Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05983


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Full Text
jinno de 1848.
Sabbado 10
O DIARIO pulrlica-se toHos o dial q.je no
n'nfin de guarris : o preco-d a.siipittiir* he de
jO( rs.por quartel, pazos aHantarlnt. Os en*
nuncio dos assi-jimiles so neri.lo< rnsio de
V> rs. por linli, 10 rs. en ivpo dl'ei-aate, e at
,>peti:es pil 'netsde. Os quenco fore-n '(?-
funtej'pnna-.-o O rs. por HilS, e IS-I en lypo
difireme, Jior cada publicacSo.
PHASF.S DA LOA NOME2.DE JDNHO.
I.ua nova, I, ao nl>n- da tard.
(iiesceiite a I, s I horas e&8 mi. da tar.f.
|.ua chela a 18. *> horas e 39 man. da Urd.
Miuuoaule a J4 s 4 horas e 8 inin. da manh.
PARTIDA DOS CORREIOS.
'loianna, Parahihas aoguodas e seitasfairas
Rio-(irande-do-Morte quiata! feiras aomeiodia
Cabo, Seraliem, fliororraoso, Porto-Calvoe
Macelo, no I.*, a II e 21 de cada ntez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e J.
Roa-Vi'1 e Flores, a ll el*.
Victoria, as qiiiutas-feiras,
Olinda, todos os dias.
PKEAMAR DB BOJE.
Primeira, s 11 horas e minutos da nanhSa.
Segunda, s |5 horas* 0 minutos da Urde.
tle J11 ni 10
Auno XXV. N. 151.
MAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Marciano. And. do J. .lo*
orpli do.l. O Terra. S. Norbert'. Au.l. do J. do civel. e
do J. de paz do 2 diit. de t.
7 Quarta. $. Roberto. Au.l. do J.dociv. e
do J. de pai do 2 dist. de t.
8 Quinta. Saluilauo. Aud. do J. de orpli. c
do J. niunicip.-il da I. v.
9 Muita. S. Cofumbo. Aud.do J. doc iv. edo J.
de paz do 1 ^ist. det
10 Sabiwdo. S. Margarida. Aud. do J.do civ.
eJ. de pai do I dist. de t.
11 Domingo. Pasclioa do Espirito Santo.
CAMBIOS NO 01A 9 DE JONHO.
Sobre Londres a 25 d. por t! rs. <"> <**. Nom.
Paris JI5 a )ia rt. por franco, om.
Lislioa 100 por 100 de premio.
Dse, de lettru de Iwas firmas al0/ '--
OuroOncaslespanholas.... J94M10 a M
,> Modasdef OOvelh. lOfiflO
, de6#IOOnov.. I8JJ0O
, detfOM... OflOO
Prala Pataces bresileiros. 1*980
Pesos columnares... llb*o
Ditos mexicanos.... lf"
Muida.......... *t0
lejano
ICaOO
9|I0l
1^990
I 990
listo
1#930
'acjcs da'comp.'dafcbaTifce, a S""" rs. ao par.
DIARIO
EMAMBUCO.

PERNAMBJCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
4> IllilO OBBIH1BIA,
EN 8 DE JDNHO DB 1848.
presidencia do Sr.rigario Jizevedo.
(CONTlllUJA DO NUMERO ANTICRNHTI.)
Prosegu a discusso eirca da acia do dia 7.
O Sr. Perreira Gomes: Sr. presidente, eu tambero
entendo, como o nobre deputado que acaba de fallar,
que a acta deve comer exactamente o que le paisa na
cata ; mas, como pella se menciona un faci, obre que
versa uin requeriinento de que cu ful o autor, cumpre-
nie diicr como ae pasin esse faci.
staya eu na ante-sala com os demals deputados, por-
s .. Iiavendo apenas o numero de dezoilo, no podla-se
abrir a srssao, quandn oiivimos dizer poraiguus, que o
Sr. Or. Villela entrara na casa ; e como quer que, con-
tando com elle, se prefazia o numero necessario para se
abrir a sesso, viemos tomar nossos assentos^jr, feita a
chamada, verillcou-se que existiam apenas dfzolto Srs.
deputados : enlao cu, que tlnba onvido diafr que o Sr.
Villela bavia chegado, requer que elle fosse chamado
da ante-sala, para que assiui se prelizesse o numero le-
gal : nao disseque o tinha visto na casa); otivi, he ver-
dade, a mullos Scnhores diiercn, que elle entrara, e por
isso lia o requerlmcnto para que elle fosse chamado :
c, nao estando elle na casa, levantou-se a sessilo. Sendo
lito asslm, lendo-se passado o fado por esta inaneira,
creioque a acuconten oque qurque seja, que se nao
passou : peco a acta para ler o seu final.....
(A acta he mandada ao Sr. deputado.;
O Sr. Ferreira fime*: A acta diz : Pedio a pala-
vra o Sr. Ferreira Gomes, e lembrou que, estando em
nina das salas o Sr. deputado Joaquim Villela, fsse cha-
mado para precncher o numero legal; mas, vcrilican-
do-Be que aquello Sr deputado tluha sabido da casadi-
pott dt informado qat com ua ehegad te romptetava o nume-
ro leoal, publicou o Sr. presidente Ora, crelu que esta verificaran nao fui frita : se alguna
dos nossoa collegas disseram, como todos ouvimos, que
csse cr% o motivo por que o Sr. deputado e havia reti-
rado, nao lie sto raao sufficieiito pSra se declarar na
i desde que tem aasento nesu oasa, faltou liontcm pela
I primuira vez ; quando outros ha que faltain semanas
I loteiras, sein-que se lhes faca dlsso alguin crline.....
O Sr. Jote Car/01 : Niio se imputa crime.
O Sr. Joaquim Villela : F.no, para que he esU ina-
neira de redlgir a acta ?.....
Voui: (Tonta-se o facto.
0 Sr. Joaquim Villela : Cont e o facto que se pas-
sou j mas nao se diga que se turi/lcou que eu viera a ca-
sa, c me retirara, nem lio pouco se conheca de ininhas
iutences.
OSr. Trigo di Lourrro: Senbor presidente, nao del
a devida attencao s ultimas palavras da acta; mas repe-
tirrl o facto tal como se passou, nao s na ante-sala, co-
mo no recinto onde ora fallo.
Por t1csvp7.es, tinha eu verificado se havia numero le-
!;al para abrir a sesso, ereconheddo que na casa nao
lavia mais de 18 deputados: entao, disse-sc: Entrou
o Sr. Villela, ou acha-se as visinhancas.....
O Sr. Joaquim Villela: Ah 1 agora j he as vizinhan-
f as da casa.'! (Hilaridade nai galeras.)
O Sr. Trigo de Loureiro: as proximidades, ou en-
trando.....
O Sr. Joaquim Villela: Com uin oceulo poderiam ter-
"" viitoem tnalor distancia.
OSr. Trigo de Loureiro: Ora, eu suppuz que o facto
se passra tal qual; e, vindo nos para pjla sala, vlo-se
que so havia 18 Srs. Enlao, o Sr. Dr. Vicente declarou
ter ouvido diier amestuaeousa que acabo de referir, e
accrescenlou : OSr. Dr. Villelaesl na ante-sala, pode
ser chamado. Entreunto, appareceu alguem allirman-
do que o mesuio Sr. Dr. Villela j se nao achava abi. Kti
tou conforme com os principios do nobre deputado mas
nao tinha rellectido na inslnuaco da acta. Segundo ella
te aeba redigida, quasi que indica que prescrutmos as
intences do nobre deputado : noentanto he certo quei
nao podemos conbecer das inlences de qualquer, tmJ
quanto essas intences se nao inanlfestatu por actos ex-
ternos; : como o nobre deputado nao communicou a
ninguem quaes as suas intences, pnrisso requeiro a
suppresso da parte da acta, sobre que versa a discusso ;
por isso que nao podemos dizer que o nobre deputado te
relirou para que nao hnuvessc casa, visto que smenle
poder-nos-hiainos expressar deste modo, se a Isso nos
autorisasse algum dito do Ilustre deputado. Ao passo
que asslm me exprimo, nao posso deixar de rcconhcccr
que.o nuu nobre amigocensurou a acia mais forteinen-
le do que devera.....
O Sr. Joooutm Villela: Quantos Srs. deputadot e
bao retirado daqui iiiesmo, sem que '
ua, acia ?.....
s ,.*. ~. H ~*Th jl*- %z ts& rod^ur^u1:^,. z
havia numero legal, e que MU ^l1? "~ f^eSSi.TTtata "lua e.aclido
Nem tanto: ainda ficou multa
para complemento desse numero: c por isso tenhu que
esta deelaraco ua acta ser mullo odiosa ao nosso col-
leca .,.. ^1
OSr Joaquim Villela : *- Nao he odiosa, he graciosa. "
O Sr. Ferreira Gomes lleodlosa: e, ainda quando
fssrm essaa as intences do Sr. deputado retirndole,
parece-me que nao deviamos fascr tal declaracao na ac-
ta porque a nos nao he dado conhecer das inlcncet
de alguem quando nao nos sao coinmunicadas : e, los-
seni quaes fossem a intences do nobre deputado, los-
sem quaes fossem o motivos que obrigaram o nobre de-
putado a relirar-se, nao devenios declarar que elle se
relirou smente para uao preencher o niiiurro legal;
poique isto he inulto odioso para a assembla e para
elle ....
O Sr. Joaquim Villela : Sao meus censores.
O Sr. O/inda : Uns sao censores dos outros.
O Sr. Ferreira Gomet: Eu, pois, entendo que na ac-
ta se deve declarar que nao houve casa, que eu z csse
requeriinento porm tambem entendo que se nao de-
ve declarar qual o motivo por que o Sr. deputado se re-
lirou.
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente, nao obstante
as explicaces que tenho ouvido dar a respeilo da acta,
ainda entendo que ella conlm urna falsidade, por isto
menino que conten um facto que se no passou na ca-
sa ; c direi de passagein ao nobre deputado que me pre-
cedeu, que pan houve acrimonia em mlin quando rc-
pelli urna falsidade mencionada na acta ; falsidade que
1 romo ja fol retonhecido) leve por fin lornar-iue odio-
so. Que a acta, Sr. presidente, conicn urna falsidade,
se dr prebende das proprias palavras drlla ; porque diz
ella : neri/tondo-" "* oquelle Sr. diputado tinha tai-
do da cata deptit di informado que com a tua chegada ; etc.
o que he o mesmo que afliruiur que en vim a casa, e me
relirel por saber que coiumigo havia numero legal para
se abrir a sesso. Mas pude alguem allirmar esse facto?
Para isto serla misler priinciraiiicnle que cu livesse vin-
do casa, e em segundo lugar que alguem padesse co-
nhecer de uiinhas Intences, para saber que me retira-
ra para esse Rui ; mas queni me poda ver na casa, se
uitq vim a lja ?. ...
O Sr. 2. Secretario : He o que se diste na sala.
O Sr. Joaquim Villela : Mas ua acta ae diz que te w-
rificou que cu we tinha retirado, depois de saber que
havla 18 meiubros ; e quando se diz que un facto fotoe-
ti/lcado he porque nao ha duvida que elle existi na rca-
lidade: urna couia he dizer que se diste, e outra que se
erificau. .
Sr. presidente, a verdade he que nao sub aesta casa ;
aqu estao os diarios de hoiilem c de boje (asatlraado-oi),
'le a casa, sabe que nos todos recebemos na entrada.....
Fose: 0 reccbimenlo ou uao-rccebiuiento nada
piova.
O Sr. Joaquim Villela : Nao he prova plraa ; mas os
iiobres deputados sabem que o porleiro, ou continuo
nos entrega os Diariot logo na eutrada. Moa, Sr. preti-
dente, aluda nao be ludo ; na acta nao s se allirma que
cu vil casa, e me retirel ; o que nao he exacto ; inas
ale quem a redigio quixconbecer minhat loteuces, dl-
zendo que me retirci, por saber que coiumigo luvia
numero legal ora. isto, Sr. presidente, he adiviahar
muito Quando mesmo se livesse dado o laclo de ter
vindo eu u cata, uo poderia haver motivo algum que
me fliesze retirar, sem ser o que est cousignado na ac-
ta, e que se me qnlz attribulr? N80 poderia eu, por
excmplo, ter reccbldo um recado de minha cata, para
que fosse l occorrer a urna necessidade urgente, e reti-
rar-uie por isso ? Para que, pois, dar-se, no t por ve-
rificado um facto que nao existi, senao at ler-te 110
ineu interno, julgar-se de ininhas iptenfoes, e dizer-sc
que ubrri por tal ou tal motivo ? Domen interior, Sr.
presidente, s Dos pode conhecer. Nao tei, poriauto, o
que possa dizer respeilo da acta seno que uo he
exacta ; e quando assim se nao decida, etta discusso
servir de mostrar o que se passou, c de arredar a odio-
sidade que com a redaccao da acta, como se aclta, se
quiz laucar sobre mim, itto he, tobre um deputado que,
mas que
na acta exista falsidade, isto nunca; porquanto exprs,
tar-sc assim be o mesmo que entrar na intenco de ou-
trem. 0 nobre deputado, que be jurisconsulto, taba
muito bem, que nao se pode dizer a uinguein: ha fal-
sidade nesse aclo tem que se de a entender que houve
intenco de adulterar uin facto; entretanto, cssa inten-
co se nao pode provar. O termo faltidade he sempre
odioso, c a respeilo do funecionario publico constitiie
sempre un crime: mas nunca ha criinc sem intenco de
o praticar ; logo, pode haver inexactldo ua acta, mal
nunca falsidade. E mesmo assim, teuielhanlc iuexacti-
dio nao foi couimetlida de propotito.
Eniendeu o nobre secretarlo que o faoto se verificara;
mas he certo que se nao verificou que o nobre deputa-
do se retirara para nao haver casa; porque, para que
houvetic lugar easa verilicaco, era necessario que dous
deputados disscsseui: Nos ouvimos, com estes ouvi-
dos, dizer ao Sr. Dr. Joaquim Villela que se retirara,
para nao haver cata; mas, como itto te nao deu, requei-
ro a suppresso da parte da acta que Irata do objecto
em questao.
OSr. I. Seerefan'o l a srguintc emenda:
Depois da palavra depuludo = diga-se = nao eslava
9 ante-sala, declara o presidente que nao bavia sessao
x= eliminando se as palavras = # tinha tahido ale ao lim.
Ferreira Gomo.
Apoiada a emenda, entra em discutsao consuetamen-
te com a acta.
Reconhece-se que no-ba quem quelrafallar ares-
pello.
OSr. Prndenle submette a acta votaco, com a
emenda do Sr. Ferreira Gomes, que he approvada.
ORDEM DO DIA.
Primeira ditcutto do projeclo n. 20, ttgunda do de u. U
e ler ce ir a do de n. 23.
Entra ein primeira d iscussao o-pcjeclo n.20, rcdlgldo
por este teor : *<*'
A attemblea legitlativa provincial de Pernanibuco
rssolve: I
Artigo 1. Kica elevada a categora de villa, coma
denominacao de -Villa-Vicosa a povoacao do Seuhor-
Bom-Jetui-dot-Reinedios, da freguezia de Panellas, co-
marca do Bonito, tendo por termo a mesma freguezia
e a do Allinho, que fica asslm desligada do termo ila vil-
la do Bouito.
Arl. 2. Ficam revogadas todas as leste disposicoet
em contrario. '
Paco d'asscmbla legislativa provincial de Periiam-
buco, aot 13 de abril de 1847. F. C. Petioa dcLaccrda.
L. Roma, a ,
U Sr. Cordtiro: --Sr. presidente, est em priiucia
discusso este projeclo: eu devo declarar que multo
me conforuiava com o parecer da commissao, se por-
ventura ot fundamentos em que ella te bateou, ainda
hoie exittisscm ; mas he njulto pelo contrario, porque
a historia he muito nova, ainda rsto muito vivas em
nossos animosas sensaces que dcixou a incurso dos
Moraes, e os estragos por elles causado! c teut tequa-
tes; estragos para tao cedo no seren reparados.
Em primeiro lugar diz o parecer o 8tgolnte."(**0 r,ao
se nega que ludo isto te tlvesse dado, mas o que se e-
ca he que este rpido augmento ainda boje subsista:
desanpareceu n'uin momento. Hoje em dia a povoaja
de Panellas se considera, por assim dizer, como urna
Jerusalm desolada : alguimu casas fram derribadat,
tiuasi todas ilverain as portas arrombadas, e as casas de
couimercio principalmente onde o olio do salteador a-
foroou, e a nio nada poupou e de tudo se apode ou,
por direito de conquista ; as principaes lamillas daquel-
e lugar se retiraran! espavoridas, as pessoas naiigra-
da. abandonaran, a povoacao discricao d,*""^'
que dlspoz delta e do que nella .epou, como lhe aprou-
ve: larras estragadas, ligumes e rocas arrancados, mor-
tandade no gado, eis os resultados de semelhanle assal-
to. Asslm,, muito liveram de soffrer os agricultores c
criadores inuilossse salvaran! com as vidas e com a
roupa do corpo Todos protestaram nao mais voljar ah,
cinquantoperinanecetse em seu cantan o caudilho Vi-
cente de Paula, continuando a viver tao excntricamen-
te, como tem vivido, rodeado de seu terrivel sequilo,
fciloaual oulroRogero, caplto de independentes. Ja
se v, portante que o ralo da guerra pulvensou este
rpida augmento, e he preciso que elle resurja para
que te d este concomitante motivo para a creacao de
villa em Panellas. Depois dfsto quem licou all ?
F.u nao desejo laucar o odioso sobre alguem, mas pos-
so diter que la nao ficou gente capai para constituir c
orgauisar villa.
OSr. Jote Carlot
gente boa.
O ir. Cordeiro: O nobre deputado me pode comba-
ter pedlndo a palavra, e cu terei multo gotto em ouvi-
lo. Ora, ns sabemos o que especialmente contribuc
para o augmento de um lugar, cujo forte he a agricul-
tura e a criaeo, islo he, que onde sao mais conside-
rada! aquellas pessoas que tecm mais riqueza e mais ci-
vilisaco. Ora, tendo-se retirado essas pessoas, como
bu pabca e notorio, protestando 11B0 tornar mais ao
lugar, como dizer-se que a populacao ha de ter rpido
augmento t Nao he possivel. Por experiencia, ns sabe-
mos que as pessoas mais gradas, sao de ordinario aquel-
las que teem uina educafo mclhor, c entre estas he
que teem de se cscolher as pessoas aptas para os empre-
sta, O projeclo dlt que a freguezia de Panellas ser e-
levada ;i villa, mas como formar se esta villa, que de-
manda um juii municipal formado,ou, quando nao, um
supplcnte intelligentc, e mais cinco para o substitui-
reni, um delegado e seis supplentcs, um subdelegado e
seis suplentes? Como etcolher 18 pessoas capazes para
servirn estes lugares de magistratura, lugares tao
meliudroios, quando o centro requer una polica muito
exacta, muito diligente, qual a que deve haver em lugar
que se traa de crear de novo? He necessario que os
seus elementos constitutivos scjain muito saos....
11 Sr. Joaquim Villela : E a cmara ? li o concelho de
jurados?...
0 Sr. Cordeiro 1 -- He verdade, aprnvrilo a Icmbraiica
do nobre deputado : ns temos de attender etcolha
de vereadores, as vogacs que devem servir as sessoes
permanentes da cmara ; porque, se se nao attender a
itto, compareccrao 3 ou 4, e dcxar a cmara de func-
clouar, o que be de grande prejuizo.
Agora vamos aos jurados. A lei requer o numero de
50 jurados \>ara couslitulr um termo ; mas aonde a-
clfcit o presidente em Panellas 50 pessoas com os reque-
silosqua-alel exige? Nt sabemos que, desgracada-
iNvotc, pelo sertao a barbarldade auida continua ; ha
mult gente que, aprzar de ter fortuna, nao sabe lr
ncmescrever unidos requesitos necessarios para ser
jurado ; nao ha gente para estes cargos ; precisa algtima
eivillsaco e moralidade para que se eleve una povoa-
cao villa; c cui Panellas, actualmente, nao ha essas
cousas, alias tao necenarlas. A nao ser islo, cu nao me
opjiuria. I)c muitos lugares sei cu com melhores pro-
porces para seren villas do que esle ; mas nao os leui-
brarei, porque no o entendo conveniente : todos sa-
bemos quaes elles sejaui, e por isto dispenso-me de os
mencionar.
Vamos ao lerceiro fundamento do parecer da comms-
silo. Diz ella. (/.'.)
Nao dcscoiiheco o ultimtum deste terceiro qiiesito : o
que neg, he que a creccao da povoaco de Panellas
em villa seja capaz de infundir terror a Vicente de Pau-
la, isto he o que eu neg redondamente : todos nos sa-
bemos que elle nao faz caso do governo....
OSr. Olinda : Talvcz que agora elle seja delegado.
OSr. Cordeiro : Nos todos sabemos disto ; elle tem
zouibado completamente de tudo. Enlao, como suppr-
mos que essa creacao lhe ncutir terror? Nao, Sr. pre-
sidente : talvez que antes te 11 liamos de ver desmanchar-
te esse tribunal, fugirem as autoridades espavoridas com
incdo de Vicente de Paula, que, na realidade, Sis., tem-
i tornado fbrmldavel, e o terror das mallas, pelos re-
cursos c sequases que lhe tobram. Purtauto, o aigu-
inenlu que se apresenta de que .1 creacao de Panellas
en. villa, be para tornar Vicente de Paula subdito obedi-
ente, chama-lo ur. em, fa/.i-lo reconbecer o imperio
da le, etc., etc., be sem forja; be um engao inau-
festo ; he urna burla reconhecda a primeira vista....
(Sr.JoaoHim Fiflefa : Elle ja se submetleu ao go-
verno do imper,idoi ....
0 Sr. Cordeiro: He verdade, elle ja se declarou sub-
dito do governo ; mas isto be o que elle diz, e quando
assim tucceda, ahi estao os seus assecias, em quem
uiupre nao coufiar.
Sr. presidente, eu desejo ouvlr a sustentaco do pare-
c-da commissao ; e depois, se me competir fallar, di-
ret alguma cousa mais, porque tnlvez nest linpugua-
jgo.'que de improviso tenho aprcscnlado, nao tenlia re-
rido todos os argumentos principaes; poreni o que sus-
tento he que a creacao da villa no faz com que Vicente
de Paula, ou outros do mesmo pensar e viver, deixem
suas correras, se isso lhes nao aprouver Senhores, o
meu argumento consiste em que, tendo emigrado as
111 -ii.cipars familias, uo ha all quem exerja os einpre-
go's municlpaes c pollclacs que una tal creajao deman-
da, e por isso no pude ella ler lugar, para se nao da-
rem tactos escandalosos, para que nao succeda o que
suecedeu a res|)Cto de um subdelegado que all houve,
une era humein lelgo, mas que pralicou taes fados,
qucpioduzlram urna represenlajao, que cu vi, muito
fundamentada ; una rcpresenUjao muito justa contra
elle, e que continha mais da 500 assignaluras.....
Uuilot Srt. Leputados : De quem ?
Vozet: Assiguaturas a rogo tinha mullas.
)Sr. Cordeiro : Sim, tinha militas a rogo ; eu a vi,
e digo (iiic eslava muilo no caso de ser alteudida. AJ-
gueui o sabe, c cu o sei laiiibem, que este subdelegado
erh homem verdadeirainenlc imbcil, nao obrava por si
cousa alguma ; tinha um accessor. c dlxlam que es-
se accessor no era bem intencionado, nao o diriga
bem, e que a respeilo dos actos de policio recaliian as
queixas mais contra o accessor do que fontr,,.';llle '""
nos sabemos que, pela cousttuljao. hoje em da nao te-
mos accessores ; o officio de accessor loi
guma inaneira odioso ; a lei das
veret; administre justica comimparcialidade; mat pa-
rece-me que, em tal caso, s Ir o julz municipal; tudo
o mais ser gente dalli mesmo, gente daquelle circulo,
que est acostumada com aquella mesma liiigoagem.
com as mesmas maneiras; gente relacionada all, e por
ronsequencia gente no mullo propria para exercer car-
gos de polica, nao s pela sua rustieldade e ignorancia,
como mesmo pelos tajos do parentesco c da amisade.
Demais, as atribuijes do delegado nao sao tao facis,
como se presume; para preencher bem o lugar de sub-
delegado precisa-se de instrucjao.e de mulla moralidade
rimen./ 1.....
OSr. Jos Carlot: Enlo, s podem ser hons os for-
mados no eurso jurdico?
O Sr. Cordeiro: Nao disse isso ; disse que li precito
moralidade, e bem assim que a escolha recala sobre
pessoas de reconhrcida probidade, e de uina fortuna que
os posta tomar independentes c inaccccsslveis s pellas
e ao Mili.ono e alem disso, inlelligenlet: he preciso
ludo isto, oque de certo se nao encoutra actualmente
ein Panellas.
Voto pois, contra o projeclo.
O Sr. I.aurentino : Sr. presidente, nem ful autor do
projeclo, nem iiiembro da coinmisaoqiie o formulou ;
por isso nao me iulgo na restricta obrigaeo de sustnta-
lo : mas, tendo de votar por elle, direi alguma cousa em
seu abono. Muito respeilo ao nobre deputado que o
com baten c muito goslci de oouvir fallar; inas tambem
soii obrigado a dizer que tudo quanto o nobre deputado
disse., uo fez mais do que fortiliear-mc na resolujao em
que eslava de volar pelo projeclo...
OSr. Joaquim Villela: lio uina Mtvra.
OSr. Liiuri-niino: -- O nobre deputado figurn a po-
\ o o .i.i de Panellas una Jerusalm desolada, cediste
que a causa de sua desolacn tem sido a emigrajao das
principaes pessoas, com o protesto de nunca mais l
tornaren), einquanlo all estiver Vicente de Paula, com
seus adeptos. Ora, este argumento, quanto a mim, he
rnii/ni/irir/ii. 1 11,'c/i, porque este sfacloera bastante para
que a assembla se propozesse a crear all una villa,
com as autoridades necessaras, aliin de evitar que a-
iiii.-He lugar Sfja asylo e centro ui educajo c inaifeitores ; o que succeder por certo;
porque, alm das autoridades judlciarias e criminaes, o
governo tem de mandar para all uina forja publica,
que faja imperar a lei.
Disse o nobre deputado que nao liaviam alli50pes-
aoas com as qualidades necesarias para se cstabelcccro
tribunal do jury. Primeirameutc, a lei quando lixou
esie nuineio de pessoas para se constituir o_ tribunal,
per ve nio este caso, mandando que, quando nSo houvet-
sc gente tuIRcicptc, os jurados trabalhastem no termo
mais prximo. Mas vamos a ver, segundo os argumen-
tos do nobre deputado, se isto he exacto. C.reio que '
no, porqnr o nobre deputado confessou que existi
uina repretetajo contra o wi-STfb lugar, com 500 assignaluras. Ora, pergunto -.r entre
essas 500 pessoas queassignarain cssa represenlajao nao
se adiarn 80 com a capacdnde de ser jurados ?
Demal, quando se cria esta villa ajunta-se povoa-
cao de Panrilat a freguezia de Allinho, tobre a qual o
nobre deputado no disse nada ; ora, contando com a
gente dcsta fregueila uo haver a falta que teme o no-
bre deputado. F.u tive, Sr. presidente, a Incuria de nao
lomar olas do discurso do nobre deputado; por itto nao
posso responder a todo elle, e por isso digo que voto pe-
la crcajo da villa, porque tou Pcrnambucano, e est an-
do alm da casa dos 60 annos, acho-mc no caso de dizer
alguma cousa de vltta propria. Eu conheci as villas do
Po-d'Alho, Naiareth e Snlo-Anto em povoajes de
pequea monta, c sabe-se mullo bem o seu estado de
Iiinnoralidade, antes que fossem villas; tabe-te que o
centro desla provincia foi sempre o abrigo da immorali-
dade: quando se queria procurar um malfazejo, um
lioincni destemido c capaz de todos os crimet, procura-
va-se nos lugares que acabo de mencionar, antet que
fossem villas. Alllfatia-sc urna felra todos ossabbadoi,
(como hoje se faz) c nellas havia sempre 2, 3, 4 morir,
lerlmenlos, pancadas, etc etc. Desde que se rslabcle-
cerain as villas, Isto se afastou paulatinamente, porque
nao saocousas que se fajam de repente; c foi entrando
.1 civilisajao e a moralidade at ao ponto em que hoje se
cham, que se moralisaram os povos : aonde a aeco da
juslija funecionar, a civilisajao hade apparecer. Porm
disse o nobre deputado que ajustija pouco all fara. re-
ccosa de Vicente de Paula. Ora, pergunto, e todas as ve-
zes que a justira tomar conhecimento de um facinoroso,
devenios crr que Vicente de Paula sahr do seu posto,
para tomar cunta jusiija do seu proceder? De cert..
qne no. lu criminoso, um delinquentc, Botadamente
agarrado pela justica, uo ha de ter a protecjo deste
caudilho. Se em outra occasiao, outro fr isoladamcnte
preso e processado, e soRVcr a pena que a lei lhe nnpe,
hfioir o numero dimluuindo? Deceno; e assim ir
entrando .1 moralidade, o amor c subordlnajfio s
leis.etc.
Esle be o nielo de civilisaruios o centro,
tornou-se de al-
efrmas, indirecla-
incnte, o vcio restaura. : he sabido isto. mas liepreciso
Bttcndermot ao que convem fazer na creajao de uina
nova villa ; he preciso que seus elementos constitutivos
tejam mullosos, seus empregados jejam pessoas instrui-
das. Essa colonia que para all vai (dc.xem-mc servir des-
ta expresto) tenba a ustruejo neccssarla para insiuuar
aovovooconbcciuieniode teus direitos, c de seus de-
ou o lugar
quese' //serve de asyio a quanto malvado ha.
Senbor presidente, gostei muilo de ouvir fallar ao no
bre deputado; respeilo as suat ideias; mas nao inecon-
vencern! sem argumentos. Por liso, voto a favor do
projecto.
O Sr Trigo de Loureiro: Sr. presidente, tenho de vo-
tar pelo projeclo ; por Isso ped a palavra para justihear
o meu voto, visto que a inipugnajao que lhe fez mru
obre amigo nao so nao pode calar em meu espirito,
como pelo contrario fez com que me lirniassc anda inais
na opinio ou parecer em que estara a respeilo dene
projecto.
Sabia cu por nformajcs que havia tomado, que as
novoaces de Panfilas e Allinho teem populacao bas-
tante para que possam constituir uin municipio; que
linham bastantes propietarios, e abastados ; que pos-
suiflin as proporjes nees.aiapara terem cmara mu-
nicipal, delegado", juu de paz, subdelegado, fcc, fcc.. ;
mas diste o nobre deputado que cmbale o.projecto, (o
oue importa una eoniisso muito importante) que as
rlessoas gradas, os mais ricos prop leanos do lugar te
haviiiu relitado, protestando que nao voltariam mais.
Porta.no. essas duas povoajes etto redusidas a urna
Jerusalm desolada ; o que he uina rasao de mala a fa-
vor do projeclo, quero dizer, o que deve de auimar-nus
a que esleiidamos a nio aos ricos propietarios que se
retiraran! dess.s lugares, para nao se exporem a perder
as proprledades que ahi leem, e por conseguinte a que
elevemos villa a povoajao de Panellas. reunindo-a a
freguezia do Allinho ; porque a creacao de urna cmara
municipal, o estabclccimento de unijuis municipal ede
orpbos, de um delegado, de um subdelegado, etc. sao a
niaior das garantas inviolabilidade da pessoa e da pro-
priedade. He para crerque, vendo-segarautidos einsa
MUTILADO




i i
1


"
pessoas e propiedades, voitem aos domicilios os pro-
pnetarios que se retirarau.
Dentis, o nobre deputado nao combateu um dos ar-
gumentos essencialisslnios. isto he, a ferliiidade do
terreno. Sr. presidente, toda a vez que o lugar fr bas-
tantemente frtil, e tcnha populaco bastante para ser
eregido em villa, devc ser elevado acssa categora ; por-
que, cin lodos os lempos, a creacao das villas se reputou
corno um mel elficaz de civllisacao....
O Sr. Laurenlino: Apoiado.
O ^r- Trigo de Lourriro : .... e como um meio pode-
roso de garantir a invioiabilidade de pessoa c de pro-
priedade. Ora, o uobrc deputado nao combateu o argu-
mento da ferliiidade do terreno, ncui lo pouco o da
populaco; logo convelo tacilameutc na utilidade do
projecto. Be verdade que parte dessa populaco se rc-
tiron, ein consequeucia das correras dos Moran; mas
garantamos aos habitantes dessa paragem as suas pro-
piedades e pessoa, que elles voltario: e qual o meio
de obtercom inais facilidade csse nobre in ? Elevar a
povoacao de Panellas e a do Altluho categora de villa ;
porquanto, como j disse, vamos estabelecer uina cma-
ra municipal, um juizo de orphos, una delegacia, etc.,
etc.; meios estes multo ehcazes para se garantir a se-
euranca individual dos propiciarlos que se retiraram.
Klevando essas duas povoaces a.urtniicplo, terao ellas,
ipto fado, um juiz municipal e de orpliaos, um juii de
paz, ele, etc.; que sao outras tantas autoridades, cuja
uiiisao he garantir a seguraba individual. Mas dlr-sc-
lia : cotn semelhantes autoridades, os habitantes drssas
paragens ficam livres de que voltein os Moran, ou o F-
cente de Paula que tcm bastante forca ? Nao, responderei
eu : mas isso nao he argumento ; porque, se o fsse,
tamucm militara para que rcduzisseinos a povoa90es o
Recife, o Bonito e uniros lugares, visto como he niicga-
vcl que Vicente de Paula tambem os pode invadir.
Agora, vamos as outras rasoesdo nobre depulados,que
conibaieu o projecto.
Disse elle que a povoacao de Panellas carece de gente
que tcnha as habilitares neccssnrias para supplentesde
juiz municipal e de subdelegado. Entretanto, quando
assim i'allou, o nobre deputado uo contou coui a povoa-
cao de Altinho, que, s por si, d l eleilores, que sao
pessoas que nao pdem dexar de ter habilitacdes para
os cargos a que acabo de referir-me. Disse luais o no-
bre deputado, que nao havia ahi prssoas com que se po-
Irsse constituir o tribunal dos jurado*. Este argumen-
to j foi mui betn respondido pelo nobre orador que me
preceden ; e por isso apenas observare! que, caso se ve-
rifique essa circunstancia, adoptar-sc-ha o alvilre auto-
risado pela lei de 23 de dezembro de 1848, que d que,
quando o municipio nao tiver gente bastante para que
possa haver jury, soja incorporado ao municipio mata
prximo.
Concluo, pois, Sr. presidente, que o projecto deve de
passar, visto que o nobre deputado que o combate nao o
atacou no sci principal fundamento, isto he, nao con-
testou a ferliiidade do terreno, nem tao pouco a po-
pulaco ; mas apenas disse que parte desta se retira-
ra depois das correras dos Aforare o que, como j.i 110-
tei, lie urna rasan de inais para que o projecto seja ap-
provado, porque vai dar a essa gente foragida as garan-
tas deque precisa para que volte aos respectivos domi-
cilios.
O Sr. Roma: Sr. presideute, como mcinbro da com
* "d,f*,ri* rt. obrigando-os de ora em dlante a
viver vida nova...
Nao se avancen tamo.
;,;rLfr"ro (Poo'^u'ndo):- Pelo menos foi oque
se disse que a orear ao da villa era mullo til pa?a cha-
mar a ord,m y,ctnte ^ Pauta ou ou(ro
u.Pm. SCgU'r "e" exe,nnl- A idel upponho que he a
mesma, comquanto as phrases diversifiquem multo
cu, pois, aproveiiaudo as ideias do nobre deputado. dc-
vo fazer-lhes a devida applicaco. que outra nao he se-
nao esta meinia. He por isto que" eu ai combato.
ora., cu nao disputei sobre a ferliiidade do terreno
porque ella he por si indisputavcl; mas velo-me na ne'-
cessidade de aflirmar que este terreno, apezardemui
lerlll, nao esta as circuinstancias de ser villa : por isso
que as pessoas mais gradas do lugar se retiraram, com
o protesto de nao inais voltareui all; porque auas for-
tunas sollrcram muito, suas casas fram derribadas
suas searas estragadas, seus gados inortos, cus bens
roubados, porque houve saque; nSo he erlvel digo eu
pois, que esta gente volte ao lugar; c sendo assim, quein
oceupara os lugares de delegado e subdelegado ? A tren-
te que hcou, a gente menos habilitada, a gente que nao
tem couhecimentos. Ora, nos sabemos iodos que he mui-
to bom plantar a civllisacao. fazer germinar no cora-
cioi das pessoas, que anda nao teem a menor tintura de
civllisacao, as ideias de respe i lo lei e amor religin
sabemos que nos convm einmestra-los nos seus diritos
edeveres sociaes, nos deveres para com os nossos seme-
lhantes; pois que inuita gente os ignora, apeiar de ser
de direlto natural porque anda existe multa barkari-
dade. Mas pergunto: Esta gente barbara he qu* ha de
oceupar estes lugares e fazer estas explcacdes ? Nao he
possivel. Ovidio nunca pdde cvilisar os Celas; como,
pois, han de civilisar-se essas pessoas, que j estila, por
um instincto ou por um habito, (nao sei como melhor me
explique) alienas a nao cultivarem sua intclligencia, ou
a estes costumes toscos e grosseiros, sem terein una
pessoa de dlerente educacao que pouco a pouco as v
civllisando?
Sr. presidente, nao esperemos tal cousa; attendamos
a ndole da poca, observemos o que se pasta loops os
das entre nos, e veremos que ha um desapego s instl-
tuices; que pessoas, alias muito civilisndas, tratam
Osa desprezo o jury, procuram isentar-sc desse orlus.
V Sr. Trigo de Lourelro: Entao voltemos ao otado
da natureza. 1
O Sr. Cordeiro (continuando) : Dos nos livreii He
um argumento de maior para menor. Eu digo que, se
aquelles que estao na raso de apreciar estas nstTtu-
coeasaoosmesmosqueabusain dellas. quanto mals a-
quellesquc ainda as nao conhecem. Demais, Srs., ago-
ra, no torres dadiscussao, me canoro de um faci un-
to importante que, crelo, vira destruir o que allegaran!
os nobres depulados, quando disseram que a creacao
de villa servena de terror. Nao era Paja-de-Floics
urna villa, cabeca de comarca ? E, apezar disso, nao fol
o juiz. municipal assassinado all baroaraiiieiite? Nao ha-
vlamelementns de civilisa;ao ?
OSr. Firrelra Gomes: Assim como pude ser no Re-
ctle.
O Sr. Cordeiro: Mas entao, nao se diga que a 'crea-
cao da povoacao de Panellas em villa farri que as auto-
que se dem meios de proteccao a esses proprieta-
ri.
Srs., o nobre deputado dizque o centro est anda
muito brbaro ; mas todo este territorio fol brbaro,
este lugar mesmo que pisamos o foi; porm civlisou-se,
e quein o civillsou ? A accao da jusllf a e do governo.
Da falt* desta acfio he que proveni a barbarldade. De-
pois, o nobre deputado nao ignora que, creada a villa,
o governo tem de mandar para all um destacamento,
e entao essas autoridades terao fdrea para se fazerem
respeitar.
O nobre deputado trouxe-nos o'exemplo de Ovidio,
que nao pdde elvilisar os Cetas. Ora, Ovidio era um sim-
ples poeta, desterrado do pais ; e nos sabemos que
umita cousa he necessaria para moralisar urna naco,
que isto cusa muito a conseguir-se ; como querer, pota,
o nobre deputado, que um simples poeta, e tao immo-
ral, que, pela sua iminoralidade, foi desterrado, mora-
lisasse um povo? Tanto mais quanto us sabemos que
os grandes homens, com grandes conhecimentos, para
poderrin ter foi pa suas aeces, preclsam que elle as
sellem com o cunho da moralldade. Isto, pois, nao aug-
menta nada.
0 nobre deputado anda insilin na falta de homens i
para os lugares ; mas permitta-iiie que I lio diga: elle
avancou una proposicao muito ofl'ensivaaos habitantes
da freguezia do Altinho, mesmo para os de Panellas e
seus suburbios ; porque esses lugares marcados para
termos da nova villa comprehendemuma vastidao multo
grande de terreno, e nao he possivel que todos os habi-
tantes desse grande territorio sejam immoraes, todos
sejam incapazes : no, Srs.; ha inulta gente honesta, que
est calada, porque nSo tem autoridade, nao tem tor-
vas phrsicas ; soll'rein calados, mas isto nao ihes tira
seus sentimentos honrados ( sao muito reipeitaveis, e
muito dignos de oceupar esses lugares. O nobre depu-
tado sabe que, desde a freguezia de Garoubuns que li-
mita com Altinho, at Pnco-Comprido, e llalli pelo rio
Pirangy a baixo at a extrema que se marca para a nova
villa, ha iiiiitos moradores e proprietarins respelta-
veis, c que, porlanto, nao merecem a injuria que pe-
las palnvras do nobre deputado se Ihes pode dUer irro-
gada. Voto pelo projecto.
Julgada a materia discutida, he o projecto approvado
em primeira dscussao, para passar a segunda.
Passa-se terceira dscussao do projecto n. 23, redigl-
do assim :
das com os Interesses, coin as pretcnces de cada
professor em particular ; alim de que essa recomne""'
do seu trabalho nao .esteja em uina constante oscllc""1
nao seja augmentada hoje e amanhSa diminuida h'
de mistar que o professor publico e qualquer emprro
Jo cunte com a certeza da recompensa- do seu traban
e ciiiuprc regular os ordenados por urna regra lixa '
invariavrl. Recorrendas leit do rcameuto, vejo n,*4
lodosos professores de primeiras lettras teem500/
de ordenado, tendo algn* menor quantia : ora, ,/*'
mximo dos ordenados desses professores lie o de' dn"
rs como e porque te quer dar ao professor do coM
go dos orphos mais de 500/ rs. .' Digo mais, pnrqun if
o mximo dos ordenados dos professores, anda o, ,i'P
fregueiias mais populosas, como a de Santo-Antn-'11
S.-Frci-Pedro Goncalyet, Boa-Vitta, etc., etc.
O parecer da comuiitsao basa-se no grande trabalh
que tem este professor : mas cu nao creio que o
o
coiie.
foi tratado o anno passado, c. portanto
nao tendo em lembranca os documentos c r.Wx-s plausi-
veis que moveram a coiunisso a apresentar o projecto;
porm, felizmente, aclia-se nclle um prembulo, dando
os motivos que levaram a commisso a aprsenla-lo;
motivos que nao foram destruidos, pois, quereudo o no-
bre deputado combale-los, apenas se limitou a dizer
que nao duvida da ferliiidade do terreno, tanto que vo-
tarla o anno anno prximo passado pelo mesmo projec-
to; mas que, este anno, depois da incursao dos Moraes, c
fgida da populaco, abandonando o iciritorio, acha
intil o projecto, porque nao ha populaco reunida. Sao
estas incsmas, Sr. presideute, as rases que uve obrigam
agora a votar pelo projecto, porque he inister que essa
gente volteaos seus laresdebaixo da garanta da autori-
dade publica.
Disse inais o nobre depulado que inultos dos habitan-
tes daquellr lugar, ainda abastados, nosabiam ler, que
eram bumens estpidos. mas pouco depois disse tam-
bem que apparecra uinareprcscntaco com multas as-
signaturas, oqueprova inanifesta contradicc/m. Como
se apresentaram 500 individuos, que assignarain o seu
nome, em um lugar onde se diz nao haver homens ha-
bilitados para os empregos inunicipaes? Logo, nao sao
os vizinhos desse lugar gente tao desprezvel como se
pretende inculcar.
Alm disto, jase disse c eu repilo que a freguezia do
Aliinbo d IGeleitores; tcm, portanto, alguma impor-
tancia, e nao spelas inforissacoes que eucxigi, como
pelo que trnlio geralmente ouvido, sei que esta fregue-
sa tem, nao direi gente sabia e instruida, mas muito ha-
bilitada c capaz de servir na cmara, nos jurados, etc.,
etc.; he uina povoacao que, se tiver alguma proteccao
do governo, deve ser eui poucos anuos uina grande villa
J aqu te fallsu de Po-do-Alho. que fora terreno secco
e drspovoado, assim como Nazareth, Santo-Antao e ou-
tras povoaedes, que se teem tornado grandes villas, e at
cidades com o correr dos lempos; outro tanto pude a-
cuntecer com Panellas que, alm de todas as outras cir-
cumsiancias, possue a melhor de todas, isto lie, a ferli-
iidade iocootestavel do seu solo. Di-te, portanto, protec-
o aos seus moradores, seja o governo solicito em no-
mear boas autoridades, mande para all alguma forca, a
Um de protgelos contra o salteadores, que nao iriain
para all se isse lugar fssemina villa; e eu juro que a-
avoacao prosperar a despeito dasapprchentocsdo no-
re deputado.
Por todas eslas rasoes, anda contino a sustentar o
projecto que assigoei, e a volar por elle.
O Sr. 2'iburlino : Sr. presidente, como tenlio de vo-
tar pelo projecto, he preciso que justifique meu voto.
Comquanto, Sr. presidente, estas creatoet de villas
tragaudespezas aos cofres provinclaes : todava, eu nao
vou por alii; porque emendo que com laes desprxas mui-
to podereuios lucrar. Despezat ha que umitas vezes
trazeni comsigo grande uUlidade como no caso ver-
tente.
A. creacao de villas, em regra, he da maior utilidade
e he tiesta que nos tratamos na primeira disoussao, em
que se.acha o projecto. Tratemos,pois, da sua utilidade,
vejamos se esta creacao he, ou nao til. Eu assenlo que
he til; porque vamos promover a civilisaco e a mo-
ralidade: promovemos a civilisaco e a moralidade com
a creacao all dos tribuuaes de juslica, c de autoridades
poilciaes que possam processar es:e bando de crlmi-
liosos, que se diz por ahi appareceiem ; e demais, es-
sas despexas, que teem de fazer-se eom a construeco
de uina cadeia c com outras cousas desapparecem a
par das utilidades que devenios obter. como seja mesmo
o garantinos aquellas pessoas que llalli tem sabido
( como diz o nobre deputado) e uao pdem voltar por
falta de seguranca individual e de propriedade ; e as-
sim garantimos a estes nossos concidadot, creando es-
ses tribunaes tendo all a frca publica pa.a reprimir
os excessos detses turbulentos.
Portanto, Vista das utilidades que se colbem, desap-
parecem este inedo da despeza esse recelo de sobre-
carregaros cofres provinclaes ; e por estas rates voto a
Javor do projecto, apoiando a sua utilidade.
O Sr. Cordeiro: Sr. presidente, os argunieulos que
se apresentaram a favor do projecto, e que eu pude re-
sentado em favor do projecto....
Foi: Nao, nao.
O Sr. 7'rioo de l.oureiro : j- Ainda nao disse nada a res-
peito da ferliiidade.
O Sr. Cordeiro: Entao em lodo o lugar frtil crie-se
urna comarca....
O Sr. 1'rJao de Loureiro i Que duvida ? Se fr de uti-
lidade publica, nao s villa, mas cidade....
O Sr. Cordeiro: Sem atlenco mesmo s distancias?..
. c.uJ,ao ',uc Jul= autorisadosenao para, com mi-
nhas debis forcas, responder aos nobres depulados, ou
para mellior dlzcr, sustentar inlnha impugiaco. Ei
ja disse, e torno a dizer que a ferliiidade da trra nao he
por si s ba.c suluciente para crear villas, por istoque po-
dem rallar, como no caso presente, pessoas aptas para os
empregos municipaes. Se se procurain os empregos
para as pessoas, eu calo-me, dou-mc por convencido
mas se se procuram as pessoas para os cuipregosi...
OSr. Jos Carlos; Nlo apoiado.
Vou: Apoiado, apoiado.
O Sr. ^rdeiro : Nao apoiado! Pois eu Jisse alguma
heresia? treio que nao. Repito para nao crear aqu ai-
gum schisma, que, se procuram as pessoas para os em-
pregos, como eleve ser, eu desde j me vejo na necessi-
dadedcdeclerar que os nobres depulados tero oe la-
mentar os inaos resultados do fruclo da sua obra Nao
pensein que vao precncher as suas vistas, que ellas se-
rao bciu correspondidas: uaohodeciiganar-se; porque
Srs., iios sabemos qual he a causa de nosso atraso; nos sa-
bemos que a principal das rasdes, he porque o patronato
existe no sen auge, porque elle nuliifica a lei para a tor-
nar lettra morta....
OSr. Trigo de Loureiro: Nao apoiado: o patronato
nao tem applicaco a este cato.
O Sr. Cordeiro : Eu nao quero dizer que o patrona-
to inllua para a cre.cao da villa; eu digo que a villa, sen-
do creada, nao preeocher as vistas dos nobres depula-
dos, por Uno metmo que a iminoralidade ett no maior
ponto, llavera quein desconheca isto ? Regenermo-
nos, Srs., reformcino-nos, e depoit caminhareinos...
l,m Br. Ucpulado : He o que queremos fazer.
A asseiubla legislativa provincial de Peruambuco
resolve:
Artigo nico. O ordenad do professor de primeiras
le 11 i.is do collcgio dos orphos fica elevado a setecentot
mil res annuaes.
" Ficam revogadas todas ai Icis c dispMydes em con-
trario.
O Sr. Cabra! : Sr. presidente, pedi a palavra para
me oppr ao projecto que se acha em dscussao ; e me
opponho a elle debaixo de dous fundainendos.
O prliueiro he, que o collcgio dos orphos est so-
brecarregado de despezas e aprsenla actualmente um
ile fin le S:58'J2tM rs.; e o segundo, porque eutendo
que o actual professor do collegio dos orphos, com o
ordenado que recebe, de 800/WO rs est muito bem
pago do seu trabalho.
Sr. presicnte, o professor do collegio dos orphos
recebia um ordenado de 500/000 rs. annuaes: em vlr-
ludc do artigo 40 da lei provincial n. |44, de 22 de mala
de 1845, eSdalein. 158, do I. de abril de 1846, foi o
governo da provincia antorisado a dar um rcgulatnento
Sara o collegio dos orphos, que, sendo' publicado em
de Janeiro de 1847, no artigo 84, elevou aquelle orde-
nado afl00/000 rs. (U.) Temos, pota, queem virlude
desse regulamento o professor de primeiras lettras. que
recebia 500^000 rs., passou a receber mais lOO/OOO rs
l-iii virlude da le provincial numero 167. de 18 de uo-
vrmbro de 1846, fui esse professor considerado como os
demais professores pblicos de primeiras lettras da pro-
vincia, gozando de todas as vantagens concedidas -
quelles, e cnlo por loria desta dlsposico e da lei pro-
vincial n. 169, do citado me/, e auno, com referencia lei
geral de 15dcoutubro.de 1827, cooeedeu-se-lbe agra-
nliearan de 200/000 r., por contar mais de doze nnot
de excrcicio ; vindo por conseguate a perceber 800^100
A' v.isia d*islo, >ois, Sr, presidente, voto contra o pro-
jecto em dscussao, attendendo ao eslado do cofre dos
orphos, eachar-se aquelle professor multo bem iiago
do teu trabalho.
O Sr. Trigo de Lourtiro: Sr. presidente, pedi a pala-
vra para me oppr ao projecto. Ado que elle leude a fa-
vorecer a urna individualidade, quando decreta augmen-
to de ordenado ao professor do collegio dos orphos, c
deixa no esqueclmeuto os demais professores, que eslao
as inesnias circunstancias desse cuja sorte se ouer me-
r i. I,. .. nl...n._ _t._-i
do projecto,
/.) Este fuu-
OSrboutallaHdeira: -E como nos renegeraremos se
vincia* ? a' autorldade,nos u'flcrentes pontos dapro-
P 5r"DC0rdf.rO "" E como ? Crfantl0 em villa a povoa-
cao de Panellas ?.,., i*
OSr. Joaquim VilUla: -He quando ho de apparecer
rem maioiet mjusticas.., ''
OSr. Corrftiro : Nao ha duvida, enneordo com o no-
bre deputado : cu son lesiemunha oceular de um facto
siiccedido na comarca do Bonito, aonde resid por dous
anuos, platicado por um snpplente do jui municipal,
que ro mandado responsabilisar pelo presidente da pro-
viucia, precedendo o parecer do presidente da relacaq,
por criinea que commetteu np excrcicio de suas fimc-
coes....
0 Sr. Trigo de Loureiro : Isso nada prova : homens
(orinados teem sido procestades.
O Sr. Cordtiro: Prova que a escolha nao foi boa, si
que se procurou o emprego para o homein, c nao o no.
niein para o emprego. Eslou multo ceno que, se a es-
de ser provocado.... elu c*,.e".. I'* ""istirem honettamente. Qui-
nlieiiiot mil res nao oonslitucn um ordenado com que
um bomem possa subsistir durante mu anno tem soc-
de outra industria
O Sr. 6'inlia Machado: Os instruidos sao os que ho-
je mais abusam.
ter na memoria, se rediizem ao seguinte: por issso que
o terreno he multo frtil, deve Pauellas ser creada villa;
por isso que he possivel que essas pessoas mais gra-
-, -~ pessoas mais era
do lugar voltein a elle, he motivo para que Panellas
da
seja oreada villa....
O Sr. Laurenlino : Nao apoiado.. .
O Sr. Cordeiro (continuando)... que a creacao da villa
!.,?l*.Par* "f*Itar d'al" ^'* /-aula ou oui
qualtmer que quelra seguir teu exemplo, ou pelo menos
O Sr. Cordeiro : Nao durido. Concluo dizendo que a
creacao da villa nao preeiichc as vistas patriotica dos
Srs. depulados; tem inconvenientes, e por isso voto
contra o projecto.
O Sr. Laurenlino : Sr. presidente, est multo adj-
untada a dscussao ; mas nao posse deixar de fazer al-
gumas reflexes sobre o que acaba de dlzcr o nobre de-
putado.
Eu conlieco perfeltamente o lugar de que se trata ;
elle esta as extremas das duas provincias, Alagas e
Pernambuco. O lugar da povoacao de Panellas est a-
queni da extrema de Pernambuco, duas aqualro legoas.
Este a ficto, estesconheclmenlo, he bastante para ap-
provar-se o projecto. Estes facto prova a necessidade
absoluta e rigorosa que ha da creacao de uina villa all.
A distancia em que rica este lugar da accSo do governo,
daaccaodaju.Uca, he causa para que all seja a resi-
dencia ouasylo dos malfeitores. Perde-me o nobre de-
putado, cu eslou inuilo persuadido das auas boas i oten-
cOes ; mas os seus argumentos sao contradictorios com
a sua oplnio. O Sr. deputado confessa que o terreno be
frtil ; disse que seus propietarios foram forjados a
ahaudonar o lugar por essat correrlas: wat nao quer
lliorar; isto. nao obstante o fundamento
que nao reputo valioso. Diz o projecto. [Li., .
daineuto nQo me parece verdadeiro; porque, pela lei de
M dcjunbo.de 1B6, deu-se a este professor o ordenado
de quindenios mil ris; e no enlamo, pelo novo regula-
mento, augmentou-se-lhe mais can mil ris. O sup-
plicante he mais onerado de trabalho do que ot seus
iguaes?... Na vejo isso. Pode ter que em alguns an-
nos, tenba maior numero de discpulos do que outros
professores; porm Uso est remediado por aquella raes-
ma le de junbo de 1836, a qual determina que, (oda vet
que este ou aquelle professor tenha maior numero de
discpulos, tem direlto a urna gralineaco. Se ette pro-
tesaor tem de lecclonar a maior numero de discpulos
do quequalquer outro, esse excesso de trabalho Ihe he
compensado ; porque recebe a gralilicacao marcada na
Sr. presidente, o aervco, que o magisterio presta na-
cao c a provincia, nao lein sido dcvidaineute premiado
entre nos ; eu reconheco que he umdcver nosso recom-
peiisarnios amplaiiientc csse servico. He incoutestavi-l.
torno a repetir, que o aerri;o, que o magisterio presta
sociedade, deve ser recompensado segundo a sua impor-
tancia. Nao ha duvida que quinhentot mil ris na nos-
aa inoeda equivale a duicntos c clncoenta mil ris em
moeda forte e he um ordenado que est muito a-
quem da importancia do servico que prettain os profes-
sores de uistruccao primarla. Portanto, te o projecto nao
Uvera por Un favorecer, nao digo bem, fazer justlca a
um Individuo t, mas i te estendesse a lodos os outrot
professores da provincia, eu votarla por elle ; e vou man-
dar a mesa uina emenda ueste sentido ; porque reco-
nheco, repilo, que o magisterio tem tido tratado entre
nos, peniutia-se-iiic a exprsalo, at com desprezo. O
servico que o magisterio presta he imporianiisslmo, e to-
dos os servicos devem ser pagos na proporco da sua Im-
portancia. Recor.liecendo isto, emendo que us devia-
gio dos orphos tenha maior numero de alumnos do n
as aulas das freguezias desta cidade : c ainda quando a
siin fdsse, nao me parece raso sufficiente para que ,
estabeleca esta dinerenca de ordenado, porque o nun**
ro de alumnos pode diminuir de um dia para outro
nio eslou persuadido que vai agora diminuir, em con
quencia de ae haver criado o collegio dat orphas n/"
he, portanto, o maior ou menor numero de ditcipui
que deve regular o ordenado, e sim as obrigacCrs que S
professores teeui a cumprir : ecoino eu entendn qn,,'"
lei deve de ser Igual para todos..... H a
O Sr. Joaquim Vitlelm : Apoiado : enl'o vota nrl
projecto. pWo
O Sr. Ferreira (loma : A le deve ter igual par.
dos, deve con ter disposiefles genricas ; mas o proiri"
conten urna dispusico excepcional: os, outrot nro
torea teem 500/ ra..... \ ,
O Sr. Joaquim Villela : Eu mostrare! a gualdade
inallirmalcaniciile. u
OSr. Ferreira Gomes : Muito ealiinarei, porque vo-
tare convencido por uina demonstrado ntalhciiiati-
se o nobre deputado ae refere smeme ao maior numV
ro de alumnos, digo-lhe que itlo nao pode servir de ti-
gra, porque, nette caso, sera inislcr saber qual o nii~
ero que havia em cada urna, das aulas, para marcar n
denado a cada professor ; porm lato he Inexequive
Reconheco, Sr. presidente, que os ordenados dos nro
fessorea de primeiras lettras sao mui pequeos, que ,.,
tes enipregados eslo muito mal recouiiieutadot de
irabalhos, porque'euteudo que nao ae deve aiiendcr <
mente ao trabalho quelidiano que elles teeiti, trtbalh
para o qual he necessario ter urna paciencia de J h!
de inister attender aos trabalhos, s detpesat que H,e
rain estes professores para adquirir a iistruccao nre' "
sa para podrem ensinar. Nao ajo, portante, 5001
que pagam os servijoi prestados darar.se uu/anno m,
objecto de tanta importancia ; e eu votara pelo proicr
lo, e pela emenda que hoje foi apresentada elevando
todos os ordenados a 700/ rs., ae porvcnlnra estivetse '
convencdade que os cofres pblicos podiam comoo,
lar este augmento de despeza ; porm, nao sendo asshn
como eslou convencido, c quereudo que nao passe utiii
lei excepcional, voto contra o projecto, porque enten.
do que esse profjator deve ler tanto ordenado, quanto
teem os outros. '"
O Sr. Laurenlino : Sr. pretldente, eu j disttatau-
ma cousa sobre esle projecto na sesso passada e
quando uao houvesse outras rasdes, o amor propro me
obrgaria a sustenla-lo. Voto pelo projecto, e para ex
pilcar a ratao do meu voto, devo combater os areu-
inenlos com que elle ac impugna.
O primeiro argumento do nobre deputado que fallou
em primeiro lugar, foi que o collegio dos orphos eti
aobrecarregado de despezas, e dalii Urou argumento
para mostrar que nao se devem augmentar ordenados
Mas, Srs., aqu uao ae-ti ala do-negocio do collcgio dos
orphos, uem de acus rditos; por oonsequenca, para
que veui aqui tato 7 Vamos saber se este professor tem
ou nao direlto para requerer csse augmento de orde-
uado.
O inesnio nobre deputado disse que esle professor
Dla lei de untos, foi considerado como os demai* pa-
corro de outra industria : mas elles, com trabalho de
iiiaiinaa c de tarde, nao pdem valer-se de outra consa
donde possain tirar sua subsistencia; logo, devemot
proporclonar-lbet meios com que elles vivam honesta-
mente : setecentoa mil ris para os professores de ms-
truccao primaria nao he muito; mas, como deve haver
dinerenca entre os ordenados desses professores e os da-
quelles que team a seu cargo a insti uoto secundaria e
as honorarios destes nao excedam de um como de ris
nio me animo a propdr que so Ibes d por ora mais de'
setecentos mil ris. Voto, pois, contra o projecto tal qual
se acha concebido ; mas votarei por elle se se fizer ex-
tensiva essagraca a todos os professores da provincia; e.
para conicguir esse fim, vou mandar meta una e-
meuda.
O Sr. 1. Secretario le a seguinte emenda:
O ordenado do professor do collegio dos orphos e
de lodos os mais professores de inslruccao primarla da
provincia (ca elevado a 700/000 rs. Trigode Loureiro.
Apoiada. entra em dscussao conjunotamente com o
projecto.
O Sr. Ferreira Comee : Sr. presidente, teuho para
miiu que o ordenado dos professores publicas nio deve
ser arbitrario, nao deve estar tmenle dependente da
ousaa, vQutaae, atUn de que nao nos oooupsiuos todos os
essores pblicos, e que por consequeucia' estava i
Cliso de gozar os indultos concedidos aos outrot proe.
aores. Marchando deslca principios, direi que os pro-
fessores pblicos da provincia tao obligados a dar aula
comi certot descansos, como, por exemplo, nos das saa-
los dispensados, uas quintas-l'ciras e nasfestasdo auno,
em que teem largas ferias ; e o profossor do collcgio dos
orphos, pelo novo regulamento que rhe fol dado, lie
obrigado a dar licao duas vexes no dia, e nesses mes-
mos diat que os outros descaosam, apenas teem de ferias
ot tres ltimos das da semana-santa; e este trabalho he
cousideravel. Os nobres depulados, que rguiiieutarain
contra o projecto, fizcram no com retacan ao numero de
alumnos, mas nao metiera em couta ena dinerenca
de lempo de trabalho. Agora o que he preciso saber,
he se este accrescnno de 100/000 rs., que ac nota, com-
pensa essa di'crenca ; cielo que nao, e pelo principio
mesmo do nobre deputado, acerca da gualdade.
Tambem ae falln na gratifleaco que elle percebe,
por eusinarha mais de ISaunos; mas esta gralilicacp
lie igual para lodos, he commiiui a todos....
L'mSenlun- Deputado: Mas o trabalho nao he tao gran-
de, como ae dit, porque elle he escrivo aqu na ci-
dade. *
OSr. Laurmlino: E aera crime que o cidado apro-
veite as suas horas de descanso emprrgando-se ein
outra qualquer cousa ?..
Votes : Nao he crime ; nega-se o excesso do tra-
balho.
OSr, Laursnlino : Una vez que elle precnclie sua
obrigaces no magisterio, pode empregar-se no que Ihe
convier. Por laso, vol pelo projecto,
( Cruzam-se diversos apartes que nao podemos to-
mar.)
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente, em parte fui
pievenido pelo nobre depulado que acaba de fallar ;
porque, ein verdade, elle provou que, nao obstante
as allegaron que foram feitas contra o projecto, os fun-
damentos ein que elle se basa, cstao em p : todava
direi alguma cousa, porque estou comproiuettido por
uina proinessa que flz ao nobre deputado, (aptntando pu-
ra o Sr. Ferreira Comee) de Ihe mostrar que o projecto,
longe de atacar a gualdade que deye haver entre os de-
mais profrssores e o peticionario, nao fas mais do que
estabelecer essa gualdade ; gualdade sem a qual os no-
brea depulados concordarao que nao pod haver juslica.
He .verdade qoe o peticionarlo percebe, em virlude dot
novns estatutos dados pela presidencia, o ordenado de
600^000 rs.; mas tambem he verdade que a presidencia,
tendo-llie dado esse augmento de ordenado, ein cunte-
quencia de ter-Jlie augmentado o trabalhp, cite aug-
mento nao ett em proporco com o augmento do tra-
btlho, e isto he oque vou provar, aj uiathemallcainrn-
te, Isto he, por meio de uina proporco, partlndo do
lempo em que os mais professores e o peticionario tra-
balham durante o anuo.
Sabemos milito bem que os professores comimms nao
do aula (como j se diste; as quintas-feiras, nem nss
das sanios dispensados, e teem dous mezes de ferias,
dezembro eJaneiro, alm de outras ferias dequego-
zam em algumas Testas mudaveis, das de fesla nacio-
nal, etc. ; entretanto que o professor do collegio dos or-
phos d aula desde o dia 2 de Janeiro at ao ultimo te
dezembro, deisando smenle de dar aula, no decursodlo
anuo, nos domingos, dias santos de guarda, diaa de (es-
ta nacional e nos tres ltimos dias da semana sania...
O Sr. 01 inda : Por isso j se Ihe auguientot o orde-
nado com 100/rs.
^j^'i Jl>aV'im filela : Ora, contaudo-sc o nume-
ro de das d aula que aquelles e este dio, v-aeqneo
professor do collegio dos orphos d aula 287 dias,
eos outros 202 dias; havendo, por consequencia, uina
diflerenca de 85,dlas contra o professor do collegio dos
orphos ; por consequeucia, se eu provar que o orde-
nado de 700/000 ra. que d a este o projecto, es-"
ta na inesma proporco, em relaco aos das de traba-
lho, que o ordenado de 500/ rs. que percebein os outros
professores da praca, terei demonstrado que o projecto
estabelece a Igualdade. F.is-aqui a proporco ; -- O orde-
nado de 500/ a., distribuido pOT'Btt tilas, de trabalho


iic leen os outros professorcs. d para cada dia 2/426
., o de 780/ rs., que o projecto quer dar ao profes-
sor do collegio dos orphaos, distribuido por 887 das de
rakilho d, 2/439 rs. ha, pois, unta dilerenca den.,
que Dada inQue. Se, pois, as cifras nao engaan), relo
qje o ordenado de 700J rs. he justamente o que se deve
Jar ao professor do collegio dos orphaos, querendo se
llic fazer juctica : de maneira que, pelo calculo que aca-
bo de fazer, vejo que at a commissao, quaudo fixou o
ordenado de 700/rs. se reguloupelas regras mathema-
ticas i e se porvenlura nenhuma proporeao fes, permit-
i a justica da causa, que ella se dsse sem ser mcsino
calculada.
Fallou-se em gratilicacao, e so quU dalii tirar argu-
mento contra o peticionario ; mas o que tem a gratilica-
jo coni o ordenado ? O peticionario tem urna gratifica-
do, por ter inais de 12 anuos de servico : mas essa gra-
lilicacao teem.ou bao de teros outros professorcs, dau-
ilo-sc a seu respeito as circumstanoias da lei; por eon-
{cquencia nada vein ella para o caso.
Dada, pois, Sr. presidente, a igualda.de que os uobres
,lcputa(tos qucriam, creio que devem de volar pelo pro-
jeato; e eu sapero que o facain como eu o fajo. Voto
pelo projecto.
O Sr. fra
rigo di Lourtiro : Sr. presidente, quaudo ped
a palavra, tencionava sustentar o projecto com a emen-
da ; mas, como prta discussao fui informado de urna cir-
cunstancia que eu ignorava, anda tenho de mandar
inais outra emenda.
Eu nao linlia conhecimento do novo regulatnento ;
por elle vejo que o ordenadodo professor j foi elevado
a 600^000 rs. Mas, pondo departe esta circumslancia,
tratarei de responder nii nobre deputado que disse
que a miiiha emenda augmentava adespesa. Sis, esta
observaco nao tem fdrea, tanto inais quanto o nobre
deputado recouhece 'que os professores estilo mal pa-
gos. Se se recouhece a obrigaco, nao nlhemos ao aug-
mento da despeza porque os snicos devem ser pagos,
i'oiifurme a importancia delles : se esto mal pagos, be
de dever, he de justica rigorosa pagar-lhes inais ; e
nao se diga, como cstou ouvindo que nao ha dinhei-
ro." F.lle o ha, r. presidente: dinheiro nao falta, tein-
sc-o applicado a colisas menos importantes euicnos ne-
eessarias ; supprimain-se despesas iuutcis, e o dinheiro
cliegar para as necessarias : reduzir as do ensin he um
mal, que nao pode deitar de causar detrimento ao ser-
vido publica. A economa bein regulada he a boa ap-
plieaciio ; u contrario he desprovcilo. Demais, se pas-
tar o projecto da frca policial, terrinos urna economa
de 60 coutos de rls ; e eis-aqui ineios para pagar devl-
dainenlc a quem presta servicos to valiosos.
'oino disse, nao eslava informado do novo reguta-
s to, e por isso carero de fazer urna nova emenda,
dando nina gruiiiiccao a ene professor, que tem m.t is
tiaalho, c neste sentido inandarei a emenda.
OSr 1. Secretario l a segulnte emenda :
O professor dp collegio dos orphos lera inais urna
gratiflenco annual de 100/000 rs. pela accrcscimo de
servico, consistente em ser obrigado a leccionar os seus
discpulos, em inultos dias feriados para os inais pro-
Irssores, segundo os novos estatutos do collegio. Trigo
di Lourriro.a
Nao sendo apoiada, deixou de ser admittida discus
sao.
O Sr. Laurcntino sustenta sua opinio com novos ar-
gumentos, e pede ao Sr. deputado l.oui eiro vote pelo
projecto, visto ter declarado que quera igualdade, e 11 a -
ver-se demonstrado que, segundo o projecto, he que
ella tem lugar.
O Sr. Ftrreira (lomes : Muito me satisfez, Sr. pre-
sidente, o apoiado do nobre deputado que sustentou o
projecto, e que sesenta daqucllc lado, quando eu invo-
que! o principio de igualdade : e esperei pela demons-
traran que prometteu o nobre deputado faier desse
principio ao projecto em discussao, e at promertl dar o
ineu voto, se o nobre deputado fuesse essa demonstra-
cao ; e como qur que essa denionslrar.Ro nao fosse exac-
ta, espero que o Sr. deputado vote commigo contra o
projecto, se eu fizar puiajlcuipnstraci)0 em sentido con-
trario aquel le que pretenda elle sustentar: nao sou
inatheiiiatico ; porin oreio que pode'rei demonstrar com
exactidao matheinatica, que o rlrofcssor do collegio dos
orphaos nao tem maior trabalho do que os outros, c pe-
lo contrario tem inulto menos. O Ilustre membro, que-
rendo demonstrar que aquelle professor tem maior tra-
badlo dn que os. outros, disse que elle tlnha, pelos esta-
tutos, 287 dias de trabalho, entretanto que os outros ti-
nliam simiente202 dias : se assiin foe siuiplesmente,
esse professor terla maior trabalho ; porm do contra-
rio nos convenceremos, quando soubermos que esse
professor ra smenle una vez por dia .aula...
OHr. Joaquim Villela : fcsl engaado. *"
O Sr. Ferreira (iomti: K5o sou eu que o digo, he o
director desse estabelecimento que no seu relatorio, di-
rigido ao presidente da provincia, diz que, cm conse-
cuencia de n,o haverem alumnos aptos em primeiras
lettras, representara ao inesmo presidente, que, baven-
do aula de tnanliaa c. tarde nao era possivel que os or-
phaos se applicassein aos ensillos das outras aulas, de
novo creadas naquelle collegio, e que em attencao a es-
sa representado o presidente ordenou que houvesse au-
la de primeiras lettras smente de maufiaa, que as tar-
des fossem destinadas para os collegiacs se applicarem
a inarcciiaria, sapataria, etc., etc. Sendo assim, tica de-
monstrado que esse professor trabalha como 287, quau-
do os outros que dao diias vori por dia aula, traba-
lliam como404, isto he, oduplo de 202.
Sr. presidente, sou muito avesso a leis excepcionaes ;
entretanto nao negare! meu voto a qualquer deliberacao
especial, quando entender que ha sobeja justica, ou
quando por outra qualquer (orina nao se possa conse-
guir aqulllo quea rasao dicta, e a justica manda.
Dit o nobre deputado, que esta deliberarn do presi-
dente sobre baver smente aula de inanhaa foi revoga-
da ; pode ser que assim srja;- pude ser que eu esteja en-
gaado, e como quero votar Imitado na justica, peco que
o projecto seja adiado.
O Sr. Harrom: Sr. presidente, o anuo passado fui
um dos inembros da commissao de ordenados, que as-
signarain este projecto ; nessa occaslo, a commissao
leve em vistas os documentos do peticionario, e fuu-
dou-se nos clculos que acaba de apresentar o Si', depu-
tado Villela: achot, pois, que nao poda, sem le ir os ili-
reilos do rcqucrrnle, dcixar de attend-lo, c por lsso
roncebeu o projectonesse sentido: tudo, pois, que ru
poderla dter iu favor do projecto, j foi dito pclnsdc-
putados que o defendern!. Entretanto, esse faci apre-
sen lado pelo Sr. deputado Fcrreira Gomes, que mepie-
cdeu, he novo, c do qual a commissao nao leve ne-
iiliuin conhecimento ; por isso desejarei que lique o
projecto adiado, alim de que se jamos esclarecidos a res-
pello, c possamos deliberar com aquelle criterio digno
da casa. Votara pelo projecto, pelos fundamentos de li-
lao ; mas, convencido da nova clicttiiistancia, nio serei
contradictorio se votar contra elle. Voto pelo adiamen-
to.
Ue lido e apoiado para entrar em discussao o seguln-
te requeriinento :
Requeiro que o projecto em discussao seja adiado
por dous dias.Ferreira Gomu.
O Sr. Joaquim VilMa: Senhor presidente, nao me
opponho ao adiainento. Apparcce urna circumslancia
sobre a qual a casa deve infoi-mar-se, e creio ser isto ra-
sao bastante para que o adiainento sejaanprovado; mas,
como elle se discute conjunctamente com o projecto,
e pode nao passar, tendo nos de votar sobre o projecto,
parece-iue conveniente dizer alguma cousa sobre a no-
va ideia que appareceu.
Antes dos novos estatutos, havia naquelle estabeleci-
mento aula de primeiras lettras apenas de inanhaa; mas
os novos estatutos, em consecuencia de represcutacao
do director, dctcriuinaram que houvesse aula de ina-
nhaa e de tarde; depoishouve incompatibilidade entre
as horas das diversas aulas; e em oonsequencia disso
deteiinitioii a presidencia que so houvesse aula de pri-
meiras lettras de inanhaa; mas istos durou poucosdias,
logo as cousas voltaram ao seu antlgo estado, isto he, a
haver aula duas vezes ao dia. Portante, duvido que o re-
latorio do actual director diga que so ha aula de pri-
meiras lettras urna vez por dia. Eu, Sr. presidente, tenho
certeza de que ha aula de inanhaa e a tarde, pola nfio
posso reousar o testemunho de ineus sentidos; mas, nio
quero que julgueiu pelo meu testemunho. Approvo
pois, o adiamento e projecto.
Subinettido o adiainento vetacao, heapprovado.
Entra em segunda discussao o projecto n. 24, oence-
bldo nestes termos :
A aisenibla legislativa provincial de Pernambuco
resolve :
Artigo nico. Os abates concedidos, por causa das
desolacoes da secca, aos arrematantes do impostp de
2^500 ris sobre cabeca de gado vaccuiu consumido, a-
pioveitain proporclonalinentc aos seus socios, e sub con-
ductores, ou compradores de ramos.
Ficam revogadas todas as disposices etu contra-
rio.
Verifica se nio baver numero legal, e por isso iica a
discussao adiada.
OSr. Presidente levanta a seasao quasi as 3 horas da
tarde, depois de haver dado para ordent do dia da e-
guinte:_ leitura de projectos e pareceres; primen a
discussao do projecto n. 3l e segunda do de n. 22, de
1847; primeira do de nmeros 2c 3 do corrente aun o.
e continuaeo da ordem do dia de hoje.
Otro, em quejlo deBrito Crrela e outros propie-
tarios de candas c tanques de vender agoa potavel uesia
cidade, pedeni una indeinnisacao de sua proprledadc e
industria, extincta em virtudc do privilegio exclusivo,
concedido urna companhia pela lei ti. 40, de l4 de ju-
nho de 1837. A' commissao ae peliedes.
(Contintiar-tr-Aa,)
5.* lllllO OIBIVIBU,
BM 9 UBJDNIIO DB1848.
f reiti deuda to Sr- visario *tseredo.
SousuRio. Approva{So da ocla-da sendo anterior. Ex-
ptdicnte. Ordem do dia.
As 11 horas da uianliaa faz-se a chamada e veiiiica-se
acbarem-se presentes 19 Srs. deputados.'
O Sr Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2. Secretario faz a leitura da acta da sessao an-
tecedente, que he approvada.
OSr. 1.' Secretario d conta do segulnte
EXPEDIENTE.
Um olliciodo secretario da presidencia, remetiendo
as actas das eleices para deputados provinciaes, bein
como a acta da apura vito ge ral.A'commissao deconsti-
tuicao e poderes.
Outrc dnmesio, transmittiQdn um ollicio do admi-
nistrador das obras publicas, acoinpauhado do orca-
inento e da planta para uina ponte que deve substituir a
do Arrumbado na estrada da Tacaruna. A' commissao
de obras publicas.
Outro do inesmo, participando que, em consequencia
de requislcao da caniira municipal desta cidade, S. Ex
o Sr. presidente da provincia autorisou o pagamento da
auanlia de 5:598/130 ris, em lettras a, vencercm-se
esde jtiuho de 1848 at junho de 1851, alim de que a
assembla haja consignar a respectiva quota. A' com-
missao de orcanirnto.
Outro do inesmo, remetiendo um requeriinento em
que o professor de primeiras lettras jubilado, Angelo
(.'usiodi<. da Silva Fragzo, pede se Ihe mande pagar a
gratificarn a que se julga com direitu, por ter servido
inais de dote anuos nao interrompidos. A' commissao
de petiroes.
Outro do secretario interino da presidencia transacta,
datado a 29 de abril de 1847, transmittindo urna Infor-
madlo doinspector dathesouraria das rendas provin-
ciaes, acerca das peticoes dos cidadaos Manoel Romao
Correia de Araujo, Francisco Carneiro da Silva, Joaquim
Manoel Carneiro da Cimba, Manoel Florencio Alves de
Moraes, Tlinm Pereira Lago, Pedro Krnesto Rodri-
gues da Silva, Candido Emvdio Pereira Lobo e Jeaquim
Iss de Maraes. A' quem fez a requislcao.
Outro do secretario da previdencia da provincia do
ftto-Gfandc-do-Norie, remoliendo os tomos 8. e 9. das
leis promulgadas naquella provincia, nos aunos de 1845
e is-ili; c pedindo a colleccao de todos os actos promul-
gados nesta provincia desde a primeira legislatura at o
presente. Inteirada.
Um requerimento, em que o padre Ricardo Jos Ma-
ohado pede que, na lei do nrcamento municipal, se ha-
bilite a cmara da cidade de Goianna a pagar-lhe 78/000
ris, provenientes de lijlos que a referida cmara coin-
prou para a obra da cadeia da mesina cidade. A' com-
missao de orcamento municipal.
Outro dos continuos .da secretaria da presidencia, pe-
dindo que os emolumentos da mesma secretara sejam
distribuidos genricamente. A' commissao de legis-
laco.
Outro, em que Pedro Jos Carneiro Monteiro dizque,'
tendo arrematado o imposto do ditimo do capim dos
municipios do Recifc e Dunda pelo esparo de 3 annos
e 3 mezes, pelo proco de 1:019/000 ris, e tendo feilo
em 2 anuos completos, e nos devidos lempos, os respec-
tivos pagamentos, appareceu a lei provincial numero
92, coi virtude da qual foi reduzido consideravelmente
o mencionado imposto, por deixarem de o pagar todos
os predios que pagam dcima urbana ; pelo que, segun-
do a eoltecta foi ta, mu tos plantadores deixaram de pagar.
ao peticionario animalmente, como j liaviaiu pago, a
quanlla de 690/000 rls, sem que todava o peliciodario
tenha deixado de continuar a pagar na thesouraria pro-
vincial as lettras relativas ao contrato at o presente; em
consequencia requer osupplicantc que a assembla se
digne occoirer aoprejuizo que elle soft're, fazendo sus-
pender o pagamento das ultimas ditas lettras passadas
la/onda provincial; e ordedando que a respectiva the-
souraria n indemnisc do restante que faltar para o com-
plemento da quantia de 690/000 ris e mais a quarta
parte que he 172/500 ris, correspondente ao prejuizo
que ha experimentado do 1." dejulho do anno passado
ao ultimo de setembro (leste auno.A'comiuisso de or-
camento e fazenda
Outro, etu que o padre Joo Mauricio da Conccico,
parocho collado da freguezia de ipojuca, comarca do
Cabo, pede nina providencia legislativa, alim deque el-
le entre na posse da parte de sua freguezia, que Ihe foi
reintegrada pela lei provincial n. 198, de 8 de maio de
1847, interpretativa da de n. 152, de 30 de marco de 1846,
que derogou a de n. 102, de 9 de maio de 1842; visto
que, pelos documentos com que inslrue sua petir,ao,
musir nao ter querido o prelado diocesano empossa-lo
cannicamente em seu beneficio, A' commissao de
negocios ecciesiasticos.
Outro, em que os propietarios e moradores na ra do
Mondego, que em direitura segu aponte do Mangui-
nd, e transversamente da Magdalena, pedem a as-
soinljlc.i que faja extensiva a illuminaco dos lampones
al as referidas pontea, allegando que pagam os ines-
mosiinpostos que os moradores desta cidade, e por isso
devem gozar dos inesmos beneficies. A' commissao de
pelices.
Outro, em que James Crabtree Si Companhia, cento-
narlos de Jos Antonio Pereira, credor da thesouraria
das rendas provinciaes na metade da quantia de oito
con los seiscentos noventa e tres mil e noventa e nove
ris, pcdcio que se consigne na lei do orcamento quola
sulncieute para esse pagamento. A' commissao de or-
camento.
Outro, em que Luit Cyriaco da Silva, professor publi-
co de primeiras lettras na povoacSo de Cruangi, allegan-
do ser doente e contar inais de 10annos de servico pu-
blico, pede a sua jubilaco, pjevalecendo-se ao artigo
10, do capitulo 2.*, da lei provincial n. 43. A commis-
sao de peliedes.
Outro, em que Antonio Mximo de tarro Lelle, pro-
fessor de primeiras lettras da cidade de Goianna, tendo
(renuentemente 150 alumnos matriculados en, sua aula
euueafrequenlain, requer a concessao da quantia de
100/000 ris, paraalug^uel de casas, por lar en, c.r-
cu.nstancias idnticas %, do. profesores <'<> *
Rccife c Olinda.e da profes.ora da ranina cidade de t.oi-
anna. A' commissao de petiedes.
DltnlO DE PKRNAIBIiC.
- ..... "..... i ......." ^...... *m '
a-jarjMj 9 xji aiii a>a aaaa.
Leitura de projectos e pareceres ; segunda discus-
sao do projecto n. 15, que autorisa o presidente da pro-
vincia a comprar, no lugar que inais conveniente ihe pa-
recer, um terreno com as devidas proporedes para o e-
tabeleciinento de urna fazenda normal; segunda do de
n. 17, que d faculdade ao inesmo presidente, para man.
dar construir uina ponte pensil ou de pedra na pasiagem
do liapissii'na ; terceira do de n. 14, que eleva cate-
gora de villa a povoaco do Corrente, em Garanhuns ;-.
primeira do de n. ti, que lixa a torca policial para o au-
no linaiicoiro de 18481849: eis o de que se deve oceu-
par a assembla, na sessao de amanha (10).
drama iedro-Crm e outro, assaz dlfflcillmos em um
theatro, como o nosso, cujo nico apolo he o publico, t
so o publico, que ainrla sustem este desvalida ejtabcle-
cimento, onde he preciso envldarem-sc todas as (oreas, c
fazerem-se os maiores sacrificios para allrahlr os espec-
tadores. .
N B. Todas as vistas moslrarao o que pede o auloi
do drama, c a ultima todos os horrores de um incendio :
as jovens dancarias executarao diversas daucas.
A beneficiada, nemieu marido, pelos seus inuitq* mis-
teres, pi'idem ir repartir pessoalmente os camarotes e
bilhetcs ; porin o crodilo que goiam nos espectculos
dos seus beneficios, Ihe d a certeza que os seus protec-
tores voluntariamente e sem constranglincnto alguui,
os irao na mesma noite gratificar no theatro.
COMMEBCIO.
Alfandega.
RENDIME.NTO DO DIA 9..........2:015/861
eicarregam hoje, 10 de junho.
Hiate llenrictt'i farinha e bolachinha.
Rrigue l.ecntmant-PetertoH niercadorias.
Rriguc .liiriiru dem.
Patacho Itremcnsc dem.
IMPORTAGAO*.
Henrielta, hiate americano, viudo de Battimore, en-
trado no corrente mez por franqua, consignado a llrn-
ry Foster & Companhia, manifestou o segulnte :
340 barricas farinha de trigo, 63 ditas pequenas, 30
ditas bolachinha, 8 barris banhade porco, 11 dito; car-
ne nalgada aas consignatarios.
CONSULADO GERAL.
RENDlMENTO DO DIA 9.
Gerai....................1:948/428
Diversas provincias.............167/112
2:115/540
CONSULADO PROVINCIAL.
RENWMENTO DO DIA 9...........951/061
'> iiii-ritrCTmwiia mu
Movimenio do Porto
(Venios entrados no dia 9.
Mar-Pacifico, tendo sabido de Sag-Habor ha 21 nte/.es!
barca americana Porlland, de 292 toneladss, capltao
Josepb R. Corwin, cquipagem 26, carga azeito de
peixe; ao capltao.
dem, tendo sabido de Boston ha 24 mezes; galera ame-
ricana Cnmmodore-Pibli. de 324 toneladas, capito B.
B. Lamphire, cquipagem 30, carga azsitc de peixe ; ao
capilo.
Parahiba ; 48 horas, hiate brasileiro Tru-lrmos, de 24
toneladas, capltao Manoel Ignacio da Cunha, equipa-
geni 3, carga lros de mangue ; ao capltao.
dem ; 4 das, hiate brasileiro Espadarle, de 28 toneladas,
capltao Victorino Jos Pereira, equipagem 4, carga lo-
ros de mangue ; a Joaquim de Olivelra.
Navios sahidos no inesmo dia.
llha-de-Ti'iiid.idc ; patacho hespanhol Paquetc-de-Trin-
dade, capitn Jayne Gclpe, carga carne secca. Pessa-
geirot, o Hespanhol Manoel Contctini e 21 escravos.'
Londres ; barca ingleza Jane-Francis, capilo Collin
Uro n, carga a mesma que trouxe.
GRANDE COSMOftAMA.
Amanhaa, 11 do corrente, (domingo) estaro expostat,
das 6 horas da tarde em diantc, no lugar do coitutne, s
seguimos vistas :
1 A cabria nacional, em Londres.
i." Hola-fogo.no Kin-de-.laneiro.
3. O monte Corcovado, no Catete, no Rio-de-Janeire.
4.* A magnifica ponte pensil, no canal do Meney, na
Inglaterra.
5. a 0 banho universal de Plimonlh, na Inglaterra.
6.- Aalfandegade Dublin. na Irlanda.
7- 0 interior da matrii de San-Jos, que se esta edifi-
cando em Pernambuco.
8. A duqueza d'Orleans, na cmara dos deputados,
com os dous menores principes, na revolucao de feve-
relro.em Pars.
9. A cidade de Dresda com sua magnifica ponte de
pedra, na Altemanha.
10. Toda a cidade de Paris, pelo arco do Triumpho.
11.0 caslello de Convay, na Inglaterra, em urna noite
de la.
12. O Tnel de Londres por baixo do rio Tamisa.
13. A erupcao do monte Vesuvio, na opera da ultima
uoilc em Pompea. '
14. A grande cena da opera o Falsificador de mo-
da.
N. B.A pedido de inuilissiinas pessoas vao.por esta
vez, er expostas as duas vistas de Hota-fogo e Corcova-
do, no Rio-de-Jaueiro; bein como o interior da matriz
de San-Jos, as quaes nao scro mais repetida, apezar
que hajam novos pedidos.
A belieta de to magnificas vista, como as da presen-
te exposico, reoommenda-se ao respeitavel publioo.
Os bilhetes vendeni-sc ""'
mente.
entrada a 590 ri geral-
Publicacoes Liiteraras.
AMOR G MELANCOLA, OU A NOVISSIMA HELOISAS,
O SEGUIDA DA NOITE DO CASTELLO E DOS CIUME
DO BAI1D0.
Os mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano de Castilho, ornados com tres estampas finas
Ivllmgrapliailas. Vendem-se a 3,000 rs., na I o ja de
JoSo ta Cunha Magalhes, na ra Ja Cadeia do Re-
cifc.
Deca rayoes
__O labcllio do registro de liypolhecas ayisa a quem
convier que a lei do registro impe pena de perda
de preferencia no artigo i7, e dos mais efl'eilos legaes
do artigo 13aos credores que no prazo de um anuo mi
regislrarein as escripturas anteriormente follas res-
pectiva lei ; cujo prazo lindase em 25 do corrente.
Assim como que nenhuma garanta de preferencia lecm,
nem elleito nenhum legal gozam as escripturas posterio-
res a mesma lei, sem que sejam priiiieramente regis-
tradas artigo 14.
E para que os interessados naopercara o seu direito c
possam obstar, os grandes inconvenientes que deve
acarretar semelhante descuido, fazo presente annun-
clo.Recifc, 9de junho de 1818. Fulgencio Infante de
Atbuquerqve Mello.
O administrador da recebedoria de rendas internas
geiaes fai sciente as pessoas que teein seus escravos ma-
triculados, que o presente mez be edesignado para fa-
zereiu as altoiafoes que occorrem sobre os inesmos es-
cravos ; para o que deverao comparecer na dita recebe-
doria com suas notas documentadas, como o exige o art.
9." do refluame uto de 11 de abril de 1842. Outro slm,
convida aos llovedores dos iinpostos de lojas abertas, de
seges c cu-i inltos, de canoas que navegain nos rio do
interior, subjeilas ao imposto os do imposto especial
dos calcados e trastes estrangeiros, casas de modas, per-
fumarias, ele.; os devedores da dcima de mau-roortn;
alim de compareccrem na mesma recebedoria, e rali-
sarem seus pagamentos, sb pena de serem seu dbitos
( findo o corrente mez) remeltldos a juito, para serem
executivamente cobrados.
Recebedoria, -7 de junho de 1848.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
THEATRO PUBLICO
DOMINGO 11 DO CORRENTE,
A Freir Sanguinaria,
a beneficio da primeira dama
Joan na Marta de Freitas Gamboa.
Agrande dimeuldade de se apresentar em soena este
supmiie drama do Archivo thcalral lisbonense, he que
inais intliio o director na sua execucao : multas e umitas
pessoas ho posto em duvida a so|uco desle problema,
qual o director responde com o mesino que mostrou no
CALABAR.
Acha-se prcsles a entrar no prelo um drama na-
cional sol este titulo, composieflo Je J. Ferreira Vil-
lela.
Nada diremos sobre tal obra por ainda a nflo ter-
mos 11 do : porm suppomos, e he de esperar de um
moco que tem algunsconhecimentos dramticos e
urna particular preililccc.So pela soena nflo encetc
urna carreira Uto brilbanlecom urna obra nto digna
de ser Hila, principalmente pelas pessoas que pos-
snom gostoj>or poesa de tal genero.
Subscrove-se na ra da Cadoia-Velha, loja do li-
vros da Snra. viuva Canlozo Avos & Filhos o no
paleo to Collegio, loja do Sr. Dourado.
PUBLICACi'O AGRCOLA.
Sahio a luz e acha-se venda por ag,
rs na livraria Ja |>rac-a da Independen-
cia, ns. 6 e 8, o manual pratico do fa-
bricante de assucar, tendo por epigraphe
o proverbio quem quer os fins quer
os niciis ; obra inlc-ressaiitissima para
os nossos agricultores.
.vvisos man!unos.
Ilnga-se a todas as pessoas que tiverem cootas com
a polaca sarda Ernestina, capltao P. Solari, de apresca-
ta-las et o dia 14 do corrente mei, na ra do Trapiche,
n. 19.
Para o Cear segu em poucos dias, por ter sen
carregamenlo quasi prompio, a sumaca Sanio-Antonio-
de-Padua : para o resto da carga c passageiros, trata-so
na ra do Vigario, n. 0. '
Para a Hahla segu, em poucos dias, a sumaca San-
io- Antonio-de-Padua ; para o resto da carga, tratarte na
ra do Vigario, n. 5
~ Para Lisboa sahe, com a maior brevidsde possivel.
por ter a maior parle da carga prompta, o brlgue portu-
guez San-yomingos, forrado c encavilhado de cobre :
quem no inesmo quizer carregar ou ir de passagein, pa-
ra o que tem bons commodos, dirija-se aos consignata-
rios, Mendes Si Tarrozu, na ra da Cruz, n. 49. ou ao ea-
pilao Manoel Goncalves Vianna, na praca do Comineo
ci.
Para o Aracaty sahe, nestes dias, o patacho Anglica:
tem a carga quasi prompta : para o restante c passa-
geiros trata-secom Domingos Theophllo Alves Ribci-
belro, no hotel Francisco ,ou com Sa Araujo, n ra
da Cruz. n. 26.
Para a Babia segu viagam o hiate S.-Uenedieto, por
ter mais de metade do carregamenlo prompta : parado
resto e passageiros trata-sc com o inestre e dono, Wa
ra doAinorim n. 19.
Para o Hio-dc-Janeiro sahe, em poucos das, o mul-
lo veleiro patacho .4urora: s pode receber psssageiros
e escravos a fretc, para o que tem muito bons comino-
dos : trala-se na ra da Mcela, n. 11, com
Grillo.
Si
LoOl 8.
O corrector Olivelra far lellao, em um s lote, c cnt
preseuca do Sr. cnsul de S. M. Brilannica, e por conta
e risco de quem pertencer, do casco, mastreaeo, vea-
me correntes, boles e todos o mais pertences da barca
inelea lleatrice, de 287 toneladas, capltao James Adama,
tal qual se acha no ancoradouro deste porto, onde anti-
cipadamente pode ser examinada ; assim como de todos
os manlimentos para a intelra tripolacao da mesma. bar-
ca, (segundo os inventarios que na occasiao sero apre-
sentados) a qual se vende em consequencia de ter arri-
bado a este porto com agoa aberta, onde foi legalinente
enndemnada, em consequencia de nao poder tomar di-
nheiro a risco para seus reparos e costeio, para seguir
sua recente viagem, que fazla de Milford-Uaven oohi
deslino a Cokiubo: quarta-feira, 14 do corrente, ao melo-
da em ponto, porta da associacao coinmerciat deeta
praca.
*i

i <\
i
MUTILADO v


A
Jones Patn & Companhia fario leilio, por inter-
vencao do corretorOliveira, de grande e variado sorti-
mento de fazendasinglezas todas proprias do merca-
lii : quinta-feira, l5do crreme, as 10 horas da nia-
jiha no seu armasem da ra do Trapiche-Novo.
Avisos diversos.
; A pesioa que lera em leu poder a collecco dos n-
meros do Diario de l'ernambuco, publicados no semestre
de julho a desembro de 1846, baja de traz-la quanto an-
te esta typographia.
LOTERA
DO HOSPITAL PEDRO II.
Tendo de ser marcado o dia em que
devem corrers rodas da quinta c ulti-
ma parte da primeira lotera do hospital
Pedro U,o thesoureiro respectivo me-
llioi escolha nao poda fazer do que o
dia?.8 docorrente mez, vespera do pos-
tlo S. Pedro em que muirs pesoas
costumam tirar sortes sobre seu futuro
estado : assim, convida ao respeitavcl
publico a quem est summamente agra-
decido pe concurrencia das outras pri-
meiras partes da mesma lotera para
qne baja de se prestar a compra dos bi-
Jhetes, alini de que se realice a sua ex-
traccao em um dia lo proprio de se ten-
tar fortuna.
A abaixo as9ignada faz sclecte que tein feilo soclc-
ladc, na sua botica sita no largo da Boa-Vista, coni seu
fillio o Sr. Jos Mara Freir Gameiro, que passa a ser o
agente dn estabrlecimrnlo, sb a Tirina de Viuvi < nnlia
BlC.
A Viuva Cunha.
Preclsa-se de um caixelrn de M a 16 annos, que te-
lilla alguma pralica de venda: na&rua dos Martyrlos ,
x> 8.
Precisa-sede um homem casado idoso, e que nao
trnlia lamilla para fazer plantarn de sociedade em
um sitio : na ]naca da Koa-Vista, n. 26,
Desejase fallar ao Sr. Thomaz de
/.quino Fereira Bravo, ou a qtulqucr
pr-s: oa que delle possa ter noticia ; na
ra ila Cadeia do Kecife n.3l, primei-
roandar
Una senhora viuva, de bons costumes moradora
na Capunga propdc-sc a ominar meninas em qualquer
engenho a qual sabe tudo oque he indispensavel para
a boa cducaeao como melhor se explicara de viva vos :
quema pretender dirija-'se a ra de S. -II i la n. 27.
Aloga-se um sobrado de dous an-
dares, rom armazem na roa da Cruz ,
no Recife, n. 5a com bastantes commo-
dos e que tem um grande solaa: a tra-
tar na praca da Independencia, n. 5
- A pessoa que annunciou o diccionario de Moraes
para vender, dirija-se ao sacristn da ordein terceira de
>. Francisco.
D-se dinheiro a premio, coui penhores de ouro ou
Tirata : no pateo do Terco, n. 1, segundo andar.
Aluga-sc um preto proprio para qualquer servico.
tanto interno como externo e mesmo para o campo ,
por preco com.nodo : a tratar na ra da >, -Cruz n. 28.
Na madrugada do dia 13 dn corren-
te, baver na matiizdi Boa-Vista, no al-
tar do glorioso S-
Na ra estreita do Rozarlo, tenda de marecneiro n.
32, preetsa-se de um orficial de marcenelro, e lambem
se recebeui aprendizes do m.-smo ofBclo.
Traspassa-se o arrendamento dos engenhos Caja-
linss e Cajabussuiinbo, sitos na freguezia do Cabo, per-
tcncentes ao mosteiro de San-liento, da cidade da Para-
laba do Norte, moentese correntes, o primeiro d'agoa, e
0 segundo de bestas, com safras j criadas para moer
neste anno.coinprehandendo bolada,animaes cavaiiares,
alambique, escravos, e o niais preciso para o laboratorio
dos meamos engenhos, constante do inventario aballo
descripto e sua avabacoes; sendo a dinheiro os escravos,
bolada e os animaes de roda, e o mais aprazos rasoaveis
e com firmas nesta praca; quem pretender dirija a
Jos Lourenco da Silva Jnior suas propostas em cartas
fechadas, e compare; na ra larga do Rozarlo, casa n.
36, 1. andar, no dia 17 do crreme mes de maio, pelas
II horas do dia.
Safra criada de planta c soca, avaliada em
2,799 pea, a 3/000........ 8;?]&'000
Rossa velba c nova.......... 500/000
Metade do valor da roda d'agoa..... 150/000
Assrn lamento novo de 7 talxas e mais 2 com
defelto..........-. 740/000
Moenda............. 1:300/000
Parol, repartideira, cocos, pomba e escu-
madelras............ 20/000
2 tanques de madeira para mcl..... 500/000
Assenlamento para rtame...... 100/000
Entufa.............. 120/000
500 formas a 320.......... 160/000
1 alambique cora seus pertenecs..... 400/000
5 carros ferrados a 50/000....... 260/000
1 canoa grande.......... 100/000
70 bois de carro, a 50/000 ...... 3:500*000
1 telheiro para casa de vivenda nova, avalla-
do pela metade..........
3 taixas com defeitos........
1 asa ile recolher bagaco. .
580 bracas de valioso a 720.......
1 pipa tic amarello para condueco de mel .
I casa de tclha...........
40 escravos, entre machos e femeas,a300/000
150/000
00/000
200/000
417/600
12/000
30/000
12:000/000
n'lKfMO
Antonio missa canta
da seimao, e a uoite ladainlu : portan-
te hvisa-se as pessoas que deram esmo
las, e mais devotos rara assistirr-m a ditos
Helo*.
Joaquim Theodoro da Silva Seamin* embarca para
o Hio-ile-Janeiro osen escravo Jacob, crioulo.
Ferdeu-se, no dia 8 do corrente ,
pelas 10 horas do dia da ra larga do Rozarlo, Cabug e
Nova al a luja do Sr. Uarnicr urna cadeia de relogio ,
semclhante auina fita de lu gura de um dedo ; a qual
he composta de clcheles posios horiiontalmente e pre-
sos por pequeas argolas verlicaes; tem por sinete ,
alem da chave duas cornaliudas engastadas cin ouro ,
uina das quaes he encarnada e a outra verde-escuro :
uem a tiver achadn leve-a a ra larca do Rozarlo n.
), primeiro andar, ou na livraria da esquina do l.ol-
legio que ser recompensado.
N Sr. Manoel Fernandes da Silva baja de ir resgatar
o seu annel na ra larga do Rozarlo, n. 17, no prazo
de 8 das : do contrario ser vendido.
Da ra Nova, u. 14, segundo andar l'ugio um pa
pagaio turnando adireccao da ra das Flores : quem
o pegar e quizer restituir a seu dono receber gra
ticaco, querendo.
A pessoa que quer um piano, com uso e bnin, diri-
ja-se a ra estreita do Razarlo, n. 12, casa de marce-
nelro.
Pelo ultimo vapor, chegado do norte, veio urna car
ta anonvma do Para, dirigida ao Illm. Sr. cnsul dos
F.stados-Unidos da America da Norte em Pernainbuco,
contend um pedaco de um jornal americano, intitula-
do Comi I Investigador, de 4 de marco, aonde vein urna
correspondencia datada de Pcrnambuco, 12 de Janeiro
de 1848, acerca dos negocios polticos dcste paiz, c rela-
tivamente ao referido cnsul da America do Norte as-
sim como viuha juntamente urna tira de papel, contend
o seguinte, em lapis : Sir, This srnarl leller writer Is
a.j,.. by the ame of Fredericks e em consequencia,
edito o dito cnsul nao sabe como dirigir os seus agra-
drriinentos ao seu incgnito amigo, aproveitaeste meio
para 1 lie significar o seu eterno reconbeciuicnto.
Elitabetb Davies, subdita inglcza, retira-se para In
giaterra.
Os encarregados da festa da Senhora do fron-
tispicio do Carmo fazem scienle ao publico, o par-
oularmfnte aos devotos, que foi transferida a mesma
festa pira domingo, 18 do corrente, em consequen-
cia de nao terainda recbalo as ultimas ordens o re-
verendo sacerdote que tem de celebrar a missa nova.
Outro sim, esperam que os devotos hajam de contri-
huir com as suas ofTcrtas, para tornar mais brilhantc
e solemne a festa, em louvor de lo benvola Pa-
droeira.
Do dia 3 a 7 do presente mez de junho, fin la rain
tres pranchOes de amarello da obra do Sr. Thomaz de
Aquino, na ra do Hospicio : d-se de gratificaciio
n-iuta mil rs. a quem descobrlr o mencionado furto, e
promelte-se guardar-se segredo a quem o denunciar, d-
rigindo-sc ao Aterro-da-boa-VIsta. n. 44, venda que foi
do Maya, Na mesma casa se ,ycndc blxas de llam-
burgo de multo boas qualidades e grandes, tanto em
centos como a retalho, sendo por 1)2/000 rs. o cento; e a
retalho, faz-se todo o negocio, conforme os seus lma-
nnos.
Engenho Caiabumminho.
Safra criada de planta c socas, avaliada em
1,875 piles, a 3/000....... .
Rossa..............
Moenda.........../-.. .
4 taixas inteiras e 5 remendadas rio assenla-
mento .............
Parol,repartideira, cocos, pombaecaadeirns
365 formas, a 320........, .
30 bois de carro, a 50/1000...... .
40 animaes de roda, a 40/000 ......
1 casa de familia c seus pertences ....
I dita de vivenda..........
I dita para lavrador.........
I dita ii n .........
1 dita .........
2 carros ferrados, a 50/000.......
Mel que existe em dous tanques.....
5:625/000
262/800
1:900/000
500/000
20/000
116/800
1:500/000
1 600/000
70#000
3(10/000
rjMoo
50/000
40/000
100/000
500/000
Soturna Rs. 12:644*600
O abaixo assignado, vendo urna correspondencia
do Sr. Manoel Jos Goncalves Braga, no Diario de hon-
tein, em que (aelia o annuncianlc de indiscreto sobre al-
gumas indagaces feitas pelo abaixo assignado ao Sr.
Ricarda Jos de Frcites Rlbeiro, no acto que este eipu-
nha o estado de sua casa a seus credores. cin cujo acto
estava o annunciante, que representava um seu consti-
tuinte ; passa a ditrr que, nao se acjiando consignados
no balau.cn valor de escravos, movis, pi ata e ouro, le-
ve por isso de indagar do commum devedor, dito Ricar-
do, se delxava de possuir taes bens este, pnrm, solem-
nemente declarou qne em seu casal baviain taes bens,
porm pertenciam aos orphaos seus etiteados. Constan-
do mais que Sr. Joao Uenrique da Silva ara c-redor da
massa por urna qtiantia mais avultada que a de 10:000/000
ris, pedio o annunciante ao sobreditoSr. Ricardo hou-
vesse de esclarecer isso, por ser occaslao propria: este,
em presen9a dos credores, disse que, tendo elle preei-
ses deaccodlr a seus pagamentos, rebaten urna pnrciio
de lettras de seus devedores a seu sogro o Sr. Joao Hen-
riques da Silva, sem que todavia declaraase aquantida-
de. Eis-aqui a que se limilaram as minhas perguntas, e
nao mais einitti juito alguin por onde se podesse dizer
que tachci de simuladas essaslransaccOes. Repulo, pois,
tal assercao, e appello para lodos os Sis. que se acha-
vain na rciiiiiao.
Antonio Pinto de /Jarro.
Jos Leonardo embarca para o Rio-de-Janeiro a
sur escrava Joaquina de nacao Calabar.
= Precisa-se de um bom amassador : as Cinco-Pon
tas, n. 30.
- Precisa-sc de um bom fornelro que seja perito em
seu ollicio e zeloao em suas obrigaces dando-se-lhe
um ordenado vantajoso : na ra larga do Rozarlo,
nT48.
Antonio llias da Silva Caldeal retira-se para a pro-
vincia das Alagoas, a tratarde seu negocio.
->- Joo Hindseil, professor de desenlio c retratista ,
approvado pelas academias de Munic e Dusseldorf,
pretende demnrar-se aqui alguns nicjes na sua viagein
para a, corle As pessoas que se quizerem utilisar de seu
prestiino seja para retratos como para qualquer outra
obra de desenlio dlrijam-se a casa de Kalkmann le
Rosenmund, na ra da Cruz, n. 10.
Precisa-se alugar urna preta para todo o servico de
urna casa de pouca familia dando-se-lhc o sustento e
10/ rs. meusacs : indo pela Trempc para a Soledad?, la-
do esquerdo, casa n. 42.
-- Os abaixo assignados fazem scienle ao corno de
commercio desta praca, e a quem convler, que dissut-
veram ainigavelmeute a sociedade que tinliam na sua
casa de negocio estabelccida na povoaciio do Paco-de-
(.'amaraglbe provincia das Alagas desde o da 2 do
corrente mez c anno Meando o socio Amonio drsone-
rado de todas as transaecet fritas debaixo da Urina
Antonio Jos Marques t l ompanhla por ter passado
dita casa c lodo o seu activo c passivo a poder do socio
Joo : c para constar fazem o presente, por elles assig-
nado. -- Recife, 7 de juulio de 1848.-- Antonio Jos Mar-
que!. Judo Franeieeo Aarquti.
O abaixo assignado selentilica ao corpo commr-
cial desta praca e a quem interessar, que tendo, em 2
do corrente mez c anno, apartado amigavel'mente a so-
ciedadeque linha com o Sr. Antonio Jos Marque* em
seu estabelecimenlo na povoacao do Passo-dc-Cainara-
gibe provincia das Alagas se obriga por todas as
transaccoes efleituadas pela exlincta (Trina Antonio
Jos Mari|nes Si Companhia : bein como, espera que
todos aquelles Srs. que se aehan em debito com a mes-
ma 3e apressem em saldar suas contasiao niestno abai-
xo assignado Recife, 7 de Junho de 1848. ~ Joo Pran
cisco Marques.
UGH1TO DA PATRIA N a
sabio a luz e acba-se o venda na loja de
livros do Sr. Donrado no pateo do Col-
legio.
Paulo de Amoriin Salgado, proprietario do trapiche
da Una do Jardim, freguezia de Una, declara a todos os
Srs. de engenhos, acostumados a uiandarem assucare*
para o mesmo trapiche, para all serein embarcados,qud
elle nao se responsabillsa por qualquer prejuizo qusp
possa apparecer do dia I .'do corrente em diante, tanta
nos assucarcs, como em outros quaesquer objectos all
depositados, visto o estado de anarchia em que se acba
a mesma freguezia, e ter invadido a casado administra
dor do mesmo trapiche urna patrullia armada de facas el
cceles, na noitc do mesmo dia, resultando ser este cm-l
pregado bastante maltratado, podendo milagrosamente |
evadlr-se, cahindo ao rio, do contrario seria victima ; e
uSo achando o menino proprietario desta inaneira pes-
soa alguma que o substitua at ver se apparecem algu-
inas providencias
Manoel Lopes da Silva mudou a sua residencia pa-
ra a ra do Qiieimado, n. 14, segundo andar.
Jos PereiraVianna val ao Rio-de-Janeiro tratarde
seus interesses deixando a sua casa de negocio no mes-
mo andamento debaixo da direccao de pessoa compe-
tentemente autorisada para esse hni.
Compras.
Compra-se una escrava moca, sem vicios nem a-
chaques e de bonita figura, que cozinhe e engomme :
na ra estreita do Rozarlo, n. 22, primeiro andar.
Coinpraiu-se potes de tinta, vasios : na ra da
Madre-de-Dcos venda n. 5.
- Compra-se um sellim ingler., em meio uso : na ra
do Queiniado, n. 4.
Oontinuam-sea comprar pataches brasileos e
hospanhes, a 3,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ra
da Cadeia-Velha, n. 38.
Compram-se dous espadoes antigos mesmo fer-
rugentos : quem ver annuncie.
Compra-se uin moleque de 10 a 12 annos : as
Cinco-Pontas, n. 80.
Vendas.
SORTES.
Novo divertimento que conten duas partes, primeira
o livro dos destinos novainente escripto pela Sibylla de
Cuines ; segunda o manual de alguns jogos de socieda-
des, extrahidos do de M."'" Celnart, e trasladados em lin-
na verncula, por 640 rs.; Acasos da Fortuna, ou livro
e sortes divertidas em que, por vlrtude de dous da-
dos mu cada um no conhecimento do estado, rique-
tas herancas, amizades, etc., que ter e outras mul-
tas e galantes sortes annunciadas no principio da mes-
ma obra. Ultima impresso, expurgada dos mullos er-
ras e defeitos das precedentes. Augmentada de um no-
vo methodo de faier mais de mil decimas nicamente
com o irabalho de laucar os dous dados. Um tratado das
sinas, ou dos defeitos eprognostico dos doze signos do
anno, 640 rs. ; Divertimenio campestre, ou descobri-
uienio da sortede cada pessoa, que a quizer tirar ou
divertirse, corrigida. emendada e accrescentada tra-
yendo no ('un nina parte da mylhoiogia dos deoses fa-
bulosos, por 480 rs. Vendcm-se na praca da Indepen-
dencia livraria ns. 6 e 8.
Vendem-sc chitas limpas, multo encorpadas emui-
tn fortes, a I .'loe 160 rs. a retalho, e as pecas a 4/800 e a
5/500 is. : na ra estrellado Rozario, n. 10, terceiro
andar.
-- Vende-se coentro de toceira i no ManguinhD, n. 35.
Vendem-se bixas de llainburgoaos
centos c a retalbo ; tambem se plugam e
se vao npplicar a qualquer bora do dia
ou da imite, a 3?o rs. cada urna, e as
mais regulares, a tl\o rs : na anligo de
psito tle Joaquim Antonio Carneiro na.
na da Cruz do Recife, n. 43. No mes-
mo vendem-se pares de meias de linbo
para senhora.
Vendem-sc pecas de madapoln inuito largo, a
2f800 rs. e a 140 c i60 rs. a vara : na ra estrella doRo -
zario. n. 1C, 3.* andar.
Vendem-se excedentes charutos Regalos, vin-
dos prximamente da baha.uo hiatc San-Benedicta, e
por precos muilo em conta, que bao de agradar aos fre-
unez.es; c para, uiaior cominodidade, se vender tanto
a retalho como em porcao, vonlade do comprador : na
ra da Cruz, n. 26, primeiro andar.
Vendem-se 6 escravos, sendo 2 prelas crioulas de
24 a 26 annos, que engoimnam, cosrm chao, cotioham e
lavam bem de saban ; urna mulata de 24 annos, de bo-
nita figura, com as mesmas habilidades; 2lindos inole-
ques de 13 a 18 annos, proprios para todo o servico ; e
un escravo de naco, de 26 annos, ptimo canoeiro c
padriro: na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vendem-se resmas de papel alinaco de primeira e
segunda qualidade, bramo e azul; bubas de carreteis
de 200 jardas, de ns. 12 a 110; bicos de fil de linbo, de
una oito dedos de largura; libras de retroz preto c azul-
ferrete; peonas de escrever de superior qualidade; cai-
xinliat, de phosphoros americanos, da melhor qnalidade
aue ha: na praca da Independencia, n. K, loja de miu-
ezas.
Vende-se urna moler do 12 a 13 annos,-de
o*|ilima figura e multo forte para todo o servico,
tanto do campo como dn pra^a : na run do Moras,
casa terrea n. 62.
Vende-se
moca com
urna preta
habilidades: no pateo de S.-Pedro, so-
brado n. 4.
Superior vinho da Figueira
Vende-se esta superior pinga no armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa na ruada Madre-de-Deos em
barris de quarto, quinto sexto e stimo em pipa mul-
to proprio para gasto de casas particulares.
Vendem se laas para calcas, fingindo
casimira, pelos baratissiiiios precos de 560,
640 e 720 rs. o corado ; corte* de veslido
de cassa de cores fixas, a 2/240 rs. cada
corte de 7 varas ; merino muilo superior,
a 3/500 rs. o covado ; e panno lino de va-
rias oAres, a 4/000 rs, o covado : na loja
de Jos Moreira Lopes & C., ra do Quei-
uiado, quatro-cautos,
29.
casa ainareda n.
ATTF.NCAO'.
Na ra do Cnllegio, n. 17, vendem-se presuntos mul-
to superiores, dos ehrgados ltimamente do Porto, a
320 rs. a libra.
Vende-se um sextante que nunca
servio : no armasem do Sr. Mamede, no
largo do Corpo-Santo, por milito commo-
do preco ; assim como nina casa, sita em
l*'ra-de Portas, na na dos (nararapes,
com um grande terreno na frente para
ediicacao : a tratar com o caixeiro do Sr,
J J.Monfeiro, na rna da d'Alfandega-
Vf Iba, no Recife.
L Vende-se ineia legoa de tena na margem do rio de
Opa, na frrguezla de Agoa-Prata. com una legoa de
tudo, entre o dito rio e os engenhos Gravata e Forini-
gtteiro: os pretndeme* pdein dirlgir-se nesta praca
ao u proprietario, Manoel Zcferino dos Santos.
--Yende-se a botica do pateo do Terco, n. 6, pnr pre-
co comiuodo : a tratar na mesma botica. ^ |
Vendem-se Jindos cachos, e capel-
las de flores para cabeca e chapeos, as-
sim como cachinhos pequeos para enfei-
tea de toucados : na ra do Cabug, |0j(
da esquina, junto botica.
Vende-se o guarneciinento do botiquhn Co-
va-da-Onca na ra larga do Rozario, n. 34 ,
culo botiquim seu fundo, ou valor do guarne-
ciinento he 331/640 rs. e d-se por 250/ r. ,
1 he mui espacoso e tem dous fogdes, um pa-
I ra caf e outro de ferro para coztnhar boa
' rea na mesma cozinha e por cima do mes-
I mo inoradla para familia; est multo beiu
' afregueado, de ter multo bom caf e para
. conunodidade do comprador, se ensinar
' orai a faser xaropes, licores superiores ca-
< f e ptima inanteiga fazendo-se com cada
farrafa deleite duas libras; cede-se este ve-
llo estabelecimenlo com todas as boas pro-
1 poredes e saerdicios, por seu dono ter de se-
, guir para a Europa a|tratar de sua sade.
= Vende-se a prepriedae denominada Manguein.
oa freguezia de Agoa-Preta entre os engenhos Canu
rio e Souza,-ein que se pode levantar um bonr eagt.
nho d'agoa j sementada de caimas e com mais de
vinle mil ps'de caf que j principian! a dar fiuctn'
quem a quizer comprar pode drpois de a examinar
dlrigir-se a esta praca a seu proprietario Manoel /.cit-
rino dos Santos.
Vende-se a venda n. 1 da esquina da ra do Forte,
multo afreguezada para a Ierra e com os fundos a von-
tade do comprador : as Cinco-Pontas, u. ti,
O FADO.
A livraria da esquina do Colleglo tein venda, che-
gado do Rio-de-lanciro o FAUO, ciigrnhosn |Vro de
sortes a melhor cousa que neste genero se ha publica-
do, com um novo supplemento contend a cartoman-
cia ou arte de ler o futuro as cartas, I v. com 252 pa-
ginas : piejo 2/000 rs.
= Vende-se farinha de inilbo feita na ierra, m ,
fina, a 80 rs. a libra, propria para um tudo quanto sr
quizer fazer: as Cinco-Pontas, n. 15?.
Na nova loja da ra da Cadeia do Reci-
fe n, 32, de Claudino Salvador Pe-
teira Braga,
vendem-se cambraias multo linas de cores a860 rs.
a vara ; dita mais inferior, a 440, 480, 560 e 720 rs. ; ch-
peos de srda, para senhora en Hitados, a 10/ 12/ 11/
e 16/ rs. ; ditos de cambraia de algodao lingiudo seda,
a 1/ rs.; toucas de seda enfeitadas para crlancas a <<
rs ; enfeites para cabrea a 6/ 8/, 10/c 12/ rs. ; cha-
peos franceses de massa, para baiiiem, a 6/600 rs. ; ditas
de sol, de seda de cores com barra a 7/500 rs. ; sedas
para vestidos de todas as cores, a 1/760 rs. o covado
cambalas de seda de todas as qualidades a 7/, 8/ 12|
e 14/rs. ; cambraia de linho inulto fina a 6/500 rs. >
vara ; lencos de grvala de seliin niaco de crese
de varias qualidades de tres pomas, a 1/960 c 1/200 rs.;
ditos de quatro puntas a 2/400 e 4/000 rs ; lencos de-
seda preta de varias qualidades, de tres ponas, a
320,400, 500, 600 e 700 rs. ; ditos de quatro paulas a
640. 800,1/, 1/200 e 1/400 rs.; corles de ooHetet de vel-
ludo lavrado de todas as cores a 6/ rs. ; luvas de pel-
lica, para senhora de todas as qualidades a i/e 1/300
rs.; ditas enfeitadas ; a 2/ e 3/ rs ; ditas para bomem,
i 1/200 rs.; ditas de ponto inglz, a 1/800 rs.; c outras
multas fazendaspor preco caminado.
Pechincha.
Na ra da Aurora n. 4, ha para vender um exceden-
te mico de Angola, por preco rasoavel.
m Vende-se, ou troca-se por nina escrava ou escravo,
um terreno de 36 palmos de freute e 150 de fundo eoiu
aliccrces l'eilos para duas casinhas em bom lugar, por
ser na ra Imperial : na mesma ra, venda n. 189, de
Joaquim Jos lavares.
.= Vendcm-se ps de laraneeiras da trra, a 80 n.
cada um : na estrada dos AlRiclos cin urna mei'agoa.
= Vendem-sequartos decaixa com passas .pelo coin-
modb preco de 800 rs. cada um : no armazem do Sr.
Dial Ferreira, defronte do guindaste da alfandega.
,r
ti
I w
Escravos Fgidos.
ou denominado
a pegar leve a ao Ater-
n. 47 armazem de
Fugio, a 21 de dez.enibro do anuo prximo passa-
do, o mualo Jacob, de 18 annos, secco do corpo, cabil-
los estirados, tem falla de um dente na (rente, irm al-
guinas marcas de bexigas, e um pequeo talho na ini-
cia do rosto; o mais visivel signal he ter as co'tas a
marca de um caustico : constaque seguio para a ilha de
llainarar : quem o pegar ou do mesmo qurira dar M^
licia, dirija-se a ra Nova, loja de Jos Luiz Perelra,
que gratificar.
luoooo rs. de gratifcacao
a quem pegara escrava Joanna de uaco
Angola, cor fula que contina fgida
ou furtada desde o anno de 1842 ; >
qual consta acbar-se no lugar denomina-
do Caico : o signal evidente que tem, he
um dedo do p* alcijado,
modubim : quem
rb-da-Boa-Vista ,
louca da Babia, que receber a gratifica-
cao promet ida.
Desappareceu, no dia 8 do corrente das8 paran
9 horas da noite das Cinco Ponas um moleque ,^de
noiuc Scbastiao, de 6 annos ; levou camisa de algodao-
zinho suja; lem os odios grandes e brancos cabeca
grande ; tem falta de tres denles na frente e um signal
na barriga da perna mais preto que o corpo : quem o
pegar leve-o as Cinco-Pon'.a .junto de um armazem de
tal, qde sera recompensado.
rugi, no dia 27 do prximo passado o escravo
Joao Bernardo crioulo alto chelo do corpo rosto
redondo e descarnado ps largas pouca barba e rapa-
da ; he rendido da vetulia esquerda ;- tem una cicatriz
em uina das peinas. Este escravo he natural de S.-Auta-
ro-Jaboato ; levou calcas de brim pardo de listras ca-
misa de algodaozlnho collete de setim preto usado ,c
chapeo branco de pello. Hoga-se as autoridades po""
ciaes e pessoas particulares que o apprehendam c ira'
gam a esta typographia, que serao recompensados.
ERRATAS. .
No relatorio c orcamento da compauhia de Bebcriii*
publicado no Dariiii. f 17 notain-se os seguiutes erros.
no relatorio a que se presentaram, te. lela-se qu^
se apresen la rain etc. Com o assentaiuenlo T canos
rainaes 5:157/565 lela-se 5:175/565.-- Bo or9aincnto -
Com o viga 600/OW lela-se 60/000.

VA TTI". DEM. F. OE PABIA
. __i848
jL


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