Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05942


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Full Text
Anno de 1845.
H
Quarta feira 17
O DIARIO publica-se todos os dias que
nSo Ibrein de guarda: o4>re(o da assigna-
turahede 4/fn. por quartel pago adUnta-
,|5. Os annuuciosdos assignantes sao iuse-,
ridoaarazao de 20 ris por linha, 40 c. em
typo differenle, e ai repetios pela-mcta'de.
Os que nao forem assignantes pago 80 rs.
por linha, e 160 m typo diBereote.
PIIASKS da loa no mez de dezehbro.
Crescente a6 aos 33 minutos da manda.
La cneia 13 ai 4 luir, e 21 min. da lar d.
Mengoante a 21 as 9 hor. e 8 in. da Urde.
La nova a 28 as 8 h. e o min. di Urde.
PARTIDAS DOS CORRE10S.
Coianna. Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segunda c Sextas feiraa.
Cabo, Srrinhacm, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Maoey, no 1." 11 r 21 de cada me.
Garanhuns e bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria-as Quinta* feiras.
01 inda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primelra as 7h. c 42 min. da manhia.
Segunda ts 8 b. e 6 minutos da tarde.
de Dezembro.
Anno XX\ N. W*.
DIAS DA SEMANA.
15 Segunda S. F.uzeblo, aud. dn i. dos orp.,
1 do J.doC. da 2. v., e do 1. M. da 2 v.
16 Terca S. Ananlas, and. do I. do civ.
d I. V., ertJ. de paz do 2. dist de t.
17 Quarta S. Floriano, aud do I do civ.
da 2 v., e do i de pai do 2." dist. de t.
18 QuintaS. Baziliauo.aud. do J. deorpli. e
doJ.M. da 1. v.
19 Sexta S. Paurlllo, aud. do J. do civ. da
I. v., c do S. d pu do I. dist. de urd.
20 Sabbado S. Domingos, aud. do I. do civ.
da 1.* v., e do J. de pa do 1. dist. de t.
21 Domingo S. Tboinc.
CAMBIOS NO DA 16 DE DEZEMBRO.
Camb.sobre Londres 27 Pan. 35$ reii por franco.
i. Lisboa 112 p. c. pr. p. m.
Hese, de let. .le boa fiiims I '/, p. % me
Onro-Oncas hesp.-inhola 31*000 a 3U5'ln
Moeda de H/100 vel. 16*20(1 a Igfj'K)
de 6f4O0 nov. IGVOOO a 16 200
de 4/000 8/iiOl) a 8r8'M.
Pra.a-Palaeoea .... 1/W a l#M0
Pesu Columnare*. 1/920 a l*tMi>
Ditos Mexicanos 1*861 IwC
Pratamiuda. 1/BC0 a I/68J
Acedes da C do eberlbe de 5iy000ao par.
i.-'V-j. ..''JU).~ .""
DIARIO DE PERNf AMBUCO
PARTE OFFCIU.
MINISTERIO DOS ESTRANGEIROS,.
lili, e bim. Sr. 0 re alimento n 422 de 27 de
jaoho do Jrrente anno altern, com o firodemelh-
rir a arreeadagio doi hrns de deluntoi e usentei, nlo
toda, mu apenai alguma* dn diipoiicdei do interior
regulsmento de 9 de mi o de 1842, que te eipedire
sobre o metmo ohjarto.
He evidente pon que devem considerarle subsitten-
tei e em vigor as disposico-s do regulasacnto de 0 de
maio de 1842. que nlo frem expreiiamenta alteradas
pelo regulesaento n. 422 de 27 de junbo do correle
anno
. Urna deata* diapoticSe* he a que se ach eitabeleeidt
no artigo 43 do regulamento de 9 maio de 18<2, e
ven iet a teguinte: artigo 43. Sio subjeitii a
dsposicSe* deste regolamento, e da legislaci" respec-
tiva em vigor, herangas jcenes e tiene vagos exi*
lentes no Bratil pertencentes a eslrangeiros que lalle-
eerem. com testamento oo em elle, o nio pertencerem
nacOei, com quem existi Iritidoi.ooi qaiei hija es-
tipula" oes eipeenei e diverts.
Todnios actos judiciies e administrativos relativo*
a eslas herincu serio feitoi com a assistencia dosres-
peetivot eooiulei. ou da peuoi por elle* luior indi.
sendo pare tee Hat atteidoi pelo juix, prooedendo-te
ua retalie qoendo nlo compareci.
Di doulrink deste artigo que est em vigor, por iuo
que alo fni nem podi* ler alterada pelo regalimento
o. 422 de 27 de junbo de 1845, retulta qae as beren-
gas jscentes e beni vagos eiiitentes oo Brasil, perlen-
ceotet a subditos francesas que fallecerem com testa-
mento oo sem elle, nio felo subjeitas disposiedes do
mencionado regu'amcnto.
A razio da .fTerenga he porqoe entre o Bratil e
Fringa lubtiitem os artigoi perpetuos do tratado de 6
dejunho de 1826, oos qnaes ba estipulacoei especiaos
e diverm.
Por Unto cumpre, que a arrecadacto dn herangas e
beni vagos existentes no Bratil, pertencenles a aubdito*
Irinceze), que falleeerem com testamento ou sem elle,
continu a regular-ae conforme aaeatipuracOea do tra-
tado, como al agora se praticavs, e nio segundo os
regulamentos espedidos pele governo, os quies, como
fica indicado, salvaiifi e exceptuars as herancas e ben*
do subditos,que perleneerem a nag5ei.com quem exis
lio tratados, nos quaes baja eslipulacdes especiaea di-
versas.
Deo guarde a V. Es. Palario do Rio de Janeiro.
25 de setembro de 1845 Antonio Paulino Limpo
di Ah tu. Sr. presidente da provincia do Rio-de-
Janeiro.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 40 DO CBRENTE.
{Concluido.)
OfficioAo presidente da relelo, etigindo, para po-
der cumprir um aviso imperial, o sen parecer i cerca da
permuta, que, daa respectivas aras, requerirlo na cor-
le, por seu procurador, o juiz de direito do crime da
comarca do Rio-Formoso, Joaquim Ayres de Almrida
l'reitai, e o de Goianna, Caetano Jos da Silva San-
tiago.
DitoAo director do arsenal de guerra, determinan-
do, passe para bordo do vapor Todos-oi-Santoi o cal-
ile com 40 espadas de polica, que lem de ser remedi-
do para a provincia do Par. Ordeoou-se ao agente da
companhia daa barcas de vapor, que providenciasse
cerca da conduelo do caixote, e commumcou se ao
Exm. vice-preiicienle do Para.
DitoAo administrador geral do correio, intelligen
ciando-o de haver resnlvido o governo imperial, que as
malas da correspondencia entre esta provincia e a do
Rio-Grande-do-Norte deisem de ser enviadas com es-
cala pelo Para, siglo directamente d cidade do Natal
para esta do Recite, e vico-versa, e apenas toquen) na
villa de lYlaranguepe da provincia da Parahiba.
DEM doma. IT.
OfficioAo commandante das armas, recotmen
dando o eumprimento do aviso de 6 de novml ro deste
anno, cuja c donde se deve tirar fornecimento de lur. para os officiaes
de corpos de guarda.
DitoAo meamo, determinando, que faca por nos
pareceres da junta de s>de, I crea do cabo do ee^un
do balalhio desttilharia. Raymundo loaquimdos San-
tos, e soldados Zof rio Jos dos Santos e Jus6 Pedroso
de Almeida, eile do uuarto da mestna arma e aquelle
do primero-de cacadores. ag deelaraedes exigidas pelo
aviso imperial el" 30 de outubro deste anno
DitosAomesmo, e ao.commisstrio pagador, scien-
tificando-oa de haver sido ordenado pelo governo impe
nal, quo desde o da mrenlo aa guia, que deve rom
panbar ao brigadoiro graduado Francisco Sergio d'Oli-
veia, que da corte segu para a ilha de Fernando a tu
mar cunta do respectivo ominando, se Ibe descont do
anido a qusnlia d* OsOOO ra. mentas, que a beneficio
deaeu lilho AntonioUoncalve* de Medeiros Oliveira, na
mesma cOrle residente', coosignou o reiendo briga
deiro.
DitoAo presidente da relacio, exigindo informa -
ca a cerca do retjaerimento de Franciuo Antonio das
Cbagae.
DitosAs oamsraa municipaei da Roa-Vista e Flo-
ros, aecusando rocepcio dos batneos das respectivas re-
cortas e despens no anno lindo e dosorcamentos para o
anno futuro
DitoAo director do arsenal de guerra, exigindo.
em eumprimento Je ordem imperial, que declare o mo-
tivo, por qae sao mais subidos, do que os da corte, os
prego* das obras manufacturadas no meimo arsenal,
os dos diversos objeclos por elle comprados.
.DitoAo comniiHario pagador, scientificando-o d
achar-se nomeado por S. M o Imperador, para o lugar
de porteiro da pagadoria i seu cargo, o cidadlo Maria-
na doa Reis Espindola Jnior. OfOciou-se reipeito
ao nomeado.
DitoAo inspector do arsenal de msrinhs, rocom-
inciidando, que naa inspecedas de aade, a que dora em
diaple SAproceder nos pragas e oluciie da armada na-
cional, faca observar o aviso da secretaria da guerra de
30 de outubro prximo passado, cuja copia Iba trans-
mute.
DitoAo preaidente d concelho geral de talubrida-
de publica, Irammitlindo, para que tranqu* aos facul
talivosdesta provincia, douaexeinplare* de urna memo-
ria do Dr Domingos Martina de tzevedo Americano .'
cerca do citado actual da* imtituiedet medica* da Fran-
ca, Prussia e Grio-Uretanha.
PortaraOrdenando, que Arminio Jo< Tavares
de Helio se passe patente de major ajudante de ordena
do eliminando superior do municipio de Goianna.
Parlicipou-ee ao respectivo commandante superior in
terino.
DitaAo commandante do brigue escuna Caliope.
determinando, ponha a disposiuao do commandante das
arinaa os tres desertores, que transporlou da Parahiba.
Officiou-se i reipeito ao commandante daa armas del-
ta provincia e ao Exm. presidente da Parahiba.
anaBaai^HBHsaBnaiaaBiMwaasaiMB^BmHaaiMi
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO.
HF.MURIA MILITAR SOBIIE o Rio PARAGDY DA PROVINCIA
DE MATTO-GROISO.
A navegaclo franca dos affluentes do rio da Prata
paftee, que nio poder! ser por inuito lempo urna quea-
lio duvidoaa. Quaeiquer que sejlo as ohjeccdes, que a-
presenlem aa repblicas, que Iheilo conlinantes, o leu
desfecho dove crer-se prximo; e, quando tenba de rea-
luar-aea livro communicacio por eue caudaloso rio. k
nenhuma nagio aprsenla maior somma de inleresses
do que ao Brasil, pela utilidade que reaulla ao seu com-
mercio, e pela face que loma urna daa maia ricas e mai*
importantes provincisa do imperio. Baata refleclir. que
provincia de Matto-Grosso, que oceupa vasta exlen-
A RAINHA JMARGOT. (*)
por Mtxanbvt Dumae.
segundo' volume.
capitulo iv.
raamao dockmitxbio do* ivnocisites.
(Continuando).
Nao fbi niraenie para me cnnlardei eisa hialorin
que me vientes Tiiiitr, hem, meu irmlo? perguntuu Mar-
garida.
O duque, d' Alenf mi inrrio-se.
Vi ainda tendea rouia a diier-roeP
Nlo, reipondeo o duque, en aguardo.
() Vida Diario n.* 261.
Que aguardis va?
NSo me diaaealen, eliara Hargnrda beni amada, re-
(iliciiu o duque, nhegando a aun caileira para junto da di-
ana irma. que ease easninenlo enm el-rei do Navarra ae
f'aiia mo grado vuiiii?
Sun, pnr certa. En nlo cunhrria o principe de
Barn quandn m'n prnputerlo para eipnan.
E depitia que rindiereis, au meafllrmaalea, que
nriiliniii amor acnlieis por elle ?
D e-o, he verilade.
Na era *< upiniln que eaae casamento devia
faier a vos* infelicidade P
Meii charo Franuiaco, quando un caaamentn nlo
he a auprema felicidade, be quaai sumpre a suprema
dr.
_ Poii bcra .' minha eliara Margarida, como vol
ditia, eu aguardo.
_ Mas que agurdala va, diiei?
Que mostris a vosia alegra.
K ils que leu lio eu que nio legrar p
Dest iueaperudii oeeasiao, que e presenta, de re-
cbranles a vussn lile rdnile.
Minha liberdade! replicnu Margarida que quera
furcir o principe a ir ale o fim do seu punanmentu.
Som dunda, a voaaa liberdade, vos idea ser sepa-
rada de el-rei de Navarra.
slo do nosso territorio, que heriquinima em preeioos
mineraes e om urna vegetado frtil, le acha presente
mente em perfeila inaniclo e vasia de povoadores. at-
ienta a circunstancia de eatar internada, com pouca dif
lerenga no meio da Amrica-Meridional, do ser a man
occidental i distante da capital do imperio, e de nlo ter
urna a estrada commoda, que facilite a exportaglo de
tanta riqueza, que possue.
Para calcular-se quantn essa provincia percalcar* com
a navegaclo Iranca dus affluentes do rio da Prata, sera
mais que sufficiente alien ler-se a que he n maiscential.
e que o seu tenue commercio se lai em pequea encala
seoslas de bestaa. atraver de quatrooentas legoas de
distancia desta capital cidade de Cuyaba cami-
nhando-se por immensos sertSe, vencendo um Irahalho
inano, com saenfi -io de viJa e riquma, gastando se
nsse transito, pelo monos, Ires meses. Facilitada essa
nova va de communicagln, torna-sea provincia de Mat-
to-Grosso equorea, o o sou commercio factlimo e aegu
ro, pela navegaglo a vapor desde o porto de Cuyaba al
a embocadura do Prata, viagem, que nlo pJe excoder,
agoai a rima, a 40 dias.
Antes de entrannos no plano do defensa da provin-
cia, algumas consideris* rpidas temos a fa/er soliro
os limites da fronteira. e obre a* communicagoes fluvial
e terrestre, nlo podando deixar de tocar nestes dous
pontos essenciaes, por eslar o nosso systema todo su-
bordinado a ellos.
Emquanto as repblica* limilrophes do nosso territo-
rio etilo dislrahidas por di*enc<3ei inlortinas, devia o
nosso governo aproveitar-se deste onsejo, e despertando
da inercia, em que ha tantos annns lem estado a respei -
todo estado da Ironteira, mandar explorar quanto an
teso terreno, que fica na margem oriental lo Paraguay.
o os diflerente* rio*, que por esso lado aflluem; ver se
sio navegavei*. doicohrir as nascentes, fa/er outras
obaervacOeumpurtanteJ. \lurto principalmente nos de-
ve merecer toda a alinelo o rio Apa. polo qual dizem
ter de passar a nosia raia pelo lado do Sul da provincia,
no oa*o de prevalecer na occaiiao da demarcacio o uti
ponidilii; porque, a nlo se attendor a esto prinuipio.
mtra seria a nossa linha divisoria.
A necessidade de se lomaren) medidas do precaugio a
lempo al he obvio por ser muito sabido, que o gover-
no da repblica do Paraguay, sem escardar a demarca
ci ou tratado preliminar de limites, que lom do facer
se, fui estsbelecendo urna linha de fortn* ao longo da
margem d'alm do no Apa; e se de nooa parto nao fun-
darnos ulgum presidio ou fortificacao Iquem do mesrno
rio, por certo que os Paraguayos, para o luturo, Su
chamaran a posse de ambaa as margena e da navegagio
exclusiva desse precioso rio. o que nos causar gravissi -
mos males, por licar a provincia indeiensa pelo lado do
Sul; e porque, no caso de baver qualquer rompimento.
eria este o lugar mais acce*ivel no lempo da secca. Nao
laltariioexeiHpliiade nossa historia colonial, para mos-
trar que por e*se lado temos soflri lo invases ehos'ili-
dades de parte do* li spanhoes. O nico ponto ao Sul da
provincia que posuiuios lie o presidio de Miranda, a 54
lego** de distancia por Ierra do rio Apa. cuja fortifica
ci he insullieienle pela posigao, om que se acha, e lotal
ruina, em que cali.
Em circunstancias idnticas s nossa* relarpe* acluaes
com as repblicas vi/inbas procedeo o governo portu
guei de urna mHneira inleiramenle diversa: tralava-se
com a corte de llespanba da demarcacao dos dominios
portuguezes na America; mas. achando-se a llespanba
or essa pooa empenhada em diffr'uldades de maior
monta na Europa, adormeceo por um pouco a respeilo
das sua* colonias, e nao attendeo aos seus intereses. O
governador general da provincia do Matto-Grosso. Lui'
le Albuquerque, bomem incansavel n de alta poltica.
dcorngoado por um governo activo e patritico, apro-
vetando-se da indolencia e daa circuu stancias do Hes-
panha, cuidou logo com loda a celendade de apoderar-
se, |l com obras de lortilicaglo. j com eatabelecimen
los agrcola e de cnacin de gado, do amba* as margena
do Paraguay. Se nio fossem as previses daquellu go-
verno e as vistas perspicazes do governador, nio eslaria-
__ Separada diste Margarida uravandu ua nlhua no
malo,
O duque d'Alengon quix milenlar o olbar do sua
iriuSa; maa cm bree einbaragado desviuu dclla oa
nlhoa.
_ Separada! repeli Marga rida ; vejunoa como he
su, nieu iraianp Porque eiliinu beni que me podais
em estado de apr,. fundar a queatSu ; o ionio cumio se-
pnrar-noaP
Ora, miirmuron o duque, Henrque he huguenute.
Sem dn vida ; nina elle nio fes aegredo da aua rcli-
gio, e quando no cnirio, aabilu dalo.
Sim, nial depuia do vussu caiaiueiilu, minha ir-
raaa, disto o duquu, drixando mo grado seu illumi-
nar-lhe o rosto um rain de alegra, que lem (cito Deli-
nque?
Cousa he essa que o sabeia vos nielhor do que nin-
guem, Franciaru, pois que tein elle paasario ua aeua das
quosi aeiupre em vusa compinhia, ura na caga, ora no
'
Sim, aeuadiaa, sem duvida, redarguio o duque;
seus dias, maa ai iuai nuilesP
Margarida caloii-ae, e tuvo por sua ves do abaixar oa
olhus.
Aa maa noiteaP continuou o duque d'Alengon, ai
ana* nutci P
mos boje de pone da margem occidental, e at podemos
afiirmar, sem nenhum receio de errar, que nem mesmo
seriamos senhores da capital de Coyabi, porque toda a
sua delesi est na oecupagio daquelle grande rio.
Logo que a monarchia hespanbola repousava de suas
inlerminav'is guerras com a Europa, suas vistas *e di-
rigiio inmediatamente para o continente americano,
as quaesempre furio incitadas pela cobiea Jos jesutas,
que so eslabelecrao por Assumpgio, MissSas de Chi-
quito e Mochos. Sem emti.irg do pre lominio de urna
naci forte e da affeigio, que etlS religiosos liohlo I
cite do lies 'anha. nunca te atrevrao, nem por meio
da frca, nem pela arma da intriga, a fa/er com que
os Porluguozns cedessein a margen) occidental do Pa-
raguay, ou um palmo de trra da provincia.
Ci'lehr&ri >-sn os tratados do limites de 13 de aneiro
le 1750, e do 1. de outubro de 1777 ; mas nio po-
den) seivir de aresto por quanto a guerra decla-
rada pela Hospanha a Portugal em 1 KOI pz termo
* condigdes preliminares nio ge lendo r'alisado a
principal, que ora fa/.er-se a demarcacio por commis-
sarios nomeadns por ambas as cortes. Estes mesmos
principios ja forio officialinento reconbecidos pelo go-
verno bolvianno; por cousequencia, as oceupagoos ve-
nficalai anteados referidos tratados devem ser garanti-
daa naci oocupante, em quanlooutra cousa nio se
accordar.
A posicio poltica e geographica do Brasil di-Ibes
gran'e vantagem ncsla questio sobre a antiga metropo-
Ic. Esta linha de luctar com una naci poderosa, com
o continente ainercano-hespanhol reunido boje, re-
lalhado todo este terreno em pequeas repblicas, dis-
lrahidas sempro cm dissences polticas, sem anda se
constituirn), nio podem f-stas de maneira alguma cau-
ar receio ao imperio, que aprsenla maior desenvol-
vimento de forgas e do solidez no aeu governo. Nio
bstante lodaa estas vantagens, nio devemos continuar
a dormir a somno sollo s >bre um assjmpto, que nos
pode incommodar para o futuro, sobretodo a reipeito
da repblica de Bolivia, quo, colligada com a do Pe-
r, ambas entranhadas na America, procurarlo reu-
nir todos os sous esforens para so assenborearem de um
ponto no Paraguay, a fim de facilitarom, a communi-
cacio do Chiquito com o Ocano.
Quaesquer que sej.lo os tratado* preliminares da li-
mites, quese h ij.io de fazer com as repblicas limitro-
phes, a linha divisoria, que tracarem na nossa frontei-
ra, deve ler por base a seguranca da provincia em rela-
cio ao ataque e delensa. Podamos di/or nossa opiniio
sobro- o I (i _;., r por onde ella deve passar, i vista da di-
vergencia, que se eneontra em variaa cartas, que temos
visto ; mas, como este negocio est pendente, espere-
mos pelo seu resulto.
Alm dos obstculos conhecidos livre navegaclo do
Paraguay at o no da Piala, existo oulro, queseacba
boje superado, que era relationar-ae o Brasil com a re-
pblica do Paraguay, ohjecto que oceupou por 18 an-
nos as adenees do nosso governo. A poltica do dicta-
dor doutoi Francia com o seu systema de isolamento,
algn motivos do queixi., que linha, das autoridadet da
nosa Ironteira, e certa desconfianga da poltica do go-
verno brasleiro, faiiao ro) que sempro ae recusaste a
entrar e re.i cao deami/ade, probibindo a commu-
n 11-,i i; "i o entie os dous estados. Com a morte do dictador
continuaran as suspeitas ; todava symptoma* appare-
cflro de quo essa poltica linha ollrido alguma modi-
ficado. Aprovelou e o governo dela* vaga* noticia*
para mand r o carillo da fragata Leverger na qualida-
de do cnsul Asiumpcio ; maa, lendo eile feito esta
viagem por Iros vezes, em nenhuma dolas consentio O
governo do Paraguay o seu ingreso, nem quiz receber
os officios do governo imperial; lendo de voltar do for-
te de Olympo para Cuyaba sem nenhum resulladodif
eommissoes, de que lora encairegad.i, em novembro da
1815 o coronel Zefenno Moren a. que enlio presida a
provincia de Mallo Grosso, aisentou fater mais ama
tentativa, a pretexto de urna viagem offlciosa. para con-
seguir, que ocipit.'io de fragata Leverger chegaue
Assumpcio, sem quo foise, porm, reveitido de carac-
' i.*"-M^^-iii su ii ii iiiaaa*tawMa*tasaa*sassaxaai
Mas ailo? perguntuu Margarida, vendo que era
forgosu responder alguma coma.
Koiao passoo-as no aposento do madama deSauve.
Como o sjbes va'J exclainou Margarida.
Sci, porque linha inlereiieemiabe-lo, reipondeo
o mancebo einpnllideceiidu o dcipegando o bordado daa
mangas.
Comeeiva Margarida a eutonder o que Calherina ha-
va dito an oiivido de Cario IX, purera fingi continuar
a mi ignorancia.
Porque me diieii isan, meo irmao ? perguntou el-
la cun um ar do melancola perfeitamente ungida. Ha
para nio recordar quo niuguom aqu me ama, nem por
iiiiiii tuina iuterciie, nem ua que a naturea me deu por
protectores, iicni aquello quo a igreja me oonoedeo por
eapoau P
Vi mis injusta, acudi de prompto o duque d'A-
lengon, ipproxiinando anda maia a la oadeira da de
sua irraia, eu Voaanio, e voa protejo.
Meu nulo, duo Margarida eucorando-o, tendea
.Iguma cousa a dixer-mo da parte da rainha-niiiP
Ku! engnuais-voi, minha irmia, eu vo-lojuro.
O que pode iululr-vos a crer isiu ?
O que me indui a cr-lo, he quo rompis a imizi-
de, que liubeii oom meu marido; he que abandnala a
cauta de el-rci de Navarra.


ter algum diplomtico, porque a iua misso era acto
espontaneo do dito presidente; acocnpanbava-o smen-
te ama carta de comprimonlos. O resultado domons-
Irou quanto linba sido judicioso o procedimt-oto do
presidente Zefenoo Leverger ponetroa at capital da
repblica do Paraguay, onde leve largas conferencias
com o cnsules diquella repblica, cons' guindo entio
desvanecer todas as suspeitas, que por entura houves-
tem a nono respeito. e preparando caminho para um
mutuo accordo de relacOea de ami/ade e do commercio,
vantajosas a ambos os peize. Esta eommisslo, ao mes-
mo lempo quedeo este resultado lio drsejado, fui tam-
bera importante pelos conhecimentos, que adquirimos
da nosaa fronteira pelo Sul, e da navegado do Pa-
raguay.
O rio Paraguny, desde auaa cabeceiras at Babia-
Negra, que tica 11 Irgoas abaixodo lorte do Nova-Co-
imbra, eslava bem explorado pelo insigne aslmn mo
trancisco Jos de [.cenla, que lio anno de 1786, por
ordcm do general governador da capitana de Mallo-
Grosso, Luis de Albuquerque de Mello Perelra e Lace-
re, li'vantou urna carta g.'ographica da capitana, cal
culaudo cmn toda o exaclidio as longitudes e latitudes
do piincioaes lug rea acompanbando esta caria um ili
ncrarin-da viageni luvi .1 de grande inters-, cujos tra-
balhos forlodepoi ampliados coui importantes e novas
observacOos pelo seu companheiro de iagem, o muito
liabil coronel de cngrnhciros Ricardo Francisco deAl-
meida Serra, que. Picando na provincia, lora sempre
empregado em trabalboa scienlilicos, e a quem se de-
ven) as melbores informucdes sobre a Ironteira ; infe-
lizmente perileo a naco este oflirial engi-nbeiro a 21
de Janeiro de 1809, servinJo-lbe de jaiigo os mu roa do
forte de Nove Coimera, i|ue, com o maior bro e valor
havia delendido em 1801 contra o general hespanhol D
La/aro do Ribcira, quando atacou o dito lorte e a al
deia do Albuquerque cora dous briguos de guerra o
duas escunas do transp ule. Depuis da morte deste mi-
litar nada se lem leito, slo be, iiesde o lempo, que go-
vernou essa provincia o marquezde Aracaty, que aiml.
be chorado pelos Cuyaban s, e a quera se deve a des-
cobcrta da navegacio ao Para pelo rio Arinos, de quo
tanto beneficio tem resultado ao commercio.
Como acuna tica dito, s ronbeciamos a navegaeo
do Paraguay ate Babia-Ncgra ; dahi para lia i no nada
y so sabia, nem cxistiin no archivo do governo irovin-
cial documenlos, i|ue nos esclarecetsem; s mesinas car-
tas geogiapnicas, tanto estran^eiras como naciooaes,
div.rj.iao na collocacao dos ros o de seui nomes. he
algumas nocoes temos boje da na desde a relenda Bahia Negra atea Assumpcao, bisiii
devido sem duvida a rpida viagem de Leverger, desdi1
Cuyab i at aquella capital; o muito he nara sentir, que
esle olTkiil de inarinha Dio fsse munido de instrumen
tos o de outros meios indispensaveis a semelbantes cora-
mis-Oes Da parte do presidenta havia os melbores deso-
jes de habilitar aquelle oiTk-iul r.im todos os meios no
cessarios para o iiom desempenho da commissSo, que
lile confiara ; mas, alm de nao estar autorisailo para
taes despera e a provincia deludo se acbar exhausta,
um s inslrumenlo rnatheinatbico nio havia para tra-
lislhos hydraulicoa.
O Paraguay atravessa a provincia de Malto-Grosso. e
be um destus grandes rws do Itrasll, que parec amo!
dado pela naturea para servir de mar interno, a flin de
facilitar nossasci>mmunic(des com os vasto serios, e
abrir-nos este* cofres cnlranhadus na torra, de que ape-
nas temos leve noticia. A sua mximacheia estende por
mai i de 80 legoas do Norte ao Sul, ito he, desde a bocea
dorio J..UI, pela latitude de '6atquasi os I", o por
mais .e 'id legoas de largo. Esta innundacao. a que os
primeiros baledore chamara.i iinprupriamente o lago
Xarayes. dura desde maio at outubro, e cobre urna
vasta campia do lado oriental, chegaudo as agoas a
mal de 11 palmos deallura. Essa grande massa o'a
goa confndese com os grandes lios S. Lourenco, Cor
rentes, Tequira, Branco, Taquary e Mondego, os quaes.
itiav s-iiiln esses campos, van enn |uecer o poden s i
Paraguay. E n lodo elle ha pouca tortuosidade *, sua
velocidade ou corrillo est Calculada, nas rnaiores
i licias em dous lercos de legoa por hura, pouco mais
ou menos ; o fundo rnals baixo, que se conhece, lio d
tres e meia a qualro bracas : as sua endientes, send
peridicas, sao mais ou menos volum. s is. segundo a
estacan. Este grande palude, proveoiente da alluviiu
do Paraguay, esgola-se com tal rapidet, qie em poucos
dias dea o terreno secco, o que torna o no mullo pro-
ductivo esaudavel.
No lempo das agoas be magestoso Ter este grande
mar, como he tambora observar, no lempo da serca. o
terreno limpo, e coberlo era algumas partes de lodo das
cnchurradas. Sua vista desperla a idea dos leililissi-
moa campos regados pelo famoso Nilo, cora a diffaren-
ca. poii'iii, que a frrlilidade < rio africano em nada
pode ser comparavel ao rio americano, na abundancia
de caca de todas as qualidades, de i e xe, o de urna ve-
getarlo espontanea ; au soconhice o crocodillo, que
e>tusia o navegante ; tudo quanto se enconlra em sua
margena he til e delici so ; san bordadas do arvoredo.
oflV.recemio vistas pittorescas, q je extatiio o observa-
dor ; o alegra e a abundancia parece teiem-se relugia-
do nesle lugar,
Fax-se notavel por nao ter urna s cachoeira, qua es-
torve a navegacao, que se fax segura desde suas cabe-
ceiras at o lio da Prata, e suas verteotes existem nos
nossos c.imp is Parecis. Scgundu Iradifdes antigs, es-
tes lugares fio de urna riqueza lucommensuravel, tanto
aurifica como diamantina ; temos noticia mu vaga, de
que, para estas bandas, existe urna grande caverna, di-
vidida em tres salOes ( cujn frontesplclo apretenta Jero-
glypbicos ), onde diiem existir grande riquezas, encer-
radas all oo tempo da perseguirlo dos Jesutas ; poneos
teem sido os exploradores, que se tenhio animado
chegar a este recndito, por isso pouco ou nenhum co-
nheciment exacto temos da configunco e prodcelo
do lerreno. a informscoVs nlo exagerada da riqueza
do Alio-Paraguay despertaran lal.ez M. de Voltiiraa
Ideia ao seu romance do paixd'E>l>orado, cuja Ima-
ginarlo nao estarla muflo longe da realldade, se se pe-
desse calcular a quaotidade dos diamantes que tem ex-
portado a Villa-Diamantina, sem es| treo algum de arte.
He para sentir, que o Brasil nlo estej possuido ds im-
portancia do urna provincia fronteira, que nos offerece
tantos recurso para a nossa pro O lerreno da banda oriental do Paraguay, coberto
por um grande lenc,ol de agoa dormente, e naregavel na
quadra competente, servia de muito, quando lodo o
commercio se fazia de Matto-Grosso coro a cidade de 8.
Paulo ; os navegantes procuravi a estacio propria pa-,
ra pouparea qulnze e mais dias da viagem, porque
da povoacao de Albuquerque, que lira obre a margen
occidental, as candas e barcos, tomando abi le ra para
se refaterem, ensogaren os fardos'molhados, e curar
os doentes da lomea navegacio, seguan em linha recta
al ao rio S. Lourenco, sem precisar continuar o leito
do Paraguay, que aprsenla grande curvatura relativa a
posicao de Cuyab.
A navegacao da cidadede S. Paulo a Cuyab he assas
laboriosa e perignsa ; teem o passsgeiros de siograr os
rios Tlel, t'sran. Kio Pardo eSaoguesuga ; deste ul-
timo passa-se um grande varador, na fa-enda nacional
da Camapnam, embarcase no rio Cochim, segu se
pelos ros Taquary. Paragey S Lourenco, e finalmen-
te entra se no rio Cuyab. Muitos mil cruzados de fa
renda e effeilos passario por estes rios ; presentemente
esta navegacio be pouco frequentada por ser muito tra-
balhosa : antes de se entrar no Paraguay ha muitaace-
choeiras vencer, e o clima he muito pestfero.
Por estes motivo prefere-n actualmente os traficantes
e commerefante a longa e f iiigosa estrada por Ierra de
Cuyab provincia de Goyaz. p ira desla seguirem ou a
estrada de S Paulo, ou a de M nts. end mal* frequen-
tada esla ultima, pela commodidade de ebegarem com
as suas (ropas at a cidade do itio-do Janeiro.
Ha oulra estrada por torra, projeclada ha muito lera
P-', de Cuyab al provincia de S. Paulo, que, reali-
zada, pouparia 82 legoas de caminho. O orejelo des-
la estrada be divido ao governador marques d i Araca-
ly. que nio o pd por em pratica era consequancia das
lilil uldades, que appare> Grao na Ironteira oo lempo
da emancip&c&u das colonias hespanhoes. Neste lti-
mos lempos a estrada nao tem tido progresso algum,
s lera servido de esbanjar os dinhoro* da iiaqJo ; e o
estado de alrazamento, era que sa cha. faz cora que se-
ja s Irequeotada pelos conductores de gado vsceum,
que negociao da cidade de S. Paulo para a villa de Pi-
cona ; para outro qualquer commercio est intranslta-
vi I pelas difliculdades, que se encoolrio nas passagens
dos no. |*j
Alm da povoacao de Albuquerque, os navegadores
s enontravo nutro seineibante ponto a 30 leguas
vims, na serra chamada l'edras de-Amolar, que li a i
legoas baixo da bocea do rio S. Lourenco. de tal forma
que estiserra he como a chave de navegacao destorio,
igualmente alagado pelo trasbordamento da cheia do
rar,.nu.y. Neste potto, al boje desamparado, houve
em outio tempo um dealacamonto, no lugar chamado
Dourados, delronte da barra de S. Lourenco, e inulto
convm tornar a restabelecer-se no caso de tornar-se
franca a navegacao do Paraguay at ao Ocano : somos
de opinio, que estj lugar be o mais azado para esta
belec inentos de urna aliandega ou deposito das merca-
donas, quesubirem para qualquer ponto da provincia,
onde deve estar sempre tundeada urna barca, para pro-
hibir os contrabandos e liscalisar as reudas provinciaes.
Quando os navegantes se deslinio a entrar pelo rio
Jsui, para melterem os effdiios, que conduiem, na ci-
dade do Mallo Grosso, s enconlio cima dos dous
poules mencionad' s, o Uas sorras, que foimio a bocea
da lagoi Galba, 12 legoas I cima das Pedras-de-Ataolar.
e que formio todas Juntas urna mesma sarra.
A' vista do que Dea dito, os tres Indicados pontos
Serra-de-Alboquerque, Pedris-do-Amolar e Galba, qae
oceupio o terrenos do lado occidental, nicos enxutos
no tempo da inundacio. cobrem e segarlo a navegacio
dos ros Mondegn, Taquary, S. Lourenco, Cuyab e Al-
to-Paraguay, como urnas portas, que flcarlo aborta
para o interior da cidadei de Cuyab e Matto-Grono, e
da provincia de S. Paulo, Goyaz e Para. A repblica
boliviana nio tem o mismos interesses, quanto se-
ffaranea interna do seo pal I)js te Nova-Colmbra at
ojaur nio entra rio nlgum, aue possa vir do terreno
oeapanbol por onde baja decommonlcar-se com o Pa-
raguay, nem estabe'ecimentos superiores, que as ponha
nesia necessldsde, sendo o terreno, lm das ditas ser-
ras, pantanoso e sempre impratlcavel.
Todas estas circums'anciaa. e antiga poise, em que
se acba o Brasil, do dominio privativo do Pamguay. des
de o presidio de Nova-Colmbra al o Jaur, dio orna
(orea estrema, e slo motivo poderosos para Ihe Scarem
pertencende exclusivamente as duas Indicadas margen
do Paragoay, como Indiipensavelmente necessariss pa-
ra segurar a navegacio, tanto Interna como a que se 0-
tercom o rio da Prata. Tocamos neste ponto, porque
sabemos, qae o governo boliviano tem preleocSes de
oceupar esse terreno ; a menor conessio. que se faca
i este respelto, deixa a nossa Ironteira indefensa e sub
jefta a qualquer invasio dos nossos viiiobns. seguindo-
se os incalculaveis males de puderem fazer com todo o
escndalo o contrabando, seduzirein os escravosdasfa-
endas, como actualmente esli fazendo nos estabeleci-
mentns perto da Ironteira, e proteger a desercio dos
soldsdos ; de tudo Isto se lem leito enrgicas re lama-
C>s ao governo boliviano, sem que teohamos colbido
nenhum resultido.
(Do Jornal do Commercio.}
CAFE*. ac. *. cAiins. uts.
Bakia.... 12,560.....8.........41........3i.
Total 12,560 8 41 32
Para porto! do imptrio.
ASI7CAR. CAIX. FBCB. BABS. HTA|.
Rakia........114......69......S4..........4
Serg'pt........12.......7......28.........-.
sifogou.......29.......
____70........._
Total
1S5
76
CAFE'. sic. *A.
Bahia......2,671.... 54..
BAHA.
A i-.-iii.io de el-rri de Navarra! repeli o duque
il'Aleneoii linio admirido.
Siui, sem ilnviila. Ora, Francisco, fallemos claro.
Vos anilina b vna poileia elevar e aoslenlar um pelo 011-
iro, no qae vo unamna mullas vezes coiioordaslc. us-
a alll.il c.......
Tiirooii-sc impostivel, iniulia irmaa, interrumpen
1 duque 'AlenC'Hi.
E porque?
Porque el-rri lem eus dcaignint a respeilo de vos-
so marido. Perdoai! quanili, digo voano marido, engn-
110-me. Uu a seapoitn de ilenrique de Navarra, que eu
llena iliirr. Noaaa mai ludo adifinlioii. Eo ligavn-ine
noa liiiRoeoulea, porque o$iippunlia liem qoiatos lia
corle. Mas ei que nivlAo u> liiigneiiole, u nenies ilal
dina nio reataran ciiiroenla em lodo o reino. En ealen-
dia o iuao el-rei de Navarra, porquo elle era vosa ma-
rido. Poriu elle nao licnini vosso mariilo. Qoe leude
1 diier a islo, va que aois 1180 so a mal' bella mollier do
Franca, mas tambora a mellior cabrea do rciiior
Teolio a dixer, responde Murgarida, que conlle-
vo nos irmao Cario Vi-o honlem em um do .ra
nreOestM de frrneai, cada um do quaes llie encuna a vi-
da por dez auno* ; lonho a dizir que eaae necea.ia ae
renovio gr, infeliiininlc, com grande frequeneia,
Algumas inexactid s se encontrio na historia e
descripcao do Brasil por M. Ferdinand Uenis: na parle
quediA resdeito a provincia Caminhos de Mallo Uros-
so diz o autor, na sua obra : E 11 IH"17 M Langa
ilm II r-rfeviu : D'iiqui a poui'as s 10aus C >nto fazer
urna pequea cxiursio para subir o rio S. Lourenco
at sua origem, e examinar se nio ser possivel ga-
ohar por trra as origens du rio ducuri, a flrn da es <
tabelccor urna cunmunicavio fcil entre a provincia
de S. Paulo o Mallo-Grosso ; se eu conseguir esle
pnj co, dedicado ao governo brasileiro, te ei effec-
tuado o que ninguem anda tentou depois de desco-
berta da America. Nos ignoramos, arcrcs:enla M.
Denis. se o alrevid > viajante levou a effailo o seu
projecto.
Declaramos ao autor desta obra, que M LangsdorfT
nio fez esta viagem. ion s verno do Brasil. Muito notes da chegada Oeste sabio
estrangeiro s OOSStl praias, j se linha descoberto
um caminho por trra da cidade de Cuyab S. Pau
lo, assira como eslava bera explorado c rio da S. Lou-
renco, que nao lera communicacio alguma com o Su-
curu'i Na secretaria provincial se adan docu enlos,
que protio, que estas emprezas for > sempre Incumbi-
das .ios eraprrhendedores Paulisla.
Tambera nio falla esta obra da outra communlcafao
flur al, qua presentemente be a mais frequentada e co-
ntienda, di se iberia multo antes que M. de Langsdoiff
vis tasse Cuyb que boa navegacao do rio Arinos para
a proviocia do Para.
o irmao Cario 11S0 viva muito lempo; teulio nimia n ili-
ler, qoe el-rei tic Polonia morreo lia pouco, e que e
talla maila em ele^er para o cibaliiuir um principe da
caaa de Franca ; trullo a liizor 01 lim qii", quando a cu -
eiiinslnoeia por tal modo ae aprsenla, nao lie esae 1
momelo proprio de abandonar nllindoi que na oucasiai
do cmbale, 110a pdem analenlnr colu a cooperacAo de
001 povo i' o polo dii mn reino.
R au mu Ilion, mi, cu -lainoii o duque, nina Irai-
vl.i minio maior em preferir mu straiihu vsu ir-
Inao ?
E\plicai-vs, Franciaco, era que e como vus te-
oliocn Iraliido ?
Ped.le hunlciu a el-rei vida de Ilenrique de
Nuarra.
tientan! diaae Mar;anda com fingida siugeU'sa.
O duque erguen-c prccipitadamenle, den duas vl-
Ua pela enmara oiim perturbado, e veiu depuis pegar
na man de Margnrida.
Eaa nio eal.iva iuleirifndn o fra.
A.loo, minlia irmaa, div ello; nlo leudes que-
rido eiileiider-iiio ; nao vos queiki'i pm veiiu de vo
ineaoia da deagraCas que poderem aeoiiieeer.
Mar|;arid.i .1. aoorou, mil Hr.ni IHiiiiovel II acu lu-
Publicando boje o importante emomlrativo dos g-
neros exportados e consumidos netta prar; do 1. de
julb de 18(4 30 de junbo do eorrente anno, julga-
iiio! conveniente addicionar a estt interesssntiisimo
documento os mappa da exp rtacio dos anno finan-
ceirnsde 1842183, e de 1843 1844 Por esle mo
do em um repulo correr d'olhos verlo os leilore o
augmento, ou diminuidlo da exportadlo do tres prin
cipa s gneros ds proilucca da provincia, e conhece-
rd. que, sendo a exportado do ai*ucar para porto*
estranueiros, no anno financeiro prximo passado, de
77.792 caixas. 1,118 lechos, 3,633 barricas, 289
saceos e 454 atas, foi em 18431844 de 51,030
calas, 807 lecho*. {,971 barricas e 29 ssccos, e em
18,2 181.', de 42,196 caixss, 700 fechos. 1,692
barricas e 313 saceos: houve pnis um consideravel
augmento na ciporlacio d'ste genero, sendo sobre o
anno financeiro de 1Ki:l 18*4 de mais 23 756 eai
xa, 311 fechos, 1,662 barricas, 260 saceos e 453
latas, e sobre o anno de 1842 1843 dn mais 35,596
csixas, 418 fechos, 1,911 barricas e 453 latas, e de
menos 76 sacros.-
Nio se podo inlelixmenie dizer outro tanto do alao-
do, u do ea/. O algndio, este genero talvez de
maior extraccio dos que a Europa importa da America,
soflreo em 184418(5 urna diminuicio na expoita-
eao comparativamente ao anno de 18V)1844 de
7.179 sacras, e ao anno de 1812 1843 de 5,5.b'
ssccas e 84 malas. O caf soflreo ainda mais notavel
diminuicio relativameute aos annos anteriores, sendo
quanto ao anno de 18431814 de 13,826 saccas e
350 barrica, e ao de 18421843 de 8,088 lacease
44 barricas He para muito lastimar, quo ao passo
que a cultura do caf vai tondo na provincia do Rio-
do Janeiro lio extraordinarios progreisos, na nossa
esteja decahmdo, e quasi redunda !\ nada.
Chamanto igualmente a alinelo do leitor sobre o
leguinte mappa o/ficial dos valores da exporlacao di
probada Baha pa> a por los estrangeiros nos ltimos
.veis fino finalcenos.
Total 2,671 84
149
CAIX0RI.
..11...
u
PARA CONSUMO.
/V'a capital.
ASSUCAR. caixt. fbcu. uarr.
Rnhia.........B90......401......277.
Strgipt.........87.......70......205.
AlaaM.........61.......16......65..,
Total 738 487 347
LAIAl.
.....41
41
SAC.
ALGODAO.
Bahia.................,............
Sergipe.............................
Alagos.................................106
Total...................................149
.. 871
27T
SAC.
...42
.. 1
CAFE' sac. rh
Balla...........................400.......%
Total
No Beconcavo.
400
ASSiTCAR. CAIX. PECH.
aAa..............1.........15...
SASIt.
..11a
Total
1
15
112
CAFE' sac.
Baai'a.........................,...........2
Total
[Do Comi Mercantil)
Publicado a pedido.
18441865.....
1843 1844____
1842 1843....
1841 1842 ....
18401841____
18391840....
8.458:692 468
6,309:288.282
..5 215:734.739
..5.233:131,461
..6 440:354.450
..5,981:968,529
maca da
DEMONSTRATIVO
DOS CENRROS EXroRTiDOI E CONSUMIDOS KA
BAHA, NOS TRES l'LTIM 'S ANNO FINANCEIROI
18441845.
BXPORTACAd.
Pma parios eslrang iros.
ASSUCAR CAIX. EECII. BARR. SAC I ATA
Bnhit.....48.134...85a...3,010_____... 443
490--------..... _
133.. 289.....
5erer>------28,900. .260.
Jlugoas ... 758.....3.,
Total 77.792 1,118 3,633 289
Al.GODA. sac.
*........................5,388.
Sergipe...........................8.
Alagoat.......................6,328.
453
HALAS
...124
Total
11.724
124
nal do dera no corredor que elle voltou.
Earutai, IHarj{ri,i.i, iIiko ; riqueei-mo ,|e diier-
vna nina muan ; lio quo muaiili.la a eata hora el-rei de
Nivurrj ser ninrlu.
Margando loltoo um urilo; porque ri ideia de qui-
era o nutrimiento de um asaaiaiiialo Ihecauaava um ter-
ror, que nao pudia sobjiigar.
Illm. kxm. Sr. Agora, que me acho melbnr
do meu nronmuido deside. vou responder aeoffj-
ci, que V Ec. me endeiecnu no dia 4 do corrente,
em virlude de urna queiza, que contra mim dr o juiz
de direito Manoel Monde, no qual, depois de estra-
nhar-me V. Ese. ter eu deiado do comparecer na-
quelle dia ao tribunal do jury, sem que ao rueo par-
ticipaste so mrsmo juiz o meu nn| edimenlo, me de-
termina, que o faca em continente, no ciso de que
elle ainda continu. Cumpri inmediatamente a or-
dem de V. Eic, dirigindo ao mencionado juiz um
nfficio, em que o fazia certo de minba enlermidade,
como V. Fie ver do recibo, que remello sob n. 1,
de Jos da Silva Pinto, que mora nas lujas da casa d'a-
quelle juiz, o qual te diz adtorisado para receber a sua
correspondencia ofilcial, qusndu elle esta lora da cida-
de, como eslava na occasio; o que fti nicamente
pela obediencia, que devo a primeira auloridade da
provincia, e nao por cumprimento de um dever, i que
livesse Miado. Sun, Kxm. Sr., tendo amanbecido
doenlo no mencionado dia 4. e nio podendo c nlinuar
no etereicio das funccSe do meu cargo, assim o com-
mumquei a V. Etc., ao desembsrgador presidente da
n lacio, e ao meu supplente, para que me substituste
na formada lei, lembrando-lho al, que para aquella
dia eslava convocada a 6.a sessau do jury, eque assim
houvesse de comparecer na respectiva casa psra apre-
>entar ao juiz presidento os procseos, queseacbavio
preparado em mi do etcrivlo. Que mais, poit,
devia eu ter leiloT Communicartambcm o meu impedi-
mento ao juiz de direito Manoel Mendos ? Nio exista
lei nem ordem alguma, que isso determinasse, e ne-
nhum ciJadio he obrigado a lazor, ou deitar de fazer
altiuina cousa senio em virlude da le, como be ex-
presso no 1." do artigo 179 da constituicio do im-
perio, alm Je que mrsmo nio havia necessidade de
tal communicacio porque nem o relrrido juiz de
direito linha de julgar da mioba enfermidade, nem lio
pouco de providenciar sobre a pessoa, que me deva
substituir; secrestando a islo que aquello juiz de di-
reito bavia rompido para commio as relac,0es ofliciaes,
fazendo-me reverter, sem os abrir, os officios, que Ibe
diriga, tendentes ao servico publico; o quo par cera
incruel, Ezm. Sr., mas be o que se nio pode dovi-
dar em presenta do documento, que ob o n. 2.' sub-
mello a coosideraylo de V. Eoc. Nio me julgando,
puii, por um lado obrigado por le alguma, e por ou-
tro reconhecendo o desagrado, que Ihe causara m-
nba correspondencia official, deixei apenas de (er a
deferencia de com mu nicar ao mesmo juiz o meu impe-
duudc cora toda n probabilideda lia do resaltar que noa- gar 1 ella vio sabir o ataque d'AlvnCun acm fazer-lhe aig-
Enio impcdirrii vaeisa mnrloP diiseella; nlo
alvarei va 1 v-s.. uielli t e o inaia fiel alliad.i.
D'li.mieiii para e U meu alludo nio be luaia el-
rei de Navarra.
E qneiii lie agora enlio?
!! M do Quise. Oeatruindo 01 bugnenote, fizeriu
di lie n-i d..a callmlii ais.
E lie Ribo de Ilenrique II qoe roconheoe por sen
rei um duque de Lorrainr!.....
K.lais rin modia, Margaridj, nada entendis.
Coiife.au que em tan procuro ler 110 voaau pen-
aaiuentii.
Minba mita, va sois do lio bu casa ooino a prin-
erij do P..rean; de Guiar nto \,c maia imiourul do qur
el-roi de Navarra 1 ra Lem Murgurida, iiippuode ago-
ra irea colisas, tud.ii Ir poa.ivei. : primeira he que o
duque d'Aujuu seja elcilo re de Polonia; a segunda que I
* .....eniaiiei como tus eu orno ; e Mitin eu seria
rei do Franca, e v........ e vos....... rainba do. callio-
liros.
Margar! da cubri na olhes, senliudii-in eumn deaium-
brada ve iitas profundas deaae adolmeenle qae iiin-
giiem na ertt uuiava cliuniar urna iitellijtenoia.
IM.ia salto, perguiiiou cIIh de|iuis de 1101 luomentu
de lilenri.i, i,ao leudei rite do duque de Gui.o. como
leude dV|-roi de Navarra?
O que eal feil. feilo rila diise o duque d'Alen-
V"oporri.iri! > driii..,; o .een lilil de aer sel.no do
duque de Gime, dirri qoe ja 1. fui
lima eoua h quo ,,mle fier burlar eie bella
plan,,, meu imito, dine Margunda erauenija-ae.
-Qil.ll.r?
He que eu nlo amo mnia o duque de Guise.
E que 111 amala ciuluP
Niiignein.
0 duque d'Aleucuii nlhou para Mnrgarida com a ad-
uiimciu de queiu p.r 11a es UihIhui niu culi ndia, a
Mbio do pu.rnlo, a..liando um au-piro, r penando
iiura a gelada mi fronte que ae Ihe parta.
(Continuar-ss-h* '


-

-m ..
dimento, eom o que nada so (freo o servico publico,
porque|meu mpplente, ero virlude da participarlo por
mim feita, ae apresentou no tribunal para lazer al mi-
osa vezes, e o que a lei eaige ba que comparece o
juiz municipal, e nio a pesioa deste, ou d'aquolle,
sendo certo, que, ae deixou de baver aeul n'aquella
dia, foi porque apenaa ae reunirSo 12 jurados, como
comta do documento aob o n. 3.a: rabendo aqu no
lar, que be para aorprender, que o juiz de direito
M.noel Mendos ae queizasse j a V. Eic, da taita do
meu compareeimento, nio catando, como atbnntem
ainda nio estiva, formado o tribunal, doeomentoaob
n.4.a, quando a depuis disto he que me corra obriga-
cao de all apparecer para Ine apresentar oa procesios
preparados, nos termos do artigo i 17 do regulamento
n. 120 de 31 dejaneirode 1842 Daqui, por tanto, be
cnoaequente, que de minha parte nio houve a maia
leve falta de eumprimento dedever, porque esta lup-
pe a existencia dealguma lei, ou ordrm, que o im-
poo'ia, e be lato o que nlo ba, como tenho feitu er a
V. Etc.: sendo que aaaim quero persuadir-me, que a
ter me V. Es,c. previamente ouvidu, e nio lmenle ao
juiz de direito Manuel Mendea, certo que nio estra-
nhariaomeu proced ment, o que me fui tanto mais
aeniivel quanto durante seis annos e cinco meze*. que
me acho empregado no servico publico, nunca fui re-
prehendido por nenbum dos Exms presidentes, que
teem administrado esta provincia, porque tenho sem
pre tido por timbre desempeohar com etaccio ai oliri-
gacdes meu cargo, antea pulo contrario de lodos el-
les conservo attestados, que muita honra fatem a mi-
nha con luduct na qualidade de empregado publico.
Mus sa nao obstante o que levo expendido, V. Eic
inda julgar, que faltei ao meu dever, rogo a V. Exc.,
que baja de mandar-me reaponaabilinr na lrma da
lei, porque entio beque ter de apparecer a minha
innocencia eui toda aua lucidez, sendo que no caso
contrario ficsrei entendendo, que V Exc., convencido
da razio, que me amste, me tem feito a devida juiti-
ca Dos guarde a V. Exc. Recife, 10 de dezem-
tiro de 18V5. Illm. e Exm. Sr. Antonio Pinto Cbi-
cborro da Gama, presidente da provincia.
Jote ficoldo Itigueira Cotia,
Jui> municipal da 2 vara.
BarcaGlobedem.
Barca7roearvlo.
BrigueVmmercadoriai.
PolacaLigureladrilboa de marmore.
Consulado.
1ENDIMBNT0 DO DIA 15.
Ceral............................. 3:220s880
Provincil......................... 1:477571
4:698*451
ADVERTENCIA.
Na revista semanal, que segunda -felri publicamos,
demos, por engao, o preco da carne secca 2/000 rs.,
quand > era elle re 3KIIU
Moviouiito do Porto.
nnCUMRNTO N. 1,
Rece'oi um oJCcio de um /orlador de caa do Sr
dotnr liegueira para entregar ao Sr. doutor Manoel
Mendes da Cunha Attcedo. Jote da Uva Piulo.
/ DOCUMBNTO N. 2.
c Illm. Sr.Reverto a V. S. oolfioio, que me en-
tregou para dar o Sr doutor juiz de direito da 2 "
vara do crime Manuel Mendes da Cunha Azevedo;
viato que, tendo eu dito a este, que nocartorio existia
um oTicio do V. S. para elle, o dito doutor mediase,
que o lurnasae entregar a V. S. Dos guarde a V.
S. Hecile. la deoutubro de 1845. Illm Sr. dou-
tor Jos Nicolao Regueira Costa, juiz municipal da
2.* m.Aprigio Jote da Silva, escrivio du juiz.
DOCUMENTO If. 3.
TRIBUNAL DO JURY.
DU 4 DB DE'KMBIIO DE 1845.
Pieudencia do doaior Venda da Cunha.
As 10 horas da manbia feita a chamada achirlo -
ie presentes )2Sra. jur.doi.
i OSr. juiz nomeou alguna doi Sra. jurados, que
estavio presentes para escolberem no litro da matricu-
la 30 Senborea, e, feita a escolbae approvada, diasolveo
a reunilo, ileclarando, que asessio de amsnbaa come-
csria inlallivelmentesa9 doras do dia.
DOCMIMO N. i
TRIBLNM.DOJUBY.
DU 9 DE DEZRMDIIo DE 1845.
Presidencia do doutor Mendes da Cunha.
Aa 10 horas, feita a chamada, achario-se presen-
tes 25 "enhores juradoa.
0 Sr. juiz inultou com vinle mil rii por cada
dia em que teem lahodo os aeguintes Sia. : Jos Igna-
cio de liar ro Luna, Andelo Jos de Moraei, Jos
Marques Vianna, JuSo Pinto de Lemos Jnior, Jos
Peieira da Cunha, Antonio de Suuia Rangel, Jos
Adorno Percira. Antonio Joaquim do Mello Pach'co,
Jos Eitevrs Vianna, Jos Pacheco do Queiruga, Ber
nardo Antonio de liveira, J. II. de Suuza Peixe,
Jos dua Santo* Nunea deOliveira: comparecrfto de-
poia de mulladoa e loio ahsolvidus Manoel Joaquim
Carneiro Leal, e doutor Agmtinho da Silva Noves. O
nosinoSr. jui'drclarou que se acbavio dispensados
Migu'-I Archanjo Mnnleiro de Andrade, Manoel de
Soura Teixeira, Antonio da Silva GusmSo, e Anloniu
Jos Piei: obiervou que os jurados multados, com-
parecendo amanha, seriio ahsolvidus, e convidou a
reumio para o da < guinte as 9 horas da manbia.
I\'avio entrado no dia 16.
Alcobaca ; 31 diaa, hiate hraiileim 5. Joto-Aleluia,
de 19 toneladas, capilio Manoel Mara, equipagem
8, carga farinba ; ao capitio.
Navio- sakidot no mermo dia.
Liverpool ; galera inglesa Sword-Fish, capito Ri-
chard Green, carga aasucar e algodio.
Rio Grande do-Sul pelo Ass ; bngue brasileiro In
dependente, capitn Jnio Alvo Guerra, em lastro.
Edita!.
O Illm. Sr inspector das leodas provinciaea man-
da lazer publico, que, estando quasi concluidas a casa
e barreira da ponto pensil do Cachanpi, continuara
no dia 22 do corrente a arrematadlo da taxa da dita
barreira conforme a ordum da presidencia da provin
cia, de 27 da junho ultimo, pelo preco anoual de
dous contos de ris. por lempo de 9 mezei, a contar d
i." de Janeiro ao ultimo de tetembro do anno proxi
no luluro O licitantes, devidamente habilitado*, com-
pareci na aala das sessOes da mesma tbesouraria no
dia indicado, ao meio da.
Secretaria da tbesouraria das rendaa provinciaes de
Peroambuco, 10 de de/embro de 1845.
O aecretario,
Luit da Cotia Porioearreiro
Deilaraces.
Variedade.
ALTO BBAIXIlf DA VIDA HUMARA.
N'um peridico ingles encontramos as aeguintes ob-
servacdes, que por curiosa* apres nUmos ao* leilorea.
Mous foi pastor. No lavrador. Coofutius carpintoi-
ro. Mafoma o prophela almocreve, Mebeinel-Ali bar -
beiro O actual imperador de Marrocus cambista, Ber-
nadnte, ultimo rri da Suecia, sargento da guarniclo da
Martinica, quando os Inglezea se apuderirao liaqurlla
i Iba. M.* Bernadolto lavadeira em Paria, Napolcio
imperador, e que regeo temporariamente o deslios da
Europa, silbo de urna familia pouco impoitante, em
Corsega. Josefina, imperalriz da Franca, Giba de urna
eslanqueira rrioula da Martinica. Cronwell negociante
de pannos. Bolvar droguista. Luiz Philippe, actual re
de Franca, deo ludes de franrez na Suecia, Boston e
Havana. Catbarina imperalriz da liussia, foi vivandei
ra.Cincinalo, cultivava a Ierra, quando recobeo a no-
ineacio de dictador de Roma.
Sendo imposiivel expr todos os lancea da fortuna,
em que por vicissitudes da aorle se tem visto levacSe-,
que serijo inacredilaveia se pessoalmente as nao obser-
vaaaemoa; limilar-nos-bemos a apresentar de passagem
alguna exemplua remotos, e oulroa modernos, do que
be a roda da fortuno. ( Da Htslauracao. )
____ COMMEHtlO.
Aliandega.
Rendibiehto do da 16................4:298j80i
DetcarregaO hojt 17.
BrigueAda mercadoriaa.
AVISO IMPORTVNTR AOI (MLLECTADOS.
O administrador da mesa da recebeduria das rendas
geraes internas, tendo p r inuiUs vetea (nnunciadu
pelos Diariot, convidando ao* rollectados do b^iiro du
Recite, Santo Antonio, lioa-Vista, e A fugados para
virem pagar a taxa de escravoi, impostu do banco,
egea o carrinhoi, decima de trio morta, ningU'-m
tem rnmparecido para pagar, resultando desta omissi'
despezaa e incommodos para oa collectadoi; e por iss<
pela ultima vez annuncia,convidando a lodos para viren
pagar, pena de se proceder a eiecutivo em janein
prximo vindouro: e para que chegue a nut cia a todos,
taco o presente annuncio. Recebedoria, 15 de du
sembr di- 1845.
Francisco Xavier Cavaleanli de .lbuquerque
Oescrivio e administrador da meta de rendaa in-
ternas provinciaes dela cidade avila i todoa os proprie
tarios de predioiurbannsda mesma cidade eoovoar;io dos
Afogados, que do dia 1. do corrente mez se princi-
pirAo a contar os trinta diaa marcados por lei parao pa-
gamento, a bocea dj cofre, da decima do t," semestre du
correnle anno financeiro de 1845 1846. Advarle
mais, que nAo deixem pan os ulmiiui din o pagamento,
i que sio obrigadoa, poia que se torna impossivel dar ex
podiente a lodos os devedores, que concorrerom apa
gar a decima ; tornando-so por consoguinl" aubjeitos a
pagar a multa e 3 p. c. aquelles, que deixarem de
pagar.
Mesa de rendas internas provinciaea. 17 de dezem-
bro de 1845. O escritio e administrador,
Luit Franenco di Mello Cavaleanli.
j4dminittrac~o dos esiabeleeimenlos de caridade
Perantn a administraran dos eslabelrcimentoa de
caridade, se bio de arrematar por 3 anno*, a quen.
mais der as rendaa das casos seguintes : na. 17, 47 e
49 da ra do Padre Flunanno ; n. 5 do becco da Cr
talba; na. 32 e 34 da ra du Fagundes ; n. II da ru*
de >. Jos ; n. 5 da travessa du mesmo ; ns. 30, 34 c
38 da ra da Cal(ada ; n. 18 pur detrs da ra Nova ;
n. 31 da ra do Mocda ; n. 7 da ra de S. Tber< sa ;
n. 70 da ra das Cinco-Puntas ; n 33 da ra de Mor
las ; n. 65 da rus da Gloria ; n. 8 da travessa do K
pelos ; n. 7 da ra da Virac,io.
Os licitantes dirijo-se an solirado da ra do Cabu-
g* n. 5 no dia l9do correnle, pulas 10 horas da
manbia munidos de (adores idneos. Sala daaseaioes
da adminisliacao dos esiabeleeimenlos de caridade. 13
de dezembr de 1845 O eicripturario Alexandie
America de Calda* franddo
Companhia do Itehiribe.
O prazo mnrraJo para o recolliimenlo
das preslaces etn atraso fintia-se no dia
ao do correnle. Escrijitoiio da Compa
nina do Uebiiibe, 15 de Dezembro de
|H45. O secretario B. J. Fernandez
Barros.
do corrente o brigue porluguez Maria-Felit; an-
da recebe alguma carga passageiroa, para o que
tem excedentes commodos : quem qui'er carregar ou
ir de panagem dirija- a Antonio Joaquim de Suu-
za Rioeiro oa o capitio Aotunie Luir. (umes.
Para o Havre seguir, no dia 19 do
correnle, o brigue francs Beaujeu : as
pessoas, que quizeiesn ir de passagem, pa-
ra o que tem excellentes commodos, 1 iian-fte aos seos consignatarios B Lasser
re.&CI rua da Senzall-Velbii, n t38.
A bem conhecida barcada Flor-do- Reci/e. lun-
deada na esradinba da Alfandega, parte para Macelo
por toda esta semana, por ter parte da sua carga pronip-
ta ; quem pretender carregar, ou ir du paaiagem. diri
ja-ae an seu proprielano Manoel Jus Gonealvu. Braga,
ou au mestre, i bordo.
Para o Rio-de-Janeiro segn em poneos das o
patacho Relela -do-Sul, p"de recebex algn eacravos,
e lanibem tem bom cummodoi para paasageiroa : quem
pretender, pode balar com o capilio, ou com Amo-
rim IrmSos, na ra daCadeia, n. 45.
= Para o Rio-Grande-do-Sul segu, breve, o bii-
gue Victoria caj ilio Benlo Jos de Almeida ; le
bona commodos para passagniros e eacravoa a frele :
oa pretendenles podem conveneionar c >m Amorim lr-
mioa na ra da Cadeia n 45.
= Para a I! bia seguir;), em poucos dial o patacho
Venus : quem no mesmo quizer carregar pode en
tender-ie com 01 consignatario Amorim Ir naos na
ra da Cadeia n 45.
Pra o Ass sai, no dia 20 do corrento, o bri-
gue Dtu -le-Guarde : qnam no mesmo quer carro-
ar dirija-so a ra da Cadeia do Recife arina/em ,
n. 12
=^ Para o Porto segu viagem, com brevidade o
lierganliui Importador capiUo Jos Ferreira Carnei-
ro : quem nelle quizer carregar ou ir de psiageui ,
para o que lem excellentes commodos, dinja-se ao
mesmo capilio ou ao seu consignatario Manoel Joa-
uim Ramos eSilva.
O juiz da rmendade do Sanlissi-
mo Sacramento de S. Jos do Kecife
convida aos irmaos da mesa regedora, a
ettnirem-se no consistorio de N. S. do
Terco quinta-feira, 18 do Corrente, pelas
\ horas da tarde, para ce tratar da objec-
tos a bem da referida irmaudade, que
pedem urgencia.
Nao se tendu reunido, no dia i5 4o
corrente, numero sulliciente de irmSos
para se lazer a eleicao da mesa, que tem
de r*>ger os trabdlms da irmandade de
N. S. da no prximo de tS'jG, e tendo-se espsea-
do a referid-i cleico para o dia ai do cor-
renle (segunda leira), as 4 boras da larde,
de novo convida se a todos os irmaos,
que bajito de comparecer para o mencio-
nado iin.
v OBILAS NOVAS DE MEDICINA.
Le loes.
ivisos mai Hunos.
Para o Ass, nesles 4 das, o brigue nacional J-
piter recebe carga a frele : a tratar oa ruadaCadeia-
Velba, n 33.
O brigue portuguez Tarujo I., de qae capilio
Manoel de Olivtira Paneco, aai para Liil a no da -1
do correte; ainda recebe alguma caiga e passag -nos :
a tratar com o capilio, na praca, ou com os consigna-
tarios Firuiin Jos Flix da Roza & Irmiu.
O brigue nacional Feliz, de que be capitio Ale-
xandre Josr Alves, sai paraoCeari, no dia texta-feira;
ainda recebe alguma* miudezai a Irele : oa Sra passa-
geiroa devem acb .r-se a bordo na quinta feira a nuule.
Para o Aracaty aai, nealesdms, por ler a maior
parle de sua carga prompta c hiato nacional Espa-
darte: para carga e paaaageiros tratase com o ca
pitio ou na ra da Cruz 20.
Para Lisboa aai, impreterivelmente at o dia 20
b'rederiik Rubilliar 1 lar leilAo, por intervenci
lo correlor liveira, e por conta e risco de quem per-
lendr, de porcio de cerveja preta e brinca, vinhu
champanha, dito de Bordeux em quartolas e em gar-
rafal, dito de Bucellas e Lisboa em barril do quarto
o que ludo se vender em lotea i vunlade dos compra-
lores, e por presos razoaveis : quinta-leira, 18 do
correle, as 10 horas da manha, no seu armazein,
ra do Trapiche-Noo.
Por mandado do juio de ausentes, e a reque-
rimiento dos credores se pn.ceder hoje 17, aleilio
do que existir na taberna de Manoel Diaa Moreira sita
nos Qualro-Canlos da Boa Vista.
Avisos diversos.
A CARRANCA.
O n. 53 achar-sa-ha a venda aa 11 horas da manbia,
na prava da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
THEATR0.
Nao obstante haver-se clarado que os bilhctcs desla
lolera se venderifto ale lioje
17 do correle, todava decla-
ra o tlicsoureiro, que o resto
dos mesmos billielcs '.ender
se-ha sooieote na botica do Sr
lloreira, c na loja do Sr II-
inzfs al as (i horas d.t ma-
nliaa do dia 1H, visto que a
essa hora devei comecar o
andamento das rodas, como se
Itin annunciado, iiifctllivel
mente.
Casa da Pe9.
RA ESTREITA DO ROZARIO. N. 43.
Venden.-se I ilhetea, meios ditos e cautelas da pre-
sente loteria do Ihealro, cujas ro las teem de andar in-
fallivelmente no d meios bilheles vendemse com 500 rs. sobro os seu"
precos. e aa cautelas, d. cimos a l# rs., e os vigessimos
a 500 ra. : a elles. e ellas, que sio poneos.
CASA DA FORTUNA (boa Dmkita.n. 12.)
Anda existe um resiento du caiiielas da loteria du
T eatro, que corre inlallivelmente no da 18 do cor-
renle.
A livraria da esquina da ra do Collegio precisa
de um bom oflicial de marceneiro, para fazer alguna
reparos, que requerein servido de alguna das.
SOCIEOAOK
NOVA-NATALICIA.
O primeiro secretaiio faz sciente aos Sis. socios, que,
tendo-te arrendado o theatro publico para as reprrg'n-
laiiM. teio principio os ensalna da mesma sociedade
de boje em (liante, no mesmo ihealro.
Hora Mana da Conceicio se ofiernce d < novo ana
seus f egueies oara engoinmar, cun ludo o assei poati-
vel, e ao preco de : calcas a 80 ra camisaa a 0 rs..
jaquetas a bO rs.. camisas do senhora a 40 rs., etidos
lis s a 160 rs com babados i'iO i.s.; tambem ensaboa
qualquer roupa, que Ihe mandarem, e em ludo serio
servidos com toda a promptidio : na ra da S Crui,
o. 26
= Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
Queimadu n. 14 com batanles commodos pin-
tado ba pouco lempo por preso maia em conta do
que se tem alugado: a tratar no sexuado andar da me-
ma casa.
Tratado completo de hypochnndria por J. L. Bra-
cliel, ohra premiada pela academia real Je medicina,
I rol, 1844; anatumia e phyainlogia do ijitema ner-
voso do hnmem, e dos animaos vertebrados, por T.
*. Congel, 2 vol. 184-2 ; tratado piatico das en-
fermidades da infancia por F. Barner. edico aug-
mentad.) em 1845, 2 vol.; pnmeiras linba dephyio-
I gia do douiur J. J. de Mello : hvraria da esquina do
Cullexio*.
O prnfessor substituto de philosopbia o geome-
in.i do collegio das arles de Olinda se acha morando na
ra de S. Pedro Martyr da mesma cidade (penltimo
sobrado procurndoos Ou.itro--Cantos', oode contina
ensinnr durante as furias as duas materias da sua
profissio.
I'recisa-ie saber quem he ne'ta praca o corres-
pondenle du Sr. Fianrisco Lenead o Vinra, da |ro-
vincia das Alagoas, morador no seo engenho Cumbo,
o neg ci de seu grande interesse
Deseja-se fallar com a Senhora Martinha Mar-
jando Lima da Fonseca, a negocio d 1 seu interesse ; na
ra do Oueimado loja, n. 27.
= Perdrio-so trez chaves amarradas em urna pe-
ijuena crenle du prata : quem as aebuu querendo
restitu-las, pode entrega-lai na vend do Sor. Lima,
oa ra Nova, que ser generosamente recompensado.
Na ra da Gluria n. 69. reeebem-se cavallos
para se tratar a 18^ra. por mea ; aisavera-se o maior
cuidado: ha taubein cavallos de aluguel com booi
rreiui.
= Airrnda se um silio a margem do rio, entre a
Capunga e o silio d.. Sr. Manuel Goncalves da Silva,
no lugar mais bonito do rio com casa assobrsdada ,
nova hna af>oa de beber, lem na cozinha quartol
paro eseravos, estribara f' ra e terreno plantado de ca-
pim : a tratar no Aterro-da Boa-Vista tanque de
agua.
Piecisa-se alugar urna escrava ou escravo parao
servho de casa de pone* familia ; na io do ijuolmi.
do n li segundo andar.
= Aluga-se a luja do sobrado da ra do Cjueimado,
n. 14, por preco commodo : a tratar no segundo an-
dar do mesmo sobrudo.
Quem quizer alonar metade do urna casa no
bairro de S. Antonio ( nio sendo muilo grande ) .
endo a umt seobora sem familia annuncie para ser
prucurado.
= Peranlo o Sr doutor juiz de orphios a Viur
Seso & Fiihus offerecem, para i^rem arrematados em
lia-ti publica no dia 18 do corrente mez pe*
las 4 huras da tr le em rasa da residencia do mesmo,
defronte da matriz da Ba Vitla os seguinles bena,
para pagamento dos seus credoni a saber: urna casa
de um andar em 1 hio proprios a la na ra de ,
Benlo, n. 25, em Olinda asaltada em 2:0004 ra. ;
nutra do 2 andares em chios proprios sita na Idei-
ra de S, Pedro n. da mesma cidade avadada em
2:000* rs ; oulradita no largo dos Quatro Cantos,
n 25. em chios proprios, avadada em 4:0004 rs. ;
nutra de um mular na ra dos Qualro-I anios, n. 18,
af a liada em 1:600 000 n, ; outr.i dita na mesma ra ,
n 17, avahada em 1:000.000 rs. onlra da na ra do
Amparo n. 00 avallada un 2:400.000 rs ; outra
terrea eom solio na mesma rua n. 67 avahada em
800.000 rs. ; outra dita otras do Amparo com doui
lerr nos annetos liara edificacio n. avahada em
700.000 rs ; uulra dita na ladeira da Misericordia,
n. 16 araliidl em 600.000 rs. ; oulra de 3 andares o
solio em Fura de-Portas rfswta cidade, rua do Pilar,
n. 7! avahada em 6:500.000 rs. ; um terreno de 20
bracas de Irento e dez do 'undo no Forte-do-Matto ,
entre a inspecio do algodioo o armasen do lavares ,
avahado em 3-500.000 rs ; cinco candas abertal quasi
novas avahadas em 1:250,000 rs. ; um prelo do 20
annos pedreiro, de nomo Ignacio, avahado em 6504
is. ; oulro lo 18 annos, de nome Joaquim ava-
I indo em fiOO.OOO rs. ; oulro do nome Luiz, avalia-
do em oflO.OOO r. ; oulro de nome J0S0 canoeiro,
avaliado em 2o0.000 rs.
Os ere.I. res ou outra qualquer pessoa a quem
C'inviiT arrematar taes ben, deveri'dcomparecernoidiaa
e horas indicados, e a respeito dequaesquer informacea
a tomar a cerca dos mesmos dever5 dirigir-se a casa
da referida Viuva Seve Filtioa: e para quecbegueao
nonhecimenlo de todos, mandou-se publicar o presente
por esta lolhs.
sai Oflerrce se. para ama de urna casa, umi oiulher,
que sabe engommar bem e co/inhar ; quem de sea
preslimo se quj/er uti.i-.sr, dinja-se ao becco do Azei-
te-de -Paila n. 14.
= Aluga-se o sobrado de um andar, n. 8, da rua
dus Quarteis : a tratar na rua da Cadeia do Kecife ,
11. .*i.
- Precisa-ao Je um caizeiro de idade de 12 an-
nus para venda ; delrontn da ribeira da Boa- Vista ,
a fallar eom Jos Soaret Pin'.o Correia.
Alugi-se urna casa de sobrado do
qimtro antlrtres na na do Trapiche, cora
muilo boa vista para o mar, muilo fres-
ca, e com um grande arrnazem : trala-se
na rua da Aurora, n. 58.


M
OTereca-JB um 01050 portupuez pira caixeiro de
roa, cobrancaa, ou para algum engenho ; o qual d
dador aoa conducta : quem de seu preslimo precisar,
diri|a-seao Aterro-da-Boa-vista n. 56.
AluR-se o aobrado de um andar com bons
eommoilos na ra da Calcada ( antigamenle Manoel
Coco), o. 12: a Iralar na roa do Trapiche, n. 34,
segundo andar.
Aluga-se o segundo andar do sobrado atrs da
matriz da Boa-Vista o. 26 e ai tujas do mesmo so
brado com grandes comino Jos para familia : a tra-
tar na meima ra, n. 22.
A luga-so pela feta a casa terrea da roa do Jo-
go-da- lilo, emUlinda, piolada e caiada de 00*0.
tratar no Recife ra de Apollo com Joio Estoves da
Sil.
= Nodia 19 do corrente se ha de arrematara
caa terrea aita na travessa dos Expostoi, n. 22 ,
por acoceo contra Joio Manoel Casimiro de Menoies;
qu-'m nella qui/.er tancar, comp ireca na porta da re-
sidencia do Sr. dou tur juudo cnel da primeira vara,
eserivao Magalhaes.
Aluga-iea casa terrea na ra da Gloria da Boa -
Viita : a tratar no pateo da S Cruz, n. 8.
Aluga-ie a casa terroa n. 26, na ra das Trin-
cheiras : a tratar na ra da Cadeia do Recife n. 40.
Previne se ao Sr. tliesoureiro da lotera do thea
tro que Dio pague, se sabir premiado, o rucio bilbnte
n 1076, quetem as coilas o seguinte : Francisco
Antonio da lon'cca Galvio Amelia Clementina de
Noronha Simoa Mana Pereira Rento Jos Bernar-
da- Recife, 12de dezembro de 1845; poia que
foi perdido.
= Bento Jos de Almeida embarca para o Rio
Grande do Su I 01 leus eicrevos Silvestre crioulo ,
David Angola Aletandre, crioulo,
Manoel Duaitee Silva embarca para S. Catha-
rina o leu escravo de nome Simio, crioulo.
- O Sr. Manoel Bezerra do Valle tem melado do
que sabir por sor te no brdele o. 410 da segunda parte
da 16.* lotera do tbeslro.
Aluga le o primeiro aodar do tobrado da roa do
Amorim, n. 13, por preco commodo : a tratar no
segundo andar do mesmo sobrado.
= Precisa -se de um padeiru para fura delta pra-
ca 10 leguas; na ra eslrela do Rozario veoda ,
n. 8.
Henrique Bernardes de Oliveira embarca para o
Rio-de-Janeiro o sua escrava Rita, crioula.
Aluga-se o primeiro andar da csa n. na ra
da Cadeia de S. Antonio, com bons commodos, e mui-
lo fresca : a tratar na ra do Crespo, n. 9.
= Pedro Joaqum de Oliveira retira-ie dosta pro-
para a do Bio Grande-do-Sul.
= Aluga-se urna boa casa terrea com lotao cozi-
n'na lora bom quintal e cacimba atrs da matriz de
S. Antonio : a tratar na ra Nova n. 25.
Aflit seos cadeia desta cidade 2 crioulos de
bonitas figuras e altos: ba denuncia de seren escru-
vos, principalmente o que diz chamarse Jos Joio;
este be barbado ; far dous annos pouco mais ou me-
nos que foi conduzido para a comarca de S. Ao-
tao, e, passado algum tempo foi perseguido pela po-
lica e capties de campo; evadio-se para as paites das
Alagoas de onde voltou para > ste lugar condutindo
em sua compaohia oulr. suo J,t hnr-m Antonio ,
,......,- UM,, er Darhado. figura mn< ijiik regular ; ..I.
diz ser de S. Anlao ; porm julga-so que veio com
o outro das Alagas; estes lorio capturados por o ins-
pector de quarleiiio do Arraial lia indicios do tal
Jos loio ter sido marujo e cozinbuito de embarcacio,
e escravo de um Francs.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 55 da ra
da Cruz : a tratar na mesma casa.
Da-se dinbeiro a juros com penbores de onroe
prala mesmo em pequeas quantias; na ra da Praia,
n. 22.
= Aluga-se um pequeo armazem no Becco-Largo,
proprio para tenda de elfaiate ou ourives : a tratar na
casa de cambio n. 24.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra No-
va n. 99, com bastantes commodos para grande fa-
milia, e estribara para mais de um cavado : a tratar
na loja do mesmo sobrado
A
superior a 500 re. a caada velba : na roa da Sen-
zalla-Velba. o. 110.
- Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Ida: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Mir.ntla; no Aerroda-
BoaVista, fabrica de licores de
Krederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de moldados
do JNicolle.
AtltncHo !
= Vendem-ie 01 mais modernos corlea de cambraiai
de quadroa e luirs, a 5' rs. ; eortei da tintsimas chi-
tas a polka ea maihurka. a 4000 4200 e 4400 ra
nscadot (raocezesdebom gosto para vestidos a 320
rs. o corado ; liai de quadros listrai imitando a ca-
simira a 1120 ra. ; lona da Russia n. 1, a 880 rs. ;
dita n. 2, a 460 re ; lencos de seda de cores a 1600
rs ditos de cambraia bordados de 3 ponas, pelo ba-
rato prego de 240 n. cada um ; e outrai muitai fa-
tendas por mais barato prego do que em outra quel-
quer parte : na ra do Crespo n. 16 segunda lo-
ja para quem vem da roa das Cruzes.
Vende-se, por preco rasoavel, urna casa terrea ,
bem construida ecom bastantes commodos sita na
ruada Alegra ; na ruada S. Cruz n. 38.
ludo como de leda ; plumas braneas"*psra enfeitet de
chapeos ; e um rico sortimenlo de filas de todn ai qus-
lidadet: na ra larga do Rosario o. 24.
= Vende-te urna balance decimal capaz de petar
2000 libras; oa ra da Crox, n. 65.
Vendem-ie duas prelaa sadias, seo vieioi, e
viitom uoia de idade de 20 e tantos annos sabe
bordar, faz beui lavarioto coie bem costura cbia ,
coznhs o diario de urna casa e tem principios de
engommado e a outra de 8 a 9 annos, com prin-
cipios de costura cbia ; oa ra da Senzilla-Velba n.
142, segundo andar.
Compras.
= Compra-se um lal, que soja verdadeiro ; quem
tiver, annuncie.
= Comprio-ie, para fra da provincia escravos
de 13 a 20 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-
te bem : na ra da Cadeia de S. Antonio em um so-
brado de um andar de varanda de pao, n. 20
Compr5o-se, para fra da provincia escravos
de ambos os sesos; sendo de 13 a 20 annos e de bo-
nitas figuras, pagio-se bem : na ra Nova loja de
forrageo, o. lli.
= Compra-se urna junta de bois mancos ej bem
acoslumadus socarro ; na ra larga do Rosario, junto
aoquartelde policia n. 18.
= Lompra-se urna porcio de tsboasvelbas de lor-
ro ou de ermacio de venda ; oa ra Direita, loja de
Beroerdioo de Sena.
Comprase um piano a moderna s serve at
sexts-feira prolima ; quem tiver, annuncie.
Vendas.
lente cai-
preco mu i
* Vende-se um porta-licor em sua rompe
xa de faia envernisada, muilo boa obra, por ni
lo commodo : oa ra de Horlaa n. 62.
- Ni ra do Crespo, n 8, loja de
Campos &c Maya, vendem-se as verda-
deras navalhas de ac da China.
No caes do Collegio, a 9
exilie um oovo armazem com farinba de S. Matheus e
milho, ludo, tanto a retalho como em porches, e rude-
se a vontade dos compradores, medida velha rasa, ou
caculada como de matulo, e por menos do queem outra
qualquer parte : os pretendentes dirjaosle ao mesmo
armazem, ou a ra da Cruz, o. 54, a fallar com Manoel
Antonio Piolo da Silva.
Em primeira mao.
=* Vende-se cera em velaa da melhor fabrica do Rio;
coila ala Babia ai arrobas; vinagre de vinbo tinto
Navalhas da China.
=iVendem-se as adniiraveii navalbas de ac da Cbi -
na, que teem a vaotagern de cortar o cabello lem oflen-
ca da pello deixaodo a cara parecendo eitar na sua
bullanle mondado : este ac vem exclusivamente da
China, e s nelle trabalbio dous dos oielhore e maia
ahalisados culileiros da ounca excedida e riea cidade de
Pekim capital do imperio da Cbioa.Autor Sbore.
N. B He recommendado o uso destas navalbas
maravilhosas por todas as tocicdadei das scienciss me-
dico-cirurgicas tanto da Europa como da America,
Asia e frica nao s para prevenir as molestias de
culis mas lambem como um meio cosmtico : ven-
dem-se nicamente na ra do Crespo loja, n. 15.
= Vende-se um piano bamburguez com boas vo-
res, pelo barato preco de 80JJ rs. ; na roa do Crespo,
"bija do collegio,
Loja n. I.
Vendem se superiores grvidas de setim preto a 500
rs.; casimiras, dai mais modernas, a 1,200 e 1,400 n.
o corado; panno fino, preto e axul, a 2,a00 rs.; meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas de todas ai qualida-
des, de 120 a 500 rs.; madapoldcs, de 140a 280 rs.;
cortes de caitas de todas as qualidades, e do melhor
gusto, superiores riscados trnceles, i polka, a 360 rs.
o corado ; e outras inultas fa/endas, j annuociadas
neste Diario: oa mesma loja cima.
as Vende-se potassa americana, ltimamente che-
nada em barris grandes e pequeos ; meias barricas
de faiinha gallega ; lencos pretos de seda da India,
aelirn de Mario; ludo por preco commodo: em casa de
Maiheus Auslin & Compenhia na ra da Alfandega-
Velba n. 36.
= Vendem-se 4 esoravas, cosem, engommao e co-
zinbio ; duas ditaa boaa quitandeiras; duas pardas
mocas com boas habilidades ; 6 e cravos bons para
lodo o Irabalbo ; um dito bom carreiro e serrador ;
um pardo bom pagem e oflicial de allaiate ; um pre
lo de meia idade p r 120j rs. : na ra do Crespo ,
n. 10, primeiro ailar.
. Vendem-se 3 moleques, de 12 a 16 annos ,
muito lindos de figuras; 3 pardas, de 0 annos com
habilidades; um cabra de 18 annos, que sabe bem
andar cavallo optinio pagem; 3 pretos trabaja-
dores de cuchada e mocos ; 4 pretal oa Costa de
20 anuos, de bonitas figuras ; um lardamenlo com-
pleto de gualda nacional : na ra das Flores, n 21.
Vendem-se caixas com velas de cera
do Hio-de-Janeiro, sendo o melhur sor-
timento possivel, e por preco mais commo-
do do que em outia qualquer parte : na
ra da Madre-de-])eos, n. 5, primeiio
andar.
A 4^800.
Saceos de farelo de Ircs arrobas cada
urna, chegadas ltimamente : no armazem
de raguez, ao p ao arco da Concei-
cao, e no de Guimares, no caes d'AI-
fandega.
ata Vendem-se moendas de ferro para rngenboide
aisucar, para vapor agoa e beslas de diversos lama-
nbos por preco commodo ; e igualmente laixea de
fero coado e balido de lodos os lamanbos : na pra-
ca do Corpo Sanio n. 11, em casa de Me. Cal moni &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, o. 6.
= Vende-se farinba supcrioi chegeda recente-
mente de S. Calharina, vende-se pela medida velba sos
alqueires meios e quarlas poi preco muilist.ui o ba-
rato econlorme as porc&is se far proporcional aba-
le" a bordo do brigje Sagitario, ancorado prximo
a ilbarga do caes do Passcio-Publico. Abater-se-bi 160
rs. por alqueire tos compiadores, que cbamarem e
forem conduzidos pela canoa do referido bri|tue.
= Vende-se potassa muito nova, e de superior
qualidade, em barrio pequeos: na rus da Cadeia do
Recite, armazem de assurar, n. 12.
Ao bom gotto !
= Vendem-se bonetes a nusliurca propriol para
meninos; ditos para pastoras; e outras uiaia qualida-
des muito ricas : na ra do Queimado o. 24.
= Vende-se ou troca-se om cavallo preto, gordo,
e bom de carro ; na ra Nova casa da esquina ao
p da poule do lado do norte segundo andar.
= Vende-se colla da Babia, de superior qualidade ;
na ra da Crux n 65.
= Vendem-se superiores cbspeos para senhora, do
ultimo goslo e muilo bem enfeitados ; ricos corles de
cambraiu; flores de todis as qualidades, tanto de ve-
Veode-se urna escrava parda de 25 annos, de
bonita figura, engomma cose cozinba e lava ; urna
crioula da mesma idade de-bonita figura engomms-
deira coziobeira cose chao e lava de sabio, urna es-
crava de naci d 24 annos, ptima quitandeira ;
urna dita de 30 annos, cotioha, lava e vende na roa ;
um escravo de naci de 40 annos ptimo padeiro :
na ra das Cruzes, n. 22 segundo andar.
. = Vendem-se 200 a 300 barricas vasias que forio
do farinba de trigo, muito boaa para aisucar ; oa ra
larga do Roxario junto aoquariel de polica, pada
ria, n. 18.
= Vendem-se 3 pretos pecas, de 18 a 20 annos,
pouco mais ou meos teoJo um bom oflicial de sa
paleiro e outro pedreiro, proprios de todo o mais
serm/o e al para pageos; um pardo carreiro de 20
annos ; outro dito da mesma idade o de boa figura ,
proprio lambem para pagem e todo o servico ; urna ne-
grinha de 14 annos poucomaiiou menos, de mul-
lo linda figura rendeira ; urna parda bem prenda-
da ; um preto de todo o servico ; lodoi tem vicioi nem
acbaquei; na ra da Cadeia de Antonio n. 25
= Vende-ie urna boa escrava do gento de Ango
la de idade 15 16 annos, propria para todo o ser-
vico tanto de casa como de ra; em Fra-de-Por-
laa, na ra do Brum ultima casa do lado do Ms-
cente.
A lUnedo ao bom e barato !
x= Vendem-se superiores bengalas da canoa com
casldesdourados, prateadoa e de prata a 2560 3r ,
4 e 5 i rs. cada urna; sapa tos para senhora o meninas,
de marroquim e decouro de lustro ; chapeos para se-
nhora 5000 rs. ; um completo sorlimeoto par.i
miudezas ; perfumaras o outro muitos objecin por
prego mais commodo do que em outra qualquer paite a
na ra do Queimado loja do miudezas, junio a ru:
do liangel n. 67.
saa Vende-se urna linda mulatinha ; no sobrsdiobo
defronleda ribeir da Boa -Villa a tallar com Jos
Soares Pinto Corris.
= Vendem-se doua eicravoi; propriol para o ser-
vico de campo sem vicios nem achaques ; na ra da
Cadeia do Recife n. 21.
Vende-se urna escrava moca com algomaa ha-
bilidades por preco commodo ; na ra daa Cruies ,
n. 41 segundo andar.
= Venden, sesaccascom (srinbs deMag a 4800
rs. ; dita de S. Matbeus, a 4200 rs., e alqueire me-
dido a 3800 ii.; milbo em aaccas a 360 e 4# ri.;
arroz blanco a 2,i rs. a arroba ; saceos de estopa
novos, para farinba ou milbo a 500 rs. : na ruada
Cadeia de S. Antonio, n. 19, deposito de farinba.
= Vendem-se chapeos finos de castor a relalbo ;
na ra do Trapiche-Novo, n. 5, casa de Joao Stewart.
ase Vende-se urna preta, de idade de 33 annos de
naci Beoguella cosinha odiarlo de urna caa lava,
engomma liso e he quitandeira : na ra do Amorim,
sobrado, n. 44.
Vende-ie urna venda no pateo do Hoipital o.
14, mwlo afreguezada para a trra, tem commodui
para morar urna familia pequea: a Iralar na mei-
ma venda.
= Vendem se meios bilbetei da lotera do Ihestro ;
na ra do Livramento loja de calcado, o. 33.
= Vende-se urna machina completa de moer com
animaos ; 20 e lanos snimaes de roda bona moedo-
res: no engenho Novo ds Monbeca onde nao sio
mais precisos por se schsr o mesmo engeubo moendo
muito bem com agoa.
Vende-se, na fabrica de licores de
Fix-derico Chaves, no A ten o-da-
Boa- Vista, n. 26.
Ago'ardente de Franca
Dita do Reino
Oita de aoix
Dita de canella
Oita de eravo
Dita de Lima
Dita de mil flores
I' pinto de vinbo
nada 960
800
640
641'
640
a 640
640
1000
720
200
em bom estado ; 4 banquinhas de amarello ; 6 cade-
ra novas, de jaca rend obrado muito bom gosto:
no largo do Collegio loja o. 6.
3= Vendem-se apparelbosde metal para cha de de-
ferentes gostos : na ra Nova de ronte da Conoei-
So dos militares, na oflieina de Manoel Antonio Al-
vares da Brito, n. 38.
= Vende-se urna mulslinba de 15 anni; na
ra Imperial n. 73.
= Vendase no srmaxetn de Fernando da Lucca,
na ra do Trapicho n. 34, nm sortimenlo de bons o
Medientes viobos para uso particular como vinbo de
Sberry, Madeira-secca. Porto, Clarette branco ( baut
lisrsac), Malaga, Bordeaux ; vinboa do Rheno(ba-
cbheimer e rudesbeimer ); superior cognae ; niaras-
chino ; cervrje pela a branca ( de Campbell A C };
lambem ba deposito do urna porcio de vinbo de Cham-
pagne e genebra da Hollanda ludo teto vas cascos e engarrafado; superiores :harulos regala ,
ltimamente chegados da Babia ; rap 'olio de Ham-
burgor conservas. Estes gneros vendem-se em por-
edea e a retalbo o dao-se amostras para se experimen-
tar aoi Srs. Tregeles.
Rap de Lisboa.
as Vende-se, ns pnca da Independencia n. 4,
ebegado prximamente a 4a rs. o bote
Bilhetes da Lotera do Bio
de Janeiro.
= Vendem-se bilbetei, meio* quartos e oilavoi,
a razio de 24 J rs. o bilhete a favor da S. Casa da
Misericordia que lem de correr 00 correle mes;
oa ra da Cadeia, loja de can:bio, n. 38.
Vende-se a melhor salsa aos rolos
de arrobas : no pateo do Collegio, pri-
meiro andar junto da casa amarella.
= Vende-se cera de carnauba em porcio ou a re-
talbo por preco commodo : na ra da Cadeia da Re-
cife o. 43.
Vende-se isl do Asiu'; a bordo da lancha 5,
Joaqun defronte do trapiche do ais-odio.
Vende-se urna mulatinha de 13 annos de dada;
na ruado Pilar, n. 91.
Vende-ie urna escrava de necio ; na roa da Ca-
cimba n. 8 em caa de D Ignacia Joiepba Xavier,
Vende-se, por 42i re. um bravo de balanca
de Romio Se Compaohia., com com primelo da $
palmol: na ra do Trapiche armazem n. 19.
Vendc-se, urna escrava,anda mot,
ca, cotn algumas habilidades: na ra No-
va, n. 7, primeiro andar.
Vendem se, por diminuto preco,
chiquitos de meninos e de meninas, por
oo e a^o res o par, ossim como bine
s de homens a 3s5oo res o par: oa
ra da Cadeia do Recife, n. 35.
Vende-se, sem 'eitio, urna corrente
para senliora, um trancelim com passa-
dor. duas gargantilhas, um par de pul-
ceiras, uns coraes para meninas, dous
anneis com diamantes: na ra dis Trin-
cheiras, n. 18.
v = Vende se um carrinho de duss rodas em muilo
bom estado ; e um cavallo muito bom para carro: na
ra eslrela do Rozario n. 43, segundo andar daa
6 as 9 horas e m>ia da manhia.
Escravos Fgidos
Genebra
Dita embotijada
Licores de loda as qualidades e todos 01 precos, com
ricas tarjas.
Cbsropes finos para relrescos a da verdsdeira resi-
na de angiro muilo bom para as molestias depeilo.
Mechas pbospboricas em mistos de 100 e 150, a
20 rs. cada masso
Chocolate de primeira qualidade de saude bau-
nilbaecancHa a 400 n. a libra ; dito ferruginoso .
a 1000 n. a libra e a quem quizer comprar em erro
bas se dari por preco muilo commodo. Para maior fa-
lilidade doa compradores, acha-se um deposito de
chocolate oa ra da Cadeia loja de chapeos n. 46,
de Candido Jos de Salea.
=Vendem so duss bsndss de seds eums barretina
rom plumas para oflicial, ludo em muito bom uso ; na
ra do Cjueimado toja, n. 13.
= V ende-se urna venda bem afreguezada na ra
do Rangel, n. 9, de Marcellinoda Silva Ribeiro, com
pouco fundos: da-se bom praso. pelo dono nBo poder
coolinuar em razio de la molestia ou se vendem os
gneros em lotes, a quem mais der ; sexta-leira, 19 do
corrente, as 10 horas da maobia.
= Contioua-se a vender agoa de tingir os esbeltos,
e as luissii; ns ra do CJueimado, ns. 31 e 33. O me-
tbodo de applicar a dita agoa, acompaoha 01 vidroi
es Vendem- ae 20 e tintos vasos para era ve i ros;
urna fignra de Flora e um ISeptuno ; ludo de lauca,
e obra asseiada de Portugal : na ra do Torres
o. 18.
= V ende-se urna casa no becco da Cemboa-do-Car-
mo; na ra Direila n. 81.
Vendem-se 18 esdairas com asiento de palbioha ,
= Fugio, nodia 13 do p. p. do litio de Bem-
Fica junio a ponlezioba doi Remedios um mole-
quede oomejoaquim de naci Cacange representa
18 annos; nio be mal parecido ; tem algum lignaes
de becbign e urna grande cicatrit na cara que Iba
circula o naris de urna queimadura naris um pou-
co chalo, cara redonda ; nio be muito preto ; pi o
mioi bastantes grandes em proporcio do corpo e as
palmas dss maos bstanles brancaa com caloa de uio
da vara por ser canoeiro e olero ; levou camisa e ce-
roulai de algodio de fra e chapeo de palba pintado de
verde: roga se a loda ai pessoas a autoridades po-
iciei, por quem pon ler encontrado o m'andem pe-
gar e levar a ra doi CJuarteii padaria o. 18, onda sa
recompensara generosamente.
Fugio, no da 15 do correle, urna preta da
Coila, de idade de 16 a 18 annos, com talhos no
rosto osrir cbato ; levou vestido de chita prela des-
bolada com palmai, argolai de ouro. torcidas nsi
orelba tem panno nem liboleiro : quo a pegar ,
leve a ra larga do Roiario n. 39 ou oa ra da
Senzalla-Velba n. 114.
Fugio, nodia 15 do corrente, de bordo do
brigue S.
caml
levou urnas calcas e camisa brancas muito suji, le-
vando mais o bote do mesmo navio com doua remoi:
quem o pegar leve a praca do Corpo Sai tu armazem
de Joio Francisco de Carvalbo, ou, no trapiche do An-
gelo a l.uix Antonio Barbosa de Biito quede qual-
quer dos dous ser recompensado generosamente.
Fugio, 00 dia 13 do corrente, do sitio dodou-
tor lbiapina na Varzea um seu escravo crioulo, da
nome Geraldo de idade de 24 annos estatura regu-
lar cor meia fula rosto um tanto redondo ; o qual
f i comprado em das de setembro do correnle anno 1
Julo Leocadio de Lima morador nai immediit,d>s
de Guarabira na provincia da Parabiba : roge-te a lo-
d*a aa autoridades policiaes desta provincia e daquella ,
que hajio de o mandar apprehender e fase-lo entregar
no pateo do Carmo em casa de seu senbor.
Desappareceo no dia 14 do corrate do en-
genho S. Rita, freguezia de S. Louranco o prelo
Tiburcio de naci Mocambique de boa estatura ,
bem feilo de corpo cor fula olhoa encamisados ;
esta barbando; lem un lignaei no rollo, de sua Ierra :
quem o pegar, leve ao dito engenho ou na ra do
Aragio sobrado, o. 26 que sera gratificado.
- O"" -- WW...W w
igue S. -Manoel- Augusto, um preto de naci Mo-
mbique, de 23 a 30 annoi, pouco maia ou menos;
PKM. ; NATP DE M. F. DE FAHa.----1^4*
ILEGI


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