Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05947


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Full Text
uno fie I84..
Te.r$a eira 85
n z?Ls/f70publc.o-sR todos os dlis que
pao foreui de guarda: o preso da .i<*rgns-
turahcde41,rs. por quaifl p.o (ffiiito-
rfo. O annuoelosos assignintes sao inse-
-idosarazio di? 2 res por liiilia. 40 rs. na
lyPo different', e as repetleejea |'-la m^lade.
0 que nflo forein asignantes p igo 80 r
por Unn, 160 em typo diflcreotc
PHASES*A LA NO MEZ D.E DE7.RM8RO.
Crescente a 6. os 33 minutos da minha.
La chela a 13 w \ >i>r. e 2 iatu. d.ilard.
Menguante a,II as 9 h"or. e 8 in. da yde.
PARTIDAS DOS COBREIOS.
Coiaiina. Pamhvba, e Rio Grande do I*orte
Segundas e Sextas reirs.
Cabo, Serlnhaem, Rio Fonnoso, Porto Cal'
to, e Uacey, no I. 11 e 21 de cada rae.
Oaranhuns e lonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Otinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira aos 30 inin. da tarde.
La nova a 28 as 8 h. e-J3 min. da tartje. [Segunda aos 54 minutos da manha.
PARTE OFFfGIAt.
de Dezcmbi-o.
An..d XXI NVOT.
.-JJ.----------
das d'eMana.
22 Segunda S. Honorato, and. do I. dos orp.
11 doJ.doC da 2. v e do J. M. da 4 v.
23 Terca S. Sarrillo, and. do I. do civ
da I. v.. e rio J. de p.-udn 2. dist de t.
24 Qnaru S. Gregorio, and do I do civ.
da '2 v e d > J de pa' do 4." dUt. de t.
25 Quinta** Nisciiiimlode NotsoS'nhor
Jess i'HHiaro
26 Sem I.* oitava, S. Estevao Proto-
mnrtyr.
27 SiI>im-Io >..'oitava, S. JoSo apos-
tlo e Evangelista.
28 Domingo S. 3.' oiUva S. Theophila.
CAMBIOS NO DA 22 DEDEZEMBRO.
Camb.sobre Londres T'/jd. p.I|a60d.
Pan 347 ris por franco.
Lisboa H2p. cpr. p m.
Bese, df let. dr boas liriuas I Vi P- V. ">c
Ovni Oin-as hcspinholas 30#000 a 30WX)
Moedado BMOO vi. 16*200 a 100
... de 6/400 no. tSsti'JO a 5 200
,. .. d.- 44WJO 8#80O a 8*0O
'rala- Palaccs .... 1/000 a tjm
Pes-is ':oliunnare. 1^020 a. I#M0
Ditos Mevicauoa 1#880 a l#9'
. Pratamiuda. 1/B80 a 1/720
Acides da C do Beberibe de 50/W0 ao par.
DIARIO DE PER3S. AMBUCO
Governo da provincia.
SatrKBIERTB DO DA 17 DO COSRENTE.
(Conclua" u.)
OfficioAo commandante das armas, intclligeacian-
do-o da haver dado as precisas ordens, pira que, pelo
arsenal de guerra, se tnandem fazer na fortaleza dst
Cinco-Ponlasos concerlos nocesssros. para que posta
ella receber o primairo batalhio de artilharia i pe.
DitoAo inspector da thetoursria das rendas pro-
vinciaoa, determinando,mande por tereeirs ?ei em pra
ca asobras das oadeiss da cidade deGoianna e da villa do
Bonito.
DitoAo meimo, declarando-te inteirado de hacer
S. me. reolvido, que as rendas dos municipios de Boni-
to, Flores a Bia-Viita, a cujas arrematacrjas Dio com -
parecrio licitantes, continen a ser arrecadadas pelos
collectorei.
DitoAo eommandinte superior interino da guarda
nacional de Olinda e Iguarats, acornando recebido o
teu officio de 16 dette mei, em que da parte de se aeba-
rem |uramentdos os commanJantet dos hstsIbSes n,*
1 e 2 da metma guarda nacional
Dito Ao mesmo, scentifioando-o de haver conce-
dido a reforma solicitada' pilo alfares do primeiro bata-
IhSoda legilo de Olinda, AntonioCarneiro de Almeida
DitoA' cmara municipal do Pso-do-Alho. decla-
rando, que, reunida a assembJt legislativa provincial,
levar i sus presenca a conta da sus receita e despeza
no tnno lindo, e o orcamento para o anno futuro, que
tierio anoezos ao sau offl :io de 15 dette mez.
tDRM B0 DA 18.
OfrrcioAo Em. presidente das AlagAat. robando,
hajs de offioiar ao Kevm prefeito do hospicio da Penha
nu mesmo senlidodoofficio. quopor copia Ihe enva,para
que elle contioue na honrosa eproveitosa minio de em-
ulare instruir nos preceilos da religiso os habitantes das
maltas de Panellaa e Jacuipe; e prdndo. eipeca as pre-
cisas orden t autoridades do interior d^qualla provin-
cia, para i|ue co4i'ijuvom anjnesino preteito na eiecucio
desea to pia emprez.nlciou-sei respeito ao Revni.
prefeito do ho.picio da Punhs.
INTERIOR.
RIO-DE-JANKIRO.
POLTICA GBRAL.
O bil de lord Abtrdtm.
.... O mundo inieiro sabe cmn a Inglaterra
procede nu euinprinienlu dos seos ajlales:
lenhuma fi.lcliiladetem guardado om anas alli-
ancat un os povus da Eurupa, deade que oo-
iiiecuu a diaiingiiir-se pelo seu connuercio e
ourriiiicn......., .
Offeranu.Carla dirigida cm 1810 a Lang-
don.)
Ha certos factos, cuja noticia ao brio nacional convi-
ria occultar, se lio notorios nio fotsem e quolidiana-
mente praticadot, E se a Grio-ISretanba, as scanca-
rat.e lio tem robuto.osoonsumma.porqueesconde-losT
Repitamos, por tanto, a cada pssso, asua relacio ; cor-
ra ells por tod -s espartes do mundo eavaliem ot ho-
tnent justos de lodos os psises os fortes e numerlos
motivos, e o salidos fundamentos, que temos, para nos
queizarmos do governo ingles e procurarmos sacudir es-
se cruel jug i,com que elle not opprime Quando.na tes-
lio de 1843, o duque de Broglie, os camera dos pares
de Franca, fes a resenta dos vzame, que o commercio
frsneez bavia soffrido dos cru/adores britannicos, e dos
desacatos por ettet feitot ao pavilhio da naci franceza,
em diltereoles partes do Ocano, o filho do general Ney,
nio desmentindo a stirpe de onde vero, poisuido do
alto e nobre sentimento, que moveo o bravo dos bravos
do grande ejercito, cheio damaior indignacio.a recusar
e repellir, ante os seus juizes, a parte da defeza, que Ihe
fszia o seu advogsdo, fundsda no facto do sea nascimen-
to em territorio desligado da Franca, repelidas vezes
com o accento da mais profunda dor, ezclamou, i pro-
porcio que os factos te iio memorando. Bstta, be
cruel, be doloroso de ouvir.'.. Assim ora not cabe
dizer... nio so pelt naturezi das violencia, que have-
mot soffrido, como pela sua quantidado e circunstancias
de ignominia, que a teem aggravado.. Ougamo-las.po-
rm com a retignacio, com que as temos soffrido....
He da essencia, da toberania e independencia de urna
naci, segundo os principios, om que o direito das gen-
te* se basfla, o direito de ezcluir de todo o goro e de
qualquer acto de jurisdiccio e aut iridado, em sen terri-
torio continental e em todos os seus porto, coilas,
praiase msres adjacentes, que constituem por sua nalu-
rera e segundo as regras geralmonte seguidas, o seu ter-
ritorio martimo, a toda e qualquer potencia, e o de
prescrever leis econdird*s quanto ao uio e gozo de al-
guma parte do seu territorio aos subditos de outras na-
cdes e aos seus governos.
Este principio, univerialmente acstado por todos os
povoscivilisados, respeitsdo pelo governo inglez para
com quasi todas as potencial, por elle reeonheido, ga-
rantido e respeitado para com o proprio 11-nty no artiuo
4 da convenci de 23 de dezembro de 1839 s o nio
tem sido pela Grio-ltretanha, oo lempo da mais per-
feita paz, a respeito db Brasil, cuja soberana e indepen-
dencia, com as demais nac6es, ha reconhecido. e com
quemde ha muit alimenta rolacd.is de amizade .'
Os cruzadores inglezes abordio, registrio. dio buica
e capturio constantemente nossos navios dentro dos nos -
sos portos, diante das nossas fortalezas, ao alcance das
balaras de Ierra, no nnsso torritoiio martimo, e por tal
nodo procedem neise lugares, que violio os noisos re-
glamentos e leis, e mais pareoem navio* nacionaes.
encarregados da polica de nossos ancoradouros, bahas,
agoase mares adjacentes, do que embaroacdes estran-
Herrn, ou iiuo vivinos tiojo b>o d ulorJdt>
do aeu governo, e somos ioa conquista ou colonia O
que acabamos de referir nio he urna accusacao vaga e
destituida de fundamento : todos os documentos da po-
ca actual nos furnecem disso provas positivas, claras
verdadeiras. Apuntaremos, em abono de nosso asserto,
de entre os factos por nos conhecidos os mais salientes.
sem que guardemos respeito i sua ordem chronologica.
Em 1811 o patacho Castro loi aprezadn entre as il.ias
Branca e Feia. na Baha de Santa-Anna.an enlrarparaa
enseada da Armario, estando de 300a 400 bracas arre-
dado da Ierra. Nio trazemos eate Tacto como nico ; um
grande numero desta ordem tem sido pralicados, nvn-
cionamo-lo especialmente, porque o proprioscummis-
sarios ingle/.es contra elle se declaririo (1).
Dentro do porto da Bahia-de-todoi-ns-Santos, em
1841 antes da visita da alfandega respectiva, foi regis-
trada a escuna brasileira Amalia pelo navio de guerra
ingle? Hacehorse.
Noinno seguinte, esta mesma escuna foi abordada,
registrada e sollreo urna omito minuciosa busca, no an-
coradouro de Pernambuco, pelo brigue de guerra inglez
Whard(i).
Escalares, armados dentro do porlo desta corte, sa-
hirlo apz o brigue Hout-Amiqos, e o capturrio den-
tro do nono territorio martimo.
Em varias pocas, as coatas e portos da provincia do
Rio-de-Janeiro teem sido policiadas pelos cruzeiros in
glezes, e de eiemplo sirvi o de S.-Joio-da-Barra, a
Ponta-da-Armaco e outros onde erio revistadas as pe-
quenas embarcacoei e canoas, que por ahi navegavia ;
prodozindo assim grande temor e sobresalto na popula-
rlo da mesma villa de S -Join-da Barra, e as da villa
Bella-da-Princeza, S. Sebastiio, Ululaba e outras, que
ficio i f eira-mar.
0 porto de Macah tem sido tambem objecto dessa
polica, chegando este procedimenlo ao poni de um
bote do brigue de guerra inglez Patridge intentar cap-
turar o hergantim Leopoldina, debaizo das bateras da
fortaleza respectiva, e de, ao entrar da sua barra, sor
capturado o briaue brasileiro Itelampago pelo brigue de
guerra inglez Dolphim (3).
Debaizo das baleras da fortalesa da Santa-Cruz des-
ta corle, urna barca de vapor da eslacao ingleza regs-
tnu urna canoa, urna sumaca, e o'brigou. na mesma oo-
casiio, a alravesssr um bergantim (4).
Em Ubatuba, o mesmo brigue de guerra inglez Dol-
phim registrou e capturou a barca Maria-Tkerew (5).
Na costa da Barra-Falsa, em 1844, o brigude guer-
ra ingle Hacer, capturou o brigue-escuna Ventura ou
.S'ooy, que tinha encalhado (61
mesmo leve lugar em 1811 com abarca brasileira
Conttanca, que eslava fundeida na enseada da Arn.a-
Cio.
Com escalares armados penetrio pelos nossos ros a-
einn. com o fim de reijistrarem e capturare nossos na-
vios : entro outros laclo, vem, om abono disto, osuc-
cedido no rio Bertiog com o navio Constante -Amia-
de, contra oqual se dirgrio escaleres Brinadoido na
vio de guerra ingle; Curate (7).
Basti nos estes factos para provar o quehavemos di-
to, o mais, por amor da brevdade, compre omiltr, E
em que se fundarlo o cru'eiro ingleses para os prali-
car ? Nioem direitos inherentes i cora britann'ca.
que a este respeito os nio podo ter; nio nos prinopio*
dq direitos das trentes, que Ihe's si > oppestos : ser por
ventara as convenca celebradas entre o nosso eo seu
governo ? Tambem nio. poriiue muilo prevideotei ca
ras e terminantesio estas sobeesle niquelo. A conven-
ci de 1817. daptda pola de 1826. nis instrucc5es
do cruzadores, terminantemente prohiba lies actos, o
apenas Ihe di a faculdade de pedir providencias s auto-
ridades locaes. Eis a sua dispocio a este respailo :
Nio poderaser visitado ou dolido, debaizo de qualquer
pretezto ou motivoque seja, navio alijum mercante ou
empregado no commercio de negros, emquanto estirar
dentr.i de um porlo ou enseada perlencente a urna das
duas altas partes contratante, ou ao alcance de tiro d
peca das bateras de trra; mas, dado o caso, que fossem
encontrados nests situacio navios suspeitos, podero fa-
zer-ie as lenresenlatfles oonvenienlo s autoridades do
paiz, pedindo Ihes, que tomem medidas elcaies para
obstar a semeihantes abusos.
Fundar-se-hiio acaso em ordens do seu noverno T
Pode isto muto bem darse, e tanto mais quanto os
officiaes, que asiim procedem, nao teem sido punidos
conforme havemos constantemente ezigido ; mas esta
rio estas ordens em conformidad* com as regra do di-
reito constitucional, ou fund*r-se hio as convences
citadas? Certo que nio. As instruccoes dos cruzado-
res, snnezas i convenci de 1817, sio as que devo re-
gular todos os passos dos cruzeiros inglezes, e estas nio
A RAINHA MARGOT. (*)
por aiMdnurf Ultimas.
SEGUNDO VOLUME.
CAMTULO VII.
SWBDMSA KOITK BI 1OFCIA8.
Lancob a raiuhn-mli k vial era derredor do ti om
nmravilli- rapidez. As iliinclln de vrlud" ao p tln
leiiu. a runpa de Unrgarida oapalbad* pelaa cadeiraa, es-
ta que rafrrgavn os ollim para enelmlar o suiuno, tildo
em urna peUvr* convence,! t Catlierina, quo luna real-
mnite dnperiaiio ana nlha.
Sorrui-ae entio unan inulher que tem realiaado ot
acu* pri'jeotu, e puchando ama cadeira:
Seiilenio-iins, Margarida, disse ella, e conver-
t-mu a.
S'-nhnra, eu voe raento.
He lempo, di Calhertua, fechando otnllioaroni
cita Iralidtu particular aos que reflecten, ou dissiiuuUo
() Vide Diari o.' 286.
(1) Veja-te os papis parlamentares de 1842. Alm
desle ha muitos outros factoi como os succedidoi com
ot navios Triii-dt-JuIho e Anltnor.
(2) Os mesmos papis parlamentares do 1842.
profundamente, he,lempo, ininha fillin, de eomprehen-
derdet quanto voteo irmao e eu atpiraniot a fuser-vos
felii.
O ezordio era tarrivel para qnem rnulieeia Catlierina.
Que me vai ella duer I penauo Margarida.
Certo que, eaaandn-vot, continuou a Florentina,
deaenipenbainos um deasea aetot de polilica, ordenados
mullas vetea por graves ulereases eos que governi..
Mas fnreoso he ruiifeaaa-lo, ininha pobre menina, na
nio penaamos que a repugnancia d'rl-rei de Navarra por
vna, to mofa, ti bella e lio aeduolora, chegaaae ale
eate ponto.
Maigarida ergueo-te e fes, cruzando o seu roupSo,
urna cerimoniot* reverencia a aun mii.
Anda esta larde he que amibo, dase Catlierina,
porque aem iaao jn vm ou houvera visitado ha mais lem-
po, sei que votan marido se eaqnere das attenedes que
se nVveni nio to urna mulker furmuta, maa anda i
um priin rza de Franca.
Margarida aiillua uro auapiro. e Catlierina aemadu
pureala muda adhean, rmitinumi : com effeilo, que el-
rei de Navarra entrelenha publi-ameote una da* mlnhaa
dnmaa, que a adreeon> earsndalo, que deapretepor eale
amor a mulher. qsie iivero a bnniterfe de conceder-Ira,
desgrasa he easa que nio podemos remediar, nos outroa
roiaaWa todo-puderoana. manque punira O mentir gen-
tilhumem de noaao reino, chamando seu gaoro a ountaa,
ou fnzeiiilo-o ihaaaar poralgiiiB) filho.
Margarida nbtixuu a rabean.
Ha milito lempo, prHseguio Catlierina. que eo ve-
jo, minha tillia, polo vuttoa ullio avermelhadoa, pelas
vossas amargas censaras contra Sauve, que a ferida do
(3) Os mesmos papis parlamentares e os relatnos
do nosso ministro dos negocios eslrangciros de 1841 e
1844. Alm destes fados, temoso do navio Saudade.
(4) Veja-sea nota do nosso ministro, de 11 de Janei-
ro de 1844, nos papis parlamentares dessa poca.
(5) Relatnos do nosto ministro dos negocios cite-
rior s de 1844 e 1845.
(6) dem.
(7) Citada nota de 11 de Janeiro de 1844.
podiio soffrer alteracao alguma, seoio de accordo coro
o governo brasileiro, i villa dos artigot 5' a 6' da citada
convenci, que dispoem, que o commandantes dos na-
viosde guerra de ambas as nacoes, que se destoassem a
suppressiso do Iraco, fossem munidos das instruceas a
ella snnezas, que seriio consideradaseomo sua parte in-
tegrante, os ouae ndo pideriio ter mudaddi ees ou em parte de nao de eammwn accordo, i> como eon-
ifntiminlo da duas alla% pirtet cintraiantei, e leritti
por elle observada ttricta e exactamente.
A violencias dos cruzeiros nglezes nio pari nisto :
desembarcio em nosso territorio continental suss tri-
polacSes e por esse meo capturio embarcarles Tundea-
das e as levio oomsigo para as colonias britannicas ou
para onde Ihes agrada.
Na ilha de S. Anna, segundo o ultimo relatorio do
nosso ministro dos negocio eslrangciros, um desem-
barque destes nio ha inuito te eleitou e hi algum
lempo na praa dos Bqtioi 4 legoas distantes do
Cabo-Frio. urna emharcacio de guerra ingleza de*>
embarcou sua tripoiagao armada nio permittio que
possoa aluma chegasse ao lagar, que esta oecupou, e
capturou um navio que ah te ach iva com bandeira
portugueza e o levou pira urna das colonias britan-
nica 1 8). Tambem eiemplos temos de desembar-
caren! suas tripolacoas armadas em nossas coatas e
praat e de darem busca as casas vzinbat (9/.
Um sem numero de outros factos poderia ainda ser
referido que a sui lista he grande e desde 1834 se
succedem diariamente uns aos oulrjs ; mas a sua quan-
tnl ule nio importa tanto para o caso presente como a
sua qu ti na.le Acosiun idos a soffre-los como j* des-
conhecem >s que mportio elles ataques grsves i nossa
ndependencia soberana e digmdade; em outro qual-
(uerpaiz, >or "ii dariio jilos motivos para um odio
profundo e implacavel contra estes opprestores do ge-
nero humano.
U n outra violencia digna de particular mencio he
a que as Torcas martimas britanmoas praticio com os
nosso nsvos: obrigioas tripilacSes a abandona-loi
ou somem os teus papis e os capturio como ono pi-
atorum. e os subjeitio decisio de sous tribunaes ;
do que ha um grande numero de esemplos : trez dos
quaes ora releriremos.
\ barca Maria-Therezi, tem ter o menor indicio
contra ti, foi capturada no porto de Ubatuba, e osea
captor pretendeo subjoitar o seu julgamento a um dos
vice-al'inrantados inglezes, sob pretexto de nio ter i
ditaombarcacio papis a seu bordo, com que legiti-
maste a sua nacionalidade, e nio obstante provar-se,
que perteocia ao Brasil ; do que anda pende recla-
madlo.
As escunas bratileirai Vencedora ou Tartaruga, e
Anna, ea barca C'onianca.forio conduzidas pira as co-
lonias britannicas da Demorara do Csbo-da-Boa-E-
peranca. a fim de seren pelos seus tribunses senten-
ciadas I (10.)
(8) Citada nota.
(9) A mesma ola de 11 de Janeiro de 1814. Isto
lem succedido em diversos lugares do Rio-de-Janeiro e
loi praticado pela tripolacio dos navios de guerra io-
glez.es Clio, Hpie, Faniomee Curluw.
(10) A barca Contoaifo, quamlo o oosso governo a
reelamava, foi ineiperadaroente rebocada por um va-
por, e r.mili liada por uuiu fragata, e transportada para
a Demerara, tob preteito de que, estando fundeadi na
armacio, onde foi capturada pelo brigue Grecian, nio
se achou a seu bordo, nern bandeira, nem papis. Esta
barca, segundo o relatorio do proprio captor, sobra a
captura do patacho Castro, pertencia ao cidadao Ma-
nuel Pinto da Fomeca Este apresentava prora disto ;
mas, nio obstante, loi levada e julgada como ingleza.
Conforme o bil de lord Palmeriloo, esta medida s d-
vnam curacio nio pode, apezar dos votsos etforcoi,
sangrar tempre inleri.menle.
Margarida estremecen: um ligeiro movimento hav
agnado as cortinas dolcito; mas felizmente Catlierina
nio hav feitu reparo,
Eata ferida, din-e ella niotirando-te cada vet mais
affeciui't.i, esta ferida deve Ser curad pe mto de una
inAi. Aquelle que, iippundo fazer vuaaa ventura, dec-
iliriu o vuaao caaanientn, eque em ana solicitude por
vos obaervao quo luda ae nuiles Henriipie de Navarra
e engana de aputento ; aquello que nio podem permil-
tir que um rcizinho como elle offenda a cada unanle
.urna luiilht'r d inii.i belleza, de vutaa plana, nlr vossu
inrrit pelo desdem de voaaa petan e negligencia de
ana petterirfade; aquel le que vem em fin que no pri-
inriro rnaeju que elle jiil|{"e favorsvel. ease lonco e in-
solente vllar-e-ha oonlra imaaii familia, o vot czpul-
sar de ana oata nio lerafi etse o direito de firmar, se-
iiarndu-o do eu, o voaso futuro de urna mueir nu
mesniu lempo mi ia digna de va e dc-tosaa condifao?
Todava, tenhora, reapuodeu Mnrrida. apnar
deataa ubaervacoea dirlada pelo nmur iiuilernnl e que
me nrciiiniilau de olegri e honra, nusare repreentar a
V. me,estadu que el-re de Navarra he meu eapusu.
Cilio-ria fez iini movimento de culera, e approzi-
maiido-ae de Margarida:
- Elle, diste, maso esposo Basta por ventura para
er mando e innlher quo a igreja vo tenli abencoado
ou eousisie anllenle as palsvra do padre a eonaagr-
eio do caaeuienti. P Ello ruase eapusu Oh I minha fi-
llia.t puderieit dar-nie esla rcsposla.se foasei iiiadam
de Sauve. Porm muito pelo contrario do quo not dclle
'BBMUJSltSrt"
eaperavamoa, depola qucconcedettei a Henriqae de Na-
varra a honra do vos cbamardes sua esposa, be i utaa
nutra que tem dado u direitos, i.....ate muiente mesmo,
diz Catlierina levantando a voz, viuda, viuda oumraigo,
esta chave abre o aputento de madama de Sauve, e va
veris.
0b I f.illai mais bailo, sendera, eu vo-lo rogo,
pois que nao s vot eiigannia, como ate.....
I jna.i que ha?
lie quo .icerilareis meu marido.
A elaa palnvra, Margarida ergue.i-te cora voluptuo-
sa grnca, e llenando fluctuar aberto o ligeiro ruuplo,
cujea niangaa curlaa deixavio ma bracos do mait puro
modelo, e mina terdaileiraniente reae, toroou um eas-
iical, approximon-te do leitn, e levantando a oorlina,
niotlrou aorrindu-te 6 ana mii o sobrrbo perfil, os ca-
bellos negma, a boca mcia liberta de el-rei de Navarra,
que pareca, sobre a eania ero deaordein, dormir u niaia
tranquillo e maia profundo soiiinn.
I'.illiiia. com ni olhos eapanladnt, e o corpo derreado
para tras como te um abismo telbe abrir junio aoa pea.
Ca lien un ol ou, nio uro grito, mas uro rugido urdo.
lieru vedes, tenhora, diste Margarida que ettaves
mal informada.
Catlierina deiinii um olhar i Margarida,eutro llen-
rique. Uni em seu active pensamenlo a imagen deasa
Ironte dcacorada e hmida, desses olhos circulados de
urna leve tintura de bistre ao torriso de Margarida, o
miirdeo ot finos labius oom silencioso furor.
Permilliu Margarida sua mii contemplar por alguna
instante esau quadro, que produzia nella O effeilo da
taboca de Medusa. Depoit deixou oahir a cortiua, veio
IVEL
-vzssl


Alem Jestes, muitos oulroi ha, especialmente appa-
retidos nos mares di frica I Urna terie de fados de
ouira natureza ainda temosa referir, loma a dianteira
O da existencia, depois do anno de 1836, de urna prisio
iajgleza, no nosso le ritorio martimo, onde sao calca-
dos os aubditos desle imperio Fallarnos da existencia
do navio mercante Nova-Pitdade, e da do de guerra
C'resctnt. estacionado nesle porto, servindo de presi-
ganga! Nesta pinoteem estado, por nao pequeo es-
pato de lempo, muitos dos oofMM concidadAos. Entre
oulros, rccordaino-nos agora dos nomes dos seguntes:
Jos I. i/uro de Oliveira, Agoslinbo Fernando Ca-
t nlio de Vasconcellos, commandante da embarcacio
brasileira Convencdo, Manoel Jos Madeira, comman-
dante da escuna Tai taruga, o qual loi remullido de-
baiio de prisio para o CabJ-da-Boa-Eperanca, e todos
quantos compunhSo as tripolares dos navios apreza-
dos depois de certa poca !
E o que nao fazem elles nos no-soi portos ? Que de
violencias nao cnmmettem ? Que maiores prova* disso
podem dar-se do que a morle do infeliz J lo Soeresd
Bulb6js, quevinha do volts da ilha de Pajuela com
sua familia, na barca de vapor brasileira, a Especula-
d-ra, o que teve lugar un abril do 1839. por un tiro
disparado do brigue de guerra ingle Ganga contra a
referida barca...................
... O tiro disparado do bordo da corveta ingleza O
retn sobre o vapor brasileiro Paquete do-Sul; o tiro
disparado da fragata ingleza Slag sobre un escravo de
Boavenlura Jos da Veiga, que por ella passnva ern urna
filil ; os tiros disparados de urna lancha de um navio
de guerra ingle/ sobre o brigua de guerra brasileiro
Tret de -Mato, suilo nesle porto, sao provas mais que
suflicienles do muito, que tmrros soflndo da Inglaterra.
Sao tantas e de lio diversa qualidade as violencias,
que temos soffrido, que custoso be capitula las conve-
nientemente : n relaco, que temos dado conviria ain-
da ad.licioiur alguns nutro* factos.de que temos conhe-
cimento ; nao o taremos, porm. uo tanto por amor da
brevidade, corno porque mullos elles teein feto o ob- -
jeclo de alguns esenptos, aos quaes ora remellemos o
tortor (II. J
Dir-se-ha talvez, que lulo isto he mero abuso dos
cruzeiros, equeo overno brilannico nao os tem aulo
risado : a resposta u esta defeza be o procedimrntu dcs-
se mesmo governo, deiando de dar as satisfaioes exi-
gidas ern nossas reclamacoes, e cerrando os nuvidos os
nossos clamores ; he a continuarlo nin interrompida
destas mosmas violencias, que parecein augmentar-se
mais pelo fado das nossas queixas e reclamaioes.
Por cerio ouira cjusi se mo pode crdr.... A Ingla-
terra regosija se com taes crueldad- s !
Km 2 d-setembro de 1838, os commissarios in-
glezes desta edite, vista da barbsridade, comi|ueera
tratada a tripolacao do barco t'IOi-de Luanda am-
ia ao seu governo Nio podeoios deixar de profun-
damente sentir o que h occnrndo sobre este navio, de-
pois que loi dada a senlcnga final ein l8 natureza oestes successos he tal, que tem excitado a lo-
dignacao de todos, e ..l daquelles, que ero mais in-
clinados extincefio letal do trafico de escravos, e isto
s por si tem feito mais mal nossa causa do que ludo
o que tem havido al boje! (12 ) E o que fe o gover-
no inglel ? Castigarla acaso u tutor destes actos ? Um
governo justo assiin o fana.. Oque fez? Promoveo-o,
o a sua promoco foi commuriicada nlli mmente ao gu-
verno, que contra elle reclamsva (l.)
(DoBranl.)
via ler lugar ( assim o euplicou o seu autor na dMIM*lo
respectiva), cao se nao pmvasse, que u navio, captura-
do sem bandeira, ou papis, perlencia alguma na
ia.i tejite os papis parlamentares do 1859. l<
latnrius citados do nosso ministro ilos negocios exterio-
res. Como este caso, minios oulros eiistem.
(11) i\a assembla provincial do Rio-de-Janeiro, os
Srs. Pereira da Silva e Das da Molla reliman diverso
nulros fictos. O iliscur-o do primeiro Sr. corre imprps-
so na corre'pundence toilh bntith commmioneri de
I S 11. Um destes fados mais nolaveis, refendus por es-
tes Srs., be o da prisio de um guarda livros de um ne
gociante desta praca, que assistia a descarga de certa
porcin decarvio feita por gente de uma i mbarracau
de quera in/lea no porto desta curte. Uutro be o de
um cter de guerra mglez estar fundeaiio i-m dezembro
de 1811 na Punta da-Aimaco. registrando todo, <|ue
pnr ah passiva. Anda oulros for. > tambem nenia oc-
casiao referidos : um delles loi o do navio A ndm mhu
sobre o qnal o cruzeiro inglez deo caca dentro do nosso
po'to por varias vezes, e sim o da captura de eoibnr-
caies do commercio de caboiagem, que lao para Cara-
velas. Santos e C. ni. os.
(12) Papis parlamentares do 1839.
(15) O tnesnio fez, rm outios iguaes casos, como
meimo governo portuguez.
as pnntinbas dos pt ientar-tp junto Catheriiia, e
pruipgu'm:
Oitin, poia, V. magenlade.....
A Florentina procuren por :il;nni trmpn sondar essa
randera da filha ; e eonio na sena agudos otilares ne ern-
I- -l.i.-.-rin na r-ilma de Morgarida ;
Nada, liase ella.
E lahin do aposento a largo passns.
Qonndo inqiel te perdn no 1..n;;i- na prefundidade
Ho corredor, .iicorlinaa d leiin abrir.-e de nevo, t
Henri(|ue com uenlhua brillianlct, a retpirncn npprr-
aa, e a mina tremendo, trio juplhar-te ante Margari-
da. Emva elle em hallo menores eooni o tllele de
malha, de orle que Margarida no v-lo nirn enfmuhn-
lo, aju-ri. ndo-llio de b.-.-i voulade a mi, nao pude dei-
xar de dar urna gnrgnlhada.
Ali| lenhorn; nh! Margarida; cuino mu detobri-
garei eu jamis para coiu voseo ?
E Ihe Mfjrife mi" de brijoa, que da mAn insemivel-
nieiito snbiiu al ao bmc da joven dama.
Smhur, ilise enU reeuando aiibtilmeiite, rsqup-
cciaque a ria hora urna pobre nmlher, qurin di-veita
vida, padeoe ogenie por v? Madama de Shivp, aiiiu-
toa elliideragarinbo, voa fex OMenoiu doten ciiiaM-
nviandu-Vw* |>r junio de inin, e lalve que depoitdv
voa havor feiti o aurrificiu do aro ciume, vos fas pila >
dasuavid; parque, va o aabeis nielhor do que nin-
gurm, acelera de minha mSi he lerrivel.
flenriqoe estremecen, c levantaiidu-ie, fui um movi-
menlo para lalnr.
Uhf mai, diste Margarida rom admiravel galan-
leio, agora reluci e me irauquillito. A chave voi foi
O ASS\SSINT0 DO DOTO PANTOJA.
(Videon. 285.)
O Sr. Pereira e Souia :Sr presidente' Podi
a palavra pira declarar que bei de votar pelo requen-
mento, na apresontacao do qual fui prevenido por seu
nobre autor. Soube, Sr. presidente d'este desas-
troso sueeeaio o astassiualo do Sr. Panlojabonlem
i n ule, por via do meu collega, que be o Sr. inspec
tor da mesa das rendas, que. referindo-me as noticias
que havia a respeito, teve a bondade de declarar-me que
infeliimeote nao se sabia dot pormenores d'esse succes-
so : boje fui tambem d elle informado pelo meu nobre
amigo, que hevigarioda Uberaba; e V. Exc. tambem
teve a bondade de reforir-me as noticias, que tinba a tal
respeilo : e apezar de nao taber da todas as circums-
lancias d'este assassinat >, todava.foi minba intencSoa-
presentar um requerimenlo a este respeito, e do meu
banco obtervei, que o nobre deputado, autor do reque-
rimenlo, que se discute, declarou que o ia fazer: creio
que isto he exaetn. Gis a razSo. pnr quo nao ineanle-
eipei ao nobre deputado ; porque entendo que, sem-
ine que apparecern d'esses desastrosos successos, elles
devern aer trazidos a casa; pois (eremos ocrasiao de ma-
nifestar o nosso horror por semelbantes Tactos, estig-
matisar essa lgica do bacamarte, que nao convert a
ninguno; mas, sendo prevenido pelo notire deputado
lenbo silenciosamente nuvido os discursos dos nobres
oradores, que se teem empenhado na discusso. Nao
me lato cargo de responder a umitas cnusas, do que se
tem tratado, porque acbo me rom etses successos heni
contristado: aqui inesmo na casa cali de rereber urna
:arta de familia; por ella vejo quo terriveis sao as con
sequenciasd'esta lgica do bacamarle A carta, a que
meroliro, he do Hr. doutor Pantaleo, que. horrorisado
com o assassinato do Sr. Veo, se acba esmorecido, dis-
posto alargar o seu emprego, e ir procurar um lugar
onde viva seguro Ora, com semelbante estado de cou-
s.is, como poderei, sem muito horror, ern afllircOes,
i" que no nosso paizte vio repelindo scmelhaoles fac
los?....
OSr. Cruz Machado : O Sr. Joaquim Bento al
mudou de trra.
OSr. i'er ira e Souza: Direi aolir isto, que
ainda estou na ideia de <|ue o uohre deputado, que fo>
victima d'essas violencia, devia por si (er procurado tua
vindicta...
Urna vot: Nao era possivel
O Sr. Pereira e Souza : Srs., quando pns-osl-
mente nio podesse fare-lo, poda nomear um procu-
r.dor...
Urna ros : Quom quera ser pronunciado?..,.
U Ar. Pereira t Souza : ... nossas leis o pr-
mittem....
Urna voz : Nio achou quem nomeasse.
O Sr. Harhoza : U nobre deputado nao est infor-
mado : nio ha all i|uem queira ser procurador.
OSr. Pereira e Souza : Mas, Sr. presidente, len-
do eu ja declarado, que bei de votar pido requerimen-
to, porque o julgo necessario, rni primeiro lugar para
chamar as vistas do governo sobre este successo om se-
gundo lugar, para que os Mineiros saibio, que os de
putados provinciaes leem horror a semelhanle modo de
proceder, leem horror a essa lgica do bacamarle; di
rei igualmente, que nao acbo razoavel a censura feita
pelo nobre deputado, que primeirauenlo fallou, quan
do censurou a presidencia do ter tratado a assembla
con menoscabo, visto que nio tinbio vindo as ultimas
informa(des, que se pedirio. Sr. presidente, tenbo ob
servado, que este anno lis aquella em que mis promp-
lamente a presidencia tern prestado inloruiacdes i as
sen lili'-a. .. .
O Sr. Azeredo Coultnho : Nao apniado.
U Sr. Pereira e Souza : Recordo-me, que em
I8l3el8i4 alguns requenmHntos se approvrio, pe
dindn mi -ru.toes, que al buje nao vierao. Srs., eu,
...../nr de nao ler n nhuma pratiea dos negocios admi
nistrativos. conheco, que minias \e/e ha dilli. uldad
em se decidir de prnmpto sobre qualquer negocio. < 'en
surou laii.liem o nobre deputado a lalta da impressau
do relalono Oa presidencia : direi o mesmo, que se me
disse na spssao do anno |iasado que, estando a lin-
dar- se, e nio se leudo distribuido o rea loi io, levantei
a minha voz, csiranbando, que nio estivesse distribui-
do ; e mio os nobres deputadns disserio : Nao ha
urna lypograpbia annde ..
Vozes : Que diflerenca que differenca do re
laiono do Sr. Andrea e o do Sr. vice-pref idenle !
O Sr Pereira e Souza : Existein as mesinas ifli
culdades, enaosoi, que o governo lenba lypograpbia
alguma....
Vozet :Tem a da polica, onde mandou impri-
mir circulares. ..
O Sr. Cruz Hachado : Esta nao tem resposta!
O Sr, Pereira e Souz i : Nio acbo razoavel esta
cpnsura. Hei do votar pelo requerimenlo : alguns no-
bres deputados fallrao em alguns objeclos, que m
forcao a di/er alguma cousa ; mal julgo conveniente
nao tocar n'elles ...
Urna voz : Palavras louras ...
OSr. Pereira e Souza : Nio diga tanto.
O Sr. Cruz Machado : Algunas lorio de em-
buxar !
O Sr. Pereira e Souza : Sim; o nobre deputado,
lumbrando-se do desabafo dos vencidos, estando eu con
vencido, de que muitas vezes cousas se teem trazido a
casa como desabafo, acho melhor nio dizer nada.
Urna voz : O interesse commum.
O Sr. Pereira e Suuza : O interesse melhor para a
provincia he manifestarmos aopaiz o nosso drsconlen-
tamenio por termos repetidos esses successos to deplo-
raveis. Em titta do que tenbo dito, concluo votando pe-
lo requerimenlo.
Procedendo-se i totacio, lorio approtadoa o re
qucriuiento e additameuto.
(Senlinella da Monarchia.)
ni tu ni ne mivuinrco.
dada tetii indieaoao, e neite rato suppor-io-b que me
oonoedeatei nesla invite a preferencia.
Evo-la concedo, Margarida; consent tmente
em i-si|in en-.....
M.us lona, Sr. mala liaivo, replicn A ranl.n pa-
rodiando na palavras que dei iiiinntot nalea havia dirig-
de a tua ni.ii; i'uveui-vm daqnellrgaliinele, econioiu"
.-?tiiii aiud.i jiileirainenle livre, Sr., pedr-voi-hoi qin
filli-i iiirimiialto.
Uh nli| dise llenriquo de Navarra, entro riao-
nlio p i>pri". I1-- vi-ril.ole ; nao me lembrava que nao mu
en pro\ ni-lni-me que rilen denlimido n reprpaenlar o
Km dema terna in'rrensaulc. Ete gabiuel'.......
Entremos la, Sr., di-n" Mnrgnrida. porque quen,
ler a honra de aprptenlar a V. iiiagettnde um hmirade
grnlilhoiuein fi-iiclo durante u malanga no vir advertir-
lo no L--in re do j.eriyo quo corneit.
A r.iioli.i dirigio-ie para a perla, llenriquo leguio sna
oinlliei. A porta abrio-np, e Upnriqur fieou ealupefaelu
ae ver um lioiiis'in ueate gabuielu prcdcntiuadu ttor-
prriat.
Ficeu porm L"Mole mais torproae ainda aoacbar-ie
inopinadamente em prenenc-i d'i-l-lri de IV.ivarra. D'a-
qui repollen que Heurique laufuu un irunicut olboa a
Margarida, que Ihe reiitlio a roaravilliat.
Senhor, dime rila, chegn o meu receio a ponto
que iiAu julgo tpgura no meu priipre aputeulo a vida
rtptte gemilliomein, que he develado ao irr?r.o de V
iD'geri ole, e que PU pelillo leb vium pi oleuge.
* Sooli r. aeodio eoN-' o niaio elio, eu aou o conde
Lerao do La Mole, que V. inageilade etporavt, e vui re-
A 11.11 V DE FERNANDO-E-N0R0>'HA.VANTACEN8 OESTE
POMO HARITIMO. PARTIDO QVB A INDUSTRIA
E O GOVERNO PODEM TIRAR DELLE.
A leilura do olflcio do Sr. tenenle-coronel Leal,
cx-commandante da illia de Fernando-de-i\oronha,
ao presidente da provincia, na occasio de entregar
esse commando ao seu suecessor, e as varias infor-
madles, que anteriormente tinhamoscolhido, dessa
Iha, desprezada al hoje, suggeririio-nos a ideia de
arrisca irnos algunias rellexOes em favor de um ponto
martimo, que tilo til pode vir a ser para o imperio,
d particularmente para a provincia de Pernambuco,
se os poderes do estado, a nossa assembla provincial
e o governo fia provincia attentarem pata o que Ihes
vamos por (liante dos olhos.
lAi'i-ili-iiii' como he a posic^o topographica da
Iba, frtil o seu terreno pela mor parte, e abundan-
tissimas de peixe as suas costas, acha-so ella toda-
va em miseravel estado de cultura, os seus habitan-
tes eoscomlemnados, que ah scconscrvSo, quasi
sempre exanimes de fome, e a mo da arte, e o bafe-
jo da industria, quasi que palavras desconhecidas
entre essa reuniio de homens. Depois, nem esse
entes sabem se so homens, entregues ao arbitrio
discrecionario de um commandante irresponsavcl ;
digio o que quizerem, verdadeiro rei absoluto des-
sa trra, o qual a cada instante pude abusar da sua
amurillado, pur um capricho, por umaqucixa infun-
dada, por urna antipathiu inexplicavel.
Mas o que he incomprehensivcl,, o que he inverso
Completa do bom MASO, o que ninguem poda ima-
ginar, como lypo do ridiculo e do absurdo, he quo a
Iha de l'einando-de-Noronha fosse consiuerada co-
mo urna parte do municipio doltecife, e como um
simples quarteirilo do bairrodul'ia-de-Portas, pa-
ra onde, qunndo quzer, pode a autoridade mandar
marchar a guarda nacional, c para ahi desterraros
cdailos que bem Ihe pa crer, da maneira mais le-
gal do mundo Ora, pois, he isso que acontece com
semelhanle ponto militar, que se acha arredado da
provincia mais de qualro graos ao N. da costa, ene
tambem ao que a nossa assembla provincial ter
de prover sem duvida, como esperamos, na sua pr-
xima iviiiiifin, alim iie evitar asconscqueticiasdesta
monstruosa antinomia, e com ellas a vergonha de tal
divisfio territorial. He a coiivim-sSo dn presidio om
villa, tornando real esse nonic, que ello ja trn ha
multo, eo despacho immediato dejustca civil para
esse lugar de exilio, que osinfel/.es habitantes da
ilha reelamiio desde ja, para sahircm do estado de
compressflo, em que se achilo. Depois, quando a
ilha crescer cni tiopular^o e riqueza, convira dividir
em dous termos as treslegoas de extensio, que a
ilha cunta, e cerca-la de todas os garantas civis, a
que esse povo tem dircito, como quem faz parte da
communhio brasileira.
Se nos voltamos agora para as costas da ilha, he
ao commercio da provincia e aos nossos grandes ca-
pitalislas, que temos de dirigir-nos. lia tanta cousa
a tcnlar entre nos, que possa offerecer um lucro im-
mediato e seguro ao especulador, que a cada passo
deploramos a incuria, com que tantos homens dei-
xflo dormir o capital, que teem, amontoado e infe-
cundo, podendo faze-lo render vantajosamente pa-
ra s, c tornar ditosas centenares de familias hones-
tas, com o trahalho de tantos bracos, que a si iiodiflo
associar. Iremos dando conta de rada um dos ra-
mos, que a natureza nos apresenta, c que a sciencia
pode ir transformando cni objeclos de luxo ou de
necessidades civis, porque o primeiro desejo do Dia-
rio de Pernambuco he ver a provincia prospera e res-
peitada pela sua induslria : por hoje iniciaremos na
praca a ideia da creaejo de um banco de pescara na
ilha de Fernando, como um grande manancial de ri-
queza para a associaco que o tentar. Se semelhan-
le [ionio martimo estivesse as milos dos nossos vi-
ziribos do Norte, ha muito lempo que os seus visi-
veisrecursos teriio sido aproveitados, e que osea-
pitaes dos especuladores teriio multiplicado prodi-
giosamente. A costa da ilha de Fernando nilo s
abunda em baleias de extrema grandeza, que seap-
proximao muito de tena nos mezes dejulho, agosto
eoiineendara esto infelii M. de Tligny que lu unirlo a
meu lado.
Ah ah le Heurique, he vrrdade Sr. cunde, ea
raiuha me uiin;an n >ua caria ; mat nao liuheia voa lam
bem nutra dogiivernader do Langnrdoe?
Sim. Sr. o rccommeiiil.ie.iio de a entregar a V.
mngenlndp, logo que rhrganie.
Porque o uno fizpaletp
Senhor. en vi ni ne Louvre henlein a tarde ; po-
rm V. niagealade lio uecupado eslava, quo lueu&o p6de
fallar.
He eerlo, disio el-rei ; runt, porque nio m'n re-
mcttenU'i?
Tintn ordeni drM. d'Autino de toa entregar nat
piopria in.'io ele V. ni igenlaile ; porque uoiilinlin. mi
egureu elle, tiu iiuporiaiite aviau, que ndo ouaava
coiiKn-lu a mciiaageiru rdiiiarin.
Com i-ffi'ilo. dinae el-rei, loniand e leudo esr-
.1, era o amo dednxar acorte u relirai-nip a Bcarn.
M. U'Aurian, ni., nli.iiiole er catn.Iii'e, he iiipii amper
amigo, he provavel que romo guviruailor ilu provin-
eia tivetnp a ventalle alguimi Oeua do que lem paaan-
ilo. Vcnlri-iMiii-gri. Sr. conde, perquenau me en i re-
gale etla caria, lia irea da, cui ves de m'a darde
boje?
Porque, ouruo ja livo a hunra de o dier a V. m-
geitade, pur luaia diligencia que fa, t hunlom pude
cliegar.
lio |pna, he pena, muriiiurou el-re ; porque a el-
la hora mtariaiuo aegnrui, ou cni La Roclielle. ou ni
.iIj-uiiik boa planicie uuui duut a irea mil oaiallua eui
derredor de nt.
e setembro, mas at m pescado do todo o genero,
com que se poderie abastecer o Recite dentro de 36
horas, trazendo-o aqui salpreso em barcos adaptados
a semelhante effeito. D'ahi, a feitoria que levanUs-
se a companhia no proprio banco da baleta para o
processo scientificci da extrac?3o do oloo e remossa
do pescado, canaria de proporcionar um grande
meio de actividad/e nossa praca; e a assembla
provincial, por se proprio interesse, apressar-se-
na a sanecionar todos os privilegise regalas razoa-
veis, que pela combanhia Ihe fossem domandados.
Mesmo om quanto tal ideia se nilo encarna em ac-
to, j nilo he pouco o que ter de fazer desde logo a
assembla provincial legislativa em favor desse tor-
rilo dosprezado, com que hoje nosoecupamos. Alm
do que fica dito Sobre a organisa<;So civil, parece-
nos que a inaugurarlo de um pharol sobre o morro
da ilha, que mais convier, he urna das prmeiras ne-
cessidades a decretar: esse ponto serve, semprede
oriente aos navegadores, que passSo quem do Eqa-
dor, e que muitas vezes se perdem por falta de assig-
nalamcntos. Depois, a consignacilo de fundos suf-
cientes para se eaificar um bom. trapiche na praia de
Santo-Antonio, afim de que as ondas nilo arrebaten
os gneros, que desembarco, o para a creccSo de
diversas obras indispensaveis, especialmente a de
uma fonte-d'agoa potavel, que nenhuma tema villa,
nos parecem tambem cousas de mui grande urgen-
cia e momento.
Vamos agora ao que o governo da provincia pode
fazer da sua parte, se quizer, sem dependencia da
sanccilo legislativa. A trra da ilha, fecunda, como
j disscinos, nova e cheiade sciva, perde-se por fal-
ta de amanho, e tudo ah silo baldos : as rocas nao
se encontra sufficienle mandioca para o consumo da
populacho; as baixas nlo ha uma s caima, de que
se tir rendimento algum ; no alto dos morros nao
se v um s p de cafezeiro, de que a ilha pssa dis-
pr; as maltas nao ha j uma s arvore, que o ma-
chado do constructor derribe para erguer um vaso
naval j at a lenha, a propria lenha miuda va desap-
parecendo, porque nflo lia arvore que se replante, e
todas se estrago. Organise a administradlo pro-
vincial alguns rogulamcntos ruraes para essa ilha,
que uo isso cousa dillicil; envi para ahi boas s-
menles des princinaes fructos, que a trra produz;
ordene que se faca geral em toda a ilha a plantac9o
do caf, para cujo importante arbusto he sobrema-
nera apropriada a trra; mande replantar todas as
arvores preciosas; estabeleca um ensaio de cultura
por associatjilo, para que esses miseraveis veju co-
mo a abundancia e a alegra succedem repentina-
mente fome e ao desespero; melhofe desde j a
sorte dos infelizes condemnados; faca que as suas
ordens e recommendacAcs se cumpriTo severamen-
te ; solicite do governo central, como cousa de m-
xima necessidade, a eslarjiio de um vaso de guerra
de pequeo lote nesse ponto, para que as suas or-
dens se transmitido rpidas, e para ministrar ilha
os promptos soccorros, que ella demanda cada pas-
so; e ver a adminislracilo da provincia coma, em
vez de uma despeza de 38 contos de ris, que hoje
fazemos animalmente com a ilha de Fornando-de-
Noronha, esse torro apparece vqoso c risonho no
meio do Atlntico como um berco de esmeraldas ba-
lido pelas ondas, mas produzindo muito capital para
o estado, e para aquellos, que a cultivaren!, e bem-
lizcndo todos os das a mlo, que a tirara do oppro-
bro. Nilo lenha o presidente da provincia pejo de
prestar ouvidos e corarlo ao que hoje Ihe indica-
mos, s porque he dito por nos : quando se trata de
engrandecer aditar o territorio, lodos os que disso
se orcupflo silo nossos ap-iigos : niip ha para elo
bandos nem seitas, n&o ha divises de crencas
nem de partidos: se o conselho he saudavel, se po-
de pr-se cm pratca sem dilliculdsde, receba-se e
desenvolva-se : o administrador, que mais nos dei-
xar, o que mais ideias traduzr em obras, mais pa-
trila sera. O contrario fra pequenino para a al-
tura, que se acha elevado o primeiro magistrado
da provincia, fra de uma vista e mesquinhez d'alnia
inqualilicavel.
He por isso que nos pensamos, que o presidente
da provincia, ao acabar de ler esta invocacilo, que
hoje fazemos ao seu civismo, tapara os ouvidos com
as mos ambas as prfidas insinuarles de quem pre-
tenda manrhar-Ihe o animo; he por isso tambem
que ousamos esperar da nossa assembla provincial
mais uma prova do seu amor e dedicarlo pela pro-
vincia, se, vendo-a inclnar-seal nos, e pesaras con-
siderares, que aqui Ihe oilerecemos, ella se dignar
ampla-las ecorrgi-las em sua sabedoria. O com-
mercio, os capitalistas, os homens emprchended-
res, esses costumflo.ter diantedesduas ephemeri-
des, que nunca falho : o calculo e a experiencia.
COMME tIO
Alfandega.
Rendimento do di a -2............
ieicarregaO hnjt '23.
Sumaca5ati/o-,4nnamerendonas.
Patacho Venutdem.
,8:556,789
.Senhor, i, que rita tollo jn nao lem remedio, ili.ie
Margarida em meia vwt, e em vei de perder o tutta
teuipo em laucar rulpat ao panudo, tratm de tirar u tito
Iber parlidu poaaivpl do ful uro.
Em meo lugar euin, date llenrque POin n leu
olhar inl'-rrogldor, tprieit nlguiua epprnu(ap
Pureertu que tiin. i* opporiH n j-gn nomu nrol
partida dp tre ma,.a, dn qual houvetac o perdido om-'-
Ah nenhera, dime lesngariiiho Heurique, se t
podran i<-r->o por iiipieira uu meu j"go!
Se eu qutente calar dolado do voatOl adtertt
riet, redarguiu Margarida, parec-me que uu eiprrari
para tai. tarde.
Teuden rasSo, dille Heurique, en mu um ingrato,
e peino o diieit. ludo pode muda reparar-te boje,
Al! Sr., oh.ervou La Mole, eu detej. a V. nit-
gertaile toda a nurle de fdicidade; ma hoje nao lemn
mam o Sr. alnnranle.
Heurique aurriu-ie, na miro etse mrria de pampe-
en uialrciro, que na corte a rnicinlerao, quando rila
ful re de I-ranea.
Mat, aeiihnra, replipnu elle ulhande curoallenota
para La ilele, eale geniiioiiieui nio pude tirar 0*i nu>
apeaeulii eiu on iooeoiiBodir por evtremo, e sem es-
tar expo.io a detagradaveia eneunlro. Que farcit Ot
dellei'
au pnderiamni nos, Sr., ditie Margarida, f-
ln tnlnr lio l.oovru ? pea que auu iiilciramrute tita vtu
parecer.
_ Hediflleil.
M. de La Mul nao pode adiar uui lugar na cana de
V. niagettade?
MELHOR EXEMPU


Consulado.
RF.NDWKNTO DO DU 20.
Prov'tocial.
2:201*901
921 i276
3:126*177
Al o v4 me uto do Porlo.
,___ f-j>
Navios entradot no dia 22.
Montevideo', 29 dial brigua huipanhol Esperanca.
de 233 tonelada, capitio John Netto.equtpagem 13,
em laatro ; a Nascimento ScbaefTur & Companhia.
S. Maihem ; 20 das, aumaca braiileira Nascimento.
de 50 tonelaitas, capilio Joiquim do Valle, equipa
gem 7, carga farias; a Gaudino A^ostino de
Barroi.
Santo; 22 das, hrigue tardo Emilia e Sop\ia, de 243
toneladas, capilio Mateo Victni.equipagem 11,car-
ga assucar; a Joio Pinto de Lomos & Filho.
Angola ; 23 da, tingue brasileiro Tnumpho do-Rra-
til, de 218 i meUilns, espitan Candiito forjar de La-
cerda, ei|uipagem 17, em lustro; Gabriel Antonio
Passageiros, Antonio Correia deNoranba Bravo, e
Jos da Silva Simas, Brasileiros.
Alcohaca; 71 das, hiato braaileiro S.-Jot-Ftnctdor,
de 34 tonelada!, capillo J laquim de Sou/a Gomes,
ei|uiu igcm 8. carga farinba ; a Amorim Irmos.
\ui!io Mi/ino nnmttmodta.
Liiha; brgue portuguez Mana Luiza, capilio An-
tonio Lua Gome*, carga assucar e algndio.
M
Ediiais.
- O lllm. Sr inapector da thesou'aria das renda
provinciaej manda la/er publico que, em virtede da
ordem do Enm. Sr presidente da provincia, do 17 do
correte, rao pela terceira vez a profa, para seren
arrematadas a quem por menos fier, aa obras das ca
deai da cidade dn Gqianna, e da tilla do Hrej, aa dea-
la oreada* em 6:418*337 rei, e ai d'aquella em
7:903*392 ra.
O licitante*, devidamente habilitado, devero com-
parecer na sala das leisei da tbeaouraria no dia 9 de
Janeiro protimo futuro, ao meio dia.
Secretaria da tbeaouraria das rendas provincia" de
Pernamhuco 18 de deiembro de 1845.
O secretario ,
.uitda Cotia Porloearreiro.
U lllm. Sr. inspector da Ihesouraria da la deata provincia, em cumprimenlo da ordem do tribunal
do thesouro publico nacional n. 107, de 23 de agosto
ultimo, abano transcripta, manda lazer publico, que,
do pnmeiro de seleinbro d 1846 em dianle, se prio
cipiara a Im-r, nesta provincia, o descont de que trata
o artigo 5 da lei de 6 de outubro di 1835, oaa notas
de 2,000 ra da I.* estampa. Secretaria da Ibesouraria
de Pernambuco, 13 de desetemhro de 1845.
O official-m.ior,
Ignacio d Ordem a que ae refere o edilal tupra.
N. 107. M-noel Alvea llranco, pretidento do tri-
bunal do thesouro publico nacional, conformando-se
com O parecer do concelbeiro de estado, inspector geral
da caira da amorlisscio, ordena que o Sr. inspector da
tbeaouraria da piovincia de Pernambuco mande an-
nunciarpeloa peridicos, e por editaes, que, do I de
aetembro de 1846 em dianle,se principiar! a fazer nes-
ga provincia o descont dn que trata o artigo 5 da lei
de 6 de outubro de 1835. as notas de 2.000 da 1.
estampa, mandadas substituir pela ordem de 27 de ju-
Ihodoanno passado; devendo o mi sino Sr. inspector,
logo que receber esta ordem, Iransniiiti-la a todas as
esiacdesde lezenda da provincia, para lazerem os com-
petentes annuncios pelas folhas onde as bouver, ou por
editaes, a lini de que se tenbd disso conbecimento em
todos os lugares da provincia, e (enbio os seus habitan-
tes o lempo necessario para as apresentar na Ibesoura-
ria O que o Sr. inspector cumplir. Thesouro pu-
blico nacional, em 23 de agosto de 1845 Manoel
Alte llranco. Cumpra-se.Tbeaouraria de fa/en-
da de Pernambuco, 12 de selembrode 1845.Silva.
pela ultima vez a nnuncia, convidando a todos para virem
pagar, pena de se proceder a ejecutivo em Janeiro
prjimo vindouro: e para que ebegue a nnt'cia a lodos,
taco o presente annuncio. Recebedona, 15 de de-
lembrode I81B.
Francisco Xavier Cavalcanli de .lbuquerque.
= Pelo lyceo delta cidade se faz publico, que no
dia 6 de fevereiro do anno prximo futuro irioacon-
cu'so as cadeias depiimeiras leltras para o sexo mas-
culino das povoates de Goianninba e Pedras-de-Fgn,
comarca de Goianna. Os candidatos, que as referidas
cadeiras se quizerem oppo.', habilitem-se nos termas
da lei. Secretaria do lyceo desla cidade, 26 de novem-
bro de 1845. O secretario, Joio facundo da Silva
Gutmardes,
a U arsenal de guerra tem de mandar fazer diver-
sos concertoi de pedreiro na fortaleza das Cinco-Pon-
tas : a pessoa que delles se quizer encarregar, com-
parece na directoria do arsenal de guerra nos das 23 e
24 para tratar sobreest objeoto. Directora do ar-
senal de guerra 22 de dezembro de 1845. O es
cripturario Francisco Sera/ico de /tests Carralho
= O aisenal de guerra compra 14 fechadores or
diaras ; 4 pares de dohradicas ; 5 lerrolhos ; 50 co-
vados de panno preto ordinario e encurpado : quom
taes gneros liver para vender mande a directora do
meemo arsenal as soas amostras e pro ostas, em carta
fechada, nos das 23 e 21 do mulante me/. Directora
do arsenal de guerra 22 de dezembro de 1815. 0
escripturario, Francisco Serfico de Auii Carralho.
Fazse saber aos subditos brilannicos residentes
em Pernambuco que boje 23 do correte pelo
meio da, lera lugar no consulado hntannico ra d*
Cruz o Kjunta nenio para os fns designados no acto 6
Geo :1V cap >*7 Consulado brilannico, 13 de de-
sembroce 1845. H. Augusius Cutcper, cnsul
k Quem acbou um tranceln) com orna medalha,
sendo o trancelim de urna vara de comprido e grotso e
a medalha pequea, das 11 horas para o meio dia, n*
noria do sobrado da ra do Rangel, n. 52 querendn
restituir, dirija se a mesmacaaa, queier recompensa-
do generosamente.
Hehrard, no botiqun) francs, ra Nova, n 69.
(em a honra de avisar, que polo ultimo navio, rliegado
de Franca, recebeo um bello sorlmenlo de conservas,
como sardinhas, ervilhas, linguicas, galinhoNs peque-
as, codorni/es, eoulras. Tambem tem vinho de Ror-
deaox em quartolas, em carrafas, diloSaint-Julien.
Rouilillon em caixas. licor superfino, cognac de Fran
kirch da Suissa, azele superfno do Sr. Plagnol de
Marseille agoa de flor de laraoja, azeitona, cape-
ra e nutras cousas No mesmo botiquim ha deposi-
to de chocolate de Maranbio, e charutos da Babia, lu-
do por preco enmmodo.
Sociedadc Novn-Katalicia.
O thasoureim avisa aos Srs socios, que os bilhetes
para a recita do da 25 distrlbunm-se, n il das 24 e 25.
om sua raa. na ru do Livramento, n. 22 ; e roga aos
meamos Srs.. queirn realisar noa mesn.s das ns seus
dbitos, segundo marca n 5 dos estatuios.
3
Ueilaraces.
AVISO IMPout >NTR AOS COLLECTAD0S.
O administrador da mesa da rerebedoria das rendas
goraes internas, ten.lo p r muitai vetes rnnunciado
pelos Diarios, convidando aos colindados do bairro do
Recite, Santo Antonio. Koa-Vuta, e Afogados para
virem pagar a taia de escravos, importo do banco,
aegei e carrinhoi, dcima de nao mora, ninguem
tem comparecido para pagar, resultando desla omtiiio
despezas e incommodoi para os colleclados ; e por isso
^S^S^SmSsm^mmtmmStsmtmmsanimmmMmmtm^
i VISOS III.U lllllldS.
Arfcntim! aenliora, que me tralaia sempre i-iinio
ae en anda fra re do hugnenules, e mbro ludo Como
te tivera anda um puto. Beiu aabci que catnu nici
Convenido.
Uulra qoe nao fura Margarida liria diln ninit de-
pre.ia: Elle be oallioliru. Maa raiuha quera que llen-
riqoe Un- pedase aquilU que ello quera i-bler dt'lle.
I,a Mide, vend" eain reaervn da ana protcclnra. o nao
iibrmlo nimia onde |iAr p miare u earorri g.idio irr-
rrno de una rone Un perigoaa enmo a de Fraiifa, ca-
loo-ae igualiuenle.
Maa, prorpgoin lleiiriqip, tornando a ir a cari
de que La Sli.|U- fr* p..rlad.r, dil aqu o ;. vi rn;u|.o
de Provrnj, i|nr v>-aiui mni era calhwliva, oque d'aln
prio eile a uiniade que elle voa tem.
Gllio me f.. lia- lea, (llr M.rj;.riiln, de II m Tuto
que tinbeia feio. Sr. noide, de ooi.i modanca de reli-
giiop Teulio aa idriaa ronfuaaa ral rpsprilo ; njodai a
iiiiiilia li uiliraoi;'!, M. de La M ten elliaoie o que parere aVaeiar el-rni?
Ai! ano, aenbora. Maa V. niugealade ari.llieo r-ro
lenta frota onoliaa expli. uroe obre este negnoi, res-
pniole.i |wm Mi'lr, que nao ouari.....
He ijoe o ut'gnei.i m nao diiia de modo algum
aeapeilo, Sr. conde. Ksplieai-o a -l-rei ; etplieni.
tillan! quid be Paan t.'IoP perguuloii el-rei.
Senhor. diaae La Mole, peraegonlo por a>>aa>inu>,
sein armaa. quaai re ilaa ioiiiIm doaa terida, pa-
reeeci-ine que vi a amiibra de inluloi mi ijue me goiav..
para o L .ovre, e.ni moa ci ni na man. tolAo Rt vol.
se rao.pane coiu vida, de adoptar a relijjiao de niimIw
mai, a quem Den bavia pariuilliduaabir do luiuulo pa-
Precisa-se da quaniia de oilo conloa de ris, pou
co mait ou menos, a risco martimo, para pagar oa con-
ferios do navio de comiuercio sueco Orion d* Slo
ckhnlm, capitn N. Larsson; o qual, in lo de Huenus-
Ayres para o C> lie, arnbou forcadamente a este porto:
as peisuas, a quem o negocio convier, compareci no
consulado da Suena e Noroega, ra da Cruz, n. 4
quarta-faira. 24 de iletembro, as duas horas da larde.
Quem liver contal com o patacho sueco Orion
queira as entregar at o da 27 dedezembro, is 9 horas
da manbia. no consulado da Surcia e Noroega, la da
Cruz, n. 4. Depois desse tempo nio se '.ai niais paga-
mento algum, respeilo dito navio
im Para o Ri .-de-J taclio /Icl/eza-ilo- \ui ; pode receber algum passagei-
rose escravos : quem pretender, pode entender-se com
Amorim Irmaos, ra da Cadeia.n. 45
Pira o Rio-de Janeiro satura com muta bre-
vdtde o muilo veleiro patacho braaileiro S. -Jos-
Americano : quem no mesmo quirer carregar, remet
ter e-cratos a frelo ou ir de passagem enlendi-se
com Gaudino Agottnho de Barros, na ra da Cruz ,
a. 66, ou com o capillo a bordo.
A barcaca 5. fenediclo pretende sahir para Ma-
cei, com brevidado por ler metade da carga promp-
*o : qnrm*quizci carrrgar ou ir de passagem diri-
ja-se a Joaquim ftlieiro Pontea, ou ao meitre na
escadinba.
Le.les.
L. G. Ferreira & C fario leilio, por conta e ris-
co de quem perlencer, e por inlervencio do correlor
Oliveira, de porcAo de farinha de trigo e bnlatinha a-
variada, chegada protimamenle pela barca Globe : ho
je, 23 do crtenle, as ll boras da manha e'c pon-
to, no seu arma/em, becco de Manoel GonQalves.
Ficou transiendo para boje, 23 do crrenle, o
leilio de Champagne e licores de llolii & Chavanes, na
porta do armaiem do Sr. Joaquim Das Ferreira, no
caes da Alfandega, aa 11 horas da manbaa.
aaaMasststtstsaMWiM^wwMMMwaMaMajaMw^MMa^MBMMw^w^MM^Bi
tvisos diversos.
A CARRANCA.
O n. 54 achar-se-ha a venda a 1 bora da tarde, na
praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
es 0 ahaixo assignado, lendo no Diario de Pernam-
buco n. 285 de 20 do cor rente, e tubsequente, osan
nuncios leilos por irmaa 1/sbel Mara Theodora, roga
ao espeilavel publico, se digne suspender por alguns
das o seu jui/o sobre ditos annuncios, em quanlo o
abano assignado, em desaggravo da sua repulacao lio
atrozmente offendida por aquella, que muilo Ihe cunt-
ira ?ela-la, mostra authenlicamente a falsidade e alei-
vosia de laes annuncios, sobre o inculcado dominio,
ue diz ter aquella sua irmaa no moiei|iie Manoel.
Joaquim Theodoro Alves.
Manoel Candido Correia fai publico, que, len- i
do morado na comarca do Limoeiro 1\ annos 5
(sendo 8 em Rom-Jard'm, r Lina dita villa i, -
rnudou se agorv para o Rio-Formulo, por asslm 3-(
Ihe maia envir ; e por isso declara, que a nin-
guem da dila comarca do Limoeiro deve cousa J
alguma, por ter ajusiado, e pago tudas as suas
rentas ; mas se por acaso houver a'gurm, que
se julgue seu rredor, quoira apresenlar-se nes-
ts cidade a" foj con p ^ Augusto Rodrigues Selle, ra do Qucimado n.
l 25, que sea immediatamente pago.
UE5?5?cfl5r''i25aSE5a5ES5a5a52525c^a5E5aSrlE*
~ Aluga se. por anno urna boa casa terrea no
princioio da estrada dos AH elos junio ao sitio da
Senli ra I). I.aurinnna ; a qual t m grande quintal ,
com Lilailas de parreiras, mararujei e difieren!' s fru
leiras com agoa de beber a melhor que so tem visto ;
aluga-se por pieco cnnimodo obrigando-se o mora-
dor,na sua sabida,a entrega-la con as hemfeilorias.rom
que a receben ; e i..ini.eiii se vende : a tratar na ra
da Coileia do Recife n. 25.
Aluga-se urna csa terrea no silio do Cordei-
ro a margem do rio Capibaribe acabada de novo ,
por preco commodo : a iralar com Gabriel Antonio,
no paleo do Carino, n. 17.
Urna p ssoa que enlende de esrripturacio .
se oflerece para escrever parlb ularnV'nle em qualquer
casa de negocio para o que tem suflrivel lellra :
quem de seu presumo so qui-er ulilisar dirija-se a
ra dnCalileireiro. sobrado, n 12.
= A quem convier plantar borlalica, a meias, d..n-
do-ie, alm do terreno, um quarto para imu- dn, e o
esteren que for preciso rujo terreno he muilo ferlil de
agoa doce por ser no lugar do Arrumbados, dirija s>
a ra do Sebo n. 50. para lisiar e ir ver o rreno.
Na ra da Praia do Caldeireiro ha para alugar
duS casas terreas : a tratar com o seu prnprielario ,
Francisco de Amorim Lima morador na ra da Glo-
ria da Boa-vista n. 7.
= A luga-se um sobrado de um andar, com bons
commodos lito na Boa-Vista na Iravessa do Veras:
a Iralar na mesma travesss, sobrado n, 15 das duas
as 5 horas da tarde.
D. l/.abel Mara Theodora far pu'nlic \ que nin-
guem laca negocio com seu mano, Joaquim Theodoro
Alvea, relativo a um molequede nome Manoel escra
vo da mesma lenlior.i ; puis ja l- in i h-;; ni i a poni de
procurar comprador para u mesmo molcque s m que
a dila senbora Ihe disse ordem alguoia : o para nao ha-
ver iluv'in a todo o l nio laz o presente annuncio.
Precisa-se dn 1 10* rs. a juros Solire una pur-
ea de ouio em obras com un- poucos de diamantes ,
e 52 oitavas de prala em obra pelo lempo de 4 me/e.,
iiagando se os juros, que so convencionar : na ra da
Palma n 17.
= Perdeo-se, no dia sabbadn passado um peque
no caderno com o titulo do distribuirlo,ciiendo vano-
assentos em pequen.is quarlos de papel sollos, e urna
conl : quem o acbou, fario favor de restituir no se
guodo andar do sobrado da ra do Collego n. 16.
O abaito ass'gnado declara ao publico que sua
mulher Mara da Concerno fazendo testamento de-
pois do qual lalleceo deixou liberto o escravo Miguel,
rom a condir;iode servir e acompanhar ao abaixo as-
signado em quinto esle fosse vivo : e como ao
abaito assignado compele querer utilisar-se ou nAo
le-ta con iiran a respetlo do escravo liberto, decla-
ra pelo prsenle annuncio que voluntariamente de
sisie dessa mesma rondirio. e he contente, que aqoel-
escravog ze de sua lilierila.le comoielal rnndicio
ran eistisse. Antonio Jote dos Sanios femfica
r.i meaervir de guia neaaa bnrrivel nile. lieos mepun-
duti aqm, Sr, Vejo-nie aoba dupla prolrcelo de urna
priiirpia dp Franfn < de el-rei de Navarra. Minlia vida
f.. i a.ilva milagro anllenle ; lenll" pnrlanlo de Puiiiprir
men vol. Eatmi |iroinplo a faipr-me ralliolieo,
Henrique rariegou o aobrollio, Si'epiir.o rumo era
comprelieiidu bem a Ljiirn^So pur intcn-asp, maa duvi-
davn muilo della prla fe,
Kl-rei ntu qner enr.arrrgar-ao do men protegido,
peuaou Margarida.
F.nlreinnlo cooservnvB-ae La Mole, limidn e vexado
entre as duna vunladea oppi'Slas. Seotia. anula -|iie au
aeria rapaz dp ev;p|ina-l", quantoera ridicula a ana |oi-
.ifSo. Foi anda Margarida quem, cun a aoa delieailea
de inolln-r, u lirn deale mao paaen.
Senhor, nos eaqueceniiu que o pobre ferido iip.
eraria de repulan. Eu meaiiia rain de 10111110. Olbai, ei-
l.t que deaiii.n
l.a Mole i-nipalliil.-ei.i pnnt rffeil, maa prio aa olli-
in.1 pal.ivr.i de Margarida que lie tiulia ouvidu e 111-
irrprrladii, qne .. f.mao di seorar.
Poi liem I apuhora, dip Henrique, nada ma
rio.ple>; uto podemos noa donar repuntar M. 'de La
Mole?
iiiancbo langoo a Maigarida aupplieea olboa, e a-
pi lar da prespuea da doaa majjp.ladei deitou-se c.ilin
sobre untaeadeira, quebrado de diV o de fadiga.
Margarida nuuiprelirndeo quanlo autor bata iicmp
"Huir, e qllanto de.e.pero neaaa fraqueta.
Senhor, cabe a V. mageatadu faier elle joven
Ijeoiillioiueni, que. arriacou a vida pur apu m bcraoo,
puii que para aqu corra no intuito deaunuuciar-rua a
ntnrlP dnalmiranlP p dp Tligny, qnando foiferido;
ealip. digo, o V. magPal.idp faipr-lIip unta honra, de que
Ihe pIIp Pr Plpriuineoip agradecido.
K qual, aenhor.i ? dase Henrique. Ordctiai, esloii
proinpi".
M de La M"le dormir pata noitfl ana pea de V.
inagpalnile qop tanilipm doiuiira. ne-tp paprpgoiceir-'.
l'.n por inini. cm a pprmiaaao dp men auguato papos",
ajuntoii Margarida aorrindo-ae tuH nlianiar l illmino e
oieller-me na cama; porque jnro-vo, Sr.,. de no in>
nn SOI a qup meooa oeepaalo de repunto.
Henrique tiulia juizo, lulvex de mait: amigos P iui-
migoa dlo o eenmiraro oaia tarde ; reroohecro pis
que aquella que de.ierr.i va do Ipilo conjugal ha va
.nJquirido erap dirpito pea mesma indiffereii^i qup por
lia liavi.i inanif atado: alm disto Mar-amia ae.ih.iVa
le vnij;ar--e di-a-a iudifferpoca aalvatido-llip a tida. N.i"
aa luo-lri'ii porlnulu rpaooinl" em sua re.po.ta.
Spoltora, dtaap, ap M. de La Mole p.ltv^ra pin Pa-
lado de pa.-ar para o men npoaeulo, pii llin 1 ff recra a
niiiihn propria pama.
.Si 111. "1j-itvoii Margarida, maa o votan apnirnl
aeiiuliiieiitp nao vea pode proteger tem a mu neni aou-
tro, e exige a prudencia que V, uiageatudc Kque tiqui ate
ainanhaa.
E tem esperar reapntta de el-rei, ehaninn Gillonoe
fet preparar-llic tratPaPioe, o a pua pea urna pama tia-
ra La Mole, qop deta honra te moairava no conteni e
aatiafeito, que diaaereia, nao aeiilu niait anaa I- rula-.
Marg-rnla fi'Z a el-rei urna erreiimninaa reverencia, p
leeliadiit ludut ut fcrrullius da aua cmara, ealcudeo-se
na cama
------
A pessoa, que perdeo um earteira de algibeira,
com algumai lollras e maii papeii importantes, quaira
prorora-la na ra Direila n. 31 casa do doutor
Ignacio Nary da Fonseca que, dando 01 ligoaes Ihe
ser entregue.
Precisa-se alugar um moleque; ni ra do Ater-
ro-dos- A logados, 11 7.
FurtsrSo, na noule de 20 a 21 do crranle, n-
Irolorindo-se na lija de 11% polito Sainl-Maitin. na ro
Nova, urna burra de ferro com a quanlia de 2:000# n.
em cdulas, ouro e prala um trancelim de ouro ,
urna lellra de 100 rs. vencida ; 0 pecas de seda para
vestido ; urna pega ile sarja pret hesnanhola ; dou
lencos de seda azul ; foulardl ; alguns corte decolle-
tes de seda ; alguns pares de sapalosde loilro para he
mim, largoi na pona; 2 chicote! de estoque; um ao-
nal de ouro com brilbante ; um dito com pedra verde ;
um par de brncoi com cones de ouro tambem ; um
alfinete de peito, deouro ; um collar e trancelim pre-
to com urna cruz dn ouro pequea ; 11 chale ren; e
um par de brinco graudes de ouro. O ladrfle lo Ri-
cardo Jos Ribeiro e um pardo um pouco reforpado o
miro. A quem der alguma noticia desla burra de ferro,
e acba-la com todo o dmheiro que estava dentro e
juntamente as lazendas, prometi o annuncisnta 400
rs. de gralificacio guardando segredo.
A pessos, nun aonunciou querer comprar urna
casa de pouco dinheiro querendn urna na ra Direi-
td dos A logados no melhor lufar para negocio rec-
tificada de novo chao proprioi, quintil murado ,
le cacimba.por preco barato e que rende mail de 1 por
rento ao mez dirija se atraz da matriz da Boa-Villa ,
n. 22
Na casa grande do sitio de Gabriel Antonio, no
Cordeito est para ser vendida urna vacca essif gran-
de mui'u gorda e sem cria : quem a quizer comprar
pode dirigir-so a esse lugar.
I,olera de S. Pedro Marlyr
de Olnda.
Os bilhetes desla lotera arhio se a venda no luga-
res do ce-i un e. Brevemente sera annunciado o dia im-
prelenvcl do andamento das rodas.
vorclde fecrcio de Belm.
0 secretario avisa ao Srs socios que os bilhetes
para as recitas dos das 25 c 28 do corrente dislribuem-
se hi'je. na casa das represenlacous da mesma locieda-
de na ra de S. Amaro.
lia 10 das appareceo n'um dos sitios de Manoel
Antonio Bapdsta. as Salina, urna vacca com um be-
zerro A quem for seu dono dndoos lignae e sa-
li>fa/' oilo as despeas sera entregue.
O abano assignado laz ver ao respeilavel publico,
que pessoa alguma faca negocio nem compra rom
Jo- Mara Itorgue rom os bens que se achio em seu
poder, dous carrinhos, tres apparelho de estallos com
seus pertenec, sem que se mnstre livre.
Judo Martins da Silva.
O 1I0 til or pin tnciliciin Alexandre
do Sonsa l'cirtia do Cumio mndou a sua
residencia para a pr.ica da Boa-Vista,
priineiro andar do sbralo n. 3a, por
cima da botica, que foi do fallecida Vic-
torino
O presidente da irimndade de N.
S da ( onceicao dos Militares convida aos
irmaos pan se reiiuirem no dia a3 do
corrente (boje), s 4 boras da tarde, pa-
ta a eleicao ila nova mesa regedora ; e
ileclara, que nao p le tei logara reunio
no da segunda feira, conforme se annun-
cio por ter corrido nesse dia a lotera
do tbealro no consistorio da greja.
RAP DE GASSE.
Sao chegadas a esle deposito, ra da Cruz, n. 38, as
i|ii hd.i es de rap seguinles : princeza fino, dito
meio grosso, dito grosso e principe o oais fresco e u-
perior, que be possivel ser,
= Km casa do abaixo assignado vendem-ie chapeo
.le sol, de seda de todas a quilidades dos melbo-
res goslos e usinas superiores em qualidade; chapeo de
sol, de seda a 5/ rs. ; atiim como um lortimeoto da
chapeos deso de panninho : na mesma casa conti-
nuo-se a col.rir chapeos de sol com teda futta-cre
e de todas as qualtdades e tambem de panninho de
todas as cores ; ludo por mais c< mmodo preco do que
em outra qualquer parle : na ra do Passeio-Publico,
loja de chapeos de sol. Joo Loubtl. f
Agua, diaae ella entre ai. he preciso qoe amanilla
M. ile 1.a Mole leolia um protpctnr no Luvre, e tal ae
fii lije sordo, i|oi.' mu'inli.ia te arrepender.
D.p'ia fezs'gnal a Gillonne, que esperara a na
ultima ordena de vir recebe-las.
Gil I ou ne approiiiliuu-ae.
Gillonne, Ihe disse ella bem devagarinbe, he e-
ro-.arm que aiu.ioiia.i. s..|i quali|oer pretftto, meo ir-
oijo o duque d'Alencon tetilla vuulade de vir aqu antes
d.ia nitn huras da maullas.
Davu un Lnurre finas boras.
La Mole C'iiveraiu um ilutante aobre polilioa cora cl-
in, que foi adormeerndo e em breve runeava altamen-
te, cutuu ae olivera deilado no aeu leito de couro de
Be.nn.
La Mole teria talvet dormido ontno el-re; porem
Margarida 11.10 dorma; voltava-te no leito de uta lado
para o ouiro, e esta bulla turbava as ideiaa eo sumito
do lllaoeebo.
hile he muilo moco, murmnrava Margarida era
sua insoiuuia, ho muilo tmido; talve quo at, aer pre-
an ver lato, talvet i|ue al seja eaearner.ivel; maa que
belloa ollioal...... que lallio l.io elegante! qiiaolu en-
eantoa! maa e nao for bravo !..... Elle fogia..... quer
abjurar....... ho desagradavcl, o sonho nvmccava tao
brin! l'-.ia buoi..... Di i venina ir ai cousas, e refiramo-
ll'.a ao triplo.e den daealouvada llenriquett.
C quaai ao aoianhcrrr do dia Margarida adormeceo
'in liin iiiurinuraiidu ; Eres, Cupido, Amor.
I
lCaiiM*ar-#-a).
AR ENCONTRADO





Aluga-se nos Ai.oilibatos om sobrado com
b..ei (jiiintal por anno ou pela fi!a : tratar na
toa d Sebo, o. 48.
Alua se urna casa meie-agna com 2 quertea ,
e urna tala no lugar do Afogadoi, por 1600 ri
menises : a tratar oa ruu do }a -itnaiio n. 57.
Aluga-se urna caa n povosglo o Monleiro a
toroeirada oarreira quo fui do falleoidu I). B. do
Pas i cora duat boa* salas 3 quartos grandes, coz
oha frn estrthaiia par dou* cavados a portio para
o baobo por proco tuuito commodo ; na ra da Ale-
gra, n. 36.
Aluga-se o sobrado n. 4, sito no largo do Hos-
pital do Paraso i todo ou separado : a tratar na ra
do Crespo loja de Santos Neves, ou no largo do
(.'armo n. 5.
I'urtrao no dia 18 do correle de orna ca-
noa grande urna Talocha com argnla bastante gasta ,
junio com una corrente ; e na dia 15 do corrento lur-
turio oatta latecha e corrente, tudo novo : prevno-
se ro Srs. ferreiros ou donos do canoas, a quero fo-
rca oflerccidas, de prenderen! os ladroes para ga-
ranta do auaa canoas ; pos queso Jo annuncianle se
tum furtadoC falecbat com as correntes edu outros
mullos ; e pelas inormacdes consta sor urna sucia de
3 ladroes, sendo um dalles quasi negro : promelte se
gratificar generosamente a quem descobrir algumdei-
tes ladroes no principio do Aterro-dos-Aogados ,
n. 31.
Aluga-se urna boa casa oa Passagom-de-Magda-
lena com muitos commodos coznha fura estri-
bara quintal murado e perlo do banbo : a tratar na
ra da Cru/ n. 5.
3= Oaabsixo astgnedos venddrio a sua venda sita na
ra da Madre-de-Deo n. 5, aos Srs. Antonio Joa-
quiro Vidal e Francisco A ivs Pinto Gcando estes
Srs. obrigadosao activo e passivo Recife 15 de de-
zembro de 1845 Joaquim de Olivara & C.
= Os abmo assgn iios comprrio aos Snrs. loa
quim.de Oliveira (j Companhia a sua renda jila na ra
da Madre-de-Deos o. 3. Os meamos (cao obriga-
dos pagar o debito da mesma casa, e encarre-
gadoi da receber todas as dividas tendentes ao mesmo
cstabelecimento : por isso os recibos s sero validos
passados da data de boje em vanle pelos abaixo asiigna-
dos ou por pesaos por ellos encarregada ; fcando a
casa gyrando de bailo da firma de Pinto & Vital. -
Recite, 15 de derembro de 18E. Francite Alve
l'inlo. Antonio Jouquim Vidal.
Alugu-se o primeiro andar da casa n. 55 da raa
da Cruz : a tratar na mesma casa.
Aluga-se, pela festa a casa terrea da ra do Jo-
go-da-Bo!a, cinOlinda, pintada e caiada de novo; a
tratar no Recite ra de Apollo com Joio Estoves da
Silva.
= Aluga-se, ou vnde-se una canoa de familia,
a vista : na ra da Concordia venda de Francisco
Pereira da Silva Santos.
Aluga-se urna escrava que saiba cozinbar o or-
dinario de urna caa e engommar ; quem tiver, en-
ouncie.
= Francisco Antonio de Oliveira previne que nio
responde por couia alguma que leus eieravut, valen-
do-se de seu nuirm, forein buscar as lujas urna ves
que elles nio levem um bilb>le auignado por elle ou
por leus filiaos.
O abaiioassignaJo fai sei'nte a quem convier ,
quo comprou a venda da Camboa-do-i armo n. 3,
pertencenle a Serafini Jos Correia de Si. Quem tiver
tontas na mesma venda queira aprsenla-las al odia
24 do corrente.Manoel Jos Carneiro.
Abre em cobre toda a qualidade oe desenlio de ar
chitcotura ornatos, figuras, todas as qualidadei de
caracteres e bilhetes de visita teles, lavares em
ouro e prata e firmal em objectoi de uso.
Ostenhore que deiejarem qualquer obras nes-
le genero ou faier abrir ttulos de livros, de cnrlfles
paraeseriptnrio ou oolra qualquer obra em msnu-
cripto com leltras ornadas ou vinhetai e lavOret, te-
ndi a bondad* de dirigirse ao dilo artista que tam-
bero da li(5es da) cali igrapbia moderna tudo por m-
dico pf'tjo.
Compras.
Compro-se um escravo com ofli-
cio de ferreiro, e urna escrava moca, de
bous coslumea, e que saiba coser, e en-
gommar perfeitamente; em casa de Nas-
cimento Schaeer & C.: na ra da Cruz,
n. 6)5.
m Comera-ie um piano que nio exceda 200
rs, que seje moderno e bom ; na ra larga do Rosario,
n. 48, segundo andar.
Comprio se, para fra da provincia, eicravos de
13 20 annos; sendo de bonitai figuras, pagiu-se bem:
na ra da Cadeia de ,S Antonio, sobrad) de um an-
dar de varand de pi n. 20
*= Comprase um seilim em bom uso anda mes-
sbo francez ; na ra estreita do Kozario n. 19.
Compra-se ama be langa pequea com um mar-
ca ; na ra Bell* o, 37 primeiro andar ou an-
iism.
jk Compra-se om candiairo grande de 3 luzes,
com poueo so ; M esquina do Livremenlo n. 62.
a* Compfio-se, a diobeiro bou, secas vitellas,
e eirneiros gordos ; no sgougae de Joio ubois os
ra dos Quarteis, o. \i.
Vendas.
xa de faia rryeroiiaria, mnilo boa obra, po r preco mol-
i commndo r. na ra de Uorlua o 62.
s=londe-ie a Memoria aobr* os melb oramentns el
aperfeii nrrenlos do porto da cidade do I lecile de Per
nambuco por L L. Waubmr, formado em melhema-
ticas pela escola polytechnica e erg enhetro do ie*l
curpo ilas poniese calcadas di Franca engenbeiro em
cor-fe da provincia de Perni.ii bur ; pelo preco d
500 rs : na prava da Independencia, li vraria, na. C e 8.
= Vonde-se um lolbar novo con i os seos perleo
cei; na ra da Ci uz o. 18
= Vende-se o muilo velein bial e americano Al-
mira de lote de 94 toneladas forr. ido cavilhado de
cobre prompto a aeguir viagem pai a qualquer porto :
a tratar com Matheus AusId & Cor npanhia, oa ruada
Alfandega n. 36.
Vende-ieumeMallo.de estri'baria, bom esqui-
pador bastante gordo; no paleo d o 1.ivramenlo, ven-
da n. 20.
es Vende-e cha muito soperic r, em caixas de 6
libras ; em casa de L G. Ferreira & Companhia.
o> Vende-se um preto de 18 a 20 annos pouco
mais ou menos ; um pardo da me sma idade de mui-
lo boa figura sem vicios ,nem achaques e proprios,
de todo o servico assim como pa ra pageos ; urna pre-
di de 20 annos pouco mais ou menos, eostureira e
cotinheira ; urna linda negrinha da 14 annos, pouco
mais ou menos: na ra da C deia do S. Antonio,
o. 25.
Bilhetes da Lotera do Rio
de Janeiro.
= Na ra da Cadeia do.Recife, loja de cambio,
n. 38 anda existe um testo de bilhetes, meios,
quartoi e oitavos a raiio de 2i\ rs. o bilhete
= Vende-se um relogio de ouro em muito bom
estado oa ra Direita o. 9
.Vende-se a venda da ecieruzilb^da da Capunga ,
na esquina do lado do rio com muita freguezia qu e
faz por da 8 a I0# rs. : a tratar na mesma venda.
Vende se, lem Celtio urna gargantilba ; 3 pa
re de brincos ; um allinele com brilbantei; todas es*
tas obras sio de lindo gosto e de ouro; urna libra de
prata : na ra Bella n. 37.
v Vendem-se borzeguim gaspeados muito finos
para senbora ; spalos de lustro msrroquioie dura-
que para dita ; borzenuins gaspeados para bomem
d> rs. ; ditos de ponto de lustro a 3200 rs. o par;
spa(0es de lustro ; bolins o meios ditos de Lisboa;
sapatose meios tiotins inglezes ; sapatosde urna e duas
las franceses ; ditos abotinados, a 3000 n. o par;
banhas francezas muito finas em vasos de porcelana ;
'biquitos de menino e menina a 100 rs. o par ; ditos
de lustro para meninas de 10 annos com fitas a 800
rs. o par ; e outras multas qualidades de calcado, che-
gado pelo ultimo navio, por frece commodu ; na ra
da Cadeia do Recito n. 35, defroole do Lambo.
Vcndem-se apparelhos de metal pa-
ra cha de differenles gostos ; na ra
Nova, defronle da Conceico dos milita-
res., oflicina de Manoel Antonio Alvares
de brilo, n 38.
=-\ ende-tt n.uilo boa farinb.1 para escravos a 2
rs. a lacea stenuo para vender 20 uceas por el
preco : na loja do barato na ra do Crespo n. 15 ,
.ni Antonio da Cunha Soares Guimaroi.
Ao caes do Collegio, n. 9
elisio um novo armazem com familia de S. Matheus e
milho, tudo, tanto a reteibu romo em porgues, e mede-
se a vonlade doi compradores, medida velha rasa, ou
carulado como de malulo, e por menos do queem otra
qualquer parte : os prelendentes dirijio se ao mesmo
arma/em, ou a ra da Cruz, n. 54, a tallar com Maooel
Antonio Pinto da Silva.
= Vende-se polassa americana, ultiman onlu ihe-
g'ada em borris grandes e pequeos; metas barricas
de fannha gallega ; lencos putos de seda da India,
setim de Maco; tudo por preco com modo: em casa de
Matheus Austin & Companhia, na ra da Alfandega-
Velba o. 36.
Em ptxv tira mo.
=-Vende-se cera em els da melbor fabrica doRio;
collada Babia as ariobas; vinagie de vinbo linio
superior a 500 rs. a carnea h-iIib : na ra da Sen-
zalla-Velba, n. 110.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve*
llia: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Mir..tula ; no Alerro-da
Boa?Visla, fabrica de licores de
h'rederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de molhados
do Wicolle.
= Vende-te polassa muilo nova, e de superior
qualidade, em barril pequenoi: na ra da Cadeia do
Recito, armazem desnucar, n. 12.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja o. 1.
Vendem ie superiores grvalas de setim preto a 500
ri.; casimira!, das mais modernis, a 1,200 e 1,400 n.
o corado; panno fino, prelu e azul, a2,.'>l)0rs.; meiaa
deienbora a 280 ri. o par; chitas de todas aa qualida-
des, de 120 a 500 rs.; madapoldes, de 140 a 280 n.;
corles de cMlas de todas ai qualidades, e do melbor
gosto superiores riscados Iraocezes, polka, 360 rs.
o covado ; e oulras multas telendas, ja aoouncadas
oeste Diario : oa mesma loja cima.
= Veade-se urna balance decimal capaz de pesar
2000 librai; oa ra da Cruz, n. 55.
A 4#800.
Saccas de iarelo de tres arrobas cada
uma, ebegadas ltimamente : no armazem
de Braguez, ao p no arco da Concei-
co, e no de GuimarSes, no caes d'Al-
fandega.
meole.de S. Catharioa, tende-se pela medide velha ios
alqueires meioi e qoartai, por preco muitissimo ba-
rato e conforme as porcfiei se far proporcional aba-
le : a bordo do hrigje Sagitario an orado prozimo
a ilbarga do caes do Paxeio-Publico. Abater-se- ha 160
rs. por alqueire aos cornpiadores qu rbaroarem e;
forern conducidos oela canoa do mferiiio bruue.
= Venderr. se laceas rom fsrtnha de Mg a 4800
rs. ; dita de S. Matbeua a 4200 ra. e alqueire me-
dido a 3S00 is.; milbo em sacras a 3600 e 4# rs.;
arroi branco a 2.. rs. arroba ; saceos de estopa ,
novoi. pare farinha ou milbo a 600 rs, : oa ruada
Cadeia de S. Antonio, n. 19, deposito de farinha.
Rap de Lisboa.
= Vende-se, na praca da Independencia, o.^4,
chegado prximamente a 4* rs. o bote.
Depoiito farinha.
No armaiem de porta Isrge do caes do Collegio, con-
tioua-sea vender farinha ensaccada e medida pela
medida velha tanto a retalbo como em grandes por-
c5ei para cujo fim tambem lem farinha oo brigue
lncansavtl-Macitl, fondeado em freote do mesmo
ciei: no mesmo ar'marem tambem se vende error bran-
co e niilho.lpor menos prego do que em oulra qualquer
parte; e comprio-se eicrsvos pagando-10 bem, se forern
mocoj.
Cheguemao barato I
Na loja n. 46, da ra da Cadeia do Recife ven-
dem-se superiores chapeos de castor branco pardo, e
preto para bomem e meninos, pelo commodo prego de
i 4S 6 6i "i e 8t rs. ; diloi franceses de
superior qualidade 3i 4i ,&s 6# e 6ja00 n.;
assim como de divenas outias qualidadei, por pre-
co o mais commodo poiiivel; juntamente ricas bande-
jas com dourados muilo finos, e bstanle formdss.
= Vende-se um bom escravo canoeiro com urna
ptima caooa de carruira ; na ra Direita o. 18.
' = Vendem-se superiores chapeos para leohora, do
ultimo gosto e muito bem enfeitados ; ricos corles de
esmbraias flores de todas ai qualidadei, tanto de ve-
ludo como de seda ; plumas brancas para en feites de
cbapeo ; e um rico lorlimento de fitas de todas as qua-
lidades : na ra larga do Rotario o. 24.
\ ende-se, por commodo preco a dinbeiro oo
metade a prazo com a precita teguranga e metade i
dinheiro um librado oo bairro de S. Aotooio mui-
to fresco com grande quintal, cha. s proprioi, e em
muito bom estado ; o qual est arrendado por 420a
n. annualmeote ; na ra da Gloria sobrado, o. 7, ou
anuncie.
Vende-io a venda da eiquina do piteo de S. Pe-
dro n. 1 : a tratar na mesma venda.
Acl io-ie a venda na loja do bom baraleiro. de
Guerra Silva & Companhia oa ra Nova, n 11, ri
cas sedal para vestidos; mantas deeeda. de lindos pa-
dro s e de todas as qualidades c precos; ditas de ger-
ea e de liobo ; chapeos de palba e de seda pira senbo-
ra e meninas; todas ai qualidades do calcado para as
meimat ; om completo sol tmenlo de IuvkS ; chales de
seda de todei as qualidades e tamanboi laques de dif
(renles goitoi; lencoi de teda ; meiaa de seda lioho
e de algodao para seohora e meninas e outros muitos
ubjeelos do melbor goslo : bom como, se c nlmua a
venders pbantaimagoriai, a 4000 ri, cada urna,
temi Kvidroicom 30 figuras.
Itua Direita, n.9.
= Vendem-se tacca com alqueire de superior fa
rinba por preco maii commodo do que em outra
qualquer parte.
Uanaes
a lioo rs. cada cenlo : defronte da esca-
ditiha da Alfandega, armazem de Gui-
mares.
= O conelor Oliveira lem para vender siguanas cal-
zas do mais primoroso vinbo do Corto que jemeii lem
sido impoilado de Inglaleira e mu proprio para mi
mo de testa aoi entendedores,nao s pela sua cscelleo-
le qualidade, como por coaler cad caiza nicamente
3 durias de garrafaa : os prelendentes dirijeo-ie ao
meimo, no leu eicriptorio.
Vende-se muilo superior doce de
goiaba, em caixoszinhos,- dito de goieba
em raminlio, o mais superior que he pos-
Mvel ; dito de banana ; dito de mamau;
dito delimao ; dito de laranja ; dito de
caj' de calda em latas, muito bem Jei-
to : na ra do Crespo, n. i4 terceiro
andar ou na ra das Cruzes venda de
Joao Jacintho Moreira
5oo
ida-
Veode-se um porta-licor em sua competente ca- Vende-se farinha superior, chegada receole-
.= Vende-se urna mulatinha de 13 annoi de
de ; oa ra de Apollo n. 27, segundo andar.
=Vende-se no armaiem de Fernando de Luccas,
na ra do Trapiche, o. 34, um sortimento de booa e
eicellentes vinhos para uto particular corno vinbo de
Sherry, Madeira-iecca, Porto Clarette branco (baut
brriac) Malaga, Rordesux ; vinboi do liheno ( ha-
chbeimer e rudesbeimer ) ; superior cognao ; mares
cbino ; cerveja preta e branca ( de Campbell Se C. ) ;
tambem ba deposito de urna porcio de vinbo de Cbam-
pagne, e genehra de Hollanda tudo uto vem em
cascos e eogsrrafado ; superiores charutos regala ,
ltimamente chegados da Babia ; rape rolio de llam-
burgo; conservas. Estes geoeros veodem-se em por
(Oes e a retalbo e dio-te amostres para se ezpenmeo-
tar aoi Srs. fregueses.
= Vende-se, por 2o0j rs. um prelo, de idade de
24 aoooi, ptimo pare o tervigo de campo; assim como
urna porfi de ceroe do lertio salgada como a do
Ceari opima para eogenbo por barato preco : o
ra da Crur, o. 3.
= Veode-ie urna cabra bicho de fra com cria
e le te ; oa Soledade o. 29.
= Vende-se superior espiro de planta, a 240 rs.
a arroba; em Olinda, litio de Sesbatiio Lopes.
=Vendem-se doui pianos tortea, oovos, dos autores
Collard & Collerd e Jorchiane ; oa ra da Cadeia ,
em casa de Rsjasail Mellon & Companhia.
Vendem-sesacess de arroz pilado; ditas com
caica ; di tai de feijio mulaiinbo ; ditas de farinha ;
barril de mel novo ; ludo mu tu em coota : na'ra de
Cadeia do Recife armaieao, o. 8.
==Vaodeaa-se, di ruado Vigario, arma/cm, n. 11,1
aocoretaide superiores azeitonas; meiaa barricas Ale
farinha de trigo americana gallego ; e barricas rom
dita de Trieste marca S SF.
= NaruadasLirangeire n. 18, c*s<
Dubeuz, ha, para vender, chumbo de municio de o.
1 al 10; lalitre refinado o melbor qae tem a|pre-
eido Oesle praca ; tudo por prego commodo : -
mi casa enat* orna carie para o Sr. Manoel Fi
Gomes de Fvoeiredo vinda de Lisboa.
a Vende-ie um piano hamburguea em moio uto,
a com boas voret pelo barato prego de 80s n.: na ra
do Crespo loja i." 15.
Verrdem-ie cbapeo de seda d; cflrel pera se-
nbora, bem enfeitados e de gosto moderno pelo m-
dico preco de 14/rs.; na ra Nova n.38
= Tendem-ae em porc&ea, barril tom muito su-
perior mel, viododo Sul; no Alerro-a-BoViiU,
o, 44 e na ruada Praia arma/em t). 16.
=Vende-ieboa calda de tomiles em botijas; na
ra da Crui, n. 46.
= Vendem-ie bicos de blonde bem alvoi e de pa-
drdes modernos; ditos eitreitos de puro liobo, agulhas
francezai de todas as qualidades ; caivetes de mola
pars aperer pennai; cbeve de apertar parafuzoa de eo-
geobo ; larracbas de todos o tamanhos para faier pa-
rafuioi al a grossura de urna e meia pollegeda ; todos
esle objectos lio de qualidade superior e por preco
commodo : no Aterro da Boa-Vista, loja o. 11.
Acbio-ie a venda na luja de J. F. Mamed de Al*
meida & Companhia na ra Nova n. 6 rica se-
das para vestidos ; mantas de leda, de lindos padrei e
de todas as qualidades e precos ; ditas de garfa e de
liobo ; chapeos de seda e de palba para senbora e me-
ninas ; todas ai qoalidedes de cateado para ai meimas ;
um completo sorlimeoto a* luvas ; chales de seda de
lodel as qualidade! e tamaohoi; jeques de difieren!**
gostos; lencos de seda ; meiai de aeda, linbo e da
algodio para leohora e meninas; e outros muitos objec- ,
tos do melbor goslo, e ebegados prximamente de
Franca.
Na botica da roa do Rangel veodem-se os re-
medios segtjinle* dos quaei a experiencia lem confir-
mado oa melhores efleilos : dentifico que lem a pro-
priedade de limpsr o denles cariado* o reititurr-lbe*
a cor esmaltada em muito pouco* diai; o uso do dito
remedio fortifica as gengiva etira o mi cKeiro da
bocea proveniente nio i da carie como do trtaro,
que se une so peicogo desle orgios ; o remedio he
designado pelo* nmeros 1 e 2: orchate purgativa ,
mu til ai crianca e ai pesioas de tuda e qualquer ida-
de ; be composta de substancias vegetaes nio conten
mercurio, nem droga alguma que pussa prrjudicar;
remedio para curar calos em poneos das; dito para
curar dores venereai aotigsi, e que teem reiistido so
tratameoto geralmente applieadu; dilo pera provocar
a menttruafio e accelerar a aceto do ulero nos parto*
nalurats em que olo se precisa das manobras iden-
tificas da arte ; dito para resolver tumores lymphaticos ,
vulgo glndulas; ditopara curar bobas e cravoa sea-
cus o mais efDcsz que se conbece at aqu; dito oxi-
mel de ferro muito til nai ebloroies, vulgarmente
chamadas frialdades ; pos anti-bilioioi de Maooel Lo-
pes ; capsolas de gelatina conteudo balsamo de cu-
pabiba ; ditaide oleo de recinoi purificado; ditas de
cubebetem pofino; ditas de asstletida ; dita* com pos
purgantes; dilaa de ruibarbo (i Chiue ; ditas de ul-
pbato dequinino de 1 e 2 graos cada espila; alga-
leas velinliss elsticas; pilulas de tal de eabacinbo e
agoa dai Celdas, ebegeda prximamente ; remedio que
cura a frialdade dentro em 40 das mesmo estando
incbado ; macella nova a 240 rs. a libra : o proco de
lodos estes remedios b mu razoavel e os bons re-
sultados da la applicagio heqoedevem fazera sua
apologa.
Vendem-se chapeos de seda para
senbora, leilos em Lisboa, e calungas e
pandeiros para presepes : na ra da Ca-
deia, n. i5, loja de Bourgard.
Vendem-se 9 vaccas de leile, pari-
das de pouco tempo: na ra daCadeia-
iNova, n a5.
= Vcndem-se moendas de ferro para engenhoide
aiiucar, para vapor agoa e beilai de divenos tema-
nboi por preco commodo; e igualmente laixas de
ferro coado e balido de lodos os tamanhos : oa pre-
ga doCorpo Santo n. 11, em caa de Me. Calmonl &
Companhia ou na ra de Apollo armazem, o. 6.
= Vende se colla da Baha, deiuperior qualidade ;
na ra da Cruz, o. 65.
Escravos Fgidos.
* Fugio no dia 10 do corrente do litio do Ar-
rsial da viuva de Joio Carlos Pereirs de Burgoi Pon-
ce de l.eon o escrevo Domingos de osgio com os.
lignaei seguales: baizo, cbeio do corpo representa
ter 40 aonos de idade cebeca um taolo grande, ros-
to redoodo olboi vermelbos e abotoados para fra ,
beigoigiolios, seodo o inferior foveiro, e tambem
urna das mioi ; tem ss coilas talludas com a marca de
sua osgio ; padece de frialdade; falle atiapalbado ,
que pouco te percebe ; bebe ego'ardente ; levou urna
trouxa com roupa tua que eonitava de camiaei e ce-
roulai ordinarias ; goila muilo de Iraier urnas calcas
Je ganga azul e urna jaquela de paooo fino que ex
de urna sobre-cauca; fui escravo em >. Hara no
Buique : quem o pegar, leve ao dito sitio do Arraial,
a sua leohora ou no Recife oa esquina do Livra-
menlo, n. 1, a casa de leu filbo Antonio Cario* Pe-
reira de Burgos l'oncc de Len, que recompensara ge-
nerosamente.
ss Fugio oodia 16 dedezembro, o preto Fran-
cisco dt necio Migau.bique careolho baixo groi-
so do corpo ; levou calcas de algodio da Ierra, cemita
do mesmo de mangas curial; pouca barba bem
ladino : quem o pegar, leve a ra da Cruz a leu ic-
ohor Juio Leite Pitta Ortigueira, que gratificara.
ERRATAS.
No Diario o. 283 na pastoral de S. Ezc. Revm. ,
col. primeira lin primeira uo ultimo periodo em lu
gar de Cjuando leia-ie (nenio : col. le-
guoda lio. 39 em lugar de esmerado leia-ie
etuerado.
PERtl. } NA TYP. DE M. F. DE FAMA---- 184?


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