Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05946


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Full Text
ni** r.* 1.4U.
Segunda fe
O 0/HOpnblica-ie todos os das que
3o foreni de guarda: o preco di asslgn i-
mra he de 4/ r. por quartel poyo* ndionla-
io. O annuuclos dos asignantes sao inse-
rido a razio de 21 res por liiiha, 40 rs. ero
n-po df(Prende, e as repetir,rtes pela mecade.
n que nao forem assignantes pago 80 rs
por liona, e 160 era typo differente.
pHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
Cresoente a6 aos 33 minutos da minha.
i ua coei '* a9 hor e 2'lU,n- al Ura
Mengoaote a 21 as 9 hor. e 8 m. da Urde.
La nova a 28 as 8 h e .1 min. 4a tarde.
PARTIDAS DOS COR REOS.
Coiann. Parailvba, e Rio Grande do Iorte
Segunda* i fiestas feiras.
Cabo, Serlrhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1." 11 e 21 de cada mes.
Caranhuns e tonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 c 28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Prlmeira as 11 h e 42 min. da manha
Segunda as 12 b. e 6 minutos da Urde.
de Dezembro.
Anuo XXI N. 286.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda S. Honorato, aud. do J. dos orp.
' do J.doC. da 2. v., edo J. M. da 2. v.
23 Ter?a S. Scrvulo, aud. do J. do civ.
da I. v., e dn .1. de paz do 2. dist de t.
24 Onarta S. Gregorio, aud do J do ctv.
da2.,v..edoJ de paz do 2. dlrt. efe t,
25 Quinta ** NasciinenKide NossoSenhor
Jess Chhisto.
26 Sf-xia 1.' oilava, S. Estevo I'rolo-
inartyr.
27 Sahtiado S. 2.' oilava, S. Joao apos-
tlo e Evangelista.
28 Domingo S. 3.* oitava S. Theophila.
CAMHIOS NO DA 20 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Ldndres 27'/5d. P- Ha60 d.
a Pan 347 ris por franco.
Lisboa 112 p.c.pr. p. m.
Desc. delet. de boas firmas 1 '/, p. "U nei
Ouro -Oncas hespsnholas WJflOO a .(OffiOO
Hocdnite ti.*400 vel. (200 a IfifMO
.. de 6/400 nov. iBtWOO a
>. de 4/000 8/680 a
frua-Pataches .... 1/000 a
Pesos i'.oliiiunares. 1/1120 a
Ditos Mexicanos 1^80 a
Piala miuda. .1/680
16 200
8J80U
1/980
1(1940
9 0
1/720
Acedes da C do Ueberibe de 50/000 ao par.
DIARIO DE PERKfAMBUCO.
PARTE OFFCUI.
Governo da provincia.
EXPEDIENTA DO DA 16 DO CORRERTE.
(Concluido.)
'
Odelo Ao coronel eommissario-peiiedor, declaran-
do, que a conts. que Ihe devolie. do coronel Cs/iiriano
J s d Al'neid -(ve ser dada por crrenle. descontar os i0#000 r que na provine, do Para Ihe
(ario abonad para comodonas de embarque.
Dito Ao juir de dirailo do erime da comarca de
Goisnni, dizend. Heia de providenciar sobre ttia re-
presealaeio i* 13 do mez find por constar de infor-
maciodo ravnelivo del-Rado j Ibe ter ido enviada a
lista dos eidadiot quelificavois para jurado*.
DitoAo commndnte suprrior da goirda nacional
do municipio de Garanhuns. signineand .1, quo agora.
que a freguaiia do Altinbu arha se retito>da aquello mu-
nicipio, deveo retpeotivo batslbio (irr parte ds muir/la
guarda nacional, per iao que fui d'ella desligado e
anneado a do Bon'lo, por tamben bsve-lo sido a roen
cionada fregue/ia; ee|indo propnsla de urna nova or-
gsntsacin para os diflerentea corno, <|Uo compoem a*
legidessob teu oommando superior.
PortsriaAo director do arronalde guerra, determi-
nsndo. fada recolher no meemo enenal asmunices de
guerra, especificada! na relacio, que Ihe en lia, e que Ibe
serio re'neliid palo eommandante do segundo bata
Iho de eililheria a pe. em cuja arrecadaca se achilo, e
ao qual nioaio neeessarias Participou-se ao eom-
mandante das armas, cuja requisicao deo lugar a espe-
dicio deita ordem.
dem do da 17.
CircularAa cmaras monicipaes da provincia, exi-
gindo. t o dia 31 de |aneiro prximo futuro, circumr-
taneiada informacio a cerca do estado dos negocios dos
reipeclivoa munioiptoa. com declararlo dos obstculos,
que intorpecem aaua marcha regular, e dos meioa mais
adaptados a removern* essea obstculos; para que, de
tudu inteirada.posia a presidencia providenciar respei
to. qumdo issooaibe tas susaattribuicoel. oo prsvpr a
assembla legislativa provincial, quando se reunir, a
quellsi madidat, cuja adoprjio dopenda de reolucio
aua.
-
FortariaNomesndo presidenle da nova administra
co do patrimonio dos orphaos a Manuel do Nsscimen-
to da Costa Muntiro; tl.esoureiro a Luis Ignacio Ribei-
ro Roma; escrivao oo padre Joaquina Antonio Marques;
procurador a Nu'rio Maria de Seisss; e fomeoedor a Jo
s lliginio d Miranda.Tambem se nomeou nova ad-
minilracio pata oa eslabelecimentos de caridade. assim
organisada : presidente Joao Raptisla Perira Lobo;
theanureirn M-noeJ Florencio Alves.de Moraes; esen
vSoJoio Francisco Bas'.os; nvmt.ros padre Jilo L.,it
Pita Orligueira e Miguel Fohci i da Silva; e communl-
cou-e as antinss adminisIracSn, declarndose Ibes,
que frao dispensadas, por se baver lioalisado o tempo
de sua gerencia.
INTERIOR.
A RAINHA MARGOT. (*)
por aiffontirf Ehimoo.
SECDND^VOLUME.
CAPITULO VI.
COMO A CHAVB8 O.U* ABBZM OBTAS, PARA
Qtrx uAo alo destinadas.
(Continuac&o).
Margarid volte ll- |iara La Mole, que se cnli-
,oraV*nl' ella indeeis... ion. cnlc inclinad e-lirr
n pe.lo. pallido c.nio .. der* o ii.mi" leip" -0 ,"urH" *1"1"-
_ Mr de L M. le irm orgi.lho, .liase ella, o eu hesi-
to .-m faicr-lhe um. prupoa.cao que elle sen duvida re-
cusira. ..
L^ Mole erguen-se, den um um passo para Margando
e uni faier-lho uma reverencia em .igual do que eslava
. auasordcii; rusa seiitin urna ilr la., profunda, l.
agi.da. l*o ;.)ira.(lor' que I.griniiis Ule vierto no
oilios, e .iiiiind"-so d p. caria, ni qoe '.u.teve.
Ora ah lehdea. br.doii Mnrgariila e.orrendn a elh
e siisleiiil-*4-aB eu. braco., bi id vede, que inda m-
ci's.il.u ate raiiii-
() Vido Diari n.' 285.
RIO-DE-JANKIRO. *
l'DLITIC* GKIIVL
O billdt lord Abtrdttn.
A ioviolabilidade dos tratadoa deve
de aer urna le sagrada paia todaa
aa naQdtra, e por isao devnm esta*
religiosamente guardar todas as
regras e obrigaedes, que em vir-
lude delles contrahirio.... II)
Co i,o particulares, as nacfles a-
bu-a i multas vetes de seu poder
o vlo' real.... e ave8o->e a to-
mar como dlrelto, que be aeu.
o q ie nao he sjno o resultado da
tolerancia ou fraqutza. ou negli-
gencia e descuidos das uutrag na-
(das. Nesta restes se enlloca es-
pecialmente a Inglaterra ... (2)
Os factos, que atrs ( no nosso artigo antecedente)
referimos. So inteiramente contra as eslipulaioes, qu*
a este lempo enstiSo entre a Inglaterra e o Brasil. O
iue havia de aaseotado dio e capitulado entre elas
duas nai-Se aobresle assumplo era que os na
ios de guerra de a roba* aa marinhas reaes podenio
abordar, registrar o barcos meroanles de ambas as na
toes contraanles, nos quaa cehissem. moUvos reaes
para suspeitr-se oue ou a seu oordo cooduzoes
erav..s da frica ou pr .va elara e ihhegavel do os ter
conduaido e transportado durante a viage.n, em que
fossern vistos e abordad a. Eis a que se redu?.ia a eise
lempo o direito do governo inglez. Para mor certe-
za do que cima eipendesnos exhibiremos agora os fun-
damentos, em que e assenta esta proposicao.
Pelo artigo 2. da convenci, celebrada nesla curto ,
entre o nosso e o rovern-t brilannico. se adoplrao to-
dos os artigos e dispusieses ,l tratados concluidos eo-
tre Portugal ea GriV.-BreUnhe obre o trafico de es
ravos, em2 de Janeiro de 1815 e 28 de julho de
1817. eassimtambem os varios artigos explicativos,
le Ibes lenlio sido addicionados como proprios e
como se bouvessem sido inseridos palar por palavra
n'essa eoovencio para o etfeito de se marcaren, e de-
clararen) a obrigaedes, pelas queesse achavao ambas as
corOas ligadas para regular o dito tr.fico at o tem-
po da sua eilinccac final, ouatodia 15 de marco de
1830, conforme se eoncrdou, eestabeleceo pelo arti-
go primeiro da mesma oonvencio.
Pelos artigoa 8.a e 6. da convenci de 1817, e 1
das instruct'Oes doecruieiros de ambas aa corOas a el-
a anneas como sua parte integrante os mesmos cru-
zeiros podiio registrar e capturaros barros mercantes,
nicamente dado ocaso da echada de escravos a seu
bordo.
Eis o artigo 5.... Os mesmos nsvios de guerra
porteras ( mas tmente no caso em qoe de facto le acha-
ren escr.vos a bordo ;deter, e levar os ditos navios a
fimrieoaiaierjulgsr.se....
O artigo 6.'tambero foi eseripto nestesentido. Eli o:
Os cruzadores. nao podersd deler navio algum de
esersvatura ern que actualmente se no acharen es-
cravos a bordo.
O artigo !. das instrurcSes dos croieins anda-he
mais claro e positivo*, ei lo- Os navios, a bordodo
quaes se nio acharen escravos destinados pura o trafico.
U) Conde de Carden. Trat. completo de Diploma-
cia, vol 1. pag 410
,9; Mr. janeigny. Revista dos Dous Mundos, 1812
tjm niuvimeiito apenas seiisl'vel agiiou os labio, de Ln
Mole-
Oh I inl, miirn.urou ello, cuino d.. or que respiro,
oi.mododla que vejo. ...
Ne.ae insianto ren.trao (res pancadas dadas n porto
dr Margarina. ....
_ ni. enhnra? dne tiillonno .su.lada.
J, uii.ru.urou Marganda.
Vi'U ab.ir?
Eprr. He lolvet el-rei de Navarra.
Ol>! enbora, bio.l.i. LaM'le, f.irlalerido por ea-
la noiicas iiolavrns. qneal..a raliiha pronunciara em
tos lt bail que p.|n-ira ao GifloniH* n. Irr i.uvido ;
.eul.or*. snpplis- il.joilhos a V. m.g'SUrl; fajei-u.e
tahim .im u"rl0 ou v.v... Sinhra| Apiedai-v...
de n.im Oh '" "" rraponde.. Pois bem cu
m, fallar poique culo., me lauCorei.Toro.
_ Cal.l-fo. mal.v. nliirndo dia.e Marg.nd, que
nula in#X| lirav.lencoi.il. ai.ouvir sacenruraa do ruan-
cib... Ola'-voal ....
- Stnbura, replieou La M"le, que em duvida nio
,.r|.ava na. polavr. de Margori.la ea.e ng"r, .|ii.rlle
r.i.rrava ; .ei.h.Ta, eu vo lo re,.il, ..ove-.r ludo de.lr
'gabinete. Oh I l mef ci morrer de um murle que
i n.sia cruei. verdugo nao ouaariao iuvenlar.
S'lencio! SlWsoin! dia.eM.rgarida.
_ Oh ei.hora, s ...i. em conipa.ia ; nado que-
ris c. ular, nada iiuerei. uuvir. Cuit.prel.cndi i u que
vo. Idilio..... .. i u
Sileiiiin, pois que vi.-l digo! interrompeo Mar-
ita.idM. |......1.. e lepidu e p>lfilmada mo obre a boca
5.. mancebo, que, .egurando-a com aa uas an.bas, a en-
o.li.u ao. labiua.
__ Ma...... miirnturi.il La Mole.
_ Maaj cal..i-vos, crianza Qe rebelde este, que
nao iiuer obedecer a na raieh!
' Depuis lansando-.e fora do gabinete, fcchou a purla,
nio podero ser detidos debaizo de nenhum pretexto,
ou motivo quslquer.
Estas disposicOes forSo em parte modificadas pelo
artigo addicionaes celebrados com Portugal em 15
de marco de t83 e cates inleiramenl. adoptados pe
lo artigo 1." da convenci citada de 1826 pelo nosso
e pelo governo britannico. A molifinacio consist em
declarar-se que al m do caso da achada do escravos a
hnrdo de um barco'mercante teria lugar o registro ,
detengao e captura vista Ue provae e/oras e innaga -
Mff de ter esle transportado eicravo d'Africa ns via-
em em que fosse abordado e registrado
Treldareinoso artigo 1 dessa convencao adlicio-
nal do 15 de marco de 1823
Artigo I.8 H*n.lo-e estipulado no artigo 1.
da instruceo'S destinadas para os navios de guerra
inglez-s e portugueses que tiverem a seu cargo
a impedir o commercio illicito de escravosque
navios, a bordo dos quaes se nio acharen escravos
o destinados para o trafico nio po.lerao ser detidos
debaix do nenhu-n pretexto ou motivo quilquer ,
e tendo mostrad., a experiencia que os navios em-
pregados no dito trafico ilhcito team momentsnoa-
. mente deiemharoad i os escravos quo eslavio a seu
bordo iminelialaoiente antes de seren vallados
pelos navios de guerra echando asim o meto de
evitaren! a condemnscio e de poderem continuar
o impunemente sua Ilegal viagem em contraveneS..
b ao verdadeiro espirito d- convenci do 23 de julho
de 1817: asduas altas partes contranh conhecem
neressida le-le declarar, a por eitt artigo declaro.
ihh, te houver prova clara e tnnigivel de ter ndo
embarcado a bordide qualquer navio algum eterav .,
ou ficravot de um oulro sexo, detimtdo ao trafi
o co tllalo na viagrm em que o memio navio o<
d captwado nicavo. e poi ene molivj pem con
. formdade do verdadero etpirilo e intencHo doi ei-
p tpula, OA da convenci aoima mencionada, lera
. aqurlli wwio detidopeloi cruzadoret e condemnu-
do a final pelos coministanos.
Provado pois est queosfactos, que referimos no
arlif.o anterior, sso meras violencias pralicadas contra o
Brasil pelo governo rnJez E compro notar, que estas
violencias hndiio a destruii oefleito doarl. l.d0tin.ia
convenci do 1826, ondeo Brasil se reservou"Ves-
paco de 3 annos para qne os seus negociaot-s tomas
em su ns medidas e os seus agricultores le provessom
de bracos do modo que ebegado o termo da exlinc-
cio do trineo nio oflressem prejuizos e perdas, e ao
n.esmo passo essas violencias claramente delatrao a
intencio de acabrunhar nossa industria !
Nao be d'aqul smente que tiramos provas desse pro-
posito : oo periodo decorrldo de I. de marco de 8S0
em diante, n.aiores e mais robustas nos aprsenla o
proceder d. Inglaterra e dos seus cruzadores : a Ingla-
terra eolio moslrou o mais ardente desejo de acabar
com a nossa navegacio, de cxcluir-uos inteiramente do
coquiiercio licito da frica.
No arligu 3 da referida convenci de lS2o\ o noso
e o governo britannico. Igualmente concordrio em to-
das as materias e coosas c.nt-das.c-criptas e estipu
ladas em todos os 'rutados e ronvencoes fritos com Por
lugal. e essim tambem nos artigos fddictonars, regula
mritos e Inatruccdes a elle annexos, e em que lossem
?sUs apphcadas mulatis mutandis bus s*us respecti-
vos subdito., taoinhatuieul.-, CumO se (o.sem nelle de
novo insertas, duianle o lempo quedicurresse do 13 de
marco de* 1830 a igual da e n.eueslo anuo de I85, n^
.ma do artigo seporado de lt de $'len.bro de 1817,
que b parle du eoovencio de 8 de julho do mismo
aooo.
eniBiou-e por edo rom a mao trmula aa jinnooili.a
du curactu:
Abre, Gillonnc! disse.
G.lloi.ne saln, dacamora, ed'lli a um instante, el-
rei de Navarra, un pouco inquieto, ergueo a tepO-
_ Mandasles-ine chamar, enhura? dise el-rei de
Navarra a Marganila.
__ Sin,, Se., V. niagealade rerrbeo a minha carta f
_ E ni >em alguna adUtiraCto, coiif-."-, lu.e
Ifenrique i.lhaiido n. derredor de si cum dercoiifiauj
ni breve de.vaurrida.
E i.A ten. algum rrceio, no he aisin, Sr. ? aj.in-
,,u Morgari.'a.
t;uofear-v.-li-hei, senhura. Todava, pur mai.
odead" que me vej de imieigos iicornicado., o ata n-
nug.o nmdi. ii.-i. pingo... Ulvea do que os meo. ini-
n.g... h n.Lrei-n.e que una n-ile iinha vi.I brilhar
n. voa.ti hImm ai'liiin.eiiii. da generuaidaile, era a
......e do. nimbas utiprias; que n'oiilr., da ln.lia vi.lc
raiar a e.lr.llndii cinagem; e e.ie ouln. dia, eradiuu-
ten.. di de.ignado para a minha n.orie.
t ei.lio! Sr., die Mrgi ida s..rrindo-se em
iianio Heurque procurava lar-Ihe o fundu du co-
aCJo.
__ Enlo senhura, anlenibrar-me de ludo i.to, dir
o tu n. it O no n.e.n.o in.lai.le rni que lia .. vus.o b.ll.ele.
,,ue me dina que vie.se : Preso, desarmado e .en. a-
migo.coiiiu e.l, o ni de Navarro so um mei tero de
uner com gluria, de uni mj-rie que abi.ti.ria cn.ig-
| he de morrer ir..Indo pur .na luulher, e aqu) vuu.
1- Senlior, reap-nden Margando mudare., de Im-
agen quandu ...uberdea qe ludo quo de.to ves se tem
no he obra de una pti.ua que vuaanio...... e que v.
iin.'ia.
Heurque qua.i que reruou a estas palavras, e os seu.
olhus pardos o penetrantes oxaiuinarto ouriusus a rainha.
Por esta estlpalsfio, pnrtanto, s poderiSo, como
deixamos demonstrado, no referido periodo, ser abor-
dados, registrados, capturados e condamoado os not-
aos navios mercantes, que estivessern nos dous casos
cima releridos, isto de taren seu bordo escravos,
ou de haver prova clara e Innegavel de os ter transpor-
tado para o trafico illicito.
Nio obstante iste. os documentos parlamentares (3),
publicados nesse pirodo de la annos. por mandsdodo
govorno britannico, provao da uaneira q io nos he d
mister, que um grande numero de nossos barcos forio
illegitlinaineute registrados, capturados pelos cruzadores
ingleies, e condumnados pelos seus commissarios e arbi-
tros das difTjrtntes cummissOas mixtas, por meras sus-
peitas e por indicios mui remotos. (4)
Tem >s agora nicamente aos olhos os documentos de
1844: miles deparamos c >rn o relatorio de 1811 da
commissi) mixta da Serra-Lnoa. Deste relatorio se v4
q ie tod is os des navios brasllciros '5j subjeitos ao Julga-
mento desta co nmissio, em 1811 fora j capturados uol-
cami-nte por Indiolos remotos, vistoquo nioderSo as pro-
vas exigidas nos tratados, e, nio obstante isto, que forio
oond^innados pelos o mmissarios in; estes se expriman no dito relate,rio The 10 vetteU en-
gaged in ihe brasilian slaielrade wereall cases ofequi-
pemenl only 6,
Eile abuso, ou antes esta oppressio, tem chegado ao
ponto deserem condemnados os proprios barcos desti-
nados ao commercio licito da India! Assira suecedeo
com o bergantim Imperador-D. Pedro, sem embargo
da lojutica de sua capiura sor tio clamorosa, que o
proprio advogado di rainha na erra-Leoa a reconbe-
ceo I
En reara, todos os navios brasil-iros que navagio
para a aulla da Alrici. o sj empregio no oommerclo li-
dio, si i sempre capturados o condemnados, e com tan-
ta manir lacllidade quanta farnece aos c.uzeiros iogle-
es a circumstar.cia d nio jr sua maroha igual dot
que se destinio ao trafluo de escravos, e de nio poder,
por essa raiao, fjgir-lhes caca, que Ihes dS >, e quan-
ta he a conflanca em quenavegio 7j. O uuaero das
capturas illegaes fetas durante os quinze annos decor-
,3) Correspondeoce with bntish commissloners, Cor-
respondence wilh foreing powers, relating to slave
trade, 1830 a lM-i.
,4) Na falta de dados positivos nio podemos deter-
mina) alo numero. Alguna calculio em mais de 2o0 ot
navios capturados desde 1810 em diante contra a lettra
das convenedes, e por violencia da Inglaterra, em que
os subditos brasileiros erio tnteressados. lie junho de
1SI9 ao ultimo de dezembro det4l, as commissoes
mixtas da Serra l.ooa adjudicrao 4t7 navios dedilTe-
renles nacSes. Afora estes, temos os dos capturados de
18 0 a junlio do 1819, os dos julgados mes presas oes-
tas commissoes da Serra-Leoa, os subjeitos ao julga-
mento de difTerentes outrss commissSes mixtas, os oon-
demnsdos pelos tribunaes ingleses, etc. Desse numero
total talvez nielarte ou fjssom brasileiros, ou nelles in-
teiessedos subditos brasileiros ou pertenceoles a com-
missoes exteriores de residentes no Brasil.
|r>) Brigues Feliz Ventura o Orosimbo; bergantina
yova-lnre/a. Firme e l). Elisa ; escunas Heliana, Bom-
fim Juliana o tlor-da-America ; polaca '\ova For-
tuna.
iti| Este relatorio tem a dita de 31 de dezembro da
I8'il, ven oa correspondeoce wilh uristish commisso-
nersde ISl'i. Class. A.
;7 Smente da provincia da Baha, em 1839 a 18(0,
a barca Augusta, os patachos Sympathia, Sociedade-
Feliz. Conceico (iolfinho, escuna Calliope e polaca S.
Antonio: em >814. cuna Ave-Mara, (i la te Carolina
u o laml.o Casusa: no correte anuo de 1845, o pata-
cho Esperimca. o lancliao Diligencia, oblato fivo, a
sumaca Minerva e o Mate Rafael, todos empregados oo
commeicio licito.
Oh! iraiiquillisai-vos, Sr., diaae aorrindo-sa a
rainha. Eu nio tenl.o a pretencto do ser easa pessoa.
Todava, senhura, disso Henrique, ve he quo me
in.indaatc8 a chave, o a letra do bilhete he de voaso
JIUIlllO.
__ A letra cm.fssu quo he minha; ,o bilhete foi a
que o nionilei. nio .. n.g. Quontn portp i chave he
nutra coma. Cuiilenla-vus de saber quojdla passuu pe-
las inaos do qualr n...Ihe.es antea de chegar as vossaa.
__ De qualru mulherea! exclamou Henrique admi-
rodo.
Sim, B*laa mana de quotro mulheres, disse Marga-
nda: pela mAos da rainha-inai, pelas de madama deSau-
ve, pela de Gilloiiue, e pelaa mullas.
ilciirique pos- ae a meditar malo enigma,
_ Fallem... .crio, agor, Sr., di.ae Margarida, e sa-
br lu.lu ralleiuua froncomenle. lio verdade, como corre
o boato boje, que V. magestade cunente em abjurar.
E.se boato he falso, senhura, eu nio consent
inda.
Mas Oslis todas a decidido P
lato he, eslou en consultas. Que queris vsl
quandu um humen tem vinte aniius, e he puucu mais ta
un no. re, venire-sainl-gris, ba cuuaaa que valem bem
una mi.aa.
I', entre nutras cuuans, vida, uiu he assim?
Heurque nio pode reprimir un ligeiru aurriao.
Vo. nao n, e duela ludo O v.n.-ptn.auei.lu, Sr.,
di.ae Margando.
Teuh.i alguinas reservas com na meua alliadoa,
senhura i e vos o sabis, n nio aumua seniu aliiadoa i
te fotseia ao mesm lempo minha alhada..... o.....
E mu mullier, nao lie, Sr. ?
Puis in..... e niiiiha mullier.
Knlio, talvez fusae d.fierente, c tolicz quieise uu
er rei du. hiiguenule, uuniw elle, disem..... Agora.....
furcusu hoque en me contente cum viver!


idos deve de ter por certo grande '8') Calcula se em
mais de quairnta mi! conloa a perd, que o cummercio
brasileiro tem solTrido em v'rtode da constante violceo
das cooventOea pela Inglaterra !'.i ; e quem Julgar
exagerado este calculo, con fisgaremos que lolve o s.ja
por dimiouto, e rulo t.m.s para cr.-r, que. a vi>ta de
dados preciaos, a cifra vi multo alcm do que calcula-
mos, sem contar as embarcarles mettidas i pique, as
carregacoes fellas rm natos estrangelros, que teem sido
capturados, e os I. itorlas incendiadas I E a tal ponto
tem rhi'gado esta oppressio, que a nossa prnpri. dade,
ainil i que cobeila cum a baodeira de urna naci pode-
rosa, do se pode crer salva, do que mullos etemplos
dos fornecem os citados documentos parlamentis. (10;
Que lettra da convenci de ISI7 e dos artigos ad-
ulcime* de 1823 era absolutamente oppuslo este pro
cedimento, o proprio governo ingles, por mais de urna
ves, o reconheceo. Foi esta conviccio que obrigou a et-
68 governo a entabolar com o Brasil as negociarles que
tiverio por desfecho e conelosio os artigos addicionaet
de i7 de juIdo de 1835. nio ratificados, que outra cou
sa nio tinhio por m senio reputar prova sufliciente
para a captura de um barco braaileiro e sua condem-
oaco qualquer lodicio, por mais remoto que fosie (I I),
conforme a pratica seguida at entio pilos cruietrot e
commissarios ingleses, facto este, pelo qual o governo
brltannico deisa i todas as lujes provado, que de um
modo abusivo e violento preceda para com o brasil.
No prembulo desses artgos o governo mglet con-
lessou que as convenid anteriores nio autorisavao
urna tal pratica declarando que as novas eslipulacOei.
que faiiin odjecto dos meamos artigos erio dictadas ,
nao com o fim de explicar at convencOei anlerioret,
ma-rnm o de tornar mai$ effeitico o tratado de abo-
Itco do commccio de eseravatnra (12)
Tio forle e profunda he esta convierto que nio
cessou de reclamar pela sua ratieacao e de procurar
obte-la anda depois de pastado o lempo marcado pi-
ra a sua lioca e at mesmo dermis do acto da maiorida-
dedeS. M. I. o Sr. D. Pedro II (13) E como sso se
niodsse; porque sera lavrar senlcnra de morte do
nosso coinmercio e navegacAo em proveto da Grio-
Bretanha entabolou novas negociacOcs con. este filo e
no mesmo sentido em 23 de agosto de 1840. e mullo
entendeo no seu destecho e exigi urna concluiio Saln-
Idlona aos seus interesses !
Nio obstante islo commMarioi ingieres e seus
cruzeiros se julgrio sempre t.utorisados para por me-
ros e remotos indicios, confiscaren) e adjudicarem a
propnedade dos subditos luasileirus. O commissario
inglez desta corte G. Jackson em seus officios de
22 dejunhoe23 desetemluo de 1839, dina ao seu
governo, que nio erio de millar os artigos eddicio-
naes de 1835, que nio Torio ratificados, porque as dis
posieoes destes artigos ettavio no espirito das conven
toes existentes com o Brasil e que por taoto s vinho
a servir pora dar mais clareza as eslipulaces em vigoi
greattr deorneu lo engagemenli already rxisling .
anillo obvale Tio clara e le minante he a leliia das con-uoi s ci
lailns, que o meamo lord Aberdeen o confrssuu en. S''U
despacho de 2i de junho de 1842, dirigido ao Sr lia-
milln (15) Como se drsie o cso da en.I.anaci brati-
leira Ermelinda ler sido julgada ler sido julgada ui
pre/a.e a Galiana condemnada,estando ambas as mes-
mas circunstancias, por terem conlra si apenas indicios
remotos e islo tivesse lugar por occaaiio de inte'vir no
julgamenlo da primrira o arbitro brasileiro e ns se-
gunda o ingles, lord Aberdeen ditsn ao Sr. Hamillnn.
!8) Veja-se o que dissemos na nota 4.
(9) As lerdas, desde \bii le 1821, monlavioa i mil
e SO conloa de res, sendo 3 as embaicaiGcs indevida-
mente capturadas.
(lj Sirva de exemplo a captura do navio francez
Marabout. e a de outros dos Estados-Unidos, da Saide-
nb, ae Portugal etc., etc.
li) li-tis artigos lorio sssignados pelo Exm. Sr.
Alves Branco Ahi se estipulava, que, se alguma das
circumslancias maicadns se verificasse, seria c mude-
rada como prova prima facie do emprego eflectivo do
navio no trafico dr iscravo En que poderla ser un.a
deslss circumstaiiCias ? A achada de mais de um gii-
lbio ou Igema Urna csldeira grande.....11
(18) Bis o prembulo Sua M gestado etc etc..
deiejando tornar mais tffectivo o contrato de abohc.au
do coiiiineic o de esclavatura, que fui concluido entre
as coidas do Brasil a da Grao-Bretsnbs, de '23 de no-
vembrn de I86, resolverlo annexar ao sobredilo tra-
tado ceilos artigos supplemealaies E para este Om
uomeirao, etc., etc.
113, lle-pacho de lord Palmerston de Ifi dejanei'o
de 1811 e oulrus posteriores.
(14; Veja-se os documentos parlamentares de 1810.
Class. A.
(15)Ette despacho aa correspondence wilh Spain,
Portugal, Brasil, etc.,etc. Clan, li., pag 552.
Margarida tara olliua poi mu Henrique quetivern can-
sad.. aupeitaa mnino n um espirito inenoa pertpiem do
que u rlc el-rei du Navarra.
E estis certo, ao menna, de conseguir o rebulta-
do ? dit.r ella.
Ponen maia ou menos, ditso Henrique; l.em lal.oi
que actualmente, leiihnra, nnguem tem e. riera de nada.
He erdade, replicn Margarida, i|ue V. magrala-
de annunria tata moderaban e profesan tanto dcaiuie-
rrn', que depoia de harr renuiiciadii a ana croa, o re-
nunciado a aua rrligij >, renunciar tamben) pmvavcl-
inei.te, e disto no meo..i ja .. lem eaperanjas, a tua al-
lianc.i eoni urna princesa de Franca.
Tin profunda era a agniticacao pie nenias pal rra
haviii, que Henrique, man gradu eii.caireiin oeu ai. nu-
vi-laa. Mas doiiiinaildo eala cmi.co com a pruniptdAo
do raio:
D.gnai-vot advertir, aeuliura, que noale ninm.nl.
nao Icnliii ,i meu livre arbilrio. Farel p n o que mu r-
alenar el-rei de Franca, C |..-r mi ni, se me ruiitullas-
aem mu pone, sobre esta que.tao, em que de nada me-
n se trata do quddo meu ilirono, da minlia liorna eda
minlia vidn, antea quiera epultar-me romo cacador
em nin castello, ou penitente em um claustro, do que
baaear o meu futuro nos dircitoa que me d o nosao for-
cado casamento.
Eala calma resigriada ssuaa circumstanciaa, este dea-
|CB" couaas desle inunilu nssualrSo Margarida.
Penaou ella que ralves rata ruptura de casiiirntu cali-
vcaao ci.uveneonada entre Carl.-a IX, Cath. ria e cl-ret
de Navarra. Teni.. elle tunta ..ll.ncai. por ella que l"l"
aer irn.J de um e fillia de .mira na., rumbarsriu della,
>u a nao aacrificaaacm ? Havia-lho a experiencia iih.b-
Irad que nio era cu una rasa en. que ella pmlrae
liaaear a ana argiirnnca. F..I p r lauto a arUIMCkfl quem
11.c mordeo o curacio, porque ella era m uitu auperiur as
fraqueas vulgares para ae deiiar arrastrar a um deapei-
que o governo de S. M ntto pretenda impugnar a
boa fi do* coinmitmr'Oi bratileiioi. que tnlendio que
a lellra daeconvenca nio amontara a condemnac-
de um navo. que livene umea nenie cnni-a ti o felo de
ler sido etqitipailo de um m-do proprio do traficad-
e rravos (16; que latmntav sm-nte que se dessem
em iguars circumslancias den-Oes contradictorias, e
ordenou ao ministro, a quom so diriga odespa.ho.
que apre'sasso o desfecho das negociarles entsboladas
cum o Brasil, para obviar estes inconvenientes. Eis o
ultimo periodo desle despacho :mister he, por lano.
que insistis com o governo brasileiro, para que este se
apreste a chegar ao termo e satislatoria conclusio da
negociacio, de que fostes encarregado, capitulando-so
urna clara e precita estipulacio a este respeito E co-
mo o principio de fiesrem sutjcitos condemna(io to-
dos os navios, que, pelo seu esquipamento, se recoohe
cessem empiegados no trafico de escravos, foi consa-
grado no prembulo docootra-projecto de convenci,
aprusentado pelo mesmo governo, he tamben-, uiuito de
mister,que chamis i silencio do ministro brasileiro pa-
ra o l.em. que resultar do passo delle dar instrueces
aoscommissariosbrasileirosdessa cortee da S> rra l.eoa.
para que ellos, do ora em diante, julguem boas presas
os navios, que tiverem sido equipados de um modo
proprio para o transporte e trafico de escravos.
I', q.lando na verdodo as disposicoes dss convenedes
acuna citadas fosiem obscuras, nio caba ao governo
ingles dar por si a inteligencia, que Ihe cooviesse : isto
devia ser o effoito do um mutuo accordo, e i niesma
queslio do sentido das convences ser obscuro, do
poda ser dada, se nio estando ambas as corda concor-
des.No caso de um tratado publico, diz o conde da
Garden (17), conter estipulado s vagas, equivocas ou
obscuras, mister bo recorrer i interpretarlo aulbenti-
ca, e ests nio pode dar-se senio por um mutuo accor-
do e declararlo de ambas as partes contraanles, ou
daquellas, que ellas por ventura esrolbe'em para arbi-
tros. A propria questio preliminar de saber, se o sen-
tido he duvidoso, nio pude ser decidida senio por um
igual acto.
0 que diz este escriptor he eeralmento adoptado por
lodos os povos civilissdos. he regra constante e uninu-
tavel de direito das gentes.
A' vista disto quem poder deiconhecer, que o proee-
limenlo do Inglaterra para com o Brasil foi sempre vi-
lenlo e contralto as convencoes e eslipulacoes existen
les?
Dir-se ha talvez que o governo ingles nio tem auto-
risado laes fados, que estes tio meros abusos dos seus
rruzeiros e dos s.us commissarios. Tudo quanlo te-
mos lulo sobre esla importante queslio nos obliga a di
zer, que estes facise que estes abusos teem tido lugar
com plena sciencia ou por mandato de.se governo. O
sen- commissarios teem dado corita de todas estas ol ser-
vaces, 09 processos Ihe sio relatados, as rerlamacdes
.1 > nossns commissarios sobre este objecto teem sido
ijespre.atlas, o nosso governo o tem advertido por dil
ferentes aeles abusos e reclamad..
conlra ellos com energa e firmeza ; nas ludo isto tem
sido de balde, aa cousas caminbario sempre do mesmo
mudo !. .. Por outro lado, suas inslruccoes sao redi
gidas .le mane ira que autorisio essss violencias e infrac-
i Oes" dos tratados: Iriims ante os ol.os ai dadas aos
seus cruzeiros em 12 de junho de 1844 a respeito dos
navios do Rr.sil : ahi se es'.abeleceo osegu'nle:
Para ter lugar a captura he de mister: 1 ', que este
jio *bordo ou tenho estado escravos, na viagem em
que o navio pnssa ser capturado; 2.. que o navio e-
nha ni accommodaces e apmtoi propnoi do trafico
ile tcracot o que dentio delle oulran p-ovut se temita
para dnn nstiar o t,eu emprego no referido Ira/i
co 118;.
I'. pra que melhor prova do que a que nos fornereo
emlS'e 1841o proc dimonto ila Inglaterra a res
peito dos navios brasileiros Activo e l'on.peu 1 A
coinmissdes mixtas, a quem frio aflectos os prucessos
lestes navios, em vulude das cenven^Ses citadas, Din
adiando pr vas concludentes para decretaren) a su
ciindemnacio, os julg> rio ms piezas e dei"io dircilo
aos s us proprietanos de haverom do governo ingle/ o
daino causado pela sua tllegitima captura. Liquida
do este, o nosso soveino reclamou o seu pagamento, A
resposta, que leve a respeito do primeiro, esla trasladada
norelatorio de 1835 do Sr Alves Branco, o foi que
esse pagamento dependa de um accoruo ntreos dou
-----------*
governos, o qual S, M. B. nio annua. visto.que a
embarcaeo se destinara pararrma emp'ez* He-
gal l (19).
A do segundo foi dada em 30 de setembro de 1841
pelo proprio lord Aberdeen, e he a segumte que. ca-
nhfcendo so qu; tem duvda alguma o navio foi esqui-
pado para o trafi o de escavo, Mo havia lugar a m-
demnitacdol (20).
He astim que sempre procede a Inglaterra 1 Em18'29
nio reconheceo poder nos tribunaes do Brasil, para jul-
gsrem-os seus navios, capturados pelo laclo de infrin-
girem o bloqu-'io do rio da Prata, legal e formalmente
feito pelo Brasil(21). Em 1834 negou-naso pagamento
das perdas e damnos devida mente I iquidadns.queos seus
cruzeiroscausaiio aos proprietariosdaquelles navios,que
frln relaxados pelas commisses mixtas, sob pretexto de
mos ulgamentos (22). Em 1841 ainda iito mesmo nos
negou, seb pretexto da importancia de taes damnos fi
csrem em compensado das despena, que Ihe acarea a
continuarlo do trafico de escravos (23) E apodera-se e
aproveita-se do valor de todas as cargas e de todos o*
navios, indebitamenlecondemnsdos pelos seus commis-
sarios contra a lettra dos tratados I (24)
Assim, s o leio da fbula te comportou I
Nio parlo nisto os vexames, que soflrem os negocian-
tes brasileiros%Sussleitonss, existentes ns costa d'fri-
ca, tio pelos cruzeiros ingleirs incendiadas e destruidas
(25) Subjeitas as suas embsrcsces ao julgamenlo das
commiss s muas, quando este Ibes pode ser favoravel,
o commisssiio ingles pretexta mil motivos para demo -
rarem-se os respectivos processos (26). ae depois de
grandes demoras, ettes chegio a seu termo o sio julga-
dos, o commissario inglez recusa assignar as snas senten-
cas(27), seemfim as firma, foge de proceder na liqui-
dacio dot damoot. pretextando duvidss e neressidsde de
esclarecimentos, do seu governo (28), se esta apezar de
ludo, se ulllms, o cnsul inglez recuss reconbecer os
documentos.com que se tem de instruir o pedido ou re-
clamadlo para o pagamento dos damnos causados, e se,
por felicidade, tudo isto te obtem. o goveroo inglez ne-
ga-se satislacio dos prejuiot liquidados e julgsdoi,
nio obstante a lettra das convences I !
He muito; mas o que nio Itrio os Inglezes ?
que
(16) Sao ss prognes palanas do despacho.
(17) Trat. ompletode Diplomacia, vol. l,jag. 483
(l)/n.irtuiio'ii for ihe guidance ofher ma/eil'ys
natal i.jlicieit employedin ihe euppremon o/ihe llave
dade, 1844, pag 26.
lo de amor proprio: l'.da a mullier niesma mediocre,
quo aabe nmar uAu lem eim miserias, porque o verda-
deiro mor lie taiubem iiinn ambioiO,
V. mageatade, date Margarida com um especie
de drideni molejador, nft.. tem ramlcconfiancn, ao qur
parece, na estrella que brtUia animada fronlo de lodo
s rea ?
Al) be quo de balde, ditse Henrique, procuro n
minlia ueste momento, nao a vejo, porque ein nffisoa-
da pela borrasca que ronca ae.ta lona abre mim,
E *e o 6pro de una mullier arrcdaaae ea bor-
rasca, e tornaste eata estrella mais brillianle du
nunca?
He bem difficil, diste Henrique.
Negaia vo a ciul.ncia dersa miilber, Sr. ?
NAo, lU-ffo o ten poder.
Querra iluer sua vonladeP
l)ie aeu poder, repito o termo. A mullier a he
podero realmente, quando o amor eo intrrrsse se reu-
n ni ni lia em grao irual; e un. din don -eniimento a
prcoc upa collio Aol.ille, lia lie vulnera vol. Ora,
-e me nao engao, cu nao pussu contar com o a un. i
lala mullier.
Margarida calun-so.
Eaculai, coiitinuou Henrique, ao ultimo rclinid..
do aino deSainl-tjerniaiii-l'Aiiierruia, voa sem duvida
devieit ler penaadu etu re ouquitlar a vnttn libcrdade.
que e buvni dado em penlior paru dcatruir os do nlen
partido. En devia ler pensado em salvar a vida. Era u
mal urgente....... Nos nin perdeino a Navarra, bem o
aci. Man n que vale Navarra em compararlo da liber-
d.ole que be reatnuida de p.nler fallar alto na vo..
'amara, o q.....iA oliaavei qiiuudu liulieis aigUCIII que
Voa es. uta va daquclle gal iucte.
Anda que in. mua lu le de aua preocrupacAu, Mar-
ganda nao pode deixar de aorrir. Quanlo a el-rei de
Navarra, ja se havia levantado para recolber-te ao ten
(19) Relatorio do ministro dot negocios estraogeirot
deste imperio, a presentado em 1835. pag. 8.
(20) Despacho de 30 de setembro de 1841 do gover-
no inglez ao Sr. Ouseley. pag. 698 da correspondence
wilb foreign power. de 1841.Cltst B.
(21) Veja-te o memorndum presentado ao nosso
governo por lord Ponsoby e M. Gordon, en. 5 de maio
de 1829.
(22) 0 mesmo relatorioj& menciontdo.
(23) Oorrespondrnce wilh loreign powert, 1841.
Class B. 0 gov rno brasileiro lem a este, por varias ve-
tes, instado por esse pagamento, e o governo brilanniro.
m resposta, disque as rarSes novamente produzidas
nio o re ooverio da conviccao.em que est, de nio estar
obrigtdo a tal pag ment .'
(24) Por diflerentet vezet, a exemplo do governo n
gle, tem o nosto governo reclamado contra taet deci-
des e nio lem sido attendido, do que se ti em seguid
protestos, que pouco teem adiantado Veja-se a pag. 7
do r> I..torio cima citado.
(25) Os Inglezes le m destruido diflerentes feitoriss.
ou por meio do chefes alricanos ou pelos s>-ut cu/eiros.
No relatorio de 1841 dos commissarios ingieres da Ser-
ra-Lea vem considerada como um beneficio para ot in-
teresses da tiiio-Uretanha a destruirlo e incendio de
todas as leitoriiis do Porto de- Gallinhas por ebefet afri-
canos e a das de New-Sealeit(Novot-Ceitot),pelo com
mandante do brigue inglez Tenuegant. No rio Pongo
em abril de 1841, leve tambem lugar urna pela corveta
inglesa fra, e, tlm de muitatoutrat, no porio de Cs-
binda, i do cidadio Manoel Piolo da Fonseca, pela fra-
gata inglesa Madagascar, etc etc.
(26) Vejio-seas exigenciitsdo commissario brasileiro
dota corte, que vem na correspondence with loreign
powers.
(27) No julgamenlo do navio brasileiro Dott-Ami-
go* (Relatorio do nosso ministro de ettrangeirot de
1844). 0 mesmo leve lugar no du patacho :\'ova-(ira
nada (Relatorio do mesmo minist o de 1815), de onde
consta, que o commissario inglez se tuiba opposto ao
soiteiodo arbitro
(28) Veja-se o mesmo relatorio de 1844, de ond.
consta, que o cnsul in.lez se recusara reconbecer os
documentos de Mano I Pinto da Fonseca, ot quaet ten-
dtio a instruir o pedido e reclamarlo detttisfacio de
damnos crussdos pelos cruzeiros inglezes.
Singular pbenr.raeni he o que i,(fc.
rece a Inglaterra Em aeu aeio te
agglorera um .in ii.....rr Hn
h'itnena liittim t"t pela fidelid.rle
rom que guanlAo ru i-,,,,,
trato*, c aju.ies e ciiinpreni a.,,,
deverea pjrlieular.-t. o no eu-
tanlo iienli.iiii g..veril.i, mimu u
da Grio-Hri'li nliu. ha un mi.ndu
tu.. delllluiHo desaea principios
de boa fe, que niugiieiii li"j eiri
dia podo deixar de rcr.niilircer
como iieeeanoa ana h'.ilieua ,
a sociedades e a lodoa ut gover-
nos.
( J. fferton. Carta dirigida em
4810 a., gnvernador Langdn.)
0 limites de um artigo nio podrfm por certo conter
a resenha de todas at violencias, que o Itistil bl tollr do
la Inglaterra, e com qutnto imposiivei not teja apre-
entaruma lista completa de lodat quintas seu governo,
seut cruzeiros e seus commissarios nos bao leilo. toda-
va a que temos de dar aos nossos lettoiet, nos fornece
materia de tobra para alguna artigot.
Agora especialmente nos oceupsremos da violaco
mam/esta do artigo 7 do regiment dat comisiitsei
mixta, que fu parte integrante da convenci de 28
de julbo de 1817, adoptada pelo Bratil em 33 de oo-
vembro de 1826.
No caso de condemnt(lo (dit o artigo 7) de um
hsreo por visgem Ilcita, serio declarados boa prezao
seu casco e carga, e em comequenota disto vendidos a
benecio de ambas at tlttt parles conlntanles.Al
boje a Inglaterra te tem apropritdo de todo o valor do
cateoe carga tos barcot adjudicado! pela commiiifio
mixta da Serra-Lea !
Oseicravot (ditb mesmo artigo), deveriO rece-
ber da commissio mixta oarla de alforria, e serio con-
signados ao governo do paiz, em que residir commu-
sio, qux tiver dado a tentenga, para terem empregi-
dot ni qualiJade de oreados o trabalbidoret livre*.
Em virtude detta estipulacio, o altar de 26 de Ja-
neiro de 1818 ordenou, que esle I iberios lossem em-
pichados por lempo de quatorze annos em qualquer
ser neo publico do mar, fortaleza!, agricultura, ele ,
ou alugadot em praca a particularet de eiltbelecimen-
to e probidsde reconbecide, que se obrigassem a dou-
trina los, alimenta los e vcsli-loi. Esla logislacio por
nos adoptada, e em diversas pocas melborads por de-
cretos posteriores, deo providencias mu aalutare* par
prevenir qualquer mi Iralamento dado a etses liber-
tos, ou a mudanca de seu estado e coodelo, a que a
maldade dos seus alugadores podessem dtr lugar, col-
locando-ot ja dektixo da |uritdicr;io e inipeccio do juii
conservador dos Indios, ja, com a exlinccao d.sle, dt
do juil dot orphiot, edtodo-lbet um curador com t
incumbencia de velar no leu estado e Iralamento, e da
promover ot teut interesses e bem estar.
A condicio desle libertos no Bratil, at boje igutl
ao dot nosso creados brincos, be por certo melhor do
que i do Irabalba.lor dos eslabelecimeotos menuUolu-
reirns ds Inglaterra, e da maior parte dos eampon- zei
da Europa. Se em geral ot nossos escravos vivero vids
melhor do que a desta muera gente, o que he, altes-
lado pelo rpido augmento da sua raca, como nio te-
rem lioni passadio esses libertos, que. como taes, tio
tidoa e tratados aob a vigilancia de nonat autorida-
des ? ci)
Nio obitmle islo, o governo brttileiro ot tem por
vez. i querido tirar do nosso territorio, pan ett
fim procurou convencionar, nao l com a tocedadt
creadora da Libeiia, oteu transporte para egsa colonia,
mat anda com o proprio governo inglez a fim de o
admillir na Serra-LeOa Rtidet fortet 0 demoviio
deise accordo : grande despea oa Libeiia rra de mil-
ter, na Serra- l.eoa era obngayio imposta no Bratil
apoaento, porque orne doras tin'iao toado ha muito
lempo, e linio dorma ou pareca dormir noLouvre.
Henrique den Irca pasaos para aporta; un. parando
>lfl repente, como quem ento ae recordava do mol
vo da ana vinda ao quarlo da rainlia. diato:
A propoailo, aeuhi-ra, nao tendea a comronnicar-
nio nlj;iiina eonaa, ou uto quereia offerener-me o ucea-
lila de agraderer-voa a dilacio quo a votta r.nrajoia
preaeuja no gabinete d'ariiiaa d'cl-rri me den hi.nlem P
Km v erdade, aenlmi i, era lempo ; nio n potan negar, vi.
deci-ica ao lugar da acea rumo a diviudado amiga, ao
punto juati. de mo salvar vida.
D.'tgraradu I exclamuu Mnrgorida cora vos a urda
e trnvai.du d braco do marido Como lie puia que uto
vdea que pelo contrario nada anda caf aolv ? nenia
voaaa liberdade, iirm a V.-ttl voia, nein a votta vi-
la?..... Ceg! loteo! pobre lonco | Ni., vi.tea no meu
bilfele aetiSo u Convite de urna entreviala ? Julgaaler
que Mtrgarida, irruida pelat votan frirtaa, deaejava
nina repararlo.
Ma, aenbora, dtte Henrique admirado, con-
fetti........
Margarida eticolheo ot lionibrvt com urna expresas..
inderinivel.
No ineiino imlaotu icntio-io na porta iccrcta urna
bulla cuino o arranhar agudo e aprettado.
Muigarida eiioaminhuu el-rei para o lado delta purla.
Eaculai, ditteella.
A raiiiba-iuai tai do ten apnaentn, iiiiirinuroii tima
vo sacudid |*lo terror, e que H.niique recnl. ecco
no ii.eMin. inataule pela de inadaiu de Salivo,
E i.uilc vi ella pergunlou Margarida?
Vem ao quarlo de V. mageatade.
E iiiiiurdialaiin nte o rngoi uge de um vestido de teda,
provou, deaviamlo-ae. que madama deSauve fugia.
li I uli! bradi.u lienrique.
Eu coniiv com ialo, dase Margarida
(I) Arhille Murat, na sua obra tohre os Estados-
Unidos, diz, quo oenbuma dunda tinha em astevorar,
que os escravos da Americi do Noite tio mais frlizei do
que ot obreiros dat cidadet manulaclureirat da Ingli-
lem, edo que ot meimoi camponezes da Europa.
Michel Chevaler (l.eltret sur l'Amenque du Nord),
o memo affirii.a nat leguintet palavrat: Os eicti-
vot aqu sio menos sohrecarregados de Irabalbo, nuil
bem nulridos e tratados do que a msior paite dd cam-
ponezes da Europa. Seu Imn. viver he alicatado pela
rapidez com quesua.raca augmenta, Se isto se dnoi
Estados-Unidos, apezar da proverbial oppressio, em
que vivem os propriot pardos e pretos lvres, como no
Rrasileiie mi Iratameoto. nio exutindo etsa oppre
lio ?
E en ii rcceiava, d.Si.0 II. nnqiir, e a prova, vale.
Eolio de un) gesto rpido abr., o seu giba., de veluda
preto, e nmairou Margarida sobre u pett urna fina tu-
llir de mal Ion d'119.1, cum grande punhal de Millo,
qiieiiiiniediulameulc I lie Lrilbou III mo, como una v-
bora a tul.
Trala-ae bem aqni de ferro eoniraca! bradou Mar-
garida ; vamua, Sr., vamos, escoi.dri ral* adaga; he a
raiulia-niai, he verdodo, mas lio a rsinha-nili sotinlio.
Todava.....
Ho ella, en a 0090, tilenrio.
E un liiiumlo-ae ao ..uvi.lo de Henrique, ditte-lhe al-
gumaa palavrat em aegredo. 111.mediatamente Hmri-
i|uc aumio-ae por ir do cortinado do lejo.
Oa aua parte, Margarida taitn rom a agiliriadr da
una p.intbera ao gabinete rm que La M. le epcrava et-
ir. iiiecendo, abriu-u, c apenando a mo ao luanrebo ni
ubtcuridadr:
Silencio, Ihe dase ella, e appriuinmo-ae-lhe mu-
lo, quo rile lUe aenti* a rrapiraca. e repeli : Silencio!
Dep..ia v. liando u eaniar, r techando a porta, tirn a
roif, corlou cum u ten punhal o* alacadorua do vealidu
1* nieilro-ae na cania.
E rra lempo, que a chave ae mova ni fechador*. Ca-
llieriim tinha gamaa para Indiana portel do l/outre,
,Quem ota sin? bradou Margarida, or) quanlo Ct-
therina puttava na porta 11 ma guarda de qualro getlit-
h.mu na que a liulia aeompauliad...
E como tete bou ver o.o.lado detla repentina irrup-
clo na tua cmara, Margarida vtialiiia dr um ru|-4"
branco. abri at cortinal, e lalli.u do leilo. e rceeiilir-
eendo Cail.eriiia, veo com una a.-rprea minio bem
imitada par* uto lograr a iiitama Fl..renlu, beijar a
mi., de tua mii.
(CoiiKmar-ia-A*).


*&
pela Inglaterra o suslenta-los. (2) O goterno briUn
oico, porm, pretextando depois mio tmtamrnto h o
estar risa gente redulida terdadeiro csptivejro pe|..
farlo ila ohrigaci i de Inhalhar romo logado poi
qualurze annos (3). ordenou em I8U ao teu ministro
n lonia* todo* os etcraio*. que fosaem emancipa loi pela
cmnmissSo muta desta corte, em tirtudo dal conten
(oes de 1817 e 1826 (i), em tet de senin entregue
ao noso goterno, como presrretiao m meninas conven -
58 1! Aaiiin a Grio-Bretanh*, soh pretexto de prete
nira nio execucio de um tratado, as escamaras o tif-
ln Eie um do* recjrso diolomaticos peculiares
esse goterno Grer de modo algmn potemos, que
foMea terrladeira causa deste procedmenlo, e como?
te desde 1818, isi medida exista, ae o tralameoto
deade entint hoja nunca mudou ? Se ene trata men
to era mi, porque oto acceitou gratuit-menta na
Serra Lea uses liberto e o Tai agora as suas clo
nial? O inHreve que he a principal baee de toda 0$
acto da Grdo- Bietanha. paree* ter dictado uta pro
videncia.
Antes e depois da publicado do bil da exlinccio da
escravana nal colonial inglesas pretiri bomens de
gran le experiencia grande queda nasua industria a ri-
queja pela falta de bracos, e especialmente da plan-
ttcdes de canna e abneaa de assuear. (5) O que ae
anletia realisou-so : lio grande fot o walenln, qu
nellai latrou, que a aua industria estte a pique de fe
necer Oa estratos emancipados, entregues a una pre-
guica tem conla, reeuiavio o lugiio do traba I hu; oa
est*belecimentos agrcolas se io em consequenciaar
ruinando; a emigrado dos hornero brsncos tomata
grande p; a proptiedade abaixou em estremo do seu
valor: tudocamiobataeamiobo lio mao, que recia -
mata medidas promplas para etitar a total ruina dessas
colonias. Nesta conjunctura o governo inRlez, que no
congiesso de Vienna tinha feto talar para a exlinccio
da ctcrat.iria a raio da propria consertaco dos colo-
nos, allanto o ejemplo recente e funesto da matanca
doa braocos em S Domingos (6), ja deseapti vado des-
te aerio temor, permittio e promoteo a importacio. para
at auaa colonias, doa negros resgatadoa do oapliteiro
pelas commissSes mixtas ettabelecidas nos seus domi-
nios. Km tirlude disto, em (ter, iru delHI, Mr.
Barclay, dliliocto membruda assembla legislativa da
Jamaica, desta assembla que, em 1799, em una
menssgem a rei Imba sustentado, que aa colonias ti-
nbioodireilo debater trabalhafore da Alnca para o
amanho de suas tarrea, Iransportou da Serra-Leda par*
essa colonia milharea de negros, que. d- bailo da de-
nominarlo de trabalhadores, e na terdadeira -con Jir;3o
da escra>o>, sertem por quatorte a quinte annoi aua
proprietarios, que oa tomarlo por contrato, (7)
As commissdes mutas da Serra- Lea. com quanto
titeasem desde junhu de 1819 -l o ultimo da do an-
no de 1841 emancipado 59,837 escravos (8) j pela
lome de bracos, que seutiio as colonias inglesa, que
Ibes ficav&o man prjimas, ja pela diflkuld >du do
transporte, -nio podilo suppnr a todas as dema>
colonias do meamo nio lo. e como havia de inialer.
Em eonaequnnoia do queordenou n goterno britannico
o Sr. Ouseley, seu ministro n- sti corte, que lizess
transportar tud<>s os escravos capturados em natios
pmtuguezes para as colonias inglesas. (9) Pequeo
por cerlo foi o suppriirugnto teilo em tulude desta or
di'in a (Joi-na mgleza, eu|* oncessidade era reconheci
da, e inulto menor deteria tornar-se, dada a reclama-
(l.i do govemador da ilha da Tnndade. rujo* propne-
larios tamben .upplicatio este heneficio (10) : daqui.
paro satitfaitr tiles p.idtroios tntetenei, Hasceo a oe-
(2) Itelalorio do notso ministro dos negocios estran-
geiros, presentado em 1831 pag. 7.
(I) A Franca compra esclavos e os arrola em seo
ejercito por lempo de qualone annos. Sob a deno-
mineqio deengags a tempe tem. transportado es
cratos para as sua- colonias que serem pul igual espa
50 de lempo : o Senegal, al- 1857, tinha recebido
169.1 desles; para a Goraa, Goyana e Buurbon tinh .-
se transportado essa gente arias tetes. Us l'niz.s-
Baixns tsmbern os comprio n arregimenlio para ser-
virem em Jata.Na correepondenct tatk foreign poieeri
de 1842, isto se collige.
(4) Dapacbode Paluerslon ao Sr. Ouseley de 23
de agoalo de 18U, a uta dirigida ao Sr. Monteiuma'
em 27 do meamo me/ e anno. Citada corresponden
ea<)el84l.
(5) Veja-se a opino de Mr. Wm. Bryan noRe-
pmt. llupoial vf I anas in the frileh Colonice de
1836 e tambem a de oulros. Ah se mostr, que a
protperidade das abneaa de assucr be quasi incompa-
litel com o trabalho litro. O coronel Trreos tambem
mustra, que nos lugares marinhos e tirgens sm o Ira-
Iho escrito ou sem comicios, em regra geral, o capi-
tal na sua cultura empregado perece, Acbille Mural,
na obra citada, o memo diz.
(6) Historia do congresap de Vienna, tom. 1, pag
26*.
(7) O goterno bespanbol, na ola de 20 de dezem-
bro de 1841, dirigida ao goterno bnlanojco pelo mi-
nistro Antonio Goncalves, disse, queda evidencia e da
Corea doa (aclot praticados pela Inglaterra re.ultava a
verdadede que a Inglaterra letrogradata para a esera-
tidio em tanlagem de suas colonias, sob a capa do con-
trato de temeos toreados por espado de 14 e 15 annos,
de qual era este o nico remedio que ella liolia acbado
para reparar os malea que a 1 mancipado tinha produ-
zido,e allitiar os pioprielartoi dsjamaica de tantas per-
das,que tinhio solTrido, nao obstante lodas as medidas
tomadas respailo aos negros. A Fianca em oeleados
ieutngagti a letiipetambem allegou igual proce-
dimento da Inglaterra, e esla respondeo, qur a um
qur a outru gabinete, que os emanripados, eomo li-
nea que eiio, podiio passar litremeole de uns para
oulros dominios brilannicos, e que rontrahir podiio
como tsesaa obrigaeSea que bem Ihea parecesaem. \ej
se a citada correspondencia del841,Clasa C., e de 184*2
Clasa B.
(8) 447 natios lorio, duranle este lempo, condem-
nadn*. Loireepotidencc teiiA oril'tA commiisiontre
de 1842.
(9) Despacho de 17 de n.aio de 18 it e de 12 de
mano do tnesmo aono. Citada coiretpomlencia de
1841
(10) (Ifficio de 6 da deiembio de 1841. Citada coi
reapondaocia da I842.
cessidadodessa medida, e ella violencia feila pela Crio
Bretanbaao Bcai!!
Umi reilexio nio nos dte escapar nesla orearlo, e
tem a ser que. ao pssso que o gotern brilannicoembe
as suas colonial d Irabalhadores desl* naturea, e que
slei vivem sob a terdadeira con lifl*o d-1 escravos, pro-
cura obler dos estados limitrnphes do Brasil, que evle-
declarem Ktres os escrat dos propiielarios brssileiros.
que para osen territorio fugiram! Ksta mtencan he re -
tela la e manileltada p lo despicho do sen mini-tro nes-
la corte, datado de 28 de levetiro de 1841. que nesta
parle trasladaremos. Julgo tamliem. que he impar
Unte palo que toca geral questao da escrataria, que o
Paraguay, qualquer que sej 1 forma de goterno, que
adopte, nin admita a escratidlo. a muito etpeciatnttn-
menit he para desejar. pelo que diz re pe-tu ao f/aul.
qH todos 01 ettados, iiui Hmitropkes. nio e ecrelem
a ixtinccdo da eicravido, como confiri abtoluta li
berdadeage eieravoi, que do fraiii fugiem para ouu
territorio....... xVo Ri -Grande do-iul, onde actual
mente poucoe eteravoe exi>tem. e muitoi dellei esta i
nm fi'e 1 ai rebelde*, tomada ettae diat medida liria
por cato infallirel a total eiiinccdn d-i oicravirld
(II). Nio pari nisto as m Por urna lei 01 escritos fgidos, que eniro em las co-
lonias, alo por este fado litres E ain la que em 1834
a estacio das colonias em Londres declaraste ofTicia!
ment ao governador das colonias britannicas das In-
dias occidentaes, que a exiinrcao da escratidio nos do-
minios ingle/es nio impunha ao seu goterno obrigacio,
ou Ibe conleria o direilo de fatorecer igual medida as
colonias estrangeiras, ou promotendo a fgida de seus
escravos, ou por qualquer uutro modo, o certo be com
ludo qoe as folbas publicas da Goyana ingleza promo-
tem a fuga dos escravos doi paizea limilrophes, que
subditos de S. M. B. excitio e leduzem fuga os es
e/avos da Goyan < bollandesa; o ceito he, que, tendo os
Paites Baixoa reclamado contra ette procedimenlo e po
dijo a reslituicio dos escritos de Suriname, lugidos
por aeducelo de habitantes de Demorara pelas autoridades des*. colonia. Ibes foi isso denegado
(12); o cerlo ba, que o Sr. Ouseley pareca ter ins-
urides neste sentido a respeito do Brasil, e que em
tirtude dellai indicuu a medida cima relerida; u cer
lo finalmente be, que nossas Ierras do Par! confinan in-
felizmente com urna colonii brilsnnica, e que all igua
esseduc(des te podem dar.,..
Que o territorio ingles dsieillorrii aos e-cravos, que
oelle entrassem por um faci tolunlario de seus senho-
rei... bem ; mas por fuga, e fuga por seduccio de sub-
ditos ingleiei. be urna inju>lica inqualificavel, urna
iolencia propria desse goteino, que nio se importa
com a morahdade dos meios no empunhu da conseguir
um hin.
O goterno dos Paiies-Baixos, disse a esle respeito o
seu minisiro (I3|, pode diflicilin nte persuadir-a-, que
os amigos da emancipad, procedeado por lio insli-
ta maneira, tenbio um fim lio oobre, ecr. que pur
certo nio tem elle medido e calculado bem as cunan-
quencias desae paiso. He i..ipossitel, que aln posta querer, que as colonias oml a escratidi aind<
permanece, seja 1 por e-te nico ficto condeinnadasa se-
ren destruidas arralad is pelo incendio e pel morte .
E que se Ibe iwporli.i u- Ingleses com a torle das co-
lonias de oulros paites e dos dentis estados ? Pereci
emliora el les. m*s tita e fl ireca a Grio-Brelanha!
O principio regulador entre n 'gooiacdm e paizes de
rnercadorea he o dinbeiro e nao a mural (14).
[1)0 Bul sil.)
Coi responrlencia.
Sr$. Redactores Como 10 -se no communlcado do
Intrpido no I). Noto de 6 du correte desembro que
oa C-talcanti teem pouen ou nada figurado em Per-
nambuco. e l de certa poca para c, elsto multo pou
coi; desafio niso o Intrpido serian a lodosos piaiei-
ros a faierem ter ao poMico a sua ascendencia, deli-
neada em dnus pas qualroa't odo biiats. dezatt-is
teneiros, trlnla e douaquait S e ses-enta e quadoquin-
tos, com H'us* servicos e condecoiaidel obtidas por oaa-
cimento, ou a bem da patria ou do publico; e o Catalcan-
t aballo es ignad 1 mostrar (dobro oa sua ascenden-
cia, lato provado de ambas al parles com a nobiliarchia
peruambucana, para que cessem as dutldas familiares,
e lo tratem < 8 Sr*. esciitinhadores de promover o bern
pubhc >. Ser melhor. que spparecio ellas ascenden-
cias em altores de collado, por Acar mala inlelligitel i
todos o le tures. Hoga a Iniercodestas linhai
O Cavalcanti.
ea4a500rs. de 2.';temlo limitadas as en-
tradas.
Couros Precos maii Irouxos, por serem menos pro-
curados.
Vlpista Veiidmi-su a 21 j rs. a barrica.
Azeilodoce I lem de 1(650 a I700 rs. o gallo.
Kacalbao Chegou um pequeo carregamenlo de Tar
ra Nov com 752 barricas, que foiio ten-
didas a I1*700n. a dinhbiro : o consu-
mo loi grande, e o deposito hojo be du
4,000 barricas.
reo Vt ndeo-ie 1 5*200 ri. o barril.
Bolaxinha Mein a 3*700 rs. a barriquinba.
Carne tecca O deposito be de 12;000 arrobas, inclu-
site um pequeo carregamenlo chegado do
Bio- Grande, e ai tendal Torio diminutas e
tem alterado de preco.
Ch hysson Vendeo-se de 1*700 2*300 rs. a libra.
Corteja dem de 3*200 a 4* rs. a duna de garrafas
Farinba de trigo Com um carregamenlo entrado dos
Estados-Unidos o deposito be domis de
3.000 barricas em primeira mi, e de
1,600 as dos espectadores, e as temas
forio pequeas de 18* a 19j rs. a ameri-
cana, o de 18*500 i \9l rs. a de Trieste.
Dita de mandioca O consumo foi regular de 3*200
3,1400 rs. a sacca: tendo entrado al-
gn! pequeos carregamentos.
Manteiga Vendeo-se de 580 a 600 rs. a libra da in-
glesa, e a 410 rs. da lrancez.a.
Sabio de Mediterrnea dem de 160 i 180 ri.
libra.
O motimenio do pnrlo foi de 12 natios entrados, e
de 17 subidos, existindo no purlo 58: sendo, 4ameri-
canos, 33 brasileiros. 2 Irancezes, 2 bespanboes, 4 in-
glezes. 7 portugiiezes. 2 ar lo* e 4 ucos.
lvisos martimos.
Alovnit'iilt do rorlo.
COMME-UO
Alfandega.
Bbndihbnto do du 20..............,.1:976*772
HeecarregaO hoje 22.
Palhabole A mirabacalbo
SumacaSanta-Annamercadoriai.
Consulado.
BENDIHKNTO UO DU 19.
Geral ....
Provincial.
3:623*434
l:665*50i
5:188*936
PHACA DO BFCIFE.20 DE DFZEMBBO DE 1845,
AS TBbS IIUIUS DA TARDE.
IIKVIST \ EMANAL.
Cambioi Fizerlu-se iransaeces regulares 27 '/d.
p 1* rs.
Assuear Ai enlridis em caixas forio regulares, e m
lacios grandes, tendo-se tendido a I j 100
n. por arruba sobre o ferro do encaiado
branco, e a 1*200 rs. do mascado ; de
2450s2<850 ri. a arroba do embarncado
branco, e I *80 ra do insacatado dito, e
2* 00 a 2*800 rs a arroba do branco en-
saccado, c 1*800 rs. do masca vado dito.
Algodio Veudeo-se a 5*000 a arroba de 1 aorte,
(11) Citada conespondencia do 1812,
(12) Yeja-se a leSposta de lu (I Abeideen a M. Dede
n ciUda rorietpnndencia de 1842, pag. 808.
(13) CiMa curreapuodencia du 18W, pag. 799.
(14; JefTerson.
iVavioiahido nodia 19.
Norfolk, ou New-York; corveta de guerra americana
BiMion, coimnandante Pindergratte.
Xaciui enlradoe no da 20
A'cobaca; 35 das, hiate brasileiro S. Joi<>, de 42 to-
neladas, capitao Manoel Antonio (iarcia deMedei-
ros, equipagnn, 9. carga famiha; au capilu Pjs-
lageiro, Minonl Cindido de M do ros, llrasileiro.
S. M.iiheijs; 17 dias, patacho brasil-iro Franrelina,
de 107 toneladas, capitn Joiquno Piqui, equipa-
gem 8, carga larinha ; ao capKin Passageiro, Jos
Lucianno Alves Taurinn. Br^sdeiro.
Moniioi.io ; 32 dias, bnjue bespanhol Florentino,de
205 toneladas, capilio J icinlbo iManslany. equipa
gem 13. em lastro; a ordom.
Buenos Arres ; 52 di*s. barca inglen Pink. de 219
toneladas, capitau John Poynt/, equipagem 12, car-
Ka cnuros e sebo ; ao capitn.
Sidney ; 90 di.n barca iogleza Ronendak. de 217 lo-
neUdat, eapilo E Ivnrd Gouldiog. equipagem 17,
'carga couros, sebo la e gomma arbica ; ao capito
Vtaceio ; 24 horas, vapor de guerra hrasileiro (luapi-
ami, cuuimandiinte o eapilo tenante Guilherme
Carlos L'Sshdco. Pass^geiros. o capilao F'anciseo
Camello Pessna de Lacerda, tenente Francisco da
CoSl< R-goMonteiro, doulor Jo* BicardodeS, 13
sollado- da arnli.es, 1 dito do Io balalbio do Cata-
dores e 9 piesos seiiiencindos.
Buenos-Ayres; 50 dina, hrigoe ingles Alyth. de 199
toneladas, C'pilao W m Walker, equipagem II, car
ga carne secca. Vem leloter se de manlimenlos e
segu para Hatanah.
Navio sabido no meimo da.
4carac ; patucho broiileiro Emulacdu. eapilo Anto-
nio Gomes Pereira, carga tariis gneros PnSSagei
ros, Sebastin Ribeiro Lima, Vicente I eireira de A
raujo Luna, Sancha Joaquina Vieira, Anna Joa-
quina Vieira, Brasileiros; Joo Francisco das Metes,
Purluguez
Narioi entrados no dia 21.
Hobert-Town ; 87 das, galera inglesa Sane of Com-
merce, de 431 luneladas, capitiu Kward Wellim.
equipagim 29 caiga a/eite, lia ecnuios; a eapilo
S. Malheus; 18 dias. sumaca brasrleira S Miguel Ven
turoio, de 31 luneladas, capitn Joo Ignacio da
Fonseca, equi. agem 7, carga farinba; a Manoel Joa-
quim Ramos e Silva.
Aavim sahidoi no metmo dia.
Hatanab ; brigue bespanhol Floienlino, eapilo Ja-
cinlbo Maislany, ern lastro,
dem; brigue inglez Alyth, eapilo \V.m Walker,
carga a mesma, que Iruuxe
Ass ; bngue brasileiro Jpiter, capitio Manoel Luiz,
em lastro.
Cear ; brigue brasileiro Feix, capilio Alexandre Jo
s Altes, carga farinba e mais gneros. Passageiro,
M Jos do liei.0, Brasileiro
Liverpool ; barca ingleza Irt,. capilio Jobn Ponsonby,
carga algodio.
Barcelona por Poilo-Rico; barca bespanbola Bareola-
nez, capitnJ. Monst-ny, carga alg dio.
Philadelphia; brigue escuna americano f.-F.- Loper,
capilio Josepb Farrell, carga assuear e couros.
Ass ; brigue brasileiro Deoi-te-Gnarde, capilio Jote
JuioMureira ias, carga larinha e inais gneros.
Hatre-de Grace; brigue francez Beaujeit. eapilo P.
Berendoague, carga couros assuear.
Bio-G rande-do-S'jl; brigue-bra>ileiro /'doria, cap
lio B.mto Jos de Almeida, carga assuear e mais g-
neros, (ion luz 10 escravos a eolregir
Precisi se da quanti de oito conloa de rii, pou-
co mais ou menos, a.risco martimo, para pagar os con-
certos do navio de commercio sueco Orion ete Sto-
ckholm, capilio N. Larsion; o qual, indo de Boenos-
Ayres para o C'-tle, arribou forcadamenle a este porto:
as pessoas, a quem o negocio convier, compareci no
consulado da Sjjecia e Soroega, ra da Cruz, n. 4,
Huar11 f ira. 24 de dczeinbro, as duas horas da tarde.
Quem livor cuntas com o patacho sueco Orion,
queira as entregar al o da 27 dedezembro, II 9 horas
damanhia, no consulado da Suecia eNoroega, ruada
Cruz. n. 4. Depois desse lempo nio sn !az mais paga-
mento algum. respeilo dito navio
=Parao Ri .-de-Janeiropreten Je labir nolerr;a-lera
o patacho Bellexa-do- iuf, pode receberalgum passagei-
ro e escravos; 'quem pretender, pude entender-se com
Amorim Irmios, ra da Csdeia.n. 45.
Pira o Rio-de Janeiro sabir com muita bro-
vid.-.di' o muito veleiro patacho brasileiro S. -Jos-
Americano : quem no meimo quirer carregar remet-
ler c-craios n frete ou ir de passagem entend.-so
cum Gaudino Agoslinho de Barros, na ra da Cruz ,
n. 66, ou com o eapilo a bordo.
Le i loes.
L. G. Ferreira & C. lario, leilio, por conta o ris-
co de quem pertencer, e por intervencio do corretor
liveira, do porcAo de larinha de trigo e bolaxinha a-
tariada, chega.la prximamente pela barca Globe : ter-
ca fcira, 25 do correle, as 11 horas da manhia em
ponto, no seu arma/em, becco de Manoel GonQaltes.
* Ficou transiendo para terca-(eir, 23 do cor-
rente, o leilio de Champagne e licores de lo I f i & Cha-
lanes, na porta do armarein do Sr. Joaquim Uias Fer-
r> ira no raes da Alf-n lega as 11 horas da manhia.
Maa
Avisos diversos.
Edial.
O lllm. Sr inspector dal rendas provinciaea man-
da laier publico, que, estando quasi concluidas a cata
e b,iireira da ponte pensil do Cachan., continuar no
dia 22 do coirente (hojeja arrematacio da laxa da dita
barrena conforme a ordem da presidencia da provin
ca, de 27 de junbo ultimo, pelo preco annual de
doui conlos de ris por lempo de 9 mozes, i contar do
i." de Janeiro ao ultimo de setembro do anno prxi-
mo futuro Os licitantes, detidimente habilitados, com-
pareci na sala das setsSea da mesma tbeiouraria oo
da indirado. ao ineio da.
Secretaria da ibesnuraria dai rendas protinciaes de
l'ei nambuco, 10 de de/embro de 1845.
O secretario.
Lu da Coila Poriocaneiro,
O abaixo assignaJo (ai ter ao rmp que pessoa nlguma fac negocio nnm compra com
Jo Mara Hurgue com os bons que se achio em seu
poder, dotis < irruidos, tres .p,iire!li h de estallos com
seus perlences, semquese mostr litro.
Joto Martin* da Silva.
i Jo< Pinto da Costa embarca o seu escrato Pedro,
pardo, para o Rio de-Jineiro ou Rio-Gran le.
i------Joaquim Jos de Sanl'Anna Marros faz sciente
aoresneilavel publico, queden esto anno porpromp-
los a tres doss'us alumnos, os quaes foro examinados,
esahiro apprnvados, cu|os exames litero lugar no
da 15 do oorrenle deiembro. Eis-aqui OS nomes
dos alumnos, quo obtivero a approtacio : Angelo
Caelano deSnu-a Coussoiro.approtado plenamentecom
preferencia ; Jos LoQtMOCO de Birros, approtado ple-
namente; e Amaro Francisco do Paula Jnior, appro-
tado plenamente.
doulor em medicina Alexandre
de Sonsa l'ereira do (armo mudou a sua
residencia para a prnca da Boa-Vista ,
primeiro andar do sobra lo n. 3a, por
cuna da botica, que foi do fallecido Vic-
torino
Furlri/i, na noule de 20 a 21 do correle, io-
Irodu/indo-so na I. ja de Hypolilo Saint-Martn, na ra
Nota, urna burra de ferro com a quaotia de 2:000* ra.
em cdulas, ouro e prala Esta burra foi conducida
lela porta de detrs .la casa pelua ladrdea ; e nio tendo
elles a cbave di-lla nao a podern abrir sem muito Iraba-
ho e muila bulba.A quem der alguma noticia desta
burra, e acba-la com o dinheiro, que eslava dentro,
uromelte o mesmo Saint-Martn lima gralificacao de'
400 000 rs., e guardar segredo.
Jos Venancio Pimenta de Carvalho, lendo con-
tratado em Llsbo com J..ao Narciso Pereira da Silta,
natural da protincia de Minti, o sertl-lo este como
criado nesta provincia de Pernambuco, este su ausentou
da sua casa, prejodicandu-o na quanlla, que por elle
d.sembolcra. Os signaes constantes do seu passapor-
le, quo o dito Pimenta tem em sea poder, sao : 27 ao-
nosdeldade, rosto cumplido, sobr'olhos castanho-es-
curos, olhos pardos, nant regular, cor natural. Letou
urna jaqueta de ganga atul-clara com gola ucanboes
pelos, calca branca, o oulraa de bombaxioa azul e de
ganga da mesma cor. Seu amo protesta usar do seu di-
leilo contra qualquer pessoa, que o admlltir em seo
servlco ; e promette ratificar aquella, que do meimo
der outicia. para cujn flm poder dlrigir-se 4 ra da
Crur, dentro .o Recite, casa n. 7. segundo andar.
Foi preso um escravo de nomo Maooel, que diz
ter sido furtado ha li aom.s, pouco mais ou meos, 4
Jos Francisco, morador nesla praca, com sitio lora e
casa no Reclfe, casado, e aioda moco ; o meimo eicra-
to dls ler sido furlado ainda moleque, e tendido em
i.arirls, d'onde ltimamente rugir : a pessoa, que te
Julgar seu senhor, ou tiver sobre elle direilo, dirjase
i ra estreila do Boiario. sobrado n. 12, que achara
com quem tratar.
O presidente da irmandade de N.
S da ( onceicao dos Militares convida aos
irmos para se reunirem no dia a3 do
correte (leica-feira),s 4 horas da tarde,
para a eleico da nova mesa regedora ; e
ileclara, que nao pode ter lugar a reuniao
no dia segunda feira, conforme se annun-
ciou, por ter de correr nesse dia a lotera
do theatro no consistorio da greja.
Matpaes
5oo rs. cada fcnto : defronte da esca-
dn.ha da Alfandega, armazem de Gui-
maracs.
RAP DE GASSE.
Sao ebegadas este deposito, ra da Cruz, n. 38, ai
qualidadei de rap leguintei: princeza 6no, dito
meto grosso, dito grosso e principe o mais fresco e su-
perior, que he pomtel sor.
AGENCIA DEPASSAPORTES
~" N" ru" do Collegio.holca n. lO.eno AI tarro-da-
lioa-Vista luja n. 48, liro-se passaportes para dentro e
forado imperio,sim como dcspichio-ieeicratoi: ludo
com bretidade.
- MH


'
.. *'88 8ei por anno omi bos ossa terrea no
principio da estrada dos Afilelos junto so litio da
Senbora D. Launanna ; a qual tom grande quintal ,
cora latadas de parreiraa, maracujaei o diflerentrs ru
teirta com agoa de beber a roelbor que te tem visto ;
aluga-so por preco commodo obrigando-se o mora-
dor,na sua sabida,a entrega-la com as bemfeilorias.com
que a recebeo ; e tambem se ende : a tratar na ra
da Codeia do Recite n. 23.
Roga-se a pessoa, que em Macen', recebeo una
carta para JoSo Jos de Lima, o favor de a entregar na
praca Oo Comiricoio,n.6\ ou de annunciarsua morada
Manoel de Souza Braga retira-se .ara o Rio-de-
Janeiro.
Altiga-se um preto muilo fiel, pro-
prio para servente dealguma cisa de pas-
to, o qnal tambem emende algutna cousa
de cozinha : trata-se nesta typographia
Aluga-se urna casa terrea no sitio do, Cordei
ro a margi'iii do rio Capibaribe acabada de novo ,
por preco commodo : a tratar com Gabriel Antonio ,
no pateo do Carmo, n. 17.
I/.abel Mana Tbeodora faz, publico, que nin-
guem laca negocio com seu mano, Juaquim Tbeodoro
Alves, relativo a um moleque dn nome Manoel sera
vo da mesma tenhora ; pois ja tem chegado a ponto de
procurar comprador para o mesmo morque i-m que
a dita senbora Ihedsse ordem alguina : e para nio ba-
verduvida a lodo o li'mpo lato presente annuncio.
= Aluga-se um sobrado do um andar com bons
commu'Jos sito na Boj-Vista na travesea a tratar na mesma travessa, sobrado ti. 15 dasduas
as 5 boras da tarde.
lina pessoa que entende de escripturaco ,
se olerece para escrever particularmente em qualquer
casa de negocio para o que tem sofrivel lellra :
quem de seu presumo so qui/er utilisar dirija-se a
ra do Caldeireiro, sobrado, n 12.
O abaixo assignado fat publico aos seos credore,
que no dia 19 do corrente dissnlveo a sociedade que
tinba na venda sita na ra da Florentina com seu < x
socio Antonio da Costa Uias ficandoo abaiio asig-
nado obrigado a pagar sos ditos Snrs. credores pelas
traosacioas (eitas at este dia. Manoel Jote Ca-
neiro.
= A quem convier plantar hortalica 8 rucias, dan-
do-se, alm do terreno, um quarto para moradia, e o
estreo que lor preciso cujo terreno be muito frtil de
agoa doce por ser no lugar do Arrombados, dirija se
a ra do Sebo n. 50. para tiatar e ir ver o t rreno.
Na ra da Praia iliis casas terreas: a tratar com o seu proprietario ,
Francisco di'Amorim Lima morador na ruada Glo-
ria da Roa-vista n. 7.
Aluga-se nos Arrombados, um sobrado com
boQ> quintal por anno ou pola Testa : a tratar na
ra do Sebo n. 48.
Aluga-se urna casa meia-sgoa com 2 quartos ,
e uma sala no lugar dos Afolados, por 1G00 rs
mensaes: a tratar na ra do (Jueimado n. 57.
Aluga-se uma casa na povoacSo do Monteiro a
terceirada carreira que foi do fallecido D. R. do
Passo cora duas boas salas 3 quartos grandes, coli-
nda fra estribaiia para dous cavallos e portao para
o banbo por preco muito commodo ; na ra da Ale-
gra, n. 36.
Aluga-se o sobrado n. 4, sito no Isrgodo Hos-
pital do Paraiso ; todo ou separado: a tratar na ra
do Cresoo loja de Santos Nevcs ou no largo do
Carmo, o. 5.
Precisa-se alujar um preto ; na cocheira da rus
Nova casa nova do Sr. Rento da Silva MagalhSes.
Mrs Tempete, alfaiate trance/., & C., ra Nova,
n. 4, tecm a honra de participar a seus freguozes, que
ellos arabio de recebor pelos ltimos navios, a^ora che-
gados da Franca, um muito bom, lindo c rico surti-
miento de fazendas novas e do ultimo gosto, tanto para
coleles como para calsas, casacas e sobre casacas :
tambem na mesma casa sompra achaid um granie
sortimentu da roupa feila no ultimo gosto, como casa-
cas e sobre-casacas de panno fino e de merino, coletes
do setim. de veludo e de seda, calcas de panno, de ca-
simira, de brun, chambres de setim, de seda o de chi-
ta, aquetas de brim, de riscado, etc. etc 'Podas a-
quelU obras s8o da ultima tneda e por pregoscom
modos.
Furtro no dia 18 do corrento de uma ca-
noa grande uma falecha com argola bastante gasta,
junto com urna corrente ; e no dia 15 do coirent'* ur
taro outra faterha e enrenlo ludo novo : prevno-
se ros Srs. ferreiros ou donos do canoas, a i|ucm fo
rem ofierecidas de prenderem os ladrues para ga
rantia de suns canoas ; iois que todo annunciante se
tem furtado 6 latechas com as correles, edeoutros
muitos ; e pelas informaces consta ser uma sucia de
3 ladros sendo un driles quasi negro '. prometi se
gratificar generosamente a quem descubrir algum des-
tes ladros oo principio do Aterro-dos- Afogados ,
D. 31.
Aluga-se uma boa casa na Passagem-da-Magda-
lena com muitos comraodos cozinha fra estri-
bara quintal murado e perto do banbo : a tratar na
ra da Ou/ n. 5.
= Os abanos assignado vendrio a sua venda sita na
ra da Madre-de-Dvos n. 5, aos Srs. Antonio Joa-
qun) Vidal e Francisco Alves Pinto Tirando estes
Srs. obngadosao activo o passvo Recife lo de de-
zembro de 1845 Jooquim tteOliieira & C.
= Os abaixo assignado comprarn aos Snrs. Toa
quim de Oliveira # Companhi a sua venda sita na roa
da Madre-de-Deos n, 5. Os niesmos (cao obriga-
dos a pagar o debito da mesma casa, e eocarre-
gados da receber todas as dividas tendentes ao mesrnu
estabeleciineoto : por isso os recibos so serio validos
passados da data de boje em vante pelos abano assigna-
doi, ou por pessoa por elles enesrregada ; (cando a
casa gyraudo de baiso da firma de Pinto Recita, 15 de detembro de 1845. Franciie Alu
PmU. Antonio Jonquim Vidal.
O solicitador de capeilas e residuos e dos juies
de pr inrerra instancia abaixo assignsdo mora na ra
dsa'LarfftgeirM sobrado de um andar, n, 2 onde
esta prompto a eiercer o seu ofilcio com zelo e promp
tidao. Franctico Caelano ftrtira Gu\ma>ll*i.
- Na toja que loi do Sr. Jos Pedro do Reg ,
pieeisa-sese um pequeo para a mesma, que su ib es-
crever soffri.el e calenda de fazendas.
" Preeiss-se de om bom ofltcitl de chsruteiro ;
na ra do Collegio n. 15.
- Aluga-e o primeiro andar da casa n. 55 da ra
da Crut: a tratar na mesma Casa.
Aluga-se, pela (osla a casa terrea da ra do Jo-
go-da-Bo!a, emOlinds, pintada e caiada de novo; a
uatar no Reoile ra de Apollo com Jlo Esteves da
Silva.
= A luga te ou vendo-te uma canoa de familia,
a vista : na ra da Concordia venda de Francisco
Pereira da Silva Santos.
Aluga-ac uma oscrava que saiba cozinbar o or-
dinario de uma casa e eogosnrnar; quem tiver an-
nuocie.
O abaixo assignado avisa ao publico, que tem
liodas oapellas de floreado ultimo gotto proprias pa-
ra noivas na ra Nova n. 39 precisa de um me-
nino de boa conducta que queira prendero oflicio,
de cebellereiro. Joi Hicaxto Cotillo.
= Francisco Antonio d* Oliveira previne que nao
responde por cousa algurna que seus escravos, valen
do-se de seu nome, forem buscar nss fojas uma vez
que elles nio leven) um bilmle assignado por elle ou
por seus lillios.
O abaixo assignado-fat scinte a quem convier,
que comprou a venda da Gamboa-do-' armo n. 3,
pertencenle a Serafim Jos Correia de S.. Quem tiver
contris na mesma venda queira aprsenla-las at o da
24 do corrente. Manoel Jos Carmiro.
Casa da Fe\
RA ESTREITA DO ROZARIO. N.43.
Tendo de correr a lotera do lueatro hoje, 22 do
correnle liquen) ou nio bilhetes na c isa da F an-
da exislem algumas cautelas para se venderem.
Compras.
Comprao-se, atn escravo com ofli-
cio de ferreiro, e uma escrava moca, de
bons cos times, e que saiba coser, e en-
gomtmr perfectamente ; em casa de INas-
cimento SchaelTer & C.: na ra da Cruz,
n. 45.
= Compra-se um piano que nao exreda a 200<*
rs. que seja moderno e bom ; na ra larga do Rozario,
n. 48. segundo andar.
Compra se a collecc,o do peridico h'chu da
Verdatle ; quem tiver deposile-a na praca da Inlepon-
denea. Iivraria, ns. 6 o 8 e annuncie para se man-
dar buscar e pagar.
Vendas.
a Vndese um porta-licor em sua competente eai-
xs de faia envernisada, muilo boa obra, por preco mui-
to commodo : na ra de Hurtas n 62.
=Vende-se muito boa farinba para escravos a 2
rs. a sacca slen o para vender 20 sacras por este
preco : na leja do barato na ra do Cretpo D. 15 ,
Je Antonio da Cunta Soares Guimarios.
ISo caes do Collegio, n. 9
existo um novo armazem com farinba do S. Mtlbeus e
nulho, ludo, tanto a relalho romo om porgos, e rude-
se a vnntade dos compradores, medida velha rasa, ou
carulada cmodo malulo, e por menos do queem outra
qualquer parte : os pretenderles dirijio se ao mesnio
arma/em, ou a rus d Cruz, n, 54, a fallar rom Manoel
Antonio Pinto da Silva.
~ Vende-so potassa americana, ltimamente che-
gada em harria grandes e pequeos; meias barricas
de fannha gallega ; lencos prctos de seda da India,
solirn de Macan; ludo por proco commodo* em casa de
Malheus Austn &Coinpanhia, na ra da Alfandega-
Velha n. 36.
Em primeira mo.
=Vende-se cer em velas da melhor fabrica do Rio;
colla da lialiia 86 arrobas; vinagre de vinbo tioto
superior a 500 rs. a caada velha : na ra da Sen-
zalla Velha n 110.
-- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve**
Iba: na fabrica Ja ra Imperial,
n. 7; ra ireila, n. 53, venda
de .VI. lUiranria; no Aterro-da-
lioa-Visla, fabrica de licores de
l'rederico Cbaves; e na ra do
Trapiche, armazem de moldados
do JNieolle.
-= Vende-se potassa muito nova, e de superior
qualidade, em bariis pequeos: ns ra da Cadeia do
Recito, armaren) de assucsr, n. 12.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja n. I.
Venden) se superiores gravetia de setim preto a 500
rs ; casimiras, das mais modernss, a 1,200 e 1.400 rs
O covado; panno lino, prelo c azul, 82,500 rs.; meias
desenhora a 280 rs. o par; chitas de todas as qualida-
ilfs, de 120 a 500 rs.; medapoldes, de l-it) a-81) r.;
corlea de caitas de todas as qualidadrs, e do mertfor
gusto superiores riscados Irancezes, A polka, a 360 ra.
o ovado *, e oulras multas fazendas, ja annuociadas
n< ste l'iario: na mesma loja cima.
= Vender una batanea decimal capaz de pesar
2000 libras ; na ra da Cruz, n. 55.
A 4^800.
Saccas de farelo de tres arrobas cada
uma, cliegadas ullirnaniente : no armazem
de Braguez, ao pe oo arco da' Cdncei-
C5o, e no de (.nimaraes, no caes d'Al-
iandega.
> Vende-se frinha superior chegada recente-
roenie de S. Cattiarme, vende-te pela medida velha aos
alqueires, nucios equarlas poi preco muitstiuio ba-
rate, e coarlorme as por{0es se fsr proporcional aba-
te : a bordo do brigae Sagitario ancorado prximo cascos
a ilharga do caes do Fassoio-Publico. Abater-se-hs 160
rs. por alqueire sos compradores, que chamaren) e
forem condutidos pela canoa do referido brigue.
=> Venden.-se sacras com larinba deMag a 4800
ra. ; dita de S. Malbeus a 4200 ra. e alqueire me-
dido a 3800 is.; milho em sacras, a 3600 e At rs. ;
arroz branco a 2,> rs, a arroba ; saceos de estopa ,
novos. para farinha ou milho a 600 rs. : na ruada
Cadeia de S. Antonio, n. 19, deposito de farinha.
stas Vendem-se chapeos finos de castor a relalho ;
na> ra do Trapiche-Novo, o. S, casa de Joto Stewart.
Rap de Lisboa.
j= Vende-se, na praoa da Independencia n. 4 ,
ebegado prximamente a 4a rs. o bote.
J)epotito- de farinha.
No armazem de porta larga do caes do Collegio, con -
(inua-soo vender farinba ensaccada e medida pal
medida velha tanto a retslho como em grandes por-
ches para cujo (ni tambem tem farinba no brigue
l'icansavtl-XJuciel, Tundeado em frente do raesmo
caes : no mesmo armazem tambem ae vende arroz bran-
co e nulho,por menos preco do que ero outra qualquer
parte; o compro-so oscravos pagando-so bem, se forem
mocos.
Vendem-se, por preco muito com-
modo viuhos excellentcs em barris ,
para usoparticular, ago'ardente de Fran-
ca a mais su erior cerveja branca e
prela (de Barclay & C. ), a melhor que
ha em poiriu ou fi relalho *, em casa
de ( hrislophers& Donaldson.
Na i na do Trapiche n. 4<>, ha pa-
ra vender i elogios de ouro novos pa-
tente inglez e urnas correntinhasde ou-
ro fino da ultima moda ; um chronome-
tro para navio ; do-se por dinheiro um
por um e a precos bnratissimos.
Lheguemao barato 1
Na loja n. 46, da ra da Cadeia do Recife ven-
dem-se superiores chapeos de castor branco pardo, e
prelo para bornem e meninos pelo commodo preco de
3#, -18. 6*> > "> e 8| rs. ; ditos Tranrezes de
superior qualidade i 4t 5 Cj e 6500 rs ;
assim como de diversas outras qualidades, por pre-
co o mais commodo possivel ; juntamente ricas bande-
jas com dourados muito Tinos, e bstanle fornidas.
an Vende-se a venda da esquina do pateo de S. Pe-
dro n. 1: a tratar na mesma venda.
= Vende-se para fechar conlas, urna preta bn-
ceteia e com mais habilidades e nio be cara a vis
la das qualidades ; na ra larga do Rozario o. 46 ,
primeiro andar.
= Vende-se superior tabaco simonte da Cachoeira da
Babia ; 27 toros de madeira do angico : na loja de Go-
mes di Carvalho na rus do Crespo n. 2
Vende-se, pelo mdico pre?o de 14.000 rt., um
porta-licor : na ra do Crespo, loja, n. 12.
<= Vende-se carne chegada ltimamente Jo Ara-
caty por preQo comniodo ; na ra da Cruz do Reci-
fe, n. 24.
= Vendem-se jacales de oarno secca do serISo de
boa qualidade por preco commodo;- um escravo sa-
pateiro de 20 a 25 annos; um dito para o servico de
campo com a mesma idade pouco mais ou menos ;
um dito de 10a 12annos; uma parda que corinhe>
engum ma e taz o diario de uma casa ; duas pretaa, de
idade de 30 a 35 annos ; lodos por pre(o com modo ,
para fechar conlas : no largo do Corpo Santo casa de
Antonio Rodrigues Lima.
= Vende-se um bom escravo canoeiro com umi
ptima canoa de carreira ; na ra Direita u. 18.
Vende-se azeite doce, a 36o rs. a
gorrafa; oleo de linliaca, a 280 rs. a libra
e em botija, a 1900 rs. o gala ; farinha
de aramia, a 240 rs. *, banlia de porco ,
a 320 e 4o '> e todos os mais geneos
por preco com modo : no pateo do Ter-
co venda, n. 7.
e engarrafado ; superiores rhsrotos regala ,
ltimamente ebegados da Babia ; rape rollo de llam-
burgo ; conservas. Estes genero! vendem-se em por-
ees e a relalho e dao-se amostras para se experimen-
tar aos Sr. freguezes.
Vende-se superiqr essencia de'aniz
em garrafas de 20 oncas, por preco com-
moo: no Aterro-da-Ba-Vista, na fabrica
de licores n. 2C.
= Vende-se potassa nova, e barata, meiss de linho,
mlbos de arcos de cnianbo volteados e direitos,
meias barricas com farinha nova, da mi rea gallego ,
barricas com dita, de SS e SSS ; peoeiras,de rame:
na ra do Vigaro n 9.
>== Vende-se, por 230j rs. um preto, de dado de
24 annos, ptimo para o servifo de campo; assim como
uma po'fio decarne do serllp salgada como a 4o
Cesr ptima para engenho por barato preco : 04
ra da Cruz, n. 3.
= Vende-se uma cabra bicho de fra com cria
e leite ; na Soledade n. 29..
= Vende-se superior capim de planta, a 240 rs.
a arroba; em Olnda, sitio de Sesbaliio Lopes.
=Vendrm-se dous pianos (ortea, novos, dos autores
Collard & Collard e Jorcbiane ; na ra da Cadeia ,
em casa de Russell Mellors & Companbia.
ss Veodem-ae asccas de arroz pilado ; ditas com
rasca ; ditas de feijio mulalinho ; ditas de farinha ;
barris de mel novo ; ludo muilo em conta : na ra da
Cadeia do Recife armazem n. 8.
Vende-se um casal de rolas brancas e outro mes-
tico ; na ra do Rangel, n. 25.
Vendem-se, na ruado Vigario, arma/em, n. II,
ancoretas d superiores azeilonas; meias barricas de
farinba de trigo americana gallego ; e barricas com
dita de Trieste marca S~SF.
= Na ra daa Larangeiraa n. 18, casa de Claudio
Dubeux, ha, para vender, chumbo de municio de n.
1 al 10 ; salitre refinado o melhor que tem appare-
cido nesla praca ; ludo por prego commodo: na mes-
ma easa existe uma carta para o Sr. Manoel Feliciano
Gomes de Figueiredo vioda de Lisboa.
Veode-ae um piano bamburguer em meio uo,
e com boas vosea', pelo barato proco de 80 rs.: na ra
do Crespo I- ja n. 15.
= Vendem-se superiores chapeos para lenhora, do
ulliuio gosto e muilo beui enleitodoa ; lieos corles de
cambraias flores de todas as qualidades tanto de ve-
ludo como de seda ; plumas brancas para enfeites de
hspeos ; e um rico sur tmenlo de filas de todas as qua-
lidades : na ra larga do Rozario n. 2*1.
= Vende-se, por commodo pre(*u a dinheiro ou
melade a prazo com a precisa seguranza e metade a
dinlieiro, um sobrado no bairru de S. Antonio, aul-
lo fresco com grande quintal, cbsu s proprios e en
muito bom eslado ; o qual est arrendado por 420/
rs, aiuiualiiiei'le ; na ra da Gloria sobrado, n. 7, ou
annuncie.
= Ocorretor Oliveira tem para vender algumas cai-
tas do mais primoroso vinbo do Porto que jamis tem
sido importado de Inglaterra e mu proprio para mi
oos de Testa aus entendedores,nio s pela sua escolen-
le qualidade cuiu por conter cada caixa nicamente
3 du/ias de garralas: os prelendentes dinjio-se ao
mesmo, no seu escritorio
Vende-se muilo superior doce de
goiaba, em c.ixao.sziiiliov.- dito de goiaba'
em raminho, o mais superior que he pos-
Mvel j dilo de banana *, dito de mamau*,
dito de lima *, dilu de Urunja dito de
caj' de calda, em tata, muito bem fei-
to : na ra do Crespo, n. 14 terceiro
andar ou na ra das Cruzes venda de
Juao Jacintho Moreira
=s Vende-se uma mulatnha de 15 annos de ida-
de; na ra de Apollo n. 27, segundo andar.
=Vende-se, ao armazem de Fernando de Luccas,
na ra do Trapiche o. 34, um aortimenio de bons e
escolenles nabos para uso particular como vinbo de
Sberry, MaHeira-ieccr. Porto Clarelfe branco (haut
bersac) Malaga, Bordeaux ; vinhoi do Rbeno ( ba-
chhrimer e rudeabeimer ) ; superior cognac ; niaras
cbinu ; cerveja prela o branc ( Je Campbell C. ) ;
lamboni ha depsito de urna purcao de vintjo de Cham-
pagne e genebra di Hollanda, ludo ist vam em
Vendem-se chapeos d** seda dr cores para le-
nhora, bem afeitados e de gosto moderno pelo m-
dico preco de 14/ rs.; na rus Nova n. 38
= Vendem-se em porcOes barris com muilo su
perior mel, vindo do Sul; no Aterrotda-BoaVista ,
44 na ra da Praia arma/em o. 16
=Vende-se boa calda de tomates em botijas; na
ra da Cruz n. 46.
ates Vendem-se bicoa de blondo bem alvos e de pa-
diSes modernos ; ditos eslreitos de puro linho, agulbas
francesas de todas as qualidades ; caivetes de mola
para aparar pennas ; chaves de aportar paraluzos de en-
genho ; t-rrs. has de lodoso-lmannos psra larer pa-
rslu/os alea grossurade uma e meia pollegadn ; lodos
estes objectossio de qualidade superior e por preco
cornn odo : no A Ierro da Itoa-Vista loja n. 11
= Vendem-se duas meias conimodas novas, de ama-
relio a moderna e bem leitas ; una marquesa de con-
duru'; duas cadeinnbat para meninss.de escola ; vnde-
se por menos que na loja: narua do PadreFlorisnno,
n. 72.
V Aclio-se a venda na loja do bom bsrairiro. de
Guerra Silva & Copipanbia na ra Nova, n 11, ri-
cas sedas para vestidos; mantas de seda, de lindos ps-
drs, e de lodss as qualidades e precos ; ditas de gar-
ra e de linho ; cbapeoa de palba ede seda para senbo-
ra e meninas ; todas as qualidades de cateado pars as
mesmss ; um completo sol tmenlo de luvis *, chales de
seda de todas as qualidades e tsmanhos loques de di-
ferentes goslos; lencos de seda ; meiss de seda libho
e dealgodao para senbora e meninas eoutros muitos
objectos do melhor goslu ; bem como se c ntinua a
venders phsniasmagorias, a 4000 rs. cada uma,
tendo 12 vidros com 36 figuras.
lUia Ifirtila n. 9.
= Vendem-se sacras com alqueiro de superior fa-
rinba i or preco mais commodo do que em outra
qualquer parte.
Acbao-se a venda na loja de J. F. Mamede de Al-
meida & Companbia na ra Nova n. 6 ricas se-
da pata vestidos ; mantas de seds, de lindos padrees e
de todas as qualidades e precos ; ditas de garca e de
linbo ; chapeos de seda e de palba para senbora e me-
ninas ; ludas as qualidades de calcado para as mi una ;
um completo sorlimento ae lavas ; chales de seda de
todas as qualidades e tamaitos; leques de difierentes
gosl.is ; lencos de seda ; meias de seda hnhu de
algodio para senbora e meninas; e outros mudos objec-
tos do melbur gocto e ebegados prximamente de
Franca.
= Vendem-se moendas de ferio para engenbos de
assucar, para vapor agoa e beatas d diversos tsma-
nhos por preco commodo ;' e igualmente taitas de
ferro cnado e batido de todos os tamanhos : ha pra-
c,a do Corpo Santo n. 11, em casa de Me Calmont A
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
ata Vende se colla da Babia, de superior qualidade ;
na ra da Cruz n. 55.
liiTTrrr iim niini ri"li ni"..inrun 'un
Escravos I unidos.

Fugio, na madrugada do da 17 do correnle de-
zembro da casa rio abaixo' assignado a sus escrava
parda, d<* r ome Vcenca amia meca mas feia ; tem
o rosio todo pintado de sarjas ; tem um dente falto da
parle inferior ; quando falla pestaneja mulo com os
olbos ; de soflnvel estatura r sio redondo mas al-
guma cousa descarnado ; nao be magia oem gorda;
esia carnuda ; levou uma truuxa de roupa com diver-
sos vestidos e chale rouxo : quem a pegar, leve a casa
de seu senlior, abaixo assignado que sera pago de seu
trabaiho. Antunto da ."nica Guimtlo.
ae Fugio no da 16 de dezeoibro o preto Fran-
cisco d> nacao Mi vambique caraolbo baixo gros-
so do corpo ; levou calcas de algodao da Ierra, camisa
do mesmo de mangas curtas ; pouca bsrbs bem
ladino : quem o pegar, leve a ra da Cruz a seu se-
nhor Juao Leite Pilla Ortigueira, que gratificara.
PrHN. i NA TVP* Di: Ha F.
DE FAKIA---- lOi>
ILEGr


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