Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05933


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Full Text
nno de fftf *.
Sexta feirit $
m>
O DIARIO publica-se todos os das que
nao foreul de guarda: o .rrco da asslgna-
tiirabede i^rs. por quartel pijis adianto-
dot. Os amiliucinsdos assiguaiites sao inse-
ridos a rai d.' 20 rls por linlia, O rs. cui
H no diffei'nts, e as repeti^es pela motad.-.
()( que nao forein aisgnantes pigao 80 rs,
porllnha, e 160 em typo difireme.
pHASESDALUANO MEZ DE DE7.EMBRO.
Creacente a6 aos 33 minutos da minha.
La cheia a 13 as 4 hor. e 2I min. da tard,
Meogoante a 21 as 9 hor. e 8 m. da tarde.
La nova aS8 as 8 h. e33 min. da tarde.
PARTIDAS DOS CORRE IOS.
Cotanna, Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas fe iras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cai-
ro, e Macey, no l.'-. 11 21 de cada me.
Oaranhuns e lonito a 10 e 24.
Boa-Vistae Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Ollnda todos os dias.
PREAMAR DE 110JE.
Primeira as 10 h. e 6 min. da manha.
Segunda as 10 h. c 30 minutos da tarde.
de Dezembro.
Atanor XXI Y. fTS.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda S. Eloi, aud. do J. dos orph.
edoJ.doC. da 2. v.,edo |.M. da 2. v.
2 Terca S. Bibiana, Ss. Adria e Ponciana,
Ss Chromaclo e Nono.
.') Quarta S. Salomas, aud. do J. do civ. da
2.'., e do J. de paz do 2." dist. de t.
4 Quinta S. Barbara, aud. do J. de orph. e
doJ.M. dal. v.
5 Sexta S. Gcraldo, aud. do J. do el, da
l. v., e do i. de pit di I. dlst. de tard.
(i Sabbado S. Nicolao, aud. do 1. do civ.
da I." v., e do J. de paz do I. dlst. de t.
7 Domingo S. Ambrosio.
CAMBIOS NO DA 4 DE DEZEMBRO.
Camb. obre Londres 27'Ad. p.l#a60d.
Par 355 res por franco.
Lisboa 115 p-c. pr. p. m.
Desc. de let. de boas firmas 1 '/ p. / mes
Ouro-Oncas hespanholas 3I#000 a 31*500
Moedade 6/400 vel. 16>200 a 16/400
de 6*"400 uov. 1GW00 a 16*200
,, de 4/000 OfflOl a 0*20"
PraUt -PatacSes .... 1/MO a 1/860
> Pesos Columnares. 1/880 a 1/900
Ditos Mexicanos 1/840 a W8fj>
Pratainiuda. 1/680 a 1/7U0
Acedes da C." do Ueberibe de 50/000ao par.
DIARIO DE PERMAMBUCO.
PARTE 0FF.CUI...
Commarulo das Armas.
QUARTEL GtKERAl KK ClOADE DI RtCIFK, 3 DE DR-
ZP.MHRO DB 1645.
> dem do dia n 69.
O brigadeiro commandanle das srmas publica, o ofi-
eio, que segu transcripto, dolllm. e Exm. Sr. pre-
sdanle desta provincia :
Illm. Exm. Sr. Tendo observado o aiseio
garbo militar, que spresentro as tropas, que forma-
rn grande parada do dia de hoolem, annivertario
feliz do nascimento de S M o Imperador, Dio p sso
deixar Je dirigir V. Exc ais chafes dal divsoes,
brigadas oorpos, mais iilicaat, que assislirao
dita parada, os bero meresidos elogias polo esmero,
que pitenterao no desempenbo dos desores, inheren-
tes aos seus posto* e empregos, assim corno pelos es -
forcos, que fitero, para que o seus subordinados
compirecesiein rlgoross mente lardados. Dirijo igual-
mente os meus elogios aos inferiores,guardas nacionaes,
e soldado do eiercito, e corpo de polica, pela discipli-
na e prumplido, que desenvolverlo nesse servido.
E para que <> expostochegue ao conhecimento de todo,
determino V. Exc, que mande publicar este officio
em ordem do dia. Dos guarde a V. Exc. Palacio de
Pernambuco, 3 dede/ombro de 1845. dnionio Pin-
to Ckichifro da Gama Illm. e Exm. Sr. brigadeiro
Antonio Corroa Sera. commandaote das armas.
Tem o mesmo brigadeiro i satisfacio de addir ia
complaceotes expresadas de >. Exc. o Sr. presidente a
sua espontanea declaracio de haverem os corpos, que
formrin para a grande parada, levado effeitocom tal
promptido e acert todas as evolufies, em que foro
empeobados, que suhrepujiro a expectarSo do com-
mandante das armas: as silvas, o fogo rolante, e fi-
nalmente a marcha em continencia iodemnisrlo as
diiposiges prviisdos respectivos comaisndantea, pela
perfeico com que ferio feitas. E porque o mesmo
lirigadeiruAnta redojtrar-sea tuatalitlacio, quandose
lc'mbra, que tese sob seu immediato comrnmdo tao
divnelos patricios, capriebando i porfa os Srs. com-
niandantes das divisoes, brigadas o corpos, para o
bom deseropenho e brilbantiimo do arrumamento, de-
srja que recebio o cordiaes agradecimentos, que Ibes
dirige. i4nfont'o Correia Sera.
INTERIOR.
RiO-DE-JANEIRO
poltica geral.
O bil de lord Aberiten.
Segunda poci.Do congresso de Vienna ao congreuo
de Verona, oo de 1815 a 1822.
Lord Catllcreagh proonmu persuadir ao im-
perador Aleimdre, que as grandes potencias eu-
ropeas linlio flirtea motivos pira ao considera
rrin aul'irisadan, erumci que estarn mnrnlineii-
t ubrigadaa a excluir dm in porto e merca-
1o% na gneros coloniars dos estados, que, dentro
I mu rerlii lempo, reeoaieui ndoplar o prinri-
jiin de sbulicau do Iraficu de esrravus.
(Ilintoria du'oongresso de Vienna, tomo 1,
Pg. 261.)
A Inglaterra nao pareceo ler nutra missSo, no con-
greuo de Vienna, senio acabar com o trafico de escra-
vos. Sea ministro, logo que cfaegou i capital da Aus-
A RAINHA MARGOT. (*)
por aitranlur Dumoe.
PRIMEIRO VOLUME.
tris, de outra cousa nao cuidou com Unta inlicitude.
Depois de ter-se dirigido ao ministro fnocet, depois de
ter captivido a allan(io do usar da Russia sobre este ob-
jecto, e deteraicancadodeitea promeisa de apoiar as
pretenedet do seu governo, oppi se a que so nomeasse,
como fra proposto por Talleyrand, urna commissio pa-
ra, em conformidade dos tratados, te declarar por todas
as potencias christaas a extioccio de um tal commercio,
e exigi, que fotse este negocio tratada em reuniio ge-
ral daaoito potencias. Pareca, que tmente sobre um
tal asiumpto deviao ser ouvidas as potencias interessa-
das; mas assim se nao decidi, apeiar dos esforcos do
ministro portugus O fim da Inglaterra neste ponto ora
obngar is potencial interessada, por meio ds coopera-
i-aoedoapoio da Austria, da Prussia, da Russia e da
Sueoia, a subjeitarem-80 aos seus dictamos... Quatro
sesses te esgotario com este objeclo. A Inglaterra nada
menos pretenda que: 1.', que todas ai potencias de-
clarassem a iui adhesio ao principio geral de extinc-
co completa do commercio de e.icravos; segn lo ,
o aeu oto, e compromiso de realisar esta medida no
miis curto espapo possivel. senio immediatamente;
3., um concert proprio a prevenir, de um lado, o Ira
fieo Ilegal de escravos, e de outro a impedir todo o t-
taque aos direitos de urna naci independente, que os
navios armados de quslquer outro estado podessem com -
metler ; A., urna declaracio e compromisso de nao
copsentirem em seus mercados gneros das colonias, cu-
jos governos nio quixessem abolir o trauco.
o obstante ler coadjuvido em seus osforgos pelas
poteociasdo Norte da Europa, apenas o governo ingle*
nde conseguir a celebre declaracio de 8 de levereiro de
1615, e algumas conveogoas parciaes com certas polen-
cas, tornndose digno de memoria o honroso proced-
ment dos ministros portuguezes, que inseririo nos pro
toclos declaracio de que tal objeclo nio podia ser
considerado urna questio dedireito publico, que pro
testirio, com Talleyrand, contra a expressio do minia
tro ingles, de que dava entender o intento da Ingla-
terra querer eiercer urna polica martima, e que de-
claraiao.que oieu governo so reservava o direito de usar
da retaliando, ou reciprocidade com aquellas naques,
que excluissem dos seus mercados os gneros das mas
colonias (1).
Neste periodo tiverSo lugar diversas convencoes sobre
este ob|ecto com Portugal e a Hespanha, que estabele-
crio reitricgSes ao commercio de escravos. e a sua ces-
sa(o em certo termo e em certos lugares, o com os
Paixes-Baixos, em que se estipulou a prohbigio den-
tro de oilo mezas, tf assim tambem com o imaum de
Mscate, ecom o re de Madagaicar (2), mediante cer-
tos presentes e indemnisardes.
Ninguem pode contestar o muito cuidado, com que a
Inglaterra trsbalbava para por termo a esse commercio,
do qual tantos lucroa linba percebido! Ninguem tam-
bem podera negar, que procurava realisar seus fins por
todos os meos, e at com a propria oppressao e perda
dos outros estsdos, e com o sacrificio de suas rendas e
territorios.' Era mistar um grande ioterease.'!
No congressode Aix-la-Cbspelle, ainda a Inglaterra
insisti com a Franca para a concessio do direito de
registro ou de visita, e para outras medidas iguaes, *em
algui resultado, por selheoppr o duque de luche
lieu.
(1) Flassan, lugar citado. Ilm doa ministros porlu-
giifien era u duque de Palmella. Digno do boiiroia
ineurflo se fes tambeili o ministro besp.iiiliul, C. La-
brad..r. '
(2) Vejan-so as instrur(oes para os uliciaea da mari-
nha ingiera, enipregados na reprcasAo do trufleo de ci-
rrav.ia, dadas em 1844, pgs. 101 c 525. Slo datadas do
1817 e 1822 estas nonvenedes.
Terceira poca, Do congreuo de Farono at
183 i.
Disserin, que em lira cwgresso, por exeraplo,
no de Verona, era poaaivel. que fusse derlaradu
este trafico cuino urna nffensa a n.ife. He ato
uro erro grave : un congreuo de wb-rauot nio
he convocada para l$ii unitertnet'. tita medida
ht 4a privativa regala de cada urna nardo em
particular.
(Canning.Discurso lubre omelliorainento da
olaise ilna negros no parlaiuenlo ingleii mar-
co de 1824 (?j.
Neste congresso, a Inglaterra tomou de novo a peito
sacrificar lod s os interesses das potencias, que linbo
colonia i cessaciodo trafico de escravo", a que com tan-
ta pena ecom tantoeusto bavia renunciadoEra cou-
sa singular (diz Chateaubriand) (2) ver essa perseveran-
cu,com que a Inglaterra introduca em todos os coogres-
sos, no meio das questoes ss mais vivas e d<> interesses.
quedemandavio promptas decises, esta questio inci-
dente e mui remota da abolicio do trafico de escravos I
Lord Wellington, na sessao de 2 de novembro de
1K22, apresentou urna memoria relativa i extinecio
desse trafico. Nesta memoria le envolviio tres exorbi-
tantes pretences: 1 *, a de qualificar-se piratana esse
commercio; 2 a prohihicio da venda de gneros co-
loniaes, producto to trabalho de escravos, nos mercados
europeo; 3 o direito de registro (visita) reciproco, de
busca e de apretnenlo dos navios, que se dossem ao
trafico. A resposta dos plenipotenciarios Irancozes he
digna de ser vista (3).
Sobre a primeira pretencio eis o seu teorUrna
declaracio, que obrigasse todos os governos a applicar ao
commercio de escravos as penss impostas aos piratas, e
que aisim se transformara em urna lei geral do mundo
civilisado, be um objeeto, que parece eslranho e fra da
algada de urna reuniao poltica. Quando se trata de
decretar a p na de morte aos delinquentes de certa or-
dem, segundo a natureta dos governos, aos corpos judi-
ciarina ou aos corpos legislativos cabe estatuir sobre um
tal objeeto
Sobre a segunda, assim se exprimirio : He esta
urna resolucio, que nicamente toca a Portugal, e co-
mo Portugal na i tem representante no coogresso, be de
direito e de razio ouvi-lo primoiramenle, tratando-se
dos seus interesses.
.Sobre a terceira declaracio, que a Franca reconbe-
cia a liberdade dos mares para todos os pavilhes estran-
getros qualquer, que losse a potencia, a quo olles per
tencessem, e nio exiga psra ai senio a independencia,
que respeitava as outras nacoes, e que be inherente
sua dignidade. ao demais, que a carta havia abolido, a
oonfiscacio.
Nada, por tanto, pode conseguir Inglaterra das po-
tencias reunidas neste congresso; procurou, po.s, por
meio de convences, alcancar seu fim. CelebroJ novas
convencoes e reforcou, durante este periodo, os sjustes
e consenc6es j feitas com diflerentes paizes, a saber :
com os Paises-Baixos, Suecia, Noroega, Brasil, Fran-
ca, Dinamarca e Sardenba (4).
Em toilas estas diflerentes convencoes, alcancou a In
glaterra : 1 a probibicio do trafico de escravos den-
tro de certo lempo; 2.a, a p'omessa de promulgacio de
leia ponaescontia os subditos de cada nagio, que nelle
se envolvessem; 3., a concessio do direito de visita, de
CAPITULO VIL
A HOITB M W D AGOSTO DZ 1579. (ContinMCdo),
Sunvio onse huras em Si.-Gprinniu-rAuxcrniis. Mau-
revcl ooiitou urna apoa oiitr todas as martelladaa, que
de ni.ile reliman vibrante e lgubres, e quando o ulti-
mo som so extingui no etpaco : ,
Senliur ineu, disse elle vultando-so para Cueannas
lodo iiripiadn ao apeno daa precaneftea que tomaran
os dmis homeus, Sr. ineu, sois vos verdadeiro calim-
bo. ? ..
Assim,o rreio, respondeo Cocannna.
Senl'iir, cnitiiiii.ni Maurevcl, sois ros durotado
pessoa d'rl-re!
De alma e eoraeJo. Creio at que me uffendeis,
f-iteiido-nir lenielliante pergnnla.
ti* havenina de ler uuuatdcs por amor disto ; po-
rm vos ides srguir-nu*.
(8) Vide Diario n.* 272.
Para onde?
Pouco ros iinpnrl. Deixai.ros eondnsir; disso
dependo a rosaa fortuna e tal es a rusia vida..
Previno-ma que a mcia noilo tenbo negocio do
Louvre.
He juslamente para la quo noi ramos.
M. de Guise all me espera.
E a nos inmbcm.
Mas eu lenho uina palavra de passe particular, con-
tinimu Cu canna uro puuco innrlificado de parlilbar a
iiuiiih da aun audiencia coro M. de Maurevcl e niestre
La Hurire.
Tamben) nos.
Pnrin leiiliu um signal de reunan.
Maurotel surrio-se, lirou daalgibeira urna mio-cheia
de crutea de panno brauco, deo una a'Lauriere, outra
Conaunaa, e lirn .mira para si. La Hurire prenden a
aua ao aeu capacete, Maurevcl fes mitro lano oum sua
no oliap...*
Orabein! disse Cocannas eslupefncto, enlo o pon-
to dado, patarra de ordem, o igual dereuniao, era..
para todo o mundo?
Si ni, Sr. ; iato he, para lodoi o bons catholioos.
KolJo lia fela no Louvre, bauquele real, nao lie
assim J exnlarouu Cucannaa, e quer-se rxelnir essrs cae
dus hugiieiiuiea........ liein! muito be ni maiavilliosa-
mente Ha rouilu lempo que riles ihi ae ostentan.
Siiii, lia fela no Louvre, diaae Maurevcl ; lia ban-
quete real, e o* hugucuuiea iciin elle convidados.....
Ainda mais, aerto oa hemos da festa, pagar o banque-
te, e se quiterdes er doa nono, vimos' onmeear pur
conridnr o seu principal csnipeio, o aeu Gcdcfto, cumu
elle di tem.
- O almirante? exolameuCooannas.
(1) Discurso do Canning, lum. 2, pag. 271.
(2 Cbatbeaubriand.Congresso de Verona, cap. 14,
tum. I.
(3) dem, cap, 15 do mestnn tomo.
(4j Tudas etlas convencoes ae ai han reunidas na iui-
iriiccoe dos ullieiaca de luarinba iiiglean. empregador
na repreastn do trafico de escraroa, dadas em 1844.
Sim, o velho Gaspar, que no errei cumu um peda-
zo d'asno, nio obstante liaver-llie atirado com o proprii
arcabus d'cl-rei.
Eis-nhi, ineu fidalgo, porque eu limpava c ininlia
criada, aguenva a minha espada, e afiavo as iniuhii fa-
cas, diz rom eslredenie vos meslre La Hurire iraiufur-
madn em gurrreirn.
A'ealai palarraa Cucannaa eslremcrco, e tnrnou-se
pallido, porque cumecava a entender o negocio.
Que! de vrraa? exclamo elle. Easn fesla, esse
banquole..... br..... vio.....
Teiiclr cuitado liem nadi vinhar, Sr. conde, dase
Maurevcl; e liem s v que nao eatais caiifado, oumo
nos, das inaoienria drte berrges.
E tomis sub vussa responsabilidade ir oasa do
almirante, e.....?
Maurevel surriu-se, levando Cncamiii para a ja-
ulilla :
Olbai, dase ello; redes na pequea praca ex-
trriiiidinli! ila ra, por tras da igrejn, esta tropa que si-
lenri'.sa se rene no escuro ?
Sim.
Os liomcni que compoem essa tropa, teera cumu
meatre La Hurire, ros e cu, lima crin no chepeu.
K enlu ?
E entso aquella tropa he urna cuinpanhin de'Suia-
sos dos pequeos oamoca commandiidus por Tuqueout;
sabis que iaan he genl,e d'el-re?
Oh! oh diaac Coralinas.
Agora vede essa tropa de caralleiroi que pana pe-
lo rica: coiibecrii o cliefe ?
Como queris qun o cunhrca, dase Coeaiinai es-
treineccudo, se anda eala tarde cheguei Paria'
Pvii sim! be aquello com quera leudes de avis-
busca e de apreamento dos navios empregados nesse
trafico.
E do Brasil ? Nio so isto, mas at considerar-ie eue
commercio como piratera... Antes do Brasil s o ima-
um de Mscate tinba-se a isto obrigado.. .(5), ea pro-
pria Inglaterra sil em 1825-
Verdade be, que ja em 1820(6), os Estados-Unidos.
por si, independente de tratado ou convenci, tinbio
decretado a pena d,e pirataria contra os seus subditos,
que se dessem a esse commercio; mas foi isso um acto
inteiramonle voluntario, e conlorme i sua soberana o
independencia, ao seu systcma e principios.
E quando a Inglaterra s em 1825 (7) I... Um snno
antes do que o Brasil, e tres annos depois que, pela*
suas instinacous o imaum de Mscate o tinha feito !
E as colonias ingieras por muito tempo continuou o
trafico, depois da data da sua prohibicao! (8)
Quarta poca. De 1855 at o prisenu.
llevemos dirigir rom sabedoria a influencia
legitima, que temoi adquirido lubre o nutro
estados, ederenio-no acautelar'tMinlra a preten-
cio do ..lirgar. pur forca, a quo ellea adoptera
os no.. regulaineuloi cerca dole abominare!
traroo.......
(Discurso de lord Caallereagb na cansara doa
communiaa acuio de28dejunho de 1814.)
Em 1833 passou no parlamento inglez o celebre bil,
que roarcou a poca da extinecio total da eteravidio
nos dominios britannicos. Sstecentos e ciocoenta mil
escravos ou oitocentos mil devio receber a liberdade em
838 e 1810 Apezar de todas as cautellas tomadas nes-
se bil, apezar desse srstema da aubjeico dos libertos so
trabalho como aprendizes, antes do termo fatal, nin-
guem poderia deixar de reconbecer a perda, que as co-
lonias haviio de soflrer, perda, que por certo soria toda
em favor dos paizes i.gricolas, productores de iguaes g-
neros, onde a escravidio continuaste a tubsittir e para
onde bracos africanos afuuissem.
Daqui nasceo esse lervor, com que de entio para ci >
Inglaterra proieguio na sua guerra ao trafico de escra-
vos. Nunca foi elle tsmanbo, nunca fez ella lanto !
Renovou com a Hespanba seus ajustes e convencoes;
lancou mi dos u eios os mais inslitos e violeutos para
obter, como conseguio, de Portugal urna ora conven-
ci; alcancou, que as cidades anseticas, a Toscana, ai
Duas-Steilias e o Haity acredetsem as convenget cela-
liradas com a Franca em 1833, e celebrou tratadot com
as seguintes potencies da America : Cbila, Venezue-
la, Confederacio Argentina, Banda-Oriental, Bolivia,
Texas e Mxico, e com a Franca, Austria, Prussia a
Russia, em que os governos retpectivot se obrigiio a
promulgar leis. que qualificassem pirataria o traficle
uciavos negro Nio parou abi; dmgio-se aos ebefes e
reis de diflerentes paizes de frica com o mesmo fim, e
conseguio celebrar convences, por meio de grandes
presentes, com o rei e principe de Novos-Cestos, com o
rei de Calabar, com os diflerentes ebefes dos poros dot
rios Cameroon, Niger, Calebar, com o de Egarraeou-
(6) Cnveneio do 1. ileseleuil.ro de 1822. art. 2.--
Vejao-ac aa instrurces cima citadas, pag. 191.
(8) Vrja-sea Eiicrclopcdia dos negociantes, rerb.
Traite do nirs.
(7) O bil de 31 de marco de 1824, que foi publicado
em 1825 como lei, debaixo da denuminacSo do acto 5."
do Jorge 4
(8) Veja-ae a obra intitulada On cae llave tradt, bu
Towhy luxtau.Ah se musir, que ainda em 1817, na
ilha Mauricia so faiia o commercio de escraros. Em
1823, no parlamento brilannioo, iato ae dase.
tar-vos a tueia noilo no Louvre. Vede, rai la eipe-
rar-ros.
O duque de Guise?
Elle nieanio. O que o eicollao lia Maroel, ex-pre-
boite doi inerendorea, e J. Cliumn, preboile aotual, oa
quaca rio reunir ai uia companhiai de hurguetea; e
ahi entra na ra ocapilio dodiatriclo, olhai bom o que
e rai faier.
Bale em todas as portas. E o quo ha as portss em
quo elle bale?
Dma cruz branca, mancebo ; uina crotsemelhanle
s que temos us chapo... Em nutro tempo deixara-ie
Deo o cuidado de distinguir os aeus. Hoje estamos
maii ciriliaadua, e poupamoi-lho ella tarefa.
E todas ai caa, em que elle bate, ae abrero, e
ilella aahem hurguetea armados !
Tambem ha do bater i musa, como as outras,
sahirrmos entio por nossa rex.
Mas, diise Cucannaa, toda eata gente assim arma-
da para malar um vellio liuguenote. Com os diaboa 1
islo he urna rergonlia He uina obra do asaassinoa e nlu
de soldados.
Mancebo, dine Maurevel, ae voa repugnio oa ve-
lho, podereia eioolher o moooi. Ha de haror dalles
para lodos oa goales. Se despretaiioi punhaei, poilereis
servir-vos da espada, porque os luiguonnles nio ato ho-
meua a ae deixarem degular aera defesa; e bom aabeia
que viles, mocos nu relima, teem a rida dura.
Mas entio hio de ae malar ludoa? exclainou Co-
cannas.
Todos.
Pur ordem d'el-rei?
Por ordem d'el-rei e de M. de Guise.
E quando ?


fM
&
tros.!! e, (intmente, com 01 Estados-Unidos sobre
direito d visita, que Unto Ihe cuitou (t).
Foi tambern nette periodo, que teve lugar a prohibi-
rlo deite commercio pelo rei de Tunes e a promulga-
Vio da lei grega proserevendo-o (2).
Por meio de todos estes tratados e convencas tem o
governo hrilannco conseguido: 1., a prohibirn dn
commercio da escravatura do A frcanos em todos o* pai-
tes da Europa eda America; 2.', sob esso pretexto,
direito de registrar ou visitar quasi todoa os navios mer-
cantes do mundo, o de nellesdar buscas e o de aprerar os
de muitas potencias; 3.', o qualifcar-se esse commercio
pirataria por leit de mu i tos estados. E como resultado
de lu lo itto o enfraquecimento da industria agrcola de
muitat nacis, o esmorecimento do seu commercio
navegbalo. S urna de tantas cousas, que tem pretendi-
do, ainda nao alcancou a exclusio dos mercados da
Europa dos gneros, que s3oo producto do trahalho de
escravos : nesta medida nenhuma naci sinda a aeguio!
(rande he por certa o scu interesse, a avaliarmos pe-
los seus sacriticios, pelos grand'S gastos, que (em leito
(31, e que (' om sustentar, desde 1818, grandes cru
teiros, em indemnisaros damnos causados por injustos
aprezamentos, em sustentar nio poqueno numero de
commissi's millas, em grandes presentes aos cheles a-
Iricanos, eem muitos outros objeclos tendentes ao seu
fim.
Nao se limitaran, no decurso desse lempo, de 1808
al o presente, a isto os seus esforcos e as suas preten
c;8ei; de outras de urna natureza inslita, que nenhum
principio podia autorisar, lancou mi. A conscienria d
ser grande poder c lobretudo a ceritza da impunidad a
tem animado a commeller insolencia e oppre^iOei, que,
segunda a erpresido de Shakspeare, /azem chorar o
anjoi(i).
Reservamos para outro artigo osle ohjecto.
[Do Braitl.)
MARANHAO.
PASTORAL.
D. Fr. Caitos de S. Jui e Sonta, da Ordem dos Car-
melita < calcado, por meret de Deot e da Santa S
apostlica, biipo do Maranhdo di concelho de S.
M. o Imperador.
AOS NOSSOS DIOCWANOS 8\ODE, E BENJA EM O SI-NH0R.
A religiio, amados flbos, be urna luz, que mani-
festa Dos aos bomens, o une os bomens a Dos. A
palavra divina creou-a e a elernsar. O Allissimo,
ou nos falle por si mesmo, ou por bomens extraordina-
rios, que enche do seu espirito, nao tem oulro fim te-
nt o ennhecimento, e santificacio do seu nome, e
o eslibelecimenlo do culto, que se Ihe deve consagrar,
e que s a elle he devido. No principio elle lallou-no*
pelos prophetas, nos ltimos lempos por seu filbo, seu
Verbo, a plenilude da sus divindade, que com a sua
palavra nosdeo a verdadeira noeao do eterno pai, que
o enviou, e das mximas santas, com que o deviamos
servir e adorar, mesmo J. C. figura-nos a fr(a e
sabedoria desta divina palavra,comparando-a,ora a urna
chama, que lavra portoda aterra.Jissolte as muannos,
derruba i.s templos idolatras, submelte os espritus ao
jugo da f, triumpba dos sabios, o ergue o estandarte
da crut sobre as ruinas da idolatra : ora ho um fer-
mento rysterioto, que penetra toda a massa, liga todas
as suas porces, imprime-lbo una virlude cummum
e maravilhosa, confunde as dslinccocs do Judeo e do
gento, do Grego e do brbaro, dando a lodos o
mesmo nome, e o mesmo espirito : ora, em fim, he urna
sement, que, parecendo prmeiro pcrdrr-se na Ierra,
cresce depoit e multiplica-se at o cntuplo, fazendo-
nos r em todas estas imagens a santdade e virlude
da sua divina palavra, sus (ecundidade, a rapidez de
suas operaedes, provenienes, neo do obreiro, mas do
autor, que Ihe d o incremento e a lorca. Sim,
J. C depoit de nos dar nestas imagens parablicas os
clTeitos da sua divina palavra, veio mesmo do 6eio do
seu eierno pai annuncia-la aos bomens, e os seus fruc-
11;' "-ni mencionar tu iillimna ajume* fetns cum a
Franca tobre rale nieanm nbjecln. Todo* entes tratado
e onnrencei relS compilado! na* cilnilnr inilrui-cp
dm nfll'-ier iln marnlia ingina, empreado! na rpprci-
sn do iratieo de eicravos.
(2) Vpja-sn n resposia dn rei de Tunes no ministro in-
gle! c a le grega d l.<> (13) de marco de 1841, que veni
na Ciirrcipnidcncin dio o paisea eilrangpiroi, relativa
ao trafico de parraros1841Clame D.
(3) Prn poder rooicguir dn Ilespanlia li tralndo de
1817 ileu llu' .41111 (1110 libran ilerliniii par indcmiii.i-
i.n mi e iii|icns:ic.'in dat piulas, que cro eonicqiietieia
neceiiaria da alo lu,a d" trafico (artigo 3 e 4do Irmad"
de 23 de ariembm de 1817). o n Portugal COI) 000 (ai-
tigo 5 da convencen de 1815), e o i na un te compio-
mellc em 1842 a prratar-llie tubiidin pido prejuioa.
que inffrcrao mal rendas cun o Iraficu de escravatura.
(i) VVarren.A llidin Inglesa em 1843, pag. 10(1.
Quando ouvirdet tocar o tino de St.-GcniiaH-
l'Anterruit.
Ali! enli lie para itto que ru amav 1 Allcmao,
que Ptl ao lervicu de M. de Guise, como a chaman p
M. de Retme,
Jumamente. Por itto entn he que M de Betme
me ditte que acuilme en ao primeiru tuque de rebate ?
F.nifio vt ctlivetlet com M. de Retine?
Vio-oefallei-lhe.
Aondep
No Louvre. Fui elle quero me deu entrada, e a pa-
lavra de ordem, que.....
lhui.
Com ot diabot! he ello mesmo.
Qncrcit fallar-I he?
Nin deigutiaria.
Maureipl ebrio de repente a jnnella. Betme pastara
oa'rcrdade com un vinte liomena.
Gni.-e o Lnrrniie, date Monrevet.
Brtme toltou-te, ecomo ritte que o negocio era com
ello epproxinmii-se.
Ali! ali I etlar tai, cabitan Maurcrcl!
Sim, tnu eu, qu* jrrociirjii v ?
M i ni brogura lioibrurin de Pela Sdridla, fem bre-
fer nia eior Gogannaa.
Aqu eatou, M. de Brame, date o mancebo.
Ah! pmii, pom..... Slarbronto?
Siiu ; que dero frwr?
__ Faro guo liso aior Maurerel. Star orna pom ga-
_ Ettait i'urndo-o? dn Maurerel.
Eaton, rrtpnidco Cucamiat. Mat vt, M. de Ret-
ine, onde idet ?
Miro? dase de Retine rindo-ac.
tos maravilhotos subsistem, e aubiiitir><5. Dore ho-
mens lirados da obscura classe do poro s3o por ello en-
carregados de lo alta missSo, bomens tem nome e sem
prestigios fiara mostrar ao mundo, que o poder de Deot
nao precisava do dos homens : que o crdito da autori-
dade do seculo era intil a urna doutrina desciJa do
ceo : que a palavra divina baslara-se a si mesma para
se eslabelecer oo universo : que as potestades da tr-
ra, declarando-se contra ella, e perseguindo-a, devio
com isto firma-la : e que os seus nnnunciadnres se-
gueriao sem receto a *oi do filbo de Dos, que os gua-
va.lile, Ibet diz elle, ideensinar a todas as nacoes ;
ide, qu eu vos escolhi para que vades, e a palavra,
que ponbo em vossa bocea, prodaza (rudos de heneaos.
Eu vos envi, como meu pai me enviou, e estarei coon
vosco at a consummacio dos sculos. Mandamento
imperioso,* que mudou as ideias, os coracSes, os cos-
tumes, os homens, o universo. He desta poca que
data a pregacio do evangelho, e que a carreira da mis-
sao abre se; os apostlos, antes tmidos, entrio nella
como alhletas impavid s, sem que nada os detenha, e
esfrie o seu zelo. As cortes dos imperadores, as cidades,
os desertos, os tomplos, as academias, as trras, os
mares sio os thestros, sndese ouve reteir a sua voz,
e tal he, A. F. a origem do nosso ministerio apost-
lico. Nos somos investidos da mesma auloridade, da
mesma missio ; e, a pom da nossa indignidade, o nos-
so poder bo o de J. C.
Descido do ceo este divino salvador para fundar na
trra a nova religiAo christia, e realisar as figuras, que
a promcitiao a tantos seculns, I >i a palavra a arma, que
qui empregar para to assombrosa emprea, e subn-
do depois di sua morte ao seio de seu pai, d'onde vie-
ra, transmiltio-a a seus discpulos com ordem de con-
siimmat o que elle bavia comegado, isto he, a conquis-
ta do mundo, a subversao do poder das trevas, e o
triumpho da religiio. que veio eslabelecer. Os apos-
tlos nao tardano em cumprir o mandamento divino ;
depois de receberem o Espirito Santo, dispersario-se
por diversos paires, segundo os diversos movimentos
do mesmo Espirito, que os conduzia. Sabe-se, que
'oi S. Pedro o primeiru, que abri a missa i em Jeru-
zalem, onde em duas pregaces converteo oito mil ho-
mens, e tal era a rga da sua palavra, que aquellas,
que a ouvia i, arlivan se, sem saber como, mudados
e convertidos. Este chele do apostolado, depois de ha-
ver missonado aos Judeos, passou a Roma, capital do
imperio e da idolatra, d'onde pur suas epstolas con-
lirmou na doutrina da salvac&o aos fiis dispersos pelo
l'onlo, (ialacia, Capadocia, Uethinia, e Asia-Menor,
cujas igrejas tinha elle mesmo fundado, S. Paulo nos
refero os seus Irobslbos e sofTrimenlos de lodo o genero,
|ue experimentara por mar, e por trra no laborioso
eiercicio de sua missio Elle apresenlou- se em pessoa
perante a celebre academia do Areopago em Alhenas,
onde com a sua pregarlo lez nnumeraveis conversoet,
e entre ellas a do acadmico Dionisio, denominado
por isso o Areopagita. S Joan passou Asia-Menor, e
fundou as igrejas de Efeso, Smirna, Pergamo, Tea-
tira, Sardis, &c. S. Andr aos Scylas, don iu seguio
para a Grecia e Epiro. S. Filippe levou o evangelho a
llyerapolis na Pbrigia; o S. J'h in aos Parios, e a
India; assim os oulrus apostlos por oulras partes, nao
puupatido saenficios para chamar os povos a luz da re
veiacao. Com a mora dos apostlos conlinuou nos
seus discpulos e successores o mesmo ministerio; na
Asia e India encentamos a missao de S Panthe-
mio, que presidio a celebre escola da doutrina chris-
laa, eslabelecida desde o lempo de S. Marcos na igreja
de Alexandria. A da Abissinia, e Ethiopia no cometo
do pontificado de Paulo IV; a da britannica por S. 4-
gostinbu a das Gallas por sete bispos, acompanbadoi.
le ministros infeiiores, mandados pelo sanio pontfice
Fabiano "para conservar as igrejas, creadas as mais
bellas provincias deslo reino, e eslabelecer oulrig, que
anda se lembro dus seus zelosos instituidores, sem
os quaes a Franca ainda queirnsria incensos aos deo-
sos do paganismo: ecomo liranao tantos povos, seas
missoes doixassem de continuar ? Urna tal supposi(3o
he inadmissivol : a religiio d J. C. devia durar tanto
como o mundo, assim como fura trabada desde sua
creapo, e niiupudia urna tal duracio verificar-te sem
a pregacio, e nem esta sem missionarius, que a (ossem
annunciar a todas as partes, onde nao bavia ainda cite-
gado, ou o curso dos scrulus, e a difliculdade de com-
municegao com o cenlro da chrislandade haviio apa-
gado, ou alterado as ideias religiosas recebidas no lem-
po dos apostlos. He o que tem succdido ati o pre-
sente; antes,porm, doeslabelecimenlo da congregacio
da propaganda por Gregorio XV o zelo da gloria de
Dos, e da salvaco das *lmos be que (rnente inspira-
va o designio desta gloriusa empreza iquelles, que a
ella te haviio consegrado e era sustentada pela
caridade, que Ibe bavia dado cotneco ; logo, po-
rm, que aqueile sabio pon lili; erigi debaixo das
anaiiMii m iiawiaslHSMltasistiisiisssstsaaas
Sim, rt?
Mim fui tiier lima lulnfrinhn a almirante.
lliiei-llie duaa, te lio preciso, diz Maurerel, e que
detln vez, te elle te erguer da primeira, te nao levanto
da aegunda.
Deija star, aior de Matircfrl, deija llar, o arrancha
peni tic muco.
i i m, sim, nao Ihe d cuidado, oaCooannaa tan de
boa raga.
Ateos!
Me.
Efoi?
Cunieca a caca, que nt chegarrmoa para attan-
griat.
De liraue rctirnii-tu e Maurerel fechuii a janella.
Ourittct, mancebo ditte Maurerel; se tendel al-
gum iuimigu p.irlirulnr, anda qiiandu nao teja inleira-
nicnle liiifrtiriinU-, meilei-o na liatn.eir ootN i oulrus.
Cncanii.it, cada ver mal aturdido de ludu quanlo na
e miv-ia, ulbara ora para o etlalnjiideirn que tnniava pu-
ifSes forniidareit, ora para Maurcvel _que tirava mu
paiiaadn um papel da algibeira,
Ca |inr ni un, ein-aqui a nimba lima, diste ello.
Trezeiilut. Faca cada bm calimben, etta imite, n d-
cima pai te dn que eu hier e nao lunera oinanliia man
UIU tu Uerei;e uu rrirm !
Silencin dissi: La llurierc.
Oque be? repeliriu juntu Cocaniiat e Maurerel.
Ouviu-te a primen'* budelad.i decbate em Saint-Ger-
main-rAuermii.
He ii |nal excl.iniou Maurerel. Enliu adianl-
ri" a hura lli viiln-ine dito querr par* a niela noite,...
Tanto mclhiir. Quandu te trata da gluria de Duui e d'il-
rei, ruis vleu relugivt diaiitadvi que atraudus.
suas vistas um tribunal, cujo ohjecto consista em pro-
mover, e lazer nulrir a religiio em todas as partes do
mundo, sobre ludo naqucllas, em que reinava o scis-
ma, a idolatra, e a beresia, as mistdas do Levante, co-
mo a de outrs lugaies recebrao um novo impulso. Os
obreiros evanglicos multiplcario-ae ; melhor auton-
tados, mais bem sustentados e dirigidos em seus tra-
balbes. seu telo produzio fructos muilo mais abundan-
tes esolidos; tralou-te de fornecer-lhes soccorrosde
toda b especie. Ot res, os principes, as altas penona
gent, e o mesrnpovo preslavo-se a coadjuvar as mis-
soes, gloriando-te de tomar parte nos tf abalbos, e m-
ritos da grande obra da sslvacio dos povos, reconhe-
cendo as vantagens.que ella trazia, assim a igreja como
aos estados. Os missionarios pela sua parle moslravio-
ae infatigareis em chamar ao seio do catholecismo aos
que vivido fura delle, e a reanimar os mesmos catboli
eos, cuja f cncontravio quasi amortecida e extincta,
eipondo-se a todo o genero de sacrificios, com tanto
que ganbassem almas pata Dos, e tal era o fervor da
sua caridade, e a vrtude da divina palavra, que clles
mesmos se admiravio dos progrestos, que laziio, ou
Dos obrara torelles. Por seus esforcos (ormavio-se
sociedades para conlrabalancar as dos inimigos da ver-
dadeira doutrina, que por muitas partes procuravio
desacreditar, einulilisar os seus progressos. Estas so-
ciedades ollereciio, por sua piedsde, sua unilo, sua cari-
dade, seudesinteresse, sua mutua coadjuvaflo, esua
adhesSo a f, um espectculo de gloria para a igreja, que
via cheia de jubilo augmentar-se a beranca de J. C. No-
vos apostlos se apresentavio para levar a efleito a con-
versio dos inflis, apezar dos obstculos, que oppu-
nhio ao seu zelo a aspereza dos climas, a oppoticio dos
bereges, a Teresa indmita dos barbaros, os desertos, e
alcantiladas montanfaas, que linbio muitas vezesdea-
travessar para procurar os selvagens, que era mister l-
ser bomens antes de os fazer chriilkVs. A constancia
e pers 'veranea, com que emprehendiio estes trabalhos,
unidas as maneiras doces e conciliadoras, que atra-
bem at as feras, fes que conseguissem arranca-Ios
das trevas, em que jaziio, chamando-os a si, esclt-
recendo os, domeslicando-ot e convertendo-os, em
fim a luz da f e Dos abencoava os leus esfor-
cos em premio dos sacrificios, que laziio pela santifi-
cacio do seu santo nome ; assim portoda a parte era
levada a voz do evangelho. Em nossos dias mesmo el-
la tem felizmente retenido em rnmotissimos paizes com
admiravel proveito. Por caria doSr Domingos le Fe-
bre vigario apostlico na Concbinchins, dirigida ao
Sr. Remer, missionario em Marqui, de 10 de Janeiro
de 1843 (bem prxima), consta, que, aperar do gover-
no d'aquelle estado, e oppusicio dos grandes do psiz
contra u catbolecismo, tinte cinco mil ebristins ji se
haviio feilo desses barbaros,que perseverrio na f,de
baixo da conducta e rgimen do mencionado vigario
apostlico : refere-se ah, que ot pagiot mostrip-se
anciosos de ouvir a nova doutrina : a chegada do misti-
onario, encarregado de annuncia-la, baplisirio-se logo
tern d enlr elles : refero -se timhem, que o povo con-
coma em multidio a ahttar-se nss bandeiras dos lilbos
da igreja ; que o Sr. Metbolopolit, zeloso missionario
haplisou reiscentos adultos, no decurso do anno ante-
rior i dala da referida carta: e o Rvm Ma>san infor-
ma, que em Tong-Kin tem havido extraordinario nu-
mero de converses : nio be postivel ler noticia deslas
verdicas e consoladoras corretpondencias som lancar-
mos os olhos de commiseracio para os Indgenas, que
tioperlo de nos vivero derramados e errantes pelo in-
terior dos nossos sertoes, tem haver mi caridota, que
es ministre opio da vida, a palavra ssnta do evan-
gelho. A messe be muila, os operarios poucos ; re-
guemos ao Senhor da messe, que mande operarios dig-
nos de a cultivar e recolber. Nio sio s os Indigenss,
que oceupio os nossos cuidados e attencSes : por des-
grana ( com dur o dizemos ) o povo do interior no ge-
ral deala diocese vive com quasi nenbuma instruccio
das verdades da f, as mais essenciaes a salvarlo, ainda
que lenbio dado mostras da maior docilidade e avidez
em ouvi-las, e recebe-las. A prora disto be o c ncurso
numerosissimo, que acode voluntariamente as missoes,
que actualmente o zelu do vice preleito, encarregado
dellas, tem exercido com infatigavel trabalbo e conslao-
cia nos diversos lugares, para onde o chaina a sua cari-
dade, ou o convite das diversas psrochias do centro.
As relacoes. que nos teem ebegado dos (rucios produzi
dos por estas missoes, teem-nos enchido de contolacio.
Ot numerosos baptismos, as multiplicadas confissoes,
os muit'-s casamentos de pessoss,que, ha longos lempos,
viviio em criminosocommcrcio, teem sido para o notto
corac,io uro motivo de completo jubilo e satislacio; da
nossa parte nio temos pouoado tambern, a beneficio de
tantas almas, as autonsac,6cs e grabas, de que somos
fiel e indigno dispensador. Muilo exhortamos emo
Senbor aot reverendos parochos, que nio s por doier
do seu ministerio, como por motivo de coadjuvar nos
('.un elleilo ooviu-io reinar liiRubrenienlo o tino da
igreja. Dao-te d'alli a punco um tiro, e quati iiume-
ilial.imenle ipparecen a ra dcl'Arbrc-Scc illuiuiuada
pur niiiilin archutei.
Cucaiiiiaa paaiuu mim pela leit* limnida de tuor.
Ella dado o comer.'!, |iartamui!
Um momento, uro momento, diite o ettalajadei-
ro, ontet de una piirrona em campanba, aiiegureniu-iiui
doaloiaroeato, cuino ditero n* guerra. Nio quero que
me degoleiu roulher e Bilma, eia quanlo ando la por to-
ra. II* aqui em cata uro hoguonote.
M. de La Mul, gritn Cueaunaa com tobreaaltn.
Sim, o herrge meltou-ie na goela do lobu.
Poia va queris atacar o roaio hospede? diise
Coconnai.
Foi por iiia-intenclo etpecialnienle, que eu agu-
eei a minlia Pipada.
Oh! oh! fe n Pieniiintez oarregando o aobr'ulliu-
Ainda nin maui ningncm, te uto o* ureiii oue-
lliui, palo e uallinlidi, ri'plicuu o digno eaialajadeim;
oin aei portento omito bem como me harerei par* ma-
lar um homeni. Vou-nie exercitar mbre eite. Se riter
algiiina aaneira, au oicnua nao terei teitcniunhua que
lombein de mim.
Cun o diabot! he duro, objectou Cncaiinat; M.
de L Mole be meu coitipanliviro, cou curo roigo, jo-
kou oom iiijjo.
Sim, porro M. de La Mole he uro herege, diite
Maurerel, por eontequenoia eit condenmado, e io u
iiau nialariimi, uulrot u malurd.
Sem fallar, dine u duiui da cata, liot cincuenta et-
i-uilut que vo gaiilmu.
He rerdade, ditte Cocannat, mas lealiucnle, oatou
beui uertu diitu.
trabalbos da grande obra, de que se acbio oceupadot,
ot mitsionarios, os acompanbein, nio se descuidando
urna s'i vez da cttechese, antes ou depoii da missa
pro populo; lembrem-ae do alto ministerio, de que sio
encarregados. Um pastor, que v a saogue fri o erros,
ignoraneia, e os vicios de um s dos do seu rebanbo;
que nao sent a perda das almas, que Ibe sio confiadas,
e nio pode di/ercotn o apostlo, que a queda dos fra-
cos o cobre de trillen, e que os escndalos, queospo-
dem sedusir, accendetn no teu coracio Om fogo devo-
rador dselo, e urna santa indignaclo: um pastor des-
te carcter tem perdido a f e a graca de sua rocaelo,
e talvez mesmo, que nnnea a tivesse recebido. O ra-
lo da salracio das almas he o primeiro dever do pastor,
he urna nbrigacio de todos os din, de todos os mo-
mentos; be este zelo, que date adocar o penoso exer-
cicio de suas funecoes, regular o uso do seu ministerio,
e fazer todo o aeu mrito.
Quanto a vos, A. F., quem nio podem caber Uas
deveres, por votta coodicio na sociedade, nio estis com
ludo isentoa de contribuir, podendo, para tio ssnta
obra com o contingente, de que podis dispr sem of-
fensa das vossas obrigacOes particulares, aeiemplodo
qu se tem praticado em outras diocesea do imperio,
as quaes se achao j estabelecidas estas sanias aiiocia-
edes. Eu ros conrido, pois, a virdel aslar-vos na que
vai initallar-se immediatamente nesta diocese. Todo o
christlo digno deste nome deve concorrer, quinto
em si esta, para manutencio da religiio, que professa,
salvacio dos fiis, e convenio dos inflis. Penelrai-
vos de um vehemente zelo pela ( ealholica, sem a qual
impossivel he agradar a Dos ; e d'ahi natcer em vos-
sos nimos o maior grao de caridade, a que podereis
chegar para com os v ssos irmios, ou etauecidos, ou
inteirameote privados da viitude da f. Empenhii-vos
psra que os trabalhos annexos, a jostificacio e salvacio
dos povos, que teem a ventura de viier, ou entrar no
seio da igreja, prosperen*! por meio destai religiosas ai-
sociaedes. As obrigscSes dos socios consistem na esmp-
la de vinte rii por semana, oo tres patacas por anno,
eem um Padre Nosso e Ave Mara diarios, accrescen-
lando no fim eita invocacio S. Francisco Xavier, ro-
gai por nos.
Os soberanos pontfices, com o fim de animar oa es-
labelecimentot destai santas reunidas, teem aherto os
tbetouroi da igreja em livor delle. Pi Vil, Leio
XII, e Sua Santidade actual ebefe da igreja, oSS.
Padre Gregorio XVI, leem concedido indulgeocia ple-
naria, um da cada mez. e igualmente nos da invencio
da Santa Crux a 3 de maio, e nos de S. Francisco Xa-
vier, apostlo das Indias, a 3 de de-embro, aos socios,
que, confessados e commungados.vitilarem urna igreja,
que designamos as matrizes e a nossa cathedral, com
tanto que dem a referida esmola, e reciten! a predita
oracio ; e os que luerem alguma esmola a favor das
missdet, ou aLuma oulra obra de caridade epiedade,
lucrarsO eem dita de indulgencia!, todas ai quaes po-
dem ser applicadas pelas almas do purgatorio
Ordenamos, a fim de que chegue a noticia de todos,
que etta nossa patloial seja lida i establo da missa con-
ventual, e registada, na forma doestylo.em todas as ma-
trizes desta diocese.
Dada nesta cidada de S I-uiz do Maranbio em nosso
paco episcopal, sob nosso sgnale sello da opsiea ir mu.
aos 7 de setembro de 1815.
Fr. Cario, bitpo do Maranbio.
L-glS.
Padre Antonio Joo dt Carvalko,
Secretaiio.
PERNAMBUCO.
TRIRUNALDO JURY.
da 4 m DtZKitBrto he 1845
Preiidtnci doSr. douior \lendei da Cuttha.
Ai 10 borai da manbia, (eita a cbamada, acbario-
se preteoles 12 Sn. jurados.
O Sr. |uiz nomeou alguns dos Srs. jurados, que es-
tavio presentes, para escolberem no livro da matricula
30 Srs.; a, leila a eicolba e approvada, dissolveo a
reumao, declarando que a sessio d'amanhia comeca-
ria infallivelmente s9 horas do da.
Hendimento da meta di renda ntirna* provincia
no mez de novembro p. /indo
Decima urbaoa 3:797,881
Sello de berancas e legados 99,800
Meia siza de escravos 1:20i,920
Escravos expottados 95,000
Novos e velbos direilos 110.000
Fabricas de chapeos 4,000
Ditas de charutos 12.800
Matriculas de lalim 10,000
Olarias ________________ 9.600
l tatataatiatttttattataavai
I.ealuiente ou nao, aempre tendea de oa pagar ; em
quanlo que ae eu o matar, eitait deiubrigado.
Vaniot, varona! aviemu-not, roeua Srs., grluu
Maurevel "uu tiro, ou ostoculi, uu facoda, ou inartel-
lail<>, uu qualquer euuia acabada oiu ada, ounio quier-
dea i oom tanto que acabeioui curo uto, e queremos
chegar a lempo, cumo proineiteiimt, de dar urna mi a
M. de Guite em cata do almirante.
Coianiiai luipirau.
Vou lu correndo acudi LaHurire, piperai-me.
Coro o diaboi I exclaiuuu Cucuiiuii, elle vai fuer
uffrer ene pobre rapa*, e muba-lo lalvez Quero ealar
la para c.onclui-lu, ie fur precito, e impedir que Ibo to-
queiu no teu dinlieiru.
E mu idu por eit* felix ideit, Cooannaa aubio a etet-
da ap roen re La Hurire, que elle em breve alean; uu,
porque a pruporgAo que mbia, |mr uro iffrilu da refle-
tio ipiii dunda, L' Hurire deniurava o pnnt.
Mu iiiumeiiiu ero quorile pliegara puru, acompa-
nhado de CoPaliliat, remarju na na multo* lirot. lui-
niediataiiipiite uiivio te La Mul tallar d* cama, e dar
nati" '> quarto.
__ Peludiabo! iiiurmurou u etlalajideiro uro pouoo
perturbado, creio que ello eit acordado.
Parece que liui, diioe Cueannat.
. E ra defender-te ?
__ He capaz ditio. E te elle ros inatane, ruoatre La
Hurire, ni aeria exliuvagiolrp ,
Heni! fes O eitaUjailuiru.
M*a reiidu-ie armado ilcmii bom areabiiz, tomou ani-
mo, e '''ii um vigorlo puulap roviteu a porta dentro.
La M"Ip eit.ira aero chape", porm veitidu, eotrin-
elieirailo por ta du leito, oeut a capada iiut dentei, c as
ptituUi uas mios,


Juros d divida provincial
61 .8-22
Mesa
18*5.
5:543,823
do rendas provinciaes, 3 de dezembro d
L. F. de Mello Cavalcanti.
COMMEaCIO.
Alfandega.
Rbndihbnto 03 di* \.................:6G2,>080
DesearregaS hoje 5.
BircaTkomas-Mellors carvio.
H ia tePuroc b reo.
BrigueCeramercadoriai.
Consulado.
IENDIHKNTO uo DU 3.
rente resolveo espassar at o dia 20 de deiembro prxi-
mo futuro o recolbimento da* prestacSes em atraio
e que, fiado este prazo, perderlo odireilojTaccionittas
t/dos aquelles, que nSo tiverem rea libado as prestacfies
de 60 por cento at agora exigidas, remWendo as tuas
entradaa em beneficio da companhia. d,conformidkdc
com a disposicao do artigo 9*dos estatutos. Adverte,
outro sim, que nao baver prorognt,ao do prazo, nem
contemplarlo com pessoa algum** liscriptorio da com-
paobia, 21 do Novembro de 18*5. O secretario, B.
J. Fernanda de Barros.
Avisos martimos.
Geral .;.........
Provincial........
Diversas provincias.,
4:248*1*2
1:337*373
70*560
5.656*075
illoviliH'iil do Porto.
Navio entrado no dia 4.
Hsmburgo;90dias, brigue sueco Ceres, de 320 tonela-
das, capillo Magnus Klingstcdt, equipagem 13,carga
fazand.s, queijos, polaisa e mais genero); a N. O.
Biober & Companhia. Pauageiroi, a senbora do Sr.
Elster, com 2 lilhos menores e 1 criada, Haubur-
guezes.
Navio tahido no meimo dia.
Ciravellas; hiato braiileiro Pemamento-Feliz, capitio
Andr Munix Cordeiro Gravina, carga sal.
Edita!.
Miguel Arckanjo Monleiro de Andradt,official da im-
perial ordem da foxa, cata/ litro da Je Chrulo e
inspector da alfandega de Pernambuco, por S. M.
Imperial, oenhor D. Pedro 11, que Utos guarde,c.
Faz itber, que no dia 6 do corrente, ae haS de arre-
matar em hasta publica, a porta da mesma, ao meio
dia, 10 tranceln! de ouro no valor de 400,000 ri..
12 crranles no de 144,000rs.,apprehendidot pelo guar-
da Jos Tiloma de Freitai, no mar, lem despacho : a
arrematadlo he livre de direitos.
Allindega, 4 de de/embro de 1845.
Miguel Arckanjo M anuir de Andradt.
Declaragoes.
MEi DE RENDAS INTERNA.! PROVINCIAES.
O escnvo e administrador da mesa de rendas inter-
na! provincia! delta cidade fai publico, para que cbo-
gue ao conhecimento de todos os propietarios de pre-
dio! urbano! dai quatro Iregueiiai desta cidade e povoa-
flc dos Aleados, qun no dia l.Vde derembro prxi-
mo futuro, le principiad a contar os trinta dial marca-
dos por lei para o pagamento, a bocea do cofre,da deci-
ma urbana correspondente ao 1 semestre do corrente
anoo ftftanceiro de 18*5 a 1816: e, findoesse prazo,
pagarlo os devedores a multa du 3 % do valor de seus
dbitos, de conlormidade com o regulameoto do 16 de
abril de 1 H4. K para que chegue a noticia de tod. s,
mandei afliiar o prsenle a publicar pela imprensa.
Recite, 25 de novembro de 1815.
Lui* FraneiiCQ de Mello Cavalcanti.
AdministracSo dot eslabelecimenlot de caridade.
Peanle a aduiinitiacio dos eitabelecimentos de ca-
ridade se blo de arrematar por 3 annos, a quem mais
der, as rendas das caas icguintei: ns. 17, 47 e 49 da
ra do Padre Florianno ; n. 5 do becco da Jar ve Iba ;
ni. 32 e 34 da ra do FagunJes ; n. 11 da ra de S.
Jos ; n. 5 da travesa do meimo ; ns. 30 34 e 38
da ra da Calcada ; o 18 por detraz da ra Nova ; n.
31 da ra da Moeda ; n. 7 da ra de S. Tberea ; n.
70 das Cinco-Pontas ; o. 33 da ra de Hortas ; n. 65
da ra da Gloria ; n. 8 da Iravessa dos Expoitos ; n.
7 da ra da Viracio. Os licitante! dirijo-ieao sobrado,
n. 5, da rus do Cabugi, no dia 5 do corrente (boje),
pelai 10 horas da manbia munidos de fiadores id-
neos.
Sala das seisdes d'adminislraco dos eitabelecimon-
toi de caiidade em o l.'de dezembro de 1845.
Oescripturario,
A. A. de Calda Branddo.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A adminitracio da companhia de Beberibe faz ici-
enle o Sn. acciooiitai, que em sessio de 20 do eor-
*Para a Cotinguiba sabe nesles dias a sumaca Flor-
do-Augeiim : para carga e passageiros trata-se eom o
mestre Bernardo de Soma, ou coa Luiz loi de Si A-
raujn, na ruada Crui, n. 26.
Para o Rio-deS.- Francisco sabe o bitltEipadarte:
para carga e passageiros, trata- se com o capillo na ra
do Vigario, n. 5.
Para o Rio-de-Janeiro seguirl em breve o pa-
tacho Felietdade : quem no mesmo quizer carregar, ou
embarcar eicravos, pode tratar com Amorim Irmios,
ra da Cadeia, n. 45.
Para Lisboa sahira, com a brevidade possivel a
eicuoa porlugue/a S. Jote : quem na meima quier
oarregar ou ir de paugem dirija-se a ra da Cruz,
n. 45 em casa de Naicimento Schaefler & Compa-
nhia.
O bergantim portuguez Tarujo-Primeiro ca-
pillo Manoel de Oliveira Faoeco pretende lahir para
Lisboa at o fim do corrente mez ; recebe carga a frete,
e lem excellentei commodoi para passageiros: Irata-se
com os consignatarios Firmino Jos Flix da Roa &
Irmio na ra do Vigario n.23 ou com o capillo
na praf a.
A eicuna porlugueza Tarujo & Ftlko* de que
be capitio Franciico Antonio de Almeida legue par
Lisboa com toda a brevidade : para carga e pamgeirt s
trata-se com leui consignatarios Firmino Jos Flix da
Roza & Irmio ou com o capitio na praca do cuoi-
mercio.
O patacho portuguez ettauraeHo de que he
capitio Alexindre Jos Corris pretende sshir bre-
vemente pira Lisboa : para-carga e passageiros tri
ta-se com os consignatarios Firmino Jos Flix da Ro-
a $ Irmio ou com o capillo.
= O berganlim nacional Feliz de que he capillo
Alexandre Jos Alves segu brevemente para o Cea-
ri ; recebe alguma carga da praca e passageiros : os
prelendentes dirijio se aoi consignatario! Firmino J.
F. da Ro le Irmio, ou ao dito capitio.
= Ubergaotim nacional Fiel, deque he capitio
Manoel Marcianno Ferreira, pretende recolber se a
eite porto por esle 8 ou 10 dias do Ass ; legue pa-
ra o Uio-de-Janeiro : quem tiver eicravos para mandar
de passagem a com modo frete, a tratar com os con-
signatarios Firmino J. F. da Roza & Irmio.
Avisos diversos.
Oh! oh! di>p Cooannai incitando ai venial, cn-
mo a fera quo f.irrja o aanguo, a couia torna-ie inte-
rclame, mratre La Hurire. Vamoi, vamoa, avante.
Ah querem-rae asiminar, ao que pareee! grj-
lou La Mulo com o ollioa cluminejautea, o tu, nii-
acravel!
Meilre La Hurire reipondeo a eita apoalrnphe abai-
xandn o arcabuz eapontnndo o ao mancebo. Mi La Mo
le qne vira patea niovimentoa, ao lempo que o uro par-
ti, abaixnu-ie, c a bala panuu-llie por cima da c-
lices.
Acudi-me, griiou La Mole, aede por mim, M. de
Cocanuai!
. Vinde ea, M. de Maurevel, acudi ca gritn La
Hurire.
M. de La Mole, diaaoCocannai, ludo qoantn pono
fazer trale negocio, lie ato me |>6r contra a. Parece
que rata imite ae mallo oa hugueiiolea por ordem d'cl-
rei. Hnviiide-tiii, ui rao pdenle!.
Ah traidores! ab amaitino!! be aniin ? Poii bem !
eiperai.
E la Mide diiparon por ma ves una dai pialla*. La
Hurire, que nlu perda de viata, leve lempo de dei-
viarocurim, ruaa Cooannaa que nio eiperava por pata
reipmia, uto le moveo donde eitava, e a Lala tuoou-lbe
no hombro.
Com mil diabo! gritou elle rangendo oa denles,
oa merliegou! Agora lio cum no.co, poia que tu o
quern !
E derrubainliando a espada, lancnu-ae para La'Mole.
Tivera-o aem dovida rrperado L Mole, le elle palia
vrra ,u ; u Cncanual liaba a traa de ai oicalre La Hu-
rire, que carregava de novo o arcabuz, aem fallar em
O CLAMOR PUBLICO.
O n. 66 acbar so-ha venda, aomeio dia, na praca
da Independencia, livraria nmeros 6 e 8.
Manoel Joaquim Barbo/a, ounve eitabelecido na
caa n. 37, da ra do Queimado, precisa fazer urna
viagem a cidade da Babia; por isso avila a quem le jul
gar leu credor, queira presentar seus documentos no
pr.izo de 10 dias, e tambem avisa a quem tiver em sua
luja obras para concertar, ou tiver dado metal para al-
guma obra, ou mesmo para negocio, queira vir recla-
mar;certos de que,nao viudo no praxo marcado, perde-
rs o direito, e 080 poderlo mais reclamar.
Roga-ie ao Sr. J. P. B., que tenha a bondade du
mandar atisfaier a quantia de l5j n., deque be deve
dor na foja defazeodas da ra da Cadeia-Velba, n. 61.
iK^AUencao !
Nio se amofine tanto, Sr. Lucena O negocio do
Joio Vermelbo ha de sahira luzinfallivelmente.e enlio
veremos quem seja o infame e o asiaieino famigerado
da comarca do Limoeiro.
Aluga-ie e tambem se vende urna refinscio com
(odoi o leui uteniilioi linio de sssucar como de caf,
a qual esta muito afregueinda : auim como existe um
hoto refinador, chepudo de novo : oa Soledade, venda,
n.20.
=Aluga-ie a casa doiitm do Aracl, com bailantes
commodos para grande familia, e tambem se ajuste o
aluguel com o rendimento de cinco viveiroi de peixe :
a tratar com Manoel Luiz da Veiga, na ra da Madre-
de-Deo, n. 36.
Cacallos de aluguel, na Boa-Vista.
Na ra da Gloria n. 59, ba para alugar cavalloa
gordoi e bons com arreioi todoi novos, e da melbor
quslidade ludo proprio para passeio : recebetn le
Maurevel, que, para acudir ao convite do catalajadciro,
suba os degraoa da eicada quatro a qoatro. Mclteo-ic
portento Ln Mole cm um gabinete, e traucou a porta.
Ah aehelme! rtelainou Cocannaa furioao, balpndo
na porta rom o puuho da papada, apera, eapora Qiip
dar-te-liei tanlaa patocadaa uo oorpo, como eaoudoa tu
me ganhaate cala noile. Ah cu venhn livrar-le do lof-
Irer! Ah venho impedir que te roubom, e tu me re-
eoiuppiiiai em urna bala no hombro? eapern, birboue,
eapern !
Entretanto approximou-se ineitre La Hurire, e com
o roneo do arrabul fes voar a porla em pedacoi.
Cocannaa lmic"ii-se no gabinete, maa f-i dar cora u
naris na parede ; o gabinete eatava draerlo e a janella a-
barta.
O diabo prrcipiloo-ie, o como iilu he qoarto an-
dar, eat mono.
Ou ler-ie-ha eicapado pelo telhado da caa viii-
nlia, diaie CuramiH! | aaaanrio a peroa no batrnte da j.i-
nrlla, o dipondo-io a .e^ui-lo aubre eale terreno e>.-
enrrcgaili eeararpado..
Maa Maurevel r La Hurire foriu-aa a elle e o ruet-
lrlu para dentro.
Estaia doudo? giitirao amboi ao meimo lempo.
Va idea malar-vos.
Oraadeo! diaio Cocannaa, aou montanhes, o a-
onatuinado a correr por cumea de gelo. Alein dalo,
quando um hnnium clipgou a me iniuitar, ion rapas de
pon elle aubir al aoa cena, ou driccr at o infrmo,
qualqurr que arja o raramho que elle tome para la vhe-
gar. Dci Denai-vn iluto! duae Maurevel, elle ou eili
uiorto, ou agora muito ionge d'aqui. Vinde com nuevo,
tambem cavalloa para le tralarem com todo o cuidado e
esmero por pre^o maii commodo do que secoituma:
a tratar ne meimo lugar, ou com Francisco Xavier
Pereira de Brito oa ra do Livramento, n. 36, se-
gundo andar.
= Aluga-se um sobrado com muito boa vista, mui-
to fresco e de um andar, com 3 quartoi muito
honi solio que chegs para outra familia pot (er doi
quartos, corinba e terraco para recreio sito no prin-
cipio da rus Imperial : a tratar na mesma ra, n. 31.
aj Precisa-se de urna lavadeira de varrella ; na ra
da Aurora n. 38.
- Arrenda-se, vende-se*, ou permuts-sc, por urna
casa nesta praca um pequeo sitio com csss de vi-
venda muitoi sivoredos de fruto, voltando-se o que
lor de razio : a tratar na ra do Cotovello n. 59.
Precisa-se fallara Sr. Manoel Ferreira Mendes;
queira annunciariua morada.
O Sr. S. R., queempenhou um relogiode ou-
ro com sua corrente na roa Nova loja, n. 6 quei-
ra fazer o favor de o ir desempenhar no prazo de 3
dias; do contrario ser vendido pelo preco, que derem,
ficando sempre o mesmo Sr. S. R respomavel pelo
reliante : e para que se nio chame a ignorancia se
fas o presente annuncio.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da Con-
ceicio dos militares convida a todos os seus irmaoi, tan
to militare! como paisanos para se reunirem em me-
sa geral pelas 8 horas do dia 6 do corrente a fim de
eleger-se o presidente que lem de servir no luturo
annode 1846.
= Aluna te, pelo lempo do festa urna caa no
Poco-da- Paoeila a margem do rio junto a casado
sacristioda matriz: na ra do Quetmsdo, botica,
n. 15.
= A luga-se o segundo andar por cima da botica da
ra do Queimado n. 15 ; a tralar na mesma bo-
tica.
Prrc'na-iede um caixeiro para venda ; na praca
da Boa-Vista n. 13.
O abaixo assignado fax publico que vendeo,
desde o primeiro de dezembro presente a sua venda,
sita as casinbas da ribeira da Boa Vista ao Sr. An-
tonio Fernandes do Azevedo, seu caixeiro ; outro aim,
aproveila-se desle an nuncio para Ihe agradecer os boni
servidos que sempre Ibe prestou em quanto caixeiro ,
que loi sempre muito capaz e verdadeiro para com o
abaixo aisignado nos negocios de sua casa e ficando o
Sr. Azevedo scienle que o abaixo asiignado hu seu
amigo. Jos Soaies Pinto Correia.
= Antonio Femandesde Azevedo faz scienle, que
nio be mais caixeiro do Sr. JosSoares Pinto Correia,
desde o dia primeiro de dezembro correnle ; assim co-
mo ica assis agradecido polo bom tratatnenlo e hsr
mooia, com que sempre o Iralou o dito Snr, Soares
em lodo o lempo que esteveem sua companhia des-
de que aqu chegou de Portugal: ficando o Sr. Soare
certo, que, era quanto eu Ihe poder ser til aos leus
serviroi da bom grado os cumprirei.
Aluga-se a loja do lobrado da eiquina da ra do
Hospicio propria para qualquer eslabelecimento : a
tratar no mesmo sobrado, n. 1.
= Manoel Joaquim Gonfalves e Silva oulr'ora
Silva & Fragoro, faz scienle a seus devedores (o! anti-
goi), que quanto antes vio latiifaser leui dbitos, vis-
to nio estar reolvido a espetar mm do que at o fim
de Janeiro p. luturo; alias lanzar mao dos meios, que
a lei Ihe faculta.
Prectia-se de urna ama forra, que tenha bom
leile para criar urna menina ; na ra Deraita, segundo
andar do sobrado n. 112
Emprestase dinbeiro sobre prata ouro e bri-
Ibantea ; na ra do Fogo n. 27, solio.
= Aluga-se o primeiro andar do lobrado, n. 22,
da ra das Cruzes; tambem se aluga metade s da
frente para qualquer pessoa, que nio lenba familia :
a tratar no segundo andardo mesmo sobrado.
O esenvio da irmandade de N. S. da Conceicio
da Congregarlo convida a todos os irmios da mesma
paia reuniio em mesa geral, na forma do artigo 48 do
compromuso domingo 7 do correnle pelas 9 ho-
ras da manhaa.
James Hallidsy, nio lendo effectuado a venda.no
leilio, da sua prata vende-a agora ; sendo um lind
epparelbo para cha e caf paliteiro casticaes sal-
vaecolheres, ludo qussi novo e obra de Portugal;
vende junto ou em pecas separadas, por muito m-
dico preco na sua casa ra do Pilar, em Fra-de-
Porlai n. 135, primeiro andar.
Precisa ie alugar urna ama preta ou parda,que se-
ja fiel, e que d* fiador lili conducta; a qual deve
saber engommai e n ais servicos de urna caa de familia:
no Alerro-da-Boa Viita, n. 17, primeiro andar.
Jumes Halliday vai para a Europa, levando sua
familia.
Semianna da Viiitaclo retira -te para a Babia ,
que le eile non encapa, mil outroi acharis em leu
logar.
Tendel raaio, bradou Cocannai. Morte ana Uu-
g unite Trnho ncrenidade de vinganca u quanto niaii
cedo raelhor.
E todo deicrlo a cacada com tima avalauche.
A'c*aa do almirante! gritou Maurevel.
-A' raaa do almirante! repeli La Hiriere.
_ Seja ln i raaa do almirante, ja que aiim o quereii,*
diisp por ma vei Comuna*.
E lodoa irc lahirfto da hn*prilaria da Bella Estrella,
enireyoe a Gregorio c mam criado!, e se dirigirn para
a ees* do alionante na ra de Bclhiay. Urna chamma
brilhanle, e a bulba dai orcabuzadua oa guiavSo deaae
lado.
Oh! quem vero all? um hornera era raangaa de
camiaa.
He alguin que le eicnpa, daie Maurevel.
He o iirgoi'i com voaco que tendea arcabusea,
ciclamou Coralina!.
En nao, diaao Maurevel; guardo a minha palavre
para inellior cafa.
Ho para v*, Ln Hurire.
Esperai, eaperai, diaio o eitalajadeiro faiendo a
puntara.
Ah! lira, eaperai, grtou Comunas; e em quanto
ae espera vai-ae o hornera embora.
Eperaeguio o infeln, que logo nlnaofou, porque ja
palava feridu. Mal no momento em que, para uto Ion-
io pelaa coala, Ihr grilava: > Volla-le, volta-te! a
aunu un uro de arrabm, limbala asaobiuu pelaa ore-
Iba de Cocannaa, e u fugitivo rolou como a lebre ferda
no maii velos da carreira pelo aburobo do cafador.
levando em sua companhia dousfilhoi menores,Joiquim
Vicente Ferreira e Jos Anacido e crias menores
Anliocoe Moniea.
Aluga-se pelo tempoda fesli, um sobrado da
um andar e solio na cidade de Olioda no princi-
pio da ladeira de S. Bento, com commodoi para gran-
de familia : a tratar na reparticio do sello, com Angelo
Custodio Rodrigues Franca ou na ra Imperial,
n. 30.
Tendo de concluir-se, no ultimo do
corrente mez, o prazo, que a lei marca
para a afericSo, o arremtenle da mesma
convida, pela ultima vez, a quem tiver
de aferir pesos e medidas para os seus
dilTerentes estabelecimentos, a concorre-
rem at o referido dia ; protestando de
novo nao ficur responsavel pela falta da
aferir^ao daqueles, que a n3o poderem
obter por falta de lempo. S5o compre-
liendidos no presente annuncio os donos
e mestres das emliarcaces, que vendem
oeste porto carne secca, e farinha, os
quacs nao podem empregar-se neate com-
mercio, sem que tenhao aferido as balan-
cas, pesos, e medidas, de que us3o. Se-
mejantemente avisa aos Srs. de enge-
nho, aos vendedores de al, mestres car-
pinas, e pedreiros, que deven, mandar afe-
rir as suas ancoras, medidas, e regoas, de
que us3o, que deven, ser aferidas annual-
mente na lrma da le.
Hypolilo Jos Elias tem contratado com a viuva
do fallecido Jos Francisco Pereira fazer urna by-
potheca na casa da travessa do Carino, n. 16, perteo-
cente a dita viuva,Terlulianna Maria: e por isso an-
nunria por esta lolha.para que, se alguem se adiar com
direilo ou alguma penhora a dita casa annuncio
por rita folba neites o das,com a pena de perder qual-
quer hypotbeca ou penhora feiti antes delta data.
Aluga-se o legundo andar da propriedade o. 8,
ruada Aurora, com commodos baitantei e asseio : a
tratar na ra da Crui, n. 13, escriptorio de Ridguay
Jamiioo & C.
Aluga-se urna caa terrea na Boa-Viita, ra do
Pires, e outra no Casanga, defronte do rio e d'agoa
frrea, com bastante! commodoi e estribsria : a fallar
na ra Nova, loja, n. 63.
Precisa-se de um mogo brasileiro de 18 anuos
pouco mais ou menos para caiieiro nesta prirja, eque
tenha boa conduela aliancavel: na ra da Crui, o. 3.
. Na casa de Firmino Jos Fclis da Roa & Irmio
acba-se um prelo que diz pertencer ao Sr. do eoge-
nho Conceicio Jos Comes dos Santos, e que tambem
lizchamar-se Adelo. Faz te o preieote annuncio
para prevenir ao dito Sr. ou a qualquer pessoa inleres-
s ola a tal respeilo declarando se que se nio reipon-
sabilisa pela fuga do dilo eicravo ; o qual appareceo
no dia primeiro do corrente.
DI le dinheiro a premio em pequeas e grandes
porroes, com ponbores de prata e ouro: as Ciueo-
Pontss, n. 134.
Aluga-se urna caa terrea nova assobradada ,
com muitos commodos grande quintal cacimba o
cozinha fra na ra da Palma n. 17 : a tratar na
praca da Independencia loja n 3.
= Aluga-se o primeiro andar da casa da roa do
Chieimado n. \i, com bstanles commodoi pintada
ha pouco lempo : a tralar no seguodo andar da mes-
ma casa.
Cesar Kruger embarca para o Hio-de-Jineiro a
sua escrava de mime Jusepha crioula.
Aluga-se ums casa Ierres na ra do Fogo com
duas salas, 5quartos cozinha fra, quintal e cacim-
ba : a tratar na ra Diretta sobrado de um andar ,
que volta para S. Pedro o. 16.
LoleriadoTheatro.
No dia 18 do corrente mez ando ira-
preterivelmente as rodas desta lotera ;
e talvez antes do referido dia, se se extra-
hirem com a rapidez, que *ao tendo, os
respectivos bilheles.
Agencia de passaportes.
Na rus do Collegio,botica n. lO.eno Atterro-da-
Boa-Vista loja n. 48, lirio-se psssaporles para dentro e
forado imperio,assim como despachio-seescravositudo
com brevidade.
Uro grito de triumpho appareceo por traa de Cocan-
naa ; o Pieniotiles voltou-ae, e vio La Hurire agitando
a anua.
__ Ah I tiesta vez, exclamoo elle, ao menos estreiei.
Sim, maa quaii que me piaaais eom a bala.
Tomai sentido, meu Hdalgo, tomai lentido, gritou
Ln II riere.
Comunal deo um aalto para trai. Oferido tinha-ie er-
guido sobro um joplho ; o l cuidando na viganca, ia a-
trave.aar Cocannaa oum o tumbal no meimo momento
em que o aviio de La Hurire havia prevenido o Pie-
montes.
Ah! vbora, exclamnu Cocannaa.
E lancMido-ae obre o ferido, Ihe enlerrou tres vetea
no pcito a capada al o punho.
Agora, continnon elle, deixando o hugnenole naa
ronvuliiei da agona; I easa do almirante! casa do
almirante!
Ah! ah! reeu fidalgo, pareoa que a oouia vai-lbe
agradando.
Cora rffeitn, creio cine sirst. Nio sei se he o c4si-
ro da plvora que meembebeda, ou a vista desangue
que me exrila, maa, rom o diaboa lomo goito a me-
tlica. He romo te diueiieis urna batida da humen!. S
trulio feito batida! de oriol e lobos, mas por minha
honra a de horoens me parece mais divertida.
E todos tres seguirlo o seu caminho.
FW DO PRIMIIRO V0J.UME.
X'pnlinuar-ia-feo].


r~-'"" ...... i 'i rn=Bssgs==
O shaixo assignado avisa quem onvier, que
se est habilitando como cesionario da vi o de Jos
Francisco de A/evedo Lisboa na execuco promovida
contra viuva Anna Joaquina Lins Wanderlet, para vir
com embargos de compensacao na execugo que mo-
ve dita Wanderlei contra o abaiio assignado na quali
dad* de fiador de Antonio Barbosa de Albuquerque ,
por cuja compensado tem protestado embargando dita
eiocucio. Anloni.t da Silva GusmSo.
Quem precisar de urna ama que engomma e
cozinha muito bem dirija-aeao becco do Azeite-de-
Peiie, n. 14.
= Aluga-se ura soto independente com cozinha
fura, quintal e cacimba : a tratar na ra Bella sobra-
do n. 37, das 7 as 9 horas e meie da manhia.
Preeisa-se alugar uma preta sem vicios alguns ,
que entenda de cotinbar para casa de pouca familia;
quem tiver, annuncie.
Preeisa-se alugar um moloque sem vicio al-
gum que entenda decoiipbar para casa de pouca Ta-
i lia ; quem tiver annuncie.
= Aluga-se o sobrado de um andar, n. 12. da ra
da Calcada ( antigamente Manuel Coco ) com quin-
tal e cacimba : a tratar na ra do Trapicho n. 34.
Arrenda-se um sitio no lugar do Arraial com
casa bastantemente grande e vistosa arvores do (ruto,
e baixa : a tratar na ra da S. Cruz, n. 58.
Domingos Filippe Fcrreira Campos retira-se pa-
ra Portugal a tratar de seu negorio. O mesmo fax
sciente ao publico, qucdeixou de ser socio de Joio An-
tonio da Silva Braga, desde o dia 29 do novemtro pas-
s.do.
Aluga-se uma boa casa terrea na ra Bella com
duascalas, ialcovas. uma dispensa cozinha fura
quintal e c. cimba estribara para um cavallo, com
uma porta no quintal para um grande atierro, que tem
junto a mesma casa : a tratar na ra do Collegio, b.
15, segundo andar.
Precisa-sede 1:000,) rs. a premio, por tempo de
um anno com hypolbeca em 5 osravos : quem qui-
zer dar. annuncie.
Queip tiver para alugar um quarto o mesmo me-
tsdede uma casa para um homein solteiro annun
ci.
Aluga-se o segundo andar do sobrado, n. 22,
sito na ra estrella do Bozario : a tratar no largo do
Collegio loja n. 6.
= Aluga se uma casa terrea na ra da Soledade ,
com duas salas seisquartos Corredor ao lado, quin-
tal murado e outro cercado cacimba com boa agoa de
beber : a tratar na ra da Aurora n. 68.
- Aluga-se um dos melbores sobrados em Ulinda,
na rus de S liento parase pasear a feSla por pre-
co rasoavel assegurando-se ser um dos melbores, que
all existe por ser muito prxima ao Varadouro com
linda vista para o mar : a tratar com sua prop ietaria,
a viuva de Joao Goncalves Rodrigues Franca na mes-
ma Cidade.
Ai'i'io importante. Atlenc&o !
= O abaixo assignado tem a satislacio de annun-
ciar aos seus fregueses e aos habitantes em ge ral des
ta provincia que pelo hiate americano Duroe, vindo
de Boston em2B do mei p. p. Ibe ebegarao dous cai-
xoten de pilulas ve.^etaes do doutor Brandnalb o mes-
mo abaixo assignado afiauca ao respeitavel publico,
quesoas unicse verdadeiras pilulas de seu proprio
autor que existem a venda nestacidado ; por quan-
in est autorisado pelo referido doutor para ser o seu
atente. Os pretendentes dirijo se a ra da Cedeia-
Velha, lotice o. 50.
Vicente Jos de frito.
Aluga-se urna casa de sobrado de
(juatro andares, com muito boa vista
para o mar, e muito lresca, com um gran-
de armazem, na ruado Trapithe-Sovo:
trata-se na ra da Aurora, n. 58.
=s Precisa-se alugar um prelo esclavo para o ser-
vico de uma casa de pequea familia, que seja dili-
gente para laxer as compras na ra e lamben) o ser-
vico interno da casa, menos coiinher: quemo tiver
dirija-se a ruada Cruz botica n. 47.
F. II. Lutlkens. transiere seu escritorio para a
ra do Trapiche, n. 16, segundo andar.
= Aluga sea casa n. 54 na ra dos Copiaics ,
com bastintes commodo^ ; na ra da Aurora n 44.
M>
Compras.
__ Comprio-se, para fura da provincia escravos de
13a 20anno6; sendo de bonitas figuras, pagio-se bem:
na ruada Cadeia de S.Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
i Compro-se uma venda nicamente com a ar-
maclo equetenha commodos para morar familia,
sendo nos lugares seguintes; Cinco-Pontas at o vi-
veiro do fallecido Muoiz : na ra largado Bozario,
n. 29.
= Comprio-se escravos, at o dia 11 do corrente ,
de ambos os sexos para engenho distante desta praca,
sendo mocos, e de bonitas figures com oucio ou sem
elle ; anda sendo viciosos : na ra Nova sobrado de
um andar n. 53 das 6 as 9horas da manhia e do
mcio dia as 6 da tarde.
- Compra-se uma casa terrea com bom quintal e
cacimba em qualquer dos bairros, de S Antonio ou
Boa-TisU ; nesla typographia ou annuncie.
Compra-se um terno d pesos de ferro de duas ar-
robas al 8 libras lados; na praca da Boa- Vista ,
n. 13.
Venas.
Na ra Direila, sobrado de um
andar, n. i>G,vende*se, por muito
mdico preco, a casa lerrea da na
do Rangel, o. 49, com vintee
cinco pamo6 de fente, e setenta
e sete de undo, cozinha fra,
quintal muiac/o, e outros muilos
commodos, e que rende mensal-
mente 20^000 ris. Est.i casa
acha-se hypothecada; mas o hypo
thecario nenhum bice poe a sua
venda.
"- Na ra Direita, sobrado de
um andar, n. 56, vende-se a casa
lerrea da ra das Cinco-Pontas,
n. 93.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja n. I.
Vendem-se superiores grvalas de selim preto a 500
rs ; casimiras, das mais modernas, a 1,200 e 1,400 rs.
o covado; panno fino, preto e axul, a 2,500 rs.: meias
desenbora a 280 rs. opar; chitas de todas as qualida-
des, de 120 a 500 rs.; madapoldes, de 140 o 280 rs.;
cortes de cliitas de (odas as qualidades, e do melbor
gosto superiores riscados francezes, polka, a 360 rs.
o covado ; e oulras multas fazenda, ja aun junadas
neste Diario : na mesma loja cima.
Uepoulo de farinha.
= No armazem de porla larga do cae de Collegio,
ha para vender farinha de mandioca de ludas as quali
dades, ensaccada ou medida pela medida velba ;
, ssim como arroi pilado; ludo por menos preco que em
oulra qualquer parle : as pessoas, que quieiem gran-
des porcoes para embarque, leem a vanlageir. de poder
receber e bordo do brigue Phenei : e no mesmo depo-
sito su encarrega do despacho e embarque, e sempre
tem embarcaedes com farinha no porto.
itap de Lisboa.
= Vende-se na praca da Indeiendencia n. 4 ,
ebegado prximamente a 4U00 is. o bole.
Vendu-se um pequeo sitio com casa de vivenda,
muito fresco a mergem do rio agoa de beber al
proprio para olaria, e com proporcOes para viveiro; ven-
de-se por commodo preco e at com praro na metade
do ajuste : na ra de Aguas Verdes n. 21.
= Vend m-M' saccas de farinha de Mag fina a
4800 rs.; ditas de S. Matbeus, a 4200 rs. e alqueire
medido a 3800 rs. ; gomma do engommar, a I0 rs.
o alqueire ; arroz branco a 2 rs. a arroba ; saceos
novos de estopa para farinha, ou milbo a 500 rs. :
na ruB da Cadeia de S. Antonio n. 19 deposito de
farinha.
es Vendem-se corles de finissimas cetsa-chlas, de
goslos muilo modernos a polka e chegadas ltima-
mente, a .500 e ir rs. ; ditos de chitas de iistras en-
vasadas, e muilo finas, a 4500, 4000 e 3500 rs.; cam-
braia lisa de vara Je largura propria para forro a
320 rs ; dila muito fina com pequeo deleito, a 320
rs.; casimiras de algodu de quadros, a 480 rs. o cova-
do ; macedonia do quadros e lislras padioes escuros ,
i 480 rs. e oulras rouilas fatendas por baralo preco :
na ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco Dias.
Pela medida vellia
vende-se familia, ebegada ltimamente de S. Ma-
theus, de superior qualidade, e pur menos do que em
outra qualquer parle, a bordo do palucbu Venus, de-
fronle do caes do Collegio, e na ra da Cruz, o. 54, a
lallar com Manuel Antonio Pinlo da Silva.
Hua do Trapiche n. 40.
Uma factura de relugiosdd ouro, obra fina, nova, e
de bom gosto manufacturada em Londres expressa-
mente para este mercado por autor perito e conbe-
cdo ; adverte-te, que se vende um por uoi e para
dar maor extracto por preco baralissimo e entrega-
se mi por dinboiro.
= Vende-se uma casa no becco da Camboa-do-Car-
mo; qa ra Direila n. 81.
= Vende se um prelo de meia idade, por 150*
rs., bom para Iraballiar e botar sentido a um sitio ; 6
ditos mocos, para lodo o trabalbo; (i escravas com boas
habilidades duas sao recolbidas cosem, engommio ,
e counbio ; duas ditas boas quitanderas ; duas par-
das mocas urna lie boa mucama : na la do Crespo ,
o. 10, pnmeiro andar.
= \ende-se polassa russians, nova e superior;
cal virgem de Lisboa mais btrato que em oulra
qualquer parle : na ra de Apollo n. 18
Vende-se, por preco razoavel, uma casa terrea ,
bem construida ecoin bastantes commodos sita na
ruada Alegra ; na ruada S. Cruz n 38.
= Vende se um carrinbo de duas todas em muito
bom estado ; e urn cavallo muilo bom para carro : na
ra eslreila do Bozario n, 43, segundo andar, das
6 as 9 horas e mi a da manbaa
= Vendem-se os escravos seguintes: uma prole de
Angola de 19 snnos cozinbeira e Uvadeira ; urna
prela cozinheira cese e lava ; um casal de escravos de
nac,5o com uma cria pioprios para campo ; dio se
mais em conta por seiem para liqudalo : na Lingue-
te becco do Torres n. 4.
Em prtmeira mBo.
= Vende-se cera em telas da melbor fabrica doBio;
colla da liabia as arrobas; vinagie de vinho tinto
superior a 5U0 rs. a caada u Iba : a ra da Sen-
zalla-Velba, n. 110.
= Vendem-se saccas com milbo a 3.600 rs e al-
queire medido a 3200 rs.; na ra da Cadeia de S
Antonio n. 19. deposito de farinha.
= Vendem-se duas pretal e uma parda, de boni-
tas figuras proprias para todo o servico ; na ra da
Cadeia do Hecife luja de Joao da Cunba Magalhies.
=Vende-se uma escrava de nacao de 24 annos, de
bonita figura], oj tima quilandeira ; um escravo de na-
ci de bonita figura de 25 annos ptimo carre-
gador de palanqun) e gantiador : na ra das Crutes ,
o. 22, segundu andar.
Calcado,
As muito desejadts chinelas de Braga acabio de
ebegar ; assim como sapalos de Lisboa paca senbora ,
tanto de lustro como de duraque ; ditos de lustro para
bomem ; bolins e meios dilos; burzeguios gaspeados
e de pona do lustro ; sapalOes de lustro e de beierro ;
sapalos para senbora, de lustro, marroquim, de lia, du-
raque preto e selim branco ; calcado para menino de
lodos os tamunbos ; e outros calcados por preco com-
modo : na iraca da loJependencia n. 28.
Vende-se a venda da rja da Praia n. 46 ,
bem afreguezadae com bastantes commodos para mo-
lar familia ; na iu* eslieila do ftozario, renda, a. 1.
= Vende-se uma botica das mais acreditadas, ecom
o melbor lortimenlo de drogas ; na ra da Cadeia lo-
ja n. 40. f
= Venderte um porta-licor em suo competente cai-
ra de laia cnvtv}isada, muilo boa obra, por preco mui-
to eommndo r3ia ra de Horlas n 62.
Manoelli Antonio Pinto da Silva,
tendo de descarregar o patacho Venus
at o dia i o do corrente, por isso vende
farinha de superior qualidade, chegada
ltimamente de S. Malheus, e por me-
nos do que em oulra qualquer parte, tan-
to a burdo do mesmo patacho, como no
seu armazem, na raa da Cruz, n. 54-
Manoel Arttonio Finio da Silva tem
para vender una porcSodo melhor junco,
que aqui tem viudo, assim como uto rico
sin fimcuto de charutos em caixinhas, vin-
do ltimamente da Baha, sendo regaliu,
meia regala superfino, e de militas ma
qualidades, tudo por menos do que em
u'ta qualquer parte, para se desoecupar
o armazem : na tua da Cruz, armazem, n.
54. ''
= Veodcm-se dous moleques, de idade de 14 a 18
nos; duas negrinbasds mesma idade, com prin-
cipios de costura eengommado ; um escravo, de idade
de 20 annos, bom coziuhiiro ; um dito bom canoeiro ;
4 escravos de nacao, com bonitas figuras ; uma es-
crava do idade de 30 annoi; todos de muilo boa con-
ducta, e dao-se a contento : na ra Direila n. 3.
as Vende-se a armacao da loja n. 27 na ra do
Livramenlo para qualquer estabelecimento em bom
miado e em conta : a tratar na mesma loja
Na venda nova de 3 portal defronte do becco do
do Trem continua-se -a vender vinbo de Lisboa,
I'iguera o Feiloria ; cb nacional dito parola, dito
hvsson da India a 2240 rs. at 3200 rs. a libra; fa-
rinha de araruta a 240 '* dita de Maranhio a 120
ri. a libra e em maior porcio a 100 rs.; mantei-
ga m-li'/a e francea e lodos os mais gneros de ven-
da de boas qualidades, e muito ero conta com dinbei-
ro a vista.
= Vende-se cera branca de superior qualidade ,
em gamelas por preco commodo; no armazem de
Fernandu Jos braguez ao pedo arco di Cunceicio.
= Vendem->e duas prcias mofas de 22 annos de
bonitas figuras, cozinbio perfeila mente, engommio
e fs/.em todo o man servico de uma caa; duas ditas
para lodo o servico e propriai para taboleiro de fa-
Zendas ; uma mulalinha de 12 annos, muito boni-
ta : na ra larga do Kuiario, n. 46, segundo andar.
= Vendem-se 12 escravos de idade de 14 a 24
annos, com algumas habilidades, lendo um cotiohei-
ro lava, engomma e cose ; uma mulalinha de ida
de de 14 annos; uma pardo, de }8 annos de bonita
figura proprio para pagem ; todos por preco commo-
do : na ra da Cruz n 51.
Vendem-se relogios de ouro ptente inglez ;
um chronomelro : na ra da Cruz, n. 13, eicripto-
rio do Ridgnay Jamison & Conq anbia.
= Vende-se polassa americana, ultimamento cha-
fada em barra pequeos; meias barricas de farinha
gallega ; lencos de soda ; selim de Maco ; tudo por
preco commodo em casa de Malheui Austin & Coui-
panbia na ra da Alfandega-Velhs n. 36.
e8eee8!
DE TIRAR FOGO, |
f afiancadas a todos os compradores, %
g pelos precos seguintes:
g i molho embrulliado i 4o f
* too ditos dilps.....2s'5oo i
i i. groza al 6 grozas .... 3 .su o o
de 6 ditas ate 12 ditas., ... 3.s'ooo
Sendo muito bem acondicionadas e pro- 2
*. prisa para se levarem para dentro e lora da pro- *
* vncia, sem perigoalgum; assim como so con- *
i, lina a vender de outros, como danles a 2*560 1
* a groia: no acougue do Joio Dubo, ra dos
J Quarleis, n. II, casa pintada. 1
.*******
= Vendem-se chapeos de seiibora u.uiiobiin en-
leiladoi e de goslo o mais moderno possivel ; um ri-
quissimo sortimento de filase flons de loda ai quali-
dades e bom goslo ; assim como guarnicoes de flores
para vestido de senbora ; pehnas para chapeos arma-
cues de chapeos para se apromptarem : e um riquissi-
010 sorliuienlo do canibraias linas: na ra larga do
(tutano n. 24.
= Vende-se vinho de Champagne em gigos, da me-
lbor qualidade ltimamente ebegado dito de Bor-
deaux em quartolas muilo bem acondicionado;
ago'ardenlo de Franca (chamada de prova ) ; moslar-
da preparada em potes; tudo novo e muito fresco : ero
casa de Avrial Irmios, ra da Cruz n. 20.
Vende-se vinagre branco nacional a 400 rs. a
caada velba : na fabrica da ra Imperial n. 7; ra
Direita n. 53 venda de M. Miranda ; no Aiterro-
da-Boa-Vuta fabrica de licores de I'rediricq Chaves;
e na ra do Trapicho armazem do molhados do Mi-
edle.
= Vende-se polassa muilo nova, e de superior
qualidade, em barra pequeos: na ra da Cadeia do
Itecilo armatem de estucar, n. 12.
= Vende-se um l.erco para menino por preco
commodo ; no Hospicio, n. 44.
{.) -ipipu*OQ
anb jod 'oajd oiuaq o|ed |9epoauiujowj sfise ss-itt
-jo) 0 'uinf|B o|isjsp iuuu sRjjiia uiaj ogu apuaxij tiip
-ajqos t : si3J eiud)|o e sojuaa )io e (ui loop ap" omio
oaipoui o|ad saxy sjjojs uin vpvi) supiaoa g| tuba
' oqeirj op ojioqoy ep laojped aquixusj ep opjisea
ap sajjoj ujissu uiaq i uin pea opaznj ron ap OMid
oinujuijp ojad 'saiga stoq a pu |ajnos sp so
va| es-uiopuea ouo)uy gep oai o uad iujjj uioj
' (ljanos op enj ap euinbsa os.j op ijo| ssj x:
(') Por pedido do autor desle aonuncio vai elle pa-
ginado como eiti.
== Vende-se, por precalo um sitio na estrada de
S. Anna para Helero com muito boa casa a moder-
na para grande familia bastantes arvorodos de fru-
to de vanas qualidades trra para plantacao baixa
jiaxa hortalica e paslo para 6 vaccis de leite : a tra-
lar na mesma estrada passando a ponte, o primeirp
do lado direilo ou na ra do Itengel n. 17.
= Vende-se um cavallo alazao em boas carnet e
sem achaques, carregador baixo por preco comino-,
do ; na ra do Trapiche n. 32.
=Vcnde-se um sellim de mola muilo bom com
lodos os arreioi, e uma manta de cuuro de onca ; tu-
do com pouco uso : na ra da Cadeia casa de cam-
bio n. 24.
BALSAMO HOMOGNEO SYMPATICO,
COM POSTO POR
Jo&o Baptiita Ntrvi, Italiano,
o qual tem a virlude de curar chagas e fridas noval
e veltias, panaricio aolhrai, carbocunlo: impede O (lu-
lo de sangue, procodid," da qualquer cortadura &o. ;
impede a gangrena e erisipela; lira as dores de dente,
e ioflammacio de olbos ; abranda as dores da gola acia-
tica ; mata impingum ; abranda as bermorrboidas ;
tira as dores de caliera diisipi os flatos dores col-
licas ; destroe os vermes; be excelleote remedio para
as febres malignas pestilenciaes e reumatismo ; he
ptimo para promover as violencias do lexo feminino ;
cura 01 defluxos, ceUrrbos, toite urna e empyeme
facilita a digeslio; conforta o citumago; excita o ape-
tito, e cura radicalmente ai molestias, que naicem des
t ; cura dor de ouvido e be infallivel para destruir
calos em menos de 14 annos. Vende-se as boticas
seguintes : na ra do Collegio, do Sr. Cyprianno Luix
dj Paz ; na do Queimado do Sr. Jos Alexsodre Bi-
beiro ; e na da ra Nova do Sr Juaquim Jos Pinto
Guimaries pelo pelo prego de 640 rs. o vidro- : o me-
tbodo de applicar acompanha o vidro
= Vende-se uma escraya moca de jdade de 20
annos pouco mais ou menos muito boa par* o ler-
vico de campo por estar afleita a e-te servido e coro
uma lilhi de 5 meses; na ra da Cruz no Recite ,
o. 62.
No armaiem de Franciico Dias Ferreira, ao p
da alfandega venoe-ie por prejo commodo vinho em
barri 'lil! ; fumo pira charutos; cbarutus meia re-
gala e regala boa a 1800 rs. a caix.
\ = Vendem-se eftectivaiiienle.das 9 boras da manhia
as 5 da tarde em a ra de S. Francisco antigamen-
te Mundo-Novo n 66, 01 seguintes livros: diccio-
nario Magnum Lexicn latino ; dito francez e portu-
guez por Fonseca; dito dito e dilo porttil; dito dio in-
gles por Vieira ; dito dito geographico ; Selecta ;
Virgilio; Salu*tio; Tilo Livio ; Fbulas de dlferen-
les ediedes ; Cornelio; Arle potica de difiere rites au-
tores ; Horacio ; Terencio; Telemaeo coro estampii;
Arilbmetica d Beiout, de Lacrois ; Loroood mes-
tre f ancer ; e outros que se deixio de annunciar por
nofazer mui extenso o annuncio.
= Vende-se farinha de mandioca do Bio-de-S. -
francisco, a melhor que recentemente tem viudo a elle
mercado ; a relalho pela medida velba e em saccas ,
por preco commodo ': a bordo da barcassa Flor-do-Re-
ci/e tundeada defronte do caei do Sr. Jos Ramos,
ou em caa de IVianoel Jos Goncelves Braga, ao pe do
a reo de S. Antonio, o. 2 : tarobem ba para vender
300 meios de sola do serlao do mesmo tugar.
= Vende-se uma venda muito afregue/ada coro
bons commodos para morar familia com quintal e
cacimba com os fundos que o comprador quizer ,
sita na Passa.em-da-Magdaltna n. 13: a tratar na
mesma venda.
=Vendem-se luvasdeseds a 160, 400, 500, 600
e 900 rs opar; bics de linhode um palmo de lar-
gura; boldes de duraque para aqueta, a 900 rs. 1
grosa ; filas proprias para medidas de S. troaro ,
N. S. do Montee Poco por seren eh conta ; luvas
de pellica para bomem e que tambero servem para se-
nbora a 960 rs. o par; fitas de veludo encarnado e
de mais cies ; meias de toda para bomem brancas e
pretal, a 1000 rs. opar; agulhas francezas em cai-
xinhas carteirase agulbeiros; papel peso de maree
pequea; dito almacoe meia hollanda de varias qua-
lidades ; tesouras ; caivetes ; pentes de marfim para
tirar piolbo ; ditos de tartaruga para marrafa ; bone-
tes de palba propnos para hanlio a 240 rs., e com
pala de lustro a 800 rs. ; e outias militas miudexes por
menos preco que ero oulra qualquer parte : na ra do
Queimado loja de rniudezas, n. 24.
= Nos Arrumbados continulo-se a vender travs de
40 palmos e coito e palmo em quadro de 36 pal-
mos em quadro e palmo e coito ; de 34, de 9 pole-
gadas em quadro ; d32 palmos e coito e palmo aro
quadro; enchameis de 20, 22, 25, 30 e 36; corre-
ntios e mios trayissi de 30; ciibros de 30, bons e
ordinarios ; estacas para aterro de embinba e outras
madeiras proprias Acceitio-ie encommendas a vonta-
dsde Jos compradores e Manoel Pereira de Mendon-
c he o encarregado da.venda nui Arrombadoi: e se al-
guma pessoa pretender alguma cousa pode entender-
se, na ra da Cadeia do (iecife, com o 3r. Vicente Jo-
s de Brilo e em S. Antonio na ra larga do Roza-
rio comoSr. Jlo Jaeintbo Pereira Cabral.
= Vende-se uma preta de naci de idade de 18 a
20 annos ensaboa tem principios de cozinha e be
quilandeira, por preco commodo; na ra das Cru-
zo n. 41, segundo andar.
Vende-se um prelo sapateiro de idade de 20
annos pouco mais ou menos, bom pira pagem ou
qualquer oulra oceupacao ; na ra da Cadeia-Nova,
loja de sapateiro n. 32
Escravos Fgidos
Fugio no dia 25dop. p. umaescrava de no-
me Luiza cornos signaes siguiles: estatura regu-
lar, rosto redondo nariz chato ; tem um dente uni-
cameote na frente ; raipou-se-lhe a cabega ba pou-
coi das, retornada do corpo e fula ; levou vetidos
rouxo camisa de algodaozinbo e panno da Cosa ;
tem nos dous dedos grandes do p signaes de angi-
nhos, que levou ; ella ja oi pegada palos capilies de
campo no lugar do Arraial, e, na i/ccasiio de a condu-
zirem dissera que nio andava fgida e elles a sol-
tarlo e consta presentemente que anda pelos luga-
res da Boa-Vista : quem a pegar leve a ra das Trio-
ebeiras n 18, que ser* recompensado.
ptn>
. ; XA TTP* DE M. F, DE 1 AJl i^


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