e os bens
de todos os cidadaos; e nos representantes da provincia
devenios votar a lrca precisa para este lim de aua crea-
co: mas, todas as ve/.es que tivermos Tactos e dados
tao Importantes, que nos levem a crcr que esta frca se-
r desriada do seu legitimo fim, e cinprcgada em fins
sinistros, em fins excntricos dai le soclaes, nao deve-
nios votar para que se a forme em grande numero : nao
errel, por cnsequencia, quando me convenc que este
tinha sido o fin da romiiiissao ; mas, atteodendo por
outro lado s necesidades policlaes da provincia, e nSo
seguindo a doutrina de cortar por todo o arbitrio do go-
verno, sera Ihe dar tambem alguns meios mediante os
Juan possa fazer o servlco da provincia, trate! de ver se
escobrla um recurso que produzisse ao mesmo teinpu
dous bens : oprimeiro dar ao governo c ai autorida-
des policiaes meios para perseguirem os criuiinotot, e
garantirem a propriedade e a seguranca individual : o
segundo que estes meios fossem taes e de tal modo da-
dos, que o governo nao podesse delles abusar para um
fim menos Justo. Em busca deste recurso, fui levado
tambem por outro motivo, lirado da experiencia pro-
pria e de Tactos que todos sabem c foi da orga-
nisacao que se tem sempre seguido na creacao dos
corpos policlaes : esta organisacao he feita por engaja-
mentos, mas esses engajamentos sao Teitos de tal ma-
in ira, que nao piilem offerecer a precisa confianca de
que conseguiremos bous cidadaos para fazerem a poli-
ca, para nos garantirem: e he por isso que se ve que o
corpo de polica, que tem (como eu confessoj cin si ci-
dadaos bons c dignos de toda eonsideracao c resucito,
tem ao incsuio lempo reos de policia, hoinens crimino-
sos, e por cnsequencia- ra rccfihcrem da provincia urna granadeira e cartucha-
inc, para nos defender!.
En vi, Sr. presidente, 'que pan a minha comarca,
quando cu cxerca*as funcr.cs de delegado, fram man-
dados, em destacamentos, Imineiis liados a crpula,
corrompidos, ladrcs, c alguns al naturaes dclla, que
por miiii haviam sido processados como assassinos e
roubadores, c entre outros oprejenlarcl por exemplo
um. .No principio da minha delegada, appareccu mu
farto bastante escandaloso nos arrabaldes de Goianna,
e fui o assassinato de um miacravel preto escravo, que,
temi ido riil ule vender tima carga de arroz, e regret-
(iuto Bolle pira casa de seu senhor, foi assasslnado
c roubado, por causa de 20 ou 30 mil ris, com onze ou
doze Tacadas: no da seguiute einpreguei lodosos meios
para descobrlr quaei fossem os autores deste Tacto, e
, indicios multo vehementes appareceram contra um Vi-
cente Ferrelra de Lira, pardo, de mocomportamento e
condecido all por ladran ; Ai prender este hinem,
r rrcolher cadeia ; mas tive o inTortunio de nao po-
der encontrar provas sufncientrs : o publico indiglta-
va-n como autor, mas ninguem o (inlia visto, e elle ne-
irava absolutamente. Kslrve preso este hornera seis me-
tea ; c icndn por lim obtido sua soltura, depois appare-
reu-me em Goianna como soldado de policia I .' E qual
Toi o resultado Foi que a delegacia, exeroidapor miin,
mandando prender a um miseravel, porque se achava
em urna das ras da cidade armado, provocando um
confitlo, e tendo ido na diligencia e esse individuo, el-
le longe de prendero iiscravel, assassinou o com lim-
(loadas. Alm deste, outros mullos tcemapparecido. O-
ra, quein tem deslesexcmplos, por errto nao inicie dei
xarde rnxergar no systema orgnico do corpo policial
muitos defeitos, inultos desvos, e por conseguinte de-
sejar que esta organisacao se faca de mancha tal, qne
nao de lugar a fados tao prejudiciaes. Lembfei-me,
puls, como disse, de um ineio, que he fazer engajar o
corpo de policia pelas comarcas, dentre os cidadaos
guardas naconacs, apresentando-sc riles com documen-
tos que eumproveui a sua moralidade c bous coslumcs,
r que a autoi idade imcumbida dcsle engajamento se-
ja lainbem estabelecida de modo que o governo nao
possa influir de maneira alguma. sobre ella ; neste sen-
tido organlsei um projecto que pretendo apresentar em
substiluico a este na segunda discusso. Nao tenlio a
vangloria de persuadir-mc que csteja perfeito, quefes-
ja completo, mas offereco-o casa, para que us ineus
nobres collegas, se acharcm -a ideia conveniente, o oper-
feicem, cntendendo que com esse systema, e com al-
gum augmento de sold, eslo removidos o inconve-
nientes mais salientes.....
O Sr. Joaquim Tllela : E a economa ?
O Sr Cunta Machado : Estabeleco um providencia,
para que o governo nao possa obrar como tem obrado
at o presente, retirando os destacamentos de fra, ac-
ciimulandn 600 homens nesta praca sem preciso algu-
ma, e dcixando as comarcas entregues ao desespero, ao
abandono, e sem ter quera faca as guardas das cadeias.
Tambem por este nielo se obsta a outro inconveniente,
que lie o de ter o governo um corpa quecontenhaem si
cidadaos minio bons, muito virtuosos, mas que, toda-
va, pela sa organisacao, pela sua posicao, se viera for-
rados a servir de instrumento de um governo que, sen-
do mo, pode servir-sc do corpo de policia para oflendcr
os intereses legtimos da populaco, c en tao esses bous
cidadaos, que se acharcm nesse corpo, cxcrceio for-
rad neme arlos de violencia : evila-se o arbitrio do go-
verno, os inconvenientes da presente organisac.io c re-
uicilla-se tambem esse inconvenierilc que o nohrc depu-
tado ihdcnu, mas qnc rcveltlo de cores muito negras,
qir n mo como que laucar o odioso sobre a maioria dcs-
ta ras,, quando uisse que unios tirar o pao a560 cida-
daos i edii/.i-Ios a miseria, quando riles linhaiu di-
rito a nni ineio de trabalho. quabdo cites tinhain dirci-
to i que os poderes do estado Ihes fornecesera meios de
vida, como que inculcando que nos queremos, por viu-
ganca, por malicia c na f, tirar a estes cidadaos os
meios de vida. Comquanto adoptado inteiraincnte o
projecto mi discusso, dcvessriii de ser despedidos 560
cidadaos todava, nao eslava o nobre deputado autorisa-
do para explicar por este modo as nossas intenede^ : a
maioria dcstaasscmbla representa os legtimos interes-
ad do povo pernambucauo, e nao pode ser suspeta de
querer prcjudica-lo.....
O Sr. Joaquim Villila : Se anda nao houvc votacao,
como lia maioria?
O Sr. Cunta Machado: Eu uo tenho desejosde fa-
irro menor mal aos ineus considadAos; a o contrario,
empregarei lodosos ineus csTorcos para Ihes Tazar bciu :
se mi o lizer, nao lie por na Te, be por me filiarem os
ineiose os necesaaros recursos.'
Ora, creado o corpo de policial pelas comarcas, pode
angmeiitar-se o numero sem inconveniente ; os cida-
daos, que forera despedidos do actual corpo, lilhos dcs-
sas comarcas, iro para ellas, e se presentaran i auto-
i iilailr incumbida do engajamento com documentos que
prove ser bons cidadaos, c neste caso, serio ariuiilti-
dos ; mas. se foreni mos, facinorosos, ebrios c mesmo
vadios, nao scrffo adinitlidos, poique o nobre deputado
sabe que, por mais inoralisado que seja um pait, por.
mais esforcos que empreguc para foruecer populaco
meios de subsistencia, todava nao ser possivel estlpar-
m'.i preguica e vadiice, nao ser possivelacabar-sc abso-
lutamente case mal. nossopaii be abundante de
recursos, mas milita gente Toge do trabalho : se traba-
llia um dia, < o salario lhe d para viver tres. uaqucllrs
tres nao val trabsthar: o .senhor deengenho, por rxein-
plo.quando trata de faceras suas planlacoes, tillo pode
contar com um numero certo de naballiadui es, procura
16, ou 20, compareceni 8, que. recebendo no lim do dia
.srns salarios, la nao vuitain 2, 3 das einquanto llies clirga
o dinneiro que rcceberaiii. Portanlo aquelles que forctn
criminosos c vadios, e que por consequeucia esliverein
habilitados para cometter toda casta de crimes, pa-
ra seren mos soldados, para abHsarein da granadeira,
para aflstarem-se de seas deveres, para se deixarem
vender, nao devem ser soldados : o soldado de ve ser um
cidado honrado c probo, que nao abuse de seu lugar
itera da granadeira que o paiz Ibc cona, que nao se ven-
da, e comprometa a autor idade, quando esta ibc mandar
fater alguma diligencia : he assiiu que cu cu tendo o sol-
dado.
Uisse o nobre deputado que presuiqia ter imperado um
pcusaniento sobre o animo da eommissao, qual o de fg-
zer economas, e que este determinara a redueco da
frca, mas que o nao julgava procedente, porque o seu
resultado ser erapregado em objectoi menos Urgentes,
deixando-se em desprezo um dos mais vitaes, que he a
garanta de vida e propriedade. Mas, perguolo eu, se
nos pdennos garantir a* nossas vidas, honras e pro-
priedade sera gastarmos nlsso todas as nossas rendas,
comniettercmos ura erro ? Nao; se nos pdennos garan-
tir estes bens, c'ao mesmo tempo fazer economas que
nos der para a ediflcaco de cadeias, cuja falta he sen-
tida at nesta capital, nao farcinos bein? Crelo que
aira.
Estranhou o nobre deputado que, tendo-se, o anno
passado, elevado a 830 homens o corpo de polica, > este
auno, se o pretendesse rcduiir a 240 praca : achou isto
bein extraordinario: disse que anda era paix alguin ap-
pareceu cora tanta rapidez a rivilisarao c a moralidade.
e que nao era possivel que era Pcrnarabuc ella appare-
cesse cora tanta rapidez. At certo ponto acredito o no-
bre deputado.
Cora ell'eito, Pernambuco nao pude fazar urna excep-
tu desta regra, nao podia em to curto lempo inorali-
sar-se e elvilisar-se de modo que dispense nina frca po-
licial ; mas poderci contestar o nobre deputado, diien-
dn-llie que Pernambuco de 48 j nao lie n de 42 e 43; em
42 c 43, mis nao podamos passear pelas ras desta cida-
de senao cercados de guarda; havia quem ntrenos ex-
ereesse o direito rilie el necis, que excrciain os amigos ito-
nianos sobre os seus cscravos ; inaudavara matar-nos c
apuulial ir-nns, ese algum de nos quera queixar-sc por
terem assasslnado ura dos nussos lillms, um ii nio, etc.,
ele se nos impunha silencio, Assira, vimus o Infeliz Jo-
s i a vares Gunies da Fonceca assassinado na ponte da
Koa-Vista ; Gonzaga assassinado s 11 horas da manlia,
na ra da Cadeia ; ineia legoa alui desta cidade um cc-
initcrio ; all mais adiantc um cngenlio que serva de re-
ceptculo de oavallos : negros lunados; e tildse tole-
i iva : mas, fclitinuntc, quando assiin vivamos sacrifica-
dos, quando as nossas vidas andavara inrrc desses ho-
mens, que cu nao poderri repula-los se nao como mons-
11 o. da humaniladc, einquanto nao adoptaron outro ru-
mo de vida,' e repellaren! os dircilos de seus semelhau-
tes, ajirouve Providencia salvar-iaos, nao nos dando
mu braco nascidu nesta provincia, mas o de um homem
cslranho, que foi o Sr. Cliichorro da Gama, o qual, apre-
sentando-se em Pernambuco, cliamou para os erapregos
homens adaptados, collocou nos cargos policiaes homens
nao manchados de crimci e basVaiitc fortes para acaba-
ren! com todos esses valhacoutos de criminosos, com es-
ses castellos feudaes, e fazer respeitar na provincia de
Pernambuco a lei e a Jusiica: se nao o conseguo perfel-
lamente, couseguio al crio ponto. Ento o povo, j co
nhecedor dcstas vantagens, dlspoz-seanao deixar-se de-
olar mansamente, auxiluu esse presidente, e nutre ho-
e sen limemos nobres, respeita as vidas e as proprieda-
d de seiis udversarius, mas nao coiiseuie que c Uic ti-
re aquillo que ninguem ihc pode tirar, porque lhc foi
dado pela propria ualuie/.a, que he o direito de viver, de
respeilo a sua honra, u ao resultado de seu trabalho :
pulanlo ja v o nobre deputado que estamos muito rae-
llm i adus : j hoje as autoridades lnuaes, qur policiaca,
3 hit judiri ai i as, C OS iiiesiiii). juies de laclo, pndem
izer a um potentado que Ihes vai impr unta absoolvi-
rao : i. nao posso fater isso, porque lie contra lo e este
pulen ladn nuve e llie aelia rasan ; mas il'aulr. nao SUC-
cedia assiin. Na minha comarca,quem era grande c rico,
inaiava iuipiiiienieiiie, c os juizes de paz, ento autori-
dades policiaes, c depois os subdelegados, levados do
terror ouda condescendencia, quando vistoriavaui uiua
victima, di/.iam, se tiuham sido dous tiros, foi um, e
quem matou foi Pedro do Itiaclio-das-Cobras, foi Paulo
do Kiaclio-dos-Porcos, etc.; e liiialmcnte, ou nao sabia
pronunciado ninguem, ousaliiam esses imaginarios mo-
radores do lliai liu-dos-l'orcos. Os mens antecessores en-
contraram umitas difliculdades, mas, linalmenlc, quem
mais soll'reu fui eu ; porque assentei que. srudo iilho
dalli, c tendo alguns elementos, podiarepellir a taes im-
moralidades, lazeudo sentir aos ricos e grandes que riles
seriara, quando commeltcsscui criraes, processados e
punidos, como o pobre; porque, Seuhorrs, urna grande
parte de nossos males provui de nao termos lias cadeias
condemnados a gais perpetuas alguns desses senhores
de engenhos criminosos ; mas nfelumente nao succede
assira: nas cadeias s existem alguus pardos c brancos
pobres, porque os ricos l nao vao, embora assassinem,
roubera c facam contrabandos de po-brasil e de escla-
vos
O Sr. Cordeiro : As Iris sao como as teias de aronha,
dizia um grande sabio.
O Sr. (,'im/m Machado: Entretanto, eslao removidos
us iu iles mais graves e j hoje nao ha quem v de faca
de punta ao jury de Po-d'Alliuediga: Ou este salie ab-
solvido, ou inorrc o promotor se o aecusar '! A nossa
provincia tem dado muitos passos no caminhoda civili-
sa;:'m r ii mi al ida le. Nao acho motivo para ucear se que
aguarda uacloualsenopresteaauxlliaraadministraco,
c as necessidades policiaes ; ella correr pressurosa ao
publico servi(o, quando fr conveniente, e liver um go-
verno justo cprutector; se de presente nao apparece, lie
porque repugna aceitar o dominio do privilegio, no
deposita conliauca na administracao do Sr. Pires da Mol-
la, e uislo lhc acho toda a raso ; porque nao considero
legitimo governo quem veio servir de mero instrumento,
-LftJ -'
nao he um governo justo quem foi mandado restabelc-
ccr o imperio do exclusivismo, violciitaudo os dircilos
polticos da maioria dos Pernainbucanos.
Passou liualinrnle o nobre deputado organisacao a -
presentada no projecto....
O Sr. Joaquim tllela: Eu j disse que nao fallei
nella.
OSr. Cunha Machado : O nobre deputado quer por
frca ncsla organisacao um teen te-corone I: nao sel
que, para prender delinqucutcs c prevenir delictos, srja
urress.ii ni tanta ostentaran, tamo apparalo, O iiem que
a lei uos prccreva esse, dever.
Tambera disse que nao concordava no systema de se
tirar absolutamente ao governo a altribuco de escolher
os oAiciaes e inipr-sc-lhc o dever de os escolher era
urna elasse : j seique nao coucorJar tambera commi-
go, porque en tendo (pie o governo nao deve ter o arbi-
trio de noinear olnciaes, que sirvain apenas de autome-
tos: os ulliei.ies drvrui ter a inesina ou mais moralida-
de que os soldados; devem ser cidadaos de reconhecida
prnbidadr, cscolhidos de inaneiia que nao sejara adap-
tados para servirein s paixdes e as vistas siuistras de
quatquer governo, porque riles sao desuados para ga
rautirem os dircilos de seus concdados : assira como
ao governo perience execular'lielmente as leis, ao olli-
cial cumprc obaecer ao dcsempenlio dessa execuco, no
que fr lo smenle justo e legal. O projecto, nesta par-
te, est muito bein concebido, porque acaba com o ar-
bitrio do governo poder uoinear um assassiuu, o Nicolao
por exemplo, paracommaudar una corapanliia,- r man-
ila-lo a Goianna acabar com lodos os praieiros; (fu'tnri-
datlc) para, por exemplo, mandar prender-ine, ou a qual-
quer outro; c, sOb pretexto de resistencia, executar um
assassinalo.
Sr. presidente, tenho respondido como posso, e nao
como devia ao luminoso discurso do nobre deputado.
NSo pude por certo satisfazer a sua expectativa, menos a
dos ineus collegas c do publico ; mas liz o que coubc
c ni innhas debis forras.
.1 iilgad.i a materia discutida, lie o projecto submetlido
i volayo, e approvadn em pi i un ira dlseussao, para pas-
sar segunda.
O Sr. /'nsidenle, depois de haver dado a ordem do dia,
levanta a sesso s 3 '/a hojas da tarde.
Adiammlo i um paresr da commuio de le-
giilaca lobre certa preUnflio dos eoniinuw*
da cantarn da pruidencia. 'r0Jeel">f7:
Hfjeiro do projeclo 23, quitina o 700/000
r o ordenado do pnfunr di prmeircu IU-
irai do colleaio doi orphoi.
Ao raeio-dia, fai-se a chamada, e verlflca-se estarem
presentes 20 Srs, deputados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao. ,
O Sr. i." Secretario l a acta da sessao antecedente que
he approvada sera discusso,
U Sr. Presidente participar casa que se acha na ante-
sala o Sr. deputado IgnacvCorrela de Mello, e convida
a eommissao competente a dar o seu parecer a respeito
do diploma do mesmo Sr."
A eommissao shcdasala, c volta algum tempo de-
pois, com o seguinte parecer, que he lido e approvado :
A'eommissao de constituido e poderes, tndo exami-
nado o diploma do Sr.deputado Ignacio Crrela de Mel-
lo, acbou-o conforme com as copias authenticas das ac-
tas d'apuracao geral, subtrahidos os votos des eleitores
annullados pela assembla legislativa geral, c addicio-
nados os que Tram julgados valioso*: portanto he a
eommissao de parecer que, cslanj|nn numero dosmem-
bros desta assembla, se Ihe d devidu assento.
Sala das commissei da asscinDla legislativa pro
vincial de Pernambuco; 19 de junho de 1S48. -- Tneo di
l.oureiro Duarte Pereira. i
He tambera lido e approvado o seguinte parecer do
mesina. eommissao;
A eommissao de constituicao e poderes, a quem loi
remellldo irquerlinenlo de um dos membros desta as-
sembla, pedindo que se chamasse oSr. deputado sup-
plente Christovo Xavier Lopes que eslava na ante-sala,
examinando a acta daapuracSo geral, ltimamente feita
pela cantara municipal desta capital, coinasexclusdes de
votos, constantes do parecer da eommissao provisoria de
constituicao e podre, approvados por esta mcsina as-
sembla, achou que o dilo Sr. deputado suppientc he o
ni la vo na ordem dos supplentes ; e como esta assembla
J resolvesse que se chamasiem sete supplenlesi e den-
tre os sete mais volados seja Tallecido um, Joaquim Lulz
ile Mello Ca loca, veio por esse successo o dito Sr. depu-
tado. supplente ChrlilovSo Xavier Lopes a ficar era sti-
mo lugar ; eassira he a dita eommissao de parecer que
se Ihe d assento,
ii Sala das commissors ila assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 19 de junho'de 1848. -- Trigo di
l.oureiro. Puarte Pireira.
OSr. Presidente noina para membros da deputacao
que tem de receber na porta do salo aos deputados de
que tratara os anteriores pareceres, os Srs. Joaquim Vil -
lela e Jos? Pedro ; e, tendo estes aceitado a noraeaco,
introduzem os referidos deputados, que, prestando ju-
ramento, tomam assento.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguliile
EXPEDIENTE.
Um requerinienlo era que a viuva Mara da Penha de
Frailea, que pe lencera rasa dos expostos, pede se drs-
igne una qneta para pagamento do dote que Ihe per-
lenee ; visto que, por falta de fundos, a administraran
dos cstabeleciraentos de carldade nao tera podido cuin-
prir a deliberacao da assembla a scmrlhautc respeilo.
A' eommissao de orcamento.
Outro era que Tliorna/. d'Aquino Fonceca, negociante
desta piara, e cessionario de Joaquim de Fonceca Soares
de Figueiredo, pede o pagamento de 10:326.160 ris, com
os seus respectivos juros, provenientes de estradas fritas
pelo cdeme; e declara que se subjeita ao abate de 15
porcento, decretado em favor da fazenda provincial pe-
la i esuliirao que a assembla tomara acerca da pi rleu.an
do arrematante do 13." lnr.o da estrada da Victoria. A'
eiiininissao de contase despe/.as provinciaes.
Sao lides e approvados osseguintes requcriucntos.
Requeiro quc,-pelos canaes competentes, se peca ao
inspector da thesouraria provincia! que Informe qual a
quanlia despendida cora os concertos e reparos das o-
bras publica nos annos flnaneciros de 45 a 46 de 46 a 47,
c no corrente; e se o dispendio cora os concertos das mes-
mas obras, ltimamente ordenados pela presidencia, cx-
cedem a quota decretada para essas obras. Jos Pedro
da Silva.
- Requeiro que a coinmissSo competente di cora ur-
gencia o seu parecer acerca de tima representaeo da
tociedade' commerclal d'csta i>raca, que na casa existe,
na qual essa sociedade apoma os males que tem causado
ao coinincrco e agricultura a nova reparlicao da ins-
peccao do assucar; e pede a sua extineco : Jos Pidro
da Silva.
llcqiicim que, pelos canaes competentes, se pess
aos adiuinistradorrs dos consulados geral e provincial
circunstanciada informaran acerca das vantagens ou in-
convenientes, que pni'venlura possam ter apparccldo,
em Muelo renda publica c s industrias commei cial c
agrcola, com a creaco das Inspeccdes do assucar e al-
godo. Joi Pedro da Silva.
He lido, e (lea adiado por ter pedido a palavraoSr. Jo
s Pedro, o seguinte parecer >
A coinmisso da legislaran a quem foi presente a pe-
tico de Gabriel MorriraHangel.Gerraano Antonio Alvrsc
Francisco de Lentos Duarte, continuos d secretaria do
?;ovnrno, na qual supplicain a esta assembla a distri-
1U9.10 genrica dos emolumentos d'aquella'secretaria,
fundados em a lei provincial n. 192, de 12 de abril de
1847, que osxonsiderou empregados da mrsma ; he d
parecer que,icomquanto assira seja, todavia os peticio-
narios nao pijileiu ter direito a todos c quaesquer emo-
lumentos que prrlenrain aos ditos empregados; porque,
sendo OS emolumentos urna especie,le rel iliiiir.au de ser-
vil,u pessoat, e tendo, por concegulute, da sua rsseucia
conferir dirclto-ettusivo, he claro que s pcrtcncc ao
individuo que trYt (Uto, o trabalho, porque a elle se de-
va, e nao assinl a qualquei, pelo simples facto de s"er da
mesilla reparlicao. '
Sala das sesses da rrhmmissao, 19 de junho de
1848. Jos 3'hedoro.Cordeirb^f- Vuarle Pireira.
Sao- approvados, julga'dpifi bjectos de clrlibriMcao e
mandados a imprimir os scguiitrs proiectos :
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve': ,
Artigo I.' o presidende da provincia tica autorisado a
mandar construir n'estacidade do Rccifc urna prisao de
detenso.
i Art. 2." Esta prisao ter commodos para conter 200
presos, separados segundo as classes e mais commodos, para nellas habitarera os seus empre-
gados.
Art. 3." O projeclo d'csta obra, antes de ser execu-
culado, dever ser submetlido ao examc de una cotn-
niisco composta d'uin medico, um Jurisconsulto e ura
ciigeuheiro, ongados pelo presidente da provincia.
un re
em contrario.
Ai 1.4. Flcain revagadas todas as lets e dlspo*i(es
. SESSAO ORDINARIA,
EM 19E JUMlOllKlSiS.
Presidencia to Sr. ritsurto Czevetlo.
Si;m.11 1110. Approvacao da acta da tissdo anterior e de
dous parecen! da eommissao de constituicao 1
poderes acerca dos. diplomas do Sr. deputado
Ignacio Correia di Mello, e do Sr. supplente I
Payo da assembla legislativa provincial de Pernam"
buco, 19 de junho de 1848, Joe Mamedi Alves Ferrei-
ra. Jiouza llandcira.
Assainbla legislativa provincial decreta :
Art. 1. Fica autorisado o presidente da provincia
para mandar construir nesta capital, ou seus suburbios,
urna cadeia publica, accommodada exteuso da po-
pularan, e que rena, quanto fr possivel, a roiuiieao
de scgiiranca de conler diversas Casas, sulficiente-
.iii-iiti- .nejadas, enchutas, r onde penetre fcilmente a
luz do dia, destinadas separaco dos reos, segundo a
diversidadr dos- mais pronunciados graos de sua mora-
lidade, de sorte qne ao menos nao se cofundam na.incs-
111a casa, apenas suspeitos dos crimes cora o pronuncia-
dos ; os presos em flagrante sobre crimes graves, e nem
os pronunciados ou condemnados por sentenca sobre cri-
mes leves, ou que nao revelara grande grao de perver-
sidade, de corrupeo de coraco, ou de ferocidade, se
cofundam com os pronunciados, ou condemnados sobre
crimes graves, ou que revelara estas qualldades no mais
alto grao.
11 Art. 2." Para qu nao se retarde mais a satisfacSo
Chrislovo Xavier Lopes. Introducido des- I dessa necessidade publica, o presidente da provincia fi-
lis Srs. Expediente. -- ttequei intentos. |ca desde j autorisado a despender at elncoenta contris I
de rls cora a compra do terreno necessarlo para a coni-
iruccao da-cadeia onde mais conveniente fr, organi-
sacio dos planos, plantas, orcamentos, e principio da
construceo.
' Art. 3. Flca revogada a le provincial n. 107, de 9
de inaio de 1842, e mais disposicOes era contrario.
Paco da assembla legislativa provincial, 19 de ju_
nho'de 1848. TVijo di Loureiro. Luit Roma. Perel^ l
ra di Carvalho. Cordiiro. ^
A assembla legislativa provincial resolve :
Art. 1." O presidente de provincia fica autorisado a
mandar construir, na villa do Rlo-Fonnoso, urna ca-
deia que possa conter 60 crina'nosos.
Art. 2 Este mesuro edlficicrdevera contercomm0.
dos para as sesses da cmara municipal e jurado, e
um corpo de guarda. .
Art. 3. Flcam revogadas todas as leis e disposlccs
era contrario.
Paco d'asembla leeislaliva provincial de Pernam-
buco, 19 de junho de 1848. Alves Ftrnira. -- Pereira
de Carvalho. Xavier Lopes.
A assembla legislativa provincial resolve.
11 Artigo nico. A lei do Orcamento do anno tlnan-
celro corrente fica ein Vigor no anno linanceiro seguin-
te de 48 a <|9, at que se conclua a nova le! do orfa-
inento.
Paco da assembla legislativa provincial, 19 de ju-
nho de 1848. Jos Pedro da Silva.
ORDEa* DO DIA.
Entra em 3.a discusso o projeclo n._ 23 que eleva a
700/000 ris o ordenado do professor d priraeiras le-
tras do colleglo dts orphaos.
O Sr. Laurcntino : Este projecto, Sr. presidente, j f~~
tem sido sobejaiuentc discutido, porque ja o' foi na sen-
sao passada, quando passou em segunda discusso, e j
o foi aqui ha poucos (lias. Eu eslava espera que o no-
bre deputado que requereu o seu adiamento pediste i
palavra para apresentar seus argumentos ; ms, como
o nao li/.este, nao tive remedio senao fallar, para o sus-
tentar, ao que .me iulgo obligado -por duas rascs ;
.1 ', porque lie ineu filhoe beni sabe a casa que lodo o
pai tem obrigacao de sustentar seus filhos, at que el-
le* sejara adultos ; 2.', porque todos os nobres depu-
tados que o teeni combatido, sempre invocara em seu
auxilio o patrocinio da justicA, e eu tenhn.de mostrar
casa que tambera sou 'devoto dessa divindae ; que
tambera queiino ineu incens diante de seu siiBulaero ;
que nao inexconstitu advogado, ou procurador de al-
guera quando dei o parecer, quando rae levanto para o
sustentar e que todat as vetes que rae levanto nesta
casa, he sempre convencido de que vou advogar a cau-
sa da Justica, e cora esta persuaso fall.
O professor dos orphaos, Sr. presidente, requereu a
esta casa o ser considerado no numero dos mais profe-
sores da provincia: levanlou-se aqui um forte clamor
contra essa pertenco, houvc quera qui/.esse provar.
que elle nao eslava no catdde merecer essa considera-\
cap ; mas afinal a assembla deixou-se compendiar de *
que elle tinha direito ao que pedia e o defiri na for-
ma requerida ; e nem eu sei como seria possivel mi-
tra cousa, porque nao alcanco cuino podia considerar-
se o colleglo dos orphaos ura estabeieciiuenlo particu-
lar, e nem como ura professor, mestre de 60 meninos,
pago pelo estado, e metldo em um cstabelecimentn pu-
blico, podia deixar de considerarse erapregado publi-
co, pe tenerme provincia, seo estabeleciinento abran-
ge um grande numero de filhos delta e tem um profes-
sor encarregado de sua iustrucco, o qual passa por 11111
examc e precisa das mesmas hahilitaedes dos deinais
professores ; nao sei, digo, romo poderia deixar de ser
considerado como outro qualquer professor de instruc-
cao primarla. Considerado corao tal, requereu que i
vista do rcgulamento que se lite deu, lhc fsse arbitrado
11111 ordenado correspondente ao trabalho que se Ihe
iiiarcava. Parece-meque at aqui nao pedia nada que
nao esllvcsse nas regras da Justica. Deram-se-lhe 600/OOfl
rs., aecrescendo sobre os demais professores 100/000 ;
mas elle, Tazendo ver que essa differenca nao compensa-
va a do traba!ho> requereu mais 100/000 ris. He essa
nova prelencao queda lugar prsenle discusso.
Um nobre deputado que se senta do outro lado, e que
sustenta o projecto, dense ao trabalho de fazer um re-
sumo dos das lectivos daquella aula, e coufronta-lns
cora os das mais aulas, e' mostrar a desproporco que
havia nos ordenados, vista da desproporco do traba-
lho : elle mostrou que, divididos 7000000 rs. pelos dias
lectivos daquella aula, vinhain a produilr urna diaria de
2/000 e tantos rs., resultado, perfellaiuenle correspon-
dente ao que percebem os demais professores, dividindo-
se 500/000 rs. de sen ordenado pelos dias lectivos de suat
aulas. Esta demonstracao fe/, cahir toda a npposicun que
se faiia ao projecto, una vez que se quelra decidir se-
gundo a justica ; mas um nobre deputado que rombale
0 projecto, propoz-sc a provar que nao s aqurlle pro-
fessor nao trabalava mais qne os .outros, coma que nao
trabathava tanto, e antes multo menos do que cites. A es-
pera desta demonstracao he que eu eslava, purera nao
appaieceu
Um outro Sr. deputado que se asienta mais prximo a
mira, pedindo a palavra, fez uiua declaraco, lillia de
seus principios de equidade e justica diienilo que os
professores de iustrucco primaria nao erara recompen-
sados em proporco do gusano trabalho cora que jula-
vain ; verdade que se nao pode negar; em cnsequen-
cia dsso, mandn mesa urna emenda, elevando o or-
denado de todos os professores a 700/000 rs.. e em alten-
cho ao accrescimo de trabalho que tinha o professor do
colleglo, mandn una segunda emenda, accresccntan-
do-lhe 100/uOO ; e fallando era sustchtaco das emen-
das, disse que, se passassera as suas emendas, votava pe-
lo projecto ; mas, se caliisscm, votava contra, por uao
Ihe parecer justo. Este ultimtum do sen discurso, Sr.
presidente, dcixou-ine confuto, nao o entend ; niai es-
tou pertuadido que, se se mostrar ao nobre depiMUo a
jusilla da prelencao, devercraos contar cora o seu voto,
una vez que o nobre drputado s vota contra por nao
1 lie parecer justo.
Iiisse-se .aqu tambera queaquelle professor era inex-
acto no cumprimento de seus deveres, que deisava
de lecclonar a seus alumnos dous dias na semana, por-
que era eserivao de paz; que eatava assax compensa-
do, porque tinha mais 200/000 rs, de gratificaco, e mo
sei que mais.
A' vista de taes rases, eu sou forcado a conbat-los
singularmente-, Isto he, cajla um de peral.
O nobre deputado que se assenta de ineu lado,quando,
disse que aqurlle professor nao s nao trabalhava tanto
corao os raais, senao que trabalhava menos, para o pro-
var referi-se a um trecho do relatorlo do director da-
quella casa. Vejamas, pois, primetro o qne dfipe o re-
glamento. (L) J v a casa que aquello professor, pe-
las disposlces do seu regiment, he obrigado aleccionar
11 seus alumnos todo o anuo excepto sraenteos domingos,
dias santos de guarda, e maiscincoa seis dias'aqul marca-
do, leccionando era 87 dias raais que*os outros, e por
cnsequencia sobrecarregado de muito mata ttabailio
que elles. Mas, disse o nobre deputado,esse trabalho ces-
ta desde que por tima parte no reiatorin Se pro va o con-
trario, porque diz o relatorlo que teria conveniente que
oquelle professor leccioaasse seus disclplot smente de
manlia, para licarem as tardes libertas, e se podreai
empregar os orphaos nas oficinas ; e que era cnsequen-
cia disto assiin o detcriniunii S. Exc. o Sr. presidente
da provincia : detsa detrrminaco tira o nobre deputa-
do a Hlacco de que ficou aquelle professor detonerado
de leccionar deinanha c por consrqucncia com muito
inriios trabalho do que os Outros. Aqu est, SenhOre, a
portarla de S. Exc, que assira o dispz, (*.) Mas o que
snccedeu depois? Conhccendo o mesmo director o dai-
no que recebiain os meninos por essa marcha, trnou a
oficiara S. Exc. remetteodo-lhe seu retalio, em cuja
couclusao reclama que as licfles de priraeiras leltras tor-
nera a sor demanha e de tarde. Aqui est elle. (L.)'
3. Exc. assiin o ordenou, cif-aqui portara, (l) e o ho-
mem tornau a dar lieces demanha e de tarde. Daqul,
pois, se v que est removida a causa porque se julgava
que o trabalho desse professor era inferior aos dos de
mais.
Disse-se tambera aqui que elle nao preenchia as suas


t
obn'gafSe ; mas qul tenho eu um documento que pro-
vl o contrario : he um altestado do ruesmo director,
p'essoa muito habilitada para conheoer dos empregados
'l.ic|iiclla casa, seus subordinados, no qual atiesta que
,-sse profesor cunprio sempre exactamente com os seus
deveres, e que seus discpulo* apr*%entaiu moitos adan
lamento..-..
OSr. Jos Cario: Mas porque nao houverain rapa.
que soubetsem lr, capases de sahif para as offlclnas?
0 Si. awenlino.i --Isso o que prova.Sr. diputado?
Para se, provar cohi isso que o profesar nao um aplido,
e uo cumpre com isas deyerea, era neoelsario que ae
MARIO DI PIINAIBDCO.-
lainfaar a es a>a ovan boj soao.
I
nrovasse prfmeifO que daquella aula nao teem sahido
miiiios discpulos prfidamente instruidos as materias
niicarflse ensiuam. Entau anda se pndrria dizeralgu-
nia cousa ; mas, quando dtil teem sabido limito disc-
pulos qu* hoja se erapregain no magisterio, que afio
m ofessore pblicos, nao se pode dlxer que elle falta aos
seus develes, muito mas quando o director, que he ho-
ntein de toda a coufianca da presidencia, e de f< publica,
atiesta que elle cumpre suas obrigacoesperfcltamente,
e com adianumento de seus discpulos. Nio el que isto
te possa contestar, so com supposicfles de que o boniem
tiocmnpr oteudever, sein se presentaren! provea.
(Ha algn apartes.) .
O Sr. Lanrettme t O nobr?s deputados sao pouco
generosos coinmigo; eu quizera que cllet auendcssem
que um hornera as mtnhas crcumstaricias j nao est
mi caso.de ser interrumpido com apartes tao frequentes,
que o obriguein aduebrar o fio de auai ideias, e de ser
aisim laucado fora do campo da discusso.
Um Sr. deputado diste tainboin, que eslava convenci-
do de que.aquelle professor llnha inujlo mais trabalho
do que os outros, mas que tambera eslava convencido de
une elle derla receber menos paga do que estes, porque
era pago pet cofre do patrimonio e este nao podia com
tanladospeza. Confetso, Sr. presidente, que esta pro-
poslcao parece-me Inadinisslvel, infundada, e que me
nao pude accommodar com ella. Acaso ser aquello es-
tabelecliuento segregadodesta provincia? Sera stranget-
ro, e nao se comprehender no numero das repartieres
que etto a cargo do governo?Pelo factodeaedespender
all urna runda especial, resultantedo patrimonio do mes-
mo collegio, segue-se que, quando esta renda nao clie-
gar, suspenda-sc ludo quanto de mandar dlnheiro para a
udminiafjra;o do nwsmo e educaeso dos orphaos? Crelo
1 que nao.
Dlsse-se niais que o governo quo deu aquellos bens,
poda a todo lempo tira-loa ; e, anda mal, que poda
chegar una poca ti que aquelle professor se qulicsse
jubilar, e que os rditos do estabelcoiuiento nao eom-
portavam tal despesa. Como o nobre deputado que at-
siin se exprestou, est de aecrdo a nao fallar, eu irelre-
neiindo as suas objecede.
Senhores, eu torno a repetir: o collegio dos orphaos
lie estabeleclmento.publico, eBlabeleciment provincial;
i.r, quando seus emprcgadpt j-heguem um dia_ ao caso de
tnerecerem urna aposentadoria ou jiibilaco, estaro
no caso de ser attendidos como os demais empregados da
provincia, e pago&a cusU dos cofres provinclaes.
Iissu-te que o governo geral fol quem deu rsset bens
para o patrimonio dos orphaos, mas o que se segu? 0
governa pode lira-Ios; porm duvldo que asslm o faca,
porque Pemambuco he parte do imperio, e seus orphaos
teem direito proteeco do governo geral. Quando se
fet este patrimonio creio que anda nao existia, essa dlf-
ferenca de bent geraes e bens provinclaes, e, ama vet
detlgna'das estes bens para aquelle flin.hoje sao bens pro-
vinciaes, estao debaixo da administra^ o da provincia,
cjjesdequc-dlet nao eheguem para sustentaco das
despetas do ettabelecimento, o cofre provincial tein o-
brlgajao de supprir esta falta; porque, eiiflm, os or-
phaos sao lilhos de Pemambuco. N8o posso suppr que,
por Ibes fallarem os pais, nao srjam dignos da sollclludc
que tem o governo para com aquelle tque Ot teem; e que,
quando nao chegar o patrimonio quelite fui dado, elles
devam ser considerados como etlronhos ; nao, Sr. presi-
dente: tao meninos pernambucanns e meninos desam-
parados; a provincia paga inestret, gratifica e jnblla por
toda a sua extensdo; c so no cas de jublllco do professor
do collegio, tulo o dever fazer? E quando asslm se que!
i a, b que se tegue? Que quando o patrimonio fr pe-
queo para preencher os fins da toa islitulcp, o go-
verno os deve accrescentar, afim de que se nao diga que
a theaouraria provincial pagou empregados do oollegio.
Disse o nobre deputado que te senta do inca lado, que
todos os empregados no magisterio s5o mal pagos, e
mandou urna emrndaauginentando o honorario delles ;
mas disse logo que, se ella nao passasse, votarla contra
este projecto, porque elle he Injusto. Ora, parece que,
todas as vexrs que se mostra por documentos que este
empregado Cumpre perfcilainente suas, obrigaedes, c
<|iie o*e trabalho he multo maior que o dos mais eui-
pregadot de igual naturexa ; que o seu ordenado nao
corresponde au dos outros, e que por conseguintc llie he
devido um augmento correspondente ao augmento do
trabalho ; e que este resultado s se ter c>in o ordena-
do de 700/000 rs., como te acaba de mostrar; parece,
digo, que podemos contar com o voto do nobre de-
puudo, pelos seus meamos principios de jusilla.
Disse-se mais que elle era escrlvao, e como tal nao po-
dia deixarde fallar a seus deveres duas vezes pur sema,
na ; mas, Senhores. eu acabo de apresenlar documento
que pituco contrario; ( M) o-professor, precnchl-
dos os seus deveres,' faz algumaoutra cousa, devo con-
fessar'que nao ennheco le afgumaque o prohiba: nao
sei que seja erime empregar ein outro qualqiicr genero
de Industriaos horas vagas de qualquer empregado, de-
pofs deprcenchidas asobrigaedes que IhesSo impostas, c
que o professor nao potsa empregar as lardes, depois de
sua aula, ein assistir s audenciardo juiz de naz, c re-
ceba dalii um tal ou qual interesse : no conheco esta
lei que o prohiba. Mas, ainda assim, eu quero admittir
que esteexercicio da escrcv.inia de pat lhe fizesse fallar
aiguut das a leccionar aos seus discpulos ; perguuto,
perdem ot alumnos com itlo ? Nao, porque elle tem um
substituto, e teus discpulos nao licain privados de dar
lifo. Perde o cofre? Nao, porque elle est subidlo, a
ponto, e aquelle dia que faltar, tem de sr-lhe descon-
tado no ordenado. A me nao provarem os iiobres depn-
tados, que o porleiro, o director c lodos quantos entram
na obrigaco de tomar o ponto, sao empenhados, ou man-
cumunados com" o professor, e que estao promptos a
transpr todas as raiat de probidade e de honra.pa-
ra favorecer! ot inlerettes privados do professor, nio
pdem dcs'puir lodos os documentos que acabo de apre-
senlar, e por isto creio que votaraopelo projecto
' 0 Sr. bacharel foaqiiim Antonio deFariaAbrcu e Li-
ma foi nomeado para o lugar de segundo tupplente do
Juiz municipal da prlmera Jara delta oidade, Tago pelo
fallecimento de Joaquim Lufe de Mello Carioca.
OSr. Jos Fcrnandes da Crui fol nomeado subdelega-
do da fregu?.a de San-lote do Reclfe.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia copcedeu
anutcaUdorUt com ordenado por lntelro ao oficial da
respectiva secretaria Jote Xavier Faustino Ramos, por
haver elle provado documentalmente que liaba mais de
29anuos de tervico, e sott'ria molestias que o Inhibiam
de con^nuar no exerclcio do emprego. Km consequen-
cia detse acto, ordenou S. Eso, que te expedissem a
segulntet nomeajoes :
De ofncial da tobredita secretaria ao escrlpturario Na.
noel Joaquim Pcrelra Lobo.
De escrlpturario ao amanuense Joao Pollcarpo dot
Santos Campos.
He amanueue ao continuo Francisco de Lemot Du-
arte.
De continuo ao cidadito Antonio Correia Cabral.
1-----------!--.......- -L" -i-J --'- -! i-'-Ji. li
Correspondencia.
Sr. presidente, suu multo fraco, fui^iterroiiipido,dis-
se quaulo podia ; nao posso mais fallar*. Voto pelo pro-
jecto.
( Contitunr-s-a. )
Cainura municipal do liedle.
SESSAO EXTRAOHDI.NARIA EM 5DEJUNII0
DE 1848.
ransiDBXciA no sesho sassos.
Presentes os Srs. Ferreira, Pe. AquRio, Barata e Ma-
inedc, abre-tc a tessau, sendo lida c approvada a acta da
antecedente.
O secretario leu um olico do Exin. presidente, man-
dando que a cmara proedesse urna nova apuracao
dos stJppleiUes dot cleputadqs da assembla desta pro-
vincia, com a exeluso e inclusao de certos colleglos,
conforme a resolu^ao da mesina assembla enivirtudc
do parecer de suacommissiio de poderes, que porcpla
icmcttia.e eni cousequencia passou a cmara a fazer a
dita apuia(o com preferencia a outros trobalhos, ea
naopodendo concluir neste dia, levantou-se a setso,
por se adiar a hora J muito adiantada, Eu, JoiO Joi
Ftrrtira tic Aguiar, secretario, a subscreviHarrot, pr-
presideote." Ftrrtira,-'Dr. Aqujjio.Barata.-Uamtdt.
Di atroi calumnia um dtnle venenoso
De balde inveili o homtm virtuoiu.
Nem sempre o silencio tem a forja do discurso. Quan-
do te trata de repeljir urna injuria, ser sempre o mais
prudente desprea-la, por ser esle o meio mais poderoso
de confundir o injuriante: mas desprezar acalumnia,
deixando-a lavrar sein embargos da verdade, he de al-
guio modo autorita-la. lie finalmente tornar-te convic-
to de suas imputaedes. Se, por exctnplo, no appare-
cetse quanto antes um protesto enrgico e solemne con-
tra- as invectivas e tecido de calumnia*? infamissimas,
?ue um. ente notoriamente disprezlvel, rftial Antonio
cijo de Mello, acaba de dirigir a um cidadito benem-
rito, guarnecido de todos os quilates que coustituem o
homein de bem, ficarla trinuiphante esse vil calumnia-
dor, sobre quem devem pesar smente as maldiccs da
tociedade: entretanto apretao-me em repdr tobre a tei-
teira de Fe i j de Mello todos os epltlie tos ailVon losos,
todas as qiiatificacdes ridiculas, deque esse mesmo qt-
neral-earreira ousou, na vei tlgem do desespero, cobrr o
meu digno amigo, o Sr. commendador Jos Pedro Vello-
zo da Silvelra, cuja importancia social, bascada sobre
dados legtimos, o poc muito a alvo dos latidos ferozes
desse misero rafelro.
Que outro homein, que nio reuniste tao negros pre-
cedentes, se lembrasse de invectivar urna pessoa hones-
ta, nao seria Isso de rigoroso reparo; masoSr. Antonio
Feij de Mello, cuja vida obscura he urna intrincada te
rie de torpezas c infamias, be, sem duvlda, digno da
maior estranheza!
Nao me farei cargo de refutar nesta occasiao[as calum-
niosas proposices de que o general coit recheoa o te
libello famoso ; mas multo breve tere! de v-lo confun-
dido, pela forca da verdade, com o mesmo p de que sa-
hira ; e ento o publico anda mais conhecer qual o ca-
rcter prfido dcste homein, que, talado de despeito pe-
las successlvas derrotas que toffrra em suas facanltas
qnixotaet, tomou por mlseravel desafogo cuiplr Injurias
contra aquelle que, com o manaoal da rasao, o enxo-
tou de teus engenhos, no momento de invadi-lot.' Esse
triste desabafo he digno do general que, nao sendo ca-
paz de brandir a espada no campo de Mavorte, he mais
apto"para Ungorfandangosemacblnhns! Emfin, parase
faxer nina justa anreclacao do carcter de Felj de Mello ;
para te comprehflflher fielmente os motivos de sua In-
triga com o Sr. Jos Pedro, he mlster smente dizer que
estecidado, sobre ter accumulado das maiores consldc-
raedes sociaes o seu vil perseguidor, pagou por elle urna
grande divida, pela qul ia terjuilicado. c para cuja so-
lucao malchegarlam os farelloi de Fcij de Mello I Eile<
acto de generosidade pralicado pelo Sr. Jos Pedro, a
par da bonomla e contemplacao que ha tldo com Felj,
nao o vexaudo nunca peU.satitfajaV de um debito que,
pela sua aniiguidade, j se acha bastante avullado, tudo
isto junto,'bein longe de captar o rcconllecimento da Ce-
ra, tem sido o motivo-principal de sua Intriga cora o teu
bcnifcilor.
Quem preza a gralldao, preza a virtude ;
o O mortal vicioso he sempre ingrato
imn ii iiiip^
C0WMERC10.
sr
AIfandef>a.
HKNDIMENT0D0DIA2I.........
Deitmtm kajt, 33 dtj*ho.
Brlgue Texiior barricas de farinha.
Parca Ptrail idem.
Ligeira -^ pedra.
Duion mercadorias.
-Elia dem.
J'ofm-'aniiis idem.
9:37|073
Barca
Barca
Barca
Barca
MPORTAGAO'.
Dyion, barca inglexa, rinda de Liverpool, entrada no
corrente mez, consigna a Ridgway Jamison* c C, ma-
nifestou o seguinte t
62 fardos e 68 calzas faiendas de algodao, 372 barricas
vastase abatidas, 100embrulhosde arcos, .100 barricas
cerveja, 2 fardos saceos de dlnheiro ; a Deanc Youle
IcC.
2 fardos cobertores de laa ; a John Stevrart.
2 lardos fozendas de linho. 5ditos lonas de dito, i eai-
xas fazendat de algodao, 5 fardos batatas, 17 ditos fa-
zendas de algod jo, 4 barricas esunho em verguinbas, 1
caixa ferragens ; a G."Keneworthy & ('.
l barril banha de porco, 1 barrica manliuientoi, 8
caixat fazendat de algodao, 8 fardos dita de dito, 4 cai-
tas linhas, 9 barras de ferro; a H. Gibson.
12 fardos e"2 caltas faiendas de algodao ; a Fox Bro-
thers.
15 toneladas desbarras de ferro, 25 gigos e 25 indos
ditos louca, 5 caitas fazendas de algodao, 30 toneladas
de lingoadas de ferro, 1 caixa chapeos, 8 quintaes e 2
quartas de ferro ; Kidgnay Jamison S C.
6 caixas fazendas dclinho, 32 ditas ditai de algodao,
4 fardos lona ; a Me. Calmont tt C.
100 caixas folbas de Flandret; a Rothe & idoulac.
12 glgos garrafal vaiiat; a f). Oree.
10 barricas e 3 caixas pertences para botica ; a V.
Bravo.
302 chapas calddras, 20 barras de ferro, 30 toneladas
de carvo queimado, I bartica e 1 embrulho llvros ; a
t. Starr.
1 fardo fazenda de laa, 3 ditos ditas de algodao, 1 cai-
xa 1 apparcllio de arrelos completo; a J. Crabtree.
4 embrulhos barras de ferro ; u Teixcira te Andradc.
2 caixat curtes de colletes ; a James Ryder St C.
1 caixa entelara e ferragens ; a M. S. Mantn.
. 1 calza Hvrot; a C Christophcrt.
1 barrica copos, 1 embulho 1 cobertor, I volunte sac-
eos vatios, 1 caixa llvros c papel; a N. O. Hieber Si C.
Jufin-f'ariran, barca americana, vinda de Phlladelphla,
entrada, ueste porto por fianquia, consignada a Matheus
Austiu Si C, manifestoii o seguinte :
142 voluntes algodoxinho, 24 dilot ditos de cor, 106
ditos ditos riscados, 200 barris banha de porco, 489 bar-
riquinhas de bolachinhas, 1,418-barris farinha de trigo,
51 voluntes algodaoiiuho atul, 100 barris breu, 30 duzias
de cadelras, 1,000 barricas abatidas, 1 caixa ignora-se,
1 machina para lavar, 2,453 pataedet; aos consignata-
rios.
Geral. .
Diversas
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 21.
..................2^883/640
provincial...... .......225/318
3:108/958
CONSULADO PHOV1NC1AL.
RENDIMENlO DO DIA 21..........2:278/930
MovJmcnto do Pnrlo.
Est visto, poit, q.ue se Antonio Feij de Mello nao
fsse um compendio de vicios, nao seria um monstro de
ingratidao. Pode ser, porm, que elle'dissesse l comsi-
go : O nico nielo que eu tenho de pagar a Jos Pe-
dro, he fingi-lo compirador, e-retolver o governo a per-
segttl-lo ; porque naturalmente tere! o general dat ope-
raedes, c eis que se abrir um campo vasto para toda
sorte de ladroetras. NuncaFcij de Mello racocnou lito
rectamente! Se bem o emorebendeu, ntelhor o execu-
tou Hija vista um pret de oareonlot de r, por elle a-
Sresentado ao gofera.o! Cofco.riu que e de que modo
d consumido esse cainita!? ton as tortas a seu mando,
he geralmente sabido que elle nada despendeu; por-
quanto, alniV>do"s''.divcrsos contingentes que os seus
comparcasTornecraiii para siipprimento dellas.ellenun-
ca pode regulSVis'ar o seu nuiucro e pagamento, em con-
equencia dasTiontinuadas deserfes que haviam em
suas filciras. Coirto, pois, ic organisou esse pret mons-
tro ?>.,
Uto pasto, he de vital interesse da nacao que o gover-
no teja mais escrupuloso na averiguaco destas despezas,
allegadas por Feij: utu homein que tao directamente
concorreu pava este trille desaguisado da Escada; um
homein que se porlou nesse negocio com tamaita in-
dignldade, comprometiendo por sua cobarda e baixcza
os pobres soldados, confiados a sua prssiina direccao,
nao he na verdade digno da confianca do governo i o es-
lado protesta contra essa logracao..
Na msina diatrlbe de Anlottio Feij contra o Sr. Vel-
loso da Silvelra envolve elle o nome de outro amigo meu,
n3o- meaos credor das minhat altencdes." O Sr. padre
Joaquim Pinto de Campos foi igualmente presa da lin-
goa viperina do calumniador, pelo qual fol calibeado na
recova dos salteadores o criminosos: He a maior das im-
pudencias .He preciso haver-se perdido todo pudor na-
tural, para se mentir com tanto cinismo, e detcaramen-
to I O crime do Sr. padre Campos he ter Pernambucano
genuino, e enrgico defensor dos foros de tua provincia,
senlimentos que te nao pdem alliar coi o pensar da-
quellcs" que bao quebrado os Toros e brios de leao do
norte. ...
VlendooSr Feij de Mello eslas poucas liohas^em-
quanto nao vi a luz publica a completa Tefutacu de
tuas calumnias e mala alguina couta que lite nao ha de
soar bem. '
Senhores redactores, honrem-inena forma do costu-
ute com a pirblicacao deslas observares.
. Sua casa, 5 de junho de 1848.
O inimigo dot calummadorti.
Nato entrado no dia 21.
Nova llollanda ; 99 das, brlgue inglez Lightning. de 187
toneladas capilo W. Mellish, cquipagem II, carga
azelte de jieixe, sebo, laa e ponas de bol; ao capitSo.
Vem refrescar e segu para Londres.
Navios sahidoi no mesmo dia.
RIo-Grande-do-Sul ; barca brasilcira Generla, capito
Jos de Oliveira e Souxa, carga assucar e ago'ardente.
Rio-deJaneiro; patacho brasildro aurora, capito Ilde-
fonscnllanoel dos Santos, carga assucar, ago'ardente
e sola. Passageiros, o alferes do stimo balalbao de
cacadores Francisca Uanoel. de Oliveira, F. Knoop e
sua senhora, Allemo ;. e 3 escravos a entregar.
Navioi entrados no dia 22.
Rio-Grande-do-Sul ; 35 dias, brigue brasileiro jMitKrea,
de 189 toneladas, capito Lu. M. da Costa', equipagein
14, carga carne > a Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Hio-dc-Janciro ; 13 dias, briguc-escuna brasileiro Ofn-
da, de 182 toneladas, capito Manod Marcianno Fer-
reira, equipagein II, carga varios genero ; a Luiz
Borgcs de Cerqueira. Passageiros, Evaristo Mendes
da Cunha Anevedo, Brasileiro, Manoel do Reg e Sou-
za, Jos Antonio Goc.alves, Portuguezcs.
Rio-de-Janeiro e lialiia ; 18 dias e do ultimo porto 2, pa-
quete inglez i'nn, coininandanle o lente T. Ja-
mes. Tras a seu bordo 19 passageiros, e segu para
Inglaterra.
Navioi iahid-ii no intimo dia.
Gibrallar ; polaca tarda Erneilina, capito Paulo Solar!,
carga assucar. Passageiro, Aureliano Augusto de Oli-
veira.
Rio-('iiande-do-Sul brigue brasileiro Novo-Lob,. capito
Jos Alvcs, carea assucar. Passageiros, Sabino Duarte
da Costa com 2 lilhos menores.
Declara cois
-Oarsenalde guerra tem de contratar o forneci-
tnento de vveres, por espaco de 3 mexes sendo do
prlmeiro dejulhoao ultimo de setembro do corrente
anno para os aprendizes menores do mesmo arsenal,
a saber : arros branco assucar branco azeile doce,
bacalho carne secca dita verde cb hysson fari-
nha feijio, lenha, loucinho vinagre, e paes : quem o
dito fornecimenlo lhe convier contratar mandar sua
pro'posla oom seui ltimos precot, em carta fechada, a
directora do mesmo arsenal at o dia 27 do corrente
mez, e o concorrentet hao de comparecer no da 28 ,
na sala da mesma directora, ~afitn de rcalisar o con-
trato : assln tambe ni convida aos Srs. pliarmacenticos
que cjuizerem fornecer medicamentos, poretpasaode 6
tnezes sendo do primeiio de juljto ao ultimo de detcm-
bro do mesmo corrente annp, para os ditos menores-, a
comparecer! no sobredito da para o mesmo fin.
' Arsenal de guerra 21 de junho de 14. O escrip-
turoro P. Serfico di .luir CarroiAo.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
No vice-consulado de Portugal na Parabtba existe ein
deposito aquanlia de 173/930 rs. em moda crreme,
produelo liquido da arrsUf*> l*ue a II foi ,,
lguns cascs comvloo. das *' *%Z
RTpor owaiiao do naufragio em <**)VZ? ^,
teportugue Bgm-Suteuo, procedejil ***l SJx
destino a este porto. E porgue nSo tente JP""?:
at agora reclamante a esta quanlu ,. asahxi se. m p
bllco, para que a pessoa oompetenioineute se aprsente naquelle vlce-consulado ou "* "JST
lado com os respectivos elegaes documento quei assim
o habiliten! para referida entrega. -- Utw-aMg Por
lugal em Pernambnco aos 16 de Junbo f **:
Joaquim Bafitsl* Mortsrst,
Cnsul.
- A adniinistraco geral do *^\ac^m^l^^'
rldade manda faier publico que. no da 2tt doocnW.
pelas 4 horas da urde, oa sala da suas .f*4*.. ir* a
prac, a quem mais der, o rendimento do ur O eaiT
xat de assucar do anno linance'ro de i84 i*-
Adniinistraco geruldoi enabelednieutoade canaac,
19 de junho de 1848.
O eteripturario,
F. A. Cavatcante ConMifro.
PUBLICAgv 0 AGRICOLA,
Sahio a lu e acha-se venda -por itf
rs. na livraria Ja praca da Independen-
cia, na.- 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de assucar, tendo por epigraphe
o proverbio quem quer os fina qur
os raeio ; obra interaaantiasinia par
os nossos agricultores.
grandeTosmorama.
Hoje, estao expostas, das 6 horas da urde em diante,
no lugar do costum, as seguiotes vistas:
1." A galera nacional, ein Londres.
2. Bota-fogo, no Rio-de-Janeiro.
3. O monte Corcovado, no Catite, no Rio-de-Janeiro.
I. A magnifica ponte pensil, no canal do Meney, na
Inglaterra.
5. O banho universal de Plimonlh, na Inglaterra.
6. A alfandega de Dublin, na Irlanda.
7. O interior da matrix de San-Jos, que se esta cald-
cando em PernainUuco.
8. A duqueza d'Orleans, na sala da cmara dos de-
pulados, com ot doui menores principes, na revolucao
de fevereiro.ein Paris. .j>.^, ,.
9. A cldade de Dresda com sua inagniMa ponte ae
pedra, na Allemanha.
10. Toda a cldade de Pars, pelo arco do Trlumpho.
11.0 candi de Convay, na Inglaterra, em urna noitt
de'0- -
12 O Tmiel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13. A erupfo do monie Vcsuvio, na opera da tilluiia
noite em Pompea. /
14. A grande tecna da opera o Faluficador de moe-
da. A
A bellexa de tao magnifica"vistas, como as da presen-
te exposlcao, recommenda-sc ao respeitavel pnblloo.
Os bHhetes vcndein-ic entrada a 500 rli geral-
mente.
Avisos martimos.
Para oRio-de-Janeira sahe, cora brevidade o brl-
gue-cscuna Belfa-Virginia: para o resto da carga, et-
cravoi a fretee passageiros. dirijatn-se a Joao Francis-
co da Crux ra da Cruz, n. 3.
Para o Porto tahe, impreterlvelmente no da 24 do
corrente, o brigue portuguet Bom-Succiio. O tn. car-
regadores tenhain a bonda.de de levar os seus conhec -
ment ra do Vigario ein casa do Sr. Francisco Al-
ves da Cunha.
Para o Rio-de-Janeiro segu, em poucos das, a bar-
ca americana John-Farmem a qual tem superiores com-
modos para passageiros : o pretendentes dirijam-se a,
Matheus Austin Si Compaa na ra da Alfandega-ve-
Iha n. 36. .. -. .
Para Lisboa sahe, impreteriveliuente no dia a do
correte o brigue porluguez S.-Domiogoi : recebe ain-
de alguma carga c passageiros, para o que tem bon
commodos : trala-se com os consigifatarios, Mendes
Tan oto, na ra da Cruz, n. 49 ou com o capito, Ma-
noel Goncalves Vianna na praca do Commerclo.
Par* Lisboa sahe, at o dia 30 do corrente, a mul-
to velelra barca portugueza Ligeira, de que he capito
Antonio Joaquim Rodrigues: para passageiros. para o
que tem os inelhores commodos trata-se com o mes-
mo capillo ou cora o leus consignatario, r. S. Ha-
bcllo Si Filho. .. .
Para o Porto sahe, iuipreterivelmente no dio 1 ao
corrcnle. o brlgue porluguez rVnlura-Mft: recebe unl-
camente passageiros, para o que tem inulto bons_com-
modo; a tratar com os consignatarios, Mendes tarro-
.o, na roa da Cruz n. 49, ou com o capllao, Zcfennp Y**r
luradSinlos, na praja do Commcrcio.
Avisos diversos.
LOTERA
UO HOSPITAL PEDRO II.
Correm infallivelmcnte as rodas dest.i
lotera no dia 28 do corrente vespera
do Apostlo S. Pedro, dia muilo prbprio
para tentar fortuna.
G. T. Snow embarca para o Maranbaoo^eu eteravo
Joaiiuim pardo.
- Scgunda-frir*. 26 do corrente, vao a praca 01 ben
pertencentes a heranca jacnte do fallecido Manoel da
Silva Santos, tendo lugar a praca depois da audiencia.
do Sr.doutorjuix de orphaos.
Precita-se de urna ama para casn de pouca familia,
one cozinhe engomme c entenda de todo o mais ser-
lco de urna casa eque d fiador a sua conducta : na
ra da Cadcla de S.-Antnio, n. 21.
__Antonio Alves Teixelra Bastos, morador na ra da*
Cruzes n. 41 acha-se aulorlsado pelo o Illm. Sr. 1ra-
cisco de Paula Crrela de Araujo para receber tode*
os foros das casas que lhe sao orelras nesie bairro d
S -Antonio assim como em qualquer outra parle, en
en aos Srs. que se acham devendo, que hajam de dirl-
ir-se a dito casa com o teut recibos para paga remo
que estlvcrein devetido, visto que muitos nao se sabe
0nlCD.nAcxa'iidrina de Figueiredo Barros embarca par*
Riode-J.antlrooieu escravo Manoel, pardo omclal
de sapaiciro. ,
Offcrcce-te um rapaz porluguez para caixeiro ne.
la praca ou fora della mesmo para engenho, ou par*
feltor i do que tem muita pralica : quem de seu pret-
limo sequiter utlllsar, dir|ja-se a ra do Vigario, loj*
de barbdro. .... ,A^
Est preso na cadeta desta ctdade por ter querido
fugir para o serillo um preto croulo, de nome Manoel.
que diz ser escravo de Domingos Chaves lavrador do
engenho tina, da comarca do Po-do-Alho : seusenhoc
driia-se. com os competentes ttulos, a subdelegad* ds
Boa-Vista.-Rccife, 21 de junho de 1848.= intonio -,
res Pimira. ...... ,
Ifa cochelra atrs do theatro, de Joao daCunba Rei*,
alugam-se multo bons cavallos para prsseios, e Uuibtua
ptimos -quartios psra viagens *. tambeui comprara-*,,
vendem-se e trocam-se toda a quadade de cavkUoi.

i.

-1"


f
I
h

y
OLIDADORN.291
acna-se a venda no lugar do costume.
.James Adama, capito que foi da barca ingleza B*a-
trice, avisa aquellas pessoas que tiverem contas contra a
snesina barca, devemapresenta-lasquanto antes, alsex-
ti-leii a, 23 dn correte, no consulado brilannico, ra do
Trapiche-Novo, n. 12, segundo andar, que depois deste
(empo nao se attender reclamacao alguina.
= Pegou-se um preto no sitio do Mirante, na estra-
da de Santo-Amaro, indo para Beln), passandoa ponte,
o pi'imeiro do lado direito: queiu for seu dono dirija-sc
oo mesmo, que, dando os signaes ccrtos, Ibe ser entre-
gue, pagando as despeas.
Avisa-se o Sr. M. J. F. que se deixe de andar mais in-
dagando da vidaalhcia, assiui como de fallar da conducta
de certas pessoas, c a ver o que. se paisa na casa dos vi-
aiubos para ir praticaro que nao llie pertence; por nacrxe
precisar de uto botn crrelo he que Ibe fajo este aviso :
pois, mcu amigo, as cartinhas j sao bastante antigs, c
Dos queira que ellas sejam entregues a porto c salva-
mento para ser bem pago do porte.
Sun hu amigo da verdade.
I.iz Teixeira.
Os Genitores acadmicos queencominendarain tem-
plares da obra de dlrelto civil deste autor, na Mvraria
da esquiua do Collegio, qucirain mandar procurar, an-
tes que se acabem.
Joao Carlos Augusto ita Silva mu-
dou o sen armizem de mantinientos para
navios, da ra da Crui, 11. i3, para a
mnsma ra, n. i3.
Quem tiver e qulzer dar 400/000 rs, a premio, coi
seguranca n.contento, dirija-sc a ra da Prnia-dn-Cal-
dciieiro, n. 9, que se dir quem precisa.
Precisa-sc de um caixeiro para venda, qac soja limi-
to ha,bil, e c|ne cntenda do mcsino negocio : quein pre-
tender dirija-se a ra Augusta, venda n. 58, que adiar
'un i|iicin tratar.
-- Iloga-se encarecidamente ao Illm. Sr. cnsul por-
tiiguc/., se digne lan;ar suas vistas para um miseravel
subdito de sua naco, o qual he ptimo pai de familia, e
diit'in estar preso ha 19 mcics na cidria desta cidade,
aem ter crime, nem delicio, salvo se o he te* a marca
ai; c como talvcz S. S. ignbre este facto, c aquel'e misc-
xavel se Ihe nao tenha dirigido, por isso se Ibe fax o
presente, para que nao carregue S. S. coin culpas que
nao ii-ni : e nem as leis periniltem tal priso.
I m amigo do preso
Da ra Direita, casa n. 119, defronte da botica do
Sr. Peixe furtaram os seguintes livros : Arilhmctica de
Beiout ; Dgcstq portuguez 1 v. Leis provinciaes 1
v.; Ventura* licCes de escripta e sepulchros de Hervens;
Cdigos penal, e do processo con) algumas leis ; a obra
do duutor Candido Autran exeinplar de rcqucriinen-
tos libellos c outras acedes ; l'r-wrrcs da imaginacan ;
Apologa das mulhercs; o Amigo das mulheres ; Marida
de Dlrcco*; cartas de Echo a Narciso ; Taboas ebrono-
lngicas ; Kscudo admiravel ; Tratado orphanolngico de
MorgadoCoussciro Vaidadc dos homens ; Dout.iina das
accocg ; Peculio dos autos; Manual do processo civil;
Insl i ucea es do brigadeirn Sampaio para os concellios de
guerra ; Pratica do loro militar ; una dita em meia en-
cadernaciio' e outros. Hoga-se a quem em boa f os
coinpioii, os queira restituir fazendo aviso na indica-
da casa que se ihe dar a quatia por que os comprou ,
e se Ihe tirar obligado.
No engenho llha-da-I.iberdade ao p de Pantorra,
frcgiiciia-da Escada ha para vender doze bois mancos ,
muito bons e gordos : a tratar no dito enge^ho.
Quem tiver alguma escrava para alocar, c que sir-
va para vender na ra, dirija-sc ao sobrado n. II, da ra
da l'eiilia que faz esquina coin a travessa do carcerci-
ro ou annuncie. No inesino sobrado engonuna-se rou-
pa nao su viudo lavada como tainbem para lavar.
Jos Martina de Castro, subdito portuguez, relira-
e para fura da provincia.
Precisa-se alugar luna ama que tenha bom e bas-
tante eleite c sem titilo : prefere-se do matto : na ra
do Queimado n. 39, esquiua do becco da Congrrga-
(.5o, segundo andar.
Quem tiver um sitio distante desta praca meia
legoa, coin pasto para 10 a 12 vaccas animalmente ,
casa v>ili ivi-l. estribarla baixa para capim dirija-se ao
Aterro-da-l)o-Vsla venda n. 88.
-- Aluga-sc a luja da rita Direita, 94, por 6/ rs.
mensaes : a tratar na ra da Cadcia do Itecife, n. 32.
Arrenda-sc una casa sita na ra da S.-Crilz, n.
38 coin bastantes couiinodos e um pequeo sitio que
tein capim para sustentar dous cavallos animalmente ,
t nlgnnias arvores de fructo : a tratar na ra Nova, n. 3.
Quem precisar alugar urna ama de casa parda ,
para o servico do interior de urna casa de grande ou pe-
quena familia de boa conducta e com as habilidades
uecessarias para dito emprego, annuncie por esta folha.
y CHAPEOS DE SOL J|
hiA do Pmachi-Publico n. f.
Nesta loja ha presen tmente um completo sorli-
Diento dn chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nho como nhecidas; ditos pora homein, senhorn, meninos o
meninas; guardn-chuva para o lempo de invern ; o
guarda-sol. Estes chapos silo tiiobetn construidos,
que soallanca a qualidado ; sao de marca gratulo,
com 32 pollcgadas e proprios para este tompo por
seren de seda e do panninho trancado. Nesta fa-
brica ha sedas de cores e patn indos truncados e
lisos de todas as cores para cehrir qualquer arina-
Clo de chapeo ilc sol : tambem secuncerta qualquer
chapeo do sol, e vendein-se baloias para vestidos.
Ainda estao para se, alugar as casas de ns. 27 c 31,
sita ua ra real, prximas ao Manguind, as quaes teem
bons commodoa. quintal murado, com cacimba e por-
tao, com porto de embarque e desembarque, por pie-
jo muito barato : a tratar com Manuel Pereira Toixci-
xa, morado] prximo quelle lugar.
* Pugi, marecneiro ranoez,
na ra Nova, n. 45, acaba de roceher, pelo navio Zi-
/ao, um surtlmcnlo de trastes de mogno, domis
moderno goslo ; bem como folhas de jaconmda,
mogno e outras madoiras do ralear forra mentas*
proptiasde marconeiro; cpapel de licha. Omesino
se oncarrega de fazer toda a qiialidade de moliilia,
que se poder desejar, por ter recebido desenhos das
mobilias modernas que agor so usain em Franca.
ItA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.
I). W. Baynon, cirurgiiJo dentista dos Kslados-IIni-
dosda America do Norte, tendo-se resolvido ficar
mais algums lempo na cidado do Pernamhuco, po-
jo presente participa aos seos amigos o ao publico
em geral, que elle sempre so achara prompto a qual-
quer hora pata faztlr qualquer operacito que soja so-
bre os denles comuseja chumbar, I impar, o extra .
nirjenrormar denles sobre pio o sobre chapa da
melhpr maneira e com a maior perfcico conforme
as ultimas doscffberlas, Unto na America como na
J, o ropa.
,TL0b^*?,a,,'6n*dodei,a de responder ao insulto,'
no O.ar.o de 'ernambuco n. 127. feito por Joo Pereira da
.uWi i '""i bC'" Pr i,lcu"ha lhe 'hamam ralo-secco.
t7irH,.1.i'e,'l I>raa,por '" ""-acterde adininia.
L L ^ Kb 'P" a0 me,mo ,e,P Pf <>? ordena-
do de araba*!! porin abondade doa Sra. fiscaes, e con-
celho de salubrldade be causa de tudo I porque te
quando vissein boticas com lettreirocasade drogas
sem titulo algum e nem boticario .approvado aa uian-
dasse fechar em cumprinicnto da!lcl nao huvirim
tantos aventureiros e nem ratos roedores.
Faantiico Jos do Sacramento.
Pretende-se alugar, para urna familia capas, um
sitio que tenha boa casade vi venda, arvoredos de. (ruc-
io e se for poaavel capim para auatento de um cavallo :
prefere-se as vixinhancaa do Manguinho; Mondego ,
Soledadc Passagcm-da-Magdalcna e Hospicio ; quem
tiver annuncie.
Preciaa-se alugar una preta para vender na ra!
a tratar na ra do Cabuya loja da esquina, junto a
botica.
Lenolr Puget 8t Companhia participan! que muda
rain o escriptorlu para o segundo andar da mcsina casa
da ra da Cruz, n. 17.
--Aluga-se urna escrava para ama'de leite : quema
pretender, dirija-se a ra do Encantamento n. 3 se-
gundo andar.
-- Aluga-se um sobrado de um andar e solio com
loja egrande quintal todo reparado de novo, sita na
ra do Sebo n. 50 por .'ioo? rs. annuaes; e una casa
terrea cora quintal, cacimba e commodoa para grande
familia, por 10/ rs. mensaes alta na ra da Soledadc,
n. 35: a tratar no es^riptorlo de F.'A. de OHvelra na
ra da Aurora, u (1.
ANNUNCIO.
A revisao da afericao dos pesos e medidas das casas
de commercio deste municipio tem de concluir-se no
ultimo dojiorrente mez segundo a lci municipal res
pectiva.
Precisa-se de urna inulherquc saibajeozinhar e fa-
zer algumas compras, ou alias alguma prrta escrava que
tenha as mesmas habilidades : confronte ao Paraso, lo-
ja n. I.
Precisa-se, para o mallo, de una pessoa qua tenha
bastante pltica de padaria : na ra Nova, n. 12.
Urna mopa soltfira se od'erecc para coier em al-
guma casa capaz, preferindo francea : quem do sen
prestimo se quizer ulilisar, dirija-se a ra de Santa-Ri-
la, n. 8.
Quem precisar de una ama para una casa estran-
geira a qual faz todo o servico annuncie.
Preeisa-se de um traballiador de inasaeira : adver-
te-sc que seja preto : na ra Direita, padaria n. 20.
- Precisa-se de dous prelos padeiros : pagase bem:
na ra Direita, n. 26.
Precisa-se de pretas para venderein pao, sob res-
ponsabilidadc de seus senhores, pagando se a venda-
geni : na ra Direita, padaria n. 20.
Faiem-se bolos chamados de S.-Joao enfeitados
com ("apellas ramos c flores de aliiim ; bolos france-
xei boliados para cha : tanibcui se faiem bandejas dos
inesmos, com liguias c varias galanteras do mesino bo-
lo e de alliiiim ; pao-de-16 arroz de Icit pastis de
carne de nala, tortas tremedeiras e empadas: tudo
por commodo prepo e feito com milita perfcico : na ra
Direita sobrado de um andar n 33 ao pe de dous de
varandas duuradas.
Precisa-sq alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangeiras :
na ra do Trapiche-Novo, n. 10.
Piecisa-so de urna preta captiva para o servido
de c ma casa de familia ; na ra da Alegra, casa n.
II, achario com quen tratar.
Precisa-sc de pretal para vpiidercm pao pagando-
se-lhes vendagem, e fcando seus senhores responsaveis:
as Cinco-Puntas n. -id.
Arrenda-se o prifneiro andar do sobrado da ra das
Larangeiras n. 14 com bons commodos, e por preco
rasoavcl : na ra dellortas, 140.
= Precisa-se de una pessoa que tenha boa ietlra e
pratica de eseripturaco para fazer una pequea ca-
cripta : quem csliver neslas circumstancias dii ija-se a
ra da Cruz, n. 54, que se dir quem precisa.
I'ara a Sur-a. I). Marcelina Maria de Mello aclia-se
na ra Velha sobrado n. 18 una carta, vinda do Uio-
lii.nuil iln Snl.
Rnga-sc encarecidamente ao Sr. Alexandre Augus-
to Ferreira, cliegado a 7 do crreme, do Rio-Craude
queira comparecer na ra da Cadeia do Recife, aflu de
aclarear o negocio que sabe, e Ihe dii rcspelto, o que
conMa-se inereccr-lhe.
O abaixo assignado torna pela segnnda vez avisar
aos seus antigos fregezes que Ihe eslao devendo con-
tas atrasadas de antros que est cansado de cobrar ,
tanto aiiiigavelmente, como alptins judicialmente, e nao
podendo por nenbuiii (lestes iiieiosicceber nada dopas-
sado de novo avisa que est disposto a declarar pelos
jornaes desta cidade os noiiiei de todos os individuos c
o lempo em (lie lui coulrahidos lafs dbitos c quantias,
sem excepto : a precitfio-qtte lem para coin os seus ere-
dores o obriga a l.un. ai- nio deste meio, contra o sen
genio. Manoel do Amparo Caj.
O abaixo assignado, por falta de lempo lancamao
deste meio para se despedir de seus amigos e aguarda
suas ordens no Rio-dc-Janciro para onde segu via-
gem. Declara a quem interessar quedcixa por sen pro-
curador durante sua ausencia aseu mano e socio, Jo-
s I.. M. da Franca.
'<""/i'i"i L. IHonleiro da Franca.
&P Aulas de primeiras lettrtts
gk O abaixo assignado com aula de primeiras,
s*?J na travessa do Veras no balrro da Boa-Vista,
contina a receber meninos de ambos os se- p*
xos tanto pensionistas como externos me- '5
S dianlc ulna retribuico mdica sobre os meni- ,r\.
(' nos que d'ora em diante Ihe for conliada a \j)
Vendas.
%
a
&>
sua rilnrar.iii, c ainda mais quelles cujos pais
nao sejam abastados cni fortuna ; pnatlsso no-
vamente convida ao publigo e especialmente
aos seus amigos tanto da prava como do cen-
tro que di -seja i .ni a instrucr.au de seus filhos
com decencia c presteza "o procuren! a este
flu.
O annunciantclisonjeia-se de ter recebido
cm sua aula ( durantc.o periodo de II annos tl>
que exerce este magisterio ) grande numero j5'
e meninos de pessoas gradas desta praca e 'rs
para certiflear o rrgime e ba ordem de aua
aula basta ser publico a ana estada nella per-
manente nao se empregando em oulros a fa-
zeres nos dias uteis. I'oicarpo Nunei Corrtia.
hngomiiia-se coin toda a perfricao c por preco
counuodo : no pateo do Terco loja do sobrado n. 9.
Compras.
--Conlinuam-sea comprar patacOes brasiloirose
hespanhos, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ctia
da Cadeia-Veiha, n. 38.
Compra-se um prclo que seja bom oficial de al-
faiaie : na ra da Moda, n 7.
Compram-seenfeiles para cinleiro de menino : as
Cinco-Pontas, n. 80.
Compraiii-se efl'ectivamente escravos deambos os
sexoa, de 10a 40 annoa de idade, para una encouimen-
da : na ruaestreila do Rozariu', l.o andar, n. 31.
Compra-se iiin caixiio para venda : quem livr an-
nuncie.
= Compra-ae um realejo de pouc preco e que este-
ja em bom estado .- uo hotel Francisco, se dir quem
ii pretende.
Compram-se rscravos de 14 a 20 anuos-: na ra Au-
guata n. 94*
- Compra-se um par de casticaesde Prata de lei :
- a ra Augusta, n, 94.
Sarta de .Sqn.-Jo(U>.
Acaba de ser accrescentado com 176quadras novas oli-
tvro de sortei, que tem por titulo Novo divertimentu,
ou livro dos destinos debaixo dos seguintes concei-
toa :
Qual deve ser o seu systema poltico.
O que mais Ihe coqvin.
5c sua norte sera4|tii.
Quando vivir contente.
Se deve fugir de quem o procura.
Se morrer sem goiar.
4ic, *c, &c.
Estes pensainentos se achain desenvolvidos com gos-
to, tanto para homens, como senhoras, que por ai a sao
baatantea para eneber urna noile tao festiva ; porin es-
te livrinho contm mais 396 quadras, que, reuuidos a
quelles, prefazen o total de 572 ; accreacendo oa jogos
de prendas : vende-se nicamente na livraria d praca
da Independencia, nmeros e 8, a duis patacas cada
exeinplar.
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 5, deJoUo da Costa Donra-
<-/", receberam-se os segnintos livros
que chegaram: .
Os romances de Paulo de Kock, todos de meia enca-
lle rnai.'.iii ; o (laiato do terreiro do Paco, 2 vol.; Rosa e
Urania, verdades sondadas, 2 vol.; a Uitlma fada, 1 vol.;
Historia de Napoleao ; Castello das Collinas; o Amigo do
Castello ; Ksmerause ; Elizia ; o Assassino ; Epstola de
Eloiza a Abeilard ; Emilia ; Rochedo dos amores ; Viria-
to Trgico ; Cartas de Menlau a Helina ; Guerra dos Ra-
to e Hass: aln destes romances tem 2 mappas linpor-
tantissimos da eidade de Lisboa; a obraAdinlnistracao
domarquezdo Pombal; Architetra mstica, I vol,; He-
desdes sobre a lingoa portugueza ; Tentativa potica. 1
vol.; Respousabilldadc de garantas, 1 vol.; Nullidade do
tiiatrimonio, 1 vol. brox.; Classiflcacao geral da legisla-
cao portugueza, 1 vol.; Ensaios sobre stalistica, 1 vol.;
0 Defensor da religiao, 6 vol.; Tratado, de esgrima, 1
vol.; e outros muilos livros que se venden multo em
conta, para fechar couta de una factura querecebeupor
coiiimisso. -
Vende-se una preta crioula de 22 annos : ciuo-
ra-dc-Postas, ra do-Pilar, sobrado n. I09r
Veiidc-sc nina preta crioula de 30anuos que co-
se cn/iiilia o diario de una casa e vende na ra ; he
de boa (gura e nao tem vicios : ao comprador se dir o
motivo por que se vende : no terro-da-Doa-Vista, n.
39, piiineiro andar.
Vende-se um dos lucidores sobrados sito na cidade
de Goianua, ema ra do Meio: quem pretende-lo, dir-
ja-se a ra da Cruz n. 10, ou naquella cidade a fallar
com o Sr. Antonio Piubeiro de Mendoncv.
Vende-se maiueiga para bolos, a 800 rs. a libra :
na ra do I.ivrainento, h. 24.
. Na loja nova do pateo do Collegio, n.
6, de Joo da Costa Doitrado,
ha una collccco de 14 quadros dos passos que passou o
Scnhor, em moldura invernizada, por preco multo coni-
uiodo-
Na ra da S.-Cruz n. 60, venda defronte da i ibei-
ra precisa-se de um caixeiro para tomar conta de una
venda por balanco, dando (ador a sua conducta.
Vendem-se 5 escravas sendo : duas Iludas pardas,
de 26 annoa, que cngouimam cosein chao cozinham
c lavan de sabo ; dous lindos moleques de naco An-
gola de 16 a 18 anuos proprios para todo o servico ,
um elegante escravo de naca, ptimo canoeiro e pa-
llen o : n ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vendfe-se urna preta de 30 annos, por 260/ rs., sen
vicios nem achaques : na ra Imperial confronte ao
viveiro, n. 61.
Venden-se 3 moleques de 15annos; 5 escravos mo-
cos de todo-o servido ; duas negrinhas muito lindas; 3
escravas de 18 annos, que cosein engoinmain e coii-
nham ; 4 ditai para lodo o servico : na ra Direita, n. 3.
Vendem-se rolos de bom fumo e saccas con su-
perior caf : na ra da Cruz, n. 64. .
Vcndc-sc papel aluiaco azul e branco de dus mar-
cas em i ai xas de 50 e 60 resmas cada una a retalbo :
na ra do Trapiche-Novo n. 18, casa Frederico Robil-
liard.
Vende-se superior cerveja preta em botijas e ineias
ditas, em barricas de 3 e 6 duzias cada tfnia a relalho:
na ruado Trapiche-Novo, n. 18, casade Frederico Ho-
bllliard.
Vende-se um negrinha debonlta figura de 12 an-
nos com principios de coziuda e costura : na ruada
Mad i i-iii lieos, arinazem de Vicente Ferreira da Costa.
Vende-se lio de sapaleiro: na ra Nova, loja de
ferragens, de Jos Luiz Pereira.
Vend_cni-se superiores velas de carnauba, corildas
e multo alvas a 320 rs. cada libra : assegura-se que a
luz de igual a de espcrmaccle e a cor pouco diB'ere : tam-
bem ha de 280 rs. cm libra pouco mais inferiores na
cor simiente comtudo milito lucidores do que as que
geralmenteapparecem a yc,nda na travessa do Veras ,
na Boa-Vista n. 13.
= Vende-se o vcrdadeko-xarope de Rosque, vindo do
Rio-de-Janeiro pelo vapor finfu'ana : na ra da Cadeal-
Velda, n. 61, botica de Vicente Jos de tirito.
Lotera do Rio'de-Janeiro.
Vendem-se bildetes e melos ditos d'seHuiida lotera
a beneficio do tdealro de Saii-l'edro-djyl&caiitara : na
ra da Cadcia, loja de Cambio, de Magayev'Wmcs da Cu-
nda e Silva. ^^m jfi&
--- Vcndc-sc mu relogin de oirrv ^u Jrin regu-
lador : na travessa de S.-Thercza, o.' 2><*e oir qbem
vende. .'
Vendcm-se npvos liv^Kw de so/des
pata a noile de San-Joao, soHvo titulo A
Joven lYriatiilnicauaconlcndo alm
das surtes otilras poesas feilas >s inotlas
e aos rapazes do bom' tom : no paleo do
(ollcgio, loja nova de livros, 6, de
Joao da Costa Domado.
- Vendc-aeuma preta de linda figura de 16 anuos,
que cose, engomina e coziuda tudo.coin perfcafo : he
urna das mais bonitas desta cor : vende-se para fra da
[irovincia.e he propria para o Hio-de-Janeiro : na ra
arga do Rozarlo, loja n. 35, se dir que vende e o mo-
tivo. A
-- Vendem-se chapeos de pello de lebre, de lontra, de
castor, patentes superiores e linos : na ra do Queima-
do, ii. 55.
MANTEIGA PARA BOLOS.
Manoel Joaqun Gonsalves e Silva ra da Cruz, n.
43, tem excedente manteiga propria para bolos de S.-
Joao cnconscquencia de sua boa qualidade c ler inul-
to pouco sal, por menos meia-paiaca cada libra, do que
em oulra qualquer parte.
- = Vendcm-se os seguintes livros ; o Panorama, 8 v.;
Magasin' pittoresco, em francez, 9 v. ; Archivo po-
pular, "1 v. ; Universo pittoresco, 3y., contendo 6 an-
nos ; Galera religiosa, i v. ; Historia do brasil, 2
v. ; Recreio, jornal de familias, 5 v ; A dislraccao,
1 v. ; Musen pittoresco 1 v.; Museu do* antigos e mo-
dernos 3 v. em frmalo grande, com'ricas estampas ,
obra propria para os escultores; Archlteclura de Andr
Paladio contendo 5 livros obra; multo rlea propria
para os engcnhelros: na ra Nova, n. 26, princiro an-
dar, a qualquer hora do da.
PHOSPH0RO
em libras e em 00588 : no Aterro-da-
Boa-Vista fabrica de licores n. 17.
Vende-se, ou pe*muta-se por casas ou escravos,
um grande sitio, perto da praca con boa casa mul
tas fructeiras mais de 500ps de mangabeiras, coquei-v
ros una grande planta de capim e grandes balxaspara
contlnuaco de plantas un cercado que sustenta, na
maior fdrea do verao, trinta vaccas de leite urna boe
malta con boas madeiras para cercas e boas lendas
para olarias con inaiade quatro mil ps de coqueiros,
ierras para plantacdes de mandioca e carros : a tratar
no Aterro-da-Boa-VIsta, n 62.
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n 6rdeJoSo da Costa Dou-
rado, recetkram-se os seguintesliyros ?
Manual docbrlstao ou as santas reflexdes para lodos os
dias do mez, por Francisco Salignac da Molla Fenelon,
arcebispo de Cainbraia, seguido das oracOes quotidianas,
de un exercicio para o santo sacrificio dainisaa repre-
sentado em 36 estampas, de varias oracoea para antes e
depola da confissao esagrada coiuiiiunbo, rica encader-
acao, por 2jn00rrs.; visitas ao Sanlissino Sacramento
e a Maria Santiasiina, para todos os dias do mez, por Af-
fonso de Llgnorl, por 2^000 rs., rica encadernacao; mez
de Maria ou devofao a Maria Santissina, com um exer-
cicio para o santo sacrificio da missa, representado em
36 estampas, e um modo'de rezar e ollerecer o santo ro-
sario, rica enerdernacao, por 2/000 rs.; alna do peni-
tente on novo pensa ; o bem, conslderacao sobre as ver-
dades eternas, com historias e ejemplos, rica encader-
naco, por 3/000 rs.; semana-santa com uina explica-
cao em cada dia das suas ceremonias e iiiystrrins.un me-
tilo a paixao,' etc. etc., rica encadernacao, por 3/000 rs.;
imitacao de Christo,nova ediefio revlsUeemendada.com
eslampas muito finas, rica encadernacao, por l/OtlO ra.;
compendio da historia sagrada com as provas da reli-
giao porpergunlas e respostas para o uso- das escolas,
rica encadernacao por 2/000 rs ; liedes de aritlimeij.
ca e breves elementos de algebra para o uso das csco-,
las, rica encademaeo, por 2/000 rs.; resumo de arilh-
mctica contendo smente as suas quatro operacoes fun-
dainentaes, soinnar, diminuir, niultlpllcar e repartir ,
por Salvador Henrique de Albuq'ucrque, em broxura,
por640;novo alpbabeto portuguez,dividido por sj liabas,
coin principaea elementos de doutriua christaa, o me-
thedo de ouvii ajudar a missa e urna prenaraeo para
confissSo e a conunho, rica encadernacao, por 1/280
rs.; modelos para meninos ou rasgos de humauidade,
de piedade filial e de amor fraterno, obra divertida e <
moral, adamada com 5 estampas, rica enderuacao, por
1/600 rs,; arinazende meninos, rica encadernacao, odra
mullo interessante, por 1/280 rs.; contos ao meus me-
ninos, para reerca-los, formar-lites um bom coracao e
corrigi-los dos de fe i lindos da sua idade, por madama de
Rennevillc, traduzido da 10.a edicao franceza, rica en-
cadernacao, por I/.600 rs.; novo thesouro de economa
domestica, ou collccco de segre los e receitas, perten-
cendo s varias artes e olricios, risa encadernacao, por
1/600 rs ; biographia de homens deslictdos, rica enca-
dernacao, por 1/280 rs.; aviso ao povo sobre os nrinici-
ros soccorros que se bao de dar nos urgentes, e antes
da edegada do medico, por Julio Leroy, boa encader-
na;o, por 1J600 rs. ; aventuras de Telenco, en por-
tuguez, 2 vol., rica encadernacao, por 4/000 rs. ; vieja
de D. Joao de Castro, boa encadernacao, 1 vol., por 3/
rs.; diccionario das fbulas, boa encadernacao, por 3/
rs.; manual episcopal, 1 vol., por 2/500 rs.; manual en-
ciclopedino, por. 2/500 rs.
.3= Vende-se a safra criada do engenho ( ajabuc.a
lindar no auno de 1848, na freguezla do Cabo, pertrn-
centeao mosteiro de San-Bento, da Paradiba do Norte,
innenie e corren te, compredendendo 70 bois de carro,
40 escravos c o mais constante do inventario abaixo
trauscriplo, com suas avaliaedes ; sendo a bolada e .os
escravos a dindelro, c o mais a praso con firmas nesta
praca: quem pretender dirija-se a Francisco Antonio
de Olivera e a Jcs Lourenco da Silva Jnior, at sexla-
feira, 23 do correte mes, na casa da residencia de qual-
quer dos dous.
Safra criada de planta c soca, avallada em
1,729 piles, a 3/000........ 5:187/000
Rossa velha e nova, pela metade .... 500/000
Meiade d valor da roda d'agoa..... 150/000
Assenlamen lo novo de 7 taixas e mais 2 con
remend...........'. 740/000
Moenda asscnt'ada.........'. 1:300/000
2 tanques de madeira para mel..... 500/000
Parol cocos, pomba e repartideira .
Asscnlamcnto para relame ....
Estufa A-....... .....
500 lumias a 320........ .
I alambique i mu seus pe (enees .
5 carros ferrados a 50/000 ,'....;.
I canda grande ... .....
70 bois de carro, a 50/000....... 3:500*000
1 tilheiio para casa de vivenda avaliado
pela metade........... 150/000
3 tallas cora defei tos........ 0/000
Casa de ri'cnllicr bagaco. .... 900/000
A metade de 1,160 bracas devalado (580) a-
avallada cada braca a 720...... 417/600
40escravos, avaliado cada um por 300/000 12:000/000
1 pipa para conduzir mel....... 12/000
I casa de leda........... 30/000
Partido da Jurenia e CachOeira, pela metade
em 70 pes, e nao envolvidos nos 1,729, a,
3/000............. 210#000
Rs = 26:106*600
N, B. Vende-se tambem a safra, independente dos
escravos e bois.
Vendem-se saccas com mi Ido a 3/200 rs. ; ditas
com arroz de casca a 3/200 rs. : na ra da Cadeia de
S.-Antonio, n. 21.
Vend-se una canoa pequea, ou batelao, por
prefo comniodo : no Atcrro-da-Uffa-Vista fabrica de
licores o. 17.
Vende-se colla de superior qualidade, das fabri-
cas do Rio-Graude-do-Sul: na ra da .Moda, arma-
zein n. 7.
Vende-se nina cabra de 22 anuos sadia, que cose,
engomina e cozinha: na rus larga do Rozarlo, n. 35, se
dir quem vende por necesaldade.
Vende-se, ou Iroca-se por escravos moyos e robus-
tos urna casa terrea.na travessa do Lobato, ao p da
ordem terceira do Carmo : a tratar no largo do Carino ,
venda n. 1.
Cheguem ao barato dan cassas> a 3^0
rs.' o cavado.
Novas chitas atravessadas; riscados de novos padrdes;
chitas^scuras multo finas ; chitas de coberla milito
finas, a 200 rs o covado ; madapolao muito fino a 5/
rs. a peca ; nielas para senhora as mais linas qi|e_ teem
apparecido ; enutras muitas fazeudas baratas., que se
venden na ra do I.vi amento n. 14.
Veude-sc urna banda e fiador muito ricos : as pes-
soas que taes objectos qiiizeiem comprar dirijam-se
praca da Koa-Vista, venda n. 13, por baivo da casa do
escrivao Atahide.
-Vendei-se quatro colxas d damasco, sendo 2 enca-
nardasc 2 amarellas, por preco barato : na luja de iniu-
de'zas da praca da Independencia, n. 4, se dir quem
vende.
100/000
120/000
160/000
400/000
250/000
IOO/O00
Per*. : *a tvp. rite m f. de paria. 1848
SEGU O SUPPLEMENTO.
ILE6IVEL

_:__
- ~
BSk


^

DE
139.)
SUPPT
(1848.

INTERIOR.
IfOKRESPONDENCIA DO DIARIO Di, PERNAMBUCO.
Baha, 20 dtjunho de 1848.
Mcu querido amigo. 0 homem propOe, Dos disptv
lliinic como pedra e cal havia sido minha tencao de'es-
Icrrver-lbc por cada um doi vapores, c esse firme propo-
[sio leve logo de soffrer repetidas qucbras.'lndependen-
f jrs da iniuha vontade. i ontar-Ilie, um por um, os meus
I impedimentos fr tarefa longa e ociosa, assim como iq-
jnslo serla peusar que j nao lite basta a miiiha simple*
palavra. A minha lldc de todos os dias, c um aborreci-
nicnto sobrenatural, me nao perinittcm snhir das cousas
presentes para revolver as passadas,-- e prsobretudo a
niinha memoria pouco me ajuda, c por Isso nao dever
cslranbar alguma taita de nexo as minha coinmunica-
rocs'. Sci.que alguma cousa lhe escrevi sobre o cele-
brrimo ataque contra a tripolacao ingleza do apresado
patacho Mquilina; sel que o Mercantil, que por nature-
za nao he di-maulas de seda, para logo acudi comas
roncaras e achincalhes de costume, tallando eln sobe-
ranas, cui bros, eni nacionalidades ofl'endidos, eln In-
lezes ou o inglczados etc., etc. O JtVcanlil sabe* tal
assuiupto ser urna chaga que se nao apalpa iinpunefien-
i,-, sabe que he negocio oujogo de asar, en que parti-
tpam iminciisos jogadores.destlc o tpercador mal gra-
duat o mais mesquinho caixeiro, sem contar alguma
p.irceras do bello sexo, que nao desprezam mandar a sua
para Ha e felicitar ao bucal Arricauocom alguma* con-
tinhas ou chales desbotados; o /reaiuil sabe isso mui-J
to beru.'c por isso, ataviando sua reprimenda com algu-
ma jilirase grandlloca, conta com a partida feita,.- A me-
Ihor resposla ao que diz o Mercantil peder Vin. adiar
i.iscolluipnas do pruprio Mercantil, recorreudo aos dls-
Vsos de alguns/lepulados, ornamentos da nossa assem-
lilca provincial, aneblando sobi eludo no quediz o D>. S
r Mallos. Rio teuho prsenle a folha respectiva, e como
j lhe fiz ver, faliam-iiie lempo e pachorra para recorrer
apaseado. Mas, como au fallara o IHercunlil assim, leu-
do as costas quentcs na projiria asscmhlca ou pelos me-
nos naquelles deputados que cm urna dasaesses iuiine-
oialas no ocenrrido com o Miquelina, fizeram esses pom-
v]msih appellos dignidad nacional, e altos protestos
i-oiyra o coinmniidauledoG'rfcian, oqual, sa contra a In-
timadlo do governo sahio com a presa, talvez assim obra-
va pcusaud) que o deixar mais 517 Africanos entregues
s autoridades dopaiz, smente era augmentar o nume-
ro dos toi diinnl libertos, os quacs, contra a disposicao da
le, continam no pal, evidentemente n'uina coudieo
ein nada inclhor de que a dos propios captivos e, ein
cellos pontos, at peior.logo quelhes faltemoumingueui
as qualidades necess.rias para o traballio, a robustez e
a sade? Ou talvez assim obrasse por lhe constar que,
como dlsse um dos.Srs. deputados, alguma vez esses A-
fricanos morreui livrfi e resuscitam escravos, na niio de
quem Ibes tem arrendado os servlcos. Ha certas leis
da uatiireza immutaveis e superiores as que engenha a
sabedoria humana, e mais valiosas do que os tratado*
dos diplmalas. Quem esl com sen lecto de vidro, nao
a lira coin pedras no telhado do seu vzinlm, ou, por uii-
tra phiase, quem .prqmctte tratar comu Hvres os Africa-
nos iipprch elididos c proporcionar-Ibes meios rjara volta-
i iin sua trra, e, ein lugar dlsso, os traz n'uin servico
coacto e ait infinitum, nSo deve cstranhar se o Inglcz,por
seu lado torcendo ou coarclando tratados humano, es
quiva-se de entregar os laes desgranados autorida-
des braslc-ias.
Nao son eu quem o'du, haja vista ao* discursos dos
Sis..debutados.
Simo ter que dizer que nao hel totalmente por puro e
patritico o motivo qnelevoua unidos Srs. deputados
a ee luxn de emphalicos appellos assemblca, para
que esta titate um solemne protesto contra o p'rocedi-
inento docommanifante do rjrsetan e do cnsul brltau-
nico. Esse depulado, metiendo a map no scio, ha de
achar que a occasio Ibe servio bem (vara fazer de una
va dous mandados, islo be, dentar certo patriotismo e
assentar a nio no entao vice-presidenle, o desembarga-
dor Melasr c, aim magoando a este, aggravar ao eu
digno prente o cx-prosidenle Azevcdo, contra quem
traz urna ogeriza incuravel; L e avenham ; o que eu
uo quero he que o Mercantil monopolise as honraras
de lium Brasilelro, que, merecs a Dos, eu o son de co-
racao e de quatro costados, e por isso mesuio lamento
a sorte da minha Ierra, cada vezquechega urna nova
tornada de bujaes. Tambcm me persuado que, com ra-
ras exceptes, vai o lucro, proveniente de semelhante
traficancia ou do trabalho da nova gente africana, a pa
ra nas inaos de unspouoos, alguns delles nem Brasi-
leos, natos irem adoptivos e que ha uns quinze ou
dciolto anuo* atrs se davam por fellzes ein ervir de
grngue a qualqucr marinheiro, ou safar-e.do braco
da justica como fabricantes e passadores de chancha*:
escoi ia de certos paizes, viuda Baha com ds cotoveU
los de fra, e que actualmente anota palacio*, sem ao
ineuo* ter pago a .iza, segundo se le eni um dos nme-
ros' do Guaycur. Sao este1* os fericiladores da nossa
A presidencia de Moura MagalhSes Coi de curta dura-
cao, mas, sem embargo dlsso, tonga de sobejo para lhe
valej as honras do manyrlo da imprensa. E*probravam-
Ihe o ler arranjado alguns-alilhados. Eu c por iiiim
cielo que o eu inaior crinie consiste en nao ter cha-
mado par inspectora da nossa anephala thesouraria
provincial ao ex contador da thesouraria geral, o Sr.
Aiaujo, homem de nquestioiiavel talento, mas de um
genio insoflrido e orgulhodemasiado naopinio demui-
la gente boa.
O nosso presidente actas, o Exm. Sr. Pinheiro, no ineu
fraro juito, eamlnhadireiio; no he homem de parti-
do: nao M-delva Influir de intrigas. Do met canto tenho
observado alguns casos por onde me persuado que cho-
inem quer que prevoleca a justica "remos aqu mil en-
genheiro estrahgeiro, um Polacp, homem multo hbil
no seuohVio, de grande pr tica, e una sade a pro va de
bomba. Ajndado desses t,re requesltos, ha prestado
bon servlcos i provincia ; porni, tendo o genio um
tanto forte,* nao se" aoconimodando bem com a indo-
lencia de un, ea m administracaode outros, tcm cria-
do inimigos. Tambf m se nietle de permeio alguin per-
iloaVel ciume do parte do* outros engenheiros, filhos da
torra, que se julgam preteridos ou aggravados, por ver
que a ease eatre^ngeiro se d um tratanienlo c ordenado
.superior ao delles.. Fot o engenheiro Polaco quem deu a
planta e comecou a grande obra da nova ponle da nossa
alfande'ga, na presidencia do Andreas, de cuja gra{a elle
cahra, por viver inquisilado com o filhodlle.o major
de engrtiharia, que se llnha em foro de insigne enge-
nbelro, sem o ser: o nosso Polaco soft'ren una deinis-
eui ytnerii, c porlanto tam.bem a da direccao da referida
obra. 0 presidente Axevedo ao depnis o rehabilitou, po
um ajuste Interino, emquanto o lioinciu trataste de ta-
xer revalidar o seu comalo primitivo pela asseinblea
provincial, o que de fi'itnsc verificnu. I'orcm aluda'lhe
faltavA para sua latlifaooo, ou, para inelbor dizer, justi-
ca cmprela o ser reintegrado na direccao das obras da
ponte do alfandega, e rasa justica ha pouco Ih'a teui fei-
to a Exm. Pinheiro, asilm como tambem a fe a outro
pngenheiro, crtio Hollandez de nntiio, alvo da persegui-
codc ceno doutor maniaco do systema penitenciario de
Philadelpbia, islo he, da reelusao solitaria, tumpre sa-
ber que o pobre moco (eiigenheiro)" excitara a 6/i de
jiliilantropo, por ter ousado questlonar alguns dos argu
- iunlos deate ; nao lhe cabendo alias culpa alguma ae-
nao a de continuar a obra da pi sao com trabaibo, con-
< forme o plano concebido por outro e approvado pelo
.governo.
Amigo,ordem e methodo nao deve V. esperar nas mi-
nha* cartas,escrevo eurrsai* clamo ; e, portadlo, nao
cstranlie a falta de transicea regulares.
Nada sel do resultado desses fratricidos conflictos en-
tre a* famtl|as doaGuerreiros e lllUtdes, na comarca da
Jacobina,-e que levarain essns ltimos ao arrojo de ata*
car a torca do governo, estacionada em Catete. Aqu so se
sabe olrieialmente do principio de um negocio, e rara-
mente do sen fim. Apenas vejo que um officlo da presi-
dencia d louvore* ao botxiqainportajnentodocomman-
dantc do destacamento que repellira as Oreas aggrcsso-
ras. A acfSo do governo he Insuficiente nos gerifles da
nossa provincia,ha annos que dura essa guerra de c-
nfbaet ede exterminio queeutre si fazeuiJuas. familias,
arrastrando uin qpnunca Inteira. Assim iiieiuio que-
rem os optimistas que estejamos adiautado em civilisa-
9o, porque temo opera Italiana, e urna ra que vai ser.
macadamiiuda.
Por opera deve entender V. o simulacro della. represen-
tado por urna cmpanhlamelo-dramatica, mal* que in-
completa. "-.
O.Guido, a Boccomini, c o Bamonda continam a taier
o scu forte. A boccomini, sempre triumpbantc,e filhas
da eponl.aneidadc e do verdallelro enthuslasmo a*pal-
mas que lhe da o publico, mui diversas das que o despei-
lo arranca a um pequeuo, inas frentico partido, que
em.jurado na bandeira da Marinangeli, por nenhuma
outra rasose nao a de ser mh mocinha e mais bonitl-
nha.
0 Marinangeli macho he insuportavel; deverla cui-
dar cm outro orncio ; dlxein,quc he insigne bordador --
netse caso, que v bordar. Temo tambcm urna Senho-
ra Favricon, Franceza, que nSo el dnde lhe vleram as
honras de cantora,--he a cousa mais inspida,e ver-
dadeiro antagonismo de uina dauupropria para pisar o
tablado.
A companha, viuda de Peinambuco, ja fem dado ditas
reprcsenlaccs; nao fui por impedido, mas 0U90 faltar
bem nell.1.
Aqu, meu amigo, tein o que pude rablscara pressa, e
para nao licar mal* esta vefc engaado.
A Baha est quieta ; as fumacas de repblica parc-
cem por hora disslpadas, c calado o dnulrinailor ; o
coiumeicio. n'aia morluario completo a nossa assem-
blica j com duas prorogacocs, ein vesperas do scu cn-
oerramento.
-r-
PERNAMBUC?.
ASSEMBLA PKOVI1NCIAL.
.> IISSAO ORDINARIA,
EM 19 DB JON110 DE 1848.
PrtHtthiicia lio Sr. rigario ,1zereti.
(cobclusaO.)
OSr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, ped a pala-
vra nicamente paraTcsponder ao nobre depulado que
acabou de fallar.- Elle dlsse que esperava coneerdasse
cu com a sua"oplnlo, votando pelo projecto que se acha
em discussao; e, como naoestou resolvido a isso, rele-
va que d os motivo* que me aconselharain a tomar ae-
inelhante resolucao.....
O Sr. .aarsnlino : Expriml-mc assim, levado pelo ul-
timo discurso do nobre dcputa.du. .
OSr. Trigo de Loureiro : Sr. presidente, eu mandei
11111.1 emenda me, para dar ao profeasor do collegio'dos orphos fosse extensivo
a todos os profesore de primeiras leltras da provincia;
porque, Si. presidente, quero justica igual paratdos.
(potado*.) Eu nao sei, Sr. pretidente, qual a rasao por
uue dos uqssoa prolcsores de primeiras leltras, 1111* te-
liam riO#000 ris, outros 300*000, outro 400/000 e ou-
ios &0O00O ris : nao sel qual aejao verdadeiro motivo
odia; e talvez e poaaa at dlser %que tlnha um traba
lho mais panoso pelo menos, trabalhartdo tantas horas
consecutivas.'devia ficar mais fatigado do que se o tra-
balho fsso dividido. Portante, .^r. presidente, a base
do calculo do nobre deputado est desfeita, e subsiste
oque eu liz; isto he que 500/ rs. para 202 das de traba-
lho dao 2/475 rs. para cada da de traballio, e que 7Wg
rs. para *7 das, S.o i/139 rs.;'vlndo a dlfferenca de
rs. ascrconlraoprofessor.do collegio dos orphaos, e
nao a favor, como por engao dlsse quando apresentel
o calculo: e o que le segu he que nao ha-rasao para
votarse contra o projecto, tima vez que (como os nobres
deputados todos dlsserain) o que *e quera era Igualda-
de: assim que, he de esperar que elle passe.
Diz-sc que o professor 1.4 teiu 600^000 1 s.; porm, se se
tem provado que 600/000 rs. nio dao a proporcao ne-
cessaria para que seja devidamente conservada a 'ua|-
dade que os nobres deputados quer'em, pois que 700/ rs.
he que dao csa proporcao, para que argumentar-se
com isso? E note-se, Sr. presidente, que acomparacao
s pode ser felta com relacao aos professores da praca,
por isso mesmo que o colleglo do* orphaos esta na praja.
Nao importa, pois, que hajam professores que porcebam
400/000 rs.: sao do mallo, c todos sabemos que as clr-
cumstanclas variam inulto : uo matto passa-se com me-
nos do que na praca.
Mas, Sr. presidente, como oque cu quero he gualda-
de, e estou at convencido que o professor do coilego
dos orphaos estimar mais que *C lhe diminua o' traba-
ibo, do qoe que se lhe augmente o ordenado; proponho
casa de duas uina: ou que passe o projecto elevando
o ordenado a 700/000 rs:,e ficando elle com o mesmo tra-
balho que tein, porque esse he o ordenado correspon-
dente a esse trabaibo ; ou entao que se lhe diminua o
lempo que trabalha: e porque talvez entendam os no-
bres deputados que nao convenha que. os educandos do
colleglo dos arphos tenham a Inesma feria que se
dao nas outras aulas publicas, proponho 3e conserve o
ordenado de 000/000 ra. ao professor, dlminulndo-sc-lbe
o trabaibo propoi cionahneute. Isto no caso de nao que-
rer a casa reducir o seu trabalhoao dos outros, embo-
ra lenliam um ordenado inaior : se, porm, quizer dar-
Ibc o mesmo ordenado, entao reduza-o a 500/000 rs., co-
mo teem os outros ; mas di elle aula smente nos da*
cm que os outros dao, e lenha as mesmas ferias. Ne-
le sentido mandare! uina emenea mesa.
He li||a a s-guiute emenda :
O professor de primeiras lettras do collegio dos or-
phaos dar aula aiuenlc nos dias ein que dao os demas
professores, tendo ferias no mez dedezembro; ficaudo
derogado nesta parte o estatuto daquelle estabelccl-
mento.S.R. Joafirim VHIelay
Nao endo apoldda, deixadc entrar em discussao.
O Sr. Ferreira Gomee : Sr. prosidente, tendo eu da-
do as rasiies em que funilava o ineu voto, quando pela
prlmeira vez fallel sobre este projecto, julgava-me di*-
peusado de fallar segunda vez aobre elle ; mas o nobre
deputado que fallou ein primeiro lugar chamou-me a
discussao, e obrigou-me a tomar a palavra.
Oppondo-mc a ete projecto nvoguei o principio de
igualdade e disse que,sendo o mximo dos ordenados dos
professores da provincia de 500^000 rs., nao havla rasao
para que na deseemos ao professor do collegio dos or-
cltou o facto de dou. meninos que nao edao nada 1han
tados. posto que, segundo o mappa dogmtor. tenha*.
bastante habilidada : por Isso ainda altarei. .
Seohore, he preciso qp nos velamos o 1u* ""'"T
Ututos d'aquelle collegio : (U J ^f?**:
lidade a que se referem o* estatuto he para >"
un, menino pode ter muitahabilld.de e propendo par.
todas as artes, e ser multo inepto para a intrucyao prt-
'"Sr'pre.ldente se o nobre deputado i^
que os empregados de Iguaes reparlicoe*. I,u>^e!, J,,
iienhum professor de primeiras lettras vence. ordenado
semelhante ao que aquetle vence, aotao eu nada dinai
mas Isso nao se prova, pelo contrario, prova-se que elle
tem mala trahalho que o* outro*, nao raU(M> ".K."
mero de discpulos, mal em relacao ao* da am raiw-
Ibo, c que por iso deve ser mais bem ''"""X *
que aquelles, isto he. deve dar se-lhe um ordenado e-
quivalcnte ao que os outros teem, em cowparajao do wa-,
balbo que ellcs teem.
Contino a votar pelo projecto. ./.
O Sr. Ferreira Gomee : Ped a palavra tao somante
iira fallar sobre a emenda que acaba de o1'""'""
nobre membro desta casa, com a qual .pretende que s
ferias que devem haver no colleglo do orphaos *ejam
as mesmas que em todas as aulas da provincia. Isto. ae-
nhores nao he outra cousa meno do que transtoruar to-
do o systema establecido nos estatutos daquelle colle-
gio f porem entendo que por do r.de""?,'?.
professor nao se deve alterar aordein do. trabalho al/i
tabelecida: tanto mais se mcnoeruins que, por '"tal-
vez de leccionar um maior numero de da* esse proies-
er.j Ihcfoi augmentado o ordenado, elevando-se pe-
los estatutos a G00)00 ris, quando o* demas profeo-
res teem 500/000 rl.
Voto, porlanto, contra a emenda. ___
Julgadaa fncteria discutida, he a emenda submeltida
a votacao, erejeitada, assim como o projecto.
O Sr Pretidente : levanta sessao as 2 'A horas da tar-
de, depois de bver dado para ordem do dlaegunte
leitura de projectos e pareceres;-rprimelra '?"'""
do nroiecto n. 7 c2." do de n. b deste anno ; 2. do de
do projecto^ de n ^ de mi consliullsio da otem
do dia de hoje.
Aviaos diversos.
Precisa-sede umfeitor. para um sitio per lo dest
prava que eenda de horticultura : na ra do Amo-
' 'O Sr. Gaspar Lelle de Ateveo Sampaio quelta pa-
irar urna carta, vinda de Portugal na ra Nova, n. U.
Roga-se a pessoa que acbounroa charutelra cc-nten-
> 45/ rl em urna cdula de 20/ rs. e as mais de !# rs;
qual foi perdida ao ir da ra de *f"7*J-^L "
ccao a ra doTogo, becco do Padre ate a ra do Quei-
X ., 1____.-.,..;.. .,,,.. ^.m'i rrpneroaamen-
11
U
dessa diflereuca ; porque
tal as casa sao mais caras
se se me disser que na^capj-
observarei que essa rasao nao
do
a
ma", o'obsequir.'de'restUulr que ser generosamen-
te recompensado, c se Ibe ficara mu lo agradecido
Jos Antonio de OlivHra.
--Avlsa-se novamente ao fabricador de, eartai_and-
nvmas, que longe e mullo longe esta elle de saber .que
yta de.cobert8sua habilidade. e por e, lhe ser afc.-
coado he que o previno para que nao seja descoberto
phaos 701/000 rs. ; masa islo se oppoz o nobre deputa- V .X u'eix0,as desse intrigante; pois be bem
do, diiendo que esse ordenado se lhe dava em conse- '"
quencia de ser malor o trabalho que tlnha esse profes-
sor, e nos disae que elle tlnha 287 dias de trabalho
quando os outros tinhaua 202 : a isto respond, dlzcn-
do que, se fsac a calcular-se pelo trabalho que o pi o-
fesOr linlia, elle mereca meno ordenado do que os
600/000 is. ; porque, damdo elle urna s vez aula ao dia,
e os outros dando duas, tinham estes quasi duplicado
trabaibo, e fundei-lne no relatorio do director do colle-
glo, que assim o dizia : e como (jur que esta argumen-
lacao casasse grande mpressao no animo de alguns
dos nobres membros, e poderia eu estar engaado so-
bre,oquel no relatorio, pedioadiamenlo deslc projec-
to, afim de evitar quo elle cahisse talvez por esse mo-
tivo, por iiiim allegado. '
Lcndo agora o relatorio, vejo que nao me engae!,
elle confirma o que eu disse, que o professor dava au
la una vez smente por da ; dixein, porm os nobres
deputados que sudentam o projeelo, qne hoje ha duas
vezes aula por dia : e o que dahi se deve concluir He
que os estatutos estao sendo alterados todos os dia : e
que esse augmento de trabalho, que boje tem o profes-
sor, nao pos deve regular para marcar o ordenado.
Disse o nobre deputado ha pouco, que, ainda quando
o professor dsse aula uina vez ao dia, tlnha tanto tra-
balho como os'outros ; nms eu digo que assiin'.nSo.hc,
porque os professores publico dao sete horas de traba-
lho, cesse quando dava aula urna s vez, tinha cinco ;
porconsequencia este argumento nao prevalece : dire
eu ainda, que, quando fsse exacto o calculo que aprc-
senioiio nobre deputado,-elle nos nao devia regular
na presente discussao; porque a proporcao que apre-
seotou o nobre deputado era uina proporcao simples,
quando- cu crcio que ella deve ser composta nos orde-
nados devenios altender, nao s ao trabalho, como tam-
bem s rendas do. esubelecimento que paga esses or-
denados ; creio que he regra que os ordenados dos em-
pregados de cada estabeleciinento devem estar na re-
lacao de seus fundos ; ora, se os ordenados dos profes-
sores da provincia sao de 500/000 rs., sendo a renda da
provincia de 600 conlos, o do professor do colleglo deve
ser multo menos de 500#000 rs., sendo como he o patri-
monio dos orphos de 25 contq* ; deve ser, creio, que
de 250/000-rs.. se attendermos smente aos fundo do
estabeleciinento. Mas, se nao devem servir smenle de
regra os fundos do eslabeleciinento. e tambein o tra-
balho, entao dlrei que o professor deve ter crcio que
450/000 rs., que he aproporcio que existe entre as ren--
das da provincia e os rendimentos do collegio, atten-
dendo tambein o trabalho.quc teem os demais professo-
res c que tem professor do collegio dos orphaos.
Sr. presidente eu creio que o trabalho" nao he s
quem nos deve guiar quando houvermos de marcar or-
denados ; e se smenle fosse esse o nosso regulador ,
leriamos de dar talvez ordenados de 50/ rs. a alguns
professores ; porque certos nao teem trabaibo quasi al-
gn). .
Disse-se aqui que o professor cumpria suas obriga-
ces. Eu nao entre! nessa questao e emendo que,_ pe-
lo simples facto dellc cumprir suas obrigafoes, nao se
lhe deve augmentar o ordenado ; porque, para que. elle
cumpra as obrigace do seu cargo, he que se lhe da
ordenado: eutrettanto, relo qua ha-alguma* rasoes
para crerque elle nao cumpresuas obrigaces; porque,
se elle as cumprisse, por cerlo nao haveriem collegiaes
que teem 4 e 5anuos d'c aula, e anda nao estao ein es-
tado de deixar a aula, anda nao sabemo que all se an-
sia*. Islo consta do relatarlo e mappa apresentaaos
pelo director. (U o relatorio.)
Ora, se no collogio ha rapases que ha 5 e j anuos es-
tudam oqucseensina-aaula depnmeiras letlras, se
alguns dcsies teem rouilo boa conducta se teem mu
aplidao qiral ser a rasao por que ainda nao ostao aptos
nas materias nsnadas nessa aula, como di* o director- /
Emfim, Senhores, creio' que nenhuma raso ha para
rsennos esta cxceacSo a favor daquelle proresor e
por Isso voto contra o projecto. *
Appoada, entra-cm discussao a scgtiite emenda .
O proressor de primeiras leltras do collegio do* or-
phaos vencer o mesmo ordenado que os professores de
primeiras lettras da capital, tendo as mesmas ferias que
cases, e ficando derogado nesta parteo estatuto d aquetle
estabeleciinento.. S. R. Soaso Hmuteira.
OSr. ,aurnlino : Sr. presidente, eunao unha mais
procede, porque para lato se da aos professores da cir
dade urna graliticaf00 de 150/ a 200/000. ris ; se, se me
dizer que os professores da praca teem maior numero de
discpulo, tambein notare) que isj.o nao procede, por-
que ali i est a le n. 43, de 10 dejunho de 1837, que man-
da se abonen) dous tercos da quarta parte do ordenado
ao professor que tiver mais de.50 alumno*. Prevenida
assim toda a* dlrnculdadeque porventuraposam con-
correr para que haja dflrenja no honorarios dos pro-
fessores de primeiras letlras da provincia, quero dizer,
dada uina gralificaco para alguel de casas, que. deve
de variar segundo as circumslancias especiaos de loca-
lfdade,' e arbitrada uina compemaco ao que tiver mais
uabalho, em consequencla de dever leccionar a maior
nunirro.de discpulos, emendo que o ordenado* dcses
funecionarios pblicos devem de ser Iguaes.
Quereudo eu que o trabalho seja pago segundo a sua
importancia, mandcl uina emenda mesa, na suppo-
sicao de que o profeasor do collegio dos orphaos li-
nha mais Irabalho do que os outros ; mas, como ful In-
formado de que esse professor j tem ordenado malor
do que os oulro, poi que percebe 600/000 rs. annuae,
niudei de resolucao ; tanto mais- quauto ainda me nao
foi possivrl aber com certeza se ainda est em execu-
tao o regulamcnto que o obriga a dar aula nos das fe-
riados..... .
Um Sr. Depulado : Da lices todas O dias, excepto os
domingos e dias santos de guarda.
O Sr. Trigo de Loureiro : .....Ainda assim, provado
cqino est que elle j percebe encmenlos malores do
que os euscoilega, nao poso deixar de votar contra o
projecto, -_ .,
O Sr. Joaoam Vil/fa : Sr. presidente, fu pouco te-
nho a accrescenlar ao que ja disse a respelto deste pro-
jecto, quando foi elle ubmeltido discussao em outra
sessao ; mas, como qur que ficasse elle adiado, cm
cousequencia de suppr-se. que era Inexacto o calculo
que eu bvia apresentado casa, pareceu-me que me
cumpla diier alguma cousa a respeito
O nobre deputado que impugnou o mcu calculo, e se
propoza demonstrar que elle nao eslava exaclo, ba-
seou-se ein que o profeasor do collegio do orphos so
dava aula demanbac que porconsequencia, em lugar
detrabalhar287dlas4 trabalhava a uietade desse dias,
em relacao aos outros que trabalhaiii demanhaac.de.
tarde ; mas, lendo-se demonstrado, como j se demons-
trou, que esse dado, sobre que 4o baseou a deioonstra-
cao do nobre deputado, he falso cahe ella por Ierra.
O nobre depulado referio-se-a um relatorio que, pon-
derando haver incumpalibilidade entre as horas das
diversas aulas do collegio dos orphos.pcdio que a aula de
primeiras leltras fsse s demauhaa; mas esse foi justa-
mente O faci qoe cu Uve de explicar casa, facto que
se deu, porm momentneamente; facto que desappa-
receu, logo que-se regularan) as horas das aulas ; facto,
coiiseguinleineiite, coin que se nao pude argumentar
na aclualldade ; por isso que o que rege he a disposicao
do estatuios, que determina que o professor de primei-
ras lettras de aula deiuauhaa e de larde. Motive, com
eliclo, urna portarla, como j dlsse a casa, mandando,
nuc houvesse aula demaahaa smente : mas houv.e lo-
Jo outra derogando esla, e mandando executar os es-
tatutos i e os nobre deputados aben que os estatutos
do collegio dos orphos, prganlsados pela presidencia,
coin a uevida autorisacodeslaassembla, sao uina le
nue rege at que seja modificada. Em virtude dessa le,
2 professor d aula duas ve.es no dia, e note-sc ainda
de stippor qu, a ser descoberto, nao fique Impune,, e
comprraooquede mi.n confiara.n. que suajmj*
reita ficar i., possibilltada de continuar sua larefa.e sua
lingoa nao poder dizer quem lh'a poz naquel e dcplo-
ravel e lamenlavel estadoO pachorrento que tm1 pwa
Uio de ver inlroduiir a carta e 11 hora, e he abomtnador do-
dencia para a ra Augusta ...72, aonde continua a. rece-
ber ronpa para tingrf e tambem tira is^afUbMe
de nodoa; tambem cingomina ludo com multa perita-
eSo e multo mal enconta do que em outraJ>lq
parte, e promette servir bem aus (Vegueres com multa
presteza no que lhe fr entregue.
__A mesa da irraandade de aan-Bene-
iHlo de San-Franciaro encarecidamente
pede aos moradores de algumau" ruas pe-
las quaes n3o passou a.procissao qne teye
lugar domingo prximo passado, como se
annunciou, queiram desculpar essa falta,
filha de um motivo urgentissimo-
.Tiram-se passaporte para dentro c fra do impe-
rio, tambem para escravos. e igualmente tiram-.c rolhas
corrida, tudo inuilo enconta o com promptldSo na
ra e*treita do Rozarlo, 1\ andar, a. 31.-
Precisa-se de un pequeo para estar cm compa-
nha de outro em uina venda, cujo pequeo salba ler :
tambem precisa-sc de outro mais taludo, que se ntbjel-
te a trabalhar em um sitio, sendo os seus malores afa-
zeres tratar de cavallos: a tratar na cochelra de JoSo da
Cunha liis, no hairro de Santo-Antonio.
"o abaixo assignado. vendo ueste Piano os repetidos
annuncios para se vcyderem as safras e inals objeclo*
a" _._.V.___,..! Oinrin existentes nos eneenhos
constantes do incsnio Diario, existentes nos enge
Caiahuss e Cajcbussuzinho, na fregue.ia do Cabo, do
patrimonio do .ostciro de San-Bcnto da cW.ded.Ja-
rahiba transferlndo-se aos compradores as rendas dos
dUos egnhos, prviue aos compradores que emquan-
to ao traspasso das rendas, nao contem coin e las : por-
manl faltando ao actual rendeiro. oSr. Jo.e Cordeiro
a"c.?v.lho Lelte. no engenho Cajabu.su alguna me-
,e*. e no outro tres anuos para IIndarem. e Stj, por
cscriptura publica, trasferlo ao abaixo assigniado
mesmo arrendamentos, accrescendo tambein1 ter _o
abaixo assignado arrendado por olio anno o dito enge-
nho ao mesmos religioso, do dito mo.te.ro; adverte
mal* a qualquer comprador que as d
adverte
safras estao
ibesinos enge-
subjeitas ao pagamento das d~ ^.Sff
nhos, as quaes se vencem em !. de ma.o de IMJ.
' Torquato Hennquee da Si
Siira.
Vendas.
moderna
de-Janeiro
Vend-e a Le.la potica, ou colleccao de poeai
utoresporluguezes .publicada no R10-
.,.- Jos Verrelra Monteiro, contando o
aspara S Chronica Litteraria jornal de t<"
rerno por preco de 6/rs.por anno por 52 numero*.
^Veide-.Su.na ca. terrea era um do. )elho,-
hilares da i apunga de pedra e cal, por pre5o commo-
do8,or seu dono retirarle par. fura : quem qulaer an-
do po
"".0-1 Vende-se lijlo de toda* a qualidades; telha ; cal
barro e arela por preco *
coramodo
no Recife, Junto as talxas de

i
branca e preta
no fim do Bccco-Largo
r"- Vende-se, para fura da provincia, 00 mesmo para
centro desta provincia urna preta de bonita figura .
sem vicios, ptima coslureira, modista cngommadel-
ra insigne coxinheira de forno e fogao doeejra e pa-
deira ; assim como urna negrnha bem Parecida peri-
ta costurelta boa cngommadelra coalnhelra do dia-
rio de urna casa, padeira e doceira : na ra do Hospicio,
n. 9.
h
.^*_ 1.1___^


^^^f

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SORTKS.
Novo di vertiinento que eontm dual parles priinelra
o livrodoi destinos novamente escrlpto pela Sibylla de
Cuines segunda o manual de alguna jogos de socieda-
def, t'itAhidVn'o Je .." Celuarl, < trasladados cm lin-
go* ve (Jacula, por 040 rs. ; Acasos da Fortuna, 011 livro
aVsortes divertidas eui que, por vlrtude de dous da-
dos vem cada un no conhecimento do eslado, rique-
*a* .'earita*. amlzadrs, etc. que fer e outrai mul-
tase galantea sortes annuncladas oo principio d ines-
ina obra. Ultima impressfto, expurgada dos Inultos er-
ro e defeito* das precedentes. Augmentada de mu no-
vo methodn de fcier mais de nlll dcimas nicamente
coni otrbalhode tancar os dous dados. Um tratado das
sinas ouQosdefeitoi e prognostico dos dze signos do
anno ,040 rs. ; Oiverliineuto campestre ou descobri-
nientn da sorte de cada pessoa, que a qiilzer tirar ou
divertir-* corrigida, emendada e accrescenlada tra-
zendo no Sin urna parte da mythologia dos deoses fa-
bulosos, por 480 rs. Vendem-se ta praca da Indepen-
dencia livraria n*. 6 e 8.
-= Vende-se una bonita prfla,apta paraqualquer ser-
Tico : enigonima, cozinba e ensaba, e icm 24 anuos dr
idade: na ra estrella do Rosario. I.* andar, n. 31.
a Vendem-se dons rico* apparelhos de metal bran-
co, proprios para cha ; um sellim, de superior qualida-
de, eoin todos os seus pertences : defrontc do oitan do
theatro nova, n. 11, ou na coche-ira de Joao da Cunha
Rois, ao p do theatro velho. Na mesma: casa aluga-se
urna preta que sabe cozinhar o diario de uina casa; la-
var de sabio e varrella.
tV/ foja nqyq de Ricardo Jos de Frei-
tas Ribeim, na ruado Passeio-Pnbli-
co <7 5 vendtm-se as segttintesja-
zendas muito boas e baratas :
curtes de chita* coni lo cavados, muito finas e lisas,
praprias para vestidos de senhora para andar por casa,
por serrn escuras a 1/tiO rs. ; ditos de cassa rom 6
varas e meia a t/.rs ditos de tarlalana de cures, a
3/ rs. ; corles de calcas de pello do diabu, fazenda es-
cura e muito forte a i/280 rs.; brilu para calcas, a
340 rs o covado ;t cortes de faiendas para caifas, que
parecem casimiras a 2/ rs. ; cssss de cores de qua-
dros e listras s -24 rs. o covado ; chitas uiuito boas, li -
ui e sem de frito alguin a 12o, 140, 180, 200, 920, 240 r
280 rs. o corado ; riscadiubos francezes amts e de qua-
ros proprios para vestidos de pretas a 160 rs. o co-
vado ; algodao ti anead" mesclado prnprio para pre-
tos a200 es. o covado .; cuites de collte de fuslo de
cores, a 500 rs.; ditos krancos n 640 rs. ; ditos de co-
res, a 800 rs. ; ditos de un guia.. a 1/ rs. ; ditas de ca-
simira de quadros a 1/600 rs. ; ditos de velludo a 2/560
rs. ; lencos de seda multo grandes e bonitos proprios
para grvalas a 2/560 rs. unciros, e partidos a 1/280
rs, ditos de algodao e seda a 1/600 rs. e partidos ,
a 800 rs. ; maulas de seda para grvalas a 1/600 rs. ;
merino, a 1/600, 2/800 c 3/200 rs. o covado ; setlin pre-
to para rollete: a2/860"rs. o covado; luvas de algodao
liranco trancado de linbo, fazenda multo superior a 1/
rs. avara*, r nutras inuitas fazendas por preco muito
nais barato do que em outra qaiqucr parte.
Vendem-se superiores presuntos ..
a izo rs. a libra propiios pra fiambre;
bolachinbq americana
llabo* de toda* a* qualidades refina auucar : M ra
do Queimadq n. 18 tercelro andar esquina que volta
para a ra do'Rozaflo, aonde he a eicada.
Vendem-se chitas limpas, muito encorpadas e mul-
to fortes, a 130 e 160 rs. aretolho, eajpecas a 1/800 e a
5/500 ts. : na ra estrella d Rozarlo, n. M>, terceiro
andar.
Vende-se coentro de toceira : no Manguinho, n. 35.
Vende-se meia legaa de trra na margeiu 4a rio de
Una, na fregueila de Agoa-Preta, com una legos dr
fuado, entre o dito rio e os engcnlios Grvala e Forini-
gueiro : os pretndeme* pdem dirigir-*e siesta praca
ao scu propietario, Manoel Zeferino lo* Santos.
Vende-se mu sextante que nunca
servio : no armaiem do Sr. Mamede, no
largo, do ( orpo-Santo, -imi- milito comino-
do pceo : ssrn como urna cas, sita em
r/ra-de Portas, 4a ru* des Guararape,
Qin um grande terreno na frente pan
ediicaco : a tratar eoni o caixeiro do Sr.
.1. J. Mo ule i ro, na rn da d'Alfandega-
Velba, no llecife.
Veodcm se las para calcas, fingindo
casimira, pelos baratissiiiios precosde 560,
010 c 720 rs. o cavado ; curtes de vestido
de cassa de cores fizas, a 2/240 rs. cada
corle de 7 varas ; merino muito superior,
a 1/500 rs. o covado; e panno lino de va-
ria* cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos1 M.irelra Irfipcs ai C., ra do Quci-
inadn
quatro-canlos, caa amarella
m m? - 4,200r*.; dito* de3.200 n.< lenca*bordados, com Meo,a" Vende-se, na ruada* Cruze* n. 41, panno d<
560 r*.; curtes de collete de fustn de cores, padrdes mo- nho do Porto fino e mais Inferior pelo preco de-56(1
demos, a 1,280 rs.; ditos, a 800 rs.; briln trancado par- ateOBOrs. que a vista da qualid dfte poder dlzer di
do, de puro linho, a 600 r* ; merino preto fino, a 3,000 unitivamente o preco.
rs. casta de Jabado Aa, a.,360 rs. a vara ; chita de efl-, yenAenb.se inzendaS milito baratos
berta de cjr fl, a 20* ra. o covado; cassa lisa, a 400 r. r enaeni trjtixxuuus tJiunv varflWS nos
a vara ; camisas de meia, das melhores que teem appa-
recldo, a 1,400 rs.; multo boa fazenda para toalhas, coiu
Qilatro Cantos, foja n. a o, de Teixei-
4 palmos e meto de lacfura, a 600 r. a"vara; *etlin pe- m BastOt & Irmo ,
to lavrado, a 3,500 rs. o covado ; chapeos de sol de seda, como sejain : castores encorpados para calcas a 200 rs
a 5,500 rs.; biiiu trancado de cores, de mui rico*pe-ho covado ; lencos braneo* de cassa coin rlsca em volt '
dioes apuro linho, para calca -, lenco* de *tim para gra- f-a 200 rs. ; cortes.de cambrala pintada para vestido, '
vata; ditos de seda decAreti risoados (raocezes largo*' fazenda fiza a2/400 i. ditos com algum mofo y a ig
niiiiiu linos; ditos ingJctes; bioc-s largo* e estreilos ; r,,; cassa chita lina c muito larga n 200 rs. 0 cavado-
riscados largo. em cassa co,

pelo barato pre-
co de i.stioo 8 4.^<>oo rs. : na ra da IVra-
dre-de-Deos, armazn i>. 20, defrontc da
guanta ta alfandega.
-- Venderse, para fra da provincia nina rscrnva de
bonita figura moca sem vicio* e com toda* a* quall-
dades de uum ptima mucama ; uina linda uegrinha ,
com principios de.cngouunado e que lie perffita cos-
tttrcira : na ra do Uosplciu, 11. ft,
Vcndrin-se 16 barris da mel de furo : no pateo de
S.-I'edro vruda n. 7.
--Vencerse uuia venda no bairro do Recife, com ppu-
cos fuudos e de proronta tbida, bein afreguezada para a
trra : a tratar na na da Madre-de-Dcos, n. 9.
Vjeadc-ce aNoitc dp Castrlln c us ciunifs do Dardo,
poemas seguidos na confisso de Amelia, por A. F Oas-
tiiho : na praca da Independencia, livraria, n. 6c 8.
Vende-se una bonita rsrrava de 20 anuos, sem
vicios e he de boa conducta, o que se afianca : na ra
estrella do Ro/.ario, 11. 10, terceiro andar.
Vende-se um guarda-livros moderno, de aman-I-
lo com eoiniiKida cm muito boin estado por preco
comniudo : un pateo do Carino, u. 17.
= Vende-se uina cscra-'a de 18 annos de bonita fi-
gnra perita engoinmadeira cose chao e que coiinha o
di.n 11 de uina casa : na ra do (Juciniado loja n. 3:i ,
de (iusui.io luniur & Irinau.
Vrndein-sc4 innlecotes de bonitas figura, c nao
exrcririu neiihiiin de 18 anuos ,- umaprrta de- nac.io, de
20 anuos inulto linda ; un dita de, 30 annos ptima
para'o trabalho de rnxada por te.r sido criada ftu
Vico do campo ; uina dita de 30 arinos, boa CHHKli .1 c
quilandelra : na ra da Penlia confronte trajere do
f,lvrathenio ,11. 1, prlnieirp andar.
Vendem-se pejas 18 varas, por quatro patacas e meia a peca: na ruado
t;.tfl>.. 4, loja da esquina que voap,ra a cadeia.
veridem-sf seis escravns robustos e bonitos, sem. de-
fritm < liuipos de costas, por seren de boa conducta,
sendo um de o'ito annos e os outrns de 15, 17, 25 e 30 an-
nos, e uina negra multo possantc de20 annos: na ra do
Queimado, casa 11. 33, segundo andar, se dir quem ven-
Veuilem-se ^ escravos, sendo : urna.
iiinlalinha de ip anno.9. poue<> mis ou
menos que cose e engomma soffrivel-
me,nttv; nina piola moca de muilo bo-1
nit.i figura ; urna parda padeira e que
lava bi.ni roupa ; um casal com urna cria
de, 14 a i5 annos., todos pardos; um
preto dp 16 a 1.8 annos, por aoos
por, ser drfeituoso : m ra do
loj* n, t A, se dir quem vende.
. rs. ,
Crespo,
Na..ra de Agous Verdes, n. 46,
Vudf-*e, para fra ((provincia, um cscravd de nacao,
lioui carreiro. por 450/ rs.; um hoiii escravo ulrkial de
pcdrejru; um. wpleque de idade de 18 annos; um pardo
boiu pageini um dito de idadi: de 30 aunos, muito liel e
boin loitor de sitia e de rngenho, por"(50/rs ; duas et-
cravat d idade de SO a 25 anuos; um bonito mulatinlio
de idade de 12,anuos, e muros escravo*. '
Vende-se urna preta crioula que cozinha, ose
cljV, e faz todo mal* servico d casa e ra : no A ten o-
da-Boa-Vala,, n. 38 se dir quem vende.
Vende-se urna preta de 20 annos, perfeita engoin-
madeira e cozinlicra, e que he d boa conducta ; duas
negriiihas de 9 a II asnos ; aau preta de 26 annos, que
coiinha c engomma ; una pretu de bonita ligara, pro-
pria para o servico de campo : no palco da matriz de
S.-Aii>aeto sobradn n, 4. -
ViCaWtHse por barato prreo 11111 relpgio deouro, pa-
tento iaglrz, inu)lo hom regulador: na ra Direita,
n. 78.
-^ VeodeUi-.se ptimos casae* de poinbos, muito bons
batevtoiesi, grandes ede ptima raca por prefo muito
coiiiinoito, por se querer acabar com eiles : na ra da
Vloreniina, n. 16.
VendU-se,, para 4ura d provincia urna escrava
nuca, de togaou ligura rngoamiadeira e com tu-
das a li****ladi*,de cozinba, a qual fas pao-da-to e bo-
iVa nova foja da rita da Cadeia do Red'
fe, n, 32, de Ciaudino Salvador Pe-
te ira Braga,
vendem-se cambrala* muito finas.de cores, a 880 rs.
a vara ; dita mais inferior, a 440,480, u e /to rs.; cha-
pros desrda, para senhora .enfilados, a 10/, 12/, 14/
e 16^ rs. ; ditos de cambr'aia de algodao Dngindo seda,
a 1/rs. ; toncas de seda en IVi tadas para enancas, a 4/
rs ; enfeites para cabeya a 6/, 8/, 10/e 12/rs. ; cha-
peos franceses de massa, para homem, a 6/600 rs. ; ditos
de sol, de seda de cures com barra a 7/500 rs. ; sedas
para vestidos de todas as cures, a 1/760 rs. o covado
cambraias de seda de todas asqualidads a 7/, 8/ 12/
e 14/rs.; cambala de linho muito fina a 6/500 rs.
vara ; lencos de grvala de setiin maeo de cores r
de varins oiialidades de tres pomas, a 1/060 e 1/200 rs. ;
ditos de quatro ponas a 2/400 c 4/000 rs ; lencos de
seda preta de varias qualidades de tres puntas a
320, 400, 500. 800 e 700 rs. ; ditos de quatro pontos a
640, 800, I/, 1/tOO e 1/400 s. ; cortes de colietes de vel-
ludo lavrado de todas as cores a 6/ rs. ; luvas de pel-
lica, para senhora de todas as qualidades a i/e 1/300
rs.; ditas enfeitadas a 2/e3/rs ; ditas para homem,
a 1/200 rs.; ditas de ponto ingle/., a 1/800 rs.; e outras
muitas fazendas por preco commodo.
aa Vende-se, ou troca-se por uina escrava ou escravo,
um terreno de 36 palmos de frente e 150 de fundo, com
aliccrces l'eitus para duas casinRas em bom lugar, por
ser na ra Imperial: na mesma ra, vendan. 180, de
Joaquim Jos Tavares.
Superior vinho da Figueira.
Vende-sc esta-superior pinga no armaxem de Vi-
cente Ferreira daCosta na ra da Madre-de-Deos cm
barris de (| uarto, quinto .sexto e stimo em pipa mui-
to proprlo para gasto de casas particulares.
NOPASSEtU-PBUCO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra-
mos, n. ift,
vendem-se muito superiores pannos finos de todas as
qualidades a 1/, 3/600,3/800, 4/c 5/ s.; sarja muito
superior a 2/c 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a 1^rs. ; lencos de seda a l/rs ; curtes de casimiras ,
a 6/ rs. ; dllo" de 15a a 2,500 rs.; chapos de sol de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
Corram, fregitezes, d^ foja de Manoel
Joaquim Pascoal Ramos, no Passeio-
Publi
co, n. 1
y-
Vende-"6 pci'e algodao azul, a 200 rs. ; algodao de listras, a 200 rs.;
chita de coberta aSOOrs. ; riscados francezes, a 200 rs. ;
'madspoliio lino a 200 rs. a vara ; mcias, a 200 rs. o par;
chitas de assento escuro decores li xas a 120 140, 160
e 900 r. ; riscados muito finos, a 240 rs. o covado ; cur-
tes de cambiis daqnadros, com 9 vara* a 2/400 rs ;
casss-chitas de toda* as qualidades, a 2, 2/500 3/ c
3/200 rs. o corte; lenco de seda par grvala a 400 ti. ;
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de metiin a l/r.; di-
to* de la a s/.'iOO rs. ; e outras muitas fasendas,
menos preco do que en) outra qualquer parte.
' Vende-se uina escrava moca, de urna figura ex-
ecllenle e que he possanle para todo o servico de rus
e de quitanda : na ra da Florentina, n. 16.
Vendem-se, as verdadeiras
por
9 renda*.
Vende-se um preto perito olhcial de *pateiro de
20 anno sem vicio* tem achiques 1 na ra estrella do
Hozarlo, o. t3, segundo andar se dir quem vende.
Lotera do theatro de. $,-PedrQ-de-
Aleantara
- Vendem-se quartos oitvos c vigsimos de bUhetcs :
na roa da Canela do Recife loja de ferrngeus, n M.
Vende-se una canoa de conduzir a^na linda no-
va com multopouco uso, proprla paracondslr trss-
les, 00 outra qualquer carga : na ra da Cadeia do Re-
cife, toja n. 5,
Vende-se salsa multo nova vinda do r"ar pelo ul-
timo vapor ; borracha de lodos os tamanhos ; oleo de
copahiba, em qualquer porcao, por menos preco do
que actualmente est o de linhaca : na ra do Trapiche,
n.28, caa de Manoel Duarte Rodrigue*. -
Vendem-se pedras de cantarla ,' uina bomba pro-
liria para alguma cacimba: tainbcni se vende um de-
posito que foi d'agoa : na ra da Prala, n*. 9e 11.
Vendem-se barris de vlnho tinto c branco do au-
tor CarcavClles de superior qualldade proprlo para
engarrafar por preco commodo; na travessa da ra da
Mailrc-de-Deos 110 armaiem de Jos Fernandes Eiras,
Vendem-se dons cvallns muito novo* e bons anda-
dores sendo um eastanho que anda debaixo a nielo e
esquipa c o outro mellado, declinas brancas bas-
tante vicioso", c anda soflVlvel lodps os andares: tambera
se vend um moleqnc de 14 anno* mullo sadio r es-
perto e que he proprlo para pagem por ser de boni-
ta vista : nnrua do Queimado n. 10.
Vende-se o melhor vhiho de Xerey, engarrafado .
em caixas del duzias : no armaiem de Me. Calmo'nt &
Compaaia na prca do Corno-Santo n. 11.
= \ cudein-sc 4 lindos inoleque* de 12 a 18 annos;
4 pretos de ?5 a 30 annos proprios para lodo o se'rvijo;
4 pardos de lO, 14, 16 e 25annns endo um de!!" hoiq
carreiro ; duas mutinhas de 7 a 14 annos ; urna uegri-
nha de 10 annos. com principios de habilidades.; 3
pretas com habilidades : na ra do Collfgio 11. 3, se
dir quem vende.
- Vende-ce urna uegrinha de 11- a 12 annos, multo
esperta e hbil ; uina preta que oozinha muito bem ,
cose c he perfeita engoinmadeira ; um pardo bom sa-
pateiro e que he ptimo para todo o servico ; um pre-
to muito bum offlcial de frrrriio; un dito carpa* bom
mestre de ssucar e que he carreiro ; um preto bom
para todo o servico de campo : na ra do Vigario u. 24,
se dir quem vende.
AoOOra.
Vende-se boa manteiga franceza, a 800 rs. a libra : na
ra Direita confronte ao oito do l.iviamento, n. 4.
Aos agentes de batalhoes.
V en Aera $.e sapa toes de bezerros supe-
riores, proprios para tropa, e por preco
mais commodo do que em outra, qual-
quer parte : na praca da Independencia
n. 5.
Vcnde-sp vinlio-de Champagne, marca cmela:
no armazem de'Kal'kmahn & RosehfriunrJ, na ra da
Cruz, q. Ut,
Vendem-se linhas de GuimarSes
muito finas, proprias para lavarinlos de
cambria de linho b.bados de panno de
linlio lisos e bordados de todas as largu-
ras ; mcias de linho ; ditas de laja para
patlre ; ligas de seda para meias de ser
11 hora ; runjas de linho ditas de algo-
Ja o, de loiles as larguras, e muitas m/iis
mipdezas por preco muito commodo : na
ra do Cabug, k>}a.dc miudeas^ n. t\.
dita superior, a 400 rs.
mor, ",i n.v.uv>uiieus.einc$s
algum mofo a500 rs. ; chita branca* de flore ,-, ,i
is. ; ditas escuras a 160, 200 e 240 r. o covado ; mcias
para menino a 80 160 r. o par ^ditas para uicuiuas
" o par I
a 320 rs. ; ditas para senhora de 400 a 560
lenco de seda preta para grvala a l/380rs. ; ditos d
cores em setlm para grvala, a 1/600 r.; ditos de fran-
ja para senhora a 2/5C0 rs.; luvas pretas bordadas 4
ROO rs. o jar ; camisolas de meia americana, mu'to
boas a 1/600 rs ,' e outras inultas fasendas por pu-
co commodo.
^^^lllJ^Lu^^u^iL^|!^^u^
Esci-avos Fgidos
Fuglo, a 21 de dezembrp do anno prozimo passj.
do, o mualo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabrl-
loa estirados, tenv falta de um dente na frente, lem jj.
guias marcas de bezigal, e un pequeo taino na nu-
caa do rosto ; o mais vlsivel signal he ter as costa *a
marca de um caustico : consta que segulo para a Iba de
Itainarac : quem o pegar on do mesino queira dar no-
ticia, dirija-se a ra Nova, loja de Jos Lulz Pe'rrira
que gratificar.
Fugio, na noile do dia 10 do crrenle, um preto
escravo dos baln assignadqs de nome Noberto re-
presenta ter 30 annos de cOr fula bar.li,ado heleos
grossos, olhos abugalhados ; pelo seblante mostra ser
bebado. Este escravo ha lempos fez una fgida, e por
aer sapatelr esleve s'cmw de Olinda em urna tn,\
da trabalhando inculcandn-se forro. Quem o pegar le
re-o a ra da Cadeia do Recife, arnUneio n. 12, que ser
recompensado.- Bailar k Otitteira.
Fuglo, no dia 30 de mato prximo passado, um pre.
lo, de nome Gaspar de estatura ordinaria cor preta e
nao retinta seoco do enrno. enrw eosSJJs* sujos fus-
cos, nariz achatado, queixos sahldos para fra; tem um*
ferida na perna eaquerda e cicatrizes de 'outras ; tema
man direita repinada de urna escaldadura e o' braco coin
malas braneas cabello incarapinhado e mesclado de
branca de 55 a 60 anno*. Este preto foi comprado ao
Sr. Timb, morador no Cabo pelo fallecido Perira alfandega tendo estado sempre no sitio do inesiuo Pe-
reir, no Caldelreiro al a dous annos os quaes tem
estado no sitio que foi do fallecido Zacatlas no lugar
do Fundan em Heberlbe-de-llalxo ; foi visto nos pri-
meiros dias na Casa-Forte aonde tem muitas amizadrs
e he mullo oonheeido ; mas como soubessr ter sido pro-
curado, nao te havido mal* noticia dcllc ; julga-se es-
tar escondido em una matia de capo'rfra junto ao Filon-
telro ou cutan ter ido para o Cabo ; levou calcas e ca-
misa de argodfiuazul cetonias brancas de algodao tran-
cado ; he" mullo ladino por Uso quem o pegar nao se
deve liar no que elle diz e sim traze-lo ao inesiuo sillo
do Fundi ou na rus da enzalla-Yelha, n. 84. Roga-sc
as autoridades policiaes, capitSes de campo e pessoas
particulares que o pprehendame levem-oaos lugares
indicados-que serte/recompensados.
hambiKgnc/. s,
aos centos c a
as .verdadeiras bixas
\ iiidas pelo ultimo navio,
ctalbo, por preco mais
commodo do ciue.tin parte alguma: tam-
bem se nlugam-se e se vao applear a ojnai
quer hora do dia ou da noile, para com-
ino J idade dos preter.dentes: no deposito
de bixas hamhurguezas, na ra du Cruz
do ttecilV, n. 53.
Vendem-se coilas e mcias ditas 'de la df diversas
cores e pailrocs, dpinelhor gesto que iciu vindo do Bia-
de-Janeii: na ra laiga dp Ituzaiio, 11. 24.
Vcndem-sft sapatdes de cont tle
liis-lru superiores, pelo haratissimopre-
co de 2,56o rs : na ru,a do.Cabug, loja
de,nuudezas, n. 4 de Manoel Joaquim
i.s.
Vende-so urna casa terrea na II0.1.-Vista, ra da Man-.
gucira 11. II, que tem lampean na porta com duas
grandes salas (i quartos, cozinha fura, cacimba, quinllo
bastante grande, todo murado e com diversos a r miedos
d^rVcto: na ra do Arag.io.n. 27, a qualquer hora do
da. Esta venda he feila de accrdo r coin consemimen-
t do hvpolbecario da casa o Sr. Antonio Jos Duarte
Jnior.
Hua do Queimado, n 46, loja de Maga-
Iliaos k Irinao.
Caivetes finos pampeanas.
Vendem-se caivetes finos para prunas pelo diminu-
to preco de 200, 240 e 320 rs. : na ra do Queimado loja
de miiidezas/ii. 24.
Vendem-se pauta* das alfandegas do imperio do
Brasil, i'mpressas no Rlo-de-Janeiro : na ra da Crut ,
h. 20.
--Vendem-se por muito commodo preco calas de
ptima folha de flaudres : na ra Nova loja defrunte
da Concricao dos militares.
Vcndem-avecaixas.com charutos da
Baha da fabrica da Cachoeiri, os mais
exccllentes que teem vindo a este- mer-
cado proprios para presentes e para
os fumantes de bom toni: na ra da Cruz,
n 18.
= Vende-se una prosodia em muito bom uso c por
preco commodo : na ra das Cruzcs, n. 36-, loja de en-
cadernadnr.
Vendem-se oculos t aruiacao de ara de ac e de
aro branco proprios para toda* as idadea prxima-
mente chrgadns de Al lemn ha : na ra larga do Hoza-
rlo loja de miudetas, n. 3i.
Vendem-se, na ra d Crespo loja n. H; o* e-
guinlrs llvrs : geometra de I.acroix ; Algebra ; Ari-
thmelica ; Trignonietria ; Curso de philosophia por
Oainirou 4 v.; Geometra de Euclldcs ; diccionario
france/. e italiano e italiano c francez 2 v. ; Rhetorica
de Quintilla no 2i\; a Moral em acefio; Historia da
iVmcrica ,2 v.; Horas Marianas, 1 r. ; gramtica ingle-
za por Vicente Perrira do Reg ;. diccionario, da f-
bula ; mestre ingle/. por F. (le Paula Jaku ; Direito das
gentes 2 v. ; e outro multo* li'vros d'aulas que se
vcndein por menas de seu valor c continuam-se a com-
prar e trocar, sendo boas-obras e estando em bom es-
tado.
'- Vendc-se um iniilaliuho muito llndn de 11 an-
nos qua serve muito bem a mesa c he ptimo para
pagem sem vicios iicm molestias ; um dito de 24 an-
uos., com oflicio de sapateiro e que he ptimo para
todo c servico ; urna preta de bonita figura, perfeita
engmrfluadeira co/inheii.i, que cose e faz todo o mais
servico dr uina casa: na ra do Vigario, n. 24, se dir
quem vende..
Vende-se urna preta crioula de 22 anno* : em F-
ra-de-Poria* ma do Pilar sobrado u. 135
Na rita r/o Trapicher-Novo n. 22 ca
sa detiebrard *i Compauhia,
yrndc-seazclte doce doSr, PUuglus de MarseJJja; sa-
lames d'ales ; verdadeiro inaraskino de Zara ; licur de
Daiiticis t Companh.la chgados pelo HHoo/est uiii
s de cambrala aberta, aj,600 *oi lmenlo coiunleto de coinesUes ; vinho* de todas as
poi preco vantajqsos para os
rs.; ditos, a 4,000 rs.; ditos de casta de cor, a ,00p'r.; Inuaiidades tu
cortes de cambraia lita muito lina, de 8 vara* e meia, ajRrdbre.
ti
100/000 rs.
Fugio, no dia 22 de masco prximo passado, do e*uge-
nbo S-Francisco em S.-Antonio-Grande, provincia das
Alagas, a escrava Benedicta*, parda, muilo'clara, bem
parecida, cabellos corridos olhos pretos, beicos gros-
sos denles limados peftos grandes, ps seceos ; tem no
braco direito um sino solaino e no outro um coracao ,
fruto doagulha com tinta azul; tem 20 minos de ida-
de. Esta escrava he de Gun(aln Rodrigues Marinho ,
morador no ditoeiigenho, aonde pode ser entregue, que
receber a gratificaco cima ou nesta praca a J. O.
Campos, na ra do Queimado, ti. 4.
Fugio, acama nheaer do dia 12 do corrate, do
engenbo Feinna ,da povoacao de S.-Lourenco-da-Matti,
a escrava Maria, crioula, de 40 anno* pouco mais ou
menos de boa altura cor nao muito preta bem re-
grista, batante sece* do corpo, pese nios bein fri-
tos rosto discantado ; ignara-* a roupa que leveu ,
por ter conduiido o que linha em caaa ; toma muito ta-
baco ; suppc-se ter ido para Goianna Rhga-sc as au-
toridades policiaes e capiles de campo que a appre-
lirudnm e levein-na ao dito eugenho a seu senhor ,
Joaquim Mauricio Waudetley, ou a ra Nova, n. 67, que
seru bein recompensados.
7- Fugio, no dia-14 do corren te mes pela* 6 horas
da tarde uui pardo triguciro de nome Rafael ; tem
urna fstula pequea em um(pieizo, alto, cabello aca-
boclado ; levou calcas de algodao ja usadas e junta-
inenlf camisa ; ossiin como nao largava urnas cuntas do
pescoco; he depoucat fallas; veto do Cear no vapor
pastado ; he escravo de Jos Sinilh do Vaseoaceilo* da
mesma cldade be de tupnur que tomasse o caminho do
serlao. Roga-se.as. autoridad** policiaes e aapile* de
campo,, que oapprehrndam e le vem-no a rata da Cruz,'
no Recife, n. 26, que serao gratificados generosamente.
- Fugio, ha dias, da cidade de Olinda, e consta-ansiar
pela Recjfe uuiyuolequc, de nome Pauto erioulo de
14a 15 anuos coaitas sigmaes seguate* : pernss tortas,
com una grande ferida na pe esqiierdo cambado; tem
uiua das orelhat toradas eos olhos vesgoa ;" levdu cal-
K.se. camisa azul: quem o pegar leve-o a Olinda ra de
atinas-Ferreira u. 10, que ser recompensado.
Desappareceu, na noite de 19 do corren te, do sitio
de Manoel Carduza da l-onseca ; em 8 -Amaro um ino-
leque de nomo Elias de 16 annos espigado magro ,
olhos bastante vivos, pescoco alto; levou.calca*, e*
camisa azul e por cima desta, outra de baita encarnada;
pouco se entcu.de ; quem,o pegar leve-o ao mesmo !
lio ou no Recife ao mesmo Cantazo na pra^a do
(.'oinmcrcin a qualquer llora do dia.
Fugio, na noile de 18 do corrrnU o inoleque An-
tonio de estatura regular de 20 a 22 anuos barbada:
levou camisa de riscado encarnad" e cateas de algodao
azul ; foi encontrado na ponte indo para a Roa-Vista ,
no dia seguinte de manhia por onde se julga estar por
elle nao saber lugar algum para fura : quem o pegar
leve-o a ra Augusta venda n. 94.
Fuglo. no dia 6 do coneute do cK*nho Miran-
da, da comarca de Goianna, o pardo Einigdta alie,
cheio do corpo ps 'grande* e largu*. rosio laiuheiu
lago ; foi comprado nesta pra^a ao Sr. Vicente Alvos c
linha rnlao o oflicio de serrador : queiii o pegar leve-o
ao mesmo eugenho, uu a esta praca, a ra do Crespo,
n. 23. que sera recompensado.
. ~ Fugio, no dla-14 do crreme, a prta Felicia de
nacan Cabloda de 30 anuos; lem falta de mu dcate na
frente e uina marca de ferida no braco esquerdo c
em mu loroozelo ; tem cara redonda ; levou saia brauca
com renda.
Fugio, no dia 20 do con ente as 4 hura* da larde ,
una uegrinha, de nomo llcnedicta de uaxo Costa de
18 annos, bata', de bonita figura, bocea pequea,
beicos dobradb* olhos grande; tem a marca de sua
naco bem preta jinto a bocea ; est grvida pes pe-
queos e grossos ; levou vestidode chita lislrado edr de
Caf, panno da Costa : Recoiuinendarsc a* autoridades
policiaesqutacapiurciir, eos capiles de ca,mpo que
lenham a bandado de a condmir na Nova n. 38, que
serao jecompensados.
"------LUi I
PER'
v.\ iyt.
ssm
DEM. F. OF. FAR1A. l8-i8'
MUTILADO


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