Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05941


This item is only available as the following downloads:


Full Text
--
A n no de 1845.
Terca feira 16
O DIARIO publica-sc todos os das que
nao forem de guarda: o prego da assigna-
turahede 4/rs. por quartel p'iji> ndianla-
do. O annuuclos dos assignan tes sao lusn-
ridosa razao de 20 ris por liulia, 40 rs. ein
typo dllferente, eas repcticrtcs pela inetade.
O* que'dSo forem assignantes pigao 80 rs.
porlinha, c 160 ein typo ditTercnte.
MASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
Crescente a6 aos 33 minuto* da minha.
La chela a 13 i. ur. e 21 uiiu. da tard .
Menguante a 21 as 9 hor. e 8 m. da tarde I Primelra as 6 h. e 54 min. da manhaa.
La nova a 28 as 8 a. e 33 min. da tarde. I Segunda as 7 h. e 18 minutos da tarde.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Colanna. Parahyba, e Rio Crande do Norte
_ Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no i." 11 e 21 de cada mes.
Garantan* e 'lonito a 10 c 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda lodos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
de Dezembro.
Anno XXI IV. 281
DAS DA SEMANA.
., 10 Segunda S. Euzebio, aud. do J. do* o rp.
"' do J.doC. da 2. v., cdoJ. M. da 2 v.
' 16 Torga S. Ananias, and. do i. do aly.
da I. v., c dn.l. de pai do 2. dist. da t.
17 Quarta S. Floriann, and do I do civ.
da 2." v, e do I de pai do 2." dist. de t.
18 QuintaS. Ii/.il mo, aud. do J. de oipli. e
doJ.M. da I. v.
19 Sexta S. Paurilln, and. do J. do civ. da
1. v., e do I. de pa do 1. dit. de tard.
20 Sabbado S. Domingos, aud. do I. do civ.
da I.' V., c do .1. ile p i/ do 1. dist. de t.
21 Domingo S. Thoin.
CAMBIOS NO DA 15 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Londres 27'/ad. p.ln60 d.
* >. Pan/. 355 r por franco.
i) .. Lisboa 112 i, c. pr. p. in.
Pese, do let. de boas Anual I '/i P /o "loi
Oiiro Oiicas despalilllas 3IWH) a #500
., Moedado ti^OO vo(. 164200 a I64"f'l0
i) de 67400 nov. IGullO a 16 200
de 4/000 8fonn a *'><*
Pnila-Paiacrs '. I#B00 a I#920
> Posos Holumnarcs. I#11-20 a I#940
Dito* Mexlcauoa lWil a 1*871'
Piala miuda. I,#60 a 1/B8J
Acedes da C." do Heberibc de 50.#D00ao par.

DIARIO DE PERNAMBUCO
rann -
PARTE OFF.'CIAL.
Governo da provincia.
KPEDIENTE DO DA 10 DO CBRENTE.
Oflleio Ao Eim. presidente da Parabiba, declaran-
do haver mandado preparar o torcidos, que requilitou
pin liier armar um bitslhSo de guardii nsciome*.
DitoAo commmdinte dis armas, trinsmittindo,
por copia, o imperial aviso de 29 do outubro prximo
piuido, que prescreve o proced ment a seguir-se pin
com os ofDciiei militare*, que com excess de licenga
estiverom nesta provincia.
DitoAo meimo, determinando om cumprimento de
ordem imperial que man i dar baix.i, e convide para
doto eogajamento ios soldados do secundo balalhao de
irtilhana p, Joaquim deSanl'Anna e Francisco Jos
Di.
DitoAO mesmo, remetiendo a guia do capillo JoSo
Francisco C-valnanti de Albuquerque, fallecido ni pro-
vincia do Rio-Grmde-do Sul.
DitoAo mesmo, identificando-o de haver S M. o
Imperador, em deferimentu supplica do major Luiz
de Queiro' Coulinbo, permitlido, que passein pira o
piimeiro bstalhio de irtilharii p, ese mitriculem
na escola militar, o doui filboi do mesmo major, Felin-
to Eiysio de Queiroz Coutinho e Luis de Queirot Cou-
linbo Jnior, que, como segundo! cadetes, lerviio no
primeiro balalhao da mesma arma
DitoAo mesmo, recommendand i execucio do a-
viio di secretarii di guerra de 30 de outubro desto an-
no, que exige, teja observado pelos juntas de laude,
quintlo bouverem de formar juizo cerca di molestia
dos inspeccionidos, a disposicao do 2 'artigo 2. do
decreto n 260 do 1 de derembro de 1811.
DiloAo mesmo, inlellgenciindo-o de haver o sol-
dado di oilava companbia do segundo balalhao d" arli-
Ibirii p, Ricardo di Fonseci Castro a Silva, oblido
pisssgem pin o terceiro batalbio di mesma arma na
provincia do Pir.
DitosAo mesmo, e lo commissario pagador, seien-
lificndo-oa de citar lio-jiciado por tres me/es, com ven-
cimenlo de sold, o lente do qulrto balalhio de lili-
Ibaria, idJido io primeiro, Henrique Manoel di Silva.
D'toA' administraran dos estabelecimeolos d ca-
ridade, declarando, que do poder judiciario be que de-
vem solicitar as precisas providencias, para que ao pa-
trimonio do respectivo grande hospital seja restituida a
po*ie di campia da ilha do Noguein, ao mesmo patri-
monio pertenceiile, e da qusl, segundo consta doseu of-
fi o de 3 deste mez, fui elle otbulbado por Jos Fran-
cisco Tivues.
DitoAoengenbeiro em chele, significando, que o
senlenciido AntonioFerrein diilva nao p le, como
requer, ler ferropeado e idmittido i Irabalhar nss obras
publicas; porque, segundo informa o chefe de polica,
foi condemoido 23 mos e 4 me/es de priso simples.
DitoAo director do arsenal de guerra, exigindo in-
formi{3o sobre um raquerimento, em que o ex-soldado
do exercito, Antonio Ramos, pede i S. M. o Imperador
er Dumeido fiel do almoxarifado diquelle arsenal.
miri~iit
Commando das Armas.
EXPEDIENTE DO 1)14 5 DO CBRENTE.
CilicioAo presidente da provincia scientificando-
o de i aver prevenido o commandanle do lorte do Hura-
co a cerca da plvora, que reiiuisilaru pira o servico
d'muelle forte.
DitoAo capilao commandanle do forte do Ruraco,
communicando, que em breve seria satisfeilo o pedi-
do da plvora para o servico do forle de seu commando.
Portirii Nomomdo o concelho de guerra, que
lem de julgar o saldado desertor do 2. batilho de ir
tubera i p, Luiz Francisco de Mello.
Oflleio Ao ebefe de polica, scientificindo-o de
hiver mandado reforcar i guerdi da cideii com maia
4 pricas, co-.no S. S requisitava em leu ufficio de
iionlem i 1 i) : outro'sim rogavi-lbe, ouvesse ilesci-
eotificarosdiis.om que gouverem espectculos nolhci-
Iro, a fim de se mandar uina guirda de I.1 Iinbi
DitoAo corone) coninundante do 1." bilalbSodo
cicidores, remell-ndo-lhe o conceibo de investiga
cao felo ao capitio do balalhao do seu commando.
Francisco de Paula de Albuquerque Orillo, a fin de
ser archivado para opportunamcnle se proceder na
conlormidide do artigo 5." da lei de 26 de morco de
1835
DiloAo coronel commandanle do 2. hotilhoo de
irtilbirii p, exigindo o mappa do armamento, e-
quipimenlo e uteosis i cargo do buttlbao de seu com-
mando.
DitoAocipilao commindanle da companhie de
ciyallaria, di/ende -Ibe, que o 1.a cadete Jos Ne-
greiros de Alo cid .variiibo bovia oblido tres rnezci
do licenra, pira se tratar da enfermidade, que pa-
dece, marcado em lessio da junto medao-cirurgicu.
de 29 do prximo passado mez.
UBI
INTERIOR

RIO-GBANDE-DO-NR.TE.
Correspondencia do Exm. ir. presidente da provincia
com o juxitt de tliretlo e che/e de polica da mesma
N, lo*1. Haspondendo i) seu oflleio, n. 9:i, datado
23 do cadente mea, tenbo i dizer-1 he, que dos cento e
setenta e cinco mil cento e sessenti ris, que f,>ro des-
pendidos com os A trcanos apprehendidos em l'irangi, e
que Vine, segundo a mmlio ordem, arrtxedou, e se
cbio em seu poder, entregue ao cipitao Francisco pin-
to de S quintil de cento e vlnte esete mil nov cantos
e vinle ris, importancia do que elle gistou com a rou-
pi o comida, que forneceo ios meamos Africanos, se-
gundo is contas. que spresentou, e que por copia j.'i Ihe
foiao transmitidas, devendo applicar os quirenla e
lele mil duientos e oitenta ris, que restao, ao paga-
mento das dtspezss, que Vmc. fez, a que importSo cessa
fij.ij.a:.u i.n^,.nn' i n 11 winai
TIIEATIW) Il'ALIAAO.
Tres vezes apenas tcm ido scena pela actual coni-
panhia italiana a Lucia de Lmmermour dcDonizetli,
ejporahi se lem publicado que a trceira repre-
senlaclo desae bello drama ser tambem a ultima
quedelle sedar entre nos. Se por desgrana assim
fr, n3o passarO ao menos em silencio os reiterados
esfor?os dos novos artistas sem que a imprensa de
Pernambuco junte urna palavra d'admira;6 edere-
conhecimento aos merecidos applausos que o publi-
co constantemente d companhia.
E com effeilo, a execuQo da Lucia de Lammermoor
justiflcou anda urna vez todas as nossas esperanzas.
A falta de urna segunda dama que representasse o
papel de Alisa, e tamben) a das damas do coro edos
pagens e gente de guerra que o drama demandava,
ludo isso foi perdoado de boamente, e quasi que pas-
sou irreparado, pelo muito que os actores sobrepuja-
rao emhabilidade deexpressao e de mmica. O pu-
blico pareca s ter presentes as forcas da compa-
nhia, easdifliculdades com que ella acabava de hi-
tar; desorle que, se nstivessemos a fortuna de ver
a Si a. MariettaMarinangeli com o genuino vestido es-
cossez doseculo XVI, como o seu carcter reclamava,
nao teriamos mais nada a desejar em cada urna das
tres noites que a Lucia subi scena.
Sem fallarmos na expansiva aria M'odi, e trema do
Sr. Marinangeli, no papel d'Edgardo, nem no dueto
Verranno a tr sull'aura da primera parte, que estive-
r3o d'um desempenho excellente, podemos aflirmar
que o Chiruttiene il mio/vrort do Sr. Franchi no papel
de lord Aston, o quarteto fnsana^rdir da segunda
parte, e sobretudo a aria // dolce tuina da Sra. Mariet-
ta Marinangeli, quando Lucia j louca apparece na
scena como um speclro, paluda e convulsa, com to-
nos ossignaes d'uina vida que se exhala, Ionio de
um pathelico magnifico, ede um tenor poucas vezes
visto. A platea solfria evidentemente o que o cora-
cao e a intelligencia soflrem quando tem diante du si
o sublime As palmas erio convulsas como a violen-
la agitadlo qne ellas exprimiflo.
Nos estamos persuadidos, e j o dissemos urna vez,
que as rasoaveis repetices dos dramas lyricos mul-
lo lucra o publico intelligente, e muilo terreno vao
vencendo os novos actores no diflcil caminho que
trilhao : tcstcmunha seja o progresso rpido que se
manifesta de dia cm dia em cada repetirn que riles
nos ofl'erecem. He por isso quedesejaramos serepe-
tisse anda umitas ve/os a interessante Lucia tic Lam-
mermoor, e que o publico de Pernambuco, que nao he
menos generoso que oda Rabia, altenlasse particu-
larmente para a dedicaran eamr da arle com que os
acluaes actores susleutao o theatro italiano, eque
este publico tambem o protegesse, o bonrasse,
o frequentasse sempre com ardor.
somma, conforme a conta, que velo inclusa no seu od-
elo, n 71, de 2fi de agosto ultimo. Dos guarde a Vine.
I'alicio do governo do Rio-Grende-do-Norte. 15 do se-
tembro de 18*5. Dr. Casimiro Josi de Moraes Sar-
ment. Sr. chefe de polica desta proviocii.
N. IS8.Tendoeuobservidode ilguns odlcios, que
a cmara municipal dessa villa me ha dirigido, que
Vmc est iccumulando o lugar de vereadorao dejuiz
dedireito Interino, e sendo estes dous cmprego9 Incom-
pativels, como foi declarado pelo aviso imp-rul do 3 de
jiinlio de 183*", e he evidente pela natureza das lunccSes
decid om driles, ordeno Ihe. que se escuso do do ve
reidor ; lirondo Vmc. oulro sim na intelligencu, de que
i mesma incompatibllldsde existe entre este cargo e o de
juiz municipal, como tambem foi declarado pelo decreto
n 9, de 19 do mez passado. Dos guarde a Vine.
Palacio do governo do Rio G'andi-do-Norte. 26 d se-
lemiiro do I8'i:>. Dr Casimiro Jos de Montes Sar-
ment. Sr. Luiz G miaga do tinto Guerra, JuIZ de di-
reitn interino dn As-i'i.
N. 159. Accusando o reebimentodo olliciode Vine,
boje datado, sob n. 09 tonho a duer-lha : l., que te-
rao o convenlenlo destino os cinc i recrutas, que Vmc.
p/. A minha disposicao, viudas da villa duGoianninlia ;
2a, que mandel pagar escolta de guardas nacionjes,
que os conduilo, o que por lei est marcado. Dos
uuarde Vmc. I'olacio do governo do Rln-Grod d >-
.Norte, a7 do seiemtiro de 1815. Dr. Casimiro Jos de
Moraes Sarment, ch>Te d pnlioia desta provincia.
N. 160. O recrula Filippe Jos da La, viudo do
Goianninhi, foi sollo por padore de um hernia in-
guinal, e de hydrocelis ; o que Ibe paiticipo para o eu
r ndii'i-i.arnlo, e para quo o l.ica saber ao delegado d i-
quella villa. Dos guarde i Vmc. Pdlacij do governo
do Hio Grande on-Norle, 27 d's-tembru do 1815.
Dr. Casimiro Josi de Moraes Sarment. Sr. chcfj de
polica desta provincia.
N. 161. Atten.lendo ao que Vmc. me represenlou
eui seu i llino, n. Do, de 26 deslo mez, e ao que ponde-
rou o subdelegado da Nova-Cruz, noque Ihe dirigi, que
Vmc. me transinittio. oqundevolvo, tenho op n.io as
convenientes ordous, a flu de que a'iianlia so Ule aprc
sentem, sua d spusico. oito pracas, cumniaiulada<
por um inferior: cumprlndo quo Vuic. desonvulva toda a
energa edesleridad >, que o dislinguem, aiim de ipieseja
.rvsii. iTi. .L>jqdu r puulilu, na Kinno tlaa Irla, u rluu-
rii i'-jo, que, loinbandu das leis, o esciroeceodo das
autoridades, contina na pusse, em uue lu longo lem-
po se acba, de malar, roubar ocommete olleol.idos de
Inda a laia, Como Vine, e o mencionado subdelegado
m'o asseveiau nos seus citados ollros. Dos guardo a
Vmc. Palacio do governo do Hio G'ande do N .i e a0
de selembro dn I8'i5. Dr Casimiro Jos de Moraes
Sarment Sr. clnfe de polica UcsU primen.
I'nhlicacao n pedido.
Illms Sr.Nao pretenda tomar o lempo esla c-
mara com a narrntSo oflicial da violencia contra mim
pratnaila pelo jui/. municipal supplente da primera va-
ri, Joaquim Funcisco de Mello Carioca, em das do
mez do selembro prximo passado; p rm, sendo-me
arcessario publicur alguna documentos, que proveo a
II II i IIIHI i :*-- -.
A KAINHA 31ARGOT. (*)
por IHaiuiifr Diiiiino.
SEGUNDO VOLUME.
CAPITULO IV.
> PH.RITEIR0 DO CKMITXBIO DOS 1NKOCZKTXS.
Ao rollar an seo apnaenlo prururoii rlobnldo Margari-
lo adivinliir a pala sra que Calderilla de Meaiea dissera
dt'vngarinbo o C.arloa IX, oque aurpenilra de re jui.ii
o teirivel o.oiiotllio quo noaae nmnicnio ileliberavn.
Fui por ella emprogada mi p-rto du ininiiin i ni pen-
sar La Mole, a nutra emprocurar ochave do enigma,
que o aeu engonho ao rocuaa a ileacobrir.
El-rei de Navarra fiora preso no Louvro. Oa bugue-
unlea orlo cada voz man priai'gnidoa. A' Bolle meduulia
sin cedria um da de coriiagiin anida mua horrenda.
Knii.i ja nao tucavAu os ainna u lobatc, aiinunrinvao o
Ti-eun ; o o aons doaav brome jubiloso au rotiuirrn
no linio da nialuuca c (loa iiicondioa, crio lalvri innis
trales i lu do dia, do quo o liuliao sido iia'i'bacuridailr
a lunebroB badeladaa du iioile proceilenle. M.i. nlo ero
irloa: eoiia.1 oatranba nc.mlri u, Um pilrileiro, que n ,
i'iniaver.i II icm ri.i, o que, Como ir.i ii.ilurul llBVtl pi-
lo ruciado dojuuho perdido o aru od<>rilrro lmalo, do
novo floroarru ueaau noiie, o o* ciiIIm lieos, que vi.oi
(j Vide Diario a.' 280.
nos ae nilagrc fatilo de Dem seu oumplioc, Un em nrecis-
ao, com Ij.indi iras e orutea eleadaa no icmilorio doa
loiioi enirs omle tale pilrilelro fWcicii, Esta especie
ile asi tuva, liuiin dllplitadll o ardor doa aaan.ainoa. Eeiu
i|iiinto a ridado oouliiiuava u ( tliTerer om onda ra, n
eada enei'iizilliiid.i, ein cada |irnc.-i una acea do dasnla-
(io, o Louvro linbii ja aervido do linuulo ooaimuin a In-
dos os i'roU'rluult a, qiu* all ae havio lobado feebadoa
un iiionicnlo do fijjiial. El-rei do Navarra, u principe de
Conde La M"le oi.io os unios quo catatan vivos.
Ti oni|nitltH.i,.1,! a renpeilo de lai M'do, ooias ferid.ia,
como o dislora na veapera, crio perigosas, mis nlo inor-
liin .M.-ir.,inda l n'onia couaa peinara : salvar a vida
do km marido, que eoiiliniiava n calar aiticucado. O
primeiro svnlinteillO cni duvidn que so apoderara da
ovpo.a ora do leal Ooniptigao |of mu liomcni, no qual,
como o proprio Ileuriiei lluvia dilo, ncabava dejuroi Se.
nio amor, ao meiioa alli.inci. Moa upoa nquolle aon-
timeoto, oulro mciiua puro peuetrava no enruedo ta
ruiulia.
Em Margnrida aiubi iua.i tinbii no sea cnaainento
i'o ni (Jenriquo de Iloiirbou luilovialo quasi nina rcrlota
le re.dra. A Navarra cinpuxuda de um ludo pelos rea
Jo Franca, de oulro peina dn Heapaiiiin, quo relalbo n
rclallio haviio oonaoguido irrillCir-lhe a melado do aeu
Icrrilorio. poda, ao Hcnrniue de l ni li. u realiuale as
karrinoll do ourugem, que havin prometliilo uaa raras
iccariooa que linlia lulo dr dei-euili.iiohor ;i capada, lor-
nnr-.e um reino veriladi iro, imn oS bugueuoirs de
F ni ni, a por vaaaaiioa, linir.i a.i aeu tlenlo auperior,
Margurnla liana provialo o calculado ludo isio. A per-
der purlanlu Heoriquv, nao ora um mando aomeiile que
perda, era un thruiio.
Quando ui.iia almona ella eslava noataa rcflexoos, ou-
viu baler pona do corredor secreto, e cslrcinei eo,
poripie ao troa posmas umlivio por oaao lugar : o re,
a iuiulia*niii o o duque il'Alencun. Ella abro* um pun-
co a perla ilo gabinete, rccomiiicndnii pelo mgnal do
coalume o silencio a Gillonne e a La Mole, c foi abrir n
oulru porla ao vi.ituuir.
h.ir viail.iute ora o duque d AIen;on.
U mancebo iiuviu dca'pparecido oa ceapora. ,M.ir;;.i-
rida aind.i li-vc a ltela de reolainar nana loloi-coaaai. en
favur d'i Iril ilr iN.ivaria iu ..- una idciu liorrivel u linli.i
su-pendido. [1 .viu-se ieilo o cuauui nlo c.oulia aeu goa-
lo, Fieiiciai'" dcloalavu ilcuiiqne. o ao tiulia oooaorv.i-
do a iieuliuliuedu cni favor do licaruc, porque oalava
illogalidadedoprocedimento diquelle juix psri commi-
go, julguei do meu dever leva-Ios primeinmenle io co-
nliecimenlo de Vs. Ss. com a exposicao do fado, e iuii
anlecedeneias.
Em 18-3 alguns taberneiros do bairro da Uoa-Visli,
r.i|nt;iiie idos por Joo Msnoel Franco, bomem audiz e
turbulento, aproveitan to as circumstanciis e discor-
dias do temp '. pretendern acabar da urna ves com ss
antigs c saudaveis insliluiefles municipaes sobre o uso
lo pesos o medidas, que doviao ter. e sua alericio; e s
pelo fado de nao ler eu querido farer causa commum
com ellas. Wglliodo asdelih-reces da cmara, e pug-
nando pelos seus direilos, coiistituirao-so meus figadaes
inimigoi.
Dez desles individuo, que ltimamente b\ro con-
demnsdos ni multa o cusas,. om que baviio incurrido
por falla de iiferico, inclusivo Franco, appellarSo para
0 juizo de direilo ds primeir.-i vara, e recolhrio ao de-
p S'lo geral a importancia das condemnaciias. Estll
quintil] fdra i-mo ilepois mindtdll entregar por min.
dado do levantamento; e nesto cas.), nao se dando as o-
brigicOes do deposito, doviao os appollaiiles. se obtves-
...... provi'iienlo, o nao fossem pagos, proseguir niCXB-
iiqo. h la/er penhora om bens, ou dinheiro.
.Senda ellos, com efleito, obsolvidos, dividindo a exe-
ucao em duas. uma pelas cusas acrescidas n'appel'a-
eio. e oulra pola r.stitiiico das mullas recebidas, ro-
|uen, que se un nem a uma s, e se contassem os au-
las, para se pagar toda importancia. As'm o mandou o
referidoe irlual jui/. municipal supplenle, perante quero
rriSo as execu^ors ; m is, como os intorossados so U-
vossom em vistas perseguir e atropellar, pros guirSo se-
paradamente na execucio mandando fazor penhora pe-
lan custas. e requeren cmara pelo principal. Instei pe-
la aneciodil exeeuc6ei masoexoquenle loio Manoel
Franco, que dii.igil os negocios seu geilo. julgando a
iicciailo opportunt, para depremir-mo evingar-se de
miro, requere,i em sen nomo e no de leus companhei-
ros, o blete diquelle juiz mandado, paro que eu entre-
gasse ein tJi- horas, sob pona de prisao, as quantias exi-
LaUlaS. -
Sonto arhitfsria c illegil semelhinte comminigio,
nSo dovendo eu siiljeilar-me olla, nom levir-me de
mel nu terror, ped vista com susppnsio, e o mesmo
iuii m'a concedeo. lendoouvido ao escrivo, i|ue infor-
mu nio baver deposito das mullas em queslio, esim
levantamento. Relamou. pnrm, Franco, eo juizde-
r igou aquelle despacho, declarando ser a visli lem sus-
penilo; e em seguid mandou paisar o mandado de
prislo,
Aggravei dolle para o tribunal da rclnrao, valendo-
me desto recurso por caria testemiinbavel; eemquinto
eile.peii li i, releve om si n |uir o mandado de prisio,
comprazen lose do o andar mostrando pelas lojai e ta-
bernas; mas, apenas aquelle illustralo tribunal, por seu
accordao. declurou nao p der prover-me de remedio
vista da legislaran moderna cm vigor, foi entregue 4
'raneo o predito mandado.
SMrit-JWi.; ni Ti "! tiMBBa^i
eonvoneiili <|uO ratl o aun mullier ao liavi.io conaervido
rslranb"! uill para o nutro. Um signal de intoreaan da-
do por Margaridl aeu osp..... poda por eonsoguinto
em \ci do irredir *pprxour-llie do peito um dm ire
punbaei que o imeuoivlo.
Tremen poli Margaridl ao ver o joven principo mais
do que tremera ae vrra el-rei Carlos IX ou o propria
rniobn-ni.'ii. Ningucm dissera alia n v-lo, quo na oi-
ilado OU noLmivre a.< passata olgunia oonsa cxlraordi-
n.iria: eslava vest da Com a sua costumada elegancia.
Dtalo I lio oxliiilavin oaacs perfunioi. que Carlos IX
despresava, maa de quo o duque d'Anjou o elle fasiio
tan aturado nao. S um olhn oxporicnte como u on o
de Margnrida, poda untar que apet.ir da su pallidci,
miiur que de ordinario, e nio obstante o ligeiro tremor
irae Ibe agitava a BXlreOaida.de das uiiol lio bellas e lio
lieni tratadas como as de lima niiiliior, gurdala elle no
fundo do curaca mu jocundo aenlimenlo.
Aun ouirada foi romo ora sempre. Cliegnu-ie ir-
mis para beija-la. Em vei porui do aproacnlar-llie ai
fiera, como liouvora frito a ol-rei Carlos e io duque
d'Anjou, jni liuoir ae e i.ffercoou-llie n fronte.
O duque d'Alcucoii soliuu um suapirq, e pousoii os
decorados labios liosa trono quo Ihe apreseutsva Mar-
garida,
Eiiiio o niuii-.-r. o pnz-se a cuiilar 6 ana irinJa aaaan-
guinoall notio.iaa da noite. A morlo Ionio o hoirirel do
.diiiiraiite, n iiiitaninnen de Tehgny, que nlraveaaadii do
ii ni o bala, rciidcu no mei.mii inataule o ultimo suspiro.
Proli, oatoiidro-ao, di leiloii-ae nos orncia puriiionoraa
Uesia ooite com oaao goaio do amigue quo Ibe era part?.
cul.ir o o sena dous iruioa. Margaridu deixou-o fallir,
Em liin, leudo ludo dito, cilou-M.
Coiilinuar-se-no")
EllltATA S.
Temos sempre desprezado erros typographicos,
que a intelligencia dos leitores Qm geral pdecorri-
gir, porque entendemos que as erratas nosjornaes
sao dcuin efleito quasi nullo : todava dous erros
.'laves no ultimo capitulo do Folhetim nos fazem
pot osla vez desviar do nosso piosiipposlo. Silo elles:
na 5.'columna :i." linliachambres de morlc que
sedeve lr clamores de moite ; c na 9.*colum-
na i.- luiiiu Vs m que deve lOr-sc Que-
res tu .
IVEL
* i* \ j.- ,*


4<
Nio me drmornrei em descrever a maneira insultuoia
e aviltanle, com que le houve um homem (al, munido
de samelhanle arma, para exercer toda sua ferocidfcde
e odio contri mim. Fsgotados todos os meioi acintosos
e provocantes, arriesgados os offciaes de juitica de seren
presos, se o no fune eu. fe-loa passar cerlidAo de me
nao encontrarem, e con ella rei|uereo mandado de bui
ca e arromhamento das portal da rasa tle miiiha resi-
dencia. co>n autorisacno para retin-silar torca militar; c
i ludo acceilco o dcil juiz, maiiuando pastar o manda-
do requerido.
C" eganJo ai cousas a este ponto, e nio devendo eu
ceder cobardemente a desptica vontsde e capricho dos
meus perseguidores, tendo dous partidos t-tomar, o da
resistencia legal, ou da pnsio. para della requerer o
meu direito, decidi-me pelo segundo, e requer ao ui',
que em attencao minhs patente de secretario geral de
guardas nacionaes, que pola le me da as honras de ea-
piao. houvesse de designar a minh pristo em algum
quartel ou fortaleza; e I. i me por elle respondido, que
tioha deslinado a cadeia desta cidade.
experimentada assim toda a prevencwo e m ontade
do juif contra mim, na > porque reconhec se de rigo-
roso olirigafo conceder-me a excepco requerida, mas
por ser indiflerente. que, como preso de custodia, es-
livesse recluso n'esta, ou n'ai|uella priiio, e por have-
rem exemplos com individuos em idnticas circuns-
tancias, por casos propiamente criminaes fui tero
Iher-me cadeia pela manhaa do dia 2v do sobredit.
mes, e requer habeas-corpus ao doutor juix de direilo
interino da 2' vara,que, concedendo-m'o, e proceden-
do todas as indagaces e formalidades legaes, exigin-
do do depositario geral a certidio constante do docu
ment junto, julgou Ilegal a pristo decretada, e a sua
sentenca loi conlirmada pelo tribunal da relacao por
accordo de 11 deste mes ; sentenca e accordo, que
e echan inserios no mesmo documtnl>.
Decidida a questao. tratei de desembarcar as pe-
nhoras anteriormente leitas, por cusas, as casas da pro
ca da Independencia ; c como a linal fossem unidas e
contadas asexecuedes, segundo se havia requerido, fleo
i recolher ao deposito geral a sua im orlancia
Nio tanto por mim, mas para sslufaci i da socieda-
de, porque esta soflre, todas a- veles que se commelte
um allentac'o, ou violencia contra a liberdade, honra e
vida de qualquer de seus metnbrot, eu entend, que
devii queixar-medo mencionado juiz municipal, e tra
to de enderecar a ruin lia quena peranlo o doutor juiz
de direito da 1 vara.
Finalmente ( seja-me licito dizel-o aqu, cono tesle-
munho aulhentico de meu reconhecimento ) no meio
de todo esse desaguisado tie o satisfarn de observar a
indignado das pessoas imparciaes e honradas contra
too brutal persoguic,o ; ede receberdos meus amigos,
desta cmara, e em particular de alguns de seus dignos
niembros e empregados, as mais expr. ssivas dermitis
tragues de suas bondades para commigo ; merecendo-
me especial mencio a urbanidade. dislinccio e desin-
teresse, com que me tratou ocarcereito Manoel Tho-
maz dos Santos.
Dos guarde a Va. Ss. muitos annos. Recife. 28 de
outulito de 1845. 11Ims. Srs. presidente e vereadores
da cmara municipal. Antonio Joaquim de Mello
Pacheco, procurador,
//Im. r Ewn. Sr. conoeMm'ro prttidtnlt da ritafito
Diz o procurador da cmara municipal, Antonio Joa-
quim de M- lio Pacheco, que a bem de seu direilo preci-
sa que ocscrivio Jacoino, i isla dos autos de r> curso
crime entre partes lecorrenle o Julzo, recorrido o
supplicante Ihe de por certidio : t a portara d
juii de direilo interino da seuunda vara, dingida ao d"-
pnsitarlo geral, e a certidio por elle exigida ; i ,
sentenca do mesmo juiz em consequencia de habeas-
Corpus, julyando illegal a piisao, que soffreo o suppli-
c.inie, pur mandado do juiz municipal aupplente
primeira vara; e 3 o recurdio do tribunal da relevo.
Confirmando a dita sentenca : por Isso pede a V. Ese
se digne de mandar passar a certidio requerida, e re-
cbela men. Antonio Joaquim dt Mello Pacheco.
Passe. Kecife, i i de uutubru de 1845. Attctdo.
CERTIbOES.
Galdino de Oliteira Jucomo. caralleiro da ordem de
Cliristo e cscrivilo do tribunal da relacao de Pernam -
buco, etc.
CeiliOco, que, revendo os autos de recuno crime.
em que he recurrente o julio e recorrido Antonio Joa-
quim de Mello Pacheco, titiles consta. A folhas id uique
lolhas 30 verso, a portara e certidio do leor, lumia e
uianelta seguinte :
O depositario geral, Francisco Baptista de Almeida,
passe por ceilido o leor dos termos de entrega das
quantlas depositadas por Joio Maooel Franco e outros,
feta por mandado do juit municipal da primeira vara
ao procurador da cmara municipal Antonio Joaquim
de Mello Pacheco, no da I i de niaio do correle anuo,
sendo que, a seren idnticos, basta que s de um driles
se faca mencio.
a i'umpra. Itccife, 24 de ielembro de 1845. Re-
gueira Costa.
Em observancia a reipeitavel portara supra, cer-
tifico, que o procurador da cmara municipal desta cl-
dade, Antonio Joaquim de M lio Pacheco, levaniuu do
deposito geral a quaulia de I: 73/697 ri.. segundo cons-
ta de nove mandados de levantamientos, passados pelo
julio da primeira vara mnnicipal desta cidade, da im-
portancia dai execucoes de Joio Manoel Franco e ou-
tros, de multas por infracides : e como ui ditos man-
dados sio idnticos, com a mudanca smente dos no-
nes dos execrados e das qoantias, por Isso deixo de
paitar a certidio de todoi os mandados, a o fayo s-
menle de um delles, cojo leor he o seguinte :
MANDADO DE LEVANTAMEI4TO DA OANTIA
de m49? rs.
O r. Antonio Jos Pereira, juiz municipal supplente
da primeira tara do termo do Kecife, por S. M. t
C., que Dos guarde, etc.
Mando aos oOJciaes de Justlca, i quem tsle for
aprsenla Jo, iodo por mim rubricado, requenmeolo
do procurador da cmara municipal, levautem do depo-
elto geral a quantia de I3497 rs., que deposilou Joio
Maooel Fraoco por exeeuvio, que Ihe tnove a cmara
municipal, e entregue o dito procurador, para que este
a lecolba ao cofre municipal, a que perteuce; e, lana-
do o respectivo termo ao p deste, recolhio ao canorio
do rs envi, que este lavrou. Assim o cumprio. Keci-
fe. 10 de malo de 1846. Eo, Jos A/Junio Uuedes Al
canforado. escrlvlo, o ucrevi. Pereira
u TERMO DE LtTVANTAMBNTO E EHTBEGA.
Aoi 14 das do mez de maiu ae 1845, ueste cidade
do lt.cife, em caa da residencia do depositario geral
desta cidade, Francisco Baptista de Almeida, onde trio
o procurador da cmara municipal. Amonio Joaquim
de Mello Pacheco, pelo mesnio depositario geral loi
entregue ao oieawu procurador da cmara a quan-
tia de 139/497 rs. do reato deste mandado, abati-
da deala quantia sua porceotagem ; a, para constar,
mandou o olTiclal de justlca. abaixo asslgnado, (ater
este termo, em que, com o procurador da cmara, ai-
slgnou. B eu, Jeronymo Sebattido d'AUm-Castro. r-
nele! de juMica, o escrevl. Antonio Joaquim de Mello
Pacheco. O official de justtea Joaquim de Torre*
Bandeira.
Nada mais secootinbaem dito mandadoe termo de
entrega, aqui transcriptos por certidio, os quaes vio fiel-
mente copiados, aem cousa que duvida laca. Recite de
Peroambueo, 5 de setembro de 1815 Bserevi eattia-
nei. No impedimento do depositario geral, Francisco
Baptista de Almeida.
Certifico mais. que. i fainas 3i dos mesmos lu-
los se acbs a seutenrja pedida por certidio no requer-
monto retro, a qual be do Ibeor, lrma, e maneira
seguinte: Vistos esle autos, etc. Julgo illegal a
prisio do detento Antonio Joaquim de Mello Pacheco,
por nio ter bavido justa causa para ella ; por quanlo,
anda que elle tivesse deixado de recolh r. no termo
assignado, as qusntias, que por mandado judicial bavia
levantado do deposito geral, nio eslava suhjeilo i pena
da ord naci, livio quarto, titulo 96, 5.'. a qual
s tom lugar contra aquello, que, bavendo recebido e...
guarda ou deposito alguma cousa, depois recusa en-
trega-la i seu legitimo dono, o que se nio verilicava a
respeito d <.detento, que nio eonata doi autos se titea-
se constituido depositario d'aquellas quantiai ; po
que elle as lirou do deposito geral, nio para guar-
dar em seu poJer, mas sim para recolber ao cofre da
mulliripalidade, a que pcrtenciio, em ilude do jl-
gado; sendo certo, que, sealguma irregulalidade ti-
nba liando n'etse procedimenlo, imputada devia ser
aojuiz, queo ordenou, purcujofaclu nio poda res
ponder o detento, o qual por isso mando seja posto em
plena liberdade, passando-se para esse fl u alvara do
soltura, pagas pelos, que requerfirio a prisio. as cue-
las, em que os condemno : e recorro para a relacao do
disinti, para onde o escrivio lara immedialsmente
remessa dosaulos na furnia da loi Heile 23 dse-
tembre do I8B. Jos Ntcolai Hijuiira Costa.
a Certifico, Analmente, que o accordo proferido
em ditos autos pelo tribunal da relacio desta cidade
he da forma e maneira seguinte : AcrordacTem re
laco, procedendo-se ao sorleo, e sahindo relie oa
junes abaixo assignados, tendo sido competentemente
relatados esle autos, conlirmio a sentenca recorrida
por algum dos seus fundamentos : e pague o recorrido
m cusas ex-causa, Itecife, 11 deoutubrode 1845.
Alcedo, presidente. i'eixoto. /'onse. Bustos.
Nada mais so continua em dita portara, com certidio
do depositario geral, senienca, e accordo; que eu
c-ernat) licn e belmente fix copiar dos propios autoa,
aos quaes me repollo; e vai sem cousa que duvida
laca, conferida e concertada, lobescripta e assignida
nesla cidade do Recife de l'ernambuco, as qualorze
das do mex de oulubro do anno do nascimciito de .Nos-
so Senhor Jess Cbristo de 1845, vigesimo-quarlu da
independencia do imperio do ISrasil. Subscrevi e aa
signei. Em f de verdado, e concertada. aldxno
de U/ntira Jacomo.
lllmt. Srs. Tendo eu dado parte i Vs. Ss. das
ahsolticSes. e o mais que occorreo, n l-tivamente aos
nrocessosde de/ dos Uberneirog da Boa Villa, que l-
tigario com acamara por inlrac{io das posturas sobr
afenco ; compre me igualmente lear ao conheci-
mento de Vs. Ss que ja furio pagas, e licio de todo
ultimadas, nao s as execucoes dos det, a quo espe-
cialmente me refer, mas lambein as dusoui.os, que
nnt nrmente batiio sido ab-olvidos. Dos guarue a
Va. Ss. muitos annos. Kecife, 12 de dezeuibro de
1845- lllms. Srs. presidente e creadores da cauara
mun>cipal.
Antonio Joaquim de Mello Pacheco,
Procurador.
Variedades.
HA REALEZA NOS ANIMAKS
Qual loi a origem da realeza I Aquellos, que consi-
dero esta insliluicao como cousa de intencao inteira-
mente humana, e independen! de toda e qualquer par-
liri|-arao ou influencia divina, nao suspeitau taliet, que
a sua opino lem contra si argumentos deduzidos da bis
tona dos animaes, a quem Ibes nio sera mu fcil acbar
espusta. De facto a realeZi nio se enconlra exclusiva-
mente entre os bonicos; sem ser preciso possuir grandes
coiibecimenlus em.zoologa, cada um se pode conven-
cer, <|uando quizar, queexistem difler>-nles especies de
Minus, em que a mesma insliluito se aprsenla, e
nao s cun as inesmas vsntagens e utilidad*) dos indi11-
duos associados, seno tambem com os mesmo* privile-
gios, all ibuices e pr. rogativas de quem governa. O
esludo desle laclo he impelanle por muitos motivos :
pi llenamente pelo que a cousa em si mesilla oflerece de
curioso; em segundo lu;ar, pelas graves coosiderave.
morars, que del le podum deduzrse, seu que dalu re-
sulte inconveniente ou prejuizo para quem o li/.er Per
miltem-se tem difliculdade ao naturalista opunOes, que.
quando iiiuito, ae doeslio ue paradoxoi, mas que seria
ouiosas (mulloembora frizaisem com a veidade) desde
que se presentas.em com carcter pollino, o quo po-
denao Iransformar-se em motivo de pcrseguivio.
De lodos os iiirnaes, em que a rralexa se aprsenla,
aqu lles.em que ella lem sido mais feralmente observa-
os, aio as abelhas, que, pelo estado de domesticidade,
em que vivem, se prc.-ia com mais facilioade a curiosi-
dadu do observador. O laclo ja era sabido pelos auto
res mas ascircumstanciaa mais curiosas e importantes
delle erao-lbes inleiramenle desconbeciuaa, e s em
lempos mu posteriores, e precisamente nos oossos das,
be que arabio de ser reveladas, grutas a paciencia e ub-
servaces dos naturalistas contemporneos, (uaolo a
mim. que nio quero litar a nuiguem o que ue direito
Ibepeilence, declaraiei francamente, que ocoubeci-
n enlo.que della. lenbo, loi adquirido ouviodo as ii^oea
do prolessor Miloe bdwards, que, no momelo em que
eacrevo, est i/endo no jerdim das plantas desta cidae
de Pars um curso especial de entomologa, a que leobo
assisiido com muita regularidade.
A primeira circumstancia notavel da historia das abe-
lhas he, que todas as vezes que cerlo nuim ro deslts a
nimaes (diflerentei outros se achio no mesmo caso) vi-
vem em sociedade, existe sempre um re que dirige a
os naturaliitai Trancares, me parece muito mait proprio
que o de o.belha mestra, de que vulgarmente nos sm-
inos em portugus. De facto as ittrihuicons e o officio
do que se chima abtlha mestra lio verJadeiramonle as
de um rei, como vai or-ie.
A primeira condieio de um rei, o de rei que oio tem
quem o substitu, como no nosso caso, be que nunca
skia dos seus estados. He igualmente o que acontece
com o rei das abelhas; i excepfo da poca momenta -
nea do casamento,que se consuma nos ares e a distancias
immensas da trra, nunca maisdesamparou o eortico, e
se o desampara, be porque toda a naco a acompaoha, a
vai eslabelecer-so em oulra parte. Que o seu officio be
administrar justica e governar be cousa que nio tem du -
vida; e be por este motivo que tem sempre junto de si
uuia especie de guarda de honra ou de conceibo de al-
tado, que nunea o larga. Os roembroi deste concelho de
estado acompanhio constantemente a peisoa real para
qualquer parta que ella te dirija; a se aUum delles se
separa, he s quando vai levar ai ordem do soberano i-
qulles, quedevemexecuta-lai, e logo volta. V le illo
mis particularmente quando a nacAo he ameacada de
algum pergo, que exige medidas extraordinarias.
Dos difiranles inimigos, deque as abelhas mais se
rnceiio, os zangios, especie que, como ellas, tambem
vive em sociedade, lio dos maii temiveis. Esta naci
de ladroes, todas ai vezes que pode cahir sobre um
eortico de abelhvs, e fazer presa no mel, que ellas para
si prepariiio. nunca deixa de o fazer. Apenai o rei
das ahellias tem noticia da invasio, ou nicamente da
posiibilidadeda invaiio, por Ihe constir que o inmii
go se acna na visinhaoca, logo Ibe acodo com o reme-
dio. Sabe do paco em que reside, acompanhado de
seu concelho de estado, para ir ver com os seus olhos
o que Ihe cumpre lazer. Depoil desia visita, pirtem
ajudantes d'ordem em toda ai direc(0ei, e comelo
as abelhai trabajadoras ou neutral a construir lortifi
cacdei particulares, que impedem a entrada ao inimi-
go, e que sio demolidas, logo que o pergo passou.
I lotie os individuos, qua compdem a guarda Je honra
de S. M., ba alguns, que | arecem destinados especial -
menle para o servico de la pelma. Sio ellei o que
ruidio do arranjo a do servico do paco ; sio os que
piepsro e servem ai iguarias, que apparecem na mesa
regia ; sio os que te ctuplo do asseio da pesaos do
principe, que ab1 escovio e limpio, especialmente de-
pois de alguma viagem. Seja purm qual r o ern-
prego especial de eada um dol individuos, que com-
pdem a guarda, quo acompanha o rei, nola-ie que ne
nhum deile te approxion di tua pessoaseoio com
signaesde muito respeto e de muito acatamento.
Se ai funeces do quo le cbama abelha mestra sin ai
de um verdadeiro rei, as prerogativa.se privilegios, de
que goza, nio dudlzem da alia dignidade, que exercila.
A la babilacio be um verdadeiro palacio ; ai iguariai,
de que se alimenta, l para ella he que lio preparadai.
U palacio, em que resido o re, diflere dai habitecoes
dai outraa abelhas, nao so pela grandeza, mas pela for-
ma. As babitaedes ordinariai sio de forma bezagona
o palacio real representa urna especie de abobada ou de
dedo de luva : alem disto, o espado por elle oceupado
equivale ao de SO dasoulras casal.
Verificado por ludo quinto at aqui Dea dito, que at
atlribultdes e odelos da denominada abelha mestra sio
as de um verdadeiro rei, reitava saber, se a existencia
deste M era bem rs.encial k existencia da lociedade, ou
se asa ultima poda passar sem elle. Al cuiloilsslmai
experiencias, primeramente de Cbirac, e depois delle
doa dous itinos Guilherine e Miloe Edwirdi, poierio
a cousa dita du duvida
Aspbyxiiiio primeiramente o rei, mas nio de ma-
neira a priva-lo intelrameute de vida. En aqui o que
aconten o. Apenaa a noticia da molestia do aoberaoo te
espalhou pela naci, tudo pareceo cabir em coniterna-
cao e abatimeoto. Os Irabalhos ou se afTtouxarao ou
ae suspendrio ; de que se cuidava era de Ir ao pacu,
como para saber noticias da Impoitaote aaude de S. M.
Entre o- individuos, que por este motivo Ik lorio, vi*
rio-te algum, que com as antenas tocivio por diLTa-
reoles partea o corpo do re. como se qulxeaiem ceitiQ-
car se do leu estado ; erio provavelmente o mdicos
da camsra, que Ibe lomavio o pulso, a que examinavio
os sjuipiomas da molestia Depois deste exemplo, ou-
ttat abe,has entii'io a faier liicvdespordifferentes par-
les do corpo do doenle, e ao mesmo tempo agllavio as
aiaacom mulla fieqi enca, como se Ibe quizeisem dar
ar. Se estas lorio as prtlcripvfiei da laculdade, nio be
possivel .saber ; m*s u que be ceito he, que, depuis da
exicuciodistas difleieutvs manobras, be que talvez em
consequencia aellas, cometuu o doenle a daraigoal de
si, e em breve se reslabeleceu. Esto feliz acnieciinenlu
fui seguido de urna agitavio extraordinaria em lodo o
corlico. A' primeira cunslemavio, em que o povo pa-
reca haver cabido, succedeo urna aclividado inslita, e
urna circunstancia notavel deste excesao de uiuvimeolu
ful, que le ouvio ao mesmo lempo urna especie de zum-
bido paititular. que nao dependa do muvimento das
azaa. mea da exiullio do ar pelas trecheas. Tal vez a
iiuaginacao do obieivador n e.to alguma cousa de tua
casa oa mlerpretacao desle lcioi; mal pareca evldeo-
le, que a nolicia corra de bucea em bocea, e que se can-
tav o Te-eum por toda a paite.
Esla experiencia, jk de lauto lotereiie, fui leguida
de oulra aluda mais curiosa, e de reiu'ladoi nuil im-
portantes. Aipbyilou le o ro. mal d >iou-se destilas, e lltou muito He inuin dizer, que
ludas as i peratdes pralicadas na ob.-e vacio aolecedeute
lickiio sem resultado, (uv faria enliu a navio ? Con-
tinuara os seus irabalhos como antes do fallecimentc
du re, e pastara sem elle? Ses cidido, que a piesenca da u6e|/ia mestra no coilico niu
tioha nada com o governo ou com a adminlalravio da
svciedade, e que o unlcu Um da sua existencia era a
procreacio da especie, por ler ella a nica fecunda ; po-
lm o que acouteceo foi o seguinte :
Apnalas abelhas se coovenciio, em coniequeocia
da inutilidad dos leui eslorcul, que o rei eslava real
ueste morio, comrckrio a demulir clncoenla dai hab
laittas ordinarias, e cuoiiruirio, com ai rumas dellas,
um novo palacio real. Para elle palacio ful transpor-
tado um Ovo, deque, as cncumilaucias ordinarias,
devia tiuscer urna abelba operara, e por comequencia
neutra ; mas a larva, que do dito Ovo oaiceo, loi ali
mentada com es manjares preparados exclusivamente
para a cursa real Etn comequencia dcila mudanca de
iiabitacio e de alimento, a larva, que le devia transfor-
mar em abelha ordinaria e sem sexo, traoiformou-ie
em urna, verdadeira abelha mestra ; e, quando a idade o
permitiio, tomou conta d goveruo do estado, que eon-
linuou a exeicitar como a rafnba aefuncta.
Na experiencia que acabo de referir be evidente, que
a nica causa da extraordinaria translormacio, por que
da couia de ama maneira mu positiva. Da mesa regia
aobravio reitoi ; e estes restos eahiio. em lrma de
migalbaa, nss cellulas visinhas. babitidas por larvas do
abelhas neutral, ou operaaisi. Ealm ultimai. vendo oc-
oaiiio tio propicia de provar do fruoto vedado, com-
rao -as com avidez. Foi poueo para qua o efTeilo loase
completo ; mu foi o que biilou, para que sdquirissem
eerto privilegio de ecuodidade incompleta, pondo al-
guns ovos, dos quaes com ludo smente au lio ma-
chos ( que be o rexo ignobil entre as abelhai), e oio
abelbis operaras, nein femeas. Porm est privilegio
(oi-lbes fatal ; lenlindo-ie nohilitida com a participa,
ci de urna prerogitiva exclusiva do rei, alTeetrio ares
de grandeza, desprezrio ai outraa, a nio quizerio Ira-
balbar, Foi este excesso de orgulbo, qua as pardeo:
convencidas de baverem usurpado algumai dn attribui-
cOes da soberana, quando le apropriirio parta da fa-
zeoda real, que por acaso Ibes cabio nss mioa, lorio
condemnada k morle, qua ai outrai abelba Ihes iofli-
girio, atravesisodo-as de parte a paite eom os seus dar
dos, ou aguilbOes. A ociosidade entre ai abelhai be
crime imperdoavel : a sua regra be a de lodaa ai socie-
dades bem orgsnisadis ; quem nio trabuca nio man-
duca.
Tudo illo parece romioee a ha historia : hiitoria vi-
ndica he por ucrto, a nio menoi digna de admiracio,
que lecunda em resultado!. En-aqui finalmente urna
sociedade, em que a realeza he da direilo divino ; por-
que ninguem se lembrari de dizer, que a nsliluicio di
realera be nesle cam filba de delibencio doi individuos
aasociadoi, por entenderem. que assim be conveniente
para utilidade de lodos. O iniincto he aqui tudo ; a
indiligencia cousa !> nbuma. O rei exilia e exercila
as suas lunccSel, independentemente da vonlade do po-
vo. A sua existencia be eaiencial k existencia da socie-
dade ; e he por iieo que, logo que o re lilla, immedia-
lamente ai abelhas, nicamente por torca du seu ins-
tincto. a sem ssberem que o la/em (porque, anda que
queirio. nio podem deizar de o fazer), tralio logo de
s'ubsiuui-lo por outro. (ue ule. ou aquello re mor-
ra, be mu possivel ; que a realeza acabe, nio poda
lar : rei mora, rei posto, como se diz entre oia.
Quem iito l, e msio penis, oio pode deixar de ler
leniacoes de paisar du sociedades dai ubelhas para ai
sociedades dos homeni, e de perguntar,ie tambem nes-
las ultimas a realeaza he leito a obra da oaturea, ou
e.uliado da ontade, da deliberacio e do accordo dos
individuo! aisociadoi. A opiniio, que iclualmente a -
grada mus be, que primeiro exi.tuo astoeieda es, de-
poil oa rail. Se esli opiniio loise exacta, resolvda es
lava a quealio sem possibilidade de replica ; mal a bis-
loria diz oulra cousa a be oecetiario para bem eslibe
lecer a doulnna da poca ir procurar argumentos, que
valbio maii. Com efleito, o que a historia diz be, qua
em mil occaiides diflereolai ai nicfies te reunirio para
elevar tal, ou tal rei ; maa esse rei succedeo a outro
rei, que jk tinbi sido precedido d'outro e o'outro, al
que finalmente le enconlra urna poca, em que, ou a re-
aleza e a naci oaicrio ao mesmo lempo (assim acon-
teceo toda ai vezes que urna companbia de soldados
fez o primeiro rei), ou o rei existi primeiramente, e a
scciedade depoil. A tegunda paite desle aiserto deve pa-
recer paradoxo, mas he pura verdade. Assim, quindo
Komulo abri junto de Oilia oasylo a queacudirku o
Irezentoi ladro i, que forao o ncleo do povo ramaoo,
ou Tbeaeo o asylo a que verio rlugiar-ae os que fud-
dirio Alhenas, be evidente, que tanto as mooarcbas,
que elles lundkrio, como a auloridade, que lobre el-
las execut rao, delles mesmos proccdiio, e nio da na-
gao, que s depoil se formou pela roumio doi indivi-
duo!, que acudirio ao leu chamado ; a te ai primeirai
familias forio as piimeirai naiei, be limbeui evidente
que primeiro existi o ebefe desa familia, ou o pal, quo
os leus descenuenloi, que depoil compoietao a socie-
dade, ou a afio.
Muit s outraa comideracdei interesantes poderja eu
aqu fizer lobre a materia ; mas em til caso, em luttar
de esciever um artigo de historia natural, que foi o que
nicamente me propuz, quando comecei o que acaba Ja
lr-se, eacrevena um artigo de poltica, que be mate-
ria, em que nio quero mellar me por nenbum modo.
(Um realista.)
MULTA IN H1NIMIS
Vai em Ire annos, poi occasiio da industria germ-
nica, que leve lugar em Maenca, foi uflerecida k cu-
rioiidade do publico, debaizo da denominadlo de mu-
laln mintmis, urna colleccao de galantailas, que, em
volume verdadairameRte micioicopico, apresentavio
urna immenaidide de objeclos executadoi rom a ulti-
ma perleico ; um artista inglez, chamado Herbrrt
Wood, acaba de fazer k rainha Vid na um presenta
do mesmo genero .que, segundo a de.cnpt,io. que
delle la/em as fulbas de Loudiei, podeiia competir
com qual quei das cuiiondauea lio celebradas em AI -
leiiiauha, e talvez mesmo vence las. He una concha
de nautilo, em que o facanboso Brelio gravnu a pon-
a de caivete os objeclos leguintii, lodos os quaes es-
lio desempenbados com una peileicio, que espanta,
pela delicaoera da obra e pelo acabado da exeruiio :
l.\ ai armas reats de Inglaterra ; 2 o retalo do
principe Alberto muito pelo natural; 3.*, o desrnho
do famoso vapor Great-Britam tota a sus rmpeteme
desenpeao ; 4., igual uesenho do vapor Greai-Wes-
tern, acompanhado igualmente da aua de.cnpcio em
prosa e em v< rio, que, com a do antecedente, oceups
1,500 linbas, otnadaa de urna iramensidade de carac-
teres itlicos, allemies, romanos e ingleiei de dstai
muito antigai, e nio lmente nolaveii pela belleza da
calligrapbia, mis de man a man pelos prolundos co-
nbucimertoi paleogtapbicos, que a la exeeuvio iup-
pde. A rainha apreciou, como devia, este produeto
de urna paciencia lem par, louvando e premiando o
autor decouia lio delicada, tio perfeita a lio intil.
dita sociedade o a governa. Digo es, como se dizia an-1 a larva passou, loi a simples mudanca de alimento; mas
ligamento, porque realmente u nome de rex, que os La-I para que a este respailo nio reslasse a menor duvida,
liaos Ibe datio uu o da rue, como drzaui aciuaiineoleI um fado mu interessanle veiu estabelecer a realidade
BRACOS ART1F1CIAES.
Melbor he ter bravos oaturaea do qua poilieoa ; po-
rm, quando se perderlo oa naturaes, ba cerlamente
grande fortuna poder oble-loa artificiaei, e lia per-
leitoi, que psalo ala certo ponto lubslituir os que noi
tinba dado a oalureza. Van Felersen, macbnisla lian
cez, porm origioano da Hollanda, acaba de fazer k
liumauidade este servico. Os bracos artilieiies por alia
inventados mereirao, nio s a approvacio, leno
tambem o elogios do Instituto da Flanea, que nio
cosluma da-loi a lodos. Pera que a applicacao delle'
possa ter lugar, basta que o mutilado teoba conserva-
do nio mais do qua o terco do humero ; verificada 4-
ILEGP


ta eondiclo, pode servirse dos teui brsQos postifo
com tal vantagem, que al" Ibe he ponivel pegar e mi
nejar com ot datos qualquer ohjeclo mui delicado, co-
mo urna folba de papel oo um.alfinele.
Quindo o autor submelteo o se ir invento ao joiio
do Instituto, nomeou eile, segundo o costume, urna
commiaaio, que dsse o seu parecer sobre o mereci-
rnenlo da descoberta ; e eomo nlo era ponivel que
oa commissanoi podeiiem fuer idea do partido, que
ie poda tirar da machn, sem a terem Uto em exer-
cicio, mandou-ie vir do depotito dos invlidos de Pa-
rs um mutilido de ambos os abraces, em que ae fuei-
ae a experiencia. Van Petersen applicou oa seus bra-
cos posticcs e no meimo momanto o soldado come-
cou a servir se dalles com tanta acilidade, que, na
presenca de todos, levantou do chao um copo de vi-
nbo, levou-o i bucea e heho-o laude do inventor.
Mai (oh! deigraca!) terminada que fui a experiencia,
tirou o macumis'a ao pobre invalido oa dous bracos,
que lmente Ibe tinha applicado para convencer oa
commiisarioi dai grandes vantagens que dalles podiiu
tirar-se.
A desconsolado do triste mutilado Coi igual ao pra -
ser, quo trnb* sentido qiando, sem o esperar, le tinba
visto com 01 dous memhrns, que Ibe fsitavio. Invo-
luntariameiile Ihe rebentarlo ai lacrimal dos olnos:
a do> de ae ver sem 01 doui bracos, que por um m-
menlo Ihe tinhao dado, era ixual, ditia elle, a que ti-
nha sentido, quando Ihe amputarlo os seus. Semelhan-
te espectculo devia tocar a lodos os que o vilo ; porm
lmenle Arago he que exprimi o sentimeqto, que elle
Ibe tinha Causado. Como, lenhore (disse elle aoi
membros presentes de Instituto), hivemos de amputar
pela segunda vei dos leus duus bracos este bravo mili -
lar. que os peidao ern servico da causa da patria, que h
a de lodos nos ? Quai he o preco da vosea machina ?
perguntou ao inventor. Quindenios fanos.
Sentiore, continuou Arago, nio be ponivel que o
Instituto se ancarregu < de dar bracos a todos os inv-
lidos, que lorio privados dalle*; mas delta vei bern p -
de, por nica exoepcio. accrescenjar ao seu orea men-
t a eornin* neoeiiari pira fazer acquisicio de dous
bracos, de que lave necesudade para a execuuSo da ex-
periencia, que aeaba de ter lugar. A gen-rosa ideiuau
illuttre astrnomo loi adoptada por todos, e o feliz in-
valido voltou para o ieu quartel pnvido de qualro
membroi, em ves dos doui, que trouxera, quando de la
labio.
Cada braco, fabricado por Vn Petersen, apelar da
immensidade de molas que entrio na sus composicio,
pasa nicamente 16 oncaa esoassas, comprehendendo
lodoi os appareihos oecesssrhs para a aua applica-
cio.
(Do Jornal do Commercio )
COWMErtCIO.
Alfandega.
BENniMbnto doduIK................5:579j76i
DetcarregaO hojt 16.
BrigueBrandywinefarinba.
BarcaHope bacalbao.
Barca Globe farinba e bolaxinba.
Barca7 rio cirvlo. j
PatachoOrioncobre velho.
Polaca aaida /.igwemercadorias.
Barca Thomai- Millot $ ca vao.
Brigue/Ida mercadorias.
BrigueCe>**idem.
Brigue Yoioftdem.
Consulado.
BKNDIMKIfTO UO DA 13..
Geral .......................:.'... 3:*39i5M
Provincial......................... 7c3702
Diversai provincial................... 22*043
dexambro de 1845 O eacripturario, Francisco Ser-
fico de /luis Carvalho.
AVISO IMPoiiTvNTR A0I COLLKCTADns.
O administrador da meia da recebedoria da rendas
geraea internai, tendo por mnitsi veiei (nnuneiado
pelos Diario, convidando aoi collcctados do bairro do
Recile, Sanio Antonio, Roa-Vista, e A fugados para
virem pagar a taxa da eseravos, imposto do banco,
aegel e carrinhoi, decima de rrio mora, ningu-m
lem comparecido pira pagar, resultando delta omissio
despeaea e ineommodos para 01 collectados ; e por is
pela ultima vexannuncia,convidando a todos para virem
pagar, pena de le proceder a ejecutivo em Janeiro
prximo vindouro: e para que chegue a noticia a todoi,
faco o presente annuncio. Recebedoria, 15 de de-
rembrodo 1815.
Francisco Xaty'ir Cavalcanli de .lbuquerque.
j4dmin Perante a administrado dos eslahelrcimentoi de
ciridade, se hio de arrematar por 3 annos, quem
mai der ai rendu dai caaaa seguintes.: ni. 17, 47 e
49 da ra do Padre Florianno ; n. 5 do becco da Car-
alha; ni. 32 e 34 da ra do Fagundes; n. II da ra
de V Jos* ; n. 5 da Ira vena d mesmo ni. 30. 34 e
38 da ra da Calcada ; n. 18 por detrs da ra Nova ;
n. 31 da ra da Moeda ; n 7 di ra de S. Trien xa ;
n. 70 da ra dai Cinco-Ponlai ; n 33 da ra de Hor
tai; n. 65 da ra di Gloria ; n. 8 da travesa doa Ex
posto*; n. 7 da ra da Viracho.
Os licitantes dirijlo-ie ao sobrado da ra do Cabu-
ga n. 5 no da l9do cor rente pelas 10 borai da
manhia munidos de fiadores idneos. Sala dai tenues
da administrado dos estabelecimentos de candado. 13
dedezembro de 1845 O eacripturario Alexandie
Amtricodt Calda* B'ndito.
Fa'-se aaber aotaubditos britannicos residentes
em Pernambuco que no da lerf,a leira 23 do cr-
rente pelo meio dia, lera lugar no consulado bri-
lannico ra da Crui, o sjunlamento para os fin de-
signados no acto 6 Geo: 4. cap 87. Consulado bri-
tnico. 13 dv dexembro de 1845. B. Augustas
Cneper, cnsul.
Companhia do llebiribe.
O prazo marcado para o recudimiento
das prestacoes em atraso ndi-se no dia
aQ do crrenle. Escriptorio da Compa-
nhia do Beb* ibe, i5 de Dezembro de
1845. O secretario B J. Fernanda
Barros.
4:235*289
Uoviuieulo rio Torio.
Vacio entrado o dia 15.
Angola ; 20diai, brigue asido Uario, de 167 tonela-
das, capitio Giareine Bunngnore. equipagem 11, em
lastro ; Jlo Pinto de L'-inoi & Filho.
Navio* sahidut no mismo da,
Aracalj ; luiuac* brasilea S Antonio-de-Padua, ca-
pillo Manoel Jos Ribeiro, carga vanos gneros.
S. Matht-us; lunuca Sunta-Citit, capilo Ballaiar Jo
ai4 doa Bou. em lastro.
THEATRO PUBLICO.
A compaiihia iialiana nao
dar a recita annunciada pa-
ra o dia 16; c declara, que os
iiiiuineios inseridos nosperio-
dieosdodia 15nao foro leilos
pelo director Jos Marinan-
geli.
k visos martimos.
Edital.
O Illm. Sr inipeolor das rendas provinciaei man-
da laier publico, que, estando quiii concluidas casa
e barreira da ponte, pensil do Cachae*, continala
jio dia 22 uo correnle a arremetacau da taxa da dila
barreira conforme a urdi-m da presidencia da provin-
cia, de 27 de unbo ultin o, pelo preco annual de
dous contus de res pur lempo de 9 mezei, a contar d
1." de Janeiro ao ltimo deselembio do annu proxi
rio luturo Ul li< itantei, devidamente habilitados, com-
pareci na aala das sesse* da roetina theaouiaria no
da indicado, ao ineo da.
Secretaria da ibesuuraiia das rendas provinciaea da
Peioambuco, lOdederembro de 1845.
O secretario,
tiis da Cotia l'oriocarteiro.
Para o Rio-de-Janeiro segu em poneos diaso
patacho Belleta-do-Sul, p"de recebar alguna escravoa,
e lunibem lem bons comniodos para pauageiros : quem
pretender, pode tratar com o capilao, ou com Amo-
rim Irn aos, na roa daCadea, n. 45.
= Para o Riu-Grandedo-Sul segu, breve, o bi-
gue Victoria calillo Benlo Jos de Almeida ; tem
bons commodos para pasiageiioi, e eicratoi a Irete :
os pretendentes pudem convencionar com Amoiim Ir-
mios na ra da Cadeia n. 4S.
= Para a Babia seguir, em pourosd'.ai o patacho
Venus : quem no mesmo quiltr carregar pode en
temier-se com os coi.signatarios Amonio limaos na
ra da Cadeia n 45.
i Para o Maranhio lahir precisamente no dia 25
dncorrrnte, o brigue brasileo Minerva, pregado r
lurrado de cubre recenten ente fabricado ; (ern a
maior parte de seu carieganenlo pin pta : para o
rest i e passageiros dinjo-ie a Francisco Alsea da
Cunha na la do >igano, n. II ou a Manoel
Uuarte Bodriguei na la do 'I rapiebe n. 26.
Para o Ano sai, no di* 20 do correnle o bri-
gue Deo'-leGuarde : quem no mesmo quirer carre-
gar dinja-su a ra da Cadeia do Recife arma/em ,
n. 12.
Para o Porto legue viagem, com brevidade o
bergentim Importador capillo Jos Fereira Carnei
ro : quem nelle quner cairegar ou'ir de passagem
pora o que lem excedente! commodos, dinja-se ao
mesmo capillo ouaoseu consignalsrio Manoel Joa-
qun) Ramos e Silva.
Dei laragoes.
aa> Pelo lyco desla cdade se fax publico, que no
dia 6 de fevereiro do anno prximo futuro irao a con-
cuo as cadeins depiimeiras leltrai para oaexomas-
culmo das povoafdes de Goiinninba e Pedrai-de-Fgot
comarca da Goianna. >-candidatos, que as referidas
cadenas te quizerem oppr, babititem-se noi termos
di le. Secretan do lyco delta cidade, 25 de novem
bro de 1845. O secretario, Jotto facundo da silva
Guimartte,
O arirnal de guerra precita comprar 10 tonela-
daa alo carvio de pedra: quem tal genero liver para ven
der, mande a directora do mesmo suai amostras e pro-
poa'as em caria fechada, nos diaa 16, 17 e 18 do an -
Jante mez. Directora do ai seal de guerra, 15 de
Le.la.
Frrdrjnk Rubilhari fjr leilo, por nlervencio
do corretor Ulisera. e poi conta e riico de quem per-
lem-ir, de poicao de ceneja prela e brinca, vinho
champanha, uto de Borde-ux em quartolus e em gar-
ra I as, dito de Hucellase Lisboa em barris de quarto
o que ludo se vender < m lotes i vunlade dos eompra-
dores, e por piecoa raioasen : quinla-leia, 18 do
crtente, ai 10 born da manhia, no leu armaiem,
ra do Trapicbe-Noo.
Avisos diversos.
O CLAMOR PUBLICO
O n. 68 acha-se a venda, na praca da Independen-
cia, livraria ni. 6 e 8.
O LDADOR.
O n 73 acba-se a venda, na praca da Independen
oa, livraria ni, 6 e 8.
I.oteri do Theatro Publico
Nao devendo mais entrar em duvida,
que as rodaa desta lotera ando impre-
terivelmene no dia 18 do corrente mez,
0 respectivo thesooreiro ( nao admiltindo
subterfugios, porque ns deles'a ) declara,
que o dia cima marcado be rrevogavel,
assim como que o reslo dos bilhete.-*
vender-se-ba .smente at o dia \7 : por
lano quem delles anda se nao proveo
1 rale de o fazer, na certeza de que nao lera
de arre ender-se.
Casa da Fe\
RA ESTREITA DO ROZARIO. N. 43.
Vendem-s* t ilheles, meioi diloi e caulelai da pre-
sente lotera do Ibealro. cujas rodas teem de andar in-
fallivelmenle no da 18 do correnle mez. Os bilhetes e
mems liilhetes vendem se com 500 rs. sobre os seus
precns. esa cautelas, decimos a i rs., e os vigesiimos
a 600 ri. : a elle*, e a ellas, que so poucoi.
UBItAS"NVAS DE MfihlCliU.
Tratado completo de hypochondna porj. L. Bra-
ihel, obra premiada pela academia real de medicina,
I vol. 1814; anatoma e phyinlogia do sjslema ner-
voso du bomein, ellos anuuaes vertebrados, por T.
*. Coiget, 2 vol. 1842 ; tratado platico das en-
ormidades da infancia por F. Barner. edicao aug
mentada em 1845. 2 vol.; pnmeiras linhas dephysin-
ga do doutor J. J de Mello : l Collegio.
O professor substituto de pbiloiophia e geome-
tra do collegio das irte* de Olimta se acha morando na
ra de S. Pedro Mariyr da mesma cidade (penirltimo
sobrado procurndoos Quatro-C*ntos>, onde c nlinua
encinar durante as ferias ai duas material da sua
prulisafio.
Precisa-se saber quem he nesta praca o correi-
pondenle do Sr. Francisco Leocadio Vi'ire, da |iro-
vincia dai Alagoas, morador no seu engenbo Cumbe,
a neg co de seu grande >nteresse
Ollerece-se urna Portuguesa para ama de casa;
sabe cozer, engminar, cozinh-r. e dirigir urna casa:
quem a pretender, dirija-ae a Soledade, becco que do-
bra para lielm. n. 7.
Os beneficiados da peca Elixir d'Amor, annun-
ciada para ser representada no da ttt do correnle. la-
rem publico, que, por circumstancins, que occunrio,
nao lol posilvel i ff ctuar-se aquella represeolafio ; ten-
do de agradecer a seui proteclure o quaolo coopeiarao
para seu beneBcln.
A pessoa, que annunc:ou, na encrutilbada de Be-
Itm, urna e-crava ptra alugar, querendo, dirjase
praca da Independencia, n. 28, para tratar do ajuste.
Benlo Jos de Almeida embarca para o Rio Grau
de-ao-Sul oa leus eseravos Silvestre, ciioulo, e Francisco
e David Aogola.
Empresta-ie dinheiro sobre prata, ouro e diaman*
tai; na ra do Furo, n. 27, solo.
( abaixo asaignado avila a loda ai penoas, que
teem penhoies em sua mao. hajio de os resgatar al o
llm desle mez, poisj ha multo se achao vencidos; du
contrario os vender, para seu p^gan entn.
Jeronymo de Abreu.
Deseja-ie fallar com a Senhora Marimba Mar-
H>rid Lma da Fonaoia, ncfju&iu do acu iuieieaau na
ra do Oueimado luja, n. 27.
_ Boga se ao Sr. Filippe Benicio Cavalcanli de
Albuquerque de ir a ra Nova n. 32, concluir o ne-
goiio, que desde agosto de 1833 sua meue nao igno-
ra ; e que faca todo o possivel de nio deixar entrar o
llov armo do 1846 ; pois, lendo se-llie mandado duas
cartas, a nenhuma lem querido dai respusla : e senao
responder a este se lara oulro como melhor convier.
Roga-se ao Sr. alferes Reg Brrelo ajudanle.
que fui do liatalbio provisorio, que enhn a ra Nova ,
n. 32. que se Ibe deseja follar a negocio, que lliu diz ies-
peilo o mais breve que Ihe fur pussivel.
as Priderao-se trez chavea aniariadas em urna pe-
quena cnenle de prata: quem as arbuu querendo
nstitui-las pode enliega-la na vend^ do Sur. Luna,
na ra Nova, que sera generosamente recompensado.
J. s Joaquim Pinto Marlins fax scienle eos seus
fregue/es e a quem mail convier que mudou o si u es
labt leti nenio de molbados que tinha na la larga do
Butano n. 30. para a mesma ra n. 21 esquina du
Iravessa da Cruies que volta para o quartel de poli-
ca aunde continua a ter bons elfeilu*. propnos destes
eslul.ee. ni cotos e por con.modos prevus ; assim como
vende a armarn e canteiros da venda que mudou ,
um lerno de medidas de pao para seceos e dous ca
toes onvidragados para aiiiuttraa, tudu o pelo quo se pu
der ajusfar.
A lupa se um eterno ptimo padeim rr' \"'i"
e 12 000 ii. mensaes : na rna Niva, n. 46, segn
do andar.
Na ra da Gloria n. 59 recebemse cavallos
para se tratar a 18^rs. poi mes ; ass.-vera-ie o maior
cuidado: ha taubem cavallos de aluguel com buns
arreios
= Arrenda-se un litio a naigem do lio, entre a
Capunga e o silio d>. 6r. Manuel Guncalies da Silva,
no lugar man bunilo do rio, com casa assobradada .
nova, boa agoa de beber, lem na roimha quarlus
para eseravos. estribara fura e terreno plantado de ca-
pim : a tratar no Alerro-da-Boa-V isla tanque de
agoa.
Pircisa-se alugar urna escrava ou escravo para o
lervico decaa de pouea familia ; na ra do Cjueima-
do n 14, segundo andar.
= Aluga-iea luja do sobrado da ra do Queimado,
ri. 14, por prefo commodo : a tralar no segundo an-
dar do mesmo subrado.
= Aluga-se o pnmeiro andar da casa da ra do
Oueimedo n. 14, com bastantei commodos, pin-
tado ha pouco lempo, por pre^o mais em contado
que te tem alugado: a tratar no tegundo andar da mes-
ma casa.
= Quem quixer alugar metade de urna casa no
bairro de S. Antonio ( nlo sendo muito grande ) .
sendo a urna senbora sem familia annuncie para ler
procurado.
*= Perante o Sr doutor juiz de orphloi, a Viuva
Seve & Filhoi, oflerecetn, para lerem arrematado! em
hasta publica nos dial 15 e 18 do correnle mez pe-
las 4 horai da tar Je em can da residencia do mesmo,
defronte da n.atrix da Boa Vista os segunles bens
para pagamento dos seus credores a saber: urna cala
de um andar em chaos propnos, uta na ra de S.
Rento ,n. 25. em Olmla avaliada em 2:000* rs.;
outr* da 2 andar* em chos proprio uta na l.dei-
ra de S. Pedro n. da mesma cidade avaliada em
2:000 rs ; outradita no largo dos QuaUn Cantos,
n. 25, em chlns proprios avali-da em 4:000# rs. ;
outra de um andar na ra dos Qiialro-canlOS n. 18,
avahada em 1:600,000 rs. : outra dita na mesma ra ,
n 17, vallada em 1:0c0,000 r. outra d la na ra do
Amparo n. 60 avaliada em 2:100 000 rs ; outra
lerreaeom sollo na mesma ra. n. 67 avaliada em
800.000 rs. outradita atrls do Amparo, com dous
lurr nos annexos i>ari edificarlo n. avaliada ern
700.000 ri ; outradita na ladeira da Misericordia,
n. 16 avahada em 600.000 rs. ; oulra de 3 andares e
sollo em Fra-de-Poitas deita cidade, ra do Pilar,
n. 72 avaliada em 6:500.000 ri. ; um terreno de 20
breem de Irenta e dez do fundo no Forle-do-Matto ,
entre a impeclo do algndlo e o ermatem do Tavarea ,
avahado em 3*500-000 r ; cinco canai iberias quasi
nuvaa avahadas em 1:250.000 rs. ; um prelo de 20
aonu, pedreiro.de nome Ignacio, avahado em 650
rs. ; oulro d" 18 annos de nome Joaquim va-
llado em 00.000 rs ; oulro de nome Luix. avaha-
do em 300.000 ; outro de nume Jlo canoeiro,
avahado em 250.000 rs.
Os crod res ou outra qualquer pessoa a quem
cunvier arrematar tae> bens, deer-8eomparcerno!dias
lluras indicados, e respeito dequaesquer informavSe
i lomar a cerca dos mesmoi deverd dirigir-ie a caa
la referida ViuvaSeved Fillioi: e para que ebegueao
iiinhecimenlo de lodoi mandou le puhear o presente
por esta lolha.
= ODerrce le, pira ama de urna caa, urna mulher,
que sabe engommar hem e co/inhar; quem de seu
preitimo se qui-er utilisir, dinja-se au becco do Azei-
le-de-Peixe n. 14-
-= Aluga-se o sobrado de um andar n 8, da ra
dos Quarleis : a tratar na ra da Cadeia do Kecie ,
ii. Si.
Desappareceo, no dia quinta-fera 11 do cor-
rente da ra da Cadeia do ltecife um quaruSo cas-
limbo amarello frente aberta gordo carrega de
pernas abert. s, do idade de 7 annos ; levou cangalba,
e cinco couros de cobrir carga : quem o tiver pegado ,
queira o mandar entregar na mesma ra luja n. 50,
ou no engenbo Rola na fregueiia da Escada apSnr.
Jos Rodrigues de Sena Santos, que recompensar.
Precisa so de um caixeiro de idade de 12 an-
uos para venda ; delrontn da ribeira da Boa- Vista ,
a fallar com Jos Soares Pinto Corris.
A luga sh o terceuo andar dosobrado n. 9 da
ra do Queimado : a lialar na luja do mesmo lobrado.
joaquim Ferreiradus Santos, subdito portuguti,
retin-se para Lisboa.
Aluglo se os primeiro esegundo andaresdo so-
brado da ra Nova n. : a datar na loja do mei-
mo sol rado. Declara-se que o dito sobrado se acabou
de rectificar, o pur isso se acba pintado e promplo pata
se morar sem que se faca deipeza.
L'ma pessoa, com algum conhecimento deeicrp-
luratlo, e com soflrivel leltra, olTerece-ie para escre-
ver em qualquer casa particularmente, ou como lea-
justar : na rus do Caldeireiro, sobrado, n. 12.
Aletandrina Candida do Nascimeoto embarca
l>aia u i\iu~ne-j.nieiio, no paiacnu reuaaade, a sua es-
rava de nome Anglica de naci Costa.
Lava-so mu bem de varrella com a maior bre-
vidade possivel e debaixo de luda a responsabilidacfe,
por sen m as lavadeirai escravis : na ra do Sebo ,
n. 31.
Precsa-se de ofliciaride ilfiite de obra mo
da ; na ra da Cadeia-Vi-lba n 48 loja do Car-
valho.
Aluga-se o sobrado de dous andarea na ra da
Aurora, n. 20; o segundo andar do sobrado, n. 24,
na mesma ra ; 3 casas terreas na ra Formula ni.
5, 6 e 7 e uii',1 na >ua do Seve, n. 4 com quintaes,
eacimba e niais romn odos para rande familia; os 2
lerceiros rndaies com sulios dos sobrados, ni. 4 e 6, no
Aucmo-cw Boa*\tt(a o sobrado de um andar ruin lo-
j i, lollo e quiital na tua do Sebo n. 50 : a Ira-
lar no escriplorio de Francia'o Antonio de Ohveira Se
I-ilbo ii.i i ua da Aurora n 26.
Alugao-ie, no Cachangl, duas casas da parta
ila boril- du rio todas tintadas e caiadas: a tratar na
ra do Trapiche n 31.
Ha quem queira alugar mensalmente urna prela,
que saiba bem engommar e l-vnr ; paga bem e prometa
i .relenle Iratamenlo : a tratar oa ra do Crespo ,
loja de Joaquim da Silva Castro.
.\ltigt-se una casa de sobrado de
quiltro andares na ra do Trapiche, com
muito boa vala para o mar, muito fres-
ca, e com um grande armazem : trala-se
na ra da Aurora, n. :>H.
Atiio importante. Altemflo !
= O ebaivo eisignado tem a saliilacio de annun-
riar aos mus fregne/es, e aua habitantes eaa geral des-
la provincia que pelo hiato americano Puroc, indo
de Hosion em 28 do mes p. p. Ibechegailo douicai-
x, le- de pilulal ve. el.ii s do doulor lirandrelh : o mes-
mo abaixo asignado afianca ao reipeitavel publico ,
que sio as unios e verdadeirss pilulai de leu proprio
autor que exislem a venda nrsta cidade ; por quao-
lo esti autorisado pelo referido doulor para ler o seu
agente. Os pretendentes dirjlo se a ra da Cadeia-
\ el ha I tica n. 56. Vicente Jote de Brtto.
MECHAS PHOSPHORICAS.
No Ateno-da-Boa-Vistd, na fabrica
de licores n. aG, de Frederico Chaves,
acha-se eslahelecida a fabrica de mechas
pho>phoricas, aonde acharad sempre
grinde poico de macos de too a i5o
mechas, pelo diminuto preco de 3o ris
cada um, a rclalho, e em porcao a 30 ris:
tamban ha caixas que conten dentro ioo
macos, e outras mais, muito boas para
se transportarem pata o centro, e parias
outras provincias por serem bem acondi-
cionadas, e se alianca a qualidade do lo-
go, por ser feito com toda a perfeico.
IVEL



= Aluga-se o segundo andar Jo mbrado da ra No-
ra n. 89. coro batanles crnmi los pera grande fa-
milia, e estribara para roa'?'de uui carallo : a tralar
na loja do memo sobrad
= Quem annuneiou lir, Ihccif orne, cata por 480*
rs. dirija-so a ra Dirviu loj do lernardioo de
Sena.
Quero precisir de um hornero para criado ou
para cotmheiro dirija-se a ra da Guia n. 13.
== Pedro JoKjuim de Olueira retira-ie desta pro-
para a do Rio Grande-do-Sul
= Aluga-se umt boa casa terrea com solio, cori-
ntia ora bom quintal e cacimba alrsz da malru de
S. Antonio : a tralar na ra Nora n. 25
--Aoh.o senacadoia desla cidade 2 erioulos de
bonitas figuras e altos: ha denuncia de cerero escra-
oe, principalmente o que diz chamar-re Jote Joio ;
este be barbado ; (ara doua annos pouco man ou me-
os (|Uf foi conduzido para a comarca de S. An-
sio pastado algum tempo foi perseguido pela po-
liseeapities de campo; evadio-se para aa partea das
Alagdas de onde roltou para ecte lugar, eonduiindo
em sua compaubia outro, que dii ebamtr-ce Antonio ,
parece nio ser barbado, figura maii que regular este
dizaerde S. Anlo ; porem julgn te, que veio com
o oulro das AlegOss; estes lorio capturados por o ins-
pector de quarteirio do Arraial ba indicios do tal
Jote loan tersido marujo e cozinhuiro de embarcado,
e escravo de um Frunce/.
- Aluga-se o primeiro andar da casa n. 55 da ra
da Crut: a tralar na mesma casa.
Da-ce dinheiro a juros com penbores de onro e
prata mesmo em pequeas cuantas; na ra da Prii.
n. 22.
Precica-se de 400,1 re. a juros sobre hypctbeca
em urna casa terrea livre e desembarazada : quero qui-
7er, annuncie.
== Quem liver um prelo bom oflicial de earpin-
teiro de bonita figura e que nao esceda de 25 a 30
annos de idade annuncie.
O aviso do theatro nio loi feilo pelo director do
mesmo, o Sr. Francisco de Freilas Gamboa.
Novaes & Companbia comprrin os seguinles
meios bilbetes da segunda parle da 16 lotera a fa-
vor das obras do theatro ns. 1175 e 1192, por conla
dosSrs. Jos Antonio Uves & Companbia do Mara-
ohio ; o bilhete n. 550 por ordem do Sr. Joaquim Ro-
geriode Souza Bastos da mesma praca e meio dito
ii. Il93, por contado Sr. Freoiisco Joaquim Fiusa
da Cunba do Para.
Manoel dn Amparo Ce| avisa as pessoas que
teem transaccOesem sua casa, que Aleisndrino Jos
de Sou/a deisou de ser seu caiieiro desdo o dia 8 do
corrente (cando em seu lugar o outro caiieiro An-
tonio ClBuJino Aires Gomes.
O Sr. Nicomedes Mara Freiro tem urna carta
cesta typographia.
Manoel Francisco Coimbra ai publico que seu
fillio, Jozino Francisco Coimbra, vai por seu mandado a
cidade da Parabiba do Norte.
= Aluga-se um pequeo armazem no Becco-Largo,
proprio para tenda de Huate ou ourives : a tratar na
casa de cambio n. 24.
Jos Francisco de Souza prolessor de primei-
ras lettras da fregueiia de Tijurupapo avisa ao Sr.
tbosouretro dac rendas prnvincies, que elle uro tu !>r."
Jos Perec da Crui os necessarios poderes para rece-
ber o seu ordenado a vencer do primeiro do deiembro
de 1845 ao ultimo dederembro de 1*46 e que s ao
dito Sr. dever pagar, ainda mesmo que oulros p de
resou recibos se presentero anteriores ou posteriores a
procurarlo ao dito Sr. Peres passada.
O meio bilhete n. 374 I da segunda parte da 16 "
loleria do theatro i cteme a Manoel Joaquim da Ro-
cha e Aurelio Luiz Fiuza Lima.
Arrenda-se um sitio na estrada dos Affliclos
defronte de um portio de ferro encarnado com varias
qualidades de frutas, cata de vivenda com solio, es-
tribara para dous cavallos, e coebeira : a tratar
mesmo sitio.
*
I*
I m
lio
un
Depotito dt farinha,
= No armazem de porta larga do eaes de Collego.
ha para vender lannba de mandioca de todas as quali
dades, enaaccada ou medida pela medida velha ;
aasim como arroi pilado; tudo por menos preco qu em
outra qualquer parle : as pessoas, que quiterem gran-
des poredes para embarque, teem a vantagem de poder
recebar a bordo do brigue Pktiut : e no meimo depo-
sito se encarrega do despacho e embarque, e sempre
tem emharc.ic.6es com farinba'np porto.
= Vendem-se caceas de farinha de Mag fina
4800 rs.; ditas de S. Malheut, a 4200 rs., o alquaira
medido a 3800 rs. ; geminado engommar a lOl rs.
o alqueire ; arroz braneo a 2> rs.' a arroba ; saceos
novos de estopa psra (arinba, ou milbo a 500 rs. :
na ra da Cadea de S. Antonio n. 19 ,
arinba.
cava Vende se um earrinbo de duas rodas em muito*
bom estado ; e um cavallo muilo bom para carro : na
ra estreita do Rozario n. 43, segundo andar das
6 as 9 horas e mi-ia da maobia
No caes do Collego, n. 9
eiiste um novo armazem com farinha de S. Mtlheue e
mil ho, tudo, tanto a relalho como em porrees, emede-
ce a tontada dos compradorea, medida velha raea, ou
caculada como de matulo, e por menos do queem outra '
qualquer parte : os prelendentes dirijio se ao mesmo le Uraguez, ao p do arco da doncel-
Vendem-se 4cscravs, coiem, engoromio e co-
ahlo ; duac ditas boas quitandeiraa; duas pardas
mocas com boas habilidades; 6 e-cravos bons para
todo o Irabalho; um dito bom earreiro e serrador;
um pardo bom pagem e oflicial de alfaiate ; um pre-
lo de meia idade p r 120.) rs. : na ra do Crespo ,
n. 10, primeiro andar.
* Vendem-se 3 moleques, de 12 a 16 annos,
muilo lindos de figuras; 3 pardas, de 20 annos com
habilidades; om cabra de 18 annos, que sabe bem
andar a cavado ptimo pagem; 3 pretos trabaja-
dores de anchada e mocos; 4 prelas da Coila da
20 anuos, de bonitas figuras'; um fardamento com-
pleto deguaida nacional : na roa das Flores, n 21.
Vendem-se caixas com velas de cera
8 do Rio-de-Janeiro, sendo o melhor sor-
timento posstvcl, e por preco mais comino-
do do que em outra qualquer parte : na
ra da Madre-de-Deos, n. 5, primeiro
miar.
A 4#800.
Saccas de farelo de tres arrobas cada
vico, tanlo de casa como de roa; em Fra-de-Por-
las, na ra do Brum ultima casa do lado do as-
Compras.
= Compra-se um relogio de ouro, perfeito e ja
experimentado de regular bem ; na ra Bella, sobra-
do n. 37 das 7 as 9 horas da manhia.
= Compra-se um talo, que te|a verdadeiro ; quem
liver, annuncie.
= ComprBo-se para fra da provincia escravos
de 13 a 20 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-
sebem: na ra da (adeia de S Antonio, em um so-
brado de um andar de varsnda de pao, n 20
=i Comprio-te, para fra da provincia esrravos
de ambos ot sesos; sendo de 13 a 20 annos e de bo-
nitas figuras, pago-se bem : na ra Nova, loja de
ferrageos n. 16.
= Compra-se urna junta de bois mancos, ej bem
acoslumadcs ao carro ; na ra larga do Rosario, junto
aoquartelde polica, n. 18.
- Compra-se papel escripto diarios e livros a
100 rs. a libra ; na fabricada ra da Cadeia-Nove .
n. 25.
= Compra-se urna porcio de taboas velhas de for-
ro ou de armario de venda ; na ra Direila, loja de
Bernardino de Sena.
arma/ero, ou a ra da Crui, n. 54, a fallar com Manoel
Antonio Pinto da Silva.
Em primtira mao.
=Vende-se cera em telas da melhor fabrica do Rio;
colla da Babia as ariobas ; vinagre de vioho tinto
superior a 500 rs. a esnada velba : na ra da Sen-
zalla-Velha n. 110.
- Vende-se vinagre braneo
nacional, a 400 rs. a caada ve-
Iha: na fabrica da ra Imperial,
n. 7; ra Direita, n. 53, venda
de M. Mir nda; no Aterro*da-
Boa-Visla, fabrica de licores de
Frederico Chaves; e na ra do
Trapiche, armazem de moldados
do icolle.
Jltenfo !
= Vendem-se os man modernos corles de cambraias
de quadros e lislrss a 5 rs. ; corles finitsimas cbi
tasa polka ea maihurka. a 4000 4200 e 4400 ra ;
nscados francezes de bom gusto para vestidos, a 320
rs. o corado ; lias de quadroa e listras imilaodo a ca-
simir.! a 1120 rs. ; lona da Russia n. I, a 880 rs. ;
dita n. 2, a 480 rs ; lencos de seda de cores a 1600
rs ditos de cambraia bordados de 3 pootas, pelo ba-
rato preco de 240 rs. cada un ; e outras omitas fe-
zendas por mais barato preco do que em outra qual-
quer parte na ra do Crespo n. 16 seguoda lo-
ja para quem vern da ra das Cruzes.
/lUintao !
Continue-se a vender agoa do enea na menta a
10 rs. ; na travesea do Monteiro no sitio primeira
canoa.
Vende-se, por preco rasoavel, urna cass terrea ,
bem construida a com bastantes commodos sita na
luada Alegra ; na ruada S. Cruz o 38.
urna, chegadas ltimamente : no armazem
cao, e no de Guimares, no caes d'Al-
ian (lega.
Vendem-se maraes de muito supe-
rior qualidade, por preco commodo : na
trevessa da Madre-de-Deos, sobrado,
n. 7, primeiro andar.
= Vendem-te sophs de apgico; camas; commo-
das; marquetas; cadeiraa de engco ; ditas para -me-
nin-ii ; jogos de bancas; touoadores oe dito ; commo-
dai de amarello ; muas eonimotiae de dito; botes psra
commodo:
Navalhas da China.
Vendas.
* Vende-se om porta-licor em sus competente cai-
ta de faia envernisada, muilo boa obra, por preco mui-
to commodo : na ra de Hortas n 62.
Na ra do Crespo, n 8, loja de
Campos & Maya, vendem-se as verda-
deras navalhas de ac da China.
RA DO COLLEGO,
Loja n. I.
Vendem se superiores grvalas de selim preto a 500
rs.; casimiras, das mais modernas, a 1,200e 1,400 rs.
o corado; panno fino, preto e azul, a2,500 re; meias
desenbora a 280 re. opar; cbilaa de todas as qualida-
des, le 120 a 300 rs.; madapoies, de 140 a 280 rs.;'
cortes de caitas #de todas as qualidades, e do melhor
guato, superiores riscados franceses, polka, a 360 rs i
o corado ; e outras multas farendas, ja annunciadas
oeste Diario; na nieiuia loja cima.
= Vendem-se as admiraveis navalhas de ac da Cbi -
na. que (eem a vant gem de cortar o cabello tem oflen
ca da pelle deisandoa cara parecendo estar na na
brilbanle niocidade: este ac vem exclusivamente da
China, e s nelletrabalhio dous dos melhorrs e mais
ahalisadoacutileiroi da nunca excedida e rica cidade de
Prkim capital do imperio da China.Autor Sbore.
N. B He recominendado o uso detlas navalhas
maravilbosat por todas as sociedades dss sciencias me-
dico-cirurgicas tanto da Europa como da America,
Asia e frica nao s para pretenir as molestias de
cutis, mas lambern como um meio cosmtico : ven-
dem-se nicamente na ra do Crespo loja, n, 15.
folol
Vendem-se corles de casta chitas a jota, lencoii de se-
da pBra pescoco de senbora ; urnas de ceda e de algo-
do ; lc de linbo e de seda preta ; fil de linlio e de
seda branca e prela em varas ; chitas a polka ; mantas
de garca ; cambraias adamascadas, finas e ordinarias ;
paoms e casimiras de todas as qualidades, por preco
commodo: no arco de S. Antonio loja, n. 2
= Vende-se um piano hamburguez com boas vo-
res, pelo barato preco de 808 rs. > na ra do Crespo,
loja, n. 15.
= Vende-se polasta americano, ullimamento che-
gada em barra grandes e pequeos; meias barricas
de fannha gallega ; Imcos prelos de seda da India,
selim de Maceo; tudo por preco commodo: em casa de
Matheus Auslin & Companbia na ra da Allandega-
Velba n. 36.
\ ende-se urna bonita escrara moca bem sadia,
propria para o trrico de campo, e sabe faier renda,
com urna hllia de cinco mezee; na ra ua Crut ,
n. 62.
(,) 'sopsjapoui soJjjiI s 'sepump
-so sspueivj op oiusiuiijos iuoi| ron a!i|inq ! t)||od cvijqs ap serios soujapoui s.iojpud ap sjjoj
ep seiHjquiuj ap oiusuifiios uioq uin apuo as maquis i
'taj'isjnas sepuap sa as-opuaqeojj svj|iouia jp
epjAnp as oju 'japuaiajd es roanb a a v;j*g uiss a -vi
-ujj| ogs supoi ctpudzej sepusjjj ty 'opaaoa o aus|uu
aiasazap a ssxy sajoj ojcoB uioq ap u8i*\ 'sazea
usji savia opcaoj apva o||as un ap oaejd o|*jaq o
taj8i|iuiBj soen cojjno a 'uijapst)j8qo3 sesauj juq
-os ejed sojjdoid sajpacaioejaijjp moa is ap sosseui
-p opsaoa o susjoja oaou sasy sej9 ap a soqu
-ipniui 'sojs| oqu)| ap soquipaasu : uin aps ssas)
-ad zajj a f/g ep ea| a spas ap soiip '. saasiad uaua a
'oqusuiet P t/ m03 apap|eob auisam ap so)ip ron
apea sj siuaifo a sojuaa ojio a |iro nop ap oJajd oaip
-oro oa 'oquswtiop s/g ''aquuu| asopiaa) soji
seiue||e>xe ap sajoa moa oqitQ op ojj'uqotj ap W|
-eqa ac-uiapua* 'oiuoiuy ap ojjb o ajd iujjj moa
' !all"3 P CDJ ap auinbca 'ow op efoj esj
m.
("J Por pedido do autor desteaonuncio vaiellepa
ginado como esta.
K
gaveta ; tudo do melhor gottu, e por preco
na ra daCamboa-do-Carino, n. 8.
= Vendem-se ricos bonetes a polka chegadoi pro
senlemenle de Lisboa ; urna poreo de ditos para bo-
mem por serem mais inferiores e varias quenqui-
Iberias proprias para festa ; na ra do (guarnido ,
loja de miudezas, n 24.
= Vende-se um queran carnudo rarrega bsixo e
sem schaques por pieco conimodeV^a ra da Guia,
estribara de Joio I remer.
Vendem-ce muilo bons barril com superior mel
de fuio ebegados do Sul; ns ra da Praia, n. 16.
= Vendem-se moendas de ferro para engenhos de
assucar, psrs vapor agoa e bettac de diversos tma-
nos por preco commodo; e igualmente taixas de
fero coado e batido de todos os lamanhos : na pra-
ca do Corpo Sanio n. 11, em casa da Me. Calmonl &
Companbia ou na ra de Apollo armazem, n. 6.
= Vende-se um casal de pardos de idade de 22
annoc, ambos de bonitas figuras e bons trabalhadorea
>ie encada ; 6 escravosde naci ptimos para lodo o
servico entre elles dous moleques ; 5 esersvas de
idade de 18 a 30 annos, todas com habilidades ; urna
dita com urna cria de um anno : na ra Direita n. 3.
= Na ra Nova loja de Hvpohlo St. Martin &
Comnanbia ba para vender urna quartola de vioho de
Bordesux, do anno de 1842, muito superior pti-
mo para se guardar engarrafado; urna espingarda de
2 canos troncbsdoc, e outra de um cano muilo su-
periores atsim como todos os pertenece para crea,
= Vende-se farinha cupeiioi chegsda recente-
mente de S. Cathahne, vende-se pela medida velba aos
alqueires. meiosequarlas, poi preco muilissimo ba-
rato e conlorme as porci s se fsr proporcional aba-
le : a bordo do hrigje Sagitario ancorado prximo
a ilharga do caes do Passeo-Publico. Abater-se-ba 160
por alqueire sos compradores, quo cbamarem e
forem condutidos pela canoa do referido brigue.
= Vende-se polasta muito nova, e de superior
qualidade, em barris pequeos: na ra da Cadeia do
Recile, armaiem de assucar, n. 12.
Ao bom gilo !
= Vendem-ee bonetes a mtshurca proprios para
meninos; ditos para pastoras; e oulras mu qualida-
des muito ricas : na ra do Queimado n. 24.
i= Vende-se ou trocs-sn um cavallo preto, gordo,
e bom de carro ; oa ra Nova casa da esquina so
p da ponte do lado do norte segundo andar.
== Vendem-se supi riores chapeos para senhors, do
ullimo gosio e muilo bem enfeitadus ; ricos corles de
cambraias, flores de todas as qualidsdea tanto de ve-
ludo como de seda ; plumas brancas psra enfeiles de
chapeos ; e um rico sortimento de (las de (odas as qua-
lidades : na ra larga do Horario u. 24.
aa Vende se colla da Baha, de superior qualidade ;
na roa da Cruz, n 55.
= Vende-e tuna batanea decimal capas de pessr
2000 libras; na ra da Cruz. n. 55.
* Vendem-se duat pretss sadias, sem vicios, e
vislosss, urna de idade de 20 e tantos annos sabe
bordar, faz beu. lavarmto, cote bam coatura cha ,
cosiotu o diario de urna caca e tem principios de
engommado e a outra de 8 a 9 annos, com prin-
cipios de costura cbia ; na ra da Senzalla- Velha n.
142, segundo andar.
== Vende-se uma esersva parda de 25 annos, de
bonita figura, engomma cose cozinba e lava ; urna
erioula da mesms idade de bonita figura engomma-.
deira co/inbeira cosechso e lava de sabio; urna es-
crva de nacAo de 24 annoc ptima quitandeira ;
urna dita de 30 annos cozinba, |da e vende na ra ;
um escravo de naci de 40 annoc, ptimo padei o :
na ra das Cruces, n. 22 cegundt andar.
= Vendem se 200 a 300 barucas vasias que forio
de farinha de trigo muito boas para assucar; oa ra
larga do Rosario junto ao quartel de polica, nada
ria, n. 18.
- Vendem se 3 pretos pegai, de 18 a 20 annot,
pouco mais ou menos, sendo uro bom oflicial de ta
paleiro e outro pedreiro, propriot de todo o mais
servico eat para pageos; um pardo earreiro de 20
i ; oulro dito da metma idade, e de boa figura ,
ir^J 8 do corrente estar* vender-ce
no largo da Cadeia dirS. Antonio das 9 horas da mt-
nbla asduaada tarde om touro verdadeiro noto ,
grande e muito bonito.
Allencdo ao bom e barato 1
= Vendem-se superiorea bengalas de canica enm
casidas u'ourados, prateadoc e de prata a 2560 3'
4f e 5* rs. cada urna; espatos para senbora e meninas,
d marroquim e de couro de lastro ; chapeos para se-
nbora a 6000 rs. ; um completo sortimento psrs
miudetas; perlumarias e outros muitos objectos por
prer;o msis commodo do que em outra qualquer parle a
oa ra do Queimado loja de miudezas, junto a ru:
do Rsngel, n. 67.
Vende-*e a armacio da loja da ra Nova n. 18 ;
tsmbem se aluga a mesma loja onde Ha est, por ter
commodospsra morar asna pequea familia ou per-
mula-se por quslquer predio sitio oa terreno, vol-
tsndo-se o qu for justo ; vende-se a praro com
firmas a contento : a tratar na mesma roa, o 32.
=Vende-so calda de tomates, propria para navios ,
tanto em botijas grandea como em pequeas, muito
em conta ; na ra da Crui, o 46.
= Vende-se urna linda muletioba ; nosobrsdinbo
defionie da ribeira da Boa-Vista a (aliar eom Jos
Soares Pinto Corroa.
Vendem-se dous esersvos ; proprios para o ser-
vico de campo, sem vicios oem achaques; ta ruada
Cadeia do Recife n. 21.
= Vendem-se 5 arrobas de superior doce de goiabs,
faito com lodo asseio ; na roa da Cadeia do tUcif*
loja, n. 50
Vende-se urna escrava moca, com algumas ha-
bilidades por preco commodo ; na ra das Cruzes,
n. 41, segundo andar.
s> Vendem -se stecas com lannba da Mag a (800
ra. ; dita de S. Malheut, a 4200 w. ,e alqoeire me-
dido a 3800 is.; milbo em t.ccas a 3600 e 4| re. ;
arros braneo a 2.. re. a arroba ; saceos de eatopa ,
novos, para farinha ou milho a 500 rt. : na ras da
Cadeia de S Antonio, n. 19, deposito de larinha.
Na ra da Cadeia-Velha, n 35,
defronte do cambio, acaba de receber-se
um sortimento de superior calcado, por
preco commodo ; e a fiad ores de cor tica
para navalhas feitos em Franca.
Champagne da marca C & C, in-
da no ultimo .navio de Franca: vende-se
em poredes e a relalho, em casa de Me.
Ginnont & C.
Vende-se a melhor salsa aos rolos
de arrobas: no pateo do Colltgio, pri-
meiro andar junto da casa amarella.
Vende se superior essencia de aniz
em garrafas de 20 onces, por preco com-
modo: no Aterro-da-Boa Vista, na fabrica
de licores n. 36.
ti Veiidriii-ac bapi-us finu do castor ai rvtalbo ;
na_rua do Trapiche-Novo, o. 5. casa de Joao Slewart.
=Vende-se vinho de Champagne em gigos, da me-
lhor qualidsdo ltimamente chegado dito de Bor-
deaux em quartolas muito bem acondicionado;
ago'ardenle de Franca ( chamada de prova ] ; moscar-
da preparada em potes ; tudo novo e muito fresco : em
csss de Avrial Irroaos, roa da Cruz o. 20.
Vendem-se velas de carnauba a 8000 ra. a ar-
roba e em libras a 280 rs.; na ra do Rangel,
n. 52.
Vende-se um moleque de idade de 9 a 10 an-
nos, muito ssdio, esem vicios;-na rus do Caldei-
reiro n. 48.
Vende-se urna preta moca engommadeira, os-
tureira e mais com outras habilidades por preco
cummodo ; ns rus Isrga do Rozario venda o. 33.
Vende-se, para pagamento dos credores o so-
brado de um andar n. 49 na ra do Amparo em
Olinda : a Iratar na ra das Cruzes, com Joio Jscin-
Ibo Moreira.
Escravos Fgidos
= Fugio, no dia 13 do p. p, do sitio de Bem-
Fies, junto a pon tez i n ha doa Remedios um mole-
que de nomo Joaquim de naci Cacange representa
18 annos; nio be mal parecido ; tem alguna signset
de becbigas, e urna grande cicatriz na csrs que Iba
circula o nariz de urna queimadura naris um pou-
co chalo, cara redonda ; nio be muito preto; ps e
mios. basta oles grandes em proporcio do corpo e as
pslmas Jas mos bastantes brancas com cal- s de uso
da vara por ser eanoeiro e oleiro ; levou camisa e ee-
roulss de slgodio de fra e chapeo de palha pintado de
verde: roga se a (odas aa pesite e autoridades po-
licises, por quem poces ser encontrado, o msndem pe-
gar a levar a ra dos (uarteit psdaria n. 18, onde se
recompensar generosamente.
Fogio, 00 dia 10 do corrente dositio do Ar-
raial da viuva de Joio Carlos Heir de Burgos Pen-
ca de Len o escravo Domingos de oscib com os
tignaeateguintes : bsixo, cheio do corpo, representa
ter 40 annos de idado cabece um tanto grande, ros-
to redondo olbos verrnelhos e abotoadoa para fra ,
beicos giossos, sendo o inferior foveiro e tamben)
urna das mios ; tem sscostas talludas com a marca de
sus naci ; padece de Inaldade ; falla aliapalbado ,
que pouco se perceb*; bebe ago'ardenle ; l> vou urna
trouxa coro roupa sua que constara de cerniese e ae-
roulat ordinariat ; guala muilo da Iraier uinas calcas
de ganga azul e una jaquela de penco fino que lea
de urna obre cacaca ; foi escravo em >. Mara.ao
Duique : quem o pegar, leve ao dito cilio do Arraial,
a sua senbora ,
. ou no Recife oa esquina do Livra-
propriu tambero para pgame lodo o servico; urna na-1 ment, n. 1, a casa do seu filbo Antonio Carlos Pe-
gnnba de 14 annos, pouco mais ou menos, de mui-(re,,i de Burgos Ponce de Len, que recompeniara ga-
to linda figura rendeira ; uuia parda bem prenda- nerosamente.
da ; um preto de tudo o servico ; lodos sem vicios neui
naques; na ra da Cadeia de Antonio o. 25
Vende-se urna boa eacrava do gento de Ango-
la de idade 15 a 16 annos, propria para todo o ser-
PURfl. } WATYP. DI Mr F,. DE FAPiA lq>


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EAUJ2W2AE_GNEIBS INGEST_TIME 2013-04-13T00:34:05Z PACKAGE AA00011611_05941
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES