Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05990


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Full Text
A uno d ISIS.
f) DlintO puMici-se toln o ti ; q ie n3o
frcm 'le guiri. ;va.!0 li i;ii;in,iri he de
000 rS.porquarlel, pa.'/t atianUdot. O an-
puncioi dos i'limri.l.M rafio de
10 rs. por linha, 4 0 rs. e i tvp> o5fraren.te, e a,
epsticoei psla mata le. O fjn4 u"ib J"6re n sii,'-
3anle> p^a0- >' P9.' "ilSi, e 1-8.1 e n typo
dilferente, por cada publicar..!.
..... '
pHASF.9 DA f.UV NO MF/A DR JUNIIO.
I.iianova, a I, ao 10 min. ala tard.
Ci escente *. 2 honra e 60 min. da tard.
I na cjjeia l. <* 0 hora c S min. da tard,
Minjoaiil* a J* ira 4 horas e I mo. da manh.
Qiiarta-feira 91
PAKTI3A DOS CORREIOS.
G-oianna, Parahilias segunda e sextas feiras
llio-tlrande-do- Norte quinta eiral aomeiodla
Cabo, SerDlicm. RioForraoso, Porto-Calvo
Macelo, no I .*, a 11 e 21 de cada aaez.
Granliuiis e Bonito, a 8 e 23.
Roa-Vi'ta e Flore, a U e J.
Victoria, quiulas-feiras.
Olinda, todo o das.
PREAMAil DE HOJE.
Primeira, 8 horas e JO minuto da manlia.
Segunda, s horas e>4 minutos da Urde.
DIARIO
*~.!p' -'.' y.
tle .f li'io
AnnoMY. N. 15.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Juliana de Falconiere. Aud.dos
orpli., lo J.dociv. e do M. da 2. v.
20 Terca.S. Silvano Aud. do J. dociv. edoJ.
de pai do 2 dist. de t. .
21 Cuarta. 8. l.uii Goniaga. Aud. doJ, do
civ. e do J. de pat do ? dist. de t.
22 Omita. >|ogi Testa do Corpo de Deo. S.
Paulino.
23 Sexta. S. Edeltrudes. Aud. do J.do civ. e do
J. de pai do I dist. det.
21 Sabbado. ** Nascimento de S. JuoBap-
tista.
26 Domingo. A Pureza, de Nossa Senbora.
CAMBIOS NO DA 20 DR JUNHO.
ISohre Londres a 24 d or I# ni. a 00 e 90 das.
P.rs 14 a 350 rs. pac Tranco. Nora.
Lisboa 106 por 100 de premio.
Oesc. de lettras de hoas firmas i / ao mea.
OurdOne kaspanhoU..... SOJOOO a' 311000
Moda de 0(1 relli. I7f 000 a |7|JC0
deeftOOnor.. I O 608 a ITfOOO
> de 41000..... SfgtiO a 9f0 PrU Palace brasiliiro. 2*000 a 2*010
Pesoscolmnaares... 2#000 a SfOlO
> Ditos mexicanos.... ifsau a ifO"
Milicia........... IJ920 a If910
A croes d.icomp de Beberiae, a i1*! r. ao par.
PERUTAMBUCO
""i ~---
PERNA&BUCG.
I
.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
8.' SISSAO ORDINARIA,
RM 17 DR JUIIIO IIK 1848.
Prenitienda do Sr- rizarte ,ZfVedo.
(CilNTINOaCA DO NUMERO ANTECKDENTF...'-
OSr. Ferreira Gomti: Senboi- presidente, ritiendo
i|iic ninguem deve tomar sssento nesla casa, sem que
precedan! as fuimalidadc que esli rstabclccida no
rgimen tu, ls(o he, sem qiie a coininlsio de constitu cao
v poderes di? parecer sobre 3eu diploma. Julgo,
pols, que esse i-equeriuicuto deven! ir primeramente a
referida conimissao, para que, depois de baver ella einl-
tido o ten parecer, possa ser admitlido o Sr. que se acba
na ante-sala. Facu estas reflexcs, porque jrS eui oiilra
occasio se dispensaraiii aqu as formalidades que re-
clamo.
O Sr. Trigo de Loureiro : Senhor presidente, quando
apparecc un rcqiicrlniriilo para que se di assentu ao
supplente, nue.se diz estar na casn, entrnde-se seuipre
que elle .he finio na Turma do nusso regiment, c que por
conseguirte o supplente a que se elle refere nao pode ser
admilttdo, sm que o negocio seja submettido coin-
niissoo de poderes, |iara ella dar oceti parecer: o reque-
riinento niio o di/, expressaiiiente', mas deve de entender-
se ipii' fui frito nesle sentido. O regiment marca as for-
mulas por que se verifican! os poderes dos meinuros
desla casa; e, pois, quando se reqlir a admissao de
qualquer supplente, be claro tjite semelliante admissao
nio ilr\'p dr ser resolvida senno depois de preenchldas
rssa formulas.....
O Sr. Ferreira Gomes: Equarsso as formulas?
O Sr. Trigo de Louniro: Ser o negocio submetlldo
riiiiiinisso de poderes, para dar o seu parecer crrra do
diploma do deputado supplente que se aprsenla.
Encerrada a discussao, he o lequcrimento submetti-
do votaciio e approvado.
O Sr. Presidinte convida a loininissio de constituido
e podrrs a dar o seu parecer acerca do objecto do re-
qiierimento; c, havendo ella apresentado esse parecer
cni sentido favoravel, succede que a casa o approvc.
gozos deque porventura o cidadSo pode participar: sem i circninstancias e conveniencias'; nao" sel como se ne-
.jtie eu truha segu a a minha vida e brns, sem que tenha | ga liojc o que se disse hontem : quando digo urna cou-
garanlidos o meus direltos, de que me srrvem todas as sa sustento. Disje-se, Sr. presidente, "que _a reduecao
vautagens que porvntura se me queiram proporcionar? da frca policial ao numero de 394 pra;as nao foi o rx-
l'or cunsequenela, se he essa a prlmelra ncrrssidade pu- pressao de urna necessidade publica, c sim mu mel po-
ORDF.M DO DA.
leilura de firojtrli t parecer; segunda diicuitSo do traje-
lo n. 23, lerftira do de n. \i,e primeira do de n. 6.
Entra em terceira discussao o pjojecto n 14, que ele-
va categora de villa a povoacio de Crrenle na co-
marca de paranhuns.
Nao havendo quem pe^a a palavra acerca delle, be o|>-
prosrada) e remettido cniniiiissu de redaceo.
Passa-se primeira discussao do projeclo n. 0 que fi-
xa a frca policial para o anuo linanceiro de 1848-1849.
O Sr. Joaqun) Tllela: Scnliur presidentc.'prdi a pa-
lavra para fa>rr alguinas observaccs sobre o projrcto
que est subuictlldo deliberaSodacasa ; e a prjineira
observafo que tenliua fa/.er, he sobre o diminuto nu-
mero de pracas, que o projeclo marca. Vejo no artigo
iniiiriro liiuitar-e a frca policial da provincia ao nu-
mero de 240 pracas; e, apreciando devidamente a impor-
tancia do servlco que presta provincia o corpo de poli-
ca, nao posso deixar de reconbecer que o numero de
24ll pracas lie cxcessivaniciite diminuto, i vista da ex ten-
sao da mrsiiia provincia. Eu noto, Sr. presidente, que a
provincia de Pcrnaiiibuco se acha dividida em 18 ter-
mos, sendo un delira subdividido em dous districtos ;
ali'in de mais dout termos, un que. acaba dapassar na
casa, e outro que est na forja, e que creio pastar-Util-
n ni, os quaes completarao verdadeiramcnle o n. de 21;
que em cada um dcalrs trr-ios ha uma.delegatura,
isto lie, urna auloridadr policial, para cuidar da segu-
ianca publica e particular; e me parece que240 pracas,
que o projeclo marca para* o carpo de polica, nao pdem
ser divididas por todos estes termos, .de inaneira que ca-
da um driles trulia o numero de pracas'sufiiclenle para
fazerra* a pol icia; ranlo mais evidente se torna essa
inipussibldade, se obsrrva inos que rsses termos se a-
i liam subdividido em 85 districtos e coiiscguinlcmente
etn 85 sultdclrgaturas,ou euiB lugares,em cada um dos
quaes ha una auloridadr policial dr iiieiiur alenda que
u delegado, mas tainbem enrai regada de velar na segu-
> anca publica e particular ; por isso uirsmo que, subdl-
vidindo-ae o numero de piscas, que o projrlo marca,
|ior 85 districtos, v-se que cabe um numero multo di-
minuto a cada um driles.
O Sr. Olinda : At hoje oinda uase dividi.
O Sr.Joaquim Villela: Alm de que, Sr. presidente,
deve-sraindu levaren) cotila que neut todas as comar-
r.is, neui todos ns>termos, nem lodos os districtos, exi-
getu a uiesia fr{a policial.; 'etn uns lie niislrr maioi
iiutuero de pracas, em outros menor; assim, por exein-
I lo, ixaucanial ao hc-pssivelque baja um numero de
pi-acaiqu corpo de polica igual au que pode haver em
itialquer oulra comarca; lie nnrgavrl que he aecessa-
i ni um numero multo maior.....
O Sr. Roma. E p que fax. a tropa de liuha ?
OSr. Joaquim Villela : -- Fu lo vou. Conseguinlemen-
le nao se pode dividir o corpo de pulida cm relacao s
comarcas, et.i rc'acao sos trrmoa, em relacao aos dis-
ti irlos, inandando-se para todas s romaicas, para todos
os termos, para todos os districtos um numero igual de
meas ; poique, como jr. dase, ninguem dir,por exein-
plo.-que a capital deva ter uin numero de pracas do cor-
po policial, Igual aoquetiver qualquer nutra comarca,
purquanto ulnguem usar negar i)ue a policio da cida-
dc exige um numero muHo niais cansidruvel de prcas
do que as outras comarcas ; c se acaso, Sr. presidente,
o numero de pracas consignado no projeclo, sinda di-
vidido igualmente por lodos OS districtos, nao chega pa-
la que rada niii delle tenha tima frca suhcieute, o
que ser fazendo-se a distrihuicu como se deve ? Ora,
nao estando o numero de pracas marcado no projecto
em |n uporcao com a exiensfio da provincia, em propor-
;au rain os sitas dlvisSrs lerrlioriaes, he evidente que
elle nao satisfaz; que deixa mesmo de prver i urna das
iiecessidades mais vitar, que todos nos sentimos. Sr.
prrsidente, para mlm a primeira necessidade de urna
surieda.de qualquer he a garautia da liberdade indivi-
dual ; he a fguranca pessoal e de propriedade ; porque
Jic justamente essa seguranza a base de lodos os mais
bllca, he.i ella tambetn principalmente que nos legisla
dores devenios attender ; asaiut que, semprc consijera-
rei como urna in poltica aquella que corta pelas ne-
rcssldades mais vitaes, para applicar os rendfmentos
pblicos satlsracSo d outras necessidades que nao sao
de t:io grautie importancia ; e digo isto, Sr. presidente,
j prevrnindo um argumento que esto persuadido ha
de ser presentado ein defesa do projecto ; tnas um ar-
gumento, Sr. presidente, que ten) applicaco a tudo,
que serve para combater -tudo ; um argumento que cu
poderel quallficr (servindo-me de unta expressao um
punco popular) de nariz de erra ; quero fallar da econo-
ma, porque estoil convencido que ella ha de ser pre-
sentada como o priihelro cavado de b.it.ilha, o grande
aehiUei, para sustentar o projecto ; allegando-se que,
com a sita adopco, hlfver una grande reduccao na
despeza provincial.
Convenho, Sr. presidente, (e como o poderla negar ?)
que, adoptaudo-se o projecto, c r.-Huzindo-se a frca po-
licial a 240*pracas, gastar-se-lia, seni dtivida, multo me-
nos do que clinservando-se o numero "que actualmente
xlslc, ou mesmo lixando-se um numero maior do que o
consignado no projecto ; mas a tiobreTcommisseo convi-
r tamben), que mais se economisar, se pon-entura se
rrdtizir esse numero a 100 pra;at ; quemis se reonn-
niisai, se sr abolir totalmente o corpo de polica ....
Poim : v Nao se pode.
O Sr Joaquim Villela Nao se pode !! E porque se
niio pode? Porque os nobres deputados reconheccm
que he una necessidade publica i frca pulid il.
OSr. Olinda:--Porque a lei nos impe essa obriga-
cu ; se nao fosse isso, abolla-se.
O Sr. Joaquim Villela: E impr-nos-hta a' lei esse
dever, se a existencia dessa frca nao (tur. urna neces-
sidade publica :' Se os nobres deputades niio pdrm nr
gar que a segu-anea publica c particular deve ser ga-
rantida, ilrvein lixar o numero de pracas suficiente, pa-
ra se conseguir esle grande fin que lem por iusso a
frca policial.....
) Sr.-Barba : As rendas nao chegain.
O Sr. Joaquim Villela : Se, pois, 240 pracas nao sao
snllii'irntrs para consegtiir-se esse fim, attcnU a exlen-
sao do territorio, he claro_ que nos, Usando 240 pracas
para o corno de polica, nao cumprlmos verdadeiramcn-
le com a obrigacao que a le nos incumbe, nao maule-
mos verdaderamente a srguraura individual e de pro-
priedade ; c que, levados de una tdeia multo bonita,
A ECONOMA, negamos a satisfaco da necessidade
mais vital, para attendermos a necessidades que nao po-
den) ser de tainanha importancia. J vem, pois, os no-
bres deputados, qu a economa nao he a ideia que nos
deve predominar cln questes desta ordei.....
OSr. Ferreira (lomee :' Que numero seria necessario
para sallsfazer o eu calculo ?.
OSr. IVoo de Loureiro: Nem 2,000pracas sao suf-
ficlentes para a polica da provincia: c entretanto nao
podemos pagar.
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente, que o numero
narrado no projecto nao he suficiente para manter a'
segu-anca individual e de propriedade, que he mesmo
excrssiramrntc diminuto, crefo firmemente, e cstou
convencido que ns nobres deputados nao poderao ue-
Sir : mas disse um nobre deputuilo, qiie mft llca na
ente, que, para ser verdaderamente garantida a segtt-
r.mea pessoal e de propriedade, para policiar-se devida-
mente a provincia, nem duas mil piafas serio suflicicii-
trs, entretanto que nao podemos crear duas mil prnfas,
visto que as nossas renda nao chegain pata paga-las :
pui m, Sr. presidente, quando assim seja, que cohse-
queneia pode o nobre deputado tirar d'ahi? Que deve-
nios rednzir considrraveltitente a frca policial, porque.
nao podemos cstafalrcer tanta quanta lie necessaria ?
Nao, Sr. prrsidenle, eu nao' tiro essa cnnseque'ncla.: o
que eu concluo be que devenios procurar um nielo ter-
mo, que devenios flxnr o numero quemis se approxi-
me do necessario, urna vez que esteja em proporco com
as nossas rendas. Ora, Sr presidente, as nossas rendas
nao podrrao, porvntura, comportar un numero maior
de pracas do que esse marcado no projrcto? Eu creio,
Sr. prrsidente, que poderei pro va r casa, que os nos-
sos cofres, que actualmente pagam 800 pracas, pdrm
comportar maior despez do que a que exlgem as 240.a
3ue o projecto reduza frca policial ; e, se he isto verda-
e, nao podemos fazer essa extraordinaria reduccao; por-
que nos temos obrigacao, de garantir a segura nca indi-
vidual e de propriedade, tanto quanlo pdennos, e com
essse numero cxcessivaincuir diminuto nao o fazeinoi
quanlo podemos.
Sr. presidente, que se nio pode considerar o nume-
ro de pracas fixado no projeclo., como o sufAclente para
prover lamanha necessidade, amala vital que tenia
provincia. que as nossas rendas pudein pagar um nu-
mero maior, eu o poiso provar, chamando ein tueu auxi-
lio o juio de todas as asseniblas proviuciaea que nos
irru precedido.
Sr. presidente, recorrendo a todas.as leis proviuclaes
que, desde que temos assrinlilr.is provinciaes, tcem de-
cretado a frya policial.'nio achel urna s que bouves-
se fixado uui iniinrio lio dimiiiulo de pracas, uo obs-
tante nossas rendas seren menores : nimia nao houvc,
Sr. presidente, un.a s lei, repito, que lixasse to peque-
o numero de pracas para o corpo de policia. Eu dei-
inc ao Irabalho de rever todas as leis provinciaes, rela-
tivas lixacao d.-i fi^a policial, e eis o que observei :
a 1.' lei provincial, que fixou a frca policial, (juche
a ile o. tixou-a em 448 pracas ; a 2.*. n. 25, uxuu-
cm 588 pracas ;.a 3.', u. 42, lisou-a em 599 pracas; a 4.a,
n.57,eni732 pracas ;a 5.', n. 78, em 538 : a fi.Vn. 81.
eniGOO; j7.',n. 88, ein 599; a 8.", n. 96. ein 455; a
9 ",u. 1,09, em 400; a 10.', u. 126, em 400......
Algum Sri. Depuladoi : Vai dimlntiiatlo.
U Sr. Joaquim Villela r Loso augmentar oulra ves ;
a 11, u. I*, ein 394 prafas. Eisaqul, pois, Sr. presi-
dente] numero menor de pracas que se decretou, 394,
que fui a (orea consignada para o anno de 1845 a 1846 ;
mas noteni os nobres deputados, que a lei provincial
u. 136, que fixou essa frca policial para o auno de 1846
a 1846. foi considerada ento, nao como a expressio de
una necessidade publica, poriu como um nielo pol-
tico de que um partido se servio par embiracnr a mar-
Utico que um partido empregot para embsracar seus
adversarios que, suppunha, iam subir ao poder....
O Sr. Loureiro : Nem tudo o que se diz he ver-
dade...
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente, dlssc-se, nao
lia iluvida, que foi um nielo de que lancou min um
partido....
O Sr. Cunta Maeliado : Que partido .'....
U Sr.Joaguim Villela : O nobre deputado salir qnal
foi.... o partido que entao dominava na provincia...
O Sr. Cunha Alachado : Nao sel qual he.
O Sr. Joaquim Villela : O partido,saquarema.
Algum Sr. Depuladoi : -- He partido que nunca hou-
vc na provincia.
O Sr. Joaquim Villela : E tanto se cousiderou. Sr. pre-
sidente, essa reduccao d frca policial por esse lado
que arabo de expr, que, seiido convocada extraordi-
nariamente a assrmbla provincial.ein principios de
1846, o presidente, que entao era o Sr. Antonio Pinto
Chichorro da Cama, dis'se no seu relatorio que una das
rascles dessa convocacao extraordinaria da assemblca,
era a necessidade que havia de augmrntar-se a frca
policial.... '
OSr.'Borba: -- Para prender os criminosos de que
havia grande numero nesse tetnpo.
O Sr. f.ui uarte : Os Valeulins cstavam cm cam-
po
O Sr. Joaqitim Villela Eis-aqui o que disse elle no
seu relatorio a esse respeilo :
Mais completo teriam sido, por certo, os resulta-
dos oblidos, se os mesinos empregados nao houvessem
de lutar com tantas dilRculdades, provenientes dn nao
Icrein frca bastante, etc., etc.: eu vos convido, Senlio-
res, a que vos oce.upeis da materia, esperando que a
pOr de nutras .nedidas que vossa sabedoria hajade a-
doptar a smelhante respeito autorisris a presidencia
para augmentar o corpo policial at o numero de sels-
rrnas pracas. -|
Em conscqurncla dessa exigencia, nos sabemos mu-
Ci
corle, que faca aquillo que a lei impe a nosso cargo.
Ora, Sr. presidente, nina das attribulces inulto Im-
Sorlantes que temos pelo acto addiclonal, ha de lixar a
irca policial, alim de garantirmos a seguranca indivi-
dual e de propriedade, afim de protrgerinos os nossos
concidados contra os ataques dos inns; porconsequen-
i ia niio posso coime que dcixemos d exercrr esse di-
reiiu em toda a sua cxlensao, que nao fixeuios a fr^
necessaria para consegiulr-se esse fim, fiados qa tropa
de linha, que porveutura exista na prqvincia, para rc-
duzirmos a provincia a ticar dependente desse auxilio do
governo geral, em objecto que n5o est a seu cargo, e
que conseqttenleinentc nao ha obrigadn a proVer. Por-
vntura nao sabemos que a tropa de linha ella dispo-
sifio do goverun geral, que, se boje manda para aqu 2,e
4,6, 8 batalhes, amanhia pode manda-Ios retirar;
que, se nao decrelarmos a frca pulicial necessaria, fiados
no auxilio da tropa de linha, fennos, repentinamente,
mu os inein- de occorrer necessidade publica mais
vital?
O Sr. /u-/;.i : O remedio est na lei.
O Sr. Joaquim Villela: Qual he?
O Sr. Borba: As guardas nacionacs destacadas ..
O Sr. Joaquim Villela : Ora, vamos tos guardas na-
rlouaes destacados... Sr. presidente, u quand> 01190
fallar em guarda nacional destacada, quando oufo fal-
lar em se distr diirrin os guantas nacionaes, que, como
nos sabemos, sao cidadaos Industriosos, para o servlco
da policia, tremo ; porque o que riles e a provincia sof-
frenijcoin isto. Nosc realmrnleoquequerdiier faser-
mos economas que nio devenios, rcduzindu a frca
policial a um numero iiisignifieantlsslmo, para obrigar-
mos o.govrrno da provincia a recorrern destacamento
da guarda nacional.i|iir o governo geral,ou appiovai 011
nio...
l.'m Sr. Deputado: Sao suppridos pelo cofre geral.
V Sr.Joaquim Villela:-----Pcrguntn, esse guardas,
que se se drstacam para fazer a polica, nao deixain as
shas oceupaces ? Nao soflVeinin consequencia disto,
mais ou menos,todos os ramos de industria do paiz? .Nio
sao os agricultores dislrahidos de suas oceupaces ? Nao
sao os artistas lambcui dislrahidos das suas .' Nao se .11-
redam inuilos bracos lia industria' Nio sull're eoiu isto,
em ultimo resultado, a riqueza publica?.... E a-coiise-
to bem que assemblca clevou o corpo policial a seis- qutncia nao he diminuir o rdito, publico ?
cenias pracas.... OSr. Womo : -- lla_ nimios que se engajam volun-
O'Sr. Roma : Porque havia pouca frca de linha.
O Sr. Joaquim Villela : -- Mas, nao obstante, anda nao
julgou o presidente esta loica sufliciente. e na scssho
ordinaria, tratando da forra policial, pedio asscmbln
tarlanicnte.....
O Sr. Jiiii./iiim Villela : Ha m 111 tos q-ie se enga-
jam voluintariainente..... Eucreio|que nao lia ua (uarda
nacional mullo que queiram estar destacados, i. -1 re-
que elrvasse o corpo ao nitmrro de itocentas pracas. erberem um diminuto sold: a inalor parte uo qu. e
.ha de um governo adverso que elle eslava persuadido
que ia administrar a provincia....
- Votee : Nio apolado, nao apolado..
OSr Joeaiti'm Villela Pois isto nao se disse cnlao
at as folhas publica f Querem os nobres deputados
" Sr. presidente, eu nio suu liotiieiu de
negar agora
Eis-aqui a parte do relatorio, que se oectipa disto :
Considerando que o corpo de polica deve ter setn-
pre nesla capital una nao pequea porcio dr pracas,
etc., etc., eic. ; vejo-ine na precls.o de propr-vos o en-
gajainctito de mais du/rntas pravas.
Nesla sessao, assemblca nao elevou a frca policial,
e isso deu tugar a que na srsso srguinle o mesmo pre-
sidente instasse poi esse'augmentp, no sen relatorio.
El-lo:
O corpo de policia, debaixo da direccao de seus dl-
tfnos eoinmaiidanle e ofilcaes, contina a exercer mul-
to bem as funeces de que he enearregado. No ineu an-
terior relatorio vos fu ver a necessidade do augmento
delle: subsistemas rases que enl.o expend, e por-
tauto sou levado a esperar que nio dexarels de autori-
sar o dito augmento. >
Em consequencia dessa ora exigencia, a assembla
provincial aulorisou a presidencia a elevar o corpo tle
polica a 800 piafas, e ella assim o fez. Ora isto, Sr. pre-
sidente, teve lugar em 1847, o auno passado.
Agora perguntarc, terao, do anno passado para c,
mudado to extraordinariamente as circuinstancias da
provincia ; ter crescido tanto'a moralidade d iodos os
individuos, que de 800 pracas, a que Toi elevado o corpo
de policia, se possa reduzlr a 240? Sr. presidente, anda
nao t na historia de paiz algum nina mudanca to r-
pida nos cosamnrs; anda nao vi que paiz algum, de um
auno para outro, li/.esse um progresso tao extraordinario
na sua moralidade. E com efleto, Sr. presdeme, s
com una mudanca to extraordinaria eu poderla achar
raso mi projecto ; porque para que he a/rca policial?
Nao hr para prevenir os delitos, prender os delinquen-
tes, auxiliar a aceo da justifa? Logo, sr se quer recluid-
la a um numero to diminuto, be que se rcconliccc que
devein haver menos delictos a prevenir, e menos crimi-
nosos a prender ; o que atiesta grande augmento na mo-
ralidade publica. Mas eu, Sr. presidente, repito, ainda
nao vi na historia de paiz algum um progresso to rpi-
do na moralidade publica, ainda nao vi um povo inora-
lisar-sc tanto de um anno para outro; pelo contrario,
vejo que os progressos dcste genero sempre se eflrctuam
lentamente ; lie pouco a pouco que os povos se vo mn-
lalisando e civihsaodo dr maneira que, so no decurso'
de anuos, r au- alguns ve/.es de serillos, beque as na-
{es apreseutaiu um carcter diverso, rmquanto i sua
moralidade e civilisacSo: Portanlo, espanta-me sobre-
luaueira esse progresso to rpido, que se deve suppr,
urna vez que se quer redu/lr a frca publica a pouco mais
da quarta parle da que existe actualmente.
Sr. presidente,-onvi dzcr qne a frca policial fot ele-
vada nos anuos anteriores, para auxiliar a tropa de fi-
nia) mas eu creio que nio lie essa a funeco da frca
policial: a forra policial, Sr. presidente, tem urna fnne-
cio especial, e a assembla quando a decreta hr justa-
mente para essa funecao ; e be por'isso, Scnhorcs, que
CU, legislando a respeito da torca policial, procuro lixar
n necessaria para manter a seguranca individual e de
propriedade de meus concidados, sem attender umi-
ta ou punca tropa de linha que porvntura exista na
pKsyhscia: porque entendoqu ne podetuos'c'intar com
a tropa de linha para o servijo da policia.
Sr. presidente, sempre que se quizer reduzir as pro-
vincias a mendigar recursos do governo geral, deixamlo
Ssrvir-se daqucllcs que em si uiesinos pdetn ter, bel
oppr-me con'i todas as frcas; -porque' ninguem he
mais Inimigo do que eu de urna cousa chamada cenlra/i-
earo.
Fok: Mas centrallsa-se o dinheiro.
OSr. Joaquim Villela : Nao sou eu quem o ceutrali-
sa. Sr. presdenle, o acto addiclonal nvcslio-nos de attri-
bulces milito importantes, c como fram ellas em gran-
de parle cerceadas pela iuterprelacio do mesmo acto ad-
diciuual. .
O Sr. Ferreira >.:*ei: Fram nullillcadas.
O Sr.Joaquim Villela: -Eu nao quera dizer tanto;
por Uso uiesmc sou muito closo daquellas que a iuler-
pretaco nos deixou ; assim que, todas as vezes que se
me oll'erece occasio de as exercer, nio deixo de o fazer:
iiio quero, naquillo que o acto addiclonal me d dlreilo
deprorer; estar dependente da corte; nao quero deixar
nos, h pouco, vimos um excmplo ;' perguntando-s.-
na frente de um batalho, quaes os guardas que volun-
tariamente queriam destacar, neiihum qurt.
O Sr. Trigo de Loureiro : He porque nao queriam
servir com o actualipresidcnle... .
O Sr. Joaquim Flala : F. o uobre deputado sabe
quem no momento ein que se der esta necessidade
estar na presidencia ? Sabe se os guardas nacio-
naes, nessa occasio, querero, ou nao servir com o pre-
sidente que estiver na admiuistraco ?
OSr. Trigo de Loureiro : Ainda temos remedio: os
delegados cliamarajii os habitantes do seus districtos,
que menos oceupaces liverrm.
O Sr. Joaquim Villela : E acha o nobre deputado
isso iiirlliiir do que que a provincia tenha a frca neces-
saria para que sejam garantidos os direito do cidadio.'
De maneira que se quer reduzir corpo de polica a
um numero de pracas, que se reconhecc ser Insufficirn-
le para conseguir o seu fim, para que eu, o nobre depu-
tado e oulros tenhainoa* de ser chamados para fazer
rondas, prender criminosos, ele, ele! .'
O Sr Trigo de Loureiro: He quando somos uiais
br 111 pul 1 ciados
O Sr. Joaquim Villela : Entao, o que se segu he
Jue se deve abolir o corpo de, polica, para que o cida-
ios inrsmos lcaui a policia.....
Vm Sr. Deputado : Nao podemos acabar com elle.
O Sr. Joaquim Villela : Pois redzam-no a dex
piafas.
O Sr.- Olinda : Pode mandar urna emenda.
OSr. Joaquim Villela. 0 nobre deputado he que .1
deve mandar.
Mas, Sr. presdeme, continuando. fallar sobre a guar-
da nacional, que os nobres deputados suppem que de-
ve ser chamada para fazer o servifo da policia, cu tenho
de api escotar, a respeito da inconveniencia dessa medi-
da, urna autoridade.que pelos nobres .leve ser por sem
duvida multo respeitada ; he a aulorldade do mesmo
presdenle que ha pouco elte, e que, solicitando a esta
assembla, que a loica policial l'ssc elevada a 800 pra-
cas, c preveiiiudo, sem duvida, apbjeccaodeque a guar-
da nacional podia fuer o servifo da polica, tratou de
mostrar logo a diRiculdadc que para isto ha.
Eis o que elle diz:
. Considerando que a aeco policial nao pode ser
bem auxiliada por guardas nacionacs j porque fra da
capital nao term riles a precisa disciplina, e j por-
que, morando cm lugares mais ou menos longnl-
quos, nao' se 'pdem reunir com aquella prstela
que umitas vezes cumpre ; c considerando finalmente
o mal que experimenta a agricultura,' e os uiesinot
guardas nacionaes em seren esles desviados de seus tra-
badlos para faiercm guardas s cadelas, rondas, c escol-
tas a presos de mis para outros lugares c distantes : ve-
jo-me, etc.
OSr. //.nuil : Nao tinha tropa de lluliu.
O Sr. Joaquim Villela : J fallt sobre a tropa de
linha; agora eslou fallando sobre a guarda nacional,
nao hei de voltar a ir?. O que acabe! de Icr, he para
mostrar que o servlco da policia nao pode ser feilo con-
venientemente pela guarda nacional. Nopodendo, poi,
Sr. presdeme, esta assembla cor.tar com a tropa de li-
nha, nem coma guarda nacional para a polica, boino
acabo de mostrar, porque ha de lixar una frca policial
to diminuta ? lUtirando-se a tropa de linha, quem ta-
ra a polica em toda a provincia ?.....
OSr. Trigo de Loureiro : O presidente convocar a
assembla.
O Sr. Joaquim Villela : E se nao convocar ?
O Sr. I rigo de Loureiro : He de presumir que con-
vocar.
-0 Sr. Joaqim ViUlla-: Enlo liavemos.de legislar
debaixo de presumipccs? He de presumir sto, ou a-
quillo, logo deliberemos segundo estas preiuinpces !
Nos o que devenios he legislar, prevenindo os abusos do
poder executivo ; nao devenios suppr que um presi-
dente nio queiia eouvocar ; mas. se o nao fuer, nao se-
remos nos culpados por nao ter fixado a fura poli-
cial?.....
O Sr. Trigo de Loureiro : -- Se elle detconhecer o seu


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inte reste, e nao cump ir o seu dever, temor dircito a
lanca-lo fra.
O Sr. ioaquim filela : -- S por mcio de una reso-
lucao..... nao he assim ?
O Sr. Trigo de lourtiro : Que duvida!...
USr. Joaquim Villela : De mancha que, as cousas
isi:ui levadas a inri ponto tal, que antes se quer que va-
mos cahir no abysmo de uina revolujau, que vejamos
ergnrr o eolio a anarcliia, do que que soja tinada a Airea
policial sufAclente. En, Sr. presidente, como legislador,
sou sempre desconfiado a respeilo daquelles que de-
vein de execuiar as leis ; e o uobre deputado nao pode
negar que toda a sciencia poltica, que todo o niacli-
nismo social que ella ensiua, funda-se no principio de
que o governo vai ate' aonde pode. Demais, para que
Invenios de pora presidencia na necessidade de convo-
car extraordinariamente a assembla, se podemos logo
fizar a forca policial precisa*?. >
O Sr. Cnicnorro, Sr. presidente, reconbeceu, como
ii/. ver, que a guarda nacional nao podia auxiliar bem
a accao da polica, c por isso pedio assembla provin-
cial que elevaste o numero de pracas do corpo de poli-
ca; ceucrcio. Sr. presidente, (ao menos esta* sao as
. ... _.^_.------------------------------______________________________________._
de garantir a seguranca pesioal e de proprledade, se
aproveitando os seus servidos, alias necestarios, damo
lins o pao ; porque havemos de priva-los desse beneli-
cio, privando a todos em geral da aatisfacao de uina ne-
cessidade da inaior importancia ? Creio que potso dizer
que un tal procedimento nao he nada poltico.
Sr. presidente, anda accrescentarei algumae observa-
res is que tenho feito a respeito do projecto, e a pri-
mcia be quanto ofganisacao que o projecto d fur-
ia policial.
Convenho, Sr. presidente, que essa organisaefio he a
que comporta o numero de pracas que o projecto xou,
mas nao dcixo de fazer meu reparo a_ respeito delta ; por-
que Calve/, se entenda que, para que'o corpo tivesse essa
organisacao. lie que ful elle reduzldo ao diminuto nu-
mero de pracas que marca o projecto.
O projecto d ao. corpo essa organi?ayfid, entretanto
que parece-me que, desde que ha frca policial, nunca
ella foi organisada de inaneira que s tivesse uin segundo
cammandante...
O Sr. los Carlos: J leve um s commandante : .a
creaeo do segundo commandante foi posterior a orga-
nisacao primitiva.
niinhas conviertes) que este trecho do seu relatorio O Sr. ioaquim Villela : Pode ser, nas o que he certo
nao tcm resposta; todos nos sabemos quanto soffrem,
principalmente pelo mallo, os guardas nacionaes, quan-
do sao chamados para policiar; he um facto conhecido
por todos a difltculdade que ha em reuni-los para esse
tini-
Ora, Sr. presidente, se us nao podemos, neni contar
enm a tropa de linda, nem liaimo-nos na guarda nacio-
nal para fazer a policia, a consequenciahe que devenios
marcara frca policial necessaria para que seja garanti-
da a pessoa, a honra c a vida dos cidadaos ; assim que,
para que fixassemos o numero de 240 pracas, seria inis-
ter que se provasse que 240 pracas sao suficientes para
conseguir esse fim; mas, Sr. presidente, parece-me que
tinli demonstrado o contrario, nao s pela cxtciiso da
provincia, e pela experiencia de lodos os legisladores
que se leem scujado nr.su cana, seno at pelo facto,
nosse mesmo ; porque crcio que esta csseinbla he qua-
si a mesilla do anuo passado, enm pouca dillerencu.
. Mas, Sr. presidente, prescindindo mesmo, nao clirci
prcsinnliiiilii, porque nao posso prescindir das rases
que (eubo apontado, afora mesmo as rasrs que truho
apresentado.....
OSr. Trigo dr lourtiro:-- Entdo sempre prescinde.....
fra ellas.
O Sr. Joaquim Villela : Nao, Scnhor, afora ellas, a-
I.'mi dellas ; pergunlo, Sr. presidente, ser poltica a
rrducco do corpo de policia a um numero lio excessi-
vaincntc pcqueuo, como o que o projecto prope, quan-
do vemos que esse corpo se arda elevado ao numero
de 800 p*rafas ? trelo que nao.
Sr. presidente, o projecto, rcdiuindo o corpo de 800
pracas que tein a 240, faz o.m que srjam desprdidos
:V'm individuos. K nao poder causar isso algiiin mal
Nao sao porventura 560 cidadaos que all se acomino-
davaiu, quealli tinhamuMi mein honesto de subsisten-
ca, eque ficam privados dclle, sem terein militas vetes
de que viver ?
OSr. Cunha Marliatlo :Isso lio urna msiniiacao o-
dlosa.
O Sr. Jos Carloi : E esses.ciitados, an les de seren
do corpo, erain reos de policia ? Man tinliam outros
lucios de vida 1 Pois voltam para elles.
OSr. ioaquim Villela : -- Talvez nao possam ; os no-
bres diputados sabem inuilo bem, que nem sempre es-
sa transico de umeinprego para oillro se faz (o rpi-
damente romo se quer....
O Sr. Trigo de l.oureiro : S o uiio pode fazer queni
tein rniprrgado grandes capitacs, como o agricultor que
i uinjiimi mu engenho, ele; os oais todos pdciu.
O Sr. Joaquim Villela : Ku moslrarei a grande dilfi-
ruldadc que hao de ter em adiar oceupacao. Nao sabe
o I...I.H- deputado de que provena ella? He que, mesmo
alm destesque liao de (car piivados dos lucios de pa-
ndar o pao, j existe um numero cousideravel de Outos
cidadaos que nao Irru un os de subsistencia....
O Sr. tiorba : -- S se sao vadlos.
OSr .loayu'm filela : Nao, Sr. deputado nao sao
vadlos;511 nao farei essa injuria aos meiis pan-icios
lie porque nao acham trabadlo'; c nao o acham, porque
bs poderes do estado nao Ihes leem dado os ineios ne-
cesarios para que clles possam trabalhar. (paiadot re-
pelidos un i jaiUrnf.-Farioj Sr*. diputada reclamam nr-
dem.)
OSr. Ioaquim Cosa : Porque nao chainaram or-
'lrin lionlriil ?
lu ins Sri. Vepulados : Chamamos, nao ouvio '
(O Sr. Trigo de Lourtiro explica,empaparte, o sentido do
que (lera o Sr. Borda ; mas nao nos foi possivel colher
as palavras do Sr. deputado.)
O Sr. ioaquim Villela : Sr. presidente, estimo que
V. Exe, man trulla a urdem ; mas pefO iglialdadc ; ol-
ed mi para todos. Feliimenle, (vollando-st para o Sr. 7'iioo
de Lourtiro) estou fallando em publico, eu nao inverto,
-nem inveneno as proposices de niiigucn : disse que
iiinilos cidadaos nao tinliam ineios de subsistencia, co
ioliir ilrpui uin (i-o/umlo-.tc paro o Sr. Horba ) disse que
aconteca Atoaos vadios : repito, pois, eu nao irrogo
essa Injuria aos. incus patricios ; nao sao vadios ; riles
procuran* trabalho, mas nao o acham ; e nao o acham
filirqne, Sr presidente ? Porque os poderes do estado
uo llics teeui proporcionad os ineios uecessarios para
o acharem ; porque todos 01 ramos de industria se a-
liaiii por assim dizer, monopolisadus pelo rslrau-
geiro.....
O Sr. Trigo di Lourtiro: O nobre deputado, porque
nao aprsenla um projecto neste sentido ?
OSr, ioaquim Villela: Nunca fui deputado geral.
OSr. Trigo di Lourtiro: Aqui mesmo. -
O ir. ioaquim Villtla: Nao cabern as nossas allri-
Jiuieoes as medidas necessarias, c por isso nao as posso
propr.
II Sr. Trigo ne Lourtiro:Pode, pode, com rclacao
provincia, porque nao?
O Sr. ioaquim Villtla : O nobre deputado cntende
que sim, cu entendo que uo.....
(OSr. 1,0111 riio dtim aparte limito longo, que nao po-
demos perceber. AlgunsSrs. reclaman-, ordeni.)
O .Sr. Joaquim Villela : Quando o uobre deputado
acabar, eu contiauarel..... (Pausa.) Acabou?.... Senhor
presidente, di/ia en que nao he porque srjam vadios que
inultos Individuos nao teein melos de subsistencia, mas
sim porque Ihes falla o trabalho; porque, infelizmente,
iodos ns ramos de industria se acham monopolisadus pe-
lo eslrangeiro...,.
O Sr. Ferrara (iomts: J ha un projecto, e feliz-
mente est acabado isso, porque o tratado rom a Franca
eonrliiio: o governo pode agora obrar.
OSr. ioaquimViUtltt: Ha um projecto!! Opcojecto
pai a niiin lie urna din la. Ulna pri frita burla; dcixa ao
ardiirio do governo lixar o prazo, lindo o qual o po-
demos estrangeiros coinmerciar a retalho, c bem v o
nobre ilrpuudo que o governo pdc marcar at 50 an-
uos, eque drntro drstes 50 annos pdc acontecer multa
colisa: ha uin adagio que diz que, rmquantb o pao vai e
vem, folgam as costas; dentro, do prazo que o-governo
marcar, a le, quando mesmo passe o tal projecto, pdc
ser abolida, como foi a que creou o imposto a resprito
doscaixelros estrangeiros.....
O Sr. Cunha Machado: Pude ser aperfelooado.
O Sr. Joaquim Villtla :E espero que a sabedoria dp
assembla geral o aperfeicoar.
Kxistindo, pois, j, Sr. presidente, uin* numero consi-
ilrravrl dr cidadaos sem melos de vida, porque havemos
de augmentar anda esse numero, tornando aluda mai.s
precaria a condifao de todos? Sr. presidente, esla con-
' ideraco deve pesar sobreo animo de uin legislador jus-
to, que, mais de que ludo, deve attender s necessida-
di-s publicas.
Sr. presidente, eu rntrrido que todo o cidadao na so-
ciedade tcm direito ao trabalho, porque todos leem o di-
rcito de viver, eque, por eonscqiirncra, os podres do
estado devem sempre proporcionar esse trabalho, quan-
do o podrem fazer. Ora, Se nos podemos conservar
r-iuprcgados um grande numero de nossos concidadaos,
(ili 1. eln urna trela de grande utilidade publica, quai a
he que sempre o commandante teve a graduaeo de te-
nenle-coronel.
Ainda lia no projecto outra disposlcao, com a qual me
nao posso conformar. Ninguem, Sr. presidente, lie mais
contrario do que eu doutrina da conflanca, tomada em
un sentido abstracto. Essa doutrina faz com que os em-
pregos pblicos estejam sempre de (nao em nio, e que
por isso os individuos nenhuina eslabilldadc tenham lici-
tes ; e eu entendo que esta instabilidade dos empregos,
que tecm os individuos em urna constante dependencia,
he urna das causas que mais contraran! a liberdade do
voto, c tendem a falsificar o syslema represenlatiyo ;
mas, se nao apoio essa doutriua em toda a sua amplitu-
dc, todava nao posso prescindir absolutamente do prin-
cipio de crnlianca ; porque, i respeito daquelles funecio-
m-ii ios que sao como os deos do governo, daquelles
luiirri mariiis, por nieto dos quaes o governo exerce a
sua oceo, pe cm pratica o scu pensanicnto, persuado-
me que deve seguir-se a doutrina de conanca. Ora,
dessa ordem sao sem duvida os ornuiaes do corpo de po
licia, riles devem ser pessoas da conliaiifa do governo ;
mas, entretanto, vejo que o projecto coarcia inuito ao
presidente da provincia o dircito ampio que elle deve
ter de escolher osoinciarsdoeorpo de policia ; por isso
mesmo que o obriga a preferir os ofnciaes da quarta
elasse do exercilo, c a nomea-losn mesmo posto, ou no
iiumcdiato. Ora, sendo o presidente obligado a dar essa
preferencia, nao ha duvida alguma que pode ver-se na
cnlliso de noiiiear um ouicial da quarla elasse, que
comquanto tenda idoneidade, todava uo llic inereca
verdadeiramente ebnfianca.
Ainda'vejo, Sr. presidente, no projecto outra dsposi-
eao que nao posso app'rovar ; por isso que, alm de ter
elfeito retroactivo, lie smentc cm favor de ccrlos c de-
terminados individuos, quando ha uniros que estn as
inesmas circumstuncias. O projecto, dtsponda que os
illri.irs que 1.iirin demittidos, estando destacados, teeui
dircito ao transporte cao sold, etc., arn escruta- Es-
ta ilisposiean sr l'.ua cll.it iva aos ollieiaes subalternos
ullimamtnli demittidos achando-sc cin srrvieii fra da
capital. Eis-aqui, pois, o projecto dando eflfeito re-
troactivo sua dlsposirao, e s em beneficio dos ltima-
mente demittidos : mas, se se quer-reparar urna injusti-
fa, porque nao se repara a respeito de lodos? Nao lm-
veruo, alciu desses ultimamenlc demittidos, outros que
lambem daj.-im sido demltidos estando em servido fra
da capital ? I.ogo, porque n;To se Ihes concede a mesma
craca.' Porque se faz ella privativa dos ollieiaes ltima-
mente demittidos
l'.nti rtjnio, uo posso dcixar de fazer um elogio ao no-
bre deputado, que assiguou cm primeirn lugar o projec-
to, por ver que elle leve a delicadeza de nao estender a
si o favor que quiz.fazer aos seus cantaradas; louvo
milito essa generosidade do uobre deputado ; com isto
ccriainenrc o nobre deputado se livrou de qc Ihe ap-
plicasscui oepgramma de Itocage: Procurador, bem te
entendo, tu procuras para ti.
Sao estas, Sr. presidente, as observaces que tenho
por ora a fazer sobre o projecto.
OSr. Trigo de l.oureiro:--Sr. presidente, pedinpala-
vra para notar que a opposico que o nobre deputado
faz ao projecto he extempornea ; porque o iprojeclo he
de re-condecida "uecessidade, porque nao pode dcixar de
ser altendido. (rito, nos nao podemos dcixar' de ler
uin corpo policial inaior 011 menor ; he de reconhecida
utilidade o eslabclecimcnto de uin corpo de policia,
lenha elle este ou aquelle numero de pracas. Se o
nobre deputa 10 entende que o projecto conten de-
fcltos, como he bem possivel que os tenha; nao he
isso raspo sulucientc para que elle seja rejeilado: es
ses defeitos pdem ser reparados mas em occasio
competente, que nao he cerlamenlc na primeira discos
sao, onde apenas se deve tratar da utilidade 011 inulili-
dade do projecto. Na' segunda discusso, pois, he que
era cabivel essa oppo$c.o que o nobre deputado faz ao
projecto; na segunda disi usa,10, he que deve de procu-
rar rmrnda-lo de mudo que pnssa corresponder aos (ns
que tcm cm vista. Entretanto,como eu julgoque a com-
inissu de polica bem desempenhou sua misino quando
.1 pi ,-srnton esse projecto, porque entendo que o iinmcio
de pracas, all iixado, he muilo sufnciente ao corpo po-
licial para que se elle preste ao mister para que elle fui
creado, qu.'-i u dizer, para que possa coadjuvar a polica
na prevencao dos delirios c na prisao dos dcllnquen'tes,
cncarrcgo-ine de juslica-lo, comquanto nao tenha a
honra de pertenec- commissao que o Confeccioflou.
Mi ppouliu que a rasan que leve a commissao para re-
duzir o corpo policial foi a couvicc.o deque a frca mar-
cada he muilo .siiilicirnir: mas ha anda outro motivo
que mu i tu justifica essa redueco, e he que o corpo de
polica te ni sido applicado a lins, que nao aquelles para
que foi destinado; porquanto. sendo rsse corpo-creado,
como ja obsri vi 1. para-a prcveuco dos' delictos, deve
ser distribuido por todas as villas e povoaces da pro-
vincia; e no eutanto eu. nao vejo que isso se faca,
o que vej he que se concentra insta cidade a mor parte
do corpo, (apoiadot) ao pas.su que as comarcas csto
entregues nicamente aosdelegadqs e subdelegados,
que reunem alguna cidadaos para polica-las.
O actual presidente nao se conlentou com o estar cer-
cado por cerca de 2,000 bomens de tropa de linda, man-
dn chamar capital iodos os deslaoameulos policlaes.
Por isso entendo quo a commissao obrou mullo bem,
quando icduzio bcorpo de policia ; porquanlo he elle
destinado a lins mili diversos desse a que est sendo ap-
plicado. E nao be s esta consideraco que me leva a
approva a resoluco da coininlsso; a circuiustancia de
iremos milita tropa de linda na capital, tambem concor-
re para que cu proceda assim. Mas, disse o nobre de-
putado que me precedeu, essa tropa de linda pode ser
mandada retirar pelo governo. Foque lem isso? Recor-
ra o presidente da provincia ao aivilre que a contituico
Ihe faculta: convoque extraordinariamente a assembla,
requcsitc-ilie loica se della prensar. Demais, ahi est a
Ici que autorisa ; delegados c subdelegados a chama-
ren! os cidadaos menos oceupados, para pociarcni os
respectivos districtos : c a experiencia- nos diz que,
quando isto seda, he, que somos bem policiados ; bem
como que, cm mais de una occasio, tcm haviilo ueces-
sidade de policiar a policia.
A commissao, pois, Sr. presidente, fui milito justa
quando reduzio o corpo de polica: I.", porque esse
corpo he distrahido para misteres diversos daquelie
para que fpi instituido, pois se conserva nesla cida-
de, onde he menos uccessario do queem qualquer ou-
tra parte ; 2.a, porque" temos tanta forja de linda, que o
Recife est constituido em verdade prqca d'armas ; 3 ",
linaliiicnte, porque', alienta esta circumslancia, a re-
ducfo nos habilita a economisar ama grande parle
das rendas proviuciacs, sem detrimento do servico pu-
blico.
I)i7, porcni, o nobre deputado que falloeiu primeiro
lugar, que, com semeldantc rcdiiceo, vanio. tirar o pao
1 innitus dos nossos concidadaos- mas esle aiguiiieuto
nao deve de proceder; porquanto, a dever elle pesar
sobre nossas cunscicnclas, o corpo de policia, Sr. presi-
dente, devera cninpdr-se n5o de 800, mas de M.000 pra-
cas, pois que he este, pelo menos, o numero de pessoas
a que falta trabalho nesta provincia. Isso, porin, he im-
possivel: atiesta & Franca para servir deexemploao
nobre deputado. .A.Franca he um paiz multo rico e po-
deroso ; mas, isto n5o obstante, jamis podera realisar a
Imporlantlssima promess de proporcionar trabalho ao
povo....
O Sr. Joaouim Villela : Veremos.
O Sr. Trigo di lourtiro : Isso he Impossivel ; he
linposslvel garantir trabalho a todos os individuos, m-
xime entce nos que. para levarmos a etTeito seinelhante
proposito, precisaramos augmentar a despea em mais
de um milhao ; ao psso que vivemos em um paz po-
bre, onde, desgraciadamente, existe moda-papel, que
n8o tem valor alguin. > .
Ouanto ao recel, que tem o nobre deputado, de ha-
ver uin presidente, que. no caso de sera tropa de linha
mandada retirar pelo governo geral, nao convoque
traordinarlamente a assembla provincial, para solicitar
augmento defdrca.se ojulg-r necessario ; quanto a se
nielliante recelo, digo eu. nao posso deitar de supp-lo
Infundado, visto que nSo he crivel que haja um adininl*
(rador de provincia, que assim despreze os mcioe tfe
manter seguranca publica. ,
O nobre deputado tambem achou materia para com-
baler o projecto, pela organisacao que elle da ao corpo,
dizendo que a asscmbla nSo devia intromettr-se ni-
so. mas sim deixar a organisacao a arbitrio do gover-
no..... '.'-.-
O Sr. Joaamm Villtla Nao disse Isso.
O Sr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, tambem
nao Ihe acho rasao 'esta parte. Disse o nobre leputa-
doquea assembla reduzio o corpo de polica a /4
pracas, s com o fin de ihe dar esta organisacao..;..
O Sr. Jonuim Villtla : Isso disse eu ; mais nao dis-
se que a assembla nao podia dar-lhe essa organisacao
O Sr. Trioo di Louniro : O essenelal sempre o
disse.
O nobre deputado naodeVe julgar maliciosos os acios
dos nossos -collegas ; porquanlo eu estou convencido
deque, se a comissSo reduzio o corpo de polica, foi fun-
dada as ra9es que tnho expendido. Se cu Tsse mem-
bro da commissao de polica, terlafello a mesma redue-
co, e conti 11 uaria a fazr-la emqnnto se conservasse na
provincia tanta tropa de linha quanta a que temos; pois
que, como j d.'se, nos nao precisamos nem de uina so
prac.a do corpo de policia, visto como temos muita tro-
pa: paia as diversas comarcase municipios da provin-
cia, entendo que bastain 240 pracas tanto mais quan-
to o governo emende que a frca ah existente he dema-
siada, visto que a inandou recolder capital.
Resumindo quanto 1iei expendido, Sr. presidente, 01-
rei que entendo que a commissao obrou em rega, c nao
3uiz tirar'o pao aesses cidadaos que vio ser despedidos
o corpo de .polica ; que este argumento nao deve de
influir cm nossos nimos, pois que ah eitao 30 mil I10-
mens, pelo menos, que carecem de trabalho, e que, pa-
ra satisfazermos aos desejos do nobre deputado. devia-
mos acommodar nesse corpo; que para distribuir pe-
las comarcas tanta frca quanto o nobre deputado Jul-
g necessaria seria precisa una despeza que os corres
proviiiei.n-s nao pdem comportar.
Scnbores, sclivessemo ineios pecuniarios, eu propo-
rla a policia florestal, para que os nossos concidadaos
iiq continuassem a ser rondados e assassinados nessas
estradas embrenbadas que conduzem s comarcas cen-
traes..,.
O Sr. Joaouim Villela; Eis ahi mais urna raso para
se redu/.ir o corpo de polica.
OSr. 7'rioo dt Lourtiro: Mas, como fallecem esses
meos, e na provincia nifo ha necessidade de tropa, julgo
que 39 240 pracas sao milito sufflcientes. Voto, portanto,
pelo projecto, supposto tenha em vista olfcrecer una c-
nenda na occasio competente.
OSr. Cabral : Sr. presidente, com bastanteacanha-
mento me vou envolver na discusso que nos oceupa, c
isto tanto mais quanto o nobre deputado que combateu
o projecto, procurou de alguma inaneira laucar sobre a
cominissau alguma cousa de odioso ; mas espero que os
meus collegas, apreciando as rasdes que nos induziram
a redigir o projecto, tal qual se aeda, sejam mais justos
do que o nobre deputado.
Sr. presidente, quando a commissao reduzio o corpo
de policia a 240 prt-ai. nao teve em vista fazer mal a pes-
soa alguma ; uo, Sr.'presidente, ella teve, sim, em vis-
ta, que com uina seineldantc medida fa/.ia um bem
provincia. Dizo acto addicional no artigo II 2: leu)
compulsando, porin, o relatorio do presidente, vejo o
segulnte : (liu) ora, nao designando elle o numero de
pracas que necessitava.....
O S. Joaquim Villtla : Quit com isso dizer que pre-
cisava das inesmas que exlstiain naaclualidade. <
O Sr. Cabral: Nao se segu.....Sem duvida, por ha-
ver na provincia bastante frca de primeira llalla, tan-
loque cxisti-iii, nesta dade, dous batalhes de cacado-
res, dous de arlilharia, um de fuzileiros, un esquadrao
de cavallaiia e urna companhia de artfices ; frca esta
que pode (nui bem ser empregada no servico publico,
sem prejuizo dos cofres provinciaes ; cntendeu a com-
mssao que devia reduzir o corpo de polica ao numero
de 240 pracas, que distribuidas em destacamentos de 15
liomens por cada comarca, (lea anda uina reserva, re-
sultando disso una economa, que realmente nao he pe-
quea, como piovarei e que pode ser empregada com1
mais proveito. (4poiado.)
Vou agora, Sr. presidente, apresentar casa emquan-
to monta essa economa : a despeza do corpo de policia
com 600 prac.as foi arcada em 148:708^0001 s.; armamen-
to, rqiiipainenlo, agoa, luz, etc. 9:000^000 rs. que
com 44:400/000 rs. de sold, tardamente, etc., para 200
5rapas que accresceram, snminan estas quanlias em-rs,
B2:70S^0O0, salvo erro. Ora, a despeta com a frca pro-
jectada he calculada em 59:544/350 rs que com 2:600/
rs. quo teem de ser deipendidos com agoa, luz enfer-
mara mnntain a 62:144/350 rs. logo temos urna econo-
ma de 140:563/650 rs. a que o nobre deputado'chama
naris di tira ; no que nao Ihe acho multa raso, atiento
o enorme peso. (Hilaridad! gtral.) Qra, diga o nobre de-
putado : iodo esse diubciroanpllcado 's obras da pro-
vincia, bem como estradas, cadeias e mitras de que tan-
to necessita, nao ser de inals proveilo ?Ninguem o con-
testar : r de mais nao convm que smente com a for-
ra policial se dhvpcnda um terco dos rcudimenlos da
provincia.
Sr. presidente, o numero de pravas marcado no pro.
jecto emdiscusso he inulto sufnciente para mantrraac-
co da policia,"uina vez que seja bem,distribuido, mas se
se quer um corpo de policia para cortejos c grandes
paradas, para assistir, por exemplo, posse do delegado
(Pa Victoria, cutan nem oitocentos honiens silo sullicieu-
tes. Se o uobre deputado entender que a trc~a lix-da
nao he sufAclente, c que deve ser augmentada, ollere-
\.i nina emenda, que nao duvidarci rotar por ella, nina
vez que inc convela da necessidade do augmento ; po-
rin clamar-se contra a rednefo sb o pretexto de que
se vo desoecupar umitas bravos, nao me parece inulto
justo, porque o cerpo de polica nao he uiu estabclcci-
mento destinado para emprego de bravos desoecupa-
dos. Se ha recelo de que ns pessoas despedidas do cor-
po de polica nao tenham no que se empregar, adi es-
tan as obras publicas, que pdem uceupar muitos tra-
baldadiii es, mxime com a applicavo de.140 : 563/650,
- Aualysando o projecto, fallou.o nobre deputado acer-
ca da organisavo. Sr. presidente, sabe o nobre deputa-
do, que nao sou .militar e conseguinteiiientc nao estou a
par das regras adoptadas na orgauisaco dos carpos ;
mas, examinando a le da crcacao do corpo de tiiuui-
cipaes pe mancilles, de 22 de outubro de 1831, notel que
alii se nao estabelecerain as iiicsioas formulas seguidas
nos corpos de primeira linha e na guarda nacional.....
O Sr. ioaquim Villtla : Nao falle! uisso.
OSr. Cabral: *-Nao sendo eu militar, como disse,
louvel-ine na opinio do meu nobre collega, como pro-
fissional na materia, e concordel com a nova organisa-
cao por elle dada ao corpo de policia. _Alm disto convm
acabar com esse appaiato militar, tao oneroso aos co-
fres provinciaes, ao menos simplificado o mais que fr
possivel. ,. I
Sr, presidente, sinte nao poder acompanhar ao no-
bre deputado em" toda soa argumentafao, por se baver
elle desviado um pouco da materia. Entretanto pare-
cece-me que tenho sustentado a utilidad* do projecto:
por isso vol por elle.
( (?onli'nnai-e-fco )
Ordem do da para a sesso da assembla,legislativa
provincial, que deve de toaver lugar amanba (21):.,
conliuuavo da de hoje ; leilura de projecto e pare-
ceres ; segunda ditciisso do projecto que u a frca
policial para o anno de 1848 1849 ; c tercfra do de
o. 9, de 1847. '
COWMEBCIO.
7:127/354
Alfand^a.
RENDIMENTO DODIA20.........
Disearregam hojt, 22 dt jtnho.
John-Farnum farinlia, bolachlnha e barricas
abatidas.
Pireut farinha. '"-.'
Ligiir mercaderas.
Dyinn dem.
Brigue Texidor farinha.
Brigue --lltliomolit mercadoiias.
Barca
"arca
Barca
Barca
IMPOUTACAO'.
Ileliopolis, brigue france/., viudo de Marseille, entra-
do no corrente mez, consignado a A. Rrgord & Canca-
nas, inanifcstnu oseguinte:
40 barris azeite doce, 20 ditos oleo de linliaca, 14 ditos
alvaiade, 61 ditos giz, 100 caixas sabao, 110 ditas azeite
doce, 100 ditas espermaceti-, 100 ditas chumbo, 70 di
ocre, 5 ditas gomma-laca, 16 ditas alcanfor, 6 ditas 11
n, 15 barricas pos nietos,48caixas de papel, 75 fardos
tas.
naA
los >
.apcl de embrulho, 20 caixas amendoat, 67 gigos garra-
as vasias, 22 voluntes perfumarlas, 8 barris alpista, 30
dalas de alfazema,60 barris viudo branco, 80'barris dito
tiuto, 1 barrica ago'ardente, 10 gigos champagne, 6 cal-
as sedas, 7 barricas licor, l3 voluntes doce, III caixas
licores, 15dllas frutas, lOditas cobservas, 1 dita calva-
do. 1 machina para dlstilaco ; aos consignatarios.
Ttxidor, barca americana, vinda de Baltimore, entra-
da Ueste porto por franqua, consignada a James Ry-
der Se C, uianifestouo seguiote :
1,380 barricas e 40 lucias ditas farinha de trigo, 50
barricas carne de vacca salgada, 80 barris nianleiga de
porco, 100 caxinhas queijos, 300 caixas e 50 meias ditas
cha ; a James Ryder 8t C.
208 pecas de fazenda de algodao, 5 barricas flo de sa-
pateiro ; a L. G. Ferreira Si C.
'I.....mil '
.loviinento do Porto.
A'ani'o entrado no dio 19.
Parahlba ; 6 dias, hiate brasllei.o Sanla-Crui, de 22 to-
neladas, capito Antonio "Manocl Att'onso, equipagem
4, carga toros de mangue ; ao caphvo.
Savioi tahidoi no mesmo dia.
Phlladclphia ; hiate americano Qilbrai, capltao Roben
Knox Jnior, carga assurar.
Baha ; brigue sueco Li eutnant-PaUtrion, capltao A. Wes-
lemlark, em lastro.
I.J_____________ _______I____ mnmmmmm
Declarares
O cscrivo da subdelegada da freguezin de S.-Jose-
fa/, sciente ao respcitavel publico que inudoii a sua re-
sidencia do paleo db Terco para a ra Imperial 11. 195.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERN AMBUCO.
No vce-consulado de Portugal na Parahiba existe em
deposito a quantia de 173/930 r. em nioda correle ,
producto liquid da arrematacao que alli foi feia de
alguna cascos com vinho", das marcas JIMe diamante
R, por occasio do naufragio em Cabo-"tranco do hia-
te portugus Bom-Suetsso procedente de Isba com
destino a este porto. E porque nao tenha apparecido
at agora reclamante a -esta quantia assim se fas pu-
blico para que a pessoa competentemente autorisada
se aprsente uaqulle vice-consulado ou neste cana-
lado com os respectivos e legaes documentos que assim
5 habiliten! para, referida entrega. Consulado de Por-
tugal etn Pernainbuco aos 16 de junho de 1848.
Joaquim llaptisla Mrtir* ,
' Cnsul.
A administravao geral dos estabelecimentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 26 da crreme,
pelas 4 horas da tarde, na sala das stias sessdes, ir
prava, a qiicni mais der, o renditnento do fura das ca-
xa* de assucar do anno llnanceiro de 1848 a 1849.
Administravao geral dos estabelecimentos de carldade,
19 de junho de 1848.
_ O escripturaiio,
P. A. CavatctnU Cotuseiro.
CORREIO.
A pessoa q ue botou uina carta na adininistracio do cor -
reio para oSr, Joaquim-Manocl Pereira, quelra compa-
recer a iiieslna, alini de declarar o deslino que deve ler
a dita carta.
Tlfi'.A IIU> PUBLICO
O GRANDE ESPIO DE VENfcZA
ou
O Angelo lyranno do l'adua.
Em' beneficio do aclor Antonio Lapes Rtb.~iro.
(Jninla-feira, 22 de Junho, serdeseiupcnhada com toda
a pompa e brilhanlisino como foi na primeira vet nesle
Iheatro: os Intervallos serio preenchidos com dai*^s
das jovens danjarlnas deste Iheatro.
FUBLIGACVO AGRCOLA.
dahio a luz c aelta-se ycnJa por 20?
rp ni livraria Ja praca d-i Independen-
cia, ns. 6 e 8, o manual prtico do fa-
bricante d a,sucar, lendo por epigrtpa'l
o preverbio queni quer os lins qner
os meios ; obta inteiessantis.sinia para
os.nossos agricultores.
)
-
m


T-t-t: ~rr~
JTT-
*==>k
lloje,
GRANDE COSMORAMA.
esto expostas, das 6 liaras da tarde cm diante,
110 lugar do coilume, as seguintes vtas :
1 *A ffalerW nacional, em Londres.
! a Hota-fogo, no Rio-dc-Janeiro.
i O monte Corcovado, no Catete, no Rio-de-JanelrO.
'pi. A magnifica ponte pensil, no canal do Meney, na
'"I''o banho universal de Plimonb, na Inglaterra,
A alfandega de Dablln, na Irlanda. ,
/. O interior da matris de San-Jos, que se esta edifi-
cando em Pern'ambuco. V
8 A duqueza d'Oi leans, na ala da cmara dos de-
pilados, com os dous menores principes, na revolucSo
,lc frvcreiro.in Pars. -
o AcidadedcDresda com sua magnifica ponte de
peoaTodaAalcSade de Par, pelo arcedo Trlu.npho.
II o castcllu de Convay, na Inglaterra, eui una noite
C12 "b Tonel de Londres por balxo do ro Tamisa.
13 A ertpdo monte Vesuvio, na opera da ultima
,,o;i rgHh3fe ne" ^ p',fi"d0'-de mo-
da"belle'a de tao magnificas vistas, como as da prsen-
le exnosicio, recoinmenda-se ao reypeiiavel publiao.
Os billietes vendem-se entrada a 500 rc.s feral-
nienle.
avisos raarilimos.

.- Para o Porto sabe, impreteiivelmente no di 24 do
crreme, o brigue portugus Bom-Sucuu. Os ". cr-
efi,dorestenhamabondadede levar o seu. conhec 1-
mcntoJruedoVigario.cmcsado Sr. Francisco Al-
ves da Cunlia. ,. .
-Par o Rlo-de-Janeiro segu, cm poucos das, a oar-
ca americana Jo*rmm aqual tem s'U*/''." cm;
modos parapassageiro : or prclcndentcs di iJ'""* '
Matheut Ausn & Companbla na ra da Alfaudega-Ve-
'"' para Lisboa sabe, impreterivclmente no da 28 do
crreme o brigue portuguez A-Domingo* : recebe ain-
..calgum* carga e passageiros, para o que '
conimodos : liala-se com os consignatarios M<-ndcs *
larroto, nauada Cras, n. 4o ou com ocap.lao Ma-
noel Goncalves Vlanna na praca do Comniercio
. Para Lisboa sabe, alc-odia30.de conente, a mul-
lo veleira barca portugneza Ligttra, de que he capilao
i.uonio Joaquim Rodrigues: para passageiros, para o
,.e tem os .i.ell.orcs cominodos. trala-se com o mes-
.,<> capltao ou com os seus consignaurlos, r. S>. tva-
l",--0p*ra"oP<.ito sahe.lmpreterivelmente no dia 18 do
,trente, o brigue ppiU.gi.ez r**r*W$^'*r
emente passageiros, para o que lem multo tona com-
lllodos: a tratar com o consignatarios, Mendrs*T arro
/0 ..a ra da Cruz n.49, ou com o capitao, /eferino Ven-
tura dos Santos, na praca do Cojnmesclo. .,*
Para o Rio-G.aod-do-Siil pretende sabir em pou-
Avisos diversos.
LOTERA
DO HOSPTAL PEDRO II.
Gorrem infallivflmcnte as rodas desta
lotera no dia 38 do eorrente vespera
do Apostlo S. Pedro, dia limito proprio
paro tentar fortuna.
6. T. Snow embarca para o Maranbaooseu eicravo
' 0?-"'os Maria Alve Braga, subdito portuguez, retira-
se para o Rlo-de-Janeiro. _
-- A senliora debina costumes que se encarrega da
crlco de meninos de pello Impedidos e desimpedidos,
e que recebe menino para se desmamaren., no que pro-
mtle esmerar-se, mudou sua residencia para a ruada
l'euha, jtfttto ao sobrado Je dous andares e sotao, de vn-
randas de ferro. .
Para as pessoas qfuc teijcio-
11 aid seguir viagem.
Na ra sapprles para dentro e Tur do imperio, despacham-
so oacravoa e orrem-so tullas ,'tutlo com brev.da-
de o por preco muiW>e muito convmoiio.
-- Goilherme Augusto Rodrigues Selle, querendo fazer
nublico a devida de gratidao einque esta para com os
seus amigos da villa do Llmoeiro, pelos extremosos e as-
ti.los cuidados que tomara, con o seu preadissimo e
sempre chorado amigo e padrinho Joquim Lulz de Mello
Carioca, qu. durante os das que o mcsino 4a viveu,
,iur na occasio e depois de sua tao sentida niorte,_ ser-
ieJITlfi'
chamado vulgarmente-Jos' Marotos ; ttulos do sitio de
trras de crear gados, no sertao de San-Jos dos Beier-
ros, denominado Serra-do-Ayres; ttulos da proprleda-
tle dos Fornoi-da-Cal; ttulos do engeho Petribu, por
invocacio Almas-Santas. Almdestes ttulos exislem ou-
tros de terrenos de alguna predios nena cldade, p varias
jus'tilicaccs de ser vicos. A pessoa a quem convierdrt-
ja-se a ra Nova, n. 67, no armazetn de trastes.
James Adains.capitao que foi da barca ingleza uta-
Irift, avisa aquellas pessoas que llverein contas contra a
rqesma barca, devein apresenta-las qiianto antes, a_t sex-
t-felra, 23 do eorrente, no consulado britaonlco, ra ao
Trapiche-Novo, n. 12, segupdo andar, que depois deste
lempo niio se attender reclamado alguma.
O Sr. que, por engao ou esperteza, levouda matriz
da Boa-Vista um chapeo preto em bom estado, no da
domingo a noite, na oceasiao em que aahlo o Santisslino
Sacramento,dcixandouin velhissimoem Uoca, bajaaao
mandar destrocar na casa do Sr. sacristn ia, puis j se sabe quem fol o autor de tal caso; e, no ca-
so que o leve, se guardar segredo; do contrario, tera ae
passar pelo desgoslo de vr o seu nome por extenso e
inoradla ; isto dentro em 3 das.. .
Na cocheira atrs do theatro.de Joiio da Cunha Kcn,
alugam-se multo bons cavallos pal-a prsselos, e umbein
ptimos quartos para vlagens : tambem compram-se,
vendem-se e trocam-se toda a qualidade de cavallos.
Precisa-ae de un pequeo para estar cm compa-
nhia de outro em urna vendai cujo pequeo salba 1er :
tamben, preclsa-se de ontro mals taludo, que se spujei-
te a trabalhar em um sitio, sendo os seus maiores ara-
zeres tratar de cavallos! a tratar na cocbelra de Joao da
Cunha Res, no bairro de Santo-Antonio.
A mesa da irmandade de San-Bene-
dilo de San-Francisco encarecidamente
pede aos moradores de algumas ras pe-
as quaes n5o passou a procisso qne teve
lugar domingo prximo passado, como se
animacin, queiram desculpat essa falta,
filha de um motivo urgentissimo-
Perdeu-se, no dla20 de junho.uma caixa de tarta-
ruga branea, da ra da Alegra at a ra Velha, que rol
onde se deu por falta : quem a achar queira rcslitui-la
a seu dono, que he o padre frei Jorge deSauta Anna, no
convento do Carino do Recife.
Jos Martina de Castro, subdito portuguez, retira-
se para fra da provincia.
Tiram-sc passaportes para dentro e tora do impe-
rio, tambem para escravos.c igualmentelram-se folhas
corridas, tudo multo enconta e com piomptldao : ua
ra estrella do Rozarlo, 1. andar, n. 31.
O abixo assignado, vendo uete Oiori os repetidos
annuncios para se venderem as safras c mals objectos
constantes do mesmo Diario, existentes nos engenhos
Cajal.ussii e Cajebussutinho, na fregueiia do Cabo, do
patrimonio do mosteiro de San-Bento, da cldade da Pa-
rablbs, transferindo-se aos compradores as rendas dos
ditos engenhos, previne aos compradores que, cu.quan-
to ao traspasso das rendas, nao conten com ellas l por-
3uanto, faltando ao actual rendeiro, o Sr Jos Cordelro.
e Carvalho I.cjle, no engenho Cajabuss. alguna Hie-
res, e no nutro tres antros para lindarem, este Sr., por
escriptura publica, trasferio o abaixo assignado os
u.esmos arreuilainentos, acrescendo tambem ter o
abaixo assignado arrendado por oito aonos odlto enge-
nho aos meamos religiosos do dito mosteiro: adverte
mals aqualquer comprador que as ditas safras eslao
subjeitas ao pagamento das rendas dos ineiiniii enge-
nlos, as quaes se vencen ein l. de malo de 1849.
I'orfMfo Hsnriou da inlva.
__A linlurelra da ra de lionas inudou a sua resi-
dencia para a ra Augusta n.,72, onde continua a rece-
ber roupa para Ungir, e tamben, lira toda a qualidade
de nodoa; tambem cmgnmma ludo com multa perlei-
cao e multo mala'enconta do que cm outra qualqucr
parte, e prometle servir bein.aus freguezes com muita
presteza no que Ihe fr entregue.
Quem estiver as circumswucias de ser leitor de un
sitio, queira dirigir-se a praclnha do Corpo Santo n.
1 A Yot do Bratil n. 3fi est venda nos lugares do
costbme.
Kngomma-se com toda a pe.rfeifno e por preco
commodo : no pateo do Tecco loja do sobrado n. 9.
Preclsa-se de um feltor para um sitio perto desia
praca, que entenda de horticultura na ra do Amo-
rlm, n. l5. ...
Preclsa-se de urna ama para todo o servico de una
cesa de familia : as Clnco-Pontas, n. 112.
O Sr. Gaspar Leite de Aievedo Sampaio queia pro-
curar urna'carta, viuda de Portugal na rua Nova, n. 43.
__Joaqun. Eduardo da Costa e Marcelliho Eduardo da
Costa fllhos menores do Sr. capltao de primeira linha,
Antonio Eduardo da Costa, seguein para o Rio-Grande-
do-Sul, levando em s'ias companhlas o seu escravo me-
nor de nome Amnelo, de 4 annos.
Roga-se a pessoa que acbou urna carteira contenr
do 4.")/ rs. em urna cdula de 20/ rs. e as mals de ?/ rs
a qual fol perdida ao Ir da rua de Agoas-Verdes em di-
reccao a rua do Fogo becco do Padre at arua do Quei-
mado o obseqnlu de restituir que ser generosamen-
te recouipeusado, ese Ihe ficar milito agradecido
Joie Antonio de Oliveira.
imr na occasio e dep_.
Jc-sc desse mel para agfcer-lhcs de todo o-coracao
csses Incommodos, e scieUTlcar-llies a lembranca eu.
que sempre ter, nao s o obsequios felos ao seu mu
charo amigo, como o cuidado que coinsigo mesmo live-
ram as duas ou tres cyucopes de que terrivelmcnle foi
acoirimetttdo a occasio do enterro. Oinetmo agrade-
cimentosc deve entender em nome da viuva, c nao s i
jeme doUmoeiro, como a todas as pessoas desta cidade
(|ue durante a molestia de seu nado marido o visitaran!
e obsequiaran! frequentemente.
ANNUNCI INRE5SANTE.
Exlstem, para quem haj de convlr, e liver interesse,
as detnarcaedes e ttulos antigos das propriedade leguin-
tes: dmarescao das ierras de Sn-Jos-d Aldea, no ter-
ritorio de Serinhaem ; alguns ttulos do eiigenlio Jagua-
ripe ; Ututos do sitio denominado Hraco-dp-Melo ou La-
poelras-dos-Diiartes, e mais terrrnos aunexos aos enge-
nho* Vlccnte-Ca.nprllo e Riacho-d'Anta ttulos de di-
visa por nina vistoria entre os engenho* de - cisco, da Varzea, e San-Coime, producidos em urna ques-
to sobre-a posse e dominio das Ierra denominadas
Partido da outra banda ; ttulos do parlado ttenomlna-
Jo--Sonum--, produtldos em una-questio entre os
scnhores.de engenho de Camaragibe c Jaguare, do terri-
torio de Seriuhuii. ; ditos do sitio ilc tenal -- laniatua-
Melrlm, na fregoejia de Santo-Antao; demarcacSo das
lena no rio Cucah, territorio de Serinhaem, por pro-
visao regia que alcancou Manoel de Atinjo l.ima ; de-
marcacSo das tenas do-engenbo Boa-Vuta, do territo. io
de Serinhaem, por provlsao regla que obteve Luiz lel-
xelia Lima ; demarcaeo das trra do engenho reman-
de ; demarcacao c litulos das Parnlibe-de-lialxo de-
n.arcacao e ttulos das trras, entre a duas estradas que
vio para Uebcribe de baixo e de cima ; 4cmareaco c ti-
lulos da ierras da Cachoeira-de-Tamaloupc, da fregue-
y.ia de Traciinhaeiu ; demarcar amigavel entre as tr-
ras do engenho llom-Jesus, e propriedade do Parol, ter-
ritorio do l'o-do-Albo : ttulos das trras entre os en-
genho* Sibir e Jussar; litars das tenas de Campia,
,-|uefdiau. de Aixlr de'Albuqucrque, junto s trra do
engenho Aiagoa-Grane ; ttulos das trra do engenho
Arariba-de-Ciina, do territsriodo Cabo; tituloda fazen-
da Panfilas, denominada Queimadas-Novas, e de nutras
ierras do mesmo titulo, entre o engenhos Gaierra e
Massangna, e iUia das Mercs; ttulos de una legoa de
erra* para urna e outra parle do rio Tnatoupe, que i'o-
ani de Jos Camello de Vasco ncellos Ututos da Ierra
denominadas Cainaleao, na frrguezla de Una ; titulas
das ierras do cogtnho an-Goncallo, deTracunbiem,
__Precisa-sc de jIous caixelros para, venda de 10a
14 annos": na rua da Sensalla-Velha, n. 4(i.
__Fugio.no inez de inaio, mu preto por nome Tho-
maz, alto c calvo: tras na*'peritas Uina ferida ; fol es-
clavo do fallecido Bernardlno : quem o pegar leve-o a
rua do Crespo, loja de Ignacio Viegas, que sera recom-
pensado.
Vende-Je ufria cabra de 22 annos sadia, que cose ,
engomma e cozinha: na rua larga do Rozarlo, n. 35, se
dir quem vende por necessidade.
-. Vendc-se, ou troca-e por escravo* mocos e robus-
tos urna casa terrea a travessa do Lobato ao p da
ordem lerteirado Carino : a tratar no largo do Carino ,
venda n. 1.
Cheguein ao barato das cassas, a 3io
rs. o covdo.
Novas chitas atravessada*; riscados de novos padrdes;
chitas escuras, inulto finas; chita de coberta. muao
finas a 200 rs. o covado ; madapolao muito tino a jf
rs. a peca ; meias para enhora as mals finas que leem
apparecido ; eoutras multas faiendas baratas que se
vendem na rua do Llvramento n. 14. .:
Vende- Leia potica, ou colleccao de poesas
modernas de autores portugueze publicadas no Rio-
de-Janeiro, por Jos Ferrelra Montetro, conlendo o
prlmeiro voluinc 52 ntnneros com 312 paginas .preco
2>000 rs. Reebein-se aiiignaluras para o segundo vo-
luine consundo todo o anno de 48 dividido em J< n-
meros : na rua da Cadeia do -Recife, loja de Joao da
Cunha Magalhcs .aondeji se encontram o nmeros
"1 a 9. Na mesnia lojase continuam a receber assignatu-
ra para a Cftroniea LilttraHa jornal de liistruccao c
recrelo por preco de 6/ rs. por anno por 52 nmeros.
Vende-se urna eicrava da Cosa, mota, de bonita
figura multo tadia que coslnha o diario de uina ca-
sa lava de sabao he multo boa quitandelra e milito
fiel: nao tem vicio nem achaques na rua do Sebo ,
' Vende-se urna caa terrea em uin do mclhore
lugarc da Capunga de pedra e cal, por preco commo-
do, por seu dono rtirar-se para fra : quem qulzer an-
Vende-se lijlo de toda as qualidade ; telha ; cal
brancaepreta, barro e areia. por preco commodo,.
no flu do Hecco-Largo no Recife, junto as talxas de
e-rVende-e, para fra da provincia, o mesmo>para
o oentro dcslaprovincia urna preta de boutla ligara ,
sem vicios, ptima costureira, modisU cngommadei-
ra insigne cozinheira de forno c fogao, doceira e pa-
delra ; asslm como uina negrnlftt bem parecida peri-
ta costureira boa engommadeira cozinheira do da-
rio de urna casa, padclra e doceira : na rua do Hospicio,
n q
-.1 Vendem-se agulhas francezas em caixinl.as ; sus-
pensorios finos de borracha ; tinteros em caixas de jas-
pe; liuhas de carretel domados ; Unta lina azul c en-
carnada : cssencia de rosa a 800 rs. ; sapatos de,setim ,
-.ara senhora a800 rs. : no Aie.-.n-da-lioa-\ista n 84.
-- Vendem-se tesouras linas para costura ; meios
botins francezes para liomcui a 2#500 rs.: no Alerro-
da-lloa-Vista, n. 84 -
Vende-se uina cadeira de arruar, forrada de seua ,
quasi nova ; uina palanquim da Haba ja usado; cai-
xilhos de amarello, novos, para janellas de peiloril
com todos os pertences : na rua do Amorlm. n I j.
Vende-se um preto de niela idade, robusto e. sem
vicios, e que he bom siradorde couro : na rua Dirci
ta, n. 4, se dir quem vende. .
___Veude-se urna morada de casa de dous andares ,
com duas loias grande quintal formidavels oitocs
com 36 palmos de largura e 100 de fundo sita ua rua
Dlreila desta cidade no melhor local : a tratar na
do Caldeirclro, n. 02.
Vendem-se couros' de lustro :
rua dt truz, no Recife, o. 17.
-- Vende-se. urna negrlnba de 13 a 14 annos com
principios de costura: em Fra-de-Porlas, rua do li-
tar n. 85, seguudo andar. .
Vendem-se boas caixa de tartaruga v.ndas do
Aracaty por barato preco : na rua do Crespo loja
Vende-se una carroca nova, de boas madelras ,
para um bol : na ruado Pataclo-do-BIspo,n. 8.
Vende-se um relogio de ouro nini.lo bom regu-
lador : na.travessa dev.-Bita, se dir quem vende.
A i|ooo rs. ,
ancorlas com axeitonas superiores : vn-
deni-se.no caes da Alfandega-, armaiem
n 7, de Francisco I>as Ferreira.
Vendem-se dous moleques de l3 annos; um dito
de 20 annos ,de nacao; uin dito de napo Muambique;
dous escravos mocos ; urna escrava de bonita "gura,
que engomma e coziilha ; duas lindas negnnhas de i
annos i com principios de costura ; b escravas de todo
o servico : na rua Dlrelta n. 3, defronlc do becco de
S.-Pedro, .... fc.
= Vendem-se 12cadeirasamericanas; de palninna ,
usadas ; uina barretina de couro de lustro nova ; urna
farda nova, de superior panno para fuz Iciro ; u.rrjo-
Co completo de do.nin-frances as instruccoes de
cavallara pelo vlsconde de Barbacena : tudo por ba-
rato preco : na rua deS.-Rila, n. 91.
Vo pateo fio Colleja, n. t, loja nova de
liaros, de Joo da Costa Dourado, re-
receberam-se ns seguintes novellas, to-
das de tica encadernacSo:
Novos jogos de sociedades; Solitario ; tala Rene, do-
ile Suzaninha. 2 vol.i os segredos de triumpliar das
= Vende-se a safra criada do h (JaSn?
lindar no anno de 1848, na freguez *h^ia^0^.
ceuteao mosteiro de Ssn-Rento. aVParrtib do Norte
noente ec-rre.^^rch^-.--. 7C, boUde. =,
40 escravos e o
biliaria c os
tVa'scripto.com suas avalla^des ; ""j0* ,r---
quer dos dous. .
Safra criada de planta e soca, avallada en. ffi(m
l,729paes,a3#OO0 ......ooOO
Rossa velha c nova, pela metade Y^fCj
Metade do valor da roda trago*
740O0O
1:300/000
500/000
30/000
loo/ooo
reo/wo
166/000
400/000
Asseutamento novo de 7 taixas e mals 2 com
remend..............
Moenda assenlada..... '
2 tanques de madelra para inel
Parol cocos, pouiba c reparlidelra
Assenlamento para rtame .
Estufa ,.......
500 formas a 320...... .
I alambique com seu*pertences. .
5 carros ferrados a 50/000........JJ
I canoa grande.......... t-snosOOft
70 bois de carro, a 50/000 3.smiw
1 telheiro para casa de vivenda avallado lftjrj0O
pela metade.....*..... iiOiOOO
3 taixas com defeltos ......... onnJOOO
Casa de recolher bagaco. iw^~"
A metade de 1,160 braca* de valado (j80) a- ..yifm
avallada cada braca a 720 .a.nnnlnftft
40escravos. avaliadp cada um por 300/000 '*^"
1 pipa para condutir niel....... SSmm
lcasade telha 1...... *W,KW
Partido da Jurema fe Cacboeira, pela inetade
em 70 pcs.e nao envolvidos nos l,va, a,
3/000...........
Rs
2IOJfOOO
2g7o6#600
N. B. Vende-se tambem a safra, independe me dos
escravos ebois pH()SpH0RO
Aterro da-
e em oncas : no
. fabrica de licores
c-se, ou permuta-se por casas ou escravos .
e silo, perto da pa?? com boa casa inili-
iras mals de 500 ps de iiiangabeiras, coqu.-i-
i'tn libras
Boa-Vista, fabrica de licores n. 17.
Vende-!
um grand
tas fructei,...
ros urna gsande planta de caplm e grandes '"s-parx
contiiiuacau c dulas um cercado (|iie #is....... n
maior mr(a do verao, trilito vaecas de Icitc to
malta com boas madelras para cercas e boas KWH
para otarias com mais de quatro mil ps de coque no*,
lenas para plantacdes de mandioca c carros : a iraiar
noAtrrro-ila-toa-Vista, u 62. ...
Vendc-se nina cabra de 22 annos. sadia que cose,
engomma e cozinha : na rua larga do Roiario, 11. .J, se
dir quem vende por necessidade.
.-= Vendem-sc os seguintes llvros : o Panorama, v. ,
Maeasin pittoresco, em fraucez, 9 y. ; Archivo po-
pular, 7 v. ; Universo pittoresco, 3v. contendo 0 an-
nos ; Galera religiosa, l v. ; Historia do Brasil B
v ; Recrelo, jornal de familias,.1 v ; A distraccao,
I v. ; Muscu piltoresco 1 v."; Muscu dos antigos c mo-
para osengenlj_
dar. a nualnuer hora do da.
- Vcndem-se chapeos de pello de iebre, e.ontra.Jle
castor, patentes superiores c finos : na rua do Quciina-
do, n. 55.
te
Compras.
Continuam-se a comprar palacOes brasileirose
hcspa.ihes, a 2,000 rs., e pecaa, a 16,700 rs. : na na
da Cadeia-Velha, n. 38. (
Compra-se um preto que seja bom oicial. de al-
faiale : na rua da Moda, n 7.
l ompra.se um tranceln! com 6 a 10 nltava de ou-
ro de le sem fellio : na rua da Cruz, no Recre, n. w.
Coinpram-seenfeites para cinteiro de menino ; as
Cincb-Pontas, n. 80. ....
Compram-se eflectlvamenle escravos de ambos os
sexos, de I0,a 40 auno* de idade, para uina encoiiimen-
da : na ua strcila do Rozarlo, 1. andar, n. 31.
i-.j _u_..'..-i-?1
Vendas.
Vendem- saccas com milho a 3/300 rs. ; ditas
com arroz de casca a 3/200 rs. : na roa da Cadea oe.
S.-Antonio, n. 21.
- Vende-scuma preta de 30 annos que cose, en-
gomma e cozinha : na rua doPasseio.loja n. I0._
Vende-se urna canoa pequea ou battlao, por
preco commodo : no Aterro-da-Boa-VIsta fabrica de
IC= Vende -se urna parda coift dons filhos. um de 2
anuos e o outro de 4 : a parda cozinha engomma co-
se, faz lavarinto, he de-bonita figura e nao tem vicios
nem achaques i o motivo por que se vende se dir ao
comprador: na rua da Concordia passando a ponten-
nha a direita, segunda cas terrea. .
- -'Vende-se urna preta de 14 anno, de bon.la figura,
uue cozinha o diario de uina rasa., cose chao nao lem
molestias, o que se afianca ao comprador: na rua da
Concorda passando a pm.tezluha, a dlreila, segunda
Alba,.I rol.; lianei, i voi.; u. ^ucmoic -, --
4 vol.; Aftonso Rraz, 2 vol. ; diabo colxo, 2 vol.; Estcvi-
nho Golcalves. 2 vol.; Guilherme Tell, 1 vol.; aventuras
de Robison, 6 vol ; os verdaderos orculos das damas, i
vol.; ditos das senhoras, 1 vol.; tala, I vol ; inverna da
rnone, 1 vol : todas stas novellas vendem-sc por com-
modo preco.
II Vende-se urna excellente vacc, de J>oa raca e mui-
to mansa, queda multo bom leltc e em grande qnanti-
dade, juntamente com una cria; no Mondego, sitio uc
grades de ferro, onde exisua fabrica de rap Hsuron
CALUMB1A MILLS
Gcorg town.
Acaba de chegar a este mercado uina partida dcsla
superior qualidade de farinba de trigo, com a qual s
pude competir a verdadeira Gallega : vende-se aieta-
Iho, no annazem de Antonio Annr, no caes d Alfande-
ga ; e em porcoes, a tratar com J. J. Tasso Jnior.
--Vendc-se urna barcaca que carrega 10 canas, appa-
relhada e prompta a fazer vlagem paraqualquer parle ,
(Mein a iiicsm pretender dirlja-sc ao becco do iheairo:
por cima do botiquim do Si. Paiva. 1. > andar. Na nici-
na casa desr-ja-sc fallar ao Sr Antonio Morena de lar-
valtio, a negocio de seuinlercsse.
' Vende-se um eseravo da ('osla, que
compra c cozinha pe feitameute o diario
de urna casa: be moco, robusio, sadio e
multo-fiel; "5o tem vicios, e be de boa
(gura : na rua da Senzalla-Nova, n jo,
segundo andar
^Vende-se urna banda e fiador
9) Vende-stoguainccimcnto do botiquim Co-
&, va-da-Onca na rua larga do Rozar o, n. 34 ,
P) cujo'botiquinisou fundo, on valor doguariie-
! fc cimento he 331/640 rs. e d-se por 2j0/ rs. ;
W he mu espacoso c tein dous foges, um pa-
Pra caf e outro de ferro para cosinbar boa
rea na mesnia coziqha c por cuna do mes-
r mo moradia para familia, esta iiiultoTieni
W afregueado, de ter muito bom cafe, c para
& commodidade do comprador, se ensillara
SP oruii a farer xaropes, licores superiores ca-
, f e ptima manteiga fazendo-se com cada
garrafa de leite duas libras ; cede-sc este bcl-
&, lo estabelecimcnto com todas, as boas pro-
W porcoes c sacrificios, por seu dono ter de sc-
*, ulr para a Europa a tratar de sua saude.
Vendem-se 4 escravas, sendo uina preta c 3 mula-
tas, entre as quaes uina multo moca e de boa l.gura, en-
gommadeira e costureira, e mais um casal com uina b-
Ihade 14 annos, pouco mals ou menos: na ruadoi.res-
po, loja n 2 A, se dir quem vende.
MANTEIGA PARA BOLOS.
Manoel Joaquim Goncalves e Silva rua da Cruz, n.
43, tem excellente manteiga propria para bolos de S.-
Joao, enconseqiienciadc sua boa qualidade<, e ter nim-
io pouco sal, por menos mcla-palaca cada libra, do qu*
cm outra qualqucr parte.
__ Vendem-se novos liyros de sorles
para a noite de San-Joao, sb o titulo A.
Joven Pe nainbucaita-- conlendo alm
das sortes mitras poesas feitas as modas
e aos rapazes do bom tom : no pateo do
Collegio, loja nova de livros, n. 6, de
Joao di Costa Dourado.
Vendc-se una preta de linda figura de Ib aunos,
oue cose, engomma e cozinha tudo com perfeicao : he
.i.a das mais bonitas desta cor : vende-te para fora d,-.
noviiicia.e he propria para o Rio-de-Janeiro : na rua
Farga do Rozario, loja n! 35, ,e dir que vende e o mo-
tivo.
imiito ricos : as
pes-

tacs objectos quizerem 'comprar dirijam-sc
praca da Boa-Vista, venda n. 13, por bao i> -
""vemle^wuatro co.xas de damasco. sendo2 ca
nardase 2 unarellas. por preco barato : na oj/de mlu-
deaas da praca da Independencia, n. 4, se dir quem
fe* PORTAS M&
Nesta-loja vendem-se pecas
5/000 rs. e o covadoTi 140 i
0
CT-Venede..eco..de ^'"^,5ioda" wtV Vende-se manteiga ingleza muito supenor. a
cas do Rio.(.rande-do-Sul: na rua da Moena, rm""I M> a Ubr. na rua aaCfUViw Recife n. "
zeui n. 7,
46.
5/000
. Ven^c-sc o verdadeiro xarope de Bosque, vmdodo-
Ri7-de-Janeiro pelo vapor ktan-- na.rua da Cadeai-
Velha, n. 61, boca de Vicente Jos de Bnto.
Lotera do Rio de-Janeiro.
Vendein-so bilhetcs e inelos ditos da segunda lotera;
a beneficio do theatro de San-Pedro-de-Alcanlara,-. na
rua da Cadcia, loja de Cambio, de Manoel Gomes daCu-
28oh"-a-eVcnde-s a novena c officio de S.Job Baplista:
9 1 na praca da Independencia, Uyravia u, b e 8.
;
/
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_______


I
'1

r
*
&
-- Tta rua do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos |e sobrecasacas, as-
si ni como chapeo de castor, pelo barato reco de
5/000 rs.
Vendem-se cadeirus de balando muito boas
commodas: no armazem de Kalkmann & mund, na rua da Cruz, n. 10.
Casimiras elsticas
finas.
Vendem-se superiores e expelientes corles de casi-
miras de superior qualidade e'lindos goslos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e 7# rs. o corte de caigas, sen-
do seus padrOes Unto de gosto para o invern, como
ara o verSo; selles antes que se acabem: na rua
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
- Vendem-se acces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escrptorio d O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n.9.
Vendem-se presuntos de Wcslplcalin, snporio-
res nonrmazem de Kalkmann & rtosenmund, na
rua da Cruz, n. 10. 0
SUPFItlO.l FAItEI.0, A 4.000 rs.
Ven em-se saccascoin fHrelo fino de Trinsle, che-
gado ltimamente, o qnal he o melhor de todos que
aquilem aportado, por sor ornis nutritivo: ein casa
ueJ. J. Tasso junior, rua do Amorim, n. 35.
Vendein-se dous bracos do halancys grandes,
com ronchas de pao; nina bomba de cobre para
despegar pipas : na rua da Senzslla-Nova, n. *:
(Casimiras elsticas
a 640 rs.
Vendem-so casimiras elsticas de algodo e lila,
palo barato prego de 640 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. 1, da rua do Collogio.
--Vendem-so vidros para espelhos de todos os In-
manhos: no nrmazem do Kalkmann & Itosenmund,
na rua Novos o-ambrees.
Vendem-se superiores corles da fazeuda denomi-
nada -- gambrees pelo diminuto prego de 1,800
rs. o curte :.esta fazeuda lio de inui superior quali-
dade e scus padrOes rivalisam rom asnielhores ca-
simiras: na rua do Collogio, loja nova da estrella,
n 1.
-- Na loja da rua do Queimado, n. 5, vende-so pan-
no prcto lino a 3,000 o 5,000 rs. o covado.
BOA PittGA.
A
deAIenquerSimoes do Amaral, na rua Nova ; e do
Sr.J. Chardon no Aterro-da-l!oa-Visla.
Vidros para vidra^as,
vendem-se em porgeos bu a retalho a vontade do
comprador: na rua da Cruz, n. 38, casa de Schafhec-
tlin & Tobler.
Vendcni-sc pecas de madapolo inulto largo, a
2^800 rs. e a 140 e iGO rs. a vara : na rua estrella do Ro
/ai i, n. 10, 3.0 andar.
Vendem-se cbitas limpas, inulto encorpadas e inul-
to fortes, a I8t> e 160 rs. a retalho, e as pecas a 4/800 e a
5/500 rs. : na rua estrella do Rozarlo, n. 10, tciceiro
andar.
Vende-se coentro de tocelra : do Manguinho, n. 35.
Vendem-se bisas de Ha ni burgo aos
centos c a retalho ; tambem se lugam e
se vao applicar a qualquer hora do da
ou da noite, a 3o rs. cada urna, e as
mais regulares, a 240 rs : no anligo de-
posito de Joaquim Antonio Carneiro na
rua da Cruz do Recife, n. 43.. No.mes-
mo yendem-se pares de meias de linlm
para se 11 lio ni.
Vende-se niela legn de trra na inargein do rio de
Una, na fregueiia de Agoa-Prela, com urna lego* do
fundo, entre o dito rio c os cngenlios Gravat e rormi-
gneiro: os pretendentes podom dirigir-te nrsta praca
ao sen proprielario, Manocl Zeferiuo dos Santos.
Ve.de-se a botica do pateo do Terco, n. 6, por pre-
co rommoilo: a tratar na inctma botica.
Vende-se 11111 .sextante que nunca
servio : no armazem do Si*. M iinedc, no
lugo do Curpo-Santo, por nuiito comino-
do preco ; ussiiu como tima casa, sila em
('ora-de Portas, na rua dos Guara rapes,
com 11111 grande terreno na frente para
ediliearao : a (rular com o caixeiro do Sr.
I. J. Monleiro, na rua da d'Alfandega-
Vellia. nn Hecife.
Vende-so superior vinhoda Figuoira, em barris de
*, 5, 6 e 7 em pipa: no armazem do i Tasso Jnior,
rua do Amorim, n. 35.
. \ JOO Rs. O COV.U)i>.
A o novo armazers de fazondas
do Kaymtin lo Carlos a\[v,
na mi* do f^ueiinado, n. i7,
chn-st>o melhor algod.To trancado azul, proprip
parn rmipa de escravos a 200 rs. o covado e em
pegas a 2fi0 rs. a jarda o qual so torna recommen-
davcl pelo muito corpo nio ler gomnis ser muito
largo c do edr (isa ; ptima chita preta forlo a
5,800 rs. a pega; engragados pannos de mesa,. de
algndio encarnados pretos e grandes a 3,200 rs.;
ptimos brins trangados de linho, a 1,000 rs. a vara ;
lengos de cassa do cores, grandes, para senhora, a
480 rs. ; ditos-de soda para meninos, a G40 rs. ; es-
colente alpaca de linho ; chitas Anas do ultimo ges-
to ; o todo o sorlimonto de fu-zondas linas e grossas,
para vender por atacado e a retalho u mais barato
possivcl.
Vendem-se chapeos de superior
castor, blancos e pretos, por preco
mulo barato : na rua do Crespo, 11. 1.3,
lojr/de Jos Joaquim da silva Maya.
Vendem se laas para caifas, finglndo
casimira, pelos baiatissiiiios procos de 560,
640 c 720 rs. o rorado ; corles de veslldo
de cassa de cores (xas, a 2/240 rs. cada
corle de 7 varas ; merino muito superior,
a 3/500 rs. o covado ; e panno fino de va-
rias cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos Moreira I.opcs Si C, rua do Quei-
mado, quatro-caiKos, casa amarella n.
29.
. Brins trancados.
Vendom-se suneriores cortos de brins trangados,
de quadrose lustras de muito bonitos padrocs, pelo
barato preco de 2,000 rs.o corle : na rua do Culle-
gio, loja nova lia estrella, n' 1.
Vende-se charutos de Ha van .1, do diversas qua-
lidades, ltimamente ehegados : na rua da Cruz,
armazem de Kalkmann & Itosenmund.
Casimiras lisas, a 2,400 rs.
cada covado, as inelhores que lom vlndq a esla jirafa.
nSo s pelas delicadas cures, como por ser pcrfeiU
fazenda ; ditas de lislras, viudas ullimamcnlo do
Franca osinelhores gostos e melhor fazenda que
ha, a 9,500 rs. o corte; incias casimiras, a 3,500 rs.
o corte : panno preto o azul lino a 3,000 rs ; ditos
de coros, do 4,000 at 5,000 rs. ; dito prcto a C.000,
6,500,7,000 al 11,000 rs. que nada iielxam a deso-
jar ; o todo -sortimcnlo dofazendas finas e- grossas
que se vondem a relalho o por atacado : na ra do
Queimado n. 27 no novo armazem de Itaymundo
Carlos l.eite.
Vendem-so pianos ihglezes da fabrica de Co-
san; ii' armazem do Kalkmann & Rosenmund,
na rua da Cruz, n. 10.
VtNra coHcc^oes de vistas de Per-
.; nainbnca,
sendo as da ponteda Boa'-Visla,ponte do ftecife.Rom-
Josus, Olinda, Pogo-da-PanrlIa e Cachang, feitas ao
beneficio da sociedade da" Beneficencia alfemfla o
suissa : no armazem do Kalkmann & Rosenmund ,
ho hotel l'istor, as lojas dos SrsLuiz Antonio S-
rua da Cadeia do Recie j as lojas dos Srs. Santos
. Naves & Gujmarites, na rua do Crespo ; do Sr. Jos
Na nova loja da rua da Cadeia do feci
fe, n. 3'2, de Claudino Salvador Pe-
leira Brasa ,
vendem-se cambraias muito finas.de cores, a 980 rs.
a vara ; dita mais inferior, a 440, 480, 500 e 720 rs. ; cha-
peos deuda, para senhora en follados, a 10/, 12/, 1*/
eluds. ; ditos de eambraia dealgodo fiugindo seda,
a I/rs.; toncas de seda rnfeltadas para criancas a 4/
rs ; enfeile* para cabrea a 6/, 8/, 10/e 12/ rs. ; cha-
peos trncete* de massa, para httmein, a 6^500 rs. ', ditos
de sol, de seda de cures com barra o 7/500 rs. ; sedas
para vestidos de todas as cores a 1/760 r. a covado ;
cambalas de seda de todas as qualidades a 7/, 8/ 12/
e 14/rs.; eambraia de linho multo lina a s/ft0 rs. a
vara lencos de grvala de ctiin maco de cores e
de varias qualidades de tres nonios, a 1/060 c 1/200 rs. ;
ditos de qiiatro ponl.is a 2/400.c 4/000 rs ; lencos d,
seda preta de varias qualidades de tres ponas a
320, 400, 500. 600 e. 700 rs. ; ditos de quatro ponas a
640. 800, 1/. 1/200 c 1/400 rs. ; cortes de colletes de vel-
ludo l.ivrado de (odas as cores a 6/ rs. ; linas de pel-
lica, para senhora de todas as qualidades a l/e 1/300
rs. ; ditas enrolladas a 2/c 3/rs ; dilas para hom......
.-. 1/200 rs. ; dilas de ponto ingle/., a 1/800 rs.; e outras
multa* fazendas por preco commodo.
j= Vende-se, nu troca-se por urna escrava ou escravo,
un terreno de 36 palmos de frente c lftOdc fundo com
alicerce* feltos para dua* casinhas em bom lugar, por
sor na r na Imperial: na mesma-rua, vendan.' 189, de
Joaquim Jos 'lavaros.
Superior vinho da Vtgueira.
Vndese esla superior pinga.no armatein de Vi-
cente Fcrreira daCosta na rua da Madre-de-Deos em
barr* de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mili-
to proprio para gasto de casas particulares.
NOI*kSSEIO-1jDBLICO,
najoja de Manoel Joaquim Pascoal na-
vios, n. t9,
vendem-se muito superiores pannos Anos de todas as
qualidades a3/ 3/600, 3.0800, 4/e 6/ rs. ; sarja muito
superior a 2/e 2/400 rs. ; merino, a 3/200 rs. ; alpaca,
a l/r. ; lencos de seda a l/rs ; cortes de casimiras ,
a 6/ rs. ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de ni de
seda, a 5/500 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
Corrj/irn, fregueses, d loja de-Manoel
Joaquim Pascol Hamos, no Passeio-
Publico, n. i).
. Vende-se pello do diabo a 200 rs. ; castor, a 200 rs,;
algodaoazul, a200rs. ; algodao de listras, a 200 rs.;
chita de coberta a 200 rs. Viseados fraucezes, a 200 rs.
irtadapolao fino a 200 rs. a vara ; meias, a 200 rs. o par;
cbias de aasento escuro de cores fixaa o 120 140, 160
c 900 rs. riscados mullo finos, a 240 rs. o cavado ; cor-
tes de cmbrala d quadros com 9 varas "a 2/400 r ;
enssa-chitas de todas as qualidades a 2. 20500, 3/ c
3/200rs. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs. ;
ditos de cassa, a200 rs. ; chales de ineliui a l/rs. dl-
to* delaa.a/lOOrs. ; e outras militas tatendas, por
menos preco doqiieem outra qualquer parte.
Vende-se urna escrava moya de urna figura tx-
cellente ,e que lie posMnte para iodo o servico de rua
e de quitanda: na ruada Florentina, n. 16.
Vendem-fte as verdadeiras bixas
liambuiguc/ s, ,vind pelo ultimo novio,
aos centos c a retalho, por preco mais
commodo do que em paite aigtima: tam-
bem se itlug.nii-.se e se vao applic.ir a qoab
[|tter borado da ou da noile, para com-
iioilidade dos pretendentes : no deposito
'< liixas haiiiburgiifzas), na rua ,da Cruz
lo t\ecife, n 53.
rs. o covado; fustSo pintado a 320 rs. o covado ; lenpo
encarnados fino* para tabaco a 3/200 e4/ rs. a du/.ia!
[chapeos de sol, de seda a 4/800 ra. : na rua do Queima-
do, loja n. 8.
Carapueeiros.
Vendem-se collecces de Carapuccirot de 1837 a 1842:'
na praca da* Independencia, ns.6 e 8/
= Vendem-se dous pares de campoteiras de vidru
crvstalisado, sem uso algum, por mdico prejo : no bec-
co do Sarapetl, sobrado sem numero, no segundo- an-
dar.
Vendem-se coifas e nielas ditas de 15a de diversas
cores e padres, do melhocgosto que tem vindo do Rlo-
de-Janeiro : na rua larga do Roiario, n. 24.
- Vende-te ama preta de 14 anuos d bonita figura,
que cozinba o diario de urna casa cose cbfio e nao tem
molestias o que se atianca ao comprador :. na rua da
Concordia, passando a ponteiinha, a di'rcita, seguada
casa terrea.
Vendem-se sapatSes de couro de
lustro superiores, pelo baratissimo pre-
co de 2,56o rs. : na ru-j'do Gabng, loja
de miudezas, n. 4> de Manoel Joaquim
Das.
Vende-se una casa terrea na Boa-Vista, rua da Mao-
gucira n. 11, aue tem lampeo na porta, com duas
grande*sala*, ti quartos, cozlnha tora, cacimba, quintl*
baslantcgrande, todo murado e'cnm diversos arvoredos
de finlo : na rua do Aragiio, n. 27, a qualquer hora do
da. Ksia vftida he felta de acedrdo e com contenlimen-
todo bypolhecario da casa, o Sr. Antonio Jos Dtiarte
Jnior.
Hua do Queimado, n -6, loja de Maga-
Ihae's & Irmao.
Veudeni-se rico* corles de eambraia abena, a 4,600
rs.; dilo's, a 4,000 rs.; ditos de casta de cor, a 3,000 rs.;
cortes de eambraia lisa muito lina, de 8 varas e niela, a
4,200 rs.; ditos de 3,200 rs.; lencos bordados, com bico, a
560 rs.; cortes de coltrte de fustn de cores, padres mo-
derno*, a 1,280 rs.; ditos, a 800 r*.; briiu trancado par-
do, de puro linho, a 600 rs ; merino prcto fino, a 3,000
rs.; cassa de babadn fina, a 300 rs. a vara cinta de co-
berta de cor lixa, a 2110 rs. o covado; cassa lisa, a 400 rs.
a vara ; camisas de niela, da* inelhores que teein appa-
recldo, a 1,400 rs.; muito boa fazenda para toalhas, com
4 palmos e nielo de largura, a 600 rs. a vara; -setiin pe-
lo lavrado. a 3.500 rs. o eovadn ; chapan de ni Ar. seda.
a 5,500 rs.; brhn trancado de cores] de ni ni ricos pa-
drSrscpuro linho, para calca ; lencos de setlin para gra-
vat ; ditos de seda decOres; riscados francezes largo*
mullo finos; ditos inglezes; bico* largos e eslreitos ;
3 rendas.
Cortes de calca a
. l#rs. .
Vendem-se corles de caiga para homcm, da fazenda
denominada meslo de 3| o 4 ovados a l# e
1/200 rs. o corle: esta fazenda ho muito barata e do
milito boa qualidade, ho escura e.serve para a esta-
go presente, assim como tambom serve para jaque-
trfs e palitos: na rua do Collogio, loja nova da estrel-
la, n. 1
-- Vende-se um prcto perito officlal de sapaleiro de
20 a linos sem vicios iieni achaques : na rua estrella do
Hotano, ii. ..'I, segundo andar se dir quein vende.
I^oteria do thealro de S.-Pedro-de-
Alcantara
Vendem-ie quartos oitavo e vigsimos de billietes :
na na da Cadeia do Recife loja de ferragens, n 56.
Vende-sc urna canoa de conduzir agoa anda no-
va com muito pnuco uso propria paraconduir tras-
te* ou oulra qualquer carga : na rua da Cadeia do Re-
cife, loja n. 5.
Vende-se salsa multo nova linda do Par pelo ul-
timo vapor ; borracha de todos os lmannos ; oleo de
copahiba, em qualquer porcao por menos preco do
que actualmente esla o de linbaca : na rua do Trapiche,
n.26, casado Manoel Duarte Rodrigue*.
Vendem-se pedras de cantarla ; urna bomba pro-
pria para alguma cacimba : tambem se vende um de-
posito que foi d'agoa : na rua da Prala, ns. l o 11.
Vriiitom-se hai is de vinho tinto c branco do au-
lorCarcavclles de superior qualidade proprio para
engarrafar por preco commodo : na travesa da rua da
Madrc-dc-Deo* no armatein de Jos Fernandes Eirar.
Vendem-*e dous cavados muito novo* e bous anda-
dores sendo um easlanho que anda debaixo a nielo e
esquipa.eo outro mellado, declinas tu-ancas, bai-
lante vistoso c anda soll'rivel todos os andares : lamben)
se vende um nioleque de 14 anuos muito *adio e es-
perto c que he proprio para pagem por s*r de boni-
ta vista : na rua do Queimado n. 10.
Vende-se o melhor vinho de Xcrey, engarrafado .
enicaixas dcduzias: no armazem de Me. Calniont &
tonipanhia na praca do Corpo-Santo n; 11.
na rua da Cruz, n. 43, prlmciro andar: te dir o oiotl.
vo por que,se vende.
Vende-se um preto de Angola de 16 a 18 nnos
poued mais ou ineno : na travetsa do Queimado, n. 3,
Caivetes finos parapenrias.
Vendejn-se caivetes finos para pennas pelo dmi*m4wai
to preco de 200, 240 c 320 r. : na rua do Queiiuado lajL'jW
de mudezas.'n. 24. i
Vendem-sc pauta das atfandega* do imperio d,.
Brasil., iinprestas no Rio-de-Janeiro ; na rua da' Cru
n. 20.
Vende-*e uina preta de 20 anno*. que engoimnj ,,
cozinhk': na rua do Passclo, n. 19.
Vendem-se por inulto commodo preco catn te
ptima folha de (landres: na rua .Nova toja defroote
da Conceico do* militares.
Vende-se urna escrava de Angola, de 19 a 20 annos
de boa figura ,que engoinma, cose e cozinha; na mi
Nova, n. sB r..
'U'L!
....... -
Escravos Fgidos
Roga-se as autoridades] polkiaes e capitn fc
campo que apprehendam o escravo Feliciano alto
bastante reforcado do corpo semblante alegre, cor
preta, boicos grossos denles apartados por saturna
barbado mas sem suissa*; levou diversos trageS ein um
sacn de couro. Kste escravo ful ha .ponco comprado
vindo do lirejo-de-Areia : quein o pegar leve-o a rua di
Cadeia do Recife', a. 5, que ser generosamente re
compensado.
... Kugio, no dia l2do correhlo, o escravo Caetano ,
que he muit condecido pelo noiue de Jorge, de nai
can Mocambiqne de 26. anuos bein parecido reforcadi
do corpo altura ordinaria, cor preta semblante al.
io ; tem sido visto por varias vrzes no baitro da (toa-
Vis la : quemo pegar leve-o a rua da Atfandega- Vellu,
n. 5, que ser.i bein rccoiupenssdo.
rugi, a 21 de dezembra do anno prximo passa-
do, o mualo Jacob, de 18 anno*, secco do corpo, calni
loa estirados, tem falta de um denle na frente, lema"
guias marcas de besigas, e um ptqumo lalbo na ln,r
viia do rosto; o majs viilvel aignal he ler n* comas a
marca de um caustico ; consta que seguio para allhado
Itainarac : qem o pegar nu do nicsino quoira dar no.
licia, dirija-se a rua Nova, toja de Jos Luiz Pcreira
que gratificar. .
Kugio, na noite do dia 10 do crrenle, uro nrn..
escravo dos abaixo astignadoa de noine Noberlo ; te-
presenta ter 30 anno*, de cor fula, barbado beiro-
. Iieiro-
grossos nllios abugalhados ; pelo seblante inotira *>;
bebado. Este escravo ha lempos fez urna fgida e por
ser sapateiro esleve na cidade de Olinda em una Mo-
da irabalhaudo inculcando-se forro. Oaeni o pegar Ir
ve-o a rua da Cadeia do Recife, armatein n. 12, queso
recompensado.i- Bollar St Oltveira.
Fugio, np dia 30 de malo prximo passado, um prf-
lo, de noine Gaspar de estatura ordinaria ,.odr pretic
n5o retinta sece do corpo, cara eonipri'da olbo Ins.
eos, nariz achatado, queixos sabidos para fra; tem unu
ferida na perna esquerda e oicauiv.es de outras; tem ,i
ino direita repinada de una escaldadura e o braco com
malas branca* cabello incnrapinfiado c mese-lado de
branco de 55.a 60 auno*. Kste preto foi comprado i.
Sr. Timb, morador no Cabo pelo fallecido" Pereira di
alfandega tendo estado sempre no sitio do momo Pe-
reir, no Caldeirelro at a dous anuos os quae* tem
estado no sitio que foi do tallecido Zacaras, no lugar
do Pundo em lleberibe-de-Kalxo ; foi visto'nos pri-
meiros'dias na Casa-Forte aonde tem umitas ainizadet
e he muito conhecido ; mas como soubesse ter sido pro-
curado nao tem havido mais noticia delle ; jnlga-so es-
tar escondido em urna matia de eapoelra Junto ao Mon
teiro ou cnio ler ido para o Cabo ; levou calca* e ca-
misa dealgodo azul colonias brancas de algodo tran-
cado ; he mullo ladino porissoqueui o pegar nao ic
deve fiar no que elle diz esiin traze-lo ao mesma till.
do Fuiido ou na rua da .voii/.alla-Vclha, n. 84. Roga-ir
as autoridades policiaes capilaes de'campo e pesoas
partieulare* que o vpprehendame levein-o aos lugarc
indicados que se rao recompensados .
100/000 r*.
Fugio, no da 22 de marco prximo passado, do engo-
lillo S.-Francisco em S.-Antonio-Grande, provincia das
Alagas, a escrava Benedicta, parda, mullo clara, bein
parecida, cabellos corridos, .olhos pretos, beicos gros-
sos denles limados pellos grandes, pes seceos; tem no
braco direilo um sino salaino e no outro um cortejo
feilo de agulha con tinta azul; tem 20 anuos de ida-
de. Eata escrava he de Goncalo Rodrigues Marinho ,
morador no dito engenho, aonde pode ser entregue, que
reerber .Tgratificacao cima., ou nesta pra^a a 7.0
(.ampos, na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, ao amanhecer do dia' 12 do correnje, do
c^igenbo Feiuna da povoaco de S.-Lourenc.o-da-Malla,
a escrava Mara, crioula, de 40 anno* pouco nial* ou
menos de boa altura cor nao muito preta bein re-
g -.isla, batante *ecca do corpo, pise nio* bein fel-
to rosto disfamado ; ignora-sea roupa que levsu .
por ter condutidq o que tlnha em cata ; toma mgtu la
baco ; suppe-se ter ido para Goianna Roga-ie a* au-
toridades policiaes e capltes de campo qu a apprr-
beiidaui e ievem-na ao dito engenho a teu senlior.
JoacjuUn Mauricio Wauderley, ou arua Nova, a. 67, '["'
erao bem recompentadisJJ^ >
Fucio, no dia 14 do crreme inet pela 6 hora
da tarde um pardo irigneiro de noine Kafael ; tem
una fstula pequea em umqueixo, alto, cabella aca-
boclado ; levou cal^.s de algodao j usadas e Junta-
mente camisa ; assim como nao largava unas con tas do
pescoco ; he de poucaa fallas ; velo do Cear so vapor
passado ; he escravo de Jos Smitli de Vasconoailos di
mesma cidade.; he de suppr que tomaste o camlnhodn
serlao. Roga-se as autoridades policiaes e capiles de
campo que o apprehendam e Icvcin-no a rua da Cru/,
no Recife, n. 26, que serao gratificados generosamente.
Fagio.ha dias, da cidade de Olinda, e consta andar
pelo Recife um nioleque, de noine Paulo crioulo i'
14a la annos com os sigues seguinte* : perita* tona,
com urna.grande ferida no p esquerdo cambado; teui
urna das orelha* furadas eos olhos vesgos ; levou cal-
i*e camisa azul: quem o pegar leve-o a Olinda rua dr
tatlnas-Ferreira n. 10, que ser recompensado.
.--- Ueaappareceu, na noite de 19 do con ente, do sitio
le Manoel Carduzo da Vonscca cu S -Amaro um o-
lequc de iiojue Ella de 16 annos, eti.igado magro .
odio* batante vivos pescoco alto levou calcas ''
camisa azul e por cima (testa, outra de bail* encarnada;
pouco se emende: qncm o pegar leve-o ao inesnio si-
llo ou no Recife ao ineiuio Car.lozo na praca do
t-ommercio a qualquer hora do dia.
~- Fugio, na noite de 18 do con ente o molequr An-
tonio Ite estatura regular de 20 a 22 anuos barbado
levc-u camisa azul; foienoontradouapoiile iu,do para a Hoa-VIsta,
X a ,g.uhte,de ,"a,1,aa por 0BUe c Ju,e Pr
elle nao saber lugar.algum para ora-;,me o pegar
leve-o a rua Augusta, venda u. 04. '
= \ endem-se 4 lindos moloques de 12 a 18 annos ;
4 pretos de J5 a 30 anuo* proprio* para todo o servico;
i pardos de 10, 14, 16 e 25 anuos, sendo um dellcs bom
"retro ; dpa* inulanhas de 7 a 14 auno*; una ncgi i-
nlia de ID anuos, com principios de habilidades; 3
preta* com habilidades : na rua do Collogio n. 3, se
dir quem vende.
Vende-se uina negrinba de II a 12 annos, muito
esperta ehbil; una preta que cozinha multo bein,-
cose e he perfeita ongominadeia ; um pardo bom sa-
paleiro c que he ptimo para lodo o servif o ; nm prc-
to milito bom offlcial de ferreiro; um dilo carplna bom
mostr de assucar e que he carrclro ; mu preto bom
para todo o servico de campo : na rua do Vigario, n. 24,
se dir quem vende.
- A 800 r.
Vende-se boa irianlelga franceza, a 800 rs. a libra :.na
rua llircfta,confronte ao oitodo l.iviaiuento, n. 4.
Aos agentes de batalhes. '
Verncmsc Sapaoes de hezerros supe-
rioie, iiioprios pira lror>, e por preco
mais commodo do que eui ouIim qual-
quer pm le : na praca ila ndependenoia,
n. fi. -
Vc:ule-se vinho de Champagne, marca cmela:
no iiiinaxem de Kalknmnu & Itosonmuml, na rua da
Cruz, n. 10.
Vendem-sc linhas de GnimarSes
muito finas, proprias par.i lava inlos de
camlnia tle|in|ld_; libado, de panno de ^S^VtSXT^^Sb*S\
Jcheio do corpo p. gtandpi c lareo5 roo lhtl
ago ; fo| comprado nesta. praca ao Sr. Vicente Alvc* e
f i t) ll a dlll'i.. r* il>^ A B^B^B^tS^*****H
o pegar
linlio
fas- meias de inho ; dilas de la
parl/c; lig,s de e-Ja para meia. de se- %$^^^*'W- ?' doCre",
nliora ; Ir.injas de linho dilas de aleo- --Fugio, no dia 14 do crreme, a preta Felicia, de
dio de ,oJ.'. as larguras, e-muitas *!&^^KM?^uZXr,
miudezas por preco muito COUtinodo : lia conl"^l'jr"l,zelu ; tei" ra redonda ; levou aaSa branca
rua do Cabug, loja de jniudeza.s, n. /t. I
Vcndeiue3 escrava*-mullo mocas;'sendo duas
] preta* e urna pai-da toda* acettumadas ao servico de1
v,.a., k i j ,, %. ipreas e uina pama todas acettumadas ao servico de
- Vender brliu escuro de liuho inulto fino, a 200 engenho, urna da* preta* emende do servir de casa :
*. .' \A TTP. DE H. F. OEFAK1A. I^-
i
MUTILADO
--
ttssft^
lasastisi


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