Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05976


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Full Text
rno de ISIS.
Sexta-fera *t
O DIARIO pulilica-se todos ot alias q ic nao
0r*"> d guurdi i o preeo d a*tfhatura he de
jjOOO rs.por quarlel, panol adiattados. Os an-
puncios dos ass|tninte so inseridos i raslo de
ion. pdrlinia.a, 10 r*. can lypo difTerente, e as
iVntiirej pela motada. O que no fran issfat
'rantes'pai-aro 80 rs. por linha, e 100 em typo
difl'erente, j>or cada publicaco.
I PIMSES DA LU*. MO HEZ. DE JUNHO.
Luanora, a l,ao SO min. da tard.
Ciescenle a 8 as 3 horas eSS min. dj tarJ.
Laeb'ia a ic. s a horas e 39 min. da tard,
Miugoautc a 24 l horas e8 min. da manh.
partid* dos correios.
Goiauna, Paradina s sejuoalas escitasfeiras
Rio-drande-drv Norte quintas, i'eiras aoantiodia
CaHo,' Scrinliem, IlioKormoso, Porlo-Calvoe
Macelo, no !.*, a i! e 2( dcada niez
G-amiiduns i Bonito, a 8 e 21,
Boa-VI.tae Flores, II etg.
Victoria, s quiuus-lcms.
Olinda, todos os das.
PREAMAft DE HUJE.
Primelra, f inorase 18 minutos da mauha.
Segunda, i*> horas e 42 minutos da tard.
le Jmilio
Anno XXV. N. 134.
DAS DA'SEMANA.
,29 Secunda. S. Maximiano. Aud. do J. dos
. orph.do J. doc. da 2.v. e do M. da 2. r.
0 Ten?. S.Fernando Aud. do J. docivel. edo
J. de paz do 2 dial, de t.
31 Ouarta. S. Petr'oala. Au I. do J.dovi'c. e
do J. de paz da 2 dist. de t.
1 Quintal JftJ/f AscenrSo do Senlior. S. Firmo.
2 Sella. S. Marcelino Aud.do J. do c iv. e do J.
. depaz do I dif t. d t.
1 SaWMKta; S. Ovidio. Aud. do J. do civ. do e
J. da paz do l dist
t Domingo. S.Krancisco Caradoli.
CAMBIOS NO DI A 31 DE MAIO.
)
Sobre Londres a 2 i d, par Ijn.iNI das. Nom.
Pars 345 a MHm per franca. Nnin .
Lisboa 100 por 100 depraiw'or
Desc.deleltra] ,lo l>oas firm.s a i / ao ir.ez.
OuroOneas bespauholas.... 2'JjoOO a 301000
ModasdefliOO velb. lOfaOO a I0|60
a de tjftOQ nov.. ljfJflO a 16/400
a de'4f0...i. vlOO a JflO
Prata Pataco**.......... i|(80 a i/Mu
I Pesos coluinnares. .. IJS80 a IJ9
i Ditos maiicmios.... I|820 a IJI40
t Muida............. I|20 a l#0
Vcces dacomp.do lleberihc deSOjfOOO rs. ao par
DIARIO DE F
ILLLi_________-U'L
PERNAMBUCO.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
3." IIISlO fEIAHATOBU,
' EM 31 DE Hilo DB 18*8.
PrexitUtnrin doSr* rigario .Izetierfo.
verlnca-e
OSr. Altas Ftrreira (sobre ordem): Em virtude
do artigo 9.* do regiment, requeiro que sejam cha-
mados os seto primeiros supplenles.
O Sr. Preiidente: -- Mande o seu requerimtmto
por eseriplo, mese.
O Sr. 1." Secretario l o seguinle requer metilo :
a Requeiro que sejam chamados os sete primeiros
supplenles. Alves Ferreira.
As II horas da tnnnhaa, feita a chamada,
esta rem presentes o* seguintes Srs.:
Dr. Luir Duarle Pereira.
u Joaquini JosNunes daCunha Machado,
u Manoel Claro Goncalves Guerra.
Jos Tbeodoro Cordeiro.
Antonio da Assuinpco Cabral.
Antonio Teixeira de llorba Jnior.
a Antonio Pereira Barros de Moraes.
Antonio Herculano de Soma Handelra.
Filippo Carniro de Olinda Camprllo.
Ilcrculano Goncalves da Rocha.
Lorrnc'o Trigo de Loureiro,
Jeaqulin Villela de Castro Tavare.
Vicente Ferreira Gouies.
Jo Mmcde AJves Ferreira.
Laurentino Antonio Pereira deCarvalliu.
Francisco Camello l'rssoa.
Luiz Ignacio Ribeiro Roma.
Padre Vicente Frrer de Albuqucrquc.
Vigario Joaquim Jos de Azevedo.
Antonio Carniro Machado Ros.
Joaquim Jos da Costa.
Tiburlino Pinto de Alineida.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2.' Secretario le a acta da setsao antecedente, que
be approvada.
OSr. 1*. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Un oftlclo do secretario do governo, participando,
que S. Ex. o Sr. presidente da provincia requisitra da
cmara de Garanhuns as authenticas da eleicao primaria
do respectivo colleeio, como Ihe lili a pedido pela asscin-
bla em oflicio de S". S,, datado huntem. Intcirada
ORDEM DO DI*.
DitcHiiia dos pareceres adiadtu daprinvrira e negunda rom-
miMdo de ptiire, e demmit trabalkos preparatorioi.
OSr. Presidente declara que est enidiscu'ssa'o o pare-
cer da commissao. (Vide Diario *. 123.)
O Sr. Soma desiste da nalavra que pedir na sessao
de liontem ; porque, tendo de fazer algumas observa-
ps acerca do parecer, na parte relativa s rleicoes do'
cnllegio de Caranhunst nada pude verificar, avista do
olHcio que ha pouco mencionoii o Sr. I. secretario.
O Sr. Laurentino: Sr. presidente, requer liontein
que me l'ossein fornreidas as authenticas de Garanhuns.
Queria ver se havia alguma incoherencia, alguma diver-
gencia na totalidade do numero dos eleitores; mas, vis-
ta do oflicio que ha pouco se leu, desisto da palavra, por-
que nao deiejb que ptirem os trabadlos da casa.
O Sr. Presidente: Nao bavendn mal quem falle, vou
siibinetter o parecer vota$iio. (Silencio na asamblea.)
O Sr. Presidente: Os Sra. que approvam o parecer
nueiram levantar-se.
O Sr. I.9 Secretario declara que o parecer fraappro-
vado.
O Sr. Presidente: Proclamo deputadoi aosSrs. men-
cionados no-parecer que acaba de ser approvado.
U Sr. .'Secretario l o seguinle requeriuento:
Estando na ante-sala o Sr. Jos Carlos Teixeira, re-
queiro seja.convidado a loutar assento, como supplen-
te. Cabral. a
Submettidb votaca*o, he approvado.
A asseinblca conse va-se inactiva por alguna minutos.
O Sr. Ferreira (ornes (sobre a ordem): Creio, Sr. pre-
sidente, que o Tequerimento, que ha pouco se leu, anda
i.ac entrou cm discusso.....
OSr. I. Secretario: Jfoi approvado.
O Sr. Ferreira tomes: Eu nao o entend assiin, sup-
puz que a volacao, que tere lagar ha pouco, lra para a
admissao diacussao, e neste lentido foi que votei ; stip-
pus que, sem ser priinriramente apoiado, uin requer
memo nao poderla ser posto em discusso, nem appro-
vado : e se assiin nao pensasse, por certo nao votara a
favor do reqiieriniento, porque entendo que seu con-
texto be inleiraincnte contrario ao vencido, contrario ao
parecer da commissao depodres, que ha pouco foi ap-
provado, cujo parecer incumbe cmara municipal o
fazer a apuracuo sobre os supplenles; mas como est ap-
provado.....
O Sr. Presidtnst: Nomelo para a deputarao que tcm
de convidar ao Sr. Jos Carlos Teixeira, para tomaras-
sa'nto, aosSrs. deputdos Luiz Ignacio Ribeiro Roma e
Antonio Teixeira de Borba Jnior.
O Sr. Laurentino: Peco a palvra pela ordem...:.
A commissao nomeada nao sahe da sala.
OSr. Laurenltno: Rqueiro V. Ex. ten lia abonda-
dedeannuir ao pedido do nobre diputado; prissoqe
o rrquerlinento foi submeltido votac.ln antes de ser ad-
imttidodiscussSo, como o devia ser, na forma do re-
giment.....
O Sr. 1* Secretario: Quelra o nobre deputado citar
u \T"J0 ^ regiment, em que lsso se determina.....
i La'"''*ti'u>- Sini, Senhor, eu vu ver. (Sen-
OSr. Laurentino (ao cabo dealguns minutos): Peco
ce^a a V. Ex. para retirar o mru fcquernento ; por-
>ie. em vista dos rticos 110 e 111 do regiment, proce-
"cu-se em regra.
O Sr. Trigo de Loureiro opp6e-s ao requerimento,
e entendo que elle nfi devo de ser approvado; poifc
quint, leudo a cmara quatriennal annullado al1- '
gunscoilegios, e hiriendo, em consequoncia, indica-
do a rommlsslo de poderes, no parecer, j approva-
dd, que se olliclsse ao presidente da provincia, para
ordenar cmara municipal proceJesso a nova apu-
racHo de supplenles, pensa que, s depois do conhe-
cida semelhante apuracilo, he quedevedo ter lugar
o chamamento dos meamos supplenles.
Como he possivcl que se enxergue contradicho
entre e9te procedmento do orador, e o que deson-
volveu quanto se tratou da admissBo do Sr. Jos Car-
los Teixeira, elle declara que so nflo oppoz a ossa ad-
missfl, porque, sendo memoro da referida commis-
silo de poderes, reconhoceu que osse Sr. era um dos
primeiros na ordem dos supplntes.
OSr. Alvet Ferreira : Sr. presidente, comquanto
respeito muito as opiniOes do Ilustre deputado que
meprc'e'.eu',' todava, sotlobrigado fazer algumas
redexOcs acerca do que elle acaba dodizer. Admiro
muito que o nobrtjxleputado, sendo tlm dos membros
da commisso de poderes, diga que n0o sabe quacs
siTo os supplenles: n.lo posso comprehender como
i sao soja possivcl; porquanto, tendo a mesraa com-
missao, na vericacan dos pudores, classilicado
quaes os deputados desta assembla, cortamente nao
o poda fazer, senSo em vista de urna apurado geral
de todos os votados, para delta escolhcr quaes os
niais volados : s em virtude desta apuraeflo geral,
ho que se podera saber quaes os deputados, vis-
to que os deputados nao sao oulros sean os 36
mais votados, sendo os immediatamente votados os
supplenles. Alm disto, tondo a casa deliberado
chamar ao Sr. coronel Jos Carlos: Teixeirapara to-
mar assento como supplente, sem ter mesmo cerie-
r de que o Sr. Jos' Gtwlos fosse snpplenle, por
isso que a mesma commissao le poderes confossa
nlo ter feito a apuracuo dos supplenles, e nao de-
termina em que numero ello se cha, nenhuma ra-
sflo apparece para se deixar de approvar o meii re-
querimenlo.
OSr. 1.' Secretario: -- A commisso do poderes
anda ha de dar seu parecer acerca do diploma do
Sr. Jos Carlos....
OSr. Altes Ftrreira (continuando) Rutilo como
tomou elle assento ? NAO poda tomar assonlo sonfio
oxislisse esse parecer. Demas, so nOo existe urna
apuiaco geral dos candidatos mas voiaifos para
membros desta assembla, como saliremos os que
aqu estamos, so somos os legtimos deputados, e
nao oulros '! iVIo sci: porlanto, as rases do nobre
deputado que me proceden, quanto a mim, nlo pro-
cedetn.
OSr. Trigo d$ Uureiro : Sr. presidente, como
nvalo nesta casa, nfioseiseme he permllido fal-
lar segunda vez sobre a materia : todava, em res-
posta ao nobre deputado que deixou uperceberdl-
vidas sobre a legitimidad dos nossos lugares, alle-
gando que nflo preceder opuracSo geral, observa-
rci queessa apuracSo se deu quanlo aos 36 deputa-
dos ; porquautou commissu'o depodres, depois do
deduzir dos volos que couberam a cada um dos mes-
mos deputados, segundo a apuradlo da municipa-
lidade, os dos collegios annullados pela cmara qua-
tricnal, leve deaddicionar aos quereslavam os 58
docollegio *lo llio-Kormoso que a musma cmara
julgra legitimo, e por conseguinle (evo de proceder
u essa apurarfio, quen nobre deputado enlondeu niio
haver sido feita. Quanto aos supplenles, a commis-
sao nflo proeedeu a apuraeflo, porque nflo era cora-
posta dedivindades, mas sm de homens, entre os
quaes eslava um to frgil como eu; porquanto, se
para ultimar a dos deputados ella trabalhou desde
tres horas da tarde do da 29 at tres da madrugada
do da 30, frca lie confesssr qne, para concluir a
ou ira, consumira o musmo lempo, a menos quo se
nflo verificasse acircumslancia impossvel que hei
contestado, isto he, a menos que ella nlo consiasse
de divindades.
Mas, el isso o illuslrc deputado, que, entilo nflo sa-
ba como fora admiltido o Sr. Jos Carlos. A isto j
se nao fez, nao sci como podemos di/.er que temos direi-
to a uina cadalra aqui neste recinto ; nao temos a cons-
cienela firmada a esse respeito; porquanto a nossa cons-
ciencia deve estar fundada sobre a vi'rilicacao dos po-
Jsleras, e esta sobre a apurayao total, porque s se pdc
fazer a verilicacao, procedendo-se uina apuracuo
geral; porque, repito, per causa destas addiedes e
subtraccocs poderiam muitos dos que se consideravam
supplenles entrar para o numero dosque se considera-
vam deputados ; mas isto nao se fez, diz a commissao :
logo, aonde existe a certeza do dircito aos lugares que
oceupamos?...
foses:Tudo se verificou...
O Sr. Alves Ferreira (continuando).Mas a commissao
dii que nao vericou quanto aos supplenles, c que s
verincou quanto aos 36 primeiros Srs. mais votados. Se
nao verillcou, nos nao podemos ter consciencia de estar-
mos aqui legtimamente, pelas rases que j dei. De-
mas, se nos chamamos a um individuo determinada-
mente, para, como supplente, tomar assento na casa, nio
tendo certeza de ser elle supplente, como podemos du-
vldar em chamar os sete primeiros mais votados, visto
ha verem sete vagas? A'vista, pois, das rsales expendi-
das, omeu requeriinento est as circunstancias de ser
approvado.
O Sr. aurrnl/iui: Sr. presidente, prdi a palavra,
nao na esperanca de addicionar razoes s produzidas
pelo nobre deputado que combateu o requeriinento,
mas dispertado por urna proposicao do nobre autor do mes-
mo requerlmcnlo. E esta preposicao foi aquella por que
elleamrmou que, em vista dos trabalhosda commissao,
nos nao podamos ter certeza real de sermos deputados.
Aehci (pcrde omciiiiohre amigo) uiui pouco convincen-
tes os argumentos quepresentou. A commissao, em vista
das actas dos collegios nullosc dos collegios vlidos, as-
siin declarados pelacainara geral, addicionou etiroual-
guns votos aos 36 membros que a cmara da capital con-
siderara como mais votados: ora, urna vez verificado que
esses eramos mais votados, qnal a d 11 vida que pdehaver
aobre quaes sejam os deputados eleitos? Parece-mc,
pois, que esse requeriinento nao pdc passSr, atientas
estas observbales, e asmui valiosas rases do nobre mem-
bruda commissao. Voto, por tanto, contra o requeriinen-
to, mo grado o grande prazer que me causarla o ter co-
mo companheiros esses supplenles, a que se elle refere.
O Sr. Ferreira Gomes : Sr. presidente, entendo que
o requeriinento que est cm discusso, he muito rasoa-
vel, muito justo, c tem por objecto o cumprimento de
um dever que nos iinpe o artigo 9.* do regulamento,
quando diz que, appareoendo excusas de alguns deputa-
dos, sejam chamados os immediatos em votos.
O nobre deputado, autor do requeriinento, requer que
sejam chamados sete supplenles, porque existe igual
numero de deputados provinciaes que, sendo tambein
deputados geraes, esto na edrte, esc Heliana, por este
Himno Tacto, legalinenle impedidos : ora, isto nao he
ouira cousa mal* do que o cumprimento de um dever
que uo8 incumbe pelo.regimento.
Aquelles que impugiiain o requeriinento, dizem que,
nao se sabendo aluda quaes sao os supplenles, nao p-
dcni serelles chamado; porm creio que nao no* deve
Importar, quaes sejam os supplenles, se Pedro, ou Pau-
lo : o que nos cumpre he chamar, por intermedio do
presidente da provincia, tantos supplenles, quantos sao
os deputados impedidos : e 01 supplente:, sem duvida,
sero aquelles que forem os iniuiediatos em volos, se-
gundo a apuraco que a cmara municipal deve izer
em virtude da decisao desta assembla : sao os immedia-
tos em votos pela nova apuracan.....
O Sr. Atues Ferreira : Quero que se chamem j, vis-
to o precedente da assembla.....
O Sr. Ferreira domes: O precedente nao deve servir
de regra, porque entendo que o que se fez a respeito
nao foi muito regular ; c assiin pens, porque, tendo-se
approvado o parecer da commissao de poderes, que de-
termina que a cmara municipal proceda nova apu-
raco sobre os supplenles, de cooformidade coiu a deli-
beradlo da cmara dos deputados geracs, jmala poder-
se-ha admiltir um supplente sem esta previa apurara"'a...
O Sr. Trino d Loureiro (interroinpendo o orador e so-
bre a ordena): Peco a palavra. Pey ir" V. Exc. que nao
admita diaflftsso acerca do vencido; requeiro que a me-
sa nao a-, o, si o ta que se discuta de novo acerca das deci-
saiis da casa.
OSr. Ferreira Gomes (continuando) :Nao me oppo-
11I10 decisao da casa ; facu estas redexoea, porque en-
tendo que os precedentes nao devem servir de regra se-
uo quando estn de aecrdo com o regiment, com a
lei, quando ejles nao destroem uniros precedentes, ou
deliberares da casa. E couejuo dizendo que, em vista
das rellexoes que li/.. devem ser chamados os supplen-
te*, como requer o nobre deputado, sendo estes sup-
plenles o* immediatos em votos, segundo anova apu-
raco.....
Votes : Fino he este o sentido do requerimento do
nobre deputado : o que quer, he que se cbamein j os
supplenles.
t> Sr. Alies Ferreira : Apoiado ; visto o precedente.
O Sr. Ferreira tomes : Peco ab Sr. presidente, que
me envi o requeriinento.....
Do requeriinento nao se collige o que quer agora o
nobre deputado autor delle ; se, porm, este he o seu
pensameuto voto contra.....
O Sr. Alvet Ferreira : l o precedente ?
O Sr. Ferreira tomes : O precedente nao pode obri-
Sahe dasala aconiinisiao nomeada para convidar o
. Jos Cario* Teixeira a lomar assento. como supplen-
le.eem seguida, introduz oniesmo Sr., qe entrega
o diploma a mesa, c loma assento.
a.u/T" l>re'id,n"- Convido a commissao de poderes
JoseCaAos'ucTra.^'00 0 UiP''"a do Sr dfPutod"
Contina a ordem do dia.
lados legtimos ,
DI./.... a. cun aue aluns Srs., considerados supplenles, entrassem
"KcussSodoparecer da2.' commU-So. (Vid* Mario n. 123.) o JmcrJ dos primeiros 36, e alguns de**e* passassein
naoliavendoquein pefa a palavra, he submeltido {para supplenles. Ora, Uto poda acontecer, mas o nobre
respond eu, quando usei da palavra if ouira vez:
porquanto disseque me nflo oppozera admissflo
desseSr-, porque, ao proceder a apuraeflo, rcconhe-|gar tamo menos a mira, qe'sode" rato contrio a es-
se precedente.
C Sr. Cordeiro : Srs., o menos habilitado para fallar
acerca da materia em discusso, sou eu : sobram-nie de-
sejos de advogar a causa da justlca, mas fallccem-me os
meios d os 1 causar ; assiin, be bem condecida ininlia
insuWciencla.
Srs., com pasmo acabo de ver passar na casa um pre-
cedente, que, na verdade, apanhou-me de sorpreza, por
ser deputado novo. Eu costumo guardar ciicumspec-
cao em tudo quanto faco ; por iiso mesmo que olho
sempre as cousas mais pelo lado da desconfianca do que
v.illm, do que da certeza do que concebo. Dlssc que
me sorprendeu um precedente, e este foi a admlsso
intempestiva do Sr. Jos Carlos : o meu nobre amigo j
o dlssc, e he elle urna autoridade que jnuito respeito,
e nesta parte estamos concordes. Eu nao desejava fal-
lar contra o vencido, mas para tirar-mc de escrpulos o
faco, e mesmo para mostrar a todos que puras sao as
minlias inlencdes.
Alguns dos nobres deputados nao apoiarao o que eu
diste, e eu nao cessarei de clamar : foi inopportuna a ad-
mlsso do ir. coronel Jos Carlos ; porque com que li-
cota que elle era um dos primeiros supplenles.
Julgo ter salisfeilo ao meu nobre amigo.
O Sr. Alves ferreira : Pelo que acaba de dizer uova-
iiicnteo ilustre deputado, parece-meque a commissao,
na verilicacao dos podares, procurouapenas fazer as ad-
dices e deduces dos volos dos collegios annullados e
vlidos, smente em relacao aos 36 senborcs mais vota-
dos, segundo a apuraco feita pela cmara municipal da
capital....
O .Sr. Sorba (interrompendo o orador, e sobre a or-
dem ):O Sr. deputado est fura da ordem ; porque s
pode ter a palavra para se explicar...
O Sr. Alves Ferreira :Est enganado ; como autor do
rcqueiiuicnlo posso falla)' duas vezes.
Perece-me, pelo que acabo de ouvr ao nobre deputa-
do, que me precedeu, que a commissao smente se res-
tringi a vera a I ter a cao que produzio a nuliidade de al-
guns collegios nos36Srs. mais volados, segundo a apu-
raco da cmara: mas isto nao he sumoenle, e, se nsaiin
obraram, nao nos podemos julgar aqui todos como dep a
porque essa nulliticacao poderla fazer
~\cSo c approvado
I deputado acaba de dizer que nao fez esta verilicacao
tulo entrou elle ? Como supplente. Masquando ? Quan-
do anda nao se havia fcito a apuracu dua supplcntcs ;
quando anda se nao sabia, ou nao'estava verificado se
era elle um dos legtimos substitutos. Assiin, preter.
rain-sc todas as formulas, e o regiment deixou de ser
observado, quando eu entendo qne he elle a uossa bus-
sola, e sem a qual mu fcil nos he naufragar a cada
passo neste ocano, por alguns de us ainda nao nave-
gado.
Vejamos o que diz o regiment no art. 9. (L.)
Ora, eu entendo que a este respeito ainda nao se deu
a menor providencia ; ainda nao se fez a classilicaco
dos deputados vista do parecer da commissao. Ape-
nas sabemos que seis deputados estao legalmente impe-
didos, por serem igualmente geracs, c calarem com as-
sento na cmara quatriennal. Logo, he de necessidade
que se chamem oulros tantos supplcntes para pn-en"
cherem o vacuo que aquelles deixaram.
Mas, tornando questo, o Sr. Jos Carlos entrou
aqui como supplente. Ora.se elle entrou com tai ca-
rcter, sem quo tivesse precedido a respectiva apura-
cao, como j disse, segue-se que do mesmo modo de-
vem ser admitalos os primeiros cinco supplcntcs com
previo convite, ou parlicipacao ; porque a rasan que
milita a respeito do Sr. Jos Carlos he a mesma que se
da a respeito dos oulros senhores supplentes. Aqui
ha igualdadc de dircito. Se ha rasao de preferencia pa-
ra esle senhor, deve haver para lodos os outros ;-e se se
faz a apuracuo a respeito do Sr. Jos Carlos, entao deve-
se dizer que esta apuraco foi muito especio**...
Sr. Trigo de Loureiro ( interrompendo o orador):
Sr. presidente, apezav de ser muito amigo do uobre
orador, nao posso deixar de requerer a V. Exc. que
mantenha o decor.o desta casa, que niio consinta que se
falle contra o vencido, que nao consinta urna s pala-
vra a esse respeito'-: o meu nobre amigo sabe quanta
amitade the leuho ; mas o decoro que se deve guardar
a esta casa me obliga a fazer este pedido.
OSr. Cordeiro : ( continuando) Bem : concilio decla-
rando que voto pelo reaiuerimeoto do Sr. Alves Ferreira.
O Sr. Joaquim Villela ( pela ordem ) : Eu creio que
o nobre deputado fallando a respeito do vencido, no
sentido em que eslava fallando, nao faliou fura da or-
dem; porque, comquauto nos nao possamos fallar con
tra o vencido na casa, querendo obter urna votacSo om
sentido contraro, todava podemos argumentar com u
vencido para as decisiles que vamos tomar, c he isto o
que estava faiendo o nobre deputado : elle comparavu
a decisao que a assembla ha pouco tomou, acerca du
entrada de um suppleutc.com a que deve lomar acerca
dos outros que no requeriinento se prope sejam chama-
dais. Ora isto por certo nao he fallar contra o vencido,
nao he estar fora da ordem, he apenas argumentar com
o vencido ; o que est muito em ordem.
O Sr. Trigo de Loureiro sobre a ordem): Se o meu
nobre amigo sejimitasse nicamente a Vequcrer a appli-
cai.io da decisao, tomada acerca do Sr. Jos Carlos,
materia do requeriinento cm discusso, eu certamentc
nao teria pedido a palavra; mas o meu nobre amigo pro-
poi-se a demonstrar que tinha sido urna decisao illegal,
tomada at contra o regiment da casa, e nesta parte he
que se nao deve admittir a discusso: logo, me parece
3uc bem andei, quando sustente! que elle estava fura
a ordem:
O Sr. Joaquim Villela : Sr. presidente, com-
quanto a diseussfui se ache j adiantada, e pouco ba-
ja que dizer sobre a materia, todava sempre quero
justificar o meu voto.
Entendo quo o requerimento do nobre deputado
est muito mais no caso de ser approvado, do que o
requerimento que ha pouco foi approvado a respoi-
lo do Sr. Jos Carlos. (Creio que estou denlro da
ordem. argumentando do urna decsflo para ouira.)
O nobre deputado, sem especificar quo se chamem
estes ou aquelles individuos, propale que se chamem
os quo frem supplenles na ordem da apuraflo,
quaesquer que ellos sejam, Pedro, Paulo, Sancho 011
Martinlio: de maneira que, approvado o roquori-
menlo, serflo chamados 7 supplenles, quaesquer quo
sejam ellos, .segundo a ordem da af maco. Entre-
tanto,' no ontro rnquerinfento, que a assembla ap-
provou, pedio-soque fsso chamado como supplen-
le um individuo certo e determinado, sem que tives-
se precedido a apuraco dos supplenles; porque,
em verdade, ningucm dir quo do parecer da com-
misso, que ho o nico documento quo temos a res-
peito de apuiacao so podesse colligir que o Sr.
Jos Carlos era supplente. parecer da commissflo
nicamente se limlou a apresentar os primeiros 36
votados, que silo os deputados. Fallpu-so em diplo-
mas ; mas do duas urna : ou o Sr. Jos Carlos vinha
lomar assento como deputado, e neste caso nflo era
mislcrquose propozesse a sua admissflo, devia to-
mar assento como nos lodos tomamos, antes da ve-
rilicacao dos poderes, c retirar-se logo que/oi ap-
provado o parecer da commissflo, pelo qual ficouelle
excluido do numero dos deputudos; ou vinha como
snpplenle, e entao nflo podia tomar assento, por
isso quo nfloeslavam apurados os supplentes, o niio
se sabia, consequentemenle, quaes elles fossem. E
se acaso veo ello como supplente, pois que o pare-
cer quo o oxcluio do numero dos deputados, j es-
tava approvado e nflo obstante a cmara approvou o
requerimento que pedio a sua admissflo, nflo vejo
rasao para quo rejeile o requerimento que se discu-
te, anles descubro inaioria de rasao para que seju
approvado.
Vnzes : O requerimento quer que se chamem
a.....
O Sr. Joaquim Villela : E o 3r. Jos Carlos j nflo
foi chamado ? O requerimenlo pode que se cha-
mem seto supplenles pura preencherem us sete vagas
que sallemos que exislem, um consequencia de se-
rem deputados geraes sete deputados provinciaes,
o nflo poderem tomar assento nesta casa, visto como
nflo pdein oslar no Itio-de-Janeiro e aqui ao mosmo
lempo. Ora, pela apuraeflo quo se lizer dos supplen-
tes, verificar-se-ha quaes sflo esses sete Srs., serflo
elles convidados, e quando vuretn tomar assento na
casa por esse convite, lera entao lugar aquillo que se
nflo deu a respeito do Sr. Jos Carlos; islo he, sera
consultada a commissflo de poderes, dir ella om
son parecer se elles, com efieito, estro ou nflo tto ca-
so de tomar assento, o a casa sobre esse parecer da
commissflo decidir o que entender. Por consequen-
cia, o requerimenlo que se discule, osla no caso do


MUTILADO


^
wmm
serapprovado, attendendo-se admissSo doSr. Jos
Carlos, para a qual se prcteriram todas as formu-
las ; porquanto o requer ment, quo a motivou,
propoz a chamada do um individuo certo e determi-
nado, sem que se soubesse se era supplente e em
queordem ; a commissSo de poderes nenhum pare-
cer deu, ea cmara, consequentemento, votou sem
basealguma. Voto, por la uto, pelo requerimento do
no6re deputado, porque est inais no caso de passar
do que o que a cmara acaba de approvar.
Uma veiapprovado orcquerimento.se verificara
quaessao ns pessoas que se ho de chamar. Entre-
tanto, ilcvo sempre dizer queeu entondo que o ver-
dadeiro methodo a seguir nesla materia, he offieiar-
se aoExm. presidente da provincia, para que este
olllcie tambem cmara afim de quo sejacn chama-
dos os supplentcs, segundo a nova apurac&o que ella
dever fazer; mas argumento com o precedente da
casa, e quero smente provar que, depois da decisflo
que ella tomou a respeito do Sr. Jos Carlos, se re-
jeitar o requerimento que est sobro a mesa, nflo
pile livrar-se da pecha de contradictoria,
O Sr. Cabral:--Sr. presidente, pedi a palavra para
rcpcllir uma proposieflo proferida por um dos no-
"lires depulados quo me pri'cedcram ; e foi que com
o requerimento que acaba de serapprovado se fez itribuem para a felicidade publica, e nao ignrala a ne-
um favor ao Sr. Jos Carlos, e nflo se quer fa-zerojeessidade do culto externo, e de que seus actos cele-
mesmo favor eos oulros Srs. que teem de partlhrl4rcin-se com a decencia devida. Por esta occasio, lem-
de S. A. Imperial o principe D. Alfonso, herdeiro pre-
sumptivo da corda. Mas a Divina Clemencia dignou-se
(te algum modo suavisar nossaJusta afflicjo, dando-nos
uma princeza, a Senhora D. Leopoldina, que vio a lu
aos 14 de julho do anuo passado.
TRANQUILLID.VDE PUBLICA.
J se aprsenla ineuos carregado o aspecto da provin-
cia, c vai dcsapparecendo a agitajao que em diversos
pontos se inanifeatou. Confio que, mediante o auxilio
do Todo-Poderoso, os senlimentos de dedicajao, de amor
ao paiz, que distingue opovo pcriiambucaoo, e o co-
nhecimento de seus interesses reaes, contribuirao effi-
cazmente para firmar, nesta bella e rica porjo do im-
perio, a concordia e harmona, que he uma das suas
prlmeiras necessidades; e espero que cootrlbuam igual
mente para tao desejado fim ajustija, linparclalidade
da presidencia, o respeito religioso que consagra aos di-
reltos de todos, a aversao que lem a violencias, e a reso-
luco inabalavrl, cm que est, de cumprir consciencio-
sainenlc os seus deveres, guiando-se s pelas conside-
rajesdobem publico, postas departe quaesquer ou-
U-as, sejain ellas quaes frem.
CULTO PUBLICO.
n He digno de iuteressar vossa religiao o estado de
ruina em que existe parte das igrejas no interior da pro-
vincia, ilem sabris quanto ossentimenlos religiosos con-
(los nossos trabalhos. Quando eu fiz o requerimento
convidando o Sr. Jos Carlos para lomar assento,
tive cm vista que elle era deputado segundo a apu-
raeflo feila pela cmara municipal, o aue, nflo obs-
tante a deducflo dos collcgios annullados, elle (cava
primeiro supplente; consulte! a esso respeito a com-
missilo de poderes; o entilo, como o Sr. Jos Curios
tivesse faltado as duas sessOes preparatorias, o hoje.
oomparecesse, entend quo devia ser convidado, co-
mo supplente, a tomar assento, porseachar incom-
pleto o numero dos 36 depulados : e isto que fiz -
cerc deslcsenhor, fara a respeito dequalquer ou-
trocm iguaescrcumslancas, fssse olloquem fsse.
Nflo tive em vista favorecroste, ou aquclle, mesmo
porque entendo quo nos aqu nflodevemos fazer fa-
vores a niiguem, enem o Sr. Jos Carlos vem aqu
mendigar favores: he um deputado que eslava no
numero dos 36, e que a commissilo, pelas deducOes
que ilcva fazer, excluio, mas que ficou cm primeiro
supplente...
OSr. Rocha: Kcomo o sabemos ?....
OSr. Cabral: Sabemos quo elle est no primei-
ro lugar porque examinei a apurarlo o consullei a
commissSo de poderes, e a respeito dos outros tifio
so dflo as mesmas rases: por isso volei a favor do
primeiro requerimento, c voto contra este.
O Sr Trigo da Loureiro (sobre a ordem): Para
cu votar conscienciosumcnte, preciso que o nobre
autor do requerimento declarse quer que se cha-
niem j os sele supplentcs, ou so he depois da apura-
c,Ho....
O Sr. Airee Ferreira : J, vista do precedente
da casa....
O Sr. Trigo de Uureiro: Bem : j sei como hei
de votar.
Julgada a materia discutida, he o requerimento
subrnetlido votaeflo c rejeitado por 13 votos contra
sele.
OSr. I'rtiidente nomeia para a depulacSo que lem
dereceber amauhSa ao Sr. presidente da provincia,
na anle-sala, aos Srs. I)r. l.ourengo Trigo de Lourei-
ro, padre VicenleJ'errer Ue Albuquerque e Luiz Ig-
nacio Itibero Roma.
OSr. 1." Secretario declara que se vai ofllciar ao Sr.
presidente da provincia, declarando-SB que a sessflo
da abertura poder verilicar-so amanhila.
OSr. Prndente d por terminados os trabalhos
preparatorios, o levanta a sessio u urna hora da larde.
SXSSlo DE ABERTURA NO 1. SE JBNHO DE 188.
Presidencia do Sr- rigario .Bzercdo.
As dez horas da mandila, reunidos na sala das ses-
sois muitos senhores depulados, silo convidados pe-
lo Sr. presidente a irem assislir missa votiva ao
l>lirio-Sanlo.
Os Srs. depulados sahem da sala, e dirigem-se a
matriz de Saii-Frei-Pedro-Goncalves.
Ao meio-dia, tondo voltado, os Srs. deputado
oceup'am seus respectivos lugares.
O Sr. I'reiidenle declara alicrta a sessflo.
OSr. 1." Secretario faz a chamada, e verifica esta-
rem presentes 2* senhores depulados.
OSr. I'retidente dvfero juramento aos Srs. Vicen-
te l'crrer de Albuquerque, Luiz Duartc Pereira e
Jos Pedro da Silva, que t^nSo haviam prestado, na
matriz.
O Sr. 1." Secretario d conta do um oflicio do se-
cretario do governo, em que participa que o Sr. pre-
sidente da provincia comparecer hojo na assembla
uma hora da tarde, para fazer a leilura do seu re-
latorio.--Inlerada.
A hora indicada, annuncia-se a chegada de S. Exc.
o Sr. presidente da provincia ; sali a depulacSo no-
meada a recehe-lo na ante-sala, e o introduz com
as formalidades do estylo.
S. Exc. toma assento direita do presidente da as-
sembla e l o seguinto
Senhores da .Is^embla Provincial.
Mal pensava cu, que me cabcriaadislincta honra de
assistir a solemne nstallacao dcsta Ilustre assembla, c
de cungratular-mc com vosco pelo fausto motivo de vos-
sa rcunlo, que a provincia san,la esperanzosa, confian-
do que Ihc procurareis os beneficios e melhoraiuentos
deque carece, e que lhe sao indispensaveis para o des-
envelvimento da sua industria, augmento da riquea,
- e para que possa elevar-sc ao auge de prosperidade c
grandeza, que Ibe proinettem os seus abundantes re-
cursos naturaes.
o Knirado, hapouco inais de mez, na administracao, nao
me he possiveI bem cumprir o preccito da lei, que me
ordena vos informe sobre os negocios provinciaes : li-
mitar-me-hei apenas a succinla exposiyo do que lem oc-
"i ruin, e nao me abalanjarri, senao com timidez, a
emittir o meujuizo a respeilo das providencias de que
nais necessitaa provincia. Heceio errar: nao he no cur-
to rspajo de trinta e cinco dias, que quein.conio eu, ne-
iiliinn talento pnssue, nenliuma pralica tem da adminis-
jao, pode habilitar-se para fallar, com acert, do estado
de urna provincia graude c importante como esta, que
inesperadamente foi confiada ao meu cuidado e direc-
cao. Aecrescc, alm disso. a falta de conhecimenlo das
localidades, que milito contribur paia emba-ajar o jul-
io do governo : e porque o nao hei de dizer ? meu espi-
rito, incessantenienle atribulado, ainda nao achou rc-
pouse, para enlregar-se ao estudo serio e meditado dos
diversos ramos da administracao, ao exame das necessi-
dades publicas, c dos melos nials adequados de reme-
dia-las.
Grajasa Providencia, S. M. o Imperador, S. M. a Im-
peran Ir, e SS. Altezas, gozam de sar'rde; porm tenho a
dr de iul'01 mar-vos, que a augusta familia imperial e o
imperio solrerain uma lamentavel perda com a morte
bro-vos ipii' seria conveniente que auxiliasscls a edifica-
cao da matriz da freguezia de San-Jos deata cidnde.
(i INSTRUCCO PUBLICA.
Nao vos deve merecer menos cuidado a instrueco
ila tnocidade, como rneio nao s de aperfeicoar a intelli-
gencia, mas tarnbem de promover a moralidade publi-
ca. Os diversos estabelecimentos creados na provincia
em beneficio da instrueco publica teem sido, mals ou
menos, (requemados, segundo as materias do ensino, e
teem produndo o resultado quedos mappas respecti-
vos eolhercis.
.. KSTABELEUMENTOS DE CARIDADE/
Consumida com a collocaciro da primeira pedra do
grande hospital Pedro II aquotaque votastes para se-
rrrelhante fim, a construccao deste edificio caminha va-
garosa, pela insulBcienciado producto das loteras conce-
didas a beneficio della.
O grande hospital de caridade e a casa dos expostos
vao-se prestando, inais ou menos, aos misteres a que
sao destinados.
Os infelizes que, isolados dasociedade, jazem nula-
sari'lo de Santo-Amaro, carecem de urna capella ou ora-
torio decente, aonde pratiquem os exercicios religiosos,
c vem-se privados dessa consolacao, que tanto llies he
mister na siiu.ii,ao lamentavel em que se acliam. Espe-
ro que, amcrciando-vos da sorte destes desgracados, e
dando inais uma prova de vossos senlimentos de pieda-
de, marquis a quantia que se deve de despender na
construccao do oratorio para celebracao do santo sa-
crificio.
n PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Ser-vos-ha presente o relatorio da administracao
desse patrimonio, e veris as medidas que ella propde
em pro doscollegios de orphos e orphaas. Ein conse-
queucia de representaco do director do primeiro dos
mencionados collcgios, fram transferidas, pelo meu an-
tecessor, as horas que estavarn marcadas para o exerci-
eio das dilfcrentes aulas do estabelecimento.
CONCEI.no GERAL DE SALUBR1DADE.
11 Do ultimo relatorio dcste concelho, e que vos vai ser
encaminliado, veris quaes as suas palpitantes necessi-
dades.
. TBEATRO PUBLICO
u Em vil lude de acto legislativo foi rescendido o con-
trato, pelo qual urna companhia de negociantes se en-
carregara da construccao do theatro, c a direccao da obra
fui confiada a um administrador, cuja nomeaco auto-
risastes ; mas, nao obstante isto e o dispendio de avul-
tadas sommas, o edificio ainda est por acabar, e sua
conclusao demanda o emprego de nao pequea quantia.
OBRAS PUBLICAS.
Reformada pelo regulamento de 96 de setembro de
1846, a reparticao das obras publicas contina a regu-
lar-se por elle.
Serao trazidos vossa presenta o relatorio do aduri-
paros so teem feitoa algumas deltas. ltimamente
concluio-se uma em Goianna. A do Brejo-da-Ma-
dro-de-Dcos est cm obras.
a AQL'EDUCTO DO PRATA.
Em vrtudo do disposlo na lei n. 46, de 1* de ju-
ntiodo1837, eporfrca do estipulado nos contra-
tos do 11 de dezembro de 1838 e 31 de marco de 1841,
a companhia deBeberibe acha-se no gozo do privi-
legio exclusivo do vender agoa ao povo, desde o pri-
meiro do passado mez de maio.
PROPOSTA PARA CONSTRUCCAO DE UM MATA-
DOURO PUBLICO.
Acha-se na secretaria da provincia, e vos ser
transmitido, um requerimento em queum cidadlo
declara que. sb certas comlicoes, taes como a do
privilegio exclusivo por 50 minos, comprometto-se a
mandar construir um matadouro no lugar das Cin-
co-l'ontas, ou em qualquer outro sitio que se lhe in-
dicar. As condicOcs, o plano e a ilescripcflo delle
acompanham o requerimento, e por igual chega-
rlo ao vosso conhecimenlo.
RENDAS PROVINCIAES.
.. Os balancos e orcamento, que vos hSo de ser
presentados, vos conslitutrSo em oslado de tvali-
ardes reflcctiilamente situagSo finanecira da pro-
vincia. Entretanto, consent que, tendo em vistas o
relatorio do inspector da thesouraria, vos diga eu
algum a cousa acerca das repartieres que Ibe So su-
bordinadas, e sobro arrecadagSo.
CONTADORIA.
a por virtudo da organisaQSo que dstes conta-
doria pela lei n. 195 artigo 1., passou olla a ter dous
ofliciaes, dous primeros escripturarins e dous se-
gundos. Alienta esja ordem eslabelecida na lei, pa-
rece que osofliclacs silo de maior categora do que
os primerosescripturarios; mas, comonSo lhe fi-
xastes essa categora, ncm tSo pouco o ordenado,
algumas duvdas se hilo suscitado a respeito. Re-
leva, pois, que as resolvis em beneficio do servico
publico.
PROCURADORIA FISCAL.
11 Morosos as diligencias que teem a seu cargo,
o distribuidos, nio por municipios, mas por comar-
cas, os ajudantes do procurador-fiscal, malcorres-
pondem aos fins para que fram creados; e, no pen-
sar do sobredilo inspector, devem sersupprimidos,
licando o mesmo procurador-fiscal autorisado a com-
metter a pessoas habilitadas as funccSes quo a ellos
se acham incumbidas, mediante uma porcentagein
rasoavol. Esta opiniSo he apadrinhada pola lei ge-
ral n. 242, de 29 de novombro de 1841, art. 16, 2."
CONSULADO PROVINCIAL.
a Installadao anno passado, e regendo-se pelo re-
gulamento que o meu antecessor expedir aos 4 de
junho do mesmo anno, esta reparlicSo nSo ha luta-
do com inconvenientes, que entorpecam sua mar-
cha regular.
a COLLECTORIAS.
11 As das cidades de Olinda, Coanna e Victoria
vito se prestando satisfactoriamente ao mister, para
quo fram estabelecidas: as demais acham-se arre-
matadas, exclusive as de Floros e Boa-vista, a que
nSo appareceram licitantes, mo-grado os repelidos
convites fellos em editaes que correram impressos
durante o prazo legal. He sabido que os arrema-
tantes das oulras teem obtido vantagens reaes, e por
isso se presume que augmentar a concurrencia.
AGENCIAS DO TABACO E BEBIDAS ESPIRITUOSAS.
Estas reparticocs continuam a funecionar, sem
que se qucixein de tropeco algum.
ARRECADACO DE IMPOSTOS.
(i Visto como fram adoptados para esta provin-
cia os regulamenlos do municipio da corte, relati-
vos a decima dos predios urbanos, sello do herancas
e legados, o mcia-siza de escravos, parece rasoavel
pelo facto da'refrma, teem a presumpca legal de ln-
capac'ldade para o servico.
. FORCA POLICIAL.
Em corisequencia da autorisacio concedida pt|,
lei provincial n. 189 de 17 de marco de 1847, o corpa,
de polica foi elevado a 800 pracas, sem que se lhe alte^*
rasse a organisacSo Grande parte deste corpo se h
conservado em destacamentos as differentes comarcas
da provincia, cjn virtude de requlsices da polica.
Estas requlsices fundam se na necessidade de man-
iera socego publico, e na conveniencia do servico pr-
diarlo das mesmas comarcas.
SOCIEDADE DOS ARTISTAS.
< Est sociedade se torna digna de vossas altences. 0
anno passado offereceu 4 presidencia alguna de ieu
trabalhos. como derenhos, plantas, etc. e para que
possais ajuitar das vantagens da duracao e progreuo
de tao justa associaco, eu vos mandarei apresentar
algumas das suas obras.
Eis, Sra., a succlnta expoalcSo, que, segundo o precito
da lei, tive de fazer-vos, do estado da provincia e das
sua* necessidades inais urgentes. Ella se retente di
falla de lempo, e da escaase dos dados fornecldos i ad-
minislracao para formular um trabalho completo, eq
que, todos os ramos do servico publico fssem tratados
profundamente as suas relaces intimas com as neces-
sidades inateriaes e inoraes da provincia. _
aSc, porcui, lastimo nao ter attingido importante
missao que pela le me foi confiada, ao menos suavlsa-
inea conviccao de que ineus desejot teem tido tolhldoi
por circatinstancias independentes de minha vontade, e
que com o apoio franco e leal que devo esperar desta il-
lustrada assembla. poderei envidar todos os esforcos
para conseguir o progresso industrial e moral desla pro-
vincia. Certo de vossacooperacao, no empaubo de pro-
mover os inlereasea da provincia, a que me cabe a hon-
ra de admloiatrar, devela contar com a minha sincera
coadjuvacao em todas as medidas que julgardes con-
ducentes i prosperidade da meima provincia.'
Finda a leitura, retira teS. Ex., cora as mesmas forma-
lidades com que havia entrado.
0 Sr. 2. Secretarlo l a acta da sessio anterior, que lie
approvada.
ORDEM DO DA.
Rleicdo da mua
Procede-se eleicao de presidente ; e, corrido o es-
crutinio, na forma do ettylo, sahe eleito o Sr. vigario
Joaquim Jos de Azevedo com 16 votos.
Passa-se eleicao de vice-presldente. Aparado o es-
crutinio, verifica-se ter obtido maior numero de votos o
Sr. Dr. Lourenjo Trigo de Loureiro.
Ein seguida sito eleitos secretarios os Srs.: Joaquim,
Jos Nunes da Cunha Machado, ein 1 lugar ; e padre
Vicente Ferrer de Albuquerque, em 2.'
O Sr. Presidente d para ordem do dia da sessao sc-
guinte eleicao de commisses, e levanta a sessio s duas
horas da tarde, pouco inais ou menos.

aavj'jHij u sil i/waim-a sa aoo9>
Moje leve lugar a sessSo d'aberlura da assembla
legislativa provincial.
Por occisSo de realisar-fe semelhante acto, sal-
varam as forlalezas e as embarcaefles surtas no por-
to, as quaes conservaram-se embandeiradas porto-
do o dia.
Ao comecar a sessio, as galeras d'assembla osla-
vam apinhoadas de gente, entre a qual se divisivam
nSo poucas pessoas gradas.
mirador dessa reparticao, c os mappas que o acompa-1,.,,,, Se"adople;n tambem as alteraQes quo esses rc-
nliaram. Estes documenlos pr-vos-hao ao corren-e |RU|8mellt0S |,o SolTrido, isto he, o decreto n. 409,
das obras que estao arrematadas ou administradas, do) .. i|,i>, R'n <90- oda n Alo
BESOS? SC nC,,a,n e d8 d'SPendOi qUe|"enrdTfunVod>\84te6mto8das^s0dds%^^
O meu antecessor no usou da faculdade que Hiele o de n. 411, li artigo 8."
conferlstes, para mandar erigir uma ponte sobre o rio
Japomim, abrir c escavar < rio Goianna, construir, em-
fim, na villa de Agoa-Preta, urna casa com as precisas
accommodaces para a cadcia.fsesscs da cmara muni-
cipal e do jury. Tenho para inim, que este proceder nas-
ceu da grande desproporcao entre as quantias marcadas
para cssas obras e aquellas em que lorain oreadas. De
feito, s a despeza a fazer com aponte a que me hei re-
ferido, foi calculada em 16:954/225 ris, no entanto que
para o cornejo della, e para o da abertura e escavaco
di Goianna, apenas havieis designado 3:000/000 rs. Se-
nelhanteiiientc, a construccao da cadcia'jK Agoa-I'i <
ta foi computada em 14:245/000 rl, ao passo que Ihc
nao tinheis destinado senao 1:000/000 rs.
a Nimiamente empenhado em promover, em gran-
do escala, os melhorametitos matrriaes desta pro-
vincia, eu vos 1 eco que, para as despezas da repar-
tidlo de que acabo de fallar, designis a maior quil-
la, que vos fr possivcl; e devo deelarar-vos que
o estado actual das estradas nflo he bom. Por fal-
ta de quem repare logo os pequeos desconcer-
tos que silo inlalliveis, vflo-se arruinando consi-
deravelmcnte com inconimodo grave dos viandantes,
e muito dispendio da fazenda provincial. Julgo
indispensavel que, ou reshbelecais os conservado-
res das estradas, ou habilitis o governo da provin-
cia a remediar por qualquer mili a mancira esse mal.
a CASA DE CORRECCaO E CADEIAS.
Autorisadn pela lei provincial n. 107, de 9 de
maio de 1842, a mandar construir uma cusa de cor-
recco, a presidencia cncarregou a uma commissilo
a imlicac'io da localidad)! para semelhante casa, o do
systema que cumpria proferir na sua conslruceo
dando-llie a faculdade para formular OS planos, plan-
tas, orcamentos e regulamenlos necessarios.
u A mesma presidencia abri unid subscripcilo
em favor do obra Iflo importante, quanlo necessa-
ria. Esla subscripgflo produzio a quantia do 2:562,800
rs., queso acha recoihida aos cofres da thesouraria
das rendas provinciaes. O meu antecessor incum-
bi outra commissilo o encargo dessa de queja
vos failei: mas alean prsenle ella ainda nflo exibio
trabalho algum.
Compenetrado das vantagens que devem do re-
sultar d existencia de urna casa do correccflo, eu in-
vidarei esforcos por conseguir quo se ella construa.
Arruinada, mal construida o por demais antiga,
a cadoiu dosta cidade, nflo s nflo olTercco seguron-
ca, como so resorte do falta absoluta de cominodos
para o avultado uumero do presos, que de ordinario
conlm. 1
A cadeia de Olinda, bem como as de quasi todas
ascidmiese villas ila provincia, se nflo so acham om
peior condiejio do quo a da capital, acompaiiliam-iin
nos inconvenientes. Entretanto, niio pequeos re-
(i O artigo 4. das disposces geracs da lei pro-
vincial n. 192, nflo s reduzio consideravolmente o
imposto dos cocos, como quasi quo extingui o do
capim. Em consequencia disto, dos cidndflos que
haviam arrematado esles impostos, mis recorreram
presidencia, outros teem proposlo aceflo de res-
cisilo do contrato, o outros se hilo negado ao paga-
mento das lettras aceitas, vindo em resultado a fl-
car nullificada esta parte da renda provincial.
Est encarrrgada agencia do tabaco a arrecadacao
do imposto sobre o sabio.
KiiMjuniprinicnto do artigo 5." da lei provincial n.
187 creou-se em Alagas uma agencia incumbida deve-
lar na cobranca dosdireitos do algodo, que esta pro-
vincia exporta por aquella. Semelhante agencia rege-e
pelo regulamento firmado pelo meu predecessor aos 14
de maio de 1847.
a CMARAS MUNIC1PAES.
a Quasi todas as municipalidades se queixain da exi-
guidade dos respectivos patrimonios, e pedem acons-
iruccfio de cadeias t de outras obras. Farei chegar ao
vosso conhecimenlo os relatnos de suas precises, pa-
ra que as atlcndais como vos parecer de justica.
SECRETARIA DA PRESIDENCIA.
o Acham-se psovidos os empregos creados pela lei
provincial 11. 192, de 12 de abril de 1847; mas, com-
quanto dous desses empregos, isto he, os de ofiiciaes,
devessem de contribuir, para que os registros se pozes-
sem em dia, cointudo elles anda cita o atrasados ; po-
mo, dentro em pouco, dcsapparecer este inconve-
niente.
GUARDA NACIONAL.
A falta de uinaguarnicao de tropa de linlia tem sido
Ti vemos o Timo de 20 de abril, e as noticias com que
nelle deparamos sao as segulntes.
A Inglaterra ficra em perfeita tranquillidade, mas pa-
rece que este feliz estado nao seria de longa duracao.
Havia subido de ponto a exaltacao dos carlistas; e nos
distrlctos septentrionaes da Escocia j tinhain elles re-
gularmente organisado as suas forjas. Ein um ineeliog
que livera lugar em Aberdeen, Mr. Jones annunciouque
uma representcao em favor da carta, assignada pelas
classes operarlas seria dirigida rainha.e qne.se esse re-
curso falhasse, meetings monstros haviam de ser cele-
brados com o designio de appellar para a frca armada,
como nico expediente.
A commissiio da guarda nacional declarou,nessa mesma
occasio, que mals de 500 pessoas j tinham vindo alis-
tar-se. c que uma correspondencia se havia aberto com
alguns dos csplngardriros de llirminghaui, um doi
quaes oll'errcra subministrar espingardas e bayonetas!
rasao de 12 s. c 6 d. por cada uma dcstas armas acom-
panhada da outra. A carta do espingardeiro ein ques-
to, tendo sido lida ao meeting, fora recebida com gran-
des applnusos, c depois de longa disenssao resolveu-sc
que cada um dos inembros alistados fsse inmediata-
mente armado de uma espingarda c uma bayone),.
As noticias de Franca chegam at 18 do passado.
capital da repblica ficra tranquilla^ A guarda nacio-
nal acbava-se animada do mellior espirito possive!. A
alegra com que se reuniram ao toque de chamada i(
ranino, que, nao se sabe por que, mandara dar o general
Courtais, seu cominandante ; a promptldo e decisaodr
sensliioviinentos, subsequen temen te tomados, junto con
o conhecimenlo de sen numero, devem ter grandemen-
te tranquillisadoa todos os amigos da paz e da ordem. (
devem ter infundido na mesma proporcao temor (pfli
menos prudencia) nos rrori'itm e communitts, que ti-
nliam por fim lanear o paiz no sorvedouro da anar-
chia.
Essa corporaco j se nao considerava como una por-
cao distincla da populacao, e havia corajosamente decla-
rado, de. aecrdo com lodosos cldadaos pacficos, queie
nao comuielleriam impuncinentc perturbaces em u
cidade.
Eslava marcado o dia 20 para a revista c confraterni-
saeo da guarda nacional e da tropa de linda, ein nuinf-
ro de 40.000 pracas. O ininistro da guerra havia coat-
dado todos os ofliciaes generaes residentes em Pars p*
ra assislirem distribuijao das baadeiras que devia i
lugar na Barieira-da-F.strella, em a inanha denedia.
O governo provisorio abrir um crdito extraordlm-
rio de 9.659,000 te. reparticao da guerra para a comp"
de 15,165 cavallos, necessarios para a artilharla, para *
supprlda pelosservicos da guarda nacional. Comquanto corpo de engenbeiros e para os carros de bagagein
esta forja me nSoparCja devidamente orgauisada, to- M. Blanqui, presidente de 11111 club terrorista, asslm
davia o pouen lempo, que tenho estado na administra- como diversas outras pe.soas, tinham sido presos por or-
jo da provincia, c a falta de Informajeg aumeiente* dem do governo provisorio. O povo de Pars achava-se
lunisUs, que M. Julio >*-
para reparar os defeltos que, ponentina hajam nessa
organisajo, me poem na impossibilidade de promover
pelos ineios ao meu alcance os melliorameiito* de que
necessita este importante ramo do servijo publico. Ape-
zar, porin, da falla que reconbejo daver de eaclareci-
iiienliis sobre esle objeclo, no posso deixar de iudicar-
vos um dos principaes iiicoiivenientes que se ha reco-
nhecido na execuj da lei provincial de 30 de abril
de 1839, artigos 48 e 49. Esta lei autorisou o presidente
da provincia a reformar os ofiiciaes da guarda nacional,
que, por sua avanjada idade, ou molestias chronicas,
se tornasiem incapaies de continuar no servijo, e inar-
cou os casos em que os ditos oIBciaes perderiain as don-
ras inherentes aos seus postot. A experiencia de alguns
anuos ha mostrado que as reformas, que deveriam ser
concedidas debaixo das condijes da lei, se ho conver-
tido cm verdadeiras demisses; com a difieren ja, po-
rin, de que acarretam ainda inaiore inconvenientes,
por isso que tlram ao governo a faculdade de restaurar
no servijo da guarda nacional aquelles offlciaes que,
tao irritado contra os commur.....
cauri, um dos redactores da Reforma, fra por elle mal-1
tratado por teradvogado doutrinas communlstas no P3'
leo do Louvre. Elle se vira obrigado a refugiar-se cal
companhia de um amigo para uma casa na ra de S."1'.'!'!
norio, e dahi nao se atreveram a sabir emquanlo nao li'l
ram soccorridos por um destacamento da grde "
bil. ,
O director do arsenal de Tolosa linha recebido ordfi"!
de remelter para Burgos 450 pejas de artilharia de todoii
os calibres, as quaes sao cm parte destinadas para o in-l
tentado armamento dos fortes que ficain ao redor o |
Paris.
Ein Amiens haviam occorrido desordens de um caiat
ter assusladoi. Mr. Leclanch, um doscoiuniissariosa 1
governo provisorio, se linha tomado lo itnponular. 0 1
os habitantes desta cidade determinaran! expellMo I
grande numero de pessoas se reuniram para este I
atacaran! o hotel de Ville, arrombaram-lhe as i'-i
Us, arrancaram dahi a Mr. Leclanch, obrlgaratn-1!
A:
so
cr
ni
a
bj
di
al
LSe
MUTILADO


>>
tenar a sua resigna^So, e o mandaran para Par. Al-
* operarios que tcntaram proteg-lo fram ataca-
81"1 e|j guarda nacional, e milito* ficaram fcrldoi. 0
psidentede um club.republicano, ahi estabelecido, foi
'"nibein compellido peloj cidadaos a sabir da cidade.
Fin outras inultas partes, especialmente no sul, tam-
' srias desordens tiuham [.parecido, Opretextopa-
l a maior parte dellas tem sido, como era Ainiens, of-
r mas causadas pelos commissarios do governo; os quaes,
cin muitos casos, tccm sido obrlgados a resignas oua re-
"icapital da Hespanha ficra tranquilla at o dia 14 do
noticias'recebidas d.s provincias cram favoraveis raa-
uiitencao daordem. "
* respeito da Italia, sabemos que a fortalea de Pes-
ara, depois de forte resistencia, se entregara ao exer-
H,o lombardo-sardo, commaijdado pelo re de Sarde-
nha. cuja disposico o grao-duque de Toscana pozera
5 OTO homens de tropas.
Umcorpo de Jovens voluntarios partir de Veneza na
irccco de Parma. Ellcs fram bencoados pelo patriar-
rhi na baslica, e M. Manlu, depois de llies fazer urna
.n'imadora falla, prometteu-lhes que a repblica pro-
vena em a familias daquelles que morressem na bata-
Iha. Un outro batalhao mals numeroso eslava prepa-
rndole para segu- los.
Em a nolte do dia 11 de abril, um destacamento de
Croacianos pozera fogo villa de Castelnuovo que corrti-
nha2 000 habiUdores. O Croacianos, depois de have-
rem
pre
Correspondencia.
v
a 2 000 habitadores. O Croacianos, aepoi. ae nave-
n posto fogo villa, formaram um cordao, alim de
teir que nenhum desses 2,000 infelizes podesse cs-
ranar" As tropas austracas, estacionadas ao longo de
Isonzo'e da ""lia de Gorezia, linliam recebido ordem de
marchar a toda a pressa para Trieste, que eslava amea-
cadu de invasao peas tropas aquarteladas em Istrii e
Palmada, as quaes se tinham declarado em favor dos Ita-
As noticias da Prussla alcancamat !6dopassado. Os
Pinamarqueze, em numero de 8,000 bomens, postaram-
Schleswig para Rendsburgo. O quartel-general das fOr-
cas de Holstein achava-se em Schestedt e o das tropas
prnssianas em Sorgebruck. Rm a noite desse da, ve-
ra lugar urna pequea escaramuca entre as rjas de
Holstein e os Dinamarquezes, naqual os ltimos perde-
ram 40 homens que fram fei los prisloneiros.
O ministro da guerr- da Prussla dra ordem, no dia
15, para a partida de reforcos para o norte. Essesre-
forcos devlam constar de 4 batalhes de infantaria e
dousesquadroesdecavallaria. O principe Radzivill de-
Via sahir de Uerllm no da 17 para Ir tomar o coiuman-
do e.n chefe do excreto prasstaftB ; o enen^-gener!
llalket, omclal hanoveriano, bavia sido nomeado seu in-
mediato. Logo que chegassem a arlllharin e o destaca-
mento de civallarla, crla-se que o exercllo prussiano
rTgov%rnmofSrKe..idoa dar este pa.so pelo esci-
ta,, enw que reina entre o povo, que acl.a-se sobren o-
do exasperado contra os Dinamarquezes. esustenla que
ScMemig leve ser annexado confederacao germnica
atodo^o?ea despeito de iodos os tratado.
Vivemos tambem noticias da America do norte, c sa-
be,, osTue no dia 4 de abril urna grande demonstra-
cao Uve?" lugar no Parque em Kew-York e.n honra da
volucao fanceza. A cid.de illuminou-se, e em uu.a
variedade de plata-formas que se levantaran., pronun-
cZn-t discurso, em differenles idiomas, be., come, o
inglez, o francs, o allemao, etc. Em a n^.jc.^
arco um meeting se havia effeituado na cidade de Wa-
shmgtoTpara expresar as sympathiasdos Americanos
nara com os revolucionarios franeczes. tm lodos os lu-
cres de diverllm.nlo e.n Philadelphia se havia tocado
o hyinnofrancezamjrssiMa, que frn recebido com
irrandc enlhusiasmo. ,
Kssc enlhusiasmo pela revolucao franceza nao lo-ra
sentido smente pelo povo dos Estados-Unidos, elle pe-
netrara at no proprio congresso.
Mr. Aller do Oblo propozera que o congresso
viasse as suas congratulares ao povo franceze
proposu draiugar a um animado e .nlereM.ute debate
no qual tomaran, parle Mr. Critenden, Alien, Bagicy
e outro ; mas a questio, sendo af.nal posta a vota-
cao, fol rejeitada por 22 votos contra 21.
Os fundos inglezes tinham tido urna alta de '/, p.
v.Os consol* ficavam, de 82 V. a 82 /.- Os tresp. *
eduzidos, de 80 V. > 81. Os tres e um q.iarto p. *, de
81'/. a 82 '/.. As antigs unidades do mar do sul a / /,.
Os bilhetes da India, de 18 s. a 21 s. de premio, eo.li-
lhetes do thesuuro, d 40 s. a 43s. de premio. Os fun-
AO PUBLICO.
Prezando, sobre todas as cousas, minl.a reputacao e
honra, que at hoje tenbo conservado llllbadas, fol-.ne
sobremodo sensivel e penoso o procedlmenlodo doutor
promotor publico desta cidade, Francisco Xavier Paes
llarreto, na sessao do jury de 22 do corrente mez, tanto
por occasiao de contestar as testemunhas apresenlada
pelo aecusado Francisco Pereira da Silva, e.n cuja causa
ful obrigado a dep&r, na qualldade de teste.nunha re-
ferida como tambem, e sobretudo, por occasiao de
replicar, einpregando alil o promotor expresses tao 01-
fenslvas de meu carcter e dignidade pessoal, quanto
oppostas verdade dos factos, averiguados, discutidos
e liquidados na contcstacSo das testemunhas : e pois
nao poda eu guardar silencio, e ser Indiferente aos jul-
ios desfavoraveis, que, porventura, precipitadamente,
houvess ;.n de formar as pessoas que me nao conheccm
de perto, Induzldas pelo que desta deploravel oceur-
rencia se publicou no Diario de Periumouco n. 120, ae ti
do cadente inei, com omtsses, a meu respeito, de cou-
sas essenciaes, como se ver da exposlcao que se val
.litigando o promotor exlstlrem contradlccoes funda-
mentaes entre o meu depoimento e o de urna outra teste-
.nunha, requeren as averlguaces prescriptas no art. w
do rcgulamento de 31 d Janeiro de 1842 -.comparecen-
do, ento, eu del a mals positiva cxplicacao, desliendo
essas contradiccSes, firmando e patenteando com toda
evidencia a verdade do que hav.S dito. c_ repell.ndo
com dignidade e energa a injuriosa arguijao de falsi-
dade que o promotor ousou fazer-me : depois do que
desisti elle do seu requeriinento,
Com effelto, tao satisfactoria e terminante fol a expll-
cacao. rao incocussas e patentes fram as provas em que
baseei a verdade do meu depoimento, que as duvidas
e o arrasoado ero promotor, por ma.s aggress.vos que
me fossem. nao produziram outro effeito mals do que
faz-la brilhar com luz mals radiante, e levar a convic-
cao ao fundo do espirito dos juizes de facto e asslsten-
tes a prova ahi est na unanlmidadc de votos, com
que o concelho rcpelllo o qucslto de falsidade do de-
poimento, e na absolvlcao do aecusado:a prova ahi
est no pronunclamento geral a meu favor c reprova-
cao instantnea, dada por todos, todos sem excepcao, ao
uescomedimento do promotor ;* appello a este respelt
para todos os senhores juizes de facto, advogados
mals pessoas que asslsttram aquella sessao ; elles que
Ducarrtgam hoje, 2 'le junho.
Biigue Aurora garrafes vasfos, farelos e queljos.
Brlgue Ventura-Ftlit trastes.
Brlguc Jane-Etthef carvao.
PatachoFo/nl mercadorias.
Brigue Primavera dem.
RENMMENTO" NO MEZ DE
Rend ment total:.........
RestituicOos.............
MAIO HE 1848.
...... 234:*77,884
...... 134,618
Liquido
234:343,230
Direitos de consumo.............. l'Iin
RoexportacSo de 1 por cont........ ,',
Expediente dos gneros do paiz, iporc .<:>
Expediente dos gneros estrangeiros com
carU de guia, 5 por cenlo........ 15-'q
Armazenagem de mercadorias....... ,q
Dita de plvora............. "'*
Premio dos assignados............ .X .Jo
MulUs....................... *3,4o8
Emolumentos de certidOes......... _.
234:343,230
Rs.
O escrivSo da alfandega,
Jacomt Gerardo Maria Lumachi de Mello.
tezae para a Bahi. com 25 passagetroa que troe do
pA* Navios tahidos no metmo dia.
Falmouth ; brlgue iog.e. Sir-RoUrMif*"- -L* '-
^Z^^rXtZT^e austraco MU*
ajBaS^aMTSM.^4
Observacdo.
Arribouaeste porlo o patacho brasllelro l>0!'$%o
lo, capitao Joaqui. Jos GoncaWM que. no di
coi rente, tinha saludo para o Rio-Grande-do-Sul.
I1TAI..
J*l
CONSULADO GERAL.
RENDIMENTO DO DI A 31.
:.oral..........
Diversas provincias
3:653,496
89,721
3:743,217
^T^^^^^Z^^^r^^^Con^o de 7 por cento 40:675,6.6
dos honrados senhores douto.es Alcanforado, c ju Do de f ...............J -____________^- *i..- ..www*- ii'if-"rv P nilP __-- -
RENDIMENTONO MEZ DE MAIO DE 1848.
en-
es la
Dous e ineio p. ^ iioiiiiui., --~- .',"
quatro p. % certificados, de 58 a 58 '/, e 57 Va-
ra por
de viva
Entre as folhaade New-York, que ltimamente nos f-
ram confiadas, urna existe, que reclama de nos a|gu,,;as
breves observices : queremos Tallar do tormo Invei-
liaador de .4 de marco, no qual se 16 urna extensa cor.es-
nonder.cia acerca da siluacao poltica desta provincia,
em a poca das eleices que liveram lugar em sete.u-
bro do anno findo.
Nao he por certo nossa intenjao contestar os tactos re-
feridos naquelle documento, nem asreflexdes ah cou-
das acerca da naturezac tendencias dos parlidos polti-
cos, em que se acha dividida a ponulacao desta provin-
cia- e limito menos nos anima o desrjo de desmentir a
..ar'raco das octurrencias melanclicas e perigqsas que
se realisaram naquellcs dias climatricos e nefastos:
nao ;ns aceitamos toda cssa exposicao 90.no a hclex-
piesso de urna verdade histrica. Nossas observa9oes
sscntain smente sobre a parte da referida correspon-
dencia, que di respeito ao Sr. 0. G. Salinas, cnsul ac-
tual dos Estados-Unidos nesta cidade.
Para chegarmos ao fim que nos propomos, occorreu-
nos o pensamento de transcrever em nossa folha a tr
duco do tpico, que nos referimos, cuja leitu
certo seria bastante para excitar um sent.mcn o <
reprovacao contra o autor de tao virulenta e'"""'-
da dl.tribc ; prendeu-nos, porm. na realisacao de tal
arbitrio a natural repugnancia que sentimos e.nrepet,r
inexaclides palmares e ultrages ferinos, anda que para
confutar as nrlmeiras c repelllr s ltimos.
Ncnhuma considtrafo, todava, no. oeye embargar
para .re arar nesta folha, da maneif. a mals categonca
? arannativa, que ludo ouanto se acha escalplo contra
o S. Salina, na correspondencia em quesuo, he de-u-
tn do de nuihenlicldad. c exactidao. eque, a ..oserdic-
ao por um senilmente de inimizade, privada, MpMe
er attrlbuido srnao ao proposito de deprimir o crdito
deslecavalhciro peante seu governo.para fins parcq.
lares e de urna naturea re Pavada Nao c. Sr. Salina,
he u.n unccionarlo estrangelro. qe peta dir lora do
seu proceder ha sabido conquistar a cll.ina d. wdo. o.
homens honrados desta cidade : nao o Sr. Salinas pela
rtorld?d.r e in.rHigenci, com que *W_
TuntOe.ao seu cargo tem *>,eempre merece
raconslderaSfio cas autoridades deste pa 7 nao, ,a
Sr. Salinas pelo, scus precedente e seu nome ^"n
rito te... allicl.doasrrmpathlas de iodo,' f'B'n^
canos : nao ; or. Salinas por toiloa estes 11 ulo he se
guramenie o pessoa u.ais proprla para manler as rea
fOes de boa intclligencia, existentes entre esta parle ao
imperio e o pi* de quem he agente consular.
i Sirva, pois. esta declara;ao expontanea e desapaixona-
dacomo umverdadeiro protesto contra a malevolencia
do seu detractor, o qual, seja elle aqu quem fr. nao po-
de delxar de ser altamente su.pelto de procurar descon-
celtuar um liomein de bem para talvez arrebatar-lhc o
cargo que elle honradamente exerce.
flento, com os quaes nunca tlve a menor relac.o, e que
ao contrario s3o amigos particulares do promotor.
O senhor doutor Alcanforado, membro do concelho
de Jurados, levantou-se n'essa occasiao, e, aprrtando-me
a mao, felicltou-me por haver correspondido a expec-
tativa do tribunal, e portado do modo mals nobre e
condigno ao meu carcter e posicao : o senhor doutor
Jos bento exprimio-se para commigo na mesma lingoa-
gem, e reprovou, sentindo, o descarreamento do promo-
tor, protestando-me estar elle sinceramente arrependi-
do de haver cnido em tamaito excesso. E, de feito, as-
sim era ; porque depois dos debates o promotor deu-
me, perante diversas nessoas, satsfa9ao de suas expres-
ses, amrmando-mc nao ter ldn proposito seu ollcn-
der-me, porm smente cumprir aeus deveres de ac-
cusador, latiffacao, que agradec, e entend nao d
aceitar pela rasao ponderada no documento n. 1.
No que deixo referido tem o respeltavel publico tu-
do'quanto foi passado a meu Mspeito, cuja narra(ao
fiel, comprovada pelos documentos que se seguem, lie
mais que sufliciente para que eu ppssa com a maior sc-
guranca c a mais intima das convlcSes levantar a vos
e proclamar diante de todos os que me icrem, que me
ficaram Intactas a honra e a rputacSo.
Recife, 31 de malo de 1848.
lo'irsnfo eeioli WaiukrUy Canavarfo.
DOCUMENTOS.
NI. /" *r. Dr. Louretieo Accioli Wanderley Cana-
eorro.-Satlsfazendo a exigencia de sua apreciave car-
ta de 28 do corrente devo declarar : que, depois de iiaver
o promotor publico inquirido a V. S. e mais outra teste-
munha, relcctio haver conlradic9ao nos dous depoi.nen-
tos.e em consequencia declarou que um delles sena
falso ; e sendo V. S. acareado, ou confrontado com a
outra tcstcmuuha, expllcou o sed depoimento tao satis-
factoriamente, que, a meu ver, e 110 entender de mullos
circunstantes, dissipou toda e qualquer suspeita de lal-
sidade. Todava, aconteccu que na replic da aecusa-
930 se fallassc ainda na contradic5aoou falsidade das tes-
temunhas do reo, bem que indeterminadamente; na.
V. S., j magoado e prevenido, repclllo com frca a ar-
gusr,o : o que ludo deu lugar que o advogado da dcle-
sa cstranhasse, na trepllca, a inmerecida noU de Islda-
de, que a V. S. attribui o promotor: o qual, na verdade,
acudi logo protestando nao ter nenhuma intcn9o de
molestar alguem c que relirava gualquer pr"sao
oflfensiva ; con. o que pareceu sallsfaser-se o advogado
da defesa. Acabado os debates,o promotor, einminba
prcsen9a, dirigio-se a V. S, fazendo-lhe ver que elle tl-
nha laliado das testemunhas genricamente, sein nerso-
40:815,119
Ancoragem para fra do im-
peo................ j:287,611
Dita para dentro do dito..... 190,136
Sello fixo...............
Dito de titulos.......
CerlidOes. .............
Siza de 5 p. c............
Dita de 15 p. c...........
5:477,747
680,600
10,700
33,120
300,000
1:610,250
48:927,536
Miguel Archanjo Montero de Andrade ,fc^'da'.'"-
perial ordem da Rosa, cavalletro da de f.nrxslo e ins-
pector da alfandega de I'emambuco, por t>. n. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Faz saber que, no dia 2 da junho ,liojo) ao meio-
dia, na porta da mesma, se hfio do arrematar 24 ca-
nastras com 13o cantos de ceblas, cm oslado dea-
varia, e avahadas, sogundo a taria. em 800 rs. o.cen-
to, cuja arremataciio ser feita vista do genero, o
pelo preco que se offerecer, segundo o artigo 277 do
regulamonto : sondo a mesma livre do diroilos ao
arrematante.
Alfandega, 31 de maio de 1848.
Miguel Archanfo Monleiro de Andrade.
Miguel Archanjo Monleiro de Andrade, ele. t
Faz saber que, no dia 6 dejunho, ao meio-din e
na porla da alfandega, se hilo doarremntar em hasla
publica 9duziasel1 pares de meias de hnho para
homem, no valor de 39,666 rs., aprehendidas pelo
guarda da mesa do consulado goral Francisco tosi-
do Veras, desembarcando de um bote da barca por-
lugueza Espirito-Santo, no trapicho da Alrandcgn-
Velha : sendo dila arrcnialaqao livre do direitos.
Alfandega, 31 de maio do 1848.
Miguel Archanjo Monleiro de Andradn
Diversas provincias.
Dizimo da provincia dasAlagoas 1:470,692
Dito da provincia da Parahiba 1:147,714
Dito da provincia do Rio-Grande-
do-Norte............... 52,69a
Dito da provincia do Cear ... 832
-- 2:671, vio
51:599,469
Deposito existente.
dem restituidos ,
5:930,414
1:182,901
O administrador,
Jodo Xavier Carneiro da Cunha.
nalsa-lo, e sen. ntencade Joesla-lo: ao que V. S. res-
pondeuque a satlsfafao devia ser publica como publ
CNSULADL PR0V1SCLAL.
RENDIMENTO 1)0 DIA 31............1:201,505
NO MEZ DE MAIO DE 1848.
KENDIMENTO
Direitos do exportaciio de 3 por cento .
Dito de 5 por cento.......
Taxa.........
15:455,895
2:360,720
1:429,080
1:089,600
Kr,a ..::::----*
Sello de herancas ......... t-293 025
Mcia siza do escravos....... 60 000
15^600
455,200
50,000
90,000
263,600
29,075
Escravos despachados
l'assaporles de policia
Novos o velhos direitos .
nhasidoaoffensa; e eu entao observcl que asa- Matricula do lyceu e seminario
tillado i tinha sido publicamente dada, quando o pro- D|ta de Istlin
moto^havia retirado l, expresses Benaiva.; accrce. .-
tei mais que V. S. devera levar em conta a grande dil-
lic.ldade-de .nedir as palavras na torrente da arBumea-
tacao. O promotor declarou de novo que nao pretenden
olender a V. S., e que a austeridade da aecusacao Ihe
nao permittla cnfessarque as testemunhas do reo era...
verdade raa. F. entao quera o Sr. que eu dissesse. que
a ta e. un has do ico cram verdadeiras ? formacs pa-
lavras se bem me record. Mas o que na~o pojso, de.xar
daeVassevera. he que o juzo cae fique rr{n"do de lod.
.... nrrurr^nria aue. por falta de nielbore explica-
Decla raides.
Patontcs Mullas.......
Juros ... .....
Reslituicllo
33,047
25:599,159
492,600
essa oceurrenca, que, por ._._. ---- ,l(.
me'to eCn frada intent5o do Pre.notor.verb.-lo
de te emunha f.l.a. Se V. S. ^tender que e.u,,,,| ,ha
exposyao pode servlr-lhe, fara della o u.o quejulgar
CSnouDcmea mal. perfeita estima De VS humilde
servo e colleg. Jo>t Bento da Cunha Piguexredo.
Recife, 29 de maio de 1847
N 2 lllm Sr. Vr. Lourenco Accioli Vanderley Canavar-
ro.--En resnosu sua carta, cOu.pre-me declarar que
he verdade o que ex,^e e... dita sua carta iporquanlo
kavendo apparecido alguma d.vergencla eotrf o dtpo
ment de V. S. e de outra. testemunhas, lora 'Ua cap!
cada por V. S. por modo que ncou inteiramente reino*1
5a; l depois de sua. explicaces, conheceu-se que nao
'nslaieucla do promotor publico, que lo
Liquido 25:099,559
do consulado provincial, 31 de maio de
dadelr, nao pelas aUsfactorias _expllcaces que
0 escrivilo da primeira secco,
Jodo Ignacio do Reg.
Vovimeiito do Porto.
Navios entrados no d>a ifdo passado.
I ondres 39 dias, brigue sueco ,ii.linanl-/'ll<"on. de
L,89 toneladas, caplin Augusto Weslerm..k equipa-
cerveja e faiendas a a. a.
gem II. carga plvora
C'orbctt.
Babia 5 dias. hiate brasllelro San-Benedicto, de 4- lonr-
lad.;. canitaoJoac Joaqnlo. da Sllveir. eqnina.au> .
ladas, capitao
PARA OS P0RT0S DO SUfc
O paquete a vapor brasileiro Imperador, comman-
dante Ignacio Eugenio Tavares dove estar aqu dos
poros do norte at o dia 4 do corrente, e partir no
seguinte.
O arsenal de guerra compra 36 taboas de asson-
llio-de amnrello com 30 palmos de comprimento o i
de largura, 6 costados dcamarello 06 costadinhos
do dilo com as mesmasdimensOes: quem os ditos
gneros se propozer a vtndcr, comparecer na sala
da directora do mesmo arsenal, com sua proposla
em caria fechada, at o dia 4 do prximo futuro mez
dejunho.
Arsenal de guerra, 31 de maio de 1848.
Oescripturario,
Francisco Serfico de Assis Carvalho.
Tcndo esla reparticlo, em cumprimento do or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia, dofretar
um navio com a capacidade precisa para levar ilha
de Fernando 800 alqueires de farinha, e outros g-
neros ; bem como 56 presos de justica e nlgumas pra-
cas de tropa ; manda o lllm. Sr. inspector fazer pu-
blico que receber as proposlas paruesse fretamon-
lo no dia 6 do prximo mez dejunho, pelas II ho-
ras da manhfla, prevenindo-so que o fretamento sera
realisado sb nsmesmas condicOcs dos anteriores,
relativamente aos ltimos navios que fram refe-
rida ilha, as quaes sorilo mostradas nesta secretaria
a quom queira v-las, para com todo o conhocimenlo
apresentar depois a sua proposla.
Secretaria da inspecclo do arsenal de marinha do
Pernainbtit'o, 31 de maio de 1848.
Alexandre Rodrigues dos Anjos,
Secretario.
-- No se Icndo concluido a arremalacao de lodos
os gneros para fornecimento dos navios#rmados,
no dia 25 do corrente, silo por isso convidadas to-
das aquellas pessoas quecstivercm no caso de fornc-
cer o seguinte, agoa-ardenle, assucar branco, feijflo,
farinha, arroz pilado, loucinho, carne secca, cami-
sas de baeta azul, camisas e calcas de brim, chapeos
do palha, e bonetes escocezes.para comparecerem na
sala das sesses do concelho de administraefio s 10
horas do dia 3 do vindouro mez de junho, com as
amostras e propostas cm que declaren) o menor pre-
50 porque pretendem fornecor qualquer dos gneros,
e quem os seus fiadores.
Sala das sessOes do concelho de administracRo, 31
do maio de 1848.
O secretario,
Chrislovdo Santiago de Olireira.
CONSULADO DE PORTUGAL EM PERNAMUIICO.
Havendo fallecido-ha 6 anuos na villa da Moda,
concelho administrativo da Guarda, provincia da
Beira-Alta, em Portugal, o doutor Jos Placido Son-
ros que ah era residente instillo om testamen-
to por universaes herdoiros de sua fazenda a seus
sobrnlios residentes ueste imperio sem declarar
nomes, filiaces e lugares certo de seus domicilios.
;o"ni'a'sava"e"mai" gnero.; ao SE p0rque ignorava todas estas circunstancias. Enfio
idete wmacaS tendo sido cumpr.da al agora esta diapoa.cfio
Wdc7ion"adTcaplaoianoel JosRibeiro, equipa-,1 apparecido nenhum desses igilimns
t'ectuso e alenlo criadoJos Bernardo
do. Recife, 29 de malo de 1848.
l KsUvam reconbeoidos.)
COiv1MCIO.
gem 10, carga fumo, charutos e mais gneros ;
Ho.gcs de Cerqueira.
Navio fallido no mesmo dia.
Nantucket; galera americana Umtga, capitao Charles C.
Martin, carga a mesma que trouxe.
Navios entrados no dia \.'do corrente.
Rip-de-Janelro ; 10 dias, patacho bnsltoiro Santa-Crut,
B de 101 tonelada., capitao Alexandre "" *jj^
va, equipagem 9, carga cafe e pipa, va.ias a CMUM
Cyriaco da Cosu Morelra. Passageiro. JoSo Jos da
Costa, Portuguez
.,, por nflo haver apparac -
lierderos, ou outrem por elles.ta lomar conta da hc-
rmna: or ordem do governo de S. M. Fidel
RSS'MENTO DO DA
Alfandega.
31...... i...."*29.3771
ranea: porordem do governo de S. H. Muenssimn,
' o faco publico, convidando todas, ou qualquer das
1 nessoas pretendidas so residirem nesta cidade ou
'provincia o na sua falta squo dellas tiverem no-
'licias, afazerema merc de vir a esto consulado
para os esclarecimentos nocessarios. Pernambuco,
30 do maio do 1848.
Jiaquim Baptista Morara,
Cnsul.
__O arsenal de guerra compra azeile de carrapato,
dito de coco, volas do carnauba, fio de algodSo e pa-
ro venda dosdi-
cqm seus ltimos
do mesmo ar-



mi
BeniT, at odia 3do prximo futuro mez de junho
Arsenal de guerra, 30 de maio de 18*8.
O escriturario,
Francisco Serfico de Aitis Canalho.
Avisos martimos.
-- Para o Porto sahiri brevemente o brigue portu-
guez Uom-Succetto, por lera maior parto do su car-
regamento prompta: quem no mesmo quizer carre-
gar, dirija-se ao pateo do.Carmo n. 17, ou a ra do
Vigano, a Francisco Alvea da Cunha.
--Para o Rio-de-Janeiro partir*, dentro de 15 das
obr.gue-escuna brasileiro Fetos, de superior mar-
cha e consIrucc3o, de que he capitflo Francisco
Bernardo de Mallos ; podendo ainda receber algumi
carga m.udaa frelo, sendo nacional, assim como
passflge.ros.para o que (Feroce excellentes com-
modos.eescravos afrete .os pretendenles tratem
como mesmo capitno, ou com Firmino Jos Flix
da Rosa, na ra do Trapiche, n. 44.
tr mS Po,;lofgUf' """Ltoda a brevidade, por
ter a maior parle de seu cargamento prompta o
bngueportuguez Teniura-Felit, forrado' o enca'vi-
Jhado de cobro, capitaoZererino Ventura dos San-
ios : quem no mesmo quizer carregar, ou ir de nas-
sagem, para o que tem excellentes commodo* ,dl
rija-se ios consignatarios, Mendes & Tarrozo na
ra ?a do Goinmercio. v
- Para o Rio-de-Janeiro segur, com a maior bre-
vidade possivel, o patacho nacional Valente, por
tere seu carregamento engajado; podendo ainda
receber alguma carga miuda. escravos a freto e pas-1
subiros para o que tem excellentes commodos : a
tratar com INovaes & Companhia, na ra do Trapi-
cho n. 34. *
/l vis -- O abaixo assignado declara que sua fallocida
mili, Mana Ignacia Virgina, nonliuns bens doixou pa-
ra pagamento de suas dividas, alm da mulata Mara
dalo, e que a requerimento do abaixo assignado foi
depositada em juizo para quesiionar sobre dita li-
berdade, assim como que vai desistir do dito deposi-
to; rompetindo aos credores, se quizerem, proseguir
nos termos daquella causa, para no caso de veici-
menlo se paga rem. E para-que nao recaa sobre ello
responsabilidade alguma, faz o presente annuncio
para que ninguom se chamo a ignarancia, o venh
incouimoJar injustamente ao abaixo assignado.
Joaquim de Souta Cirne.
n,,"^ uCe"Se '"" homem com idade de 26 8""os.
que sale Inr.esftrever e contar bom, para caixeiro
je qualquer estabelecimento, menos venda: quem
de seu prestino se quizer utilisar annuncie.
Um adeos momentneo.
O abaixo assignado agraJece a todos osseus oo-
nheudos toda a boa estima com que o irataram e
com especiul particularidado aos mui dignos Srs.'do
quem tem lido a honra do ser servo.
1 F. J. daC. fianna.
A quem tallar um quarlo com cangalha.dirija-
se i praca da Independencia loja de barheiro ,
Precisa-se de um criado: na ra do Hospicio
n. 9. r '
--Angelo Condezerto, preto liberto, nascido na
tosta-da-Mina retira- se para a Baha.
Precisa-sede um feitor que entenda do servico
de engenho que seja eslrangeiro som familia e ro-
busto : na ra da Cruz, n. 43.
Jotedos Santos Veves embarca para o Rio-Cran-
de-do-Sul o crioulo Jo3o, escravo do Sr. tenente-
coronel Francisco Antonio Correia deS, morador na
comarca do l'ombal, provincia da Parahiba, por cori-
ta o risco do mesmo senhor.
(negando ao meu conliecimenlo que alguem
quo me he desafecto, muilo de proposito, o coma
mus requintada m f, me inculca como autor do
annuncio, publicado em o n. 173 desse jornal- de
19 do prximo passado mez, no qual so pede a l-
tenoslo da cmara municipal, e do concolho de sa-
Juhridade a respailo dos curandeiros e charlatfles
equerendo-me justificar, nao para com esse vil ln-
trigante o calumniador a quem soberanamente des-
prezo.mas para com hoinens, honestos e probos
cujo concedo aprecio em subido grao; por isso en-
carecidamente rogo ao Sr. redactor tenha a bonda-
do de declararse com cffeitofui o autor do mencio-
nado annuncio :e por este favor muilo obrigar a
M'ittoel Kliatde Mbura.
Oautographodo annuncio, a que se refere o Sr.
Moura nao he cscripto nem assignado por elle.
0$ ff.
Offerece-se, para ser ama de urna casa e servir
do porta a dentro a algum homem iJoso, urna mu-
Iherquecozinha eengomma a qual tem um filho
menor de 5 annos, que a acompanha ,eque nenhum
incommodo dar : na ra da AssumpcSo n 22.
Dessapareceu, nodia 30 do prximo passado,
do pateo do hospital do Paraizo, urna cavado rugo,
com poucas pintas de pedrez bastante sellado ; j
i3o be novo ; tem as costas e quadriz bastante cica-
trizados, em virtude de ser de carga; desencami-
nhou-se por um descuido do portador que o condu-
2ia; accrescequetinha urna cangalha nessaoccasiSo.
Hoga-seencarecidamente a qom o pegar, que o
conduza ao dito lugar sobrado da esqnina da ra
da Roda, segundo andar, que, alm do ngradeci-
mento, ser recompensado.
Marrellino Jos Lopes embarca o sou escravo,
de nome Jo3o, do gonto de Angola, para o Rio-de-
Janeiro.
Acha-se aborta na ra de Agoas-Verdes, n.
96, urna aula de prjmeiras lettras onde se ensinam
principios de granimatica poitugueza, ariltimelica e
doutrina chrislfla por mdico estipendio. Na mes-
xna casa vemle-se um piano.
Urnaprofessora particular ensina meninasa lr,
escrever, contar, grammalica porlugueza, bordar de
todas as qualidades, fazer vestidos de senhoras e to-
das as qualidades do costuras, o la m bom se engom-
ma ronpa : na Camboa-do-Carmo, n. 3.
Aluga-se o armazern n. 2 da praia do San-
Francisco : a tratar na ra do Crespo, na loja de Jos i
Joaquim da Silva Maya.
A venda da ra Augusta n. 1, que al aqui gy-
rou sOb a firma de Luiz Antonio de Barros & C, flea
de liojeem dame pertencendo ao socio Luiz Anto-
nio de Barros, bom como todo o activo da inesina,
o obrigaiip dito Barros a salisfacSo do passivo. Per-
nainliuco. 31 de maio de 1848.
- Hoje safio o n. 32 da Voz do Braeil. Este nume-
ro oiiereceinos de presente aos nossos begnigos as-
O PARLAMENTAR.
Novo peridico politico impresso na typographia
UniSo. Acha-se a venda na loja de encadernagao da
praca da Independencia, e em m3o dos distribui-
dores.
-- Est para se alugar o sobrado n. 72 na ra da
Praia, proprio para homem solteiro ou pequea fa-
milia : as chaves acham-so na botica da na do Ran-
gel.
<\TTEiY$O!
OlFerece-se urna gratiicacao vanta-
josa a quem entregar no Aterro-da-fioa-
Vista, n. 47, primeiro andar, um caval-
lo castanho-claro calcado dos tres ps ,
capado e proprio para carro ; o qual des-
aparecen na madrugada do da a 5 do cor-
rente da estriharia da mesma.
-Pergunta-se a quem souber responder, para que
consentem JoSfo Peroira da Silveira administrar
duas boticas a do pateo do Tergo, e a do pateo do
Carmo ; e a do fallecido Victorino na Boa-Vista
aviando receilas sem boticario approvado; porque o'
intituladoadministrador.no nome, nunca l vai,
porque he tilo velho que poucas vezes sahe a ra ;
e a da ra do Collgio, intitulada de droguista
usando do todas as artes cirurgia, medicina e
Pharmacia, sem titulo algum, nom mesmo o de
droguista, para apresentar ras visitas do fiscal ,
sem que I he mandom fecharas portas, em virtude da
lei oimpondo-lhesas penas da-mesma lei.
Urna pessoa que temos conhoCrmentos precisos
seolTerocea ensinarmusioa, rabee*, flauta, cirmela
e viol3o, dirigindo-so as moradias das pessoas com
quem tratar: quem de sou prostimo se quizer utili-
sar, dirija-se aos Coelhos, ra do Jasinim, a primei-
ra casa do lado direito. \
Arrenda-se, ou permula-se com alguna escra-
vos urna casa de taipa bem construida no lugar
da matta da Torre perto do rio, com 200 palmos
de terreno de frente el,200 ditos de fundo, con-
tendo maisde 30 ps de cajueiros : a tratar na ra
Nova armazern n. 67. onde se dir quem faz este
negocio.
-- Na loja do Jo3o da Cunlia Magalh3es na ra
da Cadeia do Recife, muito so deseja fallar com os
Srs. Jos Martins da Silva Vianna e Jos de Souza
Pinlo de Oliveira, a negocios que muito llies inte-
ressam.
Manoel Comes da Costa o S embarca para os
portos do sul a sua escrava Sabina.
Recebem-se penhores de ouro e prata por pe-
queas quantias a premio o mesmo de qualquer
obra de valor na ra do Livramento n. 13, se-
gundo andar.
-- Precisa-se de dous pequeos que queiram
aprender ofllcio de encadernador : na praca da In-
dependencia n. 12.
Os abaixo assignados participan ao respeitavel
publico, que do commun aecrdo leem dissolvidoa
sociedade que linhain na loja de selleiro, sita na ra
da Cadeia do Recife, n. 36 ; a qual gyrava com a
firma doGuimar5es& Silva, Meando o socio Silva
entregue da casa e subjeito ao activo o passivo da
mesma cxlincta sociedade, e o socio Guimarfles
subjeito a qualquer engao que possa apparecer,
tanto contra si como a favor. liedle, 27 de Maio
do 1848. Oiogo Jote Leile Guim'trdee. Jote Ferrei-
ra da Silva Leile.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem d 500 a
600,000 rs. com liypollieca em casa terrea.
Aluga-se a casada ruada Cruz, n. 63 : quema
pretender dirija-so a seu proprietario Antonio
Pires Fcrreira, na ra da Aurora, n. 22.
Vemle-se um bonito moleque de 15 annos ,
bastante forte, eque he proprio para qualquer ofll-
cio (ou para pagern, por nBo ter defeitos nem acha-
ques : na ra Imperial, n. 3. v
Na ra No a, loja de alfa a-
le, n. 14,
acha-se um completo sorlimento de obras feitas ,
asim como um riquissimosortimenlo de fazendas ,
como sejam : pannos finos pretos, a 4, 5, 6, e 7,000
rs. o covado ; ditos de cores, a e 5,000 rs. ; lindos
cortes de casimira elstica a 5,500 e 7,000 rs. ; ri-
cos cortes decollte de seda a 4,000 rs.; ditos d gorgur3o de seda,a 1,600 rs; ditos de fustoes de lin-
dos padrdes, a 1,280 rs.; setim macu, multo su-
perior a 3,200 rs. o corte ; panno moscldo para ca-
sacas, sobre-casBcas e palitos, a 3,500 rs. q covado;
merino preto', a 2,500 o 3,odo rs. o covado ; cortes
de moia-casimira a 2,800 rs.; e outra smuitas fa-
zendas por prego commodo.
Vende-se um violSo em nreio uso e deexeellsn-
les vozes, por preco commodo: no becco Largo, tent-
l,i de barbeiro.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
/losOrOOO^ODOders.
Veridom-se bilheles e meios>ditos do lotera a be-
necio da amante instruccSo chegados neste vapor :
na ra da Cadeia1, n. 20, loja de cambio da vfuva!
Vieira & Filhos.
pardas, entre as quaes urna lie muito moca de h
tlgura, e he engommadeira e cosfureira Um
casal de escravos, com urna filha de 14 annos 'doup
mais ou menos : na ra do Crespo, loja n. 2 a
dir quem vende. 9
Vende-se, ou troca-se por outra no Recife Um,
boa morada de casa torrea em chnos proprioi a1* *
fronte do S.-Jos-do-Manguinho com quintal t
fallar junto da mesma casa venda da esquina.
Veode-se rap Meuron & C., a 1,080 rs. a'libra-
em Olinda nosQaatro-Cantos, venda do Macieir>;
n. 20.
Vende-se um bote novo com qua.
tro remos, e pregado decobre, muito bom
parff uso de qualquer navio on para cos-
tear nos arrecifes: a fallar na radoTra>
piche, casa n. 8,
^
VEVDE-SE
Cha muito superior
babriendo no Rin-de- Janeiro,
Denominada Brasil'eiro,
o melhorque tem apparecfdo neste mer-
cado, pela sua qualidadeser mais supe-
rior do que a do mesmo cha hysson de
urna libra para cima, por preco com-
modo .- no lirada ra da Aurora n. *, a
fallar com Jos de Almeida Brrelo Bas-
tos, das 6 as 9 horas da manhSa, e det
as 2 da tarde. No mesmo lugar tambem
se vende cha familia, da mesma provin-
cia com as mesmascndicOcs.
-J Pugi, marecneiro francez,
na ra Nova, n. 45, acaba de receber, pelo navio li-
li*, um sorlimento do trastes Je mogno, do mais
moderno goslo; bem como olhas de Jacaranda,
mogno o outras madeiras do fulear ; ferramontas
proprias do marceneiro ; o papel de lidia. O mesmo
se oncarrega de fazer toda a qualidade de mohilia,
quo se poder desejar, por ter recebido dosenhos das
mobilias modernas que agora-se usam em Franca.
Precisa-se de um homem quo queira lomar con-
la de um sitio, o trabalhar no mesmo: na ra do
Caldeireiro, n. 46.
Compras.
Compra-seumsellim iuglez em bom estado, e
um cavallo de sella novo : na ra larga do Rozario
no segundo andar da casa n. 30.
Compra-seuma escrava, que engomme e cozi-
nho bem : na ra do Hospicio, n. 9.
Compram-se 6 ou 12 cadeiras de palhina de-
fronte do oit3o da matriz da Boa-Vista venda n. 2.
Compra-so effectivameiile, toda a qualidade
de trastes usados, e tambem so trocam por outros
novos : noarmazsrn de trastes, detronte da ruado
S.-Amaro, n. 59.
Conlinuam-sea comprar patacOes brasileiros e
hespanhes, a 2,000 rs., e pecas, a 16,700 rs. : na ra
da Cadea-Velha, n. 38.
Compra-seuma escrava que engomme e cozi-
nhe bem : na ra do Hospicio, n. 9.
Vende-so urna preta de meia idade, crioul,
que faz o servido de urna casa vendo na ra e la-
va de sabio o varrella, d-se por muito commodo
iireco : no Forte-do Mallos, prensa de Jos Ribeiro d
Brito.
Vende-se um lindo mulatinho com principios
dcalfaialo ,de 14 annos, oque he ptimo para pa-
gern ; o mais oscrivos com habilidades e sem ellas:
na ra das Flores, o. 17.
Vendem-se, a retalho ou por atacado, 46 far-
dos de fumo em folha, vindo prximamente da V
hia, de muilo boa qualidade : ua ra da C.adeia-Ve-
Iha, loja de ferra^ons, u. 56.
Toja de MagaHiaes # Irmo
na ra db Qiieimado,
n. 46.
NesU loja vendem-se cortes do cassas do cores, a
3,000 rs.; ditos de cambraia branca lisa, a 3,200 e
4,000 rs ; lencos do setim de cores, para gravata, a
3,200 rs.; meios ditos, a 1,600 rs ; cambraias aher-
tas, a 4,200e 4,500 rs. o corte; ditas brancas aber-
tas, a 4,600 rs ; muito superior panno para loalhas
Je mesa, de 4 palmos o nielo do largura, a 640 rs a
vara; lencos brancos de cambraia com beira aberta,
a 300 rs.; chita de coherta, a 200 rs. o covado ; dita
liara vestido, de cor fixa, a 160 rs.; lencos bordados
a 320 rs.; cortes de vestido de ISazinha, a 3.200 rs ;
camisas de meia. muito superiores,a 1,400rs.; chales
Je seda, a 10,000 rs.; mantas de dita, a 8,500 rs ;
diales de 13a e seda, a 4,500 rs.; setim preto, a 2,200
rs.; bicos de varias qualidades; e alm disto, um
completo sorlimento de fazendas, proprias para esta
capra e provincia. '
Vende-se, na ruadas Cruzes, n. 41, mar-
melada, e panno de linho muito supe-
rior e mais ordinario: tudo por preco
com modo.
*--------------------------------,w _
Vende-se urna dutia decadeiras de Jacaranda
um iogo de bancas e um apparelho de da, louca de
prcellna, tudo em boitreslado, sendo o apparelho
novo o por preco commodo : na ra do Rosario es-
trella, n. 12, primeiro andar.
Vende-so um palanquim, em bom uso : na ru
.do Hortas, n. 68.
BOA PlftGA.
Vende-so superior vinho da Figoirs, em barris do
, 5,6 e 7 em pipa: no armazern de J. J Tasso Jnior
ra do Amonm, fe 35. '
Vendtem-so dous escravos robustos.um de 17 an
nos e oulro de 15; um mulatinho bonito, de annos-
urna escrava do bonita figura, de 20 annos, que lava
d* sabffo e de varrella; cera amarella;caixas de tar-
taruga feitas no Cear; malas de sola o de couro
seiiins; cangaihasemaispenences de viagein hijo
em bom uso i no pateo do Collogio, casa n 33 sa. V
gundo andar, se dir. V. ^1
Novas ehtas e riseados.
. Vendem-se riseados de novos padres avelluddos-
chitas pretas oom flores encarnadas o ramagens d
diversas cores, de superior qualidade, a 320 rs. o
covado; panno de linho muito fino, a 560 rs. a va-
ra: na- ruado Livramonlo, loja nova m 1*.
--Vende-se urna flauta1 de eb no, com muito boas
vozes : na ra da Crui, n. fO.
FABRICA DE LICORES NA RA D1RF.ITA,N 17
Neste estabelecimento; ha licores do todas as aua-
lulades tanto finos como ordinarios, ago'arderUc
do reino, aniz. genebra, tanto em botijas como em
caadas .espirito deVinho de 36 graos : ludo por
prego mais commodo que se pode encontrar.
rles (te casimir* elstica
a 5,000 rs.
Vende-se excelente casimira eslstica pelo di-
minuto preco de 3,000 rs: o corle, de pa.lrs os-
curos o propna para a presente cstacao : tambem
anda restam alguna corles dccasimira de algodoa
|9# a 2,240 rs. o corto. A ellosanles que seacabem-
na ruadoCollegio n. 3, loja de Ferrtb & Compa-
nhia.
Casimiras elsticas
finas.
Vendem-se superiores o excellentes cortes de casi-
miras de suporior quafidde o lindos gostos, pelo
diminuto prego de 5, 6 e 7# rs. o corte de caigas, sen-
Ricos tapetes
Vendas.
para ornar salas, mesas, candieiros, lanternas, caa-
tigaes ecampainhas, redondos, quadrados e Iriah-
?ulares, bordados e de oleado, com lindas franjas
Je lila Je todas as cOrcs ; luvas de torga I, proprias
para a Quaresma, ao ultimo gosto de Paris, pretas e
brancas com dodosesem elles, a 1,600 rs. o par ;
alpaca Jo linho, a 640e 800 rs o covado : na ra do
Queimado, n. 27, novo armazem de fazendas, de
Raymundo Carlos l.eite.
Vendcm-se rmiito boas pas de filtrar agoa por
prego commodo: as Cinco-Ponas, n. 71.
-- Vendem-so 2 escravas, sendo: urna preta
crioula, de 26 annos, que engomma, cose dio faz
lavannto cozinha o lava de sabio ; um bonito es-
cravo denagflo, de28 annos, ptimocai-oeiro e pa-
deiro : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
-- Vende-se um escravo serrador, do nago Mo-
gabique, de 30 annos pouco mais ou menos no pa-
leo do Collogio, n. 4, loja de bahs.
Vende-se urna pardinha muito bonita e sadia
que cose, cozinha c faz renda : na ra larga do Ro-
zario n. 35, se dir quem vende por preciso.
Superior carnauba.
Na ra do Nogue'ira n. 27, vende-se carnauba a
nielhor que ha a 4,500 rs. a arroba : tambem so
vende a retalho.
Vende-se urna preta crioula, de 30 annos pou-
co mais ou menos, que cozinha ,. engoinma, faz do-
ces, cose e faz renda : na ra da Roda, n 4.
Vonde-se, a relalho e por atacado, um bom
"^"'"klouea da Babia, chegada ltimamente
na ra da Lapa, u. 6,
Cortes de calca a
Vendem-se cortes de caiga para homem. da fazenda
denominada mselo de 3 o 4 covados alfe
1/200 rs. o corto: cata fazenda he muito barata e de
muito boa qualidade, he escura e serve para a esta-
gflo presente, assim como tambem serve para jaque-
tas e palitos: na ra do Colleglo, loja nova da estrel-
la, n. 1
Vende-se a cxcellonle arlo de furtar, espelho
de engaos, theatro de va dados, mostrador do Jioras
minguadas, pelo padre Antonio Vieira, ao prego de
1,600 rs. :na livraria da praga da Independencia, ns.
5 C o.'
Vendem-se cinco partes de um sitio nos A To-
gados com bastantes arvorodos de fructo o coquei-
ros, com casa de vivenJa, cacimba com boa agoa do
beber : na ra da ConceigSo da Boa-Vista n. 58.
V ---------. ^"i" "o coi ios, aun-
do seus padrfles tanto de goslo para o invern, como
ara overld; a elles antes que se acabem: na rui
do Collegio, loja da estrella, n. 1.
Vendem-se superiores relogios de-
ooro para algibeira, de patente ingle?,:
na ra da Cruz,n. a.
Vende-se vinho de Champagne, marca cometa:
no armazem de Kalkmann & Hosenmund, na ruada
Cruz, n. 10.
Brins trancados.
Vendem-se superiores cortes de brins trancados,
dequadrose listrasdo muilo bonitos padrdes, pelo
barato prego de 2,000 rs. o corte : na ra do Colje-
gio, loja nova da estrella, n 1.
Fugio, de bordo da barca Commcrcio-du-Rio,
nodia 16 do passado, o escravo marinheiro, de
nomo Damiflo preto bem retinto, ainda mogo, do
nagSo Mina muito riscado no resto, com um dedo
da mno direita doente falla pouco e mal se exprs-
sa porm sempre com o semblante risonho ; levou
caigas e camisa de riscado azul, chapeo Je palha
americana. Esle escravo pertence aoSr. ManoelJos
de Araujo Costa, do Rio-Je-Janeiro : quem o pegar
leve-o a ra da Cadeia do Recife, n. 45, quo recebe-
r generosa gratifleaeflo.
- Fuglo, de un/sitio do engenho Trapiche do Ca-
bo, no da 28 de niafo prximo passado, a escrava
Mara,de nagflo Congo; representa ter 40 annos pou-
co mais ou menos, altura regular secca do corpo ,
cor bem preta rosto descarnado, peitos pequenos
e murchos dedos compridos, um tanto barriguda,
pernas finas e com algumas marcas volhas de feri-
das ps compridos ; levou vestido do chita saia do
algodfiozmho azol, urna dita de madapolSo, um
si : na ra (ia (.onceiguo a Bou-Vista n 58 I i"~:-"i"- > '"u cmo uo cinta saia uu
Vende-se nanno ilr-Mlo-ndmrla i-r Ia ednz,nno zol, urna dita de madapoino, um
venue se panno ue algodao da ler-jcl.alo;decassa usado e mais roua ; ha noticia quoA
ra mplhnr r,i.:.l.,l,l ^ -.. J0|clla i procurar senhor em una cosa 'no -Recife ; \vM
ra, da nielhor qualidade ; na ra
Crespo, n. a3.
Vende-se, ou troca-se por escravos de ambos os
sexos, urna casa terrea de pedra e cal sita no mo-
Ihor lugar da Cu punga : quem pretender annuncio.
Vendem-se 6 cadeiras americanas de palhinha,
fornidas e sem defeitos ; as inslrucges de cavalla-
ria polo visconde de Barbaoena por um patcito :
na ra de S.-Rila, n. 91.
!- Videm-se 4 escrava, sendo : un preta e 3
casada e disse na dita casa que o maridb log vi-
ntia : quema pegar leve-a ao pateo do Carino ven-
da n. 1, quesera recompensado.
SEGU O SPPLEMENTO
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ja. 124.)
DIARIO DE PEBNAMBUGO.
SUPPLEMENTO.
(1848.
PARTE OFFICMU.
GOVEP.NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 94 DO PASSDO.
OIBcio Ao Edii Dr. Zacaras de Ges c Vasconcel-
os, accusando recebido oseu officio do 1. do crreme
(maio), cin que declara haver tomado posse da presi-
dencia de Sergipe; e offerecendo-lhe seus lervicos.
No inclino semillo aos Exms. Joaquim Jos Pinheiro de
Vasconccllos, Joao Coplstrano Bandeira de Mello o Jos
Francisco de Andrade e Alineida Monjardin, em resposta
aos seus elBcios em que communlcarain: o 1." ter orna-
do posse da presidencia da Bahia ; o 2." achar-se na ad-
ininistraco da provincia das AlagAas; e 3.* liaver-se en-
carregado do governo do Espirito-Santo, na qualidade
de vice-presidente.
DitoAo Exm. eRvni. bispo diocesano, convidando-o
a Ir celebrar missa votiva ao Eipirito-Santo, na matriz
de San-Frri-Pedro-Goafalves, em o dia l. de junlio (cor-
rente}, designado para a abertura da assemblea legisla-
tiva provincial. Ordenou-sc ao commandante superior
da guarda nacional (leste municipio, que, no indicado
dia, liiese marchar para a frente da inesina assemiila o
respectivo prime i ro balalho e nfficiou-sc a rspelto
miara municipal do Recifc.
Dito Ao commandante das armas interino, partici-
pando que se acham addidos .i companbia de cavallaria
da provincia da Babia os cadetes Jos Joaquim Coelho,
Joaquii de Gusinao Coelho e Horacio de Guimo Coe-
lho, que para ah segulram coni o respectivo comman-
dante das ariuas, brigadeiro Jos Joaquim Coelho.
Ditas Ao mesino e ao commlisario-nagador, scienll-
licando-os do haver S. M. o Imperador dispensado o pri-
nielro lente do Imperial corpo de engenheiros, Jos
Ihasileo Neve Gohzaga, da coinmisaao en) que se achava
nesta provincia.
Dito Ao procurador fiscal da fazenda nacional, vali-
dando o contrato de arrendamenlo do artnazeni do fun-
dan, celebrado por S. me. aute o juiz substituto do civel,
\ ieente Feri eir Gomes, em cumprlmento doolVicio de
a ti do correte (maio), por que a presidencia ordenou que
esse edificio fosse alugado para quartel de tropa de prl-
meira linha. Participou-sc ao inspector da'thesoura-
ria do fazenda e ao commandante das armas interino.
Dito Ao commissario-pagador, eXigindo a gula do
primeiro tenentc do imperial corpo de engenhelro, Jo-
s llasileo Ncves Gonzaga, para ser transmittlda secre-
taria de estado dos negocios da guerra.
Dito Ao inesmo, ordenando pague ao canoelro I.uiz
Francisco Carlos a quantla de 6/000 rs., por que aiustou
[mu o commandante da fortaleza do Hrum a conduccao
da canda da inesma fortaleza para o arsenal de mari-
nha, onde foi concerlar-se. Goiumunicou-sc ao com-
mandante das armas Interiuo, que solicitara a expedi-
(5o desta ordem.
Dito Ao administrador das obras publicas, determi-
nando que, com urgencia, mande concertar a tarimba da
piiso do seguro do cadeia desu uidade, bein como o as-
snalho da inesma pris9o, que delta para a cnxovia, afim
de evitar a passagem dos criminosos daqtielle para este
repartimento. Participou-se ao chele de polica inte-
rino, que representara a respeito.
Portara Ao administrador das obras publicas, de-
terminando, ein virtude de requisicao do commandante
das armas interino, que mande esllvar o barracan con-
tiguo coxia da companhia fixa de cavallaria de primei-
ra linha, e faier ahi as competenteiinanjadouras. Par-
ticipou-seao commandante das armas interino, ao Ins-
pector da thesouraria de fazenda e ao cominissario pa-
gador.
nos de marinba, desde a Pledade at Serramby, que el-
la pede para occorrer com o seu producto as despezas
do municipio.
Dito Ao juiz de paz supplente do primeiro districto
da freguezia de Jaboato, significando em resposta ao
seu officio de 20 do crente, e de conformidade com o
arccer do presidente da relaco, que a respectiva junta
e qualifioaco deve de ser insultada em qualquer dia,
Visto nao o haver sido no designado 'pelo artigo 22
da lei regulameotar das cleices ; e que Ihc compre ac-
tivar as diligencias para que semelhante installacao
e effeitue qnanto antes com os elelto'res da actual le-
gislatura, por isso que os poderes dos de 1844 expiraran!
a 3 do corrente (malo).No mesmo sentido se ofttciou ao
Juiz de paz supplente de Tijucupapo, quanto i junta de
revisan e a dous menibros do concelho municipal de re-
Curso do termo deCaranhuns, respeito da convocacao
extraordinaria do mesmo concelho.
Dito Ao chefe de polica interino, recommndando
a expedicSo de suas ordens, para que as patrulhas ron-
dantes, que transitan! pela ponte da Boa-Vista, ponham
o malor cuidado em evitar que as varandas da mesma
ponte continuem a ser estragadas pelos vadios, como
tem acontecido at o presente, segundo consta de officio
do administrador das obras publicas, datado de 24 do
corrente (maio). Participou-se ao administrador das
obras publicas.
DEM DO DIA 25.
Officio -Jo chele de polica interino, remetiendo urna
lepresentapo do concelho peral de salubridade publi-
ca, acerca da- lastiniavel situacao dos presos da cadeia
desta cidade, que se acham recolhidos respectiva en-
lei inaria, l)ein como sobre diversos outros inconvenien-
tes que elle lia obsrrvado na inesma cadeia ; ordenando
que d as precisas providencias para que dcsapparecam
os graves abusos que ahi vem mencionados, e que in-
forme, com oque Iheoccorrer, a respeito da convenien-
cia dos arranjos que o mencionado concelho entende se
devem faier, afim que a referida enfermaria se conati-
tua em estado de corresponder aos ns, para que fol es-
tablecida ; xlglndo, cmlim, que a citada representaciio
seja devolvida.
Dito Ao administrador das obras publicas, ordenan-
do rccoiiunende aos ai rematantes de estradas, que se
refere em officio de honleni, que, sein a mnima demo-
ra, facatn proceder nellas aoi reparos de que necessitam
para correspondereni aos fins & que se desiinam ; e que,
caso esses arrematantes se neguein a semelhante exigen-
cia, partlcipc-o (inmediatamente ao governo, afim de se-
ren dadas as providencial conveniente!.
Dito Ao'commissario-pagador, transmitlindo a guia
do segundo tenente do segundo batalhao de arlilharia a
p, Severianu Martins da Fonscca. Participou-se ao
commandante das armas interino.
Dito A' cmara municipal do Cabo, declarando que
o governo nao est autorisado a conccder-Ihe os terre-
IDEM DO DIA 26.
(Juicios Ao Exm. hispo diocesano, ao comman-
dante das armas interino, ao presidente da relaeflo
e ao che fe de polica interino, accusando remessa
de um exemplar da falla com que S. M. n Imperador
abri, no dia 3 do corrente, a I.' sessSo da 7." legis-
latura da assemblea goral
-DitoAo commandante dos armas interino, exi-
(imlo seu parecer sobre o requerimenso, que Iho
transmute, do Io cadete e 1.'sargento do 3.* bata-
lhflo de arlilharia a p, Joaquim Cavalcanto de Al-
buquerque Bello.
DitosAo presidente d.i relaeflo eao inspector da presidencia Ihe concodeu a demissflo por elle podi-
wiusjw,i n mi
I?
jw&wBJsty^jgByagrpB
FOL1IET1M.
MI-MOMAS \)IL UM MEDICO, (*)"
ion aiijranbre jBmnaj.
TEIlCEIRA PARTE.
#s a.ia^s^c
XII.
COMO HE QTJX IX.-BEI X.OIZ XV TBABALHAVA
COM O SEO MINISTRO.
No da seguinte, grande era o rumor eiu Verstiles.
As pessoas que se cncontravan faziam siguaes inystciio-
sos c'apcrtavam ainao de una inaneira significativa,ou,
cruzando os bracas e elevando os olhos ao co, testemu-
nhavam sua ddr e sorpreza.
Mr. de Rielielien, com um bom numero de partidarios,
achaVa-sc na anlc-coniara d'el-rci, em Trianou, pelas 10
horas.
O conde Joao. todo chelo de bordaduras, todo resplan-
decente, conversara com o velhomarechal, ecoqversava
alegremente, a dar-se crdito ao sereno rosto que apre-
fSentava.
Pela volta das onze horas, pasiou el-rei dirlglndosc a
um gabinete de trabalho, c nao fallou a ninguem. Sua
Mageitadc caminhavamui appressado.
(*) Vide Diario n.' 113.
thesouraria de fazenda, scieiitiicandn-s de haver
S. M. o Imperador licenciado por seis mezes, sem or-
denado, aojuiz dodircito do civel da comarca do
lrejo-da-.Madrc-de-Deos, D. Manad do Assis Masca-
ronhas.
DitoAo commandante superior da guarda na-
cional do municipio do Recifc, eommunicando que
indefirio orequcrimenlo, informado porS. S. a 20
corrente, em quo Alexandrino Mximo Leal de Bar-
ros pedia ser reformado i)o posto de alferea da- ..
companhia do 1 .* batalhflo da mesma guarda na-
cional.
DitosAo mesmo, aos demais commandantes su-
periores e aos chefe de legiffo da guarda nacional
ta provincia, ordenando que informem com urgen-
cia : 1., se tecm procedido regularmente ao alisla-
mentoqu" a lei incumbe aos concelhos do qualifi-
coeflo : 2., qual o numero do pracas de quo so rom-
pOe cada um dos corpos ; so estes existem em es-
tado completo, e, no caso contrario, quantns pra-
cas I lies fallam : 3.*, se todos os guardas nacionaes
so acham fardados ; e, se nflo, quocs os que o es-
tilo, e a rnslo de so nflo ncharem todos olios prvidos
de fai-llmenlo : \., se os corpos tecm toda a oti-
cialidodc que sua organisacilo rcqer; se fallam al-
guns cqunntos; se os nfllciaes estilo uniformisa-
dos, e quaes os que o nlo estilo : 5., que poroso
de armas e correiame existe, ecm que estado, bem
ionio que q un n i iu aun ui: Cul liixos iiios foi Pnlrcguc,
Iuantos teem actualmente, c qual o destino dos que
faltam : 6.", qual o estado da inslruccffo dos cor-
pos ; so os respectivos commandantes s3o exactos
em fazer com que ellos so exercitem as pocas
designadas, e se ha disciplina e subordinagilo*. 7.*,
finalmente, qtiantos ofllciaes hilo sido reformados
em cada um dos mencionados corpos. Conclu- ex-
igindo que proponham todas as medidas quo mais
adaptadas pareccrem, afim que a guarda nacinna
possa ser levada a o estado do perfeirao, que deve
de tocar, para cooslituir-so em 'circunstancias de
prestar os importantes sei vicos pura que fui creada;
e bem assiin que assignalem todos os abusos que
porventura concorrerem pura que a mesma guarda
nacional'se nflo ache em semelhante estado.
Lito. Ao administrador das obras publicas de-
terminando mande reparar, sem a mnima demora,
a poreflo da 2.' parte do 6. lanco da estrada do Po-
do-Alho, que Tica entre o Caxaug o o eugonho Ca-
maragibe;e que, sogundoconsla do olllcio de S. Me. ,
de 24 do corrente, careco de prompto concert ; bem
como quaesquer pontos dessaou do outra estrada ,
que estiverem cm idnticas circunstancias.
Dito. Ao ir.esmo, aulorisando o reparo do la-
dril lio da plata-forma do forte do Buraco ; o do te-
Ihadoda casa do respectivo commandante; e oda
j^^TOB^If&TC^:C^^>.'-BOefc i; S3SB'.-
A's onze horas e cinco minutos,Mr.de Choiseul deseen
de urna carruagem c atravessou a galera, com a pasta
debaixo do braco.
A' sua passagem operou-se um grande moviniento de
pessoas que se voltavam, para fingir que conversavan
entre si e nao saudar ao ministro.
O duque nao prestou atteu{o a semelhante manejo;
c entrn no gabinete, onde el-rei eslava follieafido Uns
volumosos autos e tomando o seu chocolate.
Hons dias, duque, Ihe disse el-rcl cm tom affectuo-
so; estamos nos bem robustos, estauauliaa?
Senhor, Mr de Choiseul tem sade, mas o ministro
esl limito doente, c vem pedir a V. Magestade, j que
de nada Ihe falla anda, que aceite a sua demissao. Agra-
der,o multo a el-rei o ter-me permitido esta iniciativa ;
be uih derradeiro favor de que nunca me esqueceiei.
Como, duque .' a sua demissao que quer issn
dizer?
Senhor, V. Magestade assiguou hontem, uas mos
de madama Dubarry, urna ordem que me destituc; esta
noticia corre j por lodo Pars e toda Versalhes. O mal
est feiio ; com tudo cu nao quiz deixui u ac, Uy c V.
Magestade sem ter recebido ordem e licenca paira o fa-
ter ; porque, nomeado ollicialmente, nao me posso jail-
gar destituido seno por un acto olcial.
Como, duque! exelamou rindo el-rei, porque aat-
litude severa e digna de Mr. de Choiseul Ihe inspirava
mesmo alguui temor. Como! he ponivel que um ho-
nieni 1:1o sublii e um formalista como o duque ten lia
acreditado nisso?
Mas, senhor, disse o ministro sorpreso, V. Magesta-
de assiguou.....
Oque?
Urna carta que madama Dubarry tem em mao.
Ab! o duque nunca leve neeessidade de paz? he
bem feliz!..... 0 que he certo he que madama de Choi-
seul he um modelo. ,
O duque, oftendido com a comparacao, frangi as so-
brancel '*s- 9U(](, diase ei|e,he de um genio mui firme
e de ni'n caracler mui felis, para confundir com os ue-
goclqs do e,.ado os que V. Magestade se digna chama,
negocios domsticos.
casa d'agoa que existe no mesmo forte. Partici-
pou-se ao inspector da thesouraria de fazenda e ao
dommissarlo-pagador.
Portara. Aomesmo', ordenando- que, com ur-
gencia, mande concertara graJo da pristi do segu-
ro da cadeia desta cidado, quo, n'um dcstes dias ,
Hora arromhada pelos criminosos dolidos na mesma
prisflo, como consta di oflicio do chefe de polica
interino. Participou-se ao chefe de polica inte-
rino.
DEM DO DA 27.
Olllcio. Ao Exm. presidente da provincia da
Baha, transmiltintlo a guia do lente do estado-
niaiordeprimeira classe do exercito Jos Bernar-
do Fernn des Cama, que, em virtude do ordem im-
irial, foi servir nessa provincia s ordens do respec-
,ivo commandante das armas.
Dito. Ao commandante das armas interino, de-
clarando que, do conformidado com a sua informa-
c3o, conceder ao alteres Francisco Manoel d'Olivei-
ra dous mezes do licenen, na forma da lei e ordens
imperias, para tratar de sua sade na corto.
Dito. Ao mesmo, declarando, em resposta ao seu
cilicio de hontem, quo o coronel Joaquim Jos I.uiz
deSooza tem dlreito a vantagens de commandante
das armas ate o dia 23 de abril; e quo desse dia at
8 do corrente, os seus vencimontos devem de ser os
do cominandiinte de corpo.
Dito. Aojuiz relator e aos vogaes togados da
junta dejuslira, eommunicando haver convocado a
mesma junta parao dia 3 de junlm prximo futuro.
Participou-se ao commandante das armas interino,
para quo (izesse constar aos vogaes militares.
Dito. Ao commandanto da ilba de Fernando,
determinando faca constar ao cirurgiflo desse pre-
sidio, Bornardinodo Sena Argimiro Soares, quo a
du no requer ment que acompanhou o olllcio do S.
S. datado a 8 do corrente ; bem como que Ihe to-
mo conlas da administraeflo do hospital da mesma
ilba, e [he imponha a obrigaeflo do presentar na pa-
gadora militar desta provinra o titulo de so achar
drsomliaracado. Particpou-sc ao commissario*
pagador, o olliciou-se ao presidente da junta medi-
co-cirurgica, aflmquo indicasse un facultativo h-
bil para substituir o detnltido.
Dito. Ao chefe do polica, ordenando que, com
urgencia, arrende outra casa para a secretaria da re-
partic,flo a seu cargo, visto haver necessidado de
transferir para cssa em que se ella a cha a secretaria
do governo da provincia afim do se poder tratar do
extinguir o cupim que a infesta.
Dito Ao comnissario-pagador, exigindo, para
transmit ii ao Exm. presidente de Sergipo, urna nota
do assenlamento da primeira praga do alfores Anto-
nio de llollandn Calateante ; o declrando que essa
praca leve lugar no balalho provisorio de primeira
linha.
Dilo. Ao mesmo, ordenando indemnise oalmo-
xarfado do arsenal de marinha da quantia de 9,000
rs., que despendeu com o desembarque de um par-
que de arlilharia otrinta esete volumes, vindos da
corto do imperio. Participou-se ao inspector do
arsenal do marinha.
Dilo. Ao mesmo, transmittindo a guia do capi-
tflo de primeira ciasse do exi-rcitu, addido ao sexto
batalhflo do cagadores, Francisco Antonio da For.scca
G8lvflo. Participou-se ao commandante das ar-
mas interino.
Dito. Ao mesmo, aulorisando o pagamento de
55,100 rs., despendidos pelo eirecreiro interino da
cadeia desta cidade com o fornecimentoaos presos,
vindos de diversas provincias com destino ilha do
Fernando Participou-se ao chefe do polica in-
terino.
Dito. -- Ao bacbarel Jos l'ereira da Silva, accu-
sando recebido o seu olllcio de 22 to corrouto em
quo participa achar-se no exercicio da vara munici-
pal e do orph.'ios do termo do Bonito.
Dilo. Aojuiz inutiicipul o do orphosda comar-
ca do Po-do-Alho, dmido-se por inleirado de ha-
vor S. Me. iissumido a vara crime da mesma co-
marca.
Dilo. Ao director interino do arsenal de guerra,
significando cm resposta ao seu oflicio de 23 do cor-
rento, que deve apressar-se em fornecer os objeclos
reouisilados para o hospital regimenlal, que, segun-
do S. me. informa, nflo pdem custar menos de
885/640 rs.; e prevonindo-o de haver dado as preci-
sas providencias, para que a pagadona militar o sup-
pra com cssa quantia. Participou-se ao inspector
da thesouraria de fazenda o ao commissario-pagador.
mobse
- Choiseul, he preciso que eu lite cont como isso
foi; he omisa mpito engracada. O duque sabe que o te-
iiioiii multo por l.
Isto he, que odeiain-me, senhor
7 sa nao me poz na alternativa de a mandar para a Has-
tillia, ou de agradecer ao duque os seus servicos !
K cnto! senhor?
Ento! duque, ha de confessar-me que seria mui
desagrada! el perder a perspectiva que Versalhes apre-
scutava esta manhaa. Desde hontem, que cu ine devino
em ver correr os estal'etes pelas estradas, ein ver dilata-
rem-se ou eonti alio ein-sc os costos.... Cotilhao III he ca
uha de Franca desde hontem. Nao ha nada mais di-
vertido.
Mas final, senhor?
Aliual, meu charo duque, disse Luiz XV tornndo-
se serio, o linal ser sempre o mesmo. O duque bem me
condece, eu pareco ceder, mas nunca cedo. Dcixe as
mulhercs devorar o bulinho de leite e niel que Ibes lan-
(O de vez ein quando, como faziam a Cerbero mas mis
vivamos tranquillos, iuiperlurbavris, eternamente jun-
tos. Y. j que oca estamos ein esclarccimentos tome
este para si. Corra o rumor que correr, receba a carta.
que receber de miiu...... nao delxede vir a Versalhes.....
bmquauto Ibeeu diiscr oque Ihe digo, duque, seremos j
bous amigos.
hl-i ei estendeu a iniio ao ministro, que se incliuou de
sobre ella sem reoonhecimento nem rancor.
Agora, se lbe parece, trabalhemos um pouco, meu
charo duque.
A's ordens de V. Magestade, replicou Choiseul
abiindo a pasta.
Ora vamos l, para comeear, diga-mc algUma coli-
sa acerca do logo de artificio.
Foi um grande desastre, senhor.
Por culpa de quein ?
De Mr. Bignon, preboste dos mercadorrs.
O povo tem gritado muilo, nao be assiin.'
Oh! inulto.
Entao talvez que seja preciso destituir esse Mr.
Uignon.
O parlaucto, do qual um dos meutbros por um
DEM DO DIA 29.
Olllcio. Ao commandante das armas interino,
ScientiOcando-o de haver indeforido o requorimento,
que acompanhou o son oflicio de 27 do corrente, db
soldado Antonio Rodrigues Lima.
Dito. Ao inspector do arsonal de marinha, or-
denando que, s6b asmesmas condiQes dos contra-
tos anteriores, frete um navio com os commodos ne-
eessarios para levar ilha de Fernando 800 nlquei-
res de farinha e outros gneros, bem como 56 presos
de justica e algtimaa pracas. Olciou-se a respeito
ao juiz municipal da primeira vara, no diroctor inte-
rino do arsenal do guerra e ao commissario-pagador.
Portara. Ao director uterino do arsenal de guer-
ra, determinando'faga recoiher aos respectivos ar-
mazens os objeclos inutilisados do 6.* batalhflo de
Caladores, que Iho Mram apresentados -d'ordetn do
commandanto das armas interino; o que mando pas-
sar o competente recibo a pessoa que fizor entrega
delles. Participou-se ao commantc das armas inte-
rino.
EXPEDIENTE DA SECRETARIA.
Officio. Ao 1. secretario, ta assemblea legislati-
va provincial, remetiendo, em allencflo ao que a
mesma assemblea resolveu, e S. S. communicou lio-
jo, as actas das eloicAes para deputados provinciaes,
juntamente com a acta da apuraeflo geral; o decla-
rando que esses documentos devera de ser devolvi-
dos secretaria, logo que nflo frem mais precisos.
Illi. Sr. Encarrcgado, ha poucos dias, do archi-
vo desta secretaria, considero de mou rigoroso de-
ver lovar ao conhecimeto de V. S.. o estado em que
so ello aoha. nflo s para quesejam tomadas as con-
venientes providencias, como para arredar de mim
toda e qualquer responsabilidade.
Os trahalhosdo archivo consislom essencalmente
em traz-lo sempre na melhor ordem e regularidade,
para quo sejam conservados com zelo o cuidado os
importantes documentos que nelle silo depositados,
c classificados de urna inaneira conveniente, a serem
consultados com facilidade, ainda por aquellas em-
preados da casa, quo nflo estilo itnmediatamonte a
par das collocacOes dos livros e mais papis. Mas es-
tes Irahalhos, quo deveriam ser trazidos em dia, a-
cham-se infelizmente cm atraso, o he para lastimar
que so elles nflo possa ni com presteza levar a effeilo'
pelas rasOes, que passo a expender.
Quasi tudas as cuixas das estantes, que serven) do
(oposito da correspondencia olcial das diversas au-
toridades da provincia, acham-so amonluadas com
ossas correspondencias, contendo parte dolas urna
completa miscellanca ; sendo nolavol que a corres-
pondencia da thosouraria da la/eiidn, perlencenteao
anuo de 1847, e parte da de 1846, se ache inulilisada,
porque o cupim, lendo assoltado a respectiva caixa,
poz essa correspondencia cm tal estado de dilace-
rarlo, quo nflo pode ser extremada o encadernada
como convm.
Esse insecto destruidor levou ainda os seus estra-
gos a outros lugares do archivo o grande armarlo
foi tambem invadido ; e um nflo pequeo numero de
volumes de diversos registros Tram mais ou menos
dilacerados; c, entre osles, completamente inutili-
sado os livros l., 1, 16, 18, 19, 20, 39,40 o 2 de
patentes, o o 9. do ordens leaes. Aiguns mas-
sos de requertnenlos documentados de partes, a
quem so expedirn) difloreules ttulos, tiveram a
inesma sorte, e se bem que tenba j passado urna re-
vista cm todas as estantes e armarios, todava nflo
posso afhrmar que nflo existe mais alguma destrui-
eflo, porquo de um para outro momento pode o cu-
pim apparecer o estragar, tanto mais quanto mo
convengo que elle nflo foi ainda destruido nos luga-
res cm que se oceulta.
Iloleva mencionar ainda, que tanto o referido gran-
de armario como os dous mais pequeos procisam do
reparos; o assitu mais lio necessario fazerem-so duas
novas estantes semclhantcs us Ires que existem, a-
lim de que se torno melhor a classificaQflo de diver-
sas pechas ofllciaes que permanecen! apinhoadaS em
nina confusa inisocllaiu-a.
Nflo be minlia inleugflo inculcar, com o que levo
exposlo, que o meu antecessor fosse o culpado des-
ses fados; nflo, pelo contrario estou muilo conven-
cido da sua aplidflo e zolo, cquetolvez as frequen-
tes dslrac,es, que porvonlura livesso com traba-
llios allieios aos de sua prop ia incumbencii, os oc-
casionassem.
A' vista disto, parece-me de sumtna utilidadea
prompla rcmoQflo do archivo para outro lugar, vis-
to que oforro da sala, cm que est collocado, con-
pouco que fica esmagado no tumulto, tinha tomado o
negado apello; mas o advogado-geral Seguicr fez um
iniii eloqucnte discurso para provar que cssa desgraca
era obrada fatalidade. Applaudiram-no, enoje nao se fal-
la mais nisso.
Ainda bem! Passemos aos parlamentos, duque.....
Ah eis-ahi de que nos exprobram.
Exprobrain-me, senhor,[dc nao sustentar Mr. d'Ai-
guillon contra Mr. de LaChalotais; mas quein he que
me exprobra isto? aquellas mesmas pessoas que aodaram
festejando com foguetes de alegra a ordem de V. Mages-
tade. Fique certo, porlanto, senhor, que Mr. dcAiguil-
lon ultrapassou os seus poderes na iirclanha ; que os
jesutas estavam realmente exilados; que Mr. de La Cha-
lotais tinha rasan, qu V. Magestade mesmo reconhe-
ceu, por um acto publico, a innocencia desse procura-
dor-regio. El-rei nao se pode desdueY assiin. Diante do
seu ministro, isso lie bom ; mas diante do seu povo!.....
__ l-;, no enlamo, os parlamentos saltam de fortes.
Fortes esto elles. Masque! uiauda-sc reprelieu-
d-los, mettem-os em carceres, vexam-os, c declaram-os
Innocentes: c elles n bao drenar fortes! Eu nao ac-
cusci a Mr. d'Aigulllon por ter comecado o negocio La
Chalotais, mas nunca llie perdoarei as injustca que
cominelteu.
Duque! duque! ora vamos, o mal ja esta feilo;
agora o remedio..... Como conter semelhantes inso-
lentes?.....
Ccssc'ui as intrigas do chanceller, niio (cuta Mr. de
Aiguillou apoio, que a clera du parlaiueiito caliir.
Mas nesse caso sou cu quem cedo, duque!
Kutao V. Magestade he representado por Mr. de
Aiguillon..... cnopormlm?
O argumento era forte c el-rci o percebeu. v
O duque sabe, diste elle, que cu nao gosto de allli-
gir os ineus servidores, mesmo quando elles se enga-
n.un..... Mas deixemos este negocio que me atormenta,
e ao qual o lempo iar justica..... Fallemos um pouco do
exterior..... isseram-me que vamos ter guerra?
Senhor, se V. Magestade ti ver guerra, ser una
guerra leal e necessaria.
Com osInglezes..... diado!
TeraeV. Magestade porventura oslngic-iesl

iMk


^^
serva vestigios de existencia do cupim, que, devendo
ser totalmente destruido, pode, entretanto, com mili-
ta rapidez acommetter os livros e papis.
A falta d.i inutilisada correspondencia da thesou-
raria s pode ser reparada em parte, exigindo-se
do chefe daquella repartidlo segundas vias de toda
essa correspondencia ; d:go em parte, porque mui-
tos dos o lucios continham ireceres da procuradoria-
fiscal, iliflerentes informacOes de outras estacOes, e
algunsoutros documentos difllceis.de serem suppri-
dos novamente.
Dos guarde a V. S. Secretaria da provincia de
Pernambuco, em 17 de maio de 1848.
Illm. Sr. Dr. Ignacio Francisco Silveira da Motta.
Dignissimo secretario do governo.
Oofllcial archivista
Jote Xavier Fautino Hamos.
A
Avisos diversos.
O rapaz brasileiro que se offerece para caixei-
ro de qualquer estabeleciment, querendo ser cai-
xeiro de venda dirija-se a olinuu ra do Am-
paro venda contigua a botica.
~D3o-se 150,000 rs. a premio: no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 84.
Rog-se ao autor do annuncio, fei
to por este Diario n. \i\ que hajade
declarar se o dito annuncio com as ini-
ciaos M. J. de A. 11. se entende
com Manoel Jos de Aran jo Machado.
Atcrroda-Boa-Vista, n. 26.
Poriero, marcenciro, armador e estufador, par-
ticipa ao rcspeitavel publicodesta capital que na
sua casa so fazem sophs estufados.cadeiras ete tez;
mochos para o p de pianos camas franeczas; col-
chos de molas ; ditos de dinas ; travesseiros e al-
mofadas : tambem se apromptam camas para casa-
rnentos e se forran salas de esleirs ou tapete ; fa-
zem-se cortinados para camas o janellas seja qual
for o feitio; cortina* para palanquim etc.: tudose
fez com omaiorasseio possivel, e por pre$o com-
inotlo.
Precisa-sede urna ama para urna casa de pouca
familia para cozinhar e comprar: na ra da Cruz
do Recife, loja do barbeiro, n, 43.
Precisa-se de urna ama para urna casa do pou-
ca familia : adverte-se que he s para o servico de
dentro de loja: na ra do Rangel, n. 36 primei-
ro andar.
Arrenda-se oengenhoCaluanda na freguezia
deS.-Lourengo-da-Matta, de muito boa prodcelo,
tanlo para cannas como para outras lavouras; safreja
tres mil pfese maisdebom assucar; pde-so irem
carro at perlo ,e porisso torna-se ptimo para al-
guns senhores desta praca : a tratar no Aterro-da-
Boa-Vista, n. 49, ou no mesmo engenlio.
Furtaram, no dia 25 do correute, as Ave-Maras
poucomaisou menos do becco que vai de S.-Ama-
ro para Belm, umabesta castanha, bem carnuda ,
parecendo prenhe com un dos olhos brancos, as
mos e urna perna tambem brancas ao p dos cascos,
a qual ia guiada por um pretocom mais dous ani-
maos. Roga-se a quem a descobrir, que dirija-se a
ra da Aurora, casa do subdelegado ou na ra da
Senzalla-Nova, padaria n. 30, quoser gratificado.
-- JoSo Antonio Villa-Secca vende, por muito me-
nos do seu valor, o seu sitie margem do rio Capi-
haribe, ao lado do engenho da Torre com exccl-
lente vista boa casa com sodio cocheira estri-
bara para dous cavallos, baixa para capim que os
pode sustentar annualmente, cacimba com boa
do beber todo cercado do limilo o espinho quasi
todo plantado de diversos arvoredos alguns j
dando com grande planta de abacachis, onde os d
ptimos eumviveiro quasi prompto : a tratar no
segundo andar do sobrado n. 16, defronlo do thea-
tro velho.
-- I)So-se 200,000 rs. a premio do 2 por cenlo ao
mez sobre penhores deouro : na loja de calcado ,
(lofronle da cadeia, se dir quem d.
Prccisa-ao de um caixeiro de 12 a 16 annos, bra-
sileiro ou portuguez, com pratica ou sem ella, para
venda : na ra de detrs da matriz da Boa-Vista,
n. 33.
No principio da ra do liangel, n. 5, fazem-se
juntares para fra com asseio o por preco commodo;
assim como tambem todos osdomingos.dcmanhla,
haver mfo de vacca e cabidella.
Precisa-se de dous mocos para caixeiros, um
para padaria e outro para deposito da mesma, dan-
do ronhecimento da sua capacidade : a tratar na pra-
ca da Santa Cruz, padaria de urna porta.
Precisa-se de um caixeiro para labutar com
couros salgados om urna salgadeira e armazcm do
mesmo genero : na ra Imperial, n. 25. Na mesma
casa tambem precisa-se de urna ama que cozinho o
diario de urna casa e engomme.
--A parda Clementina, escravade Manoel Antonio
dos Passos o Silva, acha-so depositada, e tcm pro-
posto, por meio de seu curador, a acciisac&o com-
petente para se libertar: previne ao publico para
que ninguem a compre, e para que nenhuma au-
toridade permita passaporte para a mesma sor ex-
portada.
Aluga-se, ou arrenda-se o sitio denominado
Casa-Caiado, no Rio-Doce : a tratar com Jos Fran-
cisco Relm no Forte-do-Mattos.
Oabaixo assignado responde ao annuncio do
Illm. e Exm. Sr. Antonio Manoel de Moraes de Mes-
quita l'i montel, que, se a carne esta va corrupta, S. S
ou Exc. devia torna-la a enviar, e entilo nada paga-
ra por ella, pols que pessoas nobres no dijo comi-
das corruptas a seus fmulos. Respeito a dizer que
eu Ihe tinha. dito vocalmente que o prego era das
mais ordinarias, 2/000 rs n3o duvido, e ser; porm
devia S. Exc. attender, ou saber, que em um carre-
ga ment de 10 a 12,000arrobas de carne, vendido em
50 a 60 das e a 200 ou 300 compradores, pode haver
qualquer engao, sendo vendida pelo caixeiro a bor-
do e hincada a noite nos livros, e o patr.lo no exa-
minando os assentos diariamente: e a respeito depre-
cos, sendo preciso, apparocer urna certidto lirada
dos livros, aonde se ver vendida a 1600, 2000, 3000,
3,500, 4,000 e 4,800 rs. a arroba. A lembranca do S.
Exc. sobro o preco da carne faz-lhe muita honra,
mostrando nilo ter esquecimento nenhum em seus
negocios, ainda em cousas lito diminutas, de cinco
ou seis milrs. ; porm faz muito admirar nilo ter a
mesma lombranga do seu abono do 438/ rs. que fez
a seu afiancado Mello, como ver adianto authentica-
do por onzo pessoas do conceito.
Ora, diga-me S. Exc, pagando eu a nove socios
no mesmo dia que findou o trienno, perlo de novo
contos, scr-me-hia mu difllcil arranjar o seu saldo
do rs. 472/863 ?
Ser talvez bom nilo continuar, pois do contrario
apparecer patente a Iraicto dos rocibos, pois a pos-
so tambem authenlicar por testemunhas, etc.
Mauoel Alves tuirra.
Nos adianto assignados, socios que fmos do con-
trato ilo imposto dos 2,500 rs. por caheca do rez, no
qual era caixa o Sr. Manoel Alves Cerra, reun mo-
nos todos no dia 6 de agosto do auno passado, em ca-
sa do dito caixa, e depois de examinarmos as con-
tas e as acharmos conformes, recebemos o nosso di-
videndo, e nessa mesma occiisiio o caixa apresontou
urna IcttradoSr. Francisco de Mello Bastos, em que
devia sociedade a quantia do rs. 438,000, prove-
niente de resto do dinheiro que a sociedade Ihe ti-
nha emprestado para negociar em gados, e isto em
beneficio dola, para augmentar as malangas e fazer
face aos marchantes que a estavam diminuindo dia-
riamente: o caixa fez ver a sociedado que o prejuizo
que este homem linlia sofTrido, tinha sido em bene-
ficio da sociedade para augmentar o consumo, e por
sso lho pareca; que este prejuizo devia ser dividido
pelos senhores socios porm alguns dellesoppnze-
ram-se, dizendo que assim como elle tinha perdido,
poda ter gaulio, e que a sociedade premio nenhum
Ihe tinha levado do adiantamento do dinheiro, e
mais que elle tinha seu fiador quo era oSr. Antonio
Manoel de Moraes de Mesquita Pimontel, e neste mo-
mento levantou-se este Sr. e disse om alto e bom
som, que no quera que flcasse prejudicado ne-
nhum dos senhores socios em quaronta e tantos mil
rs., que Ihe poderia tocar em raloio, e sim que o cai-
xa lancasse a importancia da lotlra em sua conta,
pois quera pagar pelo seu abonado:o por ser isto ver-
dade mandamos passar o presento em que nos assig-
namos. Rocife, 25 de maio de 1848. Manotl Alut
Guerra, um dcimo (caixa) Jote Higiniode Miranda,
um dito Joo Pacheco de Queiroga, um dito(ausenle)
Francisco Joaquim Pereira Lobo, dous ditos l'or
procuraco do Sr. Antonio da Costa Reg Montciro,
Fetitsimo Jos illoreira, um dito Antonio Carneiro
Machado Rio, um dito Jos Joaquim Beserra Caval-
oante, um ditoFrancisco Carneiro Machado Hios, um
dito.
Tendo sido agente do contrato e assistindo no da
do ajusto de contas, confirmo tudo cima expendido.
Jote de Almeida Brrelo Batios.
dem leudo tambem servido no contrato do guar-
da-livros o de toda a contabilidade, certifico o mes-
mo cima referido.
Manoel Alves Guerra Jnior.
Balanco as contas do contrato a favor do Exm.
Sr. A. M. M M. Pimentel. 936/383
dii've o mesmo Eim.
O que ordenou levasse a seu
debito e a crdito de Francisco do
Mello Bastos. 438/000
Importe de 11 arrobas de carne
a 2/ rs. 22/000
Dito de 1 arroba da superior. 3/500
Existe a seu favor prompto. 472/863
---------- 936/383
Prccsa-se alugar um prelo que seja bom co-
peiro para o servico do urnas familias eslrangeras :
na ra do Trapiche-Novo, u. 10.
Oh! por mar.....
Fique V. Magestade socegado, o duque de Praslin,
niru primo, e ministro da marinba, dir a V. Magestade
que tcm sessenta e quatro naos,sem contar as que esto
no estalciro; e materiaes para construir mais doze den-
tro deum cuino.....Kiulim clncocnta fragatas de priiuei-
ra forja, oque be una posicao rcspeitavel para a guer-
ra martima. Quanto guerra continental, temos enti-
na inellior, temos Fonlenoy.
Mui bem; mas por que rasiio lerei cu que comba-
tet os Ingiezes, met charo duque? l'in governo muito
menos hbil que o seu, o do padre Dubois, sempre evi-
tou a guerra com a Inglaterra. ,
__ Nao ba duvida, senhor, o padre Dubois recebki
por mez seiscentas mil libras dos Ingiezes.
Oh duque. ,
Tenho a prova do que digo, senhor.
Ser assim; mas aonde rncontra causas para a
guerra?
A Inglaterra quer todas as Indias; ecu devia dar
aosofficiaes de V. Magestade as ordens mais severas e
mais hostis. A primeira collisao dar lugar a reclama-
cues de Inglaterra ; a ininha opiuio formal he que nao
as oujamos. He preciso que o governo de V. Magesta-
de seja respeiudo pela forja, como o era pela cor-
rupeo.
Ora! tenhamos paciencia um pouco: na India
quem o saber ? be to longe!
O duque mordt-u osbeijos,
Ha um catus belli mais prximo de nos, senhor, dis-
se elle.
Anda? qual he?
Os llespanhes pretenden) a posse das Ibas Malvi-)
na e Falkland..... O porto d'Eginont era oceupado pe-
los Ingiezes arbitrariamente; os llespanhes os expeli-
ram de l aviva forja; d'ahi nasceu o furor da Ingla-
terra ; ameaca ella os llespanhes com as ultimas extre-
midades, se se Ihe nao der satisfarn.
Pois bem! os Hespanhes fizeram mal : portanto,
deixe-oa; elles la que se avenham.
Senhor, e o pacto de familia ? Para que mostrou V.
Magestade tanto empenho em fazer astlgnar csse pacto ,
que liga cstreitamenie lodos os Bourbonl da Europa, e.
Ibes faz desta arle urna muralba contra as empresas de
Inglaterra?
El-rei abaixou a cabeca.
Nao se inquiete, senhor, disse Cboiseul; V. Ma-
gestade tein um exercitoformidavel, urna marinba que
impde o maior respeito ; c dinheiro, eu o sel acbar sem
fazer gritar ospovos. Se nos tivermos a guerra ser
uina causa de gloria para o reinado de V. Magestade, e
eu projecto mui tos engrandecimenlos para osquaes nos
nao faltaro pretextos nem dcsculpas.
tnlo, duque, ento a paz no interior ; nao tenda-
mos guerra em toda a parte.
Mas o interior est em paz, senhor, replicou o du-
que fingindo nao comprehender.
Nao, nao, o duque bem v que uo. O duque me
ama c me serve Bem. Ha, porm, nutras pessoas que di-
zem amar-me e cujas maneiras nao se parecem cm nada
com as suas; concillemos todos esses systemas ; ora an-
de l, nicu charo duque, o que eu quero he vi ver feliz.
Se dependesse de miin, senhor, que a felicidade de
V. Magestade fosse completa!
Isso he que he fallar. Pois bem! venha janlar coni-
mlgo boje.
Em Versalhcs, senhor.
Nao, em Luciennei.
Oh !_ tenho multo pezar, senhor; mas a ininha fa
milia est toda sobresaltada com a noticia que hontem
se espalbou. Julgam-me fra da graca de V. Magestade.
E eu naoposso deixar tanto* coraces a soflrer.
E os de que cu Ihe fallo, nao soll'irin tambem, du-
3ue? Veja quanto nos tres vivamos felizes no lempo
aquella pobre inarqueza.
O duque abaixou a cabeca, passou-lhe urna uuvem
pelos olhos, e um suspiro meio abalado se Ihe escauou
do peito.
Madama de l'ompadour era nina mulher bem zelo-
za da gloria de V. Magestade, disse elle; tinha altas ideias
polticas. Confesso que o seu genio sympaihiiava com o
mcu carcter. Multas vei.es, senhor, me juntava eu com
ella pela intelligenciai grandes emprezas que ella for-
inava : sim nos nos entendamos.
Mas ella se importava com a poltica e lodos Ihe
exprobavam Uso.
Precisa-so alugar urna ama secca quo aojado
bons costumes para urna casa de pouca familia :
paga-se-lhe bem. l)irigir-se ra do Rangel n. 59,
segundo andar.
-- Precisa-so de urna preta captiva para o servico
de urna casa de familia; na ra da Alegra, casa n.
11, acliarflo com que ti tratar.
I*_Boga-se ao Sr. que em 8 de Janei-
ro prximo passado comprou urna ur-
na de folha de Flandres na oflicina de
Manoel Antonio Alves de Brito, que na-
ja de fazerolavor de mandar pagara me-
tade de seu valor, que ficou restando ;
pois nSo se tem procurado, por se igno-
rar seu nome e moradia.
Precisa-se de um pequeo ainda mesmo Bra-
sileiro para caixeiro de urna venda quo tenha ou
nSo pratica para estar na venda cm cnmpanhia do
seu palrlo : adverte-se que o patrSo he casado e tem
familia por sso quo pode dar bons exemplos que
silo necessarios a um pequeo de menor idade : na
venda n. 2, confronte a matriz da Boa-Vista.
Roga-se a todas as pessoas que tiverein con-
trahido dividas com o finado Sr. Ricardo I). Urmson,
do as vlr pagar, assim como a todas aquellas a quem
o mesmo ostiver devendn, de apresentarem as suas
contas, por espaco destes 8 diag, no escriplorio de
James Ryder & C, na ra da Cadeia, n. 48.
Offerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de qualquer estabelecimento, o qual d fiador de
sua conducta : quem o pretender annuncio.
Urna mulher portugueza e capaz, offerece-so pa-
ra ama de todo o servico de una casa, preferindo
estrangeira disponho-so tambem a acompanhar
qualquer familia que se dirija desta para outra pro-
vincia, ou mesmo para fra do imperio: trata-se
na ra Nova, casa do madama Thoard, ou no Recife,
ra do Azeito-de-Peixe, n. 11.
C\SA E MODAS FRAN-
CEZAS.
M. M1LLOCHA,
no Aterro-cla- Boa-Vista, n. 1,
primeiro andar, com a entrada pela porta do oitlo.
Neste estabelecimento, especialmente de modas, ha-
ver sempre para o escolhimenlo dos compradores
um sortimentc do chapeos para senhorav. de todos
os precos qualidades e cOres como tamrem de to-
das as qualidades de palha, lisos e abortos os
mais em moda e por preco muito om conla ; ricas
lilas de setim e de tafet ; llores para chapos; ca-
pellns e ramos de flores do laranja para noivas;
liicos ; trancas ; blondos ; filos; cambraias; tafets;
chama loto ; camisinhas ; tiras bordadas; luvas; len-
cos etc. Tambem se fazem chapeos, toucas e vesti-
los de senhora, com gosto superior e promptidSo.
HUA DA CRUZ, N. 40, SEGUNDO ANDAR.
D. W. Haynon, cirurgiSo dentista dos Estados-Uni-
dos da America do Norte, tendo-se resolvido flear
mais alguma tompo na cidado de Pernambuco, pe-
lo presento participa aos seus amigos o ao publico
em geral, que elle sempre se achara prompto a qual-
quer hora para fazer qualquer nperacflo que seja so-
bre os denlos como seja chumbar, limpar, e extra -
liir; onl'ormar denles sobre piflo o sobre chapa da
melhor maneira e com a maior perfec3o, conforme
ls ultimas doscobertas, tanto na America como na
Europa.
Dentista.
M. S. Mawson cirurgio dentista, bem condecido
o acreditado nesta cidado tem a honra de fazer
sciente ao rcspeitavel publico queja tem regressa-
do da sua viagem Macei onde a urgente neces-
sidade de muitas familias respeitaveis daquella pro-
vincia o chamou para o oxercicio da sua arte. Na
ra do Trapiche-Novo, n. 8 aondo estar sempre
prompto para fazer todas as operacOcs dentilicas
com aquella hahilidade e conhecimentos scienlifl-
cosqueo adiantamento e progresso da arle Ihe tem
feito conhecer.
Recebem-so osera vos para se venderem em
commisso c s se leva deste trabalho 3 por cenlo,
e so offerece toda a seguranca para os escravos : na
ra das Flores, n. 17.
JoSo Rodrigues de Andrade vai a Portugal tra-
tar de sua sade, deixando nesta praca por seu pro-
curador bastante a Domingos*' Rodrigues de An-
drado.
LOTERA
Do Hospital Pedro II.
Os bilhetesda ultima parte desta primeira lotera
Bcham-se a venda nos lugares j annunciados, e\
brevemente se marcar o dia imprelerivcl em quo^
devem correr as rodas.
Jos Mara Ferreira Braga retira-so para Portu-
gal a tratar de sua sode.
Arrenda-se um sitio na estrada de S.-Amaro ,
indo para Belm com mu i tos arvoredos de fructo,
bastante terreno para plantar: tambem so vende
outro na mesma estrada passandoa ponto que vai
para Belm o primeiro do lado diraito, com mui-
tas arvores de fructo deus viveiros baixa para ca-
pim terreno para 8 vaccas de leite, que sustenta
todo anno: a tratar no mesmo, que lodo o negocio
se far, por haver precisSo, ou na ra Direila ,
o .
--Salvador do Castro embarca para ilha da Trin-
dde ,osseguintesescravos de seu servico: Anto-
nio, Manoel, Vicente, llenrique pardos ; C.uilher-
me, Estevflo, Ray mundo, SebasliSo, Antonio, Bene-
dicto Francisco, Renediclo, JoSo, Severino JoSo
Gtica lo, Francisco, l.uiz, Gregorio, prelo; Justi.
no e Manoel, pardos.
Obras de cabello.
Fazem-se, no Aterro-da-Boa-Vista, ti. 26, segundo
andar todas as qualidades de obra* de cabellos,
comosojam : trancelins para relogiu e lunetas, de
differentes modelos aderecos, pulseiras, brincos,
alflnetes e crescentes : tudo por preco commodo.
Roga-se encarecidamente a pessoajque, no da
24 do corrente entregou urna carta viuda da Ba-
bia, a Manoel Cardoso da Fonseca o favor de an-
nunciar por esta folha a sua residencia, afimdescr
procurada, ou a qualquer hora na praca do Com-
mercio a entender-se com o mesmo Carduzo nfim
de a elucidar relativo a mesma carta, visto que com
a pressa em que ia o nSo fez na mesma occasio.
Aluga-so a casa terrea n. 30 da ra do Sebo a
qual tem bons commodos grande quintal com boa
cacimba de agoa de beber, algvmas arvores de
fructo, com portSo ao lado da casa: a tratar com
Manoel Pereira Teixeira ou na ra Nova, loja da
Teixeira & Andrade. r-
A mesa regedora da irraandade doglorioso San-
Benedicto, erecta no convento de San-Francisco dos-'
ta cidado, convida a todos os irmflos a comparece
rem no domingo, 4 dejunho prximo futuro, para o
fim do proceder-se oleiciloda nova mesa quo tem
de dirigir os negocios da mesma irmandade duranto
o auno vindouro.
CHAPEOS DE SOL
Ra do Passeio-Publico h. .
Nesta loja ha presentemente um completo sorli-
mento do chapeos de sol modernos, tanto de panni-
nho como de seda furta-cores o do mais cores co-
nhecidas; ditos para homom, senhora, meninos e
meninas; guarda-chuva para o tompo de invern ; e
guarda-sol. Estes chapeos sao tilo bem construidos,
que seafianca aqualidade ;sao de marca grande,
com 32 pollegadas e proprios para este lempo por
serem de seda o de panninho trancado. Nesta fa-
brica ha sedas de'cores e panoionos trancados e
lisos de todas as cores para cobrir qualquer arma-
cSo de chapeo de sol : tambem se concerta qualquar
chapeo de sol, e vendem-se baleias para vestidos.
Manoel Pereira da Silva e Joaquim Alves dos
Reis doclaram ao rcspeitavel publico que compri-
ram a loja de chapeos do Sr. Jos Joaquim Faria Fer-
reira & C., sita no Aterro-da-Boa-Vista, n. 12.
Pretende-so alugar, para urna faralfta capaz,
um sitio que tenha boa casa de vivenda arvoredos
de fructo e se for possivel capim para sustento de
um cavallo : prefere-se as vizinhancas do Mangui-
nhos Mondego, Soledade Passagcm-da-Msgdalena
o Hospicio; quem tiver annuncio por esta folha.
~ Aluga-se, ou vende-so una cscrava do naco,
de meia idade que cozinha o diario de urna casa ,
e faz todo o mais servico : na ra da Cadeia de S.-
Antonio, n. 21.
I'recisa-se de urna ama secca para acabar de
criar urna menina : na ra Nova, loja n. 23.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia que saiba comprar,
cozinhar e ensaboar, dando-se-lhe o sustento e 10/
monsaes : na Soledade, indo pela Trempe, do lado
esquerdo casa n. 42.
-- Frederico Knoop subdito alloniiio segu para
o Rio-de-Janeiro.
Roga-se ao .Sr. Gscal de S.-Jos que tenha a bou-
dado de declarar se um habitante da mesma fregue-
zia est obrigado a soflrer que um vizinho Ihe bota
agoa de dia e do noilo na sua testada, (cando i
testada do dito vizinho limpo e socca.
He verdade.
E esta, pelo contrario, be mansa como um cordei-
ro; ainda nao me fes asiignar urna ordem de prisao,
nem ao menos contra os autores das brueburas, salyri-
cos c cansioneiros. Pois bem, exprobrain-lheo que di-
ziam da outra. Ali! duque, isto he para a gente se des-
gostar do progresso.....Ora ande, venha fazer pazes em
Lucienncs.
Senhor, dlgne-se V. Magestade fazer-ine a honra de
alliriuar senhora condessa Dubarry que a acho urna
mulher bella e diga do amor d'el-re, mas.....
Oa, ah temos amra um mat, duque.....
Mas, prosegulo Mr. de Cboiseul, a ininha convio-
cao he que, se V. Magestade he necessario Franja, bo-
je mu bom ministro he mais necessario a V. Magestade
do que uina bella amante.
No fallemos mais nisso, duque, e fiquemos bons
amigos. Mas adage a madama de Grammont, e faja
com que ella nao conspire mais contra a condessa : veja
que as mulheres seriaiu capa/es de nos por mal.
t- A culpa de madama de Ciraiiiiii'int he querer agra-
dar multo a V. Magestade.
Bella me desagrada offeudendo a condessa, duque.
Tambem madama de Grammont est a partir,-se-
nhor, ninguem mais a ver, ser um Inimigo de menos,
Nao he assim que eu cntendo, o duque anda multo
de pressa. Mas o certo he que j esta cabeca me est ar-
dendo : temos trabalbado esta manha como l.uiz XIV e
(-olberto : -- temos sido do grande scalo como di/.em os
philosophos. A proposito, o duque tambem he philo-
sopho?
Sou servidor de Vi Magestade, replicou Mr. de
Cboiseul.
.'II duque me tcaravilha, be um homem impagavel ;
d c o braco, estou todo aturdido.
O duque apressou-sc em otferecer o braco a S. Mages-
tade.
Ule adivinhou que se iam abrir as portas com estron-
cio, que toda a corte estava na galera, que s iam ver
nessa esplendida posico ; depois de tanto haver soflrido
nao selhcdava tambem de fazer sotlrer os seus inlmigos.
O porteiro abri com elicito as portas e annuuciou el-
<--< lia galera.
?
Luis XV, conversando sempre com Mr. de Cboiseul,
sorrindo-se, e encostando-se-lhe pesado ao braco, atra-
vessou a mullida tem notar ou sem querer notar quan-
to Joo Dubarry estava paludo e quanto Mr. de Riclir-
licu estava vermelho.
Mas Mr. de Cboiseul observou bem esta dill'erenca Je
cores. Passou de perna tesa, com o pescoco dlreito e os
olhos brilhantes, por diante dos cortezaos, que se appro-
xiiuavam agora tanto quanto de manbaa se tinhain af-
faslado.
, Aqui, disse el-rei no llm da galera j espere por
mim, duque, eu o levo commigo a Trianon. Lcrabrc-ir
de tudo o que Ihe disse.
Guardei-o o mcu coracao, replicou o ministro, s.v
bendo mui bem que esta pbrase agujada feria a alma
de todos os seus inimigos.
El-rei entrou no seu aposento.
Mr. de Ricbelieu rompen a fileira c foi apertar com
aquellas mos magras a mi do ministro, dizeiido-lbe :
Ha muito tempo que eu sri que um Cboiseul tem
a alma cavilhada nocorpo.
Muito obrigado, responden o duque que sabia
sentido destas palavras.
Mas este rumor absurdo.....prosegulo o mareclial.
Este rumor fez rlr bastante a S. Magestade, disse
Cboiseul.
Fallava-ss de urna caria.....
Zombcteio da parte d'cl-rei, replicn o ministro
lanjando esta pbrase ao rosto de Joo queperdia o poric.
Maravillosamente nao ha nada melhor! excla-
mou o marechal, voltando para junto do conde, assim
que o duque de Cboiseul desapparecra e nao o poda,
mais ver.
El-rei descia a escada chamando pelo duque, que te
apressava em segui-lo.
Oh oh : estamos logrados, disse o marechal a Joao.
Para onde vo elles!
Para o pequeo Trianon, zombar de nos.
Com mil diabos! murmurou Joao. Ah! queira
perdoar-mc, senhor marechal. .
Agora he a minba vez, disse este, e vejamos seos
meus mcios serao mais potentes que os da condessa.
iConibwnir-w-aaJ


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