Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05978


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Full Text
jimio de 1848.
Segunda-fejra i>
O DIAfllf) publici-se iodos o Jin fie ni
ensrn it gu-riia < o preco cUa-sijiiaiur* he, d
ijOOf" r.por quaitel, fas-ni ailantaiiot. Os en-
Buncioi dos assiguaotes Saoiaseridos i roso d
lo ri. porlinha, 41 rs. ei typo dilfereote, e as
\ i f^pelicoes pela metade. Os qae nao loreTi ssiig -
P ** rant*s*paia-3o 8* Pr li"',:'' a '"" '" l,P
dilTerente, por cada publicaeSo.
PHASES DA~LUA NO MEZ. DE JIJNHO.
La nova,ji > o 50 rain. d lird.
C'esceate 8, Ai horas e 66 rain, da larJ.
La ebeia a i*< ''a (! horas e 39 min. da tard.
Ma ounts a 14 lis 4 horai e 8 min. da manh.
part.) a
CORREIOS.
oinnn, ara!. Iba as segundas e sexfasfeicas
Hio-llrande-do-Norte quinta feras aomeiodia
Cabo, SerinliJem, llioormoio, Porto-Calvoe
Macei, no I.*, a 11 e 21 de cach raez.
llar ihunl e Ronilo. a 8 e 23.
Roa-Vi" Plores, a 13 el.
Victoria, as quintas-felfas.
Olinda, todos os di*s.
-=m^m
DIARIO
iuiho
Anno XXV. W. 120,
PHKAMAK Dg HOJli.
Prirooirn, aja 7 horas e 41 minutos da machia.
I Segunda, 8 hora e 0 miau tos da tarde.
DAS DA SEMANA.
."> Segunda. S. Marciano. Aud. do J. dos
orph.do J. doc. da I.v. c do 31. da 2. v.
S Terca. 3. Norberli. Aud, do J. do civel. e
do J. da paz do 1 dist. de t.
7 Qurta. S. Roberto. Aud. do J.dociv. e
do J. de paz do 2 dist da t.
8 Quinta. Salu.lano. Aud. do J. de orpli. C
do J. municipal da l.v,
Seila. S. Col uro bo. Aud.do J.doelv. edo J.
de paz do I Cat. det.
10 Sabuado. S. Margarita. Aud. do i. do civ
ti. de paz do I dial, de t.
11 Domingo. P.ischoa do Espirito Santo.
CAMBIOS NO DA 3 DE JNHO.
Sobre Londres a 25 d. por IJ r. a o das. Nom.
Pars 14i a 3i6 rs. por franco. Nom.
Lisboa 100 por 100 de premio.
Deac do leltras de boas firmas a I Va me'-
jnj.'.dft-a. aofOPo
iSffiOi:
K4C0
ft|J0O
IB90
1#90
I840
foto
OuroOncas l>esponbolai
a Meadas de I 00 velh ItifoO a
> de6ft0i> nov.. IOjJOO a
a de 41000..... 9/ICO a
Prtta P.itaces brasileiros. I98 a
a Pesoscoliiinnares... 11980 a
Ditos mexicanos ... I#8!u a
Miuda_____....... ""0 -
Acedas dacomp. da Beberib, a SOSOOO rs. ao par-,
EXTERIOR.
-**
corbespoi*Cencia do diario de permambuco.
Lisboa, 7 i* aati *
A queslao poltica que boje se agita na Europa, occu-
pa seriamente o nimos entre mis, e apezar de ludo que
digaui ein contrario osjornaes da situacao, ha de por
(orea influir nos nossos futuros destinos ; assiin cerno j
iiiuio na existencia do ministerio que nos fns do mez
piafado soflVeu urna tnodincaco.
Parece que a dlvisao se manifestou no campa cabra-
lista, que'*endo uns que se adoptassem medidas de ri-
gor e outros nao, mas sim se facain alguinas concessoes.
Dos prlmciros be chefe Jos Bernardo da Silva Cabral,
"idos seu i. ino o conde de Thomarse o mare-
knha, os quaes, segundo se arrirma, estao con-
li (icio menos o dizem com inais ou menos boa
I que he impossivel resistir torrente revolucio-
ne tein invadido a Europa, e que para evitar os
males de urna revoluco entre nos, lie inelhor ceder s
circunstancias, do que cppr-se a ellas,
Assegura-se que Jos llernardo da Silva Cabral, de ac-
crdo com os seus, rjulzcra anossar-se do poder, para o
que convidou o irmno ; porm este oppzse-lhe com
todas as suas frcas, tratando-o de lonco, c mustrando-
Ihe ser auinmamente imprudente tal tentativa, que por
certa acairelarla Logo urna reefia, nao s no paiz, mas
fura d*'lle, pois a poca actual nlo era a mesma que a da
inlerveoco. Apelar destas sensatas reUexes, Jos Ca-
bral nao desisti dasua teima, declarou ao irmo que
tudo se Caria sem elle, e couvocou reunies' dos seus ein
sua casa, e ra "casa do entao ministro do reino Bernar-
do Gorjo Henrlques, que era o seu anillada predilecto
na admlniatraco ; ealliae tratou de procurar por todos
os nieios apossaretn-se do mando os cabralistas exalta-
dos, mesmo lateando iniio de uina etcandteencia militar.
Entretanto, o niarechal Saldanha, que he esperto, to-
mn as suas providencias, e como tem o prestigio na
naioria da tropa, obstou ao contagio nesta ; e quando
Jos Cabral mal o pensava appareceram os decretos da
modificaeo ministerial, sainado o ministro do reino
Gorjo, o da marlnha Agostiuho Albano e o da justica
hispo de Viseu, passando o marechaU Saldanha para o
ministerio do reino, fleaudo o bario de Francos (Sola)
na guerra, o Sr. Falcan na fazeuda e entrando para os
estrangeiros o Sr. Comes de Castro, para a justica o de-
putado Jo Ellas da Costa Farla e Silva e para a inari-
nlia n bario de Ourem (Lapa), que deixou o governo ci-
vil de Lisboa que Coi novatuculc oouuado ao tiiarquez
de Fronleira. Este ministerio, comquaato srjn compos-
to de hoinens do partido cabralista, he comtudu reputa-
do inais conciliador e moderado do que n anterior.
Ignora-se positivamente se o conde ise Tbomar teve
parte na sua formaeo, mas ssjtHie-se qu% sim, porque
consta lora dar os parabetis da sua nomeajo a uin dos
novos ministros, o Sr. Joao Elias, antes de se le- verifi-
cado a modillcncio ministerial; e dtx-se qnc esta deci-
sao fui tomada sem que Jos Labial soubesse, apetar de
ser o chefe da maioria. He certo que todos j sabiam da
inudanca ministerial, c at talvezj o supplcmento ao Dia-
rio, que continha as noiueace.s, se andasse a distaibuir,
c anda o presidente da cmara dos deputadns, que he
outro dos irinaos Cabracs, dizia aos deputados que o in-
terrogavam sobre este assuinpto, que nada llie fura
coinmunicado. Porn, o aspecto inquieto que apresen-
tava a cmara, a atlltudc meditabunda de Jos Cabral,
tudo lodlcava que se tema a realisacao drssc Tacto.
Todava, Jos Cabral nao he homem que desanime, e
desde logse dissequeiafazer opposicao ao actual go-
verno. Por einquanlo anda nosahlo acampo, ms j
iutroduiio na lifa opposicionista alguns dos seus satli-
tes, e tein dado outras provas de quaes sao os seus in-
tentos.
A primen a manifestaao de hostilidade loi contra o
ministro da fazenda, FalcSo. Tendo voltado da cmara
dos pares o proiecto da autorisacao para o governo po-
der levantar 500 contos de ris sobre a decima c impos-
lus, com algumas alteraces na forma da rcalisafito, a
cmara dos deputados approvou essas alteraccs ; mas
o deputado Xavier da Silva, amigo intimo de Jos (a-
bral, exigi que o ministro da fazenda declarasse que
nocompromelteria a dcima e impostos do correte
anno, eui inais dos ditos 500 contos : o ministro fez a de-
clarao; mas, leudo o dito deputado pedido quese lah-
casse na acta, indicando assiui pouca confianza nas pa-
lavras do ministro, este hesitou, poim a cauara, con-
sultada, decidi que se fixesse a declarado. Posterior-
mente, tratando-se da tixacao da frca de tena, cmque
o governo pedia 24,000 hoiuens, Jos Cabral c a sin
inaior a, posto que aflnal approvasse a proposta do go-
verno, deixou que a opposicao fustlgasse multo a sua
vontade o ministro da guerra, e al deu apoiados ao de-
putado Avila, quando pugnava pela redueco das des-
peas. Diz-se inais, que o mesmo Jos Cabral, que he
presdeme da commissSo de fazenda da cmara, decla-
rara que far grandes corles na dotaco da casa real,
lsto, provavrlmente, tem por fim ver se por esle incio
faz intimidar o paco e traz-lo a seu partido.
Do que todos estao persuadidos, he que, se nao houver
alguina Iransaccao amigavf I entre os dous bandos em
que boje est dividido o partido cabralista, o que por
einquanlo nao aprsenla probabilidades, o governo ou
suecumbe, ou dissolver as corles. Esta ultima ennjec-
lura tem mals fundamentos, e concorre para isso o se-
gulnte :
Ha dous ou tresdias teve lugar, no governo civil, urna
i-eiiniao do governo com os seus partidistas, a qual 16-
ram convidados alguns corifeos do partido progresslsta,
que parece nao accitaram o convIU. All se decidi que
se fariam concessoes e reformas, que as eleicoca se-
riam directas, que os empregos seiiatn dados cik con-
curso, s pelo mei eeimento, e sem altencao a cores po-
lticas,que baveiia amplissima liberdade de imprensa,
c outras colisas semclhantes a estas. Parece que isto
nao agradou aos Cabraes, e que decidiram nao s fazer
no dia 4, no thealro de San-Carlos, por occasiao do fes-
tejo do anniversario natalicio de S. M. a raiulia, urna ma-
nifestado cuergica a favor do cabrallsmo puro e das
medidas de repressao, mas at una birnarda, sahindo
para a ra os regimcnlos de infantaria na. 1 e 16, para
acclamarein os Cabraes. Entretanto, isto foi prevenido
com tenipo : o governo tomn disposices, mandando
conservar nos quarteis e em armas, uo s a guarda
municipal e os demais corpos de linlia, mas lanibem to-
dos os batalhes naciqnaes. O inoviinensu, pois, que se
diz instigado por Jos Cabral, nao se levou a elleilo. Po-
rm, se o governo levar as cortes, como se diz que lva-
la em breve, as concessoes que querfaxcr, he natural
que ellas sorTrain grande opposicao da parte da maioria
dirigida por Jos Cabral, e nesse caso, se o govtrno
obrar nisto de boa C, c est seguro da sua frca, tem
necessarianiente de dissolver a cmara.
A ideia das ooncesaes parece ter aido uui dos olajec-
lospor que se Kcrilloou a moiH*rcio ministerial, e ei,
tambem a nprensa cabralista guerrela os movlmentos I mullos navios, sobretudo ingleses. Nos lios de marco
revolucionarlos da Europa, sobretudo a repblica fran- | rebentou repentinamente no Tojo um furioso temporal ,
ceza. a quera n5o poupa um s momento. | que camn grandes pedas : mullos barcos se lizcram
Nos finado mez passado oube-se telegraphlcamente em peaacos contra os caes e outros fram a pique. Co-
aharcbeowdo a rvoluco ein Madrid, no dia 2(5, e ino o temporal rebentou de noitc e achou todos des-
loa porque se neunoau a auenssessfara aunisteriai, e o.wh iuyvH...M-"- --
tarna nSente Jo' gSrerno porque, no dia fgillaiew*r TaftWara ottoialK< reee|ava-e que
Ibrniacio do novo gabinete, b deputado Garlos Ben,te da
Silva interpellou o presidente do concelho de ministros,
duque de Saldanha, sobre os motivos da mudanca mi-
nisterial, e se esta mudanca indicava mudanca de pol-
tica. O duque de Saldanha, declarou .que a sabida
dos membros do ministerio nao fra por desinlelligen-
cia em questes administrativas, que o programma do
governo.era ralnha e carta mas o governo quera o
progresso, que pozesse o paiz a par dos palzes mals pro-
gressistas da Europa, que se careca de urna boa le de
eleices, porque sem ella um paiz ou cabe na repblica
ou no despotismo, e que elle nao quera, nem urna nem
outra cousa, mas era de opiniao que as eleices fssem
directas, e posto que a carta dispozesse o contrario, elle
nao sabia se essa disposicao era ou ao constitucional.
Que eslava decidido a esmagar a hydra revolucionaria,
mas que faria lados os esforcos, para nao Ibe dar moti-
vos a que ella levantasse a cabeca. Estas deelaraces
estao de aecrdo cora o que se diz relativamente a con-
cessoes.
I Por occasiao da interpellaco do deputado Carlos lien-
to, o Sr. Gorjo perguntou tambera ao ministro sea
sua sabida do ministerio fra, por incapacidade ou por
negocios illegaes, oenio diiiam alguns jornaes. O mi-
nistro responden que n/lo; e era era de esperar outra
resposta. Todava, consta por boas vias, que a dcscou-
cordaiicla das medidas administrativas,a que o duque de
Saldanba alludio, se funda ein querer o Sr. Gorjo su-
bstituir os honestos, probos e independentes, marque/,
do Fayal, viscoude de llenaguasil, Jos de Arviga Arecte,
que formavain a cominissao administrativa da Miseri-
cordia, pelos Srs. marquez de Pontc-de-Llma, Jos ber-
nardo da Silva Cabral, Lopes Lima e baro da Folgosa. A
comparaeo entre uns e outros escusa os commenlarios.
Alera disto falla-se de despachos clandestinos e rendo-
sos, de concessoes de privilegios para distribuicn de
gaz c agoa, pelos casas particulares, e de outra cousas,
tudo o que o actual governo mandou suspender. Isto,
em quarito aoSr. Gorjo ; porque o Sr. Albano l'e< una
recusa de despachos para o Ultramar, siihstituiudo rm-
pregados honestos por u.ulros que j de Id tnliam viu-
do era proceaso. pelaasuak tnalversa;es; despachos que
motivara ni a censura geril. Relativamente ao bispode
Viseu, ha multo que quera sabir do ministerio, por nao
se conformar com as exigencias cabraliiias.
A questan de fazenda he outra qne tambera seriamen-
te nos oceupa. As medidas propostas pelo governo teeni
Sido objeelo de largas discusses da imprensa. A do par-
tido do governo julga que, se os sacrificios propostos so
fizerem, a nossa fazenda ficar regulada; porm a oppo-
sicionista duvida da realisacao desaea sacrificios ; e pa-
rece que tem alguuia raso, porque j lia representa-
res dos juristas, dos possuidores de notas do banco, e
da coinpaiilila dos viudos do Alto-Domo, contra as me-
didas do governo, c as reduccocs que prope. Nao se
sabe se as cmaras attciidero em tudo a essas represen-
taces, mas terae-se milito que anual os sacrificios s
vendara a pesar sobre os povos e os pobres servidores
do estado, cuja sorte he cada vez inais precaria.
O agio das notas tem sobido consideravclmente, che-
gando apenas a valer una nota de 4 800, 1,800 rs. Cora
este motivo o ministro da fazenda apresentou s cortes
varias propostas, adinitlindo as ditas notas na compra e
remissao de foros c penses, no pagamento das dividas
ao estado e em outras transaeces. O deputado Xavier
da Silva, um dos directores do banco, tambera apresen-
lou ouiro projecto, propondo que as notas sejain admit-
idas na quinta parte de todos os pagamentos, pelo seu
valor nominal, e cm outras transaeces era mclade ou
lotalidade dos pagamentos. Tudo isto tem porobjecto
acreditar este papel-moda, porra pouco ou nada se
tem conseguido, c as notas continuaro a estar ein*des-
crdito, emquanto as cortes nao decidirein da sua soi te,
pois os projectos anda se achara atcelos coinmissao
de fazenda. j
O visconde de S da Baudeira fez ltimamente duas
propostas na cmara dos pares; uina para se confeccio-
nar um projecto de rcsponsabilidade nacional, e outra
para se nomear uina commisso de reforma da carta e
Investigarn do estado poltico do paiz. A comuiisso Ho-
rneada compe-se assiin: presidente, o cardeal patriar-
cha; vogaes, o coudc de Lavradio, o visconde de S,
Duarte Leliao, Souza Azevedo, Jos da Silva Carvalho,
barao de Porlo-de-Mar e Tavares Procusa: quatro da
3ue tinha ..
Isaa-se lofo que fleiravencida. Entretanto, esta noticia
' a revolta tlvesse ra-
llttcaceti nas provincias. Nesta conjunciura. chegou o
paquete do norte com a noticia da revolta na Lombardia,
Austria, Pi ussla e Polonia; e at se disse ao principio
que o rei da Prussla eslava preso os seus ministros, e
medidos todos em processo; porra esta noticia logo se
desmenUo. Sabe-se, comtudo, omcinlmente quena Lom-
bardia se proclaraoua repblica,que na Austria o Im-
perador deu uina constiluico, e fol demittdo o principe
de Metternich,que a Hungra se separou da Austria,--
que na Prussia tambera o rei deu uina constiluico, e
que na Polonia se proclamou a repblica. Tudo isto le-
ve lugar depols de serlos combates enire a tropa e o po-
vo, sobre tudo em Berllm, onde dizem que inorrcram
2,000 pessoas.
prevenidos fea mals estragos. Morrcram umitas peittej.
Lhegofl a ceta por lo no dia i cora 4s das de viagem,
vlndo desse porto o navio Conceirilo-de-Hari.
As noticias de Hespanba referem que a ralnha per-
dora a pena de uiorte a todos os rus condemnados a
ella, pelos aconlecimcntos de 20 do passado. Alguna dos
presos teem sido sollos e outros desterrados incluin-
dos ueste numero alguns dos principaes corifeos do par-
tido progressista. Olozaga pode fugir da escolta que
o conduza a cadeia para embarcar.e suppe-se ein Fran-
ca. A llespanhaest socegada ; porm as prisAet anda
coiitinnavani.
O duque de Montpenssier e sua esposa a infante, D.
Luiza Fernanda chegaram ltimamente a Hespanba.
Fazem-se mil conjecturas sobre esta vlnda, que se sup-
peser tramada pelos Inglczes para vercm_ se pdem
Loeo aue o' nosso tfoverno soube destes acontcclnien- adquirir preponderancia na Hespanba. Entretanto .
tos, to.iiou as suas providencie, teniendo que os nimos he quasl geral a opiniao, de que este passo nlvaconi.
dos nassot revolucionarios se exallassera, quanlo inais pilque multo os negocios entre a Ilcspanha e a rranf a.
opposicao e Ires cabralistas.
O Estndar le v nesta pioposta uina estrategia da op-
posicao, para conducirs cousas aos seus fins. acoberta-
da coraos nieios legaes, e pede acamara dos pares que
se previna Os jornaes da opposicao tambera nao ap-
provara a nomeaco do visconde de S ; pois achara que
nenliuin bom resultado se tirar della.
O negocio do coude de Lavradio ainda se acha suspen-
so ; porque a cmara dos pares nao attendeu ao seu re-
queriiuento cm que pedia o julgasscm, pela sua falla de
comparencia no collegio elcitoral. A cmara decidi
que esse negocio, competentemente documentado, devia
ser-lhe enviado pelo governo, para depols exercer as
suas attribuices-
OSr. Rodrigo da Fonseca Magalhaes fez una proposta
na cmara dos parea, para que se abrisseui as aulas noc-
turnas de geometra e desenbo, applicados s arles, aos
artistas, vendo nella um foco de iusurrelco, pois tendia a reu-
nir 200 ou 300 homeiis de noite, cuio espirito, disse ello,
nao he o inais favoravel ordem. Entretanto, a propos-
ta foi approvada, deixaudo-se ao governo o arbitrio de
abrir as ditas aulas quando e onde se julgar conve-
Na cmara dos deputados, discutlo-sc eapprovou-sca
lei das transferencias dos juizes. A discussao foi prolon-
gada e renhtda. Esta lei he considerada pelas pessoas
sensatos como um meio de vinganca dos cabralistas con-
tra os iuises que tomarain parle na ultima revolla. A c-
mara tcintje oceupado posteriormente de objectos se-
cundar osT As. cortes foVam prorogadas al 2 dejuuho.
prximo.
Antes da mudanca ministerial eWMIJM^^imih
3uc j, por occasiao da procissao dos Pasaos, tinha corri-
o o rumor de que se faria nesse dia a revoluco,que o
marechal Saldanha seria assasslnado, -- que haviam
armas escondidas, etc.; porm nada houve, porque esle
po8 be eminentemente pacifico. Entreunto, o go-
verno, cuinprindo cora o seu dever, que he susten-
tarse e as iustituices, mandou que as tropas ficas-
sera todas nos quarteis,que a corveta ito-de-Julho se
situasse defronte do terreiro do paco, que as guarni-
eses dos navios esllvessem a postos, e a artilhariu carre-
gada, e mandou tambem para o Klbatejo algumas ca-
nhonelras e cavallarla. O socego nao foi alterado al
boje.
As ultimas noticias de Hespanba referem as oceurren-
cias que all tiverain lugar. Ao anoilecer do dia 96, uns
2,000 revoltosos se apossaram de varios pontos, forma-
rara barricadas, gritando. pipa u rainha, a catuiifuiYiio. a
liberdade, a rpu6Hea / e at Kiparlero. Houve mu fogo de
cinco horas, que deu em resultado inultas victimas. Os
revoltosos succuinbirara, e 200 dclles se acbaui eulrc-
eues aos iribunaes. Diz-se que alguns j fram con-
demnados mortc, mas parece que serao indultados,
pois ntereederam por clles os ministros de Franca e In-
glaterra. Tcem-se feilo multas prisSes de corifeos do
partido progressista, e alguns generaes fram deporta-
dos. Madrid acha-se anda ein estado de sitio, Maspm-
vinclas nao houve tuoviuiento alguni. Osjornaes Ibe da-
rn um conhecimeuto inais circurastanciado, tanto
das oceurrencias Qe Madrid, como do resto da Eu-
ropa.'
No dia 4, anniversario natalicio de S. M. a rainha, tive-
rain lugar grandes festejos nesta capital. Desde pela
nianha resoaram no ar umitas gyrandolas de foguetcs,
e ao meio-diu e anoilecer derin->*e as salvas do ceatu-
me. O beijamo csteve concorrido e pomposo. S. S.
M. M.e A. A. assistiram no thealro de San-Carlos pri-
meira representaeo da opera Anna de la Prii.-- A
concurrencia era brilhante tanto, nos camarotes, de se-
ii horas, como, na platea, de olficiaes militares da todos
os corpos. A augusta familia, logo que appareceu na real
tribuna, foi recebida com inultos vivas : cantou-sc o
lij nio da carta, e o regosijo foi geral. Em todos os quar-
teis militares houve illuminaces mals ou menos bri-
Ibantes.sobresahindo a da guarda-municipal, no Carino.
Illuminaram-sc todos oseditiiios pblicos e umitas ca-
sas da capital. l)i-se que para o sitio de Pampelha, os
suldados de granadeiros da rainha, cujo quartel he all
prximo, couiinellcrcni alguns excessos contra as casas
quo nao lindara luminarias ; porm gcralmentc reiuou
socego e regosijo.
Parece que o duque de Palmella e a sua familia volta-
rio brevemente a esta capital; e at se diz que o gover-
no obtivera do governo brltaunico, que o fsse buscar um
dos vapores de guerra inglez, que se achava no Tejo.
Sao esperados al 11 ou 12 do correte.
No dia 28 do passado teve lugar a abertura do canal da
Azambuja, para asna futura uavegaco. Esteve presen-
te o Exm. marques do Fayal, presidente da direceo da
cmprcia, os directores, inultos accionistas, e outras
mu i tas pessoas, que ii'um barco de vapor fram assls-
lir aquella funecao. O marquez do Fayal deu uin ex-
plendido janlar aos seus amigos a bordo do dito vapor,
onde linha ido a bella msica do balalhao naval, que
continuamente tocava magnificas pecas de msica.
Araruia-seque urna companhia propozera ao governo
abrir dozc estradas na provincia do Alenitcjo, sem en-
cargo algura directo ou indirecto para o thesouro.
Casase o barao de Tavarede, boje elevado a conde,
segundse dii.com a lilha do duque de Saldanha, I).
Eugenia. O uoivo he neto do clebre Francisco de Al-
iada. '
ltimamenteoccorreu uina anedoclasuininamenteen-
gracada, pelas pessoas que nella figurara. Conla-se que.
ii'uina das ultimas noites, una patrulha que transltava
a deshoras pela run nova de Jess, ouvira cantar em
choro o liymno da Mara da 'onl. Suppondo ser uina
casa de conspiradores, sltuou-sc poru da ra, que
pouco depols se abri, e sahiran varios individuos que
pelo seu trajar c compostura de maneiras nSo pareclam
ser republicanos, anles podiaui passar or redactores
de um jornal da siluacao, ou deputados da maioria. En-
tretanto a patrulha os conduxio a lodos para a compa-
nhia municipal dos Paulislas, e all averiguado o caso
soube-ae que erara......o redactor e empregados do pe-
ridico -O A'alondorl. Eauoa pro quo tein sido ob-
jecto de todas as conversaces.
0 governo tem determinado algumas visitas domici-
liarias era procura de armas, e al j foi ao thealro
Thalia porm pouco ou nada tem encontrado.
Diz-se que o coronel Taborda, do regiment n. Ib,
dra ordem aos seus soldados para nao se acoinpanha-
rcni com palaauo, e que ae algueni os quizesse alliciar
Ide dsem a valer. Se esta ordem he verdadeira, pode
ter funestas consequencias, pelos abusos que os solda-
dos'pdeiii coinmelter.
As noticias das provincias nada conleenidc giaiideiiu-
portancia. No Porto lecui corrido algumas patacas nie-
xlcanas falsas, mas que sao coubecldas pelas irregula-
ridades que se lhes uoiaiu no cunho do lado da aguia.
Sao da era de i842
PRNAMBCG.
e alera
carcter niodc-
O novo eovernadoi civil, Lopes deVasconcellos.foialli
do o rumor de que c suspendiam '">>; ^''- U0uX,.f receido He filho d.quel.a eld.de
ve pessoas que se boinisiaram. Porm *B"'- 1 noMlie a estima de lodos pelo seu caracte
governo nao' lera tal intencao, salvo se tiver ..olivo .na-
fufesto para ^^^U^E1^S^
3offl:J- a^tto da ^publica e. r.n-
l, eseeve coiauma virulencia inaudita. Pela sua parte,
disso posse a estima
rado e conciliador.
intimamente teem-sc laucado agoa, no Douro, dous
novos navios, a (altana e a malta.
Teem havido grandes temporaes, causando a perda de.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
a." SKSSAO ORDINARIA.
EM 3 DE JIMIO UB 1848.
Pretlftcncia elo Sr. rigario zeeedo.
A's 11 horaa da uiauhhaa, faz-sc a chamada e verifica-
se estarem presentes 16 Srs. deputados.
OSr. Preiidenie convida os Srs. deputados presentes
a occuparein-se de trabalhos de commisses at a hora
marcada no regiment, a ver se reuue-se o numero
legal.
Os Srs. deputados passam para a sala das commisses.
Poueo lempo depois, entrara inais cinco Srs. depu-
tados.
O Sr. 'residente manda convidar aos Srs. que se acba-
v.im na sala das commisses a cumpareerrem na das ses>
ses, e declara abena a de boje.
OSr 2." Secretorio le a acta da scsso anterior que he
approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinlc
EXPEDIENTE.
Um alucio do secretario da presidencia, enviando a
contas das cmaras municipaes de Cimbres, Bonito, C.-.t-
ranhuns, Boa-Vista, Po-d'Albo, Linioeiro, Goianna c
Flores, pertencentes ao anno de 184o a 1847, c orcamen-
to para o anuo futuro. A' commisso de contas ma-
nicipaes.
Outro do mesmo, remetiendo as posturas das cmaras
municipaes de Garanbuns, iloa-Vista, Sanlo-Anto e He-
cife. A' commisso de posturas municipaes.
Ouiro do mesmo, iransinitlindu urna representarn
em que o reverendo vigario da fregueaia de San-Sebas-
tio do Ouricury pede uina quota sufficlenle para a ca-
pclia-mr da dita freguezia, e para a compra dos orna-
mentos de que ella precisa. A' euuiraissuo de fazendn
c orcamento.
Ouiro do inesnio, aconipanhando o opsculo Licei
di tranmalica Porluguiza composlo por Jos llern n-
dio de Sena, c japprovado interinamente pela presi-
dencia, para servir de compendio s aulas de primei-
ras leltras da provincia. A' commisso de instrueco
publica.
Outro do inesnio, aecusando rcinessa dos rea torios do
director do collegio dos orphos, e da adimnislraco. do
patrimonio dos mesmos orpbaos. V' coniiuisso de ins-
trueco publica. .
Outro do mesmo, remetiendo os descuidos, plantas e
outros trabalhos da sociedade dos artistas. A' com-
misso de obras publicas,
Outro do mesmo, comas contas da cmara municipal
da cidade de Olinda do anno linancciro de 1846 a 1847.
e o orcamento para o anno futuro- A' coinmissao de
exanie de contas muuicipaes.
Outro do mesmo, transniitlindo um ol.ci da cmara
municipal do llio-Forn.oso, datado a 28 de sele.nbro do
anno findo, acerca de suas rendas, acoinpauhado de In-
formar/es do inspector da tl.csouiatla e presidente da
relaco. A' commisso de rendas muaiclpacs.
Outro do mesmo, enviando um offiola) ei que o reve-
rendo vigario da freguezia de Agoal-tellas pella una
quota para os reparos da capella-inr djajasftrtz da mes-
illa fregnezia. A' coinmissao de faxeaotae orctuntnlo.
Outro do inesnio, acompanhando uiii^e%ueslss|ent(t
em que o cidado Antonio da Silva Guanta* se ptopr-
edificar um matadouro publico, mediaul* certasoesldi-
f des. A' commisso de petices.
Ouiro do inesnio, cobrindo o relaturio da, administra*
9S0 das obras publicas. A' commisso de obras pu-
hllcas. ... .
Outro do mesmo, participando haver-se rescindido do
contrato de arrcmalaco da obra do caes do Ramos ; .;
remoliendo o novo orcamento da mesma obra. A'
coinmissao de obras publicas.
Outro do mesmo, remetiendo os realo, ios das cama-
ras municipaes de Cimbres, Flores, Garanhuns, Cabo,
Olinda, Recife, Brejo, Po-d'Albo, Bonito, Floresta, Igua-
rass, Goianna e Linioeiro. A' comniissao de negocios
municipaes. "
Ouiro do mesmo, enviando o relalonodo concelho gc-
ral de salubridade publica. ~ A' commisso de saude
publica. ,
Ouiro do mesmo, irausiniltindo o relatorio do inspec-
tor da tbesouraria das rendas provinciacs.-A' commisso
de fazenda e orcamento.
Ouiro do mesmo, aecusando remessa de quarenu ej-
emplares do orcamento provincial para o anno financei-
ro prximo futuro lnleirada.
Ouiro do mesmo, remetiendo o relatorio do director
do lyceii.A' commisso de instrueco pnbllca.
Outro do mesmo, tranimitllddo o relatorio da adinl-
nistracSo dos estabelecimentos de caridade.A' commis-
so de instruco publica.
Outro do mesmo, cobrindo o relatorio do administra-
dor do tbeatro publico. A' commisso de obras publi-
cas.
Ouiro do mesmo, trausmillindo as copias dos relat-
nos apiesentados pelo ex-presldente e prlmelro vico
:>
, i

-*~
ssssasa


Prndente da provincia, na occatio em que delxaram a
adminitraco.
I
^r- '" Secretario: Parece-mc que, depois da as-
terabla se declarar inteirada, o rclatorlos devem re-
me ller se para o archivo......
O Sr. Barroso :--Pec_o a palavra.
rtr' lr"i'i""t :~ieiu a palavra.
u Si: Barroso :--Sr. presdeme, rcqueiro que se remet-
a m esses relatorios commissao de constiluico e po-
O Sr. 1." Stcretario : Qucira V. S. mandar um re-
querimento mesa.
o*' ' eqtieiro que se remellara os dous relatorios da ad-
ministrarlo coiniuiss.no de constiluico e poderes, para
uar o seu parecer a respeito.
Apoiado, entra em discusso.
O Sr. Joaqun Filela: Sr. presidente, creio que o
requerimento nao pude passar. Parece-ine que, aqu na
casa, so sao remeiiidos as diversas comuilsses papis
sobre objecios, a respeito dos quaes a casa tein de deli-
bera!*; mas que ha a faier acerca dcsscs relatorios? Sup-
ponho quenada; eento para que nao ser remettidos
commissao. Sobre que ha de a commissao dar o seu pa-
recer ?
A rasao por que esses rclatorlos frain remettidos as-
sembla he inuito clara: o Exm. presidenteactual, deven-
do informar a casa sobre o estado da provincia, e propr-
Ihe remedios adequados a todas assuas necesidades, e
nao tendo lempo sufriclente para examinar todos os ra-
mos do servico publico, e conhecer os inelhoramentos
de que elles carecein, como dissc em seu relatorio, en-
tendeuquc seria conveniente enviar-nos os relatorios de
seus antecessores ; c por isso, noscnviou o relatorio
que iminediatamnnte Ihe fui entregue pelo l.'vice pre-
sidente, seuaotambem aquelleque foi entregue pelo ex-
presidente ao 1." vice-prrsidente. Para que, pois, remel-
le esses relatorios una commissao, quando a nenhu-
ma foi reinettido o relatorio mesmo da presidencia?
IVio basta que sejam archivados, urna vez que sao envia-
dos paraesclarecimento da casa? Estando archivados,
qunlqiier de nos pode ir secretaria l-los c depois re-
querer a respeito oque ihe apiouver; masque vo riles
a commissao de constiluico c poderes, para dar o seu
parecer, entendo que esta muito Aira da ordem. .Vio sei
inesmo que parecer a commissao ha de dar, salvo se se
quizer que ella formule nina especie de resposta falla
do throuo ; o que ser novo, pois nunca fui visto as as-
teiiiblas provinciaes, mesmo a respeito do relatorio
que os presidentes Ihes apresentam.
Voto, portanto, contra o requerimento.
OSr. barrlo tic Maraes : Sr. presidente, parece-me
que os argumentos apresentados pelo nobre deputado
que se acaba de sentar, nao sao convincentes.
O nobre deputado disse que us nao podamos tomar
conheciinento seno daquillo sobre que podessemos de-
liberar. He por isso iiiesino, Sr. presidente, que eu as-
sento que a assembla deve tomar conbecimento desses
relatorios, c ver os fundamentos apresentados pelos go-
\ cilios anteriores, urna vez que a casa quer e deve le-
gislar sobre as necessidades inais palpitantes da provin-
cia ; i.-ni de ampliar ou restringir a forca policial, etc.
He pela combiuaco desses relatorios, que a casa deve
fazer um juizo mais seguro acerca do estado da provin-
cia, il.is iiiiir i iii irs repartieres e de todas as cousas inhe-
rentes administraciio. Se niio he para a casa tomar co-
nheciinento desses relatorios, se nos nao temos esse d-
reilo, o que vieram aquifazer? Para serein archivados
smente ? Nao ; porque he ou tro o archivo da aduiinis-
n.i. ..o. e ii ni sei que esta casa se remettam objectos
que nao possam ser discutidos.
Nos nao somos obrigados a cingirmo-nos smente a
aquilloque o presidente em sua falla inculcou ; he pre-
ciso fazer una combiuaco da legislaco c das diferen-
tes medidas tomadas pelas adtninistraccs anteriores,
para que possamos com mais acert legislar no presente
e futuro, em relacao ao passado. Assim, minha opinio
he que o requerimento foi bcui concebido ; e que, pois,
deve a cominissHO, esinerilhando esses fundamentos, iu-
lerpr o seujuizo ; para, em lempo, a casa decidir o
que for justo e rasoavcl.
Voto, portanto, pelo requerimento.
OSr. Trigo de Loureiro: Sr. presidente, motivarei o
un u voto, Eu voto pelo requerimento do nobre deputa-
do : cada um dos Srs. deputados'Mem o direito de pedir
tudo quanto Ihe parecer que pode trazer aiguin bem-
estar provincia. Sabemos muito toein que os relatorios
deviam ir para o archivo da secretaria; mas isto nao ti-
ra a qualquer deputado o direito de pedir que elles se-
jam remettidos esta ou aquella commissao, a que en-
tender que devem ser enviados. Creio que esse direito
nao se Ihe pode negar.....
O Sr. Joaquim Yilella: O direito de pedir, nao o ne-
Entretanto, como o adlameuto est em discusso com o
projecto e pode nao passar, direi logo alguma cousa a
respeito do projecto.
No auno passado, Sr. presidente, j eu me oppuz a es-
te projecto, e este anno contino aoppr-me; porque
emendo que elle nao faz mais do que conceder verda-
deramente una graca: o peticionorio, vista dos do
cumentos que apresentou, nao est no caso de merecer
aposenladoria que requer, porque nao tem cm eu fa
vor as condlces que a le exige para ella.
A lei que regula a materia, he a de 10 de junho de 37,
eoartigo applicavel ao peticionario he o i." que assim
dispde. (L(.)
A le, pois, exige, para sedar a aposenladoria, que o
peticionarlo tenha adquirido molestia no exercicio do
magisterio, e por ella esteja lrapossibiliudo de continuar
nelle; mas quer tamben) que elle tenha excrcido o ma-
gisterio por espaco de 10 anuos nao interrompldos c
com aproveiUmento de seus alumnos; e se dos docu-
mentos (|iie o peticionario apresentou. consta que elle
nao tem lOannos, he claro que falta-ie umacondico
essencial, exigida pela lei; urna condieco sein a qual
nao tem elle o direito que Ihe quer dar o projecto.
Eu votei o anno passado contra o projecto, e contino
a votar este anno, porque entendo que, approvando-o,
vamos conferir uina gra;a especial ao peticionario, ist'
he, vamos fazer uina lei excepcional, so applicavel
elle; e leis desta natureza uo me agradam : as leis de-
vem ser geraes, e este carcter Ihes he essencial.
Demais, se o peticionario est nos termos da lei, ento
nao he necessario que a assembla delibere sobre a sua
prelenco; ao governo pertence, executando a lei, con-
ceder-lhe a aposenladoria, se o Julgar no caso de a me-
recer.
Concluo votando contra o projecto.
O Sr. Laurenlino : Sr. presidente, o projecto foi apo-
sentado por iiiiin, o anno passado, como membro da
commissao de nstrucrao publica. Eu j tenho dito acer-
ca delle ludo quanto tinha a dizer ; mas, como inultos
dos ineus companheiros sejam novatos na casa, nao as-
sistissem a discusso, e o nobre deputado que acaba de
fallar apresentasse os mcsuios argumentos que apresen-
tou o anno passado para o combater, permitta-se-me
tambera tornar a redarguir-lhe, repetindo o mesmo que
j disse.
Eu nunca qulz sustentar que o peticionarlo tinha ri-
goroso direito a ser Jubilado com nielo ordenado.....
OSr. Joaquim Filela : Todo o direito he rigoroso.
OSr. Laurenlino (continuando): Sim ; mas vatros
aos seus argumentos. O nobre deputado disse que mis
nao devenios fazer urna tai especial a favor do peticiona-
odo nao o podemos fazer. or
As seiset do senado sao beni pouco interesssntes.
A 17, approvra-se, em ultima discusso, sem o inini
"'o debate, e tal como passra na primelra.o projecto de
resposta fjlla do throno; sendo noraeados para apre-
senta-la a S. M. o Imperador os Srs. barao do Pontal,
Nabuco, Miranda c Rodrigues Torres, acompanhadus dos
Srs. Lopes Gama, Fernandes Torres e visconde deOlin-
da, membros da commissao que redigfra o mencionado
projecto.
A 18 e 19, fdram approvados os artigos 3. e 4. do or-
namento geral do imperio para o anno de 1848 a 1849,
com as seguinlcs emendas:
Na rubrica relacao do 3. reduza-se a quantia
a 188/500 ris.
Ao ) 4. justica de prlmeira instancia. Reduza-
se a 296/500 res. Fisconde de Maeak.
go.,
OSr. Trigo tic Loureirof'proseguiidu) : Portanto, nao
ha inconveniente algum em que se approve o requeri-
mento.' vo os relatorios i commissao que o Sr. deputa-
do indica i se ella achar materia que careca de alguma
medida, propo-la-ha ; se nao, dir que vio os relatorios,
c que devem ser archivados. Voto pelo requeriinento.
I i ma a discusso, o requerimento he submctlido
volaco e approvado.
" Sr. .'Secretario : NSo contino na leitura do ex-
pediente, porque j deu a hora marcada para isso. Fica,
pois, adiada essa leitura para a sesso seguinte.
ORDEM DO DA.
Ultima redaccao do projecto n. 10, segunda discusso
do de n. 8, e terceira do de n. 9.
L-se e approva-se a ultima redaccao do projecto n.
19, que autorisa a presidencia a conceder a permutta
das cadeiras aos professores e professoras de primen as
ledras.
Passa-se a discutir o projecto n. 8, que he assim con-
cebido :
A commissao de instrueco publica, tomando na de-
vida consideraco o requerimento de Francisco de Paula
Pereira de Andrade, proressor de primeiras lettras de
Nazareth, e examiuando os documentos com que a ins-
true, he de parecer que se Ihe delira favoravelmente;
porque, posto que o supplicaiitc nao esteja rigorosa-
mente comprehendido as disposices do artigo 10 da
lei de oulubro de 1837, que regula as aposentadoras,
nao deixa, coinludo, de achar apoio namesma lei, visto
ni- sido o seu mal uina consequencia da assiduidade
com que^se empregou no publico servico; e por isso a
commissao orinece consideraco e approvacao da as-
sembla a seguinte resolucao:
A assembla legislativa provincial de Pcruambuco
resolve:
ii Artigo nico. O professor de primeiras lettras de
Nazareth, Francisco de Paula Pereira de Andrade, tem
direito a ser jubilado com meio ordenado.
h Sala dassesses da assembla legislativa provincial,
12 de marro de 1847. Pereira de Carvalho. Perreira
Brrelo. Joaquim Filela, vencido.
O Sr. Cordeiro: Como o presente projecto versa, pa-
ra assim dizer, sobre urna graca pedida pelo individuo
que se elle refere, e como nao teubo conheciinento dos
documentos, citados pela nobre commissao, desejra que
o mesmo projecto fosae adiado, e neste sentido vou man-
dar um requerimento mesa.
O Sr. 1.Secretario l oseguinte requeriinento :
Requeiro o adiainento da discusso deste projecto,
por oito dias. Thedoro Cordeiro.
Apoiado, entra em discusso juntamente com o pro- I
jecto.
0 Sr Joaquim filela: Sr. presidente, para mim nSo
he necessario o adiainento que o nobre deputado re-
quer ; porquanto este projecto ilcou adiado, do anno
passado, ej foi discutido por inlin : esse adiainento he
iiecessarlo ao nobre deputado que he novato na casa e
declara nao ter examinado anda os documentos, eoin
que o peticionario instruio o seu requerimento; e basta
que elle rhe seja necessario, para que eu o approve.
rio ; porque em certo modo nao o podemo*s fazer, r
Isso que era fazermos uina graca ; mas eu, por um ter-
mo de comparacao, perguntarei ao nobre deputado : em
que di Olere a assembla geraj-, a respeito da provincial,
recolhlda cada urna na rbita de sujs attribuicflcs, quan-
do aquella decreta uina pnsao a favor de qualqueuindi-
viduo que se jmpossbilita de agenciara vida por inptivo
do servico publico? Nao far aquella assembla uiha lei
especial ?.....
OSr. Joaquim Filela : B nos podemos dar pensoes?..
0 Sr. Laurenlino (continuando): Ora, se a assembla
geral assim platica, porque n3o o praticareinos tambem
ns.
Sr. presidente, o peticionarlo est cgo de um ollio, e
ameacado de liiar lainbem cgo do outro ; seus faculta-
tivos assim lli'n allii-maiii : e nao he isto bastante para
ser elle attendid por comiseraco ? Entendo que sim :
he una lei especial, diz o nobre deputado, mas he urna
lei como sao todas aquellas que teem rel.u ao com a re-
inuneracao dos servidos de qualquer individuo. NSo po-
de ist fazer-se por lei geral, porque os aervicos de um
e a enferuiidade de outro sao factos singulares, sobre os
quaes so se pode legislar singularmente. Doutos facul-
tativos, hoinens probo;, attestam que o peteclonario se
reduzio ao triste estado em que se acha em consequen-
cia do servico ; portanto elle merece ser attendid, e me
parece inesmo que com isso se uo tiltrapassam os limi-
tes da economa, por isso que a quantia he tSo pequea,
que nein merece a pena de nina discusso. Elle tem
400^)00 ris, sendo 100/000 ris de gratificacao ; reduz-
se o ordenado a 300/000 ris, vindo a ser a aposentado-
ra que se Ihe concede a metade desse dinhelro.
Voto, portanto, pelo projecto, nao me oppondo, com-
tudo, ao adiainento.
Encerrada a discusso, he o requerimento de adia-
iin-ii rt. submettido votaco, e approvado.
Entra cm terceira discusso o projecto n. 9, com as
emendas c o artigo additivo, approvados em segunda
discusso, abaixo transcriptos:
u A assembla legislativa provincial de Pernainbuco
resolve: .
Artigo I. Ficain d'ora avante pertencendo ao mu-
nicipio ecomarca dacidade da Victoria todos oa terre-
nos dos engenhos Jaboalo, Jussra, I.arangeira, Srva,
Fumas e Contra-Assude, a leste; eaoaul, os dos enge-
nhos Cimente! e Pimenta, da manelra por que sao pre-
sentemente possuidos.
Art. 2. Ficam revogadas lodas as leis edisposicoes
em contrario.
Paco da assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, 13 de marco de 1847. Araujo BeltraB. a
Emenda ao artigo 1.0;
u Suppriniaiu-se as palavras e Contra-Assude a les-
te : depois da palavra Pimenta diga-se Mundo-
Novo e Arari ba-da-Pedra. O mais como est no artiEo.
S. R. Pinto d'Almeida.
Todo o territorio do termo de Iguarass, i-ue faz
parle da Treguezia da cidade dcGoianua, ficar d'ora em
(liante pertencendo ao termo da mesuia cidade csulijei-
to respectiva jurisdlcco civel. tarroto.
Artigo additivo:
Ficam desligados da cmara do Bonito c incorpora-
dos de Po-do-Alho os terrenos dos engenhos San-Joo
Massiape, Rodizio eUna, dafreguezia de Santo-Ama-
ro-de-Jaboato. S. R. barroso.
O Sr. I.0 Secretario l os seguinte requerimento*:
Rcqueiro o adiainento do projecto n. 9 por ludias.
Barroso.
Requeiro que o projecto easemendas vao com-
missao de estatistica, para dar oseu rarecer a respeito.
Joaquim Filela.
Apoiados, eiitiain em discusso juntamente com o nro-
jecto. *
Nao havendo quero prca a palavra, he encerrada a da"
cusso, e em seguida approvado o requerimento do Sr.
Marroso, licando prejudicado o do Sr. Joaquim Villela.
O Sr. l.o Setrelario propSe que a casa haja de nomear
una pessoa, para, na forma do regiment, receber de
lliesouraria as quautias precisas para o expediente c
mais despezas da casa.
O Sr. Boma requer que o Sr. presidente nomeie o
membro da casa, que deve receber a quota mencionada
pelo Sr. I.0 secretario.
Depois de brevissimas reflexdes acerca da escusa que
dessa commissao pediraln os Srs. Roma eCabral, que
successivameote fram incumbidos della pelo Sr. presi
denle, decidise que o ultimo desses dous Srs. licasse
encarregado do recebiinento da quota.
O Sr. Presidente levanta a sesso quasi s duas horas da
tarde, depois dehaver dado para ordem do da da se-
guinte : leitura de proiectos e pareceres; ultima
redaccao do projecto n.lC; segunda discusso do de
n. 14, epriineira dos de nmeros 15 e 17: todos do anno
passado.
No 2.o diga-se : 600/000 ris para pagamento do
porteiro e continuo da commissao mixta, icando suppri-
inidas as gralificaedes dos commissarios.
. No 3.o, em luear de 150/000 ris como est nal
emenda, diga-se: 140/000ris. Salva a redaccao.
Limpo de Abreu.
Quanto, porm, aos trabalbos da cmara dos Srs. de-
putados, nao podemos deixar de diier que sio elle* de
palpitante inleresse; e que o seriam ainda mal, ao me-
nos para nos, os Pernambucanos, se entre os jornaei, a
que nos referimos cima, viesse o de 17 do mez ultimo,
pois que he nesse jornal qte devem de estar consigna-
das as resposta* do Sr. presidente do concelho de minis-
tros s Interpellaces do Sr. Joaquim Nones Machado.
NSo obstante, porm, esta falta lio sensivel, eremos que,
com a leitura do que vamos inserir mais abaixo, os sub-
scriptores deste Diario flearao habilitados para forma
rein Juizo a semelhante respeito.
Sesso em 17 de maio.Approva-se o parecer da com-
missao de poderes, acerca das elricoes doMaranho; e
cm consequencia, sao declarados deputados por essa
provincia os Srs. doutor Franco deS, Jansen Pereira,
Fabio Alexandrino dos liis e Francisco Jos Hurtado.
Destes Srs., o 3.* e 4.# prestara logo juramento, e toiuam
atento.
Presentes todos os membros do ministerio, passa-se a
tratar das interpellacdes sobre os negocios de Pernain-
buco.
Respondendo aoSr. Nunes Machado, oSr. Taque* diz
que toma parte na discusso, porque tem relacoes intima*
com certa* pessoas da provincia; porque residi nella
por algum tempo ; porque, eiiifini fez aqu o seu tiroci-
nio na carreira poltica. Observa que, tendo o governo
proclamado que a sua poltica he a da justica e da (ole-
rancia, todos os partidos devem esperar um tratamento
igual da parte do mesmo governo; e que, sendo asslin,
nada se pode dizer acerca da administrarlo do vicepre-
sidente, o Kxin. Sr. Souza Telxeira, tanto mais quanto
se uo ha demonstrado que as demisses nao fram da-
das a individuos que nao mereciain a conservaco dos
empregos, e que os Horneados carecein das condic.de*
necessarias para brm servircm. A constiluico do es-
tado, (diz o orador) que proclama a igualdade de to-
dos os cidados, e que assegura que elles serlo cha-
l inados para os empregos pblicos, na raso de seu me-
reclnenlo, de auas virtudes e da sua capacidade,, nao
ii poda ter jamis em vista que urna classe decidadps
rosse inteiramrnte excluida, por pertencer a um outro
partido, ii O nobre deputado faz diversa* considera-
efles, tendentes a justificar alguna Pernambucanos res-
pcitaveis, e conelue perguntando ao Sr. presidente do
concelho, cm que t( oecupnvam os dous deputados por
esta provincia, que ufio (inham comparecido a tomar
assento,
O Sr. visconde de Macali affirma que o governo nao
expedir ordem para a conervacfio desses dous Srs. de-
putados nos lugares qlic exerclam.
O Sr. Nunes Machado diz que, talves, esses Srs. se te-
nham demorado aqui, para continuaran a prestar trmi-
cos provincia; insiste as accutitcdes ao partido que,
entre nos, fizera opposl;So so nvtiriileriode 2 de fererei-
ro; e*forea-se por provar os motivos que o levain a ter
serlas apprrhensOes sobre o estado de Pernambuco, e
termina solicitandopermisso para retirar at interpel-
laeSee.
Indeferido semelhante pedido, prosegue a discusso,
tomando porte nrlja, nao so o Sr. Ferraz, que, entre ou-
tras cousas, declara estar disposto a dar seu sincero
apoio ao actual gabinete; seno tambem o Sr. Goncalvcs
Martins.
No discurso deste Sr., ha trechos tao importantes,que
nos nao foi possivel furtar-nos ao dselo de copia-lo,
tal como o iraz o Jornal-do-Commircio. Ei-lo:
mos da tirar grande partido da* circumstancia que oc
correm em outros lugares. {Apoiados ) Emendo que nnj
vamos achar enllocados em serlos embaracos, e que da
qui a meia duzia de mezes as nossas rendas nao basta'
ro para fazer face s nossas despeaas; porque, sendo a
alfaudegas a principal fonle dellas, o seu rrndlment
ha de diminuir consideravelmentc vista dos acontec
OSr. lioncaltee Martins dir pouco sobre o objecto
em questo, mesmo porque nao he sua iartenfo entrar
na analyse dos diversos factos citado* a respeito de Per-
uambuco : apenas tem a dizer alguma* coutaa que pos-
sam rrpellir insiouaceque lhcs fram irrogadas e fa*
ser puncas reflexdes ao nobre autor da intrrpellaro,
inosiiaiulo-lhe que o fim que leve em vista nao foi pre-
di chulo.
ii Convidou elle ao governo pora responder a algn*
pontos que fizeram o objecto de sua nlerpellaco, e no
desenvolvimento de suas ideias, mnstrou urna grande
urgencia de que se dessem providencia* sobre o estado de
Pernambuco, porque tinha serias apprehenwe* deque
a ordem publica fosse all perturbada, e por isso dizia
que o governo nao devia esperar nem pela chtgada do
vapor, nem pela sahida ordinaria de outro vapor. Por
consequencia quera que o governo obraste extraordina-
riamente, e flzesse inmediatamente sahlr um vapor.
Depois qulz o mesmo nobre deputado retirar a sua in
irrpriiacao ; e como o orador o vio dizer alguma* pala-
vro em voz baixa aoSr. presidente do concelho, enten-
deu que eslava conseguido os. u fim, e que obliveraa
promi ssa de gahir um vapor para Pernambuco.
O Sr. Aunes Machado : ~ Nao, senhor.
O Sr. C.onralres Martins: Seo nobre deputado pao
obteve esta promessa do governo, ou o leu zelo diml-
nuio extraordinariamente, e no era este o *eu lim, por
consequencia; ou nao tinha apprchensdr* seria* sobre o
estado de Prrnamhuco, o que nao creio; ou ento ficou
mais tranquillo sobre estas apprrhensfies. obiendo a pa-
lavra do governo para a sahida de um vapor com provi-
dencias immrdialamente, porque desisti da conliuua-
cao da discusso da inlerpellaco.
O Sr. Nunes Machado : Nao, senbor, o que nao qtiiz-
fol fazer tamandu de urna questo la o seria.
O Sr. (ioncalvee Martins: Seja tamandu, comanlo
que se salve a sua provincia.
* O governo declarou que nao tinha mais informaces
do que aquellas que Ihe tinham sirio mandadas pelo sr
delegado, e que tinha grande conliaiifa nelle. Se, pois,
tem bastante confianca no seu delegado, e tem a certeza
de que se ha de por frente das ciicumstandas, e salar-
se bem a favor da ordem publica: se o Sr. ministro nao
tem
d
inenlos da Europa. Por consequencia devenios tratar
de diminuir despezas, devenios tratar de organlsar 3
guarda nacional para substituir o exercito de llnha, que
nao podemos sustentar. Se estivamos todos irmoso
amigos, podereinos encarar a leihpestade, (apoiadoi) sa.
hir airosos della, e augmentar muito a notsa populacao
livre, proiiiovrndo collonisac de todas as partes da
Europa, (apoiados) chamando assim para o nnsso pal,
bracos industriosos, e capitaes que mulla augmentaste
a nossa riqueza. (Apoiados.) Eis a poltica que devenios
seguir. E te alguma parte houver que nao crea no noj-
so sysiema, estando nos assim unidos, a podemos repe|.
Mr. (Apoiados.) Portanto, j se ve que nao vou excitar
odio* e paixdcs, mas apenas repellir proposites que
pdem aggravar a nossa posico.
Continuando o orador inostra que nao deve ser tra-
tada com demasiado desprezo aquellas parle -dos Per-
nambucanos que nao pertencem ao partido do Sr. depu-
tado a quem responde. Nao sao liomen* que fizesseni
mal ao seu palz : debaixo de sua ndmlnistraco, a pro-
vincia de Pernambuco chegou ao maior auge de pros-
peridade, (apoiados) e depois tem deteido. Debaixo da
aduiinisiracao delles he que nobres talcnfos fram apro-
veltados, como o Sr. deputado e seu* companheiros, o
que inostra que elles nao eram to injustos como se tt-
ulca....
O Sr. .V. Hachado: Est engaado ; nunca fui de-
putado por Influencia delle*
* O Sr. G. Martins: Mas fram postoi noi seus luga,
rea debaixo daadministraco delles.
O Sr. N. Machado: Est anda engaado: foi des-
pachado em 1832.
O Sr. G. Martins : Disse a nobre deputado que o par-
tido oppotto ao seu he muito insignificante em Pernam-
buco, e que he preciso despreza-lo. Primeiraineole, nc-
nhum partido merece ser desprezado. ncabriiuhado, ou'
suppiantado completamente. Mas dlsie-io quehtmul-
'? ,n*'SnlnMn,e! entretanto elle he tal, que toa grita-
rla delle nmbaracou a marcha da adininistraco.
O nobre deputado disse que houve plano para esse
movimento que ha em Pernambuco, e depois diste que
esse plano ft>i renunciado, c que apenas um desvairarto
oquiz sustentar. Vise, pol, que urna parte muito in-
Mgniucante desse partido hasteou a bandelra, e nio p-
fle ser batida, empregando alia* o Sr. Chichorro todos
ot recursos que tinha sua disposicio, e veja o nobre
deputado o que nao serio se huuvesso um plano geral;
veja o nobre deputado ae um partido que conta em seu
seio homeusque teem o seu nome na historia, que pos^ i
suein bastantes riquezat, pode ter urna insignificancia
tao palpavel. Nao v o nobre deputado que Isto importa
grandes servicos prestados por estes homens ? Nao quero
dizer com Uto que elles nos governem exclusivamente ;
o ineu li in he mostrar que nao etlo no caso de serem
completamente tupplantados.queteein quem os defend,
e que o governo Ihes deve dar garantas. Repillam-sc
as ideias ms que tenham os homens, mas nao acabemos
cota elles. Nao pode a maiorla ser tachada de injusta,
com toda a raso, se excluir todos os individuos, por se-
ren de uina familia, de oceupar lugares na. sociedade ?
Se elles queriam oceupar todos os lugares, o que ali.is
nao be verdode, pois que os Srs. deputados oocupavam
lugares nesse tempo, nao caamos no excessode excluir
a todos, porque representara Interesses muito grandes
em Pernambuco.
O nobre deputado referi asiasslnatos que na venia-
de fariam horror a quem nao conhecesse a lifstoiia du
nosso paiz. Se eu qulsesse referir ot assassinatos que
teem tido lugar na abia.eu encheria esta salade horror.
Por todo o imperio se teem couimetlido torrlveis assas-
sinatos; mas onde inostra o nobre deputado que un-
partido os mandaste fazer ?
OSr. N. Machado: Cominettiain aatassinatotmes-
mo quando estavam no poder.
O Sr. G. Martins: Pois. quando o nobre deputado
est no poder, nao te coinmettem asiassinatt* do seu
lado ? Tenho lidoem jornaes que ot autoridades de pa-
lela teem frito assassinatos; e porventura direi que foi
o chele que os mandn faser ? E come os attribue o no-
bre deputado i opposico, que nao tein agentes cotno
tem o governo?
Portanto, nao creio que a cmara ficasse convencida
de que esse horrore tivesseiu sido praticados pela op-
posico. Pois a opposico que tem soft'rido at agora,
quando vinha despuntando a aurora, havia de pegar eni
armas ? Sr. presidente, a presuinpco est'a favor dos
homens que sollreram at hoje, e nao apresentarama
bandeira da resistencia. He preciso que o nobre depu-
tado aprsente provas solidas para destruir esta convic-
c3o em que estamos, porque ag que deu nao sao uenl.u-
ui is; porque a mesma autoridade dizia ao governo'que
nao havia nada a temer pelo lado poltico em Pernambu-
co, que eram inovimentos individuaet.
Nao ha medidas a tomar pelo governo vista do que
disse o nobre deputado. O que Ihe compre he conlinuar
a obrar framente, com calma, c esperar de seu delega-
do,'cin quem confia, oulros esciarecimentos. Se algum
partido criminoso lustrar a bandeira da resistencia, qi-
zer platicar crimes eaterturba a ordem publica, o go-
verno noter s oaps da represenlacao de Pernam-
buco, como creio que de todos nos. (Jpoiadoe.) Esta pres-
sa que manifrsta o nobre deputado pode dar lugar a que
hoiniiis mal intencionados a possam atlribuir ri poma
confianca que elle tenha as ulteriores fnfbriuaccs,
c por isso quer prescindir dellas, ou ento que au tem
confianca bastante no presidente que para la foi.
O oradorouvio aoSr. Nunes Machado que dcloVnia
nenhuma a provincia de Pernambuco mudar de polti-
ca; onvio-o afiancar com toda a certeza que o seu parti-
do tem em Pernambuco dccididasuperioridade;se assim
he, em que se fundam as suas apprehensoes? Entretan-
to, se as cousa* chegarem ao ponto de o seu partido dei-
xar de ter o influente na provincia, etpera que os Srs.
deputado* supportaro com resignaco esta conriico
do sjstema representativo, c no querero substituir a
urna oligarchia una influencia de individuos, que os
tornera oligarchas, suslcntando-se por todos os lucios.
u Como ouvio diier ao nobre deputado que nao que
m
DIARIO IIE I'liliMlllll'CO.
'Jl'Jv'J33j < 'J)'3 V'.tfSlJiS 0)2 a003>
Presurain-nos tre exemplare do Jornal doContmereio,
publicados, na corle do Rio-de-Janeiro, a 18, le20de
aaio prximo Hado.
ni nutras informaces, como pode afiancar ao nobre
rputado que ha de mandar providencias ja? E provi-
dencias fundadas em que?... Nos documentos que o no-
bre deputado apresentou?.' O nobre deputado apresen-
tou cartas e copia*, e disse que eram ofliciaes; mas vie-
ram por officio ao nobre deputado c nao ao governo! E
sao estes elementos bastantet para o goveruo providen-
ciar sobre o estado poltico de Pernambuco? Mas o no-
bre deputado cede da discusso da inlerpellaco ; logo
j tem desistido da ideia de nao ae etperar pela sahida
regular do vapor, e pela chegada de noticias posteriores.
O Sr. Nunes Machado: Eu nao disse Uto.
OSr. Concalves Martins: Ou ento obteve palavre
da lahida do vapor.
O ir. N. Machado: Nao.
OSr. O. Martin*: Ento como desiste da discus-
lo ?
O Sr. N. Machado : Nao quero que a convertam em
tamandu.
OSr. Q. Martins-. Sr. presidente, eu nao quero ex-
citar paixes. Entendo, e entendo seriamente, que he
preciso que no* concillemos sinceramente. (Apoiados.)
Entendo que a questo he muito grave, em face mesmo
dos aconteciuu'iitos que o nobre deputado honicm refe-
| rio na discusso: taendo que,*e Ureruto* juizo, ave-
ria continuar uesta discusso, e nao couvenha Calvez que
ella seja prolongada, para nao excitar odios, conclui
dizendo que o governo nao pode sabiamente determi-
nar cousa alguma sobre Pernambuco com os dados que
oO'ereccu oSr. deputado.
Tendo o Sr. Fernandes Chaves cedido da palavra, pai-
iou a usar della o Sr. Tosta, cujo discurso deu causa
que houvesse lugar na casa urna scena bem destgradi-
vel. Vamos transcrever tudo quanto traz, a respeito, o
/orna-/*f Commrcio, n. 138. Cumnre oue os leitorc* se-
jam
ca :
ipreque os leitorc* se-
cabalinente inteirados de scmrlhantc oceurren-
O Sr. Tosta tem visto at agora a casa oceupada em
urna discusso que puramente Intercala um partido;
mas val chamar a sua attenco aobre um objecto que
Ihe parece um pouco mais transcendente, por entender
Jue envolve alguma cousa que diz respeito Indepeii-
enca e dignidade da naco brasileira.
J v a cmara, contina o orador,
que nao desejo
S... in,...t .i.imyuuia misiurar-me na questo que tem
vido entre oSr. por Pernambuco, que mais me pa-
recen representantes de um partido (custoso me he dl-
ze-lo) do que representantes da naco.
(Esta proposico, ouvida a principio sem malm
minilestacao de desnpprovacao val tendo pouco a pou-
co repellida por gritos, de ordtm e nao' apoiados. que *
final se generalisam quasi pela cmara toda, gritando al-
guna Srs. deputados, e entre elles o Sr. Maules da Cu-
nha, que he um desaforo, um verdadeiro insulto, ao
inesmo lempo que alguns outros tenhores reclamam o
silencio. OSr. presidente procuraren! vo manter a or-
dem.)
* V ?r- rotu titou no iqeu direlio : como gjjjrf



jenta me da nacao Iiei-deaqui expr todo o ineu pensa-
mento.
Alguns Senhores: A qualidade de representante
uo llie d direilo a insultar. (Crutam-ic o aparta e os
gritos.)
O Senhor Vresidente (com forja) : Ordem, senho-
MSi ordem.
. O Senkr Jos de Anit No insulte os outros, por-
que se lliepde dizer que lie depulado pelo collegio da
Cachoeira.
o Senhor presidente (com frca) i Eu chamo or-
dem o Sr. Jos de Assls Alves llranco Muniz Barretb.
O orador emitlio um pensamento : a matoria emen-
den que elle nao eslava na ordem, equetiuha tallado
delicadeza: he preciso que os senhores dftem lugar a
que elle se explique.
Restabelece-se o silencio.
. OSr. To alguinaoffender a susceptibllidade dos Srs. deputados:
se lie precito, eu darei una sasfaro mais complea,
na intuito smente de mostrar que nao sou capaz deps
insultar. A ininlia intrneo foi nicamente dizer que
o< Sis. deputados susteutavam com mais frca OS ule
resses do seu partido do que os da nacao.
u OSr. hiendes Ji Cunha (cm fbrea) : lie pcior a C-
meoda do nueo seuet. {Apoiados Susurro.)
, O Sr. wanderley : Ja se n;io pode dizer nada noita
casa!
OSr. Tata : Parece que nisto nao irroguci inju-
ria a algum dos Srs. deputados a quein tenhoa honra
de me referir.
He precito que cu declare que nao he a primeira vez
que lenlio a honra de me sentar nesles bancos.
issoque falta-nos capaco para mais. Isto posto, apenas
annunciaremos que dlscutio-ie o projeolo de resposia a
fallado llirono; que essa discussao fui encelada pelo
Sr. visconde de Macah, ein um breve mas cxccltenlc dis-
curso, ein que notan algumas contradiecesdo projecio,
eaquelles de seus tpicos que delxavam'apercelier fal-
ta de confianca no governo ; -- que o Sr. Rodrigues dos
Santos encaircgou-sc de responder aoSr. nnesidente dq
concelho de ministros ; e que, logo drpdis do Sr. RoV
drigues, talln o Sr. Marinbo, eu opnosieao ao Jncsmq
projecto.
No discurso, que nos reportamos, explicqu o Sr. vis-
conde de Macah, como se deve entender a justica c a
tolerancia politica, proclamadas pelo gabinete actual ;'
e explicou-o uestes termos : 'rt^
Senhores, o governo actual, assim como todos os
outros governos, reconheceque lie urna necessidade no
systeuia constitucional, que be inesino urna condicSo
nidispcnsavel, a existencia 4e partidos (apot'odo) que
estes partidos se combatan!, se disputen!, por uieios le-
gtimos, o poder. (Apoiados) O governo est testa de
mil destes partidos,cujas.opinioes cllejiilga melliores do
que as dos outros, que julga seren mais capazes de fa-
zer a felicidade do paiz ; mas, nem por Isso, d governo
eutende dever desprezar ou desrespeliar as opinioes de
outros partidos. (Avoiados.j Pelo conirrio, quer tolra-
los a ponto de faciliiar-lhgs todos os meios legitimo* de
advogareni a sua causa ; e osles meios sao a tribuna c a
imprensa. O governo propoe-se a nao tolhcr a Impren-
s&, a tolera-la, ein toda a sua extenso. O governo en-
tendeque deve dcixar o vio-lvre, apotrfo) para seren
todas as opinioes representadas nesta-.oasa. (potado.)
Nao estnrvar, nem eiubaracar de inaneira nenhuina
Coiiiinuiiicado.
O Sr. Aprigto : E muito dignamente. Mas a mao-4 as eteicoe*. Kis a tolerancia poltica do governo. Ogo
ra no quer que a minora falle. (Vivas rectamacei de verno, para conseguir este fim, para Jar esta prova di
__1__ m-------!-m Ja Ja n 11 t IBM 1 llll rillx!* II X r, A a Tl j? ^> -. a. a. _>u ~- 1 a^-lal ^. lu ._ *..-!.
W^
ni lado e apoiadoi de outro.)
i. O Sr Totta : Eu tive aqu assento ein poca ein.
que os vferdadiros principios do syslema representativo
.f.](liavam ein vigor ein toda a sua extenso. (Noval
rtclamacoet.)
OSr. 'residente(com frca): Ordem !
l'm Sr. Depulado : Hoje nao eslo I
u Or. Tost : -- Nao digo isto.
Entao por inultas vezes eu tive de ouvir accusaccs
anda stala graves do que aquella que dirig aos nobres
deputados. trelo, pois, que uo teem motivo para se
darem por oll'endidos, principalmente dando cu urna
satisfacen tilo plena.
Continuare! agora no mcu proposito que nao versa
absolutamente sobre os negocios de Pernambuco. Que-
ro aproveitar a occasiao para dirigir algumas interpel-
lacdes ao governo sobre mu facto uliimameute occorri-
iiu entre a* l'orcas de S. M. Ilritannlca a bordo do brigue
b'reeian, c una polaca brasilea por elle aprisionada.
jflgus Senhores dizcm que o orador esta fura da or-
0 Sr. Presidente: ilei de mantera palavra ao ora-
dor, que entendo estar na ordem. (Vivas reclamatAes.)
OSr. Tost Parcce-me que os Srs. ministros es-
tilo muito habilitados para darem estas expllcacoes; mas
se n ;o pode iv ni responder, desist re do uieu requeri-
nicnto. Creio tambem que nao estou fra da ordeni.
Urna Kos: O brigue treoian est funde ido na fre-
guezia da Escada ?
Algum Senhores insistem novamente que o orador
est fra da ordem.
u O Sr. Presidente: Oorador pode continuar.
O Sr. Tost, continuando, expe no mel das recla-
niaces, o facto relativo ao apresamenlo da polaa bra-
silcira niquelina pelo brigue de guerra inglcz Oi-
ran.
O Sr. Presidente declara cmara que havia enten-
dido poder admittlr esta nterpellaco, mas que, con-
sultando os artigos additivos ao regiment, que nao cs-
lavam sobre a mesa ra occasiao, se convence do con-
trario. Pede, pois, desculpa a casa por se haver desviado
do regiment.
k Muilos Scnhoru : Est desculpado,
OSr. Ministro do Imperio levanta-se para dar as ex-
pllcacoes requeridas pelo Sr. Tosta.
OSr. Presidente pede a S Ex. que liaja de o discul-
par de as nao adiniltir nesta occasiao vista da dispo-
sicao do re Rmenlo;
0 Sr. Ministro declara que. estando cm discussao no
senado o 01 'cntenlo, a cuja discussao tem de assislir,
no Ihe sera talves posslvel vir amanliiia cmara, o
qc far promptaiuenlc ein qualquer outra occasiao.
Ao encerrar os Irabalhos dn dia, declara o Sr. presi-
dente que, no srguintc, sern postas de parte as iuter-
]ui laci'ies sobre os negocios de Pernambuco.
Si'.ssa em 18. Destasesso, s mencionaremos o que
nos parecer mais notavel.
Ao discutir-sc o adiamento de una rcsoluco, viuda
ilo senado, e que revoga o artigo 22 da lei da proiin-
ci< da llahia, de 11 de julho de ISlli. n, 252, na parto cm
nue dispSe que os flseaes da capital uo ejamllxos em
freguesia algiima, e sim emprrgados pelo preiidrnte da
cmara; ao discutir-se scinelhanle adiamento, queali-
nal ful approvado, dizeinos, o Sr. Marinho exprime-se
assim :
Creio que he lempo de reconhecermos todos de boa'
rosystema representativo (muios apoindos) tal qual se
ada cscrlpto na constituie.ao c no acto addieional ; (nu-
turosos apoiados) parece que o paiz est cansado das de-
eepces e dos engaos, (^poiiiilos.) J no ser lempo de
illudir o paii com falsas interpretaces do aclo addieio-
nal, (numeroso opoiaii) com revogaces acobertadas.
donde nao teem praviOo senao gravissimos males, (fu-
riosos apoiados ) He teinpo que o corpo legislativo se
compenetre da sua misso.....
Interronipido por um aparte do Sr. Carrao, concebido
uestes termos E o governo lambein o orador pro-
legue por este teor:
" Eu vou anda mais longe do que o nobre depulado
quer.
He lempo que o corpo legislativo se compenetre da
sua sublime misso, c que ao governo se diga i nao
vos perlence Interpretar o acto addieional ; (mullos a-
poiadoe) nao vos pertence torlura-lo; (muilos apoiados)
nao vos perlence acobelar-vos com as consultas toma-
das quasi selnpre no intetesse dos partidos, c nao no
iiitcressc do cldado. (Muilos apoiados.) (Vollando-se para
oSr. Corroo'.) Entao, gostou (sodas apoiados )
L-se evai a Imprimir o parecer da comniisso de
constituidlo sobre a proposla do governo, relativa a i si
eapatlbilidade para cleicao de certos funccinnarlos
pblicos. Scmelhante parecer he resumido pelo Jornal do
Commercio, do modo seguinle :
Declara prestar a mais completa adheso ao pensa-
uicntuda proposla : reconheceque a intervenopessoal
e iuleressada das autoridades autovivels de mais elevada
categora prejudlca a llberdadc do voto, e coinpromet-
tc o respeito e mparcialidade da autoridade.com pe-
"Ro da ordem publica e dos direitos do*idadao : quan-
to imcompatibilidade dos juizes, a comniissao emen-
de ser da mais alia conveniencia conservar nos lugares
de suas fiinrcoes o maior numero possivel de juizes, c,
persuadida de que a justica he a primeira das neaessi-
dades sociaes, nao hesita em adherir incompalibilida-
de dos juizes, reconhecendo alias que o corpo legislati-
vo perile cm sua cnmposico dcixando de funecionarem
como representantes da nacao inilviduos intelligentes
e independentes como pelo habito de seren juizes sao
em geral os magistrados, e concluc offerecendo algu-
mas emendas tendentes a completar o pensamento da
proposta.
Consislcni cssas emendas cm accrescentar a inconi-
palibilidade dos secretarios das presidencias e inspec-
tores de fazenda : e cm faz-lai extensivas aos inembros
da assemblea provincial.
ferece a commissao, declarando a incompatibilidade da
eleifss dos ministros de estado para ocargo de senador
do imperio, durante o exercicio, e seis inez.es depois
'le deinitlidos.il
Sesso em 19.Tambem nao extractaremos desta ses-
su senao aquilio que fr de palpitante ulerease, por
tolerancia, nao s pedir que o corpo legislativo reveja
a le de eleicea, como, se fr necessario,que se reform
O syslema elcitoraJ. (Apoiados.,.
A respeito da esculla de empiega los pblicos, a
tolerancia do governo estende-sc ao seguintc ponto
quando se trata de empredos pblicos que auxiliam
o pciisamenio do governo, cumpre ao governo escolher
liomens que sejam capaces de ajuda-lo com loda a hon-
radez c oom toda a lidelldade ; mas muilos outros em-
pregos ha, a'rKprito dos quaes o governo smente pro-
cura a probidade, (apoiadoi) o mercoimento e a capaci-
dade. (pofado,,
OSr. Aune Machado : '- Ser isto novo?
ii O Sr. Perrai : Oh, se he !
O Sr. Aunes Machado : Oh Senhores!
O Sr. terraz : Isto he inulto nqvo.
O Sr. Jos de Aesis : O caso he marcar a poca, cm
que nao houve lit.
O Sr. Perras : Favor aos amigos, lie o que deve ser.
O Sr. Aune Machado : Estou horrorizado.
O Sr. Hornee dos Sanios ; Esta poltica nao data de
2 de fevci eiro de 1844 ?
O Sr. Vieconde de Macah : O gabinete de 2 de fe-
vereiro, de que tive a honra de fazer parte, e a quein
tantos elogios teem sido fcilos aqui.....
u O Sr. Aune Machado : Ainda ho de ser feitos
(Apoiados.)
. ii OSr. Visconde de Macah: ..... nao pode ieyar a
eQ'eito o seu pensamento, pelo concurso de circumstan
cias, que velo perturbar a marcha governativa. Pulan-
lo, deixou de observar algumas veze essa tolerancia
poltica, essa justica. a
Aqui lloremos lini ao extracto dos Irabalhos parla-
mentares, fazendo votos ao Todo-Podekoso para que
proporcione ao actual ministerio lodos os inelus de que
elle carece para realisar as ideias contedasnoprograin-
iiu, que cima lic.i exarado, l'm governo que assim
pensa ; um governo que com tal franqueza enuncia pen-
samento io nobre, no recinto da representacau nacio-
nal ; esse governo, dizemos, torna-se credor do apoio de
toda a gente honesta, de toda a genio sensata do paiz.
Agora, releva que transmitamos aos leitorea o que de
mais colheinos nos peridicos com que nos obsequia
rain.
Na piara do Ilio-de-Jaueiro, o cambio sobre Londres
uuctoava entie 24 e 23 /,d. por 1^000 ris.
A 16de malo, suicidra-se. atlrando-se ao mar, ojo-
ven Jos Alberto Klicr, prolessor de msica, de gran-
des esperanzas.
As dalas do Rio-Grande-do-Sul chegavam a 11 c as de
Porto-Alegre a 5 do citado malo.
l'onlinuavam os roubose as violencias as frouleiras.
O llin-Urndense de !) contin o seguinle :
Ha oito das pouco mais ou menos teve lugar na Pon-
la-ilc-Palmaree-de-Lemos (territorio braslleiro ), 5 legoas
qum da fronteira de Santa-Tliereza, mais um desses
fados de aggrcssao e roubo que se succedem multas ve-
zes, e para os quaes parece nenhum meio ha de repres-
sao, eutretanto que ah nesses lugares rentlos da nossa
provincia, que conuam com os estados vi/.inhos, eslo
continuamente expolias ao arbitrio e taerc dos ladroes
e assassiuos a honra, vida e fortuna dos infeli/.es Hrasi-
leiros que nelles teem seus estahelecimentos, ou dos es-
trangeiros que, acolhidos sombra de nossas leis c i in-
munidades, j se julgam defesos c garantidos.
a Eis o facto to succin lamente como no-lo com mulli-
co u pessoa fidedigna, agora inesmo tiiegflda daquelles
lugares :
ma partida de 30 salteadores, vinda do oulro la
do, cliega Panla-de-Palmarte, e assalta a casa do nego-
ciante Horacio, Italiano naturalisado Oriental. Ao pri-
meiro introito, roubam-lhe logo quarenta e tantas nncas
em miro e quatro cm piala, e, como aquello de.igracado
tenlasse alguma resistencia em sua deiesa, maltrataram-
ito desapiedadainente pancada, fram-se dona da ca-
sa, contra a qual commetteraiii todaa sorlc de desacato,
furiosos como canibaes, forcaram-na c despojaram-na
dos anneis que Ihe eufeitavain os dedos c das proprias
roupas que a cobriam, sein que essa* mesmas as pou
passem aos pequeos lllhos que, asiombrados de inedo
e em altos alaridos, aos demonio bradavam misericordia .'
Saciada a sua brutalidade por este lado, espalham-se por
loda a casa, ludo revolvciu e tudo Ihes he presa; estri-
bos e outros objeclos de prata, roupas e fatendas, nada
escapa rapinagem: tudo quanto tinlia algum valor foi
levado pelos malvados, c l abandonaran! maltratada,
leuda c deshonrada, una familia iuleira, que a esta ho-
ra estar entregue a dcscsperacSo da vcrgoulia c redu-
zida a maior miseria !
Calculase o piejuizo deste roubo ein cerca de 4,000
palaeoes. Dous destes ferozes salteadores frant conhe-
cidos ; um dizem que se chaina 11 amigos, e o outro Cha-
ves. Os deuiais traziam as cabecas e os roslos envolvidos
oin loncos. "
A 3, volira o general Andrea a Porto-Alegre, da sua
viagein ao Jaguaro, onde assumira o coinmando do
exercilo. Ao passar pelo Rio-Grande, o Sr. general des-
ignara o lugar onde deve de ser estabelccido o jiharol
da barra, e mandara construir mais dous na Lagua-dos-
Patos, ordenando que um fusse collocado na pona do
l'ojur, e outro na de Chrislovao Pereira.
A 22 de abril prximo passado, suicidra-se, em Por-
to-Alegre, com um tiro de pistola na cabeca, o capilo
Bernardo Morara Lirio, na idade de 67 anuos.
O vapor Imperador, chegado hoje di portos do norte,
trouxe-nos jornaes do Para at 20, do Maranhao ate i'i o
do Ccar at 27 de maio prximo lindo.
Todas cssas provincias llnhain llcado tranquillas.
As gazetas nao nos habilitan! a fazer o extracto do eos-
tumo, por terem viudo destituidas de noticias locacs.
Entretanto, observaremos de passagem, que o mercado
do Para continuava estacionario, quanto a transaeces
cambines ; que o ouliinun'o dessa provincia decla-
rra-sc ministerial; que, no Maranhao, fazia grande
bulla a apprehcnsao de urnas carias em que o Sr. r ran-
eo de S como que procurava indispr o governo ge-
^^^^^S adltivoque o ^Z^^^od'^o^^^'Z^r-
tos a
dmiuistrativosdoSr. Fausto Augusto de Aguiar.
O 6'rlo da Patria, peridico republicano federalista, col la-
borado por urna rcuniao de /turnen honesto, que querem
tudo para o povo epelopovo, acaba de encetar a sua glorio-
sa canina com mu estimavrl artigo de moral poltica,
do coinprlmento de nove columnas compactas, onde as
doutiinaspurada velharevoluco francezade 1789, com
todas as suas mgicas palavris de guerra aos tyrannos,
Viva a iguald.ule. ato ensinadas ao povo como a inclhor
panacea poltica de que elle possa lancar nio, e, o que
mais lio, apoiadas com os pensamentos e mximas ino-
raes de Cicero, de Plutarcho, dcCharron, de Voltaire.
de Coulins, d Fr. Joaqulm do Amor Divino Caneca, e de
mais nao sei quantos homens veneravels de que o bom
escriptor faz urna excellente sopa ein seu santo cntliu-
siasmo: at o terno pelicano, que [ere o proprio peito para
dar o sangue aos filhinhos, servio de argumento ao novo
publicista, para dtil concluir a bohdae do seu genero-
so sjstema.
Depois, no outro artigo mais pequeo, mas nem por
isso menos importante, elle aclia que o actual presidente
aV Pernambuco vai-se tornando inexpltcavel. AM > pode com-
prehender algum pastos que S. Exc. vai dando ; Julga que a
eua marcha he complicada, que as suas manobras lio surdas,
para illudir os ponidos e escapar d centura( que os seus ac-
to nao uo de accordo com o seu carcter sacerdotal. Tudo
isio mi-omino i.i multo o escriptor popular, o qual, por
desencargo de sua consclcncia, socego da provincia, paz
e concordia entre oa principes da repblica, e extirpar o
das voihas c novas heresias, d varios conselhos carido-
sos aS. Exc, faz-lhe diversas perguntas, porque euilim
o hoineiu quer saber, e por lim auieaca-o com certas
prophecias que o deveinatterrar, e f.r/.or-lhc devoras ter
saudades da sua Ierra; e di rata onde l mora I
C'oni olloitn, he inesmo. nina Insolencia, um despejo,
um ultraje, vir agora um hbmein de S.-Panlo governar
Pernambuco! e que homem! e com que manhas! ecom
que poliiioj e com que manobras surdas I Pois no ei-
tavam alii os federalistas do irrit, a quein se encarre-
gasse esta nobre misso, que lo limpa c gloriosaincntc
desenipenliarinm:'
Os homens do 0'ri'totocni raso Nos eremos queS. Exc.
o Sr. presidente da provincia a esta hora ter redectldo
na inadequada poltica que segu, e que dentro em pou-
co, poileru os ardentes escripiores republicanos contar
com mais este adeptoniseu seio, paraos amar cservir.
Mas o peior he o peccado capital que pesa s costas de
S. Exc, c para o qual nao Ihe adiamos remissao, nem
inesmo no seio dos liomens si.igeHos, enlhusiastas da liber-
dade e doprogressn philotophico : he o ser padre, c st-r
vicario capitular de S.-Paulo. Com elleim, um padre
presidente, e padre vigario capitular'. Vlo-se jamis cou-
sa scmelhante ?! Arrancarse em lempos tumultute i da sua
diocete, dar un salto mortal, e apretcntar-ie em Pernambuco
com tal ardiuirnlo o tal seni-ecreinonia! He StO COUSa
3ue se possa comprehender ? He cousa que se possa per-
or? Ao menos se o Sr. Molla dsse conta aos patriotas
do tirito dos planos que tem na dla, c que pretende
desenvolver na sua administracao! mas nem ao menos
isso! Padree calado! Mctu-se com a sua greja, cdcixc
as cousas do mundo para os leigos.
Mal porque vos nao levantastes vos ein lempo com o
regente Pego, que tambem era padre, o padre de S.-Pau-
lo, quando elle governou, nao unta provincia, mas o im-
perio todo, com a sua poltica toda excntrica ? Porque
no erguestes a voz e aculasics o povo contra a fatal ad-
ministracao do Sr. Menear, no Ccar, por mais de urna
vez, o qual no s he padre, mas de una moralidade til.
que per si s se recommenda para os grandes Cargos do
estado? Porque vos nao rcvoltais acaso contra o santo
padre Pi IX, que,pondo de parte as i cousas da igreja,
ora se acha tcsla doinovitnento do seculo como um
poltico profundo, c com cujas ideias at vos DUeana-
lee a opigraplic do vosso jornal ?
Oh! utas isso nao su exemplos para citar: o Sr.
presidente Molla deve ser padre e smente padre.
Jf se o pocos romperem n'timii revolurdo (aleada Mil du-
vida pelo rilo), efr prciio mandar algunt balalho'es ao (ti-
co Ba deiordeas, plvora, balas, artilharia e todo o trem mi-
litar, para plantar a ordem, que (ara o Sr. presidente Molla,
que he um sacerdote? Ora, por esta emparedadella uinguein
esperava: hecninelieitouin problema dos de inais dilli-
oil snluco que nos conlu ennos. One lara o Sr. presi-
dente Motta, que he um sacerdote! Qucm ha ahi que sa-
tisfaga a patritica ciiriosidadc do Grito! Quein pode bo-
je ler claro no coraco do honiciu d'amanha r Todava,
se nos he perniittido arriscar por inducc.io algumas pa-
lavras, tomando por base o estado que iigiiraiu os es-
cripiores do Orito, parece-nos que o presidente da pro-
vincia cortara o mal pela rail onde qur que elle appa-
recesse, e sufl'ncaria o volco onde qur que elle arre-
bentasse, porque entendemos que he este o verdadeiro
espirito do cvangelho, c que o padre deve ser verdade-
ramente padrr, como vos dizeis.
Nao sabemos se vos agradar esta soluco, mas ere-
mos que agradar a todos os liomens sUudos, amigos do
Brasil, c da rcalidade das suas insliluices.
Masemgue/taS. fa-e.? pergiintain os ardentes man-
cebos do 6'rtto? Em que se Aou e/ie lo ouaJo, pora atm
atirar comsigo de S.-Paulo, e se ostentar no foco das perturba-
res que no aoattm, pernadmdo-e que podera dar a pa: a
provincia? Em que se lia? Em que se fiou? Fiase,
eremos nos, nos seus honrosos precedentes; no seu amor
por t-ste brasil que o vio nascer; na dedicacao de lodos
aquelles que teem o inesmo interesse pela ordem c pelo
paiz; liou-sc no coraco do monarcha ; fiou-se nos
actos do governo enrgico que o enviou ; e sabis, de-
pois de ludo isto,ein que elle se connou, segundo enten-
demos?Conliou seitosproprios recursos do seu animo.
Agora duas palavrinhas por lint sobre o desarmamen-
toda guarda nacional delinda. (tu estado de terror ein
que se achava a capital, e sabendo-se que a guarda na-
cional de Oliiita mantinlia relceles polticas com o gru-
po de perturbadorea reunidos e armados cm Iguarassu,
era, segundo nos parece, cousa to natural mandar o
governo que a guarda nacional de Olnda fsse desar-
mada, que antes o conirrio de scmelhante medida se-
rla de cerlo para sorprender. E dahi j hoje ha de
constar aos ardentes patriota* do Grifo, como emula a
toda a provincia, que S. Exc. nao tem approvado o cos-
tume que achou de se espalhar o armamento nacional
por nio de certa parle da populae.o.
Em todo o caso, us estamos convencidos que, cm oc-
casiao de perigo, todos os homens verdadelramcnte in-
leressados na sorte da provincia, na suapas e prosperi-
tlade, rodearo solcitos a S Exc. e Ihe serviro de escu-
do com seus bracos e conselhos, nao obstante as ingra-
tas apprchcnscs dos singellos philosophos do (rifo, ao
coraeio dos quaes inulto iuteressa, sein duvida, a boa
fortuna de S. Ex., que Dcos ha de guardar de tuaos lados,
medan!) a sua col agria C vigilancia.
trado no corrente mez, consignado a Mende *Tarro/o.
manifestou o seguinle : .
72 cadeiraa de pao preto, 87 rodas de arcos de pac, i
barril presuntos, 2 latas lampreiM; a Jos" Antonio ay
Carvalho. .
(136 cadeiraa de pao preto, oleo, eerdetra e casianno.
3cannaps decerdeira. 11 barr presuntos, 2 lata Iniu,-
prelas, urna poreo de lonco amarella, I cuntite frelos
de ferro, 1 caixao flores tontrafeita; a Jos Joaquiih I e-
relra.
1 barril presuntos, 2 latas lampreias, 200 cunhetcs
abatidos, 200 rodas d'arcos, 149 ancoretasazeitonas, 11/
canastras batatas ; a Mende z Tarrozo.
1 barril presuntos, 2 lata lampreias; a Jos Jnaqiuiii
RibetodcFarla. '
400 ancoretas aietonas, 400 cunhetcs abatidos, wti
rodas d'arcos, 300 canastras batatas, 30 barra fu egos.
120 caderas de pao preto, oleo, eerdclfa e castanha, S
marquezas de pao preto e oleo, 1 cannap de pao preto;
a Jos Antonio de Carvalho.
2 latas lampreias; n D. Maria Carolina Xavier Mar-
ques. '
i caixotc panno de linho; a Jos Mamede Alves Fcr-
reira.
1 lata salpicles; a Joo Antonio Goncalvcs de Fontes
7 barris pregos, 2 cimbeles machados e bices ; a Jbse
de Ollveira Campos.
2 caixas fechaduras; a Manocl da Cunha Gulmaraea
Fcrrelra.
1 saqun lio moda de prata ; a Francisco Moreira Pin-
to Barbosa.
1 saquinho moda de prata; a Jos Pereira da Cu-
nha.
1 cmbrulho meias; a Joaqulm Pinto Alvares.
1 barril presuntos, 9 ancoretas azeitonas; ordem.
1 lata pomada ; aMathiasde Asevcdo Vllarouco.
1 barril presuntos, 1 dito vinho; a Henrique Bernardo
de Oliveira.
13 barris pregos, 4 caixas fechaduras; a Joo Evange-
lista da Cosa e Silva.
1 caixa drogas, 1 ancorcla salpicocs, 4 ditas azello-
nas; a Jos Cordrirn da Silva Pinto.
Angelin, patacho braslleiro, viudo de Salem, entrado
por franqua no corrente mez, consignado ao capillo
Manoel antunes d'Olivcira, manifestou o seguinle:
80 fardos d'algodo liso, 32diios dito trancado, 1 cai-
xa algodo azul, 18 ditas lisiados de algodao sonidos,
8 (lilas sal-piuicnta, 2 ditas algodo cngoinmado, 118 cai-
xas cha, 300 barris plvora, 727 barricas f.irinha de trigo,
1 sacco soberanos; ordem.
CONSULADO GERAL,
RENDIMENTO DO DIA 3.
Geral....................2:67f/l48
..........25/411
Diversas provincias
lie ra,
2t==r?fc:
COMMbRCIO.
Alfandega.
fiKNMMENTO DO DIA 3..........8:935^554
fescarrtgam hoje, i de junho.
Hlale San-Benedicto mercaduras.
PatachoSanfa-Cnir pipas vasias.
Brigue Ventura-Pcliz cuuhetes abatidos c azeilonas.
Brigue Aurora -- inercadorias.
Sumaca-.Sanfo-i4nfono-de-/'atluo dem.
PatachoAngelim barricas de farinha.
Brigue Primavera mercadoria.
IMPOKTAGAO'.
Ventura-Pelii, brigue portuguct, vindo do Porto, en-
CONSULAUU PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 3..........737#4*i
PRACA 1)0 ItRCIFK, 3 DE JUNHO IIK 1A48,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Hevisla semanal.
Cambios ----- Por falla de lacadores no houve
transaeces.
Algodo.....Euiraran 933 saccaa. O de primeira
sorlc vendeu-se a 4,400 r*. por arro-
ba, e o de segunda a 3,91*) rs.
Assucar......Contina frouxo, e vieram ao mercad"
338 caixas, algumas das quaes fraui
vendidas,dcJ,'iiiJ..t 300 rs. por an nha so-
bre o tenoW
Couros......Sao oil'eivcldns a 90 rs. por libra, na
no apparecem compradores,
fiacalho .... O mercado foi supprido, esta semana,
com 1,000 barricas, desembarcadas de
um navio que tocou no porto, e seguid
para o sul com o resto do carrrga-
incnto.As vendas a retalho regula-
rain de lo,Mi a 11,000 r. por barri-
ca.Hoje, llcaram por vender nao me-
nos de 1,700 barricas.
Carne secca- Chegaram tres carregamento, os quaes
elevaran! o deposito a 42:000 arrobas.
As vendas tiveraiu por base os pro--
eos de 1,800 a2,409 rs. por arroba.
Farinha de lrigo-0 deposito hoje he de 9:000 barricas,
por le ein desembarcado fjQOde um na-
vio, chegado esta semana, que levou
para os portos do sul o resto do earro-
ganienlo.
Lona da Russia Sao lia.
Massas ------ Yendcrain-sc a 4,000js. por arroba.
Oleo de linhaea dem a 2,500 rs. o galo ein botijas.
Entraran) 19 embarcaces c sahirain 17. Eslo no
porto 44, a saber : 3 americanas, 1 austraca, 22 brasilei-
ras, I brmense, 1 lianoveriana, 2 liespanh.ilas, '4 ingle-
sas, 1 lubkensc, 4 portuguezas, 3 sardas c 2 suecas.
Moviincnt do Porto.
Navios entrados no dia 3.
Hamburgo ; 40 das, patacho bremense Catharina, de
170 toneladas, caplo A. Kestcr, equipagein 7, carga
fazendas c mais gneros ; a Kalkmann t llosenuinud.
Passageiros, John Bcttcr, John Uendriel.
Rio-de-Janciio por Baha ; 33dias c do ultimo porto j,
escuna brasileira tfiiria-Firmina, de 129 toneladas, cj-
pltao Joo Bernardo da Roza, equipagein 12, carga cat-
ne ; a Jos Antonio Bastos.
Navios sabidos no meimo dia.
Paraliiba ; hlale brasileo Concelco-Flor-dat- Virtudes,
capilo Nicolao Francisco da Cosa, carga varios g-
neros. .
dem ; hlale Pureza-de-Maria, capi'ao Joao Francisco
Marlins, carga varios gneros.
Baha ; hiate braslleiro Narciso, capitao Malinas da Avi-
lar, carga farinha de trigo e mais gneros.
Macei ; galera ingleza Coumta, capilo Daniel breen,
carga assucar e algodo. Passageiros, Antonio Fanta-
ll.o Bezerra Monte-Negro, Braslleiro ; dward do-
Mournay, Inglcz.
Cork ; barca ingleza Norma, capitao I liornas Mr, cai-
ga assucar. .
Falmouth brigue inglez IFetioretml, capitao Nicolaf
Conway, carga assucar.
A'ui'o enlraif)' no dia 4.
Para c Inals portos ; 12 das e da Parahlba 1 hora, v.i-
por braslleiro Imperador, d467 toneladas, coinman-
dante o prlmeir tenente Ignacio Eugenio Tavarc,
equipagein 31. Passageiros: para esta provincia, Joa-
qun! Texeira Leite, Caelano Jos Mende, Antonio
Alcxandrno I.ima e 3 escravos a entregar; para o
Ro-dc-Janeiro, o cadete Luiz Antonio ilcAmaral, Ur.
Fellsardo Toscano de Bulo, Francisco Fernandos Ta-
ina, F. F. de tarros com sua fllha menor c 2 escravos
c 16 recrutas.
Camaragibe ; 48 horas, hiate braslleiro San-Jo-Gorio-
to, de 30 toneladas, capitao Hypolito Jos da Silva,
equipagein 3, carga assucar ; ao capitao. Passageiro,
Antonio Machado Roza, Portuguez.
iVduio saludos no metmo dia. '
Baha ; barca americana Jmojtae, capitao '.Yilliaui Bene-
dicto, carga cavallos e urna conipanhla de 25 pessuas
',


s

s
JL
Porto ; barca portugueza Eipirito-Santo, capitao Antonio
Ferreira Leite, carga assucar. Passageiros, Antonio
Rodrigues remandes Vielra, Joaquim Jos da Costa
Larangeira, Luii Jote Fer.reira Campos, Portuguetes.
Barcelona ; barca hespanhola 'iarctlonet, capitao Fran-
cisco Marlslany, carga algodao. Passageiro, Geraldo
Maiistany.
Baha; garopeira brasiieira Flor-da-fictorii, capitao Joao
Pomingues de Oliveira. carga varios gneros. Passa-
geires, Jos Joaquim dos Santos e 1 escravo a en-
tregar.
EDITA C!
brome, urna verga e una retranca de plnho : Quarta"
reir, 7 do crreme, as II horas da tnanha era ponto >
no arroaiem do Sr. M. J. da Silva Braga, no Forte-do-
Mattos
Avisos diversos.
Precisa-sede um feitorqne entenda do servico
de engenho quo seja estrangeiro ,sem familia e.ro-
busto: na.ra da Cruz, n. 43.
Josdos Santos Noves embarca para o Rio-Gran-
de-do-Sul o crioulo Joflo, escravo do Sr. tenente-
coronel Francisco Antonio Correia de S, morador na
comarca do l'ombal, provincia da Parahiba, por con-
ta o risco do mesmo senhor.
curar novo modo de vida, pois pode mui bem succe-
der um dia nfio estar de accordo a olhar com des-
Olllm. Sr. inspector desta tbesouraria manda fa- prozo pra 8S suas Pa'coaJas e {'UJ com 1ue sua
*or publico que, em virtude d'ordem do Eim. Sr. pre- ''"Roa de calumniador seja pendurada ao pescogo,
sidente da provincia, vai novamente praca, por um e sua mo direita oceupando o lugar da llngoa.
triennio, o arrendamento do armazein n. 3,slto no tralrro Lidador n. 286, e o Parlamentar n. 2, acham-se
do Recife, no lugar do Forte-do-Mattos, nos das 21, 26 venda, o prlinelro e o segundo ao meio-dia em ponto :
e 28 do corrente. aftim de ser arrematado por quem ambos patenteiam o estado deploravel do pilado da
maior lance ofl'erecer, debaixo das coudices que se- presidencia durante a residencia do Chichorro.
rao presentes no acto da arrematacao. Mara Antonia Gomes de Mello embarca a sua es-
E, para que conste quem convier, se inaudou inserir erava de -nome Benedicta,
o presente nos jornaes desta cidade. Os Srs. Didler Colombiez & C. despedirn) o caixei-
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernambuco, ro Emilio Dldier.e nao pagarao mais nenhuina coma del-
TPede se com instancia ao fabricadoj ^^X^ZT^^ P- Hervite
s^:^.^^^ Sil*]o-naruado Ran*"'n-36'primei-
3 de Junho de 1848.
O officlal-maior,
Ignaciooi Santoi da Fonieea.
Ueclaraces.
O vapor Imperador, chegado dos portos
i do norte, hontem, fecha as malas para os
' do sul, anianha ((i) .is 7 horas da ina-
nha, em ponto.
James Adams, capitao da barca ingleza denomi-
nada Bealrice, actualmente surta neste porto, com agoa
aberta, necessita tomar a conta, e sobre o casco e qul-
ih.i, aquantia de dez contns de ris aiim de fazer os ne-
cessarios concertos que precisa para por a dita barca
era estado tal, que capazmente possa fazer o reembar-
que de seu carregamento
le, a contar desta data. Recife, 4 de junho de 1848.
O abaixo assignado faz publico que terca-feira, 30
do mez prximo passado, ausentou-se de sua casa o no-
leque africano, livre, de nome Manoel, que existia em
seu poder por arrematacao, o qual j tem por varias
vezes se ausentado ; roga, portanto, a todas as autorida-
des policiaes e capilaes de campo o peguem e o levem
a ra do Livramento n. 33. Tem os signaes seguintes :
olhos grandes, com todos os denles, corpa regular, com
una marca de fogo em cima de um doa peilos, lie de
idade pouco mais ou menos de 9 a 10 annos, e rosto feio.
Coi vestido com urna camisa de linho azul, e costuma
mudar o nome.
Joaquim da Silva Reg.
Precisa-te alugar una criada para o servico de u-
ma casa de pouca familia: na ra nova do Hrum, em
1-ora-de- Portas, segundo andar do sobrado de Francis-
co Aives da Cunha.
Preclsa-se de um homem para feltor de um peque-
, e proseguir sua destinada ,
viagem para Coquimbo. As pessoas que quierem e pre- ,l,io ner, de,ta Praf- e tae M,ba traUr do 'esmo:
tenderem fazer o sobredito avanco sobre a dita segu- 3uem "'" estas clrcumstanclat, dirija-se ao Corpo-
aanca, podero enviar as suas proposias ao consulado s*n'o. loja de cabos, n. 17.
Pergunta-se ao Sr. redactor do Nazareno Diario da
Tarde, sej se finalisou o seu Interessante folhetim, in
titulado o echo da voz portugueza por trra da Santa
Cruz, que tan saudosa tem sido a demora que tem ha-
vido pelo seu final.
Um leu anignanle.
Constando-mc, que, certo traficante que nao he
boticario c nain deixa de o ser, tem drde atsoalbado
cora o tim de inimizar-ine, ser eu o autor dos annuncios
que teem sabido nesta folba despertando a cmara mu-
nicipal acerca da m rcgularidade de certas boticas.
como me nao deve caber, nem a gloria e nem a odiosi-
dade que pode a carretar taes annuncios. Roga, a Vine,
Sr. redador, de, com afranqueza que costumam declarar
ao pdeste, se tenlio parte aigumaem os referidos an-
nuncios, que muito obrigaroao seu constante leitor e
assignante= Jote Mara Goncalvet Hanoi.
Os annuncios, que o Sr. Jote Mara Goncalvcs Ra-
mos se refere, nao sao cscriplos, era assignados por elle.
Ottn.
Precita-se de una ama para urna casa de pouca
familia, que saiba cozinhar e engoinmar: na ra do
Queiniado, n. 6.
- Aluga-te um moleque para o servido de urna casa,
o qualcozlnha o ordinario : na praca da Independencia,
lo/a n. 3.
Precisa-se alugar urna prcta para vender na ra e
propostas
britannico, antes ou no dia quinta-feira, 8 do corrente,
na ra do Trapiche-Novo, n. 12, segundo andar.
Consulado britannico em Pernambuco, 3 de junho de
1848.
orina,
Vlce-consul.
Peante o concelho de administrarlo tem de con-
tratarse, no dia 7 do corrente, a factura de faldamentos
para linperiaes marinheiros, colxoes e Iravessciros de
de laa, assiin como tem de comprar-seo seguinte bal-
ita azul, briminglez, cadaco, ganga azul, bonetes e
chapeos de palha : portanto todas aquellas pessoas que
tiverem taes objectus sao convidadas para comparece-
re ni as 10 horas do indicado dia, na sala de suas sesses,
com as amostras e propostas cm carta fechada, cm que
declarem o menor preco.
Sala das sesses do concelho de adminlstracao, 5 de
dejunhodel848.
O secretario,
Chriiovao' Santiago de Oliveira.
- Tendo esta repartirlo, em cumplimento do or-
den) do F.xm. Sr. presidente da provincia, derrotar
um navio com a capacidade precisa para lovar a ilha
de Fernando 800 alqueires de farinha, eoutros g-
neros ; bem como 56 presos dejustiga e algumas pra-
vas de tropa ; manda o lllm. Sr. inspector fazer pu-
blico que recebara as propostas para esse fretamen- 'facr servico externo de urna casa: na ra da Gloria.
to no dia do prximo mez de junho, pelas 11 lio- s- Na pesina casa compra-se urna preta de meia Ida-
ras da manlia, prevenindo-se que o fretamenlo ser d
realisado sdb as mesmas condigOes dos anteriores,
relativamente aos ltimos navios que fram refe-
rida ilha, asquaes serifc mostradas nesta secretaria
a quem queira v-las, para com todoocoohecimento
a prese ntar depois a sua proi osla.
Secretaria da inspec^Do do arsenal de marinha de
Pernambuco, 31 de maio de 1848.
AlexandreRodrigue! dos Anjos,
Secretario.
\visos martimos.
Para a i'aliia segu, em poucos das, a sumaca Saii-
/i'-.liiimn-rff-/'ndiio ; para o rcslo da carga, trata-sc na
ra do Vigario, n. 5
Para I.Nba sahe, com a maiorbrevldade possivel,
por ter a maior parle da carga prompla, o brigueporlu-
guez Snn-Oomnoo, forrado e encavilhado de cobre :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de passagem, pa-
ra o que tem bnns commodos, dirija-se aos consignata-
rios, M endes & Tarrozo, na ra da Cruz, n. 49. ou ao ca-
pitao Manoel Goncalvet Vianna, na praca do Commer-
cio.
Para o Rio-dc-Janeiro segu, no dia 9 do corrente,
o patacho Santa-Crut: para passageiros e escravos a
frete trata-se ao lado do G'orpo-anto loja de massa-
met, n. 35
Para o Rio-de-Janeiro partir, dentro de 15 dias,
obrigue-escuna brasileiro Veloz, de superior mar-
cha e constrorefio de que he capitao Francisco
Bernardo de Mallos ; podendo ainda receber alguma
carga miuda a frete, sendo nacional assim como
passageiros, para o que offerece escolenles com-
modos e escravos a frete : os pretendentes Ira tem
com o mH capitSo, ou com Firmino Jos Flix
da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44.
*.ParAU Porto se6ui com toda a brevidade, por
~ rje de seu carregamento prompla o
_Bz Tenlura-Felif, forrado o encavi-
i, capitao Zeferino Ventura dos San-
uo mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
siifiem.fir o que tem excedentes commodos, di-
rija-se ao* consignatarios, Mendes & Tarrozo, na
ra da'Cruz, n 49, ou ao referido capittlo, no pra-
q do Commercio.
Para o Rio-de-Janeiro segu, com a maior bre-
vidade possivel o patacho nacional Valenle, por
tero seu carregamento engajado; podendo ainda
receber alguma carga miuda. escravos a freto e pas-
sageiros para o que tem excedentes commodos : a
tratar com Novaes & Companhia, na ra do Trapi-
che n. 34.
i Para o Rio-de-Janeiro sahe, at o dia 8 do cr-
reme, por ler oseu carregamento prompto, o bri-
gue nacional I.igeiro, forrado e progado de cobre, e
de primeira marcha : para escravos e passageiros ,
trata-se na ra do Vigario, n, 5.
Para o Rio-de-Janeiro segu em poucos dias o
patacho Sania-Cru* : para carga passageiros o es-
cravos a frete, trata-se ao lado do Corpo-Santo, loja
de cabos, n- 25.
tos
Lelao.
________
Domingos llenriques de Oliveira far lellao, por inter-
venco do corretor Oliveira dos varios salvados, pr-
ximamente vindos do Hio-Grande-do-Noite,pela barcaca
S.-Joaquim, inestre Jos Francisco de t reltas conss-
tindoem seis bai ricas de cobre velho de forro de navio,
duas ancoras com sepo de pao se te corren tes de ferro
de difireme hitlas e comprimen tos uun fe mea de
que nao tenha vicios nem achaques
Quem precisar de um rapaz brasileiro para caixei-
ro de qualquer arrumacao o qual sabe ler, escrever e
contar sendo para fura do imperio, dirija-se a ra No-
va i armazem de capim, n. 1.
= Do-se 150/000 rs. a premio : no Aterro-da-Boa-
Vista.n. 84.
Quem precisar de urna ama secca .jue cose, en-
goraina e cozinha, dirija-se a ra de Agoas-V'erdes,
; n. 35.
Manoel Conterlnl retira-se para fra do imperio.
F. P Freir remelle para o sul a sua escrava de
' nome Sabina.
O abaixo assignado faz publico a quera convier,
que se acha empossado da regencia do hospital paraizo,
| onde actualmente reside: e outro sim, roga aos irs. n-
i quilinos, rendeiros e foreiros dos predios do mesmo
hospital, que se achara atrasados em leus pagamentos,
quehajam de effeitua-los quanto antes, por ser mis
I ler occorrerasdespezas da administrarlo.
, Leonardo Anlunei Aieira Henriquei.
Em urna casa franceza precisa-se de utna ama de
leite para criar una crianca queso tem dous mezes
na ra da Cruz, n. 19.
= Arrenda-se, pelo tempo que se convencional um
sobrado de dous andares com bastantes cominodida-
des c bem asseiados na ra da Senzalla-Velha n.
liO cora dous grandes armazens para recolhcr e por-
to de embarque no lundo de um delles i a tratar na ra
dcHortas, n. 140.
Joaquim l'ereira da Costa Larangeira retira-se
para fra do imperio a tratar de sua saude, deixando
nesta provincia por seu procurador bastante o Snr.
Jos Lopes Rosa.
Jos de Souza e Silva e Antonio de Souza e Sil-
va retiram-so para fra do imperio.
Para as pessoas que tencio
lian, seguir viagem.
Na ra do Rangcl, n. 9, continuam-.se a tirar pas-
saportes para dentro e fura do imperio, despacham-
se escravos e correm-se follias ludo com brevida-
de e por preco muito e muito commodo.
Obras de cabello.
Fazem-se, no Aterro-da-Boa-Visla, n. 26, segundo
andar todas as qualidades de obras de cabellos
comosejam : traucelins para relogio e lunetas, d
differenles modelos aderemos, pulseiras, brincos ,
alhuates e crescentes : ludo por prego commodo.
H CHAPEOS DE SOL
Ra do Passeio-Publico, n. 5.
Nesta loja ha presentemente um completo sorli-
mento do chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nho como de seda furta-cres e do mais cores co-
ndecidas; ditos para liomom, senhora, meninos e
meninas; guarda-chuva para o tempo de invern ; e
guarda-sol. Estes chapeos silo tSobem construidos,
que se afianca a qualidade j;so de marca grande
com 32 pollegadas e proprios para este tempo por
serum de seda o de panninho trancado. Nosta fa-
brica ha sedas de cores e panninhos trancados e
lisos de todas as cores para cobrir qualquer arma-
do de chapeo de sol : tambem se concerta qualquar
chapeo de sol, e vendem-se baleias para vestidos.
Offerece-se, para ser ama de urna casa e servir
deporta a dentro a algum homem idoso, umamu-
lher que cozinha e engumma a qual tem um lilho
menor de 5 annos, que a acompanha eque nenhum
incommodo dar : na ra da AssumpgSo n, 22.
ro andar.
Arrenda-se o engenho Caluanda na freguezia
deS.-Lourengo-da-Matta de muito boa produceflo,
tanto para cannas como para oulras lavouras; safreja
tres mil pues e mais do bom assucar; pde-se irem
carro at perto e por isso torna-se ptimo para al-
guna senhores delta prac,a : a tratar no Aterro-da-
lioa-Vista, n. 49, ou no mesmo engenho.
-- Pretende-se alugar, para urna familia capaz,
um sitio que tenha boa casa de vivenda, arvoredos
de fructo e se for possivel capim pnrn sustento de
um cavado : prefere-se as vizinhangas do Mangui-
nhos, Mondego, Soledade Passagem-da-Hagdalena
e Hospicio; quemtiverannuncie por esta folba.
Aluga-se a casa terrea n. 30 da ra do Sebo a
qual tem bons commodos grande quintal com boa
cacimba de agoa de |beber, algumas arvores de
fructo, com porlflo ao lado da casa: a tratar com
Manoel l'ereira Teixeira ou na ra Nova, loja daa]
Teixeira & Andrade.
Arrenda-se um sitio na estrada de S.-Amaro
indo para Belm com muitos arvoredos de fructo
bastante terreno para plantar : fcmhem se vend
outro na mesma estrada passando a ponto que vai
para Belm o primeiro do lado direilo, com mu-
tas arvores de fructo dous viveiros, baixa para ca-
pim terreno para 8 vaccaa de leite, que sustenta
todo anno : a tratar no mesmo, que todo o negocio
se far, por naver preciso, ou na ra Direita ,
n
--Precisa-soalugar urna preta para vender na ra:
na ra do CSbug,Toja da esquina junto a botica.
A commisso administrativa
da socledade Apollinea
tem marcado o dia 6 do corrente para receber as
propostas para convidados partida do dia 17 do
corrente; c, passado aquello dia, declara que nSo da-
r mais convites.
-- Precisa-se de um caixeiro para venda que te-
nha pratica : na ra Direita n. 17.
Precisa-se alugar dous prelos padeiros : na ra
In'reila, padaria'n. 26.
Rmpresta-se dinheiro, em quantias pequeas ,
sobre penliores de ouro ou prata i na rennacSo da
ra do Aragflo.
Precisa-se de um rapaz que tenha principios de
pharmacia ou sem ellos: no Aterro-da-Boa-Visla,
n. 76.
Mara Antonia Gomes de Mello remette para o
Itio-de-Janeiro a sua escrava crioula, de nome Be-
nedicta.
O Sr. Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro
queira quanlo antes comparecer no boceo do Sarapa-
tel, sobrado sem numero segundo andar, a nego-
cio que Ihe diz respeito
-- Precisa-se alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servido de urnas familias estrangeiras :
na ra do Trapiche-Novo, n.to.
. Precisa-so de urna preta captiva para o servico
de urna casa de familia; na ra da Alegra, casa n.
11, acharflo com que ti tratar.
-- Precisa-so de um pequeo ainda mesmo Bra-.
sileiro, para caixeiro de urna venda quo tenha ou
nflo pratica para estar na venda em companhia do
seu patrilo : adverte-se que o ptrilo he casado e tem
ramilla por isso quo pode dar bons exemplos que
sao necessarios a um pequeo de menor idade : na
venda n. 2, confronto a matriz da Boa-Vista.
Vendas.
Vende-se urna moleca do 12 a 13 annos de
ptima flgura e muito forte para todo o servir^
tanto do campo como da praca : na ra de Hortaa'
casa terrea n. 62. _. 4
Vende-se vinho de Champagne, marca comet
no armazem de Kalkmann & Rosenmund, na ra di
Cruz, n. 10.
Cortes de cal^a a
I* rs.
Vendem-se cortes de caifa para homem, da fazends
denominada mselo do 3 o 4 cavados a \e
1/200 rs. o corte: esta fazonda he muito barata ede
muito boa qualidade, he escura e serve para a esta-
gito presente, assim como tambem serve para jaque-
tas e palitos: na ra do Collegio, loja nova da estrel-
VENDE-SE
Chd muito superior
I'abriendo noRin-de-Janeiro,(
Denominada Brasileiro,
o melhorquo tem apparecido neste mer-
cado, pela sua qualidade ser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson do
urna libra para cima por preco com-
modo : no fin da ra da Aurora n. 4, a
fallar com Jos do Almeida Brrelo Bas-
tos das 6 as 9 horas da mantilla, e de 1
as 2 da tarde. No mesmo lugar tambem
se vende cha familia, da mesma provin-
cia com as mesmascondicOes.
Reos tapetes
para ornar salas, mesas, candieiros, lanternas, cas
tigaes ecampainhas, redondos, quadrados e trian
guiaros, bordados e de oleado, com lindas franjas
de lila de todas as cores ; luvas de torca I, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto de Pars, pretas e
brancas, com dedos e sem elles, a 1,600 is. o par;
alpaca de linho, a640e800rs. o covado : na ruado
Queiraado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Raymundo Carlos Leite.
Casimiras elsticas
finas.
O abaixo assignado, para sciencia dos
credores de Jos Cordeiro de Carvalho
Leite, faz publico que este anda Ihe
nuo pagou a quantia que Ihe deve,pro-
veniente, dos bens do aunuuciante os
quaes o dito Cordeiro desbaratou o ox-
Iraviou como tutor do mesmo annun-
canto. Joo Trancitco Xavier Paa
Brrelo.
OITerece-se utn homem com idade de 26 annos,
3ue sahe ler, escrever e contar bem, para caixeiro
e qualquer eslahelecimento, menos venda: quem
de seu preslimo se quizer utilisar annuncie.
Precisa-se de um criado : na ra do Hospicio,
n. 9.
Aluga-se o armazem n. 2 da praia de San-
Francisco : a tratar na ra do Crespo, na loja de Jos
Joaquim da Silva Haya.
--Est para se alugar o sobrado n. 72 na ruada
i'raia, proprio para homem solteiro ou pequea fa-
milia ; as chaves acham-se na botica da ra do n-
gel. ,
Pugi, marecneiro (iancez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio /i-
lia, um sortimonto de trastes de mogno, do piis
moderno gosto ; bem como folhas de Jacaranda,
mogno o outras madeiras do folear; fcrrainenlas
proprias de marceueiro; o papel de lidia. O mesmo
se oncarrega de fazer toda a qualidade de mobilia,
quo se poder desejar, por ter recebido desenhos das
mobilias modernas que agora se usam em Franca.
Vendem-se superiores e excedentes cortea de casi-
miras de superior qualidade o lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e 7# rs. o corto de caigas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara o vero; a elles antes que se ucabem : na ra
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
Loja do nicho.
Na esquina do Livramento loja do nicho vendem-
se chapeos de sol, de seda, 4/&00 rs ; los de linho imi-
to grandes e Anos a latW0 rs.; ganga azul encornada,
propria para escravos a 80 rs. o covado ; e outras inul-
tas faxendas por baratisslmo preco.
= Vende-se o guarnecimento do botiqulm Cuva-da-
009a, na ra largado Rotarlo n. 34, cujo boliquim he
inulespacoso eora dous fugues um para caf e mino
de ferro para cozinhar boa arla na mesma cozinba >
por cima do mesmo inorada para familia; esli milit
bem aireguezado, de ter mullo bom caf e para co-
modidade do comprador seensinar grali a fazrr li-
cores, jaropes e manteiga fazendo-se cora cada garra-
fa de leite duas libras : quera o pretender podrr diri-
gir seao mesmo cima que todo o sacrifico se far, po'
seu dono ter de seguir para a Kuropa tratar de soi
sade.
barateiro do Aterro-da-Boa-Vis-
ta, n. 10, a primeira loja quem vem da ponle, est vrn-
dendo fazendas que pelas suas boas qualidades sao dig-
nas de attencao : corles de cassas muito bonitas, a 3,000
rt. primores de cores, com lisias, Imilacao de seda,_a
200 rs. cada covado ; lencos de cassa para grvala W
rs.; cassa lisa, com vara de largura, a 200 rs. cada varar
fus tilo branco, mult superior, a 560 rs. cada covado,
chitas muito bonitas e bons pannos, a 140, 160 e 200rs.
cada covado ; cambralas bordadas, proprias para corti-
nados,, com 10 varas cada peca, a 5,500 rs.
-Vende-se um mulalinho muilii lindo de 14 annoi,
bom copeiro c muito hbil para todo o servico, tem
vicio nem molestia, o que se afianca ; um dito de 24 sa-
nos, bom para todo o servico : na ra do Vigario, n. v
= \ eodc-se, com a condicao de ser para fra da pro-
vincia urna preta crioula de 2 annos que mullo
agradar ao comprador por ser robusta e de bonita i-
gura : quem faz negocio desta naturea diflicil sera
adiar outro igual: para ver e ajustar na ra da flo-
rentina n. 16,
= Vende-se um linda negrinha de 7 a 8 annos; um
moleque de 16 annos de bonita gura ; um preta de
iiiujto boa conducta sapaleiro, e que coiinha o diario
de uinacasa ; um dilo bem robusto que he meslre rn-
lilador ; um pardo de 20 annos, ptimo para pagem.
unta preta com habilidades : no pateo da matriz de S.-
Antonio, sobrado 11. 4.
Vende-se urna escrava de bonita figura, que co-
tinha e engomma : no uecco do arapatel, sobrado,
11. II.
= Vendem-se espadas muito ricas para omciaes, '
Ofliciaes superiores: na ra Nova, loja de ferragei"'
n. Id.
= Vendem-se algoddes transados de qualidade >u-
berior da fabrica de todos os i-autos, na Baha: acbam-
se era casa de N. O. Bicber & Companhia, na ra 1
Cru, n. 4. io
= Vende-se salsa multo nova vinda do Para PJ
ultimo vapor S.-Salvador : na rua do Trapiche, n.
casa de Manoel Duarte Rodrigues. |
Vendem-se dous ptimos inolecotes de 13 a iS *"'
nos; 4 escravos mocos, de nacao; duas negrinnai
Compra-se urna escrava, que engorante e cozi-
ulie bem : na rua do Hospicio, n. 9.
Compram-seos voluntes de 1840e 1842 da le-["
gislaQio brasiieira : na praca da Independencia, li- ",uillinuas. de 14 a i5 annos, una muiatinha da 1?
vraria nsfic. [,m) 't,a(1* > 8 eacravas mocas de bo""
Continuam-se a comprar patacoes brasileiros e jrua Direi,a> "3- venina? ntr
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na rua panno niriiiiin
da Cadeia-Velha, n 38. LuUo llno com ^1?^ dVfferenca dabretank;
--Compra-se o diccionario de Constancio, ou d*ln(,iase ,llho gual> lnulto ,iaag. ncin COmo cerou *
Moracs, om segunda milo ainda mesmo ila pemil- de meia : na ruado Queiraado, loja de iniudezas, l]e
tima edicSo : na ruados Tanoeiros ,|n. 5, ou an-j
uuncie.
Compra-se um soph ou cannsp do mogno,
4
Angelo Condezerto, preto liberto, nascido na (usado, obra franceza ou hamburgueza : quem livor !n
Costa-da-Miaa, retira-se para a Babia. jaanuacie. | rstw. : !
XA TYP. DB M. F. DE FAMA
II
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