Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05987


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Full Text
Huno de 1848.
Sabbado 17
()DHR10 puliliot-ie tod llAre"1 lle K"*r<'" PW* '' JJMWWWi he d e
Itjooh r. P<> quartel, pnrji niianlidit. Os n -
I uncios dos Mg"lluM*J<";'*Wfl<*9'. ''lo d e
it, por Irain, lOrs emtypo dl'crenie, eos
rlires ps'a m'etade. O qus nlo foaem >Mig -
uiei'p'*7"*,n r* *>or ''"l|1' '"!' ein 'yp
IJnereote, porcad. publicado.
PI1A8R3 DA LA. NO MF.Z, DR JUNHO.
I im nova, a 1, oo 10 min. do lard.
ICrescenle 11, i horos e56 min. d UrJ.
I (ua cheia 10. *t 6 horas e 10 min. da tard.
I Hioon al horai min. d manV
PARTIDA DOS COR I\ El OS.
'.oi.nna, Parahlhe as segundas e sextasferas
l\io-Urnd*-dn-Mort ouinlas feirasaomeiodia
Cabo, Seriohei, RioForraoso, Poito-Calvoe
Macelo, no I.*, a I! e Ii de cada mez.
Goranhuns Bonito, a S e II.
Koa-Virta Flores, a ll el.
Victoria, s quintas-feiros.
(ttndo, todos o das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira.as S horas e 18 minutos da manha.
Segunda, as horas e 4} minuto! d tarde.
le .fuiilio
Atino XXV. N. 155.
DAS DA SEMANA.
CAMBIOS NO DA HS tt. JUNHO.
I Segunda. ** I. Otara. 8. JoSo de 3. F.-bobre Londres a 14 d. por IJ ijLaj* &<*"
cu*do. Paria US tiDii.jpor Tranco. Nom.
II Terca.>$!< 1. Oitara. S. Antonio, padroei-
ro da provincia.
It Quarta. 8. Basileo Magno, Aul. doJ. do
e civdo J. de par do 3 dist de t.
16 Quinta. S. Vctor. And. do J. deorph. e
do J. municipal da I. v.
IS Sexta. S. Aurelia no. Aud.do J.doclr. a do J.
de paz-do I r'isl. del.
17 Sabbado. S. Thereta Rainha. And. do J. do
civ. eJ. de paxdo l dist. de t.
II Domingo, di SS. Trindade S. Leoncio.
Lisboa IOS por 100 de premio.
Desc. de lttra d boas firmas a i /,
OnroO-ieas l>espanholas....
Moeda de J 00 velh .
a a de GflOi'nov .
de 41000------
rVafa Pateces-brosileiros.
Pesos columuares...
a Ditos mexicano.....
Miuda.....
JOjIaOO
isfooo
I6J010
90"0
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lill'.M
flsj
910
sifooo
l7f0CO
I0700
0180O
2*"00
|0l(.
ifKOO
l|90
AceOes dacomp'di Beberibe, S^WO W. ao pai.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
HATIFICAIJAO.
Ao justificar o. seu requeriinento, publicado no Ditrio
ii 134, o Sr. Beltrao se nao servio das expresses que se
lien odfeiesmo Diario; ao contrario, dis&e que reque-
rid foiiem chamados 8 supplentcs. no eiilanto que inim-
avain a 7 os deputados ausentes, porque sabia do falle-
rimento do Sr. Carioca; e que nao votava. para que se
i onvidassem 10 supplenles porque poda succeder que
Sr Bellanniuo, que se achava na corle, voltasse deu-
i,o m pouco, o porque o Sr. Lemenha niio eslava impe-
dido de comparecer.
^
lllllO ORDIWARIA,
bh IR na irnoio DB 1848.
Rre*t***ct rf Sr. rigmrl txeved:
W* (CONTlNDCAa 0 NUMO ANTCEDIBTE.)
Uc jolgado objecto de deliberado e mandado iinprl-
mlr o seguinte parecer:
A commlssao de peti^Ses, examinando a pretenco
de Bernardo Jos da Cmara e os documentos por elle
npresentados, est persuadida que se Ihe pode deferir
favoravelmente ; polsque. tendo o testador, Jos d'Alle-
mao Cianelro, delxado a metacao do engenho Henifica ao
hospital dos pobres dista cidade, denominado San-
Pedro-de-Alcntara-^-, bito a condir.o df ter sua mu-
Iher. D. Margarida Francisca da Silva, ous e fruclo da
dita doacao durante a sua vida, c havendo cssa donataria
fcito doacao de sua-nteiacao ao mrsmo estabelecimeiito
de caridade, cauo~iiiorl/, reservando, comtudo, para si
o uso e fructo do referido engenho durante a sua vida,
vrndeu essa doadora o seu dlrelto de uso e fruclo ao pe-
ticionario, como se v da escriptura junta ; o peticiona-
rio cede desde j o sobredito dlrelto ao inesmo estabelc-
cimento, icrdendo assiin o goto daquelle engenho por
todos os annos que aluda pode viver a doadora, com a
condicSo de se lhe fazer iim afcrauenlo perpetuo, e
iransmittir-s-lhe o dominio til do engenho, mediante
a nuanlia annual de vm cont de rls, que principiar a
correr da daU da escriptura. Cotnqnanto as rasdes que
licam expeadidas aejam turtitlcntct para |>rorr as van-
lagena qu rff ulum de teaclbaote contrato ao estabe -
Icclmenlo da caridade, visto que lhe segurara desde ag*-
ra uina renda a que nao tem anda dlrelto, accresce que
a prtica de arrendar engenhos he de ardlnario o nielo
de inutlllsa-los; por isso que os rendeiros sao quasi
sempre indift'erentes boa conservacao daprqpnedadc,
urna vez que isto v de encontr aos seus interesses,
viudo por tal manelra a se deterioraren as obras e a re-
sultar ou a perda dellas, ou grandes despezas com a re-
paracSo das mesmas: pelo que he de parecer a comiuis-
sao, que ao peticionario se deftia com a seguinte reso-
lucio:
A assembla legislativa provincial de Pernambuco
resolve:
Artigo l. A admlnlstracao dos estabelecimentos de
c aridade Hca autorlsada a contratar desdeja com o cida-
dao Bernardo Jos da Cmara o aframe-uto do engenho
hemflca, deque lie uso-fructuario, mediante a quantla
dr 1:200/000 ris annuaes.
Art. 2." Ficam revogadas todas as leis e disposicoes
eni contrario. __
. Paoo d'asseinbla legislativa provincial de Pernam-
buco. 10 de junUo de 1848. orto. Penoa. /Vt-
xeirt.
He lido e approvado sem discussiio, o seguinte pa-
recer :
. A commlssao de petlcoes, tendo examinado o reque-
Wimento do cidado Antonio- da Silva Gusmao, que se
comnromelte a edificar ummatadouro publico ein lugar
convenlcnre, segundo a planta, descripcao econdices
que apreseuta.mediante o privilegio exclusivo por jOan-
noSj na raso de mil ris por cada re que se malar, ac-
cordou em primeiro lugar, que um estabeleciinento de
srtuelhanl natureza nao pode deixar de ser de grande
ulilldade, pelos bens que trar salubridade desta po-
pulosa capital; em segundo lugar, que nao se conside-
ra SMlBcieritemente habilitada para emittir, a respeuo
daobra prjeclada e privilegio pedido, segura opinnici,
por lhe lalta'rem esclaiecinicntos que, no seu entcnaer,
so de absolula necessidade, tacs como a apresentafao
doorcamento daobra, o da despeza a fazer-se com o
costelo do matadouro e por conla de quem, e o numero
de retes que actualmente sao consumidas nesla cidade
nn cada da ; e em trrcelro lugar, que em materia de
lanu magnilude, se nao deve dispeusar o julio da inu-
nicipalidadc sobre a capacidade do edeficio, e se no seu-
lido projectado satisfar elle as necessidades publicas,
contando com o augmento da populacao, e cons.guintc-
menie do consumo do gado.
Por lodo Isto parece commissao que se deve de-
volver o requeriinento, descripco e planta ao Kxm. pre-
nideate da proriacJa, para, por seu intermedio, aeren,
pedidos os lefei idos esclareclmenlos, remetiendo depois
ludo para esta assembla, acompanhado das reUexoes
que, oo ioteresse da provincia, o objecto lhe sugeYir.
Sala dasconiinissoes da assembla legislativa pro-
vincial de Pernambuco, 8 de junho de 1848. litxt'.ra.
Ptiioa.
Entra em segunda discussio o projecto n. lo, que au-
toiisa o presidente a comprar um terreno para oest
Icclmenlo de una fazonda normal.
O Sr. Trigo de Lovtliro : Sr. presidente
tehho de
mandar mesa um requeriinento, pedlndo o adiainento
desle prnjecto at sessao do anno proxiiqo vindouro ;
porque talvez que uessa occasiao csteja nesia casa o il-
lustre autor delle.
lm vista do pomposo e brilhante elogio que, napn-
meira discussao, fez ao presme projecto o meu nobre
.iinigo que priiiK iro fallou iicsa questao ; cu lenho de
innlivar o meu requeriinento. Elle certainente nao po-
llera pastar scui que eu o motive com rasdes mui fortes,
""puntanto tmbenlo sao as vanlageus que o meu nobre
amigo descobiio no ostabclocimenlo d urna fazenda
normal. Nao posso esperar que o ineu requeriinento
passe, sem que eu aprsente rasos mui valeutes, que
, possam, quando menos, p4r em duvlda as rasfies com
S,y:co:eu nobre amigo sustentou esle projecto. Nao
sel se o poderei conseguir.
No primeiro artigo do projecto, Sr. presidente, he au- \
torisado o presidente da provincia a comprar, no lugar
mais conveniente, um terreno com os requesttos neces-
sarios para urna fazenda normal. Ora, urna fazenda nor-
mal exige, em primeiro lugar, o terreno onde se ha de
cstabeleer ; exige bracos exige instrumentos agrco-
las ; exige sementcs, etc., etc. Entretanto, se ns atien-
do rm os a que niiopoderemos achar, nem dentro do paiz,
nom no estrangeiro, um homem habilitado para encar-
regar-se de dirigir esta fazenda, sem o ordenado, pelo
menos, de qualro contos de ris ; ae attendermos a que,
ainda que nao soja em ponto grande, esta fazenda nc-
cesslla, pelo menos, de 10 operarios, c calcularmos o
ordenado de cada um operario na raso de 400/000 ris
annuaes ; se attendennos, Analmente, em que os instru-
mentos hao de mandar-se vlr do estrangeiro, e que por
conseguinte s despeas do cosleio accresccm as do
transporte ; reconheceremosque as despeas sao imineu-
sas, sao certa, entretanto que nao temos certesa ne-
nhuina a respeito das vantagens que a provincia podera
tirar desse eslabelecimento.
os sabemos, Sr. presidente, que nem todas as Ierras
produzem tudo ; Isto j o dse Um clebre poeta : Nie
Ktro ierra Ierra omnei omnia ~-wtf. As trras n5o sao
oflas iguaes, para produzlrem as mesmas cousas ; por-
tanto tefemos de fazer experiencias, sem certea nen-
mna do bom resultado.
Disse o meu nobre amigo que visto como se cstabe-
lece um curso theorico epratlco de agricultura rural,
os nossos lavradores abandonarao as antigs rutinas, e
adoptar.lo os systcmas inodemos. Mas a isso respon-
drci eu, que ningueni largar as sas oceupaedes para
ir ririvir, por exemplo, o modo por que se planta, scia e
joira o trigo, sem que, primeiro, os factos Icnham pro-
vado que a cultura do trigo d Inals, ou o mesmos lu-
cros que se tlraui da plautacao dacannaou do algo-
dao : eslou que os nossos lavradores nao se entregarao
a essas plantaces, sem que estejm convencidos le que
Ihes he vantajoso o planto de gneros que inda nao
produzem na provincia. ,
J vemos, portanto, que ningueui se determinara a
ouvlr as llcoes do curso da faienda normal, sein que
esteja convencido que dabl colher vantagens.;_ sem que
salba que os gneros, de novo Introdualdos, ho de ser
levados praca ; sem que saiba o preco que obterao ;
b'em como que os lavradores semiente se entregarn ao
planto de um novo genero depoit de haverem reconhe-
cido que dahi Ihes provlr provelto muito real hntre-
tanto, elles s pdem chegar a este resultado depois de
inultas e successivas experiencias, que "os convencam de
3ue o producto dos gneros estranhos he mais vantajoso
oque odesses de que elles cuidam'na actualidade ;
mas, isto nao obstante, a despeza he carta para a pro-
vincia. Oro, supponhamos que as experiencias niio do
bom resultado ; o que succeder? A provincia perder
as despeas que lez ; c bein veo ineu nobre amigo que
essas despcias sao conardtravcis. e que, por conseguln-
le, o prejuito ha de ser grave.
Por outro lado, emendo que ogoveino nao se deve
intrometterem genero algum de industria; deve dei-
xar isso aos particulares, pols que sao elles que esto
mais habilitados para saberein quaes os productos que
pdem ser-lhes mais vantajosos. Sempre que ogoverno
se inlromeite em qualquer industria, em vez de um
bem, faz-IUe um mal; porque n.io est, como os parti-
culares, habilitado paraconhecer todas as vantagens e
desvanlagens de scmelhante Industria. Deixemos isto,
pois, aos particulares. Ogoverno, a rejpeito de todos os
ramos de industria, deve-se limitar a remover os obatn
culos que possam Impccer as vas do consumo ; a regu-
lar os impostas de maneira que os negociantes mo des-
animen!.
Ora, como s me apresentem estas duvidas, como eu
julgue que tenho motivos para duvidar das vantagens
do estabeleclmento em questao ; como esteja persuadi-
do que, ainda quando se coihaiu alguns resultados fa-
voraveis, elles nao correspondern s despesas ; requei-
ro o adiainento do projecto em discussao, porque talvez
que o nobre dcpulado autor do projecto expenda ra-
sos to fortes, que me convencam do contrario, e que
as miulias duvidas liquem desvanecidas.
He apoiado Um requeriinento de adlamento, no senti-
do em que fallou o Sr. depuiado, e entra em discussao
conjunclainenlc com o projecto.
USr. Ferreira Gomes vota contra o adiainento, porque
reconhece a ulilidade do projecto
O Sr. Trigo de lourriro: -- Sr. presidente, pedi a pala-
vra para mostrar ao nobre deputado, que nao impugne!
absolutamente a ulilidade do projecto : eu inostre, que
elle tem Inconvenientes. Urna colisa, encarada por um
lado, pode aprcscuur grandes vantagens, e encarada por
outro grandes Inconvenientes. O nobre deputado nao
atlendeu aos fundamentos do meu requeriinento; eu
conclu, por fin, que linha recelos c duvidas a respeito
das grandes despezas a fazer. c dos lucros a colher, de-
clarando suppr que estes nao corrcspondiam aquellas;
mas, ao passq que assiin me exprim, deixci aperceber a
esperanca em que eslava de poder ser esclarecido pelo
nobre autor do projecto ; disse inesmo que, presente el-
le, poderla desvanecer os meus escrpulos com rasos
mui valentes c plausiveis. J se v, pois, que, se agora
eslou rcsolvido a votar contra o projecto, posso mudar
de resolucao se o Illuslrc deputado, que o coofecciouoii,
convencer-me de que as mlnlias apprehencessao insu-
dadas. He justamente por Isso, que requer o adla-
mento, e que estou rcsolvido a votar pelo meu requeri-
mehlo. _
OSr. ioti Pedro opina pelo adiainento, mas nao pelas
rasdes allegadas pelo precedente orador.
O Sr. Cordeiro: Com muito prazer lenho ouvido aos
nobres deputados que me precederam na discussiio des-
le urojeclo; mas, Senhorcs, parece-me que nos estamos
fia da ordem, purquanto, cu lenho ouvido fallar a Tes-
peito da utilidade ou inconveniencia do projecto, dos
obstculos que elle offerece, e que so poderao ser remo-
vidos plenameute pelo seu nobre autor....
O Sr. Jos Pedro : Eu nao disse Isto.
0 Sr Cordeiro! -- Eu entendo que isto he alhelo desta
discussao. por ser asegunda; a qual como dii o^regi-
ment, que. repito, he a nossa bussola, deve de ser por
artigos. (U o ori H7 do riainunto.)
O Sr. Cunas JHachodo : E o art 70 ?

se aoaly ticamente, artigo por artigo; e he isto o que nos
devenios faaer agora.... L.1JJ1-.
O ir. Jos Pedro: O artigo primeiro comprebende a
ideiageralnu capital do projecto. Dlscutindo-se esta,
discule-ieaseueralidade. .
O ir. Cordeiro: Eu mo desconheco que o primen o
artigo be abase, proprlamente dita, do projecto; con-
cordo nisso, mas noto-so que nos j reconhecemos ein a
prlineira discussao a utilidade do projecto : logo nao so
pode discutir mais; pde-sc modificar no primeiro ar-
tigo ou nos outros adisposicao litteral; inasquanto a
utilidade, essa j est reconhocida; logo, alterando isto,
nos, qnanto a iiihn, votaremos coutradictoriamenlc, Vis-
to iiue j rcconhecOino* que era til o projecto, c agora
votamos que he intil. Como.porm.o meu nobre amigo
requereu que se esperasso pelo nobre autor do projecto,
coma pessoa mais competente e apta para dar os devt-
dos eaclarecimentos a respeito desta sua obra, eu voto
pelo adiamento.
Julgada a materia discutida, he o adiainento submot-
lido a volacao e approvado.
Entra em segunda discussao o projecto n. 1/, que au-
torisa o presidente a mandar construir urna ponte sobre
o rio Iiapissuma.
(J Sr. Barrlo; Sr. presidente, ningucn lera nuls
desojos de ver o engiandeclmentc da minha provincia
do que eu ; ningiiem, seui duvlda, desojara mais o seu
augmento material e moral do que eu; mas, sempre que
se tratar de cousas que nao possam ter execuco, cu es-
tarc prompto a volar contra. Desojarla, Sr. presidente,
que se achasse na casa o nobre autor do projecto, ou
algum outro Sr. deputado que me explicasse as vanta-
gens desta obra que se queraulorisar opresidentea man-
dar fazer, desejaria inesiuo que me apresentassem a
si,mua ou calculo approximadodadespezaque tem a fa-
zcr-sc ; mas nada disto se me demonstra, ao passo que
eu observo dous inconvenientes no projecto. O primei-
ro he que essa despeta nao pode montar a menos de 400
contos de ris, c a nossa renda actual nao permute um
tal desfalque; por con'sequencia tem o presidente da
provincia de se ver embalado para mandar cumprir a
le. o segundo he a sua impraticabilidade, quando au-
torisa o mesino presidente a contratar com tuna compa-
nhia ; porque, se nao nos tem sido possivel achar nina
companhia que se cncarregne da conslruocao de uina
ponte quasi dentro da cidade, aonde os lucros sao certo
ou pelo menos apprnximados a certeza, como foraui der
monstrados matliematicamenle, quaudo so discuti o
projecto da ponte dos Afogados, como acharemos uina
companhia para construir urna ponte na Iha de llama-
'"senhores, he preciso nao ter idtia nenbuma desspa-
rogem, puro diaer que o governo |ica autorisado a cons-
truir mita ponte all com as sobras que nouverem no
thesouraria provincial, ou a coutratar com uina compa-
nhia, etc. Poneos esiar.io lao habilitados como cu para
informar a cas acerca desses lugares. Esta pissagein
he pnuco mais ou renos de -VX) bracas, (odas de nado
em inar ebria, c em mor vasia; ainda bea um alaKado
de 300 bracas de 4 a 5 ps de profundidade. em terreno
de pal, que se nao tem podido sondar.^ Ora, so a des-
pea do aterro para chegar ao rio, nao pode montar
a menos de 200 contos de rls, c a ponte nao cus tara
menos de outro lauto, pela grande extensao que an-
da resta. Mas, Sis., pode suppr-se que navera urna
companhia, que laca esta obra para cobrar o pedagio
de 20 rs., pouco mais ou menos, das pessoasque all pas-
sarem seinanal.nenle? Creio que nao se organ.sara tal
companhia, ainda que se lhe conceda pnvJ.P
por 100 annos; porque ella nao tirara o juro correspon-
dente ao capital cmpiegado, c menos anda ainorlisacau
desse capital. -
Sr. presidente, cu mullo desojara que esta povoacao
tivesse um transito couimodo, mas nao em prejuito do
oulras necessidades mais urgentes, como por exemp o
lie a construceao de urna ponte no rio Goita, a boira do
Oapibaribo, cui uina estrada em que passam inilhares
de pessoas diariamente, entreunto nao ha essa ponto,
c o ovo softVe essa falla, tendo de aproveilar-se de una
ponte feita all por um particular, que cobra una laxa
sem nulorisaco. uepois desta necessidade que cujul-
go mais urgente do que aquella ponte, me parece que
temosoutias de sumina ulilidade, i que devenios alten-
der, eno aulorisar urna cousa que tem de Bear lettra
mora. Voto, portanto, contra o projecto.
O A'r. au-oMMo; Sr. presidente, quando eu li o
primeiro periodo do artigo dcste projecto, disse commi-
eo: Voto por elle, porqueestoudeani.no deliberado,
omquonto aqui estiver, de entrar com o meu contingen-
to para tudo quanto fr melhoramcntos materiaes da
provincia.. Mas, continuando a lr o segundo membro
domesmo artigo, diste redondamente: \olo contra.
Esta conliadiccao de meus priiprios pensamonlos exige
urna explicacao. Eu passo a da-la. (La o arlijo pnmeiro...
Aqu, Sr. prosidenle, encontrei-me com urna barreira,
pare! na borroira, nao pude continuar-, c ao inesmo tem-
i.o flquci confuso ; e por mais tratos que desse minha
imaeiiiacSo. nao pude saber a quem he que se tratava
de indemnisar. A palavra iadomaisafiio coiiiprchcnde a
ideia de uina despoz feita por urna pessoa incompeten-
te, que licou projudicada em seus interesses; mas cu
aqui nao sei verdaderamente a quem se quer indeinui-
sar com esta barreira; c se na casa ha pessoa habilitada
para me informar, fax-mc especial favor....
O Sr. ferreira Uomis: Parece-meque se deve en-
tender que sao os cofres provinciaes. ....
O Sr. Loiiraniino: Os cofres provinciaes... Mas eu
perguularei ao nobre dcpulado, c perguntare a casa o
que vom a ser os cofres provinciaes? Qual he a sua ius-
tituicao, qual o seu flm ? Pergunto isto ; o nobre depu-
tado nao me faz favor responder. ..
C Sr. Ferreira Gomes : Nao me encarrego disso.
O Sr, Barroso : He um deposito das oossas rendas.
U Sr. Larenlino : Aceito a explicacao, inos accros-
centarei alguma couia. Eu nao sel. Sr. presidente, se
explicare!, com o rigor da hermenutica, o que entendo
por fatenda provincial, fazenda publica, thesouro pro-
vincial, ou thesouro publico, que tudo sao synonimos ;
mas darei uina explicacao como eu concebo que cousa
he faienda publica. Para o fazer preciso afaslar-ine al-
guma cousa da materia ; preciso remonUr-me a poca
mais atrasada. Peco aos nobres deputados que tennam
paciencia c me permiltam este desvio.
Eu nao irei, Senhorcs, ot origem da associajao do
genero humano; mas eu sempre datare! (no' m ;
gundo a minha persuacao) esta cousa de cofres pblicos
Sesde < eslabelecimento dos prunoiros monarchas, por-
nuc. convencidos os bomens de que tlnhain nascido pa-
ra o estado social, e dependlam de recprocos soccorros
nara sua conservacao, associaram-se ; mas bem depessa
k exprieicla os ftt conhecer que urna associaco de
homent, no estado da natureza, sem subordlnatao a al-
guem, aonde todos erain senhores absoluto, em que ti-
\ ossem outra norma de suas acv6es tenao os dictamos do
seu coracio, e o seu modo de pensar e vontade lii'ro,
ora urna associaflo ideial, insubsistente c incompalivel :
virain-tc, portanto, na necettidade de instituir um ma-
gistrado supremo, queaoregosse e presidiste aos seus
destinos, o quem rotaran) obediencia debaixo de certas
edeicrminados condicoc. Eolio disso.ram elles : Vos
velareis sobro a nossasogurauca interna e externa, so-
bre a educaco dos nossos filhos. a prosperidade do nos-
so comniereio, augmento de nossa agricultura, meihn-
raiuoiito material do nosso palz, e, emfin, sobro ludo
quanto retpeiti felieidade eominuin.
O A'r. Ferreira Comes : A sociedade nao he pacto, he
lei da naliire/.a.
OA'r. LotiroMiiM : Nada avaucou o nobre deputado
na tirela de que se enearregoii de instruir-mc sobro a
origem da sociedade humana, porque estou mullo per-
suadido que ella data do primeiro homem ; mas nao
se irata aqu da origem das sociedades, trata-st aqu
nuil menle do eslabelecimento Jos rendas publicas
FaI preciso que um homem se encarregasse de regar os
destinos da sociedade, al esse tempo dcsconheoedora
de penme, ota lodos os seus mombros do!.'!" nti
inesiuospcivileBios, da mesma natureza, da tneama li-
bordade: ento por um pacto, que j podemos chamar
social, dittseram a esse magistrado : Vos tendos taes p
tos deveres a cumprir ; mas, como o desempenho dcs-
sos devores soja impratieavcl soindinhciro, c vossas mes-
mas obrigacOes vos privan) do cuidar em vossa propria
subsistencia, nos poreinos vossa dlsposiriio um tanto
do nossos fructos. de nossos gados, de nosso coinmeroio,
einliui de lodas as nossas industrias. O acervo resul-
tante dessas contribuicos be o que conslilue thesou-
ro publico, thesouro nacional : pelo monos he como cu
o concebo, embora aquellos magistrados, abusando do
poder que lhe fura confiado, se chamassem ao depois
res, c ltimamente scnliorcs dos seus ronstimntes ;
cuibura, abusando da administracao daquelle thesouro.
se aprop iassem delle o lhe chamassem a minha real la-
zonda lloje, foliiuionto. he diversa a poca; hoje to-
dos snbem dtzor faxeida nacinmt, (aada publica', ho-
je o povo sabe o lim para que se oslabclecou o cofre, o
sabe para que concorre com parte do eu dinheiro. A
vista, pols, do exposto, Sr. presidente, o que truer dizer
uina barreira n'uma estrada, feita a expensas do thesou-
ro publico!.... __.
O S' Ctmka Marhado : F.ntao acabe-sc com todas.
OSr! Lowsmino : Sou muito dessa opinio ; porque
una estrada, feita cusa do povo. tendo uina barreira
para o povo nella pagar, he uina verdadeira burla que
se la/, ao povo.....
OSr. Ferreira omei: Esse dinheiro que scpag.i na
barreira, he para outros obras......
O Sr. laurentino :Mas a obra foi lelta polo povo pa-
ra que tornar elle a pagar oque j pagou? rira-sc-lhoo
dinheiro a Ululo de faier-sc obras em seu beneficio ; de-
pois pedese-lh'c novo dinheiro para gemir desse bene-
ficio .'... i .
Um Sr. Deputado:He um novo beneficio.
OSr. Laurentino: Compra o gozo do beneficio....
Vm Sr. Deputado :~D un contingente para o gozo.
O Sr. Laurentino:--J den o capital com que se fez a
obra agora, para gozar do beneficio resultante detso
mosiiio dinheiro, hade pagar tanto i ora, isto nao hoad-
missivel. .
Outra burla, nao menos notavel, be a marcha constan-
te de se estabelecerem temporariamente essas barroi-
ras: parece una Insto, a de acalenlar meninos ; por-
que, a titulo de indemnisacao das dspotas (citas, he qui-
se cstabolocc uina barreira. Bem; mas nos sabemos que
estas obras lodos os annos se deterioran), soflrem des-
falques, j pelo invern, j pelo uso do povo, ja pela
eor, rupcao das madeiras. etc.; lodos os annos os cofres
pblicos tcem de fazer despo/as para reparar aquellos
dainnos l'eitos....
O Sr. Forreir, ioniM.--Ahi esta o lim das barrei-
%. f.aureiUino:- Logo, soguo-so que a barreira he
perpetua c nao temporaria e limitada como se diz que
Si presidente, minha opinio era acabar com estas
infernaos barreiras : sendo assm, mo posso volar por
mais nina ,
Ora, suppoiihainos mis que opparccia aqu um iio-
niem, c a titulo do zoloso por nosso bem-estar tos di-
lla a Fs oslis mal acoinmodados nesta casa, ella nao
he coiniuoda para o desempenho das funecoes do que
estis encorregados, estes movis sao indecentes; dai-
me dinheiro para vos fazer uina casa propria para nella
fiinccionar una assembla legislativa. Recebido o di-
nheiro e proinpla a casa, osle homem rechaya a porta, <
aprosentava-so aqui com a chave na mao, ditendo : A
casa est piompta ; mas, se vos quiterdes entrar nella,
liveis do pagar nie 200/ rs.de aluguel lodosios mezes.oii
lodas as votes que qiiizerdcs funecionar. Que diramos
nos, Srt. ?
USr. Ferreira Gomes:Eu, se achasse outra pona, rn -
trava para a casa. .
OSr. Lsarealino :--He o que la< o povo, da multas \r-
zcs nina grande volla para nao pagar o pedagio.
fm Sr. Deputado :Todos pagam.
USi. Laurentino -Est engaado o nobre deputado .
ou sou testomunha oucular que os moradores dos Afoga-
dos dao tuna grande vnlla, o por muito mao camlnho,
polo lugar chimado Torrees, para nao pagarem na bar-
reira do Giquia; c em lodas as mais acontece outio
""sis' cu iamais darc o meu voto para que se eatabele-
ean barreiras : eu entendo que, quando se tratar de fa-
jo obras publicas, s temos uina cousa a examinar, <
he se o cufie publico tem dinheiro, ou se o nao tem ; se
em, esse dinheiro he do povo, deve applicar-se ein be-
neficio do povo ; a obra faz se a sua cuta, deve entre-
ga"sr."f/rre.ro Gomes: Enlao ufio linhamos agoa po-
tavel-no Rocife.
O Sr Laurentino .Eu la vou ; se nao tem esse dinhri-
ro contraia-se um einprcstimo, c he este o caso....
Um Sr. Deputado :-K esse emprestiino nao paga juros ?
Nao ha augmento de despez ?
O Sr Lrurentino :=L vou, Srs...He o caso em que ad-
miti barreiras. O nobre deputado anucinou o que eu
i Unha tcncao de dizer, c foi a respeito das agoas : era.
sem duvlda. muito sonsivel a falta de agoa potavel; seu
oncanamento demandava l'rcas considoravels, uina
despesa horrorosa com que os cofres pblicos nao po-
dlam; creou-se uina companhia que a fes a expensas
suas; deu-tc-lhc um privilegio exclusivo, e els-aqui
um barreira apresentada diante \it todos os que ven-

hV



^"3"ir"!** Mta indem"fSo he justa, porque a
!; rteu-clhe, pois, indemnisaco por nielo da bari-ei-
J.V...-"Mf C*" '>,Ie PV0 P*" he aquillo mesmo
que "evn dar no decurso de 30 011 40 ancos, para que a
ora se nzesse porin achou quem adantasse a som-
nia necessaria para essa obra, elle a goza 30 ou 40 an-
tir) de que o povoanda he un rebanho de... de
Ioim: -Diga, diga.
OSr.Laurentino: ...... de.... lopciras que nao en-
chergam uin palmo adiante de seus ps.
O Sr. Perrnra domes : E nos nao somos poro ?
O Sr. Laurenlino : Sornas ; mas por ora, revestidos
.*f!Sde,"'"r .amo?alguma couat-
ina. Finalmente Senhores, o que he laclo, he que ha
Urna persuasao de que o povo pode ou deve soffrer tudo
quanto quizerein que elle soflra.
,L .nda Publlca he 'enda do povo, ludo quanco se
hzer a expensas MU, deve reverter cm beneficio do po-
da'barrcira!U"i S'""' porla"to m coat creao
.liHr"'U"da p,rte' PPoiAoque nao est em
n, Pr.'S, '"e r""vo Para 1uall(l0 cstlver;
maquero mandar urna emenda substitutiva que coin-
prchende lodo o projeclo.
,0^I'fdf,puW'10 ,|ue PTmr"> fa'lou contra o projec-
S OrV ",C l>ara eo,nba1t-| "u grande dispen-
dio. Ora. paroce-mc que islo nao he sufliciente ; por-
que, e nos guiassemos por estes principios, nada se fa-
' r^T1'0' -ueda1ui at aos bogados existia un.
grande alagado, e que se aterrou...
O Sr. Harroso : E quem fez o alerro ?
OSr. Laurrntino: Fol o povo ; mas isso nao tem
nada coin o que se trata: se fr o povo que fuer a obra,
Jiadadcbarrciras; se fr urna compauhia, essa metiera
Jiacos,cficariudcmnisada com a barreira. Neste sen-
tiao mando uina emenda mesa.
dos cofres nao he sempre o mesmo, se nao tcm hole
ainbeiro, nao se segu por isso que nunca o ter. Fica
autorisado o governo para o faier a todo tempo que
houver opportuuidade.
Disse-se que nao se pode fazer tudo de repente ; nem
eu o exijo, senhores : quando se nao pode de um jacto
faier todo o bem material ao paii, faca-se o que fr pos-
sivel porque paulatim deambulando longum con fie i tur
iler. Vote-se agora alguih dinheiro para lito; nao se vo-
te amanha se o nao houver : vamos indo como poder,
mos. Mas disse o nobre deputado: quanto a obra ckegar
do meto para o fim estar podre. Senbores, ponte he de
pedra, nao est no caso de apodrecer se fsse de ma-
deira, eu concordarla com o Sr. deputado; mas he de
pedra.
Senhor presidente, ninguein acreditar que cu quero
3ne se gaste todo o dinheiro da provincia em obrai; to-
os entenderao que a minha prnposico ae entende em
termos habis: quero que se dispenda o inais possivel,
depois de sallsfeitas as despezas com o pessoal, c outras
que se nao pdem evitar.
O nobre deputado tambein achou na minha cxnrcsso
urna especie de odiosldade, lancada sobre o .tordo pro- *""'"
jecto. Ora, eu supponho que nao ha quem ignore que eu I 'd'"s au d, se ha deHe
">fo^ *'*? prieto. Pf con.euencia_ que po ienZ. se tef,
nao poda ter em vista tancar
dade.
sobre elle essa odiosl-
.!..*" '' Flca, PrM|dente da provincia autorisado a
wandar construir urna ponte pensil nu de pedra, eoufor-
,.,"."!' c0nTenli napassagem do llapissuma,
para facilitara commuiiicacao entre as freguezias de Pas-
iiiado c Itamaraca, empregando para islo as quolas que
sJ'o ,'"arc;,das annualmentc na Ici do orea memo.
,r. '.. caso df se nao Podr fatcr a ponte, de que
trata o artigo antecedente, a expensas da fanenda pro-
tmca, fica o presidente Igualmente autorisado a con-
tratar a sua construccao com una coinpanhla de naci-
Jiaos ou estrangeiros caso nico em que, para Indemnl-
MfOo dos eniprezarios, se estabeleccra urna barreira pa-
ra se cobrar mu pedagio por espaco de 30 annos.
..L ? pedagio de que trata o arllgo antecedente,
nunca cxcedera-a20 rs. porcabeca de annimal cavallar.
vaceum ou muar, c 40 rs. por cada roda de vehculo.
" n X ai" revoeadas todas as leis em contrario.
i ayo da asseniblea legislativa provincial de Pernam-
h'T, ,0J?iU?h? lc l6iS- Laurenlino de Carvatho.
U5r. rnjo de Loureiro: Sr. presidente, nao concor-
do com o mcu nobre amigo que lo decididamente se
oppOe a collocacuo de uina barreira temporaria, caso a
obra seja frita pelo governo ; c concordo ainda menos
que essa collocacao seja lachada de burla : ao contrario,
rntendu que tal barreira, bem como qualqueroutra, he
de milita justicaj pois que tem por fim indemnisar os
corres da provincia das despe/.as'que tiverfeilo com una
ponte, com um canal, com uina estrada.
Sr. presidente, a conslrucco de una ponte a expensas
do governo, com o nin de facilitar a comiimnicacao en-
tre duas povoaces, exige da provincia nao peqiienas des-
pezas. que sao satisfritas por ella mesilla, porque o povo
concorre para paga-las. {Apoiadot.) Mas esta de que se
traa he mais vanlajosa aos habMantcs das duas povoa.
Voescuja coinmunicacao vai facilitar, do que a quacs-
quer onlros ; por conseguinle devem elles pagar um pe-
dagio por tempo certo, porque este pedagio serve para
in etnnisar a provincia das despezas fritas, e por isso lia-
DUita-a a emprehender outra obra, para que sci iam pre-
cisos novos unpostos. A' cusa de quem vai o governo
ta/.r semelliante obra ? A- cusa de todos. Mas de quem
be n vaiitagem ? Das duas povoaces smentc. Logo, o
| dagio he inulto justo; porque serve para indemnisar
os colrrs, para que todos coiicorrem, das despezas que
M lurram em beneficio de pouoos ; e alm disso, coiis-
iluc esses mesuins cofres em circunstancias de cniprc-
hender outras obras, srm que icuha precisao de recor-
rer a novos unpostos. Demais, todas as obras exigem
enneertos de momento a momento: c o pedagio pode
ser igualmente applicado aos reparos desla ponte. Por-
tanto, nao nos devenios oppr a elle, com o mcu nobre
amigo. O que teem de passar sobre semelhante ponte,
P^nem este imposto. Se querem gozar vantngeni, con-
tubuain para ellas; visto como na socirdade nao ha
so/os senao acompanhados de cerlos unus. O peda-
gio, pois. nao he urna burla : he, siin, um imposto mili-
to juslo ; e se assim nao fra, Sr. presidente, cmo podc-
iniiho dill'erente e talvcz bem mo para elles.
Agora, Sr. presidente, farei urna confissao mullo inge-
nua. DcnotiV --*'--------
.--------,---------------------""""" iiiui,u intr-
i. ueposito mui pouca confianca as obras fritas pe-
taienda publica : gasta-se mullo, c, isto nao obstan le,
sao ellas muito mal executadas. Por esta rasiio, pois-
estou multo resolvido a volar para que a ponte em ques-
wo seja construida por urna companhia ; c neste sentido
vou mandar urna emenda mesa, na qual proporel tatn-
oe-n o aiignienio do pedagio, porque estou persuadido
'".sendo elle l.io diminuto como quer a emenda subs-
uva que se discute, nao haver quem se queira en-
que
titu
carirgardaconstruccao da ponte, que reputo muilu dis-
pendiosa. '
Val a mesa e he approvada a seguinle emenda
,", j 8ubs,il,,llvo O governo da provincia he au-
torisado a contratar com urna companhia de nclonaes
ou estrangeiros a construeco de uina ponte pensil ou
de pedra, na passagein de Ilapisuma, para facilitar a
coiniiiunicatao entre a freguezia do Pasmado c Itamara-
ca Irtgo de Loureiro.
OSr. Jos Pedro declara que votar contra o artigo em
O Sr Laurenlino: Sr. presidente, preciso explicar-
me mais claramente, para ver se os nobres depilados
que me comatcram, me prrcrbem ; porque pelos scus
argumentos emendo que me nao perceberam bem.
O nobre deputado que prlmeiro me combateu, prin-
cipiou sens argumentos concordando commjgo, diren-
do que as obras publicas eram fritas por nos todos. Con-
cedida esta pre.nissa, parece-me juc o nobre deputa-
do deve concordar em que todos nos temos dirello a
gozar dessat obras que fram fritas nossa custa sein
obsit; masdisseimniedialamentcque, por mcio desla
Barreira, nos evitamos um novo imposto. Mas, Senho-
Disse ainda que cu usel de expresases menos proprias
acerca do povo; mas para isto era preciso que o Sr. de-
putado me provasse que eu nao era parte desse povo,
e que de bom grado quera ofi'ender a um corpo de que
me considero inembro; mas isto nao se pdeprovar:
por consequencia nada poda dl/.er contra o povo sein
me envolver tambem. Eu nao censure! o autor do pro-
jeclo, censure! os poderes polticos, que se julgam aulo-
risados para massacrr o povo.
Agora, quanto ao pedagio em que nao falle! ha pouca,
por me persuadir que nao eslava em discusso, dirci que
oque o projeclo estabelece he to excessivo, que se faz
impraticavel, e por consequencia nao estou deaccordo
em volar por elle, c menos poderei estar com a ideia de
um nobre deputado que quer que elle ainda seja aug-
mentado: pode chegar a 460 reis por um carro com qua-
tro bois, e outro tanto pela volta ; c de inais he imposto
que pesa sobre os pobres, chegandoat acollcctar, por
cxcuiplo, um ceg que passar, que lera de dar por si e
scuguia 40 res antes de receber 20 ou lalve nada: a
mendiga que fr buscar lenha, para com ella aproinplar
seu triste alimento, vira pelo pedagio a compra-la, ou
ficar privada dclla. Nlngucm soffreisto; por isso voto
contra elle.
Senhor presidente, de duasuma: ou o projeclo he
intil, e a casa deve passar-lbe a esponja, rejeitando-o,
ou he ii ti I, e deve approva-lo; porin rasoavelmcnte
concebido e nao como est; c parece-me que a idela
mais conforme he a da minha emenda. Por Isso cu vo-
to aluda por ella.
O Sr. Ferreira Gomes julga que he til a obra de que o
projeclo trata, mas mo acha bons os termos em que el-
le esta concebido: por isso entende que serla convenin-
tc reforma-lo de modo a delxar ao presidente da provin-
cia o arbitrio de contratar com urna companhia a cons-
lrucco da ponte em queslao, sb as condices que ihe
pareccrem mais convenientes Redigido assim o proje-
clo o orador o approvar.
O Sr. Harroso : -- Sr. presidente, eu nao devia mais
fallar a este respeito ; porque alguns Ilustres oradores
leeni desenvolvido inulto bem a materia, c a casa est
sulhcientcuiente instruida da utilidade, ou nao ulilida-
dedo projeclo, da exequibilldadc da obra, ou a sua
inexequibilidade ; mas, como se teem apresentado al-
guns argumentos que talvetfacam vacillar os dados em
que me funde para combaler o projeclo, vou apresen-
larum que tira todas as duvidas, c he que a passagein
daquelie lugar sobre que se quer fazer a ponte, est ar-
rematada por 200/000 rs. annuaes, os quaes eram ami-
gamente patrimonio da cateara de;iguarass.Ora,hecsU
o rendimento de tuna obra, para a qual se precisa gastar
nao menos de 200 contos, c alguns senhores que aqwi
estocoiihecemperfeitainenle esse lugar de Itapissuma,
c dirao se he possivel fazer all urna ponte com ineniis
dinheiro : por conseguinle, ainda com o previlegio de
100 annos, nao se organisaria orna companhia, poSiuc
pelo rendimento actual se v ria apenas tirado 130 contos, o que por certo a nao Com-
pensa das suas despezas. Tambem me parece que he
lora de duvida que o governo nao pode fazer essa li-
bra, porque a le do orcamrnto nao d sobras : como,
pois, autoiisar o governo para fazer uina obra com as
sobras que houvercm nos cofres provinciacs, quando nos
sabemos que ellas naoexistem l
Anda emendo que nao se pode fazer a ponte marcan-
do quolas para ella annualinente, como disse um se-
nhor deputado ; porque a lei do orcainento he annual,
e iiiio.se pode nella incluir urna desneza que nao sabe-
mos, seas outras asscmblas concordarlo, tendo ore
sulladoque teem tido outras obras.
(Criizam-se diversos apartes que nao podemos tomar 1
O Orador (continuando) : Eu emendo que nos s
devenios legislar sobre aqullo que fr de summa uti-
lidade e necessidade, e i eallsavel com a quola que llver-
uios de marcar na lei do orcamenlo de una s vez, sein
nos mportarmos que as outras asscmblas inarqucui,
ou nao. Por isso, pois, voto contra o projecto.
Encerrada a discusso, sao rejeilados os arligos subs-
titutivos cas emendas, conjunctamente com o artigo do
projecto.
O Sr. 1." Secretario participa achar-se na mesa um ol-
nodificacao das vexatorlas posturas municipaes, comi-
das no 1.do Ululo II das de 19 de fevereiro de 1833,
" as do artigo 12 1 e2 das posturas addlclonaes de 3 de
abril de 1840. A' coiumisso de posturas munici-
paes.
Sao lidos' e approrados os seguintes requeriiuentos:
Requeiro que pelos canaes competentes se peca
ao inspector da alfandega das fazcudas que informe o
seguate:
1.' Que quantldade de sabo estrangeiro e nacional
e tem importado nesta provincia nos annos financeiros
de 1836 a 1837 e de 1837 a 1838, e quanto se ha importa-
do do mesmo sabo em cada um dos mezes do auno fi-
nanceiro corrente.
2." Se se acham llvrcs dos direilos de mportaco as
materias primas, importadas para a fabrica dcsta provn-
ola. Jos Pedro.
Requeiro que, pelos canaes competentes, se peca
coinmissoencarregada da direcao da caixa econmica
dos empregados provinciaes circunstanciada informa-
cao das vantagens que se teem alcancado, at boje, do
qual a iinportanaia desses fun-
empregadn lucrativamente e se
porventura se tem encontrado aiguui obstculo na exe-
ciicfio da le que creou essa caixa. Jos Pedro.
{Continuar-se-ka.)
Dnlfl IIK PRMIBMII.
" '-* ------------------ ~ ^ __________^ ^r^tmmm
iji.o_i'jp j, ata -sts jvwjiu wm a.9is>
A ordem do dia para a sessSo da assembla provincial,
que deve de haver lugar amanha (17), lie a inesina que
se le no Diario n. 134, exclusive o parecer de cotnmlsso
de constituico e poderes acerca dos relatorios da ad-
ministrarn, que foi approvado liojc.

Correspondencia.
nuot, ou outros quaesquer empregados da casa i>
das fra de seu lugares, reproduzindo-se assim o'tr k*I
Iho de classificar papis e arrumar livros nos seut '
peclivos armarios. Succedendo, poiiu, que inuita 'e''\
ses o archivista, ou nao est presente, porque ei/'"
nao existe all pregado, ou esteja- oceupado com i '
res que, comquanto da secretaria srjam, sao tod
albeios dos do archivo; e no possa por Isso tomar 'a
la iinmediatainentc desses papis, ficain elles por s1?""
as mesas, um ou mais diss; -porin nem por isso se ,>
diier que o archivo est em desordem, nem quc '"
carregado delle seja desmaielado. e menos que |n fn
em nrnhuma responsabilldade. Responsavel serla"?
pelo extravio de algumas das pepas a seu cargo ou nii
estrago dellas, proveniente de provada omUsao.' Mas "I
nem uina nem outra cousa se da, injusto foi o Sr, XaviJ
Ramos em fazer uina represen tarao naquelle senlld'l
que nada menos importa que una aecusapo foriiil'l
seu antecessor, e na qual s respira vontade de denrn l
a reputaco alheia, com o intuito, talvcz, de engrana'.'I
cer o seu telo, e scus sci vicos, embora procurasse ene! "I
brir a intenco que parece-ter tido de ferir-me, com ni
iavrasqiiemepoderiam lisongear, se nao fossem escrin I
tas pelo Sr. Ramos, na occaslo que procurava dcscon I
ceituar-me pirante o publico.
Eu nao presumo ter preenchido bem esse lugar ou.
oceupei na secretaria por espaco de 22 mezes ; nao a
turaluieute havla ter cominettido faltas ; havla ter'tid
omlsses ; mas faltas involuntarias, omissfles dessas qu0
tem todo o mundo ; porm tudo isso merece alguina
desculpa, visto como eu era empregado novo, sem a in
tclligencia e os conhecimentos pratlcos do Sr. Xavier
Mas perinltta-me S. S. que Ihe dispute ao menos os bou.
desejos : sim. he s uisso que Ihe nao cedo a palma c
espero que elle me perdoar esta pretencao, por ser > I
nica que tenho, por ser o meu nico orgulho.
Findo aqu, sentindo que o procedimento pouco leil
do !r. Jos Xavier Faustino Ramos me tlvesse obriga a dizer alguraa cousa que Ihe parecer contraria ao res.
pelto e consideraco que sempre me mcieccu mas de-
claro que nao tive iutences disso.
Sou, Srs. redactores, de Vmcs. assignante e obrlgido
Paulino Augusto da Silva freir
COMMEftCIO.1
felo em que o secretario da provincia participa que o
Sr. vice-presdcnlc nomcado vira prestar juramento
amanha ao mrio-dia.
A assembla lica iuteirada
O Sr. Prndenle noineia para membros da deputaco
ue deve receber a S. Exc. na ante-sala aos Srs. Trigo de
oureiro, Ferreira Gomes e Ulinda (Jampe'lo.
Em seguida d a ordem do dia e levanta asessSo s 3
horas da tarde.
re., cu liquel laborando as mesmas duvidas. porque is-
to.iurrd.zeroinesinoquc he preciso dar urna focada
^ J ^.."'A'l'L0"!0' .' trlb"' ; Para poupar,o-os
unpor-vos outro.
a necessidade
islo.
de
puupai
No sei entender
Disse o nobre deputado, que he multo justo que pa-
l.?,,,,,lM.qUg*',m d benf,it'- ae. sendo -
sa ponte ou estrada de interesse para um Ingar, paguein
os moradores desse lugar. E na~o ha um cofre m.r re-
presenta a totahdade da provincia ? O nobre deputado
nao se lembrou que os habitantes desses lugares i cn-
tiaram com o seu qtiautltativu para o monte coniiuum
e que por consequencia concorreram parlennos auui
passeios pblicos, theairo, alfandega e outras obras m
qnalquer ponto da provincia de que elles se nao utlll-
sain, e que por isso esto recompensados do mesmo
inodu, porque, se os daqui cuncorrem agora 'para esta
ponte, ja os de I concorreram para obras daqui.
Uisse o uobre deputado que liSol pudia fazer a obra
ululando com sobras, c mesinn aiicnden'lo ao estado de
usaos cofres. Sr. presidente, talo nao decide : o estado
7.a SESSAO ORDINARIA
F.M16OEJ0NHODBI848.
Prestilenrla do Sr. rigario .tt.ret/o.
Sdmsmmo. Apprmaco da acia da srsso antecedente.
Expediente. Juramrnlodo I. eice-prerden-
le da provincia. Requerimentoi. Dieeut-
so do parecer de conttitnicao e poderes acerca
dos relatorios da adminittraco.
As II horas da manha, frita a chamada, verifica-se
eslarein piesentes21 Srs. deputados.
O Sr Presidente declara abena a sesso.
OSr 2." Secretario le a acta da sesso antecedente que
he approvada..
OSr. 1." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofticlo da cmara municipal desla cdade, remet-
iendo o aviso imperial que noma vice-presidente desla
Provincia ao Kxm. Sr. Domingos Malaquias de Aguar
ires Ferreira. Iuteirada.
O mesmo Sr. 1 Secretario faz sciente a casa que nter-
rom-"
naame-saia o r.xin. sr. Uonilngos
Pires Feraera, que, na qulidade
vein prestar juramento.
OSr. Presidente convida a cumprirem suamisso os
Srs. iiomrailos para iutroduzircm na saja S. Ex.
Em seguida, he ntroduxido o Exm. Sr. Pires Ferreira,
presta juramento as iiios do Sr. presidente da assem-
lili'.i, < rrtira-sr com as mesmas formalidades com que
entrara.
OSr .'Secretario, continuando na Icitura do expe-
diente, menciona um rcqueriincnto em que diversos
individuos, douos de casas de negocio estabelecidas nes-
cidade, reclamaui assembla a abollcao, ou a
mpe inomcntancaiiienie o expediente, pori|uc seacha
lante-saia o Exm. Sr. Domingos Malaquias de Aguar
de vice-presdenle,
Sr. Redaeloru.Ko seu Diario ti. 124, de 2 deste mes,
vem publicado um ofticlo do archivista da secretaria da
presidencia, no qual d parle ao respectivo secretario
do mo estado em que achou o archivo, devido, segun-
do elle, ao estrago que tem fclto o cupime m or-
dem, irregularidadc e atraso neste ramo do servico pu-
blico. E como eu exercesse esse lugar que ora oceupa
" Sr. Jos Xavier Faustino Ramos, desde 7 de agosto de
1846 at 26 de marco do corrente anno, dia em que vo-
luntariamente ped a minha demisso. e nelle fol pr-
vido o mesmo Sr., a alguem parecer que em mim de-
ve reeahir a responsabilldade que o Sr. Jos Xavier
quer arredar de sobre si. He, pois, para desvanecer a
Impresso, que oofficiode S. S. possa porventura fazer
cm mcu desabono, que me dou ao irabalho de dizer
alguirra cousa em minha defrsa.
I'rimeirainenie dirci que o demasiado escrpulo do
actual archivista Ihe faz figurar essa responsabilldade,
que, a meu ver, s existe em sua mente: porquanto el -
la s se dara, se se podesse provar que esse estrago,
frito por aquelle insecto destruidor, provinha de dcs-
ma/.clo ; mas he o que nao poderla conseguir o Sr.
Xavier ; pois, para minha defesa, eu invocarla o teste-
ni milio dos empregados da casa, que coinmigo serviram,
do Sr. ollicial-maior, a quem, na qulidade de secreta-
rio interino, comtnuniquei, no devido lempo, os em-
hareos em que me nchava com a invaso dos cuplns,
cuja voracidade fazia consideraveis estragos com uina
rapidez espantosa : todos elles sabem a solicllude com
que procure! por termo a se nao consegui extingui-los, pude, pelo menos, dimi-
nuir sua aeco devastadora, nao poden do todava evi-
tar que lssem destruidas as pecas deque faz mcuco o
Sr. Xavier Ramos, no olficio que me reflro. Digant
os mesums senhores, de quem cima fallcl, se nao fui
ineansavelein remover o mal, e se poda faier mais do
que lis, a nao se lomar a resoluco de se mudar o mes-
mo archivo para outro lugar, oque nao eslava has mi-
nhas altribiiicdes.
Tendo dito quanto me parece bastante acerca deste
objecto, releva dizer alguma cousa respeito dessa con-
rusuo. drssc cahos, em que o Sr. Xavier figura o archi-
vo. S S. parece estar olvidado de que eslava o mesmo a
seu cargo, quando ful nomeado archivista. E como o
achei eu ? Nao dire que em peior ; porin no mesmo
estadj em que o deixei: logo, na maor confutan no
maior atrazo o servico Ou o Sr. Ramos o recebeu as-
sim do seu antecessor, o Sr. AntoninoJos de Miranda
Falcan,cuja inlelllgencla, cujo zelo e actividade sana-
nas recouhecidos por todos, e admira que, no desem-
penho de scus deveres, nao palenteasse. como fez agora,
arelaxacao d'a/juelle empregado; ou o recebeu em
bom estado, e entao cumpre reconhecer quanto a obra
da paciencia e do lempo pdc ser destruida pela sim-
ples inercia
Direi agora ao Sr. Faustino Ramos, que alguma cousa
nz a bem do archivo,
que elle
contradi
a classificcao dos papis: ella he obra do Sr.Atonino"
<|iie, porachar boa, continu! a seguir, e qual no
achou que notar o Sr. Xavier, quando servio a ultima
vez de archivista. OSr. Ramos parece estranhar que as
caixas das estantes, que servein de deposito corres-
pondencia oftlcial das autoridades da proviucia, se a-
chcm amontoadas com estas correspondencias. Primei-
raiiiente, he claro que. nao se podendo dar logo o desti-
no conveniente a todos os papis, dequalquer ordem, o
que ha de melbor a fazer, he emmassa los e classifica-
los de modo proprio a facilitar as buscas, e l-los cm
lugar seguro, paraque nenhum se extravie: Islo fiz, em
quanto nao os mandava encadernar. He fcil ao Sr. Ra-
mos saber que destes papis se arranjaram cerca de
vintc, ou mais voluntes, e que o mesmo lera acontecido
com os que deve rao ser encadernadas este anno, se um
grande numero de otncios de diversas autoridades nao
estivessein fra do archivo, entregue a um otcial da
casa, que eslava encarregado, pela presidencia, de m
Irabalho acercado objecto dos inesmos ofnclos, e s
me viesses niaos nos ltimos dias de minha estada na
secretaria ; e porque nao tive tempo de os distribuir
pelos massos a que pertenciam, sem oque, nao estando
as collecccs exactas, nao se poda faier a encaderna-
cao dellas, esiavam esses papis sobre a mesa, com
rtulos, declarando o motivo de se achareui assim em
misccllenea.
He costuine na secretaria, e costiime excellenle, enca-
dernar annualinrnte a correspondencia oflical, sendo
quea de algumas repartlces s se faz de 2, 3 e mais an-
nos. Einquanto nao chega o momento de redusir a vo-
luiiies a. correspondencia de cada repartico, eu nao sei
que haja couss melhor a fazer, do que separar a de cada
autorldade, e guarda la as calzas das estantes, a nao
ser que o Sr. Ramos ache mais cnuunodo t-la em cima
das mesas; ou enlende mesmo que se pode encadernar
essa correspondencia todos os dias, nico mel de evitar
a miscellaiiea que causa tanto horror a S. S., una vez
que nao queira laucar mo do Incendio ; meio anda
mais ellicaz, at mesmo duque os cuplns, e sobrcludo
de pouco irabalho.
Edemais, nao achei eu muitos livros em desordem, as
estantes carregadas de papis, alm de dous grandes
niassos por classificar, e cm completa miscellanca ?
yucixci-me acaso de atrazo de servico ? E se o fizesse
nao serla Justamente censurado? Certo que sim, eo seria
alvez mesmo pelo Sr. Xavier, que multo bem sabe que
a respeito de certas pecas, he dilucl, se nao mposslvel
conservar pnfeua arrumacao, por serem ellas quasl to-
aos os dias consultadas, tendo multas vezes de sabir do
archivo, e quando sao devolvidas, sao, ou pelos com-1
Alfandega.
RENDIMENTO DO DIA 16..........3:946>I28
Descarregam hoje, 17 dejunko.
Brigtte aurora botijas vasias. #
Barca Ltgeira mercadorias.
Harca Dyson dem.
Patacho -Catharina dem.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 16.
Gcral.......
Diversas provincias ,
810/943
94/968
905/911
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 16.
.
. uguia no or, ratsimo nanios, que alguma cousa
bem do archivo, e culpa nao tenho, por exemplo,
He, talvez smentc por espirito de contradiicao (a
adieco agrada tanto a certos espiritos!) ache m
Movmenio do Porto,
Navios entrados no dia 16.
Liverpool ;_42 dias, barca ingleza Elisa, de 168 tonela-
das, caplto W. Abernethy, equipagein 10, carga fa-
zendas ; a Rozas Si Braga.
Philadelpbia ; 37 dias, barca americana John-Farnant,
de 249 toneladas, capitn Powell Smack, equipagein
12, carga farinha, mantelga de porco, bolacblnha e
mais gneros do paiz ; a Matbeus Austin& Compa-
nhia.
Marseiiles ; 30 dias, brigue francs Heliopolit, de 183 to-
neladas, caplto Mara I.ecroix, equipagein 12, carga
fazendas, vinhoe mais gneros do paiz ; ordem. Pas-
sageiros, Antonio Granon, Luis Hurguire e Rrgord
Burguire.
Navio sahidos no mamo dia.
Rio-de-Janelro ; brlge-escuna brasileiro Velos, caplo
Francisco hernardo de Mattos, carga assucar, ago'ar-
denlc e sola. Passagciro, Joaquina Jos da Cunha.
dem ; brigue brasileiro Ligeiro, capitn Domingos Hen-
rique Mafia, carga assucar, ago'ardcule e sola, c 2
escravos a entregar.
Parahiba ; hiale brasileiro Espadarle, caplo Victorino
Jos Pereira, carga varios gneros.
mmmtmmtmansuu%ummammtuntmsmmatmtmsmwawmmmrmmm
l>cc la racoes
A aduiinisiracao geral dos eslabelecimenlos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 19 do corrente,
pelas 4 horas da tarde, na sala das suas scsses, contra-
ta, com quem por menor preco der, os "seguintes gne-
ros : farinha de mandioca, assucar refinado, dito em en-
roco, cafe cm grao, cha hysson, inanteiga franceza, arroz
pillado, azeite doce, dito de carrapato, loucinho de San-
ios, vlnho branco, dito tfnlo, vinagre de Lisboa, letria,
niacarro ou talarim, tapioca, pao, bolacha, sabo c le-
nha de mangue d'axas regulares. Os preteudentcs diri-
jam-se ao lugar e hora aprazado, monillos a suas pro-
postas.
Administrarn geral dos eslabelecimentos de carlda-
de, 14 de jiinho de 1848.
O eso pturai io,
F. A. Cavalcanli Cousseiro.
O escrivo interino da primeira seccao do consula-
do provincial faz publico, de ordem do Sr. administra-
dor interino do mesmo consulado, que,no dia 20 do
corrente.a I'boca da tarde,se lia de arrematar em praca
porta desla repartidlo 13 barricas com assucar branco,
contendo 105 arrobas e 19 libras, avahadas cm 174/229
rs., e apprehcndidas pelo marcador da inspeeco do
assucar, Pedro Haplista de Santa Roza: sendo a arre-
nalaco livre de despezas ao arrematante.
Mesa do consulado provincial, 15 de j un lio de 1848.
Jos Guedes Salgueiro
O labellio do registro de liypothccas avisa a quem
convier, que a le do registro iiupe pena de perda
de preferencia no artigo 17, e dos mais eftelms legaes
do artigo 13aos credores que no prazo de um anno nao
regislrareiu as escrlpturas anterlormcnie fritas a res-
pectiva le ; cujo prazo lindase em 25 do corrente.
Assim como que nenhuma garanta de preferencia leeni,
nem efieito iieiihum legal gozam as cscripluras posterio-
res a inesma lei, sem que sejam primeiramenle regis-
tradas artigo 14.
E para que os interessados nSoprcam o seu dreilo e
possain obstar os grandes inconvenientes que deve
acariciar semelhante descAiido faz o presente annuii-
cio. Recifr. 9dej>jnhode !!M8. Fulgencio Infante de
Albuquerque Mello.
i
MELHOR EXEMPLA


THE A TRO PUDLICO
O GRANDE ESPIO DE VENEZA
O Angelo tyranno do Padua.
Km bcnclicio do actor Antonio Lope* Ribeiro.
Ouiata-felr,22dejunho, ser dese.npenhada com toda
, noiiipa e brilhantismo como foi na primeir. vei nette
itieatro: os nlervallos erao preencbidos com dancas
da joven d.oc.rina* dest theatro.
(IRANDECOSMORAMA.
Pe boje em diante conllnuarao estar expostas,
das 6 horas da tarde em diante, no lugar do costume, as
seguales vistas:
1 A galera nacional, em Londres.
4 a Hota-fogo, no Rlo-dc-Janeiro.
3.' O monte Corcovado, no Catete, noRio-de-Janeiro.
4,* A magnifica ponts pensil, no canal do Meney, na
" Obnho universal de Plimontb, na Inglaterra.
i A alfandega de Dublin, na Irlanda.
7- O interior da matrli de San-Jos, que se esta cdili-
cando em Pernambuco.
8 A duqueza d'Orleans, na sala da cmara dos de-
purados, com os dous menores principes, na revoluco
de fevereiro, era Pars.
9." A cldade de Dresda cora sua magnifica ponte de
nedra. na Allemanha. .
10 Toda a cldade de Pars, pelo arco do Irlumpho.
\\\ O castello deConvay, na Inglaterra, em urna nolte
dC12Ua Tnel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13." A erupcao do monte Vesuvio, na opera da ultima
"14? Amgno'5>!fcd opera -o Falsificador de rao-
I ~ -' -~ ~~ _^^^ .____2kwa >.Hn un*> neta
di
esta
orcova-
N B Aedido de multssl.nas pessoas vao, por
ve",' ser exp\>slas as duas vistas de Hota-fogo e Core
do no Rio-dc-Jauciro; bein como o interior da matriz
de San-Jos. asquaesuSo scrSo mals repetidas, apezar
nue haiam novo pedidos.-
1 A bXzadetao magotAca. vistas, como as da presen-
te exnosicao, recoinmenda-se ao respeilavel publloo.
Oatllletei vendem-se entrada a 500 res geral-
menie.
avisos martimos.
- Para Genova o brlgue sardo Dai'no, canltao Manoel
Bo.zano, recebe carga a frete: quem per-tender "regar,
dirija-seaos consignatarios, Olivelra Irmaos & C.narua
da'paVa'o Porto sahe, impreterivelmente no dia 18 do
corrente, o brlgue porluguez Vtnlura-Pttit: recebe ni-
camente passageiros, para o que tcm ntotai
modos: a tratar com os consignatarios, Mendes & Tarro-
,o, na ra da Cruz n. 49, ou com o capilao, Zeferlno Ven-
tura dos Santos, na praca do Commercio.
--Para o Rio-Grande-do-Sul sahiri na presente se-
mana nao havendo inconvenientes o patacho Invmii-
l, o qual pode receber alguns escravos e passageiros :
os pretendentes pdem tratar cora Ainorhn Irmaos na
ra da Gadela, n. 45. .,
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sah.r era pou-
cos das o brigue-barca tieneroia ; o qual tem bons coin-
modo para passageiros e escravos i quem quizer carre
car, oulrde patsagem pdeenlcndcr-se cora o capi-
lao ou com Ainoriin Irmaos, na ra da Cadel
10.
Avisos diversos.
s.
V
i
Offerece-se um homem casado cora pouca familia,
para administrador de engenho do que tem multa pra-
tica, o qual entra cora quatro escravos que esto
proraptos para o servico do raesmo engenho. Diriglr-se
a ra Augusta, n. 18.
A pessoaque annunclou, no Diario de sexta-teira ,
querer servir de ama emuma casa de grande ou peque-
a familia, dlriia-se a ra Nova, n. 48.
= Manoel Luis dos Santos, Brasilelro, retirase para a
cldade do Porto.
= Joao Baptista da Silva, cidadSo portugus, retira-se
para a Bahia, a tratar de seu negocio
Aluga-se a loja do sobrado n. 20, do largo do Carr
mo. com quintal e cacimba a tratar cora o seu propie-
tario na ra Dlreita. n. 31. -
Precisa-se de dous aprendizes forro ou captivos ,
para o offlelo de laturelro ou funllelro : na ra das Cru-
zes: n. 33. .
O abaixo asslgnado fax publico que nlnguen faca
negocio algura cora lettras orden] ou escriptos de
qualquer qualidade que sejatn onde appareca o nome
do abaixo asslgnado, sem que primelro se entendam
com o u.eimo sobre averecidade da firma : isto encon-
sequencla de ihe terem sido apresemadas duas lettras
com o aceite em seu nome sendo as ""* S0' mes"
inos aceites falsas. Recife, 10 de junho de IMS.
Pdro Alexandnno 6-omei.
Precisa-te de urna ama de leite : na ra da Unio ,
ante-penultlina casa Indo para a mar, lado esquerdo.
Aluga-sa,a casa terrea da ra do Sebo, n. .JO, com
bons coramodos grande quintal murado com arvo-
res'de fructo cacimba e portfio ao lado da mesma casa.
a fallar na venda defronle aonde se dlra com quem de-
vem tratar. .
Quem quizer dar dous contos de rls a juros pelo
tempo de 6 raezes dando-se por hypotheca um sitio li-
vre c deaembaracado iuilto a S.-A.naro, annuncie.
__Perdeu-se, no domingo do Espirito-Santo pela "a-
vessa do Rozarlo entrando no becco do mesmo at a
ra do Fogo um brinco de ouro cora 3 oltavas e dous
diamantes pequeos : quera o achou, leve-o a ruado
Cabug, loja de Joaquira Jos da Costa Fajozes que se
mostrar o outro brinco e se gratificar.
O Sr Francisco Goncalves da Silva que duem mo-
rar no convento de S. Antonio desta cldade queira
mandar procurar, na ra da Cadeia do llecife arinazem
n. 12, urna encoinmenda que do Maia.ihao Ihe velo re-
inettido pelo vapor Imperador.
Manoel Lopes da Silva mudou a sua residencia pa-
ra a ra do Quelmado, n. 14, segundo andar.
Aluga-se um sobrado de dous an-
dares, com armazem na roa da Cruz ,
no llecife, n 5a com bastantes commo-
dos e que tcm um grande solSo: a tra-
tar na praca da Independencia, n. 5
A pessoa que annunclou o diccionario de Moraes
para vender, dlrlja-seao sacristao da ordein tercelra de
S. Francisco.
Perdeu-se, no dia 8 do corren te ,
pelas 10 horas do dia da ra larga do Rozarlo, Cabug e
Nova al a loja do Sr. Garnicr una cadeia de rclogio ,
scmclhante auina fita de lurgura de um dedo ; a qual
he composla de clcheles postos horliontalinente e pre-
sos por pequeas argolas vertieses; tcm por sinete ,
alera da chave duas cornalindas engastadas era ouro ,
urna das quae he encarnada e a outra verde-escuro :
quem a tiver adiado leve-a a ra larca do Rozarlo n.
30, prlmeiro andar, ou na llvrarla da esquina do Lol-
legio que ser recompensado.
Pelo ultimo vapor, chegado do norte, velo una car
U anonyma do Para, dirigida ao Illra. Sr, cnsul dos
Estados-Unidos da America do Norte cm Pernambuco,
contendo um pedaco de um jornal americano. Intitula-
do Comi t Inveitigador, de 4 de marco, aonde ve.n una
correspondencia datada de Pernambuco, 12 de Janeiro
de 1848, acerca dos negocios polticos deste paiz, e rea-
1_________a.____..<* _!,*.. _..a_l (In, I mvrllM fifi Nfirl* US
que
ulli-
LOTERIA
DO HOSPITAL PEDRO II.
Tendodeser marcado o dia em
devem corrers rodas da quinta c
na parte da primeira lotera do hospital
Pedro II, o thesoureiro respectivo me-
Ihor escolha n5o poda f*zer do que o
dia 28 docorrente mez, vespera do apos-
tolo S. Pedro em que muias pessoas
costumam tirar sortes sobre o seu futuro
estado : assim, convida ao respeilavel
publico a quem estsummamente agra-
decido pela concurrcucia das outras pri-
meiras partes da mesma lotera para
qne baja de se prestar a compra dos bi-
Ihetes, afim de que se realse a sua ex-
traccao em um da t5o propro de se ten-
tar fortuna
- Precisa-se de uiu caixeiro de 14 a 16 anuos, que te-
nha alguma pratlca de venda ; na ra dos Mariyrios
A mesa regedora da Irmandade de San-Benedicto ,
erecta no convento de S. Francisco desta cldade ba-
yendo determinado expr vista do
- Vende-.e um eteravo de 20 annos', de bonita figura
na-.r-UVeAnr-.ea.'nov,e3n.e .Ocl. 11*
n. praca da Independencia, llyrarta n..^
Vendein-te pen
de niarrafa : tamben
ro .tanto nova como de concert 3- j:, esq|na,
guelro, no pateo do Carino, loia do sobi aao
^ue volt. par. a ru. dasTrlncfielr.^. 2.^ va
-r^taX^d^daaraoda..:
" 'en^se-,'p. for. da p> ^XZZ&
bonita figura moca sera vicios "M"* Pgrliia ,
dades de uraa ptima mucama ; urna '",. cos.
com principios de engommado e que he perieiw
tureira '. na ra do Hosjncio, n. U.^ ______^= .
Venjdern^e nelles de guarazes,
boa qual ida/e, por preco commodo^na
ra do Vigario, n. a5, prmeiro
andar.
- Vend'-.rumi pretade 20 ano. "P""''^'^^."
ra.cng4m.nadeira,doceira, c *. *2. para
relhl>t"..uc.r perfeitaraente mu.M ^ gS
crlantas .e diligente para todo 0nerv,f0Sldet"nl,c0,
de familia talianca-se ser Aullo fiel e nao l" ^chora
na ra da Mdda, n. 18, secundo andar .
a|,retadelid,figur1del6.nnoSp
aL corJni.a ludo com V"Sf- 5*
fia desta cor : vende-se para fora da
provincia, e he propria p.ara S-*-*'"cnLP "* mo-
larga do Rozarlo, loja n. 35, ^-iri que vende com
tlvo.
Vende-sel
que cose, engonl
uraa das mals bo
era solemne
de 18 do cor
brocissao seu santo padroelrg, era a tarde _.
.. -. .oradores das ras seguintes que quel-
llvaiiieiile ao referido cnsul da America do Norte ; as
sim como vinha juntamente uraa tira de papel, contendo
o seguinle, eiu lapis : Sir, This siaarl letter Writer
is
O prlraeiro secretario convida aos Srs. socios a com-
parecremsessogeral que lera lugar hoje (17), era a
qual tem de eleger-se o concelho deliberativo que ba de
dirigir os negoolos da soeledade no anno que val decor-
rer do 1. de julho do correnle ao ultimo de junho vin-
douro.
O abaixo asslgnado fas tclente a quem convier/que
tm comprado urna pequea parte de urna casa .sita na
na Imperial, n. 40, cuja parte comprou a vluva do
fallecido Jos Gomes da Silva com a condlcao de re-
ceber o saldo logo que asslgnaraescriptura comocons-
ia do documento que existe cm poder do annunciante.
Silvulre Joaquim do Saieimenlo.
= Marfoel Fernandes Guedes cidado brasilelro, val
a Portugal tratar de sua saude edeclara nada dever, e
a quem elle dever aprsente sua conta.
ANNUNCIO.
A revlsao da afcrJcao dos peso c medidas das coso
,t nmm^rrln Hpte iiiiiuicinio lera de concluir-e no
le municipal res-
ultimo do correnle mez segundo a
Precisare de urna lavadelra de varrella : na Boa-
Vista ra da S.-Cruz, n. 82
Do-se 140 rs. a juros sobre penhores de ouro ou
prata : na ru eslreita do Rozarlo, 11.30, prlraeiro andar.
S. H. T.
A dlreceao do theatro de Apollo participa a todas os
Srs. socio, que o espectculo deste raes lera lugar na
nnite de 23 do correte e que os bilhetes para o hj-
nresso serio distribuidos pelSr thesoureiro no salao
do mesmo theatro nos das 19.20 e 21, das 3 as 6 horas
dar os Srs. socios que o quizereni as WlM pronosus
para convidados com os bilhetes em carta fechada, ao
pjimelro secretario, na rua da Cruz, n. 9 e delle pro-
curar o sen resultado at as tres horas do mesmo da 22,
no salao do mesmo theatro. -
--- Na rua de Agoas-Verdes 11. 28, fazera-se bolos de
S -Joo, e bollnhos de todas as qualldades para bande-
jas : tudo muito bein frito c por preco inais commodo
do que em outra qualquer parte.
Quera precisar de urna ama secca dirlja-se a rua do
Fogo casa terrea envidracada defronle do becco da
lloraba. .
Os Srs. asignaotedo lri$ podem ir buscar o stimo
e ooitavo nmeros, na loja de livros do Cardozo Ayres .
na rua da Cadela e no cscrlptorio de Noyaes & Coinpa-
nhia na rua do Trapiche.
No escriplorio de Novaes t Companbia ha urna
carta par* o Sr. Antonio Jos Lopes da Silva.
Fui laram, na noiie do dia 13 para 14 do crreme,
do engenho Glqui umcavallo ruco-sujo, capado, no-
vo anda bein a passo e esquipa ; so lera um ferro no
quarto dlrelio elloa e cauda grandes pois eracaval-
lo do serlSo : quem o descobrir e leva-lo em casa de
Antonio Joaquim de Mello Pacheco, na rua estrena do
Rozarlo n. 8, receber 20/ rs. de gralilicacao do padre
Joaquim Jos de Veras, que he o dono do dito cavado
e em dita casa se ncha.
Precisa-se de alguns Allemaes ou outros quaes-
quer cstrangeiros que se quelram engajar para o ser-
vico de campo entre elles alguns que tenhain officlo
de sapatelro marceneiroe carplna : no pateo do (.ar-
mo esquina da rna de Hortas venda n. 1
Um moco portuguei qne tein bastante pralica de
venda se offerece para caixeiro ou raesmo p.ra tomar
conta porbalanjo: quera de seu prestimo se quner uti-
lisar annuncie..
a.....by the ame of Fredericks e em consequencia,
como o dito cnsul nio sabe como dirigir os seus agra-
deciinentos ao seu incgnito amigo, aproveitaeste meio
para he significar o seu eterno recenhecimento.
Os encarregados da festa da Senhora do fron-
tispicio do Carmo fazom sciente ao publico, e parti-
cularmente aos devotos, que foi transferida a mesma
festa para domingo, 18 do corrente, em consequen-
cia de nSo terainda recebido as ultimas ordens o re-
verendo sacerdote q.ue tem de celebrar a missa nova.
Outro sim, esperam que os dovotos bajam de contri-
buir com as suas offertas, para tornar mais brilhante
e solemne a festa, em louvor de tilo benvola Pa-
droeira.
Do da 3 a 7 do presente mez de junho, furia rain
tres pranchdes de amarello da obra do Sr. Thoinas de
Aquino, na rua do Hospicio : d-sc de gratificaciio
trlnta mil rs. a quem descobrir o mencionado furto, e
proraette-se guardar-se segredo a quera o denunciar, di-
rigindo-se ao Aterro da-Boa-Vista, n. 44, venda que Toi
do Maya, Na mesma casa se vende blxas de Uani-
burgo de muito boas qualldades e grandes, tanto em.
ceios como a retalho, sendo por 32/000 rs. o cento; c a
rrtallio, faz-se lodo o negocio, couforme es seus lma-
nnos.
Urna senhora viuva, de bous costuraes moradora
na Capunga, prope-se a ensinar meninas em qualquer
engenho a qual sabe tudo o que he indispensavel para
a boa educacao como melbor se explicar de viva vos :
quem a pretender dirija-se a .rua de S.-Rita, n. 27.
= Precisa-se de um bora amassador : ns Cinco-Pon
tas, n. 30.
- Preoisa-se de ura boin forneiro que seja perito em
seu oflicio, e seloso era suas obrigafoes dando-se-lhe
uta oi^d|e---vantajoso : na rua larga do Rozarlo,
n. 48. ~~
rente, rogaaos m.-_-----
rara ter limpas as testadas de suas casas : ao sabir, rua
da Cadeia de S.-Antonio para o Recife rua da Cruz, fa-
noeiros, Trapiche, Vlgailo, Moeda.Madrc-de-Deos, Col-
lelo. Quelmado, Direila, paleo do Terco, rua de Agoas-
Verdes tiavessa dcS.-Pcdro, pateo do Carino, ras da
Camboa-do-Carmo, Flores Nova Tr..hriras eslrei-
ta do Rozarlo Cruzea a rccolher-sc.
Preisa-se de um homem casado sera filbos, ou sol-
telro maior de 40 annos, para feltorlsar alguns eseraAos
em servico de cannas e outras lavouras, d.tan e desta
praca irfegoaa: a tratar no Recife, rua da Cadela, luja
d- Rogdaa-8senfsr. cadete do 6. b.UlhSo.Fr.ncl.co
Rodrigues Ramos o obsequio de ir na venda da na dw
Mariyrios, n 36, pagar urna ridicula conta de 2#B80 res,
que ueve ha ura anno, ficando certo que, nao pagando
pelo aviso desta folha, se passara enlao a receber do dito
r. por outro meios. era virtude de estar cm poder do
dono da dita venda urna carU do Sr. Ramos, cm que con-
fessa ser desedorda referida conta.
-- Piecisa-se de urna prela captiva para o servico
de urna casa de familia; na rua da Alegra, casa n.
(1, acharSo com que.xi tratar.
Prccisa-se alugar um preto quo soja bom co-
peiro para o servico de urnas familias ostrangeirns :
n. ru. do Trapiche-Novo. 11. 10.
1GKEJA DO CURPO SANTO.
A mesa regedora da irmandade do SS.
Sacramento da freguezia de S.-Fr -Pe-
dro Gonc-dves do Recife roga a todos os
mos da mesma irmandade para que
se sirvam comparecer em reuniao geral ,
domingo, i docorrente pelas 9 boras
da ninnliSa afim de se proceder a elei
c3o da nova mesa, que tem de reger no
kao vindouro de 1848 a 18J9.
'US rua Formla, esquins da rua da Uniao preci-
a-se de duas criadas.
RETRATOS COLORIDOS DO DAGUERREOTYPO.
0 abaixo assignado avisa ao respeilavel publico que se
retira positivamente ora o vapor /mperalrix vindo, do
norte, eqne sS pode trabalhar hoje e araanhaa.
Orlo D. Fredrickt,
Professor de daguerreolypo,
Oabalxo asslgnado faz sciente ao reipeitavel publi-
co, que desde o da 5 do corrente se acha desligado da
casa de negocio do Sr. Joao Jos Marques de^ Anulo, na
villa do Rio-Forraoso, oque se deprehende do docu-
mento abaixo transcripto, porque na mesma casa ...10
tem mals ingerencia, e eachadesonerado de ludo qut
respeita a mesma : aproVeita esta occasiao para agrade-
cer a benevolendia com que, durante setc annos, foi Ha-
lado pelo dito Sr., e Ihe protesta sua gralidao era qual-
quer parte aonde o destino o conduza.
Rio Formoso, 6 de junho de 1848.
alomo tiiu do Reg.
COPIA.
Reccbl do Sr. Antonio Llns do Reg todos os meus
fundos, e tudo o mai que em minhas casas de negoc o
exista, e nada mals Aramos devendo ura a oulro, pelo
que nos acharaos saldados de todas as nossas con tas at
Rio-Fonnoso, 5 de junho de 1848.
Joo JoiMarquti de Araujo.
Como testeinunbas :
Antonio Lelte Pereira Bastos.
Antonio Jos Pimental.
Joto da Fonseca Guimaraes.
(F.st reconliecido.)
diccionario
; Rhelorica,
Historia da
- Preds-se alugaV urna prcta para todo o servico de
uraa casa de pouca familia dando-se-lhe o sustento e
10/rs. mensaes 1 mdb neta Trerape para a Soiedade, la-
do eso.uiti*rtasa n. 42.
" Domingos Antonio remandes da
Luz participa 00 respeilavel publico desta cidade que
deixou de ser olriclaf de armador e estufador do Sr. Poi-
reir, e que se acha na mesma rua do Aterro-da-Uoa-
Vlsta, n. 84, aonde contina a fazer cortinados para ca-
mas ejanellas, seja qual fr o feitio; eolebao de dina
de molas, ou oucos, e ludo que pertence a tapessarla;
forrar salas de esteira ou tapete ; estufar cadeiras de to-
dos os feitios : tudo do melhor gosto que ha. N. B.Os
colchOes oucos sao multo inacios, e lo frescos como a pa-
Ihu, e multo modernos.
=-. Aluga-se n casa terrea da rua do Jardim no bair-
ro da Hoa-Vista, eas lojas da casa n. 16, da rua do No-
gueira : a tratar na rua de Apollo, n. 22, segundo andar.'
Da rua Nova, n. 14, segundo andar, fugio um pa-
pagaio tomando a direccao da rua das Flores : quem
o pegar e quizer restituir a seu dono receber gra
tilicaco, quereudo.
Irmandade do Divino Espirito Santo.
.0 thesoureiro pede a todos os irmaos que tiverem ca-
pas em seu poder o favor de leva-las na rua do Queinia-
do, loja n. II, ou ao nosso irinao Lima, na rua das Cru-
tes : isto at o dia 24 do correnle, por ter nesles das de
dar posse ao novo thesoureiro elelto.
<= O Sr. Manoel Figuera tem urna carta, viuda de
Portugal: na padarla da rua do Pires, ao p da caixa
d'agoa.
= Jos de Souza e Silva, tende de relirar-se para fra
d imperio, delxa por seus bastantes procuradores a Vic-
torino de Castro Moura e Autonio Lopes Pereira de
Mello.
Francisco Luiz Goncalves Brasilelro retira-se
pera fra do imperio a tratar de sua s.de.
Compras.
'DEGRORTASN^
Nesta loja vendem-se peca de chitas as .
./OOO rs. e o covado a 140 rs
.-Vendc-scuminulalinho muito lindo ;>*>;
no que serve muito bein a mesa e lie P',m|.P"*
pagera sera vicios nc.n molestias ; un, d.lo
no!, cora oAicio de sapaleiro e que he PU, ^
todo c servico; um. prrt de bonita ''g' P" e^
engoin.nadeira coiinheira, que cose efax 10^0 o muta
sorvicodeuinacasa: na rua do Vigario, n. 24, se d.r.i
qU-e-Ven3em-se oculo de a.macao de a.o de H*&
aro branca, proprios para toda as .dades pr oia
mente chegados de Alleraanha :na rua larga do lloa
rio loia de mludcias, n. 35
Vendciu-se, na rua do Crespo .lJ *?..
uuintes livros: geometra de Lacro.x ; Algebra, An
.Clica ; Triguo.ne.ria ; Curso de phosoph.a ??i
Da.nlron 4 v. Geo.netria de fcuchdes ,
francez e italiano c italiano c francez ,jr.
deQuInllliano, 2 v. ; a Moral era aocft^
A.nerica ,2 v.; Horas Marianas, 1 v. $",ca "E.
za, por Vicente Pe.eira do Reg; ^.onario da ta
bula ; niestre Ingle. por F. de Paula Jaku ; IMre.U ^
cenes 2v.; e outro inultos livros d aulas que: se
andera por n'.enos de" seu valor c contlnuam^. co.-
prar e trocar, sendo boa* obras e estando era bora es-
9 1_ Vendem-sc caixas com charutos da
Babia da fabrica da Cachoeira, os inais
expelientes que teem vindo a este mer-
cado proprios para presentes, e para
oh fumantes de bom tom : na rna da Lruz,
n 18.
= Vende-se uraa prosodia era mullo bom uso c por
preco commodo : na rua das Cruzes, n. 35, loja de en
CleVeand-se urna bonita prela. apta par q"" *
vico : engorara.-., cozinha c ensa, c te... 24 anuos de
idade; na rua estrella do Rosarlo, 1 andar, a. \.
Vende-se uraa negra de 1.3980, de .'.I annos
de, e por preco commodo : na rua do Noguera,
esquina, n. 18.
Lotera do Rio de-Janeiro.
Vendem-sc bilhetes e meios ditos da KRttL> *"*
a beneficio do theatro de San-Pedro-de-Al canta .a na
rua da Cadela, loja de Cambio, de Manoel Gomes daCu-
=eVendem-se dous ricos apparelho de metal .ran-
eo, proprios para cha ; ura selllu., "eP"or V!*
de con! todos os seu. pertences : ****JtJ*KjZ
theatro novo, n. 11, ou na cochelra de Joao da Cuuba
Res ao pe'do theatro velho. Na ...esn.a casa aluga-s
una preta que sabe cozlnhar o d.ar.o de uraa casa, la-
var de sabao e varrella.
Bilhetes do Rio-de-Janeiro da lotera du
theatro de S.-Pedro-de-Alcntara,
vendem-se na rua da Cadeiado Recife, loja de ferragen*
'__Vende-se um escravo moco e sadlo, por precc
commodo : na rua do Colleglo, venda n lo.
___Vende-se um elli.n inglez, em meo uo por pre-
co commodo: na rua de S.-Franclsco. vendan, tt.
Vendem-se urna excellente escrava moca, sera vi-
cios ncm achaques ptrfeilaengommadelra e que c
de ida-
casa da
--Continuam-se a comprar palacOes brasileirose
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na rua
da Cadeia-Vclha, n. 38.
Compram-se diarios velbo": no batiquin. Cova-da-
Onca na rua larga do Rozarlo, n. 34.
iau Co.npra-ieuraa toalha de lavarinlo, de bonito mo-
delo ; na rua Nova, loja n. 5.
Compra-se pecas velhas a 17^000 rs., e patacors
brailclros e hespanhes a 2/000 rs.: na rua da Cadela,
loja n. 38.
-Comprara-sciOO garrafas vasia a 80 rs. : no pa-
teo do Carino cquina da rua de Hortas lado dircito ,
Corapra-se um preto que seja bom ofltcial de al-
faiatc : na ruada Moda, n. 7..
IOS nuil. uuil inlia o diario de upia casa e lera outras habilidades o
aotivo por nue se vende se dir ao comprador : na rtl.lv
Ita, n. 33, sobrado de un. andar.
Na rua Nova loia de alfaiate n. i4
oa a
rffeei
olwso
Vendas.
Vende-se um lindo casal de escravo de "20 annos
pouco mals ou linenos de lindas Aguras por preco
commodo : no Forte-do-Mattos a fallar na venda ao 5r.
Joaquim Francisco Al....
Vende-se urna parda de todo o servico de uraa casa,
e que cose cozinha tanto o diario de urna casa como
entende de massas forno, etc.: na rua do Vigario,
1.14.
Vendem-se superiores presuntos ,
a 3ao rs. a libru proprios para fiambre;
bolacbinba americana pelo barato pre-
co de i!6oo a 4,sooo rs. : na rua da. Ma-
dre de-Deos, armazem n. ao, defronte da
guarda da alfandega.
acha-sc um completo sorenlo de obras fe.tas, assim
como un. rlquissi.no c nofwsortl.ucnto de tazendas, co-
mo seian: casimira elstica de laa, lindos padrdes, a lf.
c 2*200 rs. o corte ; dita supcrior.a 5/400 e 7/ rs.;pannos
linos nieto a 3*200, 4*500 e 5* r. o covado ; dito muitp
fino a G500 rs' merino pretoV.no a 2/200. 3,*000 c 3/200
rs ; riqiilssi.no cortes de colletcs a 4/ rs.; dito de gurg.l-
rao a 1/400 ; dilo de fustao a l#280 rs.; setlin Maeu su-
perior a 3/ rs. o covado ; panno mesclado a oyiiOO rs. o
covado,-assim como outras muitas fazendas por:preco
multo era conta. .
Vendem-se dous inoleques de 13 annos ; um dito
de 20 annos ; 6 escravas mocas com varias habilidades _
na rua Dlreita, n. 3.
= Vendem-se 12 cadeiras americanas de palh.nh i .
usadas ; urna barretina de couro de lustro nova ; ui.li
farda nova, de superior panno para fuzileiro ; ...n ja-
go completo de do.nio-francex ; as nstrueces (Irr
cavallaria pelo viscondo de Barbacena : ludo por ba-
rato preco : na rua de S.-Rita, n. 91.
Vende-se urna parda com 2 filbos ura de 4 annos,
e o outro de 2 : a parda cozinha cngomiua cose e fat
lavarinlo; he de bonita gura c nao tem vicios neiu
achaques: o motivo por que se vende se dir ao compra-
dor : na rua da Concordia passando a ponlczintu, .i
direita seguuda casa terrea.
=> Ven Rio-de-Janeiro pelo vapor Bahiana : na rua da Cadcal-
Velha, n. 61, botica de Vicente Jos de Brito.
MANTEIGA PARA BOLOS.
Manoel Joanulni Goncaive! c Suva rus is. Craz, a.
43, tem excellente manteiga propria para bolos de 8.-
Joao, cnconsequenciade sua boa qualidade e ter mul-
to pouco sal, por menos mcia-pataca cada libra, do quo
em outra qualquer parte.
AR ENCONTRADO
v *



^
*U

*
Vende-se urna raoleca do 12 a 13 annos, de
ptima figuro e muitoforte para todo o servido,
lanto do campo como da praca : na ru de llortas,
casa terrea n. 62.
Casimiras elsticas
a 640 rs.
Vendem-su casimiras elsticas de algod.lo o 13a,
pelo harato preco de 6*0 rs. o covado : na loja nova
da estrella, n. |, da ra do Collegio.
-- Vcndo-se, por prego commodo, urna casa de um
andar, sita na ra de S. -Rento, om Olinria, n. 21,
emrhflos proprios, a qual rendo mensalmenle 16/
rs. : a tratar na ra da Madre-de-Deos armazein
de Vicente Ferreira da Costa.
--Vendem-so vidros para espelhos de todos os ta-
maitos : no armazem do Kalkmann & Itoscnmund,
na ruada Cruz, n. ni.
Novos gambredes.
Vendem-se superiores cortes da fazenda denomi-
imda -- ganitireoes--polo diminuto prego de 1,800
rs. o corle : esta fazenda he de mu superior quali-
dmlee seus padroesrivalisam rom as melhorcs ca-
simiras: M rqa do Collegio, loja nova da estrella,
---Vondi-m-se presuntos de Wcslplealia, superio-
res nonruiazcm de kalkinann k Itosenmnnd, na
ni ila Cruz, n. 10.
SUPERIOR PRELO, A *,000 rs.
Vumlem-so saccascom farolo fino de Trieste, che-
gado ultinianicnle, o qual lie o melhor de todos que
aqui tcm aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
oVJ. j. Tao Jnior, rua do Amorim, n. 35.
Vendctn-se dons bracos de lialancas grandes,
Com conchas d pao; urna homlia de cobro para
despejar pipas : na ra daSenzalla-Nova, n. 4.
- .a loja da ra do Queimadn, n. 5, vende-se pan-
no prelo fino a 3.0H0 e 5,000 rs. o covado.
BOA PltGA.
Vende-se superior vinho da Figuoira, em barris de
*, 5, 6 o 7 em pipa: no anr.azem de 1.1 Tasso Jnior,
rua do Amorim, n. 35.
A 00 Rs. O (OVADO.
jNo novo armazem de liayiiiiiiilo Carlos Le te,
naru.i do (uemado, n. 27,
acha-seo melhor algodilo trancado azul, proprio
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e em
pecas a 260 rs. a jarda o qual se torna recommen-
davel pelo muito corpo nao ter gomma ser muito
largo o de cor fixn ; ptima chita preta forte a
5,800 rs. a pega ; engranados pannos do mesa de
algodflo encarnados pretos e grandes a 3,200 rs.;
ptimos hrins trancados do lindo, a 1,000 rs. a vara ;
lencos de cassa de cores, grandes, para senhora a
480 rs.; ditos do seda para meninos, a 610 rs.; ex-
cellnnto alpaca de linho ; chitas finas do ultimo gos-
lo ; c todo o sortimento de fazendtis linas e grossas,
para vender por atacado e a rolaldo o mais barato
possvel,
Na rua do Queimado, n. 30, ha pannos de boni-
tas cores, proprios para palitos e sohrecasacas, as-
sim como chapeo le castor, pelo barato preco do
5/000 rs.
-- Vendem-so ricos corteado col lotes de gorgu-
rilo de seda; ditos de setim, pelo barato precode 2,500
a 4,000 rs. cada corte: na rua da Cadeia de S.-An-
tonio, n. 21.
Vendem-so muito superiores charutos chama-
dos catadores, em caixas de 125 cada urna, chega-
dos pelo ultimo vapor da Radia : em casa de Frede-
rico Robilliard na rua do Trapicho-Novo, n. 18.
VENDEM-SE
colleccoes de vistas de Per-
na no buco,
sendo as da ponteda Roa-Vista,ponte do Recife,Rom-
Jesus, Olinda, Poco-da-l'anella e Cachang, feitis ao
beneficio da sociedade da Reneficencia allemfla e
suissa : no armazein de Kalkmann & Itosenmnnd ,
no hotel Pistor, as lojas dos Srs. Luiz Antonio Si-
qupira daSnra. viuva Cardozo Ayres & Filhos, na
rua da Cadeia do Recife; as lojas dos Srs. Santos
Noves & GuimarSes, na rua do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Ama ral, na rua Nova ; e do
Sr. J. Cnardon no Aterro-da-ltoa-Vista.
Vidros para vidracas,
vendem-se em porcoes ou a retalho a vontade do
comprador: na rua da Cruz, n. 38, casa de Schafhec-
tlin & Tobler.
Chegaram diversos escravos para se ven-
derem muito em conta na rua das l.a-
rangelras n. 14, segundo andar, a sa-
ber : mu lindo moleque do 18 annos; 1
dito de 20 annos ; um prcto de meia du-
de bem para o servico de urna casa ; um ptimo
pardo do 20 annos, bom pagem ; um dito de 10 an-
nos ; um dito de 22 annos que tem muita propor-
qo para manijo; um dito com principios de peurei-
ro ; um dito de 38 annos por 250,000 rs.; tima pre-
ta moca, boa cozinheira ; urna dita do meia idade ,
ptima lavadeira ; urna mulalinha com urna crja
nina preta de elegante (guia: estas duas ultimas
vendem-se para fra da provincia por preco mui-
to baixo.
Vendem-se queijos londrinos; presuntos para
fiambro ; potes com sal refinado; latas com liolachi-
nhas do araruta ; ditas com marmelada com duas
c 4 libras; masas finas ; conservas inglezas ; fras-
cos com doces de differonles qualidades ; latas com
sanliuhas; ditas com hervilhas ; sag ; cevadinlia ;
passas superiores ; bolachinha do soda : ludo por
preco mais barato do quo em outra qualqner parto
na rua da Cruz, no Recife, n. 46.
Brins trancados.
Vendem-se superiores cortos de brins trancados,
tlcquadrose listrasdo muito bonitos padrOns, pelo
Barato preco de 2,000 rs. o corte : na rua do Colle-
gio, loja nova da estrella, n. 1.
Sapatdes de. tres solas Iff rs.
- No Alcrro-;>a-Boa-Vist, loja n.
78, veniiem-sc esles sapalos pelo admi-
ravel preco de is rs. o par ; sao lao bons
e baratos, que quem os vir nao deixai
de comprar.
efe Vendem-se chapeos de superior
Je^Lcal0, brancose pretos, por preco
mu'lo barato : na roa do Crespo, n. 12,
Joj;> de Jos Joaquim da Silva Maya.
Na fabrica de licores do Frederico Chaves, no
Afrrn-da-Rna-Vista, n. 17 da sempre muito supe-
rior chocolate do sade, canella, baimilha e do fer-
ruginoso, este he muito condecido pelas suas boas
qualidndes,o por sel* proprio para as pessoas quosof-
Conlinuam-sea vender,
na rua da Cadeia do He
cife, n. 37, caixas com
cera em velas c mais
brandoes fabricados
no B^o-de-Janeiro, e em
Lisboa: sorumenlos ao
gosto do comprador, e
por mais commodo pre-
go do que em outra
qualqner parte.
No armazem de Vicente Ferreira da Cosa na
rua da Madre-Dos, da para vender muito superior
vinho da Figueira chegado ltimamente om bar-
ris de quarlo al stimo muito proprio para gas-
to de casas particulares
Vendem-se cadenas de bataneo muito boas
commodas : no armazem de Kalkmann & Jtoscu-
mund, na rua da Cruz, n. 10
Casimiras elsticas
finas.
Vondem-sc superiores e excellenles corles do casi-
miras 1I0 suporior qualidade o lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 0 7* rs. o corte de calcas, sen-
do seus patlrOea tanto de gosto para o invern, como
ara o vorilo; a elles antes que so acabem: na ru
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
Vendem-se aeges da ex-
mela companhiade Pernambueo
e Parabiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vendcm-sc pecas de madapoln muito largo, ..
2J800 rs. e a 140 e 16O rs a vara : na rua estrella do Ho
/ario. 11.1(, 3. andar.
\ endem-se chitas liinpas, muito encorpadas e mul-
lo fortes, a 131) e 160 rs. a retalho, e as pecas a 4/800 c a
5/500 is. : na rua estrella do Rozario, n. 1(1, icrceiro
andar.
-- Vende-sc coentro de toceira : no Manguinlio, n, 35.
Vendem-se bixas de Ilamljurgoaos
ceios e a retalbo ; tambem se alngam e
se vao applicar a qualiiuer bori do dia
011 da noite, a 3qO rs. cada tima, e a*
> Vcnde-se intia legoa de terr na margem do rio de
Una, na fregueiia de Agoa-Preta, com unta legoa de
fundo, entre o dito rio e os engenhos Gravat e Forinl-
gueiro : os pretendentei pdem dirigir-ae nesta praca
ao sen proprietario, Manoel ZeferlDO dos Santot.
Vende-se a botica do pateo do Terco, 11.6, por pre-
co commodo : a tratar na-ineama botica.
Vendem-se lindos cachos e capel-
las de llores para cabera e cftapos, as-
sim como cacbinhos pequeos para enfei-
tes de toncados ; na rua do Gabug, loja
da esquina, junto botica.
Vende-se um sextante qu nunca
servio : no armazem do Sr. Mamede, no
largo do Corpo-Santo, por muito com mo-
do preco ; assiin como una casa, sita em
l'ora-de-Portas, na rua dos Guararapes,
com um grande terreno ni frente para
ediicacao : a tratar com o caixeiro do Sr.
J J. Monteiro, na ma da d'Alandega-
Vellia, no Recife.
Vcndein se litas para calcas, fngindo
casimira, pelos haratissimos piceos de 560,
640 e 720 rs. n corado ; cortea de vestido
de cassa de cures tivas, a 2/240 rs. cada
corle de 7 varas; merino muito superior,
a 3/5O0 rs. o covado; e panno lino de va-
rias cores, a 4/000 rs, o covado : na loja
de .tus Moreira Lopes 4t C, rua do Quei-
mado, quatro-cantos, casa ainarella n.
29.

ATTENCAO'.
Na rua do Collegio, n. 17, vendem-se presuntos inul-
to superiores, dos chcgadol ltimamente do Porto, a
320 rs. a libra.
Vende-se urna preta moca, com
habilidades : no pateo de S.-Pedro, so-
brado n. 4.
= Vende-se a propriedade denominada Mangueir a
na frrguczia de Agoa-Preta entre os engenhos Cama
rao c Sun/ 1, em que se pode levantar um bom enge-
nho d'agoa j sementada de cannas e com mais de
vinte mil pea de caf que j principia ni a dar fiucto :
quem a i|ni/.cr comprar pode depois de a examinar,
dirlgir-sc a esta praca a seu proprietario Manoel Zefe-
rino dos Sanios.
Vende-se a venda n. 2 da esquina da rua do Forte,
muito afreguezada para a trra e com os fundos a von-
tade do comprador: as Cinco-Pontas, u. II.
o fado.
A llvraria da esquina do Collegio tem venda, che-
gado do Klo-de-lanciro o FADO, engenhoso livro de
sortea a melhor cousa que ueste genero se ha publica-
do com um novo sdpplentento contendo a cartoman-
cia mi ai-te de Icr futuro oas cartas, I v. com 252 pa-
ginas : preco 2/000 rs.
Vende-sc farinna de inilho feita na Ierra, muito
Una, a 80 rs. a libra, propria para um tudo quanto se
qUcr faier : nasCInco-Pontas, n. 15?.
mais ifguiares, a 240 rs : no antigo de
frem defnaldadecontras molestias do estomago.al/ posilo de Joaqmm Anin o Carne ro n
rs. a libra, o o desande, canella e baun ha, a *00, n ,' ./ '""winiu
ris. rua da Cruz do Recife, n. 43. No mes-
Vende-se charutos de llavana, de diversas qua- mo vendem-se pates de tneias deJiubo
lidades, ltimamente chegados : na rua da Cruz,
armazem do Kalkmann r Rosenmnnd.
Casimiras lisas, a */UH) rs.
caila covado, as melhores que tem vlndo a esta praca.
nSo s pelas delicadas cores, como por ser porfeila
pa 1 es
para senhora.
Vendem-se excellenles charutos regalos, vin-
dos prximamente da baha no hiale San-Bentdiclo, e
por precos muito em conta, que ho de agradar aos IVe-
gnezea c para maior commodidade, se vender unto
a retalho como em porcau, vontade do comprador: na
_ rua da Cruz, n. 26. primeiro andar,
razenda ; ditas de listras, vindas ultiniamcnto de; Vendcin-ie 6 escravos, sendo 2 pretas crloulas de
Franca os melhores gostos e melhor fazenda que 24a "8 annos, que engommam, cosem chao, coinham e
ha a 9,500 rs. o corte; meias casimiras a 3,500 rs. ,av,ni" Dei" dc sabo urna mulata de 24 annos, de bo-
O corte : panno preto o azul fino a 3,000 rs ; ditos ".l.^.',Bu,r.a,.c,0ol" a ">e*"las (labilidades 2 lindos mole*
d"
-Venddm-se pianos inglezes da fabrica de Co- f"'et('Jlen",dc escrever de superior qualidade; cai-
lard: no armazem do Kalkmann & pnenmiind xl", df Pbosphoro americanos, da melhor qnalidade
i ae .3: ri p-29s u ndcpcudencia, n. \, loja de miu-
na rua da cruz, n. 10.
Na nova loja da rua da Cadeia do Reci-
fe //. 32, de Claudino Salvador Pe-
reira Braga ,
vendem-se cambraias muito finas.de cures, a880 ra.
a vara ; dita mais Inferior, a 440, 480, 560 e 720 ri.; cha-
peos de seda, para senhora enfeltados, a 10/, 12/, 14/
el^rs. ; ditos de cainbraia dealgodao fngindo seda,
a 1/ ri.; trincas de seda enfeitadas para crlancas a 4/
rs ; enfeites para cabeca a 6/ 8/, 10/e 12/rs. cha-
peos fianceies de massa, para homcm, a 6/KO0rs. ; ditos
de sol, de seda de cores com barra a 7/500 ra. sedas
para vestidos de todas aa cores, a 1/760 rs. o covado ;
cambalas de seda de todas as qualidades a 7/, 8/ 12/
e 14/rs.; cambraia de linho mullo lina a S/500 rs. a
vara; lencos de grvala de setim niaco de crese
de, varias qualidades de tre pomas, a 1/960 e 1/200 rs. ;
diiosdcquairopontas a 2/400 e 4/000 rs | lencos de
seda preta de varias qualidadei, de tres ponas ,
320, 400, 500. 000 e 700 ra. ; ditos de quatro pentas a
640. 800,1/, 1/200 c 1/400 rs. ; cortes de collctei de vel-
ludo lavrado de todas as corea a 6/ rs. ; luvas de pel-
lica, para senhora de todas as qualidades a i/e 1/300
rs. ; ditas enfeitadas ,a2/e3/ri ; ditas para homem ,
a 1/200 rs.; ditas de ponto ingle/., a 1/800 rs. ; e cutas
mnitas fa/.endas por preco commodo.
ca Vende-se, ou troca-se por urna escrava 011 cscrav,
um terreno de 30 palmos de frente c 150 de fundo, com
aliccrces feilos para duas casinhai, em boin lugar, por
ser na rua Imperial : na nresma rua, venda 11. 189, dte
.loaquim Jos 'lavares.
= Vendem-se pea de laranfceirat da Ierra a 80 ri.
cada um : na estrada dos Afluidos em urna mei'agoa.
= \endcm-sequarlos decaixa com paisas pelo coti-
inodo preco de 800 rs. cada um : no armazem do Sr.
Das Ferreira defronte do guindaste da alfandeg.
-- Vendem-se, por muito commodo preco os seguin-
tes llvros : diccionario potico, muito til para os que
principian! a cultivar as musas e principalmente para
os oradores por Candido Lusitano I v. ; Historia Jo
descobrimcnlo da America, 2 v com estampas) Uly-
sa ou Lisboa edificada poema por Gabriel Percira de
Castro 1 v. ; Ruy, o cscudei'ro, poema romntico de
Luiz deSouza M.de Albuquerque 1 v. ; Poesia de Ni-
colao Tolentino 1 v. ; Poesas de Jote Marta da Coila
e Sou/.a 2 v. ; Poesas de Joko de Leinos Scixas Castel-
lo-Branco, 1 v. ; Naufragio do Sepulveda poema de
Coi te Real 2 v. ; oa Animaes fallantes poema de Joao
taptista Casly, 3 r. ; os Durros ou o reinado das san-
dices poema de Jos Agostinho de Macedo, 1 v. ; via-
gein esttica ao templo da sabedoria poema pelo mes-
1110 1 v. ; Melheologia da inocidade, 1 v. coin ricas
estampas Thesoaro de meninos Ir., com 16 estam-
pas ; ricas estampas de formato grande proprias para
adornos de salas mostrando o covento da ltalha e
amena paisagem que o rodela edificado em memoria
ra baialha ganha pelos Porluguezes contra os Hespa-
nhesem Algebra-rota: na ruado Rozario, n. 46.
--rVende-ie colla de superior qualidade, das fabricas
do Rlo-erande-do-Suf: na ruada Meda, afmajeni 11. 7.
= Vende-sc urna escrava da Costa, muito moca e de
bonita figura : na rua do Hospicio 11. 26.
Vende-sc urna escrava moca de bonita figura ,
com algumas habilidades: vende-se para fura da pro-
vincia ou para algum engenho : na rua do Padre-t'lo-
rianno, n. 38.
Vende-se um ptimo chronoineiro, com pouco
uso : na rua da ladeia-Vlh, n. 52.
Vende-ie um plano sr ni defeito, bom para quem
quizer aprender, culo preco nao desagradar ao.com-
prador : na rua da Florentina, t. 8.
Superior vinho d-Figueira.
Vende-sc esta superior pinga no armaiem de |Vi-
cenleFerreira daCotta na rua da Madre-de-Deos. em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mui-
to proprio para gasto de casasjparticulares.
Vende-se o btlqulin do becco do Virginio, com
todos os seus pertences, por preco commodo: a casa he
de bom negocio e tem indita freguezla: o dono fas todo
o negocio por querer ir para fra tratar de aua sade
quem quiter dirija-se a 1 ua de Santa-Rita, n. 88, que la.
achara coin quem tratar.
= Vende-se um fardamento completo, anda nao ser-
vido para oflicial ou sargento de cavaltaria da guarda
nacional: tambem se vender qulqucr peca a vontade
do comprador : na rua Nova, n, la,
NOPASSEiO-PBLICO,
na loja de Manoel Joaquim Pascoal Ra.
1 nos, n. 19,
vendem-se muito superiores pannos tinos de todas ai
qualidades a 3/, 3/600,3/800, 4/e 5/ w. sarja multo
superior a S^c 2/400 rs. ;,merino, a 3/200 ra..; alpaca,
a 1/rs. ; lencos de seda a 1/rs ; cortes de casimiras
a 6/ rs. ; ditos de laa a 2,500 rs. ; chapeos de sol ,|,'.
teda a 5/900 rs. ; e tudo o mais por preco rasoavel.
Corram, fregueses, d loja de Manoel
Joaquim Paical lamoS, h Passeio-
Publico, n. 19.
Vende-se pelle do dlabo a 200 rs. ; Cato'r, a 200 rs,
algodao a/.ul a 200 rs. ; algodao ote listras, a 200 rs.'
chita de coberta a 200 rs. ; riscados francezes, a 200 rs. '
madapoln fino a 200 is. a vara ; meias, a 200 rs. o par'
chitas de asiento escuro de cores fixas a 120 140, Kiii
e 200 rs. ; riscados multo finos, a 240 rs. o coido ; cor-
tes de cmbrala dequadro', com 9 varas 2/400 rt.;
cassa-ch i tas de todas as qualidades, a 2, 2/500 3/
3/200 ri. o corte; lencos de seda para grvala a 400 rs.
ditos de cassa, a 200 rs. ; chales de mclini a I/rs.; di-
tos de la a 3/600 rs. ; e outras umitas faicnda, por
menos preco do que em outra qualqner parte.
Trocam-se as tres principaes imagens de presepio, a
saber : San Jos N. Senhora adorando o lilho de Dos,
reclinado sobre as palhs de lima iiiaoladoura, (odas
inulto perfeitas : na rua do (jueimado, loja de miudeas
n. 33.
Farinha
de mandioca em taccas : vcnde-3C na ra da Cruz no
Recife, armazem n. 18,
Vende-ie um inoleque de 16 annos, linda figura ;
um negro de nacao de 22annos, tambem muito lindo-
urna negra de 18 annos, que engomma e coi inha odiarlo
de urna casa e he de boa conduela, o que se afianca ao
comprador; umajdita de 25 annos, que cozinha o diario
de urna casa e he inulto boa nultandeira ; urna dita que-
tambem cozinha toda a qualidade de comeres; um pardo
perito oflicial de sapateiro, dn qnal se afianca a boa
conducta : na rua da Penha confronte a torre do Livra-
inento, n. 1, primeiro andar.
= Vende-ie um excellente caial de jacui da malta ,
por preco coinmodd : na rua larga do Rozario fabrica
de charutos n 32.
~ Na rua da Cadeia n. 9, ao p do Iheatro velho, tein-
se para vender, pot 2/ rs. cada um, quatro ieiloes gordos,
e igualmente tres porcas por I0 rs. cada urna,
Vende-se urna escrava moca de Uina figura ex-
cetlente e quehe possante para todo'o servico de rua
e de quitanda: na rua da Florentina, n. 16.
Escravos Fgidos.
Boga-te as autoridades] polkiaei e capujes de
campo que apprehendam o escravo Feliciano alio ,
bastante reforcado do corpo semblante alegre cr
preta, beicos grossos .denles apartados por naluie/i,
barbado mas sem suissai; levou diversos trages em um
sacco de couro. Este escravo fol ha porteo comprado ,
viudo do Hrejo-de-Arcia : quem o pegar ieve-o a rua da
Cadeia do Recife, n. 5, que sera generosamente re-
compensado.
Fugio, no da l2do corrente, o escravo Cactano .
que he muito conhecido pelo nome de Jorge de na-
cao Mncambiquc de 20 annos bem parecido, reforcado
do corpo .altura ordinaria, cor preta semblante ale-
gre; tem sido visto por varias vezes no baitro da lina-
Vista: queino pegar leve-o a rua da Alfandega-Vclha,
n. 5, que seca benl recompenssdo.
Fugio, a 21 de dezembrn do anno prximo passa-
do, o mualo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabel-
los estirados, tem lalta de um dente na frente, tem al-
gumas marcas de bexigas, c um pequeo tnlho na ma-
cu do rosto ; o mais viiivel iignal he ter as costas a
marca de um caustico : constaque seguio para a ilha de
Itamarac : quem o pegar ou do mesmo queira dar no-
ticia, dirija-se a rua Nova, loja de Jos Luiz Pereira,
que gratificar.
Fugio, na noite do d.ia 10 do corrente, um prelo
escravo dos aballo assignados de nome Nobcrto ; re-
presenta ter 30 annos, de cor fula barbado belfos
grossos nlhos abugalhados ; pelo seblanle inostia ser
bebado. Eale escravo lia lempos tez una fgida, e por
ser sapateiro esteve na cidade de Olinda em urna ten-
da tra ha I han do inculcandn-se forro. Quem o pegar le-
ve-o a rua da Cadeia do Recife', arinaieid n. 12, quesera
recompensado.- Ilnllnr Si Oliveira.
Fugio, no dia 30 d malo prximo passado, um pre-
lo, de nome (aspar de estatura ordinaria cor preta c
nao retinta secco do corpo, caracomprida olhos fus-
coi, nariz achatado, queixos sahidos para fra; tem urna
ferida na peina esquerda c cicalrlzes de outras; tena
iniodirelta repinada de una escaldadura e o braco com
maias brancas cabello incarapinhado e mcsclado de
branco de 55 a 60 annos. Hite preto fol comprado ao
Sr. Timb, morador no Cabo pelo fallecido Pereira da
alfandega .tendo estado sempre no sitio do inesino Pe-
reira, no Caldcireiro, at a dona, annos os quaes tem
estada no sitio que foi do fallecido Zacaras, no lugar
doFundao em Beberibe-dc-haixo ; foi visto nos prl-
melros das na Casa-Forte aonde tem inultas amizades
e he muito conhecido ; mas como soubesse ter sido pro-
curado nao tem havido mais noticia delle ; julga-se es-
lar escondido em uina malta de capoelra junto ao Mon-
teiro oa cutan ter ido para o Cabo ; levou calcas e ca-
misa de algodiio azul ceroulas brancas de algodao tran-
cado ; he muito ladino por isso quem o pegar nao te
deve fiar no que elle diz eaiin traze-loao mesmo litio
do Fundo ou na rua da .'enzalla-Vcllia, n. 84. Roga-ie
as autoridades policiaca capitaes de campo e pessoas
particulares que o nppreiieudaine levem-o aos lugarci
Indicados que sero recompensados .
100/000 n.
Fugio. no dia 22 de marco prximo patsado, do enge-
nho S.-Francisco em S.-Abtonio-Grande, provincia (Jai
Alagas, a escrava benedicta, parda, muito clara, bem
parecida, cabello! corridos olhos pretos', beicos gros-
sos denles limados peilos grandes, pes seceos ; tem no
braco direito um sino salamuo e no ootro um coracao ,
feilo deagulha com (naazul; tem 20 annos de ida-
de. Esta escrava he de Guuvaln Rodrigues Marinho ,
morador no dio engenho, aonde pode ser entregue, que
receber a gradficacao cima ou nesta praca a J. 0.
Campos, na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, no dia 27 do prximo passado o eicravo
Joao Bernardo crioulo alio chelo do corpo rosto
redondo e descarnado ps largai pouca barba e rapa-
da ; he rendido da verilha eaquerda ; tem uuia cicatriz
em uina das peinas. Este escravo he natural de S.-Aua-
ru-Jabnalao ; levou calcas de briiu pardo de llslraa, ca-
miadealgodaoiinlio collete de setim prelo usado c-
cbapo branco de pello. Roga-se as autorldadei poli-
ciaes e pessoas particulares ,.jue o apprehendam e Ira-
gam a esta lypographia, que serao recompensados.
[PeRN. : KA TYI. DEJM. F. DEFAMA. *-l848
V


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