Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05950


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Full Text
Anno de 184$.
Segunda feira 29
O DIARIO publica-se todos os dias que
nao forem de guarda: o preco da asslgna-
tnrahede4/rs. por quartel paga nimnta-
dnt. Os annuocioi dos assignantes sao inse-
ridos a razao de 20 ris pul' nlia. 40 rs. era
ivno differente, e as repetienes pela metade.
O, que nao forem assignantes pagao 80 rs.
por liaha, e 160 era typo differente.
PHA.SES DA LA NO HEZ DE DEZEMBRO.
Crescente a6 aos3minutos da manda.
I.u cheia a 13 al 4 bor. e 23 miu. da tard.
Mengoaote a 21 as 9 hor. e 8 m. da tarde.
La ora a 28 a* 8 h. e 33 rain, da tarde.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Golanna, Parahvba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1. 11 e 21 de cada nicz.
Garanhuns e 'tonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAHAR DE HOJE.
Priraeira as 3 h. e 42 miu. da urde.
Segunda as 4 h. e 6 minutos da manhSa.
de Dezembro.
Atino XXI
IV. 29.

DAS DA SEMANA.
29 Segunda S. Tliomaz, and. do J. dos orp.
1 do J. do C. da 2. v., e do J. II. da 2. v.
30 Terca S. Sabino, and. do J. do elv
da I, v., e dn J. de paz do 2. dist de t.
31 Qnarla S. Silvestre. Fcsta da Seiiho-
ra do Monte na sua igreja em Olinda.
1 Quinta aje* Ciicuincisiio Senhor. S. Al-
machio. ... j
2 Sema S. Izidoro, and. do J. do.clv. da
1.' v., e do J. de pai do I. dist. de (ard.
3 Sabbadtf*. Antero. ati.l. do J. do civ. da
1. v., edo J. de pai do 1. dist. de tard.
4 Domingo S. Prisciiiano.
CAHIOS NO DA 27 DE Df-ZEMURO.
Camb. sobre Londres. 27'/3d. p. 1/ a (JO d
. Parte 317 ret por Tranco.
i) Lisboa 112 n e. pr. p. m.
Desc de let. de boas firmas I '/, i>. / m*"*-
Oro-Oncas hes.nnholas 30*200 a >M
, Moeda de 6#400 vel. 16*200 a .0
deGMOinov. I62 '0 a lb0n>
,ie 4/000 8500 a 8*800
Prala Patacoet .... }/"
. Pesos i'oiiimnarrs lti.'Oa
> Ditos Mexicanos l.flS'l a
Prat. miuda igbM_"
ltf<)>0
l^HO
l#!IOO
1/7
Accoes daC." do Beberibe de 50/WO ao par.
DIARIO DE PER1VAMBUCO
PAT* "F^CIU.
Commando dasArrms.
EJPrDIKKTR DO DU 16 DO COBltlNTK.
Oflicio \o presidenta da provincia, olicittndn mas
ordeni ao director do arsenal de guerra, para que fol-
eos recolhidos ao meimo os artigo da manicio de
guerra desneoesstrioi e nuteis o segundo bitallio de
arlilharla e pe.
DitoAo coronel commintrio-pagador, communi-
candolbe para sua inlelligeneia, que. havendo ot pri
meirot cadete* do segundo hutslhao de artilharia a p*.
Trejano Alinio de Carvtlbo Mendonca e Mano>l Igna-
cio de Carvalho Vtendonce.ialilfeilo a clausulaeipresia -
da no aiso circular da reuartigio da guerra do t de
dezembro de 1841, te ordenara ao respectivo coronel
commandante. que lh*i abonas lada oela lei de 6 de marco Dito4o meno, remetiendo-Ihe a relaci i nomi-
nal eoreprebeodendo a lottlidade dai pravas, que pre-
sentemente te achlo estacionadas ao Sul di provincia,
como S. S em teu officio detta data (16) requisitira.
Dito Ao tenente-coronel oommanJanle do quarlo
hatelhio de artilharia p. intelltgencandu-o, que as
pracns do contingente da provincia da Parahiba do Nor-
te sao forneoidad tolos ot vencimeotot pelo acampa-
mento de Agoa-Preta on le seachsvo.
DitoAo coronel commandanledotegundo batalbSo
de artilharia i p, diteodo, que alguos dos artigo* de
muidlo de guerra mencionados no mappa, que S S *
enderecou to quartel goneral, sSo desnecessariot ao bi-
talbio de teu commando; e que por oonseguiote, te Ihe
onviava urna nota de ttet olijectot, Gm de ot lazer re-
colher ao trienal de guern.
DitoAo meimo, pan que tiraste t grttificicio
igual ao toldo da primeira pract, eatipuladt nt lei de 6
de marco, que fixou ai forca de ierra para o correte
anno (nanceiro. dot primeirnt ctdetet Trajino Alipio
deCarvalbo Mendonca o Maooel Ignacio deCarvalbo
Meodooca.


PEBNAMB CO.
ESTATI-TICA.
cdeso jurdico db olihda.
No correte enno de lotB malriculario te na aca-
demia jurdica 190 eitudantei, aiaber :
Primeirq enno ... 72
Segundo ... 44
Tereeiro ... 27
Quarlo ... 19
Quinto ... 28
Desle fueran acto 188. aabindo plenamente appro
vados 177, e aimpietmenta 11 ; deisirlo de fazer acto
2, umpor a congreglo o nio julgar habilitado por
falta de doui propietarios e oulro por te nao apre-
si'niar para elle, ilepoit de ter tirado ponto.
No prinr-iroanno lorio approvadoa plenamente 67,
e 7 ? irnpleimenle ; no segundo 41 plenamente. 2 en"1
plesmente. e um perdeo o ponto ; no tarreiro 25
plenamente, e 2 limpien nte ; no quarlo 19 pl -
mente ; e no quinto 28 plenamente, os quaei oblive-
rio OKrAo de hacbarel formado.
Dos 190 matriculados 6 alo naturaes do Par, 16
do Maranhin. 8 do er.- 5 do Rio-Grande-do
Nnrte 17 da Parahil, 73 de Pernamhueo 40 d
Babia, 7 das Al.goal, 3de6ergipe, 6 do Rio-de Ja
neiro, 1 de Minat, 6 do Piaubr, 1 de Goiti. e 3
dePortu al.
Caas publica* ixi$lenle$ no termo da c darte do Ree
/#, que estilo lubjeias ao imposto d<-nommado do
banro.
Armazent detiaear 39 ditos de carne ecca 49 di-
to| de capim 3, ditos de couros 5. ditos de fanohi 6
ditos de louc 16. ditoi de madeirat e de tabn l,
ditosderecolher36. ditos detall 8. dilol de faiend.il
22. biticei e cagn de droga? 41. botiqun* e bilhar
11. caldeireiros3. eoxeirtt ecavallarie.es 9, armazem
de carrocat 1. ditos de earvilo 2. lujas de am 2
dilatilehihiV 12. ditai de calcados 30, dita .la col-
i 1, ditas de emnalhar 2. ditai de encidernar 2,
ditai de fatendss I7i. ditas d- funileiros 24. ditts de
ferrtgeni 30. ditaide livros 7. dittl de miudeas 47.
ditas de marcenara 28. ditas de pinturas 7. ditai de
quinquilheriat 13. ditit de traites 20 ditas de ta-
noeiros 24, ditst de tartarugueiros 3, ditas de relo-
joeiroi 6, ditas de sera 12, ditas de setairos 1 2, ditas
de sirgueirot 7, ditas de our'.vea 32. (ibricn de cbaru-
tot 18. ditas de chap* 23. casa de plvora 1, dita
de patio e hospedirit 7. reitacSas 5. refinaces 14.
depositoi de rip 2. cas! de tigarroi 3, ierran de
veoder 1, fabrici de vinagre 1. lojis de alsiiles 44,
ditaide barheirot e ctheller-iroi 24. ditas de npatairos
56. ditaide earpinn 3. ttnquet de agoa 18, tabernas
437, talbos de carne e acougues 145. carlorios 17, es-
criptoriot 83, padariat 55. caut de venda de enera
voi7. preniti de algodo 10. lojai de masiimei 5,
ditasdelat>eiroi3. di tas de pulieiroi 2, dita de te-
mancos 1. lernriate (undicoet de farro 6, oatai du
camhioi3, ditt de tintureiro 1, dita de cutileiro ,
segeirot 4, caiaide behidat 7. armazent de leccot o,
dito decondeca 1.Total 1780.
1LHA DB PRRNANDO.
Bem qoe alguma couaa ja lenbsmoi dito lobre ette
ponto martimo, parere-nos, com ludo, dn muito in-
tereiw a publicacio da teguinte pega official, de que
podemoi obter copia.
Oeicipcao gerat da ilha de Fernando-de Noronha, *
preitntada pela eomn:ii$Ho abaixo amanada. $m mi-
lude dat ordene do governo, e o fe o do lllm .ir.
eonimnndnnte das armat, de 16 de setembro do cor-
rente anno.
A ilba. na tul mtior extensSo, tem tres legn, e um;,
de largura, tua baie be basalto, sobre o qual lomal-
gumat formac-Oei de pedra calcarii e tufo, e em varios
lugares apparecem antigai torrente! de lava, que te es
tendem at o mar. De metses achio-se smente midos
de ferro e tinco. A coila em geral be alta e inacrssi
vel. be brava, nio oflerece fondead juro a barlevenio :
podem rom ludo as emharr.acoee lobre a vela manda
r- m lanchas pela entea.la do Sueste, e praia do Leto,
quandn o venlo fr do quadranle Norde>te. O inlenor
da ilha forma urna vasta plni< ie, tuda cohetta de urna
Ierra argiloia de pouce consiilencia, na qual So espa-
Ihados inumeraveis Iragmenlo* do meimo baaalto. A-
ehs.i-ie varias pequeas nascenles d'agoa pouco salubre,
pela grande quantnlade de pedra ilissolida. que con
tea, ealguinial. e prelere le a evos de ciilerna. O
clima he lunmamente tauduvel e temperado, neo ob-
lante a sua prosimidade ao Equa'ior: o ento ordina
rio he o do quadranle de Late.
O porto formado, por urna enseada ao norte da ilba,
he seguro e abrigado do venlo, e pode ronler grande
nuii- ro de embarcares : o lundo be areia. com al(jun
A RAINHA MARGOT. (*;
por 3llanrf Ouma.
SEGUNDO VOLUME
CAPITULO IX.
O OOBVO SE VM INIMIGO MOSTO CHEJRA
INCBE BEM.
ErSo diiei hiirai da larde qnando lima fileira ile hui-
dos cavallriroa appnrroe no ru* Sainl-Denis, desembo-
raiidn no ngulo do ecniilerin do Innocentes e esien-
dendo-ae av *l entro dua linbas de casas tristes, como
um mnenlo reptil de cciitilanlea atinis.
A '"..i rica tropa n.Vi pode dar ideia deste espeelaeii-
16. O vestido de ada, reos ebrilltantes, legados o-
luo muda raplendida pur Frami.o i a eu auceessorea,
nAo e lian.i aioiia Irnof-.riiiado nene erguios e deaai-
rniui, quo forao adoptados m lempo de Henrique III i
de orto que as roupa de Carlos IX, menos rica,, porem
talve mais elegantes que as da poca precedentes,
ostenlavao-sc em toda a sua perfeita harmona. Em nos-
aoa diai nto lio inci* poito de awoiparacko com aste
llinnte ourtejo ; porque estamos redund pelas nosa>
inagn'ficeiici du alarde,* lymetria euo uniforme.
Pngen, eaeudeirot, gemis-homent de inferior eoii-
(8) Vide Diario d. 289.
roehdoi Em distancia de um quirto de legoa da villa,
na praia aren na de Santo Antonio, esta o lurfar do em
barque, onde ot volumes sao c.nduzidos por baleas p -
la rebentaco do mar. e, nos metas do m>embro e Te-
sereir-, fica o embarque as veiei interromptdo por al
nunsdias. pela sua hravea : a praia da villa toffre an-
da mais (iette inconveniente, e por ttio o embarque !oi
ah abandonado.
Ao norte da ilha em pouc* distancia exiitem
tres pequea linas ; todat sa formadaa He pedra cl-
caria: duas lio inhahilaveil, e a terceira chamad ilh
dos Ratos, heamaior, e coberta de Ierra fer.il : sor
ve pra corrig'r aquelles tentenciados, que nio e con-
tentio eom tua sorle : a plantaclo desla ilha ni i esta
ubjeita a lantot insectos e nenhum rato ba A ilha
se cha coberta de mallo btizo de qualtdade inferior,
que nio f.irnece ai madeiras n-cessarias pa conttruc -
ci da caas; oujai madeirat se recehem da capital da
provincia ; porm ha toda probabidade. que, sendo
plantadas sementet de arvores de madeiras forles. estas
progredirilo NAo obstante a grande fertilidade do so-
lo, a agricultura te acha em grande abittmento : ain-
certea da ostacio ebuvoia; um lem numero de ratoi, e
de mullos biiouros. mosquitos, gritos e lagarto*, "lu-
do ae opp5e ao livrador. A temante da mandioca
perdeo-se totalmente por isso ; e jl ha annos, que a
colheita Helia nio deo bom resultado. Por ora planta-
se smente milbo. feijio. girmunt e batatal du Ierra ;
porm, nio obtlanle grandei planlaedes, ai colhettas
lio iqtignificantei O producto do algodoeiro he et-
celiente ; porm os seus bolOes anda verdes lio o al
vodosratot. Ha urna plantaclo de coqueiros da In-
dia, e alguna ps do fruta-pfio: osles anda novot, cres-
cem eom urna incrivel vivaeidide. o dio frucloi em t-
bundancia, e he para Intimar nio haver mais terreno
apropriado para a multiplicaclo dellet, a fim de poder
ajudar aos habitante! as Irequ-ntes fomes. A mamo-
na eili iientiMai relerda perseguices. e sua cultura
he lucrativa, e planta-te para o consumo da ilha. Nio
lia plantelo do esl, e seria proveitosa ; pois o Ierre
no parece ter proprio para isso. Aranna produi.mas nio
tem grande-res'ment e bo salobre, mormento quan
lllart'nds em varea. A eriazo do gada vai em
ku0 jnlo ; exi lem actualmente eento e cincoenla ea -
beca* de vacrum, oitenta e nove de cavallar. duzentat e
diz do langero, e cento s quarenla e quatro do ea-
brasa: o primate he productivo na ilha ; oiegundo
alm de fraco, be de mi raca; o tereeiro e quartoiof
frem grind morlandade, em quanto pequeos, e qun-
docomem a era denominada tamiarana : o plo
be aufficente para duplicado numero Annualmenle se
fabrica urna fornada de eal d- seiscentos ali|ue'ret, ou
pouco nmor, que te consom as oblas, concerlos das
casal e fonincacoes. A pedra calciri se acha em gran-
de abundancia; poim, dando ral branca, he com lu-
do de ni qualtdade ; upara o fabrico se v lomando
difficil a lenba de boa qualtdade Forne-te o hospital
com carne verde e gallinbas, e nao leguindo em ludo ..
marcha, que se observa nos dentis boptlaes. pulai
muilos dtffi- uldades. que so enconttio, egue-so com
ludo a inelhor, segundo as el cumelanciaso per mi tem.
Sua poicio nio he a melhor, e nnm to pouco tem os
ron.modos precisos, atienta a *ua pequenhei ; deve ser
removido para sola venlo da villa, a fim de privar al-
KUin contagio, ^sembarcaci)es eslrangeras. que pro-
curio esle porto para se reaierem de manlimenlos. a
ellas se vemlem al.umai cabecaa por um preco ra/oatei;
uo producto entra no colie do almoianfado. Eits-
lem actualmenle cento e oitenta o tete sentenciados.
.. W.-T-,..
iliclo. ele o BStalIva, que marehavlo mu flanele rec-
inguarda, feil" do real conejo um verdudeiro eiercil".
Aira delle vnh o Ot, ou para melhor riiier, puvo
eslava em toda a parle. a
O povo eguia, esoollnva e preceda; grilav por lodos
os modo; e ao me......lempo lava Viva e morras; pnr-
joe de envidia no oorlojo alguna calvinista achavlo,
e puvo he lannoroso.
Fr pela m iilito, em presenca de Catlierina edo lo-
que deuise, que Curio IX fallara Pomo de urna fnitm
milito iiaior.il. a Henrique de Navarra, em ir visitar a
forea de Monlfauenii, on ante o eorpo mulilad.i do al-
mirante, que la eslava pindiirarto. O primeiro ninvi-
minlo de Henriqno fr esouar-e de lomar parre em
al visita. Ah o esperava Catlierina. A' primeira pa-
lovra que elle disse exprmiodo a sua repugnancia, tru-
i'.oo ella um piscar d'olhoa e um surriso com o duque
de Guise. Henrique orprehendeo an.ho, enleiideo-os,
o vullando-se logo:
Mas em lim. diseelle, porque nio irei eU? Son
cilhnlif o, e me devo 1 ntinlia nova rrligilu,
Depoi, dirigiiido-sc a Cario IX :
Cunte V. mageitarie, coBimigo, dlse-llie, tempre
lar-me-hei por Iclit de acouipinliar por toda a parlo a
V. inagestaile.
K (ancua em derredor de i urna rpida vista H olhos
para contar o lobrolho que e fraiuil.
Do todo quantos ilo no cortejo aquelle, pira sjaem
ulvet o olhiva com aaaiacuriosidad.', era csse (Uheaem
ni, eu rei scni reino, ene hugiienole i'onvcrtidtrein
eatholico. O rosto coniprido ceiprestivu, o parte um
pouco vulgar, a sua fumiliaridade nnm o sena inferi-
re, familiaridad!' ijue elle levava a um grao quaa inde.
rente para mu rei, familiaridad!) quo proceda do ou.
tilines uioiilanleie da ua juventud, u que elle onser-
vou ale a morte, o igualavio ao tspectadore algn
du quaet Ihe gritarlo:
lendo quitro de sexo feminino, e cento e oitenta o tre
domasculini- recebem adiara de 40 n., e mensal-
mente tres quartas de larinha d'antig nvdida : detta
recebem ellos urna parte em genero, que he regulada
pela quantidade, que esisle no armazem, ea nutra par-
te em dinbeiro, a razio de quatro mil e quinhentot rit
oalqueire; os pagamentos iSifedot menstlmente pelo
cofre do almiiarifa.lt>. Pela pratica eitabelecida. te da
todos os bsbitantes uma racao de carne fresca, nsi qua-
tro lestas do anno. O vestuario, que se fornece tem-
liem pela pratica. consiste smente em tre laccoi de es-
toupa, em que vem a farinha de mandioca da cipital ,
dados de s 'ts em seis mo/es para ellas fazerem urna cai-
ga o um camia, vestuario nsufficiente. que o obri-
ga a comprarem oulrm pira cobrirem sus nudez. No
numero dos S"nlen iados se conlao setenta e cinco coo-
demnadoi a gales; vinte e oito a prisio com trabalhot;
e oitenta e quatro a prisio timplet: como para eitei
nioeiistio prisdes proprias, e nem o dimiouto veoci-
mento sej suffi lente para os sustentar reclusos alo
empregadoa nos servicos leves, onde ellei com ficilida-
de podem obter o necessano sustento ; bom como, c-
maraiJas, pescadores dos empregados, no hospital, bo-
tict, curraes. horlas e olTicint.*; eos de m conducta
estio nos servicoi mm pesados o que ellei preferem a
estada na prisio ; o os da primeira e legunda clme lio
empregados na edificaclo de catn e concert! dn met-
mas, not das lorlifieacdes, na construccio de estrada,
labrico de cal, lavouras. descargas e cargas das embar-
cacoes, lindas da capital da piovineia ; sendo toda a
carga conducida nos hombros, lobre altas ladeirai, rnai
de um quarlo de legoa. Deve-te descontar dos referidos
sentenciados um consioeravel numero, que nio podo
prestar lervico algum, por velhoa. doentei, aleiados,
muiiladoi decelera. Eiistem trinta e quatro prijto-
oeirosdo Rio-Grando-do-Sul, que sio toccorridos da
mesma forma, como os sentenciados. Restdem tain-
hem cinco amnistiados, aos quaes se di, sendo casado!
e rom familia, tres quartas de farinha; e sendo toltei-
ros, uma e meit quarta, nico venctment, que perce-
hem. o nenhum servico faiem. Ha na ilba, duas for-
talezas, a principal he a dos Remedios, que defende a
villa e o pot lo; e a do Morro, que nao l delende a en-
trada como tamben} o meimo porto, como o reduc-
tos de anlo Antonio, da ('onecido e balara de San-
ta : ot reducios de Rolih. e Doui-lrmlos delen-
(iii diller. ntes prains ao Noroeste; e os do Lelo, e do
Sueste ilefendem, o piimeiro, a praia du mesmo nomo,
e o segundo, uma enseada. A ricepcio da fortaleza
dos lien e.los, balara de Sania Anna, reduelo de
Sanio Amonto, que precalo de pequeos reparos, eo
de Boldi que, bu pouco, oi reedificado, lodosos
mais preeisio de grandes concerlos ; a forlalea doi Re
liedlos tem aqunrtlamento para odiciaese tropa ; e O
p liul da i olvora esta em bom estado Nio se trata do
reduelo de Santa Cruz, por ja se estar em total aban-
dono. A villa contm urna tgteja, a casa do comman-
lante. nove casas pra ompregadot, O armazem do al-
iinnaril do, urna casa ocupada core e hospital e boti-
ca, duas calas, onde se acbio as ofileinas Je carpios,
tanoeiro, I. rreiro lunileiro, aquartelamento da tropa,
a Ideia dos senlenciado, uma casa, que lerve para o fa-
brico do azeite e da larinha, e os alicercei de urna nova
aldei* para os sentenciados, cuja planta foi, ba pouco,
approvada, por ser inuflictenle a antiga, a qual deveri
ser demolida, logo que teja substituida pela outra, que
nio pode soflier demora pela preeisio, que aprsenla.
Na praia de Santo-Antonio, existe um armazem com
ilous pames que servem de deposito de farinha; algunt
desle edificios preeisio de reparo, bem como o quartel
^i
_ Para k oiissa. rlenriqoinho, para a mina!
Ao que Henrique responda:
H.nitem fui a ella, dilla venho boje, e a ella rol-
lare! amanhao. Veiilre-ainl-gri Parccc.-nie que he
quanlo hasta.
Uargaiid ia niavallo, lio bella, lo loueft, lao ele-
gante, qo'- a adniiraci faia-lbe em lorno iittt tutu er-
l... do qual alguiiia nula. f..rca be coiifi-na-lo, c diri-
ga. 1 SUS Oompanliiira. u duquesa deNever. eomqurm
si empar. Ihlra e cujo cavado brnneo, como se >e en-
soberbecer do peso que levav, furioso ayit.ua a ca-
pee..
EnlSo, duqueis, dio a rainha de Navarra, que ha
ilrnovo.'
Nada, onhnra, que en laba, rei|iundeo lleuri-
qu.'tia em voi alia.
Ma logo, em vos baisiih ; perguntou:
E hugnenote, quo he f.'iio delle?
Aehe-lho um aayln que parece seguro, responden
Margarid ; o o grande maU-gento, que fim Ihedeale?
__ Quit vir lambem a f.st, c moni o cavado de ha-
ladla de M. de Never, um cavado grande romo um ele-
fante. He um eavalleru Miaivel. Perniilt-lhc assistir n
eereinonia, porque lembrei-ote que .. leu huguenolo por
prudencia h. aria em casa, c que ilcda luaneira nlu he
vera encnlro t temer.
Oh! por minha f, reipondeo Margarida iirrnT
do-te, anda quo ello aqu eitivease, que ufto eil, cre
que por Uso nio liavena eucunlro. He oni bello rapar o
meii hoguenole, porm niu nutra cousa, urna pomb-i e
nao um milhafre, rola, na nio murde. E pode ser, ac-
cresceoiou ella eom indotiiiivel rxpreail e eneolbendo
ligeiraaicnlc hombro ; pode ser, que no o tcnbuoi.'
julgadu bogue note, e elle seja brahmane, o n sua reli-
l'iiio Ihe prohiba derramar saogue.
Mas onde ei eolio Sr. duque d'Alenjon, que o
nio vejo? perguntou Henriqueita.
Elle ficou de vir ale.ior.ir-oo em eaiiiinhu ; etta-
a esta in.inhan un pouco iloeute il ollius, e nio que-
ra vir ; ni Romo c sabe que para nio ter do mesmo
parecer de seus irmaoa liarlo e Henrique, elle se inclina
ao liogiieonie, fiterao-lhe observar que el-rei podia
interpretar mal a son ausencia, e elle enlo decidio-le.
Mas justamente la grillo e olhlo para baixo. Ser elle
que lenba lindo pe pnrla Monlmarlre?
Com i'ffeito, he elle mesmo, en o ruconheco, die
Hoiirii|oettn. l-.ta hoje com bom sr. Ho algum tempo,
inie traa de i eom particularidade : e-t.i som duvida e-
uaoiorado. Vede como he bom ser principe de singue!
galopa sobre lodo o mundo, e ludo e (lesvilo.
Na verdade, diltS Margarida r indo-ae, elle vai ea-
magar-ooa lieos me perdoe Duques fsri que se ar-
rangem ua vosso geiilis-houiens, porque all vai um,
quo se o niu faz, podem mala-lu.
Oh! he o meu intrpido, exclaroou a duquesa,
odia, odia !
Cueannn lia va com effeito deixado o sen lugar para
se appriixtiti.ir do madama de Nevers ; mas no iiioniciito
em que u cavado alravesava a especie de trinchnira ex-
terior que separava do arrebalde rna Saint-Deni,
o ni eavalleru do sequilo do duque d'Alencnn, niu pu-
dendo conler o arrebatado cavado, fui esbarrar sobra
Cpenme. Este vaeillou sobro a sua rolos.al cavalgadu-
r, quasi Ihe ca o chapeo, mas tegurou-o e vultou-ie
furioso.
Meo Den! die Margarida chegando-ie lo ouvi-
do da sua amiga, he M. de La Mole.
Aquelle bello mancebo paludo? exelamou a du-
quesa, incapas do comer a sua primeira impreislo.
Sun, t i si, ene mesmo que quasi deita por trra O
leu Piereoutei.
O. I qoe vamos ter alguma eouaa bem desagra-
da vel | diiso a duquesa; la e enoarlo, reooubeoe-
rio-se.
IVEL



^^^^^-
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"*-
2
caa de ofBcinag. Ha om anno. que fo edificado um
cemilerio. ornado com uma capellmha ; est ailuailo
no alto da um morro, em pouca distancia da villa
Na borlan ,lo Sueste e Pico ba duas casas, que se acbio
em bom estado.
A guarnicio consta acluslmtnta de um official supe-
rior, commandanle, de um official subalterno, com-
manlar.....I > destacamento, de oitenta pracaa de pret e
de mam tren ofliciies, sendo um commandanle da lor-
alo/ nio, e o njudanta do presid >. Os maia empregados
sin : um capnllio. um cirurgiio, um boticario, um
almoxariie e um escrivln; este, i ela pratica esUbeleoda.
faz as funr;d>a de escrivao do crime e eivel. Pelo almo-
xarifado ae faiem us pagamentos aoi sentenciados, prt-
8inneiros e das compraa dos gneros para fornecimento
doarmazem. cujaa quaotiasaio obtidas por empreati-
mo pe a vivandeiros e quaesquer pessoaa, e lanzadas
no livro da roceila o iiespe/.a ; donde se eitrabem co-
nhecimenti.s em forma, que alo t.agos pela thesourer*
geral da fazenla da capital da pr vincia. Di mesmo
li>ro ,i<> mensalmonte extrahid >s balancelen, os quaea,
juntos eom dncumentos originaos, si remeltidos pelo
cirn.'ii m I iiiti- ni'sini tbesourana : a escripluracao
d >i gneros r>>mettidoi pela referida thesourana a dos
gneros comprados na ti ta, e a dos productos da mesuia
ilha. tem litro* de receita o desposa e um livro de con-
ta corrente. O oslado dan bureas lamenta he o peior; a mor parte das pecas se achao car
comidas ; algumas polo cascalbo, que teem largado,
teem reforcado os calibres, Nio ha um reparo capu
de sorvir ; e a palamenta, h! m de estar muito estra-
gada, se tem tornado em menor quintidade, pelas con-
tinuadas rectih'cacos, qae vai ofTrondo. As balas em
geral eslo carcomidas.
A edificarn de um (arol se torna til, o dore sor
plantado no mono do Francez, cuja posicio be assas
vantaj ta.
Por falta de um trapiche muitas vezes se teem iouti-
lisado alguns dos gneros remeltidos da capital, que,
sendo desembarcados em balsas, se teem virado no lu-
;,ir da rebentacio o precipitado algumas pessoas. A
praa de Santo-Antonio be o lugar mais propno para o
trapiche
Um vaso de guerra de pequea lotacio se far preci-
so no porto desta ilha, nao s para evitar as continua
das fugas dos sentenciados e alguma conspirarlo, que
tentem, como para s r dello a ilha de prompto soccoiri-
da as continuadas precisos, que quasi seinpre aoflr
e s desta forma te acabar u inveterado costume de se
mandarem a capital balsas pedindo so corro ; as quaes
sio seuipreconduzidas por nio pequeo numero de sen-
tenciados; pessoas estas, que, pela rn ndole de que
sao formadas, sio afastadaa da sociedade, eessitn vio
augmentar o numero dos criminosos.
Nunca de menas de cemprarasdeve sercompostoo des-
tacamento ; por isso que muitos pontos ba nacircum-
ferencia da liba, que siooecupados por piquetes, a fim
de prevenir as fugas dos sentenciados, que frequenle-
nieniu lentd em jangadas de mulung ; arvore esta,
que muito abunda na ilha.
A pesca das lialejas seria um dos ramos de muita van-
tagem i nagao, se por vpntura losse aqui eslabelecida ;
pois, emos metes de julho, agosto esetembro, appa-
recom em grande numero : ell.is aproiimio-ae muilo a
torra s algumas ba, que da costa ao lugar, em que sin
vistas, disl'o cen bracas, pouro mais ou menos; gas-
tan bastantemente de ejeh- garem ao morro da lortnlea
dos Kemedios. por esle Ins offerecor granito abrigo ni
lempo da parno. A mesma pesca ja fui aqui tontada
por alguns commandantes, empreganilo os senlenc idos
nesse servieo ; mas limilario-se somonte a malnca do>
li lio-, que poucu lucro oflercceo : ilu.:ln,enle i -t a
bandonada pm falla le sentenciados, a quom se possa
conliar as embarcaedes. Se fosse possivel exlinguir-so
a inrrivel , qualquer genero de lavoura,havia ser de muita utilula-
de A ilha finalmente he um ponto muilo vantnjoso
para deposito de re rutas pela sua localidade e propor
roes, que ollero, e
liba de !*' i n, mo de Nornnha, 20 ce novembro do
18ii, = .Iniinm Gumct Leal lente iornel gra-
duado do estado maior. as Guilaro Aoifo hernanaei
Pinheiru da Cunha, major d'allilbaria.
Variedades.
BlnGKAPUIA
Geof'oy daini Uilaire.
A negra parca acaba do roubar as Ultras e i huma-
nidad um dos seus mais valiosos membroa; o grande
naturalista francez Elienne-Geolfroy Saint Hdaire
!!, faci, Coralinas, ao voltar-se, linvia rerimheoido .,
figura de La M"lc, p du estallo ; porque elle auppiinlia linver bpm morlo o
son amigo Cniipanht'iro, ou pelo menos l-lo |,o-io por
crrlu Irmpo fra d combate. Da sua parle, Ln M
recunherru Coralinas, c aenlio u fog que llie suba n ca-
ra. Durante alguna pgiindos, que bastavao a exprimir
todos os aeiitiiiieiitiia que caira lioinena ruronlravAo n
pello, niedirio-se com olhua, o que fea rslremrcer *
duaa damas. Oepuia do que, La Mole, Irndo ,dhadn em
derredor de ai, e cumprrhendido aem ilunda que arria
nial eacolliido o lugar para urna etplieacan, pic.uii o ca-
valln c reunin-se a duque d'Aleufun. Coramina fien
por um momelo parado n lugar, tnrreiirio bigode, r
Voltanrio-lhe as puaiaa a furarein-llie os ..Ilion, inn. ven-
d) que La M < se relirava sera duer-lhe nada, poi-se
lanibein cnininlio.
li! nli date Margarida com doiripnliosa dr,
nio nic havia engaad.. ..... Ol I deela vcx he de lllai*.
E nmrdeo oa labios furiosa.
He bein bonito, date a duqupia com ar do coin-
paixio.
1 eitii traipn arabava o duque d'Alencun de tomar
*eu lugar atia d'id-rei o da raiilia-ma; rio a..r|e que
oa aena gemit-liomeua, para aeouipaulia-lo, orto nbriga-
doa apastar por dianle rio Maigahria eadiiqueta dr
Nevera. La Mole, ao pansnr por ana ves ante aa dna(
priiiertaa, levanlou o chapen, aaudou a rainha mcliiiaii-
do-se al O peacucu du oavallo, e lirn detooberlo a ca-
pera de que 5. magealade o liourasae com um olhar.
Margarida, porem, vollou orgnlhoaimente a cabeca.
La Mole Ion aem duvida a exprpaaAo de dpadern rscul-
pida no rotlo da ranilla, r depallid, que Pataca, (orejan
se lvido. Domis, para nio calnr do cavallu, foi ubi i-
gade a agarrar-sc-lbo e orinaa.
terminou sua preciosa existencia em Paris no tnaz de
junhodo correle anno Nascido em Etampes a 15 do
abril de 1772 e destinado pela familia ao oslado eo
clesiastico foi enviado anda enanca a Paris para es-
tallar humanidades no collegio de Navarra. Depois do
concluidos seus preparatorios e contra a vonlade de
seus pais entregou-se de to lo ao estudo 'Iuo cortamente fui motivado ja por uma irresistivel in-
elinaciio j pela impresslo que nelle deviio produ-
'ir as brilbantos preloccSas sobre a phjsica que como
collegial teve de ouvir do celebre Brisson. 1) lubenlon e
llany o fierio, no oomefo da sua oarreira, dar prefe-
rencia ao estudo dos corpos inorgnicos e foi por
proposta di segundoeleilo em 179) demonstrador da
historia mtural Sendo dabi a puuoo o jardim do rei
transformado em museo de historia natural, aonde te
dovia eosinar todos os vastos e multiplicados ramos daa
ciencias naturaes. para o qua Diuhentou, Ddsfba -
lame, Dolomieu, F urcroy, II,ny. Jusneu. LscepeJe,
l.'itreillo, Trouin, Lamark V.uquelin tinhio sido
chamado*, a convenci conliiu ao onlio |uveo mine-
ralogista G 'oflr ,y a cadeira da historia natural dos ani-
maos vertebrados. Nao tardou muiti que a todos se
lornasse patente o quanto era elle digno desta honra ;
ni.) s estudiva e trahalnsva ince procurava eo>n vido/todas as occasides de ser ulii a
soiencia que cultivava. D.sto erviri de prova o Tacto
seguinte : Oagronom,) Tessier seu compatriota e
quo se ochava refugiado na Normtndia sabendo o
quanto elle se intoressava por ludo que dizia resuelto
ao proxresso das ciencias naturaes, Ihe escieve filian-
do I he de um importante (rabalho sobre anatoma dos
molluscos leito pelo preceptor dos (i los do conde de
rlerii-y. lieolroy nnmediatainente dirige-se ao prooep-
tor e este responde-lb da seguinte manetra : a o*
manuscriptos, que desojis ver s servem para meu
uso e corlamonle nao Iralo seno de cousas |i vis
las o conhucidas pelos naturalistas da capital, pois lo-
rio feitos sem o adjuclurio de livros e colleccdes, a Geof-
roy insiste o vem a recebar os manuscriptos acompa-
nhados de desenbos admiraveis; a cada passo encoo
Ira nuiles f .dos novos ongenhosas concepedes, o ger-
men em Gm de uma classilicaco nova. E tal foi a im-
prentan que Ihecsusou a sua leitura, que, escreven-
lo eolio ao joven preceptor, Ihe di/ia : a Deveis vir
quanto antes a Paria representar o papel de um outro
Linneo deum legisla.lor da historia natural. Em
ludo islo o que ha mais de admirar be a mole-lia do
oreceptor que era Cu vior. ou o grande desintereso.
que GeolTroy muntrava em abrir a carreira a um nalu -
ralisla de quem profetisava a futura elevacio (uanlo
esiiu longo de nos estes nobres exemplos que bellos
rasaos de modestia e cnthusiasmo pela scieocia !
Durante dous anno Cuvier e GeolTroy trabalhrio
junios. Tudo entte ellos era commum e a Miz umio
da imagina7io de um com o espirito luminoso do ou
1ro lancrio os alicorees da actual sciencia zool gica ,
que rene a furca do genio allemio com o vigor o cla-
re/a da inteligencia france/a. A oxpedicio do Egypto
vem separar os dous amigos. Geoffioy parte com Na-
lioloio loma parle em toda a campanha-e em todos os
Irabalhos do instituto do Egypto ; ahi lar. elle as sua.n
primeirai observacSos sobre a lio curiosa organisatdo
dos crocodilo*. Ao lempo que se bombardeava Aloxan-
dria elle esludava a anatoma do liayro elctrico t si-
lurus eleclricus L, ) e aproveitata em favor de suas des -
cuberas a exaltarlo que produzia o som das pecas.
(,)u n lo todas as riquezas scienlifica reunidas pela
eommisio do Egypto entivorio -o ponCo de cahir as
mios dos Inglejes que considoravio as colleccdes e
manuscriptos :los sabios franco/es como um dos tro-
phos de sua victoria Geoffioy Saviuny e Delill
dirigem-se em depul8cij ao general ingluz e Ihe dt-
clario, que se persistase em os querer despojar dos
fructos de i annon de vigilias a tranalhos entavio re
Soltidos a destru-kM por suas proprias mios o a fa/er
publico na Europa esto acto i inju-lica o baibandade.
l'.-iu liro eza produ'io o lio, des, jado.
Em 1808 Geoffroy loi enviado a Lisboa por Napo-
leio para organisar a nstruccio publica. E nada po
dendo a esle respeilo faier pelo pouco lempo que ahi
< demorn nio se enqueceo todava dos intore.se,
do museo da historia nalural de Paris. Com as mu
las duplcalas que linba levado fez numerosas trocas
com o museo de palacio d'Ajuda ; porm no momento
de den r Poitugal um tratado de evacuadlo o punha
de novo em presencadon Inglezes. Lord Proby eo ge-
neral Hercblord queiiao, que as collecvdes Ibes fossem
entregues Junot resista fracamenle mas Goolfroy
oppunba se com loda a energa e para melhor con
seguir oque desejava, obteve dos dilectores do museo
d'Ajuda a declararn de que estas colbrroes erio au
particular propriedade, e os Inglaxes, insistindo de no-
vo para que Ihes dessem pelos menos i eaixas Geof-
froy abandonou as eaixas onde estavin os seus vestua-
rios 6 parti com a colletajio. Em 1815 M. da Riche-
lieuquiz de novo restituir a Portugal estas riqueas,
mas o ministro portuguez respoodeo com toda a leal-
dade dizendo, que nada a este respeilo reclamava, por-
iuo estas trojas tinbio sido leitas con a maior igual-
dade.
Durante os 100 dias Geoffroy foi nomeado deputa
do pela cidade do Etampes, vendo-so na necesaidade
dabi a pouco a renunciar as suas fuoccOas polticas pa-
ra sa entregar notamente a sciencia. Desde esta poca
dedieou-sesem inlerrupcio a seus estudos favoritos,
indo lentamente desenvolvendo suas ideias pbilosophi-
cas sobre a organisacio animal que cortamente coos-
lituem o seu maior padrio de gloria ; e por iso pas-
samos agora a nos oceupar com ellas.
Antes de Lioso a historia nalural era verdadera-
mente um cbos ; e posto que j houvesse boaa des-
enpedos de animaes e ellea arranjados estivessem de-
baixo de uma corta ordem todava nio havia verda
deira clasificacio. Ha ao grande naturalista da Suecia
a quem dovemos o sabor boje denominar classificar o
oaraclerisar as especies ; foi elle quem eipoxcom eiac-
lidao o inethodo para praticar seo inventario daa ri-
quezas da naUreza ; distinguindo e separando conti-
nuailamente elle devia ter insistido mais sobre as dille
rencas, que sobre as analogas Todos os naturalistas
liverio de solfrer a influencia desle lacho luminoso ,
Oh oh dii Henriqnrtla rainlio, ulna para pi-
le; como t cruel! creio quo Ihu vai dar algmu def-
nalo.....
Melhor, dase n rainlm imiu om aorrito, que esma-
({iiva .. pobre Ln Mole, era ao o que nos falla va | Ten
tara r-mi ligu ?.....
Kiigimava-ae madama de Nevera. La M le, varillando.
rpcobrou foifas, o lomando-te firme aubr.....avallo f,,,
lomar lugar eiure na do sequilo do dnqur iTaMesionil,
Knlieiniilo.......[;,v,-,r ciiminho, e ja te d, i obria o
I!(> ul>r perfil ilo patbulo, ronulriiido por ordem d'Rn-
(uerraod de Man/.ny. e por ellu etireiado con a au.<
propria peiso*. Nunca cunera eaae local lio guarneci-
do romo agora.
Mareli.iiao (..orilla o nrcheros adame, e formar.,
largo rirrnl.. em r.ola do recinto. A' ana ehegada iit
n.rvoa eiupoleiradoa pelas forras abalorio grasnand-
rietea, eradua.
O patbulo, que se ergua em Monifaucon, uflPerrria
de ordinario por tra da columnas um abng aut riea
aliralndua pela fruquenle pra, r aoa baiidid-a jiliiloau-
pboa quo i iiiliiio meditar sobro as tnalea viciatiludea ib
I..ruma.
Meaae dia, nao ba va, ao mellos que te vate, em Moni-
fato.m, iieiu rara nrm bandido*. Oa arcbeir.. p guarda*
lian.io ei.cbot.ulo oa pnniriroa, riimii oa curtos, v
.ntros tiiihao-re i> ul'unilid., na uiullido, para al,i rxrr-
rerem l)|unas daa auaa gentilezas que ato as neniabas
alternativas du oflieio,
Approxmnva-aeooorlpjo. El-roi eCalberna vinillo
primturo, drpoia a duques d'Aojou, o Alenjon, el-re
lo Navarra, M. ric Guise e oa aeus grntia-hoiuent; ep
ealPt a ranilla Margarida, a duquesa du Ncvort. eluda.
as dama, que Compuntiio o que ip iliamava etquadro
Volaale da raiulia ; ro Hu ou p.'g.-ii>, eteudeiro, cria-
doa o o povo. ao loa)" di-i mil pot.oaa.
Da furca principal penda uma mole informe, um ca-
de seguir as pisadas por ello tracadas. Todava alguns
espritus synlholicos, tocados dos muitos pontos de ae-
mclhanc.' que exisicm as obras lio variadas da na-
turexa concebdiio a ideia de que todos os animaes
ffaviio sido creados debaixo de um mesmo plano. Geof-
froy sobietudo que partilhava esta npioo (azis
ver o quanto ito era exacto a respeilo dos mames de
ruja serie de animaes se oceupava com especialidade
As.im foi elle quem primoiro demonslrou que a mo
do bomem e do macaco, a aza do morcego a pata do
cao, a garra do gato op bilurcado doboi e do car-
neiro o casco do ravallo as extremidades da foca e
a barbatana da baleia se compunbio das rresmas pe-
cas Porm, que urnas erio mais desenvolvidas oulras
menos algumas desappareciio quasi inteiramente, no
entretanto que outras atigmentavio prodigiosamente.
Guiado pelos mesmos principios nolou, que a cabera
se compunha sempre dos mesmos ossus tanto no honiem
como nos passaros e penes, e que em geral a naturea,
fiel ao plano que se tem tricado, o varia, iu o modi-
fica, sem nunca o mudar de todo. Donde conclua,
que a creacio subj tta a leis, a uecessidsdes. que ella
nio pude infringir, nio be acto arbitrario de uma
vont de sem regras e sem limites A exaclidio desta
conclusio fui verificada nos seus menores detalbes; as-
sim.os denles, que existem em tuda a classedos mames,
e que de repente falli na dos passaros, que vem logo
drpois. era uma nfraccio a lei da unidade da orgam
lafodo* animaes, mais esta infrsc;io be s apparen
le. Geoflroy tem observado que os denles existem lam-
bern na primoixa dado dos passaros, e que SO ellos de-
sappaiecem he uma consoquencia do desenvolvimento
das malillas, que veem formar o bico. Assim, acba -se
desmentido o proverbio de quo ai gullinhai nao lean
ileniet, quando o exacto be os teiem, porm nio os
conservaron! por muito lempo,
(I. animaos, nio sendo criacoes dslinctas, mas smen-
ic a transformarlo do um s lypo, a permanencia das
especies tornava so mui dusidusa ; e com efleito os a-
gentes externos, modificando um animal, nio poden) com
ajuda do lempo o Iranslormar de maneira que elle nada
se assetnelba ao seu typo original ? Vede as variedades
infinitas de ces, cavallos e carneiros: e seria a nature-
a menos podeosa do que o homem ? Nio, as provas
apparecem a cada instante, limita..,o nos todava s a
seguinlo. Na Europa lem -se observado, que, antedi
da que avengamos para o norte, a doninba (mmleta
vulgar ti A.) se modifica gradatvamente, crescendo o
preio do seu pello na moma proporcio ; s na Siberia
acha-so a zibelna [mltela tibtlma .): assim, o na-
turalista que seguir todas as transices, entre o animal
do sul da Europa e o de Siberia, veri as muitas modi-
licaedes, porquo possa esta especiede animal, que pri-
meira vista parece ser uma especie hem dstincla da ou-
l'a.
As ideias de GeolTroy sobre a unidade organioa con-
linhio em si urna outra verdade. Usapparelbos lio
variados, de que ae cumpoe o organismo humano, nio
seiia um s e mesmo orgio modili.ado dedive/sas ma-
neiras ? Nio ho hem sensivel a analoga, que existe en
lie os ineintiros superiores e inlerioros ? He, e ella nio
se lumia s a isto. Os ossos da baca sio a repelicio dos
d.ivcr ruberlo de sangoe enalbado pile lama, rsbraiiqiii-
eado por iiiiilli).lien.las ramadas drp'.eira. A eaae cada-
ver faltava a rabega, epor iasu o batio peiiilurnil pr-
la pea Jaira lado a geuialhn, p|i||Piihoaa em semiire
o he, liana tllbatllllillo a cabeca por mil niolbo de j.allia.
obre o qual havia.rp..tti> uma mascara, e mi hora riraan
ateara iiloniii eugracad.., quo rouhocia oa cuatumea do
aln.jranle, luna inirod.uido mu palito.
Etpeeiacul era cale a., morillo lempo lgubre o et-
'raaaji'Milo, ver tudoaetses eleganiea fidalg..a, i.nlaa ra-
tas ludias daniaa desfilando como em uma proctssa-i,
por entre catea raqueieu.a rniicgrpcidos, eeaaaa froa
e..in o aeua longoa bracoa rateiulidos. Quantu mia >-
iroiidosn rra a alegra dos visitantes, maia cniraatava
ni o inoriiu ti I curio c fria intriitibilidade doaaot cada-
veres, ubjccio de i.miliar jas que fusiau ampiar ana aeua
inramoa autores. Mnitot tiip|,orlav4o c.un grande re-
j.ugnaucia e cusi este horrivel eapeclarulo, e pela ana
pallles ae poda distinguir na grupo dos hogucnoica
rruiudoa Heurique, que, por maior que fosse o ten do-
minio aobre ai ni, tino, : por maia extenso o grao de dia-
aiiuulaeaMi de quo a iiaiurein o havia dolado, nao jidi
resialir: prelrtlou elle o ellero infecto que lauca vio
t..dot raart dei,poj..a huDiSiion, e rliegaiido-ao o Carlos
IX, que i nip.iirlliodo rom Calberuia havia parado em
tu ule d..a realza do aliuiranlc :
enlior, ditae rile, ii&nacha V magealade que eait
pobic cadver clicira beni nial, para ficarmoa aqu p,u
maia lempo?
Tu ai lias, llriiriquiibn! disto Carlos IX, oujos
..lima acinlillavao de ferus alegra.
Sun. 8r.
pi.it pu nio ton do iru parecer..... o corpo de um
inimigo iin.rto oheira aeuipn* boio
Hur imulia fe I Sr., ditse Tannos, uma ves que
V. magetlade tabia que deviaHiua tir faser a nossa viai-
au Sr. almirante, dovia ter convidado Podro Ruua.ird,
da espadoa ; os da cabrea sio rerdadeiras vertebras mo-
dificadas, o externo he um arremedo da columna ver-
tebral. Muitos philosophoseoneeb'io ao mesmo tem-
poesa grande Hiela; Goethe a teve em (791, Okao
am 1807, Dumeril em 1808, de Blainvilleero 1816,
e GeolTroy em 182; todava Goethe nio publieou a
lempo seu pensamento e sio os anatmicos cima cita-
dos, a quem cabe a gloria de ter espalhado esta ver-
dade. ,
A consequencia directa de todas estas ideias be a
completa ruina das causas finaei. em delesa das quaes o
eloquente Beroardin de St Perre tinha dado o encanto
do seu calilo e imaginario. Com efTeito. e a nalureza
segu, as suas cnac5en. determinadas regras.de queella
nunea se aparta nos animaes os mais hisarros na appa-
rencia, he evidente, que os orgion nSo sio criados para
leriaa e especificadas funccOes. Dabi vem a eiistencia
leorgSos inutois, que irao funecionar em outras es-
pecias de anmai s, e que s servem pura provar a uni-
dade do plano do Creador mesmo oas partes nio con -
cluidasdoseu trabalho. H* por iso que um msculo
pouco desenvolvido no bomem, aonde nio tem ezproi-
cio, execula em outros animaes funcros importantes,
taessSo por exemplo o msculo da pella, por meiodo
qual os cavallos podem imprimir i sua pello movimen-
tos rpidos e repetidos; o plantario delgado, agente
principal do sslto no lelo, tigre e gato.
De mais o sabio, que tem estas ideias, e que como
tal est penetrado da innufTicioncia daa auaa ltea para
hem conhoce, todas es obras da creacio, se abstem de aa
julgsr Quando por isso be acensado de impiedad?,
elle eananta-se rindo-se da cerlexa de que, louvando
sem comprehender, substituem suas curtas vistas ans
grandes designios da naturea. E no entretanto for-
mina, perdida as Tandas das oseadas de um immenso
palacio, e qoerendo raciocinar aobre os deslios daa di -
versas partos do edificio, seria uma bem Traca imagen)
da pequenez e insuficiencia do homem, que pretende
conbecer as intentos da natureza no todo do universo.
Depois de ter encontrado o organismo, aubjeito a leis
in variareis em todos oa aeres normara, Geoflroy devia
naturalmente indagar, se ella as viola quando pro-
dux osmonslros. Ja Montaigne tinha dito os mona-
tros nio sio ta. a a Deoa, que v na immrnsidede da
sua obra a infinidade das suas formas o nosso natura-
lista tem provado, que o sceptico di/ia a verdade, que
oa nnonstros estavio suhjeitos a mesmas leis que ua ae-
res regulares. Seu filho teve depois occasiio de con-
firmar estas ideias, aellas achlo-se mui bem desentol-
vidss na sua importante obra sobre a liralologia He
nesle livro e em Irabalhos de Series onde se enenntrio
os principios, que guiiao Geoflroy. e aa pronas aobre
que os apniava, pois elle proprio os expenden mui su-
perficialmente das suas memorias e fragmentos sola-
dos
As ideias de Geoflroy nSo podiio merecer a appro-
vario le Cuvier. Este grande'bomem, lendo umra-
pirito luminoso e analytico proprio de'um genio elassi-
licador, sequioso de Tactos, curioso de detalbes e hostil
as atrevidas generalidades, agitnu em uma das seeses
do mez de marco de 1830 d'academia daa aeienciaa de
Paris uma bella discussio a este respeilo. Ncila lucia
loda a vantngem esleve do seu lado, expondo s fados
materiies, tirando concluses as mais directas, habi-
tuado as emoces da tribuna, exercitando-se todos o
dian no aeio do conceibo de estado Sobre a dialoclica,
sua victoria parecen completa a todos, que se nio tinbio
oceupado destea grandes prohlemss. Todava grande
numero do naturalistas pensftrio do outra maneira, e
quando GeolTroy se retirou da lucia, satisfeito de ter
dado tbema para esta discussio, Goethe toma pela ul-
tima vez de sua vida a penna, julga o com ale e oa
competidores, e deeide-se inteiramente, com toda a AI-
lemanha scientifica, pelo partido, que pereca derrota-
do, de Geoflroy-Saint Hilaire. Elle fez ver. que, se
Cuvier era o glorioso continuador de Dsubenlon. Geof-
froy era o d igno successor de Bull n, e que, segundo
suas faculdades e com o mesmo successo.cada um de lies
trabalbava para os progiessos das scienciss natu-
raes.
Geoflroy teve muilo praier com a approvacio, que
suas ideias- recebrio do bomem, que soube ser lio
grande naturalista como poeta Elle julgoQ-se feliz
vendo, que auaa opinies erio pouco a pouco abraca-
das, e que a historia natural nio se linulava a catalo-
gar a seres vivos sem procurar penetrar o n.ysterio de
sua organisacio e a interpretar a significaco de seus
orgios.
0 respeitavel anciio tinha, pois. cumpridn a sua no-
bre miasiosobre a trra ; depois dos esforcos continua-
dos, que durante40 annoa tinha platicado, julgou que
poda liescancar, e por isso retirou-se para o seio de sua
seu profeasor de poesa, que teria iinpr..sitado u epit.i-
pliio do t ellio Gatpar.
N.io he Rona.ird precito para islo, ditse Carlos IX,
p na metmo o fareuma......... Por exemplo. atienes,.
mens Srs ditse elle, depoia d luver refleolidu por uin
pouco:
Aqui jaz (mas pato tormo
Nao rootem a tal bargante),
A na falla dr bola,
Pende < n.-rpo rio aliiiiranle
Prloa pea, que domo eafola.
Bravo! bravo| olaluro os fidalgoa ralliolicoa to-
dos a uma VOS, rin quanlo bugurnoies reun,lot fran-
siao n obrollio om silencio.
Quanto a UtnriqiiP, rumo rllr ennveraava rom Mar-
ganda e madama do Nuvers, muslruu que tito tinha
enflate.
Vamos, meuSrs. vamos riitsn Catherina, que
apetar d,n perfumea de quo estaca robera, comrcava a
imiiiiidar-ao det.-e ebeiro ; tamos, que nio ha lio ba
i ompaiilii quo ae nao rieixe. Digamos adeos au Sr. al-
mirante, e v. 11 nio. a Pana.
E fes com a i abofa um gesto irnico, cino quem ao
despede deum amigo, o tornando-te a por i tenia da
columna, poi-se naniinlio, em quantu o cortejo desfi-
lara aillo o cadver de Coligny.
0 aol ebegavii eutlu an horitoiite.
A ninllidao paeuou-ae a pos SS. inagealadra, para ajn-
laralu fim daa niagiiirireiiciaado cortijo e dos punne-
nores du espectculo. Oa ladroct arguiriu a li rronlo,
de norte quedes minutos depoia d partida de el-rei lito
havia maia iiingueili em torno do cadver mutilado do
almirante, quo ruuiecava n baloicar as prmeiras bafa-
Ijens da viracio da imite.
(CWitsatar-s-).
ILEGf


familia. Rodeado doa mais estremosos ouidadoa pro-
digslisados pur aua esposs e fiJha, cuja admiravel ami-
zada nio elhou um s instante durante o longo espa-
do de 7 annos, que estuve enfermo, leohou os olhoaoom
a conscienoie de ter bem pratioado. Mus feli/. que Cu-
vier elle deixa um filo herleiro doi aeui designios e
de suas deias. Pal digoo de i n veja teve o gosto de
ser seu filho andar oom panol iguees aos aeus no cam-
nbo por elle aberto, e como que dizer como de Candol -
le, que fii tambem um philosopho naturalista Mor-
ro tranquillo, meu filho acabara minba obra.
M.
01 CRDBOS DO LBANO.
Ua cidro, de que o Lbano alardea,
RuCAGK.
I.
A mo, que eitrahira donada o universo, e que na
phrase doa poetas aubjugtra ai ten Je n siaa anarcb oae do
chaos, que das treves e da conluslo filara rebentar a
la a a Inrmoni i, eiss mo, qun.acenan lo apenss.resti-
tuiria ao abromo a preza, que Ihe arraneara, nio con-
tente dos mil prodigios, que com aeus bieroglyphus oe-
tampra m toda a parle, e das aceas embriagadora!,
que nos oflarecem aa bellezas d co'e da Ierra, deixou-
pos alguna espectculos, ero que seu dedo se manifest
irresistivelmente, em que a inlnllgencia humana con
cenlra-se bumiibade, frula pelo aasoinbro ou pelo ter
ror, arrebatad i pelo entbusiasmo ou pela gratiJio. Ah
recuara confundido o espirito do homem, se em Irente
a ma gesta Je desees maravilhas, em que o sublime eo
terrfico se compenetrio, em que a ultima expressio do
bello resplan lece, em que o grandioso paira sobre a Je-
sor Jem, ae nao sentitse eapaz do compreheude las, ou
pelo meos de admira-las.
'A tormenta, que desvair o occeano, assola a trra, o
oflusca o firmamento como que preludiando aburado
traot' final; o volcio vomtenlo contra o ci o incen-
Jio. que Ibe brate as entranhis, e estn Jen Jo sobre os
campos aua manta consumidora; o terremoto, esse lgu-
bre alarme d agona, iinagem da desolacio da trra no
momelo, em que ao>r a troinbeta fatal; aa reas arden -
tea do deserto : e o'outro genero o mbito do espaco e o
seio vastissimo do ocano; finalmente o resplandor e
o descompassado dessas massas de ge lo*, que cercao os
polos, o ardor de urna aurora boreal; o estampido de
urna cataracta; aa lucias de urna pororoca e a gri'vidade
melanclica de urna floresta americana, ou o aspecto ve
tuslo e portentoso dos anciios vegetaea do Lbano*
taes o alguna dos espectculos, a que nos r ferimos.
Para estas i egid S predilectas do sublime una a poesa
mana em torrentes, lancio-se todas as unazinicoos. K
nesse jar Jim resta anda muito maia a colher do que pi-
do o eogeoho hq.nano.
A tempesta lo he hoje lugar com num na poesa: Vir-
gi o, llyro-i souherio retrati-la. O Kthoa eo Vesuvo,
celebres pelas suas invasdas.terrveis anda que bem lon-
go do volcio de Qmto, frao cantados na anligm lado,
por Virgilio emfim o terremoto indicado por muilos.
fui descripto por Voltaire. O genio da puesia tem arre-
batado nis suas asas atreves do espigo aos grandes poe-
tas da escola moJorna. U n se-n numero depennesnlo-
quentes entre as quae9 Bolln, Chatemhrand, L tioe deacreverio-noso deserto e aa ruinas : mas ao re-
clamo de Volney essas ruinas e desurlos palpitario. sur-1
girio dentro elle* as sombras e pltantasmas. que evoca-
ra porem onviiia elle a verdade ? Nem sempre
Delille e a magra escola imperial nos derio deicnpcdes
framente btllai d'outras aceas da nalureza. O temo
o sensivel autor de l'anlo a F ir finia, o melanclico e
suhlime cantor d'Atala esboc,aro alguna traeos das nos-
SjS flureatas.
Iteslava, pofni, a Lamartine esaa estrella d'ouro. que
annunciou nos cos urna nova era para a poesa acbar
na sua harpa serepbica un canto para cscedr os de Salo
mi. Cun efleito o genio, que, seguindo o impulso do
atbleta do cbrulianismo.voire a contemplar a patria das
geraioes humanas, nio poda deixar de inspirsr-se vis-
ta do berco dos bomeos, elle que se prepara para can
lar a bumanidede. A queda de um anjo, poema por si
so capas deabrilbantar um nome,entena em si urna po
gi na d'elte poesa, que ao Lbano ae refere. O choi o do*
cedroi be um dos mais bello* ornamento do poema e a
niaior iuiagem, que dessas gigantescas ervores ae tem
deliusado Qoeduer depois desse primor eds innu-
mereveis descripgdes, que como viajantes elle e muitus
outrus nos teeni dado? Aigumas nfl sOe*, que nos sug-
gere 6 entliusiasmo, com que encaramos as magnificen-
cias da nalureza.
II.
O Lbano, Sannino, ou Hermon fsegundo a Biblia i
be o pincaro maia elevado desaa cadeia azul de nuinta-
nbas, que vera a .Syn e fenece na Palestina, leudo co-
mecado desde a Anlioi hie pelo monle Casio. Parece
que pelo diadema de nev, que ae conserva sen pie n
aua 11 mi le. i li'- deiio os pr i metros pavos esse nome de Li
bao, que em hebraico signifi a ortico. Unta outia
caea de igual niensio corre paralelamente forman -
oo um val.e designado outr'era pelo nome de lele Sy
ra. E-la nova i dem de monl.nhas fronteira a nutra
tem por is-oonome de Aoli Lbano; ambas dobiio a
leste o se approsiiiiio do mar : e be de crer, que o pon-
to, em que a segunda atrasse a Palestina dingmdo-ie
ao mar.deve.como mais prosimo delleser entendido pe-
lo que a esciiptura chama Liliano. Do Heimoo estende-
se a vista eobre aetcenai na neoobes. sob'e espect-
culos, que \ olney e Lamartine pint-rao com enihusi
asmo. A cordnbeira Oo famigersdo Tauro ao Norte, ao
bul as Colimas da Gl'lea e as planicies do Carmelo, ao
oriente as vastas ruinas de Baln rk ou cidade do Sol,
Da" asco e o deserto, e ao occidente o mar estendido co-
mo um manto arul resplendecendo aos raioa do Sol ou
da la : tal be por longo ispafo a espbera, em que a
pbanlasia e contemplado, laucando-ie desse cume al
taen o, rsvoadu un pouco I ligadas. .
A subida para o cabero hechei- de aspectos mullipli
crs, de incidentes pitloresroi, de perspectivas e paysa
grnsgiaciosas. graves e al mesmo assuataduras. Ave-
reda a lrilher-,e enrona eserpea em mil mitas por des-
penhadeiroa, rochas agudas, passos eicorregadios e cas-
calas barulbosas. Um poni, um plano desejado mos-
tra-se vala; crer-se-hia loca-lo em doua minutos; mas
o caminbo se enreda, um labyrintho de tortuosidades e
desvos se aprsenla, que elle parece lemover-se como
a imagem fugitiva de um sonbo. M.is em todos os pon-
tos a sce na he viva e nteres-ente : urna mnidaue de
convenios aqu e all diseminados; aldaies sohrepostas
urnas as oulras; povoacoe* dos Maronites e dus Drusos;
pequeos jar lins cultivados com esmero num pico sola-
do; bosques fluidos, e at certa altura urna vegetado
verdosa e animada; arcadas abertas pelo embater das a-
goes; muralbaserguidas pela nalureza ea vista, quede
todos enes pontos diverge pela cordilheira encanecida do
Anti-Libeno. En o que o viajante oaquelle clima de
tantas recordarles, nun;a maischega a esquocer.
As populacO'is, que babilio o Lbano sio muito nu
merosas : aigumas ha (e entre ellas as dos Marn i tes),
que chegio a 200 mil almas. Lau artine na sua vagem
ao Oriente nos falla com eflusio da ventura.simplicida
de e virtudes desloa posos. Segundo elle, nio ba telve-
na trra um ponto,sin que o glande lozeiro do. christia-
nismo resplandece em maia pureza, nem tanto com os
primitivos clarSes. Um pbilosoplio anda o maia seve-
ro nada aobaria, aerasrenla elle, a reprehender ou re-
formar noi costumes desses homens, e ni devoclo e san-
tidade.desses religiosos, que em numero maior de vinle
mil habitio perto deduzenlos mosteiros: eaem du-
vida hoste olugar.em que a ingenuidad, a rehgiio, a
lienevolencia, e a fralerm la Je Jesla* homens puros fi-
na > felii aquel o, que entre ell $ convivesse.
Vencidos m onsln-.ulos,qii so oppaui subida, o via-
jante pnneipia a divisar na corda de o -vo, que cinge o
cu um do llorm m, u na gran le manoha escura, qu-' so-
hresahe de gelo, em un valle semi circular, formado
pelos ltimos picos Os grupo* -lesse* fihos venaron-
dos da trra comecao a aclarar-se ante os seus olbos.
III.
A preonca d'stas arvnres gigantescas chas de reror-
lages. s estup nda estatura de um dessas Briarcos. que
com cen bracos nudosos eleva i cima da trra cpula*
aerial, zimbonosde lolhas, e queafferrado ao solo era -
va no O meo da m mianhi suas vastis railes, infun le na
quelle, que as cont npla.um corto recolhimento de ad-
miracioe de estasis. Cun efl-ito em toda a parle, em
que o homem pensador descobre os rseos de grandeza
divina, ea passagem dis geraces estiocias, a medita-
ci, qu deMe se apo lera, be grave e melanclica. A re -
luio acha-se lgula intirannenle a estes colo lae* : a Biblia nos falla repetidamente d is cedros do L-
bano Isaas, o vate inspirado pelo Senhor, o genio Ja
poe-ia oriental, entre aa bellas im igens, de que abunda o
su estylo. linfa min dalles com frquan-.ia. Ecee.hiel
I ll.indoda invasio Je .Sabucbodonosor esolama; U na
goi i gigantesca abrin lo as gran le* azis desceo sobre o
I.tb.no, e arrebatou a medula d.ts cedros. O templo,
que o profeta re anutava levantar ao Snior e qu* es-
lava guardado a SilomJo, esse templo, que Jenois de
tantas vjoissitudes a espida romana extingui de urna
ve/., nio p) lia J -n ir lo ser ergu Jo oom o.tas arvores
sigr idas.Hiro, ro de Tyr Salomio e trtnla mil bomen* cortan nos bosques do L-
bano e nmliarcio a* madetras nocossarias. O observa
dor. que sabe penetrar-se da nalureza. deve sentir ao
aspecto deslas arvores urna venerauao profunda.
A imagtnaci i no* arrebita, amJt mesmo ftiamnnte
peosanJo em urna scena de tanta elevacao. GutJamos
ver esses corpulenta libo* da trra levantar a cabera
altaneira e espra Iro. que dominio. Q tan lo o sol ebegado ao 'enith dar-
deja seus ratos agudos sobre a trra ; quando a aragem
placida, a brisa inins i nio se atrovoni a resfolegar mur-
murando ; quando tudo he tranquillo, qu m Jo as reres
do horiionte e dos campos nio espalbio o vario e fugt
ti*o colorido Jo cievpuculo ;' eolio iiinnobitidaile Ser
rena desse bosque como que estampado n'um fundo
azul, o silencio dessas vastas folhagens, deve ler urna
gravidaJe respeitosa. Porm, se o respirar de um
cepbyro soave ousa expandir-se refrescando a Ierra
esses inilbOes de folbas verdes palptenles IrepidanJo
como as atas de unta atoznoa, murn.uiando como un
vasto orgio levantado na montanha, terio mais allrar-
ttvo, pois que abi ha iiiovimenlo, e pois iju pelo
inuviiiieiito Se revela a nstoresa. Se um ven-
to impetuoso, deitando as hmidas plagas aua
Imes, ou as regies sombras do Norte, brama irri-
tado pelas cavernas da montanha, entio esse murmurio
surdo torna se em um vasto clamor, essas ondulares
pacificas em urna egitaco turbulenta. Urna nuvem
de folbas rola pelos ares como um etercilo de gafanho-
tos, e (hnsendoacm vrtices vai inundar ovnlle. Maso
cedro do Lbano, soatenlado pelas alendas e columnas,
que Ihe rebenlao do tionco, e que susleni como urna
larga umbella, ssas abobadas veidejanles ; o cedro do
Lbano, que escarneioria m pune do ebil cani(u, sem
que a tremenda peripecia oo l''abulista viesso a d-r-lne
um desengao elle, que no rscoar de lanos reculos
vio por lanas vezes linar-se intil a raiva do seu aJ-
versario, mu mura apenas da sua ousadia, e zumba dos
seus furores.
A imagem da la n'um co puro em urna noitr
serena cuan as nuiles da Amrica deve laucar neite
painel noves encantos. U resplendord nev as som-
bras da munlai.ba o plateado dos valles o I'jIkoi
(re ,ul" dos ralos aveludados que o seu dnco enlla pe-
las densas e escuraa lulbagena e em realce a ma-sa
descoi.f irme dos cedros resallando da lu como pbao-
lasmas deiicoiiipassadus meditando neises pincarus para
mais appruxiniar do eterno o peusamento eo coreiio
ludo isto fas palpitar eslremecldaueote a alma sen
litall.
Completemos e?te quadro : poohamos agora diente
dista potencia vegetal una potencia de outra ordem ;
em face Oeta creuvao glgantesea urna creacio por-
tentosa ; em fente de aivore colluqueoms o pensamen-
to ; perante a puesia na natuieza a poesa no homem.
u meio da cuirentea dos seculus que e-pampaiao
neaees troncos robustos seu cuoho profundo bouve
um da em que um humera firme sobre o ruciado
media de seu pedestal esses gigantes. Este bomem era
a poesa do seculo XIX lucarneda este bomem era u
cantor da Divinduuv o poeta humanitario..... La-
martine. Que vmha elle la/er, peregrino Irrido ou
amago do colico aglro enante escapado is cooilel-
laccVs do mel da para rutilar na atmuspbera do Ori-
ente ?VI, ha adiar mais urna phnse mystlca ver
mala de perto a Dos cootemplar o berco do bomem ,
interrogar as cintas do passado e acbar o levante desse
astro, que inunda o globo de lus anda mesmo cubeilu
pelas nuvens de po, que a tetra agita para niocuntem-
p'ul-o Dobruu-se a magestade vegetal perante obo-
inera 1 Ergue se te be possivel ob cedro ergue
alada mais a tua copa frondosa humilba-o sim a
elle fraco e pequeo incapat de abracar um de leus
nos : embslde que o seu peosameoto le icompanba :
elle te seguirla oode recuasse o i sueco. Blle te com-
prehen eea mi que eiccrri em dbil seu.cote um
corpo munitro. Blle vibia urna lyra, em que o nome
de Dees sea mais alto do que pelas tuas votes e a
Ierra inleira repele com Iqtvur us seui byiunos. Tu
eootas por lecaloi a tua existencia mas a sua memo
ria acabar com o derradeirn Instante dos lo np >S. Elle
dissipa em ti mysterloa assombrosos e tu nio vs na
sua fronte a aureola que o cerca. Impresas pela mi do
creador Tambem os homens aniovem, e como
Moyscs elle tem deencubrll-a para nio deslumbre I-os.
- Biso que he a naturea inanimada perante o pensa-
mento do homem ; e o pensamento do homem perante
o nenio do poeta I mas oque he o genio do poeta
perante a Immensa cjmprehensio do Altlsslmo ?
IV.
Os cedros do Lbano tem dado lugar a mil soprsti-
edes. a mil crencas extravagantes o a mil Iredices
bem poticas. Os rabes povo de urna imagluacio
vivisstma, povo oriental em Om consagrio eo* ce-
dros do Libano urna veoeracio profunda, que se trans-
mute de paii a Albos ; suppOa-lhes urna alma, um
insllocto, que os anima e que Ihns fat prever e Indicar
por raovimentos dos ramos as mudantes da atmosphe-
ra ; julgo nelles urna f >rca vegetativa que oe feta
durar eternamente. Acharaos nestas idelas multa poe-
sa. B porque nio? A anllguidade que com seus
bellos mylhos sabia exprimir lio grandes verdades le-
gou-nos creaedes ingennosas sobre a* florestas e as ar-
vores. Nio as indicaremos aqui: le obraremos ape-
nes o nome de Ovidio apuntaremos essas bellas
Nymphas essas Napeas Oreadas e Dryades. Porm
que ha de man .. >et -1 .i n l-" o tal do qu i a* H una-
dryades, essas Vyu. ihi xistancia de urna
arvore, de um tiwmu. v-K no ueapi'its, que
anima um corpo humano ? Que hi di mais grotaicu
do que esse Pan oe mais jovial do que esses Faunos e
Saiyrose outros ncolas dos busjues e CJtnpanhelro* da
naturea vrgelal ?
Enlretanioalguns viajantes propalrio noticias inexac-
tas sobre elle* Tem so ailribuido ao cedro uma in-
corruplibilidide, quo nem sempre se verificaba mes-
mo quem o crcia invulneravel pelos otelos, grabas a
resina, que o preserva ; adir mi-so ter encontrado em
um lemplo Je UUca madeira de coJro perfeite depois
le 2000 anno* Jo oiiiprogida. Tambem se dit que a
flacha do cedro, isto he, o ultimo ramo, o mais alio na
linha vertical, e cuja elevacao d a estas arvores qussi a
forme de uma pyraimde, osla continu imante voltade
para o Norte como umu buisola arbrea: porm al-
guna viajantes menos pretenciosos, ou mais prosaicos,
ass'-guiio que esta direccio nem be a mais constante
nem lio pouco a mais frequenle. Algn* dizem al
que elle* sio as mus elev >das arvores d< trra, mas he
mu I icil provir o contrario. Porm o que ba de ver-
daderamente singular ne tes colossos, he vegelarem
ellas n'um ponto mujo suporior aquello, em que a ve
gelaciu ji fenece; o que u i de real mele curioso, he a sua
presenc magestosa e o pittoresco do sitio ; e u que ba
le intimamente potico, be o clima, em que produiem,
be a sua ligacio com a historia sagrada o cora a rali
8'*o-
Ivlas razos teem arrestado centenas de viajantes s
levarem o tributo da sua aduiiraciu perante essas mae-
sas vegetativas. Homens Ilustres a muitns respeilos
leem vingaJo o ngreme desse rochado para contemplar
Je parlo um i scena de tanto appirato, e veew se gra-
vados por esss tronco* no lusos diversos nomes ins-
criptos algn* no seculo xvu vas num a todos he da-
Jo o tocar-lhes : Lsmarlin ficou distante inultos pas-
sos, pois que a nev nio permiltio adiantar-se.
A altura Jos cedros do Hermon nio esta restricta-
mente marcada peloa via|antes, talvet em ratio J al-
guma* difliruldaile*. Com lu lo be cnvul i|Ue pou-
co mei* de 100 ps se levantario elles do >olo e que a
sua niaiur circumlerencia nio exceda secundo Harria.
de 30 p. (oica pouco Ibes teiio que invejar esse
Gitjuoid tremendos ,
Bsiei trunco, que bra(io trila homens,
Oue o alvo ao cacadur lru"trio naeltore....
porto \LEGRB fia.tiliana
risas arvores dos mallos virgens brasileiros que es-
aomliao a imaginario e cupe, traeos poilenluso- Sou
be delinear u pincel ardente Je um poeta de inluu,""
vasta e profunda. A composit-ao que citamos su-
periurmentc deixa bem ver u que i a de novo e subli-
me oe selvagem e grandioso n'uma floiesta america-
na. Porm a nutureva virgeui Ifereco um espectacu
lu diveiso do que Iratainus agora : nos cedros do L-
bano o que se procura he a poeaia Jas recordaies.
O que sobretudu be cigno de venerarlo neslas ar-
vores bem como as nossas he a sua inquesliona-
vel anliguidaJe. Cumu nio deve assallar se de me-
ditaedes profundas o espirito leudo pela lembranca. de
que o* iiieinbrudus gigi-nles que os seus ulhos can
i,|o de admirar, niu liverio progenitores que i vos
do altsimo sscudnio do p<> e ds agua* sua rama so-
beiba o appaiei io deixando o ch'ius ? I que atia-
ves>a iu todos esses seiuloe que arrastio coinsigo mi-
llioi'S de bonicos eo silencio do tmulo ; qoe em
quanlo a biimaiiiilade se tem lnovadu renlenas de
ve/es em quanlo nn,0es culussacs leem desaliado em
ruinas, inabalave e eempre vides vio chovendo as
suas cas no solo remocen lo a sua espessa folbagera ,
e mal atlolio nu tronco rugoso o acelerado caminbar
dutvus : ?1 Todava o plincipio Ircundo de reno-
viio elle que os enligos cbamirio S turno, e que
niis cbamamoi lempo, Ihes marca de seculo mu seculo
um termo de existencia ; os cedros do Libno fimio
como os outrus vegetaes como tudo na naturea. Po-
deriamus aqu offerecer alguns nomes e dales porm
basta o saber sa, que em 1650o numero dos cedros
primevos ere 28 ; em 1650 22; em 17T5 20; e
em 1832 a penas 7 Talter d'equi a alguna sei ulus
niu exisla um s desses Tilans vegetaes que vuio u
bomem oescer, e a cuja sombra talvni repousario bo-
inens gigantescos Entretanto, ao passo que elles vio
cabindo sob a luure inetoravel con.o as repulse oes de
nuil poce no seio da poca saguinle ; ao pisso ,
em que usderradeiros vio seulindu a approximaco do
prazo linal assim cuino os cabecosdas alias montanhas
viio as agoes Jo diluvio subir esses di graos impervios
para inuniar Ibes a fronte uma nova geracio reben
la em lorno delles e se apreste a lubstiluil os e a bar-
dara sua gloria. Eis a marcha providencial daa
lureza eia mais uma revelaito do principio eterno de
i eproducao !
A. F DOTRA B MELLO.
nhecerelgume eutoridade real na pessoa denominad
(inlendenlo o nunca Ihe der aquella obediencia que
um suhd>to deve a seu principe.
A palasrioa/urntitolie usada igualmente nos anli-
gos costumes de Inglaterra pelo juramento leito por
uma pessoa culpada de rebellio que. retirendo-se a
um lugar le asyln. obriga-se por juramentos aban-
donar pera sempre o reino ; e isto o punha ao abrigo
de qualquer outru castigo.
Era muitas ve/es permittido ana criminme laier es-
ta abjurado, em lugar de serem condemnados
moite. Denle p lempo de Eduardo o eonfessor at
r> forma os Ingle/es ronsagravio tanta devoci) s
igrej is, queseum homem aecussdoderebellilosare-
fugiava n'u na igreja ou n'um cemiterio tinhs oel-
le um esylo aonde nio podia eer tiredo pera Ibe fe-
terem seu processo e all, eonfessao lo a justica o ssb
erime, e abjurando o reino era posto em libar
dade
Depois de qualquer ter abjurado se Ihe dsvs uma
cruz que ello devia levar na mi pelas gran les estra-
das al que estivosse fra dos dominios do re : a el-
la cruz se chamava : a bandti'a da tgrija A abjura-
do decahio muito pelo andar dos lempos e se redu-
/iopor (im a ser qualquer retido por toda a vida
n'um convento onJe Ihe era permittido acabar o res-
to de seus Ji*s lend i primuiramenle abjurado su* l-
berdade. Pelo eslslutu XXI de Jacques 1 lodos os pre-
vlegnsde avylos. e consequenlemenle aquellos da
ebjurecio, folio abolidos.
( Minerva BraiiUente. )
COIY.ME*CIO
JURAMENTO DE SBJURACAII EM INGLATERRA..
A abjuracau, em gerel, be um acto, pelo qual te re
nuncia ama cousa de uma maoeira solemne e com
uremento.
Nai leis de Inglaterra abjurar uma pessoa he re-
nunciar autondede uu dominio de uma tal peno.
Pelo juramento de abjutactio se uuliga a uio recu-
PRACA DORF.CIFE.27 DEDFZEMBRO DE 1845,
AS TRES HORAS DA TARDE.
RSVIST V SEMANAL.
Cambios As trenacc8es mais geraes da semans To-
rio efleclusdas a 27 V> A !> len-
do-se concluido uma de 800 27 */.
AssuearFoi regular a entrada do emaccado, e pe-
quea a do encanado.nao lendosoflridoal-
terado este e tendo-se vendido o bren-
co eos-ccado de 2,<350 2*800 rs a ar-
roba, e 1*750". do masravado, e do em-
barrunado de 2si50 i 2*850 rs. do brin-
co, e I f800 rs. o masesvado.
Algodio Nio houverio entrujas.
Couros Sio oflerecido* de 12o 130 rs. a libra.
Meios de sola Venderlo e a 1*900 rs.
Ateit de peixe dem a 750 rs. o gelio.
Becelbio Chegou um carregamento de 2,800 bir-
ricas, que foi vendido a prego ocrulto ,
mas supi omos, que nio excedeos 11*700
res.
Breo Vendeo-se a 5*200 rs s arroba.
tarneseces As vendas lorio diminutas, e existem
em deposito 10 00 arrobee.
Farinha de trigo Nio houverio entredsi, nem alte-
rado de preco.
Dita de mandioca O consumo loi regular, teodo en-
trado pequ' nos csrregamenlos, 0 Si vendas
leem regulado de 3* i 3*200 n. o alquei-
re da ntiga medida
Frelo Vndeo se a 1*300 rs. a arroba.
H *.( dem de *HOU 6* r. a arrotka.
Presuntos Mein a 12* rs a arroba doi de Portugal.
Salitre dem a 200 a libra do refinado.
Cuegou um cariegamento, de Malaga, de azeite, vinbos,
paisas e massas, que se diz fui paite ven-
dido
O movimen'o do porlo foi de 14 embarceedes entrs-
des, e 20 sabidas, exislindo no porto 52: sendo 2 a-
uiericanas, 32 brasileiras, 2 dinamarquesas, 1 bepa-
nhola. 2 inglezas. 5 portogueas. 4 sardas e 4 suecas.
jMotiujeiilu du l'orlo.
.Vavio entrado no dia 27.
Ass ; 0 dias, bngui branlero ,Voora, de 187 tonals-
des, sapillo Jos Antonio Cabrel, equipagem 13,
carga sal ; e GauJino Agoslinho de Barros.
Nuc'.* }a/ntos nu meemo da.
Rio-Grande-do-Norle pela P-iahiba ; brigue escuna
de guerra brasileiro Andarinka, rommandanle o ca-
pillo lente Rafael de Morees Valle.
Macelo; barca ingle/a Thomas-Mellon, capillo Ro-
berl Hruce, em lustro de assuear. Passegeros, Ma-
nuel Jo-e Je Ol>eiie, doutur Joi Ricardo de Si o
Reg, e 1 ecravo.
Lisboa ; bngu porlugue; Tanjo l., capillo Maooel
de Oliveira Eaneco. carga assuear. Passageiro, An-
tonio Joaquim Vidal, Poi tugues.
Aaviut tntraUui no da 28
Teuc a; 29 das, brigue portugus Tercetra, de 213
luu lidas, capillo Joio Lopes da Costa, equipagen
27, carga 213 passegeros e colonos, os quses so-
guera para o Rio-ile-J'neiro, conforme s lisia, que
deo para e polica ; a Oliveira 6i Irnuo.
Montevideo; 33 das polaca sarda V.-S. do-As-
'iimpto, capillo Caelano Callo, equipagem 14, em
lastro ; a Jus Saponti.
(JbeervacaO.
No dia 25, sabio para o Havre a polaoa franceza
Yoluft, capillo H Maiirrut. Carga assuear
LalillU-S.
- O llim. Sr inspector da thesuuraria das rends
proviociaes manda laier publico que, em viitude da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, de 17 do
correnle, irio pela terceira vez S praca, para serem
siremetadasa quem por menos fiter, as obras das ca-
deiee da cidade de Goienna, e da villa do lirejo, as des-
te oreada* em 6:448*337 res, e ai d'aquella em
7:903*392 rs.
O licitantes, devidamente habilitados, deverio com-
peiecer ne sala dassessOesda ibesouraria no dia 9 do
janeiro prximo futuro, ao meio da.
Secretaria da tbesouraria das rends proviocses do
Peinsmbuco 18 de detembro de 1845.
O secretario ,
/.mis da Cotia Pertonarrriro.
= Olllm. Sr. inspector de tbesouraria dea rendas
provincia'* manda fazer publico, que, em cumprimen-
lo de urdem do Exm. Sor. preadenle da provincia ,
desta dala, ira novameote i piaca oo uie 30 do cor-
IVEL
1


a
rente ao meio da para aer impnterivelmente ar-
dematada por lempo de 9 mezes, a contar do primeiro
re Janeiro 6 30 de setembro de 1846, a laxada bur-
reira da ponte do Catanga pelo preco annuil de
1:500.000 ja olTerectdo
Oa licitantes, heridamente hiliilitados,compareci na
sala ras sessio da mesma thesouraria no da e Lora in-
dicado*.
Secretaria da thesouraria das rendas proiinciaea de
Pernambuco 21 do dezembro de 1845.
O secretario ,
Luis da Gula Portocarreiro.
O lllm. Sr. inspector da thosouraria da latenda
desta provincia, eni cumprimento da ordem do tribunal
do theaouro publico nacional n. 107, d 23 de agosto
ultimo, abano transcripta, manda fazer pulilieo, que,
do primeiro de tetemhro de 1846 em diante, se prio
cipiar a laier, nesta provincia, o descont de que trata
o artigo 5 da lei de 6 de outubro de 1835, as notas
do 2,000 t da I.*estampa. Secretaria da thesouraria
de Pernambuco, 13de desetemhro de 184B.
O nllicial-m.iior,
Ignacio dn Sanias da l'omeca.
Ordem a que te refere o edilal tupra.
N. 107.Manoel Alves Branco, prndenlo do tri-
bunal do thesouro publico nacional, conformando-se
eom o parecer do concelheiro de oslado, inspector geral
da caixa da amortisacio, ordena que o Sr. inspector da
thesouraria da provincia de Pornambuco mande an-
ounciar pelos peridicos, eporeditaes, que, do I* de
suteuibro de 1810 em dian(,se principiar a faier nes-
la ptovincia o descont de que trata o artigo 5 da lei
dn 6 de outubro de 1835, as notas de 2,000 da 1.'
estampa, mandadas suhsli^air pela ordem de 27 de ju-
lliodoanno passado; devendo o metmoSr. inspector,
logo que receber esla ordem, transmitti-la a tudas as
eslaedesde lazenda da provincia, para lazerem os com-
petentes annuncios pelas lolhas onde as houver, ou por
uditaes, a lim de quose teoh disso conbecimenlo em
todos os lugares da provincia, e lenho os seus habitan-
tes o lempo necessario para as apresenlar na thesoura-
ria O que o Sr. inspector cuniprira. Thesouro pu-
blico nacional, em 23 de aguato de 1845.Manat
Atve Bronco. Cumpra-se.Thesouraria de hien-
da de Pernambuco, 12 de selumbro de 1845 Silva.


Mbat
erlaracOes.
AVISO IMPORTXNTIt AOS COLLECTADOS.
O administrador da masa da recebedoria das rendaa
goraea internas, tendo p ir muitis vetes (nnunciado
pelos Diarioi, convidando aos collectados do bairro do
lenle, Sanio Antonio. Roa-Vista, e A fugados para
Vrrm pagar a taxa de escravos, imposto do banco,
segas e carrinhos, decima de mi mora, ninguem
tein comparecido para pagar, resultando desta omisso
despezas e incommodos para os collectados; e por isso
pela ultima vet annuncia.convidando a todos para virem
pagar, pena de se proceder a ejecutivo em (metro
protimo vindouro: e para que ohegue a nntcia a lodos,
laco o presente annuncio. Recebedoria, 15 de de-
xembrode I8i6.
Francisco Xavier Cavalcanli de .ilbuquerque
= Pelo lycCo desta cidade se fai publico, que no
dia 6 de fevereiro do anno prximo futuro iro a con-
cu'so as cadenas de piiineiras lellr.s ar o t>xomas-
culino das povo> comarca de Goiaona. O* candidatos, que as referidas
cadeias su quizerem oppV, babilitenr-se nos termos
da le. Secretaria do lycflii desta cidade, 25 de nove ni -
bro de 1845. O secretario, JoSo facundo da Silva
Guimariei.
A sssociacao commercial desta praca, a vista do
indcfenmenlo que leve a peticio demonstrada no
Diario de 24 do dezembro convida aos Srs. agricul-
tores em geral aeus agentes nesla praca ou oulras
quaesquer pessoas, a quem interessur possa o commer-
cio de assucar em caixas para se rcumrem no dia 8
de Janeiro prximo futuro ao meio da em ponto na
sala da associa(o commercial, a fin de se tomar al-
guma dcliiierarfio, que p0s romediar os inconvenien-
tes que aesenlem com a falla da antiga iospeccio,
0 secretario, Jote Jeronymo Uonleiro.
N PRODUCCAO LI1TFRARIA.
Publica-se na curte do Rio-de-Janeiro semanal-
mente um folheto sob o titulo
US MYSTEIIIOS DA INQ0IS(A
E outrai eociedadei tecrrlas de lleipanha
Contando cada numero oito paginas do formato de
oitavo Irance/ pelo preco de 160 rs. pagos no acto
da entrega. Achio-se j publicados 16 folhelos que
serio dados pelo preco estipulado a quem assignar pulo
resto da obra que ao lodo compde-se de 80 folhetos.
Ha entre nos tanta falta de escriptos a respeilu da bis
ria da Hespanha, e dos horrorosos actos all praticados
pela inquisicio.e sao nesta obra etpoitos crin tanta ola-
reza alguna delles que suppomos fari urna boa acqui-
ticio qualquer, que della se quizer prover : acquisicio
tanto mai<, fcil quanto he tio diminuto prefo da atsig-
natura. Subsereve-se na praca da Independencia li-
vrarsa, n. 6 e 8
Avisos martimos.
Para o Rio-de Janeiro saltira com muita hre-
vidtde o muilo veleiro patacho brasileiro S. -Joiii-
Americano : quem no mesmu quier carregar remet
tere-cravosa frele ou ir de patsagem enteoda-ee
com Gaudino Agostinbo de Barros, na ra da Cruz ,
n; 66, bu com o capillo a bordo.
= Vende-se o muilo velein biato americano Ai-
mira de lote de 94 toneladas forrado cavilhado de
eobre promplo a seguir viagem para qualquer porto :
a tratar eom Matheus Auslms di Companbis, na ra da
Alfande
n.36.
Avisos diversos.
RAP DE GASSE.
Socbegadaa a e-te deposito, ra a Cruz. n. 38 na
quahdades de rap segualas : princeza fino, tf'ito
meio grosso, dito grosao e principe o vais fresco e su-
perior, que be poauvelser.
Aluga-se., por anno urna boa casa terrea nn
principio da estrada dos Afilelos junto ao sitio da
Sendera D. Lnurianna ; a qual t m grande quintal ,
com (atadas de parreirns, maraeujaes e differentes Iru
leiras com agoa de beber a melhnr que se lem visto ;
aluga-se por preco commodo ohrigando se o mora-
dor,na sua sabida,a entrega-la com as bemfeitoras.com
i|ii" a recebeo ; e lambem se vende : a tratar na ra
da Cadeia do Reoife n, 25.
Abre em cobre toda a qualidade de desenlio de ar-
ehilerlura rnalos, figuras, todas as qualidades de
caracteres e bilhetes de visila tinetes, lavorea em
ouro e prala e firmas em ohjeclos de uso
Ossenhores que desejarem qualquer obra net-
(e genero ou fazer abrir ttulos de livros, de carloes
paracscriptprio ou oulra qualquer obra em manut-
criplo com leltras ornadas ou vintieteie Isvflret le-
nhio a hondada de diiigir-sa ao dilo artista que lam-
bem da lines de calligrapbia moderna lude por m-
dico prego.
Lotera de S. Pedro Martyr
de Olinda.
Os bilhetes desta lotera achio-se a venda nos luga-
res do cotlume. Brevemente sera annunciado o dia tin-
prelenvel do andamento das rodas.
Aluga ae una casa terrea na ra dos Pescadores
desta cidade n. 6 : a tratar na ra da Roda, n, 23.
tai Aluga-se urna casa terrea na ra Bella, com
duas salas 3 quarlos, coiinha fra quintal e cacim-
ba : a tratar na ruado Colegio n. 15, segundo an-
dar.
Aluga-se o sobrado n. 4, sito no largo do Hos-
pital do Paraizo j todo ou separado: a tratar na ra
do Cresuo loja de Sanios Neves ou no largo do
Carino, n, 5.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 55 da ra
da Crui: a tratar na mesma casi.
= Furlarioda sua capella urna pequea imagem
deN. S do Monte; e consta que se anda tirando ea
molas com ella pelat praiasdo Norte. Qualquer pescoa
que quizer restituir dita capella be por etle auto-
risado a apprehende-la.
Guilberme Puroell faz saber a lodos os seus tre-
guares e pe-soaa que tiverem Iransaccoes com o met-
mo, que o Sr. Cantillo Lopes deixou de- sor seu cai-
xeiro desde o dia 22 do crrante
Antonio Joaquim Vidal, (endo-se retirado para
Lisboa e pela tirovidade de sua viagem n. i se p dendo
despedir de todas as pessoas de sua amitade o faz por
meio dcsle ofleicrendu-lhcs seu intil presumo
niquulla cidade ou na do Pollo ond be seu des-
tino.
= N. G. Be' vbi ao Para tratar de seus negocios.
Desippareceo, no dia 27 do crtente do sitio
n. 78, da Magdalena urna grega op cordio de ou-
ro com unta faquinha dependurada ; cuja grega, ou
cordo lem o coinprimenlo de 6 palmos pouco mais
ou menos. lioga sea quem lor oOerecida da apnre-
Ir nder e levar au dilo sitio que ser generosamente
recompensado.
Precisa-se de um 'eitor que saiba enchertar e
tratar de hortalica : a tratar na Magdalena estrada
que vai para a Torro sitio, n. 78 da viuva do dou-
tor brito. *
Aluga se um preto sapaleiro que lambem be
liiiin servente de cotinlta no que he mu-lu asseiad* e
fiel ; nesta typographia.
Agencia de passaportes.
Na ru do Collegio,botica n l.eno Atierro da-
Roa-Vista luja n. 48, tirao-se passaporles para dentro c
fra do imperio, astim como despachao -se escravos: ludo
com hrevidade.
otiipras.
Cotnpio-se, um escravo com oflj-
cio de ferreiro, e urna escrava moca, de
bons cos ti mes, e que saiba coser, e en-
gommar perfeitamenle; em casa de Nas-
clmento ScbaeTer & C.: na ra da Ct^uz,
n. 45.
= Comprio-se dous pardos de idade de 14 a 22
annos ; pagfio-se bem : na ra Direita, n. 3.
Vendas.
__
= Vende-te um porta-licor em tua compelen le cai-
ta de faia envernisads, muilo boa obra, por preco mu
lo commodo : na ra de Hortas n 62.
=. \ ende-se um bi I bar novo com 01 seus perten-
ec ; naruadaCiuz, o. 18.
= Vende-te che muilo superior, em caixas a 6
libras ; em cata de L G. Penetra & Companltia.
= Vade-se urna parda, de 26 annos, de boa fi
gura, rngomma, coiinba e lava de sabio; 3 escratat
de naro duas de 25 annos e a culra de 30 anua* ,
eoiinbao la vio de sabio esio ptimas quitsndeirea ;
um escravo de afio de 40 anuos ptimo pajeara :
oa ra daaCrutes n 22 secundo andar.
1= leuda-se pulpa de tamarindos, bem acondicio
nada, em ancoretas de 4 arrobas; barra de doce de
caj pttanga gio/ela, nanarea, sidrio laranja ,
mangaba e calda de tamarindos muilo bem fela ; na
ru do Trapiche n. 38.
Chapeos do Chile.
Os mais superiores que hoje ha ho mercado ven
dem-se na ra larga do Roza no loja de mtudezat
... 24.
= Vende-te urna canoa de conduzir agoa leita
ha um anno muilo bem construida ; no Porto-das-
Canoas n. 34, a fallar com Manoel Antonio da Sil-
va Molla.
= Na ra do Hospicio n. 14, bairro da Boa Vis-
ta bs, para vender-ae, urna escrava rocolhida, de 16
annos, sadia cose chio engomma, ecozmba o dia-
rio de urna caso. Ao comprador se dir o molivo da
veoda.
=Vende-se no armaren) de Fernando de Luccas,
na ra do Trapiche, n. 34, um sortimento de bons e
tedenles vinbos para uso particular como viobo de
Sberry, Madeira secca, Porto Clarette branco (haul
liersac) Malaga, Bordeaux ; vinhos do Rbeno ( ha-
chheimer e rudesbeimer ) superior cognac ; maras
chino ; cerveja prela ebranca (deCampbell & C. ) ;
Umbem ha deposito de uina porcio de viobo de Cham-
pagne e genebta da Hollunda ludo itlo veni ero
cascos e engarrafado ; superiores charutos regala ,
ltimamente chegados da Baha ; rape rolio de llam-
hurgo ; conservas. Estes gneros vendem-se em por
efiaa e a relalbo, e dio-se amostras, para se experimen-
tarem, aot Srs. fregueses.
No armasen) de Fernando Jos Braguez ao pe
do arco da Concei{io vendem-te caixas coro folhas
dq Flandres muilo bem sorlidts por preco com-
modo.
Sarca.
RestSo alguns rolos de excllente qua-
lidade que se vendem a 25000 rs. cada arroba ; no
paleo do Collegio primeiro andar, juntq da casa ania-
tclls.
=Vendr-se superior vinbo da Madeira, em f neo-
retas de almude ; na ra do Vigario, o. 79.
\ endem-se caitas de tartaruga feitas no Ara-
cal) muito branda por ser de boa qualidade ; na ra
do Queimado loja, o. 5.
Rap de Lisboa.
= V'ende-se, na praca da Independencia, D. 4,
ebegado'prximamente a 4a rs. o bote
= Vende-te urna cabra bicho de lora com cria
i'ile ; na Soledade n. 20.
> Vendc-ae farinha superior, chegada recenle-
roenlo de S. Catharina, vende-se pela medida velha aos
alqueires mcios e quarlaa poi pr^co muititainio ba-
rato e conlorme as poredet se fsr proporcional aba-
te: a bordo do hrigje Sagitario, ancorado prximo
a ilharga do caes do Patseio-Publico. Abater-se-bi 160
rs. por alqueire aot compradores quo chamaren) e
forem conduzidos pela canoa do referido brigue.
A 4^800.
Saccas de farelo de tres arrobas cada
urna, ebegadas ltimamente : no armazem
de Braguez, ao p ao arco da Concei-
cao, e no de GuimarSes, no caes d'AI-
fandega.
11 A DO COLLEGIO,
Loja n. !.
Vendem se superiores grvalas de selim preto a 500
rs.; casimiras, das mais modernas, a 1,200 e 1,400 ra.
o covado; panno fino, preto e azul, a2,500rs.: meias
deienhora a 280. rs. o uar; chilasdu todas as cualida-
des, de 120 a 300 rs.; madapoles, de 140a 280 rs.;
corles do {lilas de todas as qualidades, e do melhor
goslo, superiores riscados Irancezes, i polka, a 360 rs.
o covado ; e oulras multas fazendas, ja aonunciadas
nesto Diario: na mesma loja cima.
=Vende-se boa calda de tmales em botijas; oa
ra da Cruz n. 46.
= Vende-te uina balanca decimal capaz de pesar
2000 libras ; na ra da Cruz, n. 55.
= Vende-se potassa americana, ltimamente che-
gada em barra grandes e pequeos; meias barricas
de farinha gallega ; lencos pretos de seda da Jodia,
selim de Macao; ludo por preco commodo: em casa de
Malheut Autlin & Compaobia na ra da Alfandega-
Velba n. 36.
= Vende-se polasta muilo noy, e de superior
qualidade, em barra pequeos: na ra da Cadeia do
Recito armazem de assucar, n. 12.
- Yencle-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
lha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Mir..iila; no Alerro-da
Boa-Visla, fabrica de licores de
l'rederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de moldados
do JNieolle.
No caes do Collegio, n. 9
existe um novo armazem com farinba de S. Matheus e
inillio, ludo, tanto a relalhucomo em porges, e rude-
se a vonlade dos compradores, medida elba rasa, ou
caculada como de matulo, e por menos do queem oulra
qualquer parte : oa pretndanles dirijio-se ao mcimo
armazem, ou a ra da Crui, n. 54, a fallar com Manoel
Antonio Pinto da Silva.
= Vendem-so moendas de ferro para engenhotde
assucar, para vapor agoa e beslas de diversos tama-
itos por preco commodo ; e igualmente taitas de
ferro coado e balido de todos os lamanhos : na pra-
ca do Curpo Sanio n. 11, em cata ta Me. Calmonl &
Coinpanbia ou na ra de Apollo armazem, o. 6.
Vende se colla da Babia, de superior qualidade ;
na ra da Crut n 55. -
= Na botica da ra do Rangel, vendem-se o re-
medios teguintet, dos quaes a experiencia tem confir-
mado ot rnelbores efleiloa : dentifico que tem a pro-
priedade de timpar os denles cariados a restituir-Ibes
a cor esmaltada em muilo poucos diat ; o uso do dito
remedio fortifica as gengivet e lira o meo cheiro da
bocea proveniente nio s da carie como do trtaro,
que se une ao pescoco dettet orgios; o remedio he
designado pelos nmeros 1 e 2 : orchata purgativa ,
mu til as enancas e as pessoas de (oda e qualquer ida-
be composta de substancias vegetara, nio conlem
curar dorca venereaaanligat e que teem resistido ao
tratamenlogeralmente applicado ; dito para provocar
a menslruacio e accelerar a ac<;to do utrro noa par toa
naluract em que nio se precisa dsa manobraa sciem,.
tficas da arta ; dilo para resolver tumores lymphatteos ,
vulgo glndulas; dito para corar bobas e cravoi seo-
coa o maia eflicaz que se conbece at aqu; dito oxi-
mel de ferro, muito'ulil as chluroies, vulgarmente
chamadas frialdadea ; pos anti-bilioeoe da Manoel Lo-
pes ; capsolas de gelatina conlendo balsamo de cu-
pabiba ; ditas de oleo de recinos purificado ; ditas de
cubebaaem p fino ; ditas de assaletida ; ditas eom pos
purgantes ; ditas de ruibarbo da Chiba ; ditas de sul-
phato dequinino da 1 a 2 graos cada capela ; alga-
leas velinhas elaeticae; pilulas de sal de obaciobo a
agoa das Caldas, ebegada prximamente ; remedio que
cura a frialdade dentro em 40 diat meimo estando
inebado ; mtcella nova a 240 rs. a libra : o preco de
todot estes remedios be mui razoavel e os bons re-
sultados da la applieaclo hequedevem fazera sua
apologa.
Champagne da marca C & C, in-
da no ultimo navio de Franca : vende se
em poredes e a retallto, em. casa de >lc.
Camont & C*.
Ven Je-se viobo de Champagne em gigos, da me-
lhor qualidade ltimamente ebegado, dito de B>r-
daux em quartolae muilo bem acondicionad ;
ago'ardenle de Franca ( chamada de prove j ; mostar-
da preparada em potes') ludo novo e muito fresco : em
casa de Avrial Irmios, ra da Cruz n. 20.
Vende-se potassa nova, ebarata, meat de linho,
mlluit de arcos de caslanho volteados e direitot,
meias barricas com farinha nova, da marca gallego:
barricas com dita, de SS e SSS ; peneiras de rame,
na ra do Vigario n 9.
= Veode'm-ee, na escadinba da ra do Crespo,
n. 11, bilhetee para banho e grande sor lmenlo de
tvros, por preco commodo.
Vende-se, na fabrica de licores de Fre-
derico Chaves, no Ateno-da-Boa- Vista,
n. 26.:
Ago'ardenle de Franja cenada 960
Dita do Reino 800
Oita de ani| 640
Dita de cenell 6*0
Dita de eravq 640
Dte de Lima 640
Dita de mil floree 640
1' spirilo de vinho 1000
Genebra 720
ila embotijada 200
Licores de lodee as qualidades e todos ot precot, eom
ricas tarjas.
Cberopee finos para refrescos, a da verdadeira reti-
na de angico muilo bom para ai molesliat de peito.
Mechas phosphorictt em manos de 100 e 160
20 'i. cada maeso.
Chocolate de primeira quelidede de eende bau-
nilbae canda a 400 rs. a libra ; dito ferruginoso ,
a 1000 rs. a libra e a quem quizer comprar em arro-
bas se dar per preco muito commodo. Para maior fa-
cilidade dos compradores, acha-ae um deposito de
chuaolaU aa-tua da Cadaiia ,4oja de chapaos, n. 46,
de Candido Jle de Sales.
Vende se superior essencia de aniz. *
em garrafas de 30 oncas, por preco com*
modo: no Aterro-da-Jioa-Vista, na fabrica
de licores n. a6.
lisera*os Fgidos
mercurio, nem droga alguma que potss prejudicar ;
remedio pere curer calos, em poucoi das; dito par*
I'ugio, no dia 10 do correle doengenho Au-
rora em Porto Calvo outr'ora Agoa Fria o ca-
bra Honorio, com ot signaos seguinles: baixo, cor ce-
bra-claro olbos bra neos cabellos pichaim maclas
altas, cara redonda pernas finas, naiii chato, aatoa
e p. s proporcionados barba em conla ; repreeeeiaviar
22 a 24 annos; levou camisa e cetonias de sigaoio
grosto branco chapeo de carnauba vdbo e unta
irouta : quem o pegar, leve em Pernambuco a cae* de
Tiburcio Vallerianno Baplitla ou a ra da Cad> i no
lU'cife n. 60 ou ao dito engenbo a cima que se-
ra generosamente recompensado.
Fugio, as 7 botas da noule do rtia 26 do crten-
le urna parda de nonie Anua natural do Cenr de
idade de 30 enaos, de boa estatura cor (oslada ;
tendo tido baalante clara ; cabellos crescidos olbos
grandes e amortecidos denles aberlos ou iuiadoa ,
etpaduaa laigat miot e ps grandes andar apresta-
do e sacodido; levou vestido de chilla azul, novo, e um
panno branco na cabeca e descalca : quem a pegar ,
ou touber onde ella esla, dirija se a ra da Aurora .
sobrado de dous andares, n. 12 que sera recompen-
sado.
= Fugio o escravo Salvador de naci Coala re-
presenta ler 40 a 50 annos de idade secco do corpo ,
bastante alto, nao dobra o dedo mnimo de urna das
nios, e lem os ps grosios: quem o pegar ou der no-
ticias na ra do Crespo o. 11 recebar urna recom-
pensa proporcionada ao seu trabelho.
== Fugio, no da 10 do crrente dositio do Ar-
raial da viuva de Joio Carlos Pereira de Burgos Pon-
ce de Len o escravo Domingos de naci com ot
signaes seguinles: baixo, cbeio do corpo, representa
ler 40 annos de idade cabeca um tanto grande, ros-
to redondo olbos vermelhos e abotoados para fra ,
beicotgtossos, sendo o inferior fovriro, e Umbem
urna das miot ; tem as costea tal badas com a marcado
sua naci ; padece de frialdade; falla atiapalbado ,
que pouco te percebe; bebe ago'ardenle; Lvou urna
trouta com roupa sua que consU.va de camisas e ce-
roulas ordinarias ; gosla muito de Irazer unas calcas
le ganga aiuj e urna jaquete de panno tino, que les
de urna sobre cusca ; fui escravo em Mara no
liuique : quem o pegar, leve o dito aitio do Arraial,
a tua aenbora ou no Kecife oe esquina do Livra-
menlo, o. 1, a casa de seu filbo Antonio Carlos Pe-
reira de Burgos Ponce de Leoo, que recompensara ge-
nerosamente.
ttl. J NA TYP DE M. ,' Di FAMA1^4?


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