Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05985


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Full Text
i Auno <1q 1848.
Quinta-feira 15
:as
de
O DIARIO publics-se todos os di.i quc ni o
fu em de pwr.ii: o preso dvmitiuuri |,c de
jjOOft rs.porquartcl, pagot adinntadat. Os n -
nuncios dos tjsi^n.inles sin inserid* i rnslo d t
JO ts. porlinba, 40 rs. eio typo diiTereote, ai
Xepetfoe* pe meUde. O que n^o forern #-
nante pxgtro SO ri. por linda, e 100 era lypo
dulciente, por ;ad publicac'.o. ^
PIIASRS l)A LA. NO ME/, DE JDNHO.
I.iia or: I, o 20 mili, da ttrd.
desenle a V l J lloras e&8 min. da lar.l.
La cheia a ifi, !% (> horas e 3 mi. da lard. -
M ngoanlea J4 s borai efl min. da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Goianna, Paralilbail segundas a sextas (eiras
Rio-Grande-Jn-Norte minias feirasaomeiodia
Cabo, Serioliea, HicFarrnoso, Porlo-Calvoe
Macelo, no I.*, a II 21 decada ojee.
Garanliunl e Bonito." a I e 21.
Bna-Virta e Plores, a li e2l.
Victoria, as qunUs-leiras.
Olinda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Hrimeira, s 2 horas e 42 minutos da larde.
Segunda, s 4 herai e 0 aunlos da manhia.
de tJunlio
AnnoXXV. N. 135.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. >f<* I. Oii.iv. S. JoSo de 9. Fa-
cundo.
II Tere.^* l.Oituva. S. Antonio, nadroai-
ro ds provincia.
14 Quarta. S. Basilco Magno. Atid. doJ. do
e civdo J. de paz do 2 dist de t.
16 Quinta. S Vctor. Aud. do J. de orpli. e
do J. municipal da I. v.
15 Sexta. S. Aureliano. Aud.do J. doc Iv. e do J.
de pai do I dist. de t.
17 Sabbado. S. Thereta Rainha. Aud. do i, do
cir. e J. de pat do i dist. de t.
IS Domingo. daSS. Trindade S. Leoncio.
CAMBIOS NO DA 14 DE JNIIO.
Sobre Londres a 25 d. por l# rs. I (.0 dias, Nom.
Pars 345 a 350 rs. por franco. Nont,
v Lisboa 105 por 100 de premio.
Desc.-daleltris de boas firmas a I "/ ao mez.
OrnoOncu bespanhola.....30*000 a SlfOOO
>i Modasde C.oo velb infarto a 171000
de 6/400 nov..
de 4|000 .....
Pratn Palaces brasileiros.
Pesos columnares...
Ditos mejicanos....
IMmda...........
Hijfioo a.
9/0no a
2#00j ,
I|9'0 a
' 5o a
'.H20
16/700
9f800
5*010
2 #000
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IfMO
Acces dacomp. de Bebera*, a 5' _, jooo rs. ao par.
I-
DIARIO DE PERN AMBUCO
'&.v,-raBU

PARTE OFF1C1 Al.
PROGRANUfA DO GOtWO
Illm. e Exm. Sr.
Sua Magestade o Imperador dignou-se nomear ine pre-
sidente dio eoacelho de ministros por decreto de31 de
malo passado: e nesta qualldade julgo preciso manifes-
tar o svstema poltico e administrativo, cuja realisacao
o actual gabinete se empenha em promover, afim de
que V. Ex. compenetrado do pensaiiiento ministerial,
harmonise cora elle o seu proceder na administrado
de.vsa provincia.
1 Sendo certo que a constituicao poltica da naciio sanc-
ionnos principios fundamentaos do rgimen repre-
[ V.taii vo, para firmar as liberdades publicas sdb a pro-
Itccorfamonarchia, e daapplieaco pratlca e regular
dosmeios de que depende o desenvolvimiento de todos os
germens de grandeza ecivilisaco dopaiz. Portanto, o
actual gabinete considera sua especial mssao assegurar
i liberdadi: garantas duradouras sb a influencia do
principio uionarcliico.
Mas esse fin nao pude ser conseguido sem o auxilio va-
garoso do lempo. Entretanto cumpre, as circumstan-
cias gravea etn que se acha a naco, em vista do estado
actual do mundo, occorrer s uecessidades inals urgen-
tes e imperiosas com os remediosapropriados para tran-
quillisar todos o ioteresses legtimos, e dar-Ibes seg-
ranos de salisfaco completa no futuro.
Nesse intuito propde-se o gabinete promover a refor-
ma de diversas lea, nao completamente consentaneas
com o espirito da coustituicio, nem com os costumes da
naciio, pal-a garantir a priraeira uccessidade social a
dislrlbuco da justica, a liberdade ele i toral, e activar o
desenvolvimento moral e material do pas, como pro-
clamou a cora no discurso de abertura da presente ses-
ao da aisenibla goral legislativa.
K einquanto laes medidas se nao realisan, urge que
mesino com as les actuaos o governo convenca aopaiz
dasinceridade desuas ititencdes, manifestando no seu
procedimetito as suas tendencias claras. Para isso nrces-
sta elle do concurso de todos os seus delegados, e em
todos os pontos do imperio, que todos devem harmo-
nisar sua marcha com o plano do governo. Por aso he
til declarar que uo continuar a gozar a conlianca
do governo o empregado demissivel, que com a influen-
cia do seu einprego coatrariar a poltica indicada, e que
o niie demissivel ser reprimido por meio da acedo da
le, quando o seu desvio tornar-se criminoso.
Poru dvo ponderar a V. Ex. que o governo nao re-
puta Alas as actuaos divitas no campo, dos partidos poli-
ticos, porquanto reputa seus alliadoa todos os que adhe-
rirriu aoseti prugratnma, embora tennain tido opiniao
diversa anteriormente. Por isso na nonieacao para os
etupregos, rujas attribuicdes pelas leis actuaos con fe
rom aos empregados influencia poltica, s.rao preferidos
os que auxiliaren! ao governo; c einquanto aosoutros so
ser aiteudlda a habililacao legal, e preterido o m-
rito.
Portanto, para tranquillisar os nimos, rr-cnmmcndo
a V. Ex. a mais stricia pontualidade na execucao das
leii, neutralitando com enrgica paudencia os resulta-
dos deplorareis que possam provir dos defeilos das mes-
illas, alimde dlstribuir-se lielinente a justica, garanlin-
do os direltos de todos, proUgendo amplamente a liber-
dade cjeitoral contra a invasao da aulordade seja quat
fr a sua categora: e o governoolharia com profundo
d.-saggravo a menor negligencia em inanter cin toda a
na iiilegridadeos direitos do lodos os cidadaos, sejaiu
quaes forem suas crenjat polticas.
Tambera tem o governo como regra impreterivel a
ni.iis severa economa e scalisacao das rendas publicas,
tao cssenciaes mi estado actual, em presenca da crisc
que abala presentemente o mundo commercial: c V. Ex.
.^desenvolver a mais escrupulosa vigilancia sobre este
amo de servico publico.
V, Ex. promover a publicidade das intencSes do go-
verno, certo de que com isso far especial servico ao
paiz, procurando tambera convencer a populacao da
Breelijo imperiosa de esperar remedio aos males pu-
lios doprogretso da rasao e moralidade publica, que
dere resaltar do desenvolvimento gredual das institu-
cues que felizmente no regem.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio-de-Janeiro, enx 3
de juibo de 1848.
Fsahcisco de Paula Souza r Mello.
EXTERIOR.
Sr. presidente da provincia de Pernambuoo.
MINISTERIO DA GUERRA.
H.vCAo DOS ALUMNOS Da ESCOL& MILITA DESPACHADOS fOB
DECRETO HE 20 DO CORK ENTE.
fura irgumloi tenenltt do imperioi eorpo di engcnkeiroi.
Os alferes alumnos Antonio Augusto de Arruda, Joo
Krnesto Veriato do Uedeiros e Joao Francisco Leal Bruce.
Para itaundot lenles de artilharia a pe.
Os alferes alumnos Tiburcio Hilario da Silva Tavares,
los Joaquioi dos Reis, M.iuoel Kalbino Nolasco Pereira
da Cimba, Candido Jos da Costa e Saturnino Soares de
lerelles.
/"ara alfere alummi dt mgtnliaria.
Os cadetes de artilharia Jos Thomaz de Almoida Pc-
'oira Valcote, Ayrs Antonio de Motaes Ancora, Jos
Antonio da Fons'cca I.essa e Augusto Dias Carneiro ; o
s>rgento da inosiiia arma Francisco Aunes da Cunba, o
soldado da mesina nrma'JoSo Marlins da Silva Coutinho,
" cadete de cavaliaria Jos Joaquim de Lima e Silva eo
cadete de fuzileiros Joaquim da Gama Lobo de Ec.a.
Para alfere alumno? dt artilharia,
Os cadetes de arTlhaia Francisco Das da Costa, Mi-
guel Antonio. Joo Haugel de Vasconccllus, Antonio Joo
ngel de Vasconcellos e lleurique de Amoriiii Bezerra ;
os soldados da uiosnia arma Francisco Manoel Pereira
onle5 c Candido Benjamn Lins de Vasconcellos.
Para alferes alumno de infamara.
O sargento de infantaiia Manoel Joaquim Ribeiro.
Secretaria de estado, em 2i de inaio de i8io. urn-
ico dt P*uta Titira dt Anudo.
i
CORRESPONDENCIA -.DO DIARIO DK PERNAMBUCO.
Lisboa, 12 de mato de 18*8.
A divergencia entre o partido cabralista contina
mais acerrada do que nunca. Os seus orgSosna im-
prensa peridica, por um lado o Estandarte, e por
outro a UniSoeo Popular, dogladiam-se atrozmente.
He raro ver em qualquer destesjornaes um artigo da
polmica com os da opposicao progressista. Hoie a
lula he entre ellos.
O Estandarte, orgUo dos cabralistas puritanos, n2o
so nostilisa declaradamente o governo, mas dirige
os doestos mas virulentos aos redactores da Luido
e Popular. Os epithetos de estupidos, comiles, eunu-
chos, cate bebadat, sao mimoseados com abundan-
cia pelo Estandarte aos redactores que menciono.
Estes anida uo teem tmido represalias, e s teom
respondido dizendo que o Estandarte representa
urna frace-o, e que desprezam os seus insultos ; po-
rem o Popular ja ameacou com discutir os redactores
do Estandarte, se este continuar a injuria-Ios.
Como destesjornaes, um representa as opinies
de Jos Cabral e dos seus satellites, e os outros dous
a poltica do conde de Thomar, incarnada no ko-
verno, ha alguem que acredita que os dous irmflos
estno desunidos, e se fazem guerra de morte; porm
osmaisexpenentes 011 mais incrdulos assecuram
que ludo he um plano combinado entre os dous ir-
mflos Cabraes para hidir o publico e a gente de
boa fe,e fundam-se em parto n'um facto ltimamente
occorrido, que n5o deixa de dar a maior consistencia
as suas duvidas.
O governo apresenlous cortes urna proposta de
le para que todas as leis e decretos.publicados desde
maio de 1846 at ao presente, icassem em vigor
ate serem derogados pelas cortes, excepto do de-
creto uas tranfereneias e do que creou mais juizes
para o supremo tribunal de justica, quejase acham
derogados pelo parlamento. Esta proposta do go-
verno foi urna cominisso especial. Na elei^Bodes-
ta commissp, para a qual o governo devin obter a
maioria, nfio^crjntoceuasaim., e foram eleitos Jos
Cabral, (.urj e outros individuos, todos menibros
da frac^ao dissitlente da maioria Ja cmara. sto
demonstra que existe intriga, e que aquellos que
votaram a favor do governo na questo eleitoral nilo
Ihe s3o fiis : porconseguinte espera-seum parecer
contrario a proposta, o entilo se ver quem fica ven-
cedor.
Alm disso, Jos Cabral, que se tinha demittido
de presidonle da commissSo de lcgslac;To, tornou
outra vez a aceitar esse cargo a rogos dos seus col-
legas, e a cmara consentio nisso. He em vista de-
ludo isto, que os incrdulos, como digo cima, asse-
guram que existecombinacto ntreos dous irm.los
para prem fra do ministerio o duque de Saldan-
ira, contra quem especialmente se dirigem os tiros
nSo s do Estandarte mas dos membros da cmara
da fracco Jos Cabral.
Acamara dos deputados tem-se j oceupado dos
projectos de fazenda, e ludo de que se tem tratado
e votado, he sobre notas do banco. J se approvou
o projecto das loteras; outro pera que as notas
sejamadmittidas no pagamento das dividas (iscaes
atrasadas; outro para se comprarem com ellas f-
rosepensoes; o finalmente discule-se um para que
sejam admiltidas nos pagamentos feitos ao estado,
e nos deste aos particulares, n'uma quartn parle.
Tantas medidas de amortsac,flo parecem que de-
vem conduzir em breve a amor)saclo deste flagello:
lodavia ha opinies que sustentam o contrario. Ve-
remos oque mostra a experiencia.
A opposicao que se espera va a pparecesse aos projec-
tos de fazenda anda so nao manifestou, provavel-i
mente porque, sendo todos os projectos discutidos,
relativos a notas, e tendentes a favorecer o banco,
o como os princpaes corifeos do cabralismo puro
estao nisto muilo interessados, nao se teem opposto,
aetes teem sustentado os projectos. He natural que
as hostilidades se manifestem na dscussSo do orca-
mento.
A gerencia do banco he que tem soffrido serios ata-
ques da parte dos deputados da opposgilo na discus-
sfio destes projectos,dos quaes os seus representantes
se teem defendido, porm com pouco xito.
Na cmara dos pares discute-se o projecto des
transferencias dos juizes, no qual aquella cmara
tem feito. tantas alteraces, que he impossivel que
a cmara dos deputados concorde nellas, e nesse
caso ter lugar a commissSo mixta, a nOo apparecer
outra medida que impeca a execugao do projecto.
Devendo a cmara dos pares constituir-so ltima-
mente era tribunal de justica, para julgar o ja se-
dico processo, instaurado ao marquez de Niza, por
ler insultado um escrivo de um juiz de paz, frara
tantos os pares que se deram por suspeilos, j com
motivo de parentesco, j com outros pretextos, que
o tribunal nao se pode constituir, e assiin se vai
adiando esto negocio, que ha muito j devia estar
decidido, com bem pouco crdito para aquella c-
mara, que devia ser a primeira a dar exemplos de
moralidade.
0 gobernador civil de Coimbra, Jos Ricardo Pe-
reira de Figueiredo, foi exonerado doste cargo, e no-
meado juiz criminal- para o 1. districto de Lisboa.
O seu successor he ti ni magistrado chamado Manoel
da Cunha Paredes. O Estandarte, como eradeesparar,
clamou muito contra esta demissSo, dizendo que o
dito governador civil fra demittido por fazer obs-
tar em Coimbra urna revoluto miguclino-setem-
brista, e por perseguir empregados concussionarios.
Isto he um dosforco. Segundo uns, o dito governa-
dor civil foi demillido; porque, teudo o governo da-
do licencia para que tivessem lugar em Coimbra exe-
qui(isTeitas em conMnemora<;R0 dos estudantes da
universidadc, morios em Setubal na aajBo do 1.* de
maiade 18*7, elle nSo consentio que se fizessem es-
sas fexeqiiias, contra o quo protestou a commissilo
etwirregada disso; eat negou urna asserco ma-
nifestada pelo presidente do concelho, na cmara dos
pares. Outros quo se julgam melhor informados, as-
seguram que a demisso deste funecionario fra
motivada ; porque, mandando o governo reconhecr
Coimbra as assignaturas de urna representacS que
se Ihe dirigi contra o dito governador civil, njos
se rcconhcceram todas as assignaturas, mas aug-
menlou o numero deltas, e que, vendo ogoverno isto
demittio logo o seu delegado. Soja o que fr, o < *erto
beque o homem est demittido; eCoimbra livr e de
um administrador, pouco apto para tal encargo-.
Houve ltimamente urna polmica entre os ptirio-
dicos Rcvolufo de Selembro o Naco, qucmagoou. em
geral toda a gento sensata, por ver que por urna oc-
currencia de nenhuma monta se aziam reviver an-
tigos odios, e se separavam partidos que parc^iam
estar unidos, e esquecidos das suas antigs ofTeilsas.
O motivo da disputa foi que, tendo-se, na cmara
dos pares, queixado o Sr. Nicnlau d'Arrochclla de
aecusarem-no de pertencer a urna junta miguesta,
a !\iro censu ron este proced ment, considerando
quo eom elle o Sr. Anochella apostatara dos seus
principios realistas. A Revoluqo saho a campo 'em
defensa doSr. Arrocella, dirigindo graves ataque s ao
partido miguolista, sem se lembrar que, anda ha
pouco, so nao fssein os miguelistas, o partidor se-
tembrsta teria ficado completamente aniquilado.
A Narjo responden aos ataques, e de arguQo> em
arguigflodepartea parte o assumpto ia tomando
um aspecto bastante desagradavel, porque j a gen-
te da ;Vnnio i'a/ia assiguar urna dcclaraco pelos seus
corieligionarios polticos, de quecramsoIidarios.com
ella as suas opinies, sendo muitos dcllcs dos que
ltimamente tinham combatido ao lado dos pro>gres-
sistas,guando, felizmente, a instancias dos amigos
de um c outro partido, a questao terminou do repen-
te. A imprensa divdio-se ueste negocio. O Ettan-
drrte, a Uniao, e o o Popular li/ernni enlao caima com-
mum, congralulando-se com esta divergencias,e ata-
cando a Revoiucco come ingrata aos beneficios que
tinha recebido dos miguelistas jo Lusitano l.oniou o
partido da RevlueS, atacando a Naeto, e no je a ques-
tfio contina entre o Lusitano e a Nafo ; a Patriota
fez de medianeiro entre os dous contendores, papel
gentes sensatas. Em Ma- jrij os narvaislas querem-se
sustentar a todo ocu sto> go obstante as grandes
dornostrac,oos que ja leem havido contra a sua po-
ltica. Em Lisboa, r corte |anc,da n08 bra?08 do8
Cabraes, pelo me rtog dos moderados, faz tudo que
elles quorem, c cnche-09 de honras e dignidades.
Alhrma-so que 'dConde de Thomar vai ser elevado a
marquez e ao omnenie jugar de mordomo-mr. Es-
ta predilecc^Q [em escandaliaado geralmente os ni-
mos de tridos que nfio sflo cabralistas, porque so co-
nheco oi|je he a con tinuaciio da pirrara (como aqu
^"e '' .laniain ) que a corle est fazendo o paiz quo
dct'jsta os Cabraes, embora ludo o que elles digam
seu favor. Oxal quo semelhautc teima nio
custo cara a muila gente, e principalmente a quem
tem sido objeclo de tantos sacrificios.
JIJSfljyjli 1 2)J5 9ait* 'j>'J 3303.
lioje nao comparccerniii asscmbli'a legislativa pro-
vincial mais do que 17 membros, o por isso dciiou ella
de I mu einnai
que todos Ihe louvaram, eque Ulvez concorresse|i7o7i Wudre7p^rno,^ saUsfa'.er'e's-
para a terminacho das desintelligencias.
Parece que os insultos, feitos a varios subditos
francezes, em Lisboa, o em outros pontos deste rei-
ne, chaniaram a attenc3o do governo provisorio da
repblica, porque os jornaes de Taris j fazem dis-
to menguo, e fallara no mesmo sentido em que talla-
ra in em 1831, q liando a esquadra do almirante Rous-
sin foi mandada ao Tejo. Oxal que, por impruden-
cias eexcessos muito reprehensiveis, oque devem
sempre ser castigados, para evitar destes conflictos,
nSo vendamos a passar por outra vergonha sementan-
te que. entilo soll'ninios, pelos excessos dos sectarios
de D. Miguel.
l-.in Madrid houve outra subleva^ilo, no da 8 do
correte. O regiment n. 30 insurreccionou-se, o
sahio para a ra ; sustentou algumas horas de com-
bate nos pontos em que tomn posices ; mas atina]
foi vencido pelos demais corpos da guarnic^o, ten-
do'comtudo feito umitas victimas, entre as quaes
se contam o general Fulgocio, governador de Ma-
drid, que moi reo no da seguinle, das feridas que
receben. Os revoltosos, aprisionados com as armas
na mao, iiiiam logo entregues ao concelho dojguerra,
e, segundo as ultimas noticias, j 13 delles tinham
sillo ai'cabu/ailos.
O nosso governo, logo que soube tciegraphicamen-
te dostas oceurrencias, adoptou medidas preventivas,
mandando artilharia para ocastello de S.-Jorge, e a-
doblanto outras providencias. Tambem se diz que
se esta embarcando artilharia e outros petrechos de
guerra para a praoa de Valonea, porque ha receios
de urna insurre$8o na Caliza
dem, 1*.
Procedem-se ltimamente eleiQSo de dous depu-
tados pelo collego eleitoral da Estremadura, c sahi-
ram oleitos os ministros da justica c marrulla. Asse-
gura-se que os cabralistas exaltados guerreara ni a
eleicilo do ministro da justica, porque houve diver-
gencia de. votos.
Tambem seprocedeu, em varias provincias, elcicfto
de uni ou dous deputados, por causa de eleiges du-
plicadas. Os individuos eleitos pertencem todos ao
partido carlista.
Teem estes dias cojrrido rumores de quo se projecta
aqu perturbar a ord(;m publica, o os nimos andam
dtrvdosos: como quo se espora algum grande acontc-
cimento. Estes rumores teem assustado muito mais os
inimigos das revoluces, com as noticias que circu-
lan do que a revolucflo rcbenloii na provincia hespa-
nbolila Catalunha, onde dizem que dosembarcra
o conde de Montomolin, (filhode D. Carlos) com
varios cheles carlistas ecentralistas, que teem fcitoen-
tre si um convenio. l)iz-se que o gritohe: Carlos VI,
e a constituicao de 1837; e que esto movimento he
apoiado pela Inglaterra, cujo gabinete se acha em
desintellcgencia com o de Santo-Ildefonso. Ajnnla-
se que polo lado das provincias vascongadas tambem
entraram, procedentes de Franca, alguns militares do
emigrados hespanbes, viudo em sua fronte o infante
D. Heuriquo, o general Rodil coutroschefes. Osacon-
cimcntos viio-se succedendo de una maneira es-
pantosa; e desgracamen te anda ha quem, o liso
n3o s nao trata de verse evita os e^"
co, mas at procura tica-
dra e de Lisboa iio camip
Polo vapor Haitiana, chegado boje dos porlos do su'i
com 10 dias c 16 horas de viagom, recebemos jomaos '
fluminenses, que alcancam a -i do crreme.
Chegam a 2 as sos'sOos do senado, publicadas uas dif-
ferentes gnzetas que temos entre raaos.
Nessas sessoes. a cmara vitalicia quasi que se oceu-
pra exclusivamente dadiscussiio do cdigo commer-
cial, o dnsorcamentos dos ministerios de oslado, entre os
quaes o da i'a/onda tinha sido approvadn cora varias
emendas parle relativa administraco da justica. Os
trabarnos, pois, tlosle corpo respcitavcl caminhavaiu
placidos. Entretanto, tornaram-so um pouco calorosos,
por causa do parecer da commissao de constituicao e po-
deres, acerca da eleiciio de dous senadores, que lti-
mamente se procedeu nesta provincia, e do voto em se-
parado do Sr. Verguelro.
<> parecer,_assigoado pelos Srs. visennde de Oiinda e
Carneiro Leo, aeonselhava que, anudada a mencionada
leicao, se procedetse oulra : o voto em separado pro-
punha que os Srs. Chlchorro c Ernesto fssein declara-
dos senadores.
Quizeramos proporcionar desde j aos subscriptores
deste Diario a leitura dessas duas pecas i mas a extensao
dcllas, a hora adiantada em
te querer. Limitar-nos-hemos, portanto, a dar noticia
abreviada dos debates havidos asemclhantc respeito.
No dia aprazado para a discusso do parecer e do vo-
to em separado, que nos hemos referido, isto he, a 29
de malo ultimo, o Sr. Verguelro empenhou-se por sus-
tentar o seu voto era um longo discurso. Findo o arro-
zoado de S. Exc., c nao bavendo quem pedlsse a pala-
vra, decidlo a casa que a materia se achava suflicientc-
mente discutida. Era ennsequencia, procedeu-se vo-
la, .ni ; c, concluida ella, roconheceu-ie que, tendo-se
manifestado 17 senadores pelo parecer da commissao,
nao menos de 15 o haviam reprovado. A un un ciando sc-
melhantc votaran, o Jornal' da Commercio accrescenta ;
Votaram a favor do parecer, os Srs.: Nabuco, Cnnha
Vasconcellos, Almeida Albuquerquc, Casslano, Rodri-
gues Torres, visennde de Olinda, visconde de branles,
conde de Caxias, Clemente Pereira, Maia, Vasconcellos,'
Miranda Ribeiro, Hollanda Cavalcauti, baro de Suassu-
na, Valasqucs, Carneiro Leo, visconde de Monte-Alegre.
a Votaram contra o parecer, os Srs, : Dantas, Mafia,
Saturnino, baro do Puntal, Souta Queiroz, Verguelro,
l.iinpo de Abrcu, Paula Souza. Monteiro de barros, vis-
conde de Congonbas, Alvos Hranou, Lopes (lama, Gal-
lan Abracar, Fernandos Torres.
Ausentes os Srs.: Araujo Vianna, Lima e Silva, Au-
reliano, comiede Valonea, Paulo Jos de Mello, viscon-
de de Macahe, marquez de Itauliaem, Manoel deCarva-
ibo. Costa Fer.eir, marquez < Marica.
Como, era consequencia de tuna deciso tomada, ha
quinze annos, pelo pelo senado, os pareceres acerca da
verilicacHO dos poderes dos membros do mesmo senado
apenas dcviain depassar por urna discusso, entenderam
lodos que ouegocio eslava decidido. Entretanto, nao a-
conteceu assim. A 31, o Sr. Paula Sousa apresentou ura
requer incn lo para que o parecer passaise por segunda
discusso; mas, depois de prolongado debate entre S. Exc.
e os Srs. Hollanda Cavalcanti c Carneiro Leo, o reque-
r '.onto foi rejeltado por 26 contra 9 votos.
As sessoes da cmara dos deputados alcancam a 3 do
correte.
A renhida discusso sobre o projecto de resposta
falla do tlirono, que continuara desde 20 a al 26 de
inaio prximo findo, cncerrou-se nesse dia, para se
proceder votacao nominal, terminada a qual veriticou-
se que
Volarain a favor do projecto os Srs.: Souza Franco,
Paulo Alcxandriuo, F. J. I orlado, Lisboa Serra, Peixoto
de Alencar, padre Saboia, Pamplona, Fernandes de Bar-
ros, Saldanha Marinbn, Jos de Assis, A) res do Nasei- 1
"ionio, Souza Brasil, Castello Drauoo, Marcos de Macedo,
Moraes Sarment, Acua, Carneiro de Campos, Coelho
Bastos, Franca Leite, Alfonso Fcrrera, Reg Montriro,
Chic-borro da Gama, Lopes Netto, Peixoto de Hrito, Vlt-
lela Tavares, J. Franco de Faria, Nunes Machado, Abren
Lima, Anuda Cmara, Carvalho Mendooca, Mondos da
Cunha, Urbano, A. F. Ramos, Eduardo Franca, barbosa
de Almoida, Clemente dos Santos, A. VI. de Mello, Mon-
donga e Castro, Rodrigues dos Santos, Carro, Tobas,
Abrcu Rangel,' Salles Torres Humera, Gomes de Mene-
zes, Paranhns, Gomes dos Santos, Cbrlstlano Ottoni,
Tboopbilo Ottoni, Israel de Barcellos e Ramalho;
Votaram contra o projecto os Srs.: Ferreira Penna,
Tenreira Aranha, Graciano, Alfonso de Albuquerque,
Gomes Kibeiro, 'filara, Tavares bastos, Araujo Lima,
Silva Forra/, Aprgio, Taques, Goucalves Marlins, Mou-
ra Magalbacs, Ges, Pacca, Wanderley, Mara do Ama-
ral, Tosa, Campos Mello, Eusebio de Queiroz, Pereira
da Silva, Vicente Torres Homem, Paulino, Pe<-"
f.
co, mas at procura ati?a-lom": ,, 0 vol-1 Pedro
encalves Chaves, Uudoy, Elias, Assis de
, cuco io|o, Paula Cerquelra. O-
Ar. ved-1 Podro 1 <""'
... As" cortes de M-
-nau< bem
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eir.
opiuiaoda^irfc?-'
R ENCONTRADO
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JEZ~

Ksuvam ausentes os Sr. Souza Franja e Costa Pinto.
A .10, rrieitado o parecer da commissao de poderes,
n>rani approvadas as eleijes de Serglpe, e declarados
diputados por essa provincia os Srs. doutores Joaquim
Jos icixeirac Francisco lguacio de Carvalho
------_ .6_w...... u>>v Moreira ,
os quars prestaran! logo juramento e tomarara assento.
A J do crreme, julgou-se objecto de deliberajao, c
iiuiidou-se imprimir o scguinle projeclo, firmado pelos
*' X7l.,"*s adiado, Lopes Netto, Anuda Cmara, Fa-
ria, VillelaTavares e Moraes Sarment :
A "ssemblageral legislativa resolve :
Artigo nico. He privativo do cidadao brasileiro o
commercio a retalho. O goveroo marcar um prazo ra-
.soavpi, depois do qual nao poderao contiuuar as casas
simugeiras que vendem a retalbo, actualmente cxis-
< Ficam revogadas as disposijes cm contrario.
Jm.8?..1""""? d,2' ProceJe-*c eleljao da mesa, e
ticou ella constituida assliu;
Presidente, o Sr. Cliichorro da' Gama.
\ ice-presidente, o Sr. Muniz Barreto.
I." Secretario, o Sr. Godoy.
2* o or. Castello Branco.
: o Sr. Barcellos.
* o Sr. Graciano.
Km consequencia, sem dnvida, da maneira porque a
u.aioria da cmara dos deputados scpronunclou contra
o ministerio acall na votajao do voto de gracas, quasi
lodosos inembros desse ministerio accordaram ein ret-
rar-sc do poder. Em vlrtudc disto, o Sr. Paula Sousa
loi encarroado da organisajao de um novo gabinete,
que se acha formado do modo segulnte:
Presidente do conccllio e mini.tro da faienda, o Sr.
Francisco de Paula Soma e Mello.
Imperio, o Sr. Jos Pedro Das de Carvalho.
-Ilistija, oSr. Antonio Manoei de Campos Mello.
(morra, o Sr. Joao Paulo dos Santos Barreto.
Mariana, o Sr. Joaquim Antao FernandosI.eao.
.Negocios esuangelros, o Sr. Bernardo de Souza Franco.
Ante? de haver deixado a pasta .lo imperio, o Sr. vis-
ronde do Maoah concedeu ao Exm. Sr. Vicente Pires
-ireceno dos neg
imlilicos. B
Por igual, o Sr. vlsconde de Macah nao deixou o po-
tlcr, sem conceder dispensa do lugar de secretario dcs-
., la provincia ao Sr. doulor Ignacio Francisco Slveira da
Mollai; porquanto, ao encarregar-se dessa commissao,
B. 8. declarou que desejava ser exonerado della, apenas
.> Exm. Sr. Piros da Molla oblivesse escusa da pro
doncia.
Poucos dias dopois de organlsado o novo ministerio, u
Sr. Paula Sousa, romo presidente do concelho mani-
icsloii ante a cmara dos Srs. deputados o prograinma
lo governo, e manifestou-o nos seguintes termos :
Sr. presidente, aproveito a occasiao para manifestar
i (Minara o pensainento dogabinele actual (movimenlo qe-
ral de mriotidade ). A cmara sabe que lia um gabinete
novo, c que eu ti ve a lionra de ser iioineado chete desse
gabinete mas o que lalvez a cmara ignore he que es-
tou intciraincnto convencido que nao souo mais idneo
para esta commissao ( ndo apoiadoi). O Catado das nii-
nhas forjas he conhccldo por todos os que coslumam
tratar conmigo, a minha saude hesempre precaria; po-
n niiilc agosto para c, mais do que nunca ella tem pei-
orado. Eu linha deixado de applicar-iue a ludo que
tem relajao com a poltica, e ha muilos inezes a iiiiuha
vida tein sido toda domestica, de completo retiro, e so
dedicada i minha familia. Eu reconhejo alm disto
que, cm urna quadra cuino a actual, o governo do naii
precisa ter muita llustrajao, multa moralidade, mita
cnerga (himWj apoiado ) En crcio que o paiz nao est
ein loilo de rosas, e alm dos malos internos de lonao
tempo accumulados, nos devenios necessariamente de
temer a repcrcusso dos successosda Europa (apoinrfu)
Parecia-me que neste estado que julgo critico, o nico
meio do salvajao publica reside no patriotismo e abne-
garlo dos Brasileiros.
Seria para desojar que homens notaveis, qualquer
que lusse a sua cor poltica, lizessein mutuos sacrificios
para rmar-sc una unidade de visias a respeito dos
ineos de salvar o paiz das crises porque pode passar
que seligassem para o exame e discussao dos inelhores
arbitrio a adoptar para este flu ; mas que, depois de
acolhidos c adoptados, fssein enrgicos e perseveran-
tos em suarealisajao. Para isto era necesssu io que os
poderos pblicos se nao dedicassem a outra cousa, que
inarchassein de aecrdo, ou que ao menos se nao hos-
lilisassem, que os homens polticos que nao se podessen
reunir na escolha das medidas que alludo, ao menos a
calinasseni csssas palxes ardemos que na aclualidade
poden, ser muito fataes. Para tudo isto era preciso um
ministerio ouao menos umchefede ministerio que tl-
vesse as qualidades que asiluajao requer: energa, vi-
gor, o ao mesmo fcinpo capacidade intellectual supe-
noi, rorca de alia e persevcran{a para e realiiar as
grandes medidas de segurauja, proprlas para afiancar
ao imperio paz e I.anquillidade. Forjado, porui a acel-
lar nina posljao de que me recouheco incapaz c sem
meios de esquivar-me, porque nao eslava as minlias
maos deixar de obedecer a vonlade do chefe de estado
que julgou que eu poderla ser til aopaiz, eu obedec
c vou tentar esta obra tao superior niiiihas forjas.
Cumpre, porcm, que cu declare desde j que para
isto cu nocesslto contar com o apoo das cmaras, sem
o qual he iinposslvel faier oousa alguma ( apoiadoi): ac-
crescentare anda com franqueza, que, neste ponto, son
e devo ser exigente, nao me satisfara um apoio simples
r ordinario; julgo indispensavel para bem do paiz un
apoio offlcaz c dedicado, porque, segundo o modo por
que eu incaroo estado do paiz e suas mais urgentes c
vitaos necessidades, he iudupensavel fazerein-se mul-
las oousas logo, embora uao sejam bem feitas e dc-
vam ser para diantc aperfeijoadas ( apoiados ), e estas
in< didas urgentes c importantes no poderao passar se
nao houver as cmaras dedicacao c aecrdo
Os melos que eu julgo Indispcnsaveis, para que o
pal? em realidade se tome um paiz livre, eu teiiho in-
dicado em inultas occasles. O que eu disse em 1847
,m ,lln das ,"*s pens, e por isso cscuso repetir. Desojare! que a cma-
ra soja franca com o ministerio, para que elle possa
sabor com o que pode contar; algumas das medidas
que julgo nocessarias ja exislein Iniciadas na casa e
entre ellas figura o que diz respeitos incompatibilida-
des. Eu quizera saber se posso contar com o apoio
esperar, o sacrificio que faco ( que para miui he im-
nonso ; he intil e desde entao cu resignara pe ante
o throno a commissao que me deu ; mas, se eu posso
contar com o anxilio c concurso das cmaras para al-
gumas dessas medidas que julgo indispensavols, cm-
qunnlo alguma Airea me restart eu a dedicare! toda em
beneficio do paiz ; beneficio de que todos parlilhanvis,
porque temos lilhos, amigos, prenlos e interesses que
oslSo ligados sorte do imperio (apoiadot). Se houver
entre nos, o que Dos nao permita, a repercussao
dos acontecimentos da Europa, nos temos mais que
perder do que csses paizes ; sonrremos multo mais
que elles, porque na uossa organisacao social os ele.
montos sao diverso, e temos elementos mais perigosos
que os que existem na Europa ( apoiados ). Descjare,
pois, que a cmara quanto antes se digne discutir essa
proposta sobre incompatibilidades, para que desde lo-
go possa oceupar-se da reforma do poder judiciario
( apoiadot ).
Existe na casa una proposta a este respeilo; mas.
como sou frauco, e julgo que a fraaqueza he necessa-
ria, devo declarar que, em minha opiio, essa p.oposla
Tt.?!Ja,wlnonte "leu5a- Pr1"e desee a detalhes e
minuciosidades proprlas para scrcm desenvolvidas cm
im regulamenlo, e reputo isto um defeito, po.nuo
nao temos lempo para attender discussao d/inetU.
das propriainenlc regulamentares ( apoiadot ).
^/,.^a.re.C''"'e Prefrrl,,el' e rtameiue muito regular,
decrctarem.se principios e bases p.ra seiem pelo sra-
vcrnode.envolv.das e.n todas as suas appHcacoe, pra
ticas, de conformidade c dentro das ralas marcadas as
mesmas bases. Assim, eu creio que fcilmente se pode-
rla nesla sessao decretar ess tao urgente reforma.
Nao confundo, porm, a celeridade que julgo necessa-
ria com a precipitaco que poderla ser prejudicial;
antes desojo que haja um debate luminoso e franco,
mas destinado nicamente ao descobrimento das me-
Ihores ideias a adoptar, e nao a impedir que alguma
cousa se faca ( apoiadot). He tao profunda a tnlnha con-
viccao sobre a necessidade das medidas que hei indica-
de que, se ellas nao frein convertidas em lelt na ac-
tual sessao, temo que a paz publica possa multo peri-
gar (apoiadot); quera eu, pois, que a i I lustre commissao
a quem foi a proposta remeltida quanto antes rellicia
sobre ella, tendo em vistas as observaedes que lenbo
felto para habilitar a cmara a oceupar-se de tao im-
portante objecto sobre o qual o paiz tero lixado su-
as vistas.
A respeito de outras leis, como a da reforma eleitoral,
eu devo dizer que parece-ine que no senado se tratar
dolas ; anda hoje eu falle! a este respeito, e a commis-
sao respectiva prometteu apresentar a sua opiniao com
brevidade sobre semelhante reforma.
* All se tem tratado at o presente do orcamento ; po-
rm cuido que elle nao ser a final adoptado, porque
sustento e ja enuncie) no senado a conviccao em que es-
lou de que nao deve passar, e o proposito de propr a
rejeicSo de tima lei tito defeituosa e discordante com a
situar.au do paiz e de suas linancas, como essa que all
se discute, tixando a reccita e a despeza para o anno fi-
nanceiro futuro, fundada sobre factos do anno que lin-
dou. A cmara sabe que esse orcamento foi discutido c
decretado no anno passado nesta cmara ; as circuins-
tancias san hoje mui diversos ; a cmara que o.confcc-
cionou he diversa, o gabinete he diverso. Parece, por-
tante, inconveniente votar-se hoje um orcamento que
tem 26 mil .'tantos contos de ris de despeza, quando
a renda he tao inconsistente e ameaca dniinuicao con-
sideravel. Nao ser melhor que tratemos desde j de
um novo orcamento, no qual se altendam a todas as
consideraedeg iudicadas ? Nao pode haver nisto mal al -
gum, porque nos temos um ornamento vigente, cuja
prorogaco foi decretada na sessao passada, e que pode
ir servindo al que haja nova lei. Insto pela necessida-
de de novo orcamento para que a nova camaraconslde-
re o estado do paiz, attendendo a certos ramos que na
artualidade exigem mais larga dotaco para evitar futu-
ras males.
Ousaria, pois. pedir que as Ilustres commisses traba-
lliasscn quanto fosse possivel, para que se podesse ter
um orcauenlo que honrasse esta casa, que mais ou me-
nos se approximasse em seus ell'citos ao orcamento de
1830 : nessa poca a cmara era nova, achou um pedi-
do do governo de 18 mil contos, reconheceu que se ti-
nBa despendido nos tres ltimos annos vinte c dous mil
contos de ris, e reduzio o orcamento a 12 mil contos ;
e os factos justificaran! este esforjo patritico da cma-
ra, pois que verilicou-sc que lizerau-so todos os servi-
jos com menos de 12 mil contos. Eu quena que esta
cmara que acaba de ser eleita, compenelrando-se do
estado do paiz, fizesse um orjamento no qual se procu-
raase reduzir as despezas tudo quanto fsse possivel
economisar sem detrimento do servijo. Escusado me
parece entrar em detalhes a cmara ennhecer fcil
mente as rases porque na aclualidade certas verbas de
despejas cumpre que sojam mais bem dotadas I apoia-
dot). .
- No senado preteude-sc tratar da le eleiroral, prelen-
dc-ie tratar igualmente da reforma do concelho do es-
tado : a coiiiuiisso respectiva recebeu addijo de um
membro, hoje Horneado para tratar da reforma da lei da
guarda nacional debaixo do principio que indique! so-
bre a reforma judiciaria, isto he, decrelajio de bases
que terio pelo goveruo desenvolvidas cm regulamen-
tos para ver se se he possivel passar na actual sesso.
Nomcou-se taiubem um membro para a commissao
especial eucarregada da questo de trras publicas e co-
lonisajao, no intuito de preparar os trabalhos prelimi-
nares para a adopjao de alguma medida a este respei-
to. Se tivessemos una lei de trras, maior seria a emi-
grajao para o imperio ( apoiadot). Duas medidas que
passem este anno pdem cooperar muito paa a einiga-
jao e riqueza publica, e sao declarar abolido o direito
deposse, e que o nico meio de ter dominio e propiic-
dade sobre ierras publicas he a compra. Se o governo
livor a fortuna de obler que as cmaras cooperen! para
a reforma judiciaria, para a relurnia eleitoral, para a lei
de incompatibilidades c para a reforma da guarda na-
cional, .-iiiao, quaesquer que sejam as circunstancias,
tenho esperanja de deixar urna patria a meus filhos :
mas, se por desgraja as cmaras nada flzerem, eu pro-
curare! convence-las da necessidade que ha de tratar
seria e promptaiiienle de tao graves assumptos ; porm,
se depois de meus esforcos fr desvanecida a minha es-
peranja, nao me resta outro recurso seno relirar-me.
0 gabinete nao pode ter a louca pretenjao de exigir o
apoio da cmara inleira, uem inesmo da parte della ; o
gabinete contcnta-se com esperar o apoio de seus ami-
gos polticos, e de desojar mesmo que seus adversarios,
se alguns houverem, esperem pelos seus actos, porque
tem esperanja de conquistar por ellos o apoio de seus
proprios adversarios. Se acaso elle ti ver esta foi tuna,
aar-se-ha por muito feliz, e se congratular cordial-
mente com o paiz escus representantes, se esta legis-
latura poder consolidar as uossas institujes (apoiadoi).
Do que eu estou intimamente convencido, c cre" que
o estao igualmente todos osjionicns sensatos no Krasil
he que o nico penhor da nossa salvajao he a consol-
dajao da inonarchia representativa ( miiilps apoiadot) :
urna dissidencia sobre a forma de governo, julgo que
seria a maior das infelicidades ( apenado); e cstou per-
suadido de que esta he a opiniao da cmara ( miiiloi
apoiadoi). Se esta persuaso podesse ser destruida, na-
da me restava seno deplorar a sorte do meu pal; ( rom
mipdo) : semelhante ao selvagem que, exhausto de
forjas para lutar com a torrente que o arrebata, larga
o remo e cruza os brajos, esperando o momento em
que se precipitar no abysmo, eu elevare! meus olho
para o co, e resignado solTrcrci^is males que nao pu-
de evitar.
Porem eu anda nao desespero que'esta cmara lenha
a gloria de confeccionar osla legialajo, que julgo in-
dispensavel para a consolidajo das institu jocs : no fu-
turo ser ella apontada como a salvadora das institui-
jfles dos inonarchicos-represcntatlvos do Brasil, e inc-
rcceiido pelo mais justo dos ttulos as benjaos das gc-
rajocs vindouras. ( M-tilot apoiadot : tentarSo, )
S. Exc. serrlu-se quasi das mesmas palavras para coin-
inunlcar ao senado o pensamenti do governo ; e nao
contente com isto, expedio a lodos os presidentes de
provincia a circular que lita transcripta na parle ofn-
cial.
O Kxm. Sr. Manoei de Souza Tcixcira foi dispensado
do cargo de 1. vlce-presidentc desta provincia. Pina
substitui-lo, fra nomeado o .^r. coronel Bento JosLc-
incnha Lins ; mas, cassada a nomcajo, recahio ella no
Sr. Domingos Malaqtiias de Aguiar Pires Ferreira.
O Sr. doulor Antonio Affonso Ferreira foi dcmilido'do
lugar de chele de polica desta provincia.
O Sr. doulor .Manuel de Jess Valdctario solicitara de-
ihssho da presidencia do Rio-de-Janeiro.
Tinliam sido Horneados : professor interino da ca-
deira de philosophia do collegio de Pedro 11, o Sr. dou-
lor Joaquim Pinto Brasil; Capellao do 8. balalhao
de fuzileiros, o Sr. padre Vicente Ferreira de Souza ;
3." escriturario da thesourarla do Rlo-de-Jauciro, o
Sr. Francisco de Paula Rodrigues ; -- juiz municipal e
de orphiios do termo de Pindainonhangaba, o Sr. doulor
Jos da Cosa Lima e 1 astro ; inspector da thesoura-
rla do Rio-Grande-do-No'rle, o Sr. Pedro de Alcntara
Pinheiro ; cpntadur da inesina lliesouraria, o Sr. Bo-
nifacio Francisco Pinheiro.
0 governo conceder ao Sr. I,uiz Vcrnet privilegio
exclusivo por 7 annos, para vender c applicar no impe-
rio, um liquido de sua invenjao, que, nao s preserva
os couros da polilla, senao tambem pOc asmadeiras aco-
borto dos estragos do cupim, da pulrefajao e dos in-
e.enaioK d^ra n Sr Di. Jaclnthu Jos da Silva Perei-
ra.ruAra a*mlso que solicitara do cargo de juiz niu-
xo; ordenara que os navios portuguezei paguem pe-
los passaportcs o mesmo que os nacionaes; approvra
as nomcajAes interinas do Sr. tenente-coronel Antonio
Gomes Leal para director do arsenal de gnerra desta
provincia, c do Sr. eapltao SalvadorCoelho de Drumond,
para ajudante da directora do mesmo arsenal; --jer-
miltra, cnifim, que o Sr. capitn doquarto batalhao de
arlllhaiiaap, Flodoirdo Eloy de Medelros, passe para
a terceira classe do exercit, e que o Sr. segundo teen-
te desse balalhao, Joaquim Candido Pessda de Seixas, v
servir no priraelro de cajadores, no posto de alferes.
a. ultima data de Montevideo era de 19 de malo.
Accusando peridicos at 12, o Jornal do Commercio
transcreve do CJ6srrt>ailor de 8 o artigo segulnte :
Ha cousas, como ha homens, como ha das, verdadei-
ramente desgrajadas. A negociajao de paz a todo o tran-
se, que comojou em 22 de marco, teve a desgraja de
principiar a encontrar tropeos desde os seus primeiros
paseos; e contra a torrente de todos os seus desejos, ia
essa negociajao quebrar a cabeja ein um encontro com
D. Joao Manocl Rosas, quando a revolujao de feverelro
velo suspend-la no ultimo da de abril. Chamamos a
isso urna desgraja, porque feriamos desejado que esta
nova missao de paz, recebesie pra ticamente urna nova
repulsa do director de Buenos-Ayres, pois ainda que ti-
vesse havido ideia de querer separa-lo da questao, teria
elle enslnado, como acaba de ensinar, que a questao do
Prala est na propria pessoa de D. Joao Manoei Rosas.
Suspensa esta negociajao, podemos hoje nutrir a es-
peranja de um desenlace feliz nos successos do Prata,
pois tudo conspira a dar a seguranja de que a interven-
jo franceza tomar caminho dill'erente daquelle que at
agora tem seguido, especialmente na ultima missao.
A lealdade, boa f e o desejo da paz, adquirida por
melos honrosos, que tem distinguido ao governo da re-
publica Oriental sempre que se tratou de ajuslar a ques-
tao, nao deixarao, de pesar as detenninajes do gover-
no francez. Isso por urna parle, e a honra eos interes-
ses franceses por outra, nos fazcm esperar com confian ja
o primeiro pronunciamento da repblica sobre esta
queslao om que tanto como nos se tem empenhado a
Franja.
Emquanto nao chega esse pronunciamento nao de-
vemos seno esperar, confiar no governo e tornarmo-nos
fortes para nos mesmos, alim de que o tempo nos nao
pareja longo.
Pode dlzer-se que a nossa poca m tenninou j.
Por toda a parte se val aclarando o nosso horizonte
poltico.
Valor, conflanja, uniiio sobreludo, c o anno de 1848
nao acabar sem verinos o lim do nosso drama de cinco
annos.
n O governo trabalha. 0 exerclto est enthusiasinado
e a populajao tranquilla, porque a conflanja anima a
todos.
> Valor, conflanja c uniao, e trluinpharemos.
O sobredi to Jornal resume assim as noticias contedas
as folhas montevldianas de 12 e 15
As noticias de Franja, trouxeram pois, como geral-
meule se presumir, a suspenso das negociajes. In-
dependento, porm, dessas noticias, era opiniao corren-
te em Montevideo e Buenos-Ayres antes da chegada do
Kttlrtl, que nada se concluirla. O general Oribe pare-
ca mostrar-se disposlo annuir s bases propostas pelos
interventores, mas o general Rosas inanifeslra-se op-
posto desde o principio da negociajao a qualquer ajuste
que nao solvesse as difSculdades da sua queslao com as
potencias interiores, e lodos sabiam que da vontade do
general Rosas dependa ludo. No dia 24 de abril parti
para Hurnos-Avres no vapor ingles Hydra um agente do
general Oribe, o Sr. Iturriaga. Contava-se que voltaria
dentrb de tres dias, mas foi demorado em Buenos-Ayres
at 10 do correnle, dia em que j all eraqi conbecidos os
acontecimentos de Franja. Segundo se assegura, re<-
pondeu o general Rosas que o que propunham os agen-
tes interventores nao linha a menor signlflcajao, por is-
so que nao se tratava das quesldes que elle tem de ajus-
lar com a Inglaterra e Franja.
Por decreto de 29 de abril foi declarada a praja de
Montevideo em estado de sitio, emquanto durassem as
negociaedos.
No da 1. de malo rcunlram-se em Montevideo lodos
os Krancezes para reconhecerem e victorlarem a nova
forma de governo do seu paiz: e nessa occasiao resolve-
rn! nornear nina commissao para representar seus in-
teresses junto aos agentes da Franja no Rio-da-Prata, e
para dirigir uina representajo asscmbla nacional da
repblica franceza, historiando a marcha dos aconteci-
mentos e deiinindo claramente a posicao dos Francezes
em Montevideo.
-No dia 28 de abril convieram o governo de Montevideo
e o general Oribe em uina suspenso de armas, que so
po.lcr terminar 24 horas depois de frita a inlimajao de
que comejam de novo as hostilidades.
i.Coniiimava bloqueado o pono de Buer.os-Ayrcs.
0 almirante le Predour prestou adhesao com toda a
sua esquadra novaordem de cousas em Franja.
0 Contervador d noticia do Paraguay at melados de
marjo. 0 Sr. D. Joao Andr Gelly tinlia sido nomeado
pelo presidente Lopes ministro geral da repblica. Con
tiiiiiavam os preparativos bellicos e havia sobre as fron-
teras de Corrientes e do Brasil 12,000 homens em armas.
A' frente da infamarla cstavam os ofnciaes argentinos
Frias, Vedasen e Caedo.*
Nao he exacto, como diise o Contervador de Monte-
video, que as negociajes entaboladas no Rio-da-Prata
pelos agentes de Franja e Inglaterra se suspendessem
por motivo da revolujao franceza. Os Srs. Gros e Gore
cntenderam que no tocante falta de carcter no pri-
meiro, era inalacavol a missao conjuncla, por isso que as
nlsses especiaes sao regidas por principios dislinctos
daquelles que rogem as permanentes e geraes. Conse-
quentemente delermlnaram seguir a negociajao, nao
obstante a mudanja m corrida na forma do governo fran-
cez.
> O estado da negociacao era o segainte :
i Depois de alguns dias de vacillajao responden por
etrriplo o general Oribes s bases propostas pelos inter-
ventores. Em lugar, porm, de aceita-las, como aceitara
txrfra/menle, propoz as seguintes :
I.' Que o governo de Montevideo reconheceria e
doa para admitllr a menor alterajo as bases que
presentaran!, e cuja aceitajao pura e timplet he a unlc
cousa que vieram negociar.
Outro enibarajo, porm, insuperavel velo complica.
asituajao. r r
O general Oribe deu conta ao general Rosas das basta
que tinha* proposlo. A coinmiinlcajo do general Orn*
foi no vapor inglez Harpy, sendo portador o seu secre
tario particular o S^Ilurriaga, encarregado de dar i
plicacoes.
Contava-se que o Harpy regressaria em tres din
mas nao voltou senao passados dezasete. '
A resposla que recebeu o general Oribe enche se
gundo se aflirma, vinle e irte folkat de papel, bem apiQ~
reliadas, e desconcertoii a todos os que esperavam !iuc
quando mesmo fizesse distincjes e reservas, deixar
que os interventores sentassem o general Oribe na sua
tao disputada cadeira presidencial. Nao acontecen m-
sini. 0governador Rosas nega ao general Oribe o dref
to de entrar nesses ajustes, aecusa-o de ter faltado aoj
pactos existentes, em consequencia dos quaes he elle o
principa/ belligerantc, e Mico encarregado de fater a mj 0,
a guerra. '
Accrescenta o general Rosas que, se depois das ob-
servajes que faz persistir o general Oribe na conducta
encelada, pagar com a mala negra ingratido os favo-
res recebidos, e conclue declarando que nao consent-
na retirada das forjas argentinas, e que a execujao das
bases propostas aos interventores importar o romp.
ment da allianja entre o governo argentino c o general
Uribe.
Kis ah em resumo, segundo assegura urna caria que
temos vista, a nota do general Rosas, na qual se exige
tambem que o general Oribe a communlque integral-
mente aos interventores, para que estes saibam que
nunca admiltir outras bases que no sejam as do ir,
ilood, com as modlflcajdes e additamentos que Ibe fez
e forana repellidas pelos governos de Franja e de lacia.
trra.
Esta nota parece ter causado serios embarajos ao
general Oribe, o qual at o dia 15 dn corrate nenhumi
resposla tinha dado s diversas pergunlas que Ihe dirig-
ramos agentes interventores depois davolla do Harpy.
A carta a que cima nos referimos accrescenta:
O desagrado, ou antes ira de homens como o corn-
il inodoro Berber, que tito grandes esfor jos parecem ter
feilo para o triumpho do general Rosas, he profunuu,
c nao sabem como haver-se, porque as instrucjes dos
.i ministros interventores sao terminantes. Rota a r., i
ciajao por culpa de Rosas ou de Oribe, como de (acd
j est, devem recorrer de novo melos coercitivos.
A situajao financeira do governo de Montevideo ti-
nha tldo algum inelhoramento. No dia 14 do rorrete \
olveram os agentes francezes lomar sobro si o susler.u*
das familias dos legionarios eslrangeiroi, o que inulto
diminuto as despezas que fazia o governo com as le-
gies.
Na sabida do paquete Keilrel de Buenos-Ayres, cor-
ra como certo que o general Rosas tinha dado ordem
ao'general Urqulxa para passar ao Estado-Oriental com
as suas forjas.
A divisao naval hespanhola as agoas do Prata tete
ordem de recolher Europa.
A 19 houvera lugar urna conferencia entre o general
Oribe eos agentes interventores. Corra que, nessa oc-
casiao, romperam se as negociajes.
As gazetas de Ncw-York, recebidas na corte, chrga-
vam a 12 de abril. Eis o extracto deltas, fello pelo Jar-
nal do Commercio;
O congresso americano dirigi uina fellcitajao a
Franja por motivo de revolujao de 24 de feverelro. Diz
a felicitajo :
.i O congresso, em uome do povo americano dirige
felicilajcs najo franceza por motivo do triumpho e
seus recentes esforjos para consolidar os principios da
liberdade sdb urna forma republicana de governo.
<> correspondente do lhrald em Washington eslava
preso naquella cidade ordem do senado por nao ter
querido revelar a foote donde obllvera copia do tratado
com o Mxico. As justijas ordinarias, para quem appel-
louopreso, declararan]-se incompetentes.
Cartas do lleximo de 17 de marjo annunciam como
certa a lerminajio da guerra.
Resta-nos dizer que o Uahiana tambem nos Irouxe jor-
naes da llahia at 10 do corrente, e de Serglpe at 24de
maio ; bem como que essas piovincias tinliam fleado
tranquillas.
O Exm. Sr, comniendador Domingos Malaquias de
Aguiar Pires Ferreira, 1." vico-presidente da provincia,
prestar jura ment anianlia, na assembla legislativa
provincial: mas tomar conta da administrajo, quando
chegar a este porto o vapor que se espera do norte ; por
ser o proprio em rfte o Exm. Sr. Pires da Molla pretende
seguir para a corte.
espeitaria na pessoa do general Oribe o presidente legal
da repblica.
2.a Que o general Oribe annullaria os confiscos que
tinha feito por causas polticas quanto aos bens de raiz
que ostlvessem debaixo du dominio do estado, e indem-
nisaria aos propietarios daquellas de que j tivesse
disposto.
3." Que o general Oribe dara amnista aos filhos do
paiz c garanta s vidas c propiedades dos cstrangel-
ros.
4.' Que apozar dessa amnista os emigrados argen-
tinos, cuja residencia cm Montevideo pdate dar rtceiot
ao governo de Buenoi-Ayret, o compromettesse a boa har-
mona entre as duas repblicas, seriam mandados para
o porto ostrangeiro mais prximo, ou internados para
onde o general Oribe determinasse, fleando a opeoao
arbitrio desses emigrados.
5.' Qucosestrangeiros armados em Montevideo en-
tregaran) as armas a comniissarios uomeados polo ge-
neral Oribe.
6.* Que o general Oribe, quando se achasse no ple-
no de seus, direllos e considerasse conscqueuteiueiite
desnecessarios os soccorros que linha oblido do seu fi-
lustre alliado o governo da Confederajo Argentina, se
compromet ia a restituir a este as tropas auxiliares ar-
gentinas, pondo-se previamente de aecrdo com o mes-
mo governo sobre as medidas mais adequadas para a
sua retirada do territorio da repblica.
7." Que esta opera cao ca do desarmamento dos cs-
trangefros teriam lugar simultneamente.
"Alin disto, deviamos agentes de Franja e Inglater-
ra levantar o bloqueio de ambas as margena do Prata,
evacuar a ilha de Martim-Garcia, e restituir ao governo
argentino os navios que Ihe foram lomados, salvando
ambas as esquadras interventoras a bandeira argentina
com 21 Uros.
Estas exigencias do general Oribe quasi tornavam int-
iViDalcdenh^ poisivel o ajuste da questfio, porquanto os agentes in-
uicipal e de orpbaos dos lerwoa de ltapeuieriui we-1 terventores, segundo te assegura, nao esto auioris-
Hontein coininunicmoa aos nossos leitores o estado
em que se acliavam os dous priucipaes paizes da Europa,
a Inglaterra e a Franja ; hoje procuraremos inteira-loi
do que ha acerca dos outros. ,
Portugal ficra tranquillo, mas parece que o goveroo
receia algum romplmenlo ; pois mesmo na capital tem
elle em mais de urna oecasio tomado precau jos extra-
ordinarias, enviando noite pojas de artilharia paradif-
ferentes pontos da cidade. Na ilha da Madeira tlnlum,
occorrldo alguns ligeiros disturbios, aos quaes hava d
do occasiao o oxcitamenio produzido pelas noticias dos
successos da Franja.
A cmara dos deputados, em opposijao ao parecer da
respectiva commissao, e a despeito dos esforcos de Silva I
Cabial e do sou partido ultra-carlista, havia decidido |
por (i I votos contra 36, que o artigo 63 da carta nao esta-
belece as eleices indirectas como um principio funda-
mental, sii alteravel com a concurrencia de uina nova ca- |
inara eleita com poderes especiaes, de conformidade com
o artigo 142. A consequencia inmediata desta decisao
ser a forniajao de una nova lei eleitoral sobre o syslo-
ma directo, systema que j fora adoptado cm Portugal,
nao su em o auno de 1820. como por occasiao da revolu-
jao de setembro, em 1836.
O estado flnauceiro do paiz era tal, que a rainha, ba-
vendo previamente ollerecido ceder 100 contos de rii
de suadotajo para as necessidades do estado, vio-sena
necessidade de subjeltar-se formalmente ao sacrificio de
ceder, durante o anno de 184849, a quanlia de 156 coti-
los da sua dotajn, dadorei, da do principe real eda
do infante D. Luiz.
A capital da Hespanha ficra cm paz; coinquanlo uo- |
las desagradareis livessem sido trocadas entre o duque
de Soto-Mayor, ministro dos negocios estrangeiros, e
Mr. Hiilwer, ministro britannico na corte de Madrid.
Este cavalheiro, em conformidade de um despacho que
recebara de lord Palinerslon, transmiti-a ao duque de
Solo-Mayor uina nota na qual fazla sentir aos mombroj
do gabinete hespanhol a necessidade de adoptaren! uina
I poltica de conciliajoe legalldade, e o pergo a que se
expunham procurando govornar o pax de urna maneira
opposta aos sentimeutos e opinles da najao. O duque
de Soto-Mayor respondeu a Mr. Bulwer que o gabinete
de S. M. Catholica, animado por sentimeutos proprios da
diguidade hespanhola e de todo o governo qu se res-
peita, nao podia deixar de protestar da maneira a inaii
enrgica contra o contedo da sua nota, e o da que lord
Palmerston Ihe dirigir ; e que, considerando que nao
poderla guardarlas sem quebra de sua dignidade, Ih'ai
icen va va, declarando-lhc ao inesinostempo que, se por
outra vez ein suas coinmunicajes offlciaes sobre pon-
tos de direito internacional, elle Mr. Bulwer patsasse
alm dos limites de sua mlsso, elnterviesse nos nego-
cios'particulares e privados do governo hespanhol, elle'
duque ver-se-bia na dura necessidade de reenviar as
suas olas sem mais obserrajes.
O Siglo seculo) jornal hespanhol annuncira que o
chefe centralista Beflera, que ltimamente hara entra-
do em Cataluuha, vindo de Franf a, proclamara a rep-
blica ein difl'erentes disti icios da provincia de Gerona. II
A tflif ta de Madrid publicou lamben um decreto rear I

>.'^
MELHOR EXEMPL/


V
i.
asslgnado pelo ministro da guerra, concedendo os be-
neficios do tratado de Bergara aosgeneraes e aoa outros
ofliciaes do exercito carlista que anda delles e nSo tl-
nliain aproveitado.
Quauto Italia labemoi que o governo provisorio de
Modcna, por un decreto datado de 10 de abril, bavla ad-
* ralttido ao gozo de todos os dlreitos clvls e polticos os
Israelitas residentes no ducado.
A casa dos coinmuns da Sicilia reunio-se no dia 13 de
abril deba i xo da presidencia do marque* de Torrearsa.
Na sesso da abertura, o ministro dos< negocios estran-
gelros declarou que a Sicilia desejava ajuntar-se liga
italiana, e con lia va que seria capas de desfazer as intriga
do rei de aples. Mr. l'aternoilro observou que a Si-
cilla era obrigada a expedir o seu rei, e propoz por
conscgulnte que se decretasse naquelle inesino dia que
Fernando de Bourbon e sua dynastia tlnham perdido o
tliriuiuda Sicilia. M. Lifariuadisse que a Sicilia nao de-
veria escolher uin soberano senao as familias de Tos-
cana" ou de Saboia. Porni, accrescentuu elle, peneemos
primeramente om nos, organisemos os oossos proprios
recursos, e provenios a todos que desejamos ser Italia-
nos. O futuro decidir se seremos um estado conslitu
cional govroado por ura principe italiano, ou se urna
repblica, se a Providencia se sorrir para a Italia, I>c-
poisdealguinas palavras de M. Prez, M. Interdonato
diste que a casa deveria come jar proclamando assim a
queda de Fernando e de sua dynastla, como urna uio-
narchia republicana, e o governo de uin principe ita-
liano ; que s deste modo o paiz serla salso. O decreto
foi adoptado no meio do inais enthusiastico applauso.
Elle he concebido nos termos segulntes:
O parlamento declara :
1." Fernando Bourbon e sua dynastia licain para
semprc excluidos do l h ron o da Sicilia. i;
> 2.' A Sicilia se gorernar constif ucionalme nte, e cha-
mar ao tlirono um principe italiano, logo que houver
reformado o sea estatuto.
Felto e resolvldo eni Palcrmo, aos 13 do mez de
abril.
O presidente da cmara doscoimnuus,
Murqmi di Tomara.
O presidente da cmara dos pares,
u Duque di Serradifalco.
O presidente do reino,
Bogerio Vil.
A cidade illuminou-se por tres noltes consecutivas, e
no dia 14 todas as estatuas de brouze da cala de Bourbon
f'orain derribadas, comejando pela de Kllippe V. A de
Carlos II foi a nica poupada, porque elle fdra uin prin-
cipe justo benfico. Estas estatuas iain ser convertidas
eiu canhei.
Os Jesutas haviam sido expulsos da Lombardia, e seus
bens linham sido sequestrados por ordein do governo
provisorio.
Erara chegados a Genova tres destinlas personagens
sicilianas encarregadas de una mlssao da mais alta im-
portancia signor LuiglScalia, o principe Granatelli, e
siguor Carmelo Ageita. No dia 22 de abril noite de-
veria ter lugar a demonstrado popular em honra desses
senhores.
Os Piemonteies estavam activamente empenhados era
fortificar todos os pontos mais importantes do Mnelo,
desde Coito, Valeggo, e Monzambano, at Pescblera.
O general Manno achava-sc diante desta ultima piara
coni a sua arliluaria pesada prompto para rccoinejar o
ataque.
Noticias de Milao annunciam que um corpo de 24,000
hoincns composto de tropas pontificias, toscanas, e na-
politanas eslava em marcha para reunir-se ao exercito
pieinontez, e que una parte dessa forra j tiuba ellei-
ludo a sua junecao.
Segundo a Uaiella de Prense a expedico toscana.com-
mandada pelo general Ferrari, entrara na l.ombanlla.
Esta expedico coinpoe-sc de 6,000 homens de tropas re-
gulares, alni de muitos mil voluntarios e 18 pojas de
urtilharia.
O enthusiasmo por Pi IX continuava sera abatimen-
to; e omquanto ao rei de aples, dizla-se que os Mila-
uezes j nSo esperavam delle soccorro algum, por isso
que.eni consequencia dos ltimos actos do governo slci-
liauo,excluindo-o para semprc e a sua dynastia da cora
da Sicilia, tinha que apromptar uina outra expedico
contra os seus ex-subditos.
O povo da Lombordia havia dirigido ao exercito pie-
rnn tez, que hoje combate pela Independencia da llalla,
a seguinte allocujao :
Ofciaes e soldados. --Os vossos irm.os lombardos
vos oH'erecem coin a maior sinceridade a cordial home-
nagein de sua admlrajao, e de sua gratido. Vos coin-
kateis pela mais nobre e mais generosa das causas. Vos
haveis solfi ido fadlgas e marchaf forjadas para podeides
atacar o inimigo. Vos o haveis conseguido. Vos liareis
combatido e vencido. Vos comecas-tes a guerra santa
por urna grande victoria; e vosso triuinpho foi o inais
cxplcodido porque foi a conquista de nossa independen-
cia.
Officiacs e soldados. Vi baveis revallsadocom os
melhores dias de vos.sa primitiva gloria italiana. Vos
haveis consagrado pelo vosso sangue as santas palavras
que saliein da bocea de todos os bons Italianos. A Ita-
lia ser indi-pendente. Vos haveis continuado a glorio-
sa obra dos Milanezes, e haveis sido os priineiros que ba-
te rain em campo os barbaros que nossos concidados
expelliram de seus muros.
Vos leudes provado que sois dignos dessa sublime ben-
co que o grande pontfice, o restaurador da Italia, tem
invocado sobre o nosso paiz. Vos sois dignos do novo
destino Italiano, emui dignos desse grande monarcha, o
qnal, entretanto que toda Italia offriadehaixo da opres-
sao e da supremaca da Austria, pronunclou as prime i -
ras palavras de Independencia e nacionalidade ; elle he
o primeiro principe italiano, que Fez causa comiuuin
com Pi IX o primeiro que hasteou a baodeira da san-
ta cruz em favor da Independencia italiana ~ eo pri-
meiro que no campa de batalha d o exeinplo de cora-
geni e valor iudomavel.
Ofliciacs e soldados. Vosso marcial enthusiasmo,
vossa admiravel disciplina, a pacieucia coin que soffreis
a fadiga e as priva jes, e o vosso herosmo vos guiam a
uina victoria certa. Cun vosco recebemos honra e glo-
ria e coin vosco eslo as esperanzas de conquista e de
i ndependencla de todos os Italianos. Nos agradecemos a
Carlos Alberto c a todos vos que trabalhais coin zelo e
vigor na causa commuui da Italia; nos vos ofi'ereceraos
o tributo de nossa fraternal affcljao e de nossa inais alta
admiracao. Nos uao procuramos mais que astociar-nns
com vosco na grande obra, c unir nossa forja a vossa
loi inldavel espada. Com o ultimo Austraco ser expel-
lida de nosso coinmum paiz toda odiosa rivalidade mu-
nicipal, e toda discordia fratrecida.
Soja paiz sempre louvado o inmortalexercito liberta-
dor da Italia, e o seu grande capitao Se nossa gratido
pdedur-lhesalgumaconsolaco, nsfolgaraos de dizer
que files a possuein plena e iuteira.
u Toda Lombardia ama de coracao os generosos c no-
lires iruiaos que com tanto herosmo afastam us perigos
da guerra na causa da independencia italiana.
Viva a independencia da Italia! Viva o exercito.
viva o general que combateu por essa independencia !
Viva a Italia!
Diiearregam hoje, 15 dijunko.
Brigue Laura barricas vaslas, sabao c albos.
Barca Dyion barricas valias.
Brigue Dayno caixas cora inassas.
Patacho Catharina mercaderas.
Brigue Aurora dem.
IMPORTAGAO'.
Dayno, brigue sardo, vlndo de Genova, entrado no cor-
rente mez, consignado a Oliveira Irmaos & Companhia,
manifest!! o seguinte :
320 caixas com tnauai; aos consignatarios.
Broad-Oak, barca ingleza, vinda de Bristol, entrada no
corrente mez, consignada a Russell Mellors & Compa-
nhia, manifestou o seguinte :
275 toneladascarvode pedia ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DIA 14.
Geral....................1:443/355
Diversas provincias.............170/747
1:614/102
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 14..........1:326/234
RIO-DE-JAXEIRO.
cuinos NO DI V 2 DP. UIN lli i.
Cambios sobre Londres 23 1/2 a 24
a Pars ....".. nominal.
- ii Ilaraburgo .... nominal.
Metaes. Oncas hespanhlas .... 33/000 a 33/M0
da patria..... 33/000
Pesos hespanhes .... 2/000
da patria..... 2/000 a 2/020
Pecas de /400, velhas 18/500 a 18/800
>. Prata......... 108
Apollcesde6porcento..... 80 dlv. pago.
>> provinciacs...... 82
(Jornal do Commereio.)
\%
J eslava composto o artigo precedente, quando rece-
bemos as duas car tai do nosso correspondente de Lisboa,
que exaramos sib a rubrica competente. Estas cartas
que sao datadas a 12 e 14 de maio ultimo, conlcm as no-
ticias mais modernas acerca de Portugal e Hespanba.
UAHIA.
CAMBIOS NO DU 9 DE JIMIO llE 1847.
Londres...........26
Pars :..........335 rs.
Ilamburgo..........670 rs.
Lisboa............100al05'>/d>P'
unjas despalilllas.......30/000
Ditos mexicanas a...... 29/500
Pejasde6/400..........16/500 a
Mocdasde4/000........9^00
Prata............105 a i 10
Acfies do banco 20 por cento nominal.
(Correio Mercantil.)
17/000
Mov raen lo do Porto
Navioi entrados no dia 14.
Rio-de-Janeiro, Bahia e Macelo ; .10 dial e do ultimo
porto 16 horai, vapor brasileiro Bakiana. de 240 tone-
ladas, commandanteJ. H.Otlon, equlpagera 29. Pas-
sageiros : para esta provincia, o capitao Carlos 'li'p-
pe da Silva MonizAbreu, o tenente CaeUno da Silva
Pnranhot com 1 escravo, o segundo tenente d armada
Joaquim Francisco Chaves com 103 prajas lo corpo
de mperiaes marluheiros, Bonifacio Francisco Pinliei-
ro Cmara, Ricardo Nunes Carvalho de Siquelra, o Ita-
liano Luiz Plassa, o AlleimloA. Schramm, 1 cadete e 1
desertor do exercito ; para o norte, Fr. Joaquim Jote
da Silva Costa com 1 escravo, e os Franceiei Jacob
Cohn c Felice Coln. '
Trieste ; 52 das, brigue austraco Piran, de 304 tonela-
das, capitao Marcos Slrovich, cquipageui 11, carga fa-
rfolla ; aordem.
llalli mor- ; 40 dias, barca americana Tixidori, de 215 to-
neladas, capitao Willlam Snow, equlpagem 10, carga
farinba e mais gneros ; a James Ryder. .
Lisboa ; 28 dias, bsrea portuguesa Ligeira, de 360 tone-
ladas, eapito Antonio Joaquim Rodrigues, equipageni
22, carga vinho e mais gneros; a Francisco -everlano
Kabello. Passageiros, D. Clara Joaquina da Silva San-
tos. Ilcnrique Lourenjo Allomo.
KDITAES.
Miguel Arehanjo Monteiro de Andrade o/Jicial da im-
perial ordem da Roa, eavalleiro da de Christo e ins-
pector da alfandega de J'ernombuco, por S. U. o
Imperador, que Peo guarde, ele.
Fajo saber que, no dia 17 do corrente, aomeio-dia, em
hasta publica, se hao de arrematar 48cadeiras de Jaca-
randa e 1 canap, no valor de 217/500 rs.; um sof de
dita, no valor de 40/000 rs.; 54 cadelras de oleo e um
canap, no valor de 156/500 rs., e um sof .de, dio, no
valor de 27/000 rs., impugnados por o- larda Manoel
da Fonsrca de Araujo l.una, no desp f. 5154 sendo
a nrreraatajo subjeita a direltos.
Alfandega, 14 de Junbo de 1848.
Miyutl Arehanjo Monteiro de Andrade.
Joo Xavier Carneiro da Cnha dalgo eavalleiro da
caa imperial, eavalleiro da ordem de Chriilo, e admi-
nistrador da mesa do consulado desta provincia, por
S. M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz aber que, no dia 19 do corrente mes, ao incio-
dia, se ha de arrematar em praja, a porta da mesura,
uina caixacom assucar branco.de u 3,do engenho Cam-
pia-Grande, desta provincia, consignada a Manoel Al-
ves Ferreira, apprehendida por falsificajiio da tara, pelo
guarda conferente do Traplche-Coinpanhia : sendo a
arrematajao livre de despesas ao arrematante.
Mesa do consulado de Pcrnanibuco, 14 de junbo de
1848.
O administrador,
JoSo Xavier Carneiro da Cunha.
Declara^es.
COMMERCIO.
K
A lian dega.
RF.NOIME.XTO DO DU 14..........3:906/089
O vapor Bakiana recebe as malas para
o norte, hoje ( 15 ) as 2 horas da tar-
de.
Tendo esta repartijao de fretar urna embarcajSo
nue v presentemente liba de Fernando, em coinmls-
sao, levar farinba e outros gneros, presos de justicae
iracas de tropa, tratendo na volta tmente o que dalli
houver de remetter o commandante da referida ilba, co-
mo sejam : apiieros da fazenda. prajas de tropa e sen-
tenciados que tenham acabado o lempo de degredo, fi-
cando assim desobrigada de traxer um carregamento de
pedra de caljar, como se exigi das embarcajoei que
anteriormente te fretaram paracommisses semelhan-
tes dita ilha, manda o Illm. Sr. inspector faser publico
que nesta secretaria se recbenlo as propostas das que
frem ofterecidas para satilfazerem esta commitsao at
o dia 17 do corrente mez, as 11 horas da manhaa, sendo
as condljfles do fretamento as dos anteriores, as quaes
estiio patentes nesta secretaria para seren lldas por
quera, antes de apresentar a proposli, queira estar ao
facto della.
Secretaria da Inspeccao do arsenal de inarinha de
Pernambuco, 14 de junho de 1848.
Alexandre Rodriguei doi Anjoi,
Secretario.
A administrajao geral dos estabelccimentos de ca-
ridade manda fazer publico que, no dia 19 do corrente,
pelas 4 horas da tarde, na sala das suas sesses. contra-
ta, com quera por menor prejo der, os segulntes gne-
ros : farinha de mandioca, assucar refinado, dito em ca-
rato, caf em grao, cha hysson, manteiga francesa, arroz
pillado, azeitedoce, dito de carrapato, toucinho de San-
tos, vinho branco, dito tinto, vinagre de Lisboa^ letria,
uiacarro ou talarim, tapioca, pao, bolacha, sabao e le-
nha de mangue d'axas regulares. Os preteudentcs diri-
jam-se ao lugar e hora aprazado, monldos a suat pro-
postas.
Administrado geral dos eslabcleeimentos de carlda-
de, 14 de junho de 1848.
O escripturario,
F. A. Cavalcanti Coumiro.
O tabelliao do registro de hypothccas avila a quem
convier que a le do registro impoe pena de pe da
de preferencia no artigo l7, e dos mais effeltos legaes
do artigo 13aos credores que no prazo de um anno uo
registraremos escrlpturas anteriormente faltas res-
pectiva lei ; cujo prazo lindase em 25 do corrente.
Assim como que nenhuma garanta de preferencia teeni,
nem effeito nenhum legal gozara as escrlpturas posterio-
res a inesuia le, sem que sejam primelrainente regis-
tradas artigo 14.
E para que os interessadus naopercara o seu direito e
possara obstar os grandes inconvenientes que deve
acairelar soiiiolliaute descuido, fazo presente an n ini-
cio. Rccife, 9dc junho de 18l8. Fulgencio Infante di
Albuquerque Mello.
GRANDE COSMORAMA.
De hoje em diante contiuiiaro estar expostas,
das 6 horas da Urde era diante, no lugar do costurac, as
segulntes vistas:
I. A palera nacional, em Londres. ,
2.-M Ilota-logo, no Rio-dc-Janciro.
3." O monte Corcovado, no Catete, no Rio-dc-Janciro.
i." A magnifica ponte pensil, no canal do Mcncy, na
Inglaterra.
5> O banho universal de Plimonlh, na Inglaterra.
6. A alfandega de Dubliu, na Irlanda.
7- O Interior da matriz de San-Jos, que se est edifi-
cando em Pernambuco.
8. A duqueza d'Orleans, na sala da cmara dos dc-
putados, coin os dous menores principes, na revoiujo
de fevereiro.em Pars.
9." A cidade de Dresda com sua magnifica ponte de
pedra, na Alleinanha.
10. Toda a cidade de Paris, pelo arco do Trumpho.
II. O castclo de Convay, na Inglaterra, om urna noitc
de la.
12. O Tnel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13. A erupjo do monte Vesuvio, na opera da ultima
nolte era Pompea.
14. A grande scena da opera o Falsificador de mu-
da.
IV 1).A pedido de muitissiinas pessoas vao, por esta
vez, ser expostas at duas vistas de Hota-fogo e Corcova-
do, no Ro-de-Jauciro ; bem cuino o interior da matriz
de San-Jos, as quaes nao scro mais repetidas, apezar
que liajain novos pedidos.
A belleza de tilo magnificas vistas, como as da presen-
te expotijao, recoinmenda-seao respetavel publiao.
f Os bilheles vendem-se entrada a 500 ris gcral-
inenie.
THKATBO PUBLICO
O GRANDE ESPIO DE VENEZA
ou
O Angelo tyranno do Padua.
Em beneficio do actor Antonio Lopes Ribeiro.
Domingo, 18 de junho, ser desempenhada com toda a
pompa e brlhaiitismo como foi na prlmeira vez neste
theatro: os intervallos serao preenchdos com danjas
das jovens danjarinas deste theatro.
avisos mariiiuios.
Iloga-se a todas as pessnas que tverem contas com
a polaca sarda EhimIm. capitao P. Solar!, de apresen-
ta-las et o dia 14 do corrente mez, na ra do Trapiche,
n. 19.
Para o Cear segu em poucos dias, por 1er seu
carregamenlo quasi prompto, a sumaca SaiKo-^n/ono-
de-Padua : para o resto da carga e rassageiros, trata-se
na ra do Vicario, n. 5.
Para o Kio-de-Janerosahc, em poneos dias, o mul-
to velelro patacho .4urora: s pode receber passageiros
e escravos a frete, para o que tem inuito bons comino-
dos : trata-se na ra da Moda, u. 11, com Silva &
Grill- ..
-- Para Genova o brigue sardo Daino, capitao ilanocl
Hoz/ano, recebe carga a frete: quem perteuder carregar,
dirija-so aos consignatarios, Oliveira limaos & L'.,ua ra
da Cruz, u. 9.
__Para o Porto sahe, iinpreterivelmente no da 18 do
corrente, o brigue portuguez Ventura-Pelis: recebe ni-
camente passageiros, para o que tem muito bons coin-
modos: a tratar com os consignatarios,_Meml.es tt Tarro-
zo, na ra da Cruz n. 49, ou com o capitao, Xeferlno Ven-
tura dos Santos, na praca do Cominercio-
Para o Ro-Crande-do-Sul sahlr na presente se-
mana nao havendo inconvenientes o patacho Invimi-
vet, o qual pode receber alguns escravos e passageiros :
os pretendentes pdem tratar com Amoiiiu I maos na
ra daCadeia, n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sabir em pou-
cos dias, o brigue-barca Uenerosa ; o qual tem bous com-
modos para passageiros e escravos : quem quizer can o
gar, ou irde paisagem pode entender-se coin o capi-
tn ou com Amorim Irniaos, na ra da Cadeia n. 45.
Ihor escolba n3o podia fnzer do que o
diaa8 do corrente mez, vespera do apos-
tlo S. Pedro em que mm'as pesoas
costumam tirar sortea sobre o seu futuro
estado : assim, convida ao respetavel
publico a quem estsummamente agra-
decido pela concurreucia das mitras pri-
mearas partes da mesma lotera par
qne baja de se prestar a compra dos b-
lhetes, afim de que se realise a sua ex-
traerlo em um din tSo proprio de se teiv
lar fortuna.
O director do theatro agradece multo e multo ao
rcspeitavel publico a cxpuutanea concurrencia com que
se dignou proteger o beneficio de sua Sra., e uiulto_mais
a attenjo e applauo que preitou na representaeao da
2.* nolte, em que se inostrou quantoo drama eslava bem
ensaiado, devido aos esforjos do hbil artista o Sr. Ga-
ma, que acaba de rctirar-se para a curte. Outro sini, o
director pede rail deiculpat de quaesquer faltas que de
certo appareceriam era um drama tao difflcultofo de
apresentar em tao mesquinbo theatro, sendo tantos os
encargos que pecara sobre o director; mas confia que o
publico seusacto saber dar o devido descont a tao in-
voluntarias faltas.
I'reisa-se de um homcn casado sem filhos, ou sol-
icito maior de 40 anuoi, para feitorisar alguns ctera.\os
em servijo de caimas e outrat lavouras, distante desta
praja l4 legoas : a tratar no Recife, ra da Cadeia, luja
de lzendas, n. 53.
A pessoa que percisar de um caixelro para negocio
de venda de moldados, o qual tem mulla pi alies e he
pessoa multo capai, c sera por sua idade assim o por-
mttir: qucui o pretender annuncic sua morada para
ser procurado, ou se dirija a fallar na loja de miudezas
da ra larga do Rosario, n 22.
Roga-se ao Sr. cadeto do 6.' batallio, Francisco
Rodrigues Ramos o obsequio de ir na venda da ra dos
Martyrios, n 36, pagar uina ridicula cunta de 2/680 ris,
que deve ha um anuo, Meando certo que, nao pagando
pelo aviso desta tulla, te passar entao a receber do dito
Sr. por outros meios, em vlrtude de estar era poder do
dono da dita venda urna carta do Sr. Ramos, em que cun-
fessa ser devedorda referida conta.
Domingos Antonio Fernandes da
Luz participa ao respetavel publico desta cidade que
deixou de ser oflicial de armador e estufador do Sr. Poi-
reir, e que se acha na mesma ra do Aterro-da-Boa-
Vista, n. 64, aonde contina a fazer cortinados para ca-
mas cjmilas, seja qual for o feitio; colchan de clina
de molas, ou oucos, e ludo que pertence a tapess.iria;
forrar salas de esleir ou tapete ; estufar cadeiras de to-
dos os fetics: tudo do mclhor gosto que ha. N. HOs
colches oucos. sau muito maoios, e tao frescos como a pa-
Hi.i, e muito modernos.
O PARLAMENTAR N. 4.
Aeha-se venda no lugar do costuine.
Anda estao para se alugar as casas de ns. 27 e 31,
sita na ra real, prximas ao Maiiguinho, as quaes teem
hons commodos, quintal murado, com cacimba e por-
to, com porto de embarque e desembarque, por pre-
jo mullo barato : a tratar com Manoel Pcreira Teixei-
ra, morador prximo queilc lugar.
Irmanade o Divino Espirito Santo.
O thesoiirelro pede a todos os irmaos que tiverem ca-
pas em seu poddr o favor de leva-las na ra do Queiina-
do, luja ii. 11, ou ao nosso irnio Lima, na ra das Cru-
jes : isto ule o dia 24 do corrente, por ter uestes dias de
dar posse ao novo thesourelro elclto.
i= O Sr. Manoel Figueroa tem una carta, vlnda de
Portugal: na padaria do ra do Pires, ao p da caixa
d'agoa.
= Jos de Souza c Silva, tendo de retirar-se para fr
do imperio, deixa por seus batanles procuradores a Vic-
torino de Castro Moura e Antonio Lopes Pereira de
Mello.
Traspassa-se o arrendainenlo dos engenhos Caja-
buss e Caja biissuiinlio, sitos na freguezia do Cabo, per-
tencentcs ao mosteiro de San-Bento, da cidade da I'ara-
hiba do Norte, moentes e cor rentes, o primeiro d'agoa, e
0 segundo de tiestas, com safras j criadas para moer
neste anno.comprehendendo boiada, animaos cav.illaret,
alambique, escravos, c o mais preciso para o laboratorio
dos mismos engenhos, constante do inventario abaixo
descrpto c sua avalajdei; sendo a dinheiro os escravos,
boiada c os animaos de roda, e o mais aprazos ratoaveis
e com firmas nesta praja; quem pretender dirija a
Jos Lourenjo da Silva Jnior suas propostaa em cartas
fechadas, c compareja na ra larga do Rozarlo, casa n.
36. I. andar, no da 17 do corrente mes de malo, pelas
11 horas do dia.
Safra criada de planta c soca, avahada em
2,799 pcs, a 3/000........8:197/000
Rossa velba c nova......... 500/THH)
Metade do valor da roda d'agoa ..... 150/1100
Assentamento novo de 7 laixas e mais 2 com
defeito.............
Moenda.............H
Parol, repartidera, cucos, pomba e escu-
maileiras...........
2 tanques de madeira para inel.....
Assentamento ptra rtame .....
Estufa ,......i......
500 formas a 320..........
1 alambique com seus perlcnces.....
5 carros ferrados a 50/000....... 250/001
1 canoa grande.......... 100/000
70 bois de carro, a 50/000.......3:500#O0ll
1 tellioi o para casa de vi venda nova, avalia-
' do pela metade.......... 150/000
3 taixas com defeitos........ 60/000
Casa derecolher bagajo. ....... 200OOO
580 bracas de valioso 790 ...... 417/600
1 pipa do amare lio para conduejao de rael J?(S2
1 casa de tclha........... 30/000
40 escravos, cutre machos e feraeas,a 300/000 12:000/00
20/00
500/00
100/000
120J00O
160/00
400/000
29:IO6|60O
Engenho Caiabuuuiinko.
, avallada
em
Leilao,
Jones Patn & Companhia faro leilo, por iiilcr-
venjao do corretor Oliveira, de grande e variado sorii-
inenlo de fazendas inglezas todas pronrias do merca-
do : hoje, qiinzc do corrente, as 10 horas da ma-
nhaa no seu armazerada ra do Trapiche-Novo.
Avisos diversos.
LOTERA
DO HOSPITAL PEDRO.
Tendo de ser marcado o dia em que
devem corrers rodas da quinta c ulti-
ma parte da primeira lotera do hospital
Pedro ll,o thesourelro respectivo me-
sar criada de planta e socas,
R,.875pSea3^ 5:^0O
Moenda.............1:900/000
4 taixas iuteiras c 5 remendadas no assenta-
nicnto..........
Parol, repartidera, cocos, pombaccaadeiras
365 formas, a 320.......... w
30 bois de carro, a 50/XW.......l:
40 anlinaes de roda, a 40/000 .
1 casa de farinha e seus perlcnces
1 dita de vivenda......
1 dita para lavrador.....
I dita > .....
1 dita .....
2 carros ferrados, a 50/000
100/OfH
Mel que existe etn dous tanques..... 500/000
Soturna Rt. lwjfiioo-
Preclia-sc de ura caixelro de 14 a 16 annos, que te-
nha alguma pratica de venda : na ra dos Martyrios
n 8.
Precisa-se de ura hornera casado idoso, e que nik
tonha familia para fazer planUjSo de sociedade en
um sitio : na praja da Boa-Vista, n. 26.
Na ra estrfUadoRozario, tenda de marecnciro a:
32, prectsa-ie do um official de marceneiro, e tanibetn
te recebetu aprendlzcs do mcsino offleo.
t
.AR ENCONTRADO


--------------------
M
"".Jic* Perteneudo ao Sr. Joaqun Avetllno Tavares.
residente na cldade de Lisboa, o meio bilhetc n. 1,273
"" (Iu""ae ultima parte da priineira lotera do hospi-
Aluga-se a loja do sobrado n. 20, do largo do Car-
ino cora quintal e cacimba a tratar coiri o scu propie-
tario na ra Direita. n. 21.
A abaixo assignada lendo no Diario A'ouo de 8 do
corren te o anuuncio publicado sob a assignatura de Ma-
noel remande d> Cruz ( que ainda a abaixo assignada
ignora qual o dlrcito deste -r. sobre o esciavo Flix, per-
icnccnte ao seu casal ) tem a diier o seguinte : que he
jaiso c calumniosa a imputa9o de ter sido ella quem
aeduzsse odito escravo Flix ; que ha 8 annos ella est
ausente de seu marido e inorando nesta cidade sem
lepois disto nunca ter ido ao engenho Pintos, onde
taya o escravo leguas distante desta capital ; que
igualmente falsa e calumniosa he a outra imputaco da
promessa de se embarcar comelle para fra da provin-
cia. Pondera a abaixo assiguada ao Sr. Manoel Fernan-
dos da Cruz que nao seja lao leviano e irrellcclido
ponto de arriscando e compromettendo a sua reputaco
de um homem honesto c sizudo constltuir-se na opi-
nlao publica calumniador do crdito aiheio, propalan-
do pela imprensa falsidades e mentiras taes comoessas
a que acaba de responder a abaixo assignada. = Recife,
10 dejunho de 1848. Ponciam da Silva Tavau.
Precisa-sc de dous aprendizca forros ou captivos ,
para o ofiicio de latureiro ou funileiro : na ra das Cru-
tes: n. 33.
A mesa regedora da innandade de San-Benedicto ,
e,ccla convento de S. Francisco desta cidade ha-
vendo determinado expr vista dos fiis em solemne
procissao seu santo padroclro, cm a tarde de 18 do cor-
rente, roga aos moradores das ras seguintes que que:-
r?",'.uil'"">pas as testadas desuascasas: aosahir, ra
la Ladeia de S.-Antonio para o Recife, i na da Cruz, Ta-
norn os. Trapiche, Vigario, Madrc-dc-Deos, Collegio .
Qucimado Direita, pateo do Terco ra de Agoas-Ver-
des, travrssa je s.-Pedro, pateo do Carino, ras da
Oninnoa-do-Carmo, Flore1, Nova Triucheiras estrel-
la do Hozarlo Cruzes a recolher-sc.
Francisco Luiz Concalves Brasileiro relira-se
pea fura do imperio a tratar de sua sade.
O abaixo assignado faz publico que nlngucm faca
negocio algum com lettras ordensj ou cscriptos de
Sualqui'i qualidade que seiain aonde appareca o nome
o abaixo assignado sem que priinciro se entendam
com o mesmo sobre avrrecidade da tirina : isto cncon-
Mqueneia de Ihe terein sido aprcseniada duas lettras
com o aceite em seu nome sendo as firmas dos mes-
inos aceita falsas. Recife, 10 de Junho de 1848.
Pedro AUxandrino domes.
Precisa-sc de una ama de lelte : na ra da Uniio ,
anic-pciiulti.na casa indo para a inarc ladoesquerdo.
Aluga-se a casa terrea da ra do Sebo, n. 30, com
bous i oinmodos grande quintal murado com arvo-
res de rniclo cacimba e portan ao lado da mesma casa:
a fallar na venda defronte aonde se dir com quem dc-
vem tratar.
A VOZ IX) BRASIL N. 34
sabio hou'.eni, e hojesahe o n 35 que eslao a venda no
largo do Collegio e na lypographia da ra da Praia .
n. 40.
Quem quizer dar dous coalas de ris a juros pelo
lempo de C inezes dando-se por hypolheca um sitio li-
Tie e desembarazado Junto a S.-Amaro, annuncie.
"Clcrgue Irmao retiram-se para fra do imperio; e ro-
ga a alguma pessoa que se julga credora que aprsenle
sua conta para ser paga.
Pcrdeu-se, no domingo do Espirito-Santo pela tra-
vessa do Rozario entrando no becco do mesmo ate a
ra do Fogo um brinco de ouro com 3 oitavas e dous
diamantes pequeos : quem o acliou leve-o a ra do
Cabug. loja de Joaquim Jos da Costa Fajozes que se
mostrar o outro brinco c se gratificar.
O Sr Francisco Concalves da Silva que di/eni nio-
rcr no convento de S. Antonio desta cidade queira
mandar procurar, na ra da Cadeia do Recife arinazem
n. 12, urna cncommenda quedo Maranhao lhe veio re-
mettido pelo vapor Imperador.
Deseja-se fallar ao Sr. Thomaz de
/quino Pereira Bravo, ou a qualquer
pessoa que delle possa ter noticia ; na
ra da Cadeia do Recife n. 37, primei-
ro andar.
Joao Hindscil, professor de desenho c retratista ,
approvado pelas academias de Munlc e Dusseldorf,
pretende deniorar-se aqu alguns mezes na sua vlagem
para a corte As pessoas que se quizerem utilisar de seu
presumo seja para retratos como para qualquer outra
obra de d.senho dirijam-se a casa de Kalkmann &
Aoscnmiind, na ra da (.ruz, n. 10.
Manoel Lopes da Silva inudou a sua residencia pa-
ra a na do Queimado, n. 14, segundo andar.
UUA DA CRUZ, N. 40, SECUNDO ANDAR.
. I>. W. Baynon, cinuglo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tendo-se rosolvido ficar
jnais alguma lempo na cidade de Pernambuco, pe-
lo presento participa aos seus amigos e ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora paia fazer qualquer operado que seja so-
bro os (lentes .corno seja chumbar, limpar, eextra-
l)ir;enformardentes sobre pillo e *>bre chapa da
melhor manoira e com a maior perfeicSo conforme
Ss ultimas descobertas, tanto na America como na
Europa.
Pugi, nsarecneiro francez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio Zi-
lia, um sorlimcnto de trastes Je mogno, domis
moderno gosto ; bem como folhas de Jacaranda,
mogno e outras rtiadeiras do folear ; ferramentas
pruprias de marceheiro ; e papel de licha. O mesmo
se cncarrega de fazer toda a qualidade de mobilia,
que se poder lesejar, por ter recebido desenhos das
mobilias modornns que ngorn se usam em Franca.
Aluga-se um sobrado de dous an-
dares, com armazem na ra da Cruz ,
sim como vinha juntamente una tira de papel, contendo
o seguinte, em lapis: Sir, This smar letter writer ii
a.....by lhe ame of Fredericks e em consequencia,
como o dito cnsul nao sabe como dirigir os seua agra-
decimentos ao seu incgnito amigo, aproveita este meio
para lhe significar o aeu eterno reconbecimento.
Os encarregados da festa da Senhora do fron-
tispicio do Carino fazem sciente ao publico, e parti-
cularmente aog devotos, que foi transferida a mesma
festa para domingo, 18 do corrente, em consequen-
cia de nSo ter ainda recebido as ultimas ordens o re-
verendo sacerdote que tem de celebrar a missa nova.
Outro sim, esperam que os devotos hajam de contri-
buir com as suas offertas, para tornar mais bri litante
e solemne a festa, em louvor de t3o benvola Pa-
droeira.
Do dia 3 a 7 do presente inez de junho, furtaram
tres planchos de amarello da obra do Sr. Tilomas de
Aquino, na ra do Uospicio : d-se de gratificaeao
trinta mil rs. a quem descobrir o mencionado furto, e
promette-se guardar-se segredo a quem o denunciar, di-
rigindo-ie ao Aterro-da-Boa-Vista, n. 44, venda que foi
do Maya, Na mesma casa se vende bixas de Ham-
burgo de muito boas qualidades e grandes, tanto em
rentos como a retalho,sendo por 32ti00 rs. o cento; e a
retalho, faz-se todo o negocio, conforme os seus tama-
itos.
Urna senhora vluva, de bons costuiues moradora
na Cipunga prepde-se a ensinar meninas em qualquer
engenho a qual sabe tudo o que he indispensavel para
a boa educacao como melhor se explicar de viva voz :
quem a pretender dirija-se a ra de S.-Rita n. 27.
lgnez Maria da Conceiciio faz puplico que nin-
guno confie cousa alguma a seu marido, Joo Lopes da
Silva poui a anuunciantc por cousa alguma se reipon-
sabilisade hoje cm dianle. Recife, 10(de junho de
1848.
= Precisa-se de um bom amassador i as Cinco-Pon
tas, ii. 30.
- Precisa-se de um bom fornciro que seja perito em
seu ofiicio e zeloso cm suas obrigaces dando-se-lhe
um ordenado vantajoso : na ra larga do Rozario ,
n.48.
Precisa-sc alugar nina preta para todo o servico de
urna casa de pouca familia daudo-se-llic o sustento e
10/ rs. mensaes : indo pela Trempe paraa Soledade, la-
do esquerdo, casa n. 42.
Paulo de Amorim Salgado, proprietario do trapiche
da illia do Jardiin, freguezia de Una, declara a todos os
Srs. de engenhos, acostumados a mandarem assucares
para o mesmo trapiche, para all seren embarcados, que
elle no se responsabilisa por qualquer prejuizo que
possa apparecer do dia 1." do corrente em dame, tanto
nos assucares, como em outros quaesquer objectos alli
depositados, vislo o estado de anarchia em que se ada
a mesma freguezia, e ter invadido a casado administra-
dor do mesmo trapiche umapatrulha armada de facas e
cceles, na noite do mesmo dia, resultando ser este ero-
pregado bastante maltratado, podendo milagrosamente
evad r-se, cahindo ao rio, do contrario seria victima ; e
nao adiando o menino proprietario desta maneira pes-
soa alguma que o substltua at ver se apparcccm algu-
mas providencias
Aluga-se n casa terrea da ra do Jai di m no bair-
ro da Boa-Vista eas lojas da casa n. 16, da na doNo-
gueira : a tratar na ra de Apollo, n. 22, segundo andar.
Da ra Nova, n. 14, segundo andar, fugio um pa-
pagaio tomando a direccao da ra das Flores l quem
o pegar e quizer restituir a seu dono, receber gra*-
tilicaco, querendo.
Prccisa-sc de um caixeiro portugus ou brasileiro,
de idade de 16 ou 18 annos, que tenha alguma pratica
de venda: as Cinco-Pomas, n. 21.
Na nolte de sexta-feira, da procissaodo i'enhor dos
Passos, achou-se um lento com lavarinto : quem forseu
dono procure na ra da Gloria, no sobrado n. 87, segun-
do andar, que, dando os signaos, ser entregue.
D-se dinheiro a premio sobre penhores de ouro
eprata, eu hypolheca em casas terreas e boas firmas:
na na do Rosario estreita n. 30, segundo andar, se dir
quem d.
Antonio Manoel da Costa e Silva retlra-ie para fra
do imperio a tratar de sua sade.
-- Severino Antonio Ribeiro Vianiia retira-se para
fra da provincia a tratar de sua sade.
Carlos F. Ponigdestrc, subdito ingle/., retira-se para
fra do imperio.
RETRATOS COLORIDOS DO DAGCF.RREOTYPO.
O abaixo assignado avisa ao rcspeitavel publico que se
retira positivamente am o vapor tnperatriz vindo, do
norte, cqnc s pode irabalhar hoje e amanhaa.
Cnrloi \>. Fredricki,
Professor de daguerrcolypo,
A QUEM CONVIER.
Troca-se una cscrava por um escravo que seja moco,
de boa figura e que seja prnprio para qualquer traba-
Iho ;a escrava he recolhida de boa figura mor sa-
be perfeitamenteengommar, cozinha o diario de 14111a
casa e cose chao. Na rua do Queimado, loja n. 4.
D-se um silio, na estrada do Ai 1.nal. a qualquer
pessoa para inorar jrali s com a condlco de con-
servar a casa do mesmo silio aberta, c prestar allenco
a ludo quanto nelle exista: no Atcrro-da-Boa-Vista ,
n.78.
~ Piecisa-se de urna preta captiva para o servico
de urna casa de familia ; na rua da Alegra, casa 11.
11, acliarflo com que.11 tratar.
-- Precisa-se alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servigo do urnas familias estrangeiras :
na rua do Trapiche-Novo, 11. 10.
Compras.
da
no
KeciH
e, n
5 a
com bastantes commo-
dos e que tem um grande solo: a tra-
tar na prica da Independencia, n. 5.
A pessoa que annunclou o diccionario de Moraes
para vender, dirija-se ao sacristo da ordem terceira de
S. Francisco.
Perdeu-se, no dia 8 do corrente ,
pelas 10 horas do dia da rua larga do Rozario, Cabug e
Nova al a loja do Sr. Uarnier urna cadeia de rrlogio ,
aeinelhante a urna fita de lurgura de um dedo ; a qual
he composta de colchetes posios horiiontalmentee pre-
" ios por pequeas argolas vrrticaes ; tem por sinete
Compraiii-se poles de tinta, vastos : na rua
Madre-de-Deos venda n. 5.
Continuam-sea comprar palacOos brasileiros e
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na rua
da Cadeia-Velha, n. 38.
Coinpram-se dous espades amigos mesmo fer-
rugentos : quem liver annuncie
Compra-se um inoleque de 10 a 12 annos: na
Cinco-Pontas, n. 80.
Compra-se um selim inglez em meio uso: na rua do
Queimado n. 4.
Conipram-se diarios velhos I no hotlquim Cova-da-
On9a na rua larga do Rozario, n. 34.
Compra-se urna negrlnha de 10 a 12 annos que
uo tenha vicios e seja sadia : para ver c a justar no
sobrado n. 2 da rua da Cadeia de S.-Antonio, por cima
da venda.
i Compra-se urna loalha de lavarinto, de bonito mo-
delo : na rua Nova, loja n. 5.
Vendas.
SOItTF.S.
Novo divertimento que eoutm duas partes priineira
, o livro dos destinos novamente escripto pela Sibylla de
alm da chave duas cornalindas engastadas em ouro i Cuiires ; segunda o manual de alguns ogi de sorieda-
umadas quaes he encarnada e a outra verde-escuro : des, extrahidos do de M."" Celnart, e trasladados em Un.
qne. a tiver achado leve-a a rua larca do Rozario n. goa verncula, por 640 rs.; Acasos da Fortuna, ou ll.ro
.Wprlmelro andar, ot^na llvraria da esquina do l.ol- de sortes divertidas, cm que, por virtude de dous da-
a recompensado. dos veni cada um no conhecimento do estado, rique-
utras inui-
io da mes-
uiuitos er-
precedentes, Augmentada de um jio-
mais de mil decimas unicamerTte
ment da sorte de cada pessoa, que a quizer tirar ou
divertir-se, corrigida, emendada e accrescentada tra-
zendo no lim urna parte da mythologia dos deoses fa-
buloso, por 480 rs. Vendem-se na praca da Indepen-
dencia llvraria ns. 6 e 8.
Na rua Nova loja de alfaiate n. i4
acba-se um completo sortimenlo de obras feilas, assim
como um riquissimo e novo sortimenlo de fazendas, co-
mo sejam: casimira elstica de laa, lindos padrdes, a 2/
e 2^200 rs. o corte; dita superior a 5/400 e 7/ r.;panno
fios preto a 3/200, 4^500 e 5/ rs. o covado ; dito milito
fino a 6/500 rs.; merino preto fino a 2/200,,3/000 e 3/200
rs.; riquissimo cortes de colletes a4/rs.; dito de gurgu-
rao a 1/400 dito de fustao a lj|f280 rs. ; setim Macau su-
perior a 3/ r. o covado ; panno inesclado a 3/500 rs. o
covado, assim como outra umitas fazendas porjpreco
muito em conta.
Vendem-se linhas de GuimarSes
muito finas, proprias para lavarintos de
cambria delinho; babados de panno de
linho lisos e bordados de to las as largu-
ras ; meias delinho ; ditas de laia para
padre ; ligas de seda para meias de se-
nhora ; fr,i njas de linho ditas de algo-
ilao, de todas as larguras, ( muitas mais
miudezas por preco muito commodo : na
rua do Cabug, loja de miudezas, n. !\.
= VenHc-se o verdadeiro xarope de Bosque, vindo do
Rlo-dc-Janeiro pelo vapor Bnhiana: na rua da Cadeal-
Vclha, n. 61, bolita de Vicente Jo de Brito.
MANTEIGA PARA 80LOS.
Manoel Joaquim Goncalves e Silva rua da Cruz, n.
1.1, leiu xcellcnte manteiga propria para bolos de S..
Joo, enconsequencla de sua boa qualidade e ter mui-
to pouco sal, por menos niela-pataca cada libra, do que
em outra qualquer parte.
Vendem-se ceblas muito boas, por preco muito
commodo : no Forte-do-Mattos, prensa que foi do Sr.
Joaquim .lo-,,'- Ferreira.
Vende-se una cabra de 22 annos, sadia, que cose,
engomina e cozinha : na rua larga do Rozario, n. 35, se
dir quem vende por necessidade.
Vendem-se dous moloques de l3 annos ; um dito
de 20 annos ; 6 escravas mocas com varias habilidades:
na rua Direita, n. 3.
= Vendem-se 12 cadeira.s americanas, de palhinha ,
usadas ; nina barretina de couro de lustro nova; urna
farda nova, de superior panno para fuzileiro ; u.njo-
go completo de domln-frances ; as nstrucedes de
cavallaria pelo visconde de Barbacena : tudo por ba-
rato preco : na rua de S.-Rita, n. 91.
Vcndc-se una parda com 2 filhos um de 4 annos,
e o outro de 2 : a parda cozinha engomnia cose e faz
lavarinto ; he de bonita figura e nao tem vicios nein
achaque*: o motivo por que se vende se dir ao compra
dor: na rua da Concordia passando a ponlczinha, a
direita seguuda casa terrea.
Vende-se urna preta de 14 annos de bonita figura,
que cozinha o diario de urna casa cose chao, e nao tem
molestias, o que se afiancaao comprador: na rua da
Concordia, passando a pontezinha a direita, segunda
casa terrea.
~ Vende-se brim escuro de linho muito fino a 200
rs. n covado; fustao pintado a 320 rs. o covado ; lencos
encarnados finos para tabaco a 3/200 e 4/ rs. a duzia!
chapeos de sol, de seda a 4/80O rs. : na rua do Queima-
do, loja ii. 8.
Vende-se um escravo moco, e sadio, por preco
commodo : na rua do Collegio, venda n 16.
Vende-sc um sellim inglez, em meio uso por pre-
co commodo : na rua de S.-Francisco, venda u. 68.
Vendem-se tuna excedente escrava moja, sem vi-
cios nein achaque ptrfcilaengoininadeira e que co-
linlia o diario de ulna casa e tein outras habilidades :o
motivo porque se vende se dir ao comprador : na rua
Direita, n 33, sobrado de um andar.
i f, r.------------------------------....m^mim w, r UCICIIUI UI3 irc(
1 no tormo Inveitiqador, de 4 de marco, aonde vem una vo nwihnrin ,!,. r-.. .
.linfnio campestre, ou descolirl-O necile, n 5J.
.vamente ao referido consol da America do Norte ; a- anno 040 r. ; Divertim
A goa de ingir cabello..
Contina-sc a vender agoa de Ungir cabellos e suissas:
na ruado Queimado, n. 31. Omethodode applicar a di-
ta agoa acompanhao vidros.
Vende-se urna preta de 20 annos, que cngoinma e
cozinha : na rua do Passeio, n. 19.
Vende-se urna casa terrea na Boa-Vista, rua da Man-
guelra, n.ll, que tem lampeao na porta com duas
grandes salas, b quartos, cozinha fra, cacimba, quintal
bastante grande, todo mujado e com diversos arvoredos
de fructo na rua do Aragao, n. 27, a qualquer hora do
dia. F.sta veuda he feila de accordo e com conientimen-
to do hypothecarlo da casa i o Sr. Antonio Jos* Duarte
Jnior.
Batatas Lvcellentes:
Manoel Joaquim Goncalvjes e Silva na rua da Cruz,
n. 43, lem para vender superiores batatas por menos
preco (lo que em parte .Iguma.
= Vende-se, ou tioca-se por escravos mojos e robus-
tos urna casa terrea na travessa do Lobato ao p da
ordem terceira do Carmo : no pateo do Carino, venda
n. 1.
SSSF
' SSF
Vende-se superior farinha de Trieste :
no caes d'Alfandega. no armazem do Ba-
celar, ou tia.ru.ido Vigario, n. 9.
--Vendem-se os aguinte livro 1 Vertol, historiadas
revoluedes at ->oublica romana, em tres vol.; historia
da revolucao "|7 em Pernambuco ; diccionario da
lingoa porlu| por Constancio; Pufendorf, dlreito
da natiircza e u. entes, em dous vol.; Guizot, histoire
genrale de la civjlisatlon en Europe, um vol.; diclio-
naire unlversel du(omnierce, de la banque, dou vol; o
egredo revelado, por J. A. de Macedo, tre vol.; obras
do marque-/, de Poirtbal. 3 vol.; le grand dlction-iairc des
jardiniers, bilo vol. i descripcao da cidade do Porto, um
vol.; Grotitis, droit le ia guerre et la palx, dous vol.: na
praca dalndepdnderibia, loja de encadernaco, n 12.
No pateo do Collegio, n. (i, loja nova de
Ifvrs, de Jo\to da Co'ta Dourado
vende/se papel de peso inglez de supe-
rior qualidade, em resmas e meias res-
mus.
= Vende-je um linda negrinha de 7 a 8 anno ; um
inoleque de Ib annos de bonita figura ; um preto de
limito boa conducta sapalciro, e que cozinha o diario
de urna casa ; um dito bem robusto que he inestre res-
tilador ; um pardo de 20 annos, ptimo para pagem ;
urna preta com habilidades : no paleo da matriz de S.-
Antonio, sobrado n. 4.
-- Vendem-se as verdadeiras bixas
liambm gnez s, viudas pelo ultimo navio,
aos centos e a.retalho, por preco mais
commodo do que em parte alguma: tam-
ben) se alugam-see se vao applicar a qual
quer hora do dia 011 da noite, para com-
modidade dos prelendentes : no deposito
de bixas hamburguesas, na rila da Cruz
Na loja nova de livros do pateo do Col-
legio, n. 6, de JoS da Costa Dou-
rado, receberam-se os seguintes livros .-
Manual do christao ou as santas reQexdes para todo os
dias do mez, por Francisco Salignac da Molla Fenelon *
arcebispode Cambraia, seguido das oraedesquotidianas',
de um exercicio para o santo sacrificio da missa repre-
sentado em 36 estampas, de varias oraedes para antes e
depois dacoufissao esagrada communhao, rica encader-
naco, por 2/000 r.; visitas ao Saniissiino Sacramento
e a Maria Santissima, para lodos os dias do mez, por Af-
fonso de Lignori, por 2/000 rs., rica encadernaco ; mez
de Maria ou devocao a Mara Sanlissiina, com um exer-
cicio para o santo sacrificio da missa, representado etn
36 estampas, e um modo de rezar e offerecer o santo ro-
zario, rica enerdernacao, por 2/000 rs.; alma do peni-
tente ou novo pensa ; o bem, cousideracao sobre a ver-
dades eternas, com historias e excmplos, rica encader-
naco, por 3/000 rs.; semana-santa com urna explica-
cao em cada dia das suas ceremonias e myaterios.umuie.
thodopara andar em a* estceles, urna meditacao sobre
a paixap, etc. etc., rica encadernaco, por 3/000 rt.
iinltacao de Chrito,nova edicao revista eemendada,com
estampas multo finas, rica encadernaco, por 3/000 rs.;
compendio da hiltora sagrada coro as provas da reli-
gio porperguntas erespostas para o uso das escolas,
rica encadernaco, por 2/000 r ; licoes de arithineti.
ca e breve elemento de algebra para o uso da* esco-
las, rica encadernaco, por 2/000 rs.; resumo de arlth-
inetica contendo sinente a suas quatro operaedes fuo-
damentaes, aoinmar,diminuir, multiplicar e repartir),
por Salvador Henrique de Albuquerque, em broxura,
por640;novo alphabeto portugus,dividido por syllabas,
rom principaes elemento de doulrina christaa, o mc-
tbado de ouvii ajudar a missa e urna preparafilto para
confissSo eacomunbao, rica encadernaco, por 1/280
rs.; modelos para meninos ou rasgos de humanidad?.
de piedade filial e de amor fraterno, obra divertida e
moral, adornada com 5 estamnas, rica endernacao, por
I/6O0 rs.; armazem de meninos, rica encadernaco, obra
multo interessante, por 1/280 rs.; contos ao meus me-
ninos, para recrca-los, formar-lhes um bom coraeo e
corrigl-los dos defeitinhos da sua idade, por madama de
Renneville, traduzido da 10.* edicao franceza. rica en-
cadernaco, por l/,600rs.; novo -thesouro de economia
domestica, ou colleccao de segredos e receitas, perten-
cendo s varias artes e ofiicios, rica encadernaco, por
1/300 rs ; biographia de homens destictdos, rica enea- 1
dernacao, por 1/280 rs.; aviso ao povo sobre os priineU
ros soccorro que se ho de dar no urgentes, e ante
da chegada do medico, por Julio Leroy, boa encader-
naco, por 1|600 rs. ; aventuras de Telemaco, em por-
tuguez, 2 vol., rica encadernaco, por 4/DO0 r. ; vida 1
de D. Joo de Castro, boa encadernaco, 1 vol., por 3/
rs.; diccionario das fbulas, boa encadernaco, por 3/
rs.; manual episcopal, I vol., por 2/500 r. ; manual en-
ciclopdico, por 2/500 r.
Vende-se ti ai prelo peca de 14 an-
nos, por preco commodo: na rua da Ca-
deia do Recife, n. 8.
fg- Vende-sc um bonito espclho grande, proprio para
sala feitoem Lisboa por preco muito commodo : na
ruada Madrc-de-Deos, n. 18, se dir quero vrnue.
Escravos Fgidos.
-- Fugio, a 21 de dezembro do anno prximo pista-
do, o mualo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabel-
los estirados, tem falta de mn dente na frente, tem al-
guma marcas de bexigas, e um pequeo lalbo na ina-
caa do rosto ; o mais vislvel signal he ter as costas a
marca de um caustico : consta que seguio para a Ilhade
Itamarac : quem o pegar ou do mesmo queira dar no-
ticia, dirija-se a rua Nova, loja de Josd Luiz Pereira,
que gratificar.
Fugio, na noite do da 10 do corrente, um prelo
escravo dos abaixo assignados de nome oberto ; re-
prsenla ter 30 annos de cor lula barbado beicos
grossos olhos abngalhados ; pelo seblante mosira ser
bebado. Este escravo ha tempos fez urna fgida, e por
ser sapateiro esteve na cidade de Olinda em urna ten-
da trabalhaudo inculcando-se forro. Quem o pegar le
vc-o a rua da Cadeia do Recife, arinazemn. 12,qoesei
recompensado. Dallar Si Oliveira.
loofooors. de gratificaeao
a quem pegara escrava Joanna de uacSo
A ngola cor fula*, que contina fgida
ou ftirlada desde o anno de i84a ; a
qual consta achar-se no lugar denomina-
do Caico : o signal evidente que tem, he
um dedo do p aleijado, ou denominado
modubim : quem a pegar leve-a ao Ater-
to-da-Boa-Vista n. 47 armazem de
louca da Babia, que receber,a gratifica-
cao prometlida.
Fugio, no dia 30 de inaio prximo passado, um pre-
to. de nome Gaspar de estatura ordinaria cor preta e
nao retinta secco do corpo, cara comprida olhos fus-
cos, nariz achatado, queixos sahidos para fra; tem urna
fe ida na perna esquerda e elcatrizes de- outras ; tem a
mao direita repuxada de nina escaldadura e o braco coin
inaias brancas cabello incarapinhado e inesclado de
branco de 55 a 60 annos. Este preto foi comprado ao
Sr. Timb, morador no Cabo pelo fallecido Pereira da
alfandega tendo estado sempre no sillo do mesmo Pe-
reira no Caldeireiro at a dous annos os quaes tem
estado no sitio que foi do fallecido Zacaras, no lugar
do Fundo em Beberibe-de-Halxo ; foi vislo nos pri-
meiros dias na Casa-Forte aonde tem umitas amizades
e he muito conhrcido ; mas como soubeisc ter sido pro-
curado nao lem havido mais noticia delle ; julga-se es-
tar escondido em urna malla de capoelra Junto ao Mon-
telro ou entao ter ido para o Cabo ; levou calcas e ca-
misa de algodao azul ceroulas brancas de algodiio tran-
cado ; he muito ladino por isso quem pegar nao ic
deve fiar no que elle diz eim traze-lo ao mesmo sitio
do Fundo ou na rua da renzalla-Velha, n.84. Roga-e
as autoridades pollciaes esplines de campo e pessoas
particulares que o pprehendam c levem-o aos lugares
indicados que serao recompensado.
100/000 r.
Fugio, no dia 22 de marco prximo passado, do enge-
nho S.-Francisco em S.-Antonio-Grande, provincia das
Alagas, a escrava Benedicta, parda, muito clara, bem.,
parecida, cabellos corridos, olhos prelos, beicoa-gro-"
sos denles limados pellos grandes, p seceos ; tem no
braco dlreito um sino salamao e no oulro um coracao ,
feitodeagulha com tinta azul; tem 20 annos de ida-
de. F.sta escrava lie de Goncaln Rodrigues Marinho ,
morador no dito engenho, aonde pode ser entregue, que
recebera a gratificaeao cima ou nesta praca a J.0.
Campo, na rua do Queimado, n. 4.
Fugio, no dia 27 do prximo passado o escravo
Joao Bernardo crioulo alto chelo do corpo rosto
redondo e descarnado ps largas pouca barba c rapa-
da ; he rendido da verillia esquerda ; tem una cicatriz
emumadas pernas. Este escravo he natural de S.-Ama-
ro-Jaboatao ; levou calcas de brim pardo delistras, ca-
misa de algodozinlio colletc de selim prelo usado e
chapeo branco de pello. Roga-se as autoridades poll-
ciaes e pessoas particulares que o apprehendain e tra-
gam a cata lypographia, que serao recompensado.
1*mh. : na typ. de,m. f. de pabia. i8<8^I
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


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