Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05989


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Full Text

m
IA mo fie 1848.
Terja-feira 50
I oOHlO i>nlilici-se to'tfos o iti>| qe uo
Ifjrtm'le guard c o "">;' I > i*i{ i ilurd he d*
ijnii(> r.|H>rqiirtl, pa-is liinlajnt. Os ajj-
.0cin5 dos ataiiirniitej tiioseri i. i r10 de
I j0. por liona, Mr a niveo dutVnMio, s
rpelife pMa lili ',' '('i: n'.o TUren mss;-
JJ le p'"? <* tr ''>'>' IB' i' Irpo
Itrenl*. por cada pnblicajo.
pHAf3 O* LlaVMO MEZ. F)E JNtlO,.
I Lu noV, *' lard.
Crenxnte ** '"> e S* min. dj Un.
I Liia ch'i *M'ioras e 39 min. da Urd.
HlMj uta 14 s 4 horas e 8 min. da manb.
PARTpA.' OOS CORREIS.
Goianna, Parahfl* abunda sextas feiras
Rio-IVande-dt-orto wqflfc feirasaoroeiodia
Calm, 3erioli3eir>. rTrnFoj'tako, Porto-Ralvoe
.* Macelo, no I.*, a 11 e t9t cd" isaz
Garaalmiut Bonito, a 8 elRVy
Boa-Vi' e Flores, a ll.eSR.'. v\
Victoria, as quinUs-itiras? V
Olinda, lodos os das. -
PRBAMAR PE HOJE.
Primeira, s 7 horas e 11 tduIo di manha.
Segunda, s 8 hora< e 6 minutod tarde.
^_-^_____:____*
de Junfio
Anno XXV.-
N. 157.
das da semana.

Segunda. S. Juli.na de Falconiere. Aud.dof
orpli.; do J. do civ. e 10 Terca.S. Silverio Aud. doJ. do civ. edoJ.
de paz do 3 dist. de t.
11 Quarta. 8. Luiz Gnnraga, AlH. doJ. do
civ. e do J. de paz do 2 dist de t.
11 Oumta. >>*. Feta do Corp, r> Deoj.S.
Paulino.
13 Saiia. S. Edeltrudcs. Aud. do J do civ. e do,
J. de paz do i <'ist. 14 Sabhano. ;*<)< Nasclmeoto de S. JoSoBap
tisU.
15 Domingo. A Pureza, de Noisa Senliort.
CAMBIOS NO DA 19 DK JUNHO.
'Sobro Londres a 1 d por I* rf. a e 90 das.
> Paris 145 a 160 rs. por fr.nM. Noln.
Lidio 105 por 100 de premio.
>sc. de lettras da txxst firmas "''.,
Desc. de lettras da hoas firmas ".' o
OarOOieas l-eipanhol...... 30,>nn a
Moedas de J 00 velh lT:jH>oa -
deeftnn noy.. i(,< W >
de 4*001 .... 90"O a
Prala Pataret brasileiros. l00>a
Pesos columna res... 21000 a
a Ditos mexicanos,... l|8U -
Miuda.......... M
Acetos dacomp deBeberibe, a So00 rs. o par.
3IJ00O
it#io#
17 >'9
JiSOO
ljl'20
2JI|0
IfMO
l|930
-
DIARIO
RHTAMBUCO
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
7.' IIIslO ORBINAllIA,
KM .6DSJUNH0UP. 1818.
PreHldcncla ttSr. rigario tMzevtdo.
(contidacaS do vi mero antecedente )
i) Sr. Cmhm Machado : Srs., ru desrjarla ardrnte-
inente continuar silrnoloan, segundo met costuinr, no
i. (into dcsia casa', llnillando-iue smente a prestar a |
deu que o seti programma poltico era de concillacao e
dejustlca, e que nao quera senao a fiel execttcJo das
Iris, e que por conseguate cumprlsse elle com seus de-
veres : tendn delegado esta resposta, consultouaojuit
de direito, afim de-proceder de harmona com asmis
autoridades da comarca, e este juis, que ate* eotao pare-
ca imparcial, por isto que ara un homein novo no lu-
gar, e n5o havia aloda tomado parte as dissen(des pol-
ticas da comarca, pude de alguin modo Iludir a boa-f
do delegado, compromettendo-seafzer desapparecer a
Torca armada existente no engc'nbo liuj.uy, por isto que
entenda nao ser conveniente que houvesse na comarca
o menor disturbio e conflicto. Ein consequencia disto, e
mesuio porque o delegado fui avisado por alguinas pes-
soas para que nao depositasse cnnanca as exprrscdes
contidas no olficlo da presidencia, visto que apoiava se-
cretamente aquelle proccdlmento, c que esperasse bre-

ados deconilderacao e piotcccao da presidencia, I nomeado entrou para esta cidade acompanhado de urna
Etn prova de quauto hel avancado nao posso dcixar fr9a armada, cominaudada porFrancisco de Paula La-
de lr a casa al'guns documentos. valcantl de Aluquerque Lacerda, da qual faziam parte
O Sr. rrinode loureiro: A casa est convencida da parte celebres assasslnos, e pronunciados a prisao e lt:
verdade de todos os lacios. | vrairrento n'este 'ermo, que com o menospretoda Jci
O Sr. Olindn : Sempre he bom lir.
Vnits :, Leia, lela.
mal reflectlda allcncaoaos objeetos expoatos discus- veniente por sua demlssao, e se pozesse em cautela, por-
sao, e jwnunclar o meu voto, guiado pelos senltmen- 1uc ' seus aunaos, pretextando que elle c seus amigos que-
ran! apresentarna provnola urna revolta, fez debandar
ios de putrlotiniio que devem ter todos aquelles que sa-
ben! presar o scu pal?.: mas, Srs., eutendo ter o restric-
to de^ttr de romper esse silencio, urna vez que as cir-
('unistanclas da minlia provincia j nao sao as mesnias
que eram d'antes: poderao d'ora a vante inelhorai-, po-
riii he Mubitavel que acabamos de passar por urna
crlse^iw-rivel; fainas leva-ios anarchia mals desastro-
sa do mundo ; Tactos escandalosos c tao graves se derain,
./alidade, alguns principios de justica, acreditar qus?
illes existiaaeni, o tendo sido testciiiunha ocular, co-
mo eu fui! A anarchia, Srs., nao autorisada,-nem pro
vurada pela populaco de Peroambuco, mas provocada
e animada pelo puquio governo, que eatendeu dever
ela torca sufibear a oplniiio poltica da maiorla dos
emaiiibucanos, atim de rehabilitar o predominio de
nina faatco detesUvcl, elvada de factos horriveis, e que
emita MI leu seio homens cobertos de crimes de toda
fspecfe,
Eu, Sr*.. fui nfelizi'nenle tcstciiimiha desses factos; e,
ciiaoappareca sobre a mesa una emenda ao parecer
un uasotissao, eiu que se' pede seja supprluiida a censu-
ra ncRcfiU ao actual presidente,' sou Toreado a emit-
tii o met Jatiao a este respeilo, visto que II tuna declara-
do no Dtarit-Vtlho, de que o Sr. Pires da Motta tem de
continuar na presidencia at a passagem do vapor do
noi te, o que me parece sobre modo eslranho, porque
a leglslacao do nossopaiz prescreve expressamente que
o eiupregado publico, logo que souber ofAcialinoutc de
sua uemissao, uao continu a exercer as funecoes do
cargo de que foi deinitlido : mas o Sr. Pires da Motta,
apezar de ter recebido particIpacSo de se achar demit-
lido, isto Ve, de que S. M. I. Ihe ha retirado toda con-
lianca, correspondendo ssiin ao* votos c desejos do po-
yo pernambucano, contina a exercer presidencia ille-
gihnente, talve para nos flagcllar e concluir a obra
esmerada pelo Sr. Ssuza Teixelra....
0 Sr. O/inda j He um abuso terrivel.
0 Sr. Cunha Machado -. Como, poli, ia di/rndo, sou
de oplnio que a censura eonllda.no parecer deve ser
extensiva a actual adininistracao, porquc'os malea que
n'UVemos, e anda contlnuam, sao mais imputaveis a es-
ia administrajao do que a do I vice-presidente; por-
quanto eu emendo que o 1. vice-nresidente nSo porta
-ni execueo os actos escandalosos e iuqualicaveis.que
praticou, pe nao contasscom tuna presidencia que vles-
se adrede siisleota-los. (.4poiado>.)
Este homein, Srs., como que menosprezando a res-
ponsabilldade publica, desprezandoo coucrlto que seus
patricio fizeram de sua pessoa, seiu attencao aos senti-
inentosde moralldade, ein das al Teriados.deu tresen-
tas e tanta demissoes, chegando ao eXcesso de tancar ao
mesino lempo sobre os seus ^oncldadSos demitlidos o
ferrete da calumnia i Fe i lo to, surgi o Sr. Pires da
Molla, e tralou de continuar no plano encelado anda
que mal lentamente, ou com mais sagacidade, como se
exprime a coiniuisto, elle confirmo ludo, quiz ir adi-
le de uina maneira horrorosa, procurando cravar trpii-
nhal da tralco naquellrs que deposlavam um pouco de
innanca na Inculcada jiisllca de sua adniinistracao: e
ou, Srs., provarei em como o Si. Pires da Motla mo Toi
ndifl'errnte aos Taclos occorridos na provincia, que foi
at nelles connivente, que pretenda ir avante, c que, se
nao foi, he porque nao so vcela va que o povo pernam-
bucano se nao curvarla com facilidade, como tambem
porque rrcetava da existencia do ministerio Macah.
"Sr. Pires da Motta Unha ciencia e que esse ministe-
rio, por ,aua in urginisncao, c pelas antipathias que ti-
nha adqurrido no pait, atiento o tinislro de suas vistas,
nao poda (er Ipttga vida ; por consequencia, eslava na
expectativa: se o ministerio se consolidasse, obtendo o
apio da malaria da cmara quatrieunal, elle obrarla e
eonsumniaria a empresa encelada pelo I.* vlce-presl-
dente; c tanto foi ssiin, Srs., que, depois de se ter aqu
a frca reunida, e apezar de poder contar com mais de
600. pessas a seu lado, e ao p de 300 granadrlras da
guarda nacional'que estavam a sua disposi(ao, entendeu
ser conveniente aguardar providencias mais positivas da
presidencia: mas quaes fram as providencias da pirsi-
acnca.' DeinlUir acinlosame'.e a autoridad ultrajad*
c aincacada !l Pois que lie un Tacto provado que esse
Cavalcanli e seus socios do eiigenhn llujary manilaram
ameaj.-.r o delegado, que se nao deslslissc do exercicio
do seu cargo, dentro de 24 horas,-entrariam na cidade e
o violrntai i...... Qual o acto de reprovae-io do governo
contra este Tacto ? Deinltlir a autoridad vilipendiada, e
nomrar para delegado o homem m.iis ncomprlente pa-
ra esse cargo, o Sr. Joiio de Caldas Kilieiio llampos; j
porque era um dos primeiros motores desse ajuntamen-
to armado, e j por ser grandemente coiuprOinettido as
dlsscncdcs politicas da comarca, e nao poder drixar de
hutrir sen ti i nen tos de resecan e vinganca : este novo de-
legado, correspondendo aoqueseuevia esperar de sua
iessa, eslreou a sua adminlstraco policial, pondo se
rente da fdrea armada existente no llujary, nao enmpos-
ta de cidadaos pacilicos, de guardas naeinnaea do muni-
cipio, como se diste ao presidente, mas compotla dos
mais clebrese nota veis faclnnro&os da provincia de Per-
nambuco c da Parahlba, que de preveneo Toram con-
vocados para restabelecer o Imperio das leis, manter a
ordeni publica c garantir o governo do Sr. Pires .da Mot-
ta !!! Trnbo para provar isto documentos, estilo aqu; al-
l esleve o famoso Nicolao da Parahlba. homem Indicia-
do ein mais de 50 assassinatos; Antonio Padre, Joo da
Cruz, Antonio Hernardo Jnior eoutros. que tio geral-
mente onhecidot peto publico como attassinos de pro-
(isso; e cam estes homens entrou o delegada nomeado
na cidade, como que em triuiiipho. e Tdram estes mes-
nios homens enca regados por mullos das das rondas
nocturnas e gtiariiico da cidade, inultos dos quaes es-
tan pronunciados pela dclegacia.e juzo municipal, e
nao obstante passeavain armados pela portado juix mu-
nicidal, e esla autoridad nao podia dar a menor provi-
dencia, porque urna ordem do dia appareceu do enm -
mando-superior, em que se delermoou a lodos os com-
mandantes dos corpos da guarda nacional nao. prestas-
seui o menor auxilio autoridad alguma que nao fsse
o juiz de direito, por islo que o juiz de direito era o cn-
carregado de empregar os nietos tendentes a manuten-
c.io da ordem publica: c de feilo, este juiz de direito,
enlloeando-se cima das leis. usurpou as attribuices
das autoridades policiaes, e fez com que s conservasse
no centro da cidade uina frca armada, composta de fa-
cinorosos; impedindo, por seu procetiincnto, que as au-
toridades com ptenles preenchessein os seus deve-
res.......
O Sr. Barba : Foi Uetcrionacfio do Sr. Pires da
Motla.
O Sr~ C unhaMackado: Occupada a cidade por essa
Torca, os primeiros cuidados do novo delegado e de seus
consocios fixaram-se na uiillilicacao do processo, que o
delegado .primeiro supplente havia organisadu contra
aquelles que to inslitamente bbraram, e havianicom-
me nido um ve rdailei ro cr i me, porque ali'-m doajuntamen-
lo armado, que por si s devia ser considerado i I licito e
criminoso, aineacaram a autoridad legitima com o ein-
prego das armas, caso nao resignasse o exercicio do sen
emprego no curto prazo de 24 horas:! Nestas'vistas, in-
terpozeram recurso da pronuncia, contando com as boas
gracas do juiz de direito, o Sr. Manoel Libahio Pereira
de Castro: nesse interim snecedeo ser etlc juiz de dlrci-
io chamado pelo governo para oceupar o cargo de ebefe
de policia, mas elle em vez de vir occupa-lo perinaneceu
na comarca por mais de 15dias para lomar conhecimen-
to do recurso, para julgar um processo em que era tes-
lemunha referida, porque elle, tendo ido ao engenho
apresentado o Sr. Pires da Motla, he que vimos todos os llujary, no regresso diste em Goianna, que com effeilo
homens da opposco se apressarem a pegar em armas,
por lodosos pontos-da provincia.
guando os nossot alliados, quando as autoridades do
nosso lado se acliavam na mais profunda paz, quando
nppunhaiu que, comquauto apparecetse no paii uina"
iimdauca na poltica, nao seria ella lodavia imposta tao
violentamente, postergando-se as garantas dos cidadaos
l'Cinambucanos, fArain.tbdos os pontos assaltados : em
-Nazarcln o delegado eslava em plena paz, quando menos
'> esperava foi verdicamente informado de que o Sr. Jo-
s Maiia de Crusahy se acliava reunindo gen,te armada
pira astalUr a villa, e por isto fez o delegado outro tan-
to para mantee a sua autoridad e defender-ae. Ein
Po-d'Alho, Iguarass, Santo-Anlao, e em todas as co-
marcas do tul suecedeu a niesma cousa.
I ni Goianna outro tanto aconteeeu. O delegadol,'
Hpplente, quescacbava ni exercicio,em consequencia
de ter sido drniittiilo o effectlv ; o juit municipal, tam-
ben, auioildade policial, e o subdelegado, estavam todos
Coi a da cidade, passando os dias festivos, cheios de con- .
flanea, c acredluvun existir na mais profunda paz, en- 6." lugaro delegado deiiiiltldo, que tambem era I. sup-
lanlo que todos acJiavamo-nos collocados ein um pente daquellejuizo, c nomeando para o i. lugar ono-
veriladrifo abyeiiio, abvsmo cavado pelo governo; por-
'Pi*. quando a primeira autoridad policial de Goianna
ic chava no maiardescanso, recebru denuncia de que
o Sr. Francisco da Paula Cavalcanli de Albuquerque L-
cenla estava com. urna frca -armada em teu engenho
liapirema, e cometa pretenda invadir a cidade. O de-
legado, em face de temelhaiite denuncia, dirigio-se ;i ci-
dade, fe* tocar alarma, e tralou de armar-se para dc-
fend-la, e, no dia segulule, pode verificar que a noticia
ra exacta, e quetolii eflrlto e'tte Sr. Cavalcanli J s
all exislia una frca armada, e as pessoas que o ouvlram
ssiin declararan! no processo ; por consegu me se dev-
ra considerar tesiemunha referida, e impedido para exer-
cer as funcedes de julgadQr, mxime accresceudo aer-
cumstancia de acbar-se nomeado para exercer este cargo
de ordem superior, cuja noineacao ipto facto 0 inliahi-
litou para continuar no exercicio do scu emprego sem
cahlr em grave responsabilidad!'; mas tudd se fez, e lu-
do foi lanccionado pela presidencia : Sr. I.ibauio con-
linuou no-exercicioda vara de direito, couheceu do pro-
cesso, e a despeito de le'r sido organlsado com todas as
formalidades legaes', e achar-se sullioientenienie prova-
do, niillilicou-o : nao pararam aqu os factos extraor-
dinarios platicados em Goianna sb os auspicios do go-
verno : receiosos os perturbadores da ordem publica, de
que alguin incidente os deixasse sem um juiz municipal
da parcialidadc, Ilzeram com que um individuo pedisse
demisso do lugar de 5." supplente do Jui/.o municipal,
e logo a presidencia, aproveitaudo-se desse eusejo, al-
terou a ordem dos demuis supplenlea, pastando para o
O Sr. Ciinfca Jfachodo : He preciso fazer uina ad-
vertencia: eu vim da comarca de Goianna, e dlrigl-me
ao presidente, fazendo Ihe ver o lastimoso estado della;
e elle, tendo proclamado como sua poltica a concillafo
e a justica. devia attender a minha exposicao, tanto mais
quanloIhelizsentir, que ene os mciis amigos polti-
cos cede riamos de boa mente as ppsiedes offlclaes a ho-
mens embora de principio's adversos, urna vez que Tos-
aein honestos, insplrassem conflanca c garantissem aos
seus contrarios do mesino modo qne Tram garantidos
quando dos ichavamos no poder. Dissc-meS Exc, que
tomara em consideraran os negocios de Goianna, que
tratasse de provar os Tactos que allegava c que uina
vez .provados, elle nao perseverarla no erro, e repara-
ra os niales : mandei, pois, vir os documentos compro-
batorios, recorrendo para obl-los s autoridades lo-
caes; veram os documentos, mas tainei a resoluco de
nao apresenla-los, visto que S. Exc. exerceu rresSe c-
menos um acloque eu qualillcarel de arbitrario, iu-
vertcndoaordein dos supplentcs do julio municipal;
entendehdo que naVdevla colloc*i'-me na poslcao de ser
escarnecido pelo governo da provincia; cntendendo que,
porinais voliosos que Tssem os documentos que cu Ihe
apresentasse, ellcciminharia no seu proposito de vio-
lentar aos habitantes da minha comarca e de subjeita-
los aos punhaes e aos bacamartes dos homens mals per-
versos do mundo. RecoHii-me minha casa com o in-
tuito de publicar pela imprensa estes documentos, e de
apresenla-los assembla provincial se tivesse para isso
occasio : os documentos sito estes. (U.)
,. 0 bacharel Joaquim Jos Nunes da Cunha Machado,
precisa a bni da seguranca publica, que o Illm. e Rcvm.
5r. vlgario da frrguezia de Goianna Ihe atieste o se-
c imite. \* se he publico e notorio nessa comarca, que
a Torca armada com que Francisco de Paula Cavalcanli
de Albuquerque Lacerda a invadi, c apossou-se da ci-
dade de Goianna, era.ou nao, composta em grande par-
te de facinerosos notavels c clebres por suas perversi-
dades tiesta provincia e a da Parahlba e de processa-
dos c pronunciados pelas autoridades locacs, como por
exemplo Manoel Gomes deGraminame, Nicolao de Tal,
Antonio Padre, Antonio Bernardo Jnior, Antonio Jos
('.ni un raes, Manoel Jos da Silva Mulambo, Antonio Lhi-
mendes, Antonio Martlns do Valle. Joaquim Fcrreira de
Mattos, Antonio Fanha. Joao da Cruz, Ismael do Cruz
Gouveia, etc., ele., etc : 2.", se o novo delegado de
polica, Joao de Caldas Ribeiro Campos, deixou-.sc
acompanhar na sua entrada para essa cidade por estes e
ou tros fac nnTosos e criminosos; se elles passearam de
publico e em pleno dia armados de facas de ponta c cla-
Wnotes, e se fram encarregados e empregados por mili-
to! dias ua polica c rondas nocturnas da mesma cidade:
3." se he ou nao verdade que o cabra Fitippc, escravo
do lente-coronel reformado Francisco Cavalcanli de
Albuquerque Maranho, tentoii assassinar de publico
com uniclavinole ao cidado Ignacio de Souza Loyolla.
septuagenario, propietario e morador nessa cidade, em
sua propria casa; e se o delegado de polica se dirigi a
casa do ollcndtdo, c dando-lbe urna salisfacan, oacon-
selhou para qiictxar-se ao Sr. do aggressor declarando
que nao proceda contra elle criminalmente, por nao ser
livre, esm escravo do tenente-coronel reformado Mara-
nho ; 4., se Jos Venancio da Costa Alccrhn sollreu
nina Tacada cul urna das.ras da povoacao de Pedras-de-
Fogo. e se esse atlentado he gcralmente attribuulo aos
autores dos ajuuiainentos armados felos nos engenhos
Novo, Hujary e Itapirema de balxo: porianto. pede ao
Illm. Rev.n. Sr. vlgario, Ihe passe o pretendido attesta-
do. E. R. Me.
Altesto que. estando a cidade de Goianna em per-
Jeila pa, fra no da 11 do crreme niet de maio inva-
dida por uina Torta armada, que das antes se havia tor-
vo delegado Joao de Caldas Ribeiro Campos....
O 5r Trigo de L'oureiro : Contra a le de 3 de de/.cin-
brode 1841, art. 19.
O Sr. Cunta Machado : E, pois Senbores, todos
estes Tactos porvenlura nao provam que a presidencia
nao Tol indiercnte a esses actos praticados ein Goian-
na ? Crtio que din ; crelo que a presidencia teve scl-
eocia de todos elles, c que mesiiio ot auloritou tanto
mais quando os proprios iudividuoi armados diziam aot
seus contrarios o, V's nao nos apresentels, vos nao nos
chava no engenho llujary, anabalde da cidade, com queirais comprometter, porque se uos adiamos aaui he
una fdrea armada; em virtude disto, como era de seu 'porautorisacad c nsirueces dogaverno da provincia ,
uever, tralou tambem de reunir Torca, para manter al quem se nos oppozcr coinmette um cnnie contia o go-
ordem e guranca publica, e logo que a reuni coininu-1 verno, e ter de ser punido : tsla declaracao uos
'icoutudoaapreildenieda provincia, que Ihe retpon- perturbadores da ordem publica era continuada por
las ras da cidade, armados de elaviooles e bacamartes,
trouxeram em continuados sustos os seus habitantes,
por v-tos ao servteo da policia, eencarregados das ron-
das uoclurnas. Nao he menos verdade de haver o par-
do Fitippc, escravo do tenente-coronel reformado Ma-
ranho, armado (sem alias haver motivo alguin) um ba-
camarte contra a pessoa de Ignacio de Loyola Souza, nao
leudo a tal rctpelto havido providencia alguma da parle
do delegado de policia, que consla-me ler-te contentado
com dar uma'satisTacao ao oflendido no sentido mais ou
menos, expendido no querimenlo. Emquaiito ao que
succedra na povoacao de P. dras-de-Fogo ao cidadao
Jos Venancio da Costa Alecrim,nao Taita quem altribua
esse alternado a motivos polticos, atienta a coinciden-
cia do Tacto com o lempo em que Cira elle praticado.
lie quanlo tenfto de informar por amor da verdade, e
por me ser esla pedida. Cidade de Goianna, 29 de malo
de 1848. Dominjo Alnartt Vieira.
Atiesto que, acliando-nic nesla cidade no dia 11 do
andante mez, vi quando entrou, vindo de Bujary, o ac-
tual delegado de policia Joao de Caldas Ribeiro Lampos
c acompanhado por una Torca armada, da qual Taziam
,11_______ __ ; 1 i I i : nienrii-.
fram empregados pelo referido delegado, as rondas
nocturnas, c outros servicos da policia, atsim entregan-
do-sc a vida c propriedade dos cidadaos pacilicos e ho-
nestos sanlia dos mais encarnicados uinigos da honra
e da lei. K eerlamentc niuguein conteslar que os cle-
bres attassinos de Rarrapaleira Joao da Cruz e Antonio
Fanha, que se acham aguaridados no engenho Tracu-
nliiieindebaixoda protece iodos consenhores Jos Ignacio
da Cunha Ribeiro e Amaro Gomes da Cunha llebrlln, ini-
ciados ua lenlativa de morle na pessoa de Antonio Marn,
cidado de illihada conduela, e audaram armados de
liar.mi ules e facas de ponta fazendo piquetes e rou-
dma esta cidade, ciu coinpanhia de outros de igual
jaez, como Nicolao de tal, Antonio Padre, etc. etc. s-
siin tamben) he incontestavcl que Antonio Alvcs do Val-
le, e seus raos Joaquim Fcrreira de Mallos, e t osme
Fercira deMallos, pronunciados por crnic de uso de ai -
mas del'e.a.. peccoi ri un as ras d,i eidaile, arm.i'los d.-
li u ainai 1,-s c que 9 cabra Filiope, escravo do tenen-
te-coronel Francisco de Albuquerque Maraiilio Caval-
canli, acompanhando scu senhor e tirando um haca-
marte, tentou atirar no cidadto Ignacio de Loyola o
Snu/.i, que se acliava em uina janella de sua c.isn com
suas filhas s olio para as nove horas da noite; he final-
mente verdade lodo o referido na peticiio supra -.ice rea
da salisfaco que o fallado delegado ful dar' a esse ci-
dado que a sendo vctima do bacainarte.
a Cuinprc-me notar que esta subdelegada nao deuas
providencias a seu alcance por se adiar -sem os nietos
indispeosaveis pois que foi prohibido pelo coinmau-
dantc superior, que se prestaste qualquer auxilio s au-
toridades policiaes. sem previo conscniinicnto do jui?
de direito Manoel Llhanio Pereira de Castro, c o reo
dessas i ii .mii is. que segundo dizia se achava compe-
tentemente autorisado, c arvorado ein primeira empre-
gado da polica poralguem, que, a ser exacto, ter pode-
res ni lis altos, que a primeira autoridade do imperio,
visto que pode ampliar, e restringir as disposiedes legis-
lativas. Quanlo levo dito era cousequencia de me haver
sido pedido,c o mais que a peticao conato," he de publi-
ca notoriedade.c ssiin jurare! se fr preciso, Goianna,28
de malo de 1848. Arnxinio Amerito Tavare da Cunha
*Vr/lo, minr c ajudanie de ordens do commando supe-
rior, c subdelegado 1. supplente rm exercido na ci-
dade.
U 6achdiei Firialo Aurelio da Cunha Govia juit munici-
pal e de orplidoi do Icrmo, e cidade de Goianna, por S M
Le Cele. ele.
Atiesto que gozava esta cidade de profunda Iran-
quillidadc, quando appareceu a atterradora noticia, que.
no engenho iiujary se reuna forja armada, capitaneada
por Francisco de Paula Cavalcanli de Albuquerque La-
cerda, morador em Itapirema, comarca de Ignaras ni, e
composta de mullos individuos perversos a toda prova,
que adrede eram chamados, como expeiinientados em
reitos horrorosos, e arrancados dos escondrijos em que
se li iviam abrigado, para escapareui das iiivcsligaces
da polica de eotao, com o fin de invadrcm a cidade,
c privaren! do exercicio de suas funcejoes o delegado
primeiro supplenie ein exercicio, o cidado Antonio de
Arroda Camaia. K com etTeito, sendo esse delegada tup-
plealc deinillido pelo Exm. e Rvm. Sr. Dr. Vicente Pire
da Mona, presdeme da provincia, e nomeado para de-
legado u hachare! Joo de Caldas Ribeiro C i nipos, que,
segundo se diz era um dos prlncipaet agentes d'aquelia
rennio criminosa, leve esla mesma cidade de ser o
tlieatro dos Tactos, que pasto a referir, e que pelas suas
gravldades parecem incrlveis, mas que fatalmente
sendo renes,, deixaram todas as pessoas honestas chelas
de cnnslenaco, pasmo e indignadlo. Esses factos de
eterna memoria saos os seguiutes: 1. ter entrado
nesla cidade no dia 11 do correle mez o delegado de
policia, bacharel Joao de Caldas Ribeiro Campos, a fren-
te da fallada forja armada que se achava em Hujary,
ua qual fram vistos c perfeitamente conhecldos varios
individuos assassinos de prolisso, como Joao da Ciuz,
contra quem pende un processo crlme por este jui'-o,
pera lenlativa de morle na pessoa de Antonio de Mello,
Nicolao de tal, morador na Parahiba, c bein conhecido
pelos inultos assassinatos que leem perpetrado em Pe-
dras-dc-Fog, Antonio Padre,etc.,etc.,c outros pronun-
ciados tambem por esse iuizo, por exemplo, Antonio
Martis do Valle, c seus unaos Joaquim rerrelra dr
Mallos, Andr Fcrreira de Mattos, Cosme Fcrreira de
Mallos, que, bem como lodosos mais, de bacamartes o
Mattos, e os outios assassinos que mediante qualquer
paga arrancatn a existencia, he Tamapublica.de seus.sc-
intlhantes, como Joao da Cruz c Antonio rama, que, co-
mo cstou informado, te acham iniciados em um proces-
to pelo carlorio do escrivao Braga, por haverem alirado
era Antonio de Mello, cidado pacifico e octogenario.
He igualmente notorio que esses crimluosos por minios
das Tram encarregados pelo rcTerldo delegado das ron-
das nocturnas e alguns outros servijos a cargo da pon-
ca. He rioalmenc exacto que inultos individuos tos que
faziam parte dessa forja a' Uisposico do delegado, an-
davam em pleno dia armados de Tacat de pona, e que
o cabra Filippe, escravo do lenenle-coroncl reformado
Maranho, lenlou atirar no cidaddo Ignacio de Loyolla,
a quem o delegado no outro dia deu aaatitfajaoquc re-
fere a petijo. Passo o presente por me ser pedido, t.i-
dado de Goiaana, 28 de inaio de 1848. Lu Francuco
de Paula Reao, Juiz de paz supplente em exercicio. -
-He pura verdade que o delegado Joao de Caldas R_i-
belro Campot.acbando.se no engenho Bujary .quando foi
que ama ordem fez o criminlo Antonio Chiuiendes.
por authonomasla bico de Trro) que as rondas noctur-
nas e outros servijos a cargo da polica, Tossem leitos
por homens d'cssa qualidade, e verdadeiros reos de.
policia : 3. haver o cabra Filippe, escravo do te-
nente-coronel reformado Francisco de Albuquciquc
Maranho Cavalcanli, tentado assassinar com um Uro,
das oilo para nove horas da uoiie, o pacifico cidadao
Ignacio de Loyola e Souza, ter o delegado Caldas, em
lugar de procoder crontra o autor do atlentado, d ido -i
saptisfajo declarada na petijo retro ; 4.a-, *'-
se geralinenle a motivos polticos a facada que deram
em Pedras-dc-Fogo no cidado Jos Venancio da- l-ost
Alecrim.
. Km abono de minha conducta, como aulorlade po-
licial e criminal, cumpre-me advenir que nao lancui
mao dos meios a meu alcance, para *"'<"""
faccnoras c criminosos, que, desatsombrados e eTO ple-
no' da cruzavan, as ras 3a cidade, como i.ca d.to,_ mu-
nidos de facas de ponta c bacamartes, porque nao e-
xercias funcedes a meu cargo, por me adiar .lente,
sm.posloqiiccstejacomvcncido, quenada conseguerla
en! oesallVonto daVi, alientos asclebre. ci^u.n.tonc ,
occorridat, e que a modestia fez calar. Cidade de
Goianna, 29 de Lio de 1848.- Viriato AureUo d Cunha,
to. i '
Illm. Sr. Dr. Vlriato Aurelio da Cunha G.ovea.
m Rcspondendo a carta di V. S., lenho de signifi-
car-lhc que no dia II do correte mez de inaio, pelas 7
horas da nollc, eslando eu uin meu ftibo a couversar
em.una dasjanellasdomen sobrado, appareceu nessa
occasio a cavallo o tenente-coronel reformado Francis-
co de Albuquerque Maranho Cavalcanli, acompanhado
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de nm .ijrin sen eteravo, de noinc Fllippe, e apeando-
sr definido da minha residencia, rm casa do capilo Ma-
;l>i.is Fernandos de S, (nao sei a que (negocio) passados
alguns minutos dirigi suas vistas contra a niiuhapessoa,
domen iilho o referido pagrin, que, munido de un
bacaniarlo, e ap'ontando para ininha janella, armouo
e disse rm .illas voies, que, se fisessemos aeco, el-
le nos faria fogo, e com eflfcito", n nao ser I viiinhaca
que inmediatamente gritara ao cabra, nao eiistiriamos
mais, nem eu. e nem o meu lilho, alias nao leudo havi-
do havldo de nossa parte a menor provocaran, pois V.
. nao ignora e meu carcter manso e pacifico, e linal-
nionte salvmo-nos do perigo, tendo lechado as portas
de minha casa, vista de tao Inesperado e horroroso a-
contcclincnio. o da segrale, pela noticiade ta "?stra-
nlio i criminoso successo, appareceu em minha casa o
novo delegado, o hacharel Joo de Caldas Reheiro (.'am-
pos, e dlsse-me que sentia de sua parle o acontecido ;
p.nvui que, devendo cu estar an faci de nao ter sido o
aero pralieado pela frca policial a seu cargo, e sim por
mu escravo do senhor Maranho, nenhuin remedio, ou
providencia podia elle dar-tne.
I F.is o que fielincnlc se passra e qu tudo levo ao
conheciuieulnde V. S. ein salitfaco ao que de mili) se
exige. Sailc c felicidades llie deseja o que he he V. S.
nii-to aitcndo venerador, e criado. Ignacio de Logla
Savia.
Goianna, 28 de inaio de 1848.
Ora, Senhores, em vista destes fados, occorrldos na
comarca de Coianna, pralicados por Francisco de Paula
Cavalcantl de Albuquerquc Lacerda, prlojui de direi
toManoel Libanlo Pereira de lastro, e sanecionados
pela presidencia da provincia, como provaa noineac;
de um delegado, que tlvera parle activa as violencias
exercidas contra seus comarecs, dando apoio a ho-
mens eoberlos de crimeg anda se prtdc dizer que o
parecer e exceden ? Creio qne nao. Aquelles indivi-
ditosfnao obrariam, por cerlo, por aquello modo, se nao
coalnssem com o apoio da presidencia, e o apoio do
presidencia appareceu ainda pelo faci posterior de ter
translornado a ordem dos supplcntcs do juii munici-
pal de modo que oceupasse o primeiro lugar esse mes-
ino hoinem da conlianca da presidencia ; prova-se an-
da luais, por ter concedido ao juii de direito de Goian-
na, Humeado chrfc de, polica, que eslvesse all mal 15
das para julgar nm proeesso em que elle devia ser
considerado parle, ou pelo menos lestemiinlia referida;
prova-se anda mais, finalmente, pelo factode ler ojuw
municipal consultado a presidencia se Francisco de Pau-
la Cavalcantl de Alhuquerqiie Lacerda devia ser consi-
derado eoinmandante superior da comarca, qunndo nao
potencia mais a ella, e sim adr Iguarassii.rsc podia pre-
.noher este cargo nrliando-sc processado e pronuncia-
Uo por cruce inualiancavel, respondeu que elle anda
era comnialuante superior, por isso que uo tinha ap-
pareeldo sua demisso; mas dclxou de responder a par-
te mal importante da consulta : daqui, pois, resuliou
que esse individuo, apezar dr pronunciado, eontiutiasse
lio cxci cielo do enramando superior, c que at o exerresse
depois de recolhido prisao no convenio do Carino, a
titulo de inlerpr recurso para o julz de direito. Te-
nbo documentos deludoislo.
Senhores, se o presidente da provincia nao violentou
as domis comarcas do mesmo modo que o fez em Goi-
anna, fui pilque e-tas nio quzeram depositar na atl-
iuiuislr.ivaoa mrsma cnnfiauca que os Goiannislas de-
positaram, e resistiram com as armas na nio para nao
seren victimas dos aus atfozes inimigos ; a presiden-
cia vendo que ei a frca ceder de seu proposito, f-lo;
porque ronheceu que, so derramando muito saiiguc,
e isto com muito risco da sua propria adininslracao,
he qne nesses lugares podia por em exeeiicao o seu pla-
no, e por Uso conservou as autoridades enlo existentes,
c inesmo fez a outras algumas conccsses ; mas con-
ccsses, nao flhas das suas convieces e boas intcnces,
e sim para poder illaquear a boa f publica, e poder de-
pois, com alguma seguranca e seiu o menor risco, por
em execucao o seu projeclo, e -lano assim foi, que
inmediatamente aplnhou esta cidade de frca armada,
rcnuisiiou frca s provincias vzinhas fez marchar
para acidado lodos os destacamentos de polica, inan-
doii preparar as fortalezas1 com petrechos de guerra,
mandn preparar granadas para nos arrasar, para in-
iindiar c aniquilar a capital da procincia de Pernaiu-
truco .. t. urna presidencia, que assim obra, nao dever
partilbaf da mesilla censura que fez a coiniiilssd ao 1
vire-presidente? Cerlo que sim....
0 Sr, Deputado : Anda mais.
(luiroSr Depv.lulo .-- Muito matar, porque fez maij
nial,
Foui: Nao apoiado, nao apoiado.
<< Sr. Cunha Machado: O oulro preparou o eaininho,
priuci|.iou o edificio; porque conlava com o seu apoio, c
aiiln assim foi, que sustentuu lodos os actos, o pielcu-
da r avante, porque eu quero acreditar que, se a presi-
tlcnoit-Bio livesse condescendido eomessas nslr uceos
que se inandaram por todos os pontos da provincia para
carinaren!, isso nao se verilicaria. c ella o fez por co-
li i cerque os Pernambueanos nao queriain subjeitar-
M 'le novo a nm dominio de ferro, que nao se queriain
subjeitar a urna faeco que os mandava apiinhalar as
mas luais publicas desta cidade, que os mandava apu-
ntalar as estradas ; a urna faeco que conten rm seu
ario ou gremio roubadores de estradas, homens que sao
ai untados e rrconhrcdos como salteadores, como con-
trabandistas de Africanos e de.pn-brasil, por conse-
gundo, (|iierendo que e fizesse a inversao, e desconfian-
do do bom senso e patriolisino dos Pernambueanos, au-
torison atjuelles alliados. coinquem contava,para laura-
re m mito das armas, e islo com o flu de esiuagar, como
ja disse, aquelles que nao podiaiu e nao era de esperar
apoiassem a sua administracao.
Portanlo, Srs., voto pelo parecer, como se acha redlgi-
dii; voto peta censura feila adminisiraco do Sr. Vi-
cente Pires da Molla, e emendo que o meu voto est
bastantemente justificado, cin presenca dos fados que
allegue! e prove cun docum cotos-.
Agora, rollando ao nobre depulndo que fallou em pri-
meiro lugar, censurando a commisse, por se ter arroga-
do nina atribuirn que*monde Ihc nao competir, islo
he.de oflerecer um parecer, umjuizo cere das urces-
sidades mais palpitantes da provincia, porque julga que
islo compele as couimisses respectivas, e que a cum-
nissao de cnnstitiiicao, assimobranda, callocou-se cima
dr todas as coinmisses; respondo dzcmta que a coin-
juissSu nao pode uem drve ser considerada sopertar s
deinais, mas nao poder todava negar-se que a casa he
superior a cada urna das coinmUses, e sendo assim ella
pude maudar a utna des tas comiuissoes, ou iiirsmoa
nina especial, qualquer objecto que enlenda, eisto.de
conformidad!' com o regiment que diz. Li.
^Ora. se qualquer diputado podia reqcrer a nomea-
cao de nina commisso especial, para examinar os rela-
m ios das ailiniiislr.iees anteriores, c fornreer a esta
a .a ns rsi lareciiueutos necessarios para dirigir suas di-
llberaces, acerca das nrcessidades publicas; por urna
tisao atada maisforte.podiaeucairegarumacommlsso
. existente desta inissao; foi Islo o qui-fez, arequeriinen
to de nm deseos membros, creioque foi Sr. barroso:
acoinmissao encarregadadesta inissao cuinprio-a.exaini-
non devid.ulau.ime os relatortos que Ihe frain envia-
dos, e, ronhecendo que conr rtteiio o relatorio da admi-
nistraco do Sr. Chic horro continlia alguns pontos in-
.trressantes que carecalo ser atlendidos, lembrou casa
ssas necessidades, c com isto nem exceden seus po-
deres, nem all>-riui a inissao que I fu- foi confiada, (ou-
'luirei, repellndo que voto pelo parecer como se acha
redlgldo, e contra a emenda do Sr. Pessoa.
O Sr. Joti Pidro insiste ua sua priuirira opioiao.
O Sr. I'euit Sr. presidente, A vrsla dos fados refe-
ridos pelo nobre primeiro secretario, peco licenca para
retirar a minha emenda.
O Sr. Trigo di Loureiro : Sr. presidente, eu ped a
patavra pela segunda vei, affin de ver se posso couven-
cer ao uobr'e diputado que acaba de fallar, uo so de
one a oouinfiuSo de constiluifdo c poderes nao usou de
attrlbuioes que nSo Ihe competam, senio lamem que
esla assembla lhc nSo den dircilos qu nao devia
tfir-lhe.
A commlssao, emjtlindo o seu parecer sobre varios
pontos dos ida tui ios, se con le ve, Senhores; n5o arro-
gou a si, como se diz, esses poderes que nao Ihe ctoinpe-
liaui e nem os que eslavain (Ora de sua aleada. lisia coin-
inissao era multo competente para emlttir o seu parecer
sobre os pontos deque tratou. O primeiro relatorio coin-
pi. hende materias diversas ; j relativas a iriagis-
teiio, materias, j relativas s obras publicas da noi-
sa provincia; materias que sao todas subjeilas ini-
pecto delta casa, que ]iertcncem a diversas com-
mi-soes; t|ni-, para seren distribuidas, deviam de
ser primen ana me examinadas por una so commis-
so, e que esla casa tinha o direito de i euiett-lai a
cssa ciiiumisso, para que, tomando conhecimen|o de
ludo, indicasse quaes as comtulssdes que deviam de ser
ouvldas a respeilo. Esta asscmbla teni mesmo o direi-
to de nornear coimnissdes especlaes para esse fin. O re-
latorio, coiuoj vos disse, trata de diversos ramos, tra-
ta dr nisti an,rm publica, de ubrai publicas, etc.; essa
commissao teve de dar o icu parecer sobre tedas cssas
materias, principalmente sobre os que julgou_ mais ne-
cessarias essa commissao fui a de conitiluicao e pod-
res, porque foi a que a aisemblla julgou ser a mais ap-
ta para senie.lhanlc lim. Principioii, pois, por ella, para
uepois dirigir-se a cada coininissao em particular. A
commissao, portanlo, cerrespondeu conlianca que nid-
ia niih un depositado ; porquauto a respeilo do nosso por-
to aconselllou que se remctlesse una representaco aos
poderes polilicos do estado ; e qusrto nstruccao pu-
blica, que fossem revistas as leis que a regulara.
Mas disse o nobre deputado que a asseinblea arro-
gou-se urna iniciativa : pois he arrogarmo-nos uina ini-
ciativa o pian ni nanos mi lliiu ar o nosso porto ,' i'.nten-
dc o nobre deputado que urna assemblca provincial uo
pude representar aos poderes polticos do estado?
O Sr. -i" /Yifi o : Qiiein o uegou ?
o Sr. /1 ojo de Loureiro : Pois o nobre deputado nao
disse islo ?
" Sr.Joi Pedro : lCsl engaado.
O Sr. Trigo de Loureiro : F. pois, Sr. presidente, j que
a a- ~i ni ol i con le m a essa commissao poderes ampios e
indefeuidos.....
OSr. Jote l'edro : lie justamente isso que eu enleii-
do que ella nao podia la/ei .
U Sr. Trigo de Loureiro (com torca) : A assemblca,
Sr. presdeme, tein poder para remeller qualquer ob<
jecto que diga respeilo utilidade publica qualquer
commissao que quena, e para dar essa coinumso po-
deres ampios e iudelenidos.....
ii s, Juxi /'. 'fro : 1.-.I i i algaliado o nobre deputado.
OSr. I rijo de Loureiro: O relatorio eomprehende
lodos os ramos da adminislraco publica, e a commis-
sao foi au inusada a dar o sen parecei a respeilo de todos
ellos, qurr enghiiiaii.um me, qiu'i por parles, da manci-
ra quemelhor Ihe parecesse. Por conseguinte, os pod-
res que se Ihe concedern!, foram ampios, c nao dele
nidos... .
O Sr, Joti Pedro i Esta engaado o nobre deputado ;
j lhc disse, c repito.
O S'r. I'rijo de Loureiro : A asscmbla tem direlti a
dar poderes ampios ou detenidos ; ella deu a commissao
os ampios porque uo os defenio.....
O Sr. Jote Pedro : Por esla rasao a coinuiisso devia
limitar-so ao que eslava ao seu alcance.
O Sr. Trigo de Loureiro ^o emenden assim, usou
do iln en o que Ihe c.uileriain q lia uto a obras publicas,
disse o que en leuden ; quanlo ao cnsino primario e ie-
cuudario, lembrou o que julgou dercrlembrar. Mas, is-
to nao obstante, o relatorio tem de ser remrllido a cada
una das comiuissoes a cujo conhrcimeuto dere de ser
subinctlida a aprecaco particular dessas. materias.
Diz o nobre deputado que se uo pi'ovou ter havldo
um i oquei inieiilo na casa, paiaqne losse essa commis-
sao cucan egida de aprese mar o leu parecer ; mas eu
affirmo ao nobre deputado que esse requerniento exis-
ti, e o autor di lie foi o meu uobre amigo que se sema
ao meu lado. Esse requerniento exiga o parecer da
commissao a respeilo dos reltenos, nhiguem tratou de
limitar os poderes dessa commissao ; logo, ella foi auto-
risada a emittlr o seu parecer sobre todas as materias
que ros relatnos contiiihain.
O hr. l'erreira Uomet:Sr. presidente, talvezcu seja do
membros da casa um dos menos habilitados para fallar
sobre o parecer da commissao; nao s porque o li ha
punco, como porque, lendo sido eu una das victimas of-
lerecidas pelo vlce-presidcnte em boluc.au> to sua vu-
ganca, ou ames aos caprichos dos nonos adversarios po-
litices, la I ve/ a lg uem SUpponlia que linio qu lulo eu dis
ser he parlo do despeilo do rsrntimeiilo pela demisso
que me foi dada. Comtudo, cerlo de que aqu nos nao
somos i mpi egadus demiiiiilo,. qUe aqu nao traamos
da dcmltso desle ou daquelle, e sim dos actos pralica-
dos pclocx-presidentc o coucrlhero Antonio Piulo Chi-
churro da (..una, e pelo ex-l.-vice-presidenie, cujos re
lalorios foram submrltldos consideraco da commis-
sao de cousliluco, cjitcudo que nao deyu deixar de lo-
mar pai le na dscusso ; laiilo mais quanto o parevrr ds
commisio nao he oulracousa mais do que um protesto
solemne que fat esta asseinblca coiilra os actos arbitra-
rios do yicc-presidcntc ; actos que fraui pralicados sem
discernimeiilo algum, sem un motivo justo c plausivcl,
sem rasan siillieieiile ; actos tao inqualilicaveis, que I1C-
uhuiii honu ni honesto, ueulium homem de senso com-
iiiuiii diixoii de os reprovar. Foi tal. Sis., o procedi-
meiiio do vice-prciidente, que.aquelles iiirsmos qne fo-
ram agraciados, aquelles que frain rehabilitados por
elle, aproveitando-sc dos favores, repruvav'aiii o modo
inslito e lim n\ el por que fram platicados, especial-
mente aiiendendo-se poca em que isso teve lugar, e
ao lado poltico que pencuda esse vicc-presideute,
suas rclaces de amiade, etc. Crcio, rs., que de senie-
Ihante procedimeuto poucos contar a"historia: c cu
nao sei como se possa cualificar...,
Voxu:De Iraifo.
U Sr. t'errtira Uomet:Sim, he traicao, c tralco atroz
entregar os seus amigos, seus alliados, que tanta consi-
derado lhc deram, ao puulial, vingau(a dos mais into-
lerantes inimigos ; he barbaridade entregar ao cutello
dos inimigos aquelles cidados que dcixaram o retiro
ein que viviam, o seu repouso, para se encariegarem de
eoiinntssues difliceis e arduas, para que os chamou o
mesmo vice-presidente, quando em oulra poca admi-
nistrou a provincia. Srs., ningurm ignora o estado de
barbaridade a que nos adiamos reduzidus no lempo em
que dominaran! esla uossa Ierra os hoineos que se dl-
ziaiu da iiillueiici.i legitima.: lodos os direitos dos cida.
daos erain postergados ; nao havia seguranca de pro-
prledade, nem de vida ; e ll era o uosso estado, que um
presidente, que foi alias apoiado por essa gente que nos
he adversa, disse no recio o desta asscmbla que os Per-
naubucauos, de humanos e hospitalriros que erain, es-
tavam reduzidus a um povo de Ismadianos, de cosiumes
safaros, de ndole feroz : foi uesia poca que o vice-
presidente, quereudo-nos tirar desse estado, chamou
cerlos cidados que uo apoiavam esse sysiema, e Ihes
cunferio os pastos da guarda nacional e cargos policiaco,
etc., etc., .iiini de que cites, euinpriudo a lei que ento
era lellra mona, lizesscui com que fossem cltctivas as
garantas da vida e propriedade, preiidesseiu, processai-
sem e Ijzesseui punir os criminosos, que, a qualquer ho-
ra, em qualquer lugar, atacavam os direilos mais sa-
cados dos uossos coucidadoi : cues homens, assim
chamados, suppondo que puderiam fazer um relevante
servicu ao sen paiz, que estes servivos seriaiu atlendi-
dos, que jamis seriaiu sacrificados vinganca dos cri-
minosos que se pi o an ava u punir, acritarun os postos,
o cargos pulientes i e, fazeudo recibir a lei sobre esses
criminosos, poderam, cuita de inuitoi esforfos e sacri-
ficio!, resiabelecrr o imperio da lei: em consequencia,
turiiaraiu-se o alvo do odio deucs uiesnios criminosos, i
daquelles que os apatrocinavaiu; eis senio quando
o vice-prrsidente toma de novo coma da administrarn,
e denude a quasi lodos estes cidados, c os entrega iner-
mes i viiigaiien das seus inimigos !., Este procedimeuto
he rao imiuallificavel, he lo monstruoso, que nao deve-
nios deixar de fazer um protesto solemne contra elle.
O uobre deputado que se oppde ao parecer da commis-
sao, disse que anoia ou approvaa coliclusao, isto he, que
se impi-iiitain os'dous relatorios, e nao o parecer : mas.
pergunto eu, que raslo lia para que se Imprimara o
doiis relatorios, qual o fim? He, di o nobre deputado.
para uue'chegue ao conhecltnehto de toda, a poputaSo,
liara que esta faca tuna justa apreclacSqjOo catado da
provincia, e do procedimento dos seus administradores ;
c por que raio rao haveinos nos einilur Jiosso juizo a
respeilo?..,.
O Sr. Trigo de Louriiro: Nao temos direato, nem- po-
der.
O Sr. J'o l'edro : Nao dlise isso.
USr. f&reira Gomet: O nobre deputado disse que
asscmbla tinha o direito de censurar os acWa da ad-
minislraco ; porm que a commlsstjo de cousliluco
nao tinha competencia para dar este parecer que se dis-
cute.... v ,'
O Sr. Jote Pedro : Nao disse isto tambera : fallei na
parle administrativa. .
O Sr. l'erreira (lomes : Na parte a 'ininistraliva >..
Creio que a comniluSo encarregada de dar o seu,pare-i
ce sobre os relatorios do ex-presldente e do Tice-pre-
sidente, tendo nellei alguns pontos que dizein respeito
i parte administrativa, nao poda deixar de fallar sobre
ellos, propondo as medidas que' julgava convenientes,
sem faltar inissao de qu* ful encarrcfada ; a asscm-
bla commclleti estes relatorios a coiuiissSo. para dar
sen parecer, sem indicar os pontos sobre que drveria
versar esse parecer ; ora, nao se tendo designado o
pontos, he fora de duvida que tudo que contem os re-
latorios he objectotobre que a commissao deverla dar
seu parecer.
Aqu se tem fallado t5o smente, Senhores, da admi-
nistracau do presidente Pires da Mona : entretanto, eu
creta que Isto nao devena ser objecto de discussan, por
isio que o i claiui io deste presidente nao foi subuiettido
ao conhecimento da commissao, e portanto ella nada
drveria dlzer sobre essa administrado.....
OSr. Trigo de Loureiro : Exiltem os Tactos, e a assem-
blca pode minar conhecimento del les.
O Sr. Ferrrira domes : A assemblca pode tomar co-
nhecimento delles ; porm nao nesta occaslo, nem a
coi i, inissao de vera dar seu parecer sobre essa adminis-
traran, una ves que o relatorio della nao foi submettl-
do sua consideraco : e portanto parecc-me inui rasoa-
vet O requei inienlo de um dos iiieuilirus desta casa, ein
que pede que se supprima a parte do parecer que diz
respeito A cssa adminlstracao. Voltando, porm, ao pro-
cedimcDto que teve o ex-vicc-presidentc nos seu seis
dias gloriosos, que eu chamarei tenebrosos, direl que,
considerado por qualquer forma, ello deve ser esligma-
lisado; sim, devenios iinprimlr-lhe o devido ferrete,
qur o consideremos em ralacao ao modo, qur ao lim a
que elle procurou atlingir.
Sr. presidente, he sabido que, tendo sido eleito o con-
cellieiro l.hioliiino da Cania deputado a asscmbla ge-
ral, c nao podendo continuar legalmente na administra-
cao da provincia no lempo em que devesse eslar func-
cionando a asscmbla, c sendo elle, como he, exacto ob-
servador das leis, determlnou passar as redeas da adini-
ulsiracio ao vice-presidente, sendo que ainda Ihe nao
tinha sido maneado sucerssor, ou ao menos nao consta
va : e como qur que livesse de embarcar na quarla-
le ira de ti a vas, nesse mesmo da deixou a adminlstracao,
transmittiiido-a ao vice-presidente ; diaasiago para Per-
nambee, c que seraseinpre lenlirado o.....o de trovas, de
boror ; [apoiadot prolongados) dia em que foi sanecionada
a rebelda na nossa provincia; em que foram endeosa-
dos os criminosos, e que devia ser o era que se dsse o
sigual de guerra civil na nossa provincia. Nesse mismo
da, crcio eu, o genio do mal aconselhnu an vice-presi-
dente, o Sr. Soma Teixeira ; (permitta-se-me fazer in-
teira abslraccSo do vice-presidente' da'pessna do Sr. Sou-
za Teixeira; porque eu nada pretendo dizer deste, ci
pretendo oceupar-me do seu procedimeuto como vice-
presidente) mas, como ia dizendo, o genio do mal, que
nao pudia aconselhar boas colisas, fez com que o pri-
meiro passo dado por esse administrador fosse trahindo
sua inissao, rebaixando o cargo que o monarcha Ihe ha-
via confiado : (apofarfoi) o vice-presidente mandn cha-
mar o commandantc das armas interino, e Ihe disse :
ii Ide a esses rebeldes que se acliain em Lagcs, e dizei
Ibes que esta presidencia approva'seu procedimeuto, que
clles estao ein seu direito, oppondo-se com torea arma-
da s ordens legaes emanadas de autoridades competen-
tes ; que estas autoridades fram as que provocaran! a
resistencia; que ellas sao as criminosas, corrompidas e
preva irado ras ; que estas vita ser desarmadas, e que os
desordeiros lerao ampia amnista, e poderao licar em
suas casas, com as armas, municucs, etc*., sem recelo de
que sejam jamis perseguidos.
O Sr. /'i >.i: Nao he exacto. O Sr. coronel Joaquina
Jos I.uiz teve a inissao de pacificar, de suspender as
hostilidades, c nao a de entregar desarmados os homens
que serviam ao goveruo vinganca dos seus inimigos
porque era incapaz de aceitar semelhante inissao.
O Sr. Jote Carlos: Apoiado. Era Incapaz disso.
O Sr. ferrrira tomn : Eu nao sei se elle usou'destas
expressOes, porque felizmente nao ful tesleinunha das
i ecoinincnilari'ies que pin ventura fram l'elas, nem vi
as instrurrcs dadas ao comuiandante das armas, e es-
tou convencido que.se o v Ice-presidente Ihe fallasse nes-
ses termos, o Sr. Joaqun Jos Luis nao aceitarla tal
inissao... .
OSr. Pettia: Nao aceitarla porcerto.
U Sr. Ferrrira Humrs: Mas en nao sei que outro fs-
se o pensamento do vice-presidente, se devenios avlla-
lo pelos resultados, pelo que pi aticen o coininandaule
das armas eiu Lagcs, e pelo qne aqui pralicou o vlce
prrsidenlc. Logo que chegou aquelle em Lages dispei-
sou c lrra da legalidad., eohoini'iii que tinha de seu
motn-prop io lanr.ulo man das armas, que tantas victi-
mas ii ola feito, que tinha de ha muito preparado trin-
cheras, munices de guerra, que eslava rodeado de cri-
minosos que se liiiham evadido das prises, foi drixado
cora as armas as mos, cora as munices de guerra,
e nem ao menos enlrcgou aquellas que eram do estado,
r que elle havia, em una sorpreza, tomado s frcas da
legaldade.....
I'nn.i: E ainda est armado.
O Sr. Ferreira Uomet: Ficou em plena paz, com as
anuas na tno, e com o louros da victoria, consideran-
do-so uina ouir.i potencia no estado. Dado este primeiro
passo, que deve ser considerado como um dos arligos do
convenio com os novos alliados desse vice-presidente. no
ultimo da da semana santa principiara a apparreer as
ilemisses de alguns empregados de polica e da secre-
taria da presidencia, sendo estes substituidos por pos-
so n de um credo poltico diamelralmente opposl: fot
nesse dia, que drveria icr rrspeitado pela sua sentida-
do, que o vice-pi esideute paleoteou suas alrozes Intcn-
ces ; foi nesse dia qun elle, contra a expectaco geral,
inosiroii que eslava ligado com seus adversarlos politi-
ces, para enirrgar ao furor sanguinario delles os seus
mais di votados amigos... i
O Sr. liaron : Fe o mesmo que fez Judas.
OSr. Ferreira Gomet: Passados o domingo c ase-
gunda feira > paschoa, que dizein foram consumidos
em lavrarem-se em casa portarlas de demisses' e no-
meaces, ebegou ne terca-feira o presidente da provin-
cia; porm o vicepresidente, vendo que se Ihe escapa va
a occasio de construir ruinas, nesse mesmo dia que era
santo, nao obstante a santidade do dia, nao obstante ter
chegado o presidente, sem reipcitar a dignidade da prl-
meira amurillado, den demisses al as S horas da
larde.....
O Sr. Cabra!: Quem quera, ia buscar a sua para o
seu desafecuado.
OSr. Ferreira tinmrs: Ainda nao he tudo : tendo o pre-
sidente marcado o dia 26 para tomar posse pelo muiu-dia,
o vice-presidente contiiiuoii nesse niesiiiodia com o seu
inslito procedimento: e para levar a barra-aq ponto
mais subido do escndalo, deu demisses e fe nornea-
ces nesse mesmo da a tarde, e depois desse da com an-
le-datas. E qiial a rasSo desse procedimenlo/ Disse elle
em seu relatorio, que era para reparar ojusticas feltas;
mas que njusti^as injusticas fritas por esse mesmo vi-
ce-presidente, quando outrora governou a provincia...
O l.uii Duai te : Ou pelo menos a pedido e insina
cesdrlle.
OSr. Ferreira tomtt :\ oulra rasao foi icrem os
J
empregados deraittidos, pela maior parte, prevaricado.
res e corrompidos.....
O.S'r. Penda : -- Julgou os empregados por si.
OSr. Ferreira Gomet:-- Admira sobrraaneira qlle
nao tendo o vlce-presidcnte documentos ou provas, pe'-
las quaes podease mandar rcspansabilisar esses empn^
gados, nao tendo una rasao sufficienle para e desllg
dos seus alliados, daquelles mesmos a quem elle haite
compromeitido dando oscargos, Ihe lncasse alm d^
tudo, o estigma de prevaricadores!;... He em Terdade
revoltante ver um sem numero de cidados rireslgntrs e
benemritos,- cuja .conducta he, sem coniraalcc.no algu-
ma, honesta e cxcmplar, alcunhados de prevaricadores'
por una autoridade publica !.... Porm, Senhores, a ir-
rcgulaiidade desse procedimento, essa monstruosldadr
se demonstra pelos mesmos fados e peta! posteriores
umitas das demisses recahiram sobre aquelles, cuja
problilade, cujos arvlcos acabavam de ser elogiados em
ordem do dia pelo cimimandante das armas taterlno
aquelle mesmo que era da plepa confionca do lce-prcJ
denle ; aquelle que era seu plenipoteuciarjj: utuitos
dos dcmillidos fram rccoaduzidos pelo presidente ..
tual, e cstou persuadido de que todos o seriam, ae au|
principios polticos que adopu o presideute, nao f0Sle
conveniente cssa inversao.....
Alguns Senhores : Nao apoiado. .
O Sr. Ferreira Gomet: Enlo quaes seriaiu os moti-
vos que obi igarain o presideute a sancclonar grande
parte das demisses ?....
O Sr. Oiiiufci: -- Eu os dlrei.
O Sr. Ferreira Gomet: Creio, Sr presidente, qUP,
nao adoptando o presidente os principios seguidos pei
-partido pracirii, e the sendo adversarlo, po poda re-
conduzir os deraittidos : mas elle o faria se fsse mesmo
jnilill'ereute a partldol ; porque os mesmos indilTerrntes
naoapprovaram o procedimento do vice-presidente.
Disse ainda ha pooco um nobre deputado, que, quan-
do o vice-presidente laucn a pecha de prevaricadores
sobre todos os deraittidos, julgnu-os por si : he nina
cridado, porque outro nomo nao tem aquelle emprega-
do, que, por odio, contcmplaco, vinganca, ou para pro-
mover interesses seus, faz ou deixa.de faier aquillo que
a lei Incumbe : oulro nome nao acabe a aquelle que,
depois de deixar o cargo, exercilh fnneces delle. Creio
que todos sabem que mullas demisses fram dadas com
ante-data, que fram dadas no dia 27, leudo o vicepre-
sidente entregado a presidencia no dia 26: creio que to-
dos sabem que um homem, que fot despachado Inspec-
tor do assucar ou algodo, foi no dia 20 pagar na mesa
das diversas rendas o imposto dos noves e vrlhns direi >
tos, isto as duas horas da tarde ; e iodos sabem tambera,
que nenlium tflulo he asslgnado sonrio depois de pago o
imposto. Ora, tendo o vice-pi ecidenle deluda a adinl-
nistracao ao mein-dia, tendo sido pago o imposto por es-
se noineado s duas horas da tarde, no poda o vice.
presidente assignar o titulo : porm, como niior e**
cndalo possivel, o titulo foi asslgnado pelo proprlo nu J
nho desse vicce-presidente : c o presidente, conheerndo
esse abuso, esta oflcns.a feita a sua autoridade, mandn
cassar o titulo : e o que prova isto ?....
O Sr. Joti Caiht: Uonrade.......
Alguns Senhores: Isto he o que he ser prevaricador.
OSr. Cunlia Machado: -- He para concillar os nimos.
OSr. Ferreira tomtt: Assim foi fe lio ludo o*nmis
desprezaram-se todas as rrgras das conveniencias pu-
blicas, levando a provincia a guerra civil ; (poiaiw)sal-
lou-se por cima das regias da decencia e honestidade ;
oll'endeu-se aos bous costumes; nfringlo-se o respeito
devido a i eligan, irahindo-se a amiade : foi tallando
sobre todas estas consideraces, que o vice-presldentr
administrou a provincia. E para que sena* ttof* que
nos consriitiinos em um lio atroz e aviltante insulto
feito aos nossus concidados, cuinpre que Tacamos mu
protesto contra esse inslito procedimento : e por isso
he mister que votemos pelo parecer da comniiiso,
(Apoiadot.) '
O Sr. l.aurenlino : Sr. presidente, villa do estado
ein que se acha' a dscusso, eu nada mais tenho a dizer,
principalmente porque o nobre deputado que Ine pre-
ceilcu, prevrnin todos os ineut pensautaDlot a respeito.
Mas, urna ve/, que me levante!, direi sempre duas pala-
vrat.
Combate-se.Sr. presidente, o parecer da commissao. j
pela incompetencia lia niesinac oinmisso, ej por falta He
objecto para se fundar o parecer : eu en tendo, pelo con-
trario, que muito bem fram remedidos os relatorios
comraiiio ; porque, devendo elles conter uina analyse
do estado actual da provincia, e indcacn de alguns mr-
lliuranientos que se possam faier, he multo justo que a
commissao os Indague, e aprseme casa O seu juizo.
Um dos nobres drputados que eonibatem o parecer, re-
prova inteirameiiie a sua inserco e dos relatorios, co-
mo all se pede ; mas eu cielo que he de absoluta neo s-
sidade a publicaeo de taes pecas ; porque, contendo o
relatorio do Exm ex-presidente medidas proficuas i pro-
vincia, ellas devein ser aproveltadas; e o relatorio do
cx-vice-presidente Soiua Teixeira lie um libello famo-
so, produefo de um hoinrm que absirabindo de si o
deveres de ura presidenta, a quem a lei aulorisa para
governar, c nao para insultar, assiimio a qualidadc dr
insolente, cora o abuso de sua potico, para estginaii-
sar com o ferrete de prevaricadores, vrnaes e corrupto!
atisenlos c tantos cidados conspicuos: he, portanlo.
muito justo que at onde chegaremos peridicos don
provincia, chegue tambera a noticia da sensura que a
asscmbla faz a esse honiem de cxccravel memoria, o
fique assim entregue execraco, entregue ao ana-
llieina geral de que se fez digno. Voto, portanto, pelo
parecer.
O Si: ioaquim Vlllela. .Sr. presidente, vol
contra u parecer, em todas as suas partes, e en leuJ
do deVer dar as rasoes por que assim o faco; porque
o meu silencio nesta quest.to poderia ser mal inter-
pretado.
Sr. presidetilo, mo foi sem fundamento que eu mo
oppuz, nesta casa, ao requerimnto de um nobre de-
putado que pedio que' os relatorios presidente cdo Exm, presidento fossem remettidos
uina cominisso, para dar sobre elles seu parecer;
porque fcil era de prever que acontecera o que
vemos realisado, islo he, que a commissSo sobre na-
da tinha de dar o seu parecer....
O Sr. Ferreira Gomet. Sobre nada ? X cousa
mais importante da provincia .'
Sr. ioaquim Villeia; Sobrenada, Sr. presidente,
porque sobro nada tomos dedeliberar; sobrenada,
Sorquo, em ultimo resultado, uo vejo que o parecer
a commissao tenha alguma utilidade mais do que
o desabafo.
O Sr. Ferreira Gomet. He un protesto.
O Sr. ^loaqifim Vlllela : O desabafodfl paixcs,
urna verdadeira vinganca. ...
OSr. Trigo de Loureiro : E n So nos rompeta0!
direito de censurar os actos da administraejio?
O Sr. Ioaquim Villeia : Em termos; et| l irei.
O Sr. l.aurenlino : Quem nflo teve termos para
apodar de prevaricadores frsenlos cidadfios e redu-
zi-losa pedir esmola, nflo merece termos.
O Sr. oquim Villeia: O desabafo de paixoes,
repito, urna verdaileirn vinganca.
Sr. Presidente, o regiment da oa dividi
iiiesma em commisaOcs, e a cada uwa ilcllas incum-
bi oeuitlado especial de cerlos negocios; e-a cada
urna, pois, dessas commissOes, creadas pelo regimen-
t, incumbo a apreciacao dos objectos comidos na es-
pccialidade para que foi creada; assim, por exemplo-
a commissao de constitui^Bo e poderes compelo dar
o seu parecer sobre os objectos que respeilam cons-
titucionalidado___
O Sr. Trigo de Loureiro : E sobre todo que a as-
scmbla Ihe commetler.
OSr. Jontuim Villeia: E opinar conseguinteinen-
te, se aquillo que he subiticttido sua consideraco, |
_______o
MUTILADO


que be bu nflo constitucional; commissao de fazen-
ila o orcamento competo tambem, na suaespeciali-
,]nlu, opinar sobre aquel les riegocios'que devem fa-
zer parte do prca ment, e que dizcm rospeito recei-
ta cdespeza provincial. ..
(Ha differentes apartes queinterronpemooradof, e
f J, ..ni' por* muito longos o simultneamente proferidos,
nao podemos tomar )
O Sr. 'loaqufm Viliela Eu comprehendo ludo
quante disseram os nobres depulados, e tocarei nos
pontos de quo me lembrar; nSo aueirm, pois, anti-
cipar -as minlias ideias ; e attendam que me nflo he
possivcl responder a tatitos e Ido longos apartes.
Contino porconsequencia, Sr. presidente, para que
qualijuer objecto v a esta ouaqaella commissflo,
creadapek) regiment, releVa que esse negocio ver-
se sobre a ospecialidde que lno he commettida,
que sobre elle tenhamos- do tornar urna deliberadle
qualquer. Aasimque, Sr. presidente, para qne o*rela-
tnos fssem commissflo do constituiente e pode-
res, seria mlster que a commissflo de constituicao
o poderes livease de imtorpr seu parecer robre i]
constitucionalidade desses mesmos rolatorios, e que
nos, om vista do sou -parecer, -tvessemos tam-
bem de decidir da constconalidade ou inoonstitu-
cionalidaae" dllcs,: mas be sobro isto que versa o
parecer j he sobre isto que vamos deliberar ? Vejo, Sr.
presidente, que a commissSo de constituido nflo
tratou de apresentar um parecer assemba a
respeito da constitucional idadeou inconsttucio-
ualidade dos relatnos que Ihc frain submettidos;
mas apresentou um parecer muito diverso, um
parecer que tem urna parte poltica, e outra ad-
ministrativa;^, niloleudo apresentado parecer algum
sobre o objecto que lhefra especial, nflosci sobre
que objecto do sua especiandaile esta casa tenha do de-
lilierar ; por isso mesmo que esta casa nflo tem de
decidir se os rolatorios, que fram submettidos a
considei#r8o da nobre commissflo, silo ou nflo
constituclbnaes.. i
'O ir. Trigo dt Loureiro : O parecer dia que foi
inconstitucional o procedimento desse presidente:
por isso requerseja mpresso. pora que conste em
toda parte que-a assembla o reprovou e cen-
surou.
O Sr. ioaquim Viliela : -r A commissflo'nflo diz is-
Lo : o nobre deputado agora he que o diz : eu posso
lr o parecer da coiy.missflo quo est aqu, eis o
que diz elle. (U.)
{ Aceitara he interrompida por apartes muito
longos do Sr. Trigo de Loin eiro.'c por grande susur-
ro que se desenvolv! na casa; o que foi cansa
para que nflo podessemos colhe'r esses apartes.)
O Sr ioaquim VHMa: Peco aos nobres deputa-
dos quo me oucam com a mesma altencfl com
que os ouvi; eu os escutei. no mais profundo silen^
ci, nem um so aparte Ibes dei; peco, pois, a mes-
ma. atlancSo. O nobre deputado (vottando-se para o
Sr. Trigo de Loureiro) diz que o parecer diz oque
ca no est quero l-lo,T>ara mostrar-lhe o contra-
ro, e nflodeixa ouvir-se a leitura! .' Pego que me
deixem ler Sr presidonte, eis o que diz o parecer:
A commissao, &c., passa a#xpOr o que pode col-
ligir demais utilidade e proveito para esta bella
provincia, digna de maior alinelo, considerado
e respeito do queasvezes costumam ter para com
ella, assim o ministerio como alguis daquellesquo
elle propon coi 6a para o governo delta ; do que,
entre outros mu tos, sao um "triste exemplo, asskn
o Exm. vice-presidente Manoel doSouza Teixeira,
como o Exm. presidonte actual; o qual, posto que
mais cauteloso e mais saga/, que o pnmero, vai
ciunludo lentamente pondo em prtica o nefando
plano que aquello com mocara a executar, de res-
tabelecer na provincia o dominio de urna facQflo que
ella justamente abomina, &c.
Eis o que diz mais o parecer em outro lugar :
Quanto ao relatorio do Exm. vice-presidente
Manoel de Souza Teixeira, foi doloroso commissao
que nflo podosse descobrr nello um s pensamen-
to, urna ideia proveitosa para o recommendar at-
tenCSb esolicitde desta assemba, e mais doloroso
anda Ihe foi o ver nello que, para justificar essa al.lu-
viam de demissOes, dadas apsino. e som algum
outro motivo alm do manifest tira de restable-
cer na provincia o detetavo) dominio de urna fac-
cSon____se acoimou do eivada de corrupto o ve-
nalidade urna boa parto dos nossos comprovincia-
nos. ....-.
Onde, Sr. presidente, se falla aqu em inconsli-
tucionalidade!
O Sr. Trigo-de Loureiro .- Pois reprova o pro-
codimeuto do presidente, e nao he incons
nal este procedimento ?
OSr. ioaquim Viliela: Logo, so reprovamos o
que lie inconstitucional? O quo vejo no parecer he
que a commissSo reprovou a poltica seguida pelo
vice-presidente e .pelo presidente, dizendo que ti-
nha por fim restabelecer na provincia o dommio.de
urna faccSo ; mas reprovar a poltica, eraquanto a
sua utilidade ou conveniencia, mo he dizer que os
faci quo tiveram lugar era consequencia dessa po-
ltica 3o inoonstitucionaes creioque os nobres de-
pulados saberao distinguir a Mcotistituconalidade
da inutilidade ou inconveniencia ; urna poltica
pode ser conveniente, mas todava ser constitucio-
nal p parecer nflo diz que os rolatorios sflojnconsti-
tucionaes; o parecer apenas os encara pelo lado da
inconveniencia da poltica, que'a coitnnissflo julga
seguida pelo vice-presidente e presidente.
Unt Sr. Deputado : -r He quanto basta. ...
O Sr. ioaquim Viliela : Agora j he quanto bas-
ta ; logo fallarei da conveniencia da poltica, por
ora anda estu na quesillo da constitucionalidade.
O parecer, Sr. prosidente, dizia cu, nao ehcarou os
relatnos pelo lado da constitucionalidade, cuca-
rou-pssmcnlo pelo lado poltico e administrativo;
porconsequencia a commissao iiSocumprio a mis-
sao puraque o regiment acreou, que foi conhecer
da constitucionalidade ou inconstitucionahdade
dos objectos que Ihe frerh submettidos...
O Sr. Barroso : Mande urna emenda nesto sen-
tido.
OSr. ioaquim Y i lleta : Mas, entretanto, os no-
bres depulados agora dizem que consideran esses
relalorios inconstitucionaes ; agora he que eu ou-
S) di*er que oelles tambum ha inconslilucionali-
t, comquanto so tenha visto no parecer ataca-
da a administrado do vice-presidente e do prcsi-
tlo motivo de quercrerem clles rehabilitar
f8Ct;ao detestada pelos Pernaiiibucnnos
Sr. Olinda : G nobre depuado sabe boni
disi
05r. Fe/r*ira Goi/u*,. A constituicao nSo quer
exclusivismo, quer que a le seja goal para todos.
O Sr, Joaqun* Viliela -. Eu nO'entro-anda na
3uestao da poltica, porque ajnda estoU na questao
a inconstitucionaldaile. Mas pergunto agora aos
nobres depurados, seentendera que foi|incons;ituci-
onal e procedimiento do vice-presideote e do pre-
sidente....,
ItuitQtSrt.; Ful, foi.
OSr.Ioaquim Viliela E eu digo que nflo, pOr"
que inconstitucional heaquilloqueseppOe cons-
tituicao do estado..,
(Torna o Sr. Trigo de Loureiro a dar apartes muito
prolongados, e outros Srs. fazem oulro tnlo ao
mesmo tempo : foi-nos, pois, impossivel lomar taes
apartes.^ .
O Sr. ioaquim Viliela : Os Srs. dputados a cada
passo me fa/.ein voltar atrs : n3o sei como se possa
discutir assim ; isto n3o he dar apartes, be reduzr a
discussao a dilogos : se nao queromque eu conti-
nu, sento-mo......Senhores,eu]chamo inconstituci-
onal aquillo.que se oppOe constituicao do estado :
e a constituirlo do estado para mim he a constitui-
eflo poltica, o acto addicional e a sua ititerpretaeflo...
O Sr. Olirula : He para todos.
OSr. Soaquim Viliela :-&m pergunto eu : o proce-
dimentodo Sr. vice-presidente e do presidente foi
contrario cons'ilui^ao? Foi contrario ao acto ad-
dicional ? Foi contrri. ntorpretacao ?
O Sr. Ferreira Gomes : Foi atacar os dircilos
individuaos dos cidadaos brasileiros
OSr. ioaquim Viliela : Atacar os direitos indi-
viduaos dos cidadfios brasileiros !!l Gomo ? O que rez
o vioe-presidente da provincia t Deu domissOes.
Quantas? 300', 800, um milhSo dolas, o numero
quo quizerem os nobres depulados mas pergunto,
tem.ou nao pelas leis o prosidenlo da provincia o
direto de demittir os embregados amoviveis que
olle demittip? Tora : logocomoobrou mconstiluci-
onalmente se obrou dentro da rbita de suas attri-
buices?;.. i
OSr. Ollntla: Issb he consequencia do nobro de-
pula,do. ...
O Sr;ioaquim Viliela : Paciencia : nfioa aceite o
nobre depulado. Eu eslou persuadido que a auto--
ridadeque obra dentro do rbita de suasatlribui-
coes, n3o~obra inconstitiicionaJinente....
OSr. Lulz Duarte : K as nomeatfes quo rez
quando nSo eslava j na presidencia, s3o constitu-
cionaes?
OSr. ioaquim Viliela: N3osei se nomeou quan-
do j nSoera presidente ; sei qne deniittio a no-
meou quand eslava na-presidencia ; nSo*ei se os
nobrosdputados osabem provem-no; oque seihe
que compete ao presidonte demittir. e quo desse di-
reilo teem usado todos os presidentes, sem que
seus actos tenham sido considerados inconslitucio-
haes. O mesmo vice-presidente quando por outra
vez esteve na administragao usou amplalnente desse
direito, creio que acontento dos nobres dputados.
E quem fez mais ampio uso delle do que o Sr. Lln-
chorroda Gama, que, nslos usou delle por urna
vez, mais por duas, sendo a prmeira quando dcs-
montou opardido contrario ao que ello abracou,
e a segunda quando demittio mu tos mesmo dos
seus correligionarios......
O Sr. Barroso : Que eram traidores...
O .Sr. Bellro : Nflo apoiado ; eu ui demillido,
e nSo fui traidor.
(Cruzam-se apartes, que u"o podemos tomar. ?
O Sr. ioaquim Viliela : Eis na minha frente ( ro-
lundo-separaoSr.Beltrao) um nobre deputado que
foi demittdo, c dr-lhe-ha o Sr. depulado, que he um
traidor. OISr. Ghchorro,(>i/dr amplameute'do direito de demittir por duas vezes,
porque demition3os os seus adversarios, senao tam-
be m muitos doS seus correligionarios, quu Ihe havi-
m prestado os mais relevantes seryeos j sim, Sr.
presidente, os mais relevantessorvicos...
OSr. Cunha Machado : Mas n3o com o proposi-
to de fazer urna invcrsSo fia provincia.
O Sr. ioaquim I Hiela : A mversao se da todas as
vezes qne ha um grande numero de demisses, por
que a invers&o mo be outra cousa mais-do que a
mudanc das autoridades; logo, nflo so fez mversao
o vice-prosidente da provincia quando de outra vez
estoven administrado; mastanbem rez mversao
o Sr. Chichorro quando deu dcmissoesem grande
escala..... / '-" .
Vases : N8o apoiado.'
OSr. ioaquim Viliela: Pois o Sr. Chichorro n3o
deu grande numero de demisso.es i' N'3o demittio
maior numero de funecionaros pblicos do que fi-
zeram agora o vice-presidente e o presidente t
Algn Srs. Dputados: Mas as nomeac^es reca-
hiram em pessoes honestas....
O Sr. ioaquim Viliela:- Mas que tem isto com o
numero das demissOes, coma inversflo? Eu n3o en-
tro em quest3o sobre o merlo das pessas demitti-
das e nomoadas ; e nem be disto que tratamos : tra-
ta-se da constitucionalidade do procedimento de um
presidente quo usa do direito de demittir ; he pre-
ciso quo nos entendamos { quero saber so se pode
dzcr que m presidente, por dar demissOes om gran-
de escala, obra inconstituconalmente, porque se se
pode, quero que os nobres depulados confessem
que o Sr. Chichorro obrou inconstituconalmente
quando assim procedeu : mas quererlo os nobres
depulados faer essa confissao ? H3o de dizer que
estava no. seu direjto, porquoao presideulo da
provincia com pe tte nomear e demittir certos em-
pregados... _
OSr. Pestoa : E mandar processar os que s3o
prevaricadores, e isso he que se nflo fez. -
OSr. ioaquim Viliela : -Issonflo tem nada com a
constitucionalidade do acto...
O Sr. Pessa : Tem muito. .
O Sr..ioaquim Viliela : -Tamben! o Sr. Chichorro
nao mandn responsabilisar nnguem.
O Sr. Cunha Machado : Calumniar o injuriar nflo
he uma ofTensa constituido do estado.-'..
OSr. ioaquim Viliela;- Calumniare injuriar he
um crimo que as leis punem ; mas, quando a au-
toridade, exercendo um direito, d como rasflo ae
seu procedimento um motivo que se nSo reputa ver-
d'wleiro, nfiohe consequencia que obrasse incons-
titucionalmento.
( Ha muitos taparles que nSo podemos collier, por
causa do grande susurro que se manifest na casa.
Varios Senhores reclaman ordem.)
O Sr. ioaquim Viliela :-N8o se segu, pois, que por
se ter dado um motivo qu n3o se julga plausivcl.
tenhabavido inconstituconalidade. OSr. Chichorro
quando demittio muitoscidadflosque tinhampros
lado a provinciaea elle relevantsimos servicos, a-
noiava-se na conveniencia do servico publico.
OSr. Barroso : Eas demissOes sem prospostado
cher de polica. I
O Sr. Joaauim Vildla : Entende o nobre deputa-
do que issb he inconstitucional, mas eu entendo que
nflo; porque enlendo que o presidente da provincia
nflo deve estar subjeito ou subordinado ao chele Uo
polica, nSo podendo demitlir senSo aquellas au-
toridades policaes, cuja demissao o chele de poli-
%*S]C,ferreira.Gome,:-E os delegados devem
ester subordinados aos subdelegados, a respeito dos
VsTTeitro : He verdade, elles nflo podem ser
damittidos. sem proposta dos subdelegados.
^OS, Jmuw>n "Villtla: 0 nobre deputedo sus-
tenta que nflo so possam demittir sem proposta ?
P-iz'quen lei assim o ordena expressamonte ? ...
- O.Sr.'Relimo : Ha urna portara.
OSr.Joaquini Villlea :Portara De quem ?
Yoztt:Do governo.
OSr. Joaauim Viliela : Eu naodou muito pola
jurisprudencia das portaras, dou mais pela jurispru-
dencia- das leis: nflo vejo na le essa rcstricgflo, por
consequencia nflo a posso fazor.
OSr. Trigo de Loureiro: Se nflo pode nomear
soni proposta, nflo pode demittir sem ol.
O Sr. Joaquim Viliela: Nflo be consequencia.
0 presidente pode recusar a proposta do chefede po-
lica, e elle lieobrigadoa aprcsentar-lhe outra'; mas,
se o chefede polica nfloquizer propr a demissflo
de um mo delegado, ou subdelegado, ha de o pre-
sidente conserva-lo, subordnando-se vontade do
chefe de polica T
Algutu Srs. Dputados -. E os subdelegados para
com os delegados, quanto aos inspectores, nflo est3o
no mesmo caso ? .,
Sr. Ioaquim Viliela : Creio que nflo ; o presiden-
te he a primeira autoridade da provincia, e por isso
nflo posso conceber essa subordinadlo do presidente
ao chefe de polica ; convenho em que a harmona
que deve existir entre as autoridades seja um mo-
tivo para que presidente ouca o chefe de polica ;
mas n3o se diga que o presidente est necesaria-
mente a d'stricto a demittir smente quem o chefe do
polica quizar.... ,'. ...
OSr. K-rreira Gomes : He principio jurdico, quo
pelo modo que se faz a cousa,' por esse se desfaz....
OSr. ioaquim Viliela : Nem sempre. Mas, Sr. pre-
sidente, se o procedimento do vice-presidente nflo
he inconstitucional, como tenho mostrado, claro hca
que a commissflodeconstitUHjflo nlto tinlia de dar
parcccralgumsobreoscu relatorio; porque, como
j fie ver, cada commissao trata dos objectos que es-
pecialmente Ihe sao incumbidos; o requerimento
mesmo que foi apresentado n casa, o cuja approva-
efio fez com que os rolatorios rsscm a commissao ro
concebido nestes termos: Requeiro que ^rela-
tnos vilo commissflo de constituicao c poderes,
para quo ella de sen parecer sobre elles. ^ O que se
deve cntonder, pois, he que a commissSo de consti-
tuicao e poderes devia dar o seu parecer no circulo
da especialidade que Ihe he confiada, porque enten-
do quo a commissao foi nomeaiia para urna especia-
lidade, o que, sendo-lhe remottidososrelatorios, de-
via dar o seu parecer sobre a constitucionalidade
delles ; mas .o parecer nao falla insto, o que d.z he
que a poltica do vice-presidente teve por fim o
levantar uma fac?flo detestada pelos Pemambuca-
nos....
O Sr. Fcrreia Gomes : E nflo sera contra a cons-
tituicSo dar o dominio da provincia uma faceflo i
O Sr. ioaquim Viliela : Mas entilo di re que
contra a constituicao iodo e qualqucr exclusivismo ;
entilo direi que he contra a constituicao o predomi-
nio de todoequalquer partido; enlo direi que he
obra inconstituconalmente todo e qualqucr presi-
dente que, collocando-se testa de um partido,
entrega-Ihe exclusivamente todas as posicoesolh-
caes.... .., _
mSr. Depulado: He contra a constituido que
as minoras governom as maiorias.
o Sr. Ioaquim Viliela: He contra a Constituicao
que a minora goverue a maoria ; mas porque he
contra a constituicao isto ? Porque a constituido
tem estabelecido os meios. necessaribs pura que a
maoria sempre prepondero; porque a constituicao
estabelcce as instituicOes precisas para que islo se
efTectue ; mas, quando essns instrtuices existom
apenas no papel, quando sflo mesmo viciadas, a mi-
nora muitas vezes conseguo governar. Os noiires
depulados sabein muito bem que essa doutrina do
maioria e minora he-applicavel aos cqrpos legisla-
tivos, que sflo os quo intiuem na poltica do paiz...
Ahi he que se conhece maioria e minora.....
UmSr Deputado: lia maoria dos corpos legis-
lativos nflo representa a maioria da nacflo ?
OSr. ioaquim Viliela : Assim deve sor, mas nem
sempreassim acontece, eos nobres depulados coji-
cordarflo commigo que muitos corpos legislativos
ha que nflo representan) a maioria da nacflo ...
OSr. Oliuda : He uma exccpQflo, a qual confir-
ma a regra geral.
Sr. Ioaquim Villet : As vezes as excepcOes sao
tantas, que Jestroem a regia gerahas oxcepQpos se
dflo sompro, qiiBndo, repito, as inslituicOes que toem
por fim garantiro triumi-hoda maioria, ou estao vi-
ciadas, ou nflo sflo postas em prtica, ou mesmo s3o
insufilcieiitcs.
O Sr. Trigo de Loureiro : Quando as excepcoes
seconverterein em regra, o governo representativo
desapparefcu.... ,
O Sr. Joaquim Viliela : <- E que duvida ha nisto r1
Concordo com o nobre deputado ; e entendo que es-
tamos ueste caso porque todos clamam por meci-
das que restabelccjim o syslema representativo em
sua pureza. QueapplicaQflo, pois, pote ter osso prin-
cipio de maioria e minora ao procedimento do vice-
presidente? Devia elle andar contando, e tomando a
rol os individuos de-uma e de outra opiniflo, para
lancar mflode unse nflo do outros?
OSr. Cunha Machado:Mas he obligado a nflo
violentar, pela fOrca e pelo terror, a maioria.
O Sr. Ioaquim Viliela : Sabem os nobre dpu-
tados que o vice-presidente, obrando desta ou da-
quella maneira, est ou nflo convencido quo obrou
em beneficio dos seus coneidadflos ?...
O Sr Trigo de Loureiro : Pelos relos.
O Sr. Ioaquim Viliela: -Pdem o nobres depulados
interpretar as suas intencOes como querem, pdin
entrar dentro da sua conscienca ?
OSr^ Trigo de Loureiro: As conscicncias mani-
reslam-se pelos actos externos ...
O Sr. Ioaquim Viliela : Mas, se elle esliver oon-
vencido de que obrou bem, anda quando assim nao
seja, o mais que se pode dizer he que se enga-
nou, quecommetteu um erro; mas nflo he o sou
procedimento, alias de bOaf, motivo para que seja
atacado tflo violentamente, de uma maneira tflo oes-
communal e impropria desta assembla. Sr. I
to de censura adminstraeflo visto como nflo esta
isso no rbita de suas attrihuicOes.... anita.
OSr. Trigo de Loureiro : Pois queUm aguarea
e vigilancia da constituicao edaslois, nflo pone re
provara poltica do governo?... ___ .,.
O Sr. Ioaquim Viliela : Se a "^r?. .C?V'X lCl^
limtasse a tratar da constitucionalidade 0l"
torios, estava no seu direto, proferido W"
mas a commissflo nflo encarou os retaio-
ios por esso lado ; a commissflo apresmilou u ni vo-
b do gracas, uma especie de resposta a M**}2S
10 ; e nolsexorbitou das at'ribuiQOes que Ihe. Wo
censura
ros
lo
no ; c CAUI IIIVUU uno "* ..----<--
marcadas, tanto quanto nos exorbitaremos das jos
sasapprovando o parecer.
Senhores, o que n3o se pode sustentar he que o
procedimento do vice-presdcnle foi inconstitucional
a nflo se querer dizer que he inconstitucional qua
se lance mflo para os empregos publico, antes oes-
tes individuos do que daqucllos; porque, omquati-
to se nflo dsser isto, ou so negar presidencia oui-
relto de demittir, nflo so pode dizer que ella onr*
inconstitucionalmente quando demittc. N001 W
Sr. presidente, como entregar ao juizo dos P*ri'"^
a constitucionalidade dos actos de um prosiaonte,
porque isto seria o mesmo que estabelecer quo um
presidonte nunca obra constitucionalmente. caua
partido, Sr. presidente, v as cousas por um prisma
difieren le ; porque cada um olha por um vidro ur-
versamente colorido c como cada um julga por esse
prisma, cada um tambem julga as cousas difleren-
temente. Assim, dada um delles jnlgar sempre que
a autoridade obra contra a constituicao, todas as ve-
zes que nflo obrar de conformidade com oque ello
pensa e quer; e esta convcQflo ser* tanto mais ror-
le quanto he corlo que todos os partidos se dispu-
ta m a maioria, que todos os partidos'dizcm que sao
representantes da maioria, que todos di/em quo
abrangem em sou seioa maoria da nacflo.
Sr.-prcsdenle, he verdade que a assembla geral.

V
i

h

I
todos os annos, se oceupa de um voto de gracas,
um voto do approvacflo ou roprovaeflo a poltica do
ministerio, nflo s com relaQflo constitucionalida-
de de sous actos, mas tamb|iii conveniencia de sua
poltica... ...
O Sr. Ferreira Gomes : Mas isso nflo esta marca-
do na constituicao.
O .Sr. Ioaquim Viliela : Mas lia para isso rasos
deduzidas da mesma constituicao, rasOes que n3o
silo applicaveis assembla provincial. A constitui-
cao commetle expressamento assembla goral O
examedasadministracOes, commette-lhe a aecusn
eflo e julgamento dos ministros de estado, dando a
cmara dos dputados o direito dos aecusar, e ao
senado o ile julga-los. Mas temos ns,-Sr. presiden-
te, essas attribuicOes f
Um Si: Depulado: Podemos aecusar o presi-
dente. .. ... .
O Sr. ioaquim Viliela : Nflo nos da o aclo addicio-
nal essa atlrbuic5o. 0 que podemos lie decidir se
deve ser suspenso dnpois de pronunciado- l.erei o
S6do arl. 11 do acto addicional......
O Sr. Trigo de Loureiro :- N3.) tem applicacao esso
F cfsi; Ioaquim Viliela: N3 tem applcac3o nm
artigo exprosso a este respeito !.
OSr. Trigo de Lonreirtt: D um aparte um pou-
co longo que nflo podomos tomar.
OSr. ioaquim Viliela : Dcixe-me o nobre depu-
tado fazer a leitura do artigo e vera se tem ou nflo
applicacflo. Ei-lo:
Decidir, quando tiver sido pronunciado o presi-
dente da provincia, ou quem suas vezes fizer, se o
procsso deve coptnuar, e elle ser ou nflo suspen-
so do exercicio de suas funccOes nos casos em que
pelas leis tem lugar a suspensflo.
J ve, pois, o nobre deputado que n nossa attri-
buieflo he decidir so deve continuar o processo,
e ser o presidente suspenso, o que para isso cum-
preqiie tenha sido organfsado um processo com pe-
t mttftinpn t i'
Mas, Sr. presidente, ha uma rasflo capital para que
seja um estylo constante em todos os parlamentos
ilirigir-se cora um voto de gracas, um voto de
approvacflo ou de censura poltica do gabinete,
he que a poltica do gabinete, em regra, dove ser
formulada pela poltica d\ assembla geral, e que
por isso incumbe mesma assombla manifesta-la ;
mas he essa ras3o applicavol s assembfas provin-
caos ? He o ministerio obrigado a seguir poltica de
tantas assemblas provnciaes, quantas teem o Bra-
sil, e que por isso mesmo que sflo multas podem.
adoptar diflerentes polticas?
Julgo que os nobres dputados nflo o podero sus-
tentar, e que, pois, devem coofessar que o mi-
nisterio s tem deattender assembla geral, que-
he a qu se suppOe"representar a nacflo. O governo,
Senhores, deve ter um pensamento uniforme, costa
pensamento deve man testar-so da mesma manMra.
em lodosos pontos do imperio ; elle nflo pode le; u-
ma cortducta diversa, segundo as diversas polticas
das assemblas provincaes:o sou peusamento he um I
s, e o mesmo em toda parte : e os presidentes, de- f
legados do poder executivo geral, devem acompa-
nhar esse pensamento. Nflo he, pois, a poltica d as-
sembla provincial que at podo estar emopposi- 1
eflocoma poltica d^assembla geral, que deve re-
cular a marcha .lo governo ; e eis porque as assem .
blas provinciaes nflo compete formular, por um "
acto esiiecial, um voto de approvacflo ou reprova-
c3o poltica da adminstralo. O voto de grabas,
que compele assembla goral apresentar, tem con-
seiuencias de summa importancia ; mas que con-
sequencas podo ter um voto de gracas, proferido
por uma assembla provincial t Conforma-se coni .
a da assembla geral ? He do nocessar.o. Oppoc-se ? ^,
Nflo pd o ler resultado algum ; porque, dvendo o. *.
nresidentcs. como delegados do poder execuliv.

1
f
dente, porque o vice-presidente obrou por umajia-
neira que nflo agrada aos nobres dputados nflo se
seitue que tivesse obrado- inconstitucional.nenle,
urna vez que nflo exorbitou de suas attnbu.ces-.
Mas. Sr. presidente, a commissflo nada constitucionalidade dos relaloris, como ja f.z ver ;
c, poi, creio que a esse respeito nflo temos pare ei,
e nada temos a deliberar.
Agora, Sr. presidente, vou mitrar na apreciacao do
parecer. A commissflo apresentou em pr.meirovlu-
arumvotodo reprovc3o poli icai seguida pelo
vice-presidente e pelo actual presidente...;
O Sr Cunha Machado : Se poltica pode ser de-
nOSrSirf* ""<>" Mas nesle |)0nt0 COm"
missflo nflo obra em regra; e nao obra om regra, por-
nue eu entendo que a assembla legislativa provin-
cial n3o pode, por ira arlo especial, manifestar um \a-
devendo esso
presidentes, .
geral, seguir o pensamento deste, e
pensamento serem regra o da assembla .geral, ha
em ultimo resultado o pensamento, a poltica as-
sembla geral que os presidentes devem seguir. >\d>
neg que nos, como dputados provmciaos, possa.
mos censurar a poltica do administrador da proyir
Ca, porque este direito compete a qualquercida-
dfloYma- no toinos occasiOes propr.as.para^istoT
Na discussao .la le do orca-nento, na Mi^ *
fOrca policial, cada um de nos pode manifestar a sua
opiniflo a esse espe.to : oque Jigo he que nSo po-
demos fazer esta censura por um acto especial, e-
nuivalente do voto de gracas, J(uc incumbe assem-
. _____i___....i.r a roxnfliio da poltica do go-

bla geral apresentar a respeito
verno geral; o quo digo he que exondamos quan-
do sem aprciarmos a constitucionalidade ou lega-
lid'ado dos actos da adminstraeflo provincial, io-
tromettemo-nos em approvar ou de provar a sua.
polKica por um acto especial.
Sr presidente, a commissao de constituicao e po-
deres apresenlou justamente um voto de gracas ;
porque nflo vejo que seja outra cousa o que a coni-
missflodiz no seu parecer a respeito da poltica do
vice-presidente e presidente. E que mais fez a com-
missflo ? Recommcndou que euidassemos da cons^
i




t^mmmm^

A
n
J

trnrclo do urna cadeiapublica, da obra do theatro
pnlili o, do mclhoramento da instruccSo primaria
eso lindara, ole; objectos sobre que oSr. Chichor-
ro ila Cama chamou attencilo. Eu vou ler o parecer
( ti. O que se v. he que a coinmisso, dizendo que
so deve atlender a i>to c aquillo, lembra apenas a
ideia de inna representacSo aos poderes polticos
I do oslado, pediudo-lhe medidas sobre o melhora-
mento do polla. Mas era misterpara isto que os re-
latnos fo.ssem a comoiisslo, eque esta dsse um
parecer sobre ellesp Sendo archivados os rolato-
ifos, o bndo-os nos todos, nlo veramos essas re-
com;iiendacoes qu a commissilo nos veio repetir ?
Kiio i'odiam os mesmos memhros da conunissao, re-
coiihecendo a necessidade dessa representacao, cu-
ja iiloialembram no parecer, ofTcrccer, como depu-
tados, urna indicaclo para quo ella se UzeaseP
OSr. Trigo de Laureen: Asaim foi melhor, que
oi a urna commisssilo....
0 So. loaquim Silleta : Qualquer de nos, Sr. pre-
sidente, comprehende perfeitamente a necessidade
de cuidar de todos os objeclos qne a commissilo re-
commenda ; o para que todos tivessemos cssa loin-
branca, bastava lor o relatorio a que se refere a com-
niissilo. \ada, pois, se adiantou com o parecer da
commissilo : urna vez que nada disse sobro, acons-
titucionalidade dos relatorios....
O Sr. Rellrto: Eu creio que o nobre deputado
est fallando contra o vencido....
0 Sr loaquim Villela : F.u estou combatondo
o parecer,... o creio que elle nao est vencido. Ja
so ve, pois, Sr. presidente, quo o parecer da com-
msallo nonhuma utilidade tom ; por isso mesmo
quenffotratou da quesillo de que devia oceupar-se,
isto he, da conslitucionalidade dos relatorios quo
Ihnforam romottidos. ..
O Sr. Olvida : lie o que o nohro deputado quer.
OSr. lonquim Villela : Isto he o queou onlendo.
O nobre deputado pode eutender o contrario ; c ain-
L( oslamos no nosso direito, manifestando o que
plisamos, l para que ha discussilo senlo para que
cada um de nos aprsenle o son ponsamento, para
que npparocam diitercntes opiniOes, combatam-se, I
o flquonios esclarecidos para vntarmos com conho-
cimonto de causa? NilOTie, porvonlura, apreciando!
as nossas diversas opmOes, que se podo chegarao
conliooiinenloda verdade ? Senhors, eu entendo
5110 a commissilo no nprcsentou um parecer como
cveri a presentar...
I>n Snilior Deputado:-\pvescnlou medidas impor-
ta ni es.
OSr. Joaquim Villela :Fez recommendacoos, e a
nica medida que lembrou, poda lcmbrar, como j
Tu ver, sem que os relatorios Iho fossemrcmoltidos,
c sem o carcter de commissflo de constiluic.to c po-
deres; porque todos os membros da casa estilo no
seii dircilo apresenlando projectos, indioacOes, etc.,
propondo as modidas que julgarcm convenientes...
Alt/uns Srs. Depulados : E o nobre deputado por-
que nlo propie alguma cousa mais ? .. .
O Sr. loaquim Villela : Eu, quando quizer pro-
poi, bem sei que tonho esse dircilo. Querem que
proponha projectos e indcaces, como emendas a
um parecer da commissSo de constituicilo e pod-
res i' '
Sr. presidente, he estelo nesta casa nlo seremos
relqlorios dos administradores da provincia remet-
tidos commissilo alguma; e persuado-me que
esse eslylo funda-se na segunde rasao : o relatorio
versa sobre todos os ramos do servido publico ; por
conseguinte sobre objectos que mportam a todas as
commisses da casa, e como todas as commissdes
silo a mesma casa, remett-los a cada urna das com-
missdes, he o mesmo que remctt-los casa, que
ve ni a ser o mesmo que manda-lo archivar, para que
todos nos o leamos oo apreciemos. Portanto, digo,
Sr prosidente, que ou esses relatorios sobre que
varsa o parecer deviam ser remettidos a todas as
tomiiiissOes, para que todas apresenlassom as medi-
das quo julgasscm necessarias, o quo era o mesmo
quo aichiva-Ios; ou nlo deviam ser remettidos
commissilo do constitiiiciTo e poderes, visto que
esla rommissiio nada incumba dizer senilo a respeito
lo objectoque Ihe heespecialmcnte submettdo; pa-
i nlo acontecer o quo estamos vendo, quero dizer,
pa_: a que nos mo viesse apresentar um parecer ( per-
milla-se-mequc o diga ) sem versar sobre cousa al-
guma a respeito da quaI lenhamosdc resolver.
.l/qunsSrs. Deputados : Diga alguma cousa sobre
;i | < 11 i tica.
OSr. loaquim Villela: Sr. presidente, comba-
ten.lo o parecer pela nossa incompetencia para for-
wularmos um voto de gracia sobre a poltica, eu
nSo desejra entrar na discussilo a respeito da apre-
ciiico da parte poltica do parecer; porque, em ver-
daio, eu hojo estou em um mcio termo, e nSo sigo
os excossos dos partidos; condemno os erros de um
e outro ludo, o apoio os actos bons, sejam dequem
frem. Trocam-se alguna aparten V Sei, Sr. presiden-
te, que he conveniente, que he da maior importan-
cia, que se confiemos destinos de minha provincia
drecQo dos homens honestos, dos bomens que
tenham probidade, que tenham patriotismo, este-
jam elles anude esliverem : por consequencia. se
um homem honesto, um cidadilo prestante, he de-
miltido, reprovo ossa demissio ; mas, sehp demit-
tido um homem que nilo tem honestidade, um ho-
mem que commelte excessos no exercicio de seu
jcmprcgn, um homem que transgrede os seus deva-
res, applaudo e muito essa demissSo. Reprovo,
pois, altamente o exclusivismo, soja elle exercido
por quem qurque for, e abomino toda o qualquer
poltica que tender a cscravisar e tyrannisar a mi-
nha provincia em particular, e o Brasil cm geral; e
he por isso mesmo, Sr. presidente, que reprovo al-
tamente o exclusivismo, seja exercido por quem
qurquefr; que nilo quero que sejam conservados
nos empregos individuos quo hajam prevaricado nol-
les, so pelo privilegio de pertenecrem a um par-
tido...
Um Sr. Deputado : -- Est no justo meio.
O Sr loaquim Villela: Justamente; e nesse
meio termo, eu no posso seguir urna poltica ex-
clusiva, achoque unsteem rasfloem urna cousa, ou-
tros em outra ; mis no teem rasiio nislo, outros na-
quillo. ...
L'mSr. Deputado: Isso lie milito rasoavel.
O Sr. loaquim Villtla: Por consequencia ero
endeoso tudo, nem anathematiso ludo; approvoo"
que acho bom, e anathematiso o.que acho mo....
O Sr. Ferreira Gnmet': Eu faco o mesmo, e estou
oh deste lado.
.0 Sr. loaquim Villela : -- Conser-ve-sesempre ) ;
que eu me conservarei c. No sel se o nobro depu-
tado alindo aosassentos nesta casa : sealludo, digo-
Ihe que para miro n3o tem influencia isto : desde
que tenho assento nesta casa, que me sent nesta
oaih-ira, o pretendo continuar a sentar-me, qual-
quer que seja a poltica que siga.
Um Sr. Dapulado : Refere-so ao partido.
OSr. loaqutm Villela: Se se refere a partidos,
entilo digo, quo nilo tenho poltica exclusiva, por-
que combato o exclusivismo.
OSr. alinda : He porque o nobre deputado hor. nutados devem saber.-Na Cabanga, por exemplo, sei
je nilo tem poltica.
O Sr. loaquim Villela: O nobre deputado sabe
muito bom so. eu tenho poltica, ou nlo; j disse
que approvava o que me pareca bom, e reprovava o
que me pareca mao; e repito, o nobre deputado sa-
be muito bem, se eu tenho poltica, ou nfio ; tonho
principios, sigo esses principios e nSo a individuos.
Os principios que sempre professei, ainda os consa-
gro. '( Cruzam-se diversos apartes, sahdosde todas os
lados da sala, acompanhadoi de grande susurro.) llei fazer guerra sempre ao predominio: nlo quero ex-
clusivismo, nilo quero predominio de ninguem, de
ninguem absolutamente. {Apoiados.) Quero na so-
ciedado igualdades. ( Apoiados.) Quero que se man-
tenha a todos o livre exercicio dos seus direitos
; Apoiados. ) Quero que se garanta a todos a segura ri-
ca individual e de propredade. Apdiados.)Quero que
governe a intelligencia, a probidade, o patriotismo.
( Apoiados.) Quero que se proscreva a tcrrivel into-
lerancia poltica : e he por isso, Senhores, quo estou
neste lado, o os nobres deputados frm para esse
outro. Minha fraca voz, Senhores, sempre seergueu
para propalar osses principios;'sempre procurei
mostrar que da realisaco delles depende essencial-
mente a felcidade do nosso paiz... .
O Sr. Cunha Machado : Por isso brigou com os
camaradas.
OSr. loaquim Villela i Sim ; devo dizer ao no-
bro deputado, que foi por isso mesmo que me apar-
tei delles: porque conhec que nilo queram esse
principio, esm o exclusivismo.
O Sr. Cunha Machailo :' Admoostasse-os.
O Sr. loaquim Villela : Ah Senhores, que maio-
resadmoestacespoda eu fazer? Seoiprodisse, Sr.
presidente, que a primeira necessidade de um par-
tido era a moraldade....
O Sr. Cunha Machado : Mas entilo devia resig-
na r-se o esperar.
O Sr. loaquim Villtla: Rosignar-me-e esperar
porque? .Nilo podia resignar-me e esperar quando se
levava o exclusivismo ao ponto de entoniler so que
um funecionaro publico, qualquer quo fsse a sua
aptido e os seus servicos, devia ser demittido s por
so nlotercngido urna chapa de ferro que se lhe
mpoz.
OSr. Cunha Machado : -- Ora, Seuhor, isso nilo se
deu,cu volei e nlo foi por urna chapa de ferro; votei
em quem quiz.
O Sr. loaquim Villela : -- Os factos o provain. E
todos nos sabemos as demissOcs que se deram por
essa causa.
OSr. f?n/(i Machado : Entilo o nobre deputado
devia cingir-se maiora.
OSr. loaquim Villela (com frca ): --Maiora Onde
eslava essa maiora ? Eu nlo considero maiora a opi-
niilo dedous ou tres horneas que querem dominar
exclusivamente.
OSr. Cunha Machado Sm; porm dous ou tros
homens apoiados pela maiora da provincia.
O Sr. loaquim Villela : Mas como prova o nobre
deputado esse apoio da maiora ?
O Sr. CunhaMachado : ~ Com o resultado da elei-
eflo.
O Sr. loaquim Villela: Ah Nilo argumente com
o faoto ; porque essa maneira de argumentar levar
o nobre deputado a consequencias que nilo quere-
r conceder. Sim, ella o levar a legitimar maiorias
que em outro lempo appareccram na provincia, e pe-
lo resultado da oloicilo...
t'm Sr. Deputado : Nnquelle lempo oram.
O Sr. loaquim Villela : Entilo l vai por trra tu-
to que se disse para mostrar qne os homens, que
entilo dominavam, nilo rapresentavam a maiora' ra
provincia; entilo desapparecem todas as violoncas,
todo u cm prego de forca,lodos os excessos que se
imputaran, o aos'quaes so dizia era doviilo o venci-
monio das eleices ; entila os nobres deputados
foiifossain que nada disso hnuve, e quo, pelo contra-
rio, a expressilo da urna era o losullado da expon-
lancidade dos votos.
O Sr. Trigo de Luureiro A volac.lo sempre foi
oxponlanca.
OSr. loaquim Villela : Logo, sempre a urna ex-
primi a npiniilo da maiora da provincia; logo, o
partido cpposto, quando vi ncia as cleicOes, tuha a
maiora da provincia por si ; logo, he falso tudo
quanto se dizia para provar o contrario.
Sr. presidente, nem sempre se pode argumentnr
com o fado do vencimculo de urna oloicilo : he pre-
ciso apreciarmos dcvidamenle esse fado, e elle s
prova a maiiifcstaco da maiorin> quando a eleiglo
he livre
OSr. Cunha Machado : E nilo foi livre a eleic&o I
O Sr. loaquim Villela: Quando a polica lio que
faz a eleicSo, ella nilo pode ser livre.
O Sr. Rorba : Nilo falla da amnista do Jos
Pedro ?
OSr. loaquim Villela:-- Eu nilo sei se se deu amnis-
ta aoSr Jos Podro...
O Sr. ferreira Gomes : Nilo lia duviila alguma.
O Sr. Souufl llandeirq,: Coitado como est inno-
cente. ..
O Sr. loaqu m Villela : Nilo sei, repito aos nobres
depulados, nlo sei. se se deu.amnista ao Sr. Jos
l'cdro. O que sei he que o vico-presidente mandou
em commissilo o comandante das armas, que entilo
era o Sr. Joaquim Jos Luiz, para por termo aquella
(nerra ; que este foi, c que-logodepois terminnu a
guerra, e reliraram-se as frcasquo loslavam ; o
que sei beque s autoridades incumbe tomarcojihc-
clnivitle do furto.
(lia iiiiiitos apartes.
O Sr. loaquim Villela. J disse, nlo sp mais do
que meiiciiiiiii. Se hotive amnista, reprovo a al-
tamente Mas, Sr. presidente, nao bes o facto do
Sr. Jos Podro de Lagos que se tem dado na provin-
cia; lamliom ha outros de que os nobres depulados
teem conhreimeiilo, e que devem censurar igual-
mente. Nao sei se a respeito delles bouvo amnistia,
ouconvoncao. Sei, por exemplo, qu bouvo urna re-
unilo de genio armada ah para Apipucos.n'uma mal-
la, que marchoii tropa para la, o houve fogfi. Ac-
bou-se isto, desapparcecu essa gente; mas como, nilo
sei. Sei tambero, porque li om urna folln dosla pro-
vincia, que o chefo do polici (-que creio j foi do-
miltido ) mandou urna circular a todas as autori-
dades policiaes demiltidi.s, ordenan In-lhes que
conlinuassom uo exercicio dos cargos de quo ha-
viam sido ilemillidas ; e que em consequencia os-*]
sas autordades earmaram para nlo enlrogarom
as posicOes que ocrupavam ; li tambero em urna fo-
Iba una caita de um deputa lo, que foi presidente
das Alagas, em a qual rocommendava a cortos indi-
viduos, que se armassoro, pozessem-so em campo, o
rno dessem quarlel aos nmigos, marcliando do-
pois sobro Olinda, etc. ei lambem que, mesmo aqui
na capital, izerain-se preparativos para um roinpi-
mento; quo por varias vezos locou-so rebate nolle,
eque em nina dolas chegou a havor leunio de
geniom diversos pontos.
Vozes -. E quem so armou prmeiio ?
que reunio-se gente em urna das noite'sem que se to-
cn rebute na cha 'e.
O Sr. Cunha Machado : E que ouvio a respeito
defioianna?...
O Sr. loaquim Villela: Ouvl dizer que estava
gente armada de ambos os lados....
Votes : Quem provocou ?
OSr.loaqutm Villela:Se as demisses se en-
tendem, come provocaco, o so se consagra o direi-
to de manler o poder pela frca, pode dizer-se que
foi o governo......
( Cruzam-se diversos apartes, por entre os quaes
ouve-se distinctamnle : --Ordem.ordem ; est dada
a hora.)
O Sr. Joaquim Villela : Est dada a hora : pois
bem, eu concluo aqui o meo. discurso, votanto con-
tra o parecer da commjssilo.
OSr. Jo Pedro requer que a vota;ao do parecer teja
po'r partes.
Orpol de breves refletrs, a assembla approva ore.-
queriinento do nobre depntadn.
Encerrada a discusifio, e retirada a menla do Sr.
Pessoa. he o parecer approrado em toda aa"J aua par-
les.
O Sr. PrttidtMe d a ordein do da e levanta a aetio
s quairo lloras da tarde.
~TTZL_7_______ ^-7 t -Xjl
Para a Baha aahe, linpreterlrelmentc no- dia 32 do
corren te. o hiatr Saa-tnedictn : para o resto da carga
c passageiros trata-se na ra do Ainoriin, n. 19, com o
medre e dono.
- Para IJsbasahe, al o di 30 do corrate, a,mul-
to velelra bafea portuguea Ligtira, de que he cap lio
Antonio Joaquim Rodrigues : para passageiros, para o |
que tem os.melhores coininodos trata-se como mei-
ino capitao ou com o aeus consignatarios, F. S. Ra
bello & Fllho.
5S
Lelad.
1 ...
IIHHIfl IIE PEK?i.yBCl).
^jfJSJS, as J)Jt JyWMSi 3>M 3909>
F.fleltuou-ie hnje o embarque do Kxin. Sr. Dr. Vicen-
te Pires da Mona, pelas 2 s/t horas da tarde. De confor-
inidade com as ordens do Kiii. vicc-presidente, nao s
rorinaram, na ra da Crui c largo do arsenal de mari-
nha, a guarda nacional e tropa de linha disponlvcls, pa*
ra fazercm a S. F.xc. o Sr. Piros da Molla as devidas con-
tinencias ; senao tambem salvarain as fortalezas e o.s na-
vios de guerra surtos no porto, ao suspender a ancora o
vapor que o conduzia.
O grande numero de pessoas de todas as planas, que
guarneca o caes do sobreditn arsenal, quando S. Kxo.
alii chegou, c que fdram a bordo dizcr-lhe o ultimo
adeos, mais que muito prova que elle deixou saudades
e syinpathlft na provincia.
X) lllm. Sr. coronel Bcnto Jos gLemenha Lins toinou
liantem posse de) cargo de coinmandantc das armas, pa-
ra que fura nmneado por S. M. o Imperador.
COMMEfKCIO.
Alantlega.
K\DIME.\T0D0D1A19..........9:374>646
Dttcarregam hoje, 20 IrJHnho.
-Ilitiopoles mcrcadorlas.
tyton Idcra.
Tri4r farinha.
Peraii dem1
Jokn-Farnam farinha, holachiuha e barricas
abatidas.
-EtUa nirrcndori.is.
Ligeira dem.
Briguc
Harca
BrigUC
"arca
Barca
Barra
Barca
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 19. '
(nal........
Diversas provincias .
1.580/585
51/787
1:882/372
=3= = ^____i
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 19 ._.....2:961/111
Mov lucillo do lkoilo.
Navios entrador no dia 19.
Macelo 20 horas, brigue inglez Sefegvard. de 290 tone-
ladas, capitao John M. Caully, rquipagrin. 14, carga
assucar o algodao ; a Drane Yuille tCoiupanhla.
Conduz um molrque de iinmeLuiz com passaporle.
llli.i da Assuuipco : 8 das, brigue .iiiglez habella, dr
383 toneladas, capitao W. Telly, rquipagem 13, eui
lastro; ao cptalo.
Navios rahidoi no mermo dia.
Liverpool ; brigue ingles Sofeguard, capitao John M*
Ciully, carga a mesma que trouxe.
Macelo, Baha c Hio-dr-J.inelro vapor brasileo Impe-
ralrii, coniiiiandhnlc .1'niino I.amrgo Costa. Alni
dos passageiros' que Irodz ds poi ios do norte para
os do su I leva a seu bordo :'para Macelo, .los Antonio
Maxliniano das Noves, Manoeti arneiro de Souza La-
cerda ; para a Baha, Dr. Manorl I.lbanio Peirira da
Costa, l'i. Antonio do taium com 1 rscravo, Fr. (al-
dio de Santa ignez Araujo com I esclavo, Vicente
Sonto, llamiUon I.oird, o proTessor do daguerrcotypo
V.. I). Fredeilcks, seu irm.io O. II. Frertericks com 1
criado, Antonio JoslSoares; para o Rio-dr-Janriro,
o F.XHI. Sr. Dr. Vicente Pires da Motta com 2 escra-
vos, Dr. Ignacio Francisco Sllvrira da Molta, lente-
coronel Suliitonio Jas Antonio Pereira do Lago, o se-
gundo teuente Jos Mara de Alencastro, 1 sargento
ajudaute, I cabo dp esquadra, I anspr^ada, 2 solda-
dos, o tenente Francisco Kgidio Moreira deS. Pedro,
Joaquim Lucio Monteiro da Franca, Jos Pereira Vi-
anna coui 1 escravo, Mafia Henriqueta Carolina.
Porto ; brigue portuguez Ventura-Fe* iz, capitao Zeferino
Vpniu.ia ifos Santos,.carga assucar. Passageiros, Anto-
nio Manoel da Costa e Silva, Jos deSouu c Silva, An-
tonio de Souza c Silva, Brasileiros,
visos martimos.
---------
i Tarroto, u
O Sr. toaquim.Vilkla : Nao sei. Os nobres de-1 noelGoncalves Vlanna, na praea do Comtuerclo,
Para o Rio-de-Janeiro segu, em poneos dias.a baru-
ca americana John-Farmem a qual tem superiores rom-
modos para passageiros : os prrtendentes dirijam Malheus Austln ti Companbla na ra da Alfandega-Ve-
Itia n. 36.
Para Lisboa sabe, impreterivel'meiite no dia 28 do
crtente o brigue portuguez S.-Domiogos : recebe ain-
lc alguma carga e passageiros, pantoque tem bons
commodos : (rata-se rom os consignatarios Mendes 8t
na ra da Crui, u. 4 ou com o capitao a-
L. G. Ferreir&Jt Companhia farao leiao, faf in-
terveofo do corretor Oiiveira de cerca le 400 barricas
de trigo a qual se vende para llquidaco de canta em
lotes a rontade dos compradores ; ter9*-felra 20 do
cor.reote ao inelo-diaem pouto no seu aruiazvan no
becco do Goncalves.
Avisos diversos.
r'---------"----------------------------------------------:;" ------------'
LOTERA
DO HOSPItAt PEDRO li".
Correm infallivelmeote as rodas desta
lotera no da 38 do corrate vespera
do Apostlo S. Pedro, da muito proprio
para tentar fortuna. .
. S. H.T.
A direccSo da s<#iedide Harmnico-
Theatral participa a todos os Srs socios que, tendo de
dar-se no theatro de Apollo o espelaculo do anniversa-
rlo da sncledade a 23 do torrente serao distribuidos os
hilhetespara oingresso, pelo Sr. thesourelro, no salan
do mesmo theatro nos das 20 e 21, das 3 as 6 horas da
tarde, no dia 22, das9 as 12 horas da inanhaa al cuja
hora se servirlo mandaros Srs. socios que o quizerem,
as suas propostas para convidados com os bilhetes em
carta fechada aoprlmeiro secretario na ra da Cruz,
n. 9 e delle procuraren! o seu resultado at as 0 horas
da tarde do dito dia 22 no salao dd mesmo theatro.
.0 LIDADOR N. 290
acha-se a venda : traz um interrssaiitissimo discurso
fia deputado,'o Sr. desembargador Pedro Chaves, rela-
tivo s colisas de Pernambuco. O numero anterior res-
ponde no Diario Novo, que tanto ment sobre o occor-
rido nesta capital, drpols da noticia da millldade da "
eleicao de senadores.
Roga-se encarecidamente ao Sr. Alejandre Augus-
to Ferreira, ebegado .1 7 do crreme, do Ro-Ciando
queira comparecer na ra da Cidria do Recil'e, afini de
aclarrar'o negocio que sabe, e lhe diz respeito, o que
consta-so increcer-lhe.
aballo assignado torna pola segunda vez avisar
aos seus amigos freguezfs que lhe esiao devendo emi-
tas atrasadas de anuos ,-que est cansado de cobrar,
lano .1111 igav luiente, cutnosalguns judicialmente, e nao
podendo por nenhuin destes 111 el os recebe r nada dopas-
sado de novo avisa que est disposto a declarar pelos
jomaos desta cidade os nomei de lodos os individuos e
0 lempo ein que (oi cotiirahidos taes dbitos C quantlas,
sem eicepfio : a procisaoque tem para com os Mus ere-
dores o obrga a tancar mao deste meio, contra o sen
genio. Manoel do Amparo Caj.
l'reeisa-so de dous caixeiros para venda de 10a
1 i anuos : na ra da Semilla-Yclha, n. 4G.
O abaixo assignado, por falta de lempo lanja mao
dste meio para se despedir de seus amigos c aguarda
suas ordens 110 Rio-de-Janeiro para onde segu via-
gein. Declara a quem interessar i|iicdeixa por Sen pro-
curador durante sua ausencia a seu mano e socio, Jo-
s L. M. da Franca.
Joaquim L. Monteiro da Franca.
mmmmsoMMnnMtnsmsmmminnamsnmnamstfeasmnnmaimamawsmaam
Vendas.
Vende-se um preto perito official de sapalelro de
20 anuos sem vicios nem achaques : na ra estrella do
Rozarlo, n. 13, segundo andar se dir quem vende.
Lotera th tffeatra de S.-Pedro-de-
Alccmtara
Ven drm-so- riuartos otavns e vigrsimos do bHieles :
na ra da Cadeia do Recife toja de ferragrns, n 58.
Vnde-se urna moleca de n a i3
annos de muito boa figura muito ro-
busta e possanie : nao tem vicios nem
achaques o que st' a banca ao compra-
dor : nesta lypographia, das 8 horas da
manh;> as f> da tarde.
- Vende-se una canoa de conduzlr asna anda no-
va com mu i lo ponen uso proprla para conduzlr tras-
tea ou oucra qualquer carga : na ra da Cadeia do Re-
cife, lo ja n, 5.
Vende-se salsa limito nova viuda do Par pelo ul-
timo vapor ; borracha de lodos os tamaitos oleo de
copahlba em qualquer porcao por menos proco do
que actualmente est o de linliaca : na ra do Trapiche,
n.26, casa de Manoel Duartc Rodrigues.
- Veiidrin-so podras de cantara ; inna bomba pro-
pria para alguma cacimba : tambem se vendo mu de-
posito que foi d'agoa : na ra da Praia, ns. 9e |l.
Voiidein se barra de vinbo tinto e lira neo do au-
torCarcavelles de superior qualidade pronrlo para
engarrafar por proco cummodo: na iravessa da ra da
Madro-de-Deos no arma em de Jos- Fernandos Eiras.
Vendom-se dous cavallos uiuito noves e bons anda-
dores sendo um easunbo que anda debaixo a nielo e
esqupa ,eo outro mellado, declinas brancas, bas-
tante vis:oso e anda sollrivel todos os andares : tambem
se vende um moleque de 14 anuos muito sadio e es-
perto e que he proprio para pageiu por ser de boni-
ta'vista r na ra do Qneimado n. 19.
Vende-se o melhor viudo de Xerey engarrafado .
om eax.is de.'l dir/.ias : no armazom de Me. Calinont &
Companhia na praca do Corpo-Santn n. II.
= V endem-se i lindos moloques do 12 a 18 annos;
4 prrtos de 35 a 30 anuos proprios para todo o srrviyo,
4 pardos de iO, 14, 16 e 25 annos, sendo um delles bom
carreirn ; duas mulaiinhas de 7 a 14 annos; urna negri-
nha de 10 annos. com principios de habilidades: 3
prrlas com habilidades : na ra do Colleglo o. 3, se
dir quem vende.
Vende-se urna negrinha de II a 12 annos, multo
esperta c hbil ; urna preta que cozinba muito bem ,
cose e he perfeta engominndeira ; mu pardo bom *a-
pateiro e que he ptimo para todo o servico ; nm pre-
to muito bom oIRcial de ferreiio; um dito carpina, bom
meslre de assucar e que he carreirn ; um preto bom
para todooservicode campo : na ru do Vigarlo, n. 24,
se dia quem vfude.
A 809 rs.'
Vende-se-boa mantriga franceza a 800 ra. a librad na
ra Dircita confronte ao oilno do Utraiuonlo, n. 4.
1'lPN. : NA.ttP. DEM. F. DE PABIA. l848
SEGU O SUPLEMENTO.
L.


mn
DIARIO DE PERNAMBUCO
LS.m.)
SPPLEMENTO.
(1848
PERNAMBUCO.
u*
ASAMBLEA PROVINCIAL.
- 1/fmtMlO OaDIMARIA XH 16 BE J0WRO
xisa.
PftESlDIiNClA DO SR, VICARIO AZEVBDO.
Mi trio que se refere, o parecer da
contmissdo de coustituU;ao c poderes,
qne dtu causa discnssdo exarada
ueste Diario e na precedente,
Ulm. i Bvm. Sr. Tcnlio a honra de apreseniar '
V. Exc. a expolicao ordenada pelo avio de 11 de marco
do correaje anno. nao creamente conforme quiera,
mas como pcrmlttiram minlia insufnelencia, aestreiteza
do tempoe o pessimo estado de minha sade.
m Delegado leal do monareha brasileiro, desvelei-ine
ein nflo desmerecer a con flanea que se dignou deposi-
tar (ni iim, encarregando-mc da jtdminiuiacao* Wst
tilo imprtame provincia. Subdito rcspeiiador, e ein
extremo grato a S. M. o Imperador, o Senlior D Pedro
II ; cordiaiinentc dedicado a elle e a sua augusta fami-
lia ; tenho-jne esmerado em continuar a cumprir pun-
tualmente es niriis deveres para com esses sagrados ob-
jectos.d amor, respeito e veneraciio dos Krasiieiros. A-
inigo verdadeirn do palz rjne me vio nascer, e das insll-
tiitcncsque felizmente nos regein, flz quanto pude no
seu mercase. Finalmente, reconhecdo aos' Periiaml.u-
canos pela benegnidade com que me acolheraiu, eso-,
liremaneira .penhorado pelos votos espontneos com
que me galardoaram ein tre eleiccs importantes, es-
lorcei-me por promover a sua prosperidade do modo
posslvcl. Se us resultados nao tcein correspondido ao
meu empenho, apezar da cooperacio da assembla le-
gislativa'provincial, das autoridades e empregados d
todas as olasses que commigo teein servido, e a quein
aproveito a occasISo para dirigir louvres e agraderl-
uientoa, resla-mc ao menos a cnnsnUrRn ,lc nu*> ty*~-
consegu lo, nutri seinpre desejos ardntcs, c no'de-
xei alQAMT.
Wao obstante a altivez dos partidos que se conbate-
ram rortemente pela imprciisa c no campo eleiloral
nao obstante as niachiuacocs e tramas da opposicao,
parte da quat he, na verdade, eminentemente audaz e
turbulento; nao obstante mesmo as provocares, en-
saiok e tentativas feitas ein alguns lugares para pertur-
bar a ordem publica, tcni-se esta felizmente sustentado,
e multo confio ein que continuar a sustentar-se. atien-
to o bowsenso dos Pernambucanos, sua docilidade a
convJccao ein que no* mostrara estar de que, como eu
disse eurt^ra occasiab, so.no seio da paz pdenlo go-
zar a felicidad* que nos promeltemas instituiceslibe-
rae que possuimns, firmadas"pelo patriotismo de urna
nacilo heroica, garantidas pola parternal solicltu.de de
uin monas-iba sabio e virtuoso, que tanto se empenha
cm promover o bcm-eiiar de lodosos seus subditos.
F.m abono da asscrco sobre tramas, provocaces'
cnsains e tentativas para translornar a ordem publica,
idilio o qae diss* ein ineus relatorios de 1846 c 1847, os
jornae opposiclbnistas, e os factos que passo a refe-
rir, alm de outros dados que V. Exc. encontrar na
correspondencia nfficial acerca da malcra.
Etna noite de 8 de detembro do anno passado, 1-
guna homens revoltosos fram ao balr'ro do Recite, inu-
lillsaram un logo dt-artificio que se eslava soltando no
arco da Concelco, apedrrjaram casas e mallrataram a
tres Portugueses. Deram-se inmediatamente as provi-
deuela*; e. Bina hora depois, a cidaile se achava no
iqaiiperfcitosocego, havendo-se os desorden os escapa-
do por entre o errscido numero de povo que tinha con-
corrMo ao lugar.
ma quadrilha de salteadores c attassinos, conipos-
ta dos clebres Moraes das Alagoas, e de outros indivi-
duos do uiesmo jaez, leudo perpetrado all "criuies inau-
ditos e recelo*! das perseguios que devia necessaria-
meiite solTrcr, proourou o territorio de Pernambuco; e,
cniruneitrndn toda a sorte de perversidades nos sitios
por que paisou, seguio-para Pajau-de-Florcs,Ondo,con-
luidacoin um Joo Manoel, c lalvez sob a directo des-
le, ai.ioHi a villa ein a noite de feverciro do correnle
inno, consegrando matar o jiii/. municipal, Joo Perd-
a do* Sanios Castro, o carecreiro, un paisano c um
soldado de polica, alm do saque que den cm algunias
cata*.
Consumado esse crimcborrlvel, que deixou <5s ha-
bitantes -daqiiellcs lugares no maior susto e consterna-
dlo-, os salteadores se retirarnm ; e, nao tendo sido pos-
sivel captura-Ios, apezar das enrgicas c prumptas me-
didas tomadas pel delegado, c das diligencias le fadigas
do coronel Francisco' Rarboza Noguclra Taz, que odm
l'Orca uo prqnena os perseguio, entrando at as co-
marcas vitiahtrs, dirigiranwe povoacoo de Panfilas ;
e, anxiliaducrx.r um Joan Giiilhnrme padre Campos e
' utrus, nlla cauaaram dainos uo menos graves do que
os la posto cm prallea, evadindo-se por fim, acossados
pilo de que all havia, e por mais alguma
.'ente que Se reuni ao subdelegado do lugar, osquaes
indos se-portaram dignamente nesse conflicto de que,
, rrsuitaram ferimenlos graves a um dos Mo-
A 21 de marco ultimo, pelas 7 horas da noite, um
Srupo de Htcinnrosos, capitaneados por Sebastiao I.in
e Arajijo, beni conliccido j por factos semelliantes,
''utrotina, pavoacao de Taquaritinga, da comarca do
T.iino^b >, atacando oquartel das pra;as de polica, all
teifc'e a residencia do subdelegado ; o qual, reu-
i'iiulo se .'inditas praca's com alguma pessoas mais que
se achavain cm sua compauliia, resisti uo3 salteadores,
que, depnls de hora c meia de fogo, se pozeram em fu-
,-idacoo roubo queilzrraui na casa do mencionado
*rtV4 d neimo nez de marco, fui barbaramen-
ic asMsatnado > cfHado Joaquim Jos Kstevcs, subde-
legado "do I. districto do Bonito ;' c. tacs fraln ol mcios
empregados pelos syearios, que iminedlatamente de-
Pois da prrprtni(ao"do delicio commetlido alias cm
1'lfno, da, poderam evdir-sc.
Por ofneio do inspector da alfaudega, datado de 15
ilgibeiras do guarda Antonio Lopes Percha de Garva-
charam nao poucas proclamacoes subversivas
da ordem publica. Est-se tomando conhecimento des-
se ficto, segundo exige a stiagravidadr.
Na (reguekia da Kscada teeni bavido occurrrncias
i'ignaade attencao. Os oflicios do chefe de polica, a se-
iiiellianie reapelto, darao V. Exc. una noticia deltas e
do estado daqnelie lugar.
*e o periodo desses acontecimentos l'ataes, dc-
4e as lenciat que se Julgarnin mais adaptadas,
lote, arinaineulo e muni;oes para os In-
uucacados de igual sor te.
do tropa de ltnlia e de polica disponivel, e
e absoluta necessidade proteger asvidasepro-
Psdos cidadiios residentes nos ditos lugares, au-
tor!* i despez coma guarda nacional em servio pa-
aes! ando djsso parte o goveruo imperial; e
a respe to H r,ccbl um aviso, expedido pela secreuria
ac estado dos negocios da Juslia, com data de 87 de
marco que flndou.
existente em cada um, achando-se nesla cidade mu dos
batalhr.es de Olinda.
Rogo a attencao deV. Exc. sobre, esse arbitrio que
toinei.nafaltadeoutrafrca, afim de que, quando Ihe
nao agrade, possa logo adoptar aqucllc que melhor Ihe
pareca.'
Afora os factos rcferldosj que sao por sein duvida
para deplorar, masque nao empossivel prevenir, nada
mais ha occorrido de notavel, cnnccrnenle seguranca
Individual c de propriedade.
Km.'presencadiiquedispacn artigo 121 da 1ei de
19 de agosto de 1846,/que parece haver explicado o arli-
SP 4. da que reftffsnou a consiituicao do Imperio, a-
iei para 20 de maro do corrente anno a' reunan da as-
sembla legislativa desta provincia, que deveria ter lu-
gar no l. de marco.
Semelhanteprocedimento.que certamente nao con-
traria o principio de que a taes corpnraces toca o de-
cidir se he de sua competencia avallar a eleicao prima-
ria, ou smente o procedinento doscollegios eleltoraes,
Mariyrlos, no 1.' de abril desic anno; ludo na conformi-
dade do arl. .'^ 0." da eluda lei.
< Teem-ae concluido leos de estradas,reedificarese
concertos de puntes, quartes c outras obras, de que se-
ria longo oceupar-mc especialmente ; c pois-tocarei ape-
nas ein urna ou outra de maior vulto.
0 palacio dos anligos governadores,destinado para o
curso jurdico, foi quasi todo feit> de riovo. A ultima
quota, dada pelo poder legislativo para contlhuacao da
obra, acha-sc esgotada. G governo imperial, por aviso
de 24 de dezeml.ro do anno pastado, inaudou orear a
despeta precisa para a conclusao do edificio, exigiudo
Inforinacdes sobre o seu estado. Foi salisfeito"cm 18 de
fevereiro do corrente.
Asobeas do theatro publico tem recebido contide-
ravel Incremciito, e supponho que, com 30:000/000 de
rs. mais, ter a provincia um edificio, feito com gostn c
seguranca,
O arsenal de marinha, que por tantos annot esteve
cm completo abandono, aprsenla hoje inelhoramenloi
leve por fin evUar urna rcuuiao Inlitil, na hypothese de I extraordinarios, tb a direcciio do acluai Inspector, que
a inesma assembla adoptar a segunda oplnlao, a qual "
considerei.irrccusavcl, alientos os gravissimos incon-
venientes resultantes da primeira.
7fzeram-se as cleicdcs-de drputadns geraes e pro-
vlniaes, sem que em ponto algum da provincia tlves-
>m lugar nccurrecias deploraveis
Em Janeiro deste anno cofnecaram as revlsoes das idaste,' \\vci~ d todotpImperio. Eat no staleiro,
ual.licafOes ; e, a einelhante respeito. cumpre que e j muito adanUda, urna barca de excavacao para me-
declare i y. Exc, que, estando em andamento esses ] llioramento do porto.
he, na verdade, incansavel em promover as obras a seu
cargo. Achain-sc completamente reedificadas c concer-
tadas a casa de habitarn dos rbefes d'aquelle estabele-
a ment, e todas as inais em que cxislcm diversas repar-
ticoes que Ihe tao annexas. O caes est bastantemente
adan tadn, e sobre elle foi lia pouco col locado o melhor
As inloriiiacoe! que exigido chefe de polica a 3,do
corrente. indicarlo a V. Exc. os lugares em que te cha-
niou ajaervlco a guarna nacional, e o numero de pracas
tr.Wiallios, e j concluidos mesmo em inultas das fregue-
aias filiando, em 4 de fevereiro, recebi ofTicalmente os
avisos de 13 de detembro c de'13 de Janeiro ultimo, de-
clarando ser com oseleitores de 1844 qte se deviam for-
maras jimias revislas; e nao me considerando eu rfu-
torlsado a manda-Ios annullar ou reformar,'exped cir-
culares s cmaras inuuicipaes, dlzendn -que fizessem
cumplir os citados avisos nos lugares o'ude se nao h'ou-
yessein feito as revisdes, e que, qnanto aos trabalhoa das
juntas formadas com os eleitores de 1847, opportuna-
uientc se Ihcs cummunlcarlam as ordens do governo
imperial a quein consulte!. Entretanto que nao ehc-
3ain, V. Rxc. se dignar providenciar a respeito, segun-
o julgar conveniente.
n Ue urna falla, e beiu sensivel, se resente a provin-
cia, e he a de una estatlslica, sendo muito imperfeitos
os dados que ha a respeito da populacSo. Obacharcl
Jeronyino Marliniano Figueira de Mello, por uin con-
trato celebrado em 27 de fevereiro de 1841, encarregou-
ae desse trabalho mediante o pagamento de quatro
contos de rs. Nao o' tendo apresentado no devldo tem-
po, tratou-sc da recisao do dito contrato, por dciibc-
raco da assembla legislativa provincial, coinmunlca-
da a presidencia em 2(1 de marco de 1846. A aeco foi
julgadaoseu favor, segundo'me partielpou o procura-
dor-lisoal da thesouraria das rendas provinciaes ein
(Jala de 14 deseteinbto de 184(1, declarando haver ap-
pellado da sentenca, e achar-sc cm deposito o mesmo
trabalho.
Pelos mappas de nmeros I e2, conhecer V. Exc. a
frca que ha de linha e polica, e a maneira por que se
cha distribuida; pela tabella de n. 3, as repartieej pu-
blicas e o numero de empregados respectivos; e pelas
dje ns. 4 a 9, a importancia de toda a renda publica, aqui
i recadada em cada um dos annos finaneciroa de 1844
i, le 1845--46, de 1846-47; assim como a despexa
provincial nos tnesmos tres annos.
A mesa das rendas internas, criada pela lei de 30 d
abril de 1839, fot couvertida etajrtesa do consulado pro-
vincial pela de 20 de abril de Wn. Dei-lhe regulamento
em 4 de junho do mesmo anno.
<< Alm deiini curso de scieacias jurdicas e sociaes
3ue enmprebende o seminario episcopal nos termos
a resoluro de 7 de agosto de 1832, possue a pro-
vincia'um lyceu, onde se ensina latitn, francez, in-
glez, gcograpbia c historia, graiumatic.i da lingoa na-
cional, n'thorica e. potica, Jesenhn, arilhmctica, geo-
nictria eobstrclicia. Tem mais tres aulas de latir, a-
fura a do lyceu, sessenta e quatro de priineiras. lemas
para o sexo masculino, e quatorze para o femlnlno.
O lyceu e a instrucco primarla necessitam de fefr-
ina, e devo dlzrr a V. Etc. que ella se aclia autorlsada
pelos artigos 7 c 33 da le u. 158, do 1 de abril de 1846.
< Cunta a provincia varljis estabelccimentosda carida-
dc. Um dclles o chamado Grande Hospital, que se acha-
ra col locado em parle, do convento do Carmo, passou
para urna casa alugada no lugar dos Coclhos.
INo satisfatrndo ella a todas as uecessidades do es-
tabele imento, deu-se principio a um edificio proprio
com o titulo de Pedro II no sitio qqe put para esse
fim disposieo da respectiva admiiistra(o, em virtude
do decreto de 13 de outubro de 1831.
hospital dos lazaros est eib um edificio do estado,
com bastantes ceoiiimodacdes.
A casa do expnstos foi transferida para um sobrado
particular na ra da Aurora, e tem nina roda filial ein
olinda, oude se recebem meninos.
Esses estabelecimentos precnch'ein seus fias, lauto
qunto pcrinilieni suas acanhadas rendas, egvcruain-
se hpje pelo regulamento que Ibes dei a 25 de fevereiro
do annno passado.
A 'casa de misericordia de Olinda, havendo-se man-
dado incorporar aos mala estabelecimentos de candado,
por decreto de 13 de outubro de 1831, aluda nao est a
cargo da administrarlo gcral, por nao ter a irmandade
feito entrega do respectivo patrimonio. Este negocio
acha-se atcelo assembla legislativa provincial.
ii O hospital do Paraizo, peale! provincial n. Id, de 7
malo de 1836, declarada pela lei n. 55, de 18 de abril de
1838, contina debaixo da dirceco do actual administra-
dor eniquanto viver. '
O collegio dos orphaot existe na casa que foi dos The-,
retos ein Olinda. Alm das aulas.de priineiras lettras,
msica e desenlio, tem elle duas olficina, de sapataria e
marccnerla, a que se applicaiu os rapazrs Marcha re-
gularmente e rege-se pelos estatutos que Ihe dei, crean-
do as ditas oficinas, ein 8 de Janeiro de 1847.
O collegio das orphoas, mandado crear pelo decreto
de 11 de outubro de 1831, foi installado por miin em 23
de fevereiro do auno passado, na metmacasa em que se
acbain as expostas, e al o presente conserva-sc em mui-
to boto estado, tendo para educacao de quarenta e cinco
meninas, que ora adiuiue, tres mestrat, de priineiras let-
tras, costura e msica. Rege-sc pelos estatuios que Ihe
del em 5 do referido incz c auno.
Pelo que perleuce a obras, he de vital interetse que
de urna se trate, e quanto antes; fallo do nielhoramento
do porto, o qnal contina a obstruir-se, devendo disso
resultar damnos incaiculaveis ao commercio, industria
e s rendas publicas.
Pouco ou nada se tem conseguido, exii ahinilu as a-
reias por.meio de machinas de excavacao, visto que sao
ellas logo substituidas por outras, arrastadaa pelas cor-
rentes das agoas. Cumpre, pois, segunda me parece,
cortar o mal pela raiz, mc.iJando-se examinar a materia
por pessoas professionaes, e adoptando-ie o arbitrio que
melhor parecer, enibora haja de cuitar grandes sm-
ulas.
Alguna engeiilieiros se tecm occiipa.lp da inatetia, e
eplre lies L. L. Wauthier, em urna memoria que escre-
veu tobre o attumpto.
Est feita a obra do encanamento do rio da Prata, c
acompanhia que o emprebendeu, acha-se gozando o
privilegio que Ihe fra concedido nos termos da lei pro-
vincial n. 46, de 14 de junho de 1837, e do contrato com
Ha celebrado cm 11 de dezembro de 1839, e additamcu-
to de 31 demarca de 1841. Alm dos chafarizi-s conven-
cipuadoa, inandei fazer mais um na praca da ra do
llium, eni7 de Janeiro; uutro junio ao caes da alfan-
djta, em28 de marco ; e outro em frente da igreja (loa
A administraran das obras publicas provinciaes rc-
gc-se hoje pelo regulamento que Ihe dei cm 26 de se-
cinl.ro de 1846.
a Tendo a lei provincial n. 107, de 9 de malo de 1842,
autorisido a presidetcia a mandar construir urna cata
de correcr-i nesla capital, nomeou a niesnia presidencia
urna coiiiinissao para indicar a localidade e o systema
conveniente, autorisando-a a organisar os planos, plan-
tas, ornamentos c regulaiucntos necestarios. Promoveu-
sc una subsc ipcao a favor d obra, e dclla se arrecado
a i| n ni lia de 2:562,800 rs., que se acha em deposite na
lliesouraria das rendas provinciaes.
os relatorios do 1. de outubro de 1846, e I." de
marro de 1847, flz ver a necessidade de dar-se comeco
essa obra, tao altamente reclamada pela humanidade,
sobre maneira aviltada- coiu as prisdes que possuimns ;
eein 16 de marco de 4847 nnmeei-oulra commissan, a
qual ainda me nao presenlou trabalho algum
A cadeia d'csla cidade, alm de nao prestar seguran-
ca cm conaequencia do estado de ruina emquesc acha,
proveniente de sua antiguidade e m construccao, tem
falta absoluta de commodos para um numero crescidu
de presos que ordinariamente conserva.
A cadeia de Olinda, c a de quasi todas as cidades c
villas da provincia estn, se nao perores, no mesmo esta-
do que a de capital; tendo-se, alias, feito reparos, e nao
pequeos, ein multas d'cllas.
Em tnianna foi niliinaiuen te concluida Ulna, e a de
Brejo-da-Madre-dc-Deos est-se reedificando.
E>s quanto coube no possivel referir a V. Exc,
quein peco queira disculpar asomissoes e inexactidr.es
que porventura eu haja commetlido.
n Palacio de Pernambuco, 19 de abril de 1848. An-
limu Pinto Chicharra i/n (iu.ua.-
OSr 2. Secretario le a acta da sessao antecederle quo^,
heapprovada.
OSr. .'Secretario menciona o seguintc
EXPEDIENTE.-
Um ollicio do secretarlo da presidencia, remetiendo
40 excmplarcs do rclatorio da mesma presidencia, apre- I
sentado na abertura da assembla. Mandaram-se de
tribuir.
Outro do mesmo, enviando 40 exempiares dobalanco .
da receita e despeza provincial no anno de 1846 a 1847 '
enopriraeiro semestre do exerclcio d 1847 a 1848. a
Mandaram-se distribuir.
Um requerimeoto em que Joo aptisu Ribel.ro pede
se autorisc a administracn do patrimonio dos orphos I
a aforar-lbc o sitio de Parnanieirlm, do qual o suppii-
ernte est de posse por arrcndauento. A' commlssao
de pcllcoes.
Ouuo em que o cidadao Salvador Henrique de Albu-
querque ofterecc um exemplar da sexta edico de seu
compendio de grammallca da lingoa nacional, c roga
que, attendendo-sc ao parecer da commlssao de mstruc-
ffio publica, se Ihe conceda ou o premio de que falla o
art. 4. da lei provincial n. 30, de 14 de junho de 1836,
ou a graca de ser o mesmo compendio mandado adoptar
por um acto legislativo em todas as aulas da provincia,
<)ntlnuandoa ser propriedadedo supplicanle.A'coni-
missao de instrucco publica.

Um. e Kxm. Sr. Apenas ha seis dias exerco a vice-
presidencia desla provincia ; e pois, transiniltindo V.
Exc. o relatorio queme deixou o Exm. Sr. Chlchorro, e
dando tonta das oceurrenoias que teein sobrevindo no
breve esparo de ininlia admlnislracao, tenlio eumprido o
dover que nic incumbe o aviso de II de marco do cor-
rente anno.
He torra confessar que, tomando conta da adminis-
tra rao, achei o snl da provincia dilacerado pela guerra
civil : p inovimento de Eages, posto procedente de cau-
sas particulares e individuaes, eslava em um p amea-
ador, pelas derrotas successivas que haviam suflrido as
oreas do governo, epromettiaiu, em rasao dos odios e
ardor de viuganca implantados por toda a parle, grande
extenso e funesto descnvolvimento: cerlo fra para re-
ceiarque as amblcoes c especlacdes polticas se preva-
lecessem deatas circumstaticias para acorocoar ideias
extremes e perigosas; muito sangue pernambucano.ha-
via sido derramado, c era precito estanca-lo ; muitos
elementos de desordem c desejos de uovdade por ah
ha, e era mister obliterar esse foco de calamidades e
de excitamentos : tiestas vistas, e convencido de que o
conflicto iiasci'-ia de ininiii ules particnlai, s, e era ali-
mentado por ellas; que a sorte da provincia podia lcar
comproinetlida ; nao confiando, outrosiin, nas autori-
dades iocies que provocaram o conflicto, inandei que o
ommandante das armas interino se dirigisse ao lugar,
c procurasse, sein quebra da auloridade e do imperio
da lei, chamar esses cidados desvairados ordem e
obediencia legal, assegurando-lhesqueo seu rendiinen-
to Ibes nao instaria a vida ou o opprobrio. Se errei uea-
to proceder;con*ola-mc a cOnviccSo de que nao prestei
minha auloridade para instrumento deodios e vlngail-
as locacs e de caprichos perigosos ; cousolo-mc com a
dcia de haver concorridn para que cessasse una guer-
ra civil queja havia cuatado lanas vidas c dinheiro, que
poda servir ambici de algum especulador, e que
promettia etlenso. em rasao dos elementos de desor-
dem predispostos, c grande duraco em rasan da locali-
dade e situarn ; sendo que a experiencia nos diz que a
guerra de Panellas durou mais de cinco annos, c custou
uiilhc.es de vidas, c so acabou pela voz sagrada do dio-
cesano.
Exm. Sr. o estado da provincia era lainenlavcl c
desesperado I lima grande parte dos empregados pro-
vocaram, por seus desmandos, a guerra civil, opprimin-
<|o aos cidados, abusando do poder, pr.oslituiido-o,
convci icndo-o em seu direito, ou em instrumento de
seus odiut, vingancas c caprichos ; era gcral o clamor
Por outro lado, as conveniencias polticas que, em 1844
e 1845, determinaram esse grande numero de dcniissc.es
por causa de opinides polticas, haviam cessado, era mis-
ter reparar os males que casas demissoes causaran!, ou-
vir o lirado de clamores de tantas, familias laucadas :u
miseria por amor desses actos violentos e necessai ios ;
era de mister procurar a conciliacao c uuidade dos Per-
uambucanos, por bein da inonarchia Estas duas rasos,
isto he, n necessidade de substituir empregados, ou cor-
rompidos, ou prevaricadores, conjurando dest'arle a
tempestado inn ni nenie, e alijando a auloridade opiolo
publica ; e a necessidade de reparar tantas injuslicas me
Icvaram a fater, cm grande numero, demissoes, e algu-
ma! reiiitogracc.es. De bom grado me encarregn dessa
icspnisaliilidadc, porque trnho que esses actos eram
neccssarlos causa publica, requeridos pela opinio
de todos oa Pcrnambucanos, que querem paz e justica.
u Cnigratiiio-mc com V. Exc: de quein faco alto con-
ceto e de cuja administrarn espero grandes beneficios
para iiiinha patria ; eprotesto a V. Etc. a minha adbe-
so, estima e considerar.
Palacio de Pernambuco, 26 de abril de 1848. Ovi-
ce-presiiicntc, Manoel de Sauzn Teixeira. -
Fo lido e approvado o seguiute parecer:
A comtnissao de petiedes, a quein esta assembla
subjeitou oeame da pretencao de Angelo Custodio da
Silva Fragozo, professor jubilado de priineiras lettras na
cadeiradafregueiiadaVarzea, que pede a gratlflcacao
marcada no artigo 10 da le gcral de 15 de outubro de
1827, entende que deve declinar do seu jateo para a da
comtnitso de instruectio publica,- onde esta queslao ha
sido trauda poi duas vezes: nos annos de 1842 c 1847,
em sentido favoravel ao peticionario; e julga que este
seu procedinento he tanto mais curial; quanto, tendo-
se e,ntao dito que ao presidente da provincia compela,
em face da citada lei, designar casa grtiflcacSo, ouvido
por elle o inspector da thesouraria, se pronunciou este
em opposicao ao deferimenlo do peticionario, pelas ra-
ides enlistantes de sua informa;o de 20 de malo do re-
ferido anno de 184*, em vista das quaes o mesmo presi-
dente se nocousiderou habilitado para resolver este ne-
gocio definitivamente, enorseu despacho de 8 de julho
mandou remoller o reqUeT0nento com ainformaco
esta assembla. que, deludo inteirada,.deliberar como
entender em sua sabedoria.
Sala das commisaca da aaseiriia legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 17 de junho de 1848. Casadlo
Peitoa. Teixeira tiorba. ,
Foi lido o seguinlr vcqucrmeiito:
Achando-se na ante-sala o I 'r.'Christovao Xavier Lo-
pes, c sendo elle un dos primeiros supplentei i face da
nova apuraco, feita pela cmara municipal, requelro
que seja elle convidado a tomar assenlo. Gmcalvtt
Guerra. ,
(t'imtnuar-S-An.)
Declraf^oes
O escrivo da sub'delegacia da freguetia de S.-Jos
faz scientc ao respeiimcl public que mudou a' sua re-
sidencia do pateo do Terco para a ra Imperial n. 195.
O tabellio do registro de hypothecas avisa aquem
convier, que a iei do registro impfte pena de peda
de preferencia no artigo 17, e dos mais effeitos legaes
do artigo lilaos credores que no prazo de um anno uo
registraron as escripturas anteriormente lei las res-
pectiva lei ; cujo prazo lindase em 5 do corrente.
Assim como que nenhumn garanta de preferencia tcem,
nem effeilo nenhuiu legal gozam as escripturas posterio-
res a inesma lei, sem que sejain primeramente regis-
tradas artigo 14.
E para que os interessadus- nopercam o seu direito e
possatn obstar oa grandea Inconvenientes que deve
acarre'taracinelhantc descuido, fazo present annun-
cio. Recife, 9de junho de I8l8. -.- Fulgencio Infante de
tlbuquerque Meti.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMBUCO.
No vicc-cnnsulado de Portugal na Parahiba existe em
deposito a quanla de 173^930 r. cm moda correte ,
producto liquido da arrematarn que all foi feita de
alguns cascos com vinho das marcas J I Me diamante
R por occasio do naufragio ein Cabo-'tranco do hia-
to portugus llom-Suceuo, procedente de Lisboa &m
destino a este porto. E porque nao tenha apporccid.i
at agora reclamante a esta quanlia assim se fat pu-
blico para que a pessoa competentemente auloritadi
se aprsente naquelle vice-consulado ou ueste consu-
lado com os respectivos c legaes documentos que assim
o habiliten! para referida entrega. Consulado de Por-
tugal em Pernambuco aos 16 de junho de 1848.
JooiJiii'in. Baftiita Mortiru ,
Contal.
Til r A TRO PUBLICO
O GRANDE ESPIO DE VENEZ
8.' IIlllO OKBIltARIA,
KM 17 !)K JUNHO db1848.
Presidencia do Sr. rigario .Jtetedo.
Sommamo. Approvacao da acta da seiio anterior. Re-
que-rmento do Snr. Guerra. AdopcSo dos
projeetoi t. 14 6.
As 11 o meia horas da manlia, feita a chamada, ve-
rifica-se estarem presentes 20 Srs. deputados.
O Sr. l'reiidmte declara aborta a tesso.
0 Angelo tyrauno do Padun.
Em beneficio do actor Antonio Lopes Rlbetro.
Quinta-feira,22dejunho, serdesempenhada com toda
a pompa e'brilhautisino como fbl na primeira vet neste
theatro: os intervallos sern proeiichiilos com dancaa
das jovens danrarias deste theatro.
rivisos martimos.
-- Para o Porto sahe, iinpreterivclmente no dia 24 do
corrente o lirigue portuguez Bom-Suceito. Os Sr. car-
regadores tenham a bondade de levar os seus conheci-
mqntos ra do Vigario em casa do Sr. Francisco Al-
ves da Confia. _
Para Genova o brigue sardo Daino, capltao, Manoel
lloj/.ano, recebe carga afrete: quera pertender carregar,
dirija-scaos consignatarios, Ollveira Irmos Si Cnaru i
da Crut, n. 9-
Para o Porto sahe, impreterivelniente no dia 18 do
corrente, o brigue portuguez Vmtura-Felit: recebe ni-
camente paaaageiros, para o que tem muito bons com-
modos: a tratar com os consignatarios, Mondes & Tarro-
zo, na ra da Cruz n. 49, ou com o capitn, Zcferino Ven-
tura dos Santos, na praca do Commercio.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sabir ,eni pou-
cos dias o briguc-barca Generosa ; o qual tem.boas com-
modos para passageiros e escravos : quem quder carre
gar, ou ir de paasagem pode entender-sc com o
tao ou com Amorim 1 raos, na ra da Cadeia n.


>i.
I- 1
f;
*
U
Avisos diversos.
l'iecisa-so de umo preta captiva para o servico
de urna casa de familia; na ra da Megria, casa n.
11, acliar&o com quo.n tratar.



i" 'ma
2
f f
fr.
U
f r-G. T.Sriov embarca para o Maranhaooseu escravo
toaquiui, pardo
Precisa-se de pretas para venderem pao pagando-
le-lhes vendagein, e ficando aeus seuliores responsaveis:
ras t inco-Poutas', n. 40.
Arrenda-se o primeiro andar do obrado da ra das
Larongeiras n. 14 com bons commodos e por pceo
rasoavcl : na ra de Hortas. 140.
= Precisa-se de urna pessoa que tenha boa letlra c
frailea de escripluracao para fazer una pequea es-
cripia : quem cstiver nestas circunistancias dirija-sc a
ra da Cruz, n. 54, que se dir quem precisa.
O Sr. Antonio Carlos Perelra de liurgos Portee de
|,con queira mandar buscar una carta, vinda do Leara ,
ha ra da'Cadeia do Recife, loja de ferragerrs, de Joao
Jos de Carvalbo Moraes. t
Para a Snra- D. Marcelina Maria de Mello aclia-se
na ra Velha sobrado n. 18 urna caria, vinda do Wo-
Grande-do-Sul. ,
Faiem-se bolos chamados de S.-Joao enlutados
com cancllas, ramos c flores de alfnitn ; bolos france-
ses bolinhos para cha : lambem se faioin bandejas dos
inesmos, com figuras e varias galanteras do mesino bo-
lo c dralfinim ; pao-de-l, airo/, de leilc pastis de
carne de nala, tortas tremedelras C empadas : ludo
por commodo preco e feitocom muila perfclcao : na ra
Direita, sobrado de um andar n 33-, ao pe de dous de
varandas douradas.
Precisa-sc alugnr ura preto que soja bom co-
pciro parao servico de urnas familias estranpeiras :
na Miado Trapiche-Novo, n. 10.
Precisa-se alugar urna ama que tenha bom e bas-
tani.-e lelte e aem lilho : prefere-se do matto : na na
lo Quebrado n. 39 esqiiiua do beceo da t:ongrcga-
,i", segundo audar.
Tupid liver um sitio distante desta piaca mcia
legoa, oom pasto para 10 a 12 vaccas nniiualmeiile ,
casa sniliivcl. estribarla baixa para capim dirija-sc ><
Aln ro-dn-lioa-Visla venda n. 88.
Prrrisa-.se augar nina ama secca, que seja de onsb
csuluinrs para urna rasa de pouca familia. I)irigir-se
na do ngel, n. 59, segundo andar.
, Aluga-sc a loja da ra l>ireita, n. 1)4, por *># rs.
-liicnsacs : a tratar na ra da Cadeia do Itccife, u. 32.
~... Arrenda-se urna casa sita na ,rua da S.-Cruz n.
38 com bastantes coinmodos e um pequeo sitio que
tem capim para sustentar dous cavados annualmente ,
e algunias arvores de fructo : a tratar na ra Nova, n. ').
Quem precisar alagar urna ama de casa parda ,
para o scrvlco do Interior de urna casa de grande ou pe-
queua familia ,'de boa conducta e com as habilidades
necessarias para dito emprego, annuncie por esta folha.
HCHAPEOS DE SOI,
Jin& do Ptmeio-Publico n.
Nosla loja ha presentemente um completo sorli-
mento do chapos ile sol modernos, tanto de panni-
nho como de seda furta-cres o do mais cores co-
iihccidas; ditos para liomoin, senhora, meninos e
meninas ; guarda-chuva para o tpinpo de invern ; e
guarda-sol. Rstcschapos sfio tiohem construidos,
que se alianca a qttaltdadc ; sito de marca grande,
com 32 pollegadas e proprios para este lempo por
serom de seda e de panninho trancado. Ncsla fa-
brica ha sedas de cores e panninhos trancados e
lisos do todas as cores para cohrir qualquer arma-
cao de chapeo de sol : timben se concerta qualquer
chapeo de sol, e vendcm-se.baleias para vestidos.
Ainda eslao para se alugar as casas de ns. 27 e 31,
sita na ra real, prximas ao Manguind, as quacs tccui
liiin-; coinmodos, quintal murado, com cacimba e por-
tao, com porto de embarque e desembarque, por pie-
So limito barato; a tratar com Manuel Peeira T-ixci-
ra, morador prximo quellc lugar.
-- Pugi, njarceneiro irancez,
na ra Nova, n. *6, acaba de receber, pelo navio ti-
lia, um sorlimento de trastes de mogno, domis
motlerpo goslo ; bem como folhas du Jacaranda,
mogno e cultas madeiras de fulear ; feria mentas
I ruin i as de marceneiro; e papel do licita. O mesmo
so eticarrega le fazer toda a qualidude de mohilia,
que se poder desejar, por ler recebidu desenhos das
um lulias modernas que agora se ussm em Franca.
MA n.v <:rti'z, .\. 4o, secundo andar.
I). \V. Raynon, cirurgifo dentista dos Kslados-IIni-
' los ila America do Norte, tonilo-se resolvido Picar
mais alguma tempo na cidade de Pernamlmco, pe-
lo presente participa aos sens amigos c ao publico
mu geral, que elle sempre se achara prnmpto a qual-
quer hora para fa/er qualquer opernciio que seja 80-
lire os denlos como seja cliumliar, (impar, e extra -
hir ;enformar tientes sobre piio* o sobro chapa da
mellior maneira e com a maior perfeico conforme
s ultimas descohertas, tanto na America como na
Europa.
= Manoel I.uidos Santos, Brasileiro, retirase para a
cidade do Porto.
___Na ra da Scnzalla-Velba, n. 6, primeiro andar,
precisa-se de urna lavadeira que lave multo bem.
A pessoa que annunclou querer 2:000/ de rs com
liypolheca em um sitio em S.-Amaro dirlja-se a ra
Direita venda n. 23 que se dir quem d.
A inulherparda que se propde a servir, de ama de
urna casa de familia queira dirigir ao largo de S.-Pedro,
sobrado de um andar n 9.
Po largo de S.-Pedro, sobrado de um andar, n. ,
precisa-se alugar ulna preta para o servico interno, e
externo de tima casa.
= Tendoos abalxo asslgnados entregado, no da Ib
do correntc, um rolo de fumo, com a marca l traves-
s.i.i e C com o peso de urna arroba e 2 libras, bruto,
ao preto de nomc Raj mundo escravo do hr. Sebastian
Jos da Silva Braga para, do armazem do Sr. bacelar,
conduzi-lo para venda dos annunciantcs acontesse ser
desencamlnhado da porta do armaiem ; por isso roga-
se a qualquer pessoa a quem lalvez por engao tosse
rntreffM que. baja de o mandar entregar na esquina da
ra do llangel, que sejlie pagar o frcle ou dar parle
para se ir buscar. ,,.. i-
Joi Rodrigue/ Cotlho St Companhm.
OSi-morador emOlinda, que em 19 de outubro
de i846 comprou urna jangada por 13/ rs. ; por 15 das,
e que em 17 de malo mandou 9/ rs. queira mandar os
4/ rs. ; do contrario nao diga que he pouca clvilidade
o cobrar. ,
D-se dinheiro a premio sobre penbores de ouro c
prata em pequeas quantlas al cen mil rls : nema
lypographia se dir quem da.
-- Oabaixo asslgnado" faz scienle ao rcspeitavel publi-
co, que desde o dia 5 do correte se acha desligado da
casa de negocio do Sr. Joao Jos Marques de Araujo, na
villa do Rlo-Foriuoso, oque se deprehende do docu-
mento aballo transcripto, porque na mesma casa nao
lein mais neerencia, e seacba desoncrado de ludo que
respeita a Hiesnia : aprovclta esta oceasiao para agrade-
cer a benevolencia rom que, durante sete annos, loi tra-
tado pelo dito Sr., e lite protesta su gralldSo em qual-
quer parte aonde o destino o conduia.
Itio-r'ormoso, de junlio de 1848.
Antonio Lint do Reg.
COPIA.
Reccbi do Sr. Antonio I,ius do Reg todos os mciis
fundos, e ludo o mais que em minbas casas de negocio
existia, e nada mais fieamos devendo um a outro, peto
que nos achamos saldados de todas as nossas cuntas at
Rio-Formoso, Sdejunbode 1848
Joo JoiiMarquei dt Araujo.
Como lestcmunbas :
Antonio Leilc Perelra Bastos.
Antonio Jos Pimcnlel.
Joao da Fonseca Guimaraes.
(F.st reconhecido.)
= Joo Baptistnda Silva, cidadiio porlttguet, rctira-se
para a Uahia, a tratar de seu negocio
O abalxo assignado fax sciente a quem convler, que
ten comprado una pequea parle de urna casa sita na
ra Imperial n. 40, cuja parte comprou a viuva do
fallecido Jos Comes da Silva, coma condicao de re
ceber o saldo logo que assignar a escriptura .comocons-
ia do documento que existe cni poder do aonuncianle.
Silvulre Joaquim do Nutrimento.
Preclsa-se de urna lavadeira de varrella: na Boa-
Vista ra da S.-Crux, n. 82. .
Do-se 14(1/ rs. a juros sobre penhores de, puro ou
prata : na ra estrella do Rozarlo, n.30, primeiro andar.
i= O Sr. Manoel Figuera tem urna caria, vtnda de
Portugal: na padaria da ra do Pires, ao p da caixa
d'agoa.
= Jos de Souza e Silva, tendo de retirar-se para Tora
di
torino
Mello.
Francisco I.uiz Goncalves, Brasileiro retlra-se
pera fura do imperio a tratar de su sade.
Precisa-se de um caixclro de 14 a IB annos, que te-
nha alguma pratica de venda na ra dos Marlyrios
Aluga-sc o primeiro andar do sobrado da ra da
Cruz, no Recife, n. 13, com excelleute vista para o mar,
c proprio para escriptorio : a Iratar na mesma ra, ar-
mazein n. 18.
--Precisa-se de dous aprendizes forros ou captivos,
para o oflicio de latociro ou funileiro : ,na ra das Cru-
zcs, 33.
A pessoa que annunciou o diccionario de Moraes
para vender, dirija-sc aosacristao d ordem terceira de
S. Francisco.
. = Un moco porlugucz qne tem bastante pratica de
venda se oflerece parac.ilxeiro ou mismo pura lomar
conta por balanco : quem de seu preslimo se qulzer uti-'
Usar annuncie..
Offerecr-se um homcm casado com pouca familia,
para administrador de engenho do que tem multa pra-
tica o qual. entra com quatro cscravos que cstao
proiuptos para oservicodo mesmo engenho. l)irigir-se
a na Augusta, n.-l8.
Manoel Lopes da Silva mudou a sita residencia pa-
ra a roa do Queimado, n. 14, segundo andar.
--- Na ra de Agoas-Verdes n. 20, fazetn-sebolos de
S.-Joao e bolinhos de ludas as qualinadcs para bande-
jas: ludo inuitd bem frito c por pceo mais commodo
tu (fue em nutra qualquer parte.
O GH1TO DA PATRIA N 3
sahio a luz e aeha-se a venda na loja de
(foros do paleo do Gollegio, n. 6.
Avisa-se novamente ao fabricador de cartas ano-
nvmas, que longo e multo lng est elle d saber que
est descoberta sua habilidade, e por eu Ihc ser arci-
coado Ite que o previno para que nao seja descoberto
pelas familias queixotas desse intrigante; pois h.e DCtn
SISS
desabito; duas lindas mulata de 25 annos, com as
inesmas habilidades um bom moleque de li annos, de
nacao Angola ; um elegante escravo de nacao bom pa-
deiro e cnoeiro : na ra da Cruxes, n. 2, segundo
andar.
m
i qiL_.
desupporque, a ser descoberto.^ n3o fique Impune,
comni irao o que de mlin conftaram. que sua mo di-
reita ficar iilposslbiliuda de continuar sua tarefa.e sna
llueoa nao poder dlzer quem lh*a pos naquelle dcplo-
ravel e lauenlavel eslado O paeAorriito que tevi eeca
/lo de ver introduiir a tarto i* 11 horai, e he abommador do-
intrigantes
Antonio Jos Arantes faz sciente aos seus credores
qne venden sua venda aoSr. FrauclscO do Prado & C.,
ficando o mesmo obrlgado a pagar aos ditos seus credo-
res : c para isso se precisa que no prazo de 3 das ram mandar algumas contas que ainda faltam de alguns
gneros comprados para a mesma venda.
^= JOSC t OU/.t. CtlIlVd, **.i*u uc ,ii.i. -- |'. .*-
lo imperio, deixa por seus bastantes procuradores a Vic-
orino de Castro Moura e Antonio Lopes Perelra A!
Compras.
--Continuam-soa comprar pataefles brasilirose
hospanhes, a 2,000 rs., epe?as, a 16,700 rs. : na ra
da Cudeia-Vcjha, n. 38. .
.-Compra-se um preto que seja bom
faiatc : na ruada Moda, n. 7.
Compra-se um trancellm com 6 a 10 nltavas de ou-
ro de lei sem fcltlo : na rija da Cruz, no Recife, n, 4o.
Compra-se pecas velbas a 17/000 rs., e palacdes
brasilclros c bcspanfics a 2/000 rs.: na ra da Cadeia,
loja n. 38. .. ..
--- Compram-se enfeltes para cinteiro de menino : as
Cinco-Pontas, n. 80.
-Conipram-seOO garrafas vasias a 00 rs. : no pa-
teo do Carino esquina da ra de Hortas lado dlreito
Compra-se uina ernimatica ugteza, de Constan-
cio na ra Nova, n. 28.
a Compra-se puro c prata, mesmo em obras quebra-
das sendo de le : nesla lypographia se dir quem com-
pra. /
Vendas.
da
Oabaixo assignado delxa de responder ao Insulto ~ Quem precisar de ulna ama secca dir4ja-sca.rua do
no Oiario de Pernambueo n. 127. felto por Joao Pereira da Fogo casa terrea envidracada
Si Uto i r que bem por alcunha Ibe rbamam rato-sreco
voTiliciicto nesta praja por ler o carcter de adminis-
trar ditas boticas o mesmo tempo, para roer ordena-
do de ambas! Iporm abnndade dos Srs. fiscacs, e con-
cedi de salubridad.- he causa de ludo porque se
quando vjssem boticas com Irltrclro casa de drogas
sem titto algum e neto boticario approvado, as inan-
dasse fechar em cumpriinento da lei nao haviriaiu
tantos aventiireiros e'nem ratos roedores.
Faanciico Jote do Saeramento.
Prctendc-se alugar, para urna lamilla capas, um
sitio que tenha boa casa de viveuda, arvoredos de file-
lo e se l'or possivel capim para sustento de u ni cavado :
prefere-sc tas, viiinliancas do Manguinbo Mondego ,
.^ulcdadc, Passagent-da-Magdaleua e Uospicio : quem
ti ver annuncie.
Precisa-se alugar unta preta para vender na ra!
atraanla ra do Cabuya loja da esquina, junto a
botica'.
--- O abaixo assignado, desejando pagar todas as suas
dividas vende para este lim por preco commodo o
seu engenho denominado Helio-Prado sito na fregue-
sa de Agoa-Prrta comarca do Rio-Formoso: qurm o
pretender dirija-sc ao mesmo engenho a contratar com
o vendedor oueum Flias F.mrlianno liamos, nesla pia-
ra no pateo do Hospital n. 9-
Pedro (laudtanno de Ratee Silva.
Lenolr PugetCompanbia participan que muda-
rain o rscrlptorio para o segundo andar da mesma casa
da rita da Cruz, n. 17.
Aluga-seuina escrava para ama de leite: quema
pretender, dlrija-se a ra do Encantamento n. 3 se-
gundo andar.
-- Aluga-sc um sobrado de um andar soto com
Joja r grande quintal iodo reparado de novo, sito na
ra do Sebo n. 50 por 300(T rs. anmiaes ; c una casa
terrea com rftintal, cacimba e coinmodos para grande
familia por 10/ rs. meusaes sita na ra da Soledadc ,
n. 35: a tratar no escriptorio dr F. A. de Ovelra na
ra da Aurora, n-. 26.
-= Manoel Fernandrs Guedes eidadao brasileiro, vai
n Portugal tratar de Sua saudr cdrclara nada dever, e
elle dever apresesNe sai cotila.
ANWUNCIO.
A rrvisao da aferlcSo dos pesos e medidas das casas
de coinmercio dente municipio tem de concluir-te no
ultimo do coi-rente me/. segundo a le municipal res-
pectiva.
defronte do becco da
Homba.
Os Srs. assignantes do Iris pdem ir buscar o setiino
c o oilavo nmeros, na loja de livros do Cardozo Ayres ,
na ra da l adeia c no escriptorio de Novaes 8 Couipa-
nhia na ra do Trapiche.
No escriptorio de Novaes !c Companhia ha urna
carta par o Sr. Antonio Jos Lopes da Silva.
Furtaram, n* noilr do dia 13 para 14 do corrente,
do engenho Giqui um cavado ruco-sujo, capado, no-
vo i anda bem A passo r rsquipa ; su tem um ferro no
i| ua rio di i rito dinas e cauda grandes pois era ca val-
lo do serlao : quem o dr3Cobrir e leva-lo em casa de
Antonio Joaquim de Mello Pacheco, na ra estreita do
lio/ario n. 8, receber 20/ rs. de gratificarlo do padre
Joaquim Jos de Veras, que he o dono do dito cavado ,
c em dita casa se acha.
Precisa-se de alguns Adcmaes ou nulros quaes-
quer estrangeros que se quclran engajar para o ser-
vido de campo-, entre cllcs alguns que tenbam omcio
de sapatelro marceneiro e carpina : no pateo do Car-
ino esquina da ra de Borlas venda n. 2
Contina a estar fgido o.escravo
Alberto, que se intitula por Manoel.de naeo Calmu-
da des de 9 de abril do corrente anuo ; julga-se estar
pelas partes de Seiinliacm. Goianna, ou Parahiba. Bo-
ga-seas autoridades destes lugares, que hajam de o
apprehcmler c remelte-lo a ra do Hozarlo da Bo-
Visla. n. 4s.
-- Precisa-se de um trabalhador de masseira : adver-
te-se que seja preto : na ra Direita, padaria n. 26.
-- Precisa-se de dous pretos padeiros : paga-se bem:
na ra Direita, n. 26.
-- Precisa-se de pretas para venderem pao, sb res-
ponsabilidadc de seos senhores, pagando se a venda-
geni : na ra Direita, padaria n. 2o.
Jos Mara Alvcs Braga, subdito por tugue/, retira-
se para o Ro:de-Janciro. .
, Precisa-se de una mulhrr que saiba cozinhar e fa-
zer algumas compras, ou alias alguma preta escrava que
tenha as mesuias habilidades : confronte ao l'araizo, Jo-
ja n. I.
. l'irrisa-sr, para n mallo, de urna pessoa qua tenha
bastante prlica de padaria : na ra Nova, n. 12. .
Uina 11105a solteira.se oflerece para corer em al-
guma casa capaz, preferiudo francera : quem do sen
prslimn se qulzer ulilisar, dirija-sc a ra de Santa-Ri-
ta, n. 8.
Quem precisar de urna ama para urna casa rsran
gelra a qual faz todo o servic-o, annuncie.
___Vqndem-se ptimos casaes de pombos, multo bons
lialedor{;s grandes e de ptima raca por preco inulto
commodo por se quexer acabar com riles : na ruada
Florentina, n. 16.
Vpde-ee tima escrava de nacao de 30 annos que
cezinhao diario de urna casa engomma e he quitandel-
ra : as Cinco-Pontas n. 75.
Vende-se para fra da provincia urna escrava
moca de elegante ligura engommadelra e com to-
das as habilidades de cozinha, a qual fat pSo-de-l e bo-
linhos de todas as qualidades e refina assucar : na fu
do Quelniado n. 18 tercelro andar .squina que volla
para a ra do lio/arfo aonde be a escada.
Vende-se unta prela crioula que' cotinha, cose
chao e faz todo mais servivo de casa e ra : no Alerro-
da-Boa-Vlsta n. 39 e dir quem vende.
Vende-se uina prela de20 annos, perfeila engom-
madelra e.cozinhelra, equehede boa conducta; duas
negrinhas de 9 a 11 annos ; um preta de 25 anuos que
cozinha e engomma ; urna preta de bonita ligura, pro-
prla para o servJcodc campo : no pateo "da matriz de
S.-Antonio sobrado n. 4.
--Vende-se por barato preco um relbgio de ouro, pa-
tente inglez, limito bom regulador : na ra Direita,
n. 78. '
Na na de Jgoas Verdes, n. 46,
Vende-se.para fra dapapvincia, um escravo de nacao,
bom carreiro, por 450/ rs.; um bom escrayo ollicial de
pedreiro; um moleque de Idade de 18 annos; um pardo
bom pagein; um dito de idade de 30 annos, muito fiel e
bom feilor de sitio e de engenho, por 350/rs ; duas es-
clavas de idsde de 20 a 25 annos; um bonito mulatinbo
de idade de 12 annos, c outros cscravos.
Vcndem-se4molecotes de bonitas figuras, e nao
excedem nenhum de 18 annos; una preta de nacao, de
20 annos muito linda; um dita de 30 annoa ptima
para o trabalho'de cnxada por ter sido criada no ser-
vico do campo ; onia dita de 30 anuos, boa cotinheira e
quilandeira : na ra da.Penha, confronte a torre do
I.ivramenlo n. 1, primeiro andar.
Vende-se, na ra Velha, sobrado n. 18, um ca-
vado mellado, earregador baixo novo, carnudo e sem
achaque algum.
vendem-se petas de algodSozinbo americano com
18varas, por quatro patacas e meiaa peta: na ra do
Crespo, n. 4, loja da esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se pentcs de tartaruga de toda a moda e
de marrafa : tambera se faz qualquer obra deste gene-
ro tanto nova como de concert : na loia de larlaru-
gueiro, no palco do Carino, loja dosobrodo da esquina,
que volla para a ra das Triucliciras, n. 2.
Bilhetes do fio-de-Janeiro da lotera do
theatro de S.-Pedro-de-Alcntara,
vendem-se na ra da Cadeia do Recife, loja de ferragens
n. 50.
Vende-se un escravo moro e sadio, por preco
commodo : na ra do Collegio, venda' n
16.
Vendc-sc um sellinV inglez, em nielo uso por pre-
co commodo: na ra de S.-Francisco, venda n. 68.
Veudein-se urna excedente escrava mura, sem- vi-
cios iinii achaques ptrfeila engommadelra c que co-
zinha o diario de urna casa e tem outras habilidades I o
motivo por que se vende se dir ao comprador : na ra
Direita, n. 33, sobrado de um andar.
Na ra Nova loja-de alfaiate n. i4
acha-se um completo sorlimento de obras feltas, assim
como um rlquissimo e novo sorlimento de fazendas, co-
mo sejam : casimira elstica de lila, lindos pdr6rs, a 2/
t 2/-2U0 rs. A corte ; dita superior a 5/400 e 7/ rs.jpanncs
finos preto a 3/200, 4/500 e 5/ rs. o covado ; dito muito
lino a 0/500 rs.; merino preto fino a 2/200, 3/000 e 3/200
rs.r rlquissiiiio cortes de colletes a4/ rs.; (lito de gurgu-
rao a 1/400; dito de rusti a l#280rs. ; s.tlin Macu su-
perior a 3/ rs. o covado ; panno mcsclado a Il/fiOt) rs. o
covado, assim como outras multas fazrndas por|preco
muito em conta. t
---- Vrndem-se 12 cadeiras americanas de palliinha ,
usadas ; moa barretina de eouro de lustro nova ; uina
farda nova, de superior panno para fuzileiro ; 11,11 ju-
go completo de doinin-franc'c ; as instrucedes de
cavallaria pelo vls'conde de. BarAacena : ludo por ba-
rato preco : na ra de S.-Rita, n. 91.
' Vende-se una parda com 2 filhos um de 4 anuos,
e o outro de 2 : a parda cozinha engomma cose c fat
lavarinto ; he dr bonita figura c nao tem vicios ncm
achaques: o motivo por que se vende'se dir ao compra-
dor : na ra da Concordia passando a pontczinba, a
direita seguuda casa terrea.'
Vende-se uina negra de nacao, de 21 annos de ida
de, e por preco commodo : na ruado Nogueira, casada
esquina ti. 18. >
Vendem-se dous moleques de i3 annos; um dito
de 20 annos ; 6 escravas mocas con) varias habilidades:
na ra Direita,n3.
-- Vendem-se sein-srrnvos robustos e bolillos, sem de-
l'ritos r liuipos de costas,-por seren de boa conducta,
sendo um de oito anuos e os outros de 15, 17, 25e 30an-
nos, e urna negra-mullo possanie de20 annos: na ra do
Queimado, casa n. 33, segund andar, se dir quem ven-
-- Vende-se urna venda no bairro do Recife, cop pou-
cos fundos e d prompta sabida, bem afreguezada para a
trra: a tratar.na r'na da Madre-de-Deos, n. 9.
Vendeuvsc 6 escravas, sendocrioulas de lo an-
nos que eugoininam, coscm cbio coztflhm e lavam
Vcnde-se manteiga nova de boa quallddc,
a 900 rs a libra : no botiquim da Cova-da-On-
101 ca na rualarga do Rozarlo, n 34.
--Vende-se a Noilc do Castcllo e os clumes do Bardo,
poemas seguidos na confisso de Amelia. P9v4Wi Cas-
tilho: n pra{a da tndependrncla, livrarla, n.M
Veudem-se coquelrps em bom eslado d"tnlan-
lar, a 200 rs. cada p : na ra do Queimado, n. Sm
- Vetide-se un escravo de nacao Angola, de |
nos mullo robusto .diligente e que sabe cozinha
na ra do Crespo, n. 13, primeiro andar.
= Vende-se. ou troia-s* por escravos mocos1
tos, urna casa terrea na travessa do Lobato ao
oidem terceira do Carino : no pateo do Carino,
o.l.
Venderse urna bonita escrava de 20 annos, sera
vicios e he de boa couducta, o que se afianea : na ra
estreita do Rozarlo, n. 10, terceiro andar.
= Vendc-sc manteiga Ingleza multo superior,.a 1/280
rs. a libra : na ra da Cruz, no Recife n. 46.
Vende-se um gnarda-livrOs moderno, de atnarel-
lo com commoda era inulto bom estada, por'preco
commodo : no pateo do Carino, n. 17:
= Vende-se urna cscra -a de 18 airaos,.de bonita fi-
gura perita engominadeira coe chao e |uc cozinha o
diario de unta casa : na ruado Queimado loja n. 39 ,
de Gusuio Jnior & Irnijo. .
.Vendem-se j escravos, sendo : na
mulatinha de G annos pouco ^mais ou
menos, que cose e~engomma soffrivel-
mente ; urna piola moca de muito bo-
nita figura ; urna parda padeira e que,
lava bem roupa ; nm casal com urna cria
de *4 a 5 annos, todos pardos; uai
preto.de 16 a 18 annos por aoo| rs. ,
por ser defeituoso : m ra do Crespo,
loja n. > A, se dir quem vende.
Vendem-se superiores presuntos ,
a 320 rs. a libra propios para fiambre;
bolachinba americana pelo baralo ji
co de 1S600 a /s'ooo rs. : na ra da uitm*
die-de-Deos, armazem n. ao, defrne da
guarda da alfandega.
Vende-se a novena o olicio de S. Joao Baptista :
na pra^a da Independencia, livraria nse8.
Vende-se, para fra da provincia uina escrava de
bonita figura moca sem vicios e cora todas as quali-
dades de urna ptima mucama ; urna linda negrinha ,
cora principios de rngoinniado e que be perfeila cos-
ture! ra t na ra do Hospicio, n. 9.
Vende-se um lindo casal de escravos de 20 anuos
pouco mais ou luirnos de lindas figuras por preco
commodo : no Fortc-do-Mattqs a fallar na, venda do Sr.
Joaquim Francisco Alean.
VcndC-se una parda de todo o scrvlco de urna casa,
e que cose, cozinha tanto o diario de unta casa como,
emende de inassas ,-forno, etc.:' na ra do Vigario,
n.14.
Vendem-se 16 barra da inel de furo : no paleo de
S.-Pedro venda h. 7.
Vendem-se dous moleques de t3 anuos ; um dito
de 20 annos de nacao ; um dito de nacao Mucaiubfque;
dous escravos mocos ; una escrava de bonita figura ,
que engomma e cozinha ; duas lindas negrinhas de 11
annos com principios de costura ; 6 escravas de todo
o scrvlco : na ra Direita n. 3, defronte do becco de
S.-Pedro,
Vende-se um escravo de'O annos de bonita figura
na ra Augusta n. 18.
Vendem-se pelles de guarazes, de
boa qualidac'e, por preco commodo: na
ra do Vigario, n. 5, primeiro andar.
Vende-se tima preta de 20 annos ptima cozinhel-
ra engommadelra docelra c que cose ohfio lava ,:
refina assucar perfeitaitiente, mullo amorosa para
enancas e diligente para todo o servico de uina easa
de familia : alianra-se ser muito firl e nao ter vlcioi
na ra da Moda-, n. 13, segundo andar de urna hora
as (i da tardo-
iVrt loja nova de Ricardo Jos de Frai-
las Ribeiro, na ra do Passeio Publi-
co n. 17 vendem-se as seriantes fu-.
rendas muito boas e baratas :
corles de chitas com 10 covados,- mullo Anas e nas ,
proprlas para vestidos descolora para andar por casa,
por serein escuras a I^BOO rs. ; ditos de caau com (i
varase niela a >/ is. ; ditos de tarlalana de coreat-V
3/rs. ; curtes de calcas de pede do dlabo faxeada es-
cura e multo forte ,-a 1/280 rs. ; brlni paja caifas a
J40 rs. o covado; cortes de fazendas para calcas que
parcceni casimiras a 2/ rs. ; cassas de cores de qua-
dros e listras s 240 rs. o covado ; chitas mullo boas, 0
xas e sem defeito algum a 12o, 140, 180, 208, 220, 240'e
280 rs. o covado ; riscadinhns l'rancezes azues e de qua-
dro3 proprios para vestidos de pretas a 16S. rs. o -co-
vado ; algodao trancado mcsclado proprio pasa, pre-
tos a 200 rs. o covado ; rentes de rllele de fiistao de
cores, a 500 rs.; ditos blancos a 040 rs. ; dlloa de c-
a 800 rs. ; dito dr gorgurao a 1/ rs. ; ditos de ca-
simira de quadros a 1/600 rs. ; ditos de velluda ,a-S0B6O
rs. ; lencos de seda mullo grandes e bonitos, proprios
para grvalas a 2/560 rs. imelros, e partidos a 1/280
rs. r ditos de algodao c seda a 1^600 rs. e partidos .
a sniiis. ; mantas de seda para grvalas a 1/600 rs-. ;
merlu, a 1/600,2/800 c 3/200 r,s. o covado ; setiai pre-
to para coilete : a 2/6C0 rs. o covado; Tuvas de algodao
de coi es para bomeme senhora a 160 rs. o par; briin
blanco naneado de linho, fazenda muito superior a 1/
rs. a vara ; e outras militas fazendas por prreo muito
mais baralo do que em oulra qualquer parte.
soim;s.
Novo di veril ment que contera duas partes, prfmeira
o livrodos destinos novamente escriplo pela Sibylla de
Cuines ;-seguuda o manual de alguns jogos de socieda-
des, eitrahidosdode Mf" Geluart, c trasladados em Un-
goa verncula, por 640 rs.; Acasos da Fortuna, ou livro
de sortes divertidas em que, por virtud.; de dous da-
dus vem cada um no conhecimento do estado, fique-
tas heraucas, atnlzades, etc. que ter o oulras inul-
tas e galantes soi tes amitiuciadas no principio da mes-
ma obra. Ultima impressao, expurgada dos mullos er-
ros c defeitos das precedentes. Augmentada de 11.11 no-
vo meihodo de fazer mais de mil dcimas unirn
com o trabalho de laucar os dous dados. Um tratado das
sitias otiTlos defeitos e prognostico dos doze signos do
anuo ,640 rs. ; Divertimeuto campestre oi descobrl-
mento da sorte de cada pessoa, que a quizer tirar ou
divertirse, corrigida, emendada e accreseenlada tra-
zendo no lim nina parle da mythologU doa deoses fa-
bulosos, por 480 rs. Vendem-se na praca da ladepen-
drnela livraria ns. 6 e 8j
Vendem-se ceblas mullo boas por prisco tnuilo
co 111 modo : n Fortr-do-Matlos, prensa que foi do Sr.
Joaquim Jos Ferr ira.
Pernatnbuco. Ha Typ. de M. F. de aila.

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