Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05977


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Full Text
fio de 1818.
Sabbado 5
O M4RIO publcate todos os dias que nao
rVem re guarda i oprero da Jtynaturi he do
ijOOfc is. por quartel, pagni ndittntadfit. Os an'
runrios dos assignanles sio inseridos i rasAo d
o r. porlinii, 4 n. em trpo dillerente, II.
f^pelroes pala melado. Os que n'.o lore n assig-
rmites paqaro 80 rs. por Unlia, t 160 e:ii typo
diferente, jior cad* publicafio.
PHASK9 DA LA. NO MEZ DE JUNHO.
I,iia or, a I, toa 20 min. da ttrd.
Crcscrnte a 8. s J hora* e58 min. da lar.l.
La chut a IG. &t 6 horas e IB min. da Un).
Miutoanto a 24 8 4 Loras eS ma. da manb.
partida dos correios.
'oianni, Parahlbas segundas esextaifeiraa
Itio-lirailcit-dn-Norte quinta feiim oirieiodia
Cabo, Spi-inliem, RioForraosn, Porto-Calvne
Macei, no i.*, He t de cada mei
(aarnuuuns e Ronito. a 8 e 28.
Boa-Viota e Flores, il e 28.
Victoria, s quinlus-Ieiias.
Olinda, lodos os dias. '
PREAMAfl DB HOJEI
Primeira.'s 8 horas* 0 minutos Unnaubia.
Segunda, s 0 hora e 30 minuto* d tarde.
le J nudo
Anno XXY.
N. | DIAS DA SEMANA.
CAMIilOS NODIA 2 DB JUN1IO.
29 Secunda. S. Maximiano. Aud. do J. dos!Sol>re Londres a ?.'. d por II rs. a *n das. Nom.
orph.doJ.doc. da2.v. edoM.da. v. Par 34S a 1H rs. por Tranco. Nom.
30 Terca. S.Feruaudo Aud. do J. do cirel. edo! LiahAa 100 por 100 ds premio.
J. d pax do 2 dist. de l. (Deic. de leltrns de boas firmas a I / o rute.
tOfo M)
leioo
16-400
9'200
ijno
l'JBO
|I840
l#930
31 yuarta. S. Pelroailla. Aud. do J. do vic. e'OuroOncas t>espanhol___I9J.0 a
do 3. de pai do 2 disi. d t. I Moedarsde 0| 00 velh I6f,00 a
I yainla. >{< Asceucio do Seiilior. S. Firmo.! de 6|I00 no?..
' > de 4 "00.....
2 Sexta. S. Marcelino Aud.do J.dociv. edo J.
depai do i i'ist. det.
J SaONado. S OriJio. Aud. do J. do clv. doe
J. dt paz do i dist
4 Domingo. S.FrlneiicO Cjracdi.
Prala Pataces brasileos.
Pesos columnares. .
Ditos mexicanos.,..
Miuda,... ......
llii.'MO a
9? 100
!> a
11980 a
l|820 a
IH20
Atcoes dacomp. deReberike, a MOOO rs. ao par.
EXTERIOR.
CARTA DE LUIZ PHILIPPK A SUA FII.HA A RAINHA
DA BLGICA.
NeuHly, 14 de Miembro de 1846.
Minha mui querida Lulza. -,- A rainha acaba de
receheruma carta, 011 antes urna resposta da rainha
Victoria, carta que, como sabes, Iho escrevra, o
(pnfesso-te que esta resposta muito me teni aHRi-
uo Estou inclinado a crer que a oscriptura de tal
carta pennlisra tanto a nossa boa rainha, quanto
me pennlisou a mim a sua leilura; mns presentemen-
lo ella nflo v as cousos senflo pelos Tidros do lord
I'almerslon, e esses vidros mui tas vezes as nvertem
e lesnguram. Isto he liem natural. A grande difTe-
renca entre os vidros d lord I'almerslon e os do ox-
cellenle Aberdeen, procede da ilifferonca de suas dis-
I osicoes. I.ord Aberdeen desejava estar bnm com seus
amigos; lord Palmersten, pareco-mc, deseja brigar
ni*m filloa Jcic rttinl... ........' I
""" ----, ........_ .,uci ia i.ur/.a, a Causa 110
mcu sustos acerca da. manutencto do nossa cordial
intelligencia, quando lord Palmorston reassumio a
direcQao dos nogocios estrangeiros. A nossa boa rai-
nha Victoria procurou dissipar laes sustos, asscgu-
rnndo-meque n.lo havia mais que nina mudanga do
liomens; masa mjnha vclha experioncia induzio-mo
a receiar quo pcTa inOuencia da disposicHo de lord
l'almerston, muito mais talvoz quo pelas suas inten-
Ces, osystema poltico de Inglaterra havia do sof-
fri-ruma nioditicarao gradual, ou ropentina, e n-
lelizinenteos negocios de Hespanha a isso toem dado
occasilo. *,,
Logo que li a corla da rainha Victoria, Uve ten-
ces de oscrever-lhe lirectamentc, e at principiei
urna carta com oprosupposlo de appellar para o sen
foiacSoo para assuasrecordaces, assim como para
pcdir-lho quo ni o julgisse com equdade o sobro til-
do com maisaffeicSo; mas detovo-me o roceio do
embaraca-la, o prelro escrever a t, por isso que te
posso ilizer tudo, c dar-to todas as explicacOos no-
cessanas para lomar a por as cousas em seu verda-
deiro ponto de vist, o para preservar-nos dessa odio-
sa suspeita que, posso dize-|0 com a maior sinceri-
daile, nao devia jamis conceber-se do nos.
Tu sabes, mu chreamie, que a rainha Chrislina,
(luanle a ua renucia> mullo >"|p" intlai alr rr-n
cxpulsao, convidou-nos repetidas wzs para con-
que o conde de Aquila, irm3o do re de aples e da cer que belo de Flippo V o de Carlos III; obec-
rainha Chrislina, ora a escolha que apresenlava me- laram mais o ter sido educado em um convento de
nos embaraco. jesutas em Roma, afim de representarem-no como
Tendo-so este principe logo depois casado com carola, supersticioso e fantico. F.ssas manobras
a princoza do Brasil, I). Januaria, a preferoncia da dirigidas pelos jornaes do partido progressista, o
rainha Chrislina etilre os outros principes recahio 1U8' nfeliamente tcm sempro gozado do favor dos
sobro o condq Trapani, seu irmflo mais moco, e foi "8cntes britannicos em Hespanha, conseguirain co-
isto (o n3o henhuma preferencia pessoal de minha Drir pobre Trapani do real impopularidade. Foi
parte) que produzio o quo se tem denominado a sua |enl*'10 .ue Por uma extraordinaria manobra, que te-
candidaturo, da qual se hafeito tflo deploravel uso.|V0S1llr oriBcm no palacio de Madrid, imaginou-so
Nao se tratou onto do casamento da infanta, por ter '""?ar so,,re mim, Ain d"e cobrir a transic'Ao da rai-
ella smente 10aritis de idafde: um partido traba-1"11 <-hr,sli,in em favor das prelencOas do principe -
"ava para fazer-me consentir no casamento do du. Jo Coburgo .toda a mlpopulandadc das pretencoes ^' ^''wS^hV^IT^o Su
, razemlo os jornaes rosoarem com o ad- 1Iieu B|ho casar com a infama ; ma, .Zdt Za Te
bsurdo do que fra eu, Luiz Pllllippe, que lilhos. He este o meu tiolco desvio, nada mais, nada
quiz impr Trapani as rainli&s de Hespanha. Cu
linha,
binacSes absolutamente contrarias aquellas a que tiaba-
ntos justo limitar-nos. se liavlain tornado provaveisr e
al iuiminentes ; e que eu me achava assim autorisado
e obrlgado a usar de minba iiberdade para o fun de evi-
tar estas combinaedes. como o meu governo havia sein-
pre declarado que o farla se a isso fisse impedido. Nao
fui eu, pois, que comecei a desviar-me de nossas prima-
rias convenedes. Eu nao lu mais que ceder necessida-
de do desvio comecado ein outra parte, e inlelraiucntc
contrario is minhas expectaedes.
Isto'bem explicado, direi agora sinceramente cm
qu?consisti de minha parteo desvio. Consisti emar-
raujareu o casamento do duque de Montpcnsier. nao
que ileAumale; outro, porm, esforcava-se porpre- ''> Trapani.
veni-lo. Foi no meio desta lula quo aDoareceu o "".""avel absurdo de quefAra eu, Luiz Philippe, que
cluirmos 0$ casamenlos do nossos dous fllhos mais
mocos, o duque de Aumale o o duque de Montper-
sier, com suSduaslilhos, a rainha Izabelll, e ain-
lma l.uiza demanda.. Respondemos-Ule constan-
temente que, quanto xanha, posto que muito nos
lisongeasse uminaKTIianca, cstavamos determina-
dos a naoeffetua-la; masque, quanto infanta, ha-
vamos de pensar sobre isto, quando ella chegasse
a nliiile casadoura ; e que, coinquanto houvcsse toda
probiliilado de que ella nunca chegaria a ser rainha,
era, comludo.esta urna allianca que muito estimara-
mos e que concluiramos com prazer para o duque
de Montpcnsier.
Os snecessos militares do todos os meusfilhos,
havendo dado impulso a essa opiniHo favoravel, que
de todas as i>artus so oanifesiava em seu favor a lia-
tullia da Ain-Taguii, om que o duque do Aumale
commandava, e na qnal conseguioaproheoder lodo
o aeampamento de Abd-el-Kader, corcou o son no-
nie com aquello presligio que sempre deslumhra os
lioinens de todos os paizes; um brado se levantou
cm trespanha, o qual, pnsso dizer, foi quasi univer-
sal, expressaudo o deSejo de quo o duque de Aumale
rasasso com a rainha Izabelll. Mus cu fui sordo a
esse dcsfjo, como o havia sido aquellos que me fA-
ram suocessvamcnte manifestados, decollocaro du-
que d Nemours nos throiios da Blgica e da Grecia,
o decsa-lb com a rainha de Portugal. As minhas
recusas fAram positivas o formaos. Eu nunca enga-
nei a ninguem. Falle? fiaiicamoute aos Porlugue-
zes, ass.irp como o fiz aos Belgas. Eu n.lo deixe il-
Iusao algumn, nein nos espiritos daquclles que te-
miam, nem nos daquclles .uc sporavam, e de-
pois que, pelo" ensarnen lo do diiuue de Aumalo
cun uma priocc/. de na MW*fls que proclamei de nao acoitur pa-
ra o'l"aaa#l rainlia do ttwHilit^jiH-Uofcri-
llKl|liei^ygpg|ijs%1i;a iitiim.! I
ngatiin. mu> nota esCfi|U,dVj
nlin, f.iliasse agora ao conde ciant^wauenatrr-
que elle julgaptoprio considerar como inovel do ini-
nlia conduela, 1 elalivemenlo ae.6aineiilo do duquo
ile Motit}iensier *om a infanta D. Izabel Fernandi.
Antes uicsme que o rainha Clirjstna viesso a Pa-
r, e depois Jirsse, peiodo, em as nunierosas coji-
vcrsa<;Acs qecomefaf ti ve, durante a sua estada en-
tre nos, sompre respo li aos seus rogos de que, u>
que appareccu o
projecto de casar a rainha de Hespanha com o prin-
cipe Leopoldo de Saxc-Coburgo, sobrinho do rei das
Belgas, primo co-irm3o da rainha Victoria e do
principe Alberto, irm3o do rei do Portugal, il'a du-
queza deNorpoursedo principe Augusto, meu genro.
Po uma'nfeliz oircumstancia a proposta do lal
candidalo. lilla colloccu todos os partidos em uma
falsa posic,9o, o o mim particularmente, em conso-
quoncia daopposicao que julguei do meu llover fa-
zer-lhe, e pelos termos da carta da rainha Victoria,
conhego qu3o injustos TArarn na apreciagao que (ize-
ram dos motivos que suggeriram esta opposig.lo.
Estes motivos nascoram lauto da'sincera amizado
que consagro aos principes de Cohurgo, (e da qual
creio haver-lhes dado mais de uma prova na parle
que tomei em facilitar as novas acquisigAes de sua
casa) como das mesmas consideragAos que mo ndu-
ziram a nflo querer proppAr os inens proprios (Ihos.
Eu eslava convencido, e o ostem ainda agora mais
quo nunca, quo, seo principe Leopoldo tvesso sido
o candidato-eseolhido, -o seu casamento com a rai-
nha faria a nfelicidado tlirono, e abysmandoa Hespanha em umaanarchia,
da qual he sempre dflicil preserva-la. Tu sabes, mi-
nha chara l.uiza, a que poni tenlio desenvolvido esta
opuiiilo, mo s om minhas conversagAcs com teu ex-
celicnto marido, como tamben) as cartas que Ihe
he; escripto, e deves eslar lembrada de todos os ar-
gumentos por mim ompregados por coiivenc-lo.
Nao os ropelrei, pos, nesta carta, ja taolonga;
mas quero que tenhas presente ao espirito quanto e
quilo constanlemenle lamentei quo ( exemplo quo
dar a/.i.f;...i^ y Tinil raasMsais?i tjlhnj jiis iii>ia>>
siuo seguido, o que esse candidato, cjo successe se-
ria urna desgraga commum, nflo livossegidoforinal-
quo mo linha, nem poda ter oulra predilecg3o
para com elle senlo a quoresullava do conhec-
mento quo linha de quo era um dos descendemos
de Kilippc V, a queni as duas raiuhas concediam sua
pref-rencia. Eu bein conhecldo, alrevo-mc a dii-lo,
pelo ouidado com que vlgiava para que o meu governo
se abstivesse de toda a imervenco nos negooios inter-
nos dos outros paites, em Hespanha, na blgica, na
Suissa e em todas as partes. Eu, eniliui, que dissolvi
o ministerio de atr. Thiers em 1836 para prevenir a in-
minente invaso da Hespanha pelos exercilos franceses.
He em verdade para admirar que em presenca de tan-
tos factos, de tantas provas do meu respello indepen-
dencia de todos os estados e de todos os governos, tenha
eu sido exposto a ver esta aecusarao dirigida contra mim
pessoalmenle no artigo recntenteme publicado no Ti-
mu, com o titulo (ein caracteres grandes) de c= Dictadu-
ra frunceza na Heipanha =.
Todos estas manobras persuadir.ini a rainha Chris-
lina a despachar uiu agente secreto com una carta sua
ao duque de Coburgo, para o lim de pedir a mito de seu
primo o principe Leopoldo de Saie-Coburgo para a rai-
nha, sua lillia. A franquea do cacacter de lord Aber-
deen induzlo-o a dar-uos inmediata parte dessa medi-
da, que nos tinhasido occultada em Madrid, aeeresecn-
lando ao mesmo lempo que nein a rajaba Victoria, nem
o principe Alberto, nem o governo de S. M. ilariain
apoio 011 animacao ao pedido da rainha Chrislina. Nos
lhe representamos que, depois do quejse havia passado
acerca do objecto, aullamos o dlrcila de nedir-lhe urna
desappvovacao mais positiva das intrigas dos agentes 11-
glezcs, os quaes tiuham levado a rainha Clu-isiiua a dar
este passo e com elteito lord Aberdeen dirigi una
uui severa repreheasao a Mr. Bulwer, que esteve a
ponto, dlsserani'iios, de dar a sua deinissao ; todava
irjrjdo da rainlm sua'lilha fAssc uoi do incus liihos,
-- manifostando una piniao em a qual nunca \a-
nei, e que lie boje confirmada pelo quasi unnime
assonlimento do lotMrttMpanttt,' que o marido da
rainha eteveria ser eseolhido unir os ilescendenlos
de Filippe ,V em Imita masculino, clausula une ex-
clua lodos s meuaulbws; pois s deiceiidoni de li-
lippe V em buha remfflih/p*!;, rainfra minha queri-
da mnitoamada mulMer, masque inclua entro os
principes t-nUlo casildouros tres iilbos de I). (jilos,
Hlhos de D. Frauciscg do Paul.., dou^ principes
9potes e um
urrenle InU
inslrucgAes
ol) para oi[
Vienna e Berlm. I IWu jWitduaiVrSuf-
dous
do aples e um prrterrethtueca. O me govwno,
concurrente inlelraWenlo unta op.niao, .t tiub
dado mslrucgesa um des agenlos diploinalicos (M.
Pagcol)
intelramenlo riesta owoi3o, at tilma
Oesaum 'les diplomticos-fM.
para explica is curtes de Londres,
............... .
te)
tadoalgum-, lodirt pressao
Aberdeen. ^re, depoisUB coiriderarfodVVaidifl?
culdades que fiases principes oiTerecram; dclarou
mente repe'lido o posto departe dosle o principio
por aquellos que tinham autoridaile de o fa/.or, oque
provavelme'ile leria salvado alguna do seren muito
o intilmente burlados, ea mim ter-mc-hia preser-
vado de um dos maiores dosgostos que bei experi-
mentado, (o Dos sabe quo mu i tos tenbo experi-
mentado no decurso de minha longa vida) o livrara
os nossos paizes e o mundo inteiro do perign das
desgragas quo necessariameuto cahir3i> sobre olios,
se o em barago proslito n3o fAr terminado, como le-
nho a flrme conftanga deque o sei, pela manuton-
g3o o consolidag.lo dessa preciosa cordial inlelligen-
cia, que ho s o que dolas nos pode preservar.
o Fallar-te-hei agora do casamento de Montpe li-
siar com 1 infanta. Nao houve a menor referencia a
elle, nem quando a raiulia Victoria veio a Eu, em
1843, nem quando estive om Windsu, em 1844. Foi
s no anuo de 1845 que lord Aberdeen pela primeira
vez fallou aGuizotea mim a esterespeito A nossa
resposta foi a mesma.. Eu'disso a lord Ahordcen,
que desejava muito quo mcu Alhocasasse com a in-
fanta l.uiza Fernanda, mas quo nflo desejava mais
que ello casasse com a rainha l.uiza do quo com a
rainha Izabel, e qu poda estar certo que meu Pi-
lilo nSo casara com a infanta, omquanlo a rainha
n3o so casasse. Lord Aberdeen accroscentou: e en
quanto ella mo livor dado a luz um Albo, soja as-
si m respond eu; pois, so a rainha permanecesso
estril, a intenta vera a ser a necessaria, ou iievlu-
vcl hordera, c isto nflo converja nem a mim, nem a
vos, mas todava devo baver alguma reciprocidadu
nesle negocio, e se eu vos dou/uivossas garantios,
li just qUo em retribu'cflo me deis tambem as mi-
nhas. Ellos iao que haveis de fazer ludo quanto p-
denles para que a rainha Izabel escolha o seu man-
ido .piltre os descendentes de Filippo V, o quo o prin-
~r" 'ri"11" do Saxe-Cohurgo sur posto de parlo.
. rospondou luid Aueideeu. Nos somos
da fasma opinido que vos", que o mellior que so p-
^tf*er,'h qu a riijha escolha o seu marido den-
tre os descendentes do Eilippe V. Nos 11S0 podemos
lomara iniciativa nesta questao, como havOmos fei-
to; mas consentiremos que obris; nos n3o Tare-
mos mais que seguir-vos, e nunca obraremos em up
posigao com voseo Quanto ao principe Leopoldo,
podis estar tranquillo a respeito de suas pretengAes;
aaiujv que lie nflo sera reconhecido nom susten-
tado pela Inglaterra, e que mo concorrer comvos-
co, Cuizot, 1 quem hei lido esta narragflo, reconito-
c a sua exactidSo, e estou corto que merecera o
mesmo teslemunho do.lord Aberdeen, sepodessecu
l-la o(n sua presenga. Comludo, por maiores quo fAs-
sem os desejos de lord Aberdeen, de quo os seus a-
gentes obrassem iflo bonradameulo romo elle lein
foi lo, os eus proced meu tos nao corresponder m,
nem as intndas uxpeclagOes, nem s dclle. lilles 10-
correrain I tuiis os expedientes para intrigar o con-
de Trapani, porque sabiam qua era elle quem mais
goza va dassympathias da rainha Chrislina o da rai-
nha sua lilha, a qual repetia constantemente a seus
sniiiistro-,^4iir Trafanni. Este joven principe 01
representado como um an3o, eutreiaulo quo he de
alta estatura elindas feiges. Elle monta adinira-
vehnonle a cvao, e at tem ganbo diversos premios
nos torneio* de' Napoks. Objectaram depois o iy
elle n-scido na Italia, procuwddo assim fazersque-
deixou o gabinete britannico, e oi succedido por lord
"f1
menos. Eu desojo que este Cacto teja apreciado como
merece, e por i9So eotrarel cm alguns detalbes que
communicars rainha Victoria, do inelhor modo que
poderes ; pois 09 considero essenclaes completa eluci-
dacao do negocio; e nao sao pequeas cousideracc:
que me hodc embarazar quando, depois de urna vida
toda inteira sein mancha, me vejo exposto a una sus-
peita, ou antes a urna aecusaco de haver faltado mi
nha palana. J disse (c o facto he notorio), que s de
iiiiin dependeu casar um de meus Hlhos, ou fosse Auma-
le ou fosse Monlpensier, com a rainba de Hespanha. Ka
11.i-1 oqui, c tive alrcade resistir a todos os rogos que
se me fiteram para consentir ein tal 1-1*.miento. Desc-
jando, como sempre desejei, que meu Albo oasasse eoiu
a infanta, porque essa allianca de familia me convl-
nha a todos os respeilos e era igaalincnte agradavel
rainha c a toda minha familia, eu nao desejava que fos-
se contraliida senao debaixo das circumstaacias deque
a infanta nao viesse necessariamente a ser rainha de
Hespanha, e a este respeitn desejei cercar-me de todas
aquellas garantas que a proximidade da infanta ao thro-
110, e a incertexa da vida humana podiam admita-. Lord
Aberdeen pareccu fiear satisfeito com esta minha dispo-
sico ; mas elle pedio urna garanta contra a possibili-
dade de csterilidade da parle da rainha e como isso
igualmente cutrasse em os meus designios, ncnhuina
ubjeccao foi por mim t'eita. Estando as cousas neatc es-
tado, julguei que neubuma objercao se faria, nem pela
parte da Inglaterra, nem pela d seus agentes, ao casa-
mento de meu lilho coma infanta e comtudo he noto-
rio que assim nao aconleceu.
Quando, ein setembro de 1845, lord Aberdeen me
fallou pela primeira vez no castello de Eu acerca do ca-
samento de Monlpensier com a infanta, a rainha lsJl
II, coinquanto j livesse 15 anuos nenus um me/., nao
era'ainda casadoura, e posso affirmar com toda ainceri-
dade que, se esse estado de sade da rainha continua
l'almerston. Mui pouco lempo depois da sua Installacao
em a pasta dos negocios estrangeiros, lord Palmerston
coiniiiunicou ao conde de Jamao as uovas instrueces
que linha enviado a Mr. Ilulwer relativamente aos nego-
cios de Hespanha, as quaes j havia rcmettdo alguns
dias antes sem reparar que era necessario dar-nos pre-
via noticia del las procedimeutocste por nenhum mo-
do conforme com a nossa cordial intclligencia e a ma-
neira com que as nossas rclacrs de reciproca conlianca
i-un lord Aberdeen nos linha ni acostumado. Nessas ins-
iruccoes lord Palmerston liinltou a tres o numero dos
principes, cujas pretencoes uiao da rainha de Hespa-
nha, Isabel, a lugluterra aduiittia ; islo he o principe
I.eo|ioldo de Saxe- oburgo, D. Francisco de Assis, du-
que de Cdiz, e D. Uenrique, duque dcScvilha.
' Admralo ficou o coude Jaruac de ver nesta lista o
nniiie Uo principe de Cobrgo, e ainda mais de o ver col-
locado frente: elle disse a lord l'almerston que nao
era Isio o que tioha sido constan'.ementcassegrado por
lord Aberdeen, s exigi que este candidato fosse elimi-
nado da lista. Lord Paliuerston responden que era isso
inteiramente impossivel, pois as inslruccde9 j haviam
sido remettidas; domis que esta medida teudo sido
adoptada 110 gabinete, elle nao poderla por si s fa/.ei-
lhe nenhuma iniidaina, e que nao eslava disposto a
propia- ao gabinete nada a este respeito.
0 resto de suas nsirucedes nao eram de nalure/.a a
ser-nos mais satisfactorias. Ellas tinham urna tendencia
inteiramente diOcrenlc das de lord Aberdeen. Nao havia
una s indicac'o, ou uma s rrcommendacao de boa in-
telligencia entre nos ; e a total tendencia das instrucedes
dirigia-sc a assegurar ao partido progressista a concur-
rencia e o apoio da Inglaterai este partido he, pelo menos
ao meu ver, o mais revolucionario de todos, a sua 11-
Uuencia em Hespanha tem causado muitos aconteci-
inentos deploraveis, tanto no negocio de La (rauj, co-
mo collocaudo a joven rainha, c deixaudo-a dcbaixo do
jugo da regencia de Espartero.
" luttrucces como estas excitaram rrceios de uma
volta de scmelhantes desastrosas scenas ; e com effeito
ellas excitaram grandes sustos no palacio d Madrid
ijiiaiido IVn-aiii ah conhecidas. A consequencia fui que
lodis aqitelles que haviam lido levados a fazer a pro-
posta ao duque de Coburgo, teudo frente a rainha
(.liristina, mudaram completamente de pensar, temen-
do s renovacao da insurreico progressista, que, havia
panyo, linha sido terminada na Gallicia e havia coutri-
Dulijo para a expulsan de D. Uenrique ; el les vieram pe-
dijMios os casamenlos inmediatos e simultaueos da rai-
altJt co^n I). Francisco d'Assis c da infanta com Moulpcn-
sieri Esta simultaueidade fui nao s o lint qua non da rai-
lilla Chrislina para a aceitacao de D. Francisco, mas
tatqbcm o desejo do ministerio e de lodos os Hespanhcs
qiMjconsideravam a prompta conclusao desses dous ca-
sainenlos como os nicos ineius de por lim a todas as
incertezas em que se baseavam a esperaucas de um
partido de horneas queestavam arraujando novas lusur-
relces.
J. >go que csia mudaii(a Ibi cohecida, os agentes i 11-
gletes, mais de um mez depois das instrueces de lord
l'almcrstoii, que adiiiiliiam cuino candidato o principe
Leopoldo de Coburgo, laeram lodos os esforcos para
sustentar as prelecoes de D. fforique. Nada poda ser
mais extemporneo, depois que se loruou notorio que
. Uenrique era o cliefe, ou antes o agente de todos os
dULcrentea partidos rvolucionnilos ; e lord Paliuerston
tcsuiou impossivels estas pretencoes, recommendando-as
cafl dociinientos olliciaes.
^-Pr esta longa explicacao, he inconleatvelmente
dente, segundo me parece, que peta parle da Ingla-
leHV nao lora de nenhuma sorle sustentada a linha de
conducta que comiuigo havi sido, convencionada que
isMiretencoes do principe Leopoldo de Coburgo fraui
cjfltivalente aceitas, sendo coltocado frente daquel-
M a que o governo ingles nao faria opposicao; que com-
K
mmmmm
1 a infanta 1
conliiiuatle.
que tac alautpuiisier com inlanU sua iriaa.
nha tornou-sc casadoura uo decurso do invern,
achando-sc as circumstancias as mais favoraveis para
o estado de casamento, conforme as informacOes que
me fram dadas, s rrstava saber se o maride que ella
podesse escolher exibia a iiiellna- rundiro de virijidade.
I'.u eceu-ine certo, por todas as infortnaedes, ainda da
mais munieiosa naiurea, tomadas a este respeito acer-
ca de D. Francisco de Assis, que elle eslava na condicao
exigida, e que coiiseguiulemente havia toda probabili-
dade para esperar que o seu casamento nao fsse sein
descendencia. A dilferenca entre esperar smente pelo
casamento da rainha com D. Francisco de Assis para cele-
brar tambem o do duque de Montpcnsier, c o esperar
pelo nascimentodo seu primeiro rtiho, est agora redu-
cida ao fado de duas vidas em vet de urna entre a infan-
ta e a successao ao throno.
Todava posso ih/.er com toda sinecridade que teria
preferido esperar por esse nasciiuento, se nao leoste si-
do pru vado para mim que a consequencia desta demora
occisin n i a a falla, tanto deste casamenta como do ca-
samento da rainha com o duque de Cdiz; manteria na
Hespanha esse estado de incerteza e agitacao que era t.o
eheio de perigo, c linalmeiitc tornara nao s possivei,
mas at provaveis c quasi inevitaveis aquellas combina
cues que teriam dado a rainha Isabel cm casamento, 011
ao principe Leopoldo de Coburgo, 011.1 algum outro
principe nao alliado com os desceudentes de Filippo V,
em opposicao poltica que cu constantemente linha
aniiuo i.nlo c pralicado, c aos arraujainentos convenci-
nados entre o proprio governo ingtei co meu.
Dcbaixo das circumstancias presentes, minha chara
l.uiza, he do dever da rainha Victoria e dos seus minis-
tros pesarem as consequencias das medidas que pro ten -
(lein lomar, e a linha de conducta que se propdem se-
guir. De uossa parte, estes dous documentos nao produ-
liro om nos nenhuma outra mudanca, que aquella
flue possainos ser obrigados a adoptar pela ora, linha
que u governo ingiez julgar a proposito seguir. Nao ha
rasan para receiar nenhuma interveucao de nossa parir
em os negocios internos da Hespanha. Nos nao temos
nenhum inlcresse na inlervencSo, e estamos mui decidi-
damente determinados a abster-uos de qualquer que le-
ja. Nos continuaremos a respeltar religiosamente a sua
independencia, e faremos o que pdennos para que ella
o seja igualmente pelas otras potencias. Nao podemos
ver uenhuui interesse c nenhum motivo nem da, parte
da Inglaterra, nem da nossa,para roinpermos com a nos-
sa enlcnli eurdiale ; e pelo contrario vemos os mais fortes
para a sua manulenco. Tal he o meu desejo : tal he 11
desejo do meu governo. O que te peco que expressea
por mim rainha Victoria e ao principe Alberto, he que
dlgnem-sc conservar-me cm seus coraedes aquella auii-
zad* e conlianca, a que sempre me tem sido lao agrada-
vel corresponder com a mais sincera reciprocidade, e
a qual tenho inteira conviceno de nunca haver cesiado
de merecer da parte delles.
(Timei.j
PRNAMBlCa
ASSEiVIBLEA PROVINCIAL.
l, maio OBSimau,
EM 2 DE JU.NHO HE 18 W.
PrexUlciicia do Sr. rigario .izecetiu.
Sommmiio. .Approxifo da acto da teno anlicedinlr.
Eleieio de commiisdei.
As 11 horas da manha, feita a chamada, verilica-se
eitrein presentes 21 Srs. depulados.
ILE6IVEL


O Sr. Preiidence declara aberta a sesso.
O Sr. 2. Srrrtlario l a acta da sesso anterior, que be
approvada.
ORDEM DO DA.
Kleico de commiiiei.
Corre o escrutinio para a elelcao da coramlsso de
constitulco e poderes, e tahein eleilos os Srs. :
Dr. Lourenco Trigo de Lourciro, com .... 16 votoi.
Joaquim Jos Nunes da Cimba Machado.. 17
> Luiz Uuarte Pereira.............16
Km seguida elegem-se aa domis conimistes, que fi-
L-ain assiin compostas:
Faitnia e ornamento provine al.
Os Srs: :
Dr. Joaquiu Jos Nunes da Cunha Machado.
Antonio d'Assumpco Cabral.
Luiz Ignacio Hibriro Roma.
Contal t despetai provinciaee.
q Os Srs. :
Tibur lino Pinto de Almeida.
Francisco Camello Cessna de Lacerda.
Padre Vicente Ferrer d'Albuquerque.
Commereio e obr publieat.
Os Sr.:
Jos Mamede Alves Ferreira.
Fippe Carneiro de Olinda Campello.
Antonio Pereira Harroio de Moraes.
Cmaras municipaei.
O Sr.:
Dr. Manoel Claro Goncalves Guerra.
Vicente Ferreira Gomes.
lo.'irjiim Jos da Costa.
Rtdaecn dai leil.
Os Sr*. :
Dr. Antonio Herculano de Souza Dandeira.
> Lourenco Trigo de Loureiro.
Joaquim Villela de Castro .'"ivares. (Por deciso
da sorte, ein coosequencia de haver empatado
com o Sr. Dr. Luiz Duarte Pereira.)
Imtruceao Publica.
Os Srs :
Dr. Antonio Herculano deSouta llandeira.
Laurenlino Autonio Pereira de Carvalhp.
Dr. Vicente Ferreira Gomes.
Eilaliiliea.
Os Srs.:
Filippe Carneiro de Olinda Campello.
Jos Mamede Alves Ferreira.
Dr. Pedro Bezerra Pereira de Araujo Beltro.
Justica civil e criminal.
s Srs.:
Dr. Jos Theodoro Cordeiro.
.. Manoel Claro Gongalves Guerra.
Herculano Goncalves da Rocha.
, Nigocioi eccleiiaileoi.
Os Srs.:
Padre Vicente Fcrrcrde Albuquerque.
Laurenlino Antonio Pereira de Carvalho.
Antonio Carneiro Machado Rio*.
Legiilacio.
Os Srs.:
Dr. Jos Theodoro Cordeiro.
i Antonio Pereira liar rozo de Moraes.
Ignacio Corrcia de Mello.
Renial i contal municipaei.
Os Srs.:
Tlburtino Pinto de Almeida. [ | |[|||
tttIgnacio Hlbeiro Huma.
Saflde publica
Os Srs.:
Manoel de Souza Teixeira.
Antonio Carneiro Machado Rios.
Joaquim Jos da Costa. ,
PeticOei.
Os Srs.:
Dr. Antonio Teixeira de Borba Jnior.
Francisco Camello Pessoade Lacerda.
Jos Carlos Teixeira.
Ordenada.
s Srs.:
Jos Pedro da Silva.
Dr. Pedro Beierra Pereira de Araujo Bellro.
Herculano Goncalves da Rocha.
Fixaco de torca policial.
Os Srs.:
Jos Carlos Teixeira.
Dr. Antonio d'Assumpco Cabral.
Antonio Teixeira de Borba Jnior.
Finda a eleico, esgota-se a ordem do dia.
O Sr. Preiidenle levanta a sesso, depols de baver da-
do para ordem do da da sesso seguinte: leitura de
projectos e pareceres, redaccao do projecto n. 19, se-
gunda dlscusso do projecto n. 8, terceira do de n. 9, to-
dos do anno pastado. (Era mais de urna hora da tarde.)
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE RENDAS INTER-
NAS GERAE8 DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO,
DO MEZ DE M A10 PRXIMO FINDO.
D1.VRI0 IIG HIN.iUOCO.
r k sider :
Foros de terrenos de marinha.....
Laudemios..............
Siza dos bcnsderaiz.........
Direitog novse velhos .......
Ditos Je chancellara.........
Dizima da inesma..........
Matriculas do curso jurdico.....^.
Sello fixo ...........
Dito porporcional..............
Premios dos depsitos pblicos ....
Emolumentos de certides......
Cartas de hachareis.........
Applicado ao papel moda.
Imposto de lojas abertas.......
Dito de barcos do interior ......
Taxas de escravos..........
Divida activa.
Imposto de tojas abertas
Dito de seges e carrinhos
Taxa de escravos.....
42,630
5,050
5:209,792
179,292
6,870
187,964
307,200
1:634.040
2:173,800
5,452
'5,810
4,000
493,600
4,800
220,000
105,200
45,600
34,000
Total. ... 10:665,100
Recebcdoria, 2 de junho de 1848.
No impedimento do escrivao,
Jota Rodrigue* de miranda.
'awta s a trosrx a> nooo.
A' noile, equando se aohavam mui adiantadosos
irahalhos deste Diario, recebemos cartas do nosso
correspondente de Lisboa, tmzidas pelo brigue San-
Domingos, que alcancam a 26 de abril prximo pas-
sado; hem como exemplares dos diversos jornaes
que se publicam nessa capital, que chegam a 29 do
mesmo mez.
Smenta para satisfazer a curosidadedos leitores,
vamos dar-lhesalgumas noticias resumidas.
A 5, houvera lugar urna ret ni lo dos governstas,
emquo se decidi que se fariam concessGes e refor-
mas;que as eleicOes seriam directas;--que os
empregos dar-se-hiam em concurso, so em attencSo
ao mrito, e sem consderacffo a cores polticas, ~
que haveria amplissima liberdade de imprensa, etf
Havendo rasfles para crer que a cmara dos depu-
tidos, dirigida por Jos Cabral, ia fazer opposic.lo
acintosa aogoverno, corriageralmente que olla se-
ria dissolviila.
A requerimento do visconde de S da Bandeira, a
cmara dos pares encarregra a urna commisso a
reforma da constituido, e a investigarlo do estado
poltico do paiz.
0 duque de Saldanha declarara em cOrles, que o
programma do actual gabinete era rainha e carta,
mas que o governo quera o progresso que pozesse
o reino a par dos paizes mais progressistus da Euro-
pa ; q n*> reconhecia a necessidado de urna le de
eleicOes, porque, sem semelhante lei, um paiz qual-
quer ou cabo na repblica ou no despotismo;--que el-
le nllo quera nemuina nem outra cousa, e por isso
era de opinio que as eleicOes fssew directas, ape-
zardescachar o contrario disposto na caria, por-
que entenda qiioessadsposicno nffo era constitu-
cional ; que eslava, emflm, decidido a osmagar a
hidra revolucionaria, mas que envidara todos osos-
forcos para nilodar motivos a que ella levantassoa
caneca.
0 agio das notas tintn subido consideravelmenle,
tanto que as de 4/800 res apenas valiam 1/800 ris.
Entretanto, o governo aanava-se por melhorar Uto
grave mal.
Quanto a Hespanha, sabia-se que nffohaviam ap-
parecido novas tentativas revolucionarias ; quo a
rainha perdora aquellos de seus subditos que ti-
nhainsidocondemnados amorte, por liavcrem to-
mado parte nos movmentos de 26 demarco; e
que continuavBiii a ser presos e desterrados uluns
corifeos do partido progrcssisla.
Comimi n icarios.
mettem saque aos indios de Barrelros; ameacatn de mor-
te a todos aquelles que nao coinpartilham de seus planos
horrorosos; filialmente poem em alarma toda aquella
comarca; Essas incessantes correrlas, essa serle nao in-
terroinplda de violencias que se esl alli pondo em pra-
tlca, pdem produtir resultados bem pouco satisfacto-
rios; por isso que alli se vive em completo desespero,
sem seguranca de vida, nem de propriedade, amedron-
tado pelo terror da frca bruta, ea eada momento re-
cela-se ser laucado nessrs troncos, com os quaes conti-
nuamente somos aineacados! Que quadrotao melanc-
lico e assuslador para todoaquelle que nao for Indule-
rente prosperidade desta bella provincia, para todo
aquelle que sabe prezar a digbidade humana, e respel-
tar os direltos pie Ihes seo inherentes! Entretanto, aper-
U-se-uos o coracao, fennos apprehenslvos quando ve-
mos que se nao prov a Untos males, e por Isso implo-
ramos encarecidamente ao governo o emprego de medi-
das sanitarias, que nos -livrein de tao desesperada sllua-
cSo; pols a elle cuinpre responsabillsar ImmedlaU-
inente o criminoso procedimento de taes individuos,
afim de que alli possa restabelecer-se o imperio da lei,
com a necessarla nomeaco de autoridades honestas e
imparciaes, segundo o interese publico altamente re-
clama. Els o que esperamos de todo coraro.
COMMEftCIO.
Alfandega.
REND'MENTO DO DH 2........... 8:469,039
Deicarregam hoje, 3 de junho.
Rrigue Jane-Either carvao.
Briguc Ventura-Flix batatas e rodas d'arcos.
Rrigue Primavera azeitonas, batatas e arcos.
PatachoSanta-Crux pipas (vasias.
Hiate San-Benedicto charutos.
Brigue Aurora mercadorias.
Norfolk ; 50 das, barca americana Joma, de 263 tonela-
das capilo J. F. Lllron, cquipagem II, carga farinha,
iBiendas e mais gneros ; a Luiz Gomes Ferreira &
LisboTf 28 das, brigue porluguex San-Domingo, de 200
toneladas, capliao Manoel Gonjalves Vianna, equipa-
gem TTcarga"vTnho, fazendase mais genero do'pa'iz;
a Mendes t Tarroso.
Navio taido no mamo dia.
Baha briirue brasilclro San-/'dro, cap!lao Joao Marti-
niano Lisboa, carga a que trouxc dn Porto.
Obttrvac&o.
Fondeou no Lamelro a bafea portugueza Balrto-
Santo, capUSo Antonio Ferreira Lelte Jnior.
V
I)eclara|oes.
OS JUIZES MUNICIPAES DE OLINDA E IGUARASSU
PODERAO SUBSTITUIR AO JU1Z DO CIVEL DO RE-
(.IFE ? NAO.
Pela leglslacao vigente, os juizes nao sao substitutos de
outros ein jurisdiccao que teem como attribuico pro-
pria. A lei de 3 de dezembro de 1841 estabeleceu a or-
dem das subsliiuicdes, e delta v-se que os juizes do ci-
vel nao sao substitutos de outros juizes do civel: os jui-
zes de direito do crime nao sao substitutos de outros jui-
zes de direito do crime : os juizes municipaes nao sao
substitutos de outros juizes municipaes. Pela mesina le,
igualmente v-se que nenlium julz municipal substllue
senao aos juizes de direito, que exercem jurisdiccao no
f5 iiuimcipaes exrcel jrisalccao clvel, onde nao a
excrce julz do civel, art. 118 da lei, aviso 74, deOdeju-
Ibo de 1842. Temi a lei provincial n. 134 art. 2 limita-
do a jurisdiccao dos juizes do civel da cidade ao muni-
cipio do Recife, be evidente que cessou a jurisdiccao
desses juizes nos termos de fra, e ah passaram os jui-
zes municipaes respectivos i ser juizes do civel, eexer-
cerem toda a jurisdiccao civel; mas os juizes nao sao
substitutos de outros em jurisdiccao que tcein como at-
tribuico propria e connexa a seu lugar, e os juizes mu-
nicipaes nao subslituem senao aos juizes de direito que
teem jurisdiccao no termo, onde a teein os juizes muni-
cipaes : logo, os juizes municipaes do termo de fra nao
pdem substituir ao juiz do civel do Recife, depois que
leve vigor a lei provincial n." 134 art. 2, felta em virtude
do art. 10 1 do acto addiciunal. Advertindo nestas ra-
ides accordou a presidencia no regulamento de 12 de
Janeiro de 1848 em jamis admittir os juizes municipaes
do termo de lora u substituirrm aos juizes do civel do
Recife, eso os fez substitutos dos juizes de direito que
teem jurisdiccao nos termos de lora ; mas nunca- dos
juues do civel que alli nao teem jurisdlccSo. He Incon-
troverso que toda a jurisdiccao vein da lei, e que s em
virtude desta se pode conferir, ou rxercer jurisdiccao, e
consequentemente admittir a exerc-la, quem a lei lhe
uao da, he adinittir o germen de males incalculaveis e
nullidadc de processus, etc. etc. Se o supremo tribunal
dejustica auullou processos, porque foi o tribunal da
relaco presidido antes por um do que por outro desem-
bargado!' de igual categora, o que julgar u respeilo de
juizes que carecem, face da lei, le jurisdiccao i'
*
RIO-F0RM0SO.
Sitado excepcional daquella comarca.
Quando vemos quasi toda esta provincia desassombra-
dadessa verga de ferro, que haquatro anuos nos acoitava
por todas as parles, que ella geralmcnte se congratula
por ver que aos seus destinos preside urna administra-
cao honesta e imparcial, prometiendo desl'arte a paz e
uniao.de que tanto necessilain todos os Pernambucaujes,
ha tanto lempo divididos por interesses mesquinlios;
licamos ao mesmo lempo compungidos ao vermos o es-
lado excepcional, ein que jai actualmente a infeliz co -
marca do Rio-Formoso, ainda entregue ferocidade de
um Handeira de Garrapato,que,para liagallo dos habitan-
tes dalll, aluda se aclia no exrrcicio da delegada, com-
mettendo todo o genero de excessos que lhe suggere sua
cabrea degenerada, servindo alin disto de baixo%e vil
instrumento a todos aquelles que pretendem alrocidar
seus pacficos habitantes; em virtude do que cidados
agrcolas e industriosos daquclle lugar teem delxado
espavoridos suas inoradas, familias e proprledades, en-
tregues a sauha de um Tboinaz Cavalcanti e Manc-I Be-
zerra Cavalcaoli, ambos feitores dosengenhos liblase
Goicana, ambo florentei atatibui arcadti ambo; ,os quaes,
abusando da forca publica que,para vergouha nossa, ou-
ir'ora llies fra confiada, como subdelegados, protestan!
hoje nao deixar o poder, ostentando frca armada, com
o fin de impedir a accao benfica do governo, pois nao
obstante estarein Justamente deinillidos pela vice-pres-
dencia, todavia conlinuam criminosamente no exercicio
dos lugares, de que fram demiltidos, s com o fin de
vexarem os povos, para o que continan! a uomear Ins-
pectores de quarteiro que se subjeitem s suas vonta-
des, demlttem aquelles que nao querein partilhar de
seus actos criminosos avista da lei, contiuuam a fazer re-
quitices, a capturarem pessoas gradas, como ha pouco
succedeu com o proprietario Francisco Marinho VVan-
derlry, vereador da cmara, Joaquim Francisco DinTz,
secreario da inesma, Aatoulo Mendes Ramos, sendo que
os dous ltimos ainda existem as inasmorras s para o
fim de satisfazereut aos seus lnfernacs caprichos ; pro-
IMPORTAGAO'.
Primavera, brigue portuguez, vindo do Porto, en-
trado no corrente mez, consignado a Antonio Joa-
quim de Souza Rbeiro, manifestou o seguinte :
7 caixas (echaduras, 1 dita cascos de la para cha-
peos, 1 dita retroz, 1 dita pentes de chifre, 20 barri-
cas cevada, 30 barris azeite doce, 80 rodas do arcos
de pao; a Antonio Joaquim de Souza Rbeiro.
1 caixa hnlias; a Antonio Jos Martina de Mello.
3 cunhetcs e 35 barris pregos, 4 caixas fechadu-
ras, 10 barris presuntos, 1 caixa pelles de lixa; a Jo-
s Antonio de Carvalho.
2caixas lamancos e panno de linho, 150 cadeiras
do pao preto, oleoe cerdeira, 4 cannapes de pao pre-
(lo, oleoecerdeira, 2sofs de pao preto o oleo, 4
mesas dejogo de p preto, 2 com mudas de pao pre-
to ; a Jos Antonio da Cunha.
1 caixa cascos de 19a para chapeos, 5 caixas re-
troz; aocapitSo.
1 caixo com diversos san tos, I cunhete cum 1 San-
Jo3o; a Joflo Jos do Carvalho Moraes.
1 caixa barretes de ISa e retroz, 1 caixo livros
impressos ; a Miguel Jos Alves.
UOcanastrus albos, 8 caixas e 6 barricas casla-
nhas piladas, -25 caiuslras ceblas 35 ditas bata-
tas, 40 mol los de arcos de pi ; a Jos Aflbnso Mo-
reira.
4 barricas 1 inhaca, 6 barris presuntos, 1 caixa di-
versas iiiiudezas; ordom.
/t Uat-ril nri'suntos; a Jos Mara Thomaz da
6 caixas tachaduras, 154 ancoretas azeitonas, 2
caixas caixas e pentes, 2cunholes brides, 4 barris
pregos ; a Antonio V. da Silva Barroca.
1 cunhete flor le sabugueiro, 1 dito coturnos; a
Jos Antonio dos Santos Andrade & Filho.
150 rodas do arcos de pao, 1 fardo mullios de pao
e facas; a Jos Teixeira Basto.
1 barril e 1 cunhete vlnho; a Domingos Germano
Alfonso Regucira.
100 rodas de arcos de pao ; a Bailar & Oliveira.
1 barril vinho, 1 dito presuntos, 1 cunhete pan-
no de linho e pellica; a Luiz Carlos Frcderico de
San-I'aio
4 barricas cevada, 5 ditas e 8 caixes honras medl-
cinaes, 9 barris linhacs, 1 caixa torneras de pao;
a Novaes & C.
1 caixa barretes de lita o cascos, 1 caixlio bocetas
de chifre, 2 temos de coudnssis e 100 costos de ver-
guuhas, 2 caixas pomada ; a Antonio Carlos Ferrei-
ra Soarcs.
3 caixas cascos para chapeos, 1 caixo pentes ; a
Joaquim Monteiro da Cruz.
36 cadeiras de pao preto e oleo, 1 sof de pao
preto; a Francisco Comes de Oliveira.
1 cunhete moda de prala ; a Antonio Joaquim de
Souza Rbeiro.
6 caixas lamancos; a Anlonio.Juaquim Pedro Gon-
calves.
I barril vinho; a Joaquim Francisco dos San-
tos.
1 caixa coturnos de linho ; a Joaquim Martins da
Cruz.
1 caixa torneirss de pao ; a Lima Jnior & c.
1 caixa retroz e varias miudezas ; a R. J. de F.
Ribciro.
1 s>cco nioda do prata; a Mai.oal Gomes Lou-
reiro.
1 sueco moda de prala ; a Jos Antonio Coi m-
bra.
1 caixo moda de prata ; a Rozas Braga & C.
1 caixo moda de prala ; a F. S. Rabello.
1 baril vinho ; a Manuel Jos do Souza.
PARA OS PORTOS DO S.UI,.
O paquete a vapor brasileiro Imperador, comman-
donte Ignacio Eugenio Tavares deve estar aqu dos
portos do norte at o -dia 4 do corrente, e partir no
seguinte. ,
__O arsenal de guerra compra azeite de carrapato,
dito de coco, velas de carnauba, fio do algodfio e pi-
vios : as pessoas que se propozerem venda dos di-
tos gneros, trarBosuas proposlas com seus ltimos
preeos em carta fechada n directora do mesmo ar-
senal, at o dia 3 (hoje) do prximo futuro'mez de
junho. ... .
Arsenal de guerra, 30 de maio de 1848.
O escripturario,
l-ranciicu Sera/ico di Auis Carvalho.
O arsenal de guerra compra 36 taboas de assoa-
Iho de amarello com 30 palmos de comprimento e 2
de largura, 6 costados do amarello e6 costadinhos
do dilo com. as mesinas JimensOes : quem os ditos
gneros se propozer a v< mler, comparecer na sala
da directora do mesmo arsenal, com sua proposta
em carta fochada, at o dia 4 do prximo futuro mez
de junho. .
Arsenal de guerra, 31 de maio de 1848.
O escripturario,
Franciico Seraflco do Aait Carvalho. .
O arsenal de guerra compra, para a ilha de Fer-*-
nando, 800alqueires de farinha de mandioca da me-
Ihor qualidade, pela medida velh : quem dito gene-
ro se propozer a vender, trar sua proposta com seu
ultimo preco em carta fechada, e a-amostra, direc-
tora do mesmo arsenal.at o dia 3 [hoje) do prximo
futuro mez de junho.
Arsenal de guerra, 30 de maio de 1848.
O escripturario,
Francisco Seraneo, de Aals Carvalho.
O arsenal de guerra compra 71 esleirs de per-
riry: quem dilo generse propozor a vender, Irar
sua proposta com seu ultimo preco em carta fechada,
e a moslra.i directora do mesmo arsenal, ateo da
3 [hoio; do prximo futuro mez de junho.
Arsenal de guerra", 30 do maiode 1848.
O escripturario,
Francisco Serfico de Anit Carvalho,
0 arsenal de guerra compra, para as obras do
quartel dos a prendizea menores, oseguinte: 24 tra-
*a de 28 a 30 palmos de imprmenlo, oilo po le-
gadas degrossurapor urna face escis ditas pela outra;
48 taboas do assoalho de louro, de 28 s 30 palmos de
cumprimento e 12 o 16 pollegadas de largura ; seis
travs de20 palmos de comprimento, oito pollegadas
de grossura por urna face e seis ditas por outra; seis
cuchamos de 36 palmos de comprimento ; 24 taboas
de assoalho de amarello do 30 palmos de comprimen-
to o 16 a 18 palmos de largura, e bem assim 20 mi-
lhciros de lijlos dealvenaria grossa ; 400 olqueircs
de cal preta; 25 candas de areia e las canoas de
barro: as pessoas que se propozerem venda dos
mencionados gneros, compreosm na sala da direc-
tora do mesmo arseiiul, munidas do suas proposlas
com seus ltimos preeos, em carta fechada, at o dia
3 (hoje) do prximo futuro mez de junho.
Arsenal de guorra, 30 de inaio de 1848.
O escripturario,
Franciico Serfico de aiss Carvalho.
Tendo esta reparlicSo, em cumprimento do or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia, de fretar
um navio com a capacidade precisa para levar ilha
de Fernando 800 alqueires de farinha, eoulros g-
neros ; bem como 56 presos dejustica e algumas-pra-
c.as de tropa ; manda o lllin. Sr. inspector fazer pu-
blico que recebera as propostas para esse fretamen-
lo no da 6 do prximo mez de junho, pelas i\ bo-
ros da manlifla, prevenindo-se que o fretamenlo ser
realisado sb as mesmas condicOes dos anteriores,
relativamente aos ltimos navios que fram refe-
rida ilha, as quaes Berilo mostradas nesta secretaria
a quem queira v-las, para com lodo o conhucimenlo
apresentar depois a sua proi osla.
Secretaria da inspecco do arsenal de marinha da
Pernambuco, 31 de maiode 1848.
* Alexandre Rodrigue! dos Anjoi,
Secretorio.
CONSULADO tiKRAL.
KENDIMENT DO DIA 2.
.eral...................
Diversas provincias ..... .......
1:991,039
22,856
2:013,895
CONSULADO provincial;
REiNDIMENTO DO DIA 2...........1:237,081
3ovimeiilo do Porto.
Navios entrados no dia 2 do corrente.
Salem ; 30 das, patacho brasileiro Angelina, de 154 to-
neladas, capitao Manoel Antonio de Oliveira, equipa-
Sem 9, carga farinha e mais gneros do pas ; a Tite-
lo Sevc ; Companbia,
Publicares Litterariaa.
AMOR E MELANCOLIA, OU A NOVISSIMA HELQISAS,
O SEGUIDA DA K01TE DO CASTELLO E DOS CIUMG
DO BARDO.
Os mais importantes poemas do Sr. Antonio Feli-
ciano de Caslilho, ornados com tres eslampas Anas
lylhograpliadas. Vendem-se a 3,000 rs. na loja de
Joio da Cunha Magalhes, na ra da Cadeia do Re-
cife.
CALABAR.
Acha-se prestes a entrar no prelo um drama na-
cional sb esto titulo, composicno de J. Ferreira Vil-
lela.
Nada diremos sobre tal obra por anda a no ter-
mos luto : porm suppomos, e he de esperar de um
moco quetem algunsconhecimentos dramticos o
urna particular predilecto pela sceua no encele
urna carreira tilo hrilhantecom urna obra no digna
de ser lida, principalmente pelas pessoas que pos-
suom goslo por poesa do tal genero.
Subscreve-se na ra da Cadea-Velha, loja do li-
vros da Snra. viuva Carduzo Ayres & Filhos e no^
pateo do Collegio, loja do Sr. Dourado.
- L
MUTILADO


"-v.
Avisos martimos.
..para o Ro-de-Janeiro partir, dentro do 15 djas,
0prigue-escuna brasileiro Veloz, de superior mar-
cee construccilo do que he capilSo Francisco
Vnorilo de Mattos ; pndendo anda roceher alguma
carga miuda a freto, sendo nacional, assim como
nissageiros, para o que offeroce excollenlos coin-
mo'dos e escravos a frelo ; os prolendentes tratem
com o mesmo cap tilo, ou com Firmino Jos Flix
Ja Rosa, na ra do Trapiche, n. 4*.
_ para o Porto segu, com toda a brevidade, por
ter ii maior parto de sen carregamento prompta, o
bripiio portuguez Ventura-Feli* Torrado o cncavi-
Hiado de cobre capilfloZeferino Ventura dos San-
los; quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
saneni, para o que tom excelentes commodos, di-
ria-se os consignatarios,Tiendes & farrozo, na
ruada Cruz, n 49, ou ao reterido capitito, na pra-
ca doCommercio.
_ Para o Rio-de-Janeiro seguo, com a maior bre-
vidade possivel, o patacho nacional Valtnte, por
tero seu carregamento engajado; podendo aiuda
recebar alguma carga miuda, escravos a frote o pas-
sageiros para o que tom oxcellontes commodos : a
tratar com Novaes & Companha, na ra do Trapi-
cho n. 34. ...
_ Para o Rio-de-Janeiro aahe, ate o da 8 do cor-
renio, por ter o seu carregamonto prompto, o brl-
gue nacional ligeiro forrado e progado de cobre e
de primeiro marcha : para escravos e passageiros ,
trata-se na ra do Vigario, n. 5.
Para oRio-de-Jaueiro seguo em poucos diaso
patacho Sania-Cru* : para carga passageiros e es-
cravos a frote, trata-se ao lado do Corpo-Santo, loja
de cabos, n. 25.
Avisos diversos.
3pPede se com instancia ao fabricador
de cartas anonymas, oceupando-se nicamente com
Intrigas de uinas para oulras familias, baja de pro-
curar novo modo de vida, pois pode mui bem succe-
der um dia nilo estar de accotdu a olhar com dcs-
prozo para as suas paIncoadas o fazer comquosua
Ungoa de calumniador seja pendurada ao pescogo,
iJfcMii nulo diroita oceupandu o lugar da lingoa.
'le^TAcabou o negocio do assucarquo havia na ra
do Apollo; armazom n. 18, sob a firma de Elias, San-
tos & C, Picando a cargo de Elias Ignacio'de Ol^vci-
ra a liquidacilo da extincta lirma : quem so julgar
credora mesma, baja de apresonlar as suas cuntas
no prazo do 8 das, -para serem inmediatamente pa-
gas, se forom legaes. Recifo, 2 de junlio do 1848
- lie de lamentar que a justiga civel do Pernam-
buco.esloja desde o dia 27 de maio prximo passado,
sem juiz para despachar as peliges o causas civeis,
luvendo como na tantos doutores e hachareis nesla
protfleia tanto que se diz que a vara civel est no
deposito geral: roga-so, portento, providencias
respeito.
ATTENCAO'.
Emquanlo nSo respondo cabolmente ao Sr. Manoel
Alves Guerra, oque farei breve, apresso-mc a ro-
pelliraExc. quo graciosa ou insultuosomente me
d o Sr". G., por me ntocompetir; nflo lenho a ridi-
cula mana de alardear de nobre mas assevero ao
Sr. Guerra que nilo frain osmeus principios varrer
c pusar cabos a bordo de navios o uem igualmen-
te levar ponlaps do amos : nossas inaueiras urba-
nas, ou incivil assaz o provam. Antonio Manoel
de Uoraei dr. Metquita Pimentel.
abaixo assignado vende cem ac-
coes que possue, da companhia do Bf be-
libc.
Manoel Zferiiio (los Sanios.
0 abaixo assignado faz saber a senhora Joaqui-
na Ignacia da Costa Miranda,que, no prazo de 8 das,
contados da dala desle, vetilla rosgalar os seus pc-
nliores: do contrario, o abaixo assignado os vender
para seu pagamento, chamando algumas testemuhas
para presenciaron) este negocio, Meando a dita se-
nhora obrigada apagar o restante que Tallar para
completar dito pagamento, quo por corto os penho-
res nilo cobrem, como a dita senhora j est scien-
lo disto.
Antonio Pertira de Miranda.
O-se dinbeiro a promio sobre penlioros de ou-
ro c prata, liypollieca em casas terreas ou boas fir-
mas: nB ra estrella do Rozarlo, n. 30, 2. andar, se
dir quom da.
Jos de Souza e Silva roga a todos aqtiolles quo
'sejulgarem seus credores aprcsenlem suas contas
no prazo de 8 dias da dala desle, para serom indem-
nisados, Issim tainbcm a todos os seus llovedores,
quo no mesmo prazo devom liquidar suas contas.
Ilecife, 2 de junho do 1848.
Jos do Souza e Silva o Antonio do Souja e Sil-
va retiram-so para fra do imperio.
Aluga-so o 1." andar da casa da ra do Quci-
msdo ii. 32: tratar na toja do mesmo. Na mesma
lja se dir quem precisa de urna ama do portas a
ilentrn.
O Sr. Francisco Manoel Beranger,
morador em Olinda, queira, quand vier
a esta.praca, entender-se com A. D d
Silva Cardial. na ra da l'raia de Santa-
Hita, n. i5.
-- Quem precisar do um caixeiro para negocio de
venda de motilados oqual tem muta pratica, e be
pessoa'muito capaee seria, por sua idade assim o
ermitir dirija-se a ra larga do llozario, loja de
miudezas, n. 22, ou annuncie.
--l-oa premio um cont deris sobre alguma
h jpolhcca ile casa por lempo de um anno, ou irais:
no Aterro-da-Hua-Vista toj? desapateiro n. 63, se
lira qui-in d.
U Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem d do
500 a 00,000 rs., com hypotheca em casa terrea.
Offercce-sc um. rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabeeciinciilo, o qual da fiador a sua
conducta : quem o pretender annuncie.
~ Deseja-se saber se aqu nesla provincia existe
Sebastio de Maecdo Guimariles natural da provin-
cia do Minho fregueza de S.-Maria-do-Souto, pois
se Ibe deseja fallar : por isso roga-sc por favor, que
annuncie sua nitrada, para ser procurado.
-- O baixo assignado, vendo o seu no-
me neste Diario, de 3o ele maio, em que
djz precisar de urna ama de 12 a 14 an-
uos declara ser falso e calumnioso tal
xo assignado, e sim urdiduras de algum
seu amigo que tem vontade de o ver em
lettra redonda.
Joo Antonio da Silva Braga.
Joaquini Pereira da Costa Larangeira retra-se
para fra do imperio a tratar de sua sado, deixaudo
nesta provincia por seu procurador bastante o STir.
Jos Lopes Rosa.
Precisa-se de um rapaz que tenlia principios de
pharmacia ou sem ellos: no Aterro-da-Boa-Visla,
n. 76.
Mara Antonia Gomes do Mello remelle para o
Rio de-Janeiro a sua escrava crioula, de nome Be-
nedicta.
O Sr. Francisco Antonio Cavalcante Cousseiro
queira quanlo antes comparecer no becco do Sarapa-
lel, sobrado sem numero segundo andar, a nego-
cio do seu iuteresse..
Desappareceu, no dia terca-felra da presente se-
mana, as 8 horas do dia um menino de 8 para 9 ali-
os, forro, moreno acaboejado cabellos crespos ,
baixo e grosso; levou una camisa de chila.o foi des-
calco : quemo pegar leve-o ao seu mestro na ra
de Moras, n. 102.
Precisa-se alugar urna preta para vender na ra:
na ra do Cabug, loja da esquina junto a botica.
A commissao administrativa
da sociedade Apollinea
tem marcado o dia 6 do correlo para receber as
propostas para convidados partida do "dia 17 do
corrento;c, passado aquolle dia, declara que nilo da-
r mais convites.
O Sr. J. da C. M. queira mandar entregar no Ator-
ro-da-Boa-Visla, n. 34, primeiro andar, o alias geo-
graphico porSimencourt, que S. Me. pedio em-
prestado por tres das desdo o dia 2 dezembro do
anno prximo passado; ou, o que ser melhor, a sua
importancia que h-; 10,000 rs.
-- Precisa-se de um caixeiro para venda quo te-
nha pratica : na ra Direita n. 17.
Precsa-se alugar dous pretos padeiros : na ra
liireila, padaria n. 26.
Emprosla-se dinheiro, em qusntias pequeas ,
sobro penhores do ouro ou prata na refinacilo da
ra do Aragflo.
--A mesada irmandade de S Bom Jess das Cha-
gas de novo convida aos irmflos Sevoriano Rodri-
gues dos Santos Alexandre Zacaras de Rarcellos e
Manoel Martina dos Sanios,para,no dia 4 do corrente,
responderem em mesa geral acerca le suas contas ,
visto se lerem de tnpr as penas do compromisso ,
em ditos irmflos. Igualmente convida ao irmilo Ven-
ceslao Ignacio da Conceicflo para o mesmo lim cima
dilo ea lodos os irmos da irmandade para a dita
mesa geral; ea mesa actual espera quo os irmflos
nflo faltem a um tilo grande servico, foito a bem da
irmandade c a seu bom estado.
O abaixo assignado, para sciencia dos
credores de Joilo Cordeiro de Carvalho
l.eile, faz publico que este anda Ihe
nHo pagou a quantia que Ihe deve,pro-
veniente dos bens do annunciante os
quacs o dito Cordeiro desbaratou o ex-
traviou como lutor do mesmo annun-
ciante. Joo Franciioo Xavier Paei
Brrelo.
__Offereco-se um homem com idade de 26 annos,
quo sabe Mr, escrever e contar bem, paro caixeiro
do qualquer eslabelecimento, menos venda : quem
de seu prestmo se quizer utilisar annunco.
Precisa-se de um triado : na ra do Hospicio,
n. 9.
--Angelo Condezerto, preto liberto, nascido na
Csta-da-Mina relira- so para a Rabia.
Procisa-sedo um feitor que entenda do servico
de engenho quo seja estrangeiro, sem familia e ro-
busto : na ra da Cruz, n. 43.
Jos dos Santos Neves embarca para o Rio-Gran-
de-do-Sul o crioulo Joilo, escravo do Sr. tenente-
coroncl Francisco Antonio Correia deSa, morador na
comarca do Comba I, provincia da Parahiba.por con-
la o risco do mesmo sonhor.
O rapaz brasileiro queso offerece para caixei-
Aluga-sc a casa terrea n. 30 da ra do Sebo a
qual tem bons commodos, grande quintal eom boa
cacimba de agoa de Ibober algumas arvores de
fructo com portilo ao lado da casa: a tratar enm
Manoel Pereira Teixeira ou ha ra Nova, loja de
Teixeira & Andrade. ,
Arrenda-se um sitio na estrada de S.-Amaro ,
indo para Belm com muitos arvoredos de Tructo ,
bastante terreno para planlar : tambem se vende
oulro na mesma estrada passando a ponto que vai
para Belm o primeiro do lado direilo, com (nui-
les arvores de fructo dous viveiros baixa para ca-
pim terreno para 8 vaccas de leite que sustenta
todo anno: a tratar no mesmo, que todo o negocio
s far, por haver preciso, ou na ra Direita ,
n
-- Precsa-se alugar um preto que seja bom co-
peiro para o servico de urnas familias estrangoiras 1
na ra do Trapiche-Novo, 11.10.
-- Precisa-so de urna preta captiva para o servido
de urna casa de familia; na ra da Alegra, casa n.
11, acharito com que.n tratar.
Precisa-se de um pequeo ainda mesmo Bra-
sileiro, para caixeiro de urna venda quetenhaou
nflo pratica, para estar na venda em companhia do
seu patrilo : ndverte-se que o patrilo be casado o tem
familia por isso quo podo dar bons exemplos que
silo necessarios a um pequeo de menor idade : 11
venda n. 2, confronte a matriz da Boa-Vista.
Offerece-se, para ser ama de urna casa e servir
do porta a dentro a algum homem idoso, urna mu-
lberquecozinha eengomma a qual tem um filho
menor de 5 snnos, que a acompanha oque nenhum
incommodo dar: na ra da AssumpQo, n 22.
Aluga-se o armazem n. 2 da praio de San-
Franciscp: a tratar na ra do Crespo, na loja de Jos
Joaqun) da Silva Maya.
--A venda da ra Augusta 11. 1, que ate aqu gy-
rou sb a firma de Luiz Antonio de Barros & C, fica
de hoje em diante pertencendo ao socio Luiz Anto-
nio de Barros, bem como todo o activo da mesma,
u obrigado dito Barros salisfaco do passivo. Per-
nambuco, 31 de maio de 1848.
Est para se alugar o sobrado n. 72 na na da
i>rala, propro para homem soltero ou pequea fa-
milia ; as chaves scliam-se na botica da ra do Ran-
gel- ~
OlFerece-se urna giatificacao venta-
josa a quem entregar no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 47> primeiro andar, um caval-
lo castanho^-claro calcado dos tres ps ,
capado < proprio para carro ; o qual des-
appareceu na madrugada do dia a5do cor-
rente, da estribara da mesma.
Na loja de Joilo da Cunha Magalhiles na ra
da Cadeia do Recife, muito so deseja fallar com os
Srs". Jos Marlins-Ua Silva Vianna e Jos de. Souza
Pinto de Oliveira, a negocios que muito lhee inle-
ressam.
llecebem-so penhores de ouro e prata por po-
quenas quantias a premio c mesmo de qualquer
obra de valor : na ra do Livramenlo n. 13, se-
guudo andar.
- Fugi, marecneiro irancez,
na ra Nova, 11. 45, acaba de receber, pelo navio Ti-
lia, um sortimcnlo do trastos de mogno, do mais
moderno gosio ; bem como folhas do Jacaranda,
mogno e.uutras madeiras do folear ; forramentas
proprasde marceneiro; e papel do licha. O mesmo
so oncarrega de fazer toda a qualidade de mobilia,
que se poder desejar, por ter recebido desenhos das
niobilias modernas que agora se usam em Franca.
Agencia de passaportes.
NaruadoCollegio, n. 10, o no Aierro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despscham-se escravos: tudocom brevidade
SIjiiiujiiiijjMii"iiiiir-r- mmiu m i H11 omjh n *gggg*5S?
Compras.
__Compra-se um sellim ugloz om boin estado, o
umcavallo de sola novo : na run larga do Rozarlo,
no secundo andar da casa n. 30.
cmpro-se urna escrava, queengommo c coz-
na ra do Hospicio, n. 9.
ulie bem : na ra uo iiospiciu, u..
- Compra-se um tranccliin para relogio : no Ater-
ro dequaTqucr cstabclecimenlo queredo sercai- ro_ua_n0a-Vista, n. 24.
xeiro do vonda drija-se a Olinda ra do Am-
paro venda contigua a bolica.
Precisa-se de urna ama para urna casa de pouca
fomilio para cozlnhar e comprar : na ra da Cruz
do Recife, loja do barbeiro, 11, 43.
Precisa-so de urna ama para urna casa de pou-
ca familia : adverle-se quo he s para o servico de
dentro de loja: na ra do Rangel n. 36, primei-
ro andar. .
Arrenda-so o engenho Caluanda na fregueza
doS.-Lourenco-da-Matta de muito boa produceflo,
tanlo para caimas como para oulras lavouras; safreja
Compra-se urna casa terrea no bairro da Boa-
Vista ou S.-Antonio ou mesmo na fregueza do Ile-
cife : na praga da Boa-Vista, 11. 10.
Compra-seo diccionario de Constancio, ou uo
Moracs cm segunda n.flo ainda mesmo da ultima
edeflo : na ra dos Tanoeiros n. 5, ou annuiicic.
--Compra-seum appnrelho de porcellana para cha,
liso ou esmaltado por preco commodo : quem li-
vor annuncie. v__
Compra-se um sopha ou cannape do mogno
usado, obra franceza ou hainburgueza quem Uve/
annuncie.
finas de cores lixas, a 160 rs. e a pees *"?,,
sas pretas com 10 varas, a 3,000 rs. a poca riecados
de novos padrOes. a 220 rs. o covado ; me "'_
godflo para senhora, as ma.s finas que leem PP-
cido, i.ntacnodesoda, e outrns mu.tas fazendss
b-! Vende-se um. preta crioula de 30 nno. pou-
comaisou menos, quecoznha. engomma, razuo
ees, cose e faz renda : na ra da Roda, n 4.
-Vende-se, a ret.lho e por^aUcadn, ntam
sorlmento de louc. da Baha, chegada ltimamente
na ra da Lapa, n. 6 < ,...
Vende-se um bonito moleque do U annos,
bastante forte, e que he proprio para qualquerjui-
cio ou para pagem, por nilo ter defeitos nem acha-
ques: na ra Imperial, n. 39. ..ii
Vende-se um viollo em meio uso e de excel en-
tes vozes, por preqo commodo: no becco Ijrgo, ten-
da de barbeiro. ... .,..ii
Vende-se u ma prota de meia idade, crioula,
que faz o servico de urna casa vende na ra e la-
va de sabflo e varrella, d-sc por milito commodo
preco : no Forte-do Mattos, prensa de Jos Ribeiro de (
Brito.
Livros militares.
Ensaio sobro os principios geraes do slralcgia e de
grande tctica, obra nova, escripia pelo lente Har-
reiros, major de arlilharia, 1 vol. 3,000 rs.; Compila-
co das leis militares, pelo Dr. V. J. F. Cardozo, 1
voL in folio, 12,000 rs.; manejo de armas de inran-
lara.1 vul.48o rs.; manejo de armas a caladora, l
vol. 480 rs..: na livraiia Ja esquina doCollegio.
Historia de meninos para
q :em nao fr enanca.
Esta obra conlm : a imite das commadres com os
frades, a madrugada do frade, o anjo no convento, o
Josesinho da villa, a possessa pejada pelo confessor,
sror Feduncia, delambida e um liysope, Gregorio
dobles feito Senhor dos Passos, a viuva roubada pe-
lo confessor e criada, o abbade astucioso, o propie-
tario desabusado, o frade nejado, a beata escrupulo-
sa, a rolica cozinhera, o rei Miguel e seu liortclilo,
a bella roubadra, o arriero e frade denunciante,
o outras muitas : 1 vol. om 8., encadernado, preco
2,560 rs. : na livraria da esquina do Collegio. Na
mesma livraria vendom-so trezenas de Santo Anto-
nio.
Casimiras elsticas
finas.
Vendem-se superiores e excellentes cortes de casi-
miras de superior qualidade o lindos gostos, pelo
diminuto preco de 5, 6 e7f rs. o corlo decalcas, sen-
do seus padrOes tanto de gosto para o invern, como
ara o vcrSo; aellcs antes que se acubem: na ra
do Collegio, loju da estrella, 11.1.
Na ra No-a, loja de alfaia-
te, n. 14,
acha-se um completo sortimento do obras feitas ,
assim como um riquissimo sortimento de hiendas,
como sejam : pannos linos protos a 4, 5, 6, e 7,000
rs. o covado ; ditos de cores, a 4 o 5,000 rs. ; lindos
crtesde casimira elstica, a 5,500 e 7,000 rs.; ri-
cos cortes de collete de seda a 4,000 rs.; ditos de
gorgurflo doseda,a 1,600 rs ;^litosde fustoes de lin-
dos padrOes a 1,280 rs. ; setint macu, muito su-
perior a 3,200 rs. o corle; panno mesclado para ca-
sacas, sobro-casacas c palitos, a 3,500 rs. o covado ;
morin preto, a 2,500 o 3,000 rs. o covado ; cortes
de meia-casimira a 2,800 rs.; e outra smuitas Ta-
zendas por preco commodo.
--Veiidem-so4rscravas,sendo : urna prela e S
pardas entre as quaes urna he muito moQa de boa
figura, e ho engommadeira o costreles; um
casal de escravos, com urna filha do 14 annos pouco
mais ou menos: na ra do Crespo, loja n. 2 A, so
tlr quem vende.
Vondc-se, ou troca-se por outra no Recile, urna
boa morada de casa torrea em chitos proprios, de-
fronte de S.-Jos-do-Manguinho, com quintal: a
fallar junto da mesma casa venda da esquina.
Vende-se rap Meuron & C., a 1,080 rs. a libra:
em Olinda, nos Quatro-Cantos, venda do Macieira,
n. 20.
Vende-se um bote novo com qua-.
tro remos, e pregado de cobre, muito bom
para uso de qualquer navio ou para cos-
tearnos arrecifes: a fallar na na do Tra-
piche, casa n. 8.
Vcndem-sc 6 cadeiras americanas de palhinba,
fornidas e sem defeitos; as nsIruccOes de cavalla-
ria pelo visconde de Barbacena por um palacio :
na ra de S.-Rita, n. 91.
I plese maisdebomassucar; pde-so irem -Compram-seos volumes de 1840c 1842 da le-
carro al perlo e por isso torna-se ptimo para al- Kg|acfi0 brasileira : na praea da Independencia, 11
mensaes : n Soledsde,
annunuo, por nao ser leito pelo aba- querdo, casan.42.
guhs sonliores desta praga : a tralaj no Aterro-da-
Ifoa-Vista, n. 49, ou no mesmo engenho.
Fuitaram, no dia 25 do corrente, as Ave-Manas
pouco mais ou menos do becco que vai do S.-Ama-
ro paro Belm, urna tiesta castauha bem carnuda ,
parecendo pronhe com um dos olhos broncos, as
rnos o urna perna tambem brancas ao p dos cascos,
a qual ia guiada por um preto com mus dous ani-
maos. Roga-se a quem a descubrir, qua dirija-so a
Na da Aurora, casa do subdelegado ou na ra da
Senzalla-Nova, padaria n. 30, quesera gratificado.
Manoel Pereira da Silva e Joaquim Alves dos
Reisdeclorom aorespeitavel publico que compra-
rama loja do chapeos do Sr. Jos Joaquim Faria Fer-
reira & C. sita 110 Aterro-da-Boa-Vista, n. 12.
Pretende-se alugar para urna familia capaz ,
um sitio que lonha boa casa de vivonda arvoredos
de fructo o se for possivel capim para sustento do
um csvallo : prefere-so as vizinhancas do Mangui-
nhos Mondego, Soledade Passagein-da-Magdalena
c Hospicio: quem tiver annuncie por esta folba.
Aluga-so, ou vende-so urna escrava de nacao,
do meia idade que corintia o diario de urna casa ,
e faz lodo o mais servico 1 ns ra da Cade.a de S.-
A"^Precisa-sdeun.a ama secca para acabar d
criar una menina : na ra Novo, loja n. 23.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
do urna casa do pouca familia que sa.ba comprar
nsaboar. dando-so-lbe o sustento e 10/
vroria ns- 6e 8. ...
- Compram-se 6 ou 12 cadeiras de pallnna : de-
froirt do oitflo da matriz da Boa-Vista venda n. 2.
-Compra-se effectvamenle, toda a qualidade
de trastes usados ,e tambem se trocam por outros
novos : no armazsm do trastes defronte d
'-- Conti'nuam-se a comprar palacoes brasleirose
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs.
da Cadeia-Vellia, n. 38.
Compra-se una escrava que engomme e
nhe bem : na ra do Hospicio, n. 9.____
na ra
coz-
Vende-se, na ruadas Cruzes, n. 41, niar-
S& melada, e panno de linbo, muito supe-
^ rior e mais ordinario: tudo por prego
') commodo.
m&<&&
Vende-se, ou troca-se por escravos de ambos os
sexos, una casa terrea de pedra e cal, sita no me-
llior lugar daCapunga : quem pretender annuncie.
Loja de iVlagalhaesj- Irmo*
na rua do Queiniado,
11. 46.
Nesta loja vendem-se cortes do cassas de cOres, a
3 000 rs.; ditos do cambraia branca lisa, a 3,200 a
. de 4*000 rs ; longos de solm de cores, para grvala, a
i?0 3*200rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraiasaber-
> tas, a 4,200 c 4,500 rs. o corte; ditas brancas aber-
' tas a 4,600 rs ; muito superior panno paro toalna
' ""vln/iTm e suueriores reloeios de do mesa, do 4 polmos e meio do largura, a 640 rs ai
Vendem-se sujjcnuica g ivarll |engos brancos de cambraia com beiraaberta,
de patente ingirz a 30O'rs cnila j0 coberta, a 200 rs. o covado; dita
para vestido, de cor llxa, a 160 rs.; lengos bordados,
a 320 rs.; cortes de vestido de liiazinha, a 3.200 rs ;
Vendas.
cozinharoer
indo pela Trempe, dolado
__Vende-se urna moleca do 12 a 13 annos
nolimaflRura.e muito forte para todo o serv
tanto do campo como do praga: na de llortas
casa terrea n. 62.
di
ouro para algibeira
ama da Gruz,n. a. |
:-Ve:,de-se vn,ho^Ch.mp.g..e;^^
noarmazem de Kalkmann nosenmuuu, de seda, a 10,000 rs.; mantas de dita, a 8,500 rs.;
Cruz, n7 10. ; C|,8ies ,|e lila e sedo, 4,500 rs.; setim preto. a 2,200
Cassas a 3io rs. O covado. rJ bicos de varias qualidades; e alm disto, um.
Na rua do Livramenlo, n. 44, vendem-se cassas completo sortimento de fazend.s, proprias par, esl*
muto"mas par. vestido,'. 320 rs. o covado ; chitas gapra e provine.
MMte


- Vende-se nm crioulo, de
56 anuos, perito mostr sapa-
teiro, e que entende do servi-
do de padaria, e alguma con
sa do de eugenho, he muito
humilde c de ptima figura :
Kcnde-se para pagamento de
urna divida e por isso d-se
por preco commodo : na ra
l>ireita, n. 5.
"" Vende-se a venda da rua larga do Rozario n.
37: a tratar na mesma venda.
Vende-se una escrava de bonita figura de 18
a 20 annos, com bastante loite, e que tem algunas
.'ltll lil.'K *em viim<\ 'ilf.n,,. ~____ __ a i
A
habUidas, sem vicio albu.n : o motivo da venda se
lira ao comprador: na rua Direita esquina do beo-
codoSengado n. 93, segundo andar.|
Vende-se urna bonita escrava : na rua estrei-
ta do notario n. 22, primeiro andar.
- Vendem-se saccas vasias de estopa : noarma-
zemdeKalkmann& Rosenmund, na rua da Csuz,
n. 10.
Vendo-se charutos de llavana, de diversas qua-
Jidades, ltimamente chegados: na rua da Cruz,
armazein de Kalkmann & Rosenmund.
Casimiras lisas, a ,40# rs.
cada covado, as melhoree quo tem vindo. a esta pTMt,
n3o s pulas delicadas cores, como por ser perfeitH
fazenda ; litas de lislras, viudas ultimamonte de
Franca, os mellioresgostos^e'melhor fazenda que
ha a 9,500 rs. o corte; meias casimiras a 3,500 rs.]
o corte: panno preto e nzuJ lino, a 3,000 rs ; ditos
de cores, de *,000at 5,000 rs.; dito prelo a 6,000,
6,500.7,000 at 11,000 rs. que nada deixam a dese-
jar ; e todo o sorliinento defazendas linas e'grossas
que se vendem a retalho o por atacado : na rua do
Uuoiinado n. 27 no novo armazein de Ravmundo
Carlos Lei le.
Vendem-se ricos corteado cohetes de gorgu-
rilo de seda; ditos de setim, pelo barato precode 2,500
a 4,000rs. cada corte: na rua da Cadeia de S.-An-
tonio, n. 21.
Vendem-se saccas com arroz de casca, a 3,200
rs.; ditas com millio ou alqueirei. a 3,200 rs. : na
run da Cadoia do S.-Antonio, n. 21.
Vendem-se muito superiores charutos chama-
dos catadores, em caixas do 125 cada una, chega-
dos pelo ultimo vapor da llaliia : em casa de Frede-
nco Robilliard na rua do Trapicho-Novo, n. 18.
pelo barato preco de 640 rs. o covado: na loja nova
da estrella, n. l, da rua do Collegio.
Lete liquido,
todo o anno, a 200 rs. a garrafa, s ^ horas da ma-
nnaa, e sendo freguozia se mandara levar : na fa-
brica de lie .res do Aterro-da-Boa-Vista, n. 17.
Novos gambreoes.
Vendem-se superiores cortes, da fazenda,denomi-
nada gambreOes pelo diminuto preco' da 1,800
rs. o corte : esta fazenda lio de mu superior quali-
dadee scus padres rivalisam com as melhores ca-
simiras: na rua do Collegio, loja nova da1 estrella,
Vendem-se presuntos de Weslplealia, superio-
res noarmazem de Kalkmann & Rosenraond, na
rua da Cruz, n. 10.
Vende-se tinta preta de escrever
da fabrica de I'. & I. Arnold. chymicosf
lustro superiores, pelo baratissimo pre-
co de a,56o rs. : na rua do Cabug, loja
de miudezas, n. 4*>- de Manoel Joaquim
Das.
Vendem-se pias de pedra para fil -
trar agoa ,tuma bomba de ferro, com
36 palmos de comprimento : na rua da
Praia, serrara de Silva Curdia.
Vende-se a taberna n. 86, ua rua do Pilar,
o melhor lugar de Fra-de-l'ortas, a qual est bem
afreguezada, tem casa coinmoda para pequea fami-
lia ei com quintal: alm disto, ha outra conve-
niencia vantajosa que se dir.ao comprador ; veo-
de-sea dlDheiro vista, ou mesmo a prazo
tent, com endossanteque agrade Fz-j
da porque o seu dono occopa-sl em o
e a pessoa que a administra o5o pode
tratar na rua do Cjuolmado, loja A. 21'.
- ** --------------v.- VUJIUK.UJI -------------------7 .-j- ... .-
de Londres: em casa de Geo: remvorthv'
& G na rua rf Gru n. a, que sSo os *e,lS Cruag ***&***
nicos agentes importadores d'essa tinta '
nesta praca.
)
Con(inuam-se a vender,
na rua da Cadeia do He
cife, n. 37, caixa com
cera e'ra Velas e mais
brandoes fabricados
no K"o-(le-Janeiro, e em
Lisboa: sortimenlos ao
gosto do comprador, e
por mais commodo pre-
co do que em outra
qualquer parte.
i-se-ostas excellentes meias, multo protfrtas Vende-sourna vacca de loite-, de suporior n.
presente eslac&o, por conservarem o!ps *a vinu* de Inglaterra galera folutnbut: a ir,l|f
>e serem de mulla dnracSo, pelo diminuto e?m 0aplio da meshia embarcacao, na praea a0
e 4,000,5,000 e 5,500 rs. a dazi : na roa do ^omnierck), ou em casa de Me. Calmont Coain.
). n. 3. loia do Fflrr.ln r.-imnanhi nina. *
para a
quentesx.
proco de 4,000,3,000 e 5,500 rs. a doii : na
Collegio, n. 3, loja deFerr.lo & Coropanhia.
Panno-ferro*
VEN D VISE
estojoscom duas na va I lias in-
glezas, para barba,
fabricadas pelo melhor autor, chegadas prxima-
mente de Inglatorra a 2,000 rs. cada estojo. Estas
navalhas s3o garantidas, porque, mo s se trocam
as que porvontura nu"n saiam boas, como lambem se
reslitueo seu importe, quando o comprador por
acaso se nSo agrade de nenhuma dellas depoisdo
as experimentar, istoestando sem ferrugem e bem
tratadas : tambem existe ainda para vender urna
pequea porclodas da China : na rua larga do Ro-
zaris, loja de miudeza* do Lody, n. 35.
PANNOS FINOS.
No Fasseio-Publico, lojan. 19,
de lia noel Joaquim Pascoal
liamos,
acaba dechegardo novamente um rico sortimento
de pannos linos pretos de todas as qualidades, pe-
lo barato preco de 2,800 3,200, 3,600, 3,800, 4,000 e
4,500 rs muito superior; sarja preta muito superior,
a 2,000 e 2,400 rs. ; setim preto a 800 rs. ; urna
porc.no de lanzinha epelle do diabo a 200 rs. o co-
vaJo; umriquissiino sortimento de cassa-chila a
2,000,2,400 e 3,000 rs ; pecas de cassa do lislras e
quadros, a 2,400 rs.; pecas de tarlatana branca com
9 varas a 2,400 rs.
- Vendem-se aeces da ex-
mela companhiade Pernambuco
e Parahiba: no escriptorio de O-
liveira Irmos & C, rua da Cruz,
n. 9.
Vendem-se queijos lundrinos; presuntos para
fiambre; potes com sal refinado; latas com bolachi-
nhasde araruta ; ditas com marmelada com duas
e 4 libras ; massas finas ; conservas inglezas; fras-
cos com doces de differenles qualidados ; latas com
sardinhas; ditas com hervidlas; sag ; cevadinha ;
passas superiores ; bolachinha do soda : ludo por
preco mais barato do quo em outra qualquer parte
na rua da Cruz, no Recite, n. 48.
Vendem-se presuntos, baldes e linas proprias
para lavar roupa; vassoura para varrer salas e la-
peles : ludo ltimamente chegado dos Estados-Uni-
dos : na rua da Cruz, n.7, armazem do Davis & C
Vendem-se duas pretas de vinte e qualro annos,
de.uonitasfiguras, urna das quaestem 2 filhos, um
de 4 annos c o oulro de 2 : as escravas teem ha-
bilidades e n30 teem vicios nem achaques na rua
da Concordia, passando a pontezinha, a diroita se-
gunda casa terrea, se dir quem vende.
Fogo pernambucano.
Vendem-se macos grandes de palitos de fogo de
muito superior qualidade, a 2,000 rs o cent: na
labnca de licores do Aterro-da-Uoa-Visti, n. 17.
SUPERIOR PRELO, A 4,000 rs.
Vendero-so saccas com farelo fino de Trieste, che-
gado ltimamente, o qual lie o melhor de todos quo
aqu tem aportado, por ser o mais nutritivo: em casa
do i. J. Tasae Jnior, rita do Amorira, n. 35.
Casimiras elsticas
a 6>M> rs.
- Veirtetn-se casimiras elsticas de algoda e lfi.
mmmmm
--Vende-se urna escrava moca com habUidades :
no largo deS.-Pedro sobrado n. 4.
1 (Va fabrica de chapeos da rua do Queimado ,
MM vendem-se chapeos de castor brauco lo-
"^dos enfeitados, para meninos, o mais bo-
nitos possiveis; ditos para homem tanto com pel-
lo colijo sem ello, de 2,500 ate 5,000 rs,; ditos do
massadetodasasqualidades.de 2,400 rs. para ci-
ma ; ditos onvernizados, para viapens; bonetes,
tanto para paizanos como para militaros ; barreti-
nas, tanto para ofllciaescom para guardas nacionaes;
eoutros muitos utensilios pertenchtesa militares :
lambem se recebem encommeudas de toda o qual-
quer obra de chapeloiro: tudo por preco mais ba-
rato do que em oulra qualquer parte.
A 200 Rs. O COVADO.
Vo novo armazem de fazeikdas
de Kaymiindo Carlos Leile,
na rua do Queimado, n. f!7,
acha-soo melhor algodo trancado azul, proprio
para roupa de escravos a 200 rs. o covado e em
pecas a260 rs. a jarda, o qual se I orna recommen-
davd pelo muito corpo nao ter gomma ser muito
largo ede cor flxa ; ptima chita preta forte a
5,800 rs. n peca ; engracados pannos de mesa, de
algodSo encarnados, pretos e grandes a 3,200 rs.;
ptimos brins trancados de lindo, a 1,000 rs. a vara;
lencos de cassa de cores, grandes, para senbora a
480 rs.; ditos do seda para meninos, a 640 r.; ex-
celente alpaca de linho ; chitas linas do ultimo gos-
to ; e todo o sortimento de fazendas linas e grossas,
para vender por atacado o a retalho o mais. barato
possivel. t
-Na rua do Queimado, n. 30, ha pannos drboni-
tas cores, proprios parclitos |e sobrecasacas, as-
sun como chapeo de castor, pelo barato preco de
5/000 rs. K v ;
Jg Vendem-se chapeos de superior I
"^4castor, luancos e pretos, por preco
itftrto barato : na rua do Crespo, n. ia,
lojtde Jos Joaquim da Silva laya.
Vendem-se corles de calcas para homem, dft en-
cllente fazenda denominada panno-forro, a 1,400
rs. o corte : esta qualidade de fazenda torna-se re-
cotnmendavel, por ser do padrOes escorse do mui-
to corpo : na rua do Collegio., n. 3, loja do Kerrilo &
Cojnpantiisi.
Chegaram di versos escravos para se ven-
dereni muitoemeonta, na rua das* l.a-
rangeiras, n. 14, segundo andar, a sa-
ber : um lindo moleque de 18 annos; I
_ dito de 20 annos ; um preto de meia ida-
de, bem para o servico de una casa ; um ptimo
pardo do 20 annos,. boro pagem; um dito de 10 an-
nos ;um dito de 22 annos, que tem muita propor-
CSo para marujo; um dito com principios de pedrei-
ro; um dito de 38 annos, por 950,000 rs.; urna pre-
ta moca, boa cozinheira ; urna dita de meia idade ,
ptima lavadeira ; urna mulatinha com urna cria ;
urna preta de elegante figura: estas duas ultimas
vendem-se para fora da provincia por preco mui-
to baixo.
Vendem-se asseguintes propriedados : um sot
brado na rua da Moda, n. 13 um dito na rua do
Amorim n. 87 : na rua da Cruz, no Reeife, n. 11.
Vende-se, por preoo commodo, urna oss de um
andar, sita na rua de S. -lenlo, om olinda, n. 21,
em chaos proprios, a qual rendo mensalmente 16/
rs. : a tratar na rua da Madre-de-Deos armazem
de Vicente Ferreira da Costa.
No armazem de Vicente Ferreira da Costa na
nm da Madre-fleos, ha para vender muito superior
vinho da Figuelra chegado ltimamente em bar-
ris de quarto at stimo imito proprio para gas-
to de casas particulares
Vendo-se lagedo decantara, ou a varas ou por
podras, por preco commodo ; na rua da Cadeia de
S.-Antonio, armazem n. 15,
Vondem-se caixas de cliarutos regala de boa
qualidade,,a2,000rs.a caixade cem charutos: na
rua da Cadeia do S.-Antonio, n. 31.
-Naloja de quatro portas na> rua do Cabug,
n. 1 C, do Ruarte, vendem-se pennas de ao, da me-
lhor qualidade que tem apparecido no mercado, a
320 rs. a duzia ; tinta encarnada e azul, a 180 rs. o
frasco; estampas do santos, em ponto grande, a
120 rs. ; phosphoros em caixinhas a 30 rs.; um
sortimento de bandejas de muito boui gosto ; casti-
caesdovidro, a2,500fs. o par ; bonecras o bone-
cros, a 640 rs. ; chales de lila do muito boa qualida-
de a 2,000 rs.; caixas de guardar joias do melhor
gosto que tem apparecido, a* 1,000 rs.; volantes;
galOes ; espeguilhas ; rendas, tudo proprio para ar-
maces de igrejas ; bicos do l'orto, de diversas lar-
guras ; e oulras umitas miudezas por preco com'
modo
Vende-se na rua do Crespo, loja n. u u
tona universal, por J. J. Barboza emlalim'- r
pendi das pocas e successos mais Ilustres' n "
P. de Figueiredo ; MeditacOea do doutor JameVi!A
ver por J. F'. da Ponte ; Revolucilo do Parnam. ""
em 1817; a Noitedb Castello ; diccionarios do tancio novos, por 11,600 ; e otitros muilus livros ,Vi
barato preco ; e coiitinam-se a trocar estando .\
tom uso e sendo boas obras. eni I
Chocolate.
Na fabrica de licores de Frederico Chaves i
Aterro-da-Boa-Vsta, n. 17 ha sempre muito i'uZ
rior chocolate desande, cinell, baunilha e do rT
ruginoso, este he muito conhecido pelas suaj bol
4IWades;e por ser proprio para as pesabas que50f'
Baaf> de frialdade e outnas molestias do estomago i, I
! libra e o do sadS,. canea elbaBnilha'a'^f
-Vendem-se 14 escravos do ambos os sexos, plf
e pretos, de differentes idades, por barato p I
fl;: sfo vindos do Aracaty : ao p do Corpo-Sintn
lojan. 25.
L -Vende-sourna vacca de leite>, de superior n.|
t Compi.
Vende-se um moloque de 14 a 15 annos i ni rm
do Collegio, n. 23.
, r Vendem-se dous bracos de balangas grandes
com conchas de pao j urna bomba do cobre pin'
despejar pipas : na rua da Senzalla-Nova; n. 4.
-- Na loja da ruado Queimado, n. 5, vende-se pm
no prelo fino a 3,000 e 5,000 rs. o covado.
Vendem-se 4 escravos, sendo: um mofequt
de nseflo, u"e 16 annos, proprio para lodo o servico-
urna escrava crioula de 26 annos que engomnu'
cose chao, faz lavarnto, cozinha e lava de snb.lo'
um escravode nacSo de 28 anuos perito padeiro
canoeiro; urna escrava de nacflo de meia idade, ve
dedeirad rua : na roa das Crines, n. 22, seeund
andar.
Na rua das Agoa<-Verdes,
n. 46,
vende-se um escravo de 30 annnos, perito pedreiro
om pardo bom pagem ; um moleque de-naco, /
18 annos; um escravo bom carreiro ; urna bolnj|
molcca de 16 annos ; 3 escravas pira todo o sem'.
CO ; uma dita por 150,000 rs. boa quilandeira eli-
vadeira; urna linda mulatinha de 13 annos; umci.
vallo com todos os andares, ainda novo; uniesen-
yo de 24 annos, ollicial de sapatejro.
BOA PIAGA.
Vende-se superior vinho da Figuoira, era barrsd
,4 5,0e7empipa: noarmazem de J. JTassoJnior
rua do Amori m, n. 3 5. '
Vendem-se dous escravos robustos,um de 17 an-
nos e oulro de 15; um mulatinho bonito, de 8'annos'
uma escrava do bonita figura, de 20 annos, que hn
de sabao e de varrella ; cera amurella; caixas de tur-
taruga fetas no Cearaj malas de sola o decouro'
sellinsf cangaihas e mais pertences de viagem : ludo
em bom uso na rua do Queimado, casa.n. 33 se-
gundo andar, se dirquem vende.
VENOKM-SE
colleccoes de vistas de Per-
nambuco ,
sendo as da ponteda Iloa-Visla,ponte do llecife.Ilom-
Jesus, Olinda, Poco-da-Panclla o Cachang, feitas ao
beneficio da sociedade da Beneficencia iillemila e
suissa : no armazem do Kalkmann & Rosenmund ,
no hotel Pislor, as lojas dos Srs. Lu Antonio Si-
qu"ira,daSnra. viuva Cardozo Ayres & Filhos, na
rua da Cadeia do Reeife; as lojas dos Srs. Santos
Neves & Guimares, na rua do Crespo ; do Sr. Jos
de Alenquer SimOes do Amaral, na rua Nova ; e do
Sr. J. Chai-don no Aterro-da-Hoa-Visla.
Bolachinha de arar uta,
recentemenlechegatla do Rio-de-Janeiro, na barca
Commcrcio-do-Rio em latas de 6 libras pelo, m-
dico preco de 2,000 rs. cada lata no caes da Al l'an-
dega, armazein n. 1.
Vid ros para vid racas,
vendem-se om porcus ou a retalho a vonfado do
comprador: na rua da Cruz, n. 38, casa de Schafhec-
tlin&Tobler. _
-- Na loja de miudezas, de 4 portas, da rua do Ca-
bug n. 1 C do Francisco Joaquim Duarto, ven-
dom-se lencos do garca a 1,000 rs. ; ditos de grva-
la, de bonitas cores, a 1,000 rs.; ditos pretos, a
1,400 e 2,000 rs.; luvas de pellica de cores para se-
nhora e homem; ditas de seda de diversas qualida-
des, por prego mais rasoavel do que em outra qual-
quer parte.
- Vendem-se sapat&e de courode
Vende-se um cavallo ruco, andador baixo : na
rua Diroila, padaria n. 69.
Vendem-se cadeiras de bataneo muito boas o
commodas : no armazem de Kalkmann & Rosen-
mund, na rua da Cruz, n. 10.
Vendem-se vidros para espelhos do todos os ta*
manhos: no armazem do Kalkmann & Rosenmund,
na rua da Cruz, n. 10.
Vendem-se pianos ingleses la fabrica de Co-
Ilard: no armazem de Kalkmann & Rsenmund,
na rua da Cruz, n. 10.
Vende-se a theologia moral evanglica por Pe-
naphiel, pelo preco de 6,400rs. : na praca da Inde-
pendencia, livraria ns. 6 e 8.
Sapa toes de tres solas \-ff rs.
No A Ierro-Ja-Boa-Vista, loja n.
7b, vendem-se estes sapatos pelo admi-
rare! preco de 1^ rs. o psr; sao t5o bons
e baratos, que quem os vir nSo deixar
de comprar.
Vendem-sii 5 eicravos sendo : duas pretas de
habilidades ; duas pardas uma de 17 annos e a
outra que cozinha lava bem roupa o vonde na rua;
um prelo da Costa queso a(]anc,a a conducta : no
patoodaS.-Cruz, n 14, so dir quem vende.
Vendm-so dous lindos moleques do 16 a 18 an-
nos ; dous pretos de 25annos, sendo um delles bom
carreiro ; tres inulatinhas do 7, 11 e 14 annos, uma
negrinha do 10 annos, todas com principios de ha-
hilidadcji; duasprotasde 20 a 25 annos, com ha-
bilidades ; um casal de escravos proprios para o
servico le camdo por| terem' pratica ; 2 pardos do
16 a 24 annos sondo pht bdm carreiro : na rua do
Collegio, n. 3, se dir quem vende.
Vende-se urna historia sagrada do novo 0 velho
testamento, por lloyaumond, pelo proco de 3,000
rs.: na rua estreila do Rozario, loja de miudozas con-
fronte a venda, 11.1.
--Vende-so o guarnefcimento do bo.tiquim Cova-
da-Onca na rua largado Rozario ,n. 34, cojo bo-
tiquim heinuilo espacoso tem dous foguea um
para cafeou tro de ferro paracozinhdr boa aria na
mesina cozinha, e por cima do mesmo moradia para
familia ;est muito afreguezado por tr muito bom
caf e comida : aO comprador se ensillar grttUt a
fazer ficores, xaropes eoptima mantejg fazendo-
secoin urna garrafa de leile duaS libras : a tratar no
mesmo botiqun!, que lodo o negoci se far por
ter o sen dono ci seguir para Europa, a tratar de sua
sad.
Novas chitas e riscados.
Vendem-se riscados de novos-pad r6es avelludados;
chitas pretas com flores encarnadas e ramagens e
diversas cores de superior qualidade, a 320 rs. o
covado; panno de linho muito fino a 560 rs. a va-
ra : na rua do Livramento, loja nova n. 14.
FABRICA DE LICORES NA RUA OIIIEITA, N. 17.
Neste eslabelecioiento ba licores de todas as qua-
lidades tanto finos como ordinarios, ago'ardeiilc
do reino aniz. genebra, tanto em botijas como em
caadas .espirito de vinho de 36 graos: tudo por
preco mais commodo que se pode encontrar.
Corles de casimira elstica,
a 5,000 rs.
Vende-seexcellente casimira eslastica ..pelo di-
minuto preco do 3,000 rs o corte, da padrOes es-
euros e propria para a presente estacan : lambem
ainda reslam alguns corles decasiuiira do algodoe
lila a 2,240 rs. o corto A ellos antes que se acabara
na rua do Collegio, n. 3, loja de Ferrao & Coinpa-
nhia.
Brins trancados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados,
de quadros e lislras do muito bonitos padrocs, y ele"
barato preco de 2,000 rs. o corte : na rua do Colle-
gio, loja nova da estrella, n 1.
* Escravos Fgidos.
Fugio, de bordo da barca Commereo-du-Rio,
nodia 16 do passado, o escravo marinheiro, da
nomo Daroiflo preto bem retinto ainda moco, de
nacSoMina.muilorisradonorosto.com um dedo
d mdo direitt doenle falla pouco e mal se exprs-
sa porm sempre com o semblante risonho ; levou
calcas o camisa de riseado azul, chapeo de plh
americana. Este escravo pertence ao Sr. Manoel Jos
de Ara ujo Costa, do Rio-de-Janeiro: quem o pegar
love-o a rua da Cadeia do Reeife, 11. 45, quo recebe-
r gneros gratificaco.
Fugo, no da primeiro do correle, a escrava
Thomazia crioula, um Unlo fula ; esta pojada de 3
a 4 mozos; Icm.em uma das faces do rosto uma cica-
catrizberii vijivel de 16 annos;, levon vestido de
algodSo azule uma trouxa de roupa de seu uso. R
ga-seas autoridades policiaeso pessoas particulares,
que a apprehendam olovom-na a rua do Crespo, lu-
ja de Jos Azevedo de A mirado, ou a seu senhor, Fi-
lippe Gomes Santiago, morador na cidado da Victo-
ria.
Fugio, no din primeiro do correute o preto Jo-
s, de 25 annos, de nacSo Benguela de estatura re-
gnlar,, cara um pouco compnda olhos afogueados,
pouca barba beicosgrossos ; levou um ferro no |.
camisa o ceruulas de algodo da Ierra; consta ter
passado nodia 2, pela ponte da Tacaruna, para 1
parle de Olinda. Roga-se aos capitSos do campo
pessoas particulares, que o apprehendam e levem-
noa.rua largado Rozario, padaria 11. 18, de Manuel
Antonio de Jess, que ser bem gratificado.
EBN. : NA TYP. US. U. F. Ol PARIA
_,848


Full Text
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