Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05951


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Full Text
I* nno de 184.
Terca feira 50
O DIARIO publlca-ae todos o das que
nao forem de guarda: o preco da assigna-
mrahede 4/rs. por quartel Dugo adiania-
ilm.- Os arinuncins dos assignantes sao inse-
ridos a razo de 30 res por linha, 40 rs. en
typo diflTerente, e as repetiefies pela inetade.
O que nao forem assiguantes pagao 90 rs.
pul'linha, e 160 em typo dill'erente.
I'IIASES DA LA NO MZ DE DEZEMBRO.
Crescente a 6 aos 33 minutos da ruanha.
I,ua chela a 13 as 4 hor. e 23 min. da tard.
Mengoante a 21 ai 9 hor. e 8 m. da tarde.
I.ua nova a 28 a 8 h. e63 min. da tarde.
PARTIDAS DOS CORREI0S.
Coianna, Paiahyba, e Rio Grande do Korte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, nol.,lltSlde cada mea.
Oaranhuns e sonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 88.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primelra as 6 h. e 6 ma. da manhaa.
Segunda as 6 h. e 30 minutos da urde.
de Dezembro.
Aiio XXI N. 991.
DAS DA SEMANA.
29 Segunda S. Thomaz, aud. do J. dos orp.
do .1. do C. dn 2. v., e do J. M. da 2. t.
30 Terca S. Sabino, aud. do J. do civ.
da 1. v., edeJ. depaido 2. dist de t.
31 Quarta** S.Silvestre. Festa da Senho-
ra do Monte na sua Igrrja em Olinda.
1 Quinta >* Circutuclsio Senlior. S. Al-
machio.
2 Sexta S. Izidoro, aud. do J. do civ. da
." v., e do J. de paz do I. dist. de tard.
3 Sabbado S. Antero, aud. do J. do civ. da
1. v., edo I. de pai do 1. dist. de tard.
4 Domingo S. Priscillano.
CAMBIOS NO DA 29 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Londres. 27 '/ d- p. \f a 60 d.
Pariz 347 ris por franco.
Lisboa 112 p c pr. p. ni.
Desc. de let. de boas firmas I '/, p..% mez.
Ouro fincas hespinholas 307200 a 3 Moe'da de H^00 vel. 16*200 a 16^400
de 6*401 nov. I6/2D0 a 16#300
de 4*000 8^600 a 8/SoO
rVato-Patacoes 1/900 a #9j
. Pesos Coluinnares. 1/920 a i/!HU
. Ditos Mexicauos 1/880 a 1/900
Prata miuda 1/680 a 1/720
Acedes da C* do Beberibe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERNAMBUCO
PARTE OFFSCIAL.
a^^ I^IS -I I I
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DA 20 DO COKKENTE.
Olflcio Ao commandante das armas, scienlifl-
rando-o de haver feito constar ao governo imperial
ii apresonlacHo de Francisco de Paula de Albuquer-
que Grillo, capito do 1. batalhuo de caladores de
i.'linha, que, por excesso de licenca, fraclassifi-
cado desertor.
Dito Ao director do arsenal de guerra, ordenan-
do, faca rccolher companhia de artfices as 13 pra-
vas, ella pertencentes, que haviSo expedicionado
para as Alagoas, e d'alli chegrSo no Gwtpiass.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, inte-
ligenciando-o de ter mandado Fornecr pelo de guerra
os 200 cartuxos embalados, que requisitou para o
brigue-escuna Andorinha.
Dito Ao major Manoel do Nascimento da Costa
Monteiro. instando, para que acceito o cargo de pre-
sidente da administraefio do patrimonio dos orphilos,
para que o nomeou, convencido de que entre as do-
mis quididades boas, que o distinguem, he mais
que todas saliente a piedado, que to necessaria se
torna ao bom desempenho de tal cargo, e da qual
deo S. me. pravas durante os cinco annos, por que
presidio a administracSo dos estabclecimentos de
caridade; e declarando, que, se semelhante instan-
cia faz, he por estar persuadido, que, quando em
qualquer cidado se reconhece aptidilo para algum
cargo publico,he obrigac3o do governo aproveita-lo,
e esforcar-se por conseguir, que, mesmo com algum
sacrificio, se preste elle ao servico, queochamuo
suas habilitaces.
Portara Ao commandante do vapor Guapiassu',
determinando, ponha disposicSo do chefe de poli-
ca desta provincia os oito sentenciados, que trouxe
das Alagoas Rccommendou-Se ao chefe de polica,
queconservasse esses sentenciados as mais seguras
prisOes d'esta cidade, at que fossem reclamados.
dem do da 22.
Ofllcio Ao Exm. presidente das Alagoas, aecu-
gando receidos dous offlcios demonstrativos do que
all occorreo sobre os objectos de armamento e'equi-
,L_pamento do sarjjonto Ua oempatiUia. do-nr.tilioMjd'n,n ji
ta provTiica, Ernesto Jeronfm6^Gon?alves dos San-
tos, edos soldados da mesan companhia, Antonio
de Barros Barboza e Antonio Mauricio Bezerra. Re-
mettrio-se ao director do arsenal do guerra os su-
pracitados ollicios.
Dito Aoengenheiro em chefe das.obras publicas,
concedendo a quota de 150/rs. para diversos reparos,
2iic o chefe de polica requisitou, se fizessem na ca-
eia d'esta cidade, e para os quaes nSo se linha or-
eado nem marcado quantitatvo. Communicou-se
a thesouraria das rendas provinciaes e a inspeccao
fiscal das obras publicas.
Dito--A' adminislracSo dos cstabelecimentos de
caridade, determinando, fa<;a recebar no respectivo
grande hospital o alienado Jernimo Antonio Rodri-
gues. Participou-so ao chefe do polica, vista de
cuja requsc3o se expolio esta ordem.
Dito Ao coronel chefe nomeado para a legiilo da
guarda nacional de Nazareth, convidando-o a vir ou
mandar por procurador prestar juramento para po-
der entrar em exercicio do seu posto, em que se acha
titulado.
Dito --Ao inspector do arsenal de marinha, orde-
nando, que com o rnestr.e do brigue nacional Minerva
ajuste passagem, t o Maranho, para o Alferes do
4." batalhao de cacadores de 1." linha, Francisco Jo-
s da Silva e Araujo, esua familia. Communicou-
se ao Exm. presidente do'Maranho; edeclarou-se
ao agente das'birrcas de vapor, que, por nao serpos-
sivel, que o dito alferes demorasse a sua viagem ao
Para, t que chegasse do Sul algum vapor, e por nSo
haver presentemente no porto embarcacSo alguma
que se destinasso aquella provincia, contratou-se a
passagem para o Maranho, alim de seguir d'alli pa-
ra o seu destino.
Dito A cmara municipal de Goianna, aecusan-
do recepto da conta da respectiva receita o despeza
no auno Ando, e do orcamento para o anno futuro.
IDBM DO DA 23.
Oficio Aojuiz relator da junta de justica, trans-
mittindo, para obter sontcnca final, o processo do
soldado* da companhia provisoria da Parahyba, Joo
Nepomuceno.
Dito Ao commandante do brigue escuna mlori-
nha, determinando, que mande continuar no abono
de comodonas aos ex-soldados, que conduzio do Rio
de Janeiro.
Dito Ao doutor Joaquim Anto de Sena, conce-
dendo a dispensa, que, por ter do retirar-se para o
Rio Grande do Norte, solicitou, do cargo de medico
adjunto do concelho geral de salubridade d'esta ci-
dade Participou-se ao oresidente do mesmo con-
celho.

IMtHlO HE I'BUIIIICII.
A DESPEDIDA 1)0 ANNO
Cbegamoi ao termo de 1845! e qal o nauta, que no
(iui de tormentla siogradura observa a atbmosphera
e nio descobre no borisonte um ponto esperanzoso, que
prometa a olla da bonanca, tal nos parece anlolbar
noiso futuro ao dar cabo da insana trela de um perio-
do, que tto adterso te mostrou, que tantos males det-
feehou sobra o maladado Pernsmuuco lio esque-
eido, lio desamparado de quem mais amor por certo
Ibe devii.
Surgirs novosdiis e com ellea ventura! lim! Nem
a esperanza pode morrer jamis no coraco do bomem ;
mas, ao examinar os edeitos desaitrosot dessa ominosa
administracao, que, lia dous anno?, abate e desoa o
paii, que Iba Tora entregue se nio florescente ao me-
nos satisfeito, ao refleclir na profundidado e hedion-
dez das feridas, que os borneas ora no poder, por el les
teduiido & um odioso a pesado jugo, teemfeito com cer-
U'ira djatp!<<< min nn memlitos mau.ulaea do
ebrpo social, o homem penstoor n8o pode deixar do
lastimar Unta cegueira, de verter Unto maji amargo
pranlo, quinta he a desoonsolaceo, que^por toda a par-
te encontra. \
Looge de os o pentimeoto de pereorrer com os nos-
si s leilorett ponto por ponto, o horrivol quadro das des-
granas, que em pirtilba nos couburio neste son fatal,
que concluimos ; para os que aino o seu pait, escusa-
do be recordar-Ibes a lembrsnca de tactos, que por sua
repeticlo quasi nunca interrumpida, slo tao presentes,
como se nette momento se bouvessam succedido : nosso
intento se limita a consignar neste numero, que fecha
o vigsimo primi'iro anuo da existencia do nosso pe-
ridico, que etse anno loi um dos maisaiiagos, que
temos percorrido ; que nos outros o males, que elle*
nos trouxerio talvez naicio mais dos pr< juios, da igno-
rancia, das prutenti-s absurdas, ou exageradas deal-
gumas clanes da sociedade mas neste, lodos os ma-
les nos fiarlo do governo, todos nosteern sido infligi-
dos, ou por elle, ou em seu nomo, e com sua autori-
dade ; porque neste anno a influencia gobernativa de-
cifrou-se em impulsos de clubs conspiradores, em ac-
tos de verdadeira traicao i monarchia, em ataques acin-
tosos a moral publica, em inversio do todos os princi-
pios de ordem
E como nio be possivel esquecer Untos males, tantos
crimes, lancemos o anathema sobre o seus causadores
e perpetradores. lila Idicio eterna sobre todos estes mons
tros, que com tanto afn a maladeta team citado a
ruina do edificio social.

O dia 31 de dezembro he um d'esses dias, em
que a mor parte dos habitantes d'esta cidade soe a-
bandona-la, para, de todo cntregne urna bem en-
tendida libordade, passar algumas horas cheias de
prazer em um dos lugarejos da to bella o to pouco
apreciada Olinda, denominadoMonte, onde ha
urna capellnha, pertencente no mosteiro de S. Ben-
to, cuja Padroera costuma ser festojada no ultimo
dia de cada anno. O commercianto, oempregado
publico, o artista, o jornaleiro, todos para all se
dirigem: e no pequeo he o numera dos que, na
Taita de casa, onde se recolho, abrigo-se a sombra
de copadas arvores, e ahi enlrego-se a mais com-
pleta flganca, pouco se importando do serem ob-
servados, o de a ninguem poderem ocultar a menor
de suas aceces, pois que teemconscicncia de que en-
to he tudodispensavel, e cada um dos concurren-
tes cuida mais de divertir-s, do que de prescrutar
os actos alneios.
A' vista, pois, d'isto, tomos resolvido fechar o an-
no com o presente numero, a nflo apparecerem ma-
terias to importantes, cuja pronnpta publicaco nos
obrigue a desviar do proposito, e a fazer esforcos pa-
ra remover a dfllculdade de obter trabalhadores, que
nessas occasiOes tomo parte no jubilo geral.
Publicagau a pedido.
A RAINHA MARGOT. (*)
por 2llrtoiiuif Domas.
SEGUNDO VOLUME.
CAPITULO IX.
O COBPO SX NI XHIMIOO MOHTO CMIKA
EMPBE BEM.
(Continvaco).
Eiigaiiamii-nni, quamlo ditieiuos no precedente pe-
riodo que niiigueni litera no patbulo. Um gcntilhomem
montado em seu cavado prelo, o que em duvida nao
ptidra. ao lempo cm que era honmdu com a presenta
doa principe, contemplar vonUde esse lroco infur-
me r denrgriili,, filtra all por derradeiro, eteiliverlia
mi rxaiiiinnr......Jumento cadei.it, gancho, pilare, a
fnrra em fin,.qu por certo Ibe pareca, a elle que rlir-
gm Pars ha pc:ees dias e ignorjva os perftic.-.-
uienlo que ero luda as ouasaa pOe a capital, o modele,
de linio que o homem pile inventar de hurrivelnienle
feio.
Eseusado he diter aoa notsoa leitore que etlo homem
era > imsao amigo Cocaiina. Cerlus otbot experieMe
() Vida DimriQ a.* 290.
de mulber cm vio o havilo procurado por entre nca-
valgada, e lnhio pcrpaisado as fileir.n sem poder i-
alia-lo.
M. de Cncaiinas, como dissemos, eslava em cttaso ail-
lo a obra d'Enguerraiid de Mnrigny.
Nao era porm ron miilhcr a procurar M. de Co-
ralinas. Ouiro geiiiillioiiiciii nolavel pelo seu giblu de
lelini bronco, c engranada pluma, depoia de olhar pura
diuiile e para os Indos, |i inbrou-io de vnlinr-e pura
Ir, e vio a gigantesca figura de Cocunuaa desenhar-ae
no horisonte afogueado du ultimo ruflexo do sol.
EnlSo o fidnlgo da roupa de setim bronco dciiou o
catuinhu seguido por tuda a tropa, toiuuu um trilbo, o
desrrevendo una curva voltou para o oadafalto.
Quati ao mrsnio lempo a duquri.i de Nevera cliegou-
o a Margnrida, o di>e-llio :
Anbal nos enganainiis, Margtrida, porque o Pio-
miiiitri ficuu tr. e M. de La Mole o tegni
Coin o ilisbo exclamou ktargariila rindo-te, en-
taii vamu ter colisa. Por minli fe, confeaao, que esti-
mara ter de mudar de opnilo a seu respailo.
E vollaiidu-se vio que ooen efeito ss cumas te passaw
tao como lemus dito. >
Furto entao as duas princetas que tverio de dosviar-
se da filcira : era (* vuratel a oocasiiu ; porque voJtava-ie'
um eaminho bordado de altas ceroas, que subindu pat-
ava na dittancia de Iriula pasiut do patbulo. Madama
de Nrvcrs diae urna palavra aoouridu du eu cjpilio
da guardas, c Margarida fcx um siunal n Gillonne, c
CEARA'.
/estillado da votando para depuadoi provincia.
O Senborei. Votos
1 Doutor Jos Lourenjo de Castro a Silva 591
2 Capitio-mr Joaquim Jote Barboza 556
3 Vigaro Domingos Carlos de Saboia 527
4 Commandante superior Joaquim Mondes da
Cruz G. 509
5 Doutor llypolito Cassiano Pamplona 507
6 Francisco de Paula Martins 505
7 Manoel Jote de Albuquerque 497
y Dojitnr, Antonio Heoriquuide Mitanda *H"
9 Doutor Marcos Antonio de Macedo 449
10 Francisco Jos de Mallos *4i
1 Major Thomai Lourcneo dn Castro o Silva 443
12 Doutor Joao Francisco de Lima 426
i.i Jos Joaquim da Silva Braga 413
14 Joio Franklim de Lima 400
15 Ignacio Jos Rodrigues Pessoa 395
16 Doutor Filippe Raulino 394
17 Doutor Theophilo Rufino Bezorr de Mneies 379
18 li 19 Manoel Jos de Vasconcellos 356
0 Geraldo Correia Lima 356
21 Doutor Tbomat Pompeo de Souza Brasil 350
22 Jote Raymundo Pessoa 3)0
23 Reverendo Justino Furtado de Mendonca 334
94 Padre Joio Barhoza Cordeiro 39
25 Reverendo Jote Ferreira Lima Sucupiri 309
26 de S Brrelo 309
27 Antonio Laurianoo Ribeiro 308
28 Revorendo Jos Antunej deOliveira 307
Supplentu.
1 Reverendo Joaquim Domingues Carneiro 303
Manoel Delermando Paes 292
3 Francisco Paulino Galvio* 288
4 Doutor Manoel Francisco Ramos 280
5 Doutor Canuto Jos da Costa Lobo 265
6 Jos Joaquim Fiuza Lima 261
Variedades.
serio outro tanto ; o capillo reuni as redeas detodo o
cavado. Urna relva fresca o bem cerrada offerjeia i
tren laiiiii* um atiento, cuino o deteju |'riucea,aiui|.aa
vete intilmente.
Um claro que havia no mnil.i junto qual leachaviu,
Ihe permittio nao perdcrein a menor cirrumst.iiicio.
Ilavia La Mole descripto o sen circulo, c fra a patio
collocor-se por Ir de Coeinnas: ahi enlendeo o braco,
O batuM-lhu no hoiiibio.
U l'ieiiioiilex volloii-se.
Oh! cum que nio era sonho, vivis cora cfleito
aindaf
Sim, Sr. respondeo La Mole, sim, anda vivo.
Nio he por voasa culpa, mas em fim vivo.
Com os dabos bem vos conhrco, replicou Cu-
cannaa, apelar do vosso rosto paludo. Eris mais cora-
do a ptima ves que nos vimos.
E tambem eu vo c, nliecu, dase La Molo, nfo obs-
tante esta linha amarella que vo corta acara, eris mais
palalo du quo lato, quando vu-lo-fit.
Cocaniia moidei, u beico; m.ia decidido,ao que pa-
rece, a eoiiliuuiir a uotiversiicuii no liini da irona, con-
liiiuuu :
. tito auliais ourioso, M. de La Mole, principalmen-
te para um Imguenuto, pudor encarar o Sr. almirante
pendurado a esto gancho de ferro ? e haver gente tto
exagerada quo nos acouse de ter morlo at os huguenu-
linbos de mama 1
Conde, diase La Mol inclinando-so, nio sou mais
rata qtiatrn posmas forjo pelo eaminho de trove em- I hiigueiiole, tenhu a tealura de sit collmlico.
boacar-te por Ir da niuita inui u/oxiina do lugar ondel Uru eat.i oxclamou Cuoaunaa riudo as gargnllu-
e la paitar a ceno, de que parcoiuu querer er capela-jdas, converteles-vos, Sr. nieu! Obi que eaperlea 1
doras. Havia dee logar trinto pesio, cumo dissomos, I Sr. conde, conliuuou L.i Mole utueu aerio econi
ao ponto em que Cneaiiiios, eitaaiado, geiliculava ntela meaiuo polidei, aii tiuli i teilo voto de coiiverter-me,
u cadver do almirante. I a etcapatse a maUica.
Margarida apeutt-te, madama de Nevera e Gillonne fi| Conde, replico* o Picmontet, he uui voto wuito
A NOUTE DO ANNO NOVO.
SONHO
por J. P. Riekttr.
Maia noutetoouia comecir um anno novo; eis
que em p junto i sua jtnella, um anciio elevava seus
ollios a iiriliant> e immudavei abobada dos co cus
ollios, onde* tristeza e a desesperado se dabuxavio ;
outrss vetes os baixava sobre a pacifica a silenciosa face
da trra. Nenhuin mortal era como elle privado da ale-
gra e do soumo; porque perto Ibe eslava seu tmulo co-
berlo dogelo da velhice, e a verdura da mocidade tinha-
se esvaecido. De lodos osseus baveres, da sua inteira
vida, resUvio-lhe apenas erros, (sitas, doencas, um
corpo caduco, urna alma myrrhada, um coradlo embe-
bido de petares, e urna decrepitude gemendo tob o pe-
so Jos remorsos. Nesles tristes momentos, os felites dias
de sua juventude ante elle se oOereciio como vios fan-
tasmas, e Ibe recordavio esta deliciosa madrugada, em
que seu pai, conduiindo-o pelo eaminho da vida, o dar
samparou entrada d duas sendas : a direiU, a da la
eila vii lude guiava para urna regio remota e tranquil-
la, onde scintilla um eterno e fulgurante lume; regiio
coberU der'soohas searas, habitada por anjoi. A'es-
querda abria-se a estrada das trevas, o rpido eaminho
do erro e do vicio, que se vai perder n'uma sombra ca-
verna, cuja abobada distilla peconba : all te ouvem si-
bilsrserpentes hediondas, l exilie constante ama escu-
Tido profunda, cujo vapor sollocante augmente os hor-
rores. O ardor da idide e a irreflexio o arrastrio por
esta lunesta via.
Sbito as serpeo tes se enroscio em torno a seu paito,
um toxico ardenlecabe golta a gntta em sua lingos; re-
conhece enlo.cm que abysmo se tinba deixado precipi-
tar. Fra de si, lacendo o coracio de urna dor pungeo-
te, levanta os olbos ao co, exclama : O' meu Daos !
volvei-me os dias de minba juventude I O' meu pai I re-
conddzi-ine t entrada das duas sendas! eu te prometi,
eu te juro de fazer tnelhor escolbt.
Mas mudo lempo bavia, que seu pai e sua juventude
estav&o loago delle. Vio ilou meteoros agitaran, ->e por
cima dos lodopaes e extinguirem-se no cemiterio; e da-
se : sao estes os dias da minba loucura. .Vio urna estrel-
la desliiar-sedoceo. fuzilar um instante em sua queda,
esvsecer-sena Ierra; e dtsse : bo esta a historia da mi-
nba vio)a E o seu coracao dessa o grava-se, e a aerpe do
arrependimenlo devorava-lbe o peito, e embeba sea
dardo at ao intimo de suas feridas.
Sua mente alienada ia somnmbulos voltejir sobra,
os tectos;' gyrar os bracos ameacadores de um moinhoda
vento, que pareciio querer esmaga-lo; e no fundo de
um sepulcro setni aheito vislumbrava um espectro soli-
tario, que se revesta insensivelmeotede sua eicSes : a
mil pensamenlos horrendos Ibe vinbio opprimir sua al-
ma Cis que de repente o som dos sinos, que saudio a
aurora do anno novo, (ere seus ouvidos como o echo da
um cntico longinquo. Urna suave commocio Ibe pene-
Ira o peito. Seus olhos discorrem pelo immeoso hori-
zonte, que se cspiaiava ante elles, e fiio-se na vasta su-
perficie da trra. linlSo pensa nos amigos da sua moci-
dado, que, mus felizes, mais virtuosos do que alie, pais
de alortunados filhos, de liomens cobertos de bencios,
sio o modelo e as delicias do genero humano : e excla-
ma : Eu tambem, virtuosos amigos, poderia como vi,
com um coracio puro e sem remnos, dormir esta pri-
meira nonte do anno eos bracos do somno, se assim o
quiesse. E eu tambem poderia ser feliz, mea pai, se
tivessesBtisfeito vossos votos de bons annos, se tiveise
seguido voisos conselhos.
prudente, e dou-voa por elle os pirabens; nto tereia
feito anda oulros?
Eor corlo que sir, Sr., fi segundo, respondeo
La Mole, afFagando o cavado com perfeita tranqitillidade.
Qual fui? perguntoit Cocenos.
O de vu pemlurar nlli, olhai, naquelle prego que
parece esperar-vus abaixo de M. de Coligny.
Como! diste Cuconnat, assim bulifoao como sou ?
Nao, Sr., depoisdevos haver atravessado o corpo
com a erpod.i.
Cocannas tornou-se vermelho como a purpura, aoa
seua ollio verdes lancrio cbainma*.
Kiitio, disae elle, em tom molejador, naquelle
prego ?
Sim, retrucou La Mole, naquelle prego.,...
Nio tendea bailante altura para tto, meu peque-
o Sr., dine Cocannas.
Enlio montare! sobre o vosso cavado, mea gran-
de mala-gente, rrdarguio La Mulo. Ah I v jalgais,
meu charo Sr. A nnibal do Cocannas, que se pode gnpu-
ueniente asasinar o gente sob o leal e honroso pretex-
to do c re ni um contra um ; nto, nio! Um dia chego
em que a gente encontr o seu homem, eeucreio, que
esto dia he chegado boje. Bem vonlade leria au de voa
arrebentor a fen cabeca com um tiro de pistola; maso
que I acertara mal; porque tenbo anda tremola a mo
das feridas que como traidor me (uestes.
A ininha feia cabeca! urrou Cocannas saltando do
cavado. Aterra! eia I sus! Sr. conde, vamos aellas.
E draeiubnitihiiu a espada.
Parere-rue que o leu huguenote dase feia ca-
beca murmuruu a duquesa de Nevers ao ouvido da
Margarida; pois tu o aoha feio?
- Elle he encantador! dase Margarida rindo-se, a
-ou obngadu a llucr q......furor turna iiijusto M. de \*
Mole; mas silencio! Observemos.
ILEGIVEL


.
Agitado por trilles rrcordaco>s de sua juventude, jol-
gava ver o espectro, que te havia revestido de suas fei-
Ces. dispor ae a tahir da sepultura. Pretes, com elTei-
to, este espectro lomou sua vista humanas formas; a-
nima se, be um mancebo, este espectro he elle ines-
mo.
O desgraeado nao pode mais sapportar tal espectcu-
lo : cobro o rosto com as duas mios. torrentes de lagri-
mas rnrrein-lhe dos olhos o vio se perder no gelo : pri-
ado de toda a consolacio, cedend o exces inf rtunio. podo apenas exhalar olgoni debis suspiros.
Volve, diria ello com urna vo/ an:orteciile, volve
juvrntude! olve...
E a juventude volveo; porque *ua velbice e seus ter-
rores eri um sonho horroroso : elle eatava ainJa na
flor da idade; mas seus erros nao cro sonho. Ueo gra-
cas a Dos, porque anda oten poda abandonar a de-
sastrosa eitrada do vicio, e seguir a senda da lu, o ca-
minho da virlude qaacondux a essas deliciosas plagas,
onde mora a abundancia ea felicidade.
Segui o seu exemplo, mancebos, que como ello vos
achais no caminho do erro. Este sinbu horrendo ser
no porvir o vossu juii, e se vos tiverdes um dia de gri-
tar gemeodo : vulve bella juventude! volve...ella nio
volver.
CEREMONIAS FUNBRAES EM D1VEBS0S PAIZES.
Por mais brbaro que seja. nio existe um s poto,
que deixe de coosagrar respeito aos morios, anda que
esto scntlmento se manifest as mais das vetes por um
modo singular. Ordinariamente be entre as naces
meio-eivilitadas que os luoeraes se celebiio com mais
estroodo e pumpa. Entro os trabes do deserto os p-
renles prximos vin a pes descaicos atrat do fretro ;
as mulheres destraocio os cabellos e cobren) de cima a
cabera : carpideiras mercenarias affectao dor e conster-
nado. ComiiicmurSo-se as virtudes do dffunto, meatno
quando as nio liverao; e ao vullar da ceremonia da-se
urna merenda, que se repele at seis vetrs, qual olo
falli as carpideiras assalariadas. Os praios marcados
para estes banquetes fnebres sio o terceiro, o quinto,
o nono, o dcimo-quinto e o quadragesimu dia. De-
corridos seis metes, e depois destes, oulroa seis, tenm
lugar os ltimos feslins em memoria do fallecido. En-
tre os lliscainhos, e o'outros lugares, era estylo em nu-
tro lempo que as mulheres dessem grandes gemidos e
uivos no acto dos funeraes ; arrancando os cabellos e
magoando o rosto. Na Circassia os bomeus ienao a
c a beca com acoutrs.
Algumas povoaedesda America e do mar Pacifico en-
tenio, r,is exequias dos reis e de personagens impor-
tantes, alguns de seus escravos, immolando-os sobie o
tmulo ; e assim be que entre os Romanos a morte de
urna grande persooagem era celebrada por combates de
gladiadores. Na anliKuidade muilos povos queimaviu
os cadveres, e tal era o uso dos Gregns, dog Humanos.
dos (iiiileyes o dos Scandinavios. Estes ltimos encer-
ravio as cintas dos morios em urnas grosseiras, a as
enterravao e cnbiiio drpois de um monlio de trra
afe'coando um tmulo, ou de pedrai toscas. Eneon-
trau-se ainda no Norte alguns destes monumentos gros-
selros, que, nu ausencia da arle, devlio ler cufiado mui
lo esforco e paciencia : achio se vetes neslas urna*
restos de collares de coritas, ou de coral ; anneis, armas
cortantes, leilus de pedra duiisstma. e outros objeclos
pertencentes quelles. que nellas dcscanco.
Nenlium povu lalvez pnstou, como os Egypcins, tan-
ta atiene,.ni u( s deveres para com os morios bem lonRr
de destruir os corpos, os Eyypclos tinhiu felto da ua
conservado urna arte levada a um alto itrio de perlel-
(rni Embalsamavio os corpos cain esmero, para de-
po-los o, s i avenas, e n'oulros Subterrneos praticados
nos lochedos, i margem do Nilo. Fallecida a pessoa.
era oc.irpo entregue aos e i balsamadore, que Ihe ex
trabiao com .eslreta o certbro e as entranhas, e injecta -
vio no cadver materias esinosas capa-e* de o con
servar por todo um periodo de si culos. Envolvida em
faias, a mumia ira arsim collocada n'um fretro, mais
ou menos adornado, ou n'um cuno estojo que tinba
igualmente a conflguracio da mumia. Pulas de-las
ni iiri las teem sido encontradas em cavernas prximas
de Thebas ; po-m as dos reis oceupavao concavidades
particulares, ebertas as rochas, e cujas paredes sio co-
.nas de esculpluras e pinturas, allusivas sem duvida
a vida dessas persunagens, ou entio i sua religiio
Com effeito, vtem-se, nio taras vetes, as divindades
egypcias oceupadas a julgar ou a recompensar um indi-
viduo, que Ibis be aprcsoulado, e o qual parece repre
sentar a alma do morto. As mumias egypcias sio hoje
un objeclo de curiosidade para os povos modernos,
lia poucos gabioetes de antiguidades, que nio possuio
alguma cousa nt'st*vgenero. as envoltorios das mu-
mias eocerravio-se alguns rolos de papyrus, cobertos
de bieroglypbos e de figuras synbolicas, talve para
transroittir 6 posteridade um resumo da vida e acedes
do defunto ; iofeliamenle a posteridade nio tein a cha-
ve dessa esculptura mysteriosa. Enterravio-se tambem
com a mumia escaravelbos imitados em jaspe, em gra-
nito ou em prfido, (rucios, animaes embalsamados,
2
Cum cff ilo, bavia-se Ln Molo apeado coui tanto va-
gar, coniii Coraimaa liavia sido rpido; liavia deaein-
ninhado a eipada, o an pur-se em p, eatava cm guarda.
Ai! fe elle ao ealcnder o braco.
lli! inuriniirou Cur.onnaa ao alongar oaeu, pnii
que ambua, ramo ac devem recordar nuaaoa leiturea,
estovan frridua no hombro, o doia-llies a qualquer ido-
vimento luaisaclivn.
lima gargalhoda mal reprimida sahio do mallo. Aa
princeaa nio liaviio podido ounler-se inteiramento ao
vereni ua dous eiimpt'iiea esfregarein a omoplato fiiiendo
trrgetus. En gnrgnlbada chegou ana ouvidoa do. dmii
fidolgoa, que igimravto ter testemunhas, e que vultan-
do-so reroiil'Ccto aa tuas damas.
La Mul turnou a pr-ae em guarda, firme como um
auluniiito, o Coeano.it apresentuo u ferro pronunciando
o seu com ot ditbot, dos mais expressivoa.
Ora bem he preciso por termo a iato; basta de
gracejo. O l, meua Sra., o l !
Deixa, deixa, disae Henriquella, que ao ver Cu-
caniiaa no recio, eaperava no fundo do seu enracio, t-
rame elle tanla vonlogem de La Mole como liavia lirado
dos aobrinhoa e fillio de Mercandon.
Oh! na verdade elle* aasim lio muito bellos, dase
Margarida ; ni ha como que respir&n fog.
E na verdad* o combale, cmnecado por molrjoa c
pruvocacAea, liavia-ao tornado ailcnooio, logo que oa
deus campees hai* crinad-, o ferro. Ambos rareia-
vfo das suaa furcat, ea cada moviiucnlo niaia enrgico,
ero obrigadoe a reprimir umestremecin,rnto dedr
arrancado pelas antigaa fondea. Com todo La Mole, oom
oa iilboa fioa crdenles, o* labiosmeio-abcrloa, ns drns
tes aperlados avancava a pequenoa patsos, firmes, teao-
aobre n seu adversario, que, rrconhecendo nelle um inea-
tre em armas, recuav, passo a pauso, mas em fin rc-
cuava. ChegrSo ambos desle nodo A borda do fosso
instrumentos oa utensilios. Indicando a condicSo o
proflssio do morto ; se era urna mulher, e rica, ador-
na vio-na con as suas jolas, e envolvlio em faxas todos
os seus membros, de modo que se manlfestasse quasi
toda a bellota das suas formas. Os eaixOos erio feitos
de sycomoro, cobertos algumas vetes, por dentro e por
lora, curo pinturas curiosas. Padras lisas, gravadas da
bieroglypbos, erio levantadas porto das mumias, para
indicar tambem i que ciaste da sociedade perteociio
ellas.
Em neohuma outra parte do globo criamos tao mi
nudosos cuidados i bem de conservar os despojos mor-
aos das geraefies, obrlgadas pala lei da natureta i ce-
der o passo a novas geraedes. Entretanto, o ato de
embalsamar os corpos, a<> menos os dos reos e podero-
sos, era tambem pratioado pelos Mexicanos e Peruvia
nos. Um p ivo insular e selvanem, os (iuanches, Ind-
genas das ilhas Canarias, cuja raca eitinguio-ss debat-
i do jugo bespanhol, embalsamava os orpos, envol-
vla-os em pelles de animaes edepunha-os naseavernas,
onde foi encontrado uro grande numero em lempos re-
centes.
Os Romanos limilirio-se a queimar os corpos, sem
ceremonias, o a guardar as ciotas em urna> de marmo-
re ou de pedra, encerrando depois esle vasos nos ni-
chos dos monumentos, que seerigiio noscamlnhos p-
blicos. A estrada Appia eoutras, que psrtiio daca
pital, eslavio guarnecidas destes tmulos, de que inda
se veem restos ; e em toda a parto, ond os Romanos
dominrao, erigirn lapidas sepulcbraes, com ioscrlp-
edes quelles de seus concidadios, cuja memoria qui-
xerio honrar ou perpetuar.
Nos paites, em que os roobedos, facis de abrir, offe-
recio tmulos oatuiaes, sempre os povos del les se ser-
virio para suas sepulturas. Na costa da frica, na
Grecia, na Asia-Menor, oa Palestina, encootra-se urna
immensa quanlidade de cellolas sepulchr'aes, boje va-
stas, onde talvat loi enterrada urna serle de geraedes.
tjue contraste entre estes povos, lio chelos de respeito
para com os morios, e os Passis ou Cutiros, que aban-
donan os seus As aves de rapia. Elles teem cemiterios
em que expoem os prenles ou amigos, que acabio de
perder : e os passaros carnvoros veem devorar-Ibes a
carne, os ossos sio ortao recolhldos por estes barba
ros Seguiodo um ato tio estranho, longe esli elles
de te-lo como Indecoroso ; mas antes creem que os boo
rio, lateodo-os desapparecer assim, em vet dos dei-
xar d compOr-se na Ierra. Por um costme JA nio lio
brbaro, as mulheres de algumas tribus da Amrica-
Septentrional sutpendem em cests, nos ramos das ar-
vores, os Albos, que teem a desventura de perder.
Outras tribus da mesma regiio enterrio os seus mor
tos as mesmas cabanas, em qu'.' ellos habitaran Na
Nova-Zelandia os selvagens myrrhin algumas vetes os
morios em urna especio de firno para cunserva-lus de-
pois como mumias, envolvendo-os em esleirs, e sus-
pendendo-os dentro de canoas elevadas em lugares que
nenlium selvagem uutaria profanar. Outras vetes, se-
pultio os morios, e passado um anno dosenterrio os
ossos com ceremonias fnebres, guardando-os em um
cesto para suspndelos Os Garrota)!, selvagens da In-
dia, quelmio seus morios m urna especio de canoa,
posta sobre a fogueira, tirio depois as ciotas. e as en-
terrio no mesmu lugar, eabi elevan umeasebre, rodea
do por urna cerca. Ordinariamente termioio-se os fu-
neraes com dansas e cantus, e urna embriaguez cmpla-
la. Se o morlo pertencia a classe distincta, cortioa
cabeca a um dos seus e.>cravo, e queimio-na com o de-
funto. Estas iminolacdes de eicravos praticio-se infi-
Mmenle entre muitus povos barbaros da Asia, Alnca. \ c.
Ot llailyenses ticos, e os habitantes do uutras ilhas
1'j/i'iii dos funeraes urna occasiao de ostentar galas e lu-
to ; es mulheres comparecen! em multidio vestidas e
calcadas de branco, trazendu cabeces amarellos e guar-
da-Ses cor de rosa.
Os Judeus observan um sem numero deceremoniss
e estylos nos enlerros ; a manir parte, alim de evitar os
milis presagios e dn'arredi r os espritus malignos. Na
Polonia alugau-se carpideiras e cantoras : em oulro
lempo o som da flauta acompanhava os seus cantos:
ns voltios leom junto ao corpo passagens da seus livros
Sagrados. Ao despedir do snhinii-nto os paruntes do
defunto ou defunta, rasgan os vestidos : e tem-se tido
antes o cuidado de cortar os cabellos ao morto. No ac-
to do enterro, os mais prximos prenles faiera ouvir
lamentacOes, despedacio as vestes, e as traiem nestees-
tado durante os primelros dies. Se o difunlu fui pai,
seus filbos lauao p o barro na bocea e nos ollios. O
corpo he coPorado de modo que a fac fique voltida pa-
ra a regiio, em queesli situada Jerusalem. Nos sete
primelros dias depois do enterro, o viuvo conserva-so
nochio sentado com os seus: nio se lava, nem barbea,
nem tiata de objeclo algum mundano ; deve at nio
corresponder A saudacio daquelle-, que veem consola-
lo ; se be pobre, he sustentado com esmolas. Passada
a primeira semana pode cuoceitar seus veslidot na-
tos ; mas, se a pessoa fallecida tem Albos, eslevnio
Lonceiliu as rasgaduras. Km lodo o primeiro anno
nieguen) couiprimenta as pessoas, que esli de lu-
to.
(G. B. D.)
que os aeparava oa espectadores. Abi, Coeannas como
ae a ana retirada fura um calculo para ae appmximar da
hiiii dama, paroo, e aproveiland"-se do uma distancia
um pouco larga que La Molo donara, cu ni a rapidez do
rain, alirou-llie urna tiatocada, e no nieanm instante o
gibio de aetim bronco do La Mole ae en.bcbeo do ajina
iiodna voriiiolha, que ao foi alargando.
Corngem I gritn o duqueaa de Nevera.
Ah pobre La Mole! oxclamou Margarida oom oni
grito de dr.
Ease grito, La Mole o ouvio: Inncuu A rninlia tuno-
Miar, deates que penetrad mais profundos do que a pun-
a do nina espada, o engaando o en contendor >"ni
una culiladu em vio, euiorroii-llic nu corpo o ft-rm
todo.
Uesta ves aa duas damos rollaran dous giiloa, que Se
fiindirSo em um s. A pona da colima do La Molo ba-
ria apparecidu vnsanguonlada por tras dat cotias do Co-
oannat.
Todava nrnhnm delira rabio ; ambos firrao em pe,
libando um para oulro rom a boca borla, sentindi.
rada un da ana parle que a>> menor iiioviiuenlo q tessem, Ihes fallara o rqiiilibru. Em fin o Pemarntri,
mais perigosonienlc fernb> qur o seu adversario, e een-
liiidu que aa turcas Ihe ilo tugir rom o sanguo, doixou-
se oahir sobro La Mole, e aporlundu-o com hu brafo
prouurnu desenibarnfar o punlial com o oulro. La Mu.
le poriu reuni as suas forjsj, ergneo 0 bra(u, e des-
oarregon o punbu da espada de lal geito no uiein da tes.
a do Coralinas, que osle aturdido do pancada cabio;
moa na queda nrrasirou com sigo u seu cuuirariu, e am-
bos rolrfio no fostu.
Ininirdialaiiiento Maigarida o a duquesa le Nevera,
ao verera que astini nu-ainu moribundos, prueuravAo
riles cuiirluir-se, se precipitaran judadas do capillo.
Maa antea qne la begatsem ja elles en umaeonvulaao
ALGUMAS INVESTIGAC;8BS SOBRE 08 BlETAES.
Estes corpos simpli>s,quando puros, teflm um cer-
to grao de brilho, que lhes he proprio, sao dolados
de um peso consideravel o quasi completamente o-
pacos: muilos anuos inda n3o ha, que esta qualida-
de eramesmo julgada absoluta. Contavao-se ja vi ri-
te e sebe metaes, n3o pouco tompo anteriormente aos
trabalhos dachimica moderna. Porm essas novas
observacOes e theorias, em que ella se estriba, nos
levflo a admitlir alguns outros lista dos existentes;
porque o nome metal he erapregado hoje para desig-
nara base das trras e dos lcalis; i e., estas subs-
tancias privadas do osygenio. Devemos portanto ac-
erescentar o bario, o potassio, o sodio, o calcio, o
stroncio, o aluminio, o silicio, &c, e impossivel he
denominar onde ir ter a nomenclatura dos metaes.
Damos aqui a lista dos antigos metaes na ordem
chronologica de sua descoberta. O ouro (sol dos al-
chimistas), a prata (la), O ferro (Marte), o cobre (Ve-
nus), o mercurio (Mercurio), o chumbo (Saturno), o
estanho (Jpiter), forflo conhecidos destes tempos
iinmemoriaes. O zinco foi indicado por Paracelso
pelo anno de 1541; o bismutho, descripto por Agr-
cola em 1520 ; o antimonio no seculo XV; o arsni-
co porBrandt, em 1733; o cobalto por Brandt em
1733; a platina, em 17*1 ; o nickel por Cronstedt,
em 1775; omanganeze, porGahn'eScliecle, em 177*;
o scheclin ou tungsteno, em 1781; o telluno, em
1782; ourano por Klaproth, em 1789; o titano, em
1781; ochromio, em 1797 por Vanquelin; o colmu-
bio ou tntalo por llatchett, em 1802; o palladio por
Wollaston, em 1803; o rhodio por Wollaston, em
1803; o iridio por Descotis, em 1803; o osmio por
Tenant, em 1803; o cerio, porHisinger e Bcrzolio,
em 1804
Os metaes gozo de propriedades physicas mut no-
taveis; a opacidade, a cor, o brilho, a demidade, ou O
peso, a ducUUdade, a malleabilidadr, o cheiro, o sabor,
a dureza, a claslicidade, o som ou sonoridade, a dila-
tabilidade, a estructura, a cristallisibilidade, o magne-
tismo, os caraterisSo entre todas as substancias, por
um modo especial esaliente. Todos os metaes silo
solidos excepcio do mercurio, que se uo solidifi-
ca a menos de 40 graos centgrados abaixo do gelo.
Depario-se igualmente nos metaes propriedades,
que entrSo no dominio da chimica. Subjeitos ac-
qo ou reacclo de outros corpos, perdem ou soffrem
modificac,6es as suas qualidades physicas. Estas
modificacoes s3o produzidas ordinariamente pela ac-
c3o do fogo, da electricidade, do gaz oxygenio sec-
co ou hmido, &c.; emtim, pelas aflinidades reci-
procas dos metaes puros entre si, e que os transfor-
tniloem ligas diversas, dotadas de propriedades no-
vas, limitas vezes do medio das propriodades pri-
mitivas, c nilo poucas sem o mais leve indicio deltas.
Entre as substancias metallicas recentemente conhe-
cidas, multas ha, que a arle nilo conseguio ainda
converter em massas compactas: mas, depois de se
haver fundido a platina, que por lano lempo se mos-
trou rebelde, he de esperar que estas novas substan-
cias sejio por fim domadas pelo poder dos meios
chimicos e sobre ludo por uma alta applicac&o do
calrico. Muilos metaes se volatislo quando expos-
tos a urna temperatura mais elevada, do qucaquell-
que basta a fundi-los. Os metaos, geralmcnte fale
lando, s3o os mclhores conductores da electricidada
o foi lanzando miio desta propriedade, e applicando-a
a seus fins, que o grande physico e philosopho Ben-
jamn Franklin, chegou a roubar ao co o raio as-
sombrador.
D. C. L.
l'AHADUXOS l'HILOSOPIIICOS SOBRE OS CAfcS. (*)
CAPITULO I.
Influencia dos cSet tobr a literatura.
A tradicio commuin a todo os povos, o dogma re-
velado por todas as religioes, que proclamio a deca-
dencia dohomem, propbetisio igualmente a ra reha-
Inlit- ?Ao. Nessa poca, em qoe nossos pais percor-
ro livremenle os vergeis floridos do Edn, suas mu-
tuas communicaces tinhfto apenas por objecto o
ejercicio da benevolencia, e s-us desejos, facis de
satisfazer, nio lhes inspiravio a invej i nem Ihe sug-
geriao a ideiado rrime.
A ligoagem de que so serviio para exprimir uas
emocOes, seus senlimentos e vontades, dvia limitar
se As pxclamaco's, aos gestos, aos olhares: ador,
desconhecida paradles, o temor, os remorsos nio
lhes arrancavo surdos gritos, gemidos queixosos,
que relinem as cidades habitadas pela rreatura de-
cebida : osjardins magnilid s, erri que passavio se-
culos sem noute e sem invern, resoavio com os
cnticos singelos e innocentes, era que louvavio o
creador.
Os animaes obedeciio por instincto a auloridade
de um senhor sem caprichos, e que ignorava mesmo
a sua suporii rid.ule : a mesma lei regia a todas as
criaturas, o todas ellas roncorriao em commum para
(*) Fragmentos de um tratado sobre os animaes
domsticos.
suprema, ilavfio snostras derslarem na hora derradeira,
com oa bracos trinos, e os ferros abandonados.
Urna grande poca de aangue Ibes rarumava em torno.
Oh bravo e valoroao Ln Muir, bradou Margan-
do, nrapat de cunter por mus lempo a aua doiiraclu.
Ah perdoa, sim, perdoa haver auspoiladu de ti lio sem
rasiu I
E oa ollini te Ihe arrota rio de lagrimas.
Aidemini! miirmurou adnqnrt, rtforcado An-
nibal..... Difei, madama, ditel, vistes jamis dous inois
inlrrpMua tros f
E desfri-ie ern sololjos.
Irra I qur os golpea rrin duros I diste o rapiUo
roi-iirando calamar o aangue qnn corra aa guipadas....
O l vos que all vineles, clirgai c. nioit doprt-aaa.
Com i fieito deseobrio-se na neblina da noiie ma ra-
peoie de curruca rnesminhada por um lioiuem que can-
lava esto velha rancio, que sem duvida Ihe recordara u
milogre du cemlerio dos Innurriilrt:
Bello pilrirro em flor,
Que vrrrjos,
Que vrrdrjaa,
E an longo drsto ribeiru
Drsfruolas como dearjaa
Os bracos,
O amor
O'eaaa vdeira ailvettre:
Olba como o routinnl,
Quasi implme.
Do ciniuo
A' vos, responde da amada,
Que Ihe aornde ignoto luaae
No priiinho,
E aotinlio
Fas esa li grata morada!
o ornamento da trra : cada uma exorcii livre o pa-
cificamente a sua actividade sern ambicio de privile-
gios, sem temor de usurpacas. Os metaes mais
preciosos, os crystaeg mais brilhantes 'esplan.luciio
sab os raios de um sol immovel, e acobici nio ia ar-
ranca-Ios dos flancos das montanhas. 0 tigre falla-
va ao homem com seus olhares de fogo, as serpeles
crutavo os plainos para abrir caminho atravez das
horvas Mhudas. Ocio lamba amorosamente a mi,
que minea o tinba maltratado. Mais eloquente em
seus olbares, om sua voz, emseus movimentoaque
a maior parte dos outros animaes elle devia entio
estar com o homem em sociedade habitual, e em com-
municaco directa.
0 homem,e s ello.ousou primeirodesconhecer seus
deveres; as paixes penetrarlo no coraclo; a esta elo-
quencia natural, fundada sobre senlimentos brandos
e pacificos,e que ee manifestava por ov i melos gra-
ves e compassados, succedrio esses gritosagitadot, es-
sas gestos impetuosos, essas corridas violentas, es>es
ardores desregrados.que desde entio.semexalta-loem
compara^io dos outros seres, o distinguirio dentre
todas as creaturas. Assim perdeo-se o uto deasa lin-
goagem primitiva, cuja simplicidade e grapa com mo-
va os rochedos e as plantas. Os animaes persegui-
dos pelo homem dissimulrio seus instinctos gene-
rosos, e refugiarlo-se nss florestas onde o homem
privado de armas naturae* nfio ousava expor-se s
mordeduras dos reptis. 0 ci subjetou-se aos peri-
gosde uma associaflo, mas conservnu no seu cati-
veiro os iiobres piivilegios da natureza primitiva.
Ainda que partilhaa aooiedade do homem desde lon-
gos seculos. recusa adoptar seus vicios: permanece
as antigs usanzas, que os progenitores da sua es-
pecie observsvio nos amenos campos da creacao pri-
mitiva Nada accrcscentou a aua lingoagem mais que
os lamentos e os gritos,quo Ihe arrauca o sofrimento.
Mas elle exprime ainJa o seu prater com vivoa ear-
dentes impulsos ma infesta a sua gratidlo com olba-
res cheios de ternura : sua dedicacio, sua obedien-
cia, sua resignacio, pintio se nos seus gestos, na
sua voz. Elle ama, teme, goza sem fallar a lingoa-
gem dos homens, e os homens o compre lien iem.
A lingoagem destes multiplica-se em suas formulas,
echega a aer diversa as duas margena de um mis-
mo rio Ocoenlende os seussemelhantes eos se-
res de raca difleiente em todos os pontos da trra.
Porm, um senlimento secreto annuncia ao ho-
mem o rotrocesso i sua vocacio primeira. Um dia
vira, em que a trra orcupada por homens creados
para um mesmo fim nio conhecer liiites. que divi-
di a sua supeificie : uma nica nacao, a humani-
dade, celebrar as maravillas do universo em uma
lingoagem commum, e a rloquencia do rio servir
de modelo is litti-i aturas sem numero, que parecem
multiplicar o pensamento, quando, pelo contrario,
esses inslrumentos imcompletos e engaadores a
dividem, a mulilio e a obscurecem.
CAPITULO H.
Influencia dos cts tobrt ot estudoi psichologicoi.
He nos traces da physionomia, que se manifesllo
os senlimentos do homem, e esta manifestaoio oc-
corre muilas vezes sem o concurso da sua vontade A
palavra, pelo contralto, segundo o dito celebre de
um Ilustre diplmala, serve para encobrir o pen-
samenio od paracontradlier a conflesto exarad na
sua physionomia. A palavra he o instrumento da
natureza decahida ou civilisada : a physionomia ex-
prime-se n'uma lingoagem frasca e sincera como de-
ve ser a da natureza ingenua. Aperfeicoando a sua
esseucia moral, o homem abandonar o uso da palavra
e aperfeicuara a expressio do seu semblante.
Se o roto do homem revela o estado da sua alma,
a cauda do ci denuncia os seussentimentcs. Ocio
pode exprimir comas contraccOet da face as suasemo-
ces, porm de um modo incompleto : todos os
phenomenosda sensibilidadeneste animal tem a sede
na extremidade das vertebras dorsaes e no seu pro-
longamento movel, a que nos llamarnos cauda : a
natureza parece ter querido mostrar ao humera todos
os elementos das mpressoes moraes, analysadas e
resumidas no trplice movimenlo deste appendice
articulado. Com efleilo, a pena, o prazer e o espan-
to, que nio be mais que um ponto intermedio entre
os dous outros, pinlio-se no a'aixaniento da rauda,
na sua elevacio e no seu balanceamento da direita
para a esquerda : podem-se adiar nesla observacio
as bases de uma clsssificagao dos senlimentos e nos
difiremes graos de intensidade dos movimentos da
rauda do ci as categoras moraes graduadas segundo
o methodo natural. A natureza, deo, por,tanto, aos
caes uma cauda para se exprimirem ; assim como do-
tou o homem de uma physionomia movel paia apo-
sentar externamente os movimentos de sua alma. 0
Vive, plrileiru, vive
Sempre assim
Nunca o fim
De lena diaa, algum raio
O lempo, mochado ou vento
Potito dar
E a pniaar
Vejas teopre algum......
O l repeli o espitan, rnllo | anudi, quando
vuschamto! ni vdet que estes fidalgot teem nreetsi-
dade de aoocorro ?
O linmrm da crrela, rujo exterior repulsivo e rosto
rude furinavio eiiraulio contraste com a meiga c pas-
toril oanetu que arabounia ilo citar, proli mito u ca-
vallu, detceo, e abaixaudu-se sobro oa dona oorpot:
Eis-aqui uma bellas feridaa, diste olio; maaru
far.ii as anula inrlhnrra.
Quein auis va eulin? pergunloii Mar,jarido, que
niu podio vencer corlo lrrrr, que ilella ae apndoiara.
Senhi^ro, rrapundeu eaae hornero fatrndo profunda
reverencia aleo chao, ru aou mestreCaboclie, verdugo
do nniiiiri/iio de Paria, o iiilia pendurar qurlU forca
alguna oonipanlirroa de M. du Culigny.
Puia bem! eu aun a roinlia dr Navarra ; deilai pa-
ra ah ot voaaoa cadaverca, calcndei na voaaa arrota aa
ariiuiiraua* iua uossos cavallot, o condol enm lodo O
ruidado, e o.iinponliaudo-iint, etlea doua geutit-ho-
ueuapara oLuuvre.
FIM DO tEGl'NDO V0LUME.
(Ca(Hiuor-a-).
MELHOR EXEMPL


T
!'
-.
Qr
'/
sneulo xviii perece ter adivinhado as funcc6>s reser-
vadas cauda ; por quanto foi neata <:poca, na qual
sejactivloos sabios de analysar a natureza humana
com m is cuidado, queso introduzio o uso do fazer
pender da cabellera urna rauda artificial, ou de dis-
pr caballos aulhen ticos em forma cylindrica por tris
da cab-ca : como se se tivesse esperado, com o auxi-
lio dest instrumento, penetrar mais longe as pro-
fundidades da alma humana. Ms, sempreque o ho-
rneo lucta com a natnreza, a victoria Ihe oscapa :
asesadas nio produziro o des'ja do efleito, e o se-
cuto xix, proscrevendo este uso, nio quer mais ser
guiado, em suas investigar/)-' m< taphysicas, senfio
pela ciada doseles.
capitulo m.
Conjeeturai tobrt o estado a tocitdade, te ot del
fotiim prwdos da cauda.
Asmaldcfhs que profano todo o povo d'Athenss
cintra Alcibiadas, por ter mandado cortar a cauda
o ski ci, provio, que o homem se interessa mais
do que oommummente se er pela consen sgo deste
orgo nos individuos dfi!>sa especie. Se conaiderardes
anda, qua a n*ci >, qua assiin msnifestou snu sonti-
m ?n toa asta respeito ha a naci a mais policiada, e
aquella, em qua o gosto pelas billas artes e pelas sci-
enciassociaes se desenvolveo no miis alto grao, con-
vireis oommigo em que esta subtovagio unnime,
por oeca-i > da cauda de um Cao, encerra um pro-
fun lo peniami p ditico.
O semblante do homem j o dissaaaoi, ropreseo-
ti o ma.mo pip-l, qua acaula do c3o : que siria,
pois, dasociedade, que seria do homem, sa. sen
priva-lo da cabeca, o mutilaswm na physionomia ?
Sucumbiriio as bellas artes : os magistrados, que
imootmr ispaito pela gnvidid-, sustentada e aug-
menta la outr'ora pela sombra deum immensacab-l-
leira cujo u.o infelizmente aban Ion rio hoja, os
magistrados oceuparii na sociedale umgrio subal-
tirno, pois qua a sim influencia sibre a sociedad
teria solfrido urna moiifsacao enorme. As paixas
mai- nobres, finalmente, o amor, qua colhe as suas
emocois nos tragas do rosto do ohjecto amado, o a-
mor, que se maoifaslanos mov mantos da physiono-
mia, que IIh serveo tambem de lngoagem, quandoa
matua srmp-thia s tem declarado, oamor e os no-
bres impulsos as inspiraras sublimes, sugg'ridas
por elle, desapparecenio para sempre :
plus de amour, plus de joie ....
La Foxtaine, Letdeuxpigeont.
Pols bem : priva! o ci da sua cauda, e taris corta
do da socledade eisa doutrina moral, que resulta, como
o dissemoa, do exame dasosclllacoes desseorgso, que
tem odfrelto, na ordem moral, i mesas considerarlo.
que oa oedem physica a pndula, cujo soccorro apro-
veita para medir o peso e determinar a figura da trra.
E *>. gastrnomos, para quera o catador mercenario
irocura a caca fumegante ; adeos perdizes. patos,
ebres e cabritos I Vos einflin, ministerios fluctuan-
tes, deputados sem clientes, projectos de lei sera apoto,
que serla de vos sera estes subsidios cifilisadores das
consclencias tmidas.
Porm, se aUeodermos anda menos s classe privi-
legiadas da socieddde, que assistem is doutas licoes das
universidades, ou que achio desenvolvidos em sabios
tratados os principios da sciencia moral e as suas de-
ducidos profundas ; se considrennos o lavrador, que
pasta a vida longe das cidsdes Ilustradas, e esses sel-
vagena nanles, em plagas doiuunncoidaa, veieuio cu-
tio aqu sobretudo a uttiidade do ci : todo o lavrador
potsue o seo, cada urna tribu selvagem tem a sua ma-
tilba, e abi com r*Io sio ellos ni ais respeitados do que
os hvros e as bibliolbecas eolre nos: ellos deiiio cret-
cer a cauda dos teus ciet em toda a seguridade, e favo-
vorecem o seu deseovolvimento com jnthu-iasmo. Este
animal fiel osacoropanha i toda a parle, e quando via-
jio podem dizer como Bias Omnia mecum porto.
[Minerva /irualicnte.)
entre Henrique eo imperador da Allsmanba. A historia
daquelles lempo! he bem conbecida, Henrique, um dos
principes mais poderotos, que o mundo linha vitlo.
Henrique o Lrio, perdeo quati tudo, quanto possuie.
O imperador Frederico persegua o duque no mais
alto norte da Allemaoba. Henrique o Leio refugiou-se
para a cidado de Lubeck, quo linba recebido tantos be-
neficios polo duque, quando ette anda era o primero
brilhante oa corda do imperador.
Eolio a cidade de Lubeck deo o templo mais tocan-
te de gratidio e de devocio. Tantos duques, tantos con-
des e prncipes viravio ai cotias 10 sol occidente da Sa
xonia, que antes linha dado a vida a lodos; urna ornea
cidade quiz suecumbir com elle. Henrique fortificou
de Bromen eo principe Burewin Mechlemborg; o con-1 Bitas tentativas continuadas contra a sua cidado pro-
de de Schumburg apoderou-se mesmo do Holslein odajvocrioa res duelo firmado senado lubequeme, de a-
cidade de Hsmburgo. [ticar o rei, cm lugar de so deixar alacar por elle. Co-
Lulieik anda gemia. No segredo mait profundo os I rajlos pela batalha de Bornboft, confiados na proleccio
cdadiot mandarlo urna deputaclo a* imperador Fre
derico II, oceupado nat desordens da Italia. A cidade
recebeo urna carta imperial muito benvola, o impera-
dor promelleo urna proleccio especial, dando orden
certas deioecorro sos principes supramencionados, que
6" tinbio ligado contra o ro Waldomar. Mas antei de
faier uso destas ordena, os cidadios achavio umaocca-
iio favoravel para expellir os usurpadores.
Era um costuma em Luberk de cel-hrar. no 1 de
maio. a Testa da primavera ra das portas da cidade.
tanto quanto era postivel a cidade; o exercito do mpe- Tambem no anno de 1226 celebrou se e,ta festa
radorapproximava-se, o duque, para conhecerot movi-
mentoi dos inmigos, progredio at ao rio Elba; aqu
licou no perigo mais immioente de ser prisioneiro, ape-
nas teve lempo de passar o rio em urna pequea embar-
cado, e de esconder-te na cidade de Stade, deixando a
cidade de Lubeok i sua sorte.
As tropas sitiadora! te approximavio no tono de
1182. Frederico I em pntsoa conduxia o exareilo; es
tavio com elle os res de Hungra e Bohemia, o mar-
grafTde Meidren, o outros principes e bitpot; reuni se
com el les urna porcao considerare! de povos slavos eo
duque Adolpho III de Holslein. Na cidade sitiada esta-
vio os cidadios valeroso*, e um numero contiderevel de
tropas saxonioat e outras ao mando do conde Simio do
l'ecklenburg, homem muito assigoalado por coragem e
experiencia. O imperador oio suppunha, que a cidade
quuesse resistir; julgava, que a vista, do exercito ni
migo os cidadios te renderiio; mas enganou-se; a cida -
de sa defenda com urna coragem digna do nomed seu
grande prolector, e memo, quando o irmlo do rei da
Dinamaroa Waldemar veo cora urna frota brilhante
em soccorro do imperador, a cidade nio podo ser toma-
da. Falla vi o ji os in intimen tos, mesmo a coragem a-
frouxava um poucu! o senado mandn o bispo de Lu-
beck ao quartel do imperador; nos tormos mais tocantes
elle explicou a posicio da cidade sitiada e a grande lide-
lidade dos ciddaos a Henrique. Frederico I ofTareceo a
pax, mas tanta ora a magoanimidade dos cidadios, que
diziio, que queriioprimeiro mandar a Henrique, para
>r, so este poda prometter soccorro, e que nesle caso
queriio continuar a deender-ie r o imperador nao quiz
ser menos magnnimo do que os sitiados ; deo urna sal-
va-guarda aosdeputadot lubequentet atao Elba; che
gro a stade para tupphcar ao duque. Henrique o
Loio chorou i villa delta prova de fidelidad; e ebando-
oou a cidade; depoit da volta dos depulados a praca te
rendeo i generosidad do imperador; ette confirmou to-
dos os privilegios e direitos, que o Leio linha dado a
cidade, e (ei urna entrada solemne uella. Nunca cm-
quittador mait generoso loi recebido com mais enlhuti
asmo. A cidade foi posta tob o governo do duque de
Holslein, e Henrique o Leio foi baoido para Ingla-
terra.
Poucos annos depois Frederico I fet ma infeliz, ex-
pedicio para Jerusalem; um numero comideravel de
Lubequentet, para mostrar adhe'io ao imperador, o a
companbavio; ot navios lubequentet e hromense Ira-"*]
/lio municio e mantimentot para a Paletlina, faziio
tendal para ot feridos; ot cidadios lubequenses erio
principalmente estes, que se davio com a naior resigna-
Vo ao iidioii.uiiiu Ju do. nie, va uatalleiioa ifiu eo-
fenneiioi depoit dos combates; attim teve principios
ordem dos l>oipilaleiros; o pontfice Celestino III, a
confirmou, eassim te detonvolveo a ordem doi cavallei-
rosallemies, una dai rr.ait poderotai atsociacOes, que
jmait teem existido.
De repente Henrique o Leio voltou da Inglaterra, a-
poderou-se de Holslein e toraou a cidade de Luberk. O
conde de Holslein, Adolpho III, que tinba recebido o
protectorado da cidade, vollou da ierra sania, ecxpul-
sou ai tropas de Henrique. Ette ultimo, depois do ter
visto tantas vicissitudesds grandeza, reconciliou-se con:
lo tuccetsor do Frederico I, muri na Palestina, e ekpi-
ALGDHAS pocas BBILH.SNTES da jffStoai OA Cll)* rou no anno de i 195 No anno seguidle um numero de
iMiscellaneii.
... v
DE LCBFCK"

Nio pono lembrar-jjfe" da mirilla cidade nalal tem
urna certa triiteZjf--me|0ncola Lubeck be agora urna
cidade ,d;i ^juca importancia, tem pouco conimercio,
pUca riqueza, al pouooi habitantes; a mesma cidado,
que em seculot passados, em occasiio de urna epidemia
terrivel, podia perder 80,000 petsots, tanto assim qu
oo da 10 de agosto de 1350 succuuibirio 2500 doentes
a ette flagello, esta niesina cidade contm agora apenas
23,000 habitantes, esta mesnia cidade, que combata e
vencia a Dinamarca, lio poderosa em batalba por Ier-
ra e mar, esta meima cidade tutu agora apenai algn-
navios para faier seu comnicrcio muito limitado coma
Suacia, Itussia, Inglaterra e alguna outroi paizes. A
bandeira de Lubeck, antea lio temivel, le torna cada
ves mais rara.
At ruai lio quietas : apenes o porto offerece algum
tmulo mercantil; atiim a cidade tem o aspecto de urna
rainha moribunda, que ainda conserva slgumai lem-
brancat da grandeza pastada. Estai Jembranca sao a
forma repubublicano-ariitocratica, acata velha do le-
ado, ti cinco igrejai gticas, em parte dst mais bellas,
que tu podem ver. Porm a mampella lenibranci. que
esta boa cidade pode deixar, be urna historia brilhante
e grandioia; ot cidadios simplices de Lubeck, os bur-
gomettres e senadoret erio guerreiroi no lempo do pe-
rigo ou de salvar ot querido! lares da repblica, ou de
rnorrer no campo. Attim Lubeck era retpeitada no Nor-
te da Europa,' tua bandeira tremulava mesmo as pla-
nicies da Palestina; asaim a cidade ganhou a hegemo-
na na liga banseotica, assim veioaier a Venca do
Norte A narradlo de alguna aconlecimentos importan
le delta bisloria de Lubeck pode ter de algum inte
rene.
A BATAI.IlA DB BORNHOFT.
A cidade de Lubeck, debaixo da proloccao especial
do duque de 5axonia, Henrique o Leio, tinha gaoba-
do um commercio brilhante, e mesmo urna forca das ar-
mis comideravel Em algumai oceurrencias mait pe-
queas meamo tinba tido occasiio de te mottrar e ejer-
cer em guerra aberta com os Slavoi e Venden vinhos.
Mas a forca predomioanto do duque Henrique, c urna
liga, que tinha feito cota o Waldemar de Dinamar-
ca, moteo o ciume doi outrot principe! da Allema-
oba; um numero contideravel dellea li/erao urna liga
contra elle, urna guerra de pouca lignilicacio Icrminou-
le pela mediacio do imperador Frederico I. Umdes-
^00 Lubequenses acompanbarao o conde Adolpho de
HolsVein para a trra tanta; mas voltario ja oo anno se-
guinte.' EsUt anno princpiou a ser muito critico (>ara a
cidade de^beck, que longe de ficar enfraqtecida por
tantos vesa mes, tempre desenvolveo mais as suas forcas
Adolpho de^Holestoin rompeo com o rei da Dinamarca,
Canuto. Seu prmao Waldemar da Dinamarca fez urna
guerra muito Miz em Hotstein; apoderou-so do pas, e
tomou a cidade io Lubeck. Pouco depois Adolpho III
de Holslein loi ferio prisioneiro, e prometiendo de ficar
quieto no leu condado hereditario de Schaoimburg,
ganbou a liberdade com a perda de Holslein
Viole cinco annos a cidade perseguida gemeo debai-
xo da usurpacio dinamaniuoza, e para chegar ao cumu-
lo da deigrapa ficou reduzida quati inleiramente a cin-
ta! por um incendio no onno de 1209.
Netta dupla miseria o animo dot cidadios mostrou-ie
na maneira mait brilhante; no meio dai cinzat, no meio
doi vesamei dot soldados dinamarqueiei, as casas se le-
vinlirio mais bellas, a concordia civil consolidou-io, e
t faltava urna occasiio de expedir o conquistadores
orgulhoioi. No mesmo lempo, quo ot Lubequentet edi-
fico t as casas, ot Dinamarqueses conttruiio um Cit-
lello fortee bem deleodido, pers eonler a cidade na o
bediencia e no respeito. Waldemar tinba tornado potse
do tbrono da Dinamarca, o territorio dioamarquez te
eitendia detdea ilba de Rugeo at a Suecia; nio exists
quati nenhum principe mais poderoso ; neohum era
mait cavalleiro, mait valeroso do que elle; a histoiia
deo-lbo o nome bem merecido do grande, do intrpido;
mia este bello nome perdeo do seu valor, quando o re
enlrou em confelo com a cidade de Lubeck.
Oorgulbodinaniarqunera intollriiel para os prin-
cipes aliemies, que te acbtvio debaixo da soberana da
Waldemar, e todos etperavio s urna occasiio de te tub-
trabir ao jugo lyrannico. Esta o csalo veio Um esa
ligo, que Waldemar linha etecut ido contra O conde de
Schwerin Henrique, fez este ulumo a inimigo mais a-
ceibo do rei. Um dia, quando Waldemar eslava na ca-
ca sol re urna ilba pequea, o conda apoderou-ie do
uturpador e o levou prisioneiro para o castalio de Sch-
v>riii. E>to golpe era decisivo para o norte da Aiioma-
nba, comprebendida sob o nome de Nordalbiogia; em
quanto o imperador e mesmo o pontfice faziio tudo pa-
ra procurar a liberdade ao re captivo, um grande nu-
mero dot principet, tubmissos 1 soberana dinamarque-
za, te declarava independenle, erio principalmente o
contentamento teparou o rei da Dinamarca do duque I conde de Schwerin. o conde do Schaumburg, Ado'pbo
Henrique; pouco lempo depois rompeo a guerra abertaIV, Gibo de Adolpho III, duque de Holslein, o bitpo
. o
soldados dinsmiri)ueres s divertiio com os opprimdos
o governador docaitello tambem tinha labid da cida-
de, lendo nomeado o rei da (esta. Em quanto tudo ai -
lava assim prazere alegra, de repente detappareceo a
bandeira dinamarquesa do oastello, algum cdadiot pa-
triotas linhio-ie apoderado do castello, o espirito de
vinganca veioiobre os maltratados Lubequenses, a fet
ta mudou-ieem urna pelepi sanguinolenta, apenas tsl-
vnu-se o governador com os restos dos Dinamarqueses.
Respirase pola piimera vez a cidade um ar livre depois
de tantos annos di urna tyrannia o oppresaio humilhan-
te. Mas quanto foi o terror de todos, quando de re-
pente um raio do co azul, Waldemar o grande, o Leio
irritado appareceo livre. A vinganca era o nico pensa
manto deste principe reputado at eolio nvenr.ivol ; a-
poderendo-sode urna parle de Holstein, lomando a for-
taleza do Rendsburg, o redutindo a cimas a cidade
Itiehoe, dirigi o golpe mais forte contrs a cidade de
Lubeck ; ji nio se tratava mais da liberdade desti ci-
dade ; mas da existencia delta. Nunca linha appare-
cido maior perigo lobre a velba cidade, nunca ella mi-
trara maior herosmo. O principal de Nordalbingia
mandavio tropai de soccorro a Lubeck. todos os. cida-
dios, tudo quinto era capaz de csrregar armai, te reu-
ni pira te sacrificar A morte de beret, porque a espe-
rance de urna victoria pareca quasi um lonho A his-
toria repeli aioda urna ves o grande sacrificio dai Ther-
mopylai, mu a providencia desla vea foi benigna,
burgo-meslre Alexandre de Soltwedel em pesaoa condu-
zia o exercito, para encontrar-se com o de Waldemar.
o para decidir oovsinenu, te urna grande parle da Al-
lmanos devia cahir no poder dos Dinamarquetei, e se
a cidade de Lubeck devia detapparecer de entre o nu-
mero das cidadet existente!. Ot Rommos rarss veies
teem eomballido tanto pro or ti foeit.
O exercito tinba chegado at* a planicie deserta de
Bornhoft no centro de Holslein, esperando doui dial o
rei dinamarqus ; o da 22 de junho de 1227 era o
momento importante, que devia Irazer ai mais grave
comequenciai. tanto para Dinamarca quanto para a
Allemanh. Logo apparecendo o tol deste dia, o mais
comprido doanno, o conflicto prinoipiou Waldemar
combats por vinganca, combata por glora, Soltwedel
pela exiitencia ; ambos mereco ser adversarios ; de
ambos os lados se liierao miravilhai de bravura. J
eilava o sol nozenitb, e dardejava urna luz abratadora,
o anda assim ninguem fugia, ninguem peneguia. In-
feliimente por um movimento dai tropas dinamarque-
sa a potigao dos Lubei|uensei ficou tal, que o sol bata
sobre a cara dot guerreiros. tudo pareca perdido As
cbroni-as cunti que no caloi Jo combate e do desespe-
ro. Alejan.lie de Soltwedel invocou a Santa Mana
Magdalena, proinettendo-fhe um convento na cidade
de Lubeik, eque ella tinha coberlo o sol de nuvensei-
pessas; o fado b que oa verdade o sol ficou oscurecido
por nuvens, o que anda urna vez levantou a coragem
daa tropas. Waldemar perdeo um olho, e cabio do
cavallo ; com elle cabio o animo dos Dinamarqueics ;
fugirao, e o tol occidente vio a oceupacio do campo da
botaiha pelos Lubequenses.
Attim Waldemar perdeo o nome eo nimbo do in-
vencive!, attim o burgo-meslre Soltwedel inicreveo o
seu nomeeternsinente no livro da historia e da gloria.
No lugar d. caitello dinamarqus em Lubeck ot cida-
dios construirn um convento a Sania Maria Magdalena
por tel-os protegido, e cada anno o dia 22 de junbo era
urna fetla solemne, que solewnitou se pela ultima ves
no anno de 1827.
Pouco lempo depojs Wsldemar lez ainda urna expe-
dicio sobre Holslein Ainda urna ve/ es tropas allia.las
de Lubeck, Scbverin e Holslein tabirio para repetir o
dia de Bornhoft. Mai Waldemar, nio querendo expr
man a rcpulacao e o seu olho, relirou-te devastando
todo o paiz.
Em fim Waldemar concluio a paz com a gloria per-
dida : perdeo anda o Holstein, Stormaru, Wagrieu
Mecklemburg. l'ommern, Lubeck e Hamburgo. De
toda ai ponetsdei aliemies nao licou mais nada co-
ra da Dinamarca, senio o Ruejen.
Assim a cidade de Lubeck ganbou a liberdade e
urna gloria immenta; o imperador allemio Ihe man
dou ainda alguns privilegios etpeciaes em favor do
commercio, e a cidade msrehava cum pao firme para
dianle, e em poucot annos loi ella a cabeca de urna das
ligat mais poderosa!, quo jamis teem existido. Mas
Waldemar nio (odia eiquccer-ie da ferida mortal, que
a cidade Ihe tinba feito. O conde Adolpho IV de Hols-
lein, hibo de Adolpbo III, que j conhecemoi como
protector da cidade, exigi os meamos direilos lobre ot
Lubequonses, que seu pai tinba tido ; denegados ettes.
o conde declarou a guerra a cidade e se ligou ao rei
Waldemar. nio obstante que este rei linba um odio
mortal contra o conde. O re detta vez linha excogi-
todo um plano eogenboso e lerrivel contra os Luhe
quemes. Mandando Iropat por Ierra, elle meimo con
duna urna frota brilhante ao rio Ira ve, o porto da ci-
dade de Lubeck. O rio meimo ficou impraticavel, fe
ehou-te a entrada com cadeiaa, maslros, etc. Mai um
navio luhequense, entrando com u vento empopa, rom-
peo tudo Entio Weld-mar mandou carregar om na
vio grande com areia e pedral, e mergulbou ette en.
um lug.r do rio, aonde a sgoa era bastante baixa. A
communicacioeom o mar (cava destruida para tempre
e a ruma da cidade pareis inevitavel. Mai a coragem
dos cdadiot nao te abata. Os vencedore de Bornhor
sal i rae com encbada e outros instrumentos, e em
quanto urna parte dalles repellia os Dioiraarqueiet, os
outros abnrio um novo canal: o ro. que justamente
eslava bailante cbeio, se precipitou com violencia pelo
novo leilo. e a communioacio foi restabelecid. Em-
fim Waldemar fez construir na Dinamarca 8 navios
para leram mergulbados no rio ielho e novo; mas na
viagcui um temporal dispenou a (rota.
de Daos, que ja tinha feito tantaa maravilhas em favor
da cidade, e cerlos na Justina da empreza, os Lube-
quenses, que ainda nio tinbio combatido por mar, ar-
mario o seus navios, e forio procurar o inimigo no
alto mar. A frota dinamarquesa bordejava naa costas
de Mecklemburg, mulo mais forte cm navios e em sol-
dados ; nio obstsnta os Lubequenses atacrio ot Di-
namerouezes. A batalha naval foi viviisima; os Lu-
bequenses tomrio com trahalho immenso cinco navio*
inimigot, que (cirio incendiados, alguns outros, per-
seguidos, derio costa; emfim animado! por tanto
successo, os Lubequenses atacrio o maior navio dina-
marquei, que tinha 400 penoas de tripolacio. O na-
vio foi tomado, o rei salvou-se com muito perigo ; as
embsrcscdes tomadas, que antes tinbio causado Unto
susto no porto de Lubeck, foriocondu/dasern triumpho
para o Travo Poucos navioi da brilhante frota dina-
marqueza voltario para a Dinamarca. Netta accio na-
val os Lubequenses erio ajudadoi sopor alguns nsvios
mecklemburgueiei. Foi a primeira batalha naval, quo
osles cidadios derio.
Esta dobrada calamidade abaleo o animo e o orgulbo
de Waldemar. Nunca mais mostrou-se em campo
aberto contra a cidade de Lubeck. O conde Adolpho
IV tambem resignou os teus direitos sobre a cidade,
e te fez frade cantando asna primeira mina em ama
igreja de Lubeck mesmo.
Nunca a cidade de Lubeck ganhou maior gloria a
esplendor do que pelai guerrai com Waldemar: logo
depoit (ormou-te a liga Hanseatica ; Lubeck ainda se
tornou mais poderosa pela tua reuniio com mutas ou-
tras cidadet, em quinto at entio tinha combatido
quasi tsinha.
DB. B0BEB.T0 LALLBMANT.
t &finrva Hraiilienu. )

COMMEBClOa
Alfandega.
BENDiMBirro do du 29............".... 5:429#222
Deicarrcgao Itoje 30.
Brigue Cinthiahacalho.
Barca,//onio I.mercadorias.
Ba res I'na osa i d a m.
PatachoVenu fumo.
IMPORTACAO. '
CVNFl/, brigue iogloz, vindo de Terra-No-
va,- entrado no correle mez, a contignafio de James
Crabrelree di C., manilestou o seguinte :
2800 barricas com 2800 quintaos de bacalbo ; aos
eonsignalarioa.
.lloiimciilu do Porto.
Navio entrado no dia 29.
Ait ; 12 das, sumaca hrasileira Felicidad, de 70
toneladas, capitn Jos de l'ieita, equipagem 10,
carga sal, pallia e couros; a Antonio Joaquim de
Soma Hibriro Passageiros, Francisco Pereira de
Oliveira, Jos Joaquirn Pescador, Francisco Flix
Nogueira, JoaoCleinenlino Sodra, Bratileiros.
Editis.
- O Illm. Sr inspector da tliesou'aria das rendas
provincises manda faier publico que, em virtude da
ordem do Exm. Sr. prndente da provincia, de 17 do
corrente, rio pela terceira vez i praca, para seren
arrematadas a quem por meoot fuer, at obrai das ca-
deai da cidade de Goianna, e da villa do lirejo, as des-
la oreadas em 6:4i8j337 ris, e as d'aquella em
7:903*392 n.
Os licitantes, devidamente habilitados, deveriS com-
parecer na sala das sessOes da thesourarii no dia 9 da
Janeiro prximo futuro, ao meio dia.
Secretaria da tbetouraria dai rends provincises de
Per na in buco 18 de dezembro de 1845.
O secretario ,
Luit da Cotia Portocarreiro.
= O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria das rendaa
provincises manda ftzer publico, que, em cumprimen-
(o de ordem do Exm. Snr. presidente da provincia ,
detta defa ir novamente i praca no dia 30 do cor-
tente ao meio dia para ter impn terivelmente ar-
rematada por lempo de 9 mezes, a cootar do primeiro
de Janeiro i 30 detetembro de 1846, a laxada bar-
reira da ponte do Caxang pelo preco anoual de
1:500,000 rs j oiTerecido.
Os licitantes, ilovidamente habilitados, compareci na
tala das sestio da mesma thesouraria no dia e hora in-
dicados.
Secretaria da thesouraria dai rendas provincises do
Cernambuco 24 de dezembro de 1845.
O secretirio ,
Luix da Cotia Porlocarreiro.
Declarages.
AR ENCONTRADO
AVISO IMPORTANTE A0I C0LLECTAD0S.
O administrador da mesa da recebedoria das rendas,
goraes internas, tendo por muitis vetes tnnunciado
pelos Diartot, convidando aoi collectadot do biirro do
Recile, Santo Antonio, Boa-Vitts, e Afogados para
virem pagar a laxa de eteravot, imposto do banco,
egei e carrinbos, decima de mi morta, ninguem
tem comparecido para pagar, resultando detta omiuio
despeas e incommodoi para os collectadot; e por ino
pela ultima vei annuncia, convidando a todos para virem
pagar, pena de se proceder a ejecutivo em jaoeiro
prximo vmdouro: e para que chegue a noticia a todoi,
faco o presume annuncio. Recebedoria, 15 de de-
zembro do 1845.
Francisco Xavier Cavakami t .iibuquerque.
O arsenal de guerra compra azeite de carra pato,
dito de coco, fio de algodio, e panos; quem taes g-
neros tiver psra vender, mande aa suai amoitraa e
propo.ta. em carta fechada, a directora do mesmo, nos
das oO do cerrente e 2 de jaoeiro do son futuro. Di-
ectoria do srseoal de guerra, 89 de dezembro de 1845.
O raer piurario,
Fiancuco trqfieo de Attit Carvalko.


-
Avisos martimos.
Para o Rio-de Janeiro sabir t com milita bre-
vidtde o muilo Tcleiro patacho brasileiro S. -Joi-
Americano : quem no mesmo quior carregar remet-
terocravosa frete ou ir de passagem enteoda-ie
com Gaudino Agoslinho de Barros, Da ra da Cruz',
d. 66, ou com o capitio a bordo.
isa Para o Rio-de Janeiro segu com brevidade ,
o brigue nacional l'henix; tem a ruaior parto do seu
ca regimiento prompta a para o resto e passageiros ,
(para os quaea olferece endientes commodos ) eos-
cravos, trtaseos ra da Moeda n. 7, com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo.
Sabir com muita brevidade o brigue porlu-
guez l'rtmavera, de que be capitn Jos Carlos Fer-
reira Soares, por ter parle de* sua carga prompta :
quem nelle quiter carregar dirijace ao dito capilSo,
ou ao consignatario Antonio Joaquim de Souia.Ri-
beiro.
Avisos diversos.
RAPE DE GASSE.
Sao ebegadas a este deposito, ra da Cruz, n. 38, aa
qualidades de rap seguintes:prnceza fino, dito
meio grosso, dito grosso e principo o mais fresco e su-
perior, que ho possivel ser.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Os bilbetes dcsta loteria achio-se a venda nos luga-
res do costume. Brevemente ser annunciado odiaim-
preterivei do andamento das rodas.
= N. G. Bez vai ao Para tratar de seus negocios, g
= Aluga-se urna casa terrea na ra Bella, com
duas salas 3 qurtoi, cozioha fura quintal e cacim-
ba : a tratar na ruado Colegio n. 15, segundo an-
dar.
Em casa de Francisco Jos de S. Anna com
olaria no Aterro-do-Giquia appareceo no dia 25 do
corrente um preto de oome Antonio, que dit per-
tencer ao Sr. Goncalo Nogueira da Costa de Pajau;
o que se faz publico para boobecimento de quem per-
toncer niose responsabilisando o annuociante pelo
dito ercravo.
Aluga-se o sobrado n. 4, sito no largo do Hos-
pital do Paraizo ; todo ou separado : a tratar na ra
do Crespo loja de Santos Neves, ou no largo do
Carmo, n. 5.
Aluga-so o primeiro andar da casa n. 5o da ra
da Cruz: a tratar na mesma casa.
= A quem for oflerecido um.relogio patente in-
glez de prata dourada, da fabrica de Boskel, eque por
6ignal tem o vidro racbado em meio circulo o pde-
apprehender como furtado que foi no dia 28 do cor-
rento junto com um tranceln) de ouro um chapeo
do Chile e dous ditos de sol e leva-lo a ra larga
dollo/ar.o, n 46 primeiro andar, que ser gene-h indo.8e referJdo cjxejr0 para'caM
rotanienle gratibcudo e se guardara segredo.
= Fugio no dia 2S do corrente, a noute um
bui, tenilo arrecentado a marracao, um quo eslava
amarrado ; eujo boj be mango de carros veio do en-
genho Cbinorim no mesmo dia &c onde ho lilliu
e tem os signaes seguintes : est em grao, gordo, com-
prido tem as orelhai parle cortadas, es beca grande,
chifres curtos e bom romhudos cor parda ; suppe-se
ter-se dirigido para a estrada de S. Lourenco : qual-
quer pessna que delle s'ouber, far o favor de dar
parte no mesmo engenho Camorim, ou no Aterro-dos-
Alogados olaria de Alvaro. JordSo ou na ra do
(ueimado loja de ferragens, n. 4 que se gratifi
cara.
--= A pessna, quo pnrdeo urna bengala com callao
de ouro dirija-se a ra do Sebo, n. 10, que, dando
os signaos cortos das leltras iniciaos que tem o mes-
mo casino Ihe ser entregue.
Hypolito Saint-Martn, rom loja na ra Nova, e,
como ja sabe toda a populagao desta cidade rou-
bado, na noute de 20 para 21 do corrente dos
objectosj annuociados pelos Diarios ns. 287 e 288,
oferece a quelquer pessoa, qu i der noticia da burra e
dodinheiro, que eslava dentro della, bem como das fa
sendas, metade do roubo.
Jos Soares Pinto Correia faz publico, que nio
ho mais seu caiieiro, desde o dia 27 do corrente, o Sr.
Casimiro Fernandesda ikcira Cbavane.
Do-se 2:000j000 de rs. a juros com hypo-
theca ou com penbores de ouro e prata mesmo em
pequeas quantias; na ra da Praia, n. 22.
Aluga-se a loja da ra do (uoimado o. 14,
por prego commodo : a tratar na mesma ra, lojas,
ns. 18 e 33.
Precisa-se de um caiieiro para padaria que seja
babil para a tomar por balaceo; no pateo da S. Cruz ,
n. 6.
Na ra da Gloria o. 37 precisa-se de urna
ama para fazer o servico de uma casa de bomem sol-
tero.
Antonio Fer/eira Braga embarca para o Rio-de-
Janeiro os seus escravos Luiz, preto, e Severo, cabr8.
= No dia 28 para 29, furlarao do armazem, n. 36,
t da ra do Trapiche, o seguate : 1 sseco com 10 ca
mizas finas, brancas e de cor, com um pedaco urcres-
centado na folba de detrs,8 paresde calcas finas, bran-
cas e de cor, 1 casaca de bretanba, 1 colele branco tan-
to o coleto como a cauca nao teem botes, mas sim
ilhoses para os ditos, 9 pares de meias, 2 toalbas ada-
mascadas, 2 lencos de seda, 1 encarnado e outro bran-
co com palma* da mesma cor, 13 patacoes, 6 shellings
e meio, e meio erowo, moeda ingleza, em prata; por
tanto roga-te as pessoas,a quem estes objectos lorem of-
ferecidos, de os apprehender,que serio gratificadas com
20,f n., ou.participar no dito arma/cm.
Um moco francs, chegado, ba pouco lempo,que
sabe pereilamentea sua lingos, se oflerece a dar licdes
a alguna rapases, que tenho lido alguns principios
de franco/ : quem de seu preslimo se quner ulilisar.
dirjase ao Atterro-da-Bqa-Visla, loja de ferragens do
Sr. DuLarry, que indicara pessoa.
Precisa-se de um caiieiro para tomar conta de
uma venda, dando (anca sua conducta : no Corredor
do Bispo, n. 8.
Abre em cubre toda a qualidde de dusenho de ar
chiiectura ornatos, figuras, todas as qualidades de
caracteres, e bilhetes de visita sinetes, lavfjres em
ouro e prata, e firmas em objectos de uso
Ossenbores que desojaren) qualquer obra nes-
te genero ou faer abrir ttulos de livros, de cartSes
paraeseriptoriq ou oulra qualquer obra em manus-
cripto com leltras ornadas ou vinhetas e lavles le-
nhio a bondade de dirigir-se ao dito artista que tam-
ben) d ((des de calligraphia moderna (udo por m-
dico preg1.
Precisa-se de um caiteiro para engenho, que d
fiador a sua conducta : do Engenbo-Novo da Moribeca.
= Oferece-se um bomem muilo hbil para caiieiro
do qualquer negocio na praga ou no mallo, eque
quier utilisar, dirija-se a ra da Praia n 9.
Alugu-so um sobrado de um andar e. solio sito
na ra da Senialla-Velha : a tratar na praga da Inde-
pendencia n. 28.
Precisa-se de 500* a 600f as. a premio com
urgencia; dio-se por garanta 5 escravos livres o des-
embarazados aqu na praga : quem quier dar an-
nuncie.
Aluga-se urna casa terrea na ra atrs da nutra
da Roa-Vista com duas (alas 6 quartos corredor
aolado e com quintal murado: a tratar na ra da
Aurora, n. 88.
Aluga-se uma casa de sobrado de
4 andares na ra do Trapiche com
muilo boa vista para o mar, muito fres-
ca e com um grande armazem : a tra-
tar na ra da Aurora, n. 58.
Antonio Carlos Ferreira Soares declara, que, ten-
do recebido da cidadu da Babia a primeira va da let-
tra de 300,- rs. saccfda pelos Sr. Antonio Pereira
Espnhetra& Companhia daquella cidade, sobre o
Sr Jos Mure II i no da Hoza desta cidade a vencer-
se a 15 das precisos, depois de aocoita por o dito Sr.
Roa a transferir o declarante, por endosso em
branco, aos George Kenwortb & Companbia; as quaes,
com o mesmo endosso em branco o da 24 do cor-'
rente deiembro, a maodro apresentar por seu caiiei-
ro Tbomaz Ignacio Garret ao acceitanle para pagar: e
sendo spresentada em occasiio, que o dito acceitanle
eslava na ra, ust pedio ao dito caneiro, que loroasse
mais larde a sua casapara receber, enesta occasiio, disi-
do declarante ,
nessa direegao perdeo a referida latir de muneirs
u deo por sua falta na casa do declarante ; sendo por
isso, que para a cautelar .. I^iiui artificio o direilo dos
Srs Kenwortb & Companbia, e o prejuizo do Sr. Ro-
ta o declarante aflirma por o presente que a referi-
da letlra saccada por os ditos Srs. Antonio Pereira Es-
pinheira & Cornpanhia na cidade da Babia em 24
do novnmbrodo correte anno sendo a primeira via
s ibre o Sr. J^s Marcellino da Roza a 15 dius preci-
sos a favor do declarante smenle foi por este en-
dossada em branco depois de acceita .por o indicado
Sr. Roza aos Srs. Kenworlh & Coinpanliia e a nin-
guem msis e todo o endosso escripto a favor de ou-
lra qualquer pessoa ouu.esmo o endosso em branco
do declaranto sendo apresenlado por outrem nio be
legal e o Sr. Hoza nio deve paga-la seoio aos Srs.
Kenwortb & Companbia.
Precisa-se de um caiieiro de 12 a 14 annos,
que d fiador a sua conducta ; na ra Direita, relina-
cao n 10.
Preci/.a-se do urna ama dejeile : na ra da Ca-
iJeia do Rccifo, n. 6.
Quem tiver apanbaJo um conclis ( passaro) ,
muito manso que fugio no sabbado para o lado da
ra da Aurora e o quier restituir dirija-se a esta
typogrnphia que ser bem recompensado.
Acha-se prompta para se alugar a caa n. 118
ns ra de HorUs caiada o com bons commodos para
familia aiof de um grande quintal, que deita < ara
a tua do Calileireiro por detrs dos Mariyrios: os
pretenden tes drijio-se a ra do V gario, o. 5, onde
est a respectiva chave.
dependencia, k>ja-wlHsK>8* n. 6
e 8; na ra da Madre de Dos,
venda dar esauna dftonte da
igreja; na BoaVista, 'defronte da
matriz, botica do Sr. Mpreira;
no pateo do Gollegio,- loja de li-
vros da esquina; e no largo do
[Terco, venda n. 7; em Olincla,
botica da ra do Amparo, e loja
do Sr. Domingos, qos Quatro
Cantos.
Vende-te lista geral da seguida parle da 16
loteria do tbeatro; na praga da Independencia, Mira-
ra ns. 6 e 8.
ne Vende-se um porta-licor em aua competente cai-
ta de faia envernitsda, muito boa obra, por prego mui-
tojeommodo : na ra de Horlas o. 62.
= Vende-se um bilbar novo com os seus perlen-
cea; na ra da Cruz, o. 18.
= Vende-se cha muito superior, em caitas de 6
libras ; em casa de L G. Ferreira & Compendia.
= Vende-se urna parda, de 25 annos de boa li-
gara, engomma, cozinba clava de sabio; 3 estraves
de nagio duas de 25 annos, e a oulra de 30 annos,
coiinhio lati de sabio e sio ptimas quilandeiras ;
um escravo d nagio de .}0 annos ptimo padeiro :
na ra das Crutes n 22 segundo andar.
a= Vende-se polpa de tamarindos, bem acondicio-
nada, em ancoretas de 4 arrobas; birria de doce de
caj pitanga gro/ela, anana/es, sidro laranja ,
mangaba e calda de tamarindos muilo bem fela ; na
rus do Trapiche n. 38.
Chapeos do Chile.
Os mais superiores que boje be no mercado ven-
dem-ic na tua larga do Rosario loja de miudezas ,
n. 24.
No armazem de Fernando Jos Braguez ao p
do arco da Conceigio vendem-se canas com fulbas
de Flandres, muilo bem tprtidas ppr prego com
modo.
Rap de Lisboa.
= Vende-se. na praga da Independencia rA 4,
chegado prximamente a 4i rs. o bola
= Vende-se uma cabra biebo de fura com cria
e leite ; na Soledade n. 29,
Vende-se farinba superior, chegad recente-
menle de S. Catharina, vende-se pela medida velfaa aos
alqueires meios e quart'as, por prego muitissimo ba-
rato e conforme as porgSet se far proporcional aba-
te : a bordo do brigue Sagitario ancorado prximo
a ilharga do caes do Passeio- Publico. Abaler-se-ha 160
rs. por alqueire sos compradores, que 'cbamarem e
lorem conduzidos pela canoa do referido brigue.
A 4jfUOO.
Saccas de farelo de tres arrobas cada
uma, ebegadas ltimamente : no armazem
de Braguez, ao p do arco da Conoei-
Vende-seSlidQAssi, o palba de carnauba ;,
kgo.
cao, e no de GuimarSes, no caes d'AI-
fandega.
HIJA DO COLLEGIO,
Loja n. .
Vendem se superiores grvales de selim preto a 500
rs.; casimiras, das mais modernas, a 1,200 e 1,400 rs.
ocovado; panno fino, preto e azul, (2,500 rs.; meias
desenbora a 280 rs. o par; cbilas de todas as qualida-
des, de 120 a 300 rs.; madapoIScs, de 140a 280 rs.;
cortes de dalas de todas as qualidades, e do melhor
gusto superiores riscados franceses, polka, a 3G0 rs,
o covado ; e outrss muitss fa/endas, j annuociadjij
neste Diario: na mesma loja cima. J
= Vende-te uma balanga decimal capaz ^t pesar
2000 libras ; na ra da Crui, n. 65. f
= Vende-se potassa muilo nova, e.de superior
qualidde, em bsrris pequeos: na ra ,da Cadeia do
Titile armazem de assucar, n. 12.
bordo do brigue Soare, qu a tratar com Gaudino A
tjnbqde Barros, Jia praota,ba_doGorpoSanlo n. 8#JT
= Vendem-se sapatqs abotinado^ fcaocezes plrj
hoom, a 3200 rs.; ditos de lustro para meninas, COm
Irlas,-s 800 rs.; chiquitos para 'menino! meninas a
120 rs.; borzeguios de ponts de lustro 3200 e *4
r. ; ditos gaspeados a 5500 e 6| rs.; bpellas da
marroquim para senhora, a 1000 e 1200 rs. ; ditas
de pete. 1000 is. ; e outras muitss qualidades,
por prego commodo : na ra da Cadeia do Recife n.
35 defronle do cambio.
-Vende-se expeliente docede goiaba
de raminho; dito muito supetior, de ba,
MM-, dito de goiaba ; ditp de caj'; di-
to de arac ; dito de laranja ; ditq de li-
m5o ; dito de caj' com dalda ; dito de
mamao : na ra do Crespo, n. 14, ter
ceiro adr e na ra das Cruzj, venda
de Joao Jacintlio Moreira.
'aa Vendem-se meias pipas d vinho de Bordean,
muito superior; no caes da Alfandega armazem de
Das Ferreira.
as Vende-se sola e bezerros surrados e por surrar;
couros miudos e caitas,de tartaruga feitas no Araca-
ly : ni ra da Crui, n. 26.
Vendem-se 6 escravos de bonitas figuras, sendo
4 negros de idade de 18 a 22 annos, e dous mulatos de
dada de 14 a 18'vnnos, todos com ilgumas habilida-
des : na ra da Cruz venda, n. 9
= Vende-se ssl do Ass a bordo da sumaca Fi-
lieidad*, ebegada proiimamente do Ass: a tratar
com Antonio Joaquim deSouza Bibeiro.
Vende-se muilo boa farinba de Trieste, da mar-
ca SSSP ; no paleo da S. Cruz, padaria. o. 6
Vende-su um moleque do idade de9 a 10 an-
nos, enilo sado e fiel; na ra do Cildeirelro, n. 48.
Vende-se potassa americana, ltimamente ebe-
gada em barris grandes o pequeos; longos pretos,
de seda da India ; setim preto de Macao ; velas do es-
permacete, de 4. 5 e 6 em libra ; era amarellu ; al--
godio grosso para saceos; ludo por prego commodo :
em casa de Malbeus Austiris & Companbia na rt|a di
Alfandega-Vlba n. 36.
= Vende-se superior vinho da Madeira em anco?
retas de almude ; na ra do Vigario, n. If).
scravos Fugidus
Recito
Compras.
= Comprio-se dous pardos de idade de 14 a 22
annos; pagio-se bem : na ra Direita, n. 3.
Comprio-se dous cachorros de fila que sejio
grandes e bons; na ra Nova, n. 10.
Compra-ae um relogio bom regulador ,'que nio
seja caro; na ra larga do Uoiario loja de miudeas ,
n.35.
=. Compra se um preto posssnti at 25 annos:
na ra da Penba venda por banodo sobrado do co-
ronel Joaquim Bernardo.
= Compra-se uma cnmsnoda pequea e uma mar-
queta em bom uso sendo por prego commodo an-
nuneio"'""5v *
i i-fc ? .il i---------------------=SS=S^=
^
Vendas.
LHINHAS
DE
ta eAlgiheira
PAKA
1846.
Vendem-se na praga da In-|
--- Vende^ss vinagre branco
nacional, a 400 ts. a caada ve^
llia: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direia, n. 53, venda
de :\I. Miranda; no A ierro-da-
Boa-Vila, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na rug do
Trapiche, armazem de niolhados
do Nicolle.
No caes do Collegio, n. 9
eiiste um noto armaiem com farinba de S. Matbeut e
milho, tudo, tanto a retalbocpmoem porgdes, e mede-
se a vontade dos compradores, medida velba raaa, ou
caculada como de malulo, e por meos do queem oulra
qualquer parte : os pretendentes dirijio-se ao mesmo
armazem, ou a ra da Cruz, n. 64, a fallar com Manoel
Antonio Pinto da Silva.
= Vendem-se moendas de ferro para eogenhotde
assucar, para vapor agoa e bestas de diversos tsma-
nhos por prego commodo ; e igualmente lanas de
ferro coadoe batido de todos os lamaobos : na pra-
ga do Corpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
= Vende-aatJta da Babia, de superior qualidde ;
na ra da Crut^K 55.
**ao$ pas di familia,
Na loja d bom baraleiio de Gusjrra Silva 4 C.,
na ra Nova, n. J 1, vendem-se sapatos de selim bran-
co e de cores |>arar sehbora a pataca o par e de mar-
roqu preto e de cores para meninas, pelo mesmo
prego de 320 rs. opr.
mm Vende-se um bom csvallo muito novo e com
bon andares: osa Ciooo-Pootas, padaria, jj. 63, .
Vendem-se 200 caadas de aieite do
Fugio, no da 10 do correte do engenho Au-
rora em Porto Calvo outr'ora Agoa-Fria o ca-
bra Honorio, com os signaes seguintes ; bano, cor ca-
bra-claro- olhos brancos cabellos pichaim macies
altas csra redonda pernas finas nariz cbato, mios
e pi'a proporcionados barba em conta ;' representa ter
22 a 24 annos ; levou camisa e ceroulas do algodio
grosso, branco, chapeo de carnauba velbo o uma
trouxa : quem o pegar, leveem Pernambuco a casa do
Tiburcio Vallerianno Bap'tisla*, ou a ra 'da Cadeia do
llecife, n. 60, ou ao dito engenho a cima quese-
ra generosamente recompensado.
I'ugio, as 7 horas da noule do di 26il> corren.^.
te *aima parda.d nome Anua natural do Ceari de
idade de 30 annos, de boa estatura cOr tostada ;
tendo sido bastante clara ; cabellos crescidps olbos
grandes e amortecidos denles sbertos ou limados,
spaduas largas mios e ps grandes andar apressa-
do e sacodido; levou vestido de estila azul, novo, e um
panno branco na cebeca e descaiga : quem a pegar ,
ou souber onde ella est, dirjase a ra da Aurora.
sobrado de dous andaros, n. 12 que ser recompon.
lado.
= Fugio o escravo Salvador de nagio Coala re-
presenta ter 40 a 50 annos de idade secco do corpo ,
baslantraltz-^-tiio dobra o dedo mnimo de uma das
J/riaos, e tem os pesroslos: quem o pegar ou der no-
ticias na ra do Crespo jr>>ll receberi uma recom-
penss proporcionada ao seu tr,
tez Fugio no dia 10 do correntiT^tiosi1'0 do Ar-
raial da viuva de Jlo Carlos Pereira deur^C^ElUt^
ce de Len o escravo Domingos, de nsgio com os
signaes seguintes: baiio, cheip do corpo, representa
ter 40 annos de idade cabega um tanto grande, ros- *
lo redondo olhos termelbos e abotoados para fra ,
beigos grosso, sendo o inferior foveiro e tamhem
uma das mios ; tem as costas talhadas com a marca de
sua nagio; padece de frialdade; falla alrapalhado ,
que pouco se percebe; bebe ago'srdente ; l'evou uma
trouia com roupa sua quecoostava de camisas *). ce-
roulas ordinarias ^- ...i^ j- .------------
roulas ordinarias ; gosla muito de ,rzer unas caigas
le ganga siul e Urna jaqueta de panno fino, que le
de urna sobre-casaca j foi escravo em >. Mara no
Buique : quem o'pegar, leveao dilo sitio do Arrsial,
a sua senhora ou no Kecife na esquina do .Livra-
mento. n. 1, a casa deseu filho Antonio Carlos Pe-
'
uma
dir.
pos*
de cobre velbo : Desta t
jpcj
w
reir de Burgos Ponce de Len, que recompensar ge*
nerosamenle. .'
n nOMbro p.jp?, um preto
, Ojalo, altura regular ebekj
Fugio. em novair.bro p. p. um preto crioulo
de nome Julilo d#o. altura regular ebesq do cor-
po cor bem preta, pouca barba com u"m braTico de
cabellos absiio do pescogo ; levou doussurrOes de eou-
ro de bode palrona atada a cintura e chapeo de pa-
lba : quem o pegar, leve a ra do Hospicio, sobra-
do n. I. r
= Fugio, pelas"}* horas da noute do dia.26dede-
lembro de 184S. do sitio do Chaguo uma preta do
nome Josepha de nacao Cagange de idade de 40 o
tantos annos, estatura regular, cheia do corpo cara
larga, venias arregazadas barriguda quebrada do
embigo que apparece muito por fra da roupa; tem
uma costura graode do tamanho de chave, em cima da
um hombro ; levoii urna trouia com roups anolhade
por a ter lavado nesse dia dous pannos da Costa u m
grande embsinhado. e outro ertreito mais usado, uma
camisa anda por acabar : consta ser casada emNazareth
aondediiia ter dous filho e loi vendida neita praga
f*>r Antonio Luiz de Sou'ia do Brso-da-Areia aon-
de#a julga estara algum lempo : d>em a pegar leve
ao dilo silio ou na ra da Cadeia do Booife loja de
ferragens, n. 66.
\
M*
' ,*-
PEBI. ; HATYP DE JA, F. Df FABIA I 45
MUTILADO 1
m


Full Text
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