Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05945


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Full Text
Armo He IfMf.
Sabbad 90

O D*-4Rf0publioa-se iodos os dias que
jio foreui de guarda: o preso da assigai-
turahede ifrs. por do Os aiinuucios dos assigu mtes sao Inse-
ridos a rizio de 21 res |>or (alia. l) rs. em
lypo difterente, e as repetlc^es pela mrrle.
0 (]ue nao foretu a ssi gimotea pigao 80 rs.
por liuha, e 160 ein typo ditterentc.
PHASES DA LA NO M^b^fcEZEMBRO.
Crescente a 6 aos 33 minutos da manha.
La cnela a 13 as 4 hur. e 21 ma. da tard.
Menguante a 21 as 9 hor. e 8 m. da tarde.
La ora a 28 as 8 h e 33 min. da tarde.
PARTIDAS' DOS CORREIOS.
Coianoa. Parahyba, e Rio Grande do Porte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serliihaem, Rio Furrooso, Porto Cai-
ro, e Macey, no 1. 1 l'e"8l de cada inet
Caranhuus e 'onito a 10 etl.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras. .
Ollnda todos os das.
PREAHAR DE BOJE.
Primeira as 10 h. 6e mln. da manha.
Segunda as 10 h. e 30 minutos da tarde.
de Dezembro.
Auno XXI N. 85.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda S. Ensebio, 'aud. do I. dos orp.,
do J.doC da 2. v edo I. W. da 2 v.
16 Terca S. Auanias, aul. do I. da el,
da I. v., e do J. de pat do 2. dist t.
17 Qiiarla S. Floriano, aud do f do elv.
da 2 vr e d > I d- |>n do 2." dlsti de t.
18 Quinta S. Biziliano, aud. do !. de orpli. e
doJ.M. da I. v.
19 Sexta S^ Paurlllo, aul. do J. do civ. da
1. y., e lo I. I ni'. I> I. IUt. de tard.
20 S lidiado S. Domingos, aud. do J. do civ.
da 1.a v., e do J. de pai do 1. di-,1. de t.
21 Domingo S. Thom.
CAMBIOS NO DA 19 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Londres 27V.d. p.liaSOd.
a Pan '155 ris por franco.
Lisboa 112 p, c. pr. p m.
Desc. de let. de boas flrnias I '/, p. / niei
f>ro-Oncas hespanholas 311000 a 31*500
Moed i de 6^400 el. 16*200 a 16^4)0
de 6^400 nov. KWOO0 a 16 200
.. de 4/000 8/jOO a 8*80i.
Prala-Patacaes .... 1/900 a M920
. Pesos >:oluinnares. It20 a 1*940
Ditos M icauos 1#86j a 1*870
Prata miuda. 1/600 a 1/680
Acetes da C* do tteberibe de 50/D00ao par.
DIARIO DE FERltTAMBUCO
PAUTE OFFICI4L.
Governo da provincia,
EirEDlEUTE DO DI* 15 DO CORRENTE.
iConelutu.j
VwJbio Ao inspeclor ds tuesouraria da fa>enda, le
(erminindo, mande abrir asaentamento de preca so cor-
neta Manoel Antonio dos Sanios, enlajado para o t.
batalhioda guarda nacional do Rio-Formoso.Com-
municou-se ao respectivo como andante superior inte-
rino.
Dito A juir de diroito da segunda ara do crim.
declarando se toteira lo d ler S me encerrado a 6 '
sess&o do jury, sem que honvese ella unecionad, por
Ibe nio ler nJo possivel la/er comparecer o numero de
juridu preeno para haver casa.
IDIM do da 16.
Offioio Ao lente-coronel Antonio Gimes Leal,
louvando-o pelo mo lo reloso.por que so buum no coin-
uiando da ilba de Eernando.
DitoAo promotor publico da comarca da Boa-Vis
ta, declarando em resposta aoseu olicio de 19 de no-
vembro ultimo, que para o lugar de ofBcial de justics
nio pode ser noineado aquello individuo, que nio iou-
ber ler eserever. porque a semelbante emprego eiiio
ligados certos deveres, como os de passar certiddes e la-
nar aotos, eujo cumprimeoto he impossivel is pessoas,
que nio teem essa* conbecimentos; equeoseu simples
Tacto de acbsr-se indiciado em crime de morte o esco-
rio ajudmle, de que em o mesmo olicio trata, nio Ibe
deve pro luzir a su-pensao, pois que, segundo o direilo,
o nico crime de que ella be consecuencia iaimediata b
o de responsibilidade.
Commando dasArmis.
QUAS.TEL GENERAL NA CIDADE DO RECIFF. 19 DE Dl-
ZBMURO O* 1*45.
O-dan do dia n 73.
berviodo o brigsdeiro commandante das armss ,
que os toldados nio conservio firmes as formaturas ;
que os movimentos no manejo niu sio rpidos e fortes;
e principalmente quando inclinio as armas como in-
fantera e se faz de roisler conserva-las tse, nan-
huma regularidade teem assim como as mar bas ;
finalmente que as continencias e postura dos inferiores
e soldados ante aos Srs. olTiciaes, sio m 'nos d- mons
tritivss do icatim oto, que o commandante das ar-
mas ezige, que b ja das piscas de prel para oom os Srs
olTiciaes que oio podem prescindir como explcita-
mente esta declarado na ordam do dia n. 10 de 4 de
Janeiro do correte anno, do empenho na observancia
deste ordem ; chama a silencio dos Srs. commandan-
tes is refluidas, que (icio expresadas e espera o mes-
mo brigadeiro nao teroccasiio de anda nutra ves, so-
bre este mesmo objeuto proJunrobiervac,5es, que por
ventura serio oais positivas.
A ni mi Coi reta Sidra.
INTERIOR.
RIO-DE-JANKIRO.
POLTICA GRR.lL.
O billdelord Aberdtin.
.....Lri Anglnxt.... tont detestes dans hur
gnneraliti rt contme fouvirnemtut......
o ont-iii det antis hori de choz tu*? Tonto
I'Europa Usail.
WarrenI/lude Anglniseen 1843, rol. 6, 2.'
parti, cap. 14.
O proeedimento da loglat rra ptra com o Brasil tero
sido tal como tnie a Franca, a Europa e o mundo in-
teiro, ito alto da tribuna fran e/a, o Sr. Berryer o des-
creveo na< menior -veis palavras : Ndo itrtmot por
cirio Iraiados brasiliira ..
Estas pslavraa, proferidas na ocessiio, em que justas
censuras erio feitas ao governo francs, pela tolerancia
e concessdes, que bivia leilo A Inglaterra pele que loca-
va a sus navegacio, dan a conhecer claramente at que
ponto tem ehegado o nosso sofri ment, e at que gran
as violencias do governo britannico contra nos I Um mi-
IhSo de fados p idenio ser enumerados em um longo, e
sobre modo doloroso relalorio .' Os bri< s nacionaes enm
a sus leitnra como que humilhados senio e mais de um
dos nossos bomens. que teem estado no timio do estado
com.justicia poderio cahirsob o peso enorme de mui
duras e fundadas accusacSes! R 'colhor, porm. todos
estes factos he lana rdea para nos. a quem falli os
meios neoessarios : muitos delles. acontecidos Id por es-
ses marea de Gui, li por essas costas insalubres, on-
de ni temos urna so autondade encarregada de os in
das>ar e recolher, nio podem ser por nos conbecidos : o
certo be que sin innmeros, diariamente commeltidos,
de urna nataria nova, de urna atrooidade sem limites,
s proprios dos barbaros do Levante ou do* vencedores
de Drogheda (I). Releriremos os mais ssiieot's dos por
nos conbecidos, e, antes de tu lo, os que tocio especial
mente ao proprio governo, is violencias, que delle di-
rectamente temos r,-cebido; e como esteja fura do nosso
proposito a relscio dos que sio estranhos da quesliodo
trafico de escravos, nio '.era cabimento aqui trazer, nem
a lembranca dessa violenta reclamacAo, que fez o go-
verno inglez, em 1829, ao Brasil sobre as presas feitas
pelo bloqueio do rio da Prata, devida e legtimamente
julgadas pelos competentes tribunaes do paii nem a in
vasD do nosso territorio, ou a queslio do rio Branco,
nem finalmente, outrts violencias, que quotidianamen
te soflremos; circumscrever-nos hemos por tanto ao que
toe* questio do oommeroio de escravos.
Urna refiesio antes de tudo cumpre fazer : do com-
pleto dos factis, deque nos vamos oceuptr, das violen-
cias, que temos snflrido do governo inglo', de suis exi-
gencias e do seu proeedimento pars o Brasil resulta a se-
guinte verdadeo governo ingles lem por fim excluir o
Brasil de iodo e qualquer commercio da Alnca e acabar
com a noasa marioba mercante.
Eramos ainJa colonos no decurso do snno de 1821,
e em principio do de 1822 embarcacQus de habitantes
lo Brasil, depois sublitos do imperio hrasileiro, fd-
rioapprehendidos pelo crureiro ingles. Uina dellas, o
hrigue Gamio. foi julgada ma presa e com direilo o seu
dono, Elias Coelho Cintra, competente odemnisacio.
na importancia de 18:9)8,) 170 rs At boje, no obs-
tante estar o goveruo ingles obrigado pla lettra dos ar
lgoaSe 10 da convenci addicional de 28 de juibo de
1817 s satisfacer tees in dentro de um anno depois da data da sentenga, apezar
las no*sas repetidas reclamuces, anda nio o lez!
Debaizo da batera da fortaleza de Bisssu. contra a
lettra das estipulscdes de 1817. foi aprezado o bergan-
tina Condi-ii-Villa Flor. Este proeedimento foi re-
provado pelo proprio advogado geral do re e pelo pro-
prio governo da Inglaterra, em officio de lode julho da
1822, dirigido eos commissarins brilanoicos na Sorra-
Lea; ao Brasil (nio obstante isso) negado se lem al
boje a Inglaterra a satisfa/.ers importancia desse damnol
(I) Cidade da Irlanda, tomada purCrumwell. Com
promessas de salvar a vida aos que delendiio esta cida-
de, os Inglezos a tomflrio Os soldados, por ordem do
seu commandante, passario a fio de espada todos os pri-
sioneros, cuja malanga durou cinco dias, e depois vol-
tario suas armas conlra os pacficos habitantes, que se
haviio refugiado na cathedral, e mai de mil fdrio im
aullados!! (Lingard civil ward, en Irland) Este pro
cedimentn era conforme s ardeos recehidas e is ins
trucgOes dadas polos comrnissarios do parlamento, as
qaes reduziio-se aoseguinte ; Atacar, matar, des-
truir e anniquilsr todos os rebeldes, seus adherentes e
cumplices; queimsr, devastar, saquear, consumir, Je-
molir todos os logares, cidades, povoaedes e casas don-
de os rebeldes tinhio recebido soccorro*. e matar todos
os individuos em idade de poder servir nss armas, que se
achassein nos mismos lugares.
as mesmas circumstanciss outras reclamscSev se
achio dos seguintes navios, indovidun nte apresados
nesse lempo; por ezamplo. a su naca Feliz hipaanct
do dominio de Msnoel Jos Freirn de Csrvalbi. a o
lirigue Ol di Fioimro, de D Msna Victoria Caro
lina Cers|ueira. Os aprezamenPis dostas embarcacSes,
nlundadoscomo fflrio. impunhioa obrigacioa um go-
verno |usto de satisfazer aos seus propnetarios o damno,
que soflriio
Proclamamos a noisa independencia : nenhum com
promisso tinhamos por tanto coma Inglaterra a respei-
to do commercio de escravos. a nada po' lano eslava
mosohrigadoi. Este principio, verdadeiro em si, (o res-
peitido e r conhecido pelo governo ingles no artigo 2
da convenci de 1826, e. nio obsUnte isso, apezar d
nio estarmos ligidos aos tratados leitos com Portugal,
nossss embarciedrtS erao registradss pelas loress mari-
timas da Inglaterra, -rio varejadas, dolidas, aprezadas e
confiscadas em proveilo do seu governo .' E o erio sem
fuodamenlo. sem razio e d U'n modo violento .'
Poresemplo, a e.cuna Saudade, de Wenceslao Mi-
guel de Almeida, foi. em 25 de maio de 1822, apreza-
ds. e como nio tivesse escravos a bordo, ou prova clara
e in.negav-1 de estar empregada no trafico de escravos, o
captor, para nt perd' uu lempo, meltio-lhe ucravot
a bordo como houve de confesiar I
Romo esta embarcacao. tamliem sem fundamento,
lorio capturadas as segumles ate a data da convenc de
1826. Brigues -Cerquei-a. Activo o Perpetuo-Defen-
sor. Galeras S B'-nuticlo e Minerva. Sumacas
Creoula e Diana; e todas ellas, excepto a ultima, f-
rio julgadas mis preras, ou relaxadas pelos proprios
captores; mas, al boje, o governo ingles nao satislez os
damnos. quecausou, enanbuma rusposta d s nossas
reclamacSes !
Com o Brssil celebrou a Inglaterra a convenci de
23 de novembro de 1826. Por esta convenci foi pro-
hibido aos subditos brasileiros o fazer o commercio de
escravos, ao norte do Equsdor, at odia 23 de margo
de 1830, e. depois deste da, inteiramente prohibido
este commercio, em quaesquer lugares ds costa d'<\fnca,
adoptando-se, pvra efleito le Ues obrigacoi^ inteira-
menlease4ipulac8es feitas com Portugal fui 1815 e
1817.
Celebrada a convenci at I830.sob pretexto de com-
mercio de escravos. a Inglaterra quiz privar-nos do com-
mercio licito aoN>rted) Ejuador. Mas devinto em
iiarcsc-s brasileiras forio capturadas, nio obstante nio
terem contra si nrovas olaras e innegaveis de se darem
ao commercio iliicilo. e aohada de escravos a seu bordo
na forma das convencOBS, pelos sogumlespretextos, con-
forme as sentencas. qna as condenan >r'io: 1 ', acharem-
se ao norte do E|Udor e os seus passapoites permilli-
rem escalas,; 2.'. por terem lencio de traficar ; 3.a, por
estarem emporio nio mencionado no psssaporte, ou
onde o commercio era prohibido (2;.
D especial mencio he digno o aprezamenlo do hiate
Trei-Amigos. perlencente a Jna |uim Jos Teixeia.
Pelo artigo addnion il da convenci, leita em Vienna,
em 1815. entre Portugal e a Inglaterra, era livre aos
subditos portugueses pasarem os seus escravos de un*
naraoutros estalelecimentos da cora de Portugal. O
relerido hiate leve permissio de coriduiir tres negros.
pertencentes a subditos portugue/es de Angola, para
urna das libas de Cabo Verde, e como conduzisso tres
oegrss em lugar de lies negros, loi capturado e con
lemnado .'
\ escuna Imiepenimcia, de Jos de Cerqueira Li-
ma, foi apre/ada em 20 d'Janeiro de 1827. estando
em reparos, ds hitenas da f.rales i de Acara,
por estar em porto ao norte ,1o Lquador, embora sem
haver prova de ler feito commerciq illicito, o condem-
nado !
D'entre as ombarcaedes nessa pocha capturadas, doas
fdrio julgadas mas pr-zas (3J; mas ss perdis resultan-
tes dessa captura, apetar das nossos repetidas reclama-
ges, ainda nio frio indemnisadas, devendo-o ser ao
menos dentro do um anno depois da datada seoten-
cal II
E em que se funda esta recusa ? Lord Palmerston,
no seu despacho de 6 de julbo da 1840. d o a sua razio.
\',i la //"" mtjesiy t/ownwnl ctnnol comeit lo
p i/ iheie off'.nd ng mrii's any tnink in tke skape de
comprntaton firany lori or ixpeni incund by tktm
insuch Ilegal under InAinoi! 0 governo de S. M.
B. recusa-se ao pagamento de qualquer quantia is psr-
tes lesadas e'n compensjcao das perdas ou despeta cau-
sadas por ellas em lio illegaes empresas I (4)
Eis a boa f, com que a Inglaterra procede na oxecu-
c. o de seus compromissos I 1
(Do Brasil.)
A RAINHA JMARGOT. (*)
por airranrr Duina,
SECUNDO VOLUME
CAPITULO VI.
COMO KA CUTIS JO SBBZSI POBTAS, PASA
QOX Mo SAO DKSTIWADASJ.
Ao entrar no Lniiirr a rain ha de Navarra aclinu Gil
lniiiie em grande cometi. Madama il Sauve viera psw-
fUlswla em aua auaencia : trounera nina chave que lin-
dera a raiiiha-iuii: esta chave era a da cmara mide se
aehav fechado Henriquo. Clan, era que a rainha-nioi
precisara, pura algoni designio, que Bearnei passaste
aquella noite no qunrlo de madama de Sauve.
(j'Vid Diario n.' 284.
Mnrgnrida pegou na chave, iiiirnu-n e tornou a miril-
la : fi-s qnelhe deem cnl de lodaa a> palasras de ma-
dama de Sauve, pesnn-as lelrn per letra em sen espiri-
to, e julguu haver cusii|irchrndidu o prtijrclu de Cuthe-
rins.
Turnen urna prnna, e escresro u'uro papel:
Em ves de ir esta nte ao qnarto de madama de
Sauve, vinde au da rainba de Navarra.
MargamdA.
lirpois c-nriilnu titr papel, inlrudosiu-o no buraco
da chave, eordrnon aGilienne, que, assim queanoi-
tecrase, fusse meiter esta chave por baixo da porta do
preo.
Turnada1 esta primen providencia, pensmi Margarida
no pobre frridu, fechou tudas aa perlas, entrn, u curu
grande espanto leu, arhon La Mole ciifrunliadn noi seus
veaiidiip. anda ledos rnlua e iiodoadoi de saiigiie.
Ao v-la, tentn pr-re de pe, niaa ainda cambalean-
do, nao piule ier-e e tornou araliir no espriguiceiro,
de que Ihe hnvitu feito cama.
Eolio que temos, Sr. mcu, pcrgunlou Margarida,
e por que rasan seguisies lio nial oa preoeilos do me-
dico? Tinlia-voa in rrcoinnicndado o repouso, e un
ves de me ubcdcccrdes, cis que faseis o contrario do que
ordeoei.
C2) No primciro o-su esli seuuintes embarcaedes:
brigues Vettuioto. Trujano, Baha e Andoitnha
Escunas He otea, EtUpte. Tentadora Carla! i, Con
cncdo. l'aquete-do-Hio, Coptsba, Trrceirafosaha
E'trella-do Mar, octedade e Ismenia, Patacho Pro
valencia
No segundo caso est a escuna Esperanca.
No terceiro caso a escuna l"dependencia e brigue-es-
cuna Voador. Veja -se o opsculo intituladoJustifica
co das reclamai,des apresentadas pelo governo brasilel-
ro ao de S M. B., impresso nesla corte em 1840
O ASSsSSINATO OO DOCTOS PANTOJA.
O Sr. F'rmino continuando. (Vid o n. antecedente.)
Assim, notai, Srs., punio-se a victoria da lei, eer-
gurio-se altares i derrota do crime Mas o povo ha-
via-se insubordinado, desobedecido lei a a autoridade;
e elle vio de um dia para outro elevados aos cargos mais
importantes do pais os ebefes da desobediencia ; de-
mttlidos, escarnecidos, e ludibriados os propugnado-
res da obediencia, que haviio barateado seu ssngue
em defensa da le e da ordbm publica I Ora, aos odios
dos que estavio no poder contra os que empuobirio as
armas, accrescrio osodiosdestes, quando vencidas, con-
tra aquelles, quando vencedores; a estes os novos odios
creados pela administraran, e s pela administracio,
na sus tentativa impru lente e inmoral de supprimir o
20 lo agosto entregando os vencedores as vingancas, e,
o que he mais, ao oscaroeo dos vencidos Ora se o
poder confiado aos vencedores contra os vencidos be ter-
rivel nos seus resultados, as mios dos vencidos contra
os vencedores nio pode ser devidaorante qualificado.
Quando. como ja vos disse, era mister na adminis-
tracio provincial muita justica, muita energa, e mui-
ta illustracao, para tornar a collorar a sociedsde nos
eixos, de que a deslmra o abalo impetuoso da rebelliio,
o que lazia a administracio da provincia Organisava
em grande escala a prosesipein da lbaldadb ; ( nu-
meroso apoiadoi) declamva guerra de morte a todos
os nobres senlimenlos; procurava vencer a todo o cus-
i as eleices ; pretera, por interesses muilo mesqui-
nhnsemuito secundarios, os interesses permanentes o
reaes da sociedade ( Muitos apoiadoi.)
Como, pois, admirarnos de que as causss produtio
seus efleilos T Osystema governamental, seguido M
provincia, tem, como vai demonstrado, por base a
im'ioh u.ioAiH-: Como he que os resultados d'esse
systema nao hno de ser immorses como ss causas d'on-
du dorivao .' As ca ,ses menos Ilustradas da sociedade,
a vista do que ha occorrido no lirasil n estes ltimos
lempos, teem confundido de uina maneira espantosa as
ideias do justo e do honesto; ellas adquirirlo o gosto
pelo uzil, que Ibes foi entregue em 10 dejunbo, e
hoje ba quem se admire quando ouve O fusil dispa-
iar ? 1... E nio se tem espalhado por toda a parto
_ Oh! aenhora, dase Gilloiine. u<> lie por iiiinba
culpa. Pei'i, auppliiliiei ao Sr. ronde que nao flieaao et
la loiienrH ; mu deelaron-iiiO que por colisa alguiua se
deuiurarie mai n Louvre.
Queris deixar o l.ouvre | disse M argarida, ni li an-
do admirada para mancebo i|uc nbaixnvii na ollioa ; i-
,o he inipuaaivel. Vos nao podis andar; eslai paludo
,. seso forena ; v-ae que voi Iremeni os juelhoi. A fon-
da do hombro anda esta manhaa vcrleo aangue.
_ Selihura, rcpoiiileo o niaiioobo, liinto tenho ren-
dido grabas a V. magestade por me haver liontcui dad
,vlo, i|iianto a aupplico que acdigne purnnilir-iue boje
que me retire.
__ )|a>, disse Margarida estupefacta, nao sci como
quabfique Un louca reaolufio be pcior que ingra-
tidae.
_ Oh! seiihiira.eicliimiiii La Mole juntando as mos,
credo- me que longo de ser ingrato, lia no mcu come jo
um rci'oiiliecimcntn que durar luda a miaba vida.
Nto durar enlan pur milito lempo, disse Marga-
rida abalada por rasa cxprrsaio que nio deixava duvi-
ila>> sobre a ainreridade das palavras, porque ou as voa-
ns feridas se akrir, e tunrrereis pela perda desangue.
uu vua reciinlieccm por liiigurnote, e nio daris cem
passus na ni an-m que vosac.sbera.
He prenso tudavia que cu dcixe o Louvre, mur-
inuruu La Mole.
Iiie quem delende o governo de nada se deve receiar? I.
( A potado )
Srs. Estes assassinios, que lio profundamente de-
ploramos, sao o trale resultado de nossas dissencdesci-
vis ; si i o triste resultado he causas accuhcladas pe-
la improvidencia da administracio, ou soles por esse
(3)
dora
A sumaca A.- Joo- Voador e a escuna Fsncs-
{*) Veja-se a correspondencia teifA foreign poteeri
de 181l.-C.ess. H.pag. 605n. i&F
He preciso, dno Margarida volvendo-lhe o seu
liar lioi|iido e profiinilo, edeaeorandn lugo um pouoo.
Oh! im. entendii, di-se ella, perdoai, tenhor. Ha
M'iu diivid.i fura do Louvre nina peaaoa a quem a vossa
ausencia d crois inqnilacoea. He justo, M. de La Mo-
le, he natural, e en c.omprchendn isto. Porque o niu
danosles logo, olanles, como cu niesma me nao lem-
brei detall He nm des'cr, quando se eterce a hnspi-
i.ilnl.ide, proteger as affeicfles do sea hospede, oom o se
prni da auas feridas, e cuidar da alma cuno ae onida
do coipo.
Aidemiml senhora, respondeo La Mole, que toa
engais extremamente. Eu son quas i no mundo, e
complctaineiite so em Pana. O meu asaaasinu be o pri-
meiro hoinem a quem fallei nesta cidade, e V. magesta-
de a primeira luulher que mo tenba fallado.
EntAu, disse Margarida cada ves mais admirada,
porque ros queris ir?
Porque, daso La Mole, a noite possada V. mages-
tade nio tomou repuuso algum, e esta noite.....
Margarida ooruu.
illouiie, dase ella, eis ohega a noite, creio ser
lempo de irea levar a -chave.
Gillonne sorrin-se e retirou-se.
Mas, continen Margarida, como fareia, aeaois s
ciu Pars, e sem amigos?
Te-lus-bei em breve, senhora; porque, quando en


2*
aysiema de invern, que ludo siorfiea o ''nMinr.to de
un conservado, e, receiando-se dn aceito d lodos 01
po Irri's f> de todas ns iaramias soniaei, parece nao desj-
cinW em quanlo nSo tiver absorvido lo.loi esse pode-
res, toda essas garantas
maa pela meima rama, por que lorio dispensados o
nflieiaes da guarda nacional E, como pera se ggra-
var mais 01 pezares da demissln, previne-ae ao publico,
0'plh5) se ideiai de descrdito contra 01 empreados
en Rural, que pretenden) ilemittir faz-se acreditar,
Dirai anda mais: a prudencia tem esquaeido o,que ellet nlosahnm dasempenhar suas obrigaedus, que
omprego dos meios ne*rs leguranca in livi Isjai, Ni distnbuicio la fores publ descrdito depois do espolio, que vos ca ent e as mi
ca nao len consulta lo o< interasse raaas e per naneles pira ir nutrir o mai inaudito patronato, o nepotismo
da sociedad*, mas intere-S'S minio loe es. milito se-
cun lirios P.ira Bienendy foi un I"1 11 a n > n t > a fm
de all gu miar a cadeih [Hisidn ) Odtro fui envia-
do para S. Jno d'KI-R-i, para S. Jos. Cimpmlii.
Araz ; em fm para todos o* pontos, em que a victoria
diseloicOis era duvidosa, foi destacada urna Toreis
ordena das autoridades policiaes, que deviio vencer ou
baralhar tu lo. Entretanto, para a imp arlante comarca
do Parahybuna, e para nutros tuzares, em que se com-
meltem atro'es altentados, nio foi enviado umssol
dado La estio ascadeias da Pomba u do Presidio, ca-
deias apenas nominaes, todos os dias arrombadas, e nio
ba quem as guarde ; l eatio municipios, em que se
commett'in crimes atrores. e a presidencia nio poz
urna s prar;a i disposicio das autoridades !
Oulro gravissimo erro da presidencia consiste em ha -
vor entregado a polica nio aos homens moderados
do partido porm aos mais exaltado* aos qu* mais
se distinguirlo durante o 10 de junbo. Collocado na
colliso de ser vencido ou de vencer, conculcando as
leis. entregando o poder das localidades aos que mais
injurias suppostas tinbio que vingar o Sr. Joio Pau-
lo nio hesitou um momento organisou o psiz offi-
cial pelos registros do governo intruso Poucos das
tevaoSr. Joio Paulo para fazer essa inversio geral ,
collocando por tuda prteos vencidos em lugar dos ven-
cedores; por isso nio era possivel que nio errase mui-
toe muito as nomeaedes ; qu", contra a sua voolade,
nio as fzesse recahir em inultos lugares as pessoas
menos habis do celebre pirlido nacional Accresce
que n'essss novas nomeacdtta aa influencias locaes lorio
ludo, e a presidencia nada Escrevia-se a um indi-
viduo de confanos declarava-so -Ibe que as eleices
cornio por cunta d'olle ; que pediss* o que quiesse : e
esse individuo que nio quetia fcar mal, enviava ah
urna lista de subdelegados e oficiaes da guarda naci
nal nio dos bomens mais moderados e viiluosus do
partido senSo dos mais ardenle, d'aquelles, que mais
attentados podiio perpetrar 1 Nao qu- ro diier, que
islo aconlecesse em toda a parte; conheco autoridades
policiaes de muito merecimento a honradez ; mas. em
geral he esta a historia das nomeaedes do paiz poli -
iiil, durante a administrado do Sr Joio Paulo.
Ora liem, agura que o g'ande partido nacional con-
qustou os assentos da representado nacional; que ja
nio be mais uecessario presidencia o apoio dos|homen
ardentese inionsiderados ; pegunto Mj nao era de
urna boa poltica instituir um exame (obre o passado ;
rever essas nomeaies leitas sem informarOes uflic ees,
determinadas s pelos actos desregrados de muitos.em
quem ellas rcablo ? Srs. agora que as paixdcs
parecem arrefecidas que nio ba lutaalgurna em que
a presidencia csteja empenbada com o paiz nio era
chegado o lempo de montar a administrado policial
no sentido da prohidade eila Ilustrado ? .., Mas lie
islo o quo nio quer a actual administrarlo. A vice-pre
sidencia ssnrciona pela reflexao e pelo tempo os
erroscommetlidos pelo seu antecessor cm virtude da
ii'Ti ssiil-nji* de vencer, que o dominava e da preci-
pitado do momento. ( A/uitos apoiados. ) A vice-pre-
sidencia eleva o direilo excepcional momentneo, da
collisao a categora de direilo liso e permanente.
{ Muiloi a/iuiadut. ) A vice-presidencia, circunsirip
ta a urna esphera inuilo acanliad nha de inleresses
muito mesquinhos e nrdinarios, esquice se de prover
de remedio as grandes nrcessidades publicas ; na.la fai
a bem da segura na individual ; nada que posta cha-
mar os nimos disidentes paia um ccntio de ordem
de paz. Pelo contrario pelas suas nomeaiVs cada
vez mais acntosas, e acaso mais desgranadas do que as
do seu antecessor provoca as paixdcs, quu queren
adormecer; iecoiii|0ao pastado com tudas as sua.
cores sini>tras ; e quer levtir a hypertiole de 10 de ju
nbn s suas ult mas consequencias I
(guando a situacao excepcional,eni que seacba a pro-
vincia to relalhada du odios, que se combatem d
aol'palhias nascidas d'essas reaccoVs lio poucas denio
radas e IS i completas; quando os inteiesses da pa
clamio lao alto e lodos os partidos desejio mais que
ludo socego e repouso. o Sr. vice-presidente tra-
balha com ma l< nacidade inlernal em rrviter o pas
soilo e perpetuar esse estado desgranado de susto an
ciedade, em que tem vivido a provincia desde -i -' al o
presente Haja vista a etsog centn tr< s de demissdes
do-ltimos sulflenles d,s subdelegados ; haja vista a
todas essas deuiiss5es na guarda nacional que reca
birio, na sua maior parle, ern homens criminosos
I nrque lorio leaes porque pelejrio e vrnrrio em
prol da constituido e do (bruno. ( Muilos a pota ios.
Haja vista a essa revoluc,! anti fiscal que se vai ope-
rando na repatticio da (aienda. Demiltem-se collec
tures em masa nio por erros, uuehajio ccmmrttido,
i api iw9i\wrnamziK&*xe^vtt-&trTXjgnw*mmm
era perseguid, pensei em minha mi quo era n i h 11 <-.i.
parecen-ine que a va correr ilianle do miiii pe., r.-imi-
nho do I... nire, i-mu una crin na man, eluvio, te
Uros me conservasse a vida, de abracar a religia de
ranilla mi, Fri Deoa mais aliii de cunservar-iiui a vi-
da; envou-uie um des acua anjua para me fazer a-
n.a-la.
Pnrcru vos nio podereis andar; em pounua pasaos
c.ibirria deaiiiaiadu.
Senhiira, ni til h"je mena eniaioa no gnbinele ; en
aodo de vagar c ruin inonminodii, he vcidade; niaa rhe-
fke tu anda que nio aej>i neiiao pr.*c;i d- Louvie, c-
trja cu fura dalle, auunieca oque acontecer.
nais inquililcavel ? !... (Jpoiados)
Kn desejarja ser deputa lo provinmal para o anno, a
fm de eiaminar acuradamente os balancetes da receila
e admirar-me do augmento espantoso da renda robrada
pelos novos collectores 1 N'essas demissdes nio entra o
interesse da fazenda publica ; nio : a nossa legislacio
de latenda ha muito complicada ; de um dia para
outro nio se improvisa um bom collector. Se a renda
he mal cobrada, heisso resultado de nutras causas, e
nun-a do pessoal existente, qua nio ha inferior, antes
he muito superior ao que o vai su'istituindo. O inte-
rnase, que determina essas demissns. he o do partido, a
quimi se con livi.) as posicS<*s nlH :iaes, com a condi
cao de abandonar os seus principios, e de apoiar a po-
ltica do gabinet- actual. O grande partido nacional,
embora blasone de 1er por ai a unanimidade la pro-
vincia e mais alguma COUSJ, i rmaiai) couheco nos seus
lucidos intervallos quanto dista do que alardeia; ea
prova consiste n'esse desasocego, em que se acba, em-
quanto bouver na provincia urna po Ibe nio perlonca O grande partido nacional vea
rea co das intelligencias contra os seus disparatese
suas miserias caminhar rpida e desimpedida ; quer
prevenir se quanto s eleices luluras; e por isso agar-
ra-se an governu com quantas lorcas tem ; agarra-se ao
governocomoa seu salvador,elhe pedeencarecidainenle.
nao ronsinta um cascuda, um s cascudo, em posi(io
olllcial I (lti$ada$) Eis a raiio, por que a lava pros-
criptos, que js parou em nutras provincias, nesta. lio
infeliz, porque sua tranquiliidade he contraria aos in
tereases de um partido, contina lio ardente corno se
agora bouvera rompido do volcio. At sou levado a
crer, que a vice-presid'ncia c-t > fura do programma
do ministerio actual ; que o -y.lema por ella seguido
nio he mais que urna excrescencia exagerada da polti-
ca do 2 de fevereiro.
Entretanto, Sr. presidente, se procuro apreciar a
1I11..1 ao poltica actual pelo lado, que se prende i si-
luacio dos negocios da protincia, eu ni > posso confnr
mar me com a ideia espendiia na casa, qued corno
dominante a polilica do grnde, unnime, immento
paitido nacional. Pens de modo diverso. Entendo,
que este partido nao governa, mas s gota e desfructa.
O partida nacional esta agarrado ao poder como a
Ostra ao casco do navio, sem todava entenderem na di
recejo do mesmo navio, (ipoiadoi, n-ad"i\) O
partido nacional, f.rlo de fangal e de comliates, a-
nitela o repouso e o santo ocio; deixa os principios,
entidades abstractas, immaleriaes, por nutras mais
reaes e palpaveiS : PRANQUKEAS PtlnVINCUBS LIBKIt-
liAUK in: VoTO. de que son..... estas COUSaS, Compara-
das com as posiedes odiciaeg ?!... Continuem ern vigor
quantas inlerpreUcoes do acto addicional quixeiem.
lodos os concellios de estado do mundo, todas as leis
de relonna, que o paitido nacional ludo tolera, com
tanto qua se ache domiciliado nos mais pingues em-
pregos do estado (potados ) Ora, Srs., conheco
lininens de mu'ta h nra, cujas faces enrubeceriio de
P'jo se se achassem em tio ignominiosa posicio. Co-
nhoco alguns do partido de 10 de junho, que repeliera
tanta ignominia e miseria. (Apoiad s) Honra seja fe-
taa humanidade anda ha nesle mundo quem tenha
pudor.
Antevendo as vantagens, que podia tirar da cobija
desmarca la dos homens de juuho. o governo deo-se
com elles maravilhosamente Nio tendo subido ao po-
der p los isforcos de um part lo, nio tinha ello nbn
-'cao de repartir empregos por estes ou por aquel les
dos seus alliadns; adoplou. pnis, como seus Hlhos i|uan-
111 se lie metiera 1 por liaixn dos ps. A uns rr.andou
iislriliuir os diplomas de depulados. a outros patentes
da guarda nacional, a 1 sumiros odelos de magistra
tura e de fa/enda ; mas muito positivamente rleclarou
que nao adoptara o programma poltico do 10 de ju-
nho. O governo deo as posijdes officiaes ao granue
parado nacional, para este o sustentar na lalla do a
poio dos homens, que nio querem a libkkd\oe sema
oruem, c cujos esforgos constantes sedirigem a obtera
..llianca d'esses dous nicos grandes elementos da gran-
de-a e prosperidade das naedes Houve, pois, um
verdadeiro contrato entie o poder e o grande partido
nacional; e nada ba ah mais ridiculo do que explicar
polos lacos da gralidioa allianQa do poder com os
hruiens de junho. A gralidio nio be, oom pode ser,
o resultado de um contrato oneroso,
Eu disse, que a poltica actual nio be a do 10 de ju-
nho. Para cunhecer o antagonismo profundo, que a-
separa, basta compara-las, enllocar urna em lente da
nutra. Ora, o programma poltico do 10 de junho nm
guem o desconbece; todose lrao ao claiio do incendio
quedevorouum dos mais bellos monumentos consagrados
aos usos da nossa industria, todos o virio publicad
Ifargrida enoostou a cabeca na man e rrflectio pro-
fundamente.
Eel-rei de Navarra? disan rila com intencl; v
nio me fallara niaia nelle. Mudando de relgo, ptrdrs-
lea en to o desrjo de entrar ao aeu servico?
Senhora, responden La Moleempallidecendo, ara-
bais do locar na venladeira rauaa da wiuha pariida......
S*i que rl-rri de Navarra curie grande perigm, que
lodo 11 eredito de V. inageaiade oorho |.nueri,i de Fran-
ja ebegara penea para milvar-lhe a cabrea,
Cuino lie, Sr. P |>er|(Uiitu Maigarida; que quereia
diter, e de que perigoa fallis vi?
Senil, ra, rrapouileo La M.le heailaiidn, unve-ar
ludo deale galiinerc.
He urdado, murniuroii Margarida enlre ai, ja M.
de Guise o"n batia dito.
l)epoi< iijunl'iu na vos alta :
E que tendea nuvido?
Primen menle o eoiiveraacao que V. inageslade
leve cala inauliaa com aeu irniAo.
Cura Francisco? disse Margarida lnrnando-ae ver-
inelha,
Can duque d'AlenCnn, aim, enlinrn ; alm (lis-
io, ilep.is da vnai.,1 partida, a de M."" Gilloiine i.om uia-
l.ini.i (le Salive.
E sbo eaaaa duna convrrta^ea.....
Mni, trabara, V-^aa "asiuoo vir pnr ana ves co-
oim vieran n ir. duque d'AleriCnu e niadani.i de Sauvc.
I'.lle fus c. niinunnar na aeua aegredoa. E en uto ili-su
mivi-loa ; cria indisrrcl....... e cu 11 nao ou..... nio o
devn..... aiil.relodo nao o quero acr.
A<> tom que La M"l emprrgou a pronunciar estas ul-
inns |i|.ivraa. iiltera(,ao da ana mi, no seu acanha-
inenio. Margarida foi illuniinada de una autiila reve-
lacio.
Ah! dimc ella, vos nimales drstr gabinete tildo
que se tem dito uaquella casuar at gura?
Sir, senhora.
o estrondo dos tiros fratricidas, disparados em Quelu,
Caethe Sabara Pois bem : quaei as condiedes. sem
as quaei julga elle impossivel a felicidade publica?
quaes os meios de governo. que eitaheleceo ? O mani-
fest da rehelliio tu lo explica e desenvlve de urna roa-
neira aalisactoria. Digo, que o manifest de Barba-
cena he o programma poltico do grande partido na-
cional, porque, sempre que se apontio as causas do
mal, segue-se, qu, arredadas ellas, apparece o bem.
Vejarnos, pois, quaes crio, segundo esse manifest,
as causas do mal da luacio poltica anterior ao 10 de
junho, e de um mal tio grave, lio intenso, que, para
11 oeutralisar, foi preciso recorrer a meios extremos,
lanrsr mi desarmas.
O manifest procura justificar esie meio extremo.
querendo provar, que a conslituico nio exista mus ;
que bavia si lo violada pela lei que reformoo e nao
tnterpretou o acto addicional; pela lei das reformas,
que acabou ehm a liberdade dos cidadios (note bem
V. Exc.), eom as suas garantas eonstitucionaes; que
confiou ludo a juixes commissarios do governo; anni-
quilou o jury ; raultiplicou as instancias, edestruio
inteiramente a independencia do poder judiciano. O
manifest tsmbem ustifeou a resistencia das bayonetas
com a creapiodo conceibo da estado, que escravisou a
cori e nstituio urna oligarebia ; le be que pode
haver oligarchia onde ba monarchia, sem que se irro-
gue a esta um dessr. Al a modificicio do regiment
da cmara lecaporaria nio escapou ao atilamento dos
que nesta provincia se collocrao frente do movi-
mento. A suspensio dis cmaras municipaes, que
com inerivel ousadia, haviio ameacado o throno, lam-
bem figurn em um dosartigos d'esse libello diflama
torio, que nio trabia conviccSes profundas, senlo o
desejo insaciavel de conquistar um poder, que nio que-
ra arrojar-se aos ps das farces!
Vejamos agota o que tem feto o gabinete de 2 de
fevereiio a bem do programma poltico do 10 de ju-
nho. A' accusai,ii, fe i la i interpretacio do acto addi-
cional, de haver violado constituido, restringindo
u franquezas prooinciaes, respondeo o ministerio ac-
tual com este aviso i cerca dos dous tercos do artigo
16 do acto addicional ; aviso que deo i attrikuicdes
das asseinblas provinciaes a inlelligencia mais restric-
tiva, que al o da do boje se tem dado a artigo algum
do acto addicional Pelo que respeita i conveniencia
de se reformar a lei de 3 de dezemhro de 1811. se-
gundo os motivos allegados no manifest, ah esta o
relalorio do Sr. Alves Hranco, em o anno paasado,
prupuiido modifcalo muilo poueo significativa, que
nio aliara o essencial da lei. E como se o governo j se
livesse arrependidode lio mesquinha concrasio, o ac-
tual Sr. ministro da justica declara muito francamen-
te, no seu relalorio desle anno, que a experien-
cia anda ido mostrara a necetsidade dt se modificar a
le dan tt/armas. Quanto is modificacSes do regi-
ment da cmara temporaria, he curioso de notar o
spplauu. que ellas leem inrrec do ao grande pa'tido
nacional'. A maiona nio as revuga, sendo que lll me
diua depende d'ella e s d'ella ; al vai adiante, pro-
cura na redacr;io dos pro|ectos de lei restringir linda
mais a hberdade das discussocs, reduzindo artigos a
paragraphoa, a lira dse disculirem englobadamente.
A lei do conuelho de estado nio soifreo anda a m-
nima alteracan. O governo tarnhem se incumbi dr
provar, pelo mesmo mudo, a aecusacio de inconsti-
tucionalidade. lancada contra u decreto de suspeniu
das cmaras municipaes. Ahi est esse aviso do Sr
Galvio : aviso nunca devidamente elogiado ; aviso,
que cliamsrei sublime, porque, amnistiando os verea
dores suspensos, reconbeceo que haviio procedido
com manifesia pretercio das altribuieSes do regimen-
t das cmaras. E oem por rsso o partido nacional dei
xa de propalar, que suas ideias sio as que dominio
Cuitado, ve-seohrigado a usar d'esse estratagema, a
liui de nao ser apupado pelas massas. Mas a illusin
nio pode durar sempre. Srs este facto do desampa -
ro completo da polilica de um partido, que chegou a
recorrrr is armas pan obler-lhn o triuinpbo, prova
n'elle um fundo de iinmoralidade, que avilta edera
da 01 mais nohres senlimentos do coracio humano
fallo do parlido e nio dos individuos. Se V. Exu. me
perrnitlir, icfenre a casa um laclo occorrido, ha pnuco,
em Fringa, e que pude ser presentado com mullo
proveilo, a fm de man resallar no escndalo o proco
dinn ntod'essa faccio, que uusa appellidar-su grande
parlido nacional!
Com o filo de derrotar o ministerio Guzot, reuni-
rio su os varios grupos, ern que se acha dividida a op
posicfio francesa. Ja o plano do oombate ealava traca-
do. e se reparliio os postos, quando Lamartine pegou
da penna, e luluunou, de toda a altura de seu genio,
essa allianca monstruosa de principios lio opposlos
Lamartine inuilrou, que a opponcio nio deviacon-
Irahirutna allianca, que a desbonrava, pois que l'ie
mpunlia a desercio dos proprios principios ; provoj
que o programma da levnlucio de julio, t I como a
conceba a oppmucio, nio podia ser rcahsado sincera-
mente com o apoio d'aquelles, que baviiu atenlio
SU'tentadu urna poltica opposla.
Estou, que, se fowe olTer. cido o poder a Berryer ou
Ets palavra furto aprnua suspiradas.
E quereia partir esta noilc, eala tnrde, para ni"
ouvirdes mnia?
Nrste uieanio instante, enhora, se approuver a V.
magettade prriuiltir-ine.
Pobre astenia) I dase Margarida raro particular
sencillo de inciga cuinpauan.
Admirado de !' branda reaprieta, quando a esperava
spera, La Mole rrgue tmido a en linfa, e scua olhua
encontrran-se com o de Marcando, e fioariu como
presos pur um pndr niagiirlico.
Vos rutan nio vo. cutis capas de guardar um c-
grcd.i, VI. de L-i Mole? (Iir br.-irdan.eiilf Margarida
pie. encostada sj respaldo Ha codeira ciu que ealava sen
da. nina ene..berta pela sombra dceap-aa tapcfiria,
gmava da ventura de Irr corr lilemente riaqui lia alma,
ieaudo ella mesiua uiiprnelravcl.
Senhora, di.se Li Molo, sou dr iniseravel nature-
ia ; descuiiflo de inini mesmo, e a ventura d'iuilreiu me
fat mol,
Ventura dequrm? diaio Margarida aorrindo-se ;
ali aim a ventura d'el-rei de Navarra. Pobre Hen-
r
Bnu vrdra quo e^o he feliz, senhora, acudi de
prouipi" La M<-lr.
Ft-lit?.....
Sin, pnia que V. tnagestade o lastima.
-=
a OJillon-narrot, (im de eolloearem seus amigle
rorreligionarioi em lodii ai poiicdes olTiciaei. inser-
tando o paii noientido de seas inleresses, com lauto
que adoptassem urna linhi de proceder contraria s
suas convicedes. continuassem poltica actualmente
dominante em Franca; estou, que elles se eonservarrio
firmes nos seus postos. e nio aceitsrrio a deshonra,
emhora ataviada com todas as magnificencias do poder.
Entre no.o partiro nacional procede de modo con-
trario; rebaixa-sea ser instrumento de nmi poltica,
le nio he a sua, com tanto que gore das vantageni
do poder 1 A razio da diflerenca consiste, em que nos
partidos de Franca existem eunviccSes profundas, co-
mo entre nos no partido ordeir, em quanto que para
n grande partido nacional ludo serve, todsi ai polili-
ticas sio boai, logo que conduzio an poder ; e eaa-
quanlomais depressa. melhor. (potados)
Se por um lado deploro cordialmente a deshonra de
um partido poltico, deshonra, quo cada da sa torna
mais patente, porque be mo de ver o quadro de-
gradado moral, embora nelle figorem oa nosios ad-
versarios ; por outro lado, como que levado por um
sentimenlo de egosmo, me regosijo do aspecto, quea-
presenta esse partido. E eu me regosijo. porque ie
venficio toda ii previsOei dos bomens di ordein, a
reapeito dai propeocSes dos nossos adversarios Com
effeito. Srs., a questlo, que se ventiloo em Sorocaba e
Santa Luria, nio foi urna questio de LIBBRD&DB. mas
de poder. ( 4#miIoi opoodos) Era o poder e s o po-
der, que preteodiio 01 homens de junho I (Aooiados)
Se Isncrio mi das irmai, nio foi porqu vissem 11
liberdides publicas em perigo, que o nio eslavio; mas
porque juigavio que era esse o meio mais asado de
conseguirem aeui fin. E prova ahi esta patente : a-
penas de pose dos empregos pblicos, cessou todi a
questio de liberdide ; gozan dn vanlagens do poder,
e as leis, que viol> vio a constituieln, mudarlo de oatu-
reza, i ai nio vioiio Ora, foi isso 6 que sempre
dissemos; he iiso oque boje le verifica. (Apoiados)
Daos louvado nunca mentimos 10 paiz no juio, que
enunciamos dol noss 1 adversarios.
Sr. presidente, eoncluo votando eontra o req'ueri-
mentoem drscussio ; o queeontinuarei a (azi r a rea-
peito de quautus tiverem por fm pedir esclarecimentos
i vice-pre-idencia, em quanto ella nio mudar de sys-
tem em un relirdes rom esta aisembla.
N. 2. No eaio de paisir o requerimento. ae-
cresceote se -quaes aiprovidenciasdadas prlo gnvrino a
resperto. Sala dai essdes, 17 de merco de 1845 **
Firmino. *
Apoiado e em diicussio.
O Sr. presidente declara, que a hora dos requeri-
mentos esli psssmla.
Vrm mesa o aeguinte requerimento :
N. 3. Rrqueiro, que cuntinue, com dispensa
da hora, a dtscus'io do requnruuento Sala da sessOes,
17 de marco de 18*5 Crus M.ckodo.
Apoiado, e posto em discuisio. loi approvado.
OSr prndente: Contina a discusalo do re-
querin.enlo.
O O Sr. Miranda pronuncia-ie contra o requeri-
mento.
OSr Nagutira Penido :Tenbo de volar pelo re-
querimento ; e por isso palio a expeoder ai razdes, por
que o f-so. O oobre deputado, que contesta o reque-
rimento du que receia, que o Sr vire presidente
nio nos d urna reiposta satisfactoria ; maa, romo
eu ulgn. que a assembla provincial rumpre oieu de-
ver fazendo chegar ao conhecimrito de S. Exc. a exis-
tencia do laclo que faz o objectu do requerimento. que
e discute, be por so, que voto pelo requeiimcnto,
emhora S. Exe nenhuma resposti mu d; voto pelo re-
querimento, principalmente por estar convencido, que
a existencia d'i lie facto, e a repetido de tantos nutros
seinellianles, sio consequencia necessaiias da impo-
nidade Talvez que nos, fazendo ebegar notsaa vozes
ao couheciment do governo provincial, este advirta s
aolon lades subalterna! para icrem mais solicitas no
cumprmento de seus deveres, mesmo maode respon-
sablisar as que forem omissaa : quando nenhuma outra
utilidade resulto da adopcao do requerimento, ao me-
nos a provincia ricura certa, que oio sumos in 1 A-
renles aos males, que a oppnmem, e que altamente re-
provamos actos lio desregrados e irnmoraei.
Mal, Sr. presidente, nio a Irnira, que as comarcas
mais distantes da capital le co..>mellio lacios tiei, quan-
do mesmo nesti comarca elles se commellem : na Pie-
dado da Paropeba foi em l8*it astassinado o subdele-
gado Maya ; oaseus assassinus foiio procesados e pro-
nunciados, e entretanto passeavio livremente no dii-
triclo di culpa, no districto mediato dr S. Joi da Pa-
iaupeba ; at que. em novembro de i8<3. reuoindo-
se o jury do Bomhm, esle roi se ipresentario em nu-
mero de tres, a (im de defenderem-ie : entrarlo para
a prisio da referida villa doui d'estes, contra os quaei
s havia indicios ; lurlo julgados e absolvidol ; mas o
erceiro, que contra este havra 00 proceiso prova sul-
flenle para a condemnsco. e os seus protectores nio
adiando os jurados do liouilim dispostos a trabirem sus
consciencia, e a violarern o seu Murado juramento, en-
tenderlo que a melhor defeai du reo era s fuga ; o que
rique!
Margarita uiaclmcava o bulso, e deafva-lhe oa lor-
ara d'nuro.
Do aorle que reonaaia ver cl-rci de Navarra? (liase
ella; est determinado, decidido no v......espirito?
Receio importunar aS. magcslede nnatc inniuento.
Maa 11 duque il'Aleiic.......M*u irmao?
__ Oh! Senhora, bradoo L M-lr>, Sr. duque H'A-
Irneon, nio, alo. nimia menos o Sr. duque d'.UenC"U
do que cl-rei de Navarra,
Pori|ue?..... (lerguulnu M.irgarida abalada a piu-
lo de Ibe iremrr a os
Pori|HC siipp-std ano ja muilo nin hilguenole pa-
ra servidor bem devolado de el-aei de Naarra. 11*0 sou
anda assaz bem calliolieo para amigo de M. d'AleiiCon
e de M. dr Goise.
Beata vea foi Margarida que abeivu olha, e anillo
vibrar-llie o golpe 110 man profundo i'" turnea : ella
lian poderia dizer se as palavras de La Mul lliaerlu li-
aunguirus ou doluroaai.
Nesso momento entruii Gillonne. Margarida interro-
g.u-a por un volver il'idlios. A resi.....a de Gllmiaa.
|>r|o inramo nrgao, fcl uffirmalitai. H>ii Coli.egUlOO
faicr chegar a chave el-rei de Navarra.
(CesUiHuor-ae-).


-W
*-
fisrio. lureando a fraca prisS do Bomfin: o roo era-
ilio-in. e, segundo conste, passeis publicamente peloi
referidos dislri los la Piedade e S. Jos ; e Uto (ara
tem er escandalosamente protegido pelas autoridades
(erritoriaes d'quelles, que m animio os m lindos a eada vea toroarem-se mais
ousadosa eo'nmetterem aseasainios, e o que fazem sein
nenbuma difliculdade, porque nem au menos 6e vem
nbrigados a mudar de domicilio : o que lem resultado
d'esta escaodaloaa proteccao he, que, habein pouco, oi
espetado oes.-subdelegado Joaquim Marques, que foi
I roeesaaote do assau'oato de Maya, o derio Ihe um ti
ro : posto nao morrease, todava fieou bein maltratado
e (altea ven'ia a moirer dos iuc.>mmodus,que soflre, oc-
cationadoe pelo tiro, que Ihe derio: e entretanto, nem
ao meos consta, que se dessem as necestariat providen-
cias para aerein processados taea aisassinos; e ha bastan-
tes indicios, que o autores d'esta segundo atlenltdo
(orino* m'linos, que assassinitio o subdelegado Maya.
(guando eu eiercia aa funcee* de juiz de direito in-
terioo d'esta comarca, em 18>3, dei parle ao cliefe de
polica da fuga do reo assassino de Maya, e pedi-lbe
providencias para a captura do mesmo: algumas provi-
dencias sei, que te derio ; ao depon, passando a ser-
vir o Sr. Antonio da Costa Pinto nio sei o que bouve
mais a respailo. Ora, 10 isto acontece mesmo naco-
marca da capital, aonde a accio do govemo deve ser
maia enrgica e at antea parece, que os malvados
lombao das autoridades, e faiein garbo de seus allanta-
dos ; nio he de admirar, que em outraa cu mi reas mais
lonitinquas ae commettio assaasinios e crimes horroro-
sos. Quando atiendo ao que acontece o'esta comarca,
julgo que o requerimento em discusiio nenbuma utih
dade pre-tar. e que sera improficuo ; mas todava, co
mo disse, vol por elle.
Nio posa 1 deixar de alauma man oir de defen ler ao
Sr (ire-preaideole de algumas incrcpatei, que se Ibe
leem feilo. Eu coobe(o a S. Etc., lomos conletnpoia-
neoa em S. Paulo ; seus senlim nio* alo mullo nolirea
e muilo consliiucionaes, para que >. Esc. menopre/.e
a esta ssseml.la. negando-loe os esclarecimentoe, que
ella eligir da vico presidencia, ou mesmo de proposito
os demore: necitstrio sena, que S Esc. nio losse do-
lido de lentjmentos consiitucionaas ; he m-cessano at
lendermcf. que 5. Esc ha de ler arbado iimnensos em-
bararo* para dar espedirme aoa Itabalhni da serretaria,
poique c Mmente bavia de ar.har ludo em grande aira
so, porque o seu antecessor, o Sr. Joio Paulo do* San-
tos Uerrelo, ludodeaprez u, eso ruidou deeleicdeso
demi*des : por tanto, atrasando todos os trabalbut do
espediente, deixou muilo a fazer: assim. deve-seat
tender estas circunstancias, ea ellas altrihuir-se al-
guma demora em aalislaier as exigencias d'esla caa.
O nobre orador faz anda algumas refluidas a e-ie res-
peito, e passando a tratar do requeninenio, entre ou
Ira ubservacoes que fe', disseque era de grande van
tagem.que na comarca da capital bouvesse dous juies de
direito; porque o juis de direito da capital accumula at-
Irihuird s, que os juizes de direito de outrss comarcas
nio acrumulio ; por quanto, accumulanoo o juu de
direito da capital as atlribuicoes de jui/ de direito dos
feito* da fatenda nacional, nao pode correr acom rea,
e demorar se nos municipios da mesma o lempo sufi-
cirnle para fazer as precisas conenS s, reformar abu-
sos, conbecer s auUind .Jes prevaricadoras, responsa-
hilisa-laa, e adverlii aa que alo onusta no cumprimen-
lo de S'-u* devores; porque, a lser isto, e a demorar-se
nn municipios, que lormio a comarca o lempo preciso
para as corren oes, os Iritos da fazenda nacional (icar o
alrasadissimoa curn o que a lazenda nacional muilo
sofliena.
Disse mais o nobre orador que < sli muito con-
vencido, que as correicoes nos IraraO multa utilida e lalve a impunidade se lome mais rara Voto poi
tanto pelo re luenmento ; porque eitou convencido
que, quando a secretaria esliver mais desonerada de
trabalnos, te hio de mandar essembla com toda a
brevidade os esclaiecimentos, que ella exigir do govor
no provincial: s<, que S. Esc. be dotado de sentimen-
tosnobres, que be apoisonado do syslema representa
tivo, eque ba de laxerum goserno digno de um oda-
dio nuni-110 Voto pelo requerimento, porque assim
fazemot conhecrr piovmcia, que a asiembla repro-
va os assassinalo*, eque resente-seda impunidade, que
desgraciadamente reina em nosso pas
(J Sr. frelai : Si. presidente.' Muito hesitei
em pedir a palavta para manifestar minha opiniao ;
eslava com mrdo : e nem se diga qu nio tii.be razio.
Mas, depois que ouvi a meut nobres collegas, creei um
pouco de alent, e resolvi-me a fallar. Voto contra
o lequerimento, pe s razoea espendidas, e por un*
muito pi derosa ; be o med Mein se diga que
elle be infundado ; porque, Sis., quando eu tejo re-
lerirem se nesta cata (autos, como o que fui praticado
contra o nosso collega, o Sr. Joaquim Benlo, na villa
da Conceicio ; e vejo a impunidade al o presente d'es-
te atlenlado. e que nenbuma providencia se lem dado
para ser punido, nio doto ler iiiedo ? .. .. Quando
tejo os critnes assim impunes, receio muilo tomar um
parte 11 ais activa as nossas discustdes polticas, fie
nirsmo desalentado. He por isto, e pelo medo, eu o
confesso. Vejo tambem um nobre deputado. ju de
direilo, demillido de suas attribuhoe* perseguid', e
lancado em urna iiiasmorra. deixando-selbe apenas
urna fresla para respirar, sollrtodo lo ios osvexames;
e porque, Sr T Por elle ler cumprido seus deveres.
( Apoiadot ) Quando vejo isto nio devo recui r
diatite dos meus deteies ?.... Sou muito fraco e me-
droso: quando vejo a noticia de que fra essm.sin.idu
oSi.doutor Pauiu|i, que era um |oven muito amatel
por auas encllenles qualidades, e de grandes esperan
cas, e que dignamente perlenci ao lado, que se apre
s> nlnu em campo sustentando o Ihrono, a constitu
ci, e aa lea contra aquellet quo nesejavio calcar
essas mesma* nsliluielJes e lea; o Sr. Paiitoja, que
era ocollaborador de un peridico defensor da ordem.
sendo nquelle, a qurm fui prohibido por um delegado
fa?er nunio em sua casa e de seus amigos; quando
vi jo e.las cousaa, nao devo ler medo de lomar parte ac
(iva r.as nosaas diacussoet i* Mas entretanto, ( con
emphaie ) quaesquer que teji aaconsequencias. n'es-
le 11.omento me sinto animado, emendo que devo vo-
tar pelo requerimento, que devo deixar de parte os
mrua recejos, e resignar -me a qualquer surte, queme
espete : animei-me momentneamente, vol pe. re
quetimento! ...
[Continuarii-ha.)
COMMERCIO
Al fndela.
RsWDiHEtrro 00 ou 19................0:150j78
DunarregaO hoje 20.
Sumaca Sinla-A nna mercaduras.
HjrcaIrlo carvio.
RrigueO.Ierro.
Brigue.^ da canos de ferro.
Consulado.
BUiDiunrro oo da 18.
Geral ..........................
Provincial.......................
Diversas provincial.................
2:887*869
1:510**80
4*025
4:4437t
Al o v menlo to Porto.
..Vaco 1 enlradoi no dia 19.
Val Parai'O ; 65 das, galera americana Sopkia, de
632 toneladas, cepilio Alien Knowles, equipagem
20, carga eobre, couios e salitre ; ao capillo. Ar-
ribou a este porto, por lalta de mantimentos, e segu
para Bston
S. Matheu* ; 15 dias, biate bra>ilero Fldr~do-Recife,
de 3 I toneladas, capillo Jeronymo JotTelles, equi
pagem 6, carga (arinha; a Luiz Borges de Siqueira.
Babia; 9 das, sumaca brasileira Sunla-sfnna. de 82
toneladas capilio Joio de Dos, equipagem 7. car-
ga vares generoa ; a Novaes & Campanilla. Passa-
geiros, Antonio CIudino AlvesGomes,Icsrdo Ma-
oial Azamor. Poilugu xes
Caravelas ; 18 dias, sumaca brasilrira Ligarlo, de 50
toneladas, capitio Jo Rodrigues de Carvalho. e-
quipagem 8, carga larioha ; a Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva.
Rio-de-Janeiro; 30dis, patacho lirasileiro Fmus, de
221 tonelada*, capilio Joaquim Soaret Murim, equi-
pagem 13. carga variosg- eros ; a ordem Passa-
geiros. para a ilha de Fernando, o Exm bri^aJeiro
Francisco Sergio de ONveira, com sua senhora oca
pillo Antonio Jos Pereira Miia, capillo Fraocisco
de Albuquerque I Inlio, Joio Lopes Machado, lia-
sileiros; lil, J. Vieira. Porluuuet.
Navio* sakidm no mamo dia.
Rio Grande do Sul pelo Rio de J-neiro; patacho hra
sileiro ///cidoda. capillo Marcolmn Francisco Koa,
carga assucar e sola. Passegeiru, Jos Francisco .Mar-
tin* de Almeida, e II esiravos a entr gar
Cear ; sumaca brasileira Carlota, capillo Jos Gon-
(alvs Lima, carga larinha.
Boston ; galera americana Sophia. capilio Alien
Kn wles. carga mesma, quelmuxe.
Rio-de-Janeiro ; barca americana <>ft, capitio He-
rim Gray. carga li*rlho.____________________^^^
O palaibo Venut lira a mola para a Baha no dia
22 do correte.
O patacho llelteza do Sul tira a mala para o Rio-
Ga .nde-do-Sul com escala pelo Rio-de Janeiro no
lia 22 do cor rente.
COMPANim DO BKBIBIDB.
Em esnsequencia de continuar o inromni'id >, que
lem privado o cni da companhia de vil ao .en escri 1-
loiio, e de rerel r as entradas de alguns accionistas,
que as Inrio pigr fica espacado por mas um mex
(al20 de Janeiro p. Iulu*ro)o racolhimentodis presla
tOes em atraso Escripti rio da companhia do liebiri-
be, 17 de desembro de 18-f 5. O secretario,
f. J Fetnoerfes Barros.
Editaos.
Olllm. Sr inspector das tandas provinciaes man-
da laer publico, que, estando quasi concluidas a casa
e barreira da pon- pensil do Cachano! continuar
no dia 22 do corrente a arrematadlo da laxa da 01I.1
barreira conforme a ordom da presidencia da provin
cia, de 27 de junho ultimo, pelo preeo annual de
dous conlo* de res por lempo de 9 mezes, a contar d
I," de Janeiro ao ultimu de selembro do anno proii
mo luturo Os li-itantes. devidamente habilitados, com-
pareci na sala das se-ses da mesma Ibesoutaria no
dia indicado, ao meio da.
Secretaria da Ibeaouraria das rendas provincia- s de
Pe nambuco, 10 de derembro de 18io.
O secretario,
I.uit da Coila Poriocarreiro.
- O Illm. Sr inspector da Ihesou'aria das rendas
provinciaes manda la/er publico que, em viilade da
ordem do Exm. Sr presidente da provincia, de 17 do
corrente irio pela terceira vez i praca, para terem
ai rematadas a quem por menos (ser, as obras das c-
llelas da cidade de Goianna, e da villa do Hre|'>, as des-
la oreada* em 6:4i8*337 rea, e as d'aquella em
7:903*392 r*.
Os lidiantes, devidamente habilitados, deverid com-
parecer na sala das sc/soes da thesouraria no da 9 de
Janeiro prximo futuro ao meio da.
Secretaria da thesouraria das rendas provincia"s de
Pemambuco 18 de dezembro de 1845.
O secretario ,
I.uit da Coila Porlorarrtiro.
l)et larages.
AVISO IMPnrTvNTK AOS CoLLECTADOS.
O administrador da meta da recebedoria das rendas
goraes internas, temi pr muitas veies (nnunriado
pelos Diario, convidando sos rollectadiis do baiiro do
Recile, Santo Antonio. Boa-Vista, e A fugados para
virem pagar a l-xa de escravos, impo-to do banco,
seges e carrinhos, deeinia de mo mora, ninKU m
tem rnmparecid" para pagar, reullando detta omissio
despeiss e incommodo para o* collectados; e por itsn
pela ultima vex annucia,convidando a todos para virem
pagar, pena de se proceder a ejecutivo em Janeiro
prximo vindouro: e para que rhegue a not ria a todos,
(ac o presente annuncio. Recebedona, 15 de de-
xembro de 1815.
Francisco Xatitr Caralranli de .ilbuqutrqut
Oescrivio e administrador da mrsa de rendas in-
ternas provinciaes deta cidade avisa i todos os pmpri
lariot de prediuturbanosda misma cidade enovuaclo dos
Afogados, que do da 1.' do corrente mes se princi-
piarlo acontar os Irinta dias marcados por lei para o pa-
gamento, a bocea dj cofre, da decima do 1." semestre do
corrente anno financeito de 1845 a 1846. Adverla,
mais que nio deixem para os ltimos dia* o pagamento,
i* que sio obrigados, pois que se torna impostitel dar ex
pediente a todos os devedures, que concorrerem s pa
gar a decima ; tornndose por conseguiole tuhjritos a
pagar a multa de 3 p. c. aquellrs. que deixatem de*
pagar. Meta de rendas interna* provinciaes. 17 de de
lembro de 1845. O es>nio e adminUtiailor,
ti1* Fraicnco di Mello t'aro/caali.
0 bruue rVli.na lira a mala para o Rio-Giaode-
do-Sul, boje, 20 do correte.
Avisos marilimos.
0 hem eonhecido brigue Bom JeS'/t. capillo Pe-
dro Jos de Sales, deve largar para o Rio-de Janei-
ro no dia 21 do presrnle met: as posos*, que quize-
rem carregar escravos ou ir de passagem, dinjio-se a
Gaudino Agoslinbo de Barros, pracioba do Corpo-
Santo, n. 66.
Para o Ass, oestes 4 dias, o brigue nacional J-
piter recebe carga a frete : a tratar na ruadaCadeia-
Velba, n 33.
- O patacho Sympathia deve largar para oRio-
Grande-do-Sul no domingo, 21 do conente; pode
ainda receber alguma carga miuda, assim como escra
vos a frete: a quem convier dirija-tea Gaudino Agos-
tiuliod'' Barros, praemhado Corpo-^anto, n. 06.
Para o Riu-de-Janeiro segu em poucos dias o
patacho Belleza io-Sul, p>' e tambem lem bons commodos para passageiros : quem
pretender, podo tratar com o capilio, ou com Amo-
rim Innios, na ruadaCadein, n. 45.
a= Para o Rio-Grande-do-Sul segu, breve, o bri-
Kue Victoria. ca| iiio Bento Jos de Almeida ; lem
bons commodos para passageiros e escravos a frete :
o pretendentes podem convencionar com Amoriin Ir-
inios na ra da Caaeia n. 4u.
= Para a R bia seguir, em poucos dias o patacho
Pemi: quem no mesmo quizer carregar, pode en-
tender-so com os consignatarios Amonio Ir i-os na
ra da Cadeia n 45
Le I a o
L, G. Fereira & C laiio, leilio, por cunta o us
co de quem peitenrer, e por inteivenco 00 coiretoi
Oliveira, de pnrcao de larioha de trigo e bnUxinba a-
variada, chegada prximamente pela barra Globe : ler
ca leira, 23 do coriente, as ll horas da inanbaa a*
ponto, no eu arnia-en-, li. rrn de Manuel (nnQalies.
ILJ-.JJ_J_*aa*Jgg-BS--------I. SBgaBgWVVgBa
.visos ti i versos.
O LIDADOR
O n.75 achar se-ha a venda a* 3 hora* da larde, na
praca da Independencia, livrana n. 6 e 8.
RAP DE GASSE.
lie ebegado a e-te depo.iln. ra ua Cruz, 11 38, as
i|u .|idai meio grosso, il to groa.o e principe o mais fresco e su-
perior, que he po snel er.
.Na ra da Praia do C Ideireiro ha para alugar
du*S casas terreas : 1 tratar com o seu proprietaiio ,
Francisco d-A morim Lima morador na ruada Glo
11 da lio .-vista n. 7.
Cjualquer Si sacerdote que queira dizer mis-
xa no da de Natal e em todos os dios santos de frsla ,
l Anno Bom pi la esmola de 10*? r. cada urna, no
engenho Tab', distante de Goianna 3 legu s dili
ja-se a ius do Colbgio n. 8, primeiro andar, ou
ra da Cadeia-Velba, sobrado de Joaquim Jos de
Mello.
Aluga-se nos Arrumbados um sobrado com
bom quintal por anno ou pola fetta : a tratar na
ra Jo Sebo n. 48.
Aluga se urna casa meia-agoa com 2 quartos ,
e urna sala no lunar dos afogados, por 1G00 is
mensaes: a Iraiar na ra do LJu< imado n. .">7.
Jos Leonaido embarca para o Rio-do-Janeiro o
seu escravo Benedicto oflicial de sapateiro o a su.<
escrava Ignacia, crioulo9.
1). l/.abel Mara Theodora far public->, que nin-
guem laca negocio com seu ruano, Joaquim Tbeodoro
Alves, relativo a um moleque de nome Manoel, escia
vo da mesma lenbora ; pois ja t m rb>'g*dj a poni de
procurar comprador para o niutmo moleque s-in que
a dita senbora Ihe dsse ordem alguma : e para nio lia-
ver duvina a lod.i o ti'mpo lax o presente annuncio.
A pessoa, que nnunciou precisar do 400jf rs. ,
com hjpolheca em urna casa annuncietua morada.
= A|uga-se um sobrado de um andar, com bons
rommoilos. silo na Boa-Vista na Iravessa .lo Veres :
a tratar na mesma Iravessa, sobrado n. 15 dasduas
as 5 horas da tarde.
Fira trans, rida para 0 dia 23 do corrente a
reuniio da irmandade ila Comeirio dos militares, nio
pudendo ler lugar no da 22 por causa da lotrria.
= A quem convier plantar liortalica a meias, dan-
do se, alm do Irrieno, um quarlo pare mor.dia, e o
estere" que lor preciso rujo terreno be muito (ertil de
gna doce poi ser no lugar oo Arronzados, dirija t<
a tua d Sebo n. 50. para t atar e ir vet 0 t rreno.
Lina p ssoa que entende de esetipturacio .
e oderere para escrever particularmente em qualquer
casa de negocii. para o que tem suDrivel Irltra :
juein de seu prestiino so qui.er ulilitar dirija-te a
ra dol'aldeireiro. sobrado, n 12.
__ Precisa-se de um padeiro para fura desta praca
|0 legoas ; na tua estreila do Kozario, venda 11. 8
= A en' ora Bernardina de Sena Faria tem urna
carta de seu marido Joio Jos de Folia, na praca da
Boa-Vista o. 7.
O abano sssgnadofai publico aos seus credores,
que no dia 19 do conente disflveo a sociedad, que
linha na vend< sita n ra da Florentina com teu ocio Antonio da Losta Oas tirando o aballo as-ig
nado obrigad a pagar aos diloS Snrs. credores pela
lransc\6;s Icitat al este dia. Manuel Jote Ca-
nairo.
Casa da Fe9.
RA ESTREITA DO ROZVBIO. N.43.
Tend de correr a lotera do Ibealro no dia 22 do
eorrenle fiquem ou nio lulbetes na cala da Fe ain-
da existem algumas cautelas para se venderem.
AlugJ-se urna casa n pnvoae.io do Xlnnteiro a
lerceirada correira que foi do fallecido D. R. do
Pass > com duas boas salas, 3 quarlos grandes, COil-
nha fra estribaiia para dona c vatios e portlo para
o banbo por prevo muito commodo ; na ra da Ale-
gra, n. 36.
Aluitio-se Irez catas terreas no bairro da Boa-
Vista sendo duas na ra da Alegra e outra na tua
da Gloria, todas com muito bons commodos, e po'
preooj mdicos: a tratar no largo do Terco o. 12.
Aluga-se o sobrado n. 4. sito no largo do Hoa-
pital do Paraso; todoou separado: a tratar na na
do Crrs o luja de Santos Neves ou no largo do
Carmo n. 5.
Precisa-so aluzar um prelo ; na cocheira da roa
Nova casa novado Sr. Bento da Silva Magalbies.
THEATR0.
I>ao Coi possivel f.izer andar
lioiatcfia as rodas desta lote-
ra, porque exisliao anda por
vender *l:'M\l\ jiHW ris em bi-
llietts; mas o Ihesoureiro,
empenhado em realisaro dalo
andamento antes de Cesta, pa-
ra que as pessoas felicitadas
com os premios grandes os
possao gozar nos dias santos,
declara que no dia segunda-
Ceia, Valido corrente, correro
as rodas da lotera, se ja qual
foro numero de bilhetes, que
fquem por vender. Esteses-
la rao venda ale o dia domin-
go 421, visto que no da. imme-
dia lo as rodas de em come-
car o seu gyio as 8 horas em
ponto, co.'isO determina o no-
vo regula ment.
Mrs Tempete, alfaiate francas, & C., rus Nova,
n 4, teem a honra de participar a seus (reguezes, que
e les cabao de receber p los ltimos navios, agora che-
gados da Franca, um muilo born, linda e rico sorli-
iio nto de fazendss novas e do ultimo gosto, tanto para
coletea com para calsas, casacis e sobre casaoas :
' ni i .e ni na mesma casa si'mpri achaiid um grande
Mirlinienlo de roupa feti no ultimo gosto, como casa-
cas e sobre-casacas de pnino fino e de merino, coletea
le silim. de veljdo n do seda, caifas de panno, de ca-
sirnra, de brnn, charnbru de setim, de seda o de cbi-
ia, jaqu- las de briui. de riscado, etc. ele Coilas a-
qu^llas obras si da ultima moda e por presos com-
modos.
Roga se n pessoa, qur em MaceirS recebeo urna
caita para Joio Jos de Lina, o favor de a entregar na
liraca ao Cnrnme-rio.n 6, ou de annunciar sua morada.
Manoel de Souza Braga retira-se para o Rio-de-
Janeiro.
Alngi-se um prelo muilo fiel, pro-
pt o para .srvenle de alguma cisa de pas-
to, o qual lanibem enteiuie alguma cousa
de cozinlia : trala-se nesla typographia.
= Aluga-se o primeiro andar da cata da ra do
Ouiimid ., n. 14, com bastantes commndos, pintado ,
ha pouco lempo, por preso mais em conta do que se
lem alugado: a tratar no se.undo andar da ineima casa.
PieriS'-se alogar urna escrava ou escravo para o
servi o de casa de pouca familia ; na ra do Quejan-
do n 14, segundo andar.
= Aluga-se a Inja do sobrado da ra do Queimado,
o. 14, por preco comnoJo : a tratar no segundo an-
dar do mesmo sobrado.
Na ra do Pilar em Fra-de-Portas, n. 122, pre-
cisa-se de um pequeo para caixeiro, edeumpreto
para o -ei vico de casa al o meio da.
CJuem tiver para vender um moleque de 14 a
20 annot, tem defeilot, e com boa (gura, para encom-
nenda do Rio G>ande-do-Sul, diri|a-ae a ra da
Mu ia, n. -'.'i. no Forte.do-Matto.
Aluua-seuma rasa terrea no sitio do Cordei-
ro a margeni do rio Capibanbe acabada de novo ,
por preco commodo : a tratar com Gabriel Antonio,
no paleo do Carino, n. 17.
Aloga-se urna canoa grande com canoeiro forro ,
muito (el. para conduzir trastes, ou outros quaesquer
ob|ei toa por este lempo de (esta : a tratar na Iraves-
sa do Queiinado, venda, n. 3
Da se dinbeiro a premio mesmo em pequeas
quanlias com penbures de ouro e prata ; oas Cinco-
Puntas, n. 134.
= Alogio-se duas catas terreas ni. 3 e 9 da
ra ds Florentina deronte do Ihealro noto: a tratar
na ra da Cadeia do Recife, n. 40.
Jos Mana de (Jarros Itarreto embarca pira o Rio-
de-Janeiro a sus escrava Izabel. crioula.
s Aluga se. por anno urna boa easa larrea no
principio da estrada dos Aflictos junto ao sitio da
Senbora D. L*unanna ; a qual tem grande quintal,
com latadas de parreiras, maracujaes e di fie reo tes Iru-
leiras com agoa de beber a melbor que te tem visto ;
aluga-se por pieco rommodo obrigando se o mora-
dor,na tua sabida.a enlrega-la com at bemfeiloras.com
que a recebeo ; e lamben ae vende : a tratar na roa
da Cadeia do Recife o. 25.


4.
Domingo, ai do corrente, he o dia
da festa de Nossa Senhora da Soledade,
do buirro da Boa-Vista, c ha inissa nova.
Furtarau no dia 18 do corrale de um ea-
noi grande una (techa com argnla battant* gatta ,
junio com urna corrale ; e a dia 15 do correte lur-
trio outra la locha e corrate, tuJo noto : previae-
ie ros Srs lerreiros ou dunos de canoa, a quero fo-
rera ofiereoidas, ce prenderen) o ladros pora ga
rantia de auit canoas ; pos queso do anounciante te
lem furlado 6 lateen** com at correte* e de outros
muitos; e pela* in(ormc.ei consta ser uma iuci.de
3 ladrOes sendo um delles quasi negro: promet" e
gratificar generosamente a quem descubrir algum des-
tes iedrde* no principio do Alerro-dof-Afogados ,
n. 31.
Aluga-se urna boa casa na Passagem-ds-Msgda-
lena com muilos commodm cozmha fura ealri-
baria quintal murado e perto do baobo : a tratar na
ra da Ou/ n. 5.
= O abano assignado venderlo a su venda lita na
roa da Madre-de-I) s o 5, oa Srs. Antonio Joa-
qun* Vidal e Francisco AI vea Pinti, finando osles
Su. obrigadnsao activo e passivo Recife 15 de de-
zembro de 1845 Joaquim deOHvtira & C.
O ab-.no as*igna>;os comprro so* Sor*. Toa
quim de Olivotra O.uipaiihi a sua venda tila na ra
da Madre-de-Deos n. 5. O meamos ficSo ohriga-
do* a pagar o debito da mesma casa encarre-
gados do receuer tudas at dividas tendentes ao mesmo
estabelecimento : por isso os recibidos s serio validos
pastado* da dala de boje em vaote pelo* abaiio assigna-
dos, ou por pessoas por ellet encarroada ; llcando a
casa girando de baisu da firma de Pinlo & Vidal.
Recile, 15 de de/embro de 1815. Franciic Alvtt
Pinto. Antonio Joaquim Vidal.
Precisa-so de um caneiro que tanba bastante
pratica de v.-oJa eque queira lomar uma por balan-
yo, dando fiador a sua conducta ese Iba dar bom
ordenado; no Corredor-do Bispo, padaria, n 8.
= Na loja de Manoel Gomes Viegas ni ra do
C'retpo eiistein cartas para os Srs. major Jote Car-
los Tciieira o I.lurentmo Antunio Pereira de Carvu-
Ibo : queiriooi mesrnos Srs. as mandar buscar.
= Perdero-se no dia 17 do corrente duas cha-
ves : quem as acbou ou dellas suuber annuncie, ou
leve as a ra da Cadea do Recile loja de Jos (lo-
mes Leal.
O solicitador de capellas e residuos e dosjuies
de p'imeira instancia abano assigaado mora na ra
da* Larangeiras, sobrado do um andar n. 2 onde
est prompto a exercern seu ulTicio com 7elo e proinp-
tidao. Francisco Caetano l'treira Guimaitei.
- Na luja que loi do Sr. Joto Pedro do Reg ,
precisa-se de uro pequ no para a mesma, que saiba es-
crover sollrivel, e enlenda de lazendas.
= Precisa-ie de um bom ofTicial de charuteiro ;
na ra do Collegio n. 15.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 5o da ra
da Crui: a tratar na mesma casa.
Aluga-se o sobrado de um andar com boos
commoios na ra da Calcada antigamenle Manoel
Coco), n.12: a tratar na ruj do Trapiche, n. 34,
segundo aodar.
Aluga-se, pela festa a casa lerrea da ra do Jo-
go-da-lilo, emUlinda, pintada e caiada de novo; a
tratar no Recie, ra de Apollo com Joau Esleves da
Silva.
= Mugase, ou vende-se uma canoa de familia,
a villa : na ra da Concordia venda de Francisco
Pereira da Silva Santos.
= Alugo-te : o arrnazem do largo da Assembloa ,
n. 9 a casa lerrea da ra de S. Jos, n. 14 e o pri-
meiro andar do sobrado da ra ilSonzalla-Nova. n. 11:
a tratar na ra do Viganu, n. 19, comTbomaz d'Aqui-
no Fonseca Jnior,
= Aluga-se uma boa casa em Olinda ao p do
theatro ; quem a pretender dirija-so a ra do Trapi-
cbe-Novo n. 1G, segundo andar.
Nao tendu-se reunido no dia 18 do
corrente numero sui'ficiente de irmos
para os tiaballios administrativos da ir-
mandade do SS Sacramento da fregue-
zia de S. Jos do Hecife o juiz respecti-
vo de novo convida a reunirem-se no
consistorio da igreja de N S. do Terco ,
amanha at (domingo ) pelas n ho-
ras da maiihan.
ja de laia envernitaila, muito boa abra, por preco mui
lo cooiimido : na ra de Hurla* n 62.
Ao caes do Collegio, n 9
existe un novo annazem com farinba de S, Hatheui
iinlho, ludo, tanto a retaibo como em porree*, e mede-
sea vontade dos compradores, medida velha rata, ou
emulada como de matulo, e por menos do queem outra
qualquer parte : ot pretndante* dirijlo se ao mesmo
arma/em, ou a ruada Crui, n. 54, a fallar com Manoel
Antonio Pinlo da Silva.
= Vende-se polassa americana, ultimamento che-
fiada en barr* grandes e pequeos; meiai barricas
de farinha gallega ; lenco* preto* de teda da India,
ielirn de Mario; tudo por preco commodo- em cala de
Matbeut Auttio & Companbia na ra da Alfaodega-
Velba n. 36.
Em primita mito.
as* Vende -te cera em velas da melbor fabrica do Rio;
collada Bahia as snobas; vinagie de vinfao tinto
superior a 500 rs. a caada velha : na ra da Sen-
zalla Velba n. 110.
--- Vende-se vinagre branco
nocional, a 400 rs. a caada ve-
lha : na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra ireita, n. 53, venda
de M. iMir.tula; no Alerrrxla
Boa-Visla, fabrica de licores de
Krederico Chaves; e na ra do
Trapiche, arrnazem de molhados
doNicolIe.
AtUncHo !
Vendem-se ot mait modernos corles de cambraias
de quadros e lislras a 5j rs. ; cortes da finitaimas chi-
ta* a polka ea mathurka. a 4000 4200 a 4100 n ;
nscados francezet de bom gosto para vettidos a 320
rs. o covado ; lias de quadrus e listras imitando a ca-
simira a 1120 rs. ; lona da Russis n. 1, i 880 rs. ;
dita n. 2, a 4S0 rs ; lencos de seda de cores a 1000
ditos de cambraia bordados de 3 ponas polo ba-
Compras.
= ComprSo-se para fra da provincia eteravos
de 13 a 20 annos ; sendo de bonitas figuras, papio-
se bem : na ra da I adea de S. Antonio em um so-
brado de um andar de veranda de po, n 10
Comprase urna cata terrea em qualquer dot bair-
rot desla cidade, nao sendo de grande preco; astim
como dous moleques que tenbio bonita figura, e a sus
idade nao exceda de 14 annos: na ra das Cruzes,
n, 30.
Compra-te sem feitio, urna duzia de eolheres
para soopa e duss ditts para cha em bom uto ;
quem tiver, annuncie.
Compro-se, um escravo com oTi-
cio de ferreiro, e uma escrava moca, de
hoos costumes, e que saiba coser, e en-
gommar perfeitamente ; em casa de Nas-
cimento SchaelTer & C.: na ra da Cruz,
-ti.45.
Comprao-se jornaes velhos a 2660 rs. a arro-
ba ; oaruada Seoralla-Velba padaria, n. 98.
= Compra-te um piano que nio eiceda a 200if
rs, que seja moderno e bom ; na rus larga do Rosario,
n. 48, segundo andar.
Vendas.
=Vende-se muito boa farinba para eteravos 2'
rs. a saces so ten .o para vender 20 saccas por este
preco : na loja do barato na ra do Cretpo o. 15 ,
de Antonio da Cunda Soares Guimarles
* Vende-se ao porta-licor em sos competente est-
ralo prego de 240 rs. cada um ; e outras muilss fa-
zendas por irais barato prego do que em outra qual-
quer parte na ra do Crespo n. 16 segunda lo-
ja para quem vem da ra das Cruzes.
Vende-te, por preco raioavel, uma cata terrea ,
bem construida ecom bastantes commodos, sita na
ruada Alegra ; na ruada S Cruz o. 38.
= Vende-se polassa muito nova, e de superior
qualidade, em barra pequeos: na ra da Cadoia do
Recile. armaren) de assucar, n. 12.
= Vende se colla da Babia, de superior qualidade ;
na ra da Crut, n 55.
= \ ende-re urna batanea decimal cspti de pesar
2000 libras ; na ra da Cruz, n. 55.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja n. I.
Vendem se superiores grvalas de setim prato a 500
rs ; casimiras, das insis modernas, a 1,200 e 1,400 rs
ocovado; panno fino, pretoe azul, a2,.'>00rs.; meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas de toilat as qualida-
de, de 120 a 300 rs.; msdapoldcs, de 140 a 280 rs.;
cortes de c. i las de todas as qualidadet, e do melbor
gusto, superiores riscados Irancezes, a polka, s 360 rs.
o covado ; e outras multas fuzendas, ja annunciadat
neste Iliario : na metma loja cima.
bb Vendem-se 3 moleques, de 12 a 16 annos
iiiuiU. lindos de figuras ; 3 pardas, do 20 annos com
habilidades; um cabra de 18 annos, que sabe bou
andar a cava I lo ptimo pagem ; 3 prelos trabaja-
dores de encbada e mocos ; 4 pretas da Costa de
20 anuos de bonitas figuras ; um lardamenio com-
pleto de gualda nacional : na ra das Mors, n. 21.
Saccas de Trelo de tres arrobas cada
uma, chegadas ltimamente : no arrnazem
de Braguez, ao p ao arco da Concei-
cao, e no de Guimaie.s, no caes d"AI-
landega.
= Vendem-se moendss de ferro para engenbosde
assucar, para vapor agoa e bestas de diversos lma-
nnos por preco comoiodo; e igualmente taitas de
fero coado e batido de lodus os tamanhua : na pra-
va doCorpo Santo n. 11, em casa de Me. Calmont &
Couipanhia ou na ra de Apollo arrnazem, n. 6.
= Vende-se farinba superioi chegada recen'.e-
roente de S. Catharme, vende-se pela medida velba aos
alqueires meius e quartas, poi preco muiliisiiiio bo-
rato e conlurme as porcS.s se far proporcional aba-
le : a bordo do hrigje Sagitario an orado prximo
a ilbarga do caes do Passeto-Publico. Abater-se-bi 100
rs. por alqueire aos compradores que chamaren) e
forem conu/idos pela canoa do referi.lo br|tue.
Vendem-se duas prelss sadias, sem vicios, ,
ansiosas urna de idade de 20 e tantos annos sabe
bordar, faz bem lavarinto cose bem costurs cha e
cozmha o diario de urna cata e tem principios de
eogommado ea outra de 8a 9 annos, com prin-
cipios de costura cbaa ; na ra da Senzalla-Velha n.
142, segund andar.
= Vende-se uma boa escrava do gento de Ango
la de idade 15 a 16 annos propria para lodo o ser-
vico tanto de casa como de ra; em Fura-de-Por-
tas na ra do Brum ultima casa do lado do Nas-
cente.
= Venden te uceas com (srinba de Mag a 480(1
rs. ; dita de S. Halbeut, a 4200 rs., e alqueire me-
dido a 3800 it. ; milbo em saccas, a 3600 e 4# rt.;
arroz branco a 2,. rs. a arroba ; saceos de estopa ,
novos, para farinba ou milbo a 500 rs. : na ruada
Cadea de S. Antonio, n. 19, deposito de larinba.
as Vendem-se chapeos fios de catlor, a retaibo;
na ra do Trapiche-Novo, n. 5, casa de Joau Slewart.
= Vende-se uma prels, de idade de 33 annos de
naci Beoguellt cozinba o diario de urna cita lava,
engomma liso e he quilandeira : na ra do Amorim,
sobrado, n. 44.
=Vendem-se apparelhosde metal para cbi de di-
ferentes goslos : na ra Nova de ronte da Coueei-
5o dos militares na officina de Manoel Antonio Al-
vares de Brito, n. 38.
Rap de Lisboa.
= Vende-se. na praca da Independencia, n. 4,
chegsdo prximamente a 4 rs. o bule
Vende-se uma escrava,ainda mo-
ca, com algumas habilidades: ni ra No-
va, n. 7, primeiro andar.
Nioolle, ra do Trapiche-Novo n. 38 reca-
ben pelo ultimo navio francez salame, presunto, fei-
|io de Soisson lenlilba beterraba a/edas queij
grajease dito parmeson, frutas conservadas dentro de
licur e vinagre morangot, amorat, serojas limio ,
grorela*, e outras nuiles contervat de diflereotes
qualidades pelo prec,o mais commodo postivel.
Vendem-se calungas, proprios p<
ra presepes ; e pandeiros : na ra da
deia loja n i5, do Bourgard.
= VenJe-te sola da malta, cal branca e cooros
miudos, por menos precu do que em oulra qualquer
parte : na ra da Praia n. 7.
= Vendem-se 6 pares de brincos; dous alfinetes pa-
ra senhora; 3 caitas de prata douradas para rap, obras
novas, e muito baratas, chegadas ltimamente do
Rio-de Janeiro : na ra da Praia, n 7.
= Vendem-se 3 vaccas que serven) para acoogue ,
por nrto terem cras ; no pateo da Magdalena sobrado
grande.
JJcposito defarinka.
No armarem da porta larga do caes do Collegio, con-
linua-sea vender farinha ensaccada medida pela
medida velha Unto a retaibo como em grandes por-
coes para cujo fim tambern tem farinha no brigue
l'icansavtl-Muciel, Tundeado em trente do mesmo
caes: no mesmo arma>em tambern se vende arroi bran -
cu e milho.jpor menos preco do que em oulra qualquer
parte ; e compra o-se sera vos pagando-sojbom se furem
moco*.
Vendem-se, por preco muito com-
modo viulios excellentcs em barris ,
para uso particular, ago'urdente de Fran-
ca a mais su erior cerveja branca c
prela (de Barclay &C ), a melhor que
ha em porcao ou a retaibo ; em casa
e C'hristopbers & Donaldson.
Na ra do Trapiche n. 4Pi ha pa-
ra vender relogios de ouro novos pa-
tente inglez e urnas correntitilias de ou-
ro fino da ultima moda ; um chronome-
tro para navio ; do-se por dinheiro um
por um e a precos b = Vendem-se cordas o bordos para viulio e rabe-
ca, de superior qualidade ; oa praca di Independen-
cia loja, n 3.
Vendem-se maces de superior
qualidade, por prejo commodo: no arrna-
zem de GuimarAes, delronte da Escadi-
nlia da elfandega.
Ckeguimao barato I
Na loja n. 46, da ra da Cadea do Recifo ven-
dem-se superiores chapeos de eatlor branco pardo, e
preto para bornem e meninos pelo commodo preco de
3f 1 48 5 j 7j e 84 rs. ; ditos franrezea de
superior qualidade s 3* 4, Bj 6# e 6#500 rs.;
assim como de diversas outras qualidade por pre-
co o mais commodo possivel; juntamente ricas bande-
jas enm douradus muito finos, e bailante fornidas.
= Vendem se dous moloques de idade de 14 a 18
annos ; 3 eteravut de nacsu de bonitas figuras, ipti-
inu para todo o servico ; urna escrava de idade de 18
annos cose e engomma liso; duas escravas, de da-
de de 30 annos, lavau bom ; uma parda que cose a
engomma: na ra Dneita n. 3.
= Vende-se a venda da esquina do paleo de S. Pe-
dro n. 1 : a tratar na mesma venda.
= Vende-se, para fechar cuntas, uma preta h-
ceteos e com mais habilidades e nio be cara a vis
ta das qualidade*; na ra larga do Rosario o. 46 ,
primeiro andar.
Vende-se superior tabaco simonte daCscboeira da
Bahia ; 27 toros de madeoa de anuico : na loja de Go-
mes & Carvalbo na ra do Crespo n. 2
Vende se, pelo mdicoprScode 14.000rt., um
porla-licor: na ra do Crespo, loja, n. 12.
= Vende-se carne chegada ltimamente do Ara-
ealy por prego commodo ; na ra da Cruz do Reci-
e, n. 24.
= Vendem-se acates de carne seces do serijo d
boa qualidade por preco commodo ; um escravo sa
paleiro de 20 a 25 annos ; um dito para o servico de
campo com a mesma idade pouco mais ou menos ;
um dito de 10 a 12 annos; uma parda, que co/mha,
engomma e faz o diario de urna casa ; duas pretss, de
idade de 30 a 35 annos ; ludos por prego commodo,
para fechar cnnUs : no largo do Curpo Santo casa de
Antonio Rodrigues Lima.
Vende-si um carro de 4 rodas e uma parelh* de
cavallos pretos por prego commodo ; na ra Nova ,
n. 61.
= Vende-se um bom etcrtvo. esnoeiro com uma
oplima canoa de carreira ; na ra Direita n. 18.
Vende-se azeile doce, a 30o rs. a
garrafa; oleo de linliaca, a a8o rs. a libra
nuto bom estado ; o qual est arrondado por 420/
rt. annualmeote ; na ra da Gloria sobrado, n. 7, ou
atjnuncie.
Vende-se, na fabrica de licores de Pre-
derico Chaves, no Ateno-da~Boa- Vista,
n 26. :
Agurdenle de Franca caada 960
Dita do Reino 800
Dita de ans 610
Dita de canella 640
Diladecravo 640
D>U d Lima 610
Dita de mil flores 640
Fspirito de vinbo 1000
" oebra
la embotijada >
Licores de todas as qutlidsdes e todos os pf
rica* tarjas
Cbarupes linos pjra refrescos, e da verdaddWreti-
nadeangi.'O, moito bom para as molestias depeitp.
Mechas phospboricas em manos de 100 e 150 a
20 rs. cada masso
Chocolate de primeira qualidade de saude bau-
nilba e canella a 400 rs. a libra ; dito ferruginoso ,
a 1000 rs. a libra e a quem quizer comprar em arro-
ba se dsra por preco muito commodo. Para maor fa-
cilidade dos compradores, aeha-se um deposito de
chocolate na ra da Cadea loja de chapeos n. 46,
de Candido Jos de Sales.
=Vende-se no arma>em de Fernando de Lureai,
na ra do Trapiche n. 34, um torliinento de bons e
etcell-ntes vnoos para uso particular Como ridbo de
Sherry, Madeira-secca, Porto Clarette braneu (baut
bersac) Malaga, Bordeaux ; vinhos do Rheno ( b-
cbheimer e rudesbeimer ) ; superior Cognac ; marss-
chin'; cerveja preta e brano ( de Campbell a C. );
tambern ha deposito de urna porcio de vinbo de Cham-
pagne e genebr* da Hollanda tudo uto vem em
cascos e engarrafado ; superiores charutos regala ,
ltimamente chegados da Bahia ; rape rollo de liara-
hurgo; conservas. Estes gneros vendem-se em por-
gos e a retaibo e do-se amostras para se experimen-
tar aos Srs. fregueses.
= Ocorretor Oliveira tem para vender algumas cal-
as do mais primoroso vnho do Porto, quejamai* tem
tido importado de Inglaterra e mu proprio para mi-
mos de festa aus entendedores,nio s pela sua endien-
te qualidade eumo por conlercada eaxa nicamente
3 durias de garrafas: osprelendente* dinjio-se ao
mesmo, no seu escriptoro.
Vendem-se sapatos de eouro de lus-
tro para meninas at ia anuos, pelo di-
minuto preco de 800, 900. 1000 e nao
rs. o par ; chiquitos de meninos e meni-
nas de marroquiai a 160 rs o par ;
sapatos abotinados a 3ooo rs ; fiadores
de cortina, obra muito bem polida e feita
em Franca : na ra da Cadeia do Becife,
n. 35, defionte do cambio.
Vende-se muito superior doce de
goiaba, em cnixaoszinhos,- dito de goUba
em lainirilio, o mais superior que he pos-
, dito de mamao;
laranja ; dito de
sivel ; dilo de banana
dito de limao ; dito de
caj' de calda em latas, minio bem iei-
to : na ra do Crespo, n. i4 terceiro
andar ou na ra das Cruzes venda de
Jo'o Jacintho Vio re ir a
Vendem-se 4 csrneiros capados e csrnudos ,
psra se coriierem pels (osla; as Cinco-P na, n. 68.
Vende-se o velbo e novo Testamento em 3 v. ;
Conslituicao rom a reforma codito do processo 1
v.; um apparelbo de porcelana domada ; um trance-
ln. ; um curdio ; um tico par de brincos de ouro;
anneldes; alfinetes para abertura ; bolSes para dita e
punbus ; dures de ouro e prata para cabeca resplan-
dures e corOas de prata para miagos : na ra do For-
te das Cinco-Puntas, o. 18.
e em botija, a 1900 rs. o galao ; farinha
de aramia, a 240 rs. ; bauha de porco ,
a 3so e 400 ls- e todos os mais geneos
por preco commodo : no pateo du Ter-
co venda, n. 7.
== Vendem-se sup. riores chapeos para senhora, do
ultimo gosio a muito bem enfeitadus ; ricos corles de
cambraias; flures de todas as quslidades tanto de ve-
ludo como de seda ; plumas brancas para enteiles de
chapeos; e um rico sorlimento de fitas de todss as qus-
lidades : na ra larga do Horario o. 24.
= Vende-se uros mulatinba de 13 annoa de ida-
de ; na ra de Apollo n. 27, segunde andar.
^=\ ende-se, por commouo preco a dinheiro ou
melade a praso com a precisa seguranca e metade a
dinheiro, um sobrado no bairro de S. Antonio, mui-
to fresco com grande quintal, chiut proprios, a em
Escravos Fgidos.
Fugio, na madrugada do dia 17 do corrale de-
rembro da cata do abaixo astignado a sua rscravs
parda, do r orne Vicencia anda miga, mas feia ; lem
o rosto tudo pintado de sardas ; lem um dente falto di
parle inferior ; quando falla pealanrja mu.lo com 01
olbos ; de sollrivel estatura rusto redondo mas al-
guma couta descarnado ; nao he magra nem gurda ;
estt carnuda ; fevuo uma trouxa de roupa com diver-
sos vestidos chale rouxo : quem a pegar, leve a casa
de seu senhor, abano assigoado que sera pago de seu
Irsbaibo. Antonio da t/va Gutmio.
= Fugio no dia 10 do crrente dositio do Ar-
raial da viuva de Jobo Carlos Pereira de Burgos Pun-
ce de Len o escravo Domingos de nagao com os
tignaaa seguales: baixo, cbeio do corpo representa
ter 46 annus de idade cabeca um tanto grande, ros-
to redondo olbos vermelbus e sbotoados para lora ,
beigos giossot, sendo o inferior foveiro, e lamben
uma das mos ; lem as costas talhadas com a marca de
sua naci; padece oe Inaldade; falla aliapalhado ,
que pouco se percebe ; bebe ago'ardente ; levuu urna
truuxa com roupa sua queronslave de camisas e ce-
roulas ordinaria* ; gusta muito de traier urnas caigas
de ganga atul e urna jaquela de panno fino que les
de uma sobre-casaca ; fui escravo em \ Istia no
Huique: quem o pegar, leve ao dito sitio do Arraial,
a sua senhora ou no Recite sta esquina do m-
menlo n. 1.a cata de seu filbo Antonio Carlos Pe-
reira de Burgot Ponco de Leoo, que recosapeniara ge-
nerosamente.
= Fugio nodis 16 de dezembro o preto Fran-
cisco do naci Mccambique earaolho baixo, groa-
so do corpo ; levou calcas de Igodio ds Ierra camisa
do mesmo de mangat curtat; pouca barba bem
ladino : quem o pegar, leve ra da Cruz a seu se-
nhor Juo Leite Pata rtigueira, que gratificara.
^^^^^^5
P..RN. J NATTP- DE M. F. DEFAMA |8/,*


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